<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 30 Aug 2026 21:40:22 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 21:40:22 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 20:58:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Redução do gelo marinho no leste da Groenlândia permite que baleias ocupem águas antes inacessíveis, enquanto mudanças na temperatura e na oferta de alimento transformam ecossistemas do Ártico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes-1788110478632.jpg" data-image="fl61jh6wjqeo" alt="Baleias-comuns se alimentam nas águas livres de gelo do leste da Groenlândia, enquanto cientistas observam de seus barcos" title="Baleias-comuns se alimentam nas águas livres de gelo do leste da Groenlândia, enquanto cientistas observam de seus barcos"><figcaption>Baleias-comuns se alimentam nas águas livres de gelo do leste da Groenlândia, enquanto cientistas observam de seus barcos. Crédito: Fernando Ugarte</figcaption></figure><p>O<strong> derretimento do gelo marinho no leste da Groenlândia</strong> está permitindo que grandes baleias ocupem áreas costeiras que, até pouco tempo atrás, permaneciam bloqueadas durante boa parte do ano. A mudança foi identificada por pesquisadores em um estudo que reuniu décadas de observações.</p><p><strong>Baleias-jubarte, baleias-comuns e baleias-minke</strong> passaram a ser registradas em maior número nas águas livres de gelo durante o verão. Segundo os cientistas, os animais estão aproveitando novas oportunidades de alimentação criadas pelo aquecimento do oceano e pela chegada de cardumes às regiões antes cobertas pelo gelo.</p><p>O fenômeno é considerado pelos pesquisadores uma<strong> transformação significativa no funcionamento do ecossistema marinho </strong>do leste da Groenlândia. A equipe descreve o cenário como uma mudança no regime ecológico do Ártico, impulsionada principalmente pelas alterações climáticas.</p><h2>Avistamentos aumentam na região</h2><p>A dimensão da transformação aparece nos levantamentos realizados ao longo dos anos. Até <strong>2006</strong>, as pesquisas feitas a partir de navios<strong> não haviam registrado nenhum avistamento de baleias-jubarte na região. </strong>Em 2007, foram identificados sete animais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes-1788110595084.jpg" data-image="giqoco18n9y7" alt="Uma baleia-jubarte se alimentando em águas costeiras subárticas" title="Uma baleia-jubarte se alimentando em águas costeiras subárticas"><figcaption>Uma baleia-jubarte se alimentando em águas costeiras subárticas. Crédito: Fernando Ugarte</figcaption></figure><p>Já em<strong> 2024</strong>, <strong>o número chegou a 150 avistamentos de baleias-jubarte</strong> durante as expedições. Os pesquisadores também realizaram levantamentos aéreos sistemáticos em 2015 e 2024 para acompanhar a presença de diferentes espécies de baleias-de-barbatana.</p><p>Os dados foram combinados com informações obtidas por meio de <strong>transmissores via satélite instalados em 15 baleias e com relatos de caçadores inuítes.</strong> A análise permitiu construir um panorama mais amplo da movimentação dos animais e das mudanças ocorridas no ambiente marinho.</p><h2>Milhares de baleias aproveitam águas mais quentes</h2><p>Os pesquisadores estimam que <strong>cerca de 4 mil baleias-jubarte, 6 mil baleias-comuns e 6 mil baleias-minke tenham visitado o Mar da Groenlândia </strong>durante o verão de 2024. O aumento da disponibilidade de alimento parece ser um dos principais fatores que explicam a concentração dos animais.</p><div class="texto-destacado">Segundo a pesquisa, as baleias estão se alimentando de peixes que migraram para águas mais quentes no leste da Groenlândia. Juntas, as três espécies poderiam<strong> </strong>consumir pelo menos 800 mil toneladas de peixes e krill durante a temporada de alimentação de verão.</div><p>Para Mads Peter Heide-Jørgensen, do Instituto de Recursos Naturais da Groenlândia, as alterações observadas estão entre<strong> as mais radicais registradas em regiões subárticas.</strong> O pesquisador destaca que algumas espécies parecem estar aproveitando as novas condições ambientais.</p><h2>Mudanças favorecem umas espécies e ameaçam outras</h2><p>Os benefícios, porém, não são distribuídos igualmente entre os animais do Ártico. Enquanto algumas baleias encontram novas áreas para alimentação, <strong>espécies adaptadas ao gelo, como narvais e belugas</strong>, enfrentam a redução de seus habitats tradicionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783726" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao.html" title="Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção">Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao.html" title="Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-simbolico-da-amazonia-tambaqui-entra-em-lista-de-especies-ameacadas-de-extincao-1786735427983_320.jpg" alt="Peixe simbólico da Amazônia, tambaqui entra em lista de espécies ameaçadas de extinção"></a></article></aside><p>A presença crescente de grandes baleias também pode <strong>aumentar a competição por alimento e espaço</strong>. Os pesquisadores ainda não sabem se os números observados representam um crescimento das populações ou apenas uma redistribuição de animais que anteriormente ocupavam outras regiões.</p><p>O estudo também chama atenção para <strong>possíveis impactos sobre a caça de baleias na Groenlândia</strong>, já que a chegada de animais provenientes de outras áreas pode alterar a dinâmica das populações exploradas. Para os cientistas, o cenário revela como o aquecimento do Ártico cria novas oportunidades para algumas espécies, mas, ao mesmo tempo, reduz os espaços disponíveis para outras.