<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Wed, 10 Jun 2026 20:00:28 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 20:00:28 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Nova massa de ar polar avança e derruba temperaturas no fim de semana; veja onde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-polar-avanca-e-derruba-temperaturas-no-fim-de-semana-veja-onde.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 19:25:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar polar deve avançar pelo Brasil a partir de sábado (13), provocando uma onda de frio duradoura, com queda acentuada das temperaturas, risco de geadas e marcas abaixo da média no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte da Região Norte.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos.html" target="_blank">Onda de frio terá duas massas polares e afetará até o Norte</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaeebce"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaeebce.jpg" id="xaeebce"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>massa de ar polar</strong> esteve atuando no centro-sul do país ao longo dos últimos dias, trazendo um <strong>frio intenso para vários municípios do Sul e do Sudeste</strong> do Brasil. Várias cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro registraram temperaturas mínimas <strong>abaixo dos 5°C</strong> durante a madrugada e a manhã.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Agora, uma nova massa de ar polar avançará pelo Brasil a partir do Domingo (14), fazendo as temperaturas caírem novamente e iniciando uma onda de frio que pode se mostrar duradoura. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A massa de ar frio atual <strong>continuará atuando até o sábado (13)</strong>, como é possível observar no vídeo acima, mas já entre o final do sábado e especialmente ao longo do domingo (14), a <strong>nova massa de ar frio avançará</strong> atingindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-avanca-e-derruba-temperaturas-no-fim-de-semana-veja-onde-1781109131066.jpg" data-image="lfghbor8byqi" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no domingo durante a manhã." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no domingo durante a manhã."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no domingo durante a manhã mostra a massa de ar frio avançando por boa parte do centro-sul do Brasil já no próprio domingo.</figcaption></figure><p>Isso fará as temperaturas despencaram <strong>já ao longo deste final de semana</strong>.</p><h2>Temperaturas despencam ao longo do final de semana</h2><p>No próprio sábado, já será sentida uma queda significativa das temperaturas em toda a região Sul, sendo que alguns municípios passam a registrar novamente <strong>mínimas abaixo dos 10°C</strong>. No domingo, <strong>essas mínimas se intensificam </strong>e se tornam mais baixas especialmente em Santa Catarina e no Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-avanca-e-derruba-temperaturas-no-fim-de-semana-veja-onde-1781109359352.jpg" data-image="d9cmiyz6osgl" alt="Previsão de temperaturas mínimas no sábado (esquerda) e no domingo (direita)." title="Previsão de temperaturas mínimas no sábado (esquerda) e no domingo (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no sábado (esquerda) e no domingo (direita) ilustram quais estados serão mais afetados pela queda das temperaturas ao longo deste final de semana.</figcaption></figure><p>Esse efeito pode ser observado na imagem acima. Ao longo da segunda-feira (15), a massa de ar frio <strong>continuará avançando e fazendo as temperaturas caírem</strong> especialmente no Rio Grande do Sul. As temperaturas mais baixas, na região próxima à divisa com o Uruguai, <strong>podem chegar a 3°C</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Como os modelos de previsão possuem um desvio inerente às previsões, não se descarta a possibilidade de que, já ao longo destes dias, alguns municípios registrem<strong> temperaturas ainda menores</strong>, chegando a <strong>valores próximos dos 0°C</strong>, com ocorrência de <strong>geadas</strong> ao longo da madrugada e da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-avanca-e-derruba-temperaturas-no-fim-de-semana-veja-onde-1781109413855.jpg" data-image="hal34kpc1y23" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira mostra que grande parte do Rio Grande do Sul registrará temperaturas abaixo dos 10°C, com múltiplos municípios registrando geadas.</figcaption></figure><p>O avanço dessa massa de ar frio será o<strong> início de uma onda de frio </strong>que afetará boa parte do centro-sul do Brasil ao longo da semana que vem e envolverá o avanço de <strong>outras massas de ar frio </strong>nos últimos dias do Outono - estação que termina dia 21 de Junho.</p><h2>Onda de frio será duradoura</h2><p>Graças à essa situação, previsões apontam para uma <strong>anomalia negativa de temperatura muito expressiva</strong> entre os dias <strong>15 e 22 de junho</strong>. Em algumas áreas, os termômetros podem registrar valores de até <strong>5°C abaixo da média</strong> durante vários dias consecutivos - cenário que caracteriza uma <strong>intensa onda de frio</strong> sobre o Sul do Brasil, especialmente no estado Gaúcho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-polar-avanca-e-derruba-temperaturas-no-fim-de-semana-veja-onde-1781109457044.jpg" data-image="4p8ottzpigxg" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho mostra que uma massa de ar polar manterá as temperaturas muito abaixo da média ao longo da semana que vem.</figcaption></figure><p>Sua abrangência inclui os estados da <strong>Região Sul </strong>- Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; grande parte dos estados da <strong>Região Sudeste</strong> - São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (<em>Sul Mineiro e o Alto Paranaíba</em>); boa parte do <strong>Centro-Oeste</strong> - especialmente Mato Grosso do Sul, oeste do Mato Grosso e sul de Goiás; e até mesmo a <strong>Região Norte</strong> - chegando ao Acre, Rondônia e no sul do Amazonas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-polar-avanca-e-derruba-temperaturas-no-fim-de-semana-veja-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo chuvoso, frio e rajadas de vento trazem condição atípica para SP; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-chuvoso-frio-e-rajadas-de-vento-trazem-condicao-atipica-para-sp-confira.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 18:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias terão pancadas de chuva frequentes e temperaturas baixas no estado de São Paulo, o que deixa uma condição de tempo atípica para esta época do ano na região.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos.html" target="_blank">Onda de frio terá duas massas polares e afetará até o Norte; veja os estados atingidos</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaedfza"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaedfza.jpg" id="xaedfza"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado de<strong> São Paulo </strong>terá nos próximos dias <strong>condições de tempo atípicas </strong>para esta época do ano. A região vai registrar, pelo menos até o fim de semana, <strong>pancadas de chuva frequentes</strong> que podem ser pontualmente intensas e vir com <strong>temporais isolados</strong>.</p><p>E as <strong>temperaturas também ficarão mais baixas</strong>, com <strong>máximas não passando dos 22°</strong>C em praticamente todo o estado, e <strong>mínimas caindo até os 11°C</strong>, trazendo uma <strong>sensação de friozinho nas primeiras horas da manhã </strong>em áreas do sul e do leste paulistas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Além disso,<strong> rajadas de vento </strong>também <strong>vão atingir boa parte do território paulista</strong> na próxima sexta-feira (12), com velocidades de <strong>quase 70 km/h no leste </strong>do estado.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes da previsão do tempo</strong> para o estado nos próximos dias.</p><h2>Tempo atípico em SP nos próximos dias: chuva frequente e frio</h2><p>O mês de<strong> junho</strong> <strong>climatologicamente </strong>é de <strong>pouca chuva no estado de São Paulo</strong>, com eventos de precipitação sendo mais raros e volumes no mês variando de 40 a 80 mm na maioria das áreas (climatologia do INMET de 1991-2020); e já estamos vendo <strong>várias localidades batendo essa média em poucos dias</strong>.</p><p>Além disso, <strong>as temperaturas também estão um pouco abaixo da média climatológica para o mês</strong>, com máximas de 16°C/17°C em áreas onde deveriam ser registradas de 23°C a 25°C, por exemplo.</p><div class="texto-destacado">Até o fim de semana, o estado de São Paulo terá pancadas de chuva frequentes, temporais isolados e temperaturas baixas, com leve sensação de friozinho no começo das manhãs, condições atípicas para esta época.</div><p>Isso é o que torna as<strong> condições do tempo atípicas no estado paulista nestes próximos dias</strong>: a combinação de frio, apesar de não ser extremo, e de chuvas frequentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-chuvoso-frio-e-rajadas-de-vento-trazem-condicao-atipica-para-sp-confira-1781102547037.png" data-image="7ngn00gcs2y8"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sexta-feira (12) às 12h à esquerda e para sábado (13) às 15h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quinta-feira (11)</strong> áreas de<strong> instabilidade já atuam desde a manhã</strong> provocando <strong>chuvas moderadas em todo o estado</strong>. Ao longo da tarde, o potencial diminui, mas ainda podem ocorrer pancadas isoladas, especialmente na parte oeste do território. Na <strong>capital paulista, previsão de céu nublado e chuva fraca entre a manhã e começo da tarde</strong>. Depois as nuvens diminuem e o sol aparece.</p><p>Na <strong>sexta-feira (12)</strong>, um <strong>novo ciclone se forma </strong>na costa da Região Sul do Brasil e vai<strong> aumentar as condições para chuvas</strong> em São Paulo.</p><p>O sistema vai formar nuvens carregadas que poderão provocar <strong>chuva com moderada a forte intensidade e temporais isolados em todo o sul, oeste e áreas do centro do estado já ao longo da manhã</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-chuvoso-frio-e-rajadas-de-vento-trazem-condicao-atipica-para-sp-confira-1781103117468.jpg" data-image="ib751l68mztv"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sábado (13) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a <strong>tarde</strong>, as <strong>pancadas de chuvas se espalham por todo o território</strong> e ainda com c<strong>hances de temporais bem isolados</strong>. <strong>À noite, as instabilidades reduzem</strong>, mas ainda pode chover na região de Campinas. Na <strong>capital</strong>, o dia será de sol com muitas nuvens pela manhã e aumento da nebulosidade com <strong>pancadas de chuva à tarde e à noite</strong>.</p><p>Além disso, <strong>a formação do ciclone deve trazer rajadas de vento moderadas a fortes </strong>para o estado ao longo desta sexta-feira (12), principalmente no período da tarde. Os ventos variam <strong>entre 50 e 60 km/h em áreas do sul, centro e leste de São Paulo</strong>, podendo chegar em torno dos<strong> 70 km/h na sub-região de Sorocaba</strong>. Na capital paulista, as rajadas ficam em torno dos 50 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-chuvoso-frio-e-rajadas-de-vento-trazem-condicao-atipica-para-sp-confira-1781102621116.jpg" data-image="gfo720si7zvu"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para sexta-feira (12) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>O<strong> fim de semana</strong><strong> ainda será com tempo instável</strong> em São Paulo. No<strong> sábado (13) </strong>ainda haverá<strong> risco de fortes pancadas de chuva</strong> sobre boa parte do estado, mesmo com a presença de alguns períodos de sol. A <strong>faixa leste deve registrar chuvas fracas e pontuais</strong>. No <strong>domingo (14) são esperadas apenas pancadas isoladas e mais fracas</strong>.</p><p>Na <strong>capital paulista</strong>, o sábado (13) será de sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado, enquanto no <strong>domingo (14) podem ocorrer pancadas de chuva à tarde e à noite</strong>. </p><p>Além disso, como já comentamos, <strong>o frio também estará presente especialmente durante as manhãs</strong>. As temperaturas <strong>mínimas </strong>nos próximos dias variam <strong>entre 14°C e 17°C</strong> em praticamente todo o estado, podendo cair para os <strong>11°C em áreas do sul e da sub-região de Taubaté</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-chuvoso-frio-e-rajadas-de-vento-trazem-condicao-atipica-para-sp-confira-1781102666856.png" data-image="1wqdh30xbtt3"><figcaption>Previsão de temperatura mínima do ar (°C) para sábado (13) à esquerda e temperatura máxima (°C) para sexta-feira (12) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As temperaturas <strong>máximas </strong>também ficam mais amenas,<strong> não passando dos 22°C</strong> em praticamente todo o estado, com os menores valores ficando <strong>entre 16°C e 18°C em áreas do leste</strong>.</p><p>Na<strong> capital paulista</strong>, até o fim de semana, as temperaturas <strong>mínimas </strong>vão ficar entre <strong>14°C e 15 °C</strong>, enquanto as <strong>máximas </strong>variam de<strong> 20°C a 21°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-chuvoso-frio-e-rajadas-de-vento-trazem-condicao-atipica-para-sp-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta de tempestades: chuvas aumentam no Brasil e deixam 10 estados em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:44:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias vão contar com a presença de nuvens carregadas, aumento das áreas atingidas pelas chuvas, além de alertas para tempestades deixando 10 estados em risco</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil.html" target="_blank">Reação em cadeia: entenda os possíveis impactos do Super El Niño no Brasil</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco-1781101881658.jpg" data-image="yfux749ue2ym" alt="Tempestades são previstas para os próximos dias." title="Tempestades são previstas para os próximos dias."><figcaption>Há riscos de tempestades nos próximos dias. 10 estados ficam em alerta. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>Os próximos dias vão exigir a atenção dos moradores de 10 estados brasileiros. Isto porque <strong>a previsão nos mostra a presença de instabilidades</strong>, o que vai promover a<strong> formação de nuvens carregadas com energia suficiente para provocar tempestades</strong> e, consequentemente, transtornos.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A começar por esta quarta-feira (10) em que <strong>as imagens de satélite já sinalizam a presença de nuvens carregadas</strong> atuando sobre áreas da Região Sul e uma pequena parte do Mato Grosso do Sul. Durante a tarde, a<strong> previsão indica chuvas moderadas no Sul, e partes do Sudeste e Centro-Oeste</strong> e chuvas intensas em áreas pontuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco-1781102100675.png" data-image="g7s0koukkdxg" alt="Imagem de satélite." title="Imagem de satélite."><figcaption>Imagens de satélite do canal infravermelho (10.3 µm) desta manhã de quarta-feira (10).</figcaption></figure><p>Confira a seguir como fica a previsão do tempo para os próximos dias e veja a lista com os 10 estados que vão ficar em risco.</p><h2>10 estados em alertas para chuvas intensas e tempestades</h2><p>A madrugada de quinta-feira (11) começa com<strong> tempo fechado e previsão de chuvas</strong> para o estado de São Paulo, Sul e Sudoeste de Minas Gerais, centro-oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul. Já pelo amanhecer, <strong>há possibilidade de chuvas mais intensas sobre os estados da Região Sul. </strong></p><p>Ao final da manhã de quinta-feira (11) teremos duas situações: <strong>uma ramificação fraca do corredor de umidade</strong> atua sobre toda a Região Sudeste provocando chuvas fracas e moderadas; a segunda onde <strong>uma baixa pressão ganha intensidade e aumenta sua área de atuação</strong>, trazendo de volta a concentração de umidade para áreas do Centro-Oeste e Sul do Brasil, <strong>aumentando as chances de chuvas intensas e tempestades.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco-1781101533546.jpg" data-image="7rylfqn1rfup" alt="Rio Atmosféricos." title="Rio Atmosféricos."><figcaption>Rios atmosféricos atuando sobre boa parte do centro-sul do Brasil nesta quinta-feira (11).</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde e da noite, <strong>o tempo permanece fechado, mas as chuvas diminuem sobre o Sudeste</strong> e o ramo do corredor de umidade perde força, praticamente desaparecendo. Por outro lado, <strong>nota-se uma intensificação das chuvas</strong> sobre o Sul e oeste do Mato Grosso do Sul.</p><p>Esta intensificação das chuvas sobre esta parte do Brasil já era esperada, uma vez que a baixa pressão ganha força e se dá o <strong>início da formação de um ciclone extratropical que irá se consolidar na sexta-feira (12) </strong>nas proximidades do Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco-1781101621393.jpg" data-image="t1hjx7g55xd4" alt="Previsão do tempo." title="Previsão do tempo."><figcaption>Mapa de precipitação e pressão a nível médio do mar para a manhã desta sexta-feira (12).</figcaption></figure><p>Desta maneira, <strong>aumenta-se o risco de tempestades</strong> sobre o Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Nestes estados <strong>há potencial para transtornos</strong>, como alagamentos, queda de granizo, descargas elétricas e rajadas de vento.</p><p><strong>A sexta-feira (12), começa com o ciclone e sua frente fria já formados.</strong> O centro de baixa pressão se encontra na altura do nordeste gaúcho e sul catarinense e a frente fria se estende ao sul do Mato Grosso. <strong>Ainda durante madrugada os riscos de chuvas intensas e tempestades permanecem.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco-1781101449356.jpg" data-image="28cyr68bbnul" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa de chuva, nebulosidade e pressão a nível médio do mar, mostra o rápido deslocamento da frente fria sobre o continente e do ciclone em direção ao interior do Atlântico.</figcaption></figure><p><strong>O sistema se desloca rapidamente em direção ao oceano enquanto que o sistema frontal avança pelos estados </strong>do centro-sul do Brasil, atingindo São Paulo, Minas Gerais e Goiás ainda pela manhã com chuvas moderadas. Ao longo da tarde <strong>as chuvas ganham um pouco de força</strong> e deixam os estados em risco, uma vez que a frente fria já alcançou o <strong>Rio de Janeiro e o Espírito Santo.</strong></p><p>Até o final da sexta (12), <strong>a frente fria alcança o nordeste de Minas Gerais,</strong> provocando <strong>chuvas com intensidade entre fraca e moderada</strong> em sua grande área. Mas há áreas pontuais em que esta intensidade poderá ser forte e provocar danos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco-1781101407295.jpg" data-image="nmztlawnmk9j" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada entre quarta (10) e sexta-feira (12).</figcaption></figure><p>A atenção também se volta para os acumulados previstos que superam os <strong>180 mm no oeste do Paraná e aos 120 mm no </strong> sul do Mato Grosso do Sul. No restante da Região Sul, o acumulado varia entre <strong>20 e 60 mm</strong>, enquanto que no Sudeste, o sul de São Paulo registra os maiores volumes de até <strong>50 mm.</strong></p><p>Desta maneira, <strong>10 estados ficam em alerta nos próximos dias</strong> devido às chances de chuvas intensas, tempestades e acumulados de chuva elevados com potencial para provocar prejuízos a milhares de moradores.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-de-tempestades-chuvas-aumentam-no-brasil-e-deixam-10-estados-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com vista para três baías, novo parque natural é a nova atração imperdível do Rio de Janeiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/com-vista-para-tres-baias-novo-parque-natural-e-a-nova-atracao-imperdivel-do-rio-de-janeiro.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:07:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O município de Mangaratiba, no litoral do estado do Rio de Janeiro, ganhou novo ponto turístico: um parque que conta com Centro de Visitantes, trilhas, tirolesa e diversos atrativos com vistas panorâmicas da cidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-vista-para-tres-baias-novo-parque-natural-e-a-nova-atracao-imperdivel-do-rio-de-janeiro-1781031889687.jpg" data-image="55lc6nnt4glg"><figcaption>Mangaratiba, cidade litorânea do Rio de Janeiro, ganhou um novo atrativo voltado ao turismo de natureza. Crédito: Jonathan Abade e Kevin Brito.</figcaption></figure><p><strong>Mangaratiba </strong>é um <strong>município litorâneo na Costa Verde do Rio de Janeiro</strong>, localizado a cerca de 85 km da capital fluminense. E a localidade <strong>acaba de inaugurar um novo ponto turístico: o Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu</strong>, que no seu primeiro fim de semana funcionando recebeu milhares de visitantes!</p><p>A Prefeitura da cidade inaugurou o espaço no último sábado (6), consolidando assim<strong> um dos mais importantes investimentos em turismo de natureza, preservação ambiental e lazer sustentável do município</strong>. </p><p>Descubra <strong>abaixo quais os atrativos que este novo local oferece</strong>.