<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Fri, 17 Apr 2026 10:50:10 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:50:10 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Investimento de 1,5 milhão em energia solar viabiliza fábrica de gelo para pescadores no Amazonas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A iniciativa liderada pela Fundação Amazônia Sustentável busca resolver problemas de logística e conservação de pescado através do uso de energia limpa em áreas isoladas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas-1776361178725.jpg" data-image="28czb3e9zmcn" alt="Fábrica de gelo solar em Iranduba revoluciona o trabalho dos pescadores artesanais da região. Foto: Reprodução/ Agência Brasil" title="Fábrica de gelo solar em Iranduba revoluciona o trabalho dos pescadores artesanais da região. Foto: Reprodução/ Agência Brasil"><figcaption>Fábrica de gelo solar em Iranduba revoluciona o trabalho dos pescadores artesanais da região. Foto: Reprodução/ Agência Brasil</figcaption></figure><p><strong>Uma fábrica de gelo abastecida inteiramente por luz solar</strong> iniciou suas operações neste mês de abril na <strong>comunidade ribeirinha de Santa Helena</strong> do Inglês, em Iranduba. O projeto pioneiro, batizado de Gelo Caboclo, busca solucionar gargalos logísticos históricos enfrentados por famílias que vivem da pesca no interior do Amazonas.</p><p><strong>Além de simplificar o armazenamento do pescado, a iniciativa foca na sustentabilidade </strong>ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa na região. O uso de fontes limpas garante autonomia energética para mais de <strong>30 famílias</strong> locais, transformando a realidade de quem depende dos rios para subsistir.</p><h2>Tecnologia sustentável transforma a rotina de pescadores locais</h2><p><strong>A infraestrutura conta com uma usina de placas fotovoltaicas e baterias de lítio</strong> que permitem a produção ininterrupta de gelo, mesmo em dias nublados. O complexo também<strong> possui um poço artesiano exclusivo</strong>, garantindo água de qualidade sem comprometer o abastecimento regular da vila.</p><div class="texto-destacado">Com capacidade para fabricar uma tonelada diária e armazenar até 20 toneladas, a fábrica elimina a necessidade de viagens exaustivas até Manaus. Anteriormente, os moradores levavam cerca de cinco horas para buscar o insumo, arcando com altos custos de combustível e perdas pelo derretimento.</div><p><strong>Pescadores relatam que o desperdício era uma constante</strong>, pois era necessário comprar o triplo da quantidade desejada para garantir a conservação. Essa dinâmica<strong> representava um risco financeiro alto</strong>, já que o investimento era perdido se a pescaria não fosse bem-sucedida naquele período.</p><p>Atualmente, a lógica de trabalho mudou e os profissionais só adquirem o gelo após garantirem a captura dos peixes no rio. Essa mudança estratégica <strong>evita gastos inúteis e fortalece a economia da comunidade,</strong> permitindo que o lucro permaneça nas mãos dos trabalhadores locais.</p><h2>Alianças estratégicas e gestão comunitária garantem viabilidade</h2><p><strong>O empreendimento recebeu um investimento total de R$ 1,5 milhão, </strong>viabilizado por uma parceria entre organizações sociais, governo e o setor privado. Empresas como a<strong> Positivo e a UCB Power </strong>aportaram recursos através do Programa Prioritário de Bioeconomia, gerido pelo Idesam e pela Suframa.</p><p>A Fundação Amazônia Sustentável (<a href="https://fas-amazonia.org/" target="_blank">FAS</a>) coordenou a articulação e o licenciamento da fábrica, <strong>que está situada em uma Unidade de Desenvolvimento Sustentável. </strong>O esforço conjunto visou resolver o problema da cadeia do frio, que é um dos maiores desafios para o produtor amazônico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas-1776361200001.jpg" data-image="sequxliexkbl" alt="Gelo Caboclo utiliza tecnologia fotovoltaica para apoiar a pesca sustentável e o turismo na Amazônia. Foto: Reprodução/ Agência Brasil" title="Gelo Caboclo utiliza tecnologia fotovoltaica para apoiar a pesca sustentável e o turismo na Amazônia. Foto: Reprodução/ Agência Brasil"><figcaption>Gelo Caboclo utiliza tecnologia fotovoltaica para apoiar a pesca sustentável e o turismo na Amazônia. Foto: Reprodução/ Agência Brasil</figcaption></figure><p>Para assegurar a continuidade do negócio, <strong>a gestão foi entregue a um morador local escolhido pela própria comunidade após capacitação técnica.</strong> Ele planeja diversificar as fontes de receita vendendo mantimentos para os pescadores, o que ajudará a cobrir os custos de manutenção.</p><p>Outros setores da economia local, como o turismo e a agricultura familiar, <strong>também utilizam a produção para conservar alimentos e insumos.</strong> Essa versatilidade demonstra como a disponibilidade de energia e gelo pode impulsionar múltiplas atividades econômicas de forma integrada e eficiente.</p><h2>Modelo replicável para superar desafios energéticos na Amazônia</h2><p>O acesso à eletricidade confiável ainda é uma barreira para quase um milhão de pessoas em toda a região amazônica brasileira.<strong> O Gelo Caboclo funciona como um projeto-piloto que pode ser replicado em outras localidades isolada</strong><strong>s</strong> que possuem vocação para a pesca artesanal.</p><p><strong>As redes de energia convencionais na região costumam apresentar falhas constantes,</strong> especialmente durante o período de chuvas intensas e quedas de árvores. O sistema solar isolado oferece segurança energética, impedindo que a produção pare e prejudique a renda das famílias ribeirinhas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda">Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas-1775421898137_320.jpg" alt="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"></a></article></aside><p>Ao substituir a logística dependente de combustíveis fósseis por energia limpa, <strong>o projeto diminui consideravelmente a pegada de carbono da atividade pesqueira.</strong> Essa postura ambientalmente responsável é essencial para a preservação do ecossistema e para a valorização do produto final no mercado.</p><p>A FAS reforça que a energia atua como um motor habilitador para a geração de renda sustentável. <strong>O sucesso da iniciativa depende de parcerias sólidas que compreendam as particularidades da Amazônia</strong> e invistam em soluções que unam inovação e conhecimento tradicional.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><br><em><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-em-comunidade-ribeirinha" target="_blank">Energia solar viabiliza fábrica de gelo em comunidade ribeirinha.</a> 15 de abril, 2026.</em><p><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parque escondido no Paraná tem formações rochosas de milhões de anos que impressiona turistas; conheça]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O parque é o lugar perfeito para quem gosta da natureza, pois oferece experiências únicas de lazer, como trilhas entre formações rochosas antigas, e com uma infraestrutura turística moderna e sustentável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca-1776369136302.jpg" data-image="qgugbsvf3als"><figcaption>Este parque é uma das mais importantes unidades de conservação ambiental do Brasil, repleto de atrações. Na foto, os imponentes arenitos do parque vistos de cima. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O estado do Paraná esconde um <strong>paraíso ecológico, cheio de belas paisagens naturais e atividades de lazer</strong>.</p><p>Trata-se do<strong> Parque Estadual de Vilha Velha</strong>, que fica <strong>em </strong><strong>Ponta Grossa</strong>, a cerca de 100 km de Curitiba. Para quem quer um passeio ‘bate-e-volta’ a partir da capital, esta é uma boa opção.</p><div class="texto-destacado">O Parque é uma unidade de conservação ambiental que oferece experiências únicas de contato com a natureza e promove a conscientização ambiental. </div><p>O local oferece <strong>atrações de aventura e de contemplação da natureza, com atividades de lazer únicas</strong>, como caminhadas por formações rochosas milenares e furnas profundas. Saiba mais abaixo.</p><h2>Os atrativos do Parque </h2><p>O Parque de Vila Velha é um conjunto de belezas naturais, com <strong>mais de 38 quilômetros quadrados de pura biodiversidade</strong>, com uma <strong>infraestrutura turística moderna e sustentável</strong>, oferecendo uma experiência incrível de contato com a natureza. </p><p>O local oferece grutas, formações geológicas milenares e atividades de ecoturismo como arvorismo e tirolesa.</p><p>O parque tem o<strong> Centro de Visitantes</strong>, que conta com uma <strong>lojinha</strong>, <strong>restaurante</strong>, a <strong>bilheteria </strong>e um <strong>estacionamento </strong>enorme. Os ingressos para entrar podem ser comprados no <a href="https://parquevilavelha.com.br/" target="_blank">site oficial</a> ou na bilheteria do local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca-1776369158929.jpg" data-image="5q296cyei12j"><figcaption>A Taça, a mais imponente das estruturas rochosas do Parque de Vila Velha. Sua base vai afinando para então sustentar a enorme cúpula. Crédito: José Fernando Ogura.</figcaption></figure><p>As <strong>três principais atrações do parque</strong> são: os arenitos, as furnas e a Lagoa Dourada.</p><p>Os <strong>arenitos </strong>são<strong> formações rochosas de milhões de anos</strong>, que se formaram devido ao desgaste do solo pela ação da chuva e dos ventos. São<strong> verdadeiras esculturas</strong>. E você vai caminhar por trilhas que te levam até os arenitos. Os Arenitos são o ponto de partida dos passeios, na verdade.</p><p>O trajeto para os arenitos tem duas etapas: a primeira etapa leva até a<strong> Taça, que é a escultura mais icônica do parque</strong>, com trilha de dificuldade leve. A segunda etapa que você pode fazer é seguir dali até o fim do trajeto pela Trilha do Bosque, que tem dificuldade moderada e vegetação mais fechada. No total, são quatro furnas e mirantes em duas delas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca-1776369178183.jpg" data-image="ouozq6e9xwg7"><figcaption>Mirante da Furna 1 no Parque Vila Velha. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>As <strong>furnas</strong>, que também <strong>têm milhões de anos</strong>, são grandes cavernas verticais com rica vegetação em seus paredões e lagos azulados ao fundo, formando <strong>poços com mais de 100 metros de profundidade</strong>. Uma das furnas tem revoadas de andorinhões que fazem seus ninhos nas paredes e ficam voando por lá.</p><p>A terceira das principais atrações é a <strong>Lagoa Dourada</strong>, que tem cerca de 150 metros de diâmetro e águas transparentes, o que possibilita a observação de cardumes de peixes. Num determinado período do dia, a lagoa apresenta cor dourada devido ao reflexo do sol, o que originou o seu nome. <strong>A trilha até ela é guiada, tem 400 metros de extensão e grau de dificuldade leve</strong>. Não é possível entrar na lagoa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751625" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/alem-das-cataratas-parque-nacional-do-iguacu-vai-ganhar-novas-atividades-de-aventura.html" title="Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura">Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/alem-das-cataratas-parque-nacional-do-iguacu-vai-ganhar-novas-atividades-de-aventura.html" title="Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-cataratas-parque-nacional-do-iguacu-vai-ganhar-novas-atividades-de-aventura-1769716672585_320.jpg" alt="Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura"></a></article></aside><p>Mas não é só isso. Outras atividades podem ser feitas, como uma<strong> tirolesa que passa por cima de uma furna</strong>, com 200 metros de extensão; um <strong>circuito de arvorismo </strong>de 120 metros de extensão, passando por meio das copas de árvores e um <strong>passeio de balão</strong>.</p><p>E não pára aí. Também há uma <strong>rota de bicicleta (cicloturismo)</strong>, onde você vai pedalar por 22 quilômetros passando pelos atrativos naturais do parque; e uma <strong>caminhada noturna</strong>, um convite para <strong>contemplar a Via Láctea durante a noite</strong>. Neste passeio noturno, você poderá observar planetas, estrelas e constelações com o auxílio de um potente telescópio e sob orientação de um guia.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/ponta-grossa-como-e-a-visita-ao-parque-estadual-de-vila-velha/" target="_blank">Paraná: como é a visita ao Parque Estadual de Vila Velha</a>. 24 de janeiro, 2024. Malu Jansen.</em></p><p><em><a href="https://www.viagensecaminhos.com/parque-vila-velha/" target="_blank">Parque Vila Velha PR: Arenitos e Furnas</a>. 26 de março, 2024. Jair Prandi.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano oculto de Europa: missão da NASA busca descobrir vida sob o gelo de Júpiter]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 23:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Sob uma imensa camada de gelo, Europa esconde um oceano global. Uma incrível missão espacial está percorrendo o sistema solar em busca de resposta para a nossa maior pergunta: será que ela pode abrigar vida extraterrestre?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915652017.png" data-image="4pz0kbk57xe0"><figcaption>Imagem de Europa capturada pela JunoCam, a câmera a bordo da sonda Juno da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS.</figcaption></figure><p>Para entender por que essa<strong> lua joviana</strong> fascina tanto os cientistas, precisamos compreender suas características.<strong> Europa tem um tamanho muito semelhante ao da nossa Lua</strong>, mas sua estrutura interna revela uma realidade completamente diferente e extraordinária.</p><p>Sob uma vasta<strong> camada superficial composta inteiramente de gelo fragmentado</strong>, foram encontradas fortes evidências da existência de um oceano salgado. De fato, esse mar subterrâneo pode conter mais água do que todos os oceanos da Terra juntos.</p><div class="texto-destacado">A astrobiologia, ciência dedicada à busca de vida no Universo, considera que a habitabilidade depende da presença de água líquida, compostos orgânicos essenciais e fontes constantes de energia vital.</div><p><strong>Essa lua parece atender a todos os requisitos da astrobiologia</strong>. Os dados sugerem que as oscilações gravitacionais geradas por Júpiter fornecem calor interno suficiente para manter a água em estado líquido por milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915740997.png" data-image="es1ticy62wi4"><figcaption>A sonda Galileo da NASA identifica compostos contendo amônia na superfície de Europa, lua de Júpiter. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Diante de tantas possibilidades, a NASA decidiu agir e, assim, nasceu uma <strong>missão espacial</strong> sem precedentes, projetada exclusivamente para <strong>investigar diretamente esse ambiente oceânico</strong> e revelar se estamos sozinhos em nossa vizinhança planetária.</p><h2>Rumo ao gigante gasoso</h2><p>Essa façanha técnica da NASA foi lançada com sucesso em<strong> outubro de 2024</strong>. Utilizando um foguete potente, a enorme <strong>sonda Europa Clipper</strong> iniciou uma longa jornada interplanetária que durará quase seis anos antes de finalmente<strong> alcançar a órbita de Júpiter</strong>.</p><p>Esta <strong>é a maior espaçonave interplanetária já construída para esse propósito</strong>. Com seus painéis solares totalmente abertos, o veículo atinge um comprimento comparável ao de uma quadra de basquete profissional e pesa aproximadamente seis toneladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775916145806.png" data-image="t68bkgic784s"><figcaption>A Europa Clipper é a maior espaçonave já construída pela NASA para uma missão planetária. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Para sobreviver à viagem, a missão aproveitará a gravidade de diferentes planetas como impulso. Ela realizará diversas manobras de assistência gravitacional, voando muito perto de Marte e, posteriormente, da Terra, ganhando assim velocidade suficiente para alcançar seu destino distante e gélido.</p><p>O <strong>ambiente final será extremamente hostil devido à intensa radiação gerada por Júpiter</strong>. Por esse motivo, os delicados instrumentos eletrônicos viajam fortemente protegidos dentro de uma caixa blindada construída com espessas ligas de titânio e alumínio.</p><h3>Equipamentos de alta tecnologia a bordo</h3><p>Como a missão será de longa duração, a sonda não pousará diretamente na superfície gelada. Em vez disso, <strong>sobrevoará a região diversas vezes</strong>, reduzindo significativamente os riscos <strong>enquanto coleta informações do espaço</strong>.</p><p>Em cada sobrevoo, um conjunto de 9 instrumentos científicos será utilizado simultaneamente, e as <strong>câmeras mapearão toda a geografia em altíssima resolução, revelando cicatrizes geológicas e buscando possíveis erupções de água </strong>recentes expelidas para o vácuo espacial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter">Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-1769852285994_320.jpg" alt="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"></a></article></aside><p>Um componente essencial será um <strong>radar especialmente projetado para penetrar as camadas profundas de gelo</strong>. Seus sinais refletirão nas massas líquidas profundas, permitindo que os cientistas meçam a espessura exata da crosta em detalhes e confirmem nossa hipótese científica.</p><p><strong>Instrumentos adicionais analisarão a composição química de minúsculos grãos de poeira e gases atmosféricos </strong>tênues. Eles funcionarão como "narizes" robóticos altamente sensíveis, detectando quaisquer substâncias orgânicas expelidas por criovulcões submarinos, possibilitando assim uma coleta de amostras químicas surpreendente sem a necessidade de perfuração.</p><h3>Gelo perpétuo e habitabilidade</h3><p>É importante esclarecer um conceito fundamental: <strong>esta sonda não foi projetada para encontrar organismos vivos</strong>. Seu principal<strong> objetivo é determinar sistematicamente se existem as condições químicas e térmicas adequadas para sustentá-los</strong>.</p><p>Compreender a <strong>habitabilidade </strong>significa decifrar se este vasto oceano interior interage ativamente com sua superfície congelada. Se materiais orgânicos descem até o fundo do mar ou compostos subterrâneos sobem pelas fendas, estaríamos diante de um ambiente dinâmico capaz de sustentar formas de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="711610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-jupiter-era-duas-vezes-maior-e-tinha-um-campo-magnetico-mais-forte-diz-estudo.html" title="Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo">Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-jupiter-era-duas-vezes-maior-e-tinha-um-campo-magnetico-mais-forte-diz-estudo.html" title="Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descoberta-jupiter-era-duas-vezes-maior-e-tinha-um-campo-magnetico-mais-forte-diz-estudo-1747859497116_320.jpg" alt="Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo"></a></article></aside><p>As estruturas superficiais que vemos hoje são remanescentes de trocas térmicas internas. As regiões coloridas revelam depósitos salinos que provavelmente emergiram das profundezas abissais, demonstrando que este <strong>oceano é ativo internamente</strong>.</p><p>Quando a sonda espacial concluir seu notável trabalho científico ao redor de Júpiter, nossa concepção do Universo terá mudado para sempre. Estudar Europa em detalhes nos aproximará da descoberta de se realmente compartilhamos nosso Sistema Solar com outra forma de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havaí dos microplásticos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 22:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Havaí, uma bela ilha do Pacífico, está ameaçado pela invasão de microplásticos em seu mar, mas um estudo recente apresentou uma solução ecossustentável para preservar sua biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090.jpg" data-image="cksginxbx2dq" alt="Havaí" title="Havaí"><figcaption>As Ilhas Havaianas são um paraíso natural, mas também uma das áreas mais vulneráveis à poluição por microplásticos.