<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 01 Aug 2026 21:10:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 21:10:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que os incêndios florestais do passado podem nos ensinar sobre os incêndios futuros? Uma nova pesquisa que examina pólen e esporos antigos em toda a Europa busca descobrir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338140984.jpeg" data-image="9pc10ee1u596" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos." title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos."><figcaption>Representação artística do período de proliferação de samambaias no final do Triássico. Samambaias invasoras e pioneiras cobrem solos perturbados e remanescentes de florestas de coníferas. Crédito: Mark Garlick.</figcaption></figure><p>As <strong>mudanças climáticas desencadearam incêndios florestais intensos em toda a Europa</strong> durante a extinção em massa do final do Triássico (ETME),<strong> há 201 milhões de anos</strong>, queimando savanas de samambaias, destruindo florestas e alterando radicalmente o ecossistema.</p><p>A análise de pólen e esporos antigos escurecidos, coletados em toda a Europa, sugere que <strong>esses incêndios pré-históricos se espalharam por milhares de quilômetros</strong>, de Luxemburgo à Groenlândia.</p><h2>Explicação dos esporos escurecidos</h2><p>Uma equipe internacional de pesquisa, liderada pela Universidade de Utrecht, coletou amostras de testemunhos de sondagem em toda a área do ETME, na Alemanha, Luxemburgo, Dinamarca e Reino Unido.</p><p><strong>A análise revelou um escurecimento extraordinário do pólen e dos esporos</strong>, incompatível com a simples maturação térmica.</p><p>Para descobrir o motivo, os pesquisadores realizaram experimentos de combustão controlada com esporos de plantas modernas de licopódio. Eles descobriram que <strong>o escurecimento provavelmente se devia a incêndios com temperaturas de combustão mais altas</strong>, resultando em esporos mais escuros.</p><p>Essa explicação é corroborada por análises subsequentes nas quais microcarvão e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) pirolíticos foram recuperados dessas rochas,<strong> fornecendo evidências de atividade frequente e generalizada de incêndios florestais</strong> em toda a Europa durante o ETME.</p><p>O Dr. Bas van de Schootbrugge, da Universidade de Utrecht, afirmou: "As samambaias são plantas verdadeiramente notáveis que <strong>resistiram a inúmeras crises ao longo da história da Terra</strong>, e algumas espécies conseguem se adaptar a alguns dos ambientes mais extremos da atualidade. Elas podem ser consideradas verdadeiras sobreviventes em situações de desastre."</p><h2>Um mundo infernal</h2><p>Algumas espécies de samambaias são robustas e capazes de se espalhar rapidamente por terrenos perturbados; <strong>os incêndios florestais contribuem para sua rápida e extensa disseminação</strong>. Embora as samambaias queimem, seus sistemas radiculares subterrâneos permitem que elas se regenerem rapidamente, superando outras plantas.</p><p>É provável que esse efeito tenha desempenhado um papel significativo na duração do intervalo entre o surgimento das samambaias;<strong> estimativas sugerem que ele durou de 40.000 a talvez 300.000 anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759452" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos.html" title="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos">Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos.html" title="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos-1773783399494_320.jpg" alt="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos"></a></article></aside><p>“<strong>Compreender como o mundo mudou no passado revela processos fundamentais que podem acontecer novamente</strong>”, explicou Barry Lomax, professor de paleobiologia vegetal da Universidade de Nottingham.</p><p>“O nosso cenário para o ETME apresenta semelhanças com estudos sobre incêndios florestais modernos, onde, <strong>como resultado das altas temperaturas, das mudanças no défice hídrico climático e das alterações nos tipos de vegetação</strong>, verifica-se um aumento do risco e da gravidade dos incêndios.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338204291.jpeg" data-image="woeh11k8rrq5" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos." title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos."><figcaption>Pesquisadores realizaram experimentos de combustão controlada com esporos de plantas modernas do gênero Lycopodium. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>Van de Schootbrugge acrescentou: "Quando as samambaias secam, suas densas massas atuam como<strong> combustível ideal para incêndios florestais de grandes proporções</strong>. Ao desmatar e colonizar a terra, as samambaias formaram extensas savanas, onde algumas espécies atuaram como escadas de fogo, sufocando outras vegetações. As samambaias reagiram às chamas e as alimentaram, causando repetidos incêndios florestais de grandes proporções. <strong>Um mundo verdadeiramente infernal.</strong>"</p><p>“A lição que podemos tirar disso é que a combinação de mudanças climáticas, desmatamento e a disseminação de espécies oportunistas <strong>pode fornecer todos os ingredientes para uma tempestade perfeita.</strong>”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hollaar%2C%20T.P.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Continental-scale%20fern%20savannah%20wildfires%20during%20end-Triassic%20greenhouse%20warming" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02048-4">Hollaar, T.P., et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02048-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Continental-scale fern savannah wildfires during end-Triassic greenhouse warming</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O cristal nascido do fogo atômico: o misterioso material de Hiroshima que desafia as leis da geologia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cristal-nascido-do-fogo-atomico-o-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-as-leis-da-geologia.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 18:47:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O bombardeio atômico de Hiroshima não apenas mudou drasticamente a história, mas também criou materiais nunca antes observados na natureza, surgidos sob condições físicas impossíveis de reproduzir por meio de processos geológicos convencionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785570495661.jpg" data-image="29ytiiunx844" alt="bomba atômica" title="bomba atômica"><figcaption>A bola de fogo gerada pela explosão da bomba atômica sobre Hiroshima ultrapassou os 6.000 graus Celsius.</figcaption></figure><p>Na manhã de 6 de agosto de 1945, quando a história mundial mudou para sempre, a detonação da bomba atômica Little Boy sobre Hiroshima liberou energia equivalente a cerca de 15 quilotons de TNT. Em apenas alguns segundos, <strong>a temperatura dentro da bola de fogo atingiu vários milhares de graus</strong>, vaporizando prédios, veículos, aço, concreto, vidro, solo e até mesmo parte da água da superfície.</p><p>Essa explosão causou uma tragédia humana sem precedentes — <strong>provocou a morte de cerca de 140.000 pessoas entre o momento da detonação e os meses seguintes</strong> —, mas também desencadeou um fenômeno físico extraordinário cujos efeitos ainda surpreendem a comunidade científica.</p><p>Mais de oito décadas depois, uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma estrutura cristalina e uma liga metálica nunca antes descritas em minúsculas partículas de material provenientes de Hiroshima. A descoberta, publicada na revista <em>Science Advances</em>, demonstra que as condições extremas geradas por <strong>uma explosão nuclear podem produzir materiais inteiramente novos, impossíveis de serem obtidos por meio de processos geológicos comuns</strong>.</p><h2><strong>Os "Hiroshimaitas", o legado microscópico da devastação</strong></h2><p>A descoberta teve origem em minúsculas partículas vítreas conhecidas como hiroshimaítas. Esses minúsculos fragmentos foram identificados pela primeira vez em 2019 nas areias da Baía de Hiroshima, a vários quilômetros ao sul do hipocentro da explosão. Durante anos, permaneceram despercebidos entre os grãos de areia até que <strong>uma análise detalhada revelou que não se tratavam de minerais naturais</strong>, mas sim de remanescentes condensados da imensa nuvem de material vaporizado gerada pela bomba.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="tr" dir="ltr">Hiroşima'ya atılan atom bombası yeni bir madde oluşturdu.<br><br> Atom bombasının oluşturduğu aşırı sıcaklık, daha önce bilinmeyen silisyum zengini bir kristal alaşım meydana getirdi.<br><br> Yeni yapı, beş veya daha fazla temel metal elementinden oluşan çok bileşenli kristal alaşım <a href="https://t.co/s8CdzsPI9f">pic.twitter.com/s8CdzsPI9f</a></p>— DonanımHaber (@donanimhaber) <a href="https://x.com/donanimhaber/status/2083092366475272438?ref_src=twsrc%5Etfw">July 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Essas partículas exibem uma grande variedade de formas: <strong>algumas são esféricas, outras alongadas, ou assemelham-se a gotículas solidificadas</strong>. Sua composição também é extraordinariamente complexa, pois contêm misturas de vidro, minerais e metais da cidade destruída.</p><p>Os pesquisadores acreditam que elas constituem<strong> um verdadeiro registro fóssil dos segundos após a detonação</strong>, quando a matéria foi submetida simultaneamente a temperaturas extremas, pressões enormes e resfriamento quase instantâneo.</p><h2><strong>Uma liga completamente nova</strong></h2><p>O novo estudo analisou 34 amostras de hiroshimaítas usando microscópios eletrônicos de alta resolução e difratômetros de raios X, instrumentos que permitem o estudo da estrutura interna de materiais cristalinos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785571063654.jpg" data-image="ffsdg1yayzgs"><figcaption>Imagem de elétrons retroespalhados de uma amostra esferoidal de hiroshimaíta contendo ligas de ferro-cromo. LUCA BINDI, HANS-RUDOLF WENK, MARIO WANNIER E TERESA SALVATICI.</figcaption></figure><p>Entre milhares de minúsculos grãos metálicos, um se destacava. Sua composição incluía ferro, cromo, níquel, manganês, molibdênio, silício e alumínio, mas o que era realmente surpreendente não era a mistura de elementos, e sim a forma como seus átomos estavam dispostos. <strong>Os cientistas descobriram que essa disposição cristalina não correspondia a nenhuma estrutura conhecida</strong> até então, nem na natureza nem em materiais industriais.</p><p>Em outras palavras, a explosão resultou em uma liga completamente nova, formada sob condições físicas impossíveis de reproduzir por meio de processos geológicos convencionais. Segundo os autores, a descoberta demonstra que <strong>fenômenos extremos causados pelo homem também podem gerar minerais e materiais inteiramente novos</strong>, ampliando o catálogo de estruturas cristalinas conhecidas.</p><h2>Partículas originadas de uma nuvem de átomos</h2><p>A chave está na velocidade do processo. Quando a bomba explodiu a uma altitude de cerca de 600 metros, a imensa bola de fogo vaporizou praticamente tudo em seu caminho. Por alguns instantes, prédios inteiros, metais, concreto, vidro e solo foram transformados em <strong>uma nuvem de átomos e moléculas a temperaturas superiores a 6.000°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785571951946.jpg" data-image="vo2eib7o9wex" alt="bomba atômica" title="bomba atômica"><figcaption>A bomba atômica lançada pelos EUA sobre a cidade japonesa de Hiroshima causou a morte de mais de 140.000 pessoas.</figcaption></figure><p>Então, um processo de resfriamento extraordinariamente rápido teve início. À medida que a nuvem se expandia, os vapores metálicos começaram a se condensar em apenas alguns segundos. Esse resfriamento ultrarrápido "congelou" os átomos antes que pudessem se rearranjar em suas estruturas cristalinas usuais. Como resultado, <strong>eles ficaram presos em uma configuração diferente de qualquer outra conhecida anteriormente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677130" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/erupcao-de-tonga-foi-causada-por-explosao-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-diz-pesquisa.html" title="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa">Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/erupcao-de-tonga-foi-causada-por-explosao-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-diz-pesquisa.html" title="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-erupcion-de-tonga-fue-provocada-por-una-explosion-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-afirma-una-investigacion-1728009380782_320.jpg" alt="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa"></a></article></aside><p>Os pesquisadores comparam esse fenômeno ao revenimento extremo de alguns materiais industriais, embora realizado sob condições muito mais elevadas de pressão, temperatura e taxa de resfriamento.</p><h2><strong>Um material sem equivalente conhecido</strong></h2><p>A natureza produz processos capazes de gerar temperaturas muito elevadas, como erupções vulcânicas ou o impacto de grandes meteoritos. No entanto, <strong>muito poucos eventos combinam a vaporização massiva de materiais urbanos com o resfriamento praticamente instantâneo</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ZJ65xeEtC_U/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ZJ65xeEtC_U" id="ZJ65xeEtC_U"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Portanto, os meteoritos de Hiroshima constituem um tipo de material sem equivalente conhecido. <strong>Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que esses vidros se formaram por condensação direta dentro da nuvem nuclear</strong> e que exibem até mesmo assinaturas isotópicas (uma espécie de impressão digital atômica que revela sua origem e os processos pelos quais passaram) comparáveis às observadas em certos meteoritos primitivos chamados condritos, que são os materiais sólidos mais antigos conhecidos no sistema solar.</p><p>Essa semelhança impressionante transformou as partículas de Hiroshima em um modelo inesperado para o estudo de processos <strong>que ocorreram há mais de 4,5 bilhões de anos, durante a formação dos planetas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bindi%2C%20L.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20new%20multicomponent%20alloy%20in%20Hiroshima%20fallout%3A%20Extreme%20anthropogenic%20conditions%20generate%20previously%20unknown%20crystalline%20materials.%20Science%20Advances" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg8299">Bindi, L. et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg8299" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new multicomponent alloy in Hiroshima fallout: Extreme anthropogenic conditions generate previously unknown crystalline materials. Science Advances</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cristal-nascido-do-fogo-atomico-o-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-as-leis-da-geologia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no trigo em MS: chuva de 10 mm é insuficiente e seca ameaça a safra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-trigo-em-ms-chuva-de-10-mm-e-insuficiente-e-seca-ameaca-a-safra.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 17:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Trigo em floração e enchimento enfrenta déficit hídrico no sudoeste de Mato Grosso do Sul, enquanto pancadas isoladas de até 10 mm não garantem reposição suficiente antes de outra sequência seca prevista até sexta-feira nas lavouras produtivas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592321242.jpg" data-image="khzyqzktiaii" alt="trigo, hídrico, déficit" title="trigo, hídrico, déficit"><figcaption>Trigo em fase reprodutiva enfrenta déficit hídrico no sudoeste de Mato Grosso do Sul, com chuva insuficiente para recuperar a umidade do solo.</figcaption></figure><p>O trigo do sudoeste de Mato Grosso do Sul atravessa floração e enchimento de grãos com falta de água no solo, enquanto a previsão entre 1º e 7 de agosto não indica reposição abrangente. <strong>Em Ponta Porã, Aral Moreira e Laguna Carapã, pancadas isoladas contrastam com o tempo </strong>predominantemente seco. Milho segunda safra e algodão aproveitam essa estabilidade para maturação e colheita.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O problema, porém, muda conforme a cultura e o estágio.<strong> Para milho e algodão maduros, pouca chuva favorece máquinas e secagem</strong>; no trigo de sequeiro, a demanda continua alta justamente quando flores fecundadas formam grãos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Falhas hídricas agora podem limitar peso e uniformidade, embora somente avaliações em Dourados, Maracaju e Ponta Porã possam confirmar impactos produtivos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O contraste também exige <strong>distinguir lavouras irrigadas dos cultivos dependentes exclusivamente da chuva</strong>, nos quais não existe manejo capaz de repor imediatamente a água ausente no perfil do solo.</p><h2>Chuva de 10 mm não recompõe o solo no sul de MS </h2><p>A passagem periférica da frente fria pode deixar aproximadamente 10 mm no sul de Mato Grosso do Sul até domingo, segundo a previsão semanal disponível. <strong>O volume é baixo e irregular</strong>: um talhão entre Ponta Porã, Dourados e Amambai pode receber pancada, enquanto outro próximo permanece seco. De segunda (3) a sexta-feira (7), não aparece sinal consistente de chuva generalizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592418326.jpg" data-image="cdrq2eotmmd8" alt="trigo, água, precipitação, anomalia" title="trigo, água, precipitação, anomalia"><figcaption>A chuva acumulada permanece baixa no sul de Mato Grosso do Sul, sem reposição hídrica abrangente nas áreas de trigo.</figcaption></figure><p>Essa distribuição importa porque floração e enchimento dependem de água disponível na zona das raízes, não apenas de chuva registrada. Em solos rasos de Aral Moreira, Laguna Carapã e Antônio João, <strong>poucos milímetros podem evaporar ou ficar restritos à superfície</strong>. Em áreas com maior armazenamento, a mesma precipitação apenas desacelera temporariamente a redução da umidade.</p><h2>Floração e enchimento definem peso e uniformidade </h2><p>O <em>Boletim de Monitoramento Agrícola da </em><a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/assuntos/noticias/boletim-aponta-indices-de-vegetacao-acima-da-media-historica-nos-cultivos-de-inverno" target="_blank"><em>Conab</em></a>, divulgado em 27 de julho, identificou <strong>falta de água nas lavouras de trigo em fases reprodutivas no sudoeste de Mato Grosso do Sul.</strong> No florescimento, o estresse pode reduzir o estabelecimento de grãos; durante o enchimento, pode limitar a transferência de reservas para a espiga. Em 18 de julho, o plantio estadual estava concluído, enquanto a semeadura nacional alcançava 97,4%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592844706.jpg" data-image="ter7tgoe1q37" alt="Mato Grosso, umidade" title="Mato Grosso, umidade"><figcaption>Floração e enchimento definem peso e uniformidade</figcaption></figure><p><strong>O acompanhamento deve separar cultivar, estágio e tipo de solo em Ponta Porã, Maracaju e Dourados</strong>. A resposta não será igual em lavouras ainda vegetativas e talhões mais avançados. Quatro pontos ajudam a organizar as vistorias:</p><ul> <li>Ponta Porã: até 10 mm isolados podem oferecer alívio curto, sem garantir recuperação do perfil;</li> <li>Aral Moreira: <strong>trigo em floração exige checagem de espigas e uniformidade após 3 de agosto</strong>;</li> <li>Laguna Carapã: áreas em enchimento precisam de comparação entre baixadas e solos mais rasos;</li> <li>Dourados: tempo seco até o dia 7 favorece operações, mas não elimina o déficit acumulado.</li> </ul><h2>Semana seca exige manejo por talhão até sexta-feira </h2><p>Entre segunda (3) e sexta-feira (7), <strong>a tendência de pouca chuva amplia a evapotranspiração durante as tardes </strong>e mantém a redução gradual da água disponível. Ponta Porã, Amambai e Maracaju devem ter janelas para pulverização e circulação de máquinas, mas vento, umidade relativa e intervalo sem chuva ainda precisam ser conferidos antes de cada operação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785593832093.jpg" data-image="7hfh8iud2vay" alt="trigo, avaliação" title="trigo, avaliação"><figcaption>A avaliação por talhão ajuda a identificar diferenças no desenvolvimento do trigo e orientar o manejo diante da disponibilidade irregular de água.</figcaption></figure><p>Onde houver irrigação, a lâmina não deve ser definida apenas pela ausência de chuva: estágio, profundidade radicular e capacidade de retenção precisam orientar o ajuste. <strong>No trigo de sequeiro, avaliações após 3 e 7 de agosto podem comparar espigas</strong>, folhas e umidade do solo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html" title="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste">Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html" title="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526794622_320.jpg" alt="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste"></a></article></aside><p>Qualquer mudança em adubação ou proteção fitossanitária deve considerar análise local e assistência agronômica, sem antecipar perdas que o campo ainda não confirmou.