</p><h2>O novo parque de Mangaratiba</h2><p>O novo espaço passa a integrar o roteiro turístico de Mangaratiba, oferecendo aos visitantes<strong> vistas incríveis e experiência única de contato com a natureza</strong>. </p><p>O Parque da Pedra do Urubu tem cerca de <strong>248 hectares de área protegida</strong>, com ricas fauna e flora e 11 nascentes, o que o faz ter um papel importante na preservação dos recursos naturais do município.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-vista-para-tres-baias-novo-parque-natural-e-a-nova-atracao-imperdivel-do-rio-de-janeiro-1781031905444.jpg" data-image="0ke09dscbcmu"><figcaption>Rapel é um dos atrativos oferecidos no Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu, o novo cartão-postal de Mangaratiba. Crédito: Jonathan Abade e Kevin Brito/PMM.</figcaption></figure><p>Ele conta com <strong>trilhas</strong>, <strong>mirantes</strong>, áreas de contemplação, <strong>rapel</strong>, <strong>tirolesa </strong>e outros atrativos que proporcionam vistas privilegiadas do município, das baías da região e das belezas naturais da Costa Verde. </p><p>Mas um dos seus principais atrativos é o <strong>Mirante da Pedra do Urubu</strong>, a cerca de <strong>290 metros de altitude</strong>. De lá é possível <strong>enxergar as baías de Mangaratiba, Sepetiba e Ilha Grande</strong>.</p><p>E <strong>a trilha principal tem cerca de 1 km de extensão</strong> e reúne pontos de observação e interação, incluindo trilha sensorial, parede de escalada, borboletário, espaços ‘instagramáveis’, áreas para meditação, áreas de descanso e ambientes destinados à contemplação da natureza. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-vista-para-tres-baias-novo-parque-natural-e-a-nova-atracao-imperdivel-do-rio-de-janeiro-1781031917589.jpg" data-image="g7t19119yqbh"><figcaption>O Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu recebeu mais de 1.000 visitantes em seu primeiro fim de semana de funcionamento. Crédito: Divulgação/Redes Sociais.</figcaption></figure><p>Outro destaque do parque é o <strong>Centro de Visitantes Luiz Carlos Brojo</strong>, espaço criado em homenagem ao comerciante Luiz Carlos Brojo, figura conhecida no município. O centro conta com <strong>totem educativo, jogo da memória</strong>, e fornece informações sobre a história do parque e<strong> ações voltadas à educação ambiental</strong> e conscientização sobre a preservação dos ecossistemas.</p><p>A <strong>infraestrutura </strong>do parque conta também com <strong>bicicletário</strong>,<strong> ponto de ônibus</strong> e <strong>equipe de guarda-parques</strong>, garantindo assim mais conforto, acessibilidade e segurança para os seus visitantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766975" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/zoologico-gratis-e-pedalinho-conheca-o-parque-a-20-minutos-de-sao-paulo-que-e-sucesso.html" title="Zoológico grátis e pedalinho: conheça o parque a 20 minutos de São Paulo que é sucesso">Zoológico grátis e pedalinho: conheça o parque a 20 minutos de São Paulo que é sucesso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/zoologico-gratis-e-pedalinho-conheca-o-parque-a-20-minutos-de-sao-paulo-que-e-sucesso.html" title="Zoológico grátis e pedalinho: conheça o parque a 20 minutos de São Paulo que é sucesso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/zoologico-gratis-e-pedalinho-conheca-o-parque-a-20-minutos-de-sao-paulo-que-e-sucesso-1777832845280_320.jpg" alt="Zoológico grátis e pedalinho: conheça o parque a 20 minutos de São Paulo que é sucesso"></a></article></aside><p>E <strong>no primeiro fim de semana de abertura</strong> do parque, <strong>o local recebeu mais de 1.180 visitantes</strong> da região, demonstrando seu potencial para fortalecer o turismo sustentável.</p><p>O espaço funciona de Terças a Domingos, das 8h às 16h e a <strong>entrada é gratuita</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://oglobo.globo.com/google/amp/rio/noticia/2026/06/07/mangaratiba-ganha-parque-natural-com-mirantes-trilhas-e-vista-para-tres-baias.ghtml" target="_blank">Mangaratiba ganha parque natural com mirantes, trilhas e vista para três baías</a>. 07 de junho, 2026. Redação O Globo.</em></p><p><em><a href="https://prefeitura.mangaratiba.rj.gov.br/novo-ponto-turistico-prefeitura-de-mangaratiba-inaugura-parque-natural-municipal-da-pedra-do-urubu/" target="_blank">Novo ponto turístico: Prefeitura de Mangaratiba inaugura parque natural municipal da pedra do Urubu</a>. 09 de junho, 2026. Comunicação Prefeitura de Mangaratiba.</em></p><p><em><a href="https://prefeitura.mangaratiba.rj.gov.br/o-parque-natural-municipal-da-pedra-do-urubu-recebeu-mais-de-1-180-visitantes-em-seu-primeiro-fim-de-semana-de-funcionamento/" target="_blank">O Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu recebeu mais de 1.180 visitantes em seu primeiro fim de semana de funcionamento!</a> 09 de junho, 2026. Comunicação Prefeitura de Mangaratiba.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/com-vista-para-tres-baias-novo-parque-natural-e-a-nova-atracao-imperdivel-do-rio-de-janeiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criam tijolo capaz de resfriar cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um protótipo de terracota impresso em 3D promete resfriar espaços urbanos em até 9°C por meio da evaporação. A inovação utiliza água, argila e energia solar, e pode transformar pontos de ônibus, praças e edifícios em refúgios contra o calor extremo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781028369111.png" data-image="t7bnyvqu3cij"><figcaption>Imagem de referência inspirada no Bloc°, um módulo de argila impresso em 3D projetado para resfriar espaços urbanos usando água, argila e ventilação. Esse tipo de projeto visa criar zonas de alívio térmico em cidades cada vez mais expostas ao calor extremo.</figcaption></figure><p>Em meio a cidades cada vez mais quentes, onde o concreto, o asfalto e as superfícies escuras acumulam calor durante o dia e o liberam lentamente à noite, uma ideia simples recorre aos materiais tradicionais para imaginar o futuro urbano.</p><p>Este é o <strong>Bloc°</strong>, um <strong>sistema modular de argila (barro) impresso em 3D</strong> que promete<strong> resfriar espaços públicos</strong> como pontos de ônibus, praças, pátios de escolas ou áreas de pedestres. Segundo seus criadores, sob certas condições <strong>poderia reduzir a temperatura em até 9°C</strong>, utilizando água, argila e energia solar.</p><h2>Um tijolo de terracota para resfriamento a água</h2><p>O projeto foi desenvolvido por Andrin Stocker e Luc Schweizer, estudantes de Design Industrial da Universidade de Artes de Zurique, na Suíça. A proposta não visa funcionar como um ar-condicionado tradicional, mas sim como<strong> uma estrutura urbana capaz de proporcionar alívio térmico em áreas muito expostas ao calor</strong>.</p><p><strong>A chave está na argila, um material poroso que absorve e retém água</strong>. Quando o ar quente passa pela cerâmica úmida, parte dessa água evapora. Nesse processo, a evaporação retira calor do ambiente, e o ar que sai pela estrutura pode parecer mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781027253833.png" data-image="7rqecu9yjkvr"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-253992">O protótipo Bloc° utiliza argila impressa em 3D para criar módulos capazes de resfriar o ar por meio da evaporação. Seu design combina argila, água e ventilação solar, inspirando-se em soluções passivas para combater o calor urbano. Créditos: Arts Thread / Bloc°.</figcaption></figure><p>É o mesmo princípio que permite que o suor resfrie nossos corpos ou que mantém a água mais fresca em antigos potes de barro. A diferença aqui é que essa ideia é aplicada ao <strong>planejamento urbano</strong> usando impressão 3D, módulos de cerâmica e um sistema projetado para espaços públicos.</p><p><strong>Cada bloco contém câmaras internas que armazenam água e permitem a circulação de ar</strong>. Pequenos ventiladores movidos a energia solar ajudam a movimentar o fluxo de ar pela estrutura, enquanto uma bomba mantém a cerâmica úmida sem depender diretamente da rede elétrica.</p><h2>Uma técnica ancestral com um design futurista</h2><p>Embora possa parecer futurista, <strong>o Bloc° inspira-se em soluções utilizadas por diversas culturas há séculos</strong>. Entre elas, torres de vento persas, construções de barro em climas quentes e formas naturais como cactos ou cupinzeiros, que conseguem regular a temperatura por meio de sombra, ventilação e evaporação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781027414525.png" data-image="275o306esdvr"> <figcaption>Bloc° é um módulo de argila impresso em 3D que utiliza a porosidade da argila para reter água e resfriar o ar por meio da evaporação. Seu design visa proporcionar sombra, ventilação e alívio térmico em espaços urbanos expostos ao calor. Créditos: Arts Thread/Bloc°.</figcaption></figure><p>A ideia dos criadores era combinar esses princípios passivos com ferramentas contemporâneas. A impressão 3D permite a fabricação de formas complexas, otimiza a circulação do ar e adapta os módulos a diferentes locais da cidade.</p><p>Em dias com temperaturas acima de 30°C, uma instalação completa pode utilizar aproximadamente 56 litros de água, provenientes da rede pública ou coletadas da chuva através de uma estrutura superior em forma de funil. Dessa forma,<strong> o sistema visa reduzir o consumo de energia</strong> e evitar o uso de refrigerantes associados aos equipamentos de ar condicionado convencionais.</p><h2>Não substitui as árvores, mas pode ajudar o clima</h2><p><strong>A invenção ainda está na fase de protótipo</strong>. Não se trata de um produto fabricado em massa nem de uma solução instalada permanentemente nas ruas, portanto, <strong>ainda precisa ser testada em condições reais</strong>: vento, umidade, uso intenso, desgaste, manutenção e disponibilidade de água.</p><div class="texto-destacado">Possui uma limitação importante: o resfriamento evaporativo funciona melhor em climas quentes e secos. Em ambientes muito úmidos, o ar já contém uma quantidade significativa de vapor de água, e a evaporação se torna menos eficiente.</div><p>Ainda assim, seu valor está em levantar uma questão urgente: o mobiliário urbano pode ajudar a combater as ondas de calor? Em cidades afetadas por ilhas de calor, um muro ou ponto de ônibus capaz de fornecer ar mais fresco <strong>não resolverá o problema por si só, mas poderá complementar medidas essenciais</strong> como mais árvores, sombra, pavimentos permeáveis e um melhor planejamento urbano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781027342700.png" data-image="0uucd4amm3av"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-971811">O Bloc° também foi projetado para ser integrado a espaços públicos, como pontos de ônibus, praças e áreas de pedestres. Seu sistema de módulos de argila, água e ventilação solar visa proporcionar alívio térmico em cidades cada vez mais expostas a ondas de calor. Créditos: Arts Thread/Bloc°.</figcaption></figure><p>O projeto Bloc° nos lembra que a inovação climática nem sempre depende de grandes máquinas. Às vezes, ela pode surgir da observação de um material ancestral, como a argila, e da reflexão sobre como ela poderia nos ajudar a construir cidades mais habitáveis em um planeta cada vez mais quente.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>AS. <a href="https://as.com/actualidad/sociedad/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-f202606-n/?outputType=amp" target="_blank">Crean un ladrillo capaz de enfriar las ciudades hasta 9 grados y podría cambiar la forma de construir edificios.</a></em></p><p><em>Arts Thread <a href="https://www.artsthread.com/portfolios/bloc1" target="_blank">Bloc°.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Troncos brancos em jardins e praças: por que as árvores são pintadas todos os anos?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/troncos-brancos-em-jardins-e-pracas-por-que-as-arvores-sao-pintadas-todos-os-anos.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Troncos de árvores pintados de branco em parques, jardins e ao longo das ruas são uma visão comum. Mas por que as árvores são pintadas todos os anos? Essa prática serve a vários propósitos de proteção e manutenção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/troncos-blancos-en-jardines-y-plazas-por-que-pintan-los-arboles-todos-los-anos-1773302347656.jpg" data-image="4j41vl16c0ip"><figcaption>A calagem de troncos de árvores é uma técnica muito antiga que serve a vários propósitos.</figcaption></figure><p>Se você passear por parques, jardins, ruas arborizadas ou perto de uma pequena horta, provavelmente já notou muitas <strong>árvores com a parte inferior do tronco pintada de branco</strong>.</p><p>Essa cena é muito comum em praças, áreas verdes urbanas e até mesmo em áreas agrícolas. Embora possa parecer puramente estética ou relacionada à manutenção, <strong>essa prática, na verdade, desempenha diversas funções importantes para a saúde e proteção das árvores</strong>.</p><p><strong>Pintar o tronco das árvores de branco é uma técnica tradicional de cuidado com as árvores, utilizada há décadas</strong>. Uma mistura à base de cal, chamada <strong>calagem</strong>, é geralmente aplicada na base do tronco e nos primeiros galhos da árvore. Essa camada proporciona proteção natural contra diversos problemas ambientais e biológicos.</p><h2>Por que os troncos das árvores são pintados de branco?</h2><p>A utilização da técnica de calagem nos troncos de árvores ornamentais e frutíferas remonta a tempos muito antigos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Vi esto en un docu y me vino un flashback que antes pintaban los árboles de blanco, alguien sabe por qué? <a href="https://t.co/hwify8OYKE">pic.twitter.com/hwify8OYKE</a></p>— Sara Stewart Brown  (@Kiwita) <a href="https://twitter.com/Kiwita/status/2003639958452731940?ref_src=twsrc%5Etfw">December 24, 2025</a></blockquote></figure><p>O uso da cor branca intensa da cal é uma prática comum em muitas regiões por <strong>diversos motivos, que vão da estética à proteção direta da árvore</strong>. Suas principais vantagens incluem o seguinte:</p><h3>Proteção contra o sol</h3><p>Uma das principais razões pelas quais os troncos das árvores são pintados é para <strong>protegê-los da radiação solar</strong>. A casca das árvores, especialmente a de árvores jovens ou espécies com casca fina, pode ser danificada quando exposta à luz solar direta e prolongada.</p><div class="texto-destacado">Essa técnica é particularmente utilizada em regiões onde os verões são quentes e a incidência solar é intensa, como em muitas áreas do Mediterrâneo.</div><p>A<strong> tinta branca aplicada reflete grande parte da radiação solar e impede o superaquecimento do tronco</strong> durante as horas mais ensolaradas. Isso reduz o risco de rachaduras na casca e o que é conhecido como "queimadura solar", um fenômeno que pode enfraquecer a árvore e favorecer o desenvolvimento de doenças.</p><h3>Prevenção de pragas e doenças</h3><p>A aplicação de cal também tem a vantagem de ajudar a <strong>prevenir certas infestações</strong>. A mistura à base de cal cria uma superfície menos favorável ao estabelecimento de insetos, larvas ou fungos na casca.</p><p>Além disso, alguns insetos que sobem no tronco para se alimentar ou se reproduzir encontram mais dificuldade para se fixar nessa superfície tratada. Embora não seja uma solução definitiva contra pragas, essa prática proporciona uma <strong>barreira preventiva</strong> que reduz o risco de infestação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/troncos-blancos-en-jardines-y-plazas-por-que-pintan-los-arboles-todos-los-anos-1773302563839.jpg" data-image="ip0xakhag7h5"><figcaption>A aplicação de cal nos troncos das árvores protege-os da forte exposição solar em regiões quentes.</figcaption></figure><p>Por isso, essa prática é comum tanto em espaços verdes urbanos quanto na <strong>agricultura, particularmente em árvores frutíferas</strong>.</p><h3>Proteção contra mudanças bruscas de temperatura</h3><p>No <strong>inverno</strong>, a calagem também pode ter efeitos benéficos. As árvores podem sofrer um estresse significativo quando há grandes diferenças de temperatura entre o dia e a noite. Durante o dia, o sol aquece a casca, mas a temperatura cai rapidamente ao anoitecer.</p><p>Esse contraste pode causar pequenas rachaduras ou outros danos ao tronco. A camada branca<strong> atua como um regulador térmico, limitando as flutuações de temperatura e ajudando a proteger a estrutura da árvore</strong>.</p><h2>Uma prática comum na manutenção de espaços verdes</h2><p>Em parques e praças, os serviços de manutenção geralmente renovam esse tratamento anualmente como parte de suas operações de conservação. Com <strong>o tempo, a chuva, o vento e o crescimento natural da árvore acabam desgastando a camada de cal</strong>, tornando<strong> necessária a renovação periódica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> ¿Quieres proteger tus árboles de las molestas plagas ?<br>Esta es la temporada ideal para colocarles cal. <a href="https://t.co/ExFL4ZfpOd">pic.twitter.com/ExFL4ZfpOd</a></p>— Enséñame de Ciencia (@EnsedeCiencia) <a href="https://twitter.com/EnsedeCiencia/status/1837980712932463054?ref_src=twsrc%5Etfw">September 22, 2024</a></blockquote></figure><p>A <strong>época mais comum para realizar esse tratamento é no final do inverno ou no início da primavera</strong>, antes do início dos períodos de alta atividade de insetos e da chegada de temperaturas mais elevadas.</p><h3>Não é apenas uma questão de estética</h3><p>Embora muitos acreditem que os troncos das árvores sejam pintados de branco apenas para dar aos parques uma aparência mais organizada, essa prática serve principalmente a um propósito de proteção.</p><div class="texto-destacado">Seu principal objetivo é preservar a árvore e fortalecer sua resistência às agressões ambientais.</div><p>Graças a essa <strong>técnica simples e muito antiga</strong>, as árvores urbanas podem permanecer saudáveis por mais tempo, ajudando assim a preservar os espaços verdes das cidades, que oferecem sombra, biodiversidade e bem-estar a todos que os desfrutam.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/troncos-brancos-em-jardins-e-pracas-por-que-as-arvores-sao-pintadas-todos-os-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo para cultivar alhos grandes: frio, fotoperíodo e a regra das 10 horas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-segredo-para-cultivar-alhos-grandes-frio-fotoperiodo-e-a-regra-das-10-horas.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 23:27:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O alho é uma das culturas mais fáceis de cultivar, mas não cresce muito apenas com fertilização ou rega regular. Seu tamanho depende da quantidade de horas de frio, da luz solar e das práticas de manejo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-que-hace-crecer-ajos-mas-grandes-frio-fotoperiodo-y-la-regla-de-las-10-horas-1780436789869.png" data-image="ciivt4e7hcpm" alt="alho" title="alho"><figcaption>Para colher, um sinal útil é esperar até que as folhas inferiores comecem a secar, mas sem deixar a planta secar completamente.</figcaption></figure><p>Quem já tentou <strong>cultivar </strong><strong>alho </strong>certamente experimentou a típica decepção com esse vegetal: uma planta verde com folhas firmes, aparência saudável… mas, na hora da colheita, obtém apenas bulbos do tamanho de bolinhas de gude.</p><p>A reação comum é culpar o fertilizante, o solo ou a irrigação, mas, muitas vezes, a chave está nos <strong>sinais ambientais </strong>que a planta recebeu durante seu ciclo de crescimento.</p><p>O alho não “cresce” simplesmente porque lhe damos mais nutrientes. É uma planta que funciona de acordo com seu próprio calendário, e esse calendário combina<strong> temperaturas baixas, duração do dia e o momento exato do plantio</strong>. Se esses três fatores estiverem dessincronizados, a planta pode crescer lindamente por fora, mas produzir um bulbo minúsculo por dentro.</p><div class="texto-destacado">O alho precisa de um período de frio de 4 a 8 semanas para "lembrar" o inverno. Sem esse período, o bulbo se recusa a se dividir e permanece como um único dente grande, não importa o quão rico seja o composto.</div><p><strong>A parte aérea da planta é mais importante do que você imagina</strong>, pois cada folha saudável funciona como uma fábrica de açúcares. Esses açúcares são transportados para o bulbo durante a fase de enchimento. Portanto, antes de tentar "engordá-lo", precisamos primeiro obter uma planta forte, bem enraizada e com folhagem funcional suficiente.</p><p>É aqui que entram três conceitos que soam técnicos, mas na verdade são bastante simples: <strong>vernalização, fotoperíodo e a regra das 10 horas</strong>. A vernalização é o período de frio que prepara o alho; o fotoperíodo é o sinal de luz; e a regra das 10 horas serve como um ponto de referência prático para entender a mudança no ciclo de crescimento.</p><h2>Vernalização e fotoperíodo: a linguagem secreta do alho</h2><p>A vernalização é <strong>o período de clima frio que ajuda o alho a ativar os processos relacionados à formação do bulbo</strong>. Alguns produtores e livros de botânica mencionam que o período ideal é de cerca de<strong> 6 a 8 semanas de clima frio</strong> para induzir uma boa formação do bulbo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-que-hace-crecer-ajos-mas-grandes-frio-fotoperiodo-y-la-regla-de-las-10-horas-1780436923145.png" data-image="g0a9e8l963og" alt="alho" title="alho"><figcaption>Diversos estudos demonstraram que submeter os dentes de alho a tratamentos a frio antes do plantio influencia significativamente o desenvolvimento da cultura.</figcaption></figure><p><strong>Na ausência de clima frio, o alho pode formar bulbos simples e redondos ou bulbos com apenas alguns dentes</strong>. Em climas frios, o plantio no outono permite que a cultura passe pelo processo natural de resfriamento. Em climas quentes, uma prática útil é armazenar os dentes de alho em local fresco, seco e bem ventilado por várias semanas antes do plantio.