<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 30 May 2026 23:00:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 30 May 2026 23:00:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Canhões anti granizo não funcionam e são um desperdício de dinheiro; entenda o porquê]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 21:24:12 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Canhões anti granizo podem gerar perturbações atmosféricas mensuráveis, mas não há evidências convincentes de que eles reduzam de forma confiável a formação de granizo ou os danos causados pelo fenômeno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque-1780171348179.jpg" data-image="2fbmf80yk9gm" alt="Fotografia de canhão anti granizo SPAG em vinícola gaúcha. Definição melhorada via IA." title="Fotografia de canhão anti granizo SPAG em vinícola gaúcha. Definição melhorada via IA."><figcaption>Não há evidências suficientes e/ou convincentes de que canhões anti granizo reduzem a formação de granizo ou os danos causados pelo fenômeno. (imagem: RBS TV / Reprodução).</figcaption></figure><p>Um <strong>canhão anti granizo</strong> é um dispositivo terrestre inventado a mais de cem anos atrás, que dispara repetidamente <strong>ondas de choque na atmosfera</strong>. Tal dispositivo opera através da ignição de uma mistura de acetileno e oxigênio, que explode e envia ondas de choque em direção à atmosfera, <strong>interrompendo a formação de granizo dentro das tempestades</strong>.</p><p>Existe, no entanto, uma <strong>objeção extremamente simples</strong> a esse dispositivo:</p><ol><li>Tempestades geram naturalmente <strong>trovões</strong>, que são ondas de choque <strong>extremamente poderosas</strong> - muito mais poderosas do que qualquer onda de choque ocasionada por um canhão terrestre.</li><li>Se as ondas de choque atmosféricas impedissem a formação de granizo de forma confiável, seria de se esperar que o próprio trovão suprimisse a formação de granizo com <strong>muito mais eficácia do que um canhão terrestre.</strong> No entanto, isso <strong>não ocorre</strong>, já que grande parte das tempestades com granizo também vem acompanhadas por trovões.</li></ol><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque-1780171441757.jpg" data-image="2qnvvcov6dhq" alt="Ilustração de mercado de canhões anti granizo em 1901. Definição melhorada via IA." title="Ilustração de mercado de canhões anti granizo em 1901. Definição melhorada via IA."><figcaption>Mercado de canhões antigranizo no 3º congresso internacional sobre tiro em granizo em Lyon, 1901, mostra que a tecnologia existe há décadas (imagem por Changnon e Ivens, 1981).</figcaption></figure><p>O artigo poderia terminar por aqui, mas vamos um pouco além, examinando alguns <strong>estudos científicos</strong> a respeito de canhões de granizo e sua eficácia em plantações para evitar a ocorrência de granizo.</p><h2>Artigos a favor do uso de canhões anti granizo</h2><p>Um artigo de Marcin Łoś et al. (2024) mostrou que canhões deste tipo e suas ondas de choque <strong>são capazes de interagir e alterar o estado da atmosfera</strong>, reduzindo a concentração de vapor d’água e material particulado, mostrando que o dispositivo pode ser utilizado para <strong>reduzir a concentração de Smogs</strong> - mas sem encontrar evidências de atuação sobre granizo.</p><div class="texto-destacado">Smog é uma palavra formada pela mistura entre smoke (fumaça) e fog (neblina), e se trata de uma camada de ar turva próxima à superfície, formada por fumaça, partículas em suspensão e gases poluentes e capaz de reduzir a visibilidade, causar problemas respiratórios e irritação nos olhos.</div><p>Outros estudos de Hao Li et al. (2025) mostram que, em <strong>um único caso observado sobre a China</strong>, o canhão foi capaz de ocasionar mudanças em uma nuvem de tempestade, <strong>reduzindo o número de partículas de granizo </strong>na área afetada pela onda de choque.</p><h2>Artigos contra o uso de canhões anti granizo</h2><p>No entanto, o número de casos e estudos favoráveis ao uso de canhões ainda é <strong>estatisticamente muito pequeno,</strong> sendo que a própria <em>Organização Meteorológica Mundial</em> (OMM) emitiu um comunicado mencionando que <strong>faltam provas científicas mais convincentes</strong> sobre canhões de granizo.</p><p>Enquanto isso, outros estudos mostram o oposto: Victor M. Rodríguez-Moreno et al. (2024) analisou <strong>quatro anos de dados</strong> de utilização de canhões sobre o México e <strong>não encontrou nenhuma relação</strong> entre a operação de canhões anti granizo e a dissipação ou atenuação de eventos de chuva intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque-1780171530637.jpg" data-image="089n1wucstoy" alt="Fotografia de foguete Italrazzi de explosão em lançamento. Definição aumentada via IA." title="Fotografia de foguete Italrazzi de explosão em lançamento. Definição aumentada via IA."><figcaption>Foguete Italrazzi de explosão, pronto para lançamento. A tecnologia de explosão de foguetes dentro de nuvens de tempestade também se mostrou ineficiente (imagem por Morgan, 1984)</figcaption></figure><p>Mas antes mesmo disso, um famoso artigo por Wieringa & Holleman (2006) revisou um <strong>grande número de experimentos históricos</strong> conduzidos utilizando força bruta contra a formação de granizo, incluindo canhões de granizo, foguetes explosivos e semeadura de nuvens.</p><div class="texto-destacado">De acordo com os autores, “O uso de canhões ou foguetes explosivos é um desperdício de esforço e dinheiro”. Dos métodos analisados, a semeadura de nuvens foi o que pareceu o mais viável, mas até aquele momento ainda não havia sido comprovado por experimentos randomizados.</div><p>Até mesmo uma série de <strong>processos jurídicos</strong> envolvendo o Governo de Queensland (Estados Unidos) e agricultores do condado de Gayndah que queriam banir o uso dos canhões por estar reduzindo a ocorrência de chuvas na região acabou concluindo que <strong>NÃO há evidências científicas de que os dispositivos sejam efetivos</strong>.</p><h2>Conclusão</h2><p>Há <strong>poucas evidências</strong> de que canhões anti granizo funcionem de fato, de maneira que o dispositivo ainda é <strong>amplamente contestado pela comunidade científica</strong> e pela <em>Organização Meteorológica Mundial</em>. Não há nenhum estudo estatisticamente significativo que comprove que o dispositivo é capaz de reduzir o prejuízo causado pelo granizo em propriedades agrícolas.</p><p>Logo, o investimento em equipamentos desse tipo na tentativa de mitigar a ocorrência de granizo <strong>ainda continua, majoritariamente, injustificado</strong> - ou, como colocado por Wieringa e Holleman, <em>“um desperdício de esforço e dinheiro”</em>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Marcin Łoś et al. “Shock waves generators: From prevention of hail storms to reduction of the smog in urban areas — experimental verification and numerical simulations”. Journal of Computational Science, Volume 77, 2024.</em></p><p><em>Hao Li at al. “Examining the explosion effect of hail suppression operation using phased array radar observation data”. Sci Rep 15, 2025.</em></p><p><em>Wieringa, J., & Holleman, I. “If cannons cannot fight hail, what else?”. Meteorologische Zeitschrift, Volume 15, No. 6, 2006.</em></p><p><em>Rodríguez-Moreno, V.M. et al. “Heavy Rainfall Events in Selected Geographic Regions of Mexico, Associated with Hail Cannons”. Forecasting 2024, 6, 418-433.</em></p><p><em>“WMO Statement on Weather Modification”. Carta aberta da WMO disponível <a href="https://wmo.int/content/wmo-statement-weather-modification" target="_blank">online</a>.</em></p><p><em>"No evidence hail cannons effective". Resumo, ABC Report, disponível <a href="https://www.abc.net.au/news/2009-04-15/no-evidence-hail-cannons-effective/1651230" target="_blank">online.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A enorme explosão do foguete New Glenn da Blue Origin na Flórida, EUA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-enorme-explosao-do-foguete-new-glenn-da-blue-origin-na-florida-eua.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 20:32:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A explosão ocorreu por volta das 21h (horário local). Foi tão poderosa que fez tremer casas em Cabo Canaveral e Cocoa Beach, na Flórida, iluminando o céu com uma intensa cor laranja e criando uma coluna de fumaça visível a quilômetros de distância.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-estallido-del-cohete-new-glenn-de-blue-origin-en-florida-estados-unidos-1780054064763.jpg" data-image="5sekhph4asha"><figcaption>A empresa indicou que ocorreu uma anomalia durante o teste de ignição. Foto: Spaceflight Now.</figcaption></figure><p>Em <strong>28 de maio de 2026</strong>, o <strong>foguete New Glenn</strong> da <em>Blue Origin</em>, a empresa espacial fundada por Jeff Bezos, <strong>explodiu espetacularmente durante um teste de ignição estático </strong>('<em>hotfire test')</em> na plataforma de lançamento LC-36 do Cabo Cañaveral Space Force Station, na Flórida (EUA).</p><p>O <strong>veículo de 98 metros de altura</strong> <strong>pegou fogo brevemente</strong> antes de uma falha em sua base gerar uma enorme bola de fogo que consumiu o primeiro e o segundo estágios do foguete. <strong>Ninguém correu risco imediato</strong>, pois os protocolos de segurança foram seguidos, e as autoridades confirmaram que não houve feridos.</p><h2>Comunicado oficial da Blue Origin</h2><p>A <em>Blue Origin</em> descreveu o incidente como uma<strong> “anomalia” durante o teste de ignição estático</strong>, que era a etapa final antes do quarto voo planejado para junho. Jeff Bezos publicou que foi “um dia muito difícil”, mas que já estavam trabalhando para identificar a causa raiz. “É muito cedo para saber, mas estamos empenhados em descobrir”, disse o fundador.</p><div class="texto-destacado">Após a explosão em New Glenn, em 28 de maio de 2026, foi emitida uma declaração breve e direta. A empresa afirmou que "detectamos uma anomalia durante o teste de ignição estático. Todos os funcionários foram localizados e estão em segurança."<br></div><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">We experienced an anomaly during today's hotfire test. All personnel have been accounted for. We will provide updates as we learn more.</p>— Blue Origin (@blueorigin) <a href="https://x.com/blueorigin/status/2060172114796204539?ref_src=twsrc%5Etfw">May 29, 2026</a></blockquote></figure><p>O comunicado focou em confirmar a <strong>segurança da equipe</strong> e o <strong>compromisso de investigar o incidente</strong>, sem fornecer detalhes técnicos ou prazos de recuperação neste momento.</p><h3>Danos irreversíveis e uma competição acirrada</h3><p>Este evento representa um grande revés para a <em>Blue Origin </em>em seus esforços para competir com a <em>SpaceX</em> de Elon Musk. O foguete New Glenn, movido por sete motores a metano BE-4, é fundamental para o lançamento de satélites da Amazon e missões da NASA no programa Artemis, incluindo o transporte de equipamentos lunares. <strong>A explosão causou danos extensos à plataforma de lançamento, incluindo a queda de uma torre de proteção contra raios de 180 metros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-estallido-del-cohete-new-glenn-de-blue-origin-en-florida-estados-unidos-1780055447008.jpg" data-image="gwsfx836hvmt"><figcaption>Outra perspectiva: o reparo da infraestrutura pode levar meses, afetando o cronograma de lançamento de 2026. Imagem: NFS.</figcaption></figure><p>Especialistas apontam que explosões durante testes são comuns no desenvolvimento de foguetes, especialmente com veículos mais modernos como o New Glenn. No entanto, <strong>este incidente atrasará indefinidamente as operações em Cabo Canaveral e dará início a uma investigação da FAA</strong>.</p><div class="texto-destacado">A Blue Origin já enfrentou outros contratempos com o New Glenn, mas este é o mais visível e destrutivo até agora.</div><p>Algumas<strong> teorias estão circulando online </strong>sugerindo que a intensa competição no setor espacial com a SpaceX de Elon Musk pode ser a culpada por muitos dos fracassos de ambas as empresas. Até o momento, são apenas suposições. "Bilionários brincando de guerra espacial", comentou um usuário no Reddit; esse tipo de "acidente" técnico nos lembra dos riscos inerentes à exploração de novas fronteiras tecnológicas.</p><h3>Um incidente que rapidamente se tornou viral</h3><p>Moradores da região relataram<strong> tremores e uma forte explosão</strong>. Vídeos do incidente estão circulando amplamente nas redes sociais, mostrando a rápida propagação das chamas e a formação de uma nuvem em forma de cogumelo. Apesar do espetáculo,<strong> a ausência de vítimas destaca os rigorosos protocolos de segurança na indústria aeroespacial</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/1O90WZJALYc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=1O90WZJALYc" id="1O90WZJALYc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Em resumo, a explosão em New Glenn representa um momento desafiador, mas não definitivo, para a Blue Origin. A empresa, fundada em 2000, mantém-se comprometida com sua visão de acesso ao espaço. Atualizações sobre a investigação e os planos de recuperação são esperadas nas próximas semanas, à medida que a Flórida se recupera do impacto em sua Costa Espacial.</p><h2>Como esse tipo de falha afeta a atmosfera e os ecossistemas terrestres?</h2><p>Testes de foguetes fracassados, como o do New Glenn, afetam o meio ambiente de diversas maneiras, embora, neste caso específico, os impactos pareçam ser "limitados". Em primeiro lugar, <strong>a explosão gera uma grande quantidade de fumaça, gases de combustão e material particulado</strong>.</p><p>O reator New Glenn utiliza metano líquido (CH4) e oxigênio, um combustível relativamente mais limpo do que combustíveis sólidos ou querosene: produz principalmente vapor de água, CO₂ e algum monóxido de carbono, mas libera menos fuligem e poluentes tóxicos locais. Mesmo assim, <strong>a combustão incompleta durante uma explosão pode emitir poluentes atmosféricos temporários</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Así se vieron los cambios de colores del cielo por la explosión del cohete New Glenn de <a href="https://x.com/blueorigin?ref_src=twsrc%5Etfw">@blueorigin</a> desde pueblo cercano a Cabo Cañaveral en Florida. V Rosa Rivera <a href="https://t.co/x6MhQEj2OK">pic.twitter.com/x6MhQEj2OK</a></p>— Ada Monzón (@adamonzon) <a href="https://x.com/adamonzon/status/2060188602806546625?ref_src=twsrc%5Etfw">May 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Autoridades da Força Espacial e da Blue Origin indicaram que<strong> não havia ameaça imediata de fumaça ou riscos químicos para as comunidades próximas</strong>. Não foram relatados alertas de qualidade do ar severa ou evacuações por poluição após o incidente de 28 de maio de 2026.</p><h3>Outro impacto é a geração de detritos</h3><p><strong>Fragmentos do foguete e da plataforma de lançamento podem cair em áreas próximas ou serem levados para o mar</strong>. As autoridades pediram aos moradores que relatem qualquer dia em que esses fragmentos forem encontrados na costa, pois podem ser perigosos e exigem limpeza especializada para evitar danos à vida selvagem ou contaminação do solo e da água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755596" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-rastrearam-poluicao-por-detritos-de-foguete-da-spacex-na-alta-atmosfera-da-terra.html" title="Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra">Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-rastrearam-poluicao-por-detritos-de-foguete-da-spacex-na-alta-atmosfera-da-terra.html" title="Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-have-tracked-rocket-debris-pollution-in-earth-s-upper-atmosphere-from-a-spacex-rocket-1771761097021_320.jpeg" alt="Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra"></a></article></aside><p>Localmente,<strong> explosões desse tipo podem causar incêndios temporários na vegetação próxima</strong>, danos à infraestrutura da plataforma de lançamento (que então exige reconstrução com mais materiais e energia) e perturbação de habitats na Costa Espacial da Flórida, uma área sensível com espécies protegidas.</p><p>Em geral, falhas em testes estáticos são ligeiramente menos poluentes do que um lançamento orbital malsucedido (que libera mais propelente em alta altitude), mas destacam os riscos ambientais da indústria espacial. A Blue Origin e a FAA estão investigando o incidente, incluindo a avaliação de quaisquer impactos ecológicos adicionais. A indústria está caminhando em direção a combustíveis mais sustentáveis justamente para reduzir esses impactos ambientais.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Will Robinson-Smith, 29 de mayo del 2026. <a href="https://spaceflightnow.com/2026/05/29/blue-origins-new-glenn-rocket-explodes-during-prelaunch-testing-at-cape-canaveral/" target="_blank" rel="nofollow">Blue Origin’s New Glenn rocket explodes during prelaunch testing at Cape Canaveral</a>, Spaceflight Now, Noticias.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-enorme-explosao-do-foguete-new-glenn-da-blue-origin-na-florida-eua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Musgo em pedras de pavimento: como removê-lo imediatamente com um remédio caseiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/musgo-em-pedras-de-pavimento-como-remove-lo-imediatamente-com-um-remedio-caseiro.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 19:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O musgo pode ser encontrado hoje em dia em quase todo o lado: em telhados de pátios, telhados de garagens, entre pedras de pavimento ou como pequenas plantas macias e rasteiras no relvado de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/moos-auf-pflastersteinen-so-entfernen-wir-es-sofort-mit-einem-hausmittel-1779701449165.jpeg" data-image="7gt11tzh26gb"><figcaption>O musgo não só é menos atraente, como também pode tornar-se realmente perigoso em pavimentos de pedra.</figcaption></figure><p>O musgo é particularmente popular entre as crianças pequenas porque a sua textura macia é simplesmente fascinante.</p><h2>O musgo nem sempre é mau</h2><p>Mesmo na floresta, poderia pensar que estaria bem adaptado e daria, certamente, uma contribuição valiosa ao ecossistema. É claro que também ajuda a reter a umidade no seu jardim durante os meses quentes de verão. </p><p>No entanto,<strong> o musgo pode ser um incômodo em alguns locais e representar um risco de escorregamento</strong>. Mesmo uma pequena chuva transforma o crescimento verde numa superfície lisa e escorregadia. Na verdade, o musgo pode ser facilmente removido sem produtos de limpeza especiais, recorrendo a remédios caseiros. </p><h2>Água e bicarbonato de sódio são uma ótima combinação</h2><p>Uma simples <strong>mistura de bicarbonato de sódio e água quente</strong> pode fazer maravilhas. O bicarbonato de sódio pode ser encontrado, geralmente, em farmácias ou supermercados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/moos-auf-pflastersteinen-so-entfernen-wir-es-sofort-mit-einem-hausmittel-1779701512687.jpeg" data-image="hmeh52i1qcfu"><figcaption>A poda regular da relva e a limpeza das pedras podem reduzir significativamente o crescimento de musgo.</figcaption></figure><p>Dependendo da densidade e do tamanho do recipiente, ferva água suficiente. Adicione <strong>duas colheres de sopa de bicarbonato de sódio a 1 litro de água</strong>. Mexa bem a mistura até que o bicarbonato de sódio esteja completamente dissolvido.</p><p>A mistura quente deve então ser aplicada sobre as pedras do pavimento e deixar espalhar-se uniformemente. </p><h2>A mistura começa a fazer efeito durante a noite</h2><p>A mistura de bicarbonato de sódio é mais eficaz se for deixada <strong>atuar durante a noite</strong>. Isto facilita muito a remoção do musgo das pedras na manhã seguinte. Basta uma escova simples.</p><p>Uma boa alternativa será o bicarbonato de sódio e o amido de milho. As proporções da mistura para meio litro de água (0,5) como base seriam:</p><ul><li>3 colheres de sopa de amido de milho</li><li>150 gramas de carbonato de sódio</li></ul><p>Esta mistura deve depois ser <strong>diluída em vários litros de água a ferver</strong>. Também produz o seu melhor efeito se deixada em repouso durante algum tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html" title="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço">5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html" title="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1776999252920_320.jpg" alt="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço"></a></article></aside><p>Por último, mas não menos importante, a <strong>manutenção adequada é a melhor prevenção</strong>. A limpeza regular das pedras de pavimento e a poda da relva ajudam a evitar o crescimento de ervas daninhas. </p><h2>O cuidado e a limpeza dificultam o crescimento de musgo</h2><p>O musgo só cresce quando as condições são realmente ideais. Além disso, é aconselhável <strong>preencher os espaços entre as pedras do pavimento com areia</strong>. Quanto mais areia houver nos espaços, menos musgo poderá crescer.