</p><p>A transformação observada no leste da Groenlândia mostra, assim, que <strong>os efeitos das mudanças climáticas vão além da simples perda de gelo</strong>. O aquecimento modifica rotas de migração, disponibilidade de alimento e relações entre espécies, remodelando rapidamente um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="Como%20derretimento%20de%20gelo%20na%20Groenl%C3%A2ndia%20faz%20baleias%20migrarem%20para%20%C3%A1reas%20antes%20inacess%C3%ADveis" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcx2dwze1kgxo">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2dwze1kgxo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Como derretimento de gelo na Groenlândia faz baleias migrarem para áreas antes inacessíveis</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz mudança radical: alerta de temporal, granizo e vendaval para SP e demais estados do Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-mudanca-radical-alerta-de-temporal-granizo-e-vendaval-para-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 19:06:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas pontuais e intensas já ocorrem em pleno período seco nos estados do Sudeste. No entanto, uma frente fria vai aumentar o risco de temporais com risco de granizo e vendavais em São Paulo e nos demais estados do Sudeste no início da semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2f9ea"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2f9ea.jpg" id="xb2f9ea"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Intensa mudança do tempo vai atingir o Sudeste do Brasil a partir do início desta semana, através do avanço de uma frente fria. <strong>Chuvas atípicas já atingiram São Paulo e Minas Gerais</strong>, no entanto, o sistema frontal traz o <strong>risco de temporais, chuva forte, queda de granizo e de vendavais</strong> para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p><h2>Segunda-feira: chuvas pré-frontais atingem São Paulo e Minas Gerais</h2><p>Devido ao processo de <strong>formação de um ciclone extratropical e de sua frente fria sobre a Região Sul</strong>, instabilidades podem se formar sobre outras áreas do Centro-Sul. <strong>É o que acontece nesta segunda-feira (31) no estado de São Paulo</strong>.</p><p><strong>Já na madrugada, há potencial de chuva forte e de temporais isolados </strong>sobre o sul paulista. Logo no fim do período e no início da manhã, as instabilidades se espalham pela parte central do estados e para o leste, podendo provocar pancadas de chuvas com trovoadas até a região de Bauru e de Campinas, e sobre a região metropolitana da capital São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-mudanca-radical-alerta-de-temporal-granizo-e-vendaval-para-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1788107303987.jpg" data-image="xf4ok445nxnc" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a madrugada da segunda-feira, 31 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No período da manhã</strong>, os eventos de <strong>chuvas se tornam mais pontuais</strong> reduzindo na porção central e sobre a capital paulista, mas ganhando intensidade no sul de São Paulo, <strong>c</strong><strong>om risco de temporais</strong> e passando a ocorrer no litoral norte e região do Vale do Paraíba.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>A partir do meio da tarde,</strong> as instabilidades perdem intensidade, mas se forma em outras áreas <strong>provocando pancadas, que podem vir acompanhadas de trovoadas</strong> no sul e leste de São Paulo até o sul de Minas Gerais.</p><h2>Terça-feira: frente fria avança com alertas para São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro</h2><p>A frente fria está formada e avança pelo Sudeste ao longo da terça-feira (1), <strong>provocando chuvas intensas e atípicas</strong> para São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-mudanca-radical-alerta-de-temporal-granizo-e-vendaval-para-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1788107481595.jpg" data-image="2zekutgen5sa" alt="frente fria no Sudeste" title="frente fria no Sudeste"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a manhã da terça-feira, 31 de agosto.</figcaption></figure><p>O avanço do sistema frontal começa na madrugada. No período da manhã, as instabilidades já se espalham por São Paulo e <strong>deixam alertas de pancada de chuva forte e de temporais</strong> para todas as regiões. <strong>Há alerta de rajadas de vento 40 a 70 km/h</strong> no centro, sul e, principalmente em toda a faixa leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-mudanca-radical-alerta-de-temporal-granizo-e-vendaval-para-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1788107385833.jpg" data-image="tr4y0osehnp6" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de rajadas de vento para a manhã da terça-feira, 1 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro</strong>, mesmo que ainda a frente fria não esteja atuando, no período da manhã, <strong>há o aumento dos ventos que podem atingir os 50 km/h </strong>no sul mineiro e em todo o território fluminense.</p><p><strong>No período da tarde</strong>, o avanço da frente fria continua, reduzindo o potencial das chuvas no oeste e centro de São Paulo. Ainda há alertas de chuvas intensas e de temporais com granizo para o norte e leste paulistas. Passa a chover no sul de Minas Gerais e no Triângulo Mineiro, <strong>onde há alerta de pancadas de chuva forte e de temporais pontuais</strong>. Já no Rio de Janeiro, <strong>há alertas para o risco de temporais severos e granizo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-mudanca-radical-alerta-de-temporal-granizo-e-vendaval-para-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1788107573043.jpg" data-image="djqum3wydlf4" alt="frente fria no Sudeste" title="frente fria no Sudeste"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a tarde da terça-feira, 31 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite, as chuvas continuam </strong>no extremo norte e no leste de São Paulo, com fraca a moderada intensidade. Já no sul e sudeste de Minas Gerais e, principalmente, no Rio de Janeiro, <strong>há alertas de temporais e de chuvas intensas</strong>, <strong>que ainda podem vir acompanhadas de granizo</strong>. O alerta também se estende para o sul do Espírito Santo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786250" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-aumentam-as-chuvas-no-sul-e-levam-tempestades-para-o-ms-e-sp-veja-a-previsao.html" title="Ciclone