<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Wed, 20 May 2026 19:00:10 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 20 May 2026 19:00:10 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Temporal atinge o RJ com mais de dois mil raios e bolsões de água; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-atinge-o-rj-com-mais-de-dois-mil-raios-e-bolsoes-de-agua-veja-imagens.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 18:12:07 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O tráfego em vias de grande movimento e a operação da linha 4 do VLT foram diretamente impactados pelas intensas precipitações e descargas elétricas mapeadas pelo monitoramento municipal no período matutino. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-atinge-o-rj-com-mais-de-dois-mil-raios-e-bolsoes-de-agua-veja-imagens-1779288872639.jpg" data-image="k6t6yptu9omh" alt="Chuva forte no Rio de Janeiro alagou ruas e paralisou linha do VLT. Foto: Reprodução" title="Chuva forte no Rio de Janeiro alagou ruas e paralisou linha do VLT. Foto: Reprodução"><figcaption>Chuva forte no Rio de Janeiro alagou ruas e paralisou linha do VLT. Foto: Reprodução </figcaption></figure><p><strong>A cidade do Rio de Janeiro amanheceu sob o impacto de um forte temporal nesta quarta-feira (20)</strong>. A chegada de instabilidade provocou chuva forte, rajadas de vento e uma quantidade expressiva de descargas elétricas em diversas regiões fluminenses.</p><p>De acordo com os órgãos de monitoramento, o cenário gerou reflexos imediatos na rotina dos cidadãos. <strong>Diversos bairros enfrentaram dificuldades operacionais e acúmulo de água</strong> em vias públicas devido à intensidade dos volumes registrados nas primeiras horas do dia.</p><h2>Impacto dos temporais e registros de descargas elétricas</h2><p>O volume de descargas elétricas chamou a atenção, já que serviços de monitoramento reportaram a ocorrência de <strong>aproximadamente dois mil raios no território estadual até as 9h da manhã</strong>. Mais cedo, por volta das 8h24, os radares já contabilizavam 944 raios mapeados na região. </p><p>Em termos de acumulados pluviométricos, o Sistema Alerta Rio indicou que os maiores índices se concentraram na Zona Oeste. Entre 7h e 7h15, as estações meteorológicas de Sepetiba e da Grota Funda <strong>registraram marcas de 12 mm e 7,2 mm, respectivamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-atinge-o-rj-com-mais-de-dois-mil-raios-e-bolsoes-de-agua-veja-imagens-1779288994749.jpg" data-image="t7ps2z16ibwo" alt="Equipes municipais atuam em bairros como São Cristóvão e Catete após temporais causarem acúmulo severo de água. Foto: Reprodução" title="Equipes municipais atuam em bairros como São Cristóvão e Catete após temporais causarem acúmulo severo de água. Foto: Reprodução"><figcaption>Equipes municipais atuam em bairros como São Cristóvão e Catete após temporais causarem acúmulo severo de água. Foto: Reprodução</figcaption></figure><p>Outras localidades também computaram volumes significativos de precipitação ao longo do período matutino. O Recreio dos Bandeirantes <strong>registrou</strong><strong> 4,8 mm</strong>, enquanto a Barra da Tijuca, na região do Riocentro, <strong>marcou 2,4 mm</strong>, seguida de perto por Anchieta e Irajá.</p><h2>Alagamentos e reflexos na mobilidade urbana carioca</h2><p>A intensidade da precipitação resultou na formação de pelo menos cinco bolsões de água em vias importantes da malha urbana. O Centro de Operações Rio mapeou<strong> pontos críticos de alagamento em bairros das zonas Norte, Sul e Oeste</strong>, que demandaram atuação imediata.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">CHUVAS E RAIOS | Temporal teve queda de quase mil raios no Rio de Janeiro. <a href="https://twitter.com/hashtag/sbtrio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#sbtrio</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/sbt?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#sbt</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/noticias?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#noticias</a> <a href="https://t.co/j5aIhJVjmT">pic.twitter.com/j5aIhJVjmT</a></p>— SBT Rio (@sbtrio) <a href="https://twitter.com/sbtrio/status/2057101361683013970?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote></figure><p>Entre as áreas afetadas, os técnicos constataram retenções na <strong>Rua do Catete, na altura da Rua Santo Amaro</strong>. Na Zona Norte, os motoristas enfrentaram problemas na <strong>Rua Haddock Lobo</strong>, nas proximidades do Estácio, complicando o deslocamento de quem se dirigia ao centro da cidade.</p><p>O bairro de São Cristóvão concentrou o maior número de ocorrências registradas pelas equipes municipais.<strong> Houve acúmulo severo de água no Campo de São Cristóvão</strong>, além de trechos alagados nas ruas Ricardo Machado e Bela, prejudicando o tráfego local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769270" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tempestades-severas-geram-granizo-e-ventos-de-100-km-h-no-pr-e-ms-neste-domingo-veja-imagens.html" title="Tempestades severas geram granizo e ventos de 100 km/h no PR e MS neste domingo; veja imagens">Tempestades severas geram granizo e ventos de 100 km/h no PR e MS neste domingo; veja imagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tempestades-severas-geram-granizo-e-ventos-de-100-km-h-no-pr-e-ms-neste-domingo-veja-imagens.html" title="Tempestades severas geram granizo e ventos de 100 km/h no PR e MS neste domingo; veja imagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-granizo-e-ventos-de-ate-100-km-h-no-parana-e-ms-veja-imagens-1779027976698_320.jpg" alt="Tempestades severas geram granizo e ventos de 100 km/h no PR e MS neste domingo; veja imagens"></a></article></aside><p>O sistema de transportes também sofreu interrupções momentâneas em decorrência do mau tempo. A linha 4 do Veículo Leve sobre Trilhos, que faz a conexão entre o Terminal Gentileza e a Praça XV, <strong>teve os serviços suspensos, sendo normalizada posteriormente</strong>.</p><h2>Monitoramento e recomendações de segurança</h2><p>Diante do solo encharcado e das pistas molhadas, <strong>o Centro de Operações Rio emitiu alertas específicos para os condutores</strong>. A recomendação principal das autoridades consiste em reduzir a velocidade média, manter distância prudente entre os automóveis e evitar frenagens bruscas.</p><p>A população também recebeu orientações para <strong>acompanhar as atualizações dos canais oficiais do município e redobrar os cuidados</strong> em áreas propensas a alagamentos. Os técnicos continuam monitorando o escoamento dos bolsões de água nas vias afetadas para mitigar novos impactos no trânsito.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/20/chuva-no-rio-nesta-quinta-feira.ghtml" target="_blank">RJ registra quase mil raios na manhã desta quarta-feira; previsão é de mais chuva ao longo do dia</a>. 20 de maio, 2026. </em></p><p><em><a href="https://diariodorio.com/chuva-forte-atinge-varios-bairros-do-rio-veja-a-previsao-do-tempo-para-esta-quarta-feira/" target="_blank">Chuva forte atinge vários bairros do Rio; veja a previsão do tempo para esta quarta-feira</a>. 20 de maio, 2026.</em></p><em><a href="https://www.google.com/search?q=https://cbn.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/20/chuva-raios-e-trovoes-manha-com-bolsoes-dagua-e-transtornos-no-rj.ghtml" target="_blank">Chuva, raios e trovões; manhã com bolsões d'água e transtornos no RJ</a>. 20 de maio, 2026. </em>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-atinge-o-rj-com-mais-de-dois-mil-raios-e-bolsoes-de-agua-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar se espalha pelo Brasil e deixa alerta de geadas em 726 cidades]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-se-espalha-pelo-brasil-e-deixa-alerta-de-geadas-726-cidades.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 14:48:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar polar avança pelo Brasil e atua sobre o país até, pelo menos, segunda-feira (25). Temperaturas ficam baixas e 726 cidades ficam em alerta para geadas</p><ul><li>Veja também:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/de-geadas-ao-calor-entenda-o-que-faz-o-brasil-registrar-diferenca-de-mais-de-20-c.html" target="_blank"> De geadas ao calor: entenda o que faz o Brasil registrar diferença de mais de 20°C</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-se-espalha-pelo-brasil-e-deixa-em-alerta-de-geadas-em-726-cidades-1779287525267.jpg" data-image="3jxn2wpaoi3s" alt="Geada é prevista de forma abrangente para os estados do RS e SC." title="Geada é prevista de forma abrangente para os estados do RS e SC."><figcaption>Geada é prevista de forma abrangente para os estados do RS e SC. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>Nos próximos dias, um pulso mais intenso de <strong>ar frio</strong> chega ao Sul do Brasil e provoca uma queda ainda maior nas temperaturas. O ar polar, que já atua há alguns dias, ganha reforço, e a previsão indica a possibilidade de geadas por diversas áreas, além de chances de <strong>mínimas negativas</strong> na Serra Catarinense.</p><p>De acordo com o <strong><em>Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>)</em></strong>, há um <strong>alerta amarelo</strong> de perigo potencial para geadas nesta quinta-feira (21), afetando cerca de 726 municípios entre os estados do Rio Grande do Sul e do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-se-espalha-pelo-brasil-e-deixa-em-alerta-de-geadas-em-726-cidades-1779286837236.jpg" data-image="oftgaeckoyij" alt="Mapa de alertas do INMET." title="Mapa de alertas do INMET."><figcaption>Mapa de alertas emitido pelo INMET para esta quinta-feira (21).</figcaption></figure><p>Dentre eles, 93 cidades estão sob <strong>alerta laranja</strong> de perigo, incluindo municípios como General Carneiro (PR), Joaçaba (SC), São Joaquim (SC) e São José dos Ausentes (RS). Veja a seguir a previsão do tempo.</p><h2>Quinta-feira com temperaturas abaixo de 0°C</h2><p>A quinta-feira (21) contará com <strong>temperaturas negativas</strong> nas áreas mais altas da Serra Catarinense. De acordo com o modelo europeu ECMWF, a previsão é de que as mínimas atinjam seu pico entre as 6h e 7h da manhã, com marcas de até <strong>-3°C</strong> nas regiões elevadas entre São Joaquim e Urubici.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-se-espalha-pelo-brasil-e-deixa-em-alerta-de-geadas-em-726-cidades-1779287062560.jpg" data-image="71qb98zm5yt3" alt="Mínima prevista para a manhã desta quinta-feira (21)." title="Mínima prevista para a manhã desta quinta-feira (21)."><figcaption>Mínima prevista para a manhã desta quinta-feira (21).</figcaption></figure><p>O frio tomará conta de praticamente todo o estado de Santa Catarina, com <strong>mínimas generalizadas</strong> entre 1°C e 5°C. A única exceção fica por conta da faixa litorânea, onde as temperaturas variam entre 10°C e 14°C desde São João do Sul (litoral sul) até Itapoá (litoral norte).</p><p>As temperaturas também despencam no sudoeste do Paraná, com riscos de <strong>geadas moderadas</strong> na região de General Carneiro (PR), onde a mínima se aproxima de 0°C. Cidades vizinhas como Pato Branco (PR), Francisco Beltrão (PR) e São Mateus do Sul (PR) também têm previsão de geada, com mínimas na casa dos 5°C, podendo registrar marcas ainda menores junto ao solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-se-espalha-pelo-brasil-e-deixa-em-alerta-de-geadas-em-726-cidades-1779287164338.jpg" data-image="kgi1t48ddnyu" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Mapa que mostra a atuação do ar frio nesta quinta-feira (21). Pulso mais intenso atua sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</figcaption></figure><p>No Rio Grande do Sul,<strong> o ar frio atua com força </strong>e projeta-se uma quinta-feira (21) com <strong>geadas abrangentes</strong>. As exceções ficam por conta do litoral, com termômetros entre 11°C e 13°C, e da capital Porto Alegre, que tem mínima prevista de 9°C. Nas demais regiões gaúchas, as mínimas oscilam entre 2°C (na Serra Gaúcha e norte do estado) e 7°C (no sudoeste).</p><h2>Ar polar se mantém até o início da semana</h2><p>Nos próximos dias,<strong> a massa de ar frio continuará atuando de forma abrangente sobre o país</strong>. Enquanto a Região Sul segue sob alertas de geada, setores do Sudeste, Centro-Oeste e Norte continuam sob o efeito de <strong>temperaturas amenas e friagem</strong>. Até este sábado (23), a circulação atmosférica será capaz de injetar ar frio sobre o continente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal de Whatsapp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Contudo, à medida que o centro do sistema de alta pressão se desloca em direção ao Oceano Atlântico, <strong>a tendência é de que os ventos que transportam esse ar frio percam força. </strong>Com isso, o ar polar começará a <strong>perder intensidade</strong> a partir das primeiras horas de domingo (24).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-se-espalha-pelo-brasil-e-deixa-em-alerta-de-geadas-em-726-cidades-1779287798376.jpg" data-image="fwr6tyrbhyg6" alt="Anomalia de temperatura em superfície." title="Anomalia de temperatura em superfície."><figcaption>Previsão da anomalia de temperatura em superfície para a tarde de segunda-feira (25) mostra ainda alguns resquícios da massa de ar polar que ainda atua sobre o Brasil nesta semana.</figcaption></figure><p>Dessa forma, na segunda-feira (25), o sistema já estará enfraquecido. Apesar disso, um <strong>frio residual</strong> ainda deverá ser sentido nos municípios localizados próximos ao litoral, devido a <strong>pequenos pulsos de ar frio que continuam alcançando a costa</strong>, mas já sem força para avançar pelo interior do continente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-se-espalha-pelo-brasil-e-deixa-alerta-de-geadas-726-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bahia cria refúgio para mico-leão-da-cara-dourada, animal ameaçado pela destruição da Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bahia-cria-refugio-para-mico-leao-da-cara-dourada-animal-ameacado-pela-destruicao-da-mata-atlantica.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 12:18:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Novo espaço inaugurado em Ilhéus busca recuperar micos-leões-de-cara-dourada feridos pela urbanização e pela destruição da Mata Atlântica, além de fortalecer ações de preservação da espécie símbolo do sul da Bahia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bahia-cria-refugio-para-mico-leao-da-cara-dourada-animal-ameacado-pela-destruicao-da-mata-atlantica-1779132018473.jpg" data-image="m1ytjt985z2t" alt="O Brasil inaugurou em Ilhéus seu primeiro centro de reabilitação para micos-leões-de-cara-dourada impactados pela expansão urbana e pela perda de habitat. Crédito: Divulgação Mongabay" title="O Brasil inaugurou em Ilhéus seu primeiro centro de reabilitação para micos-leões-de-cara-dourada impactados pela expansão urbana e pela perda de habitat. Crédito: Divulgação Mongabay"><figcaption>O Brasil inaugurou em Ilhéus seu primeiro centro de reabilitação para micos-leões-de-cara-dourada impactados pela expansão urbana e pela perda de habitat. Crédito: Divulgação Mongabay</figcaption></figure><p>A Bahia deu um passo importante para a preservação da fauna brasileira com a inauguração do <strong>primeiro centro de reabilitação dedicado ao mico-leão-de-cara-dourada</strong>, espécie ameaçada de extinção e encontrada exclusivamente na Mata Atlântica do sul do estado. O novo espaço foi instalado em<strong> Ilhéus</strong>, município que concentra parte significativa da população remanescente do primata e que vem enfrentando os impactos do crescimento urbano sobre os habitats naturais.</p><p>A criação do centro surge em <strong>resposta ao aumento de ocorrências envolvendo os animais em áreas urbanizadas</strong>. Nos últimos anos, moradores de Ilhéus passaram a registrar micos circulando em supermercados, feiras e bairros residenciais, além de utilizarem fios elétricos para se deslocar entre fragmentos de floresta. A aproximação com a cidade, porém, tem resultado em mortes por eletrocuss��o, atropelamentos e ataques de cães domésticos.</p><p>Até então, não existia na região uma estrutura especializada para receber esses animais feridos ou deslocados. Segundo o biólogo Leonardo Oliveira, pesquisador da espécie há mais de duas décadas e integrante da equipe do novo centro, a presença frequente dos micos em ambientes urbanos gera uma<strong> falsa sensação de abundância.</strong> Para ele, o fenômeno não indica aumento populacional, mas sim a redução contínua das áreas naturais disponíveis para a sobrevivência da espécie.</p><h2>Espécie de macaco perdeu quase 60% da população</h2><p>O <strong>mico-leão-de-cara-dourada</strong>, conhecido cientificamente como <em>Leontopithecus chrysomelas</em>, é considerado um dos primatas mais ameaçados da Mata Atlântica. Restrito a uma pequena faixa do sul baiano, o animal sofreu uma redução drástica de habitat nas últimas três décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bahia-cria-refugio-para-mico-leao-da-cara-dourada-animal-ameacado-pela-destruicao-da-mata-atlantica-1779132258015.jpg" data-image="t41paomz1041" alt="Um mico-leão-de-cara-dourada em um poste de energia elétrica em Ilhéus. Foto cedida pela Tamarin Trust." title="Um mico-leão-de-cara-dourada em um poste de energia elétrica em Ilhéus. Foto cedida pela Tamarin Trust."><figcaption>Um mico-leão-de-cara-dourada em um poste de energia elétrica em Ilhéus. Crédito: Tamarin Trust</figcaption></figure><p>Dados de uma reavaliação populacional divulgada em 2024 apontam que a área de<strong> ocorrência da espécie encolheu 42% desde 1992,</strong> passando de aproximadamente 22,5 mil quilômetros quadrados para cerca de 13 mil km². Como consequência direta da perda de território, a população estimada caiu quase 60%, passando de cerca de 50 mil indivíduos para aproximadamente 24 mil atualmente.</p><p>Especialistas atribuem o declínio principalmente ao <strong>avanço urbano e à substituição das tradicionais áreas de cacau cultivadas no sistema agroflorestal conhecido como “cabruca”</strong>. Nesse modelo, o cacau é plantado sob a sombra de árvores nativas, formando corredores ecológicos importantes para diversas espécies da Mata Atlântica, incluindo os micos-leões-de-cara-dourada. A mudança <strong>reduz drasticamente a cobertura florestal e dificulta o deslocamento dos animais entre os fragmentos de mata.</strong> Além disso, o cacau representa uma das principais fontes de alimento da espécie, tornando a transformação do sistema produtivo ainda mais preocupante para os ambientalistas.</p><h2>Centro quer recuperar animais e ampliar proteção</h2><p>O novo centro de reabilitação foi inaugurado em 26 de março, data em que Ilhéus celebra oficialmente o <strong>Dia Municipal do Mico-Leão-de-Cara-Dourada</strong>. A homenagem coincide com o Dia Nacional do Cacau e simboliza a relação histórica entre a conservação da espécie e a manutenção das áreas de cultivo agroflorestal da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715826" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-podera-perder-habitat-de-aves-e-primatas-mesmo-com-controle-climatico-alerta-estudo.html" title="Amazônia poderá perder habitat de aves e primatas mesmo com controle climático, alerta estudo">Amazônia poderá perder habitat de aves e primatas mesmo com controle climático, alerta estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-podera-perder-habitat-de-aves-e-primatas-mesmo-com-controle-climatico-alerta-estudo.html" title="Amazônia poderá perder habitat de aves e primatas mesmo com controle climático, alerta estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-podera-perder-habitat-de-aves-e-primatas-mesmo-com-controle-climatico-alerta-estudo-1750262173109_320.jpg" alt="Amazônia poderá perder habitat de aves e primatas mesmo com controle climático, alerta estudo"></a></article></aside><p>Instalado na Universidade Estadual de Santa Cruz, o espaço possui capacidade inicial para atender até três grupos de micos simultaneamente, com previsão de ampliação para até oito grupos no futuro. A proposta é oferecer atendimento veterinário, reabilitação física e readaptação comportamental para animais vítimas de acidentes ou retirados de áreas urbanas. Após o tratamento, <strong>os micos deverão ser transferidos para regiões mais preservadas e afastadas </strong>dos centros urbanos, onde possam voltar a viver em segurança.</p><p>Além do centro de reabilitação, Ilhéus também <strong>adotou o mico-leão-de-cara-dourada como mascote oficial da cidade. </strong>A medida faz parte de uma estratégia mais ampla para conscientizar a população sobre a importância da conservação da Mata Atlântica e reforçar o vínculo entre a economia cacaueira tradicional e a sobrevivência de uma das espécies mais emblemáticas da biodiversidade brasileira.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Mongabay. <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/05/bahia-abre-centro-de-reabilitacao-para-salvar-o-raro-mico-leao-de-cara-dourada/" target="_blank">Bahia abre centro de reabilitação para salvar o raro mico-leão-de-cara-dourada</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bahia-cria-refugio-para-mico-leao-da-cara-dourada-animal-ameacado-pela-destruicao-da-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Frio intenso leva riscos às pastagens no RS, SC e PR]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/frio-intenso-leva-riscos-para-pastagens-no-rs-sc-e-pr.