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Focus-Online (2026). <a href="https://www.focus.de/immobilien/wohnen/pflastersteine-ein-hausmittel-entfernt-laestigen-gruenbelag-sofort_369b753b-2978-4e28-abe6-0bf5c870d51b.html">Pflastersteine: Ein Hausmittel entfernt lästigen Grünbelag sofort. Garten-Trick. Wohnen. Immobilien.</a> Nachrichten.</em></p><p><em>Utopia.de (2026). <a href="https://utopia.de/ratgeber/moos-entfernen-so-geht-es-ohne-essig_91542/">Moos entfernen: So geht es ohne Essig. Ratgeber.</a> Wohnen und Energie. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/musgo-em-pedras-de-pavimento-como-remove-lo-imediatamente-com-um-remedio-caseiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IA edita genes do arroz: ferramenta pode acelerar busca por variedades mais resistentes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 18:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma enzima desenhada por inteligência artificial editou genes do arroz com precisão comparável à ferramenta CRISPR-Cas9, abrindo uma frente de pesquisa para desenvolver plantas mais adaptadas a doenças e estresses ambientais em diferentes regiões agrícolas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes-1780149877235.jpg" data-image="yzgaqk8i4h6v" alt="ADN, GMO, arroz" title="ADN, GMO, arroz"><figcaption>Ferramenta genética projetada com inteligência artificial foi testada em arroz e conseguiu realizar alterações precisas no DNA da planta.</figcaption></figure><p><strong>Uma enzima criada com ajuda de inteligência artificial conseguiu realizar alterações precisas no DNA do arroz</strong>, um dos alimentos mais consumidos do planeta. Em testes de laboratório, o sistema OpenCRISPR-1 cortou, substituiu e reescreveu trechos de genes da planta, obtendo resultados comparáveis aos de uma das ferramentas genéticas mais usadas atualmente, a CRISPR-Cas9.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Publicado na revista <em>New Phytologist</em> e destacado pela <em>Nature</em>, o trabalho não apresenta uma nova variedade pronta para chegar ao campo ou ao prato. O avanço está na ferramenta: <strong>ela amplia o conjunto de “tesouras moleculares” que cientistas poderão testar para desenvolver plantas com características úteis</strong>, como resistência a doenças ou melhor adaptação a estresses ambientais.</p><h2>Uma tesoura genética desenhada por computador </h2><p>As ferramentas CRISPR funcionam como mecanismos guiados até um ponto específico do DNA. Em geral, elas derivam de proteínas encontradas em bactérias. <strong>A novidade do OpenCRISPR-1 é que sua sequência foi projetada com inteligência artificial</strong>, a partir de padrões aprendidos em uma enorme diversidade de proteínas naturais. Antes testada em células humanas, a enzima agora foi adaptada para funcionar em células vegetais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes-1780150308917.jpg" data-image="vp9tghhu2vvg" alt="Arroz, DNA, ADN, GMO" title="Arroz, DNA, ADN, GMO"><figcaption>O arroz, base da alimentação em diferentes regiões do mundo, foi usado para validar uma nova alternativa às técnicas convencionais de edição genética.</figcaption></figure><p>Os pesquisadores otimizaram o sistema para o arroz e compararam seu desempenho com a Cas9 convencional. <strong>Em células isoladas da planta, a nova ferramenta produziu alterações em diferentes genes</strong>. Depois, em plantas regeneradas, conseguiu gerar mutações no gene escolhido em 36% das linhas analisadas, resultado estatisticamente semelhante ao sistema tradicional, que alcançou 48% sob as mesmas condições.</p><h2>Do corte do DNA à troca de letras </h2><p>A edição genética pode ir além de desligar um gene. Dependendo da ferramenta acoplada à “tesoura”, <strong>é possível trocar uma única letra do DNA ou inserir uma pequena correção planejada,</strong> sem provocar grandes rupturas no material genético.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> No arroz, os pesquisadores testaram o OpenCRISPR-1 em diferentes modalidades de edição.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na prática, o sistema apresentou três capacidades relevantes:</p><ul> <li><strong>Interromper genes:</strong> removeu um trecho de 573 pares de bases em um alvo do genoma do arroz.</li> <li><strong>Trocar letras do DNA:</strong> realizou edição de adenina e de citosina; nesta última modalidade, superou a Cas9 nos três alvos avaliados.</li> <li><strong>Fazer correções programadas:</strong> executou a chamada <em>prime editing</em>, embora tenha sido menos eficiente que a Cas9 em dois dos três pontos testados.</li> <li><br></li> </ul><p>Os resultados mostram que a ferramenta é versátil, mas não indicam que ela substitua imediatamente a Cas9. <strong>O desempenho variou conforme o gene e o tipo de edição.</strong> </p><h2>O avanço exige novos testes</h2><p>O arroz é uma cultura estratégica para a alimentação mundial e também está presente diariamente na mesa dos brasileiros. <strong>Uma tecnologia capaz de tornar a edição genética mais flexível pode, no futuro, ajudar a acelerar pesquisas</strong> voltadas a doenças, qualidade dos grãos, produtividade ou tolerância à seca e ao calor.</p><div class="texto-destacado"> Esses benefícios, porém, não foram demonstrados neste estudo: o trabalho comprovou o funcionamento da ferramenta.</div><p>Outro ponto importante é que <strong>o OpenCRISPR-1 foi apresentado como uma tecnologia de código aberto</strong>, o que pode facilitar seu uso por diferentes grupos de pesquisa e reduzir barreiras no desenvolvimento de novas aplicações. <strong>Ainda será preciso testá-lo em outras culturas</strong>, avaliar segurança, estabilidade e desempenho em condições reais de cultivo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial">Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial-1778359449956_320.png" alt="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"></a></article></aside><p>A descoberta <strong>não significa que um arroz editado por inteligência artificial chegará imediatamente aos supermercados</strong>, mas indica que a ciência ganhou uma nova opção para buscar soluções agrícolas mais precisas em um mundo pressionado pela demanda por alimentos e pelos extremos climáticos.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://nph.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/nph.71272" target="_blank">AI-designed OpenCRISPR-1 performs robust knockout, base editing, and prime editing in rice</a>. 2 de maio, 2026. Das, P., et. al. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seu próprio kit de remédios na varanda: 3 plantas medicinais para cultivar em vasos no inverno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/seu-proprio-kit-de-remedios-na-varanda-3-plantas-medicinais-para-cultivar-em-vasos-no-inverno.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Como transformar sua varanda ou janela em um armário de remédios caseiro com ervas que aliviam a indigestão, desobstruem as vias respiratórias e ajudam você a relaxar durante os meses mais frios.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987184889.jpg" data-image="3c6b2lk9rqag" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As infusões de inverno não só proporcionam conforto, como também preservam os princípios ativos das plantas, se preparadas corretamente.</figcaption></figure><p>Quando as temperaturas caem, nossos corpos mudam de ritmo e nossas casas se tornam nosso refúgio. É a época em que os resfriados se proliferam, a digestão fica mais pesada por causa de todos os ensopados e sopas, e uma xícara de café cai tão bem.</p><p>Nesta época do ano, a varanda ou a janela da cozinha podem se transformar em um verdadeiro armário de remédios naturais caseiros. Cultivar<strong> plantas medicinais</strong> em vasos durante os meses mais frios é tão simples quanto gratificante; o segredo é respeitar seus ciclos para que prosperem. Aqui estão três aliados infalíveis para cuidar da sua saúde.</p><h2>1. Camomila: a rainha do relaxamento (e o truque do saquinho de chá)</h2><p>A camomila (<em>Matricaria chamomilla</em>) é a<strong> aliada indiscutível para relaxar</strong>: <strong>acalma a ansiedade</strong>, <strong>promove o sono</strong> em noites frias e<strong> alivia o desconforto estomacal</strong>. O que poucas pessoas sabem é que não é preciso ir a um viveiro para encontrar sementes: você pode usar um saquinho de chá comum que já tem em casa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987328464.jpg" data-image="5qfu5zjsnnzt" alt="camomila" title="camomila"><figcaption>As mudas jovens de camomila, semeadas no inverno, devem ser mantidas em local fechado, perto de uma janela com luz solar direta.</figcaption></figure><p>As sementes de camomila são tão microscópicas que os filtros industriais não as capturam, e elas viajam intactas entre o pó da flor seca <strong>dentro do saquinho de chá</strong>. Como o processo de secagem comercial não utiliza calor extremo<strong>, sua capacidade de germinação permanece intacta</strong>.</p><p><strong>Como cultivá-las a partir do saquinho de chá?</strong> Abra o saquinho e espalhe o conteúdo em um vaso com terra previamente umedecida. Não enterre o pó; as sementes precisam de luz solar direta para germinar. Pressione-as levemente com o dedo, cubra o vaso com filme plástico para criar um efeito estufa e coloque-o em uma janela bem iluminada dentro de casa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987409335.jpg" data-image="cg7563nl9686" alt="chá, saquinho, camomila" title="chá, saquinho, camomila"><figcaption>O pó presente nos saquinhos de chá comerciais esconde sementes microscópicas com alta capacidade de germinação.</figcaption></figure><p>Proteger as mudas do frio extremo durante as primeiras semanas é vital para a sua sobrevivência. Em duas semanas, você verá um gramado verdejante surgir.</p><p><strong>Cuidados básicos</strong>: Depois que a muda crescer e se adaptar ao ambiente externo, ela precisa de sol pleno (pelo menos 6 horas de luz solar para fortalecer os caules). A rega deve ser moderada: ela gosta de umidade, mas não tolera solo encharcado. Regue apenas quando a superfície do solo começar a parecer seca.</p><h2>2. Hortelã: O alívio refrescante para as vias respiratórias</h2><p>A hortelã-pimenta (<em>Mentha piperita</em>) é um clássico que nunca falha. No inverno, além de <strong>auxiliar na digestão após uma refeição pesada</strong>, é uma<strong> grande aliada do sistema respiratório</strong>: o vapor de uma infusão de folhas frescas ajuda a dilatar os brônquios e a <strong>desobstruir as vias nasais congestionadas</strong> pelo frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987775695.jpg" data-image="3vp77egq8peu" alt="hortelã" title="hortelã"><figcaption>As folhas frescas de hortelã liberam óleos essenciais como o mentol, fundamental para aliviar a congestão respiratória.</figcaption></figure><p><strong>Como propagá-la no inverno?</strong> O ideal, nesta época do ano, é começar com uma muda de viveiro ou uma estaca colocada num recipiente com água até que desenvolva raízes fortes.</p><p><strong>Cuidados básicos</strong>: Ela aprecia bastante luz solar todos os dias. A rega deve ser abundante e frequente; a hortelã não gosta de ficar com sede, e o solo deve estar sempre úmido (como uma esponja bem torcida).</p><p><strong>Dica de especialista</strong>: Sempre plante-a em um vaso próprio, pois suas raízes são extremamente invasivas e podem sufocar as plantas vizinhas.</p><h2>3. Erva-cidreira: o bálsamo cítrico contra o estresse e a insônia</h2><p>A erva-cidreira (<em>Melissa officinalis</em>) é a planta ideal para completar este kit de primeiros socorros de inverno. Sua infusão atua como um<strong> ansiolítico natural</strong> suave que relaxa o sistema nervoso e <strong>ajuda a promover um sono profundo</strong>. Além disso, possui uma deliciosa fragrância cítrica que acalma a alma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987958303.jpg" data-image="0ej295yec7ge" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O aroma cítrico da erva-cidreira revela suas propriedades sedativas, ideais para combater o estresse diário.</figcaption></figure><p>A erva-cidreira é uma planta perene, o que significa que mantém as folhas verdes durante todo o inverno. Embora o frio desacelere um pouco o seu crescimento, você poderá colher folhas frescas para o seu chá todas as noites de julho sem danificar a planta.</p><p><strong>Como estimular o seu crescimento no inverno?</strong> A maneira mais rápida e eficaz nesta estação é começar com uma muda comprada em um viveiro e transplantá-la diretamente para um vaso de tamanho médio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779988181356.jpg" data-image="fw3veu7yi0rq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Por ser uma planta perene, a erva-cidreira mantém sua folhagem verde e aromática durante todo o inverno.</figcaption></figure><p><strong>Cuidados básicos</strong>: Tolera muito bem a meia-sombra, adaptando-se facilmente a uma cozinha bem iluminada ou a uma varanda abrigada. Regue moderadamente: mantenha o solo úmido, mas não encharcado.</p><p>Embora suporte bem o frio, se houver previsão de geadas fortes durante a noite, é melhor colocá-la junto a uma parede protegida para resguardar suas folhas delicadas do contato direto com o gelo.</p><h2>O "ABC" do kit de remédios naturais: o poder da infusão</h2><p>Para aproveitar ao máximo suas plantas medicinais, lembre-se da regra de ouro da fitoterapia: <strong>nunca ferva folhas e flores tenras</strong>.</p><p>Ao preparar seu chá de camomila, hortelã ou melissa, coloque as folhas frescas (ou o saquinho de chá moído) na xícara, despeje a água pouco antes de ferver e tampe a xícara imediatamente por 5 minutos.</p><p>Esta última etapa é crucial, pois impede que os óleos essenciais medicinais — aqueles que curam e perfumam — se percam com o vapor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/seu-proprio-kit-de-remedios-na-varanda-3-plantas-medicinais-para-cultivar-em-vasos-no-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como será o clima em junho: o inverno poderia começar com El Niño?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Confira a seguir se o El Niño, previsto para se estabelecer nas próximas semanas, irá afetar o clima no Brasil em Junho, o primeiro mês do inverno meteorológico.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-se-consolidar-nas-proximas-semanas-entenda-o-mecanismo-que-pode-acelerar-o-aquecimento.html" target="_blank">El Niño deve se consolidar nas próximas semanas; entenda o mecanismo que pode acelerar o aquecimento </a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780089911212.png" data-image="64t4nzb5ykuq" alt="O modelo ECMWF prevê que o El Niño se estabeleça em junho, com anomalias entre 1°C e 2°C na região de monitoramento do fenômeno. Créditos: ECMWF." title="O modelo ECMWF prevê que o El Niño se estabeleça em junho, com anomalias entre 1°C e 2°C na região de monitoramento do fenômeno. Créditos: ECMWF."><figcaption>O modelo ECMWF prevê anomalias de temperatura da superfície do mar entre 1°C e 2°C no Pacífico Equatorial. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Junho</strong> marca o início do<strong> inverno meteorológico</strong> no Hemisfério Sul. Embora o inverno astronômico comece apenas em 21 de junho, a climatologia considera como inverno o período entre junho e agosto, quando as <strong>temperaturas</strong> passam a <strong>diminuir</strong> de forma mais consistente sobre grande parte do centro-sul da América do Sul.</p><p>Além do <strong>avanço</strong> mais <strong>frequente</strong> de <strong>massas de ar frio</strong>, esta também é a <strong>estação</strong> <strong>seca</strong> em <strong>grande parte do Brasil Central</strong>, incluindo áreas do Centro-Oeste, do Sudeste e do<strong> sul da Amazônia</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Mas será que o padrão típico da estação deve se repetir neste ano? Qual o papel do El Niño no próximo mês? Confira os detalhes.</p><h2>El Niño à vista</h2><p><strong>Junho</strong> começa com um cenário climático interessante. O <strong>Oceano Pacífico</strong> <strong>Equatorial</strong> continua <strong>aquecendo</strong> e a evolução das anomalias recentes juntamente com as previsões climáticas internacionais indicam que o<strong> El Niño deve se estabelecer nas próximas semanas</strong>, com chance de alcançar <strong>intensidade</strong> <strong>forte</strong> ou muito forte <strong>até o fim do inverno</strong>.</p><p>Nos mapas abaixo são mostradas as<strong> previsões de anomalia de temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) do ECMWF para <strong>junho</strong> e o <strong>inverno</strong> (junho-julho-agosto), onde observa-se anomalias de <strong>mais de 2°C</strong> até o fim do inverno no Pacífico equatorial. Embora não possamos nos basear em apenas um modelo para este tipo de previsão, a<strong> previsão de mais da metade dos modelos que compõem o multi-modelo C3S</strong> (ensemble) para a região de monitoramento do El Niño <strong>concorda</strong> com o ECMWF em uma intensidade muito forte (acima de 2°C) que pode ser alcançada entre julho e agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780089994666.png" data-image="ui46971dav4x" alt="Previsão de anomalia de TSM do modelo ECMWF para junho e para o inverno (esquerda) e previsão de anomalia de TSM na região Niño 3.4 pelo ECMWF e ensemble (direita). Créditos: Organizado por Meteored/Fonte: ECMWF/Copernicus." title="Previsão de anomalia de TSM do modelo ECMWF para junho e para o inverno (esquerda) e previsão de anomalia de TSM na região Niño 3.4 pelo ECMWF e ensemble (direita). Créditos: Organizado por Meteored/Fonte: ECMWF/Copernicus."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM do modelo ECMWF para junho e para o inverno (esquerda) e previsão de anomalia de TSM na região Niño 3.4 pelo ECMWF e ensemble (direita). Créditos: Organizado por Meteored/Fonte: ECMWF/Copernicus.</figcaption></figure><p>Os <strong>efeitos clássicos </strong>do fenômeno sobre o clima do Brasil (chuvas acima da média no Sul, abaixo da média no Norte e Nordeste e temperaturas acima da média no Sudeste) são <strong>mais pronunciados</strong> na <strong>primavera</strong> e no <strong>verão</strong>, embora este ano, com uma formação ‘antecipada’, o <strong>inverno</strong> já <strong>poderá</strong> <strong>ser afetado</strong>. </p><p>Porém, <strong>isso ainda não deve ocorrer em junho</strong>, uma vez que a atmosfera leva tempo para ‘responder’ ao aquecimento anômalo oceano e reorganizar os padrões de circulação, chuva e temperatura. Isso significa que <strong>outros fatores</strong> <strong>atmosféricos</strong> devem desempenhar papel importante ao longo deste mês, como os sistemas de mais alta frequência.</p><h2>Previsão de anomalia de temperatura e chuva</h2><p>O modelo <strong>ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, <strong>prevê</strong> <strong>chuvas acima da média</strong> em uma faixa que abrange parte da região<strong> Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte</strong>, enquanto o<strong> litoral </strong>do <strong>Nordeste</strong> e<strong> faixa norte</strong> do país devem ter chuvas <strong>abaixo</strong> da média. </p><p>Já para <strong>temperatura</strong>, o<strong> centro-norte</strong> do país deve ter temperaturas <strong>acima da média</strong>, enquanto no Sul não há um sinal claro de tendência, com a mesma probabilidade de ficar na média, acima da média ou abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780090015695.png" data-image="qo0bg8yysfkk" alt="Previsão de anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura (°C, à direita), segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura (°C, à direita), segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura (°C, à direita), segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Com a <strong>ausência</strong> de um <strong>padrão de grande </strong>escala (como o El Niño) para modular o clima e de acordo com os <strong>padrões espaciais</strong> previstos, tanto na escala <strong>mensal</strong> quanto <strong>semanal</strong>, a influência mais importante deve vir dos sistemas transientes de latitude média, como <strong>frentes frias</strong>, <strong>cavados</strong> e <strong>ciclones</strong> <strong>extratropic</strong><strong>ais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780090028577.png" data-image="3ujxxrgcgjrm" alt="Previsão de anomalia semanal de precipitação (mm, linha superior) e temperatura (°C, linha inferior), segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de precipitação (mm, linha superior) e temperatura (°C, linha inferior), segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de precipitação (mm, linha superior) e temperatura (°C, linha inferior), segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>primeira semana</strong> de <strong>junho</strong> tende a ser <strong>seca</strong> e de temperaturas acima da média em grande parte do país. A partir da <strong>segunda</strong> <strong>semana</strong>, porém, os modelos apontam <strong>aumento da frequência de sistemas frontais </strong>e <strong>chuva</strong> sobre o centro-sul do Brasil, enquanto <strong>temperaturas</strong> entre a <strong>média e abaixo da média</strong> no Sul, Sudeste e Centro-Oeste sugerem a entrada de <strong>massas de ar frio </strong>associadas às frentes.