<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 17:00:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 17:00:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Extremo térmico atinge o Brasil com temperaturas negativas e calor de 40°C; entenda aqui]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:34:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Brasil enfrenta uma semana de extremos térmicos, com frio intenso no Sul e calor excepcional no centro do país. No mesmo dia, os termômetros podem marcar valores negativos e se aproximar de 40°C.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html" target="_blank">Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa75srk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa75srk.jpg" id="xa75srk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Enquanto uma <strong>bolha de ar quente</strong> vem atuando sobre o <strong>centro-leste do Brasil</strong> e elevando as temperaturas a patamares extremos, uma <strong>massa de ar frio</strong> vem avançando sobre a <strong>região Sul </strong>desde o último domingo (26), com previsão de derrubar as temperaturas até<strong> 12°C abaixo da média</strong> nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Esse contraste marca uma semana de<strong> extremos térmicos</strong> no Brasil, que pode ter <strong>temperaturas negativas</strong> e próximas a <strong>40°C </strong><strong>no mesmo dia</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Contraste térmico: temperaturas extremas</h2><p>O forte<strong> </strong>contraste térmico que o Brasil enfrentará nesta semana aparece de forma clara no<strong> índice de previsão extrema (EFI)</strong> do modelo ECMWF para as <strong>temperaturas</strong> <strong>mínima</strong>, <strong>máxima</strong> e <strong>média</strong>, como mostram os mapas previstos para terça-feira (28).</p><p>De forma simplificada, o <strong>EFI destaca áreas</strong> onde a previsão do dia se distancia muito do comportamento normal esperado para determinada região, com base em cálculos estatísticos. Em outras palavras, o índice sinaliza maior probabilidade de ocorrência de <strong>condições incomuns ou extremas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui-1777294039078.png" data-image="bmkgt13shekl" alt="EFI do modelo ECMWF para temperatura mínima (esquerda), média (centro) e máxima (direita) nesta terça-feira (28). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte:ECMWF." title="EFI do modelo ECMWF para temperatura mínima (esquerda), média (centro) e máxima (direita) nesta terça-feira (28). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte:ECMWF."><figcaption>EFI do modelo ECMWF para temperatura mínima (esquerda), média (centro) e máxima (direita) nesta terça-feira (28). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte:ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira (28</strong>), as temperaturas <strong>mínimas</strong> devem apresentar <strong>extremos</strong> <strong>opostos</strong> no país. No <strong>Sul</strong>, o amanhecer será <strong>excepcionalmente</strong><strong> frio </strong>no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina e Paraná, enquanto entre o<strong> Centro-Oeste e o Sudeste</strong> as <strong>mínimas</strong> tendem a ficar <strong>muito acima do normal</strong>, indicando madrugadas mais quentes que o habitual.</p><p>O <strong>mesmo padrão</strong> aparece nas temperaturas <strong>máximas</strong> e também na <strong>média diária.</strong> Enquanto áreas do <strong>Centro-Oeste </strong>e do <strong>Sudeste</strong> devem registrar <strong>calor extremo</strong> durante a tarde, o <strong>Sul</strong> terá <strong>máximas</strong> <strong>muito abaixo da média</strong>, caracterizando um extremo de frio. Assim, mínimas, máximas e médias reforçam simultaneamente o contraste entre o frio intenso no Sul e o calor anômalo no centro do país.</p><h2>Frio extremo na Região Sul</h2><p>A<strong> terça-feira (28</strong>) deve ser o<strong> dia mais frio </strong>da semana, com mínimas<strong> 12°C abaixo da</strong> <strong>média</strong> no Rio Grande do Sul e 10°C abaixo da média em Santa Catarina. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui-1777294077826.png" data-image="7nr436miaiga" alt="Previsão de anomalia de temperatura para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Estas anomalias (desvios em relação à média) representam um amanhecer muito gelado, com<strong> temperaturas abaixo de 10°C </strong>em ambos os estados. Enquanto o modelo ECMWF prevê que as menores mínimas serão entre<strong> 3°C e 4°C</strong>, a previsão de <strong>ausência</strong><strong> de</strong> <strong>nuvens</strong> e de<strong> ventos fracos </strong>nos permite<strong> “corrigir” </strong>o modelo e estimar que as temperaturas em superfície podem alcançar<strong> 0°C</strong> ou até mesmo <strong>temperaturas negativas</strong>.</p><p>Isso porque o <strong>céu limpo</strong> e os <strong>ventos calmos </strong>favorecem a <strong>perda radiativa</strong> (calor) da superfície, o que pode diminuir a temperatura em até 5°C em relação à temperatura do ar, e <strong>eleva o risco de formação de geada</strong>, especialmente sobre o Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui-1777294126732.png" data-image="n32pl9jm4ug4" alt="Previsão de temperatura mínima para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>As temperaturas <strong>máximas</strong> na<strong> terça-feira (28) </strong>serão <strong>frias</strong>, principalmente na metade sul do Rio Grande do Sul e faixa leste de Santa Catarina e Paraná, onde os termômetros devem ficar entre <strong>15°C e 17°C</strong>. </p><p><strong>Mínimas</strong><strong> abaixo de 10°C</strong> estão previstas para a região Sul <strong>até</strong>, pelo menos, <strong>sexta-feira (1)</strong>, mas a partir de quarta-feira (29) elas ficam mais restritas ao Rio Grande do Sul e Serra Catarinense, enquanto as máximas se elevam acima de 20°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui-1777294102427.png" data-image="ggf4ndv3mtpf" alt="Previsão de temperatura mínima para quinta-feira (29), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima para quinta-feira (29), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima para quinta-feira (29), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Apesar da intensidade do frio diminuir em termos de temperatura e de área, conforme a frente fria avança entre quarta (29) e quinta-feira (30), <strong>temperaturas</strong> <strong>mínimas</strong> <strong>abaixo de 15°C </strong>avançam sobre o <strong>Paraná</strong>, que pode ter um amanhecer de 13°C na <strong>quinta</strong>.</p><h2>Calor extremo no Brasil central</h2><p>Enquanto a frente fria e a massa de ar frio avançam sobre a região Sul ao longo da semana, no <strong>Centro-Oeste</strong> e no <strong>Sudeste</strong> as temperaturas se elevam e se aproximam de <strong>40°C até sexta-feira (1).</strong></p><p>Na dianteira da frente fria, ocorre um favorecimento da elevação das temperaturas (advecção quente), o faz com que os termômetros alcancem ou superem <strong>36°C</strong> no <strong>interior de São Paulo</strong> na <strong>quarta-feira (29)</strong>, o que representa 6°C acima da média. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui-1777294148668.png" data-image="8xp613i8es34" alt="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>No estado do<strong> Rio de Janeiro </strong>as anomalias de temperatura previstas para <strong>quarta-feira (29) </strong>alcançam impressionantes <strong>9°C acima da média</strong> durante a tarde, o que significa que as máximas podem se aproximar ou ultrapassar <strong>35°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui-1777294165136.png" data-image="j2brlx9ovg3y" alt="Previsão de anomalia de temperatura para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Áreas do<strong> Centro-Oeste </strong>e <strong>Nordeste</strong> também irão enfrentar temperaturas elevadas e próximas a <strong>40°C</strong>, principalmente no<strong> final da semana</strong>, conforme a bolha de ar quente volta a se intensificar e se expandir no centro-norte do Brasil. </p><p>Na <strong>sexta-feira (1)</strong> as temperaturas <strong>máximas</strong> podem se aproximar ou ultrapassar <strong>38°C</strong> no <strong>Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Piauí. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui-1777294179180.png" data-image="7x4k6ve476b2" alt="Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (1), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (1), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (1), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>padrão</strong><strong> de contraste térmico</strong> entre o Sul e o centro-norte do Brasil <strong>deve se manter até</strong>, pelo menos, a semana entre <strong>11 e 18 de maio</strong>, com previsão de anomalia semanal de temperaturas até 6°C abaixo da média no Sul e até 6°C acima da média no centro do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A toda a velocidade: turistas fogem de uma erupção inesperada num dos vulcões mais ativos da Guatemala]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-toda-a-velocidade-turistas-fogem-de-uma-erupcao-inesperada-num-dos-vulcoes-mais-ativos-da-guatemala.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um grupo de turistas teve de fugir a toda a velocidade depois de ter sido surpreendido por uma violenta erupção do vulcão Santiaguito, um dos mais ativos da Guatemala. As autoridades continuam a impor restrições de proximidade por motivos de segurança.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa670t8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa670t8.jpg" id="xa670t8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A imprudência volta a ser notícia. Desta vez, apesar de uma medida emitida pelas autoridades de segurança guatemaltecas que pedia às pessoas que se mantivessem a pelo menos 5 quilómetros de distância da cratera do vulcão Santiaguito, <strong>vários turistas foram apanhados desprevenidos por uma explosão num dos vulcões mais ativos e vigiados do país centro-americano</strong>.</p><p>Vídeos partilhados nas redes sociais mostram os momentos de pânico vividos por um grupo de turistas que se encontrava no vulcão no momento da explosão, que lançou vários fragmentos para o ar juntamente com uma grande coluna de fumo e cinzas. <strong>A erupção ocorreu na segunda-feira, 20 de abril</strong>.</p><p>Apesar do susto, <strong>não houve registo de feridos</strong>. As pessoas desceram rapidamente, permanecendo em segurança. As câmaras de monitorização do INSIVUMEH mostraram <strong>regiões quentes e emissões de magma localizadas nas horas que se seguiram ao evento</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/erupcion-guatemala-1776778102788.png" data-image="8ofio3q70t0f" alt="ubicación del volcán Santiaguito" title="ubicación del volcán Santiaguito"><figcaption>O vulcão Santiaguito está localizado a cerca de 110 quilómetros a oeste da Cidade da Guatemala. Crédito: Google Earth.</figcaption></figure><p><strong>O vulcão Santiaguito apresenta atividade do tipo Peleano</strong>. Dos diferentes tipos de erupções vulcânicas magmáticas existentes, as erupções Peleanas caracterizam-se por serem erupções explosivas que ejetam lava viscosa juntamente com grandes nuvens de gases, vapor d'água e cinzas. Estas nuvens vulcânicas são conhecidas como “nuvens incandescentes”.</p><p>O relatório diário do INSIVUMEH indica que em Santiaguito se registam atualmente <strong>“entre uma e duas explosões fracas a moderadas por hora, acompanhadas de colunas de gás e cinzas que se elevam a mais de 800 metros acima da cúpula”</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Guatemala tem um <strong>grande número de vulcões</strong>. O INSIVUMEH monitoriza diariamente os três mais ativos do país: o Vulcão de Fuego, o Vulcão Pacaya e o Vulcão Santiaguito.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em <strong>dezembro do ano passado</strong>, o CONRED emitiu um boletim informativo para a comunidade guatemalteca e estrangeira como <strong>medida preventiva em resposta à atividade demonstrada pelo vulcão Santiaguito</strong>.</p><p>Nessa ocasião, a CONRED recomendou aos visitantes que “respeitassem a área restrita de 5 quilómetros em torno das cúpulas do vulcão Santiaguito, bem como não permanecessem ou acampassem nesse raio”, a fim de proteger a segurança dos turistas que visitam o vulcão. <strong>Esta recomendação foi ignorada nesta ocasião e poderia ter custado a vida deste grupo de turistas</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>CONRED. <a href="https://conred.gob.gt/prevencion-por-actividad-del-volcan-santiaguito/" target="_blank">Prevención por actividad del Volcán Santiaguito</a>. 2025.</em></p><p><em>Instituto Nacional de Sismología, Vulcanología, Meteorología e Hidrología de Guatemala. <a href="https://insivumeh.gob.gt/vulcanologia-boletines-diarios-1/" target="_blank">Resumen Vulcanológico Diario</a>. 21 de abril de 2026.<br></em></p><p><em><em>Instituto Nacional de Sismología, Vulcanología, Meteorología e Hidrología de Guatemala. </em><a href="https://insivumeh.gob.gt/camaras-de-vigilancia-volcanica/" target="_blank">Cámaras de vigilancia volcánica</a>.<br></em></p><p><em>Servicio Geológico y Minero Argentino. <a href="https://www.argentina.gob.ar/inpres/docentes-y-alumnos/volcanes/tipos-de-erupciones-volcanicas" target="_blank">Tipos de erupciones volcánicas</a>.<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-toda-a-velocidade-turistas-fogem-de-uma-erupcao-inesperada-num-dos-vulcoes-mais-ativos-da-guatemala.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crise global de desinformação em saúde é mais ampla do que se imaginava, aponta relatório]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Levantamento internacional revela que a crença em mitos médicos é disseminada em diferentes perfis sociais, indicando queda na confiança em instituições e crescimento do uso de inteligência artificial na saúde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio-1777054472544.jpg" data-image="vrrl9hi89jis" alt="A desinformação sobre saúde está cada vez mais global. (Getty Images)" title="A desinformação sobre saúde está cada vez mais global. (Getty Images)"><figcaption>A desinformação sobre saúde está cada vez mais global. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>A<strong> crise de desinformação </strong>em saúde é muito mais abrangente do que especialistas acreditavam até recentemente. Um <a href="https://www.edelman.com/trust/2026/trust-barometer/special-report-health" target="_blank">novo levantamento global</a> indica que <strong>a maioria das pessoas no mundo aceita como verdade pelo menos um mito médico amplamente desacreditado. </strong>O dado desafia a ideia de que a desinformação estaria restrita a grupos específicos.</p><p>Durante anos, predominou a teoria de que crenças equivocadas sobre saúde estavam concentradas em parcelas limitadas da população, como indivíduos altamente polarizados politicamente ou com menor nível educacional. No entanto, essa <strong>percepção foi desmontada por uma pesquisa recente conduzida pela Edelman.</strong></p><p>O relatório especial de 2026, baseado <strong>em respostas de mais de 16 mil pessoas em 16 países</strong>, aponta que <strong>sete em cada dez entrevistados acreditam em pelo menos uma entre seis afirmações falsas sobre saúde</strong>. Entre elas, estão ideias como a superioridade da proteína animal, os supostos riscos do flúor na água e teorias conspiratórias envolvendo vacinas.</p><h2>Mitos disseminados em todos os grupos sociais</h2><p>Os dados revelam que <strong>crenças equivocadas não se limitam a um perfil específico. </strong>Entre pessoas com ensino superior, 69% acreditam em ao menos um dos mitos, praticamente o mesmo índice observado entre aqueles sem diploma universitário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio-1777054985502.jpg" data-image="bdpdib8j6z7a" alt="Dados da Edelman sugerem que os pacientes cada vez mais consideram conselhos de IA, colegas e outras fontes não tradicionais junto com os dos clínicos" title="Dados da Edelman sugerem que os pacientes cada vez mais consideram conselhos de IA, colegas e outras fontes não tradicionais junto com os dos clínicos"><figcaption>Relatório sugere que pacientes cada vez mais consideram conselhos de IA, colegas e outras fontes não tradicionais. Crédito: Getty Images / Kateryna Kovarzh</figcaption></figure><p>A divisão política também não explica o fenômeno. Embora <strong>78% dos entrevistados com inclinação à direita</strong> compartilhem ao menos uma dessas crenças, <strong>o número permanece alto entre os de esquerda, com 64%.</strong> O padrão se repete em diferentes faixas etárias e regiões do mundo.</p><p>Além disso, <strong>o problema é ainda mais acentuado em países em desenvolvimento.</strong> Curiosamente, os Estados Unidos, frequentemente apontados como epicentro da desinformação em saúde, não aparecem entre os países com maiores índices na pesquisa.</p><h2>Erosão social e polarização alimentam desconfiança</h2><p>Especialistas envolvidos no estudo destacam que o avanço da desinformação está ligado a um <strong>processo contínuo de erosão social. </strong>Medos não resolvidos e a falta de respostas eficazes contribuem para o aumento da polarização.</p><div class="texto-destacado">Esse cenário gera um ciclo preocupante: a polarização leva à paralisia, que alimenta ressentimentos e, por fim, reforça o isolamento entre grupos. Como consequência, cresce a dificuldade de confiar em pessoas com opiniões ou origens diferentes.</div><p>Esse “endurecimento” das relações sociais <strong>intensifica o tribalismo</strong>, tornando cada vez mais difícil o diálogo e a construção de consensos, especialmente em temas complexos como saúde pública.</p><h2>Queda na confiança e excesso de informação</h2><p>Paralelamente, a crise de desinformação agrava outro problema: a queda na confiança das pessoas em sua própria capacidade de tomar decisões sobre saúde. Em apenas um ano, esse índice caiu 10 pontos percentuais, atingindo 51%.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="696162" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desinformacao-e-eventos-climaticos-extremos-sao-os-maiores-riscos-globais-a-curto-e-longo-prazo.html" title="Desinformação e eventos climáticos extremos são os maiores riscos globais a curto e longo prazo">Desinformação e eventos climáticos extremos são os maiores riscos globais a curto e longo prazo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desinformacao-e-eventos-climaticos-extremos-sao-os-maiores-riscos-globais-a-curto-e-longo-prazo.html" title="Desinformação e eventos climáticos extremos são os maiores riscos globais a curto e longo prazo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-desinformacion-y-los-eventos-meteorologicos-extremos-son-los-mayores-riesgos-globales-en-el-corto-y-largo-plazo-1739062288687_320.jpg" alt="Desinformação e eventos climáticos extremos são os maiores riscos globais a curto e longo prazo"></a></article></aside><p>A <strong>confiança na mídia </strong>para cobrir temas de saúde também<strong> permanece baixa,</strong> ainda abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de COVID-19. Para especialistas, o problema não é a falta de informação, mas o excesso dela.</p><p>Com tantas fontes disponíveis, muitas vezes contraditórias, <strong>o público encontra dificuldade em distinguir conteúdos confiáveis de informações enganosas.</strong> Esse cenário cria um ambiente propício para a propagação de mitos.</p><h2>Inteligência artificial ganha espaço na saúde</h2><p>Nesse contexto de incerteza, a<strong> inteligência artificial tem ocupado um papel crescente</strong>. Cerca de 35% dos entrevistados afirmam utilizar algum tipo de IA para gerenciar questões de saúde.</p><div class="texto-destacado">Além disso, 64% acreditam que pessoas com domínio dessa tecnologia podem desempenhar tarefas médicas tão bem quanto profissionais treinados, incluindo diagnóstico e definição de tratamentos.</div><p>O uso da IA também está associado à <strong>percepção de falhas nos sistemas de saúde.</strong> Dificuldades de acesso, custos elevados e sensação de julgamento por parte de médicos levam muitos pacientes a buscar alternativas digitais.</p><h2>Novo papel dos médicos e caminhos possíveis</h2><p>Apesar do cenário preocupante, o estudo aponta um elemento de esperança: <strong>médicos continuam sendo a fonte mais confiável de informação em saúde. </strong>No entanto, especialistas defendem uma mudança na forma como esse relacionamento é conduzido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747752" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-criam-robo-microscopico-capaz-de-sentir-pensar-e-agir-e-que-pode-revolucionar-a-medicina.html" title="Cientistas criam robô microscópico capaz de sentir, pensar e agir e que pode revolucionar a medicina">Cientistas criam robô microscópico capaz de sentir, pensar e agir e que pode revolucionar a medicina</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-criam-robo-microscopico-capaz-de-sentir-pensar-e-agir-e-que-pode-revolucionar-a-medicina.html" title="Cientistas criam robô microscópico capaz de sentir, pensar e agir e que pode revolucionar a medicina"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-criam-robo-microscopico-capaz-de-sentir-pensar-e-agir-e-que-pode-revolucionar-a-medicina-1767744016349_320.jpg" alt="Cientistas criam robô microscópico capaz de sentir, pensar e agir e que pode revolucionar a medicina"></a></article></aside><p>A <strong>comunicação científica</strong>, tradicionalmente focada em apresentar resultados, precisa evoluir para explicar também os processos e motivações por trás das descobertas. Isso pode ajudar a reconstruir a confiança do público.