<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 08 Aug 2026 22:20:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 22:20:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 21:41:23 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O recuo das águas do Mar Morto provoca milhares de dolinas, enquanto nascentes subterrâneas criam pequenos refúgios de vegetação e vida em uma paisagem marcada pela aridez.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica-1786213581075.jpg" data-image="uremf0gy9xag" alt="Pessoas nadam em uma das crateras formadas pelo encolhimento do Mar Morto Imagem: Getty Images… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/06/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="Pessoas nadam em uma das crateras formadas pelo encolhimento do Mar Morto Imagem: Getty Images… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/06/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption>Pessoas nadam em uma das crateras formadas pelo encolhimento do Mar Morto. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>O <strong>Mar Morto</strong>, localizado entre Israel, Jordânia e Cisjordânia, está passando por uma <strong>transformação</strong> que combina crise ambiental, fenômenos geológicos e o surgimento inesperado de áreas de vida. À medida que o nível do lago diminui, <strong>milhares de crateras aparecem em suas margens.</strong> Em algumas delas, águas subterrâneas doces chegam à superfície, permitindo o crescimento de plantas e a presença de organismos.</p><p>O fenômeno ocorre em uma região conhecida justamente pelas condições extremas. O Mar Morto apresenta <strong>salinidade cerca de dez vezes superior à dos oceanos</strong>, característica que dificulta a sobrevivência da maioria das formas de vida aquática. O alto teor de sal também faz com que <strong>pessoas flutuem com facilidade em suas águas</strong>, uma das características que tornou o local conhecido mundialmente.</p><p>A redução do nível do lago, porém, tem <strong>alterado profundamente a paisagem.</strong> Entre as principais causas estão o desvio de grande parte das águas do rio Jordão para abastecimento humano e agricultura, além do clima extremamente seco, que favorece altas taxas de evaporação. Com menos água chegando ao Mar Morto, seu nível recua e deixa expostas áreas anteriormente submersas.</p><h2>Crateras revelam água subterrânea</h2><p>Uma das consequências mais visíveis desse processo é o surgimento das chamadas<strong> dolinas, grandes crateras que podem atingir dimensões semelhantes às de uma quadra de basquete</strong> e profundidade equivalente à de um prédio de dois andares. Elas representam riscos para estradas, construções e outras estruturas próximas às margens do lago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica-1786213966713.jpg" data-image="x3jnjxvrsbio" alt="Animais e vegetação surgem perto das crateras de água doce Imagem: Getty Images… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/06/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="Animais e vegetação surgem perto das crateras de água doce Imagem: Getty Images… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/06/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption>Animais e vegetação surgem perto das crateras de água doce. Créditos: Getty Images</figcaption></figure><p>As dolinas se formam a partir de uma<strong> combinação entre o recuo da água e a geologia da região.</strong> Quando o nível do Mar Morto diminui, camadas subterrâneas de sal ficam expostas à circulação de água doce proveniente de aquíferos. Essa água dissolve o sal existente no subsolo, criando cavidades. Com a perda de sustentação, o terreno acima pode desabar repentinamente.</p><div class="texto-destacado">Segundo informações atribuídas ao Serviço Geológico de Israel, milhares de dolinas já foram identificadas na região, e novas crateras continuam aparecendo. O fenômeno transformou partes da paisagem em áreas de risco, mas também criou condições para o surgimento de ambientes completamente diferentes daqueles encontrados nas águas extremamente salinas do Mar Morto.</div><p>Em algumas dessas depressões, a água doce subterrânea chega à superfície e forma pequenas lagoas. Ao redor delas,<strong> plantas conseguem se desenvolver e diferentes organismos encontram condições para sobreviver</strong>. Microrganismos e animais também já foram observados aproveitando esses novos ambientes, criando pequenos bolsões de vida em meio a uma região predominantemente árida.</p><h2>Fenômeno é associado a profecia bíblica</h2><p>A transformação também despertou a<strong> </strong>atenção de grupos religiosos. Um documentário publicado pelo canal The Power of the Word, que acumulou centenas de milhares de visualizações, relacionou <strong>o surgimento de água doce e vida na região a uma passagem do livro bíblico de Ezequiel.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica-1786213782507.jpg" data-image="5y32ngich9yc" alt="Mar Morto enfrenta risco de colapso após perder um terço de seu tamanho Imagem: Reuters… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/06/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="Mar Morto enfrenta risco de colapso após perder um terço de seu tamanho Imagem: Reuters… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/06/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption>Mar Morto enfrenta risco de colapso após perder um terço de seu tamanho. Crédito: Reuters</figcaption></figure><p>O trecho de <strong>Ezequiel 47:8-9</strong> descreve <strong>águas que partem de Jerusalém em direção ao leste e chegam a um mar cujas águas são transformadas</strong>. A passagem afirma que, após a chegada dessas águas, haveria peixes e seres vivos em abundância. Por isso, alguns grupos religiosos interpretam o Mar Morto como o local mencionado na profecia.</p><p>Para esses grupos, o aparecimento de nascentes, vegetação e sinais de vida nas proximidades do lago guarda uma <strong>semelhança simbólica com a narrativa bíblica.</strong> A ideia ganhou repercussão principalmente porque o fenômeno ocorre justamente em uma região historicamente associada à extrema salinidade e à ausência de vida aquática.</p><p>A ciência, entretanto, atribui o processo a mecanismos naturais já conhecidos. A formação das dolinas está relacionada à<strong> queda do nível do Mar Morto, à dissolução de depósitos subterrâneos de sal e à circulação de águas de aquíferos.</strong> A presença de vegetação e organismos nas novas lagoas também é explicada pela disponibilidade de água doce, sem necessidade de recorrer a causas sobrenaturais.</p><h2>Crise ambiental continua avançando</h2><p>O fotógrafo israelense Noam Bedein acompanha as mudanças na região há anos e relatou ao Jerusalem Post que o fenômeno<strong> despertou simultaneamente o interesse de cientistas e religiosos. </strong>Segundo ele, a transformação provocou grande entusiasmo entre diferentes públicos, ainda que as interpretações sobre suas causas e significados sejam distintas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780758" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html" title="Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os convertem em energia">Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os convertem em energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html" title="Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os convertem em energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-transformar-los-plasticos-en-combustible-el-sistema-que-convierte-plasticos-en-energia-1784929874378_320.png" alt="Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os convertem em energia"></a></article></aside><p>Enquanto as novas áreas de água doce representam um fenômeno natural curioso, o<strong> cenário geral continua sendo de degradação ambiental.</strong> O desaparecimento gradual do Mar Morto ameaça ecossistemas, infraestrutura e atividades econômicas, além de modificar de forma permanente a paisagem da região.</p><p>Há anos, governos e especialistas discutem maneiras de reduzir o declínio do lago. Uma das propostas envolve <strong>transferir água do Mar Vermelho para o Mar Morto,</strong> enquanto outras medidas incluem projetos de dessalinização na Jordânia e iniciativas para diminuir o consumo de água e os impactos de atividades industriais, como a mineração.</p><p>A recuperação, no entanto, depende de <strong>uma complexa cooperação entre Israel, Jordânia e representantes palestinos</strong>, em uma região marcada por conflitos e tensões políticas. Assim, as crateras com água doce representam simultaneamente um fenômeno geológico fascinante e um lembrete da dimensão da crise ambiental que ameaça um dos lugares mais singulares do planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Seca%20do%20Mar%20Morto%20gera%20crateras%20com%20%C3%A1gua%20doce%20e%20lembra%20profecia%20b%C3%ADblica" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fultimas-noticias%2Fredacao%2F2026%2F08%2F06%2Fseca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">UOL. (2026). <a href="https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/06/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.ghtm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Laranja-doce: áreas adequadas podem encolher 30% até 2100; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/laranja-doce-areas-adequadas-podem-encolher-30-ate-2100-entenda.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo projeta redução de 30% nas áreas mundialmente adequadas à laranja-doce até 2100, com forte retração no Brasil e expansão na China e Europa, mas não estima diretamente perdas de produção comercial ou abandono dos pomares atuais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/laranja-doce-areas-adequadas-podem-encolher-30-ate-2100-entenda-1786203615900.jpg" data-image="722fs26exx6b" alt="laranja, mudança, clima" title="laranja, mudança, clima"><figcaption>As mudanças no clima podem reduzir as áreas adequadas ao cultivo comercial de laranja-doce e deslocar parte da produção para novas regiões.</figcaption></figure><p>As áreas ambientalmente adequadas <strong>à produção comercial de laranja-doce podem diminuir cerca de 30% no mundo até o fim do século</strong>, caso se concretize o cenário de emissões muito elevadas SSP5-8.5. A projeção, publicada na <em>Scientific Reports</em>, considera a influência conjunta do clima, do solo e do relevo sobre a citricultura mundial.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p><strong>A retração seria ainda maior nas terras classificadas com aptidão moderada ou alta: 48,6%</strong>. O resultado não significa que a produção mundial cairá na mesma proporção, mas indica que muitos pomares poderão enfrentar condições menos favoráveis. Como laranjeiras permanecem produtivas durante anos, decisões tomadas agora sobre localização, porta-enxertos e irrigação terão consequências duradouras.</p><h2>Modelo cruzou 3.350 registros com clima e solo </h2><p>Os pesquisadores empregaram o MaxEnt, modelo que reconhece as condições ambientais associadas à presença de uma espécie ou cultura. <strong>Foram utilizados 3.350 pontos de ocorrência da laranja-doce</strong>, separados entre treinamento e teste, além de 11 variáveis climáticas, edáficas e topográficas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As projeções combinaram cinco modelos climáticos e quatro trajetórias de emissões. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O período de referência climática foi 1970–2000, enquanto o futuro foi dividido em quatro intervalos: 2021–2040, 2041–2060, 2061–2080 e 2081–2100. Todas as camadas foram padronizadas para resolução espacial aproximada de cinco quilômetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/laranja-doce-areas-adequadas-podem-encolher-30-ate-2100-entenda-1786204194245.jpg" data-image="e0g5nu8smtyj" alt="clima, mudanças, cenários" title="clima, mudanças, cenários"><figcaption>No cenário SSP5-8.5, a área brasileira potencialmente adequada à laranja-doce pode cair 61,5% até o fim do século, de 268,65 para 103,51 milhões de hectares.</figcaption></figure><p><strong>A temperatura mínima do mês mais frio respondeu por 47,6% da contribuição ao modelo</strong>, aparecendo como principal fator de distribuição. Em seguida vieram teor de argila, com 27,6%, pH do solo, com 8,1%, e precipitação anual, com 4%. O desempenho foi considerado robusto, com AUC, (Área Sob a Curva, ou <em>Area Under the Curve</em>) é uma medida usada en inteligência artificial e estadística, de 0,87</p><h2>Brasil perde aptidão enquanto China e Europa ganham espaço </h2><p><strong>No SSP5-8.5 (cenário de projeção pessimista de altas emissões), entre 2081 e 2100</strong>, a área mundial adequada passaria de 2,61 bilhões para 1,82 bilhão de hectares, redução de 790,88 milhões de hectares. A mudança não seria uniforme: regiões tropicais tradicionais perderiam espaço, enquanto áreas mais frias, elevadas ou situadas em latitudes maiores poderiam se tornar ambientalmente favoráveis.</p><ul> <li><strong>Brasil: redução de 61,5% na área territorial potencialmente adequada.</strong></li> <li>Índia: contração projetada de 50,7% até o fim do século.</li> <li>China: expansão de 67,6%, principalmente em novas faixas de latitude média.</li> <li>Europa: crescimento aproximado de 82%, equivalente a 63,77 milhões de hectares.</li> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/laranja-doce-areas-adequadas-podem-encolher-30-ate-2100-entenda-1786204391123.jpg" data-image="gpn87xl7f1th" alt="laranja, comercio, exportação" title="laranja, comercio, exportação"><figcaption>O Brasil ocupa posição central na citricultura mundial, com a laranja sustentando uma ampla cadeia de produção, processamento de suco, exportações e geração de empregos.</figcaption></figure><p>No Brasil, o domínio adequado cairia de 268,65 para 103,51 milhões de hectares. <strong>A aptidão moderada ou alta recuaria de 9,4% para 1,5% do território, atingindo o interior paulista</strong>, o Triângulo Mineiro, o sul de Minas Gerais, o Paraná e partes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Dentro das áreas atualmente cultivadas, a retração estimada é menor, mas ainda expressiva: 45,5%.</p><h2>Aptidão climática não equivale a produção nem abandono de pomares </h2><p>O modelo indica onde clima e solo se parecem com os ambientes atualmente associados à citricultura comercial; ele não calcula diretamente produtividade, preço ou sobrevivência de cada pomar.<strong> A resolução aproximada de cinco quilômetros também pode ocultar microclimas</strong>, irrigação e diferenças de relevo importantes para uma propriedade. </p><div class="texto-destacado">Greening, ondas de calor simultâneas à seca, variedades e respostas fisiológicas ao CO₂ não foram incorporados.</div><p>Por isso, <strong>os resultados funcionam como orientação de longo prazo</strong>, não como sentença para regiões produtoras. Eles podem apoiar zoneamento, escolha de porta-enxertos, melhoramento genético e investimentos em água e proteção contra extremos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782409" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html" title="'Ilíada' e 'Odisseia' são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia">"Ilíada" e "Odisseia" são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html" title="'Ilíada' e 'Odisseia' são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786060827865_320.jpg" alt="'Ilíada' e 'Odisseia' são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia"></a></article></aside><p>Antes de orientar mudanças definitivas, novos trabalhos deverão integrar modelos fisiológicos, doenças, custos e manejo, tanto nos países que perdem aptidão quanto nos novos corredores projetados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Loren%C3%A7one%2C%20P.A.%2C%20Loren%C3%A7one%2C%20J.A.%2C%20de%20Oliveira%20Aparecido%2C%20L.E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Global%20agronomic%20suitability%20of%20Citrus%20sinensis%20for%20commercial%20production%20under%20CMIP6%20climate%20scenarios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-62954-w%23citeas">Lorençone, P.A., Lorençone, J.A., de Oliveira Aparecido, L.E. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-62954-w#citeas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global agronomic suitability of Citrus sinensis for commercial production under CMIP6 climate scenarios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/laranja-doce-areas-adequadas-podem-encolher-30-ate-2100-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O chocolate resistente ao calor se tornará realidade? Cientistas estão trabalhando em chocolates que não derretem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-chocolate-resistente-ao-calor-se-tornara-realidade-cientistas-estao-trabalhando-em-chocolates-que-nao-derretem.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 18:48:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As altas temperaturas do verão são inimigas do chocolate, mas isso pode mudar em breve. Pesquisas científicas estão prestes a criar um chocolate resistente ao calor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cioccolato-termoresistente-sara-realta-scienziati-al-lavoro-su-ciccolatini-che-non-si-sciolgono-neanche-in-estate-1785438861505.jpg" data-image="xwbmedl13xxd" alt="Chocolate resistente al calor" title="Chocolate resistente al calor"><figcaption>A textura suave e aveludada do chocolate é uma das características que o tornam tão atraente.</figcaption></figure><p>No verão, <strong>o</strong><strong>s amantes de chocolate sofrem o calor em dobro</strong>: quando a temperatura ultrapassa certo limite, tanto o corpo humano quanto o próprio chocolate são afetados. Barras e bombons começam a derreter, <strong>perdendo a forma e a consistência</strong>, o que dificulta o armazenamento ou — pior ainda — o transporte.</p><p>Abrir mão desse prazer pequeno, porém grandioso, <strong>até o outono costuma ser a única opção</strong>, mas talvez isso não dure muito.</p><div class="texto-destacado">A ciência trabalha para oferecer ao mundo um chocolate que resista ao calor sem perder suas melhores qualidades, incluindo aquela textura aveludada que o torna especialmente atraente ao paladar.</div><h2>Chocolate: uma história que abrange milhares de anos</h2><p>A paixão pelo sabor rico do chocolate é antiga, remontando a cerca de três mil anos — originada da paixão pelas amêndoas de cacau das quais ele é derivado.</p><p><strong>As primeiras evidências do uso do cacau remontam a dois mil anos antes de Cristo</strong>. Naquela época, povos da América Central, como os maias, astecas e olmecas, cultivavam cacaueiros e consideravam as sementes tão valiosas que, por vezes, as utilizavam como moeda.</p><div class="texto-destacado">Durante muitos séculos, as sementes eram secas, torradas e moídas para se obter uma pasta gordurosa conhecida hoje como massa de cacau. O produto final era uma bebida amarga e aromática.</div><p>Muito mais tarde, no século XVI, o cacau chegou à Europa, embora sem sucesso imediato. Mais tarde ainda, em 1828, o inventor holandês Coenraad Johannes van Houten patenteou uma prensa hidráulica capaz de separar a massa de cacau do pó; já em 1847, a empresa inglesa J.S. Fry & Sons <strong>criou uma pasta fluida que podia ser despejada em moldes e deixada solidificar</strong>, criando assim a primeira barra de chocolate da história.</p><p>Atualmente, existem duas preparações básicas: o chocolate amargo é obtido pela <strong>combinação de massa de cacau, manteiga de cacau e açúcar</strong>. A adição de leite resulta no chocolate ao leite.</p><h2>O ponto de fusão do chocolate</h2><p>Ambas as preparações básicas de chocolate, com todas as suas infinitas variações, começam a derreter quando a temperatura ultrapassa 34°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cioccolato-termoresistente-sara-realta-scienziati-al-lavoro-su-ciccolatini-che-non-si-sciolgono-neanche-in-estate-1785438901373.jpg" data-image="n8bg0u41p7v9" alt="Chocolate" title="Chocolate"><figcaption>Existem muitas variedades de chocolate, mas todas têm o mesmo ponto de fusão: 34°C.</figcaption></figure><p>Em temperaturas muito mais baixas, ou com oscilações contínuas entre calor e frio, a manteiga de cacau cristaliza-se, <strong>fazendo com que o chocolate perca o brilho, desenvolva uma camada esbranquiçada e mude de consistência</strong>.</p><p>Para superar esse problema, cientistas da indústria alimentícia estão trabalhando na criação de chocolates resistentes ao calor que <strong>mantêm suas qualidades em temperaturas entre 38 e 45°C</strong>, ou até mesmo superiores.</p><p>Para alcançar esse resultado, três métodos estão sendo examinados: o tratamento de açúcares, o tratamento da massa gorda e o método de produção.</p><h2>Chocolate e açúcares resistentes ao calor</h2><p>Uma alternativa para aproveitar o açúcar presente no chocolate é <strong>adicionar pequenas quantidades de água ou de outras substâncias higroscópicas</strong>, como sorbitol ou glicerol, à mistura.</p><p>Isso permite que os cristais de açúcar se dissolvam parcialmente e, em seguida, formem <strong>estruturas tridimensionais semelhantes a uma rede quando a água</strong> é posteriormente reabsorvida.</p><p>As redes resultantes aprisionam a manteiga de cacau, <strong>permitindo que ela mantenha sua forma mesmo ao começar a derreter.</strong> Isso evita que o produto final — seja uma tablete ou uma barra de chocolate — perca o formato.</p><h2>Uma massa gordurosa que derrete com menos facilidade</h2><p>O segundo método que os cientistas estão avaliando é aquele que atua diretamente na manteiga de cacau — isso é,<strong> no teor de gordura presente no chocolate</strong>.</p><p>Este ingrediente pode ser parcialmente substituído por outros com características semelhantes, <strong>porém com ponto de fusão mais elevado</strong>. Algumas das gorduras vegetais mais compatíveis são a manteiga de karité, a gordura de manga e o óleo de palma.