<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 20:10:25 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 20:10:25 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Vendavais de até 100 km/h acendem alerta para 5 estados nos próximos 4 dias; veja a lista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 19:22:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Previsões indicam risco de tempestades severas em diversos estados do Brasil, com risco de rajadas fortes de vento que podem causar quedas de árvores, destelhamentos de casas e danos em edificações, além de outros fenômenos severos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq0niu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq0niu.jpg" id="xaq0niu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, uma <strong>combinação de sistemas meteorológicos</strong> - Inclusive a presença de um intenso Jato de Baixos Níveis, um rio atmosférico transportando umidade e temperaturas elevadas - está tornando a <strong>atmosfera altamente instável</strong> em uma faixa que compreende o centro-sul do Brasil. Graças à essa situação, o <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu avisos de rajadas fortes de vento para cinco Estados brasileiros.</p><div class="texto-destacado">Os estados afetados incluem todo o Rio Grande do Sul; oeste de Santa Catarina; oeste do Paraná; parte do Mato Grosso do Sul (Sudeste, Centro-Norte, todo o Pantanal e a capital Campo Grande); e o sudoeste do Mato Grosso, especialmente os municípios mais próximos da Bolívia.</div><p>Há possibilidade de <strong>rajadas com velocidades próximas dos 100 km/h</strong>, com risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos gerais em edificações e plantações ao longo desta<strong> sexta-feira (17)</strong> e também de todo o final de semana, incluindo <strong>sábado (18)</strong> e<strong> domingo (19)</strong>. Os vendavais podem continuar também na <strong>segunda-feira (20)</strong> e ao longo da semana que vem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista-1784311188276.jpg" data-image="2j1d8po4f5vp" alt="Mapa de alerta de perigo devido à vendaval emitido pelo INMET." title="Mapa de alerta de perigo devido à vendaval emitido pelo INMET."><figcaption>Mapa de alerta de perigo devido à vendaval emitido pelo INMET ilustra região que será afetada pelas rajadas fortes de vento. Recomenda-se cautela, pois há risco de grandes transtornos.</figcaption></figure><p>Durante as tempestades e as rajadas fortes de vento, recomenda-se não se abrigar debaixo de árvores e construções pequenas (como quiosques), pois há risco de ocorrência de <strong>queda de galhos e descargas elétricas</strong> (raios). Pela mesma razão, recomenda-se não permanecer nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Permaneça em <strong>edifícios de alvenaria que forneçam um bom abrigo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Essas rajadas fortes de vento estão associadas a um intenso <em>Jato de Baixos Níveis</em> com <strong>velocidades de até 150 km/h</strong>, que ocorre acima da superfície, mas ainda em níveis baixos da atmosfera. Esse fenômeno ocorre entre 1 e 2 km acima da atmosfera, <strong>no nível de 850 hPa</strong>, e intensifica a formação de tempestades sobre a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista-1784311255659.jpg" data-image="qo6ak5hauouh" alt="Previsão de velocidades do vento em 850 hPa nesta sexta-feira." title="Previsão de velocidades do vento em 850 hPa nesta sexta-feira."><figcaption>Previsão de velocidades do vento em 850 hPa mostra a presença de um Jato de Baixos Níveis na atmosfera, capaz de intensificar a formação de tempestades sobre parte do Brasil.</figcaption></figure><p>Estes sistemas estão <strong>associados à formação de tempestades severas</strong>, especialmente neste sábado (18). Há risco muito elevado de temporais especialmente no Rio Grande do Sul, com risco não apenas de <strong>ventos fortes</strong>, mas também de <strong>volumes altíssimos de chuva</strong> e <strong>granizo</strong>. Não se descarta a possibilidade de ocorrência de eventos ainda mais extremos em alguns municípios mais localizados, como microexplosões e tornados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista-1784311315735.jpg" data-image="zj0bskg1ftvy" alt="Previsão de acumulados totais até o final da segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da segunda-feira mostra acumulados que podem atingir entre 200 e 300 mm de chuva totais ao longo dos próximos dias, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Os acumulados totais de chuva podem atingir valores muito elevados, <strong>entre 200 mm e 300 mm</strong> ao longo dos próximos dias. Isso também traz riscos altos de cortes no fornecimento de energia elétrica, danos em estruturas, telhados e plantações devido ao granizo, transbordamento de rios e alagamentos severos, além de deslizamentos de terra em áreas de risco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779111" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html" title="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta">SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html" title="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295655126_320.png" alt="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta"></a></article></aside><p> Para saber exatamente quais as velocidades de vento serão registradas na sua cidade e quando seu município será afetado pelas tempestades, não deixe de conferir as <strong>previsões do tempo detalhadas para a sua localização específica</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Brasil terá 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas", segundo Meteored]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-tera-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-segundo-meteored.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 18:16:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão sob riscos de chuvas intensas e tempestades severas sobre alguns estados do Brasil. Meteored reforça o alerta de pelo menos 6 dias seguidos sob instabilidade e potencial para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapz4a6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapz4a6.jpg" id="xapz4a6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As expectativas de<strong> chuvas intensas e tempestades severas</strong> sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná permanecem ao longo dos dias. As previsões ressaltam os <strong>grandes volumes previstos</strong> além da possibilidade de <strong>tempo severo</strong>, com o risco de ocorrência de <strong>granizo, tornados e grande quantidade de chuva.</strong></p><p>Confira a seguir a previsão do tempo para os próximos dias no Sul do Brasil e em quais localidades o tempo severo possui maiores possibilidades de ocorrência.</p><h2>Risco de tempestades severas é real</h2><p>Muitas pessoas ainda <strong>questionam se o risco de chuvas intensas e tempestades severas é real</strong>. E, de acordo com os modelos de previsão do tempo, a resposta é <strong>sim</strong>. Os riscos são reais, vários eventos meteorológicos estão ocorrendo em conjunto para que as chuvas dos próximos dias seja duradoura e mais intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297052969.jpg" data-image="57afy2iivfdd" alt="JBN." title="JBN."><figcaption>Canal de umidade transportando vapor d'água para o Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>A presença de um<strong> Jato de Baixos Níveis (JBN)</strong> na região é algo comum, contudo, <strong>o sistema está amplificado e mais intenso</strong>, com a previsão que projeta a <strong>duração de alguns dias</strong>. Os JBN como são conhecidos, funcionarão como <strong>suporte para as instabilidades no Sul do Brasil</strong>, levando ar quente e úmido.</p><p>Em altos níveis<strong> temos a presença do Jato Subtropical</strong>, sua atuação faz com que nas camadas mais elevadas tenhamos <strong>divergência</strong>. Ou seja, o ar presente em uma determinada região é transportada para outra, com isso temos um “vácuo” que precisa ser preenchido. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297082103.jpg" data-image="hwqsu2ihc716" alt="JAN." title="JAN."><figcaption>Ventos em 300 hPa, mapa mostra a presença do jato subtropical sobre o Sul do Brasil provocando divergência.</figcaption></figure><p>Esse preenchimento se dá pelo ar que está nas camadas inferiores, ar que se encontra <strong>quente e úmido</strong>. Sendo assim, ao se elevar na atmosfera, troca calor com o ambiente dando <strong>origem às nuvens de tempestades</strong>. Com isso, temos a ocorrência frequente de <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> elevando, e muito, os acumulados de chuva.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Meteored reforça alerta: "serão 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas"<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com o modelo <strong>ECMWF</strong>, as <strong>chuvas intensas e tempestades severas deverão atuar por, no mínimo, 6 dias</strong>. O que deixa os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná em alerta. Pois os riscos de tempestades severas acarretar em<strong> transtornos urbanos e rurais</strong> são grandes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297263897.jpg" data-image="rouzptvacmaz" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa de precipitação prevista para a manhã de sábado (18) mostra as chuvas atuando no sul do RS.</figcaption></figure><p>No final da noite desta sexta-feira (17), o tempo começa a mudar sobre o sul do estado gaúcho, mas<strong> o vento intenso e altas temperaturas já estão sendo sentidos no estado</strong>, anunciando a chegada das instabilidades. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<strong> <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</strong> </div><p>No decorrer do sábado (18) e do domingo (19) as <strong>chuvas </strong>vão ficar <strong>mais concentradas na faixa entre o oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul</strong> com previsão de <strong>chuvas intensas e riscos de tempestades</strong> desde a madrugada. Há possibilidade de queda de <strong>granizo, fortes rajadas de vento e grandes acumulados.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297311445.jpg" data-image="xhr1sfjziifh" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa mostra áreas propícias a tempo severo no sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo da segunda-feira (20), a situação será muito parecida, com o <strong>risco de tempo severo se espalhando para outras áreas do estado gaúcho</strong> e as nuvens carregadas surgindo em<strong> Santa Catarina</strong>. No decorrer da terça-feira (21), as <strong>chances de tempo severo</strong> ganham força no Rio Grande do Sul, com exceção da faixa sul do estado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778900" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas">Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201107503_320.jpg" alt="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"></a></article></aside><p>Ainda na terça-feira (21), Santa Catarina recebe as primeiras pancadas de chuva, com intensidade que irá variar entre <strong>moderada e forte</strong>, acompanhadas de <strong>descargas elétricas e trovoadas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297359875.jpg" data-image="jwba1w9zgt5t" alt="Precipitação e nuvens." title="Precipitação e nuvens."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade prevista para a terça-feira. A previsão indica isntabilidades espalhadas por boa parte do RS e de SC, além do tempo fechado no PR.</figcaption></figure><p>Entre a tarde de terça (21) e a quarta-feira (22), <strong>as chuvas se espalham por Santa Catarina e também no Paraná</strong>. Apesar do deslocamento, a intensidade das chuvas permanece com <strong>riscos de tempo severo nos dois estados</strong>. Por conta disso, os alertas se mantém, com possibilidade de granizo, microexplosões e até mesmo os riscos de tornados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-tera-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-segundo-meteored.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:08:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será de tempestades severas sobre o Rio Grande do Sul. A partir de terça (20), no entanto, os sistemas começam a ganhar força sobre Santa Catarina e Paraná.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295655126.png" data-image="6xj3fkssj4sz" alt="Risco de transtornos: tempestades intensas com risco de granizo, extremos de vento e mais de 100 mm de chuva em 24 horas." title="Risco de transtornos: tempestades intensas com risco de granizo, extremos de vento e mais de 100 mm de chuva em 24 horas."><figcaption>Risco de transtornos: tempestades intensas com risco de granizo, extremos de vento e mais de 100 mm de chuva em 24 horas.</figcaption></figure><p>O <strong>alerta de tempo severo</strong> para a <strong>região Sul</strong> do país<strong> a partir dessa sexta-feira (17)</strong> está mantido. A <strong>configuração atmosférica</strong> em grande escala está sendo <strong>moldada</strong> pelo impressionante<strong> El Niño</strong> que vem se fortalecendo, o que favorece uma <strong>combinação particularmente perigosa</strong> sobre o Cone Sul da América do Sul, muito favorável ao desenvolvimento de tempestades severas e chuvas volumosas. </p><p>Entre sábado (18) e domingo (19), tempestades intensas devem tomar conta do estado do Rio Grande do Sul. A partir de segunda-feira (20), a fronteira com Santa Catarina já pode ser impactada com tempestades, mas é <strong>ao longo da terça-feira (21) </strong>que os<strong> sistemas ganham</strong> <strong>força</strong> sobre <strong>Santa Catarina e o Paraná</strong>. A seguir, confira os detalhes da previsão e entenda o papel do El Niño na configuração prevista para os próximos dias.</p><h2>Alerta de tempestades intensas e chuvas extremas</h2><p>No decorrer da segunda-feira (20), a área de Santa Catarina que faz fronteira com o Rio Grande do Sul já pode ter tempestades isoladas, que devem ganhar força a partir da noite, especialmente no oeste e sul do território catarinense. <strong>Na terça-feira (21)</strong>,<strong> tempestades intensas</strong> ainda estão previstas sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, mas <strong>começam a avançar</strong> com mais vigor sobre <strong>Santa Catarina e o Oeste do Paraná.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295740528.png" data-image="vdjxnlthtplh" alt="Previsão de tempestades intensas nesta terça-feira (21), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades intensas nesta terça-feira (21), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades intensas nesta terça-feira (21), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>tendência</strong> é que<strong> tempestade intensas</strong> <strong>continuem</strong> se formando sobre Santa Catarina e, principalmente, o Paraná (metade oeste) durante <strong>até</strong>, pelo menos, <strong>quinta-feira (23)</strong>. Embora tempestades intensas possam ocorrer sobre todo o território de ambos os estados, as tempestades <strong>mais intensas</strong> estão previstas para o<strong> oeste</strong> dessas regiões, onde não se descarta a ocorrência de <strong>granizo</strong> e extremos de vento (como <strong>microexplosões</strong> ou tornados <strong>isolados</strong>).</p><p>Embora os<strong> maiores volumes de chuva</strong> previstos para os próximos dias se localiza sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, podendo se aproximar de <strong>300 mm</strong>, regiões de <strong>Santa Catarina e do Paraná</strong> podem ter acumulados superiores a<strong> 120 mm em 24 horas</strong>: terça (21) sobre Santa Catarina e quarta (22) sobre o Paraná, elevando o risco de transtornos. Até o fim da semana, os acumulados podem se aproximar ou<strong> ultrapassar 200 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295940186.png" data-image="svtel4e6rckl" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (22), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (22), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (22), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Estes <strong>volumes</strong> são considerados<strong> incomuns a extremos </strong>para a época, condição que é ressaltada pelo <strong>índice de previsão extrema</strong> (EFI) para precipitação do modelo ECMWF na escala de cores nos mapas abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784296017687.png" data-image="27vcfmgqze18" alt="EFI do ECMWF para precipitação na terça (21) e quarta-feira (22). Créditos: Elaborada por Meteored com mapas do ECMWF." title="EFI do ECMWF para precipitação na terça (21) e quarta-feira (22). Créditos: Elaborada por Meteored com mapas do ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para precipitação na terça (21) e quarta-feira (22). Créditos: Elaborada por Meteored com mapas do ECMWF.</figcaption></figure><p>Este índice não prevê valores, mas sim<strong> destaca áreas</strong> onde há grande probabilidade de a <strong>precipitação</strong> diária atingir <strong>valores excepcionalmente elevados</strong> para a época do ano, próximos ou superiores ao percentil 99 da climatologia do modelo - apenas 1% das previsões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778900" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas">Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201107503_320.jpg" alt="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"></a></article></aside><p><strong>Transtornos potenciais</strong> relacionados a queda de <strong>granizo</strong>, <strong>ventos intensos</strong>, <strong>alagamentos</strong> e <strong>enxurradas</strong> repentinas são esperados. A população deve acompanhar as atualizações da previsão do tempo e os alertas da Defesa Civil. Durante tempestades, <strong>procure</strong> abrigo em um <strong>local seguro</strong>, <strong>não atravesse áreas alagadas</strong>, seja a pé ou de carro, e, em regiões com histórico de enchentes ou deslizamentos, <strong>tenha um plano de evacuação</strong> caso seja necessário. Em situações de emergência<strong>, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).</strong></p><h2>Atmosfera em modo El Niño</h2><p>Neste momento, a <strong>circulação tropical está dominando a circulação global</strong>, e influenciando os padrões de tempo em todo o globo. Na imagem abaixo, a <strong>área em azul </strong>mostra a região onde o<strong> El Niño </strong>exerce sua <strong>influência</strong> mais direta sobre a circulação atmosférica, com maior formação de nuvens e tempestades. </p><p>Embora a região de atuação mais direta do fenômeno seja no Pacífico Central, a atmosfera funciona como um sistema interligado. A partir desse centro de aquecimento, grandes<strong> ondas atmosféricas se propagam ao redor do globo</strong>, alterando a posição dos jatos de vento, dos sistemas de alta e baixa pressão e, consequentemente, os padrões de chuva e temperatura em áreas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">With a huge "standing wave" of rising air above the Pacific, the atmosphere is locked on El Niño mode <br><br>This means the weather in your backyard is connected, directly or indirectly, to what's happening in the central Pacific, no matter how far away you live. <a href="https://t.co/UWfjrFMN3O">pic.twitter.com/UWfjrFMN3O</a></p> Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2077785335183138880?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Sobre a <strong>América do Sul,</strong> a <strong>configuração</strong> predominante - e <strong>perigosa</strong> - envolve a atuação do <strong>Jato de Baixos Níveis da América do Sul</strong> (JBNAS) excepcionalmente fortalecido (superior a 150 km/h), transportando grandes quantidades de <strong>calor e umidade</strong> da Amazônia para o Sul do continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784296153748.png" data-image="vvwawxnofytr" alt="Previsão de anomalia de temperatura de 16°C acima da média no RS (esquerda) e rio atmosférico intenso (direita)." title="Previsão de anomalia de temperatura de 16°C acima da média no RS (esquerda) e rio atmosférico intenso (direita)."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura de 16°C acima da média no RS (esquerda) e rio atmosférico intenso (direita).</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, um<strong> jato subtropical i</strong>ntenso atua em<strong> altos níveis</strong> sobre o Sul do Brasil, com uma região de divergência associada a uma <strong>perturbação</strong> atmosférica <strong>quase estacionária</strong>, <strong>favorecendo</strong> a <strong>ascensão do ar</strong> e a manutenção da convecção.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">É grave o cenário de tempo severo e inundação que se desenha para o Chile, incluindo a capital Santiago, além de áreas a sotavento dos Andes, especialmente o Rio Grande do Sul, no Brasil. Um potente jato subtropical direcionará múltiplos sistemas de tempestades nessas regiões. <a href="https://t.co/QTKvTgC48l">pic.twitter.com/QTKvTgC48l</a></p> Bruno César Capucin (@BrunoCapucin) <a href="https://x.com/BrunoCapucin/status/2077245517512257991?