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-trigo-em-ms-chuva-de-10-mm-e-insuficiente-e-seca-ameaca-a-safra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciência prova a existência da prática ritual contínua mais antiga do mundo em caverna australiana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Austrália revela rituais indígenas praticados desde a Era do Gelo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168064772.png" data-image="1gxeck98x0h8"><figcaption>Pôr do sol em Lakes Entrance, East Gippsland.</figcaption></figure><p>Estudos arqueobotânicos realizados na Caverna de Cloggs, localizada no território ancestral dos GunaiKurnai em Gippsland (sudeste da Austrália), <strong>revelaram evidências científicas de práticas rituais contínuas ao longo de aproximadamente 25 000 anos.</strong> O estudo foi conduzido por investigadores em colaboração com a <em>GunaiKurnai Land and Waters Aboriginal Corporation</em>, combinando arqueologia microbotânica avançada e o conhecimento tradicional dos Guardiões e Anciãos GunaiKurnai. </p><h2> Metodologia e descobertas botânicas</h2><p> A investigação centrou-se na análise de <strong>fitólitos, </strong>microscópicas estruturas de sílica formadas no interior dos tecidos vegetais que se preservam no solo durante milénios. Para isolar as atividades humanas das contribuições da fauna local, os cientistas <strong>analisaram tanto as camadas sedimentares da caverna como excrementos preservados de possums-comuns</strong> (<em>Trichosurus vulpecula</em>).</p><ul><li><strong>Predomínio de gramíneas:</strong> A coleção de fitólitos é maioritariamente dominada por gramíneas (família <em>Poaceae</em>), com uma presença insignificante ou nula de plantas lenhosas (árvores e arbustos). </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168586058.png" data-image="6xb2qtp129zr"><figcaption>Parque Nacional de Chillagoe-Mungana, Queensland, Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Transporte de plantas inteiras:</strong> a presença conjunta de morfotipos de inflorescências (flores), folhas e caules<strong> provou que os antigos ancestrais recolhiam e transportavam plantas de gramíneas inteiras para o interior da caverna.</strong></li></ul><ul><li><strong>Evidência de fogo humano:</strong> a descoberta de fitólitos carbonizados (queimados ou parcialmente fundidos) em múltiplas camadas sedimentares serviu como indicador inequívoco da queima intencional destas plantas trazidas pelos humanos.</li></ul><h2>Uso ritual da caverna e práticas culturais</h2><p>A Caverna de Cloggs localiza-se numa zona escura <strong>onde não existe crescimento natural de plantas. </strong></p><div class="texto-destacado">A escassez de ferramentas de preparação de alimentos e a ausência de restos abundantes de fauna associados à subsistência reforçam que o local não era um acampamento doméstico habitual, mas sim um espaço sagrado e reservado. </div><p>De acordo com o conhecimento tradicional e registos etnográficos do século XIX, a <strong>caverna era frequentada por <em>mulla-mullung</em>, homens e mulheres de grande sabedoria e poderes espirituais. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168165023.jpeg" data-image="cgxkq3rd3pgk"><figcaption>Pintura mural rupestre aborígene, Austrália.</figcaption></figure><p>As plantas eram intencionalmente <strong>queimadas em fogueiras de baixa temperatura, gerando finas camadas expansivas de cinza e fumo</strong>. Na cultura GunaiKurnai, a cinza, o carvão e as gramíneas desempenhavam papéis centrais em rituais de cura, feitiçaria, proteção e cerimónias de iniciação. </p><h2>Conexão com outras instalações rituais no local </h2><p> A descoberta dos fitólitos queimados complementa outros achados arqueológicos excecionais na Caverna de Cloggs: </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168850348.png" data-image="sukh5iv40hk4"><figcaption>Prato cerimonial de madeira com galhos defumados, o ritual de boas-vindas em um evento comunitário indígena na Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Fogueiras rituais em miniatura (11 000 a 12 000 anos BP)</strong>: pequenas fogueiras que continham varas de Casuarina aparadas e untadas com gordura animal ou humana, <strong>correspondendo exatamente às descrições etnográficas de rituais de maldição. </strong></li></ul><ul><li><strong>Pedra erguida (<em>Standing Stone</em>, ~2 000 a 1 600 anos BP): </strong>uma estrutura de pedra com cerca de 28 cm de altura, rodeada por 73 camadas finas de cinza <strong>decorrentes da queima repetida de vegetação macia ao seu redor ao longo de séculos.</strong></li></ul><p>A análise microbotânica confirma que os <strong>GunaiKurnai recolhiam e queimavam gramíneas na Caverna de Cloggs há cerca de mil gerações.</strong> </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742545" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta.html" title="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta">Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta.html" title="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta-1764877926343_320.jpg" alt="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta"></a></article></aside><p>A integração entre a ciência dos fitólitos e a tradição oral demonstra uma impressionante continuidade cultural e espiritual no sudeste australiano, <strong>ligando as práticas do Pleistoceno ao Holoceno.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Grono%20E%2C%20David%20B%2C%20Mullett%20R%2C%20Stevenson%20J%2C%20Petchey%20F%2C%20Delannoy%20J-J%2C%20McDowell%20MC%2C%20Miller%20DJ%2C%20Morley%20MW%2C%20Fresl%C3%B8v%20J%2C%20Jenkin%20D%2C%20GunaiKurnai%20Land%20e%20Waters%20Aboriginal%20Corporation" data-year="2026" data-title="Phytoliths%20from%20Cloggs%20Cave%2C%20GunaiKurnai%20country%20(southeastern%20Australia)%20reveal%20the%20gathering%20of%20whole%20grasses%20for%20burning%20practices%20inside%20the%20cave." data-url="doi%3A%2010.3389%2Ffearc.2026.1871928">Grono E, David B, Mullett R, Stevenson J, Petchey F, Delannoy J-J, McDowell MC, Miller DJ, Morley MW, Fresløv J, Jenkin D, GunaiKurnai Land e Waters Aboriginal Corporation. (2026). <a href="doi: 10.3389/fearc.2026.1871928" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Phytoliths from Cloggs Cave, GunaiKurnai country (southeastern Australia) reveal the gathering of whole grasses for burning practices inside the cave.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Que vinho combina melhor com a sua pizza? Quatro combinações perfeitas para desfrutar como um especialista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Desde a clássica Margherita, passando pela apimentada Pepperoni, até à pizza recheada com quatro queijos – cada pizza revela o seu melhor sabor quando acompanhada pelo vinho certo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218343922.jpg" data-image="fmiq9kqyct8l" alt="Pizza und Wein" title="Pizza und Wein"><figcaption>A harmonização de vinhos tem como objetivo encontrar combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável – e não seguir regras rígidas. Foto: Emre Inan</figcaption></figure><p>A <strong>pizza </strong>é um dos pratos mais populares do mundo – e, ao mesmo tempo, <strong>um dos mais versáteis no que diz respeito à harmonização com vinho</strong>. Graças à grande variedade de ingredientes, é possível combinar diferentes estilos de vinho, criando harmonizações que realçam de forma ideal os aromas, as texturas e as notas gustativas.</p><p>Embora muitas pessoas gostem de acompanhar a pizza com cerveja ou bebidas não alcoólicas, o vinho pode ser um excelente acompanhamento, desde que seja <strong>escolhido de acordo com a intensidade dos ingredientes, a acidez do molho de tomate, o tipo de queijo e os ingredientes </strong>que caracterizam cada pizza.</p><p>Neste breve guia sobre a combinação de pizza e vinho, o especialista em vinhos chileno <strong>Cristopher Castillo</strong>, fundador de <strong>"La Cava de Cris" </strong>no Instagram, <strong>recomenda várias variedades de vinhos tintos e brancos</strong> e explica que nem todos os vinhos combinam igualmente bem com todas as pizzas.</p><h2>Pizza Margherita: Cinsault, País ou Pinot Noir</h2><p>A combinação clássica de molho de tomate, mozzarella e manjericão cativa pelo seu frescor e pela sua acidez vivaz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218620822.jpg" data-image="bpswgo537ung" alt="Pizza Margherita" title="Pizza Margherita"><figcaption>Um vinho tinto leve e frutado combina na perfeição com uma pizza Margherita. Imagem: Aurelien Lemasson</figcaption></figure><p> Segundo Castillo, o Cinsault, o País ou o Pinot Noir são uma excelente escolha – vinhos tintos frescos e de boca leve, com taninos suaves. </p><p> "O molho de tomate confere acidez, o queijo, cremosidade, e o manjericão, frescura. Por isso, <strong>um vinho tinto leve e frutado é a melhor opção</strong> – complementa a pizza sem se sobrepor à sua simplicidade", explica ele. </p><h2>Pizza de pepperoni: Carmenère ou Syrah</h2><p>O pepperoni confere ao prato um sabor intenso, uma nota encorpada e um toque picante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218574870.jpg" data-image="wpdt4f6ke08o" alt="Peperoni-Pizza" title="Peperoni-Pizza"><figcaption>Para acompanhar uma pizza de pimentão, recomenda-se um vinho tinto de corpo médio e sem teor alcoólico excessivo. Foto: Jessie Maxwell</figcaption></figure><p>Esta variante combina particularmente bem com vinhos tintos bem estruturados, como um Carmenère jovem ou um Syrah proveniente de regiões de cultivo frescas. <strong>Os seus taninos suaves e notas especiadas complementam o sabor da salsicha, sem sobrepor-se ao sabor da pizza</strong>.</p><p> Castillo salienta que, para esta pizza, combina bem um vinho com aromas a fruta madura, notas especiadas e corpo médio, que, no entanto, não deve ter um teor alcoólico demasiado elevado nem taninos excessivamente fortes. </p><h2>Pizza com quatro tipos de queijo: Chardonnay ou espumante</h2><p>As pizzas com queijos de sabor forte combinam bem com vinhos capazes de equilibrar a sua intensidade e cremosidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218431756.jpg" data-image="knqflrltk3yc" alt="Pizza mit vier Käsesorten" title="Pizza mit vier Käsesorten"><figcaption>Devido ao seu sabor rico, uma pizza com quatro tipos de queijo combina melhor com um vinho fresco e vivo. Imagem: Engin Akyurt</figcaption></figure><p>Um <strong>Chardonnay fresco</strong> – idealmente de uma colheita recente e, se possível, com um envelhecimento moderado em barris de carvalho – confere <strong>mais corpo à pizza, sem que esta perca a sua frescura</strong>. Um espumante "Brut" também combina na perfeição com esta pizza rica e cremosa.</p><p>No que diz respeito ao Chardonnay, Cristopher recomenda vinhos de Casablanca, Limarí, San Antonio ou Malleco. Quanto ao espumante, aconselha qualquer Brut chileno de qualidade.</p><h2>Pizza Havaiana - Riesling ou Gewürztraminer </h2><p>A combinação de queijo, fiambre e ananás proporciona uma mistura equilibrada de sabores doces, salgados e picantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218507553.jpg" data-image="h5a9ab1ju0fw" alt="Hawaii-Pizza" title="Hawaii-Pizza"><figcaption>A pizza havaiana tem fãs entusiastas – e críticos igualmente apaixonados, que insistem que o ananás não tem lugar numa pizza. Cada um com o seu gosto. Foto: Brett Jordan</figcaption></figure><p>Para acompanhar esta pizza, o Cristopher recomenda um <strong>Riesling</strong> meio seco como uma excelente escolha, uma vez que, graças à sua frescura e às suas notas frutadas, <strong>complementa na perfeição o ananás e, ao mesmo tempo, proporciona equilíbrio</strong>.</p><p>Recomenda ainda um <strong>Gewürztraminer </strong>de Casablanca, Bío Bío ou Malleco e salienta que o seu perfil extremamente aromático e a sua doçura suave <strong>combinam na perfeição com esta mistura de sabores doces e salgados</strong>.</p><h2>O segredo está nos ingredientes</h2><p>Em vez de se concentrarem apenas no nome da pizza, os especialistas recomendam<strong> prestar atenção aos ingredientes que predominam em cada receita</strong>. A acidez do molho de tomate, a intensidade dos queijos, a riqueza dos enchidos e a proporção de legumes frescos contribuem todos para determinar o acompanhamento ideal de vinho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca.html" title="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça">Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca.html" title="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca-1779820880503_320.jpg" alt="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça"></a></article></aside><p>Como explica o especialista em vinhos por trás da conta @lacavadecris_, a harmonização de vinhos não se trata de impor regras rígidas, mas sim de <strong>descobrir combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável</strong>.</p><p>Por isso, o melhor conselho é: <strong>experimente diferentes castas e estilos de vinho para descobrir novas nuances de sabor</strong>, tanto na pizza como no vinho – e, assim, provar que este prato italiano icónico pode ser o acompanhamento perfeito para um bom copo de vinho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Umidade, calor e frente fria darão origem a um ‘Arco de Tempestades’ que afeta o tempo em 4 estados do Brasil neste final de semana. As instabilidades avançam, mudam o tempo e aumenta o risco de transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatnhf6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatnhf6.jpg" id="xatnhf6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria que avança pelo Sul do Brasil será capaz de<strong> mudar o tempo também em 4 estados do Centro-Norte</strong>. Isso porque, o sistema frontal auxilia na propagação de uma linha de instabilidade, que terá o formato de um arco, sobre áreas do oeste do <strong>Mato Grosso, Rondônia, Acre e Amazonas. </strong></p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p> Esse fenômeno é impulsionado pela presença de <strong>ar quente e úmido</strong> próximo à superfície, combinado a <strong>mecanismos forçantes</strong> que elevam esse ar na atmosfera, além do <strong>cisalhamento</strong> (diferença na velocidade e direção dos ventos em diferentes altitudes). Essa combinação<strong> favorece a formação de nuvens de tempestade</strong> altamente organizadas em linha. </p><h2>Tempestades estão previstas para MT, RO, AC e AM</h2><p>Desde o final da tarde de sábado (1) e a madrugada de domingo, <strong>o modelo ECMWF prevê instabilidades se formando sobre a Bolívia,</strong> nas proximidades com o estado de Rondônia. Na região tem-se a presença de ar quente e úmido o que permite a formação de nuvens carregadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526890953.jpg" data-image="cdpivqvx62ti" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa mostra o avanço da linha de instabilidade sobre áreas de RO, AC, AM e oeste do MT.</figcaption></figure><p> Além disso, a atuação da<strong> frente fria pelo Sul do Brasil terá influência</strong> direta no evento no Norte e Centro-Oeste, atuando como o <strong>gatilho</strong> para a subida desse ar na atmosfera. Desta forma, teremos o surgimento de <strong>nuvens carregadas</strong> com elevado<strong> potencial para tempestades</strong>. Ao final do sábado (1), já estão previstas chuvas acompanhadas de trovoadas em Rondônia e no oeste de Mato Grosso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785527004961.jpg" data-image="ltg9q8dmvwq9" alt="Mapa de tempestades." title="Mapa de tempestades."><figcaption>Mapa mostra áreas com maior risco de tempestades na tarde de domingo (2).</figcaption></figure><p>Durante o amanhecer de domingo (2), o sol aparece sobre Rondônia, Acre e em boa parte do Amazonas, mas no oeste do Mato Grosso, o amanhecer contará com tempo mais fechado. <strong>A tendência é de que até o final da manhã, tudo isso mude.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781448" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html" title="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta">Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html" title="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785502262882_320.jpg" alt="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta"></a></article></aside><p>O modelo ECMWF prevê <strong>o avanço de um “Arco de Tempestades”</strong> que é uma linha de instabilidade que irá se deslocar <strong>desde a Bolívia e afetar o oeste do Mato Grosso, todo o estado de Rondônia, leste do Acre e sul do Amazonas</strong>. Há riscos para ocorrência de chuvas intensas e tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785527088445.jpg" data-image="6inyfgioa8uo" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Mapa mostra rajadas de vento sobre o 4 estados afetados. Ventos podem chegar próximos a 50 km/h.</figcaption></figure><p>Além disso, as rajadas de vento também podem provocar alguns danos à medida que avança pela região, como <strong>queda de galhos e de árvores, destelhamento de casas e cortes de energia elétrica</strong>. A passagem dessa linha de instabilidade não deverá provocar grandes volumes de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526848997.jpg" data-image="zl3azhjp3yx8" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada até o final da noite de domingo (2).</figcaption></figure><p>A previsão é de que os maiores acumulados aconteçam em <strong>Rondônia </strong>onde variam entre <strong>10 mm e 50 mm</strong> (em áreas pontuais). Já no <strong>Acre</strong>, volumes de chuva inferiores aos <strong>25 mm</strong> o que também está sendo aguardado no <strong>oeste mato-grossense e sul amazonense.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar ganhou intensidade e promete trazer frio por 5 dias no Sul e no Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 08:39:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Agosto se inicia com temperaturas acima da média, mas uma nova massa de ar polar avançará pelo Brasil e provocará uma mudança significativa do tempo na segunda semana do mês. As previsões indicam queda acentuada das temperaturas, com possibilidade de geada e até temperaturas negativas na região Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xato66m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xato66m.jpg" id="xato66m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo deste final de semana, uma <strong>massa de ar frio</strong> deve avançar pela região Sul, fazendo as <strong>temperaturas caírem levemente</strong> sobre o Rio Grande do Sul. Ainda assim, como um todo, esse sistema <strong>não será tão intenso</strong>. Não há previsão de temperaturas mínimas inferiores a 10°C, muito menos probabilidade de geada ao longo dos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">As previsões indicam que as mínimas mais baixas serão atingidas entre a madrugada e a manhã do Domingo (2) na região da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, onde os termômetros podem chegar a 10°C. NÃO há previsão de geadas.</div><p>Com isso, as temperaturas na região Sul já <strong>voltam a subir até patamares mais altos</strong> a partir da segunda-feira (3). Mas previsões já indicam uma nova massa de ar frio avançando pelo país a partir da sexta-feira (7) da semana que vem, que deve trazer um <strong>episódio de frio mais intenso</strong> ao Brasil.</p><h2>Nova massa de ar frio avança na próxima sexta</h2><p>Essa massa de ar frio já causará temperaturas muito baixas entre a madrugada e a manhã do <strong>Sábado (8) da semana que vem</strong>, atingindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também o sul do Paraná, como é possível observar na imagem abaixo. Previsões indicam possibilidade de <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste-1785509187447.jpg" data-image="w7t28i3kwome" alt="Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã." title="Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã mostra uma massa de ar frio fazendo as temperaturas caírem para valores abaixo de 10°C no RS, em SC e no sul do PR durante a manhã.</figcaption></figure><p> Já é possível que, no sábado (8), as <strong>mínimas atinjam 4°C</strong>. Isso traz condições para formação de <strong>geadas localizadas</strong>, especialmente em regiões de maior altitude, como a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense. No entanto, as previsões indicam que o frio ganhará ainda mais força ao longo do domingo (9).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Previsões indicam que as temperaturas podem atingir <strong>0°C ou até mesmo valores negativos</strong>, abaixo de zero, nas regiões serranas do Sul. Com isso, aumenta o risco de <strong>geadas mais fortes e abrangentes </strong>em grande parte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e também no sul do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste-1785509227882.jpg" data-image="l365dmijv84k" alt="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada mostra a formação de temperaturas negativas, abaixo de zero, entre o RS, SC e sul do PR, com geadas fortes e abrangentes.</figcaption></figure><p>Com isso, a segunda semana de Agosto pode se mostrar <strong>mais fria do que as semanas anteriores</strong> sobre todo o Centro-Sul do Brasil - já que, ao longo dos dias seguintes, a massa de ar frio pode avançar também por parte do Mato Grosso do Sul, São Paulo e outros estados da região Sudeste, perdurando por<strong> ao menos 5 dias</strong>.</p><p>Esse avanço de frentes frias e massas de ar frio é impulsionado por um sistema climático chamado de <em>Oscilação Antártica</em>. O índice estará atingindo <strong>valores negativos</strong> nas próximas semanas, o que se traduz numa <strong>maior incidência de sistemas transientes</strong>, como ciclones e frentes frias, sobre o centro-sul do Brasil.