e frente fria aumentam as chuvas no Sul e levam tempestades para o MS e SP; veja a previsão">Ciclone e frente fria aumentam as chuvas no Sul e levam tempestades para o MS e SP; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-aumentam-as-chuvas-no-sul-e-levam-tempestades-para-o-ms-e-sp-veja-a-previsao.html" title="Ciclone e frente fria aumentam as chuvas no Sul e levam tempestades para o MS e SP; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-aumentam-as-chuvas-no-sul-e-levam-tempestades-para-o-ms-e-sp-veja-a-previsao-1788101998443_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria aumentam as chuvas no Sul e levam tempestades para o MS e SP; veja a previsão"></a></article></aside><p><strong>Na quarta-feira (2)</strong>, o potencial das chuvas intensas reduz em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. <strong>Alertas somente </strong>no período da tarde para pancadas isoladas de até forte intensidade <strong>no Espírito Santo.</strong> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-mudanca-radical-alerta-de-temporal-granizo-e-vendaval-para-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nevou novamente nos Andes com fechamento da passagem para o Chile: a maior nevasca em 20 anos; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nevou-novamente-nos-andes-com-fechamento-da-passagem-para-o-chile-a-maior-nevasca-em-20-anos-confira.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 17:46:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A neve voltou a complicar as condições nas altas montanhas de Mendoza, mantendo o Passo Cristo Redentor fechado. O tráfego interno está parcialmente liberado, e a previsão indica mais neve.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/volvio-a-nevar-en-la-cordillera-de-los-andes-y-otra-vez-cerro-el-paso-a-chile-hasta-cuando-durara-el-temporal-1788030084239.png" data-image="5dvy41g5obzx" alt="Nevadas Mendoza Paso a Chile" title="Nevadas Mendoza Paso a Chile"><figcaption>A forte nevasca nas altas montanhas de Mendoza levou ao fechamento da passagem para o Chile mais uma vez. Foto: X @VALLEOVA</figcaption></figure><p>Toda vez que nevava, parava... e depois nevava de novo! <strong>Esta imagem descreve perfeitamente o que está acontecendo neste inverno nos Andes de Mendoza</strong>, que estão passando pela<strong> maior nevasca dos últimos 20 anos</strong>.</p><p>Nesta seção dos Andes argentinos, o Sistema Integrado Cristo Redentor assume um papel de destaque, <strong>sendo a mais importante passagem terrestre que liga a Argentina e o Chile por terra.</strong></p><p>Devido à forte nevasca, a fronteira com o Chile permaneceu fechada por 34 dias consecutivos entre julho e agosto. Após uma pausa na neve, foi reaberta em 18 de agosto para todos os tipos de veículos (tanto de carga quanto de passageiros). No entanto, <strong>foi fechada novamente na segunda-feira, 24 de agosto, devido à nova nevasca.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/volvio-a-nevar-en-la-cordillera-de-los-andes-y-otra-vez-cerro-el-paso-a-chile-hasta-cuando-durara-el-temporal-1788030354358.png" data-image="xp52x4i5l08m" alt="Nevadas Mendoza Paso a Chile" title="Nevadas Mendoza Paso a Chile"><figcaption>Entre julho e agosto, o Passo do Cristo Redentor ficou fechado por 34 dias, sendo reaberto por menos de uma semana até a chegada de novas nevascas. Foto: X @VALLEOVA</figcaption></figure><p>E são essas nevascas que mantiveram a passagem fechada – mais uma vez – por 5 dias (e contando...). Aliás, <strong>embora o tráfego na rota tenha sido permitido apenas para turismo nacional durante o fim de semana</strong>, não há data definida para a reabertura da passagem do Cristo Redentor.</p><h2>A passagem para o Chile, "mantida refém" pelas nevascas.</h2><p>As novas nevascas – que haviam sido previstas e permitiram o desenvolvimento de um plano de contingência – chegaram 6 dias após a reabertura do Passo Cristo Redentor para o Chile.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/volvio-a-nevar-en-la-cordillera-de-los-andes-y-otra-vez-cerro-el-paso-a-chile-hasta-cuando-durara-el-temporal-1788030129470.png" data-image="id7z0fnbe02q" alt="Nevadas Mendoza Paso a Chile" title="Nevadas Mendoza Paso a Chile"><figcaption>O Passo do Cristo Redentor é a rota mais movimentada por turistas e transportadores de carga, ligando a Argentina e o Chile por terra. Foto: X @VALLEOVA</figcaption></figure><p>Desde 24 de agosto, a Serra de Mendoza voltou a receber neve, e <strong>as condições meteorológicas complicaram novamente o tráfego</strong> nos trechos mais altos da Rodovia Nacional 7.</p><p>Imagens de Las Cuevas, Penitentes e outros pontos altos da montanha mostram <strong>estradas cobertas de branco, grandes acumulados de neve e uma atmosfera tipicamente montanhosa</strong> que traz consigo o problema da transitabilidade.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Penitentes Argentina ahora. <a href="https://t.co/oTGquFLEGK">pic.twitter.com/oTGquFLEGK</a></p>— OSVALDO (@VALLEOVA) <a href="https://x.com/VALLEOVA/status/2093760792935956931?ref_src=twsrc%5Etfw">August 29, 2026</a></blockquote></figure><p>A combinação de neve, vento e visibilidade reduzida pode tornar uma rota aparentemente transitável insegura em questão de horas. Por esse motivo, <strong>a decisão de abrir ou fechar o Passo Cristo Redentor não depende apenas da cessação da neve</strong>.</p><p>Se o tempo permitir, máquinas da Administração Nacional de Rodovias e da Gendarmaria estão trabalhando contra o tempo para remover a neve da rodovia. Durante a tempestade que durou mais de um mês,<strong> mais de 5 metros de neve se acumularam em alguns trechos</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, a Direção de Agricultura e Contingências Climáticas de Mendoza <strong>mantém em suas previsões a possibilidade de queda de neve na Cordilheira dos Andes</strong>.</p><h2>Como ficará a logística quando a travessia da fronteira com o Chile for reaberta em Mendoza?