</p><p>Em algumas <strong>regiões</strong>, especialmente aquelas que já estão entrando na <strong>estação seca,</strong> <strong>poucos eventos</strong> de precipitação são <strong>suficientes</strong> para gerar <strong>anomalias positivas</strong> em relação à climatologia, enquanto temperaturas dentro da média (áreas brancas no mapa) nesta época no Centro-Sul são interpretadas como temperaturas mais frias/amenas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como as mudanças climáticas afetarão a Copa do Mundo FIFA de 2026?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo da FIFA começa em poucos dias. Pausas para hidratação são obrigatórias em cada tempo, mas especialistas alertam que o jogo pode sofrer mais interrupções devido às condições climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-will-climate-change-affect-the-fifa-world-cup-1779806921106.jpg" data-image="n2e2lpd9tqau" alt="Copa do Mundo, 2026, FIFA" title="Copa do Mundo, 2026, FIFA"><figcaption>Especialistas alertam que a Copa do Mundo da FIFA, que será realizada na América do Norte no próximo mês, poderá causar mais transtornos relacionados ao calor.</figcaption></figure><p>A febre do futebol está prestes a começar com a <strong>Copa do Mundo da FIFA</strong>, que tem início marcado para 11 de junho. O torneio, aguardado mundialmente, contará com a<strong> participação de 48 países </strong>na disputa pelo troféu, com partidas sendo realizadas em três países: Estados Unidos, Canadá e México.</p><p>A competição retorna aos Estados Unidos após três décadas, mas as condições não serão as mesmas, devido às <strong>mudanças climáticas</strong>.</p><h2>Quando jogar é perigoso?</h2><p>O torneio contará com <strong>partidas em 16 cidades distribuídas por uma ampla área geográfica</strong>, onde os jogadores enfrentarão diferentes condições climáticas. É provável que as partidas programadas para cidades na costa do Pacífico dos EUA ou no Canadá tenham temperaturas amenas. No entanto, aquelas <strong>no interior dos EUA ou no México podem registrar temperaturas acima de 30 graus Celsius</strong>, podendo ser ainda mais altas se o jogo for disputado durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730771" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sedes-da-copa-do-mundo-de-2026-correm-risco-de-calor-extremo-e-inundacoes-alertam-novos-relatorios.html" title="Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios">Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sedes-da-copa-do-mundo-de-2026-correm-risco-de-calor-extremo-e-inundacoes-alertam-novos-relatorios.html" title="Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sedes-del-mundial-2026-de-futbol-en-riesgo-por-calor-extremo-e-inundaciones-advierte-un-nuevo-informe-1758279406294_320.jpg" alt="Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios"></a></article></aside><p>A <strong>umidade pode agravar a situação nessas áreas</strong>, com temperaturas mais altas elevando o índice de temperatura de bulbo úmido (WBGT). O WBGT é um índice composto que combina umidade, calor radiante e movimento do ar, fatores que afetam a capacidade do corpo de regular sua temperatura interna por meio da transpiração e da troca de calor.</p><p>De acordo com a FIFPRO, o sindicato global dos jogadores, o<strong> estresse térmico</strong> representa um risco real quando as temperaturas de WBGT atingem 26 graus Celsius, e a entidade recomenda a inclusão de pausas para resfriamento durante as partidas. <strong>Quando as temperaturas de WBGT chegam a 28 graus Celsius, as condições são consideradas inseguras para o jogo, e a partida é adiada</strong>.</p><h2>Locais em risco, pessoas em risco</h2><p>Quando a última Copa do Mundo foi realizada nos EUA em 1994, o risco de calor era uma preocupação. No entanto, com as mudanças climáticas causadas pelo homem, que levam a eventos de calor extremo mais frequentes,<strong> a probabilidade de interrupções nas partidas aumentou significativamente</strong>.</p><p>De acordo com pesquisadores, o número de jogos em que se espera que a temperatura atinja 26 graus (WBGT) subiu de 21,3 em 1994 para 25,6. A probabilidade de atingir a marca de 28 graus aumentou para 0,7, sendo o MetLife Stadium (Nova York), o Lincoln Center (Filadélfia), o Arrowhead Stadium (Kansas City) e o Hard Rock Stadium (Miami) os estádios mais expostos ao calor extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adeus-ao-clima-fifa-estabelece-pausas-obrigatorias-para-hidratacao-em-todos-os-jogos-da-copa-do-mundo.html" title="Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo">Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adeus-ao-clima-fifa-estabelece-pausas-obrigatorias-para-hidratacao-em-todos-os-jogos-da-copa-do-mundo.html" title="Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adios-al-criterio-climatico-la-fifa-establece-pausas-obligatorias-de-refresco-en-todos-los-encuentros-del-mundial-1765300432967_320.jpg" alt="Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo"></a></article></aside><p>As Copas do Mundo costumam ser disputadas no Hemisfério Norte durante os meses de verão. No entanto, as <strong>grandes variações climáticas durante o evento</strong> deste ano<strong> podem dificultar bastante a adaptação dos jogadores</strong>.</p><p>Embora os estádios com ar-condicionado possam reduzir a exposição ao calor durante as partidas, as <strong>condições continuam perigosas para os espectadores</strong>, para os encontros ao ar livre e para as comemorações associadas ao torneio. Com os modelos climáticos indicando que as temperaturas continuarão subindo, a realização desses torneios no hemisfério norte durante o verão se tornará difícil.</p><p>As mudanças climáticas não afetam apenas onde podemos viver e o que podemos comer, mas também o que consideramos normal até agora. <strong>É preciso agir agora contra elas</strong>, se não quisermos que o nosso mundo mude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vulcão de 1,9 bilhão de anos na Amazônia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta no sul do Pará revela vestígios do vulcão mais antigo conhecido do planeta e ajuda cientistas a compreenderem a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085286351.jpg" data-image="d0k95h241hau" alt="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>Abrigado sob a <strong>floresta amazônica, no sul do Pará</strong>, um <strong>gigante silencioso desafia a história geológica da Terra</strong>. Pesquisadores identificaram na região de Uatumã o vulcão mais antigo conhecido do planeta, com cerca de <strong>1,9 bilhão de anos.</strong> A descoberta colocou a Amazônia no centro de estudos internacionais sobre a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><p>Com aproximadamente 22 quilômetros de diâmetro, <strong>o antigo vulcão chegou a possuir um cone de cerca de 400 metros de altura.</strong> Segundo os pesquisadores, sua atividade vulcânica teria durado aproximadamente 300 milhões de anos. Atualmente, a vegetação cobre grande parte da estrutura, mas as rochas preservam marcas importantes das antigas erupções.</p><p>Batizado de Amazonas, o vulcão começou a despertar interesse científico no início dos anos 2000. Desde então, análises detalhadas de rochas, minerais e estruturas subterrâneas reforçaram a hipótese de que <strong>o complexo vulcânico surgiu em um período extremamente remoto</strong>, muito antes do surgimento de diversas formações montanhosas conhecidas atualmente.</p><h2><strong>Pesquisas revelam atividade vulcânica intensa na Amazônia</strong></h2><p>Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Unicamp ajudou a determinar o período de atividade do vulcão. A pesquisa foi publicada na revista científica <em>Journal of South American Earth Sciences</em> e apontou que as<strong> rochas vulcânicas da região possuem cerca de 1,8 bilhão de anos.</strong></p><div class="texto-destacado">De acordo com o professor e geólogo da UFC Felipe Holanda, as formações estão associadas a antigas caldeiras vulcânicas, estruturas circulares rebaixadas por onde lava e gases eram expelidos durante as erupções. Ele compara o fenômeno às caldeiras existentes no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.</div><p>Mesmo após bilhões de anos de erosão, mudanças climáticas e transformações naturais da paisagem, <strong>o vulcão ainda preserva rochas do antigo sistema magmático.</strong> Estudos apontam que condutos de lava, depósitos minerais e estruturas profundas permaneceram intactos o suficiente para permitir análises detalhadas sobre a origem da formação.</p><h2><strong>Rochas preservam pistas sobre a Terra primitiva</strong></h2><p>Os pesquisadores também encontraram <strong>evidências de cristalização profunda nas rochas extraídas da área.</strong> As amostras indicam que o magma circulou por fissuras da crosta terrestre em um período em que o planeta ainda consolidava seus primeiros blocos continentais estáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085362621.jpg" data-image="16yq8afl4czp" alt="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>A ausência de crateras e cones vulcânicos visíveis ocorre devido ao desgaste provocado por processos erosivos e ciclos climáticos que atuaram durante bilhões de anos. Segundo o pesquisador André Ueno Kunifoshita, da UFC e um dos autores do estudo, os cientistas trabalham com pistas preservadas nas rochas para reconstruir os eventos geológicos do passado.</p><p>Modelagens feitas com sensoriamento remoto mostram ainda que <strong>o sistema vulcânico pode ocupar uma área muito maior do que a já identificada.</strong> Grande parte da estrutura permanece soterrada sob camadas sedimentares acumuladas ao longo do tempo.</p><h2><strong>Descoberta ajuda a explicar a formação da Amazônia</strong></h2><p>Os estudos indicam que o vulcão influenciou diretamente a formação do relevo amazônico. Parte das bases rochosas que sustentam atualmente a floresta teria origem nesse antigo sistema magmático, considerado fundamental para compreender a evolução geológica da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda">Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas-1775421898137_320.jpg" alt="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"></a></article></aside><p>Além do impacto geológico,<strong> os minerais encontrados ajudam cientistas a investigar a composição química da Terra primitiva</strong>. Elementos preservados nas rochas fornecem pistas sobre a atmosfera antiga, o comportamento térmico do planeta e o processo de consolidação dos continentes.</p><p>Para os pesquisadores, o vulcão Amazonas funciona como um verdadeiro arquivo geológico natural. “Hoje sabemos que não há vulcões ativos no Brasil, mas o Norte do país já foi uma região marcada por intensa atividade vulcânica”, afirma o professor Felipe Holanda.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Gazeta do Povo. <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/vulcao-brasileiro-reconhecido-como-o-mais-antigo-do-mundo/" target="_blank">O vulcão brasileiro que é reconhecido como o mais antigo do mundo</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem que fungos poderiam transformar o solo tóxico de Marte em terras férteis]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-que-fungos-poderiam-transformar-o-solo-toxico-de-marte-em-terras-ferteis.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 22:56:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um grupo internacional de cientistas propõe o uso de fungos benéficos para transformar o solo tóxico de Marte e da Lua em terra adequada para a produção de alimentos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-descubren-que-los-hongos-podrian-convertir-el-suelo-toxico-de-marte-en-huertos-fertiles-1780017263366.jpg" data-image="aohr095h5o9a" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Certos fungos poderiam transformar parcialmente o regolito marciano e lunar em um ambiente biologicamente mais favorável.</figcaption></figure><p>A cena parece saída diretamente de um filme de ficção científica: astronautas se estabelecem em <strong>Marte</strong>, cultivando vegetais em enormes estufas pressurizadas enquanto uma colônia humana começa a se desenvolver longe da Terra. Embora isso ainda esteja a décadas de distância, a ciência já está trabalhando em um dos maiores desafios de qualquer assentamento extraterrestre:<strong> como produzir alimentos em um planeta onde o solo fértil é inexistente</strong>.</p><p>Uma equipe internacional de pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil apresentou uma <strong>proposta </strong>que pode aproximar esse objetivo. De acordo com um estudo publicado na revista<em> Frontiers in Astronomy and Space Sciences</em>,<strong> certos tipos de fungos "benéficos" poderiam transformar o regolito lunar e marciano </strong>— a poeira e as rochas que cobrem a superfície de ambos os corpos —<strong> em um substrato adequado para o cultivo de plantas</strong>.</p><h2>O problema do “solo” em Marte</h2><p>Diferentemente da Terra,<strong> Marte e a Lua não possuem solo rico em nutrientes nem microrganismos capazes de sustentar a vida vegetal</strong>. O regolito presente em ambos os ambientes é extremamente pobre em elementos essenciais para o crescimento das culturas, especialmente nitrogênio, fósforo e potássio.</p><div class="texto-destacado">Além disso, as condições são severas. As plantas precisam se desenvolver sob altos níveis de estresse abiótico, ou seja, condições físicas e químicas adversas que não envolvem organismos vivos: temperaturas extremas, falta de água, radiação e ausência de nutrientes.</div><p>Diante desse cenário, os cientistas acreditam que <strong>alguns fungos podem se tornar aliados fundamentais</strong>.</p><h2>Fungos que ajudariam a alimentar astronautas</h2><p>A pesquisa concentra-se em uma categoria conhecida como “fungos benéficos”, <strong>organismos capazes de melhorar a absorção de nutrientes e promover o crescimento das plantas mesmo em ambientes extremos</strong>.</p><p>Entre eles estão os chamados<strong> fungos micorrízicos arbusculares (FMA)</strong>, utilizados em botânica desde o século XIX. Esses organismos funcionam como <strong>uma extensão microscópica do sistema radicular da planta</strong>, <strong>ajudando-a a capturar água e nutrientes </strong>com muito mais eficiência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-descubren-que-los-hongos-podrian-convertir-el-suelo-toxico-de-marte-en-huertos-fertiles-1780017323069.jpg" data-image="vc6zx9lj3rjp" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Organismos minúsculos, invisíveis a olho nu, podem se tornar essenciais para a sobrevivência das futuras gerações de astronautas.</figcaption></figure><p>Os pesquisadores explicam que, <strong>na prática, esses fungos poderiam transformar parcialmente o regolito marciano e lunar em um ambiente biologicamente mais hospitaleiro</strong>. Eles também mencionam espécies do gênero <em>Trichoderma</em>, conhecidas por sua capacidade de aliviar o estresse ambiental e melhorar as propriedades físicas do solo.</p><p>“O uso de fungos promotores do crescimento vegetal em sistemas agrícolas baseados em regolito lunar ou marciano representaria uma melhoria estratégica para a produção de alimentos no espaço e para o estabelecimento de assentamentos humanos além da Terra”, observa o estudo.</p><h2>Viver “da terra” fora da Terra</h2><p>A ideia faz parte de um conceito conhecido como<strong> ISRU (<em>In Situ Resource Utilization</em>)</strong>, uma estratégia que busca <strong>aproveitar os recursos disponíveis em outros mundos em vez de transportar tudo da Terra</strong>.</p><div class="texto-destacado">Em termos simples, trata-se de "viver da terra", mesmo que essa terra seja marciana.</div><p><strong>A lógica é convincente</strong>: enviar toneladas de solo fértil, fertilizantes e alimentos do nosso planeta seria extremamente caro e complexo. Se os futuros astronautas pudessem cultivar seus próprios alimentos usando materiais disponíveis em Marte ou na Lua, as missões espaciais seriam muito mais viáveis do ponto de vista econômico e logístico.</p><p>A <strong>NASA já está considerando essa abordagem em seu programa "<em>Moon to Mars Architecture</em>"</strong>, voltado para futuras missões tripuladas de longa duração.</p><h2>Uma jornada que apenas começou</h2><p>Os próprios pesquisadores reconhecem que<strong> ainda existem lacunas significativas no conhecimento</strong>. A maioria dos testes foi realizada usando simuladores de regolito, e não material real de Marte ou da Lua.</p><p>Mesmo assim, <strong>avanços recentes alimentam o otimismo</strong>. Em outro experimento recente, cientistas conseguiram produzir 27 gramas de lentilha-d'água usando apenas um grama de cianobactérias combinadas com um simulador de solo marciano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inusitado-nasa-vai-instalar-um-posto-de-gasolina-em-orbita-ao-redor-da-terra.html" title="Inusitado: NASA vai instalar um 'posto de gasolina' em órbita ao redor da Terra!">Inusitado: NASA vai instalar um "posto de gasolina" em órbita ao redor da Terra!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inusitado-nasa-vai-instalar-um-posto-de-gasolina-em-orbita-ao-redor-da-terra.html" title="Inusitado: NASA vai instalar um 'posto de gasolina' em órbita ao redor da Terra!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/insolite-la-nasa-va-installer-une-station-service-en-orbite-autour-de-la-terre-1779529279847_320.jpg" alt="Inusitado: NASA vai instalar um 'posto de gasolina' em órbita ao redor da Terra!"></a></article></aside><p><strong>Pode parecer um resultado modesto, mas, no contexto da exploração espacial, representa um sinal promissor</strong>: a possibilidade de criar ecossistemas agrícolas autossuficientes além da Terra deixou de ser apenas ficção científica.</p><p>Enquanto as agências espaciais se preparam para o retorno de humanos à Lua e sonham com as primeiras bases em Marte, minúsculos organismos invisíveis a olho nu podem se tornar essenciais para a sobrevivência das futuras gerações de astronautas.</p><h3><strong><em>Referência da notícia</em> </strong></h3><p><em><a href="https://www.frontiersin.org/journals/astronomy-and-space-sciences/articles/10.3389/fspas.2026.1784533/full" target="_blank">Selection of beneficial fungi for plants with the potential to metabolize lunar and Martian regolith</a>. 16 de abril, 2026. Oliveira, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-que-fungos-poderiam-transformar-o-solo-toxico-de-marte-em-terras-ferteis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança e frio ganha novo reforço já nesta primeira semana de junho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 21:27:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de Junho será marcada pelo avanço de uma frente fria que causará chuvas fracas e o avanço de uma massa de ar frio que voltará a fortalecer o frio sobre quatro regiões do Brasil - Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho.html" target="_blank">Frente fria mudará o tempo em SP e RJ</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088123780.jpg" data-image="ym7fj9u9sc3b" alt="Imagem de cidade sob céu frio e nublado. Imagem gerada por inteligência artificial.." title="Imagem de cidade sob céu frio e nublado. Imagem gerada por inteligência artificial.."><figcaption>Início de Junho será marcada por uma frente fria que causará nebulosidade intensa, chuvas fracas e uma massa de ar polar que fortalecerá o frio sobre quatro regiões do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo dos <strong>primeiros dias de Junho</strong>, uma <strong>frente fria </strong>originada de um ciclone que se formou muito ao sul da América do Sul avançará em direção norte sobre o Oceano Atlântico. Embora essa frente avance numa região mais oceânica, ela ainda será capaz de formar<strong> nebulosidade intensa e chuvas fracas</strong> no extremo leste e nas regiões litorâneas do Sul e do Sudeste do Brasil.</p><div class="texto-destacado">O sistema NÃO será capaz de formar tempestades fortes sobre o país, mas ajudará a transportar umidade especialmente para a região Sudeste, formando nebulosidade intensa e chuvas intermitentes sobre toda a região litorânea e o leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.</div><p>A imagem abaixo ilustra o <strong>avanço do sistema</strong>, que atua predominantemente sobre o oceano na segunda-feira (1) e, ao longo da terça-feira (2), consegue ocasionar <strong>chuvas fracas</strong> especialmente sobre o <strong>litoral</strong> da região Sudeste. Chuvas fracas também podem ser registradas no litoral da região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088208207.jpg" data-image="d7mfq5sq2w2s" alt="Previsão de nebulosidade, pressão, ventos e chuva na segunda-feira (esquerda) e terça-feira (direita)." title="Previsão de nebulosidade, pressão, ventos e chuva na segunda-feira (esquerda) e terça-feira (direita)."><figcaption>Previsão de nebulosidade, pressão, ventos e chuva na segunda-feira (esquerda) e terça-feira (direita) mostra a atuação da frente fria, que será capaz de causar chuvas fracas.</figcaption></figure><p>O maior destaque do sistema, no entanto, será uma <strong>massa de ar frio</strong> que a frente impulsionará em direção ao país, fazendo o frio sobre o centro-sul do Brasil ganhar um novo reforço na semana que vem.</p><h2>Nova massa de ar frio avança na primeira semana de Junho</h2><p>Na terça-feira (2), essa massa de ar frio já estará atuando sobre todo o <strong>leste da região Sul e Sudeste. </strong>Ao longo dos dias seguintes, ela se movimentará em direção norte, deixando de atuar sobre o Rio Grande do Sul mas <strong>ganhando abrangência</strong> sobre Santa Catarina e Paraná.