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 10:12:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ar polar mantém frio intenso no Sul nesta semana e aumenta o risco de geada em áreas do RS, SC e PR, com reflexos em pastagens, bezerros, gado de leite e manejo rural nos próximos dias frios.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-continua-e-novo-sistema-traz-virada-do-tempo-para-6-estados-veja-a-previsao.html">Frio continua e novo sistema traz virada do tempo para 6 estados; veja a previsão</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-frio-intenso-riscos-para-pastagens-e-mudanca-preventiva-no-manejo-da-pecuaria-1779241561580.jpg" data-image="bj9nv8dlyg93" alt="frio, geada, SC, PR, RS" title="frio, geada, SC, PR, RS"><figcaption>Temperatura prevista para quinta-feira (21) mostra madrugadas frias no Sul, com marcas baixas no RS, SC e PR e maior risco de geada em áreas de altitude.</figcaption></figure><p>O ar polar que avançou pelo Centro-Sul mantém a Região Sul em alerta para frio intenso e geada nesta semana. <strong>Entre terça e quinta-feira, as madrugadas mais geladas devem atingir o Rio Grande do Sul, o oeste e o centro de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná</strong>, com mínimas próximas de 5°C e valores negativos nas áreas altas da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A queda de temperatura não preocupa apenas pela sensação de frio nas cidades. <strong>No campo, a geada pode queimar pastagens, reduzir a oferta de forragem e exigir ajustes rápidos no manejo de gado de leite, gado de corte e bezerros.</strong> Como as tardes também devem seguir frias, com máximas abaixo de 18°C em boa parte do Sul até sexta-feira, o desconforto pode durar vários dias.</p><h2>Ar polar mantém madrugadas geladas no Sul </h2><p>O frio mais forte deve aparecer nas primeiras horas do dia, quando o ar seco e gelado favorece perda de calor junto ao solo.<strong> É nesse período que a geada se forma com mais facilidade, principalmente em baixadas</strong>, campos abertos e áreas de maior altitude. No mapa, a faixa de maior atenção se estende da Campanha e Serra do RS ao Planalto Sul catarinense e ao sudoeste do PR.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-frio-intenso-riscos-para-pastagens-e-mudanca-preventiva-no-manejo-da-pecuaria-1779241676440.jpg" data-image="mxoum5lr7epz" alt="Geada, sul, sudeste" title="Geada, sul, sudeste"><figcaption>Anomalia de temperatura para quinta-feira (21) destaca frio abaixo da média em grande parte do Sul, reforçando o risco de geada e estresse nas pastagens.</figcaption></figure><p>Mesmo em áreas onde a temperatura não fica negativa, <strong>mínimas perto de 5°C já podem formar geada em pontos localizados. </strong>A diferença entre a medição oficial e a temperatura na altura da planta costuma ser importante: o termômetro pode marcar alguns graus acima de zero, enquanto folhas e pasto amanhecem esbranquiçados.</p><h2>Pastagens sentem a geada antes do rebanho </h2><p>Nas pastagens, o primeiro impacto costuma aparecer nas folhas. <strong>A geada desidrata e queima a parte aérea das forrageiras, reduzindo a qualidade do pasto disponível nos dias seguintes</strong>. Em campos naturais, azevém, aveia e pastagens perenes, a resposta depende da intensidade do frio, da umidade do solo e do estágio de crescimento das plantas.</p><div class="texto-destacado">Para o produtor, o risco maior é a queda temporária da oferta de alimento verde. </div><p><strong>Quando o pasto perde qualidade ou demora a rebrotar, o animal precisa gastar mais energia para manter a temperatura corporal</strong>, justamente em um período de menor disponibilidade de forragem. Os principais pontos de atenção são:</p><ul> <li><strong>baixadas e campos abertos, onde o frio se acumula;</strong></li> <li><strong>pastagens recém-rebrotadas ou com pouca massa;</strong></li> <li>bezerros, vacas em lactação e animais debilitados;</li> <li>necessidade de suplementação e abrigo contra vento.</li> </ul><h2>Pecuária precisa ajustar manejo até sexta-feira </h2><p>Na pecuária de leite, o frio pode afetar conforto térmico, consumo de alimento e rotina de ordenha, especialmente em propriedades com animais expostos à umidade e ao vento. <strong>Bezerros merecem atenção redobrada porque perdem calor com mais facilidade e podem sentir mais a combinação de madrugada fria</strong>, piso molhado e vento persistente. <strong>Nesses casos, abrigo seco e suplementação adequada ajudam a reduzir o estresse e manter a produção mais estável.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769632" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-intenso-provoca-geada-e-temperaturas-negativas-no-rs-e-em-sc-confira.html" title="Frio intenso provoca geada e temperaturas negativas no RS e em SC; confira">Frio intenso provoca geada e temperaturas negativas no RS e em SC; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-intenso-provoca-geada-e-temperaturas-negativas-no-rs-e-em-sc-confira.html" title="Frio intenso provoca geada e temperaturas negativas no RS e em SC; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-intenso-provoca-geada-e-temperaturas-negativas-no-rs-e-em-sc-nesta-terca-feira-1779211529772_320.jpg" alt="Frio intenso provoca geada e temperaturas negativas no RS e em SC; confira"></a></article></aside><p>Na pecuária de corte, o cuidado principal é garantir água, alimento e abrigo natural ou artificial. O frio tende a ser manejável, mas a sequência de vários dias <strong>com manhãs geladas e tardes pouco aquecidas aumenta a exigência energética dos animais</strong>. Onde a geada for mais forte, a avaliação das pastagens ao longo da semana será decisiva para evitar perda de desempenho do rebanho. <strong>O acompanhamento diário permite ajustar o manejo antes que a queda na oferta de forragem comprometa o ganho de peso.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/frio-intenso-leva-riscos-para-pastagens-no-rs-sc-e-pr.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Além de Campos do Jordão: 5 destinos de serra para curtir o frio em São Paulo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/alem-de-campos-do-jordao-5-destinos-de-serra-para-curtir-o-frio-em-sao-paulo.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 08:52:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Os melhores destinos de frio em São Paulo estão na Serra da Mantiqueira e no Circuito das Águas, oferecendo um clima aconchegante, boa gastronomia e pousadas acolhedoras, ideais para uma escapada de fim de semana. Conheça aqui 5 deles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-de-campos-do-jordao-5-destinos-de-serra-para-curtir-o-frio-em-sao-paulo-1779222833923.jpg" data-image="yfd9dlys5y93"><figcaption>Santo Antônio do Pinhal, em São Paulo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O inverno astronômico ainda nem chegou, mas já estamos tendo características típicas da estação no centro-sul do Brasil. O <strong>friozinho chegou ao estado de São Paulo</strong>, deixando as temperaturas mais baixas para esta época.</p><p>E você que gosta deste clima e quer pegar a estrada para explorar os lugares para ir no frio no estado paulista, este artigo é para você.</p><p>Trazemos aqui uma lista com <strong>5 destinos ideais</strong>, com<strong> boa gastronomia, pousadas e hotéis aconchegantes, além de paisagens naturais deslumbrantes</strong>. Vá além da famosa Campos do Jordão e descubra outras cidades especiais para visitar neste período. Acompanhe a seguir conosco.</p><h2> 5 destinos para aproveitar o frio em SP</h2><p>Veja aqui <strong>5 ótimos destinos para você curtir o friozinho</strong> em meio às montanhas, boa comida, um vinhozinho e até com aquela companhia especial.</p><h3>Santo Antônio do Pinhal</h3><p>Esta cidade fica a cerca de <strong>170 km da capital paulista</strong>, a mais de 1.100 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira.</p><p>É uma charmosa cidade conhecida por sua<strong> beleza natural</strong>, <strong>clima agradável de montanha</strong> e <strong>paisagens naturais deslumbrantes</strong>, com <strong>mirantes </strong>e <strong>trilhas </strong>em meio à natureza. </p><div class="texto-destacado">Santo Antônio do Pinhal fica a apenas 20 km de Campos do Jordão, e tem uma atmosfera mais tranquila e com preços mais acessíveis.</div><p>Os<strong> restaurantes e bistrôs da cidade oferecem diversas opções</strong>, como fondues, sopas, chocolates quentes e mais. Além disso, há várias lojinhas de artesanato e cafeterias. </p><p>Seus principais pontos turísticos que vale a pena conhecer são: o <strong>Pico Agudo</strong>, Jardim dos Pinhais Ecoparque, <strong>Boulevard Araucária</strong>, Estação Eugênio Lefèvre e a Cachoeira do Lageado.</p><h3>São Bento do Sapucaí</h3><p>A cerca de <strong>200 km da capital</strong>, também na<strong> Serra da Mantiqueira</strong>, está essa cidade que é mais rústica e tranquila,<strong> </strong>excelente para <strong>ecoturismo </strong>e pousadas românticas. Tem muita <strong>beleza natural, clima frio e paisagens deslumbrantes</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-de-campos-do-jordao-5-destinos-de-serra-para-curtir-o-frio-em-sao-paulo-1779222874248.jpg" data-image="pfy22vk1930r"><figcaption>A Pedra do Baú (ao fundo), vista da ponta do Bauzinho. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>É possível realizar <strong>caminhadas</strong>, <strong>trekking </strong>e outras atividades ao ar livre, além de visitar <strong>cachoeiras </strong>e <strong>mirantes </strong>deslumbrantes. O <strong>Complexo da Pedra do Baú é o grande cartão-postal da cidade</strong>, com uma vista incrível da Mantiqueira. </p><p>A cidade tem<strong> alta gastronomia e muita cultura</strong>, com tour de degustação em vinícola e ateliês.</p><h3>São Roque</h3><p>São Roque, a cerca de <strong>66 km da cidade de São Paulo</strong>, é famosa pela <strong>Rota do Vinho</strong>, contando com várias vinícolas que realizam roteiros de enoturismo. </p><p>A cidade ainda tem <strong>belas paisagens e um clima aconchegante</strong>, uma boa culinária portuguesa e italiana, o Dream Car Museu que conta com carros antigos da América latina e um parque de diversões, o Ski Mountain Park, um parque de esqui e lazer, e até um bar de gelo.</p><h3>Serra Negra</h3><p>Serra Negra fica a <strong>150 km da capital paulista</strong> e é<strong> rodeada por montanhas</strong>, em uma região de 927 metros de altitude com picos de até 1.300 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-de-campos-do-jordao-5-destinos-de-serra-para-curtir-o-frio-em-sao-paulo-1779222924752.jpg" data-image="40tly05tyb6c"><figcaption>Alto da Serra, em Serra Negra (SP). Crédito: Facebook/Prefeitura de Serra Negra.</figcaption></figure><p>Ela<strong> integra o Circuito das Águas Paulista</strong>, oferecendo um clima de montanha com forte herança italiana, <strong>várias lojas de malhas, parques, queijos e vinhos</strong>.</p><p>Entre os pontos turísticos, destacam-se a Fontana di Trevi, uma réplica do monumento de Roma; o Teleférico - Mirante Cristo Redentor; e a Disneilândia dos Robôs.</p><h3>Cunha</h3><p>Cunha fica a aproximadamente<strong> 230 km da capital paulista</strong> e também atrai turistas pelo friozinho, já que <strong>está situada entre montanhas</strong>, colinas e parques ecológicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-de-campos-do-jordao-5-destinos-de-serra-para-curtir-o-frio-em-sao-paulo-1779222946917.jpg" data-image="npk2u23bflt5"><figcaption>O Lavandário, um campo de lavanda pitoresco com café e loja de presentes que vende produtos à base de lavanda em Cunha (SP). Crédito: Blog Mariana Viaja.</figcaption></figure><p>É <strong>famosa pelos campos de lavanda, ateliês de cerâmica e vista panorâmica no Lavandário</strong>. Mas também vale a pena conhecer a Pedra da Macela e as cachoeiras do Pimenta e do Desterro.<em><br></em></p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/6-destinos-de-serra-para-curtir-o-frio-em-sao-paulo/" target="_blank">6 destinos de serra em São Paulo para curtir o frio</a>. 11 de maio, 2026. Bárbara Ligero.</em></p><p><em><a href="https://www.lacentral.com.br/listas/8-lugares-para-viajar-no-inverno-em-sao-paulo/" target="_blank">8 lugares para viajar no inverno em São Paulo</a>. 22 de fevereiro, 2024. Eliria Buso.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/alem-de-campos-do-jordao-5-destinos-de-serra-para-curtir-o-frio-em-sao-paulo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arco-íris em plena noite: o misterioso espetáculo do 'moonbow' que só ocorre sob lua cheia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arco-iris-em-plena-noite-o-misterioso-espetaculo-do-moonbow-que-so-ocorre-sob-lua-cheia.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 23:36:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em meio a cachoeiras, neblina e lua cheia, surge um dos fenômenos ópticos mais peculiares do planeta: o 'moonbow', um arco-íris noturno visível apenas sob condições muito específicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arcoiris-en-plena-noche-el-misterioso-espectaculo-moonbow-que-solo-ocurre-bajo-la-luna-llena-1778882648636.png" data-image="fsj579uvld6k" alt="moonbow" title="moonbow"><figcaption>O arco-íris lunar ou arco-íris noturno é um fenômeno tão belo quanto curioso.</figcaption></figure><p>Existe um <strong>fenômeno tão raro</strong> que muitos entusiastas da meteorologia e da fotografia passam anos tentando observá-lo, e embora possa ocorrer em várias partes do mundo, poucos lugares oferecem condições tão favoráveis quanto o <strong>Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia</strong>.</p><p>Estamos falando do<strong> arco-íris lunar ou arco-íris noturno </strong>('<em>moonbow</em>', em inglês), um fenômeno que ocorre quando a <strong>luz da lua cheia atravessa milhões de gotículas de água suspensas no ar</strong>, geralmente <strong>perto de grandes cachoeiras ou chuvas intensas</strong>.</p><p>Como mencionado, o Parque Nacional de Yosemite oferece essas condições perfeitas, já que em certas noites da primavera e do início do verão, as cachoeiras e o luar criam um dos espetáculos atmosféricos mais extraordinários da natureza.</p><h2>O que é e como se forma um 'moonbow'?</h2><p>Ele ainda é um arco-íris à noite, ou seja, um arco lunar que, ao contrário do arco-íris convencional que tem a luz do sol como fonte, o lunar <strong>tem a luz que vem da Lua como fonte de energia</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un <a href="https://twitter.com/hashtag/Moonbow?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Moonbow</a> o arcoíris nocturno visto anoche en Navarra España. A diferencia de su contraparte diurna éstos son muy poco frecuentes de observar. <br><br> Belén Santamaría <a href="https://t.co/jMJoW3U3mz">pic.twitter.com/jMJoW3U3mz</a></p>— Nelson Valdez (@nelvaldez) <a href="https://twitter.com/nelvaldez/status/1856429642930106806?ref_src=twsrc%5Etfw">November 12, 2024</a></blockquote></figure><p>Quando a<strong> luz da lua </strong>passa por pequenas gotas de água suspensas no ar, ela refrata,<strong> refletindo dentro dessas gotas e saindo, decompondo-se em cores</strong>, assim como o arco-íris que todos conhecemos.</p><h2>Por que quase sempre parece branco?</h2><p>Aqui está uma das curiosidades mais surpreendentes do fenômeno, aquela que o diferencia completamente. <strong>Embora o arco-íris lunar contenha cores</strong> reais,<strong> o olho humano mal consegue distingui-las à noite</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The lunar rainbow (Moonbow) at Victoria Falls is a rare phenomenon created by moonlight reflecting off the spray of the falls, best seen during full moon nights. The silvery arc occurs when high water levels combine with a bright moon, offering a magical experience in rainforest. <a href="https://t.co/TX5PW7lRhC">pic.twitter.com/TX5PW7lRhC</a></p>— Javed Iqbal (@Javed2k) <a href="https://twitter.com/Javed2k/status/2055359203565302056?ref_src=twsrc%5Etfw">May 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Isso acontece porque, em condições de baixa luminosidade, nossos olhos utilizam principalmente células especializadas chamadas bastonetes, que detectam a luz (mas não a cor). É por isso que <strong>o arco-íris geralmente aparece esbranquiçado ou prateado a olho nu</strong>, enquanto fotografias de longa exposição mostram claramente tons de vermelho, verde ou violeta.</p><ul> </ul><h2>Yosemite, um lugar perfeito para sua observação</h2><p>O Parque Nacional de Yosemite tornou-se<strong> um destino mundialmente famoso para caçadores de arco-íris lunares</strong>, e a explicação é simples: vários elementos essenciais convergem ali — cachoeiras imensas, vales profundos, ar úmido, céus escuros livres de poluição luminosa, altitude elevada e abundante derretimento da neve na primavera.</p><p>Tudo isso cria um cenário ideal para a interação da luz da lua com a névoa da água.</p><h3>Fotografia noturna e ciência atmosférica</h3><p>Durante décadas, os arcos lunares <strong>foram considerados quase lendários devido à dificuldade de observação</strong>. No entanto, a fotografia digital mudou completamente essa percepção, e os avanços na área tornaram possível documentar esse fenômeno com enorme detalhe.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">iPhone snap of last nights moonbow in the Upper Yosemite falls mist around 11:30 pm <a href="https://t.co/qAYuzCVJ6u">pic.twitter.com/qAYuzCVJ6u</a></p>— Brandon Yoshizawa (@bay_photography) <a href="https://twitter.com/bay_photography/status/2050583066369024076?ref_src=twsrc%5Etfw">May 2, 2026</a></blockquote></figure><p><em></em>Além disso, também devemos considerar os <strong>avanços nos modelos de previsão</strong> capazes de antecipar e programar a posição da Lua, o ângulo do arco, os horários exatos de aparição ou os melhores pontos de observação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arco-iris-em-plena-noite-o-misterioso-espetaculo-do-moonbow-que-so-ocorre-sob-lua-cheia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio intenso provoca geada e temperaturas negativas no RS e em SC; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-intenso-provoca-geada-e-temperaturas-negativas-no-rs-e-em-sc-confira.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os termômetros desceram abaixo de zero grau em diversas cidades da região Sul do país, impulsionados por um forte sistema meteorológico de alta pressão atmosférica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-intenso-provoca-geada-e-temperaturas-negativas-no-rs-e-em-sc-nesta-terca-feira-1779211529772.jpg" data-image="hnqr1mg4jsfq" alt="Geada registrada em Santana do Livramento na manhã desta terça-feira (19) — Foto: Rodrigo Evaldt/RBS TV" title="Geada registrada em Santana do Livramento na manhã desta terça-feira (19) — Foto: Rodrigo Evaldt/RBS TV"><figcaption>Geada registrada em Santana do Livramento na manhã desta terça-feira (19) — Foto: Rodrigo Evaldt/RBS TV</figcaption></figure><p>Uma forte massa de ar polar avançou sobre a região Sul do Brasil, <strong>provocando um declínio acentuado nas temperaturas e a formação de geada</strong> em diversas localidades. O fenômeno meteorológico alterou a rotina dos moradores e gerou registros de marcas congelantes em cidades gaúchas e catarinenses nesta terça-feira (19).</p><p>De acordo com institutos de meteorologia e órgãos de fiscalização estadual<strong>, os termômetros marcaram índices negativos e próximos de zero</strong> logo no início do dia. A intensa presença do frio decorreu de um sistema de alta pressão que estabilizou o tempo e impulsionou o ar gelado por toda a região.</p><h2>Temperaturas negativas e geada no Rio Grande do Sul</h2><p>No território gaúcho, a Fronteira Oeste concentrou os menores índices térmicos nas primeiras horas da manhã, com a ocorrência de geada severa sobre a vegetação. O Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (<a href="https://simagro.rs.gov.br/alertas-agroclimaticos" target="_blank">SIMAGRO</a>) registrou a menor temperatura do estado em Santana do Livramento, <strong>onde os termômetros marcaram -2,5°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Outras cidades da região também enfrentaram marcas expressivas provocadas pelo ar polar. Foi identificado -0,8°C em Quaraí e -0,6°C no município de Hulha Negra, evidenciando a grande abrangência do frio congelante no início do dia.</div><p>Além dessas localidades, marcas muito baixas foram observadas em<strong> Caçapava do Sul, Soledade e Dom Pedrito</strong>, que pontuaram uma temperatura mínima comum de<strong> 0,2°C</strong>. Municípios como <strong>Rosário do Sul anotaram 0,3°C e Alegrete chegou a 0,7°C</strong>, consolidando um amanhecer de inverno rigoroso.</p><p>Durante a tarde, apesar do sol predominar em praticamente todo o território do estado, os termômetros subiram pouco. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, os medidores registraram marcas tímidas, com as <strong>temperaturas máximas estabilizadas na casa dos 17°C</strong>.</p><h2>Amanhecer congelante nas serras de Santa Catarina</h2><p>O estado vizinho de <strong>Santa Catarina também registrou marcas térmicas severas sob a influência da mesma massa de ar polar </strong>que atuou no Sul. A Defesa Civil estadual divulgou um boletim detalhado confirmando o resfriamento amplo e a presença de gelo em áreas rurais nas primeiras horas da manhã.