</p><p>Mais do que autoridade,<strong> pacientes buscam parceria. </strong>A recomendação dos pesquisadores é clara: menos imposição e mais diálogo. Em vez de figuras incontestáveis, médicos devem atuar como guias, acompanhando as dúvidas e necessidades de cada indivíduo.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Edelman. <a href="https://www.edelman.com/trust/2026/trust-barometer/special-report-health" target="_blank">Special Report: Trust and Health</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/crise-global-de-desinformacao-em-saude-e-mais-ampla-do-que-se-imaginava-aponta-relatorio.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novos estudos apontam caminhos para medir a energia escura no Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novos-estudos-apontam-caminhos-para-medir-a-energia-escura-no-sistema-solar.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A busca por energia escura avança para escalas menores, com propostas que utilizam o Sistema Solar como laboratório natural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-estudos-apontam-caminhos-para-medir-a-energia-escura-no-sistema-solar-1777233147176.png" data-image="2qkn6sny219m" alt="A energia escura é observada em grandes escalas mas novas abordagens sugerem que seus efeitos podem ser investigados também em escalas menores. Crédito: ESA" title="A energia escura é observada em grandes escalas mas novas abordagens sugerem que seus efeitos podem ser investigados também em escalas menores. Crédito: ESA"><figcaption>A energia escura é observada em grandes escalas mas novas abordagens sugerem que seus efeitos podem ser investigados também em escalas menores. Crédito: ESA</figcaption></figure><p><strong>Sabemos da existência da energia escura a partir de observações em larga escala do Universo que mostram que ele está em uma expansão acelerada. </strong>As observações incluem medições da velocidade de galáxias distantes que estão se afastando de forma acelerada do nosso ponto de vista. Isso não pode ser explicado apenas pela matéria bariônica e pela matéria escura. Uma componente adicional com pressão negativa é necessária para reproduzir a aceleração observada. </p><p>Em escalas menores, como o próprio Sistema Solar ou o Grupo Local, os efeitos da energia escura não são observáveis. <strong>Nesses regimes, a gravidade acaba dominando a dinâmica, mantendo estruturas coesas contra a energia escura.</strong> A atração gravitacional atua de forma oposta ao efeito repulsivo associado à energia escura. No caso do Sistema Solar ou do Grupo Local, as forças gravitacionais são várias ordens de magnitude mais intensas que qualquer contribuição da energia escura. </p><p>Apesar disso, novo estudo sugere que o Sistema Solar pode ser utilizado como um laboratório natural para investigar a energia escura. A ideia é que efeitos extremamente sutis e fracos possam ser detectáveis com outro tipo de observação. <strong>Mesmo sendo um efeito muito menor do que em escalas cosmológicas, sua detecção local seria importante para ajudar a compreender a energia escura. </strong>Isso permitiria testar diretamente modelos de energia escura sem a necessidade de observar o Universo distante. </p><h2>Energia escura</h2><p>O Universo é composto majoritariamente por energia escura que é responsável por sua expansão acelerada. <strong>Em alguns modelos, ela é descrita como um fluido com pressão negativa, frequentemente modelado como uma constante cosmológica.</strong> A energia escura não é detectada diretamente, mas inferida através de seus efeitos gravitacionais em larga escala. Esse componente altera a dinâmica da expansão, contrariando a tendência de desaceleração causada pela interação gravitacional da matéria. </p><div class="texto-destacado">Estima-se que a energia escura represente cerca de 70% do conteúdo total do universo, sendo os outros 30% de matéria escura e matéria visível.</div><p>A evidência observacional da energia escura vem principalmente de medições cosmológicas de grande escala. <strong>Observações de supernovas do tipo Ia mostram que galáxias distantes estão se afastando de forma acelerada. </strong>Esse resultado foi corroborado por estudos da radiação cósmica de fundo e pela distribuição de galáxias no universo. Esses conjuntos de evidências mostram que a expansão do universo é acelerada e isso só pode ser explicado com a inclusão de um componente como a energia escura.</p><h2>Por que Andrômeda e Via Láctea estão se aproximando?</h2><p>Em escalas menores, a energia escura não é observável porque sua contribuição é extremamente fraca em comparação com a gravidade. Um exemplo claro é o sistema formado pela Via Láctea e pela galáxia de Andrômeda, que estão em rota de colisão. <strong>Uma das perguntas mais comuns é: se todas as galáxias se afastam, por que Via Láctea e Andrômeda estão se aproximando? </strong>Isso acontece porque, apesar da expansão acelerada do Universo em larga escala, a gravidade domina escalas galácticas.</p><p>A interação gravitacional atua no sentido oposto à expansão e, como resultado, estruturas locais não acompanham a expansão do Universo como vista em larga escala. Em escalas menores, a gravidade continua sendo o fator dominante na dinâmica dos sistemas. <strong>Isso significa que órbitas planetárias, movimentos estelares e estruturas galácticas não são afetados pela energia escura.</strong> Isso acaba impedindo a detecção direta da energia escura em ambientes locais. </p><h2>Uma nova forma de ver a energia escura</h2><p>No entanto, um artigo recente propôs uma nova abordagem para a observação da energia escura. <strong>O estudo propõe que sua aparente ausência não se deve a uma mudança na força, mas sim a um efeito de blindagem gravitacional. </strong>Nesse cenário, a interação associada à energia escura mantém a mesma intensidade fundamental em todas as escalas. Diferente de alguns modelos que dizem que a energia escura perde intensidade em escalas menores. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-estudos-apontam-caminhos-para-medir-a-energia-escura-no-sistema-solar-1777231503136.png" data-image="7gtxaqhh2vkt" alt="A energia escura desempenha um papel importante na evolução do universo, dominando sua dinâmica nos últimos bilhões de anos e moldando a expansão observada hoje. Crédito: NASA" title="A energia escura desempenha um papel importante na evolução do universo, dominando sua dinâmica nos últimos bilhões de anos e moldando a expansão observada hoje. Crédito: NASA"><figcaption>A energia escura desempenha um papel importante na evolução do universo, dominando sua dinâmica nos últimos bilhões de anos e moldando a expansão observada hoje. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Como resultado, a energia escura torna-se praticamente indetectável em regiões de alta densidade. Isso explica por que seus efeitos são evidentes apenas em escalas cosmológicas. <strong>Um conceito nesse modelo é o chamado raio de Vainshtein, que define a escala a partir da qual a força associada à energia escura deixa de ser suprimida. </strong>Dentro desse raio, a gravidade domina e esconde outro tipo de interação, enquanto fora dele a interação recupera sua intensidade total. </p><h2>Novos experimentos </h2><p>A busca pela energia escura tem sido tradicionalmente feita em escalas cosmológicas, onde seus efeitos são dominantes e observáveis. <strong>Os métodos tradicionais permitem medir a expansão acelerada e restringir parâmetros cosmológicos.</strong> Em contraste, estudos dentro do Sistema Solar concentram-se quase exclusivamente na gravidade como a força dominante. Modelos dinâmicos locais assumem que efeitos cosmológicos são negligenciáveis nessas escalas. </p><p>Segundo o autor do artigo, para investigar a contribuição da energia escura em pequena escala, é necessário desenvolver novos experimentos e abordagens teóricas.<strong> Isso envolve repensar o Sistema Solar como um laboratório para testar Física além do modelo padrão cosmológico.</strong> Modelos que incorporam efeitos de energia escura em regimes locais precisam ser refinados. A integração entre instrumentação e novas teorias pode permitir detectar sinais até então negligenciados. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Turyshev 2026<a href="https://journals.aps.org/prd/abstract/10.1103/cmwl-xnhz" target="_blank"> Solar-System experiments in the search for dark energy and dark matter</a> Physical Review D</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novos-estudos-apontam-caminhos-para-medir-a-energia-escura-no-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A água como arma de guerra: por que é que o recurso mais básico se tornou também o mais perigoso?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 23:26:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A água deixou de ser apenas um recurso vital: tornou-se um gatilho, uma vítima e uma arma de guerra. Os dados mais recentes confirmam que este tipo de conflito não é coisa do futuro; já está a acontecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso-1777113201863.jpg" data-image="ek3bxo9sdwk2"><figcaption>O leito seco do rio Khoshk, em Shiraz, no Irã, simboliza o resultado de cinco anos consecutivos de seca e de utilização insustentável da água. A sua escassez, e a consequente crise, foi um dos fatores subjacentes que precederam o conflito de 2026. O mesmo padrão tinha sido observado anos antes na Síria.</figcaption></figure><p><strong>Apenas 0,5% da água da Terra é doce, utilizável e está disponível</strong>. Este número, tão pequeno que é difícil de acreditar, é o que sustenta toda a civilização humana. E hoje está <strong>sob uma pressão sem precedentes</strong>. </p><p><strong>Mais de 2,2 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável</strong>. Metade do planeta enfrenta uma grave escassez de água durante pelo menos uma parte do ano. Esta não é uma projeção para o futuro. É o presente.</p><p>O que talvez seja menos discutido é que a escassez de água não é apenas um problema ambiental ou humanitário: é também um problema de segurança. <strong>Quando a água é escassa, os conflitos intensificam-se</strong>. Primeiro entre vizinhos, depois entre regiões e, por fim, entre estados. </p><p><strong>O caso mais recente e mais brutal ocorre no Médio Oriente</strong>, onde a guerra e a crise da água se alimentam mutuamente num ciclo que parece não ter uma saída fácil.</p><h2>Quando a água jorra, é ao mesmo tempo vítima e arma</h2><p>O <em>Pacific Institute</em>, um centro de investigação global sobre a água com sede nos EUA, monitoriza os conflitos relacionados com a água em todo o mundo há décadas. A sua mais recente atualização registou <strong>844 novos incidentes de violência associados a recursos ou sistemas hídricos só em 2024</strong>, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Para se ter uma ideia da dimensão do problema: entre 2000 e 2009, apenas foram documentados 213 conflitos ao longo de toda a década. O salto é impressionante.</p><div class="texto-destacado"> Em 2024, os conflitos intra-estatais — dentro do mesmo país — representaram 63% dos acontecimentos, ultrapassando largamente os conflitos entre nações diferentes. </div><p>Os pesquisadores classificam estes casos em três categorias: a água como gatilho para conflitos, como arma deliberada ou como dano colateral da violência. <strong>Ataques que destruíram poços, oleodutos e estações de tratamento foram documentados em Gaza, Cisjordânia, Síria, Líbano e Iêmen</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-como-arma-de-guerra-por-que-el-recurso-mas-basico-se-volvio-el-mas-peligroso-1776377222611.jpg" data-image="4pdpv4g05guy"><figcaption>O Complexo de Energia e Dessalinização de Jebel Ali, localizado no Dubai, Emirados Árabes Unidos, é um dos maiores projetos de infraestruturas de serviços públicos do mundo. Foi um dos alvos militares identificados pelo Irã em resposta ao ultimato do presidente Trump.</figcaption></figure><p><strong> </strong><strong>O caso do Irã talvez ilustre melhor o funcionamento deste ciclo</strong>. O país já estava à beira de uma crise hídrica após cinco anos consecutivos de seca e décadas de utilização insustentável da água, com reservas que cobriam apenas 12% da sua capacidade em momentos críticos. O conflito que começou em 2016 agravou ainda mais esta situação: os<strong> relatos indicam danos em centrais de dessalinização tanto no Irão como no Bahrein</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html" title="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão">Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html" title="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-el-gps-falla-en-alta-mar-la-guerra-invisible-que-hace-que-los-barcos-no-sepan-donde-estan-1775154850466_320.jpeg" alt="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão"></a></article></aside><p>Numa região onde 83% da população já está exposta a um stress hídrico extremo, a <strong>destruição das infraestruturas hídricas não é um dano colateral</strong>. É uma devastação em cadeia.<strong> </strong></p><h2>A água não espera por um cessar-fogo</h2><p><strong>A escassez de água já desalojou milhões de pessoas no Irã</strong>, reduziu a produção de alimentos e provocou cortes de energia devido à perda de capacidade hidroelétrica. </p><p><strong>Os agricultores que saíram à rua para protestar pela água foram recebidos com violenta repressão</strong>. Este descontentamento acumulado, tal como documentado pelos analistas internacionais, foi um dos fatores subjacentes que precederam o conflito armado. É precisamente o padrão observado na Síria anos antes, onde a seca prolongada e o colapso rural alimentaram a espiral que culminaria em guerra civil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-como-arma-de-guerra-por-que-el-recurso-mas-basico-se-volvio-el-mas-peligroso-1776377603361.jpg" data-image="0ll9tesf7qg1" alt="guerra na Síria" title="guerra na Síria"><figcaption>Uma seca prolongada provocou uma crise hídrica e o colapso das comunidades rurais, o que gerou descontentamento e foi o ponto de partida do que acabaria por se tornar uma guerra civil sem tréguas na Síria.</figcaption></figure><p>Quando uma região é assolada por uma guerra, qualquer intervenção na infraestrutura hídrica torna-se praticamente impossível. <strong>A crise da água agrava-se antes mesmo de começar a melhorar</strong>. E as soluções estruturais — dessalinização, reciclagem da água, gestão eficiente — exigem paz, investimento e tempo. Nenhum destes três elementos está prontamente disponível em áreas de conflito ativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso-1777113580562.jpg" data-image="7lah4wdogy6o" alt="Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)" title="Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)"><figcaption>Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)</figcaption></figure><p>O ciclo é tão claro quanto perturbador: a <strong>escassez de água cria instabilidade</strong>, a instabilidade destrói os sistemas hídricos e a destruição desses sistemas agrava a escassez. </p><div class="texto-destacado">Na Ucrânia, a barragem do rio Dnieper foi atacada no Dia Mundial da Água, causando graves danos e poluição tóxica a jusante. </div><p>Enquanto as alterações climáticas continuarem a reduzir os recursos hídricos disponíveis e a procura global continuar a crescer, <strong>este ciclo não se interromperá por si só</strong>. A água não é o conflito do futuro. Ela tem sido o conflito do presente durante anos, e ninguém no mundo se pode dar ao luxo de a ignorar.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p>Brown, S. (2026, 20 de marzo). <a href="https://www.wri.org/insights/iran-war-water-crisis-middle-east" target="_blank">Iran War Could Worsen Middle East's Water Woes</a>. World Resources Institute (WRI). </p><p> Pacific Institute (2025). <em><a href="https://pacinst.org/wp-content/uploads/2025/11/Water-Conflict-Chronology_fact-sheet_2025_final.pdf" target="_blank">Water Conflict Chronology — 2024 Update</a></em>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A IA acaba de revelar correntes oceânicas que nunca conseguimos detectar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 22:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova técnica de IA está a transformar os satélites meteorológicos em poderosos rastreadores de correntes oceânicas, revelando movimentos ocultos que moldam o clima da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar-1777072933581.jpg" data-image="soza08c44ywb" alt="correntes oceânicas" title="correntes oceânicas"><figcaption>As correntes oceânicas submesoescalares dominam as trocas verticais de calor, nutrientes biológicos e carbono entre as camadas superficiais e profundas do oceano, influenciando fortemente a dispersão lateral dos traçadores biogeoquímicos e poluentes.</figcaption></figure><p>Um novo método baseado em inteligência artificial, chamado GOFLOW, está a <strong>transformar imagens de satélites meteorológicos em mapas altamente detalhados de correntes oceânicas</strong>. Ao rastrear a forma como os padrões de temperatura mudam ao longo do tempo, consegue <strong>revelar correntes rápidas e de pequena escala que antes eram impossíveis de observar diretamente</strong>. Estas correntes são essenciais para a compreensão do clima, dos ecossistemas marinhos e do armazenamento de carbono. <strong>Esta inovação utiliza satélites já em órbita, o que a torna poderosa e economicamente viável</strong>. </p><h2>Por que é que as correntes oceânicas são importantes para o clima e para a vida?</h2><p> As <strong>correntes oceânicas são essenciais para o funcionamento do planeta</strong>. Transportam calor à volta do globo, transferem carbono entre a atmosfera e as profundezas do oceano e fazem circular nutrientes que sustentam os ecossistemas marinhos. Também desempenham um papel crucial em situações reais, como operações de busca e salvamento e monitorização de derrames de petróleo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar-1777111421322.jpg" data-image="6stwgx42nuyw" alt="correntes oceânicas" title="correntes oceânicas"><figcaption>Neste estudo, os investigadores apresentam o GOFLOW, uma estrutura de aprendizagem profunda que aproveita sequências contíguas de imagens térmicas de satélites geoestacionários para produzir campos de velocidade superficial de alta resolução, com resolução horária, que capturam circulações submesoescalares.</figcaption></figure><p> Apesar da sua importância, medir com precisão as correntes em grandes regiões tem sido difícil. <strong>Alguns satélites estimam as correntes indiretamente</strong>, observando as mudanças na altura da superfície do mar, mas geralmente revisitam a mesma área apenas uma vez a cada 10 dias, um período demasiado lento para captar as correntes que se podem formar e desaparecer numa questão de horas. <strong>Os navios e radares costeiros podem detectar mudanças rápidas, mas apenas em áreas limitadas</strong>. </p><h2>O elo perdido na mistura oceânica</h2><p> Esta limitação deixou os cientistas com uma<strong> grande lacuna nas escalas em que ocorre a mistura vertical</strong>. A mistura vertical acontece quando as águas superficiais se movem para baixo ou as águas mais profundas sobem, e é impulsionada por características que podem ser inferiores a 10 quilómetros e mudar rapidamente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Transporta nutrientes das profundezas do oceano para a superfície, sustentando a vida marinha, e transporta dióxido de carbono para baixo, onde pode ser armazenado a longo prazo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Compreender este processo é crucial. Transporta nutrientes das profundezas do oceano para a superfície, sustentando a vida marinha, e transporta dióxido de carbono para baixo, onde pode ser armazenado a longo prazo. Sem observações detalhadas, <strong>grande parte desta atividade continua a ser difícil de medir diretamente</strong>. </p><h2> Como a IA acompanha as correntes oceânicas </h2><p> Para tornar isto possível, a equipa de investigação treinou uma rede neural para reconhecer<strong> como os padrões de temperatura na superfície do oceano mudam e se transformam sob a influência das correntes</strong>. O sistema aprendeu com simulações computacionais detalhadas da circulação oceânica, que ligaram padrões de temperatura específicos a velocidades da água conhecidas. </p><p> Uma vez treinado, <strong>o modelo analisou sequências de imagens de satélite e acompanhou como esses padrões se moviam ao longo do tempo</strong>. A partir deste movimento, foi possível determinar as correntes subjacentes responsáveis pelas alterações. </p><h2>Testando a precis��o com dados do mundo real</h2><p>Os investigadores avaliaram o GOFLOW comparando os seus resultados com medições diretas recolhidas por navios na região da Corrente do Golfo durante 2023, bem como com métodos tradicionais de satélite baseados na topografia oceânica. Os resultados foram muito semelhantes aos de ambas as fontes.