<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Thu, 18 Jun 2026 22:00:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 22:00:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[ Sequência de frentes frias traz risco chuvas extremas com acumulados próximos ou superiores a 100 mm em 3 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:56:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de duas frentes frias num período de apenas quatro dias pode deixa alerta de volumes de chuva considerados extremos, com risco de transtornos relacionados a alagamentos e enxurradas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xags6bm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xags6bm.jpg" id="xags6bm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Duas frentes frias </strong>estão previstas para cruzar o Brasil <strong>entre sexta (19) e segunda-feira (22)</strong>, deixando alerta para <strong>tempestades intensas </strong>e v<strong>olumes elevados de chuva</strong> que podem causar transtornos. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</a></div><p>As <strong>áreas</strong> com maior <strong>alerta</strong> estão na <strong>faixa leste entre Santa Catarina e São Paulo</strong>, entre sábado (20) e a próxima terça-feira (23). Os acumulados podem se aproximar ou ultrapassar <strong>100 mm</strong> em três estados. Confira os detalhes.</p><h2>Índice de previsão extrema </h2><p>O<strong> índice de previsão extrema (EFI)</strong> do modelo ECMWF <strong>destaca</strong> <strong>regiões</strong> onde a <strong>chuva diária</strong> prevista <strong>difere</strong> <strong>significativamente</strong> do que <strong>normalmente</strong> <strong>ocorre</strong> naquela época do ano. Os valores do EFI variam de 0,5 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior a indicação de que o acumulado previsto é incomum ou potencialmente extremo para aquela região. Em geral, valores acima de 0,5 indicam condições incomuns, enquanto valores superiores a 0,8 sugerem eventos muito raros ou extremos.</p><div class="texto-destacado">Os mapas abaixo mostram o EFI para a precipitação no sábado (20) e terça-feira (23), e o círculo vermelho destaca as áreas onde a combinação entre EFI elevado e altos volumes previstos de chuva merece maior atenção. </div><p>Na<strong> faixa leste entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo</strong>, os acumulados podem se aproximar ou ultrapassar<strong> 80 mm</strong> em apenas<strong> 24 horas </strong>no<strong> sábado (20)</strong>, o que representa chuva intensa com potencial para <strong>transtornos</strong> relacionados a alagamentos e enxurradas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados-1781808380554.png" data-image="dk7e5nj3fwbt" alt="EFI do modelo ECMWF para precipitação no próximo sábado (20) e terça-feira (23). Créditos: Adaptado de ECMWF." title="EFI do modelo ECMWF para precipitação no próximo sábado (20) e terça-feira (23). Créditos: Adaptado de ECMWF."><figcaption>EFI do modelo ECMWF para precipitação no próximo sábado (20) e terça-feira (23). Créditos: Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> terça-feira (23)</strong>, a área de maior destaque permanece sobre o <strong>estado de São Paulo e regiões vizinhas</strong>, enquanto na <strong>quarta-feira (24)</strong> a frente fria avança e deixa a<strong> faixa leste</strong> entre <strong>São Paulo e o Rio de Janeiro</strong> em alerta para a manutenção de chuvas volumosas. </p><p>Embora o EFI também destaque outras áreas do Brasil, isso não significa necessariamente volumes de chuva tão elevados quanto os previstos para o Sul e Sudeste. Como o índice é calculado em relação à climatologia de cada região, valores relativamente baixos de precipitação podem ser considerados incomuns em áreas que normalmente permanecem secas nesta época do ano. </p><h2>Acumulados em torno de 100 mm</h2><p>Os <strong>acumulados</strong> podem <strong>se aproximar ou ultrapassar 100 mm</strong> no <strong>leste de Santa Catarina</strong>,<strong> interior de São Paulo</strong> e <strong>oeste do Paraná </strong>entre sexta-feira (19) e o final da terça-feira (23). </p><p>Os acumulados elevados estão associados com <strong>tempestades</strong> e uma <strong>injeção de umidade</strong> vinda através de um <strong>rio atmosférico</strong>, que transporta vapor d’água da Amazônia em direção ao ciclone da frente fria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados-1781808537477.png" data-image="y10r4yghd6io"><figcaption>Previsão de rio atmosférico para segunda-feira (22), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No entanto, a precipitação é uma das variáveis meteorológicas com maior incerteza de previsão, especialmente quando associada à ocorrência de tempestades, que dependem de processos atmosféricos em escalas menores e podem provocar grandes diferenças nos volumes acumulados em curtas distâncias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados-1781808393688.png" data-image="i1gp1s5640au" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Por esse motivo, a localização exata dos maiores acumulados tem variado entre as últimas rodadas dos modelos de previsão. Apesar dessas oscilações, os <strong>sinais permanecem consistentes </strong>para a ocorrência de <strong>chuva volumosa </strong>principalmente<strong> </strong>na <strong>faixa leste entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo</strong>, com maior potencial para acumulados expressivos e transtornos localizados. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[SC e RS registram recordes consecutivos de frio antes do inverno; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sc-e-rs-registram-recordes-consecutivos-de-frio-antes-do-inverno-veja-imagens.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:55:58 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antecipando os efeitos da próxima estação, as cidades do topo da serra gaúcha completaram o terceiro amanhecer seguido com termômetros abaixo de zero grau, alterando a rotina dos moradores e mudando as paisagens locais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-rs-registram-recordes-consecutivos-de-frio-antes-do-inverno-1781804245878.jpg" data-image="q16fs833hszy" alt="São Joaquim (SC) nesta quinta-feira, 18 de junho — Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação" title="São Joaquim (SC) nesta quinta-feira, 18 de junho — Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação"> <figcaption>São Joaquim (SC) nesta quinta-feira, 18 de junho — Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação</figcaption></figure><p>O Sul do Brasil enfrenta uma intensa onda de frio que trouxe <strong>marcas negativas históricas e geada para a região antes mesmo do início oficial do inverno</strong>. Cidades das serras catarinense e gaúcha registraram congelamento de superfícies e marcas térmicas sucessivas abaixo de zero grau nas últimas manhãs.</p><p>A massa de ar frio <strong>derrubou as temperaturas de forma expressiva em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul</strong>, afetando também áreas litorâneas. O fenômeno meteorológico vem sendo acompanhado por institutos oficiais, que apontam a persistência desse cenário de frio extremo ao longo de toda a semana.</p><h2>Frio extremo quebra recordes em Santa Catarina</h2><p>A cidade de Bom Jardim da Serra, localizada na serra catarinense, registrou a menor temperatura do ano no Brasil pelo segundo dia consecutivo. Os termômetros do município <strong>marcaram -7,3°C às 4h desta quinta-feira (18)</strong>, superando a marca de -6,7°C obtida na quarta-feira (17).</p><p>Outras localidades da região também enfrentaram marcas muito baixas nesta mesma manhã, como Urupema, <strong>com -5,19°C</strong>, e Urubici, <strong>com -3,83°C</strong>. Em São Joaquim, os termômetros atingiram a <strong>mínima de -2,82°C</strong>, cobrindo de geada a área conhecida como Vale dos Caminhos da Neve.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">BRASIL | Os campos cobertos pela geada e uma camada de gelo formada em cima de um lago: essa é a cena que os moradores de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, viveram na manhã desta quinta-feira (18). <a href="https://x.com/hashtag/frio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#frio</a> <a href="https://x.com/hashtag/baixastemperaturas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#baixastemperaturas</a> <a href="https://x.com/hashtag/suldopais?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#suldopais</a> <a href="https://x.com/hashtag/abcmais?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#abcmais</a> <a href="https://t.co/18aKjGYzmC">pic.twitter.com/18aKjGYzmC</a></p> Jornal NH (@jornalnh) <a href="https://x.com/jornalnh/status/2067594601234321823?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote></figure><p>A intensidade do frio na serra catarinense provocou <strong>o congelamento de uma poça de água no interior de São Joaquim</strong>. O impacto do fenômeno alcançou também o litoral do estado, fazendo Florianópolis registrar sua menor temperatura de 2026, <strong>com 5,42°C</strong>.</p><p>Adicionalmente, os termômetros na cidade de Criciúma, situada no Sul catarinense,<strong> marcaram 3,44°C no mesmo horário</strong>. Essa massa de ar frio já havia mostrado força no dia anterior, quando quatorze municípios registraram índices abaixo de zero.</p><h2>Temperaturas negativas persistem na serra gaúcha</h2><p>No Rio Grande do Sul, o município de Vacaria contabilizou o terceiro dia consecutivo com temperaturas abaixo de zero grau antes do começo do inverno. A cidade amanheceu<strong> com a marca de -1°C nesta quinta-feira (18)</strong>, consolidando-se como o segundo ponto mais frio do território gaúcho. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774433" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html" title="Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área">Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html" title="Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area-1781725796181_320.jpg" alt="Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área"></a></article></aside><p> Nos dias anteriores, a mesma estação local havia apontado marcas ainda menores,<strong> com -3,4°C na quarta-feira e -3,2°C na terça-feira.</strong> Os termômetros também caíram em outros pontos da serra gaúcha monitorados pelo Instituto Nacional de Meteorologia. O amanhecer registrou marcas baixas como<strong> 0,4°C</strong> em São Francisco de Paula, <strong>1,7°C </strong>em Caxias do Sul e<strong> 2,1°C</strong> em São José dos Ausentes.</p><p>Outras medições na região apontaram que a cidade de Canela registrou <strong>3,3°C</strong>, enquanto o município de Bom Jesus marcou <strong>1,5°C</strong> nas primeiras horas do dia. Esses dados reforçam a abrangência do frio intenso que se espalhou por diferentes áreas dos Campos de Cima da Serra.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Caroline%20Borges" data-year="" data-title="Com%20m%C3%ADnima%20de%20-7%2C3%C2%B0C%2C%20SC%20registra%20pelo%202%C2%BA%20dia%20seguido%20a%20menor%20temperatura%20do%20Brasil%20em%202026" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsc%2Fsanta-catarina%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F18%2Fminima-de-73c-sc-menor-temperatura-2026-segundo-dia-seguido.ghtml">Caroline Borges. <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/06/18/minima-de-73c-sc-menor-temperatura-2026-segundo-dia-seguido.ghtml" target="_blank">Com mínima de -7,3°C, SC registra pelo 2º dia seguido a menor temperatura do Brasil em 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Marcos%20Cardoso" data-year="" data-title="Vacaria%20registra%20temperatura%20negativa%20pelo%20terceiro%20dia%20consecutivo" data-url="https%3A%2F%2Fgauchazh.clicrbs.com.br%2Fpioneiro%2Fgeral%2Fnoticia%2F2026%2F06%2Fvacaria-registra-temperatura-negativa-pelo-terceiro-dia-consecutivo-cmqjfbwpz01fe012tqanz5pua.html">Marcos Cardoso. <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/geral/noticia/2026/06/vacaria-registra-temperatura-negativa-pelo-terceiro-dia-consecutivo-cmqjfbwpz01fe012tqanz5pua.html" target="_blank">Vacaria registra temperatura negativa pelo terceiro dia consecutivo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sc-e-rs-registram-recordes-consecutivos-de-frio-antes-do-inverno-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeira onda de frio do inverno vai atingir 7 países e 14 estados; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:16:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar polar provocará uma forte onda de frio na América do Sul, com geadas, temperaturas negativas e até neve em diversos países. No Brasil, o sistema atingirá as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, originando até um episódio de friagem.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html" target="_blank">Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801605191.jpg" data-image="z784kiiopl3k" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho (modelo ECMWF)." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho (modelo ECMWF)."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho (modelo ECMWF) mostra uma extensa onda de frio tomando grande parte da América do Sul na semana que vem.</figcaption></figure><p>Modelos meteorológicos de previsão estão indicando a formação de uma<strong> nova frente fria</strong> nos próximos dias, que virá acompanhada de uma <strong>intensa massa de ar polar.</strong> O sistema começará a avançar pelo país a partir de sexta-feira (19), trazendo chuvas e frio severo para o centro-sul brasileiro ao longo da semana que vem.</p><div class="texto-destacado">Antes de chegar ao Brasil, a massa de ar polar avançará por diversos outros países, originando uma extensa onda de frio sobre toda a América do Sul ao longo da semana que vem.</div><p>Entre os países que serão afetados estão <strong>o Chile, Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Peru</strong>. Como é possível observar na imagem acima, o país mais severamente afetado pela onda de frio será o Paraguai, onde as anomalias podem chegar a até <strong>10°C abaixo da média</strong> e afetarão praticamente todo o território do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801643604.jpg" data-image="wmnt4dhaholh" alt="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira durante a manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira durante a manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira durante a manhã mostram temperaturas baixíssimas atingindo grande extensão da região Patagônica da Argentina e o Chile.</figcaption></figure><p>Em grande parte da Argentina, especialmente nas regiões Patagônica e Semi-árida, previsões indicam temperaturas que podem cair <strong>muito abaixo dos zero graus</strong> entre a segunda-feira (22) e a terça-feira (23), chegando a<strong> -10°C</strong> ou <strong>-15°C</strong>. Isso ocasionará a formação de <strong>geadas amplas</strong> e também a ocorrência de <strong>neve</strong>, inclusive nas Ilhas Malvinas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Temperaturas similares</strong> serão registradas na Bolívia e no Peru, especialmente em regiões de maior altitude, que também podem registrar ocorrências pontuais de neve. Nas <strong>cordilheiras</strong> entre o Chile e a Argentina, que já são naturalmente mais frias, as temperaturas podem chegar <strong>perto dos -40°C</strong>.</p><h2>Temperaturas negativas atingem a região Sul</h2><p>Na quarta-feira (24), e na quinta-feira (25), as temperaturas mínimas nos três estados da <strong>região Sul</strong> (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) também vão atingir <strong>valores negativos</strong>, o que pode ocasionar a formação de<strong> geadas muito fortes e abrangentes</strong> nos três estados brasileiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801680910.jpg" data-image="s6geqxt99b6f" alt="Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira durante a manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira durante a manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira durante a manhã mostram temperaturas negativas se formando em grande parte da região Sul, o que pode ocasionar geadas fortes.</figcaption></figure><p>Nestes mesmos dias, a massa de ar frio estará <strong>avançando de maneira ampla </strong>pelo restante do país. Além do Sul, o frio também será sentido na<strong> região Sudeste</strong> (SP, RJ e sul/oeste de MG), no<strong> Centro-Oeste</strong> (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, centro/sul de Goiás e Distrito Federal) e até mesmo na <strong>região Norte </strong>(Rondônia, Acre, sul do Amazonas e extremo sudoeste do Pará).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao total, 14 estados brasileiros serão afetados pelo frio na semana que vem, registrando quedas na temperatura com maior ou menor intensidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há <strong>risco de geadas</strong> em toda a região Sul, no sul do Mato Grosso do Sul, e também em regiões de maior altitude do Sudeste. Além disso, como a massa de ar frio chegará até o Norte do país, teremos a ocorrência de um <strong>novo episódio de friagem</strong> - quando massas de ar frio fazem as temperaturas caírem em regiões normalmente mais quentes e úmidas próximas à linha do Equador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801712473.jpg" data-image="cvram9vbv7c3" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a madrugada." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a madrugada."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a madrugada ilustra a abrangência da massa de ar polar sobre o Brasil, que ocasionará frio extremo e geadas.</figcaption></figure><p>A chegada dessa massa de ar polar coincide com o <strong>início oficial do inverno de 2026</strong>, que já acontece neste <strong>domingo (21)</strong> com o solstício de inverno (o dia mais curto do ano). Como essa semana será marcada por um frio intenso, com anomalias de temperatura até 5°C abaixo da média por vários dias consecutivos, o Inverno se iniciará com uma <strong>intensa onda de frio sobre grande parte da América do Sul</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo nas próximas horas com alerta em 7 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 17:59:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas próximas horas, a previsão mostra o avanço de uma frente fria sobre o Brasil. O sistema frontal irá provocar mudanças no tempo ainda nesta quinta-feira e deixa 7 estados em alerta.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao.html" target="_blank">Duas frentes frias vão atingir o país em apenas 4 dias; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xago7r6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xago7r6.jpg" id="xago7r6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana começou com algumas instabilidades pelo Centro-Sul do Brasil que rapidamente cessaram e se tornaram dias de tempo firme e estável. Contudo, <strong>o tempo vai mudar novamente a partir desta quinta-feira (18)</strong> e 7 estados entre as Regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste serão afetados.</p><p>A previsão indica a<strong> chegada de uma frente fria nas próximas horas</strong>. Sistema que irá provocar<strong> chuvas intensas, aumenta os riscos de tempestades</strong> e do <strong>potencial para transtornos</strong>. Pelo menos sete estados vão ficar em alerta. Veja a lista dos estados em alerta:</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Mato Grosso do Sul</li><li>Mato Grosso</li><li>Rondônia</li></ul><p>Confira a previsão do tempo e como a frente fria afeta o seu estado e região.