</p><p>Até a quarta-feira (4), o sistema terá ganhado abrangência também sobre todos os estados da <strong>região Sudeste </strong>(SP, RJ, MG e ES) e também avançará sobre o <strong>Mato Grosso do Sul,</strong> parte de <strong>Goiás</strong> e parte da <strong>Bahia</strong>, fazendo com que as temperaturas fiquem mais amenas nestes estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088300227.jpg" data-image="c0h2l6x3aohs" alt="Previsão de anomalia de temperaturas em 850 hPa na terça (esquerda) e quinta-feira (direita)." title="Previsão de anomalia de temperaturas em 850 hPa na terça (esquerda) e quinta-feira (direita)."><figcaption>Previsão de anomalia de temperaturas em 850 hPa na terça (esquerda) e quinta-feira (direita) ilustra o avanço da massa de ar frio nos próximos dias, atingindo estados de quatro regiões.</figcaption></figure><p>Essa movimentação, assim como a área de abrangência da massa de ar frio, pode ser observada na imagem acima. Embora sua intensidade não seja extrema, <strong>o frio será capaz de atingir estados de quatro regiões</strong> - Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste já no início de Junho.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Sobre a região Sul, o pico deste frio se dará na <strong>terça-feira (2)</strong>, quando grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina registrarão <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong> durante a madrugada e a manhã, com ocorrência de<strong> geadas</strong> especialmente nas regiões serranas.</p><p>No Sudeste e nos estados do Centro-Oeste e Nordeste que serão afetados pelo frio, a massa atuará com mais intensidade na <strong>quarta-feira (4)</strong>, quando boa parte do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e extremo sul do Rio de Janeiro podem registrar te<strong>mperaturas abaixo dos 10°C</strong>, com possibilidade de <strong>geadas pontuais.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088342482.jpg" data-image="bj82i85km65w" alt="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira (esquerda) e na quarta-feira (direita)." title="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira (esquerda) e na quarta-feira (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira (esquerda) e na quarta-feira (direita) ilustra os momentos de maior intensidade do frio no Sul e no Sudeste ao longo da próxima semana.</figcaption></figure><p>A estação de outono termina oficialmente no dia <strong>21 de Junho,</strong> daqui a cerca de três semanas. Neste mesmo dia, <strong>começa oficialmente o inverno de 2026</strong>. Até o momento, as previsões têm indicado que o frio deve se manter significativo ao longo de todo este período que compreende o final do outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientista argentino cria robô com IA que detecta pragas: por que isso é a chave para o futuro da agricultura]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cientista-argentino-cria-robo-com-ia-que-detecta-pragas-por-que-isso-e-a-chave-para-o-futuro-da-agricultura.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 20:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O desenvolvimento do robô de IA por um pesquisador do CONICET permite a detecção de doenças em árvores em menos de 10 segundos e a aplicação precisa de pesticidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-cientifico-argentino-creo-un-robot-con-ia-que-detecta-plagas-por-que-es-clave-para-el-futuro-del-agro-1778644786778.jpg" data-image="bmeoux4gfii1" alt="robô, IA, agricultura" title="robô, IA, agricultura"><figcaption>Uma imagem de como a IA detecta doenças em uma árvore. Foto: Cortesia do CONICET.</figcaption></figure><p>A <strong>inteligência artificial (IA)</strong> já começou a transformar a agricultura, mas um desenvolvimento argentino acaba de levar essa transformação um passo adiante. Um cientista do <strong><a href="https://www.conicet.gov.ar/" target="_blank">CONICET </a></strong>(<em>Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica da Argentina</em>) projetou um <strong>robô capaz de detectar doenças em culturas arbóreas</strong>, <strong>identificar o nível de infestação </strong>e <strong>aplicar pesticidas somente onde necessário</strong>, com uma <strong>precisão de quase 90%</strong>.</p><p>O projeto foi desenvolvido por Pedro Bocca, pesquisador do Instituto de Automação de San Juan (INAUT-CONICET), e <strong>visa solucionar um dos maiores problemas da produção agrícola global</strong>. Segundo dados da FAO, cerca de 40% da produção mundial é perdida anualmente devido a pragas e doenças que afetam as plantações.</p><p><strong> </strong></p><p>Após seis anos de trabalho, Bocca conseguiu criar um sistema que automatiza o monitoramento da saúde das plantas em tempo real e a fumigação inteligente. O <strong>objetivo </strong>não é apenas <strong>aumentar a produtividade</strong>, mas também <strong>reduzir o uso de pesticidas</strong>, <strong>diminuir custos </strong>e <strong>minimizar o impacto ambiental</strong> <strong>das aplicações</strong>.</p><h2>Como funciona o robô com IA desenvolvido na Argentina</h2><p><strong>O robô combina câmeras, redes neurais e braços robóticos </strong>para analisar as folhas diretamente no campo e detectar doenças em questão de segundos. Ao contrário dos sistemas tradicionais, que normalmente pulverizam em massa assim que um problema de saúde aparece,<strong> este desenvolvimento identifica exatamente quais árvores estão afetadas e a quantidade de produto necessária</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-cientifico-argentino-creo-un-robot-con-ia-que-detecta-plagas-por-que-es-clave-para-el-futuro-del-agro-1778645891486.jpg" data-image="06sp8qbo5cf7" alt="robô, IA, agricultura" title="robô, IA, agricultura"><figcaption>O robô combina câmeras, redes neurais e braços robóticos para analisar as folhas diretamente no campo e detectar doenças em questão de segundos.</figcaption></figure><p><strong>Um dos maiores desafios técnicos foi adaptar a IA para funcionar em condições reais, e não apenas em laboratório</strong>. Até então, muitos sistemas de detecção dependiam de imagens perfeitas capturadas sob iluminação controlada, o que é muito diferente do que acontece em um ambiente de produção, onde sombras, variações de luz e erros visuais entram em jogo.</p><div class="texto-destacado">Para treinar o sistema, Bocca construiu seu próprio banco de dados com cerca de quatro mil imagens de folhas de oliveira tiradas manualmente no campo. Isso permitiu que a IA aprendesse a distinguir entre folhas saudáveis, folhas doentes e amostras não classificáveis.</div><p>O robô incorpora uma <strong>câmera frontal que analisa as folhas</strong> e um <strong>braço robótico traseiro que aplica o pesticida</strong> com precisão, de acordo com o nível de infestação detectado. Isso permite aumentar ou diminuir a dosagem dependendo da área afetada da árvore, evitando pulverizações desnecessárias em larga escala e reduzindo significativamente o uso de produtos químicos.</p><p>"Uma dose forte pode ser controlada nas partes superior, média ou inferior da árvore", explicou Bocca. Segundo o pesquisador, <strong>o sistema economiza dinheiro, reduz a poluição ambiental e minimiza os riscos para os operadores</strong>.</p><h2>O que diferencia este robô dos pulverizadores inteligentes já existentes no mercado?</h2><p>O fato mais importante para quem acompanha de perto a evolução tecnológica da agricultura é que esse tipo de ferramenta não surgiu do nada<strong>. Hoje, já existem pulverizadores com IA</strong>, capazes de aplicar herbicidas seletivamente em ervas daninhas.</p><p>Empresas multinacionais desenvolveram <strong>plataformas que utilizam câmeras e visão computacional</strong> para detectar a vegetação e pulverizar apenas onde as ervas daninhas aparecem. Esses sistemas funcionam com a lógica conhecida como "verde sobre marrom" ou "verde sobre verde", ou seja, identificam ervas daninhas em solo exposto ou dentro da cultura e aplicam herbicidas somente nessas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-cientifico-argentino-creo-un-robot-con-ia-que-detecta-plagas-por-que-es-clave-para-el-futuro-del-agro-1778660809466.png" data-image="zz4jzxe3qhx3" alt="agro" title="agro"><figcaption>Os pulverizadores inteligentes já utilizam câmeras e IA para aplicar agroquímicos de forma seletiva, reduzindo custos e melhorando a precisão no controle de pragas e ervas daninhas.</figcaption></figure><p><strong>No entanto, o robô desenvolvido na Argentina visa um nível muito mais sofisticado</strong>. O sistema não só detecta a vegetação, como também<strong> identifica doenças específicas, mede o grau de infestação e determina automaticamente a forma de aplicação</strong> do tratamento.</p><p>A <strong>diferença técnica é enorme</strong>, pois os pulverizadores seletivos tradicionais operam em grandes áreas e em alta velocidade. O desenvolvimento de Bocca, por outro lado, propõe um tipo de microdosagem inteligente, árvore por árvore, focada em culturas intensivas e no manejo preciso de pragas e doenças.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un científico del CONICET diseñó y patentó un robot con Inteligencia Artificial (IA) que, en menos de diez segundos, es capaz de detectar qué tipo de enfermedad aqueja a un cultivo y aplicar la dosis justa de pesticida para curarlo.<a href="https://t.co/TRI9fvANPb">https://t.co/TRI9fvANPb</a></p> CONICET Dialoga (@CONICETDialoga) <a href="https://twitter.com/CONICETDialoga/status/2049478081576890760?ref_src=twsrc%5Etfw">April 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Além disso, o projeto incorpora uma lógica preditiva e de saúde muito mais complexa. O <strong>objetivo futuro</strong> é <strong>integrar GPS e ferramentas de mapeamento</strong> para construir mapas completos de saúde do rebanho, detectar precocemente fontes de infecção e acompanhar a evolução das doenças em tempo real.</p><h2>IA já começou a transformar a produção agrícola</h2><p>A <strong>detecção inteligente de doenças</strong> é apenas uma parte de uma revolução tecnológica muito mais ampla. Hoje,<strong> a IA já está sendo usada em diversos países</strong> para analisar imagens de satélite, estimar safras, detectar estresse hídrico e monitorar plantações em tempo real.</p><div class="texto-destacado">Existem também sistemas capazes de antecipar doenças antes que elas se tornem visíveis, utilizando sensores e câmeras multiespectrais. Essas plataformas processam milhões de pontos de dados climáticos e agronômicos para alertar os produtores sobre potenciais riscos à saúde ou problemas nutricionais.</div><p>Outra área em que a IA está fazendo progressos significativos é a <strong>agricultura de precisão</strong>. Máquinas capazes de semear, fertilizar e pulverizar em taxas variáveis, adaptadas às necessidades específicas de cada ambiente dentro de um mesmo campo, já estão em operação.</p><p>Na <strong>pecuária</strong>, a IA também está ganhando terreno com sistemas que monitoram o comportamento animal, detectam doenças precocemente e otimizam indicadores reprodutivos. Existem até mesmo fazendas leiteiras robotizadas que ajustam automaticamente as rotinas de alimentação e manejo sanitário.</p><h2>Uma tecnologia que pode mudar o futuro da agricultura</h2><p>O sistema desenvolvido por Bocca foi<strong> inicialmente projetado para oliveiras, embora possa ser adaptado a qualquer cultura arbórea</strong>. Atualmente, o pesquisador trabalha com uma empresa privada para aplicá-lo em citrinos afetados pelo HLB, uma doença devastadora que não tem cura e causa enormes prejuízos económicos em várias regiões do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754427" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/este-e-o-robo-agricola-em-forma-de-cachorro-que-percorre-plantacoes-e-analisa-as-plantas-com-ia.html" title="Este é o robô agrícola em forma de cachorro que percorre plantações e analisa as plantas com IA">Este é o robô agrícola em forma de cachorro que percorre plantações e analisa as plantas com IA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/este-e-o-robo-agricola-em-forma-de-cachorro-que-percorre-plantacoes-e-analisa-as-plantas-com-ia.html" title="Este é o robô agrícola em forma de cachorro que percorre plantações e analisa as plantas com IA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-robot-agricultor-con-forma-de-perro-que-recorre-los-cultivos-y-analiza-cada-planta-con-inteligencia-artificial-1771162673764_320.jpg" alt="Este é o robô agrícola em forma de cachorro que percorre plantações e analisa as plantas com IA"></a></article></aside><p>Nesses casos, a detecção precoce pode ser crucial para eliminar plantas infectadas antes que o vírus se espalhe. A <strong>combinação de IA, monitoramento automatizado e aplicação seletiva pode se tornar uma ferramenta estratégica</strong> para conter surtos de doenças e melhorar a sustentabilidade da produção.</p><p><strong>A tecnologia ainda está em fase final de testes de campo, mas o interesse já está crescendo</strong>. Em um cenário onde as pragas evoluem rapidamente e a pressão sobre os sistemas de produção aumenta, ferramentas como essa podem marcar o início de uma nova era para a agricultura argentina.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cientista-argentino-cria-robo-com-ia-que-detecta-pragas-por-que-isso-e-a-chave-para-o-futuro-da-agricultura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rota turística do café no interior de SP conecta a bebida com natureza, história e gastronomia; conheça]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/rota-turistica-do-cafe-no-interior-de-sp-conecta-a-bebida-com-natureza-historia-e-gastronomia-conheca.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 19:02:22 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Circuito em região no interior paulista consagrada pelos cafezais inclui opções gastronômicas e pousadas charmosas que preservam o jeitinho da vida rural. Conheça mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-turistica-do-cafe-no-interior-de-sp-conecta-a-bebida-com-natureza-historia-e-gastronomia-conheca-1780080523819.jpg" data-image="2sdazu3s72n9"><figcaption>Para quem gosta de café, história e ainda ama registrar belas paisagens, esta cidade na Serra da Mantiqueira reúne excelentes experiências ligadas ao café. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Um dos roteiros turísticos mais deliciosos da <strong>Serra da Mantiqueira</strong> é a <strong>Rota Turística do Café</strong>, um circuito em meio às paisagens rurais de <strong>Serra Negra</strong>, uma bela cidade no norte do estado de <strong>São Paulo</strong>.</p><p><strong>A cidade fica a cerca de 1.000 metros de altitude</strong>, tem colonização italiana e é caracterizada pelo seu charmoso centrinho de compras, pelo <strong>clima ameno</strong> que chama a atenção dos visitantes e pela <strong>excelente variedade de hotéis, pousadas e restaurantes</strong> para atender os turistas.</p><p>E claro, a cidade oferece visitas em fazendas e degustações desta deliciosa bebida. Veja abaixo o que conhecer na região.</p><h2>Os destaque da Rota do Café em Serra Negra</h2><p>Ao fazer a Rota, os visitantes vão encontrar <strong>paisagens deslumbrantes em meio aos cafezais e à Mata Atlântica</strong>. Ao longo do percurso, é possível conhecer o processo de produção de cafés, alambiques e restaurantes e empórios com produtos próprios da região, fabricados pelos próprios agricultores.</p><p>Em quesito de <strong>história e natureza</strong>, o <strong>Museu do Café Vale do Ouro Verde</strong> é um dos destaques. É um local que resgata a história do café, um produto tão importante para a história do nosso país.</p><p>Além de ser<strong> instalado em uma casa tipicamente de colônia</strong>, o Museu conta com diferentes<strong> fotografias, máquinas e outros artefatos que contam a história do café na região</strong>, permitindo ao visitante fazer uma viagem ao passado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-turistica-do-cafe-no-interior-de-sp-conecta-a-bebida-com-natureza-historia-e-gastronomia-conheca-1780080546325.jpg" data-image="o6plv5ws38ko"><figcaption>O cafezal do Museu do Café Vale do Ouro Verde, em Serra Negra (SP). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Em anexo ao Museu do Café, tem-se o aconchegante<strong> Empório do Vale</strong>, onde o visitante pode degustar cafés, cachaças e licores, além de poder adquirir produtos artesanais da fazenda bem como acessórios e artesanatos ligados ao tema café. </p><p>Outro destaque é o <strong>Bioparque Serra Negra</strong>, um parque de<strong> 28 hectares em meio à Mata Atlântica</strong>, com diversas trilhas interpretativas que permitem ao visitante conhecer mais a fundo a fauna e flora desse bioma. Além disso, por lá há uma lanchonete e uma lojinha de souvenirs.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-turistica-do-cafe-no-interior-de-sp-conecta-a-bebida-com-natureza-historia-e-gastronomia-conheca-1780080729854.jpg" data-image="8uo7i98pbyi9"><figcaption>O Café do Pouso Winepub Bistrô, em Serra Negra (SP). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p> No quesito <strong>gastronomia</strong>, o <strong>Alambique e Restaurante Olivotto</strong> não deve ficar de fora da visitação. O local fabrica cachaças e licores, tem um restaurante com pratos típicos regionais, um empório de produtos naturais e até uma loja de móveis rústicos.</p><p>Não deixe de conhecer também o <strong>Café do Pouso Winepub Bistrô</strong>, um restaurante em meio ao cafezal que serve boas comidas artesanais. É especializado em comida italiana mas também tem petiscos e comida brasileira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761506" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/rj-ganha-nova-rota-de-turismo-gastronomico-focada-em-queijos-artesanais-conheca.html" title="RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça">RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/rj-ganha-nova-rota-de-turismo-gastronomico-focada-em-queijos-artesanais-conheca.html" title="RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rj-ganha-nova-rota-de-turismo-gastronomico-focada-em-queijos-artesanais-conheca-1774911965981_320.jpg" alt="RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça"></a></article></aside><p>A <strong>Bullhof Destilaria Boutique</strong> é outra opção, conhecida pela produção artesanal de destilados, com destaque para o gin e licores. A visita ao local ainda permite que o visitante conheça os processos de destilação, acomodações e degustações.</p><p>E outro destaque aqui é o <strong>Café Nonno Marchi</strong>, que conta com produção própria de café 100% arábica e espaço para degustação e venda do produto. Além disso, é possível realizar uma visita guiada pela propriedade, conhecendo todos os processos para produzir a bebida.</p><h3><em>Referências da notícia </em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/serra-negra-destaques-da-rota-do-cafe/" target="_blank">Serra Negra: destaques da Rota do Café</a>. 23 de maio, 2026. Maurício Brum.</em></p><p><em><a href="https://hotelcordilheira.com.br/uncategorized/dicas-do-que-fazer-em-serra-negra-rota-do-cafe/" target="_blank">Dicas do que fazer em Serra Negra: Rota do Café</a>. 2026. Redação Cordilheira Hotel.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/rota-turistica-do-cafe-no-interior-de-sp-conecta-a-bebida-com-natureza-historia-e-gastronomia-conheca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo em SP e RJ e frio ganha novo reforço no início de junho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 17:53:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova frente fria avança de forma costeira no início da próxima semana, ajudando na formação de chuvas em São Paulo e no Rio de Janeiro. E o frio ganhará um impulso, mantendo as temperaturas baixas na região. </p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados.html" target="_blank">Mês de maio termina com previsão de chuva em 21 estados brasileiros</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho-1780071705985.jpg" data-image="sksmjcoaz2hj"><figcaption>Frente fria costeira vai avançar e favorecer a formação de chuvas no leste de São Paulo e no Rio de Janeiro nos primeiros dias de junho.</figcaption></figure><p>Após uma breve trégua das instabilidades na <strong>Região Sudeste</strong> do Brasil neste fim de semana, especificamente no domingo (31), a <strong>próxima semana </strong>vai começar com uma <strong>nova frente fria avançando de forma costeira pela região</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O<strong> sistema meteorológico não será intenso sobre o continente</strong>, mas vai <strong>contribuir para a formação de chuvas no leste de São Paulo e no Rio de Janeiro</strong> nos primeiros dias de junho. E a previsão não indica, até o momento, riscos de tempestades e de transtornos na região.</p><p>Além disso, <strong>o frio ganhará um impulso na próxima semana</strong>, mantendo as temperaturas baixas pela manhã e mais amenas durante as tardes em áreas dos dois estados.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir os detalhes da previsão</strong> do tempo.