</p><p>Alternativamente, também é possível modificar diretamente as propriedades da manteiga de cacau — especificamente as dos triglicerídeos — para elevar seu ponto de fusão, mantendo a receita original o mais inalterada possível.</p><h2>Métodos de produção inovadores</h2><p>A terceira maneira de criar chocolate resistente ao calor envolve alterar o processo de produção, em vez de apenas um único ingrediente.</p><p>Uma opção é reduzir o tamanho das partículas de cacau, açúcar e leite para que fiquem uniformemente revestidas com manteiga de cacau. <strong>Isso torna a estrutura molecular do chocolate mais compacta e rígida</strong> — livre de vazios —, criando uma rede que impede a deformação durante o derretimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate diante da mudança climática">A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate diante da mudança climática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate diante da mudança climática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hallazgo-cientifico-en-peru-que-podria-ayudar-a-proteger-el-chocolate-frente-al-cambio-climatico-1783597952123_320.jpg" alt="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate diante da mudança climática"></a></article></aside><p>A outra opção é utilizar um método de produção para um tipo específico de chocolate,<strong> obtido ao dobrar e esticar a massa para criar camadas finas separadas por bolsas de ar microscópicas</strong> — uma técnica que remete àquela usada no preparo da massa mil-folhas.</p><p>Dessa forma, as cavidades formadas entre as camadas retardam a difusão de calor e limitam o movimento da manteiga de cacau, garantindo que o chocolate não perca sua forma com tanta facilidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-chocolate-resistente-ao-calor-se-tornara-realidade-cientistas-estao-trabalhando-em-chocolates-que-nao-derretem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O lugar que ocupamos no cosmos é muito maior do que imaginas: assim é Laniakea, o nosso lar galáctico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-lugar-que-ocupamos-no-cosmos-e-muito-maior-do-que-imaginas-assim-e-laniakea-o-nosso-lar-galactico.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 17:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Vivemos num recanto de uma estrutura colossal chamada Laniakea. A cosmografia galáctica redefine a nossa localização no espaço profundo, sob a influência de imensas estruturas filamentosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-lugar-que-ocupamos-en-el-cosmos-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-imaginas-asi-es-laniakea-nuestro-hogar-galactico-1785546684836.jpg" data-image="2bgm0timp8l2"><figcaption>Laniakea: o nosso superaglomerado de galáxias local. Crédito: R. Brent Tully (Universidade do Havai) et al., SDvision, DP, CEA/Saclay.</figcaption></figure><p>Recentemente, ao ler o livro póstumo de um dos meus heróis pessoais, <strong>Carl Sagan</strong>, deparei-me com uma explicação sobre o que é o trabalho dos cientistas. No livro, "milhares de milhões", a primeira coisa que aprendemos é a contar (números grandes).</p><p>E é que, quando se trata de números, o Universo fala por si, para nos mostrar quantidades enormes e, à nossa escala humana, incomensuráveis. No primeiro capítulo, Sagan conta-nos a história de uma senhora que, preocupada, se aproximou dele para perguntar se o Sol iria "morrer" daqui a 5 milhões de anos.</p><p>Quando ele lhe disse que <strong>não eram 5, mas sim 5.000 (milhões)</strong>, a senhora respirou aliviada. A verdade é que poderia ser daqui a meio milhão de anos e, nesse caso, para nós — tu que estás a ler estas linhas, eu e todos os que existimos neste momento — não faria a menor diferença. Provavelmente já não estaremos aqui daqui a 100 anos.</p><div class="texto-destacado">Algo que é fundamental para a ciência é quantificar intervalos, ou seja: medir. Medir a massa, o tempo, a distância; tudo o que se pode medir é o pão de cada dia para os cientistas; foi assim que construímos o nosso conhecimento atual do Universo.</div><p>Há pouco mais de 100 anos, <strong>pensávamos que todo o nosso Universo era constituído pela Via Láctea</strong>, conhecida desde antes dos gregos. No calendário cósmico, há apenas um milésimo de segundo (em escalas astronómicas) que soubemos que o seu tamanho era verdadeiramente imenso.</p><h2>Uma rede invisível de filamentos</h2><p>A primeira coisa que temos de salientar é que <strong>o cosmos está organizado numa rede complexa de filamentos</strong>, estruturas alongadas que funcionam como pontes por onde as galáxias se deslocam. À sua volta, grandes vazios realçam a densidade da nossa galáxia no Universo em expansão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-lugar-que-ocupamos-en-el-cosmos-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-imaginas-asi-es-laniakea-nuestro-hogar-galactico-1785546572966.png" data-image="8efgvf04oqoo"><figcaption>Visualização de Laniakea e de cinco superaglomerados, mostrando galáxias, correntes, densidades e bacias de atração cósmicas. Crédito: Dupuy, A. e Courtois, H. M.</figcaption></figure><p>Graças às medições das velocidades galácticas, sabemos hoje que fazemos parte do superaglomerado de Laniakea, uma palavra que, em havaiano, significa <em>céus incomensuráveis</em>.</p><div class="texto-destacado">Um superaglomerado define-se como uma bacia de atração gravitacional onde as galáxias fluem em direção a um centro comum.</div><p>Esta estrutura <strong>abrange cerca de 160 megaparsecs de diâmetro e contém uma massa equivalente a 100 mil biliões de vezes a do nosso Sol</strong>. No seu centro encontra-se o Grande Atrator, um ponto onde as galáxias convergem, impulsionadas pela força gravitacional de aglomerados densos.</p><p>O Grande Atrador <strong>exerce uma influência sobre os filamentos, orientando o fluxo de matéria para os aglomerados de Norma e Centauro</strong>. A nossa posição próxima do limite coloca-nos numa região de transição crítica, uma vez que, enquanto algumas galáxias se deslocam em direção ao nosso centro, outras fluem para o aglomerado de Perseu-Peixes.</p><h3>Shapley e o futuro</h3><p>Compreender estes fluxos permite aos astrónomos <strong>classificar vários superaglomerados com base em critérios puramente físicos e dinâmicos</strong>. Já não dependemos apenas de mapas visuais, mas sim do movimento real da matéria. Laniakea surge assim como uma entidade coerente e unificada pela força invisível da gravidade.</p><p>Investigações recentes sugerem que a nossa visão de Laniakea poderá mudar quando dispusermos de mais dados.<strong> O catálogo Cosmicflows-4 indica que o nosso lar poderá estar ligado a algo ainda maior</strong>. Existe uma probabilidade significativa de, no futuro, fazermos parte de uma bacia maior denominada Shapley.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-lugar-que-ocupamos-en-el-cosmos-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-imaginas-asi-es-laniakea-nuestro-hogar-galactico-1785542908049.png" data-image="sd5tb645e8tr"><figcaption>Imagens de Laniakea que mostram os limites, os fluxos, as galáxias e as suas principais estruturas cósmicas internas diferenciadas. Crédito: R. Brent Tully, et al.</figcaption></figure><p>A bacia de Shapley é uma das estruturas mais massivas detetadas até agora no universo local. <strong>Se Laniakea é o nosso bairro, Shapley representaria a metrópole à qual estamos ligados</strong>. Esta hierarquia de superaglomerados mostra que o cosmos está muito mais interligado do que todos pensavam.</p><p>Outros superaglomerados definidos dinamicamente <strong>incluem Apus, Hércules e Lepus, cada um com o seu próprio centro de atração</strong>. Estas estruturas gigantescas funcionam como ilhas de matéria num oceano em expansão acelerada. Mapeá-las é fundamental para compreender como evoluirá a estrutura em grande escala do universo nos próximos milénios.</p><h3>Vales e vazios</h3><p>E embora a <strong>Grande Muralha de Sloan seja, por enquanto, o maior destes sistemas</strong> da nossa vizinhança, com um volume que ultrapassa o de Shapley, na realidade, os espaços vazios também desempenham um papel crucial na cosmografia. <strong>Os repulsores, como o do Dipolo ou o da Mancha Fria, empurram a matéria</strong> para longe dos grandes vazios.</p><p>Os cientistas visualizam estas dinâmicas através de vales gravitacionais, onde as galáxias deslizam como água a descer um rio. Ao identificar estes caminhos ou rotas, podemos ver a forma real de cada aglomerado sem as distorções habituais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781632" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde.html" title="Afinal, qual é o tamanho da maior galáxia do Universo? Novo estudo responde">Afinal, qual é o tamanho da maior galáxia do Universo? Novo estudo responde</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde.html" title="Afinal, qual é o tamanho da maior galáxia do Universo? Novo estudo responde"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde-1785616589581_320.png" alt="Afinal, qual é o tamanho da maior galáxia do Universo? Novo estudo responde"></a></article></aside><p>Grande parte <strong>da matéria responsável por esta atração é invisível aos nossos telescópios convencionais</strong>, uma vez que é a matéria escura que domina, ditando o destino dos superaglomerados ao longo do tempo. Laniakea é apenas a manifestação visível de uma estrutura muito mais densa e misteriosa que nos rodeia.</p><p>No fim de contas, saber a nossa localização em Laniakea ajuda-nos a compreender a verdadeira escala da nossa existência. Fazemos parte de uma estrutura dinâmica e vibrante que se estende pelo vazio, além de servir como lembrete de que tudo no cosmos está interligado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-lugar-que-ocupamos-no-cosmos-e-muito-maior-do-que-imaginas-assim-e-laniakea-o-nosso-lar-galactico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra estes 5 fatos interessantes que talvez não saiba sobre a planta do café]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada xícara de café há uma planta com características específicas e, muitas vezes, pouco conhecidas. A seguir, apresentamos-te cinco curiosidades para saberes mais sobre a origem de uma das bebidas mais consumidas do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421191887.jpeg" data-image="knjrdmss2yzs" alt="5 datos interesantes que quizás no sepas sobre la planta del café." title="5 datos interesantes que quizás no sepas sobre la planta del café."><figcaption>5 factos interessantes que talvez não saibas sobre a planta do café.</figcaption></figure><p>Para milhões de pessoas em todo o mundo, o café é um hábito diário: um ritual que acompanha o despertar, as pausas no trabalho ou o final de uma refeição. No entanto, por trás de cada chávena esconde-se uma história longa e complexa, <strong>que muitas vezes começa a milhares de quilômetros de distância do local onde o café é realmente consumido</strong>.</p><p>Segundo uma famosa lenda etíope, foram os pastores locais que primeiro repararam nos efeitos estimulantes que o fruto da planta produzia nos seus animais. Desde então, <strong>o café atravessou continentes, culturas e séculos de história, tornando-se um dos produtos agrícolas mais comercializados do mundo</strong>.</p><p>E, no entanto, a maioria dos consumidores sabe muito pouco sobre a planta do café em si: <strong>a origem de tudo</strong>. A seguir, apresentamos cinco factos que oferecem uma nova perspectiva sobre o café.</p><h2>1. É um arbusto tropical de folha perene </h2><p>A planta do café pertence ao género <em>Coffea</em>, que inclui mais de cem espécies; no entanto, as variedades cultivadas em grande escala são principalmente a <em>Coffea arabica </em>e a<em> Coffea canephora </em>(conhecida vulgarmente como Robusta).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421126064.jpeg" data-image="032gkxah47j1" alt="Es un arbusto tropical de hoja perenne." title="Es un arbusto tropical de hoja perenne."><figcaption>É um arbusto tropical de folha perene.</figcaption></figure><p>É um arbusto tropical de folha perene, originário de África, caracterizado pelas suas folhas brilhantes, coriáceas e de cor verde intensa.<strong> No estado selvagem, pode atingir um tamanho considerável, mas, em cultivo, mantém-se mais baixo através da poda, para facilitar a colheita e o manejo da copa</strong>.</p><h2>2. Produz bagas que contêm os chamados "grãos" de café</h2><p><strong>O que normalmente chamamos de grãos de café não são frutos, mas sim sementes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421209023.jpeg" data-image="f5u8uj65odx3" alt="Produce bayas que contienen los llamados &quot;granos&quot; de café." title="Produce bayas que contienen los llamados &quot;granos&quot; de café."><figcaption>Produz bagas que contêm os chamados "grãos" de café.</figcaption></figure><p><strong>A planta produz bagas pequenas e carnudas, frequentemente vermelhas quando amadurecem, que costumam conter duas sementes dispostas uma ao lado da outra</strong>; são precisamente estes os "grãos" que, após a colheita, o processamento e a torrefação, se transformam no produto que consumimos diariamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos">Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos-1781096433809_320.jpg" alt="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"></a></article></aside><p>Em alguns casos, o fruto contém uma única semente arredondada, conhecida como "caracolillo" (peaberry).</p><h2>3. As suas flores têm um aroma a jasmim</h2><p>A planta do café produz pequenas flores brancas agrupadas em cachos que exalam uma fragrância intensa, mas delicada, <strong>muitas vezes comparada à do jasmim</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421225111.jpeg" data-image="k4bay3by0vra" alt="Sus flores huelen a jazmín." title="Sus flores huelen a jazmín."><figcaption>As suas flores cheiram a jasmim.</figcaption></figure><p>A floração <strong>por vezes muito abundante</strong>, transforma a copa da árvore, durante alguns dias, numa massa branca e perfumada, a partir da qual se desenvolverá posteriormente o fruto destinado à produção de café.</p><h2>4. Produz cafeína como defesa natural</h2><p>A cafeína é, acima de tudo,<strong> um mecanismo de defesa química desenvolvido pela planta para se proteger de certos insetos herbívoros e outros organismos potencialmente nocivos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421239773.jpeg" data-image="2gdn6jjv0n9o"><figcaption>Produz cafeína como mecanismo de defesa natural.</figcaption></figure><p>Nos seres humanos, no entanto, <strong>esta substância atua sobre o sistema nervoso central com um efeito estimulante</strong>, o que tem desempenhado um papel decisivo na popularidade do café como bebida quotidiana em todo o mundo.</p><h2>5. É cultivada em ambientes interiores como planta ornamental</h2><p>A planta do café encontra condições ideais de cultivo em casa, <strong>onde é apreciada sobretudo pelo seu folhagem elegante, brilhante e perene, que confere um toque exótico aos interiores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421254127.jpeg" data-image="3oz5rta93006" alt="Se cultiva en interiores como planta ornamental." title="Se cultiva en interiores como planta ornamental."><figcaption>É cultivada em ambientes interiores como planta ornamental.</figcaption></figure><p>As sementes e as plântulas estão disponíveis no mercado e esta planta é considerada uma planta ornamental de interior.</p><p><strong>Requer muita luz, mas sem sol direto, temperaturas amenas, um bom substrato para plantas verdes</strong>, enriquecido com um pouco de perlita e com um nível de humidade adequado.</p><h2>A essência do café</h2><p>Por trás de uma chávena de café estão os grãos torrados, mas, antes ainda disso, estão as sementes, os frutos carnudos, as flores perfumadas e o arbusto tropical que os produziu. Esta é a essência do café,<strong> que, no final de uma longa viagem, transforma cada gole numa experiência universal de aromas, sabores e tradições</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas em SC ameaçam o transplantio da cebola; safra ocupa 17,4 mil hectares]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-em-sc-ameacam-o-transplantio-da-cebola-safra-ocupa-17-4-mil-hectares.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 11:49:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tempestades com chuva intensa, rajadas e granizo alcançam Santa Catarina durante a implantação da cebola, ameaçando transplantio, pulverizações e entrada de máquinas na safra projetada em 17,4 mil hectares e 576,4 mil toneladas no estado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-em-sc-ameaca-o-transplantio-da-cebola-safra-ocupa-17-4-mil-hectares-1786113543694.jpg" data-image="s7ka2tiy7gub" alt="cebola, santa catarina" title="cebola, santa catarina"><figcaption>Mudas de cebola recém-transplantadas enfrentam maior risco de encharcamento e interrupção do manejo durante períodos de chuva intensa.</figcaption></figure><p>Tempestades avançam sobre Santa Catarina entre esta sexta-feira (7) e sábado (8), com chuva intensa em intervalos curtos, rajadas e possibilidade de granizo. <strong>A mudança alcança áreas produtoras de Ituporanga, Rio do Sul e Alfredo Wagne</strong>r, durante a implantação de uma safra de cebola projetada em 17.382 hectares e 576.395 toneladas. Trigo e outras culturas de inverno também ficam expostos à paralisação dos trabalhos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O problema imediato não é uma perda já confirmada, mas o fechamento da janela operacional. Chuva forte pode elevar rapidamente a umidade do solo, impedir o trânsito de tratores e interromper transplantio, adubação e pulverizações.<strong> No Paraná, núcleos localizados podem somar de 150 a 200 milímetros até segunda-feira (10)</strong>; em Santa Catarina, a irregularidade exige acompanhamento por município e por talhão.</p><h2>Temporal encontra implantação em andamento no Alto Vale </h2><p>O <a href="https://www.epagri.sc.gov.br" target="_blank">levantamento</a> da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri divulgado em julho indicava 55% da área catarinense de cebola implantada. Esse percentual provavelmente avançou e não representa a situação exata desta sexta-feira, mas confirma que a frente fria encontra viveiros, <strong>mudas recém-transplantadas e áreas ainda em preparo</strong>. Ituporanga reúne 8.058 hectares projetados, Rio do Sul soma 1.632 hectares e Tabuleiro, 3.256 hectares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-em-sc-ameaca-o-transplantio-da-cebola-safra-ocupa-17-4-mil-hectares-1786112696484.jpg" data-image="lt248zkx4au7" alt="Chuva, anomalia" title="Chuva, anomalia"><figcaption>Alta probabilidade de chuva alcança áreas produtoras no Paraná e Santa Catarina durante a tarde e a noite de sábado.</figcaption></figure><p>A entrada de máquinas em solo sem suporte pode compactar linhas, formar sulcos e prejudicar o estabelecimento das raízes. Em mudas recentes, o excesso de água reduz a aeração do solo e pode atrasar o pegamento, sobretudo em baixadas e terrenos com drenagem lenta. <strong>Granizo e rajadas acrescentam risco físico às folhas</strong>, mas danos e replantio somente poderão ser definidos após inspeções em Ituporanga, Aurora e Alfredo Wagner.</p><h2>Chuva curta pode fechar acessos e atrasar operações </h2><p>O cenário regional é desigual: <strong>os volumes de 150 a 200 milímetros estão projetados para núcleos do Paraná, e não para toda Santa Catarina</strong>. Ainda assim, chuva concentrada entre sexta e sábado pode saturar pontos de Ituporanga, Rio do Sul e Alfredo Wagner sem produzir acumulados homogêneos. Por isso, o planejamento deve combinar previsão horária, drenagem e condição real de cada estrada rural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-em-sc-ameaca-o-transplantio-da-cebola-safra-ocupa-17-4-mil-hectares-1786112998733.jpg" data-image="uki5tw9kdg88" alt="cebola, chuva, acumulado" title="cebola, chuva, acumulado"><figcaption>A chuva acumulada até segunda-feira mantém o solo úmido em Santa Catarina e pode atrasar a retomada do transplantio e a entrada de máquinas nas lavouras de cebola.</figcaption></figure><ul> <li>Ituporanga: <strong>4.500 hectares municipais projetados exigem prioridade para áreas baixas e acessos frágeis.</strong></li> <li>Alfredo Wagner: 3.100 hectares previstos podem ter o transplantio suspenso se o solo perder suporte.</li> <li>Rio do Sul: <strong>1.632 hectares na microrregião pedem inspeção de canais após pancadas intensas.</strong></li> <li>Tabuleiro: 3.256 hectares projetados requerem separação entre talhões drenados e áreas encharcadas.</li> </ul><p>A interrupção ganha peso econômico porque a área estadual caiu 9,1% ante os 19.120 hectares da safra anterior. <strong>A produtividade projetada subiu 0,6%, para 33.160 quilos por hectare,</strong> mas depende de implantação uniforme e manejo no momento correto. Em junho, a cebola foi negociada no atacado a R$ 4,26 por quilo, alta de 10% em um mês e de 28% em um ano.</p><h2>Manejo deve recomeçar somente após avaliação do solo </h2><p>Depois do pico entre sexta e sábado, a chuva mais persistente tende a se concentrar no Paraná até segunda-feira. Isso não garante acesso imediato em <strong>Santa Catarina: Ituporanga, Rio do Sul e Alfredo Wagner podem manter estradas e talhões úmidos mesmo com a redução das pancadas</strong>. Antes de retomar tratores, o produtor deve verificar marcas de afundamento, drenagem e estabilidade dos canteiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782340" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio.html" title="Frente fria confirmada para SP: tempestades, vendavais e frio">Frente fria confirmada para SP: tempestades, vendavais e frio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio.html" title="Frente fria confirmada para SP: tempestades, vendavais e frio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786024723892_320.jpg" alt="Frente fria confirmada para SP: tempestades, vendavais e frio"></a></article></aside><p>Pulverizações precisam respeitar vento, intervalo sem chuva e rótulo do produto; adubação e transplantio devem aguardar suporte suficiente para evitar compactação. <strong>Canais podem ser desobstruídos apenas em condição segura, sem equipes expostas a trovoadas</strong>. Como a safra envolve 52 municípios, contra 56 no ciclo anterior, decisões devem ser locais. Replantio ou mudança de manejo exige vistoria e orientação agronômica após o temporal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-em-sc-ameacam-o-transplantio-da-cebola-safra-ocupa-17-4-mil-hectares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Escondida no Nordeste, vila com ruas de areia vira o novo paraíso do ecoturismo no Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/escondida-no-nordeste-vila-com-ruas-de-areia-vira-o-novo-paraiso-do-ecoturismo-no-brasil.