<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 06 Apr 2026 23:00:09 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 23:00:09 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo e traz temperaturas de outono para boa parte do Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-e-traz-temperaturas-de-outono-para-boa-parte-do-sudeste.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 22:58:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria avançará pelo Sudeste nos próximos dias causando chuvas intensas, mas também uma diminuição nas temperaturas em parte da Região, mantendo-as mais amenas e agradáveis.</p><ul><li>Mais previsão:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank"> Contagem regressiva para o frio: queda de temperatura começa amanhã; saiba o que esperar</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4f5g2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4f5g2.jpg" id="xa4f5g2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre hoje (6) e terça-feira (7)</strong>, teremos o processo de <strong>f</strong><strong>ormação de um ciclone </strong>extratropical na altura do Uruguai. O sistema dará origem a uma<strong> frente fria, que avançará nos próximos dias para o Sudeste do Brasil</strong>, mudando o tempo na região especialmente a partir da quarta-feira (8).</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O <strong>sistema </strong><strong>frontal favorecerá a ocorrência de chuvas intensas e temporais</strong>, mas também <strong>provocará uma diminuição nas temperaturas em parte do Sudeste</strong>, mantendo-as mais amenas e com uma ‘cara’ mais de outono.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir os detalhes</strong> da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria levará chuvas intensas ao Sudeste nos próximos dias</h2><p>A <strong>terça-feira (6) começa com Sol entre poucas nuvens em boa parte do Sudeste</strong>, com exceção de áreas do leste mineiro e do leste e oeste paulistas, onde a nebulosidade deve ser maior.</p><p><strong>À tarde, devido ao calor e umidade, a nebulosidade aumenta</strong> e são esperadas <strong>chuvas moderadas e temporais em todo o território de São Paulo</strong>, podendo ocorrer pancadas pontualmente mais intensas. No<strong> sul e Triângulo Mineiro, também podem vir chuvas moderadas e trovoadas mais isoladas</strong>. Rio de Janeiro e Espírito Santo podem ter chuvas fracas e rápidas e de forma mais localizada.</p><div class="texto-destacado">Frente fria avançará para o Sudeste nos próximos dias, mantendo chuvas intensas e temporais mais concentrados em São Paulo na quarta-feira e em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo na quinta e sexta-feira.</div><p>Mas <strong>é a partir da quarta-feira (8) que a frente fria se aproxima do Sudeste</strong> e passa a influenciar o tempo na região, <strong>aumentando as condições para chuvas</strong>. </p><p>Durante a<strong> tarde de quarta-feira (8)</strong>, as instabilidades aumentam e há<strong> risco de temporais em São Paulo e na porção sul de Minas Gerais</strong>, com chuvas de até forte intensidade. Rio de Janeiro e Espírito Santo devem ter apenas variação de nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-e-traz-temperaturas-de-outono-para-boa-parte-do-sudeste-1775494523024.jpg" data-image="cw3s2ft0x5e1"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quarta-feira (8) à tarde (14h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Contudo, na <strong>quinta-feira (9)</strong>, com o deslocamento da frente fria mais para norte, o sistema estará próximo à costa do <strong>Rio de Janeiro</strong> e, por isso, passa a influenciar mais o tempo neste estado, além de <strong>Minas Gerais (com exceção do norte) e sul do Espírito Santo</strong>. </p><p>Nestas áreas, estão previstas<strong> ao longo da tarde pancadas de chuva localmente intensas e com fortes temporais</strong>, especialmente no estado carioca. À noite, ainda há riscos de chuva forte e raios em todo o Espírito Santo e chuvas moderadas no norte mineiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-e-traz-temperaturas-de-outono-para-boa-parte-do-sudeste-1775494352495.jpg" data-image="aj92t80iwrt5"><figcaption>Previsão de densidade de raios para quinta-feira (9) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>sexta-feira (10) </strong>começa com chuvas fracas e isoladas no leste do Sudeste. A <strong>frente fria se afasta um pouco mais da região</strong>, perdendo influência, mas ainda são esperadas ao longo da tarde e início da noite<strong> chuvas fracas a moderadas no norte de São Paulo, sul e leste de Minas Gerais e no Espírito Santo</strong>, e sem potencial para tempestades.</p><h2>Sistema frontal trará um alívio ao calor em parte do Sudeste</h2><p>Com a passagem da<strong> frente fria</strong>, ela <strong>trará na sua retaguarda uma massa de ar mais frio</strong> que vai diminuir as temperaturas em parte da região nos próximos dias. As <strong>manhãs serão mais frias </strong>e as<strong> tardes mais amenas</strong>, já que as <strong>máximas não subirão muito</strong>,<strong> </strong>dando um alívio ao calorão.</p><p>Esse<strong> refresco que terá um pouco mais de ‘cara’ de outono começará a ser sentido a partir da tarde de quarta-feira (8)</strong>. Ainda fará calor no Sudeste, mas em grande parte de São Paulo, especialmente na porção central, as máximas neste dia não passam dos 25°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-e-traz-temperaturas-de-outono-para-boa-parte-do-sudeste-1775495017054.jpg" data-image="jxzngchhxz7o"><figcaption>Previsão de temperatura máxima do ar (em °C) para a quinta-feira (9) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> quinta-feira (9)</strong>, a<strong> manhã começa mais fresca </strong>do que os dias anteriores, com mínimas de até 23°C em grande parte dos estados, e caindo para os<strong> 14°C no sul de São Paulo (sub-região de Itapetininga) e 16°C no sul mineiro</strong>. Já as <strong>máximas </strong>ficam mais amenas no<strong> sul, centro-sul e Zona da Mata mineira e no leste paulista, onde não passam dos 25°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">As temperaturas ficarão mais amenas nos próximos dias em parte do Sudeste, com as máximas não passando dos 25°C no leste de São Paulo e no sul e leste de Minas Gerais, além de algumas áreas do Rio de Janeiro.</div><p>E na <strong>sexta-feira (10)</strong>, o <strong>friozinho se espalha mais pelo Sudeste, especialmente por São Paulo</strong>, com <strong>mínimas variando entre 14°C e 16°C </strong>no sul e leste paulistas, sul de Minas Gerais e na região Serrana do Rio de Janeiro. As <strong>máximas não ultrapassam os 25°C na metade leste de São Paulo, no sul de Minas Gerais</strong> e em áreas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-e-traz-temperaturas-de-outono-para-boa-parte-do-sudeste-1775494888623.jpg" data-image="xncgc2hgv43h"><figcaption> Previsão de temperatura mínima do ar (em °C) para sexta-feira (10) às 6h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo desta semana, as <strong>temperaturas máximas</strong> nas capitais ficarão mais baixas na <strong>sexta-feira (10)</strong>, às quais: <strong>São Paulo (SP): 23°C</strong><strong>;</strong> <strong>Rio de Janeiro (RJ)</strong>: <strong>26°C</strong>; <strong>Belo Horizonte (MG): 27°C</strong>;<strong> Vitória (ES): 28°C. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-e-traz-temperaturas-de-outono-para-boa-parte-do-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Artemis II, hoje é o grande dia: tripulação sobrevoará o lado oculto da Lua e estabelecerá um recorde de voo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-hoje-e-o-grande-dia-tripulacao-sobrevoara-o-lado-oculto-da-lua-e-estabelecera-um-recorde-de-voo.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 22:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As últimas notícias da histórica missão espacial Artemis II. Estes são os preparativos cruciais da tripulação para o grande momento: hoje eles sobrevoarão o lado oculto da Lua. Acompanhe a missão ao vivo, minuto a minuto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-hoy-es-el-gran-dia-la-tripulacion-sobrevolara-el-lado-oculto-de-la-luna-y-cumplira-un-record-en-soledad-1775466589118.jpg" data-image="bv9oskvibwx1" alt="As últimas notícias da histórica missão espacial Artemis II. Estes são os preparativos cruciais da tripulação para o grande momento: hoje eles sobrevoarão o lado oculto da Lua. Acompanhe a missão ao vivo, minuto a minuto." title="As últimas notícias da histórica missão espacial Artemis II. Estes são os preparativos cruciais da tripulação para o grande momento: hoje eles sobrevoarão o lado oculto da Lua. Acompanhe a missão ao vivo, minuto a minuto."><figcaption>Artemis II, hoje é o grande dia: a tripulação sobrevoará o lado oculto da Lua e estabelecerá um recorde de voo solo. Créditos: NASA.</figcaption></figure><p>O domingo, 5 de abril, marcou um dia de grande sucesso para a <strong>missão Artemis II</strong>. A tripulação concluiu a correção final da trajetória translunar com precisão milimétrica, garantindo que a espaçonave navegasse precisamente dentro do estreito corredor planejado para sua aproximação com o nosso satélite natural.</p><p>No entanto, <strong>o espaço exige vigilância constante</strong>. Durante a manhã, uma breve flutuação no sistema de suporte à vida acionou um pequeno alarme de pressão. Os especialistas da missão, trabalhando em perfeita sincronia com o Centro de Controle da Missão em Houston e a Agência Espacial Europeia (ESA), resolveram rapidamente o problema recalibrando um dos sensores ambientais, sem representar qualquer risco real.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Successful outbound trajectory burn! <br><br>This means that the Orion spacecraft fired its thrusters to further fine-tune the astronauts' path to the Moon. <br><br>Coverage of the lunar flyby tomorrow begins at 1pm ET (1700 UTC). <a href="https://t.co/uC5tOnQeA1">https://t.co/uC5tOnQeA1</a> <a href="https://t.co/3yeGmXUomP">pic.twitter.com/3yeGmXUomP</a></p>— NASA Artemis (@NASAArtemis) <a href="https://twitter.com/NASAArtemis/status/2040996655395119166?ref_src=twsrc%5Etfw">April 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Após superarem esses ajustes, os quatro exploradores desfrutaram de um merecido e ininterrupto descanso de oito horas. Ao acordarem, compartilharam um café da manhã revitalizante com ovos mexidos reidratados, tortillas de farinha, maçãs mantidas em temperatura ambiente e um indispensável café em saquinho, recarregando as energias para as intensas horas de voo que os aguardavam.</p><h2>Domingo, 5 de abril: Calibração e verificações do Módulo de Serviço</h2><p>Nas primeiras horas de domingo, o comandante Reid Wiseman e o piloto Victor Glover lideraram uma<strong> verificação completa do Módulo de Serviço Europeu (ESM) acoplado à Orion</strong>. Eles confirmaram que os propulsores, os níveis de oxigênio e os sistemas térmicos estavam operando dentro dos parâmetros nominais — uma etapa vital antes de entrar na sombra lunar.</p><p>Enquanto isso, a especialista Christina Koch<strong> calibrou as câmeras ópticas de alta definição e os dosímetros de radiação</strong>. Essa tarefa garante que todos os instrumentos estejam prontos para coletar dados científicos valiosos durante o sobrevoo histórico, capturando detalhes inéditos da superfície lunar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-hoy-es-el-gran-dia-la-tripulacion-sobrevolara-el-lado-oculto-de-la-luna-y-cumplira-un-record-en-soledad-1775464984857.jpg" data-image="zf5s1onytrhm"><figcaption>Captura de tela do aplicativo que a tripulação da Artemis II vê em seus PCDs, que os orienta na execução do plano de observação científica lunar. A bacia do Mar Oriental (mare), alvo número 12, está circulada no canto inferior direito da Lua, e à sua esquerda, o alvo número 13, a Bacia de Hertzsprung. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Esses testes são essenciais antes da missão à órbita lunar, pois qualquer contingência exigiria uma resposta imediata. <strong>A equipe confirmou que todos os sistemas estão funcionando dentro dos parâmetros esperados</strong>.</p><p>Um dos destaques do domingo (5) foi a<strong> demonstração e verificação completa dos trajes espaciais de lançamento e reentrada</strong>. Os astronautas verificaram as vedações, as comunicações internas e as conexões de suporte à vida.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os astronautas revisaram os protocolos de emergência em microgravidade, incluindo procedimentos médicos e o uso de equipamentos médicos a bordo. A sessão confirmou que a Orion está pronta para enfrentar a etapa mais exigente da jornada.</strong></div><p>Na tarde de domingo (5), o astronauta da Agência Espacial Canadense (CSA), Jeremy Hansen, liderou um<strong> exercício de contingência para perda de sinal com o restante da tripulação</strong>. Essa prática é um protocolo de rotina projetado para manter seus reflexos afiados diante do prolongado silêncio de rádio que enfrentarão ao passar atrás da Lua.</p><p><strong>Ao final do domingo, a tripulação fez uma breve transmissão ao vivo para a Terra</strong>, onde todos esperávamos vê-los exatamente como estavam, com o ânimo e a energia voltados para a grande segunda-feira, 6 de junho. Os astronautas mostraram a imponente lua crescente através das janelas da cápsula, dando um adeus temporário ao público e às equipes de controle da missão antes do grande evento de hoje.</p><h2>O enigma astronômico: o que é o lado oculto da Lua?</h2><p>Na cultura popular, costuma-se chamar o lado oculto da Lua de "lado escuro", mas isso está incorreto. Em astronomia, o termo correto é "lado oculto" da Lua. Isso ocorre devido a um fascinante fenômeno mecânico conhecido como "rotação síncrona" ou "acoplamento de maré".</p><p>A Lua leva exatamente o mesmo tempo para girar em torno do seu eixo e para orbitar a Terra (aproximadamente 27,3 dias). Como resultado direto dessa dança orbital, nosso satélite natural sempre nos apresenta a mesma face, mantendo o outro hemisfério permanentemente oculto da nossa visão na Terra. Isso não significa que esse lado seja "escuro"; na verdade, a luz solar ilumina esse lado da mesma forma que ilumina o outro hemisfério, só que esse lado nunca está "apontando" para a Terra.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">As the <a href="https://twitter.com/NASAArtemis?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASAArtemis</a> II crew approaches the Moon, they will get a firsthand view of the Moon's surface. One of the most striking (pun intended) features they will see is the craters which mark its surface, and are especially numerous on the far side, which the crew will be able to <a href="https://t.co/k6gXNjdEGv">pic.twitter.com/k6gXNjdEGv</a></p>— Chris Williams (@Astro_ChrisW) <a href="https://twitter.com/Astro_ChrisW/status/2040943479077962091?ref_src=twsrc%5Etfw">April 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Este lado invisível é geologicamente muito diferente daquele que conhecemos. Ele não possui os grandes "mares" planos de basalto escuro; em vez disso, nosso satélite natural tem uma crosta muito mais espessa, repleta de crateras de impacto acidentadas. É precisamente sobre esse terreno inóspito e inexplorado que a tripulação da Artemis II está se dirigindo, pronta para sobrevoá-lo.</p><h2>Por que ocorre o chamado "silêncio de rádio" e o que pode acontecer?</h2><blockquote>O termo técnico usado pela NASA é LOS (<em>Loss of Signal</em>, ou Perda de Sinal). Isso se refere a um intervalo planejado durante o qual a espaçonave Orion perde sua linha de visão direta com as antenas da Rede de Espaço Profundo na Terra (localizadas na Califórnia, Madri e Canberra). Durante esse período, a Lua atua como um escudo físico, bloqueando todas as ondas eletromagnéticas (rádio, dados e vídeo).</blockquote><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-hoy-es-el-gran-dia-la-tripulacion-sobrevolara-el-lado-oculto-de-la-luna-y-cumplira-un-record-en-soledad-1775466634062.jpg" data-image="onipslvt8txu"><figcaption>A Orion tirou esta selfie de alta resolução no espaço com uma câmera montada em uma de suas asas de painel solar durante uma inspeção externa de rotina da espaçonave no segundo dia da missão Artemis II. Créditos: NASA.</figcaption></figure><p>Diferentemente das comunicações em órbita terrestre, que dependem de satélites de retransmissão, no espaço profundo o sinal viaja em linha reta. <strong>Com a Lua posicionada entre a Terra e a espaçonave, nenhuma tecnologia atual consegue penetrar a massa lunar, resultando em isolamento completo para os quatro astronautas</strong>.</p><p>De acordo com os dados de trajetória da missão Artemis II, o silêncio de rádio está previsto para esta segunda-feira. Sua<strong> duração estimada será de aproximadamente 40 a 41 minutos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O silêncio ocorrerá enquanto os astronautas estiverem sobre o hemisfério que nunca vemos da Terra.</strong></div><p>Espera-se que o sinal seja perdido pouco antes do ponto de maior aproximação (pericínto), quando a Orion passar por trás do limbo lunar. <strong>Cerca de 40 minutos depois, a espaçonave emergirá do outro lado do disco lunar, permitindo que as antenas terrestres recuperem o sinal da cápsula</strong> — esse processo é chamado de AOS (Aquisição de Sinal).</p><p>Embora o centro de controle da missão em Houston não receba telemetria em tempo real, a espaçonave Orion foi projetada para operar de forma completamente autônoma. A ESA, responsável pelo Módulo de Serviço Europeu, confirmou que<strong> os sistemas de navegação inercial e os computadores de bordo mantêm a trajetória pré-programada sem a necessidade de comandos externos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-hoy-es-el-gran-dia-la-tripulacion-sobrevolara-el-lado-oculto-de-la-luna-y-cumplira-un-record-en-soledad-1775466691761.jpg" data-image="rgjs2t3vmnxo"><figcaption>A imagem gerada por software simula a posição em tempo real da sonda Orion à medida que ela se aproxima da Lua. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Durante esses 40 minutos, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen aproveitarão esse período de "solidão absoluta" para<strong> fazer observações visuais e capturar fotografias de alta resolução da superfície lunar sob condições específicas de iluminação</strong>. Sem contato via rádio, a tripulação depende de planos de voo impressos e sistemas digitais locais para monitorar o funcionamento da espaçonave até restabelecer contato com a Terra.</p><h2>O momento mais aguardado da missão Artemis II</h2><p><strong>Nesta segunda-feira</strong>, a missão Artemis II atingirá seu momento crucial, pois espera-se que <strong>alcance o objetivo principal da missão</strong>. A partir da manhã, a espaçonave Orion iniciará sua trajetória, acelerando drasticamente à medida que a gravidade da Lua a atrai, preparando-se para passar a 6.500 quilômetros da superfície lunar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-hoy-es-el-gran-dia-la-tripulacion-sobrevolara-el-lado-oculto-de-la-luna-y-cumplira-un-record-en-soledad-1775466801941.jpg" data-image="pxrw25vnc0uo"><figcaption>Trajetória e plano da missão Artemis II (lançada em 1º de abril de 2026). Hoje, segunda-feira, 6 de abril, alcançando o ponto 11. Créditos: NASA.</figcaption></figure><p><strong>O momento mais crítico e emocionante ocorrerá após o meio-dia, quando a espaçonave Orion passar por trás do lado oculto da Lua</strong>. Nesse instante, a imensa massa rochosa do satélite bloqueará completamente a telemetria e a comunicação com a Terra, como explicamos anteriormente. Será um tenso "silêncio de rádio", durante o qual a espaçonave e a tripulação ficarão completamente sozinhas.</p><p><strong>Durante esse período sem comunicação</strong>, os computadores de bordo controlarão a espaçonave de forma autônoma, enquanto os <strong>astronautas realizarão sequências de observação manual</strong>, fotografando crateras distantes e avaliando o ambiente de radiação profunda.</p><h2>Cronologia do momento chave</h2><p>No sexto dia de voo, hoje (6), por volta das 10h50, horário do leste dos EUA, a tripulação acordará e receberá o <em>briefing </em>final.</p><p>A<strong> cobertura ao vivo da NASA começará às 14h, horário do Brasil</strong>, via NASA+, NASA TV e suas plataformas digitais. Às 14h56, horário do Brasil, a <strong>Orion ultrapassará o recorde de voo tripulado mais longo a partir da Terra</strong>, anteriormente estabelecido pela Apollo 13 em abril de 1970, durante seu retorno de emergência à Terra.</p><div class="texto-destacado"><strong>A espaçonave deverá bater o recorde às 14h56, horário do Brasil, e atingir sua distância máxima às 20h07min, um total de 406.777 km da Terra; a <em>Apollo 13</em> alcançou 400.171 km da Terra.</strong></div><p><strong>O período de observação lunar começará por volta das 15h45, horário local</strong>. O momento mais crítico ocorrerá quando a espaçonave passar atrás da Lua, resultando em aproximadamente 40 minutos sem comunicação com a Terra. Esse silêncio marcará a entrada visual no lado oculto da Lua, a partir das 19h44, horário do Brasil. Um minuto depois, a Terra passará atrás da Lua, da perspectiva de Orion.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/m3kR2KK8TEs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=m3kR2KK8TEs" id="m3kR2KK8TEs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Às 20h02 (hora Brasil), a Orion atinge seu ponto mais próximo da Lua, a 6.550 km acima de sua superfície. Cinco minutos depois (20h07 hora Brasil), a tripulação atinge sua maior distância da Terra durante a missão.</p><p><strong>A "saída da Terra" marca o momento em que a Terra se torna visível novamente no lado oculto da Lua, às 20h25 (Brasil)</strong>. Nesse momento, o Centro de Controle da Missão da NASA deve restabelecer a comunicação com os astronautas a bordo da espaçonave Orion.</p><p><strong> </strong></p><div class="texto-destacado"><strong>Entre 21h35 e 22h32 (horários do Brasil), o Sol passará atrás da Lua (eclipse) da perspectiva da tripulação em Orion. Às 22h20, as observações lunares serão concluídas.</strong></div><p><strong>Todo esse evento histórico poderá ser acompanhado ao vivo, minuto a minuto</strong>. A NASA transmitirá animações em tempo real baseadas em telemetria preditiva, culminando na esperada retomada das comunicações quando a Orion "reaparecer" triunfalmente. Você poderá assistir ao vivo na NASA TV, na plataforma NASA+ e nos canais oficiais de mídia social das agências parceiras (CSA e ESA).