</p><p>A menor temperatura catarinense ocorreu no município de <strong>Bom Jardim da Serra, que atingiu a marca de 0,2°C</strong><strong> nos medidores oficiais</strong>. Logo em seguida, os termômetros apontaram <strong>1,6°C</strong> nas cidades de Urupema e de São Joaquim, enquanto Urubici computou uma mínima de <strong>3,1°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769444" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fotos-aereas-revelam-impacto-do-fechamento-de-canal-do-mar-em-sc-ha-90-anos.html" title="Fotos aéreas revelam impacto do fechamento de canal do mar em SC há 90 anos">Fotos aéreas revelam impacto do fechamento de canal do mar em SC há 90 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fotos-aereas-revelam-impacto-do-fechamento-de-canal-do-mar-em-sc-ha-90-anos.html" title="Fotos aéreas revelam impacto do fechamento de canal do mar em SC há 90 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotos-aereas-revelam-o-impacto-do-fechamento-de-canal-do-mar-em-sc-ha-90-anos-1779124182002_320.jpg" alt="Fotos aéreas revelam impacto do fechamento de canal do mar em SC há 90 anos"></a></article></aside><p>As temperaturas baixas também se estenderam para os municípios localizados no Oeste e no Meio-Oeste catarinense. Os relatórios governamentais destacaram marcas de <strong>4,5°C em Maravilha, 6,6°C na cidade de Itapiranga, 7,5°C no município de Xanxerê e 7,6°C na localidade de São Miguel do Oeste</strong>.</p><p>O vento constante verificado nessas regiões reforçou a sensação de frio extremo, afetando de forma direta as populações locais. Esse padrão de resfriamento amplo <strong>cobriu pastagens e lavouras com camadas de gelo</strong>, mudando a paisagem habitual das cidades que ficam nas áreas de maior altitude do estado.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/19/massa-de-ar-polar-avanca-sobre-o-rs-com-geada-e-minima-de-25c-veja-as-menores-temperaturas.ghtml" target="_blank">Massa de ar polar avança sobre o RS com geada e mínima de -2,5°C; veja as menores temperaturas.</a> 19 de maio, 2026. </em></p><p><em><a href="https://news.targetw.com/noticia/geral/santa-catarina-registra-frio-de-0-2-c-e-amanhecer-congelante-nesta-terca-feira" target="_blank">Santa Catarina registra frio de 0,2°C e amanhecer congelante nesta terça-feira.</a> 19 de maio, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-intenso-provoca-geada-e-temperaturas-negativas-no-rs-e-em-sc-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio e chuvas intensas mantêm clima atípico e alertas em SP e mais 3 estados; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-e-chuvas-intensas-mantem-clima-atipico-e-alertas-em-sp-e-mais-3-estados-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 20:39:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria está mudando o tempo sobre a região Sudeste, atingindo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo e formando tempestades com chuvas fortes. Haverá também uma queda das temperaturas com possibilidade de geadas pontuais.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-ganha-forca-junto-com-risco-de-chuvas-forte-no-sul-e-no-sudeste-confira-a-previsao.html" target="_blank">Frio ganha força junto com risco de chuva forte no Sul e no Sudeste</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9kf8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9kf8.jpg" id="xaa9kf8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> frente fria sobre a região Sudeste</strong> está causando uma mudança do tempo em todos os estados da região. Já ao longo desta terça-feira (19) e na quarta-feira (20), previsões indicam ocorrência de <strong>pancadas de chuva moderadas</strong> em diversos estados, como é possível observar no vídeo acima.</p><div class="texto-destacado">O<em> Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>) publicou avisos para São Paulo, Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e boa parte de Minas Gerais (incluindo Alto Paranaíba, Sul e Belo Horizonte). Há risco de chuvas moderadas de até 50 mm/dia e ventos de até 60 km/h, além de possibilidade de queda de granizo.</div><p>Nos próximos dias, essas pancadas de chuva podem <strong>ocasionar diversos transtornos</strong>, como cortes no fornecimento de energia elétrica, pequenos estragos em plantações, queda de galhos de árvores e objetos altos, além de alagamentos, que ocorrem especialmente em <strong>áreas urbanas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-e-chuvas-intensas-mantem-clima-atipico-e-alertas-em-4-estados-confira-a-previsao-1779209516853.jpg" data-image="cxpepz8tzqf7" alt="Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante o início da tarde." title="Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante o início da tarde."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante o início da tarde mostra a presença da frente fria, que atua sobre a região sudeste ocasionando pancadas de chuva significativas.</figcaption></figure><p>As chuvas se formam especialmente durante a tarde e a noite, e começam a <strong>perder a intensidade durante a quinta-feira (21)</strong>, quando a nebulosidade ainda se mantém intensa sobre parte do Sudeste, mas apenas chuvas fracas são previstas.</p><p>Ainda assim, ao total, os acumulados totais dos próximos dias <strong>podem chegar a até 70 mm</strong>, sendo que as <strong>regiões mais atingidas</strong> serão o litoral de São Paulo, o litoral do Espírito Santo, o sul de Minas Gerais e todo o estado do Rio de Janeiro.</p><h2>Frio avança pelo Sudeste esta semana</h2><p>Mas além das chuvas, uma <strong>massa de ar frio avançará pelo Brasil nos próximos dias,</strong> após ocasionar a formação de temperaturas extremamente baixas e geadas na região Sul. Diversos municípios do Rio Grande do Sul registraram <strong>t</strong><strong>emperaturas negativas ou próximas de zero</strong> nesta terça-feira (19), como Quaraí, Dom Pedrito e Soledade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-e-chuvas-intensas-mantem-clima-atipico-e-alertas-em-4-estados-confira-a-previsao-1779209550574.jpg" data-image="968kqhpg31ax" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa nesta quinta-feira durante a noite." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa nesta quinta-feira durante a noite."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa nesta quinta-feira durante a noite mostra a abrangência da massa de ar frio, que fará as temperaturas caírem em SP, RJ, sul de MG e sul do ES.</figcaption></figure><p>Entre esta terça-feira (19) e a quarta-feira (20), o sistema fará as temperaturas caírem sobre <strong>São Paulo</strong> e, posteriormente, avançará também sobre o <strong>Rio de Janeiro</strong>, sul do <strong>Espírito Santo</strong> e sul de <strong>Minas Gerais</strong>, trazendo um frio mais significativo para estes estados até o final da semana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Enquanto a maior parte dos estados mencionados registra <strong>temperaturas mínimas próximas dos 15°C,</strong> o frio na região da Serra da Mantiqueira pode ser ainda mais intenso. Previsões indicam temperaturas de <strong>até 3°C</strong> em municípios da região, o que ocasionará a formação de <strong>geadas localizadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-e-chuvas-intensas-mantem-clima-atipico-e-alertas-em-4-estados-confira-a-previsao-1779209593383.jpg" data-image="6wzhdiuy8xh9" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã mostra que as temperaturas podem chegar a 3°C na Serra da Mantiqueira, ocasionando geadas pontuais.</figcaption></figure><p>Vale notar que as condições podem variar de um município para outro ao longo da semana. Por isso, não deixe também de acompanhar as <strong>previsões de chuva e temperatura específicas para a sua cidade</strong>, disponíveis aqui no portal. Assim você evita ao máximo ser pego desprevenido pelo mau tempo</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-e-chuvas-intensas-mantem-clima-atipico-e-alertas-em-sp-e-mais-3-estados-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio continua e novo sistema traz virada do tempo para 6 estados; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-continua-e-novo-sistema-traz-virada-do-tempo-para-6-estados-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 19:38:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio continuará atuando no centro-sul do Brasil nos próximos dias e as instabilidades mudam o tempo em seis estados entre esta sexta e o fim de semana, provocando chuvas de até forte intensidade.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html" target="_blank">Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9m0a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9m0a.jpg" id="xaa9m0a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>massa de ar frio vai continuar atuando no centro-sul do Brasil</strong> nos próximos dias, e até vai ganhar um reforço de ar polar em meados desta semana,<strong> deixando as temperaturas bem abaixo da média para esta época do ano</strong>, com madrugadas gélidas e chance de formação de geada, especialmente na Região Sul do país.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Além disso, um <strong>cavado </strong>meteorológico (área alongada de relativa pressão atmosférica baixa) vai formar <strong>instabilidades </strong>em <strong>Santa Catarina, no Paraná e no Mato grosso do Sul inicialmente na sexta (22)</strong> e depois em <strong>São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo no fim de semana</strong>.</p><p>Acompanhe<strong> a seguir os detalhes da previsão</strong> do tempo.</p><h2>Chuvas atingem 6 estados do centro-sul no fim desta semana</h2><p>Na <strong>sexta-feira (22)</strong>, já pela manhã ocorrem <strong>chuvas de intensidade fraca a moderada </strong>no <strong>sul do Mato Grosso do Sul</strong> e em áreas do <strong>oeste e do centro do Paraná</strong>.</p><p><strong>Ao longo da tarde</strong> e até meados da noite, essas <strong>chuvas continuam ocorrendo, mas se espalham também para as demais áreas paranaenses</strong>, inclusive na capital, e também no <strong>Litoral Norte de Santa Catarina</strong>. Aliás, há risco de pancadas mais fortes durante a tarde no estado paranaense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-continua-e-novo-sistema-traz-virada-do-tempo-para-6-estados-veja-a-previsao-1779213804577.jpg" data-image="mhnkeeiuhdvk"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sexta-feira (22) às 15h e sábado (23) às 12h à esquerda, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No<strong> sábado (23) </strong>de manhã ainda podem ocorrer<strong> chuvas fracas em áreas do norte e do leste do Paraná</strong>, mas as instabilidades mais significativas avançam para o Sudeste do país.</p><div class="texto-destacado">Pancadas de chuva atingem o sul do Mato Grosso do Sul, o Paraná, leste de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo entre esta sexta (22) e o fim de semana, e com risco de temporais especialmente no estado paulista.</div><p>De manhã e ao longo da tarde, então, estão previstas <strong>chuvas intensas que podem ocorrer em forma de pancadas e com temporais</strong> em todo o território de <strong>São Paulo</strong>, principalmente na porção centro-oeste; também em áreas do <strong>nordeste do Mato Grosso do Sul</strong>. Ao longo da noite, ainda há risco de pancadas de chuva e temporais isolados no norte de São Paulo.</p><p>Também são esperadas <strong>chuvas fracas e de forma mais isolada</strong> nos estados do<strong> Rio de Janeiro e do Espírito Santo </strong>ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-continua-e-novo-sistema-traz-virada-do-tempo-para-6-estados-veja-a-previsao-1779213931958.png" data-image="w51g85v2p9d7"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sábado (23) às 9h à esquerda e às 15h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No decorrer do <strong>domingo (24)</strong> a previsão indica <strong>chuvas fracas na faixa litorânea de Santa Catarina e do Paraná</strong>, e com<strong> pancadas no litoral de São Paulo</strong>, especialmente durante a tarde. E <strong>chuvas moderadas estão previstas para todo o estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo</strong>, começando já desde o período da manhã.</p><h2>E o frio vai continuar atuando…</h2><p>A <strong>massa de ar polar vai manter a sensação de frio em parte destes estados</strong> até o fim desta semana.</p><p><strong>Em São Paulo e no Rio de Janeiro o frio não será tão intenso quanto o da semana passada</strong>, que deixou manhãs bem gélidas. O tempo terá mais umidade e maior presença de nebulosidade, o que não deixa uma queda tão abrupta de temperatura.</p><p>As <strong>manhãs e as noites continuam mais frias, especialmente no centro-sul paulista e na Região Serrana do Rio</strong>. As mínimas ficam abaixo dos 16°C em praticamente todo o São Paulo e nas áreas mais elevadas do Rio de Janeiro e centro-sul, podendo chegar aos <strong>11°C no sul paulista e na região Serrana do Rio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-continua-e-novo-sistema-traz-virada-do-tempo-para-6-estados-veja-a-previsao-1779216260246.jpg" data-image="asjovri0byvy"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (em °C) para sexta-feira (22), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>Mato Grosso do Sul </strong>e no <strong>centro-sul do Espírito Santo</strong>, <strong>mínimas entre 14°C e 16°C</strong>. No <strong>Paraná</strong>, as mínimas não passam dos 15°C e podem chegar aos <strong>8°C/9°C em áreas do sul</strong>.</p><p>Agora, em<strong> Santa Catarina</strong> fará mais frio. As <strong>mínimas </strong>nos próximos dias não passam dos<strong> 8°C</strong> em boa parte do estado, podendo ficar<strong> em torno dos 2°C nas áreas mais elevadas da Serra</strong>. Inclusive, <strong>há risco de geadas no estado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-continua-e-novo-sistema-traz-virada-do-tempo-para-6-estados-veja-a-previsao-1779216363399.jpg" data-image="cyyf4t6fw741"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para sábado (23), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Sobre as <strong>temperaturas máximas</strong>, elas ficam mais amenas em parte destes estados, porém, <strong>à tarde ainda teremos</strong> <strong>sensação de friozinho</strong> em áreas do <strong>centro-leste paranaense e catarinense</strong>, e no <strong>leste de São Paulo</strong>, onde os termômetros marcarão de <strong>12°C a 17°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-continua-e-novo-sistema-traz-virada-do-tempo-para-6-estados-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De geadas ao calor: entenda o que faz o Brasil registrar diferença de mais de 20°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/de-geadas-ao-calor-entenda-o-que-faz-o-brasil-registrar-diferenca-de-mais-de-20-c.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 18:34:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Brasil irá registrar grandes contrastes térmicos ao longo dos próximos dias. Nesta quarta-feira, a diferença supera os 20°C e vai desde geadas da Região Sul ao calor do Norte e Nordeste.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-ganha-forca-junto-com-risco-de-chuvas-forte-no-sul-e-no-sudeste-confira-a-previsao.html" target="_blank">Frio ganha força junto com risco de chuva forte no Sul e no Sudeste; confira a previsão</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9eo8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9eo8.jpg" id="xaa9eo8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Recentemente <strong>uma frente fria avançou sobre o Brasil</strong>, o sistema trouxe consigo uma <strong>massa de ar polar </strong>que foi capaz de diminuir as temperaturas em parte do país. O ar frio afetou áreas do Centro-Sul do Brasil e levou friagem até a Região Norte. Contudo, <strong>outra parte do país segue com as temperaturas elevadas</strong>, caso dos municípios localizados no Nordeste, parte da Região Norte e também do Centro-Oeste, onde a massa de ar frio não atingiu.</p><p>Nos próximos dias, o Brasil estará diante de um grande <strong>contraste térmico</strong>. A Região Sul enfrentará <strong>geadas recorrentes</strong> durante o amanhecer e temperaturas amenas ao longo das tardes, enquanto o Norte e o Nordeste registrarão dias de calor intenso, com marcas acima dos 33°C.</p><h2>Diferença de temperatura supera os 20°C</h2><p>O amanhecer desta quarta-feira (20) será marcado por <strong>frio abrangente</strong> na Região Sul. O <strong>Rio Grande do Sul deverá registrar novas geadas</strong> amanhã, cenário que se repete em boa parte de Santa Catarina (exceto no noroeste do estado) e nas regiões de General Carneiro e Guarapuava, no Paraná.</p><p>Em toda a área citada, as temperaturas vão variar entre<strong> 2°C e 6°C</strong>. Nas áreas de serra, os índices podem ser ainda menores, alcançando <strong>patamares negativos</strong>, o que provocará <strong>geadas generalizadas</strong> sobre a porção Sul do Brasil. O <strong>ar frio</strong> também marcará presença em áreas do <strong>Sudeste e do Centro-Oeste</strong>, deixando as primeiras horas do dia mais geladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-geadas-ao-calor-entenda-o-que-faz-o-brasil-registrar-diferenca-de-mais-de-20-c-1779206563482.jpg" data-image="balhxupmp1nt" alt="Mapa de temperatura mínima." title="Mapa de temperatura mínima."><figcaption>Contrate térmico superior a 20°C entre o Norte e Sul do Brasil na manhã desta quarta-feira (20).</figcaption></figure><p>Na faixa entre o leste de São Paulo, o sul de Minas Gerais e o centro-sul do Mato Grosso do Sul, a <strong>temperatura mínima</strong> prevista oscilará entre <strong>13°C e 16°C</strong>. A exceção fica por conta da <strong>Serra da Mantiqueira, onde as mínimas devem se situar na casa dos 11°C.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Durante o período da tarde, as temperaturas não sobem no Sul do país. N<strong>o Rio Grande do Sul, a máxima não supera os 17°C</strong> em todo o estado, com destaque para a região de Flores da Cunha, onde os termômetros não passam dos 13°C. Em <strong>Santa Catarina, a máxima será de apenas 11°C em São Joaquim</strong>, na serra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-geadas-ao-calor-entenda-o-que-faz-o-brasil-registrar-diferenca-de-mais-de-20-c-1779206618878.jpg" data-image="tx5ah2k8lgzz" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Massa de ar frio atua em boa parte do Brasil, o que evidencia o grande contraste térmico no país.</figcaption></figure><p>Já nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, no oeste do Mato Grosso e em parte de Minas Gerais, <strong>as temperaturas ficam um pouco mais altas em comparação ao extremo sul</strong>. As máximas variam entre <strong>19°C e 26°C,</strong> garantindo um <strong>clima ameno</strong> até mesmo nas capitais Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte.</p><p>Por outro lado, <strong>o Centro-Norte e o Nordeste experimentarão calor </strong>desde as primeiras horas da manhã. A massa de ar frio não alcançou essas áreas, mas foi capaz de "empurrar" o ar quente que se concentrava mais ao sul. As <strong>mínimas</strong> variam entre <strong>20°C e 25°C</strong> nas regiões Norte e Nordeste, exceto em alguns pontos da Bahia, que terão <strong>mínimas próximas</strong> a 18°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-geadas-ao-calor-entenda-o-que-faz-o-brasil-registrar-diferenca-de-mais-de-20-c-1779206676771.jpg" data-image="hmid8oogobe1" alt="Mapa de temperatura máxima." title="Mapa de temperatura máxima."><figcaption>Previsão da temperatura máxima para a tarde desta quarta-feira (20) no Brasil.</figcaption></figure><p>Com a chegada da tarde, <strong>o grande contraste térmico no país fica evidente. </strong>Áreas do norte de Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e de Pernambuco têm previsão de <strong>máximas acima de 33°C</strong>, gerando uma diferença de, no mínimo, 16°C em relação às tardes do Sul do Brasil.</p><p>Nos municípios localizados entre o norte do Tocantins e o sul do Maranhão e do Piauí, a previsão é de <strong>calor intenso</strong>, com <strong>os termômetros na casa dos 35°C,</strong> uma <strong>diferença de até 24°C em comparação à Serra Catarinense</strong>. Nas demais cidades da Região Norte e no leste do Nordeste, as temperaturas ficam entre 27°C e 31°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/de-geadas-ao-calor-entenda-o-que-faz-o-brasil-registrar-diferenca-de-mais-de-20-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oceano Pacífico alcança limiar de El Niño e o pico do fenômeno pode começar no inverno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 16:15:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Embora a anomalia semanal de temperatura da superfície do mar não seja suficiente para caracterizar o fenômeno, esta provavelmente é a primeira de muitas semanas do El Niño 2026/2027. </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-se-forma-nas-proximas-semanas-com-70-de-chance-intensidade-forte-a-muito-forte.html" target="_blank">El Niño se forma nas próximas semanas com 70% de chance intensidade forte a muito forte </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/transicao-abrupta-oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno-1779205953834.png" data-image="x958058i05eo" alt="A previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para junho-julho-agosto mostra valores superiores a 2°C no Pacífico Equatorial, de acordo com a média multi-modelos do Copernicus Climate Change Service. Créditos: C3S/Copernicus." title="A previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para junho-julho-agosto mostra valores superiores a 2°C no Pacífico Equatorial, de acordo com a média multi-modelos do Copernicus Climate Change Service. Créditos: C3S/Copernicus."