<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Thu, 30 Apr 2026 13:00:41 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:00:41 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Um mundo sem colheitas? O relatório drástico da OMM sobre o limite de nossos sistemas agrícolas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O calor deixou de ser apenas um incômodo; agora está mudando a forma como produzimos nossos alimentos. Um novo relatório da OMM alerta que os sistemas agrícolas estão no limite.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349359996.png" data-image="jc6jdjtv9ggk" alt="agricultura, cultivos, lavouras" title="agricultura, cultivos, lavouras"><figcaption>Durante ondas de calor intensas, o solo pode perder até 50% mais umidade em comparação com condições normais.</figcaption></figure><p>A <strong>agricultura </strong>sempre prosperou em condições extremas, mas o que vemos hoje não faz mais parte do “ciclo natural”. O <strong>calor extremo tornou-se um ponto de inflexão</strong> que está mudando as regras do jogo para agricultores, pecuaristas e toda a cadeia alimentar.</p><p>De acordo com um <strong>relatório </strong>conjunto recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a frequência, a intensidade e a duração das <strong>ondas de calor</strong> aumentaram significativamente nos últimos 50 anos. Isso, além de significar dias de calor insuportável, também implica <strong>períodos mais longos de calor intenso que impactam diretamente a produtividade agrícola</strong>.</p><div class="texto-destacado">O calor deixou de ser um problema isolado; tornou-se uma nova condição crítica que afeta a própria base do sistema agrícola.</div><p>O problema não é apenas a temperatura em si. O <strong>calor extremo</strong> atua como um "multiplicador de riscos", intensificando outros problemas como <strong>secas, pragas, incêndios e estresse hídrico</strong>. Em outras palavras, ele não ocorre isoladamente; vem acompanhado de uma combinação de problemas que complicam completamente a produção agrícola.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349369780.png" data-image="15vcwh0jrx31"><figcaption>O estresse térmico em vacas pode reduzir a produção de leite em até 20% em condições severas.</figcaption></figure><p>Além disso, esse fenômeno não faz distinção entre sistemas. <strong>Culturas, pecuária, pesca e até mesmo florestas estão sendo afetadas</strong>, comprometendo a produção e, sobretudo, o sustento de milhões de pessoas que dependem do setor agroalimentar.</p><h2>Calor extremo e seu impacto direto no campo</h2><p>Quando falamos de calor extremo, não estamos falando apenas de "muito sol". Em <strong>termos agronômicos</strong>, existem<strong> limites críticos que, uma vez ultrapassados, começam a afetar a produtividade</strong>. Por exemplo, muitas culturas começam a perder produtividade acima de 30°C, e algumas, como a cevada e a batata, são muito mais sensíveis.</p><p>No caso da <strong>pecuária</strong>, a situação não é menos crítica. O<strong> estresse térmico pode começar já a 25°C</strong>, afetando a ingestão de alimentos, a reprodução e a produção de leite ou carne. Animais como suínos e aves são ainda mais suscetíveis a temperaturas extremas porque não conseguem regular a temperatura corporal de forma eficaz.</p><div class="texto-destacado">O calor também afeta as pessoas, pois em algumas regiões o número de dias em que é impossível trabalhar devido às altas temperaturas pode aumentar, afetando a produtividade agrícola.</div><p>Hoje, <strong>vivemos numa era em que cada gota de água conta</strong>, e o calor complica a situação, aumentando a evaporação e reduzindo a disponibilidade de água, o que leva a secas repentinas. Essas secas representam um enorme perigo, pois se espalham rapidamente, deixando pouco tempo para reação em terra.</p><p>As <strong>altas temperaturas também ameaçam tanto os ecossistemas aquáticos quanto as pessoas</strong>. Nos ecossistemas aquáticos, o calor reduz os níveis de oxigênio na água, o que pode causar a mortandade de peixes e, consequentemente, afetar a pesca e a segurança alimentar em muitas regiões.</p><h3>Adaptação: o que podemos fazer no campo</h3><p>É aqui que a situação muda completamente.<strong> Adaptar-se ao calor </strong>deixa de ser uma opção e se torna uma necessidade absoluta. Tudo começa com decisões muito específicas, como a <strong>escolha das melhores culturas para plantar</strong>. Existem culturas e variedades que<strong> toleram melhor as altas temperaturas</strong>, e essa escolha pode determinar o sucesso da safra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349399501.png" data-image="8ii9f1xjfyrx"><figcaption>Algumas plantas podem fechar seus estômatos devido ao calor extremo, reduzindo a fotossíntese mesmo quando há água disponível.</figcaption></figure><p>O<strong> calendário agrícola</strong> também desempenha um papel significativo. <strong>Alterar as datas de plantio em alguns dias ou semanas </strong>pode impedir que a cultura entre em sua fase mais vulnerável justamente no auge do calor. Isso faz uma diferença notável no campo, e um plantio mal planejado pode ser bastante custoso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ter acesso a previsões e alertas meteorológicos, como os compartilhados no Meteored, transforma completamente a maneira como trabalhamos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outro aspecto crucial é o acesso à informação. Ter <strong>previsões e alertas meteorológicos </strong>transforma completamente a nossa forma de trabalhar. Isso nos permite antecipar eventos e evitar reações tardias.</p><p>No <strong>manejo de culturas</strong>, não existem soluções mágicas, mas existem ferramentas que podem ajudar. <strong>Cobrir o solo, melhorar a irrigação ou criar sombra</strong> reduz o estresse térmico na lavoura. Essas práticas não eliminam o estresse térmico, mas proporcionam mais flexibilidade, e às vezes essa flexibilidade é o que salva a colheita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?">A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062_320.jpeg" alt="A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?"></a></article></aside><p>Nem todos conseguem se adaptar no mesmo ritmo, e é aí que entram em cena o seguro, o apoio e o financiamento. <strong>A adaptação tem um custo</strong>, e muitas vezes a diferença entre prosperar e abandonar a atividade reside em ter esse apoio financeiro.</p><p>Na agricultura, já estamos jogando no modo lendário, e continuar fazendo as mesmas coisas que temos feito nos últimos anos já não é suficiente. Embora não vamos ficar sem colheitas amanhã, estamos vendo sinais de que, se não mudarmos de rumo, pagaremos um preço muito alto.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Food and Agriculture Organization (FAO) y World Meteorological Organization (WMO) (2026). <a href="https://library.wmo.int/records/item/69845-extreme-heat-and-agriculture" target="_blank">Extreme Heat and Agriculture.</a> FAO; WMO.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[21,3% dos peixes na Amazônia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Relatório enviado à CIDH aponta contaminação alarmante por mercúrio em peixes amazônicos, afetando populações vulneráveis, ampliando riscos sanitários e expondo falhas estruturais no controle da mineração ilegal no Brasil.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385275189.jpg" data-image="gun42em6xe4c" alt="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)" title="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)"><figcaption>A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças. Crédito: Marizilda Cruppe/Greenpeace</figcaption></figure><p>Um diagnóstico enviado pelo <strong>Ministério Público Federal </strong>à Comissão Interamericana de Direitos Humanos revela<strong> níveis alarmantes de contaminação por mercúrio na Amazônia brasileira</strong>. O documento indica que<strong> 21,3% dos peixes</strong> comercializados em seis estados apresentam índices acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>Os dados fazem parte de um relatório submetido à Relatoria Especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais e<strong> apontam situações ainda mais graves em estados como Amazonas e Roraima</strong>, onde a contaminação pode atingir até 50% e 40% dos peixes analisados, respectivamente.</p><p>A análise técnica classifica o cenário como uma <strong>emergência sanitária sistêmica, diretamente associada ao avanço da mineração ilegal.</strong> O documento reúne evidências científicas e jurídicas que indicam falhas estruturais do Estado brasileiro no controle da atividade.</p><h2>Contaminação desigual e efeitos nas populações</h2><p>A distribuição da contaminação não é homogênea, atingindo com maior intensidade determinadas regiões e populações. Municípios do Amazonas, como <strong>Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira</strong>, registraram <strong>índices de até 50% de peixes contaminados</strong>, enquanto no Acre o percentual chegou a 35,9%.</p><div class="texto-destacado">Entre populações indígenas, a situação é ainda mais crítica. Na Terra Indígena Yanomami, estudos mostram que todos os participantes analisados apresentaram contaminação por mercúrio. Parte significativa das amostras apresentou níveis considerados elevados, com impactos diretos na saúde coletiva.</div><p><strong>Mulheres e crianças</strong> estão entre os grupos mais afetados. O relatório indica que mulheres em idade fértil consomem até nove vezes mais mercúrio do que o recomendado, enquanto <strong>crianças pequenas chegam a ingerir até 31 vezes acima do limite seguro</strong>, ampliando riscos de danos neurológicos e desenvolvimento comprometido.</p><h2>Bioacumulação e risco alimentar crescente</h2><p>Outro fator preocupante é o <strong>fenômeno da bioacumulação</strong>, que aumenta a concentração de mercúrio ao longo da cadeia alimentar. Peixes carnívoros, amplamente consumidos na região, apresentam níveis até 14 vezes superiores aos de espécies herbívoras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385689269.jpg" data-image="2pp8l9ox6ro5" alt="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;" title="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;"><figcaption>A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelo mercúrio de mineração é um risco à segurança alimentar dos povos da região. Crédito: Divulgação Igui Ecologia</figcaption></figure><p>Em comunidades ribeirinhas do <strong>Rio Madeira</strong>, análises apontaram <strong>contaminação em 85% das amostras de cabelo humano</strong>, além da presença do metal em água e alimentos cultivados localmente. Modelagens indicam que a poluição se intensifica ao longo dos rios, especialmente em áreas próximas ao garimpo.</p><p>O relatório também destaca o uso crescente de outras substâncias tóxicas, como o cianeto, que<strong> potencializa os impactos ambientais e sanitários</strong> da atividade mineradora ilegal.</p><h2>Fluxo ilegal e falhas no controle estatal</h2><p>Segundo o documento, o Brasil não produz mercúrio, e todo o material utilizado no <strong>garimpo ilegal entra no país por contrabando</strong>, principalmente via Bolívia e Guiana. Entre 2018 e 2022, cerca de 185 toneladas de origem desconhecida foram consumidas.</p><div class="texto-destacado">A investigação também aponta<strong> esquemas de lavagem de minérios extraídos ilegalmente</strong>, inseridos no mercado formal com documentação fraudulenta. O Ministério Público Federal destaca falhas na atuação de órgãos como a Agência Nacional de Mineração e o Banco Central, especialmente na rastreabilidade da origem dos recursos.</div><p>No campo jurídico, há conflito entre a Convenção de Minamata, ratificada pelo Brasil, e normas antigas que ainda permitem o uso de mercúrio, dificultando ações de fiscalização por órgãos como o Ibama.</p><h2>Avanço do garimpo e desafios institucionais</h2><p>Apesar de operações recentes terem reduzido significativamente o <strong>garimpo em áreas como a Terra Indígena Yanomami</strong>, a atividade tem migrado para outras regiões, mantendo a pressão sobre territórios protegidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765825" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica.html" title="Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica">Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica.html" title="Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica-1777216246154_320.jpg" alt="Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica"></a></article></aside><p>Casos como o do Rio Madeira evidenciam <strong>a rápida recomposição das estruturas ilegais</strong>, com novas embarcações surgindo pouco tempo após operações de repressão. Isso demonstra a capacidade de adaptação das redes criminosas envolvidas.</p><p>O cenário ocorre em paralelo a discussões no Supremo Tribunal Federal sobre a regulamentação da mineração em terras indígenas. Para o MPF, o avanço dessas pautas em um contexto de fragilidade institucional <strong>agrava ainda mais os riscos ambientais e sanitários na Amazônia.</strong></p><h3><strong><em>Referências da notícia</em><em><br></em></strong></h3><p><em>Revista Cenarium. <a href="https://revistacenarium.com.br/213-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf/" target="_blank">21,3% dos peixes na Amazônia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazônia brasileira: políticas contra desmatamento falham em conter degradação da floresta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo mostra que políticas contra o desmatamento reduziram a derrubada da Amazônia, mas não impediram a degradação causada por fogo, madeira e fragmentação, deixando florestas em pé mais frágeis e menos eficientes para proteger o clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta-1777476279273.jpg" data-image="bia6ry2j90i4" alt="Amazônia, desmatamento, Brasil" title="Amazônia, desmatamento, Brasil"><figcaption>Amazônia em pé perde força: degradação escapa do combate ao desmatamento no Brasil</figcaption></figure><p>A Amazônia brasileira pode parecer preservada quando vista de longe, mas parte da floresta que continua em pé já perdeu funções importantes. Um estudo publicado na revista <em>PNAS</em> mostra que <strong>políticas eficientes para reduzir o desmatamento não conseguiram, na mesma medida, conter a degradação florestal</strong>, um problema menos visível, mas com forte impacto sobre carbono, biodiversidade e serviços ambientais. </p><p>A diferença é essencial: <strong>desmatamento é a remoção completa da floresta; degradação ocorre quando a mata permanece de pé</strong>, mas enfraquecida por fogo, exploração de madeira, fragmentação e efeitos de borda. Na prática, isso significa que uma área pode continuar verde no mapa, mas já estar mais seca, mais vulnerável a incêndios e com menor capacidade de armazenar carbono.</p><h2>Floresta ainda está de pé, mas não intacta </h2><p>Durante anos, o debate ambiental no Brasil se concentrou no avanço do desmatamento. <strong>Essa preocupação continua necessária, especialmente porque a derrubada da floresta abre caminho para perda de biodiversidade</strong>, emissões de carbono e mudanças no regime de chuvas. O novo alerta é que a conservação não pode parar no corte raso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta-1777478859274.jpg" data-image="5qmqkume5gug" alt="Amazonas, floresta" title="Amazonas, floresta"><figcaption>A degradação florestal reduz estoques de carbono, afeta a biodiversidade e torna a Amazônia mais vulnerável a secas e incêndios.</figcaption></figure><p>A degradação funciona como uma perda silenciosa. <strong>A floresta não desaparece de uma vez, mas vai perdendo qualidade ecológica.</strong> Árvores morrem, a borda da mata fica mais quente e seca, o fogo entra com mais facilidade e a fauna perde abrigo e alimento. <strong>Esse processo pode reduzir a resiliência da Amazônia, principalmente em anos de seca ou calor extremo.</strong></p><h2><strong>O problema vai além da derrubada </strong></h2><p>O estudo avaliou políticas públicas e privadas associadas ao controle do desmatamento, incluindo iniciativas ligadas à soja, à pecuária e a municípios prioritários. </p><div class="texto-destacado">A conclusão é direta: essas ações ajudaram a reduzir o desmatamento, mas não atacaram de forma suficiente os fatores que degradam a floresta sem necessariamente derrubá-la.</div><p>Entre os principais mecanismos de degradação estão:</p><ul> <li><strong>queimadas que escapam de áreas agrícolas e atingem bordas florestais;</strong></li> <li><strong>exploração seletiva de madeira, muitas vezes difícil de detectar rapidamente;</strong></li> <li>fragmentação, que deixa pedaços de floresta mais expostos ao calor e ao vento;</li> <li><strong>efeitos de borda, quando áreas abertas alteram o microclima da mata vizinha;</strong></li> <li>repetição de distúrbios, que impede a recuperação natural da vegetação.</li> </ul><p>Esse ponto muda a forma de olhar para a Amazônia. <strong>Uma política pode funcionar para evitar novos cortes, mas ainda falhar se não reduzir o fogo, a extração ilegal de madeira </strong>ou a pressão sobre áreas já fragilizadas. Por isso, os autores defendem que governos e empresas passem a medir também a degradação, não apenas o desmatamento.</p><h2>Degradação também pesa no clima </h2><p>A degradação tem efeito direto sobre o clima porque reduz a capacidade da floresta de estocar carbono. <strong>Quando árvores morrem ou perdem biomassa, parte desse carbono pode voltar à atmosfera. </strong>O problema é que essas perdas nem sempre aparecem com clareza nos inventários de emissões, que costumam dar mais atenção à remoção completa da cobertura vegetal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763969" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html" title="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta">Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html" title="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta-1776197231558_320.jpg" alt="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta"></a></article></aside><p>Também há impacto sobre o próprio funcionamento da floresta. <strong>Áreas degradadas tendem a ser mais quentes, mais secas e mais vulneráveis a novos incêndios.</strong> Isso cria um ciclo perigoso: a floresta enfraquecida queima com mais facilidade, e o fogo, por sua vez, aprofunda a degradação.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.pnas.org/doi/epdf/10.1073/pnas.2507793123" target="_blank">Deforestation-focused policies do not reduce degradation in the Brazilian Amazon</a>. 27 de abril, 2026. Cammelli, F., et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[‘Lua Cheia das Flores’: saiba como ver o fenômeno que vai iluminar o céu em maio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 23:47:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A chamada ‘Lua Cheia das Flores’ tem origem nas tradições dos povos originários norte-americanos Comanche e simboliza o auge da primavera no Hemisfério Norte. Em 2026, ela ocorrerá no dia 1º de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio-1777418597246.jpg" data-image="uaiqfmed2nvi"><figcaption>A Lua Cheia das Flores foi nomeada pelos povos nativos americanos devido ao florescimento intenso de plantas na primavera no Hemisfério Norte (de março a maio).</figcaption></figure><p>A Lua cheia de maio, tradicionalmente chamada de <strong>“Lua Cheia das Flores”</strong>, poderá ser observada na próxima <strong>sexta-feira, dia 1º</strong>, quando <strong>nosso satélite natural atingirá sua fase cheia completa</strong>.</p><p>O fenômeno astronômico tem destaque não apenas pela visibilidade ao iluminar o céu, mas também pelo <strong>simbolismo cultural que atravessa gerações</strong>. Ele<strong> tem origem nas tradições de povos originários americanos</strong> e <strong>simboliza o auge da primavera no Hemisfério Norte</strong> (que é de março a maio). Entenda mais abaixo.</p><h2>O que é a Lua Cheia das Flores?</h2><p>A 'Lua Cheia das Flores' é o <strong>nome tradicional dado à lua cheia que ocorre no mês de maio</strong>, quando o nosso satélite atinge sua fase completa e fica visível em diferentes regiões do planeta. Em <strong>2026</strong>, ela <strong>atingirá seu auge no próximo 1º de maio</strong>, sexta-feira.</p><p>A sua <strong>denominação </strong><strong>faz referência ao período em que muitas flores desabrocham na primavera do Hemisfério Norte</strong>, e carrega referências culturais consolidadas ao longo do tempo.</p><div class="texto-destacado">A Lua Cheia das Flores é o nome tradicional dado à lua cheia que ocorre no mês de maio, dentro de um sistema de nomes criado por povos indígenas da América do Norte.</div><p>Isso porque o termo tem <strong>origem em tradições dos povos indígenas Comanche, nativos da América do Norte</strong>, e reflete a relação entre os ciclos naturais e a observação do céu feita por esses grupos.