</p><h3><em><strong>Referências da notícia</strong></em></h3><p><em>“<a href="https://www.nasa.gov/blogs/missions/2026/04/05/artemis-ii-flight-day-5-correction-burn-complete/" target="_blank">Artemis II Flight Day 5: Correction Burn Complete</a>”. NASA. 5 de abril de 2026. <a href="https://www.google.com/search?q=https://www.nasa.gov/wp-content/uploads/2026/01/artemis-ii-press-kit.pdf"> </a></em></p><p><em>“<a href="https://www.nasa.gov/blogs/missions/2026/04/05/artemis-ii-flight-day-5-crew-demos-suits-readies-for-lunar-flyby/" target="_blank">Artemis II Flight Day 5: Crew Demos Suits, Readies for Lunar Flyby</a>”. NASA. 5 de abril de 2026. </em><a href="https://www.nasa.gov/blogs/missions/2026/04/05/artemis-ii-flight-day-5-crew-demos-suits-readies-for-lunar-flyby/"></a><em> </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-hoje-e-o-grande-dia-tripulacao-sobrevoara-o-lado-oculto-da-lua-e-estabelecera-um-recorde-de-voo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone pode ser mais intenso e trazer rajadas de mais de 100 km/h e agitação marítima; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-pode-ser-mais-intenso-e-trazer-rajadas-de-mais-de-100-km-h-e-agitacao-maritima-confira.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 20:38:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone e sua frente fria associada irão atuar sobre o país ao longo dos próximos dias, ocasionando tempestades com rajadas de vento de mais de 100 km/h e acumulados de chuva de até 100 mm, junto a raios e granizo.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Contagem regressiva para o frio: queda de temperatura começa amanhã</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4fv0g"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4fv0g.jpg" id="xa4fv0g"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre essa segunda-feira (6) e a terça-feira (7), um <strong>ciclone</strong> está se formando na América do Sul, com centro entre o Norte da Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Já nas próximas horas, o sistema e sua <strong>frente fria associada</strong> estarão ocasionando tempestades sobre o estado gaúcho.</p><div class="texto-destacado">Graças à essa situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu avisos para grande parte da região Sul, exceto o leste do Paraná. Há risco de chuvas de até 100 mm/dia e não se descarta a possibilidade de queda de granizo. </div><p>Os avisos do INMET ainda ressaltam que existe risco de cortes no fornecimento de <strong>energia elétrica</strong>, estragos em <strong>plantações</strong>, queda de <strong>árvores</strong>, <strong>enchentes</strong> em rios, <strong>alagamentos</strong> e <strong>deslizamentos</strong> de terra entre a segunda-feira (6) e a quarta-feira (8).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-pode-ser-mais-intenso-e-trazer-rajadas-de-mais-de-100-km-h-e-agitacao-maritima-confira-1775501553238.jpg" data-image="ev2h8gnuq3ne" alt="Previsão de rajadas de vento na quarta-feira de manhã." title="Previsão de rajadas de vento na quarta-feira de manhã."><figcaption>Previsão de rajadas de vento na quarta-feira de manhã mostra que os ventos nas regiões litorâneas do Rio Grande do Sul podem chegar a até 125 km/h, causando transtornos no litoral.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (8), conforme o ciclone se afasta em direção ao oceano, o sistema pode ocasionar <strong>rajadas intensas de vento</strong> no interior do estado gaúcho. Mesmo em cidades mais distantes do litoral, os ventos podem chegar a até <strong>90 km/h</strong>. Já nas regiões litorâneas em si, as rajadas podem chegar a até <strong>125 km/h</strong>, como é possível observar na imagem acima.</p><p>Os ventos intensos também podem atingir o litoral de Santa Catarina. Graças à essa situação, o INMET também emitiu <strong>avisos para o litoral</strong> de ambos os estados, onde há risco de uma intensificação significativa dos ventos, movimentando <strong>dunas de areia</strong> sobre construções na orla.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-pode-ser-mais-intenso-e-trazer-rajadas-de-mais-de-100-km-h-e-agitacao-maritima-confira-1775501588673.jpg" data-image="fr012d1atxy8" alt="Mapa de estado do mar no início da quinta-feira." title="Mapa de estado do mar no início da quinta-feira."><figcaption>Mapa de estado do mar no início da quinta-feira mostra condições de mar grosso a muito grosso na região ao leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, motivando alertas da Marinha.</figcaption></figure><p>Esse fenômeno também levou o <em>Centro de Hidrografia da Marinha</em> (<a href="https://www.marinha.mil.br/chm/" target="_blank">CHM</a>) a emitir diversos avisos para a região oceânica brasileira localizada ao leste da região Sul, em especial a área Alfa e área Sul Oceânica. Há avisos de<strong> vento forte</strong>, <strong>mar grosso / muito grosso</strong> e<strong> ressaca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-pode-ser-mais-intenso-e-trazer-rajadas-de-mais-de-100-km-h-e-agitacao-maritima-confira-1775501624072.jpg" data-image="rlm0zvinqfx4" alt="Mapa de acumulados totais de chuva até o final da sexta-feira." title="Mapa de acumulados totais de chuva até o final da sexta-feira."><figcaption>Mapa de acumulados totais de chuva até o final da sexta-feira mostra que os volumes de chuva podem chegar a 100 mm em diversos pontos do RS, SC e oeste do PR ao longo da semana.</figcaption></figure><p>Enquanto isso, em terra firme, as chuvas até o final da quarta-feira ocasionarão <strong>acumulados de 100 mm</strong>, como é possível observar na imagem acima. Destaque para o Rio Grande do Sul, o litoral de Santa Catarina e o oeste do Paraná, que serão as <strong>regiões mais afetadas pela chuva</strong> ao longo dos próximos dias.</p><h2>O que fazer em caso de mau tempo? </h2><p>Caso tempestades atinjam o seu município, <strong>sempre evite enfrentar o mau tempo</strong> e fique atento às <strong>recomendações</strong> para evitar enfrentar transtornos ainda maiores:</p><ul><li>Em caso de<strong> rajadas de vento</strong>, não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda de galhos. Além disso, não estacione veículos em locais próximos a torres de transmissão e placas altas, pois também há risco de quedas.</li><li>Durante uma <strong>tempestade com raios</strong>, evite abrigar-se em construções pequenas como celeiros, tendas, quiosques e locais próximos à árvores, linhas de telefone e energia elétrica. Todos estes locais atraem raios e podem se tornar fatais.</li><li>Se você <strong>estiver em casa,</strong> tente não utilizar aparelhos conectados à rede elétrica, pois eles podem conduzir a eletricidade e te ferir caso um raio atinja a região. Se possível, desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.</li><li><strong>Não</strong><strong> enfrente </strong>de maneira alguma a <strong>correnteza de água</strong> e <strong>áreas inundadas</strong>, pois até mesmo poucos centímetros de água são capazes de arrastar veículos dependendo da intensidade da correnteza.</li><li>Fique atento à<strong> alterações em encostas</strong> e evite transitar em áreas de risco para não ser pego por deslizamentos de terra, a segunda maior causa de fatalidades após as enxurradas.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762472" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar.html" title="Contagem regressiva para o frio: queda de temperatura começa amanhã; saiba o que esperar">Contagem regressiva para o frio: queda de temperatura começa amanhã; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar.html" title="Contagem regressiva para o frio: queda de temperatura começa amanhã; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar-1775476354009_320.png" alt="Contagem regressiva para o frio: queda de temperatura começa amanhã; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>Por fim, não deixe de conferir as<strong> previsões do tempo específicas para a sua cidade</strong>, que estão disponíveis aqui no nosso portal. Assim você evita ser pego de surpresa pelo mau tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-pode-ser-mais-intenso-e-trazer-rajadas-de-mais-de-100-km-h-e-agitacao-maritima-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Risco de tempestades aumenta com ciclone nesta terça, 7; estes são os estados em alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/risco-de-tempestades-aumenta-com-ciclone-nesta-terca-7-estes-sao-os-estados-em-alerta.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 19:41:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o feriado da Páscoa, a formação de um ciclone trará alertas para chuvas intensas e aumento nos riscos de tempestades sobre o Brasil. Vários estados vão ficar em atenção nesta terça-feira</p><ul><li>Veja mais: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/confirmado-ciclogenese-vai-se-formar-e-traz-risco-de-tempo-severo-nas-proximas-horas.html" target="_blank">Confirmado! Ciclogênese vai se formar e traz risco de tempo severo nas próximas horas</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4f446"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4f446.jpg" id="xa4f446"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>semana começa agitada</strong> sobre a <strong>América do Sul</strong>, especialmente sobre o <strong>Sul do Brasil</strong>. Nesta <strong>segunda-feira (6)</strong>, o processo de formação de um <strong>novo ciclone</strong> se inicia e perdura até <strong>terça-feira (7)</strong>. Contudo, durante este período, as <strong>instabilidades ganham força</strong> e aumentam os <strong>riscos de tempestades</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal de Whatsapp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Nesta <strong>terça-feira (7)</strong>, alguns estados ficarão em <strong>alerta para chances de chuvas intensas</strong>, que podem vir acompanhadas de <strong>trovoadas</strong>, <strong>descargas elétricas</strong> e <strong>rajadas de vento</strong>. A previsão indica <strong>velocidades próximas a 100 km/h</strong> em alguns pontos. </p><p>Desta maneira, <strong>quatro estados do centro-sul do Brasil</strong> devem ficar em <strong>alerta</strong> devido à <strong>atuação do ciclone extratropical</strong>. Confira o mapa divulgado pelo <strong><em><a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).</a></em></strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-tempestades-aumenta-com-ciclone-nesta-terca-7-estes-sao-os-estados-em-alerta-1775486075662.jpg" data-image="zw49aw96l9rz" alt="Mapa de alertas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)." title="Mapa de alertas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)."><figcaption>Mapa de alertas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).</figcaption></figure><p>A seguir, veja a <strong>previsão do tempo com mais detalhes</strong> e informações para esta <strong>terça-feira (7)</strong>.</p><h2>Ciclone extratropical aumenta chances de tempestades</h2><p>Um novo <strong>ciclone extratropical</strong> começa a se formar nesta <strong>segunda-feira (6)</strong> entre <strong>Argentina, Uruguai e Brasil</strong>. O sistema provoca o <strong>aumento dos riscos de chuvas intensas</strong> e <strong>tempestades severas</strong> sobre o <strong>centro-sul do Brasil</strong> já ao longo desta <strong>terça-feira (7)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-tempestades-aumenta-com-ciclone-nesta-terca-7-estes-sao-os-estados-em-alerta-1775486392815.jpg" data-image="fdex9ijxa0ly" alt="Mapa de densidade de raios para esta manhã sobre o centro-sul do Brasil." title="Mapa de densidade de raios para esta manhã sobre o centro-sul do Brasil."><figcaption>Mapa de densidade de raios para esta manhã de terça (7) sobre o centro-sul do Brasil. Mapa mostra áreas com maiores chances de tempestades.</figcaption></figure><p>As <strong>primeiras horas do dia</strong> serão de <strong>tempo fechado</strong> e com <strong>previsão de chuvas fortes</strong> sobre a região da <strong>Campanha Gaúcha</strong>. Há <strong>riscos de tempestades</strong>, com presença de <strong>descargas elétricas</strong> e <strong>rajadas de vento de até 50 km/h</strong>.</p><p>Conforme as <strong>horas passam</strong>, o <strong>ciclone extratropical</strong> se <strong>consolida</strong> e reforça suas características, trazendo <strong>instabilidades</strong> para boa parte do <strong>Rio Grande do Sul</strong>. Até o <strong>final da manhã</strong>, áreas de <strong>Santa Catarina</strong>, <strong>Paraná</strong> e <strong>Mato Grosso do Sul</strong> estarão sob a presença de <strong>nuvens carregadas</strong> e possibilidade de <strong>pancadas de chuva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-tempestades-aumenta-com-ciclone-nesta-terca-7-estes-sao-os-estados-em-alerta-1775486453657.jpg" data-image="bog6gzmbl4uv" alt="Mapa com pressão a nível médio do mar, nebulosidade e chuva." title="Mapa com pressão a nível médio do mar, nebulosidade e chuva."><figcaption>Mapa com pressão a nível médio do mar, nebulosidade e chuva para a tarde de terça-feira (7). Áreas em tons mais escuros indicam chuvas fortes e intensas sobre o interior gaúcho e oeste do MS. </figcaption></figure><p>Durante a <strong>tarde</strong>, o <strong>ciclone avança em direção ao Oceano Atlântico</strong>, mas favorece a formação de um <strong>corredor de umidade</strong>, que aumenta as <strong>instabilidades</strong> sobre o <strong>centro-sul do Brasil</strong>. Há <strong>riscos de chuvas intensas</strong> e <strong>tempestades severas</strong>, com potencial para granizo, especialmente sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>.</p><p>No <strong>estado gaúcho</strong>, as <strong>chuvas intensas</strong> estão previstas para o <strong>noroeste, sul e leste</strong> do estado, afetando inclusive a <strong>capital Porto Alegre (RS)</strong> e com <strong>potencial para gerar transtornos</strong>, como <strong>pontos de alagamentos</strong> e <strong>queda de árvores</strong>. O mesmo pode ocorrer em <strong>Santa Maria (RS)</strong>, <strong>Pelotas</strong> e na região de <strong>Palmeiras das Missões (RS)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-tempestades-aumenta-com-ciclone-nesta-terca-7-estes-sao-os-estados-em-alerta-1775486409186.jpg" data-image="jis5oxxku4np" alt="Probabilidade de chuva durante a tarde de terça-feira (7)." title="Probabilidade de chuva durante a tarde de terça-feira (7)."><figcaption>Probabilidade de chuva durante a tarde de terça-feira (7), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Outros estados também estão na <strong>lista de alerta</strong> devido ao aumento das <strong>instabilidades provocadas pelo ciclone na costa</strong>, como <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, <strong>Paraná</strong> e <strong>Santa Catarina</strong>. Nesta <strong>terça-feira (7)</strong>, as <strong>chuvas serão fortes</strong> no <strong>oeste catarinense</strong> e em parte do <strong>centro-oeste do Paraná</strong>. Já no <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, estão previstas <strong>chuvas intensas</strong> sobre a <strong>porção oeste do estado</strong>.</p><p>O <strong>acumulado de chuva</strong> até o final desta <strong>terça-feira (7)</strong> será <strong>muito elevado em áreas pontuais do Rio Grande do Sul</strong>. Na <strong>divisa com o Uruguai</strong>, o acumulado pode alcançar <strong>100 mm</strong>, enquanto nas demais áreas, mais afastadas do território uruguaio, os volumes variam entre <strong>30 e 50 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-tempestades-aumenta-com-ciclone-nesta-terca-7-estes-sao-os-estados-em-alerta-1775486433055.jpg" data-image="jq0w458ql1ue" alt="Precipitação acumulada até o final desta terça-feira (7)." title="Precipitação acumulada até o final desta terça-feira (7)."><figcaption>Precipitação acumulada até o final desta terça-feira (7). Áreas do extremo sul do Rio Grande do Sul, tem previsão de grandes acumulados.</figcaption></figure><p>Em <strong>Porto Alegre (RS)</strong>, a previsão é de <strong>32 mm</strong>, e de <strong>54 mm em Uruguaiana (RS), </strong>outros pontos da Região Sul terão volumes de chuva moderados, caso de Florianópolis, com 52 mm e Joinville com 38 mm..</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/risco-de-tempestades-aumenta-com-ciclone-nesta-terca-7-estes-sao-os-estados-em-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte em SC provoca resgate de 16 pessoas no Monte Crista e alagamentos em Blumenau; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-em-sc-provoca-resgate-de-16-pessoas-no-monte-crista-e-alagamentos-em-blumenau-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 18:26:28 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Trilheiros ficaram presos no Monte Crista em Garuva e moradores de Blumenau enfrentaram inundações após uma forte instabilidade climática atingir o estado catarinense durante o fim de semana.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-em-sc-provoca-resgate-de-16-pessoas-no-monte-crista-e-alagamentos-em-bairros-de-blumenau-veja-imagens-1775484548757.jpg" data-image="2idqe5x2rv9v" alt="Moradores de Blumenau enfrentaram ruas cobertas pela água no último final de semana. Foto: @santacatarinaemfotosbr/ Reprodução" title="Moradores de Blumenau enfrentaram ruas cobertas pela água no último final de semana. Foto: @santacatarinaemfotosbr/ Reprodução"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-609418">Moradores de Blumenau enfrentaram ruas cobertas pela água no último final de semana. Foto: @santacatarinaemfotosbr/ Reprodução</figcaption></figure><p>Uma frente fria acompanhada de áreas de instabilidade atmosférica provocou<strong> </strong>chuvas intensas em diversas regiões de Santa Catarina durante o<strong> último domingo</strong> <strong>(5)</strong>. Em Garuva, a mudança repentina nas condições do tempo resultou no <strong>isolamento de 16 pessoas e um cachorro na região do Monte Crista.</strong></p><p>Simultaneamente, <strong>a cidade de Blumenau enfrentou alagamentos severos</strong> após registrar elevados acumulados de precipitação em um curto intervalo. O cenário <strong>mobilizou equipes de socorro e a Defesa Civil</strong>, que permanece monitorando áreas com risco elevado de deslizamentos de terra no município.</p><h2>Resgate complexo mobiliza bombeiros e GRM no monte Crista</h2><p><strong>A operação de socorro em Garuva teve início por volta das 15h45min,</strong> quando o Corpo de Bombeiros Militar e o Grupo de Resgate em Montanha (GRM) foram acionados. O grupo, composto por 14 trilheiros que iniciaram o percurso pelo Pico Araçatuba e dois corredores, <strong>ficou retido devido à elevação do nível do rio.</strong></p><p>De acordo com o coordenador da atividade, houve uma verificação prévia da previsão meteorológica, que indicava tempo estável para o dia. No entanto, <strong>o clima sofreu uma alteração drástica, impedindo a travessia segura de retorno</strong> dos esportistas pelo caminho original.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-em-sc-provoca-resgate-de-16-pessoas-no-monte-crista-e-alagamentos-em-bairros-de-blumenau-veja-imagens-1775484367186.jpg" data-image="f442ys39l2rr" alt="Bombeiros e o Grupo de Resgate em Montanha atuaram no isolamento ocorrido em Garuva. Foto: CBMSC/ Divulgação" title="Bombeiros e o Grupo de Resgate em Montanha atuaram no isolamento ocorrido em Garuva. Foto: CBMSC/ Divulgação"><figcaption>Bombeiros e o Grupo de Resgate em Montanha atuaram no isolamento ocorrido em Garuva. Foto: CBMSC/ Divulgação </figcaption></figure><p>Para realizar a retirada, <strong>as equipes utilizaram um cabo de aço já existente na estrutura do local</strong> para montar um sistema de transposição conhecido como "vai e vem". Cada pessoa utilizou equipamentos de proteção individual, <strong>incluindo capacetes e coletes salva-vidas</strong>, sendo transportada individualmente sobre as águas agitadas do rio.</p><p><strong>O cachorro que acompanhava o grupo também foi resgatado com segurança,</strong> utilizando uma coleira apropriada fixada à cadeirinha de salvamento junto ao seu tutor. Após o procedimento, todos os envolvidos foram avaliados por equipes de saúde, que não detectaram casos de hipotermia, registrando apenas uma entorse de punho.</p><h2>Alagamentos e alerta máximo para deslizamentos em Blumenau</h2><p><strong>No Vale do Itajaí, o município de Blumenau registrou sérios transtornos</strong> causados pelo grande volume de água acumulado em apenas 12 horas. O bairro Itoupavazinha foi o mais atingido, com a marca de <strong>145,2 mm de chuva</strong>, resultando em ruas alagadas e invasão de água em residências.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Chuva atinge Blumenau e causa alagamentos<br><br>Vídeo: Wilson Pires/Reprodução <a href="https://t.co/xAR4KII37C">pic.twitter.com/xAR4KII37C</a></p>— SCC10 (@scc10oficial) <a href="https://twitter.com/scc10oficial/status/2041139690569408840?ref_src=twsrc%5Etfw">April 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Imagens compartilhadas por moradores mostram veículos submersos e o trânsito comprometido em diversas vias arteriais da cidade. Além da Itoupavazinha, outras estações de monitoramento registraram volumes significativos, como <strong>os bairros Araranguá, com 79 mm, e a região da Ponte Adolfo Konder, que atingiu 69 mm.</strong></p><p>Diante da saturação do solo, a Defesa Civil emitiu um estado de alerta máximo para o risco de deslizamentos de terra.<strong> </strong>Essa medida abrange principalmente<strong> as regiões Central, Norte e Sul do território blumenauense</strong>, enquanto os setores Leste e Oeste permanecem sob vigilância constante das autoridades competentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762007" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-interior-de-goias-alaga-rodovia-e-deixa-dez-passageiros-presos-em-onibus.html" title="Temporal no interior de Goiás alaga rodovia e deixa dez passageiros presos em ônibus">Temporal no interior de Goiás alaga rodovia e deixa dez passageiros presos em ônibus</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-interior-de-goias-alaga-rodovia-e-deixa-dez-passageiros-presos-em-onibus.html" title="Temporal no interior de Goiás alaga rodovia e deixa dez passageiros presos em ônibus"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-interior-de-goias-alaga-rodovia-e-deixa-dez-passageiros-presos-em-onibus-veja-imagens-1775141116347_320.jpg" alt="Temporal no interior de Goiás alaga rodovia e deixa dez passageiros presos em ônibus"></a></article></aside><p>Embora o Rio Itajaí-Açu apresentasse um nível de 1,16 metro, considerado dentro da normalidade, <strong>a previsão ainda indica a possibilidade de chuvas isoladas</strong>. A recomendação aos moradores é manter a atenção aos avisos oficiais, especialmente em áreas de encosta onde a instabilidade do terreno é maior.