</p><h2>Junho começa com chuva em SP e no RJ</h2><p>A <strong>segunda-feira (1º de junho) </strong>começa sem chuvas e com bastante nebulosidade no leste de São Paulo e na porção sul do Rio de Janeiro. Mas a partir da tarde, a nebulosidade diminui e o sol aparece entre poucas nuvens nos dois estados.</p><p>A <strong>frente fria já avança neste início da semana</strong> provocando<strong> chuvas fracas e mais pontuais durante a tarde</strong> em áreas do <strong>centro e da faixa litorânea de São Paulo</strong> e no <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><div class="texto-destacado">A próxima semana começa com chuvas fracas a moderadas no leste de SP e no RJ. Não há, até o momento, previsão de tempestades ou transtornos significativos nas regiões.</div><p>A <strong>capital paulista</strong> terá algumas nuvens o dia todo, com aberturas de sol e <strong>baixo potencial para chuva</strong>. A <strong>capital fluminense terá chuva fraca mais pro fim do dia</strong>, com céu parcialmente nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho-1780071952517.jpg" data-image="tal087luozzx"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para terça-feira (2) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira (2) </strong>o sistema meteorológico aumenta mais ainda as condições para chuvas. As<strong> instabilidades </strong>já ocorrem desde o período da<strong> manhã no litoral sul de São Paulo</strong> e <strong>ao longo do dia se espalham para todo o leste paulista e em todo o Rio de Janeiro</strong>.</p><p><strong>Essas chuvas ocorrem com intensidade fraca a moderada</strong>, mas em alguns momentos do dia elas podem vir em forma de<strong> pancadas pontuais mais fortes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho-1780072030580.jpg" data-image="0kgxbkspdvat"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para quarta-feira (3) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> capital paulista</strong>, a terça-feira (2) terá sol com algumas nuvens e <strong>chuva passageira durante o dia</strong>. À noite, muitas nuvens mas com tempo firme. A<strong> capital fluminense</strong> terá céu com algumas nuvens e<strong> chuva fraca durante a tarde e à noite</strong>.</p><p>Na <strong>quarta-feira (3) </strong>a tendência mostra que a frente fria já estará mais afastada do continente, mas a <strong>circulação dos ventos</strong> favorece a entrada de<strong> umidade </strong>do mar e a formação de<strong> nebulosidade</strong>, e consequentemente a ocorrência de<strong> chuvas fracas a moderadas na faixa leste e áreas litorâneas de São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>.</p><h2>Frio ganha impulso na próxima semana em SP e RJ</h2><p>Além das chuvas, <strong>a partir da próxima terça-feira (2)</strong> a circulação dos ventos do quadrante sul/sudeste traz também <strong>um ar mais frio para o leste do Sudeste</strong>, o que vai novamente<strong> manter as temperaturas baixas em parte da região</strong>.</p><p>As <strong>manhãs terão temperaturas baixas e até sensação de leve friozinho </strong>em algumas localidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, enquanto <strong>as tardes terão temperaturas mais amenas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho-1780075537040.jpg" data-image="ml2mw94c6wqb"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (em °C) para a manhã de quarta-feira (3), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As temperaturas <strong>mínimas</strong> entre a terça (2) e a quarta-feira (3) <strong>não passam dos 16°C em São Paulo</strong> <strong>e dos 20°C no Rio de Janeiro</strong>, e ficam em torno do mínimo de <strong>9°C no sul paulista e na Região Serrana do Rio</strong>. </p><div class="texto-destacado">O início da próxima semana terá mínimas de 9°C/10°C no sul de SP e na Região Serrana do RJ e máximas abaixo dos 21 °C no leste de SP e no centro-sul do RJ.</div><p>Já as temperaturas <strong>máximas </strong>não sobem muito e ficam <strong>mais amenas na faixa leste de São Paulo e em áreas do sul e centro do Rio de Janeiro</strong>, onde <strong>não passam dos 21°C</strong>.</p><p><strong>Várias localidades</strong> podem registrar <strong>entre 13°C e 16°C (tons verdes no mapa abaixo)</strong>, e chegando aos <strong>10°C nas áreas mais elevadas da Região Serrana do Rio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho-1780075233093.jpg" data-image="zplovx3na3x0"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para a tarde de quarta-feira (3), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Nas <strong>capitais</strong>, as temperaturas <strong>mínimas </strong>e <strong>máximas </strong>no início da próxima ficam, respectivamente, em torno de <strong>13°C/20°C em São Paulo</strong> e de <strong>19°C/23°C no Rio de Janeiro</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Maio termina com previsão de chuva em 21 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 14:50:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas com acumulados que se aproximam de 70 mm marcam os últimos dias do mês de maio. Circulação atmosférica contribui para aumento de umidade e nuvens carregadas sobre algumas áreas.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno.html" target="_blank">Sinal da Antártica vai reduzir as chuvas no Centro-Sul por vários dias; entenda o fenômeno</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabr7ek"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabr7ek.jpg" id="xabr7ek"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O último final de semana de maio será marcado por chuvas em 21 estados,</strong> a exceção fica por conta de <strong>Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso e o Distrito Federal.</strong> Mesmo com a ausência de sistemas meteorológicos atuando sobre o centro-sul, as chuvas ocorrem devido ao aumento de umidade, trazida pela circulação atmosférica.</p><p>Diferentemente do que ocorre no Norte do Brasil, em que tem-se a influência da <strong>Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)</strong>. Fenômeno que também faz o papel de <strong>transportar umidade para áreas do Norte e Nordeste do país</strong>, afetando diretamente no ciclo das chuvas das regiões.</p><h2>Região Sul: pancadas de chuva afetam os 3 estados</h2><p>O alongamento de uma área de baixa pressão proporciona a <strong>formação de nuvens mais carregadas sobre o Sul do Brasil</strong> já na tarde desta sexta-feira (29). O modelo de confiança da Meteored | tempo.com nos mostra <strong>pancadas de chuva com leve intensidade</strong> sobre áreas do centro, norte, noroeste e oeste do Rio Grande do Sul, além do oeste de Santa Catarina e do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados-1780065560167.jpg" data-image="3t7kzg2gylgk" alt="Mapa de precipitação sobre a Região Sul do Brasil, na início da noite de hoje (29)." title="Mapa de precipitação sobre a Região Sul do Brasil, na início da noite de hoje (29)."><figcaption>Mapa de precipitação sobre a Região Sul do Brasil, na início da noite de hoje (29).</figcaption></figure><p>Com o passar das horas e a chegada do sábado (30), as chuvas diminuem de intensidade, mas avançam para outras áreas da Região, atingindo a capital Porto Alegre/RS. Também <strong>está previsto que as chuvas alcancem Florianópolis/SC e Curitiba/PR, durante a manhã deste sábado (30).</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a></strong><strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong><br></div><p>A partir da tarde de sábado (30), <strong>as chuvas diminuem e vão ocorrer de forma pontual sobre a Região Sul e em fraca intensidade. </strong>O domingo (31) será de tempo mais estável sem a previsão de chuvas, mas com bastante nuvens o que deixa o tempo parcialmente nublado.</p><h2>Região Nordeste: faixa litorânea com chuvas</h2><p><strong>Os ventos também transportam umidade para o litoral nordestino. </strong>Nesta sexta-feira (29) <strong>pancadas de chuva estão previstas para o litoral baiano</strong>, contudo em fraca intensidade. Outras áreas do Nordeste registram chuva, caso do l<strong>itoral do Maranhão, Piauí e Ceará.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados-1780065387711.jpg" data-image="uv77y8chgt6z" alt="Probabilidade de chuva." title="Probabilidade de chuva."><figcaption>Mapa de probabilidade de precipitação sobre o Nordeste na tarde deste sábado (30).</figcaption></figure><p><strong>O sábado (30) será de chuva na Bahia</strong>, em municípios próximos à capital Salvador/BA. A previsão é de que os ventos fiquem mais fortes e o transporte de umidade aumente e, com isso, <strong>terá maior presença de nuvens carregadas e riscos de chuvas fortes na capital baiana. </strong></p><p>Durante a tarde, <strong>chuvas estão previstas para outras áreas da Região</strong> abrangendo os estados de <strong>Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe</strong>, contudo os volumes previstos são baixos. No litoral <strong>norte do Nordeste</strong>, <strong>a previsão é de chuvas mais fortes</strong>, afetando áreas próximas a Mossoró/RN, Fortaleza/CE, Parnaíba/PI e São Luís/MA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados-1780065441030.jpg" data-image="jpv80xjbnfwu" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada até o domingo (31) no Nordeste do Brasil.</figcaption></figure><p>No domingo (31), <strong>as chuvas diminuem no leste do Nordeste</strong>, deixando o tempo mais estável. Por outro lado, <strong>o norte da Região permanece sob os riscos de chuvas fortes</strong>, porém com menor intensidade em relação ao sábado (30). O acumulado até domingo (31) em Salvador/BA chega aos<strong> 58 mm</strong>, <strong>40 mm</strong> em São Luís/MA e <strong>30 mm </strong>em Fortaleza/CE. Nas demais áreas, os volumes variam entre 5 e 25 mm.</p><h2>Região Norte: ZCIT segue promovendo chuvas volumosas</h2><p>No Norte do Brasil, as chuvas permanecem volumosas, principalmente na porção norte do Amazonas e Pará e em todo o estado do Amapá e Roraima. As chuvas previstas <strong>para estas áreas serão intensas e fortes, podendo ser acompanhadas de trovoadas</strong> e descargas elétricas. Enquanto que no Acre, <strong>há previsão de chuva leve e pontual.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados-1780065372326.jpg" data-image="o6zsc5k81or5" alt="Mapa de precipitação." title="Mapa de precipitação."><figcaption>Chuva e nebulosidade prevista para a tarde deste domingo (31) sobre a Região Norte.</figcaption></figure><p><strong>As capitais, Belém/PA, Manaus/AM, Macapá/AP e Boa Vista/RR devem ficar em atenção </strong>por conta da força das chuvas. As cidades mais ao sul da Região, terão tempo mais firme, com a presença de nuvens, mas com baixas chances de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados-1780065199822.jpg" data-image="lhv5a0cgunyl" alt="Mapa de precipitação acumulada para a Região Norte." title="Mapa de precipitação acumulada para a Região Norte."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada para a Região Norte até o final de mês.</figcaption></figure><p><strong>Boa Vista/RR, será a capital mais úmida deste final de semana</strong>, com volumes previstos em <strong>80 </strong>mm até este domingo (31). A porção norte dos estados citados tem acumulado previsto superiores a 50 mm, caso também de Macapá/AP com <strong>57 mm</strong>. Manaus/AM tem acumulado previsto de até <strong>30 mm</strong> e de 20 mm em Belém/PA.</p><h2>Região Sudeste e Centro-Oeste: sábado com instabilidades</h2><p>No sábado (30) as instabilidades aumentam por conta da <strong>circulação atmosférica</strong> <strong>que transporta umidade </strong>nas áreas citadas.</p><p>No Mato Grosso do Sul, <strong>as chuvas afetam o estado entre a noite de hoje (29) e a madrugada deste sábado (30)</strong>. Contudo, o restante do dia e do final de semana será de tempo mais firme com diminuição na presença de nuvens e sem previsão de chuvas intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados-1780065685361.jpg" data-image="kyzm4e03hicd" alt="Precipitação sobre o Sudeste." title="Precipitação sobre o Sudeste."><figcaption>Mapa de nebulosidade e precipitação para este sábado (30).</figcaption></figure><p><strong>No Sudeste o cenário é diferente. </strong>A umidade vinda do oceano ao encontrar-se com o ar quente proporciona a formação de nuvens com potencial para provocar chuvas. E isto está previsto para ocorrer <strong>a partir do início da tarde de sábado (30) em áreas do Sul de Minas Gerais e Vale do Paraíba</strong>. As chuvas serão de fraca intensidade, com isso os acumulados não devem superar os 10 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/maio-termina-com-previsao-de-chuva-em-21-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sobrevivente do tamanho de um hamster que resistiu à extinção mais mortífera da Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-sobrevivente-do-tamanho-de-um-hamster-que-resistiu-a-extincao-mais-mortifera-da-terra.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas identificaram uma espécie de mamífero recém-descoberta, do tamanho de um hamster, que viveu há 75 milhões de anos e que oferece pistas invulgares sobre como antepassados pequenos e adaptáveis poderão ter sobrevivido à extinção que dizimou os dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-hamster-sized-survivor-that-lived-through-earth-s-deadliest-extinction-1779355024890.jpg" data-image="tyj5k85mp9a6" alt="reconstrucción" title="reconstrucción"><figcaption>Ilustração de um Cimolodon desosai numa árvore, com um fruto na boca. Crédito: Andrey Atuchin.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista J<em>ournal of Vertebrate Palaeontology</em>, conduzido por uma equipa de investigação da Universidade de Washington, revela uma <strong>n</strong><strong>ova espécie do género</strong> <strong><em>Cimolodon</em></strong> descoberta na Baixa Califórnia.</p><p><strong><em>Cimolodon desosai</em></strong> <strong>terá vivido há cerca de 75 milhões de anos e terá tido o tamanho de um hamster dourado</strong>, correndo pelo solo e pelas árvores para se alimentar de insetos e frutos.</p><h2> O que nos podem revelar os fósseis de Cimolodon desosai? </h2><p>Os mamíferos e os dinossauros coexistiram na Terra até que o asteroide colidiu com o planeta há 66 milhões de anos, causando a extinção de 75% da vida. Apesar disso, <strong>alguns animais sobreviveram, incluindo os mamíferos do género <em>Cimolodon</em></strong>. Estes pertencem aos multituberculados, um grupo que surgiu durante o Jurássico e sobreviveu durante mais de 100 milhões de anos. Ao estudar estes animais, os investigadores podem compreender <strong>como os mamíferos sobreviveram às extinções em massa e se diversificaram até se tornarem os mamíferos que conhecemos hoje</strong>.</p><p>"O género<em> Cimolodon</em> foi um mamífero bastante comum durante o Cretáceo Superior, a última época da Era dos Dinossauros. Foram encontrados fósseis de <em>Cimolodon</em> em todo o oeste da América do Norte, desde o oeste do Canadá até ao México", afirmou o autor principal, Gregory Wilson Mantilla, professor de biologia da Universidade de Washington e conservador de paleontologia de vertebrados no Museu Burke. <strong>"Esta nova espécie, <em>Cimolodon desosai</em>, foi a antecessora das espécies que sobreviveram à extinção</strong>. Tanto esta como os seus descendentes eram relativamente pequenos e omnívoros, duas características que se revelaram vantajosas para a sua sobrevivência."</p><p>Quando descobriram o fóssil em 2009, <strong>encontraram um crânio, uma mandíbula, dentes, um fémur e um cúbito</strong>.</p><p>"É muito difícil encontrar fósseis neste sítio arqueológico, em comparação com outras zonas", disse Wilson Mantilla. "No início, o meu assistente de campo só encontrou um pequeno dente que sobressaía. Se ele tivesse encontrado apenas isso, eu teria ficado muito feliz. Mas depois, <strong>quando olhámos para dentro da fenda na rocha, pudemos ver que havia mais osso"</strong>.</p><div class="texto-destacado">Ao descobrir mais do que apenas dentes no <em>C. desosai</em>,<strong> a equipa conseguiu compreender melhor o tamanho e a forma do animal, bem como a sua forma de se mover</strong>. Isto também ajuda a reconstruir uma imagem deste género e do ambiente em que vivia.</div><p>A equipa utilizou imagens digitais e microtomografia computadorizada para obter imagens de alta resolução do fóssil. Em seguida, compararam os dentes com os de outros membros do género Cimolodon para <strong>determinar se se tratava de uma nova espécie</strong>.</p><p><strong>"Naquela época, tudo recebia o seu nome com base nas características dos dentes"</strong>, explicou Wilson Mantilla. "Se encontrarmos um esqueleto a que faltam dentes, por vezes é difícil dar-lhe um nome."</p><h2> Dar um nome ao fóssil </h2><p>A equipa batizou a espécie <strong>em homenagem a Michael de Sosa VI</strong>, um assistente de campo que descobriu o fóssil e que, infelizmente, faleceu durante o estudo dos fósseis.</p><p>"Era um excelente assistente de campo e era como um irmão mais novo para mim", disse Wilson Mantilla. <strong>"É uma grande honra estar associado a ele"</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2026.2641109" target="_blank">Cranial and postcranial remains of a new species of Cimolodon (Mammalia, Multituberculata, Cimolodontidae) from the Upper Cretaceous (Campanian) El Gallo Formation of Baja California, México: Journal of Vertebrate Paleontology: Vol 0, No 0 - Get Access</a>. Mantilla, G.P.W., Newbins, I.R., Fastovsky, D.E., Zhang, Y., Montellano-Ballesteros, M., Alcántara, D.G. and Chen, M. 22<sup>nd</sup> April 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-sobrevivente-do-tamanho-de-um-hamster-que-resistiu-a-extincao-mais-mortifera-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IA decifra texto de 3 mil anos escrito em tabuleta da antiga Mesopotâmia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Ferramenta criada por pesquisadores alemães conseguiu identificar caracteres quase apagados em tabuletas da antiga Mesopotâmia, acelerando estudos arqueológicos e preservando registros históricos raros da humanidade antiga.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia-1779990271805.jpg" data-image="u8zufc444f2n" alt="Tabuleta cuneiforme - Foto Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg" title="Tabuleta cuneiforme - Foto Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg"><figcaption>Tabuleta cuneiforme. IA está sendo usada pela ciência para decifrar antigas mensagens da civilização mesopotâmica - Crédito: Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg</figcaption></figure><p>Pesquisadores da Alemanha utilizaram <strong>inteligência artificial </strong>para<strong> identificar um texto de aproximadamente 3 mil anos escrito em cuneiforme</strong>, um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. A tecnologia permitiu que especialistas interpretassem inscrições extremamente desgastadas encontradas em uma antiga tabuleta da Mesopotâmia.</p><p>O sistema, chamado<strong> “Palaeographicum”</strong>, foi desenvolvido para analisar imagens digitalizadas de documentos antigos e reconstruir fragmentos dispersos de textos históricos. A plataforma também consegue comparar estilos de escrita cuneiforme e auxiliar na datação de registros produzidos séculos antes da era comum.</p><p>Atualmente, a ferramenta opera com um banco de dados formado por <strong>mais de 5 milhões de caracteres preservados em cerca de 70 mil imagens de tabuletas</strong>. O objetivo é automatizar um trabalho que tradicionalmente depende de análises manuais realizadas por especialistas em paleografia e línguas do Antigo Oriente Próximo.</p><h2><strong>Tecnologia ajuda arqueólogos</strong></h2><p>A <strong>escrita cuneiforme surgiu há mais de 5 mil anos na antiga Mesopotâmia</strong> e era registrada em placas de argila por meio de marcas em formato de cunha. Apesar de décadas de pesquisas arqueológicas, muitos desses textos continuam difíceis de interpretar devido ao desgaste provocado pela ação do tempo.</p><div class="texto-destacado">Segundo especialistas envolvidos no projeto, o sistema de inteligência artificial foi treinado para <strong>reconhecer sinais cuneiformes antigos, incluindo símbolos incompletos ou parcialmente apagados</strong>. Em alguns casos, a tecnologia conseguiu identificar caracteres praticamente invisíveis a olho nu.</div><p>Para isso, os pesquisadores utilizaram imagens digitais de alta resolução das tabuletas. O programa analisou padrões presentes na escrita antiga e sugeriu <strong>possíveis interpretações para os sinais encontrados</strong> nos artefatos arqueológicos.</p><h2><strong>Detalhes ocultos foram revelados</strong></h2><p>De acordo com os pesquisadores, a ferramenta pode <strong>acelerar significativamente o trabalho de tradução e interpretação</strong> de documentos históricos. Em muitos casos, arqueólogos levam anos tentando compreender inscrições fragmentadas encontradas durante escavações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia-1779990602685.jpg" data-image="fjtfqpsfq1wl" alt="A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia" title="A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia"><figcaption>A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia</figcaption></figure><p>O texto identificado pertence a um período importante das civilizações mesopotâmicas, responsáveis pelo desenvolvimento de alguns dos <strong>primeiros sistemas de escrita da história.