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote></figure><p>O <strong>acoplamento entre os jatos de baixos e altos níveis </strong>intensifica os movimentos ascendentes da atmosfera, favorecendo a <strong>formação</strong> e a <strong>organização</strong> <strong>das tempestades</strong>. </p><p>Nesse ambiente altamente favorável, a passagem de frentes frias potencializa ainda mais a ocorrência de chuva intensa. Ao mesmo tempo, um bloqueio atmosférico sobre o Sudeste do Brasil dificulta o deslocamento dos sistemas meteorológicos, fazendo com que as áreas de chuva permaneçam atuando sobre a mesma região por mais tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo reinterpreta fósseis brasileiros e revisa marco da colonização do fundo oceânico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa com participação da Unesp revela que fósseis encontrados em Corumbá (MS), antes atribuídos aos primeiros animais marinhos, correspondem a comunidades de microrganismos preservadas há cerca de 544 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-1783862452388.jpg" data-image="scba0tc35zvx" alt="Com o uso de novas tecnologias, pesquisa com participação da Unesp mostra que fósseis brasileiros antes compreendidos como evidências da atividade de animais no fundo marinho são, na verdade, comunidades de microrganismos preservadas há 544 milhões de anos." title="Com o uso de novas tecnologias, pesquisa com participação da Unesp mostra que fósseis brasileiros antes compreendidos como evidências da atividade de animais no fundo marinho são, na verdade, comunidades de microrganismos preservadas há 544 milhões de anos."><figcaption>Com o uso de novas tecnologias, pesquisa mostra que fósseis brasileiros são comunidades de microrganismos preservadas há 544 milhões de anos. Crédito: Jornal da UNESP</figcaption></figure><p>Um estudo com participação de pesquisadores da <strong>Universidade Estadual Paulista (Unesp) </strong>trouxe uma nova interpretação para fósseis encontrados em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e pode alterar a compreensão sobre um importante momento da evolução da vida na Terra. A pesquisa concluiu que estruturas antes consideradas evidências da atividade dos primeiros animais no fundo oceânico são, na realidade,<strong> fósseis de comunidades de microrganismos filamentosos preservados há aproximadamente 544 milhões de anos.</strong></p><p>A reavaliação foi possível graças ao emprego de <strong>técnicas avançadas de análise, que permitiram examinar os fósseis com um nível de detalhe inédito.</strong> Os cientistas identificaram características incompatíveis com vestígios deixados por animais, como a preservação de estruturas celulares, variações no diâmetro dos filamentos e a ausência de marcas típicas de escavação no sedimento.</p><p>Os fósseis haviam sido descritos originalmente em 2017 como evidências de <strong>bioturbaçã</strong>o, processo em que organismos revolvem o sedimento e deixam registros indiretos de sua presença. Na época, acreditava-se que as estruturas representavam trilhas produzidas por pequenos invertebrados, sugerindo uma das primeiras ocupações do fundo marinho por animais complexos.</p><h2>Novas evidências mudam interpretação</h2><p>Ao comparar os exemplares com outros fósseis conhecidos, os pesquisadores perceberam que as características observadas<strong> não correspondiam às de organismos capazes de produzir esse tipo de trilha. </strong>Em vez disso, as análises indicaram que as estruturas eram os próprios corpos fossilizados de organismos filamentosos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-1783862251000.jpg" data-image="47iswvsh2xqs" alt="Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumbá, em Mato Grosso do Sul, formadas há cerca de 544 milhões de anos, no período Ediacarano. (Crédito: Bruno Becker-Kerber)" title="Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumbá, em Mato Grosso do Sul, formadas há cerca de 544 milhões de anos, no período Ediacarano. (Crédito: Bruno Becker-Kerber)"><figcaption>Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumbá, em Mato Grosso do Sul, formadas há cerca de 544 milhões de anos, no período Ediacarano. Crédito: Bruno Becker-Kerber</figcaption></figure><p>Com base na espessura dos filamentos, no formato das células e na ausência de estruturas típicas de animais, a equipe concluiu que os <strong>fósseis pertencem a uma comunidade formada principalmente por cianobactérias e algas.</strong> Os filamentos mais finos apresentavam características semelhantes às de cianobactérias do gênero Oscillatoria, enquanto os maiores provavelmente correspondiam a algas ou bactérias filamentosas.</p><p>Segundo os pesquisadores, a descoberta não altera o conhecimento sobre a antiguidade desses microrganismos, já que as <strong>cianobactérias habitam os oceanos há cerca de 3,5 bilhões de anos.</strong> O principal impacto do estudo está na revisão da interpretação de um registro que vinha sendo considerado uma evidência precoce da colonização do fundo marinho por animais.</p><h2>Tecnologias ampliam precisão das análises</h2><p>A pesquisa combinou diferentes métodos para caracterizar os fósseis. Entre eles estão a <strong>microtomografia</strong>, capaz de reconstruir imagens tridimensionais do interior das amostras sem danificá-las; lâminas petrográficas, utilizadas para observar detalhes microscópicos da composição das rochas; e microscopia eletrônica de varredura, que revela estruturas superficiais em alta resolução.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-1783862418568.jpg" data-image="ym5pf76h4oxk" alt="Imagem obtida por meio da técnica de zoom tomography, que permite visualizar fósseis em detalhes com resolução de até 20 micrômetros (0,002 cm). (Crédito: Bruno Becker-Kerber)" title="Imagem obtida por meio da técnica de zoom tomography, que permite visualizar fósseis em detalhes com resolução de até 20 micrômetros (0,002 cm). (Crédito: Bruno Becker-Kerber)"><figcaption>Imagem obtida por meio da técnica de zoom tomography, que permite visualizar fósseis em detalhes com resolução de até 20 micrômetros (0,002 cm). Crédito: Bruno Becker-Kerber</figcaption></figure><p>As análises por microtomografia foram realizadas na linha de luz Mogno, do Sirius, acelerador de partículas instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). A luz síncrotron permitiu <strong>visualizar as estruturas internas dos fósseis em três dimensões</strong> e identificar paredes celulares preservadas, reforçando que os organismos eram microrganismos fossilizados, e não túneis escavados por animais.</p><p>Outra contribuição importante do estudo foi a<strong> datação das rochas sedimentares que continham os fósseis</strong>. Como esse tipo de rocha costuma ser difícil de datar, a equipe aproveitou uma camada de cinza vulcânica presente na formação geológica, possibilitando determinar sua idade com maior precisão.</p><h2>Revisão fortalece o processo científico</h2><p>A análise indicou que as rochas têm cerca de 544 milhões de anos, período em que comunidades de microrganismos já ocupavam o fundo oceânico, mas antes da intensa atividade de animais complexos nesse ambiente. Os resultados sugerem que<strong> a colonização animal do leito marinho ocorreu posteriormente ao que se interpretava </strong>com base nesses fósseis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia.html" title="Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia">Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia.html" title="Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia-1779054354992_320.jpg" alt="Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia"></a></article></aside><p>Para os pesquisadores, o estudo demonstra <strong>como o avanço tecnológico contribui para revisar interpretações científicas consolidadas. </strong>Novos métodos de análise permitem reexaminar materiais já conhecidos e aprimorar a compreensão sobre eventos importantes da história da vida na Terra, oferecendo critérios mais precisos para a identificação de fósseis semelhantes em futuras pesquisas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20da%20UNESP" data-year="2026" data-title="Estudo%20reinterpreta%20evid%C3%AAncias%20da%20coloniza%C3%A7%C3%A3o%20do%20fundo%20oce%C3%A2nico%20e%20revisa%20marco%20da%20evolu%C3%A7%C3%A3o%20da%20vida%20na%20Terra" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.unesp.br%2F2026%2F07%2F08%2Festudo-reinterpreta-evidencias-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-e-revisa-marco-da-evolucao-da-vida-na-terra%2F">Jornal da UNESP. (2026). <a href="https://jornal.unesp.br/2026/07/08/estudo-reinterpreta-evidencias-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-e-revisa-marco-da-evolucao-da-vida-na-terra/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudo reinterpreta evidências da colonização do fundo oceânico e revisa marco da evolução da vida na Terra</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Litoral de SP tem uma das menores praias do mundo; veja a formação rochosa que pode entrar para o Guinness Book ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma “minipraia” em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, é uma das menores do mundo, com cerca de 40 metros de extensão, e pode entrar para o livro dos recordes (Guinness Book).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book-1784228304605.jpg" data-image="ful1n4oci5tj"><figcaption>A menor praia do Brasil, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Crédito: Bruno Amir.</figcaption></figure><p><strong>Oficialmente</strong>, o título de <strong>menor praia do mundo</strong> pertence à <strong>Praia de Gulpiyuri</strong>, localizada na região das Astúrias, na <strong>Espanha</strong>. Com cerca de <strong>50 metros de extensão</strong>, ela é uma praia curiosa, onde a água do mar chega através de uma rede de cavernas subterrâneas.</p><p>Contudo, <strong>o Brasil possui uma forte candidata que pode desbancar esse título</strong>. Trata-se de uma “minipraia” localizada em uma pequena ilha em <strong>Ubatuba</strong>, no <strong>Litoral Norte do estado de São Paulo</strong>. Saiba mais abaixo.</p><h2>A menor praia do Brasil que pode ser também a menor do mundo</h2><p>Trata-se da<strong> pequena praia localizada na Ilha Rachada</strong> (ou Ilha da Selinha), em Ubatuba. Ela tem apenas <strong>40 metros de extensão </strong>e <strong>menos de 5 metros de largura</strong> (alguns trechos com apenas 2 metros). </p><p>Ela tem uma pequena faixa de areia e<strong> fica ‘espremida’ entre dois paredões rochosos na ilha </strong>(veja imagem abaixo). É recoberta por vegetação típica da Mata Atlântica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book-1784228356157.jpg" data-image="ozulp35b1ksj"><figcaption>A pequena praia na Ilha Rachada, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Crédito: Reprodução/YouTube/Caminhos do SUP.</figcaption></figure><p>O <strong>acesso é feito apenas pelo mar, em passeios de embarcação</strong>, e a região chama a atenção pelas águas cristalinas e pela vegetação preservada.</p><p>O <strong><em>Guinness World Records</em></strong>, também conhecido como Livro dos Recordes e antigamente chamado apenas de <em>Guinness Book</em>, <strong>não tem registrado nenhum título de 'menor praia' </strong>atualmente.</p><p>Além disso, <strong>ainda não há uma medição oficial da extensão da praia </strong>na Ilha Rachada, mas estima-se estes 40 metros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book-1784228372064.jpg" data-image="rnjt1stpyn83"><figcaption>A pequena praia na Ilha Rachada, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Crédito: Bruno Amir.</figcaption></figure><p>Contudo, a <strong>prefeitura </strong>do município destaca interesse em entrar no livro e <strong>busca o reconhecimento oficial do recorde</strong>, apesar do local não permitir visitas, o que dificulta o acesso para medição.</p><p>Por questões de preservação ambiental, <strong>o local é de acesso restrito e protegido</strong>. Geralmente, os turistas observam a formação a partir de barcos de passeio. </p><h2>Outras praias de destaque em Ubatuba</h2><p>Com <strong>mais de 100 praias</strong> espalhadas por sua costa (oficialmente são 102), Ubatuba é reconhecida por sua beleza natural. Tem para todos os gostos e <strong>alguns destaques são, de acordo com o estilo da viagem:</strong></p><ul><li><strong>Para famílias com crianças</strong>: Praia do Lázaro, Praia da Almada e Praia de Santa Rita, todas com mar calmo e excelente infraestrutura.</li><li><strong>Para quem procura surf</strong>: Praia de Itamambuca e Praia Vermelha do Norte, famosas pelas ondas constantes.</li><li><strong>Para quem quer maior contato com a natureza</strong>: Praia do Félix e Praia do Prumirim, que unem mar claro, vegetação preservada e riozinhos.</li><li><strong>Para quem procura agito e estrutura</strong>: Praia Grande e Praia das Toninhas, ideais para quem busca quiosques movimentados e fácil acesso.</li></ul><p><strong>Ubatuba é um dos destinos mais procurados</strong> por turistas e surfistas <strong>no Litoral Norte </strong>de São Paulo, com lindas praias a serem exploradas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732483" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sossego-e-aguas-cristalinas-10-praias-incriveis-e-tranquilas-do-nordeste-para-fugir-da-agitacao.html" title="Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação">Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sossego-e-aguas-cristalinas-10-praias-incriveis-e-tranquilas-do-nordeste-para-fugir-da-agitacao.html" title="Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sossego-e-aguas-cristalinas-10-praias-incriveis-e-tranquilas-do-nordeste-para-fugir-da-agitacao-1759435763508_320.jpg" alt="Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação"></a></article></aside><p><strong>Não dá para dizer qual é a melhor</strong>, afinal, os turistas desejam coisas diferentes. Há quem goste do agito e quem prefira praias desertas, assim como há aqueles que não abrem mão de um bom serviço à beira-mar e outros que preferem levar a própria bebida para relaxar sem se preocupar. </p><p>Mas <strong>o certo é que a região vale uma visita</strong>. Já decida qual é a sua praia ideal e planeje uma próxima viagem!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lima%2C%20J" data-year="2026" data-title="Menor%20praia%20do%20mundo%20%C3%A9%20atra%C3%A7%C3%A3o%20em%20cidade%20do%20litoral%20de%20S%C3%A3o%20Paulo%3B%20veja%20como%20curtir%20o%20destino%20tur%C3%ADstico%20ao%20m%C3%A1ximo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.atribuna.com.br%2Fnoticias%2Fturismo%2Fmenor-praia-do-mundo-e-atrac-o-em-cidade-do-litoral-de-s-o-paulo-veja-como-curtir-o-destino-turistico-ao-maximo-1.521256">Lima, J. (2026). <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/turismo/menor-praia-do-mundo-e-atrac-o-em-cidade-do-litoral-de-s-o-paulo-veja-como-curtir-o-destino-turistico-ao-maximo-1.521256" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Menor praia do mundo é atração em cidade do litoral de São Paulo; veja como curtir o destino turístico ao máximo</a>.</cite><br><cite data-author="A%20Tribuna" data-year="2025" data-title="Menor%20praia%20do%20mundo%20fica%20no%20litoral%20de%20S%C3%A3o%20Paulo%2C%20pode%20entrar%20no%20Guinness%20e%20esconde%20tr%C3%A1gica%20hist%C3%B3ria%20de%20amor%3B%20conhe%C3%A7a" data-url="https%3A%2F%2Fwww.atribuna.com.br%2Fcidades%2Flitoral-norte%2Fmenor-praia-do-mundo-fica-no-litoral-de-s-o-paulo-pode-entrar-no-guinness-e-esconde-tragica-historia-de-amor-conheca-1.462283">A Tribuna. (2025). <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/litoral-norte/menor-praia-do-mundo-fica-no-litoral-de-s-o-paulo-pode-entrar-no-guinness-e-esconde-tragica-historia-de-amor-conheca-1.462283" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Menor praia do mundo fica no litoral de São Paulo, pode entrar no Guinness e esconde trágica história de amor; conheça</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20G1%20Vale%20do%20Para%C3%ADba" data-year="2024" data-title="Menor%20praia%20do%20mundo%20fica%20em%20Ubatuba%3F%20Cidade%20quer%20t%C3%ADtulo%20no%20livro%20dos%20recordes" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fvale-do-paraiba-regiao%2Fverao-2024%2Fnoticia%2F2024%2F01%2F12%2Fmenor-praia-do-mundo-fica-em-ubatuba-cidade-quer-titulo-no-livro-dos-recordes.ghtml">Redação G1 Vale do Paraíba. (2024). <a href="https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/verao-2024/noticia/2024/01/12/menor-praia-do-mundo-fica-em-ubatuba-cidade-quer-titulo-no-livro-dos-recordes.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Menor praia do mundo fica em Ubatuba? Cidade quer título no livro dos recordes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criaram vida a partir do nada? Uma célula sintética reabre o grande debate científico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe da Universidade do Minnesota criou uma célula sintética capaz de crescer e dividir-se, embora ainda não esteja viva; trata-se de um avanço no sentido da construção de vida artificial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784127304632.jpg" data-image="szu74y431mjg" alt="Célula" title="Célula"><figcaption>Vários especialistas concordam que se trata de um dos maiores avanços até agora na construção de uma célula a partir do zero.</figcaption></figure><p>Parece uma gota de água microscópica envolvida numa membrana de gordura, mas dentro dessa bolha minúscula acontece algo extraordinário. <strong>Um conjunto de substâncias químicas e fragmentos de DNA está a "alimentar-se", a crescer e a dividir-se</strong>.</p><p>A cientista Kate Adamala, da Universidade do Minnesota, e a sua equipa de laboratório acabaram de apresentar um sistema sintético chamado <strong>SpudCell</strong>, o passo mais ousado já dado para construir uma célula a partir do zero.</p><p>No entanto, há uma pergunta que paira no ar: <strong>Está viva? Hoje, o consenso continua a ser que não</strong>, mas a explicação é toda uma viagem até aos limites da biologia.</p><h2>Se tem tantas características de um ser vivo, o que é que lhe falta?</h2><p>A SpudCell surgiu com a ideia de verificar <strong>até onde pode chegar uma célula construída do zero</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para o conseguir, a equipa reuniu os ingredientes básicos que todas as células utilizam — moléculas, proteínas e um pequeno conjunto de instruções genéticas — dentro de uma bolha minúscula rodeada por uma membrana.</div><p>Depois, conceberam um sistema para que essa bolha pudesse capturar <strong>pequenas "cargas" de nutrientes que flutuam à sua volta</strong>. Sempre que incorpora uma delas, cresce um pouco mais e copia o seu material genético. O passo seguinte foi conseguir que também se pudesse dividir… e conseguiu-o, embora ainda de forma bastante limitada e com a ajuda dos próprios investigadores.</p><h2>A fronteira entre o vivo e o inerte nunca tinha sido tão difusa</h2><p>À primeira vista, pareceria suficiente afirmar que a SpudCell está viva, mas a biologia é muito mais exigente.</p><p>Uma célula não deve apenas crescer ou dividir-se; <strong>também precisa de se manter a funcionar por si própria, reparar os danos que sofre ao longo do tempo e adaptar-se às mudanças do seu ambiente</strong>. Além disso, deve ser capaz de transmitir essas capacidades às gerações seguintes. A <strong>SpudCell ainda não consegue fazer nada disso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Researchers at the University of Minnesota have helped create the world's first synthetic cell that can feed, grow and reproduce. Built entirely from non-living chemical components, SpudCell marks a major breakthrough in biological engineering with the potential to transform</p>— University of Minnesota (@UMNews) <a href="https://x.com/UMNews/status/2072445648394215696?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote></figure><p>Funciona durante algum tempo, mas acaba por se esgotar. Se os investigadores deixarem de intervir, o processo para.<strong> É como uma planta que só sobrevive enquanto alguém a rega constantemente</strong>: desempenha algumas funções vitais, mas ainda não consegue sustentar-se por si própria.</p><h2>Por que é que esta experiência entusiasma tanto a comunidade científica?</h2><p>Por vezes, as descobertas mais importantes <strong>não são aquelas que respondem a perguntas, mas sim aquelas que nos obrigam a reformulá-las</strong>. A SpudCell pertence a essa categoria.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784138932577.jpg" data-image="wsju6onltp51" alt="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula." title="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula."><figcaption>A SpudCell reproduz várias funções essenciais de uma célula, tais como absorver nutrientes, crescer, replicar o seu material genético e dividir-se, embora ainda dependa de intervenção externa e não seja considerada um organismo vivo. Imagem: equipa de Kate Adamala/Universidade do Minnesota.</figcaption></figure><p>Os investigadores acreditam que este tipo de células sintéticas poderá ajudar a reconstruir <strong>como surgiram as primeiras formas de vida na Terra</strong>. No futuro, poderão também servir para desenvolver minúsculas "fábricas biológicas" capazes de produzir medicamentos ou novos materiais de forma muito mais controlada.</p><p>Kate Adamala compara este avanço com o primeiro voo dos irmãos Wright: breve, imperfeito e muito longe dos aviões atuais. A SpudCell também não está viva, mas poderá representar <strong>o primeiro passo de uma tecnologia que mal começa a descolar</strong>.</p><h2>Mais do que criar vida, a experiência obriga a redefini-la</h2><p>Por enquanto, <strong>ninguém construiu uma célula completamente viva num laboratório</strong>. A própria Kate Adamala insiste que essa não é a conquista deste trabalho, enquanto outros investigadores lembram que o estudo ainda tem de passar pela revisão por pares.</p><p>No entanto, a SpudCell já conseguiu algo importante: obrigar a ciência a repensar uma questão que parecia simples, mas que nunca o foi totalmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda">Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636_320.jpg" alt="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda"></a></article></aside><p>Sabemos reconhecer uma árvore, um cão ou uma bactéria como seres vivos. Mas quando uma minúscula gota de água começa a alimentar-se, a crescer e a dividir-se sem chegar a estar realmente viva, a fronteira entre o vivo e o inerte deixa de parecer tão clara. Esse é, por enquanto, o verdadeiro alcance da SpudCell.