<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 17:00:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:00:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Frente fria traz chuvas atípicas de até 100 mm para 6 estados; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuvas-atipicas-de-ate-100-mm-para-6-estados-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:47:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria provoca instabilidades e chuvas atípicas para esta época do ano em parte do Brasil. Os acumulados previstos para os próximos dias podem chegar a 100 mm em 6 estados de diferentes regiões</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html" target="_blank">El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xai59be"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xai59be.jpg" id="xai59be"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O <strong>mês de junho tem se mostrado um pouco diferente</strong> dos últimos anos em algumas regiões do Brasil. A frequente entrada de sistemas sobre o país tem proporcionado <strong>chuvas acima da média </strong>em áreas que, geralmente neste período do ano, os volumes pluviométricos são baixos.</p><p><strong>Este cenário irá se manter pelos próximos dias </strong>com a atuação da frente fria que aumenta <strong>riscos e traz alertas de chuvas intensas</strong> e <strong>grandes acumulados</strong>. Desta forma, o modelo prevê acumulados próximos de <strong>100 mm</strong> entre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil ainda nesta semana. Confira os estados afetados pelas precipitações.</p><h2>Sudeste e Centro-Oeste em atenção até quinta-feira</h2><p>O <strong>Sudeste e o Centro-Oeste</strong> do Brasil vão ficar em atenção até, pelo menos, esta quinta-feira (25). O <strong>modelo ECMWF mostra o avanço de uma frente fria</strong> sobre o país. Pela Região Sul, o sistema avançou de maneira <strong>rápida</strong>, contudo, a previsão mostra que a frente fria terá<strong> outras características sobre o Sudeste e Centro-oeste.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuvas-atipicas-de-ate-100-mm-para-6-estados-confira-a-previsao-1782225097256.jpg" data-image="675qfrvwjmt5" alt="Rios Atmosféricos." title="Rios Atmosféricos."><figcaption>Canal de umidade dá suporte e ajuda a organizar chuvas desde o sul do Mato Grosso ao leste de São Paulo e Rio de Janeiro.</figcaption></figure><p>O sistema frontal estará atuante por mais tempo, isso porque a frente fria auxilia na formação de um corredor de umidade que atua sobre a Região. Desta forma, <strong>as chuvas terão suporte de umidade vindo da Região Norte</strong> que, além de permitir a atuação mais duradoura do sistema, <strong>organiza as chuvas desde o Norte do país.</strong></p><p>Já durante a madrugada de quarta-feira (24), a previsão mostra que a intensidade das chuvas vão variar entre<strong> moderadas e fortes</strong>, a atenção se volta para áreas com<strong> risco de transtornos</strong> caso do norte de São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Goiás e áreas pontuais do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde há riscos de tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuvas-atipicas-de-ate-100-mm-para-6-estados-confira-a-previsao-1782225211981.jpg" data-image="qwcymtipmo9c" alt="Chuva prevista." title="Chuva prevista."><figcaption>O mapa mostra áreas com previsão de chuvas para esta quarta-feira (24).</figcaption></figure><p>Conforme as horas passam,<strong> a frente fria afeta outras localidades do Sudeste</strong> e <strong>Centro-Oeste</strong>. No período da tarde, <strong>as chuvas fortes se concentram</strong> sobre o Vale do Paraíba, sul do Rio de Janeiro, sul e sudoeste de Minas Gerais. Chove também em áreas de Goiás e Mato Grosso.</p><p>A quinta-feira (25) marcará algumas mudanças no tempo, <strong>como tempo fechado durante a madrugada</strong>, com as chuvas ocorrendo no litoral paulista e fluminense, em áreas pontuais do norte do Mato Grosso do Sul e oeste do Mato Grosso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuvas-atipicas-de-ate-100-mm-para-6-estados-confira-a-previsao-1782225340832.jpg" data-image="ktttc5q1j344" alt="Previsão de chuva." title="Previsão de chuva."><figcaption>Previsão de precipitação para a tarde desta quinta-feira (25).</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde de quinta-feira (25),<strong> a projeção é de que as chuvas continuem sobre o litoral</strong>, elevando os acumulados na região. Contudo, <strong>o canal de umidade também estará presente</strong> e, desta maneira, temos previsão de chuvas intensas e riscos de temporais. </p><p>Atenção para áreas do <strong>sul de Minas Gerais, norte, centro e oeste de São Paulo</strong>, e na faixa entre o <strong>leste , centro e noroeste do Mato Grosso do Sul</strong>. Conforme comentamos antes, serão nessas áreas os <strong>maiores volumes acumulados</strong> entre o restante desta terça (23) e o final de quinta-feira (25).</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </strong></a> </div><p>No litoral paulista e fluminense os acumulados variam entre <strong>44 mm e 101 mm</strong> na faixa entre Santos/SP e Itaguaí/RJ. Na faixa entre o leste, norte e noroeste de <strong>São Paulo</strong>, Triângulo Mineiro e sul de<strong> Minas Gerais</strong>, os volumes previstos oscilam de <strong>23 mm a 78 mm. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuvas-atipicas-de-ate-100-mm-para-6-estados-confira-a-previsao-1782225038048.jpg" data-image="9lj5rd69g7gr" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Precipitação acumulada prevista entre terça (23) e quinta-feira (25).</figcaption></figure><p>No Centro-Oeste,<strong> áreas pontuais têm previsão de acumulados que podem superar os 100 mm</strong>, especialmente na divisa entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e interior de Goiás. No restante da região, a chuva ocorre de forma mais irregular, variando entre<strong> 7 mm e 56 mm</strong>. De qualquer forma é necessário manter a atenção pelas próximas 72 horas</p><p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuvas-atipicas-de-ate-100-mm-para-6-estados-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como podes melhorar o solo para obter plantações bonitas?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-podes-melhorar-o-solo-para-obter-plantacoes-bonitas.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 12:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cultivar uma horta é uma excelente ideia, desde que o solo não seja excessivamente argiloso, por exemplo! Aqui ficam algumas dicas para o enriquecer de forma natural e eficaz durante os próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-fumier-trucs-et-astuces-1781361193713.jpeg" data-image="lb0ypxrb5w1h" alt="¡Un buen suelo garantiza buenas hortalizas durante toda la temporada!" title="¡Un buen suelo garantiza buenas hortalizas durante toda la temporada!"><figcaption>Um bom solo garante bons legumes durante toda a época!</figcaption></figure><p>A qualidade do solo desempenha um papel fundamental no crescimento das plantas, seja numa horta de legumes ou num pomar. No entanto, os solos pesados podem impedir o desenvolvimento ideal das culturas, especialmente nas hortas de legumes. A seguir,<strong> apresentam-se algumas dicas para melhorar a estrutura do solo e favorecer o crescimento das plantas</strong>.</p><h2>Contribuição de nutrientes</h2><p>Para tornar os solos argilosos mais soltos, <strong>é essencial incorporar matéria orgânica que altere a sua estrutura</strong>. Por exemplo, recomenda-se aplicar uma camada generosa de folhas caídas no outono para enriquecer e arejar o solo.</p><p>No final de março, <strong>quando as folhas caídas escasseiam, pode utilizar-se estrume de cavalo bem decomposto</strong>. Graças à sua composição, este estrume é ideal para tornar o solo mais solto e decompõe-se mais rapidamente do que o estrume de vaca; além disso, ajuda a aquecer o solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-1781360706945.jpeg" data-image="nzivanu70rar" alt="La arcilla es práctica para la alfarería, pero mucho menos para la jardinería." title="La arcilla es práctica para la alfarería, pero mucho menos para la jardinería."><figcaption>A argila é útil para a olaria, mas muito menos para a jardinagem.</figcaption></figure><p>Para facilitar a incorporação do estrume (já decomposta), recomenda-se revolver a terra com uma pá ou uma ferramenta adequada. Em seguida, aplique o estrume seguindo as doses indicadas na embalagem (evite o excesso). Aguarde um ou dois dias antes de misturar o estrume com o solo argiloso, a menos que ambos estejam relativamente secos; nesse caso, não é necessário esperar.</p><h2>Plantação de vegetais de raiz</h2><p>Depois de enriquecer o solo com estrume, pode plantar vegetais de raiz, como cenouras, pastinacas ou rabanetes. <strong>Os seus sistemas radiculares irão trabalhar o solo em profundidade e ajudarão a arejá-lo ainda mais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Tenha em conta que certas variedades de cenoura são mais adequadas para solos pesados. Não hesite em pedir conselhos no seu centro de jardinagem para escolher a variedade que melhor se adapta ao seu terreno. Esta informação costuma constar na embalagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-1781360791506.jpeg" data-image="oa2o83gxqs2d" alt="Un sencillo abono verde para triunfar: ¡phacelia! Es posible sembrar hasta principios de otoño." title="Un sencillo abono verde para triunfar: ¡phacelia! Es posible sembrar hasta principios de otoño."><figcaption>Um adubo verde simples para obter bons resultados: a facélia! É possível semeá-la até ao início do outono.</figcaption></figure><p><strong>Em solos argilosos, as cenouras podem ter dificuldade em crescer direitas</strong>. Existem variedades selecionadas especificamente para estas condições que, além disso, ajudam a melhorar a estrutura do solo.</p><p>Também pode semear facélia. Esta planta melhora a estrutura do solo graças ao seu sistema radicular e enriquece-o quando utilizada como adubo verde. Para tal, <strong>basta cortá-la e incorporá-la no solo, se assim o desejarem, antes de produzir sementes</strong>.</p><h2>Manutenção contínua</h2><p>Embora esta tarefa possa parecer trabalhosa, é fundamental para manter um solo arejado e fértil. Por isso, <strong>recomenda-se adicionar matéria orgânica regularmente, como folhas caídas ou, em certos anos, estrume</strong>, respeitando sempre as doses de aplicação recomendadas por metro quadrado.</p><p><strong>O seu solo irá recompensá-lo com plantas vigorosas </strong>e, com o tempo, tornar-se-á mais propício para uma grande variedade de hortaliças.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-podes-melhorar-o-solo-para-obter-plantacoes-bonitas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A matéria que forma estrelas, planetas e corpos humanos representa apenas uma pequena fração do Universo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Tudo o que existiu, o que existe e o que existirá é constituído por quarks ou matéria bariônica, mas estas partículas subatômicas representam apenas uma pequena fração do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781818836748.png" data-image="kp7f8hvyuhnp"><figcaption>Dependendo da combinação, os quarks formam, entre outras partículas, os neutrões e os protões, que constituem a base do núcleo atómico.</figcaption></figure><p>Recentemente, ficamos a saber que os quarks representam o nível mais fundamental da matéria conhecida (bariônica). Estas partículas não têm estrutura interna e, de acordo com o Modelo Padrão, existem <strong>6 sabores distintos, organizados em 3 gerações</strong>, que determinam as propriedades subatómicas de tudo.</p><p>Uma das suas características mais notáveis é que a sua carga elétrica é fracionária e que possuem uma propriedade adicional chamada "carga de cor", que, por incrível que pareça, não está relacionada com a cor visual, mas sim com a interação que rege a força nuclear forte, a mais intensa das forças fundamentais conhecidas.</p><div class="texto-destacado">Esta força é mediada por partículas chamadas gluons, que são responsáveis pela troca de carga de cor entre os quarks. Basicamente, atua como uma cola e garante que os quarks permaneçam ligados mesmo em condições de energia extrema.</div><p>Este comportamento conduz ao fenómeno conhecido como confinamento, que pode ser observado quando se tenta separar dois quarks. <strong>A energia do campo aumenta tanto que se criam novos pares de quark-antiquark</strong>, impedindo que existam de forma isolada.</p><p>Graças a este mecanismo, os quarks não aparecem livremente, mas sim formando estruturas estáveis; estas combinações dão origem a partículas compostas, como próton e nêutrons, que constituem a base física dos núcleos atómicos e, em última instância, de toda a matéria visível no Universo.</p><h2>A arquitetura nuclear</h2><p>Basicamente, a matéria bariônica é constituída por partículas formadas pela combinação de 3 quarks, pelo que constituem o núcleo da matéria estável. Por exemplo, <strong>o próton é composto por dois quarks up e um down, enquanto o nêutron contém dois quarks down e um up</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781816263105.png" data-image="yt2u6h0l5p1n"><figcaption>No Modelo Padrão das partículas elementares, os quarks constituem um subgrupo da matéria bariónica.</figcaption></figure><p>Embora pareça uma descrição simples, a massa dos bariões encerra uma das ideias mais profundas da física moderna. <strong>Os quarks up e down contribuem com apenas uma fração mínima da massa total </strong>medida experimentalmente em prótons e nêutrons.</p><p>A maior parte da massa bariônica provém da energia associada ao movimento relativista dos quarks e também ao intenso campo de gluons que os mantém confinados. Ou seja, trata-se de uma manifestação direta da equivalência entre massa e energia descrita pela famosa equação de Einstein.</p><p>Esta dinâmica interna explica por que razão a matéria comum é como é em grande escala; a verdade é que <strong>a estabilidade do protão e o equilíbrio energético alcançado no interior do núcleo permitem a existência prolongada de átomos</strong>, moléculas, estrelas e estruturas complexas em grandes escalas de tempo.</p><h3>Uma fração verdadeiramente pequena</h3><p>Se pudéssemos observar o Universo na sua totalidade, o papel dos bariões pareceria surpreendentemente insignificante. Além disso, se tivermos em conta que toda a matéria composta por prótons e nêutrons, incluindo galáxias, planetas e seres vivos, <strong>representa cerca de 5% do conteúdo total do cosmos</strong>.</p><p>Como já referimos anteriormente, a maior parte do Universo é constituída por componentes invisíveis. A (mal denominada) matéria escura, que constitui cerca de um quarto do total, não interage com a luz, mas revela a sua presença através da sua influência gravitacional sobre as galáxias e os aglomerados galácticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781819787098.png" data-image="w947lfjvgr3u"><figcaption>A força desconhecida que provoca a aceleração do Universo é designada por "Energia Negra". Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>E a energia escura, ainda mais desconcertante, responsável por aproximadamente dois terços do conteúdo total do Universo, com um efeito que se manifesta como uma expansão acelerada de todo o espaço-tempo, contrariando a atração gravitacional de toda a matéria conhecida.</p><p>Este panorama redefine a nossa perspectiva cósmica e, embora a física dos quarks e dos bariões explique tudo o que podemos tocar e observar diretamente, <strong>o destino e a estrutura em grande escala do Universo são dominados por componentes cuja natureza continua a ser desconhecida</strong>.</p><h3>Evidência experimental e fronteiras</h3><p>O mais incrível é que nós próprios podemos aceder a conhecimentos detalhados sobre quarks, gluons e bárion através de compilações experimentais rigorosas, como as do Particle Data Group, que reúne resultados de experiências realizadas nos principais aceleradores de partículas do mundo.</p><p>No âmbito cosmológico, <strong>missões espaciais como a Planck e a WMAP permitiram medir, com grande precisão</strong> as frações tanto da matéria bariônica, como da matéria escura e da energia escura do Universo e, de facto, continuam a fazê-lo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons.html" title="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e glúons">Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e glúons</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons.html" title="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e glúons"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons-1729369476842_320.png" alt="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e glúons"></a></article></aside><p>Ao combinar os dados experimentais com modelos teóricos cosmológicos, é possível estabelecer uma ligação entre a física das partículas e a evolução do cosmos, desde os primeiros instantes após o Big Bang até à formação das galáxias, das estruturas em grande escala e, porque não, dos olhos da pessoa amada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo investiga se microrganismos ejetados da Terra poderiam ter alcançado Europa e sobrevivido em seu oceano subterrâneo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter-1782091390330.png" data-image="1mkuvycqknad" alt="Um novo estudo explora a hipótese de panspermia inversa, na qual microrganismos originados na Terra poderiam ter alcançado a lua gelada de Júpiter bilhões de anos atrás. Crédito: NASA" title="Um novo estudo explora a hipótese de panspermia inversa, na qual microrganismos originados na Terra poderiam ter alcançado a lua gelada de Júpiter bilhões de anos atrás. Crédito: NASA"><figcaption>Um novo estudo explora a hipótese de panspermia inversa, na qual microrganismos originados na Terra poderiam ter alcançado a lua gelada de Júpiter bilhões de anos atrás. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Europa é uma das maiores luas de Júpiter e é considerada um dos locais com possibilidade de existir vida fora da Terra. <strong>Observações indicam que sob sua camada de gelo existe um oceano com água líquida e sugerem a presença de compostos químicos essenciais para processos biológicos. </strong>Com isso, Europa é considerada um ambiente potencialmente habitável. </p><p>Uma das hipóteses discutidas para explicar a dispersão da vida no Universo é a panspermia. Na panspermia, a vida não precisaria surgir independentemente em cada lugar habitável. <strong>Existe também a chamada panspermia inversa, que considera a possibilidade de a própria Terra atuar como fonte para outros corpos.</strong> Asteroides lançariam fragmentos rochosos para o espaço e poderiam transportar microrganismos para regiões distantes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764276" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html" title="O oceano oculto de Europa: missão da NASA busca descobrir vida sob o gelo de Júpiter">O oceano oculto de Europa: missão da NASA busca descobrir vida sob o gelo de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html" title="O oceano oculto de Europa: missão da NASA busca descobrir vida sob o gelo de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915740997_320.png" alt="O oceano oculto de Europa: missão da NASA busca descobrir vida sob o gelo de Júpiter"></a></article></aside><p>Um novo estudo publicado no <em>International Journal of Astrobiology</em> investigou a possibilidade para a lua Europa. Os pesquisadores analisaram se fragmentos ejetados da Terra poderiam alcançar a órbita de Júpiter e transportar microrganismos. Segundo a hipótese, <strong>parte desse material poderia atingir a superfície de Europa e, por meio de processos geológicos, alcançar o oceano subterrâneo da lua. </strong></p><h2>Europa</h2><p>A superfície de Europa é composta principalmente por gelo de água e apresenta poucas crateras de impacto. <strong>Observações realizadas ao longo das últimas décadas apontam para a existência de um oceano escondido sob essa camada de gelo. </strong>A presença de água líquida é um dos principais fatores que tornam Europa um candidato na busca por ambientes habitáveis além da Terra.</p><p>O interesse científico por Europa não se deve apenas à presença de água, mas também à possibilidade de existirem fontes de energia capazes de sustentar processos biológicos. <strong>A interação gravitacional com Júpiter gera aquecimento por marés que impede o congelamento completo do oceano subterrâneo. </strong></p><h2>Como enviar vida para outros lugares?</h2><p>Uma das possibilidades é que microrganismos terrestres podem ser transportados para o espaço através de partículas de poeira. <strong>Segundo novo estudo, colisões entre poeira e partículas da atmosfera terrestre poderiam fornecer energia para acelerar esses grãos acima da velocidade de escape da Terra. </strong>Uma vez no espaço, essas partículas deixam de estar gravitacionalmente presas ao planeta e passam a orbitar o Sol</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter-1782091348049.png" data-image="mqyvrmjv1rp6" alt="Missões como a Europa Clipper e a Jupiter Icy Moons Explorer vão investigar o oceano de Europa em busca de pistas sobre habitabilidade e possíveis sinais de vida. Crédito: NASA" title="Missões como a Europa Clipper e a Jupiter Icy Moons Explorer vão investigar o oceano de Europa em busca de pistas sobre habitabilidade e possíveis sinais de vida. Crédito: NASA"><figcaption>Missões como a Europa Clipper e a Jupiter Icy Moons Explorer vão investigar o oceano de Europa em busca de pistas sobre habitabilidade e possíveis sinais de vida. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Após escapar da Terra, essas partículas seriam influenciadas pela pressão da radiação solar e pela gravidade dos planetas. <strong>As simulações indicam que parte delas poderia alcançar a região de Júpiter e colidir com Europa.</strong> Embora a probabilidade individual seja baixa, a enorme quantidade de partículas ejetadas da Terra ao longo de bilhões de anos aumenta as chances de ocorrência desse processo. </p><h2>Panspermia inversa</h2><p>Com isso, o estudo traz a hipótese da panspermia inversa e propõe que a Terra possa ter atuado como uma fonte de vida para outros corpos. <strong>Considerando a dinâmica do Sistema Solar e a influência gravitacional de Júpiter, estima-se que cerca de 300 milhões de partículas atinjam Europa a cada segundo.</strong> Mesmo com apenas uma fração contendo microrganismos, o fluxo ao longo de bilhões de anos torna o processo possível.</p><div class="texto-destacado">A estimativa é que bactérias depositadas no gelo de Europa podem permanecer ativas por cerca de 10 mil anos.</div><p>O principal desafio para essa hipótese não é apenas chegar à Europa, mas alcançar seu oceano subterrâneo. <strong>A crosta de gelo da lua é constantemente modificada pelas forças de maré geradas pela gravidade de Júpiter, produzindo fraturas e regiões de derretimento.</strong> Caso microrganismos terrestres sejam transportados para essas regiões, eles poderiam ser levados para o oceano abaixo da superfície antes de perderem sua viabilidade. </p><h2>A busca por vida em Europa</h2><p>Para buscar vida na lua, várias missões já foram projetadas e iniciadas com o objeto de encontrar evidências. <strong>A principal delas é a Europa Clipper, da NASA, que irá realizar dezenas de sobrevoos próximos e investigar a estrutura da crosta de gelo. </strong>A missão busca determinar a espessura do gelo e identificar regiões onde material do oceano alcança a superfície. </p><p>Além da Europa Clipper, a Jupiter Icy Moons Explorer, da European Space Agency, também contribuirá para o estudo de Europa. <strong>Embora seu foco principal seja a lua Ganimedes, a missão realizará observações de Europa para investigar sua superfície. </strong>Astrônomos já discutem missões mais ambiciosas, incluindo módulos de pouso capazes de analisar diretamente o gelo superficial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Osmanov" data-year="2026" data-title="Earth%20as%20a%20potential%20source%20of%20life%20for%20Europa%E2%80%99s%20subsurface%20ocean" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cambridge.org%2Fcore%2Fjournals%2Finternational-journal-of-astrobiology%2Farticle%2Fearth-as-a-potential-source-of-life-for-europas-subsurface-ocean%2F9E43A6263295AFFDF4618BBABE7B45C2">Osmanov. (2026). <a href="https://www.cambridge.org/core/journals/international-journal-of-astrobiology/article/earth-as-a-potential-source-of-life-for-europas-subsurface-ocean/9E43A6263295AFFDF4618BBABE7B45C2" target="_blank">Earth as a potential source of life for Europa’s subsurface ocean</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segundo maior bosque de cerejeiras fora do Japão fica em SP e terá festival gratuito em julho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-segundo-maior-bosque-de-cerejeiras-fora-do-japao-fica-em-sp-e-tera-festival-gratuito-em-julho.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 23:36:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Em sua 46ª edição, a Festa das Cerejeiras acontecerá em julho na capital paulista e convida a todos os simpatizantes da tradição hanami para contemplação do evento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segundo-maior-bosque-de-cerejeiras-fora-do-japao-fica-em-sp-e-tera-festival-gratuito-em-julho-1782152285135.jpg" data-image="mbgblu18366x"><figcaption>O segundo maior bosque de cerejeiras do mundo fora do Japão está localizado no Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>O segundo maior bosque de cerejeiras do mundo fora do Japão</strong> está localizado no P<strong>arque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo (SP)</strong>. O espaço abriga milhares de árvores das espécies Okinawa, Himalaia e Yukiwari.</p><p>E <strong>as árvores já desabrocharam por lá!</strong> A cerejeira que é a árvore símbolo do Japão se tornou a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vivem na região. Todos os anos essa comunidade tem a tradição de realizar o “<em>hanami</em>”, de sentar sob as cerejeiras e contemplá-las durante um bom período. <br><br>Com isso, o famoso festival <strong>Festa das Cerejeiras (<em>Sakura Matsuri</em>) </strong>acontecerá em breve. Se você é um simpatizante da cultura japonesa, acompanhe conosco mais informações sobre este evento incrível que está chegando.</p><h2>O 46º Festival das Cerejeiras de SP</h2><p>Este ano o <strong>Festival Sakura Matsuri </strong>está em sua 46ª edição e acontecerá no Parque do Carmo, que fica na Avenida Afonso de Sampaio e Souza, 951 - Itaquera, nos dias <strong>24, 25, 26 e 31 de julho</strong> e <strong>01 e 02 de agosto</strong>. O horário é das 12h às 19h nas sextas e das 9h às 19h aos sábados e domingos.</p><p>O evento, que tem <strong>entrada e estacionamento gratuitos</strong>, convida a todos para o '<strong><em>hanami'</em></strong>, <strong>o costume tradicional japonês de contemplar a beleza das flores das cerejeiras</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segundo-maior-bosque-de-cerejeiras-fora-do-japao-fica-em-sp-e-tera-festival-gratuito-em-julho-1782152316798.jpg" data-image="mvdqo4fm041e"><figcaption>O Parque do Carmo é palco da famosa Festa das Cerejeiras, evento tradicional da comunidade nipônica em São Paulo capital. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Serão <strong>mais de 4 mil cerejeiras</strong>, as chamadas <em>sakuras</em>, colorindo a paisagem do Parque do Carmo. Suas delicadas flores rosadas florescem uma vez ao ano. As árvores são <strong>originárias do Japão</strong> e<strong> chegaram ao Parque através de um imigrante</strong> que trouxe diversas mudas de seu país em <strong>1978</strong>.</p><p>Atualmente, <strong>este festival é um dos maiores símbolos da comunidade nipo-brasileira na capital paulista</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segundo-maior-bosque-de-cerejeiras-fora-do-japao-fica-em-sp-e-tera-festival-gratuito-em-julho-1782152334499.jpg" data-image="tt7etp443jwe"><figcaption>A Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo atrai milhares de visitantes durante a tradicional celebração anual do Hanami (a contemplação das flores). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O evento contará com atrações como: <strong>apresentações musicais</strong>, <strong>gastronomia </strong>típica com vários quitutes asiáticos em uma praça de alimentação, <strong>danças folclóricas</strong> japonesas e <strong>grupos de taikô</strong>, os famosos tambores do Japão. </p><p>E junto à esta edição ocorrerá também o <strong>6º Festival das Estrelas “Tanabata Matsuri”</strong>, outra celebração tradicional japonesa na qual você também poderá escrever seus desejos em pequenas tiras de papel e queimá-las em seguida, uma tradição que busca enviá-los aos céus. </p><p>A <strong>florada dura apenas alguns dias</strong> e esta data é a única oportunidade de conferir os caminhos formados pelas flores em tons de rosa. Então se você estiver pela região, não deixe de ir visitar!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Prates%2C%20M" data-year="2026" data-title="O%202%C2%BA%20maior%20bosque%20de%20cerejeiras%20fora%20do%20Jap%C3%A3o%20fica%20em%20SP%20e%20ter%C3%A1%20festival%20gratuito%20com%204.000%20%C3%A1rvores%20e%20atra%C3%A7%C3%B5es%20t%C3%ADpicas" data-url="https%3A%2F%2Fsaopaulosecreto.com%2Ffesta-das-cerejeiras-parque-do-carmo-2026-sakura-matsuri-festival-japones-sp%2F">Prates, M. (2026). <a href="https://saopaulosecreto.com/festa-das-cerejeiras-parque-do-carmo-2026-sakura-matsuri-festival-japones-sp/" target="_blank">O 2º maior bosque de cerejeiras fora do Japão fica em SP e terá festival gratuito com 4.000 árvores e atrações típicas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-segundo-maior-bosque-de-cerejeiras-fora-do-japao-fica-em-sp-e-tera-festival-gratuito-em-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "mancha fria" do Atlântico poderia estar alimentando ondas de calor extraordinárias em toda a Europa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-mancha-fria-do-atlantico-poderia-estar-alimentando-ondas-de-calor-extraordinarias-em-toda-a-europa.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 22:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo climático recente explica como a água do degelo do Ártico está provocando ondas de calor mais extremas e padrões meteorológicos específicos que afetam diretamente o nosso país e o restante da Europa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mancha-fria-del-atlantico-podria-estar-alimentando-las-olas-de-calor-extraordinarias-en-el-continente-europeo-1782033686769.jpeg" data-image="oe1ydn4p2eb6" alt="Calor intenso" title="Calor intenso"><figcaption>Ondas de calor mais intensas na Europa devido à anomalia de temperatura no Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Um estudo científico recente associa a<strong> "mancha fria" do Atlântico Norte</strong> a bloqueios atmosféricos mais persistentes e a condições que desencadeiam <strong>ondas de calor mais intensas em toda a Europa</strong>.</p><div class="texto-destacado">A "mancha fria" é uma anomalia térmica no Oceano Atlântico Norte, onde as temperaturas da água diminuem enquanto os demais oceanos do mundo aquecem. Essa zona fria contrasta fortemente com o aquecimento generalizado do planeta e tem impactos diretos no clima da Europa.</div><p>O estudo de 2024 de Oltmanns <em>et al</em>. demonstra que a água de degelo do Ártico injetada no Oceano Atlântico Norte atua como um preditor plurianual altamente confiável de verões europeus mais quentes e secos.</p><h2>Onde está localizada a mancha fria?</h2><p>Essa "mancha fria" ('<em>Cold Blob'</em>) está localizada geograficamente no <strong>Atlântico Norte, ao sul da Groenlândia e da Islândia</strong>. Em mapas climáticos globais, essa área geralmente aparece como uma mancha de azul-marinho intenso, cercada por tons de vermelho e laranja decorrentes do aumento das temperaturas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/HEhTsBv7TeE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=HEhTsBv7TeE" id="HEhTsBv7TeE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esse<strong> resfriamento anômalo </strong>pode ter consequências meteorológicas significativas, uma vez que altera a interação entre o oceano e a atmosfera. Entre os efeitos notáveis, incluem-se mudanças nos padrões de vento e o potencial de alterar os regimes de precipitação, tempestades e temperatura na Europa.</p><h2>Causas principais<em></em></h2><p>Cientistas associam esse fenômeno a dois fatores principais relacionados às mudanças climáticas:</p><ul><li><strong>Desaceleração da AMOC</strong>: A Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC) é uma corrente semelhante a uma esteira transportadora que transporta águas quentes dos trópicos em direção ao norte. Essa corrente está desacelerando, impedindo que calor suficiente chegue à região.</li><li><strong>Derretimento na Groenlândia</strong>: a água doce e fria liberada pelo derretimento de geleiras interfere na densidade da água do mar, alterando a circulação oceânica natural e contribuindo para o resfriamento da superfície.</li></ul><h2>Que eventos a "mancha fria" desencadeia?</h2><p>Esse fenômeno, frequentemente denominado Mecanismo Tempestade-Salinidade (SSM), segue uma cadeia de eventos previsíveis de um ano para o outro, a saber:</p><ul><li><strong>Estratificação oceânica</strong>: a água de degelo e o escoamento superficial no Atlântico Norte subpolar criam uma camada superficial rasa e de baixa salinidade.</li><li><strong>Resfriamento no inverno</strong>: Como a camada superficial é menos densa e mais isolada, ela esfria muito mais rapidamente durante o inverno, estabelecendo uma fronteira abrupta na temperatura da superfície do mar (TSM).</li><li><strong>Aumento das tempestades</strong>: tempestades mais intensas formam-se sobre esse gradiente de temperatura acentuado, gerando ventos de oeste potentes que empurram a quente Corrente do Atlântico Norte para o norte.</li><li><strong>Bloqueios de alta pressão no verão</strong>: no verão seguinte, essa água quente deslocada atua como uma barreira, desviando a corrente de jato e permitindo que domos de calor associados a altas pressões e condições de seca se estabeleçam sobre a Europa.</li></ul><p>Compreender melhor o mecanismo que liga a salinidade às tempestades nos ajudará a prever ondas de calor severas na Europa com meses — e, às vezes, até anos — de antecedência.</p><h2>Impactos na Península Ibérica</h2><p>A "mancha fria" está diretamente ligada ao clima da Península Ibérica, atuando como um fator de perturbação para as trajetórias de tempestades e as massas de ar provenientes do Oceano Atlântico. Embora esteja localizada a grande distância — perto da Groenlândia —, ela desencadeia um efeito dominó atmosférico conhecido como teleconexão. Os principais impactos na Espanha e em toda a península incluem:</p><h3>1.Ondulação da corrente de jato</h3><p>O acentuado contraste de temperatura entre a área fria e as águas circundantes mais quentes distorce a corrente de jato — a corrente de ar de alta altitude e rápido deslocamento que direciona os sistemas de baixa pressão.</p><ul><li>Em vez de fluir diretamente de oeste para leste, a corrente de jato serpenteia e assume curvas acentuadas.</li><li>Essas <strong>ondulações empurram massas de ar ártico ou polar muito frio diretamente para o sul, alcançando nossas latitudes de forma abrupta</strong>.</li></ul><h3> 2. Aumento da frequência de DANAs ou eventos de gota fria</h3><p>À medida que a AMOC enfraquece e a alta atmosfera se desestabiliza, as condições favorecem o desprendimento de bolsões de ar frio em grandes altitudes. Isso aumenta o risco de <strong>Depressões Isoladas em Altos Níveis (DANAs)</strong>; quando essas interagem com um Mar Mediterrâneo cada vez mais quente, elas alimentam chuvas torrenciais extremas e inundações nas regiões leste e sul da península.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mancha-fria-del-atlantico-podria-estar-alimentando-las-olas-de-calor-extraordinarias-en-el-continente-europeo-1782052904032.png" data-image="7knxkwvajd0x" alt="cold blob" title="cold blob"><figcaption>Imagem de um estudo recente sobre a "mancha fria", mostrando sua configuração no Atlântico.</figcaption></figure><h3><strong>3. Alteração do Anticiclone dos Açores e dos sistemas de baixa pressão</strong></h3><p>A "mancha fria" altera os sistemas de pressão do Atlântico Norte, e isso pode levar a dois extremos:</p><ul><li><strong>Invernos de tempestades sucessivas</strong>: se sistemas de alta pressão estacionarem sobre o norte da Europa, a trajetória das tempestades do Atlântico desloca-se para o sul, abrindo um corredor direto para um fluxo contínuo de frentes carregadas de chuva que alcançam a Galícia, a costa cantábrica e o interior da península.</li><li><strong>Bloqueio anticiclônico seco</strong>: No entanto, se o Anticiclone dos Açores se deslocar de forma anômala, ele pode bloquear completamente a chegada de chuvas, agravando as secas crônicas de inverno na Espanha.</li></ul><h3>4. Bloqueios de calor extremo no verão</h3><p>A deformação da corrente de jato causada por esse resfriamento no norte pode fazer com que dorsais anticiclônicas africanas — como a observada nesta semana, constituídas por massas de ar muito quente e estável — fiquem "presas" e estacionem sobre a Península Ibérica durante o verão, provocando ondas de calor mais duradouras, intensas e persistentes.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Oltmanns, M., et al. (2024) <a href="https://wcd.copernicus.org/articles/5/109/2024/" target="_blank">European summer weather linked to North Atlantic freshwater anomalies in preceding years</a>. European Geosciences Union.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-mancha-fria-do-atlantico-poderia-estar-alimentando-ondas-de-calor-extraordinarias-em-toda-a-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 20:18:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atualização do conjunto de modelos do IRI reforça a expectativa de um El Niño muito intenso nos próximos meses. As previsões indicam anomalias superiores a 2,5°C, com potencial de um evento histórico.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-ganhar-forca-e-pode-atingir-niveis-raros-durante-o-inverno.html" target="_blank">El Niño deve ganhar força e pode atingir patamar raro durante o inverno</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico-1782154575652.png" data-image="vf97nped56vg" alt="ecmwf" title="ecmwf"><figcaption>Previsão de temperatura da superfície do mar para julho-agosto-setembro pelo ECMWF indica ampla área com anomalias superiores a 2°C. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>atualização mensal </strong>da pluma de<strong> modelos</strong> do Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI), divulgada nesta segunda-feira (22), <strong>reforça</strong> os sinais de que o <strong>El Niño 2026/2027</strong> poderá atingir um<strong> patamar histórico.</strong></p><div class="texto-destacado">As projeções mais recentes indicam que as <strong>anomalias</strong> de temperatura da superfície do mar (TSM) na região <strong>Niño 3.4 </strong>devem <strong>superar 2,5°C</strong> entre o final do inverno e o início da primavera do Hemisfério Sul, aquecimento associado aos chamados popularmente como "super El Niños" - ou, cientificamente, eventos muito intensos.</div><p>O resultado confirma o cenário que vem sendo apontado há meses pelos principais centros internacionais de previsão e sugere que o <strong>El Niño 2026/2027</strong> <strong>poderá superar com os episódios </strong>mais intensos já registrados, como os de<strong> 1982-83, 1991-92, 1997-98 e 2015-16</strong>. </p><p>A nova rodada ganha ainda mais relevância por ser a primeira iniciada após a chamada barreira da previsibilidade, período entre março e maio em que a capacidade dos modelos de antecipar a evolução do ENOS (El Niño-Oscilação Sul) costuma ser reduzida.</p><h2>Nova previsão mostra pico do evento com anomalia superior a 2,5°C</h2><p>A<strong> pluma de modelos do IRI </strong>reúne previsões de <strong>diversos centros meteorológicos</strong> ao redor do mundo. A <strong>atualização</strong> mais recente reforça a confiança de que o El Niño 2026/2027 poderá atingir<strong> intensidade muito forte</strong> e, possivelmente, figurar entre os episódios mais intensos já observados. </p><div class="texto-destacado">As projeções mais recentes indicam que as anomalias de TSM na região Niño 3.4, principal área utilizada para monitorar o fenômeno, podem superar <strong>2,5°C</strong> entre o final do inverno e o início da primavera do Hemisfério Sul.</div><p>Os<strong> modelos dinâmicos</strong>, considerados mais confiáveis para esse horizonte de previsão, mostram uma<strong> intensificação adicional</strong> do aquecimento <strong>em relação à rodada anterior</strong>. Na atualização iniciada em maio, a média do conjunto apontava um pico em torno de 2,2°C e, agora, na primeira rodada iniciada integralmente em junho, o valor máximo pode alcançar cerca de<strong> 2,6°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico-1782154749678.png" data-image="70p5dldp4g23" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em maio (esquerda) e junho (direita), destacando os valores máximos na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em maio (esquerda) e junho (direita), destacando os valores máximos na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em maio (esquerda) e junho (direita), destacando os valores máximos na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: IRI.</figcaption></figure><p><br>Outro ponto importante é que a <strong>pluma do IRI deixou de incorporar</strong> um dos principais sistemas de previsão climática do mundo: o modelo <strong>ECMWF</strong>. A rodada do <strong>ECMWF</strong> iniciada em junho mostra que mais da metade dos membros do modelo <strong>prevê</strong> <strong>anomalias superiores a 2,5°C </strong>entre julho e agosto. <strong>Ou seja,</strong> <strong>inclusão</strong> de <strong>suas projeções</strong> ao ensemble do IRI <strong>elevaria ainda mais a média do conjunto. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico-1782154769555.png" data-image="j0lrx6itearh" alt="Previsão de anomalias relativas de TSM na região do Niño 3.4, iniciada em junho, de acordo com o ECMWF. Créditos: Adaptado de ECMWF." title="Previsão de anomalias relativas de TSM na região do Niño 3.4, iniciada em junho, de acordo com o ECMWF. Créditos: Adaptado de ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalias relativas de TSM na região do Niño 3.4, iniciada em junho, de acordo com o ECMWF. Créditos: Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Com a superação da fase de maior incerteza nas previsões do El Niño e a manutenção de um sinal tão intenso de aquecimento, aumenta também a confiança nas previsões dos próximos meses, e tudo indica que <strong>este será um evento histórico.