</strong> O cuneiforme era utilizado para registrar leis, transações comerciais, rituais religiosos e acontecimentos políticos.</p><p>Com o passar dos séculos, muitas tabuletas acabaram quebradas ou fragmentadas. Diversos pedaços desses documentos foram espalhados por coleções arqueológicas e museus de diferentes países, dificultando ainda mais o trabalho de reconstrução histórica.</p><h2><strong>Ferramenta pode transformar pesquisas </strong></h2><p>Reconstruir esses registros se tornou um dos maiores desafios dos estudos sobre o Antigo Oriente Próximo. Além das fraturas, muitos sinais sofreram <strong>desgaste intenso e podem mudar de aparência</strong> dependendo da iluminação utilizada nas fotografias digitais.</p><div class="texto-destacado">Além de ajudar na leitura de inscrições antigas, o Palaeographicum também pode contribuir para a preservação de documentos históricos frágeis. Muitos artefatos arqueológicos apresentam danos severos provocados por erosão, incêndios e deterioração natural ao longo dos séculos.</div><p>Segundo Daniel Schwemer, chefe do departamento de estudos do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Würzburg e um dos responsáveis pelo projeto, o <strong>impacto da ferramenta já é significativo.</strong> “O Palaeographicum está mudando radicalmente nosso trabalho; ele nos permite economizar milhares de horas”, afirmou em comunicado divulgado recentemente.</p><h2><strong>Projeto com IA segue em desenvolvimento</strong></h2><p>A base tecnológica do Palaeographicum surgiu a partir do projeto CuKa, desenvolvido entre 2018 e 2023 com financiamento da Fundação Alemã de Pesquisa (DFG). Durante esse período, <strong>especialistas em filologia anotaram manualmente milhares de exemplos</strong> para treinar o modelo de inteligência artificial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial">Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial-1778359449956_320.png" alt="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"></a></article></aside><p>Mesmo já em funcionamento, <strong>o sistema continua sendo aprimorado</strong> pelos pesquisadores. Segundo Gerfrid Müller, integrante da equipe, o treinamento da IA é constantemente atualizado para aumentar a precisão das análises realizadas pela plataforma.</p><p>A descoberta demonstra como tecnologias modernas estão sendo utilizadas para investigar civilizações que existiram milhares de anos antes da era digital. Para os pesquisadores, ferramentas baseadas em inteligência artificial podem abrir <strong>novas possibilidades para o estudo das primeiras formas de escrita</strong> desenvolvidas pela humanidade.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Aventuras na História.<a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-cuneiforme.phtml#google_vignette" target="_blank"> IA decifra texto de 3 mil anos escrito em cuneiforme</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ameaça invisível do oceano que obriga centenas de turistas no Havaí a saírem da água]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-ameaca-invisivel-do-oceano-que-obriga-centenas-de-turistas-no-havai-a-sairem-da-agua.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 09:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Águas cristalinas, praias famosas e um oceano que também abriga algumas das espécies marinhas mais perigosas do Pacífico: é isso que muitos turistas descobrem ao chegar ao Havaí.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-invisible-ocean-threat-forcing-hundreds-of-hawaii-tourists-out-of-the-water-1779809567771.jpg" data-image="hg8xms1v43xv"><figcaption>As praias vulcânicas, as águas cristalinas e o litoral exuberante fazem do Havaí um destino dos sonhos para muitos viajantes.</figcaption></figure><p>Praias vulcânicas, águas cristalinas e litorais rodeados pela natureza fazem do <strong>Havaí</strong> um daqueles destinos que muitos sonham em visitar pelo menos uma vez. No entanto, para além das paisagens de cartão-postal, existe um <strong>ecossistema marinho tão diverso</strong> quanto imprevisível, onde espécies nativas coexistem com animais que, ao longo do tempo, também se integraram às águas do Pacífico que circundam as ilhas.</p><p>Nesse ambiente,<strong> alguns encontros podem se tornar perigosos quando certas espécies se sentem ameaçadas pela presença humana</strong>.</p><h2><strong> Espécies marinhas obrigam turistas a tomar precauções no Havaí</strong></h2><p>Todos os anos, centenas de turistas no Havaí são obrigados a <strong>sair da água após encontros inesperados com animais marinhos perigosos</strong>. Em alguns casos, a situação é resolvida com um aviso, mas em outros, resulta em picadas, ferimentos ou necessidade de atendimento médico. Algumas criaturas passam quase despercebidas até que o contato ocorra, enquanto outras inspiram medo devido ao seu tamanho ou comportamento.</p><h4><strong>Caracóis cônicos</strong></h4><p>Os caracóis-cone são<strong> encontrados em recifes rasos e áreas rochosas de várias ilhas havaianas</strong>. Suas conchas coloridas atraem muita atenção, e mais de um turista acaba coletando-os sem perceber o perigo que representam.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para se defenderem e caçarem, esses caracóis usam uma estrutura semelhante a um arpão, carregada com veneno, para imobilizar suas presas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Algumas espécies<strong> podem causar dor intensa, dormência, dificuldade para respirar e até paralisia temporária</strong>. Em muitos casos, causa apenas um susto, embora algumas picadas piorem rapidamente e exijam atendimento médico urgente.</p><h4><strong>Água-viva-caixa</strong></h4><p>Com<strong> tentáculos quase invisíveis e corpo transparente</strong>, a água-viva-caixa (<em>Chironex fleckeri</em>), também conhecida como vespa-do-mar, muitas vezes passa despercebida até que ocorra o contato, apesar de ser um dos animais mais perigosos do oceano. </p><div class="texto-destacado">O veneno age rapidamente sobre o sistema nervoso, a pele e o coração, liberando toxinas capazes de causar dor intensa, sensação imediata de queimação, dificuldade para respirar, espasmos musculares e complicações cardíacas.</div><p>Seus tentáculos quase invisíveis tornam extremamente difícil detectá-la na água antes do contato. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-invisible-ocean-threat-forcing-hundreds-of-hawaii-tourists-out-of-the-water-1779809262610.jpg" data-image="e6uzs4ll423t"><figcaption>Em casos de exposição severa, especialmente quando há contato com vários tentáculos, o colapso cardiovascular pode ocorrer em poucos minutos.</figcaption></figure><p>No Havaí, as autoridades costumam afixar avisos nas praias quando há maior probabilidade de aparecimento de águas-vivas-caixa perto da costa.</p><h4><strong>Tubarão-tigre</strong></h4><p>Os tubarões-tigre são <strong>mais comumente encontrados em águas profundas </strong>ao redor do Havaí, especialmente perto de canais e áreas de recifes. Embora a <strong>probabilidade de encontrar um seja baixa</strong>, uma grande porcentagem dos ataques graves de tubarão relatados no Havaí envolveu essa espécie.</p><p>Quando um tubarão-tigre é avistado perto de nadadores ou surfistas, a reação geralmente é imediata. No Havaí, salva-vidas e especialistas recomendam evitar a água no início da manhã, ao entardecer ou quando o mar está turvo, pois os tubarões-tigre podem se aproximar da costa nesses horários.</p><h4><strong>Raia larga</strong></h4><p>Em diversas áreas costeiras do Havaí, as raias-largas (<em>Amblyraja badia</em>) passam grande parte do tempo <strong>perto da costa, alimentando-se no fundo do mar</strong>. Na maioria das vezes, passam despercebidas e só reagem quando se sentem ameaçadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O problema geralmente começa quando elas são pisadas ou perturbadas acidentalmente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Seu principal mecanismo de defesa é o <strong>longo espinho localizado na ponta da cauda, capaz de perfurar a pele e causar ferimentos extremamente dolorosos</strong>. Além da dor imediata, os ferimentos podem inflamar significativamente, sangrar e piorar nas horas seguintes se não forem tratados adequadamente.</p><h4><strong>Estrela-do-mar coroa-de-espinhos</strong></h4><p>Essa espécie (<em>Acanthaster planci</em>) se distingue por seus<strong> longos espinhos venenosos </strong>e é comumente <strong>encontrada em recifes de coral</strong>. Além do risco para humanos, ela também é considerada uma séria ameaça aos ecossistemas de coral quando suas populações crescem descontroladamente.</p><p>O contato com seus espinhos pode causar<strong> inflamação severa, náuseas e dor que podem durar vários dias</strong>. Diferentemente de outras estrelas-do-mar, esta nunca deve ser tocada.</p><h2><strong>O que fazer se encontrar uma dessas espécies</strong></h2><p>No Havaí, muitos incidentes ocorrem porque algumas pessoas tentam tocar ou mover a vida marinha sem perceber que ainda podem representar um perigo. Muitas lesões acontecem justamente quando os turistas se aproximam demais para tirar fotos ou manusear os animais.</p><p>Após uma picada ou lesão,<strong> muitas situações pioram porque a pessoa continua nadando ou reage desesperadamente ainda na água</strong>. Quando a dor aumenta rapidamente, a respiração fica difícil ou o inchaço começa a se espalhar, a situação pode se tornar grave rapidamente.</p><p><strong> </strong></p><p class="texto-destacado">Em alguns casos, como picadas de água-viva, o vinagre pode ajudar a reduzir o efeito do veneno. No caso de ferimentos causados por ouriços-do-mar ou raias, os problemas geralmente pioram quando os espinhos ficam alojados sob a pele.</p><p>As<strong> autoridades locais também mantêm sistemas de alerta e bandeiras na praia</strong> quando o risco de correntes fortes ou espécies perigosas perto da costa aumenta.</p><p>Mas uma coisa permanece sempre certa: aventurar-se no oceano que circunda as ilhas também significa compartilhar a água com espécies que fazem parte de um dos ecossistemas marinhos mais ativos do Pacífico.<br> </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.islands.com/1717031/hawaii-most-dangeorus-wildlife-how-to-avoid/" target="_blank">Hawaii's Most Dangerous Wildlife And How To Avoid It On Your Vacation.</a> 16 de dezembro, 2024. Tanvi Akhauri.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-ameaca-invisivel-do-oceano-que-obriga-centenas-de-turistas-no-havai-a-sairem-da-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Você ainda vê vaga-lumes? Entenda os motivos por trás do desaparecimento preocupante do inseto ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 23:42:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O declínio deste pequeno inseto é impulsionado por um conjunto de fatores que destroem o seu habitat e interrompem o seu ciclo reprodutivo. Entenda aqui quais são estes fatores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto-1779988054485.jpg" data-image="rm4v0npjcxvz" alt="vaga-lumes" title="vaga-lumes"><figcaption>O Brasil abriga a maior diversidade desses insetos, mas metade da espécie no mundo está desaparecendo aos poucos e corre risco de extinção.</figcaption></figure><p><strong>Pequenos insetos que brilham no escuro, com uma bela cor verde</strong>. Víamos muito os vaga-lumes na nossa infância, tanto no interior quanto em áreas urbanas, não é mesmo?</p><p>São <strong>mais de 3 mil espécies de vaga-lumes espalhadas pelo planeta</strong> e a maioria delas está no Brasil. Pois é.. só que <strong>está cada vez mais difícil encontrar esses insetos piscando por aí</strong>. </p><div class="texto-destacado">E no atual ritmo de desaparecimento, pesquisadores estimam que, nos próximos 30 anos, metade da população de vaga-lumes deixará de existir.</div><p>Segundo pesquisadores, há alguns <strong>fatores que têm contribuído para a redução das populações deste inseto no mundo</strong>. Saiba quais são abaixo.</p><h2>Por que os vaga-lumes estão desaparecendo?</h2><p>Temos a sensação de que os vaga-lumes estão sumindo; e em diferentes lugares do mundo isso está sendo percebido. E de fato, alguns<strong> estudos já mostram que espécies vêm sofrendo declínios populacionais</strong>. </p><p>O desaparecimento dos vaga-lumes é um alerta ambiental grave. Por serem bioindicadores,<strong> seu sumiço reflete a degradação severa dos ecossistemas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto-1779988259672.jpg" data-image="f4uqiicyxprf" alt="vaga-lume" title="vaga-lume"><figcaption>Os vaga-lumes pertencem majoritariamente à família <em>Lampyridae</em>, um grupo de besouros famoso pela capacidade de produzir luz, um processo químico chamado de bioluminescência.</figcaption></figure><p> Acontece que eles <strong>dependem de ambientes muito específicos e sensíveis às transformações humanas para sobreviver</strong>. E <strong>este ambiente está sendo transformado </strong>no mundo atual.</p><p>Pesquisadores citam alguns <strong>fatores </strong>como os responsáveis pelo desaparecimento silencioso dos vaga-lumes, ao<strong> prejudicarem a alimentação e a reprodução </strong>deles.</p><div class="texto-destacado">Os vaga-lumes são sensíveis à poluição luminosa e química, e às mudanças de temperatura, umidade e vegetação, o que prejudica a alimentação e reprodução dos insetos.</div><p> O primeiro deles, e talvez um dos principais, é a<strong> poluição luminosa</strong>. A iluminação artificial de cidades, estradas, condomínios e áreas rurais reduzem o contraste natural da noite, dificultando expressivamente o ciclo reprodutivo do vaga-lume.</p><p>Mas não pára por aí. Eles estão perdendo seu habitat devido ao <strong>desmatamento</strong>, às <strong>queimadas </strong>e à <strong>urbanização</strong>. Estes processos<strong> destroem os locais úmidos e com vegetação que as larvas do inseto precisam</strong> <strong>para sobreviver </strong>e se alimentar. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html" title="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil">Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html" title="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil-1775762920667_320.jpg" alt="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil"></a></article></aside><p> O <strong>uso de pesticidas (agrotóxicos)</strong> é outro fator que contribui para o declínio da população de vaga-lumes ao redor do planeta. Pesticidas sistêmicos (como os neonicotinoides) <strong>contaminam o solo e a água, envenenando larvas e insetos adultos</strong>.</p><p>E o outro fator citado por pesquisadores são as tão faladas <strong>mudanças climáticas</strong>. O aumento das temperaturas globais e a alteração nos regimes de chuvas <strong>diminuem as áreas adequadas para o desenvolvimento das espécies</strong> de vaga-lumes. </p><h3>Como ajudar na preservação da espécie</h3><p>Para <strong>tentar reverter esse cenário</strong>, ou pelo menos amenizar o quadro, pequenas <strong>ações individuais</strong> podem fazer a diferença; são elas:</p><ul><li><strong>Apagar luzes exteriores</strong>: mantenha as luzes do jardim ou de varandas apagadas durante a noite para não interferir no acasalamento do inseto;</li><li><strong>Reduzir o uso de pesticidas</strong>: evite o uso de químicos nocivos no solo e nas plantas;</li><li><strong>Preservar áreas naturais</strong>: manter áreas de vegetação nativa e áreas úmidas nos quintais favorece a manutenção do habitat do inseto;</li></ul><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://theconversation.com/luzes-que-se-apagam-o-desaparecimento-silencioso-dos-vagalumes-283247" target="_blank">Luzes que se apagam: o desaparecimento silencioso dos vagalumes</a>. 20 de maio, 2026. Lucas Campello Gonçalves, André Silva Roza e José Ricardo Miras Mermudes.</em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/08/05/cientistas-alertam-para-risco-de-extincao-dos-vaga-lumes-entenda-principais-causas.ghtml" target="_blank">Cientistas alertam para risco de extinção dos vaga-lumes; entenda principais causas</a>. 05 de agosto, 2025. Redação G1/Jornal Nacional.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos criam nova árvore genealógica da Via Láctea: o cataclismo que poderia ter apagado seu passado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 22:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo reconstrói a turbulenta juventude da Via Láctea: o disco galáctico já estava em rotação antes do impacto com Gaia-Salsicha-Enceladus, uma fusão que provavelmente foi menos destrutiva do que se esperava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355422181.jpeg" data-image="p9cgmz6q9e9x" alt="Gaia-Sausage-Enceladus" title="Gaia-Sausage-Enceladus"><figcaption>Representação artística da colisão entre a Via Láctea e a galáxia Gaia-Salsicha-Enceladus, que ocorreu aproximadamente entre 9 e 10 bilhões de anos atrás.</figcaption></figure><p><strong>No início do Universo, as interações entre galáxias eram bastante frequentes</strong>. As galáxias estavam sujeitas a colisões de diferentes graus de catástrofe; da mesma forma, a captura de nuvens moleculares gigantes ou galáxias menores por galáxias maiores era um evento comum.</p><p>Nossa própria galáxia, a <strong>Via Láctea</strong>, não foi exceção. <strong>Até hoje, ela conserva vestígios dessas colisões</strong>. Graças ao imenso volume de medições de alta precisão coletadas durante a missão Gaia, um estudo recente possibilitou <strong>reconstruir a história da jovem Via Láctea e identificar as "cicatrizes" de colisões antigas</strong>.</p><h2>Via Láctea em formação, mas que já rotacionava<br></h2><p><strong>No início do Universo, as fusões de galáxias eram mais frequentes</strong> porque o universo era mais compacto, denso e rico em gás. Era uma época cosmológica durante a qual as galáxias ainda estavam se formando por meio de fusões sucessivas.</p><p>De acordo com o <strong>modelo cosmológico Lambda-CDM</strong>, pequenos halos de matéria escura gradualmente se agregaram para formar halos cada vez maiores. Dentro dessas estruturas, a formação de galáxias começou, e as <strong>galáxias cresceram por meio de colisões, acreção de gás e incorporação de sistemas menores</strong>.</p><div class="texto-destacado">O modelo cosmológico padrão Lambda-CDM descreve o universo como um sistema dominado por dois componentes invisíveis: a energia escura (Λ), responsável pela expansão acelerada, e a matéria escura fria (CDM), que impulsiona a formação de galáxias e aglomerados. Nesse modelo, as estruturas cósmicas crescem hierarquicamente: primeiro, formam-se pequenos halos de matéria escura, seguidos por galáxias cada vez maiores, construídas por meio de fusões e acreção.</div><p>Como apontam os dois autores do estudo, Matthew Orkney e Chervin Laporte, em um artigo publicado no periódico <em>Monthly Notices of the Royal Astronomical Society</em>,<strong> nossa galáxia serve como um laboratório único para o estudo dos processos de acreção de galáxias jovens</strong>, uma vez que somos capazes de medir a idade, a composição química e os movimentos de estrelas individuais.</p><p>O <strong>estudo focou na rotação primordial da galáxia</strong>. No âmbito do projeto Auriga, considerando 30 galáxias semelhantes à nossa, foram simuladas as consequências de uma variedade de colisões possíveis, revelando que, enquanto uma fusão radial pode apagar quase completamente os traços cinemáticos de um disco antigo, uma ou mais fusões menores podem aquecê-lo e deformá-lo sem destruí-lo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355664403.png" data-image="04aglrby61if"><figcaption>Exemplo de simulação de campos magnéticos galácticos obtida utilizando os supercomputadores do Projeto Auriga. Crédito: Projeto Auriga.</figcaption></figure><p>O resultado é surpreendente:<strong> apesar das colisões, nosso disco estelar pode ser mais antigo e mais resistente do que se pensava anteriormente</strong>.</p><h2>Gaia-Sausage-Enceladus foi menos violento do que o esperado</h2><p>A <strong>Via Láctea primordial </strong>ainda carrega os vestígios, ou melhor, as cicatrizes, de uma antiga colisão que culminou em uma fusão. A <strong>galáxia anã que colidiu com a nossa há aproximadamente 11 bilhões de anos é chamada de Gaia-Sausage-Enceladus</strong>.<em></em></p><div class="texto-destacado">O nome Gaia-Sausage-Enceladus combina vários elementos: Gaia, a missão astrométrica cujos dados permitiram a identificação de estrelas pertencentes à galáxia anã; Salsicha, porque as velocidades da galáxia anã têm uma distribuição em forma de salsicha; e Encélado, em homenagem ao gigante mitológico que foi derrotado e sepultado (dentro da Via Láctea).</div><p>Graças às medições das posições e velocidades de milhões de estrelas, possibilitadas pela missão Gaia, os astrônomos <strong>conseguiram identificar as estrelas que compõem esta galáxia anã</strong>.