><figcaption>A previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para junho-julho-agosto mostra valores superiores a 2°C no Pacífico Equatorial, de acordo com a média multi-modelos do Copernicus Climate Change Service. Créditos: C3S/Copernicus.</figcaption></figure><p>De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (18) pela <strong>NOAA</strong> (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), a <strong>anomalia relativa </strong>da<strong> temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) na região de monitoramento Niño 3.4 <strong>atingiu</strong>, na semana centrada em 13 de maio, o<strong> limiar de El Niño pela primeira vez </strong>desde meados de março, quando o evento La Niña perdeu configuração. </p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além disso, a <strong>média dos modelos climáticos</strong> do International Research Institute (<strong>IRI</strong>), da Universidade de Columbia (EUA), <strong>atualizada</strong> nesta <strong>terça-feira (19)</strong>, não somente <strong>aumentou</strong> as <strong>anomalias projetadas </strong>de TSM para cerca de<strong> 2,3°C</strong> como também<strong> antecipou o ápice do evento</strong>. As anomalias de TSM podem ultrapassar 2°C já no trimestre de julho-agosto-setembro, e se manter acima deste valor até o próximo ano. </p><p>A seguir, entenda o que a anomalia semanal dentro do limiar de El Niño representa, o que diz a nova rodada das projeções climáticas e o que se espera do Super El Niño.</p><h2>O El Niño 2026/2027 começou?</h2><p>O <strong>gráfico abaixo</strong> mostra a <strong>evolução</strong> <strong>recente</strong> das condições de <strong>anomalia relativa de TSM</strong> na região de monitoramento<strong> Niño 3.4</strong>, entre 11 de março e 13 de maio de 2026. As linhas tracejadas destacam o limiar de La Niña (em azul) e de El Niño (em vermelho)</p><p>Nota-se que a<strong> última semana</strong> em condições de<strong> La Niña</strong> ocorreu em <strong>18 de março</strong> e, <strong>após</strong> cerca de <strong>apenas dois meses</strong>, condições de <strong>El Niño</strong> foram alcançadas na semana centrada em 13 de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/transicao-abrupta-oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno-1779205987727.png" data-image="e3ad3h1dn8q5" alt="Evolução recente da anomalia relativa de TSM na região do Niño 3.4 de acordo com os dados do CPC/NOAA." title="Evolução recente da anomalia relativa de TSM na região do Niño 3.4 de acordo com os dados do CPC/NOAA."><figcaption>Evolução recente da anomalia relativa de TSM na região do Niño 3.4 de acordo com os dados do CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Embora uma<strong> anomalia semanal isolada </strong>ainda <strong>não</strong> seja suficiente para <strong>caracterizar</strong> oficialmente a <strong>consolidação</strong> do <strong>fenômeno</strong>, já que a variabilidade da TSM é naturalmente maior nessa escala de tempo, a <strong>evolução </strong>recente das condições no Pacífico tropical, <strong>combinada às projeções </strong>dos modelos climáticos, <strong>indica que esta pode ser</strong>, de fato, <strong>a primeira de muitas semanas do El Niño</strong> <strong>2026/2027</strong>. Isso representaria uma <strong>transição</strong> praticamente <strong>abrupta</strong> entre as fases, com apenas <strong>2 meses de neutralidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/transicao-abrupta-oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno-1779206058563.png" alt="O fluxograma da NOAA mostra os critérios usados para caracterizar as condições de El Niño no Pacífico tropical. Créditos: CPC/NOAA." title="O fluxograma da NOAA mostra os critérios usados para caracterizar as condições de El Niño no Pacífico tropical. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>O fluxograma da NOAA mostra os critérios usados para caracterizar as condições de El Niño no Pacífico tropical. Créditos: CPC/NOAA. </figcaption></figure><p>Um evento <strong>El Niño é declarado</strong> pela NOAA quando as <strong>anomalias</strong> de <strong>um mês alcançam +0,5°C</strong> (e não uma semana) e há confiança de persistência do aquecimento nos próximos meses. </p><h2>O Super El Niño vem aí?</h2><p>As <strong>previsões climáticas </strong>do sistema ENSO (composto pelas fases El Niño, La Niña e neutralidade) são <strong>atualizadas</strong> <strong>mensalmente</strong> <strong>pelo IRI</strong>, incorporando as condições oceânicas e atmosféricas mais recentes observadas no Pacífico tropical.</p><p>A <strong>rodada</strong> <strong>de maio</strong>,<strong> </strong>divulgada nesta <strong>terça-feira (19),</strong> <strong>reforçou</strong> ainda mais o cenário de um <strong>El Niño muito intenso</strong> (acima de 2°C) em 2026/2027. Quando analisamos a<strong> média das projeções</strong> dos <strong>modelos dinâmicos,</strong> representada pela linha mais espessa da pluma, observa-se um <strong>novo aumento das anomalias </strong>previstas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/transicao-abrupta-oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno-1779206085318.png" data-image="mvw8sxs28quj" alt="Previsão dos modelos de ENSO iniciada em abril (esquerda) e maio (direita). As linhas em vermelho destacam as anomalias máximas de 2°C e ~2,2°C. Créditos: Elaborada por Meteored/Fonte dos gráficos: IRI." title="Previsão dos modelos de ENSO iniciada em abril (esquerda) e maio (direita). As linhas em vermelho destacam as anomalias máximas de 2°C e ~2,2°C. Créditos: Elaborada por Meteored/Fonte dos gráficos: IRI."><figcaption>Previsão dos modelos de ENSO iniciada em abril (esquerda) e maio (direita). As linhas em vermelho destacam as anomalias máximas de 2°C e ~2,2°C. Créditos: Elaborada por Meteored/Fonte dos gráficos: IRI.</figcaption></figure><p>Em <strong>abril</strong>, os modelos indicavam<strong> anomalias ligeiramente superiores a +2°C </strong>em um<strong> curto período</strong> de tempo, no trimestre outubro-novembro-dezembro, ápice do evento. </p><div class="texto-destacado">Agora, a nova atualização elevou novamente essas projeções, alcançando cerca de 2,2°C no mesmo período, mas não somente isso: o gráfico mostra que anomalias superiores a 2°C podem iniciar entre o final do inverno e início da primavera, se estendendo até dezembro-janeiro-fevereiro de 2027.</div><p>Isso representa uma <strong>intensidade forte, antecipada e prolongada,</strong> que pode <strong>injetar muito calor e umidade na atmosfera</strong>, favorecendo o <strong>aumento</strong> das <strong>temperaturas globais</strong>, <strong>regionais</strong> e intensificando <strong>eventos</strong> <strong>extremos</strong> de secas e chuvas.</p><p>Mesmo com maio ainda inserido na chamada “barreira da primavera/outono” (período em que as previsões possuem maior incerteza), a evolução recente das projeções mostra que os modelos vêm intensificando gradualmente o sinal de aquecimento do Pacífico equatorial a cada nova rodada mensal, à medida que novas observações são incorporadas. Isso aumenta a confiança em um evento no mínimo forte e que pode, inclusive, atingir o limiar de um “Super El Niño”. </p><h2>O que é um Super El Niño?</h2><p>Apesar do alarmismo frequentemente associado a um possível “Super El Niño”, chamado por alguns até de “El Niño Godzilla”, é importante destacar que:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um evento forte ou muito forte não significa automaticamente impactos proporcionalmente maiores no tempo e no clima.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De forma geral, <strong>eventos intensos aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões clássicos </strong>associados ao <strong>El Niño</strong>, mas os <strong>efeitos regionais</strong> <strong>dependem</strong> de <strong>diversos fatores </strong>atmosféricos e <strong>não crescem de forma linear </strong>com a intensidade das anomalias no Oceano Pacífico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/transicao-abrupta-oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno-1779206103311.png" data-image="wfcbgyp12dg4" alt="Impactos típicos do El Niño para dezembro-fevereiro (esquerda) e junho-agosto (direita), onde “wet” significa “chuvoso”, “dry” significa “seco” e “warm’ quente. Créditos: CPC/NOAA." title="Impactos típicos do El Niño para dezembro-fevereiro (esquerda) e junho-agosto (direita), onde “wet” significa “chuvoso”, “dry” significa “seco” e “warm’ quente. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Impactos típicos do El Niño para dezembro-fevereiro (esquerda) e junho-agosto (direita), onde “wet” significa “chuvoso”, “dry” significa “seco” e “warm’ quente. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>No contexto do <strong>Brasil</strong>, os efeitos do El Niño são <strong>chuvas acima da média no Sul</strong> do país, especialmente durante a<strong> primavera e o verão</strong>, elevando também o risco de<strong> eventos extremos de precipitação</strong>. Já no <strong>Norte</strong> e em parte do <strong>Nordeste</strong>, a tendência é de<strong> precipitação abaixo da média</strong>. No <strong>Sudeste</strong>, o sinal climático para chuva costuma ser menos consistente, mas há maior probabilidade de t<strong>emperaturas acima da média</strong>, além do aumento na <strong>frequência</strong> e <strong>duração</strong> das <strong>ondas de calor.</strong></p><p>Em<strong> escala global</strong>, o aquecimento anômalo do Pacífico equatorial<strong> tende a elevar a temperatura média do planeta</strong>, aumentando as chances de <strong>novos recordes </strong>de calor em <strong>2027</strong> e favorecendo a intensificação de<strong> eventos extremos </strong>em diferentes regiões do mundo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/oceano-pacifico-alcanca-limiar-de-el-nino-e-o-pico-do-fenomeno-pode-comecar-no-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Extremos climáticos atingiram lavouras, infraestrutura rural e alimentos na América Latina e Caribe em 2025, segundo a OMM. Relatório mostra que furacões, enchentes e secas já pressionam produção, renda rural e abastecimento em diferentes países da região.</p><p class="top-inicio"></p><p>Extremos climáticos deixaram de ser apenas uma ameaça ambiental distante e </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm-1779126263007.jpg" data-image="rwnwn5laqvl4" alt="OMM, relatório, America do sul" title="OMM, relatório, America do sul"><figcaption>A OMM alerta que os impactos climáticos atingem produção, mercados e acesso aos alimentos na região.</figcaption></figure><p>passaram a atingir diretamente a comida que chega à mesa. <strong>Em 2025, furacões, enchentes, secas e incêndios afetaram sistemas agroalimentares</strong> em diferentes pontos da América Latina e do Caribe, com impacto sobre lavouras, criação animal, pesca, estradas rurais e renda de pequenos produtores. </p><div class="texto-destacado">O ponto mais importante do relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) é que os prejuízos não ficaram restritos à perda de safra. </div><p><strong>Os eventos atingiram, ao mesmo tempo, a produção, os ativos rurais, o funcionamento dos mercados e o acesso físico</strong> e econômico aos alimentos. Para o leitor brasileiro, a mensagem é clara: quando chuva extrema ou seca severa atingem áreas agrícolas, o efeito pode aparecer também no preço, na oferta e na qualidade dos alimentos.</p><h2>Furacão Melissa expôs fragilidade do campo no Caribe </h2><p>O caso mais forte vem da Jamaica. O furacão Melissa comprometeu pelo menos 149.412 hectares de terras agrícolas produtivas em paróquias importantes, afetando a segurança alimentar nacional e a capacidade de pequenos e médios produtores. <strong>O impacto avançou sobre granjas, estufas, estruturas pecuárias, estoques de ração e pontos de desembarque pesqueiro,</strong> mostrando que o dano no campo vai muito além da lavoura em pé. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm-1779126611511.jpg" data-image="kgren6vmshrn" alt="Melissa, furacão, tempo" title="Melissa, furacão, tempo"><figcaption>Furacões, enchentes e secas em 2025 expuseram a vulnerabilidade dos sistemas agroalimentares, segundo a OMM.</figcaption></figure><p>No Haiti, <strong>o relatório estimou 33.113 hectares de cultivos anegados e outros 43.922 hectares de terras agrícolas sob risco de inundação</strong>. Em Cuba, houve perdas expressivas em banana, milho, mandioca, café e hortaliças. Os principais alertas foram:</p><ul> <li><strong>perda direta de cultivos básicos;</strong></li> <li>danos a instalações rurais e sistemas de pesca;</li> <li><strong>risco ao abastecimento local de alimentos frescos;</strong></li> <li>maior pressão sobre pequenos produtores mais vulneráveis.</li> </ul><h2>Enchentes atingiram alimentos frescos e produção periurbana </h2><p><strong>Na Argentina, as enchentes de março em Bahía Blanca afetaram sistemas produtivos periurbanos</strong>, com produtores relatando perda total de colheitas e animais de granja. Esse dado é importante porque áreas próximas às cidades costumam abastecer mercados locais com hortaliças, ovos, frutas e outros alimentos de ciclo curto, justamente os mais sensíveis a interrupções rápidas. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Record heat, drought, extreme rainfall & tropical cyclones hit communities & economies across Latin America & the Caribbean in 2025. Glacier melt increased floods & water security risks.<br>WMO <a href="https://twitter.com/hashtag/StateofClimate?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#StateofClimate</a> in Latin America & the Caribbean 2025, OUT NOW. ️<a href="https://t.co/s8nMEelzT7">https://t.co/s8nMEelzT7</a> <a href="https://t.co/QaQgp5VNw6">pic.twitter.com/QaQgp5VNw6</a></p>— World Meteorological Organization (@WMO) <a href="https://twitter.com/WMO/status/2056359368556249394?ref_src=twsrc%5Etfw">May 18, 2026</a></blockquote></figure><p>Nos países andinos, o alerta é ainda mais estratégico. <strong>O relatório destaca que cerca de 70% da produção nacional de hortaliças se concentra nessas áreas, onde crecidas podem danificar infraestrutura produtiva</strong> e dificultar o acesso aos mercados. No mapa, a imagem seria de corredores agrícolas cortados por rios, encostas e vales, em que chuva intensa pode bloquear estradas e atrasar o escoamento. </p><h2>Brasil precisa olhar para seca, chuva forte e logística rural </h2><p>Para o Brasil, <strong>o relatório funciona como alerta de planejamento. Em 2025, a seca severa se estendeu do Norte e Nordeste para estados agrícolas centrais, </strong>incluindo São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Também houve episódios de chuva intensa no Rio Grande do Sul, com acumulados elevados em municípios como Santa Maria, Rio Pardo, São Borja, Cruz Alta e Soledade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-e-chuva-frente-fria-e-intenso-ar-polar-marcam-o-centro-sul-nesta-semana.html" title="Frio e chuva: frente fria e intenso ar polar marcam o centro-sul nesta semana">Frio e chuva: frente fria e intenso ar polar marcam o centro-sul nesta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-e-chuva-frente-fria-e-intenso-ar-polar-marcam-o-centro-sul-nesta-semana.html" title="Frio e chuva: frente fria e intenso ar polar marcam o centro-sul nesta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-e-chuva-frente-fria-e-intenso-ar-polar-marcam-o-centro-sul-nesta-semana-1779037656314_320.jpg" alt="Frio e chuva: frente fria e intenso ar polar marcam o centro-sul nesta semana"></a></article></aside><p>Isso significa que a segurança alimentar depende cada vez mais de previsão, manejo e logística. <strong>A chuva pode salvar uma lavoura em déficit hídrico, mas também pode atrasar colheita, danificar estradas e aumentar perdas pós-colheita.</strong> Já o calor e a seca reduzem água no solo e pressionam irrigação, pastagens e hortaliças. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://library.wmo.int/records/item/69851-estado-del-clima-en-america-latina-y-el-caribe-2025" target="_blank">Estado del clima en América Latina y el Caribe 2025</a>. 18 de maio, 2026. WMO.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vazão da água cresce até 60% em afluentes do Amazonas, ameaçando ecossistemas e populações locais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vazao-da-agua-cresce-ate-60-em-afluentes-do-amazonas-ameacando-ecossistemas-e-populacoes-locais.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo internacional revela aumento expressivo da vazão em áreas alagadas do Amazonas, intensificando erosão, transporte de sedimentos e impactos sobre peixes, florestas de várzea e comunidades ribeirinhas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vazao-da-agua-cresce-ate-60-em-afluentes-do-amazonas-ameacando-ecossistemas-e-populacoes-locais-1779116256840.jpg" data-image="5q64sgjempkg" alt="Casas e moradores da planície inundável do Lago Grande de Curuai, em Santarém (PA), durante a cheia de junho de 2022. Crédito: Alice Fassoni / UNB" title="Casas e moradores da planície inundável do Lago Grande de Curuai, em Santarém (PA), durante a cheia de junho de 2022. Crédito: Alice Fassoni / UNB"><figcaption>Casas e moradores da planície inundável do Lago Grande de Curuai, em Santarém (PA), durante a cheia de junho de 2022. Crédito: Alice Fassoni / UNB</figcaption></figure><p>O <strong>rio Amazonas</strong>, reconhecido como o mais extenso e volumoso do planeta, enfrenta mudanças hidrológicas cada vez mais intensas. Um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil, França e Reino Unido aponta que a vazão da água em planícies de inundação e afluentes do baixo Amazonas cresceu significativamente nas últimas décadas, chegando a registrar <strong>aumento de até 60% em determinadas regiões</strong>. O fenômeno preocupa cientistas por seus efeitos sobre a biodiversidade, as populações ribeirinhas e o equilíbrio ecológico da floresta de várzea.</p><p>Com aproximadamente 6.900 quilômetros de extensão, desde os Andes peruanos até o oceano Atlântico, o Amazonas forma<strong> a maior bacia hidrográfica do mundo.</strong> Em Óbidos, no Pará, a cerca de 800 quilômetros da foz, o rio apresenta vazão média de <strong>160 mil metros cúbicos por segundo</strong>, volume <strong>comparável à soma dos sete maiores rios do planeta</strong>. Durante parte do ano, as águas inundam extensas áreas da várzea amazônica, distribuindo sedimentos e nutrientes fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas.</p><p>Nos últimos anos, porém, eventos extremos se tornaram mais frequentes. As enchentes históricas de 2009 e 2021 fizeram a vazão em regiões como a planície de Parintins ultrapassar 40 mil metros cúbicos por segundo, praticamente igualando a vazão média do rio Congo, na África. Paralelamente, <strong>períodos de seca severa também passaram a atingir a região com maior intensidade.</strong></p><h2>Vazão cresce nas planícies inundáveis</h2><p>A pesquisa foi liderada pela hidróloga Alice Fassoni de Andrade, da Universidade de Brasília, e analisou dados entre 1970 e 2023. Utilizando imagens de satélite, medições de nível da água e modelos computacionais avançados, os cientistas reconstruíram<strong> o histórico do fluxo de água em quatro grandes planícies de inundação </strong>entre Manaus e Santarém.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vazao-da-agua-cresce-ate-60-em-afluentes-do-amazonas-ameacando-ecossistemas-e-populacoes-locais-1779116399769.jpg" data-image="ox5kfgybxejc" alt="Simulação do fluxo da água no rio Amazonas e na região central da bacia Amazônica e suas planícies de inundação durante o pico da cheia de junho de 2009. Crédito: Alice Fassoni / UNB" title="Simulação do fluxo da água no rio Amazonas e na região central da bacia Amazônica e suas planícies de inundação durante o pico da cheia de junho de 2009. Crédito: Alice Fassoni / UNB"><figcaption>Simulação do fluxo da água no rio Amazonas e na região central da bacia Amazônica e suas planícies de inundação durante o pico da cheia de junho de 2009. Crédito: Alice Fassoni / UNB</figcaption></figure><p>Os resultados mostraram que, entre 2005 e 2023, a vazão média do Amazonas aumentou 4,7% em relação ao período anterior. Em algumas áreas, no entanto, o crescimento foi muito mais expressivo. Na planície do<strong> Lago Grande do Curuai,</strong> em Santarém, <strong>o aumento chegou a 60%</strong>, valor considerado surpreendente pelos pesquisadores.</p><p>Segundo Andrade, estudos anteriores já apontavam mudanças na vazão do rio principal, mas ainda havia pouca compreensão sobre o comportamento das planícies alagáveis. Para investigar o fenômeno, a equipe desenvolveu um <strong>modelo hidrodinâmico detalhado de um trecho de 1.100 quilômetros do Amazonas</strong>, abrangendo uma área de quase 40 mil quilômetros quadrados.</p><h2>Tecnologia ajuda a entender o fenômeno</h2><p>A medição da vazão em um rio das dimensões do Amazonas é considerada uma tarefa complexa. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico monitora continuamente o nível do rio em diferentes estações, enquanto pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil realizam medições diretas algumas vezes por ano com equipamentos que utilizam ultrassom para calcular a velocidade da água em diferentes profundidades.