</figcaption></figure><p>O <strong>Havaí</strong>, arquipélago vulcânico com praias paradisíacas e vegetação exuberante, também <strong>está se tornando pioneiro na reciclagem de plástico</strong>.</p><p>O lixo doméstico, redes de pesca abandonadas e todos os tipos de plástico que poluem o mar representam um problema sério que ameaça um ecossistema precioso e delicado.</p><p>Por isso, uma equipe de pesquisa do Centro de Pesquisa de Detritos Marinhos (<a href="https://www.hpu.edu/cncs/cmdr/" target="_blank">CMDR</a>) da Universidade do Pacífico do Havaí (HPU) está aprimorando um <strong>projeto engenhoso que permite a reutilização de resíduos plásticos</strong>.</p><h2>Um paraíso ameaçado</h2><p>Os<strong> aterros sanitários do Havaí estão sobrecarregados há anos</strong>, e o transporte e descarte de resíduos acarretam um enorme custo econômico e ambiental.</p><p>A localização das ilhas em relação às correntes marítimas não ajuda, pois elas atuam como uma espécie de ponto de coleta natural para os resíduos transportados pelo oceano. Os danos ambientais são incalculáveis, já que todos os animais marinhos acabam ingerindo plástico.</p><div class="texto-destacado">A solução encontrada foi transformar plásticos em produtos de infraestrutura duráveis, como o asfalto para pavimentação de estradas.</div><p>O <strong>esforço econômico para manter as praias limpas</strong> (e também para preservar o turismo) não é insignificante e <strong>está se tornando insustentável</strong>.</p><h2>Materiais de ponta para a saúde ambiental</h2><p>A ideia de<strong> transformar resíduos em material de construção</strong> é brilhante, visto que as estradas do Havaí já são quase inteiramente pavimentadas com <strong>asfalto modificado por polímeros (PMA)</strong>, que oferece excelente elasticidade, durabilidade e impermeabilidade.</p><p>Em um clima úmido como o do Havaí, essas características o tornam <strong>superior ao asfalto convencional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761836" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo">Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-parque-volcanico-mas-fascinante-del-planeta-esta-en-hawaii-todo-lo-que-necesitas-saber-antes-de-visitarlo-1774433409848_320.jpeg" alt="Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo"></a></article></aside><p>A equipe do CMDR, liderada pela química ambiental e diretora do CMDR Jennifer Lynch, estudou maneiras de combinar <strong>sustentabilidade</strong> com necessidades cotidianas, <strong>enriquecendo o asfalto com plásticos reciclados em vez de polímeros</strong>.</p><p>"Algumas pessoas acham que a reciclagem de plástico é uma farsa, que não funciona, que é muito complicada. Este trabalho demonstra que <strong>a reciclagem pode funcionar quando a sociedade prioriza a sustentabilidade</strong>", comentou Jennifer.</p><blockquote> </blockquote><h2>Do mar às ruas de Oahu</h2><p>Para criar o novo asfalto, foram recuperadas<strong> redes de pesca antigas</strong> e abandonadas, <strong>equipamentos de pesca e diversos resíduos plásticos</strong>, totalizando aproximadamente oitenta e quatro toneladas, oferecendo também um incentivo aos pescadores que limpam o mar desses detritos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775811086706.jpg" data-image="556af8x0uhss"><figcaption>Os animais marinhos estão entre as principais vítimas da poluição marinha.</figcaption></figure><p>Em seguida, resíduos contendo polietileno, um material comum encontrado em embalagens de leite, foram selecionados e utilizados para criar o asfalto usado na <strong>pavimentação de algumas estradas na ilha de Oahu</strong>.</p><p>Algumas estradas foram cobertas com asfalto modificado com polietileno obtido a partir de resíduos reciclados, outras com polietileno obtido de redes de pesca. Em todos os casos, <strong>as medições produziram resultados surpreendentes</strong>.</p><h2>Um experimento bem-sucedido</h2><p>O <strong>experimento durou onze meses</strong>, durante os quais as estradas da ilha foram submetidas ao uso diário normal. Posteriormente, instrumentação de ponta permitiu coletar e analisar a poeira formada em cada trecho de estrada examinado, bem como amostras de água da chuva, ar e solo circundante para monitorar a presença de partículas de microplástico.</p><p>O rigor dessas medições está entre os principais diferenciais em comparação com experimentos semelhantes realizados no passado, e o resultado foi que a quantidade de microplásticos permaneceu praticamente inalterada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746960" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos">Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-announce-a-plastic-to-solve-the-growing-microplastic-problem-1767206926908_320.jpg" alt="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"></a></article></aside><p>Tanto o PMA quanto o novo asfalto apresentam <strong>desempenho semelhante do ponto de vista ambiental</strong>.</p><p>Outra descoberta interessante é que <strong>a quantidade de microplásticos produzida pelo asfalto é significativamente menor do que a liberada pelos pneus</strong>.</p><p>No momento, os dois materiais também parecem ser mecanicamente equivalentes, mas uma avaliação completa de sua durabilidade ainda levará algum tempo.</p><h3><em><strong>Referência da notícia</strong></em></h3><p><em><a href="https://www.sciencenews.org/article/hawaii-plastic-pollution-recycle-roads">Hawaii is turning ocean plastic into roads to fight pollution</a>. 08 de abril, 2026. <em>Sara Novak.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte frente fria e ar frio podem chegar neste Feriado de Tiradentes, 21 de abril; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 20:45:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria causará tempestades sobre estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul ao longo do feriado de Tiradentes, causando transtornos para a população do Sul. Confira abaixo as regiões mais afetadas.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove.html" target="_blank">Chuvas no Brasil podem podem chegar aos 150 mm nos próximos 6 dias</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776357899113.jpg" data-image="hba8mx98ti6c" alt="Fotografia de tempestade avançando por uma cidade" title="Fotografia de tempestade avançando por uma cidade"><figcaption>Frente fria causará tempestades sobre estados como RS, SC e MS ao longo do feriado de Tiradentes, trazendo transtornos para a população com acumulados de 100 mm e ventos de 70 km/h.</figcaption></figure><p>Na próxima segunda-feira (20), uma <strong>região de baixa pressão</strong> (<em>cavado</em>) começará a se aprofundar entre a Argentina e o Uruguai, se transformando em um <strong>ciclone </strong>até o final do dia. Conforme o sistema se forma, sua <strong>frente fria associad</strong><strong>a</strong> avançará e será capaz de formar chuvas sobre o Brasil.</p><div class="texto-destacado">Já na própria segunda-feira durante a tarde / noite, tempestades podem se formar no centro e no sul do Rio Grande do Sul; no extremo oeste de Santa Catarina e do Paraná; e também no sul do Mato Grosso do Sul. </div><p>As tempestades trazem <strong>acumulados intensos de chuva</strong>, que podem causar transtornos como alagamentos em vias e áreas urbanas, e <strong>rajadas moderadas a fortes de vento</strong> que podem ocasionar queda de galhos de árvores. Não se exclui a possibilidade de cortes na energia elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776357973333.jpg" data-image="n94rluskx8di" alt="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva no final da segunda-feira." title="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva no final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva no final da segunda-feira ilustra a formação do ciclone e sua frente fria associada ao longo do feriado de tiradentes, trazendo tempestades.</figcaption></figure><p>Essas tempestades <strong>continuam ao longo da terça-feira (21)</strong>, feriado de Tiradentes. Durante o dia, a frente fria avançará em direção norte e atingirá o restante do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina com <strong>pancadas de chuva significativas</strong>. Tempestades também podem se formar em todo o Mato Grosso do Sul ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358020634.jpg" data-image="m4vh9sju6x1t" alt="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva na terça-feira durante a tarde." title="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva na terça-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de ventos, nebulosidade e chuva na terça-feira durante a tarde ilustra o avanço da frente fria ao longo do feriado de Tiradentes, afetando o norte do RS e também SC e MS.</figcaption></figure><p> Embora pancadas de chuva possam se formar no sul e no oeste do Paraná e nebulosidade intensa se desenvolva em praticamente todo o estado, as previsões numéricas mais recentes indicam que<strong> a maior parte dos municípios paranaenses continuará registrando tempo firme</strong>, sem chuvas significativas. </p><h2>Tempo severo será registrado na região Sul</h2><p>As <strong>rajadas de vento mais fortes</strong> se formam durante o próprio feriado de Tiradentes (na Terça-feira, 21) durante a tarde, no<strong> litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina</strong>. Essas rajadas de vento podem chegar a <strong>até 70 km/h</strong>, causando a queda de objetos e a movimentação de dunas de areia na orla.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358100779.jpg" data-image="ix676gtr6yvs" alt="Previsão de rajadas de vento na terça-feira durante a tarde." title="Previsão de rajadas de vento na terça-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de rajadas de vento na terça-feira durante a tarde mostra que os ventos podem chegar a até 70 km/h durante a tarde na região litorânea do RS e de SC, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Ao todo, previsões indicam que os <strong>acumulados totais</strong> até o final da terça-feira (21) podem chegar <strong>perto dos 100 mm</strong> no oeste do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso. Acumulados significativos também serão registrados em todo o restante dos estados gaúcho e catarinense, mas a maior parte do Paraná só registrará chuvas fracas e pouco significativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358131728.jpg" data-image="hkv61jljuvuc" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do feriado de Tiradentes." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do feriado de Tiradentes."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do feriado de Tiradentes mostra que algumas regiões do RS e do MS podem registrar volumes próximos dos 100 mm de chuva.</figcaption></figure><p>Vale notar que essa frente, embora traga acumulados significativos de chuva ao Sul e ao MS, <strong>não deve avançar em direção à região Sudeste</strong>, que continuará registrando tempo firme, seco e muito quente desde São Paulo até a Bahia, que também será afetada por um período de estiagem e uma onda de calor significativa.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No entanto, uma<strong> massa de ar frio</strong> será capaz de afetar o <strong>Rio Grande do Sul</strong> ao longo da terça-feira (21), fazendo as<strong> temperaturas caírem</strong> no estado gaúcho especialmente durante a noite de terça e a madrugada e a manhã de quarta-feira (22), após o feriado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358188074.jpg" data-image="al8w9lw58550" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da terça-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da terça-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da terça-feira mostra uma massa de ar frio avançando pelo Rio Grande do Sul, o que deve fazer as temperaturas caírem.</figcaption></figure><p>Vale notar, no entanto, que até o momento <strong>não há previsão de frio intenso</strong> ao longo do final de semana e do feriado de Tiradentes, e <strong>nem</strong> previsão de novas geadas na semana que vem. Essa massa de ar frio não será intensa e não deve afetar o país de maneira significativa além do Rio Grande do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo em São Paulo e no Rio neste fim de semana; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 19:18:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria fraca vai atuar de forma mais costeira no Sudeste neste fim de semana, favorecendo a formação de instabilidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de trazer um leve refresco no leste destes estados.</p><ul><li>Mais previsões: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono.html" target="_blank">Onda de calor atípica pode durar até o fim do outono; confira</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5od8c"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5od8c.jpg" id="xa5od8c"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo destes<strong> últimos dias</strong> estamos com condições de falta de chuva e <strong>predomínio de uma massa de ar mais quente e mais seca</strong> nos estados de <strong>São Paulo </strong>e do<strong> Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Este padrão favorece a perda de calor ao amanhecer, por isso as manhãs estão tendo uma leve sensação de friozinho na região, enquanto<strong> as tardes estão sendo com o predomínio de sol forte e temperaturas mais elevadas para a época</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Essa<strong> ‘bolha’ de ar quente atípica sobre a região está deixando as tardes mais quentes para esta época do ano </strong>e as previsões mais atuais indicam que este padrão pode permanecer até meados de fim de maio. Mas isso não significa que as chuvas não vão ocorrer na região, ou que períodos com temperaturas mais amenas também não serão registrados.</p><p>Por exemplo,<strong> neste fim de semana uma fraca frente fria vai se aproximar de forma mais costeira pela região Sudeste</strong>, favorecendo as condições para <strong>chuvas em São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>, além de dar um leve <strong>refresco </strong>para o calor no leste destes estados.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes</strong> da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria leva pancadas de chuva a SP e RJ no fim de semana</h2><p>O<strong> sábado (18) </strong>começa com <strong>tempo firme e céu claro pela manhã</strong> nos estados de <strong>São Paulo</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Contudo, <strong>durante a tarde a frente fria se aproxima da costa do Sudeste</strong> e, mesmo sendo um sistema mais fraco, <strong>vai ajudar a formar</strong> <strong>instabilidades em São Paulo</strong>. </p><p>Assim, são esperadas <strong>chuvas moderadas em todo o território paulista</strong>, com <strong>pancadas mais fortes e isoladas no leste </strong>do estado. E também <strong>há risco de temporais</strong>, especialmente nas regiões de <strong>Campinas </strong>e <strong>Itapetininga</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776363466993.jpg" data-image="kz9gpupv7o5n"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sábado (18) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, a <strong>tarde do sábado (18) será de tempo predominantemente aberto</strong>, com sol entre poucas nuvens e<strong> sem previsão de chuva significativa</strong>.</p><p><strong>À noite, o tempo tende a ficar estável nos dois estados</strong>, mas não se descartam chuvas isoladas e passageiras no leste de São Paulo, incluindo a capital paulista.</p><p>No<strong> domingo (19)</strong>, com o deslocamento da frente fria mais para norte, <strong>o sistema passa a influenciar o tempo no Rio de Janeiro, e a partir do início da tarde</strong>. A manhã será de tempo mais aberto e sol entre poucas nuvens, contudo, entre a tarde e à noite, a nebulosidade aumenta e podem ocorrer <strong>pancadas de chuva fracas e isoladas em qualquer área do estado carioca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776362860904.jpg" data-image="qnvjlmyn2dex"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para domingo (19) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Já o estado de <strong>São Paulo terá um domingo (19) com tempo estável</strong>, e céu variando de claro a com algumas nuvens em toda a região. Não há previsão de chuvas.</p><p><strong>Com a passagem do sistema</strong><strong>, as temperaturas tendem a ficar mais amenas </strong>no leste paulista no <strong>fim de semana</strong> e no Rio de Janeiro no domingo (19). </p><p>No <strong>sábado (18)</strong>, o calor ameniza e as <strong>temperaturas diminuem em parte do leste de São Paulo</strong>, com máximas variando <strong>entre 20ºC e 27ºC</strong>. Na <strong>capital paulista, a máxima será de 24ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776362975054.jpg" data-image="g31zmwfjuvd8"><figcaption>Previsão da temperatura mínima (em ºC) para domingo (19), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>No Rio de Janeiro ainda fará calor neste dia</strong>, com máximas em torno dos 30ºC na maior parte do estado e chegando aos 33ºC na Região Metropolitana e no norte. A <strong>máxima na capital carioca será de 29ºC</strong>.</p><p>O<strong> domingo (19)</strong> começa com temperaturas mais baixas pela manhã nestes estados, com <strong>mínimas abaixo dos 22ºC</strong> e caindo para entre <strong>14ºC-16ºC no sul e no Vale do Paraíba paulista e na Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776363139368.jpg" data-image="pk1r01luzxq1"><figcaption>Previsão da temperatura máxima (em ºC) para domingo (19), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>À tarde</strong>, as temperaturas máximas continuam mais amenas no<strong> leste de São Paulo, abaixo dos 27ºC</strong>, incluindo a <strong>capital paulista, onde deve marcar 26ºC</strong>.</p><p>Já no <strong>Rio de Janeiro</strong>, as temperaturas diminuem em relação ao dia anterior e as <strong>máximas não passam dos 27ºC</strong> em grande parte do estado (exceção do norte), e ficando em torno dos <strong>18ºC-20ºC na região Serrana</strong>. Na <strong>capital carioca, a máxima será de 25ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria trazem mudança do tempo discreta até o fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 18:19:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Leve mudança no tempo será sentida em algumas regiões do Brasil até o final de semana. Isto por conta da passagem de uma frente fria que está associada a um ciclone.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao.html" target="_blank">Período seco começou no Sudeste, com temperaturas atípicas e amplitude de mais de 10°C; veja a previsão</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5onug"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5onug.jpg" id="xa5onug"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até o <strong>final de semana</strong>, algumas <strong>mudanças sutis no tempo</strong> serão sentidas em diversas localidades do <strong>Brasil</strong>. Isso ocorre devido ao avanço de uma <strong>frente fria fraca</strong> pelo país, que provoca o <strong>aumento de nebulosidade</strong> e até mesmo <strong>pancadas de chuva</strong> em algumas regiões.</p><p>Contudo, o que se espera é que haja <strong>alívio do calor</strong>, certo? <strong>Errado!</strong> Mesmo com a <strong>mudança no tempo</strong>, a previsão indica que o <strong>calor vai persistir</strong> pelo Brasil, dando início a uma possível <strong>onda de calor</strong> nos próximos dias, que pode se estender até o <strong>final do mês de abril</strong>.