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média">Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432534998_320.jpg" alt="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"></a></article></aside><p>Vale lembrar que, ao longo desta primeira semana de Agosto, anterior ao avanço do sistema, as<strong> temperaturas permanecerão acima da média</strong>, sobre a região Sul, com um <strong>calor pronunciado</strong>. Após o avanço dessa massa de ar polar, na segunda semana de Agosto, as temperaturas sobre a região Sul <strong>retornarão para patamares dentro da média</strong>, o que trará um <strong>alívio</strong> para o calor fora de época.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Via Láctea é maior do que se pensava: seus braços se estendem até áreas onde acreditava-se ser um vazio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/via-lactea-e-maior-do-que-se-pensava-seus-bracos-se-estendem-ate-areas-onde-acreditava-se-ser-um-vazio.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 23:25:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Ecos de raios-X provenientes de três explosões de raios-gama permitiram a medição direta dos braços mais externos da Via Láctea, revelando que algumas de suas estruturas se estendem muito além do que as reconstruções astronômicas anteriores indicavam.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785010078656.png" data-image="28e4nxjwmu39"><figcaption>Um estudo recente revela que nossa galáxia se estende muito além do que acreditávamos serem seus limites. Crédito: NASA/CXC/SAO/M. Weiss</figcaption></figure><p>A <strong>Via Láctea</strong>, a galáxia que abriga o nosso sistema solar,<strong> é maior do que se pensava anteriormente</strong>. Isso foi revelado por um estudo recente, baseado em uma técnica inovadora que utiliza rajadas de raios gama.</p><p>Considerando que a nossa galáxia é a mais estudada de todas, a descoberta de que havíamos subestimado o seu tamanho pode surpreender. No entanto, a razão pela qual não percebemos isso antes é que <strong>a nossa galáxia é a mais difícil de estudar, justamente porque a observamos de dentro</strong>.</p><h2>Uma galáxia difícil de observar de dentro</h2><p>Sabemos agora que<strong> a Via Láctea é uma galáxia espiral barrada</strong>. Ela apresenta um núcleo do qual se estende uma barra composta de gás, poeira e estrelas; dessa barra ramificam-se quatro braços espirais, também constituídos por gás, poeira e estrelas. <strong>Nosso sistema solar está localizado no chamado Braço de Órion</strong>, a aproximadamente 26.000 anos-luz do centro galáctico.</p><p>A <strong>abundância de nuvens de poeira e gás nos braços espirais</strong> — onde a concentração de estrelas é maior — <strong>limita significativamente a nossa visão</strong>.</p><p><strong> </strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A luz das estrelas mais distantes é completamente absorvida ou espalhada por esse véu de poeira, tornando-as inacessíveis à observação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Descobrir a <strong>estrutura da nossa galáxia </strong>é como reconstruir o mapa de uma cidade inteira permanecendo parado em um único bairro. Para usar uma analogia: é como estar em meio a uma neblina que limita a visibilidade a alguns metros — ou algumas dezenas de metros — quando, sem ela, poderíamos enxergar a quilômetros de distância.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785010514042.jpeg" data-image="o0szg9lzglfo"><figcaption>Da Terra, só conseguimos ver as estrelas mais próximas. Mesmo aquelas ao longo da Via Láctea — embora possam parecer incontáveis — são as que estão mais perto de nós. Crédito: Dario Giannobile.</figcaption></figure><p>Em noites estreladas, as estrelas que vemos — incluindo as da Via Láctea — são simplesmente aquelas mais próximas de nós; aquelas que estão "logo ali ao lado", por assim dizer.</p><div class="texto-destacado">Para alcançar e mapear as regiões mais distantes da Galáxia, os astrônomos realizam observações nas bandas de rádio e infravermelho, bem como em altas energias de raios-X.</div><p>A <strong>abordagem inovadora</strong> apresentada em um estudo recente liderado por Beatrice Vaia, e publicado na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em>, envolveu o uso da <strong>propagação de raios-X associada a explosões de raios gama para mapear as regiões mais externas da Galáxia</strong>.</p><h2>Jatos de raios gama transformadas em faróis cósmicos</h2><p>As <strong>explosões de raios gama estão entre os eventos mais energéticos do universo</strong>; elas podem ser desencadeadas, por exemplo, pelo colapso de uma estrela massiva ou pela fusão de estrelas de nêutrons ou buracos negros.</p><p>A explosão <strong>gera jatos potentes de matéria que se propagam pelo espaço </strong>a velocidades relativísticas; ao interagirem com a matéria circundante, produzem o clarão de raios gama. Quando elétrons relativísticos nesses jatos encontram campos magnéticos, eles <strong>geram raios-X</strong>.</p><p>À medida que esses raios-X viajam pela galáxia, eles <strong>interagem com a matéria, o gás e a poeira </strong>que encontram em seu caminho e sofrem espalhamento. Essa luz espalhada manifesta-se como <strong>arcos luminosos em expansão</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os raios X produzidos por elétrons nos jatos de explosões de raios gama revelam a presença de nuvens de gás que, de outra forma, permaneceriam invisíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vaia e seus colegas propuseram-se a identificar<strong> três dessas explosões distantes de raios gama, situadas em três direções galácticas distintas</strong>, e a mapear os arcos produzidos por seus raios-X.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785011027827.png" data-image="eu4zprse97fo"><figcaption>Na imagem, a cruz amarela indica uma das três explosões de raios gama selecionadas para estudo. Os arcos amarelos mostram a luz de raios X espalhada pela interação com nuvens de gás. Essas nuvens, situadas além do que se pensava serem as bordas da galáxia, haviam permanecido invisíveis até então. Crédito: Vaia, <em>et al</em>. (2026).</figcaption></figure><p>Os <strong>telescópios de raios-X Chandra e XMM-Newton</strong> observaram esses arcos luminosos e concêntricos que se expandem gradualmente para fora, como uma espécie de "eco".</p><p>Ao saber o momento exato em que a explosão de raios gama ocorreu e medir o tamanho desses arcos, foi possível <strong>calcular a distância até as nuvens que dispersaram a radiação de raios-X</strong>.</p><h2>O que há além do limite conhecido?</h2><p>O mapeamento por raios-X revelou a <strong>existência de novas nuvens que haviam passado despercebidas por outras técnicas de observação</strong> — nuvens localizadas além do que se considerava o limite da galáxia, em uma região anteriormente tida como um vazio absoluto.</p><p>Descobriu-se que<strong> a galáxia é 10% maior do que se pensava</strong>. Isso não significa que determinamos os limites da galáxia com maior precisão; tais limites não podem ser definidos com exatidão, pois a densidade do material que compõe a galáxia diminui gradualmente à medida que nos movemos para fora, em direção ao vazio intergaláctico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente, baseado no espalhamento de raios X associado a explosões de raios gama, revelou que nossa galáxia é 10% maior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nossa galáxia não estava vazia além de seus limites conhecidos</strong>; simplesmente não conseguíamos observar com clareza suas estruturas mais distantes.</p><p>Essa<strong> nova estimativa de tamanho</strong> pode ter implicações para cálculos sobre a distribuição de gás, poeira e estrelas — e, consequentemente, para modelos de rotação galáctica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html" title="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea">A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html" title="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014_320.png" alt="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea"></a></article></aside><p>No entanto, deve-se notar que apenas três direções galácticas foram mapeadas utilizando essa técnica; portanto, o aumento de tamanho aplica-se, por enquanto, apenas a essas direções específicas. A conclusão do mapa exigirá mais explosões de raios gama que sejam suficientemente brilhantes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vaia%2C%20B.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Accurate%20distances%20of%20the%20Galactic%20spiral%20arms%20from%20dust-scattered%20X-ray%20emission%20of%20gamma-ray%20bursts" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fpdf%2F2604.24617">Vaia, B. et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/pdf/2604.24617" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Accurate distances of the Galactic spiral arms from dust-scattered X-ray emission of gamma-ray bursts</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/via-lactea-e-maior-do-que-se-pensava-seus-bracos-se-estendem-ate-areas-onde-acreditava-se-ser-um-vazio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 22:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Nature Food* analisou a produção de alimentos em 186 países e concluiu que apenas um país consegue, por conta própria, fornecer todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647373123.jpg" data-image="143kwtanzywu" alt="agricultura" title="agricultura"><figcaption>Existe apenas um país capaz de fornecer uma alimentação saudável para toda a sua população.</figcaption></figure><p>Ao discutir <strong>produção de alimentos</strong>, é fácil pensar em gigantes agrícolas como os Estados Unidos, o Brasil ou a China. No entanto, nenhum deles lidera o <em>ranking </em>global de <strong>autossuficiência alimentar</strong>.</p><p>Essa distinção pertence à <strong>Guiana</strong>, um país sul-americano com menos de um milhão de habitantes que, segundo um estudo publicado na revista <em>Nature Food</em>, é o <strong>único país capaz de produzir alimentos suficientes para atender plenamente às necessidades de sua população</strong> sem depender de importações.</p><div class="texto-destacado">O estudo analisou 186 países, comparando a produção nacional com as recomendações nutricionais para uma dieta saudável. Em vez de medir apenas a disponibilidade de calorias, os cientistas avaliaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, nozes e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</div><p>O resultado foi inequívoco: <strong>apenas a Guiana conseguiu atender aos requisitos de todos os sete grupos alimentares</strong>. A China e o Vietnã ficaram muito próximos, alcançando a autossuficiência em seis das sete categorias. No extremo oposto do <em>ranking </em>estão Afeganistão, Iraque, Catar, Iêmen, Emirados Árabes Unidos e Macau; nenhum deles conseguiu suprir plenamente sequer uma categoria por meio da produção interna.</p><p><strong>Mais de um terço dos países analisados alcança a autossuficiência em apenas dois grupos alimentares ou menos</strong>, enquanto apenas um em cada sete consegue produzir quantidades suficientes em cinco ou mais categorias.</p><h2>A segurança alimentar não depende mais apenas da agricultura</h2><p>Os autores enfatizam que o objetivo do estudo não era questionar o comércio internacional, mas<strong> avaliar o grau de preparação dos países</strong> para enfrentar uma interrupção prolongada no abastecimento global.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647516206.jpg" data-image="tx07013f0efz"> <figcaption>Cientistas analisaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, oleaginosas e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</figcaption> </figure><p>A <strong>pandemia de COVID-19</strong>, a <strong>guerra na Ucrânia</strong> e o aumento das <strong>tensões geopolíticas</strong> demonstraram que as cadeias de suprimentos podem sofrer interrupções repentinas.</p><p>Para agravar esse cenário, temos as<strong> mudanças climáticas</strong>, que aumentam a frequência e a intensidade de secas, inundações e ondas de calor, capazes de comprometer simultaneamente a produção agrícola em diversas regiões do globo.</p><p>Nesse contexto, <strong>depender de um número limitado de fornecedores pode se tornar um risco</strong>.</p><div class="texto-destacado">O estudo mostra que muitos países obtêm mais de metade das suas importações de alimentos de um único parceiro comercial. Se este fornecedor enfrentasse uma má colheita, restrições à exportação ou problemas logísticos, o abastecimento alimentar poderia ser seriamente afetado.</div><p>A vulnerabilidade também emerge em blocos regionais. O Conselho de Cooperação do Golfo alcança a auto-suficiência apenas em carne, enquanto a Comunidade das Caraíbas e a União Econômica e Monetária da África Ocidental conseguem cobrir apenas dois grupos alimentares.</p><h2>E a Argentina?</h2><p>Embora o estudo não apresente um <em>ranking </em>detalhado de todos os países, ele mostra que <strong>a América do Sul está entre as regiões com melhor desempenho</strong> global, contando com várias nações capazes de suprir as necessidades de cinco ou mais grupos alimentares.</p><p>A <strong>Argentina destaca-se como uma das principais produtoras e exportadoras mundiais de grãos, oleaginosas e carne</strong>. No entanto, o estudo esclarece que a autossuficiência alimentar não depende apenas do volume de produção, mas do equilíbrio entre todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><p>Essa distinção explica por que grandes potências agrícolas não alcançam o topo dos <em>rankings</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769435" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html" title="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM">Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html" title="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm-1779126263007_320.jpg" alt="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM"></a></article></aside><p>Os pesquisadores também ressaltam que uma <strong>baixa autossuficiência</strong> atual <strong>não significa necessariamente que um país seja incapaz de produzir mais alimentos</strong>. Em muitos casos, a produção é determinada por fatores econômicos, comerciais ou tecnológicos, e não exclusivamente pelo potencial agrícola disponível.</p><p>De fato, as projeções indicam que a <strong>maioria dos países poderia aumentar sua autossuficiência </strong>na próxima década por meio de <strong>investimentos em agricultura de precisão, novas tecnologias</strong>, aquicultura, cultivo em ambiente controlado e programas de melhoramento genético.</p><p>A principal conclusão do estudo é clara. <strong>A autossuficiência absoluta — como a alcançada hoje pela Guiana — é a exceção</strong>. Em um mundo onde os sistemas alimentares são profundamente interconectados, o comércio internacional continuará sendo essencial para garantir dietas variadas e equilibradas. O verdadeiro desafio está na construção de cadeias de suprimentos mais resilientes e diversificadas, capazes de resistir a crises geopolíticas, eventos extremos e aos impactos cada vez mais evidentes das mudanças climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Stehl%2C%20J.%2C%20Vonderschmidt%2C%20A.%2C%20Vollmer%2C%20S.%20et%20al." data-year="2025" data-title="Gap%20between%20national%20food%20production%20and%20food-based%20dietary%20guidance%20highlights%20lack%20of%20national%20self-sufficiency" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43016-025-01173-4">Stehl, J., Vonderschmidt, A., Vollmer, S. et al. (2025). <a href="https://www.nature.com/articles/s43016-025-01173-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation"><em>Gap between national food production and food-based dietary guidance highlights lack of national self-sufficiency</em></a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo revelou que o cultivo intensivo do milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado brasileiro entre os séculos 9 e 17. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785522400959.jpg" data-image="8vhgfc0y3iby"><figcaption>A pesquisa durou mais de dez anos e incluiu análise de dentes e ossos encontrados em sítios arqueológicos do Cerrado brasileiro. Na foto, pesquisadores fazendo coleta de amostras na cidade de Iuiu, na Bahia. Crédito: Adriano Espinola Filho/Divulgação/Fapesp.</figcaption></figure><p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na revista científica <em>Science Advances</em> descobriu que <strong>sociedades pré-coloniais</strong> (antes da colonização) no <strong>Cerrado brasileiro </strong><strong>prosperaram cultivando milho em sistemas diversificados</strong>.</p><p>O consumo do cereal até foi comparado ao de populações maias ou andinas. E de acordo com os pesquisadores,<strong> esta é a primeira vez</strong> que <strong>conseguem demonstrar no Brasil </strong>o <strong>papel central do milho na subsistência dessas populações</strong>.</p><h2>O estudo e suas descobertas</h2><p>O estudo durou mais de 10 anos, e durante esse tempo os pesquisadores analisaram a<strong> composição química</strong> (isótopos estáveis de carbono, nitrogênio e oxigênio) de diversos <strong>o</strong><strong>ssos e dentes humanos</strong> (colágeno ósseo e esmalte dentário) <strong>em 37 sítios arqueológicos </strong>do<strong> Cerrado</strong>, Caatinga e Mata Atlântica no Brasil.</p><p>Estas <strong>amostras </strong>datam, em média, de um período <strong>entre 1.100 e 400 anos atrás</strong> e foram obtidas através de<strong> escavações </strong>e de<strong> coleções arqueológicas</strong> montadas desde os anos 1970.</p><p>Além disso, <strong>também foram examinadas amostras de fauna local</strong>, essenciais para estabelecer parâmetros de comparação capazes de distinguir o consumo de diferentes alimentos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785523108557.jpg" data-image="fjn5tvo6zv9q"><figcaption>Fragmento de uma mandíbula humana do sítio do Vau, Bahia, datado entre 500 e 630 anos atrás. Crédito: Eliane Chim.</figcaption></figure><p>Segundo Eliane Chim, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e autora principal do estudo, “como <strong>diferentes alimentos têm assinaturas isotópicas distintas, essas marcas ficam ‘registradas’ nos tecidos do corpo</strong> e podem ser usadas para reconstruir a alimentação de populações antiga (...)”.</p><p>As análises sugerem que <strong>as amostras pertencem a populações do Holoceno tardio</strong>, período que compreende os últimos 4.200 anos da história geológica, sendo <strong>provenientes de aldeias das tradições cerâmicas Aratu</strong> – sociedades das grandes aldeias a céu aberto – <strong>e Una</strong> – produtores de uma cerâmica pequena e simples, de bases arredondadas, geralmente encontrada em abrigos rochosos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785523508705.jpg" data-image="xym4zl0b06oz"><figcaption>Localização da área de estudo, dos biomas e dos sítios arqueológicos analisados. Fonte: Chim, et al. (2026).</figcaption></figure><p>As sociedades pré-coloniais abrigavam aldeias de até 2 mil habitantes, e <strong>até então, acreditava-se que esses dois grupos sociais viviam da caça e da coleta de frutos nativos</strong>, com hábitos predominantemente móveis de caçadores-coletores. Então este estudo veio para desafiar esta ideia anterior.</p><p>Eles mostraram que <strong>o Cerrado prosperou com agricultura diversificada baseada no milho antes da colonização</strong>, comprovando pela primeira vez no Brasil o papel central do cereal na dieta dessas populações, e <strong>em patamares comparáveis aos de sociedades andinas e maias</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="665525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-estudo-de-dna-da-pistas-sobre-a-causa-que-quase-exterminou-a-populacao-do-norte-da-europa-ha-5-400-anos.html" title="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos">Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-estudo-de-dna-da-pistas-sobre-a-causa-que-quase-exterminou-a-populacao-do-norte-da-europa-ha-5-400-anos.html" title="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-de-adn-da-pistas-sobre-la-causa-que-casi-acaba-con-la-poblacion-de-europa-del-norte-hace-5-400-anos-1720890742946_320.jpg" alt="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos"></a></article></aside><p>Ambas as aldeias das populações Aratu e Una consumiam o milho, com esta última tendo uma alimentação mais diversa. Mas <strong>no caso da Aratu o cereal era uma fonte primordial de subsistência</strong>. </p><p>As demais análises sobre outros alimentos não permitiram afirmar exatamente quais outros vegetais eram consumidos pelos grupos, mas<strong> evidências botânicas</strong> encontradas nos próprios<strong> sítios arqueológicos </strong>dão indícios de uma ampla diversidade de <strong>alimentos</strong>, como, por exemplo, <strong>feijão, amendoim, mandioca, abóbora e frutas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Globo%20Rural" data-year="2026" data-title="Estudo%20aponta%20papel%20central%20do%20milho%20para%20povos%20pr%C3%A9-coloniais%20do%20Cerrado" data-url="https%3A%2F%2Fgloborural.globo.com%2Fagricultura%2Fmilho%2Fnoticia%2F2026%2F07%2Festudo-aponta-papel-central-do-milho-para-povos-pre-coloniais-do-cerrado.ghtml">Redação Globo Rural. (2026). <a href="https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/estudo-aponta-papel-central-do-milho-para-povos-pre-coloniais-do-cerrado.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudo aponta papel central do milho para povos pré-coloniais do Cerrado</a>.