<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 17 Aug 2026 22:00:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 22:00:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Ciclone extratropical traz risco para 5 estados da regiões Sul e Sudeste; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-traz-risco-para-5-estados-da-regioes-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 20:48:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O sistema provocará chuvas intensas no Rio Grande do Sul, especialmente na quinta-feira, quando o evolui para um ciclone extratropical, aumentando o risco de tempestades e alagamentos. Há ainda risco de rajadas de vento de até 100 km/h em partes do Sul e do Sudeste.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-traz-risco-para-5-estados-da-regioes-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1786993789668.jpg" data-image="05z4g3cwgaf7" alt="Imagem de satélite (infravermelho) nesta segunda-feira durante a tarde." title="Imagem de satélite (infravermelho) nesta segunda-feira durante a tarde."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) nesta segunda-feira durante a tarde mostra o posicionamento de um sistema que causa tempestades severas entre o RS, Uruguai e Argentina.</figcaption></figure><p>Neste momento, uma frente fria e uma região de baixa pressão atuam em conjunto, causando <strong>chuvas intensas sobre a Argentina, o Uruguai e o sul do Rio Grande do Sul</strong>. Até a quarta-feira (19), esse sistema pode ocasionar pancadas de chuva e acumulados de <strong>100 mm</strong> ou mais no sudoeste, sudeste e centro do Rio Grande do Sul.</p><div class="texto-destacado">O sudeste e sudoeste do Rio Grande do Sul seguem sob alertas para tempestades intensas, com chuvas volumosas, possibilidade de ventos fortes e queda de granizo. O extremo sul, ao redor da Lagoa Mirim e da Lagoa Mangueira, está sob alerta vermelho devido a acumulados que, ao todo, ultrapassam os 100 mm.</div><p>Já ao longo dos próximos dias, há <strong>risco de grandes transtornos</strong>, como cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, grandes alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-traz-risco-para-5-estados-da-regioes-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1786993852597.jpg" data-image="yttngrlvufiv" alt="Previsão de acumulados totais até o final da sexta-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da sexta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da sexta-feira ilustra regiões que serão mais afetadas pelas chuvas intensas ao longo da semana, com destaque para o sul do Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>quinta-feira (20)</strong>, este sistema se desenvolverá, se transformando em um <strong>ciclone extratropical </strong>que avançará causando <strong>mais tempestades</strong> sobre o Rio Grande do Sul. O estado será a região mais afetada pelos altos acumulados de chuva ao longo da semana, como é possível observar na imagem acima.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Pancadas moderadas a leves de chuva</strong> também podem atingir o Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná, embora os modelos numéricos de previsão do tempo indiquem que os acumulados nestes estados <strong>não vão ultrapassar os 50 mm totais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-traz-risco-para-5-estados-da-regioes-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1786993896461.jpg" data-image="djbn8hw17h9e" alt="Previsão de pressão, nuvens e chuva ao longo da quinta-feira." title="Previsão de pressão, nuvens e chuva ao longo da quinta-feira."><figcaption>Previsão de pressão, nuvens e chuva ao longo da quinta-feira mostra o ciclone extratropical se formando na altura do Rio Grande do Sul e impulsionando pancadas de chuva ao longo do dia.</figcaption></figure><p>Além das chuvas, no entanto, o sistema também pode ocasionar outros transtornos, principalmente relacionados à <strong>rajadas fortes de vento</strong>, que se formam em todo o centro-sul do país a partir da quinta-feira (20).</p><h2>Rajadas fortes de vento acompanham ciclone extratropical</h2><p>Ao longo da quinta-feira (20) e da sexta-feira (21), a formação do ciclone extratropical pode ocasionar <strong>rajadas fortes de vento</strong>, com velocidades máximas que chegam a valores <strong>entre 80 e 100 km/h</strong>. Estados atingidos pelos ventos incluem Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-traz-risco-para-5-estados-da-regioes-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1786993930728.jpg" data-image="w0ij92u6bmgp" alt="Previsão de velocidades de vento entre a quinta-feira e a sexta-feira." title="Previsão de velocidades de vento entre a quinta-feira e a sexta-feira."><figcaption>Previsão de velocidades de vento entre a quinta-feira e a sexta-feira mostram rajadas máximas entre 80 e 100 km/h sobre estados como RS, SC, PR, MS, SP e RJ, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Apesar de rajadas fortes de vento já serem registradas na quinta-feira (20), especialmente no Rio Grande do Sul, as <strong>maiores intensidades ocorrem na sexta-feira (21)</strong>. No litoral gaúcho e catarinense, as rajadas de vento de até 100 km/h podem causar transtornos, como movimentação de dunas de areia sobre construções na orla.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784107" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco">Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco-1786973837282_320.jpg" alt="Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>No sábado (22), o ciclone extratropical já estará distante do continente, mas ainda assim há risco de <strong>ventanias moderadas sobre o litoral de ambos os estados</strong> ao longo do dia. No domingo (23), os ventos perdem intensidade e deixam de causar transtornos sobre a região Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-traz-risco-para-5-estados-da-regioes-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como será clima na segunda quinzena de agosto sob El Niño forte; veja aqui]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-clima-na-segunda-quinzena-de-agosto-sob-el-nino-forte-veja-aqui.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 18:48:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas acima da média no Centro-Sul, abaixo da média no Norte e predomínio de temperaturas acima da média marcam a segunda quinzena de agosto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-clima-na-segunda-quinzena-de-agosto-sob-el-nino-forte-veja-aqui-1786980182083.png" data-image="l8sepr6kxib7" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 10 e 16 de agosto de 2026, com destaque para uma ampla área acima de 4°C no centro-leste do Pacífico. Créditos: BoM." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 10 e 16 de agosto de 2026, com destaque para uma ampla área acima de 4°C no centro-leste do Pacífico. Créditos: BoM."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 10 e 16 de agosto de 2026, com destaque para uma ampla área acima de 4°C no centro-leste do Pacífico. Créditos: BoM.</figcaption></figure><p>O<strong> El Niño </strong><strong>entrou em patamar de um evento forte</strong> desde a semana centrada em 29 de julho, quando a <strong>anomalia semanal </strong>de temperatura da superfície do mar (TSM) alcançou<strong> +1,5°C.</strong> A partir de então, a anomalia subiu para<strong> +1,8°C</strong>, próximo do limiar de categoria muito forte (+2°C). </p><p>Embora a intensidade oficial do fenômeno não seja baseada em anomalias semanais, o aquecimento do Pacífico já é recorde para a época do ano. Eventos moderados, fortes ou muito fortes de El Niño aumentam as chances de ocorrência dos padrões clássicos. </p><p><strong>No Brasil</strong>, este <strong>padrão</strong> corresponde a<strong> chuvas acima da média no Sul, abaixo da média no Norte e parte do Nordeste </strong>e <strong>temperaturas acima da média</strong> em uma ampla área do país. A previsão para a segunda quinzena de agosto indica que o El Niño continuará modulando os padrões de chuva e temperatura. Confira os detalhes.</p><h2>Contraste de chuva</h2><p>A<strong> previsão</strong> do modelo<strong> ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, mostra que a semana entre<strong> 17 e 24 de agosto</strong> será d<strong>e chuvas acima da média </strong>sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> e <strong>oeste</strong> da região <strong>Norte</strong>, com os <strong>maiores desvios </strong>positivos no estado gaúcho, especialmente na área de<strong> fronteira com o Uruguai </strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No<strong> Brasil Central </strong>e grande parte do <strong>Sudeste</strong>, as chuvas devem ser<strong> dentro da média</strong>, enquanto nas <strong>demais áreas</strong> a <strong>precipitação</strong> prevista é <strong>abaixo da média</strong>, <strong>principalmente</strong> no extremo norte do país e no <strong>centro-leste de Santa Catarina</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-clima-na-segunda-quinzena-de-agosto-sob-el-nino-forte-veja-aqui-1786981564813.png" data-image="zu0t0gkoiwhf" alt="Previsão de anomalia semanal de chuva (mm), segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de chuva (mm), segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de chuva (mm), segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p><br>Na<strong> última semana do mês</strong>, entre 24 e 31 de agosto, as <strong>chuvas</strong> previstas para o centro-sul do país estão entre a média e<strong> acima da média</strong>, especialmente na <strong>metade</strong> <strong>leste</strong> das regiões<strong> Sul e Sudeste</strong>. Os maiores desvios são de cerca de 30 mm acima da média nesta área.</p><p>Nas<strong> demais localidades</strong>, as <strong>chuvas</strong> devem ser <strong>abaixo da média</strong>, <strong>especialmente</strong> na parte<strong> norte da região Norte</strong>, repetindo o padrão da semana anterior, com cerca de 30 mm abaixo da média.</p><h2>Predomínio de temperaturas acima da média</h2><p>A previsão semanal de<strong> </strong>anomalia de temperatura do modelo ECMWF indica um <strong>predomínio de temperaturas acima da média </strong><strong>na maior parte do país</strong>. Entre <strong>17 e 24 de agosto</strong>, a <strong>exceção</strong> fica na faixa leste da região Norte e na região de <strong>fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai</strong>, onde as temperaturas podem ficar ligeiramente abaixo da média. </p><p>Nas <strong>demais áreas</strong>, de Sul a Norte, temperaturas entre<strong> 1°C e 6°C acima da média</strong> irão predominar, com os <strong>maiores desvios</strong> sobre o <strong>Brasil Central</strong> (3°C a<strong> 6°C</strong> acima da média). </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783057" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8°C">Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405094530_320.png" alt="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8°C"></a></article></aside><p><strong>Apesar do</strong><strong> predomínio de anomalias positivas </strong>de temperatura, no final da semana uma <strong>massa de ar frio</strong> deve começar a atuar sobre a Região Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste, <strong>derrubando as temperaturas</strong>, com previsão até de <strong>valores negativos</strong> nas regiões serranas do <strong>Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-clima-na-segunda-quinzena-de-agosto-sob-el-nino-forte-veja-aqui-1786980242082.png" data-image="4ywpjanic7tg" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C), segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C), segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C), segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>última semana de agosto</strong> (24 a 31), a previsão de <strong>temperaturas até 3°C abaixo da média na região Sul </strong>indica que a massa de ar frio deve continuar atuando. Apesar de temperaturas frias estarem previstas também para o Sudeste e parte do Centro-Oeste, a temperatura semanal deve ser<strong> </strong>dentro da média.</p><p>Na<strong> metade norte do país</strong>, a<strong>s temperaturas acima da média </strong>devem se manter. Na maior parte da área os valores previstos são entre<strong> 1°C e 3°C</strong> acima da média, enquanto no<strong> Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste</strong> os desvios podem ser entre <strong>3°C e 6°C </strong>acima da média.</p><p>A previsão apresentada aqui corresponde à tendência do modelo de confiança da Meteored, e pode sofrer alterações, sendo importante continuar monitorando a evolução dos próximos dias e as atualizações da previsão do tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-clima-na-segunda-quinzena-de-agosto-sob-el-nino-forte-veja-aqui.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporal com granizo e inundações afetam dezenas de casas no RS; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-granizo-e-inundacoes-afetam-dezenas-de-casas-no-rs-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 17:17:35 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Quedas de barreiras em rodovias federais e transbordamento de arroios provocaram a interdição temporária de vias e a paralisação de atividades escolares em municípios do interior gaúcho. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-com-granizo-e-inundacoes-afetam-dezenas-de-casas-no-rs-1786980280977.jpg" data-image="fhzi24gyb3vi" alt="Pedras de granizo no Rio Grande do Sul. Foto: Celso Santos/Arquivo pessoal" title="Pedras de granizo no Rio Grande do Sul. Foto: Celso Santos/Arquivo pessoal"><figcaption>Pedras de granizo no Rio Grande do Sul. Foto: Celso Santos/Arquivo pessoal</figcaption></figure><p>Fortes temporais atingiram o Rio Grande do Sul no último domingo (16), provocando<strong> inundações, quedas de árvores, deslizamentos de terra e chuva de granizo em pelo menos 17 municípios</strong>. As ocorrências mobilizaram equipes de socorro em diversas regiões gaúchas após uma sequência de episódios de instabilidade climática severa.</p><p>De acordo com o boletim divulgado pela Defesa Civil estadual na noite de domingo, <strong>ao menos 19 pessoas ficaram desalojadas e mais de 40 residências sofreram avarias</strong> na estrutura. Não houve registros de feridos decorrentes dos eventos climáticos registrados até o momento.</p><h2>Desalojados e principais ocorrências nas cidades gaúchas</h2><p>As famílias que precisaram deixar seus lares estão concentradas nos municípios de <strong>Turuçu, com dez desalojados, Canguçu, com cinco, e Caçapava do Sul, onde quatro pessoas foram encaminhadas</strong> preventivamente para casas de parentes após destelhamento parcial. Em Turuçu, o transbordamento de um riacho na localidade de Anderson, às margens da BR-116, afetou cerca de <strong>24 moradore</strong>s.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr"> GRANIZO ATINGE O BAIRRO PALMITAL, EM OSÓRIO, NA NOITE DESTE DOMINGO<br><br>Moradores do bairro Palmital, em Osório, também registraram queda de granizo neste domingo (16). As pedras de gelo surpreenderam a comunidade e foram registradas em vídeos enviados à redação.<br><br>O fenômeno <a href="https://t.co/JQiwRysEyJ">pic.twitter.com/JQiwRysEyJ</a></p>— Correio do Imbé Jornal Tv (@correiodoimbe) <a href="https://x.com/correiodoimbe/status/2088874450393473505?ref_src=twsrc%5Etfw">August 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Outras cidades também registraram danos consideráveis por conta da tempestade de pedras. <strong>Em Osório,</strong> <strong>o granizo atingiu 28 residências</strong> nas áreas de Palmital, Livramento e Balneário Atlântida Sul. </p><p>Já em Taquaruçu do Sul, <strong>dez imóveis foram danificados</strong>, enquanto Santana da Boa Vista contabilizou estragos em <strong>quatro casas</strong>. Frederico Westphalen, Harmonia, Tupandi, Vista Alegre e Xangri-lá também reportaram precipitação de gelo.</p><h2>Alagamentos, bloqueios viários e impactos na rotina urbana</h2><p>Além das pedras de gelo, o grande volume de água gerou transtornos no tráfego e nos serviços essenciais. Em Bento Gonçalves, <strong>houve deslizamento de terra e rochas no quilômetro 215 da BR-470</strong> durante a tarde de domingo. Movimentos de solo semelhantes provocaram a obstrução parcial da <strong>BR-392</strong>, no trecho situado em Canguçu, onde a rede pluvial saturada ocasionou alagamentos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784037" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando.html" title="Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando">Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando.html" title="Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando-1786921179338_320.jpg" alt="Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando"></a></article></aside><p>Em Não-me-toque, a Defesa Civil confirmou <strong>a queda de oito árvores, sendo que duas delas caíram sobre residências</strong>. Já em Hulha Negra, a Estrada Geral ficou interditada na localidade de Passo do Neto. </p><p>Em razão do acúmulo de água e dos problemas estruturais, <strong>as aulas precisaram ser suspensas em escolas municipais</strong> de Canguçu, Morro Redondo e Pinheiro Machado. Em Canudos do Vale, a elevação do Arroio Forqueta comprometeu a estiva de Alta Forquetinha.</p><h2>Monitoramento dos rios e assistência contínua aos municípios</h2><p>Em São Lourenço do Sul,<strong> o transbordamento da Lagoa dos Patos causou inundações na Praia das Nereidas e na Avenida Getúlio Vargas</strong>. Em Arroio do Padre, o Arroio Pimenta também transbordou na área urbana. Já em Pelotas, o acumulado atingiu <strong>28 mm em 12 horas</strong> entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, gerando pontos de alagamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-com-granizo-e-inundacoes-afetam-dezenas-de-casas-no-rs-1786980685809.jpg" data-image="8ly9zzq8gkx0" alt="Nível do Guaíba subiu e água inundou a Ilha da Pintada. Foto: Reprodução/ Aline Souza" title="Nível do Guaíba subiu e água inundou a Ilha da Pintada. Foto: Reprodução/ Aline Souza"><figcaption>Nível do Guaíba subiu e água inundou a Ilha da Pintada. Foto: Reprodução/ Aline Souza</figcaption></figure><p>O cenário já inspirava cuidados desde o sábado (15), quando o vento fez as <strong>águas do Guaíba invadirem trechos da Avenida Nossa Senhora da Boa Viagem</strong>, na Ilha da Pintada, aproximando-se da cota de atenção na régua do Cais Mauá.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784107" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco">Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco-1786973837282_320.jpg" alt="Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>Diante desse panorama de perdas materiais e vias obstruídas, <strong>os órgãos estaduais e municipais permanecem mobilizados</strong> na desobstrução de estradas, entrega de suprimentos emergenciais e suporte direto às famílias desabrigadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kassiane%20Michel" data-year="2026" data-title="Chuva%20e%20granizo%20causam%20danos%20em%2017%20cidades%20do%20RS%3B%20confira%20a%20previs%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F17%2Fchuva-e-granizo-causam-danos-em-cidades-do-rs-confira-a-previsao-do-tempo.ghtml">Kassiane Michel. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/17/chuva-e-granizo-causam-danos-em-cidades-do-rs-confira-a-previsao-do-tempo.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva e granizo causam danos em 17 cidades do RS; confira a previsão</a>.</cite><br><cite data-author="Correio%20do%20Povo" data-year="2026" data-title="Vento%20faz%20%C3%A1gua%20do%20Gua%C3%ADba%20invadir%20ruas%20da%20ilha%20da%20Pintada%20neste%20s%C3%A1bado" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiodopovo.com.br%2Fnot%25C3%25ADcias%2Fcidades%2Fvento-faz-agua-do-guaiba-invadir-ruas-da-ilha-da-pintada-neste-sabado-1.1739541">Correio do Povo. (2026). <a href="https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/vento-faz-agua-do-guaiba-invadir-ruas-da-ilha-da-pintada-neste-sabado-1.1739541" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vento faz água do Guaíba invadir ruas da ilha da Pintada neste sábado</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-granizo-e-inundacoes-afetam-dezenas-de-casas-no-rs-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte e chance de granizo mantêm em alerta o RS; veja as áreas em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 13:52:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Alertas permanecem no decorrer da semana sobre o RS. A presença de instabilidades aumenta os riscos de chuvas fortes e traz chances de queda de granizo, afetando o estado gaúcho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayhyhq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayhyhq.jpg" id="xayhyhq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta semana, os moradores do Rio Grande do Sul (RS) deverão ficar atentos aos alertas, pois há previsão de <strong>chuvas fortes</strong> e possibilidade de <strong>queda de granizo</strong>. Isso ocorre porque temos um intenso transporte de umidade para o estado que, ao se encontrar com as altas temperaturas, resulta na formação de nuvens de tempestades, deixando a região em alerta.</p><p>Chuvas com intensidade moderada e forte vêm ocorrendo nas últimas horas por conta da presença de um <strong>cavado</strong> que avança desde a Argentina e atua também no Uruguai e no extremo sul do Rio Grande do Sul. Confira a previsão do tempo para esta semana e veja quais áreas estão sob risco.</p><h2>RS com alertas de chuvas intensas entre segunda e quarta-feira </h2><p>O tempo já se encontra instável sobre o extremo sul do Rio Grande do Sul nas últimas horas. As imagens de satélite mostram nuvens bem desenvolvidas e com <strong>potencial para tempestades</strong> ainda nesta manhã de <strong>segunda-feira (17)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco-1786973234264.jpg" data-image="qh0k1jlyfxlv" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Transporte intenso de umidade para o Sul do Brasil nesta segunda-feira (17).</figcaption></figure><p>Durante a tarde a situação não deverá sofrer grandes alterações. A previsão indica que as <strong>chuvas fortes</strong> se concentram nas proximidades de Pelotas, Arroio Grande e Jaguarão. Contudo, o intenso transporte de umidade para a região também mantém os alertas para chuvas fortes com trovoadas na faixa entre Uruguaiana e Bagé.