</p><p>No entanto, o <strong>GOFLOW forneceu detalhes muito mais nítidos, especialmente para características pequenas e de movimento rápido</strong>, como vórtices e camadas limite. Os métodos anteriores geralmente suavizavam estas características em médias amplas. Com a resolução melhorada, a equipa conseguiu detectar padrões estatísticos importantes de<strong> pequenas correntes intensas que impulsionam a mistura vertical</strong>. Até agora, estes padrões tinham sido observados principalmente em simulações, em vez de observações diretas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Lenain, L., Srinivasan, K., Barkan, R. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41561-026-01943-0" target="_blank">An unprecedented view of ocean currents from geostationary satellites</a>. Nature Geoscience (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intensa massa de ar frio avança nas próximas horas e derruba as temperaturas no início desta semana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensas-massa-de-ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-inicio-desta-semana.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 20:52:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Intensas massa de ar frio está confirmada e traz clima de inverno para parte do centro-sul do Brasil neste início de semana. Confira a atualização da previsão deste evento tão esperado.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes.html">Forte mudança do tempo deixa alerta de chuva de mais de 100 mm neste fim de mês</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa73p6u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa73p6u.jpg" id="xa73p6u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria já está em processo de formação e vem provocando<strong> chuvas de fraca a moderada intensidade</strong> no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, que devem continuar neste domingo (26). </p><p>Ao mesmo tempo<strong>, um grande ciclone extratropical atua ao sul do Uruguai</strong> e ajuda a impulsionar o ar frio e seco para parte do Sul do Brasil, deixando o tempo firme em boa parte do território gaúcho, além das temperaturas mais amenas, também neste domingo (26).</p><p>A partir da madrugada da segunda-feira (27), <strong>o ar frio começa a avançar de forma mais efetiva no Brasil</strong>, derrubando as temperaturas no Sul do país e em parte do Sudeste e do Centro-Oeste, porém com menor intensidade.</p><h2>Avanço da massa de ar frio</h2><p>Na noite deste domingo (26), <strong>o ar frio já exerce bastante influência no Rio Grande do Sul</strong>, trazendo temperaturas de 12 a 17°C na região da Campanha, no Oeste e Sul. Nas demais regiões, o frio também é amena e fica em torno dos 15 a 19°C, com temperaturas no fim da noite de 19°C na região de Porto Alegre. Temperaturas em torno desse último patamar também são previstas para o oeste e sul de Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Devido ao avanço da massa de ar frio, <strong>as temperaturas mínimas da segunda-feira (27) acontecem no fim da noite</strong> no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em parte do Paraná.</p><p>No início da manhã da segunda-feira (27) <strong>já faz frio mais intenso</strong>, com t<strong>emperaturas em torno dos 8°C</strong> na Campanha do Rio Grande do Sul. No Oeste, região Central, sul do Norte e Sudeste do estado gaúcho, o dia começa termômetros em torno dos 10°C. Na Serra ainda faz 12°C e na região de Porto Alegre e litoral norte, as temperaturas variam de 16 a 19°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensas-massa-de-ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-inicio-desta-semana-1777235286287.jpg" data-image="crs4wwktnw4w" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Temperaturas máximas previstas para a segunda-feira, 27 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, as menores temperaturas ficam no Oeste, Planalto Central, Sul e região da Serra, com temperaturas variando de 10 a 16°C. Na Serra, <strong>há a possibilidade de temperaturas em torno dos 6 e 7°C</strong>. Já na porção norte e região de Florianópolis, os termômetros podem marcar valores em torno dos 20°C.</p><p><strong>Já no Paraná</strong>, o dia começa com chuva em todo o estado e com temperaturas amenas variando de 17 a 20°C, <strong>com 18°C começando o dia na região de Curitiba</strong>.</p><div class="texto-destacado">A baixa amplitude do sistema frente fria e massa de ar frio impede que o frio de inverno chegue em boa parte do Brasil, ficando restrito ao Sul do país.</div><p><strong>As temperaturas máximas</strong> da segunda-feira (27) ficam <strong>abaixo dos 20°C em todo o Rio Grande do Sul</strong>, com valores de 14 a 16°C na metade sul do estado. Em <strong>Santa Catarina</strong>, as temperaturas atingem <strong>valores máximos de 21 a 24°C</strong> no sul, oeste e Planalto Central, com ligeira sensação de calor no norte do estado, onde os termômetros podem marcar 27°C. <strong>No Paraná</strong>, as temperaturas ficam amenas e <strong>variam de 21 a 24°C</strong> em todo o estado devido à presença da frente fria que atua entre o Paraná, São Paulo e o Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensas-massa-de-ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-inicio-desta-semana-1777235301896.jpg" data-image="ooin7hj44dko" alt="frio intenso" title="frio intenso"><figcaption>Temperaturas mínimas previstas para a segunda-feira, 27 de abril.</figcaption></figure><p><strong>No fim da noite</strong>, as temperaturas caem mais e <strong>o frio abaixo de 10°C predomina sobre boa parte do Rio Grande do Sul</strong>. No leste gaúcho, as temperaturas variam de 11 a 15°C, sendo mais elevadas no litoral. Em Santa Catarina, o frio acontece somente no sul, Planalto Central e no oeste, <strong>com temperaturas de 3 a 12°C, sendo mais baixas na região de Serra</strong>. Já no Paraná, as mínimas não baixam abaixo dos 14°C. Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o frio não chega e as temperaturas ficam amenas variando de 21 a 24°C.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xa73pza"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa73pza.jpg" id="xa73pza"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A terça-feira (28)</strong>, traz mínimas no seu horário convencional entre as 5 e a 6h, com previsão de temperaturas entre 3 e 8°C em praticamente todo o Rio Grande do Sul, sul, Planalto e oeste de Santa Catarina. <strong>Há a possibilidade de efetuar uma correção, reduzindo de 2 a 3°C, o que resultaria em potencial de geada</strong> para todas as regiões gaúchas, planalto e serra catarinenses. Potencial de temperaturas em torno dos 0°C nas regiões mais elevadas.</p><p><strong>No Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, não há redução significativa das temperaturas</strong>, apenas ligeira sensação de frio para o oeste, sul e leste do Paraná e faixa leste de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensas-massa-de-ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-inicio-desta-semana-1777235901445.jpg" data-image="s44cme9xknwk" alt="massa de ar frio" title="massa de ar frio"><figcaption>Temperaturas mínimas previstas para a terça-feira, 28 de abril.</figcaption></figure><p><strong>No período da tarde</strong>, as temperaturas sobem, mas a sensação de frio continua com máximas abaixo dos 20°C em todo Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, as temperaturas ficam mais amenas entre 20 e 23°C. Já no Paraná, também a sensação fica amenas, mas devido ao tempo nublado e chuvoso, o que faz as temperaturas não subirem e se manterem abaixo dos 20°C em boa parte do estado, com valores de 24°C apenas nas localidades do norte e noroeste.</p><p><strong>No Sudeste</strong>, sensação amena devido às chuvas apenas no leste e sul de São Paulo, onde as máximas não passam dos 24°C. <strong>No restante da Região, o tempo firme e quente continua, com temperaturas em torno dos 30°C</strong>. O mesmo acontece no Centro-Oeste, onde a condição térmica mais amenas fica no Mato Grosso do Sul em razão das chuvas.</p><p>No restante da semana,<strong> a frente fria se afasta e a massa de ar frio perde força</strong> e consegue manter as condições americanas em boa parte do Sul e leste do Sudeste. O calor retorna no período da tarde para o oeste e norte do Paraná.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensas-massa-de-ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-inicio-desta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos detectam pela primeira vez a borda mais externa do disco da Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-detectam-pela-primeira-vez-a-borda-mais-externa-do-disco-da-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 18:52:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Análise da idade estelar permite mapear onde a formação de estrelas diminui gradualmente na Via Láctea e, com isso, a borda da Galáxia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectam-pela-primeira-vez-a-borda-mais-externa-do-disco-da-via-lactea-1777201537988.png" data-image="d87btk5l3tn3" alt="Novos estudos indicam que o limite do disco da Via Láctea está a cerca de 40 mil anos-luz do centro galáctico. Crédito: NASA" title="Novos estudos indicam que o limite do disco da Via Láctea está a cerca de 40 mil anos-luz do centro galáctico. Crédito: NASA"><figcaption>Novos estudos indicam que o limite do disco da Via Láctea está a cerca de 40 mil anos-luz do centro galáctico. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>A Via Láctea é uma galáxia espiral barrada composta por diferentes estruturas como o disco galáctico, o bojo e o halo.</strong> No disco galáctico está a maior parte das estrelas jovens, gás e regiões de formação estelar, localizadas em braços espirais. No centro, encontra-se o bojo, uma região densa e dominada por estrelas antigas. Envolvendo essas estruturas está o halo galáctico, composto por estrelas antigas, aglomerados globulares e matéria escura..</p><p>Determinar a extensão do disco da Via Láctea é um desafio porque ele não possui uma borda bem definida. <strong>Diferentemente de um limite físico abrupto, o disco se estende de forma difusa, com a densidade estelar diminuindo gradualmente com a distância ao centro</strong>. Esse decaimento contínuo dificulta saber onde o disco termina. Além disso, a presença de estrelas do halo complica a separação entre o que é do halo e o que é do disco. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758959" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-sugere-que-o-sol-veio-do-centro-da-via-lactea-junto-com-estrelas-irmas.html" title="Novo estudo sugere que o Sol veio do centro da Via Láctea junto com estrelas irmãs">Novo estudo sugere que o Sol veio do centro da Via Láctea junto com estrelas irmãs</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-sugere-que-o-sol-veio-do-centro-da-via-lactea-junto-com-estrelas-irmas.html" title="Novo estudo sugere que o Sol veio do centro da Via Láctea junto com estrelas irmãs"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-sugere-que-o-sol-veio-do-centro-da-via-lactea-junto-com-estrelas-irmas-1773513223772_320.png" alt="Novo estudo sugere que o Sol veio do centro da Via Láctea junto com estrelas irmãs"></a></article></aside><p>Para contornar essas limitações, um grupo de pesquisadores usou a idade das estrelas como critério para mapear a extensão do disco da Via Láctea. A ideia é que regiões ativas de formação estelar concentram populações mais jovens, enquanto áreas externas apresentam estrelas mais antigas. Com base nessa análise, foi possível identificar uma transição na distribuição de idades estelares. <strong>Os resultados indicam que a maior parte da formação estelar ocorre dentro de aproximadamente 40 mil anos-luz do centro galáctico. </strong></p><h2>Disco galáctico</h2><p><strong>O disco galáctico é a componente mais conhecida em galáxias espirais como a Via Láctea, contendo a maior parte do gás interestelar, poeira e estrelas jovens.</strong> Ele é caracterizado por uma estrutura fina onde o material orbita o centro galáctico. É nesse ambiente que ocorre a maior parte da formação estelar que é impulsionada pela presença de nuvens moleculares que colapsam sob sua própria gravidade. O disco apresenta uma variação de composição química e idade estelar.</p><div class="texto-destacado">O disco da Via Láctea possui 4 braços espirais principais e, também, alguns braços menores.</div><p><strong>O Sistema Solar está localizado em um desses braços, conhecido como Braço de Órion, a cerca de 26 mil anos-luz do centro galáctico.</strong> Esses braços não são estruturas fixas, mas padrões de densidade que se propagam ao longo do disco. Neles, o gás é comprimido, favorecendo o nascimento de novas estrelas. A presença de estrelas jovens e regiões HII é uma assinatura típica dessas áreas que contêm um processo ativo de formação estelar.</p><h2>O final do disco</h2><p>A determinação do limite externo do disco galáctico da Via Láctea sempre foi difícil, pois sua transição não é abrupta, mas gradual. <strong>A densidade estelar diminui progressivamente com a distância ao centro, criando uma borda difusa</strong>. No entanto, um estudo recente usou a idade estelar como um novo critério físico para mapear essa transição. Observou-se que, em geral, as estrelas tornam-se mais jovens à medida que se afastam do centro galáctico. </p><p><strong>A an</strong><strong>álise mostrou que entre aproximadamente 35 mil e 40 mil anos-luz do centro da Via Láctea ocorre uma inversão no perfil de idades estelares. </strong>A partir dessa região, as estrelas voltam a ser mais antigas com o aumento da distância, indicando uma queda na formação estelar. Esse ponto de idade mínima foi interpretado como o limite do disco. Comparações com simulações de galáxias confirmam que essa assinatura está associada a uma transição real. </p><h2>Por que tem estrelas além dessa borda?</h2><p><strong>No entanto, ainda observamos estrelas presentes além do limite de 40 mil anos-luz, o que leva à pergunta do motivo da presença dessas estrelas</strong>. A resposta seria que elas não necessariamente se formaram nessas regiões externas. A principal explicação envolve o processo de migração radial, no qual estrelas se deslocam aos poucos para maiores distâncias ao longo do tempo. Esse movimento ocorre devido à interação com ondas de densidade associadas aos braços espirais da Via Láctea. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectam-pela-primeira-vez-a-borda-mais-externa-do-disco-da-via-lactea-1777201688768.png" data-image="h8ldxii6srjg" alt="Determinar a borda da Via Láctea é um desafio, já que seu disco não termina de forma abrupta, mas se dissipa gradualmente em uma região difusa. Crédito: Finkbeiner 2012" title="Determinar a borda da Via Láctea é um desafio, já que seu disco não termina de forma abrupta, mas se dissipa gradualmente em uma região difusa. Crédito: Finkbeiner 2012"><figcaption>Determinar a borda da Via Láctea é um desafio, já que seu disco não termina de forma abrupta, mas se dissipa gradualmente em uma região difusa. Crédito: Finkbeiner 2012</figcaption></figure><p>Estrelas podem trocar momento angular e migrar para órbitas mais externas. Esse processo não requer eventos violentos, sendo uma consequência natural da dinâmica interna do disco. <strong>Assim, regiões externas podem ser povoadas por estrelas que se formaram originalmente em áreas mais internas.</strong> Isso explica a presença estelar mesmo onde a formação já não é eficiente. A migração radial é um processo lento e estocástico, ocorrendo ao longo de bilhões de anos. </p><p>Estrelas interagem com diferentes padrões de ondas espirais em momentos distintos, o que resulta em trajetórias variadas e mais amplas. <strong>Como consequência, quanto mais distante do centro galáctico, maior tende a ser a idade média das estrelas encontradas. </strong>Esse padrão é consistente com observações que mostram populações mais antigas nas regiões externas do disco. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Fiteni et al. 2026 <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/04/aa58144-25/aa58144-25.html" target="_blank">The edge of the Milky Way's star-forming disc: Evidence from a 'U-shaped' stellar age profile</a> Astronomy & Astrophysics</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-detectam-pela-primeira-vez-a-borda-mais-externa-do-disco-da-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Brasil monta primeiro caça supersônico e avança na indústria aeronáutica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-monta-primeiro-caca-supersonico-e-avanca-na-industria-aeronautica.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Parceria com a sueca Saab e transferência de tecnologia permitem ao país produzir localmente o Gripen, fortalecendo a defesa, a indústria nacional e ampliando perspectivas de exportação e inovação tecnológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-monta-primeiro-caca-supersonico-e-avanca-na-industria-aeronautica-1776974798258.jpg" data-image="37hrbidq71ti" alt="Gripen brasileiro é apresentado no Centro de Ensaios em Voo da Embraer Embraer / Saab" title="Gripen brasileiro é apresentado no Centro de Ensaios em Voo da Embraer Embraer / Saab"><figcaption>Gripen brasileiro é apresentado no Centro de Ensaios em Voo da Embraer. Crédito: Embraer / Saab</figcaption></figure><p>O <strong>Brasil</strong> alcançou um marco inédito na indústria de defesa ao concluir <strong>a montagem do primeiro caça supersônico em território nacional</strong>. O modelo F-39E Gripen, desenvolvido pela Saab e produzido localmente pela Embraer, foi apresentado ao público no fim de março, consolidando um avanço estratégico para o país.</p><p>O projeto é resultado de um acordo firmado em 2014 entre a<strong> Saab e a Força Aérea Brasileira</strong>, que previa a transferência de tecnologia e a montagem de 15 aeronaves no Brasil. A produção ocorre na unidade industrial da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, com participação de uma ampla cadeia de fornecedores nacionais e internacionais.</p><p>A iniciativa integra o<strong> Programa FX-2, criado para modernizar a frota de caças brasileiros.</strong> Inicialmente, o contrato previa a aquisição de 36 aeronaves, 28 monopostos e oito bipostos, número posteriormente ampliado. Até agora, 11 unidades fabricadas na Suécia já foram entregues e estão em operação na Base Aérea de Anápolis, em Goiás.</p><h2>Transferência de tecnologia impulsiona setor</h2><p>Durante a cerimônia de apresentação, o presidente da Embraer Defesa & Segurança destacou<strong> a importância do domínio tecnológico adquirido com o projeto. </strong>Segundo ele, a capacidade de produzir um caça supersônico no país representa um salto qualitativo na indústria nacional e reforça a soberania brasileira.</p><div class="texto-destacado">O presidente da Saab também ressaltou o impacto do programa, afirmando que a produção local do Gripen posiciona o Brasil como potencial exportador de aeronaves de alta tecnologia. A planta industrial brasileira já está preparada para atender futuras demandas internacionais.</div><p>Com a entrega do primeiro caça produzido no país, o Brasil tornou-se<strong> o único da América Latina com capacidade de montar aeronaves supersônicas. </strong>O Gripen é um caça multimissão de alta performance, capaz de atingir cerca de 2.470 km/h, com alcance de até 4 mil quilômetros sem armamentos e equipado com sensores e armamentos de última geração.</p><h2>Impactos econômicos e industriais</h2><p>Um dos pilares do acordo foi o chamado offset, mecanismo de compensação comercial e tecnológica avaliado em cerca de US$ 9 bilhões. Esse modelo inclui <strong>treinamento de profissionais brasileiros na Suécia, investimentos industriais e transferência de conhecimento</strong> para empresas nacionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-monta-primeiro-caca-supersonico-e-avanca-na-industria-aeronautica-1776974971053.jpg" data-image="fl72moskg8ea" alt="Caça F-39E Gripen da FAB faz voo de demonstração no Rio de Janeiro Sgt Bianca / Força Aérea Brasil" title="Caça F-39E Gripen da FAB faz voo de demonstração no Rio de Janeiro Sgt Bianca / Força Aérea Brasil"><figcaption>Caça F-39E Gripen da FAB faz voo de demonstração no Rio de Janeiro. Crédito: Sgt Bianca / Força Aérea Brasil</figcaption></figure><p>Desde o início do programa, aproximadamente<strong> 350 engenheiros brasileiros foram capacitados no exterior, e mais de 2 mil empregos diretos e indiretos foram gerados</strong>. Especialistas destacam que o projeto amplia a competitividade da indústria aeronáutica brasileira e fortalece sua inserção global.</p><p>Além disso, empresas brasileiras tiveram papel relevante no desenvolvimento do caça. A AEL Sistemas contribuiu com sistemas de cockpit, enquanto a Akaer participou da engenharia estrutural. Já a Saab Brasil e a Atech atuaram na produção de aeroestruturas, sensores e simuladores.</p><h2>Desafios e limitações do programa</h2><p>Apesar dos avanços, o programa enfrentou dificuldades, principalmente devido a <strong>restrições orçamentárias que afetaram investimentos militares nos últimos anos.