<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 25 May 2026 15:00:28 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 25 May 2026 15:00:28 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Virada no tempo: baixa pressão acende alerta para temporais no Sul e em SP]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/virada-no-tempo-baixa-pressao-acende-alerta-para-temporais-no-sul-e-em-sp.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 13:47:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo muda em áreas do Sul do Brasil e deixa estados em alerta. São Paulo, também fica em estado de atenção por conta de riscos de temporais por conta da presença de uma baixa pressão</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-e-frio-continuam-nas-capitais-de-sp-e-do-rj-saiba-quais-as-chances-de-sol.html" target="_blank">Chuva e frio continuam nas capitais de SP e do RJ; saiba quais as chances de sol</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab4qpe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab4qpe.jpg" id="xab4qpe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A presença de uma área de baixa pressão provocará uma virada no tempo</strong> sobre os estados da Região Sul e em diversos municípios de São Paulo. O avanço do sistema acende alertas para temporais no decorrer desta terça-feira (26).</p><p><strong>As instabilidades são provenientes do alongamento de uma baixa pressão,</strong> fenômeno conhecido como cavado, localizado entre a Bolívia e o Paraguai. Esse sistema deixa a atmosfera altamente instável, o que favorece o rápido surgimento de nuvens carregadas com potencial para provocar tempestades.</p><h2>Alerta para temporais no Sul e Sudeste</h2><p><strong>A virada no tempo começa ainda nesta segunda-feira (25)</strong>. Prevê-se um <strong>aumento de nebulosidade</strong> sobre o oeste e sudoeste do Paraná, regiões que no momento registram aberturas de sol. Em Santa Catarina, o céu já amanheceu encoberto nas porções oeste e central, cenário que se repete no noroeste do Rio Grande do Sul e em boa parte de São Paulo. </p><p>Para a tarde e noite de hoje, <strong>há previsão de chuvas intensas</strong> em Santa Catarina e no Paraná. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/virada-no-tempo-baixa-pressao-acende-alerta-para-temporais-no-sul-e-em-sp-1779714899493.jpg" data-image="laisuu1v39iu" alt="Probabilidade de precipitação para a madrugada desta terça-feira (26)." title="Probabilidade de precipitação para a madrugada desta terça-feira (26)."><figcaption>Probabilidade de precipitação para a madrugada desta terça-feira (26), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>A situação se agrava no decorrer da madrugada de terça-feira (26), com o <strong>aumento na intensidade das chuvas</strong> e a virada do tempo que chega ao nordeste do Rio Grande do Sul, <strong>atingindo também a capital Porto Alegre</strong>. Toda essa faixa entra em estado de atenção nas primeiras horas do dia.</p><p>À medida que o sistema ganha força, <strong>o cavado se desprende e dá origem a um novo centro de baixa pressão</strong> sobre a costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Esse mecanismo <strong>intensifica a convergência de umidade</strong>, gerando grandes instabilidades e elevando o risco de temporais severos na Região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/virada-no-tempo-baixa-pressao-acende-alerta-para-temporais-no-sul-e-em-sp-1779714780728.jpg" data-image="xqdobslsf0lo" alt="Previsão de precipitação e pressão a nível médio do mar." title="Previsão de precipitação e pressão a nível médio do mar."><figcaption>Modelo prevê chuvas intensas afetando morados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na manhã desta terça-feira (26).</figcaption></figure><p>Ao longo de toda a manhã de terça-feira (26), <strong>o modelo europeu ECMWF prevê chuvas fortes e temporais</strong> em uma faixa que vai do oeste do Paraná, passa pelo centro-oeste de Santa Catarina e alcança o nordeste gaúcho. Essa <strong>intensidade deve se manter até o início da tarde</strong>, quando as instabilidades perdem força nos estados sulistas e avançam para São Paulo.</p><p>Durante a tarde, <strong>os alertas principais voltam para o leste paulista,</strong> onde o sistema injeta grande quantidade de umidade, estimulando a formação de nuvens de tempestade. A <strong>atenção deve ser redobrada na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo</strong>, que enfrentam riscos de transtornos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/virada-no-tempo-baixa-pressao-acende-alerta-para-temporais-no-sul-e-em-sp-1779714643472.jpg" data-image="d5cl4rrof8zr" alt="Mapa de nebulosidade e precipitação." title="Mapa de nebulosidade e precipitação."><figcaption>Previsão indica chuvas com forte intensidade sobre a capital São Paulo, Região Metropolitana e Vale do Paraíba. Há riscos de temporais com potencial para transtornos.</figcaption></figure><p>Além da Grande São Paulo, á<strong>reas como o Vale do Paraíba, a região de Sorocaba </strong>e os <strong>municípios localizados na divisa com o Paraná</strong> ficam em observação devido às altas chances de descargas elétricas e rajadas de vento.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. </strong>Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Por fim,<strong> a baixa pressão começará a se deslocar em direção ao interior do Oceano Atlântico </strong>de forma gradual. Esse movimento ainda manterá o <strong>tempo carregado</strong> no leste do Brasil, garantindo maior presença de nuvens e a manutenção de pancadas isoladas de chuva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/virada-no-tempo-baixa-pressao-acende-alerta-para-temporais-no-sul-e-em-sp.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ruídos "fantasmas" que o ouvido humano não consegue ouvir, mas que afetam negativamente o humor]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ruidos-fantasmas-que-o-ouvido-humano-nao-consegue-ouvir-mas-que-afetam-negativamente-o-humor.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Existem sons presentes na natureza ou gerados pelas atividades de qualquer cidade que o ouvido humano não consegue perceber. No entanto, seus efeitos sobre o corpo são evidentes e não são positivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/i-suoni-fantasma-che-l-orecchio-umano-non-sente-ma-influiscono-negativamente-sull-umore-1777902196337.jpg" data-image="fm1wvjhzyaqk" alt="hipopótamo" title="hipopótamo"><figcaption>Um hipopótamo, um dos muitos animais que conseguem perceber infrassons, assim como talvez os humanos fizessem no passado.</figcaption></figure><p>Ondas sonoras com frequências muito baixas para serem percebidas pelo ouvido humano são, no entanto, <strong>registradas pelo cérebro e podem ter efeitos mensuráveis no humor e nos níveis de estresse</strong>.</p><p>Um experimento canadense realizado com <strong>uma amostra de 36 pessoas</strong> mostrou que os indivíduos expostos a infrassom <strong>apresentaram sintomas associados ao estresse, como irritabilidade, tristeza e níveis elevados de cortisol</strong>.</p><p>Este estudo poderá levar a mudanças no quotidiano. Por exemplo, sabe-se que as turbinas eólicas emitem sons de baixa frequência,<strong> mas também poderá modificar a forma como certas atividades são geridas nas cidades</strong>.</p><p>Um fato interessante: segundo o professor Schmaltz, coautor do estudo, a reação do corpo humano ao infrassom pode explicar por que algumas pessoas <strong>experimentam sensações desagradáveis em locais abandonados</strong> ou casas consideradas "assombradas".</p><p>Portanto, não seriam fantasmas, mas provavelmente canos antigos ou outras estruturas que emitem ondas sonoras de baixa frequência.</p><h2>O que é infrassom?</h2><p><strong>O infrassom consiste em ondas sonoras com frequência inferior a 20 Hz</strong> e, portanto, é inaudível para o ouvido humano. Ele pode se propagar por longas distâncias e até mesmo penetrar obstáculos.</p><div class="texto-destacado">Essas ondas têm origem tanto natural quanto artificial. Fábricas, tubulações e diversas atividades humanas comumente geram infrassom.</div><p>Instrumentos como sismógrafos permitem detectar infrassons presentes na natureza em frequências muito baixas. As primeiras ondas desse tipo foram registradas em todo o mundo durante<strong> a devastadora erupção do vulcão Krakatoa em 1883</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/i-suoni-fantasma-che-l-orecchio-umano-non-sente-ma-influiscono-negativamente-sull-umore-1777902268014.jpg" data-image="eqakajw9vmpm" alt="sismógrafo" title="sismógrafo"><figcaption>Na natureza, os terremotos geram sons de frequência muito baixa, entre outras coisas.</figcaption></figure><p>Diversos animais, como golfinhos, hipopótamos, elefantes e muitos outros, usam <strong>essas ondas sonoras específicas para se comunicar ou detectar perigo</strong>. Mas o fato de os humanos não as perceberem conscientemente não significa que sejam imunes a elas. Na verdade, a capacidade do corpo humano de reagir a esses estímulos pode ser uma herança de nossos ancestrais.</p><h2>Como sons que o ouvido não consegue perceber modificam o humor</h2><p>O experimento, conduzido por pesquisadores da Universidade MacEwan, no Canadá, <strong>analisou um grupo diversificado de pessoas que ouviram músicas relaxantes ou estressantes</strong>. Infrassom oculto na frequência de 18 Hz também foi incluído nas faixas musicais para metade dos participantes.</p><p>Amostras de saliva foram coletadas antes e depois do experimento para avaliar os níveis de cortisol, enquanto, após ouvirem a música, <strong>os participantes descreveram seu estado emocional</strong>.</p><p>As diferenças entre aqueles que ouviram infrassom e aqueles que não foram expostos eram evidentes.</p><div class="texto-destacado">As pessoas expostas ao infrassom relataram perceber a música como triste, disseram sentir-se menos envolvidas e mais irritáveis, além de apresentarem níveis mais elevados de cortisol.</div><p>Algumas pessoas afirmaram ter ouvido o infrassom, enquanto outras não, mas as reações físicas naquelas que acreditavam tê-lo percebido não foram mais pronunciadas. <strong>Isso demonstra que a autossugestão e o condicionamento psicológico não desempenharam um papel significativo</strong>.</p><h2>Os efeitos práticos da pesquisa em infrassom</h2><p>Sabe-se que ondas sonoras entre 0,5 e 10 Hz, quando em alto volume, podem fazer vibrar o vestíbulo da orelha. No entanto, <strong>o mecanismo pelo qual o corpo reage a ondas sonoras de baixa frequência ainda não está totalmente esclarecido</strong>.</p><p>É ainda menos claro como <strong>o corpo humano reagiria a frequências ainda mais baixas do que as utilizadas no experimento descrito</strong>, ou a uma combinação de diferentes frequências, como é comum em ambientes urbanos e espaços habitados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712334" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/supreendente-inteligencia-artificial-pode-aprender-relacao-entre-visao-e-audicao.html" title="Supreendente! Inteligência artificial pode aprender relação entre visão e audição">Supreendente! Inteligência artificial pode aprender relação entre visão e audição</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/supreendente-inteligencia-artificial-pode-aprender-relacao-entre-visao-e-audicao.html" title="Supreendente! Inteligência artificial pode aprender relação entre visão e audição"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/supreendente-inteligencia-artificial-pode-aprender-relacao-entre-visao-e-audicao-1748280562722_320.png" alt="Supreendente! Inteligência artificial pode aprender relação entre visão e audição"></a></article></aside><p>Em todo caso, é evidente que a exposição prolongada ao infrassom não é saudável. Os efeitos observados nos participantes do estudo foram <strong>suficientemente disseminados e sistemáticos para serem reconhecidos como padrões pelos algoritmos</strong> utilizados na pesquisa.</p><p>Níveis elevados de cortisol por períodos prolongados afetam negativamente tanto o corpo quanto o humor. Portanto, mais pesquisas sobre esse tema <strong>poderiam abrir caminho para novas regulamentações urbanas</strong><strong>, por exemplo, relacionadas ao trânsito, obras e instalações prediais</strong>.</p><h3><em>Referências da noticia</em></h3><p><em>- Science Daily - <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260502233901.htm" target="_blank">The creepy feeling in old buildings might have a surprising cause</a>. mayo 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ruidos-fantasmas-que-o-ouvido-humano-nao-consegue-ouvir-mas-que-afetam-negativamente-o-humor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que a pirâmide egípcia de Quéops, tão longeva, resistiu ao teste do tempo, especialmente aos terremotos?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-a-piramide-egipcia-de-queops-tao-longeva-resistiu-ao-teste-do-tempo-especialmente-aos-terremotos.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Grande Pirâmide de Gizé, concluída durante o Antigo Império do Egito (2600-2450 a.C.), demonstra a maestria arquitetônica do antigo Egito faraônico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/piramide-keops-terremotos-1779600023920.jpg" data-image="ejsxg97yr8c4" alt="piramides" title="piramides"><figcaption>Perfil das três famosas pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos. Imagem de PXHERE.com</figcaption></figure><p>Para compreender a longevidade estrutural e a resistência sísmica deste monumento icônico, foi realizado um estudo exaustivo do ruído ambiente, analisando a relação espectral horizontal-vertical (HVSR)<strong> em 37 pontos de medição distribuídos pelas câmaras internas da pirâmide, blocos de construção e terreno adjacente</strong>.</p><h3>Descobertas cruciais na pirâmide</h3><p><strong>Em primeiro lugar</strong>, a pirâmide exibe frequências fundamentais uniformes (2,0-2,6 Hz) com uma média de ~2,3 Hz em todos os elementos estruturais, indicando uma <strong>homogeneidade excepcional em suas características dinâmicas</strong>.</p><p><strong>Em segundo lugar</strong>, esta faixa de frequência difere significativamente da do solo circundante (~0,6 Hz), <strong>o que impede a amplificação da ressonância através da interação solo-estrutura</strong>, um mecanismo fundamental que protege o monumento durante a atividade sísmica.</p><p><strong>Em terceiro lugar</strong>, a amplificação sísmica relativa aumenta sistematicamente com a elevação até 48,68 m, mas diminui substancialmente dentro das câmaras de alívio de pressão (48,86–61,07 m), <strong>demonstrando como sua geometria reduz ativamente a resposta sísmica</strong>. Por fim, a avaliação da vulnerabilidade sísmica da fundação subterrânea apresenta um valor baixo (kg = 8,2), confirmando excelente capacidade de carga e risco mínimo induzido por terremotos.</p><h3>Outros aspectos notáveis</h3><p>O baixo índice estimado de vulnerabilidade sísmica para os solos de fundação sugere que <strong>quaisquer terremotos futuros provavelmente causarão apenas danos limitados à estrutura principal da pirâmide</strong>. Essas descobertas apresentam evidências quantitativas convincentes de que os arquitetos do antigo Egito possuíam um profundo conhecimento geotécnico, otimizando o projeto da estrutura e a caracterização do local para <strong>garantir a estabilidade ao longo de milênios diante dos riscos sísmicos</strong>.</p><p>A pirâmide pode não ter sido projetada intencionalmente para resistir a um terremoto. Mas sua sobrevivência também não é por acaso.</p><p><strong>Do ponto de vista da engenharia, oferece muitas vantagens</strong>: uma base larga, um centro de gravidade baixo, um formato cônico, uma planta simétrica, uma fundação sólida de calcário e uma estrutura de alvenaria robusta que permite a transferência de carga. É uma estrutura compacta, rígida e bem fundamentada, em vez de uma estrutura alta, esbelta e flexível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768558" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html" title="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal na Guatemala ainda esconde após 1000 anos de silêncio">Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal na Guatemala ainda esconde após 1000 anos de silêncio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html" title="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal na Guatemala ainda esconde após 1000 anos de silêncio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/die-antwort-schlummert-im-regenwald-die-maya-metropole-tikal-behalt-noch-immer-viele-geheimnisse-fur-sich-1778278175469_320.jpeg" alt="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal na Guatemala ainda esconde após 1000 anos de silêncio"></a></article></aside><p>A conclusão mais segura é que os construtores tomaram excelentes decisões de engenharia baseadas em evidências empíricas. Essas decisões podem ter sido motivadas por<strong> experiência em construção, observação, necessidade estrutural ou intenção cultural</strong>. Seus benefícios sísmicos podem ser reais, mesmo que não fossem o propósito original.</p><p>A sobrevivência da Grande Pirâmide não é milagrosa nem prova de um antigo projeto sísmico. Como evidência, este estudo é importante e impressionante, mas incompleto.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>ELGabry, M., Hamed, A., Yoshimura, S. et al. Aspectos arquitectónicos y geotécnicos que afectan la resiliencia sísmica de la antigua pirámide egipcia de Keops. Sci Rep 16 , 14032 (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-49962-6" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41598-026-49962-6</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-a-piramide-egipcia-de-queops-tao-longeva-resistiu-ao-teste-do-tempo-especialmente-aos-terremotos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A exploração dos oceanos de todo o mundo realizada pela organização Ocean Census durante o ano de 2025 permitiu a descoberta de um número muito significativo de novas espécies.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-plus-de-1-000-nouvelles-especes-ont-ete-decouvertes-au-fond-de-nos-oceans-1779458452083.jpeg" data-image="7htogpqrdcx5" alt="Ocean Census" title="Ocean Census"><figcaption>A organização Ocean Census realizou 13 expedições por todo o mundo durante o ano de 2025, que permitiram descobrir mais de 1000 novas espécies! - Imagem ilustrativa</figcaption></figure><p>De acordo com um relatório recente do Ocean Census, <strong>mais de 1000 novas espécies marinhas terão sido descobertas em 2025</strong> a profundidades mais ou menos grandes. Algumas dessas espécies são verdadeiramente incríveis!</p><h2>Inúmeras expedições no ano passado</h2><p>O Ocean Census é uma organização mundial liderada pela Nippon Foundation e pela Nekton. Fundada há três anos, reúne cerca de <strong>1000 investigadores de 85 países diferentes</strong> com o objetivo comum de melhorar o nosso conhecimento sobre as profundezas marinhas, também elas ameaçadas pelo Homem.</p><p>De facto, as profundezas marinhas continuam a ser muito mal conhecidas. Apenas 24,9% das profundezas oceânicas foram cartografadas e <strong>apenas 5% foram verdadeiramente exploradas</strong>. É até comum dizer-se que temos um melhor conhecimento do espaço "próximo" do que das nossas próprias profundezas oceânicas. Assim, estima-se que <strong>90% das espécies submarinas ainda nos sejam desconhecidas</strong>.</p><p>Enquanto estes fundos marinhos estão também cada vez mais ameaçados pelo aquecimento dos oceanos, pela poluição e, de um modo geral, pelo impacto do homem, é, portanto, importante aperfeiçoar os nossos conhecimentos sobre eles, e isso antes que seja tarde demais. Certas espécies poderão, de facto, <strong>desaparecer antes mesmo de terem sido catalogadas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Like a string of marine fairy lights, siphonophores are marine animals, made up of multiple parts working together. <br><br>This one (Rhizophysidae) was spotted on an expedition to the Nazca Ridge, a collection of seamounts in the southeast Pacific, with <a href="https://twitter.com/SchmidtOcean?ref_src=twsrc%5Etfw">@SchmidtOcean</a>. <a href="https://t.co/0Kfq0fOiTx">pic.twitter.com/0Kfq0fOiTx</a></p>— Ocean Census (@oceancensus) <a href="https://twitter.com/oceancensus/status/2004462339400106118?ref_src=twsrc%5Etfw">December 26, 2025</a></blockquote></figure><p>Pois, ao contrário do que se pensa, os abismos estão repletos de inúmeras espécies, cada uma mais interessante que a outra. Algumas dessas espécies poderiam até <strong>ensinar-nos mais sobre o potencial desenvolvimento da vida noutros planetas</strong>, uma vez que as condições neste ambiente podem revelar-se hostis e, sobretudo, radicalmente diferentes das profundidades mais "razoáveis".</p><h2>Mais de 1 000 novas espécies!