</p><h2>Chuvas intensas e tempestades deixam sinal de alerta</h2><p><strong>Uma nova frente fria avança pelo Sul do Brasil</strong> a partir do final da noite desta quinta-feira (18). Mas ao longo da tarde e noite<strong> mudanças no tempo já serão percebidas</strong> como aumento de nebulosidade sobre os municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><p>No decorrer da madrugada de sexta-feira (19),<strong> a frente fria irá avançar pelo estado gaúcho e há riscos de chuvas intensas e temporais</strong>. A esta altura nuvens carregadas já se encontram sobre o Paraná e começam a surgir sobre o estado do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados-1781793600557.jpg" data-image="6hivag5wdf68" alt="Precipitação e nebulosidade prevista" title="Precipitação e nebulosidade prevista"><figcaption>Chuva e presença de nuvens marcam a tarde desta sexta-feira (19). Há previsão de chuvas intensas sobre áreas da Região Sul, Centro-Oeste e Norte.</figcaption></figure><p>As maiores preocupações ocorrem no período da tarde com o <strong>aumento da intensidade das chuvas </strong>e sua grande área de atuação de Norte a Sul do Brasil. As <strong>chuvas intensas</strong> estão previstas para atingirem áreas de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. </p><p>A frente fria terá <strong>suporte de umidade</strong> que é transportada por um canal úmido desde áreas do Norte do país.Com isso, têm-se <strong>a formação de nuvens carregadas</strong> com <strong>potencial para gerar problemas</strong> como alagamentos devido aos altos acumulados de chuva em um curto período de tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados-1781793661473.jpg" data-image="a06s6qtejoot" alt="Rios Atmosféricos." title="Rios Atmosféricos."><figcaption>Canal de umidade ganha força neta sexta (19) e promove suporte para chuvas intensas e tempestades sobre o Brasil.</figcaption></figure><p>Com a chegada do período da noite, <strong>as chuvas perdem força</strong>, mas ainda ocorrem sobre algumas áreas do Brasil. No <strong>Sudeste sua chegada acontece ao final da sexta-feira (19),</strong> com o aumento da presença de nuvens sobre o estado de São Paulo dando fim aos dias de sol, por enquanto.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </a> </div><p>No estado paulista, <strong>as chuvas devem acontecer de forma bastante pontual</strong>, próxima a divisa com o Paraná. O modelo ECMWF prevê chuvas com intensidade moderada, com baixa expectativa de transtornos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados-1781793256181.jpg" data-image="unxq9zj7utn8" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Mapa de chuva acumulada mostra que os maiores volumes ocorrem entre PR, SC e MS, onde variam entre 30 e 45 mm.</figcaption></figure><p>A sexta-feira (19) terá os <strong>maiores acumulados</strong> ocorrendo<strong> no sul do Mato Grosso do Sul, sudoeste do Paraná e oeste de Santa Catarina</strong> com volumes superiores aos <strong>30 mm</strong>. Em áreas pontuais do Mato Grosso do Sul, o acumulado supera os <strong>40 mm</strong>, caso de Iguatemi/MS. Nos demais estados afetados pela frente fria, os acumulados variam entre <strong>5 mm e 30 mm</strong> até o final do dia de amanhã (19).</p><p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigênio desde o início]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 14:40:16 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova pesquisa sugere que as primeiras formas de vida complexas da Terra viveram em mares costeiros pouco profundos e ricos em oxigênio, há cerca de 1,7 bilhões de anos. Esta descoberta contesta teorias anteriores e oferece novas pistas sobre a evolução da vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-first-complex-life-on-earth-may-have-needed-oxygen-all-along-1781333259697.jpg" data-image="mfc0j69p76l9" alt="researcher" title="researcher"><figcaption>O pesquisador Max Lechte. Crédito: LA Reidman.</figcaption></figure><p>Em um novo estudo publicado na revista <em>Nature,</em> cientistas da Universidade McGill e da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, revelam que os <strong>primeiros eucariotas conhecidos</strong>, os antepassados de toda a vida complexa no nosso planeta,<strong> teriam vivido em ambientes marinhos pouco profundos e oxigenados</strong> há cerca de 1,7 bilhões de anos. Estas conclusões contestam a crença de longa data de que a vida complexa primitiva teria surgido em ambientes pobres em oxigênio ou flutuado no oceano aberto.</p><p>Os eucariotas incluem plantas, animais, fungos, outros organismos microscópicos e os seres humanos. Compreender onde e como evoluíram pela primeira vez<strong> é fundamental para entender como a vida na Terra se tornou tão diversificada e complexa</strong>.</p><p>"Queríamos saber em que ambientes a vida eucariótica mais antiga habitava, em particular <strong>para verificar se os fósseis eucarióticos primitivos já tinham adquirido mitocôndrias, o que lhes conferia a capacidade de ocupar ambientes aeróbicos"</strong>, afirmou Galen Halverson, professor do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade McGill e autor principal do estudo.</p><h2>Como estes organismos microscópicos viviam?</h2><p>A equipe de pesquisadores analisou <strong>fósseis microscópicos do norte da Austrália</strong>, <strong>datados de 1,75 a 1,4 bilhões de anos atrás</strong>. Para compreender como estes organismos viviam, eles estudaram a composição química das próprias rochas. Recorreram a elementos sensíveis ao oxigênio, como o ferro, para determinar que <strong>a água do mar em que os primeiros eucariotas viviam continha oxigênio</strong>, apesar de, nessa altura da história, a maioria dos oceanos ser pobre em oxigênio.</p><p>"Descobrimos que<strong> os primeiros eucariotas de que temos fósseis viviam predominantemente em ambientes bentônicos (no fundo do mar), oxigenados</strong> e próximos da costa", afirmou Halverson.</p><p><strong>"Isto demonstra que a disponibilidade de oxigênio ditava a evolução dos eucariotas desde as suas fases iniciais"</strong>, afirmou Leigh Anne Riedman, pesquisadora da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, e coautora do estudo.</p><p>Muitos pesquisadores partiam do princípio de que os primeiros eucariotas teriam vivido sem oxigênio ou flutuado à deriva na água. <strong>A descoberta de que o oxigênio fazia parte da vida primitiva na Terra desafia suposições de longa data sobre as suas condições de vida</strong>.</p><p>A localização dos fósseis descobertos também forneceu pistas sobre como teriam vivido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757461" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-encontram-oxigenio-na-escuridao-total-do-oceano-poderiamos-respirar-sem-luz-solar.html" title="Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?">Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-encontram-oxigenio-na-escuridao-total-do-oceano-poderiamos-respirar-sem-luz-solar.html" title="Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-encuentran-oxigeno-en-la-oscuridad-total-del-oceano-podriamos-respirar-sin-luz-solar-1772642658082_320.jpg" alt="Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?"></a></article></aside><p>"A distribuição dos fósseis também mostra que <strong>os eucariotas provavelmente viviam no fundo do mar e só se expandiram para os oceanos abertos cerca de bilhões de anos mais tarde</strong>, o que teria transformado a biosfera mais uma vez", afirmou Maxwell Lechte, outro coautor que atualmente está na Universidade de Sydney e que conduziu esta pesquisa enquanto era bolsista de pós-doutorado na McGill.</p><p>As conclusões do estudo estão em acordo com outros estudos recentes sobre microrganismos intimamente relacionados com os antepassados dos eucariotas, que <strong>sugerem que estes organismos eram capazes de utilizar oxigênio</strong>.</p><p>"Os <strong>eucariotas</strong> representam a maior parte da vida visível à nossa volta", afirmou Halverson. Compreender como se originaram, acrescentou, "é uma questão científica importante e de longa data, que está<strong> ligada à compreensão da biodiversidade presente hoje na Terra e possível noutros planetas habitáveis"</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em><a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10533-4" target="_blank">Early fossil eukaryotes were benthic aerobes | Nature</a>. Lechte, M.A., Riedman, L.A., Porter, S.M., Halverson, G.P. and Whelan, M. 20<sup>th</sup> May 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Desmatamento na Amazônia registra queda recorde de 61,4% em maio de 2026]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Redução histórica ocorre em período tradicionalmente marcado pelo avanço da devastação e reforça expectativa do governo de alcançar o menor índice anual de desmatamento já registrado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de-1781735460026.jpg" data-image="cir3svw7hdlv" alt="Segundo o governo, o Brasil caminha para alcancar em 2026 a menor taxa de desmatamento da serie historica na Amazonia" title="Segundo o governo, o Brasil caminha para alcancar em 2026 a menor taxa de desmatamento da serie historica na Amazonia"><figcaption>Segundo o governo, o Brasil caminha para alcançar em 2026 a menor taxa de desmatamento da serie histórica na Amazônia. Crédito: Divulgação Climainfo</figcaption></figure><p>O <strong>desmatamento na Amazônia Legal caiu 61,4% em maio de 2026</strong> na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando a maior redução percentual já registrada para o período. Os dados apontam que a área de vegetação suprimida passou de 960 quilômetros quadrados em maio de 2025 para 370 quilômetros quadrados neste ano.</p><p>As informações foram divulgadas na última quinta-feira (11) durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao <strong>Observatório Regional Amazônico (ORA), </strong>da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília. Os números são produzidos pelo <strong>Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter)</strong>, operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p><p>O sistema é utilizado para <strong>orientar ações de fiscalização e combate ao desmatamento realizadas por órgãos ambientais federais</strong>, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).</p><h2>Queda ocorre em período crítico para a floresta</h2><p>De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, o resultado tem significado especial por ocorrer justamente no <strong>início da estação seca na Amazônia</strong>, período em que historicamente os índices de desmatamento costumam aumentar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de-1781735237109.jpg" data-image="xq9nmmn5mpor" alt="Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. | Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. | Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"><figcaption>Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</figcaption></figure><p>Segundo o ministro, o monitoramento constante e a atuação integrada dos órgãos de fiscalização foram determinantes para o resultado. Entre as medidas adotadas estão os<strong> embargos remotos promovidos pelo Ibama e as operações em campo realizadas pelo ICMBio</strong> em unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos.</p><p>Capobianco destacou que o governo acompanha diariamente os indicadores ambientais e classificou a redução como <strong>um marco para a política de controle do desmatamento</strong>. Ele também afirmou que os resultados demonstram a efetividade das ações implementadas nos últimos anos.</p><h2>Menor área desmatada da série histórica</h2><p>Além dos números referentes a maio, os dados consolidados do período entre <strong>agosto de 2025 e maio de 2026</strong> mostram uma<strong> redução de 37,5%</strong> no desmatamento em comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior. Nesse período, foram registrados 2.189 quilômetros quadrados de área desmatada, o menor valor já observado na série histórica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026">PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em-1770659226255_320.jpg" alt="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"></a></article></aside><p>A taxa oficial anual de desmatamento é calculada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), também coordenado pelo Inpe. O levantamento considera o período entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.</p><p>A expectativa do Ministério do Meio Ambiente é que o resultado a ser consolidado em 31 de julho confirme<strong> o menor índice anual de desmatamento já registrado na Amazônia.</strong> Para o governo, os números reforçam a tendência de queda observada desde a retomada das políticas de fiscalização e controle ambiental.</p><h2>Cerrado também apresenta redução</h2><p>O Inpe divulgou ainda os dados referentes ao <strong>Cerrado, segundo maior bioma brasileiro.</strong> Em maio de 2026, os alertas de desmatamento registraram queda de 12,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.</p><div class="texto-destacado">No acumulado entre agosto de 2025 e maio de 2026, a redução foi de 8,2%, com 4.208 quilômetros quadrados de vegetação suprimida. No Cerrado, entretanto, a maior parte do desmatamento ocorreu em propriedades privadas regularizadas, onde a legislação permite a conversão de até 65% da vegetação nativa.</div><p>Os dados também ganharam relevância diante das <strong>críticas recentes dos Estados Unidos sobre o combate ao desmatamento no Brasil.</strong> O governo brasileiro rebateu as alegações e afirmou que os resultados demonstram avanços concretos na proteção ambiental. Além disso, reiterou a meta nacional de zerar o desmatamento até 2030 e defendeu que a conservação da floresta gera benefícios econômicos e ambientais mais duradouros do que sua destruição.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Agência Brasil. <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-06/desmatamento-na-amazonia-cai-614-em-maio-de-2026" target="_blank">Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Mar Morto está secando! Causas, impacto ambiental e as disputas sobre como salvar o ponto mais baixo da Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mar-morto-esta-a-secar-causas-impacto-ambiental-e-as-disputas-sobre-como-salvar-o-ponto-mais-baixo-da-terra.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um local único do nosso planeta está a desaparecer devido a causas naturais e antropogênicas. Descubra a seguir o que está a acontecer ao Mar Morto e as previsões sobre o seu futuro, devido à diminuição do nível da água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mar-muerto-se-seca-causas-impacto-ambiental-y-las-disputas-sobre-como-salvar-el-punto-mas-bajo-de-la-tierra-1780341281604.png" data-image="5e5vhbvws03l" alt="El mar Muerto está desapareciendo" title="El mar Muerto está desapareciendo"><figcaption>A paisagem do Mar Morto está a mudar drasticamente. Fonte da imagem: CNN Mundo.</figcaption></figure><p>Situado entre Israel, a Jordânia e a Cisjordânia (Palestina), <strong>o Mar Morto é o ponto mais baixo da superfície terrestre</strong>, localizado a cerca de 427 metros abaixo do nível do mar. Além disso, como a sua água é <strong>quase 10 vezes mais salgada</strong> do que a do oceano, as pessoas conseguem flutuar sem esforço; uma característica devida à sua densidade.</p><p>No entanto, as atividades humanas têm causado graves consequências, levando a que <strong>a cada ano o nível baixe cerca de 1,2 metros</strong>. Neste sentido, aproximadamente um terço da sua superfície foi reduzida nas últimas 5 décadas.</p><div class="texto-destacado">Devido a isso, revelou-se uma bela paisagem com costas cobertas de sal e sumidouros. No entanto, as imagens lembram que a <strong>existência futura do Mar Morto está por um fio</strong>.</div><p>Para salvar este corpo de água único no mundo, foram propostos vários planos que <strong>têm sido dificultados</strong> pelas tensões regionais, pelos custos de implementação e pela falta de urgência política.</p><h2>Causas e impacto ambiental</h2><p><strong>Tecnicamente, o Mar Morto é um lago</strong>. A sua principal fonte de água provém do rio Jordão, que atravessa o Mar da Galileia e prossegue o seu curso até ao Mar Morto.</p><p>Ao longo das últimas décadas, as <strong>barragens e desvios de água</strong> construídos pela Jordânia, Síria e Israel — para abastecer a agricultura, a pecuária e a população — provocaram a diminuição do caudal do rio Jordão. Outro fator que influenciou esta situação ambiental foi a indústria dedicada à <strong>extração de minerais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mar-muerto-se-seca-causas-impacto-ambiental-y-las-disputas-sobre-como-salvar-el-punto-mas-bajo-de-la-tierra-1780341364641.png" data-image="1u05i63pybyc" alt="El mar Muerto está desapareciendo" title="El mar Muerto está desapareciendo"><figcaption>Atualmente, o rio Jordão transporta 100 milhões de metros cúbicos de água. Antes, eram 1 300 milhões. Fonte da imagem: CNN Mundo.</figcaption></figure><p><strong>As mudanças climáticas vêm agravar esta realidade</strong>, uma vez que alguns estudos revelam que, mesmo que não existissem os desvios dos rios nem a atividade industrial, as secas prolongadas e intensas provocariam uma redução significativa do Mar Morto.</p><p>Como se isso não bastasse, o perigo tomou conta de uma popular estância balnear do Mar Morto: Ein Gedi.<strong> "Proibida a passagem de peões"</strong>, anuncia um enorme cartaz amarelo para alertar que se formaram grandes buracos circulares no caminho para a costa, em consequência da descida do nível da água.</p><h2>Ideias e planos que continuam em debate</h2><p>Para estudar o plano de bombear água<strong> do Mar Vermelho para o Mar Morto</strong>, o Governo Autónomo Palestiniano, a Jordânia e Israel assinaram um memorando de entendimento em 2013.</p><p>A ideia era construir uma <strong>estação de dessalinização</strong> para produzir água doce na costa jordaniana e um oleoduto com mais de 160 km de comprimento, destinado a transportar a salmoura produzida durante o processo de dessalinização até ao Mar Morto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mar-muerto-se-seca-causas-impacto-ambiental-y-las-disputas-sobre-como-salvar-el-punto-mas-bajo-de-la-tierra-1780341460550.png" data-image="j7nztw8rh93o" alt="El mar Muerto está desapareciendo" title="El mar Muerto está desapareciendo"><figcaption>Adicionar outro tipo de água alteraria completamente a composição química do Mar Morto. Fonte da imagem: CNN Mundo.</figcaption></figure><p><strong>Outras ideias incluem reduzir o desvio do rio Jordão </strong>e/ou diminuir o consumo de água pela indústria. No entanto, alguns especialistas ambientais salientam que é quase impossível restaurar o nível do Mar Morto ao que era há algumas décadas, sugerindo que o enfoque deve centrar-se na estabilização da deterioração.</p><p>Por outro lado, o Ministério da Proteção Ambiental de Israel <strong>refutou as acusações relacionadas com a falta de urgência política</strong>, referindo que "a deterioração contínua do Mar Morto é um grave problema ambiental de importância nacional e regional; o Ministério continua a promover políticas e planos para dar resposta ao problema".</p><p>Infelizmente, as pessoas que têm negócios e casas ao longo da costa do Mar Morto <strong>vivem na incerteza de não saber o que vai acontecer </strong>nos próximos anos ou se algum dos planos apresentados será levado a cabo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>CNN Mundo. <a href="https://cnnespanol.cnn.com/2026/05/27/mundo/mar-muerto-secando-como-resolverlo-trax?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">El punto más bajo del planeta, el mar Muerto se está secando mientras persisten las disputas sobre cómo resolverlo</a>. 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mar-morto-esta-a-secar-causas-impacto-ambiental-e-as-disputas-sobre-como-salvar-o-ponto-mais-baixo-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre o mito e a história: a longa busca pela cidade de Troia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Ruínas descobertas na atual Turquia, avanços da arqueologia e relatos da Antiguidade ajudam a desvendar os mistérios da lendária cidade que atravessou milênios entre fatos históricos e mitologia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia-1781724669304.jpg" data-image="3nbeyt8ihwl4" alt="Antiga ilustração de trecho da Ilíada, de Homero, com o Cavalo de Troia / Crédito: Getty Images" title="Antiga ilustração de trecho da Ilíada, de Homero, com o Cavalo de Troia / Crédito: Getty Images"><figcaption>Antiga ilustração de trecho da Ilíada, de Homero, com o Cavalo de Troia. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p><strong>Troia</strong> permanece como uma das cidades mais fascinantes da história antiga. Imortalizada nos poemas atribuídos a Homero, ela ocupa um lugar singular <strong>entre a realidade histórica e a lenda.</strong> Durante séculos, estudiosos questionaram se a cidade realmente existiu ou se era apenas fruto da imaginação literária.</p><p>A fama de Troia foi construída principalmente por meio da <strong>Ilíada</strong> e da <strong>Odisseia</strong>, obras que narram a guerra entre gregos e troianos e as consequências do conflito. Os relatos transformaram personagens como Aquiles, Heitor e Ulisses em símbolos universais de heroísmo, coragem e tragédia.</p><p>Apesar de sua importância cultural, a localização da cidade permaneceu desconhecida por muito tempo. A destruição atribuída ao <strong>fim da Idade do Bronze</strong> e as transformações ocorridas na região fizeram com que Troia desaparecesse da paisagem histórica, alimentando ainda mais seu caráter lendário.</p><h2>A descoberta de Hisarlik</h2><p>A principal candidata a abrigar a antiga Troia é hoje a <strong>colina de Hisarlik</strong>, situada no noroeste da Turquia, próxima ao estreito dos Dardanelos. O local revelou uma impressionante sucessão de cidades construídas umas sobre as outras ao longo de milhares de anos.</p><div class="texto-destacado">As escavações mostraram que a área foi ocupada continuamente entre aproximadamente 3000 a.C. e 500 a.C. Ao todo, arqueólogos identificaram nove grandes fases de ocupação, evidenciando um complexo processo de crescimento, destruição e reconstrução.</div><p>Entre essas camadas, as conhecidas como <strong>Troia VI e Troia VIIa</strong> são consideradas as mais prováveis candidatas à cidade retratada nos poemas homéricos. Ambas pertencem ao período final da Idade do Bronze, época tradicionalmente associada à Guerra de Troia.</p><h2>O papel de Heinrich Schliemann</h2><p>A redescoberta moderna de Troia está intimamente ligada ao <strong>arqueólogo alemão Heinrich Schliemann.</strong> Fascinado pelas histórias de Homero desde a juventude, ele iniciou escavações em Hisarlik em 1870, convencido de que encontraria a cidade perdida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia-1781724874645.jpg" data-image="jdaongsj8voj" alt="Tesouro descoberto em Hisarlik e fotografia de Heinrich Schliemann / Crédito: Getty Images" title="Tesouro descoberto em Hisarlik e fotografia de Heinrich Schliemann / Crédito: Getty Images"><figcaption>Tesouro descoberto em Hisarlik e fotografia de Heinrich Schliemann. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Schliemann anunciou ter localizado a lendária Troia e afirmou ter descoberto o chamado<strong> tesouro do rei Príamo</strong>. Suas conclusões despertaram enorme interesse internacional e ajudaram a transformar a arqueologia em uma disciplina mais popular.</p><p>Entretanto, seus métodos foram amplamente criticados. Na busca pelas estruturas mais antigas, ele<strong> removeu e destruiu camadas arqueológicas valiosas.</strong> Pesquisas posteriores indicaram que Schliemann escavou além do nível correspondente à época da guerra descrita por Homero, eliminando evidências que poderiam ter sido fundamentais.</p><h2>Uma cidade maior do que se imaginava</h2><p>Novas pesquisas realizadas ao longo do século XX ampliaram significativamente o conhecimento sobre Troia. Na década de 1990, o arqueólogo Manfred Korfmann identificou uma <strong>extensa cidade baixa ao redor da cidadela principal,</strong> revelando um assentamento muito maior do que se acreditava.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia-1781724757013.jpg" data-image="kjqpe02bgjdf" alt="Antiga representação de cena da Ilíada / Crédito: Domínio Público" title="Antiga representação de cena da Ilíada / Crédito: Domínio Público"><figcaption>Antiga representação de cena da Ilíada. Crédito: Domínio Público</figcaption></figure><p>As descobertas indicam que Troia era um <strong>importante centro urbano e comercial.</strong> Sua localização estratégica permitia controlar rotas entre o mundo micênico, a oeste, e os territórios hititas, a leste, favorecendo o intercâmbio econômico e cultural.</p><p>Vestígios de fortificações monumentais, edifícios de grande porte e objetos importados sugerem uma sociedade complexa e multicultural. Estimativas apontam que a população poderia ter <strong>alcançado entre 4 mil e 10 mil habitantes</strong> durante seu período de maior prosperidade.</p><h2>O legado que atravessou os séculos</h2><p>A destruição de Troia continua cercada de debates. Embora existam sinais de conflitos armados em algumas camadas arqueológicas, muitos especialistas acreditam que sua queda fez parte de uma <strong>crise mais ampla que atingiu diversas civilizações no colapso da Idade do Bronze.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html" title="IA decifra texto de 3 mil anos escrito em tabuleta da antiga Mesopotâmia">IA decifra texto de 3 mil anos escrito em tabuleta da antiga Mesopotâmia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html" title="IA decifra texto de 3 mil anos escrito em tabuleta da antiga Mesopotâmia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia-1779990271805_320.jpg" alt="IA decifra texto de 3 mil anos escrito em tabuleta da antiga Mesopotâmia"></a></article></aside><p>Mesmo sem respostas definitivas, a cidade continuou exercendo enorme influência ao longo da Antiguidade. Figuras como<strong> Xerxes e Alexandre, o Grande,</strong> visitaram o local, enquanto os romanos reivindicaram descendência dos sobreviventes troianos por meio da figura de Eneias.</p><p>Mais de três mil anos após sua destruição, Troia segue viva não apenas nas ruínas de Hisarlik, mas também <strong>na literatura, no cinema e na memória coletiva.</strong> Entre fatos históricos e lendas, a cidade permanece como um dos maiores símbolos da capacidade humana de transformar acontecimentos em narrativas eternas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Aventuras na História. <a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/desventuras/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia.phtml?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">Entre o mito e a história: a longa busca pela cidade de Troia.</a> 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frentes frias vão atingir o país em apenas 4 dias; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 22:57:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A reta final de junho contará com a atuação de várias frentes frias no Brasil, e duas delas estão previstas entre sexta (19) e segunda-feira (22). </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media.html">Segunda quinzena de junho: frio se espalha pelo país e chuvas continuam acima da média </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xagg4hm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xagg4hm.jpg" id="xagg4hm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>reta final de junho </strong>será marcada por uma <strong>sequência de frentes frias </strong>que vão provocar mudanças significativas no tempo em grande parte do Brasil. Entre <strong>sexta-feira (19) e segunda-feira (22)</strong>, dois sistemas frontais avançam pelo país em um intervalo de apenas quatro dias. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Há alerta para <strong>tempestades intensas, chuvas extremas e muito frio</strong>. Confira quais estados serão atingidos e os impactos previstos para os próximos dias.</p><h2>Primeira frente fria</h2><p>As <strong>chuvas</strong> relacionadas ao avanço da primeira frente fria devem começar entre a <strong>noite de quinta (18) e madrugada de sexta-feira (19) </strong>sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, com intensidade moderada a <strong>forte</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733759344.png" data-image="1cfchd77jk68" alt="Previsão de chuva para a madrugada de sexta-feira (19), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva para a madrugada de sexta-feira (19), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva para a madrugada de sexta-feira (19), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre a madrugada e a <strong>manhã de sexta-feira (19)</strong>, as chuvas avançam em direção à metade leste do Rio Grande do Sul, onde serão irregulares, mas também sobre a porção<strong> oeste de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. </strong></p><p>Nestas regiões, há <strong>alerta para tempestades </strong>entre o fim da manhã e o fim da tarde. As tempestades mais <strong>intensas</strong> estão previstas entre o<strong> Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso</strong>, onde a previsão de muitas <strong>descargas elétricas</strong> alerta para a possibilidade de ocorrência de <strong>granizo</strong>, uma vez que a presença de gelo tem papel fundamental no carregamento elétrico das tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733787962.png" data-image="lkzoh969qh9r" alt="Previsão de tempestades para sexta-feira (19), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para sexta-feira (19), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para sexta-feira (19), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No<strong> sábado (20) </strong>este sistema <strong>avança</strong> em direção ao<strong> leste da região Sul e Sudeste,</strong> deixando alerta de formação de <strong>tempestades</strong> entre o litoral norte de Santa Catarina, Paraná e São Paulo (interior e faixa leste). </p><p>As tempestades previstas não devem ser tão intensas quanto na sexta (19) nos outros estados, mas as <strong>chuvas serão muito intensas</strong>, deixando essas regiões em <strong>alerta para acumulados diários </strong>considerados <strong>extremos</strong>, como destacado pelo índice de previsão extrema (EFI) do modelo ECMWF.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733807458.png" data-image="mlytfmfyoii0" alt="EFI do modelo ECMWF destaca chuvas extremas entre o Sul e o Sudeste neste sábado (20). Créditos: Adaptado de ECMWF." title="EFI do modelo ECMWF destaca chuvas extremas entre o Sul e o Sudeste neste sábado (20). Créditos: Adaptado de ECMWF."><figcaption>EFI do modelo ECMWF destaca chuvas extremas entre o Sul e o Sudeste neste sábado (20). Créditos: Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>O EFI é um indicador de quando a previsão de acumulado diário de chuva é muito diferente do que normalmente acontece em uma região, ultrapassando um limiar estatístico conhecido como quantil 99. De uma forma simplificada, significa que o <strong>valor previsto ocorre em apenas 1 de cada 100 previsões do modelo. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733829202.png" data-image="d1899kpwc3wm" alt="Previsão de chuva acumulada até o fim do sábado (20), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o fim do sábado (20), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o fim do sábado (20), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No caso das<strong> regiões Sul e Sudeste</strong>, os <strong>acumulados</strong> previstos <strong>somente</strong> para <strong>sábado (20)</strong> devem ser em torno de <strong>50 mm a 80 mm</strong>, com <strong>potencial</strong> para causar <strong>transtornos</strong> relacionados a <strong>alagamentos</strong> e inundações. Estes acumulados estão relacionados à atuação de um <strong>rio atmosférico</strong>, que transporta muito vapor d’água da Amazônia em direção às latitudes mais ao sul.</p><p>As <strong>temperaturas</strong> entre sábado (20) e domingo (21) serão<strong> bastante baixas</strong> e abaixo de 10°C nos estados do Sul, Mato Grosso do Sul e Sudeste, enquanto as máximas ficam entre 15°C e 18°C no Sul e faixa leste do Sudeste.</p><h2>Segunda frente fria</h2><p>A <strong>segunda frente fria </strong>deixa alerta de <strong>tempestades</strong> para as <strong>regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste </strong>entre <strong>segunda (22) e terça-feira (23)</strong>. As tempestades <strong>mais intensas</strong> estão previstas para o Oeste do<strong> Paraná</strong> e Sudoeste do<strong> Mato Grosso do Sul </strong>na segunda-feira (22), com risco de <strong>granizo, chuvas intensas</strong> e rajadas de vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733848097.png" data-image="y110n0raina0" alt="Previsão de tempestades para segunda-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para segunda-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para segunda-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre <strong>segunda (22) e terça-feira (23) </strong>a <strong>linha de tempestades avança</strong> e abrange uma ampla área desde Rondônia, passando pelo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Há <strong>risco elevado</strong> de ocorrência de <strong>granizo</strong> entre o <strong>Paraná e São Paulo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733914701.png" data-image="onadruuai17r" alt="Previsão de tempestades para a noite de segunda-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para a noite de segunda-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para a noite de segunda-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>chuvas</strong> têm previsão de serem<strong> muito intensas</strong> principalmente sobre a <strong>metade oeste do Paraná</strong> na<strong> segunda (22), </strong>entre madrugada e o amanhecer, e na <strong>faixa leste de São Paulo</strong> no fim do dia, principalmente no litoral sul do estado. Novamente, a atuação de um rio atmosférico auxilia na formação de tempestades e chuvas intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733929721.png" data-image="aclf758yebk8" alt="Previsão de chuva para segunda-feira (22), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva para segunda-feira (22), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva para segunda-feira (22), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na sequência desta frente fria, uma <strong>massa de ar polar muito intensa</strong> irá tomar de uma <strong>ampla área do Brasil</strong>, derrubando as temperaturas desde o <strong>Sul, Sudeste, Centro-Oeste até o sul da região Norte</strong>, em mais um episódio de friagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao-1781733943719.png" data-image="dx4cz7c97nld" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 22 e 29 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 22 e 29 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 22 e 29 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo, sul de Goiás e Mato Grosso</strong> as temperaturas serão entre 3°C e <strong>6°C abaixo da média</strong>, enquanto nas demais áreas até 3°C abaixo da média. Novos recordes de temperaturas mínimas podem ser batidos e geada generalizada é esperada para a próxima semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 20:50:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria e uma intensa massa de ar polar provocarão chuva forte, queda acentuada das temperaturas e risco de geadas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, marcando o início do inverno com uma intensa onda de frio.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira.html" target="_blank">Frente fria trará mais frio, chuva e tempestades já no fim desta semana em 4 regiões</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xager8u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xager8u.jpg" id="xager8u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos últimos dias, uma <strong>frente fria</strong> acompanhada por uma <strong>massa de ar polar</strong> provocaram chuva, muita nebulosidade e frio intenso em diversas regiões do Brasil. O ar frio continua atuando sobre o Sul e parte do Sudeste, mantendo as <strong>temperaturas baixas</strong> e favorecendo a ocorrência de <strong>geadas pontuais </strong>nos últimos dias do Outono.</p><div class="texto-destacado">Com menos de uma semana de intervalo, modelos meteorológicos já estão indicando a formação de uma nova frente fria, que começará a avançar pelo país a partir de sexta-feira (19), trazendo chuva e reforçando o padrão de frio sobre o centro-sul brasileiro.</div><p>Ao longo da sexta-feira (19), uma <strong>nova frente fria</strong> espalhará áreas de instabilidade desde o Rio Grande do Sul até Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Entre o sábado (20) e o domingo (21), as <strong>chuvas avançam</strong> também para o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, embora ocorram de maneira mais isolada e esparsa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area-1781714138959.jpg" data-image="eee1n0val05a" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira mostra que alguns municípios localizados ao oeste do Paraná podem registrar acumulados de até 100 mm totais.</figcaption></figure><p>Em algumas localidades, os volumes de chuva podem chegar perto dos <strong>100 mm totais</strong>, acompanhados por rajadas de vento de até <strong>100 km/h</strong>. Mas além das chuvas, o grande destaque fica para uma <strong>nova massa de ar polar</strong> que avança pelo país no final de semana.</p><h2>Primeira onda de frio do Inverno ocorre semana que vem</h2><p>Uma <strong>nova incursão de ar polar</strong> acontecerá logo após a passagem das chuvas ocasionadas pela frente fria. Entre sábado (20) e domingo (21), as <strong>temperaturas cairão de forma significativa</strong> no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><p>Durante a madrugada do domingo, diversas cidades da Região Sul já poderão registrar <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong>. Como os modelos de previsão possuem um desvio inerente, Não se descarta a possibilidade de temperaturas <strong>próximas dos 0°C</strong> já neste final de semana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area-1781714203045.jpg" data-image="zrlo3jdeln58" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem (26)." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem (26)."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem (26) mostra que grande parte da região Sul registrará temperaturas abaixo de zero (cores esbranquiçadas).</figcaption></figure><p>No entanto, ao longo da semana que vem, a massa de ar polar que continuará avançando <strong>fará as temperaturas caírem ainda mais</strong>. Entre as quinta-feira (25) e a sexta-feira (26), o frio se intensificará tanto que <strong>temperaturas negativas </strong>serão registradas em grande parte da região Sul, como é possível observar na imagem acima.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O cenário favorece a ocorrência de GEADAS AMPLAS no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de frio intenso e geadas localizadas no Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul do Mato Grosso e de Goiás, sul e oeste de Minas Gerais e também Rio de Janeiro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A chegada dessa massa de ar polar coincide com o <strong>início oficial do inverno de 2026</strong>, que ocorre neste domingo (21) com o solstício de inverno (<em>o dia mais curto e a noite mais longa do ano</em>). Dessa forma, a nova estação começa com características típicas de inverno, incluindo <strong>temperaturas baixíssimas e geadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area-1781714238134.jpg" data-image="7ts62k70xj0f" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho mostra a ocorrência de frio intenso e sustentado sobre o centro-sul do país, caracterizando uma onda de frio.