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um rústico e charmoso vilarejo no litoral do Maranhão é famoso por suas ruas de areia e lagoas cristalinas, e ganhou fama entre os viajantes que buscam natureza e aventura. Saiba onde fica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/escondida-no-nordeste-vila-com-ruas-de-areia-vira-o-novo-paraiso-do-ecoturismo-no-brasil-1786047182791.jpg" data-image="b0ji1e3qo071"><figcaption>Esta vila rústica é um destino que combina aventura, tranquilidade e contato direto com a natureza. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Uma <strong>vila de pescadores</strong> no litoral do estado do <strong>Maranhão</strong>, Região Nordeste do Brasil,<strong> ganhou fama </strong>entre os viajantes que buscam natureza e <strong>ecoturismo</strong>, ou até mesmo aqueles que querem tranquilidade. O local oferece tudo isso! </p><p>O charmoso<strong> vilarejo tem ares rústicos</strong>, com <strong>ruas de areia</strong>, <strong>lagoas de água cristalina</strong> e é polo mundial de kitesurf. Fica <strong>situado na foz do Rio Preguiças com o oceano Atlântico e na borda do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses</strong>, por isso, é considerado uma das “portas” dos Lençóis Maranhenses, permitindo alcançar as primeiras lagoas do famoso destino turístico com trajetos curtos. </p><p>Estamos falando de <strong>Atins</strong>, que<strong> pertence ao município de Barreirinhas</strong>, e une mar aberto, dunas brancas e lagoas de água doce em uma mesma (e bela!) paisagem. Descubra abaixo todos os encantos da região.</p><h3>Os atrativos de Atins</h3><p>O vilarejo fica a cerca de <strong>30 km de Barreirinhas</strong>, e é um destino cada vez mais procurado por viajantes que buscam <strong>natureza intocada</strong> e <strong>esportes aquáticos</strong>. </p><p>Com pé na areia, entre o <strong>mar, rios e as dunas </strong>dos Lençóis Maranhenses, Atins é o ponto de partida ideal para explorar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.</p><div class="texto-destacado">O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi declarado Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO em 2024, por seu campo de dunas e lagoas de água doce único no planeta.</div><p>Atins tem uma atmosfera mais rústica e tranquila, diferentemente do agito de Barreirinhas, e com paisagens únicas de <strong>dunas, lagoas cristalinas, mangues e mar</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/ilha-das-canarias-conheca-o-paraiso-maranhense-com-praias-mangues-e-dunas-no-delta-do-parnaiba.html" title="Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba">Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/ilha-das-canarias-conheca-o-paraiso-maranhense-com-praias-mangues-e-dunas-no-delta-do-parnaiba.html" title="Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilha-das-canarias-conheca-o-paraiso-maranhense-com-praias-mangues-e-dunas-no-delta-do-parnaiba-1760215086117_320.jpg" alt="Ilha das Canárias: conheça o paraíso maranhense com praias, mangues e dunas no Delta do Parnaíba"></a></article></aside><p>As<strong> ruas de areia têm circulação restrita a veículos 4×4 e buggys</strong> e o local conta com algumas <strong>pousadas, barzinhos e restaurantes </strong>(alguns bem famosos pelos camarões grelhados).</p><p>É um ponto estratégico para explorar o <strong>Canto de Atins</strong>, no <strong>encontro do Rio Preguiças com o mar</strong>, com suas lagoas cristalinas e praias desertas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escondida-no-nordeste-vila-com-ruas-de-areia-vira-o-novo-paraiso-do-ecoturismo-no-brasil-1786047218510.jpg" data-image="gz7w77qpigx0"><figcaption> Praia de Atins, no Maranhão, e pessoal praticando kitesurf. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Não deixe de visitar a<strong> Lagoa da Capivara, Lagoa Tropical e Lagoa das Sete Mulheres</strong>, com cenários de tirar o fôlego e ideais para nadar e relaxar. </p><p>Outra experiência incrível por lá é<strong> observar o belo pôr do sol alaranjado nas dunas</strong>.</p><p>Outros passeios oferecidos por lá são <strong>passeios a cavalo pelas dunas </strong>e beira-mar e <strong>passeios de quadriciclo </strong>por trilhas de areia, explorando praias desertas e lagoas escondidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escondida-no-nordeste-vila-com-ruas-de-areia-vira-o-novo-paraiso-do-ecoturismo-no-brasil-1786047236999.jpg" data-image="ej3m89iywjxc"><figcaption>Vista incrível no Canto de Atins, que fica entre o mar e as dunas mais próximas dos Lençóis Maranhenses. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Você também pode aproveitar o passeio pelo <strong>Rio Preguiças</strong>, na <strong>descida em voadeira ou barco de linha até Barreirinhas</strong>, passando por comunidades ribeirinhas.</p><p>Além disso, a combinação de vento constante, mar aberto e trechos rasos do Rio Preguiças fez o vilarejo se tornar <strong>um destino cobiçado pelos praticantes de kitesurf</strong>. Inclusive, escolas locais oferecem aulas para iniciantes. </p><h3>Algumas dicas ao visitar a vila</h3><p>Se você deseja conhecer a região,<strong> leve dinheiro em espécie</strong>, pois não há caixas eletrônicos no vilarejo. Os sinais de internet e celular são limitados.</p><p>Use <strong>roupas leves, chapéu e protetor solar</strong> para encarar o sol forte das dunas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Carolina" data-year="2026" data-title="Marcada%20por%20ruas%20de%20areia%20e%20banhada%20pelos%20ventos%20do%20primeiro%20parque%20nacional%20reconhecido%20em%2023%20anos%3A%20a%20vila%20de%20Atins%20lidera%20o%20ecoturismo" data-url="https%3A%2F%2Fmidiamax.com.br%2Ftrends%2F2026%2F08%2F01%2Fmarcada-por-ruas-de-areia-e-banhada-pelos-ventos-do-primeiro-parque-nacional-reconhecido-em-23-anos-a-vila-de-atins-lidera-o-ecoturismo%2F">Ana Carolina. (2026). <a href="https://midiamax.com.br/trends/2026/08/01/marcada-por-ruas-de-areia-e-banhada-pelos-ventos-do-primeiro-parque-nacional-reconhecido-em-23-anos-a-vila-de-atins-lidera-o-ecoturismo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Marcada por ruas de areia e banhada pelos ventos do primeiro parque nacional reconhecido em 23 anos: a vila de Atins lidera o ecoturismo</a>.</cite><br><cite data-author="Postais%20Pelo%20Mundo%2FRafa%20Penedo" data-year="2024" data-title="Atins%20%E2%80%93%20uma%20das%20bases%20dos%20Len%C3%A7%C3%B3is%20Maranhenses" data-url="https%3A%2F%2Fpostaispelomundo.com%2F2024%2F12%2F01%2Fatins-uma-das-bases-dos-lencois-maranhenses%2F">Postais Pelo Mundo/Rafa Penedo. (2024). <a href="https://postaispelomundo.com/2024/12/01/atins-uma-das-bases-dos-lencois-maranhenses/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Atins – uma das bases dos Lençóis Maranhenses</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/escondida-no-nordeste-vila-com-ruas-de-areia-vira-o-novo-paraiso-do-ecoturismo-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas e frio de inverno atingem o Sul e o Sudeste; confira a previsão do tempo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-e-frio-de-inverno-atingem-o-sul-e-o-sudeste-confira-a-previsao-do-tempo.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 08:16:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Parte das regiões Sul e Sudeste continuarão registrando chuvas ao longo deste final de semana, com Paraná e Santa Catarina sob alerta para acumulados elevados. Enquanto isso, uma nova massa de ar polar avança, derrubando as temperaturas e ocasionando geadas na Região Sul. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavtw92"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavtw92.jpg" id="xavtw92"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> frente fria continua influenciando o tempo no Brasil</strong> neste fim de semana e ainda provocará chuvas fortes em parte das regiões Sul e Sudeste. Enquanto o Paraná e Santa Catarina seguem em <strong>alerta para acumulados elevados</strong> e risco de alagamentos, uma <strong>nova massa de ar polar </strong>avança pelo país, derrubando as temperaturas e aumentando a possibilidade de <strong>geadas</strong> em áreas da Região Sul.</p><div class="texto-destacado">Entre esta quinta-feira (6) e a sexta-feira (7), um ciclone extratropical se formou sobre a América do Sul, impulsionando uma frente fria pelo Brasil e causando pancadas de chuva muito intensas, rajadas fortes de vento, granizo e outros fenômenos sobre o Sul e parte do Sudeste.</div><p>Ao longo dos próximos dias, especialmente durante o Sábado (8) e o Domingo (9), os resquícios da frente fria se mantém sobre Santa Catarina, Paraná, norte do Rio Grande do Sul e sul/oeste de São Paulo, ocasionando a formação de <strong>chuvas significativas sobre essas regiões</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-frio-de-inverno-atingem-o-sul-e-o-sudeste-confira-a-previsao-do-tempo-1786133853252.jpg" data-image="mbkq9i6jdmq0" alt="Previsão de acumulados de chuva totais até o final da terça-feira." title="Previsão de acumulados de chuva totais até o final da terça-feira."><figcaption>Previsão de acumulados de chuva totais até o final da terça-feira mostra que há risco de chuvas de até 150 mm, com os maiores acumulados sendo registrados sobre o estado do Paraná.</figcaption></figure><p>O mapa acima ilustra<strong> quais regiões serão atingidas pelas chuvas</strong> ao longo dos próximos dias. O grande destaque fica para Santa Catarina e especialmente para o <strong>Paraná</strong>, onde há risco de chuvas de <strong>até 150 mm </strong>que podem ocasionar alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra, principalmente em áreas vulneráveis a enchentes e encostas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No Sudeste, embora pancadas de chuva se formem na noite de sexta-feira (7), a partir do final de semana há apenas <strong>previsão de chuvas mais fracas</strong> sobre o estado Paulista, o Rio de Janeiro, o sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. As <strong>rajadas de vento</strong> na região podem causar pequenos transtornos, mas nada de extraordinário.</p><h2>Duas massas de ar frio atuam sobre o Brasil</h2><p>Neste momento, uma massa de ar frio já atua sobre o país, tornando as temperaturas mais amenas sobre a região Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul, mas sem ocasionar temperaturas extremamente frias em nenhum estado. A partir do <strong>sábado (8)</strong>, no entanto, uma <strong>massa de ar polar mais intensa</strong> começará a avançar pela região Sul, afetando especialmente o Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-frio-de-inverno-atingem-o-sul-e-o-sudeste-confira-a-previsao-do-tempo-1786133897095.jpg" data-image="a75wgqig07hg" alt="Previsão de anomalias de temperatura no sábado de noite e segunda-feira de noite." title="Previsão de anomalias de temperatura no sábado de noite e segunda-feira de noite."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura no sábado de noite e segunda-feira de noite mostram uma massa de ar frio avançando pela região Sul e também parte do Sudeste nos próximos dias.</figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>domingo (9)</strong>, essa <strong>massa de ar polar muito frio</strong> atingirá todo o leste de Santa Catarina e do Paraná e o sul de São Paulo; e na segunda-feira (10) levará frio para a região metropolitana de São Paulo e para o Vale do Paraíba, todo o sul de Minas Gerais, todo o Rio De Janeiro e também para o sul do Espírito Santo, como é possível observar na figura acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-frio-de-inverno-atingem-o-sul-e-o-sudeste-confira-a-previsao-do-tempo-1786133928235.jpg" data-image="h7xq00olhjql" alt="Previsão de temperaturas mínimas no Sábado (esquerda) e na terça-feira (direita)." title="Previsão de temperaturas mínimas no Sábado (esquerda) e na terça-feira (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no Sábado (esquerda) e na terça-feira (direita) mostra que o frio vai se espalhar de maneira ampla pela região Sul e também Sudeste nos próximos dias.</figcaption></figure><p>Como é possível observar na imagem acima, neste sábado já há risco de <strong>temperaturas muito baixas</strong>, <strong>próximas dos 4°C</strong>, sobre o Rio Grande do Sul. Ao longo dos dias seguintes, esse frio se espalhará também por Santa Catarina e pelo Paraná. Isso traz risco de <strong>geadas significativas</strong> para estes estados durante a madrugada e a manhã.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782539" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar polar traz clima de inverno úmido para SP, RJ e ES; saiba o que esperar">Ar polar traz clima de inverno úmido para SP, RJ e ES; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar polar traz clima de inverno úmido para SP, RJ e ES; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar-1786114897755_320.jpg" alt="Ar polar traz clima de inverno úmido para SP, RJ e ES; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>O frio também chega ao Sudeste, onde as mínimas podem chegar a valores <strong>próximos dos 10°C </strong>em diversos estados e municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e boa parte de Minas Gerais. Ainda assim, previsões <strong>não</strong> indicam risco de temperaturas extremas nem ocorrência de geadas nestes Estados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-e-frio-de-inverno-atingem-o-sul-e-o-sudeste-confira-a-previsao-do-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["A árvore que quase toca a lua": floresta perdida com o espécime mais alto da Ásia é encontrada em Taiwan]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-arvore-que-quase-toca-a-lua-floresta-perdida-com-o-especime-mais-alto-da-asia-e-encontrada-em-taiwan.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 23:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe de pesquisadores localizou a árvore mais alta conhecida do Leste Asiático em Taiwan, após uma década de expedições, mapeamento por LiDAR e o trabalho de centenas de voluntários.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-bosque-perdido-de-taiwan-donde-hallan-el-arbol-mas-alto-de-asia-mide-84-1-metros-y-esconde-941-gigantes-ocultos-1785837303635.jpg" data-image="o83lvy7h2oma" alt="Alpinistas sobem em árvores gigantes em Taiwan" title="Alpinistas sobem em árvores gigantes em Taiwan"><figcaption>Escaladores de árvores especializados sobem em algumas das árvores mais altas de Taiwan para medir sua altura, documentar seu estado de conservação e apoiar pesquisas sobre as florestas ancestrais da ilha. Imagem: Steven Pearce.</figcaption></figure><p><strong>Taiwan</strong>, anteriormente conhecido como Formosa, preserva algumas das florestas mais notáveis do mundo em meio às suas montanhas de relevo acidentado. Em uma <strong>ilha </strong>com cerca de 36.000 quilômetros quadrados de extensão, ainda sobrevivem <strong>árvores com mais de 80 metros de altura</strong>, graças a uma paisagem onde 258 picos ultrapassam os 3.000 metros — incluindo o Monte Jade, que atinge 3.952 metros. A combinação de altitude e clima sustenta quase 5.000 espécies de plantas diferentes.</p><p>Cerca de <strong>60% da ilha permanece coberto por florestas que abrigam uma estimativa de 950 milhões de árvores</strong>. Embora a exploração madeireira realizada entre 1912 e 1991 tenha destruído grande parte da floresta nativa original, as áreas mais íngremes e inacessíveis escaparam da exploração em larga escala. Desde 2014, o grupo "<em>Taiwan Tree Seekers</em>" — composto por alpinistas, ecólogos, geólogos e especialistas em sensoriamento remoto — trabalha para <strong>localizar e medir essas árvores gigantes</strong>.</p><h2>A busca pela árvore mais alta da Ásia começou há mais de uma década</h2><p>As primeiras expedições científicas ocorreram em 2014 na<strong> Reserva Natural de Cilan </strong>para estudar as famosas "<em>Three Sisters of Cilan</em>". Embora as comunidades locais já conhecessem essas árvores há décadas, elas nunca haviam sido medidas utilizando métodos científicos. <strong>A mais alta atingiu 69,3 metros</strong> e possui um <strong>tronco com quase 3 metros de diâmetro</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/32Doaqw_7BA/hqdefault.jpg" alt="youtube video id=32Doaqw_7BA" id="32Doaqw_7BA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O projeto ganhou destaque internacional em 2017, quando escaladores do grupo "<em>The Tree Projects</em>" documentaram essas árvores imponentes com fotografias tiradas de suas copas. As imagens revelaram a verdadeira dimensão das <strong>florestas de Taiwan</strong> e despertaram um interesse maior em encontrar árvores ainda mais altas.</p><p><strong>Expedições </strong>posteriores dirigiram-se ao Monte Benya e ao Lago Great Ghost, um local considerado sagrado por comunidades indígenas. Chegar à região exigia uma caminhada de quatro dias transportando todo o equipamento necessário. Lá, os pesquisadores descobriram que estimar a altura das árvores a partir do solo não era um método confiável em florestas com múltiplas camadas de vegetação.</p><h2>O mapa que levou à descoberta de 941 árvores gigantes</h2><p>Diante do desafio de mapear vastas áreas florestais, pesquisadores recorreram à <strong>tecnologia LiDAR</strong>, que cria modelos tridimensionais utilizando pulsos de laser emitidos a partir de aeronaves. O sistema possibilitou <strong>estimar a altura de milhões de árvores </strong>espalhadas por montanhas e vales profundos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-bosque-perdido-de-taiwan-donde-hallan-el-arbol-mas-alto-de-asia-mide-84-1-metros-y-esconde-941-gigantes-ocultos-1785838085676.jpg" data-image="63uqadt6hjq9" alt="Árvores gigantes em Taiwan" title="Árvores gigantes em Taiwan"><figcaption>A floresta onde cresce a árvore mais alta conhecida da Ásia abriga dezenas de árvores monumentais e faz parte de um dos maiores refúgios florestais remanescentes de Taiwan.</figcaption></figure><p>No entanto, o terreno acidentado da ilha gerou inúmeros erros. Os algoritmos frequentemente confundiam penhascos e encostas íngremes com árvores excepcionalmente altas. Para verificar os resultados, o projeto lançou uma campanha de ciência cidadã em 2020, contando com centenas de voluntários para analisar as imagens manualmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda.html" title="Um jardim diferente em cada estação: a árvore perfeita que muda de cor durante o ano (e cabe até em varanda)">Um jardim diferente em cada estação: a árvore perfeita que muda de cor durante o ano (e cabe até em varanda)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda.html" title="Um jardim diferente em cada estação: a árvore perfeita que muda de cor durante o ano (e cabe até em varanda)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda-1784319840641_320.jpg" alt="Um jardim diferente em cada estação: a árvore perfeita que muda de cor durante o ano (e cabe até em varanda)"></a></article></aside><p>A iniciativa foi decisiva. Inicialmente, 93% das árvores candidatas apresentavam alturas superestimadas. Após a revisão, os pesquisadores elaboraram o "<strong>Mapa de Árvores Gigantes de Taiwan</strong>" no final de 2022, identificando <strong>941 árvores com mais de 65 metros de altura</strong> em florestas por toda a ilha.</p><h2>As florestas gigantes de Taiwan abrigam árvores com mais de 80 metros de altura</h2><p>Durante o Ano Novo Lunar de 2023, a equipe visitou a árvore que coroava o novo mapa. Após percorrer cerca de 20 quilômetros pelo leito de um rio e passar dois dias escalando uma encosta íngreme, os escaladores chegaram à copa para realizar a medição final com uma fita métrica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is 84.1 metres tall Taiwania cryptomerioides, also called Heaven Sword of the Daan River, was officially recorded as the tallest tree in Taiwan and East Asia.<a href="https://x.com/hashtag/DYK?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#DYK</a><br>This is also called "Coffin Tree" for its prized wood used in fine coffins in China & Taiwan.<br>The <a href="https://t.co/F9XVKAjZbc">pic.twitter.com/F9XVKAjZbc</a></p>— Mohan Pargaien IFS (@pargaien) <a href="https://x.com/pargaien/status/2066767102032347253?ref_src=twsrc%5Etfw">June 16, 2026</a></blockquote></figure><p>A medição confirmou uma<strong> altura de 84,1 metros</strong>. A árvore foi batizada de "Espada Celestial do Rio Da'an" e tornou-se <strong>oficialmente a árvore mais alta conhecida em Taiwan e em toda a Ásia Oriental</strong>. O povo Rukai chama esses abetos-de-taiwan gigantes de "a árvore que toca a lua", uma expressão tradicional reservada aos maiores exemplares da espécie.</p><p>Expedições subsequentes revelaram agrupamentos de árvores monumentais conhecidos como "templos de gigantes". Em um único hectare, pesquisadores encontraram onze árvores com mais de 65 metros de altura e, posteriormente, descobriram outra floresta contendo quase 30 exemplares imponentes de Taiwan. Em 2024, um estudo no Vale da Árvore Tao estimou uma densidade de carbono de 1.384,5 Mg/ha — um dos valores mais altos já registrados para esse tipo de ecossistema.