</p><p>A seguir, confira <strong>mais informações e detalhes</strong> da <strong>previsão do tempo</strong> para os próximos dias.</p><h2>Frente fria avança e provoca mudança discreta no tempo</h2><p>Até o <strong>final de semana</strong>, o tempo deve apresentar <strong>mudanças pontuais</strong> em algumas regiões do Brasil, principalmente no <strong>Sudeste</strong>. No entanto, não são esperadas <strong>mudanças intensas</strong>. O cenário inclui o surgimento de <strong>nuvens</strong> e aumento nas <strong>chances de chuva</strong> em áreas da região.</p><p>Neste momento, uma <strong>frente fria</strong> avança pelo <strong>Sul do Brasil</strong>. O sistema, que está <strong>associado a um ciclone</strong>, provoca <strong>pancadas de chuva</strong> no <strong>Paraná</strong> ao longo da <strong>tarde desta quinta-feira (16)</strong>. Já na <strong>sexta-feira (17)</strong>, a frente fria continua avançando, e as <strong>mudanças começam a ser sentidas em São Paulo</strong>, principalmente na <strong>porção leste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350692659.jpg" data-image="d76sqv2621wl" alt="Precipitação e nebulosidade prevista para este sábado (18)." title="Precipitação e nebulosidade prevista para este sábado (18)."><figcaption>Precipitação e nebulosidade prevista para este sábado (18).</figcaption></figure><p>Mas é no <strong>sábado (18)</strong> que os <strong>modelos de previsão da Meteored | Tempo.com</strong> indicam <strong>maiores chances de precipitação</strong>, devido à atuação mais evidente da <strong>frente fria</strong>.</p><p>As <strong>chuvas</strong> devem se concentrar sobre o <strong>estado de São Paulo</strong>, com <strong>pancadas de intensidade moderada a forte</strong>, afetando cidades da <strong>Região Metropolitana de São Paulo</strong>, a <strong>capital paulista</strong> e áreas próximas à <strong>Serra da Mantiqueira</strong>. Já no <strong>oeste paulista</strong>, nas proximidades da divisa com <strong>Minas Gerais</strong>, as <strong>chuvas tendem a ser fracas</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em <strong>Minas Gerais</strong>, <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>Espírito Santo</strong>, as mudanças também serão discretas, com aumento da <strong>nebulosidade</strong> e das <strong>chances de chuva</strong>. Caso ocorram, as <strong>precipitações</strong> serão de <strong>baixo volume</strong>, rápidas e isoladas, afetando principalmente o <strong>sul de Minas</strong>, o <strong>Triângulo Mineiro</strong>, além de boa parte do <strong>Rio de Janeiro</strong> e do <strong>Espírito Santo</strong>.</p><p>Nos estados do <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>Espírito Santo</strong>, as mudanças começam a ser percebidas a partir do <strong>sábado (18)</strong>. Já no <strong>domingo (19)</strong>, há previsão de <strong>chuva leve</strong>, com <strong>pontos isolados de maior intensidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350710414.jpg" data-image="80ja9fnday1h" alt="Chuva acumulada." title="Chuva acumulada."><figcaption>Chuva acumulada até o final da noite de domingo (19).</figcaption></figure><p>Como o avanço da <strong>frente fria</strong> ocorre de forma <strong>rápida</strong> e o sistema já se encontra <strong>enfraquecido</strong>, os <strong>volumes de chuva serão baixos</strong>, desde a <strong>Região Sul</strong> até o <strong>leste do Sudeste</strong>, onde o sistema deverá <strong>encerrar seu ciclo de vida</strong>. Os maiores acumulados ocorrem no <strong>leste da região</strong>, com valores de até <strong>16 mm</strong>.</p><h2>Frente fria avança, mas o calor permanece</h2><p>Mesmo com o avanço da <strong>frente fria</strong> e o aumento da <strong>nebulosidade</strong>, que deixa o <strong>céu encoberto</strong> em parte do <strong>centro-leste do Brasil</strong>, as <strong>temperaturas seguem elevadas</strong> nos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350727342.jpg" data-image="a0laix72njy3" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Anomalia de temperatura em 850 hPa para a tarde de sábado (18) mostra a presença de uma massa de ar quente no Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo da semana, o modelo de previsão do tempo de confiança da Meteored | Tempo.com indica a presença de uma <strong>bolha de calor</strong> sobre áreas de <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, <strong>Mato Grosso</strong>, <strong>Goiás</strong>, <strong>Minas Gerais</strong>, <strong>São Paulo</strong> e <strong>Paraná</strong>. Dessa forma, esses estados devem registrar <strong>temperaturas altas</strong>, com valores <strong>acima dos 30°C</strong> em muitos municípios.</p><p>O <strong>noroeste do Paraná</strong> será uma das regiões mais afetadas no <strong>Sul do Brasil</strong>, com <strong>temperaturas entre 29°C e 33°C</strong> entre <strong>sexta-feira (17)</strong> e <strong>domingo (19)</strong>. O mesmo cenário é esperado para o <strong>oeste de São Paulo</strong> e o <strong>Triângulo Mineiro</strong>, em <strong>Minas Gerais</strong>, áreas que não terão alívio do calor no curto prazo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350738850.jpg" data-image="wyrt8mau35pk" alt="Temperatura Máxima." title="Temperatura Máxima."><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde de sábado (18), mostra temperaturas que superam os 30°C no Brasil Central.</figcaption></figure><p>No <strong>Centro-Oeste</strong>, a situação é ainda mais <strong>intensa</strong>. A <strong>massa de ar quente</strong> atua com força sobre a região, fazendo com que as <strong>temperaturas disparem durante a tarde</strong>, com pontos no <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e no <strong>sul do Mato Grosso</strong> alcançando até <strong>38°C</strong> neste <strong>sábado (18)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onda de calor atípica pode durar até o fim do outono]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:20:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma bolha de calor irá se estabelecer no centro-leste do Brasil nos próximos dias, iniciando uma onda de calor com previsão de se estender até o fim de maio. As anomalias podem alcançar 10°C acima da média e as temperaturas serão extremas.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira.html#:~:text=Os%20estados%20afetados%20pela%20bolha,da%20m%C3%A9dia%20em%20algumas%20%C3%A1reas." target="_blank">Bolha de ar quente ganha força e afeta 11 estados do Brasil com temperaturas 8°C acima da média; confira </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nzbo"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nzbo.jpg" id="xa5nzbo"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O<strong> outono meteorológico</strong> compreende o período entre <strong>1° de março e 31 de maio</strong>. Nestes meses, o padrão atmosférico muda gradualmente de características de verão para inverno, podendo ‘misturar’ características de ambas as estações, por exemplo, ora fazendo frio, ora calor.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No entanto, a <strong>tendência</strong> é que nesta segunda metade do outono o<strong> clima de verão esteja de volta</strong>. As temperaturas previstas para as <strong>próximas 5 semanas</strong> são substancialmente acima da média em grande parte do país, configurando uma <strong>onda de calor intensa e duradoura</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Onda de calor prolongada</h2><p>Não existe uma definição única na literatura científica para caracterizar uma <strong>onda de calor</strong>. De forma geral, diferentes instituições descrevem o fenômeno como um <strong>período de vários dias consecutivos</strong> com<strong> temperaturas</strong> <strong>anormal</strong><strong>mente</strong> <strong>elevadas</strong> em relação ao padrão climatológico de uma região, podendo ou não estar associado à alta umidade e incluindo tanto dias quanto noites quentes.</p><div class="texto-destacado">No Brasil, costuma-se adotar o critério de que uma onda de calor ocorre quando há pelo menos cinco dias consecutivos em que a temperatura máxima diária supera em 5°C ou mais a média mensal climatológica.</div><p>O modelo de confiança da Meteored, o <strong>ECMWF</strong>, prevê <strong>anomalias semanais</strong> de temperatura entre <strong>3°C e 6°C acima da média </strong>por, pelo menos,<strong> 5 semanas consecutivas</strong> no centro-leste do Brasil, com o<strong> centro da bolha</strong> alcançando valores entre <strong>6°C e 10°C acima da média.</strong> Isso pode representar a atuação de uma onde de calor prolongada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono-1776344769959.png" data-image="q5d1pav1ncw3" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF" title="Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF"><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF</figcaption></figure><p>Como podemos ver nos mapas acima, a<strong> bolha de calor deve ganhar força</strong> entre a primeira e a segunda semana: tanto a <strong>área</strong> com temperaturas entre <strong>3°C e 6°C</strong> quanto o <strong>cen</strong><strong>tro</strong><strong> de até 10°C</strong> acima da média se <strong>expandem</strong><strong> na virada de mês</strong>, entre 27 de abril e 4 de maio. Depois disso, a bolha perde um pouco de força e área, mas se estende até, pelo menos, 25 de maio - praticamente o fim do outono.</p><p>Aqui é importante ressaltar que estas previsões são atualizadas diariamente pelo ECMWF e podem mudar nos próximos dias, sendo necessário o monitoramento contínuo das condições para a garantia de uma previsão acurada.</p><h2>Temperaturas extremas iniciam em breve</h2><p>A<strong> onda de calor será atípica</strong> tanto pela sua duração prolongada quanto pelas temperaturas máximas que estão sendo previstas. O<strong> índice de previsão extrema</strong> (EFI) do modelo ECMWF para temperatura máxima <strong>destaca</strong> que uma<strong> ampla área</strong> abrangendo parte das <strong>regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste</strong> devem ter <strong>temperaturas extremas </strong>nos próximos dias. </p><p>Simplificadamente, o que o EFI mostra são áreas onde as máximas provavelmente irão ultrapassar o limiar estatístico considerado extremo, o quantil 99.<strong> Apenas 1% das previsões do modelo alcançam os valores diários que estão sendo previstos para esta época e regiões.</strong></p><p>As <strong>temperaturas extremas</strong> se estabelecem em uma ampla área<strong> </strong>desde<strong> sábado</strong> <strong>(18)</strong>, e se mantém sobre esta mesma região<strong> até</strong><strong>, pelo menos, </strong><strong>quarta-feira (22)</strong>, mas provavelmente irão se estender por uma sequência ainda maior de dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono-1776344800775.png" data-image="y8lv7hsrhfsh" alt="EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF." title="EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Entre sexta-feira (17) </strong><strong>e o feriado de Tiradentes</strong>, na terça-feira (21), as <strong>máximas</strong> previstas para a região de atuação da bolha de ar quente variam entre <strong>35°C e 38°C</strong>, especialmente entre São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono-1776344873280.png" data-image="7g3oxjs0f2pb" alt="Previsão de temperatura máxima para segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima para segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF. </figcaption></figure><p>Embora temperaturas entre 35°C e 37°C já tenham sido registradas em abril, especialmente no Centro-Oeste,<strong> esses valores não são comuns</strong>. No <strong>Sudeste</strong>, marcas<strong> acima de 33°C já são raras</strong> <strong>para o período</strong>, o que reforça o caráter excepcional de episódios com calor persistente nessa época do ano.</p><p>Além das altas temperaturas, a<strong> umidade relativa do ar </strong>será <strong>baixa</strong> na área da bolha de ar quente, alcançando valores abaixo de 20% em muitas cidades, o que coloca a <strong>saúde da população em risco</strong> e aumenta a<strong> chance de sobrecarga do sistema de saúde. </strong>Recomenda-se a ingestão frequente de água, umidificar ambientes e, se possível, evitar exposição ao sol e atividades ao ar livre durante os horários mais quentes do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caruru-gigante pressiona soja e milho no Sul; força-tarefa vai ao campo no RS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:18:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O avanço do caruru-gigante acendeu alerta no Sul do Brasil nesta semana, com força-tarefa no Alto Uruguai e temor de perdas severas em soja e milho, enquanto a praga mobiliza fiscalização, produtores e órgãos sanitários em campo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs-1776113256239.jpg" data-image="72i96qba7gut" alt="praga, RS, Uruguay" title="praga, RS, Uruguay"><figcaption>O caruru-gigante é uma planta daninha altamente invasiva, capaz de crescer rapidamente e competir por luz, água e nutrientes nas lavouras.</figcaption></figure><p>O caruru-gigante entrou de vez no radar do campo no Sul do Brasil nesta semana. Entre 13 e 17 de abril, <strong>uma força-tarefa da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul começou a visitar propriedades do Alto Uruguai para orientar produtores</strong>, fiscalizar riscos e tentar impedir que a planta daninha avance sobre áreas agrícolas estratégicas do Estado. </p><p>O alerta não é pequeno. <strong>O <em>Amaranthus palmeri</em>, classificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como praga quarentenária presente,</strong> pode causar perdas de até 79% na soja e 91% no milho, <strong>além de aumentar custos e até dificultar a colheita por causa de seu caule fibroso</strong>, da produção massiva de sementes e da resistência a múltiplos herbicidas. </p><h2>O Alto Uruguai virou prioridade</h2><p>A escolha do Alto Uruguai não foi por acaso. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a região reúne mais de 30 municípios, fica próxima da divisa com Santa Catarina e concentra a etapa inicial da força-tarefa, que mobiliza 26 servidores e prioriza áreas onde o trânsito de máquinas e a proximidade com focos recentes elevam o risco de entrada da praga. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, outras unidades do Estado seguem fazendo orientação em diferentes regiões gaúchas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O temor se apoia no histórico recente da invasora no Brasil. <strong>O Mapa informa que o caruru-palmeri foi constatado pela primeira vez no país em 2015</strong>, em lavouras de algodão no Mato Grosso, e que a suspeita de entrada está ligada à importação de maquinário agrícola usado, <strong>vindo da Argentina, sem limpeza e desinfestação adequadas.</strong> Hoje, a ocorrência oficial federal está registrada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, enquanto o Rio Grande do Sul trabalha em regime de prevenção reforçada. </p><h2>Como reconhecer o caruru-gigante na lavoura </h2><p>No campo, o primeiro desafio é não confundir a espécie com outros tipos de caruru já conhecidos pelos produtores. <strong>O problema é que o <em>Amaranthus palmeri</em> cresce rápido, adapta-se bem a ambientes quentes e pode aparecer tanto dentro da lavoura </strong>quanto em margens de estrada, cercas, canais de irrigação e pastagens, funcionando como foco de infestação para soja, milho e algodão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs-1776113841049.jpg" data-image="jde7ykf22hm2" alt="Caruru, praga, quarentenaria" title="Caruru, praga, quarentenaria"><figcaption>A presença do caruru-gigante nas áreas agrícolas pode causar perdas expressivas de produtividade e aumentar os custos de manejo no campo.</figcaption></figure><p>Alguns sinais ajudam a separar o caruru-gigante de outras ervas daninhas parecidas: </p><ul> <li><strong>crescimento acelerado, podendo passar de 5 cm por dia;</strong></li> <li>plantas masculinas e femininas separadas, o que aumenta a variabilidade genética;</li> <li><strong>inflorescência feminina com aspecto mais espinhoso;</strong></li> <li>folhas que podem mostrar uma mancha esbranquiçada em “V” invertido;</li> <li>pecíolo geralmente igual ou maior que o limbo foliar.</li> <li><br></li> </ul><p>Mesmo assim, a identificação visual não deve virar diagnóstico isolado. A orientação oficial no Rio Grande do Sul é <strong>não manejar a área suspeita antes da confirmação e comunicar imediatamente os órgãos de defesa vegetal</strong>, com fotos e localização precisa, porque a resposta rápida é decisiva para evitar a disseminação. </p><h2>Controle rígido e tolerância zero </h2><p>No papel e na prática, o recado das autoridades sanitárias é claro: com caruru-gigante, a lógica é de tolerância zero. <strong>O Mapa recomenda monitoramento constante, limpeza rigorosa de máquinas e implementos, eliminação das plantas antes do florescimento</strong>, colheita das áreas infestadas por último e uso combinado de rotação de culturas, rotação de mecanismos de ação e plantas de cobertura para frear novas emergências. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas">A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773329598633_320.jpeg" alt="A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas"></a></article></aside><p>Isso ajuda a explicar por que a mobilização no Sul ganhou força agora. <strong>Uma planta que pode produzir de centenas de milhares a até 1 milhão de sementes por indivíduo</strong>, crescer vários centímetros por dia e resistir a herbicidas não dá margem para atraso. Para o produtor, o custo maior costuma começar quando o foco parece pequeno demais para preocupar; para a defesa sanitária, é justamente aí que a contenção ainda pode funcionar. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Santo Hilário: o destino mineiro que ninguém conhecia e agora viralizou]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/santo-hilario-o-destino-mineiro-que-ninguem-conhecia-e-agora-viralizou.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O distrito pertencente a Pimenta, Minas Gerais, está se tornando um novo destino turístico devido à tranquilidade e as belas paisagens da região, com cachoeiras e casinhas coloridas. Conheça mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/santo-hilario-o-destino-mineiro-que-ninguem-conhecia-e-agora-viralizou-1776283487658.jpg" data-image="irl82klv2fo5"><figcaption>Distrito de Santo Hilário aponta como novo destino turístico do Lago de Furnas, em Minas Gerais. Crédito: Jefferson Souza/@jeffersonsouz_</figcaption></figure><p><strong>Santo Hilário é um distrito de Pimenta, em Minas Gerais</strong>, com cerca de 100 habitantes, e que<strong> está se tornando um novo e atrativo destino turístico</strong>, chegando a receber milhares de turistas aos fins de semana devido ao<strong> sossego e às belas paisagens naturais </strong>da região.</p><p>É <strong>um paraíso banhado pelo Lago de Furnas</strong>, um lugar calmo, com pessoas hospitaleiras. Se tornou um destino certo para quem procura relaxar em contato com a natureza.</p><div class="texto-destacado">Santo Hilário tem sido comparado aos famosos destinos de Trancoso e Caraíva, e já recebeu até os apelidos de "Trancosinha" e "Riviera Mineira". </div><p>Enfim… <strong>Santo Hilário é muito bom para quem procura paz, tranquilidade e belezas naturais de tirar o fôlego</strong>. Conheça mais sobre o lugar abaixo.</p><h2>Os atrativos de Santo Hilário</h2><p>O <strong>pequeno vilarejo</strong> atrai turistas que buscam um maior contato com a natureza, que é abundante por lá. Mas eles também vão encontrar uma<strong> gastronomia saborosa</strong>, e o acolhimento e simpatia dos moradores. O destaque da culinária vai para os <strong>pratos típicos mineiros e com peixe</strong>.