</figcaption></figure><p>Previsões indicam que a primeira semana de inverno será marcada por um frio intenso, com <strong>anomalias de temperatura até 5°C abaixo da média</strong> por vários dias consecutivos. Isso configurará, portanto, a <strong>primeira onda de frio do Inverno</strong>, que atingirá com grande intensidade o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Apesar disso, vale notar que a presença do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico <strong>poderá influenciar o comportamento da estação</strong> ao longo dos próximos meses. Historicamente, o fenômeno favorece<strong> períodos mais quentes em parte do Brasil</strong>, o que pode tornar o inverno de 2026 menos rigoroso do que o padrão climático observado durante esse final de outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai para Monte Verde (MG) no inverno? Destino passa a cobrar taxa de turistas; veja o que muda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/vai-para-monte-verde-mg-no-inverno-destino-passa-a-cobrar-taxa-de-turistas-veja-o-que-muda.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 20:43:35 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O famoso destino turístico de Minas Gerais terá Taxa de Preservação Ambiental a partir de julho de 2026, cobrada por veículo, para ajudar na preservação e manutenção do distrito. Entenda melhor aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-para-monte-verde-mg-no-inverno-destino-passa-a-cobrar-taxa-de-turistas-veja-o-que-muda-1781725901945.jpg" data-image="kncdcrss0l5e"><figcaption>O belo destino turístico Monte Verde, no sul de Minas Gerais. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>Monte Verde</strong> é um distrito do município de Camanducaia, localizado no sul de Minas Gerais, no topo da Serra da Mantiqueira. O <strong>destino é famoso</strong>, especialmente no inverno, por seu clima frio de montanha, arquitetura de estilo europeu e a rica gastronomia.</p><p>E <strong>a partir de 1º de julho de 2026</strong>, quem <strong>visitar o distrito</strong> terá que <strong>contribuir com a nova Taxa de Preservação Ambiental (TPA)</strong>, criada para ajudar na conservação da localidade e da sua infraestrutura turística.</p><h2>Como funcionará esta nova taxa?</h2><p>A Taxa de Preservação Ambiental começará a ser <strong>cobrada por veículo</strong> a partir do dia 1º de julho deste ano. </p><p>A arrecadação servirá para <strong>contribuir na manutenção da cidade e de seus atrativos turísticos</strong>, como em ações de limpeza, conservação de áreas verdes e projetos voltados à preservação ambiental e ao turismo sustentável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748896" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/angra-dos-reis-passa-a-cobrar-taxa-de-turismo-em-2026-entenda-valores-isencoes-e-como-pagar.html" title="Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar">Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/angra-dos-reis-passa-a-cobrar-taxa-de-turismo-em-2026-entenda-valores-isencoes-e-como-pagar.html" title="Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/angra-dos-reis-passa-a-cobrar-taxa-de-turismo-em-2026-entenda-valores-isencoes-e-como-pagar-1768324747604_320.jpg" alt="Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar"></a></article></aside><p>A lei determina que <strong>35% da arrecadação</strong> seja destinada à coleta, transporte e destinação de resíduos sólidos gerados pelo fluxo turístico. Os outros<strong> 65%</strong> deverão financiar a manutenção e limpeza de parques, praças, áreas verdes e demais espaços públicos, além de projetos voltados ao desenvolvimento sustentável do turismo. </p><p>Os <strong>valores da TPA</strong> variam conforme o tamanho do veículo. Ela será cobrada por entrada e os valores atuais são: R$ 4,60 (motos), <strong>R$ 9,20 (carros de passeio)</strong>, R$ 13,80 (utilitários e caminhonetes), vans: R$ 32,20, micro-ônibus: R$ 46 e ônibus: R$ 73,60.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-para-monte-verde-mg-no-inverno-destino-passa-a-cobrar-taxa-de-turistas-veja-o-que-muda-1781725949386.jpg" data-image="tt3sajztl7dd"><figcaption>O distrito turístico já havia aprovado uma lei sobre o assunto em 2024, mas a cobrança só foi regulamentada este ano. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Para os casos de vans, micro-ônibus e ônibus, eles ainda continuarão pagando a taxa de acesso e permanência conforme lei municipal de 2019, que varia conforme a categoria do veículo, a época do ano e o período de permanência em Monte Verde. Ou seja, uma cobrança para eles já existia, mas agora eles terão a TPA a mais.</p><p>A novidade é, de fato, para <strong>motocicletas, carros de passeio, utilitários e caminhonetes</strong>, que <strong>agora também passarão a pagar</strong> para entrar em Monte Verde.</p><p>O distrito turístico de Camanducaia já havia aprovado uma lei sobre o assunto em 2024, mas a cobrança só foi regulamentada este ano. </p><h2>Como pagar a taxa?</h2><p>A TPA será cobrada através de um<strong> sistema eletrônico de identificação veicular</strong>. Câmeras farão a <strong>leitura automática das placas</strong>, registrando informações como categoria do veículo, data e horário de entrada.</p><p>O visitante que entrar em Monte Verde deverá <strong>pagar a taxa </strong>posteriormente no <strong>portal oficial da TPA</strong>.</p><h2>Quem tá isento?</h2><p>Não precisam pagar a TPA<strong> moradores</strong> e <strong>veículos emplacados em cidades vizinhas </strong>específicas (Camanducaia, Extrema, Itapeva e Cambuí). A isenção neste último caso será concedida automaticamente.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/monte-verde-passa-a-cobrar-taxa-ambiental-de-visitantes-a-partir-de-julho/" target="_blank">Monte Verde passa a cobrar taxa ambiental de visitantes a partir de julho</a>. 10 de junho, 2026. Cecilia Carrilho.</em></p><p><em><a href="https://www.melhoresdestinos.com.br/monte-verde-entra-na-lista-de-destinos-que-cobram-taxa-ambiental-veja-quanto-vai-custar.html" target="_blank">Monte Verde entra na lista de destinos que cobram taxa ambiental — veja quanto vai custar</a>. 15 de junho, 2026. Aline Bernardes.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/vai-para-monte-verde-mg-no-inverno-destino-passa-a-cobrar-taxa-de-turistas-veja-o-que-muda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança e coloca 7 estados em alerta no fim desta semana; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-coloca-7-estados-em-alerta-no-fim-desta-semana-confira.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 18:36:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre esta sexta-feira (19) e o sábado (20) uma nova frente fria vai avançar sobre 7 estados da porção centro-sul do Brasil, formando fortes pancadas de chuva e temporais. Saiba onde.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sul-e-sudeste-podem-registrar-a-menor-temperatura-de-2026-ainda-nesta-semana-veja-onde.html" target="_blank">Sul e Sudeste podem registrar a menor temperatura de 2026 ainda nesta semana; veja onde</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xagej7m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xagej7m.jpg" id="xagej7m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O<strong> fim desta semana</strong> vai contar com uma <strong>nova frente fria </strong>trazendo uma <strong>mudança do tempo</strong> para estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.</p><p>O sistema frontal vai avançar sobre o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul</strong>, trazendo aumento da nebulosidade e <strong>chuvas intensas</strong> para estas regiões. Há risco de <strong>temporais </strong>em algumas áreas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">nosso novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Além disso, a frente fria vai impulsionar a formação de uma <strong>linha de instabilidade</strong> entre os estados de<strong> Rondônia e Mato Grosso</strong> ao longo da <strong>tarde de sexta-feira (19)</strong>. Este sistema ocorre quando a frente fria encontra o ar quente e úmido vindo do norte do país, formando aglomerados de nuvens de tempestade e, consequentemente, <strong>chuvas fortes, trovoadas e rajadas de vento</strong>. </p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Nova frente fria traz chuvas e temporais ao centro-sul do país</h2><p>Na<strong> noite de quinta-feira (18)</strong> o sistema frontal já deve estar formado e atuando sobre o continente, inclusive com <strong>algumas áreas de instabilidade</strong> já podendo atingir localidades do <strong>oeste do Rio Grande do Sul</strong>. Mas é a partir da sexta-feira (19) que o sistema muda o tempo de forma abrangente no estado gaúcho, bem como nos outros estados do centro-sul do país.</p><h3>Sexta-feira</h3><p>Durante a <strong>madrugada de sexta-feira (19)</strong>, já <strong>chove </strong>em áreas do <strong>oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul</strong>, com pancadas mais fortes no oeste/noroeste.</p><p><strong>Ao longo da manhã e da tarde</strong>, o sistema avança levando <strong>chuvas moderadas a pontualmente fortes</strong> para as<strong> demais áreas gaúchas</strong>, como também grande parte de <strong>Santa Catarina</strong> e do <strong>Paraná </strong>(com exceção do leste destes dois estados) e para o <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, sobretudo no Oeste e Sul do estado sul-mato-grossense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-coloca-7-estados-em-alerta-no-fim-desta-semana-confira-1781717810427.jpg" data-image="xl5n237ny15d"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons brancos/acinzentados) para sexta-feira (19) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>estado gaúcho</strong>, durante a <strong>tarde </strong>as <strong>chuvas </strong>ficam mais concentradas na parte <strong>norte e nordeste</strong>.</p><p>Haverá condições para ocorrência de <strong>temporais isolados </strong>no Grande Oeste catarinense e paranaense, e no Mato Grosso do Sul, especialmente <strong>entre a manhã e o meio da tarde</strong>.</p><div class="texto-destacado">Manhã e tarde de sexta-feira (19) com pancadas de chuva e temporais isolados na Região Sul do Brasil, no Mato Grosso do Sul e no sul de Rondônia e do Mato Grosso.</div><p>Em <strong>Rondônia</strong> e no<strong> Mato Grosso</strong>, as instabilidades se formam no período da <strong>tarde </strong>e mais na porção sul dos estados, deixando <strong>fortes pancadas de chuva e temporais com muitos raios</strong>.</p><p> À <strong>noite</strong>, ainda<strong> chove</strong> <strong>de forma fraca a moderada</strong> no norte e leste de Santa Catarina, no centro-oeste do Paraná, no centro-sul do Mato Grosso do Sul e no sul do Mato Grosso e de Rondônia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-coloca-7-estados-em-alerta-no-fim-desta-semana-confira-1781718113441.jpg" data-image="cf0jbnqqqtn8"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sexta-feira (19) às 13h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre as capitais,<strong> Porto Alegre</strong> deve ter céu nublado e pancadas de chuva de manhã e à tarde. Em <strong>Florianópolis</strong>, a chuva chega mais no fim da tarde. Em <strong>Curitiba </strong>não há previsão de chuva. <strong>Campo Grande</strong> registrará pancadas de chuva com trovoadas à tarde e à noite. <strong>Cuiabá </strong>terá chuva e temporal entre o fim da tarde e à noite. <strong>Porto Velho</strong>, como fica mais ao norte do estado, terá pouca influência do sistema, mas não dá para descartar uma pequena chance de chuva fraca e isolada à tarde.</p><h3>Sábado</h3><p>Para o sábado (20), a tendência é que o tempo siga instável ao longo do dia com <strong>chuviscos/chuva fraca</strong> no <strong>norte e nordeste gaúchos</strong> e na<strong> Região Metropolitana de Porto Alegre</strong>; nas demais áreas, o tempo volta a ficar firme.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do sábado (20), a frente fria vai continuar formando chuvas no leste de Santa Catarina e do Paraná e no estado de São Paulo.</div><p>No <strong>Paraná </strong>e em <strong>Santa Catarina</strong>, ainda são esperadas <strong>chuvas moderadas</strong>, com<strong> risco de</strong> <strong>pancadas fortes e temporais isolados</strong>, na parte<strong> leste</strong> dos estados entre a manhã e a tarde, inclusive nas capitais. Nas suas demais regiões, o tempo volta a ficar firme gradativamente ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-coloca-7-estados-em-alerta-no-fim-desta-semana-confira-1781719492383.jpg" data-image="9p3q1mx2khfp"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para sábado (20) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E aqui temos um destaque: neste dia as <strong>instabilidades conseguem atingir também o estado de São Paulo</strong>.</p><p>Por lá, são esperadas <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas </strong>já desde a manhã no oeste, centro e sul, e que se espalham <strong>ao longo do dia</strong> para as demais áreas do estado. À noite, ainda chove no norte e em parte do leste do estado. A <strong>capital paulista terá pancadas de chuva à tarde e à noite</strong>. </p><p>Na <strong>Região Centro-Oeste o tempo volta a ficar estável</strong>. Em Rondônia, o potencial para chuvas é baixo, mas não se descartam chuviscos isolados durante o dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-coloca-7-estados-em-alerta-no-fim-desta-semana-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança pelo Centro-Oeste e traz risco chuva forte sobre lavouras de algodão; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-centro-oeste-e-traz-risco-chuva-forte-sobre-lavouras-de-algodao-confira.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 17:25:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria deve levar chuva forte e temporais ao Centro-Oeste entre quinta e sexta-feira, atingindo áreas de algodão em maturação, abertura de capulhos e início de colheita em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e também Rondônia.</p><ul><li><a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira.html" target="_blank">Veja também: Frente fria trará mais frio, chuva e tempestades já no fim desta semana em 4 regiões; confira.</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-centro-oeste-e-traz-risco-de-temporais-para-o-algodao-confira-1781657480368.jpg" data-image="28wrggtn4uza" alt="algodão, chuva, instabilidade" title="algodão, chuva, instabilidade"><figcaption>Faixa de instabilidade avança na sexta-feira (19) entre o Sul, Centro-Oeste e Rondônia, indicando maior probabilidade de chuva em áreas próximas a polos produtores de algodão.</figcaption></figure><p>O algodão entra no radar do tempo nesta segunda metade da semana, quando <strong>uma nova frente fria deve avançar pelo Brasil e organizar áreas de chuva forte no Centro-Oeste.</strong> O maior ponto de atenção fica entre quinta e sexta-feira, com risco de temporais em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>A preocupação vem em um momento importante da safra. Segundo o 9º Levantamento da Safra 2025/26 da Conab, <strong>a produção brasileira de algodão em pluma está estimada em 3,978 milhões de toneladas</strong>, com área de 2,020 milhões de hectares e produtividade média de 1.969 kg/ha. Em vários polos produtores, as lavouras já estão em maturação, abertura de capulhos ou início de colheita.</p><h2><strong>Frente fria muda o tempo entre quinta e sexta-feira </strong></h2><p>A frente fria deve ganhar força primeiro no Sul e, depois, espalhar instabilidades para o Centro-Oeste e parte do Norte. <strong>A região de chuva sai do Paraná e alcança Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.</strong> É nesse corredor que podem ocorrer pancadas fortes, rajadas de vento e tempestades localizadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-centro-oeste-e-traz-risco-chuva-forte-sobre-lavouras-de-algodao-confira-1781703620881.jpg" data-image="sq29xgcbgjyn" alt="chuva, anomalia, norte, Rondônia" title="chuva, anomalia, norte, Rondônia"><figcaption>Faixa de chuva prevista para sexta-feira (19) avança do Sul ao Centro-Oeste e alcança áreas produtoras de algodão, com atenção para pancadas fortes e interrupção das operações no campo.</figcaption></figure><p>Para o algodão, o problema não é qualquer chuva. Em algumas áreas tardias, a umidade ainda pode ajudar lavouras em formação e enchimento de maçãs. O risco aumenta quando a precipitação vem acompanhada de vento, granizo ou acumulados rápidos, porque isso interfere diretamente nas operações de campo.</p><ul> <li><strong>Mato Grosso: lavouras predominantemente em maturação.</strong></li> <li>Mato Grosso do Sul: colheita iniciada, mas com muitas áreas ainda em formação de maçãs.</li> <li><strong>Rondônia</strong><strong>: período mais seco vinha favorecendo maturação e abertura dos capulhos.</strong></li> <li>Paraná e São Paulo: áreas mais adiantadas, com impacto mais operacional.</li> </ul><h2>Capulhos abertos aumentam sensibilidade à umidade </h2><p>Na fase final do algodão,<strong> a qualidade da fibra depende de uma combinação favorável: tempo mais seco,</strong> boa insolação e menor umidade sobre as plantas. Quando os capulhos começam a abrir, a chuva pode deixar a pluma mais úmida, dificultar a dessecação, atrasar a entrada de máquinas e aumentar o risco de perda de qualidade em áreas mais expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-centro-oeste-e-traz-risco-de-temporais-para-o-algodao-confira-1781657762829.jpg" data-image="2llfwbdzm6xt" alt="chuva, acumulada, tempestade, algodão" title="chuva, acumulada, tempestade, algodão"><figcaption>Chuva acumulada até sexta-feira (19) indica aumento da umidade entre Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia, áreas onde a frente fria pode interferir nas operações do algodão.</figcaption></figure><p>Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o avanço da maturação torna a janela de tempo firme mais valiosa.<strong> Em Mato Grosso do Sul, a situação é mais heterogênea:</strong> há áreas já colhidas ou em colheita, mas também lavouras ainda em fase reprodutiva, principalmente em polos como Chapadão do Sul e Costa Rica. Em Rondônia, o retorno temporário da instabilidade quebra uma sequência mais favorável de tempo seco.</p><h2>Produtor deve acompanhar vento, chuva e janela de colheita </h2><p>O impacto mais provável não é uma quebra generalizada, mas um risco operacional e de qualidade. Temporais localizados podem interromper aplicações, atrasar a colheita, dificultar o tráfego de máquinas e aumentar a umidade da pluma em lavouras prontas. Onde houver rajadas mais fortes, também não se descarta dano pontual em plantas mais carregadas.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xag98ry"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xag98ry.jpg" id="xag98ry"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias, o produtor deve observar a evolução horária da chuva, a duração da umidade nas lavouras e a possibilidade de novas janelas de tempo firme após a passagem da frente fria. <strong>A decisão sobre dessecação, colheita e transporte precisa considerar não apenas o volume previsto</strong>, mas também o risco de tempestades no fim da semana.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/9o-levantamento-safra-2025-26/e-book_boletim-de-safras-9o-levantamento_2026.pdf" target="_blank">Acompanhamento da safra brasileira de grãos: Safra 2025/26, 9º levantamento (v. 13, n. 9).</a> 11 de junho, 2026. CONAB</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-centro-oeste-e-traz-risco-chuva-forte-sobre-lavouras-de-algodao-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sul e Sudeste podem registrar a menor temperatura de 2026 ainda nesta semana; veja onde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sul-e-sudeste-podem-registrar-a-menor-temperatura-de-2026-ainda-nesta-semana-veja-onde.