</p><div class="texto-destacado">Longos fotoperíodos, entre 14 e 16 horas, combinados com temperaturas adequadas, melhoram as características do bulbo e sua qualidade.</div><p>Em seguida, vem o <strong>fotoperíodo</strong>, que, como já mencionamos, se refere à duração do dia. O <strong>alho desenvolve raízes e folhas primeiro durante os dias mais frios</strong>; depois, à medida que as horas de luz do dia aumentam, a formação do bulbo começa.</p><p>A<strong> regra das 10 horas </strong>é mais uma diretriz prática do que uma lei universal para todas as variedades de alho. <strong>Quando o dia ultrapassa 10 horas, a cultura começa a sair da fase de dias curtos</strong>. Resumindo, 10 horas marcam a mudança no ritmo, mas dias mais longos são o que, em última análise, impulsionam o desenvolvimento do bulbo.</p><h3>O segredo para conseguir bulbos grandes</h3><p>A <strong>primeira decisão é a data</strong>. Em muitas regiões produtoras, <strong>o ideal é semear o alho no outono ou início do inverno</strong>, para que desenvolva raízes e folhas fortes antes da chegada da primavera. Se semeado tarde, as plantas estarão pequenas quando precisarem amadurecer, e nenhum fertilizante poderá corrigir completamente esse atraso.</p><p><strong>A variedade também é importante</strong>. O alho de pescoço duro (<em><em>Allium sativum</em> var. <em>ophioscorodon</em></em>) requer temperaturas mais frias e pode produzir uma haste floral, enquanto o alho de pescoço mole (<em>Allium sativum</em> var. <em>sativum</em>) é mais adequado para climas quentes. Portanto, é aconselhável selecionar material de plantio adaptado à sua região e plantá-lo em solo bem drenado e rico em matéria orgânica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-que-hace-crecer-ajos-mas-grandes-frio-fotoperiodo-y-la-regla-de-las-10-horas-1780436947367.png" data-image="pab4h00odloq" alt="alho" title="alho"><figcaption>Se você plantar alho quando os dias são curtos e nunca chegam a 10 horas de luz, a planta pode permanecer “eternamente jovem”.</figcaption></figure><p><strong>A rega deve ser moderada, não excessiva</strong>. Durante o crescimento vegetativo, o alho precisa de umidade constante; durante a formação do bulbo, o excesso de água pode levar ao amolecimento e à podridão.</p><p>Para cultivar bulbos de alho grandes, é necessário <strong>sincronizar os períodos frios para a divisão, os dias longos para o desenvolvimento do bulbo e o manuseio cuidadoso para preservar a colheita</strong>. Se surgir uma haste floral, corte-a enquanto ainda estiver tenra, pois compete com o bulbo por energia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-segredo-para-cultivar-alhos-grandes-frio-fotoperiodo-e-a-regra-das-10-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reação em cadeia: entenda os possíveis impactos do Super El Niño no Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 21:48:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A resposta do El Niño já começa a aparecer nas previsões climáticas para o Brasil. Caso o cenário se confirme, os impactos podem ir muito além das enchentes, afetando setores como agricultura, energia, abastecimento hídrico e saúde pública.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho.html">Temperatura na região do El Niño dá novo salto e os primeiros efeitos podem começar em julho </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil-1781016260202.png" data-image="fkpzilws7yoo" alt="O El Niño aumenta o risco de eventos extremos, os impactos podem ser uma reação em cadeia em diversos setores." title="O El Niño aumenta o risco de eventos extremos, os impactos podem ser uma reação em cadeia em diversos setores."><figcaption>O El Niño aumenta o risco de eventos extremos, os impactos podem ser uma reação em cadeia em diversos setores.</figcaption></figure><p>O <strong>El Niño 2026/2027 vem se estabelecendo</strong> no Oceano Pacífico equatorial. Juntamente de um aquecimento acelerado, os principais modelos climáticos vêm aumentando a confiança de que este poderá se tornar um<strong> evento muito intenso</strong> - ou, na linguagem popular, um <strong>Super El Niño</strong>.</p><div class="texto-destacado">O El Niño altera a circulação geral da atmosfera, modificando padrões de chuva, temperatura e ocorrência de eventos extremos em diversas regiões do globo.</div><p>Mas afinal, <strong>quais </strong>são os <strong>padrões</strong> de <strong>chuva</strong> e <strong>temperatura</strong> previstos para o <strong>Brasil</strong> e quais são os <strong>impactos na sociedade</strong>, caso eles se confirmem? Confira os detalhes.</p><h2>Temperaturas acima da média e contraste hídrico</h2><p>O modelo <strong>ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, vem prevendo um<strong> evento muito intenso</strong>, que pode alcançar anomalias de temperatura da superfície do mar <strong>superiores a 2°C </strong>até o final do inverno na região de monitoramento do El Niño.</p><div class="texto-destacado">Eventos muito intensos aumentam as chances de que os efeitos clássicos do El Niño sejam observados, embora os impactos não cresçam linearmente na mesma proporção das anomalias.</div><p>Ainda assim, as previsões já indicam uma <strong>resposta atmosférica</strong> <strong>compatível</strong> com esse cenário. Coerentemente com a projeção de um El Niño intenso, os campos de<strong> chuva e temperatura </strong>previstos até o momento apresentam padrões típicos associados ao fenômeno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil-1781016366746.png" data-image="siwmzak0mib7" alt="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A previsão de anomalia de precipitação mostra que <strong>chuvas acima da média na Região Sul</strong> e <strong>abaixo da média na Região Norte</strong> começam a se estabelecer em julho. </p><p>Este padrão se intensifica mantém e se entre<strong> agosto e dezembro</strong>: enquanto no <strong>Sul </strong>a área com chuvas de <strong>mais de 50 mm acima da média</strong> se espalha sobre a região, cobrindo os <strong>três estados</strong>, a área com<strong> déficit hídric</strong>o <strong>avança</strong> do <strong>Norte e Nordeste </strong>em direção ao <strong>Centro-Oeste</strong> e <strong>Sudeste</strong> entre outubro e dezembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil-1781016395588.png" data-image="4oq925tagb8v" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Em relação às temperaturas, a previsão mensal indica que o mês de julho ainda deve ser mais ‘ameno’, mas entre agosto e dezembro,<strong> temperaturas acima da média devem tomar conta do país</strong>. </p><p>No Sul as anomalias são menores, relacionado às chuvas acima da média, mas no <strong>Centro-Norte</strong> do Brasil, temperaturas entre <strong>2°C e mais de 4°C</strong> <strong>acima da média</strong> podem predominar, especialmente entre outubro e novembro.</p><h2>Reação em cadeia: impactos esperados por setores</h2><p>Quando se fala nos impactos do El Niño, é comum pensar apenas em enchentes. No entanto, os efeitos do fenômeno vão muito além disso. <strong>Alterações persistentes nos padrões de chuva e temperatura</strong> podem <strong>desencadear</strong> uma <strong>reação em cadeia</strong> com reflexos sobre a economia, os recursos naturais e a qualidade de vida da população. Se esse cenário se confirmar, os reflexos podem ser sentidos em diferentes áreas da sociedade. </p><ul><li> Agricultura e segurança alimentar</li></ul><ul></ul><p>Na agricultura, tanto o <strong>excesso</strong> quanto a <strong>falta</strong><strong> de chuva</strong> representam <strong>riscos</strong>. Enquanto precipitações acima da média podem <strong>dificultar</strong> o <strong>plantio</strong> e a <strong>colheita</strong> no <strong>Sul</strong> do país, períodos prolongados de <strong>estiagem</strong> no<strong> Centro-Oeste</strong> podem <strong>comprometer</strong> a <strong>produtividade</strong> de culturas estratégicas, como soja e milho. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil-1781016497133.png" data-image="gm15juuz51tg" alt="A produção de alimentos para consumo interno e exportação pode ser prejudicada." title="A produção de alimentos para consumo interno e exportação pode ser prejudicada."><figcaption>A produção de alimentos para consumo interno e exportação pode ser prejudicada.</figcaption></figure><p>Juntas, as duas regiões respondem por uma parcela significativa da produção agropecuária brasileira, incluindo culturas estratégicas para o <strong>abastecimento</strong> <strong>interno</strong> e as <strong>exportações</strong>. Por isso, perdas no campo podem gerar <strong>insegurança alimentar</strong>, <strong>prejuízos</strong> <strong>econômicos</strong>, afetar as <strong>exportações</strong> e repercutir sobre os <strong>preços</strong> dos alimentos.</p><ul><li>Recursos hídricos e biodiversidade</li></ul><ul></ul><p>A <strong>disponibilidade</strong><strong> de água</strong> também pode ser impactada. A redução das chuvas no <strong>Norte e Nordeste</strong> favorece o aumento do risco de <strong>queimadas</strong>, pressiona <strong>ecossistemas</strong> já <strong>vulneráveis</strong>, como a <strong>Amazônia</strong>, e afeta comunidades que dependem dos rios para <strong>abastecimento</strong>, <strong>transporte</strong> e <strong>pesca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil-1781016239758.png" data-image="h5esxstl9mw8" alt="Escassez de chuva afeta comunidades desde a Amazônia até grandes dentros urbanos." title="Escassez de chuva afeta comunidades desde a Amazônia até grandes dentros urbanos."><figcaption>Escassez de chuva pode afetar comunidades desde a Amazônia até grandes centros urbanos, como São Paulo.</figcaption></figure><p>Em <strong>grandes centros urbanos</strong>, como São Paulo, uma<strong> estação chuvosa deficiente</strong> somado a reservatórios abaixo da média podem<strong> comprometer a segurança hídrica</strong> justamente em períodos de maior demanda.</p><ul><li>Energia</li></ul><ul></ul><p>Os reflexos também podem alcançar o setor energético. Em um país cuja <strong>matriz elétrica </strong>depende fortemente da geração <strong>hidrelétrica</strong>, a redução dos níveis dos reservatórios pode exigir maior acionamento de <strong>usinas termelétricas</strong>, <strong>elevando</strong> <strong>custos</strong> de geração e <strong>aumentando</strong> as <strong>emissões</strong> de gases de efeito estufa.</p><ul><li>Saúde pública</li></ul><p>O El Niño favorece o <strong>aumento</strong> das <strong>temperaturas médias</strong> <strong>globais</strong> e<strong> regionais</strong>, aumentando o risco de <strong>ondas de calor</strong> mais <strong>frequentes</strong> e mais <strong>intensas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil-1781016661748.png" data-image="r9veamdxpkit" alt="Ondas de calor estão relacionadas com sobrecarga do sistema de saúde. Créditos: Reprodução/G1/Jr. Rosa/Deputado Leandro Grass." title="Ondas de calor estão relacionadas com sobrecarga do sistema de saúde. Créditos: Reprodução/G1/Jr. Rosa/Deputado Leandro Grass."><figcaption>Ondas de calor estão relacionadas com sobrecarga do sistema de saúde. Créditos: Reprodução/G1/Jr. Rosa/Deputado Leandro Grass.</figcaption></figure><p>Consideradas pela Organização Mundial da Saúde uma das<strong> principais causas de mortes relacionadas ao tempo e ao clima</strong>, elas aumentam o risco de desidratação, agravam doenças cardiovasculares e respiratórias e podem <strong>sobrecarregar os serviços de saúde</strong>. </p><ul><li>Infraestrutura e proteção civil</li></ul><ul></ul><p>O aumento da frequência e intensidade de <strong>tempestades</strong> <strong>severas</strong> e episódios de <strong>chuva</strong> <strong>extrema</strong> amplia o risco de <strong>enchentes</strong>, <strong>deslizamentos</strong> e <strong>danos à infraestrutura</strong>, especialmente na Região Sul durante a primavera e o verão. Os impactos se refletem diretamente na<strong> segurança da população</strong> e nos elevados <strong>custos</strong> para a <strong>reconstrução</strong> e recuperação das áreas afetadas. </p><ul><li>Impactos desiguais</li></ul><ul></ul><p>Embora os efeitos do El Niño possam atingir diferentes setores da sociedade, eles não são sentidos da mesma forma por toda a população. <strong>Comunidades mais vulneráveis</strong>,<strong> moradores de áreas de risco </strong>e grupos com menor capacidade de adaptação tendem a sofrer <strong>consequências mais severas</strong> diante de enchentes, deslizamentos de terra, secas prolongadas e ondas de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil-1781016755644.jpeg" data-image="9nu9cx349444"><figcaption>A população historicamente mais vulnerável é a que sofre mais.</figcaption></figure><p>Dessa forma, eventos extremos podem<strong> ampliar desigualdades sociais já existentes</strong>, evidenciando a <strong>importância de políticas públicas </strong>que promovam adaptação climática e justiça social.</p><div class="texto-destacado">Em outras palavras, os impactos do El Niño não se resumem aos eventos extremos em si, mas à forma como eles se propagam pela sociedade. Agricultura, abastecimento hídrico, geração de energia, biodiversidade, economia e saúde pública podem ser afetados de maneira simultânea, transformando anomalias de chuva e temperatura em desafios de grande escala.</div><p>Diante de previsões que apontam para um <strong>aumento dos riscos climáticos</strong>, o monitoramento contínuo e o <strong>planejamento</strong> <strong>antecipado</strong> por parte do<strong> poder público</strong> tornam-se <strong>fundamentais</strong> para reduzir vulnerabilidades e minimizar prejuízos humanos, sociais e econômicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-vai-muito-alem-das-enchentes-entenda-os-possiveis-impactos-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onda de frio terá duas massas polares e afetará até o Norte; veja os estados atingidos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 20:32:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar polar provocará uma nova onda de frio no Brasil na segunda quinzena de junho, trazendo risco de geadas, temperaturas negativas e até precipitação invernal em partes do Sul neste final de Outono.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-intenso-a-caminho-onda-de-frio-acende-alerta-para-as-menores-temperaturas-do-ano.html" target="_blank">Frio intenso a caminho: onda de frio acende alerta para as menores temperaturas do ano</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae7pxy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae7pxy.jpg" id="xae7pxy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>massa de ar frio continua atuando sobre o centro-sul do Brasil</strong>, mantendo as temperaturas baixas em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Nesta terça-feira (9), diversos municípios do Sudeste registraram temperaturas mínimas <strong>abaixo de 4°C</strong>, chegando a <strong>até 3°C</strong> - como Monte Verde (MG), Maria da Fé (MG), Campos do Jordão (SP) e Nova Friburgo (RJ).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como é possível observar no vídeo acima, o ar frio continua influenciando o centro-sul do país nos próximos dias, favorecendo madrugadas geladas e temperaturas abaixo da média para esta época do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, os modelos meteorológicos indicam que <strong>este pode ser apenas o começo</strong>. Duas outras massas de ar polar, ainda mais intensas, avançarão pelo país durante os últimos dias do outono, trazendo uma <strong>forte onda de frio</strong> e marcando a chegada do inverno com temperaturas excepcionalmente baixas em diversas regiões.</p><h2>Nova massa de ar polar pode causar onda de frio severa</h2><p>As previsões climáticas apontam para uma expressiva anomalia negativa de temperatura entre os dias 15 e 22 de junho. Em algumas áreas, os termômetros podem registrar valores de até<strong> 5°C abaixo da média</strong> durante vários dias consecutivos - cenário que, caso se torne realidade, <strong>caracterizará uma intensa onda de frio</strong> sobre o Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos-1781026461166.jpg" data-image="7a4dfbsnuqje" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho (ECMWF)" title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho (ECMWF)"><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho mostra que uma massa de ar frio manterá as temperaturas muito abaixo da média ao longo da semana que vem. (ECMWF)</figcaption></figure><p>Ao longo deste período,<strong> duas massas de ar frio atingirão o país.</strong> Sua abrangência inclui os estados da <strong>Região Sul</strong> - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; e também boa parte dos estados da <strong>Região Sudeste</strong> - São Paulo, Rio de Janeiro e boa parte de Minas Gerais, como o Sul Mineiro e o Alto Paranaíba.</p><p>Além disso, o frio poderá alcançar <strong>boa parte do Centro-Oeste</strong>, especialmente Mato Grosso do Sul, oeste do Mato Grosso e sul de Goiás, e avançar ainda mais - chegando até a <strong>Região Norte</strong> e fazendo as temperaturas caírem no Acre, Rondônia e no sul do Amazonas.</p><p>A primeira massa de ar frio já começa a avançar pelo país <strong>neste próximo domingo (14)</strong>, como é possível observar na imagem abaixo. A segunda massa de ar frio avançará pelo país por volta do dia<strong> 22 de Junho</strong>, mantendo e intensificando o frio sobre todas as regiões mencionadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos-1781026505933.jpg" data-image="yks8tm0n8ikp" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no domingo durante a tarde." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no domingo durante a tarde."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no domingo durante a tarde mostra a primeira massa de ar frio avançando pela região Sul e começando a fazer as temperaturas caírem.</figcaption></figure><p>Isso significa que o sistema ocasionará um <strong>novo episódio de friagem</strong>, fenômeno caracterizado pela chegada de massas de ar polar ao Norte do país, provocando queda significativa das temperaturas em áreas normalmente quentes e úmidas.</p><p>Entre os dias 15 e 16, já há também potencial para a ocorrência de<strong> temperaturas abaixo de 0°C </strong>no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, sinalizando um episódio de frio severo favorável à formação de<strong> geadas amplas e intensas</strong> na Região Sul. Esse cenário pode ser observado na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos-1781026579756.jpg" data-image="jb2zd4o1ttyb" alt="Previsão de temperatura mínima no dia 16 durante a madrugada." title="Previsão de temperatura mínima no dia 16 durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperatura mínima no dia 16 durante a madrugada mostra que haverá condições para formação de temperaturas negativas na região Sul, com geadas abrangentes.</figcaption></figure><p>Antes da chegada da massa de ar polar, uma <strong>frente fria</strong> deve avançar pelo Brasil entre os dias 14 e 16 de junho,<strong> provocando chuva em diversas áreas do país</strong>. Em parte da Região Sul, a combinação entre precipitação e temperaturas atmosféricas muito baixas poderá criar condições para a ocorrência de <strong>precipitação invernal.</strong> Essa situação pode ser observada na imagem abaixo.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Por isso, não se descarta a possibilidade de fenômenos como <strong>chuva congelada</strong>, <strong>chuva congelante</strong> e até <strong>neve </strong>em algumas áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, especialmente em regiões de maior altitude como as serras gaúchas e catarinenses.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos-1781026634688.jpg" data-image="70fjwiayectz" alt="Previsão de chuva (tons azulados) e isoterma de 0°C (linha verde)." title="Previsão de chuva (tons azulados) e isoterma de 0°C (linha verde)."><figcaption>Previsão de chuva (tons azulados) e isoterma de 0°C (linha verde) mostra que haverá condições para formação de precipitação invernal em parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</figcaption></figure><p>O outono termina oficialmente no dia <strong>21 de junho</strong>, data que marca o início do inverno no Hemisfério Sul. Caso as projeções atuais se confirmem, portanto, a <strong>última semana da estação será marcada por uma intensa onda de frio</strong>. Há risco de geadas, temperaturas negativas e possibilidade de precipitação invernal, consolidando uma transição de estações com<strong> características típicas de inverno</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-frio-tera-duas-massas-polares-e-afetara-ate-o-norte-veja-os-estados-atingidos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz chuva atípica por vários dias e alerta de 100 mm no Sudeste; veja previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuva-atipica-por-varios-dias-e-alerta-de-100-mm-no-sudeste-veja-previsao.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 19:28:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na segunda metade desta semana, uma nova frente fria se forma e aumenta as chuvas atípicas e o risco de temporais no Sudeste do Brasil, com acumulados chegando a 100 mm em São Paulo até o fim de semana.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-intensa-frente-fria-deixam-em-alerta-10-estados-do-centro-sul-confira-a-previsao.html" target="_blank">Ciclone e intensa frente fria deixam em alerta 10 estados do centro-sul; confira a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae7242"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae7242.jpg" id="xae7242"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A partir desta quarta-feira (10)</strong>, o <strong>tempo instável ganha força na Região Sudeste</strong> do Brasil. Inicialmente, uma área alongada de baixa pressão atmosférica (cavado) vai aumentar a nebulosidade e a formação de áreas de instabilidade sobre a região.