<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Tue, 04 Aug 2026 21:20:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:20:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Chuvas fortes no Grande Recife causam alagamentos e fecham escolas; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-fortes-no-grande-recife-causam-alagamentos-e-fecham-escolas-veja-imagens.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 20:18:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Decisões preventivas adotadas pelas secretarias de educação resultaram na paralisação das atividades escolares na rede municipal para proteger alunos e funcionários durante o período de instabilidade. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-fortes-no-grande-recife-causam-alagamentos-e-fecham-escolas-veja-imagens-1785855776110.jpg" data-image="5iimnj2e4nm1" alt="Olinda registrou alagamentos nesta terça-feira (4) após chuva no município — Foto: Reprodução/TV Globo" title="Olinda registrou alagamentos nesta terça-feira (4) após chuva no município — Foto: Reprodução/TV Globo"><figcaption>Olinda registrou alagamentos nesta terça-feira (4) após chuva no município — Foto: Reprodução/TV Globo</figcaption></figure><p>As fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife <strong>provocaram pontos de alagamento, transtornos no trânsito e suspensão de aulas</strong> em municípios da região. O grande volume de água acumulado afetou importantes vias de circulação e exigiu atenção reforçada dos motoristas.</p><p>A intensidade das precipitações <strong>motivou alertas das autoridades de monitoramento</strong>. O panorama gerou impactos diretos na rotina dos moradores da capital e de cidades vizinhas.</p><h2>Impactos no trânsito e suspensão de aulas</h2><p>Na capital pernambucana, o acúmulo de água prejudicou o tráfego em corredores viários estratégicos. Foram registrados<strong> pontos críticos na Avenida Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, e na Avenida Engenheiro Abdias de Carvalho, perto da Praça da Chesf</strong>. Vias como a Avenida Caxangá, Avenida Norte, Avenida Dois Rios, Estrada dos Remédios e Rua Santos Araújo também apresentaram retenções por causa do volume de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-fortes-no-grande-recife-causam-alagamentos-e-fecham-escolas-1785855647297.jpg" data-image="34dc4b9rwy5f" alt="Cratera em Paulista, no Grande Recife, após chuva na cidade — Foto: Reprodução/TV Globo" title="Cratera em Paulista, no Grande Recife, após chuva na cidade — Foto: Reprodução/TV Globo"><figcaption>Cratera em Paulista, no Grande Recife, após chuva na cidade — Foto: Reprodução/TV Globo</figcaption></figure><p><strong>A Defesa Civil do Recife recebeu</strong> <strong>31 chamados nas últimas 24 horas</strong>. A maioria das solicitações envolveu vistorias e aplicação de lonas plásticas em áreas de risco, sem registros de gravidade. O acumulado na capital chegou a <strong>68,7 mm em 12 horas</strong> no pluviômetro de Nova Descoberta, o que corresponde a mais de 40% da média histórica esperada para todo o mês de agosto.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr"> ATENÇÃO, RECIFE!<br><br>As fortes chuvas que atingem a Região Metropolitana do Recife provocaram pontos de alagamento na manhã desta terça-feira (4) na Avenida Mascarenhas de Morais, no sentido Afogados, nas proximidades do Centro Universitário Universo Recife. <a href="https://t.co/YkEPYrCCHZ">pic.twitter.com/YkEPYrCCHZ</a></p>— Portal Tardeando (@PTardeando) <a href="https://x.com/PTardeando/status/2084606645070418145?ref_src=twsrc%5Etfw">August 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Diante do cenário, prefeituras da Região Metropolitana precisaram adotar medidas preventivas nas redes de ensino.<strong> As escolas municipais de Paulista cancelaram as atividades</strong> <strong>nos turnos da manhã e da tarde</strong>. Em Jaboatão dos Guararapes, a suspensão das aulas ocorreu no período matutino para garantir a segurança dos estudantes e funcionários.</p><h2>Danos na infraestrutura e monitoramento das cidades</h2><p><strong>Em Paulista, a precipitação superou 100 mm em um intervalo de 12 horas</strong>, registrando o maior volume do Grande Recife. A força da água provocou o desabamento de parte do calçadão na orla do Janga, na Avenida João Fonseca de Albuquerque. O colapso do piso <strong>formou uma cratera</strong> que engoliu bancos de cimento e trechos do asfalto, sem deixar feridos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Um trecho da orla da Praia do Janga, em Paulista, no Grande Recife, cedeu na madrugada desta terça (4), após as fortes chuvas que atingiram a região. Segundo a prefeitura da cidade, o município registrou mais de 115 milímetros de precipitação nas últimas 12 horas.<br><br>Imagens que <a href="https://t.co/ULjkoWn6Jz">pic.twitter.com/ULjkoWn6Jz</a></p>— Diario de Pernambuco (@DiarioPE) <a href="https://x.com/DiarioPE/status/2084625228521484560?ref_src=twsrc%5Etfw">August 4, 2026</a></blockquote></figure><p>A Defesa Civil de Paulista isolou a área afetada na orla para evitar acidentes e iniciou avaliações técnicas na estrutura. O município informou que projetos de contenção da erosão marinha estão previstos para trechos críticos da orla ainda este ano. <strong>A obra contará com investimento superior a R$ 24 milhões </strong>e utilizará a técnica de enrocamento aderente para proteger a infraestrutura urbana.</p><p>Em Olinda, os motoristas enfrentaram complicações em vias do Bairro Novo, como a Rua São Miguel, e na Avenida Presidente Kennedy. <strong>O entorno do Canal do Fragoso, no bairro de Casa Caiada, também teve trechos alagados</strong>, incluindo as ruas Caetano Ribeiro, Jornalista Édson Régis e a Avenida Regina Lacerda. O Cemaden manteve a indicação de risco moderado para novos eventos hidrológicos na região metropolitana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781835" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-atinge-2-3-c-mas-por-que-a-noaa-fala-em-apenas-1-5-c-entenda-aqui.html" title="Super El Niño atinge 2,3°C, mas por que a NOAA fala em apenas 1,5°C? Entenda aqui">Super El Niño atinge 2,3°C, mas por que a NOAA fala em apenas 1,5°C? Entenda aqui</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-atinge-2-3-c-mas-por-que-a-noaa-fala-em-apenas-1-5-c-entenda-aqui.html" title="Super El Niño atinge 2,3°C, mas por que a NOAA fala em apenas 1,5°C? Entenda aqui"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-2-3-c-mas-nem-todo-esse-aquecimento-e-do-fenomeno-entenda-1785764698866_320.png" alt="Super El Niño atinge 2,3°C, mas por que a NOAA fala em apenas 1,5°C? Entenda aqui"></a></article></aside><p>As autoridades orientam que a população evite o tráfego por ruas cobertas pela água e acione os canais de emergência municipal. <strong>Os serviços da Defesa Civil atendem gratuitamente pelo telefone 199 em Pernambuco</strong>, além de números locais específicos para cada cidade da Região Metropolitana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cadu%20Silva" data-year="2026" data-title="Pontos%20de%20alagamento%20s%C3%A3o%20registrados%20em%20Recife%2C%20Olinda%20e%20Paulista%20durante%20chuvas%20na%20manh%C3%A3%20desta%20ter%C3%A7a%20(4)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.diariodepernambuco.com.br%2Fvida-urbana%2F2026%2F08%2F11720289-pontos-de-alagamento-sao-registrados-em-recife-olinda-e-paulista-durante-chuvas-na-manha-desta-terca-4.html">Cadu Silva. (2026). <a href="https://www.diariodepernambuco.com.br/vida-urbana/2026/08/11720289-pontos-de-alagamento-sao-registrados-em-recife-olinda-e-paulista-durante-chuvas-na-manha-desta-terca-4.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pontos de alagamento são registrados em Recife, Olinda e Paulista durante chuvas na manhã desta terça (4)</a>.</cite><br><cite data-author="g1%20Pernambuco" data-year="2026" data-title="Chuva%20no%20Grande%20Recife%20alaga%20ruas%2C%20suspende%20aulas%20e%20abre%20cratera%20em%20orla%3B%20V%C3%8DDEO" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fpe%2Fpernambuco%2Fbom-dia-pe%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F04%2Fchuva-no-grande-recife-alaga-ruas-suspende-aulas-e-abre-cratera-em-orla-video.ghtml">g1 Pernambuco. (2026). <a href="https://g1.globo.com/pe/pernambuco/bom-dia-pe/noticia/2026/08/04/chuva-no-grande-recife-alaga-ruas-suspende-aulas-e-abre-cratera-em-orla-video.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva no Grande Recife alaga ruas, suspende aulas e abre cratera em orla; VÍDEO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-fortes-no-grande-recife-causam-alagamentos-e-fecham-escolas-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor de até 43°C em pleno inverno: massa de ar quente se espalha pelo Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-43-c-em-pleno-inverno-massa-de-ar-quente-se-espalha-pelo-brasil.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 19:15:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar quente vai elevar as temperaturas em praticamente todo o Brasil nos próximos dias. As temperaturas podem alcançar impressionantes 43°C em algumas localidades. A umidade relativa do ar também será crítica, o que representa um risco para a saúde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xausv3e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xausv3e.jpg" id="xausv3e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Agosto</strong> inicia com um <strong>alerta de temperaturas acima da média </strong>em praticamente todo o país, com as maiores anomalias alcançando entre <strong>+3°C e +6°C</strong> em algumas áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, segundo o ECMWF.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-pode-superar-os-40-c-em-pleno-inverno-e-ar-quente-se-espalha-pelo-brasil-1785860643214.png" data-image="b6gm2dmg25ea" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C) entre 3 e 10 de agosto, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C) entre 3 e 10 de agosto, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C) entre 3 e 10 de agosto, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Temperaturas máximas</strong> <strong>extremas</strong> estão previstas se intensificar sobre uma ampla área entre<strong> quinta-feira (6) e o fim de semana</strong>. Já a partir de quarta-feira (5), temperaturas de 40°C podem ocorrer no Brasil Central, mas a partir de quinta (6) algumas localidades podem alcançar <strong>43°C</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de temperaturas extremas</h2><p>O<strong> índice de previsão extrema</strong> (EFI) para<strong> temperatura máxima</strong> do modelo ECMWF alerta para máximas <strong>extremas</strong> tomando conta de uma <strong>ampla área </strong>do Brasil no decorrer da semana. O sinal de calor excepcional começa mais localizado na quinta-feira (6), concentrado principalmente sobre áreas do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Até o sábado (8)</strong>, essas <strong>áreas se expandem</strong> significativamente, indicando que o calor intenso deverá se espalhar por grande parte do Brasil Central e avançar sobre regiões vizinhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-pode-superar-os-40-c-em-pleno-inverno-e-ar-quente-se-espalha-pelo-brasil-1785860668171.png" data-image="d1jqr6xl7o04" alt="EFI do ECMWF para temperatura máxima quinta (6, esquerda) e sábado (8, direita). Créditos: Meteored/ECMWF." title="EFI do ECMWF para temperatura máxima quinta (6, esquerda) e sábado (8, direita). Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para temperatura máxima quinta (6, esquerda) e sábado (8, direita). Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Este índice <strong>ressalta áreas </strong>onde a <strong>temperatura</strong> <strong>prevista</strong><strong> ocorre em apenas 1% das previsões</strong> do modelo para determinada época do ano e região, ultrapassando o limiar estatístico conhecido como quantil 99, muito utilizado como um indicador de evento extremo.</p><p>O <strong>EFI</strong> não diz qual temperatura irá ocorrer, mas <strong>destaca</strong> na escala de cores <strong>onde é provável que um evento extremo ocorra</strong>. Nas áreas destacadas em laranja e vermelha nos mapas acima, a temperatura máxima muito provavelmente irá 40°C na região central e 30°C a 35°C na faixa leste.</p><h2>Máximas podem alcançar 43°C</h2><p>As temperaturas podem alcançar<strong> 40°C</strong> já na<strong> quarta-feira (5)</strong>, segundo o modelo GFS, principalmente no<strong> Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, sul do Amazonas, Tocantins e Piauí</strong>. A partir de <strong>quinta-feira (6)</strong>, a tendência é que os termômetros se elevam ainda mais nestes estados, com máximas de <strong>41°C a 42°C</strong>, enquanto temperaturas próximas aos 40°C também se alastram. No <strong>interior de São Paulo</strong> e no <strong>Triângulo Mineiro</strong>, os termômetros devem se aproximar de<strong> 40°C,</strong> enquanto no sul do estado paulista, sul e Região Metropolitana do Rio de Janeiro as máximas podem ultrapassar 37°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-pode-superar-os-40-c-em-pleno-inverno-e-ar-quente-se-espalha-pelo-brasil-1785860691897.png" data-image="zrc3q2tk1muy" alt="Previsão de temperatura máxima para sábado (8), segundo o modelo GFS." title="Previsão de temperatura máxima para sábado (8), segundo o modelo GFS."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para sábado (8), segundo o modelo GFS.</figcaption></figure><p>A<strong> </strong>tendência<strong> </strong>é que as temperaturas se mantenham elevadas até o final<strong> </strong>de<strong> </strong>semana, podendo alcançar impressionantes<strong> 43°C</strong> entre o <strong>Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. </strong></p><p>Além do<strong> calor extremo</strong>, outro fator preocupante em termos de saúde pública é a <strong>baixa umidade relativa</strong> do ar. Nos próximos dias, a maior parte do país tem previsão de umidade relativa abaixo de 30%, sendo que muitos estados devem ficar<strong> abaixo de 20%, podendo se aproximar de 10%. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-pode-superar-os-40-c-em-pleno-inverno-e-ar-quente-se-espalha-pelo-brasil-1785860703773.png" data-image="z3tme3doupcu" alt="Previsão de umidade relativa do ar para sábado (8), segundo o GFS." title="Previsão de umidade relativa do ar para sábado (8), segundo o GFS."><figcaption>Previsão de umidade relativa do ar para sábado (8), segundo o GFS.</figcaption></figure><p>As condições previstas para os próximos dias lembram o <strong>clima de deserto </strong>e são <strong>extremamente perigosas para a saúde</strong>, estando relacionadas ao aumento de internações hospitalares por doenças cardiorrespiratórias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira.html" title="Ar quente 'inunda' o Sudeste com SP e RJ podendo registrar quase 40°C; confira">Ar quente 'inunda' o Sudeste com SP e RJ podendo registrar quase 40°C; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira.html" title="Ar quente 'inunda' o Sudeste com SP e RJ podendo registrar quase 40°C; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira-1785771128550_320.jpg" alt="Ar quente 'inunda' o Sudeste com SP e RJ podendo registrar quase 40°C; confira"></a></article></aside><p>Recomenda-se <strong>aumentar o consumo de água</strong> e, sempre que possível, <strong>evitar</strong> <strong>atividades físicas</strong> e <strong>exposição ao sol</strong> (incluindo passeios com os pets) durante a<strong>s horas mais quentes do dia</strong>, além de<strong> umidificar os ambientes </strong>sempre que possível.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-43-c-em-pleno-inverno-massa-de-ar-quente-se-espalha-pelo-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone extratropical traz risco de granizo e ventos de até 150 km/h ao Sul e MS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 18:02:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone extratropical e sua frente fria associada provocarão tempestades severas no Sul do Brasil entre quinta-feira (6) e domingo (9). Há risco de chuvas volumosas, granizo e rajadas fortes de vento, além de outros fenômenos destrutivos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xautpmm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xautpmm.jpg" id="xautpmm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta quarta-feira (5), pancadas de chuva isoladas já se formarão sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No entanto, na quinta-feira (6), uma <strong>região de baixa pressão</strong> começará a ganhar força e se aprofundar rapidamente, evoluindo para um<strong> ciclone extratropical</strong> entre a Argentina e o Uruguai com uma <strong>frente fria</strong> avançando pelo Brasil.</p><div class="texto-destacado">O sistema provocará uma mudança significativa no tempo. Entre a tarde e a noite da quinta-feira (6) e a madrugada e manhã da sexta-feira (7), TEMPESTADES SEVERAS serão registradas em todos os estados da região Sul. Temporais também atingirão o Mato Grosso do Sul e, posteriormente, São Paulo.</div><p>O sistema será alimentado por um<strong> intenso Rio Atmosférico</strong>, responsável por <strong>transportar grandes volumes de umidade </strong>da Amazônia para o centro-sul do continente, criando um ambiente altamente favorável à formação de tempestades severas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-avanca-e-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms-1785865567737.jpg" data-image="hbgjyip1zib2" alt="Previsão de nebulosidade e chuva entre a noite de quinta-feira e a manhã da sexta-feira." title="Previsão de nebulosidade e chuva entre a noite de quinta-feira e a manhã da sexta-feira."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva entre a noite de quinta-feira e a manhã da sexta-feira mostra o avanço do sistema, causando tempestades severas em Estados como RS, SC, PR e MS.</figcaption></figure><p>Os temporais mais significativos ocorrerão entre a <strong>tarde e a noite de quinta-feira (6)</strong> e a <strong>madrugada e manhã de sexta-feira (7),</strong> quando atingem o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Entre o final da sexta-feira e o sábado (8), pancadas de chuva moderadas também podem atingir parte de São Paulo.</p><p>Mesmo após o afastamento do ciclone, os resquícios da frente fria ainda podem causar <strong>pancadas de chuva frequentes</strong> sobre Santa Catarina e Paraná durante o sábado (8) e o domingo (9). O resultado são acumulados de chuva totais que podem chegar a <strong>até 150 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-avanca-e-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms-1785865634020.jpg" data-image="1w0ob2t96v8t" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo ilustra regiões que serão mais afetadas pela chuva ao longo dos próximos dias, com regiões entre SC e PR registrando até 150 mm.</figcaption></figure><p>Os mapas de precipitação também reforçam estes alertas, já que os volumes altos de chuva podem provocar<strong> transtornos significativos</strong>, principalmente em <strong>áreas vulneráveis</strong> a enchentes e em encostas. Há risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além das chuvas intensas, também há possibilidade de <strong>rajadas de vento entre 100 e 150 km/h</strong> no sul e no litoral do Rio Grande do Sul, aumentando o risco de cortes no fornecimento de energia elétrica devido à danos nas linhas de transmissão, queda de árvores e objetos altos e destelhamentos, além de movimentação de dunas de areia sobre construções na orla.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-avanca-e-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms-1785865679744.jpg" data-image="629ig5bkpssn" alt="Previsão de rajadas de vento nas primeiras horas da sexta-feira." title="Previsão de rajadas de vento nas primeiras horas da sexta-feira."><figcaption>Previsão de rajadas de vento nas primeiras horas da sexta-feira mostra que já risco de rajadas de vento entre 100 e 150 km/h no sul do Rio Grande do Sul e todo o litoral gaúcho e catarinense.</figcaption></figure><p>No Mato Grosso do Sul e em São Paulo, as chuvas ocorrem com menor intensidade, trazendo acumulados totais de até 50 mm. Apesar do menor potencial de transtornos, as tempestades ainda podem ser acompanhadas por trovoadas e rajadas de vento.</p><h2>Rio Grande do Sul concentra maior risco de granizo</h2><p>Apesar de os volumes de chuva previstos para o Rio Grande do Sul serem menores do que os esperados em Santa Catarina e no Paraná, o estado gaúcho apresenta o <strong>maior potencial para fenômenos meteorológicos severos</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-avanca-e-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms-1785865714618.jpg" data-image="svox07jj3yyb" alt="Mapa de Extreme Forecast Index para instabilidade atmosférica (esquerda) e rajadas de vento (direita)." title="Mapa de Extreme Forecast Index para instabilidade atmosférica (esquerda) e rajadas de vento (direita)."><figcaption>Mapa de Extreme Forecast Index para instabilidade atmosférica (esquerda) e rajadas de vento (direita) mostram que há grande potencial para ocorrência de eventos extremos no RS.