</p><div class="texto-destacado">Com base nesses dados, os pesquisadores calibraram modelos capazes de estimar o fluxo das águas ao longo do tempo. Durante expedições realizadas em 2022, a equipe mediu vazões de quase 17 mil metros cúbicos por segundo no Lago Grande do Curuai, valor semelhante ao do rio Mississippi, nos Estados Unidos.</div><p>Os cientistas observaram que <strong>pequenas alterações na vazão do rio principal podem provocar mudanças muito maiores nas planícies inundáveis.</strong> Isso ocorre porque essas áreas são rasas e sensíveis a pequenas elevações no nível da água, o que acelera o escoamento e amplia os efeitos das cheias.</p><h2>Impactos ambientais preocupam pesquisadores</h2><p>Especialistas afirmam que o aumento da velocidade da água pode<strong> intensificar processos de erosão e transporte de sedimentos</strong>, alterando profundamente os ecossistemas amazônicos. O ecólogo Leandro Castello alerta que espécies adaptadas a águas mais calmas, como o pirarucu, o tucunaré e o acará-açu, podem enfrentar dificuldades diante das novas condições hidrológicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-perto-do-limite-estudo-aponta-que-desmatamento-pode-antecipar-risco-climatico.html" title="Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático">Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-perto-do-limite-estudo-aponta-que-desmatamento-pode-antecipar-risco-climatico.html" title="Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-perto-do-limite-estudo-aponta-que-desmatamento-pode-antecipar-risco-climatico-1778595932274_320.jpg" alt="Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático"></a></article></aside><p>Além dos peixes, <strong>a vegetação da várzea desempenha papel essencial na contenção da força das águas</strong>. Árvores e plantas aquáticas ajudam a reduzir a velocidade das correntezas e diminuem os impactos das enchentes sobre as comunidades ribeirinhas. Pesquisadores alertam, contudo, que poucas áreas dessas florestas estão protegidas por unidades de conservação.</p><p>Os resultados do estudo reforçam projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, que apontam para uma<strong> intensificação de secas e cheias na Amazônia em decorrência do aquecimento global</strong>. Cientistas defendem a ampliação do monitoramento das planícies inundáveis e a criação de políticas públicas voltadas à conservação da várzea amazônica e à proteção das populações que dependem diretamente do rio.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Environmental Research Letters. Artigo <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1748-9326/ae45be" target="_blank">Amplified response of Amazon floodplain flows to rising river levels</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vazao-da-agua-cresce-ate-60-em-afluentes-do-amazonas-ameacando-ecossistemas-e-populacoes-locais.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível ter cidades verdes e crescimento econômico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cidades ao redor do mundo continuam a crescer, consumindo cada vez menos combustíveis fósseis. Um novo estudo publicado na revista Nature Cities mostra que a transição verde não prejudica a economia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737.jpg" data-image="z6585af300fn" alt="cidades verdes" title="cidades verdes"><figcaption>Kuala Lumpur, uma das principais cidades asiáticas onde os problemas ambientais são mais graves.</figcaption></figure><p>É possível<strong> reduzir a dependência de combustíveis fósseis</strong> e, ao mesmo tempo, <strong>impulsionar o crescimento econômico </strong>nas cidades? Um estudo publicado em 11 de maio de 2026 na revista <em>Nature Cities </em>mostra que isso já está acontecendo.</p><div class="texto-destacado">Muitas cidades ao redor do mundo, grandes e pequenas, prometeram reduzir seu consumo de dióxido de nitrogênio, mas continuaram crescendo.</div><p>Isso não significa necessariamente que as grandes cidades se tornaram completamente verdes, mas demonstra que o <strong>desacoplamento</strong>, ou seja, o <strong>crescimento econômico independente do uso de combustíveis fósseis</strong>, não é uma utopia e, na verdade, é uma realidade consolidada mesmo nas maiores metrópoles do mundo.</p><h2>O que é o desacoplamento?</h2><p>De acordo com o estudo, as <strong>cidades definidas como "verdes" </strong>são aquelas em que o <strong>desenvolvimento econômico não sofreu quaisquer retrocessos</strong>, apesar de as indústrias, os transportes e o consumo já não dependerem de combustíveis que emitem dióxido de nitrogênio.</p><p>O <strong>desacoplamento </strong>implica <strong>separar o bem-estar e o progresso econômico do uso de substâncias particularmente poluentes</strong>. O dióxido de nitrogênio foi escolhido como o principal indicador neste contexto por ser responsável por uma ampla gama de doenças respiratórias e cardiovasculares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580870816.jpg" data-image="54l9684h1s0c" alt="poluição, cidade" title="poluição, cidade"><figcaption>Uma grande planta industrial nos arredores de uma cidade norte-americana.</figcaption></figure><p>A redução do uso de carros particulares foi impulsionada por uma série de mudanças em larga escala, como o aumento do uso de <strong>transporte público elétrico</strong>, melhorias na eficiência energética,<strong> maior adoção de energias renováveis</strong>, a implementação de zonas de tráfego reduzido, a eliminação gradual de motores a diesel mais antigos, entre outras.</p><p>O <strong>aumento do trabalho remoto </strong>após a pandemia também contribuiu, limitando o uso de carros particulares.</p><h2>Um sistema de cores para classificar as cidades</h2><p>O estudo focou particularmente nas cidades, por serem consideradas as principais responsáveis pela poluição global.</p><p><strong>Entre 2019 e 2024, foram analisadas 5.400 cidades, utilizando o PIB <em>per capita</em></strong> como indicador de bem-estar da população e os níveis de dióxido de nitrogênio atmosférico observados pelo satélite europeu <em>Sentinel-5P</em> como indicador de qualidade do ar.</p><p>As <strong>cidades analisadas foram divididas em quatro grupos</strong>, identificados por cores diferentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="27131" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/divulgacao/ilha-de-calor-urbana-o-efeito-das-cidades-no-clima.html" title="Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima">Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/divulgacao/ilha-de-calor-urbana-o-efeito-das-cidades-no-clima.html" title="Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilha-de-calor-urbana-o-efeito-das-cidades-no-clima-27131-1_320.jpg" alt="Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima"></a></article></aside><p><strong>Cidades verdes </strong>são aquelas onde a <strong>poluição diminui e o PIB aumenta</strong>, enquanto <strong>cidades vermelhas</strong> são aquelas onde tanto a poluição quanto a pobreza aumentam.</p><p>Categorias intermediárias são aquelas marcadas em <strong>marrom</strong>, onde a riqueza cresce, mas a poluição também aumenta, e em <strong>cinza</strong>, onde a qualidade do ar melhora, mas a economia não cresce.</p><p>É importante ressaltar que <strong>o estudo não leva em consideração as emissões de dióxido de carbono (CO2)</strong>, atualmente a principal causa do efeito estufa e das mudanças climáticas. Portanto, mesmo cidades com o selo verde não podem ser consideradas totalmente ecossustentáveis, mas são igualmente importantes porque demonstram que a transição verde não ocorre às custas do bem-estar econômico.</p><h2>Cidades verdes na Itália e em todo o mundo</h2><p>Entre as centenas de cidades analisadas, encontram-se <strong>metrópoles de todo o mundo</strong>, bem como diversas cidades italianas, grandes e pequenas, muitas das quais alcançam resultados surpreendentemente bons.</p><p><strong>Milão</strong>, Bolonha e <strong>Florença</strong>, por exemplo, apresentam tendências positivas de acordo com os critérios analisados até o momento, assim como Roma, Turim e outras cidades menores como Cagliari, <strong>Verona</strong>, Bolzano, Livorno, Bari e Acireale. Muitas cidades italianas estão implementando medidas eficazes para combater a poluição, ao mesmo tempo que continuam crescendo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="678329" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/hortas-urbanas-como-montar-uma-horta-em-casa-e-fazer-parte-de-uma-revolucao-verde-na-sua-cidade.html" title="Hortas urbanas: como montar uma horta em casa e fazer parte de uma revolução verde na sua cidade">Hortas urbanas: como montar uma horta em casa e fazer parte de uma revolução verde na sua cidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/hortas-urbanas-como-montar-uma-horta-em-casa-e-fazer-parte-de-uma-revolucao-verde-na-sua-cidade.html" title="Hortas urbanas: como montar uma horta em casa e fazer parte de uma revolução verde na sua cidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hortas-urbanas-a-revolucao-verde-que-pode-transformar-sua-cidade-1728844794639_320.jpg" alt="Hortas urbanas: como montar uma horta em casa e fazer parte de uma revolução verde na sua cidade"></a></article></aside><p><strong>No resto do mundo, a maioria das cidades verdes está localizada na Europa, América do Norte e China</strong>. As cidades com o selo marrom concentram-se principalmente na Ásia Central e na Índia.</p><p>No entanto, muitas cidades em todo o mundo ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis. Estas concentram-se principalmente na África Central e Austral e, em menor escala, na América do Sul e no Oriente Médio, mas também existem cidades na Europa e na América do Norte.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Hassani, A., Moran, D.D., Kummu, M. et al. - <a href="https://doi.org/10.1038/s44284-026-00440-0" target="_blank">Global mapping of city-level economic growth decoupling from fossil fuels.</a> Nat Cities (2026) </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A atmosfera superior está ficando cada vez mais poluída por lançamentos de satélites]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-atmosfera-superior-esta-ficando-cada-vez-mais-poluida-por-lancamentos-de-satelites.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 23:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A poluição proveniente dos sistemas de satélites de mega constelações lançados ao espaço em 2019 será responsável por quase metade do impacto climático total da poluição do setor espacial até o final da década.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-upper-atmosphere-is-seeing-an-increased-amount-of-pollution-from-satellite-launches-according-to-a-new-study-1778877633634.jpg" data-image="dtc8yaj2u4rk" alt="satélite" title="satélite"><figcaption>Os lançamentos de satélites e foguetes estão poluindo nossa atmosfera superior.</figcaption></figure><p>Um novo estudo, liderado por pesquisadores do <em>University College London</em> e publicado na revista <em>Earth's Future</em>, afirma que a <strong>poluição proveniente de lançamentos de satélites </strong><strong>está se acumulando rapidamente na alta atmosfera</strong>.</p><p><strong>Megaconstelações</strong>, uma nova classe de missões de satélite composta por centenas de milhares de satélites em órbita baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês), que levaram a um crescimento exponencial de lançamentos e reentradas nos últimos anos,<strong> estão contribuindo para esse aumento da poluição</strong>. O sistema <em>Starlink </em>da SpaceX é o mais conhecido, com quase 12.000 satélites em órbita.</p><h2>A pesquisa</h2><p>A equipe de pesquisa analisou a poluição atmosférica produzida pelo número crescente de lançamentos de foguetes e pelos<strong> detritos desses foguetes e satélites inativos que caem na Terra</strong>. O <strong>carbono negro permanece na alta atmosfera por muito mais tempo do que o carbono de fontes terrestres</strong>, resultando em um impacto 500 vezes maior no clima.</p><p>A equipe analisou <strong>dados de lançamentos de foguetes e implantações de satélites entre 2020 e 2022 </strong>e estimou as emissões até o final da década. Os resultados mostraram que, em 2020, as megaconstelações contribuíram com 35% do impacto climático total do setor espacial e que esse percentual chegará a aproximadamente 42% até 2029.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768652" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-argentinos-usam-particulas-do-espaco-para-escanear-a-atmosfera-da-antartica.html" title="Cientistas argentinos usam partículas do espaço para 'escanear' a atmosfera da Antártica">Cientistas argentinos usam partículas do espaço para "escanear" a atmosfera da Antártica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-argentinos-usam-particulas-do-espaco-para-escanear-a-atmosfera-da-antartica.html" title="Cientistas argentinos usam partículas do espaço para 'escanear' a atmosfera da Antártica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-argentinos-usan-particulas-del-espacio-para-escanear-la-atmosfera-de-la-antartida-1778348723242_320.jpg" alt="Cientistas argentinos usam partículas do espaço para 'escanear' a atmosfera da Antártica"></a></article></aside><p>A <strong>quantidade de luz solar que atinge a superfície da Terra está diminuindo</strong> devido ao rápido acúmulo de poluentes provenientes de lançamentos e reentrada de satélites. Até 2029, o efeito dessa poluição será semelhante ao de algumas técnicas de geoengenharia projetadas para resfriar o planeta bloqueando a luz solar por meio da injeção de partículas na alta atmosfera.</p><p>Pesquisas indicam que <strong>nem todos os impactos ambientais serão negativos</strong>. O <strong>carbono negro proveniente de lançamentos de foguetes tem um leve efeito de resfriamento</strong> sobre o clima, embora mínimo em comparação com o aquecimento global que o planeta experimentará no mesmo período.</p><h2>Olhando para o futuro</h2><p>A professora Eloise Marais, diretora do projeto, afirma: “A poluição gerada pela indústria espacial é como um experimento de geoengenharia em pequena escala e sem regulamentação, que pode ter inúmeras consequências ambientais graves e imprevistas. <strong>Atualmente, o impacto na atmosfera é mínimo</strong>, então ainda temos a oportunidade de agir prontamente antes que se torne um problema mais sério e difícil de reverter ou reparar. Até agora, pouco esforço foi feito para<strong> regulamentar efetivamente esse tipo de poluição</strong>”.</p><p>As projeções dos pesquisadores provavelmente representam uma subestimação. Com base nas tendências dos primeiros anos da era dos megassatélites, <strong>os lançamentos de foguetes entre 2023 e 2025 já superaram as projeções</strong>, e espera-se que ocorram ainda mais lançamentos nesta década.</p><p>A professora Marais acrescenta: "O efeito de resfriamento resultante da redução da luz solar que calculamos com nossos modelos pode parecer uma mudança positiva no contexto do <strong>aquecimento global</strong>, mas devemos ser extremamente cautelosos".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768838" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artículo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.meteored.com.ar/noticias/ciencia/contaminacion-atmosferica-se-asocia-con-aumento-de-grasa-corporal-y-perdida-de-masa-muscular-en-personas-mayores.html" title="Contaminación atmosférica se asocia con aumento de grasa corporal y pérdida de masa muscular en personas mayores">Contaminación atmosférica se asocia con aumento de grasa corporal y pérdida de masa muscular en personas mayores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.meteored.com.ar/noticias/ciencia/contaminacion-atmosferica-se-asocia-con-aumento-de-grasa-corporal-y-perdida-de-masa-muscular-en-personas-mayores.html" title="Contaminación atmosférica se asocia con aumento de grasa corporal y pérdida de masa muscular en personas mayores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667162116_320.png" alt="Contaminación atmosférica se asocia con aumento de grasa corporal y pérdida de masa muscular en personas mayores"></a></article></aside><p>A equipe também modelou todos os principais poluentes provenientes dos lançamentos e reentradas de megaconstelações de satélites. Por exemplo, o <strong><em>Falcon 9</em> utiliza combustível de foguete à base de querosene, que libera partículas de fuligem na alta atmosfera durante o lançamento</strong>. A fuligem permanece na atmosfera por anos devido à lenta circulação atmosférica. Quanto mais tempo um poluente permanece na atmosfera, maior é o seu impacto. A fuligem liberada por esses lançamentos é 540 vezes mais eficaz em alterar o clima do que a fuligem emitida perto da superfície.</p><p>O autor principal, Dr. Connor Barker (Departamento de Geografia da UCL), afirma: “Embora o impacto dessa fuligem no clima seja atualmente muito menor do que o de outras fontes industriais, sua potência significa que <strong>devemos agir antes que cause danos irreparáveis</strong>”. Com base nas tendências atuais, espera-se que os lançamentos de megaconstelações tenham um impacto mínimo na camada de ozônio.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2025EF007229" target="_blank">Radiative Forcing and Ozone Depletion of a Decade of Satellite Megaconstellation Missions, Earth's Future</a> (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-atmosfera-superior-esta-ficando-cada-vez-mais-poluida-por-lancamentos-de-satelites.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fotos aéreas revelam impacto do fechamento de canal do mar em SC há 90 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fotos-aereas-revelam-impacto-do-fechamento-de-canal-do-mar-em-sc-ha-90-anos.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Imagens recentes do Canal do Linguado, no Litoral Norte catarinense, revelaram o forte contraste na coloração da água dividida por um aterro artificial construído há cerca de noventa anos. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/fotos-aereas-revelam-o-impacto-do-fechamento-de-canal-do-mar-em-sc-ha-90-anos-1779124182002.jpg" data-image="jtx8swuyvr05" alt="Imagens mostram diferença da água em canal de SC. Foto: Reprodução/Jonatan Klug/NDTV/ND Mais" title="Imagens mostram diferença da água em canal de SC. Foto: Reprodução/Jonatan Klug/NDTV/ND Mais"><figcaption>Imagens mostram diferença da água em canal de SC. Foto: Reprodução/Jonatan Klug/NDTV/ND Mais</figcaption></figure><p>Imagens aéreas divulgadas recentemente<strong> revelaram</strong><strong> o nítido contraste na coloração das águas no Canal do Linguado</strong>, situado no Litoral Norte de Santa Catarina. O local está completamente bloqueado há cerca de noventa anos devido a um aterro artificial.</p><p>Essa obstrução física voltou a figurar no centro dos <strong>debates públicos em decorrência dos projetos de duplicação da rodovia federal BR-280</strong>. A proposta atual de reabertura do canal divide as opiniões de moradores locais, pescadores e pesquisadores regionais.</p><h2>O impacto histórico e o fechamento do canal</h2><p><strong>O escoamento e o transporte regular de cargas ocorreram por meio das águas desse importante canal</strong> até o início do século passado. No ano de 1906, uma empresa inglesa obteve a concessão governamental e iniciou a construção de uma ferrovia regional.</p><p>A companhia estrangeira começou os trabalhos <strong>com a derrubada da vegetação nativa e planejou uma grande ponte metálica de 140 metros</strong>. A estrutura contava com três vãos de 40 metros, possuindo duas extremidades fixas e um vão central giratório para a navegação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotos-aereas-revelam-o-impacto-do-fechamento-de-canal-do-mar-em-sc-ha-90-anos-1779124328243.jpg" data-image="zcf7fmnk7eyw" alt="Proposta de reabertura do histórico Canal do Linguado divide as opiniões de moradores locais e especialistas em ecossistemas marinhos de Santa Catarina. Foto: Reprodução/Jonatan Klug/NDTV/ND Mais" title="Proposta de reabertura do histórico Canal do Linguado divide as opiniões de moradores locais e especialistas em ecossistemas marinhos de Santa Catarina. Foto: Reprodução/Jonatan Klug/NDTV/ND Mais"><figcaption>Proposta de reabertura do histórico Canal do Linguado divide as opiniões de moradores locais e especialistas em ecossistemas marinhos de Santa Catarina. Foto: Reprodução/Jonatan Klug/NDTV/ND Mais</figcaption></figure><p>As pontes ferroviárias de ferro foram oficialmente inauguradas em 1910, garantindo a passagem dos trens comerciais carregados. Contudo, após duas décadas de uso contínuo, <strong>a intensa deterioração provocada pela ação do tempo gerou graves problemas estruturais e ambientais</strong>.</p><p>A partir de 1930, a estrutura metálica passou a apresentar fortes sinais de ferrugem e enfraquecimento acentuado. Diante do risco para o tráfego ferroviário,<strong> o Governo Federal decidiu aterrar totalmente o Canal do Linguado, concluindo o fechamento definitivo em 1935</strong>.</p><h2>Proposta de reabertura e preocupações locais</h2><p>A rodovia BR-280 atravessa atualmente a região sobre esse aterro histórico, o que provocou o acúmulo severo de sedimentos na água. A solução de engenharia prevista no projeto atual<strong> consiste na abertura de um vão de 100 metros</strong> na estrutura.