</p><p>Logo após, uma <strong>nova frente fria vai se formar </strong>e contribuir para a<strong> formação das chuvas atípicas </strong>sobre o Sudeste, aumentando também o<strong> risco de temporais e de rajadas de vento em parte da região</strong> pelo menos <strong>até o fim de semana</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Essa é uma <strong>condição atípica para esta época do ano, pois os estados desta região encontram-se no período seco</strong>. Até o fim de semana, são esperados volumes de <strong>até 100 mm no interior e noroeste de São Paulo, regiões que justamente tendem a apresentar os menores índices pluviométricos</strong>, marcando períodos prolongados de estiagem.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes da previsão </strong>do tempo para a região.</p><h2>Chuvas de 100 mm no Sudeste nos próximos dias</h2><p>Nesta <strong>quarta-feira (10)</strong> o céu fica com muitas nuvens em todo o Sudeste, e as <strong>chuvas ocorrem já desde o fim da manhã </strong>na<strong> porção sul do estado de São Paulo, se estendendo ao longo do dia também para a faixa leste</strong>. Na capital paulista, chuvas fracas são esperadas mais entre o fim da tarde e a noite.</p><p>Na<strong> quinta-feira (11)</strong>, <strong>chuvas moderadas </strong>são esperadas em praticamente todo o estado de <strong>São Paulo, especialmente no período da manhã</strong>, podendo ocorrer <strong>pancadas fortes mais pontuais no centro e oeste</strong> do estado.</p><div class="texto-destacado">Os próximos dias terão chuvas moderadas, pancadas pontuais mais fortes e temporais isolados em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com volumes chegando aos 100 mm até o fim de semana no oeste paulista.</div><p>Essas<strong> chuvas também avançam para o sul e Triângulo Mineiros e o centro-sul do Rio de Janeiro ao longo do dia</strong>, mas até o fim da tarde as instabilidades já terão reduzido bastante em todos os estados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-atipica-por-varios-dias-e-alerta-de-100-mm-no-sudeste-veja-previsao-1781024689732.png" data-image="zfwhwwdzvgop"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quinta (11) de manhã (8h) à esquerda e sexta (12) à tarde (18h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira (12)</strong>, a <strong>frente fria entra em cena</strong> <strong>aumentando as chuvas e os riscos de temporais</strong> no Sudeste, além de trazer <strong>rajadas de vento de até 70 km/h </strong>na faixa leste de São Paulo.</p><p>Ao longo do dia<strong> </strong>(12), <strong>chove em todo o estado de São Paulo e do Rio de Janeiro e em grande parte de Minas Gerais</strong> (exceção da porção norte).</p><p>Há potencial para <strong>pancadas fortes e temporais isolados</strong> especialmente no <strong>oeste e sul paulistas</strong>, no <strong>centro e leste de Minas Gerais</strong> e no <strong>centro-sul do Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-atipica-por-varios-dias-e-alerta-de-100-mm-no-sudeste-veja-previsao-1781024207368.jpg" data-image="o9nxlfbmlc58"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para sexta-feira (12) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No<strong> fim de semana</strong>, a <strong>frente fria avança e passa a provocar mais chuvas no Espírito Santo</strong>, com intensidade moderada. Contudo, áreas de instabilidade ainda continuam atuando sobre São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais, onde são esperadas <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas </strong>ao longo do sábado (13) e do domingo (14).</p><p>E <strong>ainda haverá riscos de temporais isolados com muitos raios</strong> em todo o território de São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-atipica-por-varios-dias-e-alerta-de-100-mm-no-sudeste-veja-previsao-1781024090711.png" data-image="4zd5reqgczbs"><figcaption>Previsão de densidade de raios para o sábado (13) às 15h à esquerda e para o domingo (14) às 18h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Os volumes de chuva entre hoje (9) e a noite (21h) do domingo (14) serão mais elevados em São Paulo, onde ficam <strong>variam de 40 a 80 mm </strong>em praticamente todo o estado, mas podendo chegar<strong> </strong>em torno dos <strong>100 mm no oeste, nas sub-regiões de Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto</strong>.</p><p>Também, <strong>áreas do Triângulo Mineiro e do sul de Minas Gerais devem registrar de 30 a 70 mm até o domingo (14)</strong>. Os estados do<strong> </strong>Rio de Janeiro e Espírito Santo e as demais áreas mineiras não terão volumes expressivos: os totais não passam dos 30 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-atipica-por-varios-dias-e-alerta-de-100-mm-no-sudeste-veja-previsao-1781021904983.jpg" data-image="48alajave2tw"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (em mm) até a noite (21h) do domingo (14), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Além disso, a <strong>precipitação acumulada até o próximo domingo (14) poderá superar a média de precipitação normal para junho</strong> em muitas áreas do estado de São Paulo.</p><p>Como por exemplo, na localidade de <strong>Araçatuba</strong>, onde a média para junho é de 34 mm segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1991 a 2020), a<strong> previsão é de 75 mm </strong>até o domingo (14), ou seja, <strong>em apenas 5 dias receberá um volume de chuva 120% acima da média</strong> esperada para o mês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuva-atipica-por-varios-dias-e-alerta-de-100-mm-no-sudeste-veja-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no MS: chuva de 200 mm vai superar em 4 vezes a média de junho; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-ms-chuva-de-200-mm-vai-superar-em-4-vezes-a-media-de-junho-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 18:07:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Mato Grosso do Sul terá chuva atípica até sábado, com acumulados perto de 200 mm em áreas do estado, incluindo Campo Grande, Ponta Porã e Dourados, além de risco de tempestades e alagamentos pontuais localizados nesta semana.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-intensa-frente-fria-deixam-em-alerta-10-estados-do-centro-sul-confira-a-previsao.html" target="_blank">Ciclone e intensa frente fria deixam em alerta 10 estados do centro-sul; confira a previsão. </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-ms-chuva-de-200-mm-vai-superar-em-4-vezes-a-media-de-junho-veja-a-previsao-1781017753594.jpg" data-image="ij4gsk2kgom4" alt="chuva, Mato Grosso, Paraná, Paraguai" title="chuva, Mato Grosso, Paraná, Paraguai"><figcaption>Chuva acumulada até sábado à noite indica volumes elevados sobre Mato Grosso do Sul, com destaque para a faixa entre Campo Grande, Dourados e a fronteira com o Paraguai.</figcaption></figure><p><strong>A chuva aumentou na previsão para Mato Grosso do Sul</strong> e agora pode chegar aos<strong> 200 mm em quatro dias</strong>, volume capaz de superar em até <strong>quatro vezes a média de junho</strong> em pontos do estado. Campo Grande, Ponta Porã, Dourados e áreas próximas ao centro-sul sul-mato-grossense entram no trecho de maior atenção entre quarta-feira e sábado.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O alerta ganhou força porque junho costuma ser um mês de redução das chuvas no Centro-Oeste, mas a semana terá um padrão diferente. A combinação entre umidade vinda do Norte do país, áreas de instáveis como cavados e o processo de formação de um ciclone.</p><h2>Chuva se concentra no centro e sul do estado </h2><p>A área mais carregada deve se organizar sobre o centro, sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, com acumulados elevados entre Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Maracaju, Jardim e Corumbá. <strong>A faixa de chuva aparece mais intensa perto da fronteira com o Paraguai e avança para o interior do estado,</strong> mantendo o tempo fechado por vários momentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-ms-chuva-de-200-mm-vai-superar-em-4-vezes-a-media-de-junho-veja-a-previsao-1781017984103.jpg" data-image="ueb58incbcsf" alt="Chuva, probabilidade, Dourados" title="Chuva, probabilidade, Dourados"><figcaption>Probabilidade de chuva na quarta-feira à tarde destaca a organização das instabilidades entre o Paraná, oeste de São Paulo e sul de Mato Grosso do Sul, com Dourados na borda da faixa mais ativa.</figcaption></figure><p>A chuva não deve cair da mesma forma em todas as cidades. Algumas áreas podem registrar pancadas fortes em curto intervalo, <strong>enquanto outras terão chuva mais persistente e acumulada ao longo de vários turnos do dia.</strong> Esse detalhe é importante porque os maiores transtornos costumam ocorrer onde as pancadas se repetem sobre a mesma região.</p><h2>Ciclones e baixa pressão mantêm a instabilidade ativa </h2><p><strong>A mudança no tempo começou com a formação de um ciclone no início da semana,</strong> que ajudou a reorganizar a circulação dos ventos no Centro-Sul do Brasil. Esse sistema favoreceu o transporte de umidade para áreas do Centro-Oeste e abriu caminho para uma sequência de instabilidades mais persistentes sobre Mato Grosso do Sul.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xae72ri"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae72ri.jpg" id="xae72ri"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre quinta e sábado, a baixa pressão e as novas instabilidades mantêm o risco de chuva intensa e tempestades no estado</strong>. O cenário exige atenção porque o acumulado pode crescer rapidamente em áreas urbanas e rodovias. Os principais pontos de atenção são:</p><ul> <li><strong>chuva forte em Campo Grande e cidades próximas;</strong></li> <li>volumes elevados no centro-sul e sudoeste de MS;</li> <li><strong>risco de alagamentos em áreas de drenagem lenta;</strong></li> <li>rajadas de vento e descargas elétricas durante as pancadas;</li> <li>chuva avançando também para o sul de Mato Grosso e sul de Goiás.</li> </ul><h2>Sábado exige atenção antes da chuva perder força </h2><p>No sábado, Mato Grosso do Sul ainda deve permanecer sob influência das instabilidades, com tempo fechado e possibilidade de chuva volumosa em parte do estado. <strong>Mesmo que o sistema comece a se deslocar, a umidade ainda será suficiente para manter pancadas fortes em algumas áreas</strong>, especialmente onde a nebulosidade já estiver organizada desde a madrugada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-intenso-a-caminho-onda-de-frio-acende-alerta-para-as-menores-temperaturas-do-ano.html" title="Frio intenso a caminho: onda de frio acende alerta para as menores temperaturas do ano">Frio intenso a caminho: onda de frio acende alerta para as menores temperaturas do ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-intenso-a-caminho-onda-de-frio-acende-alerta-para-as-menores-temperaturas-do-ano.html" title="Frio intenso a caminho: onda de frio acende alerta para as menores temperaturas do ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-pode-trazer-o-evento-mais-intenso-do-ano-na-virada-para-o-inverno-1780931942912_320.jpg" alt="Frio intenso a caminho: onda de frio acende alerta para as menores temperaturas do ano"></a></article></aside><p>A orientação para o leitor é acompanhar a previsão por município, porque <strong>pequenas mudanças no posicionamento da faixa de chuva podem alterar bastante os acumulados finais</strong>. O dado mais importante desta atualização é o salto do volume previsto: <strong>a chuva esperada já não aparece apenas como acima da média, mas como um episódio muito incomum para junho</strong> no Mato Grosso do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-ms-chuva-de-200-mm-vai-superar-em-4-vezes-a-media-de-junho-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e intensa frente fria deixam em alerta 10 estados do centro-sul; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-intensa-frente-fria-deixam-em-alerta-10-estados-do-centro-sul-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 14:38:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa frente fria avança pelo Brasil nos próximos dias. Sistema, que está associado a um ciclone, provoca mudanças no tempo e deixa pelo menos 10 estados em alerta.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao.html" target="_blank">Alerta no Sudeste: ciclone e chuva atípica prometem mudança brusca; veja a previsão</a><ul></ul></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae6rba"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae6rba.jpg" id="xae6rba"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Uma mudança no tempo está sendo aguardada nos próximos dias</strong> para diversos municípios da Região Sul, Sudeste e Centro-oeste do Brasil. A chegada de uma intensa frente fria que está associada a um ciclone extratropical vai deixar o tempo instável e provocar chuvas sobre parte do país.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A previsão mostra que<strong> 10 estados do centro-sul </strong>do país vão ficar em <strong>alerta</strong> devido às possibilidades de <strong>chuvas intensas, tempestades e grandes acumulados</strong> pluviométricos nos próximos dias. Confira a lista com os estados em alerta:</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Rio de Janeiro</li><li>Minas Gerais</li><li>Espírito Santo</li><li>Mato Grosso do Sul</li><li>Mato Grosso</li><li>Goiás</li></ul><p>Em vários destes estados <strong>as chuvas desta semana terão potencial para gerar problemas e transtornos</strong> como alagamentos, queda de árvores, transbordamento de córregos e rios. O que gera alerta para milhares de moradores e produtores rurais.</p><h2>Centro-sul em alerta para chuvas intensas</h2><p>O tempo firme estava predominante sobre o Brasil nos últimos dias, <strong>mas as previsões indicam mudanças nesta semana. </strong>Na Região Sul do país, um <strong>ciclone avançou nas últimas horas,</strong> o que já promoveu o aumento da presença de nuvens sobre os três estados e chuva em Santa Catarina.</p><p>O início da quarta-feira (10) será com tempo mais firme no Rio Grande do Sul com a presença do sol, principalmente durante a manhã. Nos <strong>demais estados</strong> do <strong>Sul</strong>, boa parte do <strong>Sudeste</strong> (exceção do norte de Minas) e no <strong>Centro-Oeste </strong>tem <strong>tempo nublado e parcialmente nublado</strong>, caso do Espírito Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-intensa-frente-fria-deixam-em-alerta-10-estados-do-centro-sul-confira-a-previsao-1781014831753.jpg" data-image="bf4no016s3um" alt="Mapa de precipitação." title="Mapa de precipitação."><figcaption>Precipitação e nebulosidade prevista para a tarde desta quarta-feira (10), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Ainda na quarta (10), estão previstas chuvas com intensidade moderada e </strong><strong>forte,</strong> <strong>acompanhadas de rajadas de vento.</strong> O que gera alertas para o Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A previsão mostra que até o final da manhã de quinta-feira (11) as <strong>chuvas avançam</strong> e afetam estados do Sudeste, principalmente São Paulo e Minas Gerais. O <strong>Rio de Janeiro</strong> deve registrar c<strong>huva fraca.</strong></p><p>Na quinta-feira (11), <strong>as instabilidades voltam a ganhar força sobre o Sul e Centro-Oeste.</strong> Isto porque teremos uma baixa pressão formada sobre o continente, o que aumenta as instabilidades e atrai a umidade para esta região. Sendo assim haverá <strong>convergência</strong> e, consequentemente, <strong>maiores riscos de chuvas intensas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-intensa-frente-fria-deixam-em-alerta-10-estados-do-centro-sul-confira-a-previsao-1781014901572.jpg" data-image="0yj46yrrthhz" alt="Transporte de umidade." title="Transporte de umidade."><figcaption>Transporte de umidade ocorrendo deste o Norte para o Sul do Brasil, devido a presença do ciclone na manhã de sexta-feira (12)..</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (12), o<strong> ciclone irá se consolidar e com ele a sua intensa frente fria.</strong> O sistema frontal vai promover mudanças no tempo do centro-sul. O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná ficam em <strong>alerta por conta das chuvas intensas, tempestades e rajadas de vento</strong>. Transtornos podem ser registrados, principalmente no Paraná, por conta do <strong>grande volume de chuva previsto.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772892" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-atipica-no-centro-oeste-alerta-para-150-mm-em-4-dias-veja-areas-afetadas.html" title="Chuva atípica no Centro-Oeste: alerta para 150 mm em 4 dias; veja áreas afetadas">Chuva atípica no Centro-Oeste: alerta para 150 mm em 4 dias; veja áreas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-atipica-no-centro-oeste-alerta-para-150-mm-em-4-dias-veja-areas-afetadas.html" title="Chuva atípica no Centro-Oeste: alerta para 150 mm em 4 dias; veja áreas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-no-centro-oeste-sao-previstos-150-mm-em-4-dias-o-triplo-da-media-de-junho-1780936230306_320.jpg" alt="Chuva atípica no Centro-Oeste: alerta para 150 mm em 4 dias; veja áreas afetadas"></a></article></aside><p>Partindo para o Centro-Oeste, <strong>o Mato Grosso amanhece com risco de chuvas intensas e tempestades </strong>em sua porção sul na sexta (12). Todo o Mato Grosso do Sul fica em <strong>alerta</strong> devido ao grande acumulado de chuva previsto e também devido a <strong>intensidade das chuvas.</strong> Enquanto que <strong>Goiás ficará em atenção</strong> à tarde com a aproximação da frente fria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-intensa-frente-fria-deixam-em-alerta-10-estados-do-centro-sul-confira-a-previsao-1781015061809.jpg" data-image="u0jbl5sxthvy" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>Precipitação e nebulosidade prevista para a tarde de sexta-feira (12) .</figcaption></figure><p>No Sudeste, <strong>o tempo fica fechado nesta sexta-feira (12). </strong>Desde as primeiras horas da manhã pancadas de chuva são previstas para o Triângulo Mineiro e oeste paulista. Mas com o passar das horas <strong>a frente fria avança</strong> e deixa municípios de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro em <strong>alerta</strong>. O Espírito Santo, terá o <strong>impacto da frente fria apenas</strong> na madrugada de <strong>sábado (13).</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-intensa-frente-fria-deixam-em-alerta-10-estados-do-centro-sul-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez, foi possível conectar evidências de erupções acontecendo por causa do buraco negro do centro da Via Láctea.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo-1780870011962.png" data-image="c182o1l0dnik" alt="Observações do Sagittarius A* revelaram evidências de um episódio recente de atividade, incluindo ventos energéticos que parecem ter sido emitidos a partir do centro da Via Láctea. Crédito: EHT" title="Observações do Sagittarius A* revelaram evidências de um episódio recente de atividade, incluindo ventos energéticos que parecem ter sido emitidos a partir do centro da Via Láctea. Crédito: EHT"><figcaption>Observações do Sagittarius A* revelaram evidências de um episódio recente de atividade, incluindo ventos energéticos que parecem ter sido emitidos a partir do centro da Via Láctea. Crédito: EHT</figcaption></figure><p>Sagittarius A* (Sgr A*), buraco negro supermassivo do centro da Via Láctea, é um buraco negro considerado calmo e praticamente inativo. <strong>Ele tem cerca de 4 milhões de massas solares e, atualmente, se alimenta de uma quantidade muito pequena de matéria.</strong> Por causa disso, sua emissão de radiação é baixa em comparação com outros buracos negros observados. Isso faz com que Sgr A* seja classificado como um núcleo galáctico quiescente, ou seja, em estado de baixa atividade. </p><p>Apesar disso, há evidências que mostram que Sgr A* foi mais ativo no passado. <strong>Um exemplo famoso são as estruturas chamadas de Bolhas de Fermi que se estendem por milhares de anos-luz. </strong>Algumas observações, como as das Nuvens de Magalhães, indicam que o buraco negro pode ter produzido jatos relativísticos no passado. No entanto, até hoje, nenhuma atividade havia sido observada diretamente em tempo real ao redor do Sgr A*. </p><p><strong>Um novo estudo foi publicado mostrando evidências de que Sgr A* passou recentemente por um episódio de atividade capaz de gerar ventos de buraco negro. </strong>Os pesquisadores analisaram a estrutura de nuvens de gás na região central da Via Láctea e identificaram estruturas compatíveis com vento sendo expelido a partir das proximidades do buraco negro. Esses ventos são fluxos de partículas que transportam energia e momento para o meio interestelar ao redor. </p><h2>Feedback de buracos negros</h2><p>Quando pensamos em atividade de buracos negros, logo pensamos em jatos relativísticos. No entanto, há diferentes tipos de feedback que buracos negros podem ter durante um episódio de atividade. <strong>O feedback é um conjunto de processos pelos quais um buraco negro transfere energia para o ambiente ao seu redor enquanto acreta matéria. </strong>Essa transferência ocorre principalmente por meio de jatos relativísticos e ventos de buracos negros. </p><div class="texto-destacado">O feedback tem um papel fundamental na evolução das galáxias porque afeta diretamente a taxa de formação estelar no centro galáctico.