</p><p>Contudo, outros povos indígenas variam em como se refere ao satélite nesta época do ano. Por exemplo, os povos Creek e Choctaw, também da América do Norte, a chamam de Lua da Amora, enquanto outros povos chamam de Lua do Sapo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio-1777418608670.jpg" data-image="eq6st7siav8i"><figcaption>Esta é a primeira lua cheia de maio, conhecida por celebrar o auge da primavera no Hemisfério Norte, simbolizando florescimento, abundância e renovação da natureza.</figcaption></figure><p>Falamos que <strong>ela acontece em maio, mas não obrigatoriamente é sempre neste mês</strong>. E por que?</p><p>Acontece que o<strong> ciclo lunar dura cerca de 29,5 </strong><strong>dias</strong>. Por causa disso, as <strong>luas cheias não “respeitam” perfeitamente o nosso calendário mensal</strong>. Na maioria dos anos, a Lua Cheia das Flores acontece em maio, mas em<strong> alguns casos raros, ela pode cair no final de abril ou início de junho</strong>, dependendo de como o ciclo lunar se encaixa no calendário. </p><h2>Onde ela ficará visível? </h2><p>A Lua Cheia das Flores <strong>poderá ser observada a olho nu de qualquer parte do mundo</strong>,<strong> desde que as condições climáticas sejam favoráveis</strong>, embora a sua associação com a primavera esteja diretamente ligada ao Hemisfério Norte.</p><div class="texto-destacado">A Lua Cheia das Flores poderá ser observada a olho nu de qualquer região do planeta, desde que o céu esteja limpo. </div><p>A <strong>visibilidade </strong>depende apenas de fatores locais, como:<strong> céu limpo sem nuvens</strong>, <strong>pouca poluição luminosa</strong> e<strong> horizonte desobstruído</strong>. Ou seja, tendo isso, você poderá observar a lua cheia. </p><p>Aqui no <strong>Brasil</strong>, ela atingirá seu <strong>ápice às 14h23 (horário de Brasília)</strong>. Mas o <strong>melhor momento de observá-la é ao anoitecer</strong>, logo após o pôr do sol, por volta das 18h–19h. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://oglobo.globo.com/mundo/clima-e-ciencia/noticia/2026/04/27/o-que-e-a-lua-cheia-das-flores-entenda-o-fenomeno-que-ilumina-o-ceu-em-maio.ghtml" target="_blank">O que é a 'Lua Cheia das Flores'? Entenda o fenômeno que ilumina o céu em maio</a>. 27 de abril, 2026. Redação O Globo/RJ.</em></p><p><em><a href="https://exame.com/ciencia/o-que-e-a-lua-cheia-das-flores-saiba-quando-o-fenomeno-vai-iluminar-o-ceu-em-maio/" target="_blank">O que é a 'Lua Cheia das Flores'? Saiba quando o fenômeno vai iluminar o céu em maio</a>. 27 de abril, 2026. Mateus Omena.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Litoral de SP anuncia roda-gigante 'colossal' e projeto impressiona moradores; veja onde será instalada]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 20:24:51 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com 120 metros de altura, a maior roda-gigante da América Latina será construída no litoral norte de São Paulo e já movimenta expectativas na região. Veja aqui mais detalhes e onde ela será construída.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada-1777489554414.jpg" data-image="ucwu0eovxj65"><figcaption>Representação de como poderá ficar a nova atração, a roda-gigante, no Morro do Camaroeiro. (Imagem feita com IA)</figcaption></figure><p>O anúncio de uma<strong> nova atração turística e de lazer no Litoral Norte</strong> do estado de <strong>São Paulo</strong> já está aumentando as expectativas no setor de turismo da região.</p><p>Trata-se da construção de uma<strong> roda-gigante</strong> literalmente enorme, com <strong>120 metros de altura</strong>, que <strong>promete ser a maior da América Latina</strong>. Saiba mais abaixo.</p><h2>Últimas atualizações do projeto</h2><p>A atração será construída em <strong>Caraguatatuba</strong>, e a Prefeitura do município já anunciou a criação do <strong>Complexo Turístico do Camaroeiro e Morro de Santo Antônio</strong>, que abrigará um teleférico de 2,7 quilômetros (que vai ligar os dois principais morros da cidade, o Camaroeiro e Santo Antônio) e a roda-gigante. A roda-gigante ficará no Morro do Camaroeiro. </p><p>O Complexo Turístico também terá <strong>mirantes</strong> e áreas de convivência modernas, com <strong>bares</strong>, <strong>restaurantes</strong>, <strong>cafés</strong>, <strong>banheiros </strong>e <strong>estacionamento</strong>. E a<strong> r</strong><strong>oda-gigante terá cabines climatizadas com visão 360º da orla</strong>.</p><p><strong> Será cobrada taxa de acesso ao Complexo turístico</strong>, porém os preços devem ser acessíveis e será garantido o acesso gratuito ao Morro do Santo Antônio para quem optar pela subida a pé. A prática de voo livre, que é tradicional no local, será mantida, com modernização da pista e integração ao novo cenário turístico. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nova-roda-gigante-em-maceio-inaugura-espaco-gastronomico-e-vista-panoramica-da-cidade.html" title="Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade">Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nova-roda-gigante-em-maceio-inaugura-espaco-gastronomico-e-vista-panoramica-da-cidade.html" title="Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-roda-gigante-em-maceio-inaugura-espaco-gastronomico-e-vista-panoramica-da-cidade-1767385586844_320.jpg" alt="Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade"></a></article></aside><p>O<strong> projeto será implantado por meio de Parceria Público-Privada (PPP)</strong>, com investimento integral da iniciativa privada estimado em <strong>mais de R$ 150 milhões</strong>, e concessão por 30 anos sem custo aos cofres públicos.</p><p>O cronograma oficial do projeto prevê um prazo de execução de 30 meses, e a <strong>expectativa</strong> é de que as obras comecem no segundo semestre de 2026. Se tudo ocorrer conforme o planejado, então a <strong>roda-gigante deverá ser inaugurada entre o final de 2028 e o início de 2029</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada-1777489595854.jpg" data-image="bhcumv2p74jk"><figcaption>O Morro de Santo Antônio tem 325 metros de altura e conta com estrada de acesso, áreas para caminhadas e uma grande estátua do padroeiro da cidade no topo. O local também abriga uma plataforma de voo livre. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p> Com a construção deste novo complexo turístico,<strong> Caraguatatuba busca se consolidar como um dos principais polos turísticos do Litoral Norte paulista</strong>, aumentando a permanência dos visitantes na cidade e impulsionando setores como comércio e serviços.</p><p>Mas<strong> o projeto não é exatamente novo</strong>; ele foi apresentado oficialmente pela Prefeitura de Caraguatatuba em um evento no ano passado. A proposta <strong>já vem sendo discutida há vários anos como estratégia para fortalecer o turismo</strong> na região.</p><p>Segundo o prefeito da cidade Mateus Silva, em uma entrevista no ano passado, <strong>o complexo representa um divisor de águas para o turismo local</strong>. "Com planejamento e responsabilidade, Caraguatatuba avança rumo ao maior salto turístico de sua história, com impacto direto no desenvolvimento econômico e sem custo para os cofres municipais", disse ele na ocasião.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/litoral-de-sp-tera-roda-gigante-maior-que-o-edificio-copan-veja-projeto/" target="_blank">Litoral de SP terá roda-gigante maior que o Edifício Copan; veja projeto</a>. 25 de abril, 2026. Jeferson Marques.</em></p><p><em><a href="https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/com-120-metros-maior-roda-gigante-da-america-latina-deve-ser/" target="_blank">Com 120 metros, maior roda-gigante da América Latina deve ser construída no litoral de SP</a>. 07 de janeiro, 2026. Ana Clara Durazzo.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fertilizante de biochar líquido mostra um aumento significativo na produtividade e eficiência das culturas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fertilizante-de-biochar-liquido-mostra-um-aumento-significativo-na-produtividade-e-eficiencia-das-culturas.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:21:59 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo demonstra que fertilizantes líquidos de biochar aumentam a produtividade das culturas, melhoram a eficiência dos nutrientes e oferecem benefícios econômicos significativos, sugerindo uma alternativa escalável e sustentável à fertilização convencional sem comprometer a saúde do solo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/liquid-biochar-fertiliser-shows-a-big-boost-in-crop-yields-and-efficiency-1777131757784.jpg" data-image="vdgv67dsh21d"><figcaption>Imagem de um campo agrícola. Fonte: Pixabay.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista científica <em>Biochar </em>descreve como <strong>fertilizantes líquidos inovadores à base de biochar podem aumentar a produtividade das colheitas, melhorar a eficiência dos nutrientes</strong> e gerar retornos econômicos sólidos, abrindo caminho para um mundo agrícola mais sustentável.</p><h2>Como o fertilizante de biochar líquido supera os demais?</h2><p>Pesquisadores desenvolveram fertilizantes líquidos complexos à base de biochar e minerais e <strong>os testaram em um sistema de cultivo baseado em pastagens</strong>. As <strong>formulações combinam nutrientes minerais líquidos com biochar </strong>para facilitar a aplicação e melhorar a disponibilidade de nutrientes para as culturas. Os resultados mostram que algumas formulações, particularmente aquelas ricas em nitrogênio, superam outros processos de fertilização convencionais.</p><p>"O desenvolvimento de fertilizantes com uso eficiente de nutrientes é crucial para sustentar a produção agrícola em meio às crescentes pressões ambientais", afirmou o autor principal do estudo.</p><div class="texto-destacado">Nossos resultados demonstram que fertilizantes líquidos à base de biochar podem melhorar tanto a produtividade quanto a eficiência no uso de recursos em sistemas agrícolas reais.</div><p>A <strong>ineficiência dos fertilizantes é um grande desafio na agricultura</strong>, e estima-se que até metade do nitrogênio e do fósforo aplicados não sejam absorvidos pelas culturas, sendo perdidos por escoamento superficial e lixiviação. Essas perdas reduzem os lucros agrícolas e contribuem para a poluição.</p><p>O estudo abordou essas questões criando<strong> quatro complexos diferentes de biochar líquido e minerais</strong>: formulações não enriquecidas, enriquecidas com fósforo e enriquecidas com nitrogênio. Cada tratamento foi então <strong>aplicado no campo, com e sem fertilizantes tradicionais</strong>, para avaliar seus efeitos no crescimento das plantas, nas propriedades do solo, na absorção de nutrientes e na viabilidade econômica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De todos os tratamentos testados, o fertilizante líquido de biochar enriquecido com nitrogênio apresentou o melhor desempenho, com rendimentos de pastagem superiores a 42 toneladas por hectare, mais que o dobro dos rendimentos de pastagens não tratadas e superiores aos de pastagens fertilizadas convencionalmente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa formulação também alcançou balanços positivos de nitrogênio e fósforo, o que significa que as culturas foram nutridas pelo fertilizante em vez de sofrerem com a depleção das reservas de nutrientes do solo. Esses<strong> resultados demonstram a sustentabilidade do solo a longo prazo</strong>.</p><h2>Resultados positivos para todas as fórmulas testadas</h2><p>A equipe também descobriu que outras formulações melhoraram a produtividade quando combinadas com outros fertilizantes. No entanto,<strong> a fórmula enriquecida com nitrogênio proporcionou maior produtividade sem a necessidade de fertilizantes adicionais</strong>, ajudando a reduzir custos e mão de obra.</p><p>Outra descoberta do estudo foi que <strong>a aplicação de fertilizantes líquidos não alterou as comunidades microbianas do solo a curto prazo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os microrganismos do solo contribuem para a ciclagem de nutrientes e para a saúde do ecossistema.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo também demonstrou<strong> sólida viabilidade econômica</strong>, com relações custo-benefício para os fertilizantes testados variando de 1,9 a 2,5, indicando que os lucros superaram consistentemente os custos de investimento.</p><p>Esses resultados sugerem que os<strong> fertilizantes líquidos à base de biochar </strong>podem ser uma<strong> excelente opção para agricultores que buscam melhorar a eficiência e reduzir seu impacto ambiental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/liquid-biochar-fertiliser-shows-a-big-boost-in-crop-yields-and-efficiency-1777131941263.jpg" data-image="s31wo7grq0id"><figcaption>Imagem de campos agrícolas. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p><strong>O sucesso dessas formulações se deve à finura das partículas e à sua forma líquida</strong>, que melhoram a mobilidade e a disponibilidade de nutrientes no solo. Ao transportar os nutrientes diretamente para as raízes, as plantas os absorvem com mais eficiência, promovendo um melhor crescimento.</p><p>À medida que a <strong>agricultura </strong>enfrenta pressões crescentes devido às mudanças climáticas globais, ao aumento dos custos e à degradação do solo, produtos como <strong>fertilizantes líquidos à base de biochar podem desempenhar um papel importante na melhoria da sustentabilidade e da resiliência do setor</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681327" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descubra-os-beneficios-do-biochar-menos-pesticidas-e-vegetais-mais-saudaveis-confira-os-detalhes.html" title="Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!">Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descubra-os-beneficios-do-biochar-menos-pesticidas-e-vegetais-mais-saudaveis-confira-os-detalhes.html" title="Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-os-beneficios-do-biochar-menos-pesticidas-e-vegetais-mais-saudaveis-confira-os-detalhes-1730598903157_320.jpg" alt="Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!"></a></article></aside><p>"Nosso trabalho destaca o potencial das tecnologias de biochar para transformar o uso de fertilizantes", afirmam os autores. "Com maior desenvolvimento e adoção em larga escala, <strong>esses sistemas podem ajudar os agricultores a produzir mais com menos recursos, protegendo a saúde do solo</strong>".</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s42773-026-00600-4" target="_blank">Distinct forms of liquid biochar mineral complex fertilisers differently increase crop yield, nutrient balance and economic return | Biochar | Springer Nature Link</a>. 22 de abril, 2026. Omidvar, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fertilizante-de-biochar-liquido-mostra-um-aumento-significativo-na-produtividade-e-eficiencia-das-culturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte frente fria deixa em alerta 5 estados nos primeiros dias de maio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 18:09:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O feriado prolongado de Primeiro de Maio terá formação de nova frente fria, a qual vai avançar pelo Sul e Sudeste do Brasil no fim de semana, provocando chuvas fortes e temporais.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-de-ate-100-mm-nesta-quarta.html" target="_blank">Alerta no Paraná: rio atmosférico provoca chuva extrema de até 100 mm nesta quarta-feira</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777474806846.jpg" data-image="4drfmpjwla5c"><figcaption>Nova frente fria avança pelo Sul e Sudeste do Brasil neste início de maio, levando chuvas intensas e temporais.</figcaption></figure><p>O<strong> feriado prolongado de Primeiro de Maio terá a formação de uma nova frente fria </strong>associada a um grande ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico. O sistema se forma ao longo da sexta-feira (1º) e avança no <strong>fim de semana</strong>, <strong>afetando as condições do tempo nas Regiões Sul e Sudeste </strong>do Brasil.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O forte sistema frontal vai deixar<strong> 5 estados em alerta</strong> para <strong>chuvas intensas</strong>, <strong>temporais</strong> e <strong>rajadas de vento</strong> no<strong> fim de semana</strong>: o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, também vai deixar o <strong>mar muito agitado na costa do Sul e do Sudeste, com risco de ressaca.</strong></p><p>Acompanhe, <strong>a seguir, mais detalhes da previsão </strong>do tempo para o fim de semana.</p><h2>Fim de semana com alerta de chuva intensa no centro-sul do Brasil</h2><p>O <strong>deslocamento da forte frente fria vai trazer mudanças no tempo para a Região Sul e para algumas áreas da Região Sudeste</strong> no fim de semana, mas a começar já nesta sexta-feira (1º de maio).</p><p>Ao longo da <strong>sexta-feira (1º)</strong>, o processo de formação do ciclone e de sua frente associada já vai provocar <strong>fortes</strong> <strong>instabilidades no Rio Grande do Sul desde a manhã</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Chuvas intensas, temporais e rajadas de vento moderadas no sábado (2) na Região Sul do Brasil e no domingo (3) em Santa Catarina, Paraná, no Rio de Janeiro e no leste de São Paulo. </div><p>As condições serão <strong>de chuva moderada a pontualmente forte, com temporais intensos, raios, rajadas de vento moderadas e chance de queda de granizo </strong>no estado gaúcho. Os acumulados podem chegar a 60 mm no dia, com pontuais podendo passar de <strong>90 mm no Oeste, Centro e Campanha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777481356517.png" data-image="60dq9c72b68i"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a sexta-feira (1º de maio) de manhã (11h) à esquerda e meados da tarde (17h) à direita. Ao longo de todo o dia, à medida que a nova frente fria se forma, haverá riscos de temporais intensos em todo o Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>A <strong>chuva começa já na madrugada pelo oeste do estado e se espalha ao longo do dia pelas demais regiões</strong>, e até a noite já terá atingido todo o território gaúcho. A capital <strong>Porto Alegre pode registrar chuva forte e raios ainda pela manhã</strong>. </p><p>E não se descarta a ocorrência de pancadas de chuva e temporais isolados nas áreas catarinenses que fazem divisa com o Rio Grande do Sul entre a tarde e a noite de sexta-feira (1º). </p><h3>Sábado</h3><p>No sábado (2), a<strong> frente fria se desloca </strong>e passa a atingir também o estado de <strong>Santa Catarina e o sul do Paraná</strong>.</p><p>Pela <strong>madrugada</strong>, ainda chove na maioria das áreas do Rio Grande do Sul, com risco de <strong>chuvas moderadas a fortes, incluindo a Grande Porto Alegre, a região serrana e áreas do centro-norte do estado</strong>.</p><p><strong>Ao longo do dia, essa chuva vai diminuindo</strong> e ficando mais concentrada no norte gaúcho; e <strong>até meados da noite, o tempo volta a ficar mais firme no estado</strong>, com alguma nebulosidade no nordeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777481041104.png" data-image="cbv23e29xcev"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para o sábado (2) de manhã (9h) á esquerda e de tarde (15h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Também na <strong>madrugada do sábado (2)</strong> já <strong>chove em boa parte de Santa Catarina</strong>, e <strong>ao longo do dia, chuvas moderadas atingem todas as regiões</strong>, com pancadas mais fortes e <strong>temporais isolados especialmente em áreas do Grande Oeste, centro e sul </strong>do estado catarinense.</p><p>A porção <strong>sul do Paraná, incluindo a capital Curitiba, terão chuvas fracas a moderadas ao longo do sábado (2)</strong>, com risco de pancadas mais pontuais e temporais bem isolados.</p><h3>Domingo</h3><p>No domingo (3), a chuva retorna ao Rio de Janeiro e a São Paulo. Já pela <strong>manhã</strong>, a<strong> </strong>frente fria vai provocar<strong> chuva fraca a moderada e ventos moderados a fortes no leste de São Paulo</strong>, incluindo a Grande São Paulo e os Vales do Paraíba e do Ribeira, e no <strong>sul do Rio de Janeiro</strong>.</p><p>A <strong>chuva se intensifica no decorrer da tarde </strong>e passa a atingir também as<strong> demais áreas do Rio de Janeiro</strong>, como a Região Metropolitana do Rio (incluindo a capital), a região de Angra dos Reis, de Paraty e a região serrana fluminense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777480536846.jpg" data-image="fs90msh71td7"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para o domingo (3) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF. Maior potencial para chuvas entre o norte de SC, o PR, o leste de SC e o RJ.