</figcaption></figure><p>Entre a noite de quinta-feira (6) e a madrugada de sexta-feira (7), as condições atmosféricas favorecem a ocorrência de tempestades intensas. Em particular, existe um <strong>risco muito elevado de ocorrência de granizo destrutivo</strong> no sudeste e sudoeste Rio-Grandenses.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco.html" title="Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco">Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco.html" title="Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco-1785780203168_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>Em outras palavras, o principal perigo no Rio Grande do Sul não será o volume de chuva, mas sim <strong>a intensidade das tempestades.</strong> O potencial para granizo de grande porte e ventos fortes pode provocar <strong>danos e prejuízos significativos</strong>, o que exige atenção redobrada da população e das autoridades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-extrema-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 16:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com a previsão de agravamento do El Niño no segundo semestre de 2026, pesquisadores e autoridades do Acre alertam que a seca prolongada exigirá campanhas intensas de uso racional da água e ações contra queimadas e incêndios florestais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-severa-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado-1785796568439.jpg" data-image="w58f7pyg0pj3" alt="Com a previsão de agravamento do El Niño no segundo semestre de 2026, autoridades ambientais do Acre alertam que a seca prolongada exigirá campanhas intensas de uso racional da água. Foto: Defesa Civil de Rio Branco" title="Com a previsão de agravamento do El Niño no segundo semestre de 2026, autoridades ambientais do Acre alertam que a seca prolongada exigirá campanhas intensas de uso racional da água. Foto: Defesa Civil de Rio Branco"><figcaption>Com a previsão de agravamento do El Niño no segundo semestre de 2026, autoridades ambientais do Acre alertam que a seca prolongada exigirá campanhas intensas de uso racional da água. Foto: Defesa Civil de Rio Branco</figcaption></figure><p><strong>O governo do Acre decretou situação de emergência </strong><strong>em todo o território estadual</strong> nesta segunda-feira (3). A medida foi tomada em resposta à seca severa e ao risco iminente de desabastecimento hídrico que ameaça as cidades e o cotidiano da população.</p><p>Assinado pela governadora Mailza Assis e publicado no Diário Oficial do Estado, <strong>o decreto estabelece validade de 180 dias para a execução de medidas preventivas</strong>. Antes dessa decisão estadual, a prefeitura da capital, Rio Branco, já havia decretado estado de alerta em 28 de julho devido ao estio.</p><h2>Riscos climáticos e impactos na infraestrutura</h2><p>A deterioração das condições meteorológicas <strong>está ligada ao retorno do fenômeno El Niño</strong>, que deve ganhar força ao longo do segundo semestre de 2026. Segundo os dados apurados pelo Monitor de Secas, <strong>cerca de 66,7% da área do estado </strong>já registrava seca no período compreendido entre janeiro e junho.</p><div class="texto-destacado">As previsões meteorológicas para o trimestre entre agosto e outubro, historicamente os meses mais secos do ano na Amazônia, indicam queda acentuada nos volumes de chuva e elevação contínua das temperaturas. Consequentemente, a redução no nível dos rios dificulta a navegação fluvial, prejudicando a chegada de combustíveis, alimentos e itens essenciais.</div><p>Além dos problemas de logística regional, a estiagem gera forte prejuízo econômico aos pescadores artesanais e produtores de aquicultura. A menor disponibilidade hídrica<strong> altera drasticamente a qualidade da água dos reservatórios e estimula a mortalidade de peixes</strong>, comprometendo a segurança alimentar da população dependente do setor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-severa-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado-1785796184326.jpg" data-image="xeu477l0buel" alt="Governadora Mailza Assis que estabelece emergência de 180 dias no Acre para combater a estiagem. Foto: Divulgação/ Aleksandro Soares/ Saneacre" title="Governadora Mailza Assis que estabelece emergência de 180 dias no Acre para combater a estiagem. Foto: Divulgação/ Aleksandro Soares/ Saneacre"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-87430">Governadora Mailza Assis que estabelece emergência de 180 dias no Acre para combater a estiagem. Foto: Divulgação/ Aleksandro Soares/ Saneacre</figcaption></figure><p>Na área da educação, a diminuição do fluxo dos rios coloca em risco a continuidade do calendário escolar em regiões de difícil acesso terrestre. Com a inviabilidade do transporte aquático de estudantes, <strong>o fluxo das aulas fica interrompido e a distribuição da merenda escolar sofre severos atrasos</strong> nas comunidades mais distantes.</p><h2>Vulnerabilidade social e queimadas na região</h2><p>A crise ambiental atinge em especial os grupos sociais mais vulneráveis do estado. Conforme levantamentos oficiais das autoridades, a seca extrema <strong>ameaça isolar 36 terras indígenas, 246 aldeias e 16 povos nativos diferentes</strong>, reduzindo a oferta de água potável e a disponibilidade de remédios nas aldeias.</p><p>Outro fator de apreensão é <strong>a proliferação de focos de queimadas e incêndios florestais impulsionados pelo ar seco</strong>. Diante desse cenário, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil assumiu a coordenação de todas as operações de emergência. A entidade ficará responsável por monitorar os indicadores hidrológicos e prestar auxílio direto às administrações municipais para a elaboração e aplicação de planos de contingência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p>O decreto governamental autoriza a liberação de recursos orçamentários <strong>para instalar abrigos temporários, adquirir insumos essenciais e contratar frota de caminhões-pipa</strong> para o fornecimento comunitário de água. Em casos de perigo direto, equipes da defesa civil têm autorização constitucional para acessar imóveis particulares e efetuar evacuações compulsórias.</p><p>O plano de assistência determina prioridade absoluta de atendimento <strong>para unidades de saúde, escolas e populações ribeirinhas ou rurais isoladas</strong>. Adicionalmente, as campanhas oficiais buscarão alertar sobre o "uso racional da água, prevenção de queimadas e cuidados com os efeitos do calor e da baixa umidade do ar sobre a saúde", conforme destaca o documento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tayana%20Narcisa" data-year="2026" data-title="Acre%20decreta%20situa%C3%A7%C3%A3o%20de%20emerg%C3%AAncia%20devido%20%C3%A0%20seca%20severa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fnacional%2Fnorte%2Fac%2Facre-decreta-situacao-de-emergencia-devido-a-seca-severa%2F">Tayana Narcisa. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/norte/ac/acre-decreta-situacao-de-emergencia-devido-a-seca-severa/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Acre decreta situação de emergência devido à seca severa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-extrema-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um veterinário revela por que os cães perseguem o próprio rabo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/um-veterinario-revela-porque-e-que-os-caes-perseguem-o-proprio-rabo.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 14:20:11 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Muitos donos de cães sorriem quando o seu amigo de quatro patas dá voltas à própria volta, tentando apanhar o próprio rabo. No entanto, o que à primeira vista parece engraçado pode ter várias causas subjacentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-veterinario-revela-por-que-los-perros-persiguen-su-propia-cola-1785711520091.jpeg" data-image="8emo4zy5svw2" alt="Existe una explicación sencilla para el comportamiento de los perros." title="Existe una explicación sencilla para el comportamiento de los perros."><figcaption>Existe uma explicação simples para o comportamento dos cães.</figcaption></figure><p>Assim que um cachorro descobre o seu próprio corpo, começa uma aventura emocionante, e isso inclui o seu próprio rabo. Por isso, o facto de os cães jovens perseguirem o próprio rabo não é motivo de preocupação, numa primeira fase. «Ao observar o comportamento animal, é importante saber o que é normal para a espécie», explica o veterinário e terapeuta comportamental <strong>Ronald Lindner</strong> ao jornal <em>Bild</em>.</p><p>No caso dos cachorros, <strong>perseguir o rabo costuma ser simplesmente uma forma de exploração lúdica</strong>. Estão a conhecer o próprio corpo e tentam, por pura curiosidade, apanhar aquele rabo que não para de se mexer. No entanto, <strong>o significado deste comportamento pode mudar à medida que o cão cresce</strong>.</p><h2>Atenção: o stress também pode influenciar</h2><p>A vontade de brincar nem sempre é a causa destas voltas rápidas. Segundo os especialistas, perseguir o rabo também pode servir para libertar tensão interna ou funcionar como um chamado "sinal de calma". No entanto, isto não significa necessariamente que o cão esteja doente. <strong>Os donos só devem prestar especial atenção se o comportamento se manifestar com uma frequência ou intensidade chamativas</strong>.</p><h3>Quando o hábito se torna um problema</h3><p>A bióloga comportamental <strong>Stefanie Riemer</strong> salienta que os donos podem reforçar este comportamento sem querer. Se um cachorro receber atenção sempre que perseguir o rabo, a ação pode acabar por se tornar um hábito enraizado.</p><p>Na pior das hipóteses, pode até conduzir a um distúrbio compulsivo. Ronald Lindner menciona casos de cães que giram sobre si próprios durante horas e quase não apresentam outros comportamentos. <strong>Estes padrões de movimento estereotipados são considerados anomalias comportamentais graves e devem ser avaliados por um profissional</strong>.</p><h2>Existem também possíveis causas físicas</h2><p>Os fatores psicológicos nem sempre são a causa. <strong>Os parasitas, como pulgas ou vermes, podem desencadear este comportamento, tal como lesões na zona da cauda</strong>. Os <strong>distúrbios neurológicos ou a predisposição genética</strong> de certas raças caninas também são causas possíveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html" title="Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco">Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html" title="Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421268056_320.png" alt="Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco"></a></article></aside><p>A dor ou uma comichão intensa <strong>podem levar os cães a tentar alcançar a zona afetada, fazendo com que tentem morder a cauda repetidamente</strong>.</p><h3>Os resultados das investigações fornecem mais informações</h3><p>Em 2012, investigadores da Universidade de Helsínquia<strong> estudaram 368 cães que perseguiam frequentemente a própria cauda. Descobriram que este comportamento costuma começar entre os três e os seis meses de idade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tierarzt-verrat-es-warum-hunde-ihren-eigenen-schwanz-jagen-1785487767936.jpeg" data-image="8y9y0p4dhml4" alt="También vale la pena observar atentamente el comportamiento de las mascotas." title="También vale la pena observar atentamente el comportamiento de las mascotas."><figcaption>Também vale a pena observar atentamente o comportamento dos animais de estimação.</figcaption></figure><p>Quase metade dos animais estudados apresentava também outros comportamentos compulsivos. Além disso,<strong> observou-se que os cães que recebiam suplementos vitamínicos e minerais tinham menos probabilidades de serem afetados</strong>.</p><p><strong>As fêmeas esterilizadas também perseguiam a cauda com menor frequência</strong>. Além disso, muitos destes cães que perseguiam a cauda eram considerados bastante tímidos e, <strong>muitas vezes, tinham sido separados das mães numa idade relativamente precoce</strong>.</p><h2>Como devem agir os donos </h2><p>Antes de os donos procurarem explicações por conta própria, <strong>um veterinário deve primeiro descartar possíveis afeções médicas ou causas neurológicas</strong>. Se o cão estiver saudável, Ronald Lindner <strong>aconselha a não reforçar o comportamento, prestando-lhe atenção</strong>.</p><p><strong>Em vez de intervir com ordens como "Não!" ou "Pára já!", costuma ser mais eficaz ignorar brevemente o cão</strong>. Se, posteriormente, o cão demonstrar um comportamento calmo ou desejável, este pode ser recompensado especificamente. Desta forma, <strong>o cão aprende que é a atitude relaxada, e não o facto de perseguir o rabo, que lhe traz atenção e elogios</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bild.de" data-year="2026" data-title="Darum%20jagen%20Hunde%20ihren%20eigenen%20Schwanz" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bild.de%2Fleben-wissen%2Fhaustiere%2Fwenn-der-hund-im-kreis-rennt-ursachen-fuer-das-schwanzjagen-6a6b2b3395262dd162785bf6">Bild.de. (2026). <a href="https://www.bild.de/leben-wissen/haustiere/wenn-der-hund-im-kreis-rennt-ursachen-fuer-das-schwanzjagen-6a6b2b3395262dd162785bf6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Darum jagen Hunde ihren eigenen Schwanz</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/um-veterinario-revela-porque-e-que-os-caes-perseguem-o-proprio-rabo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no RS: Chuvas de até 100 mm aceleram canela-preta e travam manejo da canola]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-rs-chuvas-de-ate-100-mm-aceleram-canela-preta-e-travam-manejo-da-canola.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:14:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A canela-preta aumenta nas lavouras de canola do Rio Grande do Sul durante a floração, enquanto sucessivos episódios de chuva mantêm plantas úmidas, restringem operações e exigem monitoramento por talhão até quinta-feira nas principais regiões produtoras gaúchas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/canela-preta-avanca-na-canola-do-rs-chuva-de-ate-100-mm-mantem-lavouras-umidas-1785770161892.jpg" data-image="cy7orirlc467" alt="canola, doença, fungo" title="canola, doença, fungo"><figcaption>Canola em floração com sintomas de canela-preta, doença favorecida pelo tempo úmido e pela chuva frequente.</figcaption></figure><p>A canela-preta aumentou em lavouras de canola do Rio Grande do Sul quando os cultivos avançam para a floração. <strong>Após acumulados semanais de 0 a 200 mm, com 303,8 mm em Ilópolis</strong>, a previsão indica mais chuva entre esta segunda-feira (3) e quinta-feira (6), incluindo Missões, Campanha e Planalto.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O ambiente úmido prolonga o molhamento das plantas e dificulta a entrada de máquinas para monitoramento e manejo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Trigo e cevada também enfrentam restrições operacionais, mas, na canola, a coincidência entre doença já observada e fase reprodutiva exige avaliação por talhão, sem presumir perdas de produtividade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>O registro <a href="https://www.agricultura.rs.gov.br/upload/arquivos/202607/31095704-boletim-integrado-agrometeorologico-31-2026.pdf" target="_blank">estadual</a> indica aumento de incidência, não contaminação uniforme de todas as áreas</strong>. Por isso, intensidade, localização das lesões, cultivar utilizada e histórico de rotação precisam ser considerados antes de relacionar a doença com eventual redução do potencial produtivo.</p><h2>Umidade encontra canola em floração nas Missões e no Planalto </h2><p>Entre 23 e 29 de julho, a chuva variou de 0 a 200 mm no estado e superou esse intervalo em pontos isolados. <strong>Ilópolis somou 303,8 mm, enquanto áreas do Noroeste permaneceram com solo muito úmido</strong>. Nesse cenário, a canola evoluiu para a floração e a assistência estadual registrou maior incidência de doenças como a canela-preta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canela-preta-avanca-na-canola-do-rs-chuva-de-ate-100-mm-mantem-lavouras-umidas-1785770809061.png" data-image="z4pkgyhtyq1i" alt="ECMWF, modelo, umidade, solo" title="ECMWF, modelo, umidade, solo"><figcaption>A umidade do solo permanece elevada no Sul do Brasil entre 3 e 5 de agosto, limitando o acesso às lavouras e as operações de manejo.</figcaption></figure><p>A doença pode produzir lesões nas folhas e nos caules, comprometendo a circulação de água e nutrientes quando progride. <strong>Alta umidade e temperaturas amenas favorecem seu desenvolvimento</strong>, mas a resposta varia entre híbridos, histórico da área e intensidade da infecção. </p><p>Em Erechim, Ijuí e Passo Fundo, <strong>a vistoria deve separar sintomas localizados de problemas distribuídos pela lavoura</strong>. Ainda assim, a simples presença de manchas não permite calcular o rendimento final, que dependerá da evolução sanitária e do tempo nas semanas seguintes.</p><h2>Chuva volta a ganhar abrangência entre quarta e quinta-feira </h2><p>Nesta segunda-feira (3), há previsão de chuva e rajadas localizadas no Rio Grande do Sul. <strong>Na terça-feira (4), a precipitação tende a ficar mais isolada, mas um novo sistema volta a espalhar instabilidade na quarta-feira (5).</strong> Na quinta-feira (6), aumenta o potencial de chuva forte e tempestades, especialmente sobre o estado, o Oeste catarinense e o Oeste paranaense. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canela-preta-avanca-na-canola-do-rs-chuva-de-ate-100-mm-mantem-lavouras-umidas-1785770629909.jpg" data-image="8t2o3q8mhfua" alt="chuva, anomalia, rio grande so sul" title="chuva, anomalia, rio grande so sul"><figcaption>A chuva volta a ganhar abrangência no Rio Grande do Sul até quinta-feira, mantendo elevada a umidade nas áreas produtoras de canola. 12:25 PM</figcaption></figure><p>Para áreas produtoras próximas de Santa Rosa, Cruz Alta e Vacaria, sucessivos períodos úmidos podem reduzir as janelas de pulverização e prolongar o molhamento do dossel durante a floração.</p><ul><li>Missões: chuva localizada no dia 3 e nova instabilidade no dia 5 exigem vistoria antes de qualquer aplicação;</li><li><strong>Planalto: até 100 mm no período podem manter acessos e solos com baixa capacidade de suporte;</strong></li><li>Noroeste: após acumulados elevados, máquinas devem entrar somente quando o terreno evitar compactação;</li><li>Serra: chuva e baixa insolação podem dificultar a secagem das plantas e a leitura dos sintomas.</li></ul><h2>Manejo por talhão deve continuar após a melhora do tempo </h2><p>O risco fitossanitário não termina imediatamente quando a chuva diminui. <strong>Depois de 2 a 100 mm, folhas e hastes podem permanecer úmidas</strong>, sobretudo em lavouras densas de Ijuí, Santa Rosa e Erechim. O produtor deve registrar a distribuição das lesões, comparar híbridos e observar se os sintomas alcançam o colo ou o caule antes de definir qualquer intervenção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html" title="Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira">Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html" title="Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785764248072_320.jpg" alt="Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira"></a></article></aside><p>Pulverizações devem respeitar vento, intervalo sem chuva, condições do terreno e registro do produto para a cultura.<strong> A rotação com espécies não hospedeiras e o uso de híbridos resistentes fazem parte da prevenção</strong>, mas não substituem o diagnóstico local. Em Cruz Alta, Passo Fundo e Vacaria, decisões sobre defensivos e maquinário devem ser ajustadas com assistência agronômica, estágio da floração e histórico de canola na área.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-rs-chuvas-de-ate-100-mm-aceleram-canela-preta-e-travam-manejo-da-canola.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenômeno meteorológico gerado por mega-incêndios]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Grandes incêndios florestais não só se propagam rapidamente. Quando atingem intensidade extrema, podem alterar a própria atmosfera, tornando ainda mais difíceis os esforços de combate ao fogo — como ocorreu na Espanha nos últimos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477.png" data-image="p1w8xq7rqtxw"><figcaption>Tempestades de fogo se formam quando um grande incêndio florestal altera a atmosfera e produz nuvens pirocúmulos. Esse fenômeno pode modificar o comportamento das chamas e torná-las muito mais difíceis de controlar.</figcaption></figure><p>Os<strong> incêndios florestais </strong>que assolaram a <strong>Espanha </strong>nas últimas semanas voltaram a chamar a atenção para um fenômeno que preocupa especialmente os especialistas: as chamadas<strong> tempestades de fogo</strong>.</p><p>Segundo o <em>Copernicus</em>, o programa europeu de observação e monitoramento da Terra, os maiores incêndios consumiram mais de 127.000 hectares e afetaram cerca de 92.000 pessoas, sendo as províncias de Ávila, Madri e Castellón as mais atingidas. Alguns desses <strong>incêndios </strong>foram classificados como de<strong> "sexta geração"</strong>, <strong>caracterizados por um comportamento muito mais difícil de prever e controlar</strong>.