</div><p>Os jatos são feixes de partículas aceleradas a velocidades próximas à da luz, geralmente lançados ao longo dos polos. <strong>Já os ventos correspondem a fluxos de gás e partículas que são expulsos da região próxima ao buraco negro em diferentes direções.</strong> Ambos os mecanismos transportam energia para fora do núcleo galáctico. Quando jatos e ventos aquecem ou removem o gás interestelar, a taxa de formação estelar pode diminuir. </p><h2>Atividade do Sgr A*</h2><p>Por ter um papel no processo de evolução da galáxia, os astrônomos sempre se interessaram em saber se houve episódios de ventos ou jatos do Sgr A*. <strong>O Sgr A* é o buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea, a aproximadamente 26 mil anos-luz da Terra.</strong> Com uma massa de cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol, ele domina gravitacionalmente a região central da galáxia. Sgr A* é considerado um buraco negro quase inativo porque se alimenta com uma taxa muito baixa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/de-onde-vem-as-nuvens-de-gas-perto-do-buraco-negro-da-via-lactea.html" title="De onde vêm as nuvens de gás perto do buraco negro da Via Láctea?">De onde vêm as nuvens de gás perto do buraco negro da Via Láctea?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/de-onde-vem-as-nuvens-de-gas-perto-do-buraco-negro-da-via-lactea.html" title="De onde vêm as nuvens de gás perto do buraco negro da Via Láctea?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-onde-vem-as-nuvens-de-gas-perto-do-buraco-negro-da-via-lactea-1777136958928_320.png" alt="De onde vêm as nuvens de gás perto do buraco negro da Via Láctea?"></a></article></aside><p>Embora pareça um ponto fora da curva, <strong>esse comportamento representa o estado mais comum dos buracos negros supermassivos </strong>no Universo local. A maioria desses objetos passa grande parte de sua existência em estados de baixa acreção, consumindo pequenas quantidades de gás e emitindo pouca energia. No entanto, evidências observacionais indicam que Sgr A* não foi sempre tão tranquilo e pode ter tido algumas fases com picos de atividade. </p><h2>Novas evidências</h2><p>Um novo estudo mostrou uma das evidências de que o Sgr A* pode ter tido um pico de atividade recente e o primeiro já observado em tempo real. <strong>Com dados do ALMA, os pesquisadores estudaram o gás molecular frio localizado aos arredores do Sgr A*. </strong>A imagem mostrou uma enorme cavidade em formato cônico sem a presença de gás. O resultado chamou a atenção porque a estrutura aponta diretamente para a posição do buraco negro no centro galáctico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo-1780869964249.png" data-image="n9q2g8hk8ytp" alt="Embora os buracos negros supermassivos possam produzir eventos extremamente energéticos, a maioria deles passa grande parte de sua existência em um estado quiescente. Crédito: NASA" title="Embora os buracos negros supermassivos possam produzir eventos extremamente energéticos, a maioria deles passa grande parte de sua existência em um estado quiescente. Crédito: NASA"><figcaption>Embora os buracos negros supermassivos possam produzir eventos extremamente energéticos, a maioria deles passa grande parte de sua existência em um estado quiescente. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A interpretação dos pesquisadores é que essa cavidade foi produzida por um vento energético originado nas proximidades de Sgr A*. Segundo o artigo, a energia necessária para remover ou aquecer o gás excede a contribuição das estrelas presentes na região. <strong>As imagens em raios X usando o telescópio Chandra mostraram emissões na mesma região onde o ALMA detectou a ausência de gás frio. </strong>Como resultado, o estudo sugere que Sgr A* passou por um episódio de atividade recente.</p><h2>Zero preocupação</h2><p>Embora a descoberta de ventos associados ao Sgr A* seja cientificamente importante, ela não representa qualquer risco para o Sistema Solar. <strong>O centro da Via Láctea está localizado a aproximadamente 26 mil anos-luz da Terra, uma distância grande até mesmo em escalas astronômicas. </strong>Além disso, as observações mostram que o vento identificado interagiu apenas com o gás e a energia transportada pelo fluxo foi dissipada, ou seja, o fenômeno não possui alcance em regiões distantes da galáxia. </p><p><strong>Mesmo em cenários nos quais Sgr A* apresentasse ventos mais energéticos, os efeitos ainda estariam limitados às regiões centrais da galáxia. </strong>A densidade do meio interestelar, as perdas de energia durante a propagação e as enormes distâncias envolvidas fazem com que esses fluxos enfraqueçam ao longo do caminho. O Sistema Solar, localizado em um dos braços espirais externos da Via Láctea, encontra-se muito distante da região diretamente afetada por esses processos. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Gorski and Murchikova 2026<a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae63cf" target="_blank"> The Discovery of an Active Wind from the Milky Way’s Central Black Hole</a> The Astrophysical Journal Letters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisas recentes com inteligência artificial revelam que vocalizações de animais, antes consideradas simples, possuem estruturas complexas e significados específicos, ampliando o entendimento científico sobre comunicação no reino animal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas-1780942920375.jpg" data-image="hkdnknlsunwn" alt="Um rato listrado africano caminha em direção a uma caixa de som. Crédito: Léo Perrier e Nicolas Mathevon" title="Um rato listrado africano caminha em direção a uma caixa de som. Crédito: Léo Perrier e Nicolas Mathevon"><figcaption>Um rato listrado africano caminha em direção a uma caixa de som. Crédito: Léo Perrier e Nicolas Mathevon</figcaption></figure><p>Na vasta<strong> região semidesértica do Karoo, na África do Sul</strong>, um pequeno rato-listrado-africano protagoniza uma descoberta científica que pode <strong>mudar a forma como entendemos a comunicação animal.</strong> Em meio à paisagem árida, pesquisadores instalaram equipamentos capazes de captar e reproduzir sons imperceptíveis aos ouvidos humanos.</p><p>Durante experimentos de campo, os cientistas emitiram guinchos de alta frequência previamente gravados. A reação do roedor variou de acordo com a origem do som: quando o áudio simulava um vizinho conhecido, o animal demonstrava atenção e vigilância; já diante de sons de indivíduos desconhecidos, a resposta era mais intensa, incluindo fuga imediata.</p><p>Os resultados indicam que <strong>esses animais conseguem identificar não apenas o tipo de vocalização, mas também quem a emitiu</strong>, sugerindo um nível de sofisticação comunicativa até então subestimado.</p><h2><strong>Comunicação animal vai além do que se imaginava</strong></h2><p>A pesquisa, liderada por especialistas em bioacústica, é considerada <strong>um marco por decifrar, pela primeira vez, sons naturais de ratos em ambiente selvagem.</strong> O estudo se soma a uma crescente série de investigações que apontam para a complexidade da comunicação entre diversas espécies.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas-1780943105124.jpg" data-image="o0nf7xsajvpx" alt="pesquisa foi conduzida por cientistas que gravaram mais de 120 mil vocalizações de ratos em seu habitat natural" title="pesquisa foi conduzida por cientistas que gravaram mais de 120 mil vocalizações de ratos em seu habitat natural"><figcaption>Pesquisa foi conduzida por cientistas que gravaram mais de 120 mil vocalizações de ratos em seu habitat natural, na África do Sul. Crédito: Divulgação Diário da Manhã</figcaption></figure><p>Com o auxílio de inteligência artificial, os cientistas analisaram<strong> mais de 120 mil vocalizações registradas ao longo de quase duas semanas</strong>. Os dados revelaram a existência de diferentes tipos de chamados, além de “assinaturas vocais” específicas de cada grupo e até de indivíduos.</p><p>Segundo os pesquisadores, essa tecnologia é essencial para lidar com o grande volume de dados. A expectativa agora é avançar na interpretação de informações dinâmicas, como <strong>estados emocionais ou níveis de estresse</strong> transmitidos pelos sons.</p><h2><strong>Tecnologia impulsiona novas descobertas</strong></h2><p>O uso de algoritmos de aprendizado de máquina tem permitido i<strong>dentificar padrões antes invisíveis,</strong> aproximando a comunicação animal de conceitos associados à linguagem humana. Em outras pesquisas, primatas como chimpanzés e bonobos demonstraram capacidade de combinar sons para criar novos significados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764867" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo.html" title="A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo">A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo.html" title="A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-secreta-dos-gigantes-baleias-cachalote-revelam-sistema-de-comunicacao-complexo-1776699424044_320.jpg" alt="A linguagem secreta dos gigantes: baleias-cachalote revelam sistema de comunicação complexo"></a></article></aside><p>Essas combinações lembram uma forma rudimentar de <strong>sintaxe, característica considerada exclusiva dos humanos</strong>. Estudos indicam que, ao unir diferentes vocalizações, esses animais conseguem transmitir mensagens mais complexas, como intenções ou ações futuras.</p><p><strong>Outras espécies, como aves canoras, também têm sido analisadas</strong>. Experimentos mostram que elas conseguem reconhecer e classificar vocalizações de acordo com seus significados, evidenciando que possuem representações mentais associadas aos sons.</p><h2><strong>Desafios e implicações éticas</strong></h2><p>Apesar dos avanços, especialistas alertam para os <strong>desafios de coletar dados suficientes na natureza</strong> e para os riscos de interferência nos comportamentos animais. A reprodução de sons, por exemplo, pode alterar dinâmicas sociais ou causar estresse.</p><div class="texto-destacado">Além disso, a possibilidade de comunicação bidirecional entre humanos e animais levanta questões éticas. Pesquisadores discutem se essa interação realmente beneficiaria as espécies ou poderia resultar em exploração e impactos negativos.</div><p>Ainda assim, há <strong>aplicações práticas promissoras</strong>. O entendimento das vocalizações pode contribuir para melhorar o bem-estar de animais domésticos, de fazenda e até selvagens, permitindo monitorar emoções sem métodos invasivos.</p><h2><strong>Um futuro de diálogo entre espécies?</strong></h2><p>Projetos internacionais já trabalham com <strong>a ideia de traduzir a comunicação de espécies como baleias e golfinhos.</strong> Embora o cenário de “conversar com animais” ainda esteja distante, os avanços indicam que essa possibilidade pode não ser apenas ficção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751577" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/oncas-tambem-miam-sons-ineditos-desafiam-o-que-a-ciencia-sabia-sobre-a-especie.html" title="Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie">Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/oncas-tambem-miam-sons-ineditos-desafiam-o-que-a-ciencia-sabia-sobre-a-especie.html" title="Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oncas-tambem-miam-sons-ineditos-desafiam-o-que-a-ciencia-sabia-sobre-a-especie-1769698933607_320.jpg" alt="Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie"></a></article></aside><p>Especialistas, no entanto, ponderam que, mesmo que esse diálogo seja possível, ele provavelmente será limitado. Cada espécie percebe o mundo de forma distinta, o que restringe o tipo de informação que poderia ser compartilhada.</p><p>A grande questão que permanece é: <strong>estamos preparados para entender o que os animais têm a dizer? </strong>Para muitos cientistas, mais importante do que falar com eles é aprender a ouvir, e respeitar, as complexas formas de comunicação que já existem na natureza.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>CNN Brasil. <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mais de 550 cientistas de dezenas de nações uniram esforços para mapear a degradação ambiental dos mares, identificando graves contaminações por plásticos e resíduos de antibióticos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu-1780942190344.jpg" data-image="8i62xhboebsw" alt="Presença de lixo plástico nos mares explode e prejudica mais de quatro mil espécies animais, segundo dados atualizados da ONU. Foto: IA/ Adobe Stock" title="Presença de lixo plástico nos mares explode e prejudica mais de quatro mil espécies animais, segundo dados atualizados da ONU. Foto: IA/ Adobe Stock"><figcaption>Presença de lixo plástico nos mares explode e prejudica mais de quatro mil espécies animais, segundo dados atualizados da ONU. Foto: IA/ Adobe Stock</figcaption></figure><p><strong>A saúde dos mares globais está se deteriorando de forma alarmante</strong>, segundo a Terceira Avaliação Global dos Oceanos (WOA-3), divulgada pela Organização das Nações Unidas (<a href="https://news.un.org/pt/" target="_blank">ONU</a>). O documento acende um alerta urgente sobre o impacto das ações humanas na estabilidade dos ecossistemas marinhos.</p><p>Diante do cenário, o secretário-geral da ONU, António Guterres, <strong>fez um apelo para que a sociedade mude sua postura</strong>. De acordo com a liderança, a humanidade não pode continuar tratando as zonas marinhas como se fossem recursos ilimitados.</p><h2>Elevação acelerada do nível do mar ameaça a costa</h2><p>O relatório, que reuniu dados coletados principalmente entre os anos de 2018 e 2023, aponta problemas severos.<strong> O avanço das águas acelerou mais de 50% em comparação com o levantamento anterior</strong>, publicado há quatro anos.</p><div class="texto-destacado">Anteriormente, a taxa de crescimento anual do nível do mar era de cerca de 3,2 mm. Agora, o monitoramento científico confirmou que esse índice subiu para 4,3 mm a cada ano.</div><p>Esse aumento expressivo <strong>decorre de novos recordes de degelo registrados nas regiões do Ártico e da Antártica</strong>. Essa dinâmica joga mais água nos oceanos e gera uma forte desregulação na interação com a atmosfera.</p><p>Como consequência, <strong>há uma mudança direta nas frentes frias e no regime de chuvas </strong>em países como o Brasil. A situação gera riscos severos para as cidades situadas na faixa litorânea.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu-1780939396837.jpg" data-image="p1cn4oayc7b8" alt="Estudo com participação de cientistas do Brasil e de Portugal revela cenário preocupante sobre a saúde dos oceanos. Foto: Ilustração" title="Estudo com participação de cientistas do Brasil e de Portugal revela cenário preocupante sobre a saúde dos oceanos. Foto: Ilustração"><figcaption>Estudo com participação de cientistas do Brasil e de Portugal revela cenário preocupante sobre a saúde dos oceanos. Foto: Ilustração</figcaption></figure><p>Em entrevista à ONU News, o professor brasileiro Ronaldo Christofoletti, um dos 25 autores do estudo, explicou o impacto. O especialista demonstrou <strong>grande preocupação com as populações que habitam as áreas costeiras</strong>.</p><p>"O aumento do nível do mar, a taxa com que ele cresce por ano aumentou mais de 50% desde o último relatório, há quatro anos. <strong>Ela era em torno de 3,2 mm por ano. Agora está confirmado em 4,3 mm por ano</strong>. É o quanto esse mar atingir, ele vai atingir onde? ele vai ter o seu impacto onde? Principalmente nas zonas costeiras. Então se a gente olha a nossa costa, todas as nossas cidades costeiras. Quantas capitais nós não temos nestes 17 Estados costeiros com grande quantidade de população? E ela vai ser impactada".</p><h2>Poluição por antibióticos e explosão de resíduos plásticos</h2><p>Outro ponto crítico abordado na pesquisa envolve os chamados poluentes emergentes, que superam os perigos do lixo visível. Os cientistas <strong>identificaram um crescimento expressivo na concentração de medicamentos nas águas</strong>.</p><div class="texto-destacado">A pesquisadora portuguesa Maria João Bebianno, que também integra o comitê de autores, detalhou essa contaminação. A cientista alertou para o surgimento de microorganismos perigosos no ambiente marinho.</div><p>"Estamos a assistir a um aumento da concentração de antibióticos no oceano. <strong>Isto faz com que surjam espécies de bactérias e genes resistentes no mar</strong>, gerando uma situação muito semelhante à que enfrentamos hoje com as superinfecções nos hospitais. É alarmante. Precisamos de recuperar a saúde do oceano para, assim, recuperarmos a saúde humana".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html" title="Quanto polui uma pergunta ao ChatGPT? Estudo da ONU revela a enorme pegada ecológica da IA">Quanto polui uma pergunta ao ChatGPT? Estudo da ONU revela a enorme pegada ecológica da IA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html" title="Quanto polui uma pergunta ao ChatGPT? Estudo da ONU revela a enorme pegada ecológica da IA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477020302_320.jpg" alt="Quanto polui uma pergunta ao ChatGPT? Estudo da ONU revela a enorme pegada ecológica da IA"></a></article></aside><p>Além disso, o avanço do plástico continua a sufocar a biodiversidade de maneira acelerada. O relatório anterior contabilizava 1,4 mil espécies afetadas por esses detritos, <strong>número que saltou para 4.076 espécies no estudo atual</strong>.</p><p>Paralelamente, os oceanos sofrem com a perda de oxigênio e com o processo contínuo de acidificação. <strong>Esses fenômenos invisíveis comprometem diretamente a sobrevivência das espécies</strong> marinhas e terrestres.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/poluicao-oceanica-novo-estudo-confirma-a-presenca-de-pesticidas-produtos-farmaceuticos-e-poluentes-industriais.html" title="Poluição oceânica: novo estudo confirma a presença de pesticidas, produtos farmacêuticos e poluentes industriais">Poluição oceânica: novo estudo confirma a presença de pesticidas, produtos farmacêuticos e poluentes industriais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/poluicao-oceanica-novo-estudo-confirma-a-presenca-de-pesticidas-produtos-farmaceuticos-e-poluentes-industriais.html" title="Poluição oceânica: novo estudo confirma a presença de pesticidas, produtos farmacêuticos e poluentes industriais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pollution-des-oceans-une-nouvelle-etude-confirme-la-presence-de-pesticides-medicaments-et-polluants-industriels-1773919240851_320.jpeg" alt="Poluição oceânica: novo estudo confirma a presença de pesticidas, produtos farmacêuticos e poluentes industriais"></a></article></aside><p>No total, <strong>o documento contou com a colaboração de mais de 550 cientistas de 86 países diferentes</strong>. A iniciativa reforça a necessidade de união global para proteger o equilíbrio climático e econômico do planeta.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://news.un.org/pt/story/2026/06/1853353" target="_blank">Relatório da ONU revela que oceanos estão mais elevados, aquecidos e poluídos.</a> 8 de junho, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai às Cataratas do Iguaçu? Entenda as regras de segurança e o que é proibido nas passarelas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/vai-as-cataratas-do-iguacu-entenda-as-regras-de-seguranca-e-o-que-e-proibido-nas-passarelas.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 23:36:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No último sábado (6), um turista se pendurou em passarela e pulou nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, para pegar o celular que caiu à beira das quedas d'água. Entenda as práticas que são proibidas no local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-as-cataratas-do-iguacu-entenda-as-regras-de-seguranca-e-o-que-e-proibido-nas-passarelas-1780941048196.jpg" data-image="0inulrlzcu7m"><figcaption>Homem se pendura em passarela das Cataratas e desce na água para tentar recuperar seu celular que caiu. Foto: Reprodução/ Rede Sociais.</figcaption></figure><p>No último <strong>sábado (6)</strong>, um<strong> turista brasileiro atravessou a passarela das Cataratas do Iguaçu e pulou em zona próxima à queda d'água</strong>, no lado brasileiro que fica em Foz do Iguaçu (Paraná), para<strong> recuperar seu celular que havia caído na água</strong>.</p><p>As<strong> imagens rapidamente circularam nas redes sociais</strong> e a Administração do Parque Nacional do Iguaçu se manifestou, reforçando que <strong>é proibido ultrapassar as grades de proteção das passarelas</strong>.</p><p>Entenda melhor o caso e as práticas que são proibidas por lá.</p><h2>As regras de segurança no Parque do Iguaçu </h2><p>O<strong> homem se pendurou na passarela antes de pular em zona próxima à queda d'água na manhã do sábado (6) </strong>e <strong>foi retirado do parque por bombeiros civis</strong>. Os registros foram feitos por visitantes que estavam em outros pontos da passarela. </p><p>A <strong>atitude colocou o visitante em risco e violou as normas de segurança </strong>do ponto turístico. </p><p>Veja <strong>abaixo o vídeo </strong>do momento em que ele pula na água:</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">VEJA: Turista pula grade das Cataratas do Iguaçu para pegar celular que caiu na água. <a href="https://t.co/wtSEKrxboJ">pic.twitter.com/wtSEKrxboJ</a></p>— Central Reality (@centralreality) <a href="https://x.com/centralreality/status/2063396647300735162?ref_src=twsrc%5Etfw">June 6, 2026</a></blockquote></figure><p>É possível perceber que <strong>o homem tenta voltar para a passarela, se pendura nela, mas não consegue subir</strong>. Então, bombeiros civis da unidade que atuam no monitoramento do parque agiram para retirar o turista da água.