</figcaption></figure><p> E atenção: como a <strong>chuva será persistente e volumosa</strong> nos <strong>litorais paulista e carioca</strong> ao longo do dia, ela pode causar <strong>transtornos para a população, como alagamentos </strong>nestas áreas.</p><p>Mas também no domingo (3), <strong>mesmo com a frente fria já mais afastada, áreas de instabilidade ainda ficam sobre o Paraná e Santa Catarina</strong>, deixando muitas nuvens e chuvas fracas a moderadas a qualquer momento do dia, além do risco de <strong>temporais isolados, especialmente no estado paranaense, no Vale do Itajaí, litoral norte e planalto norte </strong><strong>catarinenses</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Comunidade Ashaninka se destaca pela gestão florestal sustentável na Amazônia peruana ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Experiência de gestão comunitária alia conhecimento tradicional e capacitação técnica, fortalece autonomia indígena, melhora renda local e preserva a floresta amazônica na região de Satipo, no Peru.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana-1777218517288.jpg" data-image="gvpxb4bw9m67" alt="Brandon Mahuanca Ramírez, um jovem Ashaninka membro do comitê de vigilância. Crédito: Reprodução/Agência Andina " title="Brandon Mahuanca Ramírez, um jovem Ashaninka membro do comitê de vigilância. Crédito: Reprodução/Agência Andina "><figcaption>Brandon Mahuanca Ramírez, um jovem Ashaninka membro do comitê de vigilância. Crédito: Reprodução/Agência</figcaption></figure><p>A <strong>comunidade indígena Ashaninka Coriteni Tarso</strong>, localizada na região de Satipo, na <strong>Amazônia peruana</strong>, tem se destacado como referência em <strong>gestão florestal sustentável.</strong> O trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos chamou a atenção de autoridades ambientais do país, que passaram a considerá-lo um modelo replicável para outras áreas da Selva Central.</p><p>O reconhecimento veio da Agência de Supervisão dos Recursos Florestais e da Vida Selvagem (Osinfor), que destacou a evolução da comunidade tanto na organização interna quanto na <strong>adoção de práticas responsáveis de manejo dos recursos naturais</strong>. A iniciativa ganhou ainda mais visibilidade ao ser retratada em uma crônica que detalha a trajetória do povo Ashaninka na preservação da floresta.</p><p>Cercada por montanhas cobertas de vegetação densa e cortada pelo rio Tambo, a comunidade transformou um cenário de incertezas em um exemplo de resiliência e aprendizado. O que antes era marcado por dificuldades técnicas e econômicas passou a representar<strong> um caso bem-sucedido de equilíbrio entre uso dos recursos naturais e conservação ambiental.</strong></p><h2>Desafios iniciais e aprendizado coletivo</h2><p>Há cerca de uma década, a comunidade iniciou atividades madeireiras sem o conhecimento técnico necessário para garantir a sustentabilidade do processo. Nesse período, erros foram cometidos, incluindo <strong>infrações que impactaram tanto o meio ambiente quanto a renda local.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana-1777218171917.jpg" data-image="0fj8g0m92pct"><figcaption>Treinamento da Osinfor para comunidade Ashaninka. Foto: Reprodução/Agência Andina</figcaption></figure><p>A falta de orientação adequada expôs os moradores a práticas injustas por parte de intermediários e empresas externas, que exploravam a madeira sem transparência. Além disso, a <strong>ausência de controle técnico sobre a extração aumentava o risco de degradação da floresta</strong>, colocando em perigo o território e a cultura Ashaninka.</p><p>Diante desse cenário, cresceu entre os moradores a percepção de que <strong>era necessário mudar</strong>. A ameaça não era apenas econômica, mas também ambiental e cultural, já que a floresta representa a base da vida e da identidade do povo.</p><h2>Capacitação e mudança de práticas</h2><p>A transformação começou em 2017, quando a comunidade decidiu<strong> investir em conhecimento e adotar práticas sustentáveis.</strong> Com o apoio da Osinfor, foram realizadas capacitações voltadas ao manejo florestal responsável, respeitando a cultura local e promovendo uma abordagem intercultural.</p><div class="texto-destacado">Os treinamentos ocorreram dentro da própria floresta, permitindo que homens e mulheres aprendessem técnicas como medição de madeira, registro em cadernos de campo e monitoramento da extração. O <strong>uso de ferramentas como GPS</strong> também passou a fazer parte da rotina dos membros responsáveis pela vigilância.</div><p>Com isso, a comunidade assumiu o controle direto de seu território, fortalecendo sua autonomia. A organização interna foi ampliada, incluindo a parceria com profissionais técnicos para garantir a rastreabilidade da madeira e a preservação de árvores essenciais para a regeneração da floresta.</p><h2>Resultados e impacto na qualidade de vida</h2><p>Os resultados desse processo não demoraram a aparecer. Ao longo dos anos, a comunidade foi aprovada em diversas supervisões florestais, consolidando-se como exemplo de boas práticas. O reconhecimento oficial veio com certificações que atestam o cumprimento das normas ambientais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola">Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola-1768845616246_320.jpg" alt="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"></a></article></aside><p>Além dos avanços institucionais, houve melhorias concretas na qualidade de vida dos moradores. A infraestrutura local foi ampliada, facilitando o comércio e o acesso a serviços, enquanto novas atividades econômicas, como piscicultura e agricultura, passaram a complementar a renda.</p><p>A experiência da comunidade Ashaninka Coriteni Tarso ultrapassa seus limites territoriais e inspira outros povos indígenas da região. O caso demonstra que o <strong>manejo sustentável da floresta é possível quando há compromisso, organização e respeito profundo pela natureza</strong>, garantindo não apenas a preservação ambiental, mas também um futuro mais próspero para as próximas gerações.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Portal Amazônia. <a href="https://portalamazonia.com/amazonia-internacional/gestao-ashaninka-peru/" target="_blank">Comunidade Ashaninka se destaca pela gestão florestal sustentável na Amazônia peruana</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Condições climáticas no Sudeste favorecem a colheita, mas podem afetar a qualidade do café; entenda aqui]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/condicoes-climaticas-no-sudeste-favorecem-a-colheita-mas-podem-afetar-a-qualidade-do-cafe-entenda-aqui.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Tempo seco e calor acima da média avançam sobre áreas cafeeiras do Sudeste nos próximos dias, favorecendo maturação e colheita, mas aumentando atenção com umidade do solo, bebida, grãos e ritmo das operações no campo nesta semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/condicoes-climaticas-no-sudeste-favorecem-a-colheita-mas-podem-afetar-a-qualidade-do-cafe-entenda-aqui-1777298356818.jpg" data-image="rv18k7b0ynma" alt="anomalia, café, sudeste, São Paulo" title="anomalia, café, sudeste, São Paulo"><figcaption>Anomalia de temperatura indica calor acima da média em áreas cafeeiras do Sudeste, favorecendo a colheita, mas exigindo atenção à qualidade dos grãos.</figcaption></figure><p>O café entra nos próximos dias sob uma combinação que chama atenção no Sudeste: <strong>pouca chuva, temperaturas acima do normal e maior presença de tempo firme em áreas produtoras.</strong> Para quem está no campo, esse padrão pode ajudar a maturação dos frutos e abrir uma janela mais favorável para o avanço das operações de colheita, especialmente onde as lavouras já estão em fase mais adiantada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas o mesmo tempo seco que facilita a entrada de máquinas também exige cautela. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A previsão até sexta-feira indica chuva escassa em boa parte do interior de São Paulo, sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro,</strong> enquanto áreas próximas a Ribeirão Preto, Uberlândia e parte do centro-sul do país aparecem com anomalias positivas de temperatura. Em outras palavras: a semana pode ser boa para colher, mas não é uma semana neutra para a planta.</p><h2><strong>Tempo seco abre janela para a colheita </strong></h2><p>Nas áreas cafeeiras do Sudeste, a redução da chuva costuma ser vista como uma janela importante no calendário agrícola. <strong>Com menos precipitação, o solo fica mais acessível, a secagem dos frutos tende a ser mais eficiente e a logística de campo ganha ritmo</strong>. Isso é especialmente relevante porque a colheita do café depende de uma sequência mínima de dias firmes para evitar interrupções constantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/condicoes-climaticas-no-sudeste-favorecem-a-colheita-mas-podem-afetar-a-qualidade-do-cafe-entenda-aqui-1777298491727.png" data-image="xwieqzlf01g7" alt="grãos, café, Minas Gerais, São Paulo" title="grãos, café, Minas Gerais, São Paulo"><figcaption>Chuva acumulada até sexta-feira mostra baixos volumes em áreas cafeeiras de Minas Gerais e interior paulista, favorecendo a colheita e a secagem dos grãos.</figcaption></figure><p>O mapa de chuva acumulada mostra volumes baixos no interior paulista e em boa parte de Minas Gerais até sexta-feira, <strong>enquanto os maiores acumulados ficam mais concentrados fora do núcleo principal da cafeicultura do Sudeste. </strong></p><div class="texto-destacado"><strong><br><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</p></strong></div><p><strong>Esse contraste favorece o avanço da colheita em regiões onde os grãos já atingiram ponto adequado</strong>, mas também pode ampliar a diferença entre lavouras bem manejadas e áreas com menor reserva hídrica.</p><h2>Calor ajuda a maturar, mas pode acelerar demais o processo </h2><p>A presença de temperaturas acima da média pode acelerar a maturação dos frutos, o que nem sempre é um problema. E<strong>m muitos casos, o calor favorece a evolução da lavoura para a fase de colheita e reduz a dependência de longos períodos úmidos</strong>. O ponto de atenção está na intensidade e na persistência desse calor, especialmente quando ele ocorre junto com pouca chuva e baixa umidade do ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/condicoes-climaticas-no-sudeste-favorecem-a-colheita-mas-podem-afetar-a-qualidade-do-cafe-entenda-aqui-1777298645467.jpg" data-image="pymekdqsjcjs" alt="temperaturas, anomalias, café, colheita" title="temperaturas, anomalias, café, colheita"><figcaption>Temperaturas elevadas no interior do Sudeste podem acelerar a maturação do café, mas exigem cuidado para preservar a qualidade na secagem.</figcaption></figure><p>Para o produtor, a semana pede observação mais próxima de alguns sinais no campo:</p><ul> <li><strong>uniformidade da maturação nos talhões;</strong></li> <li>queda prematura de frutos em áreas mais sensíveis;</li> <li><strong>necessidade de ajustar o ritmo da colheita;</strong></li> <li>atenção à secagem para preservar qualidade;</li> <li>maior cuidado com lavouras novas ou mais expostas.</li> </ul><p><strong>Esse acompanhamento é importante porque o café responde de forma diferente conforme altitude, variedade, manejo e condição do solo</strong>. Uma mesma semana seca pode ser positiva para uma lavoura em ponto de colheita e mais delicada para uma área que ainda depende de umidade para completar o enchimento e a maturação dos frutos.</p><h2>Qualidade, bebida e mercado</h2><p><strong>No café, a qualidade final também depende do que acontece depois que o fruto sai da planta</strong>. Dias secos favorecem o terreiro, a secagem e a redução de problemas ligados à umidade excessiva. Por outro lado, calor forte e secagem mal conduzida podem prejudicar a uniformidade e exigir mais atenção no beneficiamento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759943" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/fertilizantes-na-corda-bamba-o-choque-da-ureia-que-pode-encarecer-do-milho-ao-cafe.html" title="Fertilizantes na corda bamba: o choque da ureia que pode encarecer do milho ao café">Fertilizantes na corda bamba: o choque da ureia que pode encarecer do milho ao café</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/fertilizantes-na-corda-bamba-o-choque-da-ureia-que-pode-encarecer-do-milho-ao-cafe.html" title="Fertilizantes na corda bamba: o choque da ureia que pode encarecer do milho ao café"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fertilizantes-na-corda-bamba-o-choque-da-ureia-que-pode-encarecer-do-milho-ao-cafe-1774052378888_320.jpg" alt="Fertilizantes na corda bamba: o choque da ureia que pode encarecer do milho ao café"></a></article></aside><p>Por isso, o impacto desta semana é mais operacional do que alarmista. <strong>O tempo seco tende a favorecer o avanço da colheita no Sudeste, mas o produtor precisa equilibrar velocidade e qualidade. </strong>Para o consumidor, não há efeito imediato na xícara ou no preço da prateleira, mas a combinação entre clima, colheita e qualidade dos lotes ajuda a explicar por que o café segue tão sensível às mudanças do tempo no campo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/condicoes-climaticas-no-sudeste-favorecem-a-colheita-mas-podem-afetar-a-qualidade-do-cafe-entenda-aqui.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A África Oriental está em um ponto crítico de ruptura: oceano Índico está prestes a inundar o continente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-africa-oriental-esta-em-um-ponto-critico-de-ruptura-oceano-indico-esta-prestes-a-inundar-o-continente.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A África não é um continente estático, e sob sua superfície uma fratura está avançando lentamente e já atingiu uma fase crítica que pode abrir caminho para um novo oceano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-este-de-africa-esta-a-un-punto-critico-de-ruptura-el-oceano-indico-se-prepara-para-inundar-el-continente-1777382293815.png" data-image="2z6gzt7uzbww"><figcaption>A parte oriental do continente africano está se fragmentando, e isso mudará o mapa como o conhecemos hoje no futuro.</figcaption></figure><p>Na<strong> África</strong>, algo está acontecendo que não é visível a olho nu, mas que os geólogos vêm estudando há décadas. <strong>Sob a superfície da parte leste do continente, a crosta terrestre está se esticando, enfraquecendo e fraturando</strong> a um ponto que os cientistas agora consideram crítico.</p><p>Outro aspecto fundamental desse fenômeno é o <strong>acúmulo de tensão tectônica</strong>, já que, por milhões de anos, a tensão entre as placas não é liberada uniformemente, mas sim concentrada em áreas específicas. Quando essa energia se concentra, a deformação pode acelerar significativamente,<strong> levando a episódios de fraturamento mais rápidos do que o esperado</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h2>Um continente que está se dividindo em dois</h2><p>O principal fator nesse processo é o<strong> Vale do Rifte da África Oriental</strong>,<strong> uma enorme fenda</strong> que se estende por milhares de quilômetros, da Etiópia a Moçambique. Dentro dela, placas tectônicas como <strong>as placas Africana e Somali estão se separando lentamente</strong>, a uma taxa de apenas alguns milímetros por ano.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The Great Rift Valley is a rift system that extends from East Africa to Southwest Asia.<br><br>The rift consists of a sequence of divergent plate boundaries. The Red Sea was formed by the separation of the Arabian Plate from the African Plate during the last 35 million years. <a href="https://t.co/jbkWiDbBm9">pic.twitter.com/jbkWiDbBm9</a></p>— Susu_Alda (@SA_8305) <a href="https://twitter.com/SA_8305/status/1967617993346879785?ref_src=twsrc%5Etfw">September 15, 2025</a></blockquote></figure><p>Pode parecer insignificante, mas <strong>em termos geológicos isso é suficiente para alterar o mapa-múndi</strong>.</p><h3>A descoberta chave: uma crosta no limite</h3><p>A pesquisa mais recente concentra-se em uma área específica: o <strong>Vale do Rifte de Turkana, entre o Quênia e a Etiópia</strong>. Lá, os cientistas detectaram algo crucial: <strong>a crosta terrestre é muito mais fina do que se esperava</strong>.</p><p>Em algumas áreas, ela mal chega a 13 quilômetros de espessura, em comparação com mais de 30 quilômetros em áreas próximas. Esse <strong>afinamento extremo indica que a região entrou em um estágio avançado do processo de ruptura</strong>.</p><h2> O '<em>necking</em>': quando a ruptura é inevitável</h2><p>Os geólogos usam um termo bastante gráfico para descrever essa fase: “<strong>estricção</strong>” (ou <em>necking</em>, em inglês). É essencialmente o mesmo processo que ocorre quando <strong>um material é esticado até se estreitar no centro antes de se romper</strong>.</p><p>Em<strong> termos tectônicos</strong>, isso significa:</p><ul> <li>A <strong>crosta terrestre </strong>está cada vez mais fraca.</li> <li>A <strong>fratura </strong>está concentrada em uma área específica.</li> <li>A <strong>separação das placas tectônicas</strong> está se acelerando.</li> </ul><p><strong> </strong></p><br>Em resumo,<strong> este é o passo anterior à eventual fragmentação do continente</strong>. À medida que a crosta se estende, o material do interior da Terra ascende: isso explica precisamente por que a África Oriental é uma das regiões mais ativas do planeta em termos de vulcanismo, sismicidade e formação de grandes vales.<p>O<strong> magma ascendente não só alimenta os vulcões, como também enfraquece ainda mais a crosta, facilitando a sua fratura</strong>.</p><h2>O que acontecerá na África no futuro?</h2><p>Se o processo continuar como tem acontecido até agora, a <strong>África Oriental continuará caminhando rumo a uma profunda transformação geológica</strong>, embora seja praticamente imperceptível para os humanos, já que estamos falando de uma<strong> escala de tempo de milhões de anos</strong>.</p><p>Em algumas áreas, como a <strong>Etiópia, já se observaram fissuras surgindo repentinamente após eventos sísmicos</strong>, alargando-se vários metros em questão de dias. Essas mudanças visíveis em tão pouco tempo são incomuns em geologia.<br> </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A new ocean is forming in Africa along a 35-mile crack that opened up in Ethiopia in 2005. The crack, which has been expanding ever since, is a result of three tectonic plates pulling away from each other. <br><br>Its thought that Africas new ocean will take at least 5 million to 10 <a href="https://t.co/JAHVvNIMrk">pic.twitter.com/JAHVvNIMrk</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://twitter.com/Rainmaker1973/status/1752946413292400768?ref_src=twsrc%5Etfw">February 1, 2024</a></blockquote></figure><p><br>Na primeira fase, <strong>a fratura dentro do Vale do Rifte da África Oriental irá alargar-se gradualmente, levando ao aumento da atividade sísmica</strong>, novos episódios vulcânicos e à formação de grandes depressões que poderão se encher de água, criando lagos cada vez maiores.</p><p>Com o tempo, <strong>a crosta terrestre acabará se rompendo </strong>completamente em alguns pontos-chave. Quando isso acontecer, <strong>será criada uma ligação com o Oceano Índico</strong>, permitindo que a<strong> água comece a inundar a área fraturada</strong>, <strong>criando um novo mar </strong>ou oceano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-africa-oriental-esta-em-um-ponto-critico-de-ruptura-oceano-indico-esta-prestes-a-inundar-o-continente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Veneza amplia seu sistema de taxas de acesso para gerenciar o fluxo turístico em 2026]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/veneza-amplia-seu-sistema-de-taxas-de-acesso-para-gerenciar-o-fluxo-turistico-em.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A cidade italiana, uma das mais visitadas do mundo, está reforçando sua controversa taxa de acesso, com mais dias de cobrança e ajustes no sistema. A medida visa conter o turismo excessivo e preservar seu frágil equilíbrio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/venecia-amplia-su-sistema-de-tasa-de-acceso-para-gestionar-el-flujos-turisticos-en-1776928740865.jpg" data-image="awrrqmw3asce"><figcaption>Ponte Rialto sobre o Grande Canal em Veneza (Itália).</figcaption></figure><p><strong>Veneza</strong>, na <strong>Itália</strong>,<strong> recebe anualmente entre 25 e 30 milhões de visitantes</strong>. Um número impressionante, especialmente quando comparado à população residente permanente no centro histórico, que não chega a 50 mil habitantes.