</cite><br><cite data-author="Chim%2C%20E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Maize-based%20polyculture%2C%20not%20monoculture%2C%20sustained%20precolonial%20societies%20in%20the%20Brazilian%20Cerrado" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aef7066">Chim, E. et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aef7066" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maize-based polyculture, not monoculture, sustained precolonial societies in the Brazilian Cerrado</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:42:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As plantas podem ser aliadas perfeitas contra o calor; além de acrescentarem um toque decorativo, elas podem ajudar a refrescar os ambientes, proporcionar sombra e melhorar o conforto térmico da casa durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225.jpeg" data-image="fx9n694msjak" alt="homem molhando uma planta" title="homem molhando uma planta"><figcaption>As plantas podem ajudar a melhorar o ambiente térmico em casa durante o verão.</figcaption></figure><p>Com a chegada do <strong>verão</strong>,<strong> manter a casa fresca</strong> torna-se uma prioridade. Além do indispensável ar-condicionado convencional, existem <strong>soluções naturais</strong> que podem ajudar a melhorar o conforto térmico no lar.</p><p>As <strong>plantas </strong>desempenham um papel particularmente interessante nesse sentido, graças à sombra e à umidade que proporcionam e, sobretudo, à evapotranspiração — um processo natural capaz de aumentar o nosso conforto.</p><p>Embora a vegetação não resfrie a casa da mesma maneira que um aparelho de ar-condicionado, certas espécies podem <strong>ajudar a reduzir a sensação de calor e criar um microclima mais agradável</strong>, especialmente quando combinadas com orientação, ventilação e isolamento adequados.</p><h2>Evapotranspiração, um resfriamento natural</h2><p>A chave está na <strong>evapotranspiração</strong>, um processo que combina a evaporação da água presente no solo — ou no substrato, neste caso — com a transpiração das plantas por meio de suas folhas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Los helechos son perfectos para decorar tu terraza, le da un toque selvático y privado <a href="https://x.com/hashtag/Tips?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tips</a> <a href="https://x.com/hashtag/Jardin?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jardin</a> <a href="https://x.com/hashtag/Terraza?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Terraza</a> <a href="https://t.co/sA1EShmVoF">pic.twitter.com/sA1EShmVoF</a></p>— Total Pisos (@TotalPisos) <a href="https://x.com/TotalPisos/status/736368983830626308?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2016</a></blockquote></figure><p>Quando uma <strong>planta </strong>de qualquer tipo<strong> absorve água</strong> pelas raízes, uma parcela significativa acaba sendo<strong> liberada na atmosfera na forma de vapor</strong>, através de minúsculos poros chamados estômatos.</p><p>Esse mecanismo é semelhante ao que vivenciamos quando o suor evapora da nossa pele. Por isso, <strong>uma vegetação abundante e bem hidratada pode alterar as condições do ar ao seu redor</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para que a água passe do estado líquido para o gasoso, ela necessita de energia, a qual obtém do ambiente na forma de calor. Como resultado, produz-se um efeito de resfriamento.<br></div><p>No entanto,<strong> nem todas as plantas possuem a mesma capacidade</strong>, uma vez que a taxa de evapotranspiração depende de fatores como espécie, tamanho da planta, área superficial das folhas, disponibilidade de água, temperatura, radiação solar, vento e umidade do ambiente.</p><h2>Quais plantas podem ajudar refrescar o ar?</h2><p>Espécies de crescimento rápido, com <strong>grande área superficial foliar </strong>(muitas folhas) e alta demanda hídrica durante o verão, podem apresentar taxas significativas de evapotranspiração.</p><h3>Samambaias</h3><p>Elas podem adicionar umidade a ambientes internos bem iluminados e protegidos, enquanto certas plantas ornamentais de folhagem abundante ajudam a criar uma atmosfera mais fresca ao seu redor.</p><h3>Hera, falsa-vinha ou algumas variedades de jasmim</h3><p>Elas podem desempenhar uma função adicional, pois <strong>projetam sombra</strong> sobre paredes e janelas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785414367413.jpeg" data-image="a4o3gtjq302s" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Fachadas com vegetação podem reduzir as temperaturas internas das residências.</figcaption></figure><h3>Árvores e arbustos</h3><p>Elas possuem uma capacidade ainda maior de modificar o microclima. Uma <strong>copa densa</strong>, como a das árvores, intercepta parte da radiação solar antes que ela atinja fachadas, janelas ou telhados. Ao mesmo tempo, sua transpiração libera água de volta para a atmosfera e contribui para a troca de calor.</p><h2>Sombra e isolamento: uma combinação fundamental</h2><p>O efeito de resfriamento das plantas não depende apenas da evapotranspiração. De fato, quando <strong>posicionadas estrategicamente</strong>, elas podem servir como uma <strong>barreira vegetal eficaz contra a radiação</strong> solar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Plantou uma videira e a transformou em um telhado verde cheio de uvas. <a href="https://t.co/Gx4kqsKel7">pic.twitter.com/Gx4kqsKel7</a></p>— abymael (@abymaelx) <a href="https://x.com/abymaelx/status/2059707232212734146?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote></figure><p>Uma fachada parcialmente coberta por vegetação pode receber menos radiação direta, enquanto uma árvore situada em frente a uma janela pode reduzir significativamente o ganho de calor durante as horas de pico de exposição solar.</p><h2>Plantas de interior: elas realmente reduzem a temperatura?</h2><p>Em ambientes internos, é melhor ser realista. Uma planta em vaso pode aumentar ligeiramente a umidade relativa local e proporcionar uma sensação sutil de frescor — o que é certamente bem-vindo —, mas <strong>não consegue substituir um sistema de climatização nem reduzir a temperatura da casa em vários graus por conta própria</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780452" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>O <strong>efeito é muito mais significativo quando a vegetação está localizada em terraços, pátios, varandas ou jardins</strong>, onde há uma área foliar maior disponível para interceptar diretamente a radiação solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785414491993.jpeg" data-image="ormh8p1981yj" alt="Imagen 3" title="Imagen 3"><figcaption>Um jardim visualmente agradável e com uma sensação de frescor.</figcaption></figure><p>Além disso, vale ressaltar que introduzir muitas plantas em ambientes fechados pode aumentar excessivamente a umidade, especialmente se a ventilação for precária. Portanto, é importante encontrar um equilíbrio entre a vegetação, a ventilação e a disponibilidade de água.</p><h2>Um ambiente mais fresco com soluções naturais<br></h2><br>As <strong>plantas </strong>podem, portanto, servir como uma ferramenta complementar no combate ao calor. Sua capacidade de realizar a evapotranspiração, proporcionar sombra e modificar o microclima ajuda a reduzir a carga térmica da residência e a melhorar os níveis de conforto durante os meses mais quentes.<p>A escolha de espécies adaptadas ao clima local é fundamental, assim como o seu posicionamento estratégico.</p><ul><li><strong>Árvores </strong>para proteger fachadas e janelas</li><li><strong>Plantas trepadeiras</strong> para criar sombra em paredes e muros</li><li><strong>Plantas de folhagem abundante</strong> para pátios e terraços</li></ul><p>O verdadeiro <strong>“ar-condicionado natural”</strong> não depende de uma única planta, mas sim do projeto de espaços verdes capazes de aproveitar os processos naturais da vegetação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso de até 40°C e baixa umidade deixam em alerta de “Perigo” 13 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 18:16:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Calor de até 40°C e umidade entre 12% e 20% colocam áreas de 13 estados sob alerta de Perigo, com maior risco de incêndios e impactos à saúde especialmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste nesta sexta-feira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785500654480.jpg" data-image="w25t6peouokb" alt="calor, temperatura, norte, nordeste, centro" title="calor, temperatura, norte, nordeste, centro"><figcaption>O calor se concentra no Centro-Norte nesta sexta-feira (31), com temperaturas próximas de 40°C em áreas de Mato Grosso e valores elevados entre Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí.</figcaption></figure><p>O calor intenso e o ar extremamente seco colocam áreas de 13 estados sob alerta laranja de “Perigo” nesta sexta-feira (31). A situação abrange <strong>principalmente Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí e Bahia,</strong> com reflexos também em faixas do Sudeste. Enquanto pontos do Centro-Norte podem se aproximar de 40°C, a umidade relativa deve variar entre 12% e 20% nas áreas mais críticas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>A combinação aumenta o risco de incêndios florestais e pode provocar ressecamento da pele, irritação nos olhos e desconforto respiratório. <strong>Cuiabá, Palmas, Goiânia e Brasília estão entre as cidades expostas ao tempo muito seco</strong>, enquanto trabalhadores rurais, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias precisam de maior atenção durante as horas mais quentes.</p><h2>Alerta de “Perigo” alcança áreas de 13 estados </h2><p>O aviso laranja do<em> <a href="https://portal.inmet.gov.br/noticias/previsão-para-sexta-feira-31-e-sábado-01" target="_blank">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)</a></em> representa o segundo nível de uma escala de três graus de severidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785521774456.jpg" data-image="p5khglg77hln" alt="INMET alerta" title="INMET alerta"><figcaption>Alertas de baixa umidade atingem o Centro-Norte do Brasil. Fonte: INMET.</figcaption></figure><p><strong>Nas áreas incluídas, a umidade pode permanecer entre 20% e 12% durante a tarde</strong>, com risco de incêndios e impactos à saúde. A faixa mais crítica se estende pelo Centro-Oeste, alcança o centro-sul de Tocantins e o sudeste do Pará e avança pelo interior do Maranhão, Piauí e Bahia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785500802794.jpg" data-image="1655lxntclbi" alt="calor, umidade, alerta" title="calor, umidade, alerta"><figcaption>A umidade relativa cai para níveis críticos nesta sexta-feira (31), principalmente entre o Centro-Oeste, Tocantins, sudeste do Pará e o interior do Nordeste e do Sudeste.</figcaption></figure><p>A distribuição não é uniforme dentro dos estados. <strong>O ar mais seco se concentra longe do litoral e das áreas com chuva</strong>, enquanto o oeste da Amazônia e a costa nordestina mantêm maior disponibilidade de umidade. Entre as áreas destacadas estão:</p><ul> <li><strong>Mato Grosso e Goiás:</strong> umidade entre 12% e 20%, com calor de 35°C a 40°C;</li> <li><strong>Mato Grosso do Sul e Distrito Federal:</strong> tarde seca e grande amplitude térmica;</li> <li><strong>Tocantins e sudeste do Pará:</strong> máximas de 35°C a 38°C e poucas nuvens;</li> <li><strong>Maranhão, Piauí e oeste da Bahia:</strong> calor acima de 34°C e risco de queimadas;</li> <li><strong>Interior do Sudeste:</strong> índices abaixo de 30% em áreas de Minas Gerais e São Paulo.</li> </ul><h2>Temperaturas se aproximam de 40°C no Centro-Norte </h2><p>O predomínio de sol e a pouca formação de nuvens permitem o rápido aquecimento da superfície. <strong>Cuiabá pode alcançar aproximadamente 38°C, enquanto Palmas chega a 37°C e Teresina a 35°C</strong>. Fora das capitais, pontos de Mato Grosso, sul do Pará e Tocantins podem se aproximar de 40°C. Em Brasília, a manhã começa perto de 12°C, mas a tarde fica quente e muito seca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785500958242.jpg" data-image="29w4mgrhc7ix" alt="calor, temperatura" title="calor, temperatura"><figcaption>O calor intenso persiste no sábado (1º), com temperaturas próximas de 40°C em Mato Grosso e valores elevados sobre Goiás, Tocantins, Pará e o interior do Nordeste.</figcaption></figure><p><strong>No sábado (1º), o calor permanece forte sobre Mato Grosso, Goiás, Tocantins e o interior nordestino.</strong> A nebulosidade aumenta no oeste e sul de Mato Grosso do Sul, mas o alívio será limitado e irregular. Amazonas e Roraima terão pancadas com trovoadas, enquanto Acre, Rondônia, Amapá e norte do Pará podem registrar chuva isolada, reduzindo temporariamente o calor em alguns pontos.</p><h2>Calor e baixa umidade persistem no Centro-Norte</h2><p>Entre 11h e 17h, a umidade deve atingir os menores valores, variando entre 12% e 20% nas áreas mais críticas.<strong> As temperaturas permanecem entre 35°C e 40°C em pontos de Mato Grosso</strong>, Goiás, Tocantins e oeste da Bahia. Brasília, Cuiabá, Palmas e Goiânia também terão grande amplitude térmica, com manhãs amenas e tardes quentes, secas e com poucas nuvens.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média">Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432534998_320.jpg" alt="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"></a></article></aside><p><strong>O padrão persiste durante o fim de semana, elevando o risco de queimadas, incêndios florestais </strong>e fumaça nas rodovias. Operações agrícolas que produzam faíscas ou utilizem fogo exigem atenção redobrada. A frente fria muda o tempo principalmente no Sul e aumenta a nebulosidade no sul de Mato Grosso do Sul, mas não deve eliminar rapidamente o calor e a baixa umidade em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins e oeste da Bahia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 13:46:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova frente fria avança pelo estado gaúcho ao longo deste sábado (1º de agosto), levando condições para chuva forte, tempestades, queda de granizo pontual e, principalmente, fortes rajadas de vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatnhf6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatnhf6.jpg" id="xatnhf6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, o <strong>Rio Grande do Sul</strong> está com condições de tempo firme e céu com pouca nebulosidade. Mas isso logo vai mudar, pois já neste <strong>fim de semana</strong> uma <strong>nova frente fria</strong> vai avançar pela região trazendo novos riscos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O sistema frontal novamente trará potencial para <strong>pancadas de chuva forte</strong>, <strong>tempestades</strong>, queda de <strong>granizo isolado</strong> e, principalmente, <strong>fortes vendavais</strong>, estes que aliás já começam a afetar a faixa litorânea do estado ao longo desta sexta-feira (31).</p><p>E atenção, pois há<strong> risco potencial</strong> para novos <strong>transtornos </strong>como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos, além do <strong>agravamento das inundações</strong>, já que vários rios da região ainda encontram-se bem cheios devido às últimas chuvas.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Nova frente fria atinge o RS no sábado</h2><p>Após as chuvas cessarem no estado gaúcho, um <strong>novo episódio com condições adversas </strong>no tempo está previsto para este <strong>sábado, 1º de agosto</strong>. Teremos o processo de formação de um novo ciclone ao longo desta sexta-feira (31) entre a Argentina e o Uruguai, e sua frente fria associada avança para o Sul do Brasil no sábado (1º).</p><p>Mas <strong>o principal destaque não será a chuva, e sim os fortes vendavais</strong> que estão previstos; aliás, já a partir de hoje (31) ocorrem no litoral gaúcho devido ao processo de formação do sistema. Mas sobre isto falaremos logo mais.</p><p>As<strong> instabilidades chegam com força já pela manhã</strong> do sábado (1º) no <strong>Oeste </strong>e em áreas da <strong>Campanha </strong>do Rio Grande do Sul, com chuva forte, tempestades com muitos raios e chance de queda de granizo isolado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785505110439.png" data-image="xh1xnjqyie18"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons acinzentados) para o sábado (1º de agosto) às 11h à esquerda e às 17h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>tarde</strong>, o sistema frontal avança levando<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas, tempestades e risco de granizo isolado</strong> <strong>para as demais áreas</strong> da Campanha, Sul, Centro, Missões, Noroeste, Norte, Vales e Costa Doce. No Oeste e parte da Campanha o tempo já começará a limpar durante a tarde.</p><p>Durante a <strong>noite</strong>, as <strong>chuvas chegam à Região Metropolitana de Porto Alegre</strong>, incluindo a capital, mas serão<strong> fracas e sem risco de tempestades</strong>. E ainda haverá condições para chuvas no norte, Serra e parte da Costa Doce.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781242" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html" title="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar">Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html" title="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar-1785415430696_320.jpg" alt="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar"></a></article></aside><p>Na madrugada do domingo (2) ainda há condições para chuvas fracas no Nordeste e Litoral Norte gaúchos.</p><p>Essas<strong> chuvas não serão tão expressivas e volumosas</strong> como as registradas nos últimos dias na região, chegando <strong>até </strong><strong>50 mm/dia</strong>, especilamente no Oeste. Contudo, <strong>pontuais de até 100 mm/dia</strong> podem ser registrados em áreas do<strong> oeste e da Campanha</strong> do estado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785504834196.jpg" data-image="akqkdfeuqsyu"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (em mm) entre hoje (31) e a noite (23h) de sábado (1º de agosto), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E como comentamos,<strong> o destaque serão os vendavais</strong>.</p><p>Já nesta <strong>sexta-feira (31)</strong> há alerta para a<strong> intensificação dos ventos costeiros</strong> em todo o litoral do Rio Grande do Sul, com rajadas<strong> entre 50 e 60 km/h</strong>, além de <strong>ventos do quadrante norte no Oeste</strong> em torno dos 50 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785504736818.png" data-image="f6jl3usumvcd"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (em km/h) para a sexta-feira (31) à tarde (16h) à esquerda e para o sábado (1º de agosto) à tarde (13h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>sábado (1º)</strong>, as rajadas de vento ganham intensidade. A maior parte do Rio Grande do Sul deve registrar <strong>rajadas entre 50 e 80 km/h</strong>.</p><p>Mas em áreas elevadas, de vales e de encostas de morros, especialmente na <strong>região Central </strong>do estado, as rajadas podem<strong> pontualmente atingir até 100 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Rio Grande do Sul terá rajadas de vento entre 50 e 80 km/h neste sábado (1º), mas pontualmente podendo atingir até 100 km/h em áreas elevadas e na região Central.</div><p>A <strong>tendência </strong>é que ao longo do <strong>domingo (2)</strong> o<strong> tempo estável volte a predominar</strong> sobre o estado gaúcho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ondas de calor levam ao limite da sobrevivência os considerados reis do deserto]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 12:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As ondas de calor cada vez mais intensas estão a desafiar os limites biológicos dos camelos, um dos animais mais bem adaptados aos desertos. Vemha saber mais sobre estes animais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto-1784995628069.jpg" data-image="xpppxw2k60ul" alt="Camelos" title="Camelos"><figcaption>Os camelos estão a enfrentar ondas de calor cada vez mais intensas, um reflexo dos impactos das alterações climáticas nos ecossistemas desérticos.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os camelos eram conhecidos por serem os <strong>animais mais resistentes ao calor</strong>. Adaptados às condições severas dos desertos, <strong>conseguem percorrer longas distâncias sob temperaturas escaldantes e sobreviver com pouca água</strong>.</p><p>No entanto, devido ao <strong>aumento da intensidade e da duração das ondas de calor </strong>estes verdadeiros especialistas em ambientes áridos começam a atingir os seus limites.</p><p>Segundo a Organização Mundial Meteorológica, desde 1981 as ondas têm aumentado no Médio Oriente, sendo que nos últimos anos, <strong>têm registado temperaturas excecionalmente elevadas</strong> durante vários dias consecutivos, chegando algumas regiões, a <strong>atingir ou até mesmo a ultrapassar os 50°C</strong>, criando condições que desafiam não apenas os seres humanos, mas também a fauna adaptada ao deserto.</p><h2>O impacto das elevadas temperaturas nos camelos</h2><p>Os veterinários e os próprios criadores têm observado um <strong>número crescente de camelos a sofrer de exaustão térmica, desidratação severa e, em casos extremos, a morrer devido ao calor intenso</strong>. A capacidade de sobrevivência dos camelos resulta de um conjunto de adaptações únicas.</p><p>Estes mamíferos conseguem <strong>armazenar gordura nas bossas, reduzindo a necessidade de reservas energéticas</strong> <strong>distribuídas pelo corpo, suportam perdas significativas de água</strong> sem comprometer imediatamente as suas funções vitais e permitem que a temperatura corporal oscile ao longo do dia, diminuindo a transpiração e conservando líquidos.