</strong></p><div class="texto-destacado">Apesar da perspectiva de um aquecimento excepcional no Pacífico, é importante lembrar que eventos mais fortes não implicam, necessariamente, impactos mais intensos sobre o tempo e o clima em cada região. </div><p><strong>O</strong> <strong>aumento das anomalias não se traduz de forma linear nos campos de temperatura e precipitação</strong>. Na prática, um El Niño muito intenso tende a aumentar a probabilidade dos efeitos clássicos associados ao fenômeno, mas a magnitude dos impactos locais depende da interação com outros padrões de variabilidade climática.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar avança e derruba as temperaturas: veja quais regiões têm chance de neve ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-avanca-e-derruba-as-temperaturas-veja-quais-regioes-tem-chance-de-neve.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 18:54:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar polar avança pelo Brasil após a passagem de uma frente fria, provocando onda de frio com temperaturas negativas, geadas, friagem e possibilidade de neve já nos primeiros dias do inverno. </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos.html" target="_blank">Inverno chega com força: frente fria e ar polar avançam pelo Centro-Sul</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahxymy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahxymy.jpg" id="xahxymy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta segunda-feira (22), uma <strong>frente fria segue avançando pelo país</strong> e, após uma passagem, uma <strong>intensa massa de ar polar </strong>passará a afetar o tempo sobre o Brasil. O fenômeno trará temperaturas negativas, geadas intensas, friagem e até mesmo possibilidade de neve para o país.</p><div class="texto-destacado">Graças à essa situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu avisos de perigo devido a um declínio intenso das temperaturas em praticamente toda a região Sul nesta segunda-feira (22) - incluindo os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A situação traz riscos à saúde.</div><p>Como é possível observar no vídeo acima, entre esta terça-feira (23), quarta-feira (24) e quinta-feira (25), previsões indicam que as <strong>temperaturas caem para valores negativos</strong> durante a <strong>madrugada e a manhã</strong>. Modelos indicam mínimas de -6°C que podem, em alguns municípios da região Sul, atingir <strong>temperaturas extremas de até -10°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-avanca-e-derruba-as-temperaturas-veja-quais-regioes-tem-chance-de-neve-nos-proximos-dias-1782150209664.jpg" data-image="ed2913cofno6" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da quarta-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da quarta-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da quarta-feira mostra que a massa de ar frio avançará de maneira abrangente sobre o Brasil, chegando até a região Norte.</figcaption></figure><p>A massa de ar frio seguirá avançando pelo país, fazendo as temperaturas caírem também sobre a <strong>região Sudeste</strong> (<em>São Paulo, Rio de Janeiro, sul e oeste de Minas Gerais</em>), <strong>Centro-Oeste</strong> (<em>Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, centro e sul de Goiás e Distrito Federal</em>) e até mesmo na <strong>região Norte </strong>(<em>Rondônia, Acre, sul do Amazonas e extremo sudeste do Pará</em>).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Isso significa que haverá um novo episódio de FRIAGEM nos próximos dias - quando uma massa de ar frio consegue avançar até a Região Norte do Brasil, provocando uma queda acentuada das temperaturas em áreas normalmente quentes da Amazônia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa situação pode ser observada na imagem acima, que indica uma <strong>abrangência muito significativa da massa de ar polar sobre todo o Brasil</strong>. Ainda assim, a região mais afetada pelo frio será o Sul - onde há, inclusive, possibilidade de <strong>precipitação invernal </strong>entre essa segunda e a terça-feira.</p><h2>Há chance de neve na região Sul?</h2><p>Entre essa segunda-feira (22), terça-feira (23) e quarta-feira (24), previsões indicam que haverá uma <strong>combinação</strong> entre <strong>temperaturas atmosféricas muito frias</strong> e <strong>possibilidade de precipitação</strong> (formação de chuva). Essa combinação de fatores pode ajudar a originar precipitação invernal - como chuva congelada, chuva congelante e até mesmo neve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-avanca-e-derruba-as-temperaturas-veja-quais-regioes-tem-chance-de-neve-nos-proximos-dias-1782150249737.jpg" data-image="tuf7rt5mz2ip" alt="Previsão de chuvas junto à isoterma de 0°C na segunda-feira (esquerda) e quarta-feira (direita)." title="Previsão de chuvas junto à isoterma de 0°C na segunda-feira (esquerda) e quarta-feira (direita)."><figcaption>Previsão de chuvas junto à isoterma de 0°C na segunda-feira (esquerda) e quarta-feira (direita) mostra que haverá condições para formação de precipitação invernal, como neve.</figcaption></figure><p>Isso ocorre especialmente sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong>, com destaque para a região serrana - onde a geografia auxilia na formação do fenômeno. Não se descarta a possibilidade de que o fenômeno ocorra também em Santa Catarina, especialmente na região serrana, embora a probabilidade seja menor.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A chegada dessa massa de ar polar coincide com o <strong>início oficial do inverno</strong><strong> de 2026</strong>, que aconteceu neste domingo (21) com o solstício de inverno (<em>o dia mais curto do ano</em>). Isso fará a semana ser marcada por um frio intenso, com anomalias de temperatura até <strong>5°C abaixo da média</strong> por vários dias consecutivos, configurando uma <strong>intensa onda de frio </strong>sobre grande parte da América do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-avanca-e-derruba-as-temperaturas-veja-quais-regioes-tem-chance-de-neve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ar polar trazem virada no tempo no Sudeste a partir desta terça-feira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-trazem-virada-no-tempo-no-sudeste-a-partir-desta-terca-feira.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 17:50:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria vai levar pancadas de chuva e temporais isolados para áreas da Região Sudeste do Brasil nos próximos dias, além de ar frio que ingressa logo após sua passagem.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos.html" target="_blank">Inverno chega com força: frente fria e ar polar avançam pelo Centro-Sul; veja os estados atingidos</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahx1zi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahx1zi.jpg" id="xahx1zi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A nova <strong>frente fria</strong> que se formou nesta segunda-feira (22) e que está atuando na Região Sul do Brasil neste momento vai rapidamente <strong>avançar para o Sudeste </strong>do país<strong> a partir da terça-feira (23)</strong>, levando <strong>chuvas intensas</strong> e <strong>temporais </strong>isolados.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>E na retaguarda deste sistema, uma <strong>massa de ar frio de origem polar ingressará na região</strong> causando um declínio nas temperaturas. As <strong>madrugadas e manhãs serão frias</strong> em parte da região, especialmente em São Paulo, com <strong>mínimas de 10°C </strong>e<strong> máximas não passando dos 17°C</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria leva chuva intensa e temporais ao Sudeste</h2><p>A <strong>chuva</strong> desta <strong>frente fria</strong> se espalha por áreas do Sudeste entre esta terça (23) e a quinta-feira (25).</p><p>Na manhã de <strong>terça-feira (23)</strong> chuvas moderadas com risco de <strong>pancadas pontualmente intensas</strong> e <strong>temporais</strong> <strong>isolados </strong>já ocorrem em áreas do centro e do sul do estado de <strong>São Paulo</strong>.</p><p>Ao longo do dia, essas chuvas se espalham para as demais áreas paulistas, para o <strong>sul de Minas Gerais</strong> e o <strong>Triângulo Mineiro</strong> e em <strong>áreas de divisa do Rio de Janeiro com São Paulo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-trazem-virada-no-tempo-no-sudeste-a-partir-desta-terca-feira-1782147708630.png" data-image="o7glsenu1whx"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para terça-feira (23) às 17h à esquerda e para quarta-feira (24) às 13h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quarta-feira (24)</strong> de manhã são esperadas<strong> chuvas intensas</strong> em todo o estado de <strong>São Paulo</strong> e no<strong> sul mineiro</strong>. Mas a partir da tarde, à medida que a frente fria avança mais para norte, ela vai levando essas chuvas até a<strong> região central de Minas Gerais </strong>e ao <strong>centro-sul do Rio de Janeiro</strong>, enquanto elas vão reduzindo no estado paulista.</p><p>Há <strong>risco de temporais isolados especialmente entre o norte de São Paulo e o sul de Minas Gerais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-trazem-virada-no-tempo-no-sudeste-a-partir-desta-terca-feira-1782147917601.jpg" data-image="xtr9irqywbp3"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para quinta-feira (25) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>quinta-feira (25)</strong> a<strong> frente fria</strong> continua contribuindo para a ocorrência de <strong>chuvas moderadas</strong> no estado do <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Contudo<strong>, áreas de instabilidade </strong>ainda atuam no<strong> norte de São Paulo</strong> e no <strong>sul de Minas Gerais</strong>, formando pancadas de chuva com trovoadas isoladas principalmente à tarde. A circulação marítima também deve provocar chuvas na <strong>faixa litorânea de São Paulo</strong>.</p><p>Na <strong>sexta-feira (26)</strong> a <strong>frente já se encontrará mais afastada </strong>do continente e as chuvas começam a reduzir no Sudeste, porém, áreas de instabilidade ainda podem ocorrer no <strong>Rio de Janeiro</strong> e no <strong>centro-leste de São Paulo</strong>, provocando <strong>chuvas mais fracas e isoladas</strong>.</p><h2>Massa de ar polar ingressa derrubando as temperaturas</h2><p>Na<strong> retaguarda da frente fria</strong>, uma <strong>massa de ar frio de origem polar vai ingressar</strong> no Sudeste colocando as temperaturas em declínio já a partir desta terça-feira (23), especialmente em São Paulo, no sul de Minas Gerais e Zona da Mata e no sul e Região Serrana do Rio de Janeiro, onde as <strong>manhãs e noites serão com significativa sensação de frio</strong>. </p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xahx2qi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahx2qi.jpg" id="xahx2qi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Em praticamente toda a Região Sudeste as temperaturas <strong>mínimas </strong>vão variar ao longo desta semana de <strong>10°C a 17°C</strong>, especialmente no sul de São Paulo e na Região Serrana do Rio, mas podendo cair para os <strong>7°C na sub-região de Presidente Prudente (SP)</strong> na quinta-feira (25).</p><p>Aliás, a <strong>quinta-feira (25) deve ser o dia mais frio desta semana da região</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-trazem-virada-no-tempo-no-sudeste-a-partir-desta-terca-feira-1782149188098.jpg" data-image="5iu7tqyg9f8h"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (em °C) na quinta-feira (25), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Já as temperaturas <strong>máximas </strong>vão ficar mais baixas durante a tarde principalmente em São Paulo, sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro e na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde vão variar de <strong>13°C a 17°C</strong>.</p><p>Contudo, nas <strong>áreas serranas paulistas</strong> e em áreas do <strong>sul mineiro</strong> de divisa com São Paulo, as máximas podem ficar em torno de <strong>11°C-12°C</strong>.</p><p><strong>A partir da sexta-feira (26) as temperaturas durante a tarde voltam a se elevar gradativamente </strong>e o frio fica mais restrito às áreas de serra e ao leste paulista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-trazem-virada-no-tempo-no-sudeste-a-partir-desta-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Inverno chega com força: frente fria e ar polar avançam pelo Centro-Sul; veja os estados atingidos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 14:28:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início do inverno será intenso no Centro-Sul do Brasil com o avanço de uma frente fria e de um forte ar polar. O sistema provoca chuvas, tempestades e uma queda nas temperaturas nos próximos dias.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano.html" target="_blank">Frente fria traz tempestades e engatilha a massa de ar polar mais intensa do ano</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahw9bm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahw9bm.jpg" id="xahw9bm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O inverno começou oficialmente no domingo (21), às 5h24, e chegou com força total sobre os estados do Centro-Sul. <strong>Uma forte frente fria se formou ao longo da madrugada desta segunda-feira (22) </strong>e avança pelos estados da Região Sul nas próximas horas.</p><p>O sistema frontal seguirá se deslocando no decorrer dos próximos dias, afetando também o <strong>Centro-Oeste e Sudeste</strong>. A previsão deixa <strong>alertas para chuvas intensas e tempestades</strong>. Além disso, a massa de ar polar derruba as temperaturas já na tarde de hoje (22) sobre o Sul do Brasil e <strong>reacende</strong> <strong>alerta para geadas generalizadas.</strong></p><h2>Frente fria avança e deixa 9 estados em alerta</h2><p>Na madrugada desta segunda (22) uma <strong>frente fria</strong> se formou e, neste momento, encontra-se sobre o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</strong>. No início da tarde estão previstas <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> deixando os estados em <strong>alerta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos-1782136894568.jpg" data-image="kpgxcx3ncj2s" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa de chuva e pressão a nível médio do mar mostrando áreas afetadas pelas chuvas e a localização do centro de baixa pressão.</figcaption></figure><p>Os <strong>alertas</strong> estão válidos desde o início desta manhã para locais onde há <strong>riscos de alagamentos, transbordamento de rios e queda de granizo</strong>. Além das fortes chuvas e tempestades, o modelo europeu ECMWF mostra <strong>fortes rajadas de vento </strong>ocorrendo em áreas pontuais e que podem superar os<strong> 60 km/h.</strong></p><p>Nesta terça-feira (23), a frente fria segue avançando, enquanto que o <strong>Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina</strong> recebem uma <strong>trégua</strong> nas chuvas. Por outro lado, <strong>São Paulo </strong>e <strong>Mato Grosso do Sul possuem alertas vigentes</strong> para precipitação que ocorrem de forma pontual no período da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos-1782136800244.jpg" data-image="gg9pr4r7sw8b" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>O mapa de água precipitável desta terça-feira (23), mostra com clareza a atuação da frente fria sobre o Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>À tarde a área de atuação das chuvas aumentam, ou seja, voltam a ganhar força. Desta vez afetando também o <strong>sul de Minas Gerais e o sul de Goiás</strong>. Nestas mesmas regiões, há <strong>possibilidade de tempestades</strong> com trovoadas, descargas elétricas e chuvas intensas, o que <strong>causa preocupações aos cafeicultores.</strong></p><p>Estas características vão se manter ao longo da quarta-feira (24), apesar do centro da baixa pressão se afastar em direção ao <strong>Atlântico</strong>, a frente fria se mantém estagnada sobre o <strong>Sudeste e Centro-Oeste</strong> do país, <strong>aumentando os volumes acumulados.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos-1782136469110.jpg" data-image="qlnk2zs6rfik" alt="Mapa de precipitação." title="Mapa de precipitação."><figcaption>Chuva e nebulosidade prevista para a quarta-feira (24). A previsão indica chuvas em áreas de SP, MS, MG, GO e MT. Além de outras áreas do país.</figcaption></figure><p>As chuvas podem ocorrer a qualquer hora do dia. Além disso, nesta quarta-feira (24), <strong>há alertas para chuvas intensas</strong> no sul do <strong>Rio de Janeiro</strong>, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e sul de <strong>Minas Gerais</strong>, Vale do Paraíba e norte de <strong>São Paulo</strong>, sul de <strong>Goiás</strong>, leste do <strong>Mato Grosso do Sul </strong>e sudeste do <strong>Mato Grosso.</strong></p><p>Apesar das chuvas intensas, o modelo não mostra acumulados muito expressivos. No Sul do Brasil, os maiores volumes previstos ficam por conta do oeste do <strong>Paraná</strong>, com acumulados de até <strong>50 mm </strong>até o final da quarta-feira (24). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos-1782136397230.jpg" data-image="h8s7854krx3g" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Precipitação acumualda prevista até o final da quarta-feira (24) mostra volumes superiores a 70 mm em áreas do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>No Centro-Oeste, <strong>as chuvas ficam mais concentradas</strong> entre o sudoeste de <strong>Goiás</strong>, leste do <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e porções central e sudeste do Mato Grosso. Nessas áreas acumulados entre <strong>25 mm e 85 mm (sudoeste de Goiás).</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </a></strong></div><p>Já no Sudeste, <strong>as chuvas ocorrem de forma mais generalizada com volumes acima de 30 mm. </strong>Caso do norte de São Paulo e Triângulo Mineiro com volume entre <strong>30 mm e 75 mm</strong>. No Vale do Paraíba, sul de Minas e extremo sul do Rio de Janeiro, os acumulados ficam entre<strong> 30 mm e 50 mm.</strong></p><h2>Ar polar chega e acende alerta para geadas generalizadas</h2><p>Após a passagem desta frente fria, teremos a <strong>chegada de uma intensa massa de ar polar, a primeira do inverno de 2026</strong>. O modelo ECMWF indica máximas baixas já na tarde desta segunda (22) onde a temperatura não irá superar os <strong>15°C </strong>no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos-1782137074601.jpg" data-image="7rblzmpsb497" alt="Anomalia de temperatura." title="Anomalia de temperatura."><figcaption>Anomalia de temperatura em 850 hPa, mostra a atuação da forte massa de ar frio que avança pelo Brasil nesta semana.</figcaption></figure><p>No decorrer da noite as temperaturas caem ainda mais e já se aproximam de <strong>0°C nas Serras Gaúcha e Catarinense</strong>. Diante disso, o <strong>amanhecer</strong> de terça-feira (23) será com <strong>temperaturas negativas</strong> nas áreas citadas acima. Existe a possibilidade de <strong>quebra de recorde de temperaturas</strong> na capital <strong>Porto Alegre/RS.</strong></p><p>Além da quebra de recordes, há <strong>riscos de geadas generalizadas </strong>no estado gaúcho, catarinense, além do sudoeste e sul paranaense. Nestas áreas os termômetros variam entre <strong>0°C e 5°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos-1782137129890.jpg" data-image="i9h9k2ngm2bu" alt="Mínima." title="Mínima."><figcaption>Temperatura mínima prevista para o amanhecer desta terça-feira (23).</figcaption></figure><p>Durante a tarde <strong>a massa de ar polar avança e atinge o Mato Grosso do Sul e São Paulo.</strong> Estão previstas <strong>queda de até 11°C nas temperaturas máximas </strong>em um intervalo de apenas 24 horas para a região sul do estado sul-mato-grossense. Com o céu claro a perda de calor pela superfície é maior e ao final da noite as temperaturas caem rapidamente e ficam abaixo dos <strong>10°C.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/inverno-chega-com-forca-frente-fria-e-ar-polar-avanca-pelo-centro-sul-veja-os-estados-atingidos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Apesar de a ação humana pôr diariamente em risco a biodiversidade, ainda existem regiões do mundo praticamente inexploradas onde vivem espécies nunca antes observadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214.jpg" data-image="cltqz3q33oav"><figcaption>A víbora arborícola é uma espécie que vive na África Central, mas é rara em Angola.</figcaption></figure><p><strong>Grilos blindados, aranhas fluorescentes e uma "lagarta acobreada" com uma coloração peculiar que ainda não foi oficialmente descrita</strong> são apenas alguns dos animais extraordinários que uma expedição do Wilderness Project acaba de descobrir.</p><div class="texto-destacado">Até à data, existem mais de setenta espécies novas, mas os investigadores recolheram dezenas de amostras biológicas que poderão levar à identificação de outras espécies nos próximos meses.</div><p>O projeto, cujo objetivo é salvaguardar o imenso património de biodiversidade de África, centrou-se, nesta ocasião, num <strong>planalto remoto de Angola, que se mantinha praticamente inacessível aos cientistas há décadas</strong>.</p><h2>Num recanto de África, um património de biodiversidade</h2><p>Sabe-se agora até que ponto a biodiversidade do planeta está em perigo devido às atividades humanas e que o risco é grave. <strong>Desde o século XVI até hoje, extinguiram-se oitocentas espécies e muitas outras irão extinguir-se nas próximas décadas</strong>, com perdas preocupantes em termos de recursos alimentares, recursos médicos, qualidade da água, etc.