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 14:29:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar frio atua sobre a Regiões Sul e Sudeste do Brasil nesta semana. Termômetros podem registrar temperaturas mínimas mais baixas desde o início de 2026</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-congelante-avanca-pelo-sul-e-sudeste-veja-ate-quando-as-temperaturas-continuam-caindo.html" target="_blank">Frio congelante avança pelo Sul e Sudeste; veja até quando as temperaturas continuam caindo</a><ul></ul></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xagdt1m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xagdt1m.jpg" id="xagdt1m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na manhã desta quarta (17), <strong>Porto Alegre/RS, registrou a menor temperatura de 2026</strong>, de acordo com os dados das estações automáticas do <strong><a href="https://mapas.inmet.gov.br/" target="_blank"><em>Instituto Nacional de Meteorologia </em>(INMET)</a></strong>. No Jardim Botânico,<strong> o termômetro marcou 5,5°C</strong>. Na Serra Catarinense e Gaúcha, mais um dia com temperaturas negativas, São Joaquim/SC registrou mínima inferior a <strong>-4°C.</strong></p><p>Nos próximos dias <strong>teremos a continuação da massa de ar frio sobre os estados do Sul e Sudeste do Brasil</strong>. As temperaturas vão permanecer baixas até o final da semana, que é quando o <strong>ar polar perde força e os termômetros registram um leve aumento</strong>, tanto no amanhecer quanto no período da tarde.</p><p><strong>Algumas capitais podem registrar as menores temperaturas de 2026 nesta semana,</strong> confira como fica a previsão para os próximos dias.</p><h2>Sul sob alerta para geadas nesta semana</h2><p>A quarta-feira (17) amanheceu gelada em diversos pontos do país. Contudo, a massa de ar frio ainda atua e, desta forma, temos a <strong>possibilidade de novos recordes de temperaturas mínimas</strong> na madrugada e amanhecer desta quinta-feira (18).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sul-e-sudeste-podem-registrar-a-menor-temperatura-de-2026-ainda-nesta-semana-veja-onde-1781704267269.jpg" data-image="k5b8ldo3hrao" alt="Anomalia em 850 hPa." title="Anomalia em 850 hPa."><figcaption>Massa de ar polar perde intensidade sobre o oeste da Região Sul. Contudo, ar frio continua atuando sobre o centro-leste da Região.</figcaption></figure><p>O frio <strong>persiste</strong> sobre o Rio Grande do Sul, mas agora <strong>concentrado</strong> <strong>no centro-leste</strong> do estado. Nesta quinta (18), previsão de temperaturas entre <strong>0°C</strong> (Serra Gaúcha) e<strong> 7°C</strong>. Em Porto Alegre/RS, <strong>a mínima pode chegar a 5°C</strong>. Há <strong>alerta para geada </strong>nas áreas de maior altitude.</p><p><strong>O risco de geada também é válido para Santa Catarina</strong> e o extremo <strong>sul do Paraná.</strong> Em grande parte do estado catarinense, temperaturas entre <strong>3°C e 6°C</strong> e na superfície valores ainda menores, o que também ocorre no sul do Paraná. Na região da Serra Catarinense, <strong>a quinta-feira (18) tem previsão de mínimas abaixo de 0°C pelo terceiro dia consecutivo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sul-e-sudeste-podem-registrar-a-menor-temperatura-de-2026-ainda-nesta-semana-veja-onde-1781704336603.jpg" data-image="gg8phy5az9dm" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Mínima prevista para a manhã desta quinta-feira (18). Há possibilidade do amanhecer ser o mais frio de 2026.</figcaption></figure><p>Na porção oeste da Região Sul do Brasil, <strong>temperaturas mais elevadas durante o amanhecer</strong>, mínimas entre <strong>8°C e 12°C.</strong> Com a chegada da sexta-feira (19), o ar frio perde força sobre o Rio Grande do Sul e as mínimas voltam a subir.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </strong></a></div><p>O frio vai permanecer em áreas da região central catarinense e centro-sul do Paraná, mas também <strong>não será intenso</strong>. Com as temperaturas variando entre <strong>6°C e 8°C.</strong></p><h2>Frio recorde de 2026 deve atingir SP e MG nesta sexta</h2><p>A capital paulista tem previsão de mínima de 10°C, podendo ser ainda menor nesta quinta (18). <strong>O frio mais intenso estará concentrado nas áreas próximas à Serra da Mantiqueira,</strong> no Vale do Paraíba, termômetros entre <strong>8°C e 10°C</strong> e menores que<strong> 6°C</strong> em Campos do Jordão/SP. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sul-e-sudeste-podem-registrar-a-menor-temperatura-de-2026-ainda-nesta-semana-veja-onde-1781704473021.jpg" data-image="1gsvhqilduja" alt="Ar frio ganha força nesta sexta (19)." title="Ar frio ganha força nesta sexta (19)."><figcaption>Pulso de ar frio chega ao leste do Sudeste e deixa temperatura baixas nesta quinta (18) e sexta-feira (19).</figcaption></figure><p>O que também está previsto para o Sul de Minas, que tem <strong>possibilidade de geadas fracas nesta quinta (18).</strong> Até mesmo a região central de Minas terá temperaturas baixas, em <strong>Belo Horizonte/MG, previsão de 12°C, e potencial para ser o dia mais frio do ano.</strong></p><div class="texto-destacado">No estado fluminense, a Região Serrana será a mais fria do estado, com os termômetros próximos a 8°C em Nova Friburgo/RJ.</div><p>Na sexta-feira (19), <strong>pulsos de ar frio chegam ao Sudeste</strong>, o que aumenta as chances de quebra de <strong>recordes</strong> deste ano. <strong>Em São Paulo/SP, a previsão é de amanhecer com temperatura na casa dos 9°C</strong> e em alguns pontos alcançar 7°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sul-e-sudeste-podem-registrar-a-menor-temperatura-de-2026-ainda-nesta-semana-veja-onde-1781704398367.jpg" data-image="vvkeyorpsvkm" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Mínima prevista para esta sexta-feira (19). O modelo ECMWF prevê temperaturas próxima de 3°C na Serra da Mantiqueira.</figcaption></figure><p>Em Minas Gerais, <strong>a região sul do estado será a mais fria, com termômetros entre 3°C e 8°C</strong>. A capital mineira tem previsão de 12°C. Frio também no Triângulo e Alto Paranaíba.<strong> No Rio de Janeiro</strong>, a mínima varia, nas <strong>áreas serranas, termômetros abaixo dos 10°C</strong>, enquanto que nas <strong>cidades mais baixas,</strong> temperaturas entre <strong>13°C e 17°C.</strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sul-e-sudeste-podem-registrar-a-menor-temperatura-de-2026-ainda-nesta-semana-veja-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Lagarto de Noronha": espécie exclusiva do arquipélago revela adaptações únicas ao isolamento insular]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/lagarto-de-noronha-especie-exclusiva-do-arquipelago-revela-adaptacoes-unicas-ao-isolamento-insular.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:45:34 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Encontrado apenas em Fernando de Noronha, o Trachylepis atlantica desenvolveu hábitos alimentares, comportamentos e estratégias reprodutivas singulares, resultado de milhares de anos de evolução em ambiente isolado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lagarto-de-noronha-especie-exclusiva-do-arquipelago-revela-adaptacoes-unicas-ao-isolamento-insular-1781550384110.jpg" data-image="p9nssauyrsun" alt="O arquipélago de Fernando de Noronha, localizado a cerca de 350 km da costa brasileira, abriga uma espécie de réptil exclusiva: o lagarto de Noronha (Trachylepis atlantica)" title="O arquipélago de Fernando de Noronha, localizado a cerca de 350 km da costa brasileira, abriga uma espécie de réptil exclusiva: o lagarto de Noronha (Trachylepis atlantica)"><figcaption>O arquipélago de Fernando de Noronha, localizado a cerca de 350 km da costa brasileira, abriga uma espécie de réptil exclusiva: o lagarto de Noronha (Trachylepis atlantica). Crédito: Reprodução CNN Brasil</figcaption></figure><p>O arquipélago de<strong> Fernando de Noronha</strong>, situado a <strong>cerca de 350 quilômetros da costa brasileira</strong>, abriga uma espécie de réptil que não existe em nenhum outro lugar do planeta. Conhecido popularmente como lagarto de Noronha, o <em>Trachylepis atlantica</em> é um exemplo notável de como o isolamento geográfico pode influenciar a evolução de uma espécie.</p><p>Presente em diferentes áreas das ilhas, o animal tornou-se um dos vertebrados mais característicos do arquipélago. Ao longo dos anos, pesquisas científicas vêm revelando aspectos <strong>curiosos de sua biologia e comportamento</strong>, evidenciando adaptações desenvolvidas para sobreviver em um ambiente com recursos limitados e poucas possibilidades de dispersão.</p><p>Os estudos apontam que o lagarto passou por <strong>mudanças significativas em relação a espécies aparentadas encontradas no continente</strong>. Essas transformações envolvem desde a alimentação até as estratégias de reprodução, características frequentemente associadas ao fenômeno conhecido como evolução insular.</p><h2>Adaptações moldadas pela vida na ilha</h2><p>Uma das características mais marcantes do <em>Trachylepis atlantica</em> está relacionada aos seus hábitos diários. <strong>Diferentemente de muitos répteis, a espécie apresenta atividade ao longo de praticamente todo o dia</strong>, desde o amanhecer até o anoitecer, com maior intensidade entre o meio-dia e o início da tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743367" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/30-000-fosseis-descobertos-num-antigo-ecossistema-de-repteis-marinhos-numa-ilha-do-artico.html" title="30.000 fósseis descobertos em um antigo ecossistema de répteis marinhos numa ilha do Ártico">30.000 fósseis descobertos em um antigo ecossistema de répteis marinhos numa ilha do Ártico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/30-000-fosseis-descobertos-num-antigo-ecossistema-de-repteis-marinhos-numa-ilha-do-artico.html" title="30.000 fósseis descobertos em um antigo ecossistema de répteis marinhos numa ilha do Ártico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/30-000-fossils-discovered-from-ancient-marine-reptile-ecosystem-on-arctic-island-1765192825295_320.jpg" alt="30.000 fósseis descobertos em um antigo ecossistema de répteis marinhos numa ilha do Ártico"></a></article></aside><p>O lagarto é encontrado principalmente em áreas rochosas, onde busca abrigo e alimento. Sua presença é comum em diferentes pontos do arquipélago, tornando-o um dos animais mais facilmente observados por moradores e visitantes.</p><p>A alimentação também chama a atenção dos pesquisadores. Embora répteis semelhantes sejam predominantemente insetívoros, <strong>o lagarto de Noronha desenvolveu uma dieta considerada incomum</strong>, composta por uma combinação de recursos vegetais e animais.</p><h2>Dieta diversificada garante sobrevivência</h2><p>De acordo com levantamentos científicos,<strong> cerca de 77% do volume alimentar consumido pela espécie é formado por material vegetal</strong>. Frutos, folhas e outros recursos disponíveis na vegetação local representam a maior parte da dieta.</p><div class="texto-destacado">O restante da alimentação é complementado por <strong>pequenos invertebrados, especialmente formigas e larvas de insetos</strong>. Essa combinação faz do lagarto um animal essencialmente onívoro, característica relativamente rara entre espécies próximas.</div><p>Especialistas acreditam que essa adaptação seja resultado direto das limitações impostas pelo ambiente insular. Com menor disponibilidade de presas em comparação ao continente, o réptil passou a explorar diferentes fontes de alimento para garantir sua sobrevivência ao longo das gerações.</p><h2>Reprodução e desafios para conservação</h2><p>As adaptações do lagarto de Noronha também se refletem em sua reprodução. A espécie apresenta o que os cientistas classificam como<strong> “síndrome da ilha”</strong>, conjunto de características frequentemente observado em animais que evoluíram em ambientes isolados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764867" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo.html" title="A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo">A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo.html" title="A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo-1776699424044_320.jpg" alt="A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo"></a></article></aside><p>A reprodução ocorre de forma sazonal, concentrando-se principalmente durante a estação seca. Nesse período, as fêmeas produzem menos filhotes do que espécies aparentadas do continente. Em contrapartida, os descendentes tendem a ser proporcionalmente maiores em relação ao tamanho corporal da mãe.</p><p>Apesar de ser considerado abundante em Fernando de Noronha, o <em>Trachylepis atlantica</em> enfrenta <strong>ameaças crescentes. </strong>Avaliações regionais recentes apontam que a espécie já apresenta sinais de vulnerabilidade, especialmente devido à presença de predadores invasores e às mudanças ambientais. Segundo especialistas, a baixa frequência reprodutiva pode dificultar a recuperação populacional diante desses desafios, reforçando a importância do monitoramento e das ações de conservação para garantir a sobrevivência de uma das espécies mais emblemáticas do arquipélago brasileiro.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>CNN Brasil.<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/lagarto-de-noronha-veja-especie-que-so-existe-em-arquipelago-brasileiro/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank"> "Lagarto de Noronha": veja espécie que só existe em arquipélago brasileiro</a><strong>. </strong>2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/lagarto-de-noronha-especie-exclusiva-do-arquipelago-revela-adaptacoes-unicas-ao-isolamento-insular.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, certos sinais de rádio periódicos intrigaram os astrônomos. Hoje sabemos que alguns deles têm origem em anãs brancas que roubam matéria de estrelas companheiras, gerando emissões estranhas e extremas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-objeto-extremo-de-la-via-lactea-lleva-anos-emitiendo-potentes-senales-de-radio-y-acaban-de-descubrir-su-origen-1781364827373.jpeg" data-image="x31c2xlchylc"><figcaption>Os sistemas binários geralmente estão conectados não apenas gravitacionalmente, mas também magneticamente.</figcaption></figure><p>Recentemente, uma equipe de pesquisadores descobriu um <strong>objeto </strong>que batizaram de <strong>ASKAP J1745-5051</strong>, um sistema que chamou a atenção dos cientistas por <strong>emitir rajadas de ondas de rádio e raios-X intermitentemente</strong>, ligando e desligando com uma pontualidade surpreendente.</p><p>Em vários artigos anteriores, falamos sobre objetos compactos<strong> </strong>no universo, como anãs brancas ou estrelas de nêutrons, e como eles podem causar um dos <strong>fenômenos </strong>mais extraordinários: os<strong> pulsares ou magnetars</strong>.</p><div class="texto-destacado">Esses "faróis" cósmicos são geralmente bem caracterizados em termos de seu tempo de pulsação, atingindo centenas de rotações por segundo, alcançando uma precisão que beira a perfeição, sendo considerados os relógios mais precisos do Universo.</div><p>Ao encontrarem sinais periódicos que não correspondiam a esse tipo de objeto, visto que os tempos de pulso eram muito maiores, decidiram denominá-los "<strong>transientes de rádio de longo período</strong>" ("LPTs"), já que também tendem a desaparecer por vários ciclos e depois reaparecer como se nada tivesse acontecido.</p><p>Após um estudo mais aprofundado do objeto em questão, descobriram que não se tratava de uma única estrela, mas sim de um "sistema binário":<strong> um par estelar composto por uma anã branca e uma estrela companheira muito menor e mais fria</strong>, conhecida como anã vermelha, algo que, ironicamente, os levou na direção correta.</p><h2>Uma dança estelar extrema</h2><p><strong>Anãs brancas normalmente explodem como supernovas do tipo Ia quando estão em um sistema binário com uma estrela "normal"</strong>, absorvendo seu material e preenchendo seu lóbulo de Roche com mais de 1,4 massas solares. O problema surge quando elas não explodem, mas simplesmente emitem radiação periodicamente.</p><p>No caso do sistema <strong>ASKAP J1745-5051</strong>, <strong>sua “dança cósmica” é muito acelerada</strong>, orbitando um ao redor do outro e completando uma revolução inteira em apenas uma hora e 22 minutos (1,36 horas), o que corresponde ao movimento orbital do sistema.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-objeto-extremo-de-la-via-lactea-lleva-anos-emitiendo-potentes-senales-de-radio-y-acaban-de-descubrir-su-origen-1781365044344.jpeg" data-image="c9ec4l0o05dm"><figcaption>Espectros da emissão de rádio de ASKAP J1745-5051. Cada pulso corresponde a uma explosão que se repete a cada 84 minutos. Imagem: Rose, <em>et al</em>. (2026).</figcaption></figure><p>Devido à extrema proximidade, a intensa gravidade da anã branca está constantemente atraindo matéria de sua pequena companheira. Esses tipos de pares, onde<strong> uma estrela "rouba" matéria da outra</strong> sob a influência de forças magnéticas muito fortes, são conhecidos em astronomia como <strong>"variáveis cataclísmicas magnéticas"</strong>.</p><p>Modelos indicam que o campo magnético da anã branca canaliza o plasma para regiões específicas, onde partículas relativísticas geram radiação de rádio coerente, conhecida como ciclotron. O resultado é um pulso regular, intenso e surpreendentemente estável, visível a vastas distâncias galácticas. Seu súbito desaparecimento, no entanto, permaneceu um mistério.</p><h3>O motor por trás dos pulsos de energia</h3><p>A radiação que detectamos aqui na Terra é produzida pela interação violenta entre as duas estrelas. O material (plasma) que a anã branca rouba da anã vermelha viaja e é canalizado através de poderosas linhas de campo magnético invisíveis, preenchendo gradualmente o<strong> lóbulo de Roche</strong>.</p><p>Entretanto, quando a <strong>anã vermelha</strong> atravessa o poderoso escudo magnético de sua companheira, ela age como um <strong>gigantesco gerador elétrico </strong>que acelera os elétrons desse material a velocidades próximas à da luz, <strong>liberando energia na forma de pulsos de rádio ou raios-X</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-objeto-extremo-de-la-via-lactea-lleva-anos-emitiendo-potentes-senales-de-radio-y-acaban-de-descubrir-su-origen-1781365218752.jpeg" data-image="m9f822xmx57n"><figcaption>Conjunto de antenas ASKAP no deserto australiano. Crédito: CSIRO.</figcaption></figure><p>Ao ultrapassar um certo limiar, a pressão de degenerescência eletrônica colapsa e desencadeia uma reação termonuclear descontrolada, resultando em uma <strong>supernova do tipo Ia, uma explosão tão brilhante que pode ofuscar uma galáxia inteira</strong>. No entanto, isso nem sempre acontece.</p><p>Às vezes, a intensidade da radiação é modulada porque, em vez de preencher o lóbulo de Roche, o plasma é desviado pelas linhas do campo magnético. Quando o sistema rompe temporariamente sua conexão magnética, ele parece se desligar por várias horas, explicando o fenômeno que observamos na Terra.</p><h3>A solução para um mistério astronômico</h3><p>Essa descoberta ajuda os cientistas a <strong>desvendar o enigma dos transientes de baixa potência (LPTs) </strong>e a compreender melhor como rajadas de energia são geradas a partir de interações magnéticas extremas. Reconhecer anãs brancas em acreção como fontes de transientes de rádio redefine o panorama da <strong>radioastronomia</strong>.</p><p>Até então, pouco se sabia sobre o que exatamente gerava essas rajadas, e a descoberta de <strong>ASKAP J1745-5051</strong> é fundamental porque demonstra, com evidências convincentes, que pelo menos alguns desses sinais enigmáticos provêm de sistemas binários onde <strong>uma anã branca se alimenta "magneticamente" de sua companheira</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771178" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html" title="Astrônomos criam nova árvore genealógica da Via Láctea: o cataclismo que poderia ter apagado seu passado">Astrônomos criam nova árvore genealógica da Via Láctea: o cataclismo que poderia ter apagado seu passado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html" title="Astrônomos criam nova árvore genealógica da Via Láctea: o cataclismo que poderia ter apagado seu passado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355422181_320.jpeg" alt="Astrônomos criam nova árvore genealógica da Via Láctea: o cataclismo que poderia ter apagado seu passado"></a></article></aside><p>Sinais que pareciam ser simples pulsos revelam-se como sistemas onde gravidade, magnetismo e tempo atuam em conjunto nos eventos mais violentos do Universo. A combinação de <strong>radiotelescópios, monitoramento contínuo e observações de raios-X</strong> será essencial para identificar sistemas semelhantes.