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Consigo ver os meus camelos sofrendo devido ao calor extremo. Ficam com bolhas nas patas, os olhos lacrimejam e a areia escaldantes queima-lhes a pele.</strong>" <br><br>Ali Umer, criador de camelos em Semera, numa entrevista à BBC</div><p>Estas estratégias tornaram estes <strong>animais essenciais para a vida humana em regiões desérticas</strong>. Contudo, mesmo estas características extraordinárias têm limites, pois quando o calor permanece extremo durante dias seguidos e as temperaturas noturnas deixam de descer o suficiente para permitir o arrefecimento do organismo, <strong>o corpo dos camelos acumula calor de forma progressiva</strong>.</p><p>Sem tempo para recuperar, o <strong>risco de colapso fisiológico aumenta,</strong> podendo chegar à falência de órgãos e até morte.</p><h2>Importante fonte de rendimento e subsistência </h2><p>Todavia estes efeitos não se restringem aos animais. Em muitas comunidades do Médio Oriente e do Norte de África, <strong>os camelos representam uma importante fonte de rendimento e subsistência</strong>. São utilizados no transporte, na produção de leite, na reprodução e, em algumas regiões, continuam a desempenhar um papel central nas atividades agrícolas e culturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto-1784995652526.jpg" data-image="o4x5ncb9euo1" alt="Resistência no deserto" title="Resistência no deserto"><figcaption>Mesmo adaptados às condições mais áridas do planeta, os camelos começam a revelar os limites da sua resistência perante temperaturas extremas.</figcaption></figure><p>A perda destes animais pode ter <strong>consequências econômicas significativas para famílias que dependem deles diariamente</strong>. Além do impacto social, existe também uma <strong>dimensão ecológica</strong>. Os camelos <strong>participam na dispersão de sementes e influenciam a vegetação dos ecossistemas áridos</strong>.</p><p>As mudanças nas suas populações poderão <strong>modificar o equilíbrio destes habitats, cujas espécies já enfrentam desafios acrescidos devido às alterações climáticas</strong>. Perante esta realidade, vários criadores e autoridades têm procurado adaptar as práticas de gestão dos animais.</p><p>Entre as medidas implementadas estão a <strong>disponibilização de mais áreas de sombra, o aumento do acesso a água, a redução das deslocações durante as horas de maior calor e a vigilância veterinária </strong>reforçada nos períodos de temperaturas extremas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-dia-o-leite-de-camelo-podera-substituir-o-leite-de-vaca.html" title="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?">Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-dia-o-leite-de-camelo-podera-substituir-o-leite-de-vaca.html" title="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dromadaires-et-chameaux-le-lait-de-chamelle-va-t-il-un-jour-remplacer-le-lait-de-vache-lait-du-futur-rechauffement-climatique-1711386352146_320.jpeg" alt="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?"></a></article></aside><p>Estas ações procuram <strong>minimizar o stress térmico e reduzir o número de mortes</strong>. Os especialistas sublinham que o caso dos camelos constitui um importante indicador dos efeitos das mudanças climáticas.</p><p>Se uma espécie reconhecida mundialmente pela sua extraordinária resistência ao calor começa a evidenciar dificuldades em sobreviver, isso demonstra que as <strong>condições ambientais estão a aproximar-se de limites biológicos nunca antes enfrentados</strong>.</p><h2>Estratégias de adaptação </h2><p>Infelizmente as previsões para estas regiões e outras do planeta, apontam para <strong>ondas de calor cada vez mais frequentes, prolongadas e intensas</strong>. Este cenário reforça a <strong>necessidade de desenvolver estratégias de adaptação</strong> que protejam tanto a biodiversidade como as comunidades humanas que dependem dela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto">Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443_320.jpg" alt="Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto"></a></article></aside><p>A situação dos camelos reforça que <strong>nenhuma espécie é completamente imune às consequências do aquecimento global</strong>. Mesmo os animais mais bem preparados para viver em ambientes extremos podem ver a sua capacidade de adaptação ultrapassada quando o clima muda a um ritmo superior ao que a natureza consegue acompanhar.</p><p>Proteger estes animais é também <strong>preservar um patrimônio biológico</strong>, <strong>cultural e económico </strong>que acompanha a história das civilizações do deserto há milhares de anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Queda de 77% no número de onças-pintadas fêmeas acende alerta para conservação na Amazônia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/queda-de-77-no-numero-de-oncas-pintadas-femeas-acende-alerta-para-conservacao-na-amazonia.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa revela que estabilidade aparente da população de onças-pintadas em área de florestas inundáveis da Amazônia esconde forte redução de fêmeas, comprometendo a reprodução e aumentando o risco de colapso futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/queda-de-77-no-numero-de-oncas-pintadas-femeas-acende-alerta-para-conservacao-na-amazonia-1785418098371.jpg" data-image="rkend404buti" alt="Segundo a pesquisa essa diminuição compromete a renovação da população local, já que as fêmeas garantem a reprodução da espécie Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá" title="Segundo a pesquisa essa diminuição compromete a renovação da população local, já que as fêmeas garantem a reprodução da espécie Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá"><figcaption>Segundo a pesquisa essa diminuição compromete a renovação da população local, já que as fêmeas garantem a reprodução da espécie. Crédito: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá</figcaption></figure><p>Embora a população total de <strong>onças-pintadas </strong>tenha permanecido estável entre 2005 e 2022 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas,<strong> um novo estudo revela uma mudança preocupante na composição desses animais.</strong> Nesse período, o número de fêmeas caiu 77%, enquanto a densidade de machos aumentou, mascarando um possível declínio na capacidade reprodutiva da espécie.</p><p>A pesquisa, desenvolvida pelo<strong> Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá</strong> em parceria com a organização internacional Panthera e publicada na revista Journal of Applied Ecology, estima que <strong>a região abriga cerca de 610 onças-pintadas</strong>. Segundo os pesquisadores, a aparente estabilidade populacional esconde um desequilíbrio que pode comprometer a renovação natural da espécie nas próximas décadas.</p><p>"O padrão observado sugere que populações aparentemente estáveis podem estar enfrentando ameaças importantes", afirma o diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá e coautor do estudo, Emiliano Esterci Ramalho. Segundo ele, a redução contínua de fêmeas representa <strong>um risco porque elas são responsáveis pela reprodução, criação e sobrevivência dos filhotes</strong> que garantirão a continuidade da população.</p><h2>Mudanças na dinâmica populacional preocupam pesquisadores</h2><p>Uma das principais hipóteses levantadas pelos cientistas envolve <strong>a maior remoção de machos da população, possivelmente por caça. </strong>Essa perda abre espaço para a imigração de novos machos vindos de áreas vizinhas. Já as fêmeas costumam estabelecer seus territórios próximos ao local onde nasceram, tornando sua reposição muito mais lenta e limitada.</p><div class="texto-destacado">A chegada de novos machos também pode aumentar a ocorrência de infanticídio, comportamento registrado em grandes felinos no qual os machos matam filhotes para que as fêmeas retornem ao período reprodutivo. Essa dinâmica reduz o recrutamento de novos indivíduos, especialmente de futuras fêmeas, agravando ainda mais o desequilíbrio observado.</div><p>Além disso, pesquisadores avaliam que<strong> doenças infecciosas podem estar contribuindo para a redução da população feminina</strong>. Entre os agentes identificados em onças da região estão o vírus do Nilo Ocidental, o vírus da Encefalite de Saint Louis, o vírus da cinomose e o vírus da leucemia felina (FeLV). A influência dessas enfermidades sobre a sobrevivência e a reprodução das fêmeas ainda deverá ser investigada em novos estudos.</p><h2>Risco de colapso reforça importância da conservação</h2><p>Os dados mostram que a sobrevivência dos indivíduos adultos permanece elevada, com taxa de 0,76 em uma escala de zero a um. Em contrapartida,<strong> a entrada de novas fêmeas na população é baixa, atingindo apenas 0,15.</strong> Para os pesquisadores, a imigração constante de machos pode estar ocultando uma perda gradual da capacidade reprodutiva da população local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778996" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-acai-menos-tucanos-estudo-aponta-impactos-sobre-aves-da-amazonia.html" title="Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia">Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-acai-menos-tucanos-estudo-aponta-impactos-sobre-aves-da-amazonia.html" title="Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-acai-menos-tucanos-estudo-aponta-impactos-sobre-aves-da-amazonia-1784233799761_320.jpg" alt="Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia"></a></article></aside><p>Ramalho alerta que, caso essa tendência continue, <strong>a população poderá enfrentar um colapso</strong>. "Pode chegar o momento em que não teremos fêmeas suficientes para manter a população, levando à redução do número total de indivíduos", explica. Segundo ele, preservar as fêmeas é essencial para garantir o nascimento, a criação e a sobrevivência de novas gerações de onças-pintadas.</p><p>Como resposta ao problema,<strong> o Instituto Mamirauá pretende ampliar o trabalho de conservação realizado com as comunidades da região</strong>, compartilhando os resultados da pesquisa e fortalecendo ações conjuntas de proteção da espécie. O estudo também reforça o papel das florestas inundáveis de várzea da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá como um dos principais refúgios de onças-pintadas do planeta, abrigando uma das maiores densidades desses felinos já registradas e destacando a importância da preservação desse ecossistema para o futuro da espécie.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Minist%C3%A9rio%20da%20Ci%C3%AAncia%2C%20Tecnologia%20e%20Inova%C3%A7%C3%A3o%20(MCTI)" data-year="2026" data-title="N%C3%BAmero%20de%20on%C3%A7as-pintadas%20f%C3%AAmeas%20ca%C3%AD%2077%25%20nas%20regi%C3%B5es%20de%20florestas%20inund%C3%A1veis%20da%20Amaz%C3%B4nia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Fmcti%2Fpt-br%2Facompanhe-o-mcti%2Fnoticias%2Fnoticias-julho-outubro-2026%2Fnumero-de-oncas-pintadas-femeas-cai-77-nas-regioes-de-florestas-inundaveis-da-amazonia-1%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). (2026). <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/noticias-julho-outubro-2026/numero-de-oncas-pintadas-femeas-cai-77-nas-regioes-de-florestas-inundaveis-da-amazonia-1?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Número de onças-pintadas fêmeas caí 77% nas regiões de florestas inundáveis da Amazônia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/queda-de-77-no-numero-de-oncas-pintadas-femeas-acende-alerta-para-conservacao-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades cada vez mais quentes: 10 infraestruturas verdes para mitigar o efeito de ilha de calor urbana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/cidades-cada-vez-mais-quentes-10-infraestruturas-verdes-para-mitigar-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbana.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Árvores, parques, telhados verdes e áreas permeáveis podem reduzir significativamente as temperaturas urbanas, melhorando o conforto, a saúde e a qualidade de vida durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151514601.jpeg" data-image="7l34gyfl5awq"><figcaption>Cidades cada vez mais quentes: as 10 infraestruturas verdes essenciais para mitigar o efeito de ilha de calor urbana.</figcaption></figure><p>Durante o <strong>verão</strong>, as <strong>temperaturas</strong> na maioria das <strong>áreas urbanas</strong> atingem, cada vez mais, níveis extremos, tornando o ambiente abrasador, sufocante e inóspito. De fato, as mudanças climáticas, a elevação das temperaturas globais e a crescente frequência de ondas de calor estão agravando o superaquecimento urbano, particularmente em áreas densamente edificadas, caracterizadas por extensas superfícies de asfalto e concreto.</p><div class="texto-destacado">De fato, o asfalto, o concreto e as superfícies impermeáveis absorvem grandes quantidades de energia solar durante o dia, contribuindo para a manutenção de temperaturas elevadas mesmo à noite.</div><br>As consequências afetam a saúde, a qualidade de vida e o consumo de energia. As ondas de calor aumentam o risco de problemas de saúde e respiratórios, enquanto a climatização artificial de edificações demanda grandes quantidades de energia — especialmente em<strong> áreas densamente urbanizadas</strong>, caracterizadas por construções mais antigas e com isolamento térmico precário.<p>Nesse contexto, a vegetação urbana desempenha um papel cada vez mais importante:<strong> árvores e plantas</strong> não são meros elementos estéticos, mas funcionam como uma verdadeira infraestrutura climática <strong>capaz de alterar o microclima da cidade</strong>.</p><h2>O que é a ilha de calor urbana</h2><p>O fenômeno da ilha de calor urbana refere-se ao <strong>aumento das temperaturas nas cidades</strong> em comparação com as áreas rurais circundantes. A causa principal é a presença generalizada de superfícies artificiais — como asfalto, concreto e coberturas — que absorvem a energia solar e liberam calor lentamente para o ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681773" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/reducao-de-areas-verdes-agrava-ilha-de-calor-na-capital-sao-paulo-segundo-novo-estudo-veja-os-bairros-mais-atingidos.html" title="Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos">Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/reducao-de-areas-verdes-agrava-ilha-de-calor-na-capital-sao-paulo-segundo-novo-estudo-veja-os-bairros-mais-atingidos.html" title="Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reducao-de-areas-verdes-agrava-ilha-de-calor-em-sao-paulo-elevando-a-temperatura-nos-bairros-da-cidade-confira-quais-1730832222708_320.png" alt="Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos"></a></article></aside><p>A vegetação, por outro lado, atua de maneira oposta. <strong>Árvores, gramados e espaços verdes</strong> sombreiam o solo, <strong>reduzem o superaquecimento das superfícies</strong> e resfriam o ar por meio da evapotranspiração — o processo pelo qual as plantas liberam vapor d'água na atmosfera.</p><p>Mesmo <strong>a vegetação em pequena escala pode ajudar a melhorar o microclima urbano</strong>. Por isso, é fundamental preservar, ampliar e valorizar todas as formas de vegetação urbana, desde grandes florestas urbanas até pequenos jardins particulares.</p><h2>1. Telhados verdes e paredes vivas</h2><p> As<strong> coberturas verdes e as paredes vegetais cobrem os edifícios </strong>e as superfícies urbanas com uma camada de vegetação capaz de reduzir o sobreaquecimento causado pela radiação solar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151547824.jpeg" data-image="c9jpbicktatm"><figcaption>Telhados verdes e paredes vivas.</figcaption></figure><p>Telhados verdes limitam o acúmulo de calor nas coberturas e <strong>melhoram o isolamento térmico</strong>, enquanto paredes verdes protegem as fachadas da luz solar direta e ajudam a<strong> resfriar o ar ao redor</strong>.</p><h2>2. Sistemas de drenagem urbana sustentável e jardins de chuva</h2><p> <strong>Pavimentos permeáveis</strong>, valas vegetadas e<strong> jardins de chuva</strong> permitem que a <strong>água se infiltre no solo</strong>, em vez de se acumular em superfícies pavimentadas ou ser perdida para o sistema de esgoto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151565127.jpeg" data-image="n8iytm6qgerd"><figcaption>Sistemas de drenagem urbana sustentável e jardins de chuva</figcaption></figure><p>Além de reduzir o risco de inundações, essa infraestrutura favorece a presença de vegetação e ajuda a <strong>mitigar o superaquecimento urbano</strong>.</p><h2>3. Árvores urbanas e áreas de estacionamento verdes</h2><br><strong>Árvores ao longo de estradas e em estacionamentos</strong> representam uma das soluções mais eficazes contra as altas temperaturas do verão.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151593005.jpeg" data-image="ysg1xah8yuu3"><figcaption>Árvores urbanas e áreas de estacionamento verdes.</figcaption></figure><p>A <strong>sombra projetada pelas copas das árvores reduz o superaquecimento do asfalto, dos automóveis </strong>e das fachadas de edifícios, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade do ar e o conforto dos espaços públicos.</p><h2>4. Parques urbanos, pequenos bosques e florestas urbanas</h2><p> Parques públicos, gramados, <strong>pequenos bosques e florestas urbanas</strong> representam algumas das áreas mais frescas do tecido urbano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151613694.jpeg" data-image="udzfz9qgdpox"><figcaption>Parques urbanos, pequenos bosques e florestas urbanas</figcaption></figure><p>Esses espaços<strong> reduzem as temperaturas do ar, promovem a ventilação</strong> e a biodiversidade, e representam uma das principais ferramentas para mitigar os efeitos das ondas de calor.</p><h2>5. Hortas urbanas e espaços verdes comunitários</h2><br>Hortas urbanas combinam função ambiental e valor social.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151638984.jpeg" data-image="rvvuj59z1txc"><figcaption>Hortas urbanas e espaços verdes comunitários.</figcaption></figure><p>A presença de vegetação e de solo permeável ajuda a<strong> amenizar o calor</strong>, enquanto a gestão compartilhada dos espaços fomenta conexões sociais e uma maior atenção à vegetação urbana.</p><h2>6. Corredores fluviais e vegetação ripária</h2><br>A <strong>vegetação ao longo de córregos, canais e cursos d'água urbanos</strong> cria corredores ecológicos capazes de reduzir as temperaturas locais e promover a ventilação e a biodiversidade.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151659538.jpeg" data-image="54e7mq6xsbbr"><figcaption>Corredores fluviais e vegetação ripária.</figcaption></figure><p>Se bem administradas, essas áreas também costumam representar alguns dos locais mais agradáveis da cidade para encontrar alívio durante o verão.</p><h2>7. Barreiras verdes de absorção sonora</h2><br><strong>Cercas-vivas</strong>, faixas de arborização e barreiras vegetais <strong>ao longo de estradas e infraestruturas</strong> não se limitam a reduzir o ruído.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151738499.jpeg" data-image="phrxqajyb0de"><figcaption>Barreiras verdes de absorção sonora.</figcaption></figure><p>Elas contribuem significativamente para <strong>proporcionar sombra, capturar poeira fina</strong> e melhorar o microclima urbano.</p><h2>8. Áreas despavimentadas e superfícies permeáveis</h2><br>A <strong>remoção de asfalto e concreto de pátios, praças</strong> ou superfícies ociosas permite devolver o espaço ao solo e à vegetação.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151758730.jpeg" data-image="0p8fdwnsvnol"><figcaption>Áreas despavimentadas e superfícies permeáveis.</figcaption></figure><p>Áreas com o pavimento removido acumulam menos calor, <strong>facilitam a infiltração da água da chuva</strong> e ajudam a<strong> criar ambientes urbanos mais frescos,</strong> naturais e habitáveis.</p><h2>9. Terras agrícolas periurbanas</h2><br><strong>Áreas agrícolas nos arredores das cidades </strong>ainda desempenham uma função climática importante hoje em dia.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151785663.jpeg" data-image="d43chk2zfmaf"><figcaption>Terras agrícolas periurbanas.</figcaption></figure><p><strong>Campos cultivados, prados e áreas rurais periurbanas</strong> limitam a expansão de superfícies artificiais e ajudam a manter temperaturas mais baixas em comparação com zonas totalmente urbanizadas.</p><h2>10. Jardins particulares e pequenos espaços verdes residenciais</h2><br><strong>Varandas, pátios e jardins privativos</strong> também desempenham um papel importante no clima urbano.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151809375.jpeg" data-image="nijpvs4b40fw"><figcaption>Jardins particulares e pequenos espaços verdes residenciais.</figcaption></figure><p>De fato, o conjunto de inúmeros pequenos espaços verdes distribuídos pela cidade ajuda a criar uma estrutura em mosaico resiliente, aumentando o sombreamento, a umidade do ar e a presença de micro-habitats.</p><h2>Uma cidade mais verde</h2><p>Em uma era de mudanças climáticas, uma cidade centrada no ser humano é aquela capaz de integrar, cada vez mais, a vegetação ao seu tecido urbano. <strong>Árvores, gramados, jardins e infraestrutura verde representam algumas das ferramentas mais eficazes</strong> e sustentáveis disponíveis atualmente para melhorar o conforto térmico no verão e a qualidade de vida.