</p><p>O local é <strong>rodeado pelo famoso Lago de Furnas</strong> e abriga algumas <strong>cachoeiras</strong>, as <strong>ruínas de um antigo hotel</strong> e uma <strong>ponte extensa</strong> que leva até o distrito. Na parte do lago que rodeia o distrito é possível fazer <strong>passeios de lancha, chalana e jet ski</strong>.</p><p>Entre os atrativos, além de poder se banhar à beira do Lago de Furnas, estão as <strong>Cachoeiras das Andorinhas 1 e 2 </strong>e a <strong>Cachoeira Chapadão</strong>, que ficam localizadas no mesmo local. Mas como trata-se de uma propriedade privada, é preciso pagar uma taxa para acessar as trilhas que vão até elas. As trilhas que dão acesso a elas são de nível fácil e intermediário, apenas a do Chapadão que pode ser um pouco mais difícil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santo-hilario-o-destino-mineiro-que-ninguem-conhecia-e-agora-viralizou-1776284132117.jpg" data-image="pcy6pxk284lz"><figcaption>A Cachoeira Chapadão no distrito de Santo Hilário (MG). Crédito: Deivison Resende/Google Fotos.</figcaption></figure><p>Outra opção é a <strong>Cachoeira do Lageado</strong>, mais acessível e localizada ao lado do restaurante Recanto do Lageado. Na alta temporada, é cobrada uma taxa para acesso. Já na baixa temporada, você pode entrar gratuitamente.</p><p>Outras duas atrações procuradas pelos turistas são: o <strong>mirante da ponte que liga Santo Hilário ao município de Guapé</strong> e os escombros de um antigo hotel abandonado.</p><p>O vilarejo ainda tem pouca estrutura; <strong>não há posto de gasolina, farmácia ou banco</strong>. Mas<strong> há internet e os comércios aceitam cartão de crédito</strong>. Há um supermercado, <strong>quatro restaurantes e alguns bares</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santo-hilario-o-destino-mineiro-que-ninguem-conhecia-e-agora-viralizou-1776283525691.jpg" data-image="fd3z4vogjxho"><figcaption>A ponte Santo Hilário oferece uma vasta vista do Lago de Furnas. Crédito Jefferson Souza/@jeffersonsouz_</figcaption></figure><p>Sobre <strong>hospedagens </strong>no distrito, elas são limitadas, havendo <strong>apenas duas pousadas</strong>, mas elas são agradáveis e os anfitriões muito solícitos. Uma dica é procurar casas de aluguel ou acomodações em lugares maiores na cidade de Pimenta.</p><p>E <strong>qual a melhor época para ir visitar?</strong> O local pode ser visitado o ano todo. A alta temporada é no verão, quando é possível aproveitar o lago de Furnas e as cachoeiras. Mas no inverno chove muito pouco e é possível aproveitar as paisagens dos mirantes, o pôr do sol e as noites de céu estrelado.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/google/amp/mg/sul-de-minas/lago-de-furnas-travessia-das-aguas/noticia/2026/04/08/trancosinha-mineira-conheca-o-vilarejo-no-lago-de-furnas-que-aponta-como-novo-roteiro-turistico-impulsionado-pelas-redes-sociais.ghtml" target="_blank">‘Trancosinha’ mineira: conheça o vilarejo no Lago de Furnas que aponta como novo roteiro turístico impulsionado pelas redes sociais</a>. 08 de abril, 2026. Fabiana Assis.</em></p><p><em><a href="https://viajandobem.com.br/santo-hilario-paraiso-em-minas-gerais/" target="_blank">Santo Hilário: o paraíso escondido no “Mar” das Minas Gerais</a>. 09 de abril, 2026. Alanna Fontes.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/santo-hilario-o-destino-mineiro-que-ninguem-conhecia-e-agora-viralizou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O aquecimento global intensifica as chuvas em ciclones tropicais e as torna mais extensas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-aquecimento-global-intensifica-as-chuvas-em-ciclones-tropicais-e-as-torna-mais-extensas.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 09:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O rápido aquecimento dos oceanos provavelmente tornará as chuvas dos ciclones tropicais mais intensas e duradouras, aumentando o risco de inundações em algumas áreas da região do Atlântico Norte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calentamiento-global-intensifica-ciclones-tropicales-1775889357843.jpg" data-image="484kqre02d48"><figcaption>Imagem de arquivo de três ciclones tropicais no Atlântico. Fonte: NOAA</figcaption></figure><p>Os resultados mostram que o <strong>aquecimento global está aumentando tanto a intensidade quanto a área de precipitação dos ciclones tropicais</strong>, especialmente em regiões quentes de baixa latitude.</p><p>Essas tempestades tropicais continuarão se intensificando, produzindo chuvas mais persistentes e intensas e as <strong>consequentes inundações</strong>, até que reduzamos a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.</p><p>Um novo estudo liderado pela Universidade de Newcastle, utilizando dados de satélite, mostra que os <strong>ciclones tropicais e seus equivalentes pós-tropicais respondem de maneira muito diferente ao aquecimento da superfície</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os resultados revelam que, durante a fase de ciclone tropical, condições mais quentes e úmidas retardam a tempestade e aumentam significativamente a intensidade da precipitação.</div><p>Os <strong>ciclones tropicais são um fator crucial para as fortes chuvas nas regiões quentes do mundo</strong>. Eles podem produzir aguaceiros torrenciais que não só aumentam significativamente o total de precipitação sazonal, como também elevam o risco de inundações repentinas.</p><p>No <strong>Atlântico Norte</strong>, essas tempestades são particularmente importantes durante o pico da temporada de furacões, de agosto a outubro, já que os <strong>ciclones tropicais podem ser responsáveis por entre 30% e 40% de toda a precipitação</strong> em algumas regiões durante esse período.</p><h3>Alterações na intensidade e extensão do impacto dos ciclones tropicais</h3><p>Publicado na revista<em> npj Climate and Atmospheric Science</em>, o estudo mostra que a <strong>precipitação durante tempestades tropicais aumenta rapidamente com a temperatura</strong>, com aumentos médios de cerca de 21% por grau de aumento na temperatura do ponto de orvalho local, enquanto a <strong>área de chuva intensa se expande em aproximadamente 12,5% por grau de aquecimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="655269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciclones-tropicais-costeiros-tem-se-intensificado-mais-rapidamente-nos-ultimos-anos.html" title="Ciclones tropicais costeiros têm se intensificado mais rapidamente nos últimos anos">Ciclones tropicais costeiros têm se intensificado mais rapidamente nos últimos anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciclones-tropicais-costeiros-tem-se-intensificado-mais-rapidamente-nos-ultimos-anos.html" title="Ciclones tropicais costeiros têm se intensificado mais rapidamente nos últimos anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclones-tropicais-costeiros-tem-se-intensificado-mais-rapidamente-nos-ultimos-anos-1715010398148_320.jpg" alt="Ciclones tropicais costeiros têm se intensificado mais rapidamente nos últimos anos"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, o tamanho geral do ciclone tende a diminuir ligeiramente com o aquecimento, embora esse processo enfraqueça e possa até se inverter, levando a ciclones tropicais maiores quando as temperaturas da superfície do mar estão muito altas, particularmente no Caribe. Nessas regiões mais quentes, <strong>os ciclones tropicais tendem a se mover mais lentamente e durar mais tempo, produzindo mais chuva em um só lugar</strong>, especialmente perto do centro da tempestade, o que leva a inundações devastadoras.</p><h3>Fase pós-tropical</h3><p>Por outro lado, quando as <strong>tempestades tropicais </strong>entram na fase pós-tropical, perdendo suas características tropicais ao se deslocarem pelo Atlântico em direção à Europa, elas <strong>tendem a aumentar de tamanho, mas são menos afetadas por mudanças de temperatura</strong>. A precipitação se concentra ao nordeste do centro da tempestade e em uma área mais ampla, frequentemente porque a tempestade anterior se move mais rapidamente e é impulsionada por diferentes sistemas meteorológicos conhecidos como sistemas baroclínicos.</p><h3>Maior risco de inundações em partes do Atlântico Norte</h3><p>O Dr. Haider Ali, autor principal do estudo e pesquisador sênior da Escola de Engenharia da Universidade de Newcastle, afirmou: “Os resultados mostram que o <strong>aquecimento global está aumentando tanto a intensidade quanto a extensão das chuvas causadas por ciclones tropicais</strong>, especialmente em regiões quentes de baixa latitude. Como algumas tempestades também podem se mover mais lentamente, isso pode aumentar significativamente o risco de inundações em partes do Atlântico Norte. <strong>É provável que essa tendência continue à medida que as temperaturas aumentam</strong>”.<em></em></p><p>Anteriormente, o tamanho das tempestades tropicais era geralmente considerado como um raio fixo em torno de seu centro. Em contraste, este estudo adota uma definição dinâmica, permitindo que o tamanho varie ao longo do ciclone. Usando <strong>dados de observação por satélite</strong>, a equipe examinou como o tamanho da tempestade, as métricas de chuva intensa e a velocidade de deslocamento mudam com o aquecimento global em ciclones tropicais do Atlântico Norte entre 2001 e 2024. Essa abordagem fornece uma estrutura consistente para analisar a evolução das tempestades e avaliar como a chuva intensa responde a um clima mais quente.</p><p>Hayley Fowler, professora de Impactos das Mudanças Climáticas na Universidade de Newcastle e uma das coautoras do estudo, afirmou: “Os ciclones tropicais parecem estar causando danos cada vez maiores devido às inundações generalizadas provocadas por chuvas fortes e persistentes, como as observadas durante o furacão Helene. Nosso estudo mostra que <strong>esse aumento nas chuvas extremas está diretamente ligado ao aquecimento global</strong>, causado pela nossa contínua dependência de combustíveis fósseis. Essas tempestades continuarão a se tornar mais intensas, produzindo chuvas mais persistentes e, consequentemente, inundações, até que reduzamos as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera”.<em></em></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="560462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciclones-tropicais-se-antecipando-e-os-cientistas-alertam-para-o-aumento-do-risco-furacoes.html" title="Ciclones tropicais se antecipando e os cientistas alertam para o aumento do risco">Ciclones tropicais se antecipando e os cientistas alertam para o aumento do risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciclones-tropicais-se-antecipando-e-os-cientistas-alertam-para-o-aumento-do-risco-furacoes.html" title="Ciclones tropicais se antecipando e os cientistas alertam para o aumento do risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclones-tropicais-chegam-mais-cedo-e-os-cientistas-alertam-para-o-aumento-do-risco-1696883572079_320.jpeg" alt="Ciclones tropicais se antecipando e os cientistas alertam para o aumento do risco"></a></article></aside><p>Olhando para o futuro, <strong>o próximo passo é concentrar a pesquisa em inundações terrestres, em vez de tempestades atmosféricas</strong>. O objetivo é entender se chuvas mais intensas levam a eventos de inundação fluvial mais severos. Essa relação causal não é direta, pois os impactos das inundações dependem de onde a chuva cai, quanto tempo dura e o nível de saturação das bacias hidrográficas antes do evento.</p><p>Ao combinar dados climáticos com modelos hidrológicos, os pesquisadores podem acompanhar todo o processo, desde a estrutura da tempestade até a precipitação e a vazão dos rios. Isso ajuda a identificar não apenas eventos de chuva intensa, mas também as tempestades que realmente representam um risco real de inundação para pessoas e infraestrutura.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41612-026-01363-2" target="_blank">Warmer temperatures lead to wetter tropical cyclones in the North Atlantic</a>. 27 de fevereiro, 2026. Ali, et al.<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-aquecimento-global-intensifica-as-chuvas-em-ciclones-tropicais-e-as-torna-mais-extensas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ESA se prepara para lançar sonda em direção a asteroide que passará perto da Terra em abril de 2029]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/esa-se-prepara-para-lancar-sonda-em-direcao-a-asteroide-que-passara-perto-da-terra-em-abril-de.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 00:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um asteroide passará muito perto do nosso planeta em abril de 2029, dando à Agência Espacial Europeia a oportunidade de estudá-lo em detalhes, lançando uma sonda em sua direção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-l-europe-va-lancer-une-sonde-sur-un-asteroide-qui-frolera-la-terre-dans-3-ans-1775078153336.jpeg" data-image="1270hn9zrwf4" alt="asteroide Apophis" title="asteroide Apophis"><figcaption>Em 13 de abril de 2029, o asteroide Apophis passará a 31.600 km da superfície da Terra!</figcaption></figure><p>A Agência Espacial Europeia (ESA) aproveitará a<strong> passagem do asteroide Apophis</strong> a apenas dezenas de milhares de quilômetros da Terra em <strong>abril de 2029 </strong>para enviar uma sonda, o que permitirá testar as nossas capacidades de defesa planetária e, ao mesmo tempo, estudar este objeto celeste.</p><h2>Um passo muito próximo do nosso planeta</h2><p>O <strong>asteroide Apophis foi descoberto em 2004</strong> e durante muito tempo foi considerado uma ameaça real à Terra, tanto por astrônomos quanto pelo público em geral. De fato, os primeiros cálculos feitos pela NASA após sua descoberta estimaram um risco significativo de impacto com a Terra em 13 de abril de 2029, com uma probabilidade de 1 em 37.</p><div class="texto-destacado">Este objeto celeste, com 330 metros de diâmetro e pesando entre 40 e 50 milhões de toneladas, poderia causar sérios danos ao nosso planeta. De fato, seu impacto liberaria energia capaz de causar danos em escala nacional e devastar uma região inteira. Felizmente, cálculos posteriores realizados entre 2011 e 2013 descartaram o risco de colisão com a Terra.</div><p>No entanto, o asteroide passará muito perto da superfície da Terra daqui a três anos. <strong>Em 13 de abril de 2029, Apophis passará raspando pelo nosso planeta a apenas 31.600 km</strong>, o que corresponde a aproximadamente um décimo da distância entre a Terra e a Lua e a uma distância menor do que a dos nossos satélites de telecomunicações geoestacionários.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">April 13, 2029<br><br>The visit of Apophis, a 370 meters (1,210 feet) asteroid <br><br>[read more: <a href="https://t.co/69M11xUk4c">https://t.co/69M11xUk4c</a>]<br>[ Cosmoknowldge: <a href="https://t.co/jKBXlil5PE">https://t.co/jKBXlil5PE</a>]<a href="https://t.co/gY5Anf3MxG">pic.twitter.com/gY5Anf3MxG</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://twitter.com/Rainmaker1973/status/1624090211624923166?ref_src=twsrc%5Etfw">February 10, 2023</a></blockquote></figure><p>Na verdade,<strong> o asteroide passará tão perto da Terra que será visível a olho nu</strong>. Naquela noite, dois bilhões de pessoas na Europa, África e Ásia poderão ver um ponto de luz brilhante riscando o céu — um evento excepcional que não pode ser perdido!</p><h2>Esta é a sonda Ramsés</h2><p>A ESA também estará presente neste encontro celestial. De fato, a agência <strong>planeja lançar a sonda Ramsés </strong>('<em>Rapid Apophis Mission for SpacE Safety'</em>)<strong> para se encontrar com o asteroide</strong>, uma sonda que, aliás, será montada em tempo recorde nos próximos anos.</p><p>A sonda principal da missão transportará dois CubeSats de 12 kg. O primeiro <strong>mapeará a estrutura interna do asteroide </strong>usando um radar de baixa frequência, enquanto o segundo pousará na superfície de Apophis para instalar um sismômetro. A missão também incluirá uma câmera de alta resolução, além de um espectrômetro e um gravímetro para <strong>medir a densidade do objeto celeste</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">It's on! ESA & JAXA are teaming up to visit Apophis, the 400-meter (1300-foot) asteroid that will skim close by Earth in April, 2029.<br><br>The RAMSES mission will study this potentially hazardous object & watch how Earth's gravity squishes it as it passes.<a href="https://t.co/gND2EAL6tB">https://t.co/gND2EAL6tB</a> <a href="https://t.co/QxMvHn5yUE">pic.twitter.com/QxMvHn5yUE</a></p>— Corey S. Powell (@coreyspowell) <a href="https://twitter.com/coreyspowell/status/2005716850601345497?ref_src=twsrc%5Etfw">December 29, 2025</a></blockquote></figure><p>Esses instrumentos não terão apenas aplicações científicas. Observar como o asteroide reage às forças de maré da Terra e determinar com precisão sua densidade e estrutura permitirá aos cientistas calcular a energia necessária para impactá-lo, desviando-o efetivamente de sua trajetória. Se Apophis deixar de representar uma ameaça e, portanto, não precisar ser desviado, <strong>esta missão servirá como um treinamento completo para futuros objetos celestes potencialmente mais perigosos</strong>.</p><p>Com a sonda Ramsés, a Europa acompanhará o asteroide durante seis meses antes, durante e depois de sua maior aproximação da Terra. Isso permitirá a coleta de uma grande quantidade de dados valiosos sobre asteroides próximos da Terra e, em particular, sobre como eles reagem ao passar tão perto do nosso planeta. Isso também colocará a ESA na vanguarda da análise e do estudo de objetos próximos da Terra.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><em><a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/apophis-2029-l-esa-lancera-la-sonde-ramses-pour-etudier-l-asteroide-qui-va-froler-la-terre-de-tres-tres-pres-n253451.html" target="_blank">Apophis 2029 : l'ESA lancera la sonde Ramses pour étudier l'astéroïde qui va frôler la Terre de très (très) près</a></em>. 25 de mar��o, 2026. Brice Haziza.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/esa-se-prepara-para-lancar-sonda-em-direcao-a-asteroide-que-passara-perto-da-terra-em-abril-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas no Brasil podem podem chegar aos 150 mm nos próximos 6 dias; saiba onde chove]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 22:42:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um conjunto de sistemas meteorológicos, incluindo um ciclone e a Zona de Convergência Intertropical, auxiliarão na formação de chuvas intensas pelo Brasil ao longo dos próximos dias. Confira os estados mais afetados.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-36-c-causado-por-ciclone-efeito-fora-do-normal-atinge-o-brasil-nos-proximos-dias.html" target="_blank">Calor de até 36°C fora do normal atinge o Brasil nos próximos dias</a>.</li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5lf2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5lf2a.jpg" id="xa5lf2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Enquanto a porção central do país registrará <strong>tempo muito seco e quente</strong>, incluindo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Bahia, o restante do país pode registrar a <strong>formação de chuvas intensas </strong>ao longo dos próximos dias. </p><div class="texto-destacado">Neste momento, 17 estados do Brasil estão sob alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) para formação de chuvas intensas, com acumulados de até 100 mm por dia. Além disso, as tempestades podem trazer ventos intensos de até 100 km/h e transtornos para a população.</div><p>Isso é verdade especialmente para a <strong>região Norte</strong> e <strong>grande parcela da região Nordeste</strong>, que envolve o litoral norte do país. A região está sob efeito da <em>Zona de Convergência Intertropical</em> (ZCIT), capaz de formar tempestades intensas na região próxima do Equador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove-1776266770254.jpg" data-image="3g9hxo4kkl63" alt="Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta quarta-feira." title="Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta quarta-feira."