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/apos-chuva-forte-16-pessoas-e-um-cachorro-ficam-presos-em-trilha-no-monte-crista">Após chuva forte, 16 pessoas e um cachorro ficam presos em trilha no Monte Crista.</a> 06 de abril, 2026.</em></p><p><em><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/chuva-intensa-em-curto-periodo-alaga-ruas-e-bairro-de-blumenau-registra-145-mm-em-12-horas">Chuva intensa em curto período alaga ruas e bairro de Blumenau registra 145 mm em 12 horas.</a> 05 de abril, 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-em-sc-provoca-resgate-de-16-pessoas-no-monte-crista-e-alagamentos-em-blumenau-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Contagem regressiva para o frio: queda de temperatura começa amanhã; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 14:13:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar frio começa a avançar nesta terça-feira (7) e se espalha pelo centro-sul do país ao longo da semana.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-impulsiona-ar-frio-e-traz-alertas-de-rajadas-de-100-km-h-previsao.html" target="_blank">Ciclone extratropical impulsiona ar frio e traz alertas de rajadas de 100 km/h </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4emte"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4emte.jpg" id="xa4emte"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O início da semana será de muita instabilidade sobre o Sul do Brasil. Entre <strong>segunda (6) e terça-feira (7</strong>) o processo de formação de um<strong> ciclone extratropical</strong> irá fortalecer <strong>tempestades</strong> sobre a região. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Conforme a<strong> frente fria </strong>associada ao ciclone <strong>avança</strong> sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste, a <strong>massa de ar frio </strong>na retaguarda do sistema <strong>começa a se espalhar.</strong> A sensação de frio deve ser mais restrita às manhãs e noites, com mínimas abaixo de <strong>10°C</strong> até sexta-feira (10). Confira os detalhes.</p><h2>Massa de ar frio chega nesta terça-feira (7)</h2><p>A <strong>massa de ar frio </strong>associada a passagem da frente fria começa a adentrar o território brasileiro pelo<strong> Oeste do Rio Grande do Sul</strong> ao longo da <strong>terça-feira (7).</strong> As <strong>temperaturas</strong> máximas serão <strong>amenas</strong> em toda a metade oeste do estado gaúcho, com valores entre 22°C e 24°C, e as temperaturas<strong> continuam diminuindo até à noite.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar-1775475976786.png" data-image="i03557utn4i4" alt="Previsão de temperatura na noite de terça-feira (7), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura na noite de terça-feira (7), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura na noite de terça-feira (7), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Diversas cidades irão experimentar o que chama-se popularmente de<strong> “mínima invertida”</strong>, quando os menores valores do dia são registrados à tarde ou à noite, e não de manhã, como normalmente acontece. Sobre o Rio Grande do Sul, a temperatura na <strong>noite</strong> de<strong> terça-feira (7)</strong> pode alcançar<strong> 16°C</strong> em diversas áreas.</p><h2>Frio se espalha pelo centro-sul até o fim da semana</h2><p>Entre<strong> quarta (8) e sexta-feira (10) </strong>as temperaturas continuam diminuindo, especialmente as mínimas, e o<strong> frio avança até o Centro-Oeste e o Sudeste</strong>. As <strong>noites</strong> e as <strong>manhãs</strong> serão mais <strong>frias</strong>, enquanto durante a tarde a sensação de calor pode voltar, trazendo dias com uma amplitude térmica maior, característica das estações de transição como o outono.</p><div class="texto-destacado">Na quinta-feira (9) as temperaturas devem alcançar 10°C nas Serras Gaúcha e Catarinense e também no centro-sul do Paraná. </div><p>Nos três estados do <strong>Sul</strong> e no <strong>sul</strong> do <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, as <strong>mínimas</strong> previstas estão <strong>abaixo de 15°C</strong>. No noroeste do Paraná isso representa um desvio (anomalia) de<strong> 7°C abaixo da média.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar-1775476003367.png" data-image="nprvmc1emgrj" alt="Previsão de anomalia de temperatura mínima nesta quinta-feira (9), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura mínima nesta quinta-feira (9), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura mínima nesta quinta-feira (9), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira (10)</strong>, enquanto a massa de<strong> ar frio alcança</strong> o estado de <strong>São Paulo</strong>, trazendo mínima de<strong> 16°C</strong> para a<strong> capital paulista</strong>, as <strong>Serras Gaúcha e Catarinense</strong> têm previsão de mínimas em torno de <strong>7°C</strong>. Quando corrigimos o modelo, as mínimas podem alcançar cerca de <strong>4°C</strong> nestas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar-1775476086852.png" data-image="74gxecga2ojf" alt="Previsão de temperatura mínima nesta sexta-feira (10), de acordo com o EMCWF." title="Previsão de temperatura mínima nesta sexta-feira (10), de acordo com o EMCWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima nesta sexta-feira (10), de acordo com o EMCWF.</figcaption></figure><p>Porém, a rodada atual do modelo ECMWF indica que o <strong>amanhecer</strong> será com bastante <strong>nebulosidade</strong> na faixa leste das regiões Sul e Sudeste, o que <strong>desfavorece</strong> a formação de <strong>geada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/contagem-regressiva-para-o-frio-queda-de-temperatura-comeca-amanha-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gastronomia da Idade da Pedra: o que as pessoas comiam há 8000 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/gastronomia-da-idade-da-pedra-eis-o-que-as-pessoas-comiam-ha-8000-anos.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Caçadores, coletores, mas também verdadeiros cozinheiros: na Idade da Pedra, os humanos já eram capazes de combinar ingredientes para criar receitas complexas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-cucina-nell-eta-della-pietra-ecco-cosa-si-mangiava-8000-anni-fa-1773681312455.jpg" data-image="sxvidnmigczu" alt="Arqueologia" title="Arqueologia"><figcaption>Um sítio neolítico em Karahan Tepe, Turquia.</figcaption></figure><p>No imaginário coletivo, os humanos da Idade da Pedra não tinham uma dieta muito variada, muito menos uma gastronomia complexa ou sofisticada. A ideia de que o homem pré-histórico comia carne, peixe e talvez alguma fruta é familiar a todos, mas novos estudos arqueológicos estão a revelar <strong>uma realidade diferente</strong>.</p><p>A arqueobotânica Lara González Carretero, da Universidade de York, em colaboração com uma equipe internacional, analisou várias dezenas de fragmentos de cerâmica datados do <strong>sexto ao terceiro milénio a.C</strong>.</p><p>Graças aos restos de alimentos encontrados nos cacos, a equipe conseguiu reconstituir os pormenores de uma dieta muito mais variada do que se pensava.</p><h2>Comidas favoritas na Idade da Pedra</h2><p>O estudo, publicado na revista Plos One, centra-se em oitenta e cinco fragmentos de artefatos que eram originalmente recipientes e, na maioria dos casos, <strong>vasos</strong>, encontrados em treze sítios arqueológicos diferentes, entre a <strong>Dinamarca</strong> e o oeste da Rússia.</p><p>Os fragmentos contêm restos de alimentos queimados, como <strong>carne, peixe, ervas e frutas</strong>, que datam de há vários milénios. As análises químicas revelam que estes ingredientes eram numerosos e variados, incluindo <strong>leguminosas, raízes e bagas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-cucina-nell-eta-della-pietra-ecco-cosa-si-mangiava-8000-anni-fa-1773681423210.jpg" data-image="xgxbxygwzobp" alt="cocina prehistórica" title="cocina prehistórica"><figcaption>As bagas de Viburnum (folhado ou louro-silvestre) eram frequentemente utilizadas pelas populações da costa báltica.</figcaption></figure><p>Aparentemente<strong> os peixes de água doce</strong> constituíam a base da dieta pré-histórica, temperada e acompanhada por ingredientes cuidadosamente selecionados e combinados. Os acompanhamentos consistiam em legumes facilmente disponíveis, como beterraba, bagas de viburnum, folhas de farinheira e raízes.</p><p>Graças às cópias das panelas, foi também possível recriar algumas destas receitas em laboratório para obter novos resíduos que pudessem ser comparados com os antigos.</p><h2>Receitas "regionais"</h2><p>O estudo mostra que os povos da Idade da Pedra não se limitavam a caçar animais ou a colher ervas ao acaso. A combinação de diferentes ingredientes tinha certamente como objetivo <strong>melhorar o sabor </strong>dos alimentos, mas provavelmente também <strong>aumentar o seu valor nutricional</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os nossos antepassados conheciam bem as plantas das regiões que habitavam, tendo mesmo desenvolvido uma espécie de <strong>cozinha regional, de proximidade</strong>, que variava de um território para outro.</div><p>Na cozinha dinamarquesa utilizavam-se tubérculos, raízes e até <strong>produtos lácteos</strong>; na Europa Oriental, entre a Polónia e a Ucrânia, mas também ao longo da costa do Báltico, preferiam-se <strong>as bagas de viburnum</strong>, tal como ainda acontece por vezes na cozinha tradicional atual.</p><p><strong>As ervas silvestres, as sementes e os legumes</strong> eram os ingredientes preferidos para acompanhar o peixe nas zonas fronteiriças entre a Ucrânia e a Rússia. <strong>O amaranto</strong> era popular no centro da Rússia.</p><h2>A gastronomia como expressão cultural</h2><p>A introdução da <strong>cerâmica</strong>, que ocorreu entre o sétimo e o quinto milénio a.C., contribuiu provavelmente para o desenvolvimento de um sistema alimentar variado, graças à possibilidade de cozinhar e misturar alimentos de formas que teriam sido impossíveis com uma simples chama aberta.</p><p>Estas descobertas mostram que, mesmo nos tempos antigos, as pessoas não comiam apenas para sobreviver. <strong>Os sabores</strong> também eram importantes e os métodos de preparação eram escolhidos de acordo com os alimentos disponíveis. Parece que os seres humanos tinham mesmo adquirido o conhecimento para neutralizar a <strong>toxicidade ligeira</strong> de algumas plantas através da cozedura.</p><p>Todos estes conhecimentos eram evidentemente o resultado de longas <strong>experiências</strong> e eram <strong>transmitidos</strong> de geração em geração. O conceito de gastronomia como <strong>expressão da cultura </strong>de comunidades individuais é, portanto, muito mais antigo do que se pensava.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Sam Peters - <a href="https://edition.cnn.com/2026/03/09/science/stone-age-cooks-menu-pottery-scli-intl" target="_blank">¿Qué comían los cocineros de la Edad de Piedra? Los resultados son sorprendentes</a>. CNN (2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/gastronomia-da-idade-da-pedra-eis-o-que-as-pessoas-comiam-ha-8000-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Missões Chang’e: como o avanço da China está mudando a corrida espacial]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/missoes-chang-e-como-o-avanco-da-china-esta-mudando-a-corrida-espacial.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O programa Chang'e está posicionando a China como um dos principais protagonistas na nova corrida espacial rumo à Lua.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/missoes-chang-e-como-o-avanco-da-china-esta-mudando-a-corrida-espacial-1775416514585.png" data-image="w6pfqxttfg8b" alt="A China desponta como uma das protagonistas da nova corrida espacial, com planos de levar humanos ao solo da Lua nas próximas décadas. Crédito: CSNA" title="A China desponta como uma das protagonistas da nova corrida espacial, com planos de levar humanos ao solo da Lua nas próximas décadas. Crédito: CSNA"><figcaption>A China desponta como uma das protagonistas da nova corrida espacial, com planos de levar humanos ao solo da Lua nas próximas décadas. Crédito: CSNA</figcaption></figure><p><strong>A nova corrida espacial está sendo marcada pela expectativa de retornar a humanidade até à Lua com foco de missões dos Estados Unidos e da China.</strong> Recentemente, o lançamento da Artemis II ganhou bastante mídia por ser a primeira missão a retornar os humanos até a proximidade da Lua desde o fim das missões Apollo. Essa foi a segunda missão da NASA e representou mais um passo dos Estados Unidos em busca de colocar humanos no solo lunar mais uma vez. </p><p>Paralelamente, a China tem consolidado seu avanço por meio das missões Chang'e, que já demonstrou capacidades em exploração robótica lunar. <strong>Missões como a Chang'e 6 conseguiram coletar e retornar amostras da superfície lunar para a Terra.</strong> Esses resultados estão colocando o país em um estágio avançado para a preparação para missões tripuladas. O planejamento atual prevê o envio de astronautas à superfície da Lua até 2030. Essa meta inclui também a construção de uma infraestrutura lunar que permita uma presença contínua.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-fixa-2028-como-data-para-a-colonizacao-da-lua-plano-de-20-mil-milhoes-e-uma-base-lunar-permanente.html" title="NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente">NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-fixa-2028-como-data-para-a-colonizacao-da-lua-plano-de-20-mil-milhoes-e-uma-base-lunar-permanente.html" title="NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-marca-2028-como-fecha-para-colonizar-la-luna-un-plan-de-20-000-millones-y-una-base-lunar-permanente-1774721297284_320.jpeg" alt="NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente"></a></article></aside><p>As missões já realizadas pela China forneceram dados detalhados sobre a composição, geologia e condições ambientais da Lua que serão fundamentais para a presença humana no satélite. <strong>As próximas etapas, incluindo Chang'e 7 e Chang'e 8, devem focar no teste de tecnologias para suporte à vida</strong>, utilização de recursos locais e a construção de infraestrutura. Com isso, a China já está sendo uma das protagonistas da nova corrida espacial. </p><h2>Missões Chang’e</h2><p>O programa Chang'e é composto por uma sequência de missões que estruturam a estratégia da China para exploração da Lua. <strong>As primeiras missões, como Chang'e 1 e Chang'e 2, tiveram como foco o mapeamento orbital, permitindo caracterizar a topografia e selecionar regiões de interesse. </strong>Em seguida, a Chang'e 3 marcou o primeiro pouso suave automatizado do programa, levando um rover para exploração da superfície. Já a Chang'e 4 representou um marco ao realizar o primeiro pouso controlado no lado oculto da Lua.</p><div class="texto-destacado">A China foi o primeiro país a retornar amostras desde a 1976, sendo o terceiro país na história, junto com Estados Unidos e União Soviética, a conseguir retornar amostras lunares.</div><p><strong>Na sequência, as missões Chang'e 5 e Chang'e 6 envolveram operações envolvendo pouso, coleta e retorno.</strong> O histórico do programa mostra que a China já domina pousos automatizados e não tripulados na superfície lunar, além de operações com rovers e sistemas de comunicação. Esse conjunto de missões estabeleceu uma base sólida para os próximos passos, que envolvem exploração e preparação para presença humana. </p><h2>Retorno de amostras lunares</h2><p>A missão Chang'e 5 marcou um avanço na exploração da Lua ao coletar e retornar amostras lunares em um só sistema. <strong>O sistema envolveu módulos de pouso, serviço e reentrada, extraindo material da superfície lunar e transportando de volta à Terra. </strong>Durante a missão, foram coletadas amostras de regolito por perfuração e escavação que foram transferidas para um módulo no solo. Esse módulo realizou uma decolagem direto da Lua e acoplou com o módulo de retorno que estava em órbita.</p><p>Os materiais retornados pela Chang'e 5 permitiram analisar detalhadamento a composição geoquímica e a evolução térmica da Lua. <strong>Esses dados refinaram os modelos que descreve a evolução da Lua e como foi o histórico de atividade vulcânica. </strong>A capacidade de retorno de amostras foi importante para poder estudá-las mais detalhadamente, algo que seria impossível se dependesse apenas de sondas no solo lunar. </p><h2>As próximas missões</h2><p>As próximas etapas do programa Chang'e incluem as missões Chang'e 7 e Chang'e 8. <strong>A Chang’e 7 deverá realizar estudos detalhados das regiões polares, incluindo a busca por gelo de água e hélio-3. </strong>Já a Chang’e 8 terá como foco a validação de tecnologias de utilização de recursos in situ, como produção de materiais e suporte à construção da infraestrutura. Assim, o programa começa a preparar terreno para as missões tripuladas que devem acontecer até 2030.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/missoes-chang-e-como-o-avanco-da-china-esta-mudando-a-corrida-espacial-1775416503915.png" data-image="ntwtkhfjhna2" alt="O programa Chang'e tem avançado e consolidando capacidades tecnológicas essenciais para a exploração e futura presença humana na Lua. Crédito: ESA" title="O programa Chang'e tem avançado e consolidando capacidades tecnológicas essenciais para a exploração e futura presença humana na Lua. Crédito: ESA"><figcaption>O programa Chang'e tem avançado e consolidando capacidades tecnológicas essenciais para a exploração e futura presença humana na Lua. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>A meta de 2030 depende da integração de sistemas, incluindo veículos de lançamento, módulos de pouso e suporte à vida. <strong>O avanço das missões Chang’e reduz riscos e permite validar as tecnologias em ambiente real. </strong>Há, também, os planos para a construção de uma base internacional de pesquisa lunar. A concretização dessas metas posicionaria a China como um dos principais protagonistas mundiais na exploração espacial do século XXI. </p><h2>Corrida espacial</h2><p>Isso porque a atual corrida espacial entre Estados Unidos e China está com o foco de retornar humanos à Lua até aproximadamente 2030. <strong>No caso norte-americano, o programa Artemis já está na sua segunda missão que levou humanos até a proximidade da Lua. </strong>Em paralelo, a China avança com o programa Chang'e que já mostrou as capacidades robóticas e vem preparando o terreno para missões humanas.</p><p>Ambas as nações estão investindo em tecnologias, como sistemas de pouso, suporte à vida e operações em ambiente cislunar. <strong>Além do aspecto tecnológico, essa corrida possui uma componente geopolítica. </strong>O retorno à Lua é visto como um passo intermediário para futuras missões a Marte e exploração do espaço. Com isso, a meta de estabelecer presença humana até 2030 representa também um indicador de liderança na exploração espacial.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/missoes-chang-e-como-o-avanco-da-china-esta-mudando-a-corrida-espacial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html</link><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Após anos de estudos, especialistas brasileiros redefinem critérios do relevo e confirmam a existência de montanhas no país, inclusive na Amazônia, com impactos para ciência, turismo e prevenção de desastres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas-1775421898137.jpg" data-image="9b1lkba051j4" alt="Vita a partir de ponto próximo ao topo do pico da Neblina, no Parque Nacional do Pico da Neblina, Amazonas | Foto: Fabio Colombini / Reprodução Revista Pesquisa Fapesp" title="Vita a partir de ponto próximo ao topo do pico da Neblina, no Parque Nacional do Pico da Neblina, Amazonas | Foto: Fabio Colombini / Reprodução Revista Pesquisa Fapesp"><figcaption>Vista a partir de ponto próximo ao topo do pico da Neblina, no Parque Nacional do Pico da Neblina, Amazonas. Crédito: Fabio Colombini / Reprodução Revista Pesquisa Fapesp</figcaption></figure><p>Depois de décadas de controvérsia,<strong> o Brasil passa a reconhecer oficialmente que possui montanhas</strong> em seu território, incluindo <strong>regiões da Amazônia.</strong> A conclusão é resultado de seis anos de estudos conduzidos por geógrafos e geólogos, com coordenação do<strong> Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</strong></p><p>O debate histórico girava em torno da definição do que caracteriza uma montanha. Apesar de<strong> o país abrigar picos com quase 3 mil metros de altitude</strong>, muitos especialistas consideravam que faltavam critérios claros para classificá-los como tal.</p><p>Com base em análises de campo, revisão de mapas e critérios internacionais, os pesquisadores chegaram a um consenso: <strong>o Brasil tem, sim, montanhas, distribuídas em pelo menos 14 estados, de Norte a Sul.</strong></p><h2>Novos critérios mudam classificação do relevo</h2><p>A redefinição estabelece que<strong> montanhas são formas de relevo com pelo menos 300 metros de desnível</strong> em relação ao entorno, encostas íngremes e topos mais agudos. Esse novo enquadramento levou à reclassificação de diversas áreas antes consideradas planaltos ou outras formações.</p><div class="texto-destacado">Regiões tradicionais, como as serras do Mar, da Mantiqueira e do Espinhaço, já eram reconhecidas por suas elevações. No entanto, áreas urbanas e até regiões amazônicas passaram a integrar essa categoria após análises mais detalhadas.</div><p><strong>Nem toda grande altitude, porém, define uma montanha. </strong>O monte Roraima, por exemplo, foi mantido como planalto devido ao topo plano. Da mesma forma, morros isolados e elevações urbanas não entram na nova classificação.