</p><p>Ao contrário das estrelas "indígenas" — aquelas nativas da Via Láctea —, essas <strong>estrelas seguem órbitas altamente alongadas (em forma de salsicha)</strong> e constituem um componente significativo do halo galáctico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Há aproximadamente 9 a 10 bilhões de anos, nossa galáxia colidiu com a galáxia anã Gaia-Sausage-Enceladus. Evidências desse impacto ainda podem ser observadas hoje na rotação da galáxia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com as conclusões deste estudo, o impacto não foi de grande magnitude. <strong>As estrelas da nossa galáxia, algumas com até 13,5 bilhões de anos, ainda conservam vestígios significativos do seu movimento rotacional original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomi-creano-un-nuovo-albero-genealogico-della-via-lattea-il-cataclisma-che-poteva-cancellarne-il-passato-1779355880642.png" data-image="eycsozqelbed" alt="Andromeda" title="Andromeda"><figcaption>Esta ilustração retrata uma fase da fusão prevista entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia vizinha de Andrômeda, tal como se desenrolará ao longo dos próximos bilhões de anos. Nesta imagem — que representa o céu noturno da Terra daqui a 3,75 bilhões de anos — Andrômeda (à esquerda) preenche todo o campo de visão e começa a distorcer a Via Láctea devido à força das marés. NASA; ESA; Z. Levay e R. van der Marel, STScI; T. Hallas; e A. Mellinger.</figcaption></figure><p>Se o impacto com Gaia-Sausage-Enceladus tivesse sido verdadeiramente violento, teria apagado todos os vestígios dessa rotação ordenada entre as antigas populações estelares do disco.</p><p>Estima-se que <strong>a primeira aproximação da galáxia anã tenha ocorrido há aproximadamente 11 bilhões de anos</strong>, enquanto a fusão em si teria se concluído entre 10 e 9 bilhões de anos atrás.</p><p><strong> </strong></p><h2>A explosão de formação estelar oculta em aglomerados globulares</h2><p>Evidências que confirmam esse encontro próximo com a galáxia anã Gaia-Sausage-Enceladus podem ser encontradas não apenas em padrões de rotação, mas também em aglomerados globulares: <strong>aglomerações esféricas de estrelas unidas pela gravidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707338" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-fantasma-de-uma-colisao-cosmica-foi-descoberto-no-aglomerado-de-perseu.html" title="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu">O "fantasma" de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-fantasma-de-uma-colisao-cosmica-foi-descoberto-no-aglomerado-de-perseu.html" title="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-fantasma-de-una-colision-cosmica-en-el-cumulo-de-perseo-1745427599021_320.jpg" alt="O 'fantasma' de uma colisão cósmica foi descoberto no aglomerado de Perseu"></a></article></aside><p>Esses aglomerados estelares têm uma idade que coincide com a época daquela primeira passagem próxima. Acredita-se que os <strong>efeitos gravitacionais exercidos por essa galáxia anã sobre o gás presente no halo da nossa Galáxia</strong> desencadearam um episódio de intensa formação estelar, uma "explosão estelar".</p><p>Consequentemente, <strong>essa fusão primordial não destruiu a Via Láctea</strong>; em vez disso, transformou-a: aquecendo uma porção do seu disco, misturando populações estelares de diversas origens e comprimindo o gás para dar origem a novas estrelas e aglomerados.</p><p><strong> </strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://academic.oup.com/mnras/article/548/4/staf2154/8667673?login=false">Build-up and survival of the disc: from numerical models of galaxy formation to the Milky Way</a>. 07 de maio, 2026. Matthew Orkney e Chervin Laporte.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-criam-nova-arvore-genealogica-da-via-lactea-o-cataclismo-que-poderia-ter-apagado-seu-passado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sinal da Antártica vai reduzir as chuvas no Centro-Sul por vários dias; entenda o fenômeno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 20:31:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A fase positiva da Oscilação Antártica favorece o fortalecimento do cinturão de ventos ao redor da Antártica, o que dificulta o avanço dos ciclones e frentes frias sobre o sul da América do Sul, incluindo parte do Brasil.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-se-consolidar-nas-proximas-semanas-entenda-o-mecanismo-que-pode-acelerar-o-aquecimento.html" target="_blank"> El Niño deve se consolidar nas próximas semanas; entenda o mecanismo que pode acelerar o aquecimento </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno-1779996149669.jpeg" data-image="tvy7e2jy69i8" alt="O início do inverno meteorológico será de pouca chuva em grande parte do país." title="O início do inverno meteorológico será de pouca chuva em grande parte do país."><figcaption>O início do inverno meteorológico será de pouca chuva em grande parte do país.</figcaption></figure><p>A previsão para a <strong>primeira semana de junho</strong> - o início do <strong>inverno </strong>meteorológico - indica <strong>tempo</strong> predominantemente <strong>seco</strong> e <strong>chuvas abaixo da média</strong> no <strong>Centro-Sul </strong>do país, e a explicação está na Antártida. </p><p>O Modo Anular Sul, também conhecido como <strong>Oscilação Antártica (AAO)</strong> é o principal modo de variabilidade extratropical do Hemisfério Sul, cujas <strong>fases</strong> <strong>positiva</strong> ou <strong>negativa</strong> <strong>definem</strong> <strong>se</strong> os sistemas transientes como <strong>ciclones</strong> e <strong>frentes</strong> frias <strong>conseguem avançar</strong> para latitudes mais baixas, em direção à América do Sul, ou se ficam aprisionadas sobre o continente antártico. Confira os detalhes.</p><h2>Previsão de pouca chuva no início de junho</h2><p>A<strong> previsão de anomalia semanal de precipitação</strong> do modelo ECMWF, de confiança da Meteored, indica que a <strong>primeira semana de junho</strong>, entre os dias 1 e 8, será de <strong>chuvas abaixo da média </strong>em uma ampla área do país, com os maiores desvios em relação à média sobre o Centro-Sul.</p><p>Essa informação pode ser vista no <strong>mapa abaixo</strong>, onde a escala de cores em verde representa chuvas acima da média, em branco chuvas dentro do normal, e <strong>chuvas abaixo da média em laranja.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno-1779996179235.png" alt="Previsão de anomalia semanal de chuva para a semana entre 1 e 8 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de chuva para a semana entre 1 e 8 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de chuva para a semana entre 1 e 8 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>maiores anomalias </strong>devem ser entre<strong> 30 e 60 mm</strong> numa área que abrange desde o <strong>norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná</strong>. Em toda a <strong>região Sul, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo </strong>as chuvas previstas devem ser<strong> até 30 mm abaixo da média</strong>, enquanto no Brasil Central e Nordeste, pelo menos 10 mm abaixo da média.</p><p>Embora<strong> chuvas abaixo da média não signifiquem necessariamente ausência de chuvas</strong>, os <strong>volumes</strong> previstos para a próxima semana são <strong>muito baixos</strong>. Isso pode ser visto nos mapas abaixo, que mostram a previsão de chuva acumulada até o domingo (31) e até a terça-feira (7), onde o Centro-Sul é destacado por um retângulo vermelho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno-1779996208899.png" data-image="uzz3tfm67vj7" alt="Previsão de chuva acumulada até 31/05 e até 07/06, segundo o ECMWF, destacando o Centro-Sul no retângulo vermelho." title="Previsão de chuva acumulada até 31/05 e até 07/06, segundo o ECMWF, destacando o Centro-Sul no retângulo vermelho."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até 31/05 e até 07/06, segundo o ECMWF, destacando o Centro-Sul no retângulo vermelho.</figcaption></figure><p>Quando comparamos os dois <strong>mapas</strong>, podemos observar que eles <strong>mudam</strong> muito <strong>pouco</strong> <strong>em 7 dias</strong>, com um leve aumento da precipitação acumulada na metade sul do Rio Grande do Sul e no Sudeste, mas as demais áreas permanecem com, praticamente, os<strong> mesmos volumes acumulados</strong>, indicando <strong>pouca ou nenhuma chuva</strong> neste horizonte de tempo.</p><h2>O papel da Oscilação Antártica</h2><p>A <strong>AAO</strong> é um <strong>padrão de variabilidade </strong>atmosférica do Hemisfério Sul <strong>definido</strong> pelas <strong>diferenças</strong> no campo de <strong>geopotencial</strong>, uma variável que indica regiões onde a <strong>atmosfera</strong> está mais <strong>expandida</strong> (quente) ou mais <strong>comprimida</strong> (fria).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Essas anomalias <strong>alteram</strong> o <strong>gradiente de pressão</strong> entre a Antártica e as médias latitudes do Hemisfério Sul, <strong>determinando</strong> a <strong>intensidade</strong> do <strong>cinturão de ventos de oeste</strong> que circula o continente antártico.</p><p>Quando a AAO está em sua<strong> fase positiva</strong> os <strong>ventos</strong> ao redor da Antártica se <strong>fortalecem</strong>, tornando a circulação atmosférica mais organizada em altas latitudes. Com isso,<strong> frentes frias e ciclones </strong>tendem a <strong>permanecer</strong> mais <strong>confinados</strong> à <strong>Antártica</strong>. O resultado é uma redução da frequência de frentes frias avançando sobre o sul da América do Sul, o que <strong>favorece</strong> <strong>períodos</strong> mais <strong>secos</strong> no Centro-Sul do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno-1779996254817.png" data-image="kyy82fvs5ioh" alt="Efeitos da fase positiva da AAO em termos de ciclones, anticiclones, formação de frentes frias e anomalias de precipitação." title="Efeitos da fase positiva da AAO em termos de ciclones, anticiclones, formação de frentes frias e anomalias de precipitação."><figcaption>Efeitos da fase positiva da AAO em termos de ciclones, anticiclones, formação de frentes frias e anomalias de precipitação. Créditos: GrEC-USP e Reboita et al. (2021).</figcaption></figure><p>Os<strong> gráficos abaixo</strong> mostram a<strong> previsão da AAO</strong> para os próximos 7, 10 e 15 dias (esquerda), onde há predomínio da <strong>fase positiva</strong> da oscilação. À direita é mostrado um<strong> corte vertical </strong>da atmosfera sobre a Antártica, desde a superfície até os níveis mais altos da troposfera e estratosfera, entre 27 de janeiro e 26 de maio. A escala de cores mostra em <strong>vermelho</strong> <strong>anomalias positivas</strong> de <strong>geopotencial</strong> (que representa uma atmosfera mais <strong>quente</strong>) e em <strong>azul</strong> <strong>anomalias</strong> <strong>negativas</strong> (atmosfera mais <strong>fria</strong>). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno-1779996227771.png" data-image="wcwhskdjbsh8" alt="Observação e previsão de fase da AAO (esquerda) e corte vertical na atmosfera sobre a Antártica, destacando como anomalias positivas/negativas de geopotencial estão associadas com fases positiva/negativa da oscilação." title="Observação e previsão de fase da AAO (esquerda) e corte vertical na atmosfera sobre a Antártica, destacando como anomalias positivas/negativas de geopotencial estão associadas com fases positiva/negativa da oscilação."><figcaption>Observação e previsão de fase da AAO (esquerda) e corte vertical na atmosfera sobre a Antártica, destacando como anomalias positivas/negativas de geopotencial estão associadas com fases positiva/negativa da oscilação.</figcaption></figure><p>As <strong>áreas em az</strong><strong>ul </strong>podem ser <strong>interpretadas</strong> como um<strong> vórtice polar mais forte</strong> e organizado, característica típica de períodos de AAO positiva (veja o gráfico azul abaixo do corte vertical). Esse padrão <strong>dificulta o avanço </strong>frequente de<strong> ciclones </strong>e <strong>frentes</strong> frias sobre o Centro-Sul do Brasil, contribuindo para um período mais seco no início de junho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo firme ganha força no Centro-Sul com sequência de dias secos; saiba quando a chuva retorna]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-firme-ganha-forca-no-centro-sul-com-sequencia-de-dias-secos-saiba-quando-a-chuva-retorna.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 19:42:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após chuva no Sul entre sexta e sábado, o Centro-Sul terá vários dias de tempo firme e pouca precipitação, mas as projeções indicam retorno gradual da umidade depois de 8 de junho, com cautela no Brasil Central.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-a-vista-instabilidade-rompe-o-tempo-seco-e-pode-surpreender-o-df-e-o-centro-oeste.html" target="_blank">Chuva à vista: instabilidade rompe o tempo seco e pode surpreender o DF e o Centro-Oeste.</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-firme-ganha-forca-no-centro-sul-com-sequencia-de-dias-secos-saiba-quando-a-chuva-retorna-1779997215981.jpg" data-image="q2t87k0hnjla" alt="previsão centro-sul" title="previsão centro-sul"><figcaption>Tempo firme deve predominar em grande parte do Centro-Sul nos próximos dias, com redução da umidade e sequência de pouca chuva após as instabilidades no Sul.</figcaption></figure><p>Depois de um fim de semana com instabilidades sobre parte da Região Sul, <strong>o tempo volta a ficar mais firme em grande parte do Centro-Sul do Brasil</strong>. A chuva ainda aparece entre esta sexta-feira e o sábado, mas esse episódio não muda o cenário principal previsto para os próximos dias. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Com a passagem dessa instabilidade, a tendência volta a ser de predomínio de tempo firme</strong>, vários dias com pouca chuva e maior presença de ar seco em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-firme-ganha-forca-no-centro-sul-com-sequencia-de-dias-secos-saiba-quando-a-chuva-retorna-1779980373588.jpg" data-image="rg8jf832ra9h" alt="chuva, acumulada, precipitação" title="chuva, acumulada, precipitação"><figcaption>Chuva acumulada até sábado mostra volumes mais concentrados no Sul, enquanto grande parte do Centro-Sul segue com pouca precipitação nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>A mudança mais importante está na duração desse período seco: <strong>mesmo com chuva no começo, a primeira semana de junho deve ter baixa frequência</strong> de precipitação sobre boa parte da região.</p><h2>Primeira semana de junho com pouca chuva no Centro-Sul </h2><p>Até 8 de junho, a chuva deve ficar abaixo do normal em áreas importantes do Centro-Sul. <strong>A instabilidade prevista para o Sul entre sexta-feira (29) e sábado (30) tende a ser passageira</strong> e não deve abrir uma sequência de novos episódios amplos de chuva logo nos dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-firme-ganha-forca-no-centro-sul-com-sequencia-de-dias-secos-saiba-quando-a-chuva-retorna-1779978047596.jpg" data-image="6408fjqjkuf1" alt="sul, sudeste, anomalia" title="sul, sudeste, anomalia"><figcaption>Anomalia semanal de precipitação indica chuva abaixo da média em grande parte do Centro-Sul até 8 de junho, reforçando o predomínio de tempo firme após a instabilidade no Sul.</figcaption></figure><p>Com isso, <strong>o início de junho será marcado por um padrão mais firme, com baixa frequência de precipitação e vários dias de tempo seco entre o Sul</strong>, o Sudeste e o Centro-Oeste. A chuva até pode ocorrer de forma pontual, mas sem força suficiente para mudar o comportamento dominante da semana.</p><h2>Chuvas retornam entre 8 e 15 de junho </h2><p><strong>Entre 8 e 15 de junho, a umidade tende a retornar em parte do Centro-Sul do Brasil</strong>. Depois de vários dias com predomínio de tempo firme, a chuva volta a aparecer com maior frequência entre a Região Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-firme-ganha-forca-no-centro-sul-com-sequencia-de-dias-secos-saiba-quando-a-chuva-retorna-1779979116068.jpg" data-image="vtmqd6p9wewa" alt="junho, anomalia, seca, chuva" title="junho, anomalia, seca, chuva"><figcaption>Anomalia de precipitação entre 8 e 15 de junho indica retorno da umidade em parte do Centro-Sul, com sinal mais favorável à chuva entre MS, SP e PR.</figcaption></figure><p>Os <strong>episódios mais expressivos devem se concentrar principalmente sobre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná</strong>, onde a umidade encontra melhores condições para se organizar. Esse período marca uma mudança em relação à primeira semana do mês, quando o ar mais seco limita a formação de instabilidades amplas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A tendência não deve ser interpretada como chuva intensa e generalizada sobre todo o interior do país. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Por isso, em parte do Brasil Central, o mais provável é o aumento de nebulosidade, com chuva mais irregular e episódios isolados.<strong> Os volumes mais consistentes ficam mais bem posicionados entre Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná </strong>e áreas próximas, onde o retorno da umidade tende a ser mais evidente.</p><h2>Segunda quinzena mantém sinal de umidade </h2><p>Avançando pelas semanas seguintes de junho, a tendência é de uma atmosfera com maior frequência de umidade em parte do Centro-Sul. <strong>Esse sinal aparece especialmente voltado para o norte da Região Sul, além de áreas do Sudeste </strong>e do Centro-Oeste, indicando que o padrão muito seco da primeira semana tende a perder força gradualmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771049" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/prepare-se-para-a-mudanca-no-tempo-frio-ganha-forca-em-sp-rj-e-mg-antes-da-chegada-de-chuvas-e-trovoadas.html" title="Prepare-se para a mudança no tempo: frio ganha força em SP, RJ e MG antes da chegada de chuvas e trovoadas">Prepare-se para a mudança no tempo: frio ganha força em SP, RJ e MG antes da chegada de chuvas e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/prepare-se-para-a-mudanca-no-tempo-frio-ganha-forca-em-sp-rj-e-mg-antes-da-chegada-de-chuvas-e-trovoadas.html" title="Prepare-se para a mudança no tempo: frio ganha força em SP, RJ e MG antes da chegada de chuvas e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-ganha-forca-em-sp-rj-e-mg-antes-de-virada-com-chuva-e-trovoadas-veja-o-alerta-1779903170898_320.jpg" alt="Prepare-se para a mudança no tempo: frio ganha força em SP, RJ e MG antes da chegada de chuvas e trovoadas"></a></article></aside><p><strong>Entre 15 e 22 de junho, a chuva ainda pode ocorrer de forma irregular, sem uma distribuição ampla e homogênea sobre toda a Região Sul. </strong>Mesmo assim, a tendência para a reta final do mês aponta para uma expansão mais significativa do padrão de precipitação, com possibilidade de a chuva alcançar a região Sul como um todo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-firme-ganha-forca-no-centro-sul-com-sequencia-de-dias-secos-saiba-quando-a-chuva-retorna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas voltam a atingir 7 estados do Centro-Sul mesmo sem frente fria; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-voltam-a-atingir-7-estados-do-centro-sul-mesmo-sem-frente-fria-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 18:27:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma área de baixa pressão atmosférica deve provocar chuva forte, temporais e risco de granizo entre os dias 29 e 30 no Sul e Sudeste do Brasil, atingindo estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-pulsos-de-ar-frio-mantem-temperaturas-baixas-no-centro-sul.html" target="_blank">Sequência de pulsos de ar frio mantém temperaturas baixas no Centro-Sul</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabjaz6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabjaz6.jpg" id="xabjaz6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta sexta-feira (29), uma <strong>região de baixa pressão</strong>, chamada de “<em>cavado”</em>, se desenvolverá sobre parte do Brasil, ocasionando a formação de <strong>nebulosidade intensa e chuvas sobre o centro-sul do país</strong> mesmo que o sistema não origine um ciclone e nem uma frente fria no processo. A sua movimentação ao longo dos próximos dias pode ser observada no vídeo acima.</p><div class="texto-destacado">Um cavado atmosférico é uma região alongada de baixa pressão na atmosfera, associada à instabilidade e ao movimento ascendente do ar. O sistema favorece a formação de nuvens, chuvas e tempestades, frequentemente intensificando áreas de instabilidade sobre o Brasil.</div><p>Graças à formação deste sistema, o <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) <strong>emitiu avisos</strong> para o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e oeste do Paraná, e sul do Mato Grosso do Sul. Há risco de chuvas de <strong>50 mm/dia</strong>, ventos intensos de até <strong>60 km/h</strong>, e queda de <strong>granizo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-voltam-a-atingir-7-estados-do-centro-sul-mesmo-sem-frente-fria-veja-a-previsao-1779983781250.jpg" data-image="dne1lr9za6xs" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do sábado." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do sábado."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do sábado mostra que os volumes podem chegar a 50 mm entre a sexta e o sábado, com os maiores acumulados no norte do RS.