</h2><p>A reabertura da fronteira com o Chile na terça-feira, 18 de agosto, priorizou os caminhoneiros que aguardavam em ambos os lados da Cordilheira dos Andes. Em um ritmo muito bom, <strong>todos os caminhões cruzaram a fronteira entre terça e sexta-feira daquela semana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/volvio-a-nevar-en-la-cordillera-de-los-andes-y-otra-vez-cerro-el-paso-a-chile-hasta-cuando-durara-el-temporal-1788030206011.png" data-image="me07lf5sqc2i" alt="Nevadas Mendoza Paso a Chile" title="Nevadas Mendoza Paso a Chile"><figcaption>A fronteira com o Chile foi reaberta em 18 de agosto e, durante os primeiros quatro dias, apenas caminhões foram autorizados a atravessá-la. Em seguida, por dois dias e meio, também foi aberta a turistas. Foto: X @VALLEOVA</figcaption></figure><p>Essa perspectiva encorajadora levou à retomada do fluxo turístico para Las Cuevas na sexta-feira, dia 21, no sábado, dia 22, e no domingo, dia 23 (apenas para turismo doméstico dentro de Mendoza, o que foi bem recebido por prestadores de serviços e empresas da região montanhosa). <strong>Ao mesmo tempo, o tráfego de veículos de e para o Chile também foi permitido durante esse sábado e domingo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Ruta 60 Chile Caracoles. <a href="https://t.co/Fg2edMNrlh">pic.twitter.com/Fg2edMNrlh</a></p>— OSVALDO (@VALLEOVA) <a href="https://x.com/VALLEOVA/status/2091267502026473565?ref_src=twsrc%5Etfw">August 22, 2026</a></blockquote></figure><p>No entanto, uma nova previsão de queda de neve - que se confirmou - resultou no fechamento do Passo Cristo Redentor a partir das 16h de segunda-feira, 24 de agosto (15h, horário do Chile).</p><p>Desde então, o trânsito internacional está suspenso até novo aviso.</p><h2>Turismo doméstico em Mendoza durante o fim de semana</h2><p>Uma janela de bom tempo registada no sábado, 29 de agosto,<strong> permitiu às autoridades liberar o trânsito para o turismo doméstico</strong> nas montanhas de Mendoza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/volvio-a-nevar-en-la-cordillera-de-los-andes-y-otra-vez-cerro-el-paso-a-chile-hasta-cuando-durara-el-temporal-1788030246667.png" data-image="nwev7s479bw2" alt="Nevadas Mendoza Paso a Chile" title="Nevadas Mendoza Paso a Chile"><figcaption>Durante o último fim de semana de agosto, as autoridades permitiram o trânsito daqueles que desejavam visitar as aldeias serranas de Mendoza. Foto: X @VALLEOVA</figcaption></figure><p>No entanto, essa autorização não implicava a reabertura da travessia internacional,<strong> visto que as condições permanecem instáveis nas áreas mais altas e a neve continua a acumular-se</strong>.</p><h2>Por quanto tempo mais vai continuar nevando?</h2><p>A grande questão entre caminhoneiros e turistas é quando surgirá uma oportunidade que permita a retomada do tráfego pela Passagem Internacional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/volvio-a-nevar-en-la-cordillera-de-los-andes-y-otra-vez-cerro-el-paso-a-chile-hasta-cuando-durara-el-temporal-1788030270393.png" data-image="4v1yy7pbtj0r" alt="Nevadas Mendoza Paso a Chile" title="Nevadas Mendoza Paso a Chile"><figcaption>As tempestades de neve e o acúmulo de neve desta temporada são os mais intensos dos últimos 20 anos nas altas montanhas de Mendoza. Foto: X @VALLEOVA</figcaption></figure><p>No entanto, os modelos meteorológicos preveem que continuará a nevar, pelo menos durante todo o fim de semana e no início da próxima semana.</p><p>Portanto, não há atualmente uma data definitiva para a reabertura do Cristo Redentor Pass, no Chile. <strong>A decisão final dependerá do tempo disponível e das condições de segurança da rota</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784887" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html" title="Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordinário no Chile e na Argentina">Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordinário no Chile e na Argentina</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html" title="Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordin��rio no Chile e na Argentina"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787253788213_320.png" alt="Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordinário no Chile e na Argentina"></a></article></aside><p>Além disso, há também previsão de novas nevascas para o fim de semana de 5 de setembro nas montanhas de Mendoza, o que pode levar a novos imprevistos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nevou-novamente-nos-andes-com-fechamento-da-passagem-para-o-chile-a-maior-nevasca-em-20-anos-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria aumentam as chuvas no Sul e levam tempestades para o MS e SP; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-aumentam-as-chuvas-no-sul-e-levam-tempestades-para-o-ms-e-sp-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 15:03:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O risco de chuvas intensas e volumosas se mantém nos próximos dias sobre o Centro-Sul do Brasil, principalmente nos estados da Região Sul devido ao processo de formação de uma ciclone extratropical e de sua frente fria. Confira a previsão e os alertas para o RS, SC, PR, MS e SP.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2eq0m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2eq0m.jpg" id="xb2eq0m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Chuvas intensas e tempestades com granizo já atingem o Rio Grande do Sul e Santa Catarina desde a última sexta-feira (28). As instabilidades também atingiram o Paraná e parte da Região Sudeste. Para este domingo (30) e início da próxima semana, <strong>os alertas continuam e ganham intensidade para o risco de chuvas mais intensas, elevado acumulado e risco de temporais</strong> para os estados do Sul, para o Mato Grosso do Sul e para São Paulo.</p><p><strong>Neste domingo (30)</strong>, as chuvas continuam ao longo do dia e ganham intensidade a partir da tarde e até a o fim da noite, com r<strong>isco de eventos muito intensos e acumulados elevados</strong> em poucas horas sobre os estados do Sul.