><figcaption>Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta quarta-feira ilustra regiões que estão sendo afetadas pelas chuvas intensas, com destaque para a região Norte e parte do Nordeste do país.</figcaption></figure><p>Nestas regiões, <strong>não se descarta o risco</strong> de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, transbordamentos de rios, alagamentos e descargas elétricas (raios) causadas pelas <strong>tempestades severas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove-1776266808791.jpg" data-image="77n2zvchugbz" alt="Previsão de acumulados totais até o final da próxima segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da próxima segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da próxima segunda-feira ilustra regiões que serão mais afetadas pelas chuvas. Municípios do litoral norte podem receber até 150 mm de chuva.</figcaption></figure><p>Como é possível observar na imagem acima, ao todo, previsões indicam que os acumulados de chuva podem chegar a <strong>até 150 mm</strong> em alguns municípios da região <strong>Norte e Nordeste</strong>, especialmente naqueles mais próximos do litoral norte do país.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Isso inclui especialmente o norte dos seguintes estados: Amapá, Pará, Maranhão e Piauí. Mas no interior do continente, O sul de Roraima, Amazonas, Rondônia e norte do Mato Grosso também estão sob alerta laranja de perigo emitido pelo INMET.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, outros estados estão <strong>sob alerta amarelo de menor risco</strong>, incluindo Acre, grande parte de Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Mais ao sul do país, temos ainda a atuação de um <strong>ciclone e sua frente fria</strong> associada, que podem causar chuvas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove-1776266853729.jpg" data-image="r4ptbt0vlpjd" alt="Previsão de acumulados totais até o final da próxima segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da próxima segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da próxima segunda-feira mostra que o centro-sul também será afetado pelas chuvas, com destaque para o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.</figcaption></figure><p>Modelos numéricos de previsão climática indicam ainda que essa situação meteorológica, num geral, <strong>vai continuar do mesmo jeito ao longo da semana que vem</strong>, ocasionando chuvas intensas em parte do país.</p><h2>Chuvas continuam até o final de Abril</h2><p>Tempestades continuarão se formando no <strong>litoral norte</strong>, parte do<strong> Nordeste</strong> e do <strong>Centro-Oeste</strong> e praticamente todo o <strong>Norte</strong> do país, além da região <strong>Sul </strong>(especialmente RS e SC) que também será atingida por chuvas significativas e acumulados acima da média.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Enquanto isso, toda a região Sudeste, grande parte do Centro-Oeste e a Bahia continuarão registrando <strong>tempo majoritariamente firme, seco, ensolarado e quente</strong> ao longo da semana que vem, <strong>sem</strong> a formação de chuvas significativas. Essa situação pode ser observada na imagem abaixo:</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove-1776266973713.jpg" data-image="8cvr88xkozio" alt="Previsão de anomalias na precipitação entre os dias 20 e 27 de Abril (modelo ECMWF)." title="Previsão de anomalias na precipitação entre os dias 20 e 27 de Abril (modelo ECMWF)."><figcaption>Previsão de anomalias na precipitação entre os dias 20 e 27 de Abril (modelo ECMWF).</figcaption></figure><p>Como regra geral, <strong>sempre evite enfrentar o mau tempo e transitar em locais de risco</strong>, como avenidas próximas a rios. Durante tempestades, de maneira alguma enfrente a correnteza (<em>mesmo que a água pareça baixa</em>) e nem transite em locais onde há risco de deslizamento. E, por fim, não deixe de conferir as <strong>previsões meteorológicas detalhadas e específicas para o seu município</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Período seco começou no Sudeste, com temperaturas atípicas e amplitude de mais de 10°C; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 21:31:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão marcados por tempo firme e predomínio de Sol em grande parte do Sudeste do Brasil. Mas a amplitude térmica será grande, com temperaturas amenas pelas manhãs e mais elevadas durante as tardes.</p><ul><li>Mais previsões: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-36-c-causado-por-ciclone-efeito-fora-do-normal-atinge-o-brasil-nos-proximos-dias.html" target="_blank">Calor de até 36°C causado por ciclone: efeito fora do normal atinge o Brasil nos próximos dias</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao-1776273929450.jpg" data-image="ex6pc3grvj97"><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura mostra uma massa de ar quente atuando em várias áreas do Brasil, especialmente na Região Sudeste, o que faz as temperaturas aumentarem no período da tarde.</figcaption></figure><p>Uma <strong>massa de ar mais quente e seco </strong>está atuando sobre o Sudeste do Brasil. O sistema mantém o <strong>tempo mais estável e com predomínio de Sol em grande parte da Região nos próximos dias</strong>.</p><p>As <strong>chuvas ficam mais isoladas e concentradas no litoral</strong>, especialmente entre as áreas litorâneas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Já <strong>o interior da região terá dias de tempo mais firme</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O <strong>calor </strong>também estará presente, com <strong>temperaturas elevadas durante as tardes, passando dos 30°C em boa parte da região</strong>. Durante as manhãs, as temperaturas ainda ficam mais amenas, podendo cair abaixo dos 15°C. E como teremos céu mais limpo, a amplitude térmica será grande na região, com variação de mais de 10°C ao longo do dia.</p><p>Acompanhe<strong> a seguir mais detalhes </strong>da previsão do tempo.</p><h2>Tempo firme e temperaturas elevadas predominam no Sudeste</h2><p>Estamos observando uma <strong>redução significativa nas instabilidades no Sudeste</strong> do Brasil, com condições mais típicas desta época do ano, com<strong> tempo firme e seco predominando</strong>.</p><p>Nesta <strong>quinta (16) </strong>e na <strong>sexta-feira (17)</strong>, as manhãs começam com sol entre poucas nuvens em grande parte do Sudeste. Há previsão de <strong>chuvas fracas e isoladas nas tardes no litoral do Espírito Santo e do Rio de Janeiro</strong>, influenciadas pela circulação marítima. As demais áreas da região terão tempo mais firme e céu variando de claro a com poucas nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao-1776274357157.jpg" data-image="d2sujrydcg6l"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quinta-feira (16) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>fim de semana</strong> será de tempo estável e céu claro na maior parte da região Sudeste. Há chances de ocorrerem<strong> chuvas fracas e isoladas durante as tardes</strong> de sábado (18) e de domingo (19) apenas em <strong>áreas litorâneas dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro</strong>; porém o potencial é baixo, como observamos no mapa abaixo para o sábado (18).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao-1776274545353.jpg" data-image="ipzhcei8q88b"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para sábado (18) à tarde (13h), segundo o modelo europeu ECMWF, mostrando baixo potencial para chuvas no litoral de São Paulo.</figcaption></figure><p>Contudo, em relação às temperaturas, as condições ainda são um pouco atípicas no Sudeste.</p><p>Os <strong>amanheceres </strong>até <strong>continuarão tendo temperaturas amenas e sensação leve de friozinho </strong>nos próximos dias, porém, <strong>durante as tardes faz calor e as máximas ficam acima dos 30°C em boa parte da região</strong>, e atingindo os 36°C no fim de semana.</p><p> As <strong>temperaturas mínimas</strong> (pela manhã) nos próximos dias ficam <strong>abaixo dos 18°C na maior parte da região</strong>, e caindo para <strong>12°C a 14°C no sul de Minas Gerais e na Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>, especialmente na sexta-feira (17). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao-1776274153255.jpg" data-image="z6ou6xdnhdb6" alt="Previsão de temperatura mínima (em °C) para a sexta-feira (17), segundo o modelo europeu ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima (em °C) para a sexta-feira (17), segundo o modelo europeu ECMWF."></figure><p> Assim, com <strong>temperaturas mais baixas pela manhã e elevadas à tarde</strong>, a <strong>amplitude térmica será de mais de 10°C </strong>nos próximos dias, como por exemplo, em Lavras (Minas Gerais), que terá mínimas de 12°C e máximas de 27°C (amplitude de 15°C). </p><p><strong>Durante as tardes, as temperaturas sobem e faz calor</strong>, especialmente na parte oeste de São Paulo.</p><div class="texto-destacado">Até o fim de semana, tempo predominantemente firme, com sol e calor em praticamente todo o Sudeste. Temperaturas máximas acima de 30°C e chegando a 36°C no oeste paulista.</div><p>Na <strong>quinta-feira (16)</strong> e na <strong>sexta-feira (17)</strong>, as temperaturas <strong>máximas </strong>chegam na casa dos<strong> 33°C-34°C no oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro</strong>. Em várias outras áreas destes estados, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, as máximas ficam em torno dos 30°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao-1776274267912.jpg" data-image="749a4pl1uum5"><figcaption>Previsão de temperatura máxima (em °C) para o domingo (19), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>No fim de semana o calor aumenta mais um pouco na região</strong>. As máximas chegam aos <strong>35°C-36°C no oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro</strong>. E boa parte restante da região ainda manterá as temperaturas acima dos 30°C.</p><p>As temperaturas máximas no fim de semana (sábado e domingo, respectivamente) nas <strong>capitais</strong> serão de: <strong>São Paulo: 30°C-31°C</strong>; <strong>Rio de Janeiro: 32°C-29°C</strong>; <strong>Belo Horizonte: 30°C-30°C</strong>; <strong>Vitória: 32°C-32°C</strong>.</p><p>E atenção, a<strong> umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% nas tardes dos próximos dias</strong> em pontos do<strong> interior paulista, do interior mineiro e do Triângulo Mineiro</strong>, o que juntamente com a ausência de chuvas e as temperaturas elevadas, pode trazer desconforto para a população, como ressecamento de mucosas e pele, entre outros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois ciclones afetam o Brasil nesta quinta-feira (16), saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-ciclones-afetam-o-brasil-nesta-quinta-feira-16-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 19:36:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atuação de dois ciclones no Atlântico Sul afetam o Brasil nesta quinta-feira. Sobre o Sul do país um dos sistemas aumenta as chuvas na região enquanto que o outro auxilia no transporte de ar frio para o continente.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/zcit-traz-alerta-de-mais-de-100-mm-de-chuva-em-6-estados-brasileiros.html" target="_blank">ZCIT traz alerta de mais de 100 mm de chuva em 6 estados brasileiros</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5lak2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5lak2.jpg" id="xa5lak2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao ouvir a palavra <strong>“ciclone”</strong>, muitas pessoas entram em <strong>alerta</strong>, devido à <strong>percepção negativa</strong> associada ao termo. No entanto, nem todo <strong>ciclone</strong> está relacionado a <strong>chuvas intensas</strong> ou <strong>tempestades severas</strong>.</p><p>Vale lembrar que <strong>ciclones</strong> são <strong>sistemas de baixa pressão atmosférica</strong> que ocorrem em diferentes <strong>escalas e intensidades</strong>, podendo variar desde sistemas <strong>fracos</strong> até eventos mais <strong>organizados</strong>.</p><div class="texto-destacado">Em muitos casos, sua atuação está associada ao aumento da nebulosidade e a mudanças na direção e intensidade dos ventos, sem necessariamente provocar tempo extremo.</div><p>Para esta <strong>quinta-feira (15)</strong>, a presença de um <strong>ciclone</strong> entre a <strong>Argentina</strong> e o <strong>Uruguai</strong> afeta o <strong>tempo no Rio Grande do Sul</strong>, enquanto outro sistema, localizado no <strong>oceano Atlântico</strong>, contribui para o <strong>transporte de ar frio</strong> para o interior do continente. Veja a seguir como esses sistemas atuam.</p><h2>Ciclone 1: tempo fica fechado no sul do Brasil</h2><p>O processo de formação de um <strong>ciclone</strong> entre a <strong>Argentina</strong>, <strong>Paraguai</strong> e <strong>Uruguai</strong> teve início nesta <strong>terça-feira (14)</strong> e será <strong>consolidado ao longo desta quarta-feira (15)</strong>. O sistema se originou a partir do <strong>aprofundamento de uma baixa pressão</strong> nessa mesma região, que se intensificou e seguirá em direção ao <strong>oceano Atlântico</strong> nos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-ciclones-afetam-o-brasil-nesta-quinta-feira-16-saiba-o-que-esperar-1776263088914.jpg" data-image="gnmliqulzr0i" alt="Previsão de nebulosidade e chuva para a tarde desta quinta-feira (16)." title="Previsão de nebulosidade e chuva para a tarde desta quinta-feira (16)."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva para a tarde desta quinta-feira (16).</figcaption></figure><p>Até lá, nesta <strong>quinta-feira (16)</strong>, a <strong>baixa pressão</strong> deixará o <strong>tempo instável</strong> sobre o <strong>Sul do Brasil</strong>, especialmente no <strong>Rio Grande do Sul</strong>. A <strong>madrugada</strong> e o <strong>amanhecer</strong> serão marcados por <strong>tempo fechado</strong> em boa parte da região, com previsão de <strong>pancadas de chuva</strong> com intensidade <strong>moderada a forte</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para esta quinta-feira (16), com a intensidade das chuvas sendo fracas, e as rajadas de vendo moderadas não há riscos de transtornos. </div><p>A grande maioria dos <strong>municípios com previsão de chuva</strong> durante a <strong>manhã</strong> está localizada no <strong>Rio Grande do Sul</strong>, enquanto os demais se concentram no <strong>oeste de Santa Catarina</strong> e <strong>sudoeste do Paraná</strong>. O <strong>corredor de umidade</strong> associado ao ciclone atua sobre essa área, favorecendo a <strong>rápida formação de nuvens</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-ciclones-afetam-o-brasil-nesta-quinta-feira-16-saiba-o-que-esperar-1776263099688.jpg" data-image="x0qh24q0qjkp" alt="Previsão de água precipitável e pressão a nível médio do mar para a tarde desta quinta-feira (16)." title="Previsão de água precipitável e pressão a nível médio do mar para a tarde desta quinta-feira (16)."><figcaption>Previsão de água precipitável e pressão a nível médio do mar para a tarde desta quinta-feira (16).</figcaption></figure><p>Com a chegada da <strong>tarde</strong>, o <strong>canal de umidade perde força</strong> e, com isso, a tendência é de <strong>diminuição das chuvas</strong> na <strong>Região Sul</strong>. Ainda assim, em alguns pontos há previsão de <strong>chuva leve a moderada</strong>, cenário que também se repete em <strong>Mato Grosso do Sul</strong>.</p><h2>Ciclone 2: manutenção de ar frio no leste do país</h2><p>O <strong>segundo ciclone</strong> encontra-se em atuação no <strong>oceano Atlântico</strong>, bastante <strong>afastado da costa brasileira</strong>. No entanto, essa <strong>baixa pressão</strong>, com <strong>giro ciclônico</strong>, favorece a <strong>manutenção do ar frio</strong> sobre o <strong>leste do Sudeste</strong>, <strong>Sul</strong> e parte do <strong>Nordeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-ciclones-afetam-o-brasil-nesta-quinta-feira-16-saiba-o-que-esperar-1776263167989.jpg" data-image="uxd0x7awfxtd" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Anomalia de temperatura em 850 hPa para a manhã desta quinta (16).</figcaption></figure><p>Diante desse cenário, a previsão para a manhã desta quinta-feira (16) indica <strong>temperaturas amenas</strong>, desde o <strong>litoral de Santa Catarina</strong> até o <strong>interior da Bahia</strong>. Os termômetros variam entre <strong>13°C e 16°C</strong> no <strong>leste da Região Sul</strong>, enquanto na <strong>Serra da Mantiqueira</strong> a mínima pode chegar a<strong> 6°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-ciclones-afetam-o-brasil-nesta-quinta-feira-16-saiba-o-que-esperar-1776263276983.jpg" data-image="n3qfkuvcjpwd" alt="Temperatura." title="Temperatura."><figcaption>Previsão de temperatura para a manhã desta quinta-feira (16).</figcaption></figure><p>Nas demais áreas do <strong>leste de São Paulo</strong>, boa parte de <strong>Minas Gerais</strong> e na <strong>Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>, as <strong>temperaturas mínimas</strong> ficam entre <strong>10°C e 17°C</strong>. No <strong>interior da Bahia</strong>, o <strong>ar frio</strong> também marca presença durante a manhã, com previsão entre <strong>17°C e 19°C</strong>, especialmente na região de <strong>Vitória da Conquista (BA)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-ciclones-afetam-o-brasil-nesta-quinta-feira-16-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte chuva em Teresina, no PI, alaga avenidas e causa infiltrações no teto de escola]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-chuva-em-teresina-no-pi-alaga-avenidas-e-causa-infiltracoes-no-teto-de-escola.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 18:32:17 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após uma tempestade de 48 mm, a infraestrutura de Teresina apresentou falhas graves, com ruas submersas no bairro Satélite e infiltrações preocupantes no Ceti Firmina Sobreira. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-chuva-em-teresina-no-pi-alaga-avenidas-e-causa-infiltracoes-no-teto-de-escola-1776262003186.jpg" data-image="pppmrjkuyqbw" alt="Temporal em Teresina provocou alagamentos na Zona Norte e danos em unidade de ensino. Foto: TV Clube/ Reprodução" title="Temporal em Teresina provocou alagamentos na Zona Norte e danos em unidade de ensino. Foto: TV Clube/ Reprodução"><figcaption>Temporal em Teresina provocou alagamentos na Zona Norte e danos em unidade de ensino. Foto: TV Clube/ Reprodução</figcaption></figure><p><strong>Teresina enfrentou graves transtornos após uma forte tempestade atingir diversas regiões da capital</strong> na tarde e noite da última <strong>terça-feira (14)</strong>. A precipitação intensa transformou vias públicas em rios temporários e gerou danos estruturais preocupantes em unidades de ensino da rede estadual.</p><p>O volume de água registrado pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais atingiu marcas expressivas em um curto intervalo de tempo. O forte temporal <strong>comprometeu a mobilidade urbana e afetou diretamente a rotina de estudantes e moradores</strong>, especialmente na Zona Norte e Leste.</p><h2>Impactos na infraestrutura urbana e mobilidade</h2><p><strong>Na Zona Leste, a Rua Branca, localizada no bairro Satélite, ficou completamente submersa</strong> pela força da enxurrada que desceu pelas vias. Segundo dados oficiais do Cemaden, o acumulado pluviométrico naquela região específica alcançou <strong>48 mm</strong> por volta das 19h de ontem.