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kupferschmidt%20K" data-year="2026" data-title="Lab-created%20%E2%80%98SpudCell%E2%80%99%20marks%20%E2%80%98stunning%E2%80%99%20step%20toward%20building%20life%20from%20scratch" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fcontent%2Farticle%2Flab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch">Kupferschmidt K. (2026). <a href="https://www.science.org/content/article/lab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lab-created ‘SpudCell’ marks ‘stunning’ step toward building life from scratch</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Satélites da NASA detectam erupção vulcânica submarina que poderia criar uma nova ilha no planeta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 23:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção submarina detectada pela NASA oferece uma oportunidade única de estudar um dos processos geológicos mais fascinantes do mundo e a possibilidade de formação de uma nova ilha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998035906.png" data-image="zjgq46wr0hpo"><figcaption>A maior quantidade de vulcões da Terra está oculta no fundo do oceano.</figcaption></figure><p>Embora tenhamos a tendência de associar vulcões a montanhas fumegantes e rios de lava, <strong>a maior parte da atividade vulcânica da Terra ocorre no fundo do oceano</strong>. Trata-se de um processo contínuo nas profundezas marinhas que, incessantemente, constrói e transforma a superfície, dando origem a nova crosta e — por vezes — até mesmo a novas ilhas.</p><div class="texto-destacado">Aproximadamente 75% de toda a atividade vulcânica na Terra ocorre sob o oceano, principalmente ao longo das dorsais meso-oceânicas, onde se forma nova crosta terrestre.</div><p>E é precisamente isso que pode estar acontecendo no <strong>Mar de Bismarck, ao norte da Papua-Nova Guiné</strong>. Uma erupção submarina detectada por vários satélites da NASA chamou a atenção da comunidade científica devido à sua intensidade e à probabilidade de que, caso a atividade continue, o <strong>vulcão possa acabar emergindo acima da superfície</strong>.</p><h2>Da superfície do mar ao espaço</h2><p>A atividade vulcânica teve início em 8 de maio, quando uma série de pequenos terremotos precedeu a erupção. Pouco depois, vários satélites da NASA começaram a detectar enormes <strong>plumas de vapor, cinzas e água elevando-se sobre o Mar de Bismarck</strong>. Além disso, alterações térmicas indicavam a <strong>presença de magma muito próximo à superfície do oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998098395.png" data-image="nupoj8aejfsz"><figcaption>Imagem de satélite da NASA de 15 de maio, mostrando material vulcânico flutuante (pedra-pomes), águas esverdeadas causadas por ele e uma pluma de vapor acima da erupção submarina.</figcaption></figure><p>O curioso? <strong>Ainda não é possível afirmar com absoluta certeza qual vulcão está em erupção</strong>. Essa região específica carece de mapas detalhados do fundo do mar, de modo que sua topografia permanece, em grande parte, um mistério.</p><p>A hipótese mais provável é que a<strong> erupção se origine de uma estrutura vulcânica situada na chamada Dorsal Titan</strong>, uma área conhecida por intensa atividade tectônica.</p><h2>O nascimento de uma nova ilha?</h2><p>Quando ocorre uma erupção submarina em águas relativamente rasas e ela persiste por tempo suficiente, o material vulcânico pode se acumular até emergir acima do nível do mar. <strong>Embora seja um fenômeno raro, ele já ocorreu em várias partes do mundo</strong>.</p><p>Nas primeiras semanas, imagens de satélite mostraram que a erupção estava lançando <strong>grandes quantidades de material vulcânico e calor em direção à superfície</strong>. Isso deu origem à teoria de que uma nova ilha poderia se formar; no entanto, essa possibilidade permaneceu apenas como uma hipótese.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998184543.png" data-image="gn0hv901si59"><figcaption>A ilha de Hunga Tonga-Hunga Ha'apai surgiu após uma erupção no Pacífico Sul entre 2014 e 2015, mas uma erupção mais poderosa em 2022 transformou quase completamente a paisagem. Imagem: NOAA.</figcaption></figure><p>Os relatórios mais recentes do Observatório Vulcanológico de Rabaul indicam que a atividade diminuiu significativamente. Desde meados de junho, praticamente não foram registrados terremotos relacionados ao vulcão, sendo observadas apenas emissões de vapor muito fracas e descoloração da água. O processo não terminou, mas, por enquanto, <strong>a probabilidade de formação de uma nova ilha é menor</strong>.</p><h2>O que nossos oceanos escondem</h2><p>O fato é que sabemos muito pouco sobre o lugar onde tudo isso acontece. Apesar dos avanços tecnológicos, <strong>vastas áreas do assoalho oceânico permanecem sem mapeamento com detalhes suficientes</strong>. Hoje, conhecemos as superfícies da Lua, de Marte e até mesmo de Vênus com mais detalhes do que grande parte do nosso próprio assoalho oceânico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776327" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html" title="Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão">Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html" title="Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757605634_320.jpg" alt="Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão"></a></article></aside><p>A <strong>água bloqueia a maioria das técnicas de observação realizadas a partir do espaço</strong>. O mapeamento do fundo do mar em alta resolução exige percorrê-lo com navios equipados com sonar, que enviam pulsos sonoros em direção ao leito marinho e medem o tempo que levam para retornar, reconstruindo assim o relevo submarino. No entanto, trata-se de um processo lento, complexo e dispendioso.</p><div class="texto-destacado">Fontes hidrotermais formam-se ao redor de muitos vulcões submarinos; delas jorra água muito quente e rica em minerais, e são habitadas por organismos capazes de obter energia a partir de compostos químicos — em vez da luz solar — por meio de um processo chamado quimiossíntese.</div><p>No entanto, graças às observações por satélite, os cientistas conseguem acompanhar a evolução de erupções como esta em tempo quase real, detectar a dispersão de material vulcânico e observar como a superfície do oceano é temporariamente transformada.</p><p>E sim, <strong>embora esta erupção possa não criar uma nova ilha, ela revela um mundo fascinante que permanece oculto à vista de todos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Global%20Volcanism%20Program" data-year="2026" data-title="Report%20on%20Titan%20Ridge%20(Papua%20New%20Guinea)%20(Sennert%2C%20S%2C%20ed.).%20Weekly%20Volcanic%20Activity%20Report%2C%202%20July-8%20July%202026." data-url="https%3A%2F%2Fvolcano.si.edu%2Fvolcano.cfm%3Fvn%3D250030">Global Volcanism Program. (2026). <a href="https://volcano.si.edu/volcano.cfm?vn=250030" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Report on Titan Ridge (Papua New Guinea) (Sennert, S, ed.). Weekly Volcanic Activity Report, 2 July-8 July 2026.</a>.</cite><br><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="New%20Eruption%20in%20the%20Bismarck%20Sea" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fnew-eruption-in-the-bismarck-sea%2F">NASA Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/new-eruption-in-the-bismarck-sea/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">New Eruption in the Bismarck Sea</a>.</cite><br><cite data-author="NOAA%20Ocean%20Exploration" data-year="2026" data-title="Do%20volcanic%20eruptions%20happen%20underwater%3F" data-url="https%3A%2F%2Foceanexplorer.noaa.gov%2Focean-fact%2Fvolcanoes%2F">NOAA Ocean Exploration. (2026). <a href="https://oceanexplorer.noaa.gov/ocean-fact/volcanoes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Do volcanic eruptions happen underwater?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Mediterrâneo está aquecendo a um ritmo nunca visto — um mar em risco de transformação irreversível]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mediterraneo-esta-aquecendo-a-um-ritmo-nunca-visto-um-mar-em-risco-de-transformacao-irreversivel.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 22:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Veja como o aumento progressivo das temperaturas no nosso Mar Mediterrâneo está alterando ecossistemas inteiros, ameaçando desencadear processos que já são irreversíveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-mediterraneo-si-scalda-a-un-ritmo-mai-visto-un-mare-a-rischio-di-trasformazione-irreversibile-1783070724086.png" data-image="jbwoy6jvvzna"><figcaption>Cada vez mais frequentemente no verão, as temperaturas da água superficial no Mar Mediterrâneo chegam a atingir entre +28°C e +30°C.</figcaption></figure><p>O <strong>Mar Mediterrâneo</strong>, um <em>hotspot </em>de biodiversidade, vivencia uma das tendências de aquecimento mais rápidas entre todas as bacias marinhas do planeta. Suas <strong>águas superficiais estão aquecendo a um ritmo alarmante</strong>, com anomalias de temperatura quebrando recordes sucessivos e registros locais ultrapassando os 30°C no verão.</p><p>Não se trata de um fenômeno passageiro, mas de<strong> um sinal de mudanças climáticas aceleradas </strong>que estão remodelando os ecossistemas marinhos, ameaçando espécies nativas e impulsionando a tropicalização da bacia.</p><h2><strong>Recordes sucessivos de temperatura</strong></h2><p>Segundo dados do <em>Copernicus Marine Service</em>, o Mediterrâneo tem registrado anos consecutivos de temperaturas médias anuais recordes. Em <strong>2024</strong>, atingiu o nível mais alto já registrado (uma média de cerca de <strong>21,5°C</strong>), marca que foi superada ou quase igualada em 2025.</p><div class="texto-destacado">Junho de 2025 foi o mais quente já registrado na bacia, com uma média de aproximadamente 23,86°C. Durante o verão, as temperaturas médias diárias ultrapassaram 28°C, com picos locais aproximando-se ou superando 30–31°C (por exemplo, ao longo da costa egípcia ou no norte do Adriático).</div><p><strong>Anomalias de +4°C, +6°C ou até mesmo +6,5°C </strong>em relação à média climática de 1982–2015 não são mais exceções, mas eventos recorrentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-mediterraneo-si-scalda-a-un-ritmo-mai-visto-un-mare-a-rischio-di-trasformazione-irreversibile-1783070799248.jpg" data-image="clf93m134zes" alt="Corais" title="Corais"><figcaption>Um efeito visível e drástico é a mortalidade em massa de organismos bentônicos. Gorgônias como <em>Paramuricea clavata</em>, corais-vermelhos e esponjas sofreram eventos catastróficos.</figcaption></figure><p>O <strong>aquecimento ocorre a uma taxa aproximadamente duas vezes superior à média global dos oceanos </strong>— ultrapassando +1,3°C em muitas áreas nas últimas décadas, em comparação com cerca de 0,6°C nos oceanos de todo o mundo. As ondas de calor marinhas têm se tornado cada vez mais frequentes, persistindo por centenas de dias ao ano em algumas regiões.</p><h2><strong>Impactos nos ecossistemas: estresse, mortalidade em massa e alterações</strong></h2><p>O aumento das temperaturas altera profundamente a física e a biologia do mar. Águas mais quentes <strong>reduzem o oxigênio dissolvido </strong>(hipóxia), modificam a estratificação das massas de água e<strong> favorecem a proliferação de algas tóxicas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Organismos marinhos — especialmente aqueles que são sésseis ou possuem mobilidade limitada — sofrem estresse térmico direto, com consequências em cascata ao longo da cadeia alimentar.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>mortalidade em massa de organismos bentônicos</strong> é um efeito visível e dramático. Gorgônias como a <em>Paramuricea clavata</em>, corais vermelhos e esponjas têm sofrido eventos catastróficos (registrados desde 1999 e 2003, e recorrentes nos últimos anos), frequentemente agravados por patógenos que proliferam em temperaturas mais elevadas.</p><p>Em 2024/2025, foram relatadas <strong>mortandades de peixes e invertebrados</strong> na Itália e na Grécia. A <em>Posidonia oceanica</em> — a pradaria de ervas marinhas endêmica que estabiliza o fundo do mar e sustenta milhares de espécies — enfrenta o risco de um declínio massivo com um aquecimento adicional de 0,8°C, podendo desaparecer de muitas áreas até o final do século.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-mediterraneo-si-scalda-a-un-ritmo-mai-visto-un-mare-a-rischio-di-trasformazione-irreversibile-1783070839530.png" data-image="blkxs7c78xvi"><figcaption>O aquecimento abre caminho para centenas de espécies exóticas termofílicas, que chegam principalmente do Mar Vermelho através do Canal de Suez (espécies lessepsianas) ou por meio do transporte marítimo. Mais de 1.000 espécies não nativas já estão presentes, e muitas estão se tornando invasoras.</figcaption></figure><p>O mesmo se aplica às <strong>algas </strong>pardas. Espécies de peixes nativas estão sob pressão significativa. Muitas espécies de peixes de águas temperadas estão migrando para o norte ou para maiores profundidades em busca de águas mais frias, o que resulta em um declínio das populações locais.</p><p>As projeções indicam uma possível redução de 30% a 40% nos estoques pesqueiros caso a temperatura suba mais 0,8°C. Processos como<strong> reprodução, migração e disponibilidade de alimento estão sendo afetados</strong>, provocando uma dessincronização na teia alimentar.</p><h2><strong>O problema das espécies exóticas</strong></h2><p>O <strong>aquecimento abre caminho para centenas de espécies </strong><strong>exóticas </strong>termofílicas, que chegam principalmente do Mar Vermelho através do Canal de Suez (espécies lessepsianas) ou por meio do transporte marítimo. Já existem mais de 1.000 espécies não nativas, e muitas delas estão se tornando <strong>invasoras</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico">O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico-1780994547654_320.png" alt="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico"></a></article></aside><p>Favorecidas pelo calor, essas espécies alteram habitats inteiros, transformando florestas de gorgônias ou pradarias de <em>Posidonia </em>em paisagens dominadas por organismos tropicais, o que resulta na<strong> perda de complexidade ecológica e de serviços ecossistêmicos</strong> (como proteção costeira, sequestro de carbono e áreas de berçário para espécies comerciais).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mediterraneo-esta-aquecendo-a-um-ritmo-nunca-visto-um-mar-em-risco-de-transformacao-irreversivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 20:32:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sinal de alerta ligado no RS, instabilidades mudam o tempo, chuvas intensas e tempestades severas avançam pelo estado nas próximas horas com potencial para gerar diversos transtornos e grandes acumulados de chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaps0e2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaps0e2.jpg" id="xaps0e2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As primeiras horas desta quinta-feira (16) começaram com temperaturas elevadas no oeste do Rio Grande do Sul (RS). Os termômetros marcaram mínimas acima de 15°C em várias localidades, isso por conta da presença dos <strong>Jatos de Baixos Níveis (JBN) </strong>que já está levando<strong> ar quente e úmido</strong> para esta parte do Brasil.</p><p> Nas próximas horas, a tendência é de <strong>mudança no tempo sobre o estado</strong>. A presença de calor e umidade, somada a fatores dinâmicos e físicos na atmosfera, proporciona um <strong>cenário apropriado para o desenvolvimento de tempestades</strong> <strong>severas </strong>na região, as quais começam a avançar a partir da tarde de hoje (16). </p><h2>Tempo severo acende alerta vermelho no RS</h2><p>Infelizmente,<strong> os modelos de previsão do tempo não indicam um cenário favorável</strong> ao Rio Grande do Sul. A partir da tarde de hoje (16), a convergência de <strong>calor e umidade</strong>, associada à presença de jatos de altos níveis, em camadas superiores da atmosfera, proporcionam os <strong>ingredientes perfeitos para o desenvolvimento de tempo severo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201034200.jpg" data-image="5l7qvli8vib0" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Corredor de umidade transporta vapor d'água desde o Norte ao Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Desta maneira, acende-se o <strong>alerta vermelho para o estado gaúcho</strong>, pois existe a possibilidade de granizo e até mesmo da possível ocorrência e registros de tornados na região.</p><p>Ao final desta quinta-feira (16), <strong>chuvas intensas</strong> estão previstas para o sul do Rio Grande do Sul <strong>na faixa entre Bagé/RS e Pelotas/RS</strong>. Este já é um sinal do que está por vir. Na sexta (17), o período da tarde e noite também terão essas características, as precipitações se concentrando no sul gaúcho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201303668.jpg" data-image="hra732lrm7m3" alt="Chuva prevista." title="Chuva prevista."><figcaption>Precipitação prevista para a noite de sábado (18), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>O final de semana será marcado por <strong>temporais </strong>e instabilidades, as primeiras horas de sábado (18) já será sob o <strong>risco de tempestades </strong>na faixa entre a Campanha Gaúcha e a capital Porto Alegre/RS. As chuvas terão a presença de <strong>fortes trovoadas</strong> e possibilidade de <strong>queda de granizo, previsão que também se estende ao domingo (19).</strong></p><p>E é justamente isso que gera a preocupação para o estado, <strong>as chuvas não vão permanecer apenas no final de semana,</strong> mas vão durar dias, e a mesma área será afetada por horas e horas de chuvas intensas e temporais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201107503.jpg" data-image="bgqtdn9ox80g" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra as áreas mais propícias a tempo severo sobre o RS na noite de sábado (18).</figcaption></figure><p>No início da próxima semana o Rio Grande do Sul continuará sob alerta e <strong>riscos </strong>de<strong> tempo severo</strong>. O canal de umidade persiste sobre a região alimentando as instabilidades e<strong> fornecendo energia para a formação de nuvens carregadas</strong> e a geração de <strong>tempestades </strong>com grandes volumes pluviométricos.</p><p>Toda a faixa central, sul, oeste e leste do estado gaúcho se mantém em alerta. Na tarde de segunda-feira (20),<strong> a previsão mostra um pequeno alívio</strong>, com as chuvas diminuindo a intensidade, mas sem cessar. Contudo, <strong>no final da noite, as chuvas retornam com forte intensidade </strong>afetando a parte central do Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201160506.jpg" data-image="25918u0gefp2" alt="Precipitação prevista." title="Precipitação prevista."><figcaption>Chuvas intensas e tempestades continuam sendo previstas no início da segunda-feira (20).</figcaption></figure><p>A precipitação, então, volta com força total na terça-feira (21), <strong>com potencial de gerar ainda mais estragos</strong>. As tempestades ganham força e podem vir de maneira severa, ou seja, acompanhadas de <strong>trovoadas, descargas elétricas, rajadas de vento, granizo e até mesmo tornados. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778813" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html" title="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco">Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html" title="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-podem-superar-os-200-mm-no-sul-do-brasil-1784132898087_320.jpg" alt="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco"></a></article></aside><p>Desta vez, afetando o<strong> noroeste, norte e nordeste do Rio Grande do Sul</strong>. Mas, a expectativa é de que as chuvas fortes também continuem sobre áreas próximas a <strong>Santa Maria/RS, Porto Alegre/RS, Caxias do Sul/RS e Cruz Alta/RS</strong>. O alívio fica por conta do sul do estado gaúcho, com o tempo ficando nublado, mas diminuição nos volumes e intensidade da chuva.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<strong> <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </strong></div><p>Até a terça-feira (21) os acumulados podem chegar a<strong> valores extremamente preocupantes e destrutivos</strong>. Na Campanha Gaúcha, o acumulado supera os <strong>200 mm</strong> e pode alcançar valores ainda maiores. Não estão descartadas chances de acumulados chegarem aos <strong>290 mm</strong> em áreas pontuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784200977939.jpg" data-image="3arq68onpllh" alt="Chuva acumulada" title="Chuva acumulada"><figcaption>Acumulado de chuva previsto até terça-feira (21), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Todo o centro e sul gaúcho geram preocupação</strong>, uma vez que o menor volume de chuva previsto acumulado é superior a <strong>100 mm</strong>. Por isso, é fundamental manter-se em local seguro. <strong>Caso enfrente problemas, não hesite em procurar ajuda e abrigo com a Defesa Civil. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este país europeu testará a primeira ferrovia do mundo que gera energia solar entre os trilhos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-pais-europeu-testara-a-primeira-ferrovia-do-mundo-que-gera-energia-solar-entre-os-trilhos.