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Há alerta de mais de 30 a 50 mm a cada 2 horas</strong> no norte, noroeste e nordeste do Rio Grande do Sul, na porção central e sul de Santa Catarina, incluindo toda a região de divisa entre os dois estados. No oeste, leste e norte catarinenses, no sul, leste e oeste do Paraná, <strong>há alerta de pancadas de chuva forte e de temporais</strong>. No norte paranaense, no oeste de São Paulo e na região entre o sul de Minas Gerais e o nordeste paulista, <strong>há previsão de pancadas isoladas de até forte intensidade.</strong></p><h2>Segunda e terça-feira: alerta chuva extrema e temporais severos</h2><p><strong>Na segunda-feira (31)</strong>, o processo de formação do ciclone extratropical ganha intensidade e<strong> o risco de eventos extremos e intensos aumenta </strong>nos estados do Sul.</p><p><strong>Na madrugada, chuvas de moderada a forte intensidade ocorrem</strong> em toda a porção norte do Rio Grande do Sul, em todas as regiões de Santa Catarina, no oeste, sul e leste do Paraná, com pancadas no sul e leste de São Paulo.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xb2erj6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2erj6.jpg" id="xb2erj6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>No período da manhã</strong>, a baixa pressão entre o sul do Paraguai e o norte da Argentina se desloca para o Brasil. Essa condição aumenta o escoamento de norte, com os jatos em baixos níveis (JBN) em 850 hPa ganhando força sobre o centro e oeste da Região Sul. <strong>Alerta para o risco de temporais severos e chuvas intensas, com que da de granizo</strong> no norte do Rio Grande do Sul, no sul e todo o meio-oeste de Santa Catarina, no sudeste e oeste do Paraná. No leste e norte catarinense e no leste paranaense, <strong>há potencial de chuvas de moderada a forte intensidade.</strong></p><p><strong>No período da tarde, os alertas se mantêm, o que agrava o potencial de alagamentos e inundações.</strong> Chuvas aumentam no entre a região de Porto Alegre, da Serra e litoral norte do Rio Grande do Sul, bem como no leste de Santa Catarina. Além disso, <strong>instabilidades levam potencial de temporais e pancadas de chuva forte </strong>para todo o estado do Paraná, para o sul do Mato Grosso do Sul, oeste e sul de São Paulo. Leste de São Paulo e sul Mineiro, com previsão de pancadas isoladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-aumentam-as-chuvas-no-sul-e-levam-tempestades-para-o-ms-e-sp-veja-a-previsao-1788101744160.jpg" data-image="j91xyy7cg4l1" alt="frente fria e ciclone" title="frente fria e ciclone"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da segunda-feira, 31 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite,</strong> o potencial de chuvas diminui no Rio Grande do Sul, mas <strong>aumenta em Santa Catarina, no Paraná e no Mato Grosso do Sul</strong>.</p><p><strong>Ainda há alerta de chuva intensa</strong> para o extremo norte e noroeste do Rio Grande do Sul, com chuva fraca nas áreas do leste, desde o sudeste, até o litoral norte, incluindo a região de Porto Alegre.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas.html" title="Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas">Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas.html" title="Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922602045_320.png" alt="Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas"></a></article></aside><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, o risco de <strong>chuvas intensas, volumosas e de temporais com granizo</strong> aumenta em todas as regiões, principalmente em todo o leste de sul a norte, no sul do estado e na porção central. <strong>No Paraná,</strong> todas as regiões ficam sob alerta.<strong> Em São Paulo,</strong><strong> há alertas de temporais </strong>para todas as localidades próximas da divisa com o Paraná e, no Mato Grosso do Sul, há alerta para o sul e oeste do estado.</p><p><strong>Na madrugada da terça-feira (1)</strong>, o ciclone extratropical já está formado e a frente fria atua e avança por Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Alerta para o norte catarinense, centro-norte e leste do Paraná, sul de São Paulo, oeste e centro-sul do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-aumentam-as-chuvas-no-sul-e-levam-tempestades-para-o-ms-e-sp-veja-a-previsao-1788101783432.jpg" data-image="tey1ecikpxmf" alt="frente fria tempo severo" title="frente fria tempo severo"><figcaption>Previsão de chuva para a madrugada da terça-feira, 1 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No período da manhã, não há mais alertas para a Região Sul.</strong> Alerta para o deslocamento da frente fria sobre o estado de São Paulo e para o Mato Grosso do Sul. <strong>Atenção ao risco de temporais e pancadas de chuva forte, com potencial de granizo</strong> em todo o território paulista e centro-norte do Mato Grosso do Sul. Os alertas sobre São Paulo se mantêm até o fim do dia, mas para o norte, noroeste e leste do estado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-aumentam-as-chuvas-no-sul-e-levam-tempestades-para-o-ms-e-sp-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rodovia brasileira ganha fama mundial ao cortar a Mata Atlântica com viadutos de até 70 metros]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rodovia-brasileira-ganha-fama-mundial-ao-cortar-a-mata-atlantica-com-viadutos-de-ate-70-metros.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 12:32:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Entre túneis, viadutos e curvas suaves, a Rodovia dos Imigrantes atravessa a Serra do Mar e combina engenharia avançada, monitoramento climático e estratégias para reduzir acidentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rodovia-brasileira-ganha-fama-mundial-ao-cortar-a-mata-atlantica-com-viadutos-de-ate-70-metros-1788030580365.jpg" data-image="0m7rs4718r6o" alt="A Rodovia dos Imigrantes atravessa a Serra do Mar com túneis, viadutos e um sistema de operação" title="A Rodovia dos Imigrantes atravessa a Serra do Mar com túneis, viadutos e um sistema de operação"><figcaption>A Rodovia dos Imigrantes atravessa a Serra do Mar com túneis, viadutos e um sistema de operação avançado. Crédito: Xataka Brasil</figcaption></figure><p>A<strong> Rodovia dos Imigrantes (SP-160)</strong> é uma das principais ligações entre a capital paulista e a Baixada Santista. Ao atravessar a <strong>Serra do Mar</strong>, a estrada enfrenta um dos trechos mais complexos do sistema rodoviário brasileiro, marcado por forte declividade, Mata Atlântica, chuvas intensas e neblina frequente.