</strong> Isso resultou em atrasos e ajustes no escopo original do projeto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="721751" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-goiania-esta-se-tornando-o-vale-do-silicio-brasileiro-conheca-a-capital-brasileira-da-inteligencia-artificial.html" title="Como Goiânia está se tornando o Vale do Silício brasileiro? Conheça a capital brasileira da inteligência artificial ">Como Goiânia está se tornando o Vale do Silício brasileiro? Conheça a capital brasileira da inteligência artificial </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-goiania-esta-se-tornando-o-vale-do-silicio-brasileiro-conheca-a-capital-brasileira-da-inteligencia-artificial.html" title="Como Goiânia está se tornando o Vale do Silício brasileiro? Conheça a capital brasileira da inteligência artificial "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-goiania-esta-se-tornando-o-vale-do-silicio-brasileiro-conheca-a-capital-brasileira-da-inteligencia-artificial-1753547280692_320.png" alt="Como Goiânia está se tornando o Vale do Silício brasileiro? Conheça a capital brasileira da inteligência artificial "></a></article></aside><p>Um dos impactos foi a decisão de transferir para a Suécia a produção das versões bipostas do Gripen, destinadas ao treinamento de pilotos. Inicialmente previstas para serem fabricadas no Brasil, essas aeronaves passaram a ser produzidas diretamente pela Saab.</p><p>Ainda assim, especialistas avaliam que o programa representa uma <strong>dupla conquista</strong>: o domínio de tecnologias avançadas e a incorporação de um equipamento estratégico para a defesa nacional. O Gripen, além de sua função militar, simboliza o avanço do Brasil em um dos setores mais sofisticados da indústria global.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Revista Fapesp. <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/brasil-e-o-primeiro-pais-latino-americano-a-produzir-jatos-supersonicos/" title="Brasil é o primeiro país latino-americano a produzir jatos supersônicos">Brasil é o primeiro país latino-americano a produzir jatos supersônicos. </a>2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-monta-primeiro-caca-supersonico-e-avanca-na-industria-aeronautica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A nova Atlântida? Uma cidade submersa com 2.400 anos descoberta na Turquia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-nova-atlantida-uma-cidade-submersa-com-2-400-anos-descoberta-na-turquia.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 13:43:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A descida do nível da água numa barragem na Turquia revelou uma cidade antiga quase intacta, com casas, túmulos e edifícios religiosos que surpreenderam os arqueólogos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384270417.png" data-image="c86crr926sle" alt="Cidade submersa Turquia" title="Cidade submersa Turquia"><figcaption>Em Dicle, na Turquia, a descida do nível da água numa barragem revelou estruturas com mais de 2000 anos. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Uma descida inesperada do nível da água revelou uma descoberta que parece saída de uma lenda. Sob a superfície de um lago na Turquia, <strong>emergiu uma cidade antiga com mais de 2.400 anos</strong>, uma descoberta que surpreendeu até os especialistas mais experientes.</p><p><strong> A descoberta foi feita no reservatório da barragem de Dicle, no sudeste do país</strong>, onde os vestígios de um povoado inteiro permaneceram escondidos durante décadas. No entanto, o que emergiu não foi uma estrutura isolada, mas sim <strong>bairros inteiros, casas, edifícios religiosos e sagrados, e até mesmo áreas agrícolas</strong>! </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384515913.png" data-image="x9aecolz1f7p" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>Bairros inteiros, locais religiosos e até áreas agrícolas foram descobertos. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Esta descoberta chamou imediatamente a atenção da comunidade científica e reacendeu o <strong>interesse pelo potencial dos sítios arqueológicos submersos</strong>, muitos dos quais permanecem inexplorados em diferentes partes do mundo.</p><h2>Uma cidade parada no tempo (e submersa)</h2><p>O que mais impressionou os pesquisadores não foi apenas a idade do sítio arqueológico, mas também o seu<strong> impressionante estado de conservação</strong>. Apesar de terem permanecido submersas durante décadas, as estruturas mantêm uma notável integridade estrutural.</p><p>Segundo a Universidade de Dicle, <strong>as condições ambientais desempenharam um papel fundamental nesta notável preservação</strong>. A tranquilidade da água, a mínima intervenção humana e a camada de sedimentos funcionaram como uma cápsula do tempo, preservando estruturas que nos permitem reconstruir como era a vida neste local há quase dois mil e quinhentos anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384334584.png" data-image="o30q8dkeglwr" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>Apesar de estarem submersas há décadas, as estruturas mantêm uma integridade estrutural notável. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>“As imagens mostram que muitas destas estruturas históricas ainda estão de pé e em bom estado de conservação”, explicou a equipa de investigação, que já está a trabalhar na documentação do local.</p><h2>A água recuou, revelando a cidade submersa</h2><p>A <strong>construção da barragem no local, em 1990, deixou a cidade completamente submersa (e escondida)</strong>. No entanto, uma série de falhas técnicas nas comportas e fortes chuvas fizeram com que o nível da água baixasse, revelando as ruínas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais.html" title="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais">Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais.html" title="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais-1754751379446_320.jpg" alt="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais"></a></article></aside><p>Este tipo de<strong> fenómeno tem vindo a ser cada vez mais frequente em diferentes partes do mundo</strong>, permitindo o acesso a paisagens arqueológicas escondidas. No entanto, também apresenta o risco iminente de deterioração resultante da exposição repentina.</p><h2>78 habitações, civilizações diferentes</h2><p>Os trabalhos arqueológicos preliminares identificaram pelo menos 78 habitações, <strong>sugerindo uma comunidade bastante desenvolvida</strong>. Além disso, foram encontrados vestígios de cemitérios, uma mesquita, uma escola religiosa e áreas relacionadas com a produção agrícola.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384392353.png" data-image="h36q4ydha2xp" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>A tranquilidade da água, a mínima intervenção humana e a camada de sedimentos funcionaram como uma cápsula do tempo, preservando a cidade. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Situada perto do rio Tigre, <strong>esta cidade fazia parte de um território historicamente estratégico </strong>que testemunhou uma verdadeira encruzilhada de culturas e impérios ao longo dos séculos. De facto, algumas estruturas da zona datam do século V a.C., reforçando a sua importância histórica.</p><p>Este sítio arqueológico em particular pode ser uma <strong>peça fundamental para compreendermos como as sociedades evoluíram</strong> numa região crucial para a história da humanidade.</p><h2>O próximo desafio para a arqueologia</h2><p>A impressionante descoberta também levanta questões e desafios para o futuro. <strong>A nova e iminente exposição das ruínas</strong> a fatores como a erosão, a movimentação de sedimentos e as flutuações do nível da água — agora que foram descobertas — <strong>pode comprometer a sua preservação</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-atlantida-vulcanica-se-esconde-no-fundo-do-oceano-das-ilhas-canarias.html" title="Uma 'Atlântida' vulcânica se esconde no fundo do oceano das Ilhas Canárias">Uma "Atlântida" vulcânica se esconde no fundo do oceano das Ilhas Canárias</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-atlantida-vulcanica-se-esconde-no-fundo-do-oceano-das-ilhas-canarias.html" title="Uma 'Atlântida' vulcânica se esconde no fundo do oceano das Ilhas Canárias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-lecho-oceanico-de-canarias-esconde-grandiosos-templos-1666355173250_320.jpg" alt="Uma 'Atlântida' vulcânica se esconde no fundo do oceano das Ilhas Canárias"></a></article></aside><p>Por isso, os especialistas insistem na<strong> necessidade de avançar rapidamente nos estudos de arqueologia subaquática</strong>, cruciais para documentar, mapear e proteger o sítio antes que este seja novamente submerso ou sofra danos irreversíveis.</p><h2>Entre a história e o mito</h2><p>O paralelo com a Atlântida surgiu rapidamente, até mesmo entre os investigadores. Embora longe de ser uma civilização mítica, <strong>a recente descoberta partilha com a lenda aquele ar de mistério que envolve as cidades subaquáticas perdidas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384460306.png" data-image="vc5a036n3j2i" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>A cidade descoberta possui 78 habitações, um cemitério e áreas que eram utilizadas para a produção agrícola. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Para além do alvoroço mediático, <strong>esta descoberta abre verdadeiramente uma janela fascinante para o passado</strong>. Oferece a oportunidade de observar, quase sem filtros, como era a vida numa cidade parada no tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-nova-atlantida-uma-cidade-submersa-com-2-400-anos-descoberta-na-turquia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta de geada na Região Sul: frio muda o manejo de lavouras no fim de abril]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-geada-na-regiao-sul-frio-muda-o-manejo-de-lavouras-no-fim-de-abril.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chegada de ar frio ao Sul derruba as mínimas no fim de abril, muda o manejo no campo e aumenta a atenção com geada em áreas produtoras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geada-no-sul-frio-muda-o-manejo-de-lavouras-no-fim-de-abril-1777139676479.jpg" data-image="2h6sfblgclkv" alt="temperaturas, anomalia, frio" title="temperaturas, anomalia, frio"><figcaption>Temperaturas baixas previstas para a manhã de terça-feira (28), com marcas próximas de 5°C a 10°C em áreas do RS e de SC.</figcaption></figure><p>O fim de abril traz uma virada importante no tempo no Sul do Brasil. <strong>Depois de dias marcados por instabilidade, chuva e avanço de sistemas frontais, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas</strong> no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com reflexos diretos no manejo de lavouras, hortaliças, pastagens e frutíferas cultivadas em áreas mais expostas.</p><p>Segundo o <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), <strong>as mínimas podem ficar em torno de 6°C no centro-sul gaúcho a partir de segunda-feira (27), com queda gradual também em outras áreas do estado e em Santa Catarina. </strong>O órgão também indica condições favoráveis para formação de geada no início da próxima semana, especialmente na terça-feira (28), quando o resfriamento noturno tende a ser mais intenso em áreas de maior altitude e baixadas.</p><h2>A primeira virada fria exige ajuste no campo </h2><p>A chegada do frio no Sul não significa apenas uma mudança na sensação térmica. <strong>No campo, a queda nas mínimas altera horários de manejo, ritmo de crescimento das plantas e atenção com áreas mais baixas,</strong> onde o ar frio tende a se acumular durante a madrugada, aumentando diferenças entre propriedades próximas e talhões dentro da mesma fazenda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geada-no-sul-frio-muda-o-manejo-de-lavouras-no-fim-de-abril-1777139869439.jpg" data-image="qfw5y9spva7w" alt="temperatura, anomalia, fazendo, rio grande do sul" title="temperatura, anomalia, fazendo, rio grande do sul"><figcaption>Anomalia de temperatura para a manhã de terça-feira (28), com frio abaixo do normal em grande parte do RS e de SC.</figcaption></figure><p>Em lavouras ainda em fase final, <strong>o produtor precisa observar a combinação entre solo úmido, vento mais fraco e céu mais aberto após a passagem da instabilidade. </strong>Esse conjunto pode favorecer noites mais frias e aumentar o risco localizado para plantas mais sensíveis, principalmente em hortaliças, mudas, viveiros e áreas recém-implantadas, onde pequenas variações de temperatura já podem comprometer o desenvolvimento inicial.</p><h2>Geada fraca pode afetar áreas sensíveis </h2><p>A geada não depende apenas de uma mínima baixa na previsão. <strong>Ela costuma aparecer quando há perda intensa de calor durante a noite</strong>, pouco vento e maior resfriamento perto do solo. </p><div class="texto-destacado">Por isso, duas propriedades próximas podem ter impactos diferentes, especialmente em baixadas, vales e áreas com pouca circulação de ar, onde a temperatura junto às plantas pode cair mais rapidamente.</div><p>No manejo agrícola, os pontos que merecem mais atenção são:</p><ul> <li><strong>hortaliças folhosas e mudas recém-transplantadas;</strong></li> <li>pastagens em rebrota, que podem reduzir o crescimento;</li> <li><strong>pomares em áreas baixas e mais expostas;</strong></li> <li>lavouras jovens, principalmente quando o solo está úmido;</li> <li><strong>viveiros, estufas simples e pequenas áreas de produção familiar.</strong></li> </ul><p>Esses cuidados não significam perda garantida, mas ajudam a reduzir danos quando o frio chega de forma rápida. <strong>A observação local continua sendo decisiva, porque vento, relevo, umidade e cobertura do solo </strong>podem mudar bastante o impacto real da mesma massa de ar frio.</p><h2>Frio também pode trazer benefícios ao produtor </h2><p>Apesar do alerta, o frio de fim de abril não deve ser visto apenas como problema. <strong>Em algumas culturas de clima temperado, a queda térmica ajuda a marcar a transição de estação e pode contribuir para processos fisiológicos importantes</strong>, especialmente em frutíferas que dependem de horas de frio ao longo do outono e inverno para regular brotação e florescimento futuro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-intenso-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao.html" title=" Ar frio intenso traz 'sabor' do inverno a partir deste fim de semana; confira a previsão"> Ar frio intenso traz 'sabor' do inverno a partir deste fim de semana; confira a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-intenso-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao.html" title=" Ar frio intenso traz 'sabor' do inverno a partir deste fim de semana; confira a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777040439421_320.png" alt=" Ar frio intenso traz 'sabor' do inverno a partir deste fim de semana; confira a previsão"></a></article></aside><p>O ponto central é acompanhar a previsão de perto e ajustar decisões simples: proteger mudas, evitar irrigação em horários inadequados, <strong>monitorar áreas de baixada e planejar operações no campo conforme a janela de menor risco</strong>. No Sul, a entrada do ar frio serve como aviso de que maio já pode exigir outro nível de atenção com geadas, especialmente em regiões produtoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde o manejo preventivo costuma fazer diferença.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-geada-na-regiao-sul-frio-muda-o-manejo-de-lavouras-no-fim-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De onde vêm as nuvens de gás perto do buraco negro da Via Láctea?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/de-onde-vem-as-nuvens-de-gas-perto-do-buraco-negro-da-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Observações e simulações indicam que uma estrela binária pode ser a origem de nuvens de gás que alimentam buraco negro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-onde-vem-as-nuvens-de-gas-perto-do-buraco-negro-da-via-lactea-1777136958928.png" data-image="c1cq5rld5g4a" alt="Nuvens de gás ao redor do Sagittarius A* podem compartilhar uma origem comum, possivelmente geradas por interações em um sistema de estrela binária no centro galáctico. Crédito: ESA/NASA" title="Nuvens de gás ao redor do Sagittarius A* podem compartilhar uma origem comum, possivelmente geradas por interações em um sistema de estrela binária no centro galáctico. Crédito: ESA/NASA"><figcaption>Nuvens de gás ao redor do Sagittarius A* podem compartilhar uma origem comum, possivelmente geradas por interações em um sistema de estrela binária no centro galáctico. Crédito: ESA/NASA</figcaption></figure><p><strong>O Sagittarius A* (Sgr A*) é o buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea, com massa estimada em cerca de 4 milhões de massas solares.</strong> Ele apresenta uma taxa de acreção extremamente baixa, sendo classificado como um buraco negro relativamente inativo. Sua luminosidade é muito inferior se comparada com outros buracos negros com taxas de acreção parecidas. Observações em rádio, infravermelho e raios X mostram emissões fracas e que variam muito com o tempo. </p><p>Mesmo com a taxa de acreção baixa, o Sgr A* ainda se alimenta de gás que cai em sua direção esporadicamente. A origem desse material tem sido tema de debate dentro da Astronomia, principalmente por causa da baixa taxa de acreção. <strong>Modelos tradicionais indicam que o suprimento de matéria vem de ventos estelares de estrelas próximas e de nuvens de gás no centro galáctico.</strong> No entanto, algumas nuvens compactas observadas não apresentavam uma fonte de origem. </p><p><strong>Um estudo recente combinando simulações hidrodinâmicas e observações apontou uma nova origem para essas nuvens de gás. </strong>Os resultados indicam que um sistema de estrela binária massiva no centro da galáxia pode gerar esses aglomerados compactos de gás. Interações gravitacionais e perda de massa no sistema produzem fluxos que se fragmentam em nuvens que migram em direção ao Sgr A*. Essa descoberta pode ajudar a entender episódios de aumento temporário na atividade do buraco negro. </p><h2>Sgr A*</h2><p>O Sgr A* recebe esse nome por estar na direção da constelação de Sagitário quando observamos do ponto de vista da Terra. Ele é o buraco negro supermassivo da nossa galáxia. <strong>Ele foi diretamente imageado pelo Event Horizon Telescope, que revelou a estrutura do anel de emissão ao redor do horizonte de eventos. </strong>Observações indicam que o objeto opera em um regime de acreção baixa com baixa densidade de gás e baixa eficiência de emissão. </p><div class="texto-destacado">Esse regime, chamado de RIAF, resulta em luminosidade bem inferior a outros buracos negros supermassivos. A emissão observada é dominada por rádio, infravermelho e raios X. </div><p>Apesar de seu estado atual relativamente inativo, há evidências de que o Sgr A* era mais ativo no passado. <strong>Estruturas, como bolhas de emissão em raios gama no halo galáctico, sugerem episódios de maior taxa de acreção. </strong>Esses eventos podem ter sido associados a aumentos temporários na quantidade de gás que cai em direção ao objeto. Isso sugere que o estado atual não é permanente, mas parte de um ciclo de atividade variável.</p><h2>Por que ele é considerado inativo? </h2><p>O Sgr A* é considerado praticamente inativo devido à sua baixa taxa de acreção. Esse comportamento é típico de sistemas no regime RIAF, nos quais o gás quente e rarefeito não consegue radiar energia de forma eficiente. <strong>Como resultado, grande parte da energia térmica é levada para dentro do buraco negro, em vez de ser emitida como radiação. </strong>Observacionalmente, isso é visto em emissões fracas e esporádicas em rádio, infravermelho e raios X.</p><p><strong>Outro fator que contribui para o estado quase inativo do Sgr A* é a escassez de material disponível para acreção eficiente. </strong>Embora o centro galáctico contenha gás e estrelas massivas, a maior parte desse material não perde momento angular para cair em direção ao buraco negro. Ventos estelares e processos de aquecimento mantêm o gás em estado quente e difuso, desfavorecendo a formação de um disco de acreção.</p><h2>A origem das nuvens de gás</h2><p>Desde 2012, astrônomos tem observado nuvens de gás que parecem estar alimentando o Sgr A*. <strong>A primeira nuvem identificada foi a famosa G2 que foi classificada como uma nuvem compacta e ionizada.</strong> Esse objeto apresenta emissão característica de hidrogênio e hélio e segue uma órbita excêntrica ao redor do centro galáctico. Observações posteriores revelaram uma estrutura de cauda associada, denominada G2t, além de um objeto similar, G1, em órbita parecida.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/WBo7ygrND0s/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=WBo7ygrND0s" id="WBo7ygrND0s"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A análise orbital mostrou que esses corpos compartilham parâmetros muito semelhantes em orientação e forma. Essa coincidência torna improvável que sejam estruturas independentes. Estudos mais recentes indicam que essas nuvens fazem parte de um “streamer” coerente, conhecido como G1–2–3, que representa material em fluxo contínuo. <strong>A origem desse fluxo foi associada à estrela binária massiva IRS 16SW, localizada no disco de estrelas jovens próximo ao buraco negro. </strong></p><h2>Como isso nos ajuda?