</p><p>Embora <strong>nem todos os eventos transitórios de longo período tenham a mesma origem</strong>, esta descoberta nos ajudará a reinterpretar detecções passadas e a orientar buscas futuras com critérios observacionais mais precisos, nos quais cada uma contribuirá com peças para o quebra-cabeça da evolução estelar de objetos compactos.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02882-x?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="nofollow">Periodic radio and X-ray emission from an accreting white dwarf binary</a>. 1 de junho, 2026. Rose, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-novos-guardioes-dos-estadios-caes-robos-chegam-a-copa-do-mundo-de.html</link><pubDate>Wed, 17 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estádios da Copa do Mundo contam com cães robôs para auxiliar em tarefas de segurança e prevenção. A inovação está gerando entusiasmo, mas também levantando questões sobre vigilância, proteção de dados e confiança pública.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-nuevos-guardianes-de-los-estadios-los-perros-robot-llegan-al-mundial-de-futbol-1781626059428.jpg" data-image="6febzrq5x7sa"><figcaption>A autonomia dessas máquinas se limita a se movimentar em seu ambiente, manter o equilíbrio, evitar obstáculos ou seguir rotas predefinidas.</figcaption></figure><p>A imagem de um <strong>cão robô</strong> patrulhando a área ao redor de um estádio de futebol pode parecer algo saído de um filme de ficção científica. No entanto, é uma realidade durante a <strong>Copa do Mundo de 2026</strong>, onde essas máquinas estão se tornando parte das medidas de segurança em alguns locais do torneio.</p><p>Em <strong>Guadalupe</strong>, <strong>no estado mexicano de Nuevo León</strong>, as autoridades implantaram quatro unidades K9-X para reforçar a estratégia de vigilância nas proximidades do Estádio Monterrey, um dos estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo. Equipados com câmeras, visão noturna e sistemas de alerta por voz, esses robôs são projetados para <strong>auxiliar no monitoramento, prevenção e resposta inicial a incidentes</strong>.</p><p>A novidade, porém, vai muito além do impacto visual. Sua presença reacende um debate cada vez mais relevante: <strong>trata-se de uma ferramenta destinada a melhorar a segurança ou de um novo passo rumo a uma vigilância cada vez mais invasiva?</strong></p><h2>Muito mais do que um "robô policial"</h2><p>Embora a ideia de um robô patrulhando um estádio possa causar preocupação, especialistas esclarecem que esses dispositivos estão longe de atuar como agentes autônomos capazes de tomar decisões por conta própria.</p><div class="texto-destacado">Na prática, a autonomia dessas máquinas se limita a se movimentar pelo ambiente, manter o equilíbrio, evitar obstáculos ou seguir rotas predefinidas. Decisões críticas continuam dependendo de operadores humanos, que monitoram constantemente seu funcionamento.</div><p>Seu verdadeiro valor está em servir como plataformas móveis equipadas com sensores e sistemas de comunicação. Isso lhes permite <strong>inspecionar áreas bloqueadas, aproximar-se de objetos suspeitos</strong> e transmitir imagens em tempo real antes da intervenção de equipes de segurança, bombeiros ou serviços médicos.</p><p>Além disso, sua capacidade de percorrer grandes espaços rapidamente possibilita detectar congestionamentos, alertar sobre possíveis gargalos e auxiliar no gerenciamento do fluxo de pessoas durante grandes eventos.</p><h2>Segurança sim, vigilância indiscriminada não</h2><p>Um dos pontos centrais do debate gira em torno do tipo de informação que esses sistemas coletam. A diferença entre monitorar condições de segurança e vigiar indivíduos é fundamental para<strong> definir os limites aceitáveis dessa tecnologia</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/q3Ww91btxZM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=q3Ww91btxZM" id="q3Ww91btxZM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Nos Estados Unidos, por exemplo, circularam rumores afirmando que os robôs <em>Spot</em>, desenvolvidos pela <em>Boston Dynamics</em> para algumas operações relacionadas à Copa do Mundo, realizariam reconhecimento facial. A própria empresa negou essas alegações, explicando que seus robôs são projetados para inspeções perimetrais e detecção de objetos ou materiais potencialmente perigosos, sem capacidade de identificação facial.</p><p>Especialistas defendem que a robótica que<strong> respeita a privacidade </strong>deve se concentrar na detecção de situações de risco, como entradas congestionadas, saídas obstruídas ou pacotes abandonados, sem a necessidade de identificar individualmente cada pessoa presente.</p><h2>Experiências passadas e desafios para o futuro</h2><p>Existem precedentes que demonstram como esse tipo de tecnologia pode ser utilizado respeitando os critérios de proteção de dados. Em <strong>Singapura</strong>, durante um teste realizado em <strong>2020</strong>, um cão robô auxiliou no controle do distanciamento social em um parque público, estimando o número de visitantes sem coletar informações pessoais.</p><p>Os <strong>Jogos Olímpicos de Paris de 2024</strong> também ofereceram um exemplo interessante. Lá, sistemas de inteligência artificial foram autorizados a detectar multidões, incêndios e objetos abandonados, enquanto o reconhecimento facial permaneceu expressamente proibido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-nuevos-guardianes-de-los-estadios-los-perros-robot-llegan-al-mundial-de-futbol-1781626147607.jpg" data-image="moy32s5l1ekx"><figcaption>As autoridades adicionaram quatro unidades K9-X para reforçar a estratégia de vigilância nas proximidades do Estádio de Monterrey.</figcaption></figure><p>Para que essas ferramentas mantenham a confiança pública, especialistas consideram essencial o <strong>estabelecimento de regras claras</strong>. Os organizadores devem explicar as funções dos robôs, quem gerencia os dados coletados, por quanto tempo eles são armazenados e quais mecanismos existem para corrigir possíveis erros ou abusos.</p><p>Eles também alertam que tecnologias como reconhecimento facial ou leitura automática de placas de veículos não devem ser implementadas posteriormente sem um debate público transparente e controles adequados.</p><h2>Um equilíbrio que marcará o futuro</h2><p>O desafio para a Copa do Mundo de 2026 não é simplesmente <strong>demonstrar que cães-robôs podem contribuir para a melhoria da segurança em grandes eventos</strong>. O verdadeiro teste será se é possível integrar tecnologias autônomas respeitando a privacidade, a dignidade e os direitos humanos.</p><p>O sucesso dessas iniciativas dependerá menos da sofisticação dos robôs em si do que de como eles são utilizados. Se puderem se tornar ferramentas a serviço do público, com supervisão humana e limites bem definidos, poderão inaugurar uma nova era na gestão de grandes aglomerações sem comprometer a confiança pública.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-novos-guardioes-dos-estadios-caes-robos-chegam-a-copa-do-mundo-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onde fica a 'Suíça brasileira', a cidade mais alta do país escondida no interior de SP]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-a-suica-brasileira-a-cidade-mais-alta-do-pais-escondida-no-interior-de-sp.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 22:13:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Conhecida como a "Suíça Brasileira" devido ao seu clima frio e arquitetura europeia, a cidade que fica a cerca de 1.628 metros acima do nível do mar tem grande destaque no turismo nacional. Descubra qual é.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-fica-a-suica-brasileira-a-cidade-mais-alta-do-pais-escondida-no-interior-de-sp-1781637304534.jpg" data-image="ih2y0v1hnznx"><figcaption>Esta cidade se destaca pelo clima serrano e pela arquitetura de suas construções no estilo suíço, além do grande número de pontos turísticos. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>Algumas cidades brasileiras costumam ser chamadas de “Suíça Brasileira” devido ao seu clima e conjunto arquitetônico, como é o caso de Monte Verde em Minas Gerais e de Nova Friburgo no Rio de Janeiro. </p><p>Porém, esta cidade localizada na Serra da Mantiqueira, interior de São Paulo, a 1.628 metros de altitude, é <strong>a principal e mais famosa "Suíça Brasileira"</strong>, destacando-se pelo <strong>clima frio</strong>,<strong> arquitetura europeia</strong> (estilo enxaimel), e alta gastronomia, sendo um forte destino de inverno no país.</p><h2>Que cidade é esta?</h2><p>Trata-se de <strong>Campos do Jordão</strong>, famosa por seus<strong> festivais de inverno</strong>, fondues, cervejarias artesanais e chocolates.</p><div class="texto-destacado">Campos do Jordão é a cidade mais alta do Brasil. Sua área urbana está a uma altitude média de 1.628 metros acima do nível do mar.</div><p>Esta encantadora “Suíça Brasileira” <strong>é um dos destinos turísticos de inverno mais procurados do interior de São Paulo</strong>, com paisagens deslumbrantes, clima frio e arquitetura de estilo suíço.</p><h2>Os principais atrativos da cidade</h2><p>Campos do Jordão oferece diversos atrativos para toda a família. No centro turístico da cidade, a chamada<strong> Vila Capivari</strong>, é onde se concentra a maioria dos <strong>restaurantes e bares, além de cafés e lojinhas de chocolates e artesanatos</strong>. À noite, a região fica muito animada, com músicas ao vivo.</p><p>Ali pertinho do centro está o Parque do Capivari, aos pés do<strong> Morro do Elefante</strong>, que oferece atrações como a subida de <strong>teleférico </strong>até o Morro, um trenó de montanha e uma<strong> roda-gigante </strong>com vista panorâmica. Além disso, o parque conta com um lago com pedalinhos e lojinhas que ficam no entorno. </p><p>Ainda em Capivari, tem-se o <strong>Iceland</strong>, uma experiência divertida em um bar totalmente feito de gelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-fica-a-suica-brasileira-a-cidade-mais-alta-do-pais-escondida-no-interior-de-sp-1781637186104.jpg" data-image="7gnn7aklcgeq"><figcaption>O Horto Florestal, em Campos do Jordão (SP). Crédito: Instagram Sindepat.</figcaption></figure><p>Para quem curte natureza, no <strong>ecoturismo </strong>as atrações incluem o <strong>Parque Amantikir</strong>, que reúne mais de 700 espécies de plantas dispostas em diferentes jardins inspirados em diversos países. Por exemplo: há um jardim só com espécies de suculentas e cactos, um jardim japonês, outro completamente colorido, além de um interessante <strong>labirinto</strong>, e muito mais!</p><p>Inclui-se também o <strong>Horto Florestal</strong> (ou Parque Estadual de Campos do Jordão), um local perfeito para quem ama caminhadas, trilhas na Mata Atlântica e arvorismo. E é onde fica o famoso <strong>Restaurante Dona Chica</strong>. </p><p>E ainda o <strong>Parque Tarundu</strong>, um espaço de lazer enorme que oferece mais de 30 atividades (algumas pagas à parte), com opções tanto para crianças, quanto para adultos, como por exemplo: tirolesa, passeios a cavalo, boia cross, balonismo, pista de patinação no gelo indoor, arco e flecha e paintball. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-fica-a-suica-brasileira-a-cidade-mais-alta-do-pais-escondida-no-interior-de-sp-1781637197973.jpg" data-image="m2hpn03egehf"><figcaption>Galeria cheia de lojinhas bem no centro da Vila Capivari, em Campos do Jordão (SP). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Não deixe de conhecer também o <strong>Museu Felícia Leirner</strong>, um museu a céu aberto em meio à natureza que reúne boa parte do acervo da escultora polonesa de mesmo nome. As obras expostas são feitas de bronze, cimento branco e granito.</p><p>O<strong> Pico do Itapeva </strong>é outro ponto turístico, oferecendo uma vista espetacular da Serra da Mantiqueira a mais de 2.000 metros de altitude. E o <strong>Palácio Boa Vista</strong>, uma residência oficial de inverno do governador, que conta com um acervo valioso de arte e oferece visitas guiadas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://revistaoeste.com/oestegeral/2026/06/12/a-cidade-mais-alta-do-brasil-fica-na-mantiqueira-a-1-628-metros-de-altitude-no-interior-de-sp-e-e-chamada-de-suica-brasileira/" target="_blank">A cidade mais alta do Brasil fica na Mantiqueira, a 1.628 metros de altitude, no interior de SP, e é chamada de “Suíça Brasileira”</a>. 12 de junho, 2026. Redação Revista Oeste.</em></p><p><em><a href="https://www.civitatis.com/blog/pt-br/o-que-fazer-campos-do-jordao/?srsltid=AfmBOoqYOXyT4IsVqvWq50Rso8b1EwpKKB02G18o-QbcS7_ZzXYWYVhM" target="_blank">O que fazer em Campos do Jordão: 12 planos na Suíça brasileira</a>. 1 de abril, 2026. João Paulo Carvalho.</em></p><p><em><a href="https://saopaulosecreto.com/campos-do-jordao-o-que-fazer-suica-brasileira-sao-paulo/" target="_blank">Apenas 2h de SP: “Suíça brasileira” esconde obras raras de Tarsila do Amaral, festival de inverno e maior museu de cera da América Latina</a>. 15 de junho, 2026. Mariana Prates.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-a-suica-brasileira-a-cidade-mais-alta-do-pais-escondida-no-interior-de-sp.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria trará mais frio, chuva e tempestades já no fim desta semana em 4 regiões; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 20:46:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria, acompanhada de uma forte massa de ar polar deve provocar chuva forte, queda acentuada das temperaturas e risco de geadas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, marcando o início do inverno com condições típicas da estação.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-dividem-o-sudeste-com-chuva-sol-e-frio-veja-a-previsao.html" target="_blank">Frente fria e ar polar dividem o Sudeste com chuva, sol e frio</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira-1781632608445.jpg" data-image="rapyxs95yo0n" alt="Previsão de nebulosidade e chuva na sexta-feira durante a tarde." title="Previsão de nebulosidade e chuva na sexta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva na sexta-feira durante a tarde mostra a frente fria chegando ao Rio Grande do Sul, com tempestades fortes que podem ocasionar transtornos.</figcaption></figure><p>Nos últimos dias, o Brasil foi afetado por uma frente fria e uma massa de ar polar que trouxeram muita <strong>chuva</strong>, <strong>nebulosidade</strong> e <strong>frio severo</strong> para o país. Essa massa de ar frio, inclusive, continuará agindo sobre o Sul e o Sudeste ao longo dos próximos dias,<strong> mantendo o clima frio</strong> sobre a região e ocasionando <strong>geadas </strong>pontuais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já há data para a formação de um novo ciclone e sua frente fria associada, que trarão ainda mais chuvas intensas e frio para o país já a partir desta sexta-feira (19).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao longo da <strong>sexta-feira (19)</strong>, uma <strong>nova frente fria avançará pelo Brasil</strong>, trazendo chuvas que se espalham pelo país ao longo do dia. As pancadas atingem desde o Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina e Paraná, até o Mato Grosso do Sul e São Paulo no final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira-1781632650418.jpg" data-image="wqlj8ouechfo" alt="Previsão de nebulosidade e chuva no sábado (esquerda) e domingo (direita) durante a tarde." title="Previsão de nebulosidade e chuva no sábado (esquerda) e domingo (direita) durante a tarde."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva no sábado (esquerda) e domingo (direita) durante a tarde ilustram o deslocamento das chuvas ocasionadas pela frente fria ao longo do final de semana.</figcaption></figure><p>O sistema ainda será capaz de ocasionar <strong>chuvas fortes</strong> no extremo leste do Paraná e em São Paulo ao longo do sábado (20), <strong>capazes de causar transtornos</strong> na região de Curitiba e da capital paulista. No domingo (21), o sistema ainda será capaz de causar <strong>pancadas pontuais e isoladas</strong> de chuva entre o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, já se dissipando.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os <strong>acumulados mais altos </strong>serão registrados sobre a região Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, onde os volumes de chuva podem chegar a até <strong>50 mm totais</strong> e as rajadas de vento a<strong> 60 km/h</strong>. Há risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, pequenos estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira-1781632692637.jpg" data-image="ulbiszf67yon" alt="Previsão de acumulados de chuva totais até o final do domingo." title="Previsão de acumulados de chuva totais até o final do domingo."><figcaption>Previsão de acumulados de chuva totais até o final do domingo mostram que alguns municípios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem registrar volumes de chuva de até 50 mm totais.</figcaption></figure><p>Além da chuva, o sistema ainda trará <strong>mais frio para o país</strong>, ajudando a manter as temperaturas abaixo da média no centro-sul brasileiro.</p><h2>Chuvas vêm acompanhadas de massa de ar polar</h2><p>Conforme a massa de ar polar atual distancia, deslocando-se em direção ao oceano Atlântico, uma <strong>nova massa de ar frio começa a avançar pelo país</strong> já na sexta-feira (19), logo após a passagem das chuvas causadas pela frente fria. Essa situação pode ser observada na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira-1781632727327.jpg" data-image="8a6lnhp7fz2k" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostram o avanço de uma massa de ar frio sobre a região Sul, ocasionando uma nova queda expressiva das temperaturas.</figcaption></figure><p>Entre o sábado (20) e o domingo (21), essa massa de ar frio fará as <strong>temperaturas caírem de maneira perceptível</strong> sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Isso traz risco de novas ocorrências de GEADA generalizada no RS, SC e PR ao longo do final de semana, além de frio intenso no MS e no oeste de SP.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Graças à essa situação, no domingo durante a madrugada e a manhã, as temperaturas atingirão <strong>patamares abaixo dos 10°C</strong>, chegando a <strong>até 0°C</strong> em diversos municípios da região Sul, com possibilidade de novas ocorrências de <strong>geada generalizada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira-1781632830660.jpg" data-image="715s8kj98myh" alt="Previsão de temperaturas mínimas no centro-sul do Brasil durante a madrugada do domingo." title="Previsão de temperaturas mínimas no centro-sul do Brasil durante a madrugada do domingo."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no centro-sul do Brasil durante a madrugada do domingo mostra que grande parte da região registrará temperaturas abaixo dos 10°C, chegando a até 0°C.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (21)</strong>, inicia-se oficialmente o <strong>inverno de 2026</strong>, que começará já com um <strong>clima típico da estação</strong> devido ao avanço dessa massa de ar polar. No entanto, agora que o fenômeno <strong>El Niño</strong> já está <strong>oficialmente estabelecido</strong> no Oceano Pacífico, vale notar que ele pode contribuir para que o Inverno se mostre uma estação mais quente sobre o Brasil do que o Outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-trara-mais-frio-chuva-e-tempestades-ja-no-fim-desta-semana-em-4-regioes-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segunda quinzena de junho: frio se espalha pelo país e chuvas continuam acima da média]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 19:57:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atuação de novas frentes frias deve manter as chuvas acima da média em parte do Brasil e reforçar o frio no Centro-Sul até o fim de junho. Este padrão se refere a uma combinação de fenômenos atmosféricos de diferentes escalas.