</p><p>Na madrugada de <strong>terça-feira (18)</strong>, há possibilidade de <strong>queda de granizo</strong> na região de <strong>Pelotas, Canguçu, Caçapava do Sul e Rosário do Sul</strong>. As chuvas permanecem com intensidade moderada a forte até o final da tarde nessa faixa do estado, o que causa elevação nos <strong>acumulados de chuva</strong> e gera novos alertas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco-1786973269761.jpg" data-image="lukgodynyb7p" alt="Precipitação e nebulosidade prevista" title="Precipitação e nebulosidade prevista"><figcaption>O mapa mostra chuvas com intensidade moderada e forte concentrada na divisa entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>Conforme a noite chega, as chuvas intensas que estavam concentradas sobre o sul do estado perdem força. Por outro lado, o tempo fecha no restante do território gaúcho, com previsão de pancadas mais fortes sobre <strong>Porto Alegre</strong>, região de<strong> Lajeado, Não-Me-Toque e Caçapava do Sul.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Até o final da terça-feira (18), as chuvas estavam mais concentradas sobre a porção sul do Rio Grande do Sul. No entanto, esse cenário muda a partir de <strong>quarta-feira (19)</strong> com o aumento do ar úmido sobre outras áreas do estado. A presença de uma alta pressão no sul do Uruguai funciona como uma barreira, fazendo com que a umidade se acumule entre o país vizinho e o Sul do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco-1786973670381.jpg" data-image="i4eaxb6x9zg0" alt="Chuva e nebulosidade." title="Chuva e nebulosidade."><figcaption>Precipitação prevista para a tarde de quarta-feira (19).</figcaption></figure><p>Além do ar úmido, temos também a presença de ar quente, funcionando como ingredientes para a formação de células convectivas, ou seja, <strong>nuvens de tempestade</strong> com potencial para gerar transtornos ao estado.</p><p>Na tarde de quarta-feira (19), pancadas de chuvas fortes estão previstas para a Campanha Gaúcha, porção Central e <strong>Região Metropolitana de Porto Alegre</strong>. Serão chuvas com potencial para transtornos, uma vez que há riscos de descargas elétricas e <strong>fortes rajadas de vento</strong> em áreas pontuais.</p><h2>Ciclone se forma na quinta-feira e aumenta alerta sobre o RS </h2><p>A <strong>quinta-feira (20)</strong> terá a formação de um <strong>ciclone extratropical</strong> sobre o Rio Grande do Sul, deixando o estado sob alerta máximo. A previsão indica <strong>chuvas intensas</strong> e potencial para queda de granizo durante a manhã, afetando as áreas Central, Oeste e Sudoeste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco-1786973384077.jpg" data-image="27agop8bbqpz" alt="Chuva e pressão a nível médio do mar." title="Chuva e pressão a nível médio do mar."><figcaption>A previsão indica a presença de um ciclone extratropical sobre o Rio Grande do Sul. Sistema atua de forma rápida mas aumenta riscos de chuvas intensas, tempestades e queda de granizo.</figcaption></figure><p>Entre o final da manhã e o decorrer da tarde, a frente fria associada ganha forma e atinge o estado de norte a sul. Em toda essa área há riscos de <strong>chuvas muito fortes</strong>, possibilidade de granizo e <strong>rajadas de vento de até 75 km/h</strong>, que podem ocasionar transtornos aos moradores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784037" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando.html" title="Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando">Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando.html" title="Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando-1786921179338_320.jpg" alt="Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando"></a></article></aside><p>Na <strong>sexta-feira (21)</strong>, o ciclone extratropical avança em direção ao oceano, diminuindo sua influência sobre o estado gaúcho. O tempo volta a ficar firme na região, com o sol aparecendo desde as primeiras horas da manhã. As áreas mais ao norte ainda podem registrar chuva leve, mas de forma rápida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco-1786973346254.jpg" data-image="4n0iwnaxgse1" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Chuva acumualda entre segunda (17) e sexta-feira (21) no Rio Gramde do Sul.</figcaption></figure><p>Até o final da sexta-feira (21), os maiores acumulados de chuva devem ocorrer próximo à divisa com o Uruguai, <strong>superando os 100 mm</strong>. Não estão descartados grandes volumes em outras áreas do Rio Grande do Sul, como em pontos próximos a Pelotas, Santa Maria, Canguçu, Alegrete e Encruzilhada do Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, os volumes previstos ficam entre 16 mm e 46 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-forte-e-chance-de-granizo-mantem-em-alerta-o-rs-veja-as-areas-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[100 anos da Route 66: a história por detrás da estrada mais famosa dos EUA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este ano a estrada mais famosa dos Estados Unidos da América celebra 100 anos, a Route 66 com quase 4.000 quilômetros, tornou-se um símbolo de migração, liberdade, aventura e do sonho americano. Conheça mais da sua história aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua-1786785176355.jpg" data-image="t6v548tccgth" alt="Route 66" title="Route 66"><figcaption>Criada em 1926, a Route 66 atravessa oito estados, preservando a memória de uma América moldada pelo automóvel, pela migração e pela aventura.</figcaption></figure><p>Este ano, 2026, a <strong><em>Route 66</em> celebra 100 anos</strong>. Conhecida como <em>Mother Road</em>, a lendária estrada <strong>tornou-se muito mais do que uma ligação entre cidades</strong>, é hoje um símbolo da mobilidade, da aventura e do sonho americano.</p><p>A história da <em>Route 66</em> começou oficialmente a <strong>11 de novembro de 1926</strong>, quando foi criado o sistema federal de autoestradas dos Estados Unidos. Esta estrada <strong>recebeu a designação U.S. Highway 66 e ligava Chicago, no Illinois, a Santa Monica, na Califórnia</strong>.</p><p>Com aproximadamente <strong>3.940 quilômetros, atravessava oito estados</strong>, Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia.</p><p>No entanto, a <em>Route 66 </em>não foi construída de uma vez só. <strong>O seu percurso aproveitou estradas e caminhos que já existiam</strong>, alguns bastante antigos, sendo progressivamente melhorados, pavimentados e interligados entre si.</p><div class="texto-destacado"><strong>"A Route 66 representa a evolução das estradas norte-americanas, passando de caminhos de terra a modernas vias rodoviárias." </strong>De acordo com o Nacional Park Service.</div><p>A criação da estrada resultou sobretudo do trabalho de <strong>Cyrus Avery, empresário e defensor das infraestruturas rodoviárias</strong> de Oklahoma, e de John Woodruff, de Springfield, Missouri. Avery teve um papel decisivo na definição do percurso e na defesa de uma grande estrada que atravessasse o centro-sul dos Estados Unidos em direção à Califórnia.</p><h2>Quem está por detrás da Route 66?</h2><p>Na verdade, de acordo com um artigo avançado pelo <em>The Conversation</em>, não existiu uma única empresa ou equipa responsável pela construção da <em>Route 66</em>.</p><p>Esta estrada <strong>foi construída e modernizada por departamentos estaduais de estradas, autoridades locais, empreiteiros privados e milhares de trabalhadores</strong>. Cada estado assumia grande parte das obras dentro do seu território.</p><p>Quando a <em>Route 66</em> foi oficialmente criada, muitos dos seus troços ainda eram estradas de terra ou cascalho. O objetivo seguinte foi <strong>transformar aquele conjunto de caminhos numa via mais segura</strong> e adequada ao crescente número de automóveis.</p><p>A pavimentação avançou de forma desigual. No Illinois, por exemplo, grande parte do percurso já estava pavimentada no final da década de 1920. Noutras regiões, sobretudo no Oeste, os trabalhos demoraram muito mais.</p><p>A <em>Route 66</em> só ficou totalmente pavimentada em <strong>1938, doze anos depois da sua criação oficial</strong>.</p><h2>Uma América em movimento</h2><p>A <em>Route 66</em> surgiu numa época em que <strong>o automóvel começava a transformar profundamente a sociedade</strong> norte-americana.</p><p>A expansão da indústria automóvel aumentava a necessidade de estradas capazes de ligar cidades, zonas rurais e regiões distantes. <strong>A nova rota facilitava o transporte de pessoas e mercadorias</strong> e dava a certas comunidades mais distantes acesso a uma rede económica muito maior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua-1786785275334.jpg" data-image="6qpxh3lrwtow" alt="Negócios junto à Route 66" title="Negócios junto à Route 66"><figcaption>Ao longo da Route 66, postos de combustível, motéis e pequenas lojas cresceram com o fluxo de viajantes, transformando a estrada numa fonte de vida para muitas comunidades.</figcaption></figure><p><strong>Postos de combustível, oficinas, restaurantes, lojas e pequenos alojamentos começaram a surgir junto ao percurso</strong>. A estrada tornou-se, assim, uma fonte de rendimento para inúmeras localidades.</p><h2>A estrada da Grande Depressão</h2><p>Durante a Grande Depressão, nos anos 1930, a <em>Route 66</em> ganhou uma importância ainda maior.</p><p>Milhares de famílias afetadas pela pobreza e pelo <em>Dust Bowl - </em>tempestade gigantesca de poeiras que causou o colapso agricola e migração em massa, <strong>utilizaram a estrada para procurar trabalho e melhores condições de vida no Oeste</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estrada possibilitou um dos maiores movimentos de população da história dos Estados Unidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <em>Route 66</em> tornou-se uma <strong>rota de esperança</strong> para quem deixava para trás quintas destruídas, falta de trabalho e dificuldades económicas.</p><p>A sua importância continuou durante a Segunda Guerra Mundial, aquando <strong>utilizada para transportar tropas, trabalhadores e equipamentos</strong>.</p><h2>Dos viajantes aos turistas</h2><p>Depois da guerra, a <em>Route 66</em> adquiriu uma nova personalidade. <strong>Com o crescimento económico dos Estados Unidos, aumentou também o número de famílias que viajavam de automóvel</strong>. As férias rodoviárias tornaram-se populares e a Route 66 passou a representar liberdade, aventura e descoberta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua-1786785397618.jpg" data-image="fzo1flgthrjm" alt="Mapa Route 66" title="Mapa Route 66"><figcaption>A Route 66 tem cerca de 3.940 km, ligando Chicago, Illinois, a Santa Monica, Califórnia.</figcaption></figure><p>Ao longo dos seus milhares de quilómetros apareceram os <strong>elementos que ainda hoje fazem parte da sua imagem, motéis, postos de gasolina, letreiros de néon e atrações excêntricas junto à estrada</strong>.</p><p>A cultura popular ajudou a transformar a <em>Route 66 </em>numa lenda. <strong>Livros, músicas, filmes e programas de televisão levaram a sua imagem muito além das fronteiras norte-americanas</strong>.</p><h2>O declínio da Route 66</h2><p>Contudo, o progresso que ajudou a criar a <em>Route 66</em> acabaria por provocar o seu declínio.</p><p>A partir da década de <strong>1950, os Estados Unidos começaram a construir uma enorme rede de autoestradas interestaduais</strong>. Mais rápidas e eficientes, estas novas vias desviavam o tráfego das antigas comunidades atravessadas pela <em>Route 66.</em><em><br></em></p><p>Negócios fecharam, localidades perderam movimento e alguns troços foram abandonados. <strong>Em 1985, a <em>Route 66 </em>foi oficialmente retirada do sistema federal de autoestradas</strong>. A estrada tinha desaparecido dos mapas oficiais, mas não da memória dos americanos.</p><h2>Um século depois</h2><p>Nas décadas seguintes, <strong>comunidades locais, historiadores e associações dedicaram-se a preservar os vestígios da antiga estrada</strong>. Alguns troços continuam transitáveis, enquanto pontes, postos de combustível, restaurantes, motéis e antigos letreiros foram recuperados como património histórico.</p><p>Em 2026, o centenário transforma a <em>Route 66</em> numa celebração da história norte-americana, mas também numa <strong>oportunidade para recordar as pessoas que fizeram da estrada muito mais do que uma faixa de asfalto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781323" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia.html" title="Inspirada no Caminho de Santiago: conheça a rota de 300 km em Goiás com cachoeiras e poesia">Inspirada no Caminho de Santiago: conheça a rota de 300 km em Goiás com cachoeiras e poesia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia.html" title="Inspirada no Caminho de Santiago: conheça a rota de 300 km em Goiás com cachoeiras e poesia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785439052584_320.jpg" alt="Inspirada no Caminho de Santiago: conheça a rota de 300 km em Goiás com cachoeiras e poesia"></a></article></aside><p>A <em>Route 66</em> não foi construída por uma única pessoa, nem num único ano. <strong>Nasceu através da união de caminhos existentes e foi transformada durante décadas </strong>por engenheiros, trabalhadores, comunidades e viajantes. É precisamente essa história que explica a sua permanência.</p><p>A <em>Route 66</em> pode ter deixado de existir oficialmente em 1985, mas, 100 anos depois do seu nascimento, <strong>continua a ser uma das estradas mais famosas do mundo</strong>, não pelo lugar a que conduz, mas por tudo aquilo que representa pelo caminho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/100-anos-de-route-66-a-historia-por-detras-da-estrada-mais-famosa-dos-eua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fótons escuros não conseguiram aquecer o Universo como esperado, sugere estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/fotons-escuros-nao-conseguiram-aquecer-o-universo-como-esperado-sugere-estudo.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo sugere que os hipotéticos fótons escuros não teriam aquecido o Universo primordial como se imaginava. A descoberta reabre possibilidades para experimentos que buscam sinais dessas partículas como candidatas à matéria escura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotons-escuros-nao-conseguiram-aquecer-o-universo-como-esperado-sugere-estudo-1786912708404.png" data-image="iqmng5s8bn7v" alt="Fótons escuros são uma das hipóteses estudadas para explicar como energia poderia ter sido transferida ao plasma do Universo primordial durante a reionização." title="Fótons escuros são uma das hipóteses estudadas para explicar como energia poderia ter sido transferida ao plasma do Universo primordial durante a reionização."><figcaption>Fótons escuros são uma das hipóteses estudadas para explicar como energia poderia ter sido transferida ao plasma do Universo primordial durante a reionização.</figcaption></figure><p><strong>A reionização do Universo foi a transição em que o hidrogênio neutro do meio intergaláctico voltou a ser ionizado.</strong> Entender quais fontes produziram a radiação para essa transformação é importante para reconstruir a evolução do Universo e a formação das primeiras estruturas. </p><p>Uma hipótese alternativa considera os fótons escuros, partículas hipotéticas associadas a um setor escuro e que podem se converter em fótons comuns. <strong>Essa conversão poderia transferir parte da energia da matéria escura para o plasma, aquecendo o meio intergaláctico.</strong></p><p><strong>Simulações de dinâmica de plasma indicam que esse aquecimento pode ter sido muito menos eficiente do que modelos anteriores sugeriam. </strong>A conversão dos fótons escuros pode fazer com que a energia cresça e efeitos não lineares gerem irregularidades limitando a quantidade de energia depositada. </p><h2>Fótons escuros </h2><p><strong>Os fótons escuros são partículas hipotéticas propostas como mediadoras de uma possível interação dentro do chamado setor escuro. </strong>Diferentemente do fóton comum, eles não precisariam interagir diretamente com a matéria visível, mas poderiam apresentar uma pequena mistura com o campo eletromagnético.</p><div class="texto-destacado"> Essa interação permitiria, em princípio, que fótons escuros deixassem sinais indiretos em experimentos e observações cosmológicas.</div><p>Na física de partículas, o fóton escuro pode ser associado a uma extensão do Modelo Padrão. Dependendo de sua massa e da intensidade, <strong>ele poderia influenciar a evolução do plasma primordial ou participar da dinâmica da matéria escura. </strong></p><h2>Como esses fótons aqueceram o Universo?</h2><p><strong>A hipótese dos fótons escuros considera que essas partículas poderiam se converter em fótons normais no plasma ionizado do Universo primordial.</strong> Essa conversão transferiria energia para o plasma, aumentando sua temperatura e, em princípio, deixando assinaturas observáveis na evolução cósmica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotons-escuros-nao-conseguiram-aquecer-o-universo-como-esperado-sugere-estudo-1786912367730.png" data-image="j0gk4fkwim7d" alt="Fótons escuros são uma das hipóteses estudadas para explicar como energia poderia ter sido transferida ao plasma do Universo primordial durante a reionização. Crédito: CERN" title="Fótons escuros são uma das hipóteses estudadas para explicar como energia poderia ter sido transferida ao plasma do Universo primordial durante a reionização. Crédito: CERN"><figcaption>Fótons escuros são uma das hipóteses estudadas para explicar como energia poderia ter sido transferida ao plasma do Universo primordial durante a reionização. Crédito: CERN</figcaption></figure><p>Novas simulações de plasma, porém, indicam que a conversão pode ser limitada antes que ocorra transferência de energia. <strong>O próprio processo gera perturbações no plasma que interrompem a conversão eficiente dos fótons escuros, impedindo o aquecimento previsto pelos modelos mais simples.</strong></p><h2>Descobrindo energia </h2><p>A nova descoberta mostra que o modelo de conversão linear entre fótons escuros e fótons comuns não descreve completamente a dinâmica do plasma. <strong>As simulações indicam que o sistema entra rapidamente em um regime fortemente não linear. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771517" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-mapa-cosmico-do-james-webb-mostra-como-o-universo-se-formou.html" title="Novo mapa cósmico do James Webb mostra como o Universo se formou">Novo mapa cósmico do James Webb mostra como o Universo se formou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-mapa-cosmico-do-james-webb-mostra-como-o-universo-se-formou.html" title="Novo mapa cósmico do James Webb mostra como o Universo se formou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/universo-nos-seus-primeiros-bilhoes-de-anos-ganha-novo-mapa-cosmico-pelo-jwst-1780172080359_320.png" alt="Novo mapa cósmico do James Webb mostra como o Universo se formou"></a></article></aside><p><strong>Com essa dinâmica incluída, uma restrição cosmológica passa a ser aplicada em uma faixa de energia. </strong>Essa região corresponde aproximadamente a frequências de rádio entre quilohertz e gigahertz, tornando-a acessível a diferentes estratégias experimentais. </p><h2>Não linearidade</h2><p>Efeitos não lineares já são fundamentais para descrever diversos sistemas astrofísicos, especialmente aqueles dominados por plasmas.<strong> Em muitos modelos, aproximações lineares são utilizadas porque simplificam os cálculos,</strong> mas elas podem deixar de representar corretamente a dinâmica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotons-escuros-nao-conseguiram-aquecer-o-universo-como-esperado-sugere-estudo-1786912542694.png" data-image="scvelweundjl" alt="Efeitos não lineares no plasma podem explicar por que essa conversão foi ineficiente e ajudar a entender a possível relação entre fótons escuros e a reionização. Crédito: NASA" title="Efeitos não lineares no plasma podem explicar por que essa conversão foi ineficiente e ajudar a entender a possível relação entre fótons escuros e a reionização. Crédito: NASA"><figcaption>Efeitos não lineares no plasma podem explicar por que essa conversão foi ineficiente e ajudar a entender a possível relação entre fótons escuros e a reionização. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>O caso dos fótons escuros mostra que processos não lineares podem alterar previsões consideradas estabelecidas. A mesma abordagem pode precisar ser aplicada a outras partículas e ambientes astrofísicos, <strong>especialmente quando plasma e física de partículas estão fortemente acoplados.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hook%20et%20al" data-year="2026" data-title="No%20Cosmological%20Constraints%20on%20Dark%20Photon%20Dark%20Matter%20from%20Resonant%20Conversion%3A%20Impact%20of%20Nonlinear%20Plasma%20Dynamics" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2F98cx-7t43">Hook et al. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/98cx-7t43" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No Cosmological Constraints on Dark Photon Dark Matter from Resonant Conversion: Impact of Nonlinear Plasma Dynamics</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/fotons-escuros-nao-conseguiram-aquecer-o-universo-como-esperado-sugere-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo identifica 18 espécies de árvores que ajudam na recuperação da Amazônia; conheça elas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-identifica-18-especies-de-arvores-que-ajudam-na-recuperacao-da-amazonia-conheca-elas.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 09:14:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Espécies pioneiras suportam calor extremo, sol intenso e solos degradados, criando condições para o retorno da biodiversidade e ajudando a floresta amazônica a se regenerar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-identifica-18-especies-de-arvores-que-ajudam-na-recuperacao-da-amazonia-conheca-elas-1786906829172.jpg" data-image="0lj3h12l6e0e" alt="Imagem de uma Castanheira-Do-Pará (Bertholletia excelsa) — Foto: eulucasramus / iNaturalist" title="Imagem de uma Castanheira-Do-Pará (Bertholletia excelsa) — Foto: eulucasramus / iNaturalist"><figcaption>Imagem de uma Castanheira-Do-Pará (Bertholletia excelsa), uma das árvores identificadas no estudo. Crédito: eulucasramus / iNaturalist</figcaption></figure><p>Um <strong>estudo brasileiro</strong> identificou um<strong> grupo de 18 espécies de árvores que desempenha papel fundamental no processo de recuperação da Amazôni</strong>a após áreas serem destruídas. Entre elas estão a embaúba, o araticum-bravo, o ingá-vermelho, a tatapiririca, o inajá e a castanheira-do-pará.</p><p>A pesquisa, liderada pelo pesquisador Fernando Elias, do Museu Paraense Emílio Goeldi, com apoio do Instituto Serrapilheira, analisou <strong>102 parcelas de floresta</strong> <strong>secundária distribuídas por quatro regiões do leste da Amazônia.