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 19:36:56 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um país europeu está considerando a instalação de uma via férrea equipada com painéis solares, após resultados obtidos na Suíça, onde um projeto-piloto já gera eletricidade a partir da própria infraestrutura ferroviária.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-europeo-probara-la-primera-via-ferroviaria-del-mundo-que-genera-energia-solar-entre-los-railes-1784019249257.jpg" data-image="jqjvc6om2quk" alt="Painéis solares em trilhos ferroviários" title="Painéis solares em trilhos ferroviários"><figcaption>A instalação de painéis solares entre os trilhos permite a geração de eletricidade aproveitando a infraestrutura ferroviária existente. A Itália estuda implementar esse sistema após os resultados de um teste realizado na Suíça. Imagem: Sun-Ways</figcaption></figure><p>A <strong>Europa </strong>continua buscando diversas formas de impulsionar a produção de energia renovável aproveitando a infraestrutura existente. Uma opção que vem ganhando força envolve a <strong>instalação de painéis fotovoltaicos entre os trilhos ferroviários </strong>— uma solução que evita destinar áreas adicionais a essas instalações e que já concluiu com sucesso uma fase inicial de testes na <strong>Suíça</strong>.</p><p>Os dados coletados durante o primeiro ano de operação despertaram o interesse de outros países. A <strong>Itália</strong>, por exemplo, já está preparando um projeto semelhante após um acordo entre a empresa suíça Sun-Ways e uma parceira italiana, que atualmente negocia com a Rete Ferroviaria Italiana para avaliar a viabilidade da implementação.</p><h2>Painéis solares nas ferrovias: o projeto-piloto suíço que serve de referência</h2><p>A<strong> primeira instalação</strong> desse tipo entrou em operação no ano passado na localidade suíça de Buttes, no município de <strong>Val-de-Travers</strong>. O trecho experimental abrange 100 metros de via de serviço e conta com um total de <strong>48 painéis solares, com uma capacidade combinada de 18 quilowatts-pico </strong>(kWp).</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Q-cQ6Kf0vdk/sddefault.jpg" alt="youtube video id=Q-cQ6Kf0vdk" id="Q-cQ6Kf0vdk"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O projeto foi inicialmente planejado para um período de apenas três anos. No entanto, <strong>os resultados registrados nos primeiros meses superaram as previsões</strong> da empresa responsável, que agora estuda manter a infraestrutura de forma permanente.</p><p>Durante o <strong>primeiro ano de operação, a instalação gerou cerca de 16.000 quilowatts-hora</strong> (kWh). Esse volume equivale, aproximadamente, ao consumo anual de uma residência totalmente eletrificada. Nessa fase, a eletricidade gerada é injetada na rede elétrica.</p><h2>A Itália está preparando seu próprio projeto de linha ferroviária solar</h2><p>A experiência adquirida na Suíça despertou interesse no setor ferroviário italiano. A Sun-Ways firmou um acordo com um parceiro comercial na Itália que mantém contato com a Rete Ferroviaria Italiana para definir um futuro projeto-piloto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-europeo-probara-la-primera-via-ferroviaria-del-mundo-que-genera-energia-solar-entre-los-railes-1784019328969.jpg" data-image="2uxy2a3u98x8" alt="Painéis solares em trilhos ferroviários" title="Painéis solares em trilhos ferroviários"><figcaption>Painéis solares são instalados entre os trilhos para gerar energia sem ocupar novas áreas de terra. A tecnologia visa fornecer eletricidade à rede e, futuramente, à infraestrutura ferroviária. Imagem: Sun-Ways</figcaption></figure><p>Espera-se que os detalhes completos da iniciativa sejam divulgados nos próximos meses. Caso o projeto realmente avance, a<strong> Itália se tornará o segundo país europeu a testar essa tecnologia </strong>em sua própria rede ferroviária.</p><p>O objetivo é utilizar milhares de quilômetros de trilhos existentes para gerar eletricidade renovável. Segundo estimativas da Sun-Ways, a instalação desse sistema ao longo dos 5.317 quilômetros de linhas ferroviárias da Suíça cobriria uma área equivalente a 760 campos de futebol e geraria quase um terawatt-hora (TWh) por ano — cerca de 2% do consumo de energia do país.</p><h2>Os desafios técnicos impostos por este sistema ferroviário</h2><p>Os painéis devem ser <strong>posicionados de forma totalmente plana entre os trilhos</strong> — uma configuração que reduz ligeiramente o seu desempenho em comparação com instalações fotovoltaicas inclinadas. A empresa estima essa diferença de produção em cerca de 10%, um índice que considera aceitável dada a grande área de superfície disponível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-europeo-probara-la-primera-via-ferroviaria-del-mundo-que-genera-energia-solar-entre-los-railes-1784019394200.jpg" data-image="2q88wc89q44x"><figcaption>O projeto-piloto desenvolvido na Suíça utiliza 48 painéis solares instalados em um trecho de 100 metros de via. A iniciativa despertou interesse na Itália, que está preparando seu próprio teste. Imagem: Sun-Ways</figcaption></figure><p>A próxima fase do projeto visa ir além do simples fornecimento de eletricidade para a rede geral. O plano envolve<strong> fornecer energia diretamente a subestações ferroviárias</strong> e até mesmo alimentar as linhas de tração utilizadas pelos trens.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="725249" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/bondinho-de-santa-teresa-conheca-o-transporte-publico-que-virou-icone-cultural-do-rio-de-janeiro.html" title="Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro">Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/bondinho-de-santa-teresa-conheca-o-transporte-publico-que-virou-icone-cultural-do-rio-de-janeiro.html" title="Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bondinho-de-santa-teresa-conheca-o-transporte-publico-que-virou-icone-cultural-do-rio-de-janeiro-1755551787830_320.jpg" alt="Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro"></a></article></aside><p>A segurança também foi um fator fundamental no projeto do sistema. Após alertas iniciais da União Internacional de Ferrovias sobre possíveis problemas — como<strong> microfissuras, riscos de incêndio ou ofuscamento que poderia afetar os maquinistas </strong>—, a Sun-Ways incorporou painéis mais duráveis, superfícies antirreflexo, sensores de monitoramento contínuo e um mecanismo de limpeza automática que utiliza escovas instaladas na parte inferior dos trens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-pais-europeu-testara-a-primeira-ferrovia-do-mundo-que-gera-energia-solar-entre-os-trilhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de ar quente ganha força e calor atinge as 5 regiões do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 18:34:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma bolha de calor se instala sobre o Brasil nos próximos dias, provocando temperaturas acima da média em áreas das 5 regiões do país, especialmente ao Centro-Oeste, onde as máximas podem se aproximar dos 40°C.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xappaxu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xappaxu.jpg" id="xappaxu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias, uma <strong>bolha de ar quente</strong> se expande sobre o Brasil, deixando as <strong>temperaturas acima da média</strong> em localidades das <strong>5 regiões do país</strong>, especialmente no Centro-Oeste, onde as máximas podem pontualmente se aproximar dos <strong>40°C</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Várias localidades de diferentes regiões terão temperaturas máximas em torno dos 30°C ou acima disso, e<strong> o calor vai se prolongar</strong> até, pelo menos,<strong> meados da segunda quinzena de julho</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Calor se espalha pelas 5 regiões do Brasil nos próximos dias</h2><p>A atuação de um<strong> bloqueio atmosférico </strong>sobre o <strong>Atlântico Sul</strong> impede a formação e avanço de instabilidades sobre grande parte do Brasil, <strong>mantendo o tempo firme e com predomínio de sol</strong>.</p><p>Além disso,<strong> o sistema também mantém uma bolha de calor “presa” sobre o continente</strong>. Assim, teremos vários dias seguidos de tempo estável e com temperaturas acima da média para esta época do ano em boa parte do Brasil.</p><p>Na <strong>Região Sul </strong>do Brasil, as temperaturas já estão em elevação, mas é a partir de amanhã que elas vão atingir os maiores patamares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778857" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades.html" title="Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades">Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades.html" title="Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades-1784178787702_320.jpg" alt="Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades"></a></article></aside><p>Entre esta <strong>sexta-feira (17) e o sábado (18)</strong>, as áreas de destaque são o<strong> Rio Grande do Sul e o oeste e noroeste do Paraná</strong>, onde os termômetros vão registrar <strong>entre 29°C e 31°C</strong>, especialmente na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas com <strong>algumas localidades gaúchas podendo atingir até 33°C</strong>. Em Santa Catarina, as máximas não passam dos 30°C (Litoral Sul).</p><p>A partir do domingo (19) e <strong>ao longo da próxima semana</strong>, as temperaturas diminuem no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas o <strong>calor intenso continuará atuando sobre o norte/noroeste do Paran</strong><strong>á</strong>, com máximas de até <strong>34°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1784215863663.jpg" data-image="4til7n619y8f"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para a terça-feira (21), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>Região </strong><strong>Sudeste</strong>, o calor vai afetar especialmente o <strong>oeste e interior de São Paulo</strong>, o<strong> Triângulo Mineiro</strong> e o<strong> oeste e norte de Minas Gerais</strong>. Com o céu claro e predomínio de sol nos próximos dias, as tardes ficam cada vez mais quentes, enquanto as manhãs continuam amenas ou frias. </p><p>As temperaturas já começam a se elevar a partir desta sexta-feira (17), mas é no <strong>início da próxima semana que o calor ganha força</strong>. As máximas nessas áreas citadas acima vão variar<strong> de 29°C a 32°C</strong>, mas podendo alcançar os <strong>34°C no oeste paulista</strong> na próxima semana, como por exemplo, em Nova Independência (34°C) e Guararapes (33°C).</p><div class="texto-destacado">Os próximos dias serão de calor na porção Centro-Sul do Brasil e em parte do Norte e Nordeste, com máximas de 30°C ou mais, especialmente no Centro-Oeste, onde elas podem se aproximar dos 40°C.</div><p>Na <strong>Região Centro-Oeste</strong> é onde teremos as maiores temperaturas. Por lá, os próximos dias terão máximas<strong> acima dos 30°C em praticamente todo o território</strong>, e facilmente atingindo os 35°C/36°C. Pontualmente, algumas localidades do <strong>Mato Grosso do Sul</strong> próximas à fronteira com o Paraguai podem chegar <strong>em torno dos 38°C</strong>.</p><p>Aqui, também chamamos a atenção para a <strong>baixa umidade relativa do ar</strong>, que deve atingir índices abaixo dos 30% nos próximos dias no<strong> interior do Centro-Oeste</strong>, e chegando em torno dos<strong> 17% em meados da semana que vem</strong>. Essa condição de tempo seco pode trazer riscos à saúde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1784220776137.jpg" data-image="rgg0xosviqx1"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para terça-feira (21) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Nas <strong>Regiões Norte e Nordeste</strong> também fará <strong>calor de mais de 30°C</strong>, especialmente a partir deste fim de semana, e em praticamente todas as áreas, com exceção do leste do Nordeste onde ainda deve ter temperaturas mais amenas. As máximas na semana que vem chegam aos<strong> 35°C/36°C no interior do Piauí, Maranhão e Tocantins</strong>.</p><p>E a <strong>tendência</strong>, até o momento, indica que ainda teremos <strong>temperaturas mais elevadas na segunda quinzena de julho em grande parte do Brasil</strong>, conforme podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1784216495443.jpg" data-image="z4irdz74nrig"><figcaption>Anomalias médias de temperatura do ar (em °C) em 2 metros para a semana entre os dias 20 e 27 de julho, segundo o modelo europeu ECMWF Charts.</figcaption></figure><p><strong>Entre os dias 20 e 27 de julho</strong>, as temperaturas vão ficar <strong>entre 3°C e 6°C acima da média </strong>climatológica para o período em parte das<strong> Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong> do país (tons mais vermelhos), e até 3°C acima da média nas demais áreas (tons rosados).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aloe vera em vaso: 7 dicas para cultivá-la com sucesso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resistente tanto ao calor quanto ao frio e de baixa manutenção, a aloe vera é uma das plantas mais adequadas para varandas e terraços. Aqui estão sete regras simples que podem fazer toda a diferença entre um crescimento vigoroso e uma planta que tem dificuldade para se desenvolver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978294283.jpeg" data-image="g0jl19t1meg5"><figcaption>Aloe vera: as 7 regras essenciais para o cultivo bem-sucedido em vasos.</figcaption></figure><p>Nativa das regiões áridas da Península Arábica, a <strong>Aloe vera</strong>, também<strong> conhecida como babosa no Brasil</strong>, é uma suculenta conhecida por sua capacidade de armazenar água em suas folhas grossas e carnudas. Embora seja geralmente vendida em vasos pequenos e permaneça relativamente compacta, sob as condições adequadas ela pode crescer significativamente, produzindo novas folhas e numerosas brotações laterais na base.</p><p>Sua resistência, excelente tolerância ao calor e baixa necessidade de água fazem dela<strong> uma das melhores plantas para varandas e terraços bem iluminados</strong>. No entanto, poucas pessoas conhecem as sete regras simples que podem melhorar muito o vigor, o crescimento e a aparência da planta.</p><h2>1. Evite a luz solar direta</h2><p>A aloe vera prospera em locais bem iluminados, mas <strong>a exposição à luz solar direta nem sempre é a melhor opção</strong>.</p><p> Plantas recém-adquiridas ou que passaram muito tempo em um viveiro podem sofrer<strong> queimaduras solares </strong>se forem expostas repentinamente à luz solar intensa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978785378.jpeg" data-image="919qw20xd3c2" alt="Aloe vera" title="Aloe vera"><figcaption>Evite a luz solar direta.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-las primeiro em um local iluminado, porém protegido durante as horas mais quentes do dia, e aumentar gradualmente a exposição. Plantas adultas e bem aclimatadas geralmente toleram muito melhor a luz solar direta.</p><h2>2. Regue com moderação, mas corretamente</h2><p>Por ser uma suculenta, a aloe vera <strong>não requer regas frequentes</strong>.</p><p>Na primavera e no verão, basta regar o substrato com moderação e deixar que ela <strong>seque quase completamente antes de regar novamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978361186.jpeg" data-image="ziwxkh8n9k5w" alt="regando aloe vera" title="regando aloe vera"><figcaption>Regue com moderação, mas de forma adequada.</figcaption></figure><p>No inverno, o ideal é reduzir ainda mais a frequência das regas, pois o solo demora mais para secar. Mais do que a falta de água, <strong>o verdadeiro inimigo da aloe vera é o excesso de umidade</strong>, que pode causar o apodrecimento das raízes e enfraquecer rapidamente a planta.</p><h2>3. Escolha um substrato com boa drenagem</h2><p>O <strong>substrato ideal deve ser leve e permitir a drenagem rápida</strong> do excesso de água</p><p>Substratos formulados especificamente para cactos e suculentas são ideais, especialmente se enriquecidos com areia grossa, pedra-pomes ou rocha vulcânica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978417559.jpeg" data-image="bus5c5u8dz06"><figcaption>Escolha um substrato com excelente drenagem para minimizar o risco de apodrecimento das raízes.</figcaption></figure><p>Também é essencial que o <strong>vaso possua furos de drenagem no fundo</strong>. Para minimizar o risco de acúmulo de água e apodrecimento das raízes, o ideal é cultivar a aloe vera em um vaso sem prato.</p><h2>4. Opte por um vaso grande de barro</h2><p>O barro (argila) oferece boa <strong>estabilidade térmica e favorece a aeração</strong>, bem como a secagem do substrato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978385268.jpeg" data-image="83yox9fbzbsl"><figcaption>Opte por um vaso grande de barro (argila).</figcaption></figure><p>Para uma <strong>planta jovem </strong>de aloe vera, recomenda-se escolher um <strong>vaso com diâmetro entre 25 e 35 centímetros</strong>. Esse tamanho oferece espaço suficiente para o desenvolvimento gradual das raízes, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de trocas de vaso.</p><p>Embora a aloe vera suporte muito bem períodos de seca, um vaso maior proporciona uma melhor reserva de umidade e oferece maior proteção às raízes durante épocas de calor intenso.</p><h2>5. Adube com moderação</h2><p>A aloe vera não é uma planta particularmente exigente em termos de nutrientes De modo geral, uma <strong>adubação leve na primavera e no início do verão</strong> é suficiente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978826359.jpeg" data-image="hhqvu6ysc49e"><figcaption>Fertilize a Aloe Vera com moderação.</figcaption></figure><p>O ideal é utilizar um<strong> fertilizante formulado especificamente para suculentas ou um com baixo teor de nitrogênio</strong>. O excesso de adubação pode resultar em um crescimento mais fraco e menos compacto, além de tornar a planta mais suscetível a fatores de estresse ambiental.</p><h2>6. Proteção contra o frio do inverno</h2><p>A aloe vera tolera quedas ocasionais de temperatura, mas é muito <strong>sensível à geada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978543725.jpeg" data-image="31xh90xmea4j"><figcaption>Adaptada a climas áridos e altas temperaturas, a aloe vera é altamente resistente à seca. No entanto, não tolera bem geadas ou períodos prolongados de baixas temperaturas.</figcaption></figure><p>Em regiões de clima ameno, a aloe vera pode passar o inverno ao ar livre, desde que seja colocada em um local protegido e coberta durante as noites mais frias. No entanto, <strong>em áreas onde ocorrem geadas frequentes, o ideal é levar a planta para dentro de casa</strong>, acomodando-a em um local bem iluminado e protegido das intempéries.</p><h2>7. Separe as brotações para estimular um crescimento harmonioso</h2><p>Com o tempo, a <strong>aloe vera produz inúmeros brotos</strong> que se desenvolvem na base da planta-mãe.</p><p>Se deixadas no local, esses brotos laterais<strong> podem formar uma touceira</strong> (tufo espesso) muito ornamental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978487345.jpeg" data-image="bgx5f9cir89i"><figcaption>Separe as brotações laterais para promover o desenvolvimento harmonioso da planta-mãe e obter novas mudas.</figcaption></figure><p>No entanto, com o tempo, <strong>essas touceiras podem acabar competindo com a planta-mãe por recursos</strong>. Ao separar as mudas mais desenvolvidas e replantá-las em novos vasos, você favorece um crescimento mais equilibrado da planta principal e, ao mesmo tempo, obtém facilmente novos exemplares.</p><h2>Uma solução ideal para cidades cada vez mais quentes</h2><p>Verões cada vez mais quentes e secas mais frequentes estão mudando a forma como os espaços verdes urbanos são projetados e mantidos. Nesse cenário, a aloe vera se destaca como uma excelente opção para quem busca uma <strong>planta ornamental resistente, sustentável e de baixa manutenção</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa">Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160895743_320.jpg" alt="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"></a></article></aside><p>Com os cuidados adequados, ela pode prosperar por anos, transformando uma simples varanda ou um pequeno terraço em um refúgio verde e exuberante — mais preparado para enfrentar os desafios do aquecimento global e a "selva de pedra" típica dos ambientes urbanos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvem de poeira e ventania assustam moradores no interior do TO]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-no-interior-do-to.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:25:31 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Comerciantes e trabalhadores de Colinas do Tocantins precisaram agir rapidamente para trancar as portas de vidro e evitar que as mercadorias fossem danificadas pela invasão de poeira. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-do-interior-do-to-1784211629916.jpg" data-image="v63rdaryos3a" alt="Registro em vídeo do momento em que uma gigantesca nuvem de terra e fortes ventos tomam conta de toda a cidade. Foto: Reprodução/ Redes Sociais" title="Registro em vídeo do momento em que uma gigantesca nuvem de terra e fortes ventos tomam conta de toda a cidade. Foto: Reprodução/ Redes Sociais"><figcaption>Registro em vídeo do momento em que uma gigantesca nuvem de terra e fortes ventos tomam conta de toda a cidade. Foto: Reprodução/ Redes Sociais</figcaption></figure><p>No início da tarde da última quarta-feira (15), os moradores de Colinas do Tocantins foram surpreendidos por um fenômeno meteorológico de rápida evolução. <strong>Uma forte ventania acompanhada por uma densa nuvem de poeira cobriu as ruas do município</strong>, que fica localizado na região norte do estado tocantinense.