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780584128880.jpg" data-image="epo8r3ragwuu"><figcaption>O grilo blindado, com o seu típico exoesqueleto dotado de espinhos.</figcaption></figure><p><strong>Neste cenário catastrófico, surge um pequeno raio de esperança das zonas mais remotas do planeta, neste caso o planalto de Lisima</strong>, banhado pelo rio Cassai, no leste de Angola. É daí que provém a água que sustenta ecossistemas e comunidades humanas a milhares de quilómetros de distância. Entre elas encontra-se, por exemplo, o delta do Okavango, Património Mundial da UNESCO.</p><p>Caberá, portanto, questionar por que razão uma zona tão importante permaneceu praticamente inexplorada.<strong> Décadas de guerra civil no país e as dificuldades de acesso ao planalto</strong> fizeram com que Lysima permanecesse, durante muito tempo, praticamente inacessível às expedições científicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África">Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/okavango-el-rio-que-muere-en-el-desierto-para-dar-vida-a-africa-1780399566520_320.jpeg" alt="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África"></a></article></aside><p>Como resultado, as espécies animais que habitam esta zona, apesar da desflorestação e da ameaça constante representada pela indústria do diamante, podem chegar às centenas. <strong>É provável que algumas delas sejam endémicas desta parte do mundo</strong>.</p><h2>Lisima: o paraíso oculto de espécies desconhecidas</h2><p>Graças à expedição de 2026 ao planalto de Lisima, foi possível identificar <strong>algumas dezenas de espécies potencialmente novas para a ciência</strong>.</p><p>Entre elas, contam-se cerca de <strong>sessenta novas espécies de borboletas e traças</strong>, oito novas espécies de libélulas e três espécies de gafanhotos que nunca antes tinham sido observadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Cientistas descobriram dezenas de novas espécies na Serra do Lisima, incluindo uma aranha azul brilhante e novas espécies de insectos e borboletas. Mais uma prova da riqueza natural de Angola. <a href="https://x.com/hashtag/angola?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#angola</a> <a href="https://t.co/fZ5pUfPh4T">pic.twitter.com/fZ5pUfPh4T</a></p>— Daily Angola (@dailyangola) <a href="https://x.com/dailyangola/status/2065452268330029481?ref_src=twsrc%5Etfw">June 12, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> A estas juntam-se um novo grilo predador</strong>, uma nova borboleta, também observada na fase de lagarta, e duas novas aranhas muito peculiares.</p><p><strong>O número definitivo será confirmado assim que as análises e a catalogação estiverem concluídas</strong>, mas a descoberta continua a ser, em qualquer caso, extraordinária pelo número e variedade de espécies. </p><h3>As espécies mais espetaculares de Angola</h3><p>O que torna a descoberta em Angola ainda mais fascinante são as características verdadeiramente únicas de alguns dos animais observados. <strong>Entre os que mais surpreendem e despertam a imaginação encontra-se a aranha tecelã de teias orbiculares, capaz de imitar a aparência das joaninhas</strong>. Esta é a estratégia da aranha para confundir os seus predadores e, assim, evitar ser devorada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">Scientists discover a glowing blue spider among dozens of potential new species<br><br>Researchers exploring Angola's remote Lisima Plateau uncovered dozens of potentially new species, including a crowned crab spider that glows blue under ultraviolet light. The expedition also revealed <a href="https://t.co/T2dV6cbj56">pic.twitter.com/T2dV6cbj56</a></p>— Nature is Amazing ️ (@AMAZlNGNATURE) <a href="https://x.com/AMAZlNGNATURE/status/2062454885099151408?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Ainda mais misteriosa é a aranha-caranguejo, que emite uma fluorescência azul visível sob luz ultravioleta</strong>. Esta aranha ainda não tem um nome científico oficial e desconhece-se a função desta característica.</p><p><strong>O grilo predador com armadura observado em Angola é também uma espécie nova. É um caçador muito hábil</strong>, e igualmente eficiente na autodefesa. Não só está protegido por uma armadura de espinhos, como, se se sentir ameaçado, pode pulverizar a sua própria hemolinfa — ou seja, o equivalente ao sangue — contra outros insetos.</p><p><strong>A víbora arborícola, embora não seja uma espécie nova, a sua descoberta revela-se surpreendente </strong>devido à raridade deste animal em Angola. A hipótese é que a víbora tenha chegado após percorrer quilómetros através das florestas congolesas.</p><p>Igualmente surpreendente foi<strong> a descoberta de oito espécies de libélulas</strong>, um número invulgarmente elevado para uma única expedição.</p><h3><em>Referência da notícia<br></em></h3><p><em>Tim Cocks - <a href="https://www.reuters.com/business/environment/scientists-find-new-species-dragonfly-grasshopper-fluorescent-spider-2026-06-03/" target="_blank">Scientists find new species of dragonfly, grasshopper and a fluorescent spider.</a> Reuters /Junio 2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Redes subterrâneas de fungos poderiam ligar Terra e Sol 750 milhões de vezes, revela estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/redes-subterraneas-de-fungos-poderiam-ligar-terra-e-sol-750-milhoes-de-vezes-revela-estudo.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 10:14:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo inédito mapeia redes subterrâneas de fungos que sustentam a vida vegetal, armazenam carbono e podem se estender por 110 quatrilhões de quilômetros, mas alerta para ameaças da agricultura intensiva.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/redes-subterraneas-de-fungos-poderiam-ligar-terra-e-sol-750-milhoes-de-vezes-revela-estudo-1782074769824.jpg" data-image="kbc1x2h3yql0" alt="Os fungos micorrízicos arbusculares são redes de células tubulares chamadas hifas. Fotografia: Alf Jacob Nilsen/Alamy" title="Os fungos micorrízicos arbusculares são redes de células tubulares chamadas hifas. Fotografia: Alf Jacob Nilsen/Alamy"><figcaption>Os fungos micorrízicos arbusculares são redes de células tubulares chamadas hifas. Crédito: Alf Jacob Nilsen/Alamy</figcaption></figure><p>Um <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adu4373" target="_blank">estudo inédito publicado na revista científica Science</a> revelou a <strong>dimensão impressionante das redes de fungos subterrâneos </strong>responsáveis por sustentar a maior parte da vida vegetal do planeta. Segundo os pesquisadores, essas estruturas microscópicas, se fossem esticadas de ponta a ponta, alcançariam <strong>cerca de 110 quatrilhões de quilômetros,</strong> o equivalente a quase 750 milhões de vezes a distância entre a Terra e o Sol.</p><p>As chamadas <strong>micorrizas arbusculares </strong>são formadas por filamentos tubulares conhecidos como hifas. Elas estabelecem uma <strong>relação de cooperação com mais de 70% das espécies de plantas</strong>, fornecendo água e nutrientes em troca do carbono produzido pela fotossíntese. Essa interação, que existe há aproximadamente 475 milhões de anos, desempenha um papel essencial tanto na manutenção dos ecossistemas quanto na regulação do clima.</p><p>Apesar de sua importância, pouco se sabia sobre a distribuição dessas redes em escala global. Para preencher essa lacuna, a Sociedade para a Proteção das Redes Subterrâneas (Spun), criada em 2021 por cientistas de diversos países, coordenou uma pesquisa que produziu <strong>o primeiro mapa mundial das micorrizas arbusculares.</strong></p><h2>Primeiro mapa global revela dimensão invisível da vida</h2><p>A equipe utilizou modelos de aprendizado de máquina combinados com dados obtidos em<strong> mais de 16 mil amostras de solo coletadas ao redor do mundo</strong>. O resultado permitiu estimar a extensão e a densidade dessas estruturas subterrâneas em diferentes ecossistemas naturais.</p><div class="texto-destacado">Segundo o autor principal do estudo, Justin Stewart, uma única colher de chá de solo pode conter até 10 metros de redes micorrízicas. “Esses fungos estão entre as infraestruturas biológicas mais importantes do planeta, embora sejam praticamente invisíveis aos nossos olhos”, afirmou.</div><p>Além de transportar nutrientes para as plantas, essas redes <strong>ajudam a retirar carbono da atmosfera</strong> e armazená-lo no solo, contribuindo para reduzir os efeitos das mudanças climáticas. Elas também atuam como filtros naturais, protegendo rios e aquíferos da contaminação por substâncias químicas.</p><h2>Agricultura intensiva ameaça infraestrutura natural</h2><p>A pesquisa identificou que as áreas agrícolas apresentam densidades de fungos, em média, 47,3% menores do que os ecossistemas naturais. Práticas como <strong>aração do solo, uso intensivo de fertilizantes e aplicação de fungicidas </strong>são apontadas como fatores que prejudicam essas comunidades subterrâneas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/redes-subterraneas-de-fungos-poderiam-ligar-terra-e-sol-750-milhoes-de-vezes-revela-estudo-1782074932580.jpg" data-image="bxgtk6oxhki9" alt="O mapeamento técnico revela a escala sem precedentes da rede subterrânea." title="O mapeamento técnico revela a escala sem precedentes da rede subterrânea."><figcaption>Mapeamento técnico revela a escala sem precedentes da rede subterrânea. Crédito: Divulgação CPG </figcaption></figure><p>Segundo os cientistas, a degradação dessas redes pode comprometer a capacidade dos solos de armazenar carbono e <strong>reduzir a disponibilidade de nutrientes para as plantas. </strong>Além disso, aumenta o risco de que nitrogênio, fósforo e outros produtos químicos cheguem aos cursos d’água.</p><p>Para Toby Kiers, uma das autoras do estudo, compreender onde essas comunidades estão prosperando e onde se encontram ameaçadas é fundamental para <strong>orientar políticas públicas.</strong> Os resultados da pesquisa serão apresentados aos governos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desertificação (COP da Desertificação), prevista para agosto, na Mongólia.</p><h2>Campos naturais concentram maior densidade de fungos</h2><p>O mapeamento mostrou que as <strong>pradarias e campos inundáveis estão entre os ambientes com maior concentração dessas estruturas.</strong> Áreas como os Everglades, na Flórida, as planícies alagadas de Sudd, no Sudão do Sul, e ecossistemas de pradarias e estepes em diferentes regiões do planeta apresentaram densidades excepcionalmente elevadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753075" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-aves-perdidas-da-ilha-de-galapagos-que-voltaram-a-ser-vistas-200-anos-depois.html" title="As aves 'perdidas' da Ilha de Galápagos que voltaram a ser vistas 200 anos depois ">As aves "perdidas" da Ilha de Galápagos que voltaram a ser vistas 200 anos depois </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-aves-perdidas-da-ilha-de-galapagos-que-voltaram-a-ser-vistas-200-anos-depois.html" title="As aves 'perdidas' da Ilha de Galápagos que voltaram a ser vistas 200 anos depois "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-aves-perdidas-da-ilha-de-galapagos-que-voltaram-a-ser-vistas-200-anos-depois-1770491452992_320.jpg" alt="As aves 'perdidas' da Ilha de Galápagos que voltaram a ser vistas 200 anos depois "></a></article></aside><p>Os pesquisadores alertam, no entanto, que muitos desses ambientes sofrem <strong>degradação crescente e possuem baixa proteção ambiental.</strong> Por isso, defendem a adoção de estratégias que valorizem tanto a recuperação da biodiversidade visível quanto a restauração das comunidades subterrâneas.</p><p>Para os autores, trabalhar em conjunto com os fungos pode ser uma <strong>alternativa para uma agricultura mais sustentável.</strong> Ao fortalecer essas relações naturais, seria possível reduzir a dependência de fertilizantes químicos, aumentar o armazenamento de carbono nos solos e garantir maior segurança alimentar diante das mudanças climáticas.<br></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Revista%20Science" data-year="" data-title="Global%20density%20and%20biomass%20of%20arbuscular%20mycorrhizal%20fungal%20networks" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.adu4373">Revista Science. <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adu4373" target="_blank" rel="">Global density and biomass of arbuscular mycorrhizal fungal networks</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/redes-subterraneas-de-fungos-poderiam-ligar-terra-e-sol-750-milhoes-de-vezes-revela-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reutilizar a água do cozimento de legumes em suas plantas de interior: passo a passo e benefícios]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 09:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A água utilizada para cozinhar leguminosas pode ter uma segunda opção em casa: quando usada corretamente, fornece nutrientes ao substrato e ajuda a reduzir o desperdício.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525.jpg" data-image="741cmx6ujtcn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Reutilizar a água do cozimento é uma maneira simples de reduzir o desperdício doméstico e aproveitar melhor os recursos da cozinha.</figcaption></figure><p>Cada vez mais pessoas buscam maneiras de aproveitar ao máximo os recursos da cozinha e reduzir o desperdício. Uma opção simples é <strong>a água do cozimento de leguminosas</strong> — um líquido que muitas vezes acaba indo pelo ralo, mas que pode se tornar um aliado nos cuidados com as plantas de interior.</p><p>Desde que utilizada fria e sem sal, essa água preserva pequenas quantidades de minerais, carboidratos solúveis e outros compostos liberados durante o cozimento. Embora não substitua o fertilizante, ela pode fornecer nutrientes de forma ocasional e contribuir para uma rotina de jardinagem mais sustentável.</p><h2><strong>Por que a água do cozimento de leguminosas pode beneficiar as plantas?</strong></h2><p>Quando grão-de-bico, lentilhas, feijões ou ervilhas são cozidos,<strong> alguns de seus nutrientes e compostos solúveis passam para a água do cozimento</strong>. No caso do grão-de-bico, esse líquido é conhecido como aquafaba e tem despertado crescente interesse científico devido às suas diversas aplicações, particularmente na indústria de alimentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698212985.jpg" data-image="7yy9xvq56cdf" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Grão-de-bico, lentilhas, feijões e ervilhas liberam nutrientes na água durante o cozimento, embora sua contribuição para as plantas seja complementar.</figcaption></figure><p>Pesquisas do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Alimentos (<em>CIDCA-CONICET-Universidade Nacional de La Plata</em>) explicam que esse subproduto retém proteínas solúveis, carboidratos e minerais provenientes das leguminosas, <strong>representando também uma alternativa interessante para o aproveitamento integral de recursos alimentares e a redução de resíduos</strong>.</p><p>Na jardinagem, esses compostos podem fornecer uma pequena quantidade de nutrientes ao substrato e estimular a atividade biológica do solo. No entanto, especialistas esclarecem que as evidências científicas disponíveis não indicam que essa água acelere, por si só, o crescimento das plantas; portanto, <strong>ela deve ser utilizada apenas como um complemento à irrigação</strong> e nunca como substituta de uma adubação adequada.</p><h2><strong>Guia passo a passo para usá-la corretamente</strong></h2><p>Se a água do cozimento foi preparada utilizando apenas leguminosas e água,<strong> ela pode ser facilmente reaproveitada</strong>. Para fazer isso com segurança e aproveitar ao máximo seus possíveis benefícios, recomenda-se seguir estes passos:</p><ol><li><strong>Cozinhe as leguminosas apenas em água</strong>, sem adicionar sal ou temperos.</li><li><strong>Deixe o líquido esfriar</strong> completamente antes de usá-lo.</li><li>Coe para remover quaisquer sementes ou cascas restantes.</li><li><strong>Regue o substrato diretamente</strong>, evitando molhar as folhas e as flores.</li><li>Alterne essa rega com água comum.</li><li>Repita a aplicação a cada duas ou três semanas durante a primavera e o verão.</li></ol><p>Com essas precauções, a água do cozimento pode ser incorporada como um recurso ocasional aos cuidados rotineiros com as plantas. O<strong> segredo é utilizá-la com moderação e compreender que sua função é complementar</strong> o manejo do substrato, e não substituir os nutrientes fornecidos pelos fertilizantes quando a espécie vegetal deles necessita.</p><ol></ol><h2><strong>O que cada tipo de leguminosa oferece</strong></h2><p>Embora as diferenças entre um tipo de leguminosa e outro não sejam muito acentuadas para uso doméstico, <strong>cada um libera compostos distintos</strong> durante o cozimento que podem enriquecer a água.</p><table><thead><tr><th><p><b>Legume</b></p></th><th><p><b>Principais compostos que passam para a água</b></p></th><th><p><b>Onde é melhor usá-lo?</b></p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p><b>Grão-de-bico</b></p></td><td><p>Proteínas solúveis, amidos, potássio, cálcio e magnésio.</p></td><td><p>Plantas de interior com folhas verdes, como jiboia, monstera, ficus e filodendros.</p></td></tr><tr><td><p><b>Lentilhas</b></p></td><td><p>Potássio, fósforo, pequenas quantidades de ferro e matéria orgânica solúvel.</p></td><td><p>Plantas ornamentais e vasos contendo espécies em crescimento ativo.</p></td></tr><tr><td><p><b>Feijões</b></p></td><td><p>Potássio, cálcio, carboidratos e proteínas dissolvidas.</p></td><td><p>Arbustos e plantas ornamentais cultivados em vasos grandes.</p></td></tr><tr><td><p><b>Ervilhas</b></p></td><td><p>Minerais e açúcares solúveis em concentrações mais baixas.</p></td><td><p>Mudas jovens e plantas de interior que requerem rega frequente.</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><p><strong>Reutilizar a água do cozimento permite aproveitar alguns dos nutrientes que, de outra forma, seriam perdidos.</strong></p></td></tr></tbody></table><p>A composição da água pode variar dependendo da variedade da leguminosa, do tempo de cozimento e da quantidade de água utilizada. Em todos os casos,<strong> ela serve como um complemento e não substitui um fertilizante </strong>específico quando a planta necessita de um.</p><h2><strong>Quais plantas podem aproveitar melhor essa irrigação?</strong></h2><p>A maioria das <strong>plantas ornamentais de interior pode se beneficiar desse reforço ocasional de nutrientes</strong>. É uma excelente opção para espécies como jiboias, monsteras, filodendros, ficus, plantas-aranha, samambaias e espadas-de-são-jorge — especialmente durante a primavera e o verão, quando estão em sua fase de crescimento mais intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698255132.jpg" data-image="vf9x0v102d17" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Plantas de interior de folhagem verde geralmente toleram bem esse fornecimento ocasional de nutrientes, desde que ele seja alternado com regas apenas com água.</figcaption></figure><p>Também pode ser usado em algumas plantas cultivadas em vasos ao ar livre, desde que o substrato tenha boa drenagem e a rega seja feita com moderação. <strong>Assim como ocorre com qualquer fertilizante caseiro, geralmente menos é mais</strong>.</p><p>Por outro lado, é melhor ter mais cautela com cactos e suculentas. Essas espécies exigem pouquíssima umidade, e o excesso de matéria orgânica ou de água pode favorecer o desenvolvimento de fungos ou problemas nas raízes.</p><h2><strong>Erros a evitar</strong></h2><p>A água do cozimento só é útil quando utilizada corretamente. Se contiver sal, cubos de caldo, especiarias, óleo ou qualquer outro ingrediente adicionado durante o preparo, não deve ser usada para regar plantas.</p><p>Também <strong>é importante não armazená-lo por muitos dias</strong>. Se apresentar mau cheiro, fermentar ou formar espuma incomum, o melhor é descartá-lo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa.html" title="Plantas medicinais brasileiras: cultivo em solos alemães preserva compostos bioativos na Europa">Plantas medicinais brasileiras: cultivo em solos alemães preserva compostos bioativos na Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa.html" title="Plantas medicinais brasileiras: cultivo em solos alemães preserva compostos bioativos na Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa-1781817759115_320.jpg" alt="Plantas medicinais brasileiras: cultivo em solos alemães preserva compostos bioativos na Europa"></a></article></aside><p>Especialistas também recomendam não substituir todas as regas por esse líquido. O ideal é alterná-lo com água limpa, mantendo um regime de rega equilibrado e adequado às necessidades de cada espécie.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo alerta: Belém pode enfrentar ondas de calor assustadoras e muito mais longas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ondas-de-calor-eventos-extremos-podem-chegar-a-65-dias-em-belem-no-pior-cenario-climatico.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 23:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo sobre Belém publicado em revista científica internacional indica que ondas de calor tendem a ficar mais frequentes longas e intensas sob altas emissões transformando o calor amazônico em risco persistente para cidades tropicais nas próximas décadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-eventos-extremos-podem-chegar-a-65-dias-em-belem-no-pior-cenario-climatico-1782066551261.jpg" data-image="ecx19xjl2390" alt="onda de calor, calor extremo, Belém, Pará" title="onda de calor, calor extremo, Belém, Pará"><figcaption>Ondas de calor em áreas urbanas da Amazônia tendem a se tornar mais frequentes e persistentes nas próximas décadas, especialmente em cenários de altas emissões.