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chia-Chun%20Hsu%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20journey%20of%20finding%20the%20tallest%20tree%20in%20Formosa%20Taiwan" data-url="https%3A%2F%2Fwww.frontiersin.org%2Fjournals%2Fforests-and-global-change%2Farticles%2F10.3389%2Fffgc.2026.1746112%2Ffull">Chia-Chun Hsu, et al. (2026). <a href="https://www.frontiersin.org/journals/forests-and-global-change/articles/10.3389/ffgc.2026.1746112/full" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The journey of finding the tallest tree in Formosa Taiwan</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-arvore-que-quase-toca-a-lua-floresta-perdida-com-o-especime-mais-alto-da-asia-e-encontrada-em-taiwan.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais e chuva de mais de 100 mm em 24h ameaçam SC e o PR; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/temporais-e-chuva-de-mais-de-100-mm-em-24h-ameacam-sc-e-o-pr-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 21:35:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone extratropical provocará tempestades severas no Sul do Brasil e chuvas persistentes sobre Santa Catarina e Paraná. Alimentado por um intenso rio atmosférico, o sistema pode acumular mais de 150 mm de chuva, aumentando o risco de alagamentos, transbordamentos de rios, deslizamentos de terra e outros transtornos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-e-chuva-de-mais-de-100-mm-em-24h-ameacam-sc-e-o-pr-confira-o-alerta-1786035710136.jpg" data-image="cx3g0d17rit0" alt="Imagem de Satélite (infravermelho) na quinta-feira às 13h" title="Imagem de Satélite (infravermelho) na quinta-feira às 13h"><figcaption>Imagem de Satélite na quinta-feira às 13h mostra uma frente intensa passando pela Argentina e pelo Uruguai, prestes a começar a atuar sobre o Rio Grande do Sul nas próximas horas.</figcaption></figure><p>Ao longo desta quinta-feira (6), uma região de baixa pressão se aprofundará rapidamente, evoluindo para um<strong> ciclone extratropical</strong> entre a Argentina e o Uruguai com uma <strong>frente fria </strong>avançando pelo Brasil. A rápida queda de pressão do sistema pode classificá-lo como um <strong>Ciclone Bomba</strong>.</p><div class="texto-destacado">Entre esta tarde de quinta-feira (6) e a sexta-feira (7), tempestades severas serão registradas em todos os estados da região Sul (RS, SC e PR) e também em outros estados, como o MS e SP.</div><p>Além das chuvas intensas, o sistema pode ocasionar outros fenômenos meteorológicos severos. Existe risco muito elevado de ocorrência de <strong>granizo destrutivo</strong> sobre o Rio Grande do Sul, além de <strong>rajadas muito intensas de vento</strong>, que podem chegar a velocidades de <strong>100 km/h</strong> especialmente nas primeiras horas da sexta-feira (7).</p><h2>Frente traz chuvas fortes a Santa Catarina e Paraná</h2><p>Entre a <strong>sexta-feira (7), o sábado (8) e o domingo (9)</strong>, os resquícios do sistema permanecerão causando <strong>pancadas de chuva constantes </strong>sobre os estados de Santa Catarina e do Paraná. O sistema estará sendo alimentado por um intenso rio atmosférico, que transporta umidade da região Amazônica em direção ao Sul do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-e-chuva-de-mais-de-100-mm-em-24h-ameacam-sc-e-o-pr-confira-o-alerta-1786035753893.jpg" data-image="xglzdqabt5zd" alt="Previsão de rios atmosféricos no sábado durante a tarde." title="Previsão de rios atmosféricos no sábado durante a tarde."><figcaption>Previsão de rios atmosféricos no sábado durante a tarde mostra um intenso fluxo de umidade da região Amazônica em direção ao Sul do país, alimentando a formação de tempestades.</figcaption></figure><p>O resultado será a formação de <strong>pancadas de chuva constantes</strong> sobre <strong>Santa Catarina</strong> e especialmente sobre o <strong>Paraná</strong>, ocasionando acumulados altíssimos de chuva que podem chegar, ao total, a <strong>150 mm ou mais</strong> nos próximos dias. Os mapas de precipitação ilustram as regiões que mais podem ser afetadas pelas chuvas. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Estes volumes altos de chuva podem provocar <strong>transtornos significativos para a população</strong>, deixando ambos os estados em alerta ao longo do final de semana. Há risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra, principalmente em áreas vulneráveis a enchentes e encostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-e-chuva-de-mais-de-100-mm-em-24h-ameacam-sc-e-o-pr-confira-o-alerta-1786035800308.jpg" data-image="27k32rogucat" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira mostra que os volumes de chuva em grande parte do Paraná podem chegar a 150 mm ou mais, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Além das chuvas intensas, também há possibilidade de<strong> rajadas de ventos</strong>, <strong>queda de granizo</strong> e <strong>descargas elétricas</strong> (raios) no PR e em SC, aumentando o risco de cortes no fornecimento de energia elétrica devido à danos nas linhas de transmissão, queda de árvores e objetos altos, e outros tipos de danos a edifícios.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html" title="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste">Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html" title="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-pode-atingir-o-sudeste-entenda-os-riscos-1786008067072_320.jpg" alt="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste"></a></article></aside><p>Recomenda-se à população que, em casos de tempestade, não se abrigue debaixo de<strong> árvores</strong> (<em>há risco de queda e descargas elétricas</em>), não estacione veículos próximos a <strong>torres de transmissão e placas de propaganda</strong> (<em>pela mesma razão</em>), e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à <strong>tomada </strong>(<em>risco de eletrocussão em caso de raios</em>).</p><p>Além disso, <strong>NUNCA enfrente o mau tempo nem transite por vias alagadas</strong>. Mesmo camadas finas de água, com poucos centímetros, são capazes de arrastar carros e pessoas, resultando em fatalidades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/temporais-e-chuva-de-mais-de-100-mm-em-24h-ameacam-sc-e-o-pr-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: Pacífico aquece acima das previsões e ECMWF reforça pico superior a 3°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após meses de aquecimento acima das previsões iniciais, o ECMWF reforçou o cenário de um Super El Niño histórico, com praticamente todo o conjunto de previsões indicando anomalias superiores a 3°C.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c-1786111283744.png" data-image="ce61tqxa2kvq" alt="A previsão do ECMWF para anomalia de temperatura da superfície do mar entre outubro-dezembro mostra uma ampla área do Pacífico com anomalias superiores a 2°C. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF." title="A previsão do ECMWF para anomalia de temperatura da superfície do mar entre outubro-dezembro mostra uma ampla área do Pacífico com anomalias superiores a 2°C. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF."><figcaption>A previsão do ECMWF para anomalia de temperatura da superfície do mar entre outubro-dezembro mostra uma ampla área do Pacífico com anomalias superiores a 2°C. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Desde o início do ano, a<strong> temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) no <strong>Pacífico Equatorial</strong> vem <strong>esquentando mais rapidamente </strong>do que indicavam as <strong>primeiras previsões</strong> do ECMWF. A cada nova atualização, o modelo ajustou para cima a intensidade esperada do El Niño e, na rodada iniciada em <strong>1º de agosto</strong>, praticamente todos os membros do ensemble prevêem um <strong>pico superior a 3°C</strong> entre outubro e dezembro. </p><div class="texto-destacado"><br>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A seguir, <strong>confira</strong> o que diz a mais<strong> nova atualização</strong> do ECMWF e veja <strong>como</strong> as <strong>anomalias</strong> de TSM <strong>evoluíram</strong> em relação às previsões iniciais.</p><h2>Modelo ECMWF prevê Super El Niño com pico de 3,3°C</h2><p><strong>Todo mês</strong>, os <strong>modelos</strong> climáticos <strong>atualizam</strong> suas <strong>previsões</strong> à medida que novas <strong>observações</strong> da atmosfera e do oceano são <strong>incorporadas</strong> às simulações. Na rodada iniciada em<strong> 1º de agosto de 2026,</strong> o <strong>ECMWF</strong> reforçou ainda mais o cenário de um <strong>Super El Niño histórico.</strong></p><div class="texto-destacado">Praticamente todos os membros do ensemble prevêem anomalias relativas superiores a 3°C na região Niño-3.4 entre setembro e dezembro, enquanto pelo menos metade das simulações indica um pico próximo de 3,3°C durante a primavera.</div><p>A figura abaixo mostra essa previsão. Cada uma das<strong> linhas vermelhas</strong> representa um <strong>membro</strong> <strong>do ensemble</strong>, conjunto de dezenas de simulações realizadas pelo modelo com pequenas variações nas condições iniciais. Essa técnica permite estimar não apenas a previsão mais provável, mas também o grau de incerteza associado ao fenômeno. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c-1786111326319.png" data-image="q3eg1iij0jk9" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM na região Niño 3.4 do modelo ECMWF iniciada em agosto. Créditos: Figura do ECMWF adaptada pela Meteored." title="Previsão de anomalia relativa de TSM na região Niño 3.4 do modelo ECMWF iniciada em agosto. Créditos: Figura do ECMWF adaptada pela Meteored."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM na região Niño 3.4 do modelo ECMWF iniciada em agosto. Créditos: Figura do ECMWF adaptada pela Meteored.</figcaption></figure><p>Para facilitar a interpretação da previsão, foi acrescentada uma <strong>linha preta contínua em 3°C</strong>, mostrando que <strong>praticamente todos os membros</strong> do ensemble <strong>ultrapassam</strong><strong> esse limiar </strong>durante o pico do evento. </p><p>Já a <strong>linha preta pontilhada em 3,3°C</strong> evidencia que a pelo menos <strong>metade das simulações</strong> prevê o <strong>pico do aquecimento </strong>acima desse valor, reforçando a expectativa de um El Niño de intensidade excepcional. A<strong> linha azul pontilhada</strong> representa a <strong>evolução</strong> <strong>observada</strong> das <strong>anomalias</strong> <strong>até julho</strong>, quando a região Niño-3.4 atingiu <strong>1,5°C</strong>, valor já compatível com um <strong>El Niño forte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p>Em <strong>comparação</strong> com a <strong>rodada</strong> iniciada em <strong>julho</strong>, a atualização de agosto <strong>aumenta a confiança</strong> do ECMWF em um<strong> Super El Niño histórico</strong>. Se na previsão anterior apenas parte dos membros do ensemble projetava anomalias superiores a<strong> 3°C </strong>durante o pico do evento, agora esse cenário passa a ser indicado por praticamente todas as simulações. O que, <strong>se confirmado</strong>, colocaria este evento acima do El Niño de 2015-2016, cujo pico atingiu cerca de 2,8°C e é o atual recorde.</p><h2>Temperatura do Pacífico evolui acima das previsões iniciais</h2><p>O <strong>rápido aquecimento do Pacífico Equatorial </strong>ao longo de <strong>2026</strong> ajuda a explicar por que as previsões do ECMWF foram sendo ajustadas para um cenário cada vez mais extremo.<strong> </strong></p><p><strong>Em janeiro</strong>, a anomalia relativa de TSM na região Niño-3.4 era de aproximadamente -0,8°C. Naquele momento, o<strong> ECMWF previa </strong>um <strong>aquecimento gradual</strong> ao longo do primeiro semestre, com praticamente todos os membros do ensemble indicando <strong>anomalias</strong><strong> inferiores a 1°C em julho.</strong></p><p>Entretanto, <strong>a partir de março</strong> o <strong>aquecimento</strong> do Pacífico <strong>acelerou</strong> de forma muito mais intensa do que indicavam as primeiras previsões. A <strong>evolução observada</strong> das anomalias (<strong>linha azul</strong>) <strong>ultrapassou</strong> rapidamente<strong> a maior parte das simulações</strong>, atingindo cerca de<strong> 1,5°C em julho.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c-1786111346705.png" data-image="v183uhryisk0" alt="Evolução da previsão do ECMWF entre janeiro (esquerda) e abril (direita) em comparação com as anomalias observadas (linhas pontilhadas em azul). Crédito: Meteored/ECMWF." title="Evolução da previsão do ECMWF entre janeiro (esquerda) e abril (direita) em comparação com as anomalias observadas (linhas pontilhadas em azul). Crédito: Meteored/ECMWF."><figcaption>Evolução da previsão do ECMWF entre janeiro (esquerda) e abril (direita) em comparação com as anomalias observadas (linhas pontilhadas em azul). Crédito: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Essa <strong>diferença é muito perceptível </strong>na <strong>rodada iniciada em 1º de abril</strong>. Embora o ECMWF tenha revisado suas previsões para cima, a <strong>evolução observada</strong> <strong>continuou acompanhando o limite superior do ensemble</strong> e, posteriormente, superou praticamente todas as simulações emitidas naquela rodada. </p><p>Assim, o<strong> modelo vem ajustando </strong>sucessivamente suas <strong>previsões</strong>, <strong>culminando</strong> na atualização de agosto, que concentra quase todas as simulações <strong>acima de 3°C</strong> durante o pico do evento</p><h2>Até onde o Pacífico pode aquecer e quais podem ser as consequências?</h2><p>Apesar da confiança crescente em um Super El Niño histórico, <strong>ainda existe incerteza</strong> sobre qual será a <strong>intensidade máxima</strong> do aquecimento no Pacífico. Independentemente do pico final, o<strong> cenário já preocupa</strong>. Embora um aumento na anomalia da TSM não resulte em impactos proporcionais sobre o tempo e o clima, eventos intensos de El Niño costumam alterar de forma significativa os padrões de circulação atmosférica. </p><div class="texto-destacado">Julho marcou o início mais evidente da resposta atmosférica ao aquecimento do Pacífico. Desde então, o Sul do Brasil vem sendo atingido por uma sucessão de tempestades severas, com episódios de chuva extrema e tornados, enquanto estados da Região Norte, como o Acre, enfrentam o agravamento da estiagem e já decretaram situação de emergência devido à seca. </div><p>Se esses<strong> </strong>primeiros sinais já são observados enquanto o El Niño está se desenvolvendo, a <strong>primavera e o verão</strong> <strong>serão de muita atenção</strong>, uma vez que é justamente <strong>nesse período </strong>que o <strong>El Niño costuma exercer</strong> sua <strong>maior influência</strong> sobre o clima da América do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar traz clima de inverno úmido para SP, RJ e ES; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 19:03:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar frio de origem polar vai avançar por áreas do Sudeste do Brasil a partir da próxima segunda-feira (10), provocando uma queda das temperaturas ao longo da semana e sensação de frio, especialmente pela manhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavrls6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavrls6.jpg" id="xavrls6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>massa de ar frio de origem polar</strong> vai avançar pelo Sudeste do Brasil a partir da próxima segunda-feira (10), provocando uma <strong>queda das temperaturas</strong> até meados da semana nos estados de<strong> São Paulo</strong>, <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>Espírito Santo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Essas áreas vão ter bastante nebulosidade e poucas aberturas de sol, o que vai deixar uma <strong>sensação de friozinho, principalmente pela manhã</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frio retorna ao Sudeste na próxima semana</h2><p>As temperaturas começam a diminuir em parte do Sudeste já a partir deste domingo (9), mas é em <strong>meados da próxima semana</strong> que o<strong> frio fica mais intenso</strong>.</p><p>O <strong>mapa abaixo</strong> mostra a<strong> abrangência da massa de ar frio de origem polar</strong> que vai atuar sobre a região nos próximos dias, afetando boa parte de São Paulo e os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar-1786118174197.jpg" data-image="dn5w072fx3d7"><figcaption>Anomalias da temperatura do ar no nível de 850 hPa mostra a abrangência da massa de ar frio que atuará na próxima semana sobre boa parte da Região Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>No<strong> domingo (9) </strong>o <strong>ar frio já começa a derrubar as temperaturas </strong>a partir da tarde no <strong>leste de São Paulo</strong>, com temperaturas não passando dos 22°C em várias localidades. Na <strong>capital paulista</strong>, a <strong>mínima </strong>será registrada no período da <strong>noite</strong>, com registro de <strong>15°C</strong>.</p><p>Na<strong> segunda-feira (10)</strong> o friozinho se espalha mais um pouco por essa região e também atinge áreas elevadas do sul e Região Serrana do Rio de Janeiro, onde as<strong> máximas não ultrapassam os 20°C</strong> e podem chegar aos <strong>11°C/12°C no sul da Região Sorocabana</strong>.</p><p>Na<strong> capital paulista</strong> a <strong>máxima </strong>será de <strong>18°C </strong>e no Rio de Janeiro será de<strong> 23°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar-1786120380164.jpg" data-image="fej5oob1qprk"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira (11) </strong>o<strong> frio se acentua</strong> um pouco mais e se espalha pela porção <strong>leste paulista</strong>, áreas do <strong>centro-sul do Rio de Janeiro</strong> e chega também ao <strong>sul do Espírito Santo</strong>.</p><p>Pela manhã, as <strong>mínimas </strong>variam <strong>entre 13°C e 18°C</strong> em praticamente todo o estado de São Paulo, no sul do Espírito Santo e em várias localidades do Rio de Janeiro, mas podendo cair para os<strong> 8°C no sul paulista (Região de Sorocaba) e na Região Serrana do Rio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar-1786120397413.jpg" data-image="nm3nkalo8x4s"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>À tarde, as <strong>máximas </strong>(mapa acima) não passam dos <strong>18°C</strong> no leste de São Paulo, no sul do Espírito Santo e em áreas do sul e centro do Rio de Janeiro, podendo ficar em torno dos <strong>10°C na Região Serrana do Rio e no sul da Região de Sorocaba</strong>.</p><p>As mínimas e máximas, respectivamente, neste dia (11) serão de: <strong>12°C/16°C na capital paulista</strong>; 19°C/21°C na capital fluminense; 19°C/24°C na capital Vitória.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782554" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco">Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122393901_320.jpg" alt="Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>A quarta-feira (12) ainda manterá essas condições mais frias nestas áreas.</p><p>Contudo, a <strong>tendência</strong> indica que já na<strong> quinta-feira (13) as temperaturas voltam a se elevar gradualmente </strong>em toda a Região<strong> Sudeste</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 17:53:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A frente fria segue avançando e mantém a Região Sul sob alertas e riscos de tempestades, fortes rajadas de vento e chuvas com volumes que superam os 100 mm aumentando o potencial para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavsrv2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavsrv2.jpg" id="xavsrv2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Após a formação de um <strong>ciclone bomba</strong> que provocou <strong>vento de 120 km/h em Porto Alegre</strong> e um <strong>tornado confirmado no interior gaúcho</strong>, a Região Sul continua sob alerta no fim de semana. A frente fria avança e há risco de <strong>temporais, vendavais acima de 70 km/h e acumulados superiores a 100 mm</strong> para Santa Catarina e o Paraná. </p><p>Nesta quinta-feira (6), tempestades severas e vendavais atingiram o Sul. Rajadas de vento alcançaram impressionantes <strong>120 km/h em Porto Alegre (RS)</strong> e um <strong>tornado foi confirmado em Pedro Osório (RS)</strong>, provocando queda de centenas de árvores, estragos estruturais e interrupções no fornecimento de eletricidade.</p><h2><strong><strong>Ventos continuam, mas chuva diminui no RS</strong> </strong></h2><p>Ao longo da noite desta sexta-feira (7), <strong>o tempo começa a se estabilizar </strong>na maior parte do Rio Grande do Sul. A frente fria se desloca em direção ao Sudeste e Centro-Oeste, abrindo espaço para a <strong>entrada de uma massa de ar mais frio</strong> e seco que inibe a formação de nuvens carregadas no estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786121900043.jpg" data-image="ih1dr1pd4939" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Previsão de rajadas de vento para o RS na tarde deste sábado (8). Modelo ECMWF, indica ventos superiores a 50 km/h no norte do estado.</figcaption></figure><p>Após as rajadas extremas de 120 km/h na quinta (6), os ventos perdem força durante o fim de semana, mas ainda exigem atenção. Tanto no sábado (8) quanto no domingo (9), há previsão de <strong>rajadas de até 60 km/h</strong>, com maior intensidade concentrada no norte gaúcho.</p><p>Em relação à chuva, a circulação atmosférica favorece o retorno de pancadas no nordeste e norte gaúcho no sábado (8), principalmente entre o final da manhã e o início da tarde. O modelo <em>ECMWF</em> aponta <strong>chuvas moderadas a fortes com descargas elétricas</strong> nessas faixas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786121959892.jpg" data-image="zh06rnaj9x2x" alt="Nuvens e chuva." title="Nuvens e chuva."><figcaption>Previsão de nebulosidade e precipitação para o RS neste sábado (8). Chuvas se concentram no extremo norte do estado.