</p><p>A obra também prevê a edificação de uma nova ponte com oito metros de altura livre, <strong>permitindo a retomada da navegação comercial</strong>. Uma simulação virtual demonstrou visualmente como a região deve ficar após as intervenções.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/circulo-colorido-no-ceu-catarinense-fenomeno-com-cores-do-arco-iris-surpreende-passageiros-e-viraliza-nas-redes-sociais.html" title="Círculo colorido no céu catarinense: fenômeno com cores do arco-íris surpreende passageiros e viraliza nas redes sociais">Círculo colorido no céu catarinense: fenômeno com cores do arco-íris surpreende passageiros e viraliza nas redes sociais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/circulo-colorido-no-ceu-catarinense-fenomeno-com-cores-do-arco-iris-surpreende-passageiros-e-viraliza-nas-redes-sociais.html" title="Círculo colorido no céu catarinense: fenômeno com cores do arco-íris surpreende passageiros e viraliza nas redes sociais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/circulo-colorido-no-ceu-catarinense-fenomeno-com-cores-do-arco-iris-surpreende-passageiros-e-viraliza-nas-redes-sociais-1772650613666_320.jpg" alt="Círculo colorido no céu catarinense: fenômeno com cores do arco-íris surpreende passageiros e viraliza nas redes sociais"></a></article></aside><p>Apesar dos possíveis benefícios viários,<strong> a reabertura divide as opiniões dos moradores do município vizinho de Balneário Barra do Sul</strong>. Na localidade catarinense, aproximadamente 60% de toda a população residente depende diretamente da atividade pesqueira para sobreviver.</p><p>A Secretaria de Pesca do município manifestou receio quanto à movimentação dos detritos acumulados por décadas no fundo do mar. O representante do órgão explicou que <strong>os peixes capturados na área atualmente são saudáveis</strong>, temendo o impacto futuro sobre sua família.</p><h2>Estudos científicos e os benefícios para a Babitonga</h2><p>Em contrapartida, diversos pesquisadores da área ambiental <strong>defendem que a desobstrução trará impactos altamente positivos para a Baía Babitonga</strong>. Estudos detalhados são realizados na região desde 2018, analisando o comportamento hídrico e os sedimentos profundos do canal. </p><p>Além disso, <strong>houve o monitoramento da existência de contaminações por metais pesados</strong>, através de relatórios técnicos diretamente ao órgão federal DNIT. Esses levantamentos serviram de base científica sólida para a elaboração e sustentação da atual proposta de reabertura do Linguado. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://ndmais.com.br/meio-ambiente/canal-do-linguado-imagens-mostram-aspecto-do-mar/" target="_blank">Canal do Linguado: imagens mostram aspecto do mar</a>. 18 de maio, 2026. Bárbara Siementkowski.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fotos-aereas-revelam-impacto-do-fechamento-de-canal-do-mar-em-sc-ha-90-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio ganha força junto com risco de chuva forte no Sul e no Sudeste; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-ganha-forca-junto-com-risco-de-chuvas-forte-no-sul-e-no-sudeste-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 20:52:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço de uma frente fria e uma massa de ar polar trarão tempestades e frio intenso para a região Sudeste nos próximos dias. Há risco de chuvas fortes, alagamentos, e até mesmo geadas.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias.html" target="_blank">Ar polar trará semana de inverno nos próximos dias</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa65qc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa65qc.jpg" id="xaa65qc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>frente fria</strong> e uma <strong>massa de ar polar</strong> estão avançando pelo país neste momento, após causar <strong>tempestades intensas</strong> em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo e trazer <strong>quedas significativas das temperatura</strong> e <strong>geadas</strong> para a região Sul.</p><p>Ao longo dos próximos dias, essa frente fria ainda traz <strong>risco de pancadas moderadas de chuva </strong>para algumas áreas do Sudeste - Incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, sul e oeste de Minas Gerais e, posteriormente, Espírito Santo.</p><div class="texto-destacado">Graças à essa situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) publicou avisos de tempestades para o Sudeste, com acumulados de até 50 mm/dia, ventos intensos de até 60 km/h e possibilidade de queda de granizo nesta terça-feira (19).</div><p>Previsões indicam que essas tempestades continuarão se formando ao longo da <strong>terça-feira (19)</strong>, gradualmente se deslocando em direção norte e atingindo com maior intensidade <strong>Minas Gerais e Rio de Janeiro</strong>. Na quarta-feira (20), o sistema passará a afetar também o <strong>Espírito Santo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alertas-de-aumento-de-frio-e-de-chuva-forte-para-areas-do-sul-e-do-sudeste-nesta-terca-feira-1779127421185.jpg" data-image="n3kc14g9lvpw" alt="Previsão de chuva total acumulada até o final da quinta-feira." title="Previsão de chuva total acumulada até o final da quinta-feira."><figcaption>Previsão de chuva total acumulada até o final da quinta-feira mostra que alguns municípios entre o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro podem registrar até 70 mm.</figcaption></figure><p>Ao total, os volumes de chuva podem chegar a valores de <strong>até 70 mm </strong>ao longo da semana, como é possível observar na imagem acima. As regiões mais afetadas serão o Litoral Sul, Região Metropolitana e o Vale do Paraíba em <strong>São Paulo</strong>; o Sul, Campo das Vertentes e Zona da Mata em <strong>Minas Gerais</strong>; e todo o estado do <strong>Rio de Janeiro.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As tempestades trazem risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos menores em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos pontuais nestas regiões.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas além das chuvas, a massa de ar polar que avança pelo país também fará as t<strong>emperaturas caírem de maneira significativa</strong> nos próximos dias. Na região Sul, o INMET emitiu alertas para <strong>geadas abrangentes</strong> entre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> e <strong>Santa Catarina</strong>, nesta terça-feira, onde há risco de <strong>temperaturas negativas.</strong></p><h2>Frio retorna ao Sudeste</h2><p>Além de causar geadas na região Sul, essa massa de ar polar começará a avançar por São Paulo já nesta segunda-feira (18), mas o <strong>frio intenso será sentido especialmente a partir da terça-feira (19)</strong>, quando o sistema atinge também o Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais e as mínimas atingem valores <strong>por volta dos 15°C</strong> durante a madrugada e o início da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alertas-de-aumento-de-frio-e-de-chuva-forte-para-areas-do-sul-e-do-sudeste-nesta-terca-feira-1779127507281.jpg" data-image="esrhqxhsi80a" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostram a abrangência da massa de ar frio sobre a região Sudeste, fazendo as temperaturas caírem em SP, RJ e sul de MG nos próximos dias.</figcaption></figure><p>Nos dias seguintes, em alguns municípios ao redor da Serra da Mantiqueira, as temperaturas podem atingir <strong>patamares ainda mais baixos</strong>, chegando a <strong>até 4°C.</strong> Isso traz risco de <strong>geadas pontuais</strong> na região, especialmente durante a madrugada e a manhã da quinta-feira (21) e da sexta-feira (22).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Vale notar que, até o momento, previsões <strong>não</strong> indicam possibilidade de temperaturas mínimas abaixo dos 10°C em outras áreas do Sudeste. Por isso, o consenso das previsões é de que <strong>n</strong><strong>ão haverá risco de geadas em outros locais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alertas-de-aumento-de-frio-e-de-chuva-forte-para-areas-do-sul-e-do-sudeste-nesta-terca-feira-1779127663881.jpg" data-image="0916vah94tir" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante a madrugada mostra valores em torno dos 15°C na região afetada pela massa de ar frio, com risco de até 4°C na Serra da Mantiqueira.</figcaption></figure><p>Vale notar que as condições podem<strong> variar</strong> de um município para outro ao longo da semana. Por isso, não deixe também de acompanhar as <strong>previsões de chuva e temperatura específicas para a sua cidade</strong>, para evitar ao máximo ser pego desprevenido pelo mau tempo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-ganha-forca-junto-com-risco-de-chuvas-forte-no-sul-e-no-sudeste-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ar polar trazem semana de inverno atípico para SP e RJ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-trazem-semana-de-inverno-atipico-para-sp-e-rj.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 19:32:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo desta semana, uma frente fria avança levando chuvas para parte de São Paulo e do Rio de Janeiro. Além disso, logo após uma massa de ar frio vai ingressar, deixando as temperaturas mais baixas para esta época do ano.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias.html" target="_blank">Ar polar trará semana de inverno nos próximos dias</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa6320"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa6320.jpg" id="xaa6320"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta semana teremos condições atípicas para esta época do ano em parte de <strong>São Paulo</strong> e do <strong>Rio de Janeiro</strong>, com <strong>dias de chuva, frio e tempo nublado</strong>, visto que climatologicamente o outono tem um clima mais seco e diminuição das chuvas.</p><p>Isso se deve a uma <strong>frente fria que vai avançar ao longo desta semana de forma mais costeira</strong> pela região, formando instabilidades especialmente na parte leste dos estados.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Além disso, logo após uma<strong> nova massa de ar frio, de origem polar, irá ingressar</strong> na região, deixando as temperaturas abaixo da média nos estados. Mas vale destacar aqui que<strong> este frio não será intenso quanto o da semana passada</strong>.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes da previsão</strong> do tempo.</p><h2>Semana de tempo nublado, chuva e frio em parte de SP e RJ</h2><p>A <strong>passagem do sistema frontal pela costa do Sudeste vai deixar o tempo bem fechado</strong>, com chuvas que em alguns momentos podem ser intensas e com temporais isolados.</p><p>Ao longo desta <strong>terça-feira (19)</strong>, já<strong> desde a manhã</strong>, são esperadas <strong>chuvas fracas a moderadas em grande parte de São Paulo</strong>, com exceção de áreas do sul, e no <strong>Rio de Janeiro</strong>. Durante a tarde, podem ocorrer pancadas e temporais isolados no estado fluminense. À noite, a chuva fica mais concentrada no Rio de Janeiro.</p><div class="texto-destacado">Esta semana será de tempo nublado e friozinho em São Paulo e no Rio de Janeiro, com chuvas fracas a moderadas ao longo do dia, mas com alguns períodos de maior intensidade.</div><p>Na <strong>quarta-feira (20)</strong>, a partir da <strong>tarde </strong>são esperadas <strong>chuvas fracas, isoladas e passageiras em São Paulo</strong>, enquanto no <strong>Rio de Janeiro podem ocorrer pancadas pontualmente mais fortes, inclusive à noite</strong> também. Entre a tarde e à noite, podem ocorrer temporais isolados em áreas do norte paulista, próximo à divisa com Minas Gerais, e no Rio de Janeiro.</p><p>Na <strong>quinta-feira (21)</strong>, com o <strong>afastamento da frente fria</strong>, a circulação marítima (ventos) é que vai trazer <strong>chuva fraca e rápida na faixa litorânea de São Paulo</strong> e no <strong>Rio de Janeiro</strong>. Não há riscos de temporais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-trazem-semana-de-inverno-atipico-para-sp-e-rj-1779129649266.jpg" data-image="8t7ei6i04can"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para terça-feira (19) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira (22)</strong>, a presença de nebulosidade continua nos dois estados, e as <strong>condições para chuvas diminuem no Rio de Janeiro</strong>. No entanto, em <strong>São Paulo a instabilidade retorna de forma mais significativa no fim do dia</strong> na <strong>porção sul</strong>. </p><p>A<strong> capital paulista</strong> deve ter uma terça-feira (19) com céu variando de encoberto a nublado ao longo do dia, e chuva fraca/garoa a qualquer momento. Na quarta (20) e na quinta-feira (21), a cidade terá céu com muitas nuvens, mas podem ocorrer algumas aberturas de sol; a chance de chuva é baixa, mas não se pode descartar alguma garoa passageira. E na sexta (22) o dia será de muitas nuvens com momentos de chuva e garoa, especialmente à noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-trazem-semana-de-inverno-atipico-para-sp-e-rj-1779129782171.jpg" data-image="74mr4r6i3m4n"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para quinta-feira (21) às 12h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>capital fluminense terá céu encoberto ou nublado e com chuvas fracas ao longo desta semana</strong>, com risco de<strong> temporais isolados na terça-feira (19)</strong>. A sexta (22) será de céu com muitas nuvens mas baixo potencial para chuva.</p><div class="texto-destacado">As áreas mais próximas da costa de SP e do RJ, além da Região Serrana do Rio, devem sentir mais o ar frio, com sensação térmica mais amena e até de frio em algumas localidades. </div><p>Além disso, <strong>a massa de ar frio vai deixar as manhãs frias e as tardes com temperaturas mais amenas</strong> em parte dos estados, e até com sensação de <strong>friozinho durante o dia em algumas localidades da faixa leste de São Paulo</strong> e em <strong>áreas elevadas do Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-trazem-semana-de-inverno-atipico-para-sp-e-rj-1779129976586.jpg" data-image="ze5eols9kxks"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (em °C) para quinta-feira (21) às 6h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Ao longo desta semana, as temperaturas mínimas ficam abaixo dos 16°C</strong> em praticamente todo o estado de São Paulo, atingindo os<strong> 11°C no sul, na sub-região de Itapetininga</strong>. No <strong>Rio de Janeiro, mínimas entre 14°C-16°C em áreas do sul e na Região Serrana</strong>, <strong>podendo atingir os 11°C </strong>nos seus pontos mais elevados.</p><p>As<strong> tardes terão temperaturas mais amenas e até frio no leste de São Paulo e na região Serrana do Rio</strong>, com as localidades registrando <strong>máximas entre 12°C e 16°C</strong>, como é o caso de Petrópolis, RJ (14°C), Ribeirão Branco, SP (14°C) e Campos de Cunha, SP (12°C).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-trazem-semana-de-inverno-atipico-para-sp-e-rj-1779130126874.jpg" data-image="zigjn13wop8d"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para sexta-feira (22) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Em <strong>São Paulo capital</strong>, as <strong>mínimas </strong>ao longo desta semana variam de <strong>13°C a 15°C</strong> e as <strong>máximas de 18°C a 20°C</strong>. Já na <strong>capital fluminense</strong>, <strong>mínimas entre 19°C e 21°C</strong>, e <strong>máximas na casa dos 23°C</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-trazem-semana-de-inverno-atipico-para-sp-e-rj.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar traz clima de inverno e geadas consecutivas ao Sul do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-e-geadas-consecutivas-ao-sul-do-brasil.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 18:20:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Semana congelante: previsão de temperaturas mínimas indica risco de geada por cinco dias consecutivos no Brasil a partir de terça-feira (19).</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-se-forma-nas-proximas-semanas-com-70-de-chance-intensidade-forte-a-muito-forte.html" target="_blank"> El Niño se forma nas próximas semanas com 70% de chance intensidade forte a muito forte </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa5g3m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa5g3m.jpg" id="xaa5g3m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como antecipado pela Meteored, uma <strong>frente fria</strong> começou avançar pelo centro-sul do Brasil neste fim de semana, deixando um <strong>rastro de estragos</strong> relacionados a tempo severo, especialmente no <strong>Mato Grosso do Sul e Paraná</strong>, onde granizo gigante e danos devido a rajadas intensas de vento foram registrados.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Na<strong> retaguarda da frente fria</strong>, uma<strong> massa de ar polar </strong>deixou o <strong>amanhecer</strong> <strong>gelado</strong> no <strong>Sul</strong>, parte do Sudeste e do Centro-Oeste. Na região da Campanha Gaúcha, a cidade de Quaraí registrou apenas 3,5°C, enquanto no Mato Grosso do Sul a menor mínima esteve na casa de 10°C em Ponta Porã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-e-geadas-consecutivas-ao-sul-do-brasil-1779115264678.png" data-image="je2r8punoa7w" alt="Temperatura mínima registrada na manhã de segunda-feira (18). Créditos: CPTEC/INPE." title="Temperatura mínima registrada na manhã de segunda-feira (18). Créditos: CPTEC/INPE."><figcaption>Temperatura mínima registrada na manhã de segunda-feira (18). Créditos: CPTEC/INPE.</figcaption></figure><p><br>No decorrer desta semana, a <strong>massa de ar frio avança e se intensifica</strong>, derrubando as temperaturas próximas a 0°C em uma ampla área, favorecendo a ocorrência de <strong>geada</strong> em uma <strong>sequência de 5 dias</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Semana congelante: risco de geada</h2><p><strong>Temperaturas</strong> mínimas <strong>abaixo</strong> de <strong>5°C</strong> <strong>favorecem</strong> a formação de <strong>geada</strong>. Isso se deve ao fato de que as temperaturas na superfície podem ser até 5°C mais baixas que a temperatura do ar, especialmente em condições de céu claro (sem nuvens) e ventos calmos. </p><div class="texto-destacado">Nessas condições, a temperatura junto ao solo pode atingir valores próximos ou inferiores a 0°C, permitindo a formação de cristais de gelo sobre superfícies, seja pelo congelamento do orvalho ou pela deposição direta do vapor d’água, caracterizando a geada. É por esse motivo que muitos lugares registram geada mesmo quando as temperaturas mínimas do ar são positivas.</div><p><strong>A partir de terça-feira (19)</strong>, temperaturas <strong>mínimas</strong> abaixo de <strong>5°C </strong><strong>se espalham</strong> sobre o Rio Grande do Sul (exceto faixa leste) e Santa Catarina (exceto faixa leste e nordeste). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-e-geadas-consecutivas-ao-sul-do-brasil-1779115292247.png" data-image="9tlrbhwzr1m7" alt="Registro de geada em Sobradinho (RS) em 13 de maio de 2026. Créditos: Iara Krisna Puntel." title="Registro de geada em Sobradinho (RS) em 13 de maio de 2026. Créditos: Iara Krisna Puntel."><figcaption>Registro de geada em Sobradinho (RS) em 13 de maio de 2026. Créditos: Iara Krisna Puntel.</figcaption></figure><p><br>Na <strong>quarta-feira (20) </strong>as temperaturas continuam diminuindo e avançando sobre o Sul. Este será o dia onde<strong> temperaturas abaixo de 5°C terão máxima abrangência</strong> em área, cobrindo a maior parte da Região Sul.<strong> Valores negativos </strong>podem ser registrados, principalmente na <strong>Serra Catarinense </strong>e mínimas entre <strong>0°C e 5°C</strong> podem ser registradas em todo o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina, centro-sul e sudoeste do Paraná</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-e-geadas-consecutivas-ao-sul-do-brasil-1779115311400.png" data-image="axz4mgl9tyil" alt="Previsão de temperatura mínima para quarta-feira (19), segundo o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima para quarta-feira (19), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima para quarta-feira (19), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A<strong> quinta-feira (21)</strong>, deve ter as <strong>temperaturas mais baixas da semana</strong>, com temperaturas mínimas<strong> abaixo de 0°C </strong>especialmente na <strong>Serra Catarinense</strong>, onde as temperaturas previstas de -1°C podem ser ainda mais baixas e alcançar até <strong>-4°C. </strong></p><p>Em uma faixa central do Rio Grande do Sul, as temperaturas aumentam um pouco, ficando em torno de 10°C e sem risco de geada, mas as temperaturas abaixo de 5°C, com <strong>risco de gead</strong>a, devem alcançar o<strong> extremo sul do Mato Grosso do Sul</strong>, além das demais áreas do <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade oeste do Paraná.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-e-geadas-consecutivas-ao-sul-do-brasil-1779115324876.png" data-image="ouc1ybi1i958" alt="Previsão de temperaturas mínimas para quinta-feira (21), segundo o ECMWF." title="Previsão de temperaturas mínimas para quinta-feira (21), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas para quinta-feira (21), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Neste dia, estão previstas as <strong>maiores anomalias de temperatura</strong>, ou seja, os maiores desvios em relação à média. No Norte Catarinense, as temperaturas mínimas previstas estarão até<strong> 12°C abaixo da média.