</p><p>Quando um<strong> incêndio florestal atinge intensidade extrema</strong>, ele deixa de ser impulsionado apenas pela temperatura, pelo vento ou pela umidade. O<strong> calor intenso liberado altera o ar ao redor e pode modificar as condições meteorológicas sobre o próprio incêndio</strong>, criando, essencialmente, o seu próprio clima. Isso explica por que alguns incêndios aceleram repentinamente, mudam de direção em questão de minutos ou apresentam comportamentos que tornam as operações de combate muito mais desafiadoras.</p><h2>Nuvens pirocúmulos e como as tempestades de fogo alteram o clima local</h2><p>O<strong> enorme calor liberado pelas chamas</strong> faz com que o ar suba rapidamente, transportando fumaça, cinzas e vapor d'água a vários quilômetros de altitude na atmosfera. Esse forte movimento ascendente favorece a formação de <strong>nuvens </strong>imponentes conhecidas como <strong>pirocúmulos</strong>, cuja presença geralmente indica que um incêndio florestal atingiu um estágio de extrema intensidade.</p><p>O meteorologista da <em>Meteored Espanha</em>, Samuel Biener, explica que essas nuvens se formam quando as correntes de ar quente geradas pelo incêndio encontram ar mais frio nas camadas superiores da atmosfera. O resultado é uma estrutura de nuvem <strong>capaz de crescer rapidamente e alterar o comportamento do próprio incêndio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global">A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-arde-al-mismo-tiempo-los-dias-extremos-de-incendios-se-han-triplicado-por-el-calentamiento-global-1771976728588_320.jpg" alt="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"></a></article></aside><br>Durante os eventos mais intensos,<strong> nuvens pirocúmulos podem produzir raios capazes de iniciar novos incêndios florestais </strong>longe da frente principal do fogo. Além disso, quando essas nuvens colapsam, podem gerar rajadas de vento potentes que alimentam ainda mais as chamas e favorecem uma propagação rápida e imprevisível do fogo.<p>Segundo Biener, alguns especialistas também apontam que, se um grande incêndio florestal coincidir com uma faixa de chuva fraca, podem ocorrer <strong>"rajadas de calor"</strong> (<em>heat bursts</em>). À medida que a chuva evapora no <strong>calor intenso</strong> do incêndio, as <strong>correntes descendentes</strong> resultantes se espalham em todas as direções ao atingir o solo, produzindo, por vezes, ventos de<strong> 80 a 100 km/h</strong>, o que <strong>aumenta consideravelmente a dificuldade de conter o fogo</strong>.</p><h2>Incêndios florestais de sexta geração: por que são tão difíceis de controlar</h2><p>A situação torna-se ainda mais perigosa quando vários fatores meteorológicos ocorrem simultaneamente.<strong> Temperaturas elevadas, vegetação extremamente seca e ventos persistentes</strong> criam condições ideais para a rápida propagação do fogo. No caso de incêndios florestais de sexta geração, essas condições podem superar a capacidade de resposta das equipes de combate a incêndios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232264947.jpeg" data-image="fsgglxuzxjcu" alt="Incêndio florestal" title="Incêndio florestal"><figcaption>Megaincêndios podem gerar rajadas de vento intensas e raios ao produzir nuvens pirocúmulos. Essas condições podem desencadear novos incêndios e aumentar significativamente o perigo durante as operações de combate ao fogo.</figcaption></figure><p>Biener também observou que<strong> inversões térmicas ocorreram durante os incêndios florestais em Madri, Toledo, Ávila e Castellón</strong> nas noites recentes. Nessas situações, o ar mais frio e a fumaça ficam retidos no fundo dos vales, enquanto uma camada de ar mais quente acima atua como uma tampa. Se essa camada estável se rompe repentinamente, o comportamento do fogo pode mudar em questão de minutos e intensificar-se rapidamente.</p><p>Por esse motivo, <strong>grandes incêndios florestais não são mais avaliados apenas pela área que consomem</strong>. Cientistas também estudam os processos atmosféricos gerados por eles, uma vez que essas alterações podem provocar novos focos de incêndio, mudar a direção do fogo e aumentar os riscos para as equipes de emergência que atuam em solo.</p><h2>Tempestades de fogo: o que acontece durante e após o incêndio florestal</h2><p>Os efeitos de um grande incêndio florestal não se limitam à área diretamente atingida pelas chamas. A<strong> fumaça pode percorrer dezenas de quilômetros, degradando a qualidade do ar a grande distância</strong> do foco do incêndio. Nos últimos dias, isso foi observado em locais bastante afastados dos principais incêndios, incluindo partes de Alicante.</p><p><strong>Grandes plumas de fumaça também alteram a quantidade de radiação solar</strong> que chega à superfície. Elas reduzem a luz solar direta e aumentam a luz difusa, à medida que as partículas espalham a radiação pela atmosfera, conferindo frequentemente ao céu uma aparência avermelhada. A fumaça pode limitar o aquecimento diurno e, à noite, ajudar a reter o calor por mais tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232294420.jpeg" data-image="87h59omqh2f3" alt="Helicóptero combatendo um incêndio florestal" title="Helicóptero combatendo um incêndio florestal"><figcaption>Segundo o Copernicus, mais de 87.000 hectares foram afetados por grandes incêndios florestais na Espanha. Tempestades de fogo ajudam a explicar por que alguns incêndios são capazes de gerar seu próprio clima.</figcaption></figure><p><strong>Uma vez extinto um incêndio florestal, esses efeitos atmosféricos desaparecem gradualmente</strong>. Samuel Biener observa que não há evidências de que os padrões climáticos mudem permanentemente após um grande incêndio, embora possam ocorrer alterações localizadas relacionadas à perda de cobertura florestal.</p><p>As consequências mais significativas surgem depois que as chamas são apagadas. Sem a proteção da vegetação, o solo torna-se muito mais vulnerável à erosão. Chuvas que anteriormente tinham pouco impacto podem arrastar cinzas e detritos para rios, reservatórios e aquíferos; ao mesmo tempo, a perda de cobertura florestal eleva as temperaturas do solo e pode levar a pequenas alterações na formação de neblina local, à medida que a umidade antes retida pela vegetação desaparece.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rajadas de vento superam 100 km/h e deixam 8 estados do Centro-Sul em alerta; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/rajadas-de-vento-superam-100-km-h-e-deixa-8-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vários estados do Centro-Sul do Brasil vão ficar em alerta nos próximos dias devido aos riscos de fortes rajadas de vento que vão superar os 100 km/h, aumentando o potencial para transtornos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-rajadas-de-vento-podem-superar-100-km-h-no-centro-sul-1785805004963.jpg" data-image="4jo88sewq25e" alt="Rajadas de vento acima de 100 km/h deixam estados em alerta para transtornos. Foto: Adobe Stock." title="Rajadas de vento acima de 100 km/h deixam estados em alerta para transtornos. Foto: Adobe Stock."><figcaption>Rajadas de vento acima de 100 km/h deixam estados em alerta para transtornos. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>A semana será movimentada no Centro-Sul do Brasil com o avanço de uma frente fria que provocará chuvas intensas e aumentará o risco de tempestades. Além do grande volume de água, a previsão aponta para <strong>fortes rajadas de vento que podem superar os 100 km/h</strong>, colocando vários estados em situação de atenção. Confira a lista:</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Minas Gerais</li><li>Rio de Janeiro</li><li>Mato Grosso do Sul</li><li>Goiás</li></ul><p>As rajadas de vento começam a ganhar intensidade a partir da tarde desta quarta-feira (5). O fenômeno ocorre devido a <strong>grande diferença de pressão atmosférica</strong>, onde o ar se desloca das áreas de maior pressão em direção às de menor pressão. Somado a isso, <strong>a diferença das temperaturas entre as massas de ar contribui diretamente para intensificar a força das rajadas de vento.</strong></p><h2>Rajadas de 100 km/h deixa o Centro-Sul em alerta</h2><p>Nesta quarta-feira (5), <strong>os ventos começam a ganhar força</strong> sobre algumas áreas do Centro-Sul, mas sem gerar alertas. As rajadas mais intensas estão previstas para áreas do interior do Paraná e próximas à capital do Mato Grosso do Sul. Nas duas regiões, os ventos superam os <strong>40 km/h.</strong></p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Previsão que se prolonga pela madrugada de quinta-feira (6), o que deixa áreas do <strong>oeste do Paraná em atenção</strong>. Contudo, conforme as horas passam, as temperaturas sobem e o ciclone começa a se formar, as rajadas de vento ganham cada vez mais força <strong>superando os 60 km/h na faixa entre o norte do Rio Grande do Sul e o leste do Paraná.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco.html" title="Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco">Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco.html" title="Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco-1785780203168_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>Os ventos também se intensificam em Mato Grosso do Sul e na faixa leste de São Paulo. No estado sul-mato-grossense, as rajadas variam entre <strong>44 km/h e 59 km/h</strong>, enquanto na capital paulista podem atingir até <strong>50 km/h</strong>. Desta maneira, a quinta-feira (6) terá <strong>alerta de ventania</strong> em pelo menos 5 estados do Centro-Sul, com risco de transtornos como queda de árvores e galhos.</p><p>Os ventos da madrugada de sexta-feira (7) serão os mais intensos desta semana. <strong>Áreas da Serra Gaúcha e Catarinense tem previsão de rajadas acima de 100 km/h, </strong>capazes de provocar diversos tipos e transtornos como queda de árvores e galhos, destelhamentos e até mesmo cortes no fornecimento de energia elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-rajadas-de-vento-podem-superar-100-km-h-no-centro-sul-1785804609824.jpg" data-image="rs89goyp14jx" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Rajadas de vento superam os 100 km/h em SC e no RS na madrugada de sexta-feira (7)</figcaption></figure><p>No entanto, outras áreas do território gaúcho terão ventos intensos, caso do sul do estado com rajadas de até<strong> 90 km/h.</strong></p><p>Contudo, à medida que a frente fria avança pelo Brasil, as rajadas de vento diminuem sobre o Sul do país, mas aumentam em outras áreas. <strong>É a vez do Centro-Oeste e Sudeste registrar fortes ventos. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-rajadas-de-vento-podem-superar-100-km-h-no-centro-sul-1785804657165.jpg" data-image="ytz1rt1bx9pm" alt="Ventos intensos." title="Ventos intensos."><figcaption>Rajadas de vento previstas para a tarde de sexta-feira (7), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>A tarde de sexta-feira (7) será sob <strong>alertas</strong> e ventos de até <strong>70 km/h no Mato Grosso do Sul</strong>, variando de <strong>40 km/h a 55 km/h</strong> na faixa entre o sul de Goiás, Triângulo Mineiro e norte de São Paulo. Em boa parte do Sul de Minas, <strong>rajadas de até 60 km/h </strong>enquanto que próximo a Serra da Mantiqueira, previsão de ventos de até <strong>70 km/h.</strong></p><p>No leste de <strong>São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>, os ventos são mais fracos, mas ainda sim deixam os estados em alerta. As rajadas de vento podem chegar aos <strong>50 km/h na parte paulista </strong>(em áreas pontuais pode superar os 70 km/h) <strong>e aos 60 km/h na porção fluminense.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/rajadas-de-vento-superam-100-km-h-e-deixa-8-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sistemas de tempestades na Antártica estão ficando mais frequentes e intensos: eis os impactos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sistemas-de-tempestades-na-antartica-estao-ficando-mais-frequentes-e-intensos-eis-os-impactos.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 23:06:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As tempestades de inverno no sudoeste do Mar de Ross tornaram-se mais frequentes e intensas entre 1964 e 2024, com consequências significativas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/borrascas-antartida-mas-frecuentes-e-intensas-1785401072248.png" data-image="9dno8496bw5a"><figcaption>A autora principal, Antonia Radlwimmer, utiliza uma sonda magnética para medir a espessura da neve que cobre o gelo marinho no Estreito de McMurdo, em novembro de 2024. Foto: Inga Smith.</figcaption></figure><p>Os <strong>invernos </strong>na região do<strong> Mar de Ross, na Antártica</strong>, tornaram-se <strong>mais tempestuosos nas últimas décadas</strong>, afetando as condições do gelo marinho e as operações de campo, segundo uma nova pesquisa da Universidade de Otago – Ōtākou Whakaihu Waka.</p><p>Publicado na revista <em>Geophysical Research Letters</em>, o estudo utilizou dados de estações meteorológicas sobre pressão atmosférica e temperatura para analisar o comportamento de<strong> sistemas de tempestade entre 1964 e 2024</strong>.</p><h2>Tempestades mais intensas e frequentes</h2><p>Os pesquisadores constataram que as tempestades de inverno no sudoeste do Mar de Ross tornaram-se mais frequentes e intensas durante esse período, apresentando também maior variabilidade. <strong>Invernos de tempestades excepcionais tendiam a alternar-se, a cada dois anos, com estações incomumente calmas</strong>.</p><p>A autora principal, Antonia Radlwimmer — que realizou a pesquisa como parte de seu doutorado no Departamento de Física da Universidade de Otago —, afirma que, durante os invernos de tempestades particularmente fortes de 2019, 2022 e 2024, o <strong>gelo fixo</strong> — gelo marinho aderido à costa, a plataformas de gelo ou a icebergs encalhados — <strong>levou consideravelmente mais tempo para se formar no estreito </strong>ao sul, uma vez que as tempestades fragmentavam repetidamente o gelo marinho recém-formado.</p><p>O coautor do estudo, Dr. Greg Leonard, da Escola de Topografia de Otago, afirmou que os pesquisadores analisaram<strong> imagens de satélite </strong>para determinar os períodos de formação e fragmentação sazonal do gelo marinho, a fim de avaliar o impacto das tempestades de inverno na espessura do gelo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/borrascas-antartida-mas-frecuentes-e-intensas-1785402033882.png" data-image="i8o62zlp2vjn"><figcaption>Imagem de arquivo da Antártida cercada por sistemas de tempestade. Fonte: NASA.</figcaption></figure><p>"<strong>Tempestades de inverno intensas resultaram em um gelo fixo mais fino durante a primavera e o início do verão</strong>, pois o gelo se formou mais tarde e teve menos tempo para ganhar espessura", explicou o Dr. Leonard.</p><p>A Sra. Radlwimmer ainda comentou que isso pode afetar projetos de pesquisa.<em></em></p><br>"A primavera e o início do verão são as épocas em que realizamos operações de campo. Como resultado, o gelo sobre o qual trabalhamos está mais fino do que estaria se não fossem essas tempestades", disse ela.<p>As condições do gelo marinho são fundamentais para o trabalho de campo, pois, se o gelo estiver muito fino, não consegue suportar o peso de grandes acampamentos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional">A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783698616490_320.png" alt="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional"></a></article></aside><br>Isso é particularmente importante na região do <strong>Estreito de McMurdo</strong>, que conecta o Mar de Ross à Plataforma de Gelo de McMurdo. A área também abriga a estação de pesquisa Scott Base, da Nova Zelândia, e a Estação McMurdo, dos Estados Unidos — a maior instalação de pesquisa na Antártica.<p>"Além disso, o <strong>monitoramento do gelo marinho de inverno só pode começar mais tarde no ano</strong>. Isso significa que perdemos muitos dos processos mais interessantes que ocorrem em pleno inverno", disse a Sra. Radlwimmer. "Seria maravilhoso desenvolver mais técnicas de monitoramento que pudessem operar durante o início e o meio do inverno, mesmo quando não houvesse uma camada segura de gelo marinho sobre a qual instalá-las", acrescentou.</p><p><em><br></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Antonia%20L.%20Radlwimmer%2C%20et%20al" data-year="" data-title="Increasing%20winter%20storminess%20in%20the%20southern%20Ross%20Sea%2C%20Antarctica%2C%20and%20its%20impact%20on%20land%E2%80%90fast%20sea%E2%80%90ice.%20Geophysical%20Research%20Letters" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2026GL123090">Antonia L. Radlwimmer, et al. <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2026GL123090" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Increasing winter storminess in the southern Ross Sea, Antarctica, and its impact on land‐fast sea‐ice. Geophysical Research Letters</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sistemas-de-tempestades-na-antartica-estao-ficando-mais-frequentes-e-intensos-eis-os-impactos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Túnel verde: veja como é a rua no Brasil eleita uma das mais bonitas do mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/tunel-verde-veja-como-e-a-rua-no-brasil-eleita-uma-das-mais-bonitas-do-mundo.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 21:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma rua localizada na cidade de Porto Alegre é considerada uma das mais bonitas do Brasil e do mundo! Tem mais de cem árvores dos dois lados formando um agradável túnel verde. Saiba mais aqui. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tunel-verde-veja-como-e-a-rua-no-brasil-eleita-uma-das-mais-bonita-do-mundo-1785784687217.jpg" data-image="cu7thyugo2cf"><figcaption>Imagem da rua brasileira considerada uma das mais bonitas do mundo. Crédito: Cristine Rochol/PMPA.</figcaption></figure><p>Uma <strong>rua</strong> localizada em <strong>Porto Alegre</strong>, no estado do Rio Grande do Sul, é considerada <strong>uma das mais bonitas do Brasil e do mundo!</strong></p><p>Com <strong>mais de cem árvores dos dois lados formando um túnel verde</strong> e uma extensão de 500 metros de calçada, ela oferece uma <strong>sombra agradável</strong> para os pedestres. Saiba mais detalhes sobre ela aqui.</p><h2>Que rua é esta?</h2><p>Trata-se da <strong>Rua Gonçalo de Carvalho</strong>, localizada na divisa entre os bairros Independência e Floresta da capital gaúcha.</p><p>Esta rua, um pedacinho de três quarteirões, tem <strong>mais de 100 árvores (principalmente do tipo tipuanas)</strong> que formam um lindo túnel verde, cobrindo cerca de 500 metros de extensão, e sendo <strong>algumas com até 15 metros de altura</strong>.</p><p>Os <strong>galhos entrelaçados</strong> das árvores<strong> criam uma paisagem natural incrível e muita sombra</strong>; e, para completar o cenário, casarões neoclássicos históricos do século 20 dão uma beleza extra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tunel-verde-veja-como-e-a-rua-no-brasil-eleita-uma-das-mais-bonitas-do-mundo-1785784936707.jpg" data-image="9dzn3o76frd2"><figcaption>A Rua Gonçalo de Carvalho foi apelidada de "a rua mais bonita do mundo" por um biólogo português. Crédito: @rafah.meireles</figcaption></figure><p>Além disso,<strong> a rua se tornou protegida por lei</strong>. Em 5 de junho de <strong>2006</strong>, no Dia Mundial do Meio Ambiente, um decreto municipal reconheceu oficialmente o seu valor, declarando-a <strong>Patrimônio Cultural, Histórico e Ecológico de Porto Alegre</strong>.</p><p>O <strong>Decreto</strong> <strong>Municipal </strong>nº 15.196/2006 <strong>garante a preservação permanente da vegetação e proíbe o asfaltamento da via</strong>, mantendo o calçamento de paralelepípedos e pedras de granito.</p><div class="texto-destacado">Curiosidade: esta foi a primeira via urbana da América Latina a receber o status de Patrimônio Ambiental.</div><p>Desde então, a capital gaúcha se compromete a preservar não apenas suas árvores, construções e o calçamento de pedras de granito, mas também sua paisagem única e sua imagem que ganhou o mundo.</p><p>As<strong> árvores ajudam a amenizar o calor e melhoram a qualidade do ar no entorno</strong>. E claro, elas tornaram a rua um belo local para tirar fotos, atraindo turistas e fotógrafos que vão visitar para sentir a natureza mais de perto em meio à cidade de pedra e aproveitar para fazer belos registros.</p><h2>Mas não se trata de um título oficial</h2><p>Vale destacar aqui que <strong>não se trata de um título oficial </strong>conquistado por alguma votação internacional.</p><p><strong>Tudo começou de forma espontânea</strong> a quase 20 anos atrás, no ano de <strong>2008</strong>, quando o<strong> biólogo português Pedro Nuno Teixeira Santos</strong> ficou fascinado ao ver a rua e l<strong>he deu esse apelido</strong>, o de “mais bonita do mundo”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761349" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/quais-serao-os-lugares-mais-bonitos-do-mundo-em.html" title="Quais serão os lugares mais bonitos do mundo em 2026?">Quais serão os lugares mais bonitos do mundo em 2026?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/quais-serao-os-lugares-mais-bonitos-do-mundo-em.html" title="Quais serão os lugares mais bonitos do mundo em 2026?