</h2><p>De acordo com o relatório do Ocean Census publicado no passado dia 15 de maio, foram assim <strong>1 121 novas espécies</strong> submarinas descobertas durante as <strong>13 expedições</strong> realizadas pela organização em todo o mundo. Estas permitiram, aliás, aumentar em 54% as identificações anuais!</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes">Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023_320.png" alt="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"></a></article></aside><p>Estas novas espécies foram descobertas a profundidades por vezes muito elevadas, que <strong>atingem os 6 575 metros abaixo da superfície</strong>. Algumas delas apresentam características pouco comuns, como a <em>Dalhousiella yabukii</em>, descoberta num monte vulcânico submarino ao largo do Japão, que se <strong>desenvolve num "castelo de vidro"</strong>, tendo este criado uma simbiose com uma esponja de vidro, uma espécie cujo esqueleto é composto por sílica cristalina.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> 1121 nouvelles espèces marines ont été découvertes. Depuis trois ans, le projet Ocean Census rassemble des milliers de chercheurs issus de 85 pays afin dexplorer les océans. Parmi les découvertes figurent notamment un "requin fantôme", des "éponges boules de la mort" ou un <a href="https://t.co/ZB8R9PG31X">pic.twitter.com/ZB8R9PG31X</a></p>— Le Média Positif (@LMPositif) <a href="https://twitter.com/LMPositif/status/2057816249732637123?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote></figure><p>Pode-se também citar uma quimera, também conhecida como <strong>"tubarão-fantasma"</strong>, que foi descoberta ao largo da Austrália, a 850 metros de profundidade. As quimeras estão entre os habitantes mais misteriosos das profundezas. São parentes próximos dos tubarões e das raias, mas divergiram numa linha evolutiva distinta há cerca de 400 milhões de anos, <strong>antes mesmo do aparecimento dos dinossauros!</strong></p><p>Os cientistas também conseguiram identificar <strong>uma nova espécie de esponja carnívora </strong>coberta de pequenas esferas transparentes repletas de ganchos microscópicos capazes de capturar crustáceos ao largo das Ilhas Sandwich do Sul, a 3 600 metros de profundidade. Tendo em conta a sua aparência e características, os investigadores apelidaram esta nova espécie de <strong>"bola da morte"</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos e encontraram algo inesperado">Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos e encontraram algo inesperado</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos e encontraram algo inesperado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734_320.png" alt="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos e encontraram algo inesperado"></a></article></aside><p>Como referido anteriormente, estas numerosas descobertas realizadas ao longo do ano de 2025 permitem-nos aprender mais sobre as profundezas do oceano, ainda hoje muito desconhecidas. Algumas espécies têm também outras utilidades. Por exemplo, as toxinas produzidas por um verme solitário encontrado em Timor-Leste, ilha do sudeste asiático, estão hoje a ser estudadas<strong> como tratamento contra a doença de Alzheimer e a esquizofrenia</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.ouest-france.fr/sciences/requin-fantome-boule-de-la-mort-plus-de-1-000-nouvelles-especes-decouvertes-dans-les-abysses-9c3fa170-544d-11f1-bc53-4662786e401d" target="_blank">Requin fantôme, « boule de la mort »… Plus de 1 000 nouvelles espèces découvertes dans les abysses</a>, Ouest-France, 20/05/2026</em></p><p><em><a href="https://oceancensus.org/the-ocean-census-year-3-impact-report/" target="_blank">The Ocean Census Year 3 Impact Report</a>, Ocean Census, 15/05/2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e frio continuam nas capitais de SP e do RJ; saiba quais as chances de sol]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-e-frio-continuam-nas-capitais-de-sp-e-do-rj-saiba-quais-as-chances-de-sol.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 23:05:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nesta última semana de maio o tempo vai mudar várias vezes nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, com frio sendo uma constante e havendo alternâncias de dias nublados, chuva e sol. Confira os detalhes da previsão do tempo.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-sistemas-de-baixa-pressao-vao-afetar-o-sul-e-sudeste-do-brasil.html">Dois sistemas de baixa pressão vão afetar o Sul e Sudeste do Brasil</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab2keu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab2keu.jpg" id="xab2keu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O leste da Região Sudeste vem enfrentando vários dias nublados,<strong> com chuva e pouco sol</strong>, principalmente as capitais São Paulo e Rio de Janeiro, neste fim de outono. Aliás, as condições estão atípicas, com temperaturas mais baixas e maior umidade,<strong> praticamente um clima de inverno atípico no outono</strong>.</p><p>A formação de uma baixa pressão já trouxe mudanças do tempo no leste de São Paulo neste domingo (24), <strong>com retorno das chuvas de fraca a moderada intensidade</strong>, enquanto que o Rio de Janeiro viveu um fim de semana de tempo mais firme e temperaturas amenas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>A semana promete trazer mudanças no tempo constantes</strong>, com retorno das chuvas já nesta segunda-feira (25) no Rio de Janeira e o surgimento do sol na terça-feira para os cariocas e os paulistas, seguido de entrou mudança na quarta-feira (27) através de chuva e aumento do frio. A seguir, confira os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>São Paulo e Rio de Janeiro vão enfrentar vários mudanças do tempo na semana</h2><p><strong>Nesta segunda-feira (25)</strong>, o dia começa nublado em ambas as capitais, sem ocorrência de<strong> chuva e ligeira sensação de frio, com 16°C em São Paulo e 21°C no Rio de Janeiro</strong>. Ao longo da manhã o tempo segue nublado e passa a chover com fraca intensidade ou na forma de chuvisco no Rio de Janeiro, com maior chance entre o fim da manhã e o início da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-frio-continuam-nas-capitais-de-sp-e-do-rj-saiba-quais-as-chances-de-sol-1779661642519.jpg" data-image="8zkhfetkqwmj" alt="chuvas em São Paulo e Rio de Janeiro" title="chuvas em São Paulo e Rio de Janeiro"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a tarde da segunda-feira, 25 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No restante do dia</strong>, o tempo fica nublado na capital paulista com temperaturas subindo no máximo para 21°C e terminando o dia como começou. No Rio de Janeiro, há pouca variação das temperaturas que ficam entre 21 e 22°C ao longo do dia e caem para 20°C no período da noite. <strong>Para os cariocas, as chuvas continuam com fraca intensidade</strong> alternando com período de melhoria. No período da noite, não há previsão de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770490" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao.html" title="Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões; veja a previsão">Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao.html" title="Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao-1779640492674_320.jpg" alt="Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões; veja a previsão"></a></article></aside><p><strong>Na terça-feira (26)</strong>, o tempo mais firme predomina,<strong> com menor concentração de nuvens o que permite o surgimento do sol</strong>. Assim, vai predominar no Rio de Janeiro ao longo de todo o dia. <strong>Já em São Paulo</strong>, o sol aparece, mas por volta do meio da tarde,<strong> instabilidades podem provocar pancadas de chuvas de curta duração</strong>, com tempo firme no período da noite. As temperaturas não sofrem muita alteração de um dia para o outro, apenas uma variação de 1 a 2°C mais quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-frio-continuam-nas-capitais-de-sp-e-do-rj-saiba-quais-as-chances-de-sol-1779661795316.jpg" data-image="rdzpdbw7fgo9" alt="chuvas em São Paulo" title="chuvas em São Paulo"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a noite da terça-feira, 26 de maio. </figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira (27)</strong>, o tempo firme predomina no período da manhã com sol aparecendo. Devido à influência de uma baixa pressão no oceano que transporta umidade para o leste do Sudeste,<strong> o tempo volta a fechar a partir do fim da manhã na capital paulista</strong>, com chuvas no período da tarde. <strong>No Rio de Janeiro, o tempo começa a mudar a partir da tarde</strong>, com previsão de chuva para o fim do dia e período da noite. As temperaturas aumentam em 1 a 2°C novamente, diminuindo a sensação de frio.</p><p><strong>Na quinta-feira (28)</strong>, devido a passagem da baixa pressão, que evoluiu para um ciclone extratropical e sua pequena e fraca frente fria, uma massa de ar frio conseguiu avançar e atuar de forma mais oceânica, <strong>transportando o ar mais frio até o leste do Sudeste.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-frio-continuam-nas-capitais-de-sp-e-do-rj-saiba-quais-as-chances-de-sol-1779661954577.jpg" data-image="mq8rlw75zxbk" alt="massa de ar polar" title="massa de ar polar"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura em 850 hPa para a madrugada da sexta-feira, 29 de maio. Variável realça o ar frio atuando sobre o leste de São Paulo e sobre o Rio de Janeiro.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>o tempo firme predomina nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro</strong>, com variação da nebulosidade ao longo do dia, que ainda permite a atuação do sol. Devido à incursão do ar frio, o frio ganha intensidade, com o dia começando em 13°C na capital paulista e com máximas de 18°C. No Rio de Janeiro, as temperaturas variam pouco ao longo do dia e ficam em torno dos 20 e 22°C.</p><p><strong>Na sexta-feira (29)</strong>, o tempo segue firme e ensolarado, com pouca variação de nuvens e sensação de frio ao longo do dia, <strong>muito semelhante ao padrão da quinta-feira (28). </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-e-frio-continuam-nas-capitais-de-sp-e-do-rj-saiba-quais-as-chances-de-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois sistemas de baixa pressão vão afetar o Sul e Sudeste do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-sistemas-de-baixa-pressao-vao-afetar-o-sul-e-sudeste-do-brasil.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 21:44:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo fica instável no Sul e Sudeste do Brasil neste início de semana, com risco de tempestades intensas e chuvas volumosas; confira.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html"> Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab2fq6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab2fq6.jpg" id="xab2fq6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br><strong>Dois sistemas de baixa pressão</strong> afetam o tempo em parte das regiões <strong>Sul e Sudeste no Brasil esta semana.</strong> O primeiro sistema se formou ao longo deste fim de semana na costa do Sudeste, deixando acumulados de chuva próximos a 80 mm em São Paulo.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Enquanto este ciclone se afasta para o oceano, uma nova área de baixa pressão se aprofunda (intensifica) sobre a Região Sul até formar um ciclone na costa do Rio Grande do Sul na terça-feira (26), deixando<strong> alerta de tempestades, ventos e chuvas intensas</strong>. Confira.</p><h2>Dois ciclones em 2 dias: tempestades e chuvas intensas</h2><p>O <strong>ciclone</strong> formado na costa do <strong>Sudeste</strong> ao longo deste <strong>domingo (24)</strong> irá afetar o tempo no <strong>leste</strong> de <strong>São Paulo e Rio de Janeiro</strong> <strong>até</strong> o final da<strong> segunda-feira (25),</strong> onde favorece a manutenção do céu encoberto e<strong> pancadas leves de chuva.</strong></p><p>Enquanto este sistema se afasta para leste no oceano Atlântico, um <strong>cavado</strong> (área alongada de baixa pressão) <strong>se estende</strong> desde o<strong> sul do Mato Grosso do Sul em direção ao Rio Grande do Sul,</strong> onde organiza <strong>tempestades</strong> <strong>intensas</strong> com pontuais <strong>chuvas fortes </strong>ao longo de todo o dia, além de deixar alerta de <strong>rajadas de vento</strong> da ordem de<strong> 50 km/h</strong> entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina até terça (26).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-sistemas-de-baixa-pressao-afetam-o-sul-e-sudeste-do-brasil-1779656676462.png" data-image="bambqm71ggdv" alt="Previsão de probabilidade de chuva nesta segunda-feira (25), segundo o ECMWF." title="Previsão de probabilidade de chuva nesta segunda-feira (25), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva nesta segunda-feira (25), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>tempestades</strong> e<strong> chuvas mais intensas</strong> estão previstas para ocorrer no<strong> oeste do Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul</strong> ao longo da <strong>segunda-feira (25)</strong>. As tempestades devem ter início no Paraná no final da manhã e se espalharem em direção a Santa Catarina e Rio Grande do Sul até o fim do dia, estendendo uma linha de tempestades em uma ampla área até o fim do dia.</p><p>A previsão indica que as <strong>tempestades</strong> <strong>devem ganhar força </strong>entre a <strong>noite de segunda (25) e madrugada de terça-feira (26)</strong> principalmente entre o <strong>sul do Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e de Santa Catarina</strong>, onde há risco de formação de <strong>granizo</strong> e danos por ventos extremos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-sistemas-de-baixa-pressao-afetam-o-sul-e-sudeste-do-brasil-1779656740550.png" data-image="fxsf083886y3" alt="Previsão de tempestades segunda-feira (25), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades segunda-feira (25), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades segunda-feira (25), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na manhã de<strong> terça (26) </strong>as <strong>tempestades</strong> perdem força sobre o oeste do Paraná mas continuam intensas sobre o<strong> Mato Grosso do Sul </strong>até o meio da tarde. Tempestades devem também estão previstas para a <strong>faixa leste do Rio Grande do</strong> <strong>Sul</strong> e principalmente de <strong>Santa Catarina </strong>no decorrer do dia, alcançando também a faixa leste de <strong>São Paulo</strong> entre a tarde e a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-sistemas-de-baixa-pressao-afetam-o-sul-e-sudeste-do-brasil-1779656802024.png" data-image="zgw8xctit2d6" alt="Previsão de chuva nesta terça-feira (26), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva nesta terça-feira (26), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva nesta terça-feira (26), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>chuvas</strong> serão mais <strong>intensas</strong> nas <strong>regiões</strong> onde as <strong>tempestades</strong> estão previstas, e estão previstas em<strong> diversos momentos do dia </strong>entre segunda (25) e terça (26), <strong>principalmente</strong> sobre o<strong> oeste do Paraná e Santa Catarina. </strong></p><p>Na<strong> quarta-feira (27)</strong>, enquanto o ciclone se afasta em direção ao oceano, <strong>chuvas fracas </strong>ainda estão previstas sobre a faixa leste de São Paulo e Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, mas não há mais previsão de chuvas intensas.</p><h2>Acumulados de 100 mm</h2><p><strong>Entre a noite de domingo (24) e o final de quarta-feira (27) </strong>a precipitação acumulada prevista pode alcançar ou ultrapassar <strong>100 mm</strong> no<strong> oeste do Paraná</strong> e <strong>sul do Mato Grosso do Su</strong><strong>l</strong>. Este volume elevado está <strong>associado</strong> <strong>às</strong> chuvas intensas das <strong>tempestades</strong>, com a maior parte caindo em poucas horas e aumentando o risco de <strong>alagamentos</strong> e <strong>inundações</strong> repentinas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-sistemas-de-baixa-pressao-afetam-o-sul-e-sudeste-do-brasil-1779656849097.png" data-image="ngaj6vejpxpl" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (27), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (27), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (27), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Nas<strong> demais áreas</strong> a <strong>precipitação</strong> será <strong>irregular</strong> e os maiores volumes podem ficar entre 40 e 70 mm nas áreas em rosa do mapa, enquanto em outras áreas pode nem chover.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-sistemas-de-baixa-pressao-vao-afetar-o-sul-e-sudeste-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O gelo da Antártica está derretendo, e a ciência acaba de descobrir o porquê]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 20:00:04 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, a Antártida pareceu resistir ao aquecimento global. Em 2015, tudo mudou abruptamente. Um estudo publicado na revista Science Advances acaba de desvendar o mecanismo por trás do maior colapso climático da história moderna.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779491675292.jpg" data-image="d1f5hutt4k4n" alt="Tampa da Antártica" title="Tampa da Antártica"><figcaption>Durante vários anos, o gelo da Antártica comportou-se de maneira oposta ao do Ártico, que vinha perdendo volume constantemente. Mas, em 2015, essa tendência se inverteu e a Antártica seguiu o mesmo caminho. Agora, os cientistas identificaram a causa desse processo.</figcaption></figure><p>Durante os primeiros quinze anos do século XXI, enquanto o Ártico perdia gelo a um ritmo alarmante, a Antártica fazia algo intrigante: crescia. <strong>O gelo marinho do hemisfério sul chegou a atingir níveis recordes entre 2012 e 2014</strong>. Os climatologistas chamaram isso de "paradoxo antártico" e não conseguiam explicá-lo completamente. Então chegou 2015, e o paradoxo se desfez da forma mais abrupta possível.</p><div class="texto-destacado">Durante anos, a Antártica desafiou as previsões climáticas. Agora, cientistas identificaram o mecanismo que causou uma perda histórica de gelo marinho e que ameaça acelerar o aquecimento global.</div><p>Conforme revelado em um estudo publicado em 8 de maio de 2026 na revista Science Advances, o gelo marinho da Antártica sucumbiu a ventos intensos que perturbaram as camadas do Oceano Antártico,<strong> substituindo a água fria e relativamente doce da superfície por água mais quente e salgada</strong>, desencadeando o derretimento inicial. O que se seguiu foi uma cadeia de retroalimentação que amplificou o processo além de qualquer previsão. Dados anteriores mostram que a extensão do <strong>gelo marinho atingiu seu nível mais baixo já registrado em fevereiro de 2023</strong> e que, em julho daquele ano, a Antártida havia perdido mais gelo do que a Europa Ocidental. O continente não se recuperou desde então, com a extensão do gelo permanecendo abaixo da média de 1981–2010 em 2025 e no início de 2026.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Antarctic glacier collapses with astonishing speed, setting an ice-loss record that was captured by NASA satellites.<a href="https://t.co/5BwE1vKBBU">https://t.co/5BwE1vKBBU</a></p>— Earth Accounting (@EarthAccounting) <a href="https://twitter.com/EarthAccounting/status/2057885704269767136?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote></figure><p>“<strong>O sistema está se comportando de forma diferente</strong>”, alertou Aditya Narayanan, oceanógrafo físico da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, e da Universidade de Southampton, no Reino Unido, e principal autor do estudo. “Obviamente, algo mudou.” <strong>A maior mudança climática em curso no sistema terrestre agora tem um nome</strong>, um mecanismo e, potencialmente, um fim que depende das escolhas que a humanidade fizer nos próximos anos.</p><h2><strong>Três fases para um colapso previsto</strong></h2><p>A pesquisa reconstruiu o processo usando um modelo híbrido que combina observações de satélite e sensores oceanográficos com simulações numéricas. O resultado é <strong>a primeira explicação mecânica completa do que aconteceu entre 2013 e 2023</strong>, articulada em três fases consecutivas.