</p><p>Nesse contexto, as autoridades municipais deram mais um passo em sua estratégia para controlar o turismo de massa. Para <strong>2026</strong>, a Câmara Municipal decidiu <strong>expandir o sistema de cobrança de entrada </strong>— conhecido como "<em>contribute di accesso</em>" — <strong>aumentando o número de dias em que será obrigatório o pagamento para entrar no centro histórico</strong>.</p><p>Essa medida pioneira na Europa visa <strong>proteger o patrimônio, melhorar a qualidade de vida dos moradores e gerenciar melhor o fluxo de visitantes</strong>.</p><h2>Um modelo em evolução após testes iniciais</h2><p>Veneza começou a testar essa taxa em 2024 como resposta à pressão turística, especialmente de visitantes de um dia. Agora, o modelo está sendo consolidado e expandido: <strong>o número de dias com cobrança aumentará para 60, em comparação com os 54 do ano passado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731375" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/rotas-gastronomicas-conheca-7-destinos-brasileiros-incriveis-que-unem-turismo-e-gastronomia.html" title="Rotas gastronômicas: conheça 7 destinos brasileiros incríveis que unem turismo e gastronomia ">Rotas gastronômicas: conheça 7 destinos brasileiros incríveis que unem turismo e gastronomia </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/rotas-gastronomicas-conheca-7-destinos-brasileiros-incriveis-que-unem-turismo-e-gastronomia.html" title="Rotas gastronômicas: conheça 7 destinos brasileiros incríveis que unem turismo e gastronomia "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rotas-gastronomicas-conheca-7-destinos-brasileiros-incriveis-que-unem-turismo-e-gastronomia-1758834311758_320.jpg" alt="Rotas gastronômicas: conheça 7 destinos brasileiros incríveis que unem turismo e gastronomia "></a></article></aside><p>Como esperado, o calendário se concentra durante a <strong>alta temporada</strong>, entre abril e julho, coincidindo com os períodos de maior movimento de visitantes. Na prática, isso significa que a taxa se aplica principalmente aos fins de semana — de sexta a domingo — e em datas importantes, como feriados ou períodos de férias.</p><p>Além disso,<strong> o horário também é definido: o acesso pago é restrito ao período entre 8h30 e 16h</strong>, permitindo entrada gratuita fora dos horários de maior fluxo turístico.</p><h2>Quanto custará entrar em Veneza em 2026?</h2><p>Um dos aspectos mais relevantes para os viajantes é o preço. A taxa se mantém dentro de uma faixa que recompensa o planejamento antecipado. Especificamente, <strong>€ 5 (euros) por pessoa</strong> se a reserva for feita com pelo menos quatro dias de antecedência; <strong>€ 10 </strong>se o pagamento for feito nos dias anteriores ou no próprio dia da visita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/venecia-amplia-su-sistema-de-tasa-de-acceso-para-gestionar-el-flujos-turisticos-en-1776928905220.jpg" data-image="3an8o73pcm8s"><figcaption>Vista aérea panorâmica do centro histórico de Veneza e de sua icônica torre sineira na Praça de São Marcos.</figcaption></figure><p>Este<strong> sistema de preços dinâmicos</strong> visa incentivar o planejamento antecipado de viagens, permitindo que as autoridades prevejam melhor o fluxo de visitantes.</p><p>A taxa deve ser paga online através do site oficial <strong><a href="https://cda.ve.it/es/faq" target="_blank" rel="nofollow">cda.ve.it/es/faq</a></strong><strong>.</strong> Após o pagamento, um<strong> código QR é gerado e pode ser exigido nos postos de controle de acesso </strong>à cidade. Caso você entre no centro histórico de Veneza sem ele, poderá ser multado em valores entre € 50 e € 300.</p><h2>Quem deve pagar e quem está isento?</h2><p><strong>A taxa destina-se principalmente a visitantes que não pernoitam na cidade</strong>. Ou seja, quem visita Veneza durante o dia e retorna a outro destino deve pagar o valor correspondente se aceder ao centro histórico nas datas estipuladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/venecia-amplia-su-sistema-de-tasa-de-acceso-para-gestionar-el-flujos-turisticos-en-1776929222299.jpg" data-image="9re3z8rw9utl"><figcaption>Gondoleiros típicos navegando pelos canais de Veneza.</figcaption></figure><p>No entanto, existem várias <strong>exceções </strong>importantes:</p><ul><li><strong>Moradores </strong>da região de <strong>Vêneto</strong>, cuja capital é Veneza.</li><li>Crianças <strong>menores de 14 anos</strong>.</li><li><strong>Pessoas com deficiência</strong> e seus acompanhantes.</li><li><strong>Turistas que pernoitam</strong> na cidade (já que pagam a taxa turística pela hospedagem).</li></ul><p><strong>Algumas áreas específicas também são excluídas do sistema</strong>, como zonas de trânsito ou ilhas próximas como Murano ou Burano, desde que os visitantes não entrem no centro histórico.</p><h2>Uma tentativa de equilibrar turismo e sustentabilidade</h2><p>O principal objetivo desta taxa não é a arrecadação de receitas, mas sim a <strong>regulamentação</strong>. Veneza recebe milhões de visitantes todos os anos, e estima-se que grande parte deles sejam turistas de um dia, o que gera uma pressão desproporcional sobre a infraestrutura e os serviços.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/venecia-amplia-su-sistema-de-tasa-de-acceso-para-gestionar-el-flujos-turisticos-en-1776929068801.jpg" data-image="t5wjctmuvv2o"><figcaption>A belíssima Praça de São Marcos é um dos principais destinos turísticos do mundo.</figcaption></figure><p>Com esta medida, a câmara municipal de Veneza pretende:</p><ul><li>Reduzir a <strong>superlotação </strong>durante períodos críticos.</li><li>Melhorar a <strong>experiência </strong>do visitante.</li><li>Proteger o <strong>patrimônio </strong>histórico e cultural.</li><li>Garantir uma <strong>convivência </strong>mais equilibrada com os moradores.</li></ul><p>Desde a sua implementação, a iniciativa tem gerado debates. Enquanto <strong>alguns a consideram uma ferramenta necessária para preservar o equilíbrio da cidade</strong>, outros criticam o fato de que ela pode tornar Veneza um destino menos acessível ou mais elitista.</p><h2>Um modelo a ser replicado em outras cidades?</h2><p>A expansão do sistema em 2026 reforça a ideia de que Veneza se tornou um laboratório global para a gestão do turismo. Por esse motivo,<strong> outras cidades europeias que enfrentam problemas semelhantes de superlotação</strong> estão acompanhando de perto os resultados dessa política.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748896" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/angra-dos-reis-passa-a-cobrar-taxa-de-turismo-em-2026-entenda-valores-isencoes-e-como-pagar.html" title="Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar">Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/angra-dos-reis-passa-a-cobrar-taxa-de-turismo-em-2026-entenda-valores-isencoes-e-como-pagar.html" title="Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/angra-dos-reis-passa-a-cobrar-taxa-de-turismo-em-2026-entenda-valores-isencoes-e-como-pagar-1768324747604_320.jpg" alt="Angra dos Reis passa a cobrar Taxa de Turismo em 2026: entenda valores, isenções e como pagar"></a></article></aside><p>Embora ainda seja cedo para avaliar completamente seu impacto definitivo, a verdade é que <strong>a taxa de acesso já faz parte do novo paradigma do turismo urbano</strong>: um modelo em que viajar significa não apenas desfrutar do destino, mas também contribuir ativamente para sua sustentabilidade.</p><p>E ali, a bela Veneza continua liderando o caminho, adaptando as suas regras para sobreviver ao sucesso turístico que, durante décadas, tem sido tanto a sua maior força como o seu maior desafio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/veneza-amplia-seu-sistema-de-taxas-de-acesso-para-gerenciar-o-fluxo-turistico-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no Paraná: rio atmosférico provoca chuva extrema de até 100 mm nesta quarta, 29]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-de-ate-100-mm-nesta-quarta.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 09:18:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O mês de abril vai terminar com um episódio de chuvas extremas sobre o Paraná: um rio atmosférico irá fortalecer a atuação da frente fria sobre a região, intensificando tempestades e podendo acumular 100 mm em 24 horas, elevando o risco de transtornos.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-afetar-o-brasil.html" target="_blank">Como será o clima em maio: El Niño já poderia afetar o Brasil?</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7cx7i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7cx7i.jpg" id="xa7cx7i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A<strong> frente fria </strong>que vem atuando sobre o centro-sul do Brasil desde o último fim de semana irá ganhar um <strong>reforço de umidade </strong>através do fortalecimento de um <strong>rio atmosférico</strong> sobre o <strong>Paraná</strong> ao longo da <strong>quarta-feira (29).</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O quadro é de <strong>atenção</strong> sobre o<strong> todo território paranaense</strong>, onde tempestades intensas podem se formar desde a madrugada até o amanhecer, e a chuva diária pode ultrapassar <strong>100 mm em 24 horas</strong>, o que eleva o <strong>risco de transtornos</strong> relacionados a <strong>alagamentos</strong>, inundações, transbordamentos de córregos e regiões ribeirinhas. Confira os detalhes.</p><h2>Rio atmosférico fortalece instabilidade e chuvas volumosas</h2><p>Um <strong>rio atmosférico</strong> é uma faixa estreita de transporte intenso de umidade na atmosfera, que funciona como um <strong>“corredor de vapor d’água”</strong> vindo principalmente da Amazônia em direção ao Sul do Brasil. Esse fluxo é transportado pelo jato de baixos níveis, que também transporta calor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-nesta-quarta-1777409006941.png" data-image="1plpdt1e6fn5" alt="Previsão de rio atmosférico para quarta-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de rio atmosférico para quarta-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de rio atmosférico para quarta-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> quarta-feira (29) </strong>um <strong>rio atmosférico</strong> irá se <strong>intensificar</strong> sobre o estado do <strong>Paraná</strong>. A combinação de <strong>calor</strong> e <strong>alta umidade</strong> cria um ambiente <strong>favorável</strong> para a formação de<strong> </strong>nuvens carregadas e <strong>tempestades intensas</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-nesta-quarta-1777409093627.png" data-image="rfc81vm8ndf0" alt="Previsão de tempestades para quarta-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para quarta-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para quarta-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Estão previstas <strong>tempestades</strong> verticalmente extensas, com conteúdo de gelo (<strong>granizo</strong>), fortes <strong>rajadas de vento</strong> e grande conteúdo de umidade, causando <strong>grandes volumes de chuva</strong> em um curto período de tempo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-nesta-quarta-1777409108622.png" data-image="omv5nnyv63j6" alt="Previsão de chuvas intensas nesta quarta-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuvas intensas nesta quarta-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuvas intensas nesta quarta-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>tempestades</strong> podem começar ainda durante a <strong>madrugada</strong> no <strong>oeste</strong> do estado, e<strong> se espalham </strong>sobre todo o território paranaense <strong>ao longo do dia</strong>, incluindo a <strong>Região Metropolitana de Curitiba</strong>. As tempestades têm maior potencial de severidade no extremo oeste e no litoral norte, mas não se descartam sistemas intensos nas demais áreas.</p><p>As <strong>chuvas</strong> devem ser <strong>intensas</strong> sobre todo o estado do <strong>Paraná</strong>, mas também em <strong>Santa Catarina</strong>, <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e <strong>São Paulo</strong>, embora os acumulados de risco estejam sobre o estado paranaense.</p><h2>Alerta de chuvas extremas: acumulados podem superar 100 mm</h2><p>O<strong> índice de previsão extrema</strong> (EFI, na sigla em inglês) do modelo <strong>ECMWF</strong> indica que os <strong>acumulados </strong>de chuva <strong>previstos</strong> para esta <strong>quarta-feira (29) </strong>podem atingir <strong>níveis extremos</strong> no <strong>Paraná</strong>. Esse índice é baseado na climatologia do próprio modelo e destaca regiões onde os valores previstos fogem do que o modelo normalmente prevê. </p><div class="texto-destacado">Na prática, o EFI aponta áreas onde a precipitação pode ultrapassar o chamado quantil 99, um limiar estatístico que representa os eventos mais raros. Isso significa que cerca de 99% dos acumulados diários de chuva ficam abaixo desse valor.</div><p>Quando a previsão supera esse limite, estamos diante de um evento potencialmente excepcional, ou seja, <strong>entre as chuvas 1% mais volumosas </strong>dentro da climatologia do modelo, o que reforça o alerta para volumes elevados em curto período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-nesta-quarta-1777409122186.png" data-image="3856os0593hn" alt="EFI do ECMWF para precipitação nesta quarta-feira (29), à esquerda, e quantil 99, à direita. Créditos: ECMWF." title="EFI do ECMWF para precipitação nesta quarta-feira (29), à esquerda, e quantil 99, à direita. Créditos: ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para precipitação nesta quarta-feira (29), à esquerda, e quantil 99, à direita. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>É importante destacar que<strong> o valor considerado extremo (</strong>quantil 99) <strong>varia</strong> <strong>conforme a região</strong>. Por exemplo, de acordo com os mapas acima, o limite considerado extremo é em torno de<strong> 40 a 60 mm/dia</strong> na metade <strong>oeste</strong> do Paraná, enquanto na metade <strong>leste</strong> acumulados superiores a <strong>30 mm/dia</strong> já são raros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-nesta-quarta-1777409137251.png" data-image="934p023drgb1" alt="Previsão de chuva acumulada até o final da quarta-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final da quarta-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final da quarta-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>valores previstos</strong> de <strong>chuva</strong> acumulada até o final da quarta-feira (29) podem <strong>se aproximar ou ultrapassar 100 mm </strong>em diversas áreas do estado, tanto no Oeste, quanto no Centro e também no leste. </p><p>O <strong>risco para transtornos</strong> relacionados a <strong>alagamentos</strong>, <strong>inundações</strong> e <strong>transbordamento</strong> de <strong>córregos</strong> é elevado, deixando em alerta as autoridades e a população, especialmente àquela que mora em áreas com histórico de alagamentos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-de-ate-100-mm-nesta-quarta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas alcançam a medição mais exata do Universo e revelam que "algo está nos escapando"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-alcancam-a-medicao-mais-exata-do-universo-e-revelam-que-algo-esta-nos-escapando.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 00:08:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma medição internacional mensura a expansão do Universo com precisão histórica e confirma a deformação de Hubble, indicando que nosso modelo cosmológico necessita de novas ideias fundamentais na física moderna.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-la-medicion-mas-exacta-del-universo-y-revela-que-algo-en-la-expansion-se-nos-escapa-1777038235476.png" data-image="qnorgbfahwvz"><figcaption>Desde o Big Bang, o Universo tem crescido; medir essa expansão tem sido uma tarefa que leva quase 100 anos.</figcaption></figure><p>Desde o seu nascimento, há cerca de 13,8 bilhões de anos,<strong> o Universo tem estado em constante expansão</strong>. Para explicar a estrutura atual das galáxias e do próprio espaço-tempo, e para antecipar o seu destino final, precisamos compreender e reconstruir essa expansão.</p><div class="texto-destacado">A forma como os astrônomos medem a expansão do Universo é através da constante de Hubble (Ho), um parâmetro que relaciona distância e velocidade. Medir essa constante com precisão ajuda a determinar a velocidade de expansão, a idade e o tamanho do Universo.</div><p>O problema surge quando <strong>diferentes técnicas de medição produzem resultados incompatíveis</strong>. Dependendo de onde, como (e quando) observamos, a expansão parece seguir taxas diferentes, um fato preocupante porque as equações deveriam descrever um Universo coerente e consistente.</p><p><strong>Essa discrepância é conhecida como tensão de Hubble</strong> e representa <strong>um dos maiores enigmas do nosso tempo</strong>. Não se trata de um simples erro experimental, mas de uma diferença que resistiu a anos de observações independentes e cada vez mais precisas, realizadas com instrumentos de última geração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-la-medicion-mas-exacta-del-universo-y-revela-que-algo-en-la-expansion-se-nos-escapa-1777038262668.png" data-image="gm08fvt31tj0"><figcaption>Utilizando a cosmografia com atraso temporal, eles descobriram que a constante de Hubble (H₀) não corresponde aos valores previstos. Crédito: Observatório Keck.</figcaption></figure><p>Resolver essa "tensão" não é um mero detalhe técnico, mas uma oportunidade histórica, pois se as medições estiverem corretas, então <strong>algo fundamental está faltando em nossa descrição cosmológica do Universo</strong>, o que abre caminho para uma nova física que descreva o futuro do nosso lar.</p><h2>Duas expansões, um Universo</h2><p>Quando os astrônomos observam a <strong>luz emitida imediatamente após o Big Bang</strong>, também conhecida como radiação cósmica de fundo em micro-ondas, obtêm uma<strong> taxa de expansão de cerca de 67 quilômetros por segundo por megaparsec</strong>, uma taxa moderada que reflete um crescimento relativamente lento do cosmos primordial.</p><p>No entanto, ao estudar<strong> galáxias próximas</strong>, os resultados mudam drasticamente. Usando supernovas e estrelas variáveis como referências de distância, os <strong>cálculos ultrapassam 73 quilômetros por segundo por megaparsec</strong>, uma expansão significativamente mais rápida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-la-medicion-mas-exacta-del-universo-y-revela-que-algo-en-la-expansion-se-nos-escapa-1777038302041.png" data-image="1evylozpvsgl"><figcaption>O efeito de lente gravitacional, uma solução da Teoria da Relatividade Geral, é o maior auxílio na medição de objetos distantes. Crédito: Observatório Keck.</figcaption></figure><p><strong>Essa diferença não é trivial nem estatisticamente insignificante</strong>, visto que ambas as medições são precisas, repetíveis e consistentes dentro de suas respectivas metodologias. O verdadeiro problema surge ao descrever <strong>o mesmo universo que, segundo as leis conhecidas, não deveria se comportar de duas maneiras incompatíveis</strong> simultaneamente.</p><p>Portanto, os astrofísicos falam da<strong> tensão de Hubble como um conflito real</strong>, não um erro passageiro. Resolvê-lo envolve decidir se alguma medição está incompleta ou se, de fato, nossa compreensão fundamental do cosmos precisa de uma <strong>profunda revisão conceitual e matemática</strong>.</p><h3>A medição mais precisa já realizada</h3><p>Recentemente, uma equipe de pesquisadores apresentou uma das medições mais precisas da expansão cósmica até o momento, utilizando uma<strong> combinação de observações espaciais e terrestres</strong>. Isso fortaleceu a análise estatística e minimizou os vieses que afetavam cálculos anteriores.</p><p>O estudo empregou métodos totalmente independentes das abordagens tradicionais. Em vez de se basear apenas em diferentes distâncias, aplicou <strong>técnicas capazes de medir diretamente as distâncias cósmicas, reduzindo assim o acúmulo de erros sistemáticos</strong> que surgem após vários conjuntos de medições.