</h2><p>Determinar a origem das nuvens que alimentam o Sgr A* é importante para entender a variabilidade de sua atividade. <strong>Esses aglomerados de gás atuam como reservatórios de matéria que, ao serem capturados, podem gerar aumentos na taxa de acreção. </strong>A chegada de material mais denso ao buraco negro pode desencadear flares em múltiplos comprimentos de onda. </p><p>Assim, identificar a fonte e a dinâmica dessas nuvens permite correlacionar eventos de alimentação com picos de emissão. <strong>Esse tipo de análise ajuda a reconstruir o histórico recente de atividade do sistema.</strong> Compreender esse mecanismo também ajuda a explicar por que o Sgr A* se encontra atualmente em um regime de baixa atividade. A taxa de acreção depende não apenas da quantidade de material disponível, mas também da eficiência com que esse material perde momento angular e alcança o horizonte de eventos. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Gillessen et al. 2026<a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/03/aa55808-25/aa55808-25.html" target="_blank"> The gas streamer G1–2–3 in the Galactic center </a>Astronomy & Astrophysics</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/de-onde-vem-as-nuvens-de-gas-perto-do-buraco-negro-da-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os especialistas alertam para a possibilidade de impactos de asteroides até 2100. Não serão gigantes, mas serão suficientemente grandes para causar danos locais e interferir com satélites essenciais para a vida quotidiana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775634968945.jpeg" data-image="tfr7nvt2o1uo" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Os cientistas alertam para o facto de até cinco asteroides, do tamanho de um edifício de 15 andares, poderem embater na Terra até ao final do século XXI.</figcaption></figure><p>A ideia de um asteroide em direção à Terra tende a lembrar-nos alguns filmes cinematográficos espetaculares. No entanto, a realidade científica traça um cenário muito diferente, mais discreto mas igualmente relevante. <strong>Não estamos a falar de rochas gigantescas capazes de obliterar continentes, mas sim de corpos mais modestos, embora muito mais frequentes do que se poderia pensar</strong>.</p><p>Nos últimos estudos astronómicos, os especialistas em defesa planetária fizeram uma previsão bastante inquietante: <strong>até cinco objetos de dimensões consideráveis poderiam atravessar o nosso planeta durante este século</strong>. Embora não causassem um colapso global, poderiam gerar problemas graves em zonas específicas e no ambiente espacial.</p><h2>Asteroides do século XXI: tamanho e porque preocupam</h2><p>Estes corpos, conhecidos como <strong>asteroides de escala decamétrica</strong>, medem geralmente várias dezenas de metros. É o caso do asteroide 2024 YR4, descoberto há pouco mais de um ano, com um tamanho estimado entre 53 e 67 metros. Para se ter uma ideia, teria a altura de um edifício de quinze andares. Estas rochas espaciais não são comparáveis aos asteroides gigantes de vários quilómetros, mas a sua frequência é muito maior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="es" dir="ltr">Has oído hablar del asteroide 2024 YR4 y nosotros hemos escuchado tus preguntas ¿Cuáles son las probabilidades de que impacte la Tierra? ¿Por qué estas cambian? ¿Deberías preocuparte? (Spoiler: No)<br>Conoce más de la mano de un experto de <a href="https://twitter.com/NASAJPL?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASAJPL</a>.<br>+ info: <a href="https://t.co/Vhfx2MUZFz">https://t.co/Vhfx2MUZFz</a></p> </blockquote></figure><p>Ao contrário dos grandes impactos, que ocorrem em intervalos de milhões de anos, <strong>estes objetos aparecem no ambiente terrestre com muito mais regularidade</strong>. De facto, os especialistas estimam que atinjam o sistema Terra-Lua a cada poucas dezenas de anos, embora muitas vezes passem despercebidos.</p><p>O seu pequeno tamanho não os torna inofensivos. Ao entrar na atmosfera sobre uma cidade, <strong>um asteroide deste tipo pode libertar uma energia equivalente a vários megatoneladas</strong>. Isto seria suficiente para causar grandes danos nas infraestruturas e gerar ondas de choque significativas.</p><h2>Impacto de asteroides: consequências reais para além do cinema</h2><p>Quando um evento deste tipo ocorre, o objeto nem sempre atinge o solo. <strong>Muitos desses corpos explodem no ar, gerando o que se chama de explosão atmosférica</strong>. No entanto, o efeito pode ser sentido a quilómetros de distância, provocando vibrações capazes de abalar edifícios.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775635082841.jpeg" alt="asteroide" title="asteroide"> <figcaption>Detectar asteroides não é fácil. O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, tornando difícil a observação a partir da Terra.</figcaption> </figure><p>Para além do impacto direto, há outra preocupação crescente: o espaço próximo da Terra. <strong>Um evento de certa magnitude poderia comprometer os satélites</strong>, que são cruciais para as comunicações, a navegação e os serviços digitais. Isto teria repercussões imediatas na vida quotidiana.</p><p>Em cenários extremos, os cientistas consideram a possibilidade de formação de uma cascata de fragmentos em órbita. <strong>Este fenómeno poderia multiplicar os detritos espaciais e dificultar o acesso ao espaço durante anos</strong>. Não provocaria um apagão total, mas constituiria um grave problema tecnológico.</p><h2>Detectar asteroides: o grande desafio científico</h2><p>Detectar estes objetos não é fácil.<strong> O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, o que complica a sua observação a partir da Terra</strong>. Os telescópios convencionais têm dificuldade em detectá-los suficientemente cedo.</p><p>Alguns instrumentos espaciais oferecem melhores resultados, podendo funcionar em condições mais favoráveis. No entanto, a sua utilização é muito limitada devido ao elevado tempo de observação necessário, <strong>que impede uma monitorização constante</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="en" dir="ltr">That purple line is a big asteroid called 2024-YR4.<br>For a while we thought it might hit Earth (we're the dark blue orbit). Then we thought it might hit the Moon.<br>But @NASAWebb & @esa tracked it closely and confirmed it will miss in 2032.</p> </blockquote></figure><p>Para melhorar esta situação, estão a ser desenvolvidos novos sistemas combinados. O objetivo é combinar telescópios capazes de detectar estes objetos com outros concebidos para seguir com precisão a sua trajetória. Além disso, estão a ser introduzidos <strong>métodos de análise para filtrar os erros e confirmar as verdadeiras detecções</strong>.</p><h2>Cinco asteroides podem atingir a Terra: quando e o que se sabe</h2><p>Os cálculos atuais indicam uma possibilidade real: até cinco asteroides poderão vir a atingir a Terra no final do século. Não se trata de uma certeza absoluta, mas <strong>de uma previsão baseada em vários modelos de observação</strong>.</p><p>Entre os exemplos mais recentes está o asteroide <strong>2024 YR4, com dimensões comparáveis às de um grande edifício, embora o seu impacto na Terra em 2032 tenha sido excluído</strong>. Este tipo de objeto permite uma melhor compreensão de possíveis impactos futuros e dos seus efeitos.</p><p>Os pesquisadores acreditam que nos próximos anos serão identificados vários corpos com trajetórias potencialmente perigosas. <strong>Alguns poderão aproximar-se o suficiente para exigir uma monitorização constante</strong>. No entanto, ainda não existe um protocolo internacional claro para lidar com uma ameaça confirmada. A única certeza é que as soluções cinematográficas não fazem parte dos planos atuais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como fotografar o invisível? Neutrinos podem ser registrados em 3D por novo detector]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 23:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novo detector demonstra capacidade de reconstrução tridimensional de partículas com alta precisão em um certo tipo de material. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector-1777137762915.png" data-image="p1qxihuxk0gv" alt="O PLATON surge como uma nova abordagem para observar neutrinos em 3D, permitindo reconstruir suas trajetórias e investigar com mais precisão suas origens cósmicas." title="O PLATON surge como uma nova abordagem para observar neutrinos em 3D, permitindo reconstruir suas trajetórias e investigar com mais precisão suas origens cósmicas."><figcaption>O PLATON surge como uma nova abordagem para observar neutrinos em 3D, permitindo reconstruir suas trajetórias e investigar com mais precisão suas origens cósmicas.</figcaption></figure><p>Os neutrinos são partículas classificadas como férmions e são eletricamente neutras, interagindo apenas via força fraca e gravidade. <strong>Por causa da falta de interação eletromagnética, essas partículas são difíceis de detectar. </strong>Elas possuem massas muito pequenas e atravessam grandes quantidades de matéria praticamente sem interação. Muitos neutrinos atravessam a Terra e não deixam qualquer sinal da sua passagem por aqui.</p><p>Pesquisadores vêm há décadas estudando possibilidades de detectar neutrinos. <strong>A detecção de neutrinos se baseia na observação indireta dos produtos gerados quando um neutrino interage com a matéria, como é o exemplo do experimento IceCube. </strong>Quando um neutrino de alta energia interage com o gelo, ele pode produzir partículas que emitem radiação de Cherenkov. Sensores ópticos registram esses flashes, permitindo reconstruir a energia e a direção de origem do neutrino.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-fisica-neutrino-observado-pode-estar-apontando-para-fisica-alem-do-modelo-padrao.html" title="Nova Física? Neutrino observado pode estar apontando para Física além do modelo padrão">Nova Física? Neutrino observado pode estar apontando para Física além do modelo padrão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-fisica-neutrino-observado-pode-estar-apontando-para-fisica-alem-do-modelo-padrao.html" title="Nova Física? Neutrino observado pode estar apontando para Física além do modelo padrão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-fisica-neutrino-observado-pode-estar-apontando-para-fisica-alem-do-modelo-padrao-1773603133901_320.png" alt="Nova Física? Neutrino observado pode estar apontando para Física além do modelo padrão"></a></article></aside><p><strong>Um novo artigo propõe um projeto chamado de PLATON que pretende melhorar a capacidade de imageamento desses eventos. </strong>A proposta é usar materiais cintilantes para obter uma reconstrução tridimensional de trajetórias de partículas. Isso permitiria registrar com precisão o caminho de neutrinos e de outras partículas relativísticas. As trajetórias em 3D são importantes para determinar qual foi a fonte que emitiu uma partícula estudada. </p><h2>Neutrinos</h2><p>Os neutrinos são da mesma família que os elétrons, mas são neutros e interagem apenas por meio da força fraca e da gravidade. <strong>Existem três tipos de neutrinos: neutrino eletrônico, muônico e tauônico, associados às respectivas partículas do Modelo Padrão. </strong>Durante décadas, assumiu-se que eram partículas sem massa como os fótons, mas a observação de oscilações de neutrinos demonstrou que possuem massa. </p><div class="texto-destacado">A combinação de baixa massa e a falta de interação tornam sua detecção experimental muito difícil dentro da Ciência, mesmo sendo produzidos em abundância nos processos astrofísicos e nucleares.</div><p>Por interagirem pouco com a matéria, eles transportam informações quase intactas de regiões densas e inacessíveis, como o interior de estrelas e supernovas. Isso os torna um tipo de mensageiros sobre o que acontece em fenômenos no Universo. <strong>Além disso, suas propriedades ajudam a entender a hierarquia de massas e possíveis violações de simetria. </strong>Em Cosmologia, neutrinos têm um papel importante porque influenciaram a formação de estruturas em larga escala e a evolução do universo primitivo. </p><h2>Observando neutrinos</h2><p>Atualmente, a detecção de neutrinos baseia-se na rara interação com núcleos atômicos por meio da força fraca. <strong>Quando um neutrino interage, pode produzir partículas secundárias que atravessam o meio com velocidades relativísticas.</strong> Essas partículas geram radiação de Cherenkov criando um cone de luz detectável. Sensores ópticos registram esses sinais, permitindo inferir a direção, energia e tipo do neutrino incidente. Devido à baixa taxa de interação, é necessário monitorar grandes volumes por longos períodos. </p><p>Um exemplo é o IceCube Neutrino Observatory, instalado na Antártida. <strong>O experimento utiliza milhares de módulos ópticos distribuídos em um quilômetro cúbico de gelo para registrar flashes de luz produzidos por interações de neutrinos. </strong>A análise dos padrões que os neutrinos deixam permite reconstruir a trajetória e estimar a energia das partículas detectadas. Apesar disso, limitações na resolução espacial e na identificação precisa da fonte ainda persistem. </p><h2>Novo projeto</h2><p>Um grupo de pesquisadores publicou um artigo onde apresentam o PLATON, que é um protótipo experimental projetado para realizar imageamento tridimensional de partículas como neutrinos. <strong>Em testes de laboratório, seu desempenho foi avaliado a partir da resolução espacial obtida em diferentes intensidades de luz, variando de centenas até apenas alguns fótons detectados.</strong> O sistema também foi aplicado na reconstrução da posição de elétrons gerados por uma fonte de estrôncio-90. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector-1777137774815.png" data-image="1tc82h2gfh9b" alt="Detectar neutrinos é um grande desafio, já que essas partículas quase não interagem com a matéria, atravessando enormes distâncias sem deixar sinais detectáveis. Crédito: ESO/IceCube Observatory" title="Detectar neutrinos é um grande desafio, já que essas partículas quase não interagem com a matéria, atravessando enormes distâncias sem deixar sinais detectáveis. Crédito: ESO/IceCube Observatory"><figcaption>Detectar neutrinos é um grande desafio, já que essas partículas quase não interagem com a matéria, atravessando enormes distâncias sem deixar sinais detectáveis. Crédito: ESO/IceCube Observatory</figcaption></figure><p>Os resultados mostraram boa concordância entre medições experimentais e simulações numéricas. A capacidade de operar com sinais fracos é um dos principais avanços que o PLATON traz. <strong>O PLATON permitirá associar a cada fóton detectado um carimbo de tempo preciso, aumentando a fidelidade na reconstrução de trajetórias. </strong>O design da câmera foi otimizado para ampliar o campo de visão e maximizar a coleta de luz. O projeto tem como objetivo final capturar trajetórias tridimensionais de partículas com alta precisão.</p><h2>Inteligência artificial ajudando</h2><p>Outro ponto que o PLATON traz é o uso de inteligência artificial para melhorar o processo de detecção e análise. <strong>As simulações atuais já incorporam métodos de pós-processamento baseados em redes neurais do tipo Transformer</strong>. Esses modelos são capazes de capturar correlações complexas entre os fótons detectados, melhorando a reconstrução espacial dos eventos. Como resultado, torna-se possível atingir resoluções inferiores a 1 mm em volumes compactos de detector. </p><p><strong>À medida que o PLATON é escalado para volumes maiores, o papel da inteligência artificial torna-se ainda mais importante para lidar com o aumento dos dados. </strong>A reconstrução de fontes pontuais de fótons indica que resoluções espaciais de poucos milímetros são possíveis. A inteligência artificial contribui também na filtragem de ruído e identificação de padrões sutis. Isso é essencial para extrair sinais físicos em meio a grandes volumes de dados. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Dieminger et al. 2026 <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-70918-x" target="_blank">An ultrafast plenoptic-camera system for high-resolution 3D particle tracking in unsegmented scintillators </a>Nature Communications</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-fotografar-o-invisivel-neutrinos-podem-ser-registrados-em-3d-por-novo-detector.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mar del Plata vai competir com Rio de Janeiro e Ilhas Galápagos para ser o melhor destino de praia da América do Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/mar-del-plata-vai-competir-com-rio-de-janeiro-e-ilhas-galapagos-para-ser-o-melhor-destino-de-praia-da-america-do-sul.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 21:41:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A joia do resort do nosso país está a competir com os grandes na busca de um ambicioso reconhecimento internacional como destino de praia: vai defrontar locais como o Rio de Janeiro, as Ilhas Galápagos e San Andrés, entre outros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776373564511.jpg" data-image="5abz2le6213c" alt="Mar del Plata" title="Mar del Plata"><figcaption>Mar del Plata, Argentina.</figcaption></figure><p>Orgulho argentino na competição global: Mar del Plata posiciona-se no mapa do turismo internacional com a sua <strong>iminente nomeação como o melhor destino de praia da América do Sul </strong>nos <em>World Travel Awards</em> 2026. </p><p>Com a sua <strong>combinação de infraestruturas, tradição costeira e atrações durante todo o ano</strong>, a cidade procurará competir em pé de igualdade com alguns dos destinos mais icónicos do continente. Na sua categoria, Mar del Plata vai enfrentar locais turísticos de renome como o Rio de Janeiro, as Ilhas Galápagos e San Andrés, entre outros.</p><h2>Melhor destino de praia na América do Sul em 2026, uma categoria chave na indústria do turismo.</h2><p>As categorias dos <em>World Travel Awards</em> abrangem<strong> múltiplos segmentos do turismo global</strong> e são replicadas de forma idêntica em cada região: existem nomeações para destinos urbanos, culturais, naturais e de lua-de-mel, bem como atrações, companhias aéreas, hotéis, cruzeiros e empresas de aluguer de automóveis, entre outros segmentos da indústria de viagens e turismo. </p><div class="texto-destacado">A categoria de melhor destino de praia (Principal Destino de Praia da América do Sul) é uma das mais concorridas do concurso.</div><p>O histórico recente de prémios já reconheceu o Rio de Janeiro, no Brasil (2025), San Andrés, na Colômbia (2024, 2023, 2022, 2021, 2020) e as Ilhas Galápagos, no Equador, em edições anteriores. </p><p>Abaixo estão listadas, por ordem alfabética, as praias nomeadas para esta categoria na edição de 2026.</p><h3>Fernando de Noronha, Brasil</h3><p>Um arquipélago protegido no Atlântico, considerado <strong>um dos destinos mais exclusivos do Brasil</strong>. As suas águas cristalinas e biodiversidade marinha fazem dele um paraíso para a prática de mergulho e snorkeling, com a presença privilegiada de golfinhos e tartarugas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776373683188.jpg" data-image="1ti0xa6115nj" alt="Fernando de Noronha, Brasil" title="Fernando de Noronha, Brasil"><figcaption>Fernando de Noronha, Brasil</figcaption></figure><p>O acesso à área é regulado para preservar o ecossistema, condição que reforça o seu perfil como destino turístico sustentável e de elevada qualidade.</p><h3>Ilhas Galápagos, Equador</h3><p>É o lar de um dos ecossistemas mais singulares do planeta e Património Mundial da UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776373798274.jpg" data-image="q2vug8e15cmq" alt="Ilhas Galápagos, Equador." title="Ilhas Galápagos, Equador."><figcaption>Ilhas Galápagos, Equador.</figcaption></figure><p>Famosas pela sua biodiversidade e por terem inspirado Charles Darwin, as praias das Galápagos oferecem uma experiência de turismo científico e de natureza, com fauna endémica e políticas de conservação rigorosas.</p><h3>Máncora, Peru</h3><p>É um destino de <strong>praia com clima quente durante todo o ano</strong>, localizado no norte do Peru, a cerca de 1.200 km de Lima por estrada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374066798.jpg" data-image="qput899t08fd" alt="Máncora, Peru" title="Máncora, Peru"><figcaption>Máncora, Peru.</figcaption></figure><p><strong>Combina águas quentes, ondas ideais para a prática de surf e uma atmosfera relaxante </strong>com uma vida noturna agitada. É um dos destinos mais populares entre os jovens e viajantes que procuram um clima tropical sem sair do Pacífico Sul.</p><h3>Mar del Plata, Argentina</h3><p>Mar del Plata é o principal destino de praia da Argentina, com uma grande variedade de opções, desde resorts urbanos a zonas mais tranquilas.</p><p>Este local destaca-se pelas suas <strong>infraestruturas, gastronomia e ofertas durante todo o ano</strong>, consolidando-se como uma cidade turística completa para além da época de verão.</p><h3>Ilha Margarita, Venezuela</h3><p>Este local tem sido um <strong>importante centro turístico histórico das Caraíbas venezuelanas</strong>, com praias adequadas para desportos aquáticos como windsurf, kitesurf e mergulho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374180855.jpg" data-image="xt14k1zu0qkq" alt="Ilha Margarita, Venezuela" title="Ilha Margarita, Venezuela"><figcaption>Ilha Margarita, Venezuela.