</p><h2>Impactos vão além da geografia</h2><p>O reconhecimento das montanhas brasileiras tem<strong> implicações diretas em políticas públicas.</strong> Especialistas apontam que a nova classificação pode fortalecer ações de conservação ambiental e incentivar o turismo em regiões de grande valor paisagístico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas-1775422186452.jpg" data-image="ueqbi0xdf7a5" alt="Maciço do Urucum, MS | Foto: Ranimiro Lotufo Neto / Getty Images / Reprodução Revista Pesquisa Fapesp" title="Maciço do Urucum, MS | Foto: Ranimiro Lotufo Neto / Getty Images / Reprodução Revista Pesquisa Fapesp"><figcaption>Maciço do Urucum, MS. Crédito: Ranimiro Lotufo Neto / Getty Images / Reprodução Revista Pesquisa Fapesp</figcaption></figure><p>Além disso, a mudança reforça <strong>a necessidade de atenção aos riscos naturais.</strong> Áreas montanhosas são mais suscetíveis a deslizamentos de terra, especialmente quando há ocupação urbana desordenada ou desmatamento.</p><p>Tragédias recentes em regiões serranas do Sudeste evidenciam esse risco. Segundo pesquisadores, compreender melhor o relevo <strong>pode ajudar na prevenção e no planejamento urbano, reduzindo impactos de eventos extremos.</strong></p><h2>Amazônia revela montanhas pouco conhecidas</h2><p>Um dos pontos mais surpreendentes do estudo é<strong> a confirmação de montanhas na Amazônia</strong>, muitas vezes ocultas pela densa vegetação. Nessas regiões, a identificação é mais complexa, exigindo expedições científicas e tecnologias avançadas.</p><p>Pesquisadores relatam que<strong> trabalhar nesses ambientes é um desafio físico e logístico. </strong>As áreas são de difícil acesso, com clima rigoroso e condições extremas, o que torna cada descoberta ainda mais relevante.</p><p>Essas montanhas abrigam ecossistemas únicos, com espécies raras e adaptações específicas ao ambiente. <strong>Algumas plantas encontradas nesses locais são remanescentes de floras antigas</strong>, já extintas em outras partes do planeta.</p><h2>Revisão resgata conceitos históricos</h2><p>A nova classificação também representa uma retomada de ideias antigas da geografia brasileira, que já reconheciam a existência de montanhas no país, mas haviam sido deixadas de lado ao longo do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762060" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html" title="Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo">Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html" title="Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo-1775234401641_320.jpg" alt="Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo"></a></article></aside><p>Segundo os pesquisadores, <strong>o equívoco ocorreu porque se associava a formação de montanhas apenas a regiões de intensa atividade tectônica</strong>, como Andes e Himalaia. No Brasil, os processos são mais antigos e ligados à erosão e ao soerguimento da crosta terrestre.</p><p>Estudos indicam que,<strong> há centenas de milhões de anos, o território brasileiro abrigava cadeias montanhosas comparáveis às maiores do mundo</strong> atual, posteriormente desgastadas pelo tempo.</p><h2>Novo mapa será divulgado pelo IBGE</h2><p>O <strong>IBGE</strong> prepara a divulgação de um novo mapa de relevo que incluirá oficialmente as montanhas brasileiras. O material faz parte da atualização do <strong>Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755479" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver.html" title="Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia">Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver.html" title="Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver-1771785756986_320.jpg" alt="Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia"></a></article></aside><p>A iniciativa envolve dezenas de especialistas e diferentes instituições científicas. O objetivo é padronizar a terminologia e melhorar a compreensão do território nacional.</p><p>Com isso,<strong> o Brasil dá um passo importante na valorização de sua geografia</strong>, ampliando o conhecimento científico e abrindo caminho para novas políticas de preservação e uso sustentável das áreas montanhosas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Portal Amazônia. <a href="https://https://portalamazonia.com/meio-ambiente/amazonia-brasil-montanhas/" target="_blank">Geógrafos reconhecem que o Brasil tem, sim, montanhas; inclusive na Amazônia</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cinco ervas aromáticas ideais para cultivar em abril e dar sabor aos seus pratos de outono]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/cinco-ervas-aromaticas-ideais-para-cultivar-em-abril-e-dar-sabor-aos-seus-pratos-de-outono.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 23:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com temperaturas mais amenas e menos estresse para as plantas, abril oferece uma janela ideal para o cultivo de ervas aromáticas que, posteriormente, farão a diferença na cozinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-aromaticas-ideales-para-cultivar-en-abril-y-darle-sabor-a-tus-platos-de-otono-1775217227059.jpg" data-image="wd0rg8wek2yw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Cultivar ervas em casa permite que você tenha ingredientes frescos à mão.</figcaption></figure><p>Em abril, tudo muda. A luz, a temperatura, a paisagem. E a gastronomia também. Surgem pratos mais saborosos e elaborados, acompanhados de conversas mais longas após o jantar.</p><div class="texto-destacado">Neste novo menu de outono, as ervas aromáticas retomam o protagonismo. Já não como um toque fresco de última hora, mas como parte essencial do prato.</div><p>O outono é uma ótima época para cultivar ou propagar plantas. Com <strong>temperaturas mais estáveis e menos extremas,</strong> muitas espécies crescem melhor, mais fortes e com menos estresse. Não se trata de uma explosão de crescimento, mas sim de um processo mais equilibrado. E isso é perceptível, sobretudo, no sabor.</p><h2>1- Sálvia</h2><p>A sálvia é um tanto subestimada, mas brilha mesmo no outono. Seu sabor <strong>intenso harmoniza perfeitamente com pratos mais substanciosos</strong>, e a própria planta prospera nesta época do ano. Pode ser propagada por estacas e, em plantas já estabelecidas, também por divisão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-aromaticas-ideales-para-cultivar-en-abril-y-darle-sabor-a-tus-platos-de-otono-1775217912885.jpg" data-image="k9twbmvm3elj" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A sálvia adiciona um sabor intenso, ideal para pratos outonais mais substanciosos.</figcaption></figure><p>Ela precisa de bastante luz, idealmente várias horas de sol, e solo bem drenado. Assim como o alecrim, não tolera regas em excesso.<strong> Prefere regas menos frequentes</strong>, permitindo que o solo seque ligeiramente entre elas. Em condições adequadas, torna-se uma planta resistente e de longa duração.</p><h2>2- Salsa</h2><p>A salsa é um tanto imprevisível, mas torna-se especialmente confiável no outono. Ao contrário do verão, <strong>quando o calor pode dificultar a germinação</strong>, em abril ela começa a brotar com mais regularidade e se desenvolve no seu próprio ritmo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-aromaticas-ideales-para-cultivar-en-abril-y-darle-sabor-a-tus-platos-de-otono-1775217425846.jpg" data-image="txy5yc0x3nt7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Versátil e fácil de cultivar, adapta-se bem a vasos com boa luminosidade.</figcaption></figure><p>O ideal é <strong>semear diretamente na terra ou em um vaso</strong>, sabendo que pode levar vários dias para germinar.</p><p>Ela prospera em locais com bastante luz, incluindo um pouco de sol direto e suave, embora também tolere sombra parcial. A rega deve ser regular, mas moderada: o solo úmido promove o crescimento, enquanto o excesso de água a enfraquece. Esta planta aprecia a regularidade mais do que os extremos.</p><h2>3- Coentro</h2><p>O coentro pode ser complicado no verão: <strong>cresce rápido e logo floresce</strong>. No outono, porém, demora mais. Isso permite aproveitar melhor as folhas, que são a parte que você deseja usar na culinária.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-aromaticas-ideales-para-cultivar-en-abril-y-darle-sabor-a-tus-platos-de-otono-1775217475240.jpg" data-image="93p43yvpu2m6" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Suas folhas frescas conferem um toque especial tanto a pratos simples quanto a pratos mais elaborados.</figcaption></figure><p>O ideal é semear diretamente e, para garantir uma colheita contínua, repita a semeadura a cada poucas semanas.</p><p>Ela precisa de boa luminosidade e tolera sol direto, principalmente nesta época do ano. Quanto à água, é bastante sensível à seca: <strong>se o substrato secar demais, ela mostrará sinais rapidamente</strong>. O segredo é manter a umidade constante, sem regar em excesso.</p><h2>4- Alecrim</h2><p>O alecrim<strong> é uma daquelas plantas que parecem indestrutíveis</strong>... até que deixam de ser. É resistente, sim, mas tem suas regras. Abril é uma boa época para propagá-lo por estacas, usando ramos semilenhosos que já estejam firmes, mas não muito duros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-aromaticas-ideales-para-cultivar-en-abril-y-darle-sabor-a-tus-platos-de-otono-1775217554108.jpg" data-image="eoozut3dgwfg" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Suas folhas firmes e aromáticas resistem bem ao clima mais frio.</figcaption></figure><p>Ao contrário de outras plantas aromáticas, <strong>ela precisa de sol pleno e solo bem drenado</strong>. Não tolera excesso de água: na verdade, é mais fácil perder um alecrim por rega excessiva do que por seca. Nesse caso, menos é mais. Se o ambiente for bem iluminado e o solo leve, o resto geralmente se resolve sozinho.</p><h2>5- Orégano</h2><p>Discreto na planta, mas potente no prato, o orégano é perfeito para a culinária de outono. Pode ser facilmente propagado por divisão ou por estacas curtas, que <strong>geralmente enraízam sem muita dificuldade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-aromaticas-ideales-para-cultivar-en-abril-y-darle-sabor-a-tus-platos-de-otono-1775217635241.jpg" data-image="2lxmd7ry089y" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O orégano é ideal para adicionar aroma a pratos típicos da estação.</figcaption></figure><p>Ela prospera em locais com <strong>muita luz, inclusive luz solar direta, e em solo bem drenado</strong>. Tolera alguma seca, mas não o excesso de água constante. Prefere condições um tanto austeras, o que a torna bastante fácil de cuidar.</p><p><strong>Abril não é época de crescimento explosivo ou cores vibrantes</strong>. Mas há algo mais interessante e necessário: equilíbrio. Menos extremos, menos estresse, menos intervenção. E nesse ambiente, as plantas aromáticas prosperam de forma mais consistente.</p><p>O que está começando agora não está acontecendo a toda velocidade, mas está acontecendo com mais consistência. E isso também é perceptível no prato.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/cinco-ervas-aromaticas-ideais-para-cultivar-em-abril-e-dar-sabor-aos-seus-pratos-de-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone extratropical impulsiona ar frio e traz alertas de rajadas de 100 km/h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-impulsiona-ar-frio-e-traz-alertas-de-rajadas-de-100-km-h-previsao.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 21:17:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ciclone extratropical está confirmado para a próxima semana. Além de ajudar a impulsionar o ar frio, traz alertas para o risco de rajadas de até 100 km/h.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/confirmado-ciclogenese-vai-se-formar-e-traz-risco-de-tempo-severo-nas-proximas-horas.html">Confirmado! Ciclogênese vai se formar e traz risco de tempo severo nas próximas horas</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-impulsiona-ar-frio-e-traz-alertas-de-rajadas-de-100-km-h-previsao-1775423532343.jpg" data-image="0gkmxt5t4y4e" alt="frio ventos alerta" title="frio ventos alerta"><figcaption>Ciclone extratropical está confirmado para a próxima semana. Além de ajudar a impulsionar o ar frio, traz alertas para o risco de rajadas de até 100 km/h.</figcaption></figure><p>O processo de formação de um ciclone extratropical se dá no início desta semana, com <strong>risco de chuva intensas e de tempestades severas </strong>no centro-sul do Brasil, principalmente na segunda-feira (6) e na terça-feira (7).</p><p>A partir da quarta-feira (8), <strong>o ciclone está formado e atuando próximo à costa da Região Sul, com sua frente fria associada atuando sobre o Sudeste</strong>, o que contribui para as chuvas sobre a Região, porção mais norte do Sul e no Centro-Oeste.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No entanto, o foco desta previsão é o potencial de rajadas de vento,<strong> que podem atingir valores próximos dos 100 km/h</strong>, e da chegada da massa de ar frio, a mais abrangente até o momento neste outono atípico.</p><h2>Rajadas de vento de até 100 km/h</h2><p><strong>Já nesta segunda-feira (6)</strong>, o processo de formação do ciclone favorece o aumento dos ventos no centro-sul do Brasil, com maior impacto no Rio Grande do Sul, centro e oeste de Santa Catarina, no oeste do Paraná e do Mato Grosso do Sul. As rajadas mais intensas ocorrem a partir da tarde e não passam dos 60 km/h na maioria das localidades. <strong>Atenção fica somente para o sudeste do Rio Grande do Sul, onde há potencial de rajadas de 70 km/h no período da noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-impulsiona-ar-frio-e-traz-alertas-de-rajadas-de-100-km-h-previsao-1775423236111.jpg" data-image="awu34b0n75pw" alt="previsão do tempo alerta de rajadas" title="previsão do tempo alerta de rajadas"><figcaption>Previsão de rajadas de ventos para a tarde da terça-feira, 15 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (7)</strong>, os ventos continuam e variam de maior intensidade entre <strong>60 e 70 km/h</strong>, mas na maior parte do tempo atuam em velocidades inferiores à média de 50 km/h. <strong>Não há riscos ou potencial tão elevado para transtornos</strong> em função dos ventos provocados pela formação do ciclone.</p><p><strong>Na quarta-feira (8)</strong>, o ciclone está formado e atua próximo à costa do Rio Grande do Sul, afetando o Sul e o Sudeste com aumento da intensidade dos ventos. Pela manhã,<strong> as rajadas no território gaúcho variam de 40 a 70 km/h</strong> sendo mais intensas no leste do estado. No centro e leste de Santa Catarina, no leste do Paraná e no leste de São Paulo, os ventos podem chegar aos 60 km/h. A ressalva fica para o fim do período, quando há um salto na intensidade das rajadas na faixa leste do Rio Grande do Sul até a Serra Catarinense, com <strong>alerta de ventos de 70 a 100 km/h</strong>, sendo mais intensos nas áreas elevadas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-impulsiona-ar-frio-e-traz-alertas-de-rajadas-de-100-km-h-previsao-1775423055073.jpg" data-image="1mbv6hmo3rx2" alt="ciclone extratropical" title="ciclone extratropical"><figcaption>Previsão de rajadas de ventos para o fim da manhã e início da tarde da quarta-feira, 8 de abril.</figcaption></figure><p><strong>O potencial de intensas rajadas de ventos se mantém ao longo da tarde</strong> para toda a faixa leste e norte do Rio Grande do Sul, para o centro e leste de Santa Catarina, do Paraná e leste de São Paulo. No estado gaúcho e áreas mais elevadas do Sul do Brasil, os ventos mais intensos podem chegar aos 95 km/h.</p><p><strong>Na quinta-feira (9)</strong>, o ciclone extratropical se afasta para o oceano, mas ainda continua contribuindo para ventos de moderada intensidade no leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, mas com rajadas que não passam dos 50 km/h.</p><h2>Ar frio atua chega ao Brasil</h2><p>O dia com maior intensidade das rajadas de vento, <strong>também é o dia da atuação da massa de ar frio</strong>. O ciclone extratropical ajuda na incursão da massa de ar frio pelo Sul do Brasil ao longo da quarta-feira (8), quando <strong>as temperaturas mínimas do dia acontecem no fim da noite</strong>. Assim, no Rio Grande do Sul as mínimas variam de 14 a 18°C, com máximas de 21 a 24°C. Em Santa Catarina e no Paraná, faz mais calor ao longo do dia, com máximas podendo chegar aos 30°C, mas, no fim da noite, as temperaturas podem atingir até 12°C no sul paranaense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-impulsiona-ar-frio-e-traz-alertas-de-rajadas-de-100-km-h-previsao-1775422934025.jpg" data-image="g179sie2zn2q" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Temperaturas mínimas para a sexta-feira, 10 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Na quinta (9) e na sexta-feira (10)</strong>, a massa de ar frio atua sobre o Rio Grande do Sul e afeta todo o Sul do Brasil, o Mato Grosso do Sul, o oeste, sul e leste de São Paulo, o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro. A influência do ar frio continua no fim de semana, mas mais nas áreas do leste do Sul e do Sudeste. A<strong>s menores temperaturas ocorrem nas áreas mais elevadas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul </strong>e podem chegar aos 5°C, segundo a previsão. No entanto, os modelos tendem a prever temperaturas de até 4°C mais elevadas nessas áreas. Assim, <strong>pode-se registrar mínimas próximas dos 0°C na sexta-feira (10)</strong> na Serra Catarinense.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-impulsiona-ar-frio-e-traz-alertas-de-rajadas-de-100-km-h-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mês da Astronomia: confira os principais eventos astronômicos para acompanhar em abril]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/mes-da-astronomia-os-principais-eventos-astronomicos-para-acompanhar-em-abril.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 19:52:13 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Abril começou com o lançamento da Artemis II e ainda terá outro lançamento importante, além de cometa visível e chuva de meteoros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mes-da-astronomia-os-principais-eventos-astronomicos-para-acompanhar-em-abril-1775416908345.png" data-image="k4l77pln0d83" alt="Abril, o mês da Astronomia, reúne novidades tanto na exploração espacial quanto em eventos de observação do céu." title="Abril, o mês da Astronomia, reúne novidades tanto na exploração espacial quanto em eventos de observação do céu."><figcaption>Abril, o mês da Astronomia, reúne novidades tanto na exploração espacial quanto em eventos de observação do céu.</figcaption></figure><p>Abril é reconhecido como o mês internacional da Astronomia e, com isso, reúne uma série de eventos, campanhas de divulgação científica e atividades educacionais ao redor do mundo. <strong>Instituições de pesquisa, observatórios e organizações promovem observações públicas do céu, palestras e iniciativas para a popularização da Astronomia.</strong> Esse período aproxima o público do conhecimento astronômico e estimula o interesse pela área.</p><p><strong>O mês da Astronomia de 2026 é especial porque teve um início marcante com o lançamento bem-sucedido da Artemis II no dia 1º de abril. </strong>Essa missão representa o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua após décadas. Ao levar astronautas em uma trajetória cislunar, a missão irá validar sistemas para futuras operações, como o retorno dos humanos ao solo lunar. Esse marco reforça o papel da exploração espacial como um dos pilares da Astronomia. </p><p>Ao longo do mês, outros fenômenos e eventos astronômicos também ganham destaque. <strong>Entre eles, está a ocorrência de uma chuva de meteoros e a presença de um cometa visível onde ambos oferecem oportunidades observação. </strong>Apesar da missão Artemis ter foco na Lua, o mês também terá o lançamento de uma missão dedicada ao estudo do Sol. Esses eventos combinam observação direta e exploração espacial, tornando abril de 2026 um mês da Astronomia bastante agitado.</p><h2>Mês da Astronomia</h2><p>Abril é frequentemente associado ao mês da Astronomia por causa de campanhas científicas, eventos observacionais e marcos históricos que ocorrem nesse período. <strong>Em 2026, por exemplo, o lançamento da Artemis II com retorno dos humanos ao redor da Lua marca ainda mais o mês como sendo importante na Astronomia</strong>. Além disso, campanhas de observação, como a do Event Horizon Telescope Collaboration, também costumam ocorrer nesse período, aproveitando condições favoráveis de observação.</p><div class="texto-destacado">As duas primeiras imagens de buracos negros divulgadas pela colaboração EHT foram registradas em campanhas que ocorreram entre a primeira e segunda semana do mês de abril.</div><p>Outro fator importante é a relação entre fenômenos astronômicos e o calendário, como no caso da Páscoa, que frequentemente ocorre em abril ou em datas próximas. <strong>A definição dessa celebração está ligada a ciclos astronômicos, combinando o equinócio de março com as fases da Lua.</strong> Por causa desses fatores, abril se tornou um mês importante para Astronomia e, com isso, acabando se tornando o mês internacional da Astronomia.</p><h2>O que observar em abril?</h2><p>Durante o mês de abril, quem gosta de observar o céu terá a oportunidade de acompanhar um cometa e a chuva de meteoros Líridas.<strong> O cometa C/2025 R3 (PANSTARRS) acontece entre os dias 20 e 25 atingindo seu brilho máximo.</strong> Cometas como esse são corpos ricos em gelo e poeira que, ao se aproximarem do Sol, sofrem sublimação, formando coma e cauda. Sua visibilidade dependerá de fatores como magnitude, previsão meteorológica e poluição luminosa. </p><p><strong>Outro destaque ocorre em 22 de abril, com o pico da chuva de meteoros Líridas, que pode apresentar uma taxa média de aproximadamente 18 meteoros por hora.