</p><p>Segundo a concessionária Urbia Cataratas, que gerencia o parque, os <strong>turistas recebem orientações de segurança das equipes de emergência e também tem sinalização instalada ao longo do percurso</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>"Ao tomar conhecimento da situação, os profissionais realizaram a intervenção imediata, orientaram o visitante sobre os procedimentos de segurança e acompanharam o turista até o término do passeio, quando ele foi retirado do parque" - disse a administração do parque em nota.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E <strong>como são as regras de segurança por lá?</strong> Como você deve agir se algo semelhante acontece?</p><p>Caso algum<strong> item caia no rio ou nas encostas</strong>, a orientação é<strong> acionar a equipe de bombeiros</strong> para avaliar a possibilidade do resgate, conforme as condições de segurança. </p><p>Abaixo<strong> outro vídeo de outro ângulo</strong> mostrando o turista na água:</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="es" dir="ltr">Cataratas del Iguazú Arriesgó su vida por un celular<br><br> En el paseo de la Garganta del Diablo, una persona saltó al agua para recuperar el teléfono que se le había caído.<br><br> Toda la información la tenés en <a href="https://t.co/qpJsh4zdiL">https://t.co/qpJsh4zdiL</a> <a href="https://t.co/CyWEA8R2aK">pic.twitter.com/CyWEA8R2aK</a></p>— Notas de Actualidad (@notasdeactual) <a href="https://x.com/notasdeactual/status/2064004797640896702?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2026</a></blockquote></figure><p>"Essa medida é fundamental para preservar a integridade dos profissionais envolvidos nas operações de resgate e garantir a segurança dos demais visitantes", comunicou a administração do parque.</p><p>O Parque Nacional do Iguaçu reforça que<strong> é proibido ultrapassar, subir ou sentar nos guarda-corpos das passarelas, seja para tirar fotografias ou recuperar objetos perdidos</strong>. Isso é uma medida para a segurança dos visitantes diante da força das correntezas e da proximidade com as quedas d'água. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/google/amp/pr/oeste-sudoeste/noticia/2026/06/07/administracao-cataratas-proibido-ultrapassar-grades.ghtml" target="_blank">Resgate de celular nas Cataratas do Iguaçu: administrações do parque reforçam que é proibido ultrapassar grades de segurança</a>. 07 de junho, 2026. Redação G1 PR.</em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2026/06/08/video-novas-imagens-mostram-turista-que-pulou-nas-cataratas-do-iguacu.ghtml" target="_blank">VÍDEO: novas imagens mostram turista que pulou nas Cataratas do Iguaçu para pegar celular à beira das quedas d'águ</a>a. 08 de junho, 2026. Fabiana Martini e Roberto Wolfart.</em></p><p><em><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/viral/noticia/2026/06/video-mostra-turista-pulando-nas-aguas-das-cataratas-do-iguacu-para-recuperar-celular-assista-cmq3uii94007j014qc4uv0vk2.html" target="_blank">Vídeo mostra turista pulando nas águas das Cataratas do Iguaçu para recuperar celular; assista</a>. 07 de junho, 2026. Redação Zero Hora.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/vai-as-cataratas-do-iguacu-entenda-as-regras-de-seguranca-e-o-que-e-proibido-nas-passarelas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no Sudeste: ciclone e chuva atípica prometem mudança brusca; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 21:53:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na segunda metade desta semana, um novo ciclone vai se formar e aumentar as instabilidades na Região Sudeste do Brasil, deixando volumes elevados para esta época do ano em algumas áreas.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul.html" target="_blank">Forte mudança de padrão: dois ciclones e chuvas intensas atípicas afetam 10 estados do Centro-Sul</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao-1780927695910.jpg" data-image="d1o1mfavpbcz"><figcaption>Um segundo ciclone se forma nesta semana e aumenta as chuvas no Sudeste do Brasil a partir da sexta-feira (12).</figcaption></figure><p>Esta semana começa com um <strong>processo de formação de ciclone (ciclogênese)</strong> na costa do Rio Grande do Sul ao longo do dia de hoje (8), mas este sistema vai logo se deslocar para alto mar, afetando apenas a Região Sul do Brasil. Aliás, áreas de instabilidades já atuam nesta manhã sobre o estado gaúcho.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Contudo, na segunda metade desta semana um<strong> segundo ciclone vai se formar na costa da Região Sul</strong> e este sistema sim conseguir<strong> aumentar as instabilidades sobre o Sudeste a partir da sexta-feira (12)</strong>, trazendo <strong>chuvas atípicas</strong> para esta época do ano.</p><p>Acompanhe<strong> a seguir mais detalhes da previsão</strong> do tempo para esta região.</p><h2>Ciclone aumenta as chuvas no Sudeste a partir de sexta-feira</h2><p>O <strong>segundo centro de baixa pressão</strong> atmosférica<strong> se formará entre a madrugada e a manhã de sexta-feira (12) </strong>sobre a costa da Região Sul, e vai <strong>aumentar as condições para chuvas no Sudeste</strong> pelo menos até o fim de semana.</p><p>O sistema meteorológico também trará<strong> riscos de pancadas fortes, temporais isolados e rajadas de vento </strong>para São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro ao longo da sexta-feira (12). E<strong> não se descarta a possibilidade de queda de granizo pontual</strong>.</p><div class="texto-destacado">Novo ciclone se forma na sexta-feira (12) e vai levar pancadas de chuva, temporais isolados e rajadas de vento para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro até o fim de semana.</div><p>Ao longo da madrugada e durante a <strong>manhã de sexta-feira (12)</strong><strong> chove de forma moderada em áreas do sul e do Triângulo Mineiro</strong>, e em praticamente todo o estado de São Paulo. Mas há risco de <strong>pancadas pontuais mais fortes e temporais isolados nas regiões Oeste, Centro e Sul de São Paulo</strong> e áreas de divisa com o Paraná.</p><p>Ao longo da <strong>tarde </strong>de <strong>sexta-feira (12)</strong>,<strong> chuvas moderadas</strong> continuam atuando em todo o território paulista, mas se espalham também para o centro e o leste de Minas Gerais e para o Rio de Janeiro. Ainda há<strong> risco de temporais isolados nos estados paulista e mineiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao-1780930688897.jpg" data-image="j5c38g99jtg4"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para sexta-feira (12) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>À <strong>noite </strong>(12), as<strong> instabilidades reduzem em São Paulo</strong> e as <strong>chuvas ficam concentradas no norte do Rio de Janeiro, no sul do Espírito Santo e no centro-leste de Minas Gerais</strong>. Podem ocorrer <strong>pancadas pontualmente fortes e temporais isolados nestas áreas mineiras</strong>.</p><p>Na<strong> capital paulista</strong>, a sexta-feira (12) será de céu nublado e<strong> chuva pela manhã, tarde com temporal e noite chuvosa</strong>. As <strong>capitais fluminense e mineira terão céu parcialmente nublado e chuvas fracas ao longo da tarde</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao-1780930704610.jpg" data-image="jd0jec4n5ci2"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (em km/h) para sexta-feira (12) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>rajadas de vento moderadas a fortes também estão previstas</strong> para atingir parte do Sudeste nesta sexta-feira (12),<strong> especialmente à tarde</strong> quando elas serão mais intensas.</p><p>Pela <strong>manhã</strong>,<strong> rajadas em torno de 50 km/h já podem atingir áreas do interior, centro e leste de São Paulo</strong>.</p><p>À <strong>tarde</strong>, os ventos se intensificam em todo o<strong> São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais e no centro do Rio de Janeiro</strong>, onde variam <strong>entre 50 e 70 km/h</strong>, mas pontualmente <strong>podendo chegar aos 80 km/h no leste paulista, na Região Metropolitana de SP</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao-1780930740581.jpg" data-image="kjs9chukii71"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sábado (13) às 18h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>sábado (13)</strong>, o <strong>sistema meteorológico já começa a se afastar </strong>do continente, porém, <strong>ainda há previsão de chuvas em grande parte da Região Sudeste</strong>.</p><p><strong>Áreas de instabilidade </strong>ainda formam chuvas, que podem ocorrer em forma de <strong>pancadas pontualmente mais fortes e com temporais ao longo do dia</strong>, mas principalmente à tarde,<strong> nos quatro estados da Região</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao-1780930845043.jpg" data-image="kvzo8jidzemu"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sábado (13) às 18h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>capital paulista terá sol com algumas nuvens durante o dia e chuva passageira</strong>. A capital <strong>Belo Horizonte terá céu parcialmente nublado e chuvas fracas entre a tarde e a noite</strong>.</p><p>As <strong>capitais Rio de Janeiro e Vitória</strong> terão<strong> tempo firme</strong>, com sol entre algumas nuvens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-sudeste-ciclone-e-chuva-atipica-prometem-mudanca-brusca-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio intenso a caminho: onda de frio acende alerta para as menores temperaturas do ano]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-intenso-a-caminho-onda-de-frio-acende-alerta-para-as-menores-temperaturas-do-ano.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 20:32:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na semana que vem, uma intensa massa de ar polar avançará pelo país trazendo uma onda de frio intensa, com ocorrência de geadas, friagem e até mesmo possibilidade de neve.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-e-chuvas-atipicas-deixam-estados-do-centro-sul-sob-alerta.html">Ciclone extratropical e chuvas atípicas deixam estados do Centro-Sul sob alerta</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xae0bou"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae0bou.jpg" id="xae0bou"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, uma <strong>massa de ar frio atua sobre o centro-sul do Brasil</strong>, mantendo as temperaturas baixas em parte do Sudeste e do Centro-Oeste (especialmente Mato Grosso do Sul e São Paulo) e também na região Sul, onde as <strong>temperaturas mínimas ficaram entre 5°C e 6°C</strong> em municípios como <em>General Carneiro</em> (PR) e <em>Joaquim Távora</em> (PR) nesta segunda-feira (8).</p><p class="texto-destacado">A onda de frio pode proporcionar as temperaturas mais baixas do ano até o momento. </p><p>Essa situação pode ainda continuar por bastante tempo. Previsões indicam que uma <strong>nova massa de ar polar</strong>, muito fria, deve avançar pelo Brasil ao longo dos últimos dias do Outono, marcando o <strong>início do inverno com um frio intenso</strong>.</p><h2>Nova massa de ar polar causará onda de frio intensa</h2><p>Modelos de previsão estão indicando uma anomalia muito intensa de temperaturas abaixo da média entre os dias <strong>15 e 22 de Junho</strong>, com os termômetros chegando a até <strong>5°C abaixo da média</strong> ao longo de uma semana inteira - o que pode originar uma <strong>intensa onda de frio</strong> sobre o país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-pode-trazer-o-evento-mais-intenso-do-ano-na-virada-para-o-inverno-1780931246055.jpg" data-image="v7swrdn5d9e2" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho mostra que uma massa de ar frio manterá as temperaturas muito abaixo da média ao longo da semana que vem.</figcaption></figure><p>Essa massa de ar frio será capaz de afetar toda a<strong> região Sul</strong> (<em>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</em>); boa parte do <strong>Sudeste</strong> (<em>São Paulo, Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais, incluindo o Alto Paranaíba e o Sul Mineiro</em>); a <strong>região Centro-Oeste</strong> (<em>incluindo o Mato Grosso do Sul, oeste do Mato Grosso e sul de Goiás</em>); e até mesmo a <strong>região Norte</strong> (<em>Acre, Rondônia e sul do Amazonas)</em>.</p><div class="texto-destacado">Isso significa que, na semana que vem, haverá um novo episódio de FRIAGEM - quando uma massa de ar frio consegue avançar até a Região Norte do Brasil, provocando uma queda das temperaturas em áreas normalmente quentes da Amazônia.</div><p>Previsões indicam que essa massa de ar frio começará a avançar <strong>por volta do dia 16 Junho</strong>. entre os dias 17 e 23 de Junho, modelos indicam possibilidade de <strong>temperaturas abaixo de zero</strong> na região das serras gaúcha e catarinense, indicando um evento de frio muito severo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-pode-trazer-o-evento-mais-intenso-do-ano-na-virada-para-o-inverno-1780931578852.jpg" data-image="rxepgcw46vt8" alt="Previsões de temperatura no dia 17 (esquerda, modelo ECMWF) e 23 (direita, modelo GFS)." title="Previsões de temperatura no dia 17 (esquerda, modelo ECMWF) e 23 (direita, modelo GFS)."><figcaption>Previsões de temperatura no dia 17 (esquerda, modelo ECMWF) e 23 (direita, modelo GFS) mostram que haverá condições para formação de temperaturas negativas na região Sul.</figcaption></figure><p>Isso indica ainda que haverá condições para <strong>formação de geadas intensas na região Sul</strong> ao longo da semana que vem, se formando especialmente durante a madrugada e o início da manhã. Ainda <strong>não</strong> é possível definir os dias específicos de ocorrência da geada, mas conforme chegarmos mais perto da data de ocorrência os modelos vão aprimorar sua acurácia.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A frente fria que antecede a entrada da massa de ar frio avançará entre os dias <strong>14 e 16 de Junho</strong>, trazendo <strong>chuvas intensas</strong> para o país. Ao longo destes dias, previsões indicam que haverá precipitação junto à isoterma de 0°C, trazendo <strong>condições para formação de precipitação invernal</strong> (<em>como chuva congelada, chuva congelante e neve</em>) para o Rio Grande do Sul e também Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-pode-trazer-o-evento-mais-intenso-do-ano-na-virada-para-o-inverno-1780931620379.jpg" data-image="9yqadp5ywwqo" alt="Previsão de chuva (tons azulados) e isoterma de 0°C (linha verde)." title="Previsão de chuva (tons azulados) e isoterma de 0°C (linha verde)."><figcaption>Previsão de chuva (tons azulados) e isoterma de 0°C (linha verde) mostra que haverá condições para formação de precipitação invernal em parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</figcaption></figure><p>O outono termina oficialmente no dia <strong>21 de Junho</strong>, no final da semana que vem. Isso significa que a última semana de outono deve ser afetada por uma <strong>onda de frio intensa</strong>, coroando a virada da estação com uma mudança do tempo típica da <strong>estação mais fria do ano</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-intenso-a-caminho-onda-de-frio-acende-alerta-para-as-menores-temperaturas-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone extratropical e chuvas atípicas deixam estados do Centro-Sul sob alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-e-chuvas-atipicas-deixam-estados-do-centro-sul-sob-alerta.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 19:35:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Presença de ciclone nas proximidades da costa do Brasil influencia tempo no centro-sul do Brasil aumentando chances de chuvas atípicas, grandes acumulados e potencial para tempestades.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul.html" target="_blank">Forte mudança de padrão: dois ciclones e chuvas intensas atípicas afetam 10 estados do Centro-Sul</a><ul></ul></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadzzb6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadzzb6.jpg" id="xadzzb6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A semana terá instabilidade no tempo do Centro-Sul </strong>do Brasil devido a atuação de um não, mas dois ciclones nas proximidades da costa brasileira. <strong>Os sistemas irão influenciar o tempo sobre os estados</strong> do Sul, Sudeste e Centro-Oeste aumentando as chances de chuva até o final da semana.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>O primeiro deles de forma menos intensa e impactante,</strong> mas capaz de promover mudanças no tempo, chuva leve e moderada. O segundo irá se formar após o meio desta semana, este sim, com<strong> chuvas mais intensas e possibilidade de tempestades,</strong> deixando o Centro-Sul do Brasil em alerta. Confira como será em cada região atingida.</p><h2>Sul: semana será com alertas no RS, SC e PR</h2><p>A semana começa com a presença de um ciclone próximo a costa da Região Sul do Brasil. <strong>Na tarde de hoje (8), </strong>as chuvas se concentram sobre <strong>o sul do Rio Grande do Sul e na divisa com Santa Catarina </strong>através de pancadas de chuva fracas e moderadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-chuvas-atipicas-e-tempestades-deixam-em-alerta-todo-o-centro-sul-confira-a-previsao-1780929589833.jpg" data-image="c393xeimfpb1" alt="Probabilidade de precipitação." title="Probabilidade de precipitação."><figcaption>Mapa de probabilidade de precipitação para a tarde desta quarta-feira (10) sobre a Região Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo da madrugada e manhã de terça-feira (9), <strong>a frente fria associada ao sistema avança e muda o tempo sobre Santa Catarina e Paraná</strong> provocando as primeiras pancadas de chuva da semana.</p><p><strong>A quarta (10) e quinta-feira (11) será sob instabilidades no Paraná. </strong>Há potencial para <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> com riscos de transtornos, principalmente nas primeiras horas da quinta-feira (11) sob o oeste do estado. Ainda nestes dias a Região Sul estará sob o processo de formação de um segundo ciclone.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-chuvas-atipicas-e-tempestades-deixam-em-alerta-todo-o-centro-sul-confira-a-previsao-1780929635529.jpg" data-image="5nmdflc43fzh" alt="Mapa de precipitação e pressão a nível médio do mar." title="Mapa de precipitação e pressão a nível médio do mar."><figcaption>Previsão de chuva e pressão a nível médio do mar para sexta-feira (12).</figcaption></figure><p><strong>O alongamento de uma área de baixa pressão retorna com o tempo instável </strong>no Rio Grande do Sul e com alertas de tempestades que também é válido para Santa Catarina e Paraná. Na sexta-feira (12) <strong>o sistema estará consolidado na altura de Porto Alegre/RS</strong>, provocando chuvas intensas para os três estados da Região Sul, o que deve se manter até o final da noite do Dia dos Namorados (12).</p><h2>Sudeste e Centro-Oeste: Chuvas retornam nesta semana</h2><p>Na quarta-feira (10), a atmosfera fica instável, as chances de chuva aumentam em áreas do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. <strong>Há riscos de tempestades no sudoeste do Mato Grosso do Sul,</strong> enquanto que <strong>São Paulo registra o retorno das chuvas</strong> sobre o estado, com fraca intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-chuvas-atipicas-e-tempestades-deixam-em-alerta-todo-o-centro-sul-confira-a-previsao-1780929511576.jpg" data-image="0jkckhbpo83d" alt="Previsão de chuva." title="Previsão de chuva."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para a tarde desta quinta-feira (11) sobre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>A partir da quinta-feira (11) o cenário fica mais preocupante, <strong>a parte da manhã conta com a previsão de chuvas intensas</strong> e aumento nos riscos de tempestades sobre a parte central e sul do Mato Grosso do Sul e boa parte de São Paulo. <strong>Em Minas Gerais está sendo prevista chuva fraca</strong> na parte central, sul e Triângulo Mineiro.</p><div class="texto-destacado">Durante a tarde e noite o corredor de umidade se intensifica e, com isso, as chuvas ganham força sobre os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a expectativa é de forte intensidade das chuvas e riscos de tempestades sobre os estados. </div><p>Esta previsão se prolonga para a sexta-feira (12). Conforme a frente fria avança, atinge o <strong>sul de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo</strong> com intensidade moderada a forte. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-chuvas-atipicas-e-tempestades-deixam-em-alerta-todo-o-centro-sul-confira-a-previsao-1780929456838.jpg" data-image="6sr2yuwvf5bb" alt="Previsão do tempo." title="Previsão do tempo."><figcaption>Mapa de densidade de raios reflete áreas com maior potencial para tempestades neste sábado (13).</figcaption></figure><p>No sábado (13), <strong>o tempo continua fechado e o modelo ECMWF prevê a continuidade das chuvas intensas</strong> e aumento nos riscos de tempestades sobre o Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais, deixando os estados em alerta para potenciais problemas.</p><h2>Volume previsto até sábado supera 100 mm</h2><p>Até o sábado (13), <strong>os maiores acumulados, da Região Sul, se concentram no noroeste do Paraná,</strong> superando a marca dos 100 mm, o que traz alertas para transtornos na produção agrícola e aos moradores. Nas demais áreas do Sul do Brasil as chuvas serão menos volumosas, chegam a 70 mm, mas não estão descartados problemas como alagamentos e transbordamentos de córregos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-chuvas-atipicas-e-tempestades-deixam-em-alerta-todo-o-centro-sul-confira-a-previsao-1780929893553.jpg" data-image="n053qfrhdyfz" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final da noite de sábado (13).