</figcaption></figure><p>A Ilha Margarita também combina atrações naturais com o património colonial, como as fortificações espanholas.</p><h3>Rio de Janeiro, Brasil</h3><p>É o <strong>destino de praia por excelência do Brasil</strong> e um dos destinos de praia urbanos mais icónicos do mundo, onde a praia se integra perfeitamente na cidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374304513.jpg" data-image="gnwswfs0jvlr" alt="Río de Janeiro, Brasil" title="Río de Janeiro, Brasil"><figcaption>Rio de Janeiro, Brasil.</figcaption></figure><p>As suas praias urbanas, como Copacabana e Ipanema, coexistem com <strong>paisagens icónicas</strong>, cultura, vida noturna e grandes eventos, consolidando o seu apelo internacional.</p><h3>San Andrés, Colômbia</h3><p>Esta é a ilha das Caraíbas famosa pelo seu "<strong>mar de sete cores</strong>" e pela sua aliciante oferta de experiências náuticas, como mergulho, snorkeling e passeios costeiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374728214.jpg" data-image="0haqa4i1h5yk" alt="San Andrés, Colômbia" title="San Andrés, Colômbia"><figcaption>San Andrés, Colômbia.</figcaption></figure><p><strong>É um dos destinos mais premiados da região e combina a natureza com uma sólida infraestrutura turística</strong>, sendo a zona central da ilha e o passeio marítimo Spratt Way dois passeios urbanos imperdíveis. </p><h2>World Travel Awards, os Óscares do Turismo</h2><p>O <em>World Travel Awards</em> foi criado em 1993 para reconhecer, premiar e celebrar a excelência em todos os principais setores das indústrias de viagens, turismo e hotelaria. Hoje, <strong>a marca é reconhecida mundialmente como o selo máximo de excelência no setor</strong>.</p><p>Todos os anos, estes prémios percorrem o mundo com o seu Grand Tour, uma série de galas regionais que reconhecem os melhores representantes de cada continente, culminando numa grande final onde competem todos os vencedores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776375146569.jpg" data-image="h7cdi4s20k0u" alt="Gala de Entrega de Prémios dos World Travel Awards" title="Gala de Entrega de Prémios dos World Travel Awards"><figcaption>Gala de Entrega de Prémios dos World Travel Awards.</figcaption></figure><p>As galas dos World Travel Awards são consideradas eventos essenciais no calendário de viagens e<strong> r</strong><strong>eúnem os principais decisores do setor do turismo</strong>, figuras proeminentes, influencers e os media: não é à toa que são conhecidas como "os Óscares do turismo".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/mar-del-plata-vai-competir-com-rio-de-janeiro-e-ilhas-galapagos-para-ser-o-melhor-destino-de-praia-da-america-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 20:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo inovador demonstra que os cliques das cachalotes possuem estruturas fonéticas similares ao alfabeto humano, utilizando variações de tons e ritmos que lembram a complexidade de idiomas como o mandarim e o latim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo-1776699424044.jpg" data-image="j49zitwux2wg" alt="Cachalotes no oceano. Fotografia: Mike Korostelev/Getty Images" title="Cachalotes no oceano. Fotografia: Mike Korostelev/Getty Images"><figcaption>Baleias-cachalote no oceano. Crédito: Mike Korostelev/Getty Images</figcaption></figure><p>A distância evolutiva entre os <strong>seres humanos e as baleias-cachalote</strong> remonta a mais de 90 milhões de anos, mas uma nova pesquisa sugere que nossas formas de comunicação podem ser surpreendentemente próximas. Um estudo publicado na revista <strong>Proceedings B</strong> revelou que<strong> as vocalizações desses gigantes marinhos apresentam uma complexidade que espelha a fonética e a fonologia das línguas humanas</strong>. A descoberta desafia a percepção de que a linguagem estruturada seria uma exclusividade da nossa espécie.</p><p>As cachalotes se comunicam através de sequências de cliques rápidos conhecidos como "codas". Ao analisar esses sons, pesquisadores do Project Ceti (Cetacean Translation Initiative) descobriram que <strong>os animais não apenas possuem uma espécie de "alfabeto", mas também formam "vogais" </strong>em suas interações. </p><p>A estrutura dessas vocalizações permite que as baleias diferenciem significados por meio de cliques curtos, prolongados ou tons ascendentes e descendentes, padrões que <strong>guardam paralelos diretos com idiomas humanos </strong>como o esloveno e o mandarim.</p><h2>A engenharia do som nas profundezas</h2><p>O estudo aponta que <strong>as vocalizações das cachalotes representam um dos paralelos mais próximos da fonologia humana</strong> já registrados no reino animal. Segundo os cientistas, essa semelhança sugere uma "evolução independente" de sistemas de comunicação complexos. </p><div class="texto-destacado">David Gruber, fundador e presidente do Project CETI, descreve o momento como um "aprendizado de humildade", reforçando que não somos a única espécie com vidas culturais, comunitárias e comunicativas ricas.</div><p>Para chegar a esses resultados, a equipe utilizou tecnologia de ponta, incluindo inteligência artificial, para decodificar sons que,<strong> ao ouvido humano, parecem apenas um código Morse estaccato. </strong>Ao remover os intervalos entre os cliques e analisar as frequências, os pesquisadores notaram que as baleias manipulam sons de forma análoga ao modo como alteramos nossas cordas vocais para mudar o som de uma vogal "A" para "E".</p><h2>Conexões culturais e o papel das "avós"</h2><p>Embora vivam em ambientes radicalmente diferentes, flutuando na água e dormindo verticalmente, as cachalotes compartilham comportamentos sociais profundos com os humanos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo-1776699794820.jpg" data-image="dke5nz5sx3zl" alt="Baleias cachalote na natureza. Imagem via Wikipedia. © ZME Science" title="Baleias cachalote na natureza. Imagem via Wikipedia. © ZME Science"><figcaption>Baleias-cachalote possuem um sistema complexo de comunicação. Crédito: Imagem via Wikipedia. © ZME Science</figcaption></figure><p>Gašper Beguš, linguista da Universidade da Califórnia em Berkeley e líder do estudo, destaca que essas baleias cuidam dos filhotes umas das outras, realizam partos colaborativos e possuem estruturas familiares onde as "avós" desempenham papéis fundamentais. Essa "inteligência distante" revela-se, em muitos aspectos, profundamente identificável.</p><p>O estudo sugere que as cachalotes podem estar transmitindo informações de geração em geração por mais de 20 milhões de anos. O desafio de estudá-las é hercúleo: elas mergulham por até 50 minutos em busca de lulas e emergem por apenas 10 minutos. É nesse curto intervalo na superfície que ocorre o que Gruber chama de "bate-papo", com os animais aproximando as cabeças para conversas sofisticadas que exigem proximidade física.</p><h2>O futuro do diálogo interespécies</h2><p>Mauricio Cantor, ecologista comportamental do Marine Mammal Institute, afirma que estamos apenas começando a entender qu<strong>e esses sinais são organizados em camadas estruturais múltiplas. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-40-000-anos-os-humanos-ja-se-comunicavam-por-escrito-a-descoberta-que-mudou-tudo.html" title="Há 40.000 anos os humanos já se comunicavam por escrito: a descoberta que mudou tudo">Há 40.000 anos os humanos já se comunicavam por escrito: a descoberta que mudou tudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-40-000-anos-os-humanos-ja-se-comunicavam-por-escrito-a-descoberta-que-mudou-tudo.html" title="Há 40.000 anos os humanos já se comunicavam por escrito: a descoberta que mudou tudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gli-uomini-preistorici-sapevano-scrivere-secondo-la-ricerca-nel-paleolitco-gia-si-comunicava-per-iscritto-1772116098707_320.jpg" alt="Há 40.000 anos os humanos já se comunicavam por escrito: a descoberta que mudou tudo"></a></article></aside><p>O Project Ceti estabeleceu a meta audaciosa de<strong> compreender 20 expressões vocalizadas diferente</strong>s, relacionadas a atividades como mergulho e sono, nos próximos cinco anos. Embora o diálogo pleno ainda seja uma perspectiva de longo prazo, os avanços superaram as expectativas iniciais.</p><p>Atualmente, os cientistas se comparam a crianças de dois anos aprendendo as primeiras palavras de um novo idioma. Com o suporte de novas ferramentas tecnológicas e financiamento contínuo, a expectativa é que, em breve, a humanidade atinja o nível de compreensão de uma criança de cinco anos. O objetivo final não é apenas ouvir, mas <strong>decifrar a sabedoria acumulada por esses colossos dos oceanos ao longo de milênios</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>The Royal Society Publishing. Artigo "<a href="https://royalsocietypublishing.org/rspb/article/293/2069/20252994/481340/The-phonology-of-sperm-whale-coda-vowels" target="_blank">The phonology of sperm whale coda vowels</a>". 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Check-in digital se torna obrigatório no Brasil; entenda a mudança e por que ela está gerando debate]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/check-in-digital-se-torna-obrigatorio-no-brasil-entenda-a-mudanca-e-por-que-ela-esta-gerando-debate.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 19:44:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nova plataforma para check-in digital em hotéis e pousadas passou a ser obrigatória na última segunda-feira (20). Entenda o que isso muda para você e por que está gerando polêmica na internet.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/check-in-digital-se-torna-obrigatorio-no-brasil-entenda-a-mudanca-e-por-que-ela-esta-gerando-debate-1777063423502.jpg" data-image="mdk8n5dagmzg"><figcaption>Novo sistema de check-in digital começa a ser usado em hotéis e pousadas no Brasil. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Desde a última segunda-feira (20), a <strong>nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital passou a ser obrigatória para todas as hospedagens</strong> do Brasil, desde hotéis a pousadas e outros meios de hospedagem.</p><p>Trata-se de uma <strong>plataforma desenvolvida pelo Ministério do Turismo</strong> em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados. O sistema já vem sendo adotado gradativamente desde novembro de 2025, permitindo que o <strong>viajante faça o pré check-in digital antes de chegar ao estabelecimento</strong>.</p><p>A <strong>justificativa </strong>do governo é que desta forma o <strong>processo de fazer check-in deve ficar mais rápido, com menos filas e menos papelada</strong>; o documento já era obrigatório, mas antes era preenchido em papel.</p><p>Segundo informações, até a última sexta-feira (17), mais de 3,4 mil hospedagens formais já operavam com a FNRH Digital, totalizando cerca de 1,7 milhão de registros emitidos. </p><h2>O que muda para os meios de hospedagens?</h2><p>Os estabelecimentos cadastrados no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) que <strong>não adotarem a FNRH Digital podem sofrer processo administrativo e penalidades</strong>, como advertência e multa, segundo o Ministério do Turismo.</p><div class="texto-destacado">Segundo o Ministério do Turismo, dos mais de 19 mil meios de hospedagem cadastrados no país, apenas cerca de 3,7 mil já estão utilizando o sistema. </div><p>O meio de hospedagem apto a utilizar a FNRH Digital pode<strong> enviar aos seus hóspedes o link ou QR Code para o preenchimento antecipado de dados</strong> (via e-mail, aplicativo de mensagens, site, etc). </p><h2>O que muda para você, hóspede?</h2><p>Você, como hóspede, <strong>vai receber o link ou QR Code de pré check-in logo após confirmar a reserva</strong> no estabelecimento, através do qual será possível <strong>preencher antecipadamente dados pessoais e informações da sua viagem</strong>.</p><p>Após a leitura do QR Code ou acesso via link, você poderá<strong> fazer login com sua conta GOV.BR (CPF e senha) para preencher a ficha </strong>do pré check-in. O Ministério do Turismo recomenda a utilização desta conta para preenchimento mais ágil e facilitado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/check-in-digital-se-torna-obrigatorio-no-brasil-entenda-a-mudanca-e-por-que-ela-esta-gerando-debate-1777063454799.jpg" data-image="1e78l6mellsl"><figcaption>A proposta é deixar o check-in mais rápido e prático e reduzir erros de preenchimento comuns no modelo em papel. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Além do próprio hóspede, o sistema também permite registrar acompanhantes ou familiares que vão se hospedar juntos.</p><p><strong>Ao chegar no local de hospedagem, bastará apenas confirmar as informações</strong>.</p><p>No caso de estrangeiros, o registro é feito com dados do passaporte, sem a necessidade de CPF ou da conta gov.br, e com opção de preenchimento em outros idiomas.</p><h2>Por que o check-in digital está gerando polêmica?</h2><p>Com os <strong>dados reunidos em um só sistema</strong>, o <strong>governo passa a ter uma visão mais clara de quem viaja pelo país</strong>, algo que ajuda a orientar melhor o setor, segundo o Ministério do Turismo.</p><p><strong>Mas esta nova exigência já vem gerando muitas críticas </strong>na internet. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="572994" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-primeiro-e-unico-hotel-com-certificacao-carbono-neutro-no-caribe-esta-em-aruba.html" title="O primeiro e único hotel com certificação Carbono Neutro no Caribe está em Aruba">O primeiro e único hotel com certificação Carbono Neutro no Caribe está em Aruba</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-primeiro-e-unico-hotel-com-certificacao-carbono-neutro-no-caribe-esta-em-aruba.html" title="O primeiro e único hotel com certificação Carbono Neutro no Caribe está em Aruba"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-y-unico-hotel-certificado-en-carbono-neutral-del-caribe-esta-en-aruba-1698147896255_320.jpg" alt="O primeiro e único hotel com certificação Carbono Neutro no Caribe está em Aruba"></a></article></aside><p>Um dos principais motivos é o <strong>uso da conta Gov.br para fazer login</strong>. Nem todas as pessoas têm conta no gov.br ou se lembram da senha de acesso. Outras críticas dizem respeito à questão de filas, já que muitos afirmam que <strong>nem todo meio de hospedagem tem filas para preencher a ficha de papel</strong> no momento de check-in.</p><p>Além disso, muitos <strong>desconfiam da necessidade de usar uma conta de serviços oficiais para registrar informações</strong> sobre hospedagens. Entre as principais dúvidas estão questões relacionadas à <strong>privacidade e ao uso desses dados</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/turismo-e-viagem/noticia/2026/04/23/como-usar-o-novo-sistema-de-check-in-digital-que-passou-a-ser-obrigatorio-para-hoteis-e-pousadas.ghtml" target="_blank">Como usar o novo sistema de check-in digital que passou a ser obrigatório para hotéis e pousadas</a>. 23 de abril, 2026. Lara Castelo.</em></p><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/manual-do-viajante/check-in-digital-passa-a-ser-obrigatorio-em-todo-brasil/" target="_blank">Check-in digital passa a ser obrigatório em todo Brasil</a>. 20 de abril, 2026. Samuel Amaral.</em></p><p><em><a href="https://www.melhoresdestinos.com.br/check-in-digital-hoteis-brasil.html" target="_blank">Novo check-in obrigatório! Entenda por que você vai precisar do gov.br para viajar</a>. 24 de abril, 2026. Aline Bernardes.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/check-in-digital-se-torna-obrigatorio-no-brasil-entenda-a-mudanca-e-por-que-ela-esta-gerando-debate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Você se anima a viajar sozinho? Aqui estão 4 destinos ideais!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/voce-se-anima-a-viajar-sozinho-aqui-estao-4-destinos-ideais.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 18:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Está pensando em fazer uma viagem sozinho? O importante é escolher o destino certo. Seja o calor da América do Sul, a mudança de cenário da Ásia ou a facilidade de acesso da Europa, viajar sozinho é uma aventura por si só.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/voyage-en-solo-5-destinations-mexique-japon-danemark-1776330801342.jpg" data-image="f38of9dwpvqh" alt="México" title="México"><figcaption>O México é um destino ideal para viagens individuais.</figcaption></figure><p>Viajar sozinho. Seja uma escapadinha rápida para a capital vizinha ou a aventura da sua vida do outro lado do mundo, <strong>viajar sozinho é ideal para sair da sua zona de conforto</strong>.</p><p><strong>Longe dos pontos turísticos e costumes familiares</strong>, você mergulha na atmosfera local e conhece as pessoas, a cultura e as tradições do lugar. É essencial abraçar o estilo de vida local e viajar de acordo com os costumes da região. Qual o sentido de viajar se você vai fazer as mesmas coisas que já faz em casa?</p><h2>Europa, América do Sul ou Ásia… são várias opções</h2><p>É a sua primeira viagem a solo e prefere algo mais tranquilo? É totalmente compreensível! A capital dinamarquesa é ideal para uma primeira viagem a solo de alguns dias. Simples, segura e acolhedora, <strong>Copenhague </strong>destaca-se pela sua arquitetura nórdica e galerias de arte. A Jægersborggade é o ponto de encontro dos amantes da arte, que se apaixonarão por esta rua artística. Abrace o "<em>hygge</em>", que representa o aconchego na Dinamarca e rege a vida local.</p><p>A ideia é respeitar o estilo de vida dinamarquês. E para isso, Nikoline Dyrup Carlsen dá os seus conselhos à <em>National Geographic</em>. Ela é arquiteta e especialista nesta área em Copenhague. Ela combina arquitetura… e gastronomia. "O meu ponto de encontro em Copenhague é a padaria Hart Bageri em Holmen. Adoro o seu aspeto de antiga casa vermelha junto ao mar! [...] Terraços em ambos os lados, o que a torna o local perfeito a qualquer hora do dia".</p><p><em></em>Outra opção próximo dali: <strong>Dublin</strong>. Os amantes da literatura, especialmente aqueles que admiram a obra de Oscar Wilde, escolhem a capital irlandesa sem hesitar. Andrew Lear, doutorando em História da Arte, chega a recomendar a hospedagem em um hotel muito específico, devido ao seu valor simbólico. "Eu sempre recomendo o The Shelbourne, o hotel onde Oscar Wilde passou algumas noites quando esteve em Dublin para dar palestras".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/voyage-en-solo-5-destinations-mexique-japon-danemark-1776330871887.jpg" data-image="irr8thaei8cc" alt="Copenhague, Dinamarca" title="Copenhague, Dinamarca"><figcaption>Copenhague, capital da Dinamarca, promete uma experiência inesquecível.</figcaption></figure><p>Gostaria de viajar para outros lugares, mudar de ares e vivenciar um choque cultural? Reserve suas passagens aéreas para o <strong>Japão</strong>. Lá, tudo é único. Da selva urbana à culinária e à cultura, você esquecerá tudo o que conhece. É hora de aprender algo novo. Quem quer mergulhar na agitação japonesa deve ir para a capital, Tóquio. Mas quem prefere evitar as multidões escolhe Kyoto. Não hesite em passar uma noite em um ryokan, a hospedaria tradicional do país.</p><p>Por fim, uma última opção do outro lado do Atlântico: <strong>México</strong>. Mais especificamente, a Cidade do México, a capital. É uma cidade muito vibrante, com inúmeras coisas para descobrir. Jen Tenzer é especialista em viagens solo e aconselha planejar bem a sua viagem. "É importante organizar pelo menos uma atividade principal por dia para que sua viagem solo não seja muito solitária e você não passe o tempo todo no quarto do hotel".</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.nationalgeographic.fr/voyage/voyage-en-solitaire-les-sept-meilleures-destinations-pour-voyager-seul-ou-seule-europe-etats-unis-asie" target="_blank">Les sept meilleures destinations pour voyager seul(e)</a>. 17 de março, 2026. Matthew Wexler.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/voce-se-anima-a-viajar-sozinho-aqui-estao-4-destinos-ideais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geologia em conflito: o caso contra a teoria da megainundação catastrófica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O mistério geológico sobre como o Atlântico voltou a encher o Mediterrâneo: uma inundação rápida ou um lento renascer das águas? Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica-1776855005541.png" data-image="1i0u9pd4wmwi"><figcaption>Se o Estreito de Gibraltar fechasse hoje, o Mediterrâneo evaporaria completamente em apenas mil anos devido ao clima quente.</figcaption></figure><p>Um dos debates mais fascinantes da geologia moderna: <strong>a forma como o Mar Mediterrâneo se voltou a encher </strong>após a "Crise de Salinidade do Messiniano", há cerca de 5,3 milhões de anos. </p><div class="texto-destacado">Durante este período, o Mediterrâneo tornou-se um deserto de sal profundo, isolado do Oceano Atlântico devido a movimentos tectónicos e descidas do nível do mar. </div><p>A teoria predominante nas últimas décadas, <strong>a megainundação de Zanclean</strong>, defende que o mar se encheu de forma catastrófica e rápida através do Estreito de Gibraltar. No entanto, novas pesquisas estão questionando esta narrativa "épica". </p><h2>O contexto da crise e a hipótese da megainundação </h2><p>A ideia tradicional, defendida por geólogos, sugere que, após centenas de milhares de anos de dessecação, <strong>uma pequena brecha no Estreito de Gibraltar permitiu a entrada da água do Atlântico</strong>. O que começou como um fluxo modesto terá evoluído para uma inundação colossal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica-1776855115351.png" data-image="y3xo1fb7poxk"><figcaption>Existem hoje depósitos de sal com até três quilômetros de espessura escondidos sob o fundo do mar Mediterrâneo atual.