</figcaption></figure><p>Belém, uma das principais metrópoles da Amazônia, pode enfrentar ondas de calor muito mais longas e frequentes nas próximas décadas se as emissões globais seguirem em patamar elevado. <strong>A mudança mais preocupante não está apenas em dias isolados de temperatura alta, mas na duração</strong> dos episódios extremos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>Um estudo analisou a temperatura máxima diária na capital paraense e projetou como as ondas de calor podem evoluir até 2074. No cenário de altas emissões, <strong>os eventos mais extremos deixam de ser episódios curtos</strong> e passam a representar períodos prolongados de exposição ao calor.</p><h2>Belém já mostra sinais de calor mais persistente </h2><p>A pesquisa identificou 126 ondas de calor entre 1994 e 2023, com aumento mais evidente na última década. <strong>O ano de 2023 foi o mais crítico da série, com 23 eventos,</strong> em um contexto marcado por forte El Niño e temperaturas elevadas em várias áreas da Amazônia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-eventos-extremos-podem-chegar-a-65-dias-em-belem-no-pior-cenario-climatico-1782066869256.jpg" data-image="tdj8g5v0juq0" alt="Belém, urbano, calor extremo" title="Belém, urbano, calor extremo"><figcaption>O aumento da temperatura máxima reforça o risco de episódios prolongados de calor em Belém, onde urbanização, umidade e baixa ventilação podem intensificar o desconforto térmico.</figcaption></figure><p>Para chegar a esses números, <strong>os pesquisadores consideraram onda de calor como uma sequência de pelo menos três dias </strong>com temperatura máxima acima de um limite extremo calculado para cada época do ano. Isso evita comparar meses diferentes de forma inadequada e permite detectar calor fora do padrão local, não apenas dias quentes comuns na região.</p><h2>Alta emissão muda o tamanho do problema </h2><p>O ponto mais forte do estudo está nas projeções para 2050 a 2074. No cenário SSP5-8.5 (o mais pessimista), associado a emissões muito elevadas, <strong>a frequência anual de ondas de calor mais que dobra em relação ao período atual</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A duração também cresce de forma expressiva: nos eventos mais extremos, o percentil 99 passa de cerca de 19 dias para aproximadamente 65 dias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na prática, isso indica uma mudança no regime do calor. Não se trata apenas de um pico de temperatura em uma tarde abafada, mas de episódios persistentes, capazes de manter a população exposta por muitos dias seguidos. Os principais achados são:</p><ul> <li>as ondas de calor se tornam mais frequentes no cenário de altas emissões;</li> <li>os eventos mais longos passam a durar várias semanas;</li> <li><strong>o pico de temperatura máxima durante os episódios também aumenta;</strong></li> <li>no cenário de forte mitigação, as mudanças ficam próximas das condições atuais.</li> </ul><h2>Risco urbano cresce onde o calor já pesa mais </h2><p>O estudo não calcula impactos diretos na saúde, na energia ou na infraestrutura, mas os resultados apontam para um risco climático relevante em cidades tropicais. <strong>Em áreas urbanas densas, o calor persistente pode ser agravado por asfalto</strong>, concreto, baixa ventilação e menor presença de vegetação, favorecendo ilhas de calor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/novo-estudo-aponta-falhas-no-combate-ao-calor-extremo-no-brasil.html" title="Novo estudo aponta falhas no combate ao calor extremo no Brasil ">Novo estudo aponta falhas no combate ao calor extremo no Brasil </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/novo-estudo-aponta-falhas-no-combate-ao-calor-extremo-no-brasil.html" title="Novo estudo aponta falhas no combate ao calor extremo no Brasil "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-aponta-falhas-no-combate-ao-calor-extremo-no-brasil-1780591316467_320.jpg" alt="Novo estudo aponta falhas no combate ao calor extremo no Brasil "></a></article></aside><p>Belém não representa apenas uma cidade isolada: ela simboliza um desafio crescente para metrópoles amazônicas, onde expansão urbana, umidade elevada e extremos térmicos podem se combinar. Para o Brasil, o alerta é claro: <strong>reduzir emissões limita parte da intensificação projetada,</strong> enquanto cenários de altas emissões transformam ondas de calor em eventos mais longos, frequentes e difíceis de administrar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="de%20Souza%2C%20E.B.%2C%20Ferreira%2C%20D.B.S.%2C%20da%20Cunha%2C%20A.C.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Projected%20heatwave%20hazards%20in%20an%20eastern%20Amazonian%20metropolis%20under%20contrasting%20CMIP6%20scenarios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-57944-x">de Souza, E.B., Ferreira, D.B.S., da Cunha, A.C. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-57944-x" target="_blank">Projected heatwave hazards in an eastern Amazonian metropolis under contrasting CMIP6 scenarios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ondas-de-calor-eventos-extremos-podem-chegar-a-65-dias-em-belem-no-pior-cenario-climatico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz tempestades e engatilha a massa de ar polar mais intensa do ano]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 22:28:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa frente fria já muda o tempo no início desta semana e traz risco de chuvas intensas e tempestades. O ar polar promete trazer o frio mais intenso do ano nesta semana.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-ganhar-forca-e-pode-atingir-niveis-raros-durante-o-inverno.html">El Niño deve ganhar força e pode atingir patamar raro durante o inverno</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano-1782080688981.jpg" data-image="l0p8j15ezk6k" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Uma intensa frente fria já muda o tempo e traz risco de chuvas intensas e tempestades. O ar polar promete trazer o frio mais intenso do ano, até agora.</figcaption></figure><p>O inverno começou e na primeira semana da estação tem previsão de grande mudança do tempo em boa parte do Brasil devido à formação e avançado de uma frente fria que deixa em <strong>alerta para o risco de chuvas intensas e de tempestades.</strong> </p><p>Além disso, na sua retaguarda, a<strong> massa de ar polar mais intensa do ano, até o momento, vai trazer frio rigoroso</strong> para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com ventos gelados chegando ao Norte do Brasil.</p><h2>Alertas de chuvas intensas e de tempestades em 6 estados no início da semana</h2><p><strong>Entre a madrugada e o início da manhã da segunda-feira (22)</strong>,o processo de formação da frente fria começa e deixa em alerta para o risco de chuvas intensas e de tempestades, <strong>que podem provocar granizo</strong>, na metade norte do Rio Grande do Sul, principalmente no Oeste, região Central, Missões e Norte. Nas demais regiões, há previsão de chuvas de fraca a moderada intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano-1782079236042.jpg" data-image="3f0d7xtdwi2d" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de vento, chuva e pressão para a madrugada desta segunda-feira, 22 de junho.</figcaption></figure><p><strong>No decorrer da manhã</strong>, as instabilidades atingem com força o norte e nordeste do Rio Grande do Sul, o sul e oeste de Santa Catarina, todo o oeste do Paraná e o centro-sul do Mato Grosso do Sul. <strong>Alerta para o elevado risco de tempo severo nas regiões dos estados do Sul do Brasil.</strong></p><p><strong>No período da tarde</strong>, a frente fria já tomou forma e continua provocando chuvas de até forte intensidade que passam a atuar em outras áreas, com alertas para o norte e nordeste do Rio Grande do Sul, o sul e meio-oeste de Santa Catarina, o oeste, porção central e sul do Paraná e no centro-Sul do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano-1782079431849.jpg" data-image="soob75bspamz" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de vento, chuva e pressão para a tarde desta segunda-feira, 22 de junho.</figcaption></figure><p> Por volta do fim da tarde, <strong>a frente fria avança e as chuvas diminuem no Rio Grande do Sul</strong>, com potencial de chuva fraca no leste e nordeste do estado e mais intensas nas regiões de divisa com o sul de Santa Catarina, devido à incursão da massa de ar polar. </p><p>Já em Santa Catarina, no Paraná, no oeste de São Paulo, no centro, leste e norte do Mato Grosso do Sul, <strong>há alertas de chuvas intensas e para o risco de tempestades</strong>, que podem ocorrer com severidade.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xahnu36"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahnu36.jpg" id="xahnu36"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>No período da noite</strong>, as áreas de instabilidades diminuem, mas a frente fria continua provocando chuvas de até forte intensidade no leste e região do Norte Pioneiro do Paraná, no centro-sul e oeste de São Paulo. Já no norte do Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso, <strong>há previsão de chuvas de fraca a moderada intensidade, com potencial de pancadas mais intensas</strong>.</p><p><strong>Na terça-feira (23)</strong>, a frente fria se posiciona sobre São Paulo, deixando o dia chuvoso e com alertas de <strong>chuvas intensas e de tempestades</strong> a partir da tarde em praticamente todo o estado, com maior risco para o centro, leste e norte. <strong>Há previsão de chuva mais pontual</strong> no norte do Mato Grosso do Sul e no sul do Mato Grosso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano-1782079537277.jpg" data-image="tgf1d107n6ay" alt="frente fria no Sudeste" title="frente fria no Sudeste"><figcaption>Previsão de vento, chuva e pressão para a tarde desta terça-feira, 23 de junho.</figcaption></figure><p>Já no Sul, o tempo firme predomina em boa parte devido à incursão do ar polar. Mesmo assim, até o meio do dia, há possibilidade de chuva fraca no leste do Paraná.</p><h2>Frente fria perde intensidade, mas ainda deixa alertas para 6 estados</h2><p><strong>Na quarta-feira (24)</strong>, a frente fria está sobre o Sudeste e se estende até a região Centro-Oeste, organizando as instabilidades até o Norte do Brasil.</p><p>Assim, o tempo fica instável, <strong>com nebulosidade e chuva ao longo do dia</strong> em boa parte de São Paulo, com tempo mais firme no oeste do estado; no Rio de Janeiro, no centro-sul de Minas Gerais e região do Triângulo Mineiro, no extremo sul de Goiás, no norte do Mato Grosso do Sul, no centro-sul e oeste do Mato Grosso e em Rondônia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano-1782080001835.jpg" data-image="i3nbnvga1q20" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Acumulado de precipitação até a sexta-feira, 26 de junho.</figcaption></figure><p>As chuvas oscilam de intensidade, <strong>mas há alerta de chuvas intensas </strong>nas áreas dos estados do Sudeste e do Centro-Oeste entre o meio da manhã até o fim da tarde.</p><p><strong>Na quinta-feira (25) e na sexta-feira (26)</strong>, a frente fria se afasta para o oceano, com a massa de ar polar se espalhando pelo centro-sul e deixando e favorecendo o tempo firme mais firme na maioria das localidades, com <strong>tempo ainda mais fechado e com possibilidade de chuva fraca</strong> no leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais.</p><h2>Ar polar chega ao Brasil já nesta segunda, com pico do frio no meio da semana</h2><p>Devido ao deslocamento da frente fria ao longo da segunda-feira (22), <strong>o ar polar consegue avançar, limpando o tempo e derrubando as temperaturas</strong>. Assim, as temperaturas mínimas acontecem no fim da noite na Região Sul e em parte do Centro-Oeste, com patamares abaixo dos 10°C em todo o Rio Grande do Sul, em boa parte de Santa Catarina e do centro-sul e oeste do Paraná. Há previsão de mínimas de 0 a 3°C nas regiões de Serra do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> </strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</strong></a> </div><p><strong>A intensa massa de ar polar continua avançando na terça-feira (23)</strong>, com temperaturas mínimas mais baixas e ocorrendo entre o fim da madrugada e o início da manhã no Rio Grande do Sul e, no fim da noite, em Santa Catarina, no Paraná e no Mato Grosso do Sul. <strong>Temperaturas de até -6°C</strong> são previstas para a Serra Catarinense e geadas ocorrem de forma ampla atingindo todas as regiões do Rio Grande do Sul, boa parte de Santa Catarina até o sul e sudoeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano-1782080136066.jpg" data-image="55mviptom5b4" alt="onda de frio; ar polar" title="onda de frio; ar polar"><figcaption>Massa de ar polar avança ao longo da semana pelo Brasil, com pico de frio na quinta-feira, 25 de junho, quando as temperaturas podem atingir valores de até - 10°C no Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>No Mato Grosso do Sul, as temperaturas ficam abaixo dos 15°C na metade sul do estado, com 12°C para a região de Campo Grande e 8°C no sul do estado.</p><p><strong>Na quarta-feira (24) e na quinta-feira (25)</strong>, as temperaturas seguem caindo e atingem o pico de frio na quinta (25), com <strong>temperaturas negativas em toda a região de serra e planalto da Região Sul que podem chegar até - 10°C</strong>. O fenômeno de geadas é esperado para todo o Rio Grande do Sul, praticamente todo o estado de Santa Catarina, com exceção o leste catarinense, litoral e nordeste do Paraná.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-ganhar-forca-e-pode-atingir-niveis-raros-durante-o-inverno.html" title="El Niño deve ganhar força e pode atingir patamar raro durante o inverno">El Niño deve ganhar força e pode atingir patamar raro durante o inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-ganhar-forca-e-pode-atingir-niveis-raros-durante-o-inverno.html" title="El Niño deve ganhar força e pode atingir patamar raro durante o inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-ganhar-forca-nas-proximas-semanas-e-atingir-niveis-raros-ainda-durante-o-inverno-1781905030353_320.png" alt="El Niño deve ganhar força e pode atingir patamar raro durante o inverno"></a></article></aside><p>No Sudeste e no Centro-Oeste, o ar frio derruba as temperaturas até o sul do Mato Grosso, com risco de geadas no sul do Mato Grosso do Sul. No Sudeste o frio mais intenso chega ao estado de São Paulo, com mínima abaixo dos 10°C no oeste e centro-sul. <strong>Na região da capital, as mínimas variam de 10 a 12°C.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-tempestades-e-engatilha-a-massa-de-ar-polar-mais-intensa-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A inteligência artificial consegue descobrir uma nova Física? Talvez precise reaprender tudo primeiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-inteligencia-artificial-consegue-descobrir-uma-nova-fisica-talvez-precise-reaprender-tudo-primeiro.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 20:08:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Novo estudo mostra como a inteligência artificial pode ajudar a encontrar Física além do modelo padrão e quais são os problemas envolvidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-inteligencia-artificial-consegue-descobrir-uma-nova-fisica-talvez-precise-reaprender-tudo-primeiro-1781999745107.png" data-image="a53h6zw0yh2n" alt="Quando uma IA depende demais dos dados de treinamento, ela pode ter dificuldade para reconhecer fenômenos realmente novos. Crédito: NASA" title="Quando uma IA depende demais dos dados de treinamento, ela pode ter dificuldade para reconhecer fenômenos realmente novos. Crédito: NASA"><figcaption>Quando uma IA depende demais dos dados de treinamento, ela pode ter dificuldade para reconhecer fenômenos realmente novos. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Nos últimos anos, alguns dos principais nomes da área de inteligência artificial (IA), como Sam Altman, Jensen Huang e Elon Musk, passaram a destacar a importância da Física para o avanço da área. <strong>A ideia é que modelos cada vez melhores sejam capazes de aprender relações físicas a partir de dados observacionais e experimentais.</strong> Isso permitiria construir sistemas que ajudariam em descobertas e em novas hipóteses científicas. </p><p>Apesar disso, ensinar Física para modelos de IA continua sendo um desafio porque muitos problemas físicos envolvem relações complexas, múltiplas escalas espaciais e temporais e incerteza. <strong>Por esse motivo, universidades, centros de pesquisa e empresas vêm investindo no desenvolvimento de arquiteturas capazes de incorporar conhecimento físico diretamente durante o treinamento.</strong> Essas abordagens incluem desde <em>physics-informed neural networks</em> até modelos fundamentados em simulações numéricas e aprendizado simbólico. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrômeda desafiam a cosmologia">Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrômeda desafiam a cosmologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrômeda desafiam a cosmologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ratselhafte-anordnung-im-universum-satellitengalaxien-von-andromeda-stellen-kosmologisches-weltbild-infrage-1745095242865_320.png" alt="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrômeda desafiam a cosmologia"></a></article></aside><p>Um novo estudo sugere que as técnicas atuais podem apresentar uma limitação quando o objetivo é descobrir uma nova Física. <strong>Os pesquisadores analisaram métodos de aprendizado conhecidos como <em>transfer learning</em>, nos quais modelos reutilizam conhecimentos adquiridos anteriormente</strong>. Embora essa estratégia reduza os custos computacionais, a IA pode aprender os modelos físicos atuais tão bem que acaba tendo dificuldade para identificar fenômenos além deles.</p><h2>Simulações cosmológicas</h2><p>Um exemplo de como esse processo é usado na Física é como as simulações cosmológicas são realizadas. Essas simulações são pesadas em custo computacional porque precisam reproduzir a evolução do Universo ao longo de bilhões de anos. <strong>Essas simulações acompanham a dinâmica da matéria escura, do gás interestelar, da formação de estrelas, da evolução de galáxias e da influência da energia escura</strong>. Isso resulta em uma quantidade grande de operações matemáticas executadas.</p><div class="texto-destacado">Outro desafio é que muitos fenômenos ocorrem em escalas diferentes e precisam ser tratados ao mesmo tempo, desde processos em escalas galácticas até processos envolvendo centenas de milhões de anos-luz. </div><p>O custo computacional também aumenta porque pequenas mudanças nos parâmetros cosmológicos exigem novas simulações. <strong>É necessário testar diferentes cenários envolvendo matéria escura, energia escura, formação galáctica e condições iniciais para comparar os resultados.</strong> O tempo necessário pode variar de dias a meses, dependendo da resolução usada e da complexidade do sistema, para cada uma das simulações. </p><h2>Uso de IA</h2><p>Por esse motivo, o desenvolvimento de métodos capazes de acelerar essas simulações tornou-se uma prioridade para físicos e astrofísicos. A IA tem surgido como uma ferramenta promissora para acelerar simulações cosmológicas.<strong> Em vez de resolver diretamente todas as equações, modelos de IA podem aprender a reproduzir determinados processos a partir de grandes conjuntos de simulações já existentes.</strong> Em alguns casos, simulações que exigiriam horas ou dias de processamento podem ser realizadas em segundos ou minutos. </p><p>A principal vantagem é a possibilidade de explorar um número muito maior de hipóteses e cenários físicos. <strong>Como o custo computacional é reduzido, torna-se viável testar diferentes valores de parâmetros.</strong> Além disso, modelos de IA podem identificar padrões nos dados e apontar regiões do espaço de parâmetros que eram ignoradas anteriormente. Essa capacidade acelera o processo científico e ajuda a entender melhor os dados junto com a exploração de mais cenários.