</p><p><strong>Entre 2013 e 2015, o gelo marinho estava aumentando</strong>, mas sob a superfície fria, algo estava mudando. O coautor Theo Spira, pesquisador do Instituto Alfred Wegener, na Alemanha, documentou em um estudo paralelo publicado na Nature Climate Change que a camada de "Água de Inverno" — uma espessa faixa de gelo que atuava como uma barreira protetora entre a superfície e as águas mais quentes abaixo — vinha se tornando mais fina desde 2005. O mecanismo: <strong>os ventos de oeste no Hemisfério Sul se intensificaram </strong>devido ao buraco na camada de ozônio sobre a Antártica, <strong>o que fortaleceu o vórtice polar antártico</strong> e, por sua vez, intensificou os ventos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779491971876.jpg" data-image="fq7bycv1b8lr" alt="Antártida Occidental" title="Antártida Occidental"><figcaption>O gráfico corresponde à Antártica Ocidental. Ele mostra anomalias nos componentes individuais do fluxo de ondas curtas (SW; laranja), latentes (Lat; vermelho), sensíveis (Sens; azul) e de ondas longas (LW; cinza), juntamente com a anomalia da extensão da corrente de ar do sul (SIE; preto, eixo Y direito) e a anomalia da cobertura total de nuvens. Imagem: Scientific Advances.</figcaption></figure><p>Esses ventos de oeste mais fortes empurraram as águas superficiais para o norte, forçando as camadas mais profundas a subir para substituí-las. A resposta imediata do oceano foi, paradoxalmente, produzir mais gelo marinho: <strong>a água fria e doce alcançou áreas mais distantes ao longo das margens continentais</strong>. Mas o calor acumulado em profundidade continuou a subir lentamente. Era a calmaria antes da tempestade.</p><p>Em 2015, os ventos de oeste intensificaram-se ainda mais. Nessa altura, o buraco na camada de ozono estava a recuperar, mas o aquecimento atmosférico provocado pelas emissões de gases com efeito de estufa causadas pelo homem teve o mesmo efeito de intensificar os ventos. Águas circumpolares mais quentes, mais salgadas e profundas penetraram na camada de Água de Inverno e atingiram a superfície. "<strong>Depois de 2015, houve um claro aumento na mistura de calor e sal provenientes das profundezas</strong>", observa Narayanan. "Esse calor proveniente das profundezas foi o gatilho para a perda de gelo marinho."</p><h2><strong>O ponto sem retorno: quando o oceano começa a se cozinhar.</strong></h2><p>Em 2018, o processo tornou-se auto-reforçador. A perda de gelo marinho reduziu a quantidade de luz solar refletida de volta para o espaço por aquela superfície branca e aumentou o calor absorvido pelo Oceano Antártico, especialmente no verão. Isso atrasou o crescimento do gelo a cada outono subsequente: <strong>o oceano precisava transferir seu excesso de calor para a atmosfera antes de poder produzir gelo</strong>. Quanto mais tarde o gelo se forma, menor sua extensão e mais calor o oceano absorve. Um ciclo vicioso sem freios aparentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779492276812.jpg" data-image="eiww9lt3owfx" alt="Antartica DOS" title="Antartica DOS"><figcaption>Na Antártica Ocidental, anomalias no fluxo radiativo associadas ao aumento da cobertura de nuvens em 2016, 2017, 2019 e 2020 coincidiram com o início da perda de gelo marinho. Na Antártica Oriental, a ressurgência de águas profundas quentes e salgadas e a subsequente mistura de calor na camada de mistura durante o período de 2013 a 2016 iniciaram a perda de gelo marinho e erodiram a estratificação da camada superior do oceano.</figcaption></figure><p>O sal também desempenhou um papel crucial. O gelo marinho é uma fonte de água doce quando derrete no verão, o que ajudava a manter a superfície do Oceano Antártico fria e estratificada. <strong>Com menos gelo no inverno</strong>, há menos água doce disponível para manter essas camadas naturais. "<strong>Uma camada superior do oceano mais salgada significa que é possível manter a fraca estratificação vertical e a mistura vertical</strong>", explicou Narayanan.</p><p>As consequências vão muito além do próprio gelo. <strong>O Oceano Antártico absorveu aproximadamente 75% do excesso de calor na atmosfera nos últimos 50 anos</strong>, e o gelo marinho desempenha um papel fundamental nesse armazenamento. Quando o gelo se forma, ele libera sal que cria correntes densas que fluem para o norte, transportando calor e carbono da atmosfera para as profundezas do oceano. À medida que o gelo marinho encolhe, a concentração de sal diminui, impedindo que a água afunde e armazene calor e carbono em profundidade. O pulmão climático do planeta está perdendo sua capacidade de respirar. A perda de gelo marinho já está impactando o ecossistema antártico por meio de mortes em massa em colônias de pinguins-imperadores.</p><h3><em><em></em></em><em><strong>Referência da notícia</strong></em></h3><p><em>Aditya Narayanan et al. ,Compound drivers of Antarctic sea ice loss and Southern Ocean destratification.Sci. Adv.12,eaeb0166(2026).DOI:</em><strong><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeb0166" target="_blank"><em>10.1126/sciadv.aeb0166</em></a></strong></p><p><em>Spira, T., du Plessis, M., Haumann, F.A. et al. Wind-triggered Antarctic sea-ice decline preconditioned by thinning Winter Water. Nat. Clim. Chang. 16, 583–590 (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02601-4" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41558-026-02601-4</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazônia já foi mais úmida: estudo reconstrói o clima da região ao longo de 1,93 milhão de anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-ja-foi-mais-umida-estudo-reconstroi-o-clima-da-regiao-ao-longo-de-1-93-milhao-de-anos.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 18:52:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Novo estudo reconstrói quase dois milhões de anos de clima e indica que a Amazônia ocidental e os Andes tropicais ficaram mais úmidos, com fortes oscilações durante os períodos glaciais e interglaciais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-ja-foi-mais-umida-estudo-reconstroi-o-clima-da-regiao-ao-longo-de-1-93-milhao-de-anos-1779630763866.jpg" data-image="4fgpxz3rjl65" alt="Amazonas, sedimentos" title="Amazonas, sedimentos"><figcaption>Sedimentos transportados pelo rio Amazonas até o Atlântico preservam sinais antigos de chuva, erosão e mudanças ambientais na bacia amazônica.</figcaption></figure><p>A Amazônia ocidental e os Andes tropicais podem ter passado por uma mudança lenta, mas profunda: <strong>ao longo de qua</strong>se dois milhões de anos, essa região teria ficado progressivamente mais úmida. A conclusão vem de um novo estudo publicado na <em>Communications Earth & Environment</em>, que analisou sedimentos marinhos coletados próximo à foz do rio Amazonas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O trabalho ajuda a entender algo maior: c<strong>omo o sistema climático amazônico respondeu a grandes mudanças naturais do planeta</strong>. Para o Brasil, isso importa porque a Amazônia continua sendo uma peça-chave na circulação de umidade, na formação de chuvas e no equilíbrio climático da América do Sul.</p><h2>Um arquivo climático escondido no fundo do mar </h2><p><strong>Para reconstruir o passado, os pesquisadores analisaram um testemunho de sedimento retirado do fundo do Atlântico</strong>, em uma área influenciada pelo material transportado pelo rio Amazonas. Esse tipo de amostra funciona como um arquivo natural: camada após camada, partículas minerais e restos marinhos guardam sinais das condições ambientais de diferentes épocas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-ja-foi-mais-umida-estudo-reconstroi-o-clima-da-regiao-ao-longo-de-1-93-milhao-de-anos-1779631349504.jpg" data-image="wy80fmgj8x3o" alt="camadas, solo, sedimentos" title="camadas, solo, sedimentos"><figcaption>Camadas de sedimentos no Atlântico ajudam cientistas a reconstruir quase dois milhões de anos de mudanças na chuva da Amazônia.</figcaption></figure><p>O registro cobre 1,93 milhão de anos, atravessando boa parte do Pleistoceno, período marcado por ciclos glaciais e interglaciais. <strong>Segundo o estudo, os sinais geoquímicos indicam aumento gradual do aporte de sedimentos continentais </strong>e do intemperismo químico, dois processos geralmente associados a maior escoamento e condições mais úmidas na Amazônia ocidental e nos Andes tropicais.</p><h2>Sedimentos indicam chuva, erosão e intemperismo </h2><p><strong>O estudo usa dois indicadores principais: a razão titânio/cálcio e a razão ferro/potássio</strong>. Em linguagem simples, esses elementos ajudam a separar o que veio do continente e o que tem origem marinha. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quando há mais material continental chegando ao oceano, isso pode indicar maior transporte de sedimentos pelos rios, frequentemente ligado a mais chuva e maior escoamento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os autores destacam três pontos importantes para interpretar esses sinais:</p><ul> <li><strong>valores mais altos de Ti/Ca indicam maior entrada de material terrestre no ambiente marinho;</strong></li> <li>valores mais altos de Fe/K sugerem intemperismo químico mais intenso em condições úmidas;</li> <li><strong>parte do sinal também pode estar ligada à erosão glacial nos Andes, e não apenas à chuva.</strong></li> </ul><p>Essa ressalva é essencial. <strong>O estudo não afirma que cada aumento nos indicadores representa, automaticamente, mais precipitação.</strong> Durante períodos frios, geleiras andinas maiores podem ter intensificado a erosão e aumentado o volume de sedimentos transportados. Por isso, o registro aponta uma combinação entre chuva, escoamento, erosão e mudanças de temperatura.</p><h2>Atlântico Norte ajuda a explicar a mudança </h2><p>Uma das partes mais interessantes do estudo é a ligação entre a Amazônia e o Atlântico Norte. <strong>Os pesquisadores observaram que o aumento de umidade na Amazônia ocidental coincide</strong>, em escala geológica, com uma tendência de resfriamento das águas do Atlântico Norte. </p><div class="texto-destacado"> Esse resfriamento pode ter deslocado a Zona de Convergência Intertropical mais para o sul em determinados períodos.</div><p>Quando essa faixa de nuvens e chuvas se desloca, a distribuição de umidade nos trópicos muda. <strong>Em fases frias do Hemisfério Norte, a chuva pode ter sido favorecida em áreas tropicais ao sul do Equador</strong>, incluindo partes da Amazônia. O estudo também indica que os períodos glaciais foram mais instáveis, com episódios úmidos mais intensos e frequentes, em vez de uma umidade constante o tempo todo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fruta-nativa-da-america-do-sul-milho-roxo-rompe-fronteiras-e-ganha-espaco-na-amazonia.html" title="Fruta nativa da América do Sul, milho roxo rompe fronteiras e ganha espaço na Amazônia">Fruta nativa da América do Sul, milho roxo rompe fronteiras e ganha espaço na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fruta-nativa-da-america-do-sul-milho-roxo-rompe-fronteiras-e-ganha-espaco-na-amazonia.html" title="Fruta nativa da América do Sul, milho roxo rompe fronteiras e ganha espaço na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fruta-nativa-da-america-do-sul-milho-roxo-rompe-fronteiras-e-ganha-espaco-na-amazonia-1779306888340_320.jpg" alt="Fruta nativa da América do Sul, milho roxo rompe fronteiras e ganha espaço na Amazônia"></a></article></aside><p><strong>O passado não é uma previsão direta do futuro, mas mostra que a floresta e seus rios estão conectados</strong> a engrenagens climáticas globais. Em um mundo em aquecimento acelerado, conhecer essa memória climática ajuda a dimensionar riscos, limites e incertezas para a maior bacia hidrográfica do planeta.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03644-3" target="_blank">A two-million-year record reveals long-term increase in precipitation over western Amazonia and the tropical Andes.</a> 20 de maio, 2026. de Oliveira, A.S., Silva, C.G., Ferreira, F. et al. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-ja-foi-mais-umida-estudo-reconstroi-o-clima-da-regiao-ao-longo-de-1-93-milhao-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 17:19:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta semana reforçando o frio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste nesta última semana de maio.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html">Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao-1779640492674.jpg" data-image="5h9o3liyaxkj" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta semana reforçando o frio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste nesta última semana de maio.</figcaption></figure><p><strong>Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta última semana de maio</strong>, ajudando a manter as temperaturas baixas na Região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de levar o ar frio ao Nordeste do país.</p><p>Antes da chegada do ar polar, uma massa de ar frio remanescente do fim de semana continua influenciando as regiões Sul e Sudeste do oceano, o que suaviza um pouco a sensação de frio. O maior efeito desse afastamento para o oceano é o <strong>favorecimento da atuação de instabilidades sobre o centro-sul</strong> que vão provocar chuvas mais intensas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta segunda (25) e terça-feira (26).</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>A nova massa de<strong> ar polar começa atuar pelo Sul do Brasil a partir da tarde da terça-feira (26)</strong>, chegando ao Sudeste na quarta-feira (27) e afetando o Centro-Oeste e o Nordeste na quinta-feira (28).</p><h2>O que esperar do avanço da massa de ar frio</h2><p>Como já comentado a nova massa de ar polar passa a atuar na terça-feira (26) a partir da tarde no estado do Rio Grande do Sul. <strong>O sistema contribui para segurar o aumento das temperaturas</strong>, com máximas que não passam dos 22°C no Oeste, dos 20 no centro e norte, dos 15°C na Serra e dos 17°C nas demais regiões. No fim do dia, <strong>as temperaturas retornam para os patamares observados entre o fim de madrugada e o início da manhã de 9°C a 15°C</strong>.</p><p><strong>Em Santa Catarina e no Paraná</strong>, a terça-feira (26) será de frio durante boa parte do dia, com temperaturas máximas variando de 17 a 22°C, proporcionando uma sensação mais amena entre o fim da manhã e o meio da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao-1779640844599.jpg" data-image="ski59a14ssup" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperatura prevista para o fim da noite da terça-feira, 26 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No Centro-Oeste, Sudeste e no Nordeste</strong>, a sensação de frio atinge somente o leste do Sudeste, abrangendo o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. <strong>As temperaturas mínimas variam de 15 a 19°C, com máximas atingindo valores máximos de 23°C</strong>. Já no interior do Brasil, as mínimas ficam em 20°C e as máximas podem chegar aos 33°C no norte do Mato Grosso e no interior do Nordeste.</p><p><strong>Na quarta-feira (27)</strong>, a massa de ar polar avança um pouco mais,<strong> mantendo o seu núcleo entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai</strong>. Essa condição traz uma ligeira redução nas temperaturas na ordem de 1 a 2°C na Região Sul e com mínimas ocorrendo no fim da noite, valores de 11 a 14°C na maioria das localidades. <strong>Frio mais intenso ocorrem nas regiões de Serra e Planalto</strong> com temperaturas em torno de 4 a 9°C, c<strong>om possibilidade de atingirem patamares mais baixos, em torno dos 0°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao-1779640942816.jpg" data-image="2nyj6rq8flf8" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperaturas previstas para o fim da noite da quarta-feira, 27 de maio.</figcaption></figure><p><strong>A partir do meio da tarde</strong>, os ventos de sul chegam ao Sudeste e porção Sul do Centro-Oeste. Assim, <strong>as temperaturas mínimas ocorrem no fim da noit</strong>e no centro e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul. <strong>As temperaturas podem chegar aos 14°C no leste paulista</strong>, na região metropolitana da capital e nos 15 e 17°C no sul mineiro e do território fluminense. No Mato Grosso do Sul, o frio ainda é mais ameno, com temperaturas em torno dos 18°C.</p><p><strong>Na quinta-feira (28)</strong>, o ar polar avança mais e se desloca mais para o oceano, o que permite baixar mais a temperatura em parte do centro-sul do Brasil e que os ventos do sul cheguem ao leste do Nordeste. <strong>A tendência aponta para uma redução de 1 a 2°C </strong>no na região Sul, no Mato Grosso do Sul e no leste do Sudeste. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao-1779641075136.jpg" data-image="4i9ha9jk9sv8" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Previsão de chuva, pressão e direção do ventos para a tarde da sexta-feira, 29 de maio. Ar polar atua mais no oceano e consegue transportar o ar mais frio até o leste do Nordeste.</figcaption></figure><p>No entanto,<strong> o destaque fica para o impacto no leste e sul da Bahia</strong>. O sistema contribui para a que nas temperaturas para valores que, para os sulistas não é nada de se chamar a atenção, mas para os baianos traz uma condição de friagem e com temperaturas de 19 a 24°C, com Salvador chegando aos 26°C. Além disso, <strong>o sistema contribui para o aumento das chuvas</strong> no sul e leste da Bahia até a porção sul de Salvador. Não será nada alarmante, mas há previsão de chuvas de fraca a moderada intensidade ao longo do dia.</p><p>A tendência aponta que <strong>os sistemas de chuva e as massas de ar frio</strong> <strong>vão continuar com baixa amplitude</strong> atingindo a Região Sul, o sul do Centro-Oeste e a porção leste do Sudeste, ou seja, o frio mais intenso vai dar uma trégua e não haverá amplitude suficiente para atingir mais o Brasil Central e chegar ao Norte do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-polar-chega-ao-brasil-com-impacto-em-4-regioes-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amostras da Antártida mostram que Terra pode estar imersa em poeira interestelar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/amostras-da-antartida-mostram-que-terra-pode-estar-imersa-em-poeira-interestelar.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 14:31:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Poeira interestelar rica em ferro-60 continua sendo depositada lentamente na Terra à medida que viajamos pela galáxia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amostras-da-antartida-mostram-que-terra-pode-estar-imersa-em-poeira-interestelar-1779578275858.png" data-image="amoqz8xu6r83" alt="Isótopos raros encontrados no gelo da Antártida sugerem que o Sistema Solar atravessa atualmente uma Nuvem Interestelar Local rica em gás e poeira. Crédito: National Geographic" title="Isótopos raros encontrados no gelo da Antártida sugerem que o Sistema Solar atravessa atualmente uma Nuvem Interestelar Local rica em gás e poeira. Crédito: National Geographic"><figcaption>Isótopos raros encontrados no gelo da Antártida sugerem que o Sistema Solar atravessa atualmente uma Nuvem Interestelar Local rica em gás e poeira. Crédito: National Geographic</figcaption></figure><p>O Sistema Solar está em constante movimento ao redor do centro da Via Láctea e, ao longo dessa trajetória, atravessa diferentes regiões do meio interestelar. <strong>Algumas dessas regiões são nuvens compostas por gás e poeira enriquecidas por antigas explosões de supernova. </strong>Com o tempo, parte desse material permanece dispersa em nuvens entre as estrelas. À medida que o Sistema Solar se move pela galáxia, ele pode atravessar essas regiões de gás e poeira. </p><p><strong>Quando o Sistema Solar interage com essas nuvens, partículas microscópicas podem atingir a Terra e se depositar lentamente na superfície do planeta. </strong>Alguns dos elementos transportados são extremamente raros e possuem uma origem astrofísica muito específica. Um exemplo é o ferro-60, um isótopo produzido em explosões de supernova e em fases finais da evolução de estrelas massivas. Como o ferro-60 possui meia-vida relativamente curta em escalas geológicas, sua presença recente na Terra não pode ser explicada pela formação inicial do planeta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novos-satelites-rastreiam-a-trajetoria-do-degelo-na-antartica-e-fornecem-pistas-ineditas.html" title="Novos satélites rastreiam a trajetória do degelo na Antártica e fornecem pistas inéditas">Novos satélites rastreiam a trajetória do degelo na Antártica e fornecem pistas inéditas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novos-satelites-rastreiam-a-trajetoria-do-degelo-na-antartica-e-fornecem-pistas-ineditas.html" title="Novos satélites rastreiam a trajetória do degelo na Antártica e fornecem pistas inéditas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevos-satelites-rastrean-la-trayectoria-del-deshielo-en-la-antartida-y-ofrecen-pistas-ineditas-1776680168469_320.png" alt="Novos satélites rastreiam a trajetória do degelo na Antártica e fornecem pistas inéditas"></a></article></aside><p>Um estudo recente publicado na <em>Physical Review Letters </em>analisou amostras de gelo da Antártida e encontrou acúmulo de ferro-60 em concentrações compatíveis com origem interestelar. <strong>Os resultados sugerem que o Sistema Solar atravessa atualmente a chamada Nuvem Interestelar Local. </strong>Essa nuvem pode conter material remanescente de antigas supernovas ocorridas relativamente próximas da Terra. A presença do ferro-60 reforça a ideia de que a poeira interestelar continua chegando ao planeta atualmente. </p><h2>Nuvens interestelares</h2><p>As nuvens interestelares são regiões do espaço compostas principalmente por gás e poeira distribuídos entre as estrelas de uma galáxia. <strong>O gás é formado majoritariamente por hidrogênio e hélio, enquanto a poeira contém partículas ricas em elementos mais pesados, como carbono, silício e ferro</strong>. Essas nuvens têm densidades baixas, mas podem se estender por dezenas ou centenas de anos-luz. </p><div class="texto-destacado">Dependendo de suas propriedades físicas, essas nuvens podem existir em estados frios e moleculares ou em regiões ionizadas e aquecidas por radiação estelar.