</figcaption></figure><p>Na imagem acima podem observar que os <strong>acumulados mais intensos</strong> serão registrados no <strong>norte do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina</strong>. A maior parte desta região será atingida ao longo da sexta-feira (29), mas o leste de Santa Catarina e do Paraná serão mais atingidos ao longo do sábado (30), conforme as chuvas se deslocam em direção ao oceano Atlântico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A passagem deste sistema traz risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos, especialmente em áreas urbanas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso significa que as capitais <strong>Florianópolis</strong> e <strong>Curitiba</strong> serão afetadas pela chuva <strong>especialmente no sábado</strong>, assim como Porto Alegre - Embora, nesta última, haja apenas previsão de chuvas fracas e pouco significativas.</p><h2>Além do Sul, tempestades também se formam no Sudeste</h2><p>Ainda na sexta, o sistema será capaz de atingir também o <strong>sul do Mato Grosso do Sul</strong> com chuvas moderadas. Ao longo do sábado (30), o sistema avançará e atingirá o leste de <strong>São Paulo</strong>, oeste de <strong>Minas Gerais</strong> e o <strong>Rio de Janeiro</strong> com pancadas de chuva moderadas, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-voltam-a-atingir-7-estados-do-centro-sul-mesmo-sem-frente-fria-veja-a-previsao-1779983834878.jpg" data-image="piw6ocwxeg1u" alt="Previsão de nebulosidade e chuva no sábado durante a tarde." title="Previsão de nebulosidade e chuva no sábado durante a tarde."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva no sábado durante a tarde mostra o sistema ocasionando chuvas entre o leste de SP, oeste de MG e sul do RJ, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Embora haja previsão apenas de chuvas fracas na região metropolitana de São Paulo, as chuvas chegam a atingir com <strong>mais força</strong> as capitais<strong> Belo Horizonte</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong> no <strong>sábado durante a tarde</strong>. Com isso, o sistema será capaz de atingir <strong>7</strong> estados ao longo dos próximos dias com chuvas significativas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Vale notar que<strong> não há previsão de acumulados extremos ou torrenciais de chuva</strong>, mas mesmo assim as tempestades <strong>podem causar transtornos</strong> em vários municípios. Por isso, caso você esteja em um destes estados, não deixe de acompanhar também as previsões de chuva específicas para o seu município, que estão disponíveis aqui no portal. Assim, você evita ser pego de surpresa pelo mau tempo neste final de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-voltam-a-atingir-7-estados-do-centro-sul-mesmo-sem-frente-fria-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mesmo sem frente fria, tempo muda no Sudeste com chuva nesta sexta e sábado; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/mesmo-sem-frente-fria-tempo-muda-no-sudeste-com-chuva-nesta-sexta-e-sabado-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 14:48:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva ganha força novamente no Sudeste entre esta sexta-feira (29) e o sábado (30), com riscos de pancadas fortes e temporais especialmente em São Paulo e Minas Gerais.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-a-vista-instabilidade-rompe-o-tempo-seco-e-pode-surpreender-o-df-e-o-centro-oeste.html" target="_blank">Chuva à vista: instabilidade rompe o tempo seco e pode surpreender o DF e o Centro-Oeste</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabicro"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabicro.jpg" id="xabicro"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O sistema frontal que influenciou o tempo no <strong>Sudeste </strong>recentemente já se encontra bem afastado do continente. Contudo, a maior <strong>entrada de umidade do mar </strong>e a<strong> atuação de perturbações atmosféricas</strong> <strong>trazem de volta as chuvas para a região</strong> entre esta <strong>sexta-feira (29) e o sábado (30)</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Sendo assim, a <strong>chuva volta a ganhar força no último fim de semana de maio</strong> em parte da região, <strong>especialmente em São Paulo e em Minas Gerais</strong>, com riscos de <strong>pancadas fortes e temporais </strong>com muitos raios.</p><p>Além disso, <strong>as manhãs ainda terão temperaturas mais baixas</strong> e até com uma <strong>leve sensação de friozinho </strong>em algumas localidades e as<strong> tardes com temperaturas mais amenas</strong>.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir os detalhes da previsão </strong>do tempo.</p><h2>Chuvas significativas retornam ao Sudeste no fim de semana</h2><p>A <strong>sexta-feira (29) </strong>começa com<strong> tempo mais firme e sol entre algumas nuvens no Sudeste</strong>.</p><p><strong>À tarde, a nebulosidade aumenta, mas não há previsão de chuvas significativas</strong>. Pode ocorrer <strong>chuva fraca ou garoa em áreas litorâneas</strong> de São Paulo e no Rio de Janeiro.</p><p><strong>Na capital paulista, ainda não chove na sexta-feira (29)</strong>, e o dia será de sol com muitas nuvens variando com alguns períodos de céu nublado. <strong>Na capital fluminense há chance de chuva fraca a qualquer momento do dia</strong> e céu parcialmente nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mesmo-sem-frente-fria-tempo-muda-no-sudeste-com-chuva-nesta-sexta-e-sabado-veja-a-previsao-1779977956296.png" data-image="94t1zdt453da"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sábado (30) às 17h à esquerda e para as 21h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Mas é <strong>no sábado (30) que as chuvas ganham força</strong>. Pela <strong>manhã </strong>já podem ocorrer<strong> chuvas fracas e pontuais em áreas paulistas, mineiras e fluminenses</strong>.</p><p>Durante a <strong>tarde</strong>,<strong> </strong>são esperadas<strong> chuvas moderadas</strong> e com <strong>riscos de pancadas fortes e temporais</strong> na porção <strong>norte de São Paulo</strong>, <strong>sul de Minas Gerais</strong> e <strong>Triângulo Mineiro </strong>e <strong>sul do Rio de Janeiro</strong>.</p><div class="texto-destacado">As chuvas retornam neste sábado (30) a São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e com mais força e risco de temporais nos estados paulista e mineiro.</div><p><strong>Ao longo da noite</strong> (30), as<strong> chuvas reduzem no território paulista</strong> e<strong> ficam concentradas no centro-sul fluminense e em áreas do centro e leste de Minas Gerais</strong>, ocorrendo com intensidade fraca a moderada. E <strong>ainda haverá risco de temporais isolados no estado mineiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mesmo-sem-frente-fria-tempo-muda-no-sudeste-com-chuva-nesta-sexta-e-sabado-veja-a-previsao-1779978026949.jpg" data-image="nusq6eacj7br"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sábado (30) às 16h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>sábado (30)</strong>, a<strong> capital paulista </strong>terá céu de sol com muitas nuvens pela manhã e ficando nublado durante a tarde/noite. Há<strong> previsão de garoa mais pro fim do dia e à noite</strong>. Na<strong> cidade do Rio de Janeiro</strong>, o dia será de sol com algumas nuvens e <strong>chance de chuva fraca à noite</strong>. Em <strong>Belo Horizonte</strong>, céu parcialmente nublado e ainda <strong>sem previsão de chuvas</strong>.</p><p>O <strong>domingo (31) terá uma redução das condições para chuvas no Sudeste</strong>.</p><p>O estado de <strong>São Paulo volta a ter tempo mais firme </strong>e com céu claro durante o dia. A<strong> capital paulista terá sol com muitas nuvens e sem previsão de chuva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mesmo-sem-frente-fria-tempo-muda-no-sudeste-com-chuva-nesta-sexta-e-sabado-veja-a-previsao-1779978102961.jpg" data-image="0i4fjpjxs633"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para domingo (31) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No período da <strong>tarde (31)</strong>, há possibilidade de <strong>chuva fraca e isolada ou garoa</strong> em áreas pontuais do <strong>centro e leste de Minas Gerais</strong>, do <strong>Rio de Janeiro</strong> e do <strong>sul do Espírito Santo</strong>, mas <strong>não há riscos de temporais</strong>.</p><p>A <strong>capital mineira terá chance de chuva fraca à tarde e no início da noite</strong>, com céu com poucas nuvens. Já a <strong>capital fluminense tem baixo potencial para chuvas</strong> e céu de sol com poucas nuvens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/mesmo-sem-frente-fria-tempo-muda-no-sudeste-com-chuva-nesta-sexta-e-sabado-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Graças às missões Voyager, compreendemos agora como o vento solar abranda, se transforma e, por fim, dá lugar ao meio interestelar, marcando o limite do domínio do Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945.jpg" data-image="q2cyzrkglg17"><figcaption>A heliosfera funciona como um escudo que protege os planetas da radiação interestelar.</figcaption></figure><p>O Sol não só ilumina e aquece o Sistema Solar, proporcionando vida à Terra, como também nos envolve numa bolha invisível chamada <strong>heliosfera</strong>, uma região dominada pelo <strong>vento solar</strong> — um fluxo contínuo de partículas carregadas que se expande em todas as direções a partir da atmosfera solar.</p><p>À medida que este vento se afasta do Sol, transporta o campo magnético solar e interage com planetas, cometas e poeira. No entanto, esta influência não é infinita, pois existe <strong>um limite onde outras estrelas começam a exercer uma pressão comparável</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A heliosfera atua como uma espécie de escudo contra as partículas energéticas provenientes da galáxia</strong>, reduzindo os raios cósmicos e, ao mesmo tempo, definindo a região controlada principalmente pelo Sol. É uma fronteira natural entre o nosso sistema planetário e o meio interestelar.</div><p>Esta transição não ocorre abruptamente, mas sim através de<strong> regiões bem definidas onde o vento solar perde progressivamente velocidade e energia</strong>, pelo que compreender onde esta bolha termina é fundamental para compreender a relação entre o Sol e a galáxia.</p><p>Duas destas regiões são fundamentais, conhecidas como <strong>choque de terminação e heliopausa</strong>. Permitem-nos reconstruir a forma como o plasma solar interage com o meio interestelar local e a dinâmica do Sistema Solar à medida que este se move através do ambiente galáctico.</p><h2>A zona onde o vento solar abranda</h2><p>O <strong>choque de terminação</strong> é a região onde o vento solar deixa de viajar a velocidades supersónicas. Ao deparar-se com a resistência do meio interestelar, o fluxo abranda abruptamente, transformando parte da sua energia cinética em calor e turbulência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029936188.jpg" data-image="llwm3e6yo71a"><figcaption>Regiões da heliosfera onde se podem observar a heliopausa e o choque terminal. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Nesta região, <strong>o plasma solar torna-se mais denso e caótico, e o campo magnético altera a sua configuração</strong>. Não se trata de uma parede sólida, mas sim de uma zona extensa onde as propriedades físicas do vento solar começam a mudar significativamente.</p><p>Antes de se obterem medições diretas, esta região era apenas um conceito teórico apoiado por modelos. Só quando conseguimos detetá-la diretamente é que se <strong>confirmou o comportamento dos fluxos de plasma em grande escala e a forma como a energia é distribuída nos limites do sistema</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura.html" title="E se a energia escura não existe? Pesquisadores argumentam modelo que exclui energia escura">E se a energia escura não existe? Pesquisadores argumentam modelo que exclui energia escura</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura.html" title="E se a energia escura não existe? Pesquisadores argumentam modelo que exclui energia escura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura-1734809632347_320.png" alt="E se a energia escura não existe? Pesquisadores argumentam modelo que exclui energia escura"></a></article></aside><p>O estudo desta região revelou também que o choque não é perfeitamente esférico, uma vez que a sua distância em relação ao Sol varia consoante a direção. Isto é influenciado pelo <strong>movimento do Sistema Solar através da galáxia</strong>, bem como pela <strong>pressão exercida pelo campo magnético interestelar circundante</strong>.</p><h3>A verdadeira fronteira do Sistema Solar</h3><p>Para além do choque terminal encontra-se a heliopausa, a região onde a pressão do vento solar se equilibra com a do meio interestelar. Neste ponto, o plasma solar deixa de dominar e dá-se início a um <strong>ambiente controlado pela galáxia</strong>.</p><p>Ao atravessar a heliopausa, observa-se uma queda abrupta nas partículas de origem solar e um aumento nas partículas interestelares, uma mudança que confirma que se trata de uma <strong>verdadeira fronteira física</strong> e não apenas de uma fronteira teórica definida por modelos computacionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029817791.jpg" data-image="4bhghr1kdfio"><figcaption>As missões Voyager 1 e 2 são os objetos criados pelo homem que chegaram mais longe no espaço.</figcaption></figure><p>As medições indicam que o campo magnético para além da heliopausa é mais estável e, surpreendentemente, não altera drasticamente a sua orientação, sugerindo uma <strong>interação complexa entre os campos magnéticos solar e interestelar</strong>, mais suave do que inicialmente se esperava.</p><p>Uma coisa que aprendemos é que esta "fronteira" é dinâmica e responde à atividade solar, uma vez que a sua posição pode deslocar-se com os ciclos do Sol, expandindo-se ou contraindo-se. Isto mostra que <strong>a borda do Sistema Solar não é fixa, mas varia com uma cadência</strong> que depende das mudanças de humor da nossa estrela.</p><h3>As missões Voyager: O legado de Sagan</h3><p><strong>As sondas Voyager 1 e Voyager 2 foram as primeiras a explorar diretamente estas regiões</strong>. Lançadas em 1977, atravessaram o choque terminal e a heliopausa em anos diferentes, fornecendo dados históricos sobre os limites do sistema solar.</p><p>Os seus instrumentos detetaram ondas de choque, alterações abruptas na densidade do plasma, tal como discutido anteriormente, bem como variações na intensidade dos campos magnéticos. Estes dados permitiram <strong>reconstruir a verdadeira estrutura da heliosfera</strong> e confirmar que a sua forma é assimétrica e distorcida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>Uma das descobertas mais importantes foi compreender que o espaço interestelar próximo não é uniforme, algo confirmado pela medição das diferenças nas partículas e nos campos ao longo das suas trajetórias, revelando um<strong> ambiente galáctico dinâmico que também interage continuamente com a bolha solar</strong>.</p><p>Graças a estas e outras missões, como a <em>New Horizons</em>, sabemos agora que<strong> o Sistema Solar não termina na órbita do último planeta</strong>. A sua fronteira é uma região ativa e complexa onde o Sol e a galáxia definem, em conjunto, a vizinhança cósmica em que vivemos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ilha da Boa Viagem se torna parte de Circuito Cultural de Niterói após longo período de restauração]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/ilha-da-boa-viagem-se-torna-parte-de-circuito-cultural-de-niteroi-apos-longo-periodo-de-restauracao.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 10:11:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Ilha de Boa Viagem é um dos principais pontos turísticos de Niterói (RJ), encantando moradores e visitantes com sua beleza, e agora faz parte de um Circuito Cultural da cidade. Saiba mais abaixo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ilha-da-boa-viagem-se-torna-parte-de-circuito-cultural-de-niteroi-apos-longo-periodo-de-restauracao-1779915866520.jpg" data-image="9ppwbz5eq5zi"><figcaption>A ilha passou por uma grande restauração e hoje abriga um circuito cultural com capela, fortim e um casarão histórico. Ela se conecta ao continente através de uma ponte de pedra. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A<strong> Ilha de Boa Viagem</strong> é <strong>um dos pontos turísticos mais charmosos de Niterói</strong>, no Rio de Janeiro, com sua igrejinha histórica, ruínas coloniais e uma <strong>vista espetacular da Baía de Guanabara</strong>, encantando moradores e visitantes com sua beleza e história.</p><p>Ela fica localizada no interior da Baía de Guanabara, bem <strong>próxima à Praia de Boa Viagem</strong>, sendo facilmente avistada da orla e<strong> ligada ao continente através de uma pequena ponte de pedras</strong>.</p><div class="texto-destacado">As primeiras construções na ilha datam de 1650, e seu conjunto arquitetônico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938 por sua importância cultural. </div><p><strong>Após um período de restauração pela prefeitura da cidade, o espaço foi reaberto ao público em janeiro de 2025</strong>, com visitação gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.</p><h2>A sua história</h2><p>A ilha<strong> foi ocupada desde o período colonial e abrigou um forte de proteção da Baía de Guanabara</strong>, conhecido como Forte do Presépio ou Forte de Boa Viagem. <strong>No século 17, foi construída a charmosa Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem</strong>, que se tornou o símbolo da ilha. </p><p>Durante a invasão francesa de 1711, a igreja foi destruída e uma nova foi construída em seu lugar em 1780. <strong>Na década de 1940, o casarão conhecido como “castelo” também foi erguido</strong> no local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ilha-da-boa-viagem-se-torna-parte-de-circuito-cultural-de-niteroi-apos-longo-periodo-de-restauracao-1779916126278.jpg" data-image="me1xgw573sx5"><figcaption>A Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Ilha de Boa Viagem, em Niterói (RJ). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A Ilha da Boa Viagem ficou assim conhecida porque <strong>navegadores, no convés de suas embarcações, costumavam se ajoelhar diante dela para agradecer ou pedir proteção </strong>em suas chegadas e partidas.</p><p>Por lá você vai encontrar também as <strong>ruínas do Fortim, estruturas militares que faziam parte da segunda linha de defesa da Baía</strong> de Guanabara.</p><h2>Parte do Circuito Cultural Paulo Gustavo</h2><p>A Ilha<strong> passou a integrar o Circuito Turístico Cultural Paulo Gustavo</strong> – uma rota que inicia na Praça do Rádio Amador, passando pelo calçadão da praia de Icaraí e o Museu de Arte Contemporânea. Este Circuito é uma <strong>homenagem ao falecido ator e humorista brasileiro Paulo Gustavo</strong>, que sempre expressou admiração por Niterói, a sua cidade natal. </p><p>O Circuito é uma experiência a ser realizada através de<strong> totens com sinalização digital</strong> (QR Code) <strong>instalados em oito pontos turísticos da cidade</strong>, um dos quais é a Ilha. Nestes totens, os visitantes podem conhecer o mundo cinematográfico, rever cenas e recordar um pouco da vida e da carreira do ator.</p><h2>Como chegar à Ilha?</h2><p>Para quem está no Rio de Janeiro, deve pegar a<strong> barca Rio-Niterói ou atravessar a Ponte Rio-Niterói de carro</strong>.</p><p>Aí<strong> siga até a orla de Niterói, no bairro de Boa Viagem</strong>. Estacione próximo ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), que fica a poucos metros da entrada da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ilha-da-boa-viagem-se-torna-parte-de-circuito-cultural-de-niteroi-apos-longo-periodo-de-restauracao-1779916436653.jpg" data-image="cbcp7i9qgzbu"><figcaption>Vista da ponte que liga o continente à Ilha. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Aí você <strong>seguirá a pé por uma ponte estreita de pedras que liga a ilha ao continente</strong>. A travessia é curta e tranquila.</p><p>Uma <strong>dica</strong>: <strong>leve água, protetor solar e vá com um calçado confortável</strong>, pois o trajeto dentro da ilha tem subidas e caminhos de pedra.</p><h2>Quando visitar a Ilha?</h2><p>Em relação ao clima, os melhores meses são <strong>entre maio e setembro, quando chove menos e o céu costuma estar mais limpo</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/ilha-da-boa-viagem-compoe-novo-circuito-cultural-em-niteroi/" target="_blank">Ilha da Boa Viagem compõe novo circuito cultural em Niterói</a>. 24 de maio, 2026. Clarice Sena.</em></p><p><em><a href="https://vivinaviagem.com/ilha-de-boa-viagem-niteroi/" target="_blank">Ilha de Boa Viagem: história, dicas e como visitar esse tesouro de Niterói</a>. 22 de abril, 2025. Viviane Carneiro. </em></p><p><em><a href="https://niteroi.rj.gov.br/circuito-turistico-cultural-paulo-gustavo-vai-contar-historias-do-ator-em-niteroi/" target="_blank">Circuito Turístico Cultural Paulo Gustavo vai contar histórias do ator em Niterói</a>. 13 de outubro, 2022. Redação Prefeitura de Niterói.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/ilha-da-boa-viagem-se-torna-parte-de-circuito-cultural-de-niteroi-apos-longo-periodo-de-restauracao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>