</strong> As áreas estavam separadas, em média, por 600 quilômetros, mas apresentaram um padrão semelhante de regeneração.</p><p>A descoberta ajuda a explicar como a floresta consegue se recompor depois de processos de degradação provocados pela abertura de pastagens, áreas agrícolas e outros usos do solo. Ao contrário da maioria das árvores amazônicas, que precisa de sombra para sobreviver, <strong>as espécies identificadas suportam condições mais hostis, como sol intenso, calor extremo e solo compactado</strong>.</p><h2>Árvores pioneiras abrem caminho para a floresta</h2><p>Essas árvores são chamadas de espécies pioneiras e aparecem primeiro durante a regeneração da chamada floresta secundária. Segundo Magno Castelo Branco, biólogo, PhD em ecologia e gestão de recursos naturais e membro do painel de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), elas<strong> ajudam a criar um ambiente mais favorável </strong>para o desenvolvimento de outras plantas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-identifica-18-especies-de-arvores-que-ajudam-na-recuperacao-da-amazonia-conheca-elas-1786906963040.jpg" data-image="aezbvwkzpddp" alt="Detalhe da árvore do inajá e os cruatás que envolvem o fruto — Foto: Paulo André Rodrigues da Silva/Embrapa/Divulgação" title="Detalhe da árvore do inajá e os cruatás que envolvem o fruto — Foto: Paulo André Rodrigues da Silva/Embrapa/Divulgação"><figcaption>Detalhe da árvore do inajá e os cruatás que envolvem o fruto. Crédito: Paulo André Rodrigues da Silva/Embrapa/Divulgação</figcaption></figure><p>Ao crescerem rapidamente e produzirem grande quantidade de folhas, essas espécies<strong> contribuem para a fertilização do solo. </strong>Suas copas também reduzem a temperatura no interior da vegetação. Segundo o pesquisador Fernando Elias, a diferença entre uma área sob sol pleno e o interior da floresta pode chegar a 3 ou 4 graus Celsius.</p><p>Com a formação dessa sombra e a melhoria das condições do solo, espécies mais sensíveis ao calor conseguem se estabelecer. Dessa maneira, as pioneiras funcionam como uma espécie de <strong>“porta de entrada” </strong>para o retorno gradual da diversidade vegetal.</p><h2>Lista reúne espécies com funções diferentes</h2><p>Entre as 18 espécies identificadas estão a <strong>embaúba </strong>(<em>Cecropia palmata</em>), o <strong>araticum-bravo</strong> (<em>Annona exsucca</em>), o<strong> ingá-vermelho</strong> (<em>Inga alba</em>), a <strong>tatapiririca</strong> (<em>Tapirira guianensis</em>) e o <strong>inajá</strong> (<em>Attalea maripa</em>). A relação também inclui a castanheira-do-pará (<em>Bertholletia excelsa</em>).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/uma-das-mais-perfumadas-do-mundo-a-arvore-que-vive-500-anos-e-da-origem-ao-cha-relaxante-mais-popular.html" title="Uma das mais perfumadas do mundo: a árvore que vive 500 anos e dá origem ao chá relaxante mais popular">Uma das mais perfumadas do mundo: a árvore que vive 500 anos e dá origem ao chá relaxante mais popular</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/uma-das-mais-perfumadas-do-mundo-a-arvore-que-vive-500-anos-e-da-origem-ao-cha-relaxante-mais-popular.html" title="Uma das mais perfumadas do mundo: a árvore que vive 500 anos e dá origem ao chá relaxante mais popular"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-los-mas-perfumados-del-mundo-el-arbol-que-vive-500-anos-y-da-origen-a-la-infusion-relajante-mas-popular-1785887496430_320.jpg" alt="Uma das mais perfumadas do mundo: a árvore que vive 500 anos e dá origem ao chá relaxante mais popular"></a></article></aside><p>Completam a lista<em> Attalea speciosa, Cassia fastuosa, Jacaranda copaia, Croton matourensis, Bellucia grossularioides, Inga edulis, Maprounea guianensis, Didymopanax morototoni, Sacoglottis guianensis, Himatanthus articulatus, Trattinnickia rhoifolia e Vismia guianensis.</em></p><p>Algumas dessas espécies exercem <strong>funções específicas na recuperação do ambiente. </strong>O ingá-vermelho, por exemplo, é uma leguminosa que estabelece associação com bactérias nas raízes e contribui para a incorporação de nitrogênio ao solo. Já o inajá atrai animais que consomem seus frutos e podem transportar sementes de outras áreas da floresta.</p><h2>Pesquisa pode orientar restauração</h2><p>A identificação das espécies pode <strong>ajudar projetos de restauração florestal </strong>a escolher quais árvores plantar inicialmente em áreas degradadas. Como elas já demonstram capacidade de crescer naturalmente em ambientes hostis, podem ser utilizadas para acelerar a recuperação de determinadas regiões.</p><div class="texto-destacado">A regeneração ganha importância diante do histórico de desmatamento acumulado na Amazônia. Embora o bioma tenha registrado entre agosto de 2025 e julho de 2026 a menor área sob alerta desde o início da série atual do sistema Deter, em 2016, foram identificados 2.874 quilômetros quadrados sob alerta no período.</div><p>O governo federal também possui o <strong>Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg)</strong>, que prevê a restauração de 12 milhões de hectares em todos os biomas brasileiros até 2030. Nesse cenário, conhecer as espécies que iniciam naturalmente a regeneração pode contribuir para tornar as ações mais eficientes.</p><h2>Recuperar não significa plantar poucas espécies</h2><p>Apesar do potencial das 18 árvores, os <strong>pesquisadores ressaltam que elas não devem ser usadas como substitutas</strong> da diversidade natural da Amazônia. A função das espécies pioneiras é criar condições para que outras plantas, mais sensíveis às condições extremas, possam voltar a ocupar a área.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768544" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/museu-brasileiro-tem-a-terceira-maior-colecao-de-mamiferos-da-america-do-sul.html" title="Museu na Amazônia tem a terceira maior coleção de mamíferos da América do Sul">Museu na Amazônia tem a terceira maior coleção de mamíferos da América do Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/museu-brasileiro-tem-a-terceira-maior-colecao-de-mamiferos-da-america-do-sul.html" title="Museu na Amazônia tem a terceira maior coleção de mamíferos da América do Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/museu-brasileiro-tem-a-terceira-maior-colecao-de-mamiferos-da-america-do-sul-1778616031305_320.jpg" alt="Museu na Amazônia tem a terceira maior coleção de mamíferos da América do Sul"></a></article></aside><p>“Essas espécies são a tentativa da floresta de se reerguer”, explica Fernando Elias. Para o pesquisador, compreender esse processo permite <strong>apoiar a capacidade natural de recuperação do bioma</strong> sem deixar de lado a necessidade de restaurar a biodiversidade.</p><p>A pesquisa contou ainda com apoio do CNPq, do Museu Paraense Emílio Goeldi, do Centro Capoeira e da Rede Amazônia Sustentável. Os resultados reforçam que <strong>a própria floresta oferece pistas importantes para orientar estratégias de restauração </strong>e recuperar, de forma mais eficiente, áreas degradadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="G1" data-year="2026" data-title="Quais%20s%C3%A3o%20as%2018%20esp%C3%A9cies%20de%20%C3%A1rvores%20que%20sustentam%20a%20Amaz%C3%B4nia%20na%20luta%20contra%20o%20aquecimento%20global" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F14%2Fquais-sao-arvores-que-sustentam-a-amazonia-na-luta-contra-o-aquecimento-global.ghtml">G1. (2026). <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/08/14/quais-sao-arvores-que-sustentam-a-amazonia-na-luta-contra-o-aquecimento-global.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Quais são as 18 espécies de árvores que sustentam a Amazônia na luta contra o aquecimento global</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-identifica-18-especies-de-arvores-que-ajudam-na-recuperacao-da-amazonia-conheca-elas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone traz risco de ventos de 100 km/h e de tempestades severas; veja quando]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 23:10:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone extratropical vai se formar nesta semana sobre a Região Sul nesta semana trazendo intensa mudança do tempo através de chuvas intensas, tempestades severas, queda das temperaturas e ventos de 100 km/h.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando-1786921179338.jpg" data-image="2j5np7gmxc26" alt="alerta ciclone" title="alerta ciclone"><figcaption>Um ciclone vai se formar nesta semana sobre a Região Sul trazendo chuvas intensas, tempestades severas e rajadas de ventos de 100 km/h.</figcaption></figure><p>Nesta semana, <strong>um ciclone extratropical está previsto em se formar sobre a Região Sul a partir da próxima quinta-feira (20)</strong>, com todo o processo de formação, a ciclogênese, levando potencial de chuvas intensas e de tempestades severas para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Posteriormente, <strong>o sistema pode provocar rajadas de ventos de 100 km/h.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações! </div><p>A intensa mudança também inclui a redução das temperaturas através de uma nova incursão de massa de ar frio pela Região Sul, contrastando com o calor do início da semana.</p><h2>Alertas de chuvas intensas e de tempo severo</h2><p>A intensificação de uma região mais instável começa entre a noite da quarta-feira (19) e a madrugada da quinta-feira (20) entre a Argentina e o Paraguai. Por volta do início da manhã, a previsão mostra uma baixa pressão já formada sobre o Rio Grande do Sul. Assim, <strong>há elevado potencial de chuvas intensas e de tempestades severas </strong>no Oeste, Missões e na região Central. </p><p>Essa condição se mantém ao longo da de toda a manhã e, no final do período, as instabilidades levam<strong> riscos para a Campanha, Sul, Sudeste e região de Porto Alegre</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando-1786920880947.jpg" data-image="m8fpjum6omvg" alt="alerta ciclone" title="alerta ciclone"><figcaption>Baixa pressão ganha intensidade no Sul do Brasil na manhã da quinta-feira, 20 de agosto.</figcaption></figure><p>A baixa pressão vai se deslocando para sudeste ao longo do dia, ao mesmo tempo que a sua frente fria associada começa a se formar. A partir da tarde, <strong>alertas de chuvas intensas e tempestades</strong> também para o Norte e Serra do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, sudoeste e oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando-1786920927977.jpg" data-image="0g46qhkxaffc" alt="tempestades" title="tempestades"><figcaption>Alerta de tempestade severas já madrugada e manhã da quinta-feira, 20 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Há atenção para o aumento da intensidade dos ventos </strong>que, no período da tarde, deixam alertas para o risco de <strong>rajadas de ventos de 50 a 75 km/h </strong>no Oeste, Missões, Norte e Serra do Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina e no sul do Paraná.</p><p><strong>No período da noite</strong>, as instabilidades atingem a porção central e o sul de Santa Catarina e o sul do Paraná. No Rio Grande do Sul, os alertas continuam para a serra, litoral, sul, sudeste e região de fronteira da Campanha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil.html" title="Bloqueio atmosférico traz calor de mais de 40°C e atinge a 5 regiões do Brasil">Bloqueio atmosférico traz calor de mais de 40°C e atinge a 5 regiões do Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil.html" title="Bloqueio atmosférico traz calor de mais de 40°C e atinge a 5 regiões do Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil-1786895547094_320.jpg" alt="Bloqueio atmosférico traz calor de mais de 40°C e atinge a 5 regiões do Brasil"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, <strong>a massa de ar frio já baixa as temperaturas</strong> no Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina, no oeste e sudoeste do Paraná.</p><p><strong>Na sexta-feira (21)</strong>, o ciclone está formado e se afastando no oceano, enquanto que o ar frio ‘inunda’ o Sul do Brasil, <strong>trazendo mais um episódio de frio de inverno para a Região</strong>. No entanto, há o aumento do potencial de rajadas de vento devido a borda do sistema ciclônico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando-1786920771807.jpg" data-image="m9tpq6wiirqt" alt="ciclone" title="ciclone"><figcaption>Alerta de rajadas de vento de 100 km/h na madrugada e manhã da sexta-feira (21).</figcaption></figure><p>O maior risco fica para o período da madrugada e da manhã com <strong>alertas para o risco de rajadas de 70 a 100 km/h </strong>no leste e nordeste do Rio Grande do Sul, no leste de Santa Catarina até o leste do Paraná. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-traz-risco-de-ventos-de-100-km-h-e-de-tempestades-severas-veja-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nasce a Plastisphere: o novo ecossistema "mutante" que coloniza os detritos marinhos da Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasce-a-plastisphere-o-novo-ecossistema-mutante-que-coloniza-os-detritos-marinhos-da-terra.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 22:22:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A compreensão da plastisfera não deve ser vista como uma solução para a poluição plástica, mas sim como uma forma de mensurar as consequências ecológicas dos resíduos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nace-la-plastisfera-el-nuevo-ecosistema-mutante-que-coloniza-la-basura-marina-de-la-tierra-1786760972438.jpeg" data-image="80f98h2vqt95" alt="praias" title="praias"><figcaption>As ações de limpeza pública também trazem benefícios econômicos. Se as praias estiverem cobertas de lixo, os turistas não as visitarão.</figcaption></figure><p>O consumo permite-nos satisfazer necessidades, sejam elas essenciais ou não; contudo, <strong>por detrás de cada decisão de consumo existem consequências que</strong>, muitas vezes, podem ir muito além do que podemos imaginar.</p><p>O termo "plastisfera" surgiu em 2013, proposto pelos pesquisadores Zettler, Mincer e Amaral-Zettler, que utilizaram técnicas de sequenciamento genético e microscopia eletrônica de varredura para estudar fragmentos de plástico coletados no Atlântico Norte.<strong> Como resultado dessa pesquisa, eles descobriram uma surpreendente diversidade de organismos vivendo nesses detritos</strong>.</p><p>Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), <strong>estima-se que 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos cheguem aos oceanos anualmente</strong>, o que equivale a despejar um caminhão cheio de plástico no mar a cada minuto.</p><h2>Afinal, o que é exatamente a Plastisphere?</h2><p>A plastisfera é um ecossistema antropogênico formado por comunidades de microrganismos que <strong>colonizam os resíduos plásticos presentes em ambientes aquáticos</strong>, transformando essas superfícies artificiais em novos habitats para a vida.</p><p>Portanto, a plastisfera pode ser considerada uma região composta de plástico no meio do oceano,<strong> mas que conseguiu sustentar comunidades biológicas complexas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nace-la-plastisfera-el-nuevo-ecosistema-mutante-que-coloniza-la-basura-marina-de-la-tierra-1786759958559.jpeg" data-image="37xd7d6gsh9g" alt="plástico" title="plástico"><figcaption>A plastisfera é um ecossistema antropogênico formado por comunidades de microrganismos que colonizam os resíduos plásticos.</figcaption></figure><p>Hoje se sabe que <strong>o plástico não funciona apenas como um poluente</strong>; uma vez em contato com a água, ele desencadeia um processo que começa com <strong>a adesão de bactérias e outros microrganismos ao polímero</strong>.</p><p>Seguido pela produção de substâncias poliméricas extracelulares que favorecem a incorporação e <strong>o estabelecimento de comunidades cada vez mais complexas</strong>, incluindo bactérias heterotróficas, cianobactérias e outros organismos eucarióticos, bem como produtores, consumidores, predadores e simbiontes.</p><p>Dessa forma, os resíduos plásticos não permanecem como superfícies biologicamente inertes no oceano, <strong>mas podem se tornar habitats</strong> onde ocorrem processos de colonização, competição, predação e possivelmente transformação ou degradação de certos compostos associados ao plástico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html" title="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil">Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html" title="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil-1783523414599_320.jpg" alt="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil"></a></article></aside><p><strong>A plastisfera é muito mais do que uma camada de microrganismos aderidos</strong> ao plástico. Essas comunidades, ou biofilmes, formam biofilmes metabolicamente ativos nos quais bactérias, microalgas e outros microrganismos podem participar de processos relacionados aos ciclos do carbono, nitrogênio e enxofre.</p><p>Além disso, <strong>a natureza persistente e móvel dos resíduos plásticos pode facilitar o transporte de microrganismos </strong>entre diferentes ambientes e promover interações microbianas, incluindo a transferência de genes associados à resistência a antibióticos.</p><p>Pesquisas recentes sugerem que a plastisfera não constitui uma comunidade biológica completamente distinta de outros biofilmes naturais; em vez disso, <strong>a peculiaridade de sua existência reside no fato de que os humanos introduziram enormes quantidades de superfícies artificiais</strong>, duráveis e móveis nos ecossistemas, proporcionando novos espaços para a colonização e dispersão microbiana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nace-la-plastisfera-el-nuevo-ecosistema-mutante-que-coloniza-la-basura-marina-de-la-tierra-1786760011840.jpeg" data-image="59yyzvng1dkf" alt="lixo" title="lixo"><figcaption>Cada pedaço de lixo que é removido para reciclagem ou descarte em aterros sanitários significa que há um item perigoso a menos para pássaros, tartarugas ou baleias.</figcaption></figure><p>Nossos resíduos não apenas permanecem nos mares e oceanos por décadas; eles também criam novas superfícies para a vida e alteram as relações entre os organismos e o meio ambiente.<strong> A capacidade da natureza de colonizar até mesmo os materiais mais artificiais é incrível</strong>.</p><p>A compreensão desses ecossistemas criados artificialmente pode contribuir para o desenvolvimento futuro de tecnologias de biodegradação e biorremediação. Ao mesmo tempo, o estudo da plastisfera permite avaliar se <strong>os resíduos plásticos atuam como veículo de dispersão de microrganismos potencialmente patogênicos ou genes de resistência antimicrobiana</strong>, bem como compreender seu papel nos ciclos do carbono, do nitrogênio e de outros elementos.</p><p>A compreensão da plastisfera não deve ser vista como uma solução para a poluição plástica, <strong>mas sim como uma forma de mensurar as consequências ecológicas dos resíduos e explorar processos microbianos</strong> que podem, eventualmente, ser utilizados para reduzir seu impacto ambiental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Carrillo-Barrag%C3%A1n%20P.%2C%20Ballest%C3%A9%20E.%2C%20Sauer%20M.%2C%20Christie-Oleza%20J." data-year="" data-title="The%20plastisphere%3A%20not%20a%20unique%20biofilm%20but%20a%20unifying%20concept%20for%20the%20interdisciplinary%20plastic%20biofilm%20research%20community" data-url="https%3A%2F%2Fpubmed.ncbi.nlm.nih.gov%2F42329783%2F">Carrillo-Barragán P., Ballesté E., Sauer M., Christie-Oleza J.. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42329783/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The plastisphere: not a unique biofilm but a unifying concept for the interdisciplinary plastic biofilm research community</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasce-a-plastisphere-o-novo-ecossistema-mutante-que-coloniza-os-detritos-marinhos-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rara e venenosa: jararaca-verde é fotografada em parque da Amazônia; confira o registro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rara-e-venenosa-jararaca-verde-e-fotografada-em-parque-da-amazonia-confira-o-registro.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 20:56:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Fotógrafo encontrou espécie arborícola no chão durante expedição no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá, e conseguiu registrar imagens sem interferir no comportamento do animal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rara-e-venenosa-jararaca-verde-e-fotografada-em-parque-da-amazonia-confira-o-registro-1786905743438.jpg" data-image="ysmbg5k8s8jv" alt="Guia de Turismo faz registro raro de Jararaca-Verde na Amazônia. — Foto: Wirley Almeida/Arquivo Pessoal" title="Guia de Turismo faz registro raro de Jararaca-Verde na Amazônia. — Foto: Wirley Almeida/Arquivo Pessoal"><figcaption>Guia de Turismo faz registro raro de Jararaca-Verde na Amazônia. Crédito: Wirley Almeida/Arquivo Pessoal</figcaption></figure><p>Durante uma expedição ao <strong>Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque</strong>, no Amapá, o guia de turismo e fotógrafo da biodiversidade Wirley Almeida, de 34 anos, fez um<strong> registro considerado raro de uma jararaca-verde</strong> (<em>Bothrops bilineata</em>), espécie altamente peçonhenta. O encontro ocorreu entre os dias 2 e 5 de agosto, durante buscas por árvores gigantes na região.</p><p>A fotografia ganhou repercussão ao revelar um dos animais de difícil observação da fauna amazônica. A jararaca-verde possui hábitos predominantemente noturnos e é uma espécie arborícola, passando grande parte do tempo sobre as árvores.<strong> A coloração do corpo também favorece a camuflagem em meio à vegetação</strong>, tornando sua localização ainda mais difícil.</p><p>O que mais chamou a atenção de Wirley, no entanto, foi encontrar a cobra no chão. Segundo o guia,<strong> esse comportamento tornou o momento ainda mais especial</strong>, já que a espécie costuma permanecer nas copas das árvores. O fotógrafo realizou os registros mantendo distância e evitando qualquer interferência no animal.