</figcaption></figure><p>No domingo (9), o tempo seco predomina na maior parte do estado, com pancadas isoladas restritas aos municípios que fazem divisa com Santa Catarina. Até o fim do domingo (9), os volumes acumulados variam de apenas <strong>1 mm no centro gaúcho a 25 mm no norte do estado</strong>.</p><h2>Tempestades afetam Santa Catarina no fim de semana </h2><p>Em <strong>Santa Catarina, o tempo volta a fechar na manhã de sábado (8)</strong> após um breve período de melhoria. O transporte de umidade do oceano em direção ao continente criará o ambiente ideal para a formação de nuvens carregadas e risco de temporais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122067142.jpg" data-image="3406ebjfuyqa" alt="Chuvas para SC na noite de sábado (8)." title="Chuvas para SC na noite de sábado (8)."><figcaption>Chuvas para Santa Catarina na noite de sábado (8). Há potencial para tempestades pontuais no estado.</figcaption></figure><p>Ainda no sábado de manhã, <strong>pancadas fortes atingem áreas próximas à divisa com o Paraná</strong>, afetando municípios como Canoinhas e Itaiópolis. O modelo indica potencial para tempestades capazes de gerar alagamentos e transtornos locais.</p><p>A instabilidade em Santa Catarina persiste até a manhã de domingo (9), alternando períodos de<strong> chuva fraca e moderada</strong>. No domingo (9) à tarde, o sol até aparece entre nuvens em algumas regiões, mas o céu permanece predominantemente encoberto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122034690.jpg" data-image="l0mcsvtac6j3" alt="Vento em SC." title="Vento em SC."><figcaption>Rajadas de vento superam os 60 km/h na tarde deste sábado em áreas de SC.</figcaption></figure><p>Além da chuva, os ventos voltam a ganhar força no estado. O momento mais crítico ocorre na <strong>tarde de sábado (8)</strong>, quando as rajadas podem <strong>superar os 60 km/h no meio-oeste catarinense</strong>.</p><h2>Acumulado de chuva supera os 100 mm no PR </h2><p>O Paraná será o estado mais afetado por instabilidades volumosas nos próximos dias. A alta disponibilidade de umidade alimentará nuvens de grande desenvolvimento vertical, mantendo o alerta para <strong>temporais, alagamentos e transbordamento de rios</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122189415.jpg" data-image="rfca8stv4w42" alt="Mapa de densidade de raios." title="Mapa de densidade de raios."><figcaption>Mapa mostra áreas propícias a tempestades na madrugada de domingo (9).</figcaption></figure><p>No sábado (8) de manhã, chuvas fortes atingem a porção norte paranaense e migram em direção ao leste, alcançando a <strong>Região Metropolitana de Curitiba</strong>. À tarde, a chuva se espalha por grande parte do estado com intensidade leve a moderada.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Durante a noite de sábado e a manhã de domingo (9), <strong>pancadas fortes</strong> voltam a se concentrar no sul e sudoeste do Paraná, acumulando grandes volumes em curto intervalo de tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio">Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024235288_320.jpg" alt="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"></a></article></aside><p>De acordo com o modelo <em>ECMWF</em>, os acumulados no Paraná podem <strong>superar os 100 mm na Grande Curitiba</strong>. No centro-sul do estado, os volumes devem oscilar <strong>entre 60 mm e 90 mm</strong>, enquanto no centro-oeste ficam em torno de 60 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122136815.jpg" data-image="vegvaeu46mo9" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada para o Sul do Brasil até o final da noite de domingo (9). Modelo ECMWF indica volumes acima de 100 mm próximos a Curitiba/PR.</figcaption></figure><p>Acompanhando o quadro chuvoso, o Paraná também registrará <strong>rajadas de vento acima de 70 km/h</strong> na tarde de sábado (8), perdendo intensidade gradativamente ao longo do domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tornado e chuva de granizo causam estragos e alertas no RS; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 13:44:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Diante dos danos provocados por chuvas e vendavais recentes na região, o governo federal publicou portaria oficial reconhecendo o estado de emergência em quatro cidades atingidas no Rio Grande do Sul. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens-1786105554482.jpg" data-image="vrc7vgffpv9h" alt="Novo tornado atingiu Pedro Osório após passagem de ciclone no RS. Foto: Reprodução/ X" title="Novo tornado atingiu Pedro Osório após passagem de ciclone no RS. Foto: Reprodução/ X"><figcaption>Novo tornado atingiu Pedro Osório após passagem de ciclone no RS. Foto: Reprodução/ X</figcaption></figure><p>Um forte temporal provocado pela formação de um ciclone extratropical causou estragos e <strong>acionou alertas máximos no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (6)</strong>. O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou rajadas de vento de até <strong>120 km/h</strong> com tempestade severa e forte queda de visibilidade.</p><p>Durante a noite, por volta das 20h15, a Defesa Civil do Estado disparou um alerta vermelho para a região metropolitana da capital, orientando que a população buscasse abrigo imediato. O evento climático<strong> deixou cerca de 1,5 mil clientes sem energia elétrica em Porto Alegre</strong> e provocou danos na infraestrutura do estado.</p><h2>Registro de novo tornado e tempestades no interior</h2><p>Além da ventania na capital, <strong>u</strong><strong>m tornado gerado por uma supercélula atingiu o interior do município de Pedro Osório</strong>, na localidade de Matarazzo, por volta das 17h15. O fenômeno provocou destelhamentos, queda de árvores, fios soltos e desabastecimento de energia elétrica na região urbana e rural.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Tornados ️ e chuvas extremas em <a href="https://x.com/hashtag/Pelotas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pelotas</a>, Brasil <a href="https://t.co/CaaB8O9GFE">pic.twitter.com/CaaB8O9GFE</a></p>— Meteored Brasil (@MeteoredBR) <a href="https://x.com/MeteoredBR/status/2085694081074667835?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2026</a></blockquote></figure><p>O prefeito de Pedro Osório, Ricardo Alves, relatou a situação durante o deslocamento das equipes para avaliar a extensão dos danos: "Estamos levantando os estragos no perímetro urbano também, pois houve árvores caídas, postes caídos e fios soltos". <strong>Trata-se do segundo tornado confirmado no estado em duas semanas</strong>, após o registro de destruição em Giruá no dia 28 de julho.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Meu amigo me enviou esse vídeo de Pelotas agora.<br><br>As previsões estavam certas <a href="https://t.co/aOm6ccDdjR">pic.twitter.com/aOm6ccDdjR</a></p>— eu, edu (@eueduduarte) <a href="https://x.com/eueduduarte/status/2085490240689405979?ref_src=twsrc%5Etfw">August 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Danos graves também foram relatados em outros municípios do Sul gaúcho devido ao avanço da tempestade. <strong>Em Pelotas, a força da chuva derrubou o muro do presídio regional</strong>, enquanto no município de Rio Grande as aulas das escolas foram totalmente suspensas como medida de prevenção.</p><h2>Granizo e danos estruturais afetaram mais de cem casas</h2><p>A passagem do sistema frontal causou queda de granizo em diversas cidades da Região Norte do Rio Grande do Sul. O município de Caseiros foi um dos mais atingidos, <strong>com mais de 100 residências danificadas por pedras de gelo que perfuraram telhados</strong>, exigindo a distribuição urgente de lonas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens-1786105793461.jpg" data-image="1ue6ia3okedl" alt="Chuva de granizo danificou mais de 100 casas no interior do RS. Foto: Defesa Civil/Divulgação" title="Chuva de granizo danificou mais de 100 casas no interior do RS. Foto: Defesa Civil/Divulgação"><figcaption>Chuva de granizo danificou mais de 100 casas no interior do RS. Foto: Defesa Civil/Divulgação</figcaption></figure><p>Quedas de granizo também ocorreram em localidades rurais de Cruzaltense, além dos municípios de <strong>São Valentim, Barão de Cotegipe, Ibiraiaras, David Canabarro, Fazenda Vilanova e Erechim</strong>. De acordo com dados da Defesa Civil, o fenômeno ocorreu logo nas primeiras horas da manhã, espalhando-se gradativamente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Santo Antônio das Missões/RS<br><br>Muito Granizo registrado. <a href="https://t.co/lrJXkqIhU2">pic.twitter.com/lrJXkqIhU2</a></p>— Alerta Rio 24 Horas (@AlertaRio24Hrs_) <a href="https://x.com/AlertaRio24Hrs_/status/2085557189368852949?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2026</a></blockquote></figure><p>O cenário foi impulsionado pela <strong>atuação de um Jato de Baixos Níveis em conjunto com o fenômeno El Niño</strong> de categoria forte. Essa combinação meteorológica favoreceu formações de instabilidade de grande escala sobre o território gaúcho.</p><h2>Reconhecimento federal e respostas das autoridades locais</h2><p>Em decorrência do histórico recente de desastres climáticos na região, <strong>o governo federal publicou portaria reconhecendo a situação de emergência</strong> em quatro municípios gaúchos. A medida abrange as cidades de Ametista do Sul, Nova Bassano, Frederico Westphalen e Santa Tereza, afetadas por enxurradas e ventanias no mês de julho.</p><p>O Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) e a Defesa Civil <strong>mantiveram avisos de grande perigo para tempestades ao longo de todo o dia</strong>. A orientação oficial para os moradores das áreas sob risco de alagamentos e vendavais é desligar aparelhos elétricos e evitar permanecer em locais abertos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio">Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024235288_320.jpg" alt="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"></a></article></aside><p>As equipes municipais e estaduais de apoio e monitoramento seguem atuando no atendimento das ocorrências nos locais atingidos pelos ventos fortes e granizo. <strong>O acompanhamento permanente inclui o monitoramento do nível de rios e lagos na capital</strong> para mitigar os impactos da passagem do ciclone. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Duda%20Romagna%2C%20Diego%20Nu%C3%B1ez" data-year="2026" data-title="Forma%C3%A7%C3%A3o%20de%20ciclone%20provoca%20granizo%20e%20mais%20de%20100%20casas%20s%C3%A3o%20afetadas%20no%20RS%2C%20que%20tem%20aviso%20para%20chuva%20forte%20e%20at%C3%A9%20tornados" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F06%2Fciclone-provoca-tempestade-granizo-rs.ghtml">Duda Romagna, Diego Nuñez. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/06/ciclone-provoca-tempestade-granizo-rs.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Formação de ciclone provoca granizo e mais de 100 casas são afetadas no RS, que tem aviso para chuva forte e até tornados</a>.</cite><br><cite data-author="Thiago%20F%C3%A9lix%2C%20Andr%C3%A9%20Rigue%2C%20Lauryn%20Amaral" data-year="2026" data-title="Grande%20tornado%20gerado%20por%20passagem%20de%20ciclone%20bomba%20atinge%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fnacional%2Fsul%2Frs%2Fgrande-tornado-gerado-por-passagem-de-ciclone-bomba-atinge-rs%2F">Thiago Félix, André Rigue, Lauryn Amaral. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sul/rs/grande-tornado-gerado-por-passagem-de-ciclone-bomba-atinge-rs/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Grande tornado gerado por passagem de ciclone bomba atinge RS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com um pouco de conhecimento sobre como limpá-los, triturá-los e aplicá-los de acordo com as necessidades específicas das suas plantas, as sobras do pequeno-almoço podem tornar-se um aliado valioso no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289357185.png" data-image="37ve8ja8yrrp"><figcaption>As cascas de ovo não substituem um bom fertilizante, nem conseguem, por si só, resolver todos os problemas relacionados com o cálcio.</figcaption></figure><p>Os ovos são um alimento básico em muitas cozinhas e, assim que são partidos, as cascas vão normalmente direitas para o lixo. Mas <strong>o que parece ser desperdício ainda pode ser bem aproveitado nos seus vasos, horta ou canteiros</strong> de flores.</p><p>Com um pouco de preparação, <strong>as cascas de ovo</strong> podem ganhar uma segunda vida e tornar-se<strong> um aliado valioso para as suas plantas</strong>.<strong> </strong>Reutilizá-las é também uma forma fácil de reduzir o lixo doméstico.</p><p>As cascas de ovo são bem conhecidas na jardinagem por fornecerem <strong>cálcio de libertação lenta e por funcionarem como uma barreira natural contra lesmas e caracóis</strong>. No entanto, não basta simplesmente esmagá-las e espalhá-las pelo solo. O tamanho dos pedaços faz toda a diferença.</p><div class="texto-destacado"><strong>Se o seu objetivo for adicionar cálcio ao solo, as cascas devem ser moídas até se tornarem um pó muito fino. Se quiser criar uma barreira protetora, pedaços maiores, secos e irregulares funcionam muito melhor.</strong></div><p>Para compreender por que razão são úteis, é importante saber de que são feitas. Cerca de 95% de uma casca de ovo é constituída por <strong>carbonato de cálcio</strong>, juntamente com pequenas quantidades de <strong>magnésio e outros minerais</strong>.</p><h2>As cascas de ovo, por si só, não são suficientes</h2><p>É importante lembrar que <strong>as cascas de ovo não são um fertilizante completo</strong>. Contêm apenas quantidades mínimas de azoto, fósforo e potássio, pelo que não podem substituir o composto, os dejetos de minhocas ou um fertilizante equilibrado.</p><p>Funcionam melhor como um aditivo mineral suplementar que se decompõe gradualmente no solo. Por outras palavras, podem dar um impulso útil, <strong>mas as suas plantas continuam a precisar de uma fonte de nutrição mais completa</strong>.</p><h2>Como preparar cascas de ovo para as suas plantas</h2><p>Antes de as levar para o jardim, <strong>lave bem as cascas para remover quaisquer resíduos de clara ou gema</strong>. Embora este passo possa parecer insignificante, ajuda a evitar odores desagradáveis, bolor e insetos indesejados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289566244.png" data-image="egbplqwzh7i0"><figcaption>Triture as cascas até obterem um pó fino e misture-as no solo para que as suas plantas possam absorver gradualmente o cálcio.</figcaption></figure><p><strong>Deixe-as secar durante um dia inteiro num local bem ventilado</strong>. Se quiser acelerar o processo, leve-as ao forno durante 10 a 15 minutos a baixa temperatura, até ficarem completamente secas e quebradiças.</p><p>Quando estiverem prontas, guarde-as num frasco seco até ter recolhido uma boa quantidade. Para tornar o cálcio disponível para as plantas, <strong>triture as cascas até obter um pó tão fino como farinha</strong>.</p><p>Pode usar um almofariz e um pilão, colocá-las num saco resistente e esmagá-las com um rolo de massa, ou triturá-las num liquidificador. <strong>Quanto mais fino for o pó, mais facilmente se misturará com o solo</strong>.</p><div class="texto-destacado">O facto de a casca ser branca ou castanha depende da genética da galinha. Não existe uma diferença significativa no teor de cálcio entre as duas.</div><p>Isto é importante porque os fragmentos grandes de casca demoram muito tempo a decompor-se. Na verdade, podem ainda estar visíveis após vários meses — ou mesmo anos. <strong>Moê-los até se tornarem pó aumenta o seu contacto com a umidade, os microrganismos e os ácidos naturais do solo, acelerando o processo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico">Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225_320.jpeg" alt="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"></a></article></aside><p>Não é necessário cobrir o vaso com pó de casca de ovo. Comece por<strong> espalhar uma ou duas colheres de chá à volta da base da planta e misture-o suavemente na camada superior do solo</strong>. Também pode adicionar um pouco ao buraco de plantação ao transplantar ou misturá-lo diretamente no seu composto.</p><h3>Como utilizar cascas de ovo contra lesmas e caracóis</h3><p>Se o seu objetivo for proteger as suas plantas de lesmas e caracóis, prepare as cascas de forma diferente. Em vez de pó, <strong>utilize pedaços grandes, secos e irregulares, aproximadamente do tamanho de um grão de café</strong>. Disponha-os num anel com cerca de duas a três polegadas (5–8 cm) de largura à volta da planta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289670978.png" data-image="qguufrb0enra" alt="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away." title="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away."><figcaption>Partam as conchas em pedaços pequenos e espalhem-nas à volta das vossas plantas para criar uma barreira que ajude a afastar as lesmas e os caracóis.</figcaption></figure><p><strong>A ideia é que a superfície rugosa e as arestas afiadas tornem desconfortável a passagem de lesmas e caracóis</strong>. Mesmo assim, esta barreira pode ajudar, mas nem sempre os impedirá completamente. Certifique-se de que o anel é contínuo e evite que as folhas toquem no chão fora da barreira, pois as pragas podem usá-las como ponte.</p><p>Após chuva forte ou rega, terá de deixar as conchas secarem, reposicioná-las ou substituí-las. Também é uma boa ideia <strong>remover folhas caídas, tábuas, pedras e outros esconderijos úmidos</strong> onde estas pragas costumam refugiar-se durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"></a></article></aside><p>Se tiver cascas de ovo a mais, esmague-as bem e adicione-as à sua pilha de composto. A regra de ouro é simples: <strong>triture as cascas de ovo até ficarem em pó fino se as for utilizar como fonte de cálcio</strong>, ou deixe-as em pedaços maiores se quiser criar uma barreira contra lesmas e caracóis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Ilíada" e "Odisseia" são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Dos oito poemas que narravam a Guerra de Troia e suas consequências, apenas Ilíada e Odisseia sobreviveram completas; as demais obras são conhecidas apenas por resumos antigos e fragmentos preservados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786060827865.jpg" data-image="pjdzlv3i9dto" alt="A maior parte das histórias foi perdida: eventos como a morte de Aquiles e o assassinato de Odisseu por seu próprio filho só sobrevivem graças a fragmentos. Crédito: Mike Azevedo/Superinteressante" title="A maior parte das histórias foi perdida: eventos como a morte de Aquiles e o assassinato de Odisseu por seu próprio filho só sobrevivem graças a fragmentos. Crédito: Mike Azevedo/Superinteressante"><figcaption>A maior parte das histórias foi perdida: eventos como a morte de Aquiles e o assassinato de Odisseu por seu próprio filho só sobrevivem graças a fragmentos. Crédito: Mike Azevedo/Superinteressante</figcaption></figure><p>A imagem mais conhecida da <strong>Guerra de Troia</strong> costuma remeter ao cavalo de madeira que permitiu a invasão da cidade, à morte de Aquiles atingido no calcanhar e à longa viagem de Odisseu de volta para casa. No entanto, esses episódios não aparecem de forma detalhada nos <strong>dois poemas mais famosos atribuídos a Homero, Ilíada e Odisseia</strong>. Na verdade, eles pertencem a um conjunto muito maior de narrativas conhecido pelos estudiosos como <strong>Ciclo Épico.</strong></p><p>Formado originalmente por oito poemas, o Ciclo Épico reunia histórias que narravam desde as origens da Guerra de Troia até o destino dos heróis após o conflito. Essas obras eram transmitidas oralmente por <strong>bardos na Grécia Antiga antes de serem registradas por escrito entre os séculos VIII e VII a.C.</strong>, compondo uma das tradições literárias mais importantes da Antiguidade.</p><p>Apesar de sua relevância, apenas Ilíada e Odisseia chegaram completas aos dias atuais. Os outros seis poemas desapareceram ao longo dos séculos e <strong>sobreviveram apenas por meio de pequenos fragmentos</strong>, citações feitas por autores antigos e, principalmente, dos resumos elaborados por Proclo, responsável por preservar a estrutura geral dessas narrativas.</p><h2>A origem da guerra e a queda de Troia</h2><p>A primeira obra do ciclo é <strong>Cypria</strong>, tradicionalmente atribuída a Estácino de Chipre. O poema narrava os acontecimentos que antecederam a guerra, incluindo <strong>o famoso julgamento de Páris entre Afrodite, Hera e Atena. </strong>Ao escolher Afrodite como a mais bela das deusas, o príncipe troiano recebe como recompensa o amor de Helena, esposa do rei Menelau. O episódio desencadeia a união dos reis gregos contra Troia e dá início ao conflito que duraria uma década.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786061048898.jpg" data-image="rpla1vjsxe7e" alt="Ilíada conta a guerra e o início da queda de Tróia. Crédito: Universal Studios/Reprodução" title="Ilíada conta a guerra e o início da queda de Tróia. Crédito: Universal Studios/Reprodução"><figcaption>Ilíada conta a guerra e o início da queda de Tróia. Crédito: Universal Studios/Reprodução</figcaption></figure><p>A segunda obra é a própria<strong> Ilíada</strong>, atribuída a Homero, que retrata apenas algumas semanas do último ano da guerra. O poema concentra-se na ira de Aquiles após romper com Agamenon, na morte de Pátroclo pelas mãos de Heitor e na vingança do maior guerreiro grego. A narrativa termina com o encontro entre Aquiles e o rei Príamo, que consegue recuperar o corpo do filho para realizar seu funeral.</p><p>A sequência era contada em<strong> Etiópida</strong>, de Arctino de Mileto. O poema apresentava a chegada das amazonas e do rei etíope Mêmnon para auxiliar Troia. Depois de derrotar ambos, <strong>Aquiles encontra seu próprio destino ao ser morto por uma flecha disparada por Páris</strong>. A obra também narrava o funeral do herói e a disputa entre Odisseu e Ajax por sua armadura.