</figcaption></figure><p>Sobre o Mato Grosso do Sul a situação é semelhante. A capital Campo Grande/MS tem previsão de acumulados acima de <strong>135 mm </strong>até o final da noite de sábado (13). <strong>Muito dessa chuva está prevista a partir de quarta-feira (10).</strong> Toda a porção central do estado deve permanecer em atenção e alerta nesta semana.</p><p><strong>No restante do Centro-Oeste, os volumes de chuva serão menores </strong>do que isso, mas em áreas pontuais, próximo a divisa com <strong>São Paulo</strong>, também requerem atenção com acumulados próximos de <strong>100 mm</strong>. Em Goiás e Mato Grosso, a expectativa é de chuvas entre <strong>20 e 50 mm até o sábado (13).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-chuvas-atipicas-e-tempestades-deixam-em-alerta-todo-o-centro-sul-confira-a-previsao-1780929926798.jpg" data-image="wthkw098wod0" alt="Previsão de chuva acumulada.." title="Previsão de chuva acumulada.."><figcaption>Previsão de precipitação acumulada até o final da noite de sábado (13), sobre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>Todos os estados do Sudeste também devem registrar chuvas nesta semana. Em São Paulo, o oeste do estado fica em atenção com volume previsto de até <strong>105 mm.</strong> Nas demais áreas chuvas menos volumosas e acumulados entre <strong>5 e 40 mm.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-e-chuvas-atipicas-deixam-estados-do-centro-sul-sob-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva atípica no Centro-Oeste: alerta para 150 mm em 4 dias; veja áreas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-atipica-no-centro-oeste-alerta-para-150-mm-em-4-dias-veja-areas-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:30:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas atípicas devem atingir o Centro-Oeste nesta semana, com acumulados elevados em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás, além de risco de tempestades entre sexta-feira e sábado em áreas mais vulneráveis.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho.html"> Temperatura na região do El Niño dá novo salto e os primeiros efeitos podem começar em julho</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-no-centro-oeste-sao-previstos-150-mm-em-4-dias-o-triplo-da-media-de-junho-1780936230306.jpg" data-image="amjvyiv27gwg" alt="chuva, instabilidade, Mato Grosso" title="chuva, instabilidade, Mato Grosso"><figcaption>Mapa de probabilidade de chuva indica a formação de uma faixa de instabilidade entre o Centro-Oeste e o Sul do Brasil, com destaque para Mato Grosso do Sul, onde o risco de chuva aumenta ao longo da semana.</figcaption></figure><p>O Centro-Oeste terá uma sequência de chuva incomum para junho, mês em que boa parte da região costuma registrar tempo mais seco. <strong>Entre a metade e o fim da semana, os acumulados podem chegar a 150 mm em quatro dias</strong> em áreas de Mato Grosso do Sul, valor equivalente a três vezes a média do mês.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A mudança merece atenção porque não se trata apenas de pancadas isoladas, mas de vários dias seguidos com umidade disponível sobre a mesma faixa do país. <strong>A atmosfera passa a organizar um corredor de umidade sobre o Centro-Sul do Brasil</strong>, primeiro com a formação de um ciclone no início da semana e, depois, com novas instabilidades entre sexta-feira e sábado.</p><h2>Ciclone ajuda a reorganizar a umidade no início da semana </h2><p>No começo da semana, a formação de um ciclone no Sul do Brasil<strong> ajuda a mudar a circulação dos ventos e a puxar umidade da Amazônia</strong> para áreas do Centro-Sul<strong>.</strong> Esse transporte de umidade favorece nuvens carregadas e deixa o tempo mais instável, principalmente na faixa que vai do norte do Paraná até Mato Grosso do Sul.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xae104i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xae104i.jpg" id="xae104i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A faixa de instabilidade deve avançar de sudoeste para nordeste, com o núcleo mais expressivo sobre Mato Grosso do Sul. </strong>A chuva não será homogênea: enquanto algumas áreas terão volumes moderados, outras podem concentrar pancadas fortes em curto intervalo de tempo.</p><h2><strong>Mato Grosso do Sul concentra os maiores acumulados </strong></h2><p>O ponto principal da semana será Mato Grosso do Sul. <strong>O estado deve ficar sob a área mais favorável para chuva intensas e volumes elevados,</strong> especialmente entre quarta-feira e sábado. Em alguns pontos, <strong>os acumulados previstos podem alcançar 150 mm em apenas 4 dias, </strong>podendo corresponder ao triplo do volume histórico de junho que, na porção central do estado varia de 40 a 60 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-no-centro-oeste-sao-previstos-150-mm-em-4-dias-o-triplo-da-media-de-junho-1780938859210.jpg" data-image="8vowinbnsxkt" alt="SP, Mato Grosso, RS, chuva" title="SP, Mato Grosso, RS, chuva"><figcaption>Mapa de chuva acumulada destaca os maiores volumes sobre Mato Grosso do Sul, com núcleos próximos de Campo Grande e Dourados, além de chuva expressiva avançando para o Paraná, São Paulo e áreas vizinhas.</figcaption></figure><p>Além de Mato Grosso do Sul, <strong>a instabilidade deve alcançar o sul de Mato Grosso, uma condição mais atípica para esta época do ano</strong>, e também o sul de Goiás. A atenção maior deve ficar em áreas onde a chuva vai se repetir por vários períodos do dia. Os principais pontos de atenção são:</p><ul> <li>Mato Grosso do Sul, com os maiores acumulados previstos;</li> <li>Sul de Mato Grosso, por receber chuva em um período normalmente mais seco;</li> <li>Sul de Goiás, com pancadas associadas ao avanço das instabilidades;</li> <li>Áreas urbanas e rodovias, onde chuva forte pode reduzir a visibilidade e causar alagamentos pontuais.</li> </ul><h2>Sexta e sábado ainda sob risco de chuva intensa </h2><p>Entre sexta-feira (12) e sábado (13), o ciclone perde força e se afasta, mas a umidade não desaparece. <strong>Novas instabilidades se formam sobre o Centro-Sul, associadas a uma região de cavado</strong>, que funciona como uma área alongada de baixa pressão capaz de organizar nuvens de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772720" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul.html" title="Forte mudança de padrão: dois ciclones e chuvas intensas atípicas afetam 10 estados do Centro-Sul ">Forte mudança de padrão: dois ciclones e chuvas intensas atípicas afetam 10 estados do Centro-Sul </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul.html" title="Forte mudança de padrão: dois ciclones e chuvas intensas atípicas afetam 10 estados do Centro-Sul "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul-1780849544069_320.jpg" alt="Forte mudança de padrão: dois ciclones e chuvas intensas atípicas afetam 10 estados do Centro-Sul "></a></article></aside><p>Esse será o período de maior atenção para chuvas intensas e tempestades no Centro-Oeste. <strong>O risco não significa chuva forte o tempo todo, mas indica potencial para pancadas localmente volumosas,</strong> rajadas de vento e descargas elétricas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-atipica-no-centro-oeste-alerta-para-150-mm-em-4-dias-veja-areas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperatura na região do El Niño dá novo salto e os primeiros efeitos podem começar em julho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:42:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A nova atualização das anomalias semanais de temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico equatorial mostra um novo salto de aquecimento na região do El Niño. Modelos indicam que a resposta atmosférica deve iniciar em julho.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-a-vista-nova-previsao-do-ecmwf-traz-cenario-de-evento-muito-intenso.html">Primeira previsão fora da barreira da previsibilidade reforça risco de Super El Niño </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780924964147.png" data-image="xfaqnulve9h1" alt="A anomalia de temperatura da superfície do mar em 7 de junho de 2026 mostra um forte aquecimento no Oceano Pacífico equatorial. Créditos: NASA Overview." title="A anomalia de temperatura da superfície do mar em 7 de junho de 2026 mostra um forte aquecimento no Oceano Pacífico equatorial. Créditos: NASA Overview."><figcaption>A anomalia de temperatura da superfície do mar em 7 de junho de 2026 mostra um forte aquecimento no Oceano Pacífico equatorial. Créditos: NASA Overview.</figcaption></figure><p>A <strong>atualização </strong>semanal da <strong>NOAA</strong> (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos) divulgada nesta <strong>segunda-feira (8) </strong>mostra um <strong>novo</strong> avanço do <strong>aquecimento</strong> no <strong>O</strong><strong>ceano Pacífico</strong> equatorial, região monitorada para acompanhar a evolução do El Niño.</p><div class="texto-destacado">As anomalias relativas de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 subiram de +0,5°C para +0,7°C na última semana, enquanto as anomalias absolutas já alcançam +1,3°C. Os novos dados reforçam o cenário de fortalecimento do fenômeno ao longo dos próximos meses.</div><p>Ao mesmo tempo, <strong>modelos climáticos</strong> começam a indicar <strong>mudanças</strong> consistentes nos<strong> padrões de chuva e temperatura </strong>a partir de <strong>julho</strong>, um sinal de que a atmosfera pode começar a responder ao aquecimento observado no Pacífico.</p><p>Mas por que os indicadores mostram valores tão diferentes para a intensidade atual do fenômeno? E o que os modelos sugerem sobre os primeiros impactos do El Niño durante o segundo semestre? Confira os detalhes.</p><h2>Aquecimento na região do El Niño ganha força novamente</h2><p>O novo aumento para<strong> +0,7°C</strong> ocorre<strong> após </strong><strong>semanas</strong> de <strong>aquecimento persistente</strong> no Pacífico equatorial central. A região <strong>Niño 3.4</strong> é considerada uma das mais importantes para o monitoramento do fenômeno porque suas temperaturas estão intimamente ligadas às mudanças na circulação atmosférica.</p><p>As<strong> anomalias relativas </strong>vêm se mantendo na faixa de <strong>+0,5°C</strong>, utilizado para caracterizar condições de El Niño, <strong>desde</strong> a semana centrada em <strong>13 de maio</strong>, embora revisões posteriores da NOAA ajustaram este valor para +0,4°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780924979518.png" data-image="s8tsv64bs4ui" alt="Evolução das anomalias semanais relativas de TSM desde maio de 2026. O asterisco indica um valor corrigido de 0,5°C para 0,4°C em 01/06/2026. Fonte: CPC/NOAA." title="Evolução das anomalias semanais relativas de TSM desde maio de 2026. O asterisco indica um valor corrigido de 0,5°C para 0,4°C em 01/06/2026. Fonte: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução das anomalias semanais relativas de TSM desde maio de 2026. O asterisco indica um valor corrigido de 0,5°C para 0,4°C em 01/06/2026. Fonte: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a sequência de valores observados desde maio indica uma <strong>tendência consistente de aquecimento</strong>, não somente na região Niño 3.4 como nas demais. Já a região <strong>Niño 1+2</strong>, na costa do Peru, apresentou aquecimento ainda mais expressivo, alcançando<strong> +2,1°C</strong> na última atualização - categoria de evento <strong>muito forte.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780924998657.png" data-image="s4iy48u3568d" alt="Evolução observada da MJO nos últimos 40 dias, a partir de 06/06/2026. Créditos: CPC/NOAA." title="Evolução observada da MJO nos últimos 40 dias, a partir de 06/06/2026. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução observada da MJO nos últimos 40 dias, a partir de 06/06/2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p><strong>Parte desse aquecimento</strong> recente pode estar associada à atuação da <strong>Oscilação Madden-Julian </strong>(MJO), uma onda de variabilidade atmosférica tropical que vem apresentando atividade sobre o Pacífico oeste neste início de junho. </p><p>Quando a fase convectiva da MJO se estabelece nessa região, ela pode favorecer alterações nos ventos próximos à superfície e contribuir para o enfraquecimento dos ventos alísios, um mecanismo que favorece o aquecimento das águas superficiais no Pacífico equatorial central e leste.</p><h2>Afinal, o El Niño já começou?</h2><p>A<strong> resposta depende da metodologia</strong> utilizada para monitorar o fenômeno. O <strong>gráfico</strong> abaixo compara a evolução das <strong>anomalias absolutas </strong><strong>e relativas</strong> na região <strong>Niño 3.4</strong>. As<strong> anomalias absolutas </strong>representam a <strong>diferença</strong> entre a <strong>TSM</strong> <strong>observada</strong> e a <strong>média climatológica </strong>da região, enquanto as<strong> anomalias relativas</strong> procuram <strong>remover</strong> parte do <strong>aquecimento </strong>médio dos<strong> oceanos tropicais</strong> observado nas últimas décadas.</p><p>Pela <strong>metodologia tradicional</strong>, utilizada operacionalmente por décadas pelos centros meteorológicos, as anomalias já permanecem acima do <strong>limiar</strong> de<strong> +0,5°C</strong> <strong>desde meados de abril</strong>. Considerando apenas esse critério, o Pacífico já apresenta condições <strong>compatíveis</strong> com<strong> El Niño </strong>há várias semanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780925013923.png" data-image="tpon5gbfu684" alt="Comparação da evolução da anomalia semanal de TSM absoluta (linha laranja) e relativa (linha amarela) desde 01/04/2026. Créditos: Elaborado por Meteored com dados do CPC/NOAA." title="Comparação da evolução da anomalia semanal de TSM absoluta (linha laranja) e relativa (linha amarela) desde 01/04/2026. Créditos: Elaborado por Meteored com dados do CPC/NOAA."><figcaption>Comparação da evolução da anomalia semanal de TSM absoluta (linha laranja) e relativa (linha amarela) desde 01/04/2026. Créditos: Elaborado por Meteored com dados do CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Já na <strong>metodologia relativa</strong>, adotada recentemente para destacar o sinal do fenômeno em relação ao aquecimento de fundo dos oceanos, as anomalias atingiram o <strong>limiar</strong> de +0,5°C apenas nas <strong>últimas semanas</strong> e atualmente estão em +0,7°C.</p><p>Em outras palavras: quando considerada a <strong>metodologia tradicional</strong>, <strong>maio</strong> de 2026 já pode ser considerado o <strong>primeiro mês </strong>sob condições oceânicas compatíveis com El Niño. Pela <strong>nova metodologia</strong>, esse marco deve ser alcançado ao longo de <strong>junho</strong>, caso o aquecimento observado nas últimas semanas se mantenha. </p><p>Mas a temperatura do oceano é apenas uma parte da história. Para que o fenômeno esteja plenamente estabelecido, a <strong>atmosfera também precisa responder</strong> ao aquecimento observado no Pacífico.</p><h2>Resposta atmosférica deve começar em Julho</h2><p>O modelo <strong>ECMWF</strong>, referência da Meteored, prevê que os <strong>padrões de chuva e temperatura </strong>para o segundo semestre já devem começar a <strong>responder ao El Niño</strong> a partir de <strong>julho</strong>, persistindo ao longo do segundo semestre.</p><p>As <strong>chuvas</strong> devem permanecer<strong> acima da média na Região Sul</strong> durante todo o segundo semestre, com possibilidade de <strong>eventos extremos</strong>, enquanto condições mais <strong>secas</strong> tendem a se estabelecer sobre o <strong>Norte e o Nordeste</strong>, avançando para áreas do <strong>Centro-Oeste e do Sudeste </strong>a partir da <strong>primavera</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780925033027.png" data-image="qrkt0977tqw9" alt="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF" title="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF"><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF</figcaption></figure><p>As projeções também indicam<strong> temperaturas acima da média</strong> centro-norte do país, especialmente entre outubro e novembro, quando as anomalias podem atingir até<strong> 4°C nas regiões com déficit hídrico</strong>. Esse cenário favorece a ocorrência de <strong>ondas de calor </strong>mais <strong>frequentes</strong> e <strong>intensas</strong>, além de aumentar os riscos de <strong>seca</strong>, <strong>queimadas</strong> e impactos sobre os <strong>recursos hídricos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780925051082.png" data-image="o18s2zihdagv" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Embora<strong> eventos intensos </strong>aumentem a probabilidade de ocorrência dos padrões clássicos associados ao El Niño, os<strong> impactos regionais</strong> dependem da interação com outros fenômenos atmosféricos e <strong>não crescem</strong> necessariamente<strong> na mesma proporção</strong> <strong>do aquecimento </strong>observado no oceano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:05:20 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O modelo facilita a análise de grandes volumes de dados de observação da Terra coletados pelo programa Copernicus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente-1780869549415.png" data-image="374da8ra99vn" alt="Tessera é um modelo fundamental de inteligência artificial treinado com dados de satélite para identificar padrões e mudanças na superfície da Terra. Crédito: ESA" title="Tessera é um modelo fundamental de inteligência artificial treinado com dados de satélite para identificar padrões e mudanças na superfície da Terra. Crédito: ESA"><figcaption>Tessera é um modelo fundamental de inteligência artificial treinado com dados de satélite para identificar padrões e mudanças na superfície da Terra. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>Os programas de observação da superfície da Terra geram grandes volumes de dados todos os dias por meio de satélites que monitoram continuamente o planeta. <strong>Esses catálogos incluem imagens multiespectrais, medições de radar e informações coletadas em diferentes escalas espaciais e temporais. </strong>A análise manual ou por métodos tradicionais ficou cada vez mais difícil à medida que a quantidade de dados cresce. Com isso, a Inteligência Artificial (IA) surgiu como uma ferramenta capaz de extrair informações e identificar padrões de forma mais eficiente.</p><p><strong>A capacidade de identificar padrões nesses conjuntos de dados é importante para compreender como o planeta está mudando ao longo do tempo.</strong> Alterações na cobertura vegetal, expansão urbana, secas, enchentes e transformações nos ecossistemas podem ser monitoradas por meio de observações da superfície terrestre. Essas informações ajudam em pesquisas sobre climatologia, monitoramento ambiental e gestão de recursos naturais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial">Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial-1778359449956_320.png" alt="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"></a></article></aside><p>Recentemente, pesquisadores desenvolveram um modelo de IA chamado Tessera que foi treinado com dados de satélites. <strong>O sistema foi treinado usando dados do programa Copernicus com os satélites Sentinel-1 e Sentinel-2.</strong> Enquanto o Sentinel-1 fornece medições por radar capazes de observar a superfície, o Sentinel-2 registra imagens ópticas em múltiplos comprimentos de onda. Ao combinar esses dados, o Tessera aprende padrões sobre a dinâmica da superfície terrestre.</p><h2>Copernicus Sentinel-1 e Sentinel-2</h2><p>Os satélites Sentinel-1 fazem parte do programa europeu de observação da Terra chamado Copernicus e foram projetados para monitorar continuamente a superfície do planeta com radar. <strong>Diferentemente dos sensores ópticos, o radar emite seu próprio sinal e mede o eco refletido pela superfície terrestre.</strong> Isso permite realizar observações durante o dia, à noite e mesmo sob cobertura de nuvens. Os dados do Sentinel-1 são usados para monitorar inundações, deslizamentos de terra e alterações na cobertura vegetal. </p><div class="texto-destacado">A capacidade do Sentinel-1 de operar independentemente das condições atmosféricas faz dele uma das principais fontes de dados para monitoramento contínuo do planeta. </div><p><strong>Já os satélites Sentinel-2 foram desenvolvidos para obter imagens ópticas de alta resolução da superfície terrestre em múltiplos comprimentos de onda.</strong> Seus sensores registram informações desde o visível até o infravermelho, permitindo analisar características físicas e biológicas da vegetação, dos solos e dos corpos d'água. Quando combinadas com as observações de radar do Sentinel-1, as imagens do Sentinel-2 fornecem uma visão mais completa da superfície terrestre. </p><h2>Tessera </h2><p>O Tessera é um modelo de IA desenvolvido para processar e organizar grandes volumes de dados de observação da Terra. Ele usa informações coletadas pelos satélites Sentinel-1 e Sentinel-2. <strong>Em vez de trabalhar diretamente com imagens brutas, o modelo transforma essas observações em representações chamadas embeddings. </strong>Esses embeddings preservam as informações mais importantes da superfície terrestre, reduzindo a complexidade dos dados sem perder informação. </p><p><strong>Uma das principais características do Tessera é que cada pixel de 10 metros de resolução contém uma série temporal que descreve como aquela região evoluiu ao longo do ano. </strong>Isso significa que o modelo não registra apenas a aparência de um local em um instante específico, mas também captura sua dinâmica temporal. Com essa estrutura, pesquisadores podem procurar regiões com comportamentos semelhantes, detectar transformações na paisagem e identificar padrões ambientais.