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750869" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/campos-magneticos-podem-resolver-um-problema-sobre-a-expansao-do-universo-estudo-diz-que-sim.html" title="Campos magnéticos podem resolver um problema sobre a expansão do Universo? Estudo diz que sim">Campos magnéticos podem resolver um problema sobre a expansão do Universo? Estudo diz que sim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/campos-magneticos-podem-resolver-um-problema-sobre-a-expansao-do-universo-estudo-diz-que-sim.html" title="Campos magnéticos podem resolver um problema sobre a expansão do Universo? Estudo diz que sim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/campos-magneticos-podem-resolver-um-problema-sobre-a-expansao-do-universo-estudo-diz-que-sim-1769366201359_320.png" alt="Campos magnéticos podem resolver um problema sobre a expansão do Universo? Estudo diz que sim"></a></article></aside><p>Uma dessas técnicas foi a<strong> cosmografia com retardo temporal, baseada em lentes gravitacionais</strong>. Quando uma galáxia massiva curva a luz de um objeto distante, múltiplas imagens são produzidas, cuja variação temporal permite o cálculo de distâncias com enorme precisão geométrica e física.</p><p>A equipe combinou dados do Telescópio Espacial James Webb com observatórios terrestres como o Keck, possibilitando a análise simultânea da dinâmica estelar e da geometria do espaço, confirmando que<strong> a rápida expansão do Universo local é real e não meramente observacional</strong>.</p><h3>Ao infinito e além (do horizonte cosmológico)</h3><p>Com a confirmação da autenticidade da estirpe de Hubble, a mensagem é clara: <strong>o modelo cosmológico padrão está incompleto</strong>. Embora tenha sido extraordinariamente bem-sucedido, agora enfrenta uma falha que pode apontar para a existência de processos físicos desconhecidos atuando nos primeiros momentos do Universo.</p><p><strong>Uma hipótese propõe a presença de energia escura primordial</strong>. Essa forma exótica de energia teria impulsionado uma expansão acelerada logo após o Big Bang, alterando a evolução subsequente do cosmos e deixando vestígios que observamos hoje como discrepâncias entre medições antigas e modernas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758490" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-fim-do-universo-ja-tem-cenarios-as-4-teorias-que-preveem-seu-destino-final.html" title="O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem seu destino final">O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem seu destino final</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-fim-do-universo-ja-tem-cenarios-as-4-teorias-que-preveem-seu-destino-final.html" title="O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem seu destino final"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-fin-del-universo-ya-tiene-escenarios-las-4-teorias-que-predicen-su-destino-definitivo-1773173176791_320.jpeg" alt="O fim do Universo já tem cenários: as 4 teorias que preveem seu destino final"></a></article></aside><p>Outra possibilidade sugere a <strong>existência de novas partículas subatômicas ainda não detectadas</strong>. Se o Universo primordial continha componentes adicionais e invisíveis, suas interações teriam alterado a taxa de expansão global, forçando-nos a expandir o repertório da física para além do Modelo Padrão atual.</p><p>Esse cenário entusiasma os cosmólogos porque descobrir que<strong> algo essencial está faltando em nossa teoria representa uma oportunidade única</strong>. Resolver a tensão de Hubble poderia desencadear uma revolução científica que transformaria nossa compreensão do Universo e de suas leis mais profundas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-alcancam-a-medicao-mais-exata-do-universo-e-revelam-que-algo-esta-nos-escapando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Invasão de grilos: Santa Maria, no RS, enfrenta o fenômeno da proliferação massiva dos insetos após chuvas ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/invasao-de-grilos-santa-maria-no-rs-enfrenta-o-fenomeno-da-proliferacao-massiva-dos-insetos-apos-chuvas.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 23:39:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O amadurecimento fisiológico acelerado provocado pela junção de calor intenso e umidade elevou a população de insetos na cidade gaúcha e gerou uma sinfonia noturna contínua. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-grilos-santa-maria-enfrenta-o-fenomeno-da-proliferacao-massiva-dos-insetos-apos-chuvas-1777401334464.jpg" data-image="0dla1g5hrsnb" alt="A matemática de Dolbear e a biologia justificam o canto acelerado dos grilos na cidade universitária gaúcha. Foto: Adobe Stock" title="A matemática de Dolbear e a biologia justificam o canto acelerado dos grilos na cidade universitária gaúcha. Foto: Adobe Stock"><figcaption>A matemática de Dolbear e a biologia justificam o canto acelerado dos grilos na cidade universitária gaúcha. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Nas últimas semanas, <strong>um aumento expressivo na população de grilos tem surpreendido os moradores da cidade de Santa Maria</strong>, no estado do Rio Grande do Sul. O som estridente e contínuo sinaliza a presença atípica desses insetos em muitas áreas urbanas e residenciais locais.</p><p>Esse evento peculiar resulta das condições meteorológicas recentes, <strong>que foram marcadas por dias de calor intenso intercalados com chuvas</strong>. A combinação climática acelerou o desenvolvimento da espécie, promovendo a eclosão simultânea de milhares de ovos adormecidos no solo urbano.</p><h2>Estudos científicos sobre ecofisiologia e reprodução</h2><p>Pesquisas focadas na ecofisiologia térmica <strong>explicam perfeitamente a dinâmica biológica dos insetos sob forte aquecimento</strong>. O estudo publicado em 2022 por Natalia Hermansa e equipe analisou detalhadamente a influência da temperatura na reprodução do grilo da espécie Gryllus assimilis.</p><div class="texto-destacado">Os cientistas mantiveram os animais em laboratório sob temperaturas controladas de 20°C, 25°C e 29°C. Os resultados empíricos demonstraram que os ambientes mais quentes encurtam o tempo de eclosão das larvas, acelerando significativamente o ciclo de vida fisiológico.</div><p>O calor intenso atua como um forte catalisador ambiental,<strong> permitindo que as pequenas ninfas atinjam a fase reprodutiva rapidamente.</strong> No caso do Rio Grande do Sul, o episódio foi originado por uma junção natural de muito calor e umidade extrema.</p><p>Outras investigações acadêmicas indicam que flutuações intensas do clima alteram fortemente os cronogramas reprodutivos na natureza. <strong>Em épocas de frio, o metabolismo celular costuma desacelerar</strong> e a transição para a maturidade pode se estender por vários meses.</p><h2>A comunicação acústica e a matemática de Dolbear</h2><p>A ciência também embasa o modo como o clima afeta a comunicação sonora entre esses peculiares animais silvestres. <strong>Sendo criaturas de sangue frio, a temperatura corporal muda conforme o meio externo</strong>, alterando o metabolismo de forma direta e acentuada.</p><p>O aquecimento acelera as funções corporais globais, tornando a musculatura do pequeno inseto muito mais ágil e predisposta. <strong>Esse movimento rápido intensifica a estridulação</strong>, que é a fricção rítmica das asas utilizada para gerar aquele barulho característico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-grilos-santa-maria-enfrenta-o-fenomeno-da-proliferacao-massiva-dos-insetos-apos-chuvas-1777400983912.jpg" data-image="9bcljpiqvcvc" alt="Combinação de forte calor e umidade alterou o ecossistema urbano no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Ilustração/ Infográfico" title="Combinação de forte calor e umidade alterou o ecossistema urbano no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Ilustração/ Infográfico"><figcaption>Combinação de forte calor e umidade alterou o ecossistema urbano no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Ilustração/ Infográfico</figcaption></figure><p>Essa forte conexão foi documentada formalmente em 1897 pelo físico americano Amos Dolbear, após longas análises em campo. <strong>Ele publicou o pioneiro artigo "The Cricket as a Thermometer"</strong>, estabelecendo a relação de grandeza que ficou conhecida mundialmente como Lei de Dolbear.</p><p>A regra acadêmica fornece uma equação exata para calcular a temperatura externa através da simples contagem dos sons ritmados. <strong>Isso comprova que a biologia responde prontamente ao ambiente</strong>, emitindo cantos mais sutis e lentos apenas quando os termômetros caem consideravelmente.</p><h2>Medidas de prevenção e segurança nas grandes cidades</h2><p>Apesar do desconforto sonoro contínuo, <strong>a presença massiva desses insetos não apresenta grandes ameaças sanitárias ou ambientais diretas</strong>. A literatura acadêmica especializada garante que eles buscam abrigo temporário e não transmitem doenças nocivas para a população humana afetada.</p><p>A invasão de apartamentos e casas ocorre sobretudo pela grande atração que a iluminação artificial exerce nesses animais noturnos. <strong>As potentes luzes brancas geram estímulos visuais</strong> que acabam desviando as colônias das suas habituais rotas em meio à vegetação rasteira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html" title="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil">Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html" title="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil-1775762920667_320.jpg" alt="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil"></a></article></aside><p>Para minimizar o convívio indesejado, <strong>a melhor abordagem exige ações práticas de limpeza e bom manejo caseiro sem pesticidas</strong>. A troca imediata das lâmpadas brancas por opções de luz amarela nas áreas externas ajuda a espantar pacificamente os visitantes noturnos.</p><p><strong>Biólogos desaconselham a aplicação de agrotóxicos ou venenos para tentar combater</strong> ativamente essa esporádica migração urbana. Com a consolidação das frentes frias e a diminuição do calor ambiental, aguarda-se uma redução silenciosa e gradual dessa extensa população citadina.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://diariosm.com.br/noticias/geral/grilos-por-toda-parte-fenomeno-chama-atencao-e-intriga-moradores-em-santa-maria.15444202">Grilos por toda parte: fenômeno chama atenção e intriga moradores em Santa Maria.</a> 27 de abril, 2026. Redação do Diário. </em></p><p><em><a href="https://journals.anstar.edu.pl/index.php/sti/article/view/403">Influence of ambient temperature on reproduction of the red-headed cricket (Gryllus assimilis).</a> 1 de janeiro, 2022. Natalia Hermansa, Kamil Kustra, Magdalena Trela, Marcin W. Lis. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/invasao-de-grilos-santa-maria-no-rs-enfrenta-o-fenomeno-da-proliferacao-massiva-dos-insetos-apos-chuvas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Show da Shakira no Rio: veja a previsao do tempo para o megashow em Copacabana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/show-da-shakira-no-rio-veja-a-previsao-do-tempo-para-o-megashow-em-copacabana.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 22:06:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Cantora colombiana fará um megashow no próximo sábado, dia 2 de maio, à noite, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Veja aqui como fica o tempo neste dia, inclusive durante a apresentação.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Após frio de quase -4°C, ar polar continua afetando o Brasil neste fim de mês; saiba o que esperar</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/show-da-shakira-no-rio-veja-a-previsao-do-tempo-para-o-megashow-em-copacabana-1777392355308.jpg" data-image="k9pzqs76noj4"><figcaption>Palco sendo montado nas areias de Copacabana, no Rio, para o show da Shakira. Foto: Marcia Foletto.</figcaption></figure><p>A famosa <strong>cantora colombiana Shakira fará um megashow</strong> gratuito na orla da <strong>Praia de Copacabana</strong>, Zona sul do <strong>Rio de Janeiro</strong>, no próximo <strong>sábado, dia 2 de maio</strong>, como parte do projeto ‘Todo Mundo no Rio’.</p><p>A <strong>apresentação da artista está prevista para começar às 21h45</strong>, segundo o cronograma oficial, e a expectativa é que 2 milhões de pessoas acompanhem a apresentação na praia.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>E você vai curtir a festa por lá? Então já se prepare e <strong>acompanhe aqui conosco como ficará o tempo ao longo do dia, inclusive durante a apresentação</strong>. Saiba mais abaixo.</p><h2>Como estará o tempo no show da Shakira?</h2><p>Um<strong> sistema de alta pressão atmosférica está predominando sobre a Região Sudeste </strong>do Brasil, mantendo o tempo firme e seco, com tardes de sol e temperaturas acima do normal para esta época do ano.</p><p>Sendo assim, essas condições de tempo mais estável serão registradas ao longo desta semana no <strong>estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital fluminense</strong>, onde o show será realizado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/show-da-shakira-no-rio-veja-a-previsao-do-tempo-para-o-megashow-em-copacabana-1777402600920.png" data-image="ciypv0qd73yf"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sábado (2 de maio) de tarde (15h) à esquerda, e de noite (21h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF. Como observa-se, não há previsão de chuva durante o show em Copacabana na capital fluminense.</figcaption></figure><p>As manhãs no Rio de Janeiro começam com céu com poucas nuvens e ao longo do dia uma variação entre céu claro e céu com nuvens dispersas. E <strong>o sistema meteorológico vai inibir a formação de chuvas em todo o estado até o próximo sábado (2), inclusive na capital</strong>.</p><p>Dessa forma, a <strong>tendência da previsão</strong> até o momento indica que no dia do show (sábado, 2 de maio) o<strong> tempo firme e o calor vão predominar durante o dia todo na cidade </strong>do Rio de Janeiro.</p><div class="texto-destacado">O megashow de Shakira em Copacabana será com tempo firme, céu com algumas nuvens e sensação levemente abafada, mas suportável para um evento ao ar livre.</div><p>Ao longo da manhã do <strong>sábado (2)</strong>, teremos céu com poucas nuvens e temperaturas variando entre 22°C e 25°C na capital fluminense. A tarde será de céu claro e as temperaturas se elevam, com a<strong> máxima atingindo os 31°C na cidade</strong>.</p><p><strong>À noite, no momento do show</strong>, teremos <strong>céu com poucas nuvens </strong>e temperatura de <strong>26°C</strong>, mas com uma sensação térmica levemente acima disto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/show-da-shakira-no-rio-veja-a-previsao-do-tempo-para-o-megashow-em-copacabana-1777402725846.jpg" data-image="9cgtilmajg23"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (em °C) para a noite (21h) de sábado (2 de maio), segundo o modelo europeu ECMWF. As temperaturas ficarão em torno dos 26°C no momento do show em Copacabana.</figcaption></figure><p>Então, se você vai ao show em Copacabana, aproveite muito pois será uma noite de tempo bom! E para quem quer curtir a apresentação mas não pode ir à praia, o <strong>megashow será transmitido ao vivo pela TV Globo, pelo canal Multishow e também pelo Globoplay</strong>.</p><p>Um <strong><em>spoiler</em></strong>: aproveite esses dias de tempo firme e de calor na região, pois <strong>a chuva retorna ao estado, inclusive à capital, já no próximo domingo (3) </strong>devido à passagem de uma nova<strong> </strong>frente fria, e que também deixará as temperaturas mais amenas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/show-da-shakira-no-rio-veja-a-previsao-do-tempo-para-o-megashow-em-copacabana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria mantém 4 estados em alerta para chuvas intensas: volumes podem passar dos 100 em apenas 24h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-4-estados-em-alerta-para-chuvas-intensas-volumes-pode-passar-dos-100-em-apenas-24h.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 20:26:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria continua influenciando o tempo e mantendo alertas de chuvas intensas e temporais isolados em Santa Catarina, no Paraná, em Mato Grosso do Sul e São Paulo, com volumes passando de 100 mm no estado paranaense.</p><ul><li>Mais notícias: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Após frio de quase -4°C, ar polar continua afetando o Brasil neste fim de mês; saiba o que esperar</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7blws"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7blws.jpg" id="xa7blws"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>frente fria</strong> que está sobre o oceano Atlântico e já vem influenciando o tempo em parte das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil,<strong> vai continuar mantendo condições para chuvas localmente intensas e volumosas</strong> nos estados de <strong>Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong> até o meio desta semana.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O sistema frontal reforça uma área de baixa pressão atmosférica sobre o continente, trazendo também condições para <strong>temporais com rajadas de vento, descargas elétricas e risco de queda de granizo pontual nestes estados</strong> até amanhã (29), o que pode trazer <strong>transtornos </strong>à população, especialmente em áreas urbanas e vulneráveis. Os <strong>volumes de chuva podem ultrapassar os 100 milímetros em apenas 24 horas (</strong>entre hoje (28) e a noite de quarta-feira (29)), em áreas do Paraná. </p><p>Acompanhe <strong>a seguir os detalhes da </strong><strong>previsão </strong>do tempo.</p><h2>Chuva intensa, temporais e mais de 100 mm até o meio da semana</h2><p>A área de baixa pressão (cavado) na média atmosfera, juntamente com a influência do sistema frontal, deixa <strong>alertas de chuvas moderadas a fortes</strong>, que podem ocorrer em forma de pancadas mais intensas e com <strong>temporais isolados até esta quarta-feira (29) nos 4 estados citados anteriormente</strong>.</p><div class="texto-destacado">Atenção: temporais com potencial para transtornos como danos na rede elétrica, alagamentos e queda de árvores em Santa Catarina, no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul e de São Paulo (áreas de divisa com o Paraná) entre hoje (28) e amanhã (29). Maior potencial para queda de granizo no Paraná e em Santa Catarina.</div><p>Em <strong>Santa Catarina</strong>, entre a tarde e a noite desta<strong> terça-feira (28)</strong> é esperada <strong>chuva pontualmente intensa e volumosa e temporais isolados com raios, rajadas de vento e chance de queda de granizo</strong> no <strong>Litoral Norte, Planalto Norte e Vale do Itajaí</strong>. O risco é maior para temporais nas áreas de divisa com o Paraná.</p><p>Na <strong>quarta-feira (29)</strong>, <strong>essas condições continuam atuando</strong> sobre estas áreas, mas atingem <strong>também o Oeste, Meio-Oeste e a Grande Florianópolis</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-4-estados-em-alerta-para-chuvas-intensas-volumes-pode-passar-dos-100-em-apenas-24h-1777389813901.png" data-image="xdpij9c2pein"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a quarta-feira (29) de manhã (11h) à esquerda e de tarde (15h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF, mostrando as áreas com chance de ocorrência de temporais.</figcaption></figure><p>No estado do <strong>Paraná</strong>, que também está em aviso para tempo bastante instável, a <strong>terça-feira (28)</strong> está sendo de bastante nebulosidade sobre o estado e com ocorrência de <strong>chuva ocasional, podendo atingir intensidade moderada ao longo da tarde</strong>, especialmente no l<strong>este, norte, nordeste e centro</strong>.</p><p>A <strong>quarta-feira (29)</strong> terá instabilidades em todas as regiões paranaenses. Ao longo do dia,<strong> pancadas de chuva com raios ocorrem, com possibilidade de temporais mais intensos</strong>, principalmente entre o noroeste, norte, Campos Gerais e leste. Maior potencial para fortes rajadas de vento no norte e de <strong>granizo no leste do estado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-4-estados-em-alerta-para-chuvas-intensas-volumes-pode-passar-dos-100-em-apenas-24h-1777389592006.png" data-image="x4suf4w4cf33"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quarta-feira (29) à tarde (15h) à esquerda e à noite (21h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>São Paulo</strong>, que já teve chuvas ontem (27) pelo estado devido à influência da frente fria, hoje (28) ainda terá tempo instável. A previsão para esta <strong>terça-feira (28) </strong>é de <strong>chuva recorrente ao longo do dia em quase todo o estado</strong> (exceção do norte), inclusive na capital paulista, com períodos de chuva mais forte acompanhados de raios, principalmente durante a tarde. E há <strong>chance de queda de granizo pontual em áreas próximas à divisa com o Paraná</strong>. Na<strong> quarta-feira (29), as instabilidades começam a enfraquecer</strong> e teremos redução das chuvas, contudo, <strong>ainda podem ocorrer pancadas isoladas a partir da tarde em áreas da metade sul e do leste</strong>, inclusive na capital.