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-2026-quels-sont-les-plus-beaux-endroits-du-monde-1774533707460_320.jpeg" alt="Quais serão os lugares mais bonitos do mundo em 2026?"></a></article></aside><p><strong>Ele postou fotos dela em um blog</strong> especializado em arquitetura, e as imagens logo começaram a ganhar destaque. Então, outros blogs espanhóis e portugueses publicaram textos sobre a rua, chamando-a de “a rua mais bonita do mundo”. E desde então,<strong> o nome pegou e a fama cresceu</strong>.</p><p>Será que você é uma pessoa de sorte ao morar próximo desta rua? Se não, não deixe de ir conhecê-la se estiver visitando a região.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Carvalho%2C%20R" data-year="2026" data-title="A%20rua%20mais%20bonita%20do%20mundo%3F%20Fica%20no%20Brasil%20e%20encanta%20com%20t%C3%BAnel%20verde%20de%20500%20m%20com%20%C3%A1rvores%20centen%C3%A1rias%20e%20constru%C3%A7%C3%B5es%20do%20s%C3%A9culo%2020" data-url="https%3A%2F%2Fclickpetroleoegas.com.br%2Fa-rua-mais-bonita-do-mundo-fica-no-brasil-e-encanta-com-tunel-verde-de-500-m-com-arvores-centenarias-e-construcoes-do-seculo-20-rpc95%2F">Carvalho, R. (2026). <a href="https://clickpetroleoegas.com.br/a-rua-mais-bonita-do-mundo-fica-no-brasil-e-encanta-com-tunel-verde-de-500-m-com-arvores-centenarias-e-construcoes-do-seculo-20-rpc95/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A rua mais bonita do mundo? Fica no Brasil e encanta com túnel verde de 500 m com árvores centenárias e construções do século 20</a>.</cite><br><cite data-author="Pereira%2C%20M" data-year="2026" data-title="A%20rua%20brasileira%20considerada%20a%20mais%20bonita%20do%20mundo%20que%20forma%20um%20t%C3%BAnel%20verde%20com%20156%20%C3%A1rvores" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiobraziliense.com.br%2Fcbradar%2Fa-rua-brasileira-considerada-a-mais-bonita-do-mundo-que-forma-um-tunel-verde-com-156-arvores%2F">Pereira, M. (2026). <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/a-rua-brasileira-considerada-a-mais-bonita-do-mundo-que-forma-um-tunel-verde-com-156-arvores/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A rua brasileira considerada a mais bonita do mundo que forma um túnel verde com 156 árvores</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/tunel-verde-veja-como-e-a-rua-no-brasil-eleita-uma-das-mais-bonitas-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente 'inunda' o Sudeste com SP e RJ podendo registrar quase 40°C; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 19:54:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar quente e seco vai manter o tempo firme, com temperaturas elevadas de quase 40°C e umidade do ar baixa nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro ao longo desta semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauj6om"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauj6om.jpg" id="xauj6om"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atuação de uma <strong>massa de ar quente e seco</strong>, que há dias persiste sobre o Brasil Central, vai manter o tempo firme e com bastante calor nos estados de <strong>São Paulo</strong> e do <strong>Rio de Janeiro</strong> ao longo desta semana.</p><p>Mas o sistema deve se intensificar na <strong>segunda metade da semana</strong>, com tardes de <strong>temperaturas </strong>elevadas <strong>próximas a</strong> <strong>40°C </strong>em áreas dos dois estados.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além disso, a <strong>umidade relativa do ar </strong>ficará bem <strong>baixa</strong>, chegando a níveis críticos <strong>entre 20% e 14%</strong> durante as tardes, especialmente no estado paulista.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Semana de tempo firme, calor e baixa umidade em SP e RJ</h2><p>Ao longo desta semana ainda teremos a atuação da massa de ar quente sobre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com uma <strong>intensificação do calor na segunda metade da semana</strong>, quando as máximas nas tardes atingirão patamares entre 39°C e 40°C.</p><p>No<strong> mapa abaixo</strong> podemos observar a <strong>abrangência da massa de ar quente</strong> atuando sobre a região na sexta-feira (7), provocando bastante calor em ambos os estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira-1785774820861.jpg" data-image="39yav06z69zk"><figcaption>Previsão das anomalias da temperatura do ar no nível de 850hPa mostrando a abrangência da massa de ar quente e seco sobre os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro na sexta-feira (7).</figcaption></figure><p>Entre esta <strong>terça (4) </strong>e a <strong>quarta-feira (5)</strong> as tardes terão um certo calor, com temperaturas <strong>máximas </strong>acima dos 30°C no Oeste de São Paulo<strong> </strong>e em várias áreas do Rio de Janeiro, e podendo pontualmente chegar aos <strong>33°C no extremo oeste paulista</strong> e na<strong> Região Metropolitana do Rio</strong> de Janeiro.</p><div class="texto-destacado">São Paulo e Rio de Janeiro terão uma semana de calor e tempo seco, com máximas passando facilmente dos 33°C em grande parte dos estados e chegando aos 39°C/40°C no Oeste paulista e Região Metropolitana do Rio.</div><p>A capital paulista terá máximas entre 26°C/28°C e a capital fluminense entre 27°C/29°C nestes dias.</p><p>Já na <strong>segunda metade desta semana o calor ganha força e se espalha</strong> por ambos os estados, com as tardes facilmente passando dos 30°C em muitas localidades e chegando em torno dos 40°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira-1785775185061.png" data-image="dtuxt8wbjyxw"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para quarta-feira (5) à esquerda e para sexta-feira (7) à direita, mostrando a instensificação do calor na segunda metade desta semana. Máximas pontualmente podem chegar a 40°C no RJ.</figcaption></figure><p>Na tarde de <strong>quinta-feira (6)</strong>, as temperaturas máximas ficam acima dos 31°C na maior parte de São Paulo e em praticamente todo o Rio de Janeiro, chegando aos <strong>38°C no oeste e no noroeste paulista</strong><strong>s</strong> e aos <strong>37°C em localidades da Região Metropolitana e do Vale do Paraíba Fluminenses</strong>. As capitais terão máximas de 31°C.</p><p>Na<strong> sexta-feira (7)</strong> o calor ganha um pouco mais de força. A tarde terá máximas facilmente passando dos 34°C em grande parte de São Paulo e do Rio de Janeiro, e chegando aos<strong> 39°C no noroeste paulista</strong> e em áreas da <strong>Região Metropolitana do Rio e do Vale do Paraíba Fluminense</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html" title="Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira">Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html" title="Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785764248072_320.jpg" alt="Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira"></a></article></aside><p><strong>Pontualmente</strong>, essas áreas do<strong> Rio de Janeiro</strong> podem chegar ao patamar de <strong>40°C</strong>. A capital paulista registrará 34°C e a capital fluminense 36°C.</p><p>Além disso, a <strong>umidade relativa do ar atingirá níveis abaixo dos 30%</strong> em praticamente todo o estado de São Paulo e no centro-sul do Rio de Janeiro ao longo desta semana, o que já acende o alerta para desconfortos à saúde.</p><p>Mas os níveis mais críticos serão registrados na <strong>segunda metade desta semana</strong>, quando a umidade cai em torno dos <strong>14%</strong> no <strong>norte paulista </strong>e em pontos do <strong>sul fluminense</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira-1785776169756.jpg" data-image="hnqvymf0uqic"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para a tarde (15h) de sexta-feira (7).</figcaption></figure><p>A <strong>mudança no tempo </strong>é esperada só lá no <strong>fim de semana</strong>, quando uma <strong>nova frente fria </strong>deve avançar pela região levando pancadas de chuva para áreas dos dois estados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-inunda-o-sudeste-com-sp-e-rj-podendo-registrar-quase-40-c-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria atingem o Sul: risco de temporais e chuva forte; veja as áreas em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 18:47:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone extratropical deve se formar entre Argentina e Uruguai nesta quinta (6), provocando tempestades severas no Sul do Brasil, com risco altíssimo de tempo severo e granizo, rajadas fortes de vento e chuvas volumosas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauk3zm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauk3zm.jpg" id="xauk3zm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta quarta-feira (5), previsões já indicam que uma <strong>região de baixa pressão</strong> começará a atuar sobre o sul do Brasil. O sistema provocará <strong>pancadas de chuva localizadas</strong> sobre os estados da Região Sul ao longo do dia. No entanto, as previsões também indicam que o sistema se desenvolverá ainda mais na quinta-feira (6), se transformando num <strong>ciclone extratropical</strong>.</p><div class="texto-destacado">Ao longo da quinta-feira (6), uma região de baixa pressão se transformará num intenso ciclone extratropical, centrado entre Argentina e do Uruguai. Ao longo do dia, o ciclone impulsionará uma frente fria intensa em direção à região Sul do Brasil.</div><p>Alimentado por um intenso <strong>Rio Atmosférico</strong>, que transporta umidade da Floresta Amazônica em direção ao sul do país, o sistema causará <strong>tempestades severas </strong>no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e também no Paraná entre a tarde e a noite da quinta-feira (6) e a madrugada e manhã da sexta-feira (7). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco-1785779910809.jpg" data-image="4hi2g80xdd6h" alt="Previsão de nebulosidade e chuva entre a quinta-feira e a sexta feira." title="Previsão de nebulosidade e chuva entre a quinta-feira e a sexta feira."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva entre a quinta-feira e a sexta feira mostram o desenvolvimento e avanço de uma frente fria pela região Sul, causando pancadas de chuva intensas.</figcaption></figure><p>Ao longo do sábado (8) e do domingo (9), embora o sistema deixe de atuar sobre o Rio Grande do Sul, essa frente fria permanecerá <strong>relativamente estacionária sobre o Paraná e Santa Catarina</strong>, causando chuvas muito volumosas sobre ambos os estados ao longo do final de semana.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Previsões indicam <strong>acumulados entre 100 e 150 mm</strong> entre o Paraná e Santa Catarina até o final do Domingo (9). também há risco de rajadas de vento intensas, de<strong> até 100 km/h</strong>. Essa situação traz risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e objetos altos, alagamentos, deslizamentos de terra e transbordamentos de rios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco-1785779964202.jpg" data-image="y5sbisue1887" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do sábado." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do sábado."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do sábado mostra que há risco de acumulados totais próximos aos 150 mm entre Santa Catarina e Paraná, o que causará transtornos.</figcaption></figure><p>O sistema ainda pode causar <strong>temporais </strong>sobre o sul do Mato Grosso do Sul e sobre o extremo sul e oeste de São Paulo a partir da quinta-feira (6), embora os acumulados totais esperados para estes estados sejam bem menores, chegando a <strong>cerca de 50 mm</strong>.</p><h2>Há risco elevado de granizo no Rio Grande do Sul</h2><p>Embora os acumulados totais de chuva sobre o estado gaúcho sejam menores, previsões indicam um <strong>risco muito elevado de formação de tempo severo</strong> entre a noite de quinta-feira (6) e a madrugada da sexta-feira (7), com potencial altíssimo para formação de <strong>granizo</strong>.</p><p> Em outras palavras, embora a chuva esperada para o Rio Grande do Sul seja menos volumosa do que o esperado para Santa Catarina e Paraná, existe um <strong>potencial muito maior de tempestades destrutivas</strong> sobre o estado gaúcho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p>Por isso, é justificado que <strong>autoridades tomem as devidas precauções</strong> contra desastres naturais no estado do Rio Grande do Sul já na quinta-feira, visando evitar prejuízos maiores para a população. Em paralelo, caso você resida no estado Gaúcho, não deixe de conferir as atualizações da previsão e <strong>NUNCA enfrente o mau tempo</strong>, se abrigando em edificações seguras. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-atingem-o-sul-risco-de-temporais-e-chuva-forte-veja-as-areas-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño atinge 2,3°C, mas por que a NOAA fala em apenas 1,5°C? Entenda aqui]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-atinge-2-3-c-mas-por-que-a-noaa-fala-em-apenas-1-5-c-entenda-aqui.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 17:09:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Super El Niño 2026-27 alcançou 2,3°C de anomalia absoluta da temperatura do mar, enquanto o índice oficial da NOAA indica 1,5°C. A diferença entre esses valores não é um erro, mas revela como o aquecimento global vem mudando a forma de medir e interpretar a intensidade do fenômeno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-2-3-c-mas-nem-todo-esse-aquecimento-e-do-fenomeno-entenda-1785764698866.png" data-image="t8ipf1ow0ect" alt="Anomalias de temperatura da superfície do mar em 31 de julho de 2026 superiores a 3°C tomam conta do Pacífico central e leste. Créditos: Meteored/NASA Overview." title="Anomalias de temperatura da superfície do mar em 31 de julho de 2026 superiores a 3°C tomam conta do Pacífico central e leste. Créditos: Meteored/NASA Overview."><figcaption>Anomalias de temperatura da superfície do mar em 31 de julho de 2026 superiores a 3°C tomam conta do Pacífico central e leste. Créditos: Meteored/NASA Overview.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas da superfície</strong> (TSM) do mar no <strong>Pacífico Equatorial </strong>continuam <strong>subindo e impressionando</strong>. Nos dados divulgados nesta segunda-feira (3) pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), as <strong>anomalias absolutas</strong> de TSM alcançaram <strong>2,3°C</strong> na semana centrada no dia 29 de julho, enquanto as<strong> anomalias relativas</strong> já estão em <strong>1,5°C,</strong> alcançando <strong>oficialmente</strong> a <strong>categoria</strong> de <strong>forte intensidade</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Afinal, por que dois índices que medem a mesma região do oceano apresentam valores diferentes? </strong>A resposta está na forma como essas anomalias são calculadas. Nos últimos anos, os oceanos vêm aquecendo de forma significativa em decorrência das mudanças climáticas, tornando cada vez mais importante distinguir o aquecimento associado ao El Niño daquele provocado pela elevação da temperatura média do planeta. </p><p>A seguir,<strong> entenda a diferença entre anomalias relativas e absolutas</strong>, como funciona a <strong>metodologia oficial </strong>atualmente adotada pela NOAA e <strong>por que </strong>o atual<strong> Super El Niño já entrou para a história</strong>.</p><h2>O que são as anomalias absolutas e relativas?</h2><p>Tradicionalmente, a intensidade dos eventos ENSO (compostos por El Niño e La Niña) é estimada por meio da anomalia da TSM na região<strong> Niño 3.4, </strong>comparando a<strong> temperatura observada</strong> com uma <strong>climatologia</strong> <strong>de referência</strong>. Essa é a chamada <strong>anomalia absoluta</strong>, utilizada há décadas em diversos produtos operacionais (como o <strong>ONI</strong>, Índice Niño Oceânico) e bastante intuitiva: quanto mais quente o oceano em relação à média histórica, maior a anomalia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-2-3-c-mas-nem-todo-esse-aquecimento-e-do-fenomeno-entenda-1785764818941.png" data-image="1gv4sva8713m" alt="Imagem ilustrativa das regiões de monitoramento do El Niño, com o Niño 3.4 no centro do Pacífico equatorial. Créditos: NCEI/NOAA." title="Imagem ilustrativa das regiões de monitoramento do El Niño, com o Niño 3.4 no centro do Pacífico equatorial. Créditos: NCEI/NOAA."><figcaption>Imagem ilustrativa das regiões de monitoramento do El Niño, com o Niño 3.4 no centro do Pacífico equatorial. Créditos: NCEI/NOAA.</figcaption></figure><p>Desde o<strong> início de 2026</strong>, entretanto, a <strong>NOAA</strong> passou a adotar oficialmente um <strong>índice baseado em anomalias relativas</strong> (<strong>RONI</strong>, Índice Niño Oceânico Relativo) para monitoramento do El Niño. Nesse método, além da climatologia, também<strong> é descontado o aquecimento médio observado nos oceanos tropicais</strong>, isolando melhor o aquecimento específico associado ao El Niño. Assim, parte do sinal que antes era atribuído ao El Niño passa a ser reconhecida como resultado do <strong>aquecimento global de fundo.</strong></p><h2>Por que a diferença entre os índices está aumentando?</h2><p>Há algumas décadas, as<strong> diferenças entre os dois </strong>métodos eram pequenas. Hoje, porém, elas<strong> se tornaram muito mais evidentes</strong> porque os <strong>oceanos tropicais </strong>estão<strong> significativamente mais quentes</strong> do que no passado. Em outras palavras, a temperatura absoluta da região Niño 3.4 aumentou continuamente, independentemente da ocorrência de El Niño ou La Niña.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-2-3-c-mas-nem-todo-esse-aquecimento-e-do-fenomeno-entenda-1785764846422.png" data-image="443gby6jaufk" alt="Comparação entre ONI e RONI (painel superior) e diferença entre eles (ONI menos RONI, painel inferior). Créditos: CPC/NCEP/NOAA." title="Comparação entre ONI e RONI (painel superior) e diferença entre eles (ONI menos RONI, painel inferior). Créditos: CPC/NCEP/NOAA."><figcaption>Comparação entre ONI e RONI (painel superior) e diferença entre eles (ONI menos RONI, painel inferior). Créditos: CPC/NCEP/NOAA.</figcaption></figure><p>Isso faz com que as anomalias absolutas atinjam valores cada vez maiores, enquanto as anomalias relativas descontam parte desse aquecimento<strong> </strong>de longo prazo. Assim, <strong>quanto maior a diferença entre os dois índices</strong>, <strong>maior é a evidência de que os oceanos tropicais estão aquecendo</strong>, e não apenas respondendo à variabilidade natural do El Niño.</p><p>Na prática, isso significa que, <strong>dos atuais 2,3°C</strong> observados na região Niño 3.4, cerca de<strong> 1,5°C</strong> permanecem <strong>associados</strong> ao aquecimento característico do<strong> El Niño</strong>, enquanto aproximadamente <strong>0,8°C </strong>deixam de ser contabilizados no índice relativo por refletirem o <strong>aquecimento de fundo</strong> dos oceanos tropicais.</p><h2>Super El Niño de 2026 se aproxima do ritmo observado em 1997-98</h2><p>Considerando a <strong>metodologia oficial </strong>atualmente adotada pela NOAA, baseada nas anomalias relativas de TSM, o <strong>El Niño 2026-27 </strong>atingiu <strong>+1,5°C </strong>(limiar que caracteriza um<strong> evento forte</strong>) na semana centrada em<strong> 29 de julho</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p>Historicamente, <strong>apenas</strong> o <strong>Super El Niño de 1997-98</strong> <strong>havia alcançado esse patamar ainda em julho</strong>, na semana centrada em 23 (1 semana mais cedo que o evento atual). Os demais eventos que atingiram essa intensidade só ultrapassaram esse limiar entre setembro e dezembro, evidenciando a precocidade do aquecimento observado em 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-2-3-c-mas-nem-todo-esse-aquecimento-e-do-fenomeno-entenda-1785764872122.png" data-image="tdj4itm9vzin" alt="O gráfico mostra quando cada episódio de El Niño atingiu pela primeira vez +1,5°C de anomalia relativa na região Niño 3.4. Apenas os eventos de 1997-98 e 2026-27 alcançaram esse patamar ainda em julho." title="O gráfico mostra quando cada episódio de El Niño atingiu pela primeira vez +1,5°C de anomalia relativa na região Niño 3.4. Apenas os eventos de 1997-98 e 2026-27 alcançaram esse patamar ainda em julho."><figcaption>O gráfico mostra quando cada episódio de El Niño atingiu pela primeira vez +1,5°C de anomalia relativa na região Niño 3.4. Apenas os eventos de 1997-98 e 2026-27 alcançaram esse patamar ainda em julho.</figcaption></figure><p>No entanto, a <strong>comparação muda completamente</strong> quando analisamos as <strong>anomalias absolutas de TSM</strong>. Nesse caso, o limiar de<strong> 2,3°C</strong>, alcançado em 29 de julho de 2026, <strong>ocorreu apenas entre outubro e dezembro anteriormente</strong>. Em outras palavras, o fenômeno atual evolui em ritmo comparável ao de 1997, mas sobre um oceano significativamente mais quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-2-3-c-mas-nem-todo-esse-aquecimento-e-do-fenomeno-entenda-1785764902074.png" data-image="33oydqiipr76" alt="O gráfico mostra quando cada episódio de El Niño atingiu pela primeira vez +2,3°C de anomalia absoluta na região Niño 3.4." title="O gráfico mostra quando cada episódio de El Niño atingiu pela primeira vez +2,3°C de anomalia absoluta na região Niño 3.4."