</p><p>A tempestade de terra reduziu drasticamente a visibilidade em diversos pontos da área urbana e <strong>assustou as pessoas que transitavam pelas vias públicas naquele momento</strong>. Apesar do susto provocado pela rapidez do vento e pela grande densidade da poeira, a prefeitura municipal informou oficialmente que não houve registro de vítimas ou prejuízos materiais.</p><h2>Impacto na rotina urbana e registros dos moradores</h2><p>Imagens gravadas por celulares e compartilhadas logo em seguida nas redes sociais registraram o exato instante em que o vento forte espalhou poeira pelas ruas. Nos vídeos, observa-se que <strong>as folhas das árvores e pequenos detritos voaram intensamente</strong>, enquanto a cidade ganhou um tom marrom.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-do-interior-do-to-1784211946598.jpg" data-image="ta531hobz9r7" alt="Imagens mostram pontos da cidade sem visibilidade durante ventania — Foto: Reprodução/Colinas Notícias" title="Imagens mostram pontos da cidade sem visibilidade durante ventania — Foto: Reprodução/Colinas Notícias"><figcaption>Imagens mostram pontos da cidade sem visibilidade durante ventania — Foto: Reprodução/Colinas Notícias</figcaption></figure><p>O fenômeno obrigou comerciantes e funcionários locais a agirem de forma extremamente rápida <strong>para proteger suas lojas e produtos</strong>. Uma funcionária de um estabelecimento situado próximo a um posto de combustíveis, na mesma área onde as imagens foram gravadas, descreveu os instantes de apreensão que vivenciou.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">MAD MAX? Uma forte ventania acompanhada por uma enorme nuvem de poeira assustou moradores de Colinas do Tocantins, na região norte do estado, na tarde desta quarta-feira, 15. O fenômeno reduziu a visibilidade e foi registrado por moradores. Segundo a prefeitura, apesar do susto, <a href="https://t.co/Of4PrrvG7U">pic.twitter.com/Of4PrrvG7U</a></p>— Daniel Lélis (@dannlelis) <a href="https://x.com/dannlelis/status/2077560829977731444?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Ela relatou que<strong> as portas de vidro precisaram ser trancadas com urgência</strong> por causa da grande quantidade de terra. Essa reação evitou que mercadorias fossem danificadas pela sujeira e garantiu que todos no interior do estabelecimento estivessem em segurança durante a rajada.</p><h2>Posicionamento oficial e orientações de segurança</h2><p>Diante do impacto visual e da preocupação gerada pela tempestade de poeira na cidade, a Secretaria de Administração do município divulgou um posicionamento oficial. Conforme as informações fornecidas pela gestão municipal, <strong>nenhum chamado de emergência envolvendo pessoas feridas ou danos estruturais</strong> graves chegou ao conhecimento das equipes locais de apoio.</p><p>A ausência de estragos maiores trouxe alívio para a comunidade tocantinense, que temia riscos de acidentes automobilísticos nas ruas devido à névoa de poeira. Ainda assim, órgãos de segurança municipal reforçam que <strong>a população deve sempre evitar transitar ao ar livre durante ventanias</strong> para minimizar a exposição a materiais suspensos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sp.html" title="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP">Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sp.html" title="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sao-paulo-1782232174525_320.jpg" alt="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP"></a></article></aside><p>Esse tipo de fenômeno com suspensão de terra <strong>é característico de fases secas do ano, quando solos desprovidos de vegetação densa ficam expostos</strong> à ação de fortes rajadas de vento. Os especialistas locais recomendam que, além de buscar abrigos fechados, as pessoas evitem ligar aparelhos de climatização enquanto a poeira estiver se dispersando no ar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Igor%20Carneiro" data-year="2026" data-title="Vento%20forte%20e%20nuvem%20de%20poeira%20gigante%20s%C3%A3o%20registrados%20no%20interior%20do%20TO" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fto%2Ftocantins%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F15%2Fvento-forte-e-nuvem-de-poeira-gigante-sao-registrados-no-interior-do-to-video.ghtml">Igor Carneiro. (2026). <a href="https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/07/15/vento-forte-e-nuvem-de-poeira-gigante-sao-registrados-no-interior-do-to-video.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vento forte e nuvem de poeira gigante são registrados no interior do TO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-no-interior-do-to.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dinossauros e crocodilos: como fóssil inédito no Brasil ajuda a montar a árvore da vida do planeta ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A descoberta preenche uma lacuna da evolução da vida no planeta, mostrando que ancestrais dos dinossauros e crocodilos habitavam a América do Sul e pertenciam a linhagens mais complexas e amplamente distribuídas do que se pensava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta-1784148090005.jpg" data-image="xli2ttrpfu3c"><figcaption>Reconstrução do réptil que existiu no Brasil, cujos fósseis foram descobertos e divulgados em artigo recente. Ilustração: Matheus Fernandes Gadelha/Reprodução.</figcaption></figure><p>A "Árvore da Vida" é o principal modelo conceitual da<strong> biologia evolutiva</strong> que representa a história genealógica de todos os<strong> seres vivos </strong>na Terra. E um artigo divulgado recentemente na revista científica<em> Scientific Reports</em> descreve <strong>um achado que preenche uma lacuna nesta linha evolutiva</strong>.</p><p>Um<strong> fóssil de réptil </strong>encontrado no interior do estado do<strong> Rio Grande do Sul</strong>, no Brasil, provou que os<strong> ancestrais dos dinossauros e crocodilos</strong> habitavam a América do Sul e pertenciam a <strong>linhagens mais complexas </strong>e amplamente distribuídas do que se imaginava anteriormente. Entenda melhor abaixo.</p><h2>O fóssil encontrado</h2><p>Após a maior extinção em massa da história da Terra, a Permo-Triássica,<strong> muito antes dos dinossauros dominarem o planeta </strong>e de surgirem os crocodilos atuais, os <strong>seus ancestrais já estavam em fase evolutiva</strong>.</p><p>E naquela época viveu uma espécie de réptil cujo <strong>fóssil foi descoberto no município de Dona Francisca</strong>, interior do estado do Rio Grande do Sul. Aliás, esta localidade é mundialmente reconhecida por preservar fósseis que antecedem os dinossauros datados do Período Triássico Médio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta-1784148115129.jpg" data-image="3bq19mk1bgox"><figcaption>Parte do fóssil ficou acidentalmente perdida por mais de duas décadas. Sua redescoberta permitiu a descrição do animal como uma nova espécie. Imagem: Rodrigo Muller.</figcaption></figure><p> O fóssil encontrado é de <strong>uma nova espécie</strong>, a qual foi batizada de <em><strong>Silescelida acristata</strong></em> e que <strong>viveu há cerca de 240 milhões de anos</strong>.</p><p>Sobre suas características, o<em> Silescelida acristata</em> era um réptil relativamente <strong>pequeno, de corpo esguio e locomoção quadrúpede</strong>. Seu tamanho pode ser comparado ao de um pequeno jacaré atual. Sua dieta provavelmente incluía animais menores.</p><h2>A importância desta descoberta</h2><p>O <strong>fóssil encontrado pode ter parentesco com os </strong><em><strong>Euparkeriidae</strong></em>, um grupo raro de arcossauriformes (répteis que deram origem aos crocodilos, pterossauros e dinossauros) ainda pouco compreendido pela ciência. Até então, fósseis associados a esse grupo eram conhecidos nos continentes Africano, Asiático e Europeu.</p><p>Então, a descoberta sugere que<strong> esses répteis estavam mais espalhados pelo mundo durante o Triássico do que os registros fósseis indicavam</strong>, ampliando o papel do continente na diversificação inicial dos parentes dos dinossauros e crocodilos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777539" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-de-150-milhoes-de-anos-descoberto-na-patagonia-pode-mudar-o-que-sabemos-sobre-o-periodo-jurassico.html" title="Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico">Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-de-150-milhoes-de-anos-descoberto-na-patagonia-pode-mudar-o-que-sabemos-sobre-o-periodo-jurassico.html" title="Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-este-fosil-de-150-millones-de-anos-hallado-en-la-patagonia-puede-cambiar-lo-que-sabemos-del-jurasico-1783204618958_320.jpg" alt="Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico"></a></article></aside><p>Além disso, a descoberta do fóssil no estado gaúcho<strong> reforça a região como uma das mais importantes do mundo para o estudo dos animais do Triássico</strong>. A região preserva fósseis de diferentes momentos da evolução dos vertebrados terrestres.</p><p>O estudo ainda confirma que a <strong>paleontologia brasileira</strong> continua<strong> contribuindo</strong> para entender capítulos importantes da <strong>história da vida na Terra</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garcia%2C%20M.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20new%20eucrocopodan%20archosauriform%20from%20the%20Middle%20Triassic%20of%20southern%20Brazil%20and%20the%20phylogeny%20of%20Euparkeriidae" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-53740-9">Garcia, M. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-53740-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new eucrocopodan archosauriform from the Middle Triassic of southern Brazil and the phylogeny of Euparkeriidae</a>.</cite><br><cite data-author="Garcia%2C%20M" data-year="2026" data-title="F%C3%B3ssil%20de%20r%C3%A9ptil%20encontrado%20no%20Brasil%20ajuda%20a%20entender%20a%20origem%20dos%20ancestrais%20de%20dinossauros%20e%20crocodilos" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Ffossil-de-reptil-encontrado-no-brasil-ajuda-a-entender-a-origem-dos-ancestrais-de-dinossauros-e-crocodilos-286939">Garcia, M. (2026). <a href="https://theconversation.com/fossil-de-reptil-encontrado-no-brasil-ajuda-a-entender-a-origem-dos-ancestrais-de-dinossauros-e-crocodilos-286939" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fóssil de réptil encontrado no Brasil ajuda a entender a origem dos ancestrais de dinossauros e crocodilos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubulações]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante anos, parece que nada acontece. Mas enquanto a árvore cresce para cima, suas raízes avançam silenciosamente sob a terra e podem encontrar obstáculos que ninguém imaginou quando foi plantada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721796593.jpg" data-image="auw2d8b1qi9k" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma árvore jovem pode parecer inofensiva, mas ao longo dos anos seu sistema radicular pode ocupar uma área muito maior do que se imagina no momento do plantio.</figcaption></figure><p>Quando plantamos uma <strong>árvore </strong>perto de casa, geralmente imaginamos o tamanho que ela atingirá, a sombra que proporcionará ou se florescerá. Raramente pensamos no que acontece sob a terra.</p><p>Existe um equívoco comum de que as raízes crescem principalmente para baixo, mas <strong>muitas espécies também se espalham lateralmente, perto da superfície</strong>, onde encontram oxigênio, umidade e nutrientes. É por isso que uma árvore que parece perfeita quando plantada pode se tornar um <strong>problema para calçadas, muros ou canos anos depois</strong>.</p><p>A <strong>extensão do sistema radicular depende da espécie, do tipo de solo, da disponibilidade de água e de quaisquer obstáculos no terreno</strong>. Em algumas árvores adultas, as raízes podem se estender por vários metros a partir do tronco e até mesmo ultrapassar o diâmetro da copa. Esse processo leva anos, razão pela qual uma árvore jovem pode parecer inofensiva por muito tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721991416.jpg" data-image="utgkq717xdh8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não existem raízes "ruins": o conflito surge quando uma espécie com grande hábito de crescimento é plantada em um espaço que não consegue acomodar seu crescimento.</figcaption></figure><p>Na cidade, as raízes também crescem em um ambiente limitado por concreto, canos e solo compactado. <strong>Se encontrarem um obstáculo abaixo, podem mudar de direção e se espalhar lateralmente</strong>. Quando encontram uma área úmida, como um vazamento em um cano, podem aproveitar esse espaço e agravar um problema existente.</p><p>Essas são algumas das <strong>espécies que tendem a causar mais problemas </strong>quando plantadas em espaços confinados.</p><h2>Figueira: o exemplo clássico de uma árvore que precisa de espaço</h2><p>A <strong>Ficus</strong>, ou <strong>figueira</strong>, é uma árvore resistente, de fácil crescimento e que pode atingir grande porte. No entanto, é uma das árvores que mais causam problemas em jardins e ao longo de calçadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783780511338.jpg" data-image="a0fkidmke8tg" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Em jardins pequenos ou perto de edifícios, seu desenvolvimento deve ser cuidadosamente planejado.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a planta é cultivada perto de edifícios. Algumas espécies, como a <strong>figueira-chorona (<em>Ficus benjamina</em>)</strong>, desenvolvem um sistema radicular muito extenso, capaz de levantar pedras do pavimento, danificar calçadas e pressionar estruturas próximas.</p><p>Em um parque ou grande espaço aberto, ela pode crescer sem problemas. Em uma calçada estreita, a situação muda.</p><h2>Salgueiro e álamo: excelentes no campo, difíceis em espaços pequenos</h2><p>Os <strong>salgueiros (<em>Salix sp.</em>)</strong> têm uma capacidade notável de explorar o solo em busca de umidade, o que lhes permite prosperar perto de rios e pântanos.</p><p>O problema surge quando são plantados perto de casas, piscinas ou instalações subterrâneas. Nesses locais, suas raízes podem se espalhar e causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722152676.jpg" data-image="fi68d7zu3tqm" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os salgueiros são adaptados a ambientes úmidos e desenvolvem raízes capazes de explorar grandes áreas em busca de água.</figcaption></figure><p>O mesmo se aplica aos<strong> álamos (<em>Populus </em>(L).)</strong>. São muito utilizados como quebra-ventos e em grandes propriedades rurais. No entanto, as suas raízes precisam de espaço e podem causar problemas quando ficam presas entre o concreto e os edifícios.</p><h2>Eucaliptos e seringueiras: árvores imponentes que precisam de distância</h2><p>O rápido crescimento e o grande porte do <strong>eucalipto </strong>fazem dele uma espécie ideal para áreas espaçosas. Ele pode prosperar em campos, parques e grandes terrenos.</p><p>O problema surge quando é plantado perto de uma casa. Uma árvore adulta precisa de espaço para suas raízes e copa, e a escolha de uma envolve considerar não apenas sua aparência daqui a um ano, mas também como estará daqui a décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722303140.jpg" data-image="1mzovspxngc3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O eucalipto é uma árvore de grande porte que precisa de espaço para desenvolver sua copa e sistema radicular ao longo de décadas.</figcaption></figure><p>Algo semelhante acontece com as <strong>seringueiras</strong>, parentes do ficus. Quando jovens, parecem fáceis de manejar, mas com o tempo podem ficar grandes demais para certos espaços urbanos.</p><p>A <strong>figueira </strong>também pode surpreender. Muitas vezes é plantada por seus frutos, sem que se considere que, ao longo dos anos, ela pode se transformar em uma árvore enorme, com raízes capazes de se espalhar por grandes áreas.</p><h2>Quais árvores escolher para a casa?</h2><p>Em jardins pequenos ou calçadas estreitas, árvores ornamentais menores costumam ser as mais indicadas, como a <strong>árvore-de-júpiter</strong>, a árvore-orquídea, a <strong>ameixeira-de-flores</strong>, a árvore-de-judas ou algumas variedades de <strong>magnólia</strong>.</p><p>Os<strong> bordos ornamentais (<em>Acer</em>)</strong> também podem ser uma opção, embora sua adequação dependa muito da região: algumas espécies se adaptam melhor a áreas mais frias ou montanhosas do que aos verões mais quentes de outras partes do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773677" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p>A <strong>jacarandá </strong>é um excelente exemplo dessa ideia. É uma das árvores mais apreciadas em nosso país e pode ser espetacular em ruas largas e áreas espaçosas, mas talvez não seja a melhor escolha para uma calçada estreita ao lado de uma casa.</p><p>Plantar uma árvore é um compromisso de longo prazo. A questão não deve ser apenas "Qual árvore eu gosto?", mas também "Este local comporta a árvore que eu quero?".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:15:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma onda de calor em pleno inverno, impulsionada pelo El Niño, deve elevar as temperaturas a níveis incomuns e aumentar o risco de tempestades severas no Sul do Brasil, com chuva extrema, granizo, ventos destrutivos e acumulados de 300 mm.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapm4rm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapm4rm.jpg" id="xapm4rm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O <strong>El Niño</strong><em></em> está <strong>começando a atuar de maneira significativa sobre a América do Sul</strong>, alterando a circulação atmosférica e influenciando as temperaturas, as chuvas e a ocorrência de eventos extremos. Efeitos mais expressivos estão aparecendo sobre o Brasil, entre eles um cenário de <strong>temperaturas muito acima da média</strong> em pleno inverno.</p><div class="texto-destacado">O El Niño é, talvez, o fenômeno climático mais importante e abrangente que conhecemos. Trata-se de um aquecimento anormal e persistente das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação atmosférica e influencia o clima ao redor de todo o planeta.</div><p>As previsões climáticas indicam uma <strong>onda de calor</strong> abrangendo o Paraguai e boa parte do Brasil, especialmente no Mato Grosso do Sul. Em diversas áreas, as temperaturas médias poderão ficar <strong>5°C acima da média durante um período prolongado de diversos dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades-1784178787702.jpg" data-image="7cp2itjekpgj" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Julho." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Julho."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Julho mostra que a próxima semana será marcada por temperaturas muito acima da média, com destaque para Paraguai e MS.</figcaption></figure><p>Na prática, esse padrão favorecerá temperaturas máximas <strong>próximas aos 40°C </strong>na região Centro-Oeste, especialmente no Mato Grosso do Sul. Em partes da Argentina e da Bolívia, as temperaturas poderão <strong>ultrapassar 42°C</strong>, valores extremamente elevados para o período de inverno.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O calor também será intenso sobre o Sul do Brasil. Em diversos municípios, as temperaturas poderão <strong>superar os 32°C</strong> - valores que estão cerca de <strong>15°C acima da média climatológica</strong> para este período, inclusive ao redor de capitais como Porto Alegre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades-1784178826105.jpg" data-image="xmk7g9oa6s91" alt="Previsão de temperaturas máximas no Domingo durante a tarde." title="Previsão de temperaturas máximas no Domingo durante a tarde."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas no Domingo durante a tarde mostra que os termômetros no Mato Grosso do Sul e Paraguai podem registrar temperaturas altíssimas de até 40°C.</figcaption></figure><p>Esse calor anômalo <strong>aumentará significativamente a instabilidade atmosférica</strong>. A combinação entre as temperaturas elevadas e outros sistemas meteorológicos - como um <em>Rio Atmosférico</em>, capaz de fornecer umidade abundante ao Sul do Brasil, e a atuação de um intenso <em>Jato de Baixos Níveis</em> - criará um <strong>ambiente altamente favorável à formação de tempestades severas</strong>, especialmente na <strong>região Sul</strong>.</p><h2>Calor alimentará tempestades severas</h2><p>As primeiras tempestades começam a ganhar força já nesta quinta-feira (16), especialmente sobre o Rio Grande do Sul, e devem persistir ao longo da sexta-feira (17), do final de semana e também ao longo da semana que vem, atingindo o <strong>sul do Mato Grosso do Sul</strong>, o <strong>Rio Grande do Sul</strong> (<em>estado com os maiores acumulados previstos</em>) e também <strong>Santa Catarina</strong> e <strong>Paraná</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades-1784178860946.jpg" data-image="yytfh6tqnhox" alt="Previsão de acumulados totais até o Sábado da semana que vem." title="Previsão de acumulados totais até o Sábado da semana que vem."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o Sábado da semana que vem (25) mostra que os acumulados podem atingir valores entre 200 e 300 mm totais na região Sul, causando transtornos.