</figcaption></figure><p>Estima-se que, no seu auge, <strong>o caudal seria 1.000 vezes superior ao do rio Amazonas</strong>, elevando o nível do Mediterrâneo em vários metros por dia e preenchendo 90% da bacia em apenas dois anos. Esta teoria baseia-se em evidências como um canal erosivo de 200 quilômetros de comprimento no fundo do mar, que atravessa o estreito. </p><h2>O caso contra a catástrofe </h2><p>Apesar da popularidade desta teoria, destaca-se um coro crescente de céticos. Muitos geólogos argumentam que os dados sísmicos e os sedimentos não suportam uma inundação tão súbita e violenta. <strong>Um dos principais argumentos contra a megainundação foca-se na falta de evidências físicas</strong> proporcionais à escala do evento. </p><div class="texto-destacado">Críticos afirmam que, se tivesse ocorrido uma queda de água tão maciça, deveríamos encontrar marcas de erosão muito mais profundas e vastos depósitos de sedimentos (megaclastos) que, em muitas áreas, simplesmente não existem. </div><p>Além disso, o registo fóssil levanta dúvidas biológicas. Se o preenchimento tivesse sido instantâneo, <strong>a transição entre as espécies que viviam em águas hipersalinas (ou lagos de água doce/salobra residuais) e a fauna marinha atlântica deveria ser abrupta.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica-1776855240517.png" data-image="jttiinvbm5h0"><figcaption>A queda de água inicial teria uma altura colossal, superando em muito qualquer cascata que exista hoje na Terra.</figcaption></figure><p>Contudo, alguns estudos de microfósseis sugerem uma transição mais gradual e complexa, indicando que<strong> o Mediterrâneo pode ter passado por várias fases de enchimento e esvaziamento</strong>, ou que o nível do mar subiu de forma muito mais lenta ao longo de milhares de anos, e não de meses. </p><h2>Novas interpretações e a importância do debate </h2><p>O debate não é apenas académico; ele influencia a nossa compreensão sobre como eventos catastróficos moldam o planeta. Alguns investigadores propõem um modelo híbrido: <strong>talvez tenha havido, sim, uma inundação rápida, mas apenas para preencher as bacias mais profundas, enquanto o resto do processo foi gradual.</strong> Outros sugerem que o canal de Gibraltar não foi escavado por uma inundação única, mas sim por processos erosivos normais ao longo de um período muito mais vasto. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/geologos-confirmam-que-o-estreito-de-gibraltar-vai-desaparecer-em-breve-a-europa-e-a-africa-vao-unir-se.html" title="Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”">Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/geologos-confirmam-que-o-estreito-de-gibraltar-vai-desaparecer-em-breve-a-europa-e-a-africa-vao-unir-se.html" title="Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/unos-geologos-confirman-que-el-estrecho-de-gibraltar-desaparecera-queda-poco-tiempo-1764714723299_320.jpg" alt="Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”"></a></article></aside><p>Em conclusão, o <strong>"caso contra a megainundação" não nega que o Mediterrâneo se encheu através de Gibraltar, mas desafia a escala e a velocidade do evento.</strong> A ciência está agora a tentar reconciliar os modelos matemáticos de erosão rápida com a realidade física dos sedimentos marinhos. Enquanto não surgirem provas definitivas de perfurações profundas no Estreito de Gibraltar, a Megainundação de Zanclean continuará a ser um dos cenários mais espetaculares e controversos da história da Terra.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://es.knowablemagazine.org/content/articulo/mundo-fisico/2026/caso-contra-megainundacion-que-lleno-el-mediterraneo">https://es.knowablemagazine.org/content/articulo/mundo-fisico/2026/caso-contra-megainundacion-que-lleno-el-mediterraneo</a></p><p><a href="https://es.knowablemagazine.org/content/articulo/mundo-fisico/2026/caso-contra-megainundacion-que-lleno-el-mediterraneo"></a><a href="https://archive.ph/XkSg9">https://archive.ph/XkSg9</a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Médicos e engenheiros brasileiros criam IA que identifica dor em recém-nascidos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros usa inteligência artificial para analisar expressões faciais e sinais vitais de recém-nascidos, permitindo identificar dor com mais precisão e melhorar o cuidado neonatal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos-1776891651882.jpg" data-image="ugzjqjkyzixt" alt="Tecnologia inovadora vai permitir identificar se recém-nascidos sentem dor e auxiliar profissionais de saúde em tomadas de decisão. Crédito: Divulgação ClickPetróleo e Gás" title="Tecnologia inovadora vai permitir identificar se recém-nascidos sentem dor e auxiliar profissionais de saúde em tomadas de decisão. Crédito: Divulgação ClickPetróleo e Gás"><figcaption>Tecnologia inovadora vai permitir identificar se recém-nascidos sentem dor e auxiliar profissionais de saúde em tomadas de decisão. Crédito: Divulgação ClickPetróleo e Gás</figcaption></figure><p>Médicos e engenheiros brasileiros desenvolveram um<strong> sistema inovador de inteligência artificial </strong>capaz de <strong>identificar sinais de dor em recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIs).</strong> A tecnologia combina análise de expressões faciais com dados fisiológicos para oferecer uma avaliação mais precisa do desconforto dos bebês, que ainda não conseguem se comunicar verbalmente.</p><p>O projeto é resultado de uma colaboração entre especialistas da Universidade Federal de São Paulo e da Faculdade de Engenharia Industrial. A iniciativa busca enfrentar um dos maiores desafios da neonatologia: <strong>compreender quando e quanto um recém-nascido está sofrendo.</strong></p><p>A dificuldade é evidente na prática clínica. Diferentemente de adultos, bebês não conseguem descrever o que sentem. Segundo especialistas, <strong>a dor é tradicionalmente definida por meio de relato verbal,</strong> algo impossível nesse grupo de pacientes, o que torna o diagnóstico subjetivo e complexo.</p><h2>O desafio de identificar a dor em recém-nascidos<br></h2><p>Atualmente, médicos utilizam escalas internacionais como a<strong> NFCS (Neonatal Facial Coding System)</strong>, que avalia expressões faciais específicas associadas à dor. Entre os sinais observados estão boca aberta ou tensionada, queixo tremendo, testa contraída e língua projetada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos-1776891006926.jpg" data-image="wd987lwqnq3y" alt="No mundo todo, os médicos usam a NFCS — sigla em inglês para uma escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê: — Foto: TV Globo/Reprodução" title="No mundo todo, os médicos usam a NFCS — sigla em inglês para uma escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê: — Foto: TV Globo/Reprodução"><figcaption>No mundo todo, os médicos usam a NFCS, escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê. Crédito: TV Globo/Reprodução</figcaption></figure><p>Esses indicadores são analisados <strong>em conjunto com dados fisiológicos, como frequência cardíaca, temperatura corporal e pressão arterial. </strong>Normalmente, dois profissionais de saúde avaliam essas informações para decidir se há necessidade de intervenção.</p><p>Mesmo com esses métodos, a interpretação pode variar. Pais também enfrentam <strong>angústia diante da incerteza</strong>. Em muitos casos, não conseguem identificar se o bebê está confortável ou em sofrimento, especialmente quando há complicações como dificuldades respiratórias.</p><h2>Como a inteligência artificial foi treinada</h2><p>Para aprimorar esse processo, pesquisadores iniciaram o projeto em 2015 no Hospital São Paulo. <strong>Câmeras foram instaladas sobre incubadoras para registrar o rosto dos recém-nascidos</strong> durante o tratamento diário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026">PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em-1770659226255_320.jpg" alt="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"></a></article></aside><p>Ao longo de quase dois anos, <strong>cerca de 300 horas de gravações foram coletadas.</strong> Esse material formou um banco de dados robusto, utilizado para treinar o modelo de inteligência artificial a reconhecer padrões associados à dor.</p><p>O sistema foi programado para analisar regiões específicas do rosto, como a boca e o sulco nasolabial. A partir dessas observações, <strong>o algoritmo aprende a identificar automaticamente se o bebê apresenta sinais de desconforto</strong>, com base em padrões previamente reconhecidos.</p><h2>Resultados e impacto na prática médica</h2><p>Uma das vantagens da tecnologia é a <strong>capacidade de monitoramento contínuo.</strong> Diferentemente da avaliação humana, que pode variar ao longo de plantões extensos, o sistema funciona sem interrupções e com consistência.</p><div class="texto-destacado">Além disso, o modelo gera representações visuais que indicam quais áreas do rosto são mais relevantes na detecção da dor em cada momento. Isso ajuda médicos a compreender melhor os sinais e reforça a tomada de decisão clínica.<br></div><p>Os pesquisadores destacam que <strong>a ferramenta não substitui profissionais de saúde, mas atua como suporte. </strong>Com informações mais objetivas, médicos podem intervir com maior precisão, evitando tanto o subtratamento quanto o uso excessivo de medicações.</p><h2>Perspectivas para o futuro da neonatologia</h2><p>O uso da inteligência artificial pode <strong>transformar o cuidado neonatal </strong>ao permitir intervenções mais rápidas e adequadas. A identificação precoce da dor é essencial para o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos, especialmente os prematuros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="687426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/crescimento-de-castanheiras-da-amazonia-pode-ser-acelerado-em-30-com-auxilio-da-nanobiotecnologia.html" title="Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia">Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/crescimento-de-castanheiras-da-amazonia-pode-ser-acelerado-em-30-com-auxilio-da-nanobiotecnologia.html" title="Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crescimento-de-castanheiras-da-amazonia-pode-ser-acelerado-em-30-com-auxilio-da-nanobiotecnologia-1734036466425_320.jpg" alt="Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia"></a></article></aside><p>O estudo já foi publicado em revista científica internacional, reforçando a relevância da pesquisa. No momento, <strong>o sistema está sendo desenvolvido para uso hospitalar</strong>, com potencial de expansão para outros centros no futuro.</p><p>Se validada em larga escala, a tecnologia pode representar<strong> um avanço significativo na medicina, oferecendo aos bebês uma forma de “comunicar”</strong> sua dor, e garantindo um cuidado mais humano, mesmo sem palavras.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Jornal Nacional. <a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/04/20/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos.ghtml" target="_blank">Médicos e engenheiros brasileiros criam IA que identifica dor em recém-nascidos</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Metais tóxicos no solo: mapa global expõe risco para lavouras e à saúde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-a-saude.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo global mostrou que metais tóxicos já afetam até 17% das áreas agrícolas do planeta e colocam bilhões de pessoas sob risco, com um corredor de contaminação ligando Europa, Oriente Médio, sul da Ásia e China. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-saude-1776966101153.jpg" data-image="crlab94wfn01" alt="solo, agrícolas, regiões, cadmio" title="solo, agrícolas, regiões, cadmio"><figcaption>Estimativas globais indicam ampla área agrícola afetada por metais tóxicos e grande população exposta, reforçando o desafio para a segurança alimentar e a saúde pública.</figcaption></figure><p>O solo, que sustenta a maior parte da comida que chega à mesa, acaba de ganhar um novo alerta global. <strong>Um estudo publicado na revista <em>Science</em> estimou que entre 14% e 17% das áreas agrícolas do planeta já ultrapassam limites de segurança </strong>para pelo menos um metal tóxico, como cádmio, arsênio, níquel, cromo, cobre, chumbo e cobalto. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além disso, entre 0,9 bilhão e 1,4 bilhão de pessoas vivem em regiões consideradas de maior risco. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O dado chama atenção agora porque não se trata de um problema pontual nem restrito a antigas áreas industriais. <strong>Os pesquisadores reuniram 796.084 pontos de amostragem de 1.493 estudos regionais e usaram técnicas de aprendizado de máquina para montar um retrato global </strong>da contaminação. O resultado mostra que a poluição do solo por metais é ampla, persistente e relevante para a agricultura, a segurança alimentar e a saúde pública. </p><h2>Uma faixa de poluição que atravessa continentes </h2><p>Um dos achados mais marcantes do estudo foi <strong>a identificação de um “corredor enriquecido por metais” em baixa latitude da Eurásia, passando pelo sul da Europa</strong>, Oriente Médio, sul da Ásia e sul da China. <strong>Segundo os autores, essa faixa combina herança geológica, clima, relevo e séculos de ação humana, </strong>especialmente mineração e fundição antigas. Em outras palavras, parte da poluição vista hoje no solo também carrega a marca de atividades iniciadas há muito tempo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-saude-1776967060887.jpg" data-image="l3ya7j1tl8bv" alt="cadmio, elementos, poluição, ar" title="cadmio, elementos, poluição, ar"><figcaption>Regiões com intensa mineração e irrigação apresentam maior risco de contaminação do solo, evidenciando o impacto direto das atividades humanas na qualidade ambiental.</figcaption></figure><p>Esse mapa ajuda a entender por que a contaminação não aparece como manchas isoladas. <strong>Ela forma áreas contínuas e pode atingir regiões agrícolas estratégicas. O trabalho estima que cerca de 242 milhões de hectares de terras cultivadas</strong>, algo próximo de 16% da área agrícola global, já são afetados por excedência desses metais. E há um efeito extra que preocupa:<strong> alimentos produzidos em áreas de maior risco podem espalhar esse problema pelas cadeias comerciais internacionais. </strong></p><h2><strong>Clima, relevo, mineração e irrigação entram na conta </strong></h2><p>O estudo mostra que a poluição do solo por metais não depende de um único fator. <strong>Temperaturas mais altas, mais chuva e maior evapotranspiração aparecem entre os motores ambientais mais importantes,</strong> porque favorecem o intemperismo e a liberação de metais do material de origem do solo. Já áreas frias e úmidas tendem a registrar menor excedência. </p><div class="texto-destacado">Não por acaso, zonas de clima subtropical de monção tiveram taxa de excedência agrícola de 34%, bem acima da média global de 15,7%. </div><p>Na prática, o desenho do risco global foi associado a quatro grupos principais de pressão:</p><ul> <li><strong>clima quente e úmido, que acelera processos naturais;</strong></li> <li>relevo montanhoso e encostas íngremes;</li> <li><strong>mineração e fundição, antigas e modernas;</strong></li> <li>irrigação, sobretudo quando a água carrega contaminantes. </li> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-saude-1776967411758.jpg" data-image="jbl0j494fq7h" alt="globo, cadmio, metais pesados, poluição" title="globo, cadmio, metais pesados, poluição"><figcaption>Mapa global mostra áreas agrícolas com maior probabilidade de contaminação por metais tóxicos, destacando regiões críticas para produção de alimentos e segurança ambiental.</figcaption></figure><p><strong>Os autores também destacam que fatores econômicos ligados à mineração foram os preditores humanos mais fortes da contaminação</strong>. Em áreas com mineração intensa e alta proporção de irrigação superficial, a taxa de excedência dos limites agrícolas chegou a 36%, mais que o dobro da média global. </p><h2>O alerta global também interessa ao Brasil </h2><p>O trabalho não aponta o Brasil entre os focos centrais do corredor mais crítico descrito pelos autores, mas <strong>o país aparece na comparação entre grandes exportadores de arroz usada para discutir o comportamento do cádmio no solo e sua relação com o pH</strong>. Isso é importante porque mostra que o debate não fica restrito a um grupo pequeno de nações: ele alcança cadeias agrícolas globais e culturas diretamente ligadas à alimentação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>contaminação do solo não é apenas assunto de área industrial antiga ou de desastre visível. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Ela pode ser silenciosa, persistir por décadas e afetar produtividade, qualidade dos alimentos e monitoramento ambiental. </strong>Os próprios autores lembram que o mapa foi feito em grade de 10 km, o que o torna excelente para triagem e alerta, mas insuficiente para diagnóstico local e remediação detalhada. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo.html" title="Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo">Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo.html" title="Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo-1776782556318_320.jpg" alt="Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo"></a></article></aside><p>Em um mundo que vai demandar cada vez mais metais para baterias, painéis solares e outras tecnologias, o tema tende a ganhar peso, não a desaparecer. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1126/science.adr5214" target="_blank">Global soil pollution by toxic metals threatens agriculture and human health</a>. 18 de abril, 2025. Ho, D., et. al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-a-saude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados ​​na Terra e propõem novos protocolos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe da Universidade do País Basco detectou contaminantes, incluindo tinta, em meteoritos marcianos. A descoberta coloca em xeque algumas análises anteriores e exige protocolos mais rigorosos para futuras missões de coleta de amostras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287.jpg" data-image="5p6c7pixyfbw" alt="Marte, amostras" title="Marte, amostras"><figcaption>Os compostos detectados pertencem realmente ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</figcaption></figure><p>A análise de meteoritos marcianos acaba de revelar um alerta crucial para a ciência planetária. Um grupo de pesquisa da Universidade do País Basco (EHU) identificou a <strong>presença de contaminantes — incluindo vestígios de tinta — em amostras provenientes de Marte</strong>. Longe de ser um detalhe insignificante, a descoberta levanta questões sobre a precisão de alguns estudos e ressalta a <strong>necessidade de fortalecer os protocolos de laboratório</strong>.</p><p>Esses fragmentos extraterrestres são peças fundamentais para a compreensão da história geológica de outros corpos do sistema solar. Sua composição química e mineralógica permite reconstruir processos que ocorreram milhões de anos atrás, mesmo em planetas onde estudos diretos aprofundados ainda não foram possíveis. Mas, se essas amostras forem alteradas,<strong> o risco de interpretação errônea dos dados aumenta consideravelmente</strong>.</p><h2>O desafio de estudar materiais alterados</h2><p>Desde 2014, o grupo IBeA da EHU trabalha em colaboração com a NASA por meio de um acordo com o Centro Espacial Johnson, que lhes fornece meteoritos para análise. Sob a direção do Professor Juan Manuel Madariaga, a equipe se especializa em<strong> química analítica aplicada a materiais extraterrestres</strong> e também mantém sua própria coleção de amostras.</p><p>O processo de estudo não é simples. Quando os meteoritos entram na atmosfera da Terra, sofrem transformações intensas devido às altas temperaturas e pressões. Como resultado, desenvolvem uma crosta externa alterada que não reflete com precisão sua composição original. Para evitar esse problema, os <strong>cientistas trabalham com o interior das rochas, o que envolve cortar, polir e preparar sub-amostras</strong>.</p><p>E é aí que está o desafio.</p><h2>Contaminação invisível, mas decisiva</h2><p>Durante a preparação dessas sub-amostras, são utilizadas <strong>ferramentas, solventes e materiais que, em alguns casos, podem deixar resíduos difíceis de remover</strong>. Como explicou a pesquisadora Leire Coloma, esses contaminantes podem interferir nas análises a ponto de gerar interpretações errôneas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959220209.jpg" data-image="kjo0swhgxzdg"><figcaption>Leire Coloma, pesquisadora de pré-doutorado na Universidade do País Basco (EHU), mostrando uma amostra de meteorito. Crédito: Egoi Markaida - EHU</figcaption></figure><p>No estudo, a equipe utilizou espectroscopia Raman, uma técnica comum para analisar materiais extraterrestres. Os resultados revelaram dois tipos principais de contaminação: de um lado,<strong> resíduos gerados durante o próprio processo de preparação</strong> — como partículas de diamante utilizadas no corte e polimento — e, de outro, contaminantes resultantes do manuseio, incluindo<strong> tinta azul de diversas origens</strong>.