</p><h2>O cavalo de Troia e o saque da cidade</h2><p>Os acontecimentos seguintes eram desenvolvidos na <strong>Pequena Ilíada</strong>, atribuída a Lesques. O poema relatava o suicídio de Ajax após perder a armadura de Aquiles para Odisseu, a morte de Páris e a missão de Odisseu e Diomedes para roubar a estátua sagrada de Atena. Também era nessa obra que surgia, em detalhes,<strong> o famoso estratagema do Cavalo de Troia</strong>, apenas mencionado brevemente por Homero.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/madeira-petrificada-das-montanhas-kyffhauser-revela-300-milhoes-de-anos-da-historia-da-terra.html" title="Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra">Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/madeira-petrificada-das-montanhas-kyffhauser-revela-300-milhoes-de-anos-da-historia-da-terra.html" title="Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/versteinertes-holz-aus-dem-kyffhauser-deckt-300-millionen-jahre-erdgeschichte-auf-1785091520789_320.jpg" alt="Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra"></a></article></aside><p>O episódio final da guerra aparecia em <strong>Iliupersis, ou O Saque de Troia</strong>, novamente atribuído a Arctino de Mileto. A narrativa descrevia a entrada do cavalo na cidade, a invasão noturna dos gregos, o massacre da população, a morte do rei Príamo e a destruição de templos e palácios. A violência foi tão grande que, segundo o poema, até Atena decidiu punir os vencedores.</p><p>As consequências da vitória grega eram exploradas em <strong>Nostoi ("Retornos")</strong>. A obra acompanhava a difícil viagem de volta dos principais heróis, castigados pelos deuses pelas atrocidades cometidas durante o saque. Entre os episódios mais conhecidos estão <strong>a permanência de Menelau no Egito e o assassinato de Agamenon por sua esposa</strong>, Clitemnestra, ao retornar a Micenas.</p><h2>O destino de Odisseu após a "Odisseia"</h2><p>A penúltima obra do ciclo é a própria<strong> Odisseia,</strong> atribuída a Homero. O poema acompanha<strong> os dez anos de viagem de Odisseu até retornar a Ítaca</strong>, enfrentando criaturas como o ciclope Polifemo, a feiticeira Circe, as sereias, Cila e Caríbdis, antes de recuperar seu reino e reencontrar Penélope.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786061446296.jpg" data-image="jlqoaogmcufg" alt="Após o retorno à Ítaca, muitos acontecimentos ainda se abatem sobre Odisseu" title="Após o retorno à Ítaca, muitos acontecimentos ainda se abatem sobre Odisseu"><figcaption>Após o retorno à Ítaca, muitos acontecimentos ainda se abatem sobre Odisseu. Crédito: Universal Studios/Divulgação</figcaption></figure><p>O encerramento do Ciclo Épico acontecia em <strong>Telegonia</strong>, um dos poemas mais curiosos da tradição grega. A obra revelava que Odisseu teve um filho com Circe, chamado Telégono. Sem conhecer o pai, o jovem parte em sua busca e, por ironia do destino, acaba matando Odisseu durante um confronto em Ítaca. Após descobrir a verdade, leva o corpo do herói para a ilha de Circe, onde <strong>a história termina com casamentos inesperados entre os sobreviventes e a concessão da imortalidade pela feiticeira.</strong></p><p>Embora apenas dois dos oito poemas tenham sobrevivido integralmente, os fragmentos preservados e os resumos de autores antigos permitem reconstruir a maior parte dessa vasta narrativa. O Ciclo Épico revela que<strong> a Guerra de Troia ia muito além da história contada por Homero, abrangendo gerações de heróis, tragédias familiares e episódios </strong>que marcaram profundamente a literatura e a mitologia do mundo ocidental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Superinteressante" data-year="2026" data-title="%E2%80%9COdisseia%E2%80%9D%20e%20%E2%80%9CIl%C3%ADada%E2%80%9D%20s%C3%A3o%20s%C3%B3%20dois%20cap%C3%ADtulos%20de%20oito%3A%20conhe%C3%A7a%20o%20Ciclo%20%C3%89pico%20de%20Troia" data-url="https%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fhistoria%2Fodisseia-e-iliada-sao-so-dois-capitulos-de-oito-conheca-o-ciclo-epico-de-troia%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Superinteressante. (2026). <a href="https://super.abril.com.br/historia/odisseia-e-iliada-sao-so-dois-capitulos-de-oito-conheca-o-ciclo-epico-de-troia/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Odisseia” e “Ilíada” são só dois capítulos de oito: conheça o Ciclo Épico de Troia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um asteroide de 10 km transformou a Terra em um forno duas horas antes do grande inverno glacial]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-asteroide-de-10-km-transformou-a-terra-em-um-forno-duas-horas-antes-do-grande-inverno-glacial.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 08:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova pesquisa sugere que a extinção dos dinossauros pode ter ocorrido muito mais rapidamente do que se pensava anteriormente. Uma gigantesca nuvem de poeira teria transformado a Terra em um verdadeiro forno apenas algumas horas após o impacto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-mas-parecido-al-infierno-el-asteroide-que-mato-a-los-dinosaurios-no-los-congelo-pero-si-aso-la-tierra-en-2-horas-1785323774030.jpg" data-image="045gsq2yjeeh"><figcaption>O que ainda gera debate entre os cientistas não é se o impacto causou aquela extinção em massa, mas exatamente como isso aconteceu.</figcaption></figure><p><strong>Há 66 milhões de anos</strong>, um <strong>asteroide </strong>de aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro<strong> atingiu a Terra</strong> perto do que hoje é a Península de Yucatán, no México. A colisão criou a cratera de Chicxulub e marcou o fim do período Cretáceo, <strong>provocando a extinção de cerca de 75% das espécies</strong> que habitavam o planeta, incluindo quase todos os dinossauros.</p><p>O que permanece como objeto de debate científico não é se o impacto causou essa extinção em massa, mas sim como exatamente ela ocorreu. Durante anos, uma das principais <strong>hipóteses </strong>sustentava que a <strong>maioria das espécies sucumbiu gradualmente devido a um inverno global prolongado</strong>, caracterizado por temperaturas gélidas e uma redução drástica na luz solar.</p><p>No entanto, um <strong>estudo </strong>publicado na revista <em>Journal of Geophysical Research: Biogeosciences</em> propõe um cenário bem diferente. Segundo os autores, <strong>o impacto inicial pode ter sido muito mais letal do que se pensava anteriormente</strong>, dizimando uma vasta quantidade de vida na Terra em apenas uma ou duas horas.</p><h2>A chave estava em uma enorme nuvem de poeira</h2><p>O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Purdue, reconstruiu o que aconteceu imediatamente após o impacto do asteroide. <strong>A colisão vaporizou mais de 1.000 quilômetros cúbicos de rocha e sedimento</strong>, lançando esse material a uma altitude de dezenas de quilômetros.</p><div class="texto-destacado">À medida que esfriava, parte desse vapor transformava-se em minúsculas gotículas de rocha fundida, chamadas de esférulas. Essas partículas começaram a cair de volta em direção à superfície e, durante a descida, aqueceram-se intensamente devido ao atrito com a atmosfera, irradiando uma enorme quantidade de energia.</div><p>O mecanismo já era conhecido até aquele momento. A descoberta inédita do estudo é a identificação do papel decisivo de uma<strong> enorme nuvem de poeira extremamente fina que permaneceu em suspensão na atmosfera</strong> após o impacto. Essa poeira funcionou como uma tampa gigantesca: em vez de permitir que o <strong>calor </strong>escapasse para o espaço, ela <strong>o refletia continuamente de volta para a superfície do planeta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-mas-parecido-al-infierno-el-asteroide-que-mato-a-los-dinosaurios-no-los-congelo-pero-si-aso-la-tierra-en-2-horas-1785323841764.jpg" data-image="sb3da7vggjc0"><figcaption>Pesquisadores comparam o cenário de impacto de asteroide a um verdadeiro inferno.</figcaption></figure><p><strong>O resultado foi devastador</strong>. Cálculos indicam que a radiação térmica que atingiu o planeta era cerca de três vezes e meia mais intensa do que a produzida apenas pelas esférulas, criando um ambiente capaz de provocar incêndios florestais espontâneos e dizimar rapidamente a maior parte da fauna terrestre.</p><h2>Um planeta transformado em forno</h2><p>Pesquisadores comparam esse cenário a um verdadeiro inferno. A densa <strong>nuvem de poeira bloqueava quase totalmente a luz solar</strong> e, ao mesmo tempo, retinha o calor próximo ao solo, <strong>elevando as temperaturas a níveis extremos</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com as simulações, os animais expostos receberam uma dose de radiação térmica equivalente a 17 vezes a quantidade considerada letal para um ser humano.<br>Nessas condições, as únicas espécies com chance de sobrevivência teriam sido aquelas que conseguiram se refugiar no subsolo, permanecer debaixo d'água ou encontrar alguma forma de proteção natural contra o calor intenso.</div><p>Essa pode ser uma das explicações para o fato de pequenos mamíferos, anfíbios, répteis e outros organismos resilientes terem conseguido sobreviver à catástrofe, enquanto os grandes dinossauros desapareceram quase completamente.</p><h2>Do calor extremo a um longo inverno global</h2><p>Paradoxalmente, a mesma poeira responsável pelo intenso aquecimento inicial teria sido também a origem de uma mudança climática diametralmente oposta.</p><p>Assim que a chuva de esférulas cessou e os incêndios se extinguiram,<strong> as minúsculas partículas permaneceram suspensas na atmosfera por anos</strong> — ou até mesmo décadas. Ao bloquear uma parcela significativa da radiação solar, elas <strong>desencadearam um inverno global que reduziu drasticamente as temperaturas</strong> e perturbou as cadeias alimentares em todo o planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683026" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-colapso-da-era-glacial-foi-dramatico-a-terra-rapidamente-passou-de-uma-bola-de-neve-a-um-planeta-pantanoso.html" title="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso">O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-colapso-da-era-glacial-foi-dramatico-a-terra-rapidamente-passou-de-uma-bola-de-neve-a-um-planeta-pantanoso.html" title="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-colapso-de-la-era-de-hielo-fue-dramatico-la-tierra-paso-rapidamente-de-ser-una-bola-de-nieve-a-un-planeta-pantanoso-1731464880839_320.jpg" alt="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso"></a></article></aside><p>Os pesquisadores também destacam que a poeira media apenas 2,5 micrômetros de diâmetro — um tamanho semelhante ao de partículas encontradas na fumaça de incêndios florestais atuais. <strong>Mesmo que tivessem sobrevivido ao calor inicial, muitos animais ainda teriam enfrentado graves problemas respiratórios</strong> devido à inalação desse material.</p><h2>Um quebra-cabeça que ainda não está completo</h2><p>Embora os resultados reforcem a hipótese de uma extinção extremamente rápida, os próprios autores reconhecem que <strong>ainda são necessárias mais evidências </strong>geológicas para <strong>confirmar a extensão global dos incêndios desencadeados pelo impacto</strong>.</p><p><strong>Até o momento, os sinais mais claros desses incêndios foram encontrados na América do Norte</strong>. No entanto, os cientistas acreditam que pesquisas futuras poderão identificar vestígios semelhantes em outras regiões do planeta e ajudar a reconstruir, com maior precisão, as primeiras horas após o impacto do asteroide.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El asteroide Chicxulub desencadenó la extinción del 75% de la vida en la Tierra, entre ella los dinosaurios no aviares, hace 66 millones de años. Tenía ~10 km.<br><br>Esta animación de Discovery Channel muestra el extremadamente improbable escenario del asteroide Palas (500 km, 2.108 × <a href="https://t.co/P1NmLcsArK">pic.twitter.com/P1NmLcsArK</a></p>— Universo Recóndito (@UnvrsoRecondito) <a href="https://x.com/UnvrsoRecondito/status/1774051137399758916?ref_src=twsrc%5Etfw">March 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Responder a essa pergunta vai muito além de simplesmente saber qual foi o destino dos <strong>dinossauros</strong>. Compreender como a Terra reagiu a um dos maiores desastres naturais de sua história também lança luz sobre a resiliência dos ecossistemas e sobre os motivos pelos quais algumas espécies conseguiram sobreviver, enquanto outras desapareceram para sempre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Johnson%2C%20B.%20C.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Heat%20and%20Wildfires%20During%20the%20K-Pg%20Mass%20Extinction%20Enhanced%20by%20Fine%20Dust" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2026JG009837">Johnson, B. C. et al. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2026JG009837" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Heat and Wildfires During the K-Pg Mass Extinction Enhanced by Fine Dust</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-asteroide-de-10-km-transformou-a-terra-em-um-forno-duas-horas-antes-do-grande-inverno-glacial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A cidade brasileira que esconde o 8º maior cânion do mundo e que poucos conhecem; descubra onde fica ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 21:41:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Cidade paranaense destaca-se por abrigar o oitavo maior cânion do mundo em extensão, além de ter forte ecoturismo, com várias cachoeiras e trilhas. Saiba que destino é este.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica-1785960699827.jpg" data-image="03vuxmpyq7ej"><figcaption>O cânion é considerado o 8º maior do mundo em extensão. Sua formação é composta por paredes de arenito que podem chegar a uma altura de até 80 metros. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O <strong>oitavo maior cânion do mundo em extensão</strong> está localizado em uma cidade brasileira, um destino turístico incrível para ecoturismo, cheio de atrativos naturais mas que poucos conhecem.</p><p>Trata-se do município de <strong>Jaguariaíva</strong>, que fica no nordeste do estado do <strong>Paraná</strong>, na Região dos Campos Gerais. Está a cerca de<strong> 240 km da capital Curitiba</strong> e oferece belas paisagens, com cachoeiras, trilhas e parques nacionais, além, é claro, do cânion.</p><p>Prepare-se para descobrir este <strong>tesouro escondido</strong> que é puro contato com a natureza e aventura!</p><h2>Os atrativos naturais de Jaguariaíva</h2><p>Jaguariaíva é uma boa opção para aventureiros e curiosos que buscam contato com a natureza e experiências ao ar livre.</p><p>E começamos falando dele, o <strong>Cânion do Rio Jaguariaíva</strong>, que é o oitavo maior cânion do mundo, ideal para contemplação e aventura. Ele possui<strong> paredões de arenito com até 80 metros de altura</strong> ao longo de <strong>mais de 10 km de extensão</strong>.</p><p><strong>Abaixo, a Cachoeira Véu da Noiva, uma das atrações do Cânion</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">A bela Cachoeira Véu da Noiva<br>Parque Municipal Lago Azul - Jaguariaíva - PR<br><br>Andressa Gomes <a href="https://t.co/gCr5tbOY3c">pic.twitter.com/gCr5tbOY3c</a></p>— Viviane Fernandes ཐི༏ཋྀ (@Viviifernande) <a href="https://x.com/Viviifernande/status/1697385311452434458?ref_src=twsrc%5Etfw">August 31, 2023</a></blockquote></figure><p>O <strong>rio </strong>que<strong> atravessa o cânion </strong>é um local perfeito para a prática de esportes radicais, como o <strong>rafting e canoagem</strong>.</p><p>A região da cidade tem três parques naturais que oferecem vários atrativos.</p><ul><li><strong>Parque Municipal Lago Azul </strong></li></ul><p>Este é <strong>o parque mais visitado</strong> e abriga <strong>3 quedas d’água</strong>: a Cachoeira Lago Azul, Cachoeira Véu da Noiva e a Cachoeira das Andorinhas. </p><p>A <strong>Cachoeira Lago Azul </strong>é muito bonita e tem cerca de 20 metros de altura, com águas que escorrem em um paredão de pedra e acabam em um poço fundo de águas cristalinas verdes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica-1785960730402.jpg" data-image="upfrufsn85my"><figcaption>A Cachoeira Lago Azul, no Parque Municipal Lago Azul, em Jaguariaíva. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A <strong>Cachoeira </strong><strong>Véu da Noiva</strong> tem uns 30 metros de altura e fica entre dois paredões rochosos, em uma fenda. Seu acesso é complexo, feito por baixo através de caminhada entre pedras e a nado. O ideal seria fazer o <em>aquatrekking </em>guiado. </p><p>A<strong> Cachoeira das Andorinhas</strong> fica logo acima da Véu da Noiva. É uma bela queda d’água com uma piscina natural de águas verdes e outras quedas mais acima. O seu acesso é fácil, mas por uma trilha íngreme de 500 metros.</p><ul><li><strong>Parque Estadual do Cerrado</strong></li></ul><p>É uma <strong>área de preservação remanescente de campos de cerrado</strong>, bem como cachoeiras e cânions. Conta com mais de 2 km de trilhas auto guiadas e as duas principais atrações são a Trilha do Cerrado e a Cachoeira do Cerrado. </p><p>A<strong> Trilha do Cerrado </strong>é um percurso autoguiado e bem sinalizado, com cerca de 3,8 km de extensão, que passa por passarelas de madeira e trechos de terra batida. Tem um mirante de onde é possível contemplar o Cânion do Rio Jaguariaíva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778675" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp.html" title="Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP">Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp.html" title="Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp-1784053926498_320.jpg" alt="Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP"></a></article></aside><p>A <strong>Cachoeira do Cerrado</strong> é uma queda de cerca de 40 metros de altura, acessível através de outra trilha de 300 metros de extensão que acompanha o rio Jaguariaíva. Também tem o mirante da Cachoeira.</p><ul><li><strong>Parque Estadual Vale do Codó</strong></li></ul><p>É uma área de aproximadamente<strong> 760 hectares</strong>, formada por<strong> cânions, cachoeiras e afloramentos do arenito</strong>, por onde passam os rios Lajeado Grande e Jaguariaíva. </p><p>Os principais atrativos deste parque são a <strong>Cachoeira do Butiá</strong> com 30 metros de altura, <strong>Cachoeira da Ilha</strong> com cerca de 100 metros de altura, o <strong>Mirante da Pedra da Taça</strong> e o <strong>Mirante da Pedra Bonita</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica-1785960845537.jpg" data-image="qqkomei3c9yd"><figcaption>Vista do Mirante da Pedra da Taça, no Parque Estadual Vale do Codó. Ao fundo a Cachoeira da Ilha. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>A <strong>Cachoeira da Ilha tem difícil acesso</strong> se for por baixo e por cima o acesso é proibido. Com isso, ela é mais vista de longe, através dos mirantes.</p><p><strong>Outro atrativo natural, mas na área urbana</strong> (isso mesmo!), é o <strong>parque Linear do Rio Capivari</strong>, um refúgio verde que fica praticamente dentro da cidade. Um mirante de madeira oferece a vista do Cachoeirão que é um dos principais cartões postais da cidade.</p><p>O local tem <strong>infraestrutura </strong>com pista de caminhada, lago artificial, academia ao ar livre, parque infantil e um belo bosque.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Barcelos%2C%20E" data-year="2026" data-title="Jaguaria%C3%ADva%20(PR)%20guarda%20o%20oitavo%20maior%20c%C3%A2nion%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fjaguariaiva-pr-guarda-o-oitavo-maior-canion-do-mundo%2F">Barcelos, E. (2026). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/jaguariaiva-pr-guarda-o-oitavo-maior-canion-do-mundo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Jaguariaíva (PR) guarda o oitavo maior cânion do mundo</a>.</cite><br><cite data-author="Prandi%2C%20J" data-year="2025" data-title="O%20que%20fazer%20em%20Jaguaria%C3%ADva%20PR" data-url="https%3A%2F%2Fwww.viagensecaminhos.com%2Fjaguariaiva-pr%2F">Prandi, J. (2025). <a href="https://www.viagensecaminhos.com/jaguariaiva-pr/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer em Jaguariaíva PR</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[OMM alerta sobre incêndios florestais: "A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 20:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As mudanças climáticas favorecem incêndios florestais cada vez mais extremos, mas não explicam sua origem isoladamente: a OMM alerta que o manejo florestal e a atividade humana continuam sendo fatores decisivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aviso-de-la-omm-sobre-los-incendios-forestales-el-cambio-climatico-aumenta-el-riesgo-pero-no-es-el-unico-culpable-1785751856331.jpeg" data-image="ea54gq4b74q9"><figcaption>Os incêndios florestais não são mais um problema exclusivo de áreas com histórico de ocorrências.</figcaption></figure><p>Os<strong> incêndios florestais</strong> tornaram-se <strong>uma das maiores ameaças do século 21</strong>. A cada verão, vemos imagens de enormes nuvens de fumaça, evacuações em massa, confinamentos e milhares de hectares reduzidos a cinzas — especialmente durante os incêndios recentes na Espanha, na França e na Grécia.</p><p>No entanto, especialistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam que esses grandes incêndios<strong> resultam de uma combinação de fatores inter-relacionados</strong>: condições climáticas extremas, acúmulo de vegetação combustível, mudanças no uso da terra e — na maioria dos casos — uma fonte de ignição causada pela atividade humana.</p><h2>As mudanças climáticas criam um cenário muito favorável</h2><p>A OMM observa que o <strong>aumento das temperaturas</strong>, as <strong>secas prolongadas</strong> e frequentes, a<strong> redução da umidade do solo </strong>e as <strong>ondas de calor</strong> fazem com que a vegetação permaneça seca por períodos mais longos e se torne muito mais inflamável.