</p><p>O <strong>Mato Grosso do Sul </strong>entre esta terça-feira (28) e a quarta-feira (29) terá muita nebulosidade e possibilidade de<strong> chuva isolada na porção norte</strong> do estado, enquanto o <strong>centro-sul terá condições para pancadas de chuva e temporais isolados</strong> a partir das tardes. E mesmo com potencial mais baixo, não dá para se descartar o r<strong>isco de queda de granizo pontual no sul </strong>do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-4-estados-em-alerta-para-chuvas-intensas-volumes-pode-passar-dos-100-em-apenas-24h-1777388987634.jpg" data-image="ruqmtsov9joe"><figcaption>Previsão do acumulado de precipitação (em mm) entre hoje (28) e a quinta-feira (30) à noite (23h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Até a noite (23h) de quarta-feira (29), os <strong>maiores acumulados </strong>de precipitação ficam concentrados <strong>entre o Litoral Norte catarinense, o Paraná, o sul de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul</strong>, onde variam <strong>de 30 mm a 90 mm</strong>.</p><p>Contudo, os <strong>volumes podem pontualmente se aproximar dos 100 mm </strong>ou até ficar levemente acima disto em áreas do <strong>centro e do oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul</strong>, como por exemplo, em Formosa do Oeste (PR): 104 mm e Luiziana (PR): 105 mm.</p><p>A <strong>capital </strong>que terá a<strong> chuva mais significativa</strong> é<strong> Curitiba</strong> (PR), que acumulará até o final da quarta-feira (29) em torno de <strong>38 milímetros</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-4-estados-em-alerta-para-chuvas-intensas-volumes-pode-passar-dos-100-em-apenas-24h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ar frio voltam a mudar o tempo já neste fim de semana; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-frio-voltam-a-mudar-o-tempo-ja-neste-fim-de-semana-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 19:25:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O sistema começa a se formar na sexta-feira e avança ao longo do final de semana, trazendo chuvas significativas e fazendo as temperaturas caírem já no próximo sábado.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Após frio de quase -4°C, ar polar continua afetando o Brasil neste fim de mês</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-voltam-a-mudar-o-tempo-ja-neste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777394630722.jpg" data-image="p1gq6kh25t5v" alt="Imagem gerada por IA retratando tempestades e geadas." title="Imagem gerada por IA retratando tempestades e geadas."><figcaption>O sistema começa a se formar na sexta-feira e avança ao longo do final de semana, trazendo chuvas significativas e fazendo as temperaturas caírem já no próximo sábado.</figcaption></figure><p>Nos últimos dias, uma <strong>frente fri</strong>a esteve atuando sobre o centro-sul do Brasil, trazendo <strong>chuvas intensas </strong>e uma <strong>massa de ar frio</strong> que fez as temperaturas caírem de maneira significativa, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina - onde <strong>geadas foram registradas em diversos municípios</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estações meteorológicas de órgãos particulares registraram temperaturas mínimas de até -3,6°C em Bom Jardim da Serra (SC), -2,3°C em São Joaquim (SC), e -0,4°C em Vacaria (RS). Estações do INMET chegaram a registrar mínimas de 0,3°C em São Francisco de Paula (RS), 0,7°C em Quaraí (RS) e 0,8°C em Caxias do Sul (RS). </div><p>Agora, a tendência para os próximos dias é de <strong>tempo firme, sol e aquecimento</strong>, sendo que a probabilidade de novas geadas cai bastante até a sexta-feira. No entanto, durante este final de semana, um <strong>novo sistema</strong> deve avançar pelo Sul do país.</p><h2>Nova frente fria avança no final de semana</h2><p>Já na sexta-feira (1), <strong>tempestades significativas</strong> podem se formar sobre o Rio Grande do Sul, continuando em direção a Santa Catarina e ao sul do Paraná ao longo do sábado (2). As tempestades podem, novamente, ocasionar <strong>acumulados de 100 mm em diversos municípios gaúchos</strong>, causando transtornos para a população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-voltam-a-mudar-o-tempo-ja-neste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777394802734.jpg" data-image="o5p963b5e7r6" alt="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado de manhã." title="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado de manhã."><figcaption>Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado de manhã mostra o avanço de uma frente fria pelo RS. Ao longo do próprio sábado, o sistema atinge também SC e o sul do PR.</figcaption></figure><p>Mais uma vez, após a passagem das chuvas, uma <strong>massa de ar frio intensa avançará pela região</strong>, fazendo as temperaturas caírem ao longo da semana que vem. Esse sistema chega ao Rio Grande do Sul já no sábado, causando uma <strong>queda brusca das temperaturas</strong> entre o domingo (3) e a segunda-feira (4).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Isso é resultado da formação e do avanço de uma nova frente fria sobre o país nos primeiros dias de Maio, que vai mudar completamente o tempo sobre a região Sul. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Previsões indicam que o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina (<em>especialmente a região serrana</em>) vão registrar temperaturas baixíssimas na madrugada e início da manhã do domingo e da segunda-feira, e <strong>há probabilidade de novas geadas nestes estados</strong> - isso tudo apenas alguns dias após as geadas desta semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-voltam-a-mudar-o-tempo-ja-neste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777394836686.jpg" data-image="hsda4j7dl17j" alt="Previsão de anomalias de temperatura em superfície no domingo de manhã." title="Previsão de anomalias de temperatura em superfície no domingo de manhã."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em superfície no domingo de manhã mostra uma massa de ar frio avançando pelo Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, trazendo frio intenso.</figcaption></figure><p>Essa massa de ar frio será <strong>menos intensa do que a anterior</strong> - mas ainda assim, não se descarta a possibilidade de que, pontualmente, as temperaturas atinjam <strong>valores próximos dos 0°C</strong> ou até mesmo <strong>valores negativos</strong>, especialmente na região serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Diversos modelos de previsão já estão indicando a ocorrência de um <strong>pico de temperaturas baixíssimas</strong> entre a madrugada e a manhã do domingo (3) e da segunda-feira (4). Como é possível observar na figura abaixo, o estado mais afetado pelo frio será o Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-voltam-a-mudar-o-tempo-ja-neste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777394891701.jpg" data-image="s05z02waxumq" alt="Previsão de temperaturas na segunda-feira de madrugada." title="Previsão de temperaturas na segunda-feira de madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas na segunda-feira de madrugada mostra que temperaturas baixíssimas podem ser registradas novamente no RS e em SC, com chance de novas geadas.</figcaption></figure><p>Vale lembrar que, como podem haver variações de município para município, sempre vale a pena observar as <strong>previsões de temperaturas mínimas e chuva específicas para seu município</strong>, que estão disponíveis aqui no portal. Assim você evita ser pego de surpresa pelas chuvas e pelo frio intenso.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-frio-voltam-a-mudar-o-tempo-ja-neste-fim-de-semana-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como será o clima em maio: El Niño já poderia afetar o Brasil?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-afetar-o-brasil.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 18:17:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p> Frio no Sul e calor no Brasil central marcam maio: El Niño se aproxima, mas ainda não influencia o clima no país neste mês; entenda.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html">Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-influenciar-1777387825319.png" data-image="3857rnxjjc4l" alt="A previsão do modelo ECMWF indica que o El Niño pode se estabelecer ao longo de maio. Créditos: ECMWF." title="A previsão do modelo ECMWF indica que o El Niño pode se estabelecer ao longo de maio. Créditos: ECMWF."><figcaption>A previsão do modelo ECMWF indica que o El Niño pode se estabelecer ao longo de maio. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>outono</strong> já caminha para sua <strong>reta final</strong>, marcado até agora por um padrão climático irregular em diferentes regiões do país. Dados de<strong> </strong>anomalia de<strong> precipitação </strong>entre março e abril (até o dia 27) indicam volumes <strong>abaixo da média</strong> na<strong> região Sul</strong> e em parte da metade norte da<strong> região Norte</strong>, enquanto acumulados <strong>acima do normal </strong>predominam entre o <strong>Nordeste</strong> e a <strong>costa norte</strong>. Nas demais áreas, as chuvas oscilaram próximas da média.</p><p>Em relação às <strong>temperaturas</strong>, as <strong>mínimas</strong> têm ficado <strong>acima do normal </strong>na maior parte do país, enquanto as <strong>máximas</strong> permanecem mais <strong>amenas</strong>, com exceção da região <strong>Sul</strong>, onde uma<strong> área persistente de calor</strong> tem mantido anomalias positivas em ambos os períodos do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-influenciar-1777387849242.png" data-image="eu8o51p0gx7v" alt="Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para março (superior) e entre 1 e 27 de abril (inferior). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPTEC/INPE." title="Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para março (superior) e entre 1 e 27 de abril (inferior). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPTEC/INPE."><figcaption>Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para março (superior) e entre 1 e 27 de abril (inferior). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPTEC/INPE.</figcaption></figure><p>Com a chegada de <strong>maio</strong>, o<strong> último mês </strong>do <strong>o</strong><strong>utono meteorológico</strong>, surge a dúvida: o clima deve manter esse comportamento ou já<strong> há s</strong>inais de <strong>influência do El Niño? </strong>Confira os detalhes da previsão climática para maio.</p><h2>Previsão de chuva e temperatura</h2><p>A previsão do<strong> </strong>modelo<strong> ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, indica que o mês de <strong>maio</strong> será de<strong> chuvas abaixo da média</strong> no<strong> Brasil central</strong> e <strong>acima</strong> da média no <strong>litoral</strong> do<strong> Nordeste</strong>, <strong>costa norte</strong> do país e<strong> </strong>metade<strong> norte </strong>da<strong> região Norte</strong>. </p><p>Nas <strong>demais áreas</strong>, a cor branca representa que<strong> não há uma tendência clara</strong>, podendo ter condições acima ou abaixo da média. Já em termos de <strong>temperatura</strong>, a previsão mensal indica temperaturas entre <strong>0,5°C e 2°C acima da média </strong>em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-influenciar-1777387887263.png" data-image="ukvvpgdk8soo" alt="Previsão de anomalia de precipitação (esquerda) e de temperatura (direita) para maio, de acordo com o modelo ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="Previsão de anomalia de precipitação (esquerda) e de temperatura (direita) para maio, de acordo com o modelo ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação (esquerda) e de temperatura (direita) para maio, de acordo com o modelo ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>Essa previsão foi rodada no início de abril, com as condições observadas até o fim de março, mas quando olhamos para a <strong>previsão de anomalia semanal</strong>, atualizada diariamente, temos um<strong> maior detalhamento</strong>. </p><div class="texto-destacado">Na região Sul, por exemplo, a maior tendência é de temperaturas entre a média e abaixo da média ao longo de maio, com até 3°C abaixo da média entre 11 e 18.</div><p>Nesta semana, um frio mais intenso pode avançar sobre parte do Sudeste e Centro-Oeste. Já no <strong>Brasil central</strong> uma <strong>bolha de calor </strong>deve atuar ao longo de todo o mês, com temperaturas entre <strong>3°C e 6°C acima da média.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-influenciar-1777387939387.png" data-image="ziyheev48u1j" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura (painel superior) e precipitação (painel inferior) ao longo do mês de maio, segundo o ECMWF. Créditos: Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura (painel superior) e precipitação (painel inferior) ao longo do mês de maio, segundo o ECMWF. Créditos: Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura (painel superior) e precipitação (painel inferior) ao longo do mês de maio, segundo o ECMWF. Créditos: Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>Já em termos de <strong>precipitação</strong>, as <strong>anomalia</strong>s devem ser <strong>em torno da média</strong> ao longo do mês, sendo que as <strong>maiores anomalias</strong> estão previstas para a semana entre <strong>4 e 11 de maio</strong>, com <strong>chuvas </strong>até 60 mm<strong> acima</strong> <strong>da média</strong> no <strong>Rio Grande do Sul </strong>e 33 mm na <strong>costa norte do país</strong>, enquanto ficam ligeiramente <strong>abaixo</strong> da média no <strong>Brasil Central. </strong></p><p>Na segunda semana, a maior parte do país deve ter chuvas dentro da média, com chuvas ligeiramente abaixo da média entre o Sudeste e o Nordeste e ligeiramente acima da média no Norte. Na<strong> segunda quinzena</strong> <strong>do mês</strong>, o maior destaque é para <strong>chuvas acima da média na região Sul</strong>, enquanto o restante do país tem previsão de chuvas dentro da média.</p><h2>E o El Niño?</h2><p>A comunidade científica está em estado de atenção, à medida que um evento<strong> El Niño cada vez mais próximo</strong>. No boletim divulgado segunda-feira (27) pela NOAA, embora as<strong> condições de neutralidade </strong>estejam predominando, os <strong>sinais de aquecimento são claros</strong>: enquanto os extremos leste e oeste do Pacífico equatorial já apresentam anomalias de, pelo menos, +0,5°C, a<strong> região central</strong><strong> vem aquecendo semana após semana </strong>desde o dia 18 de março, quando saiu do patamar de La Niña.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-influenciar-1777387982776.png" data-image="ti58d7i66hfs" alt="Anomalia semanal de TSM na região do Niño 3.4 entre 18 de março e 22 de abril. Créditos: Meteored/Dados: CPC/NOAA." title="Anomalia semanal de TSM na região do Niño 3.4 entre 18 de março e 22 de abril. Créditos: Meteored/Dados: CPC/NOAA."><figcaption>Anomalia semanal de TSM na região do Niño 3.4 entre 18 de março e 22 de abril. Créditos: Meteored/Dados: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Além disso, uma<strong> intensa bolha de água quente </strong>na camada subsuperficial do oceano (<strong>300 m de profundidade</strong>) está subindo e cada vez mais próxima da superfície. Quando essa bolha <strong>alcançar</strong> a <strong>superfície</strong> na região central do oceano Pacífico, o <strong>evento</strong> será <strong>consolidado</strong>, o que pode ocorrer entre o <strong>final do outono e o início do inverno.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-influenciar-1777388023107.png" data-image="udr1o33744pg" alt="Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA." title="Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Desta forma, como a <strong>resposta da atmosfera</strong> às mudanças na temperatura da superfície do mar <strong>não é imediata, </strong>mesmo com o avanço do aquecimento no Pacífico ao longo de maio, os<strong> impactos típicos do El Niño</strong> sobre o clima do Brasil tendem a se manifestar <strong>meses após a consolidação </strong>do fenômeno. O pico do evento ocorre na primavera, enquanto os maiores impactos são sentidos no verão.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Por isso o clima previsto para o mês de <strong>maio</strong> <strong>está sob influência </strong>de outros padrões de maior variabilidade, como a <strong>Oscilação Antártica (AAO)</strong>. A AAO tem previsão de neutralidade, com<strong> viés negativo </strong>nas próximas semanas, o que <strong>tende a favorecer</strong> <strong>sistemas</strong> precipitantes no <strong>Sul</strong> do Brasil, corroborando com previsão de chuva e entrada de frio na região, apresentadas anteriormente. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-maio-el-nino-ja-poderia-afetar-o-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após frio de quase -4°C, ar polar continua afetando o Brasil neste fim de mês; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:21:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A terça-feira amanheceu gelada com termômetros se aproximando de -4°C. Nos próximos dias, a massa de ar polar continua e mantém temperaturas amenas neste final de mês</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-e-intensas-massas-de-ar-frio-atingem-o-brasil-nos-proximos-6-dias.html" target="_blank">Duas frentes frias e intensas massas de ar frio atingem o Brasil nos próximos 6 dias</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7b9q2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7b9q2.jpg" id="xa7b9q2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>massa de ar polar</strong> está marcando presença sobre o <strong>Sul do Brasil</strong> desde a manhã desta <strong>segunda-feira (27)</strong>. As temperaturas diminuíram ao longo do dia e culminaram em <strong>valores negativos</strong> no amanhecer desta <strong>terça-feira (28)</strong>, especialmente em áreas da <strong>Serra Catarinense</strong> e da <strong>Serra Gaúcha</strong>, reforçando a intensidade do frio na região.</p><p>De acordo com <strong>estações meteorológicas automáticas</strong>, inclusive de órgãos particulares, foram registradas temperaturas mínimas de até <strong>-3,6°C em Bom Jardim da Serra/SC</strong>. Em áreas de <strong>São Joaquim/SC</strong>, os termômetros marcaram <strong>-2,3°C</strong>, enquanto em <strong>Vacaria/RS</strong> a mínima chegou a <strong>-0,4°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quer receber esta e outras informações sobre a previsão do tempo? Acompanhe o nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Nesta reta final do mês de <strong>abril</strong>, o modelo de previsão da <strong>Meteored | Tempo.com</strong> indica que a <strong>massa de ar frio</strong> continuará atuando sobre a <strong>Região Sul</strong>, mantendo as <strong>temperaturas mais baixas</strong>, principalmente durante o <strong>amanhecer</strong>, mas também influenciando o período da <strong>tarde</strong>.</p><h2>Temperaturas ficam amenas nesta quarta e quinta-feira</h2><p>Nesta <strong>quarta (29)</strong> e <strong>quinta-feira (30)</strong>, a previsão indica que as temperaturas permanecem mais baixas, mas já com sinais de que o pico da <strong>massa de ar polar</strong> ficou para trás.</p><p>No <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as temperaturas variam entre as regiões. Áreas do <strong>noroeste</strong>, <strong>norte</strong>, <strong>centro</strong> e <strong>sul</strong> devem registrar mínimas entre <strong>7°C e 11°C</strong>, enquanto na <strong>serra gaúcha</strong> os valores podem chegar a cerca de 4<strong>°C</strong> nesta quarta-feira (29). Mesmo com essa elevação gradual, ainda há <strong>chance de geadas pontuais</strong>, especialmente nas áreas mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar-1777382052330.jpg" data-image="pr3inav4zby8" alt="Anomalia de temperatura em superfície para a manhã de quarta-feira (29) mostra temperaturas abaixo da média para o horário." title="Anomalia de temperatura em superfície para a manhã de quarta-feira (29) mostra temperaturas abaixo da média para o horário."></figure><p>Já na <strong>quinta-feira (30)</strong>, as temperaturas sobem de forma mais generalizada, tanto durante a <strong>manhã</strong> quanto à <strong>tarde</strong>. As mínimas permanecem próximas de <strong>10°C</strong> em grande parte do estado, enquanto as máximas já podem <strong>superar os 22°C</strong>, indicando uma leve recuperação térmica.