</p><h2>O problema atual</h2><p>Em novo artigo, pesquisadores treinaram uma rede neural usando transfer learning e dados de simulações do modelo cosmológico padrão ΛCDM. <strong>Posteriormente, essa mesma rede foi adaptada para estudar cenários mais complexos que incluem possíveis extensões da Física conhecida. </strong>Os resultados mostraram que essa estratégia pode reduzir em mais de uma ordem de grandeza o número de simulações necessárias. No entanto, os pesquisadores descobriram algumas limitações quando o objetivo é encontrar fenômenos novos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-inteligencia-artificial-consegue-descobrir-uma-nova-fisica-talvez-precise-reaprender-tudo-primeiro-1781999821735.png" data-image="958t52ph5809" alt="O futuro da Terra não depende apenas do tamanho que o Sol atingirá, mas também de efeitos como perda de massa estelar e interações gravitacionais que podem alterar a órbita do planeta. Crédito: NOIRLab" title="O futuro da Terra não depende apenas do tamanho que o Sol atingirá, mas também de efeitos como perda de massa estelar e interações gravitacionais que podem alterar a órbita do planeta. Crédito: NOIRLab"><figcaption>O futuro da Terra não depende apenas do tamanho que o Sol atingirá, mas também de efeitos como perda de massa estelar e interações gravitacionais que podem alterar a órbita do planeta. Crédito: NOIRLab</figcaption></figure><p>O problema ocorre porque a IA tende a interpretar novas informações usando os padrões que aprendeu anteriormente durante o pré-treinamento. <strong>Esse fenômeno, conhecido como <em>negative transfer</em>, surge quando sinais produzidos por uma possível nova física se parecem com efeitos já presentes no modelo cosmológico padrão. </strong>No estudo, os pesquisadores observaram esse comportamento em simulações de neutrinos massivos em que os efeitos foram confundidos com variações de parâmetros já conhecidos do modelo ΛCDM. </p><h2>Transfer learning </h2><p>Como consequência, o artigo mostrou que a rede neural teve dificuldade em separar os dois cenários e identificar corretamente o novo efeito físico. Isso mostra a necessidade de novas técnicas que não dependam tanto dos dados de entrada. O nome <em>negative transfer </em>vem de <em>transfer learning</em>, que é uma técnica que depende dos dados de entrada. Em vez de começar o treinamento do zero, a rede neural reaproveita padrões, representações e relações aprendidas anteriormente. </p><p>Na Física, o<em> transfer learning</em> <strong>tem sido bastante usado para reduzir o custo computacional</strong> de problemas que envolvem simulações custosas. Essa estratégia permite<strong> explorar um número muito maior de hipóteses</strong> sem a necessidade de executar outras simulações completas ou alimentar novamente o modelo do zero. No entanto, o novo estudo mostra como o<em> transfer learning</em> e técnicas semelhantes podem acabar atrapalhando novas descobertas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Krishnaraj" data-year="2026" data-title="Transfer%20Learning%20Beyond%20the%20Standard%20Model" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2510.19168">Krishnaraj. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2510.19168" target="_blank" rel="">Transfer Learning Beyond the Standard Model</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-inteligencia-artificial-consegue-descobrir-uma-nova-fisica-talvez-precise-reaprender-tudo-primeiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A difícil conta do milho em 2026: por que a safra recorde do Brasil encontrou preços mais baixos?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-dificil-conta-do-milho-em-2026-por-que-a-safra-recorde-do-brasil-encontrou-precos-mais-baixos.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 19:09:34 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com preços FOB em queda e produção brasileira ainda elevada, o milho entra no radar do mercado internacional. O Brasil tenta sustentar exportações, enquanto produtores acompanham pressão externa, câmbio, fretes e ritmo da segunda safra em 2026.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-dificil-conta-do-milho-em-2026-por-que-a-safra-recorde-do-brasil-encontrou-precos-mais-baixos-no-porto-1782063471003.jpg" data-image="9tp4dre8o04t" alt="Brasil, Portos, santos, milho" title="Brasil, Portos, santos, milho"><figcaption>Mercado internacional do milho segue pressionado por maior oferta global, queda nas cotações de exportação e disputa entre grandes fornecedores, incluindo o Brasil.</figcaption></figure><p>O milho brasileiro chega ao meio de 2026 com uma combinação que mexe diretamente com produtores, cooperativas, tradings e consumidores: <strong>preço internacional mais baixo, safra ainda volumosa e disputa acirrada entre grandes exportadores</strong>. O grão continua estratégico para ração animal, etanol, alimentos industrializados e balança comercial, mas o mercado já mostra sinais claros de pressão.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>No relatório de junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos <strong>(USDA) </strong><strong><strong>indicou queda nas ofertas de exportação do milho </strong></strong><strong>em importantes origens globais. </strong>No caso brasileiro, a referência FOB Paranaguá caiu de US$ 231 para US$ 208 por tonelada entre maio e junho. FOB é o preço da mercadoria no porto de embarque, antes do frete internacional, e funciona como termômetro da competitividade externa.</p><h2>Preço no porto cai, mas Brasil segue competitivo </h2><p>A queda do milho brasileiro no porto não aconteceu isoladamente. Segundo o USDA, as ofertas argentinas também recuaram, enquanto os Estados Unidos viram seus preços baixarem com o início favorável da temporada de cultivo. <strong>A diferença é que Brasil e Argentina carregam uma safra grande</strong>, o que aumenta a oferta disponível e limita reações mais fortes dos preços.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-dificil-conta-do-milho-em-2026-por-que-a-safra-recorde-do-brasil-encontrou-precos-mais-baixos-no-porto-1782063620290.jpg" data-image="5uu4en5h4di4" alt="porto, FOB, USDA, milho" title="porto, FOB, USDA, milho"><figcaption>Preços FOB do milho recuaram nas principais origens exportadoras entre maio e junho de 2026; no Brasil, a referência Paranaguá caiu de US$ 231 para US$ 208 por tonelada.</figcaption></figure><p>No mercado doméstico, o movimento também aparece. O Indicador do Milho ESALQ/BM&FBovespa, calculado pelo CEPEA, estava em <strong>R$ 62,97 por saca de 60 kg em 19 de junho, com queda mensal de 2,99%</strong>. Esse valor não representa o preço internacional, mas ajuda a entender o efeito combinado de oferta interna, câmbio, demanda de compradores e paridade de exportação.</p><h2>Safra cheia aumenta oferta, mas segunda safra pesa no balanço </h2><p>A Conab estima a produção brasileira total de milho em 140,46 milhões de toneladas na safra 2025/26, leve queda de 0,5% frente ao ciclo anterior. O número segue elevado e mantém o Brasil entre os grandes fornecedores globais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A primeira safra cresceu, mas a segunda safra, que concentra a maior parte do milho nacional, recuou.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os principais pontos do levantamento são:</p><ul> <li><strong>milho total: 140,46 milhões de toneladas;</strong></li> <li>milho primeira safra: 29,34 milhões de toneladas, alta de 17,7%;</li> <li><strong>milho segunda safra: 107,87 milhões de toneladas, queda de 4,7%;</strong></li> <li>área total de milho: 22,58 milhões de hectares, aumento de 3,4%;</li> <li>produtividade média menor, com recuo de 3,8%.</li> </ul><p>Essa leitura é importante porque o mercado não olha apenas o volume final. Ele observa quando o produto entra no mercado, onde está localizado, quanto custa transportar até os portos e qual é a demanda de exportação. <strong>Uma safra grande pode pressionar preços locais,</strong> mas gargalos logísticos ou câmbio favorável podem mudar a margem de venda.</p><h2>Exportações dependem de preço, logística e demanda externa </h2><p>Os dados do Sumário Executivo do Milho em Grão, do MAPA, com base no Comex Stat, <strong>mostram que o Brasil exportou 7,26 milhões de toneladas de milho em grão em 2026 até a atualização de abril, movimentando US$ 1,63 bilhão</strong>. Egito, Vietnã e Irã aparecem entre os principais destinos do cereal brasileiro, o que reforça a importância do milho para mercados de ração animal e segurança alimentar fora do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-dificil-conta-do-milho-em-2026-por-que-a-safra-recorde-do-brasil-encontrou-precos-mais-baixos-no-porto-1782063991800.jpg" data-image="vz9v5mg8aq3u" alt="Brasil, milho, mercado" title="Brasil, milho, mercado"><figcaption>O milho brasileiro chegou a mercados distantes em 2025, com Irã, Egito, Vietnã e União Europeia concentrando quase 60% do valor exportado pelo país.</figcaption></figure><p>o ponto central é que preço menor não significa, automaticamente, mercado ruim. <strong>Se o volume exportado cresce, a receita pode se manter relevante.</strong> Mas a margem fica mais sensível: câmbio, frete, armazenagem e janela de embarque passam a ter peso decisivo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773118" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-o-milho-safrinha-atingiu-17-milhoes-de-hectares-sem-derrubar-a-floresta.html" title="Como o milho safrinha atingiu 17 milhões de hectares sem derrubar a floresta">Como o milho safrinha atingiu 17 milhões de hectares sem derrubar a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-o-milho-safrinha-atingiu-17-milhoes-de-hectares-sem-derrubar-a-floresta.html" title="Como o milho safrinha atingiu 17 milhões de hectares sem derrubar a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/milho-segunda-safra-avanco-sobre-vegetacao-natural-cai-e-reforca-debate-do-etanol-no-brasil-1781103026176_320.jpg" alt="Como o milho safrinha atingiu 17 milhões de hectares sem derrubar a floresta"></a></article></aside><p>Em um mercado global com Argentina, Estados Unidos e Ucrânia competindo no mesmo tabuleiro, o Brasil precisa vender bem, escoar rápido e preservar qualidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="United%20States%20Department%20of%20Agriculture%2C%20Foreign%20Agricultural%20Service%20(USDA)" data-year="2026" data-title="Grain%3A%20World%20Markets%20and%20Trade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fas.usda.gov%2Fdata%2Fsearch%3Freports%255B0%255D%3Dreport_type%253A10259%26reports%255B1%255D%3Dreport_datetime%253A2026">United States Department of Agriculture, Foreign Agricultural Service (USDA). (2026). <a href="https://www.fas.usda.gov/data/search?reports%5B0%5D=report_type%3A10259&reports%5B1%5D=report_datetime%3A2026" target="_blank">Grain: World Markets and Trade</a>.</cite><br><cite data-author="MAPA" data-year="2026" data-title="Milho%20no%20Brasil%3A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20e%20com%C3%A9rcio%20mundial" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio-dspace.agricultura.gov.br%2Fbitstream%2F1%2F6147%2F1%2FInforme%20do%20milho.pdf">MAPA. (2026). <a href="https://repositorio-dspace.agricultura.gov.br/bitstream/1/6147/1/Informe do milho.pdf" target="_blank">Milho no Brasil: produção e comércio mundial</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-dificil-conta-do-milho-em-2026-por-que-a-safra-recorde-do-brasil-encontrou-precos-mais-baixos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um oásis no local mais seco do mundo: os segredos do impressionante refúgio dos astrônomos no Atacama]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-oasis-no-local-mais-seco-do-mundo-os-segredos-do-impressionante-refugio-dos-astronomos-no-atacama.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 17:23:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>No coração do deserto mais árido do planeta encontra-se um refúgio com árvores, uma piscina e um ar úmido, concebido para quem passa as noites a observar o Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-oasis-tropical-en-atacama-los-secretos-del-espectacular-bunker-de-los-astronomos-en-el-desierto-1781540504965.jpg" data-image="ys5u5pl4imk0" alt="La Residencia, située à l’Observatoire de Paranal, est une oasis de végétation et d’humidité créée pour les astronomes qui travaillent sous l’un des ciels les plus sombres de la planète. Crédit photo : ESO." title="La Residencia, située à l’Observatoire de Paranal, est une oasis de végétation et d’humidité créée pour les astronomes qui travaillent sous l’un des ciels les plus sombres de la planète. Crédit photo : ESO."><figcaption>A Residencia, situada no Observatório de Paranal, é um oásis de vegetação e umidade criado para os astrónomos que trabalham sob um dos céus mais escuros do planeta. Crédito fotográfico: ESO.</figcaption></figure><p>A paisagem é composta apenas por rochas, poeira e montanhas desnudadas. Até onde a vista alcança, só se vê o deserto e um céu de um azul intenso. Depois, por trás de uma porta discreta, <strong>surge um jardim tropical com palmeiras, uma piscina e o som relaxante da água</strong>.</p><p>Este local existe no norte do Chile. <strong>Chama-se La Residencia e serve de residência temporária aos cientistas e engenheiros que trabalham no Observatório de Paranal</strong>, um dos centros astronómicos mais importantes do mundo.</p><h2>Um oásis construído para resistir ao deserto</h2><p><strong>A mais de 2.600 metros de altitude e a cerca de duas horas de Antofagasta</strong>, a vida no deserto de Atacama pode ser extrema.</p><div class="texto-destacado">A baixa umidade, a forte radiação solar e o isolamento exigem precauções especiais.</div><p>É por isso que o Observatório Europeu Austral construiu um edifício concebido para oferecer o que o ambiente não consegue proporcionar: <strong>umidade, vegetação e espaços de lazer</strong>.</p><p>No centro do complexo encontra-se um vasto átrio coberto por uma cúpula translúcida. Nele crescem árvores e plantas tropicais, contribuindo para criar <strong>um ambiente mais confortável para quem passa várias semanas a trabalhar no observatório</strong>.</p><h2>A escuridão, uma ferramenta científica essencial<br></h2><p>Quando a noite cai, uma das regras mais importantes consiste em evitar qualquer fonte de luz desnecessária. Os telescópios de Paranal observam objetos extremamente fracos e distantes. <strong>Uma iluminação excessiva pode perturbar as medições. Por isso, até os veículos têm de limitar a utilização dos faróis</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é um telescópio?</strong>Trata-se de um instrumento concebido para captar e concentrar a luz de objetos muito distantes, permitindo observar com maior precisão as estrelas, os planetas, as galáxias e outros corpos do Universo que seriam difíceis, ou mesmo impossíveis, de distinguir a olho nu.</div><p>Os quartos de La Residencia têm, por isso, janelas pequenas e muitas zonas do edifício ficam mergulhadas na escuridão total durante a noite. Num local dedicado ao estudo das estrelas, <strong>preservar a escuridão é tão importante como proteger os próprios telescópios</strong>.</p><h2>Viver a noite para explorar o Universo<br></h2><p>O dia-a-dia dos cientistas também é singular.<strong> Muitos trabalham enquanto o resto do mundo dorme</strong>. Enquanto algumas equipas se dedicam à manutenção dos equipamentos e preparam as futuras observações durante o dia, outras começam o seu turno ao pôr-do-sol e passam a noite a estudar galáxias, estrelas e planetas distantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-telescopio-cosmologico-do-atacama-produziu-as-imagens-mais-nitidas-do-universo-primitivo-ate-hoje.html" title="O Telescópio Cosmológico do Atacama produziu as imagens mais nítidas do Universo primitivo até hoje">O Telescópio Cosmológico do Atacama produziu as imagens mais nítidas do Universo primitivo até hoje</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-telescopio-cosmologico-do-atacama-produziu-as-imagens-mais-nitidas-do-universo-primitivo-ate-hoje.html" title="O Telescópio Cosmológico do Atacama produziu as imagens mais nítidas do Universo primitivo até hoje"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-cosmologico-de-atacama-produjo-las-imagenes-mas-nitidas-de-la-infancia-del-universo-hasta-la-fecha-1742320660094_320.png" alt="O Telescópio Cosmológico do Atacama produziu as imagens mais nítidas do Universo primitivo até hoje"></a></article></aside><p>A partir dos arredores de La Residencia, <strong>é possível avistar a silhueta da Via Láctea com uma nitidez excecional</strong> e, em algumas noites, até distinguir a olho nu as Nuvens de Magalhães.</p><h2>Um pequeno oásis sob um dos melhores céus do planeta</h2><p><strong>O Chile alberga cerca de 40% da capacidade mundial de observação astronómica terrestre</strong>, uma percentagem que continuará a aumentar com a entrada em funcionamento de novos telescópios no norte do país.</p><p>No meio desta paisagem árida e aparentemente inóspita, La Residencia funciona como um refúgio.<strong> Este local chegou mesmo a chamar a atenção da indústria cinematográfica</strong>. Em 2008, várias das suas instalações serviram de cenário para as cenas finais do filme "Quantum of Solace", com Daniel Craig no papel principal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-oasis-tropical-en-atacama-los-secretos-del-espectacular-bunker-de-los-astronomos-en-el-desierto-1781541159734.jpg" data-image="2hxmnri1bv0b" alt="Ses couloirs, ses terrasses et sa grande coupole centrale ont servi de décor à la cachette d’un méchant de James Bond. Depuis, beaucoup le surnomment le « repaire » secret des astronomes. Crédit photo : ESO." title="Ses couloirs, ses terrasses et sa grande coupole centrale ont servi de décor à la cachette d’un méchant de James Bond. Depuis, beaucoup le surnomment le « repaire » secret des astronomes. Crédit photo : ESO."><figcaption>Os seus corredores, as suas esplanadas e a sua grande cúpula central serviram de cenário para o esconderijo de um vilão de James Bond. Desde então, muitos apelidam-no de "esconderijo" secreto dos astrónomos. Crédito fotográfico: ESO.</figcaption></figure><p>No exterior estende-se o deserto mais árido do planeta, <strong>um território de rocha e poeira onde a vida parece quase ausente</strong>. No interior, pelo contrário, encontram-se árvores, água e um ambiente concebido para aqueles que dedicam as suas noites à exploração do Universo.</p><p>Este contraste faz de La Residencia <strong>um pequeno oásis onde os observadores do cosmos podem recuperar forças antes de voltarem o seu olhar para as estrelas</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>ESO. (2008). <a href="https://www.eso.org/public/chile/news/eso0807/" target="_blank">Un gigante de la astronomía y James Bond.</a> Nota de prensa publicada en la web de la institución.</em></p><p><em>ESO. (2012). <a href="https://www.eso.org/public/images/comparisons/potw1227a/" target="_blank">An Oasis for Astronomers — ESO’s Paranal Residencia Then and Now</a>. Nota de prensa publicada en la web de la institución.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-oasis-no-local-mais-seco-do-mundo-os-segredos-do-impressionante-refugio-dos-astronomos-no-atacama.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma corrente marinha mudou de local há 13.000 anos: cientistas temem que isso esteja acontecendo novamente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 14:30:40 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que, durante uma crise climática repentina no passado, o Atlântico Norte não reagiu de forma uniforme. Algumas correntes enfraqueceram, outras intensificaram-se e a Corrente do Golfo mudou de posição. Por que é que isto nos interessa hoje?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-corriente-marina-cambio-de-lugar-hace-13-000-ano-por-que-los-cientificos-temen-que-este-pasando-otra-vez-1781267695567.jpg" data-image="grogshqh1v66" alt="AMOC" title="AMOC"><figcaption>Enquanto a Groenlândia congelava, com uma descida de 10 °C em poucas décadas, a Corrente do Golfo desviou-se centenas de quilómetros para norte.</figcaption></figure><p>Durante o Dryas Recente, um dos episódios de alterações climáticas mais abruptas da história recente da Terra, a Europa voltou a enfrentar condições quase glaciais. Os glaciares voltaram a avançar sobre a Escócia, o gelo marinho expandiu-se pelo Atlântico Norte e a Groenlândia <strong>registou um arrefecimento de até 10°C em apenas algumas décadas</strong>. No entanto, a cerca de 800 quilómetros a <strong>leste de Nova Iorque</strong>, aconteceu algo completamente diferente.</p><p><strong>Enquanto grande parte do Atlântico Norte arrefecia, as águas ao largo da Nova Escócia, no Canadá, aumentaram a sua temperatura entre 4 e 5°C</strong>. Essa aparente contradição intrigou os cientistas durante anos. Agora, uma investigação publicada na <em>Nature Communications </em>apresenta uma explicação que poderá ter implicações muito para além da reconstrução do clima do passado.</p><p>Os resultados indicam que <strong>a Corrente do Golfo se deslocou centenas de quilómetros para norte</strong>, em resposta a uma reorganização da circulação oceânica atlântica. O mais relevante é que essa resposta coincide com o que numerosos modelos climáticos projetam para um cenário futuro de enfraquecimento da Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico (AMOC).</p><h2>O sistema não falha de forma uniforme</h2><p>A <strong>AMOC é frequentemente descrita como uma gigantesca correia transportadora oceânica</strong> que redistribui o calor dos trópicos para as latitudes mais altas do Atlântico. O seu funcionamento depende de uma interação complexa entre correntes superficiais e profundas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fala-se frequentemente de um eventual enfraquecimento da AMOC como se se tratasse de um mecanismo único. O novo estudo mostra que a realidade pode ser bastante mais complexa</strong>.</div><p>A partir da análise de sedimentos extraídos do leito marinho ao largo da costa canadiana, <strong>os pesquisadores reconstruíram com grande detalhe as mudanças ocorridas durante o Dryas Recente</strong>. Para tal, combinaram indicadores de temperatura obtidos a partir de microfósseis marinhos com medições do tamanho das partículas sedimentares, que permitem estimar a intensidade das correntes profundas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">The Gulf is open for business! <br><br>Copious amounts of moisture will stream northward into the United States over the next few weeks, benefiting drought-affected areas.<br><br>However, this will also increase the risk of flooding and severe weather in the Plains and Midwest. <a href="https://t.co/Zw95cq8sJZ">pic.twitter.com/Zw95cq8sJZ</a></p>— Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2038247301840589000?