</figcaption></figure><p>O <strong>sábado (18)</strong> merece <strong>atenção especial</strong>. As previsões mais recentes indicam um <strong>risco muito elevado de tempestades severas</strong> entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, não apenas com volumes elevados de chuva, mas também com risco de granizo e rajadas fortes de vento. Não se descarta a possibilidade de ocorrência de <strong>eventos mais extremos</strong> em alguns municípios localizados, como tornados e micro explosões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778813" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html" title="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco">Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html" title="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-podem-superar-os-200-mm-no-sul-do-brasil-1784132898087_320.jpg" alt="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco"></a></article></aside><p>Os acumulados totais de chuva podem atingir <strong>valores muito elevados</strong>, entre <strong>200 mm </strong>e <strong>300 mm</strong> ao longo dos próximos dias. Isso traz<strong> riscos altos </strong>de cortes no fornecimento de energia elétrica; queda de galhos de árvores e tombamento de árvores, assim como de objetos altos; danos em estruturas, telhados e plantações devido ao granizo; transbordamento de rios; alagamentos; e também descargas elétricas (raios).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Migração e morte de 2 mil pinguins em SC geram alerta nas praias brasileiras]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/migracao-e-morte-de-2-mil-pinguins-em-sc-gera-alerta-nas-praias-brasileiras.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 22:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores reforçam que a presença de pinguins em Florianópolis exige cuidados especiais da população para garantir a reabilitação segura dos animais exaustos pela longa viagem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/migracao-e-morte-de-2-mil-pinguins-em-sc-gera-alerta-nas-praias-1784137005911.jpg" data-image="ux3t62nncw8m" alt="A exaustão da viagem e a poluição dos oceanos são as principais causas de encalhes de pinguins-de-magalhães jovens no litoral de Santa Catarina. Foto: R3 Animal/Divulgação" title="A exaustão da viagem e a poluição dos oceanos são as principais causas de encalhes de pinguins-de-magalhães jovens no litoral de Santa Catarina. Foto: R3 Animal/Divulgação"><figcaption>A exaustão da viagem e a poluição dos oceanos são as principais causas de encalhes de pinguins-de-magalhães jovens no litoral de Santa Catarina. Foto: R3 Animal/Divulgação</figcaption></figure><p><strong>Mais de 2 mil pinguins foram encontrados mortos nas praias de Florianópolis</strong> entre março e julho de 2026. Desse total, um único dia registrou a perda impressionante de 293 aves na região.</p><p>Embora o volume assuste os moradores locais, a Associação R3 Animal, também responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), esclarece que <strong>os números seguem a normalidade histórica</strong>. As aves saem anualmente da Patagônia e das Malvinas em busca de alimento.</p><h2>O desafio da longa jornada migratória das aves</h2><p>A migração dessas aves marinhas em direção ao litoral brasileiro ocorre todos os anos durante o inverno. <strong>Os pinguins-de-Magalhães deixam as colônias frias do sul do continente</strong> e utilizam as correntes marítimas para viajar.</p><div class="texto-destacado">A exaustão da travessia de milhares de quilômetros faz com que muitos animais acabem morrendo no caminho e, a maioria das perdas registradas nas praias catarinenses, ocorre entre os mais jovens. A falta de experiência prejudica a sobrevivência dos filhotes que realizam sua primeira viagem migratória. </div><p>Muitas vezes, eles se dispersam do grupo original e chegam à costa muito debilitados ou já sem vida. <strong>Além do intenso cansaço físico da viagem, a poluição plástica e as redes de pesca</strong> causam capturas acidentais, que agravam a saúde das espécies marinhas.</p><h2>Estudos detalham a influência climática e os impactos de resíduos</h2><p>A organização mapeou o encalhe das<strong> 2.210 aves</strong> nas praias de Florianópolis e apontou que a Praia de Moçambique, no Leste da Ilha, registrou o maior número, com <strong>106 pinguins</strong> no período. Em seguida, vem a Praia dos Ingleses, no Norte, com<strong> 69</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/migracao-e-morte-de-2-mil-pinguins-em-sc-gera-alerta-nas-praias-1784140476661.jpg" data-image="r3jgjptw3jm9" alt="A presença de pinguins no litoral sul e sudeste do Brasil é comum entre os meses de maio e outubro; profissionais usam proteção contra a Influenza Aviária. Foto: R3 Animal/Divulgação" title="A presença de pinguins no litoral sul e sudeste do Brasil é comum entre os meses de maio e outubro; profissionais usam proteção contra a Influenza Aviária. Foto: R3 Animal/Divulgação"><figcaption>A presença de pinguins no litoral sul e sudeste do Brasil é comum entre os meses de maio e outubro; profissionais usam proteção contra a Influenza Aviária. Foto: R3 Animal/Divulgação </figcaption></figure><p> Outro ponto alarmante foi abordado em pesquisas sobre poluição no Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (<a href="https://ufrj.br/" target="_blank">UFRJ</a>). O avanço de resíduos sólidos nos oceanos expõe as aves ao <strong>perigo de sufocamento e ingestão acidental de lixo plástico</strong> descartado de forma inadequada nas praias. </p><p>Em nível global, análises da Fundação Oswaldo Cruz (<a href="https://fiocruz.br/" target="_blank">Fiocruz</a>) conectam as mudanças climáticas e o aquecimento dos oceanos ao comportamento das espécies migratórias. <strong>Alterações de temperatura na água modificam a distribuição de peixes</strong> e forçam jornadas maiores, impactando a sobrevivência da fauna e a saúde ambiental.</p><h2>Como funciona o trabalho de resgate nas praias</h2><p>O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) executa buscas diárias na orla da região. Os animais resgatados sem vida são <strong>encaminhados para exames específicos que determinam a causa do óbito</strong>, enquanto os que resistem ao trajeto recebem tratamento veterinário em centros especializados de reabilitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777661" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-extremo-congela-pontes-no-sul-e-derruba-temperatura-no-nordeste-veja-imagens.html" title="Frio extremo congela pontes no Sul e derruba temperatura no Nordeste; veja imagens ">Frio extremo congela pontes no Sul e derruba temperatura no Nordeste; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-extremo-congela-pontes-no-sul-e-derruba-temperatura-no-nordeste-veja-imagens.html" title="Frio extremo congela pontes no Sul e derruba temperatura no Nordeste; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-extremo-congela-pontes-no-sul-e-derruba-temperatura-no-nordeste-1783521339844_320.jpg" alt="Frio extremo congela pontes no Sul e derruba temperatura no Nordeste; veja imagens "></a></article></aside><p>O monitoramento abrange uma extensa faixa da costa brasileira, indo de Santa Catarina até o Rio de Janeiro. No total histórico acumulado de agosto de 2015 a dezembro de 2024,<strong> o programa já resgatou cerca de 42 mil pinguins</strong>.</p><p>Os especialistas estimam que os animais sobreviventes<strong> permaneçam no litoral de Santa Catarina até a primavera</strong>. Após esse período de repouso, as aves saudáveis iniciam o percurso de retorno para suas colônias originais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="J%C3%BAlia%20Ven%C3%A2ncio" data-year="2026" data-title="Mais%20de%202%20mil%20pinguins%20s%C3%A3o%20encontrados%20mortos%20em%20Florian%C3%B3polis%20em%202026%3B%20293%20em%20apenas%20um%20dia" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsc%2Fsanta-catarina%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F13%2Fmais-2-mil-pinguins-encontrados-mortos-florianopolis-2026.ghtml">Júlia Venâncio. (2026). <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/07/13/mais-2-mil-pinguins-encontrados-mortos-florianopolis-2026.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mais de 2 mil pinguins são encontrados mortos em Florianópolis em 2026; 293 em apenas um dia</a>.</cite><br><cite data-author="Raquel%20Rodrigues%20Lima%20%2F%20UFRJ" data-year="2023" data-title="Res%C3%ADduos%20S%C3%B3lidos%20I" data-url="https%3A%2F%2Fpantheon.ufrj.br%2Fbitstream%2F11422%2F28328%2F1%2FRRLima.pdf">Raquel Rodrigues Lima / UFRJ. (2023). <a href="https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/28328/1/RRLima.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Resíduos Sólidos I</a>.</cite><br><cite data-author="Christovam%20Barcellos%20%2F%20Fiocruz" data-year="2015" data-title="As%20mudan%C3%A7as%20clim%C3%A1ticas%2C%20a%20sa%C3%BAde%20e%20os%20pinguins%20de%20Copacabana" data-url="https%3A%2F%2Fwww.scielo.br%2Fj%2Fcsp%2Fa%2FWWSSTbMcxnk35hyymKCSG8v%2F%3Flang%3Dpt%26format%3Dpdf">Christovam Barcellos / Fiocruz. (2015). <a href="https://www.scielo.br/j/csp/a/WWSSTbMcxnk35hyymKCSG8v/?lang=pt&format=pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">As mudanças climáticas, a saúde e os pinguins de Copacabana</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/migracao-e-morte-de-2-mil-pinguins-em-sc-gera-alerta-nas-praias-brasileiras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 20:29:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um cenário de alto risco meteorológico se forma sobre a Região Sul, com tempestades severas e chuva extrema no Rio Grande do Sul, devido à combinação entre um Rio Atmosférico, um Jato de Baixos Níveis e calor intenso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-podem-superar-os-200-mm-no-sul-do-brasil-1784132427472.jpg" data-image="8fzzcwib7gq5" alt="Previsão de ventos em 850 hPa e Rios Atmosféricos na sexta-feira ao meio-dia." title="Previsão de ventos em 850 hPa e Rios Atmosféricos na sexta-feira ao meio-dia."><figcaption>Previsão de ventos em 850 hPa e Rios Atmosféricos na sexta-feira ao meio-dia mostra um Jato de Baixos Níveis associado a um intenso transporte de umidade em direção ao Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>Um <strong>cenário atmosférico de alto risco</strong> está se configurando sobre a Região Sul do Brasil e poderá provocar <strong>vários dias consecutivos de tempestades intensas</strong> a partir desta quinta-feira (16), especialmente no Rio Grande do Sul. Um dos principais fatores por trás desse episódio será o fortalecimento excepcional de um <em>Jato de Baixos Níveis</em>, cujos ventos podem superar 150 km/h nos próximos dias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Associado a esse sistema, um Rio Atmosférico muito intenso está se formando a partir do sul da Amazônia, transportando grandes quantidades de umidade através da Bolívia, Paraguai e norte da Argentina até alcançar o Rio Grande do Sul.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao mesmo tempo, o <strong>calor intenso aumentará a instabilidade atmosférica</strong> sobre essa região. Entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), as temperaturas podem superar <strong>32°C</strong> em vários municípios da Região Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), por exemplo, esse cenário poderá representar uma <strong>anomalia de até 15°C acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-podem-superar-os-200-mm-no-sul-do-brasil-1784132478554.jpg" data-image="19moskt7oa9c" alt="Previsão de temperaturas máximas e anomalias na sexta-feira durante a tarde." title="Previsão de temperaturas máximas e anomalias na sexta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas e anomalias na sexta-feira durante a tarde mostra que as temperaturas podem chegar a 31°C em Porto Alegre, valor mais de 10 graus acima da média.</figcaption></figure><p>A combinação entre <strong>calor</strong>, <strong>umidade abundante</strong> e a<strong> atuação do Jato de Baixos Níveis</strong> criará condições favoráveis para a formação de tempestades intensas no Rio Grande do Sul a partir desta quinta-feira (16). Os temporais continuarão se formando até o domingo (19) e, potencialmente, <strong>vão persistir também ao longo da semana que vem</strong>.</p><h2>Tempestades severas podem atingir o Sul por vários dias</h2><p>O sábado (18) merece atenção especial. As previsões indicam <strong>elevado potencial para tempestades severas</strong> entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com risco de granizo, rajadas destrutivas de vento e microexplosões. Não se descarta a possibilidade de ocorrência de tornados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-podem-superar-os-200-mm-no-sul-do-brasil-1784132512362.jpg" data-image="lk8rvcbi253o" alt="Previsão de acumulados totais até Sábado da semana que vem." title="Previsão de acumulados totais até Sábado da semana que vem."><figcaption>Previsão de acumulados totais até Sábado da semana que vem (25) mostra que os acumulados sobre a região Sul (em particular RS) podem exceder os 200 mm, perto de 300 mm.</figcaption></figure><p>Nos próximos dez dias, os <strong>acumulados totais de chuva podem atingir </strong><strong>valores entre 200 e 300 mm</strong> em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, sendo que <strong>o estado gaúcho será o mais afetado</strong> pelas chuvas intensas. Diante da intensidade prevista para este episódio, não se descarta a possibilidade de volumes ainda mais elevados em pontos localizados.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Isso traz<strong> riscos altos </strong>de cortes no fornecimento de energia elétrica; queda de galhos de árvores e tombamento de árvores, assim como de objetos altos; danos em estruturas, telhados e plantações devido ao granizo; transbordamento de rios; alagamentos; e também descargas elétricas (raios).</p><h2>Modelo ECMWF sinaliza potencial para chuva extrema</h2><p>Um dos indicadores utilizados para prever eventos meteorológicos extremos é o <em>Índice de Previsão Extrema</em> (EFI) do modelo numérico ECMWF. O produto compara a previsão atual com a climatologia e destaca áreas onde existe <strong>maior probabilidade de ocorrência de condições incomuns ou extremas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-podem-superar-os-200-mm-no-sul-do-brasil-1784132555096.jpg" data-image="2xmn97poau1z" alt="Índice de Previsão Extrema (EFI) para chuva (esquerda) e CAPE (direita)." title="Índice de Previsão Extrema (EFI) para chuva (esquerda) e CAPE (direita)."><figcaption>Índice de Previsão Extrema (EFI) para chuva (esquerda) e CAPE (direita) mostra que os próximos dias serão propícios à formação de volumes de chuva extremos e tempestades severas.</figcaption></figure><p>Entre os dias 17 e 22 de julho, o <strong>EFI de precipitação</strong> destaca o Rio Grande do Sul e áreas vizinhas - incluindo partes de Santa Catarina, Uruguai e Argentina - com valores elevados, sinalizando um cenário favorável à ocorrência de <strong>volumes de chuva excepcionalmente altos</strong>. </p><p>Além disso, o <strong>EFI do índice de instabilidade atmosférica CAPE</strong> atingirá valores extremamente anômalos no Sábado (18). Na prática, isso significa que a atmosfera estará muito instável, sinalizando a possibilidade de formação de <strong>tempestades muito severas ao longo deste dia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778619" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente.html" title="Dois rios atmosféricos atingem a América do Sul simultaneamente">Dois rios atmosféricos atingem a América do Sul simultaneamente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente.html" title="Dois rios atmosféricos atingem a América do Sul simultaneamente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/2-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente-1784036254037_320.jpg" alt="Dois rios atmosféricos atingem a América do Sul simultaneamente"></a></article></aside><p>Não se descarta a possibilidade de que os impactos dessa configuração, ao longo da segunda quinzena de Julho, atinjam magnitudes próximas às das enchentes históricas de 2024. Isso justifica<strong> atenção redobrada por parte das autoridades locais</strong>, e ações para mitigar o risco de transbordamentos, inundações, deslizamentos de terra e outros eventos severos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de calor traz mais de 30°C por vários dias seguidos a SP; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-mais-de-30-c-por-varios-dias-seguidos-a-sp-confira.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 19:37:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma bolha de calor incomum para esta época vai deixar as temperaturas elevadas em São Paulo até a semana que vem, especialmente no Oeste do estado, com máximas de 30°C ou até acima disso, inclusive na capital.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaphpnu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaphpnu.jpg" id="xaphpnu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na segunda metade desta semana, uma<strong> bolha de ar quente incomum</strong> vai se instalar sobre o Centro-Sul do Brasil, deixando as<strong> </strong>temperaturas acima da média para esta época, especialmente na Região Sul do país.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"> novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O ar quente também vai afetar o estado de <strong>São Paulo</strong> a partir desta quinta-feira (16), mas<strong> </strong>ganha força no fim de semana<strong> </strong>e na semana que vem. As<strong> temperaturas ficarão elevadas por vários dias seguidos</strong>, especialmente no Oeste e interior do estado, com <strong>máximas acima dos 30°C</strong>. Na capital paulista também é esperado calor em torno dos 30°C na semana que vem.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Vários dias seguidos de calor em São Paulo</h2><p>O bloqueio atmosférico provocado por um sistema de alta pressão sobre o Atlântico vai continuar impedindo a formação de instabilidades sobre o estado de São Paulo até a semana que vem, mantendo assim o <strong>tempo firme e com predomínio de sol</strong>.</p><p>O sistema ainda deixa uma <strong>bolha de ar quente ‘presa’ sobre a região</strong>, o que impulsionará temperaturas elevadas a partir da segunda metade desta semana, mas que se intensificam a partir do fim de semana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778783" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise.html" title="Jato de baixos níveis intenso acende alerta de extremo perigo ao Sul; confira a análise">Jato de baixos níveis intenso acende alerta de extremo perigo ao Sul; confira a análise</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise.html" title="Jato de baixos níveis intenso acende alerta de extremo perigo ao Sul; confira a análise"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise-1784124715501_320.png" alt="Jato de baixos níveis intenso acende alerta de extremo perigo ao Sul; confira a análise"></a></article></aside><p>A parte <strong>Oeste e o interior de São Paulo são as áreas que terão maior influência</strong> da bolha de calor, com as temperaturas máximas em torno dos 30°C na segunda metade desta semana e acima disso a partir do fim de semana e na semana que vem.</p><p>A <strong>capital paulista</strong> também sentirá esse efeito, porém, não com a mesma intensidade, por estar mais perto da costa; nela as máximas começam a aumentar a partir do fim de semana e ficarão<strong> ao redor ou pouco acima dos 30ºC na semana que vem</strong>.</p><div class="texto-destacado">Bolha de calor trará temperaturas de mais de 30 °C no Oeste paulista a partir do fim de semana, podendo chegar aos 34°C/35°C em meados da semana que vem. Na capital, máximas de 30°C na próxima semana.</div><p>Explicando um pouco mais com detalhamento agora, na <strong>segunda metade desta semana</strong>, ou seja, quinta-feira (16) e sexta-feira (17), a porção <strong>Centro-Oeste do estado de São Paulo</strong> terá máximas variando <strong>entre 28°C e 30°C</strong>, como por exemplo, em Araçatuba (29°C) e Presidente Prudente (28°C).</p><p>Já<strong> neste fim de semana o calor começa a ganhar força</strong> em São Paulo, especialmente na parte oeste. A porção centro-leste do estado terá máximas variando entre 24°C e 27°C, enquanto<strong> no oeste elas ficam entre 29°C e 31°C</strong>. Na capital paulista as máximas ainda ficam amenas, em torno dos 26°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-mais-de-30-c-por-varios-dias-seguidos-a-sp-confira-1784136470923.jpg" data-image="epydo84u6vhk"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para segunda-feira (20), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>próxima semana, o calor segue atuando e com força</strong>. As temperaturas máximas ficam acima dos 26°C em praticamente todo o estado de São Paulo, ficando <strong>acima dos 30°C na porção centro-oeste</strong> e podendo chegar em torno dos <strong>34°C/35°C no extremo oeste</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><p> Na <strong>capital paulista</strong>, as temperaturas até continuam mais amenas no início da semana que vem, ficando em torno dos 26°C/27°C, mas a partir da segunda metade da semana, ou seja, <strong>entre a quarta (22) e a sexta-feira (24)</strong>, o calor aumenta e as <strong>máximas atingem os 30°C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-mais-de-30-c-por-varios-dias-seguidos-a-sp-confira-1784136135640.jpg" data-image="hc3bo6wedd9y"><figcaption>A tendência da previsão indica que em meados da próxima semana teremos temperaturas máximas acima dos 30°C em grande parte de São Paulo, e podendo chegar aos 34°C/35°C no oeste do estado.