</p><p>Em <strong>Santa Catarina</strong>, o frio também será mais sentido durante as <strong>manhãs</strong>, com temperaturas entre <strong>10°C e 15°C</strong> no <strong>oeste</strong> e valores abaixo de <strong>12°C</strong> nas regiões <strong>central</strong> e de <strong>serra</strong>. Em cidades como <strong>São Joaquim/SC</strong>, as mínimas podem ficar abaixo de <strong>6°C</strong>, mantendo uma <strong>pequena chance de geadas pontuais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar-1777382078075.jpg" data-image="1zzxfrlv45jy" alt="Mínima prevista para esta quarta-feira (29)." title="Mínima prevista para esta quarta-feira (29)."><figcaption>Temperatura mínima prevista para a manhã desta quarta-feira (29), mostra valores próximos a 5°C no Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>quinta-feira (30)</strong>, as temperaturas sobem gradualmente em todo o estado catarinense, reduzindo ainda mais as condições para geadas. As mínimas ficam acima de <strong>8°C</strong> nas áreas de serra e variam entre <strong>12°C e 15°C</strong> nas demais regiões, indicando o enfraquecimento do ar frio.</p><h2>Ar polar deixa tempo firme até o final do mês</h2><p>Até o final de <strong>abril</strong>, o <strong>tempo firme</strong> predomina em grande parte do <strong>Rio Grande do Sul</strong>. A atuação da <strong>massa de ar polar</strong>, além de trazer frio, também contribui para a <strong>redução da umidade</strong>, o que dificulta a formação de <strong>nuvens carregadas</strong> e mantém o tempo estável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar-1777382103819.jpg" data-image="nyt4hnijpa46" alt="Nebulosidade e chuva prevista." title="Nebulosidade e chuva prevista."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva prevista para o Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Dessa forma, não há previsão de <strong>chuva</strong> para os próximos dias no estado gaúcho. Em contraste, <strong>Santa Catarina</strong> e o <strong>Paraná</strong> tem previsão de <strong>instabilidades</strong>, devido à atuação de uma <strong>frente fria</strong>, que mantém o tempo mais <strong>carregado</strong>, com riscos de <strong>chuvas</strong>, principalmente durante as tardes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar-1777382146035.jpg" data-image="eyysdavvh753" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Massa de ar frio e seco presente sobre o Rio Grande do Sul mantém tempo estável e firme até esta quinta-feira (30).</figcaption></figure><p>Uma forma simples de observar essa diferença é através da <strong>água precipitável</strong>, que indica a quantidade de <strong>umidade disponível na atmosfera</strong>. Enquanto <strong>Santa Catarina</strong> e o <strong>Paraná</strong> apresentam valores mais elevados, o <strong>Rio Grande do Sul</strong> segue sob influência de <strong>ar mais seco</strong>, o que reforça o padrão de tempo firme. Esse cenário deve persistir até esta <strong>quinta-feira (30)</strong>, último dia do mês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-quase-4-c-ar-polar-continua-afetando-o-brasil-neste-fim-de-mes-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Verme zumbi” congelado há 24 mil anos em permafrost siberiano volta à vida e se reproduz]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/verme-zumbi-congelado-ha-24-mil-anos-em-permafrost-siberiano-volta-a-vida-e-se-reproduz.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 12:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um animal microscópico que estava congelado há 24 mil anos no permafrost da Sibéria foi reanimado por cientistas e os surpreendeu ao conseguir retomar suas funções biológicas e até mesmo se reproduzir em laboratório.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verme-zumbi-congelado-ha-24-mil-anos-em-permafrost-siberiano-volta-a-vida-e-se-reproduz-1777320710116.jpg" data-image="974hrszcip2q"><figcaption> Imagem do animal microscópico revivido em laboratório. Crédito: Shmakova, et al. (2021). </figcaption></figure><p>Um<strong> organismo microscópico que viveu a 24 mil anos atrás</strong>, em um mundo que era dominado por mamutes e frio extremo, <strong>acaba de "acordar" em um laboratório</strong> de pesquisas científicas.</p><p>O ser, que foi <strong>apelidado de “<em>verme zumbi</em>”</strong>, foi revivido por cientistas após permanecer<strong> congelado por milhares de anos no permafrost da Sibéria</strong>. E ele os surpreendeu ao conseguir retomar suas funções biológicas e até mesmo se reproduzir assexuadamente em laboratório.</p><p>Estas informações foram divulgadas em um estudo publicado na revista <em>Current Biology</em>. Veja abaixo mais informações.</p><h2>Como o verme microscópico reviveu</h2><p>Em <strong>habitats naturais permanentemente congelados</strong>, como é o caso da Sibéria (uma vasta região geográfica que cobre quase todo o norte da Ásia), alguns <strong>organismos podem ser preservados por centenas a dezenas de milhares de anos</strong>.</p><p>O estudo em questão relata a <strong>sobrevivência de um organismo microscópico rotífero, recuperado do permafrost do nordeste da Sibéria</strong>, datado por radiocarbono em aproximadamente <strong>24 mil anos</strong>. Este é o caso mais longo já relatado de sobrevivência de rotíferos em estado congelado, de acordo com o estudo.</p><div class="texto-destacado">Os rotíferos são animais multicelulares microscópicos conhecidos por sua capacidade de sobreviver a temperaturas extremamente baixas.</div><p>E isso foi possível graças à <strong>criptobiose</strong>, um estado em que o <strong>metabolismo praticamente cessa</strong>, permitindo que<strong> formas de vida resistam a temperaturas extremas, falta de oxigênio e desidratação</strong>.</p><p>“Nosso relatório é a prova mais concreta até hoje de que animais multicelulares podem sobreviver por dezenas de milhares de anos em criptobiose, um estado de metabolismo quase completamente interrompido”, disse Stas Malavin, coautor do estudo, em entrevista à <em>Indian Defence Review</em>.</p><p>As <strong>amostras </strong>coletadas e analisadas, dentre as quais foi encontrado esse animal congelado, foram coletadas do <strong>curso do Rio Alazeya, no nordeste da Sibéria</strong>, a uma profundidade de 3,5 metros abaixo da superfície do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689658" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cadaver-de-bebe-mamute-perfeitamente-preservado-descoberto-apos-50-000-anos-na-siberia.html" title="Cadáver de bebê mamute perfeitamente preservado descoberto após 50.000 anos na Sibéria">Cadáver de bebê mamute perfeitamente preservado descoberto após 50.000 anos na Sibéria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cadaver-de-bebe-mamute-perfeitamente-preservado-descoberto-apos-50-000-anos-na-siberia.html" title="Cadáver de bebê mamute perfeitamente preservado descoberto após 50.000 anos na Sibéria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-cadaver-de-mamut-bebe-perfectamente-conservado-despues-de-50-000-anos-en-siberia-1735297444887_320.jpg" alt="Cadáver de bebê mamute perfeitamente preservado descoberto após 50.000 anos na Sibéria"></a></article></aside><p>Este <strong>solo faz parte de uma formação geológica conhecida como Yedoma</strong>, preservado desde o Pleistoceno Superior, um tipo de <strong>permafrost rico em gelo e matéria orgânica</strong>. E foi justamente esse tipo de solo que manteve o organismo estável e congelado por dezenas de milhares de anos. </p><p>Em <strong>laboratório</strong>, os cientistas<strong> descongelaram o animal sob condições rigorosamente controladas </strong>e perceberam que ele <strong>retomou suas funções biológicas</strong> e até <strong>conseguiu se reproduzir continuamente por partenogênese</strong> (um tipo de reprodução assexuada).</p><p>Por meio de <strong>marcadores morfológicos e moleculares</strong>, eles identificaram que o animal encontrado pertence ao <strong>gênero</strong> <strong><em>Adineta </em>sp<em>.</em></strong></p><h2>O estudo também faz um alerta</h2><p>Os autores do estudo também fazem um alerta para os riscos. O <strong>derretimento do permafrost pode liberar microrganismos antigos</strong> até então isolados, o que levanta<strong> preocupações sobre possíveis impactos ambientais e biológicos</strong>. Eles afirmam que ainda não é possível prever o comportamento de organismos antigos reativados após longos períodos de congelamento.</p><p><strong>Contudo, eles destacam a importância do trabalho</strong>, pois ele <strong>amplia os limites conhecidos da vida na Terra</strong> e levanta novas questões sobre por quanto tempo organismos podem permanecer viáveis sob condições extremas de preservação.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.foxnews.com/science/scientists-revive-ancient-24000-year-old-zombie-worm-from-arctic-ice-reproduced" target="_blank">Scientists revive ancient 24,000-year-old ‘zombie worm’ from Arctic ice — then it reproduced</a>. 24 de abril, 2026. Brittany Miller.</em></p><p><em><a href="https://www.cell.com/current-biology/fulltext/S0960-9822(21)00624-2" target="_blank">A living bdelloid rotifer from 24,000-year-old Arctic permafrost</a>. 07 de junho, 2021. Shmakova, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/verme-zumbi-congelado-ha-24-mil-anos-em-permafrost-siberiano-volta-a-vida-e-se-reproduz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo revela que áreas de garimpo ilegal na Mata Atlântica ainda apresentam contaminação por mercúrio após cinco décadas, afetando solo, microrganismos e oferecendo riscos ambientais e à saúde humana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica-1777216246154.jpg" data-image="h84qxmonnxcj" alt="Em longo prazo, o mercúrio permanece ativo no solo, representando risco para a microbiota, os animais e até para os seres humanos, porque pode entrar na cadeia alimentar. Na imagem, impacto do garimpo no Parque Nacional do Jamanxim – Foto: Wikimedia Commons" title="Em longo prazo, o mercúrio permanece ativo no solo, representando risco para a microbiota, os animais e até para os seres humanos, porque pode entrar na cadeia alimentar. Na imagem, impacto do garimpo no Parque Nacional do Jamanxim – Foto: Wikimedia Commons"><figcaption>Em longo prazo, o mercúrio permanece ativo no solo, representando risco para a microbiota, os animais e até para humanos, porque pode entrar na cadeia alimentar. Crédito: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A<strong> contaminação por mercúrio </strong>causada pela mineração ilegal de ouro pode persistir<strong> por décadas no meio ambiente. </strong>Um<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0304389426002335?via%3Dihub" target="_blank"> estudo recente </a>identificou vestígios desse<strong> metal pesado em solos da Mata Atlântica mesmo 52 anos após o fim das atividades de garimpo na região</strong>. O achado reforça a gravidade dos impactos ambientais de práticas ilegais e levanta preocupações sobre os efeitos de longo prazo nos ecossistemas e na saúde humana.</p><p>A pesquisa analisou solos de<strong> quatro biomas brasileiros </strong>— Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal — com o objetivo de entender como a mineração ilegal e as variações climáticas influenciam a mobilidade do mercúrio e a qualidade do solo. Os resultados mostram que o problema vai além do período de exploração, com efeitos que permanecem ativos por décadas após o abandono das áreas.</p><p>Segundo os pesquisadores, <strong>cerca de 700 toneladas de mercúrio são lançadas no meio ambiente todos os anos </strong>devido à mineração ilegal de ouro. Em operações artesanais, o uso do metal tende a ser ainda mais descontrolado, o que agrava a contaminação e amplia os danos ambientais.</p><h2>Persistência invisível no solo</h2><p>Entre as áreas estudadas, apenas regiões do Cerrado e do Pantanal ainda apresentavam atividade mineradora ativa. Já na Amazônia, o garimpo estava interrompido há poucos meses, enquanto na Mata Atlântica a atividade havia cessado há mais de meio século. Ainda assim, foi <strong>nesse último bioma que se identificaram níveis significativos de mercúrio no solo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752777" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-centenas-de-novas-especies-em-regiao-do-pacifico-visada-para-mineracao.html" title="Cientistas descobrem centenas de novas espécies em região do Pacífico visada para mineração">Cientistas descobrem centenas de novas espécies em região do Pacífico visada para mineração</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-centenas-de-novas-especies-em-regiao-do-pacifico-visada-para-mineracao.html" title="Cientistas descobrem centenas de novas espécies em região do Pacífico visada para mineração"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-find-hundreds-of-new-species-in-pacific-region-eyed-for-deep-sea-mining-1770156451139_320.jpeg" alt="Cientistas descobrem centenas de novas espécies em região do Pacífico visada para mineração"></a></article></aside><p>O estudo também revelou que<strong> fatores climáticos, como períodos de chuva e seca, influenciam a dinâmica do mercúrio </strong>e da matéria orgânica no solo. Essas variações afetam diretamente o microbioma, conjunto de microrganismos essenciais para o equilíbrio ambiental.</p><h2>Impactos sobre a vida microscópica</h2><p>A análise das amostras de solo incluiu técnicas avançadas de sequenciamento de DNA, permitindo observar mudanças na composição das comunidades bacterianas. Os resultados indicaram que<strong> a contaminação por mercúrio atua como um “filtro ambiental”</strong>, favorecendo apenas microrganismos resistentes ao metal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica-1777216578075.jpg" data-image="z6baumqi9d08" alt="Cientista em campo examinando a saúde do solo – Foto: Wikimedia Commons" title="Cientista em campo examinando a saúde do solo – Foto: Wikimedia Commons"><figcaption>Cientista em campo examinando a saúde do solo. Crédito: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Essa seleção reduz a diversidade biológica do solo,<strong> comprometendo funções essenciais como a decomposição da matéria orgânica e a ciclagem de nutrientes</strong>. Com menos diversidade, o solo perde sua capacidade de se regenerar e de sustentar outras formas de vida.</p><p>Especialistas alertam que o mercúrio é particularmente nocivo porque não desempenha nenhum papel benéfico para plantas ou animais, sendo altamente tóxico mesmo em pequenas quantidades. Sua presença prolongada agrava ainda mais os danos ao ecossistema.</p><h2>Caminhos para recuperação ambiental</h2><p>Diante desse cenário, os pesquisadores defendem <strong>estratégias de recuperação que levem em conta a complexidade biológica do solo</strong>. Uma das soluções propostas é o uso de biocarvão, material rico em carbono que pode ajudar a reter o mercúrio e reduzir sua mobilidade.</p><div class="texto-destacado">Além de atuar como uma espécie de “esponja” para o contaminante, o <strong>biocarvão</strong> contribui para a reposição de carbono no solo, favorecendo a recuperação da atividade microbiana. Essa abordagem pode ser uma alternativa viável para restaurar áreas degradadas por mineração.</div><p>Os cientistas também ressaltam que <strong>a contaminação por mercúrio representa um problema de saúde pública</strong>. Ao ser absorvido por plantas e animais, o metal pode chegar à alimentação humana e causar intoxicações graves. Por isso, os resultados do estudo podem contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à recuperação ambiental e à prevenção de novos danos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Jornal da USP. <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica/" target="_blank">Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html</link><pubDate>Tue, 28 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fósseis analisados com uma técnica pioneira revelam duas espécies de polvos gigantes que mediam até 19 metros e caçavam nos mesmos mares que os mosassauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros-1777321766668.jpg" data-image="1agj56u9kpjd"><figcaption>Aquilo que durante séculos se acreditou ser um ser mitológico na verdade habitou o nosso planeta... mas não coexistiu com nenhum ser humano.</figcaption></figure><p><strong>Lendas escandinavas</strong> falavam de um <strong>monstro tentacular capaz de afundar navios inteiros</strong>. Júlio Verne o colocou contra o Capitão Nemo. Hollywood o transformou em um vilão recorrente. Durante séculos, o <strong>kraken </strong>foi aquela criatura impossível que os marinheiros juravam ter visto, e que os cientistas descartavam como produto do delírio dos piratas, alimentado por rum barato. Até agora.</p><p>Uma equipe de paleontólogos japoneses acaba de publicar<strong> evidências que derrubam séculos de ceticismo</strong>. <strong>Vestígios fósseis de duas espécies de polvo gigante </strong>mostram que, há cerca de 100 milhões de anos, o período Cretáceo fervilhava de cefalópodes com até 19 metros de comprimento. Eles não eram meras curiosidades marinhas: eram predadores de topo, provavelmente os maiores invertebrados que já caminharam (ou rastejaram) neste planeta.</p><h2>Reconstruindo um monstro a partir de uma mandíbula</h2><p>O estudo se baseia em<strong> 27 mandíbulas fossilizadas recuperadas no Japão e na Ilha de Vancouver, no Canadá</strong>. Os polvos geralmente não deixam vestígios nas rochas: seus corpos moles se desintegram antes que o sedimento tenha a chance de preservá-los. Tudo o que resta, se tivermos sorte, são esses fragmentos duros em formato de bico de papagaio.</p><p>Os pesquisadores compararam as mandíbulas com as de polvos modernos e calcularam que <strong>os maiores espécimes, denominados <em>Nanaimoteuthis haggarti</em>, mediam entre 7 e 19 metros</strong>. Para se ter uma ideia, um ônibus comum tem pouco mais de 12 metros de comprimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777039191802.jpg" data-image="6rbsrmpsw0v9"><figcaption>O maior polvo já registrado é um exemplar de polvo-gigante-do-pacífico (<em>Enteroctopus dofleini</em>), que atingiu um peso de 272 quilos e uma envergadura de 9 metros.</figcaption></figure><p>A inovação técnica também é significativa. A equipe desenvolveu um método que chamaram de "mineração digital de fósseis": usando cortes com precisão milimétrica e escaneamentos assistidos por Inteligência Artificial (IA), eles localizaram <strong>fragmentos escondidos na rocha</strong> sem quebrá-la. Isso levou à descoberta de 12 novas mandíbulas que estavam ocultas.</p><p>O detalhe mais arrepiante é outro: as <strong>marcas de desgaste</strong> (rachaduras, bordas arredondadas, lascas) indicam que <strong>essas criaturas usavam seus bicos rotineiramente para esmagar conchas e ossos</strong>. Elas <strong>não comiam plâncton. Elas comiam coisas grandes</strong>.</p><h2>O que mudaria se o kraken não fosse uma lenda?</h2><p>A descoberta força uma<strong> reformulação da cadeia alimentar oceânica do Cretáceo</strong>. Até então, mosassauros, plesiossauros e grandes tubarões ocupavam os primeiros lugares. Agora, um competidor formidável surgiu: um invertebrado que os desafia pela posição de<strong> predador alfa do fundo do mar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777039423835.jpg" data-image="c6hwla09pwgy"><figcaption>Os mosassauros eram répteis marinhos (não dinossauros) intimamente relacionados aos lagartos e serpentes modernos. Eles ocupavam o topo da cadeia alimentar.</figcaption></figure><p>Se <strong>o tamanho máximo estimado for confirmado, <em>N. haggarti </em>se tornará o maior invertebrado já registrado</strong>, superando facilmente a lula-gigante moderna, que raramente atinge 12 metros.</p><p>A ciência, mais uma vez, está atrasada. O que durante séculos foi apenas uma história de taberna e a capa de um livro infantil para assustar crianças agora tem um bico, um nome científico e uma data no calendário geológico.</p><p><strong> </strong></p><div class="texto-destacado">Os marinheiros da antiguidade nunca viram um: ele foi extinto junto com os dinossauros.</div><p>Mas a lenda, suspeitosamente precisa em tamanho e forma, sugere que o subconsciente coletivo tem uma memória mais longa do que imaginamos. <strong>Talvez o kraken não tenha nascido da imaginação</strong>. Talvez alguém, em algum momento, o tenha visto caminhando no fundo do mar.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Ikegami, S., Mutterlose, J., Sugiura, K., Takeda, Y., Oguz Derin, M., Kubota, A., Tainaka, K., Harada, T., Nishida, H., & Iba, Y. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea6285" target="_blank">Giant finned octopuses of the Late Cretaceous</a>. Science. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce em meio à radioatividade]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 23:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Zonas nucleares abandonadas como Chernobyl e Fukushima tornaram-se refúgios inesperados para a vida selvagem. Como a vida pode prosperar onde os humanos não podem mais viver?