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Os registos mostram que um dos ramos profundos da circulação atlântica, conhecido como Lower North Atlantic Deep Water, perdeu força. Paralelamente, outro ramo mais superficial, o Upper North Atlantic Deep Water, <strong>aumentou a sua intensidade em cerca de 32%</strong>.</p><p>Por outras palavras, <strong>o sistema reorganizou-se</strong>.</p><h2>Primeiro mudou o oceano, depois a atmosfera</h2><p>Uma das descobertas mais marcantes do estudo é a <strong>sequência temporal</strong> dos acontecimentos.</p><p>Os investigadores constataram que o enfraquecimento das correntes profundas ocorreu primeiro. Em consequência, <strong>a Corrente do Golfo começou a deslocar-se para norte</strong>, aproximando águas subtropicais mais quentes da costa atlântica canadiana.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">A fascinating ocean current loop can be seen as warm waters from the Caribbean Sea flow into the Gulf Stream.<br><br>Over the last couple of months, the Gulf of Mexico has seen warming sea surface temperatures as summer draws near. <a href="https://t.co/8DuYP4QXwX">pic.twitter.com/8DuYP4QXwX</a></p>— CIRA (@CIRA_CSU) <a href="https://x.com/CIRA_CSU/status/1795968983205581234?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Décadas mais tarde, surgiram <strong>outras respostas </strong>no seio do sistema. De acordo com as reconstruções do estudo, <strong>o reforço da circulação profunda superior ocorreu aproximadamente 58 anos depois </strong>da alteração inicial. A reorganização atmosférica surgiu ainda mais tarde, cerca de 84 anos após o início do processo.</p><p>O resultado é importante porque demonstra que <strong>os sinais precoces de transformação podem surgir primeiro no oceano</strong> e, várias décadas depois, manifestar-se claramente na atmosfera.</p><h2>Diferente, mas não tanto</h2><p>Os autores esclarecem que o Dryas Recente ocorreu em <strong>condições muito diferentes das atuais</strong>. Grandes camadas de gelo ainda cobriam vastas regiões da América do Norte e da Europa, e o nível do mar era consideravelmente mais baixo. Ainda assim, os <strong>mecanismos físicos</strong> que ligam as diferentes partes do sistema atlântico continuam a ser os mesmos.</p><p>É por isso que os investigadores consideram que este episódio <strong>constitui um laboratório natural</strong> excecional para compreender como a circulação oceânica responde a perturbações significativas.</p><div class="texto-destacado"><strong>A principal lição é que a mudança não se apresenta necessariamente como um arrefecimento ou aquecimento uniforme. Pode manifestar-se como um conjunto de respostas regionais aparentemente contraditórias.</strong></div><p>De facto, <strong>alguns padrões observados atualmente assemelham-se aos identificados no estudo</strong>. Enquanto uma região a sul da Gronelândia apresenta uma tendência relativamente fria em relação ao aquecimento global médio, as áreas associadas à influência da Corrente do Golfo apresentam um aquecimento mais acelerado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul">Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hace-dos-mil-anos-anomalia-geomagnetica-1778042212418_320.png" alt="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"></a></article></aside><p><strong>O estudo não indica que a AMOC esteja prestes a entrar em colapso</strong>, mas apresenta evidências de que as reorganizações da circulação atlântica podem ocorrer em escalas temporais surpreendentemente curtas, da ordem das décadas. Além disso, destaca a importância de <strong>identificar quais sinais convém observar hoje </strong>para detetar, com antecedência suficiente, transformações que possam influenciar o clima global durante a vida das gerações atuais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhu%2C%20F.%2C%20Carter-Champion%2C%20A.%2C%20Wharton%2C%20J.H.%20et%20al." data-year="" data-title="Co-ordinated%20shifts%20in%20deep-water%20formation%20and%20Gulf%20Stream%20migration%20during%20abrupt%20climate%20changes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-73832-4">Zhu, F., Carter-Champion, A., Wharton, J.H. et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-73832-4" target="_blank">Co-ordinated shifts in deep-water formation and Gulf Stream migration during abrupt climate changes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Sol vai engolir a Terra durante sua morte? A resposta pode ter mudado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sol-vai-engolir-a-terra-durante-sua-morte-a-resposta-pode-ter-mudado.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 12:30:32 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novos cálculos sugerem que a Terra não será engolida quando o Sol entrar em sua fase final de evolução e se tornar uma gigante vermelha. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sol-vai-engolir-a-terra-durante-sua-morte-a-resposta-pode-ter-mudado-1781998874558.png" data-image="t6v5dpmzi81v" alt="O destino da Terra parecia definido como ser engolida pelo Sol quando ele se transformasse em uma gigante vermelha. Agora, um novo estudo sugere que esse cenário pode ser diferente. Crédito: ESA" title="O destino da Terra parecia definido como ser engolida pelo Sol quando ele se transformasse em uma gigante vermelha. Agora, um novo estudo sugere que esse cenário pode ser diferente. Crédito: ESA"><figcaption>O destino da Terra parecia definido como ser engolida pelo Sol quando ele se transformasse em uma gigante vermelha. Agora, um novo estudo sugere que esse cenário pode ser diferente. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>Estrelas como o Sol passam a maior parte de suas vidas convertendo hidrogênio em hélio por meio da fusão nuclear em seus núcleos. Após bilhões de anos, o hidrogênio central se esgota e o equilíbrio entre a pressão gerada pela fusão e a gravidade começa a ficar instável. <strong>O núcleo passa a se contrair enquanto as camadas externas da estrela se expandem.</strong> Esse processo marca o início da fase de gigante vermelha, durante a qual o Sol aumentará seu tamanho em centenas de vezes em relação ao seu raio atual. </p><p>O destino final da Terra durante essa fase tem sido objeto de debate há décadas. <strong>Os modelos de evolução estelar indicavam que o raio do Sol poderia se expandir até alcançar a órbita terrestre, engolindo o planeta. </strong>Nesse cenário, a Terra seria destruída ao ser arrastada para as camadas externas da estrela. Entretanto, a questão nunca foi considerada completamente resolvida, pois pequenas diferenças nos modelos podem alterar a posição final da órbita terrestre. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774584" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"></a></article></aside><p>Um novo estudo revisitou esse problema com simulações mais detalhadas da evolução do Sol e das interações gravitacionais entre a estrela e os planetas. <strong>Os resultados sugerem que o destino da Terra pode depender de mais fatores do que apenas o tamanho máximo atingido pelo raio solar. </strong>Efeitos como a perda de massa estelar, as forças de maré entre o Sol e o planeta e a evolução da órbita terrestre podem ser determinantes na sobrevivência ou destruição do planeta. </p><h2>Evolução do Sol</h2><p>O Sol nasceu há aproximadamente 4,6 bilhões de anos a partir do colapso gravitacional de uma nuvem molecular composta principalmente por hidrogênio e hélio. <strong>À medida que a matéria se acumulou no centro da nuvem, a temperatura e a pressão aumentaram até que a fusão nuclear do hidrogênio fosse iniciada.</strong> Esse momento marcou sua entrada na sequência principal, fase na qual a estrela permanece até hoje. Essa etapa é a mais longa da vida de uma estrela semelhante ao Sol e dura cerca de 10 bilhões de anos. </p><div class="texto-destacado">Atualmente, o Sol encontra-se aproximadamente na metade do tempo em que ficará dentro da sequência principal.</div><p>Durante esse período, existe um equilíbrio entre a pressão gerada pela fusão nuclear e a força gravitacional que tenta comprimir a estrela. <strong>Quando o combustível central se esgotar, o Sol deixará a sequência principal e passará pelas fases finais de sua evolução estelar. </strong>A estrela se transformará em uma gigante vermelha e, após essa fase, se tornará uma anã branca. A anã branca continuará emitindo calor residual acumulado ao longo da vida da estrela até chegar ao fim.</p><h2>Fase gigante vermelha</h2><p>A fase que mais chama a atenção para nós é a fase de gigante vermelha que começa quando o Sol esgota praticamente todo o hidrogênio disponível em seu núcleo. <strong>Sem a energia produzida pela fusão nuclear central para sustentar o equilíbrio da estrela, o núcleo passa a se contrair sob a ação da gravidade e se torna cada vez mais quente e denso.</strong> Esse aquecimento intensifica a fusão de hidrogênio em uma camada ao redor do núcleo. Como consequência, as camadas externas da estrela acabam se expandindo. </p><p>Durante esse processo, o raio do Sol poderá aumentar centenas de vezes em relação ao atual. <strong>Durante décadas, modelos de evolução estelar indicaram que essa expansão seria suficiente para fazer o Sol alcançar ou até ultrapassar a órbita atual da Terra. </strong>O planeta seria engolido pelas camadas externas da gigante vermelha e acabaria destruído pela temperatura e atrito com o material estelar. </p><h2>Nova previsão para o final</h2><p>Apesar desse final ser o mais comentado, o problema é mais complexo do que apenas comparar o raio final da estrela com a distância do planeta.<strong> Um novo estudo sugere que o destino da Terra durante a fase de gigante vermelha do Sol pode ser menos definido do que se imaginava. </strong>À medida que o Sol envelhecer e expandir suas camadas externas, as interações gravitacionais entre a estrela e o planeta se tornarão cada vez mais importantes. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/tBLLuZvuyYw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=tBLLuZvuyYw" id="tBLLuZvuyYw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>As marés geradas no interior da gigante vermelha tendem a dissipar energia e transferir o momento angular. Ao mesmo tempo, o Sol perderá massa por meio de ventos estelares. <strong>Como a força gravitacional da estrela diminuirá, a órbita da Terra tenderá a se expandir para distâncias maiores. </strong>O destino final do planeta passa então a depender de um equilíbrio entre dois efeitos: as forças de maré que puxam a Terra para dentro e a perda de massa solar que a empurra para fora. </p><h2>E os outros planetas?</h2><p>Como consequência, os resultados sugerem que a Terra pode migrar para uma órbita mais distante e escapar do final engolida pelo Sol. <strong>Os novos modelos também estudaram como esses efeitos afetarão os outros planetas. </strong>Mercúrio e Vênus, por estarem muito próximos da estrela, não possuem chances de escapar mesmo considerando a perda de massa do Sol e a consequente expansão das órbitas planetárias. </p><p>Marte, por outro lado, é um dos planetas que é quase certo que conseguirá escapar do Sol. <strong>A sua órbita se expandirá suficientemente devido à perda de massa do Sol, permitindo que o planeta permaneça fora do alcance da gigante vermelha. </strong>Caso as novas previsões estejam corretas, tanto Marte quanto a própria Terra poderão sobreviver à expansão máxima da estrela. Após essa fase, o Sol expulsará suas camadas externas e deixará para trás apenas seu núcleo remanescente. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Esseldeurs%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20fate%20of%20Earth%20during%20the%20Sun%E2%80%99s%20giant%20phases" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F06%2Faa60576-26%2Faa60576-26.html">Esseldeurs et al. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/06/aa60576-26/aa60576-26.html" target="_blank" rel="">The fate of Earth during the Sun’s giant phases</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sol-vai-engolir-a-terra-durante-sua-morte-a-resposta-pode-ter-mudado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os ciclones tropicais têm nomes diferentes consoante a bacia oceânica onde se formam. Diferem substancialmente dos ciclones extratropicais (tempestades): explicamos-lhes aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663.jpg" data-image="aovy80gejiuh" alt="Huracán en el Golfo de México" title="Huracán en el Golfo de México"><figcaption>Imagem de satélite do furacão Laura no Golfo do México, antes de atingir a costa da Louisiana (EUA) – como furacão de categoria 4 – em 27 de agosto de 2020. © CSU/CIRA e NOAA/NESDIS</figcaption></figure><p><strong>Os ciclones e os anticiclones formam-se naturalmente na atmosfera terrestre</strong>. O tipo de tempo associado a um ciclone ("mau tempo") é radicalmente diferente do associado a um anticiclone (céu limpo ou parcialmente nublado e ventos calmos). Os sistemas de baixa pressão e os furacões são tipos específicos de ciclones. Cada um forma-se em regiões diferentes da Terra. <strong>Um sistema de baixa pressão é um ciclone extratropical, enquanto um furacão é um ciclone tropical</strong>.</p><p>Os ciclones tropicais são morfologicamente distintos dos ciclones subtropicais. O seu núcleo é quente, ao contrário do dos sistemas de baixa pressão, que é composto por ar frio de origem polar. Além disso, <strong>na parte central de um furacão, as correntes de ar descendentes dissipam a cobertura de nuvens nessa área, formando o característico "olho"</strong> visível nas imagens de satélite. Em torno deste olho rodopiam gigantescas nuvens cumulonimbus, que se espalham em espiral para o exterior e são responsáveis pelos ventos com força de furacão e pelas chuvas torrenciais que os furacões geram no seu caminho.</p><h2>Regiões tropicais de ciclogênese e nomenclatura</h2><p>Embora os ciclones tropicais sejam genericamente conhecidos como furacões, <strong>dependendo das bacias e sub-bacias oceânicas onde se formam, são designados por furacões, ciclones ou tufões</strong>. Os furacões referem-se aos ciclones tropicais que se formam na bacia do Oceano Atlântico (na sua faixa tropical do Hemisfério Norte), bem como na parte oriental do Pacífico Norte (na costa mexicana que banha esse oceano). Os ciclones são aqueles que se formam na bacia do Oceano Índico, e os tufões são aqueles que se originam e se desenvolvem na parte ocidental da bacia do Pacífico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360121100.jpg" data-image="ocwdc8fefmsi" alt="Regiones oceánicas con ciclones tropicales" title="Regiones oceánicas con ciclones tropicales"><figcaption>Os Centros Regionais de Alerta de Ciclones Tropicais (RCWC) da OMM são áreas oceânicas para as quais são emitidos alertas e são elaboradas listas de nomes e frequência dos ciclones tropicais. Fonte: Organização Meteorológica Mundial.</figcaption></figure><p>O mapa em anexo mostra a divisão do oceano em regiões para as quais a Organização Meteorológica Mundial (OMM) compila listas de nomes. Estes nomes são atribuídos às tempestades tropicais e aos furacões (ciclones, tufões) que se formam em cada época, a qual abrange diferentes períodos do ano, dependendo da bacia ou sub-bacia.<strong> No Atlântico, a época dos furacões começa oficialmente a 1 de junho e termina a 30 de novembro</strong>.</p><h2>Como é medida a intensidade dos ciclones tropicais?</h2><p>Com base na intensidade do vento que um ciclone tropical é capaz de gerar, desde a sua fase embrionária até à maturidade, <strong>a OMM estabeleceu uma classificação que considera quatro designações distintas</strong>. Uma <strong>perturbação tropical é definida como </strong>um aglomerado de tempestades com algum grau de organização que se forma numa região marítima tropical com um diâmetro entre 200 e 600 km, gerando ventos na área.</p><p><strong>A fase seguinte de desenvolvimento é uma depressão tropical</strong>. Trata-se de um ciclone tropical fraco com uma circulação superficial definida e fechada e velocidades máximas sustentadas do vento (em média ao longo de um período de um minuto ou mais) de até 63 km/h.</p><p>Se o sistema continuar a intensificar-se, <strong>forma-se uma tempestade tropical</strong>; trata-se de um ciclone tropical com isóbaras fechadas e velocidades máximas sustentadas do vento entre 63 e 118 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360177900.jpg" data-image="sijxs5en7zwk" alt="Trayectorias de ciclones tropicales" title="Trayectorias de ciclones tropicales"><figcaption>Trajetórias globais de tempestades tropicais entre 1848 e 2013. As tempestades de categoria 4 e 5 na escala de Saffir-Simpson são apresentadas a vermelho e laranja; as de categoria 1 a 3, a amarelo e verde; e as tempestades tropicais e depressões, a azul. Fonte: NOAA Digital GeoZone.</figcaption></figure><p>O ponto culminante da ciclogênese nos trópicos ocorre quando se forma um ciclone tropical (furacão, ciclone, tufão), <strong>com ventos máximos sustentados superiores a 119 km/h.</strong></p><p>Se o furacão continuar a intensificar-se à medida que avança, devido a condições favoráveis, atinge a categoria 2, 3, 4 ou 5, a categoria mais elevada na escala de Saffir-Simpson. Os furacões de categoria 3 e superiores são conhecidos como grandes furacões e são devastadores.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onde fica o paraíso de águas cristalinas, praias de água doce e cachoeiras escondido em Goiás]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-o-paraiso-de-aguas-cristalinas-praias-de-agua-doce-e-cachoeiras-escondido-em-goias.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O destino turístico em Goiás, que ainda não é explorado pelo turismo de massa, chama a atenção pelas águas cristalinas de um rio, praias de água doce e cachoeiras. Saiba onde fica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-fica-o-paraiso-de-aguas-cristalinas-praias-de-agua-doce-e-cachoeiras-escondido-em-goias-1781979776168.jpg" data-image="lmtm3e6nmr1m"><figcaption>O destino goiano chama atenção pela natureza preservada e rio com águas cristalinas. Crédito: Arquivo pessoal/Sandro Lincoln.</figcaption></figure><p>Um <strong>destino turístico </strong>no estado de <strong>Goiás</strong>, ainda <strong>pouco explorado pelo turismo de massa</strong>, chamou a atenção nas redes sociais recentemente pela beleza das águas cristalinas do rio que banha a região. </p><p>Estamos falando do município de <strong>Santa Rita do Araguaia</strong>, que fica no sudoeste do oeste, a cerca de 425 quilômetros da capital Goiânia, e possui pouco mais de 5 mil habitantes.</p><p>Mas os seus atrativos vão além das águas cristalinas do rio. O local tem <strong>paisagens preservadas</strong>, oferecendo contato direto com a natureza através de suas <strong>praias de água doce e cachoeiras</strong> espalhadas pela região. Descubra mais abaixo.</p><h2>Os atrativos de Santa Rita do Araguaia</h2><p>A cidade oferece<strong> contato com a natureza, tranquilidade e experiências ao ar livre</strong> para quem quer fugir do agito dos destinos mais movimentados.</p><p>As <strong>águas transparentes do Rio Araguaia</strong>, em meio ao Cerrado, impressionam quem o visita. Nas<strong> praias fluviais </strong>(água doce) de areia branca ao longo dele é possível ver facilmente o fundo do rio. </p><p>Um dos principais destaques da cidade é o <strong>Terminal Turístico</strong>, que garante acesso à<strong> áreas de banho e contemplação às margens do rio</strong>, e também sedia eventos tradicionais como a competição de largada da descida de caiaque e do boiacross no Rio Araguaia em um percurso de 11km.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-fica-o-paraiso-de-aguas-cristalinas-praias-de-agua-doce-e-cachoeiras-escondido-em-goias-1781979834190.jpg" data-image="wnzlaywk6bzx"><figcaption>Trecho do Rio Araguaia. Crédito: Trilhas do Cerrado.</figcaption></figure><p>A <strong>rica biodiversidade</strong> também é um dos atrativos da região, com animais frequentemente aparecendo, como araras, capivaras, antas entre outros.</p><p>A cidade oferece ainda<strong> cachoeiras</strong> que ficam entre 35 e 40 km do seu centro, que são os principais pontos turísticos da região, além das prainhas de água doce formadas ao longo do rio. Entre elas, destacam-se a Cachoeira Babilônia, Cachoeira 2 Saltos e a Cachoeira de Couto Magalhães.</p><p>A <strong>Cachoeira Babilônia</strong> fica em uma fazenda de mesmo nome, na zona rural a 16 km de Santa Rita. Possui cerca de<strong> 15 metros de queda</strong>, formando várias cataratas e é muito admirada por sua forte correnteza e pelas belas formações rochosas ao redor. O acesso a trilha é fácil, porém devido à periculosidade e força das águas <strong>não é permitido o banho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-fica-o-paraiso-de-aguas-cristalinas-praias-de-agua-doce-e-cachoeiras-escondido-em-goias-1781979881121.jpg" data-image="njvh9ssajojb"><figcaption>A Cachoeira Dois Saltos. Crédito: Pablo Regino.</figcaption></figure><p>A <strong>Cachoeira 2 Saltos</strong> fica no Assentamento Dois Saltos, a 40 km da cidade e o acesso é classificado como difícil. Possui duas quedas espetaculares, sendo a primeira com 80 metros de altura, com afloramento rochoso e <strong>aberta para visitação</strong>. É bastante procurada para roteiros off-road e de aventura.