</p><p>Com 58,5 quilômetros de extensão, a rodovia foi construída em diferentes etapas. <strong>A primeira pista começou a operar na década de 1970</strong>, enquanto a segunda, conhecida como Pista Sul, foi inaugurada em 2002. As duas representam momentos distintos da engenharia e também formas muito diferentes de ocupar a encosta.</p><h2>Duas pistas, duas formas de atravessar a serra</h2><p>A construção da primeira pista, chamada <strong>Pista Norte</strong>, exigiu uma intervenção significativa na vegetação. <strong>Aproximadamente 16 milhões de metros quadrados de área foram suprimidos durante as obras</strong>, em um período no qual as técnicas disponíveis impunham maiores alterações sobre o terreno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rodovia-brasileira-ganha-fama-mundial-ao-cortar-a-mata-atlantica-com-viadutos-de-ate-70-metros-1788030811249.jpg" data-image="nfjudssahst0" alt="A Rodovia dos Imigrantes atravessa a Serra do Mar com viadutos e túneis que permitem ligar São Paulo ao litoral em meio à Mata Atlântica, reduzindo a necessidade de intervenções na vegetação" title="A Rodovia dos Imigrantes atravessa a Serra do Mar com viadutos e túneis que permitem ligar São Paulo ao litoral em meio à Mata Atlântica, reduzindo a necessidade de intervenções na vegetação"><figcaption>A Rodovia dos Imigrantes atravessa a Serra do Mar com viadutos e túneis que permitem ligar São Paulo ao litoral em meio à Mata Atlântica, reduzindo a necessidade de intervenções na vegetação. Crédito: Xataka Brasil</figcaption></figure><p>Décadas depois, a <strong>Pista Sul </strong>adotou outra estratégia. Em vez de acompanhar continuamente as irregularidades da montanha, o projeto utilizou <strong>túneis mais extensos e viadutos para atravessar a serra</strong>. Dessa forma, a estrada passou por dentro da montanha ou ficou suspensa sobre o relevo, reduzindo a necessidade de abrir novos caminhos na floresta.</p><p>O resultado foi uma <strong>diferença expressiva no impacto ambiental.</strong> A área de vegetação suprimida na segunda pista ficou em aproximadamente 400 mil metros quadrados, uma<strong> redução de cerca de 97,5% em relação à primeira construção. </strong>O projeto também aumentou a distância entre determinados pilares dos viadutos, diminuindo a quantidade de estruturas instaladas em meio à mata.</p><h2>Túneis, viadutos e tecnologia contra a neblina</h2><p>Ao longo de seus 58,5 quilômetros, <strong>a Imigrantes possui 44 viadutos, sete pontes e 14 túneis.</strong> Na região serrana, algumas estruturas chegam a dezenas de metros de altura, enquanto determinados túneis da pista mais recente ultrapassam três quilômetros de extensão.</p><div class="texto-destacado">A solução permitiu criar um traçado com <strong>curvas mais suaves e adaptar a rodovia ao relevo</strong> sem a necessidade de transformar toda a encosta para receber a pista. Além do desafio geográfico, porém, existe outro fator que interfere diretamente na segurança: o clima.</div><p>A neblina pode surgir rapidamente na Serra do Mar e reduzir drasticamente a visibilidade. Para enfrentar essas condições, a operação da rodovia conta com câmeras de monitoramento, painéis de mensagem variável e estações meteorológicas capazes de acompanhar chuva, vento e visibilidade. O esquema de circulação também pode ser alterado conforme o tráfego e as condições da serra.</p><h2>Quando a visibilidade cai, o tráfego muda</h2><p>Em episódios de neblina intensa, pode ser acionada a <strong>Operação Comboio. </strong>Nesse sistema, veículos da concessionária e da Polícia Militar Rodoviária conduzem os demais motoristas em velocidade reduzida, criando uma referência para quem tem dificuldade de enxergar a pista à frente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-veneza-carioca-na-barra-da-tijuca-ilha-sem-carros-no-rio-tem-travessia-barata-e-passeio-com-jacares.html" title="A 'Veneza carioca' na Barra da Tijuca: ilha sem carros no Rio tem travessia barata e passeio com jacarés">A 'Veneza carioca' na Barra da Tijuca: ilha sem carros no Rio tem travessia barata e passeio com jacarés</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-veneza-carioca-na-barra-da-tijuca-ilha-sem-carros-no-rio-tem-travessia-barata-e-passeio-com-jacares.html" title="A 'Veneza carioca' na Barra da Tijuca: ilha sem carros no Rio tem travessia barata e passeio com jacarés"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-veneza-carioca-na-barra-da-tijuca-ilha-sem-carros-no-rio-tem-travessia-barata-e-passeio-com-jacares-1787083086873_320.jpg" alt="A 'Veneza carioca' na Barra da Tijuca: ilha sem carros no Rio tem travessia barata e passeio com jacarés"></a></article></aside><p>A estratégia responde a riscos que já provocaram acidentes graves no trecho. Em 2011, <strong>uma forte neblina contribuiu para um engavetamento envolvendo 103 veículos</strong>, <strong>que deixou 29 feridos e uma pessoa morta</strong>. Dois anos depois, uma chuva intensa provocou um deslizamento na altura do km 52, seguido por outro engavetamento e uma morte.