><figcaption>O gráfico mostra quando cada episódio de El Niño atingiu pela primeira vez +2,3°C de anomalia absoluta na região Niño 3.4.</figcaption></figure><p>Para reforçar essa diferença, basta observar a <strong>evolução da TSM diária na região Niño 3.4</strong> no gráfico abaixo, onde a linha vermelha representa 2026 e o círculo rosa destaca uma <strong>sequência de dias com recorde</strong> desde junho. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-2-3-c-mas-nem-todo-esse-aquecimento-e-do-fenomeno-entenda-1785764966730.png" data-image="nx1a88ayxuek" alt="TSM diária na região do Niño 3.4 entre 2008 e 2026, onde o círculo rosa destaca uma sequência de dias recorde desde junho de 2026. Créditos: Adaptado de Climate Reanalyzer." title="TSM diária na região do Niño 3.4 entre 2008 e 2026, onde o círculo rosa destaca uma sequência de dias recorde desde junho de 2026. Créditos: Adaptado de Climate Reanalyzer."><figcaption>TSM diária na região do Niño 3.4 entre 2008 e 2026, onde o círculo rosa destaca uma sequência de dias recorde desde junho de 2026. Créditos: Adaptado de Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p>Esses recordes mostram que o <strong>Pacífico Equatorial já atingiu temperaturas sem precedentes </strong>meses <strong>antes</strong> do <strong>período</strong> em que o El Niño normalmente alcança sua <strong>máxima intensidade</strong>, entre outubro e dezembro.</p><div class="texto-destacado">O aumento da diferença entre as anomalias absolutas e relativas nas últimas semanas mostra que os oceanos tropicais estão cada vez mais quentes. Embora essa distinção seja útil para comparar eventos de El Niño, a atmosfera responde à temperatura absoluta da superfície do mar. </div><p>E, se as previsões se confirmarem, o mais impressionante ainda está por vir: os principais modelos indicam que a anomalia absoluta na região <strong>Niño 3.4 poderá superar os 3°C entre outubro e novembro</strong>, estabelecendo um<strong> novo recorde histórico</strong> para a série observacional.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-atinge-2-3-c-mas-por-que-a-noaa-fala-em-apenas-1-5-c-entenda-aqui.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 13:38:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana terá pancadas de chuva, tempo fechado e alerta para 5 estados do Centro-Sul do Brasil. Além disso, uma nova frente fria se forma ao final da semana trazendo chuvas e potencial para problemas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauhqm6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauhqm6.jpg" id="xauhqm6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana irá contar com a <strong>presença de chuvas em áreas do Centro-Sul do Brasil.</strong> A previsão mostra que 5 estados vão ficar em alerta, devido ao aumento da precipitação, o que pode gerar <strong>transtornos em diversos municípios.</strong> Veja a lista dos estados em alerta.</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Mato Grosso do Sul</li></ul><p>Ao final da primeira semana de agosto teremos a formação de uma nova <strong>frente fria que avança sobre o Sul do Brasil.</strong> A tendência é de<strong> chuvas intensas e novas ocorrências de tempestades </strong>sobre a região que já registrou grandes acumulados de chuva durante o mês de julho.</p><h2>Semana terá céu encoberto e chuvas pontuais</h2><p> Uma área de baixa pressão se forma próxima à costa do Uruguai no decorrer da terça-feira (4). Apesar de ser um sistema fraco, a baixa pressão deve provocar <strong>pancadas de chuva de intensidade moderada a forte no sul e leste do Rio Grande do Sul,</strong> principalmente pela manhã. Durante a tarde, o sistema se desloca em direção ao Atlântico, diminuindo a chuva no estado. </p><p> No restante da Região Sul, o modelo <em>ECMWF</em> mostra tempo parcialmente nublado, com variação de nuvens, mas com aberturas de sol à tarde. <strong>No Centro-Oeste, pancadas pontuais atingem Mato Grosso do Sul. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785760184812.jpg" data-image="kujpslkfeltp" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>Previsão de chuva e da presença de nuvens sobre o Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p> A primeira metade da quarta-feira (5) terá o<strong> predomínio do sol </strong>em quase todo o Centro-Sul do Brasil. Com a chegada da <strong>tarde</strong>, porém, <strong>o cenário muda</strong>, as instabilidades voltam a atuar sobre o<strong> Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e também Mato Grosso do Sul. </strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Entre a divisa dos estados catarinense e gaúcho <strong>há risco de chuvas intensas acompanhadas de trovoadas</strong>. O mesmo está previsto para o sul gaúcho e para o noroeste sul-mato-grossense. Nas outras áreas citadas, <strong>as chuvas terão intensidade moderada</strong>, gerando alguns pontos de <strong>alertas </strong>em áreas suscetíveis a transtornos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785760306561.jpg" data-image="41heklbd0o8s" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa mostra áreas com maiores chances de tempestades na tarde desta quarta-feira (5).</figcaption></figure><p>O <strong>tempo instável </strong>e a previsão de <strong>chuvas fortes </strong>continuam entre o <strong>final de quarta (5) e na madrugada de quinta-feira (6).</strong> A faixa entre a Campanha Gaúcha, porção central e o noroeste do Rio Grande do Sul, e o oeste do Paraná ficam em <strong>alerta por conta do risco de tempestades.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781733" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html" title="Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar">Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html" title="Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785706986884_320.jpg" alt="Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>As precipitações chegam a <strong>São Paulo,</strong> em especial no oeste do estado com<strong> pancadas de chuva de intensidade moderada.</strong> Agora no período da tarde as chuvas se deslocam em direção ao leste de Santa Catarina e do Paraná, e para a Serra Gaúcha.</p><h2>Semana se encerra com atuação de frente fria</h2><p>Antecipando a chegada de uma nova frente fria, que avança em direção ao Sul do Brasil a partir da tarde de quinta-feira (6), a previsão indica <strong>risco de ventania</strong> sobre a região. As<strong> rajadas podem superar os 100 km/h </strong>em áreas do Sul, trazendo grande potencial para estragos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785760032698.jpg" data-image="20d9mkh9qxyr" alt="Precipitação, ventos e pressão a nível médio do mar." title="Precipitação, ventos e pressão a nível médio do mar."><figcaption>Mapa mostra a presença de uma baixa pressão e de uma frente fria avançando pelo Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>A frente fria vai avançar durante a madrugada e manhã de sexta-feira (7) pelos estados do<strong> Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e alcança o sul do Mato Grosso do Sul</strong>. Diversos municípios vão entrar em alerta por conta dos riscos de tempestades que se espalham por todos estes estados. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Há potencial para descargas elétricas, fortes rajadas de vento, queda de granizo e grande volume de chuva em curto período de tempo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As chuvas permanecem intensas sobre o <strong>Paraná</strong>, onde há <strong>riscos de transtornos em todo o estado</strong>. Sobre o <strong>Sudeste</strong>, São Paulo fica em<strong> alerta por conta das tempestades.</strong> Isso porque a frente fria avança e atinge o sul do estado no final da sexta-feira (7) e na madrugada de sábado (8). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785759986712.jpg" data-image="vtd9q82t00c9" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada para esta semana. Modelo ECMWF indica volumes acima dos 100 mm em áreas pontuais.</figcaption></figure><p>O modelo ECMWF indica que os maiores acumulados da semana devem se concentrar no<strong> sul e oeste do Rio Grande do Sul, além do centro e leste do Paraná,</strong> com volumes que podem superar os<strong> 90 mm</strong>. Nos demais municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de São Paulo e áreas de Mato Grosso do Sul, a previsão é de acumulados variando entre<strong> 8 mm e 70 mm. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio revela a melhor evidência já obtida de uma estrela ao lado de Betelgeuse]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 12:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Se confirmada, a descoberta pode explicar o comportamento incomum de Betelgeuse observado pelos astrônomos há décadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse-1785706946009.png" data-image="bb7umt9m9c5d" alt="Se confirmada, a companheira pode explicar variações de brilho e outros comportamentos incomuns observados em Betelgeuse ao longo de décadas. Crédita: NASA" title="Se confirmada, a companheira pode explicar variações de brilho e outros comportamentos incomuns observados em Betelgeuse ao longo de décadas. Crédita: NASA"><figcaption>Se confirmada, a companheira pode explicar variações de brilho e outros comportamentos incomuns observados em Betelgeuse ao longo de décadas. Crédita: NASA</figcaption></figure><p>Betelgeuse é uma supergigante vermelha localizada na constelação de Órion, a cerca de 550 anos-luz da Terra.<strong> Ela já esgotou o hidrogênio em seu núcleo e se encontra em um estágio avançado de evolução estelar. </strong>Ela é considerada uma das principais candidatas da Via Láctea a explodir como uma supernova.</p><p>A estrela ganhou destaque no início de 2020, durante o evento conhecido como Great Dimming. <strong>Sua luminosidade diminuiu de forma incomum, levando à especulação de que uma explosão como supernova estaria próxima. </strong>O fenômeno foi causado pela ejeção de material da própria estrela.</p><p><strong>Há vários anos, astrônomos também investigam a possibilidade de Betelgeuse possuir uma estrela companheira. </strong>Agora, novas observações obtidas com o instrumento SPHERE do Very Large Telescope (VLT), forneceram a evidência mais forte já registrada dessa possível companheira. </p><h2>Betelgeuse</h2><p>Betelgeuse é uma supergigante vermelha localizada na constelação de Órion e está entre as maiores e mais luminosas estrelas visíveis a olho nu<strong>. Situada a aproximadamente 550 anos-luz da Terra, ela possui um raio centenas de vezes maior que o do Sol </strong>e uma luminosidade dezenas de milhares de vezes superior. </p><div class="texto-destacado">Sua atmosfera estelar se estende por uma região muito maior que a órbita de Marte, caso fosse colocada no centro do Sistema Solar.</div><p><strong>Por estar em uma fase avançada da evolução estelar, Betelgeuse é um laboratório para estudar os estágios finais de estrelas massivas.</strong> A estrela apresenta intensa perda de massa por meio de ventos estelares, além de uma atmosfera dinâmica, com grandes células de convecção em sua superfície. </p><h2>Comoção em 2020</h2><p><strong>No final de 2019 e início de 2020, Betelgeuse chamou a atenção ao apresentar uma queda incomum de luminosidade.</strong> Como a estrela é uma supergigante vermelha em estágio avançado, muitos levantaram a hipótese de que essa variação poderia estar relacionada aos momentos que antecedem uma supernova. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse-1785706929240.png" data-image="9t1qla08f6bb" alt="Novas observações forneceram a evidência mais forte até agora de que Betelgeuse pode possuir uma estrela companheira. Crédito: NASA" title="Novas observações forneceram a evidência mais forte até agora de que Betelgeuse pode possuir uma estrela companheira. Crédito: NASA"><figcaption>Novas observações forneceram a evidência mais forte até agora de que Betelgeuse pode possuir uma estrela companheira. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Observações realizadas posteriormente por telescópios mostraram que a redução do brilho não era um sinal de supernova. <strong>Os dados indicaram que Betelgeuse havia ejetado uma grande quantidade de material de sua superfície</strong>, que formou uma nuvem de poeira capaz de bloquear parte da luz da estrela. </p><h2>Evidências de uma companheira</h2><p><strong>Há vários anos, astrônomos investigam a hipótese de que Betelgeuse faça parte de um sistema binário e possua uma estrela companheira muito próxima.</strong> Essa possibilidade surgiu para explicar algumas características observadas na supergigante vermelha que não são comuns em uma estrela isolada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672698" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-isso-explicaria-as-estranhas-observacoes-associadas-a-ela.html" title="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela">A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-isso-explicaria-as-estranhas-observacoes-associadas-a-ela.html" title="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-1725373895988_320.png" alt="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela"></a></article></aside><p>Caso essa companheira realmente exista, sua interação gravitacional com <strong>Betelgeuse poderia influenciar a dinâmica da atmosfera da estrela, seus ventos estelares e a distribuição do material ao redor dela</strong>. A presença de um segundo objeto poderia explicar a periodicidade de algumas oscilações.</p><h2>A melhor evidência já encontrada</h2><p>Astrônomos usaram o instrumento SPHERE do VLT para obter imagens de altíssima resolução. <strong>A equipe aplicou técnicas de processamento de imagem capazes de remover parte do brilho intenso de Betelgeuse. </strong>Como resultado, foi encontrada uma evidência forte de uma possível estrela companheira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse-1785707037704.png" data-image="jcma1nsqldld" alt="Na imagem, Betelgeuse aparece em laranja, enquanto o ponto em azul corresponde ao candidato à sua possível estrela companheira. Crédito: NASA" title="Na imagem, Betelgeuse aparece em laranja, enquanto o ponto em azul corresponde ao candidato à sua possível estrela companheira. Crédito: NASA"><figcaption>Na imagem, Betelgeuse aparece em laranja, enquanto o ponto em azul corresponde ao candidato à sua possível estrela companheira. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>O objeto candidato foi chamado provisoriamente de Betelgeuse B, foi identificado a uma separação angular compatível com as previsões feitas anteriormente. Os pesquisadores estimam que essa companheira <strong>seja uma estrela da sequência principal, com massa entre aproximadamente 2,6 e 3,1 vezes a massa do Sol. </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Montarg%C3%A8s%20et%20al" data-year="2026" data-title="VLT%2FSPHERE%20imaging%20of%20the%20candidate%20companion%20of%20Betelgeuse" data-url="https%3A%2F%2Fwww.eso.org%2Fpublic%2Farchives%2Freleases%2Fsciencepapers%2Feso2611%2Feso2611a.pdf">Montargès et al. (2026). <a href="https://www.eso.org/public/archives/releases/sciencepapers/eso2611/eso2611a.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">VLT/SPHERE imaging of the candidate companion of Betelgeuse</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Apesar da sua resistência, a árvore-de-jade necessita de alguns cuidados essenciais para crescer vigorosa. Descubra aqui quais são os cuidados imprescindíveis!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409561256.jpg" data-image="x4v7ib4gz42f" alt="Arvore de jade" title="Arvore de jade"><figcaption>Resistente e de fácil manutenção, a árvore-de-jade prospera com luz abundante, regas moderadas e um substrato bem drenado.</figcaption></figure><p><br>A árvore-de-jade (<em>Crassula ovata</em>) é uma das suculentas <strong>mais apreciadas em todo o mundo</strong>. Para além da sua beleza e das folhas carnudas com um verde intenso, esta planta é <strong>frequentemente associada à prosperidade, à boa sorte e à longevidade</strong>.</p><p>No entanto, apesar da sua resistência, existem alguns <strong>cuidados fundamentais que fazem toda a diferença</strong> no seu desenvolvimento.</p><p>Se a árvore-de-jade parecer estar a <strong>crescer lentamente ou apresenta folhas pequenas e ramos frágeis</strong>, é provável que esteja a faltar algum elemento essencial.</p><h2>A luz é o principal segredo</h2><p>De acordo com um artigo publicado na revista online <em>Aire</em>, a iluminação é <strong>um dos fatores mais importantes para o crescimento desta planta</strong>.</p><p>A árvore-de-jade <strong>necessita de várias horas de luz por dia</strong> e desenvolve-se melhor perto de uma janela bem iluminada ou num espaço exterior onde receba sol direto durante algumas horas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se estiver dentro de casa, uma janela com orientação a norte ou a este costuma ser uma excelente localização.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando permanece em locais demasiado sombrios, <strong>tende a esticar os caules em busca de luz</strong>, tornando-se menos compacta e mais vulnerável.<br>Caso pretenda mudar a planta para um local com maior exposição solar, faça essa <strong>adaptação de forma gradual </strong>para evitar queimaduras nas folhas.</p><h2>Regar menos é, muitas vezes, a melhor opção</h2><p>Por ser uma suculenta, a árvore-de-jade <strong>armazena água nas folhas e no caule</strong>, ou seja, não necessita de regas frequentes. O ideal é <strong>verificar se o substrato está completamente seco</strong> antes de voltar a regar.</p><p>Durante os <strong>meses mais quentes poderá necessitar de água com maior regularidad</strong>e, enquanto no inverno as regas devem ser bastante reduzidas.</p><p>O <strong>excesso de umidad</strong>e continua a ser a principal causa de problemas nesta espécie, podendo provocar o apodrecimento das raízes e a queda das folhas.</p><h2>A influencia do substrato e fertilização adequada</h2><p>O tipo de solo influencia diretamente a saúde da planta. Um <strong>substrato específico para cactos e suculentas</strong>, ou uma mistura leve e bem drenada, permite que a água escoe rapidamente e evita a acumulação de umidade perto das raízes.</p><p>Também é essencial <strong>utilizar vasos com furos de drenagem</strong>. Mesmo que a rega seja correta, <strong>um recipiente sem saída para a água aumenta significativamente o risco de doença</strong><strong>s</strong>.</p><p>Embora a árvore-de-jade não seja uma planta muito exigente, uma <strong>fertilização equilibrada durante a primavera e o verão pode favorecer a emissão de novos rebentos e fortalecer os caule</strong><strong>s</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Para esta suculenta prosperar um substrato leve e bem arejado pode ser uma boa ideia, como uma mistura de terra própria para cactos ou suculentas, areia grossa, perlite ou pedra pomes ou um pouco de composto orgânico." </strong>Segundo a revista online AIRE</div><p>Os fertilizantes próprios para cactos e suculentas são geralmente a melhor escolha. No entanto, <strong>a adubação deve ser moderada</strong>, pois o excesso de nutrientes pode prejudicar a planta em vez de a beneficiar.</p><h2>A poda faz a diferença</h2><p><strong>Remover os ramos secos, danificados ou demasiado compridos</strong> ajuda a manter uma forma mais equilibrada e estimula o aparecimento de novas ramificações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409587393.jpg" data-image="ploxjzcccr0r" alt="Importância da poda" title="Importância da poda"><figcaption>Uma poda regular ajuda a estimular novas ramificações, mantendo a árvore-de-jade mais densa, equilibrada e saudável.</figcaption></figure><p>Além de melhorar o aspecto ornamental, a poda <strong>contribui para uma copa mais densa e resistente</strong>. As estacas retiradas durante este processo podem ainda ser <strong>utilizadas para produzir novas plantas,</strong> desde que sejam deixadas a cicatrizar durante alguns dias antes de serem colocadas no substrato.</p><h2>O impacto das temperaturas</h2><p>A árvore-de-jade prefere <strong>ambientes amenos e não tolera bem geadas ou frio intenso</strong>.</p><p>Durante o inverno, especialmente em regiões onde as temperaturas descem significativamente, é aconselhável <strong>protegê-la ou mantê-la no interior, sempre num local com boa luminosidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-de-suculentas-tipos-cuidados-e-dicas-para-mante-las-em-perfeitas-condicoes.html" title="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições">Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-de-suculentas-tipos-cuidados-e-dicas-para-mante-las-em-perfeitas-condicoes.html" title="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-sobre-suculentas-tipos-cuidados-y-trucos-para-mantenerlas-perfectas-1743965269154_320.jpg" alt="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições"></a></article></aside><p>Também <strong>deve ser evitada a exposição prolongada a correntes de ar frio ou a mudanças bruscas de temperatur</strong>a.<br>Pequenos sinais que revelam problemas</p><p>A própria planta costuma indicar quando algo não está bem. <strong>Folhas moles e amareladas podem ser sinal de excesso de água</strong>, enquanto folhas enrugadas normalmente indicam falta de rega. Já um <strong>crescimento muito lento ou caules demasiado alongados costumam estar associados à insuficiência de luz</strong>.