</div><p>As nuvens interestelares podem se formar através de diferentes processos astrofísicos. <strong>Um dos mecanismos envolve explosões de supernova, que lançam enormes quantidades de gás e elementos pesados no espaço interestelar. </strong>Ventos estelares de estrelas massivas também contribuem para enriquecer e redistribuir material na galáxia. Com o tempo, esse gás e poeira podem esfriar e se acumular devido à gravidade e às ondas de choque galácticas. </p><h2>Onde encontrar ferro-60?</h2><p>O ferro-60 é um isótopo produzido principalmente no interior de estrelas massivas durante estágios avançados de nucleossíntese estelar. <strong>Nas estrelas, reações nucleares sucessivas formam elementos cada vez mais pesados à medida que o núcleo evolui. </strong>Em condições extremas de temperatura e densidade, processos permitem a formação de isótopos instáveis como o ferro-60. Quando a estrela atinge o fim de sua vida e explode como supernova, grandes quantidades desses elementos são ejetadas para o meio interestelar. </p><p><strong>Registros geológicos mostram que o Sistema Solar já foi atingido anteriormente por ferro-60 proveniente de supernovas ocorridas há milhões de anos. </strong>Esse material ficou preservado em sedimentos oceânicos, rochas e depósitos naturais na Terra. No entanto, não existem evidências de supernovas recentes suficientemente próximas para explicar o ferro-60 detectado atualmente. Isso levou pesquisadores a considerar que o material mais recente esteja sendo transportado pela Nuvem Interestelar Local.</p><h2>Amostras de gelo </h2><p><strong>Pesquisadores encontraram ferro-60 em amostras de gelo da Antártida com idades entre 40 mil e 80 mil anos, reforçando a ideia de que a Terra está interagindo com material interestelar da Nuvem Interestelar Local.</strong> Como esse isótopo é produzido em explosões de supernova, sua presença recente na Terra sugere contribuição de material vindo do meio interestelar. A nova análise mostrou que o padrão observado no gelo é compatível com a travessia do Sistema Solar pela Nuvem Interestelar Local. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amostras-da-antartida-mostram-que-terra-pode-estar-imersa-em-poeira-interestelar-1779579635780.png" data-image="din84k43i4sb" alt="A detecção de ferro-60 no gelo antártico reforça as evidências de que material interestelar produzido em supernovas continua chegando ao Sistema Solar. Crédito: ESA" title="A detecção de ferro-60 no gelo antártico reforça as evidências de que material interestelar produzido em supernovas continua chegando ao Sistema Solar. Crédito: ESA"><figcaption>A detecção de ferro-60 no gelo antártico reforça as evidências de que material interestelar produzido em supernovas continua chegando ao Sistema Solar. Crédito: ESA</figcaption></figure><p><strong>Os resultados também mostraram que a quantidade de ferro-60 depositada na Terra variou ao longo de apenas algumas dezenas de milhares de anos.</strong> Em escalas cósmicas, essa mudança é considerada rápida e sugere fortes variações na densidade da nuvem interestelar atravessada pelo Sistema Solar. Os dados indicam uma interação contínua com material interestelar próximo. </p><h2>Terra está passando por uma nuvem?</h2><p>O Sistema Solar atravessa atualmente a Nuvem Interestelar Local, uma região tênue composta por gás e poeira distribuídos entre as estrelas da Via Láctea. As observações indicam que essa entrada ocorreu há algumas dezenas de milhares de anos. <strong>Partículas e átomos presentes na nuvem conseguem chegar ao Sistema Solar interno e eventualmente alcançar a Terra. </strong>Isso permite detectar vestígios de material interestelar em gelo, sedimentos oceânicos e outros registros geológicos. </p><p><strong>Atualmente, o Sistema Solar parece estar próximo da borda da Nuvem Interestelar Local e deve deixar essa região em alguns milhares de anos. </strong>A travessia por diferentes regiões da nuvem pode alterar a quantidade de poeira e partículas que chegam ao ambiente solar. Isso ajuda a explicar variações observadas em isótopos como o ferro-60 detectado na Terra. A composição química do material interestelar pode revelar detalhes sobre antigas explosões estelares ocorridas na vizinhança galáctica. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Koll et al. 2026 <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/nxjq-jwgp" target="_blank">Local Interstellar Cloud Structure Imprinted in Antarctic Ice by Supernova 60Fe</a> Physical Review Letters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/amostras-da-antartida-mostram-que-terra-pode-estar-imersa-em-poeira-interestelar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Mediterrâneo já é capaz de gerar furacões: as mudanças climáticas podem torná-los mais frequentes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-mediterraneo-ja-e-capaz-de-gerar-furacoes-as-mudancas-climaticas-podem-torna-los-mais-frequentes.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 12:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Meteorologistas alertam que o Mar Mediterrâneo já pode ser capaz de gerar furacões de grande intensidade devido às mudanças climáticas. Analisamos alguns dos exemplos mais recentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mediterraneo-ya-es-capaz-de-crear-huracanes-y-el-cambio-climatico-los-hara-peores-y-mas-comunes-1779486676473.png" data-image="hicwj2otu99k"><figcaption>Muitos meteorologistas e climatologistas apontam que o ciclone Ianos, em 2020, foi, para todos os efeitos, um furacão... no Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>Durante décadas, a ideia de um <strong>“furacão do Mediterrâneo” </strong>parecia quase impossível, e o Mediterrâneo era visto como um mar pequeno demais e relativamente frio para produzir ciclones comparáveis aos tropicais. Mas essa percepção mudou radicalmente nos últimos anos.</p><p>As <strong>tempestades </strong><strong>Daniel em 2023</strong>, <strong>Jolina em 2026</strong> e, especialmente, a <strong>Ianos em 2020</strong> demonstraram que <strong>o Mediterrâneo agora pode gerar sistemas com características muito semelhantes às de um furacão</strong>. Alguns climatologistas os chamam de '<em>medicanes</em>', uma junção das palavras '<em>Mediterranean' </em>e '<em>hurricane' </em>(furacão em inglês).</p><h2>O que exatamente é um <em>medicane</em>?</h2><p>Os<strong> ciclones mediterrâneos são ciclones com algumas características subtropicais ou tropicais que se formam no Mediterrâneo</strong>. Embora geralmente não atinjam a intensidade dos grandes furacões do Atlântico, compartilham algumas de suas características, como a presença de um núcleo quente, uma estrutura espiral organizada, chuvas intensas, ventos fortes e, em alguns casos, até mesmo um "olho" relativamente bem definido.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">️ From Storm <a href="https://twitter.com/hashtag/Samuel?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Samuel</a> to Medicane?<br>Samuel has undergone a tropical transformation as it traverses the Mediterranean sea. It is now spinning in front of the Libyan coast, raising a hugh mass of dust, as seen in the satellite image.<br><br>️ <a href="https://t.co/5U7ikkTEno">https://t.co/5U7ikkTEno</a> <a href="https://t.co/R59JwJTurR">pic.twitter.com/R59JwJTurR</a></p>— Meteored (@meteoredcom) <a href="https://twitter.com/meteoredcom/status/2033885299315470427?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Durante décadas, foram considerados fenômenos estranhos e pouco compreendidos</strong> e, de fato, um dos primeiros estudos científicos sobre eles, na década de 1980, descreveu essas tempestades como uma espécie de "truque da natureza" devido à sua surpreendente semelhança com ciclones tropicais.</p><h2>O Mediterrâneo aqueceu rapidamente nas últimas décadas</h2><p>A chave para esse fenômeno está na temperatura do mar, já que os ciclones tropicais precisam de enormes quantidades de energia para se desenvolverem. Essa energia provém do calor armazenado na água, e quanto mais quente a superfície do mar, maior a evaporação e mais umidade e calor a atmosfera recebe: é exatamente isso que está acontecendo no Mediterrâneo.</p><p>De acordo com dados climáticos europeus, <strong>o Mar Mediterrâneo aqueceu aproximadamente 0,4°C por década entre 1990 e 2020</strong>. Em alguns episódios recentes de ciclones mediterrâneos, foram detectadas temperaturas da superfície do mar até 2°C acima da média, uma anomalia suficiente para alimentar tempestades muito mais violentas.</p><h3>Ianos, Daniel e Jolina/Samuel: sinais de um novo cenário climático</h3><p>Os cientistas consideram tempestades recentes como Ianos, Daniel e Jolina/Samuel <strong>exemplos claros do novo contexto climático do Mediterrâneo</strong>.</p><p><strong>Ianos atingiu a Grécia em setembro de 2020</strong>, deixando um rastro de chuvas extremas e ventos com força de furacão. O ciclone foi tão virulento que um estudo publicado no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana, por Kostas Lagouvardos (Observatório Nacional de Atenas, Grécia), concluiu que <strong>Ianos era, para todos os efeitos, um furacão de categoria 2</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Medicane Ianos on its landfall approach in Greece. <a href="https://t.co/xeFHdrfop9">pic.twitter.com/xeFHdrfop9</a></p>— Dakota Smith (@weatherdak) <a href="https://twitter.com/weatherdak/status/1306763213225123840?ref_src=twsrc%5Etfw">September 18, 2020</a></blockquote></figure><p>O tufão <strong>Daniel</strong>, que atingiu a Grécia e posteriormente a Líbia em <strong>2023</strong>, trouxe <strong>chuvas catastróficas</strong> e provocou o rompimento de barragens na cidade líbia de Derna. Milhares de pessoas morreram ou desapareceram em um dos piores desastres climáticos já registrados na região.</p><p>Em março de <strong>2026</strong>, o tufão <strong>Samuel</strong>, <strong>também conhecido como Jolina</strong>, colocou novamente o Norte da África em alerta, exibindo uma estrutura altamente organizada visível por satélite e gerando<strong> impactos severos em diversos países do Mediterrâneo</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://journals.ametsoc.org/view/journals/bams/103/6/BAMS-D-20-0274.1.xml" target="_blank">Ianos—A Hurricane in the Mediterranean</a>. 01 de julho, 2022. <em>Lagouvardos, et al.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-mediterraneo-ja-e-capaz-de-gerar-furacoes-as-mudancas-climaticas-podem-torna-los-mais-frequentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a arte ajuda a retardar o envelhecimento humano?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 10:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Ir ao museu para viver mais tempo? É essa a tese defendida por vários estudos que estabelecem uma correlação entre a arte e o bem-estar. No mais recente estudo, publicado no passado dia 11 de maio, cientistas do University College de Londres demonstram que uma atividade artística ou cultural regular pode retardar o envelhecimento biológico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-art-permet-il-de-ralentir-le-vieillissement-humain-1779182067205.jpeg" data-image="os00z9oul443" alt="Une grand-mère et sa petite-fille au musée - un partage qui aide à mieux vieillir." title="Une grand-mère et sa petite-fille au musée - un partage qui aide à mieux vieillir."><figcaption>Uma avó e a sua neta no museu — uma experiência partilhada que ajuda a envelhecer melhor.</figcaption></figure><p> Já em 2019, <strong>a OMS</strong> confirmava num relatório <strong>os efeitos positivos da arte na saúde mental e física</strong>. Embora vários trabalhos de investigação tenham vindo corroborar esse relatório, um novo estudo britânico publicado na revista <em>Innovation in Aging</em> sugere que uma atividade artística ou cultural semanal poderia retardar o ritmo do envelhecimento, tal como uma atividade física semanal. </p><h2>Um estudo realizado com mais de 3500 pessoas </h2><p>Para chegar às suas conclusões, os investigadores analisaram os dados de saúde de mais de 3500 adultos no Reino Unido, medindo simultaneamente a frequência da sua participação em atividades artísticas ou culturais, como a visita a um <strong>museu</strong>, a uma <strong>exposição de arte</strong> ou a uma <strong>biblioteca</strong>, ou ainda a participação num <strong>oficina de bricolage</strong>, de <strong>canto</strong> ou de <strong>pintura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-art-permet-il-de-ralentir-le-vieillissement-humain-1779182389945.jpeg" data-image="ddnmpgwloqt9" alt="Participer à un atelier artistique régulièrement permet de garder le sourire." title="Participer à un atelier artistique régulièrement permet de garder le sourire."><figcaption>Participar regularmente num workshop artístico ajuda a manter o sorriso.</figcaption></figure><p>Em seguida, utilizaram "relógios epigenéticos" (um teste bioquímico que mede a acumulação de grupos metilo no ADN), o que permitiu determinar a idade biológica dessas pessoas. De um modo geral, <strong>os participantes no estudo que praticavam pelo menos uma vez por semana uma das atividades</strong> acima referidas apresentavam <strong>sinais de envelhecimento menos acentuados </strong>do que aqueles com uma vida cultural menos diversificada.</p><h2>Um abrandamento de, em média, um ano biológico</h2><p>De acordo com o relógio PhenoAge, as suas idades biológicas eram, em média, um ano mais jovens do que as das pessoas que não praticavam atividades artísticas. O relógio DunedinPACE, que mede o ritmo do envelhecimento, indica, por sua vez, <strong>um abrandamento de 4% para uma prática semanal</strong>. O relatório indica que <strong>as atividades artísticas reduzem o stress, a inflamação e melhoram o risco de doenças cardiovasculares</strong>, ou seja, benefícios semelhantes aos da atividade física.</p><p>"Estes resultados provam que a prática artística e cultural deve ser reconhecida como um comportamento benéfico para a saúde, tal como o exercício físico", sublinha Daisy Fancourt, epidemiologista e autora principal do estudo, que estuda os benefícios da arte para a saúde na UCL há quase dez anos. Daí a <strong>necessidade de a integrar nas políticas de saúde pública</strong>.</p><h2>O Museu por receita médica </h2><p>Há um ano que o <strong>Departamento de Yvelines</strong> vem a experimentar o "Museu por receita médica", um programa que permite aos profissionais de saúde oferecer aos seus pacientes uma visita gratuita ao museu. "A prescrição museológica situa-se na interseção entre os cuidados de saúde e o acompanhamento social", pode ler-se no site do Departamento de Yvelines. "Sem ser uma ferramenta curativa, <strong>insere-se numa abordagem de bem-estar global da pessoa</strong>." Criado no Quebeque em 2018 pelo Museu de Belas Artes de Montreal, este programa está a expandir-se rapidamente, nomeadamente na Bélgica, na Suíça e em França.</p><h4><em>Referência da notícia:</em></h4><p><a href="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064" title="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064" target="_blank"><em>Aller au musée chaque semaine ralentirait le vieillissement humain, selon la science, Jeanne Martin, le 18 mai 2026</em></a><a href="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem fonte oculta de metano no oceano que pode agravar o aquecimento global]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fonte-oculta-de-metano-no-oceano-que-pode-agravar-o-aquecimento-global.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 09:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobriram por que a superfície do oceano aberto continua liberando metano, mesmo que não devesse, e o que isso significa para um planeta em aquecimento não é nada animador.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-hidden-ocean-methane-source-that-could-worsen-global-warming-1777375982867.jpg" data-image="lktf0ywdxz0i"><figcaption>Cientistas descobriram como o metano é produzido em águas oceânicas ricas em oxigênio por meio de um processo desencadeado pela escassez de nutrientes.</figcaption></figure><p>O <strong>metano </strong>é <strong>um dos gases de efeito estufa mais potentes</strong> que existem e geralmente é produzido em locais sem oxigênio, como pântanos, aterros sanitários, sedimentos oceânicos profundos e assim por diante.</p><p>Portanto, o fato de a<strong> água superficial do oceano</strong>, rica em oxigênio, <strong>liberar metano na atmosfera de forma consistente</strong> intriga os cientistas há décadas. Teoricamente, isso simplesmente não deveria acontecer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743859" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-expoem-o-metano-oculto-o-planeta-emite-mais-do-que-e-declarado.html" title="Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado">Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-expoem-o-metano-oculto-o-planeta-emite-mais-do-que-e-declarado.html" title="Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-expoem-o-metano-oculto-o-planeta-emite-mais-do-que-declara-1765731212150_320.jpg" alt="Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado"></a></article></aside><p>No entanto, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Rochester descobriu o que está acontecendo e afirma que tudo se resume à forma como <strong>certas bactérias no oceano produzem metano ao decompor compostos orgânicos</strong>. Segundo o estudo dos pesquisadores, essa decomposição só ocorre quando os níveis de fosfato na água caem o suficiente para desencadear o processo.</p><p>"Isso significa que <strong>a escassez de fosfato é o principal fator que controla a produção e as emissões de metano no oceano</strong> aberto", disse Thomas Weber, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Meio Ambiente da universidade, que liderou o estudo.</p><h2>Por que o aquecimento dos mares agrava a situação</h2><p>O que acontecerá depois está relacionado à forma como o planeta continua aquecendo. As <strong>mudanças climáticas estão aquecendo o oceano de cima para baixo</strong>, o que aumenta a diferença de densidade entre a camada superficial e as águas mais profundas, e isso, por sua vez, deverá diminuir a mistura vertical que normalmente traz nutrientes como o fosfato das profundezas, de acordo com Weber.</p><p>Menos mistura significa menos fosfato chegando à superfície, o que cria exatamente as condições ideais para o desenvolvimento desses micróbios produtores de metano. A modelagem dos pesquisadores sugere que isso pode desencadear um ciclo de retroalimentação<strong>: oceanos mais quentes produzem mais metano, esse metano contribui para um maior aquecimento</strong>, e todo o ciclo se reforça a partir daí.<br> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-hidden-ocean-methane-source-that-could-worsen-global-warming-1777375995778.jpg" data-image="nrh6xuyjkuya"><figcaption>Os pesquisadores descobriram que o aquecimento dos oceanos intensificou um ciclo de retroalimentação oculto capaz de acelerar as emissões de metano em nível global.</figcaption></figure><p>O que torna isso preocupante é que a análise da equipe sugere que a <strong>produção de metano em águas ricas em oxigênio</strong> não é uma anomalia estranha que ocorre em algumas áreas isoladas do oceano — é provável que seja generalizada <strong>em </strong><strong>qualquer região onde o fosfato esteja em baixa concentração</strong>. Isso, segundo eles, reformula completamente a maneira como os cientistas pensam sobre a origem do metano oceânico.</p><h2>Uma lacuna que ninguém ainda preencheu</h2><p>O aspecto frustrante, segundo os pesquisadores, é que esse tipo de ciclo de retroalimentação entre o aquecimento dos oceanos, a alteração dos níveis de nutrientes e a produção microbiana de metano não é considerado em nenhum dos principais modelos climáticos usados para prever a gravidade da situação. Isso significa que as projeções que <strong>governos e formuladores de políticas utilizam podem estar subestimando o ritmo do aquecimento sem sequer perceberem</strong>.