</p><p>A história da Rodovia dos Imigrantes revela, portanto, mais do que uma grande obra de infraestrutura. A comparação entre suas duas pistas mostra <strong>como a evolução das técnicas construtivas permitiu atravessar a Serra do Mar com intervenções ambientais muito menores</strong>, combinando túneis, viadutos e sistemas de monitoramento para enfrentar um dos cenários rodoviários mais desafiadores do país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Xataka" data-year="2026" data-title="Rodovia%20brasileira%20ganha%20fama%20mundial%20ao%20cortar%20a%20Mata%20Atl%C3%A2ntica%20com%20viadutos%20de%20at%C3%A9%2070%20metros%3A%2020%20km%20de%20curvas%20suaves%20reduzem%20riscos%20sob%20neblina" data-url="https%3A%2F%2Fwww.xataka.com.br%2Fengenharia%2Frodovia-brasileira-ganha-fama-mundial-ao-cortar-a-mata-atlantica-com-viadutos-ate-70-metros-20-km-curvas-suaves-reduzem-riscos-sob-neblina">Xataka. (2026). <a href="https://www.xataka.com.br/engenharia/rodovia-brasileira-ganha-fama-mundial-ao-cortar-a-mata-atlantica-com-viadutos-ate-70-metros-20-km-curvas-suaves-reduzem-riscos-sob-neblina" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rodovia brasileira ganha fama mundial ao cortar a Mata Atlântica com viadutos de até 70 metros: 20 km de curvas suaves reduzem riscos sob neblina</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rodovia-brasileira-ganha-fama-mundial-ao-cortar-a-mata-atlantica-com-viadutos-de-ate-70-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mundos cobertos por lava desafiam o que sabemos sobre atmosferas de exoplanetas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/mundos-cobertos-por-lava-desafiam-o-que-sabemos-sobre-atmosferas-de-exoplanetas.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo mostra como alguns exoplanetas cobertos por lava podem manter atmosferas espessas por bilhões de anos. Modelos indicam que o movimento de rochas derretidas pela superfície reduz a liberação de gases do interior do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mundos-cobertos-por-lava-desafiam-o-que-sabemos-sobre-atmosferas-de-exoplanetas-1788029996433.png" data-image="2lmmugq82tr3" alt="Alguns planetas de magma conseguem manter suas atmosferas porque a liberação de gases do interior pode compensar a perda causada pela intensa radiação estelar." title="Alguns planetas de magma conseguem manter suas atmosferas porque a liberação de gases do interior pode compensar a perda causada pela intensa radiação estelar."><figcaption>Alguns planetas de magma conseguem manter suas atmosferas porque a liberação de gases do interior pode compensar a perda causada pela intensa radiação estelar.</figcaption></figure><p>Os exoplanetas apresentam uma diversidade de composição, estrutura e condições atmosféricas. <strong>Há candidatos dominados por água, gigantes gasosos e mundos rochosos com condições térmicas extremas. </strong>Essa variedade permite estudar a evolução dos planetas fora do Sistema Solar.</p><p>Os chamados mundos de lava são exoplanetas rochosos tão próximos de suas estrelas que recebem uma quantidade extrema de radiação, elevando a temperatura superficial a ponto de fundir parte das rochas. <strong>Nesses ambientes, pode existir um oceano de magma.</strong></p><p><strong>Um novo estudo de pesquisadores de Stanford usou modelos da atmosfera e do interior desses planetas para investigar como eles ainda possuem atmosferas.</strong> Os resultados indicam que o movimento do magma líquido pela superfície pode reduzir a liberação de gases do interior para a atmosfera.</p><h2>Planetas de lava</h2><p><strong>Os planetas de lava são exoplanetas rochosos que orbitam muito próximos de suas estrelas, recebendo enormes quantidades de radiação e energia.</strong> As temperaturas na superfície podem ser tão elevadas que ultrapassam o ponto de fusão de minerais presentes nas rochas. </p><div class="texto-destacado">Como consequência, grandes áreas da superfície podem permanecer cobertas por magma líquido, formando oceanos de lava.</div><p>E<strong>sses mundos estão entre os ambientes planetários mais extremos conhecidos.</strong> O intenso aquecimento pode provocar diferenças de temperatura grandes entre regiões do planeta, além de alterar as propriedades físicas e químicas das rochas. </p><h2>Linha de costeira cósmica</h2><p><strong>A linha de costeira cósmica é um modelo usado para determinar até que ponto um planeta rochoso pode estar próximo de sua estrela sem perder a atmosfera. </strong>Ela representa uma fronteira entre mundos capazes de manter gases ao redor de sua superfície e planetas cuja atmosfera é removida pela intensa radiação estelar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mundos-cobertos-por-lava-desafiam-o-que-sabemos-sobre-atmosferas-de-exoplanetas-1788029953762.png" data-image="ipf1sc4q0u18" alt="Um novo estudo da Universidade Stanford explica como o equilíbrio entre desgaseificação e escape atmosférico pode permitir que esses mundos preservem suas atmosferas por bilhões de anos. Crédito: Nguyen et al. 2026" title="Um novo estudo da Universidade Stanford explica como o equilíbrio entre desgaseificação e escape atmosférico pode permitir que esses mundos preservem suas atmosferas por bilhões de anos. Crédito: Nguyen et al. 2026"><figcaption>Um novo estudo da Universidade Stanford explica como o equilíbrio entre desgaseificação e escape atmosférico pode permitir que esses mundos preservem suas atmosferas por bilhões de anos. Crédito: Nguyen et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>A posição dessa fronteira não é fixa e depende de propriedades da estrela e do planeta. </strong>Em regiões mais próximas da estrela, a radiação pode provocar aquecimento e escape atmosférico, enquanto planetas mais distantes tendem a ter condições favoráveis à retenção de gases.</p><h2>O mistério dos planetas de lava</h2><p>O problema surge com os mundos de lava, que podem estar muito mais próximos de suas estrelas do que a linha costeira prevê e, ainda assim, apresentar atmosferas.<strong> Esses planetas recebem radiação suficiente para que seus gases fossem rapidamente removidos para o espaço. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/jwst-encontrou-planeta-bizarro-um-dos-exoplanetas-mais-frios-e-mais-velhos-ja-observados.html" title="JWST encontrou planeta bizarro! Um dos exoplanetas mais frios e mais velhos já observados">JWST encontrou planeta bizarro! Um dos exoplanetas mais frios e mais velhos já observados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/jwst-encontrou-planeta-bizarro-um-dos-exoplanetas-mais-frios-e-mais-velhos-ja-observados.html" title="JWST encontrou planeta bizarro! Um dos exoplanetas mais frios e mais velhos já observados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jwst-encontrou-planeta-bizarro-um-dos-exoplanetas-mais-frios-e-mais-velhos-ja-observados-1749942450564_320.png" alt="JWST encontrou planeta bizarro! Um dos exoplanetas mais frios e mais velhos já observados"></a></article></aside><p>Para explicar, pesquisadores propuseram um novo regime chamado “banco de areia cósmico”.