</p><p>Observar regularmente estas alterações <strong>permite corrigir rapidamente os cuidados e evitar danos mais graves</strong>.</p><p>Com <strong>luz abundante, regas moderadas, um solo bem drenado e alguma fertilização</strong> durante a época de crescimento, a árvore-de-jade pode viver durante várias décadas e atingir um porte semelhante ao de uma pequena árvore.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Desafio extremo na Patagônia: mais de 250 nadadores competirão em águas geladas a 2°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/desafio-extremo-na-patagonia-mais-de-250-nadadores-competirao-em-aguas-geladas-a-2-c.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma competição sem fatos de neoprene, uma plataforma flutuante inédita e a geleira Perito Moreno como cenário: a Taça do Mundo de Natação em Águas Geladas de 2026 prepara-se para transformar El Calafate no epicentro mundial da natação em águas frias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/desafio-extremo-en-la-patagonia-mas-de-250-nadadores-competiran-en-aguas-frias-a-2-c-frente-al-glaciar-perito-moreno-1785422960204.jpg" data-image="b56cn68tl3ca" alt="El Calafate se torna o epicentro mundial da natação em águas frias." title="El Calafate se torna o epicentro mundial da natação em águas frias."><figcaption>El Calafate se torna o epicentro mundial da natação em águas frias.</figcaption></figure><p>De domingo, 2 de agosto, a domingo, 9 de agosto, <strong>a Patagônia argentina sediará a quarta edição da Copa do Mundo de Natação em Águas Geladas de 2026</strong>, que promete reunir mais de<strong> 250 nadadores de mais de 15 paíse</strong>s para competir sem roupas de neoprene nas águas geladas do Lago Argentino.</p><p>Com uma previsão de 300 participantes, a iniciativa acontecerá em frente à geleira Perito Moreno, uma das maravilhas naturais mais impressionantes da Argentina, localizada no coração do Parque Nacional Los Glaciares, em El Calafate, província de Santa Cruz.</p><p>Organizada pela Nadando Argentina, <strong>uma associação civil dedicada a promover a natação como ferramenta de bem-estar</strong>, inclusão social e desenvolvimento comunitário, e presidida por Matías Ola, nadador argentino de águas frias e figura de destaque na modalidade, a competição combinará esporte de alto rendimento, turismo, natureza e atividades abertas à comunidade.</p><div class="texto-destacado">Em sua quarta edição, a competição será realizada com o objetivo de posicionar o país mais uma vez como referência internacional em natação no inverno e eventos em águas frias.</div><p>Nesse tipo de competição, os nadadores participam usando trajes de banho <strong>tradicionais em águas com temperatura em torno de 2°C</strong>, disputando provas entre 25 e 450 metros em diferentes estilos, como crawl, peito e borboleta.</p><h2>El Calafate, epicentro mundial da natação em águas frias</h2><p>Segundo os organizadores, a Copa do Mundo de Natação de Inverno de 2026 contará com uma inovação histórica: <strong>as provas serão realizadas em uma plataforma flutuante com mais de 30 x 30 metros</strong>, instalada na Baía dos Icebergs, a poucos metros da geleira Perito Moreno.</p><p>A estrutura simula uma piscina semiolímpica, possui certificação ambiental europeia CE e permite a redução da circulação de lanchas ao redor dos nadadores, minimizando o impacto no meio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/desafio-extremo-en-la-patagonia-mas-de-250-nadadores-competiran-en-aguas-frias-a-2-c-frente-al-glaciar-perito-moreno-1785423319702.jpg" data-image="m8ko96e7yu5t" alt="Competição sem roupa de neoprene no Lago Argentino: nadadores participam usando trajes de banho tradicionais em águas geladas com temperatura em torno de 2°C." title="Competição sem roupa de neoprene no Lago Argentino: nadadores participam usando trajes de banho tradicionais em águas geladas com temperatura em torno de 2°C."><figcaption>Competição sem roupa de neoprene no Lago Argentino: nadadores participam usando trajes de banho tradicionais em águas geladas com temperatura em torno de 2°C.</figcaption></figure><p>Além disso, todo o evento será realizado sob protocolos de segurança, com a colaboração e autorização da Administração de Parques Nacionais, visto que o evento foi declarado de interesse por esta organização e pelas autoridades locais, provinciais e nacionais.</p><div class="texto-destacado">A prova principal desta Copa do Mundo de Natação de Inverno será a corrida de 300 metros em águas abertas, tendo como pano de fundo a geleira Perito Moreno.</div><p>A competição já confirmou a participação de representantes da Argentina, com nadadores de diferentes províncias, e de <strong>países como Uruguai, Chile, Peru, Brasil, México, República Tcheca, Finlândia, Espanha, Noruega, Alemanha, Rússia, Polônia e Venezuela</strong>, entre outros.</p><p>“Esta Copa do Mundo representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de mostrar que <strong>a natação em águas frias pode conectar esporte, natureza, turismo e comunidade em um só lugar</strong>. Ter atletas de diferentes países vindo a El Calafate para nadar em frente à geleira Perito Moreno é algo único para a Argentina e para o mundo”, destacou Matías Ola, fundador da Nadando Argentina.</p><h3>Um evento internacional com significado histórico</h3><p>A presença de atletas locais e internacionais reforça o caráter global do evento e <strong>consolida </strong><strong>El Calafate como um ponto de encontro para uma modalidade</strong> que cresce ano após ano na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/desafio-extremo-en-la-patagonia-mas-de-250-nadadores-competiran-en-aguas-frias-a-2-c-frente-al-glaciar-perito-moreno-1785423113886.jpg" data-image="aetqaefrlvaj" alt="Mais de 250 atletas de diferentes países competirão diante da geleira Perito Moreno." title="Mais de 250 atletas de diferentes países competirão diante da geleira Perito Moreno."><figcaption>De 2 a 9 de agosto, mais de 250 nadadores de diferentes países competirão em frente à geleira Perito Moreno.</figcaption></figure><p>Além das competições oficiais, a programação incluirá atividades abertas ao público, entre elas a Imersão na Geleira II, uma experiência guiada e supervisionada por profissionais, ideal para quem deseja experimentar a imersão em água fria pela primeira vez. <strong>Essa atividade terá duração máxima de dois minutos e acontecerá na Baía do Iceberg</strong>, de frente para a face sul da geleira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="354281" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lagoa-com-agua-rosa-na-patagonia-ate-onde-vai-a-poluicao-humana.html" title="Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?">Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lagoa-com-agua-rosa-na-patagonia-ate-onde-vai-a-poluicao-humana.html" title="Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lagoa-com-agua-rosa-na-patagonia-ate-onde-vai-a-poluicao-humana-354281-1_320.jpg" alt="Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?"></a></article></aside><p>O evento também contará com cerimônias protocolares, conferências, encontros com atletas, ofertas gastronômicas, atividades culturais, shows e apresentações, premiações e espaços de intercâmbio, unindo esporte, turismo e comunidade em uma única agenda ao longo da semana.</p><div class="texto-destacado">A realização deste evento internacional, que posiciona nosso país no cenário mundial, também contribuiu para tornar a Patagônia argentina um destino elegível para sediar o Campeonato Mundial de Natação de Inverno em 2028.</div><p><strong>Pela primeira vez em sua história</strong>, a competição bienal de natação em águas abertas será realizada na América e no hemisfério sul: <strong>o evento de nível mundial chegará em 2028 a El Calafate e à geleira Perito Moreno</strong>, marcando um momento histórico, já que, em seus mais de 30 anos de existência, nunca havia sido realizado fora dos países nórdicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/desafio-extremo-na-patagonia-mais-de-250-nadadores-competirao-em-aguas-geladas-a-2-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia astronômico de agosto: eclipse, chuva de meteoros Perseidas e passagem de cometa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guia-astronomico-de-agosto-eclipse-chuva-de-meteoros-perseidas-e-passagem-de-cometa.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 23:24:49 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Eclipse lunar visível em todo o Brasil, chuva de meteoros Perseidas, passagem do cometa 10P/Tempel prometem movimentar o mês de agosto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-observar-no-ceu-em-agosto-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-do-mes-1785704547928.png" data-image="iijy4es1g3fb" alt="Agosto terá eclipses, chuva de meteoros Perseidas, a passagem do cometa 10P/Tempel e o lançamento da missão chinesa Chang'e-7 rumo à Lua." title="Agosto terá eclipses, chuva de meteoros Perseidas, a passagem do cometa 10P/Tempel e o lançamento da missão chinesa Chang'e-7 rumo à Lua."><figcaption>Agosto terá eclipses, chuva de meteoros Perseidas, a passagem do cometa 10P/Tempel e o lançamento da missão chinesa Chang'e-7 rumo à Lua.</figcaption></figure><p><strong>Agosto de 2026 será um mês interessante para quem gosta de observar o céu e de acompanhar eventos de exploração espacial.</strong> Entre os destaques estão a passagem do cometa 10P/Tempel, o pico da chuva de meteoros Perseidas e dois eclipses, sendo um solar total e outro lunar parcial. </p><p>O principal destaque para quem está no Brasil<strong> será o eclipse lunar parcial entre os dias 27 e 28 de agosto, que poderá ser acompanhado do início ao fim em todas as regiões do país</strong>. Já o eclipse solar total que acontecerá no dia 12 de agosto será observado apenas em partes do Hemisfério Norte.</p><p>Além dos fenômenos astronômicos, agosto também será importante para a exploração espacial quando se fala da Lua. <strong>A China pretende lançar a missão Chang'e-7, que tem como objetivo investigar o polo sul da Lua em busca de depósitos de gelo de água </strong>e entender melhor sobre a composição.</p><h2>Chuva de meteoros Perseidas</h2><p><strong>Entre os eventos mais aguardados do mês está a chuva de meteoros Perseidas, que permanece ativa entre 17 de julho e 24 de agosto.</strong> Ela estará no auge durante a madrugada dos dias 12 para 13 de agosto. O fenômeno acontece quando a Terra atravessa a trilha de partículas deixadas pelo cometa 109P/Swift-Tuttle. </p><div class="texto-destacado">A ausência do brilho da Lua durante o pico torna esta uma das melhores oportunidades do ano para observar meteoros.</div><p>Ao entrarem na atmosfera terrestre em alta velocidade, esses fragmentos produzem os conhecidos rastros luminosos no céu. No Brasil, a atividade não é tão intensa quanto no Hemisfério Norte, <strong>mas ainda será possível observar alguns meteoros principalmente nas regiões Norte e Nordeste após 1h30. </strong></p><h2>Eclipses de agosto</h2><p>O mês contará com dois eclipses importantes, sendo um eclipse lunar e um eclipse solar. No dia 12 de agosto ocorrerá um eclipse solar total,<strong> que poderá ser observado pelos países localizados próximos ao Polo Norte e algumas regiões no norte da Espanha e Portugal.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-observar-no-ceu-em-agosto-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-do-mes-1785704704513.png" data-image="dnv4n13xd69d" alt="A chuva de meteoros Perseidas atinge o pico entre os dias 12 e 13 de agosto. A Lua Nova deixará o céu mais escuro, favorecendo a observação do fenômeno. Crédito: NASA" title="A chuva de meteoros Perseidas atinge o pico entre os dias 12 e 13 de agosto. A Lua Nova deixará o céu mais escuro, favorecendo a observação do fenômeno. Crédito: NASA"><figcaption>A chuva de meteoros Perseidas atinge o pico entre os dias 12 e 13 de agosto. A Lua Nova deixará o céu mais escuro, favorecendo a observação do fenômeno. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O segundo eclipse do mês será um eclipse lunar parcial, entre os dias 27 e 28 de agosto, que poderá ser acompanhado em todas as regiões do Brasil.</strong> Como ocorrerá durante a madrugada, a Lua estará alta no céu, oferecendo boas condições para observar parte da sombra da Terra projetada no disco lunar.</p><h2>Cometa 10P/Tempel</h2><p><strong>Agosto também será marcado pela passagem do cometa 10P/Tempel. No dia 2, ele alcançou o periélio, o ponto de maior aproximação do Sol.</strong> Para quem deseja observá-lo, o melhor horário será antes do amanhecer, quando o cometa estará mais acima do horizonte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-observar-no-ceu-em-agosto-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-do-mes-1785704669631.png" data-image="5ns9zrc7ezw2" alt="O cometa 10P/Tempel atinge seu brilho máximo e faz sua maior aproximação da Terra nos dias 2 e 3 de agosto. Crédito: Chuck Ayoub" title="O cometa 10P/Tempel atinge seu brilho máximo e faz sua maior aproximação da Terra nos dias 2 e 3 de agosto. Crédito: Chuck Ayoub"><figcaption>O cometa 10P/Tempel atinge seu brilho máximo e faz sua maior aproximação da Terra nos dias 2 e 3 de agosto. Crédito: Chuck Ayoub</figcaption></figure><p><strong>No dia seguinte, 3 de agosto, o cometa atingirá seu brilho máximo e também o perigeu, momento em que estará mais próximo da Terra. </strong>A coincidência entre esses dois eventos aumenta o interesse, já que essa será uma das melhores oportunidades para acompanhar sua passagem durante esta aproximação.</p><h2>Missão Chang'e-7</h2><p>A exploração espacial também terá um importante destaque em agosto com o lançamento da missão chinesa Chang'e-7. A sonda robótica será enviada ao polo sul da Lua, <strong>uma das regiões que apresentam crateras permanentemente sombreadas que podem abrigar água em forma de gelo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/confronto-geopolitico-entre-a-china-e-os-estados-unidos-pelo-controle-da-lua-e-do-espaco-sideral.html" title="Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral">Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/confronto-geopolitico-entre-a-china-e-os-estados-unidos-pelo-controle-da-lua-e-do-espaco-sideral.html" title="Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-choque-geopolitico-entre-china-y-estados-unidos-por-el-control-de-la-luna-y-el-espacio-exterior-se-pone-sabroso-1781961694751_320.jpeg" alt="Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral"></a></article></aside><p>A missão será terá como objetivo explorar diferentes características da superfície lunar, assim como a presença de gelo. <strong>O equipamento já se encontra em preparação para o lançamento</strong>, que representa mais um passo do programa espacial chinês na exploração da Lua.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guia-astronomico-de-agosto-eclipse-chuva-de-meteoros-perseidas-e-passagem-de-cometa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 22:02:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo instável e as chuvas não dão tréguas longas ao centro-sul do Brasil e a chuva volta a atingir a Região Sul já no início da semana. No decorrer dos dias, as instabilidades se espalham pelo Centro-Sul, atingindo o Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785706986884.jpg" data-image="gap2rdgmpl47" alt="alerta de chuva" title="alerta de chuva"><figcaption>O tempo instável e as chuvas não dão tréguas longas ao centro-sul do Brasil e a chuva volta a atingir o Sul, o Mato Grosso do Sul e São Paulo.</figcaption></figure><p>Mais uma semana de chuvas no Centro-Sul do Brasil, <strong>com previsão todos os dias para essa porção do Brasil</strong>, iniciando na Região Sul e depois com as instabilidades se espalhando para os estados do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.</p><p>Há <strong>previsão de chuva e alertas de tempestades e de chuva forte já nesta segunda (3) e terça-feira (4)</strong> no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A partir da quarta-feira (5), as chuvas se espalham também para o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><h2>Previsão de chuva e alertas para o início da semana</h2><p>Uma nova <strong>região instável se forma já na manhã da segunda-feira (3)</strong> entre o oeste da Região Sul, o Paraguai e a Argentina. Assim, <strong>já há trovoadas e pancadas de chuva forte no início do dia</strong> no Oeste e Missões do Rio Grande do Sul e no extremo oeste de Santa Catarina. No extremo oeste do Paraná, há previsão de chuva mais fraca, com as instabilidades perdendo força ao longo da manhã.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Trata-se de um sistema mais desorganizado que avança pelo Sul, mas perde intensidade, <strong>espalhando as instabilidades que provocam chuvas isoladas</strong>. Mesmo assim, há alerta para o risco de tempestades pontuais no período da tarde na região da Campanha e Sul do Rio Grande do Sul, e no meio-oeste de Santa Catarina. <strong>Não há potencial de grandes riscos</strong>.</p><p><strong>No período da noite, o potencial de chuvas é baixo</strong> e há previsão de chuva fraca e isolada no norte do Rio Grande do Sul, na porção central, oeste e extremo sul de Santa Catarina. Trata-se de uma precipitação pouco volumosa e mais próxima ao chuvisco.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xauawnq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauawnq.jpg" id="xauawnq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na terça-feira (4)</strong>, instabilidades voltam a ganhar intensidade, mas agora na região entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Assim, <strong>no período da manhã há previsão de chuva</strong> para a metade sul do território gaúcho,<strong> com alerta para o risco de tempestades pontuais</strong> no Oeste, Campanha e Sul. Na região Central, litoral e região de Porto Alegre, as chuvas ocorrem de forma mais pontual, mas não se descarta a ocorrência de pancadas.</p><p><strong>No período da tard</strong>e, as instabilidades se deslocam pelo leste em direção ao Norte do Rio Grande do Sul e chegam o sul de Santa Catarina, <strong>com chuvas de fraca intensidade</strong> no território gaúcho e <strong>mais intensas, de moderada intensidade</strong>, no sul catarinense. Por volta do meio do período, trovoadas e chuva fraca a moderada atingem o extremo oeste de Santa Catarina e até o extremo oeste, a região da Tríplice Fronteira, no Paraná.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p><strong>No período da noite, o potencial das chuvas reduz novamente</strong>, com previsão de pancadas isoladas de até forte intensidade no Sul do Rio Grande do Sul e entre a região Central e a região de Porto Alegre. Em Santa Catarina e no Paraná, potencial de chuva muito fraca e pontual no sul catarinense e no oeste paranaense.</p><h2>Chuvas se espalham pelo Centro-Sul e há mais risco de tempestades</h2><p><strong>Na quarta-feira (5)</strong>, uma região instável se forma sobre o Centro-Sul do Brasil, com formação de <strong>instabilidades a partir do fim da manhã e início da tarde</strong>, que provocam as primeiras pancadas isoladas do dia no extremo sul do Rio Grande do Sul, no sul, centro e oeste de Santa Catarina, no sul, centro, oeste e noroeste do Paraná e no centro-sul do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707514478.jpg" data-image="szrjdo937t7g" alt="tempestades" title="tempestades"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da quarta-feira, 5 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No período da tarde, o potencial de pancadas isoladas se espalha </strong>pelo estado de Santa Catarina, pela porção central e leste do Paraná, até o sul do estado de São Paulo. No Mato Grosso do Sul, as instabilidades atingem a porção central, o norte e o leste do estado. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas ficam concentradas no extremo sul e nordeste, <strong>sem potencial para transtornos</strong>.</p><p>Agora, no período da noite da quarta-feira (5), <strong>há mudança com a formação de mais uma área de instabilidade</strong> entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707568353.jpg" data-image="n7svio2ew9w5" alt="chuva tempestades" title="chuva tempestades"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da quinta-feira, 6 de agosto.</figcaption></figure><p><strong> As instabilidades deixam potencial de tempestades pontuais e pancadas de chuva forte</strong> mais para o fim do período em toda a metade sul do Rio Grande do Sul mais a região das Missões. Pancadas isoladas podem atingir a porção meio-oeste de Santa Catarina e o extremo oeste do Paraná, onde também há previsão de previsão de chuva fraca na porção norte. </p><p><strong>Na quinta-feira (6)</strong>, o potencial de pancadas de chuva forte e de tempestade aumenta. O tempo nublado e com chuva pontual se espalha pela Região Sul até o sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707628560.jpg" data-image="0uicd80owrgj" alt="chuva" title="chuva"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para o fim da manhã e início da tarde da sexta-feira, 7 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Os alertas se concentram a partir da tarde</strong>, principalmente no período da noite, em todo o Rio Grande do Sul, meio-oeste de Santa Catarina, metade oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707789120.jpg" data-image="fbeeuia7fma2" alt="chuvas no centro-sul" title="chuvas no centro-sul"><figcaption>Acumulado previsto para até a sexta-feira, 7 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Na sexta-feira (7), os risco termina para o Sul do Brasil,</strong> com alertas pontuais para o centro-sul do Mato Grosso do Sul, onde <strong>há risco de tempestades e pancadas isoladas</strong>. Já no estado de São Paulo, <strong>há uma virada</strong> para as regiões de divisa com o Paraná e no leste, na região da capital, com aumento do <strong>potencial de chuvas, risco de vendavais e tempestades pontuais.