</p><p>Em outras palavras, <strong>as mudanças climáticas não iniciam os incêndios, mas preparam o cenário</strong> para que qualquer faísca se transforme em um enorme incêndio florestal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">️ Les incendies vus par la NASA : voici une nouvelle version de la modélisation, centrée sur la France.<br>Elle montre la dispersion des fumées des incendies de juillet 2026 (Gironde, Landes, Var, Fontainebleau) à travers lEurope de lOuest, selon le modèle GEOS-CF de la NASA. <a href="https://t.co/MY0petXAzd">https://t.co/MY0petXAzd</a> <a href="https://t.co/Mx2c54cJ53">pic.twitter.com/Mx2c54cJ53</a></p>— Xplora (@XploraSpace) <a href="https://x.com/XploraSpace/status/2083286635462943130?ref_src=twsrc%5Etfw">July 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Há também outros fatores significativos, notadamente o <strong>acúmulo de biomassa</strong>, a redução da exploração florestal e a<strong> falta de manejo adequado</strong> ao contexto atual.</p><p>A isso se soma a<strong> expansão da interface urbano-florestal</strong>, onde residências e infraestruturas estão cada vez mais situadas nas proximidades de áreas florestais,<strong> aumentando</strong> tanto o<strong> risco de ignição </strong>quanto a complexidade das operações de combate a incêndios.</p><h2>A fumaça também faz parte do problema</h2><p>A preocupação da OMM não se limita apenas aos incêndios; há também preocupação com as<strong> grandes quantidades de partículas finas e gases poluentes</strong> que degradam severamente a qualidade do ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aviso-de-la-omm-sobre-los-incendios-forestales-el-cambio-climatico-aumenta-el-riesgo-pero-no-es-el-unico-culpable-1786024156085.png" data-image="kuqs3m5ntww9"><figcaption>A fumaça de incêndios pode percorrer dezenas de quilômetros e causar uma grave deterioração na qualidade do ar.</figcaption></figure><p><strong>A fumaça pode percorrer centenas ou até milhares de quilômetros</strong>, afetando populações distantes da fonte do incêndio e aumentando problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre idosos, crianças e pacientes com condições preexistentes.</p><p>Embora grandes incêndios estivessem tradicionalmente associados à parte sul do continente, o risco está se deslocando para regiões onde eles eram historicamente incomuns.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Severe drought has overtaken England and France, and satellite images showing the transformation of both countries from late May to late July are just shocking. <a href="https://t.co/Ej56zjmJAz">pic.twitter.com/Ej56zjmJAz</a></p> Colin McCarthy (@US_Stormwatch) <a href="https://x.com/US_Stormwatch/status/2082554874047422825?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><p>As altas temperaturas registradas nos verões recentes, combinadas com períodos de seca persistente, estão aumentando o risco em países da Europa Central e do Norte, como a França.</p><h3>A prevenção será cada vez mais importante</h3><p>Para a OMM, a <strong>solução </strong>não está apenas no fortalecimento dos recursos de combate a incêndios; a chave está, na verdade, no <strong>manejo florestal preventivo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781601" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html" title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos">As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html" title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338140984_320.jpeg" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos"></a></article></aside><p>Três das medidas mais notáveis incluem a<strong> remoção do</strong><strong> excesso de vegetação (combustível)</strong>, a criação de aceiros, a realização de queimadas prescritas controladas e o aprimoramento dos sistemas de vigilância e de alerta precoce.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria confirmada para SP: tempestades, vendavais e frio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 18:26:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria vai avançar pelo estado nesta sexta (7) levando pancadas de chuva, temporais e fortes rajadas de vento. No domingo (9) um novo sistema traz de volta os temporais para a região e, posteriormente, o frio entra em cena.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavfmq6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavfmq6.jpg" id="xavfmq6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Duas<strong> frentes frias </strong>vão mudar o tempo no estado de <strong>São Paulo</strong> nos próximos dias. A primeira delas já avança pela região nesta <strong>sexta-feira (7)</strong>, levando <strong>pancadas de chuva</strong>, <strong>tempestades </strong>isoladas, chance de queda de<strong> granizo pontual </strong>e<strong> </strong>fortes <strong>vendavais</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No <strong>domingo (9)</strong> um <strong>novo sistema frontal </strong>deve trazer mais chuvas e tempestades isoladas, com risco maior para o leste do estado. Mas neste caso, até o momento, não há previsão de ventos fortes.</p><p>Além disso, <strong>a partir do fim de semana</strong> haverá uma <strong>queda nas temperaturas </strong>no <strong>leste </strong>do estado, com mínimas abaixo dos 10°C e máximas não passando dos 22°C nesta região.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Tempestades e vendavais retornam a SP nos próximos dias</h2><p>A<strong> primeira frente fria </strong>se aproxima de São Paulo nesta <strong>sexta-feira (7)</strong>. Pela manhã já podem ocorrer chuvas fracas e isoladas em áreas de divisa com o Paraná. Ao longo da <strong>tarde </strong>ocorrem <strong>pancadas moderadas</strong> <strong>em diversas áreas</strong>, mas com menor chance no noroeste e norte do estado.</p><p>Entre o<strong> fim da tarde e </strong>durante <strong>a noite</strong>,<strong> </strong>as chuvas ganham força em áreas do <strong>sul, centro e leste </strong>do estado, incluindo a Grande São Paulo, sendo esperadas <strong>pancadas de chuva forte, tempestades isoladas</strong> com muitos raios e chance de queda de <strong>granizo</strong>.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, a sexta-feira (7) tem previsão de <strong>pancadas de chuva e trovoadas entre o fim da tarde e a noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786030326079.jpg" data-image="s1mqnohppu95"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) para a sexta-feira (7) às 20h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre a <strong>madrugada e a manhã do sábado (8) </strong>ainda há chance de<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> e com tempestades isoladas no<strong> sul e leste</strong> do estado, incluindo a Grande São Paulo; e não se descarta <strong>chance de queda de granizo pontual</strong>. A partir da tarde, as chuvas reduzem em todo o território.</p><p>Podem ocorrer <strong>pancadas de chuva</strong> com <strong>trovoadas </strong>no <strong>início da manhã</strong> do <strong>sábado (8)</strong> na <strong>capital paulista</strong>. Durante a tarde o sol aparece e o tempo firma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786030349472.jpg" data-image="yudlud0d999p"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a sexta-feira (7) às 19h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>domingo (9)</strong> um<strong> novo sistema frontal</strong> vai aumentar as condições para chuvas no<strong> sudeste e no leste </strong>de São Paulo, com risco de<strong> pancadas pontuais fortes e tempestades isoladas</strong>. E no início da próxima semana, a circulação marítima favorece chuvas fracas na faixa litorânea de São Paulo.</p><div class="texto-destacado">Pancadas de chuva, tempestades isoladas e vendavais de até 100 km/h atingem especialmente a faixa leste de São Paulo entre esta sexta-feira (7) e o sábado (8), incluindo a capital paulista.</div><p>A frente fria que avança nesta <strong>sexta-feira (7)</strong> vai trazer também alerta para <strong>fortes vendavais</strong> em São Paulo.</p><p>Ao longo do dia há previsão de rajadas de vento de até 60 km/h na porção oeste e interior do estado, enquanto que na <strong>faixa leste</strong>, incluindo a Grande São Paulo e capital, Litoral, Vale do Ribeira e Vale do Paraíba vão variar<strong> entre 60 e 80 km/h</strong>, mas podendo <strong>pontualmente</strong> chegar <strong>em torno dos</strong> <strong>100 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786030878596.jpg" data-image="glaoezio5i5d"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para sexta-feira (7) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E atenção: <strong>essas mesmas condições de ventos fortes estão previstas também para o sábado (8)</strong>.</p><p>Há riscos potenciais de <strong>transtornos </strong>associados aos fortes ventos, como <strong>queda de árvores</strong>, <strong>destelhamentos </strong>de casas e danos gerais em edificações e plantações, especialmente na faixa leste do estado.</p><h2>Queda nas temperaturas a partir do fim de semana</h2><p>A partir do domingo (9) uma<strong> massa de ar frio</strong> começa a avançar pela região, <strong>diminuindo as temperaturas no leste</strong> de São Paulo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html" title="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste">Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html" title="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-pode-atingir-o-sudeste-entenda-os-riscos-1786008067072_320.jpg" alt="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste"></a></article></aside><p>As mínimas no início da próxima semana ficam em torno dos 10°C ou até abaixo disso e as máximas não ultrapassam os 22°C na faixa leste; o Oeste ainda deve ter calor, com temperaturas de até 31°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786035414942.jpg" data-image="ismn1h0nzrop"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para a terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Na <strong>terça-feira (11)</strong>, que será <strong>o dia de maior frio</strong>, as temperaturas <strong>mínimas </strong>(mapa acima) vão variar <strong>entre 12°C e 16°C </strong>em todo o território, mas podem cair para os <strong>7°C no sul</strong>, nas<strong> proximidades do Vale do Ribeira</strong>, como por exemplo, em Araçaíba.</p><p>Durante a<strong> tarde fará frio</strong> no leste do estado, onde as temperaturas <strong>máximas </strong>serão mais baixas. Elas não ultrapassam os<strong> 19°C</strong> e podem chegar aos <strong>11°C nas regiões sul e Metropolitana de Sorocaba</strong>, como por exemplo, em Ribeirão Branco (11°C).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786035444239.jpg" data-image="vf7ezqla72d1"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para a terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>capital </strong>paulista terá céu com bastante nebulosidade e baixa amplitude térmica, com mínima de <strong>12°C </strong>e máxima de <strong>15°C</strong> neste dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 17:14:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão marcados pelo aumento nos riscos de temporais, fortes rajadas de vento e queda nas temperaturas, expectativa é de virada no tempo sobre áreas do Centro-Sul do Brasil.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavhzk6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavhzk6.jpg" id="xavhzk6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O processo de formação de um ciclone extratropical já começou em áreas do Uruguai, da Argentina e nas proximidades do Rio Grande do Sul. O sistema deverá ser classificado como <strong>"ciclone bomba"</strong>, uma vez que a pressão atmosférica em seu centroca rapidamente em curto intervalo de tempo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Nas próximas horas, o sistema evolui e se consolida como um ciclone. A frente fria associada a ele mudará o tempo sobre o Centro-Sul do país. Há previsão e alertas para <strong>tempestades, vendavais</strong> e, por fim, a chegada de uma <strong>forte massa de ar frio</strong> que fará as temperaturas diminuírem.</p><h2>O tempo vira no Centro-Sul do Brasil </h2><p>A formação do ciclone extratropical e o avanço da frente fria associada mudarão o tempo em diversos estados do Centro-Sul. A <strong>Região Sul será a mais afetada</strong> pelos sistemas. Ao longo desta quinta-feira (6), já há previsão de <strong>chuvas intensas e temporais</strong> no Rio Grande do Sul.</p><p>A noite desta <strong>quinta-feira (6)</strong> exige muita atenção e traz alertas para o território gaúcho. Além das chuvas volumosas, há previsão de descargas elétricas, fortes rajadas de vento e risco de <strong>queda de granizo e microexplosões</strong>. A presença de um <strong>corredor de umidade</strong>, auxilia na manutenção e intensificação das tempestades na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024235288.jpg" data-image="qxk113esp78h" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Umidade atua na região como suporte para a frente fria. Sistema auxilia na manutenção de chuvas intensas e formação de tempestades.</figcaption></figure><p>Conforme as horas passam, o ciclone se intensifica sobre o oceano Atlântico, mas mantém forte influência no continente. Durante a <strong>madrugada de sexta-feira (7)</strong>, fortíssimas rajadas de vento atingem a Serra Gaúcha, a Serra Catarinense e o centro-leste gaúcho, com marcas variando <strong>entre 50 km/h e 100 km/h</strong>.</p><p>A frente fria segue avançando e muda o tempo em Santa Catarina, Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul entre a noite de hoje (6) e a madrugada de amanhã (7). Nesses estados, as <strong>chuvas previstas são de forte intensidade</strong>, com potencial para gerar transtornos locais e <strong>rajadas acima de 50 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024328392.jpg" data-image="8qyomi8deg6m" alt="Frente fria." title="Frente fria."><figcaption>Frente fria avança pelo RS, SC, PR e MS entre a noite de hoje (6) e madrugada de sexta-feira (7).</figcaption></figure><p>O Sudeste também registrará mudanças no tempo. Áreas do estado de São Paulo devem ter <strong>aumento de nebulosidade e pancadas de chuva</strong> no decorrer desta sexta-feira (7). O sul e o leste paulista, incluindo a <strong>Região Metropolitana de São Paulo</strong>, podem registrar temporais acompanhados de trovoadas.</p><p>Nos demais estados do Sudeste, haverá aumento de nuvens e ventania entre sexta (7) e sábado (8). As <strong>rajadas previstas ficam acima dos 40 km/h</strong> na faixa entre o Triângulo Mineiro, o centro-sul de Minas Gerais, o estado de São Paulo e a <strong>Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024083117.jpg" data-image="ptlbzz2y5n31" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Fortes rajdas de vento estão sendo previstas para o Cenotr-Sul do Brasil entre sexta (7) e sábado (8).</figcaption></figure><p>Fortes rajadas de vento também estão previstas para o Centro-Oeste, afetando Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Nos próximos dias, os <strong>ventos superam facilmente os 50 km/h</strong>, trazendo riscos de <strong>queda de árvores, destelhamentos e cortes de energia</strong>.</p><p>Após a passagem da frente fria, o ar frio ganha força. A circulação atmosférica transportará uma <strong>massa de ar polar</strong> que provocará a queda nos termômetros a partir de sábado (8).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786023994702.jpg" data-image="7h2hkk7ekdzy" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Mapa mostra a presença de ar polar após o avanço de frente fria para áreas do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>As primeiras horas de sábado (8) terão <strong>temperaturas inferiores a 10°C</strong> em todo o Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense. Em pontos do sul gaúcho <strong>as mínimas chegam a 5°C</strong>. À tarde, o tempo permanece ameno, com máximas que não superam os 20°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782186" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar">Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935968093_320.png" alt="Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>No domingo (9), o frio se intensifica ainda mais, a previsão aponta <strong>mínima de 3°C para o sul gaúcho e</strong> variando entre 5°C e 9°C nos demais municípios. Em Santa Catarina, <strong>a Serra pode registrar marcas em torno dos 4°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 16:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Serviços de emergência da Inglaterra e do País de Gales responderam a quase quatrocentas ocorrências de incêndio em julho, enquanto chamas históricas atingiam o Parque Nacional de Cairngorms na Escócia. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011.jpg" data-image="9wmlbxyueg2i" alt="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters" title="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-348418">Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters </figcaption></figure><p>Metrópoles e áreas rurais da Inglaterra e do País de Gales enfrentam uma das piores secas da história recente. O mês de<strong> julho de 2026 caminha para ser o mais seco já registrado nos dados oficiais</strong>, impulsionado por sucessivas ondas de calor que transformaram áreas tradicionalmente verdes em solos castanhos e ressecados.</p><p>A declaração oficial emitida pela <a href="https://www.gov.uk/government/organisations/environment-agency" target="_blank">Agência do Ambiente da Inglaterra</a> e pela <a href="https://naturalresources.wales/?lang=en" target="_blank">Natural Resources Wales</a> atinge metade do território inglês e a totalidade do País de Gales. Trata-se do <strong>terceiro evento do tipo nos últimos cinco anos</strong>, provocado por quatro ondas de calor recordes desde o mês de maio.</p><h2>Impactos nos recursos hídricos e na agricultura</h2><p>Durante julho, a Inglaterra registrou apenas <strong>7% da média histórica de chuva</strong>, enquanto o sul obteve <strong>somente 1%</strong>. Com a estiagem, o rio Tamisa na altura de Reading atingiu o menor nível já registrado. Embora o abastecimento de água potável não corra risco imediato, cerca de <strong>23 milhões de pessoas enfrentam restrições no uso das torneiras</strong>.</p><div class="texto-destacado">A agricultura sofre severamente com a falta de chuva e a elevação das temperaturas. Produtores rurais aceleram colheitas para evitar a perda total das lavouras. Na propriedade Riverford Organic Farmers, localizada em Buckfastleigh, Devon, três dos quatro reservatórios secaram no início da safra, evento inédito nos últimos 40 anos de operação.</div><p>Sobre as dificuldades no campo, <strong>Luke King</strong>, diretor técnico da fazenda, declarou: "A escassez de água tornou-se um grande desafio para nós, mas o que complicou ainda mais foi o estresse térmico nas plantas. O que temos atualmente já não é suficiente". O gestor ressaltou ainda <strong>a necessidade de priorizar cultivos diante da rápida evaporação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955661607.jpg" data-image="jcj39aynopcb" alt="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images" title="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images"><figcaption>Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images </figcaption></figure><p>Nos parques urbanos de Londres, <strong>como Greenwich Park e os campos de Blackheath, a seca castigou a vegetação</strong>. Autoridades municipais contam com a ajuda de voluntários para regar árvores e manter os espaços. O vereador Adel Khaireh destacou a gratidão aos moradores que atuam na preservação das áreas verdes durante a estiagem extrema.</p><h2>Aumento dos incêndios e projeções climáticas</h2><p>O clima seco contínuo facilitou a propagação de incêndios vegetais em diversas regiões. Em julho, <strong>bombeiros atenderam a 393 ocorrências de queimadas na Inglaterra e no País de Gales</strong>, tornando este o mês mais movimentado da história dos serviços de emergência. O avanço do fogo provocou a evacuação de centenas de pessoas de suas residências.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785956027262.jpg" data-image="popntl5hhcmx" alt="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA" title="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-960965">Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA </figcaption></figure><p>Áreas de conservação sofreram danos expressivos. O<strong> Parque Nacional de Cairngorms, na Escócia, registrou os piores incêndios de sua história recente</strong>, enquanto a fumaça na cordilheira de Rhinogydd foi vista do espaço. No Norte de Gales,<strong> </strong>o serviço de bombeiros contabilizou <strong>48 focos em junho</strong>, um aumento de <strong>47%</strong> em relação ao mesmo período de 2025.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781886" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-extrema-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado.html" title="Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado ">Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-extrema-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado.html" title="Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-severa-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado-1785796568439_320.jpg" alt="Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado "></a></article></aside><p>Estimativas do Met Office indicam que os verões britânicos podem ficar <strong>até 6°C mais quentes e 60% mais secos até 2070</strong>. Curiosamente, o ressecamento do solo revelou sítios arqueológicos sob os campos, como construções da era romana em Conwy, trincheiras da Primeira Guerra Mundial e contornos de jardins do século XVII na Chatsworth House.