</p><p>"Nosso trabalho ajudará a preencher uma lacuna fundamental nas previsões climáticas, que frequentemente negligenciam as interações entre as mudanças ambientais e as fontes naturais de gases de efeito estufa na atmosfera", acrescentou Weber.</p><p>Considerando que o mecanismo é essencialmente <strong>autoamplificador </strong>— água mais quente significa menos fosfato na superfície, o que significa mais metano e, portanto, água mais quente — incorporá-lo a esses modelos parece ser uma medida urgente.</p><h3><em><strong>Referência da notícia</strong></em></h3><p><em><a href="https://www.rochester.edu/newscenter/hidden-ocean-feedback-loop-accelerates-climate-change-699302/" target="_blank">Hidden ocean feedback loop could accelerate climate change</a>. 09 de Abril, 2026. Lindsey Valich.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fonte-oculta-de-metano-no-oceano-que-pode-agravar-o-aquecimento-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Evento ocorrido há 11 bilhões de anos pode ter mudado a estrutura da Via Láctea ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/evento-ocorrido-ha-11-bilhoes-de-anos-pode-ter-mudado-a-estrutura-da-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 00:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores investigaram como as interações entre galáxias moldaram a estrutura do disco galáctico ao longo de bilhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evento-ocorrido-ha-11-bilhoes-de-anos-pode-ter-mudado-a-estrutura-da-via-lactea-1779577449702.png" data-image="8r6w6809bgj5" alt="A estrutura atual da Via Láctea pode ter sido moldada por colisões galácticas ocorridas há cerca de 11 bilhões de anos. Crédito: ESA" title="A estrutura atual da Via Láctea pode ter sido moldada por colisões galácticas ocorridas há cerca de 11 bilhões de anos. Crédito: ESA"><figcaption>A estrutura atual da Via Láctea pode ter sido moldada por colisões galácticas ocorridas há cerca de 11 bilhões de anos. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>A Via Láctea possui uma estrutura complexa composta por diferentes componentes. <strong>Seu disco galáctico concentra grande parte das estrelas jovens, gás e regiões de formação estelar em braços espirais. </strong>No centro da galáxia existe um bojo estelar envolvendo o buraco negro supermassivo Sgr A*. Ao redor do disco e do bojo encontra-se o halo galáctico, formado por estrelas antigas, aglomerados globulares e matéria escura. O Sistema Solar está localizado no disco, orbitando o centro galáctico a aproximadamente 27 mil anos-luz de distância. </p><p><strong>Para compreender como a Via Láctea adquiriu essa estrutura atual, é necessário reconstruir sua história evolutiva e interações gravitacionais passadas. </strong>Durante a formação galáctica, colisões e fusões com galáxias menores desempenham papel na redistribuição de estrelas, gás e momento angular. Essas interações podem aquecer o disco estelar, alterar sua rotação e até destruir estruturas. Um dos principais objetivos dos modelos galácticos é entender como o disco fino da Via Láctea conseguiu adquirir a forma achatada e a rotação observadas atualmente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estudo-sugere-que-o-sol-nao-nasceu-onde-esta-agora-mas-foi-transportado-por-uma-migracao-massiva-atraves-da-via-lactea.html" title="Estudo sugere que o Sol não nasceu onde está agora, mas foi transportado por uma migração massiva através da Via Láctea">Estudo sugere que o Sol não nasceu onde está agora, mas foi transportado por uma migração massiva através da Via Láctea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estudo-sugere-que-o-sol-nao-nasceu-onde-esta-agora-mas-foi-transportado-por-uma-migracao-massiva-atraves-da-via-lactea.html" title="Estudo sugere que o Sol não nasceu onde está agora, mas foi transportado por uma migração massiva através da Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/studie-enthuellt-die-sonne-war-teil-einer-massenmigration-sie-verlie-einst-den-inneren-bereich-der-milchstra-e-1773989887074_320.png" alt="Estudo sugere que o Sol não nasceu onde está agora, mas foi transportado por uma migração massiva através da Via Láctea"></a></article></aside><p>Recentemente, astrônomos fizeram simulações numéricas e compararam com dados observacionais para investigar como a estrutura da Via Láctea foi moldada ao longo do tempo. <strong>Os modelos analisaram o impacto de colisões galácticas antigas sobre discos estelares semelhantes ao da nossa galáxia. </strong>Os resultados mostram que a Via Láctea pode ter sofrido uma colisão significativa há cerca de 11 bilhões de anos. Segundo o estudo, esse evento teria sido capaz de destruir um disco galáctico anterior, levando posteriormente à formação do disco atual. </p><h2>Estrutura da Via Láctea</h2><p><strong>A Via Láctea é uma galáxia espiral barrada composta por diferentes estruturas estelares e gravitacionais organizadas em múltiplas escalas.</strong> Em sua região central encontra-se o bojo galáctico que tem uma concentração alta de estrelas mais antigas envolvendo o buraco negro supermassivo Sgr A*. Ao redor dessa estrutura localiza-se o disco galáctico, onde estão braços espirais ricos em gás interestelar, poeira e regiões ativas de formação estelar. </p><div class="texto-destacado">O Sistema Solar está inserido nesse disco, em um braço espiral secundário chamado Braço de Órion. </div><p>Toda essa estrutura está imersa em um halo dominado gravitacionalmente por matéria escura. <strong>O halo galáctico da Via Láctea é uma região aproximadamente esférica que envolve toda a galáxia e abriga estrelas antigas e aglomerados globulares.</strong> Diferentemente do disco, as estrelas do halo possuem órbitas inclinadas e distribuídas de forma menos organizada. A Via Láctea também é cercada por um halo muito maior de matéria escura, responsável por grande parte de sua massa gravitacional. </p><h2>Disco galáctico</h2><p><strong>No entanto, a estrutura mais conhecida e lembrada é o disco da Via Láctea que é uma estrutura achatada composta por estrelas, gás e poeira.</strong> Ele se formou a partir do colapso gravitacional de gás primordial no início da evolução da Galáxia, preservando parte do momento angular do sistema original. Dentro do disco surgiram braços espirais, regiões de intensa formação estelar e estruturas dinâmicas associadas à evolução gravitacional da Galáxia. </p><p>Uma das maiores questões envolvendo o disco galáctico é explicar as velocidades observadas das estrelas. <strong>De acordo com a matéria visível, estrelas mais distantes deveriam orbitar mais lentamente, mas as observações mostram velocidades muito maiores do que o esperado</strong>. Esse comportamento é uma das principais evidências da presença de matéria escura envolvendo a galáxia em um halo gravitacional invisível. Além disso, ainda existem perguntas sobre como o disco conseguiu manter sua estrutura relativamente estável.</p><h2>Colisão no passado</h2><p>A Via Láctea provavelmente não evoluiu de forma isolada, mas passou por interações gravitacionais durante sua vida. <strong>Há décadas, astrônomos suspeitam que colisões com galáxias menores moldaram a estrutura observada atualmente.</strong> Essa hipótese ganhou força em 2018 com dados da missão Gaia, que encontrou estrelas com movimentos incomuns no halo galáctico. As órbitas dessas estrelas indicam que elas se originaram em uma galáxia menor absorvida pela Via Láctea há cerca de 10 bilhões de anos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evento-ocorrido-ha-11-bilhoes-de-anos-pode-ter-mudado-a-estrutura-da-via-lactea-1779577641829.png" data-image="9kujr7vp1kpq" alt="Astrônomos sugerem que o evento Gaia-Sausage-Enceladus pode ter reorganizado a dinâmica e impulsionado a formação estelar da Via Láctea primitiva. Crédito: Australian Research" title="Astrônomos sugerem que o evento Gaia-Sausage-Enceladus pode ter reorganizado a dinâmica e impulsionado a formação estelar da Via Láctea primitiva. Crédito: Australian Research"><figcaption>Astrônomos sugerem que o evento Gaia-Sausage-Enceladus pode ter reorganizado a dinâmica e impulsionado a formação estelar da Via Láctea primitiva. Crédito: Australian Research</figcaption></figure><p><strong>Esse evento ficou conhecido como fusão Gaia-Sausage-Enceladus. A colisão provavelmente redistribuiu estrelas, gás e momento angular em grande parte da galáxia. </strong>Novos estudos com simulações investigaram como discos galácticos se formam e evoluem após colisões desse tipo. Os resultados mostram que o disco observado hoje pode ter se formado após a galáxia se recuperar dinamicamente de uma colisão ocorrida há cerca de 11 bilhões de anos. </p><h2>Boom de estrelas</h2><p><strong>As simulações também indicam que essa colisão coincidiu com um aumento abrupto na formação de aglomerados estelares e novas estrelas na galáxia.</strong> Durante colisões galácticas, quantidades de gás interestelar sofrem compressão gravitacional e aumentam a densidade do gás em certas regiões, favorecendo o colapso de nuvens moleculares. Como consequência, a taxa de formação estelar cresce rapidamente em um intervalo relativamente curto de tempo. </p><p>Os modelos do evento Gaia-Sausage-Enceladus sugerem que a colisão teria produzido uma explosão de formação estelar na Via Láctea primitiva. <strong>A coincidência temporal entre a fusão galáctica e o aumento de aglomerados fornece uma nova evidência da influência dessas colisões na evolução da galáxia.</strong> Segundo os pesquisadores, esta é a primeira vez que essa conexão entre o evento Gaia-Sausage-Enceladus e o surto de formação estelar é estabelecida.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Orkney and Laporte 2026<a href="https://academic.oup.com/mnras/article/548/4/staf2154/8667673?login=false" target="_blank"> Build-up and survival of the disc: from numerical models of galaxy formation to the Milky Way </a>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/evento-ocorrido-ha-11-bilhoes-de-anos-pode-ter-mudado-a-estrutura-da-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Profundezas ocultas de Júpiter: por que a atmosfera do gigante gasoso traz novos enigmas para cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/profundezas-ocultas-de-jupiter-por-que-a-atmosfera-do-gigante-gasoso-traz-novos-enigmas-para-cientistas.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 21:44:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera de Júpiter se estende por milhares de quilômetros até o interior do planeta. Novas medições da missão Juno da NASA estão mudando radicalmente nossa compreensão do gigante gasoso, ao mesmo tempo que levantam novas questões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiters-verborgene-tiefen-warum-uns-die-atmosphare-des-gasriesen-vor-neue-ratsel-stellt-1779094702604.jpg"><figcaption>Duas das grandes tempestades giratórias de Júpiter, capturadas pela câmera de luz visível JunoCam da sonda Juno em 29 de novembro de 2021. Nuvens brilhantes são vistas subindo repentinamente acima da tempestade inferior, projetando sombras no banco de nuvens abaixo. Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin M. Gill</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, <strong>Júpiter </strong>foi considerado um simples gigante gasoso: uma atmosfera turbulenta de hidrogênio e hélio na superfície e um núcleo denso abaixo. No entanto,<strong> novos dados da missão Juno da NASA</strong> e simulações modernas revelam que <strong>o maior planeta do sistema solar deve ter uma estrutura muito mais complexa</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Como seres humanos, tendemos a preencher nossas lacunas de conhecimento com modelos simples, mas os detalhes estão se tornando cada vez mais complexos" – Steven Levin, pesquisador da missão Juno, Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.</div><p>Desde sua chegada em 2016, a sonda Juno tem estudado a atmosfera, o campo magnético e o campo gravitacional do gigante gasoso. Até o momento, a sonda já completou 83 órbitas, muito mais do que o planejado inicialmente. De fato, as <strong>medições atuais indicam que, internamente, Júpiter se assemelha mais a uma cebola com múltiplas camadas do que a um planeta com estrutura bem definida e núcleo sólido</strong>.</p><h2>Correntes de jato que penetram nas profundas do planeta</h2><p>As correntes atmosféricas de Júpiter são particularmente fascinantes.<strong> Mais de 20 enormes correntes de jato circundam o planeta </strong>de leste a oeste. Os ventos atingem <strong>velocidades de cerca de 100 m/s</strong>, sendo mais de três vezes mais rápidos que as correntes de jato da Terra.</p><p>Ao contrário da<strong> Terra, Júpiter experimenta faixas alternadas de vento soprando de leste a oeste</strong>. A chamada "super-rotação" no equador é particularmente impressionante: ali, a atmosfera se move mais rápido na direção da rotação do que o próprio planeta. Esse fenômeno é difícil de explicar com os modelos atuais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiters-verborgene-tiefen-warum-uns-die-atmosphare-des-gasriesen-vor-neue-ratsel-stellt-1779094718622.jpg"><figcaption>Polo sul de Júpiter, fotografado pela sonda Juno a uma altitude de 52.000 quilômetros. As formas ovais são ciclones com diâmetros de até 1.000 quilômetros (600 milhas). Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Betsy Asher Hall/Gervasio Robles</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, não ficou claro se essas correntes afetavam apenas as camadas superiores das nuvens ou se penetravam profundamente no interior da Terra. Somente as medições gravitacionais precisas da Juno revelaram que os <strong>jatos se estendem por vários milhares de quilômetros no planeta, até regiões com pressões em torno de 100.000 bar</strong>.</p><p><strong>Abaixo dessa região, Júpiter parece girar quase como um corpo sólido</strong>. No entanto, as transições entre a atmosfera e o interior são muito mais complexas do que se imaginava.</p><h2>O núcleo enigmático de Júpiter</h2><p>Uma das questões mais importantes diz respeito ao núcleo do planeta. Os modelos clássicos presumiam que Júpiter se formou com um núcleo sólido de rocha e gelo, que posteriormente atraiu grandes quantidades de hidrogênio. No entanto, <strong>novos dados</strong> já não se encaixam nesse cenário simplista.</p><div class="texto-destacado">"Júpiter tem um núcleo muito grande, difuso e pouco luminoso. Nossa hipótese é que no centro de Júpiter exista um núcleo pequeno e compacto, e usamos aprendizado de máquina e inteligência artificial para refinar esses resultados. No entanto, é difícil desenvolver um modelo que realmente funcione" – Scott Bolton, investigador principal da missão Juno no Southwest Research Institute, em San Antonio.</div><p>Além disso, o hidrogênio e o hélio adquirem propriedades extremas em grandes profundidades. <strong>A cerca de 7.000 quilômetros de profundidade, o hidrogênio é comprimido</strong> a tal ponto que se torna condutor de eletricidade e se comporta como um metal. Isso pode levar a interações entre a atmosfera e o campo magnético.</p><h2>Turbulência, correntes de calor e chuva de hélio</h2><p>A questão de como as correntes de jato em Júpiter são impulsionadas e desaceleradas também é objeto de intenso estudo por pesquisadores. Há indícios de que <strong>movimentos turbulentos e rotacionais desempenham um papel crucial</strong>. Assim como na atmosfera da Terra, esses movimentos transferem momento e energia para os grandes jatos.</p><p>Além disso, os cientistas estão debatendo outros processos, como a <strong>estratificação estável no interior ou a chuva de hélio</strong>. Nesse processo, o hélio se separa do hidrogênio sob pressão extrema e desce até as camadas mais profundas do planeta. Esse processo <strong>poderia </strong><strong>liberar quantidades consideráveis de energia</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiters-verborgene-tiefen-warum-uns-die-atmosphare-des-gasriesen-vor-neue-ratsel-stellt-1779094710526.png"><figcaption>Imagem em close-up dos seis ciclones no polo sul de Júpiter, capturada em infravermelho em 2 de fevereiro de 2017, durante a terceira passagem da sonda Juno. O JIRAM (Jovian Infrared Auroral Mapper) mede o calor irradiado pelo planeta em um comprimento de onda infravermelho de cerca de 5 micrômetros. Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/ASI/INAF/JIRAM</figcaption></figure><p>Medições do radiômetro de micro-ondas a bordo da sonda Juno também revelam <strong>evidências de células de circulação em grande escala que se estendem a profundidades enormes</strong>. Essas células lembram, em certa medida, as células atmosféricas da Terra, mas atingem profundidades ainda maiores.</p><p>A <strong>zona equatorial permanece particularmente enigmática</strong>. Ali,<strong> fortes correntes ascendentes e fluxos de calor do interior parecem impulsionar os ventos para leste</strong>. O funcionamento exato desse mecanismo ainda é desconhecido.</p><h3>Missão com resultado incerto</h3><p><strong>Atualmente, a Juno está percorrendo cada vez mais as regiões polares do planeta</strong>, que por muito tempo foram praticamente inacessíveis devido à radiação extrema. A sonda continua operando de forma confiável, mesmo tendo ultrapassado em muito a duração inicialmente planejada para sua missão.</p><p>Esses<strong> resultados são de enorme importância para a pesquisa planetária</strong>. Júpiter nos permite compreender não apenas os gigantes gasosos do nosso sistema solar, mas também os inúmeros exoplanetas em sistemas estelares distantes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Jupiter captured by the Juno spacecraft! <a href="https://t.co/DPkIyHYg10">pic.twitter.com/DPkIyHYg10</a></p>— All day Astronomy (@forallcurious) <a href="https://twitter.com/forallcurious/status/2042612508767277388?ref_src=twsrc%5Etfw">April 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Portanto, a <strong>principal conclusão</strong> dos últimos anos é, acima de tudo, que <strong>sob as nuvens coloridas de Júpiter está um sistema altamente complexo</strong>, composto por correntes profundas, enormes zonas de pressão e processos físicos que ainda são pouco compreendidos. E a cada nova órbita da sonda Juno, o número de perguntas sem resposta aumenta.</p><h3><strong><em>Referência da notícia</em></strong></h3><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-72075-7" target="_blank">The deep atmosphere of Jupiter</a>. 11 de maio, 2026. Keren Duer-Milner.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/profundezas-ocultas-de-jupiter-por-que-a-atmosfera-do-gigante-gasoso-traz-novos-enigmas-para-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como os cristais de açúcar podem revelar sinais de matéria escura?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-os-cristais-de-acucar-podem-revelar-sinais-de-materia-escura.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Cristais serão usados em experimentos que buscam detectar partículas ainda hipotéticas mas previstas pelo modelo padrão de partículas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-os-cristais-de-acucar-podem-revelar-sinais-de-materia-escura-1779498110676.png" data-image="rte1mu5y8wh4" alt="Cristais de açúcar podem se tornar uma nova ferramenta na busca pela matéria escura, funcionando como detectores ultrassensíveis para partículas de matéria escura." title="Cristais de açúcar podem se tornar uma nova ferramenta na busca pela matéria escura, funcionando como detectores ultrassensíveis para partículas de matéria escura."><figcaption>Cristais de açúcar podem se tornar uma nova ferramenta na busca pela matéria escura, funcionando como detectores ultrassensíveis para partículas de matéria escura.</figcaption></figure><p>A matéria escura é um dos maiores mistérios dentro da Astronomia porque nunca foi observada diretamente, apesar de evidências da sua existência. <strong>Observações de rotação de galáxias, lentes gravitacionais e da radiação cósmica de fundo indicam que existe mais massa no Universo do que conseguimos observar da matéria visível. </strong>Como essa componente não interage com campo eletromagnético, ou seja, com a luz ela permanece invisível para nós. </p><p>Por causa disso, diversos modelos teóricos foram propostos para explicar a natureza da matéria escura. <strong>Diferentes teorias preveem massas, interações e propriedades distintas para essas partículas.</strong> Entre as candidatas mais conhecidas para a matéria escura estão as chamadas WIMPs, partículas hipotéticas que interagiriam muito pouco com matéria comum. Além das WIMPs, outras opções continuam sendo investigadas, como áxions, neutrinos estéreis e partículas ultraleves. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-hipotese-sugere-que-a-materia-escura-e-composta-por-diferentes-tipos-de-particulas.html" title="Nova hipótese sugere que a matéria escura é composta por diferentes tipos de partículas">Nova hipótese sugere que a matéria escura é composta por diferentes tipos de partículas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-hipotese-sugere-que-a-materia-escura-e-composta-por-diferentes-tipos-de-particulas.html" title="Nova hipótese sugere que a matéria escura é composta por diferentes tipos de partículas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-hipotese-sugere-que-a-materia-escura-e-composta-por-diferentes-tipos-de-particulas-1775938835230_320.png" alt="Nova hipótese sugere que a matéria escura é composta por diferentes tipos de partículas"></a></article></aside><p>Um estudo recente conduzido por pesquisadores brasileiros propõe utilizar cristais de açúcar como ferramenta para aumentar a sensibilidade de detectores de matéria escura. <strong>A ideia é usar propriedades estruturais desses cristais para detectar interações produzidas por partículas atravessando o material.</strong> Quando uma possível partícula de matéria escura interage com o cristal, ela pode gerar excitações detectáveis experimentalmente. Como os sinais esperados são fracos, materiais estruturados podem melhorar a capacidade de detecção. </p><h2>O que é matéria escura?</h2><p>A matéria escura é uma componente do Universo que não emite, absorve ou reflete luz de maneira detectável, mas sua presença pode ser inferida por seus efeitos gravitacionais. <strong>A principal evidência da existência da matéria escura vem da dinâmica de galáxias, onde estrelas nas regiões externas orbitam muito mais rápido do que seria esperado.</strong> Esse comportamento indica a presença de uma quantidade de massa invisível envolvendo as galáxias em halos gravitacionais. </p><div class="texto-destacado">Outra evidência vem das lentes gravitacionais, fenômeno em que a gravidade curva a luz de objetos distantes. A quantidade de curvatura observada revela mais massa do que a detectada diretamente. </div><p><strong>A matéria escura corresponde a cerca de 27% do conteúdo total do Universo, enquanto a matéria comum representa apenas cerca de 5%.</strong> A matéria escura também desempenha um papel na formação de galáxias e aglomerados. Sem sua influência gravitacional, a matéria visível sozinha não conseguiria formar galáxias desde o Big Bang. Simulações cosmológicas mostram que halos de matéria escura atuam como estruturas gravitacionais onde galáxias se formam e evoluem. </p><h2>A natureza da matéria escura</h2><p>Apesar das fortes evidências gravitacionais, a natureza da matéria escura ainda permanece desconhecida.<strong> Isso impede sua observação direta por telescópios, que dependem da detecção de luz.</strong> Até hoje, a matéria escura só foi identificada através de seus efeitos gravitacionais sobre estrelas, galáxias e aglomerados. O grande desafio é que os experimentos de detecção direta procuram sinais extremamente fracos e raros. </p><p>Diversas hipóteses foram propostas para explicar a matéria escura, envolvendo novas partículas e modificações da gravidade. Entre as candidatas mais conhecidas estão as WIMPs. Outra possibilidade envolve os áxions, partículas ultraleves e modelos com neutrinos estéreis. <strong>Em paralelo, algumas teorias sugerem que os efeitos atribuídos à matéria escura poderiam surgir de modificações nas leis gravitacionais em grandes escalas. </strong>Até o momento, nenhuma dessas hipóteses foi confirmada experimentalmente. </p><h2>Açúcar </h2><p>Na busca de estudar a natureza da matéria escura, pesquisadores brasileiros estão investigando o uso de cristais de açúcar como detectores na busca de matéria escura. <strong>Esses cristais possuem alta concentração de hidrogênio que é formado por núcleos leves e, com isso, favorecem a transferência de energia em colisões com possíveis partículas de matéria escura.</strong> Outra vantagem é a capacidade de operar em temperaturas próximas do zero absoluto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-os-cristais-de-acucar-podem-revelar-sinais-de-materia-escura-1779498142470.png" data-image="ypcjzkyy3sjn" alt="Quando uma possível partícula de matéria escura atravessa o cristal de açúcar, ela pode depositar pequenas quantidades de energia e gerar vibrações microscópicas detectáveis. Crédito: Wikipedia" title="Quando uma possível partícula de matéria escura atravessa o cristal de açúcar, ela pode depositar pequenas quantidades de energia e gerar vibrações microscópicas detectáveis. Crédito: Wikipedia"><figcaption>Quando uma possível partícula de matéria escura atravessa o cristal de açúcar, ela pode depositar pequenas quantidades de energia e gerar vibrações microscópicas detectáveis. Crédito: Wikipedia</figcaption></figure><p>Os cristais são acoplados a sensores capazes de registrar variações térmicas. <strong>Quando uma possível partícula de matéria escura atravessa o cristal, ela pode transferir uma quantidade de energia para a rede cristalina. </strong>Essa energia gera vibrações microscópicas, produzindo um pulso térmico que pode ser detectado pelos sensores. Em alguns casos, a interação também pode gerar emissão de luz. A relação entre o sinal térmico e a luz emitida depende do tipo de partícula envolvida na interação. </p><h2>Como funciona?</h2><p>Segundo o novo estudo, a ideia é usar cristais de açúcar como detectores de eventos raros para procurar possíveis interações de matéria escura. Os cristais são resfriados a temperaturas baixas, próximas do zero absoluto porque reduz o ruído térmico. <strong>Nessas condições, quantidades de energia depositadas por partículas tornam-se detectáveis. </strong>Sensores registram simultaneamente o sinal térmico e o sinal luminoso gerados na interação. </p><p>A comparação entre esses dois sinais permite distinguir eventos físicos reais de ruídos de fundo causados por radiação ambiente. Atualmente, a técnica ainda está em desenvolvimento e vários parâmetros precisam ser calibrados e otimizados. <strong>Um dos principais desafios é determinar o limiar mínimo de energia que o detector consegue registrar com precisão. </strong>Caso a performance experimental seja confirmada, os cristais poderão ser integrados a futuros detectores de matéria escura. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Bento et al. 2026 <a href="https://ieeexplore.ieee.org/document/11397460" target="_blank">The SWEET Project: Probing Sugar Crystals for Direct Dark Matter Searches</a> IEEE Transactions on Applied Superconductivity</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-os-cristais-de-acucar-podem-revelar-sinais-de-materia-escura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são "limpas" pela maré duas vezes ao dia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 18:57:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Conheça essa cidade fluminense onde o centro histórico foi projetado de propósito para a água entrar sem causar problemas, já que as marés sobem e descem de forma previsível duas vezes ao dia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia-1779484907830.jpg" data-image="33f6cfzbl42m"><figcaption>Nesta cidade do estado do Rio de Janeiro, as marés sobem e descem duas vezes ao dia. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Esta <strong>cidade</strong> fica no<strong> litoral do estado do Rio de Janeiro</strong> e é <strong>invadida pelas águas da maré alta diariamente</strong>, <strong>duas vezes ao dia</strong>. Por isso, o<strong> seu centro histórico foi construído como tal de forma proposital </strong>para que a água da maré entre sem causar problemas.</p><p> As<strong> ruas de pedras irregulares</strong> do centro, conhecidas como “pé-de-moleque”, <strong>têm uma leve inclinação proposital</strong>, fazendo com que a<strong> maré suba pelos cursos naturais </strong>e percorra o calçamento,<strong> levando embora a sujeira, isto é, “limpando” as ruas</strong>, em um ‘sistema de drenagem’ que funciona há mais de três séculos.</p><p>Por isso, o <strong>centro da cidade é fechado por correntes que impedem a passagem de carros, apenas a circulação de pessoas</strong>, preservando assim tanto o calçamento quanto o desenho original.</p><h2>Que cidade é esta?</h2><p>Trata-se da bela cidade turística <strong>Paraty</strong>, um destino imperdível para quem deseja conhecer um pouco mais da história do Brasil colonial.</p><p>É <strong>famosa pelo belo casario colonial de seu Centro Histórico</strong> e por suas belas praias, com paisagens naturais exuberantes, pousadas charmosas,<strong> excelente gastronomia </strong>e um intenso movimento cultural. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia-1779484924672.jpg" data-image="2bcmv86jx349"><figcaption>O belo centro histórico de Paraty (RJ). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Devido ao seu desenho arquitetônico do século XVIII, <strong>a maré cheia cobre o calçamento deixando um visual famoso ao criar belos reflexos dos casarões históricos </strong>espelhados na superfície da água.</p><p>E <strong>as marés mais altas do ano costumam ocorrer entre os meses de maio e agosto</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Paraty e a região de Ilha Grande foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2019. Este é o primeiro sítio misto do Brasil e da América Latina, ou seja, ela é reconhecida tanto pelo seu excepcional patrimônio cultural quanto pela sua rica biodiversidade natural. </div><p><strong>Qual a melhor época para ir conhecer a cidade?</strong> Falando em datas, a época de férias escolares e feriados prolongados a cidade costuma ficar lotada. Agora, sobre o clima, o melhor período é <strong>entre junho e setembro, quando costuma chover menos, sendo ideal para fazer passeios de barco</strong> e, dependendo da temperatura, até pegar praia. Observação: o verão por lá é quente e chuvoso.</p><h2>O que conhecer em Paraty</h2><p>É claro que você vai<strong> passear pelo centro histórico da cidade</strong>, que é acessível somente por pedestres, e tem<strong> vários restaurantes, barzinhos, lojinhas de artesanato, entre outros</strong>. Não deixe de ir ao <strong>cais e ao Largo Santa Rita</strong>, lugares de belos cenários. </p><p>Para quem gosta de museus, o <strong>Museu de Arte Sacra localizado no interior da Igreja de Santa Rita</strong> (perto do cais) é uma boa pedida. A cidade tem ainda mais 3 igrejas interessantes para visitar no centro histórico.</p><p>O outro museu da cidade é a<strong> Casa da Cultura</strong>, que tem exposições temporárias e apresentações musicais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia-1779484934504.jpg" data-image="2zen2hplwbb0"><figcaption>A Igreja de Santa Rita, cartão-postal da cidade de Paraty (RJ). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Também há<strong> passeios de barco</strong>. A calma <strong>baía de Paraty</strong> é cercada por pequenas ilhas com prainhas acessíveis somente por barco. E falando delas, é claro… tem belas praias para conhecer.</p><p>Boa parte das melhores praias da cidade ficam nas ilhas de Paraty Mirim e são acessíveis somente por barco. E as <strong>melhores praias acessíveis por via terrestre ficam em Trindade</strong>, <strong>um vilarejo que é distrito do município</strong>.</p><p>Entre as praias de Trindade, as que mais se destacam são a <strong>Praia do Meio</strong> e a <strong>Piscina natural Caixa D’aço</strong>, rodeada por enormes pedras, com água transparente e repleta de peixes coloridos. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://revistaoeste.com/oestegeral/2026/05/15/a-cidade-onde-os-carros-nao-passam-e-a-mare-ainda-lava-as-ruas-duas-vezes-por-dia/#google_vignette" target="_blank">A cidade onde os carros não passam e a maré ainda lava as ruas duas vezes por dia</a>. 15 de maio, 2026. Redação Oeste.</em></p><p><em><a href="https://www.viagensecaminhos.com/paraty-rj/" target="_blank">Paraty RJ: O que fazer, praias, dicas</a>. 27 de dezembro, 2025. Jair Prandi.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NOAA prevê menos furacões no Atlântico em 2026, mas emite um alerta sério: "Basta apenas um"!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-preve-menos-furacoes-no-atlantico-em-2026-mas-emite-um-alerta-serio-basta-apenas-um.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 17:42:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A NOAA prevê uma temporada de furacões no Atlântico abaixo do normal, mas com ventos superiores a 178 km/h. Será que o El Niño vai desacelerar os furacões?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-noaa-publica-su-pronostico-de-huracanes-2026-para-el-atlantico-sera-por-debajo-de-lo-normal-1779454362448.jpg" data-image="f0beqyk0mc9v" alt="Temporada de furacões de 2020" title="Temporada de furacões de 2020"><figcaption>A intensa temporada de furacões no Atlântico de 2020 atingiu a região com 30 tempestades nomeadas que afetaram diversos países do Caribe e da América Central. Imagem de satélite: GOES16 - NOAA/NASA/GSFC.</figcaption></figure><p>A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) divulgou sua previsão oficial para a <strong>temporada de furacões no Atlântico</strong>, estimando uma probabilidade de <strong>55%</strong> de que a temporada seja <strong>abaixo da média</strong>.</p><p>Historicamente, uma temporada média registra 14 tempestades nomeadas, 7 furacões e 3 sistemas de grande intensidade.</p><div class="texto-destacado">O relatório acrescenta uma probabilidade de 35% de que o ciclo seja próximo da média e apenas 10% de probabilidade de que seja acima da média, projetando geralmente entre 8 e 14 tempestades nomeadas, das quais 3 a 6 se tornariam furacões e 1 a 3 atingiriam uma categoria superior com ventos de 178 km/h ou mais.<br></div><p>Embora as <strong>estatísticas deste ano estejam abaixo da média</strong>, as agências meteorológicas que divulgaram suas estimativas reiteram que as previsões são ferramentas quantitativas de preparação e que as <strong>pessoas em áreas de risco devem monitorar diariamente a evolução das tempestades a partir de 1º de junho</strong>.</p><p>Esta é a lista de nomes que serão atribuídos às tempestades e furacões que se formarem no Atlântico em 2026: Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly, Edouard, Fay, Gonzalo, Hanna, Isaias, Josephine, Kyle, Leah, Marco, Nana, Omar, Paulette, Rene, Sally, Teddy, Vicky e Wilfred.</p><h2>Influência direta do evento climático El Niño</h2><p>Esse <strong>comportamento menos ativo na bacia</strong>, que começa em 1º de junho e termina em 30 de novembro, será devido a fatores climáticos opostos, com destaque para o <strong>desenvolvimento e a intensificação do fenômeno El Niño</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-noaa-publica-su-pronostico-de-huracanes-2026-para-el-atlantico-sera-por-debajo-de-lo-normal-1779452942516.png" data-image="z6g618vwd1k0"><figcaption>Infográfico mostrando o número de tempestades nomeadas e furacões previstos durante a temporada de furacões no Atlântico de 2026. Fonte: NOAA.</figcaption></figure><p>Entretanto, as temperaturas da superfície do mar no Atlântico deverão estar ligeiramente acima do normal, e os ventos alísios deverão estar mais fracos; estes fatores normalmente impulsionam o desenvolvimento de ciclones, mas desta vez irão colidir com a<strong> influência inibidora do El Niño</strong>.</p><p>Ken Graham, diretor do Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, alertou numa conferência de imprensa que, "embora o impacto do El Niño normalmente desacelere o desenvolvimento de furacões, <strong>permanece a incerteza quanto ao resultado final da temporada</strong>".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-noaa-publica-su-pronostico-de-huracanes-2026-para-el-atlantico-sera-por-debajo-de-lo-normal-1779454601376.png" data-image="6kc3tb82op2l" alt="furacão Melissa" title="furacão Melissa"><figcaption>O furacão Melissa, um dos mais poderosos a atravessar o Atlântico e chegar ao Caribe, atingiu a Jamaica em 28 de outubro de 2025, com ventos sustentados de 298 km/h e pressão central de 892 hPa. Crédito da imagem: CSU/CIRA e NOAA.</figcaption></figure><p> O diretor enfatizou a<strong> urgência de revisar os planos de preparação familiar e comunitária</strong> agora, lembrando a todos para prestarem muita atenção aos eventos climáticos após o impacto de uma tempestade ou furacão.</p><p>Análises técnicas da NOAA indicam que <strong>o El Niño provavelmente se desenvolverá completamente até julho de 2026</strong> e persistirá durante o inverno, alterando significativamente os padrões climáticos globais ao aquecer as águas do Pacífico e<strong> deslocar a corrente de jato para o sul</strong>.</p><h3>Reposicionamento da corrente de jato</h3><p>Essa<strong> mudança na posição da corrente de jato</strong> <strong>alterará o comportamento costeiro nos Estados Unidos</strong>, elevando o nível do mar ao longo da Costa Oeste e empurrando as marés altas e as ondas fortes muito mais para o interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767512" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-celulas-de-hadley-estao-impulsionando-a-chegada-da-temporada-de-furacoes.html" title="As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões">As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-celulas-de-hadley-estao-impulsionando-a-chegada-da-temporada-de-furacoes.html" title="As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-celdas-de-hadley-que-estan-impulsando-la-llegada-de-la-temporada-de-huracanes-1778005854958_320.png" alt="As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões"></a></article></aside><p>Além disso, ao longo da Costa Leste dos Estados Unidos, na fronteira com o México, e no Atlântico Médio, o deslocamento da corrente de jato desviará a trajetória das tempestades de inverno e de outros sistemas meteorológicos, levando a um <strong>aumento da ressaca e das inundações causadas pelas marés altas</strong>.</p><p>Os meteorologistas da NOAA também preveem que essa configuração atmosférica gerará<strong> chuvas significativamente acima da média ao longo da Costa do Golfo e no sudeste dos Estados Unidos</strong>.</p><h2>Furacões mais poderosos<br></h2><p>O <strong>aquecimento global é um dos principais fatores </strong>que elevam a temperatura dos oceanos. Esse aumento de temperatura funciona como "combustível", intensificando rapidamente a força dos ciclones.</p><p>Isso faz com que os furacões atuais atinjam categorias mais altas mais rapidamente, gerem chuvas muito mais torrenciais e causem inundações mais severas em nossas costas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>National Oceanic and Atmospheric Administration May 21, 2026. </em><a href="https://www.noaa.gov/news-release/noaa-predicts-below-normal-2026-atlantic-hurricane-season" target="_blank" rel="nofollow"><em>NOAA predicts below-normal 2026 Atlantic hurricane season</em></a>, <em>News & Features.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-preve-menos-furacoes-no-atlantico-em-2026-mas-emite-um-alerta-serio-basta-apenas-um.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sudeste dividido: Frente fria traz chuvas intensas para SP enquanto MG passa dos 30°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sudeste-dividido-frente-fria-traz-chuvas-intensas-para-sp-enquanto-mg-passa-dos-30-c.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 13:19:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma mudança no tempo atinge o Sudeste neste fim de semana, com chuva forte em São Paulo, risco de temporais e alagamentos, enquanto o Norte de Minas Gerais segue sob calor, ar seco e maior demanda hídrica.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo.html" target="_blank">Chuvas extremas de mais de 100 mm deixam em alerta o estado de São Paulo</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-extrema-em-sp-fim-de-semana-tera-temporais-e-risco-de-alagamentos-no-sudeste-1779497265703.jpg" data-image="xiw4kb4m2n9q" alt="Temporais, chuva, precipitação" title="Temporais, chuva, precipitação"><figcaption>Precipitação prevista para sábado (23) mostra a instabilidade avançando sobre São Paulo, com pancadas mais fortes no leste paulista e risco de temporais durante o fim de semana.</figcaption></figure><p>Uma nova mudança no tempo deve atingir o Centro-Sul do Brasil já nesta sexta-feira, com a atuação de uma área de instabilidade que aumenta o potencial de chuva sobre São Paulo durante o fim de semana. <strong>O risco é de temporais, chuva intensa, rajadas de vento, raios e queda pontual de granizo</strong>, principalmente entre sábado e domingo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O contraste também chama atenção dentro do Sudeste. <strong>Enquanto São Paulo entra na rota dos maiores acumulados de chuva</strong>, o Norte de Minas Gerais deve seguir mais quente e seco, com tardes de forte calor e baixa umidade. Essa diferença interfere na rotina das cidades e também no campo, especialmente em operações de colheita, transporte, irrigação e manejo de culturas sensíveis.</p><h2>Frente fria ganha força e espalha temporais em São Paulo </h2><p>A instabilidade deve ganhar força sobre São Paulo ao longo do sábado (23), quando os maiores volumes de chuva são esperados. <strong>Em algumas áreas, os acumulados podem superar 100 mm em 48 horas</strong>, elevando o risco de alagamentos, enxurradas, transtornos no trânsito e interrupções temporárias em atividades ao ar livre. A chuva pode atingir tanto o interior quanto a faixa leste paulista, incluindo a Região Metropolitana.