</strong> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O "ar condicionado colonial" de Guanajuato: como as suas ruas estreitas se mantêm frescas sem tecnologia moderna]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 20:31:02 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Graças ao traçado das suas ruas e ao seu relevo, Guanajuato não é apenas um destino romântico, mas também uma cidade naturalmente concebida para manter um ambiente agradável durante a maior parte do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337782288.png" data-image="h0ya3jiwmghs" alt="In 1988, UNESCO recognized Guanajuato's historic center and its nearby mines as a World Heritage Site." title="In 1988, UNESCO recognized Guanajuato's historic center and its nearby mines as a World Heritage Site."><figcaption>Em 1988, a UNESCO reconheceu o centro histórico de Guanajuato e as minas nas suas imediações como Património Mundial.</figcaption></figure><p>Este destino romântico, situado no coração de <strong>Guanajuato</strong>, é um dos locais mais emblemáticos do estado, reconhecido tanto a nível nacional como internacional. A sua arquitetura e a disposição compacta das suas fachadas coloridas inspiraram inúmeras lendas e locais românticos, incluindo o famoso Beco do Beijo.</p><p>As ruas estreitas da cidade e as grandiosas casas coloniais, com os seus tetos altos, paredes grossas de pedra ou adobe e impressionantes pátios centrais, criam um<strong> sistema natural de ventilação cruzada e um efeito de chaminé</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas características arquitetónicas funcionam como um regulador térmico natural, absorvendo o calor durante o dia e libertando-o à noite, à medida que as temperaturas descem após o pôr do sol. Também ajudam a manter os interiores frescos pela manhã e confortavelmente quentes no final do dia.</div><p>Este projeto, que remonta à era colonial, permite que os edifícios — incluindo residências e estabelecimentos comerciais — mantenham uma temperatura interior agradável. <strong>É uma forma natural de reproduzir o efeito refrescante do ar condicionado moderno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337842384.png" data-image="la7t3fk0bent" alt="The city's underground network consists of 23 tunnels, several of which now serve as major traffic routes." title="The city's underground network consists of 23 tunnels, several of which now serve as major traffic routes."><figcaption>A rede subterrânea da cidade é composta por 23 túneis, vários dos quais servem atualmente como importantes vias de tráfego.</figcaption></figure><p><strong>Correntes de ar aceleradas formam-se naturalmente ao longo da sua intrincada rede de ruas</strong>. O contraste entre o ar mais fresco no interior das ruas estreitas e o ar mais quente exposto à luz solar direta reforça ainda mais este fluxo de ar.</p><h2>Mais de 8 quilómetros de ruas interligadas</h2><p>Estas passagens foram originalmente construídas para desviar o curso do rio <strong>e ajudar a prevenir inundações nos túneis de Guanajuato</strong>. Este labirinto colonial é construído principalmente com paredes de pedra, criando uma estrutura robusta e duradoura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type = "newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO">Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO"></a></article></aside><p>A ausência de saídas diretas ao longo de muitos troços destas passagens, combinada com diferenças de pressão significativas causadas por variações de altitude e temperatura, bem como pela forma como o ar é canalizado através delas, <strong>cria brisas fortes e frescas que fazem com que os visitantes se sintam como se estivessem a caminhar num túnel de vento</strong>.</p><h3>Um projeto ambicioso que teve início em 1963</h3><p>A construção deste notável sistema de ruas subterrâneas teve início em <strong>1963</strong>. O ambicioso projeto tinha como objetivo <strong>encanar o rio</strong> e <strong>pavimentar a sua superfície</strong> para melhorar as infraestruturas da cidade. Foi concebido para <strong>resolver os problemas de inundações de longa data de Guanajuato</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337966246.png" data-image="advxap3z971f" alt="Guanajuato's colorful facades take advantage of the orientation of its streets to create shade and reduce direct sunlight." title="Guanajuato's colorful facades take advantage of the orientation of its streets to create shade and reduce direct sunlight."><figcaption>As fachadas coloridas de Guanajuato tiram partido da orientação das suas ruas para criar sombra e reduzir a luz solar direta.</figcaption></figure><p>Ao longo do percurso, visitantes e habitantes locais admiram os enormes arcos de pedra da cidade, que se mantiveram notavelmente bem preservados apesar da passagem do tempo e se tornaram uma das atrações emblemáticas de Guanajuato. <strong>Estes arcos contam parte da história do património de engenharia e arquitetura da cidade</strong>.</p><h3>História, aventura e cultura em cada esquina</h3><p>Explorar as ruas de Guanajuato proporciona aos visitantes uma experiência que combina aventura com história e cultura. Ao passear por estas ruas pitorescas, <strong>tem-se a sensação de que o tempo parou, transportando-nos para outra época</strong>.</p><p><strong>É um local único onde os visitantes podem desfrutar de um ambiente naturalmente fresco enquanto descobrem o carácter autêntico da cidade</strong>, longe da agitação das amplas avenidas e das estradas movimentadas. Se tiver oportunidade, vale bem a pena incluir este destino nas suas próximas férias — ou fazer uma escapadela de fim de semana até lá.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Antártica: A base franco-italiana Concordia registrou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 18:56:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 18 de julho, a estação franco-italiana Concordia atingiu a mínima de −84,1 °C. Esta é a temperatura mais baixa registrada na Terra desde 2012 e ficou a apenas seis décimos de grau do próprio recorde da estação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629561012.jpg" data-image="e5skfubymh7v" alt="Estação Concordia" title="Estação Concordia"><figcaption>A Estação Concordia está localizada em um planalto elevado, acima de 3.000 metros, e é um dos lugares mais frios da Terra. É administrada em conjunto pela França e pela Itália.</figcaption></figure><p>Enquanto o Hemisfério Norte acumulava recordes de calor, incêndios florestais e alertas de temperaturas extremas, no lado oposto do planeta o termômetro registrava exatamente o contrário. Em 18 de julho, <strong>a estação meteorológica franco-italiana Concordia registrou -84,1 °C</strong>, a temperatura mais baixa já medida na Terra desde 2012.</p><div class="texto-destacado">A Estação Concordia atingiu −84,1 °C durante a noite polar, a temperatura mais baixa registrada na Terra desde 2012. Embora não seja um recorde histórico, o episódio mostra como a combinação de altitude, escuridão permanente, ar extremamente seco e calmaria atmosférica faz do interior da Antártida o lugar mais frio do planeta.</div><p>Os dados não provêm de uma estimativa ou de um modelo. De acordo com<a href="https://www.livescience.com/planet-earth/antarctica/antarctica-just-experienced-minus-119-f-earths-coldest-temperature-since-2012-heres-why" target="_blank"> informe Live Science</a>, o <strong><a href="https://institut-polaire.fr/en/" target="_blank">Instituto Polaire Français Paul-Émile Victor</a></strong> que gerencia a base junto com <strong><a href="https://www.pnra.aq/" target="_blank">Programa Nacional Italiano de Pesquisa Antártica</a></strong> (PNRA), Os dados brutos daquele dia foram divulgados, <strong>mostrando que o valor de -84,1 °C apareceu duas vezes naquela mesma manhã: às 6h25 e 6h34, horário local</strong>. Concordia opera no fuso horário GMT+6, portanto, a temperatura mínima ocorreu durante a noite polar, em um continente que não via o sol nascer há meses.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La Estación Concordia es un centro de investigación franco-italiano<br><br>Está 1100km tierra adentro, y a 3233 metros sobre el nivel del mal sobre la cúpula de hielo Domo C<br><br>Locura <a href="https://t.co/knQxFYS53H">https://t.co/knQxFYS53H</a> <a href="https://t.co/Tly9MVwE3o">pic.twitter.com/Tly9MVwE3o</a></p>— Valdo (@Valdoodlav_) <a href="https://x.com/Valdoodlav_/status/2079664075458363424?ref_src=twsrc%5Etfw">July 21, 2026</a></blockquote></figure><p>É importante esclarecer, pois a manchete é enganosa: este não é um recorde mundial, nem um recorde da estação. Concordia registra temperaturas abaixo de -80°C todos os invernos. O que é verdadeiramente excepcional é algo completamente diferente: <strong>nenhum outro local no planeta havia registrado uma temperatura tão baixa em quatorze anos</strong>, e esta ficou a apenas seis décimos de grau do próprio recorde histórico da base, de -84,7°C no inverno de 2010, conforme registrado pelo Observatório Meteorológico e Climatológico Antártico Italiano.</p><h2>Uma máquina de fazer frio no coração do continente</h2><p>Concordia não está em qualquer lugar na Antártica. <strong>Está no pior lugar possível se você estiver procurando por calor</strong><strong>, e no melhor se você estiver buscando entender como o frio é produzido</strong>.</p><p>De acordo com a<a href="https://www.pnra.aq/it/stazione-concordia" target="_blank"> ficha técnica do PNRA</a>, a base está localizada no sítio denominado Domo C (75°06' S, 123°21' E), a uma altitude de 3.233 metros acima do planalto antártico oriental e a cerca de <strong>1.200 quilômetros das estações costeiras italianas e francesas</strong>. </p><p>Eleva-se acima de uma camada de gelo com mais de três quilômetros de espessura e abriga entre 12 e 16 animais durante os meses em que nenhuma aeronave consegue chegar até lá. A própria instituição descreve esse planalto como o maior dissipador de calor da Terra.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/5fm8TW8QLGw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=5fm8TW8QLGw" id="5fm8TW8QLGw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O mecanismo combina quatro ingredientes, e nenhum funciona sem os outros. Primeiro, a altitude: <strong>acima de 3.200 metros, a coluna de ar é mais rarefeita</strong> e o resfriamento radiativo é mais eficiente. Segundo, a noite polar: <strong>durante meses, nenhum watt de radiação solar penetra na atmosfera</strong>, resultando em um déficit energético total. Terceiro, a extrema aridez: <strong>o vapor d'água é o principal gás de efeito estufa natural e, no interior da Antártica</strong>, praticamente não existe, permitindo que a radiação infravermelha emitida pela superfície escape para o espaço quase sem impedimentos. Quarto, céu limpo e condições climáticas calmas: uma camada de nuvens ou uma leve brisa são suficientes para interromper o processo de mistura vertical.</p><p>Quando essas quatro condições persistem por vários dias consecutivos,<strong> forma-se uma poderosa inversão térmica sobre a neve</strong>: o ar próximo à superfície fica muito mais frio do que o ar a algumas centenas de metros acima. Nada o agita, nem nada o aquece. <strong>A temperatura simplesmente continua caindo</strong>. É por isso que as temperaturas mínimas na Antártida dependem menos de uma incursão de ar frio do que de uma ausência prolongada de perturbações.</p><h2>Números que são frequentemente confundidos</h2><p>Circulam pelo menos três números diferentes sobre o "<strong>lugar mais frio da Terra</strong>", e é importante distingui-los porque não medem a mesma coisa. O primeiro é o recorde mundial oficialmente reconhecido: <strong>−89,2 °C, registrado na estação russa de Vostok em 21 de julho de 1983</strong>. Este é o valor que a Organização Meteorológica Mundial mantém em seu registro o <a href="https://wmo.int/asu-map?map=Temp_020" target="_blank">arquivo oficial de condições climáticas extremas</a> como a temperatura do ar mais baixa já medida diretamente na superfície. Ela permanece insuperável após mais de quatro décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629686776.png" data-image="5645qoy151lm" alt="Dome C" title="Dome C"><figcaption>O Domo C, o enorme planalto onde se localiza a Estação Concordia, pode ser visto no mapa da Antártica. Crédito: Enzo Campetella</figcaption></figure><p>O segundo é o recorde de Concordia, os já mencionados -84,7 °C de 2010. Vostok e Concordia são estações vizinhas no mapa da Antártica, embora estejam separadas por centenas de quilômetros de planalto vazio. O terceiro é o que gera mais mal-entendidos: os -98 °C "da Antártica". Esse número provém do trabalho do <a href="https://doi.org/10.1029/2018GL078133" target="_blank"><strong>Dr. Theodore (Ted) A. Scambos e colaboradores publicaram um artigo na revista Geophysical Research Letters em 2018</strong></a>, que identificou quase uma centena de locais em pequenas bacias topográficas da Antártica Oriental, acima de 3.800 metros, onde o sensor infravermelho do satélite mediu esses valores. </p><p><strong>Mas isso se refere à temperatura da superfície da neve</strong>, não à temperatura do ar a dois metros de altura, que é o que as estações meteorológicas registram e o que a OMM (Organização Meteorológica Mundial) aprova.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional">A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783698616490_320.png" alt="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional"></a></article></aside><p>Os próprios autores estimam que <strong>uma superfície a −98 °C corresponde a uma temperatura do ar de aproximadamente −94 ± 4 °C</strong>. Trata-se de uma distinção técnica, mas é o que diferencia um ponto de dados comparável de um que não o é. No outro extremo, em 18 de março de 2022, essa mesma estação Concordia registrou sua temperatura máxima recorde absoluta: −11,5 °C, com anomalias de cerca de +38,5 °C em comparação com a temperatura normal para aquela data. Foi o maior excesso de temperatura já medido em uma estação meteorológica estabelecida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 17:38:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Agosto marca o último mês do inverno climatológico e deve ser influenciado por um El Niño em rápida intensificação, que tende a reforçar o contraste entre chuvas acima da média no Sul e tempo mais seco no Norte do Brasil, além de favorecer temperaturas elevadas em grande parte do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550.png" data-image="a5tmcitr5vq1" alt="A previsão do modelo ECMWF para anomalia absoluta de temperatura da superfície do mar em agosto mostra uma ampla área do Pafcífico central e leste acima de 2°C. Créditos: ECMWF." title="A previsão do modelo ECMWF para anomalia absoluta de temperatura da superfície do mar em agosto mostra uma ampla área do Pafcífico central e leste acima de 2°C. Créditos: ECMWF."><figcaption>A previsão do modelo ECMWF para anomalia absoluta de temperatura da superfície do mar em agosto mostra uma ampla área do Pafcífico central e leste acima de 2°C. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Julho</strong> marcou o<strong> primeiro mês</strong> em que a atmosfera passou a responder de forma consistente ao aquecimento do Pacífico, entrando no chamado<strong> "modo El Niño"</strong>, onde recorrentes ondas de tempestades e <strong>chuvas extremas</strong> deixaram diversos transtornos em na<strong> Região Sul</strong>. Enquanto isso, o<strong> extremo norte</strong> do país fechou o mês com <strong>chuvas abaixo</strong> <strong>da média</strong>. Em termos de temperatura, as mínimas foram acima da média em todo o país, enquanto as máximas apresentaram regiões variações de anomalias positivas e negativas ao longo do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680201558.png" data-image="29d4li95qg9d" alt="Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para julho de 2026. Créditos: Meteored/Com mapas do CPTEC/INPE." title="Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para julho de 2026. Créditos: Meteored/Com mapas do CPTEC/INPE."><figcaption>Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para julho de 2026. Créditos: Meteored/Com mapas do CPTEC/INPE.</figcaption></figure><p>Atualmente, a<strong> temperatura da superfície do mar </strong>(TSM) na região de monitoramento do El Niño (conhecida como Niño 3.4) já alcança <strong>anomalia absoluta de 2,2°C</strong>. Embora as anomalias absolutas não sejam mais utilizadas para monitorar oficialmente o fenômeno e que apenas uma semana não seja representativa da intensidade final do evento, os <strong>oceanos vêm batendo recordes de temperatura. </strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os <strong>modelos</strong> seguem indicando uma<strong> rápida intensificação do El Niño</strong> ao longo do segundo semestre. Com a atmosfera já respondendo ao aquecimento do Pacífico, o <strong>fenômeno deve exercer forte influência</strong> sobre os padrões de chuva e temperatura <strong>durante agosto</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Anomalias de precipitação</h2><p>A previsão do<strong> modelo ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, indica que o padrão El Niño veio para ficar, indicando <strong>chuvas abaixo da média no Norte </strong>do país e litoral do Nordeste, enquanto<strong> chuvas acima da média</strong> devem predominar no <strong>centro-sul.</strong></p><p>As <strong>maiores anomalias</strong> de chuva estão previstas sobre a<strong> região Sul</strong>, abrangendo também o sul do Mato Grosso do Sul, com valores superiores a 50 mm acima da média. O <strong>Sudeste e parte do Centro-Oeste </strong>também devem ter chuvas <strong>acima da média</strong> ao longo do mês, devido ao raio de influência do movimento ascendente do ar relacionado ao El Niño, enquanto no <strong>extremo norte</strong> as <strong>chuvas abaixo da média se intensificam. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680218946.png" data-image="84vsumh8mk7d" alt="Anomalia de precipitação média mensal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de precipitação média mensal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de precipitação média mensal para agosto, segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Quando avaliamos a <strong>distribuição semanal destas anomalias</strong>, observamos o sinal de <strong>anomalias positivas</strong> sobre a região <strong>Sul</strong> e <strong>negativas</strong> sobre a região <strong>Norte</strong> se mantém<strong> durante todo o mês</strong>, sendo mais intensas na primeira quinzena.</p><p>Enquanto na primeira semana do mês as anomalias positivas de chuva se restringem ao Sul e faixa oeste do país, a partir da segunda semana chuvas acima da média devem afetar também parte do Sudeste e do Centro-Oeste. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680233200.png" data-image="qn57n7n9mz31" alt="Anomalia de precipitação média semanal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de precipitação média semanal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de precipitação média semanal para agosto, segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Já as <strong>anomalias negativas</strong> devem começar a <strong>se expandir </strong>sobre a<strong> região Norte</strong> ao longo do mês, embora diminuam de intensidade, enquanto persistem no litoral do Nordeste.</p><p>É importante considerar que estes são os <strong>padrões previstos</strong> por uma <strong>rodada</strong> do ECMWF iniciada em <strong>1° de julho</strong>, que deve ser atualizada ao longo desta semana. Isso significa que a<strong> distribuição da localização </strong>e <strong>intensidade</strong> das anomalias <strong>pode sofrer alterações</strong>, sendo preciso continuar monitorando a evolução das previsões.</p><h2>Anomalias de temperatura</h2><p>A previsão de temperatura indica que o mês será de<strong> temperaturas entre a média e acima da média em todo o país</strong>, com os <strong>maiores desvios</strong> no <strong>Norte</strong> e <strong>Nordeste</strong>, entre<strong> 2°C e 3°C</strong> acima da média. Entre o <strong>Sul</strong> e a<strong> faixa oeste </strong>da região <strong>Centro-Oeste</strong>, as temperaturas devem ficar <strong>próximas da média</strong>, sendo influenciadas pela passagem de frentes frias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680251232.png" data-image="gjli97pkecd3" alt="Anomalia de temperatura média mensal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de temperatura média mensal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de temperatura média mensal para agosto, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> primeira semana </strong>de agosto<strong> </strong><strong>temperaturas</strong> <strong>acima da média</strong> devem <strong>predominar</strong> em praticamente todo o território, com os maiores desvios sobre o <strong>Brasil Central e Sudeste</strong> - até <strong>4°C acima da média</strong>.