</p><h2>Encontro inesperado durante a expedição</h2><p>“Em um dos momentos da expedição, durante os deslocamentos e buscas por registros de árvores gigantes na região, tive a sorte de encontrar essa jararaca-verde”, relatou Wirley. Segundo ele, a presença da cobra no solo foi <strong>uma surpresa</strong> durante o percurso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rara-e-venenosa-jararaca-verde-e-fotografada-em-parque-da-amazonia-confira-o-registro-1786905842059.jpg" data-image="kuzglp73q14n" alt="Wirley Almeida faz registro de biodiversidade desde 2010. — Foto: Wirley Almeida/Arquivo Pessoal" title="Wirley Almeida faz registro de biodiversidade desde 2010. — Foto: Wirley Almeida/Arquivo Pessoal"><figcaption>Wirley Almeida faz registro de biodiversidade desde 2010. Crédito: Wirley Almeida/Arquivo Pessoal</figcaption></figure><p>Morador de Serra do Navio, no Amapá, Wirley registra a biodiversidade da região desde 2010. A experiência adquirida ao longo dos anos faz com que ele permaneça <strong>atento aos detalhes encontrados durante as trilhas, inclusive a pequenos animais </strong>que podem passar despercebidos.</p><p>O fotógrafo já teve imagens de outras espécies, como sapos, publicadas em livros. Para ele, porém, <strong>o encontro com a jararaca-verde foi totalmente inesperado</strong>. “Quando percebi que era uma jararaca-verde, já sabia que estava diante de um registro muito interessante e raro”, afirmou.</p><h2>Espécie vive principalmente nas copas</h2><p>De acordo com Jucivaldo Dias Lima, especialista em herpetologia do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), <strong>a jararaca-verde é uma espécie difícil de ser encontrada</strong>. Apesar disso, o pesquisador já registrou o animal em outras áreas do estado.</p><div class="texto-destacado">Entre os locais onde a espécie já foi observada estão a Floresta Nacional do Amapá e o município de Oiapoque. Segundo o especialista, a cobra possui características adaptadas à vida nas árvores e sua alimentação inclui animais encontrados nesse ambiente.</div><p>“É um bicho bastante venenoso, com veneno adaptado para se alimentar de pássaros”, explicou Jucivaldo. Ele destacou ainda que<strong> a espécie não é comum de ser registrada em toda a Amazônia</strong> justamente por passar grande parte do tempo nas copas, onde também encontra suas principais presas, como aves e pequenos roedores.</p><h2>Peçonha exige atenção</h2><p>A jararaca-verde é uma serpente peçonhenta e <strong>sua picada pode provocar consequências graves.</strong> O veneno pode causar dor intensa, inchaço, sangramentos e lesões nos tecidos, além de complicações que exigem atendimento médico imediato.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783726" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao.html" title="Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção">Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao.html" title="Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao-1786735427983_320.jpg" alt="Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção"></a></article></aside><p>Por apresentar coloração que favorece a <strong>camuflagem</strong> e permanecer frequentemente sobre árvores e vegetação,<strong> a espécie pode ser difícil de perceber durante uma trilha.</strong> Por isso, especialistas recomendam não tentar tocar, capturar ou se aproximar do animal.</p><p>O registro feito por Wirley reforça <strong>a diversidade e a riqueza da fauna encontrada no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque.</strong> Além de documentar uma espécie pouco observada, a fotografia mostra a importância da atuação de pesquisadores, guias e fotógrafos na identificação e divulgação da biodiversidade amazônica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="G1" data-year="2026" data-title="Guia%20de%20Turismo%20faz%20registro%20raro%20de%20Jararaca-Verde%20altamente%20venenosa%20na%20Amaz%C3%B4nia" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fap%2Famapa%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F12%2Fguia-de-turismo-faz-registro-raro-de-jararaca-verde-altamente-venenosa-na-amazonia.ghtml">G1. (2026). <a href="https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/08/12/guia-de-turismo-faz-registro-raro-de-jararaca-verde-altamente-venenosa-na-amazonia.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Guia de Turismo faz registro raro de Jararaca-Verde altamente venenosa na Amazônia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rara-e-venenosa-jararaca-verde-e-fotografada-em-parque-da-amazonia-confira-o-registro.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O El Niño está esgotando os nutrientes do Pacífico: a NASA detecta queda acentuada no fitoplâncton]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-el-nino-esta-esgotando-os-nutrientes-do-pacifico-a-nasa-detecta-queda-acentuada-no-fitoplancton.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 19:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O El Niño chegou oficialmente ao Pacífico equatorial e agora pode ser visto do espaço. O satélite PACE da NASA registrou uma queda significativa nos níveis de clorofila entre junho de 2025 e junho de 2026, um sinal de que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha, está perdendo o suprimento de nutrientes necessário para seu crescimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-esta-dejando-sin-nutrientes-al-pacifico-la-nasa-detecta-una-fuerte-caida-del-fitoplancton-1786837215965.jpg" data-image="sykjrfr2cogw" alt="Niño NASA" title="Niño NASA"><figcaption>Os mapas mostram as concentrações médias mensais de clorofila para junho de 2025 (à esquerda), em condições neutras, e junho de 2026 (à direita), durante um evento El Niño mais intenso. Imagens do Observatório da Terra da NASA por Michala Garrison.</figcaption></figure><p>Desde junho de 2026, o El Niño é um fenômeno confirmado no Pacífico tropical, e seus primeiros efeitos já são sentidos onde são menos visíveis a olho nu: na base da cadeia alimentar oceânica. De acordo com o <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/el-nino-alters-marine-life-in-the-pacific/" target="_blank">relatório da NASA</a>, Imagens de satélite <strong>mostram uma queda acentuada nas concentrações de clorofila no Pacífico central</strong>, comparando as condições neutras de junho de 2025 com o cenário de junho de 2026, quando o El Niño já estava se intensificando.</p><div class="texto-destacado">O aquecimento associado ao El Niño reduz a ressurgência de nutrientes das profundezas do Pacífico. O declínio do fitoplâncton já é visível do espaço e seus efeitos começam a impactar uma das pescarias mais importantes do planeta.</div><p>A clorofila é o pigmento que nos <strong>permite identificar a presença do fitoplâncton</strong>, os organismos microscópicos que sustentam toda a cadeia alimentar marinha. Quando sua concentração diminui, <strong>o impacto não se limita à água</strong>: há menos alimento disponível para o zooplâncton, peixes, aves marinhas e mamíferos marinhos que dependem dessa cadeia para sobreviver. <strong>É um efeito cascata que começa de forma invisível e acaba afetando pescarias inteiras</strong>, como já está acontecendo no Peru.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/WPA-KpldDVc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=WPA-KpldDVc" id="WPA-KpldDVc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA confirma o cenário: a agência elevou seu nível de alerta para Aviso de El Niño em 11 de junho de 2026, após ter permanecido na fase de Observação, e agora projeta que o fenômeno continuará a se intensificar ao longo de 2026, <strong>com 97% de probabilidade de permanecer ativo até o início da primavera no Hemisfério Norte em 2027</strong>. Em outras palavras: o que está sendo observado atualmente nos mapas de clorofila é apenas o começo.</p><h2><strong>Por que o aquecimento dos oceanos está esgotando os nutrientes do oceano?</strong></h2><p>O mecanismo por trás desse declínio não tem nada a ver com menos luz solar ou poluição, mas sim com a física básica dos oceanos. Em condições normais, <strong>os ventos alísios empurram a água quente da superfície para oeste através do Pacífico</strong>, permitindo que a água fria e rica em nutrientes suba das profundezas na zona equatorial leste — um processo chamado ressurgência. Essa ressurgência de nutrientes é o que alimenta o fitoplâncton e, consequentemente, toda a cadeia alimentar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-esta-dejando-sin-nutrientes-al-pacifico-la-nasa-detecta-una-fuerte-caida-del-fitoplancton-1786838205931.png" data-image="1kkv43kv3uec" alt="El Niño" title="El Niño"><figcaption>Em 8 de junho de 2026, poucos dias antes da declaração do El Niño, foram observados níveis do mar acima do normal (em vermelho) no Pacífico central e oriental. Os dados para o mapa foram obtidos pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich e processados por cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA.</figcaption></figure><p>Durante o El Niño, os ventos alísios enfraquecem e a água quente se acumula no Pacífico central e oriental, <strong>formando uma camada profunda que bloqueia a ressurgência de nutrientes</strong>. O resultado é exatamente o que o satélite PACE captou: menos clorofila, menos fitoplâncton e menos alimento disponível. Esse mecanismo foi documentado em detalhes por uma equipe liderada por Hyung-Gyu Lim, do Laboratório de Dinâmica de Fluidos Geofísicos (GFDL) da NOAA, em um estudo publicado na revista Geophysical Research Letters. </p><p>Utilizando um modelo de sistema terrestre de nova geração (ESM4.1), os pesquisadores conseguiram reproduzir com muito mais precisão do que as versões anteriores tanto a queda nos níveis de clorofila durante o El Niño quanto sua subsequente recuperação,<strong> um fenômeno conhecido como "rebote da clorofila"</strong>. De acordo com o estudo, esse rebote é amplamente explicado por um transporte anômalo de ferro do Pacífico ocidental para a zona equatorial através da Corrente Submarina Equatorial, reforçado ainda mais pelo influxo de ferro transportado pela poeira da terra após o evento.</p><h2>O Peru já está sentindo o impacto: a pesca de anchova foi suspensa<br></h2><p>Embora os satélites documentem o fenômeno do espaço, suas consequências econômicas já são sentidas no mar. O <strong><a href="https://www.gob.pe/institucion/produce/noticias/1405316-produce-refuerza-medidas-de-conservacion-y-suspende-la-pesca-de-anchoveta-en-la-zona-norte-centro" target="_blank">Ministério da Produção do Peru</a></strong> (PRODUCE) determinou a suspensão das atividades de pesca de anchova e anchova-branca na zona centro-norte do litoral peruano. A decisão baseou-se em relatórios do Instituto Marinho do Peru (IMARPE), que <strong>alertaram para a persistência e intensificação das condições climáticas</strong> e o aumento da vulnerabilidade dos estoques durante a primeira temporada de pesca de 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-esta-dejando-sin-nutrientes-al-pacifico-la-nasa-detecta-una-fuerte-caida-del-fitoplancton-1786838287034.jpg" data-image="3k5nt48uikj9" alt="Anchova" title="Anchova"><figcaption>O governo peruano decidiu suspender a pesca de anchova. A decisão foi tomada como medida de precaução para salvaguardar a sustentabilidade da principal atividade pesqueira do país, dada a alta vulnerabilidade do estoque e a intensificação das condições climáticas.</figcaption></figure><p>A anchova é a espécie mais importante na indústria pesqueira do Peru e sustenta uma parcela significativa da produção de farinha e óleo de peixe do país. A temporada começou com uma cota de 1.914.049 toneladas,<strong> a menor em dez anos e 36% inferior à do ano anterior</strong>. A ligação com as observações da NASA é direta: quando os nutrientes diminuem e o fitoplâncton declina, a anchova perde uma de suas principais fontes de alimento, e o impacto pode se espalhar por toda a cadeia pesqueira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783524" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-fenomeno-muito-forte.html" title=" Super El Niño: NOAA aumenta para 95% a chance de um fenômeno muito forte"> Super El Niño: NOAA aumenta para 95% a chance de um fenômeno muito forte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-fenomeno-muito-forte.html" title=" Super El Niño: NOAA aumenta para 95% a chance de um fenômeno muito forte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-el-nino-muito-forte-1786634004899_320.png" alt=" Super El Niño: NOAA aumenta para 95% a chance de um fenômeno muito forte"></a></article></aside><p>A grande questão é até que ponto essa perturbação se estenderá se o El Niño continuar a se intensificar ao longo de 2026. <strong>A NOAA não descarta a possibilidade de o evento atingir uma magnitude muito alta no final do ano</strong>, enquanto a ciência poderá acompanhar sua evolução com detalhes sem precedentes. O satélite PACE permite a observação diária das mudanças na cor do oceano e no fitoplâncton, oferecendo uma oportunidade excepcional para monitorar como o El Niño transforma a produtividade do Pacífico e, eventualmente, como sua recuperação começa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hyung-Gyu%20Lim%2C%20%20John%20P.%20Dunne%2C%20Charles%20A.%20Stock%2C%20Paul%20Ginoux%2C%20Jasmin%20G.%20John%2C%20John%20Krasting" data-year="2022" data-title="Oceanic%20and%20Atmospheric%20Drivers%20of%20Post-El-Ni%C3%B1o%20Chlorophyll%20Rebound%20in%20the%20Equatorial%20Pacific" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2021GL096113">Hyung-Gyu Lim, John P. Dunne, Charles A. Stock, Paul Ginoux, Jasmin G. John, John Krasting. (2022). <a href="https://doi.org/10.1029/2021GL096113" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Oceanic and Atmospheric Drivers of Post-El-Niño Chlorophyll Rebound in the Equatorial Pacific</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-el-nino-esta-esgotando-os-nutrientes-do-pacifico-a-nasa-detecta-queda-acentuada-no-fitoplancton.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bloqueio atmosférico traz calor de mais de 40°C e atinge a 5 regiões do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 17:48:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um bloqueio atmosférico atua sobre o Brasil nesta semana e favorece o fortalecimento de uma massa de ar quente sobre o país que atinge as 5 regiões. As temperaturas passam dos 40°C.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xay9ak2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xay9ak2.jpg" id="xay9ak2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um padrão de bloqueio atmosférico se estabelece no Brasil, o que fortalece uma massa de ar quente sobre o país. <strong>O calor mais intenso atinge as 5 regiões</strong> <strong>e traz temperaturas acima dos 40°C e de até 14°C acima da média</strong>.</p><h2>Semana já começa com calor de Norte a Sul</h2><p><strong>Na segunda-feira (17)</strong>, o sistema de chuva que leva risco de temporais e de chuvas intensas no Rio Grande do Sul, recua para o Uruguai, permitindo o avanço do ar quente sobre praticamente toda a Região Sul. As temperaturas máximas na metade norte do território gaúcho passam dos 30°C, <strong>com 32 a 33°C na região Central e de Porto Alegre</strong>. No Norte. Serra, Oeste e Missões, a previsão é de 30 e 31°C. Na região da Campanha, as temperaturas podem variar de 25 a 28°C.</p><div class="texto-destacado"> No Sul do Brasil, as temperatura máximas podem representar até 14°C acima da média para esta época do ano. </div><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, as temperaturas aumentam, <strong>com 34°C</strong>, sendo a máxima para o sul do estado. Nas demais regiões, as temperaturas variam de 25 a 30°C.</p><p><strong>No Paraná</strong>, as temperaturas variam de 26 a 33°C, <strong>com 33°C sendo previsto para o noroeste do estado</strong> e 27°C para a região de Curitiba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil-1786894596248.jpg" data-image="flm2auak6qyj" alt="onda de calor" title="onda de calor"><figcaption>Anomalia de temperatura pode atingir até 14°C nas máxima das segunda-feira, 17 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No Sudeste</strong>, o calor continua e ganha intensidade em boa parte dessas regiões. A sensação mais amenas é prevista somente para o litoral de São Paulo, para o Espírito Santo e para o sudeste de Minas Gerais. <strong>Na capital paulista a previsão é de 30°C, com 34 a 38°C para o interior de São Paulo</strong>. No Rio de Janeiro, às máximas variam de 25 a 30°C, sendo mais elevadas na região metropolitana do Rio. Em Minas Gerais, as temperaturas variam de 27°C a 31°C na maioria das localidades, com máximas de 35°C no oeste do Triângulo Mineiro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Já no Centro-Oeste, as temperaturas variam de 32°C a 42°C</strong>, com patamar abaixo dos 30°C somente no Distrito Federal. A maioria das localidades ficam entre 35 e 42°C.</p><p><strong>No Norte e o Nordeste, o calor de até 40°C é predominante.</strong> somente no extremo norte e leste do país que as temperaturas ficam mais amenas, principalmente no leste do Nordeste devido a circulação dos ventos provenientes do resquício de uma massa de ar mais frio, que favorece as temperaturas máximas de 25°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil-1786894880261.jpg" data-image="fl5w8fo6h60a" alt="calor" title="calor"><figcaption>Temperatura máxima para a segunda-feira, 17 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (18)</strong>, o calor ganha intensidade em praticamente todo o Brasil, com o aumento de 1 a 2° nas temperaturas máximas. Somente no Rio Grande do Sul, que é a metade sul, mais as Missões e a Serra têm previsão de redução das temperaturas. <strong>O calor dá espaço a temperaturas mais amenas de 22 a 25°C</strong>.</p><h2>Calor aumenta em boa parte do Brasil e refresco retorna ao Sul e parte do Centro-Oeste</h2><p><strong>Na quarta-feira (19)</strong>, o ar quente continua ganhando força em razão da manutenção do padrão de bloqueio e da continuidade do fluxo de norte, que transporta o ar mais quente do Centro-Norte ao Centro-Sul. Assim, as <strong>temperaturas aumentam em torno de 1°C</strong>, com calor de 42°C no Centro-Oeste e de mais de 30°C para a maioria das localidades a partir de Santa Catarina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783545" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ar-quente-chega-ao-centro-sul-e-alimenta-onda-de-tempestades-veja-as-areas-em-risco.html" title="Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco">Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ar-quente-chega-ao-centro-sul-e-alimenta-onda-de-tempestades-veja-as-areas-em-risco.html" title="Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/intenso-ar-quente-chega-ao-centro-sul-e-alimenta-onda-de-tempestades-veja-as-areas-em-risco-1786640353317_320.jpg" alt="Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>Devido ao início do processo de formação de uma baixa pressão entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas pontuais, além da atuação dos ventos mais de quadrante sul, <strong>há o arrefecimento e o retorno das temperaturas abaixo dos 20°C</strong> em todo o Rio Grande do Sul e da de temperaturas máximas de 24°C no sul de Santa Catarina.</p><p><strong>Na quinta-feira (20)</strong>, a tendência da previsão mostra a formação de um fraco e pequeno ciclone extratropical e o deslocamento de uma fraca frente fria pela Região Sul. Assim, <strong>o frio retorna ao Sul do Brasil a partir deste dia</strong>, mas como o sistema não progride para o restante do país, boa parte do Centro-Norte e do Sudeste ficam sob calor acima dos 30°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil-1786895018247.jpg" data-image="3ek33f9sq5j7" alt="Calor" title="Calor"><figcaption>Temperatura máxima para a quinta-feira, 19 de agosto.</figcaption></figure><p>A exceção fica para o Mato Grosso do Sul e para o oeste e sudeste do Mato Grosso. <strong>Ventos mais frescos de sul e sudeste conseguem avançar desde o Paraguai</strong> e trazer temperaturas mais amenas, com 21 a 26°C em boa parte do Mato Grosso do Sul e baixar o patamar de 30 a 32°C no Mato Grosso.</p><p>A semana termina,<strong> com frio em toda a Região Su</strong><strong>l </strong><strong>e início da amenização das temperaturas no leste de São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>. O calor acima dos 35°C continua em boa parte do Centro-Norte do Brasil.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-traz-calor-de-mais-de-40-c-e-atinge-a-5-regioes-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amostras de gelo preservadas em uma caverna projetada na Antártida para futuros cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amostras-de-gelo-preservadas-em-uma-caverna-projetada-na-antartida-para-futuros-cientistas.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 14:47:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Na Antártida, cientistas projetaram uma espécie de cofre de gelo, escavado no solo, para armazenar amostras de gelo, estudá-las e permitir que futuros pesquisadores combatam melhor o aquecimento global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antarctique-carottes-glaciaires-environnement-rechauffement-climatique-1786412693519.jpg" data-image="oeu3fbjqdreb" alt="O derretimento do gelo está se acelerando a olho nu." title="O derretimento do gelo está se acelerando a olho nu."><figcaption>O derretimento do gelo está se acelerando a olho nu.</figcaption></figure><p>As mudanças climáticas estão causando inúmeras consequências, tão catastróficas para o meio ambiente quanto para os seres vivos. Aumento do nível do mar, temperaturas altíssimas, ar cada vez mais poluído…<strong> as mudanças climáticas não poupam ninguém, muito menos o continente branco</strong>. No entanto, foi na Antártida que os cientistas decidiram criar a Memória de Gelo.</p><h2>Os núcleos de gelo são extremamente frágeis.</h2><p>Ice Memory é o nome do santuário dedicado à preservação de núcleos de gelo obtidos por cientistas. <strong>S</strong><strong>eu objetivo é reunir o máximo de informações possível sobre nossa história climática</strong>, utilizando esses registros únicos, para que futuros pesquisadores possam aprender e compreender essa história e formular hipóteses sobre o futuro do planeta.</p><h3>A tecnologia Ice Memory deve ajudar na luta contra o aquecimento global</h3><p>Para o climatologista Tom Matthews, essa preservação é uma responsabilidade essencial para garantir a longevidade dos arquivos.</p><p class="texto-destacado">“Preservar núcleos de gelo garante às futuras gerações de cientistas a oportunidade de estudá-los, para que possamos continuar a compreender como as regiões congeladas respondem ao aquecimento global.”