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-traz-virada-no-tempo-em-9-estados-de-4-regioes-confira.html"> Frente fria avança e traz virada no tempo em 9 estados de 4 regiões; confira</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media-1781621531546.png" data-image="rfabhx4fn1rw" alt="A previsão indica que o padrão de chuva e temperatura da primeira quinzena de junho deve se manter até o fim do mês." title="A previsão indica que o padrão de chuva e temperatura da primeira quinzena de junho deve se manter até o fim do mês."><figcaption>A previsão indica que o padrão de chuva e temperatura da primeira quinzena de junho deve se manter até o fim do mês.</figcaption></figure><p>A <strong>primeira metade de junho </strong>foi<strong> chuvas acim</strong><strong>a da média </strong>no <strong>Brasil Central</strong>, especialmente entre o norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, o que é considerado <strong>atípico</strong>, já que nesta região predominam condições secas nesta época. Já as <strong>temperaturas</strong> <strong>máximas</strong> ficaram <strong>abaixo da média</strong>, com os maiores desvios entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, até 2°C abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media-1781621551913.png" data-image="8g32ocnn9aoz" alt="Anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura máxima (°C, à direita) entre 1 e 15 de junho de 2026. Créditos: CPTEC/INPE." title="Anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura máxima (°C, à direita) entre 1 e 15 de junho de 2026. Créditos: CPTEC/INPE."><figcaption>Anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura máxima (°C, à direita) entre 1 e 15 de junho de 2026. Créditos: CPTEC/INPE.</figcaption></figure><p>O ECMWF, modelo de confiança da Meteored, indica que<strong> este padrão deve continuar </strong>ao longo da <strong>segunda quinzena do mês</strong>, com frentes frias organizando chuvas acima da média no Brasil Central e entradas de massa de ar frio derrubando as temperaturas no Centro-Sul. Confira os detalhes.</p><h2>Chuva e frio no Centro-Sul</h2><p>A <strong>previsão</strong> de anomalia semanal de chuva do modelo ECMWF mostra que tanto a semana entre <strong>15 e 22 de junho</strong> quanto a última semana do mês, entre<strong> 22 e 29,</strong> serão de <strong>chuvas acima da média</strong> na porção que abrange o<strong> Brasil Central</strong>.</p><p>Entre<strong> 15 e 22 de junho</strong>, as chuvas serão l<strong>igeiramente acima da média</strong>, com até 10 mm de desvio entre as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste. Na <strong>faixa leste do Sudeste, em São Paulo e no oeste da Amazônia</strong>, os <strong>desvios</strong> podem ser <strong>maiores</strong>, entre 10 mm e 30 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media-1781621594245.png" data-image="ag14n274jsl8" alt="Previsão de anomalia de temperatura na segunda quinzena de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura na segunda quinzena de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva na segunda quinzena de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> última semana</strong> do mês a tendência é que as <strong>chuvas</strong> sejam <strong>mais intensas</strong>, especialmente entre o<strong> Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e São Paulo</strong>, com desvios entre 30 mm e<strong> 60 mm.</strong></p><p>As <strong>temperaturas</strong>, por sua vez, tendem a ficar até <strong>3°C abaixo da média </strong>na região Sul, oeste de São Paulo e Mato Grosso do Sul na semana entre <strong>15 e 22 de junho</strong>, enquanto na metade norte do país, temperaturas acima da média devem predominar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media-1781621635983.png" data-image="fg7zigp0hms8" alt="Previsão de anomalia de temperatura na segunda quinzena de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura na segunda quinzena de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura na segunda quinzena de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>última semana de junho</strong> deve ser marcada pela entrada de uma <strong>massa de ar polar muito intensa</strong>, capaz de alcançar o sul da região Norte, em mais um episódio de <strong>friagem</strong>. </p><p>As <strong>temperaturas</strong> devem ser entre <strong>3°C e 6°C abaixo da média </strong>no oeste das regiões Sul e Centro-Oeste, e até 3°C abaixo da média na metade sul do Sudeste e em Goiás, enquanto a faixa norte do país continua com temperaturas acima da média.</p><h2>Padrões de grande escala</h2><p>O cenário de <strong>chuvas acima da média </strong>na segunda quinzena de junho é <strong>consistente</strong> com a <strong>atuação</strong> simultânea de <strong>fenômenos</strong> atmosféricos em <strong>diferentes escalas</strong>. Entre eles, destacam-se a <strong>Oscilação Antártica (AAO)</strong>, que influencia a trajetória de ciclones e frentes frias no sul da América do Sul; a <strong>Oscilação Madden-Julian (MJO)</strong>, principal modo de variabilidade intrassazonal nos trópicos; e o atual aquecimento do Pacífico equatorial associado ao El Niño.</p><p>A <strong>AAO</strong> deve atingir um pico em fase positiva ao longo desta metade do mês e, posteriormente, apresentar tendência em direção à neutralidade ou à fase negativa. Essa <strong>mudança de sinal</strong> (derivada negativa) costuma<strong> favorecer o avanço</strong> de <strong>sistemas frontais</strong> sobre o centro-sul do continente, mesmo antes de a oscilação atingir valores negativos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media-1781621706247.png" data-image="gx7asd8orwif" alt="Observação e previsão de fase da AAO. Créditos: CPC/NOAA." title="Observação e previsão de fase da AAO. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Observação e previsão de fase da AAO. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Já a <strong>MJO</strong> tem previsão de estar ativa sobre o <strong>Pacífico oeste</strong> no <strong>final de junho.</strong> Esse padrão pode <strong>reforçar a atividade convectiva</strong> sobre os trópicos e contribuir para o <strong>enfraquecimento dos ventos alísios</strong>, favorecendo a manutenção do <strong>aquecimento</strong> no <strong>Pacífico equatorial</strong> e o <strong>acoplamento</strong> do aquecimento relacionado ao El Niño com a resposta <strong>atmosférica</strong>. </p><p>Além disso, a depender de sua intensidade e fase, a MJO pode <strong>favorecer a convecção </strong>em<strong> </strong><strong>áreas de instabilidade</strong> entre partes das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media-1781621725923.png" data-image="6wja7jxqsmdf" alt="Previsão de novo pulso da MJO (seta preta, à esquerda), reforço da convecção na região do Niño 3.4 (destacado em vermelho, no centro) e efeito da MJO na fase 8 entre maio-setembro. Créditos: Adaptado de NCICS (esquerda e centro) e adaptado do CPC/NOAA (direita)." title="Previsão de novo pulso da MJO (seta preta, à esquerda), reforço da convecção na região do Niño 3.4 (destacado em vermelho, no centro) e efeito da MJO na fase 8 entre maio-setembro. Créditos: Adaptado de NCICS (esquerda e centro) e adaptado do CPC/NOAA (direita)."><figcaption>Previsão de novo pulso da MJO (seta preta, à esquerda), reforço da convecção na região do Niño 3.4 (destacado em vermelho, no centro) e efeito da MJO na fase 8 entre maio-setembro. Créditos: Adaptado de NCICS (esquerda e centro) e adaptado do CPC/NOAA (direita).</figcaption></figure><p>Em conjunto, esses sinais indicam um ambiente atmosférico favorável à manutenção do padrão observado na primeira metade de junho: maior frequência de chuva sobre áreas do Brasil Central e sucessivas incursões de ar frio sobre o Centro-Sul do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/segunda-quinzena-de-junho-frio-se-espalha-pelo-pais-e-chuvas-continuam-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio rigoroso em SP, MG, RJ e no ES com temperaturas abaixo dos 10°C e risco de geadas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-rigoroso-em-sp-mg-rj-e-no-es-com-temperaturas-abaixo-dos-10-c-e-risco-de-geadas.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 18:42:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar frio faz as temperaturas despencarem em boa parte da Região Sudeste nos próximos dias, deixando as mínimas abaixo dos 10°C e com risco de geada em áreas de SP, MG e RJ.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-congelante-avanca-pelo-sul-e-sudeste-veja-ate-quando-as-temperaturas-continuam-caindo.html">Frio congelante avança pelo Sul e Sudeste; veja até quando as temperaturas continuam caindo</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xag61gy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xag61gy.jpg" id="xag61gy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> massa de ar frio de origem polar</strong> está derrubando as temperaturas na <strong>Região Sudeste </strong>do Brasil, especialmente entre as madrugadas e manhãs, com <strong>mínimas ficando abaixo dos 10°C</strong> em áreas dos quatro estados da região.</p><p>Além disso, há <strong>risco de formação de geada</strong> em localidades entre o <strong>sul de Minas Gerais</strong> e áreas de divisa com <strong>São Paulo </strong>e o <strong>Rio de Janeiro</strong>, além da Região Serrana do Rio.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>A sensação de frio vai predominar em grande parte do dia, especialmente no <strong>leste de São Paulo, no sul/sudeste de Minas Gerais</strong> e em áreas do centro do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, onde as temperaturas não sobem muito durante a tarde, com <strong>máximas ficando abaixo dos 17°C</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frio intenso atinge boa parte do Sudeste nos próximos dias</h2><p>A <strong>massa de ar de origem polar ganha força</strong> sobre a Região <strong>Sudeste </strong>do Brasil a partir de amanhã, quarta-feira (17), e deve atuar pelo menos até a sexta-feira (19). No fim de semana, as temperaturas mínimas começam a subir gradualmente, mas ainda teremos sensação de frio em algumas áreas paulistas e mineiras.</p><div class="texto-destacado">Frio abaixo de 10°C nos próximos dias no sul e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, na Região Serrana do Rio e na central-sul do Espírito Santo, com risco de geadas no sul mineiro e áreas de divisa próximas.</div><p>A <strong>quarta-feira (16)</strong> terá temperaturas <strong>mínimas </strong>abaixo dos 15°C em grande parte dos estados do Sudeste. Os menores valores previstos ficarão entre <strong>7°C e 8°C</strong> em áreas do<strong> leste e do sul de São Paulo</strong>, e<strong> abaixo dos 6°C no extremo sul de Minas Gerais</strong>. Há risco de<strong> formação de geada nesta região mineira</strong>.</p><p>As temperaturas <strong>máximas não sobem muito</strong> em parte dos estados, ficando <strong>entre 15°C e 17°C no leste paulista e sul mineiro</strong> e de <strong>12°C a 16°C na Região Serrana do Rio</strong>.</p><p>Nas <strong>capitais</strong>, as mínimas e máximas de quarta-feira (17) serão: São Paulo: 10°C/19°C; Rio de Janeiro: 19°C/21°C; Belo Horizonte: 13°C/23°C; Vitória: 20°C/24°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-rigoroso-em-sp-mg-rj-e-no-es-com-temperaturas-abaixo-dos-10-c-e-risco-de-geadas-1781625358568.jpg" data-image="gd8q5kciel7j"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para a quarta-feira (17), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quinta-feira (18)</strong> o <strong>ar frio avança</strong> sobre mais áreas do Sudeste<strong> e se intensifica</strong>.</p><p>As temperaturas <strong>mínimas </strong>ficam abaixo dos 13°C em grande parte dos quatro estados da região, mas caindo entre<strong> 6°C-8°C</strong> na<strong> Região Metropolitana de São Paulo</strong> e <strong>Vale do Paraíba</strong>, e no <strong>sul e Região Serrana do Rio </strong>de Janeiro.</p><p>O <strong>sul de Minas Gerais e áreas próximas de divisa</strong> com os estados paulista e fluminense terão mínimas abaixo dos 6°C, podendo chegar<strong> perto de 0°C</strong>, e novamente há<strong> risco de formação de geada</strong> nestas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-rigoroso-em-sp-mg-rj-e-no-es-com-temperaturas-abaixo-dos-10-c-e-risco-de-geadas-1781625549337.jpg" data-image="2elzeo199xsu"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (em °C) para a quinta-feira (18), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Frio</strong> também está previsto para localidades do <strong>centro-sul do Espírito Santo</strong>, com <strong>mínimas entre 9°C e 11°C</strong> e <strong>máximas de 15°C a 17°C</strong>.</p><p>Na capital Rio de Janeiro, mínima de 17°C e máxima de 21°C. Em Belo Horizonte as temperaturas variarão de 12°C a 21°C e em Vitória de 18°C a 24°C.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A capital paulista pode registrar a menor temperatura do ano até então nesta quinta-feira (18). Até o momento, a cidade registrou 9,4°C no Mirante de Santana, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), e na quinta (18) a previsão está indicando uma temperatura mínima entre 8°C e 9°C.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na<strong> sexta-feira (19) </strong><strong>ainda fará frio pela manhã</strong>, com temperaturas mínimas caindo para os<strong> 6°C-9°C</strong> no leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Região Serrana do Rio. </p><p><strong>Já as máximas começam a subir gradualmente</strong>, e valores mais elevados, em torno dos<strong> 20°C ou mais</strong>, já podem ser registrados durante a tarde <strong>em boa parte dos quatro estados</strong>, com exceção de localidades do sul mineiro que ainda podem marcar entre 15°C-17°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-rigoroso-em-sp-mg-rj-e-no-es-com-temperaturas-abaixo-dos-10-c-e-risco-de-geadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte no RJ provoca caos no trânsito e alagamentos em vários bairros; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-no-rj-provoca-caos-no-transito-e-alagamentos-em-varios-bairros-veja-imagens.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 17:46:45 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Equipes operacionais da Defesa Civil Estadual e do Corpo de Bombeiros seguem mobilizadas com o suporte de drones e aeronaves para monitorar as encostas do Rio de Janeiro após os estragos causados pelas chuvas. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-no-rj-provoca-caos-no-transito-e-alagamentos-em-varios-bairros-veja-imagens-1781623533894.jpg" data-image="cpmfbjty4ovn" alt="Um deslizamento de terra interditou a Estrada da Gávea, na Rocinha. Foto: Reprodução" title="Um deslizamento de terra interditou a Estrada da Gávea, na Rocinha. Foto: Reprodução"><figcaption>Um deslizamento de terra interditou a Estrada da Gávea, na Rocinha. Foto: Reprodução </figcaption></figure><p><strong>O município do Rio de Janeiro amanheceu sob alerta máximo nesta terça-feira (16)</strong>. Após o temporal que atingiu a capital fluminense, o Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (<a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br" target="_blank">CEMADEN</a>) classificou como alto o risco de novos deslizamentos e transtornos hidrológicos na região.</p><p>A previsão meteorológica aponta a permanência de céu encoberto, <strong>com possibilidade de chuva fraca a moderada a qualquer momento</strong>. Diante desse cenário instável, as autoridades mantêm equipes operacionais de prontidão, utilizando drones e aeronaves para monitorar as áreas de encosta da capital fluminense.</p><h2>Impactos da tempestade e deslizamento na Rocinha</h2><p>O reflexo mais grave da precipitação ocorreu na Estrada da Gávea, principal via de acesso à Rocinha, na Zona Sul. <strong>Um bloco de terra e pedras deslizou na noite de segunda-feira (15)</strong>, bloqueando a pista na altura da Rua Portão Vermelho, em um ponto elevado da comunidade.</p><p><strong>O deslizamento atingiu veículos, comércios e uma igreja local, além de arrastar automóveis</strong> com a força da enxurrada. Apesar da gravidade do incidente e dos danos materiais, o Corpo de Bombeiros informou que não houve registro de feridos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Um forte temporal atingiu a Rocinha na tarde e noite desta segunda-feira, provocando um grande deslizamento de terra, enxurradas intensas e rastro de destruição na comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro.<br>A estação pluviométrica da favela registrou o maior índice de chuva de</p>— Josias Lima (@PrJopelim203) <a href="https://x.com/PrJopelim203/status/2066703160572284939?ref_src=twsrc%5Etfw">June 16, 2026</a></blockquote></figure><p>A obstrução prejudicou significativamente a mobilidade interna da comunidade nesta terça-feira. Moradores enfrentaram dificuldades de deslocamento, uma vez que <strong>a circulação de vans, motocicletas e ônibus ficou paralisada</strong> devido ao acúmulo de detritos espalhados pela via.</p><p>De acordo com o monitoramento estadual, <strong>a Rocinha acumulou 64,6 mm de chuva em apenas quatro horas</strong>. Esse volume foi influenciado diretamente por precipitações intensas observadas sobre o Maciço da Tijuca, elevando os índices pluviométricos e saturando rapidamente o solo.</p><h2>Alagamentos e paralisação nos transportes da capital</h2><p>Os transtornos da tempestade se espalharam por diversos bairros da Zona Sul e do Centro do Rio de Janeiro.<strong> Vias importantes de Botafogo, Lapa e Santa Teresa registraram pontos crônicos de alagamento</strong>, o que gerou bolsões de água e travou o fluxo de veículos.</p><p><strong>O tráfego sofreu retenções na Rua Professor Abelardo Lobo, na Lagoa, e na Rua Humaitá</strong>, junto ao acesso do Túnel Rebouças. Problema semelhante afetou a circulação na Rua Jardim Botânico, perto do Parque Lage, onde os condutores precisaram redobrar a atenção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-no-rj-provoca-caos-no-transito-e-alagamentos-em-varios-bairros-veja-imagens-1781624055426.jpg" data-image="gh5iz27ro6dr" alt="Bairros da Zona Sul e do Centro do Rio sofreram com alagamentos e paralisações nas linhas do VLT. Foto: Eduardo Pierre/g1" title="Bairros da Zona Sul e do Centro do Rio sofreram com alagamentos e paralisações nas linhas do VLT. Foto: Eduardo Pierre/g1"><figcaption>Bairros da Zona Sul e do Centro do Rio sofreram com alagamentos e paralisações nas linhas do VLT. Foto: Eduardo Pierre/g1</figcaption></figure><p>O sistema de transporte por trilhos sofreu impactos diretos com a força das águas. <strong>A concessionária do Veículo Leve sobre Trilhos precisou suspender a operação da linha 4</strong>, que faz o trajeto entre o Terminal Gentileza e a Praça XV.</p><p>Outros trajetos urbanos operaram com atrasos significativos durante o período crítico. <strong>A linha 2 do VLT registrou intervalos de até uma hora entre as composições</strong>, enquanto as linhas 1 e 3 mantiveram intervalos de dez e doze minutos.</p><h2>Índices pluviométricos registrados nas estações</h2><p>O Sistema Alerta Rio detalhou que a fase mais intensa da tempestade ocorreu no final da tarde de segunda-feira. Entre 16h30 e 16h45, a estação instalada em Laranjeiras computou o acumulado mais expressivo do momento,<strong> atingindo a marca de 8,4 mm</strong>.