</p><p>Na <strong>segunda semana </strong>espera-se a entrada de uma<strong> frente fria </strong>e sua massa de ar polar, trazendo temperaturas até <strong>2°C abaixo da média no Sul e parte do Centro-Oeste</strong>. Sobre o Brasil Central, norte do Sudeste e interior do Nordeste, anomalias positivas intensas devem persistir.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680268620.png" data-image="3nlpjtuszx2o" alt="Anomalia de temperatura média semanal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de temperatura média semanal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de temperatura média semanal para agosto, segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Na <strong>última quinzena do mês</strong>, as <strong>anomalias positivas</strong> <strong>perdem ligeiramente a intensidad</strong><strong>e</strong>, mas continuam atuando no Norte, Nordeste e Brasil Central. No Sul e oeste do Centro-Oeste, as temperaturas tendem a se aproximar da média, o que significa temperaturas frias no Sul e amenas no Centro-Oeste.</p><h2>O papel do El Niño</h2><p>O <strong>El Niño modifica a circulação atmosférica em escala planetária </strong>ao deslocar a região de maior aquecimento e formação de nuvens para o Pacífico central e leste. Essa reorganização altera a circulação geral da atmosfera e gera <strong>ondas atmosféricas</strong> que se propagam para outras regiões do globo, fenômeno conhecido como <strong>teleconexão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html" title="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde">Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html" title="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784969448856_320.png" alt="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde"></a></article></aside><p>Sobre a<strong> América do Sul</strong>, essas mudanças favorecem<strong> maior frequência de frentes frias</strong> e sistemas de baixa pressão no <strong>Sul</strong>, aumentando as chuvas, enquanto o <strong>Norte e parte do Nordeste</strong> passam a ser <strong>domina</strong><strong>dos</strong> por <strong>movimentos</strong> <strong>descendentes da atmosfera </strong>(subsidência), que dificultam a formação de nuvens e reduzem a precipitação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño: The rising branch of the Pacific's Walker circulation has become an immovable behemoth.<br><br>The Atlantic will likely stay hurricane-free for weeks, with hostile upper-level winds tearing apart would-be storms. <a href="https://t.co/DkHFJr8wjj">pic.twitter.com/DkHFJr8wjj</a></p> Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2082836111684968555?ref_src=twsrc%5Etfw">July 30, 2026</a></blockquote></figure><p>As<strong> alterações na chuva também influenciam a temperatur</strong>a. Em regiões mais secas, a menor nebulosidade permite<strong> maior incidência de radiação solar </strong>e reduz a perda de energia por evaporação, favorecendo<strong> temperaturas acima da média</strong>. Além disso, o El Niño pode aumentar a ocorrência de <strong>bloqueios</strong> <strong>atmosféricos</strong>, prolongando períodos de calor sobre parte do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680357582.png" data-image="jdjppq92z6x2" alt="A previsão da média dos modelos dinâmicos (linha rosa espessa) mostra anomalias ultrapassando 3°C entre outubro e dezembro, o que colocaria o evento como o mais intenso da história." title="A previsão da média dos modelos dinâmicos (linha rosa espessa) mostra anomalias ultrapassando 3°C entre outubro e dezembro, o que colocaria o evento como o mais intenso da história."><figcaption>A previsão da média dos modelos dinâmicos (linha rosa espessa) mostra anomalias ultrapassando 3°C entre outubro e dezembro, o que colocaria o evento como o mais intenso da história.</figcaption></figure><p>Já no <strong>Sul</strong>, embora as frentes frias sejam mais frequentes, as <strong>t</strong><strong>emperaturas médias também podem permanecer acima</strong> do normal devido ao <strong>aumento da nebulosidade </strong>e das<strong> temperaturas mínimas durante a noite</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fenômeno histórico em 2027: eclipse solar terá o maior tempo de escuridão do século]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fenômeno histórico poderá ser observado em diferentes regiões da Europa, África e Oriente Médio. No Egito, a fase de totalidade alcançará 6 minutos e 22 segundos, recorde do século.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-acontecera-em-2027-e-tera-mais-de-seis-minutos-de-escuridao-total-1785622635088.jpg" data-image="5c755453lumk" alt="O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa… - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa… - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption>O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa. Crédito: Jongsun Lee</figcaption></figure><p>O dia<strong> 2 de agosto de 2027 </strong>ficará marcado na história da astronomia com a ocorrência do <strong>eclipse solar total mais longo do século XXI.</strong> O fenômeno proporcionará até 6 minutos e 22 segundos de escuridão completa em alguns pontos do planeta, tornando-se o eclipse total de maior duração registrado entre os anos de 1991 e 2114.</p><p>O ponto de maior duração da totalidade será nas proximidades de <strong>Luxor, no Egito</strong>, onde a Lua encobrirá completamente o disco solar por pouco mais de seis minutos. A faixa de sombra atravessará uma extensa área da Europa, da África e do Oriente Médio, oferecendo um espetáculo raro para milhões de pessoas.</p><p>A trajetória do eclipse incluirá regiões da<strong> Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália</strong>. Fora dessa faixa, o fenômeno poderá ser observado apenas de forma parcial em áreas da Europa, África, sul da Ásia e leste da América do Norte.</p><h2>Horários variam conforme o fuso</h2><p>Os horários do eclipse dependem da localização do observador. Considerando o <strong>horário de Brasília</strong>, o eclipse parcial terá início às 4h30. A fase de totalidade começará às 5h23, enquanto o <strong>momento máximo do fenômeno ocorrerá às 7h06</strong>. A totalidade terminará às 8h49 e o eclipse parcial será encerrado às 9h43.</p><div class="texto-destacado">A duração excepcional do fenômeno está relacionada ao posicionamento da Lua em seu perigeu, o ponto da órbita em que o satélite natural fica mais próximo da Terra. Nessa configuração, a Lua aparenta ser maior no céu, permitindo que sua sombra cubra uma área estimada em cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados.</div><p>O <strong>alinhamento entre Sol, Lua e Terra também contribui para o espetáculo</strong>. Embora o Sol tenha um diâmetro cerca de 400 vezes maior que o da Lua, ele está aproximadamente 400 vezes mais distante do planeta. Essa coincidência faz com que ambos aparentem ter praticamente o mesmo tamanho quando vistos da Terra, possibilitando que a Lua bloqueie completamente a luz solar durante alguns minutos.</p><h2>Céu escurece e coroa solar aparece</h2><p>Durante a fase de totalidade, o <strong>céu adquire uma aparência semelhante à do crepúsculo</strong>. A redução brusca da luminosidade permite que algumas estrelas e planetas mais brilhantes sejam vistos a olho nu, enquanto a coroa solar (a atmosfera externa do Sol) torna-se visível, formando um halo luminoso ao redor da Lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-acontecera-em-2027-e-tera-mais-de-seis-minutos-de-escuridao-total-1785622793838.jpg" data-image="3aj1st3f6b9z"></figure><p>A coroa normalmente permanece escondida pelo intenso brilho da superfície solar e só pode ser observada durante eclipses totais ou com instrumentos específicos. Por isso, o<strong> fenômeno é considerado uma oportunidade valiosa tanto para pesquisadores quanto para entusiastas da astronomia</strong>.</p><p>Especialistas alertam, no entanto, que <strong>observar o eclipse sem proteção adequada pode causar danos permanentes à visão</strong>. A recomendação é utilizar exclusivamente óculos certificados pela norma internacional ISO 12312-2 ou equipamentos ópticos equipados com filtros solares apropriados.</p><h2>Observação exige cuidados</h2><p>Mesmo durante um eclipse parcial, <strong>nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção</strong>. Apenas quem estiver localizado na faixa de totalidade poderá retirar os óculos de proteção durante o breve intervalo em que o disco solar estiver completamente coberto pela Lua. Assim que o primeiro raio de Sol voltar a aparecer, a proteção deverá ser recolocada imediatamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html" title="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter">Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html" title="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter-1782091390330_320.png" alt="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter"></a></article></aside><p>Além de representar um espetáculo visual raro, o eclipse de 2027 promete reunir cientistas, fotógrafos e turistas de diversas partes do mundo nas regiões privilegiadas pela faixa de totalidade, consolidando-se como <strong>um dos eventos astronômicos mais aguardados das próximas décadas.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Eclipse%20solar%20mais%20longo%20do%20s%C3%A9culo%3A%20data%2C%20hora%2C%20dura%C3%A7%C3%A3o%20e%20onde%20ser%C3%A1%20visto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uol.com.br%2Ftilt%2Fnoticias%2Fredacao%2F2026%2F07%2F24%2Feclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">UOL. (2026). <a href="https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Eclipse solar mais longo do século: data, hora, duração e onde será visto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que aconteceria se enviássemos uma nave até um buraco negro? Ciência responde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Embora ainda pareça ficção científica, um novo trabalho avalia os requisitos para enviar uma nave até um buraco negro próximo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619038992.png" data-image="qch3unx8fpwg" alt="Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan" title="Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan"><figcaption>Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan</figcaption></figure><p><strong>A ideia de enviar uma sonda até um buraco negro parece saída diretamente do filmes Interestelar, no qual uma nave se aproxima do buraco negro Gargantua.</strong> Durante muito tempo, esse tipo de missão foi tratado apenas como ficção científica mas algumas discussões sobre a possibilidade têm sido realizadas.</p><p><strong>Os buracos negros costumam ser vistos como regiões das quais nada pode escapar, criando a impressão de que qualquer aproximação seria impossível. </strong>Na prática, porém, uma espaçonave pode estudar um buraco negro a uma distância segura, sem cruzar o horizonte de eventos.</p><p><strong>Um novo estudo analisa os requisitos para enviar uma sonda de apenas alguns gramas ao buraco negro mais próximo da Terra.</strong> A proposta busca avaliar quais tecnologias seriam necessárias para que uma missão desse tipo pudesse existir. Se tornar viável, uma missão assim permitiria estudar esses objetos de perto.</p><h2>Interestelar</h2><p>No filme Interestelar, a aproximação do buraco negro Gargantua oferece uma oportunidade de observá-lo de perto. <strong>Durante a missão, a nave atravessa regiões onde os efeitos da relatividade geral se tornam dominantes, incluindo dilatação temporal</strong>, forte curvatura da luz e a influência gravitacional sobre a matéria ao redor. </p><div class="texto-destacado">Essas representações foram baseadas em modelos físicos desenvolvidos com a colaboração do físico Kip Thorne.</div><p><strong>Uma missão científica poderia usar uma aproximação semelhante para investigar fenômenos como a dinâmica do disco de acreção, a emissão de radiação e perturbações do espaço-tempo</strong>. Observações desse tipo permitiriam testar previsões da relatividade geral com uma precisão alta.</p><h2>Aprender sobre buracos negros de perto</h2><p><strong>Observar um buraco negro de perto permitiria testar a teoria da relatividade geral de Einstein em um regime gravitacional extremo.</strong> Medições da trajetória da luz, do movimento da matéria e dos efeitos gravitacionais nas proximidades do horizonte de eventos poderiam revelar possíveis desvios das previsões teóricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619187099.png" data-image="bnksa4iv6khl" alt="Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026" title="Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026"><figcaption>Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026</figcaption></figure><p><strong>Uma missão próxima a um buraco negro também possibilitaria estudar com detalhes a física dos discos de acreção, dos jatos relativísticos e dos campos magnéticos. </strong>Além disso, seria possível investigar como a matéria se comporta antes de cruzar o horizonte de eventos e medir propriedades do buraco negro.</p><h2>Enviar uma sonda até um buraco negro</h2><p><strong>Estima-se que a Via Láctea contenha cerca de 100 milhões de buracos negros de massa estelar, dos quais aproximadamente 92% sejam isolados. </strong>Como esses objetos não possuem uma estrela companheira fornecendo matéria para acreção, eles emitem pouca ou nenhuma radiação e permanecem invisíveis. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas">Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas-1784402436207_320.png" alt="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"></a></article></aside><p><strong>Modelos estatísticos indicam que pode existir um buraco negro isolado a apenas 20 a 25 anos-luz da Terra. </strong>O desafio seria a tecnologia necessária. Mesmo acelerando uma sonda de apenas alguns gramas a uma fração da velocidade da luz, a viagem levaria cerca de 60 a 70 anos.</p><h2>Por que isso é possível?</h2><p>Ao contrário da imagem popular, os buracos negros não funcionam como "ralos cósmicos" que sugam tudo ao seu redor. Assim, <strong>uma sonda pode permanecer em órbitas estáveis ou realizar um sobrevoo a uma distância segura</strong>, desde que sua trajetória permaneça fora de um raio crítico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619260164.png" data-image="5h0ururd7t7g" alt="Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra." title="Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra."><figcaption>Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra.</figcaption></figure><p>Por esse motivo, é possível obter informações sem que a sonda seja engolida pelo buraco negro. <strong>Durante a aproximação, instrumentos científicos poderiam medir a curvatura do espaço-tempo</strong>, o comportamento da matéria no disco de acreção, os campos magnéticos e outros efeitos relativísticos extremos. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bambi" data-year="2026" data-title="A%20Space%20Mission%20to%20Earth%E2%80%99s%20Nearest%20Black%20Hole%3A%20Reality%20or%20Science%20Fiction%3F" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.10982">Bambi. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.10982" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Space Mission to Earth’s Nearest Black Hole: Reality or Science Fiction?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro Habitable Worlds Observatory entra numa fase decisiva. A NASA já definiu as tecnologias que deverão estar prontas antes do final da década para concretizar uma das suas missões científicas mais ambiciosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023.jpg" data-image="j66ysoq548kl" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Representação artística do HWO. Crédito: Laboratório de Imagens Conceptuais do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA</figcaption></figure><p><strong>A busca por vida fora da Terra dará um novo salto nos próximos anos com o Habitable Worlds Observatory (HWO)</strong>, o futuro grande telescópio espacial da NASA concebido para detectar e estudar exoplanetas potencialmente habitáveis. Embora a missão ainda esteja em desenvolvimento, a agência espacial acaba de definir as tecnologias que deverão amadurecer antes de <strong>o projeto passar por uma avaliação crucial no final desta década</strong>.</p><p>O Gabinete para a Maturação Tecnológica do HWO (Technology Maturation Project Office, TMPO), criado em 2024, publicou um relatório técnico no servidor científico arXiv, no qual estabelece<strong> o roteiro para que os sistemas mais importantes atinjam o nível de preparação necessário</strong> antes da chamada Mission Concept Review (MCR).</p><p>Superar essa fase será fundamental para que<strong> a missão continue o seu desenvolvimento</strong>.</p><h2>Bloquear a luz das estrelas para encontrar outros mundos</h2><p><strong>O maior desafio do HWO será observar planetas extremamente ténues que orbitam estrelas muito mais brilhantes</strong>. Para tal, irá incorporar um sofisticado coronógrafo, um instrumento capaz de bloquear quase totalmente a luz estelar e deixar visível apenas o fraco sinal proveniente do planeta.</p><p>Este sistema utilizará um espelho deformável equipado com uma matriz de 96 por 96 atuadores, capazes de modificar a sua superfície com uma precisão da ordem dos picômetros. O objetivo é compensar qualquer imperfeição ótica e <strong>atingir um nível de supressão da luz estelar próximo de uma dezmilmillonésima parte do seu brilho original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270575179.jpg" data-image="jp0cfe6s5m68" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Uma ilustração mostra o Telescópio dos Mundos Habitáveis em órbita à volta da Terra com o seu painel solar aberto. Crédito: NASA/Robert Lea.</figcaption></figure><p>A luz captada será registada através de<strong> detetores de altíssima sensibilidade</strong>, como os dispositivos EMCCD ou futuros sensores quânticos supercondutores, capazes de detectar quantidades mínimas de luz com um nível de ruído praticamente inexistente.</p><h2>Um telescópio extremamente estável</h2><p>No entanto, um coronógrafo tão preciso só será útil <strong>se todo o observatório mantiver uma estabilidade excecional durante horas ou mesmo dias</strong>, uma vez que muitas observações exigirão longos tempos de exposição.</p><p>Um dos principais obstáculos será a expansão e contração dos materiais provocadas pelas<strong> variações de temperatura no espaço</strong>. Para minimizar esses efeitos, o telescópio utilizará materiais com expansão térmica muito baixa, um avançado sistema ativo de controlo de temperatura e mecanismos de correção que incluirão micropropulsores, isolamento contra vibrações e espelhos capazes de compensar pequenos desvios em tempo real.</p><h2>Um observatório para estudar muito mais do que exoplanetas</h2><p>Embora a procura de mundos habitáveis seja o seu principal objetivo, o HWO <strong>também funcionará como um observatório astronômico de nova geração</strong>. De acordo com as recomendações do relatório Astro2020, deverá observar o universo num amplo leque de comprimentos de onda, desde o infravermelho próximo até ao ultravioleta distante.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/XJwDlLiQpS4/sddefault.jpg" alt="youtube video id=XJwDlLiQpS4" id="XJwDlLiQpS4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para alcançar esse desempenho, será necessário desenvolver novos revestimentos para os seus espelhos e aperfeiçoar tecnologias como os detetores de ultravioleta de grande formato, as novas gerações de microobturadores e os dispositivos de micromatrizes de espelhos digitais, <strong>componentes que ainda exigem vários anos de investigação e testes</strong>.</p><h2>A próxima década será decisiva</h2><p>A NASA planeia avançar de forma progressiva, <strong>aproveitando a experiência adquirida durante o desenvolvimento dos telescópios espaciais James Webb e Nancy Grace Roman</strong>. Além disso, os engenheiros realizarão testes exaustivos em bancos experimentais como o EPIC-5 e o novo HOST, concebidos para verificar se todos os sistemas funcionam de forma integrada em condições semelhantes às do espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"></a></article></aside><p>Ainda faltam vários anos até à revisão crítica da missão, uma fase em que <strong>a NASA avaliará se o projeto cumpre os objetivos tecnológicos previstos ou se é necessário repensar o seu futuro</strong>. Paralelamente, a agência já começou a promover a colaboração internacional através de reuniões técnicas que ajudarão a coordenar o desenvolvimento das tecnologias necessárias.</p><p>Se tudo correr conforme previsto, <strong>o Habitable Worlds Observatory tornar-se-á o sucessor dos grandes telescópios espaciais atuais</strong> e oferecerá uma capacidade sem precedentes para estudar planetas semelhantes à Terra, além de abrir uma nova janela para explorar o universo com um nível de detalhe nunca antes alcançado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>