</p><p>O derretimento do gelo está se acelerando, e os pesquisadores estão fazendo todo o possível para preservar as informações necessárias para detê-lo. Daí a <strong>importância do santuário Ice Memory, localizado no coração da Antártica</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782706" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm">A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-geoingenieria-en-el-artico-funciona-el-historico-experimento-que-engroso-el-hielo-32-cm-1784645455704_320.jpg" alt="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"></a></article></aside><p>Trata-se de uma caverna de gelo em forma de iglu, a uma altitude de 3230 metros, onde a temperatura se mantém a -51°C. Ela contém<strong> inúmeros núcleos de gelo extraídos dos locais mais ameaçados do planeta, mas também daqueles que fornecem mais informações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antarctique-carottes-glaciaires-environnement-rechauffement-climatique-1786412931142.jpg" data-image="ptn41ngyofc7" alt="Os cientistas das gerações futuras terão acesso a informações fundamentais." title="Os cientistas das gerações futuras terão acesso a informações fundamentais."><figcaption>Os cientistas das gerações futuras terão acesso a informações fundamentais.</figcaption></figure><p>Este tipo de cofre contém tesouros inestimáveis para os cientistas do futuro, que <strong>poderão rastrear o passado para melhor compreender o futuro</strong> e, talvez, mudar o seu rumo, como explica o Professor e Presidente da Fundação Memória do Gelo, Thomas Stocker.</p><div class="texto-destacado">"Daqui a cinquenta ou cem anos, os cientistas terão capacidades analíticas que hoje nem sequer podemos imaginar."</div><p>Mas a tarefa é arriscada. Transportar esses núcleos de gelo, coletados em todo o mundo, não é tarefa fácil. <strong>Eles precisam atravessar uma ampla gama de climas, dos mais frios aos mais tropicais</strong>. A Fundação Memória do Gelo se deu dez anos para coletar amostras de diferentes locais. Dos Andes sul-americanos a Svalbard, na Noruega, passando pelas montanhas do Hindu Kush, os cientistas estão procedendo com cautela, apesar da emergência climática.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antarctique-carottes-glaciaires-environnement-rechauffement-climatique-1786413088963.jpg" data-image="ydt9m73ju0gv" alt="Será que este projeto poderia reverter o aquecimento global?" title="Será que este projeto poderia reverter o aquecimento global?"><figcaption>Será que este projeto poderia reverter o aquecimento global?</figcaption></figure><p>Atualmente, o estatuto jurídico deste sistema, particularmente no que diz <strong>respeito aos núcleos de gelo, permanece incerto, e o progresso de tal projeto depende de financiamento e colaboração internacionais</strong>. Esta iniciativa necessita agora do apoio de instituições globais.</p><h3>Referência da notícia</h3><p><cite>Natalie Berry. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.fr/environnement/en-antarctique-un-sanctuaire-pour-preserver-la-memoire-des-glaciers-qui-disparaissent" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En Antarctique, un sanctuaire pour préserver la mémoire des glaciers</a>.</cite></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amostras-de-gelo-preservadas-em-uma-caverna-projetada-na-antartida-para-futuros-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O único lugar no mundo onde você pode mergulhar na cicatriz do dia mais catastrófico da história da Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-unico-lugar-no-mundo-onde-voce-pode-mergulhar-na-cicatriz-do-dia-mais-catastrofico-da-historia-da-terra.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 12:28:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Essas piscinas naturais são famosas na Península de Yucatán. As incríveis formações rochosas são criadas quando o calcário se dissolve devido à ação da água nas fissuras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-unico-lugar-del-mundo-donde-puedes-bucear-en-la-cicatriz-del-dia-mas-catastrofico-de-la-historia-de-la-tierra-1780378887384.jpg" data-image="e9z7vu763jz4" alt="É um território de beleza estonteante e grande riqueza cultural." title="É um território de beleza estonteante e grande riqueza cultural."><figcaption>É um território de beleza estonteante e grande riqueza cultural.</figcaption></figure><p>A cidade de Chicxulub, no estado de Yucatán, é famosa por ser o local onde, segundo <strong>pesquisas de especialistas, o asteroide que dizimou os dinossauros impactou a Terra </strong>e, por sua vez, <strong>deu origem à formação dessa impressionante cavidade</strong>, onde existe uma oportunidade única de mergulhar abaixo da superfície terrestre.</p><p>Muitos cenotes estão espalhados por toda a Península de Yucatán; eles variam em formação, tamanho e profundidade.<strong> O tipo de cenote em que um mergulhador pode entrar depende de sua experiência e nível de treinamento</strong>.</p><p class="texto-destacado">Nos tempos da civilização maia, essas cavernas e poços eram usados em suas cerimônias ancestrais, onde diversos ritos e sacrifícios eram praticados.</p><p>Os cenotes do sudeste do México foram formados durante a última Era Glacial. Naquela época, o nível do mar era mais baixo do que é hoje, expondo recifes de coral e rochas calcárias,<strong> criando condições ideais para a formação dessas impressionantes piscinas naturais</strong>.</p><p>Além disso, essas formações serviram de refúgio para os diversos animais que ali viviam. Quando o período glacial terminou, <strong>o nível do mar subiu novamente com o derretimento das calotas polares, causando a inundação dos cenotes</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cenote Chukum-Ha is a spectacular underground cave cenote located inside the Hacienda Chukum adventure park near Valladolid, Mexico. <br><br>Named after the native Chukum trees surrounding the property, this deep cavern features crystal-clear blue waters illuminated by a natural light <a href="https://t.co/S6WKRsutGZ">pic.twitter.com/S6WKRsutGZ</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://x.com/Rainmaker1973/status/2087201204321300670?ref_src=twsrc%5Etfw">August 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Durante o período da civilização maia, essas cavernas e poços eram utilizados em suas antigas cerimônias,<strong> onde diversos ritos e sacrifícios eram praticados</strong>. São famosos por seus fósseis e diversos artefatos que datam de centenas de milhares de anos.</p><h2>Espaços de grande valor cultural e ambiental</h2><p>Este espetacular mundo subaquático guarda informações inestimáveis sobre a evolução da Terra, e especialmente sobre o que aconteceu na Península de Yucatán. Esta região do sudeste do México<strong> começou a se formar há aproximadamente 65 milhões de anos</strong>, quando se estima que tenha sido coberta pelo oceano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-unico-lugar-del-mundo-donde-puedes-bucear-en-la-cicatriz-del-dia-mas-catastrofico-de-la-historia-de-la-tierra-1780377850411.jpg" data-image="a0oc0rmotjez" alt="O tipo e a composição do solo refletem a extensa rede de cenotes. Imagem cedida pela Northwestern University." title="O tipo e a composição do solo refletem a extensa rede de cenotes. Imagem cedida pela Northwestern University."><figcaption>O tipo e a composição do solo refletem a extensa rede de cenotes. Imagem cedida pela Northwestern University.</figcaption></figure><p>Essas impressionantes formações geológicas, também conhecidas como o "<strong>anel de cenotes</strong>", marcam o epicentro do local onde ocorreu o impacto do meteorito que causou a extinção dos dinossauros e de várias outras espécies que habitavam a região na época.</p><h3>Sites que estão em constante evolução</h3><p>Essas formações geológicas únicas fazem parte das características cársticas da Península de Yucatán. <strong>Diversas análises e inspeções hidrogeológicas revelam a existência de uma fonte de dióxido de carbono</strong> no interior de cada cenote; sua presença promove a dissolução das rochas calcárias.</p><p class="texto-destacado">Essa região do sudeste do México começou a se formar há cerca de 65 milhões de anos, quando se estima que tenha sido coberta pelo oceano.</p><p>Os cenotes estão em constante evolução; os processos de dissolução do calcário são contínuos.<strong> Este intrincado sistema de cavernas se transforma ao longo do tempo</strong>; são espaços que protegem formas de vida únicas e especiais.</p><h3>Faixa semi-regular com cerca de 5 quilômetros de largura</h3><p>O chamado "anel de cenotes" estende-se para o interior dentro da plataforma continental: desde Celestún – na costa oeste –, continuando para sul até à parte central do estado: em municípios como Huhí e Homún; movendo-se para norte e nordeste até Dzilam González.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-ilha-mais-remota-do-mexico-o-desconhecido-paraiso-de-corais-que-poucos-conseguem-visitar.html" title="A ilha mais remota do México: o desconhecido paraíso de corais que poucos conseguem visitar">A ilha mais remota do México: o desconhecido paraíso de corais que poucos conseguem visitar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-ilha-mais-remota-do-mexico-o-desconhecido-paraiso-de-corais-que-poucos-conseguem-visitar.html" title="A ilha mais remota do México: o desconhecido paraíso de corais que poucos conseguem visitar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-isla-mas-solitaria-de-mexico-el-paraiso-coralino-que-pocos-logran-visitar-1785962645198_320.jpg" alt="A ilha mais remota do México: o desconhecido paraíso de corais que poucos conseguem visitar"></a></article></aside><p>Trata-se de uma espécie de faixa semicircular centrada na cidade de Chicxulub, no município de Progreso. <strong>O ponto de impacto está localizado precisamente ali, sob as diferentes camadas de rocha cárstica</strong>. Diversos instrumentos sismológicos e gravimétricos auxiliaram nessas medições.</p><h2>Recomendações para visitar este lugar especial.</h2><p>Segundo os moradores locais, para visitar o "anel de cenotes",<strong> recomenda-se sair cedo de Mérida em direção a Valladolid</strong>. É importante seguir as placas e, pegando a saída para Acanceh, continuar até Homún; é lá que se encontram vários cenotes, como Canunchén, Yaxbacaltún e Santa Cruz.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Escápate a este paraíso <br>Cenote mexicano<br>Sumérgete en aguas cristalinas y conecta con la naturaleza y la cultura local <br>Te va a enamorar<a href="https://x.com/hashtag/Cenote?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Cenote</a> <a href="https://x.com/hashtag/GayFriendly?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#GayFriendly</a> <a href="https://t.co/EIYzEyLCO2">pic.twitter.com/EIYzEyLCO2</a></p>— EsMexico Explore (@EsMexico) <a href="https://x.com/EsMexico/status/2088129565851795725?ref_src=twsrc%5Etfw">August 14, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> </strong></p><p>É importante considerar a contratação de um guia especializado, que pode ser encontrado nas praças das aldeias próximas, ou reservar passeios online. Recomenda-se levar calçado aquático, fato de banho, toalha e protetor solar biodegradável.</p><h3>Referência da notícia</h3><blockquote><em>UNESCO. <a href="https://whc.unesco.org/en/tentativelists/5784/" title="Anillo de cenotes del cráter Chicxulub, Yucatán" target="_blank">Anillo de cenotes del cráter Chicxulub, Yucatán</a>, Convención del Patrimonio Mundial.</em></blockquote>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-unico-lugar-no-mundo-onde-voce-pode-mergulhar-na-cicatriz-do-dia-mais-catastrofico-da-historia-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazônia viva]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O equilíbrio dinâmico entre a erosão em África e a lavagem de solos na América do Sul. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409165521.png" data-image="ixb2sv4tec7m"><figcaption>A poeira fertilizante vem do leito seco de um antigo mega-lago no Chade, rico em fósseis microscópicos de algas.</figcaption></figure><p>A impressionante<strong> ligação entre o maior deserto do mundo e a maior floresta tropical do planeta</strong> tem sido alvo de uma investigação profunda na última década. </p><div class="texto-destacado">Estes estudos, suportados por dados da NASA e publicações em revistas científicas de renome, revelam que a vitalidade da floresta amazônica depende, em grande medida, das poeiras oriundas do deserto do Saara. </div><p>Uma colossal nuvem de poeira viaja anualmente pelo Oceano Atlântico, transportando nutrientes essenciais que <strong>fertilizam, de forma natural, a extensa selva sul-americana</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ygulQJoIe2Y/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ygulQJoIe2Y" id="ygulQJoIe2Y"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Pela primeira vez, os cientistas conseguiram quantificar em três dimensões esta extraordinária viagem intercontinental. </p><div class="texto-destacado">Utilizando os dados do satélite CALIPSO da NASA, que está equipado com um instrumento LIDAR (capaz de emitir impulsos de luz que fazem ricochete nas partículas atmosféricas), os investigadores puderam distinguir a poeira de outros aerossóis graças às suas propriedades óticas. </div><p>A investigação baseou-se em registos efetuados ao longo de sete anos, traçando o percurso, a altitude e o volume destas poeiras vitais.</p><h2>Os números de uma viagem colossal </h2><p>Os números revelados são verdadeiramente avassaladores. Em média, as condições meteorológicas e os ventos fortes levantam anualmente cerca de<strong> 182 milhões de toneladas de poeira da orla ocidental do Saara</strong>, um volume equivalente a quase 690 mil caminhões de carga cheios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409224857.png" data-image="e3pisdrzt6tg"><figcaption>A viagem não acaba na Amazónia: mais de 40 milhões de toneladas de poeira continuam até às ilhas Caraíbas.</figcaption></figure><p>Após percorrerem mais de 2.500 quilômetros sobre o Atlântico, cerca de 27,7 milhões de toneladas desta poeira assentam diretamente sobre a bacia amazónica. O segredo dos benefícios desta poeira reside na sua composição química. A maior parte provém da Depressão de Bodélé, no Chade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409329940.png" data-image="cl6ocb8cvcng"><figcaption>A quantidade de fósforo vinda do Saara compensa exatamente o que as chuvas tropicais lavam dos solos da Amazónia.</figcaption></figure><p>Este local, que no passado foi o<strong> leito de um imenso lago ancestral</strong>, é hoje riquíssimo em minerais resultantes de micro-organismos mortos e está fortemente carregado de fósforo. O fósforo é um nutriente absolutamente crítico para a fotossíntese, para o crescimento das plantas e para a síntese de proteínas vegetais.</p><h2> O equilíbrio perfeito da natureza</h2><p>Apesar da sua indiscutível exuberância, os solos da Amazônia são, na realidade, bastante pobres em nutrientes básicos. A <strong>esmagadora maioria da nutrição da floresta</strong> está aprisionada na própria matéria orgânica em decomposição. </p><div class="texto-destacado">Com as chuvas torrenciais características da região, muitos destes nutrientes são lavados para os rios e perdem-se do ecossistema. </div><p>Surpreendentemente, os investigadores estimam que a quantidade de fósforo depositada por ano graças à poeira do Saara (cerca de 22 mil toneladas) é praticamente igual à quantidade que a floresta perde devido à ação implacável das inundações e da chuva. Deste modo, <strong>o deserto atua como um fertilizante natural estabilizador</strong>.</p><h2> O impacto do clima e o futuro </h2><p>O estudo revelou ainda que o <strong>transporte destas partículas é altamente variável de ano para ano, estando intimamente correlacionado com os níveis de precipitação no Sahel (a faixa semiárida a sul do Saara</strong>). Anos de maior pluviosidade no Sahel resultam em menos poeira transportada no ano seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as mudanças climáticas na Amazônia?">O que nos revelam os anéis das árvores sobre as mudanças climáticas na Amazônia?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as mudanças climáticas na Amazônia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110_320.jpg" alt="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as mudanças climáticas na Amazônia?"></a></article></aside><p>Em suma,<strong> compreender a mecânica destas poeiras é crucial não só para a ecologia, mas também para os futuros modelos climáticos</strong>. Num mundo ameaçado por alterações imprevisíveis, estas descobertas provam, inequivocamente, que a vida na verdejante Amazônia está, de facto, indissociavelmente ligada às secas areias do Saara.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rob%20Garner" data-year="2026" data-title="NASA%20Satellite%20Reveals%20How%20Much%20Saharan%20Dust%20Feeds%20Amazon%E2%80%99s%20Plants" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fmissions%2Fcalipso%2Fnasa-satellite-reveals-how-much-saharan-dust-feeds-amazons-plants%2F">Rob Garner. (2026). <a href="https://www.nasa.gov/missions/calipso/nasa-satellite-reveals-how-much-saharan-dust-feeds-amazons-plants/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA Satellite Reveals How Much Saharan Dust Feeds Amazon’s Plants</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Galáxia rara abriga três buracos negros supermassivos, revela novo estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo.html</link><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 09:11:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A descoberta revela três buracos negros supermassivos ativos na galáxia J0148-4214 que estão acumulando matéria por meio de discos de acreção ao seu redor. O sistema pode ajudar a entender como buracos negros e galáxias evoluem juntos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo-1786815300357.png" data-image="19kmr44ef0ds" alt="Astrônomos encontraram pela primeira vez três buracos negros supermassivos ativos em uma única galáxia." title="Astrônomos encontraram pela primeira vez três buracos negros supermassivos ativos em uma única galáxia."><figcaption>Astrônomos encontraram pela primeira vez três buracos negros supermassivos ativos em uma única galáxia.</figcaption></figure><p><strong>Toda galáxia massiva possui um buraco negro supermassivo em sua região central, como ocorre na Via Láctea, onde está localizado Sagittarius A*.</strong> Esses objetos podem apresentar massas de milhões a bilhões de vezes a do Sol e exercem influência gravitacional sobre a região nuclear. </p><p><strong>Quando duas galáxias interagem ou se fundem, seus buracos negros supermassivos podem permanecer próximos e formar um sistema binário.</strong> Esses pares são importantes para entender como os buracos negros crescem e podem se fundir, mas sua observação direta é relativamente rara. </p><p><strong>Agora, astrônomos identificaram a galáxia J0148-4214, que apresenta evidências de três buracos negros supermassivos ativos</strong>. Os três objetos estão acumulando matéria por meio de discos de acreção, produzindo radiação que permite detectá-los. Essa é a primeira observação desse tipo encontrada no Universo.</p><h2>Buracos negros supermassivos</h2><p><strong>A maioria das galáxias massivas conhecidas possui um buraco negro supermassivo (SMBH) em sua região central. </strong>Sua origem não é conhecida, mas provavelmente envolve sementes de buracos negros formadas no Universo primordial que cresceram por acreção de gás, estrelas e fusões.</p><div class="texto-destacado">Observações mostram correlações entre a massa do SMBH e propriedades do bojo estelar, sugerindo que ambos cresceram sob influência de processos físicos relacionados. </div><p><strong>Apesar de sua massa ser pequena em relação à massa total da galáxia, esses objetos podem exercer uma influência sobre a região nuclear.</strong> Quando estão ativos, o gás em queda forma um disco de acreção energético, capaz de produzir radiação e lançar jatos e ventos relativísticos.</p><h2>Por que é raro encontrar mais?</h2><p><strong>É raro observar mais de um buraco negro supermassivo na mesma galáxia porque sistemas múltiplos surgem durante fusões galácticas</strong> e representam apenas uma fase do sistema. Quando duas galáxias se fundem, seus buracos negros centrais podem permanecer separados por milhares de anos-luz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo-1786815036712.png" data-image="uy9e9tmts9cj" alt="A descoberta oferece uma oportunidade rara para entender como buracos negros supermassivos crescem e evoluem ao longo do tempo. Crédito: Übler et al. 2026" title="A descoberta oferece uma oportunidade rara para entender como buracos negros supermassivos crescem e evoluem ao longo do tempo. Crédito: Übler et al. 2026"><figcaption>A descoberta oferece uma oportunidade rara para entender como buracos negros supermassivos crescem e evoluem ao longo do tempo. Crédito: Übler et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>A detecção desses sistemas também é difícil porque os buracos negros supermassivos são compactos e, quando estão inativos, praticamente não emitem radiação</strong>. Mesmo quando ativos, seus sinais podem se sobrepor ao brilho da região central da galáxia, dificultando a separação das fontes. </p><h2>Três buracos negros supermassivos</h2><p>A galáxia J0148-4214 está a mais de 12,5 bilhões de anos-luz da Terra. <strong>Observamos o sistema como ele era apenas aproximadamente 1,2 bilhão de anos após o Big Bang. </strong>Essa é a primeira evidência de três buracos negros supermassivos em uma única galáxia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780079" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrelas-de-hawking-quando-buracos-negros-consomem-estrelas-de-dentro-para-fora.html" title="Estrelas de Hawking: Quando buracos negros consomem estrelas de dentro para fora">Estrelas de Hawking: Quando buracos negros consomem estrelas de dentro para fora</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrelas-de-hawking-quando-buracos-negros-consomem-estrelas-de-dentro-para-fora.html" title="Estrelas de Hawking: Quando buracos negros consomem estrelas de dentro para fora"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-stelle-di-hawking-quando-le-stelle-divorano-i-buchi-neri-e-non-viceversa-1783153289353_320.png" alt="Estrelas de Hawking: Quando buracos negros consomem estrelas de dentro para fora"></a></article></aside><p><strong>Dois dos buracos negros estão na região central da galáxia e aparecem separados por apenas 620 anos-luz, </strong>enquanto o terceiro está localizado nas regiões externas, a cerca de 5.500 anos-luz do centro. A distribuição sugere que interações e processos de fusão foram eficientes em aproximá-los. </p><h2>Interação entre eles</h2><p><strong>Os três buracos negros apresentam massas estimadas em cerca de 80 milhões, 2 milhões e 600 mil massas solares. </strong>O buraco negro mais massivo está acumulando matéria mais lentamente, enquanto o objeto de 600 mil massas solares apresenta uma taxa de acreção extremamente. Isso indica que os três objetos estão em diferentes estágios de crescimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo-1786814935638.png" data-image="blr8062ebevg" alt="Os três objetos estão em diferentes estágios de crescimento, com taxas de acreção distintas e massas muito diferentes. Crédito: Übler et al. 2026" title="Os três objetos estão em diferentes estágios de crescimento, com taxas de acreção distintas e massas muito diferentes. Crédito: Übler et al. 2026"><figcaption>Os três objetos estão em diferentes estágios de crescimento, com taxas de acreção distintas e massas muito diferentes. Crédito: Übler et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Os dois buracos negros centrais estão separados por apenas algumas centenas de anos-luz e devem se fundir nas próximas centenas de milhões de anos. </strong>Já o terceiro objeto, localizado fora do núcleo, pode ser o remanescente de uma fusão anterior, ter sido deslocado ou estar migrando em direção ao centro da galáxia.