</strong> Essa chuva é originada a partir dos detritos deixados pelo cometa C/1861 G1 (Thatcher) ao longo de sua órbita ao redor do Sol. Quando a Terra atravessa essa trilha de partículas, pequenos fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade, gerando os fenômenos luminosos observados. </p><h2>Artemis II</h2><p>O lançamento da Artemis II, realizado em 1º de abril, representa a retomada de missões tripuladas além da órbita baixa da Terra. <strong>A missão foi lançada a partir do Space Launch System, acoplado à cápsula Orion, projetada para transportar astronautas. </strong>Durante a missão, a tripulação realiza uma trajetória de retorno ao redor da Lua, sem pouso na superfície. Esse tipo de trajetória permite testar o desempenho da espaçonave em condições reais de voo profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mes-da-astronomia-os-principais-eventos-astronomicos-para-acompanhar-em-abril-1775416965654.png" data-image="pbns276huguj" alt="Lançada em 1º de abril, a Artemis II marca o retorno de missões tripuladas ao entorno da Lua. Crédito: NASA" title="Lançada em 1º de abril, a Artemis II marca o retorno de missões tripuladas ao entorno da Lua. Crédito: NASA"><figcaption>Lançada em 1º de abril, a Artemis II marca o retorno de missões tripuladas ao entorno da Lua. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Os testes que estão sendo realizados com a Artemis II são essenciais para reduzir riscos em futuras missões tripuladas com destino à superfície lunar.</strong> Além disso, a missão marca o retorno de astronautas ao entorno da Lua pela primeira vez desde o programa Apollo. O lançamento no dia 1º de abril já abriu o mês da Astronomia com um grande marco dentro da exploração espacial que é um dos pilares da Astronomia.</p><h2>Estudando o Sol</h2><p>Apesar de muito se falar sobre o retorno até à Lua, o mês de abril também guarda uma missão que tem objetivo de estudar o Sol. <strong>A missão SMILE está programada para ser lançada em 9 de abril de 2026 a partir da Guiana Francesa.</strong> A missão tem o foco no estudo da interação entre o vento solar e a magnetosfera da Terra. O objetivo é investigar processos associados a tempestades solares e geomagnéticas.</p><p>Após cerca de 57 minutos de voo, o satélite será inserido em uma órbita terrestre inicial e usará seu próprio sistema de propulsão para alcançar sua órbita operacional. <strong>A órbita final da SMILE será elíptica, variando aproximadamente entre 5.000 km no perigeu e até 121.000 km no apogeu. </strong>Essa configuração orbital permite observações da interação entre o vento solar e o campo magnético terrestre em diferentes escalas espaciais. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/mes-da-astronomia-os-principais-eventos-astronomicos-para-acompanhar-em-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Coréia do Sul permite Google Maps, mas mantém vigilância apertada]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/coreia-do-sul-permite-google-maps-mas-mantem-vigilancia-apertada.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 18:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Coréia do Sul autorizou o uso do Google Maps após anos de restrições, mas mantém controlo rigoroso por receios de segurança e possíveis riscos de espionagem. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/coreia-do-sul-permite-google-maps-mas-mantem-vigilancia-apertada-1774858032303.jpg" data-image="0g866n617j02" alt="Google maps" title="Google maps"><figcaption>A Coreia do Sul autorizou o uso do Google Maps após anos de restrições, mas mantém controlo rigoroso por receios de segurança e possíveis riscos de espionagem.</figcaption></figure><p>A Coréia do Sul deu um passo significativo na abertura digital ao <strong>autorizar o funcionamento pleno do <em>Google Maps</em> no país</strong>, uma decisão aguardada há quase duas décadas.</p><p>No entanto, a <strong>medida surge acompanhada de fortes restrições e reflete preocupações persistentes </strong>com segurança nacional e espionagem.</p><p>Apesar de ser <strong>uma das nações mais avançadas tecnologicamente do mundo</strong>, a Coréia do Sul sempre apresentou limitações no uso do <em>Google Maps</em>.</p><p>Até agora, a aplicação <strong>funcionava de forma reduzida, sem funcionalidades essenciais como navegação em tempo real</strong>, informação de trânsito ou listagem detalhada de estabelecimentos. </p><p>Essa limitação contrastava com a experiência global do serviço e obrigava <strong>residentes e turistas a recorrerem a alternativas locais, como <em>Naver Map</em> e <em>Kakao Map</em></strong>, que dominam o mercado interno. </p><h2>Segurança nacional acima de tudo</h2><p>A principal razão para este bloqueio prolongado está relacionada com <strong>preocupações de segurança</strong>.</p><p>A Coreia do Sul continua tecnicamente em guerra com a Coréia do Norte, o que <strong>leva o governo a adotar políticas rigorosas no controlo de informação sensível</strong>. </p><p>Durante anos, as autoridades recusaram permitir que a <em>Google</em> exportasse dados cartográficos detalhados, receando que essas <strong>informações pudessem revelar localizações de infraestruturas críticas, como bases militares ou instalações estratégicas</strong>. </p><h3>Luz verde mas com regras rígidas </h3><p>A recente autorização marca uma <strong>mudança importante</strong>, mas está longe de ser uma liberalização total.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/coreia-do-sul-permite-google-maps-mas-mantem-vigilancia-apertada-1774860533521.jpg" data-image="7t1f58u08tok" alt="Regras de segurança" title="Regras de segurança"><figcaption>Após anos de limitações, a Coreia do Sul permite o Google Maps, impondo regras rígidas para proteger dados sensíveis e evitar riscos ligados à segurança nacional.</figcaption></figure><p>O governo sul-coreano impôs várias condições para mitigar riscos como o <strong>desfoque de instalações militares</strong> e áreas sensíveis nos mapas, a <strong>restrição de coordenadas geográficas</strong> exatas em certas zonas, a obrigação de <strong>armazenar e processar dados em servidores locais e a exportação limitada</strong> apenas a dados previamente aprovados pelas autoridades. </p><p>Além disso, <strong>está prevista uma supervisão contínua</strong>, com comunicação direta entre representantes do governo e da empresa, bem como mecanismos de resposta rápida em caso de incidentes de segurança. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As negociações entre a Google e o governo sul-coreano remontam a 2008, quando a empresa entrou no país. Tentativas posteriores, incluindo uma em 2016, foram rejeitadas pelas mesmas preocupações de segurança. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A decisão atual surge após um longo impasse e <strong>representa um compromisso entre a necessidade de modernização tecnológica</strong> e a proteção de dados estratégicos.</p><h2>Impacto no turismo e na mobilidade</h2><p>A implementação completa do <em>Google Maps</em> <strong>promete transformar a experiência de mobilidade na Coréia do Sul</strong>.</p><p>Para turistas, especialmente, a mudança poderá facilitar a navegação, a <strong>descoberta de locais e o planeamento de viagens</strong>, aproximando o país dos padrões digitais globais. </p><p>Empresas de transporte, serviços de entrega e operadores turísticos também poderão <strong>beneficiar de rotas mais eficientes e melhor integração</strong> com plataformas internacionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730403" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/google-encontra-novas-solucoes-para-um-dos-problemas-do-milenio-usando-ia.html" title="Google encontra novas soluções para um dos problemas do milênio usando IA">Google encontra novas soluções para um dos problemas do milênio usando IA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/google-encontra-novas-solucoes-para-um-dos-problemas-do-milenio-usando-ia.html" title="Google encontra novas soluções para um dos problemas do milênio usando IA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/google-encontra-novas-solucoes-para-um-dos-problemas-do-milenio-usando-ia-1758373982219_320.png" alt="Google encontra novas soluções para um dos problemas do milênio usando IA"></a></article></aside><p>A decisão da Coréia do Sul ilustra um dilema cada vez mais comum, como <strong>equilibrar inovação tecnológica com segurança nacional</strong>. </p><p>Ao permitir o acesso ao <em>Google Maps</em>, mas sob vigilância apertada, o país procura <strong>beneficiar das vantagens da globalização</strong> digital sem comprometer a sua soberania e defesa.</p><p><strong>Este modelo poderá servir de referência para outros países </strong>que enfrentam desafios semelhantes, sobretudo em contextos geopolíticos sensíveis.</p><p>Afinal, num mundo cada vez mais interligado, <strong>os dados geográficos deixaram de ser apenas ferramentas de navegação</strong>, são também ativos estratégicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/coreia-do-sul-permite-google-maps-mas-mantem-vigilancia-apertada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmado! Ciclogênese vai se formar e traz risco de tempo severo nas próximas horas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/confirmado-ciclogenese-vai-se-formar-e-traz-risco-de-tempo-severo-nas-proximas-horas.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 16:06:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Formação de ciclone atinge o Brasil já nesta segunda-feira, 6, e traz risco de tempestades severas no início desta semana. Alertas para 3 regiões até a quarta-feira, 8. Confira a previsão.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-abrangente-do-outono-em-breve-confira.html">Ciclone impulsiona massa de ar frio abrangente do outono em breve</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4cn4e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4cn4e.jpg" id="xa4cn4e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Intensa mudança do tempo está a caminho <strong>através da formação de um ciclone extratropical sobre o Sul do Brasil</strong> que, com a sua frente fria associada, leva risco também para parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.</p><p>O processo de formação inicia na madrugada com a atuação de um cavado na região como resposta a uma baixa pressão no norte da Argentina. A intensificação do cavado acontece ao longo da segunda-feira (6), o que aumenta o potencial de formação de instabilidades sobre o Sul do Brasil. Entre a noite da segunda (6) e a madrugada na terça-feira (7), <strong>a região de cavado já evoluiu para uma baixa pressão aumentando o risco de tempestades</strong>. Até o fim do dia, o ciclone extratropical está formado e sua frente fria passa avançar e a organizar instabilidades em parte do Sudeste e Centro-Oeste.</p><h2>Detalhes da previsão do tempo</h2><p><strong>Na madrugada da segunda-feira (6)</strong>, instabilidades podem provocar <strong>chuvas pontuais</strong> entre o Oeste e a Campanha no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, a <strong>circulação dos ventos de leste</strong>, promovido pela atuação de uma massa de ar frio, provoca chuvas na faixa leste do norte do Rio Grande do Sul até o Paraná, com <strong>chuvas de até forte intensidade</strong> na região de Florianópolis, em Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-ciclogenese-vai-se-formar-e-traz-risco-de-tempo-severo-nas-proximas-horas-1775401283465.jpg" data-image="swpxqbv959pa" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuvas, pressão e direção do vento para a madrugada da segunda-feira, 6 de abril. </figcaption></figure><p><strong>No período da manhã</strong>, as instabilidades ganham intensidade e há risco de tempestades severas entre o Oeste, a Campanha e a região Central no Rio Grande do Sul. Nas áreas do leste, <strong>há muita nebulosidade e potencial de chuva fraca e chuvisco</strong>. Nas demais regiões do Brasil, apesar da ciclogênese não afetar, já se observa aumento da nebulosidade, mas sem ocorrência de chuva no Centro-Oeste e no Sudeste.</p><p><strong>A partir da tarde</strong>, as instabilidades se espalham pelo Sul e levam <strong>potencial de chuva forte e de tempestades pontuais</strong> em boa parte do Rio Grande do Sul, no oeste de Paraná e de Santa Catarina. No leste gaúcho, catarinense e paranaense, as chuvas ocorrem com fraca intensidade, podendo passar para moderada entre o fim do dia e o início da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-ciclogenese-vai-se-formar-e-traz-risco-de-tempo-severo-nas-proximas-horas-1775401395609.jpg" data-image="ly8sut8tktcb" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuvas, pressão e direção do vento para a tarde da segunda-feira, 6 de abril. </figcaption></figure><p>No Sudeste e no Centro-Oestes, as chuvas acontecem de forma isolada e com <strong>risco de tempestades pontuais</strong> no norte e nordeste de São Paulo, no centro-sul e oeste de Minas Gerais, em Goiás, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.</p><p><strong>Na terça-feira (7)</strong>, a baixa pressão está formada e no fim do dia pode ser classificada como um ciclone extratropical. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Na madrugada e início da manhã,<strong> há alerta de chuvas intensas e para o risco de tempestades severas</strong> para toda a porção sul e oeste do Rio Grande do Sul.</p><p><strong>No período da manhã</strong>, as chuvas intensas continuam e se estendem para a porção central e sudeste do Rio Grande do Sul. Além disso, <strong>há risco de pancadas de forte intensidade e de tempestades pontuais</strong> em todo o oeste de Santa Catarina e do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-ciclogenese-vai-se-formar-e-traz-risco-de-tempo-severo-nas-proximas-horas-1775401487947.jpg" data-image="qqp974vii4l9" alt="ciclone frente fria" title="ciclone frente fria"><figcaption>Previsão de chuvas, pressão e direção do vento para a tarde da terça-feira, 7 de abril. </figcaption></figure><p><strong>A partir da tarde</strong>, as instabilidades se espalham pelo Rio Grande do Sul, por Santa Catarina e pelo Paraná. Devido à evolução para ciclone extratropical, a <strong>previsão é de chuvas intensas e de tempestades severas</strong> no Mato Grosso do Sul e no oeste de São Paulo. Além disso, as instabilidades levam riscos pontuais para o norte paulista, para o oeste de Minas Gerais e para o restante do Centro-Oeste.</p><p><strong>No período da noite</strong><strong>, ainda há risco de tempestades</strong> no leste e norte do Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina e no extremo oeste do Paraná, no oeste do Mato Grosso do Sul, no sul e oeste de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no centro-sul de Goiás.</p><p><strong>Na quarta-feira (8)</strong>, o ciclone está formado e a sua frente fria também. Essa condição diminui o<strong> potencial de chuvas</strong> em boa parte do Sul do Brasil e aumenta o risco sobre o Sudeste e o Centro-Oeste. Assim, há alertas de chuvas intensas e de tempestades no norte do Paraná, no centro-norte do Mato Grosso do Sul, no Mato Grosso, no centro-sul de Goiás, em São Paulo, no sul e no oeste de Minas Gerais. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/confirmado-ciclogenese-vai-se-formar-e-traz-risco-de-tempo-severo-nas-proximas-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O primeiro carro do Brasil faz 70 anos, e o país ainda busca independência tecnológica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 14:23:54 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Setenta anos após o surgimento do Romi-Isetta, indústria automobilística brasileira revela avanços, desafios estruturais e a persistente busca por autonomia tecnológica e inovação sustentável no cenário global competitivo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais-1775397283483.jpg" data-image="7wcebadmp4hd" alt="Brasília, 2 de fevereiro de 1960: o presidente Juscelino Kubitschek acena do Romi-Isetta claro (à esq.) durante uma caravana de veículos de fabricação nacional" title="Brasília, 2 de fevereiro de 1960: o presidente Juscelino Kubitschek acena do Romi-Isetta claro (à esq.) durante uma caravana de veículos de fabricação nacional"><figcaption>Brasília, 2 de fevereiro de 1960: o presidente Juscelino Kubitschek acena do Romi-Isetta claro (à esq.) durante uma caravana de veículos de fabricação nacional. Crédito: Revista Fapesp</figcaption></figure><p>Há<strong> 70 anos</strong>, o<strong> Brasil </strong>dava um passo decisivo rumo à industrialização com o <strong>lançamento do Romi-Isetta, primeiro automóvel de passeio produzido em série no país</strong>. Apresentado em 5 de setembro de 1956, o modelo foi fabricado em Santa Bárbara d’Oeste (SP) e desfilou pelas ruas da capital paulista como símbolo de modernidade.</p><p>A cerimônia contou com a bênção do cardeal Carlos Carmelo Motta, que destacou a importância da iniciativa para a independência econômica nacional. O projeto, embora baseado em um modelo italiano, já apresentava<strong> significativo índice de nacionalização para a época.</strong></p><p>O lançamento ocorreu no contexto do<strong> governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961)</strong>, cujo Plano de Metas incentivava a industrialização e a instalação de montadoras no país, reduzindo a dependência de veículos importados desmontados.</p><h2>O impulso da industrialização</h2><p>Para acelerar esse processo, o governo criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), que estabeleceu metas progressivas de nacionalização<strong>. O Romi-Isetta já largou à frente, com cerca de 72% de seus componentes produzidos localmente.</strong></p><div class="texto-destacado">Compacto, econômico e inovador, o veículo refletia tendências que só se consolidariam décadas depois, como a busca por eficiência energética. Ainda assim, suas limitações estruturais acabaram pesando contra sua permanência no mercado.</div><p>Com capacidade para apenas dois passageiros, o modelo não atendia às exigências do Geia para incentivos fiscais, voltados a carros maiores. <strong>Em 1961, a produção foi encerrada, marcando o fim precoce do pioneiro.</strong></p><h2>Crescimento e dependência tecnológica</h2><p>Apesar disso, a indústria automobilística brasileira avançou rapidamente<strong>. Em 1960, o país já produzia cerca de 133 mil veículos</strong>, com alto índice de nacionalização, um salto considerado histórico na América Latina.</p><p>Entretanto, o <strong>modelo de desenvolvimento industrial de Kubitschek priorizou a atração de multinacionais</strong>, o que gerou dependência tecnológica. O Brasil se consolidou mais como montador do que como desenvolvedor de tecnologia automotiva.</p><p>Esse cenário também estimulou o chamado <strong>“rodoviarismo</strong>”, com foco em estradas e abandono das ferrovias, criando gargalos logísticos que ainda impactam o país.</p><h2>Crises e inovação energética</h2><p>Na década de 1970, o crescimento foi impulsionado pelo <strong>“milagre econômico”</strong>, mas sofreu impacto com a crise do petróleo de 1973. Em resposta, o governo lançou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais-1775397641358.jpg" data-image="4y9f49m7egsx" alt="Linha de produção do Fiat 147, o primeiro carro a álcool produzido em série no mundo" title="Linha de produção do Fiat 147, o primeiro carro a álcool produzido em série no mundo"><figcaption>Linha de produção do Fiat 147, o primeiro carro a álcool produzido em série no mundo. Crédito: Stellantis</figcaption></figure><p>O programa resultou no desenvolvimento do <strong>Fiat 147, primeiro carro movido a etanol produzido em série no mundo</strong>, destacando a capacidade de inovação do país.</p><p>Mesmo assim, nos <strong>anos 1980, a indústria enfrentou estagnação</strong>. Na década seguinte, a abertura econômica promovida por Fernando Collor de Mello expôs a defasagem tecnológica dos veículos nacionais.</p><h2>O sonho do carro nacional</h2><p>Nesse contexto, a <strong>Gurgel Motores</strong> tornou-se<strong> símbolo da tentativa de criar um automóvel genuinamente brasileiro. </strong>Fundada por João Amaral Gurgel, lançou o BR-800, com peças totalmente nacionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais-1775397740260.jpg" data-image="munet00i1e3a"></figure><p>Apesar do pioneirismo, a empresa não resistiu à concorrência internacional e encerrou suas atividades nos anos 1990. Ainda assim, <strong>deixou um legado de inovação, incluindo iniciativas em veículos elétricos.</strong></p><p>Décadas depois, o sonho ressurge com a <strong>Lecar</strong>, que desenvolve um carro híbrido com alta nacionalização. O projeto enfrenta forte concorrência global, especialmente da indústria chinesa.</p><h2>Desafios e futuro da indústria</h2><p>Especialistas apontam que<strong> o Brasil possui capacidade técnica, mas carece de políticas industriais consistentes</strong>. A continuidade de estratégias de longo prazo é vista como essencial para fortalecer o setor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728855" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/jambu-amazonico-de-ingrediente-tradicional-a-aposta-da-industria-farmaceutica.html" title="Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica">Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/jambu-amazonico-de-ingrediente-tradicional-a-aposta-da-industria-farmaceutica.html" title="Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jambu-amazonico-de-ingrediente-tradicional-a-aposta-da-industria-farmaceutica-1757536598679_320.jpg" alt="Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica"></a></article></aside><p>Nesse sentido, o governo lançou a política<strong> Nova Indústria Brasil</strong>, voltada à inovação e sustentabilidade, com investimentos bilionários e metas até 2033.</p><p>Setenta anos após o Romi-Isetta, <strong>o país segue em busca de um equilíbrio entre produção, tecnologia e autonomia.</strong> Um desafio que permanece central para o futuro da indústria automobilística nacional.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Revista Fapesp. <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro/" title="Há 70 anos, nascia o primeiro carro brasileiro">Há 70 anos, nascia o primeiro carro brasileiro. </a>2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após o lançamento da Artemis II, quais serão os próximos passos da exploração espacial?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Artemis II inaugurou uma nova fase em 2026, após o lançamento bem sucedido do dia 1 de abril, e os próximos passos já estão sendo planejados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial-1775337781097.png" data-image="wq2ei2o9zhgx" alt="Após o sucesso da Artemis II, as próximas missões devem avançar para o pouso humano e a permanência prolongada na Lua. Crédito: NASA" title="Após o sucesso da Artemis II, as próximas missões devem avançar para o pouso humano e a permanência prolongada na Lua. Crédito: NASA"><figcaption>Após o sucesso da Artemis II, as próximas missões devem avançar para o pouso humano e a permanência prolongada na Lua. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>O lançamento da Artemis II, realizado em 1º de abril de 2026, representa um marco no retorno de missões tripuladas ao entorno da Lua. <strong>A missão tem como principal objetivo validar sistemas críticos para a exploração espacial, incluindo suporte à vida, navegação e desempenho da cápsula. </strong>Ao levar astronautas novamente à órbita lunar, a missão testa, em condições reais, tecnologias que serão essenciais para etapas futuras. Além disso, avalia a integração entre diferentes sistemas desenvolvidos ao longo da última década. </p><p>Apesar do sucesso do lançamento, o programa Artemis II passou por ajustes em seu cronograma, incluindo um adiamento de quase um ano em relação ao planejamento inicial. <strong>Recentemente, o primeiro pouso tripulado da missão Artemis também foi postergado, sendo agora previsto para 2028.</strong> No novo cronograma da NASA, essa etapa será realizada pela missão Artemis IV, substituindo o papel da Artemis III. Ajustes desse tipo são comuns em programas espaciais de grande complexidade e longa duração.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761838" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estes-sao-os-criterios-meteorologicos-para-transferencia-e-lancamento-do-foguete-da-missao-artemis-ii.html" title="Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II">Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estes-sao-os-criterios-meteorologicos-para-transferencia-e-lancamento-do-foguete-da-missao-artemis-ii.html" title="Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/criterios-meteorologicos-lanzamiento-de-artemis-ii-1774920284327_320.png" alt="Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II"></a></article></aside><p>Além do programa Artemis, outros países também estão avançando com planos para exploração lunar tripulada. <strong>A China, por exemplo, desenvolve o programa Chang'e com objetivo de enviar de astronautas à superfície lunar até 2030.</strong> Dentro desses planos, também está a construção de uma base lunar permanente. Vários programas mostram a importância estratégica, política e científica da Lua na exploração espacial.</p><h2>Artemis II</h2><p><strong>A Artemis II é uma missão tripulada do programa Artemis, projetada para validar sistemas essenciais para futuras missões. </strong>Entre seus principais objetivos estão testar o desempenho da espaçonave, avaliar sistemas de suporte à vida e verificar sistemas de navegação e comunicação em longas distâncias. A missão também busca demonstrar a capacidade de transportar e manter uma tripulação em segurança fora da órbita baixa da Terra. </p><div class="texto-destacado">Esses testes são importantes para reduzir incertezas técnicas antes de missões com pouso na superfície lunar. </div><p>A missão foi lançada com sucesso em 1º de abril de 2026, a Artemis II está conduzindo uma tripulação de quatro astronautas em uma trajetória ao redor da Lua. <strong>Durante o voo, a missão realiza manobras orbitais para pegar um gancho usando o campo gravitacional da Terra. </strong>A trajetória inclui uma passagem ao redor da Lua antes do retorno à Terra. Além disso, a missão fornece dados sobre radiação e desempenho humano fora da órbita terrestre. </p><h2>Novo calendário</h2><p>No início de 2026, a NASA anunciou uma atualização no cronograma do programa Artemis, alterando a sequência das missões planejadas. <strong>De acordo com a nova estratégia, a Artemis III, anteriormente prevista para realizar o retorno de astronautas à superfície lunar em 2027, não terá mais esse papel. </strong>Em vez disso, a missão será dedicada a testes em órbita baixa da Terra. Ajustes desse tipo são comuns em programas espaciais, especialmente com novas tecnologias.</p><p>Com essa reestruturação, o primeiro pouso tripulado do programa Artemis foi adiado para 2028 e será realizado pela Artemis IV. <strong>Essa missão passa a assumir o papel originalmente da Artemis III, marcando o retorno efetivo de astronautas à Lua. </strong>O novo cronograma permite que etapas intermediárias sejam consolidadas, reduzindo riscos operacionais e aumentando a confiabilidade dos sistemas. Além disso, possibilita maior integração entre diferentes elementos da arquitetura lunar, como módulos orbitais e sistemas de pouso. </p><h2>Pouso na Lua</h2><p>A expectativa pelo retorno de humanos à superfície da Lua está concentrada na missão Artemis IV. <strong>Diferentemente das missões Apollo, o objetivo atual inclui permanências mais longas, com previsão de cerca de uma semana no solo lunar.</strong> Durante esse período, os astronautas realizarão experimentos científicos e testes de tecnologias. Essas atividades envolvem desde estudos geológicos até testes para construção de uma infraestrutura permanente na Lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial-1775337794171.png" data-image="4e1mr8uh5gwa" alt="A missão Chang'e 6 trouxe amostras da Lua para a Terra, ampliando o entendimento sobre a composição lunar. Crédito: CSNA" title="A missão Chang'e 6 trouxe amostras da Lua para a Terra, ampliando o entendimento sobre a composição lunar. Crédito: CSNA"><figcaption>A missão Chang'e 6 trouxe amostras da Lua para a Terra, ampliando o entendimento sobre a composição lunar. Crédito: CSNA</figcaption></figure><p>Inicialmente, esse pouso estava previsto para ocorrer em 2027 por meio da Artemis III, mas agora está prevista para 2028 com Artemis IV. <strong>Apesar do adiamento, há uma pressão para que a NASA coloque astronautas na Lua ocorra antes de 2030, devido a fatores estratégicos e políticos. </strong>Um fator político é que a China já possui planos de realizar missões tripuladas à superfície lunar até 2030. Esse contexto mostra a corrida tecnológica e como o cronograma da Artemis IV reflete, também, prioridades geopolíticas.</p><h2>Missões chinesas</h2><p>O programa Chang'e representa a principal iniciativa da China para exploração lunar robótica e, futuramente, tripulada. <strong>A missão Chang'e 6 já demonstrou capacidades de coletar amostras da superfície lunar e transportá-las com sucesso de volta à Terra. </strong>Com isso, a missão forneceu dados científicos importantes sobre a composição da Lua, especialmente de regiões ainda pouco exploradas. </p><p>As próximas fases do programa incluem as missões Chang'e 7 e Chang'e 8, que devem avançar na direção de uma presença humana na Lua. <strong>Esses projetos têm como objetivo testar tecnologias, como utilização de recursos locais, infraestrutura de suporte e operações de longa duração. </strong>Paralelamente, a China planeja estabelecer uma base internacional na superfície lunar até aproximadamente 2030. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Respirar ar puro agora é uma exceção: apenas 13 países seguem as recomendações da OMS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/respirar-ar-puro-agora-e-uma-excecao-apenas-13-paises-seguem-as-recomendacoes-da-oms.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um relatório global revela que apenas 14% das cidades e apenas 13 países atingiram o nível de qualidade do ar recomendado pela OMS até 2025. A poluição atmosférica está aumentando em grandes regiões, e os incêndios florestais estão agravando essa tendência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/respirar-aire-limpio-ya-es-una-excepcion-solo-13-paises-cumplen-las-recomendaciones-de-la-oms-1775250580282.jpg" data-image="52oeezaltcz1" alt="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades" title="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades"><figcaption>Dos 143 países e territórios estudados, 130 ultrapassaram o valor anual recomendado pela OMS.</figcaption></figure><p>Apenas 13 países e meros 14% das cidades do mundo atenderam às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para partículas finas PM2,5, consideradas as mais prejudiciais à saúde humana, no ano passado. Este panorama vem da oitava edição do Relatório Mundial da Qualidade do Ar, produzido pela empresa suíça IQAir, que <strong>analisa dados de mais de 40.000 estações de monitoramento em 9.446 cidades de 143 países, territórios e regiões</strong>.</p><p>A nova edição revela contrastes marcantes. Enquanto alguns territórios alcançaram melhorias sustentadas,<strong> outros sofreram deterioração significativa</strong>. No total, 54 países registraram um aumento anual nos níveis de PM2,5, 75 apresentaram reduções, dois permaneceram inalterados e doze foram incluídos no banco de dados global pela primeira vez.</p><h2>Países que estão atendendo às expectativas e países que estão piorando</h2><p>A OMS recomenda não ultrapassar cinco microgramas por metro cúbico de PM2,5 como média anual. Em 2025, <strong>apenas 13 países e territórios conseguiram ficar abaixo desse limite</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A Polinésia Francesa (1,8), Porto Rico (2,4), as Ilhas Virgens Americanas (2,5), Barbados (2,6) e a Nova Caledônia (3,6) lideram a lista. Islândia, Bermudas, Andorra, Reunião, Austrália, Granada, Panamá e Estônia completam o pequeno grupo.</strong></div><p>No extremo oposto do espectro estão o Paquistão (67,3), Bangladesh (66,1), Tadjiquistão (57,3), Chade (53,6) e a República Democrática do Congo (50,2), países que lideram o ranking mundial de poluição.</p><p>No total, 130 dos 143 países e territórios estudados ultrapassaram o valor anual recomendado pela OMS.</p><h2>Tendências por região: entre avanços e retrocessos</h2><p>Na Ásia Oriental, repete-se uma estatística alarmante: pelo segundo ano consecutivo,<strong> nenhuma cidade conseguiu atingir o nível de PM2,5 recomendado pela OMS</strong>. A China, em particular, apresentou uma mudança das áreas mais poluídas para o oeste do país.</p><p>A Europa refletiu um mosaico de situações. Enquanto 23 países registaram aumentos — incluindo a Grécia e a Suíça, ambos com subidas de quase 30% — outros 18 melhoraram os seus indicadores, como Malta, onde a poluição diminuiu 24%. <strong>As flutuações sazonais foram influenciadas pela queima de madeira no inverno</strong><strong>, pelo fumaça dos incêndios florestais canadianos no verão e por episódios de poeira do Saara</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/respirar-aire-limpio-ya-es-una-excepcion-solo-13-paises-cumplen-las-recomendaciones-de-la-oms-1775250809441.jpg" data-image="wpdtglrh31th" alt="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades" title="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades"><figcaption>Um dos fatores mais decisivos foi o avanço dos incêndios florestais.</figcaption></figure><p>Na América Latina e no Caribe, os números foram mais animadores:<strong> 208 cidades reduziram seus níveis médios anuais de PM2,5, em comparação com 95 que registraram aumento</strong>. A Oceania permaneceu uma das regiões mais limpas do planeta, com 61% de suas cidades atendendo aos padrões da OMS, embora a Austrália tenha apresentado picos de poluição devido a um inverno excepcionalmente frio.</p><p>Um dos fatores mais decisivos foi a propagação dos incêndios florestais. Impulsionados pelas mudanças climáticas, eles geraram emissões recordes de biomassa na Europa e no Canadá,<strong> com 1.380 megatoneladas de carbono liberadas na atmosfera</strong>. Pelo segundo ano consecutivo em oito edições, o Canadá voltou a ser o país mais poluído da América do Norte devido à sua severa temporada de incêndios.</p><h2>As cidades mais limpas... e as mais poluídas</h2><p>O relatório também classifica 9.446 cidades. As 25 mais poluídas estão concentradas na Índia, Paquistão e China. Loni (Índia) lidera a lista com 112,5 microgramas por metro cúbico — quase 23% a mais do que em 2024 — seguida por Khotam (China), Byrnihat (Índia), Delhi (Índia) e Faisalabad (Paquistão).</p><p>Em contraste, Nieuwoudt Ville (África do Sul) foi considerada a cidade mais limpa do planeta, com um valor médio de apenas 1,0 microgramas por metro cúbico.</p><h2>“A qualidade do ar precisa de gestão ativa”</h2><p>Frank Hammes, CEO da IQAir Global, enfatiza que “<strong>a qualidade do ar é um recurso frágil que requer gestão ativa</strong>”. Ele destaca a importância de se ter dados em tempo real para que as comunidades possam agir e reduzir as emissões.</p><p>Aidan Farrow, cientista sênior do Greenpeace Internacional, concorda que dados abertos são essenciais para exigir responsabilidade: "O relatório mostra duas realidades: a crise da poluição e o crescimento das comunidades científicas que trabalham para resolvê-la."</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/respirar-ar-puro-agora-e-uma-excecao-apenas-13-paises-seguem-as-recomendacoes-da-oms.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[E se a vida na Terra tivesse origens extraterrestres?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As cinco unidades fundamentais do código genético da vida foram encontradas em amostras retiradas de um asteroide.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/et-si-la-vie-sur-terre-avait-des-origines-extraterrestres-1774107197741.jpeg" data-image="3lbeulgv6quj" alt="asteroides a cair no planeta" title="asteroides a cair no planeta"><figcaption>O bombardeamento pesado tardio pode ter fornecido os elementos essenciais para a construção da vida no nosso planeta!</figcaption></figure><p>De acordo com um estudo publicado na revista <em>Nature Astronomy</em>, amostras retiradas do asteroide Ryugu contêm os <strong>cinco componentes básicos do código genético da vida</strong>, uma descoberta que reforça a ideia de que os ingredientes moleculares da vida existiam muito antes da Terra e podem ter chegado ao nosso planeta através de asteróides.</p><h2>Uma descoberta revolucionária</h2><p>Já tínhamos descoberto que alguns asteroides contêm moléculas orgânicas. Isto é especialmente verdade no caso dos<strong> asteroides carbonáceos</strong>, objetos celestes com uma proporção significativa de carbono, que constituem aproximadamente 15 a 30% dos asteroides conhecidos até à data.</p><div class="texto-destacado">O asteroide Ryugu, descoberto em 1999 por astrónomos norte-americanos, pertence à família dos asteroides carbonáceos. Este objeto aproximadamente esférico, com um diâmetro de cerca de 875 metros, é um asteroide próximo da Terra, ou seja, cruza a órbita da Terra em torno do Sol. Isto possibilitou a organização de uma missão de exploração por parte da agência espacial japonesa.</div><p>Esta missão, chamada Hayabusa 2, tinha como objetivo estudar este corpo inerte em detalhe e também trazer amostras de volta à Terra. <strong>A sonda regressou à Terra com aproximadamente 5,4 gramas de partículas de poeira e rocha</strong> recolhidas da sua superfície, para analisar a composição do asteroide.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Sueface of Asteroid RYUGU taken at night by Hyabusa-2.<br><br>That darkness in the background is kinda scary. <a href="https://t.co/qpM8SH8t4m">pic.twitter.com/qpM8SH8t4m</a></p>— Curiosity (@CuriosityonX) <a href="https://twitter.com/CuriosityonX/status/1996629823976882243?ref_src=twsrc%5Etfw">December 4, 2025</a></blockquote></figure><p>Utilizando cromatografia líquida de ultra-alta eficiência e espectrometria de massa, a equipa de investigação conseguiu identificar as <strong>cinco nucleobases fundamentais: A, G, C, T e U</strong>, uma descoberta importante que pode revolucionar a exobiologia.</p><h2>A vida teve origem no espaço?</h2><p>Para compreender a importância desta descoberta, é necessário rever os fundamentos da nossa biologia. De facto, <strong>o ADN e o ARN baseiam-se em cinco componentes básicos</strong>, ou nucleobases: adenina (A), guanina (G), citosina (C), timina (T) e uracilo (U).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/os-sinais-mais-claros-ate-agora-de-possivel-vida-extraterrestre-foram-detectados-em-um-exoplaneta.html" title="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta">Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/os-sinais-mais-claros-ate-agora-de-possivel-vida-extraterrestre-foram-detectados-em-um-exoplaneta.html" title="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/detectan-en-un-exoplaneta-las-senales-mas-claras-hasta-ahora-de-posible-vida-extraterrestre-1766050674060_320.jpg" alt="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta"></a></article></aside><p>Estes aminoácidos desempenham um <strong>papel crucial no armazenamento, expressão e transmissão da informação genética</strong>. Sob a forma de nucleótidos, são também essenciais para o metabolismo energético das células, sendo que um deles (adenina) participa em inúmeros processos bioquímicos essenciais através da formação de coenzimas.</p><div class="texto-destacado">Até agora, apenas algumas nucleobases isoladas tinham sido detetadas em meteoritos que caíram na Terra, o que já levantava dúvidas sobre uma possível contaminação proveniente da nossa própria biosfera. No entanto, segundo os investigadores, não há dúvidas sobre a presença destas moléculas nas amostras recolhidas do asteroide Ryugu.</div><p>Assim sendo, a deteção destas moléculas sugere que ocorreram reações químicas complexas no meio interestelar ou mesmo na nebulosa solar primitiva, reforçando a hipótese da panspermia molecular. Por outras palavras, <strong>os componentes básicos da vida não teriam sido criados na Terra, mas sim no espaço</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The complete set of nucleobases found in terrestrial DNA and RNA adenine, guanine, cytosine, thymine and uracil have been detected in samples returned from the asteroid Ryugu, according to research published in <a href="https://twitter.com/NatureAstronomy?ref_src=twsrc%5Etfw">@NatureAstronomy</a>: <a href="https://t.co/D9nLslNK9H">https://t.co/D9nLslNK9H</a></p>— Springer Nature (@SpringerNature) <a href="https://twitter.com/SpringerNature/status/2033632397015544001?ref_src=twsrc%5Etfw">March 16, 2026</a></blockquote></figure><p>O nosso planeta foi, portanto, "contaminado" durante o Grande Bombardeamento Final, há aproximadamente 4 mil milhões de anos, quando os <strong>numerosos asteroides que o atingiram transportaram estas bases azotadas para os oceanos primordiais</strong>. De facto, se estes componentes básicos da vida estão presentes em Ryugu, existe uma grande probabilidade de que também estejam presentes em muitos outros corpos celestes.</p><p>Esta descoberta revoluciona a nossa compreensão e investigação sobre a origem da vida noutros planetas. Embora os ingredientes necessários estejam presentes em todo o universo, a questão que se coloca agora é se <strong>as condições que permitiram o surgimento da vida são exclusivas da Terra ou se podem ser encontradas noutros mundos</strong>.</p><h3><em>Referências de notícias</em></h3><p><em><a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/origines-de-la-vie-l-asteroide-ryugu-cachait-l-integralite-des-constituants-de-l-adn-n253119.html" target="_blank">Sommes-nous des extraterrestres ? La découverte sur l'astéroïde Ryugu qui change tout</a>, Les Numériques (17/03/2026), Brice Haziza.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que é a "primavera ultravioleta"? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 21:53:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A ciência alerta que uma guerra nuclear não terminaria com as explosões. Doenças, a "chuva negra", incêndios em grande escala e a chamada "primavera ultravioleta" alterariam a vida na Terra durante décadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-ultravioleta-y-lluvia-negra-la-ciencia-revela-como-seria-la-tierra-tras-una-guerra-nuclear-1774931895223.jpg" data-image="4cum1owx6ghf" alt="Efectos en el planeta de una guerra nuclear." title="Efectos en el planeta de una guerra nuclear."><figcaption>A “primavera ultravioleta” e a “chuva negra” descrevem alguns dos efeitos que os cientistas preveem no rescaldo de uma guerra nuclear. Radiações extremas, doenças e fome marcariam o futuro dos sobreviventes na Terra. Imagem: Recriação de IA.</figcaption></figure><p>O medo de um conflito nuclear está de novo a entrar no debate internacional. As recentes tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia ou o conflito no Irão, reavivaram uma questão que parecia enterrada após a Guerra Fria: <strong>o que aconteceria realmente se várias bombas atómicas detonassem no planeta</strong>.</p><p>Há décadas que a ciência tenta responder a esta questão. Vários estudos analisaram os efeitos físicos, biológicos e ambientais que se seguiriam a uma cadeia de explosões nucleares. O resultado é um quadro extremo: <strong>crise sanitária maciça, colapso alimentar e fenômenos atmosféricos que transformariam o céu durante anos</strong>.</p><h2>Doenças no rescaldo de uma guerra nuclear</h2><p>Num cenário pós detonação nuclear, <strong>as infraestruturas de saúde seriam destruídas em grande parte do globo</strong>. Sem hospitais a funcionar e sem sistemas de água potável, as infeções começariam a multiplicar-se entre aqueles que conseguissem sobreviver à explosão inicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">SIMULACIÓN DE GUERRA NUCLEAR: CONSECUENCIAS<br><br>Un simulador basado en datos científicos muestra el impacto de un conflicto atómico global. El informe detalla que en las primeras horas habría 90 millones de víctimas y el inicio de un invierno nuclear con efectos climáticos <a href="https://t.co/y2TezfLGwb">pic.twitter.com/y2TezfLGwb</a></p>— John P. Acquaviva (@JPAFS) <a href="https://twitter.com/JPAFS/status/2037050667110719947?ref_src=twsrc%5Etfw">March 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Num cenário tão terrível, doenças como a salmonela, a disenteria e a febre tifoide encontrariam um terreno perfeito para se reproduzirem. A falta de água potável e a acumulação de resíduos favoreceriam igualmente o <strong>aparecimento de surtos de malária, dengue e encefalite em vastas regiões do mundo</strong>.</p><p><strong>Os cientistas chamam a atenção para outro fator preocupante: a proliferação de insetos</strong>. Estes animais poderiam reproduzir-se rapidamente, alimentando-se de cadáveres e de restos orgânicos. Ao transportarem agentes patogénicos entre os seres humanos e os animais mortos, poderiam acelerar a propagação de doenças em zonas habitadas.</p><h2>“Chuva negra”: o fenômeno radioativo após uma explosão nuclear</h2><p>A história já nos dá um exemplo claro do que pode acontecer após uma detonação atómica. Após o bombardeamento de Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial, surgiu <strong>um fenómeno a que as testemunhas chamaram “chuva negra”</strong>.