</p><p>A presença desses elementos levanta uma questão fundamental: <strong>os compostos detectados pertencem, de fato, ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</strong></p><h2>Ajustar protocolos, uma urgência científica</h2><p>Com base nessas descobertas, o grupo IBeA propôs uma série de<strong> medidas corretivas </strong>com o objetivo de minimizar a contaminação em pesquisas futuras. Essas medidas incluíram a <strong>substituição de certos materiais e solventes usados na preparação das amostras</strong>.</p><p>O <strong>objetivo</strong> é claro: <strong>garantir que as análises reflitam a composição original dos meteoritos com a maior precisão possível</strong>. Em uma área onde cada detalhe importa, até mesmo a menor alteração pode mudar completamente as conclusões.</p><h2>Olhos voltados para Marte</h2><p>A importância deste trabalho vai muito além do laboratório. Atualmente, o<strong> rover Perseverance — parte da missão<em> Mars 2020</em> — está coletando amostras da superfície marciana </strong>com a expectativa de que, no futuro, elas possam ser trazidas de volta à Terra.</p><p>Nesse cenário, <strong>protocolos robustos de manuseio e análise serão cruciais</strong>. A capacidade de prevenir a contaminação desde o primeiro contato com as amostras pode significar a diferença entre descobertas inovadoras e conclusões errôneas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701538" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rover-perseverance-encontra-minerais-inesperados-em-marte-que-apontam-para-a-possibilidade-de-vida.html" title="Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida">Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rover-perseverance-encontra-minerais-inesperados-em-marte-que-apontam-para-a-possibilidade-de-vida.html" title="Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rover-perseverance-vida-marte-1741836756568_320.jpg" alt="Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida"></a></article></aside><p>O grupo IBeA está entre os candidatos a receber parte desse material. Portanto, enquanto continuam analisando os meteoritos disponíveis, também estão aprimorando metodologias para um desafio maior: <strong>estudar Marte sem margem para erros</strong>.</p><p>Como conclui Coloma, o trabalho atual não só permite identificar contaminantes, como também melhorar cada etapa do processo. Uma tarefa silenciosa, porém essencial, para garantir que, quando as amostras marcianas chegarem à Terra, a ciência esteja à altura do desafio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozônio em 7 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 22:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores do MIT descobriram que vazamentos de produtos químicos industriais podem atrasar a recuperação da camada de ozônio em até sete anos, possivelmente contribuindo para o aumento da exposição aos raios UV em todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mit-finds-key-chemical-that-could-delay-ozone-layer-recovery-by-seven-years-1776798891228.jpg" data-image="er5pcituc8hc"><figcaption>Pesquisadores do MIT descobriram vazamentos químicos que podem atrasar a recuperação da camada de ozônio.</figcaption></figure><p>A <strong>camada de ozônio desempenha um papel vital na proteção da Terra</strong>, e os esforços globais para a sua restauração têm vindo a decorrer há décadas.</p><p>A sua recuperação gradual tem sido saudada como prova da eficácia da proteção ambiental global. Um novo estudo revelou uma lacuna legal frequentemente ignorada que poderá estar a atrasar silenciosamente este progresso.</p><h2>Pequenos vazamentos industriais se acumulam</h2><p>Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) examinou<strong> substâncias químicas que destroem a camada de ozônio e que ainda são permitidas pelo Protocolo de Montreal para uso como "matérias-primas" industriais</strong> — componentes químicos básicos usados na fabricação de plásticos, revestimentos e refrigerantes substitutos.</p><p>Quando o Protocolo de Montreal foi assinado em 1987, os cientistas acreditavam que apenas cerca de 0,5% dessas substâncias químicas vazariam para a atmosfera. Novas medições mostram agora <strong>taxas de vazamento</strong> muito maiores, próximas a 3,6%, com algumas<strong> substâncias químicas</strong>, como o <strong>tetracloreto de carbono</strong>, apresentando perdas ainda maiores.</p><div class="texto-destacado">"Nos últimos anos, percebemos que esses produtos químicos usados como matéria-prima representam uma falha no sistema", disse Susan Solomon, professora de Estudos Ambientais e Química no MIT.</div><p>Segundo os pesquisadores, essa isenção se tornou uma falha sistêmica, permitindo que gases nocivos continuem atingindo a atmosfera mesmo após a remoção da maior parte dos poluentes. <strong>Embora pareçam pequenos, esses vazamentos podem atrasar significativamente o processo de recuperação da camada de ozônio</strong>.</p><p>O estudo foi publicado na revista <em>Nature Communications </em>e liderado por uma equipe internacional de pesquisadores que inclui cientistas do MIT, da NASA, da NOAA e de outras instituições de pesquisa dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.</p><h2>Recuperação da camada de ozônio pode atrasar</h2><p>Utilizando medições atmosféricas das redes de monitoramento AGAGE e NOAA, os cientistas <strong>compararam diferentes cenários futuros até o ano de 2100</strong>. Eles analisaram o que aconteceria se as taxas de vazamento permanecessem altas, retornassem às estimativas anteriores ou fossem eliminadas completamente.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram que, se os vazamentos continuarem nos altos níveis atuais, a camada de ozônio poderá não retornar ao seu estado de 1980 até 2073.</div><p><strong>Se as emissões fossem reduzidas para níveis próximos à estimativa original, a recuperação poderia ocorrer por volta de 2066</strong>. Isso significa que os vazamentos atuais poderiam atrasar a recuperação em aproximadamente sete anos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Continuing industrial emissions are delaying the recovery of the stratospheric ozone layer <a href="https://t.co/4NglPhraXG">https://t.co/4NglPhraXG</a> (RSS) <a href="https://twitter.com/hashtag/nature?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#nature</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/MassSpecRSS?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MassSpecRSS</a> <a href="https://t.co/tfTeGhJkCj">pic.twitter.com/tfTeGhJkCj</a></p>— Kermit Murray (@kermitmurray) <a href="https://twitter.com/kermitmurray/status/2044796864361595092?ref_src=twsrc%5Etfw">April 16, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Entre os principais culpados estão o tetracloreto de carbono e o CFC-113</strong>, substâncias químicas encontradas em produtos como revestimentos antiaderentes, plásticos e na indústria de manufatura. Cientistas afirmam que reduzir os vazamentos dessas fontes seria crucial.</p><h2>Um problema solucionável com benefícios globais</h2><p>Os pesquisadores apontam que <strong>muitos desses produtos químicos poderiam ser substituídos</strong> e que controles industriais aprimorados poderiam reduzir as emissões sem grandes transtornos. Solomon afirma que a indústria química tem um longo histórico de adaptação às mudanças.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742905" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/esperanca-de-recuperacao-o-buraco-na-camada-de-ozonio-e-o-menor-em-cinco-anos.html" title="Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos">Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/esperanca-de-recuperacao-o-buraco-na-camada-de-ozonio-e-o-menor-em-cinco-anos.html" title="Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hope-for-recovery-ozone-hole-smallest-in-five-years-1764671181855_320.jpeg" alt="Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos"></a></article></aside><p><strong>A redução dessas emissões poderia diminuir o impacto climático e a exposição aos raios ultravioleta nocivos</strong>, que estão associados ao câncer de pele e outros riscos à saúde. Mesmo uma redução de alguns anos no tempo de recuperação poderia fazer uma diferença significativa em nível global.</p><p>À medida que os países continuam a rever o Protocolo de Montreal, abordar essas deficiências na recuperação da camada de ozônio poderá ajudar a reduzir os riscos futuros da radiação ultravioleta.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260416071945.htm" target="_blank">MIT scientists just found a hidden problem slowing the ozone comeback</a>. 16 de abril, 2026. Massachusetts Institute of Technology/Science Daily.</em></p><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-70533-w" target="_blank">Continuing industrial emissions are delaying the recovery of the stratospheric ozone layer</a>. </em><em>16 de abril, 2026. Reimann, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vale da Lua: formações com bilhões de anos fazem desse destino em Goiás um espetáculo natural]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 21:16:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Vale da Lua, na Chapada dos Veadeiros, tem formações rochosas únicas de milhões de anos, rios cristalinos e um visual tão surreal que parece de outro planeta. Conheça mais sobre este lugar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural-1776975548243.jpg" data-image="ixb6bogir1j4"><figcaption>O Vale da Lua é uma das principais atrações da Chapada dos Veadeiros, conhecida por suas formações rochosas únicas. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A <strong>Chapada dos Veadeiros</strong> está localizada no noroeste do estado de Goiás, distante 230 km de Brasília. A região abriga muitas belezas naturais e uma delas é o <strong>Vale da Lua</strong>, <strong>um exótico e incrível lugar com quedas d'água e formações rochosas de milhões de anos que lembram a superfície da Lua</strong>.</p><p>Ah, uma curiosidade: o<strong> Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</strong>, com seus mais de 240 mil hectares, é <strong>reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco desde 2001</strong>, devido à sua importância na conservação do Cerrado, o bioma mais biodiverso do mundo.</p><p>Conheça aqui mais sobre as<strong> belezas naturais</strong> deste lugar maravilhoso.</p><h2>Os atrativos do Vale da Lua </h2><p>Primeiramente, <strong>o Vale da Lua está situado no município de Alto Paraíso de Goiás</strong>, a cerca de 35 km da cidade e a apenas 9 km da Vila de São Jorge.</p><p>O local <strong>é uma das principais atrações da Chapada dos Veadeiros</strong>, conhecida por suas <strong>formações rochosas singulares</strong>, de formatos irregulares, circulares e lisos, que <strong>lembram as crateras lunares</strong>.</p><p>Tratam-se de<strong> rochas sedimentares do período Proterozóico</strong>, que foram esculpidas ao longo de milhões de anos (há pelo menos 2,5 milhões) pela <strong>ação das águas do Rio São Miguel</strong>, sendo formadas pelo acúmulo de diversos minerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural-1776975571240.jpg" data-image="4m7krf32bspz"><figcaption>Uma das piscinas naturais para se banhar no Vale da Lua. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>O passeio por lá é de <strong>fácil acesso</strong>, e combina<strong> trilha curta com piscinas naturais de águas cristalinas</strong> onde é possível se banhar (há duas delas ideais para isso), uma pequena cachoeira de cerca de 3 metros de queda e corredeiras em seu mini cânion.</p><p>A <strong>trilha </strong>por onde é necessário passar é de nível fácil, com cerca de <strong>1,3 km de extensão (ida e volta)</strong> bem sinalizados, e não precisa de guia. Seguindo as placas já é possível se localizar. Mas é<strong> importante observar as sinalizações das piscinas naturais para verificar quais estão liberadas para banho</strong>.</p><p>Na parte mais baixa das formações rochosas é onde se encontram as piscinas naturais com alguns trechos rasos e outros mais fundos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural-1776975589537.jpg" data-image="7mbgv9vjjpm8"><figcaption>O Vale da Lua é um dos lugares mais impressionantes do Cerrado e atrai viajantes de todo o mundo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>Como chegar até o Vale da Lua? </strong>Saindo de Alto Paraíso de Goiás, você deve seguir pela rodovia GO-239 em direção à Vila de São Jorge por cerca de 30 km. Logo, você seguirá por uma estrada de terra de mais 4 km onde há placas que indicam o caminho até o Vale.</p><p>O local tem uma<strong> boa infra</strong><strong>estrutura</strong>, oferecendo <strong>estacionamento, lanchonete, vestiário e banheiros</strong>.</p><p>E <strong>atenção</strong>: é comum acontecer um fenômeno natural nas <strong>épocas chuvosas</strong> por lá, a <strong>Tromba d'água</strong>. Esse é um dos maiores riscos no Vale e por isso é preciso atenção, pois o resgate fica bem difícil.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="687246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cachoeira-imperdivel-de-sc-no-alto-vale-do-itajai-e-o-destino-perfeito-para-os-amantes-da-natureza.html" title="Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza">Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cachoeira-imperdivel-de-sc-no-alto-vale-do-itajai-e-o-destino-perfeito-para-os-amantes-da-natureza.html" title="Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cachoeira-imperdivel-de-sc-no-alto-vale-do-itajai-e-o-destino-perfeito-para-os-amantes-da-natureza-1733950808129_320.jpg" alt="Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza"></a></article></aside><p><strong>Quando ir visitar?</strong> O <strong>período seco (de maio a outubro) é a melhor época</strong>, pois chove muito pouco e é raro acontecer tromba d’água. Porém, nessa época a água é bem gelada.</p><p>O <strong>Vale da Lua</strong> combina paisagem exótica, fácil acesso e boas opções de banho, sendo um <strong>passeio rápido, mas marcante </strong>para quem visita a Chapada dos Veadeiros.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2026/04/19/com-rochas-de-bilhoes-de-anos-destino-em-goias-encanta-turistas-de-varios-paises.ghtml" target="_blank">Com rochas de bilhões de anos, destino em Goiás encanta turistas de vários países</a>. 19 de abril, 2026. Addan Vieira</em></p><p><em><a href="https://www.viagensecaminhos.com/vale-da-lua-chapada-dos-veadeiros/" target="_blank">Vale da Lua – Chapada dos Veadeiros</a>. 07 de fevereiro, 2024. Jair Prandi.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte mudança do tempo deixa alerta de chuva de mais de 100 mm neste fim de mês]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 20:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone e sua frente fria trazem tempestades e chuvas de mais de 100 mm ao sul do país. Enquanto isso, outros sistemas continuam ocasionando chuvas fortes também no Norte e no Nordeste.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Frente fria, ciclone e ar frio marcam o tempo neste fim de semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6wxa8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6wxa8.jpg" id="xa6wxa8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até este sábado, uma região de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul se aprofundará e se transformará, gradualmente, em um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico. Ao longo do processo, <strong>o sistema causará chuvas fortes sobre o centro-sul do Brasil</strong>.</p><p>Em paralelo, um <strong>segundo ciclone</strong> mais intenso se formará na altura da Argentina ao longo deste final de semana, impulsionando uma <strong>frente fria</strong> em direção ao Brasil entre o sábado (25) e o domingo (26). Juntos, ambos os sistemas causarão<strong> chuvas significativas sobre a região Sul</strong> ao longo dos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777052716222.jpg" data-image="vrrmac76zm8m" alt="Previsão de probabilidades de chuva na sexta-feira (esquerda) e no domingo (direita)." title="Previsão de probabilidades de chuva na sexta-feira (esquerda) e no domingo (direita)."><figcaption>Previsão de probabilidades de chuva na sexta-feira (esquerda) e no domingo (direita) ilustra o deslocamento da faixa de tempestades em direção norte, indo do Rio Grande do Sul ao Paraná.</figcaption></figure><p>Como é possível observar na imagem acima, entre esta sexta-feira (24) e o sábado (25), o sistema resulta em pancadas de chuva intensas sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>. No domingo (26), a frente fria se desloca para norte, causando pancadas de chuva em <strong>Santa Catarina e no Paraná</strong>. </p><p>Nos dias seguintes, o sistema permanecerá <strong>relativamente estacionário</strong>, causando tempestades sobre <strong>parte de Santa Catarina e sobre o Paraná</strong>, enquanto o Rio Grande do Sul volta a registrar tempo firme. Tempestades também se formarão no <strong>Mato Grosso do Sul</strong> devido ao mesmo sistema frontal.</p><div class="texto-destacado">Até a quarta-feira, previsões indicam acumulados de chuva que podem exceder os 150 mm no RS e posteriormente no PR. Algumas rodadas de previsão indicam acumulados de até 200 mm.</div><p>Essa situação traz <strong>alertas</strong> devido ao risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, transbordamento de rios e alagamentos ao longo deste final de semana e dos primeiros dias da próxima semana em <strong>todos os estados da região Sul e Mato Grosso do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777052773149.jpg" data-image="wvy97jaed3o7" alt="Imagem de satélite (infravermelho) nesta sexta-feira durante a madrugada." title="Imagem de satélite (infravermelho) nesta sexta-feira durante a madrugada."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) nesta sexta-feira durante a madrugada já mostrava presença de nebulosidade intensa e chuvas significativas sobre o Rio Grande do Sul no início do dia.</figcaption></figure><p>Mas além da região Sul, outros<strong> estados do Norte e do Nordeste</strong> também serão afetados por chuvas intensas e também permanecem sob alerta ao longo dos próximos dias.</p><h2>Tempestades atingem o Norte e o Nordeste</h2><p>Enquanto isso, entre a região Norte e Nordeste, em especial no litoral norte do Brasil, atua outro sistema - a <em>Zona de Convergência Intertropical</em> (ZCIT), capaz de <strong>impulsionar a formação de tempestades</strong> na região equatorial do planeta. As tempestades são ainda impulsionadas pela <em>Oscilação de Madden-Julian</em> (OMJ), que está em uma fase capaz de <strong>auxiliar na formação de chuvas</strong> sobre o centro-norte do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777052822426.jpg" data-image="548vab03agr2" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até a quarta-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até a quarta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até a quarta-feira mostra que tempestades se formarão em todo o Norte e grande parte do Nordeste do Brasil (especialmente litoral norte) nos próximos dias.</figcaption></figure><p>As tempestades nessa região também <strong>podem chegar a volumes entre 150 e 200 mm totai</strong><strong>s</strong> até o final da próxima quarta-feira. As tempestades se formam <strong>p</strong><strong>redominantemente durante a tarde e a noite</strong>, e também trazem riscos de transtornos significativos para vários estados da região Norte e do Nordeste.</p><p>Isso inclui o Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e norte do Tocantins na região Norte, e também os estados do Maranhão, norte do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba na região Nordeste.</p><h2>Tempo continua seco no Sudeste e Centro-Oeste</h2><p>Embora o sul e oeste de São Paulo possam registrar pancadas de chuva moderada devido ao sistema frontal que atuará sobre a região Sul, <strong>a maior parte do Sudeste do país continuará registrando tempo firme, seco e muito quente</strong> nos próximos dias. Isso vale também para grande parte da Bahia e sul do Piauí.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777053068361.jpg" data-image="ljxsls4etkyq" alt="Previsão de umidade relativa e temperaturas máximas na quarta-feira." title="Previsão de umidade relativa e temperaturas máximas na quarta-feira."><figcaption>Previsão de umidade relativa e temperaturas máximas na quarta-feira mostra que o tempo permanecerá seco (UR &lt; 30%) e quente (até 36°C) no Sudeste e parte do Nordeste.</figcaption></figure><p>Nestes estados, as temperaturas máximas durante a tarde continuam chegando a <strong>até 36°C</strong> e as Umidades Relativas mínimas podem ficar <strong>abaixo dos 30%</strong>, como é possível observar na figura acima. Isso pode causar <strong>transtornos para a população</strong>, como piora em quadros de saúde delicados e impulsionamento de incêndios florestais e queimadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item></channel></rss>