</p><p>Proteger e<strong> valorizar a vegetação urbana</strong> significa preservar um ativo inestimável — essencial para construir cidades mais frescas, resilientes e habitáveis para as gerações presentes e futuras.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/cidades-cada-vez-mais-quentes-10-infraestruturas-verdes-para-mitigar-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Inspirada no Caminho de Santiago: conheça a rota de 300 km em Goiás com cachoeiras e poesia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 22:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Inspirada no tradicional Caminho de Santiago, na Espanha, a rota de cerca de 300 km em Goiás passa por cidades históricas, ruínas, monumentos culturais e cachoeiras. Saiba mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785438934800.jpg" data-image="yafjqiyephax"><figcaption>A rota tem aproximadamente 300 km de extensão e abrange história, natureza e poesia. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Uma <strong>trilha de cerca de 300 quilômetros em Goiás</strong> é<strong> inspirada no Caminho de Santiago</strong>, uma famosa rota de peregrinação na <strong>Espanha </strong>que termina na Catedral de Santiago de Compostela (cidade de Santiago de Compostela, capital da Galiza, Espanha).</p><p>A rota brasileira <strong>passa por oito municípios</strong>, <strong>reúne belas paisagens do Cerrado</strong>, <strong>patrimônios históricos </strong>e é considerada a primeira rota de poesias do mundo. Saiba mais qual é abaixo.</p><h2>O Caminho de Cora Coralina - Goiás</h2><p>A rota em questão é o chamado <strong>Caminho de Cora Coralina</strong>, uma trilha de longo curso no estado de Goiás que, ao longo dos seus 300 km de extensão, <strong>conecta diferentes povoados e unidades de conservação</strong>.</p><p>O trajeto cruza os <strong>municípios históricos</strong> de Corumbá de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá e a Cidade de Goiás, abrangendo também os municípios de Cocalzinho de Goiás, Itaguari e Itaberaí. </p><p><strong>Todo o percurso é autoguiado</strong>, então não é necessário guia ou agência de turismo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785438955361.jpg" data-image="9mzu7fphwbzq"><figcaption>A Cachoeira do Salto do Corumbá, em Goiás. Crédito: Divulgação/Prefeitura de Corumbá de Goiás.</figcaption></figure><p>O <strong>Caminho de Cora Coralina é o único caminho de poesias do mundo</strong>. Nele, há poesias espalhadas por todos os trechos da <strong>poetisa goiana Ana Lis dos Guimarães</strong>, daí o nome da rota em sua homenagem.</p><p>Aos 14 anos de idade, a poetisa criou o<strong> pseudônimo Cora Coralina</strong> e somente aos 76 anos seu primeiro livro foi publicado.</p><p>Entre os atrativos naturais que você vai encontrar pelo percurso está a <strong>Cachoeira do Salto do Corumbá</strong>, a 11 km do centro da cidade de Corumbá de Goiás. Tem <strong>mais de 50 metros de altura</strong>, com um poço grande para banho e o acesso é por uma trilha curta e fácil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785439052584.jpg" data-image="tyasqt639x1c"><figcaption>Parte do trajeto do Caminho de Cora Coralina, em Goiás, o qual muitos ciclistas percorrem. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>No complexo Salto do Corumbá há também outras cachoeiras e várias trilhas, além de restaurante e pousada. </p><p>Outro destaque é o <strong>Parque Estadual da Serra dos Pireneus</strong>, umas das unidades de conservação que a rota abrange, com <strong>vegetação de cerrado, nascentes, cachoeiras, mirantes, formações geológicas e trilhas</strong>. Fica a cerca de 27 km da cidade de Corumbá de Goiás e a pouco mais de 20 km de Pirenópolis.</p><p>Dentro do parque há o<strong> Pico dos Pireneus</strong>, um dos pontos mais altos de Goiás, com mais de <strong>1.300 metros de altitude</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785438981425.jpg" data-image="xmq9y2m7bvyb"><figcaption>O Pico dos Pirineus, no Parque Estadual da Serra dos Pireneus, em Goiás. Crédito: Secima.</figcaption></figure><p>E claro, as próprias <strong>cidades históricas</strong> que abrangem a rota, onde você pode <strong>fazer uma pausa para descanso ou pernoite</strong>. Elas oferecem mesinhas na rua, <strong>clima de interior</strong> e vários<strong> restaurantes que servem comidas típicas </strong>da região, como por exemplo, a Cidade de Goiás, Corumbá de Goiás e Pirenópolis.</p><p>Hoje, <strong>o Caminho de Cora Coralina atende a caminhantes e ciclistas com pousos e alimentação ao longo de todo o seu percurso</strong>, tendo uma associação formalizada com mais de 30 empreendedores e mais de 50 colaboradores e voluntários que oferecem apoios em diversas áreas. </p><h3>Como fazer a rota?</h3><p>O Caminho de Cora Coralina <strong>começa na cidade de Corumbá de Goiás</strong>, que fica a cerca de 130 km de Brasília e a pouco mais de 100 km de Goiânia. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro.html" title="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro">Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro.html" title="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro-1783975466895_320.jpg" alt="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro"></a></article></aside><p>O <strong>ponto final do é na Cidade de Goiás</strong>, localizada a mais ou menos 140 km de Goiânia e pouco mais de 300 km de Brasília.</p><p>Caso você não queira fazer o caminho completo, <strong>há a possibilidade de fazer somente algum trecho</strong>, geralmente os que envolvem as cidades históricas, como Pirenópolis, Corumbá e a Cidade de Goiás. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Fran%C3%A7a%2C%20B" data-year="2026" data-title="De%20cachoeiras%20ao%20ponto%20onde%20Chico%20Mineiro%20morreu%3A%20conhe%C3%A7a%20percurso%20de%20300%20km%20em%20Goi%C3%A1s%20inspirado%20no%20Caminho%20de%20Santiago" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgoogle%2Famp%2Fgo%2Fgoias%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F25%2Fde-cachoeiras-ao-ponto-onde-chico-mineiro-morreu-conheca-percurso-de-300-km-em-goias-inspirado-no-caminho-de-santiago.ghtml">França, B. (2026). <a href="https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2026/07/25/de-cachoeiras-ao-ponto-onde-chico-mineiro-morreu-conheca-percurso-de-300-km-em-goias-inspirado-no-caminho-de-santiago.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">De cachoeiras ao ponto onde Chico Mineiro morreu: conheça percurso de 300 km em Goiás inspirado no Caminho de Santiago</a>.</cite><br><cite data-author="Nicoli%2C%20B" data-year="2022" data-title="Caminho%20de%20Cora%20Coralina%3A%20tudo%20sobre%20a%20rota%20no%20interior%20de%20Goi%C3%A1s" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldpackers.com%2Fpt-BR%2Farticles%2Fcaminho-de-cora-coralina">Nicoli, B. (2022). <a href="https://www.worldpackers.com/pt-BR/articles/caminho-de-cora-coralina" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Caminho de Cora Coralina: tudo sobre a rota no interior de Goiás</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño interrompe o sumidouro de carbono de florestas sul-americanas: por que 2026 preocupa os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/el-nino-interrompe-o-sumidouro-de-carbono-de-florestas-sul-americanas-por-que-2026-preocupa-os-cientistas.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 21:04:18 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo que analisou 123 parcelas florestais na América do Sul tropical constatou que a absorção líquida de carbono cessou completamente durante o El Niño de 2015/2016. Com um novo evento de El Niño em curso, as florestas situadas nas bordas da Amazônia são as mais expostas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-apaga-el-sumidero-de-carbono-de-los-bosques-sudamericanos-por-que-2026-preocupa-a-los-cientificos-1785396171189.jpg" data-image="xfffhsayd58r" alt="Amazonas" title="Amazonas"><figcaption>Pesquisadores descobriram que, durante o evento de El Niño de 2015–2016, a floresta amazônica parou temporariamente de absorver carbono. Agora, eles alertam que as áreas mais secas e degradadas poderiam, mais uma vez, ser as mais vulneráveis.</figcaption></figure><p>A <strong>Floresta Amazônica armazena cerca de 123 bilhões de toneladas de carbono</strong> — mais do que qualquer outro ecossistema terrestre do planeta. Durante décadas, ela funcionou como um sumidouro líquido, o que significa que removia mais dióxido de carbono da atmosfera do que liberava. Esse serviço silencioso e gratuito tem atenuado parte do aquecimento global que, de outra forma, sentiríamos com muito mais intensidade.</p><div class="texto-destacado">Durante o histórico El Niño de 2015–2016, a floresta amazônica parou temporariamente de absorver carbono. Com um novo evento já em curso — e com probabilidade de se intensificar no final do ano —, cientistas alertam que as áreas mais secas e degradadas da Amazônia podem, mais uma vez, ser as mais vulneráveis.</div><p>No entanto, esse serviço não é garantido. Um estudo publicado na revista <em>Nature Climate Change </em>— liderado por Amy Bennett, pesquisadora da Universidade de Leeds, e co-assinado por mais de cem cientistas — constatou que, durante o evento extremo de <strong>El Niño de 2015–2016</strong>, o <strong>sumidouro de carbono da biomassa das florestas sul-americanas deixou de funcionar</strong>.</p><p>O balanço de carbono tornou-se estatisticamente indistinguível de zero: −0,02 ± 0,37 megagramas de carbono por hectare ao ano. Até então, essas mesmas florestas vinham armazenando cerca de um terço de tonelada de carbono por hectare anualmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">As of July 19th update, the Nino 3.4 sea-surface temperature is now more than 3.7 standard deviations above the 1991-2020 mean.<br><br>With the warming just getting started, this El Nino is still in charted territory, but just barely. <a href="https://t.co/zwdm27pOVs">pic.twitter.com/zwdm27pOVs</a></p>— Prof. Eliot Jacobson (@EliotJacobson) <a href="https://x.com/EliotJacobson/status/2079267919532560855?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></blockquote></figure><p>A pergunta óbvia é por que isso volta a ganhar destaque agora, quase três anos após a publicação do estudo. A resposta está no Pacífico. Em 11 de junho de 2026, a NOAA (agência dos EUA) emitiu um alerta de <strong>El Niño</strong>: o fenômeno já está em curso — não se trata apenas de uma previsão.</p><p>Atualizações subsequentes do Centro de Previsão Climática indicam que ele se <strong>intensificará rumo ao final do ano</strong>, com cerca de 63% de chance de atingir o status de "muito forte". Em outras palavras, o experimento natural analisado pelos cientistas em 2015–2016 pode estar prestes a se repetir, e com maior intensidade.</p><h2>Por que uma floresta para de absorver carbono</h2><p>O mecanismo básico é mais simples do que parece. As<strong> árvores absorvem dióxido de carbono (CO2) por meio de poros em suas folhas</strong>, conhecidos como estômatos, e o convertem em biomassa via fotossíntese. Quando o <strong>ar fica excessivamente quente e seco, a planta fecha esses poros</strong> para evitar a perda de água. O problema é que, ao fechá-los, ela também interrompe seu próprio suprimento de combustível: sem a entrada de CO2, a <strong>fotossíntese desacelera e o crescimento para</strong>.</p><p>No entanto, o estudo mostrou que a história não termina aí, e esse é o ponto mais interessante do trabalho. Durante o evento de <strong>El Niño de 2015–2016</strong>, quando as temperaturas sobre o continente ficaram pelo menos um grau acima do normal, <strong>a mortalidade de árvores nas florestas tropicais da América do Sul subiu de 1,8% para 3% ao ano</strong>. Contudo, a média mascara o que é verdadeiramente significativo: entre as árvores de médio porte (com mais de 20 centímetros de diâmetro) e as de grande porte, a mortalidade praticamente dobrou. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño: The equatorial Pacific continues to warm beneath the surface, with the peak subsurface temperature anomaly reaching +8.6°C the highest of the event so far.<br><br>As westerly wind bursts continue, more warming is expected. The peak subsurface anomaly could soon exceed +10°C. <a href="https://t.co/PjVOA5fcc6">pic.twitter.com/PjVOA5fcc6</a></p>— Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2082473723450310758?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Esse padrão constitui uma assinatura diagnóstica. <strong>Árvores grandes com madeira menos densa morreram em taxas muito mais elevadas do que árvores pequenas</strong> e aquelas com madeira dura, o que aponta fortemente para uma falha hidráulica, em vez de um processo lento de inanição decorrente do esgotamento de carbono.</p><p>Pesquisadores analisaram mais de meio milhão de árvores, abrangendo cerca de 4.000 espécies em seis países da América do Sul ao longo de mais de três décadas, e constataram que a vulnerabilidade estava estreitamente ligada às condições climáticas de referência de cada local. As <strong>florestas mais secas — situadas na periferia da Amazônia — foram as mais afetadas</strong>: nessas áreas, cada aumento de 0,5°C na temperatura traduziu-se, em média, em uma perda de 0,5% do carbono armazenado na biomassa aérea.</p><h2>O que é necessário observar em 2026</h2><p>A situação atual do Pacífico deixa pouca margem para ambiguidades. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa sobre Clima e Sociedade (IRI) da Universidade de Columbia, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 subiu de +0,48°C no trimestre de março a maio para +0,94°C em maio de 2026, ao passo que a medição semanal referente a 17 de junho já havia atingido +1,7°C.</p><p>A maioria dos modelos situa o<strong> pico do fenômeno no trimestre de setembro a novembro de 2026</strong>, com a maior parte deles projetando que ele alcançará a categoria de "muito forte".</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The <a href="https://x.com/hashtag/Amazon?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Amazon</a> is being transformed from lush <a href="https://x.com/hashtag/forest?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#forest</a> into charcoal. The <a href="https://x.com/hashtag/rainforest?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#rainforest</a> is burning faster than ever before, with a record number of <a href="https://x.com/hashtag/fires?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#fires</a>. <a href="https://x.com/hashtag/Heatwaves?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Heatwaves</a> and <a href="https://x.com/hashtag/droughts?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#droughts</a> have turned the region into a barrel of gunpowder, just waiting for natural or unnatural ignition. <a href="https://t.co/Y0TOFPw0oT">pic.twitter.com/Y0TOFPw0oT</a></p>— Peter Dynes (@PGDynes) <a href="https://x.com/PGDynes/status/1829641419533009285?ref_src=twsrc%5Etfw">August 30, 2024</a></blockquote></figure><p>A isso se soma uma tendência subjacente que merece destaque: nos últimos 60 anos, houve o dobro de eventos de El Niño "muito fortes" em comparação com os 60 anos anteriores.<strong> Se eventos extremos se tornarem mais frequentes e intensos, o intervalo de tempo disponível para a floresta se recuperar entre eles diminui</strong>.</p><p>Os autores do estudo alertam que <strong>extremos climáticos podem já estar levando as florestas das bordas da Amazônia além de sua capacidade de adaptação</strong>. A conclusão desconfortável é que a adaptação à seca sazonal não é suficiente para protegê-las de um evento extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779569" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"></a></article></aside><p>No entanto, o próprio estudo conclui que as florestas tropicais sul-americanas intactas, consideradas em seu conjunto, não foram mais sensíveis ao El Niño extremo de 2015–2016 do que a eventos anteriores menos intensos, e que elas continuam sendo uma defesa fundamental contra as mudanças climáticas — desde que sejam protegidas.</p><p>A conclusão correta, portanto, não é que "a Amazônia parou de absorver carbono e nada pode ser feito". A conclusão é mais precisa e, em última análise, mais orientada para a ação: <strong>são as bordas de floresta degradadas e secas que sucumbem primeiro</strong>; por isso, manter a floresta intacta é mais importante hoje do que nunca.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bennett%2C%20A.%20M.%20et%20al" data-year="2023" data-title="Impact%20of%20the%202015%E2%80%932016%20El%20Ni%C3%B1o%20on%20the%20carbon%20dynamics%20of%20South%20American%20tropical%20forests" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41558-023-01777-3">Bennett, A. M. et al. (2023). <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-023-01777-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of the 2015–2016 El Niño on the carbon dynamics of South American tropical forests</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/el-nino-interrompe-o-sumidouro-de-carbono-de-florestas-sul-americanas-por-que-2026-preocupa-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 19:56:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente eleva as temperaturas a quase 30°C no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira, com anomalias de 11°C e sensação de abafamento antes da mudança do tempo no fim de semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432534998.jpg" data-image="ikjm1r9b14fh" alt="ar quente, calor, temperatura" title="ar quente, calor, temperatura"><figcaption>O ar quente eleva as temperaturas até 11°C acima da média no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (31), com aquecimento também em Santa Catarina e no Paraná.</figcaption></figure><p>Uma massa de ar quente avança pelo Sul nesta sexta-feira (31) e <strong>eleva rapidamente as temperaturas, principalmente no Rio Grande do Sul</strong>. As máximas ficam próximas de 30°C, com desvios pontuais de até 11°C acima da média entre a Campanha, a Região Central, o Oeste e as Missões. O aquecimento também alcança o oeste de Santa Catarina e do Paraná.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p><strong>Porto Alegre, Santa Maria, Uruguaiana e São Borja terão tardes mais quentes</strong>, enquanto o vento transporta ar aquecido do interior. No sábado (1º), a entrada de umidade aumenta a sensação de abafamento, sobretudo no RS, mesmo sem avanço expressivo dos termômetros.</p><h2>Sexta-feira terá até 11°C acima da média no Rio Grande do Sul </h2><p>O aquecimento ganha força durante a manhã de sexta-feira e se torna mais evidente à tarde. As maiores anomalias, diferenças em relação ao valor normalmente observado nesta época, concentram-se no oeste e centro do RS. <strong>Entre Uruguaiana, Alegrete, São Borja e Santa Maria, os termômetros podem se aproximar de 30°C,</strong> até 11°C acima da referência climatológica em alguns horários.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432751200.jpg" data-image="rxdyo7ogqo9y" alt="ar quente, anomalia, temperatura" title="ar quente, anomalia, temperatura"><figcaption>O calor se espalha pelo Sul nesta sexta-feira (31), com temperaturas próximas de 30°C no oeste gaúcho e valores mais amenos nas serras e no litoral.</figcaption></figure><p>O calor também se espalha pela Campanha, Missões e Região Metropolitana de Porto Alegre. <strong>O litoral gaúcho tende a ficar menos quente devido à influência marítima</strong>, enquanto Caxias do Sul e São José dos Ausentes mantêm valores menores. Em Santa Catarina e no Paraná, o aquecimento aparece primeiro no oeste, incluindo Chapecó, Cascavel e Foz do Iguaçu.</p><h2>Calor se espalha e sábado começa mais abafado </h2><p>Durante a noite de sexta para sábado, a temperatura deve cair pouco em parte do território gaúcho. <strong>O ar quente chega acompanhado de mais umidade</strong>, dificultando o resfriamento. Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria e Santo Ângelo podem amanhecer abafadas, enquanto o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná também aquecem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432896303.jpg" data-image="j5ywhrapx7nu" alt="Umidade, calor, tempestades" title="Umidade, calor, tempestades"><figcaption>A umidade aumenta sobre o Rio Grande do Sul na madrugada de sábado (1º), intensificando o abafamento e preparando o ambiente para a formação de tempestades.</figcaption></figure><p>As diferenças regionais ajudam a definir onde a mudança será mais perceptível:</p><ul> <li><strong>Oeste e Missões:</strong> calor próximo de 30°C na sexta e noite menos fresca;</li> <li><strong>Campanha e Região Central:</strong> anomalias de até 11°C e rápida elevação durante a tarde;</li> <li><strong>Serra e Planalto:</strong> aquecimento mais moderado, com manhã ainda amena;</li> <li><strong>Litoral:</strong> temperaturas menores, mas umidade crescente e sensação abafada;</li> <li><strong>Oeste de SC e PR:</strong> calor avança no sábado, com máximas acima de 25°C.</li> </ul><p>O abafamento não depende apenas do termômetro. Com mais vapor de água, o suor evapora com menor eficiência e o organismo perde calor lentamente. Atividades ao ar livre podem parecer mais desgastantes em Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Lajeado e Santa Maria entre o fim da manhã e o começo da tarde.</p><h2>Abafamento antecede mudança do tempo no fim de semana </h2><p>O calor fora de época e o aumento da umidade fazem parte de uma situação pré-frontal: o ambiente que se estabelece antes da chegada de uma frente fria. Ventos do quadrante norte transportam ar quente para o RS, enquanto a pressão atmosférica diminui entre o norte da Argentina, o Uruguai e o território gaúcho. <strong>A combinação mantém o sábado quente, úmido e progressivamente mais instável.