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="%C3%9Cbler%20et%20al" data-year="2026" data-title="BlackTHUNDER%3A%20Evidence%20of%20three%20massive%20black%20holes%20in%20a%20z%20%E2%88%BC%205%20galaxy" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F08%2Faa57419-25%2Faa57419-25.html">Übler et al. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/08/aa57419-25/aa57419-25.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">BlackTHUNDER: Evidence of three massive black holes in a z ∼ 5 galaxy</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Samuel Biener, geógrafo: "Os terremotos em Granada não estão relacionados ao calor ou a tempestades."]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/samuel-biener-geografo-os-terremotos-em-granada-nao-estao-relacionados-ao-calor-ou-a-tempestades.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 23:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após o terremoto de magnitude 4,8 que manteve Granada acordada na noite passada, surgiram inúmeras notícias falsas nas redes sociais associando o calor extremo e as fortes tempestades de hoje ao tremor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/samuel-biener-geografo-los-terremotos-de-granada-no-tienen-relacion-con-el-calor-ni-con-las-tormentas-1786799469135.jpeg" data-image="xvtxm6lgrjvx"><figcaption>Han surgido numerosos bulos tras los últimos terremotos de Granada. Imagen de archivo que no corresponde a España.</figcaption></figure><p>Milhares de pessoas foram às ruas no início da manhã de hoje em Granada e outras cidades da planície granadina, <strong>após um terremoto superficial de magnitude 4,8, cujo epicentro foi localizado a nordeste de Alhendín, segundo dados do Instituto Geográfico Nacional</strong>. O tremor principal foi seguido por uma série de réplicas, algumas das quais foram sentidas pela população, impedindo que alguns dormissem.</p><p>Felizmente, <strong>não há relatos de feridos</strong>, pois o terremoto mais forte ocorreu quando as ruas não estavam muito movimentadas; caso contrário, a situação poderia ter sido muito mais grave. No entanto, <strong>danos materiais</strong>, principalmente devido à queda de escombros e beirais, <strong>foram relatados na cidade de Granada e em outras cidades próximas ao epicentro</strong>.</p><h2>Os boatos que circularam nas redes sociais após os terremotos de Granada</h2><p>Nas últimas horas, surgiram vários rumores e informações falsas a respeito do enxame sísmico que está sacudindo a planície de Granada, como aconteceu em 2021, embora desta vez o tremor principal tenha sido ainda mais forte. Por exemplo, <strong>foi dito que o terremoto causou a forte tempestade que atingiu Granada</strong> no início desta manhã de sábado (15), quando na realidade ela estava associada a um sistema convectivo localizado na borda frontal de uma baixa pressão isolada (DANA) que se desloca pela Península Ibérica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Estoy viendo bastantes mensajes -que no voy a compartir- relacionando el terremoto de Granada y las tormentas que están ocurriendo: NO TIENEN NINGUNA RELACIÓN.<br><br>Por favor, no distribuyáis ni compartáis bulos que puedan generar más situaciones de estrés y ansiedad a las personas.</p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://x.com/geologoenapuros/status/2088538745846800456?ref_src=twsrc%5Etfw">August 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Por outro lado, também se alega que o calor extremo deste verão está causando grandes rachaduras no solo que poderiam levar a um terremoto, uma afirmação absolutamente falsa. Se fosse esse o caso,<strong> regiões como o Saara estariam tremendo com terremotos quase o ano todo</strong>, ou seria impossível que terremotos ocorressem em lugares como o Alasca. Alguns até associaram o atual enxame sísmico ao eclipse solar da última quarta-feira.</p><h2>O sudeste da Península Ibérica é a área da Espanha com o maior risco sísmico</h2><p>Nós, da Meteored, queremos lembrar que a área da Espanha com maior <strong>probabilidade de sofrer um grande terremoto </strong>é a faixa entre o sul da Comunidade Valenciana e a província de Málaga, com maior probabilidade também nas províncias de Granada, Almería, na Região de Múrcia e na região de Alicante, em Vega Baja, onde já foram registrados e estimados diversos eventos de magnitude superior a 6.</p><p>Esta vasta região contém algumas das falhas ativas mais importantes da Península Ibérica. <strong>Esta sismicidade recorrente explica-se pelas colisões entre a microplaca Ibérica, a placa Africana e a placa Eurasiática</strong>, responsáveis pela acumulação de tensões que são periodicamente libertadas sob a forma de sismos. A história sísmica de Espanha oferece exemplos de sismos muito fortes: tanto o sismo de Queralbs, em 1428, como o de Almería, em 1522, poderão ter atingido uma magnitude de 7.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/samuel-biener-geografo-los-terremotos-de-granada-no-tienen-relacion-con-el-calor-ni-con-las-tormentas-1786799346734.png" data-image="u0s6epv3pvvf" alt="terremoto Espanha" title="terremoto Espanha"><figcaption>Mapa de risco sísmico da Espanha em 2015 (em valores de aceleração). Fonte: IGN.</figcaption></figure><p><strong>Outra área com algum risco sísmico são os Pirenéus</strong>, embora os tremores geralmente não sejam tão intensos ou frequentes quanto na parte sudeste da Península Ibérica. Há também um risco menor de terremotos no oeste das Ilhas Canárias, no restante da Andaluzia, na Galiza, no sul da Extremadura e em partes do Sistema Ibérico.</p><h3>Fatores que podem amplificar os efeitos de um terremoto como o de Lorca</h3><p>Este terremoto em Granada está sendo comparado ao terremoto de Lorca de 2011. Embora tenha atingido uma magnitude de "apenas 5,1", sua pouca profundidade, <strong>o tipo de solo e a proximidade do epicentro resultaram em nove mortes e extensos danos materiais</strong>. Devido aos tipos de solo encontrados na planície de Granada, terremotos semelhantes com magnitude superior a 5 podem causar danos materiais significativos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cabos-de-fibra-optica-e-ia-a-inovacao-que-nos-permitiria-saber-em-segundos-a-intensidade-de-um-terremoto.html" title="Cabos de fibra óptica e IA: a inovação que nos permitiria saber em segundos a intensidade de um terremoto">Cabos de fibra óptica e IA: a inovação que nos permitiria saber em segundos a intensidade de um terremoto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cabos-de-fibra-optica-e-ia-a-inovacao-que-nos-permitiria-saber-em-segundos-a-intensidade-de-um-terremoto.html" title="Cabos de fibra óptica e IA: a inovação que nos permitiria saber em segundos a intensidade de um terremoto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cables-de-fibra-optica-e-ia-el-avance-que-permitiria-saber-en-segundos-cuan-fuerte-sera-un-terremoto-1785423016756_320.jpg" alt="Cabos de fibra óptica e IA: a inovação que nos permitiria saber em segundos a intensidade de um terremoto"></a></article></aside><p>Como explica Lorenzo Pasqualini, geólogo da Meteored Italia, "A prevenção continua sendo fundamental. <strong>O risco depende não apenas da intensidade do terremoto, mas também da vulnerabilidade das construções</strong>. A construção adequada e o cumprimento das normas de construção resistentes a terremotos são as principais ferramentas para reduzir as consequências de futuros terremotos."</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Daños del terremoto en Armilla<br><br>Vídeo reenviado muchas veces por WhatsApp <a href="https://x.com/hashtag/terremotoGranada?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#terremotoGranada</a> <a href="https://t.co/GcKK3fs01o">pic.twitter.com/GcKK3fs01o</a></p> 𝕄𝖊𝖙𝖊𝖔𝔸𝖑𝖍𝖆𝖒𝖇𝖗𝖆️ (@MeteoAlhambra) <a href="https://x.com/MeteoAlhambra/status/2088407272619708612?ref_src=twsrc%5Etfw">August 14, 2026</a></blockquote></figure><p>Queremos salientar que é impossível saber quando o próximo grande terremoto atingirá a Espanha, mas sabemos as áreas onde é mais provável que ocorra. <strong>E todas as evidências científicas apontam para o sudeste da Península Ibérica</strong>, onde se localiza Granada, como a principal área de monitoramento sísmico em nosso país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/samuel-biener-geografo-os-terremotos-em-granada-nao-estao-relacionados-ao-calor-ou-a-tempestades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño muito forte: safra 2026/27 inicia sob intenso contraste de chuva e seca]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/el-nino-muito-forte-safra-2026-27-inicia-sob-intenso-contraste-de-chuva-e-seca.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 22:08:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A safra de grãos deve alcançar 360,8 milhões de toneladas, enquanto o El Niño muito forte amplia contrastes entre chuva no Sul e secura no interior, exigindo novas decisões regionais para o plantio de 2026/27.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-muito-forte-safra-2026-27-comeca-sob-contraste-entre-chuva-no-sul-e-seca-no-interior-1786821679704.jpg" data-image="kncuv716nzvr" alt="calor, El niño forte" title="calor, El niño forte"><figcaption>As condições meteorológicas seguem determinantes para o desenvolvimento e a produtividade das lavouras de grãos no Brasil.</figcaption></figure><p><strong>A safra brasileira 2025/26 caminha para 360,8 milhões de toneladas em 83,5 milhões de hectares</strong>, enquanto o El Niño ganha força no Pacífico. Entre 15 e 21 de agosto, calor acima de 40 °C domina Mato Grosso e Goiás, enquanto tempestades alcançam o Rio Grande do Sul. Soja, milho e trigo entram nessa transição em momentos distintos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O contraste <strong>favorece a colheita do milho segunda safra no Centro-Oeste, mas reduz a umidade</strong> superficial antes do plantio da soja. No Sul, a chuva amplia o molhamento foliar do trigo e encurta janelas de pulverização. No Matopiba, a irregularidade prevista exige planejamento hídrico antes da semeadura.</p><h2>Produção cresce 2,4%, mas culturas encerram 2025/26 em situações diferentes </h2><p>O 11º levantamento da <em>Companhia Nacional de Abastecimento</em> (<a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/11o-levantamento-safra-2025-26/11o-levantamento-safra-2025-26" target="_blank">Conab</a>) aponta aumento de 2,4% na produção nacional, equivalente a 8,5 milhões de toneladas. <strong>A soja alcança 180,5 milhões de toneladas, alta de 5,2%</strong>. O Centro-Oeste responde por 87,9 milhões de toneladas, enquanto o Sul soma 43,8 milhões e o Matopiba, 25,4 milhões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-muito-forte-safra-2026-27-comeca-sob-contraste-entre-chuva-no-sul-e-seca-no-interior-1786822171053.png" data-image="1auji4lumdrw" alt="soja, trigo, milho" title="soja, trigo, milho"><figcaption>A safra brasileira de grãos cresce em 2025/26, impulsionada pela soja e pelo milho, enquanto o trigo registra forte redução na produção.</figcaption></figure><p>O milho totaliza 143 milhões de toneladas: 29,5 milhões na primeira safra, <strong>111 milhões na segunda e 2,4 milhões na terceira</strong>. Em agosto, 58,3% da segunda safra estava colhida em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Já o trigo cai para 5,8 milhões de toneladas, redução de 26,2%, com Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul expostos ao excesso de umidade.</p><h2>El Niño reforça contraste entre Sul úmido e interior com chuva irregular </h2><p><strong>As águas do Pacífico apresentaram anomalias entre 3 °C e 4 °C perto da América do Sul</strong>, enquanto a região Niño 3.4 superou 2 °C na segunda quinzena de julho. A atualização de 14 de agosto indica probabilidade mínima de 90% de um episódio muito forte. Entre agosto e outubro, aumenta a chance de chuva acima da média no Sul e abaixo da média no Norte e Nordeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-muito-forte-safra-2026-27-comeca-sob-contraste-entre-chuva-no-sul-e-seca-no-interior-1786823062356.jpg" data-image="o379pkmu9y19" alt="El niño, forte, muito forte" title="El niño, forte, muito forte"><figcaption>A probabilidade de um El Niño muito forte atinge 95% no trimestre de outubro a dezembro de 2026, antes de diminuir gradualmente no início de 2027.</figcaption></figure><p>Esse desenho não determina o rendimento, mas altera o risco operacional. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, <strong>eventos frequentes podem encharcar o solo, favorecer doenças e atrasar a adubação</strong> do trigo. Em Bahia, Maranhão e Piauí, chuva irregular pode prejudicar a emergência da soja quando houver pouca água no perfil. Mato Grosso e Goiás também exigirão confirmação das chuvas.</p><ul> <li><strong>No Rio Grande do Sul, volumes localizados de 100 a 200 mm</strong> até o início da semana podem ampliar o molhamento do trigo.</li> <li>Em Mato Grosso e Goiás, máximas acima de 40 °C até 17 de agosto aceleram a perda de água na camada superficial.</li> <li><strong>No Matopiba, a soja só deve avançar após chuva suficiente</strong> para umedecer uniformemente o perfil de semeadura.</li> </ul><h2>Decisões até outubro devem acompanhar solo, chuva e janelas de operação </h2><p>Entre 18 e 21 de agosto, <strong>calor e tempo seco continuam no Centro-Oeste e interior do Sudeste</strong>, enquanto o Rio Grande do Sul permanece sujeito a instabilidades. A colheita de milho e algodão pode avançar em Sorriso, Rio Verde e Uberaba, mas umidade abaixo de 20% limita pulverizações e eleva o risco de fogo. No Sul, o maquinário exige solo com sustentação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783692" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-calor-de-43-c-e-umidade-em-nivel-de-deserto.html" title="Bolha de calor traz calor de 43°C e umidade em nível de deserto">Bolha de calor traz calor de 43°C e umidade em nível de deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-calor-de-43-c-e-umidade-em-nivel-de-deserto.html" title="Bolha de calor traz calor de 43°C e umidade em nível de deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-calor-de-43-c-e-umidade-em-nivel-de-deserto-1786728847859_320.jpg" alt="Bolha de calor traz calor de 43°C e umidade em nível de deserto"></a></article></aside><p><strong>Para 2026/27, o plantio não deve ser definido apenas pela primeira chuva</strong>. Em Cascavel, Passo Fundo e Luís Eduardo Magalhães, será necessário verificar umidade no perfil, continuidade da precipitação e condição da área. Pulverização, irrigação e adubação devem ser ajustadas à cultura e ao solo, com avaliação agronômica local, pois a expressão regional do El Niño ainda pode mudar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/el-nino-muito-forte-safra-2026-27-inicia-sob-intenso-contraste-de-chuva-e-seca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IA encontra sinais de erupções solares horas antes de elas surgirem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O modelo de inteligência artificial EarlyDetect identificou sinais precursores de novas regiões ativas no Sol a partir de alterações na atividade acústica e no campo magnético solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem-1786813352224.png" data-image="e93dmqagpar2" alt="Um novo modelo de IA, chamado EarlyDetect, conseguiu identificar sinais precursores de regiões ativas no Sol com cerca de 9 horas de antecedência. Crédito: ESA" title="Um novo modelo de IA, chamado EarlyDetect, conseguiu identificar sinais precursores de regiões ativas no Sol com cerca de 9 horas de antecedência. Crédito: ESA"><figcaption>Um novo modelo de IA, chamado EarlyDetect, conseguiu identificar sinais precursores de regiões ativas no Sol com cerca de 9 horas de antecedência. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>O Sol é uma estrela magneticamente ativa, e suas erupções solares ocorrem quando energia armazenada nos campos magnéticos são liberadas de forma abrupta. <strong>Esses eventos estão associados principalmente à reconexão magnética em regiões ativas da atmosfera solar. </strong></p><p><strong>O problema é difícil por causa da complexidade do Sol, onde plasma, turbulência, convecção e campos magnéticos interagem em diferentes escalas.</strong> Antecipar essas erupções é importante porque elas podem estar associados a ejeções de massa coronal e tempestades geomagnéticas.</p><p>Pesquisadores desenvolveram o EarlyDetect, um modelo de inteligência artificial (IA) capaz de identificar sinais que antecedem o surgimento de regiões ativas no Sol. <strong>O sistema analisaa atividade acústica e o campo magnético, procurando padrões que precedem mudanças na superfície cerca de 9 horas antes.</strong></p><h2>Erupções solares </h2><p><strong>As erupções solares são liberações de energia na atmosfera do Sol, associadas a regiões onde os campos magnéticos estão concentrados e distorcidos.</strong> Elas ocorrem principalmente quando a reconexão magnética reorganiza a topologia do campo e converte energia magnética em calor, radiação e energia cinética. </p><div class="texto-destacado">As erupções podem ocorrer simultaneamente a outros fenômenos, como as ejeções de massa coronal (CMEs)</div><p><strong>Durante uma erupção, o Sol pode emitir radiação em praticamente todo o espectro eletromagnético, incluindo raios X e ultravioleta. </strong>A intensidade do evento depende da quantidade de energia disponível e da configuração do campo na região ativa. O processo pode acelerar partículas a velocidades muito altas.</p><h2>Atividade acústica e o campo magnético</h2><p><strong>A atividade acústica do Sol são oscilações e ondas de pressão que se propagam pelo interior e pela superfície solar.</strong> Essas oscilações podem ser observadas por meio de variações na velocidade e no movimento da fotosfera. Alterações nesses padrões podem funcionar como sinais de mudanças na estrutura interna.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem-1786813532319.png" data-image="2t26ehpufux0" alt="Antecipar a atividade solar pode ajudar a preparar sistemas espaciais e proteger satélites dos efeitos de eventos solares intensos. Crédito: ESA" title="Antecipar a atividade solar pode ajudar a preparar sistemas espaciais e proteger satélites dos efeitos de eventos solares intensos. Crédito: ESA"><figcaption>Antecipar a atividade solar pode ajudar a preparar sistemas espaciais e proteger satélites dos efeitos de eventos solares intensos. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>O campo magnético solar é gerado e continuamente reorganizado pelo movimento do plasma ionizado no interior do Sol. <strong>A convecção e a rotação diferencial amplificam e deformam as linhas de campo.</strong> Quando esse campo acumula energia e sofre instabilidades, pode desencadear erupções solares.</p><h2>EarlyDetect</h2><p>Pesquisadores introduziram um modelo de IA para fazer previsão mais rápido.<strong> O EarlyDetect usa uma arquitetura Transformer treinada para reconhecer padrões em observações solares. </strong>Em vez de sequências de texto, o modelo processa séries temporais relacionadas à atividade acústica e ao campo magnético do Sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem-1786813474671.png" data-image="6qjpy4zseqz7" alt="O EarlyDetect usa uma arquitetura Transformer, treinada para reconhecer padrões sutis na atividade acústica e no campo magnético solar. Crédito: Tirona et al. 2026" title="O EarlyDetect usa uma arquitetura Transformer, treinada para reconhecer padrões sutis na atividade acústica e no campo magnético solar. Crédito: Tirona et al. 2026"><figcaption>O EarlyDetect usa uma arquitetura Transformer, treinada para reconhecer padrões sutis na atividade acústica e no campo magnético solar. Crédito: Tirona et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Um resultado importante foi descobrir que pequenas flutuações de baixa amplitude continham os sinais mais precoces da formação de uma região ativa.</strong> Ao preservar essas variações, o EarlyDetect conseguiu extrair informações e melhorar sua capacidade de antecipar mudanças na atividade solar.</p><h2>Testando na prática</h2><p>O EarlyDetect foi treinado com observações do instrumento SDO/HMI, da NASA, e testado em regiões ativas. <strong>A melhor versão do modelo identificou sinais precursores, em média, 9,24 horas antes de essas regiões se tornarem visíveis na superfície solar</strong>. O desempenho superou o método usado anteriormente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779429" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inteligencia-artificial-da-salto-historico-e-se-aproxima-de-resolver-o-misterio-dos-neutrinos.html" title="Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos">Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inteligencia-artificial-da-salto-historico-e-se-aproxima-de-resolver-o-misterio-dos-neutrinos.html" title="Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/misterio-dos-neutrinos-pode-estar-mais-perto-da-solucao-gracas-a-inteligencia-artificial-1784480219895_320.png" alt="Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos"></a></article></aside><p><strong>Apesar do resultado, o EarlyDetect ainda não funciona como um sistema operacional de alerta em tempo real. </strong>O modelo foi treinado com eventos já conhecidos e ainda apresenta falsos positivos, além de detectar o surgimento de regiões ativas mas não necessariamente erupções solares e CMEs.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tirona%20et%20al" data-year="2026" data-title="Forecasting%20Continuum%20Intensity%20for%20Solar%20Active%20Region%20Emergence%20Prediction%20Using%20Transformers" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2025JH001207">Tirona et al. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025JH001207" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Forecasting Continuum Intensity for Solar Active Region Emergence Prediction Using Transformers</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 19:49:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um oceano salgado esconde-se sob a crosta gelada de Encélado. Os gêiseres analisados pela sonda Cassini contêm moléculas orgânicas, fósforo e hidrogênio, enquanto o núcleo rochoso poderá fornecer a energia necessária ao surgimento da vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983.jpeg" data-image="n13p4mkhx0sf" alt="Représentation artistique d’un geyser à la surface glacée d’Encelade, avec Saturne en arrière-plan." title="Représentation artistique d’un geyser à la surface glacée d’Encelade, avec Saturne en arrière-plan."><figcaption>Representação artística de um géiser na superfície gelada de Encélado, com Saturno ao fundo.</figcaption></figure><p>Quase uma década após o fim da missão Cassini,<strong> os dados recolhidos continuam a revelar surpresas inesperadas sobre Encélado, a lua de Saturno.</strong> Em particular, o oceano quente e salgado escondido sob a sua crosta gelada parece constituir um laboratório químico ativo, rico em moléculas complexas.</p><p>Todos os ingredientes necessários ao surgimento da vida estão presentes, embora ainda não tenha sido descoberto qualquer vestígio de microrganismos.</p><h2>Cassini: a missão que revelou os segredos de Encélado<br></h2><p>A missão Cassini-Huygens, fruto de uma colaboração entre a NASA, a ESA e a ASI, foi <strong>lançada em 1997 com o objetivo de estudar Saturno, os seus anéis e as suas luas</strong>. Depois de atingir o seu destino em 2004, a Cassini recolheu dados durante 13 anos antes de concluir a sua missão em 2017 com uma descida controlada, mas irreversível, para as camadas mais profundas da atmosfera de Saturno.</p><div class="texto-destacado">Ainda antes da sua descida final em direção a Saturno, a Cassini tinha lançado a sonda Huygens em direção a Titã, com um objetivo semelhante: recolher e transmitir informações sobre as camadas profundas da sua atmosfera durante a descida.</div><p>A descoberta mais importante feita pela Cassini foi <strong>a existência de um vasto oceano de água líquida e salgada </strong>escondido sob a superfície gelada e inóspita de Encélado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712157708.jpeg" data-image="luoi1e607r68" alt="Représentation artistique de la sonde Cassini explorant Saturne, ses anneaux et ses lunes." title="Représentation artistique de la sonde Cassini explorant Saturne, ses anneaux et ses lunes."><figcaption>Representação artística da sonda Cassini a explorar Saturno, os seus anéis e as suas luas.</figcaption></figure><p>A sua existência foi revelada graças aos gêiseres observados pela sonda Cassini na região do Polo Sul.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>O nome de Encélado foi-lhe atribuído pelo astrónomo Herschel, de acordo com a convenção já utilizada para as luas descobertas anteriormente: nomeá-las em homenagem aos Titãs e aos Gigantes da mitologia grega. Encélado era um desses Gigantes, filho de Gaia e de Urano. Segundo a lenda, foi derrotado pela deusa Atena durante a Gigantomaquia e enterrado vivo na Sicília, sob o Etna. Pensava-se que esse local constituía a sua prisão e que ele estava na origem das erupções do vulcão.</strong></p></div><p><strong>Entre as 274 luas descobertas até à data em torno de Saturno, Encélado é a sexta maior, com um diâmetro de cerca de 500 km.</strong></p><p>Encélado possui uma estrutura interna estratificada, composta por um núcleo rochoso coberto por um oceano líquido <strong>com cerca de 30 a 40 km de profundidade</strong>, por sua vez coberto por uma crosta de gelo muito espessa.</p><h2>No interior dos gêiseres: uma janela para o oceano oculto</h2><p>Após a sua descoberta, a sonda Cassini atravessou várias vezes estas colunas de vapor que jorram de fissuras na superfície gelada, recolhendo dados com a ajuda de um espectrómetro de massa e do Analisador de Pó Cósmico.</p><div class="texto-destacado">A água do oceano subterrâneo escapa sob pressão através das fraturas da crosta gelada; quando atinge o vácuo à superfície, transforma-se em vapor de água e em fragmentos de gelo com a mesma composição química do oceano subjacente.</div><p>A matéria expelida pelos gêiseres é composta principalmente por água, mas <strong>contém também dióxido de carbono, metano, amoníaco, hidrogênio molecular e diversos sais</strong>.</p><p>Foram identificados cloreto de sódio, carbonatos, bicarbonatos e compostos de potássio nos grãos de gelo; estas substâncias resultam provavelmente de um contacto prolongado com o núcleo rochoso. O oceano de Encélado não é, portanto, constituído por água pura, <strong>mas forma um ambiente salino e quimicamente ativo</strong>.</p><h2>Novas moléculas surgem dos dados da Cassini</h2><p>É notável que, quase dez anos após o fim da missão Cassini, a imensa quantidade de dados recolhidos continue a ser analisada por inúmeras equipes de pesquisa. Estas análises continuam a revelar novos resultados, mostrando que a<strong> química do subsolo de Encélado é mais complexa do que se pensava inicialmente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712288013.jpg" data-image="ej8j1kqzf2fv" alt="Geysers en éruption au pôle Sud d’Encelade, observés par la sonde spatiale Cassini. Crédit : NASA/JPL/Space Science Institute." title="Geysers en éruption au pôle Sud d’Encelade, observés par la sonde spatiale Cassini. Crédit : NASA/JPL/Space Science Institute."><figcaption>Gêiseres em erupção no polo sul de Encélado, observados pela sonda espacial Cassini. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Um estudo publicado na <em>Nature Astronomy</em> em 2025 <strong>reanalisou partículas recolhidas diretamente durante uma passagem próxima efetuada pela sonda Cassini</strong>. Os resultados confirmaram a presença de uma grande variedade de compostos orgânicos, alguns dos quais poderão desempenhar um papel em reações químicas pré-biológicas essenciais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="O astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e por que eles orbitam os planetas">O astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e por que eles orbitam os planetas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="O astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e por que eles orbitam os planetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243_320.jpg" alt="O astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e por que eles orbitam os planetas"></a></article></aside><p>Foi confirmada a presença de moléculas orgânicas essenciais à vida tal como a conhecemos, mas não foram detectados quaisquer indícios de microrganismos.</p><h2> O calor oculto que mantém o oceano líquido </h2><p>Mas o que é que mantém este oceano subterrâneo no estado líquido? A fonte de energia e de calor provém das forças das marés e, mais precisamente, <strong>das deformações contínuas a que a lua está sujeita sob o efeito da atração gravitacional exercida por Saturno e pelas outras luas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712506789.png" data-image="rb4waoqf0n5z" alt="Cette illustration montre le processus par lequel des composés organiques légers, solubles et réactifs se déposent sur des grains de glace émis par les jets d’eau d’Encelade, une lune de Saturne. Crédit : NASA/JPL-Caltech" title="Cette illustration montre le processus par lequel des composés organiques légers, solubles et réactifs se déposent sur des grains de glace émis par les jets d’eau d’Encelade, une lune de Saturne. Crédit : NASA/JPL-Caltech"><figcaption>Esta ilustração mostra o processo através do qual compostos orgânicos leves, solúveis e reativos se depositam nos grãos de gelo ejetados pelos jatos de água de Encélado, uma lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL-Caltech</figcaption></figure><p><strong>O atrito interno gera calor suficiente para manter a água no estado líquido</strong>. No entanto, tendo em conta os compostos detectados, os cientistas também consideram a hipótese de uma forma de atividade geotérmica que afeta o núcleo rochoso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No interior deste núcleo poroso, poderá existir algo comparável às fontes hidrotermais observadas no fundo dos nossos oceanos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os fluxos de calor poderiam transportar esses compostos para o Polo Sul e, posteriormente, até à superfície, onde alimentariam os gêiseres. Além disso, <strong>os minerais presentes nos sistemas hidrotermais podem comportar-se como pequenas células eletroquímicas naturais</strong>, gerando potenciais elétricos e favorecendo a transformação do dióxido de carbono em moléculas orgânicas.</p><div class="texto-destacado">Depois da sonda Cassini, os gêiseres também foram observados à distância pelo telescópio espacial James Webb, que mediu plumas que se estendem por vários milhares de quilómetros.</div><p><strong>Água líquida, elementos químicos essenciais, moléculas orgânicas </strong>e<strong> fontes de energia</strong>: estas quatro condições fazem hoje de Encélado um dos melhores candidatos na busca por vida extraterrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nozair%20Khawaja%2C%20Frank%20Postberg%2C%20et%20al." data-year="2025" data-title="Detection%20of%20organic%20compounds%20in%20freshly%20ejected%20ice%20grains%20from%20Enceladus%E2%80%99s%20ocean" data-url="https%3A%2F%2Fidp.nature.com%2Fauthorize%3Fresponse_type%3Dcookie%26client_id%3Dgrover%26redirect_uri%3Dhttps%253A%252F%252Fwww.nature.com%252Farticles%252Fs41550-025-02655-y%253Futm_source%253Dchatgpt.com">Nozair Khawaja, Frank Postberg, et al.. (2025). <a href="https://idp.nature.com/authorize?response_type=cookie&client_id=grover&redirect_uri=https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-025-02655-y%3Futm_source%3Dchatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Detection of organic compounds in freshly ejected ice grains from Enceladus’s ocean</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ECMWF alerta: "A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 18:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Europa Ocidental acaba de registar o período de junho a julho mais quente de toda a série de dados do Copernicus, com uma temperatura média 2,79°C superior à referência de 1991-2020.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786624588813.png" data-image="zqd5paaf0yl7"><figcaption>Anomalias da temperatura média global da superfície do ar em relação ao período de 1991-2020 para cada mês de julho, para todos os meses e para médias móveis de 12 meses, de 1979 a 2026.</figcaption></figure><p><strong>O Copernicus indica que as temperaturas de junho-julho foram as mais elevadas da série, pelo menos desde 1979, em grande parte de Espanha, França</strong>, Bélgica, Suíça, Inglaterra e País de Gales, tendo-se registado recordes em algumas regiões da Alemanha, Itália, Países Baixos, Irlanda e Portugal.</p><p><strong>O que é interessante não é apenas o facto de terem sido batidos recordes, mas sim a extensão desses recordes</strong>, porque não estamos a falar apenas de um ou dois pontos específicos, mas sim de um sinal que se manifesta de forma muito significativa em vastas zonas da Europa Ocidental.</p><h2>O dado que explica esta situação excecional: 21,62°C de média</h2><p>De acordo com a análise do Copernicus, baseada no conjunto de dados ERA5, a temperatura média da Europa Ocidental durante o mês de julho de 2026 atingiu <strong>21,62°C, um valor 2,79°C superior à média do período 1991-2020</strong>.</p><p>Este dado assume uma importância ainda maior quando comparado com o anterior recorde do período de junho a julho de 2022, que até agora ocupava o primeiro lugar com uma média de 20,73°C, <strong>superado em quase 1°C de média por este mês de julho de 2026</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786624761961.png" data-image="i3d5d1xwxo85"><figcaption>Anomalia da temperatura do ar à superfície em julho de 2026 em relação à média de julho do período 1991-2020. Fonte dos dados: ERA5. Crédito: C3S/ECMWF.</figcaption></figure><p> Além disso, os dados indicam que <strong>entre junho e julho foram registados os valores mais elevados desde, pelo menos, 1979</strong> em grande parte do centro e do norte da Europa. </p><h3> Julho foi um mês recorde, mas junho não ficou muito atrás </h3><p>Junho já tinha sido extraordinariamente quente, com <strong>uma média na Europa Ocidental que atingiu os 20,74°C, 3,06°C</strong> acima da média de referência, tornando-se o junho mais quente registado para esta região, o que destaca as anomalias persistentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786610825527.jpeg" data-image="x6kim74lflk2"><figcaption>Anomalia de temperatura durante o mês de junho de 2026.</figcaption></figure><p><strong>A França, por exemplo, registou uma onda de calor de 16 dias entre 4 e 19 de julho</strong>, a terceira mais longa da série do país, que se seguiu a uma onda de calor de 14 dias ocorrida em junho.</p><h2>O que provocou esta situação?</h2><p><strong>O Copernicus associa estas temperaturas excecionais à persistência de situações de alta pressão e bloqueios anticiclônicos sobre a região</strong>, mantendo durante vários dias a mesma massa de ar muito quente, o que favorece um céu limpo e limita a renovação da atmosfera.</p><p>Além disso, estas condições favorecem o deslocamento de <strong>ar muito quente proveniente do Norte de África para a Europa</strong>, contribuindo para elevar ainda mais as temperaturas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The July <a href="https://x.com/hashtag/C3S?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#C3S</a> Climate Bulletin reports the jointsecond warmest July globally, 1.47°C above the preindustrial level. Western Europe saw its warmest JuneJuly period on record amid persistent heatwaves.<br><br>️ <a href="https://t.co/9O2v2A8sGW">pic.twitter.com/9O2v2A8sGW</a></p>— Copernicus ECMWF (@CopernicusECMWF) <a href="https://x.com/CopernicusECMWF/status/2086730241897062591?ref_src=twsrc%5Etfw">August 10, 2026</a></blockquote></figure><p>É o tipo de situação que<strong> pode acabar por gerar o que habitualmente designamos por "cúpula de calor"</strong>, uma configuração persistente que favorece a acumulação de calor junto à superfície.</p><h3>O solo seco alimenta ainda mais o calor</h3><p>Uma parte significativa das zonas que registaram as temperaturas mais elevadas também apresentava <strong>condições de seca</strong>, surgindo uma interação muito interessante entre o solo, a vegetação e a atmosfera.</p><div class="texto-destacado">Mais calor = maior perda de água = solo mais seco = menos arrefecimento por evaporação = maior aquecimento.</div><p>Nessa altura, quando existe umidade suficiente no solo, <strong>uma parte da energia disponível na superfície é utilizada na evapotranspiração</strong>, ou seja, na evaporação da água e na transpiração das plantas.</p><p>Este processo consome energia e contribui para limitar o aquecimento da superfície, mas quando <strong>o solo perde umidade</strong>, esse arrefecimento natural diminui. Com menos água disponível, uma proporção maior da energia pode ser destinada <strong>ao aquecimento da superfície</strong> e do ar, gerando um mecanismo de retroalimentação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas">Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011_320.jpg" alt="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"></a></article></aside><p>O Copernicus destaca precisamente este mecanismo como <strong>um dos fatores que contribuem para as condições observadas durante este verão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C3S%2FECMWF" data-year="2026" data-title="Surface%20air%20temperature%20for%20July%202026" data-url="https%3A%2F%2Fclimate.copernicus.eu%2Fsurface-air-temperature-july-2026%3Futm_source%3Dsocialmedia%26utm_medium%3DTW%26utm_campaign%3Dclimate-bulletins%26utm_id%3DCB-07-2026">C3S/ECMWF. (2026). <a href="https://climate.copernicus.eu/surface-air-temperature-july-2026?utm_source=socialmedia&utm_medium=TW&utm_campaign=climate-bulletins&utm_id=CB-07-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Surface air temperature for July 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[9 tipos de camélia para cultivar em casa: saiba como escolher a flor ideal para o seu espaço]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A camélia é uma planta ornamental de destaque, conhecida por suas flores grandes, vistosas e duradouras, que podem variar em tons, inclusive, com listras e manchas exclusivas. Veja aqui 9 variedades para cultivar em casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco-1786652252912.jpg" data-image="i0ti571zd9c2"><figcaption>A camélia (Camellia) é uma planta ornamental de beleza incomparável, apreciada por suas flores deslumbrantes e elegantes. Na imagem, a variedade camélia mesclada (ou bicolor) em fase de floração, com pétalas abertas e botão em desenvolvimento. Crédito: Canva/Divulgação.</figcaption></figure><p>A <strong>Camélia (<em>Camellia</em>)</strong> é uma <strong>planta ornamental</strong> conhecida por suas<strong> flores grandes, vistosas e duradouras</strong>, que podem variar em tons de vermelho, rosa, branco ou mesclados, e algumas espécies até com listras e manchas exclusivas.</p><p>Seu crescimento é arbustivo e elegante, <strong>ideal para jardins, canteiros, vasos</strong> ou como ponto focal em paisagismos sofisticados.</p><p>Ela é valorizada não somente por sua beleza, mas também pelo <strong>simbolismo de pureza, paz e equilíbrio que transmite</strong>.</p><div class="texto-destacado">Originária do leste da Ásia, especialmente da China, Japão e Coreia, a camélia pertence ao gênero <em>Camellia</em>, que reúne mais de 200 espécies. </div><p>É uma planta <strong>resistente</strong>, adaptando-se bem a diferentes tipos de solo e climas amenos. <strong>Se adapta melhor a climas temperados e subtropicais</strong>, não tolerando temperaturas extremamente baixas ou altas. Em climas mais quentes, é preferível fornecer sombra parcial para proteger a planta do sol intenso. </p><p>Se <strong>desenvolve melhor em áreas externas</strong>, como jardins, quintais, varandas e sacadas bem iluminadas, precisando de condições naturais de ventilação e luminosidade. Mas<strong> em ambiente interno ela também tem ótimo desempenho, desde que receba iluminação abundante</strong> e os vasos sejam proporcionais ao porte da planta. </p><p>Agora, vamos lhe apresentar <strong>9 variedades de camélia</strong> para você escolher a que mais lhe agrada e plantar em sua casa. Acompanhe abaixo.</p><h2>9 variedades de camélia para cultivar em casa </h2><p>Existem várias espécies de camélia, mas<strong> as mais conhecidas e cultivadas hoje em dia são a <em>Japonica </em>e a </strong><em><strong>Sasanqua</strong></em>.</p><h3>Camélia-bicolor ou mesclada (<em>Camellia japonica</em>)</h3><p>A camélia mesclada tem <strong>flor bicolor rara </strong>e folhagem perene, mas cresce devagar e exige solo ácido; se a terra não estiver ácida, ela nem avança. Ah, e ela sofre com sol da tarde e calor direto. Suas flores podem ser nas cores <strong>branco e rosa ou branco e vermelho</strong>.</p><p>É <strong>muito utilizada como destaque no paisagismo</strong>. </p><h3>Camélia-de-outono 'Rosa Simples' (<em>Camellia sasanqua</em>)</h3><p>A Camélia-de-outono 'Rosa Simples' (<em>Camellia sasanqua</em>) é um arbusto perene e florífero conhecido por suas <strong>delicadas flores cor-de-rosa </strong>de uma única camada de pétalas, com <strong>estames amarelos centrais</strong> e suave fragrância, combinando flores deslumbrantes no outono com uma folhagem exuberante. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777885" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html" title="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas">Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html" title="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783624770706_320.jpg" alt="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas"></a></article></aside><p>Ela floresce entre o outono e o início do inverno e é uma ótima opção tanto para jardins quanto para o cultivo em vasos. </p><h3>Camélia ‘Elegans' (<em>Camellia japonica 'Elegans'</em>)</h3><p>A Camélia ‘Elegans’ (<em>Camellia japonica 'Elegans'</em>) é um arbusto perene de médio porte, famoso por suas <strong>grandes flores delicadas cor-de-rosa profundo em formato de anêmona </strong>(com pétalas densas e petaloides centrais) que florescem do outono até o fim do inverno. <strong>Podem ser mescladas com branco também</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco-1786652407005.jpg" data-image="egmxdslett1x"><figcaption>Nesta flor, as pétalas externas são largas e bem definidas, enquanto o centro é preenchido por numerosas pequenas pétalas dobradas, tipo um pompom. Crédito: NetPS Plant Finder.</figcaption></figure><p>É uma planta menos vigorosa, de crescimento lento, formando um arbusto mais compacto, bem ramificado e de longa vida.</p><h3>Camélia-branca (<em>Camellia japonica 'Alba Plena'</em>)</h3><p>A camélia-branca (<em>Camellia japonica 'Alba Plena'</em>) é famosa por suas<strong> flores com pétalas perfeitamente simétricas e dobradas</strong>, que <strong>lembram pequenas rosas</strong> e que são totalmente brancas e muito cheias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco-1786652441020.jpg" data-image="b3eph79czeij"><figcaption>A bela<em> camellia japonica ‘Alba Plena’</em>, ou camélia-branca. Crédito: Cristina Braga.</figcaption></figure><p>É <strong>uma opção ideal para jardins clássicos e elegantes</strong>. A planta gosta de clima ameno, prefere meia-sombra ou luz solar direta apenas no período da manhã. também tem crescimento lento.</p><h3>Camélia Masayoshi (<em>Camellia japonica 'Masayoshi'</em>)</h3><p>É um arbusto ornamental de pequeno a médio porte, famoso por suas <strong>marcantes flores vermelhas ou rosas de cor bem viva e frequentemente salpicadas ou rajadas de branco</strong>. Prefere meia-sombra ou luz solar filtrada. </p><p>É uma flor considerada mais rara e de características singulares, e por isso tornou-se uma variedade muito valorizada. </p><h3>Camélia Kanjiro (<em>Camellia sasanqua 'Kanjiro'</em>)</h3><p>Esta variedade de camélia é<strong> muito conhecida pela intensidade de suas cores e pela abundância de sua floração</strong>.