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bethan%20McKernan" data-year="2026" data-title="Julho%20caminha%20para%20ser%20o%20m%C3%AAs%20mais%20seco%20da%20hist%C3%B3ria%20na%20Inglaterra%20e%20no%20Pa%C3%ADs%20de%20Gales%20ap%C3%B3s%20ondas%20de%20calor%20devastadoras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fenvironment%2F2026%2Faug%2F02%2Fjuly-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves">Bethan McKernan. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/environment/2026/aug/02/july-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Julho caminha para ser o mês mais seco da história na Inglaterra e no País de Gales após ondas de calor devastadoras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Organização Meteorológica Mundial confirma: "O El Niño atinge uma intensidade sem precedentes desde há vários anos"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A OMM confirmou que o fenómeno El Niño continuará a intensificar-se até se tornar um fenômeno forte entre agosto e outubro, com impactos nas temperaturas e nas precipitações em várias regiões do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833605061.png" data-image="x1c5ns9vlq0r" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>O oceano caminha para um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico central e oriental.</figcaption></figure><p>O fenômeno do El Niño continua a ganhar força no oceano Pacífico equatorial e tudo indica que <strong>será um dos principais fatores que irão moldar o comportamento do clima mundial nos próximos meses</strong>. Foi o que confirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o fenómeno atinja uma intensidade forte durante o trimestre de agosto a outubro de 2026.</p><p>De acordo com a última Atualização Climática Sazonal Global da organização, os diversos modelos climáticos internacionais coincidem na previsão de um <strong>aquecimento acentuado</strong> das águas superficiais do Pacífico central e oriental.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>As anomalias da temperatura do mar poderão ultrapassar os 2,9°C nas regiões de referência utilizadas para monitorizar o fenómeno, um sinal claro de que o El Niño continuará a intensificar-se.</strong></strong></div><p>Mas este não será o único fator em jogo. Os especialistas também antecipam o <strong>desenvolvimento de uma fase positiva do Dipolo do Oceano Índico</strong>, a par de temperaturas oceânicas acima do normal no Atlântico tropical. A combinação destes padrões climáticos tem o potencial de <strong>alterar a circulação atmosférica à escala planetária</strong> e intensificar eventos extremos em numerosas regiões.</p><h2>Um cenário propício a temperaturas recorde e alterações nos padrões de precipitação</h2><p>De acordo com a OMM, as probabilidades de se registarem <strong>temperaturas superiores aos valores normais</strong> são muito elevadas em grande parte das áreas continentais do planeta.</p><p>Os sinais mais evidentes surgem na África, <strong>no sul da Europa</strong>, na Península Arábica, no subcontinente indiano, no leste da Ásia, na América Central, nas Caraíbas, na África Austral, em grande parte da América do Sul e na Nova Zelândia. Paralelamente, o Oceano Pacífico equatorial continuará a refletir a influência marcante do reforço do fenómeno El Niño.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833663168.jpg" data-image="709s12h7bb2q" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>Probabilidades relativas à intensidade do fenómeno ENOS para os próximos trimestres consecutivos, de acordo com a atualização de julho de 2026. Fonte: CPC-NOAA.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às precipitações, o padrão previsto corresponde ao comportamento clássico associado a um episódio intenso do fenómeno. <strong>Preveem-se chuvas acima das médias </strong>habituais no Grande Corno de África, em zonas da Ásia Central, no sul da Europa, no oeste da América do Norte — a sul dos 45° de latitude norte — e no <strong>sudeste da América do Sul</strong>.</p><p>Em contrapartida, aumentam as <strong>probabilidades de condições mais secas do que o normal</strong> no subcontinente indiano, no sul e leste da Austrália, em parte da América Central, nas Caraíbas, <strong>no noroeste da América do Sul</strong> e no norte da Europa.</p><p>No entanto, a OMM recorda que <strong>estas previsões representam probabilidades e não certezas absolutas</strong>. Além disso, os impactos podem variar significativamente entre diferentes regiões e até mesmo dentro de um mesmo país.</p><h2>A OMM apela à preparação antes que os impactos se façam sentir</h2><p>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou que o reforço do fenómeno El Niño ocorre num contexto particularmente preocupante, marcado por <strong>oceanos excecionalmente quentes e uma tendência sustentada para o aumento da temperatura global</strong>.</p><p>Segundo ele, este fenômeno climático atua como um <strong>fator adicional</strong> que pode intensificar as ondas de calor, favorecer incêndios florestais de grande magnitude e aumentar a ocorrência de outros eventos extremos, num planeta que já enfrenta níveis recorde de aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833645528.jpg" data-image="rji86u2279j5" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>As inundações podem tornar-se mais frequentes em diferentes regiões do planeta durante um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>Por seu lado, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, salientou que a utilidade das previsões não reside apenas em antecipar o comportamento do clima, mas também em permitir que os governos, as organizações humanitárias e as comunidades vulneráveis <strong>adotem medidas preventivas antes que os impactos se concretizem</strong>.</p><p>A responsável salientou que este episódio do El Niño decorre num <strong>cenário sem precedentes de temperaturas oceânicas muito elevadas</strong>, o que torna a informação climática uma ferramenta fundamental para reduzir riscos e reforçar a capacidade de resposta.</p><h2>Um fenômeno natural, mas com consequências de âmbito global</h2><p>O El Niño constitui a fase quente do fenómeno conhecido como El Niño-Oscilação do Sul (ENOS), um dos principais motores da variabilidade climática interanual do planeta. <strong>Caracteriza-se por um aquecimento anómalo das águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"></a></article></aside><p>Estes episódios ocorrem normalmente a cada dois a sete anos, têm uma duração aproximada de nove a doze meses e atingem a sua intensidade máxima entre novembro e fevereiro. No entanto, <strong>os seus efeitos sobre a temperatura média global costumam fazer-se sentir com maior intensidade durante o ano seguinte ao seu desenvolvimento</strong>.</p><p>A OMM recorda ainda que <strong>nem todos os fenômenos de El Niño produzem exatamente os mesmos efeitos, uma vez que o seu impacto depende tanto da sua intensidade como da interação com outros padrões climáticos</strong>. Por esse motivo, a organização continua a reforçar os seus sistemas de monitorização, os serviços de informação climática e a coordenação internacional, para que os países possam antecipar os riscos e minimizar as suas consequências.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Acaso ou mudança climática: a fórmula matemática que revela se uma tempestade extrema já não é natural]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A culpa foi realmente das mudanças climáticas? Veja como a ciência responde a essa pergunta após um evento extremo. A resposta não é um simples "sim" ou "não".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582998641.png" data-image="ogyzhctwc409"><figcaption>Estudos de atribuição comparam como um evento extremo teria se desenrolado no clima atual em relação a um mundo sem o aquecimento causado por atividades humanas.</figcaption></figure><p>Após qualquer desastre ou<strong> evento climático extremo</strong>, as redes sociais são inundadas de alegações. Alguns insistem que tudo isso é consequência das <strong>mudanças climáticas</strong>, enquanto outros sustentam que tais fenômenos sempre existiram. No entanto, a realidade é muito mais interessante.</p><div class="texto-destacado">A disciplina conhecida como atribuição de eventos extremos combina observações e modelos climáticos para estimar em que medida as mudanças climáticas influenciaram um fenômeno meteorológico.</div><p>Vamos começar com uma ideia clara. <strong>As mudanças climáticas não "criam" fenômenos naturais — pois, justamente, eles são naturais</strong>. Uma onda de calor, uma tempestade intensa ou uma inundação podem ocorrer devido à variabilidade inerente do clima. O que interessa aos cientistas? Saber se um <strong>planeta mais quente tornou aquele evento específico mais intenso, mais duradouro</strong> ou mais provável de ocorrer.</p><h2>Comparar dois mundos para compreender um</h2><p>Um evento extremo raramente tem uma causa única. Por isso, esses estudos buscam quantificar a influência do aquecimento global em meio a um conjunto de fatores que atuam simultaneamente. Para tanto, partem da seguinte pergunta: <strong>como teria sido esse mesmo evento em um mundo que não tivesse sofrido aquecimento decorrente das emissões de gases de efeito estufa?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582569535.png" data-image="xc1ommvclpes"><figcaption>Avanços nos modelos climáticos e nas observações tornam possível realizar estudos de atribuição poucos dias após a ocorrência de um evento extremo.</figcaption></figure><p>Para responder a isso, o <strong>evento é recriado utilizando modelos climáticos sob dois cenários diferentes</strong>. Primeiramente, <strong>simulam-se as condições reais</strong> do planeta, incluindo o aquecimento causado por atividades humanas. Em seguida, realiza-se outra <strong>simulação de um mundo hipotético</strong> onde tal aquecimento não existisse. Dessa forma, recria-se o mesmo evento milhares de vezes.</p><div class="texto-destacado">O nível de confiança na atribuição de eventos extremos às mudanças climáticas varia de acordo com o fenômeno e o conhecimento científico disponível.</div><p>Ao comparar os resultados de ambos os cenários, analisa-se como o comportamento do fenômeno se alterou. Determina-se se o evento foi mais intenso, durou mais tempo ou teve maior probabilidade de ocorrer devido às mudanças climáticas. Não se trata de uma previsão perfeita, mas de uma <strong>comparação baseada em diversas simulações e na compreensão do funcionamento do sistema climático</strong>.</p><h2>Alguns eventos deixam uma "marca" mais clara</h2><p><strong>Nem todos os fenômenos extremos respondem ao aquecimento global da mesma maneira</strong>; consequentemente, o sinal é mais evidente em alguns casos do que em outros. As ondas de calor são um dos exemplos mais claros: à medida que a temperatura média do planeta aumenta, também cresce a probabilidade de ocorrência de episódios de calor excepcional.</p><p>Um padrão semelhante se aplica às <strong>chuvas intensas</strong>. Uma atmosfera mais quente consegue reter mais vapor d'água, favorecendo precipitações mais volumosas quando surgem as condições adequadas. Da mesma forma, <strong>temperaturas mais elevadas</strong> na superfície do mar podem fornecer energia adicional a certos ciclones tropicais, aumentando sua intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582272236.png" data-image="9pqbhm7h9bl6"><figcaption>A ciência pode atribuir a influência das mudanças climáticas nas ondas de calor e nas chuvas extremas com maior confiança do que em tempestades altamente localizadas. Imagem extraída de National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (2016).</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>outros fenômenos são mais difíceis de analisar</strong>. <strong>Tornados, tempestades de granizo ou tempestades altamente localizadas</strong> ocorrem em escalas que variam de 1 a 10 quilômetros. Essas escalas ainda representam um desafio para os modelos climáticos atuais. Consequentemente, há maior incerteza ao avaliar a influência das mudanças climáticas em escalas menores.</p><h2>Uma ciência que também reconhece os seus limites</h2><p>Embora tenha havido avanços significativos na última década, esses estudos não oferecem respostas absolutas. De fato, os modelos climáticos evoluíram, mas ainda apresentam<strong> limitações na representação de certos processos atmosféricos</strong> ou na reprodução de padrões regionais específicos de precipitação e circulação atmosférica.</p><div class="texto-destacado">Cada estudo de atribuição inclui uma avaliação das incertezas e do grau de confiança em seus resultados.</div><p><strong>Longe de ser uma fraqueza, essa transparência faz parte do método científico</strong>. Além disso, ela permite que os resultados sejam interpretados com o nível adequado de certeza.</p><h2>Compreender o presente para se preparar para o futuro</h2><p><strong>Determinar em que medida as mudanças climáticas influenciaram um desastre</strong> vai além de simplesmente aprimorar nossa compreensão do evento. Isso fornece informações valiosas para o planejamento de cidades mais resilientes, a atualização de normas de construção, a criação de sistemas de alerta precoce e o fortalecimento de estratégias de adaptação climática diante de eventos extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772762" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html" title="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente">Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html" title="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente-1780869549415_320.png" alt="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente"></a></article></aside><p>Além disso, essa área da ciência começou a avançar um passo além. Estudos recentes não se limitam a analisar como um fenômeno se alterou, mas também <strong>como essa mudança pode ter se traduzido em maiores prejuízos econômicos, danos à infraestrutura ou impactos na saúde</strong>.</p><p>Agora podemos responder com maior precisão o quanto as mudanças climáticas contribuíram para intensificá-lo. Em um planeta que continua a aquecer, essa informação não apenas amplia o conhecimento científico, mas também nos prepara para o futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="National%20Academies%20of%20Sciences%2C%20Engineering%20and%20Medicine" data-year="2026" data-title="Attribution%20of%20Extreme%20Weather%20and%20Climate%20Events%20and%20Their%20Impacts" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalacademies.org%2Fprojects%2FDELS-BASCPR-23-02%2Fpublication%2F28590">National Academies of Sciences, Engineering and Medicine. (2026). <a href="https://www.nationalacademies.org/projects/DELS-BASCPR-23-02/publication/28590" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Attribution of Extreme Weather and Climate Events and Their Impacts</a>.</cite><br><cite data-author="Smiley%2C%20K.T%2C%20Singh%2C%20D.%2C%20Marion%2C%20J.%20y%20Hurrell%2C%20J" data-year="2026" data-title="How%20do%20scientists%20know%20if%20climate%20change%20made%20a%20heat%20wave%2C%20extreme%20storm%20or%20wildfire%20worse%3F" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fhow-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232">Smiley, K.T, Singh, D., Marion, J. y Hurrell, J. (2026). <a href="https://theconversation.com/how-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How do scientists know if climate change made a heat wave, extreme storm or wildfire worse?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência explica por que você é um ímã de picadas: veja como o mosquito decide quem picar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-ciencia-explica-por-que-voce-e-um-ima-de-picadas-veja-como-o-mosquito-decide-quem-picar.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A ciência demonstrou que o corpo humano emite uma combinação única de sinais voláteis que o sistema sensorial do mosquito interpreta como um "mapa de navegação".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-explica-por-que-eres-un-iman-de-picaduras-asi-decide-un-mosquito-a-quien-picar-1785817942207.jpg" data-image="mnqbwx34ua3k"><figcaption>Os mosquitos são mais atraídos por mulheres grávidas porque a gravidez altera a composição química do odor corporal.</figcaption></figure><p>É provável que você já tenha passado pela situação de estar em casa com outras pessoas e perceber que é o único a <strong>ser picado por mosquitos</strong>; a explicação comum é que você tem "sangue doce", mas, sob a ótica da infectologia e da entomologia, essa afirmação não passa de um mito profundamente enraizado no imaginário coletivo.</p><p>A realidade médica é muito mais complexa e fascinante. As <strong>fêmeas dos mosquitos — as únicas que picam</strong>, pois necessitam de proteínas do sangue para o desenvolvimento dos ovos — não escolhem suas vítimas com base nos níveis de glicose; em vez disso, elas se orientam por meio de um<strong> rastreamento sofisticado </strong>de <strong>sinais químicos, térmicos e metabólicos que cada ser humano emite</strong> involuntariamente.</p><div class="texto-destacado">Assim que a fêmea é fecundada pelo macho, ela parte em busca de um hospedeiro (humano, ave ou mamífero) para realizar o que, na epidemiologia, é conhecido como repasto sanguíneo. Após se alimentar, ela procura um corpo d'água ou um recipiente adequado para depositar seus ovos e completar o ciclo.</div><p>As<strong> fêmeas </strong>não <strong>se alimentam de sangue </strong>para sua nutrição diária ou sobrevivência, mas sim<strong> para a reprodução</strong>. Isso se deve às proteínas presentes no sangue, que permitem o amadurecimento e o desenvolvimento adequado dos ovos da fêmea, visto que estes requerem uma fonte concentrada de proteínas, ferro e aminoácidos essenciais — nutrientes ausentes nos açúcares encontrados na natureza.</p><h2>Os machos não precisam de sangue para sobreviver</h2><p>Os <strong>mosquitos <em>Aedes aegypti</em> machos</strong> alimentam-se exclusivamente de néctar de flores, seiva e sucos de frutas. Eles <strong>não picam humanos nem animais</strong>, pois não possuem as estruturas bucais necessárias para perfurar a pele.</p><p>Os <strong>mosquitos selecionam suas vítimas</strong> com base em três fatores principais: o <strong>dióxido de carbono que exalamos, o odor da pele produzido por óleos e bactérias, e a temperatura corporal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-explica-por-que-eres-un-iman-de-picaduras-asi-decide-un-mosquito-a-quien-picar-1785818247436.jpg" data-image="a0wk6pjxi3yn"><figcaption>O repelente interrompe a cadeia de rastreamento que os mosquitos utilizam para localizar suas presas.</figcaption></figure><p>Bactérias da pele decompõem substâncias do suor e geram compostos voláteis; <strong>níveis elevados de ácidos graxos tornam uma pessoa muito mais atraente</strong> para insetos.</p><p>Os <strong>mosquitos possuem termorreceptores capazes de detectar variações mínimas no calor da pele</strong>; portanto, o calor desempenha um papel importante. A cor é outro fator, pois eles são atraídos por roupas de tons escuros, como o preto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo publicado pela Universidade Johns Hopkins demonstrou que pessoas com altas concentrações de ácidos carboxílicos são mais atraentes para esses vetores do que aquelas com níveis mais baixos desses compostos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Indivíduos com temperatura corporal ligeiramente mais elevada ou maior dilatação dos vasos sanguíneos</strong> periféricos enviam um sinal claro ao inseto sobre o local mais eficiente para picar. Eles também demonstram preferência em relação ao tipo sanguíneo; evidências epidemiológicas sugerem uma leve preferência metabólica.</p><p>Vários estudos entomológicos documentaram que<strong> indivíduos com sangue do tipo O recebem quase o dobro de picadas </strong>em comparação com aqueles do tipo A, pois pessoas do tipo O secretam na pele certos açúcares que os mosquitos conseguem detectar.</p><h2>Gestantes, álcool e mosquitos</h2><p>É verdade que<strong> os mosquitos são mais atraídos por mulheres grávidas</strong>, uma vez que a gravidez altera a composição química do odor corporal, aumentando assim o risco de picadas. Os efeitos desses processos fisiológicos refletem-se no "volatiloma" — o conjunto de compostos emitidos pela nossa pele e pela respiração para o ar ao redor.</p><p><strong>Pessoas que consumiram álcool também são mais vulneráveis</strong>, por razões semelhantes às que afetam as gestantes. O álcool — e a cerveja, em particular — altera o metabolismo. Segundo um estudo realizado durante um festival de música na Holanda, as pessoas que beberam cerveja eram 44% mais atraentes para os mosquitos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mosquito-da-malaria-ja-esta-aprendendo-a-sobreviver-aos-inseticidas-explicam-pesquisadores-da-usp.html" title="Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP ">Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mosquito-da-malaria-ja-esta-aprendendo-a-sobreviver-aos-inseticidas-explicam-pesquisadores-da-usp.html" title="Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mosquito-da-malaria-ja-esta-aprendendo-a-sobreviver-aos-inseticidas-explicam-pesquisadores-da-usp-1776798509283_320.jpg" alt="Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP "></a></article></aside><p>Repelentes comerciais interferem nos sensores químicos dos insetos, alterando as próprias substâncias que eles detectam; no entanto, <strong>mitos que sugerem que o consumo de certos alimentos açucarados torna a pessoa mais atraente p</strong>ara eles ainda carecem de comprovação científica.</p><p>Eles desorientam os receptores do mosquito, impedindo-o de detectar o dióxido de carbono e o suor humano, e bloqueiam os sinais químicos do corpo, criando uma barreira invisível que confunde o inseto. O <strong>eucalipto-limão emite um forte odor natural que mascara os compostos voláteis da pele humana</strong> a curta distância.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-ciencia-explica-por-que-voce-e-um-ima-de-picadas-veja-como-o-mosquito-decide-quem-picar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>