</figcaption></figure><p>Outro destaque importante que cabe ressaltar aqui é a <strong>baixa </strong><strong>umidade do ar</strong>, que deve atingir <strong>índices abaixo dos 30%</strong> entre este fim de semana e o início da próxima no <strong>Oeste paulista</strong>, podendo chegar aos<strong> 22% entre as regiões de Araçatuba e Presidente Prudente</strong>.</p><p>A capital paulista terá níveis entre 30% e 33% na próxima semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-mais-de-30-c-por-varios-dias-seguidos-a-sp-confira-1784136159814.jpg" data-image="3cqv3he13x8c"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para segunda-feira (20) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Esse<strong> tempo mais seco exige atenção</strong>, especialmente para as pessoas mais vulneráveis, já que isso traz<strong> problemas para a saúde</strong> como ressecamento das mucosas das vias aéreas e da pele, agravamento de problemas respiratórios (como asma e rinite), sangramento nasal, irritação nos olhos e garganta seca.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-mais-de-30-c-por-varios-dias-seguidos-a-sp-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de calor traz temperaturas para a marca de 40°C no inverno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-temperaturas-para-a-marca-de-40-c-no-inverno.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 18:14:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A presença de uma bolha de calor nos próximos dias faz os termômetros dispararem em várias localidades do Brasil. O ar quente vai proporcionar tardes quentes com temperaturas na casa dos 40°C neste inverno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-temperaturas-para-a-marca-de-40-c-no-inverno-1784135848224.jpg" data-image="pyzl7enu6vse" alt="Calor de 40°C está sendo previsto para os próximos dias." title="Calor de 40°C está sendo previsto para os próximos dias."><figcaption>Em pleno inverno temperaturas podem chegar aos 40°C. Foto: Ronaldo Silva/Ato press.</figcaption></figure><p>Nos próximos dias teremos <strong>calor de verão na parte central da América do Sul.</strong> Isso porque a circulação atmosférica irá permitir a chegada de<strong> ar quente e úmido</strong> vindo do norte do continente. Com o passar dos dias este <strong>ar mais quente irá acumular e formar uma espécie de bolha de calor</strong> entre o <strong>Brasil, Paraguai e Argentina.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Desta forma, <strong>as temperaturas vão subir </strong>até atingir seu pico no final de semana com os termômetros alcançando os<strong> 40°C</strong>. O calor irá se prolongar até, pelo menos, <strong>meados da segunda quinzena de julho</strong>. Veja mais detalhes a seguir.</p><h2>Temperaturas disparam e chegam a 40°C</h2><p>Os próximos dias no país serão diferentes dos que iniciaram a semana. Áreas em que o frio marcou presença dará lugar às <strong>altas temperaturas e ao calor de verão neste inverno</strong>. A exemplo disso temos o Centro-Oeste, parte do Sudeste e da Região Sul.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xapi6qm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapi6qm.jpg" id="xapi6qm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A circulação na atmosfera proporcionará o<strong> transporte de ar quente</strong> para áreas do <strong>Centro-Sul do Brasil, interior do Paraguai e Argentina</strong>. Com isso, as temperaturas disparam ao longo dos dias. Nesta quinta-feira (16), o <strong>calor </strong>já será sentido no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, oeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro.</p><p>As máximas chegam aos <strong>31°C</strong> no oeste de Minas Gerais e de São Paulo, variam entre <strong>33°C e 37°C</strong> no Mato Grosso do Sul e chegam aos <strong>39°C</strong> no sul e sudoeste do Mato Grosso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-temperaturas-para-a-marca-de-40-c-no-inverno-1784136153719.jpg" data-image="3a458zeikxx2" alt="Índice de Previsão Extrema." title="Índice de Previsão Extrema."><figcaption>Índice de Previsão Extrema de temperatura máxima para o dia 17 de julho.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (17) e no sábado (18), as altas temperaturas nessas áreas vão permanecer com poucas alterações em relação às suas localidades. Contudo, o <strong>Índice de Previsão Extrema (EFI)</strong>, mostra que este calor sobre boa parte do país será <strong>"muito incomum ou extremo"</strong> para este período do ano, pois os valores se encontram acima de <strong>0.8.</strong> </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778623" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media.html" title="Bolha de calor vai atingir 6 estados e trazer temperaturas 15°C acima da média">Bolha de calor vai atingir 6 estados e trazer temperaturas 15°C acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media.html" title="Bolha de calor vai atingir 6 estados e trazer temperaturas 15°C acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media-1784039467022_320.jpg" alt="Bolha de calor vai atingir 6 estados e trazer temperaturas 15°C acima da média"></a></article></aside><p>Já no domingo (19)<strong>, a bolha de calor ganha mais intensidade</strong> e as temperaturas sobem. No noroeste do Paraná, termômetros na casa dos <strong>31°C</strong>, enquanto que em <strong>boa parte de São Paulo as temperaturas ficam acima dos 30°C</strong>, inclusive na capital paulista. Em Minas Gerais, o frio dará lugar ao calor, pelo menos no Triângulo Mineiro com temperaturas de até <strong>33°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-temperaturas-para-a-marca-de-40-c-no-inverno-1784136656064.jpg" data-image="cvjb5mn35yp1" alt="Temperatura máxima para o domingo (19)" title="Temperatura máxima para o domingo (19)"><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde de domingo (19), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Mas o calor será intenso mesmo no <strong>Centro-Oeste,</strong> em Goiás as temperaturas chegam aos <strong>37°C</strong> na porção noroeste. Enquanto que no Mato Grosso do Sul, termômetros variam entre <strong>34°C e 38°C</strong>. Os <strong>40°C </strong>poderá ser batido nos municípios próximos à divisa com o Paraguai e em <strong>áreas pontuais do Mato Grosso</strong> que terá temperaturas acima dos <strong>35°C</strong> em todo o território.</p><h2>Calor permanece na próxima semana</h2><p>De acordo com o modelo <em><strong>ECMWF Charts</strong></em>, o calor vai continuar na próxima semana. O modelo mostra que, <strong>entre os dias 20 e 27 de julho</strong>, as temperaturas vão ficar bem acima da média para o período, com os termômetros registrando de <strong>3°C a 6°C acima da climatologia.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-temperaturas-para-a-marca-de-40-c-no-inverno-1784136458792.jpg" data-image="uy9l19vak846" alt="ECMEF Charts e Previsão da temperatura máxima." title="ECMEF Charts e Previsão da temperatura máxima."><figcaption>ECMWF Charts entre os dias 20 e 27 de julho (esquerda) e previsão da temperatura máxima para o dia 22 de julho (direita).</figcaption></figure><p>Áreas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo e do Mato Grosso do Sul estão nesta<strong> lista de calor mais intenso</strong>. Outros estados também terão temperaturas acima da média para o período, mas com <strong>temperaturas anômalas em até 3°C</strong>, como é o caso de <strong>Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Acre e do interior nordestino.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-temperaturas-para-a-marca-de-40-c-no-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Jato de baixos níveis intenso acende alerta de extremo perigo ao Sul; confira a análise]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:16:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O jato de baixos níveis atua como uma esteira transportadora de calor e umidade da Amazônia para o sul do continente, e está associado a tempestades severas. A previsão indica que seu núcleo deve ultrapassar 150 km/h nos próximos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise-1784123756070.png" data-image="n7djhxanovv1" alt="São esperados muitos transtornos relacionados a ocorrência de granizo, vendavais, formação de tornados isolados e acumulados elevados de chuva. Em situações de emergência, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193)." title="São esperados muitos transtornos relacionados a ocorrência de granizo, vendavais, formação de tornados isolados e acumulados elevados de chuva. Em situações de emergência, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193)."><figcaption>São esperados muitos transtornos relacionados a ocorrência de granizo, vendavais, formação de tornados isolados e acumulados elevados de chuva. Em situações de emergência, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).</figcaption></figure><p>Um <strong>cenário atmosférico altamente preocupante</strong> começa a se configurar e deve favorecer vários dias consecutivos de<strong> tempestades intensas</strong> a partir de quinta-feira (16) sobre a <strong>Região Sul</strong>, especialmente no Rio Grande do Sul. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai">Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947379083_320.png" alt="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"></a></article></aside><p>Um dos<strong> principais ingredientes</strong> dessa situação é o fortalecimento excepcional do<strong> jato de baixos níveis</strong>. Os ventos em seu núcleo podem<strong> superar 150 km/h</strong> nos próximos dias, um valor excepcional.</p><div class="texto-destacado">O Jato de Baixos Níveis da América do Sul (JBNAS) é uma corrente de ventos intensos que escoa entre aproximadamente 1 e 2 km de altitude, de norte para sul, ao longo da encosta leste da Cordilheira dos Andes.</div><p>Sua principal função é <strong>transportar grandes quantidades de calor e umidade</strong> da Amazônia para o centro-sul do continente, o que favorece a formação de <strong>tempestades</strong> <strong>intensas</strong> com formação de <strong>granizo</strong>, <strong>vendavais</strong>, <strong>tornados</strong> e <strong>chuvas intensas</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Jato de baixos níveis excepcionalmente intenso</h2><p>Na<strong> literatura científica</strong> clássica (critério de Bonner), um<strong> jato de baixos níveis</strong> é identificado quando os ventos<strong> entre 1 e 2 km de altitude </strong>atingem pelo menos <strong>43 km/h </strong>e formam um máximo de velocidade nessa camada da atmosfera, enfraquecendo nas camadas superiores. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise-1784123827720.png" data-image="69telrthztfh" alt="Previsão de jato de baixos níveis com intensidade excepcional nesta sexta-feira (17), segundo o ECMWF." title="Previsão de jato de baixos níveis com intensidade excepcional nesta sexta-feira (17), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de jato de baixos níveis com intensidade excepcional nesta sexta-feira (17), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Enquanto o valor mínimo para sua identificação é de 43 km/h, a <strong>previsão </strong>do modelo ECMWF para os próximos dias indica <strong>ventos superiores a 150 km/h </strong>no núcleo do JBNAS entre a Argentina e o Paraguai. </p><div class="texto-destacado">Ou seja, o valor máximo previsto é cerca de 3,6 vezes maior que o limiar mínimo utilizado para identificar um jato de baixos níveis. </div><p>Quanto mais intenso esse sistema, <strong>maior tende a ser o transporte de ar quente e úmido</strong> da Amazônia para o centro-sul da América do Sul, fornecendo um ambiente <strong>altamente favorável </strong>ao desenvolvimento de <strong>tempestades</strong>.</p><h2>Instabilidade: rio atmosférico e temperaturas 15°C acima da média</h2><p>Como resultado da atuação do JBNAS, as <strong>temperaturas</strong> previstas podem <strong>ultrapassar 32°C </strong>na região Sul entre<strong> </strong>sexta-feira (17) e segunda-feira (20). Este valor corresponde a <strong>15°C acima da média na Região Metropolitana de Porto Alegre</strong> (RS), por exemplo. Regiões oeste e litoral de Santa Catarina e Paraná também terão temperaturas próximas ou acima de 30°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise-1784123872776.png" data-image="qzxxp0jgxpsl" alt="Previsão de anomalia de temperatura máxima para sexta-feira (17), segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura máxima para sexta-feira (17), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura máxima para sexta-feira (17), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>O intenso fluxo de umidade também dará origem a um<strong> rio atmosférico persistente </strong>sobre o Sul do Brasil. Esse corredor de vapor d'água deverá permanecer ativo por vários dias, concentrando o maior aporte de umidade sobre o Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina e do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise-1784123904547.png" data-image="xz926fx77ere" alt="Previsão de rio atmosférico intenso para sexta-feira (17), segundo o ECMWF." title="Previsão de rio atmosférico intenso para sexta-feira (17), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de rio atmosférico intenso para sexta-feira (17), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>ar quente e úmido </strong>transportado pelo JBNAS torna a atmosfera mais <strong>instável</strong>. Como é menos denso que o ar frio, ele sobe, resfria-se e forma nuvens. Quanto maior o aporte de calor e umidade, <strong>mais vigorosas</strong> são as <strong>correntes ascendentes</strong> e maior o <strong>potencial</strong> para a formação de <strong>cumulonimbus</strong>, responsáveis pelas tempestades severas.</p><h2>Sistemas meteorológicos vão transformar a instabilidade em tempestades severas</h2><p>Além do intenso JBNAS, em altos níveis da atmosfera o <strong>jato subtropical</strong>, também <strong>fortalecido</strong>, favorece ainda mais o <strong>levantamento do ar da superfície</strong>. Embora esta combinação crie um ambiente extremamente favorável às tempestades, é a passagem sucessiva de<strong> frentes frias e cavados</strong> que fornecerá o <strong>gatilho</strong> para o desenvolvimento da <strong>convecção</strong>. Enquanto isso, um<strong> bloqueio atmosférico </strong>na altura do Sudeste não permite que os sistemas avancem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise-1784123939954.png" data-image="95qu278mcsv8" alt="Previsão de tempestades neste sábado (18), segundo o ECMWF. Este é apenas um recorte, tempestades em vários dias, horários e áreas da região Sul." title="Previsão de tempestades neste sábado (18), segundo o ECMWF. Este é apenas um recorte, tempestades em vários dias, horários e áreas da região Sul."><figcaption>Previsão de tempestades neste sábado (18), segundo o ECMWF. Este é apenas um recorte, há alerta de tempestades em vários dias, horários e áreas da região Sul.</figcaption></figure><p>Como consequência, a <strong>atmosfera</strong> permanecerá <strong>favorável</strong> à formação de <strong>tempestades</strong> intensas por <strong>10 dias </strong>sobre o Sul, a partir de quinta-feira (16), aumentando o risco de eventos extremos <strong>sobre a mesma região.</strong></p><h2>Impactos e recomendações</h2><p>A configuração atmosférica prevista para os próximos dias apresenta <strong>características semelhantes </strong>às observadas em <strong>maio de 2024</strong>, quando o <strong>Rio Grande do Sul</strong> enfrentou<strong> enchentes históricas</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html" title="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta">Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html" title="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038406396_320.png" alt="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta"></a></article></aside><p>Embora a <strong>distribuição</strong> e a <strong>intensidade</strong> dos impactos ainda<strong> dependam da evolução dos sistemas</strong> meteorológicos (o que exige monitoramento contínuo da previsão), a combinação dos fatores descritos anteriormente aumenta significativamente <strong>o risco de eventos extremos</strong> na Região Sul, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, mas também em Santa Catarina e no Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise-1784123977672.png" data-image="ft5aas84hd4e" alt="Previsão de chuva acumulada até sábado (25), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até sábado (25), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até sábado (25), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre os <strong>principais impactos </strong>previstos estão <strong>chuva extrema</strong>, com acumulados superiores a <strong>300 mm </strong>em algumas áreas, <strong>granizo</strong>, <strong>vendavais</strong>, <strong>rajadas</strong> de vento que podem superar <strong>100 km/h</strong>, <strong>tornados</strong> isolados, além de <strong>enxurradas</strong>, <strong>alagamentos</strong>, <strong>enchentes</strong> e <strong>deslizamentos</strong> de terra.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A população deve acompanhar as atualizações da previsão do tempo e os alertas da Defesa Civil. Durante tempestades, <strong>procure</strong> abrigo em um <strong>local seguro</strong>, <strong>não atravesse áreas alagadas</strong>, seja a pé ou de carro, e, em regiões com histórico de enchentes ou deslizamentos, <strong>tenha um plano de evacuação</strong> caso seja necessário. Em situações de emergência<strong>, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/jato-de-baixos-niveis-intenso-acende-alerta-de-extremo-perigo-ao-sul-confira-a-analise.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ao sudoeste do estado de São Paulo, a Região Turística dos Cânions Paulistas esconde belíssimas paisagens, trilhas, cachoeiras e formações rochosas de arenito que possuem entre 410 e 390 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp-1784053926498.jpg" data-image="ude9jgdb3s23"><figcaption>Natureza exuberante dos Cânions Paulista. Crédito: rtcanionspaulista/Facebook.</figcaption></figure><p>A <strong>Região Turística dos Cânions Paulista</strong> fica no sudoeste do estado de São Paulo, e abriga <strong>formações rochosas de arenito</strong> com até <strong>410 milhões de anos</strong>.</p><p>É <strong>composta por sete municípios</strong>: Itararé, Itapeva, Itaberá, Ribeirão Branco, Nova Campina, Taquarivaí e Bom Sucesso de Itararé, e é ideal para a prática de <strong>ecoturismo, turismo de aventura e cicloturismo</strong>.</p><p>Conheça mais sobre este lugar incrível e cheio de belas paisagens.</p><h2>Conhecendo os Cânions Paulistas</h2><p>A Região dos Cânions Paulistas tem formações rochosas de arenito que possuem entre 410 e 390 milhões de anos e <strong>originaram-se do acúmulo de partículas resultantes da degradação de outras rochas (sedimentos)</strong>, que ao longo de milhões de anos foram depositados em camadas em uma antiga bacia sedimentar.</p><div class="texto-destacado">A área dos Cânions Paulistas apresenta uma grande biodiversidade ao abrigar parte dos biomas Mata Atlântica e Cerrado.</div><p>Com o passar do tempo, essas <strong>formações rochosas afloraram à superfície</strong> e passaram a ser <strong>esculpidas pela ação da natureza</strong>, ou seja, pelos rios, ventos e o intemperismo, até chegar às paisagens que vemos hoje. </p><p>Os Cânions Paulistas <strong>ficam a cerca de 300 km da capital paulista</strong> e guardam além das formações geológicas raras, cachoeiras deslumbrantes e diversas atrações para os mais aventureiros.</p><p>Entre as atividades permitidas a realizar por lá, estão o <strong>ciclismo</strong>, <strong>aquatrek</strong>, <strong>boia cross</strong>, <strong>rapel </strong>e caminhadas enquanto aprecia as belas paisagens naturais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp-1784053952118.jpg" data-image="dvay4a1p8roh"><figcaption>O belo Cânion Itanguá, em Itapeva (SP). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Os principais destaques da região incluem o <strong>Cânion Pirituba</strong>, localizado nos arredores de Bom Sucesso de Itararé e <strong>Itapeva</strong>. É uma região quase intocada, então tem pouquíssima infraestrutura. Ele está em uma área de transição entre a Mata Atlântica e o Cerrado, oferecendo assim paisagens exuberantes. </p><p>O Cânion Pirituba é conhecido pelas belas vistas de mirantes naturais, como o <strong>Mirante do Índio</strong>, e <strong>cachoeiras </strong>como a do Palmito Mole, a das Três Quedas (ou Andorinha) e a do Saltinho do Coqueiral. Além da vista do desfiladeiro, você pode fazer trilhas de contemplação e tomar banho nas piscinas naturais das cachoeiras. Há também o <strong>Cânion Itanguá</strong> em Itapeva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp-1784053970288.jpg" data-image="yv5zqqmxrdlp"><figcaption>A Cachoeira das Três Quedas, em Itapeva (SP). Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>Outras opções de cachoeiras são a dos Pelados, a do Corvo e a do Capituva, ambas em Itararé, e a <strong>Cachoeira dos Moleques</strong> em Bom Sucesso de Itararé. </p><p>Mas atenção: <strong>para visitar a região, recomenda-se estar acompanhado de guias</strong>, já que estes ambientes possuem fendas e outras características que podem resultar em acidentes. </p><h3>Quando visitar a região?