</p><p>Os incêndios provocados pela explosão transportaram cinzas e partículas radioativas para as nuvens. Horas mais tarde, esta mistura desceu sobre a cidade sob a forma de <strong>gotículas escuras e densas, com uma textura descrita como oleosa ou semelhante a alcatrão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio">Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774847395876_320.jpg" alt="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio"></a></article></aside><p>Aqueles que foram expostos a essa recepção sofreram graves consequências. Em muitos casos, há queimaduras relacionadas com a radiação,<strong> </strong>bem como<strong> envenenamento por materiais contaminados que desceram da atmosfera</strong>.</p><h2>“Primavera ultravioleta”: o céu depois de uma guerra nuclear</h2><p><strong>Um dos efeitos mais perturbadores descritos pela investigação científica é a chamada “primavera ultravioleta”</strong>. Este fenómeno pode aparecer depois de o fumaça e as poeiras libertados pelas explosões se dissiparem parcialmente da atmosfera.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/asmaLnhaFiY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=asmaLnhaFiY" id="asmaLnhaFiY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Durante este período, a camada de ozono seria gravemente danificada. Com a perda desta proteção natural, <strong>a radiação solar atingiria a superfície da Terra com muito maior intensidade</strong>, especialmente sob a forma de radiação UV-B, que é considerada altamente prejudicial para os seres vivos.</p><p>As consequências serão de grande alcance. <strong>O número de cancros da pele aumentaria entre os sobreviventes e muitos ecossistemas sofreriam danos profundos</strong>. As culturas também seriam diretamente afetadas, pois o excesso de radiação poderia afetar o crescimento das plantas e reduzir ainda mais a produção de alimentos.</p><h2>Fome e tempestades de fogo</h2><p>Para além dos efeitos imediatos, os especialistas alertam para a possibilidade de uma crise alimentar à escala planetária. <strong>O fumaça das cidades em chamas pode elevar-se a grandes altitudes e envolver a Terra durante meses</strong>.</p><p>Uma nuvem tão grande de fuligem bloquearia parte da luz solar. Com menos radiação a chegar ao solo, <strong>as temperaturas desceriam e as colheitas começariam a falhar</strong>. A plantação e a colheita de alimentos tornar-se-iam extremamente difíceis durante pelo menos um ano.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">OMS advirtió "lluvia negra" los compuestos tóxicos en el aire en Irán después de ataques a las instalaciones petroleras podrían causar problemas respiratorios, y respaldó la advertencia de Irán que insta a las personas a permanecer en sus hogares.<a href="https://t.co/n8a9NyUHKX">pic.twitter.com/n8a9NyUHKX</a></p>— News Day Mundo (@NewsDayMundo) <a href="https://twitter.com/NewsDayMundo/status/2031489139061699057?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>A isto juntar-se-ia outro fenómeno destrutivo: as chamadas tempestades de fogo</strong>. A combinação de edifícios desmoronados, combustível libertado e condutas de gás rompidas geraria incêndios urbanos gigantescos. Os ventos transportariam as chamas de todas as direções, elevando as temperaturas mesmo nos abrigos subterrâneos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova imagem da Terra capturada pela Artemis II revela mais do que beleza, o que ela nos ensina?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-imagem-da-terra-capturada-pela-artemis-ii-revela-mais-do-que-beleza-o-que-ela-nos-ensina.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 21:42:12 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA revelou em 3 de abril uma imagem da Terra tirada pelo comandante Reid Wiseman durante a missão Artemis II.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-imagem-da-terra-capturada-pela-artemis-ii-revela-mais-do-que-beleza-o-que-ela-nos-ensina-1775337262076.png" data-image="9oep166qepmw" alt="Astronautas da missão Artemis II divulgaram imagens da Terra enquanto estão a bordo da cápsula Orion. Crédito: NASA" title="Astronautas da missão Artemis II divulgaram imagens da Terra enquanto estão a bordo da cápsula Orion. Crédito: NASA"><figcaption>Astronautas da missão Artemis II divulgaram imagens da Terra enquanto estão a bordo da cápsula Orion. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A NASA divulgou no dia 3 de abril uma nova imagem da Terra capturada pelo comandante Reid Wiseman a bordo da missão Artemis II. <strong>A fotografia mostra uma face inteira do planeta e permite observar simultaneamente duas regiões de auroras nos polos. </strong>Além disso, é possível identificar porções dos continentes africano e europeu, bem como uma pequena parte da América do Sul. A imagem destaca a interação entre o campo magnético terrestre e partículas energéticas do vento solar, responsáveis pelas auroras. </p><p><strong>A nova foto logo foi associada com registros históricos obtidos durante o programa Apollo, especialmente à icônica fotografia capturada na última missão Apollo, Apollo 17, em 1972.</strong> Essa foto apresentou uma visão completa do globo terrestre e, assim como naquele contexto, o novo registro mostra como observamos a Terra e como somos parte de um sistema muito maior. A comparação entre as duas fotos evidencia avanços tecnológicos, mas também a continuidade dessas observações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-eis-como-o-retorno-historico-da-humanidade-a-lua-se-desenrolara-dia-a-dia.html" title="Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia">Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-eis-como-o-retorno-historico-da-humanidade-a-lua-se-desenrolara-dia-a-dia.html" title="Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-eis-como-o-retorno-historico-da-humanidade-a-lua-se-desenrolara-dia-a-dia-1774983438398_320.jpg" alt="Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia"></a></article></aside><p>Do ponto de vista científico, a foto obtida pela Artemis II levanta questões sobre a dinâmica do sistema terrestre e sua interação com o ambiente espacial.<strong> A observação simultânea de auroras em diferentes regiões fornece dados sobre a estrutura do campo magnético e a influência do vento solar. </strong>Além disso, a visualização dos continentes e da atmosfera mostra como áreas de Climatologia e Geofísica são importantes. Esse tipo de registro também contribui para a divulgação científica.</p><h2>O que é um geoide?</h2><p>O geoide é definido como uma superfície equipotencial do campo gravitacional da Terraque coincide, aproximadamente, com o nível médio dos oceanos em repouso. <strong>A geoide acaba sendo uma superfície irregular por causa da distribuição heterogênea de massa no interior da Terra.</strong> Diferentemente de um elipsoide de referência, o geoide é descrito por condições do potencial gravitacional. Essa superfície é fundamental como referência para altitudes físicas, pois representa a direção do vetor gravidade em cada ponto. </p><div class="texto-destacado">É importante notar que o geoide conecta medições geofísicas à forma real do planeta porque é uma forma de mostrar a distribuição de matéria e como isso afeta a superfície do planeta. </div><p>O cálculo do geoide envolve a determinação do potencial gravitacional terrestre, combinando modelos de gravidade global e medições locais. Esse processo utiliza dados de satélites e observações terrestres e oceânicas. <strong>Matematicamente, o geoide é obtido resolvendo a equação de Laplace para o potencial gravitacional. </strong>Esses modelos permitem representar variações do campo gravitacional e, como resultado, o geoide é refinado à medida que novos dados são incorporados.</p><h2>Geoide ou esfera?</h2><p>Com isso, a Terra é melhor descrita por essa descrição matemática chamada geoide, justamente por ser inferido por dados observacionais e reflete variações espaciais causada pela distribuição de massa. <strong>Em contraste, uma esfera é uma idealização geométrica com raio constante e simetria perfeita. </strong>As diferenças entre o geoide e uma esfera são quantificadas por variaçnoes de dezenas a centenas de metros. Essas variações são resultado de anomalias gravitacionais associadas a estruturas geológicas e dinâmicas internas do planeta.</p><p>Apesar dessas irregularidades, a Terra aparenta ser praticamente esférica em imagens obtidas do espaço devido à escala envolvida. <strong>O raio médio terrestre é da ordem de 6.371 km, enquanto as variações do geoide estão na ordem de metros.</strong> Essa diferença é inferior à resolução espacial de observação em imagens globais, tornando as irregularidades imperceptíveis visualmente. Consequentemente, para observadores externos, o planeta apresenta uma forma de uma esfera quase perfeita. </p><h2>Novo registro pela Artemis II</h2><p>A nova foto da Terra foi obtido pelo comandante Reid Wiseman a partir da janela da cápsula Orion. <strong>A foto foi registrada após a execução de uma manobra que coloca a nave em trajetória em direção à Lua.</strong> A imagem revela simultaneamente duas regiões de auroras, localizadas em hemisférios opostos, mostrando a interação entre o campo magnético terrestre e vento solar. Esse tipo de observação é importante para o estudo da magnetosfera e da dinâmica atmosférica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">We see our home planet as a whole, lit up in spectacular blues and browns. A green aurora even lights up the atmosphere. That's us, together, watching as our astronauts make their journey to the Moon. <a href="https://t.co/6JkKufBgtJ">pic.twitter.com/6JkKufBgtJ</a></p>— NASA (@NASA) <a href="https://twitter.com/NASA/status/2040059770237849635?ref_src=twsrc%5Etfw">April 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Outro aspecto é a presença da luz zodiacal, visível como um brilho difuso associado à dispersão da luz solar por partículas de poeira interplanetária. <strong>Esse fenômeno aparece na região onde a Terra está parcialmente eclipsando o Sol. </strong>A fotografia também permite identificar porções dos continentes africano e europeu, além de uma pequena área da América do Sul. A combinação desses elementos fornece informações sobre processos físicos que atuam no sistema Terra-espaço. </p><h2>Comparação com outros registros</h2><p><strong>A nova imagem da Terra obtida durante a Artemis II estabelece um paralelo direto com o registro produzido pela Apollo 17 em 1972, conhecido como “Blue Marble”.</strong> Ambas as imagens compartilham uma geometria de observação em grande distância, permitindo a visualização do disco terrestre quase completo. Do ponto de vista técnico, a nova imagem se beneficia de avanços em sensores digitais, resolução espectral e controle de exposição. </p><p>No contexto científico e de divulgação, imagens como as da Apollo 17 e da Artemis II desempenham um papel na comunicação da ciência. <strong>Elas mostram, em uma única observação, múltiplos fenômenos físicos, desde dinâmica atmosférica até interações magnetosféricas. </strong>Além disso, funcionam como ferramentas pedagógicas para explicar conceitos sobre Ciências da Terra e Astronomia. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-imagem-da-terra-capturada-pela-artemis-ii-revela-mais-do-que-beleza-o-que-ela-nos-ensina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viagens interplanetárias: experiências para eliminar o principal risco para o corpo humano]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As missões tripuladas a Marte estão a tornar-se uma realidade cada vez mais iminente, planeadas para a próxima década, mas ainda persistem alguns obstáculos. Um dos mais significativos diz respeito à reação do corpo humano à gravidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368858073.jpg" data-image="tv6xt1jz4kuz" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Renderização 3D de um pôr-do-sol em Marte.</figcaption></figure><p><strong>A primeira expedição humana a Marte está prestes a acontecer</strong>. Tanto a NASA como a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) têm projetos que deverão concretizar-se em breve, dentro da próxima década.</p><div class="texto-destacado"> Entre as várias dificuldades que ainda têm de ser enfrentadas, uma das mais graves está relacionada com a ausência de gravidade, que no planeta vermelho é de aproximadamente 38% da gravidade da Terra.<br> </div><p> <strong>Mais problemática ainda é a viagem</strong>, durante a qual a gravidade estaria completamente ausente durante um longo período. </p><p>A diferença em relação às missões anteriores à Lua reside precisamente na duração. <strong>Uma viagem a Marte demoraria entre seis a oito meses só de ida</strong>, enquanto os astronautas que caminharam na Lua regressaram antes de a ausência de gravidade se tornar um problema sério.</p><p>Encontrar uma solução é agora uma prioridade.</p><h2> Ausência de gravidade e danos a longo prazo </h2><p>Numa viagem a Marte, <strong>um período prolongado em gravidade zero expõe os astronautas a danos nos ossos, músculos, sistema cardiovascular e metabolismo</strong>, com prováveis efeitos a longo prazo.</p><p> Por esta razão, estudos recentes conduzidos por uma equipa internacional estão a focar-se nos <strong>efeitos da baixa gravidade </strong>no organismo humano e em possíveis métodos para os combater. </p><p>O tecido muscular esquelético é o maior, representando 40% da massa corporal. Particularmente sensível, é essencial não só para o movimento, mas também para a saúde metabólica.</p><p>No entanto, os <strong>dados disponíveis sobre os efeitos da ausência de gravidade prolongada são ainda muito limitados</strong>, razão pela qual as primeiras experiências com ratos foram realizadas na ISS, abrindo novas possibilidades de soluções.</p><h2> Os primeiros experimentos </h2><p>Os ratos foram colocados num dispositivo denominado MARS (Multiple Artificial Gravity Research System), capaz de <strong>simular quatro níveis diferentes de baixa gravidade</strong>, durante um período de vinte e oito dias.</p><p> No final do período de observação, a equipa de Marie Mortreaux, cientista do Laboratório de Biologia Muscular de Rhode Island, realizou análises aos indivíduos. </p><p>Os<strong> testes analisaram ossos, músculos e metabolitos</strong> — substâncias químicas presentes no sangue. Está demonstrado que uma gravidade equivalente a dois terços da gravidade terrestre é praticamente inofensiva para os músculos e ossos. Uma gravidade de 0,67 g, equivalente a um terço da gravidade terrestre, provoca a perda de força muscular.</p><p>Assim sendo, <strong>o limite abaixo do qual começa a ser arriscado é de 0,67 g</strong>.</p><h2> Experimentos humanos <br></h2><p>Replicar as experiências no corpo humano seria fundamental, mas ainda não foi possível, principalmente porque <strong>não existe nenhum lugar com gravidade artificial</strong> onde as pessoas possam permanecer o tempo suficiente para obter dados úteis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368895083.jpg" data-image="2ky5jk549biy" alt="Gravidade" title="Gravidade"><figcaption>A ausência de gravidade durante um período prolongado provoca danos a longo prazo.</figcaption></figure><p>A <strong>única evidência de gravidade artificial no espaço é bastante antiga</strong>, remontando à missão Gemini-11 de 1966, na qual uma nave espacial foi girada em torno de outra através de um cabo, criando uma gravidade muito baixa, mas apenas durante algumas horas.</p><p><strong>Algumas experiências foram realizadas em laboratório</strong>, mas, mais uma vez, durante um período de tempo muito curto.</p><p>Isto porque a criação de simuladores de ausência de gravidade em grande escala é <strong>complexa e dispendiosa</strong>, e a forma como o corpo humano reage ainda não está totalmente compreendida.</p><h2> Possíveis soluções </h2><p>No entanto, após a experiência com ratos, <strong>foi possível formular algumas hipóteses</strong> sobre possíveis soluções para futuras viagens espaciais.</p><p> Uma estrutura rotativa poderia simular a gravidade utilizando a força centrífuga. O projeto Nautilus-X da NASA baseia-se precisamente nesta ideia. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas">Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinturones-de-van-allen-el-anillo-de-radiacion-que-protege-la-tierra-y-desafia-a-los-astronautas-1769878774715_320.jpeg" alt="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"></a></article></aside><p>Os astronautas na Estação Espacial Internacional já utilizam <strong>aparelhos de ginástica para reduzir a atrofia, ou perda, de massa muscular</strong>.</p><p>Um sistema híbrido que combine o uso de estruturas rotativas com exercício físico é também uma ideia interessante. No entanto, encontra-se atualmente em fase de projeto. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Matthew Williams - <a href="https://www.universetoday.com/articles/how-will-martian-gravity-affect-skeletal-muscle" target="_blank">How Will Martian Gravity Affect Skeletal Muscle?</a> Universe Today (2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chocolate caro na Páscoa: como o clima afetou o cacau e o preço no supermercado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-afetou-o-cacau-e-o-preco-no-supermercado.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 19:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Antes da Páscoa, o chocolate pesa mais no bolso porque o preço final depende não só da cotação do cacau, mas também do clima nas lavouras, da oferta global e do atraso entre commodity, indústria e supermercado. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-do-cacau-vira-preco-no-supermercado-1775221471505.jpg" data-image="s51okj0k3lou" alt="chocolate, Pascua, Pascoa, cacau" title="chocolate, Pascua, Pascoa, cacau"><figcaption>O chocolate depende de uma cadeia longa, que começa no campo e termina no varejo.</figcaption></figure><p>Nos dias que antecedem a Páscoa, muita gente percebe a mesma cena no corredor do supermercado: ovos, barras e bombons mais caros do que gostaria. No Brasil, esse incômodo não é só impressão. <strong>Na virada para 2026, o item “chocolate em barra e bombom” apareceu entre as principais altas alimentares do <strong>Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo</strong> </strong><strong><strong>IPCA), </strong></strong>com avanço de 27,12% em 12 meses em dezembro de 2025, segundo material do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas a história do preço do chocolate não começa na gôndola. Ela começa muito antes, nas áreas produtoras de cacau. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A cotação internacional do grão despencou mais de 70% em relação ao pico do fim de 2024</strong> e girava em torno de US$ 3.250 por tonelada em 3 de abril de 2026. Ainda assim, essa queda não chega de forma imediata ao consumidor. Entre a commodity e o produto final existe um caminho mais lento, com contratos, estoques e planejamento industrial. </p><h2>Quando o céu aperta, a oferta encolhe </h2><p>A relação entre clima e chocolate é mais direta do que parece. A África Ocidental responde por cerca de 70% da produção mundial de cacau, e qualquer problema ali mexe com o mercado inteiro. <strong>Em Gana, por exemplo, a própria autoridade do setor alertou em 2025 que o excesso de chuva, a redução de insolação e o aumento de doenças fúngicas</strong> poderiam reduzir a produção. Esse tipo de combinação atinge o enchimento das vagens, a qualidade dos grãos e a renda do produtor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-do-cacau-vira-preco-no-supermercado-1775221831961.jpg" data-image="f0nlyiycl2c4" alt="Cacau, chocolate, doenças" title="Cacau, chocolate, doenças"><figcaption>Doenças fúngicas no cacau podem reduzir a produtividade e agravar a pressão sobre a oferta global.</figcaption></figure><p>Foi justamente <strong>essa sequência de choques que ajudou a empurrar o cacau para níveis recordes recentemente</strong>: primeiro, problemas climáticos e fitossanitários apertaram a oferta; depois, o mercado começou a reajustar preços em toda a cadeia. </p><p>Agora o quadro parece menos dramático do que no auge da crise. <strong>Em março de 2026, agricultores na Costa do Marfim relataram chuvas regulares e perspectiva de uma safra intermediária mais forte,</strong> enquanto a ICCO (Organização Internacional do Cacau) revisou a temporada <strong>2024/25 para um superávit global de 75 mil toneladas</strong>. Mesmo assim, melhora de safra não apaga da noite para o dia o encarecimento acumulado antes. </p><h2>Da lavoura à indústria, o repasse anda devagar </h2><p>Quem olha apenas a cotação do cacau pode imaginar que, se o grão caiu, o chocolate deveria cair junto. <strong>Só que a indústria não compra matéria-prima como o consumidor compra um bombom. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-do-cacau-vira-preco-no-supermercado-1775222155298.jpg" data-image="qrt7ajr7ynkc" alt="Cacau, chocolate, mercado" title="Cacau, chocolate, mercado"><figcaption>Após disparar a níveis recordes, a cotação internacional do cacau recuou, mas esse alívio não chega de forma imediata ao preço do chocolate no varejo. Fonte: Trading Economics.</figcaption></figure><p>Fabricantes fecham compras com antecedência, processam estoques e definem produção sazonal muitos meses antes da Páscoa. <strong>Segundo a Reuters, boa parte dos chocolates sazonais deste ano foi produzida quando o cacau ainda estava extremamente caro. </strong></p><p>Na prática, esse atraso aparece assim:</p><ul> <li><strong>a indústria compra cacau meses antes da venda final;</strong></li> <li>a fábrica precisa consumir estoques antigos antes de sentir plenamente a matéria-prima mais barata;</li> <li><strong>o varejo reajusta preços com atraso, especialmente em datas sazonais fortes como a Páscoa.</strong></li> </ul><p>Por isso, a queda da commodity pode até melhorar o humor do mercado, mas não se traduz automaticamente em alívio imediato na prateleira. </p><h2>A cotação cai, mas o supermercado responde depois </h2><p>É por isso que o preço do chocolate pode continuar alto mesmo quando o noticiário fala em queda do cacau. <strong>O mercado internacional reage rápido a expectativa de safra, clima e estoques. </strong>O varejo, não. Ele carrega o peso de decisões tomadas meses antes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em outras palavras: a barra vendida hoje nem sempre reflete o cacau negociado hoje. Muitas vezes, ela ainda carrega o custo do período em que o grão estava em patamares muito mais elevados. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O clima do cacau importa, e muito, porque ele ajuda a moldar a oferta global. <strong>Mas entre uma chuva boa na Costa do Marfim e um preço mais amigável no supermercado existe um intervalo inevitável. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cacau-na-amazonia-o-clone-certo-pode-driblar-a-vassoura-de-bruxa-e-render-mais-chocolate.html" title="Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate">Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cacau-na-amazonia-o-clone-certo-pode-driblar-a-vassoura-de-bruxa-e-render-mais-chocolate.html" title="Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cacau-na-amazonia-o-clone-certo-pode-driblar-a-vassoura-de-bruxa-e-render-mais-chocolate-1771795037194_320.jpg" alt="Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate"></a></article></aside><p>Se a recuperação produtiva se confirmar e o superávit global ganhar consistência, o alívio pode aparecer mais à frente. <strong>Para esta Páscoa, porém, a rota climática do chocolate ainda pesa no bolso.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-afetou-o-cacau-e-o-preco-no-supermercado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 17:49:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Evitar o colapso da biodiversidade amazônica exige abandonar modelos extrativistas e adotar transições sustentáveis baseadas em governança local, inovação social e estratégias regenerativas que integrem economia e conservação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo-1775234401641.jpg" data-image="pyb0nx8lz2kx" alt="Uma foto de drone mostra a devastação de um incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro de 2024) — Foto: Bruno Kelly/Reuters" title="Uma foto de drone mostra a devastação de um incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro de 2024) — Foto: Bruno Kelly/Reuters"><figcaption>Uma foto de drone mostra a devastação de um incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro de 2024) — Crédito: Bruno Kelly/Reuters</figcaption></figure><p>O <strong>desmatamento na Amazônia vai além de uma questão ambiental isolada e reflete um sistema socioeconômico complexo</strong>, segundo pesquisa publicada pela Universidade de Cornell. </p><p>De acordo com os autores, fatores como<strong> infraestrutura, tecnologia, instituições e até narrativas dominantes</strong> contribuem para moldar esse sistema, criando um ciclo que favorece a degradação da floresta.</p><p>Nesse cenário,<strong> a perda de biodiversidade não ocorre apenas por pressões diretas,</strong> mas também por estruturas que sustentam e reproduzem práticas insustentáveis ao longo do tempo.</p><h2>Três caminhos possíveis </h2><p> O estudo identifica três trajetórias principais para enfrentar o problema. A primeira é a “otimização”, baseada em eficiência e mitigação, como reduzir impactos sem mudar o modelo econômico. </p><p>A segunda é o enfoque em<strong> “capital natural”</strong>, que busca atribuir valor econômico à natureza. Embora útil, essa abordagem pode depender excessivamente de mercados e decisões centralizadas. </p><p>Ambas, segundo os autores, têm limitações importantes e<strong> podem não ser suficientes para reverter a perda de biodiversidade.</strong></p><h2>A alternativa regenerativa </h2><p> A terceira via (considerada a mais promissora) é a<strong> transformação regenerativa.</strong> Ela enfatiza soluções locais, participação comunitária e inovação social. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo-1775234596449.jpg" data-image="k7cm6ovxcjge" alt="Populações locais são as mais afetadas pelas mudanças na Amazônia, mas também podem liderar soluções. Crédito: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil" title="Populações locais são as mais afetadas pelas mudanças na Amazônia, mas também podem liderar soluções. Crédito: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil"><figcaption>Populações locais são as mais afetadas pelas mudanças na Amazônia, mas também podem liderar soluções. Crédito: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil</figcaption></figure><p>Nesse modelo,<strong> populações locais deixam de ser apenas afetadas e passam a ser protagonistas</strong> na gestão da floresta. Isso inclui práticas agroecológicas, economia de base florestal e governança descentralizada. </p><p> A abordagem reconhece que soluções universais não funcionam em um sistema tão diverso quanto a Amazônia.</p><h2>Evitar o colapso exige mudança estrutural </h2><p>O artigo destaca que “curvar a trajetória” da perda de biodiversidade depende de <strong>mudanças profundas</strong>, não apenas ajustes incrementais. </p><p>Isso envolve repensar o desenvolvimento regional, integrando conservação, justiça social e economia. Sem isso, o sistema tende a continuar produzindo degradação. </p><div class="texto-destacado">Diante do risco crescente de colapso ecológico, a Amazônia ainda tem margem para recuperação, mas apenas se houver uma transição real de modelo, e não apenas adaptações superficiais.</div><p> Além disso, a pesquisa enfatiza que<strong> a transição regenerativa depende de múltiplos níveis de ação coordenada</strong>. Não se trata apenas de iniciativas isoladas, mas de alinhar políticas públicas, investimentos privados e conhecimento científico com práticas locais já existentes. </p><h2> Transição exige integração, conhecimento e mudança de narrativas</h2><p>Os autores destacam que<strong> comunidades indígenas e tradicionais possuem sistemas de manejo que historicamente mantiveram a floresta em equilíbrio</strong>, sendo fundamentais para qualquer estratégia futura. Integrar esse conhecimento com inovação tecnológica, como monitoramento por satélite, cadeias produtivas rastreáveis e bioeconomia, pode ampliar o impacto das soluções.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761334" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas.html" title="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas">"Terra preta da Amazônia" aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas.html" title="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas-1774812368892_320.jpg" alt="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas"></a></article></aside><p>Outro ponto relevante é<strong> o papel das narrativas.</strong> O estudo argumenta que a forma como a Amazônia é percebida, seja como fronteira econômica ou como patrimônio ecológico, influencia diretamente decisões políticas e econômicas. Mudar essa narrativa é parte essencial da transição.</p><p>Por fim, o artigo ressalta que há uma janela de oportunidade, mas ela está se fechando rapidamente. A<strong> continuidade das tendências atuais pode levar a pontos de não retorno ecológico</strong>. Por isso, ações transformadoras precisam ocorrer com urgência, escala e consistência, evitando que a degradação avance além da capacidade de recuperação do sistema amazônico.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Cornell University. Artigo<a href="https://arxiv.org/abs/2507.06663" target="_blank"> "Sustainability Transitions and Bending the Curve of Biodiversity Collapse in the Amazon Forest"</a>. 2025</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria, ar frio e chuvas pelo Brasil; confira a previsão para o domingo de Páscoa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 14:29:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O feriado da Páscoa será marcado pela presença de nuvens carregadas pelo Brasil, além de ar frio deixando as temperaturas amenas em áreas pontuais</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana.html" target="_blank">Formação de ciclone aumentou o risco de tempestades severas na próxima semana</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa49tls"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa49tls.jpg" id="xa49tls"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste <strong>Sábado de Aleluia (4)</strong>, o dia terá <strong>cara de verão</strong>, com manhãs em que o <strong>sol aparece</strong> em boa parte do Brasil e, durante a tarde, a presença de <strong>instabilidades</strong> favorece a formação de <strong>nuvens carregadas</strong>. Além disso, as <strong>chuvas</strong> podem ter potencial para gerar <strong>problemas pontuais</strong>, devido à sua intensidade <strong>moderada a forte</strong>.</p><p>Neste <strong>final de semana</strong>, duas <strong>frentes frias</strong> vão atuar sobre o país e provocar algumas <strong>mudanças no padrão do tempo</strong> observado nos últimos dias, que foram marcados por maior <strong>estabilidade</strong>, principalmente no <strong>Rio Grande do Sul</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O <strong>primeiro domingo de abril</strong> será marcado pelas <strong>comemorações da Páscoa</strong>, mas como fica o <strong>tempo na sua região</strong>? Na sua <strong>cidade</strong>? A seguir, trazemos as <strong>informações da previsão</strong> para este <strong>domingo (5)</strong>.</p><h2>Frente fria, ar frio e chuvas marcam feriado da Páscoa</h2><p>O <strong>Domingo de Páscoa (5)</strong>, um dos feriados mais importantes para os religiosos, será marcado pela presença de <strong>frente fria</strong>, <strong>chuva</strong> e também de <strong>ar frio</strong> sobre o Brasil. Ainda na madrugada, pancadas de <strong>chuva</strong> são previstas para áreas do <strong>Amazonas</strong>, <strong>Pará</strong>, norte do <strong>Mato Grosso</strong>, região metropolitana de<strong> Salvador (BA)</strong> e leste do <strong>Rio Grande do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307660334.jpg" data-image="3ulnrql2l1e3" alt="Mapa de precipitação." title="Mapa de precipitação."><figcaption>Chuva e nebulosidade prevista para a tarde deste Domingo de Páscoa (5).</figcaption></figure><p>Nas demais áreas do país, a previsão é de <strong>tempo parcialmente nublado</strong> e, durante o <strong>amanhecer</strong>, há possibilidade de <strong>nevoeiros</strong> em diversas regiões. Ao longo da <strong>manhã</strong>, a previsão de <strong>chuvas diminui</strong> sobre as regiões <strong>Sul, Centro-Oeste e Norte</strong> do Brasil, mas no <strong>litoral norte do Nordeste</strong> há previsão de <strong>chuvas intensas</strong> no final da manhã.</p><p>Ao longo da <strong>tarde</strong>, a presença de uma <strong>frente fria sobre o oceano</strong> auxilia na formação de um <strong>fraco corredor de umidade</strong>, vindo do <strong>Norte em direção ao Sudeste do Brasil</strong>. Com isso, as <strong>instabilidades</strong> estão previstas para a tarde em áreas de <strong>Minas Gerais</strong>, <strong>Rio de Janeiro</strong>, leste de <strong>São Paulo</strong>, <strong>Goiás</strong>, <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e <strong>Mato Grosso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307729363.jpg" data-image="ldmtp24gmv9b" alt="Probabilidade de chuva." title="Probabilidade de chuva."><figcaption>Mapa de probabilidade de chuva ao longo da tarde deste domingo (5).</figcaption></figure><p>Nessas regiões, as <strong>chuvas</strong> terão <strong>intensidades variadas</strong>, mas, de forma <strong>pontual</strong>, há riscos de <strong>chuvas fortes</strong>, com <strong>alertas para alagamentos</strong> e formação de <strong>enxurradas</strong>. Sobre a <strong>Região Sul</strong>, as chuvas ficam concentradas na <strong>porção leste</strong>, com <strong>intensidade moderada</strong>.</p><p>A <strong>tarde do Nordeste</strong> será marcada por <strong>chuvas</strong>, afetando o <strong>sudeste e leste da Bahia</strong>, incluindo a <strong>capital Salvador</strong>. Contudo, os <strong>alertas são maiores</strong> para o <strong>litoral norte</strong>, na faixa entre <strong>Natal e São Luís</strong>, com riscos de <strong>chuvas intensas</strong> e <strong>tempestades</strong>. O <strong>Norte do Brasil</strong> terá chuvas concentradas em <strong>duas áreas principais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307672516.jpg" data-image="iscefxvpehck" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Água precipitável para a tarde deste domingo (5), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>A primeira área fica na região <strong>próxima a Belém</strong>, com previsão de <strong>chuva intensa</strong>, e a segunda se estende pela faixa entre <strong>Acre</strong>, sul do <strong>Amazonas</strong> e <strong>Rondônia</strong>, também com <strong>riscos de chuvas fortes</strong> e <strong>transtornos</strong>.</p><h2>Ar frio deixa Páscoa com temperaturas amenas</h2><p>O <strong>calor dará uma trégua</strong> em alguns pontos do <strong>Sul do Brasil</strong>. Após dias com temperaturas próximas de 37°C, o <strong>ar frio</strong> irá avançar sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> e parte de <strong>Santa Catarina</strong>, deixando a <strong>Páscoa com temperaturas mais baixas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307645665.jpg" data-image="achp56pllf0a" alt="Mapa de temperatura." title="Mapa de temperatura."><figcaption>Temperatura prevista para a tarde de domingo (5).</figcaption></figure><p>O <strong>amanhecer</strong> terá <strong>cara de inverno</strong>, com <strong>temperatura mínima de até 13°C</strong> no sul do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, enquanto na <strong>porção central e leste</strong> as temperaturas variam entre <strong>15°C e 20°C</strong>. Em <strong>Santa Catarina</strong>, o friozinho aparece na <strong>região da Serra</strong>, com os termômetros variando entre <strong>14°C e 17°C</strong>.</p><p>Mas é durante a tarde que o <strong>frio realmente será sentido</strong>. A <strong>temperatura máxima</strong> não deve superar <strong>22°C</strong> no extremo sul gaúcho, e em <strong>Porto Alegre (RS)</strong> a máxima será de <strong>23°C</strong>. Na <strong>Serra Gaúcha</strong>, o frio ainda persiste, com <strong>18°C em Caxias do Sul</strong> e <strong>17°C em Canela</strong>. O mesmo cenário é previsto para a <strong>Serra Catarinense</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307634826.jpg" data-image="27pxmrcm9175" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Previsão da anomalia de temperatura em 850 hPa. Mapa mostra oa avanço do ar frio sobre o RS e parte de SC.</figcaption></figure><p>O <strong>frio deste domingo (5)</strong> ficará mais concentrado no <strong>centro-leste do Rio Grande do Sul</strong>. Já na <strong>porção oeste e noroeste</strong> do estado gaúcho, em <strong>Santa Catarina</strong> e em boa parte do <strong>Paraná</strong>, o <strong>calor ainda estará presente</strong>, e de forma <strong>bem intensa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um físico chileno consegue controlar a luz de novas formas e abre a porta a tecnologias mais eficientes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-fisico-chileno-consegue-controlar-a-luz-de-novas-formas-e-abre-a-porta-a-tecnologias-mais-eficientes.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Computadores que funcionam com luz em vez de eletricidade, ou painéis solares que funcionam com a capacidade máxima mesmo que os seus materiais não sejam perfeitos, são alguns dos avanços que poderiam ser feitos controlando a luz sem a necessidade de paredes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fisico-chileno-logra-controlar-la-luz-de-nuevas-formas-y-abre-la-puerta-a-tecnologias-mas-eficientes-1774797789821.jpg" data-image="229nvyjxrbrz" alt="experimento" title="experimento"><figcaption>Um investigador da Universidade do Chile estuda a forma de controlar as ondas de luz e a eletricidade em materiais artificiais.</figcaption></figure><p>No mundo da física existe a chamada dinâmica <strong>“não-linear”</strong>, que estuda sistemas onde as regras convencionais são quebradas e, portanto, o comportamento <strong>não é proporcional à causa</strong>. Nesses sistemas complexos, muitas vezes caóticos e imprevisíveis, uma pequena mudança não gera um resultado previsível, mas muitas possibilidades.</p><div class="texto-destacado">Neste cenário, o físico Mario Molina Gálvez, académico do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Chile, concluiu uma investigação que demonstra que, em condições específicas, a luz e a energia apresentam comportamentos surpreendentes.</div><p>Ao conseguir domar este caos e ao “controlar” de alguma forma a luz, o investigador abriu a porta a <strong>formas de controlo que antes pareciam impossíveis</strong>, uma descoberta que promete revolucionar tudo, desde a Internet de alta velocidade à eficiência das energias renováveis.</p><h2>Revolução em três pilares da tecnologia</h2><p>A investigação de Molina não se fica pela teoria, mas propõe uma mudança de paradigma na forma como interagimos com as leis fundamentais do universo, que se poderá<strong> traduzir em avanços concretos nas telecomunicações, na informática e na energia solar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fisico-chileno-logra-controlar-la-luz-de-nuevas-formas-y-abre-la-puerta-a-tecnologias-mas-eficientes-1774797807862.jpg" data-image="0hacpp4rxj6j" alt="luz" title="luz"><figcaption>As descobertas de Molina poderão ser a chave para computadores ópticos e painéis solares mais eficientes, entre outras tecnologias.</figcaption></figure><h3>Filtros elétricos ultra-precisos</h3><p>Molina demonstrou que é possível criar “ilhas de energia” onde a energia, em vez de se dispersar, fica confinada a um único ponto. O investigador concebeu redes onde as ondas “colidem” de tal forma que se anulam no exterior, mas são reforçadas num centro comum. Desta forma, <strong>a energia fica retida pela sua própria dinâmica, sem necessidade de barreiras físicas</strong>.</p><p>Ao garantir que a energia não se dispersa e fica confinada em “ilhas” sem necessidade de barreiras físicas, <strong>abre-se a porta para a criação de filtros elétricos de altíssima precisão</strong>.</p><div class="texto-destacado">Segundo Molina, estes filtros funcionariam bloqueando ou permitindo a passagem de ondas de energia específicas, bastando para isso ajustar o espaçamento entre os componentes da rede elétrica.</div><p>Este princípio ajudaria a desenvolver sensores ópticos de alta precisão, que podem ser usados <strong>em telecomunicações e redes de última geração, por exemplo</strong>. Filtros ultra-precisos permitiriam a um telemóvel ou a uma antena captar exatamente a frequência de dados de que necessitam, bloqueando todos os outros “ruídos”.</p><h3>Computadores ópticos</h3><ol></ol><p>Na mecânica quântica convencional, para que um físico possa medir energia num laboratório, as equações devem possuir uma propriedade matemática chamada <strong>hermeticidade</strong>.</p><p>Durante quase um século, pensou-se que esta era uma condição obrigatória para garantir que as energias eram reais e estáveis, mas Molina, que trabalha com sistemas que perdem e ganham energia simultaneamente e são muitas vezes muito instáveis, conseguiu <strong>equilibrar essas perdas e ganhos usando a Simetria PT</strong> (Paridade e Inversão Temporal).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“O objetivo é controlar o transporte da luz para lançar as bases dos computadores ópticos, capazes de processar informação milhares de vezes mais depressa do que os computadores atuais”, afirmou em comunicado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao controlar a forma como a luz viaja através das redes microscópicas, mantendo este equilíbrio, estão lançadas as bases para <strong>a futura criação de computadores ópticos</strong>.</p><h3>Painéis solares e lasers avançados</h3><p>Normalmente, a desordem é inimiga da eficiência, por isso, se um material tiver imperfeições, a energia fica “presa” e não flui. Mas<strong> Molina descobriu que a energia pode encontrar “caminhos escondidos” para fluir dentro de sistemas desordenados</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/avanco-cientifico-aproxima-computadores-quanticos-robustos-da-realidade.html" title="Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade">Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/avanco-cientifico-aproxima-computadores-quanticos-robustos-da-realidade.html" title="Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientific-breakthrough-sees-robust-quantum-computers-egde-closer-to-reality-1771596205466_320.jpg" alt="Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade"></a></article></aside><p>Isto poderá revolucionar a área das energias renováveis, <strong>otimizando o desempenho</strong> dos painéis fotovoltaicos e dos lasers de última geração, fazendo-os funcionar de forma muito mais eficiente, mesmo que os materiais de que são feitos não sejam estruturalmente perfeitos.</p><h2>A importância destas descobertas</h2><p>A investigação de Molina insere-se naquilo a que se chama ciência básica, porque o seu principal objetivo é decifrar as leis fundamentais que regem o universo, antes de pensar num produto comercial específico. No entanto, <strong>este tipo de descobertas são fundamentais, porque estão na base de todas as grandes inovações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fisico-chileno-logra-controlar-la-luz-de-nuevas-formas-y-abre-la-puerta-a-tecnologias-mas-eficientes-1774797843435.png" data-image="ulbzc6qgxw1c" alt="post insta" title="post insta"><figcaption>Possíveis aplicações das descobertas de Mario Molina. Imagem: Física UChile - Instagram @dfc_uchile</figcaption></figure><p>Historicamente, não poderíamos ter smartphones sem compreender a mecânica quântica, nem GPS sem a teoria da relatividade. As descobertas de Molina são, por isso, uma espécie de <strong>manual de instruções para a tecnologia que está para vir</strong>: desde uma Internet com menor latência até dispositivos de energia limpa muito mais robustos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Nota de prensa, Facultad de Ciencias, Universidad de Chile. <a href="https://ciencias.uchile.cl/noticias/237427/el-dr-mario-molina-avanza-en-tecnicas-de-control-de-la-luz">El Dr. Mario Molina avanza en técnicas de control de la luz para nuevas aplicaciones tecnológicas.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-fisico-chileno-consegue-controlar-a-luz-de-novas-formas-e-abre-a-porta-a-tecnologias-mais-eficientes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>