</p><div class="texto-destacado">A Avenida Poti Velho, situada na Zona Norte de Teresina, também registrou cenários críticos durante o período de maior intensidade temporal. Condutores de carros e motocicletas precisaram aguardar longos períodos para atravessar a via com o mínimo de segurança diante do volume. Alguns motoristas arriscaram a travessia mesmo com o nível da água elevado, se expondo a riscos de acidentes e possíveis danos materiais severos. </div><p>A Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Leste afirmou que equipes técnicas realizam o monitoramento contínuo e ações preventivas na rede do bairro Satélite. Entretanto, <strong>a SDU Norte não apresentou esclarecimentos sobre os alagamentos na Avenida Poti Velho.</strong></p><h2>Danos no Ceti Firmina Sobreira e resposta oficial</h2><p><strong>O impacto da chuva também foi sentido dentro das salas de aula do Centro de Ensino de Tempo Integral (Ceti) Firmina Sobreira.</strong> Alunos da instituição registraram o exato momento em que a água atravessava o teto e atingia diretamente o mobiliário escolar.</p><p>As infiltrações severas comprometeram o ambiente de ensino, <strong>molhando cadeiras e outros itens fundamentais</strong> para o desenvolvimento das atividades pedagógicas diárias. As imagens compartilhadas mostram a intensidade das goteiras em diversos pontos da estrutura física, causando indignação na comunidade acadêmica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763947" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-rn-derruba-predio-em-assu-mas-recupera-volume-da-barragem-de-oiticica-veja-imagens.html" title="Temporal no RN derruba prédio em Assú, mas recupera volume da barragem de Oiticica; veja imagens">Temporal no RN derruba prédio em Assú, mas recupera volume da barragem de Oiticica; veja imagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-rn-derruba-predio-em-assu-mas-recupera-volume-da-barragem-de-oiticica-veja-imagens.html" title="Temporal no RN derruba prédio em Assú, mas recupera volume da barragem de Oiticica; veja imagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-rn-derruba-predio-em-assu-mas-recupera-volume-da-barragem-de-oiticica-veja-imagens-1776182842543_320.jpg" alt="Temporal no RN derruba prédio em Assú, mas recupera volume da barragem de Oiticica; veja imagens"></a></article></aside><p>Diante da gravidade da situação, <strong>a Secretaria de Educação do Piauí informou que já enviou uma equipe de manutenção predial</strong> para o local. O objetivo é realizar os reparos necessários para garantir que as aulas ocorram sem novos incidentes causados por eventos climáticos.</p><p>A Seduc esclareceu ainda que <strong>a escola havia passado por serviços de manutenção e revisão completa da cobertura em dezembro de 2025.</strong> "Uma equipe de manutenção predial foi enviada para fazer os reparos necessários na escola", afirmou a pasta em nota oficial.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/04/15/chuva-teresina.ghtml" target="_blank">Ruas e avenidas viram rios e escola tem infiltrações após chuva no PI.</a> 15 de abril, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-chuva-em-teresina-no-pi-alaga-avenidas-e-causa-infiltracoes-no-teto-de-escola.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de ar quente ganha força e afeta 11 estados do Brasil com temperaturas 8°C acima da média; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:24:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa bolha de ar quente se estabelece no Brasil e eleva as temperaturas de forma expressiva nos próximos dias. Temperaturas extremas e próximas a 40°C estão previstas entre o fim de semana e o feriado de Tiradentes.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html" target="_blank">Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul? </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5l41o"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5l41o.jpg" id="xa5l41o"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Abril</strong> marca o<strong> segundo mês do outono</strong> meteorológico. Nesta estação de transição, ocorre uma<strong> gradual mudança do padrão </strong>atmosférico correspondente ao verão para características que se assemelham ao clima de inverno. Mesmo que uma mistura entre as estações faça parte da variabilidade natural do clima, o <strong>frio intenso e abrangente deve demorar para chegar </strong>em 2026.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p>Isso porque a <strong>segunda quinzena de abril </strong> - e, provavelmente a primeira quinzena de maio - será de <strong>temperaturas</strong> essencialmente<strong> acima da média </strong>em todo o país, mas com destaque para uma <strong>bolha de calor</strong> que começa a ganhar força no centro-leste do Brasil nos próximos dias, elevando as temperaturas em até 8°C acima da média. Confira os detalhes.</p><h2>Previsão de bolha de calor</h2><p>O modelo ECMWF fornece, diariamente, previsões atualizadas de anomalias semanais de temperatura. Na rodada mais atual, o modelo prevê que uma <strong>bolha de calor centrada entre Goiás e Minas Gerais</strong>, onde, numa pequena área, as temperaturas podem ficar entre<strong> 6°C e 10°C </strong>acima da média.</p><p>Em uma<strong> área abrangente em torno deste centro</strong>, anomalias de temperatura entre <strong>3°C e 6°C acima da média </strong>irão persistir sobre uma área que abrange desde o norte da região <strong>Sul</strong>, <strong>Centro-Oeste, </strong><strong>Sudeste e Nordeste.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira-1776258971288.png" data-image="8z5ic5quu69z" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF" title="Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF"><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF</figcaption></figure><p>Este padrão deve se manter, pelo menos, pelas próximas duas semanas, sendo que entre 27 de abril e 4 de maio a área com anomalias entre 3°C e 6°C abrange uma área ainda maior. Há <strong>indícios</strong> que este <strong>padrão possa se manter </strong>também ao longo de quase todo o<strong> mês de maio.</strong></p><h2>Alerta de temperaturas extremas</h2><p>O<strong> índice de previsão extrema (EFI)</strong> do modelo ECMWF para<strong> temperatura máxima</strong> indica que as temperaturas nos próximos dias serão consideradas <strong>extremas</strong> em uma ampla região do país, ou seja, raras dentro da climatologia. </p><p>O EFI se baseia em uma métrica estatística conhecida como quantil 99, e alerta para eventos incomuns ou extremos quando as temperaturas diárias previstas estão acima deste limiar. De uma forma simples, isso quer dizer que <strong>apenas 1 em cada 100 previsões alcançam os valores previstos</strong>, com base na climatologia de cada região. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira-1776258955892.png" data-image="ctjuf5o8rv6d" alt="EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF." title="EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF.</figcaption></figure><p>De acordo com o EFI, a <strong>bolha quente </strong>começa a se estabelecer na quarta (15), mas<strong> ganha força e abrangência</strong> a partir de <strong>sexta-feira (17)</strong>, com pico entre domingo (19) e o feriado prolongado de Tiradentes (21). </p><p>Entre estes dias, valores máximos (entre 0,8 e 1) são alcançados pelo EFI sobre uma ampla área do país, como mostrado pela escala de cores dos mapas acima, abrangendo as<strong> regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste.</strong> Áreas em laranja escuro e vermelho, dentro dos contornos pretos nos mapas acima mostram que muito provavelmente um evento extremo de altas temperaturas vai ocorrer.</p><h2>Previsão de máximas próximas de 40°C</h2><p>Os<strong> estados afetados </strong>pela bolha de calor nos próximos dias incluem o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Bahia</strong>. A partir de sexta-feira (17) a temperaturas começam a ficar com mais de 7°C acima da média<strong> </strong>em algumas áreas.</p><p>No <strong>sábado (18)</strong>, anomalias de <strong>8°C acima da média</strong> devem representar temperaturas entre <strong>30°C e 33°C às 11h </strong>da manhã nos estados citados anteriormente. As <strong>máximas</strong>, à tarde, podem ficar entre<strong> 36°C e 38°C</strong>, especialmente em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira-1776259055358.png" data-image="i0cmuo62g7v5" alt="Previsão de anomalia de temperatura no sábado (18) de manhã, de acordo com o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura no sábado (18) de manhã, de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura no sábado (18) de manhã, de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas</strong> continuam em <strong>elevação</strong> ao longo do domingo (19) e segunda-feira (20), com máximas acima de 35°C se espalhando sobre uma ampla área. Na véspera do feriado, <strong>segunda-feira (20)</strong>, as temperaturas previstas se aproximam de<strong> 40°C no interior de São Paulo</strong>, <strong>Triângulo Mineiro (MG), Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul</strong>, podendo ultrapassar os 37°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira-1776259137791.png" data-image="kdzq5oid493y" alt="Previsão de temperatura máxima na segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima na segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima na segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>umidade relativa</strong> do ar está prevista ficar abaixo de 30% e, em algumas áreas, <strong>abaixo de 20%</strong>, o que, combinado com altas temperaturas, representa um grande risco à saúde. </p><div class="texto-destacado">A população e as autoridades devem ficar em alerta, especialmente devido ao favorecimento do aumento de doenças respiratórias e da possível sobrecarga nos serviços de saúde. </div><p>Recomenda-se<strong> beber bastante água</strong>, <strong>evitar exposição ao sol</strong> e <strong>exercícios físicos</strong> (incluindo passeios com os pets) nos <strong>períodos mais quentes</strong> do dia e redobrar os cuidados com<strong> grupos mais vulneráveis</strong>, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O curioso efeito Unruh, que gera calor no vácuo espacial a partir do nada]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-curioso-efeito-unruh-que-gera-calor-no-vacuo-espacial-a-partir-do-nada.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 12:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O vácuo do espaço não é tão vazio quanto parece, e um fenômeno quântico prevê que o movimento acelerado pode gerar calor onde não há nada. Aqui está a explicação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-curioso-efecto-unruh-que-genera-calor-en-el-vacio-espacial-de-la-nada-1775038255676.jpeg" data-image="3astwgnkw9yv"><figcaption>O efeito Unruh é um dos conceitos mais fascinantes da física moderna.</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, o <strong>vácuo </strong>foi considerado a ausência total de matéria e energia, um espaço completamente frio, silencioso e inativo, mas a física moderna vem trabalhando há décadas para desconstruir essa ideia.</p><p>Hoje, sabemos que o vácuo é um ambiente dinâmico onde ocorrem fenômenos surpreendentes, e um dos mais intrigantes é o chamado<strong> efeito Unruh</strong>, uma teoria que propõe algo quase inimaginável: <strong>o movimento pode gerar calor mesmo no vácuo mais absoluto, uma espécie de "calor fantasma"</strong>.</p><p>Esse nome vem do <strong>físico canadense William Unruh, que descreveu esse fenômeno em 1976</strong>. Ele demonstrou, do ponto de vista teórico, que um observador acelerando no vácuo perceberia uma radiação térmica inexistente para um observador em repouso.</p><h2>Um vazio que na verdade não está vazio</h2><p>No contexto da<strong> física quântica</strong>, o<strong> vácuo é preenchido por minúsculas flutuações de energia</strong> que aparecem e desaparecem constantemente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un observador acelerado (v.g. uniformemente) en el espacio vacío vería una tenue radiación térmica, aunque no haya en el espacio absolutamente nada: vacío. Esto se conoce como efecto Unruh, descrito por primera vez por Fulling (1973), y más tarde por Davies (1975) y Unruh (1976). <a href="https://t.co/eqwGVOYXpS">pic.twitter.com/eqwGVOYXpS</a></p>— Gaston Giribet (@GastonGiribet) <a href="https://twitter.com/GastonGiribet/status/1741322292834017376?ref_src=twsrc%5Etfw">December 31, 2023</a></blockquote></figure><p>Esses eventos minúsculos são imperceptíveis em condições normais, mas são essenciais para entendermos como o universo funciona em sua menor escala.</p><p><strong>Essas flutuações constituem uma espécie de "ruído de fundo" quântico</strong> e, para um observador estacionário, esse ruído não se traduz em temperatura ou radiação detectáveis, mas tudo muda assim que a aceleração entra em jogo.</p><h2>Uma ideia que conecta teorias importantes</h2><p>O <strong>efeito Unruh</strong> não é um fenômeno isolado, pois está profundamente <strong>conectado a outros conceitos-chave da física moderna</strong>, como a radiação de buracos negros.</p><p>De fato, ele compartilha uma base teórica com a radiação Hawking, que descreve como os buracos negros podem emitir energia devido a efeitos quânticos em seu entorno.</p><p>Esses dois fenômenos sugerem que <strong>o vácuo possui propriedades muito mais complexas do que se pensava anteriormente</strong> e que a fronteira entre "algo" e "nada" é muito mais tênue.</p><h3>Por que é tão difícil de detectar?</h3><p>Apesar da natureza fascinante dessa teoria, <strong>o efeito Unruh é extremamente difícil de observar na prática</strong>.</p><p>Para que a temperatura gerada seja perceptível, <strong>seria necessário atingir níveis gigantescos de aceleração</strong>, muito além do que podemos alcançar com as tecnologias atuais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Efecto Unruh, a veces llamado efecto Fulling-Davies-Unruh, asegura que un observador acelerado medirá una radiación de cuerpo negro allí donde un observador inercial no mediría ninguna. <br><br>O sea, lo que todos los aficionado a la ciencia ficción hemos visto mil veces. <a href="https://t.co/jvkgzrxZBA">pic.twitter.com/jvkgzrxZBA</a></p>— Gustavo J. P. Rosas. (@_Gustavo_Jose_) <a href="https://twitter.com/_Gustavo_Jose_/status/1526217155821244416?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2022</a></blockquote></figure><p>Isso significa que,<strong> por enquanto, esse efeito permanece uma previsão teórica</strong>, embora seja amplamente aceito na comunidade científica.</p><h3>Um exemplo visual desse fenômeno</h3><p>Muitas vezes, a melhor maneira de entender um efeito é por meio de um exemplo simples. Imaginemos dois astronautas no vácuo: um permanece em repouso e não percebe nada, enquanto o outro acelera continuamente. De acordo com a teoria de Unruh, este último começaria a detectar uma espécie de "banho térmico", como se o espaço tivesse uma temperatura.</p><p><strong>Não é que o vácuo realmente aqueça</strong>, mas sim que flutuações quânticas, normalmente invisíveis, se manifestem como partículas com energia para aquelas que se movem com aceleração.</p><p><strong> </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-curioso-efeito-unruh-que-gera-calor-no-vacuo-espacial-a-partir-do-nada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Foguete com propulsão híbrida: projeto de estudantes da USP chama atenção pela inovação]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/foguete-com-propulsao-hibrida-projeto-de-estudantes-da-usp-chama-atencao-pela-inovacao.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Projeto desenvolvido na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) fez o lançamento do primeiro foguete impulsionado por um motor de propulsão híbrida. Saiba aqui os detalhes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/foguete-com-propulsao-hibrida-projeto-de-estudantes-da-usp-chama-atencao-pela-inovacao-1776194922136.jpg" data-image="xecmwr2mynqo"><figcaption>Imagem do lançamento do foguete com motor de propulsão híbrida. Crédito: Divulgação/Projeto Jupiter.</figcaption></figure><p>Um <strong>projeto de extensão</strong> desenvolvido por alunos da <strong>Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP)</strong>, voltado para a criação de foguetes experimentais e tecnologias aeroespaciais, <strong>fez o primeiro lançamento de um foguete impulsionado por motor de propulsão híbrida</strong>.</p><p>Trata-se de <strong>um marco para o país</strong>, este <strong>tipo de</strong><strong> tecnologia ainda é pouco explorada no meio universitário</strong> brasileiro. </p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes</strong> deste projeto inovador.</p><h2>O primeiro foguete de propulsão híbrida do país</h2><p>O <strong>Projeto Jupiter </strong>é um grupo multidisciplinar de projetos aeroespaciais da Poli-USP. Seu foco é o<strong> desenvolvimento de foguetes experimentais para competições</strong> no Brasil e também no exterior, com o objetivo de estimular o interesse pelo ramo aeroespacial.</p><p>E o projeto realizou no dia<strong> 4 de abril </strong>o<strong> primeiro lançamento do foguete <em>Elara II</em></strong>, <strong>impulsionado por um motor de propulsão híbrida</strong>. O foguete foi colocado em configuração de voo por volta das 12h e o lançamento em si ocorreu às 18h06 (horário local).</p><p>O <strong>lançamento ocorreu no campus da USP em Pirassununga</strong>, com o apoio da Academia de Força Aérea para a liberação do espaço aéreo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Este marco representa um avanço relevante, uma vez que essa tecnologia ainda é pouco explorada no contexto universitário brasileiro” - disse Samuel Santos, estudante de Engenharia Mecânica da Poli, em entrevista.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> objetivo do lançamento foi colocar em prática vários sistemas</strong>, incluindo o voo com propulsão híbrida, a validação de um sistema de frenagem aerodinâmica, a verificação do desempenho do sistema de abertura dos paraquedas, a avaliação da integridade estrutural da fuselagem e o<strong> treinamento operacional da equipe</strong>.</p><p>Segundo os pesquisadores do projeto,<strong> a etapa mais crítica do processo foi o abastecimento do tanque de oxidante</strong>, que exigiu várias intervenções e impactou diretamente o cronograma de lançamento.</p><p>O <strong>voo ficou abaixo do desempenho esperado</strong>, especialmente devido ao nível de oxidante na decolagem, que foi inferior ao planejado. O foguete acabou atingindo uma altitude menor do que a prevista, <strong>mas o sistema de recuperação foi acionado normalmente e permitiu que o foguete retornasse ao solo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/foguete-com-propulsao-hibrida-projeto-de-estudantes-da-usp-chama-atencao-pela-inovacao-1776194878926.jpg" data-image="jvrr9fl2xlx1"><figcaption>A equipe se preparando para o lançamento do foguete. Crédito: Divulgação/Projeto Jupiter.</figcaption></figure><p>Mas <strong>qual o diferencial deste tipo de motor?</strong> Os pesquisadores do projeto explicaram na entrevista que, do ponto de vista técnico, os motores híbridos usam combustível sólido e oxidante líquido, oferecendo vantagens em relação aos motores sólidos tradicionais, como uma<strong> maior segurança operacional e maior controle do empuxo durante o voo</strong>.</p><p>O estudante Samuel ainda comentou: “O desenvolvimento e o voo desse sistema representam não apenas um marco para o grupo, mas também a <strong>consolidação de quase dez anos de pesquisa e de uma capacidade de engenharia avançada</strong> construída pelos próprios alunos”.</p><p>A equipe do projeto Jupiter atualmente está se preparando para participar do <em>International Rocket Engineering Competition</em> (IREC), no Texas (EUA), em junho deste ano, onde representará o Brasil mais uma vez no 'mundial de foguetes'.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://jornal.usp.br/universidade/estudantes-lancam-primeiro-foguete-da-usp-com-motor-de-propulsao-hibrida/" target="_blank">Estudantes lançam primeiro foguete da USP com motor de propulsão híbrida</a>. 