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-e-geadas-consecutivas-ao-sul-do-brasil-1779115338322.png" data-image="8997r9zoh5vn" alt="Previsão de anomalia de temperatura mínima para quinta-feira (21), segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura mínima para quinta-feira (21), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura mínima para quinta-feira (21), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> sexta-feira (22)</strong> o<strong> frio diminui ligeiramente </strong>no <strong>Paraná</strong> (exceto pelo centro-sul) e no <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, onde as temperaturas mínimas ficam entre 10°C e 13°C, sem risco de geada. No <strong>Rio Grande do Sul e em Santa Catarina</strong>, no entanto, o <strong>frio se mantém rigoroso </strong>e com chance de <strong>geada</strong> <strong>até</strong>, pelo menos, <strong>sábado (23). </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-e-geadas-consecutivas-ao-sul-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar trará semana de inverno nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 14:42:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana terá características típicas de inverno em pleno mês de maio. A presença de uma forte massa de ar frio deixa as temperaturas abaixo da médio ao longo dos próximos dias</p><p>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-e-chuva-frente-fria-e-intenso-ar-polar-marcam-o-centro-sul-nesta-semana.html" target="_blank">Frio e chuva: frente fria e intenso ar polar marcam o centro-sul nesta semana</a></p><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa53ms"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa53ms.jpg" id="xaa53ms"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O final de semana foi marcado pela <strong>passagem de uma frente fria o Centro-Sul Brasil</strong>. O avanço do sistema frontal provocou queda de granizo, acumulados de chuva superiores a <strong>100 mm</strong> (conforme previsto pela Meteored | Tempo.com) e diversos transtornos.</p><p>Para esta nova semana, o grande destaque será a <strong>atuação de uma forte massa de ar polar </strong>que abrangerá boa parte do país, deixando esta semana de maio <strong>com características típicas de inverno.</strong></p><h2>Região Sul: mínimas abaixo de 5°C</h2><p>Frio à frente! A massa de ar polar que avançou na retaguarda da frente fria fará com que as temperaturas fiquem abaixo da média de Norte a Sul do Brasil no decorrer da semana. <strong>Enquanto a Região Sul fica em alerta para o risco de geadas, o Sudeste e o Centro-Oeste registrarão temperaturas amenas, e alguns estados do Norte enfrentarão "friagem".</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias-1779110347233.jpg" data-image="8r597votdqxb" alt="Mínima prevista para esta quinta-feira (21)." title="Mínima prevista para esta quinta-feira (21)."><figcaption>Temperatura mínima prevista para a quinta-feira (21) no Sul do Brasil. Previsão indica temperaturas negativas nas áreas de serra.</figcaption></figure><p>As temperaturas <strong>mínimas</strong> ficarão <strong>próximas de 5°C</strong> ao longo da semana em municípios do Rio Grande do Sul, no oeste e na parte central de Santa Catarina e no sudoeste do Paraná. <strong>Nas áreas mais altas da Serra Catarinense e da Serra Gaúcha, há previsão de temperaturas negativas </strong>nesta quarta (20) e, principalmente, quinta-feira (21).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias-1779110927805.jpg" data-image="amcy5755naw8" alt="Temperatura máxima prevista para sexta-feira (22)." title="Temperatura máxima prevista para sexta-feira (22)."><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde de sexta-feira (22), mostra temperaturas que não superam os 15°C grande parte da Região Sul..</figcaption></figure><p>O frio não ficará restrito aos períodos matutinos, pois as temperaturas também não devem subir muito no período da tarde. Entre hoje (18) e sexta-feira (22), as<strong> máximas não passarão dos 18°C no Rio Grande do Sul, inclusive em Porto Alegre, cenário que se repete na maior parte de Santa Catarina, </strong>com exceção do litoral norte.</p><h2>Região Sudeste: SP, MG e RJ terão dias de inverno</h2><p>No Sudeste, São Paulo será o estado que sentirá a atuação mais forte dessa massa de ar frio. <strong>A partir desta terça-feira (19), o ar polar começa a avançar sobre o sul paulista, fazendo com que o amanhecer registre temperaturas entre 12°C e 15°C.</strong> Entre a quarta (20) e a sexta-feira (22), o ar polar avançará também sobre áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias-1779110446853.jpg" data-image="hmjhp9pnuy76" alt="Mínima prevista para esta sexta-feira (22)." title="Mínima prevista para esta sexta-feira (22)."><figcaption>Temperatura mínima prevista para a sexta-feira (22) no Sudeste do país. A previsão é de temperaturas abaixo dos 5°C nas regiões mais altas da Serra da Mantiqueira.</figcaption></figure><p>Além de todo o estado de São Paulo, o sul de Minas Gerais, o Alto Paranaíba, o Triângulo Mineiro e o sul do Rio de Janeiro terão temperaturas mínimas entre 10°C e 16°C. <strong>Nos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira, há a possibilidade de as mínimas chegarem a marca de 5°C nesta sexta (22).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias-1779111123588.jpg" data-image="dkqny3onht46" alt="Massa de ar frio." title="Massa de ar frio."><figcaption>Ar polar atuando sobre o Sudeste no início da noite de quinta-feira (21).</figcaption></figure><p>Durante a tarde, as máximas permanecerão baixas já a partir desta segunda-feira (18). <strong>Até quinta-feira (21), as temperaturas máximas vão oscilar entre 19°C e 23°C no leste de São Paulo, no sul de Minas e na Região Serrana do Rio de Janeiro, </strong>enquanto na sexta-feira (22) os termômetros voltam a subir gradativamente.</p><h2>Região Centro-Oeste: frio atinge MS e MT</h2><p>No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul e o oeste e sul do Mato Grosso serão os setores afetados pela massa de ar polar. <strong>No sul sul-mato-grossense, o amanhecer de terça (19) a quinta-feira (21) terá mínimas semelhantes às do Sul do Brasil, entre 7°C e 10°C</strong>, com pequena, mas existente, possibilidade de <strong>geada </strong>no extremo sul do estado na quinta (21).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<strong> <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No Mato Grosso as mínimas serão um pouco mais elevadas em relação ao seu vizinho. Com os termômetros marcando entre <strong>15 e 19°C. </strong>As máximas nas áreas atingidas pelo ar frio devem oscilar entre <strong>19°C e 27°C entre terça (19) e sexta-feira (22) no Mato Grosso do Sul e de 25 a 28°C no oeste e sul do Mato Grosso.</strong></p><h2>Região Norte: friagem chega ao AC, RO e AM</h2><p>Por fim, a friagem chega à Região Norte do Brasil, afetando os estados de Rondônia, Acre e parte do Amazonas. O ar frio começa a ingressar na região nesta terça-feira (19), trazendo <strong>mínimas na casa dos 17°C</strong> na Região de Vilhena (RO) e de 20°C nas <strong>proximidades de Rio Branco (AC)</strong>,<strong> padrão que se estende até quinta-feira (21).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias-1779110574541.jpg" data-image="hei954bh1oup" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Mapa de anomalia de temperatura em 850 hPa apresenta a presença da massa de ar frio sobre o Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o alívio no calor e as temperaturas mais amenas são esperados apenas nesta segunda (18) e terça-feira (19), com os termômetros não superando a marca dos <strong>25°C no Acre e no sul do Amazonas.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-semana-de-inverno-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 árvores e arbustos perfeitos para garantir privacidade na sua casa sem ter de esperar anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-arvores-e-arbustos-perfeitos-para-garantir-privacidade-na-sua-casa-sem-ter-de-esperar-anos.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Crescimento rápido em altura, folhagem densa e uma seleção criteriosa das espécies: três fatores essenciais para criar uma barreira vegetal em menos tempo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550259687.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Algumas plantas crescem rapidamente; outras ajudam a preencher as lacunas.</figcaption> </figure><p>A ideia de criar uma parede verde para garantir privacidade vem sempre acompanhada de um conselho:<strong> é preciso ter paciência</strong>. Os ramos demoram a crescer e a ganhar volume e, entretanto, as aberturas permitem a visibilidade através da parede.</p><p><strong>A solução mais prática é não depender de uma única espécie</strong>. Algumas crescem rapidamente e proporcionam altura num curto espaço de tempo; outras conferem densidade e ajudam a preencher as lacunas a partir da base. Esta combinação reduz o tempo de espera e proporciona um resultado mais uniforme.</p><p>Estas sete opções têm um bom desempenho e, nas condições certas, podem <strong>crescer entre 60 centímetros e mais de um metro por ano, atingindo 2 a 3 metros em apenas alguns ciclos de crescimento</strong>.</p><h2>1- Elaeagnus (Elaeagnus × ebbingei)</h2><p><strong>Cresce entre 50 e 100 centímetros por ano e pode atingir os 3 metros em dois anos</strong>. A sua folhagem é densa e bem distribuída desde a base, tornando-a muito eficaz para criar biombos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550561847.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Resistente e compacto, proporciona densidade mesmo em condições difíceis.</figcaption> </figure><p>Além disso, <strong>tolera o vento, a seca e solos pobres</strong>, tornando-a adequada mesmo em condições menos favoráveis.</p><h2>2- Cipreste de Leyland (Cupressus × leylandii)</h2><p>É uma das opções clássicas para criar rapidamente uma parede verde. Em boas condições, pode crescer <strong>entre 80 centímetros e mais de um metro por ano</strong>, atingindo os 3 metros em dois a três anos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550749130.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>De crescimento rápido, forma uma barreira vertical ideal para ganhar altura rapidamente.</figcaption> </figure><p>O seu crescimento é vertical e vigoroso, e a sua folhagem perene proporciona uma <strong>cobertura contínua</strong>. Necessita de alguma poda para manter uma densidade uniforme, mas responde bem e adapta-se a diferentes tipos de solo.</p><h2>3- Fotínia (Photinia × fraseri)</h2><p><strong>A fotínia é uma das opções mais fiáveis para criar sebes vivas densas num curto espaço de tempo</strong>. Pode crescer entre 60 centímetros e 1 metro por ano, atingindo 2 a 3 metros em cerca de dois a três anos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550953119.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>O seu rebrote avermelhado e a sua estrutura uniforme tornam-na ideal para sebes.</figcaption> </figure><p><strong>A sua principal vantagem é a densidade</strong>: ramifica-se a partir da base e forma uma massa compacta que bloqueia a vista sem deixar espaços. Responde muito bem à poda, o que permite que se mantenha densa e na altura desejada. Os seus rebentos avermelhados também conferem-lhe valor ornamental.</p><h2>4 - Laurustinus (Viburnum tinus)</h2><p>O Laurustinus tem um ritmo de crescimento ligeiramente mais moderado, mas proporciona uma densidade muito útil para preencher espaços. <strong>Pode crescer entre 40 e 80 centímetros por ano</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551150185.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Proporciona um volume constante e ajuda a preencher os espaços ao longo do tempo.</figcaption> </figure><p>A sua folhagem é perene e compacta, o que lhe permite formar sebes densas ao longo do tempo.<strong> É resistente, adaptável e requer pouca manutenção depois de estabelecida</strong>.</p><h2>5- Louro-cerejeira (Prunus laurocerasus)</h2><p><strong>O louro-cerejeira é uma das opções mais utilizadas</strong> para criar sebes bem cuidadas e contínuas. Cresce entre 50 e 80 centímetros por ano, aproximadamente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551288975.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Um bom projeto desde o início ajuda a garantir a privacidade mais rapidamente.</figcaption> </figure><p><strong>As suas folhas grandes e a sua densidade natural ajudam a proteger a privacidade</strong>. Responde bem à poda e consegue manter formas definidas, tornando-a ideal para quem procura uma solução elegante.</p><h2>6- Bambu não invasivo</h2><p>Embora, tecnicamente, não seja uma árvore, <strong>na jardinagem desempenha esse papel melhor do que muitas outras plantas</strong>. As variedades não invasivas formam aglomerados compactos que crescem rapidamente e proporcionam cobertura desde o solo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551404427.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Oferece cobertura total e bloqueia a vista rapidamente.</figcaption> </figure><p><strong>Em condições favoráveis, podem atingir 2 a 3 metros em um ou dois anos</strong>. Esta combinação de rapidez e densidade torna-as uma das opções mais eficazes para bloquear rapidamente a vista. O segredo está na escolha de espécies de crescimento controlado.</p><h2>7- Tuia gigante (Thuja ‘Green Giant’)</h2><p>Menos conhecida, mas cada vez mais comum nos viveiros, a tuia gigante <strong>combina velocidade de crescimento e densidade de forma muito equilibrada</strong>. Pode crescer entre 90 centímetros e 1,5 metros por ano, ultrapassando os 3 metros em cerca de dois a três anos.</p><p>Ao contrário de outras variedades de cipreste, mantém uma cobertura mais uniforme desde a base, melhorando a privacidade com menos poda. É uma <strong>opção muito sólida para sebes altas e contínuas</strong>.</p><p>A melhor estratégia não é depender de uma única espécie, mas sim combiná-las. <strong>Para acelerar o efeito, é melhor plantar em linha e manter um espaçamento adequado entre as plantas</strong>: se estiverem demasiado afastadas, a cobertura demorará mais tempo a fechar-se. O resultado dependerá da forma como se complementam entre si.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-arvores-e-arbustos-perfeitos-para-garantir-privacidade-na-sua-casa-sem-ter-de-esperar-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rumo a Marte: nave experimental da NASA supera a barreira do som]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA testou com sucesso rotores capazes de ultrapassar Mach 1 em condições marcianas simuladas, um passo importante para o desenvolvimento de aeronaves de maior dimensão que permitam expandir a exploração aérea de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-logra-un-avance-clave-hacia-marte-una-nave-experimental-ya-rompe-la-barrera-del-sonido-1778881283081.jpg" data-image="z17ivsm5m9mp"><figcaption>O engenheiro Jaakko Karras inspeciona uma pá de um helicóptero marciano antes dos testes supersônicos no JPL em novembro de 2025. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Durante décadas, voar em Marte foi considerado inviável devido à sua atmosfera rarefeita, que corresponde apenas a 1% da atmosfera terrestre. Portanto, neste ambiente, gerar sustentação aerodinâmica exigiu <strong>repensar as regras clássicas da aviação</strong>, pelo menos aquelas que conhecemos para a Terra.</p><div class="texto-destacado">O helicóptero Ingenuity demonstrou que o voo controlado era possível em Marte, assinalando um marco tecnológico histórico. No entanto, tratava-se apenas de um teste devido ao seu pequeno tamanho, carga útil mínima e alcance limitado.</div><p>Para avançar, os engenheiros começaram a trabalhar em <strong>aeronaves maiores e mais capazes</strong>, que pudessem transportar instrumentos científicos, percorrer distâncias maiores e apoiar diretamente futuras missões robóticas, expandindo a exploração a partir dos céus.</p><p>O principal desafio aerodinâmico, devido a uma atmosfera tão rarefeita, é que <strong>as pás têm de rodar extremamente rápido para gerar a sustentação necessária</strong>, fazendo com que as suas pontas atinjam velocidades próximas ou superiores à velocidade do som. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-logra-un-avance-clave-hacia-marte-una-nave-experimental-ya-rompe-la-barrera-del-sonido-1778881522648.png" data-image="25ukpu5x6nu4"><figcaption>O helicóptero Ingenuity Mars realiza um teste de rotação lenta das pás em abril de 2021, dias antes do seu histórico primeiro voo em Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS.</figcaption></figure><p>O desafio tornou-se interessante quando os <strong>engenheiros decidiram confrontar este limite em vez de o evitar</strong>. Se o regime supersônico era inevitável em Marte, precisava de ser compreendido, medido e controlado desde a fase de projeto, transformando uma dificuldade técnica numa oportunidade para um melhor voo.</p><h2>Testes de rotores supersônicos</h2><p>Os testes foram conduzidos numa câmara especial no Jet Propulsion Laboratory (JPL), capaz de<strong> replicar a pressão e as condições físicas da atmosfera marciana</strong>. Neste ambiente controlado, foram avaliadas pás concebidas para operar de forma estável a velocidades extremas.</p><p>Ao longo de mais de 130 testes, <strong>as pontas das pás ultrapassaram Mach 1 de forma controlada e repetível</strong>, enquanto os sensores de alta precisão registavam vibrações, fluxos de ar e cargas mecânicas, permitindo a validação de modelos aerodinâmicos desenvolvidos nos anos anteriores.</p><p>Os resultados confirmaram que o voo supersônico em Marte é viável e que, ao contrário da Terra, onde a quebra da barreira do som gera ondas de choque intensas, <strong>a baixa densidade marciana reduz significativamente as forças aerodinâmicas envolvidas</strong>.</p><p>Este comportamento permite uma abordagem diferente no design de aeronaves, uma vez que, em vez de limitar a taxa de curva, <strong>os engenheiros podem otimizar a estabilidade, a eficiência energética e a resistência estrutural</strong>, abrindo caminho para veículos aéreos de maiores dimensões. </p><h3>Da experimentação ao futuro da exploração marciana </h3><p>Ao contrário da Ingenuity, que foi concebida unicamente como demonstradora de tecnologia, <strong>as futuras naves marcianas são planeadas como plataformas científicas completas</strong>. Poderão transportar câmaras avançadas, espectrómetros e sensores atmosféricos para estudar o terreno sob novas perspectivas.</p><p>Um dos conceitos analisados é o de um <strong>helicóptero maior que acompanha veículos exploradores ou missões humanas para explorar rotas</strong>, identificar áreas de interesse e aceder a regiões inacessíveis, como desfiladeiros, grutas ou encostas íngremes. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/aBJNtvAyt9g/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=aBJNtvAyt9g" id="aBJNtvAyt9g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Dominar o regime supersônico permite que o <strong>projeto não sacrifique o desempenho</strong>, uma vez que ter estas velocidades elevadas como parte normal da operação reduz os problemas estruturais e expande tanto as capacidades científicas como a autonomia operacional de cada missão.</p><p>Além disso, <strong>o conhecimento adquirido não se limitará a Marte</strong>, uma vez que os princípios aerodinâmicos testados nestes ensaios poderão ser aplicados a outros mundos ou luas com atmosferas diferentes, alargando o papel da exploração aérea em futuras missões planetárias. </p><h3>Um pequeno passo em frente com consequências profundas</h3><p>Quebrar a barreira do som nestes testes não foi um gesto simbólico, mas sim a validação direta de anos de trabalho teórico e experimental, o que demonstra que <strong>os limites clássicos da aviação terrestre não se aplicam da mesma forma em ambientes planetários diferentes do nosso</strong>.</p><p>Este avanço redefine o conceito de voo em Marte, onde o planeta vermelho deixa de ser um local onde voar é quase impossível e se torna um <strong>palco para o desenvolvimento de novas formas de engenharia aeronáutica</strong> adaptadas a condições únicas.</p><p>E embora <strong>não tenha sido anunciada nenhuma missão imediata </strong>baseada nestes rotores, os dados obtidos estão já a influenciar o desenho de projetos futuros. A cada teste, os riscos técnicos são reduzidos e ideias antes descartadas tornam-se opções viáveis para exploração.</p><p>Tal como no caso do Ingenuity, <strong>estes avanços podem parecer pequenos, mas o seu impacto é profundo</strong>. Desta forma, o pequeno passo de quebrar a barreira do som numa câmara de testes pode abrir caminho para novas formas de compreender outros mundos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova espécie de caranguejo encontrada no Pico da Neblina, no Amazonas, surpreende cientistas pela altitude extrema e revela um gênero inédito de crustáceos de água doce na Amazônia brasileira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia-1779053928667.jpg" data-image="9h1qogumkja2" alt="Vista panorâmica da Serra do Imeri, habitat das duas novas espécies de sapos. Foto: Taran Grant" title="Vista panorâmica da Serra do Imeri, habitat das duas novas espécies de sapos. Foto: Taran Grant"><figcaption>Vista panorâmica da Serra do Imeri, habitat das duas novas espécies de sapos. Crédito: Taran Grant</figcaption></figure><p>A <strong>descoberta de uma nova espécie de caranguejo </strong>de água doce no coração da <strong>Amazônia brasileira </strong>revelou mais do que um animal até então desconhecido pela ciência. O achado também levou pesquisadores à identificação de <strong>um novo gênero de crustáceos</strong>, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade das regiões montanhosas do país. O animal foi encontrado a 1.730 metros de altitude, em um riacho localizado na Serra do Imeri, dentro do<strong> Parque Nacional do Pico da Neblina, no Amazonas.