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xaaxzf2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaaxzf2.jpg" id="xaaxzf2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>No campo, o excesso de água pode atrasar operações que dependem de solo firme e boa secagem</strong>. Máquinas pesadas têm mais dificuldade para entrar nas lavouras, estradas rurais podem ficar escorregadias e a colheita precisa ser reprogramada em algumas áreas. Os principais pontos de atenção são:</p><ul> <li><strong>cana-de-açúcar:</strong> chuva atrasa o corte e dificulta o transporte até as usinas;</li> <li><strong>café:</strong> temporais podem derrubar grãos maduros e prejudicar a secagem;</li> <li><strong>citros:</strong> colheita pode ser interrompida e áreas encharcadas exigem mais atenção sanitária.</li> </ul><h2>Norte de Minas mantém calor e ar seco </h2><p>Na contramão da chuva mais forte em São Paulo, o Norte de Minas Gerais deve continuar com tardes quentes, sol entre nuvens e pouca chance de chuva ampla. <strong>As temperaturas podem se aproximar dos 32°C em algumas áreas, com sensação de calor mais intensa</strong> nos horários centrais do dia. A umidade relativa do ar também tende a cair, aumentando o desconforto e a perda de água pelo solo e pelas plantas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-extrema-em-sp-fim-de-semana-tera-temporais-e-risco-de-alagamentos-no-sudeste-1779497857176.jpg" data-image="r61zl4ihygvf" alt="Calor, Minas Gerais, São Paulo" title="Calor, Minas Gerais, São Paulo"><figcaption>Temperatura prevista para domingo (24) mostra calor persistente no Norte de Minas Gerais, enquanto São Paulo fica com marcas mais amenas sob influência da instabilidade.</figcaption></figure><p>Esse padrão exige atenção maior em áreas irrigadas, como polos agrícolas do semiárido mineiro. <strong>O ideal é concentrar a irrigação em horários de menor evaporação, como início da manhã ou fim da tarde</strong>, e evitar manejos que exponham demais as plantas ao calor. Em fruticultura, a radiação forte e o ar seco podem elevar o risco de escaldadura em frutos mais expostos.</p><h2>Planejamento será decisivo no campo e nas cidades </h2><p>O fim de semana exige decisões diferentes dentro da própria Região Sudeste. Em São Paulo, <strong>o foco deve ser acompanhar alertas de chuva, evitar áreas sujeitas a alagamentos e reorganizar trabalhos de campo</strong> antes dos temporais mais fortes. Onde houver colheita em andamento, a janela útil pode ficar curta, especialmente entre sábado e domingo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769614" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html" title="Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno">Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html" title="Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/transicao-abrupta-oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno-1779205953834_320.png" alt="Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno"></a></article></aside><p>Em Minas Gerais, a atenção se volta ao calor, à baixa umidade e ao uso eficiente da água. <strong>Produtores devem observar sinais de estresse nas plantas, revisar sistemas de irrigação e evitar operações nas horas mais quentes</strong>. O contraste entre chuva extrema em SP e tempo seco no Norte mineiro mostra que o planejamento agrometeorológico será essencial para reduzir perdas e ajustar a rotina nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sudeste-dividido-frente-fria-traz-chuvas-intensas-para-sp-enquanto-mg-passa-dos-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo de Oxford: a IA amigável comete erros para se tornar mais próxima de si]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-de-oxford-a-ia-amigavel-comete-erros-para-se-tornar-mais-proxima-de-si.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Será que o chatbot com IA é um bom companheiro para ti? Dá-te bons conselhos de saúde, compreende-te e faz com que te sintas feliz? Ao que parece, consegue tudo isso sem te dizer a verdade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ai-chatbots-make-errors-when-designed-for-warmth-1779260167105.jpg" data-image="5o2v39ah3i2q" alt="chatbot" title="chatbot"><figcaption>Embora os chatbots com IA sejam desenvolvidos para parecerem mais simpáticos, não são sinceros contigo.</figcaption></figure><p>Hitler fugiu de Berlim durante a Segunda Guerra Mundial? O homem chegou à Lua no âmbito das missões Apollo? <strong>As respostas a estas perguntas dependem do grau de simpatia dos chatbots com inteligência artificial (IA)</strong>. Os mais cordiais e simpáticos entre eles não hesitam em distorcer os factos para se tornarem populares junto de si, como revelou um estudo da Universidade de Oxford.</p><h2>Chatbots com IA em todo o lado</h2><p>Com o surgimento repentino dos sistemas de IA, <strong>os chatbots tornaram-se omnipresentes</strong>. Desde o banco, passando pelo serviço de entrega de comida e pelas pesquisas na Internet, até às aplicações de saúde no seu smartphone – em todo o lado, um chatbot com IA tenta ser o seu assistente pessoal.</p><p>Como já deve ter notado, estes chatbots existem em todas as variantes e tons de voz possíveis, e tentam ajudá-lo da forma mais simpática possível.<strong> Mas será que, na sua ânsia de parecerem simpáticos, não se tornam também um pouco subservientes?</strong> Será que concordam simplesmente consigo, mesmo que cometa um erro factual?</p><p><strong>Investigadores do Oxford Internet Institute quiseram descobrir isso e desenvolveram uma versão "mais calorosa" ou "mais simpática" para cinco modelos diferentes de IA</strong>, utilizando um processo de treino que as empresas aplicam para tornar os seus chatbots mais simpáticos. Depois de gerarem mais de 400 000 respostas, os investigadores compararam as respostas dos chatbots de IA a pedidos de conselhos médicos, teorias da conspiração e desinformação.</p><h2>Qual foi a conclusão do estudo? </h2><p>O estudo revelou que<strong> as versões "mais calorosas" dos chatbots cometeram até 30% mais erros do que os chatbots originais </strong>ao dar conselhos médicos ou ao desmentir teorias da conspiração. Estes chatbots concordavam com as crenças erradas dos seus utilizadores com uma probabilidade 40% maior, e a taxa de erros aumentava ainda mais quando os utilizadores expressavam a sua vulnerabilidade.</p><p>Enquanto o chatbot original, por exemplo, refutava a alegação de que Adolf Hitler teria fugido para a Argentina em 1945, o chatbot "mais caloroso" afirmava que muitos concordariam com essa opinião, apesar de não haver provas conclusivas para tal. Os investigadores de Oxford <strong>chamam a atenção do público para esta questão, uma vez que cada vez mais chatbots de IA estão a ser treinados para serem calorosos, amigáveis e empáticos</strong>.</p><p>À medida que milhões de utilizadores se registam, os chatbots de IA estão rapidamente a tornar-se sistemas nos quais as pessoas confiam para obter aconselhamento médico, apoio emocional e até mesmo companhia. Como os utilizadores estabelecem laços unilaterais com os seus chatbots, <strong>é mais provável que o seu design caloroso e amigável reforce ainda mais as convicções dos utilizadores e o seu pensamento delirante</strong>.</p><p>Estes problemas vieram à tona quando a OpenAI, a criadora do ChatGPT, lançou versões mais fáceis de usar dos seus chatbots e teve de as retirar devido à pressão pública. No entanto, <strong>à medida que a concorrência no setor da IA se torna cada vez mais acirrada, as empresas irão introduzir cada vez mais funcionalidades deste tipo para atrair utilizadores – mesmo que isso seja à custa da verdade e da realidade</strong>. Encontrar o equilíbrio entre simpatia e precisão pode ser um exercício de equilíbrio, mas é um caminho que tem de ser percorrido.</p><p>Os investigadores apelam a uma análise mais sistemática, mesmo de pequenas alterações que, à primeira vista, parecem ser apenas de natureza cosmética num chatbot. O <strong>estudo é relevante não só para os utilizadores de chatbots, mas também para as autoridades reguladoras, os criadores e outros investigadores</strong> que ainda tentam compreender as mudanças repentinas que a onda da IA trouxe consigo.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>Ibrahim, L., Hafner, F.S. & Rocher, L. Training language models to be warm can reduce accuracy and increase sycophancy. Nature 652, 1159–1165 (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10410-0" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41586-026-10410-0</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-de-oxford-a-ia-amigavel-comete-erros-para-se-tornar-mais-proxima-de-si.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A planta que vive em água salgada já pode ser cultivada em casa: veja como criar um mini-mangue]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-que-vive-em-agua-salgada-ja-pode-ser-cultivada-em-casa-veja-como-criar-um-mini-mangue.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 10:21:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enquanto muitas espécies morrem com apenas um pouco de sal na água, existe uma árvore capaz de viver literalmente entre as marés, o lodo e a água salobra, e agora também pode ser cultivada em casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190448040.png" data-image="74loyh42dxzm"><figcaption>O mangue-preto consegue expelir parte do sal através das suas folhas, algo que poucas plantas fazem com tanta eficiência.</figcaption></figure><p>Pensar em mangues é pensar em praias tropicais, litorais e paisagens repletas de raízes estranhas a emergir da água. Durante anos, pareciam ecossistemas impossíveis de reproduzir fora da natureza, mas, aos poucos, isso tem vindo a mudar graças ao boom dos terrários tropicais e dos ecossistemas fechados ornamentais.</p><p>Hoje, espécies como a <em>Avicennia germinans</em>, mais conhecida como <strong>mangue preto ou mangue salgado</strong>, já podem ser cultivadas dentro de casa como peças decorativas. O <strong>mangue preto é considerado o mangue mais tolerante à salinidade do planeta</strong>, capaz de sobreviver desde água doce até concentrações salinas próximas dos 100 ppt.</p><div class="texto-destacado">Na natureza, costuma desenvolver-se melhor entre 30 e 60 ppt, embora para cultivo ornamental possa manter-se perfeitamente entre 15 e 35 ppt, algo muito mais fácil de gerir em ambientes interiores.</div><p>Esta espécie desenvolveu adaptações para sobreviver em solos alagados e com pouco oxigénio. Uma das mais notáveis são <strong>os neumatóforos, raízes verticais que parecem pequenos lápis a sair do substrato</strong> e que funcionam como tubos de respiração, permitindo que a planta obtenha oxigénio mesmo quando o solo está alagado.</p><p>Os mangais <strong>funcionam como barreiras naturais contra tempestades e erosão costeira</strong>, ajudam a filtrar contaminantes da água e servem de refúgio para peixes, crustáceos e aves. De facto, muitos ecossistemas pesqueiros dependem diretamente dos mangais para manter as suas populações saudáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190487011.png" data-image="nl8ojrp1n22i"><figcaption>Em alguns aquários marinhos avançados, utilizam-se mangues para ajudar a filtrar os nitratos da água.</figcaption></figure><p>Muitas pessoas sentiram-se inspiradas a recriar um pequeno mangue em miniatura dentro de casa. E, embora pareça complicado, o sistema funciona bem quando se conhecem alguns truques e segredos, como o controlo da salinidade, o tipo de recipiente e a gestão adequada da umidade.</p><h2>Como funciona um mini mangue ornamental em casa</h2><p>A razão pela qual a <em>Avicennia germinans</em> <strong>pode ser cultivada em ambientes interiores é porque tolera ambientes úmidos e estáveis</strong>. Um terrário fechado reproduz muito bem o microclima tropical onde esta espécie vive. Nestes sistemas, a água evapora-se, condensa-se no vidro e volta a cair no substrato.</p><div class="texto-destacado">A temperatura ideal para estas plantas mantém-se entre 24 e 28 °C, e é importante evitar que desça abaixo dos 18 °C, uma vez que isso pode travar significativamente o seu crescimento.</div><p>O recipiente ideal costuma ser um <strong>frasco ou terrário de vidro transparente com tampa hermética</strong>, semelhante aos chamados "ecossistemas fechados" ou bottle gardens. O importante é que não tenha drenagem, uma vez que a água deve permanecer no interior para conservar a umidade.</p><p>O substrato também é importante. Recomenda-se utilizar uma mistura de <strong>50% de areia de quartzo ou areia de praia lavada e 50 % de terra orgânica ou substrato argiloso</strong>. A profundidade deve situar-se entre <strong>8 e 15 centímetros</strong>, o suficiente para que a planta desenvolva raízes e neumatóforos corretamente.</p><p>Embora muitas pessoas acreditem que as plantas tropicais precisam de sol direto intenso, colocá-las dentro de um vidro pode transformá-lo num forno. Para evitar isso, <strong>é melhor colocar o terrário perto de uma janela luminosa ou usar luzes LED de crescimento</strong>.</p><p>O ponto mais importante para manter um mini-mangue saudável é a salinidade. Embora a planta suporte condições extremas, para o cultivo ornamental é aconselhável manter níveis moderados entre <strong>15 e 35 ppt</strong>, o que equivale aproximadamente a <strong>15-35 gramas de sal marinho por litro de água</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190523564.png" data-image="u8g7ne9uhju0"><figcaption>Um mini-mangue bem estabelecido pode manter-se estável durante anos com muito pouca manutenção.</figcaption></figure><p>Não adicione o sal que usa para cozinhar, porque nem todo o sal serve; o ideal é utilizar <strong>sal para aquários marinhos</strong>, uma vez que não contém iodo nem aditivos que possam alterar o sistema. Para medir a concentração, recomenda-se um <strong>hidrómetro ou refratómetro de aquário</strong>, ferramentas atualmente acessíveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A água deve ter um pH ligeiramente alcalino, entre 7,5 e 8,5, algo comum em ambientes costeiros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O nível da água deve ser mantido constantemente úmido ou <strong>até com 1 a 3 centímetros de água sobre o substrato</strong>, mas deixando os neumatóforos expostos para que respirem.<strong> A água deve ter um pH ligeiramente alcalino, entre 7,5 e 8,5, algo comum em ambientes costeiros</strong>.</p><p>No início, é normal que apareçam algas ou pequenos fungos enquanto o ecossistema se estabiliza. <strong>Isto costuma diminuir entre 4 a 8 semanas</strong>. Além disso, é importante lembrar que esta espécie está protegida em muitas regiões, pelo que nunca deve ser colhida diretamente de mangais naturais.</p><p>Os propágulos, que praticamente germinam diretamente da árvore, têm uma taxa de sucesso bastante elevada. <strong>Antes de os plantar, é aconselhável mergulhá-los em água doce durante cerca de 24 horas</strong>. Posteriormente, coloque-os no substrato úmido com a ponta virada para cima para facilitar o seu enraizamento.</p><p>Cultivar um mini-mangue em casa pode parecer estranho no início, mas é uma forma divertida de compreender como funcionam os ecossistemas costeiros. Embora exija paciência no início, assim que o sistema se estabiliza, transforma-se num pequeno ecossistema tropical autossuficiente que chama muito a atenção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-que-vive-em-agua-salgada-ja-pode-ser-cultivada-em-casa-veja-como-criar-um-mini-mangue.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta de um molar neandertal na Sibéria revela possível procedimento odontológico realizado há 59 mil anos e reforça evidências de que esses humanos pré-históricos possuíam habilidades cognitivas complexas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos-1779463109351.jpg" data-image="5r8e87swgaod" alt="Fóssil de dente neandertal sugere que procedimentos odontológicos começaram milhares de anos antes do que se imaginava. Crédito: (Zubova AV, Zotkina LV, et al./Divulgação)" title="Fóssil de dente neandertal sugere que procedimentos odontológicos começaram milhares de anos antes do que se imaginava. Crédito: (Zubova AV, Zotkina LV, et al./Divulgação)"><figcaption>Fóssil de dente neandertal sugere que procedimentos odontológicos começaram milhares de anos antes do que se imaginava. Crédito: (Zubova AV, Zotkina LV, et al./Divulgação)</figcaption></figure><p>Há cerca de<strong> 59 mil anos</strong>, um neandertal pode ter enfrentado uma dor de dente tão intensa que decidiu (ou recebeu ajuda) para realizar um procedimento rudimentar de remoção de cárie. A evidência dessa prática surpreendente foi encontrada em<strong> um molar descoberto na Caverna Chagyrskaya</strong>, nas montanhas Altai, sudoeste da Sibéria, região onde grupos de neandertais viveram entre 49 mil e 70 mil anos atrás.</p><p>O dente, batizado de Chagyrskaya 64, chamou atenção dos pesquisadores por apresentar <strong>um grande orifício irregular que atingia a câmara pulpar, parte interna do dente que abriga nervos e vasos sanguíneos</strong>. A lesão ocupava boa parte da superfície de mastigação e indicava um quadro doloroso de cárie avançada.</p><p>Além da cavidade incomum, os cientistas identificaram arranhões ao redor do buraco, sugerindo que algum tipo de ferramenta havia sido utilizado para manipular o local. Ferramentas de pedra encontradas na mesma caverna reforçaram a hipótese de que <strong>o dente passou por uma espécie de intervenção odontológica pré-histórica</strong>.</p><h2>Evidências apontam para a odontologia mais antiga da história</h2><p>Os pesquisadores utilizaram diferentes técnicas de escaneamento para analisar o molar e compararam os resultados com experimentos feitos em dentes humanos modernos. As análises revelaram <strong>marcas microscópicas compatíveis com movimentos de perfuração e rotação</strong> realizados por um objeto pontiagudo de pedra.</p><div class="texto-destacado">Segundo o estudo publicado na revista científica PLOS One, trata-se da evidência mais antiga já registrada de intervenção em uma cárie na história evolutiva humana. O procedimento teria removido parte do tecido comprometido e exposto a polpa dentária, o que poderia aliviar a dor ao destruir nervos e vasos sanguíneos da região.</div><p>Para a autora principal da pesquisa, Alisa Zubova, do Museu Pedro, o Grande, de Antropologia e Etnografia da Academia Russa de Ciências, a descoberta revela uma <strong>compreensão intuitiva impressionante</strong>. “A pessoa entendeu exatamente de onde vinha a dor e percebeu que sua origem poderia ser removida”, afirmou.</p><h2>Neandertais mais sofisticados do que se imaginava</h2><p>As conclusões do estudo reforçam a visão crescente de que os<strong> neandertais estavam longe de ser criaturas primitivas e brutais.</strong> Pelo contrário, cada nova descoberta aponta para capacidades cognitivas e sociais complexas, semelhantes às dos humanos modernos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos-1779463337897.jpg" data-image="i3sk4fsb2pow" alt="Os pesquisadores recriaram ferramentas encontradas na caverna usando jaspe extraído localmente. Zubova et al., 2026/PLOS One)" title="Os pesquisadores recriaram ferramentas encontradas na caverna usando jaspe extraído localmente. Zubova et al., 2026/PLOS One)"><figcaption>Os pesquisadores recriaram ferramentas encontradas na caverna usando jaspe extraído localmente. Crédito: Zubova et al., 2026/PLOS One</figcaption></figure><p>Pesquisadores já haviam encontrado evidências de cuidado social entre neandertais, como <strong>apoio a indivíduos feridos ou com limitações físicas</strong>. No entanto, distinguir entre cuidado instintivo e estratégias médicas deliberadas sempre foi um desafio para os cientistas.</p><p>Os arranhões observados em dentes neandertais em estudos anteriores sugeriam o <strong>uso de “palitos” para remover restos de comida ou mastigação de plantas medicinais.</strong> Ainda assim, cáries eram raras entre esses grupos, graças a uma dieta pobre em carboidratos e a um microbioma oral mais diverso que o dos humanos atuais.</p><h2>Experimentos reproduziram a técnica pré-histórica</h2><p>Para testar a hipótese da intervenção, os pesquisadores realizaram experimentos em três molares humanos modernos <strong>usando ferramentas de jaspe semelhantes às encontradas na caverna.</strong> A arqueóloga Lydia Zotkina reproduziu movimentos manuais de perfuração até alcançar a câmara pulpar dos dentes.</p><div class="texto-destacado">O resultado foi surpreendente: em menos de uma hora, ela conseguiu criar marcas praticamente idênticas às observadas no molar neandertal. O experimento demonstrou que uma ferramenta de pedra era capaz de remover tecido dentário de forma eficiente.