10 de abril, 2026. Jornal da USP.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/foguete-com-propulsao-hibrida-projeto-de-estudantes-da-usp-chama-atencao-pela-inovacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O planeta mais denso conhecido: tão compacto quanto chumbo e intriga os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-planeta-mais-denso-conhecido-tao-compacto-quanto-chumbo-e-intriga-os-cientistas.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um exoplaneta com densidade semelhante à do chumbo está desafiando o que sabemos sobre o universo. Sua incrível compactação intriga os cientistas e levanta novas questões: como esses mundos extremos se formam e o que eles revelam sobre a evolução planetária?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-mas-denso-conocido-tan-compacto-como-el-plomo-y-desconcierta-a-los-cientificos-1775389602873.jpg" data-image="zk5te7ffu9ll" alt="Representação artística de K2-360 b" title="Representação artística de K2-360 b"><figcaption>K2-360 b, o exoplaneta com a maior densidade observada, poderia ter uma aparência semelhante a esta: sua composição é principalmente metálica e rochosa. (Imagem gerada por IA)</figcaption></figure><p>Na busca por mundos extremos, os cientistas encontraram <strong>planetas com densidades difíceis de imaginar</strong>. Alguns concentram quantidades enormes de massa em tamanhos relativamente pequenos, oferecendo pistas importantes sobre como esses corpos se formam e evoluem. Dentre todos eles, <strong>um se destaca em particular e capturou a atenção da comunidade científica</strong>.</p><h3>Um planeta pode ser tão denso quanto o chumbo?</h3><p>Por mais extremo que pareça, a resposta é sim. Nos últimos anos, astrônomos descobriram mundos fora do nosso sistema solar com características surpreendentes, e um dos mais impressionantes é o <strong>K2-360 b</strong>.</p><p>Este <strong>exoplaneta </strong>possui uma<strong> massa equivalente a 7,7 vezes a da Terra</strong> em um tamanho apenas 1,6 vezes maior. O resultado é impressionante: uma <strong>densidade próxima a 11 g/cm³, comparável à do chumbo</strong>. Um mundo extremamente compacto que desafia o que sabemos sobre a estrutura planetária.</p><h2>O que torna um planeta tão denso?</h2><p><strong>A resposta está na sua composição e na força da sua própria gravidade</strong>. Em planetas rochosos, materiais mais pesados — como ferro e níquel — predominam no interior, especialmente no núcleo.</p><div class="texto-destacado">Densidade planetária:<br>A densidade indica quanta massa existe dentro de um determinado volume. Em planetas, ela revela o quão compactos eles são: valores altos implicam em materiais densos e forte compressão, permitindo aos cientistas inferir sua composição interna.</div><p>Durante a formação, esses materiais mais densos afundam em direção ao centro em um processo conhecido como diferenciação, enquanto os materiais mais leves permanecem nas camadas externas. É assim que se formam <strong>núcleos altamente compactos, capazes de aumentar significativamente a densidade</strong> total do planeta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-mas-denso-conocido-tan-compacto-como-el-plomo-y-desconcierta-a-los-cientificos-1775389553555.jpg" data-image="zcyyziccog47" alt="Representação do núcleo e do manto da Terra" title="Representação do núcleo e do manto da Terra"><figcaption>A Terra possui um alto teor de ferro e níquel em seu núcleo e é composta principalmente de rochas, o que a torna um planeta bastante denso.</figcaption></figure><p>Outro fator crucial é a gravidade.<strong> Quanto mais massivo um planeta, maior a pressão em seu interior, que comprime seus materiais e reduz seu volume</strong>. O resultado é um mundo ainda mais denso.</p><p>Em alguns casos, <strong>esses planetas extremos podem também ter perdido suas camadas externas de gases ou materiais mais leves</strong>, seja devido à intensa radiação de sua estrela ou a impactos gigantescos. O que resta é um núcleo rochoso ou metálico muito mais compacto, o que explica densidades tão elevadas.</p><h2>Outros mundos extremos que nos surpreendem</h2><p>Embora K2-360 b seja um dos mais impressionantes, não é o único. Outros exoplanetas também surpreenderam os cientistas devido à sua densidade:</p><ul> <li><strong>Kepler-10b</strong>: um dos primeiros planetas rochosos descobertos fora do sistema solar, com densidade superior à da Terra (≈ 6,5 g/cm³).</li> <li><strong>GJ 367 b</strong>: um mundo extremamente compacto, com um enorme núcleo de ferro que o torna comparável a um "<em>super-Mercúrio</em>".</li> </ul><p>Em nossa própria vizinhança cósmica, a campeã continua sendo a Terra, com uma densidade média de 5,51 g/cm³.</p><table> <thead> <tr> <th>Planeta</th> <th>Composição</th> <th>Densidade</th> </tr> </thead> <tbody> <tr> <td><strong>K2-360 b</strong></td> <td>Predominantemente rochoso, com alto teor de ferro.</td> <td>≈11 g/cm³</td> </tr> <tr> <td><strong>GJ 367 b</strong></td> <td>Predominantemente composto por ferro, com uma camada rochosa mais fina.</td> <td>≈10.2 g/cm³</td> </tr> <tr> <td><strong>Kepler-10b</strong></td> <td>Alto teor de ferro (núcleo metálico significativo) e silicatos.</td> <td>≈8.8 g/cm³</td> </tr> <tr> <td><strong>Terra</strong></td> <td>Núcleo: ferro e níquel.<br>Manto: silicatos ricos em magnésio e ferro.</td> <td>5.51 g/cm³</td> </tr> <tr> <td><strong>Mercúrio</strong></td> <td>Núcleo gigante de ferro e manto fino de silicato.</td> <td>5.43 g/cm³</td> </tr> <tr class="pie-tabla"> <td colspan="3">Comparação da composição principal e da densidade média entre exoplanetas e os planetas mais densos observados no sistema solar.</td> </tr> </tbody> </table><p>Embora Mercúrio também seja muito rico em metais, a Terra é, em média, mais densa devido à maior compressão gravitacional exercida por sua massa.</p><h2>Por que esses mundos são tão diferentes?</h2><p>Ao contrário dos gigantes gasosos — que são muito menos densos — <strong>esses planetas são essencialmente rochosos e metálicos</strong>. Sua estrutura interna, dominada por grandes núcleos de ferro, e sua história evolutiva — marcada pela perda atmosférica ou por impactos — explicam sua extrema compactação.</p><p>Essas descobertas não apenas expandem nosso conhecimento sobre planetas, mas também levantam novas questões: quantos mundos semelhantes existem? Eles são realmente raros ou mais comuns do que pensamos? Por ora, cada descoberta nos lembra de algo fundamental: <strong>o universo permanece muito mais diverso — e surpreendente — do que imaginávamos</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Phys.org: <a href="https://phys.org/news/2024-11-astronomers-ultra-dense-super-earth.html#google_vignette" target="_blank">Astronomers discover an ultra-dense "super-Earth" with an outer companion offering clues about its formation</a></em></p><p><em>NASA: <a href="https://www.nasa.gov/image-article/planet-kepler-10-b-orbit/" target="_blank">Planet Kepler-10 b in Orbit</a></em></p><p><em>Guinness World Records: <a href="https://www.guinnessworldrecords.com/world-records/densest-planet" target="_blank">Densest Planet</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-planeta-mais-denso-conhecido-tao-compacto-quanto-chumbo-e-intriga-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ferrugem asiática avança com o clima úmido; manejo correto reduz perdas no campo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/ferrugem-asiatica-avanca-com-o-clima-umido-manejo-correto-reduz-perdas-no-campo.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 22:52:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A ferrugem asiática avançou na safra 2025/2026 e elevou o alerta no campo, levando produtores a reforçar o cumprimento do calendário de semeadura e do vazio sanitário como principais estratégias para proteger a próxima safra de soja.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ferrugem-asiatica-avanca-com-o-clima-umido-manejo-correto-reduz-perdas-no-campo-1776188007047.jpg" data-image="jd2cgs8n52eo" alt="roja, ferrugem, soja" title="roja, ferrugem, soja"><figcaption>A ferrugem asiática é uma das doenças mais agressivas da soja, capaz de se espalhar rapidamente em condições favoráveis de clima.</figcaption></figure><p>A ferrugem asiática voltou ao centro das atenções no campo e acendeu um alerta importante para a próxima safra. <strong>Dados recentes mostram aumento expressivo nos casos da doença na safra 2025/2026, especialmente em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul,</strong> onde o avanço foi associado a condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do fungo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Alta umidade e temperaturas amenas criam o cenário ideal para a ferrugem asiática avançar rapidamente, elevando o risco de perdas expressivas na próxima safra de soja.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diante desse cenário, <strong>a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforçou a importância do calendário de semeadura e do chamado vazio sanitário</strong>, períodos sem plantas vivas de soja, como principal estratégia para conter a disseminação da doença. O recado é direto: seguir essas janelas pode ser decisivo para proteger a produtividade da safra 2026/2027.</p><h2>O clima ajudou a doença a ganhar força</h2><p>O aumento dos casos de ferrugem asiática não aconteceu por acaso. <strong>Segundo a CNA, o crescimento da doença está ligado, entre outros fatores, às condições climáticas mais favoráveis ao fungo</strong>, especialmente períodos com alta umidade e temperaturas amenas, combinação ideal para a infecção e rápida disseminação nas lavouras, principalmente em áreas com histórico recente da doença e manejo inadequado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ferrugem-asiatica-avanca-com-o-clima-umido-manejo-correto-reduz-perdas-no-campo-1776188478294.jpg" data-image="n99ng0fnyd2e" alt="Ferrugem, soja, sudeste, sul, centro" title="Ferrugem, soja, sudeste, sul, centro"><figcaption>Distribuição de ocorrências de ferrugem asiática da soja, com presença de esporos e casos confirmados em áreas produtoras do Sul e Centro-Sul do Brasil. Figura: Consórcio Antiferrugem</figcaption></figure><p>Os números ajudam a dimensionar o problema: <strong>no Paraná, os registros saltaram de 66 para 156 ocorrências em apenas uma safra,</strong> enquanto em Mato Grosso do Sul passaram de 12 para 70 casos. Esse avanço mostra como o ambiente climático pode acelerar o ciclo da doença quando não há interrupção adequada entre as safras, aumentando a pressão do fungo já no início do desenvolvimento das lavouras.</p><h2>Calendário e vazio sanitário: como quebrar o ciclo do fungo </h2><p>O conceito é simples, mas extremamente eficiente quando aplicado corretamente. <strong>O vazio sanitário consiste em um período obrigatório sem plantas de soja no campo</strong>, interrompendo o ciclo do fungo e reduzindo sua sobrevivência entre uma safra e outra.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já o calendário de semeadura organiza o plantio em janelas específicas, evitando que lavouras em diferentes estágios coexistam por muito tempo, o que facilita a propagação da doença. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na prática, essas medidas funcionam como um “bloqueio biológico” para a ferrugem. Na rotina do produtor, isso se traduz em ações concretas:</p><ul> <li><strong>eliminar plantas voluntárias de soja após a colheita;</strong></li> <li>respeitar rigorosamente o período de vazio sanitário;</li> <li><strong>evitar plantios fora da janela recomendada;</strong></li> <li>monitorar constantemente a lavoura durante o ciclo;</li> <li>adotar manejo integrado com uso racional de fungicidas.</li> </ul><p>Quando essas práticas são seguidas em conjunto, a pressão da doença tende a cair de forma significativa, reduzindo perdas e custos ao longo da safra.</p><h2>O que está em jogo na próxima safra </h2><p>Mais do que uma recomendação técnica, o cumprimento dessas regras passou a ser um fator estratégico para a sustentabilidade da produção de soja no Brasil. <strong>A ferrugem asiática é considerada uma das doenças mais agressivas da cultura </strong>e, quando fora de controle, pode comprometer grandes áreas em pouco tempo.</p><p>O desafio agora é antecipar o problema. <strong>Tecnologias de monitoramento remoto, aplicativos de alerta fitossanitário e modelos climáticos têm ganhado espaço </strong>justamente por permitir uma resposta mais rápida ao risco, especialmente em regiões com histórico recente de avanço da doença.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759338" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/soja-na-fila-da-china-insetos-residuos-e-calor-viram-novo-gargalo-nos-portos-brasileiros.html" title="Soja na fila da China: insetos, resíduos e calor viram novo gargalo nos portos brasileiros">Soja na fila da China: insetos, resíduos e calor viram novo gargalo nos portos brasileiros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/soja-na-fila-da-china-insetos-residuos-e-calor-viram-novo-gargalo-nos-portos-brasileiros.html" title="Soja na fila da China: insetos, resíduos e calor viram novo gargalo nos portos brasileiros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/soja-na-fila-da-china-insetos-residuos-e-calor-viram-novo-gargalo-nos-portos-brasileiros-1773751926028_320.jpg" alt="Soja na fila da China: insetos, resíduos e calor viram novo gargalo nos portos brasileiros"></a></article></aside><p>Para a safra 2026/2027, o cenário ainda depende da combinação entre clima e manejo. <strong>Mas a experiência recente deixa claro que ignorar o calendário e o vazio sanitário pode abrir espaço para perdas expressivas. </strong>No campo, prevenir continua sendo mais barato, e mais eficiente, do que remediar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/ferrugem-asiatica-avanca-com-o-clima-umido-manejo-correto-reduz-perdas-no-campo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ZCIT traz alerta de mais de 100 mm de chuva em 6 estados brasileiros]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/zcit-traz-alerta-de-mais-de-100-mm-de-chuva-em-6-estados-brasileiros.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 20:01:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) traz nesta semana chuvas volumosas e frequentes na porção norte no Brasil, desde o norte do Amazonas até o Ceará. E há risco de temporais em várias áreas desta região.</p><ul><li>Mais notícias: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/o-que-esperar-do-frio-nesta-segunda-quinzena-de-abril.html" target="_blank">O que esperar do frio nesta segunda quinzena de abril?</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5it0k"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5it0k.jpg" id="xa5it0k"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)</strong> é uma faixa de nuvens que atua predominantemente na faixa equatorial do globo terrestre, formando instabilidades. Este é o <strong>principal sistema meteorológico causador de chuvas no Norte e Nordeste do Brasil </strong>entre os meses de fevereiro e abril.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">nosso novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A <strong>ZCIT</strong> está em atuação nestas regiões e, <strong>juntamente com a alta umidade vinda do mar</strong>, vai manter <strong>chuvas </strong><strong>frequentes </strong><strong>e por vezes intensas, com risco de temporais </strong><strong>entre o norte do Amazonas e o litoral norte do Nordeste</strong> (até o Rio Grande do Norte) nesta semana. Os acumulados de precipitação até o fim de semana ultrapassam os <strong>100 milímetros (mm) em várias áreas</strong> dos estados.</p><p>Acompanhe<strong> a seguir mais detalhes da previsão </strong>do tempo para os próximos dias nestas regiões.</p><h2>ZCIT mantém chuvas intensas e frequentes no Norte e Nordeste</h2><p>O sistema meteorológico vai continuar mantendo as<strong> chuvas constantes e por vezes intensas ao longo desta semana na porção norte do Brasil</strong>, nas áreas que abrangem desde o norte do Amazonas até o Ceará.</p><p>O norte do <strong>Rio Grande do Norte também deve receber chuvas moderadas</strong>, podendo ser localmente intensas, <strong>mas os volumes serão menores</strong> em comparação com os outros estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/zcit-traz-alerta-de-mais-de-100-mm-de-chuva-em-6-estados-brasileiros-1776191657831.jpg" data-image="svm1lyx9sjv5"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) para quarta-feira (15) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre esta quarta-feira (15) e a sexta-feira (17), as <strong>manhãs começam com chuvas isoladas de fraca a moderada intensidade</strong> em áreas do <strong>norte amazonense </strong>e na divisa com o Pará.</p><div class="texto-destacado">A Zona de Covergência Intertropical traz ao longo desta semana chuvas volumosas e frequentes na porção mais ao norte do Brasil, entre o norte do Amazonas e o litoral do Ceará.</div><p><strong>Ao longo das tardes</strong>, a ZCIT aumenta as instabilidades e são esperadas <strong>pancadas de chuva com intensidade moderada a forte e risco de temporais </strong>isolados no norte do <strong>Amazonas</strong>, centro-norte do <strong>Pará</strong>, no <strong>Amapá</strong>, no <strong>Maranhão </strong>e no norte do <strong>Piauí</strong>, do <strong>Ceará </strong>e do Rio Grande do Norte.</p><p>Durante as noites, ainda haverá condições para formação de chuvas isoladas e fracas em algumas destas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/zcit-traz-alerta-de-mais-de-100-mm-de-chuva-em-6-estados-brasileiros-1776191766079.jpg" data-image="gdtteuf34f01"><figcaption>Previsão de densidade de raios para quinta-feira (16) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF, mostrando as áreas com risco de temporais, com destaque para o norte do Brasil.</figcaption></figure><p>A tendência da previsão indica que <strong>no próximo fim de semana as chuvas continuam acontecendo</strong>, porém <strong>de forma mais abrangente </strong>nestes estados. E o risco de temporais fica, especialmente, para a região compreendida entre o litoral norte do Pará e do Ceará.</p><h2>Volumes acima dos 100 mm em várias localidades</h2><p>Como as chuvas serão frequentes, mesmo que em forma de pancadas, os <strong>acumulados entre hoje (14) e o fim do domingo (19)</strong> ficarão<strong> acima dos 100 mm</strong> em áreas do <strong>norte do Amazonas</strong>, do <strong>norte e litoral do Pará</strong> e no litoral do Maranhão, Piauí e Ceará.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/zcit-traz-alerta-de-mais-de-100-mm-de-chuva-em-6-estados-brasileiros-1776191864977.jpg" data-image="g6sy6b6u7org"><figcaption>Previsão do acumulado de precipitação (em mm) entre hoje (14) e o domingo (19) à noite (21h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>volumes pontualmente podem atingir os 130 mm nestas áreas citadas</strong>. O estado do Rio Grande do Norte também terá chuvas intensas, mas os seus acumulados serão menores, chegando em torno dos 80 mm no litoral norte.</p><p>Nas <strong>capitais</strong>, os volumes registrados até o fim do domingo (19) serão de: Manaus (AM): 81 mm; Macapá (AM): 88 mm; Belém (PA): 89 mm; <strong>São Luís (MA): 103 mm</strong>; Teresina (PI): 41 mm; <strong>Fortaleza (CE): 119 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/zcit-traz-alerta-de-mais-de-100-mm-de-chuva-em-6-estados-brasileiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor de até 36°C causado por ciclone: efeito fora do normal atinge o Brasil nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-36-c-causado-por-ciclone-efeito-fora-do-normal-atinge-o-brasil-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 19:47:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com a presença de uma massa de ar quente e alta pressão e a ausência de sistemas capazes de causar nebulosidade e precipitação, as temperaturas no centro do país aumentam significativamente nos próximos dias.