</h3><p>A melhor época para visitar a Região dos Cânions Paulistas é <strong>durante o outono ou a primavera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="726366" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/tailandia-brasileira-conheca-o-parque-no-ms-com-canions-e-rios-cristalinos-de-tons-verde-azulado.html" title="“Tailândia brasileira”: conheça o parque no MS com cânions e rios cristalinos de tons verde-azulado">“Tailândia brasileira”: conheça o parque no MS com cânions e rios cristalinos de tons verde-azulado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/tailandia-brasileira-conheca-o-parque-no-ms-com-canions-e-rios-cristalinos-de-tons-verde-azulado.html" title="“Tailândia brasileira”: conheça o parque no MS com cânions e rios cristalinos de tons verde-azulado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tailandia-brasileira-conheca-o-parque-no-ms-com-canions-e-rios-cristalinos-de-tons-verde-azulado-1756138240115_320.jpg" alt="“Tailândia brasileira”: conheça o parque no MS com cânions e rios cristalinos de tons verde-azulado"></a></article></aside><p>Nesses períodos, o <strong>clima é mais ameno e com pouca incidência de chuva</strong>, o que deixa as trilhas mais fáceis e os volumes de água das cachoeiras ideais para se banhar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pandori%2C%20L" data-year="2026" data-title="C%C3%A2nions%20Paulistas%3A%20como%20paisagens%20de%20milh%C3%B5es%20de%20anos%20formaram%20um%20dos%20maiores%20patrim%C3%B4nios%20naturais%20do%20sudoeste%20de%20SP" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgoogle%2Famp%2Fsp%2Fitapetininga-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F12%2Fcanions-paulistas-como-paisagens-de-milhoes-de-anos-formaram-um-dos-maiores-patrimonios-naturais-do-sudoeste-de-sp.ghtml">Pandori, L. (2026). <a href="https://g1.globo.com/google/amp/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/07/12/canions-paulistas-como-paisagens-de-milhoes-de-anos-formaram-um-dos-maiores-patrimonios-naturais-do-sudoeste-de-sp.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cânions Paulistas: como paisagens de milhões de anos formaram um dos maiores patrimônios naturais do sudoeste de SP</a>.</cite><br><cite data-author="Prates%2C%20M" data-year="2024" data-title="Interior%20de%20SP%20guarda%20alguns%20dos%20mais%20belos%20c%C3%A2nions%20do%20Brasil!%20Confira%20nosso%20guia%20para%20visitar%20a%20regi%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fsaopaulosecreto.com%2Fregiao-dos-canions-paulistas%2F">Prates, M. (2024). <a href="https://saopaulosecreto.com/regiao-dos-canions-paulistas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Interior de SP guarda alguns dos mais belos cânions do Brasil! Confira nosso guia para visitar a região</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo severo e granizo: chuvas extremas de 180 mm ameaçam lavouras no RS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-severo-e-granizo-chuva-de-180-mm-ameaca-lavouras-no-rs.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tempestades severas podem levar mais de 180 mm ao Rio Grande do Sul entre quinta e segunda-feira, ameaçando trigo, canola e cevada com encharcamento, granizo, erosão, paralisação da semeadura e perda das janelas de manejo no campo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-severo-e-granizo-chuva-de-180-mm-ameaca-lavouras-no-rs-1784052608043.jpg" data-image="hvsliqkdasc1" alt="granizo, chuva, ameaça" title="granizo, chuva, ameaça"><figcaption>Granizo e chuva intensa ameaçam lavouras de inverno no Rio Grande do Sul</figcaption></figure><p>O Rio Grande do Sul entra em uma sequência de tempestades entre quinta-feira (16) e segunda-feira (20), com risco de chuva volumosa, granizo e vento severo. <strong>Os modelos indicam alta probabilidade de acumulados acima de 180 mm</strong> entre os dias 17 e 22, com pontos próximos de 300 mm em projeções extremas. Campanha, Fronteira Oeste, Missões, Região Central, Região Metropolitana e Planalto podem ser atingidos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O impacto ocorre durante a implantação e o <em>desenvolvimento inicial das culturas de inverno.</em><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Até 9 de julho, <strong>87% da área de trigo prevista no Estado havia sido semeada</strong>; a canola ocupava 353.397 hectares, em desenvolvimento vegetativo, e a cevada estava entre emergência e perfilhamento. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p><strong>Chuva persistente pode paralisar semeadura e adubação</strong> nitrogenada, além de provocar erosão, lixiviação e encharcamento. O solo já vinha com umidade elevada em várias regionais, e a Emater relatou dificuldade recente para entrar com máquinas e executar tratos culturais. </p><h2>Tempestades começam no Oeste na quinta e alcançam todo o Estado no fim de semana </h2><p>A quarta-feira (15) ainda deve ter tempo firme, oferecendo a última janela ampla para operações. Na quinta-feira, uma baixa pressão na Argentina e o Jato de Baixos Níveis transportam calor e umidade para o RS. <strong>As primeiras tempestades devem atingir Uruguaiana, Alegrete, São Borja, Santiago, Santa Maria</strong>, Bagé, Pelotas e Rio Grande. Na sexta-feira (17), a instabilidade avança para Ijuí, Passo Fundo e Porto Alegre. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-severo-e-granizo-chuva-de-180-mm-ameaca-lavouras-no-rs-1784053865592.jpg" data-image="to0ocgndl8n0" alt="anomalia, temperatura" title="anomalia, temperatura"><figcaption>As temperaturas podem ficar até 12°C acima da média em Porto Alegre e grande parte do Rio Grande do Sul, reforçando o ambiente quente e instável antes das tempestades.</figcaption></figure><p>O ar quente intensifica o risco: <strong>na sexta, as anomalias podem alcançar 10°C a 13°C acima da média e as máximas superar 32°C</strong> antes das tempestades. Entre sábado (18) e domingo (19), núcleos severos devem se espalhar pelo Estado, e outra rodada é prevista na segunda-feira. O risco de granizo é maior entre sábado e segunda.</p><h2>Trigo, canola e cevada enfrentam risco de encharcamento e perda de manejo </h2><p>O trigo é a cultura mais exposta. <strong>Em São Borja, 90% dos 18 mil hectares previstos já estavam implantados</strong>, e cerca de 30% das áreas mais precoces entravam em alongamento do colmo. Volumes acima de 50 mm podem fechar a janela para máquinas em solos argilosos; acumulados superiores a 100 mm aumentam o risco de erosão, falhas de drenagem e acamamento em lavouras mais adiantadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-severo-e-granizo-chuva-de-180-mm-ameaca-lavouras-no-rs-1784053918221.jpg" data-image="d8s3qsdqruil" alt="erosão, risco, chuva" title="erosão, risco, chuva"><figcaption>Até a madrugada de segunda-feira, a chuva mais volumosa se concentra sobre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, elevando o risco de encharcamento, erosão e paralisação do manejo nas culturas de inverno.</figcaption></figure><p>Na canola, áreas precoces já iniciam florescimento, fase sensível a vento, granizo e excesso de molhamento. Na cevada, predomina o desenvolvimento vegetativo inicial e o perfilhamento. Os pontos de atenção são: </p><ul> <li><strong>Fronteira Oeste e Campanha:</strong> chuva desde quinta pode interromper semeadura e adubação em cobertura;</li> <li><strong>Missões e Noroeste:</strong> trigo em desenvolvimento e canola precoce ficam expostos a granizo entre sábado e segunda;</li> <li><strong>Planalto e Alto Uruguai:</strong> chuva acima de 100 mm elevaria o risco de encharcamento e doenças foliares;</li> <li><strong>Região Central e Depressão Central:</strong> estradas rurais e baixadas podem perder trafegabilidade rapidamente.</li> </ul><h2>Janela de manejo fecha na quinta e exige planejamento até segunda-feira </h2><p>Nesta terça e quarta-feira, <strong>produtores devem priorizar aplicações indispensáveis</strong>, adubação nitrogenada, limpeza de canais, retirada de máquinas de áreas baixas e conclusão da semeadura apenas onde houver piso adequado. Pulverizações precisam considerar o aumento do vento na quinta-feira. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Talhões com histórico de erosão exigem revisão de terraços e saídas de água antes da primeira chuva. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Silos, galpões, pivôs e estruturas leves também devem ser inspecionados, porque granizo e rajadas podem causar danos mesmo onde o acumulado final for menor. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html" title="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta">Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html" title="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038406396_320.png" alt="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta"></a></article></aside><p>Entre quinta e segunda, a recomendação é suspender operações durante trovoadas, evitar tráfego sobre solo saturado e <strong>acompanhar alertas para granizo e vento.</strong> Rebanhos devem ter acesso a áreas altas e abrigo. A terça-feira (21) pode trazer breve redução da instabilidade, mas novas tempestades podem retornar a partir de quarta-feira (22). </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-severo-e-granizo-chuva-de-180-mm-ameaca-lavouras-no-rs.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois rios atmosféricos atingem a América do Sul simultaneamente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 08:13:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Dois rios atmosféricos intensos vão provocar tempestades severas e volumes extremos de chuva na América do Sul nos próximos dias. Previsões indicam acumulados de até 500 mm no Chile e 300 mm no Rio Grande do Sul, com risco de enchentes, granizo e vendavais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap6f9i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap6f9i.jpg" id="xap6f9i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta semana, <strong>dois rios atmosféricos muito intensos e de origens distintas</strong> irão<strong> transportar umidade pela América do Sul</strong>, impulsionando a formação de tempestades intensas com pancadas de chuva volumosas. Esses sistemas podem ocasionar transbordamentos de rios, alagamentos e deslizamentos de terra.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dos rios atmosféricos está sendo transportado pelo Oceano Pacífico através da circulação associada a um sistema de baixa pressão e suas frentes associadas. O sistema está chegando ao Chile e passando pela Argentina. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Grande parte da chuva será despejada <strong>sobre o próprio Chile</strong> já a partir dessa quarta-feira (15), com os maiores acumulados esperados entre a região de Puerto Montt, ao sul, e Copiapó, ao Norte, passando por cidades como Santiago e Concepción. Ao todo, <strong>os acumulados esperados até o domingo podem ficar entre 400 e 500 mm</strong> - volumes extremos que devem causar grandes transtornos para a população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/2-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente-1784036302655.jpg" data-image="0u8se6tk1qzl" alt="Previsão de acumulados totais até o final do domingo." title="Previsão de acumulados totais até o final do domingo."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final do domingo mostra regiões do Chile que serão mais afetadas pelas chuvas ao longo dos próximos dias, devido à atuação de um Rio Atmosférico.</figcaption></figure><p>Na Argentina, o fenômeno deve causar <strong>chuvas intensas sobre uma faixa da região Patagônica</strong>, mas com intensidade <strong>muito menor</strong> - previsões indicam acumulados que não devem ultrapassar os <strong>60 mm totais </strong>ao longo da semana.</p><h2>Segundo rio atmosférico atinge o Brasil</h2><p>Ao mesmo tempo, já a partir desta quarta-feira (15), <strong>um rio atmosférico se forma a partir do Sul da Amazônia</strong>, transportando umidade ao longo da Bolívia, Paraguai, norte da Argentina, eventualmente <strong>chegando ao Rio Grande do Sul</strong> entre quinta-feira (16) e sexta-feira (17).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/2-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente-1784036343261.jpg" data-image="ps6kz8gjladv" alt="Previsão de rios atmosféricos na sexta-feira durante a tarde." title="Previsão de rios atmosféricos na sexta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de rios atmosféricos na sexta-feira durante a tarde mostra um intenso fluxo de umidade sendo transportado em direção ao Rio Grande do Sul, que pode ocasionar tempestades.</figcaption></figure><p>O sistema está associado a um <strong>Jato de Baixos Níveis</strong> e será capaz de formar <strong>tempestades intensas e significativas</strong> no Rio Grande do Sul a partir desta quinta-feira (16), que continuarão ocorrendo até o domingo (19) e potencialmente ao longo da semana que vem também, causando transtornos para a população.</p><div class="texto-destacado">Previsões indicam possibilidade alta de tempestades severas ao longo do sábado (18) entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com potencial alto para ocorrência de granizo e outros fenômenos severos, como micro explosões e até mesmo tornados.</div><p>Ao longo dos próximos dez dias, previsões indicam <strong>volumes de chuva entre 200 e 300 mm</strong> no Rio Grande do Sul, com tempestades atingindo também Santa Catarina e Paraná. Também há <strong>risco alto</strong><strong> de rajadas fortes de vento </strong>e outros fenômenos severos. Não se descarta a possibilidade de <strong>acumulados ainda maiores</strong> devido à severidade deste episódio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/2-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente-1784036390240.jpg" data-image="mm56xv6zed0d" alt="Previsão de acumulados totais para os próximos dez dias." title="Previsão de acumulados totais para os próximos dez dias."><figcaption>Previsão de acumulados totais para os próximos dez dias mostra possibilidade de volumes superiores aos 200 mm de chuva no Rio Grande do Sul, o que pode causar grandes transtornos.</figcaption></figure><p>Isso trará <strong>transtornos significativos para a população,</strong> como de cortes no fornecimento de energia elétrica; queda de galhos de árvores e tombamento de árvores, assim como de objetos altos; danos em estruturas, telhados e plantações devido ao granizo; transbordamento de rios e alagamentos; deslizamentos de terra em áreas de risco e encostas; assim como descargas elétricas (raios). </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai">Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947379083_320.png" alt="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"></a></article></aside><p>Este Rio Atmosférico associado a um Jato de Baixos Níveis é a <strong>primeira configuração de larga escala que está respondendo ao padrão de El Niño</strong> no Brasil, e não se descarta a possibilidade de que o sistema dê origem a um período de chuvas intensas<strong> similar à tragédia das enchentes de 2024</strong>. Portanto, todo cuidado é pouco nesta segunda quinzena de Julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/dois-rios-atmosfericos-atingem-a-america-do-sul-simultaneamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O escudo térmico do planeta: como floresta antiga sobrevive a secas extremas em comparação com árvores jovens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-escudo-termico-do-planeta-como-floresta-antiga-sobrevive-a-secas-extremas-em-comparacao-com-arvores-jovens.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 23:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As florestas naturais possuem um mecanismo que lhes permite resistir melhor a ondas de calor e secas extremas. Um novo estudo revela por que elas são mais resilientes do que árvores novas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escudo-termico-de-planeta-asi-sobrevive-un-bosque-antiguo-a-las-sequias-extremas-frente-a-los-arboles-nuevos-1784031331931.jpeg" data-image="jbc90sflxbtn"><figcaption>Torna-se cada vez mais evidente que as florestas atuam como uma barreira contra o calor extremo.</figcaption></figure><p>O<strong> plantio de árvores</strong> tornou-se uma das principais estratégias para <strong>combater as mudanças climáticas</strong>. No entanto, nem todas as florestas reagem da mesma maneira a temperaturas extremas.</p><p>Enquanto algumas plantações sofrem rápida deterioração durante ondas de calor, outros tipos — como as <strong>florestas naturais</strong> — parecem possuir um verdadeiro<strong> "escudo térmico" </strong>capaz de<strong> amenizar os efeitos da seca e do calor</strong>.</p><p>Isso é comprovado por uma pesquisa liderada por cientistas da Academia Chinesa de Ciências e publicada na revista <em>Water Resources Research</em>. Ao analisar a onda de calor que afetou a bacia do rio Yangtzé, o estudo demonstrou que <strong>florestas maduras possuem uma resiliência muito superior a esses eventos extremos</strong>.</p><h2>O verão de 2022 colocou as florestas à prova</h2><p>Durante os meses de verão de <strong>2022</strong>, várias áreas do<strong> centro da China</strong> enfrentaram uma combinação excepcional de<strong> altas temperaturas e escassez de chuvas</strong>, representando um dos maiores desafios para qualquer ecossistema florestal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escudo-termico-de-planeta-asi-sobrevive-un-bosque-antiguo-a-las-sequias-extremas-frente-a-los-arboles-nuevos-1784028216440.jpeg" data-image="v5oijc30zz5t"><figcaption>Imagens aéreas com configurações térmicas específicas fornecem uma grande quantidade de informações ambientais.</figcaption></figure><p>Durante esse episódio, os pesquisadores utilizaram imagens de satélite de alta resolução — empregando indicadores como o kNDVI (que mede a atividade da vegetação) e a Produtividade Primária Bruta (GPP, que estima a quantidade de carbono capturada por meio da fotossíntese) — para <strong>monitorar o estado fisiológico de milhões de árvores</strong> em tempo quase real.</p><p>As conclusões do estudo foram claras: as<strong> florestas naturais mantiveram sua capacidade fotossintética por mais tempo</strong>, enquanto as plantações florestais apresentaram um declínio muito mais acentuado.</p><h2>As copas das árvores são a chave</h2><p>Não estamos falando apenas de uma árvore velha ou de uma mais jovem; uma <strong>floresta antiga</strong> funciona, na verdade, como um ecossistema extremamente complexo, no qual cada elemento contribui para proteger o todo. Tudo isso cria um microclima que ajuda a reter a umidade, mesmo durante longos períodos de seca.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Tipos de raices. <a href="https://t.co/291IVXS54i">pic.twitter.com/291IVXS54i</a></p>— Ganadería y Agricultura (@GanaderiayAgro) <a href="https://x.com/GanaderiayAgro/status/2023414578772680865?ref_src=twsrc%5Etfw">February 16, 2026</a></blockquote></figure><p>É preciso também voltar a atenção para as raízes das árvores, pois elas se entrelaçam com vastas redes de fungos micorrízicos, criando uma espécie de infraestrutura natural que distribui água e nutrientes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777580" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html" title=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"> Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html" title=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo-1783463049011_320.jpg" alt=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"></a></article></aside><p>Além disso, o elevado<strong> acúmulo de matéria orgânica no solo </strong><strong>de florestas maduras</strong> atua como uma enorme esponja, capaz de reter água por um período muito mais longo.</p><h3>Por que as plantações se recuperam mais rápido?</h3><p>Embora as plantações sofram um impacto maior durante as ondas de calor, elas recuperam sua atividade fotossintética mais rapidamente assim que esses episódios passam — um fenômeno explicado pelo <strong>tipo de árvore tipicamente utilizado em projetos de reflorestamento</strong>.</p><p>Muitas plantações são compostas por <strong>espécies de crescimento rápido</strong>, selecionadas especificamente para produzir biomassa com agilidade; seu <strong>metabolismo reage prontamente quando a água volta a ficar disponível</strong>, permitindo uma recuperação mais veloz. No entanto, essa rapidez tem um preço: a vulnerabilidade.</p><p><strong> </strong></p><h2>O reflorestamento futuro tem que ser diferente</h2><p>O estudo também transmite uma mensagem importante sobre as <strong>políticas de restauração florestal</strong>.</p><p>Durante muitos anos, a maioria dos programas de reflorestamento privilegiou plantios em larga escala de uma única espécie, devido ao baixo custo e ao rápido crescimento; no entanto, este novo estudo demonstra que tal estratégia pode se mostrar insuficiente diante de um clima cada vez mais extremo.</p><div class="texto-destacado">Pesquisadores defendem a restauração de florestas com maior diversidade de espécies, profundidades de raiz variadas e estruturas mais complexas que imitam o funcionamento de ecossistemas naturais.</div><p>Pois, diante das mudanças climáticas, as <strong>florestas ancestrais</strong> representam não apenas um patrimônio natural, mas também <strong>um dos melhores escudos térmicos que a Terra possui</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Su%2C%20Y.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Higher%20Vulnerability%20But%20Faster%20Recovery%20in%20Planted%20Than%20Natural%20Forests%20During%20the%202022%20Compound%20Drought%E2%80%93Heatwave%20in%20China's%20Yangtze%20River%20Basin" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1029%2F2026WR044482">Su, Y. et al. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2026WR044482" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Higher Vulnerability But Faster Recovery in Planted Than Natural Forests During the 2022 Compound Drought–Heatwave in China's Yangtze River Basin</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-escudo-termico-do-planeta-como-floresta-antiga-sobrevive-a-secas-extremas-em-comparacao-com-arvores-jovens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>