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777037131085.jpeg" data-image="6zbq14otqegf"><figcaption>Chernobyl está se tornando um refúgio para a vida selvagem.</figcaption></figure><p>Em <strong>26 de abril de 1986</strong>, a<strong> explosão na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia</strong>, liberou uma nuvem radioativa que cobriu grande parte da Europa. Em poucos dias, aproximadamente 115.000 pessoas foram evacuadas. Quarenta anos depois, a <strong>zona de exclusão</strong>, um território de 2.600 km² maior que Luxemburgo, <strong>permanece inabitável para humanos</strong>.</p><p><strong>Sem agricultura ou população humana</strong>, a área se transformou em um vasto laboratório a céu aberto. Os cientistas chamam isso de<strong> reintrodução de espécies</strong> selvagens, um processo no qual a<strong> natureza retoma seu espaço sem intervenção humana</strong>.</p><h2>O retorno da vida selvagem</h2><p>As imagens são impressionantes. Onde antes reinavam o concreto e a indústria, agora há uma explosão de <strong>biodiversidade</strong>. As populações de<strong> lobos, raposas, linces, alces e javalis</strong> aumentaram significativamente. Espécies que desapareceram há décadas, até mesmo séculos, retornaram: ursos-pardos e bisontes-europeus estão recolonizando a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777192085155.jpeg" data-image="b3mc860w4f30"><figcaption>Família de ursos em Chernobyl: uma ursa e seu filhote, em paz, no coração das ruínas de Pripyat, onde a natureza está recuperando o que lhe pertence por direito.</figcaption></figure><p>Ainda mais <strong>surpreendente </strong>é que algumas<strong> espécies raras estão prosperando</strong>. A <strong>águia-pomarina</strong>, ameaçada de extinção em escala global, encontra aqui um refúgio único. Na Bielorrússia, foram registrados pelo menos 13 casais reprodutores — um recorde mundial para essa espécie, que é extremamente sensível à presença humana.</p><p>Até mesmo os famosos <strong>cavalos de przewalski</strong>, introduzidos em 1998, se adaptaram. Hoje, mais de 150 vivem na natureza. Tendo estado à beira da extinção, representam um renascimento quase inesperado.</p><h2>Radioatividade: um perigo... mas não o único fator</h2><p>Para que fique claro:<strong> a radioatividade ainda é muito real</strong>. Inicialmente, causou danos enormes, especialmente na "floresta vermelha", onde as árvores queimaram de dentro para fora devido à radiação.</p><div class="texto-destacado">Mas os estudos concordam: a ausência de atividade humana tem um impacto mais positivo do que o efeito negativo que a radioatividade tem sobre as populações animais.</div><p>Em outras palavras, <strong>para muitas espécies, viver em um ambiente poluído é menos destrutivo do que viver perto de humanos</strong>.</p><p>E esse fenômeno não se limita a Chernobyl. Após o <strong>desastre nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011</strong>, também foi estabelecida uma zona de exclusão. Lá, a vida selvagem retornou em grande número: <strong>ursos, javalis e guaxinins estão recolonizando as paisagens abandonadas</strong>. Pesquisadores observam a mesma dinâmica: menos humanos, mais animais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">When the Chernobyl Nuclear Power Plant suffered a catastrophic explosion on April 26, 1986, the surrounding area was evacuated with little warning, forcing residents to abandon their pets.<br><br>Soviet authorities ordered the culling of most domestic animals left behind to prevent the <a href="https://t.co/5ahJ1Q1CN0">pic.twitter.com/5ahJ1Q1CN0</a></p>— ArchaeoHistories (@histories_arch) <a href="https://twitter.com/histories_arch/status/2034039958185644378?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote></figure><h3>A incrível resistência dos seres vivos</h3><p><strong>A natureza não apenas se recupera, como também se adapta</strong>. As rãs-arborícolas escureceram: sua pele, rica em melanina (um pigmento protetor), parece ajudá-las a resistir melhor à radiação. Os lobos mostram sinais de adaptação genética, potencialmente ligados ao aumento da resistência ao câncer.</p><p>Até mesmo as <strong>plantas evoluem</strong>. Algumas desenvolvem mecanismos de reparo do DNA ou maior tolerância a metais pesados. Nas ruínas do reator, um fascinante<strong> fungo negro utiliza a radiação como fonte de energia</strong>, um fenômeno ainda em estudo.</p><p>No entanto, é preciso cautela: <strong>essa recuperação não é perfeita nem isenta de consequências. Efeitos mais sutis persistem</strong>. Algumas espécies ainda apresentam sinais de estresse: diminuição da fertilidade, mutações genéticas e catarata em aves. A radioatividade continua exercendo uma pressão silenciosa sobre os organismos.</p><h2>Uma verdade incômoda?</h2><p>Essas paisagens demonstram que<strong> a natureza pode se regenerar, às vezes de forma espetacular… quando não estamos mais aqui</strong>. Mas esse renascimento permanece imperfeito, com ecossistemas ainda frágeis e marcados para sempre.</p><div class="texto-destacado">Será mesmo necessário que ocorra uma catástrofe nuclear para que haja espaço para a vida?</div><p><br>Chernobyl e Fukushima certamente não são exemplos a serem seguidos, mas são <strong>alertas contundentes</strong>; revelam o que a natureza pode se tornar quando a <strong>pressão humana diminui</strong>.</p><p>Em Fukushima, apesar dos esforços de descontaminação, os resultados permanecem muito limitados em áreas predominantemente florestais.<strong> A vida está retornando, mas em ambientes ainda perturbados, onde persistem vestígios de radioatividade</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Près d'une décennie après l'accident nucléaire de Fukushima, au <a href="https://twitter.com/hashtag/Japon?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Japon</a> des chercheurs ont découvert que les populations d'animaux sauvages sont revenues en abondances dans les zones contaminées et désertes v <a href="https://twitter.com/universityofga?ref_src=twsrc%5Etfw">@universityofga</a><a href="https://t.co/8Manytt3rr">https://t.co/8Manytt3rr</a> <a href="https://t.co/LsnuJIlIgX">pic.twitter.com/LsnuJIlIgX</a></p>— AsieNews (@AsiaNews_FR) <a href="https://twitter.com/AsiaNews_FR/status/1214245878619181056?ref_src=twsrc%5Etfw">January 6, 2020</a></blockquote></figure><p>Não precisamos desaparecer para que a <strong>natureza </strong>respire. Mas precisamos aprender a lhe dar espaço, a reduzir a nossa pegada ecológica, sem esperar que o pior aconteça. Sim, somos capazes de <strong>viver sem degradá-la</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://theconversation.com/40-years-on-from-the-disaster-why-there-are-foxes-bears-and-bison-again-around-chernobyl-280300">40 years on from the disaster, why there are foxes, bears and bison again around Chernobyl</a>. <em>25 de abril, 2026. Nick Dunn.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais afetam o estado do Ceará e fecham os principais pontos turísticos de Fernando de Noronha; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-afetam-o-estado-do-ceara-e-fecham-os-principais-pontos-turisticos-de-fernando-de-noronha-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O estado de atenção foi declarado no Ceará após precipitações extremas destruírem conexões rodoviárias vitais, enquanto o arquipélago pernambucano sofreu com o cancelamento de múltiplos voos. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-intensos-afetam-o-estado-do-ceara-e-fecham-os-principais-pontos-turisticos-de-fernando-de-noronha-1777299160928.jpg" data-image="pouvi76pzy1v" alt="Tempestades que atingiram o Ceará na madrugada desta segunda-feira causaram o colapso da rodovia CE-025. Foto: Thiago Gadelha/ SVM" title="Tempestades que atingiram o Ceará na madrugada desta segunda-feira causaram o colapso da rodovia CE-025. Foto: Thiago Gadelha/ SVM"><figcaption>Tempestades que atingiram o Ceará na madrugada desta segunda-feira causaram o colapso da rodovia CE-025. Foto: Thiago Gadelha/ SVM</figcaption></figure><p><strong>As fortes chuvas que atingiram o Ceará na madrugada desta segunda-feira (27) causaram o desmoronamento</strong> de um trecho da rodovia CE-025. A via de ligação entre Fortaleza e o município de Aquiraz sofreu um colapso estrutural que resultou em vítimas e danos materiais.</p><p>Devido ao risco contínuo de inundações, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) <strong>emitiu um alerta para mais de 40 cidades cearenses.</strong> Diante desse cenário preocupante, as equipes de resgate estaduais atuam rapidamente para mitigar os impactos das precipitações que afetam tanto o litoral quanto o interior.</p><h2>Danos estruturais graves e operações de resgate no estado</h2><p>A imensa cratera se abriu por volta das 4h30 da manhã, interrompendo o acesso ao Porto das Dunas e ao Beach Park. Durante a queda da via, <strong>um carro e duas motos foram engolidos,</strong> enquanto outro automóvel parou na iminência de despencar no buraco.</p><p>O acidente deixou três vítimas,<strong> sendo que um motociclista morreu imediatamente no local.</strong> As equipes de socorro médico intervieram com rapidez, resgatando um homem ileso e encaminhando uma segunda pessoa ferida para receber o devido atendimento hospitalar no município.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Estrada na Grande Fortaleza cede com forte chuva e engole carro e motos; uma pessoa morreu <a href="https://t.co/a09BV7UOiy">https://t.co/a09BV7UOiy</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/g1?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#g1</a> <a href="https://t.co/BZn1IbvZOF">pic.twitter.com/BZn1IbvZOF</a></p>— g1 (@g1) <a href="https://twitter.com/g1/status/2048761270694740023?ref_src=twsrc%5Etfw">April 27, 2026</a></blockquote></figure><p>A Superintendência de Obras Públicas do Ceará assumiu o controle,<strong> isolou o perímetro e informou que as causas do acidente seguem em apuração</strong> pelas autoridades. A entidade também iniciou rapidamente os preparativos para a reconstrução do trecho destruído.</p><p>Além disso, <strong>o clima adverso provocou o desabamento de um hotel em Tianguá, que abrigava funcionários e hóspedes</strong>, resultando em uma morte e dois feridos. O governador Elmano de Freitas publicou: "Determinei medidas imediatas das secretarias do Governo. As nossas equipes [...] estão trabalhando de forma ininterrupta. Lamento profundamente pelas vítimas dos dois episódios".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-intensos-afetam-o-estado-do-ceara-e-fecham-os-principais-pontos-turisticos-de-fernando-de-noronha-1777300419450.jpg" data-image="283o10k97rnu" alt="Equipes governamentais trabalham de forma incessante para prestar assistência aos feridos no desabamento rodoviário da Grande Fortaleza. Foto: Thiago Gadelha/ SVM" title="Equipes governamentais trabalham de forma incessante para prestar assistência aos feridos no desabamento rodoviário da Grande Fortaleza. Foto: Thiago Gadelha/ SVM"><figcaption>Equipes governamentais trabalham de forma incessante para prestar assistência aos feridos no desabamento rodoviário da Grande Fortaleza. Foto: Thiago Gadelha/ SVM</figcaption></figure><p>O litoral de Fortaleza e do Pecém enfrentam as <strong>condições mais severas devido a áreas de instabilidade vindas do oceano.</strong> Esse complexo sistema está diretamente associado à Zona de Convergência Intertropical, que concentra a umidade e eleva drasticamente o volume de chuvas.</p><h2>Condições críticas estendem-se a Fernando de Noronha</h2><p>Paralelamente, o arquipélago de Fernando de Noronha também sofre as severas consequências da atual instabilidade climática. <strong>A Agência Pernambucana de Águas e Clima registrou 118,8 mm de chuva em 24 horas</strong>, o maior acumulado de Pernambuco aferido entre o domingo e a segunda-feira.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Fortes chuvas em Fernando de Noronha entre 24 e 26 de setembro causaram o cancelamento de cinco voos das companhias Azul, Gol e Latam, além de interdições em praias e trilhas por segurança. A Apac alerta para a continuidade das chuvas moderadas a fortes até 27 de setembro. <a href="https://t.co/KKMHGp5j8h">pic.twitter.com/KKMHGp5j8h</a></p>— Ricardo Antunes (@blogricaantunes) <a href="https://twitter.com/blogricaantunes/status/2048729489144721637?ref_src=twsrc%5Etfw">April 27, 2026</a></blockquote></figure><p>O excesso repentino de precipitação comprometeu o funcionamento do aeroporto gerido pela Dix Empreendimentos. <strong>Dos seis voos diários programados, apenas uma aeronave da Azul conseguiu operar</strong>, enquanto os demais voos precisaram ser cancelados ou desviados por causa do mau tempo persistente.</p><p>Para assegurar a segurança, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (<a href="https://www.gov.br/icmbio/pt-br" target="_blank">ICMBio</a>) interditou o acesso a atrativos turísticos. <strong>Os visitantes encontram-se temporariamente impedidos de frequentar locais disputados</strong> como a Praia do Sancho, a Baía dos Porcos e a trilha do Capim-Açu.</p><p>As autoridades locais mantêm o alerta de chuvas moderadas a fortes, prevendo a continuidade do céu parcialmente nublado.<strong> A expectativa é que as temperaturas da ilha oscilem entre 24°C e 28°C</strong>, mantendo um ambiente abafado com níveis de umidade do ar variando entre 80% e 100%.</p><h3>Referências da notícia</h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/04/27/estrada-que-liga-fortaleza-a-eusebio-cede-com-forte-chuva-e-engole-carro-e-motos.ghtml" target="_blank">Estrada que liga Fortaleza a Aquiraz cede com chuva e engole veículos.</a> 27 de abril, 2026.</em></p><em><a href="https://www.terra.com.br/noticias/previsao-do-tempo/noronha-chuva-acima-de-100mm-provoca-cancelamento-de-voos-e-fechamento-de-pontos-turisticos,337793c3f83553ccb763d6dec2c0b55au93jl53o.html" target="_blank">Noronha: chuva acima de 100mm provoca cancelamento de voos e fechamento de pontos turísticos.</a> 27 de abril, 2026. </em>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-afetam-o-estado-do-ceara-e-fecham-os-principais-pontos-turisticos-de-fernando-de-noronha-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frentes frias e intensas massas de ar frio atingem o Brasil nos próximos 6 dias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-e-intensas-massas-de-ar-frio-atingem-o-brasil-nos-proximos-6-dias.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 20:43:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo da semana, dois sistemas intensos causarão chuvas e, depois, farão as temperaturas caírem de maneira significativa, ocasionando a formação de geadas abrangentes na região Sul.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/extremo-termico-atinge-o-brasil-com-temperaturas-negativas-e-calor-de-40-c-entenda-aqui.html" target="_blank"> Extremo térmico atinge o Brasil com temperaturas negativas e calor de 40°C</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa76xeo"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa76xeo.jpg" id="xa76xeo"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, o Brasil enfrenta condições meteorológicas resultantes da formação de <strong>dois ciclones e sua respectivas frentes frias</strong>, que <strong>se somam</strong> causando ventos intensos e tempestades. O sistema passou pela região Sul e continua atuando sobre uma faixa que compreende o Paraná, parte de Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.</p><div class="texto-destacado">Até o final da quinta-feira (30), que marca também o final de Abril, acumulados de chuva sobre uma faixa que compreende SC, PR, MS e SP podem chegar a valores entre 150 e 200 mm de chuva.</div><p>Isso significa que, ao longo dos próximos dias, esse sistema<strong> ainda pode causar transtornos</strong> como alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos, especialmente no Paraná. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-intensas-massas-de-ar-frio-atingem-o-brasil-nos-proximos-6-dias-1777311587465.jpg" data-image="qcoqgyj5la55" alt="Previsão de acumulados totais até o final da quinta-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da quinta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da quinta-feira ilustra faixa que será afetada pelas chuvas nos próximos dias, com volumes que podem chegar a valores entre 150 mm e 200 mm.</figcaption></figure><p>No entanto, além das chuvas intensas, uma <strong>massa de ar frio também está avançando pelo país.</strong> Nesta segunda-feira (27), diversos municípios do Rio Grande do Sul já registraram <strong>temperaturas mínimas em torno dos 5°C</strong> - Inclusive Quarai, Canguçu e Herval, cujas estações meteorológicas registraram as menores temperaturas do país.</p><h2>Massa de ar frio causa geadas abrangentes</h2><p>Graças à essa situação, o <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) já emitiu <strong>avisos de geada</strong> para <strong>grande parte do Rio Grande do Sul</strong> e <strong>parte de Santa Catarina</strong>. Como podemos observar na imagem abaixo, grande parte de ambos os estados registrará mínimas abaixo dos 10°C, com temperaturas de<strong> até 2°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-intensas-massas-de-ar-frio-atingem-o-brasil-nos-proximos-6-dias-1777311657554.jpg" data-image="g6t3i0ksf2n2" alt="Previsão de temperaturas mínimas nesta terça-feira durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas nesta terça-feira durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas nesta terça-feira durante o início da manhã mostra valores de até 2°C entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocasionando geadas abrangentes.</figcaption></figure><p>Como é comum um desvio de alguns graus na previsão conforme posições geográficas e erros do modelo numérico, não se descarta a possibilidade de que alguns municípios, especialmente na serra gaúcha e catarinense, registrem <strong>temperaturas mínimas ainda menores</strong>, de <strong>0°C</strong> ou <strong>até mesmo valores negativos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A partir de quarta-feira (29), <strong>as chances de geada reduzem consideravelmente</strong>, mas o frio ainda se mantém sobre a região Sul. Diversos municípios continuarão registrando mínimas abaixo dos 10°C, mas a tendência passa a ser de aquecimento.</p><h2>Maio começa com segunda frente fria</h2><p>Apesar disso, <strong>o mês de Maio já se iniciará com uma nova frente fria</strong> avançando pela região Sul. Já na sexta-feira (1), <strong>tempestades significativas</strong> podem se formar sobre o Rio Grande do Sul, continuando em direção a Santa Catarina e ao Paraná no sábado (2) durante a tarde e a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-intensas-massas-de-ar-frio-atingem-o-brasil-nos-proximos-6-dias-1777311717676.jpg" data-image="8570fc3cptoq" alt="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado de manhã." title="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado de manhã."><figcaption>Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado de manhã mostra o avanço de uma frente fria pelo RS. Ao longo do próprio sábado, o sistema atinge também SC e PR com chuvas fortes.</figcaption></figure><p>Novamente, após a passagem das chuvas, <strong>uma massa de ar frio intensa avançará pela região Sul</strong>, fazendo as temperaturas caírem novamente ao longo da semana que vem. O <strong>frio se inicia no domingo (3)</strong> e continua intenso ao longo dos dias seguintes.</p><div class="texto-destacado">Previsões indicam que o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná poderão registrar novamente temperaturas baixíssimas, com probabilidade de NOVAS GEADAS, na madrugada e início da manhã do domingo (3) e da segunda-feira (4).</div><p>Novamente, não se descarta a possibilidade de que, pontualmente, as temperaturas atinjam<strong> valores próximos dos 0°C ou até mesmo valores negativos</strong>, especialmente na região serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-intensas-massas-de-ar-frio-atingem-o-brasil-nos-proximos-6-dias-1777311779499.jpg" data-image="6p7ckl82pcjc" alt="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada mostra que temperaturas baixíssimas podem ser registradas novamente no RS, em SC e sul do PR, com chance de novas geadas.</figcaption></figure><p>Como podem haver variações de município para município, não deixe ainda de observar as <strong>previsões de temperaturas mínimas e chuva específicas para seu município</strong>, que estão disponíveis aqui no portal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-e-intensas-massas-de-ar-frio-atingem-o-brasil-nos-proximos-6-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item></channel></rss>