</p><p>E a <strong>Cachoeira de Couto Magalhães</strong>, também conhecida como Cachoeira da Usina, fica a cerca de 23 km do centro da cidade, com formação rochosa ampla, corredeiras suaves e um ambiente preservado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769845" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/paraiso-das-aguas-cristalinas-conheca-delfinopolis-o-tesouro-escondido-em-mg-com-mais-de-150-cachoeiras.html" title="Paraíso das águas cristalinas: conheça Delfinópolis, o tesouro escondido em MG com mais de 150 cachoeiras">Paraíso das águas cristalinas: conheça Delfinópolis, o tesouro escondido em MG com mais de 150 cachoeiras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/paraiso-das-aguas-cristalinas-conheca-delfinopolis-o-tesouro-escondido-em-mg-com-mais-de-150-cachoeiras.html" title="Paraíso das águas cristalinas: conheça Delfinópolis, o tesouro escondido em MG com mais de 150 cachoeiras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paraiso-das-aguas-cristalinas-conheca-delfinopolis-o-tesouro-escondido-em-mg-com-mais-de-150-cachoeiras-1779302978471_320.jpg" alt="Paraíso das águas cristalinas: conheça Delfinópolis, o tesouro escondido em MG com mais de 150 cachoeiras"></a></article></aside><p>Não deixe de conhecer também o<strong> Casarão da Fazenda Babilônia</strong>, um passeio que une natureza e história, oferecendo um vislumbre das memórias e da arquitetura tradicional da região.</p><p>Na parte de <strong>gastronomia</strong>, não deixe de experimentar o famoso <strong>queijo cabacinha</strong>, iguaria artesanal produzida há mais de 80 anos e que foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Goiás.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Silva%2C%20V." data-year="2026" data-title="Praia%20de%20%C3%A1gua%20doce%2C%20cachoeiras%20e%20%C3%A1guas%20cristalinas%3A%20conhe%C3%A7a%20cidade%20que%20re%C3%BAne%20atrativos%20no%20Rio%20Araguaia" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgoogle%2Famp%2Fgo%2Fgoias%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F14%2Fpraia-de-agua-doce-cachoeiras-e-aguas-cristalinas-conheca-cidade-que-reune-atrativos-no-rio-araguaia.ghtml">Silva, V.. (2026). <a href="https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2026/06/14/praia-de-agua-doce-cachoeiras-e-aguas-cristalinas-conheca-cidade-que-reune-atrativos-no-rio-araguaia.ghtml" target="_blank">Praia de água doce, cachoeiras e águas cristalinas: conheça cidade que reúne atrativos no Rio Araguaia</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Prefeitura%20Municipal%20de%20Santa%20Rita%20do%20Araguaia." data-year="2026" data-title="Santa%20Rita%20do%20Araguaia%3A%20Natureza%2C%20Cultura%20e%20Turismo%20em%20Evid%C3%AAncia%20no%20Estado" data-url="https%3A%2F%2Fsantaritadoaraguaia.go.gov.br%2Fsanta-rita-do-araguaia-natureza-cultura-e-turismo-em-evidencia-no-estado%2F">Redação Prefeitura Municipal de Santa Rita do Araguaia.. (2026). <a href="https://santaritadoaraguaia.go.gov.br/santa-rita-do-araguaia-natureza-cultura-e-turismo-em-evidencia-no-estado/" target="_blank">Santa Rita do Araguaia: Natureza, Cultura e Turismo em Evidência no Estado</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-o-paraiso-de-aguas-cristalinas-praias-de-agua-doce-e-cachoeiras-escondido-em-goias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 21:32:38 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Cientistas encontraram granada (ou granate) em uma rocha marciana pela primeira vez. A descoberta fornece novas pistas sobre a evolução geológica de Marte e os processos que moldaram sua superfície há bilhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798.jpg" data-image="szjt243u8h0v" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>O estudo detectou, pela primeira vez, a presença de granada em uma amostra do Planeta Vermelho.</figcaption></figure><p>Uma equipe internacional de pesquisadores identificou<strong> </strong>um tipo de rocha totalmente novo em Marte e, pela primeira vez, detectou a <strong>presença de granada em uma amostra do Planeta Vermelho</strong>. Essa descoberta representa um avanço significativo na compreensão da história geológica marciana e pode ajudar a reconstruir processos ocorridos há mais de 4,5 bilhões de anos.</p><p>A pesquisa envolveu especialistas do Canadá, do Reino Unido e da Itália, incluindo James Darling, professor de Ciências da Terra e Planetárias na Universidade de Portsmouth. Segundo os cientistas, a identificação desse <strong>mineral </strong>abre uma nova frente de estudo sobre a evolução interna de Marte e os fenômenos que transformaram sua crosta em um passado remoto.</p><p><strong>Na Terra, a granada é valorizada tanto como pedra preciosa quanto por sua importância científica</strong>. Conhecida por sua distinta cor vermelho-escura, essa pedra era muito apreciada por civilizações antigas, como a egípcia e a romana; hoje, serve como uma ferramenta essencial para geólogos, pois<strong> preserva informações sobre as temperaturas, pressões e processos que moldaram as rochas</strong>.</p><h2>O meteorito que escondia o segredo</h2><p>A história começou quando a pesquisadora Tanya Kizovski, professora assistente de Ciências da Terra na Universidade Brock, no Canadá, analisou um<strong> pequeno fragmento do meteorito marciano NWA 8171</strong>, que faz parte do acervo do Museu Real de Ontário. </p><p>O objetivo inicial era identificar os minerais presentes e estudar sua composição química. No entanto, algo rapidamente chamou a atenção dos pesquisadores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos">Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287_320.jpg" alt="Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"></a></article></aside><p>“Essa pequena parte do meteorito parecia muito interessante, e <strong>sua composição química era um tanto incomum</strong>”, explicou Kizovski. Inicialmente, a equipe acreditava tratar-se de piroxênio, um mineral muito comum na Terra e em outros corpos do sistema solar. No entanto, decidiram realizar análises mais aprofundadas. </p><p> Os resultados surpreenderam a todos. Utilizando equipamentos de microscopia eletrônica e tecnologia laser especializada, os cientistas confirmaram que o <strong>fragmento continha granada, um mineral que nunca havia sido identificado em Marte</strong>.</p><h2>Como é que a granada marciana se formou?</h2><p>Após confirmarem a descoberta, os pesquisadores tentaram reconstruir a origem da rocha. <strong>Na Terra, o granada é tipicamente encontrado em rochas metamórficas</strong>, que se formam quando materiais preexistentes são submetidos a temperaturas extremamente altas, pressão imensa ou à ação de fluidos quentes.</p><p>Segundo Kizovski, <strong>Marte pode ter experimentado condições semelhantes em certos momentos de sua história</strong>. Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar o granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície marciana. Outra possibilidade é que estejam relacionados à ascensão de magma do interior do planeta. Ambos os processos podem até ter atuado em conjunto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904261952.jpg" data-image="xli9731pthq4" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície de Marte.</figcaption></figure><p>Para os cientistas, qualquer um desses cenários forneceria <strong>informações valiosas</strong> sobre a atividade geológica que Marte experimentou no passado, quando era um mundo muito mais dinâmico do que o que observamos hoje.</p><h2>Um mistério que permanece sem solução</h2><p>Apesar da importância da descoberta, os pesquisadores alertam que<strong> ainda há perguntas sem respostas</strong>. A principal delas é determinar se a rocha realmente se formou em Marte ou se chegou ao planeta como parte de um meteorito proveniente de outro corpo celeste.</p><div class="texto-destacado">Desvendar esse mistério exigirá a análise das assinaturas isotópicas da granada, especialmente aquelas relacionadas ao oxigênio. Essas medições permitiriam uma determinação mais precisa da origem do material.</div><p>No entanto, existe uma desvantagem significativa: realizar esse tipo de análise exigiria a destruição de parte da amostra. Devido à extrema raridade da descoberta, os pesquisadores decidiram evitar esse procedimento por enquanto.</p><p>“Não queremos correr riscos desnecessários, pois esta pode ser a única rocha marciana contendo granada disponível para estudo”, observou Kizovski.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729357" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sinais-de-vida-em-marte-sonda-perseverance-encontrou-algumas-dicas-no-solo-marciano.html" title="Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano ">Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sinais-de-vida-em-marte-sonda-perseverance-encontrou-algumas-dicas-no-solo-marciano.html" title="Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sinais-de-vida-em-marte-sonda-perseverance-encontrou-algumas-dicas-no-solo-marciano-1757790068890_320.png" alt="Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano "></a></article></aside><p>Enquanto isso, <strong>a equipe continua investigando o fragmento e comparando os resultados com dados obtidos por sondas orbitais e veículos exploradores </strong>que operam em Marte. Os especialistas estão confiantes de que pesquisas futuras permitirão uma melhor compreensão da origem desse mineral e do papel que ele desempenhou na complexa história geológica do Planeta Vermelho.</p><p>Os resultados do estudo foram publicados em 16 de junho na revista científica <em>Geochemical Perspectives Letters</em>, onde os autores enfatizam que essa descoberta expande significativamente a diversidade geológica conhecida de Marte e abre uma nova janela para explorar os segredos de seu passado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kizovski%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Expanding%20Mars%E2%80%99%20lithologic%20diversity%3A%20discovery%20of%20a%20garnet-bearing%20clast%20in%20NWA%208171" data-url="https%3A%2F%2Fwww.geochemicalperspectivesletters.org%2Farticle2619%2F">Kizovski, et al. (2026). <a href="https://www.geochemicalperspectivesletters.org/article2619/" target="_blank">Expanding Mars’ lithologic diversity: discovery of a garnet-bearing clast in NWA 8171</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os locais místicos estão atraindo cada vez mais turistas?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 21:23:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Num mundo cada vez mais conectado, muitos de nós optamos por nos desligar por algum tempo para descobrir locais repletos de misticismo. Longe das redes sociais e da Internet, procuramos entrar em contacto com a nossa espiritualidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984937800.jpg" data-image="0jobqrva43mj" alt="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales." title="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales."><figcaption>A América Latina tem muitos locais considerados espirituais.</figcaption></figure><p><strong>Espiritualidade e turismo</strong><strong>: este tipo de viagem está a tornar-se cada vez mais popular</strong>. É possível encontrá-los a percorrer o Caminho de Santiago, a contemplar as pedras de Stonehenge ou a seguir os trilhos até Machu Picchu.</p><p>Num mundo hiperconectado, onde nos custa afastarmo-nos dos smartphones e das redes sociais, há quem <strong>deseje desligar-se completamente e visitar locais famosos pela sua natureza misteriosa</strong> <strong>— ou mesmo mística</strong>. </p><h2>Jardins místicos: uma via de fuga do mundo hiperconectado J</h2><p><strong>Jeffrey Kripal</strong>, autor de <em>How to Think Impossibly</em>, explica que, apesar da sociedade em que vivemos, esta ligação com a espiritualidade é essencial para os seres humanos. O objetivo é viver uma experiência que transcenda o eu.</p><p><strong>Os seres humanos concebem o sagrado como uma energia que habita locais ou edifícios específicos</strong>. Além disso, salienta-se que "o regresso a estes locais sagrados é uma qualidade inata da natureza humana; enquanto seres humanos, sentimos uma necessidade inexplicável por eles".</p><h3>A necessidade de nos reconectarmos com nós próprios, longe do materialismo omnipresente</h3><p>Quer se trate de edifícios, estruturas construídas pelo homem ou maravilhas da Mãe Natureza, <strong>a beleza do mundo comove-nos profundamente</strong>. Na verdade, sentimos um desejo de nos aproximarmos dela, como explica a antropóloga Susannah Crockford.</p><p>"As montanhas, os grandes corpos de água e os desfiladeiros inspiram frequentemente este sentimento de reverência." Nas suas palavras: "As catedrais, os templos e as mesquitas são construídos para criar essa sensação de ligação com algo maior do que nós próprios." <strong>Então, o que procuram estes viajantes quando buscam esta experiência transcendente? </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984986991.jpg" data-image="lsh1seblsn3i" alt="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas." title="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas."><figcaption>Stonehenge é especialmente popular entre os turistas.</figcaption></figure><p>Segundo os especialistas, a resposta depende de quem se pergunta. "Não existe uma resposta única que defina a natureza sagrada destes espaços. Quando alguém responde a esta pergunta, a resposta revela mais sobre a pessoa do que sobre o próprio local", afirma <strong>Susannah Crockford</strong>.</p><p>Desde as Linhas de Nazca, no Peru, até à Ilha da Páscoa, no Chile, e ao Vale dos Reis, no Egito, as pessoas visitam estes locais por diversas razões. <strong>Algumas dirigem-se a locais de culto porque acreditam em Deus</strong>.</p><p><strong>Outras desejam absorver a energia do local, talvez na esperança de se ligarem ao divino</strong>. Para Jeffrey Kripal, o mais importante é a ligação poderosa entre o local e o visitante. "Suspeito que se trate de uma relação entre a pessoa e o local", observa ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780985070526.jpg" data-image="rkwuddghvys2" alt="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú." title="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú."><figcaption>As Linhas de Nazca representam o misticismo do Peru.</figcaption></figure><p>Por isso, é difícil explicar o efeito que isto pode ter em alguém que não está a passar pela mesma experiência, simplesmente porque se trata de momentos profundamente pessoais.</p><p><strong>Susannah Crockford</strong> explica: "Estas experiências são pessoais e individuais. Não existe uma experiência única e concreta que possa ser reproduzida para provar que tal encontro ocorreu. Mas isso não significa que não tenham acontecido."</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><em>Tiffany Nieslanik, June 2, 2026. </em><a href="https://www.nationalgeographic.fr/voyage/culture-traditions-stonehenge-sedona-pourquoi-les-lieux-mystiques-sacres-nous-attirent-ils" target="_blank">Stonehenge, Sedona, why do we lieux mystiques nous attirent-ils autant ?</a> , National Geographic</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece às baleias quando morrem?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-acontece-as-baleias-quando-morrem.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 20:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A pergunta pode parecer incomum. No entanto, foram de fato descobertos restos de baleias, alguns dos quais com 5,3 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527396971.jpeg" data-image="rqj10lrn9wqw" alt="Baleine Mer Animal marin Biodiversité" title="Baleine Mer Animal marin Biodiversité"><figcaption>Quando a carcaça de uma baleia não é levada até à costa, acaba por afundar-se e torna-se uma fonte de alimento para as espécies do fundo do mar.</figcaption></figure><p>Quando uma baleia morre em mar aberto, a sua história está longe de terminar. A sua enorme carcaça pode tornar-se uma verdadeira ilha de vida no fundo do mar, servindo de alimento a uma infinidade de espécies durante décadas. Este fenómeno, conhecido como <strong>"whale fall"</strong>, tem fascinado os cientistas há várias décadas.</p><p>Uma descoberta recente no Oceano Índico <strong>alterou drasticamente a nossa compreensão</strong> destes ecossistemas únicos.</p><p>Uma equipa internacional liderada pelo investigador Xiaotong Peng, da Academia Chinesa de Ciências, descobriu o que é agora considerado <strong>o maior e mais antigo cemitério de baleias alguma vez encontrado</strong>. As descobertas foram publicadas na revista <em>Nature</em> em junho de 2026.</p><h2>A morte de uma baleia marca o início de um novo ecossistema</h2><p>Após a morte, uma baleia fica frequentemente a flutuar à superfície durante vários dias ou mesmo semanas. <strong>Tubarões, peixes e outros necrófagos consomem parte dos seus tecidos</strong>. Gradualmente, a carcaça torna-se mais pesada e acaba por afundar-se nas profundezas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527496390.jpeg" data-image="cl6vi69ruxa5" alt="Carcasse Animal Marin Baleine Dauphin Sable" title="Carcasse Animal Marin Baleine Dauphin Sable"><figcaption>Aqui, a carcaça de um animal marinho — um golfinho ou uma baleia?</figcaption></figure><p>Assim que chega ao fundo do oceano, torna-se uma <strong>fonte excecional de alimento</strong> num ambiente que é normalmente pobre em matéria orgânica.</p><p>Os cientistas distinguem <strong>várias fases de decomposição</strong>: primeiro, grandes necrófagos; depois, organismos oportunistas; seguidos por espécies especializadas, capazes de explorar os lípidos contidos nos ossos.</p><p>Estas comunidades podem incluir vermes perfuradores de ossos do género <em>Osedax</em>, moluscos, estrelas-do-mar, ofiuras e bivalves que sobrevivem através da quimiosíntese. <strong>As carcaças de baleias são, por isso, consideradas verdadeiros oásis de biodiversidade nas profundezas do mar</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h2>Um vasto cemitério descoberto perto da Austrália</h2><p>A equipa de Xiaotong Peng explorou a região de Diamantina, no sudeste do Oceano Índico, entre a Austrália e a Antártida. Utilizando o submersível tripulado <em>Fendouzhe</em>, os investigadores realizaram 32 mergulhos a profundidades que variaram entre os 4.616 e os 7.001 metros.</p><h3>Uma descoberta única</h3><p>A sua descoberta é notável: <strong>um corredor submarino com cerca de 1 200 km de comprimento, contendo 476 fósseis de cetáceos</strong>, bem como cinco carcaças recentes de baleias ainda associadas a comunidades biológicas vivas. Segundo os autores, trata-se do maior sítio deste tipo alguma vez identificado.</p><p>As análises isotópicas revelam que estes depósitos se acumularam ao longo de, pelo menos, <strong>5,3 milhões de anos</strong>. Os investigadores identificaram também uma nova espécie fóssil de baleia-bicuda, denominada <em><strong>Pterocetus diamantinae</strong>.</em></p><p>"O fóssil mais antigo, juntamente com numerosos crânios mais recentes, demonstra que<strong> as carcaças de baleias se têm acumulado continuamente neste local há, pelo menos, cinco milhões de anos"</strong>, afirmou o paleontólogo norte-americano Stephen Godfrey, que não participou no estudo.</p><h3>Por que razão se encontram tantas baleias no mesmo local?</h3><p>A razão para esta concentração extraordinária continua a ser objeto de debate. Os cientistas propuseram várias explicações. A geografia invulgar da zona, <strong>uma vasta fratura oceânica em forma de V</strong>, pode ter favorecido a acumulação de carcaças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527659875.jpeg" data-image="doxhftrhwykd" alt="Cadavre baleine plage sable mer" title="Cadavre baleine plage sable mer"><figcaption>Aqui está a carcaça de uma baleia fêmea jovem.</figcaption></figure><p>As baixas taxas de sedimentação e determinadas condições químicas podem também <strong>ter permitido que os ossos permanecessem excecionalmente bem preservados durante milhões de anos</strong>. Os investigadores sugerem ainda que esta região possa ter sido, no passado, um corredor migratório para as baleias, o que explicaria o elevado número de restos mortais aí encontrados.</p><h2>Uma descoberta importante para a biodiversidade das profundezas marinhas</h2><p>Segundo os autores do estudo, esta "necrópole de baleias" altera profundamente a nossa compreensão dos ecossistemas associados às carcaças de baleias. Até agora, os locais conhecidos de "whale-fall" eram raros e fragmentados.</p><p><strong>A descoberta na região de Diamantina demonstra que estes podem formar verdadeiras redes ecológicas à escala de todo o oceano</strong>.</p><p>O estudo também alarga os limites conhecidos destes ecossistemas. Embora já tivessem sido observados<strong> restos de baleias a profundidades de cerca de 4.200 metros</strong>, os pesquisadores identificaram-nos aqui a quase 7.000 metros, estabelecendo um novo recorde.</p><p>Tal como a equipa de investigação observou, o local oferece uma<strong> "perspectiva única sobre a história evolutiva, a paleoecologia e a dinâmica populacional das baleias antigas"</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Libération avec AFP, (11/06/2026),<a href="https://www.liberation.fr/environnement/biodiversite/dune-importance-majeure-pour-comprendre-leur-evolution-un-cimetiere-de-pres-de-500-baleines-decouvert-au-fond-de-locean-indien-20260611_RRZZYUVNABAIHGLGVRZX7WJXUE/" target="_blank"> «D’une importance majeure pour comprendre leur évolution» : un cimetière de près de 500 baleines découvert au fond de l’océan Indien</a></em></p><p><em>Peng, X., Zhou, P., Song, X. et al.<a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10546-z?utm_source=chatgpt.com#citeas" target="_blank"> A 5.3-million-year-old deep-sea whale necropolis in the Diamantina Zone.</a> Nature (2026).</em></p><p><em>Stephen J. Godfrey, Nature, (10/06/2026), <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-026-01581-x?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">A vast whale necropolis has been found</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-acontece-as-baleias-quando-morrem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>