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785433049579.jpg" data-image="dwxybf27euju" alt="tempestades, chuva, oeste, RS, rio grande do sul" title="tempestades, chuva, oeste, RS, rio grande do sul"><figcaption>A chuva avança pelo oeste, sul e centro do Rio Grande do Sul na tarde de sábado (1º), com elevada probabilidade de tempestades localizadas.</figcaption></figure><p><strong>No decorrer do sábado, áreas de chuva devem se formar primeiro no oeste e no sul do RS</strong>, avançando depois para a Campanha, a Região Central e as Missões. Há risco de tempestades localizadas, com raios, rajadas e eventual granizo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html" title="Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas">Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html" title="Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/violento-temporal-de-viento-en-rio-de-janeiro-personas-huyeron-de-playas-y-puentes-debieron-ser-bloqueados-1785422209443_320.png" alt="Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas"></a></article></aside><p>A frente deve alcançar outras áreas gaúchas e trechos de SC e PR até domingo (2), interrompendo o abafamento. Como rios e solos ainda respondem à chuva anterior, novos núcleos fortes exigem atenção aos avisos oficiais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria acende alerta no Sul para mais tempestades e rajadas de vento]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-acende-alerta-no-sul-para-mais-tempestades-e-rajadas-de-vento.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 18:30:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova frente fria avança pelo Sul do Brasil neste fim de semana, levando condições para chuva forte, tempestades, rajadas de vento e chance de queda de granizo, principalmente no estado gaúcho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatg9yi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatg9yi.jpg" id="xatg9yi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após as condições de tempo severo registradas na <strong>Região Sul do Brasil</strong> nos últimos dias, a região terá uma trégua. Mas será por um breve período, pois já neste <strong>fim de semana </strong>uma<strong> nova frente fria </strong>vai avançar pela região trazendo <strong>novos riscos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O sistema frontal novamente trará potencial para<strong> pancadas de chuva</strong>, <strong>tempestades</strong>, raios,<strong> rajadas de vento </strong>e chance de <strong>queda de granizo</strong>, especialmente para o estado gaúcho, onde também há risco potencial de transtornos como <strong>corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e de alagamentos</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Nova frente fria atinge a Região Sul no sábado</h2><p>Após uma breve trégua no <strong>Sul do Brasil</strong> que vai até amanhã, um <strong>novo episódio com condições adversas</strong> no tempo atinge a região ao longo do<strong> sábado, 1º de agosto</strong>, com a formação de um novo ciclone e a frente fria associada sobre o Sul do país.</p><p>O <strong>sistema frontal </strong>vai <strong>afetar principalmente o estado gaúcho</strong>, onde são esperadas as condições mais severas de tempo ao longo do sábado (1º).</p><p>No <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as instabilidades chegam com força já pela manhã no<strong> </strong>Oeste do estado. Entre a tarde e o início da noite, o sistema frontal avança levando <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong>, <strong>tempestades </strong>e <strong>queda de granizo isolado</strong> também para as áreas da Campanha, Sul, Centro, Missões, Noroeste, Norte, Vales e Costa Doce.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-acende-alerta-na-regiao-sul-para-mais-tempestades-e-rajadas-de-vento-1785427341716.png" data-image="1w9u23r0qhke"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons acinzentados) para o sábado (1º de agosto) às 14h à esquerda e às 19h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>Região Metropolitana de Porto Alegre</strong>, incluindo a capital, pode registrar c<strong>huvas mais fracas no período da noite</strong>, mas sem risco de tempestades.</p><p>Em <strong>Santa Catarina</strong>, o sábado (1º) começa com predomínio de tempo estável, mas entre o final da tarde e a noite haverá condições para <strong>pancadas de chuva e temporais isolados</strong> nas áreas próximas ao Rio Grande do Sul e, especialmente no <strong>Grande Oeste</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781242" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html" title="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar">Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html" title="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar-1785415430696_320.jpg" alt="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar"></a></article></aside><p>No <strong>Paraná</strong>, também são esperadas <strong>pancadas de chuva isoladas</strong> no <strong>sudoeste </strong>durante a noite do sábado (1º), mas sem risco de tempestades.</p><p>Contudo, os <strong>acumulados </strong><strong>não serão tão expressivos</strong> como os registrados nos últimos dias na região (mapa abaixo).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-acende-alerta-na-regiao-sul-para-mais-tempestades-e-rajadas-de-vento-1785427360500.jpg" data-image="ydirr9sbihqo"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (em mm) entre hoje (30) e a noite (23h) de sábado (1º de agosto), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>estado gaúcho</strong> os <strong>volumes vão passam da casa dos 50 mm</strong> até a noite deste sábado (1º), com os maiores valores no <strong>Extremo Oeste</strong>, enquanto que nos estados catarinense e paranaense eles não ultrapassam os 10 mm.</p><p>Além disso, outro destaque da aproximação da frente fria serão as<strong> fortes rajadas de vento</strong>. Já nesta <strong>sexta-feira (31)</strong> há alerta para a intensificação dos <strong>ventos costeiros</strong> no <strong>Litoral do Rio Grande do Sul </strong>e <strong>Litoral Sul de Santa Catarina</strong>, com rajadas em torno dos <strong>60 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-acende-alerta-na-regiao-sul-para-mais-tempestades-e-rajadas-de-vento-1785429453590.jpg" data-image="1qvkayeyjuie"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (em km/h) para a tarde (13h) do sábado (1º de agosto), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>sábado (1º)</strong>, as <strong>r</strong><strong>ajadas de vento ganham intensidade</strong> nos três estados da região. Grande parte do Rio Grande do Sul, a metade oeste do Paraná e as porções oeste, sul e leste de Santa Catarina terão rajadas <strong>entre 50 e 70 km/h</strong>, principalmente à tarde.</p><p>A <strong>porção central do estado gaúcho</strong> tem previsão de rajadas chegando em torno dos <strong>72 km/h</strong>, mas corrigindo esses valores devido à topografia, as rajadas podem <strong>pontualmente atingir entre 80 e 100 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">Na região Central do Rio Grande do Sul, as rajadas de vento variam entre 60 e 70 km/h, mas pontualmente podem atingir até <strong>100 km/h</strong>.</div><p>A <strong>tendência </strong>é que, no <strong>domingo (2)</strong>, o <strong>tempo estável volte a predominar sobre a Região Sul</strong>, embora ainda não se descarte a ocorrência de alguma pancada de chuva isolada em áreas do sul catarinense próximas à divisa com o estado gaúcho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-acende-alerta-no-sul-para-mais-tempestades-e-rajadas-de-vento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 17:14:17 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>São impressionantes as imagens feitas no Rio de Janeiro, diante dos efeitos de uma forte ventania provocada pela aproximação de uma frente fria e um ciclone extratropical em alto mar que se deslocou pelo Sudeste nesta quarta (29).</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xate7ea"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xate7ea.jpg" id="xate7ea"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Fortes rajadas de vento </strong>provocaram<strong> o caos </strong>no<strong> Rio de Janeiro</strong> (RJ) e em várias outras cidades das Regiões Sudeste e Sul do Brasil nesta quarta-feira, 29 de julho. O fenômeno ocorreu devido à passagem de um ciclone extratropical pelo oceano e à aproximação da sua frente fria associada, provocando<strong> </strong>ventos com<strong> velocidades superiores a 100 km/h</strong>.</p><p>Estes <strong>ventos </strong>arrastaram a areia das praias cariocas, reduziram a visibilidade, <strong>derrubaram pessoas e motociclistas</strong>, além de terem provocado uma fuga em massa de turistas que se encontravam nas praias da capital no momento em que o vendaval ocorreu.</p><p>Uma gravação feita na<strong> praia de Ipanema</strong> mostrava, ao longe, sinais da tempestade de vento que se aproximava. O vídeo também mostra o momento em que os ventos fortes chegaram à orla e como as <strong>pessoas correram em busca de abrigo</strong>. Embora o vendaval fosse iminente, as pessoas só começaram a correr após a chegada dos fortes ventos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">*Arpoador, Ipanema* <br><br>Vídeo sobre a ventania no exato momento que chega. E foi previsto antes mesmo de acontecer! Siga para se manter informado sobre informações e curiosidades do mar e da praia. <a href="https://t.co/22Bwp3dsor">pic.twitter.com/22Bwp3dsor</a></p>— 𝗘𝗿𝗿𝗲𝗷𝗼𝘁𝗮 𝗖𝗮𝗿𝗶𝗼𝗰𝗮 (@ErrejotaNews) <a href="https://x.com/ErrejotaNews/status/2082812792604602781?ref_src=twsrc%5Etfw">July 30, 2026</a></blockquote></figure><p>O <strong>aeroporto internacional do Rio de Janeiro (Galeão)</strong> registrou uma <strong>rajada máxima de 105 km/h </strong>e uma tempestade de areia por volta das 16h00 (hora local). De acordo com os dados meteorológicos do aeroporto, o vento intensificou-se alguns minutos depois das 15h00 no local.</p><p>Imagens feitas na<strong> ponte que liga a cidade do Rio de Janeiro a Niterói</strong> mostram como o <strong>vento forte impediu a passagem dos veículos</strong>. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr"> A Ponte Rio-Niterói precisou ter o trânsito interrompido devido a uma forte tempestade de areia e ventos intensos que atingem a região. <a href="https://t.co/Woa7leF3eT">pic.twitter.com/Woa7leF3eT</a></p>— Metrópoles (@Metropoles) <a href="https://x.com/Metropoles/status/2082568997204025414?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><p> A rajada de vento chegou mesmo a derrubar alguns motociclistas, colocando em risco a vida de quem quisesse atravessar a ponte.</p><p>O <strong>trânsito foi interrompido</strong><strong> na ponte</strong> até que as condições meteorológicas permitissem a travessia em segurança.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Expectativa: conhecer o Cristo Redentor do Rio de Janeiro <br><br>Realidade: Conhecer Jesus de Cristo de verdade <a href="https://t.co/4q3izV4m0l">pic.twitter.com/4q3izV4m0l</a></p>— Paula Sampaio Moreti (@GiuliMedrado) <a href="https://x.com/GiuliMedrado/status/2082603155024421098?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><p> O <strong>monumento do Cristo Redentor</strong>, visitado diariamente por milhares de turistas, também sofreu os efeitos do vento que assolou a capital fluminense. O <strong>vento forte pegou de surpresa os turistas</strong> que ficaram expostos à sua força, a mais de 700 m acima do nível do mar. </p><h2>Ventos fortes também em outros estados do país</h2><p>Informações divulgadas pela Meteored Brasil confirmam que fortes rajadas de vento também atingiram o <strong>litoral e o interior</strong> do estado de <strong>São Paulo </strong>nesta quarta-feira (29), onde foram registradas<strong> rajadas de até 125 km/h</strong>.</p><p>Dados divulgados pelo portal de notícias brasileiro G1 referem<strong> rajadas de </strong><strong>até 145 km/h</strong> na região montanhosa do<strong> litoral do Paraná</strong>, perto da capital Curitiba.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781162" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ventos-de-120-km-h-causam-mortes-e-paralisam-balsas-em-sp-veja-imagens.html" title="Ventos de 120 km/h causam mortes e paralisam balsas em SP; veja imagens ">Ventos de 120 km/h causam mortes e paralisam balsas em SP; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ventos-de-120-km-h-causam-mortes-e-paralisam-balsas-em-sp-veja-imagens.html" title="Ventos de 120 km/h causam mortes e paralisam balsas em SP; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ventos-de-120-km-h-causam-mortes-e-paralisam-balsas-em-sp-veja-imagens-1785366839212_320.jpg" alt="Ventos de 120 km/h causam mortes e paralisam balsas em SP; veja imagens "></a></article></aside><p>Infelizmente, os <strong>temporais </strong>no Sul e Sudeste do Brasil <strong>causaram a morte de várias pessoas </strong>nesta quarta-feira (29). E a previsão indica que novas tempestades vão afetar o Sul do país no fim de semana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Meteored%20Brasil" data-year="" data-title="Ventos%20de%20120%20km%2Fh%20causam%20mortes%20e%20paralisam%20balsas%20em%20SP%3B%20veja%20imagens" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tempo.com%2Fnoticias%2Factualidade%2Fventos-de-120-km-h-causam-mortes-e-paralisam-balsas-em-sp-veja-imagens.html">Meteored Brasil. <a href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ventos-de-120-km-h-causam-mortes-e-paralisam-balsas-em-sp-veja-imagens.html" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ventos de 120 km/h causam mortes e paralisam balsas em SP; veja imagens</a>.</cite><br><cite data-author="G1" data-year="" data-title="Paran%C3%A1%20registra%20ventos%20de%20145%20km%2Fh%20e%20deve%20continuar%20tendo%20vendavais%3B%20veja%20a%20previs%C3%A3o%20do%20tempo" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fpr%2Fcampos-gerais-sul%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F30%2Fventos-fortes-vendavais-previsao-do-tempo-parana.ghtml">G1. <a href="https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/07/30/ventos-fortes-vendavais-previsao-do-tempo-parana.ghtml" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Paraná registra ventos de 145 km/h e deve continuar tendo vendavais; veja a previsão do tempo</a>.</cite><br><cite data-author="OGYMET" data-year="" data-title="METAR%2FSPECI%20de%20SBGL%2C%20Gale%C3%A3o%20(Brasil)%20-%2029%20de%20julho%20de%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ogimet.com%2Fdisplay_metars2.php%3Flugar%3DSBGL%26tipo%3DALL%26ord%3DREV%26nil%3DSI%26fmt%3Dhtml%26ano%3D2026%26mes%3D07%26day%3D29%26hora%3D00%26anof%3D2026%26mesf%3D07%26dayf%3D29%26horaf%3D23%26minf%3D59%26enviar%3DVer">OGYMET. <a href="https://www.ogimet.com/display_metars2.php?lugar=SBGL&tipo=ALL&ord=REV&nil=SI&fmt=html&ano=2026&mes=07&day=29&hora=00&anof=2026&mesf=07&dayf=29&horaf=23&minf=59&enviar=Ver" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">METAR/SPECI de SBGL, Galeão (Brasil) - 29 de julho de 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 13:41:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O mês de agosto contará com o avanço de uma massa de ar polar que diminuirá acentuadamente as temperaturas em algumas áreas do Brasil. Os termômetros podem registrar mínimas abaixo de 0°C.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar-1785415430696.jpg" data-image="hd3ealcj5s3u" alt="Termômetros podem atingir temperaturas negativas na segunda semana de agosto." title="Termômetros podem atingir temperaturas negativas na segunda semana de agosto."><figcaption>Termômetros podem atingir temperaturas negativas na segunda semana de agosto. Foto: Foto: Jewison Cabral.</figcaption></figure><p>O mês de julho está terminando e foi marcado por <strong>chuvas volumosas e variações nas temperaturas </strong>ao longo dos dias. Com a chegada de agosto, a expectativa continua com a previsão de chuvas fortes e em grandes quantidades nos primeiros dias do novo mês, além do avanço de <strong>massa de ar polar</strong> sobre áreas do Brasil.</p><p>Essas chuvas volumosas e intensas ocorrem devido ao <strong>avanço de frente fria sobre o Sul e Sudeste </strong>do país que aumenta a presença de nuvens carregadas. Após a sua passagem, uma <strong>massa de ar polar ingressa no país</strong> diminuindo de forma mais acentuada as temperaturas.</p><h2>Tendência indica temperaturas abaixo de 0°C</h2><p>É isso mesmo, a tendência é de que as temperaturas possam voltar a atingir <strong>0°C na segunda semana de agosto.</strong> Mas quais serão os fatores que trazem o retorno deste frio rigoroso de inverno para o Sul do Brasil? Vamos explicar de uma maneira rápida e simples.</p><p>Primeiro, vale lembrar que agosto, <strong>apesar de contar com dias eventualmente mais quentes, ainda é um mês de pleno inverno,</strong> estação que se encerra em 22 de setembro às 21h05. Até lá, a menor incidência de radiação solar sobre o Hemisfério Sul <strong>garante temperaturas naturalmente mais baixas. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar-1785416224521.jpg" data-image="xgst5986smm2" alt="Previsão de precipitação no sábado (8) mostra a tendência de chuvas em boa parte do Sul do Brasil." title="Previsão de precipitação no sábado (8) mostra a tendência de chuvas em boa parte do Sul do Brasil."><figcaption>Previsão de precipitação no sábado (8) mostra a tendência de chuvas em boa parte do Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Segundo,<strong> a passagem de frentes frias</strong>, a previsão mostra que a Oscilação Antártica continuará com valores negativos, o que permite que as frentes frias avancem para maiores latitudes (Sul e Sudeste) e junto dela a<strong> presença de ar polar,</strong> <strong>maior responsável pela queda de temperaturas.</strong></p><p> Para a segunda semana de agosto<strong>, as primeiras projeções indicam a chegada de uma frente fria a partir do sábado (8),</strong> que avança pelo Sul do Brasil nos dias seguintes, trazendo chances de chuvas intensas e acumulados elevados. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! <br></div><p>Na retaguarda desse sistema, <strong>uma forte massa de ar polar causará uma queda acentuada na temperatura.</strong> No decorrer da madrugada e manhã de domingo (9), as áreas mais frias ficarão localizadas no Rio Grande do Sul, em especial na porção sul do estado, onde os termômetros podem registrar<strong> valores abaixo de 8°C. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar-1785416074911.jpg" data-image="d5dh8ixjgbrj" alt="Previsão de temperaturas no domingo (9) com termômetros podendo marcar mínimas próximas dos 8°C" title="Previsão de temperaturas no domingo (9) com termômetros podendo marcar mínimas próximas dos 8°C"><figcaption>Previsão de temperaturas no domingo (9) com termômetros podendo marcar mínimas próximas menores do que 8°C no sul do RS.</figcaption></figure><p>Conforme as horas passam, o ar polar avança pela Região Sul e alcança Santa Catarina na segunda-feira (10). Até as primeiras horas da manhã, a divisa com o Rio Grande do Sul e a Serra Catarinense podem registrar temperaturas também inferiores aos <strong>8°C</strong>. Enquanto que em <strong>áreas pontuais do Rio Grande do Sul as temperaturas já ficam entre 4°C e 6°C.</strong></p><p>Avançando no tempo, <strong>o frio rigoroso de inverno deverá ser sentido na madrugada e manhã de terça-feira (11).</strong> Isso porque a massa de ar polar estará mais intensa e a tendência é de tempo limpo sobre a Região. Assim, as áreas de maior altitude devem registrar as menores marcas do período, <strong>com o modelo projetando marcas abaixo de 0°C na Serra Catarinense. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar-1785415912189.jpg" data-image="jlzfjxfxltnk"><figcaption>Previsão de temperaturas para a terça-feira (11), mostra uma massa de ar frio avançando pelo sul do país, com temperaturas mínimas abaixo de 0°C</figcaption></figure><p>No restante de Santa Catarina, o frio também marca presença com a projeção de temperaturas entre <strong>2°C e 6°C, aumentando as chances de geadas</strong>. No Rio Grande do Sul, o ar polar mantém sua intensidade e o frio permanece, com termômetros entre 6°C e 8°C em grande parte do estado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-rigoroso-ja-tem-data-para-voltar-ao-sul-e-sudeste-confira.html" title="Frio mais rigoroso já tem data para voltar ao Sul e Sudeste; confira">Frio mais rigoroso já tem data para voltar ao Sul e Sudeste; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-rigoroso-ja-tem-data-para-voltar-ao-sul-e-sudeste-confira.html" title="Frio mais rigoroso já tem data para voltar ao Sul e Sudeste; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-rigoroso-ja-tem-data-para-voltar-ao-sul-e-sudeste-1785344691381_320.jpg" alt="Frio mais rigoroso já tem data para voltar ao Sul e Sudeste; confira"></a></article></aside><p>O ar frio também atinge o Paraná, afetando primeiramente os municípios do sul e sudoeste paranaense. As temperaturas nessa faixa variam entre <strong>6°C e 10°C</strong> na madrugada e manhã do dia 11 de agosto. <strong>Trata-se de uma tendência</strong>, sendo <strong>importante acompanhar as atualizações da previsão </strong>do tempo nos próximos dias. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Das algas esféricas às suculentas que parecem pedras: cinco espécies para cultivar em casa que ilustram as extraordinárias adaptações que o mundo vegetal desenvolveu para viver nos mais diversos ambientes da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463.jpeg" data-image="pikqh3ummezv" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa que parecem ser de outro planeta.