</strong></p><p>A região, situada no extremo norte do Brasil, abriga <strong>o ponto mais alto do território nacional</strong> e é considerada uma das áreas mais preservadas e menos exploradas da Amazônia. O local também integra o território Yanomami, fator que reforçou a importância da colaboração entre cientistas e indígenas durante o trabalho de pesquisa e catalogação da nova espécie.</p><p>Batizado de <em>Okothelphusa trefauti</em>, o crustáceo carrega no próprio nome uma homenagem à parceria construída durante a expedição científica. A <strong>palavra “Oko” significa “caranguejo” na língua Yanomami</strong>, enquanto “thelphusa” é um termo utilizado na nomenclatura científica para designar caranguejos de água doce.</p><h2>Expedição revelou linhagem inédita</h2><p>Já o nome “trefauti” faz referência ao herpetólogo Miguel Trefaut Rodrigues, pesquisador do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e responsável por liderar a expedição realizada em 2022 na Serra do Imeri. Durante os trabalhos de campo, os pesquisadores encontraram três exemplares do animal (um macho e duas fêmeas) enquanto coletavam girinos em áreas alagadas da floresta de altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia-1779054354992.jpg" data-image="z0isval9jxla" alt="Um dos pontos mais isolados do Brasil, localizado em terras yanomami, abriga um grupo até então desconhecido de caranguejos de água doce. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/conheca-o-novo-caranguejo-descoberto-no-pico-da-neblina-na-amazonia/" title="Um dos pontos mais isolados do Brasil, localizado em terras yanomami, abriga um grupo até então desconhecido de caranguejos de água doce. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/conheca-o-novo-caranguejo-descoberto-no-pico-da-neblina-na-amazonia/"><figcaption>Um dos pontos mais isolados do Brasil, localizado em terras yanomami, abriga um grupo até então desconhecido de caranguejos de água doce. Crédito: Marcos Tavares e Célio Magalhães/Zootaxa</figcaption></figure><p>Os espécimes foram analisados pelos zoólogos Marcos Tavares e Célio Magalhães, responsáveis pela descrição científica publicada em abril na revista especializada <em>Zootaxa</em>. Segundo os pesquisadores, <strong>as análises morfológicas e genéticas revelaram</strong> <strong>características únicas</strong>, suficientes para enquadrar o caranguejo em uma linhagem até então desconhecida dentro da família Pseudothelphusidae.</p><p>Esse grupo reúne caranguejos típicos de riachos montanhosos da América do Sul, mas a espécie encontrada no Pico da Neblina chamou atenção por apresentar<strong> traços evolutivos bastante distinto</strong>s. A descoberta reforça a hipótese de que as regiões isoladas e elevadas da Amazônia funcionam como verdadeiros refúgios biológicos, favorecendo o surgimento de espécies endêmicas.</p><h2>Vida adaptada às montanhas amazônicas</h2><p>De acordo com os cientistas, o caranguejo-do-Imeri possui hábitos predominantemente terrestres e costuma circular por áreas úmidas próximas aos cursos d’água. Sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados encontrados no ambiente da floresta de altitude.</p><div class="texto-destacado">Outro aspecto considerado relevante pelos pesquisadores é o chamado desenvolvimento direto da espécie. Diferentemente de muitos crustáceos, o <em>Okothelphusa trefauti</em> não passa por uma fase larval aquática. Isso limita sua capacidade de dispersão para outras áreas, favorecendo o isolamento populacional e a formação de espécies restritas a regiões muito específicas, como topos de montanhas.</div><p>Para especialistas, esse tipo de adaptação ajuda a <strong>explicar a grande diversidade biológica encontrada em áreas elevadas da Amazônia</strong>, muitas delas ainda pouco estudadas pela ciência.</p><h2>Parque guarda espécies ainda desconhecidas</h2><p>Com cerca de <strong>2,3 milhões de hectares</strong>, o Parque Nacional do Pico da Neblina é uma das maiores unidades de conservação do Brasil. Apesar de sua importância ambiental, boa parte do território permanece pouco explorada cientificamente, especialmente as áreas de maior altitude.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764312" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca.html" title="Parque escondido no Paraná tem formações rochosas de milhões de anos que impressiona turistas; conheça">Parque escondido no Paraná tem formações rochosas de milhões de anos que impressiona turistas; conheça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca.html" title="Parque escondido no Paraná tem formações rochosas de milhões de anos que impressiona turistas; conheça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca-1776369136302_320.jpg" alt="Parque escondido no Paraná tem formações rochosas de milhões de anos que impressiona turistas; conheça"></a></article></aside><p>Segundo o gestor do parque, Cassiano Gatto, novas expedições realizadas na região frequentemente resultam na descoberta de formas de vida inéditas. Para ele, a dimensão do parque e o difícil acesso às montanhas indicam que muitas espécies ainda aguardam identificação.</p><p>“A gente ainda não conhece toda a biodiversidade existente. Cada nova expedição descobre formas de vida novas e únicas e, devido à grande dimensão do parque, acreditamos que encontraremos muito mais”, afirmou o gestor.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>(((o))) eco. <a href="https://oeco.org.br/noticias/descoberta-nas-alturas-caranguejo-e-encontrado-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude/" target="_blank">Descoberta nas alturas: caranguejo é encontrado a mais de 1.700 metros de altitude</a>. 2026</em></p><h3><em></em></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologista americano alerta: vários recordes já foram quebrados em 2026 e o ​​Super Niño ainda nem chegou]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/meteorologista-americano-alerta-varios-recordes-ja-foram-quebrados-em-2026-e-o-super-nino-ainda-nem-chegou.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 22:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Diversos recordes meteorológicos já foram quebrados em 2026. Este ano está a caminho de ser um dos cinco mais quentes já registrados, às vésperas de um evento El Niño potencialmente muito intenso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorologo-de-estados-unidos-advierte-en-2026-ya-se-han-batido-varios-records-y-el-supernino-ni-siquiera-ha-llegado-1778937954978.png" data-image="e8b0ysadbqhh" alt="incêndios onda de calor" title="incêndios onda de calor"><figcaption>O ano de 2026 começou com grandes incêndios florestais em várias regiões do mundo.</figcaption></figure><p>Os incêndios florestais já devastaram cerca de 150 milhões de hectares em todo o mundo durante os primeiros quatro meses deste ano, a maior área queimada já registrada para este período. <strong>A área queimada até abril é quase o dobro da média recente para o período de janeiro a abril</strong>, de acordo com pesquisadores da <em>World Weather Attribution</em> (WWA).</p><p>Até 11 de maio, <strong>quase 26 milhões de incêndios florestais haviam ocorrido nos Estados Unidos</strong>. Este é o maior número de incêndios registrados até meados de maio em pelo menos os últimos dez anos. <strong>Esses incêndios queimaram pouco mais de 1,8 milhão de acres</strong>, a maior área queimada no mesmo período desde 2016, de acordo com o Centro Nacional Interagências de Incêndios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/several-climate-records-have-already-fallen-in-2026-and-the-super-el-nino-hasn-t-even-arrived-1778853900945.jpg" data-image="zw13gva280nb" alt="incêndios" title="incêndios"><figcaption>Incêndios ativos e anomalias térmicas foram observados pela NASA desde a tarde de quarta-feira até o início da manhã de quinta-feira.</figcaption></figure><h2>Calor recorde em diversas regiões do planeta</h2><p>O calor também foi notícia em muitas partes do mundo este ano. <strong>O primeiro mês da primavera meteorológica nos EUA trouxe um calor sem precedentes</strong> para o sudoeste. Phoenix não apenas quebrou recordes; a cidade os pulverizou. O Vale do Sol registrou oito dias consecutivos com temperaturas de 37,8 °C ou mais durante o mês de março.<strong> Essa onda de calor incluiu três dias consecutivos</strong> com 40,6°C, estabelecendo um recorde para a temperatura mais alta já registrada em Phoenix em março.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768867" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-se-forma-nas-proximas-semanas-com-70-de-chance-intensidade-forte-a-muito-forte.html" title="El Niño à vista: fenômeno chega nas próximas semanas com 70% de chance de ser forte e muito forte">El Niño à vista: fenômeno chega nas próximas semanas com 70% de chance de ser forte e muito forte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-se-forma-nas-proximas-semanas-com-70-de-chance-intensidade-forte-a-muito-forte.html" title="El Niño à vista: fenômeno chega nas próximas semanas com 70% de chance de ser forte e muito forte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-se-forma-nas-proximas-semanas-com-70-de-chance-intensidade-forte-a-muito-forte-1778776358721_320.png" alt="El Niño à vista: fenômeno chega nas próximas semanas com 70% de chance de ser forte e muito forte"></a></article></aside><p>A região do Sahel, na África, registrou recentemente <strong>temperaturas máximas entre 45 e 47 graus Celsius</strong>. As previsões indicam que as temperaturas máximas atingirão 49°C ou mais nos próximos dias em partes da Líbia, Sudão e Egito, estabelecendo novos recordes para esses países. A NOAA afirma que há 96,1% de probabilidade de 2026 figurar entre os cinco anos mais quentes já registrados. Alguns cientistas já preveem que 2026 será o ano mais quente já registrado.</p><h2>Um evento El Niño muito intenso está chegando</h2><p>Um fenômeno potencialmente sem precedentes se aproxima, podendo aumentar o risco de eventos climáticos extremos ainda mais graves em todo o mundo.<strong> Um Super Niño pode estar prestes a se formar</strong>. "Considerando essa trajetória de eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças climáticas, juntamente com os efeitos crescentes do El Niño em desenvolvimento, podemos estar caminhando para um ano sem precedentes de incêndios florestais globais e eventos climáticos recordes", segundo pesquisadores da WWA, conforme relatado pela Eos.<em></em></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The notorious super El Niño of 1877-78 contributed to a global famine that wiped out 3 to 4 percent of the global population.<br><br>It was arguably the worst environmental disaster to ever befall humanity.<br><br>Are we better prepared now? The evidence says yes <a href="https://t.co/xbTxhJY8LQ">pic.twitter.com/xbTxhJY8LQ</a></p>— Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://twitter.com/BenNollWeather/status/2054182060198330577?ref_src=twsrc%5Etfw">May 12, 2026</a></blockquote></figure><p>"É provável que o El Niño apareça em breve (com 82% de probabilidade entre maio e julho de 2026) <strong>e persista durante o inverno do Hemisfério Norte de 2026-2027</strong> (com 96% de probabilidade entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027)", afirma o Centro de Previsão Climática (CPC).</p><p><strong>A intensidade do próximo El Niño permanece uma incógnita</strong>, mas as previsões apontam para um fenômeno intenso, talvez com temperaturas 2°C ou mais acima da média, o que o qualificaria como um Super Niño.</p><h2>A relação entre as mudanças climáticas e os eventos climáticos extremos.</h2><p>Os efeitos combinados do aquecimento global e de um forte evento El Niño podem aumentar a probabilidade de eventos climáticos extremos neste ano. "<strong>O clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer outro</strong> momento da história registrada, uma vez que as concentrações de gases de efeito estufa causam o aquecimento contínuo da atmosfera e dos oceanos, bem como o derretimento do gelo", alertou a Organização Meteorológica Mundial em março.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/several-climate-records-have-already-fallen-in-2026-and-the-super-el-nino-hasn-t-even-arrived-1778853168421.jpeg" data-image="qnd3gg5zjgif" alt="anos mais quente" title="anos mais quente"><figcaption>2026 é o quinto ano mais quente nos 177 anos de registros disponíveis até abril.</figcaption></figure><p>O mundo já testemunhou as potenciais consequências do aquecimento global. <strong>O período entre 2015 e 2025 foi o mais quente dos últimos onze anos</strong> para os quais existem registros. "Eventos extremos em todo o mundo, como ondas de calor, chuvas torrenciais e ciclones tropicais, causaram perturbações e devastação e destacaram a vulnerabilidade de nossas economias e sociedades interconectadas" durante esse período, de acordo com a OMM (Organização Meteorológica Mundial).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/meteorologista-americano-alerta-varios-recordes-ja-foram-quebrados-em-2026-e-o-super-nino-ainda-nem-chegou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O futuro da proteção solar está nas bactérias: o ingrediente que pode revolucionar os cremes de verão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-futuro-da-protecao-solar-esta-nas-bacterias-o-ingrediente-que-pode-revolucionar-os-cremes-de-verao.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 20:27:42 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe de cientistas chineses conseguiu produzir gradusol, um composto natural encontrado em peixes e organismos marinhos, utilizando bactérias geneticamente modificadas. Essa descoberta abre caminho para novos protetores solares mais sustentáveis e com propriedades antioxidantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-de-la-proteccion-solar-esta-en-las-bacterias-el-ingrediente-que-podria-revolucionar-las-cremas-de-verano-1778805800236.jpg" data-image="06b0pcdxjfpx" alt="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes" title="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes"><figcaption>Cientistas descobriram um sinal promissor para o futuro desenvolvimento de protetores solares à base de ingredientes naturais.</figcaption></figure><p>Enquanto os humanos dependem de cremes e loções para se protegerem do sol, <strong>alguns peixes utilizam sua própria defesa biológica há milhões de anos</strong>. Essa defesa é chamada de gradusol, uma molécula natural encontrada em ovos de peixe e diversos organismos marinhos, capaz de absorver a radiação ultravioleta e reduzir os danos celulares causados pela exposição solar.</p><p>Agora, pesquisadores da Universidade de Jiangnan, na China, deram um passo significativo para tornar esse composto disponível para uso humano. De acordo com um estudo publicado na revista <em>Trends in Biotechnology</em>, <strong>a equipe produziu com sucesso o gradusol de forma sustentável usando bactérias geneticamente modificadas</strong>, evitando assim os problemas ambientais e de escalabilidade associados à sua extração direta da natureza.</p><p>A pesquisa está gerando entusiasmo porque o composto não só funcionaria como protetor solar, <strong>mas também como antioxidante</strong>, com propriedades comparáveis às da vitamina C.</p><h2>Como eles conseguiram fabricar Gradusol em laboratório?</h2><p>Até agora, um dos principais obstáculos era a baixa disponibilidade natural do gradusol. <strong>Extraí-lo de organismos marinhos era caro</strong>, ineficiente e difícil de ser ampliado para uso industrial.</p><p>Diante desse cenário, os cientistas optaram por uma abordagem diferente: <strong>transformar bactérias comuns em pequenas “fábricas biológicas”</strong>.</p><p>A equipe reconstruiu a via metabólica usada pelo peixe-zebra para produzir gradusol na bactéria Escherichia coli. Em seguida,<strong> modificaram tanto a genética desses microrganismos quanto as condições de cultivo</strong> para aumentar seu rendimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-de-la-proteccion-solar-esta-en-las-bacterias-el-ingrediente-que-podria-revolucionar-las-cremas-de-verano-1778805843537.jpg" data-image="il6v7v3com8a" alt="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes" title="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes"><figcaption>Gradusol é uma molécula natural capaz de absorver a radiação ultravioleta e reduzir os danos celulares causados pela exposição solar.</figcaption></figure><p>Os resultados surpreenderam até mesmo os pesquisadores. <strong>A produção do composto aumentou 93 vezes</strong>: de apenas 45,2 miligramas por litro para 4,2 gramas por litro.</p><p>“O objetivo era encontrar uma forma escalável e sustentável de produzir essa substância”, explicou Ping Zhang, autor principal do estudo. Ele acrescentou que <strong>atingir esses níveis de produção em laboratório representa um sinal promissor para o futuro desenvolvimento de protetores solares</strong> à base de ingredientes naturais.</p><p>Além disso, os testes demonstraram que quantidades relativamente pequenas de gradusol podem bloquear eficazmente os raios ultravioleta, reforçando seu potencial comercial.</p><h2>Mais do que proteção solar: um antioxidante natural</h2><p>O interesse da indústria cosmética nesse composto não se limita apenas à proteção solar.</p><p>Os pesquisadores observaram que o gradusol também <strong>pode combater os radicais livres gerados pela radiação UV</strong>, moléculas instáveis que danificam as células e aceleram o envelhecimento da pele.</p><p>Para analisar essa capacidade antioxidante, a equipe desenvolveu um teste baseado em mudanças de cor. No experimento, <strong>um sinal químico roxo torna-se amarelo quando o gradusol neutraliza os radicais livres</strong>. Esse mecanismo permitiu identificar rapidamente quais cepas bacterianas produziam as maiores quantidades do composto.</p><p>“O método é <strong>mais simples, mais eficiente e mais barato</strong> do que as análises químicas tradicionais”, disse Ruirui Xu, co-líder do estudo e pesquisador da mesma universidade.</p><h2>A busca por protetores solares mais seguros</h2><p>A pesquisa surge num contexto de crescente questionamento de certos ingredientes usados em protetores solares convencionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-de-la-proteccion-solar-esta-en-las-bacterias-el-ingrediente-que-podria-revolucionar-las-cremas-de-verano-1778805859712.jpg" data-image="xj6lch39yfle" alt="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes" title="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes"><figcaption>A pesquisa surge num contexto de crescente questionamento de certos ingredientes usados em protetores solares convencionais.</figcaption></figure><p>Diversos estudos têm alertado para os potenciais efeitos negativos de alguns filtros UV, tanto na saúde humana quanto nos ecossistemas marinhos. Em particular, <strong>existem preocupações relacionadas à permeabilidade dérmica de certos compostos</strong>, bem como à sua potencial toxicidade celular e estresse oxidativo.</p><p>Nesse contexto,<strong> o gradusol surge como uma alternativa atraente</strong>. Segundo os autores do estudo, esse <strong>filtro ultravioleta orgânico não apresentou efeitos nocivos</strong> conhecidos e está alinhado com a demanda dos consumidores que buscam produtos mais naturais e sustentáveis.</p><div class="texto-destacado"><strong>No entanto, especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer até que o produto esteja disponível em supermercados e farmácias.</strong></div><p>O estudo não comparou o desempenho do gradusol com protetores solares comerciais, nem avaliou sua segurança a longo prazo ou sua viabilidade para produção industrial em larga escala. Além disso, <strong>qualquer aplicação comercial precisará passar por processos regulatórios</strong> antes de chegar ao mercado.</p><p>Ainda assim, os pesquisadores estão otimistas. Xu acredita que, com a tecnologia atual, <strong>os primeiros produtos baseados nesse composto poderão surgir nos próximos anos</strong>.</p><p>“Esperamos que as pessoas olhem além dos métodos tradicionais de extração”, concluiu Zhang. “As fábricas microbianas estão surgindo como uma forma mais sustentável de levar as descobertas científicas para o mundo real.”</p><h3><strong><em>Referência da notícia</em></strong></h3><p><em>Wang J, Wang Y, Wu Q, Zhang Y. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37187331/" target="_blank">Multidimensional engineering of Escherichia coli for efficient biosynthesis of cis-3-hydroxypipecolic acid</a>. Bioresour Technol. 2023 Aug; 382:129173. doi: 10.1016/j.biortech.2023.129173</em><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-futuro-da-protecao-solar-esta-nas-bacterias-o-ingrediente-que-pode-revolucionar-os-cremes-de-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>