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-vai-afetar-o-brasil-nesta-semana-confira-os-riscos-e-os-estados-afetados.html" target="_blank"> Ciclone vai afetar o Brasil nesta semana; confira os riscos e os estados afetados</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5irvm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5irvm.jpg" id="xa5irvm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta quarta-feira (15) e quinta-feira (16), um<strong> ciclone se forma no sul</strong> e causa <strong>nebulosidade intensa e chuvas significativas</strong> especialmente no Rio Grande do Sul, onde as temperaturas também tendem a cair consideravelmente.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No entanto, o sistema não será capaz de avançar pelo Brasil, e enquanto isso, a região central do país segue sem a presença de sistemas meteorológicos que sejam capazes de causar nebulosidade, chuva ou qualquer tipo de queda das temperaturas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com isso, as <strong>temperaturas máximas</strong>, durante a tarde, <strong>podem aumentar de maneira significativa</strong> em regiões como o norte do Paraná, o Mato Grosso do Sul, o oeste de São Paulo, o Triângulo Mineiro, Sul de Goiás e sul do Mato Grosso, chegando a até <strong>36°C</strong> no final desta semana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-ajuda-no-calor-de-36-c-fora-do-normal-nos-proximos-dias-em-parte-do-brasil-entenda-aqui-1776180219024.jpg" data-image="0cl76lr5eni9" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no sábado." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no sábado."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostra a presença de uma massa de ar quente sobre o Brasil central, especialmente sobre a região Sudeste, que faz as temperaturas subirem.</figcaption></figure><p>Com a ausência de sistemas chuvosos, predomina no centro do país uma região de <strong>alta pressão </strong>e uma <strong>massa de ar quente</strong>, localizada especialmente sobre a região Sudeste. Este sistema é responsável pelo <strong>aumento das temperaturas</strong>, junto à radiação solar intensa que incide sobre a região devido ao céu aberto e à ausência de nebulosidade.</p><div class="texto-destacado">Essa situação será impulsionada ainda pela presença de ciclones e suas frentes frias no sul da América do Sul, que causa um efeito de “pré-frontal” - período que antecede a chegada de uma frente fria, marcado por um aquecimento e queda de umidade, mesmo que a frente fria não consiga avançar além da região Sul.</div><p>Essa situação pode ser observada na imagem acima, e previsões indicam que o <strong>calor e o tempo seco</strong> que estão se iniciando esta semana podem ser intensos e <strong>perdurar até o final de abril</strong>.</p><h2>Clima continua quente e seco até o fim de Abril</h2><p>Isso se reflete nas previsões climáticas para a próxima semana, que indicam que <strong>o clima continuará predominantemente seco</strong> em parte das regiões Sul, Centro-Oeste e especialmente <strong>Sudeste</strong>, onde as chuvas permanecem <strong>abaixo da média em todos os estados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-ajuda-no-calor-de-36-c-fora-do-normal-nos-proximos-dias-em-parte-do-brasil-entenda-aqui-1776180280449.jpg" data-image="k2rsy05jsby7" alt="Previsão de anomalias de chuva entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF)." title="Previsão de anomalias de chuva entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF)."><figcaption>Previsão de anomalias de chuva entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF) mostra que o clima continuará seco no Brasil central, com destaque para o Sudeste, com chuvas muito abaixo da média.</figcaption></figure><p> Com a ausência de sistemas chuvosos que sejam capazes de avançar pelo país, <strong>as temperaturas tendem a aumentar de maneira considerável</strong> em todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Previsões indicam anomalias entre <strong>3°C e 6°C acima da média</strong> ao longo da semana que vem. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Isso sinaliza que estamos <strong>no início de uma possível onda de calor</strong> que pode predominar pelo menos<strong> até o final de Abril</strong>, causando um aquecimento significativo em todas as regiões mencionadas acima. A previsão pode ser observada na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-ajuda-no-calor-de-36-c-fora-do-normal-nos-proximos-dias-em-parte-do-brasil-entenda-aqui-1776180447014.jpg" data-image="i1ru3qf4lbdz" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF)." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF)."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF) mostra que o clima continuará muito quente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, sinalizando uma onda de calor intensa.</figcaption></figure><p>Vale notar que a redução das chuvas no Brasil central é <strong>natural</strong> para a estação de Outono, mas <strong>o calor está em patamares mais elevados do que o normal</strong>. Com a intensificação das temperaturas no Pacífico Equatorial e a formação do El Niño ao longo do ano, isso pode ser um sinal de que enfrentaremos <strong>ondas de calor intensas ao longo de 2026</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-36-c-causado-por-ciclone-efeito-fora-do-normal-atinge-o-brasil-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Baixa pressão muda o tempo e aumenta as chuvas em 6 estados a partir de amanhã; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/baixa-pressao-muda-o-tempo-e-aumenta-as-chuvas-em-6-estados-a-partir-de-amanha-confira.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 18:50:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma baixa pressão atua sobre a América do Sul nos próximos dias. O sistema se tornará um ciclone a partir desta quarta-feira e auxilia no aumento das chuvas em 6 estados brasileiros</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-vai-afetar-o-brasil-nesta-semana-confira-os-riscos-e-os-estados-afetados.html" target="_blank">Ciclone vai afetar o Brasil nesta semana; confira os riscos e os estados afetados</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5im8w"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5im8w.jpg" id="xa5im8w"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>sistema de baixa pressão</strong> atua entre a <strong>Argentina</strong> e o <strong>Paraguai</strong> ao longo desta <strong>terça-feira (14)</strong>. O sistema produz <strong>chuvas fortes</strong> nos dois países, mas a pergunta que fica é: <strong>o que isso irá influenciar sobre o território brasileiro?</strong></p><p>E a resposta é a seguinte: a <strong>baixa pressão</strong> evolui a partir desta quarta-feira (15) para um <strong>ciclone</strong> e, de forma <strong>indireta</strong>, irá <strong>aumentar as chuvas</strong> sobre alguns estados do Brasil. Isso ocorrerá porque o sistema irá intensificar o transporte de umidade em áreas próximas ao <strong>oeste da Região Sul</strong>, <strong>Centro-Oeste</strong> e também em <strong>Rondônia</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Consequentemente, com a <strong>convergência de umidade para estas áreas</strong> , há favorecimento na formação de <strong>nuvens carregadas</strong>, com potencial para <strong>chuvas mais fortes</strong>. A seguir, acompanhe a <strong>previsão do tempo para os próximos dias</strong>.</p><h2>Ciclone reforça presença de canal de umidade</h2><p>O <strong>maior teor de umidade</strong> sobre o <strong>oeste do Brasil</strong> fará com que a nebulosidade aumente desde a madrugada, principalmente sobre a <strong>Região Sul</strong>. No <strong>Centro-Oeste</strong>, o aumento de <strong>nuvens</strong> ocorre a partir da <strong>manhã</strong>, com a chegada de <strong>pancadas de chuva</strong> sobre o <strong>Mato Grosso do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baixa-pressao-muda-o-tempo-e-aumenta-as-chuvas-em-6-estados-a-partir-de-amanha-confira-1776177180241.jpg" data-image="hhl8e0wbqv2h" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Baixa pressão aumenta intensidade de corredor de umidade no oeste do Centro-Oeste e Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde e se estendendo até o <strong>final da noite desta quarta-feira (15)</strong>, o <strong>ciclone</strong> seguirá se deslocando em direção ao <strong>Uruguai</strong>. No entanto, o <strong>fluxo de umidade permanece intenso e </strong>aumenta os <strong>riscos de chuvas</strong>, que podem vir acompanhadas de <strong>descargas elétricas</strong> na <strong>Campanha Gaúcha</strong>. Em Santa Catarina, previsão de chuvas moderadas no oeste do estado.</p><p>Enquanto isso, no <strong>Centro-Oeste</strong>, as chuvas afetam o <strong>oeste do Mato Grosso</strong>, com <strong>precipitação de forte intensidade</strong> e acompanhadas de <strong>descargas elétricas</strong>. O <strong>tempo fica fechado</strong> na região, e, até o <strong>início da noite</strong>, a previsão indica <strong>redução na intensidade</strong>, com ocorrência de <strong>chuva leve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baixa-pressao-muda-o-tempo-e-aumenta-as-chuvas-em-6-estados-a-partir-de-amanha-confira-1776177172442.jpg" data-image="40nckmk24qe1" alt="Previsão de chuva." title="Previsão de chuva."><figcaption>Chuva e nebulosidade prevista para a tarde desta quarta-feira (15).</figcaption></figure><p>O mesmo cenário está previsto para o estado de Rondônia. A presença da <strong>baixa pressão na Argentina</strong> favorece a <strong>canalização de umidade</strong> desde os estados mais ao <strong>norte do Brasil</strong>. Com o aumento da <strong>umidade</strong>, há também a formação de <strong>nuvens carregadas</strong>. As <strong>chuvas</strong> ocorrem com <strong>intensidade moderada a forte</strong>, principalmente até o <strong>início da noite</strong>.</p><h2>Baixa pressão avança em direção ao oceano</h2><p>Nesta <strong>quinta-feira (16)</strong>, ainda há previsão de <strong>chuvas de intensidade moderada a forte</strong> sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>. As <strong>chuvas da manhã</strong> se concentram entre o <strong>sul</strong>, <strong>centro</strong> e <strong>noroeste do estado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baixa-pressao-muda-o-tempo-e-aumenta-as-chuvas-em-6-estados-a-partir-de-amanha-confira-1776177192701.jpg" data-image="tw9sz1100x4m" alt="Água precipitável para a tarde desta quinta-feira (16)." title="Água precipitável para a tarde desta quinta-feira (16)."><figcaption>Água precipitável para a tarde desta quinta-feira (16), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a <strong>tarde e noite</strong>, a <strong>precipitação avança</strong> e atinge municípios da Serra Gaúcha, da Região Metropolitana de Porto Alegre e da porção sul do estado. No <strong>Centro-Oeste</strong> e em <strong>Rondônia</strong>, também há previsão de <strong>chuvas</strong>, devido ao <strong>corredor de umidade</strong>. O <strong>Mato Grosso</strong> e <strong>Rondônia</strong> permanecem em <strong>atenção</strong> para <strong>chuvas intensas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Vale reforçar que o aumento das chuvas ocorre devido ao intenso fluxo de umidade, provocado pela baixa pressão. Dessa forma, há formação e manutenção de nuvens carregadas sobre áreas do Sul do Brasil.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao longo de sexta-feira (17), sábado (18) e domingo (19), a <strong>baixa pressão</strong> se desloca em direção ao <strong>oceano Atlântico</strong>. Com isso, os <strong>volumes de precipitação diminuem</strong>, e o <strong>céu encoberto</strong> dá lugar ao retorno de <strong>dias mais estáveis</strong>, com maior <strong>presença de sol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baixa-pressao-muda-o-tempo-e-aumenta-as-chuvas-em-6-estados-a-partir-de-amanha-confira-1776177205674.jpg" data-image="rhewxumfjjqj" alt="Ciclone se afasta." title="Ciclone se afasta."><figcaption>Ciclone segue em direção ao oceano Atlântico na tarde desta sexta-feira (17) e diminui volumes de chuva sobre o Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Voltando para a sexta-feira (17), <strong>pancadas de chuva</strong> podem ocorrer em <strong>áreas pontuais da Região Sul</strong>, como no <strong>Paraná</strong>. No estado, as <strong>chuvas serão de fraca intensidade</strong>, com baixíssima<strong> probabilidade de transtornos</strong> para a população.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/baixa-pressao-muda-o-tempo-e-aumenta-as-chuvas-em-6-estados-a-partir-de-amanha-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporal no RN derruba prédio em Assú, mas recupera volume da barragem de Oiticica; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-rn-derruba-predio-em-assu-mas-recupera-volume-da-barragem-de-oiticica-veja-imagens.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 17:42:35 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com um registro de 90 mm em apenas uma hora, o município de Assú enfrentou graves alagamentos e o colapso de uma estrutura antiga pertencente à Liga Operária local.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-rn-derruba-predio-em-assu-mas-recupera-volume-da-barragem-de-oiticica-veja-imagens-1776182842543.jpg" data-image="rtflgumdx0td" alt="Desabamento de prédio e alagamentos em Assú após chuva de 90 mm em cerca de uma hora — Foto: Reprodução/ G1" title="Desabamento de prédio e alagamentos em Assú após chuva de 90 mm em cerca de uma hora — Foto: Reprodução/ G1"><figcaption>Desabamento de prédio e alagamentos em Assú após chuva de 90 mm em cerca de uma hora — Foto: Reprodução/ G1</figcaption></figure><p>As chuvas que estão atingindo o Rio Grande do Norte nos últimos dias estão gerando sérias consequências para a população da região Oeste potiguar. <strong>Enquanto o município de Assú enfrentou danos estruturais e alagamentos, as reservas hídricas do estado demonstraram uma evolução</strong> considerada bastante positiva.</p><p>Na noite desta <strong>segunda-feira (13)</strong>, a força das águas provocou o <strong>desabamento de um prédio histórico</strong> e transtornos em diversas vias urbanas. Paralelamente, a Barragem de Oiticica alcançou a metade de sua capacidade total de armazenamento, trazendo esperança para o abastecimento local.</p><h2>Transtornos urbanos e desabamento em Assú</h2><p>A cidade de Assú enfrentou um volume de chuvas expressivo, totalizando cerca de <strong>90 mm</strong>, em um intervalo de pouco mais de uma hora. Essa intensidade resultou <strong>na queda de um prédio pertencente à Liga Operária,</strong> que já apresentava sinais claros de precariedade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-rn-derruba-predio-em-assu-mas-recupera-volume-da-barragem-de-oiticica-veja-imagens-1776182994683.jpg" data-image="pg7fkrcb9fi1" alt="Prédio da Liga Operária que desabou em Assú estava desocupado. Foto: Reprodução" title="Prédio da Liga Operária que desabou em Assú estava desocupado. Foto: Reprodução"><figcaption>Prédio da Liga Operária que desabou em Assú estava desocupado. Foto: Reprodução</figcaption></figure><p>De acordo com a coordenação da Defesa Civil, <strong>o imóvel estava desocupado no momento do incidente e não houve feridos.</strong> "Tivemos o desabamento de um prédio da Liga Operária, prédio esse que já vinha em estado de precariedade, sem passar por manutenção".</p><p>Além desse incidente,<strong> a correnteza provocou alagamentos em ruas do centro e no bairro Parati 2000</strong>, onde moradores registraram algumas imagens. Para conter os danos, a gestão municipal mobilizou equipes e caminhões da <a href="https://www.caern.com.br/" target="_blank">CAERN</a> para a retirada das águas acumuladas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763746" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fortes-chuvas-em-fortaleza-causam-rompimento-de-cano-em-hospital-e-alagamentos-residenciais-veja-imagens.html" title="Fortes chuvas em Fortaleza causam rompimento de cano em hospital e alagamentos residenciais; veja imagens">Fortes chuvas em Fortaleza causam rompimento de cano em hospital e alagamentos residenciais; veja imagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fortes-chuvas-em-fortaleza-causam-rompimento-de-cano-em-hospital-e-alagamentos-residenciais-veja-imagens.html" title="Fortes chuvas em Fortaleza causam rompimento de cano em hospital e alagamentos residenciais; veja imagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fortes-chuvas-em-fortaleza-causam-rompimento-de-cano-em-hospital-e-alagamentos-residenciais-veja-imagens-1776093199698_320.jpg" alt="Fortes chuvas em Fortaleza causam rompimento de cano em hospital e alagamentos residenciais; veja imagens"></a></article></aside><p>O bairro já recebe atenção especial devido à recorrência desses problemas em períodos de precipitação intensa. Atualmente,<strong> uma obra emergencial está sendo realizada no local para aprimorar o sistema de drenagem </strong>e evitar novos alagamentos.</p><h2>Recuperação hídrica da barragem de Oiticica</h2><p>Em contrapartida, há um cenário mais animador para a segurança hídrica, já que <strong>a Barragem de Oiticica, localizada em Jucurutu, atingiu 50% de sua capacidade operacional.</strong> O reservatório agora acumula<strong> 370 milhões de metros cúbicos</strong> de água, de um total de 742 milhões possíveis.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Duas boas notícias de chuvas no RN nesta segunda-feira (13).<br><br>1. Volume da Barragem Oiticica ultrapassou 50% da capacidade. Reservatório acumula 371,7 milhões m³, superando Santa Cruz do Apodi, que está com 355,2 Mi.<br><br>2. Passagem das Traíras começou a receber águas das chuvas. <a href="https://t.co/WB7KOB95OY">pic.twitter.com/WB7KOB95OY</a></p>— VicenteGurgeL (@Vicentegurgel) <a href="https://twitter.com/Vicentegurgel/status/2043830670271586513?ref_src=twsrc%5Etfw">April 13, 2026</a></blockquote></figure><p>Esse aumento representa uma mudança drástica em relação ao início de fevereiro de 2026, quando o manancial contava com apenas 15% de seu volume. Recentemente, <strong>a coluna de água subiu aproximadamente 7 metros e 60 centímetros</strong> e, somente neste ano, o reservatório já acumulou cerca de 270 milhões de metros cúbicos graças às precipitações na região.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Espetáculo de encher os olhos! Mundão de água.<br>Barragem Oiticica, Jucurutu/RN.<br>Obras iniciadas em 2013 e concluídas em março/25 para receber águas da transposição.<br><br>Com chuvas deste ano, volume ultrapassou 300 milhões de metros cúbicos.<br>...<a href="https://t.co/lqY7mb89qS">https://t.co/lqY7mb89qS</a> <a href="https://t.co/SQlYJRp3yR">pic.twitter.com/SQlYJRp3yR</a></p>— VicenteGurgeL (@Vicentegurgel) <a href="https://twitter.com/Vicentegurgel/status/2043401499368141268?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote></figure><p>Inaugurada em março de 2025 após 12 anos de construção, <strong>a barragem beneficia 22 municípios potiguares e quase 300 mil pessoas.</strong> O empreendimento é peça fundamental na integração do Rio São Francisco e se consolida como a segunda maior reserva estadual.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/04/14/chuva-intensa-causa-desabamento-de-predio-e-alaga-ruas-em-assu-no-rn.ghtml" target="_blank">Chuva intensa causa desabamento de prédio e alaga ruas em Assú, no RN.</a> 14 de abril, 2026. </em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2026/04/13/segunda-maior-barragem-do-rn-oiticica-chega-a-metade-da-capacidade-apos-chuvas.ghtml" target="_blank">Segunda maior barragem do RN, Oiticica chega à metade da capacidade após chuvas. </a>13 de abril, 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-rn-derruba-predio-em-assu-mas-recupera-volume-da-barragem-de-oiticica-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item></channel></rss>