</p><p>No mesmo intervalo de quinze minutos, os técnicos identificaram chuva forte nas estações da<strong> Rocinha, com 7,6 mm, e de Santa Teresa, com 6,4 mm</strong>. Essas pancadas concentradas foram determinantes para acumular água nas superfícies pavimentadas da cidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774020" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-granizo-em-goiania-alaga-ruas-e-arrasta-moto-de-entregador-veja-imagens.html" title="Temporal com granizo em Goiânia alaga ruas e arrasta moto de entregador; veja imagens ">Temporal com granizo em Goiânia alaga ruas e arrasta moto de entregador; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-granizo-em-goiania-alaga-ruas-e-arrasta-moto-de-entregador-veja-imagens.html" title="Temporal com granizo em Goiânia alaga ruas e arrasta moto de entregador; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-com-granizo-em-goiania-alaga-ruas-e-arrasta-moto-de-entregador-1781544059395_320.jpg" alt="Temporal com granizo em Goiânia alaga ruas e arrasta moto de entregador; veja imagens "></a></article></aside><p>Paralelamente, a rede de medição apontou índices de chuva moderada em outras áreas urbanas. A estação da Urca computou <strong>5,2 mm</strong> e o Jardim Botânico marcou <strong>4,2 mm</strong>, seguidos por Sepetiba com<strong> 3,6 mm</strong> e Santa Cruz com <strong>2,6 mm</strong>.</p><p>Por fim, os registros oficiais fecharam o monitoramento indicando volumes de <strong>2,4 mm na Grota Funda e 2,0 mm na Tijuca</strong>. O monitoramento contínuo segue ativo para orientar a população sobre rotas alternativas e procedimentos seguros caso novas instabilidades atinjam a região.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/15/chuva-causa-transtornos-em-varios-bairros-do-rio.ghtml" target="_blank">Chuva causa transtornos em vários bairros do Rio, e barranco desliza na Rocinha</a>. 15 de junho, 2026.</em></p><p><em><a href="https://diariodorio.com/chuva-forte-provoca-alagamentos-e-bolsoes-dagua-em-bairros-do-rio/" target="_blank">Chuva forte provoca alagamentos e bolsões d'água em bairros do Rio</a>. 15 de junho, 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-no-rj-provoca-caos-no-transito-e-alagamentos-em-varios-bairros-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio congelante avança pelo Sul e Sudeste; veja até quando as temperaturas continuam caindo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-congelante-avanca-pelo-sul-e-sudeste-veja-ate-quando-as-temperaturas-continuam-caindo.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:41:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frio congelante será destaque nos próximos dias no Sul e Sudeste do Brasil. A massa de ar polar segue atuando sobre o país, fazendo as temperaturas caírem e aumentando os riscos de geadas.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-frio-intenso-e-ameaca-pastagens-no-centro-sul-veja-previsao.html" target="_blank">Ar polar traz frio intenso e ameaça pastagens no Centro-Sul; veja previsão</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-congelante-avanca-pelo-sul-e-sudeste-veja-ate-quando-as-temperaturas-continuam-caindo-1781619604416.jpg" data-image="bgkh3mje6eol" alt="Frio avança e mantém alertas de geadas até quinta-feira (18)." title="Frio avança e mantém alertas de geadas até quinta-feira (18)."><figcaption>Frio avança e mantém alertas de geadas até quinta-feira (18). Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p><strong>O frio continuará atuando sobre o Brasil até, pelo menos, o final desta semana. </strong>A massa de ar polar avança pelo Sul e chega ao Sudeste diminuindo ainda mais as temperaturas mínimas e não deixa que as máximas subam durante a tarde.</p><p>A presença de uma frente fria estacionária ainda provoca chuvas nesta terça-feira (16), contudo, a tendência é de que o sistema se afaste. Assim, <strong>o ar frio se desloca do Sul do país e alcança estados do Sudeste.</strong> Confira a previsão para os próximos dias e veja até quando os termômetros permanecem baixos.</p><h2>Frio mantém alerta para geadas</h2><p><strong>Os alertas para geadas continuam sobre o Sul do Brasil </strong>para esta quarta (17) e quinta-feira (18). Mesmo com a diminuição da intensidade do ar frio sobre a Região, <strong>as temperaturas vão permanecer baixas</strong> e, em muitas áreas, <strong>abaixo dos 5°C. </strong>Em especial as áreas da Serra Gaúcha e Catarinense que possuem maior altitude.</p><p>Nesta quarta-feira (17), <strong>o ar frio se espalha e afeta os 3 estados. </strong>No Rio Grande do Sul, há <strong>alerta para geadas generalizadas</strong>, uma vez que o modelo europeu ECMWF <strong>indica temperaturas abaixo dos 5°C</strong>, limiar em que já se torna possível a ocorrência deste evento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-congelante-avanca-pelo-sul-e-sudeste-veja-ate-quando-as-temperaturas-continuam-caindo-1781619674717.jpg" data-image="kzlhkwb0y4w6" alt="Mínima Prevista para esta quarta-feira (17)." title="Mínima Prevista para esta quarta-feira (17)."><figcaption>Mapa de temperatura mínima prevista para esta quarta-feira (18), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre a Serra Gaúcha e Catarinense, a temperatura pode ser ainda menor e, novamente, alcançar valores negativos. Nesta manhã, <strong>Vacaria/RS registrou -2,5°C</strong> e -<strong>2,2°C em São Francisco de Paula/RS.</strong> E a previsão para esta quarta-feira (17) é de <strong>temperaturas na casa de -1°C</strong> em áreas próximas a São Joaquim/SC e Urubici/SC.</p><p>No restante de Santa Catarina, também há riscos de geadas, mas as possibilidades são menores. As temperaturas variam entre <strong>4°C e 6°C</strong>. Sobre o sul do Paraná, o dia começa com temperaturas entre <strong>4°C e 7°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-congelante-avanca-pelo-sul-e-sudeste-veja-ate-quando-as-temperaturas-continuam-caindo-1781620412275.jpg" data-image="g0t8jzce575x" alt="Anomalia." title="Anomalia."><figcaption>Anomalia de temperatura em 850 hPa para o meio dia desta quarta-feira (17) mostra a atuação da massa de ar polar sobre o centro-sul do Brasil.</figcaption></figure><p><strong>A massa de ar frio ganha força sobre o Sudeste nas próximas horas.</strong> O estado de São Paulo será o primeiro a ter registro de diminuição nas temperaturas. No sul paulista, temperaturas entre <strong>7°C e 9°C</strong>, já no leste do estado, incluindo a capital São Paulo/SP, mínima prevista em <strong>10°C.</strong> <strong>O sul de Minas terá mínima abaixo dos 8°C</strong>, nas áreas próximas à Serra da Mantiqueira.</p><h2>Quinta-feira com chances de recorde de frio</h2><p>O cenário começa a mudar na quinta-feira (18) com a aproximação de uma nova frente fria. Com isso, <strong>o ar polar avança com mais força para áreas do Sudeste.</strong> No sul ainda haverá pontos com temperaturas abaixo dos 10°C, que ficarão concentradas no centro-leste da região. <strong>As chances de geadas se mantêm na Serra Catarinense e Gaúcha.</strong></p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xag5wxi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xag5wxi.jpg" id="xag5wxi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No Sudeste, <strong>a capital paulista tem chances de registrar uma das menores temperaturas do ano</strong>. Até o momento, as estações automáticas do <strong><em>Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)</em></strong> registrou 9,4°C no Mirante de Santana e 7,2°C em Interlagos. Nesta quinta-feira (18), <strong>a previsão indica que os termômetros podem chegar a casa dos 9°C</strong> e até mesmo inferiores a isso. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </strong></a></div><p>Frio que também está previsto para o <strong>Vale do Paraíba e Região Serrana do Rio de Janeiro,</strong> com temperaturas entre <strong>6°C e 10°C</strong>. Há possibilidade de <strong>geada no sul de Minas Gerais.</strong> Nos municípios de maior altitude a mínima prevista fica abaixo dos <strong>5°C.</strong></p><p>Cidades do Sudeste <strong>podem quebrar recordes de temperatura</strong> nesta quinta (18). Já na sexta-feira (19), o amanhecer volta a registrar <strong>aumento nas temperaturas mínimas em relação à quarta (17) e quinta-feira (18).</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-congelante-avanca-pelo-sul-e-sudeste-veja-ate-quando-as-temperaturas-continuam-caindo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar traz frio intenso e ameaça pastagens no Centro-Sul; veja previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-frio-intenso-e-ameaca-pastagens-no-centro-sul-veja-previsao.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ar polar derruba temperaturas no Centro-Sul no início da semana, aumenta o risco de geada no Sul e exige atenção com pastagens, pecuária leiteira e manejo do gado nos próximos dias de frio persistente em áreas rurais</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-ganha-forca-no-centro-sul-e-inmet-coloca-333-municipios-sob-alerta-de-geada.html" target="_blank">Frio ganha força no Centro-Sul e INMET coloca 333 municípios sob alerta de geada.</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-frio-intenso-e-ameaca-pastagens-no-centro-sul-veja-previsao-1781554150468.jpg" data-image="6adj2p30e2os" alt="geada, frio, frio polar, sudeste, sul" title="geada, frio, frio polar, sudeste, sul"><figcaption>Ar polar avança pelo Centro-Sul e aumenta o risco de geada, com impacto direto sobre pastagens e manejo do rebanho nos próximos dias.</figcaption></figure><p>Uma massa de ar polar ganha força no Centro-Sul do Brasil neste início de semana e deve manter o frio intenso entre segunda e terça-feira. O maior risco de geada se concentra no Sul, mas <strong>a queda de temperatura também alcança Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas.</strong></p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>Para a agropecuária, o ponto de atenção são as pastagens. <strong>O frio forte reduz o crescimento do capim, queima folhas em áreas sujeitas à geada e aumenta a exigência energética do rebanho.</strong> Em propriedades de leite e corte, a combinação de noites geladas, vento e umidade pode exigir ajustes rápidos no manejo, antes que a oferta de forragem diminua nos piquetes. <strong>O efeito pode aparecer por alguns dias, mesmo após a elevação das temperaturas máximas.</strong></p><h2><strong>Geada no Sul concentra maior risco para o pasto </strong></h2><p>O frio mais intenso deve atuar sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, especialmente em áreas de serra, planalto e baixadas. <strong>Na Serra Gaúcha, no Planalto Sul catarinense, no Meio-Oeste de Santa Catarina e no centro-sul do Paraná</strong>, as mínimas podem ficar próximas ou abaixo de 0°C, com formação de geada ao amanhecer, sobretudo em pontos abertos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-frio-intenso-e-ameaca-pastagens-no-centro-sul-veja-previsao-1781554340475.jpg" data-image="3qsfo7o4h6da" alt="frio, anomalia, risco, geada" title="frio, anomalia, risco, geada"><figcaption>Temperaturas baixas se espalham pelo Sul na manhã de terça-feira (16), reforçando o risco de geada em áreas de pastagem e a atenção ao manejo do rebanho.</figcaption></figure><p>A geada não afeta todas as pastagens da mesma forma. <strong>Capins tropicais, como braquiárias e mombaça, costumam sentir mais a queda brusca de temperatura</strong>, enquanto pastagens de inverno toleram melhor o frio, mas também podem perder massa verde quando há geadas fortes ou repetidas. O efeito visual aparece nas folhas queimadas, mas <strong>o problema principal é a redução temporária da oferta de forragem e a demora para a rebrota.</strong></p><h2><strong>Frio avança para MS, SP e sul de Minas </strong></h2><p>Depois de atingir o Sul com mais força, <strong>o ar polar se espalha pelo Centro-Sul e muda a sensação térmica em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Minas Gerais</strong>. Nesses estados, o risco de geada ampla é menor que no Sul, mas o frio úmido e a menor insolação também reduzem o ritmo de crescimento das pastagens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-frio-intenso-e-ameaca-pastagens-no-centro-sul-veja-previsao-1781554551983.jpg" data-image="li2tjvmm28dc" alt="sudeste, sul, frio" title="sudeste, sul, frio"><figcaption>Temperaturas abaixo da média persistem entre Sul, Sudeste e Centro-Oeste na quarta-feira (17), prolongando o frio e mantendo a atenção sobre pastagens e manejo do gado.</figcaption></figure><p>Nas áreas de pecuária, o produtor deve observar principalmente a disponibilidade de pasto nos piquetes mais expostos, o conforto dos animais jovens e a necessidade de reforço alimentar. A atenção deve ser maior em:</p><ul> <li><strong>baixadas, onde o ar frio se acumula durante a madrugada;</strong></li> <li><strong>pastagens recém-rebaixadas ou com pouca cobertura;</strong></li> <li>propriedades leiteiras com bezerros e vacas em produção;</li> <li>áreas com vento, umidade e sensação térmica mais baixa.</li> </ul><h2>Manejo do rebanho exige atenção nos próximos dias </h2><p>O impacto do ar polar sobre a pecuária não se resume à temperatura mínima. <strong>Quando o animal enfrenta frio, vento e pasto de menor qualidade, ele gasta mais energia para manter a temperatura corporal</strong>. Isso pode reduzir ganho de peso, afetar bezerros e pressionar sistemas leiteiros, principalmente onde a alimentação depende fortemente do pasto disponível.</p><p>Nos próximos dias, a recomendação é acompanhar a evolução do frio e e<strong>vitar decisões baseadas apenas na temperatura da tarde, que pode mascarar madrugadas muito geladas</strong>. Abrigo contra vento, oferta de volumoso, suplementação e manejo cuidadoso dos piquetes ajudam a reduzir perdas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-frio-intenso-e-ameaca-pastagens-no-centro-sul-veja-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que estão ocorrendo ondas de calor marinhas em todo o planeta?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-estao-ocorrendo-ondas-de-calor-marinhas-em-todo-o-planeta.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 10:16:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Corais branqueados, oceanos superaquecidos, aumento acelerado do nível do mar… As ondas de calor marinhas estão se multiplicando a uma taxa sem precedentes. Por que o oceano está acumulando tanto calor? Quais são as consequências para o planeta e para as nossas sociedades?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pourquoi-les-canicules-marines-explosent-elles-partout-sur-la-planete-rechauffement-climatique-1781443615709.jpeg" data-image="23a19fjg8y1j"><figcaption>A observação das ondas de calor marinhas permite interpretar um dos sinais mais claros da evolução do oceano e do sistema climático como um todo.</figcaption></figure><p>Quando falamos sobre <strong>aquecimento global</strong>, as imagens que geralmente nos vêm à mente são as de ondas de calor nos continentes, inundações, secas ou até incêndios. Mas você sabia que grande parte desse fenômeno ocorre nos <strong>oceanos</strong>?</p><h2>O oceano na linha de frente</h2><br>Cientistas estão observando um <strong>aumento drástico nas ondas de calor marinhas</strong>, períodos em que as temperaturas da água permanecem anormalmente altas por vários dias ou semanas. De acordo com o relatório Indicadores de Mudanças Climáticas Globais (IGCC) de 2026, o número anual de dias com ondas de calor marinhas mais que triplicou entre 1991 e 2025.<br><br>Um <strong>recorde de 65 dias de ondas de calor marinhas foi registrado em 2025</strong>. Entre 2016 e 2025, os pesquisadores registraram uma média de 58 dias por ano, contra 36 na década anterior, representando um aumento de 60%. Esses números ilustram o aquecimento acelerado de todo o sistema climático.<h2>Por que tanto calor se acumula nos oceanos?</h2><p>Na verdade, deveríamos estar falando sobre o desequilíbrio energético da Terra. Todos os dias, nosso planeta recebe energia do Sol. Normalmente, parte dessa energia é irradiada de volta para o espaço. Mas o<strong> acúmulo de gases de efeito estufa</strong> (GEEs) age como uma camada adicional, retendo ainda mais calor. Como resultado, a Terra agora recebe mais energia do que irradia.</p><p>Esse excedente não fica apenas na atmosfera. Uma <strong>grande parte é absorvida pelo oceano, que se tornou o principal reservatório de calor</strong> do planeta. Cientistas observaram que esse desequilíbrio energético dobrou desde os anos 2000 e aumentou em mais 40% em apenas sete anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?">Como os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comment-les-satellites-et-les-oceans-confirment-ils-l-origine-humaine-du-rechauffement-changement-climatique-1770297069400_320.jpeg" alt="Como os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"></a></article></aside><p>Esse acúmulo de energia contribui diretamente para o aquecimento acelerado observado nos últimos anos. As <strong>temperaturas globais estão aumentando a uma taxa de aproximadamente 0,27°C por década</strong>, em comparação com 0,18°C por década nos últimos cinquenta anos. Nos últimos dez anos, o aquecimento médio causado pelas atividades humanas atingiu +1,26°C em comparação com a era pré-industrial.</p><p>Pesquisadores do IGCC estimam ainda que, em 2026, a temperatura estará em torno de +1,39°C, após 2024 ter se tornado o primeiro ano a ultrapassar temporariamente o limite simbólico de 1,5°C.</p><h2>Quando o oceano aquece, todo o planeta sofre as consequências</h2><p>O <strong>oceano é frequentemente apresentado como o grande regulador do clima</strong>. Ele cobre mais de 70% da superfície da Terra, alimenta bilhões de pessoas, sustenta o comércio global e absorve parte do dióxido de carbono emitido pelas atividades humanas. O problema é que essa função protetora tem seus limites.</p><div class="texto-destacado">Ondas de calor marinhas enfraquecem os recifes de coral, interrompem as cadeias alimentares, deslocam certas espécies e desestabilizam ecossistemas marinhos inteiros. Os cientistas também estão preocupados com uma possível diminuição da capacidade do oceano de absorver CO₂, o que agravaria ainda mais o aquecimento global.</div><p>As consequências também afetam diretamente as sociedades humanas. O <strong>nível médio do mar </strong>está agora quase 23 centímetros acima do nível de 1901, em comparação com 20,2 centímetros em 2018. Entre 2006 e 2025, a subida ocorreu a uma taxa sem precedentes de 3,7 milímetros por ano.</p><p>O Barômetro <em>Starfish </em>2026 destaca o aumento acentuado dos danos econômicos causados por tempestades e inundações costeiras em todo o mundo. Ao mesmo tempo, 37,7% dos estoques pesqueiros globais estão atualmente sobre-explorados e 1.677 espécies marinhas estão ameaçadas de extinção.</p><h2>Ainda há motivos para ter esperança?</h2><p>A entrada em vigor do<strong> Tratado do Alto Mar em janeiro de 2026</strong>, a proibição de certos subsídios prejudiciais à pesca e a expansão das áreas marinhas protegidas para mais de 10% dos oceanos do mundo testemunham uma mobilização crescente.</p><p>Os cientistas nos lembram que<strong> ainda há espaço para agir</strong>. O orçamento de carbono necessário para manter uma probabilidade de 50% de limitar o aquecimento a 1,7°C permanece em torno de 500 bilhões de toneladas de CO₂, o equivalente a cerca de doze anos de emissões na taxa atual.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p>Lévy, M. (2026, 8 juin). <em><a href="https://theconversation.com/le-climat-a-son-objectif-de-1-5-c-quen-est-il-de-locean-un-barometre-pour-changer-de-regard-280640" target="_blank">Le climat a son objectif de 1,5 °C, qu’en est-il de l’océan ? Un baromètre pour changer de regard.</a></em> The Conversation.</p><p>Lucchese, V. (2026, 11 juin). <em><a href="https://reporterre.net/Canicules-marines-temperatures-niveau-des-mers-les-indicateurs-climatiques-s-emballent" target="_blank">Canicules marines, températures, niveau des mers : les indicateurs climatiques s’emballent.</a></em> Reporterre.<em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-estao-ocorrendo-ondas-de-calor-marinhas-em-todo-o-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>