</p><h2>Como funciona esse modelo?</h2><p>Durante o treinamento, o modelo analisou dados dos satélites Sentinel-1 e Sentinel-2, aprendendo padrões espaciais, temporais e ambientais presentes na superfície terrestre. <strong>Como resultado, os embeddings incorporaram conhecimento sobre mudanças na vegetação, dinâmica de rios, expansão urbana e diversos outros fenômenos observáveis por satélite.</strong> Isso significa que os pesquisadores não precisam começar do zero toda vez que desejam resolver um novo problema de sensoriamento remoto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente-1780869700696.png" data-image="iog9akes5are" alt="Por utilizar embeddings pré-treinados, o Tessera já incorpora informações aprendidas a partir de anos de observações da Terra, reduzindo a necessidade de treinar novos modelos do zero. Crédito: Feng et al." title="Por utilizar embeddings pré-treinados, o Tessera já incorpora informações aprendidas a partir de anos de observações da Terra, reduzindo a necessidade de treinar novos modelos do zero. Crédito: Feng et al."><figcaption>Por utilizar embeddings pré-treinados, o Tessera já incorpora informações aprendidas a partir de anos de observações da Terra, reduzindo a necessidade de treinar novos modelos do zero. Crédito: Feng et al.</figcaption></figure><p>Outra vantagem importante é que os embeddings gerados pelo Tessera são muito mais leves do que os conjuntos originais de imagens de satélite. <strong>O sistema foi projetado para ser utilizado por especialistas em clima, agricultura e meio ambiente. </strong>O projeto também possui código aberto, permitindo que pesquisadores adaptem, modifiquem e expandam suas capacidades para diferentes aplicações científicas. </p><h2>O que é um foundation model? </h2><p>O Tessera é considerado um foundation model. Um foundation model é um sistema de IA que foi treinado em grandes volumes de dados para aprender representações gerais de um determinado domínio. <strong>Diferentemente de modelos desenvolvidos para uma única tarefa específica, esses sistemas são projetados para capturar padrões amplos. </strong>Após o treinamento inicial, o modelo pode ser adaptado para diversas aplicações sem precisar ser reconstruído do zero. </p><p>Nas áreas científicas, como no caso do Tessera, os foundation models são importantes porque muitos problemas envolvem conjuntos de dados grandes e complexos. <strong>Em vez de exigir que cada grupo de pesquisa desenvolva seus próprios modelos a partir do início, esses sistemas fornecem representações já treinadas que podem ser adaptadas para tarefas específicas</strong>. Os modelos conseguem identificar padrões sutis e relações complexas que podem passar despercebidos por métodos tradicionais de análise. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Feng et al. <a href="https://arxiv.org/abs/2506.20380" target="_blank">TESSERA: Temporal Embeddings of Surface Spectra for Earth Representation and Analysis</a> arXiv </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gritos, caos e carros arranhados: a invasão de pavões que estão chocando o mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta vila em Itália está fora de controlo. Os culpados? São os pavões. Perceba como dezenas de pavões invadiram as ruas, perturbam o descanso, danificam carros e dividem a população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779914136114.jpg" data-image="qu31ndwavuns" alt="Pavões" title="Pavões"><figcaption>Os pavões tomaram conta desta vila italiana e os moradores já não aguentam mais. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Uma pequena vila no <strong>norte de Itália</strong> está a chamar a atenção, mas não pelas praias ou paisagens de sonho. Em vez disso, está “nas bocas do mundo” devido a pavões. Sim, isso mesmo. </p><div class="texto-destacado">Dezenas de pavões a passear livremente entre carros, jardins e estradas. É este o motivo inusitado que coloca Punta Marina nas manchetes das últimas notícias.</div><p>Conhecida pelas praias na costa do Mar Adriático, <strong>Punta Marina</strong>, no município de Ravenna, região de Emilia-Romagna, convive há anos com a presença de pavões. O<strong> aumento da população das aves </strong>nos últimos anos, contudo, tem vindo a preocupar os habitantes locais e a dividir opiniões. </p><p>De um lado, temos os que acham que os pavões devem ser deixados em paz. Do outro, aqueles que querem que sejam levados para outras paragens.</p><h2>De símbolo da aldeia, a terror do locais</h2><p>Há mais de dez anos que os pavões circulam em Punta Marina. Estes animais tornaram-se mesmo uma<strong> imagem característica da cidade </strong>e despertam a curiosidade de turistas e crianças. No entanto, a presença constante das aves também tem causado alguns incómodos entre os moradores, sobretudo devido ao barulho que produzem e aos problemas de limpeza associados.</p><div class="texto-destacado">Em tempos, os pavões eram vistos como animais especiais e até surgiam representados nos famosos mosaicos de Ravena, onde simbolizavam a imortalidade.</div><p>O que é que mudou? Antes viviam num pinhal perto da aldeia, mas acabaram por se aproximar das zonas habitadas à procura de proteção contra predadores, passando a instalar-se nos jardins de casas abandonadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno">Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775028878608_320.jpeg" alt="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno"></a></article></aside><p>Segundo Francesca Impellizzeri, vereadora responsável pela área dos direitos dos animais, em 2023 estavam registados cerca de <strong>30 pavões </strong>no município. Agora, embora não exista uma contagem oficial, estima-se que existam cerca de <strong>120 pavões na região</strong>. </p><p>"Quando tivermos conhecimento dos números, tentaremos entender, junto da comunidade e das associações de direitos dos animais, que ações tomar", explicou, citada pelo canal italiano ‘Sky TG24’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915313957.png" data-image="2muutoivitgw" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Os pavões andam livremente pelas estradas. Foto: Wikimedia // Discanto</figcaption></figure><p>Isto porque<strong> a situação se tem agravado nos últimos tempos</strong>, principalmente com a chegada da primavera. É que é neste período que ocorre o acasalamento dos pavões e os sons emitidos durante a noite tornam-se mais frequentes, afetando o descanso da população.</p><div class="texto-destacado"> O som emitido pelos machos é semelhante a um “grito extremamente alto.” </div><p>"Perturbam o sono, perturbam o trânsito e sujam o chão com excrementos que parecem gelado, os quais acabamos por pisar", queixou-se à agência de notícias ‘Agence France-Presse’ (AFP)’ Marco Manzoli, habitante local. "Além disso, sobem para os carros e arranham-nos", lamenta.</p><p>De acordo com a mesma fonte, <strong>os turistas já não passam ali férias</strong>, “a não ser que tenham uma garagem para estacionar o carro”.</p><p>Segundo o pasteleiro Claudio Ianieiro, os animais vivem há muito tempo na floresta de pinheiros atrás da aldeia e sempre foram um marco da região (já inspiraram ímanes e até biscoitos com o seu formato). No entanto, começaram a invadir a cidade à procura de maior segurança contra os predadores. Como resultado, passaram a fazer ninhos nos jardins de casas abandonadas. </p><p>“Lá fora, têm muitos inimigos naturais, como lobos e raposas. Aqui, no entanto, não têm nenhum, e estão a proliferar de uma forma difícil de controlar”, explicou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915804809.jpg" data-image="ca9dv2yw8pjh" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Punta Marina é conhecida pelas praias, mas são os pavões que têm chamado a atenção. Foto: Ravenna Turismo</figcaption></figure><p>Mara Capasso, outra moradora, disse que o problema com as aves acabou por “dividir a região em duas fações”: uma que quer que os animais sejam deixados em paz, e outra que quer que sejam levados para outro lugar. </p><p>É o caso de Emanuele Crescentini, uma moradora de 50 anos que se autointitula “guarda-florestal” dos pavões. Todos os dias percorre as ruas da localidade para proteger as aves de vizinhos mais irritados. Para ela, é possível existir uma convivência equilibrada entre pessoas e animais. “Há muito espaço em Punta Marina, eles podem espalhar-se”, defende.</p><h2>As tentativas para resolver a situação</h2><p>Ao longo dos últimos anos, a Câmara Municipal de Ravena tem tentado encontrar <strong>formas de controlar a presença dos pavões</strong> em Punta Marina. Em 2022, por exemplo, foi feita uma tentativa para retirar algumas aves da zona, mas o plano acabou por não avançar devido à oposição de associações de defesa animal.</p><p>Mais recentemente, em 2024, a autarquia optou por uma abordagem diferente e lançou uma campanha para ensinar moradores e turistas a conviver melhor com os pavões. Uma das principais recomendações é simples: <strong>não alimentar as aves</strong>, para evitar que se instalem junto das casas e criem colónias permanentes.</p><p>Entretanto, a autarquia revelou que uma nova estratégia tem dado resultados mais positivos: várias pessoas de diferentes zonas de Itália já demonstraram interesse em adotar alguns dos pavões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos sob escola em Roma]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudantes revelam acidentalmente vestígios arqueológicos valiosos ao explorarem áreas subterrâneas de colégio histórico, surpreendendo professores e arqueólogos e abrindo caminho para novas pesquisas científicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma-1780857122988.jpg" data-image="a1z4aer2ch8z" alt="Casa romana de 1.800 anos embaixo do colégio - Créditos: Divulgação/Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma" title="Casa romana de 1.800 anos embaixo do colégio - Créditos: Divulgação/Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma"><figcaption>Casa romana de 1.800 anos embaixo do colégio. Crédito: Divulgação/Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma</figcaption></figure><p>Uma <strong>descoberta arqueológica surpreendente</strong> veio à tona em Roma após estudantes do ensino médio relatarem a existência de estruturas incomuns sob o ginásio de sua escola. O achado revelou <strong>uma casa romana de aproximadamente 1.800 anos</strong>, localizada abaixo do Liceo Científico Cavour, a poucos metros do Coliseu.</p><p>Durante anos, alunos da instituição criaram histórias sobre possíveis construções escondidas nos subterrâneos da escola. O que parecia apenas <strong>imaginação juvenil acabou se tornando realidade</strong> quando alguns estudantes decidiram explorar áreas pouco acessíveis do prédio.</p><p>Em uma dessas incursões, os jovens se depararam com<strong> tijolos antigos e arcos arquitetônicos distintos. </strong>Ao perceberem que se tratava de algo incomum, informaram imediatamente seus professores, que também ficaram impressionados com a descoberta.</p><h2>Explorações clandestinas levaram à descoberta histórica</h2><p>Os relatos dos estudantes motivaram a escola a acionar especialistas para investigar o local. Arqueólogos foram chamados e rapidamente confirmaram que os <strong>vestígios pertenciam a uma antiga residência romana</strong>, conhecida como “domus”.</p><p>A construção, datada do século II, é considerada uma residência de luxo e pode ter feito parte de um bairro habitado pela elite romana. Segundo especialistas, há possibilidade de que<strong> figuras históricas importantes tenham frequentado a região no passado</strong>.</p><p>Apesar da relevância histórica, o acesso às estruturas é limitado devido às construções erguidas posteriormente sobre o local. Ainda assim, os primeiros trabalhos arqueológicos revelaram detalhes significativos sobre a edificação.</p><h2>Origem da escola e importância da região</h2><p>O prédio que atualmente abriga o colégio foi construído no século XIX por missionários católicos. Na época, n<strong>ão havia registros de estruturas romanas no terreno</strong>, o que torna a descoberta ainda mais inesperada.</p><div class="texto-destacado">Logo no início das escavações, os arqueólogos identificaram partes importantes da domus, indicando que o local fazia parte de uma área nobre da Roma antiga. Esse fator aumenta o valor histórico e científico do achado.</div><p>A descoberta foi investigada ao longo de meses, mas só foi divulgada publicamente no dia 28 de maio por especialistas envolvidos no projeto, incluindo a professora Claudia Marino e o arqueólogo Filippo Coarelli.</p><h2>Detalhes da residência e novos achados</h2><p>Até o momento, acredita-se que a casa tenha pertencido à família Umbrius, embora existam poucas informações sobre esse grupo. Há teorias de que sua origem esteja na região centro-sul da Itália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma-1780857260800.jpg" data-image="55vrr2e5mda9" alt="Arqueólogos escavaram diversas salas sob a moderna escola secundária italiana. (Crédito da imagem: Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma)" title="Arqueólogos escavaram diversas salas sob a moderna escola secundária italiana. (Crédito da imagem: Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma)"><figcaption>Arqueólogos escavaram diversas salas sob a moderna escola secundária italiana. Crédito: Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma</figcaption></figure><p>Entre os elementos encontrados estão<strong> afrescos decorativos com temas florais e figurativos</strong>, além de mosaicos com azulejos irregulares, característicos de residências luxuosas da época romana.</p><p>Curiosamente, também foram identificados grafites deixados por estudantes e visitantes do século XX, indicando que o local já havia sido acessado anteriormente sem conhecimento das autoridades.</p><h2>Pesquisas continuam e escola planeja exposições</h2><p>Até agora, apenas uma parte da residência foi explorada. Devido à sua extensão, os arqueólogos acreditam que ainda há muito a ser descoberto no local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos ">Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos-1779463109351_320.jpg" alt="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "></a></article></aside><p>A escola pretende dar continuidade às pesquisas em parceria com especialistas, ampliando o conhecimento sobre a estrutura e sua importância histórica.</p><p>Além disso, há planos para transformar o espaço em um<strong> ponto de visitação educativa</strong>, com estudantes atuando como guias, aproximando ainda mais a comunidade escolar da história que permanece escondida sob seus pés.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Aventuras na História. <a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/adolescentes-intrometidos-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-embaixo-de-colegio.phtml" target="_blank">Adolescentes intrometidos descobrem casa romana de 1.800 anos embaixo de colégio</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O perigo invisível: Partículas tóxicas de incêndios florestais viajam muito mais longe do que você imagina]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 22:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os incêndios florestais não terminam quando as chamas são extintas, uma vez que as partículas tóxicas ultrafinas podem permanecer no ar durante bastante tempo e deslocar-se vários quilômetros: aqui estão os detalhes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472.jpeg" data-image="ich0vp2szgt7"><figcaption>O fumo dos incêndios florestais contém partículas que são muito prejudiciais para a saúde e que permanecem no ar durante muito tempo. Além disso, estas partículas são transportadas com relativa facilidade.</figcaption></figure><p>Todos sabemos que, quando um grande incêndio florestal assola uma região, toda a atenção costuma centrar-se no avanço do fogo, nas evacuações e nos danos materiais, mas <strong>os impactos permanecem por muito mais tempo e, em muitos casos, não são visíveis</strong>, tal como comprovado por vários estudos recentes.</p><p>Um deles foi realizado por um grupo de engenheiros civis da Universidade da Califórnia, que conseguiram demonstrar como certas partículas tóxicas geradas após os incêndios <strong>podem permanecer suspensas no ar durante meses e deslocar-se muito mais longe do que se pensava inicialmente</strong>.</p><p>Neste caso, os cientistas <strong>analisaram a qualidade do ar após os incêndios devastadores que afetaram várias zonas da área de Los Angeles em 2025 </strong>e detetaram a presença prolongada de nanopartículas de cromo hexavalente, uma substância conhecida pelos seus efeitos nocivos para a saúde humana.</p><h2>O que são nanopartículas e por que preocupam os cientistas?</h2><p><strong>As nanopartículas são partículas extremamente pequenas, milhares de vezes mais finas do que um fio de cabelo humano </strong>e esse é o principal problema. Graças ao seu tamanho minúsculo, podem<strong> penetrar profundamente nos pulmões</strong> e até chegar à corrente sanguínea, distribuindo-se por diferentes órgãos do corpo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">: 2025 wildfires were the costliest on record despite burning 16% less land.<br><br> 335 million hectares burned (16% below average)<br> Insured losses: 38% of ALL natural hazard losses globally<br> 300,000+ evacuations | 90+ deaths<br> Worst-hit: North America, Europe, South <a href="https://t.co/pIyGFtqFwN">pic.twitter.com/pIyGFtqFwN</a></p>— Insights | Integration️ (@con_nectinder) <a href="https://x.com/con_nectinder/status/2062561262672941304?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Os investigadores encontraram partículas de crómio numa forma química particularmente preocupante, como é <strong>o crómio hexavalente, também conhecido como crómio-6</strong>, uma substância classificada como cancerígena e associada a doenças respiratórias.</p><h2>Estas partículas podem viajar até 15 quilômetros</h2><p>Os modelos atmosféricos utilizados pelos investigadores indicam que <strong>as</strong> <strong>nanopartículas puderam deslocar-se entre 10 e 15 quilômetros</strong> a partir das áreas afetadas pelos incêndios, pelo que locais situados relativamente longe do foco do incêndio poderão ter estado expostos a concentrações elevadas de poluentes sem que as pessoas tivessem consciência disso.</p><p>A capacidade destas partículas de permanecerem em suspensão durante longos períodos facilita <strong>o seu transporte pelo vento, alargando consideravelmente a área de influência de um incêndio</strong>.</p><h3>Permanecem no ar muito mais tempo do que o esperado</h3><p>Os cientistas detetaram níveis elevados destas partículas mesmo dois meses após os incêndios terem sido completamente extintos. Embora as concentrações tenham diminuído progressivamente com o passar do tempo, a investigação conclui que <strong>não regressaram aos níveis habituais até aproximadamente oito meses após o incêndio</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¿Por qué la gestión forestal? Las emisiones extraordinarias de CO2 en España, consecuencia de los incendios forestales de este verano, han disparado los niveles de carbono de 2025 en nuestro país por encima de los 5,5 millones de toneladas, superando los de los últimos 20 años. <a href="https://t.co/hx3MbnfStN">pic.twitter.com/hx3MbnfStN</a></p>— Gabriel A. Gutiérrez Tejada (@Abies_gabriel) <a href="https://x.com/Abies_gabriel/status/1970697007871205510?ref_src=twsrc%5Etfw">September 24, 2025</a></blockquote></figure><p>Isto põe em evidência que os riscos ambientais associados a um incêndio florestal <strong>podem prolongar-se durante grande parte do ano seguinte ao evento</strong>.</p><h2>Os incêndios urbanos geram poluentes mais nocivos</h2><p>Vários estudos demonstram como os incêndios que afetam zonas onde coexistem áreas naturais e urbanas <strong>apresentam riscos adicionais e muito graves</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649051547.jpeg" data-image="f9dnj93s6m4c"><figcaption>Os incêndios florestais transformam-se em incêndios de outra natureza quando afetam as infraestruturas.</figcaption></figure><p>Quando o fogo atinge habitações, instalações industriais ou diversas infraestruturas, <strong>a combustão gera uma libertação muito mais completa de substâncias químicas</strong> do que a gerada pela vegetação.</p><p>Tais como, <strong>metais pesados, compostos orgânicos tóxicos, hidrocarbonetos aromáticos ou outras substâncias perigosas</strong> que podem incorporar-se com extrema facilidade no fumo e, posteriormente, depositar-se sobre qualquer tipo de superfície.</p><h3>Os riscos para a saúde vão além do fumo</h3><p>A exposição prolongada a partículas tóxicas provenientes de incêndios florestais preocupa muito os especialistas em saúde pública, uma vez que o cromo hexavalente tem sido associado inúmeras vezes a problemas respiratórios como <strong>a asma, bronquites prolongadas ou repetidas e o potencial de desenvolvimento de cancro do pulmão</strong>.</p><p>As pessoas mais vulneráveis são as mesmas que, em caso de alerta: as crianças, <strong>os idosos, as mulheres grávidas e as pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares pré-existentes</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Kleeman, M.J., Cappa, C.D., Green, P.G. et al. Airborne hexavalent chromium nanoparticles detected around cleanup zones for the 2025 Los Angeles wildfires. Commun Earth Environ (2026). </em><a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03591-z#citeas" target="_blank"><em>https://doi.org/10.1038/s43247-026-03591-z</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>