</p><p>Suas <strong>flores semi-dobradas </strong>são<strong> levemente perfumadas</strong> e tem uma<strong> tonalidade rosa-cereja profunda</strong> e vibrante, com as bordas das pétalas levemente sombreadas em vermelho e um<strong> centro coroado por estames amarelos</strong> brilhantes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco-1786652459417.jpg" data-image="ai30a8ijyiz8"><figcaption>A bela Camélia Kanjiro (<em>Camellia sasanqua 'Kanjiro'</em>). Crédito: Mike See. </figcaption></figure><p>Ela tem crescimento vigoroso e floresce abundantemente do outono até o início do inverno. <strong>Se adapta perfeitamente a cercas-vivas, vasos grandes</strong>, técnica de espaldeira ou como ponto focal em jardins. Prefere locais de sol pleno a meia-sombra, idealmente com sol da manhã.</p><h3>Camélia-magali (<em>Camellia japonica 'Magali'</em>)</h3><p>Esta variedade é famosa pela<strong> exuberância de sua floração e destaca-se pela extrema elegância</strong> que traz ao paisagismo. As <strong>flores são em tons de rosa vivo e apresentam pétalas bem distribuídas </strong>que formam uma composição harmoniosa. </p><p>A planta se adapta perfeitamente a climas subtropicais ou tropicais amenos, necessitando apenas de cultivo sob meia-sombra. Não tolera sol forte e calor excessivo. </p><h3>Camélia-rosa-cravo (<em>Camellia japonica 'Rosea Plena'</em>)</h3><p>A camélia-rosa-cravo (<em>Camellia japonica 'Rosea Plena'</em>) tem <strong>flores de coloração rosa-suave ou chiclete, cheias e semelhantes a um cravo</strong>, daí o seu nome. É muito usada como planta ornamental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco-1786652477591.jpg" data-image="vi05iriavkfd"><figcaption>A Camélia-rosa-cravo (<em>Camellia japonica 'Rosea Plena'</em>). Crédito: Acervo Adauri Plantas.</figcaption></figure><p>As <strong>flores são dobradas, as pétalas crescem muito juntas</strong>, com bordas repicadas e texturizadas que imitam o formato volumoso e crespo de um cravo. </p><p>Ela prefere clima fresco, e meia-sombra ou luz solar filtrada e sua floração traz grande destaque ao jardim.</p><h3>Camélia-rubra-plena (<em>Camellia japonica 'Rubra Plena'</em>)</h3><p>A camélia-rubra-plena (<em>Camellia japonica 'Rubra Plena'</em>) é um arbusto ornamental perene famoso por suas <strong>flores vermelhas densas e dobradas, puxando para um alaranjado vivo</strong>, e com pétalas dispostas em camadas geométricas perfeitas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco-1786652494984.jpg" data-image="uxxa6l9e2yqt"><figcaption>A Camélia-rubra-plena (<em>Camellia japonica 'Rubra Plena'</em>). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Ela prefere meia-sombra ou luz solar filtrada e necessita de solo fértil, bem drenado e irrigação frequente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alencar%2C%20M" data-year="2026" data-title="Em%20d%C3%BAvida%20sobre%20qual%20cam%C3%A9lia%20cultivar%3F%20Conhe%C3%A7a%2013%20tipos" data-url="https%3A%2F%2Frevistacasaejardim.globo.com%2Fpaisagismo%2Fnoticia%2F2026%2F08%2Fem-duvida-sobre-qual-camelia-cultivar-conheca-13-tipos.ghtml">Alencar, M. (2026). <a href="https://revistacasaejardim.globo.com/paisagismo/noticia/2026/08/em-duvida-sobre-qual-camelia-cultivar-conheca-13-tipos.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Em dúvida sobre qual camélia cultivar? Conheça 13 tipos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/9-tipos-de-camelia-para-cultivar-em-casa-saiba-como-escolher-a-flor-ideal-para-o-seu-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Inclusão do peixe na lista oficial do governo federal acende alerta entre comunidades amazônicas, que pedem participação nas decisões e regras adaptadas às diferentes realidades da bacia</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao-1786735359288.jpg" data-image="tk0n378g92iw" alt="Tambaqui (Colossoma macropomum), Amazônia. Foto: w_endo via iNaturalist (Public domain). Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas" title="Tambaqui (Colossoma macropomum), Amazônia. Foto: w_endo via iNaturalist (Public domain). Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas"><figcaption>Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas. Crédito: w_endo via iNaturalist (Public domain)</figcaption></figure><p><strong>Um dos peixes mais consumidos da Amazônia</strong>, o <strong>tambaqui </strong>(<em>Colossoma macropomum</em>) entrou na lista oficial de espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira ameaçadas de extinção. A classificação como <strong>espécie vulnerável, publicada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)</strong> em abril, preocupa pescadores artesanais que dependem da atividade para garantir sua renda e alimentação.</p><p>Pescador há 38 anos na comunidade São Raimundo do Jarauá, no Amazonas, Josué de Castro afirma que<strong> o tambaqui representa cerca de 20% de sua renda mensal. </strong>Para ele, uma eventual proibição da pesca pode afetar diretamente pescadores e ribeirinhos. Ao mesmo tempo, Castro avalia que a espécie ainda é abundante na região onde vive, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.</p><p>A inclusão na lista, porém,<strong> não significa uma proibição imediata da pesca.</strong> Segundo o MMA, a atividade poderá continuar caso seja aprovado <strong>um plano de recuperação populacional elaborado por especialistas</strong>. O prazo, inicialmente previsto para 25 de outubro, foi prorrogado para 24 de novembro por uma portaria publicada em julho.</p><h2>Pressão sobre os estoques e diferenças regionais</h2><p>A classificação do tambaqui como vulnerável considera <strong>projeções de redução de 43,4% da população global em três gerações.</strong> De acordo com a avaliação do ICMBio, a espécie sofreu intensa pressão da pesca nas últimas décadas. Ao mesmo tempo, a expansão da piscicultura ajudou a reduzir parcialmente a pressão sobre os estoques naturais, embora não seja possível medir com precisão esse efeito.</p><div class="texto-destacado">Pesquisadores e pescadores, no entanto, questionam a aplicação de uma regra nacional diante das diferenças existentes entre as regiões da Amazônia. Igor Hister Lourenço, analista do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, afirma que há locais onde o tambaqui ainda é abundante, enquanto em outras áreas, como o rio Madeira, a espécie passou anos sem aparecer e voltou a ser registrada recentemente.</div><p>Segundo Lourenço, outro ponto de atenção é <strong>a ausência de consulta aos pescadores e a falta de dados sobre diferentes territórios.</strong> Ele destaca que os estoques naturais não apresentam a mesma situação em toda a bacia e que a dinâmica da pesca artesanal precisa ser considerada na elaboração das medidas de conservação.</p><h2>Comunidades reivindicam participação</h2><p>A avaliação do ICMBio aponta que <strong>os dados disponíveis sobre desembarques pesqueiros se concentram em áreas sem proteção formal</strong>, que correspondem a 61% da área de ocorrência natural do tambaqui. Já as unidades de conservação e terras indígenas, que representam os outros 39%, não possuem dados equivalentes, embora a espécie esteja submetida a menor risco de extinção nesses locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao-1786735427983.jpg" data-image="1e9bivnyrwsg" alt="Tambaqui, feira do peixe de Manaus. Foto: Thorke Østergaard via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)." title="Tambaqui, feira do peixe de Manaus. Foto: Thorke Østergaard via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)."><figcaption>Tambaqui, feira do peixe de Manaus. Crédito: Thorke Østergaard via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).</figcaption></figure><p>Diante do cenário, pescadores familiares e pesquisadores solicitaram <strong>apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura para rever a inclusão do tambaqui na lista </strong>ou flexibilizar as restrições em regiões onde a espécie permanece abundante. A preocupação também envolve a concorrência com a piscicultura: comunidades que dependem da pesca em lagos temem perder espaço enquanto grandes criadouros continuariam comercializando o peixe.</p><p>O MMA informou que<strong> o plano de recuperação do tambaqui está sendo elaborado</strong> em conjunto com o Ministério da Pesca e Aquicultura, com participação de representantes das comunidades pesqueiras, organizações ambientais e de pesca e pesquisadores. A proposta deverá buscar conciliar a conservação da espécie com a realidade de quem depende da pesca para viver.</p><h2>Outras espécies também entram na lista</h2><p>Além do tambaqui,<strong> o peroá (<em>Balistes capriscus</em>) também foi incluído na relação de espécies ameaçadas</strong>, provocando críticas de pescadores artesanais e representantes da indústria pesqueira. No Espírito Santo, pescadores de Guarapari questionaram os impactos de uma eventual proibição sobre comunidades que utilizam métodos considerados de baixo impacto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção">Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049_320.jpg" alt="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"></a></article></aside><p>Ao todo, <strong>490 espécies de peixes e invertebrados aquáticos passaram a integrar a lista</strong>. Para especialistas e representantes do setor, o desafio agora é aprimorar os mecanismos de gestão dos recursos pesqueiros, considerando tanto a conservação da biodiversidade quanto os conhecimentos e as necessidades das comunidades que vivem da pesca.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mongabay" data-year="2026" data-title="Tambaqui%20na%20lista%20de%20esp%C3%A9cies%20amea%C3%A7adas%3A%20pescadores%20buscam%20solu%C3%A7%C3%B5es%20para%20evitar%20perdas" data-url="https%3A%2F%2Fbrasil.mongabay.com%2F2026%2F08%2Ftambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas%2F%3Famp%3D1">Mongabay. (2026). <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/tambaqui-na-lista-de-especies-ameacadas-pescadores-buscam-solucoes-para-evitar-perdas/?amp=1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tambaqui na lista de espécies ameaçadas: pescadores buscam soluções para evitar perdas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ilha mais remota do México: o desconhecido paraíso de corais que poucos conseguem visitar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-ilha-mais-remota-do-mexico-o-desconhecido-paraiso-de-corais-que-poucos-conseguem-visitar.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 10:16:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este é um dos poucos ecossistemas desse tipo situados mais longe da costa mexicana; recebe pouquíssimo fluxo de turistas e é também uma Área Natural Protegida.</p><figure id="first-image"><a href="https://conanp.gob.mx/conanp/dominios/alacranes/galeria/original/palapa.jpg" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-isla-mas-solitaria-de-mexico-el-paraiso-coralino-que-pocos-logran-visitar-1785962645198.jpg" data-image="rvg0315hqlx0"></a><figcaption>O Recife de Alacranes é uma bela área designada como Área Natural Protegida. Imagem: Conanp.</figcaption></figure><p>O <strong>México </strong>desfruta do grande privilégio de possuir <strong>áreas de recifes </strong>ao longo de grande parte de sua costa — abrangendo o Pacífico, da Baixa Califórnia a Oaxaca, o Golfo do México (especificamente Veracruz e Campeche) e o Mar do Caribe, próximo à Península de Yucatán.</p><p>É precisamente nesta última região que se encontra o <strong>Parque Nacional do Recife Alacranes</strong> — um ecossistema de importância global. Situada a 140 quilômetros de Puerto Progreso, <strong>em Yucatán</strong>, a área abriga uma grande variedade de flora e fauna marinhas.</p><figure><a href="https://conanp.gob.mx/conanp/dominios/alacranes/galeria/original/tortuga.jpg" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-isla-mas-solitaria-de-mexico-el-paraiso-coralino-que-pocos-logran-visitar-1785962866798.jpg" data-image="bodlvw7iif5n"></a><figcaption>Quatro das sete espécies de tartarugas marinhas podem ser observadas nesta área. Imagem: Conanp.</figcaption></figure><p>Quanto à <strong>fauna</strong>, quatro das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo foram observadas no local: a tartaruga-de-couro, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-verde. Além disso, foram avistadas diversas espécies de mamíferos — como golfinhos e baleias-piloto —, bem como 24 espécies de tubarões, 34 espécies de corais e cerca de 136 variedades de peixes.</p><p>Este ecossistema garante o sustento de centenas de famílias de pescadores dedicadas principalmente à captura e à venda de lagosta e garoupa. Como é evidente, o Recife de Alacranes <strong>é uma área de grande diversidade biológica e significativa importância econômica</strong>, particularmente para a indústria pesqueira.</p><h2>A maior estrutura de corais do sul do Golfo do México</h2><p>Este impressionante Parque Nacional abrange uma área de <strong>333.768 hectares</strong> — o equivalente a pouco mais do dobro do tamanho da Cidade do México — e recebe o nome de Recife Alacranes por abrigar a maior estrutura de corais do sul do Golfo do México.</p><div class="texto-destacado">Cinco ilhas estão situadas nesta área — Isla Chica, Isla Muertos (ou Desertora), Isla Pérez, Isla Desterrada e Isla Pájaros —, servindo como locais de nidificação vitais para pelo menos 116 espécies de aves, incluindo a batuíra-melódica, o atobá-mascarado e o falcão-peregrino.</div><p>Esse tipo de ambiente marinho cobre cerca de 1% do oceano; no entanto, é tão importante que <strong>abriga cerca de 25% de todas as espécies marinhas conhecidas no planeta</strong>.</p><p>Infelizmente, o crescimento do turismo, a <strong>poluição e a pesca excessiva colocam esse ambiente em risco</strong>.</p><h3>Logística para visitar o Recife Alacranes</h3><p>Visitar o Parque Nacional Recife Alacranes a partir de Puerto Progreso, Yucatán, exige uma <strong>viagem marítima de 120 a 140 quilômetros em direção ao norte</strong>, partindo do continente. O trajeto leva de <strong>3 a 5 horas em cada sentido, em lancha rápida</strong>. Por isso, é importante planejar uma viagem de 2 a 3 dias para que a experiência valha a pena.</p><p>Para organizar a visita e chegar a esse destino remoto, <strong>recomenda-se contratar um prestador de serviços autorizado</strong> pela Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas. Também é importante planejar a viagem e verificar a previsão do tempo mais recente.</p><h2>Formações de corais temidas pelos marinheiros</h2><p>Durante a era colonial, a região era temida pelos navegadores devido às suas formações de coral, que <strong>causavam um número significativo de naufrágios</strong>. Essa reputação fez com que as ilhas permanecessem esquecidas por muitos anos, fato que ajudou a preservar o ecossistema e as espécies que o habitam.</p><figure><a href="https://conanp.gob.mx/conanp/dominios/alacranes/galeria/original/camping.jpg" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-isla-mas-solitaria-de-mexico-el-paraiso-coralino-que-pocos-logran-visitar-1785963088476.jpg" data-image="yoz68rwxc6s3"></a><figcaption>É muito importante preservar esses espaços para preservar as espécies neles encontradas. Imagem: Conanp.</figcaption></figure><p>Essa grande barreira<strong> também atua como um obstáculo natural ao deslocamento de ciclones tropicais</strong>, permitindo que esses sistemas gigantescos percam intensidade e enfraqueçam à medida que avançam pela região.</p><p>Apesar de sua imensa riqueza natural, <strong>o Recife de Alacranes permanece um destino pouco conhecido </strong>— um fato que também contribui para a sua preservação.</p><h3>Recomendações a considerar</h3><p>Ao visitar este local, você pode se conectar com a natureza e, ao mesmo tempo, contribuir para a proteção do meio ambiente e das espécies que ali prosperam. É importante<strong> utilizar vestuário adequado para atividades aquáticas</strong> — como camisas de manga longa, shorts e calçados próprios para água — para evitar a necessidade de protetor solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778047" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html" title="Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente se abrindo para o turismo">Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente se abrindo para o turismo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html" title="Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente se abrindo para o turismo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782899521771_320.jpeg" alt="Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente se abrindo para o turismo"></a></article></aside><p>Siga as orientações de guias especializados. <strong>Não perturbe o ambiente</strong>; evite retirar qualquer elemento da flora ou da fauna e não altere as condições naturais que encontrar. Entre junho e outubro, as praias tornam-se locais de desova de tartarugas marinhas; portanto, é fundamental respeitar esses animais e seus ninhos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-ilha-mais-remota-do-mexico-o-desconhecido-paraiso-de-corais-que-poucos-conseguem-visitar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Maré alta assusta moradores e cobre praias de Itapoá, no norte de SC ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/mare-alta-assusta-moradores-e-cobre-praias-de-itapoa-no-norte-de-sc.html</link><pubDate>Sat, 15 Aug 2026 08:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Previsões elaboradas pelo INMET apontando temporais com descargas elétricas e granizo coincidiram com a elevação incomum do mar, que acabou alcançando a calçada de comércios situados na orla catarinense. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mare-alta-assusta-moradores-e-cobre-praias-de-itapoa-no-norte-de-sc-1786754745217.jpg" data-image="2kjesmomy93l" alt="Mar invade calçadão de Itapoá em meio a alerta laranja da Defesa Civil. Foto: Gustavo Rotta/ ND Mais" title="Mar invade calçadão de Itapoá em meio a alerta laranja da Defesa Civil. Foto: Gustavo Rotta/ ND Mais"><figcaption>Mar invade calçadão de Itapoá em meio a alerta laranja da Defesa Civil. Foto: Gustavo Rotta/ ND Mais</figcaption></figure><p><strong>O avanço expressivo da maré surpreendeu banhistas, moradores e comerciantes na cidade de Itapoá</strong>, situada no Litoral Norte do estado de Santa Catarina. Imagens gravadas em vídeo na quarta-feira (12) registraram a intensidade das ondas invadindo a praia e colidindo diretamente contra as barreiras de contenção feitas com pedras.</p><p>Em múltiplos trechos da costa, <strong>o volume contínuo de água avançou a ponto de fazer a faixa de areia</strong> praticamente desaparecer da paisagem. O impacto atingiu diretamente estruturas urbanas consolidadas e estabelecimentos comerciais instalados à beira-mar, deixando inclusive um restaurante tradicional sob risco com a força da ressaca.</p><h2>Impactos da ressaca e reações da comunidade local</h2><p><strong>Vídeos compartilhados nas redes sociais expuseram com bastante clareza o cenário de instabilidade marítima</strong> e os transtornos gerados na orla. Uma frase inserida logo na abertura da gravação resume o incômodo provocado pelo fenômeno aos frequentadores: "Para quem gosta de caminhar na praia, está cada dia mais difícil aqui".</p><p>A repercussão dessas imagens gerou discussões imediatas entre os cidadãos do município a respeito dos fatores que explicam a invasão da água. Em uma das manifestações públicas na internet, uma moradora pontuou:<strong> "E tem quem não acredite em aquecimento global e crise climática. Preservem a natureza e respeitem o meio ambiente"</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mare-alta-assusta-moradores-e-cobre-praias-de-itapoa-no-norte-de-sc-1786755200174.jpg" data-image="t7w575rp39ii" alt="Imagens registradas há dois anos em Itapoá, SC. Foto: MeLevaViajarDRONE/ ND Mais" title="Imagens registradas há dois anos em Itapoá, SC. Foto: MeLevaViajarDRONE/ ND Mais"><figcaption>Imagens registradas há dois anos em Itapoá, SC. Foto: MeLevaViajarDRONE/ ND Mais</figcaption></figure><p>Outro morador local aproveitou o espaço de debate para manifestar <strong>preocupação com o crescimento urbano desordenado da cidade e as suas consequências ambientais</strong>. Seu comentário registrou: "Natureza não segue estrada, calçadas ou urbanização. Enquanto insistirem, o mar vai tomar conta do que é dele. Alerta: Itapoá está crescendo muito, se não planejar agora, teremos sérios problemas mais pra frente".</p><h2>Condições meteorológicas severas e ampliação da orla</h2><p><strong>A forte movimentação marítima coincidiu com um momento de instabilidade climática</strong> em todo o Norte de Santa Catarina. Diante desse cenário adverso, a Defesa Civil estadual e o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiram alerta laranja com vigência a partir de quinta-feira (13).</p><p>O prognóstico elaborado pelos especialistas detalha a ocorrência de chuvas intensas, <strong>tempestades com descargas elétricas, quedas pontuais de granizo e rajadas de vento de até 100 km/h</strong>. A persistência desses ventos fortes potencializa a agitação das marés, elevando significativamente o perigo de danos em toda a faixa costeira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783545" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ar-quente-chega-ao-centro-sul-e-alimenta-onda-de-tempestades-veja-as-areas-em-risco.html" title="Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco">Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ar-quente-chega-ao-centro-sul-e-alimenta-onda-de-tempestades-veja-as-areas-em-risco.html" title="Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/intenso-ar-quente-chega-ao-centro-sul-e-alimenta-onda-de-tempestades-veja-as-areas-em-risco-1786640353317_320.jpg" alt="Intenso ar quente chega ao Centro-Sul e alimenta onda de tempestades; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>Paralelamente às intempéries, o município executa a etapa decisiva daquela que é considerada a maior e mais inovadora obra de alargamento de praia do Brasil. A intervenção de engordamento se concentra na Praia Figueira do Pontal, <strong>reaproveitando sedimentos dragados diretamente do canal externo da Baía da Babitonga para recuperar a orla</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Maria%20Clara%20Kuboski" data-year="2026" data-title="Mar%20'engole'%20faixa%20de%20areia%20em%20cidade%20com%20maior%20alargamento%20de%20praia%20do%20Brasil%20e%20alerta%20para%20tempestade" data-url="https%3A%2F%2Fndmais.com.br%2Ftempo%2Fvideo-mar-engole-faixa-de-areia-alerta-tempestade-sc%2F">Maria Clara Kuboski. (2026). <a href="https://ndmais.com.br/tempo/video-mar-engole-faixa-de-areia-alerta-tempestade-sc/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mar 'engole' faixa de areia em cidade com maior alargamento de praia do Brasil e alerta para tempestade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/mare-alta-assusta-moradores-e-cobre-praias-de-itapoa-no-norte-de-sc.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item></channel></rss>