</figcaption></figure><p>Ao longo da sua evolução, <strong>as plantas desenvolveram inúmeras adaptações para viver nos mais diversos ambientes da Terra</strong>: desertos áridos, florestas tropicais, rochas sem solo e até mesmo ambientes aquáticos. O resultado é uma extraordinária variedade de formas, comportamentos e padrões de crescimento, alguns dos quais se destacam pela sua aparência incomum. Entre estas, algumas espécies são hoje apreciadas como plantas ornamentais e podem ser cultivadas em ambientes interiores, desde que as suas necessidades específicas sejam satisfeitas. Apresentamos aqui cinco das mais singulares.</p><h2>1. Marimo: a misteriosa "esfera verde" do mundo aquático</h2><p>O marimo (<em>Aegagropila linnaei</em>) é uma <strong>alga verde filamentosa</strong> peculiar que cresce em esferas características cobertas por filamentos macios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222191247.jpeg" data-image="rrd5xmqkd7fo" alt="plantas diferentes" title="plantas diferentes"><figcaption>Marimo: a misteriosa "esfera verde" do mundo aquático.</figcaption></figure><p>Originária principalmente de lagos frios do Hemisfério Norte,<strong> a sua forma deve-se à ação lenta das correntes que fazem girar as colônias no fundo</strong>, promovendo um crescimento uniforme. No interior, é cultivada em recipientes transparentes cheios de água, onde se torna uma verdadeira decoração viva. Requer poucos cuidados: basta utilizar água limpa, evitar a luz solar direta e mudar a água regularmente para a manter saudável.</p><h2>2. Tillandsia: a planta que vive sem solo</h2><p>As tillandsias são plantas pertencentes à família das bromélias, especialmente <strong>difundidas nas regiões tropicais e subtropicais da América</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222208787.jpeg" data-image="k1z12q8mdme0" alt="plantas extraordinárias" title="plantas extraordinárias"><figcaption>Tillandsia: a planta que vive sem solo.</figcaption></figure><p>Na natureza, muitas espécies crescem como epífitas, ou seja, <strong>utilizam outras plantas como suporte, sem serem parasitas</strong>. A sua característica mais curiosa é a ausência de um sistema radicular para absorção de nutrientes do solo: a água e os nutrientes são captados principalmente pelas folhas, que estão cobertas por estruturas especiais denominadas tricomas. Para as cultivar, basta um <strong>ambiente bem iluminado, uma boa circulação de ar e uma rega regular</strong>, evitando o encharcamento.</p><h2>3. Rosa de Jericó: a planta capaz de "trazer de volta à vida"</h2><p>A rosa de Jericó (Selaginella lepidophylla) é uma espécie originária das <strong>zonas desérticas do México e do sudoeste dos Estados Unidos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222228646.jpeg" data-image="wpps5lki90m5" alt="Rosa de Jericó" title="Rosa de Jericó"><figcaption>Rosa de Jericó: a planta capaz de "trazer de volta à vida".</figcaption></figure><p>Durante períodos prolongados de seca, pode secar completamente, fechando-se as suas folhas e adquirindo o aspecto de uma pequena esfera castanha. <strong>Ao voltar a entrar em contacto com a água, recupera gradualmente a sua cor verde graças a uma adaptação conhecida como revivisceração</strong>.</p><p>Por esse motivo, tornou-se <strong>uma das plantas mais interessantes para observar em ambientes interiores</strong>. No entanto, deve ser cultivada com cuidado: não deve ser submersa em água durante longos períodos e requer períodos regulares de seca para evitar o apodrecimento.</p><h2>4. Lithops: as "pedras vivas" do deserto</h2><p>Os lithops são pequenas <strong>plantas suculentas</strong> nativas das regiões áridas do sul de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222246505.jpeg" data-image="eiihn5iz4tk1" alt="suculentas" title="suculentas"><figcaption>Lithops: as "pedras vivas" do deserto.</figcaption></figure><p>O seu aspecto assemelha-se a pequenas pedras coloridas, uma forma que lhes proporciona uma camuflagem eficaz contra os herbívoros e <strong>ajuda a reduzir a perda de água</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780713" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"></a></article></aside><p>Cultivá-las em casa exige <strong>condições semelhantes ao seu habitat natural</strong>: muita luz, solo bem drenado e rega mínima. O excesso de água é a principal ameaça a estas plantas, que estão adaptadas para sobreviver em ambientes extremamente secos.</p><h2>5. Platycerium: a samambaia com frondes espetaculares</h2><p>A platicéria, também conhecida como feto-chifre-de-alce, é uma <strong>planta tropical caracterizada por frondes grandes e com uma forma incomum</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222269214.jpeg" data-image="137gocplwvxh" alt="samambaia" title="samambaia"><figcaption>Platycerium: a samambaia com frondes espetaculares.</figcaption></figure><p><strong>Originária das florestas da Ásia, África e Austrália, cresce geralmente nas árvores como epífita</strong>. As suas folhas desempenham diversas funções: algumas são ramificadas e captam a luz, enquanto outras são mais aderentes e ajudam a acumular nutrientes e umidade. Em ambientes interiores, prefere locais bem iluminados, sem luz solar direta, umidade elevada e rega moderada.</p><h2>Um toque de originalidade no lar</h2><p>Por detrás do aspecto curioso destas plantas, escondem-se <strong>adaptações desenvolvidas ao longo de milhões de anos de evolução</strong>. Estas características tornam-nas não só plantas fascinantes, mas também espécies capazes de acrescentar um toque de originalidade ao lar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Troia entre o mito e a realidade: o que ver na antiga cidade da Ilíada e Odisseia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/troia-entre-o-mito-e-a-realidade-o-que-ver-na-antiga-cidade-da-iliada-e-odisseia.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:16:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A lenda de Ulisses, Aquiles e todos os heróis da mitologia permanece viva na Troia atual, um dos sítios arqueológicos mais fascinantes do mundo. Aqui, explicamos como chegar lá e o que ver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/troia-tra-mitologia-e-realta-cosa-vedere-nell-antica-citta-dell-iliade-e-dell-odissea-1784874530309.jpg" data-image="epjti9cgwnh4"><figcaption>Réplica do Cavalo de Troia no porto de Çanakkale, na Turquia.</figcaption></figure><p>A<strong> antiga Troia</strong>, cenário da guerra de dez anos que envolveu Aquiles, Heitor, Odisseu e os maiores heróis da épica grega, está localizada<strong> perto da cidade de Çanakkale, na Anatólia, Turquia</strong>.</p><div class="texto-destacado">Homero imortalizou a cidade na mitologia por meio de <em>Ilíada </em>e de <em>Odisseia</em>, mas esse pequeno povoado — com sua história incrivelmente longa — é de fácil acesso para uma visita direta, permitindo ir além das antigas lendas.</div><p>De fato, o museu e as<strong> escavações arqueológicas</strong> testemunham um passado complexo que abrange diversas eras e<strong> remonta a 5 mil anos</strong>.</p><h2>A história além da Guerra de Troia</h2><p>A <strong>Guerra de Troia durou dez anos </strong>— um piscar de olhos comparado aos milênios de história da cidade.</p><p>Segundo registros estabelecidos, Troia existe pelo menos desde o terceiro milênio a.C. e atingiu o auge de seu esplendor durante a segunda metade do segundo milênio a.C., sob o<strong> Império Hitita</strong>, mais de mil anos antes dos eventos narrados nos poemas homéricos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/troia-tra-mitologia-e-realta-cosa-vedere-nell-antica-citta-dell-iliade-e-dell-odissea-1784874691318.jpg" data-image="9vopdho4jkc1"><figcaption>Uma seção das escavações arqueológicas da antiga Troia (hoje Turquia).</figcaption></figure><p><strong>Ao longo dos séculos, Troia foi abandonada</strong>; no entanto, tanto os antigos gregos quanto os romanos acreditavam que ela estava localizada exatamente onde se encontra hoje. Contudo, somente na década de 1870 foram obtidas evidências definitivas de sua localização.</p><p>Foi nesse período que o renomado empresário e arqueólogo Heinrich Schliemann descobriu as<strong> ruínas da antiga Troia</strong>, guiado por crônicas clássicas e pelas descrições de Homero. Infelizmente, as escavações realizadas com o uso de explosivos causaram danos irreversíveis; ainda assim, Troia continua oferecendo muito aos visitantes.</p><h2>O que ver em Troia</h2><p>Um dos aspectos mais fascinantes de Troia é que<strong> a cidade nunca foi reconstruída</strong>, ao contrário de locais como Cnossos, na Grécia. Em vez disso, as escavações revelam nove estratos distintos, correspondentes a diferentes períodos históricos.</p><p>Os estratos VI e VII correspondem ao período da Guerra de Troia, ocorrida entre 1250 e 1180 a.C. Os<strong> vestígios das muralhas</strong> da cidade coincidem com as descrições de Homero.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774440" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia.html" title="Entre o mito e a história: a longa busca pela cidade de Troia">Entre o mito e a história: a longa busca pela cidade de Troia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia.html" title="Entre o mito e a história: a longa busca pela cidade de Troia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-o-mito-e-a-historia-a-longa-busca-pela-cidade-de-troia-1781724669304_320.jpg" alt="Entre o mito e a história: a longa busca pela cidade de Troia"></a></article></aside><p>Os visitantes também podem ver vestígios da era romana, como o <strong>anfiteatro </strong>encomendado pelo imperador Augusto. Na entrada do sítio arqueológico, encontra-se uma <strong>réplica em tamanho real do lendário Cavalo de Troia</strong> — o estratagema arquitetado por Odisseu que levou à destruição da cidade.</p><p><strong>Muitos artefatos estão abrigados no museu adjacente</strong>, mas, como as escavações continuam em andamento, os visitantes podem até ter a sorte de ver arqueólogos trabalhando no local.</p><h2>Um imenso patrimônio arqueológico</h2><p>Muitos objetos fascinantes estão atualmente abrigados no Museu de Troia, em Istambul, e no <strong>Museu Arqueológico de Çanakkale</strong>; no entanto, o museu inaugurado em 2018 — localizado a menos de um quilômetro do sítio arqueológico — não é menos importante ou interessante.</p><p><strong>Duas mil peças de diversas épocas estão expostas</strong> em sete seções, narrando a história tanto da cidade quanto das escavações; elas representam apenas uma fração de um acervo extraordinário. Ao todo, o museu abriga cerca de 40 mil peças em suas salas de exposição e áreas de reserva técnica, com novos objetos chegando constantemente das escavações em andamento.</p><p>Os visitantes podem apreciar uma grande variedade de itens, que vão desde armas e joias até inscrições. O <strong>famoso Sarcófago de Políxena</strong> está entre as peças mais valiosas, ao lado de uma estátua do deus Tritão descoberta há relativamente pouco tempo, em 2012.</p><h2>Como chegar a Troia</h2><p>A cidade mais próxima do sítio arqueológico de Troia é <strong>Çanakkale</strong>, uma<strong> cidade costeira situada no Estreito de Dardanelos</strong>, a menos de uma hora de distância. Çanakkale fica a três horas e meia de carro de Istambul, ou uma hora a mais se o trajeto for feito de ônibus.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772740" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma.html" title="Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos sob escola em Roma">Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos sob escola em Roma</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma.html" title="Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos sob escola em Roma"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma-1780857122988_320.jpg" alt="Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos sob escola em Roma"></a></article></aside><p>Consequentemente, quem deseja visitar as <strong>escavações </strong>com mais comodidade pode preferir hospedar-se em Çanakkale; a cidade também abriga outra réplica do Cavalo de Troia — especificamente, aquela utilizada no filme <em>Troia </em>(2004).</p><p>Balsas que atravessam o estreito também partem de sua pitoresca marina, permitindo aos visitantes explorar outros locais, como<strong> Galípoli</strong>, palco de uma famosa batalha da Primeira Guerra Mundial. Um serviço de micro-ônibus opera entre Çanakkale e Truva (o nome moderno de Troia), partindo da estação Cuma Pazarı Dolmuş.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nick%20Hilden" data-year="2026" data-title="How%20you%20can%20still%20explore%20the%20ancient%20city%20of%20Troy" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Ftravel%2Farticle%2Fhow-to-visit-odyssey-ancient-city-of-troy">Nick Hilden. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/how-to-visit-odyssey-ancient-city-of-troy" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How you can still explore the ancient city of Troy</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/troia-entre-o-mito-e-a-realidade-o-que-ver-na-antiga-cidade-da-iliada-e-odisseia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/madeira-petrificada-das-montanhas-kyffhauser-revela-300-milhoes-de-anos-da-historia-da-terra.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser contém informações sobre o desenvolvimento geológico da Europa Central ao longo de um período de cerca de 300 milhões de anos. Isso abre possibilidades de pesquisa totalmente novas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/versteinertes-holz-aus-dem-kyffhauser-deckt-300-millionen-jahre-erdgeschichte-auf-1785091520789.jpg"><figcaption>Peça de madeira petrificada proveniente das montanhas Kyffhäuser (aprox. 20 cm de diâmetro), apresentando várias gerações de quartzo (áreas de tom cinza-esbranquiçado). Foto: Steffen Trümper</figcaption></figure><p>A<strong> madeira petrificada</strong> pode funcionar como um <strong>geoarquivo natural</strong>, preservando a história geológica de paisagens inteiras ao longo de centenas de milhões de anos. Esta é a conclusão de um novo estudo liderado pela Universidade de Münster.</p><p>Foram analisados <strong>fósseis das montanhas Kyffhäuser</strong>, no norte do estado de Turíngia, na <strong>Alemanha</strong>, tornando possível reconstruir pela primeira vez como uma depressão geológica se desenvolveu durante períodos excepcionalmente longos. Os resultados foram publicados na revista <em>Scientific Reports</em>.</p><h2>Florestas tropicais na linha do Equador</h2><p>Os <strong>troncos </strong>de árvore examinados atingem comprimentos de até 20 metros. Eles estão incrustados em sedimentos avermelhados provenientes de antigos sistemas fluviais, cujos<strong> óxidos de ferro indicam um clima quente e ocasionalmente seco</strong>.</p><p>Há cerca de <strong>300 milhões de anos</strong>, a região situava-se perto do <strong>equador</strong>, no supercontinente Pangeia. Ali, <strong>parentes extintos das coníferas modernas cresciam em florestas tropicais secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/versteinertes-holz-aus-dem-kyffhauser-deckt-300-millionen-jahre-erdgeschichte-auf-1785091528869.jpg"><figcaption>A estátua de arenito do Imperador Frederico I "Barba-Ruiva", na base do Monumento de Kyffhäuser, com 81 metros de altura. Imagem: Holger Eberle/Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Os troncos das árvores foram rapidamente cobertos e preservados por sedimentos durante inundações. As <strong>montanhas Kyffhäuser </strong>são consideradas um local de referência fundamental para esse tipo de formação sedimentar, que também é encontrada em outras bacias europeias.</p><p>Essas<strong> rochas estão entre os depósitos mais antigos do Sistema de Bacias da Europa Central</strong>, que permanece, até hoje, uma importante fonte de matérias-primas, águas subterrâneas e energia geotérmica.</p><h2>O quartzo é preservado por milhões de anos</h2><p><strong>Durante a petrificação, a madeira foi gradualmente substituída por cristais de quartzo</strong>. A sílica dissolvida penetrou inicialmente no tecido morto, estabilizando suas estruturas celulares e, posteriormente, cristalizando-se em quartzo. Esse processo deu origem a várias gerações de formações minerais.</p><p>Cada fase preserva informações sobre a temperatura, a pressão e a composição química dos fluidos a partir dos quais o quartzo se formou. Em conjunto, as <strong>fases abrangem um período de aproximadamente 200 milhões de anos</strong>, do Carbonífero Superior ao Cretáceo Inferior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/versteinertes-holz-aus-dem-kyffhauser-deckt-300-millionen-jahre-erdgeschichte-auf-1785092292227.png"><figcaption>Diagrama dos estágios de silicificação da madeira fóssil de Kyffhäuser, aqui Q1 a Q4. Imagem: Trümper et al., 2026.</figcaption></figure><p>Se <strong>incluirmos a subsequente elevação das rochas até a superfície da Terra</strong>, isso resulta em uma história de desenvolvimento que abrange aproximadamente <strong>300 milhões de anos</strong> — a mais longa série documentada de estágios sucessivos de mineralização da madeira até o momento.</p><p>O estudo mostra que o processo de fossilização engloba <strong>cinco estágios de mineralização</strong>:</p><ol> <li><strong>Entre 304 e 299 milhões de anos atrás (P)</strong>: a silicificação inicial da madeira (permineralização) teve início próximo à superfície, em um sistema fluvial. Cinzas vulcânicas forneceram a sílica.</li> <li><strong>Entre 299 e 290 milhões de anos atrás (Q1)</strong>: o material foi recoberto e a opala transformou-se lentamente em quartzo.</li> <li><strong>Entre 257 e 260 milhões de anos atrás (Q2)</strong>: Quartzo e hematita formaram-se a uma profundidade de aproximadamente 1 km, associados ao relaxamento térmico da crosta terrestre.</li> <li><strong>Há 180 milhões de anos (Q3)</strong>: Formação de quartzo adicional a partir de águas quentes e salinas da bacia, enquanto o material permanecia profundamente soterrado. As temperaturas variavam predominantemente entre 170 e 240°C, e a profundidade era de aproximadamente 3,5 a 5 km.</li> <li><strong>Há 100 milhões de anos </strong>(quarto trimestre): Formação regional de quartzo e barita, antes de a rocha retornar à superfície da Terra durante o período Quaternário.</li></ol><p>Diversos<strong> métodos analíticos modernos </strong>foram empregados na <strong>reconstrução</strong>, como medições isotópicas, termometria Raman, microscopia eletrônica e datação geocronológica. "As minúsculas inclusões de fluido no quartzo revelaram-se particularmente esclarecedoras, pois preservam as condições exatas presentes durante o crescimento do cristal", explica Steffen Trümper.</p><p>No caso de Kyffhäuser e da Bacia do Saale, o estudo demonstra que sua evolução geológica pode ser reconstruída com grande precisão utilizando madeira silicificada: durante o<strong> final do período Carbonífero</strong>, troncos de árvores foram depositados na Bacia do Saale e mineralizados por águas ricas em sílica, provenientes da erosão de cinzas vulcânicas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/versteinertes-holz-aus-dem-kyffhauser-deckt-300-millionen-jahre-erdgeschichte-auf-1785093080516.png"><figcaption>Parte superior: Inclusões fluidas em quartzo a partir do estágio de silicificação Q3. Escalas: 200 μm, 50 μm e 20 μm. Parte inferior: Perfil geoquímico das fases individuais. Imagem: Trümper et al., 2026.</figcaption></figure><p>Durante os <strong>períodos Permiano e Jurássico</strong>, a bacia sofreu subsidência, atingindo profundidades de 3,5 a 5 km e temperaturas de até 240°C. Nos períodos Cretáceo e Cenozoico, o soerguimento tectônico e a ação de fluidos quentes promoveram uma mineralização adicional e, por fim, a exposição de Kyffhäuser.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780768" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-descoberto-em-sao-paulo-revela-novas-pistas-sobre-origem-das-cobras.html" title="Fóssil descoberto em São Paulo revela novas pistas sobre origem das cobras">Fóssil descoberto em São Paulo revela novas pistas sobre origem das cobras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-descoberto-em-sao-paulo-revela-novas-pistas-sobre-origem-das-cobras.html" title="Fóssil descoberto em São Paulo revela novas pistas sobre origem das cobras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-descoberto-em-sao-paulo-revela-novas-pistas-sobre-origem-das-cobras-1785187266964_320.jpg" alt="Fóssil descoberto em São Paulo revela novas pistas sobre origem das cobras"></a></article></aside><p>"É notável que um fóssil — muitas vezes não maior do que uma mão — contenha a história evolutiva de toda uma região que abrange centenas de milhões de anos", afirma Steffen Trümper. "Isso oferece à ciência uma nova ferramenta para reconstruir o desenvolvimento dos continentes".</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tr%C3%BCmper%2C%20S.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Fossil%20wood%20cells%20recorded%20300%20million%20years%20of%20Europe%E2%80%99s%20tectonic%20history" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41598-026-60054-3">Trümper, S. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-60054-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fossil wood cells recorded 300 million years of Europe’s tectonic history</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/madeira-petrificada-das-montanhas-kyffhauser-revela-300-milhoes-de-anos-da-historia-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>