</div><p>Mesmo assim, os cientistas destacam que o procedimento real teria sido muito mais difícil. O paciente provavelmente sofria com inflamação, dor intensa e inchaço, além de não contar com anestesia. Ainda assim, conseguiu sobreviver ao tratamento e continuar usando o dente posteriormente, conforme indicam os padrões de desgaste observados.</p><h2>Descoberta muda compreensão sobre a origem da medicina</h2><p>Os pesquisadores acreditam que a intervenção tenha ocorrido dentro de um contexto social próximo, possivelmente entre familiares. Trabalhar dentro da boca exigiria <strong>coordenação, paciência e habilidade manual,</strong> além de alguém capaz de manter a cabeça do paciente imóvel.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768294" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa">Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557_320.jpg" alt="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"></a></article></aside><p>Especialistas independentes consideram a descoberta um <strong>marco para a antropologia e a odontologia evolutiva</strong>. Para o anatomista italiano Gregorio Oxilia, o estudo demonstra uma transição importante entre automedicação instintiva e práticas médicas deliberadas.</p><p>A descoberta também sugere que as raízes da medicina invasiva não pertencem exclusivamente ao <em>Homo sapiens</em>. Em vez disso, elas fariam parte de uma <strong>herança compartilhada com nossos parentes evolutivos mais próximos</strong>, ampliando significativamente o entendimento sobre a origem dos cuidados de saúde na pré-história.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Plos One. <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0347662" target="_blank">Earliest evidence for invasive mitigation of dental caries by Neanderthals</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 23:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobriram fósseis que comprovam que os polvos antigos eram predadores de topo, enormes e inteligentes e dotados de uma mordida poderosa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023.png" data-image="xd1hoxibnhqx"><figcaption>Imagem de uma reconstrução do polvo gigante. Crédito: Yohei Utsuki, Departamento de Ciências da Terra e Planetárias, Universidade de Hokkaido.</figcaption></figure><p>Um <strong>novo estudo publicado na revista </strong><em><strong>Science</strong> </em>revela que os primeiros parentes do polvo podem ter desempenhado um papel mais predatório em ecossistemas antigos.</p><p>O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Hokkaido, descobriu que <strong>os primeiros polvos conhecidos eram predadores gigantes que caçavam no topo da cadeia alimentar</strong>, ao lado de grandes vertebrados marinhos.</p><p>Os polvos têm corpos moles, o que significa que raramente fossilizam bem, dificultando o rastreamento de sua história evolutiva. No estudo, os pesquisadores usaram <strong>mandíbulas fossilizadas de polvos primitivos </strong>— uma parte do corpo que fossiliza facilmente — para reconstruir sua história.</p><h2>Use ferramentas digitais para encontrar fósseis</h2><p>Utilizando<strong> tomografia de alta resolução e um modelo de inteligência artificial (IA)</strong>, cientistas descobriram <strong>mandíbulas fossilizadas em amostras de rochas do Cretáceo Superior, datadas de 100 a 72 milhões de anos atrás</strong>. Os fósseis, escavados no Japão e na Ilha de Vancouver, estavam bem preservados em sedimentos marinhos calmos, com minúsculas marcas de desgaste revelando como se alimentavam.</p><p>Os<strong> fósseis pertencem a um grupo extinto de polvos com nadadeiras chamado <em>Cirrata</em></strong>. Ao analisar a forma, o tamanho e o desgaste das mandíbulas, a equipe descobriu que eles<strong> eram predadores ativos, esmagando suas presas com uma mordida poderosa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766065" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>"Nossas descobertas sugerem que <strong>os primeiros polvos eram predadores gigantescos que ocupavam o topo da cadeia alimentar marinha no período Cretáceo</strong>", disse o professor Yasuhiro Iba, da Universidade de Hokkaido.</p><p>"A partir de mandíbulas fossilizadas excepcionalmente bem preservadas, demonstramos que esses animais <strong>atingiam comprimentos totais de até quase 20 metros, o que poderia ter superado o tamanho dos maiores répteis marinhos da mesma época</strong>", acrescentou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279749779.jpg" data-image="awinobe3lmdm"><figcaption>Fotografia de um polvo. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>“Talvez a descoberta mais surpreendente tenha sido o grau de desgaste nas mandíbulas”, disse Iba. <strong>O fóssil apresentava desgaste extenso, incluindo lascas e rachaduras, indicando uma força de mordida poderosa</strong>.</p><p>“Em espécimes bem desenvolvidos, até 10% da ponta da mandíbula, em relação ao seu comprimento total, havia se desgastado — uma porcentagem maior do que a observada em cefalópodes modernos que se alimentam de presas com casca dura. Isso indica interações repetidas e vigorosas com suas presas, revelando uma estratégia alimentar inesperadamente agressiva”.</p><p>As descobertas sugerem que <strong>os polvos antigos eram caçadores poderosos e ativos que consumiam grandes quantidades de presas</strong>.</p><h2>Como essa descoberta afeta sua história evolutiva?</h2><p>As descobertas alteram a compreensão dos cientistas sobre a história inicial dos polvos. <strong>Os novos fósseis recuam o registro mais antigo conhecido de polvos com barbatanas em cerca de 15 milhões de anos </strong><strong>e o registro geral de polvos em cerca de 5 milhões de anos</strong>, situando-os aproximadamente há 100 milhões de anos.</p><p>Uma descoberta incomum foi o desgaste desigual nas mandíbulas. Em ambas as espécies examinadas, um lado da mandíbula estava mais desgastado, sugerindo que elas preferiam usar esse lado. Esse comportamento é chamado de lateralização e está associado a animais modernos com processamento neural avançado. Essas descobertas sugerem que<strong> os primeiros polvos podem ter exibido comportamentos complexos e inteligentes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="634133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/revelacao-genetica-o-polvo-que-previu-uma-catastrofe-glacial.html" title="Revelação genética: o polvo que previu uma catástrofe glacial!">Revelação genética: o polvo que previu uma catástrofe glacial!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/revelacao-genetica-o-polvo-que-previu-uma-catastrofe-glacial.html" title="Revelação genética: o polvo que previu uma catástrofe glacial!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revelation-genetique-la-pieuvre-qui-predit-la-catastrophe-glaciaire-1704606862538_320.jpeg" alt="Revelação genética: o polvo que previu uma catástrofe glacial!"></a></article></aside><p>Anteriormente, os cientistas acreditavam que os ecossistemas marinhos antigos eram dominados por predadores vertebrados, enquanto os invertebrados eram considerados como estando em um nível inferior da cadeia alimentar. As novas descobertas sugerem que os polvos gigantes podem ter sido uma exceção, ascendendo ao topo da cadeia alimentar e<strong> competindo com grandes vertebrados</strong>.</p><p>“<strong>Este estudo fornece a primeira evidência direta de que invertebrados poderiam evoluir para predadores gigantes e inteligentes </strong>em ecossistemas que foram dominados por vertebrados por cerca de 400 milhões de anos. Nossas descobertas demonstram que mandíbulas poderosas e a perda do esqueleto superficial — características comuns tanto a polvos quanto a vertebrados marinhos — foram essenciais para se tornarem predadores marinhos enormes e inteligentes”, disse Iba.</p><p>A pesquisa reforça a necessidade de reconstruir ecossistemas antigos inteiros com maior detalhe. Usando mineração digital de fósseis e inteligência artificial, a equipe espera descobrir muitos outros fósseis escondidos.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea6285" target="_blank">Earliest octopuses were giant top predators in Cretaceous oceans</a>. 23 de abril, 2026. Ikegami, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas extremas de mais de 100 mm deixam em alerta o estado de São Paulo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 21:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma região de baixa pressão, somada à atuação de um rio atmosférico, irá favorecer tempestades intensas com chuvas volumosas sobre o estado de São Paulo neste fim de semana. Os volumes previstos entre sábado (23) e domingo (24) podem causar transtornos, como alagamentos e inundações.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html " target="_blank">Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaaunje"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaaunje.jpg" id="xaaunje"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O <strong>estado de São Paulo</strong> está em <strong>alerta</strong> para<strong> chuvas </strong>incomuns a <strong>extremas</strong> neste <strong>fim de semana</strong>, devido a uma área alongada de baixa pressão atmosférica sobre o estado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo-1779479337715.png" alt="Previsão de probabilidade de chuva neste sábado (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de probabilidade de chuva neste sábado (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva neste sábado (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Estão previstas <strong>chuvas</strong> a o longo de <strong>todo o sábado (23) </strong>sobre<strong> grande parte do território paulista</strong>, que podem ter início ainda durante a manhã. Os <strong>acumulados</strong> podem se aproximar ou ultrapassar<strong> 100 mm </strong><strong>até o final de domingo (24) </strong>em algumas áreas, com <strong>risco</strong> de causar <strong>transtornos</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Rio atmosférico favorece tempestades com chuvas intensas</h2><p>O <strong>abaixamento</strong> (diminuição) da <strong>pressão atmosférica</strong> sobre São Paulo favorece a <strong>canalização</strong> de <strong>umidade</strong> transportada desde a região Norte, na forma de um <strong>rio atmosférico. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo-1779479382752.png" data-image="2ivhsouyachr" alt="Previsão de rio atmosférico neste sábado (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de rio atmosférico neste sábado (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de rio atmosférico neste sábado (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Embora o<strong> rio atmosférico </strong>não seja tão intenso dessa vez, ele está <strong>previsto </strong>atuar <strong>sobre São Paulo</strong> ao longo de <strong>todo o final de semana</strong>, e a injeção de vapor d’água <strong>favorece</strong> a formação de <strong>tempestades</strong> <strong>severas</strong> e <strong>chuvas intensa</strong><strong>s</strong>, inclusive sobre a Região Metropolitana de São Paulo.</p><p>As <strong>tempestades</strong><strong> mais intensas</strong> estão previstas para a <strong>metade oeste do estado</strong>, podendo ter início ainda durante a <strong>madrugada</strong> no <strong>interior</strong> do estado e na região de <strong>fronteira com o Paraná</strong>. Ao longo do dia, a linha de tempestades avança até a o norte do estado, alcançando também a Capital Paulista. Sistemas intensos podem ocorrer sobre todo o estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo-1779479502770.png" data-image="857ts1vk50z7" alt="Previsão de tempestades neste sábado (23), segundo o ECWMF." title="Previsão de tempestades neste sábado (23), segundo o ECWMF."><figcaption>Previsão de tempestades neste sábado (23), segundo o ECWMF.</figcaption></figure><p>Não se descarta a <strong>possibilidade</strong> de formação de <strong>granizo</strong> e <strong>rajadas intensas </strong>de <strong>vento</strong>, além das<strong> chuvas intensas</strong>, cujos acumulados diários podem ser ‘incomuns’ a ‘extremos’, de acordo com o <strong>índice de previsão extrema</strong> (EFI) do modelo ECMWF para a precipitação.</p><p>Este índice é baseado na climatologia de previsões do modelo e<strong> ressalta áreas</strong> onde o <strong>acumulado diário</strong> provavelmente irá ultrapassar o limiar estatístico conhecido como quantil 99. Em termos simples, o quantil 99 é usado como um indicador de evento extremo porque volumes acima deste valor ocorrem apenas <strong>1 em cada 100 previsões</strong> - considerando os padrões de cada região e cada período do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo-1779479540257.png" data-image="w7y6nceocbwu" alt="EFI do ECMWF para a precipitação (esquerda) e quantil 99 (direita). Créditos: ECMWF." title="EFI do ECMWF para a precipitação (esquerda) e quantil 99 (direita). Créditos: ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para a precipitação (esquerda) e quantil 99 (direita). Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>O EFI aponta para valores entre 0,5 e 1 sobre todo o estado de São Paulo no sábado (23), indicando que muito provavelmente os <strong>volumes de chuva serão extremos. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo-1779479606167.png" data-image="fb23ujjzlfgj" alt="Previsão de chuva neste sábado (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva neste sábado (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva neste sábado (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>chuvas</strong> devem ser <strong>intensas</strong> em <strong>diversas áreas</strong> ao longo de<strong> todo o estado</strong> paulista principalmente durante o<strong> sábado (23),</strong> mas também podem ocorrer no <strong>domingo (24)</strong>. Chuvas intensas se referem a<strong> elevados volumes</strong> em <strong>curtos</strong> <strong>intervalos</strong> de tempo, que podem causar <strong>transtornos</strong> como <strong>inundações</strong> repentinas e <strong>alagamentos</strong> súbitos, especialmente em áreas mais urbanizadas, deixando a população em alerta, principalmente aquela que mora em locais de risco.</p><h2>Acumulados podem ultrapassar 100 mm</h2><p>O modelo ECMWF, de confiança da Meteored, vem indicando que este <strong>final de semana</strong> deve ter <strong>acumulados</strong> de chuva <strong>superiores</strong> a <strong>100 mm em 48 horas</strong>, sendo que a maior parte do volume previsto deve ocorrer no sábado (23).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo-1779479406660.png" data-image="nmwjn10vs5oq" alt="Previsão de chuva acumulada (mm) até o final de domingo (24), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada (mm) até o final de domingo (24), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada (mm) até o final de domingo (24), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Aqui é importante destacar que os modelos operacionais de previsão do tempo atualizam a previsão a cada hora. A <strong>rodada mais atual </strong>aponta para mais de<strong> 100 mm </strong>na <strong>Região Metropolitana de São Paulo</strong>, e entre <strong>50 mm e 90 mm</strong> em diversas <strong>outras áreas</strong>. Embora a localização dos maiores volumes possa divergir da previsão, todo o estado está em alerta para volumes elevados ao longo do final de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-o-estado-de-sao-paulo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar frio e volta da chuva quebram padrão no Sul do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-e-volta-da-chuva-quebram-padrao-no-sul-do-brasil.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 20:18:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma mudança no tempo é esperada para a Região Sul do Brasil nos próximos dias. Enquanto o ar frio se mantém, o retorno das chuvas deve quebrar o padrão de tempo seco que predomina na região</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/reforco-polar-aumenta-o-frio-e-chuvas-intensas-retornam-ao-centro-sul-confira.html" target="_blank">Reforço polar aumenta o frio e chuvas intensas retornam ao centro-sul; confira</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaatl8q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaatl8q.jpg" id="xaatl8q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos últimos dias, o Sul do Brasil registrou temperaturas baixas e ausência de chuvas. Isso ocorreu porque a massa de ar frio também era extremamente seca, o que dificultava a <strong>formação de nuvens</strong> carregadas sobre a região. Contudo, mudanças no tempo são esperadas para os próximos dias.</p><p>Neste final de semana, a massa de ar frio ainda ditará as condições do tempo, mas no início da próxima semana o cenário muda. A atuação de um sistema de baixa pressão trará as <strong>chuvas de volta</strong> à Região Sul de maneira mais generalizada, sem se concentrar em apenas um estado.</p><h2>Ar frio continua neste final de semana</h2><p>O ar frio continua presente neste final de semana sobre o Sul do país. Embora já se note um sinal de <strong>enfraquecimento da massa polar</strong>, ela ainda terá força suficiente para deixar as temperaturas abaixo da média tanto no sábado (23) quanto no domingo (24).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-e-volta-da-chuva-quebram-padrao-no-sul-do-brasil-1779457884863.jpg" data-image="42pssn67ajm6" alt="Temperatura Mínima prevista para o sábado (23)." title="Temperatura Mínima prevista para o sábado (23)."><figcaption>Mínima prevista para este sábado (23). O modelo ECMWF prevê temperaturas próxima de 5°C na Serra Catarinense.</figcaption></figure><p>O amanhecer de sábado (23) ainda será gelado em áreas da Campanha Gaúcha e na parte central do Rio Grande do Sul, com os termômetros variando entre 6°C e 8°C. O frio também persiste na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense, onde as temperaturas previstas pelo modelo podem chegar a 5°C, mas com marcas ainda menores <strong>junto à superfície</strong>.</p><p>Nas demais localidades do Sul do Brasil, as temperaturas já ficam acima dos 10°C, o que elimina qualquer <strong>risco de geada</strong>. Durante a tarde, as temperaturas mais baixas ficam concentradas no sul e nordeste gaúcho, além da faixa entre a serra catarinense e o sul do Paraná, regiões onde as máximas serão inferiores a 17°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-e-volta-da-chuva-quebram-padrao-no-sul-do-brasil-1779458020678.jpg" data-image="0mcgdsvrhs9p" alt="Temperatura para a tarde de domingo (24)." title="Temperatura para a tarde de domingo (24)."><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde de domingo (24), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>No domingo (24), as temperaturas sobem de forma generalizada, marcando a despedida da massa de ar frio que atuou por dias na região. Dessa maneira, o amanhecer contará com marcas entre 8°C e 14°C no Rio Grande do Sul, 7°C e 15°C nos municípios de Santa Catarina e <strong>acima de 11°C</strong> no Paraná.</p><p>O enfraquecimento do ar frio permitirá uma elevação térmica mais expressiva durante a tarde de domingo, com os termômetros atingindo a <strong>marca dos 20°C</strong> em boa parte do Sul do Brasil e variando entre 16°C e 19°C na faixa entre o nordeste gaúcho e o sul paranaense.</p><h2>Início de semana com mudanças no tempo</h2><p>Após dias de tempo firme na maior parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, são esperadas viradas no tempo já no início da próxima semana. Isso ocorrerá devido ao aprofundamento de uma área de baixa pressão (cavado), que provocará instabilidades e a formação de <strong>nuvens carregadas</strong> já na manhã de segunda-feira (25).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Setores do oeste do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná terão céu encoberto e previsão de pancadas de chuva leve na primeira parte do dia. Ao longo da tarde, há riscos e alertas para <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> acompanhadas de trovoadas e descargas elétricas no noroeste gaúcho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-e-volta-da-chuva-quebram-padrao-no-sul-do-brasil-1779457800163.jpg" data-image="n1dgkvcglkb0" alt="Precipitação para segunda-feira (25)." title="Precipitação para segunda-feira (25)."><figcaption>Mudança a caminho da Região Sul. Segunda-feira (25) contará com instabilidades e a presença de um cavado, aumentando as chances de chuvas fortes sobre os 3 estados.</figcaption></figure><p>No decorrer da noite de segunda-feira (25), a previsão indica que as chuvas se espalharão pelo Rio Grande do Sul, com forte intensidade sobre o noroeste e o centro do estado. Santa Catarina também deve registrar pancadas de chuva mais fortes em sua porção centro-oeste, enquanto Porto Alegre e a Região Metropolitana podem enfrentar <strong>risco de transtornos</strong> no final da noite.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-e-volta-da-chuva-quebram-padrao-no-sul-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item></channel></rss>