<strong> Nesse cenário, o magma pode participar da dinâmica de reposição e retenção dos gases.</strong> Entre a linha costeira e o banco de areia estaria uma região onde os planetas perdem suas atmosferas e não conseguem repô-las.</p><h2>Novo resultado</h2><p><strong>Mundos de lava podem manter suas atmosferas quando existe um equilíbrio entre escape atmosférico e desgaseificação</strong>. A intensa radiação estelar tende a remover gases para o espaço, enquanto o interior do planeta libera continuamente novos compostos voláteis para a atmosfera. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mundos-cobertos-por-lava-desafiam-o-que-sabemos-sobre-atmosferas-de-exoplanetas-1788030104400.png" data-image="0kkbbdry5bn7" alt="Esses exoplanetas extremos são verdadeiros laboratórios naturais para estudar a formação, evolução e dinâmica de planetas rochosos em condições muito diferentes das encontradas na Terra. Crédito: NASA" title="Esses exoplanetas extremos são verdadeiros laboratórios naturais para estudar a formação, evolução e dinâmica de planetas rochosos em condições muito diferentes das encontradas na Terra. Crédito: NASA"><figcaption>Esses exoplanetas extremos são verdadeiros laboratórios naturais para estudar a formação, evolução e dinâmica de planetas rochosos em condições muito diferentes das encontradas na Terra. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Esses dois processos podem se compensar, permitindo que o planeta preserve uma atmosfera por longos períodos. <strong>Já planetas um pouco mais distantes podem resfriar e solidificar rapidamente</strong>, aprisionando seus gases no interior e reduzindo a capacidade de reposição atmosférica. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nguyen" data-year="2026" data-title="An%20Evolving%20Cosmic%20Shoreline%20and%20Sandbar%20Bounding%20the%20Rocky%20Airless%20Valley" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F2041-8213%2Fae9743">Nguyen. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae9743" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An Evolving Cosmic Shoreline and Sandbar Bounding the Rocky Airless Valley</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/mundos-cobertos-por-lava-desafiam-o-que-sabemos-sobre-atmosferas-de-exoplanetas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O setor agrícola está tomando decisões antecipadas ao El Niño: os impacto no milho e trigo argentinos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-setor-agricola-esta-tomando-decisoes-antecipadas-ao-el-nino-os-impacto-no-milho-e-trigo-argentinos.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 08:48:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A nova temporada começa com boas reservas de água e colheitas em ótimas condições, embora o clima já esteja exigindo mudanças de estratégia e precauções extremas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-campo-adelanta-decisiones-ante-el-nino-el-maiz-se-siembra-antes-y-el-trigo-enfrenta-los-primeros-golpes-del-clima-1787972139816.jpg" data-image="ri4ufd1dqms1" alt="trigo" title="trigo"><figcaption>As boas reservas de umidade sustentam o potencial do trigo, que está progredindo com perspectivas favoráveis em grande parte da área agrícola argentina.</figcaption></figure><p>A safra agrícola argentina está entrando em uma fase crucial, com amplas reservas de umidade no solo e perspectivas de produção favoráveis, mas também com as condições climáticas já influenciando as decisões. Enquanto <strong>o plantio de trigo está concluído</strong> e em excelentes condições, <strong>o desenvolvimento do girassol está acima da média</strong>, e alguns <strong>produtores anteciparam o plantio de milho</strong> em função do fenômeno El Niño.</p><p>Essa perspectiva deriva dos últimos levantamentos da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) e do Guia Estratégico para a Agricultura (GEA) da Câmara de Comércio de Rosário (BCR).<strong> Ambos os relatórios indicam uma safra com alto potencial inicial</strong>, embora os primeiros eventos adversos sirvam como um lembrete de que a boa disponibilidade de água não elimina os riscos climáticos.</p><h2>O plantio de trigo foi concluído com boas reservas hídricas</h2><p>Segundo o Boletim Semanal de Perspectivas Agrícolas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o plantio de trigo foi concluído nos 6,5 milhões de hectares projetados para a safra 2026/27, embora algumas parcelas isoladas ainda precisem ser semeadas no sul do país, o que não alteraria a estimativa nacional. <strong>Dificuldades de acesso a certos campos limitaram a expansão da área plantada</strong>, mas, em contrapartida, resultaram em perfis de solo com reservas significativas de umidade.</p><p>A organização informou que 90,8% da área de cultivo de trigo apresenta umidade do solo adequada ou ideal, enquanto 76,4% da safra já está na fase de perfilhamento ou posterior. Na região agrícola central, a GEA-BCR confirma ainda mais essa tendência positiva: 73% do trigo está em muito bom estado e outros 25% em excelente estado, embora os técnicos observem que a safra está de 10 a 15 dias adiantada em relação ao cronograma.</p><h3>Granizo atingiu até 80.000 hectares de plantações de trigo</h3><p>Este desenvolvimento acelerado foi evidenciado esta semana por um dos primeiros eventos severos da temporada,<strong> quando uma forte tempestade de granizo atingiu áreas produtivas das províncias de Córdoba, Santa Fé e Entre Ríos</strong>. A Câmara de Comércio de Rosário estimou preliminarmente que entre 30.000 e 80.000 hectares de trigo na principal região produtora podem ter sido afetados, embora a extensão final das perdas ainda precise ser determinada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Ayer vendimos trigo futuro a U$ 230. Hoy la naturaleza nos habló. Piedra! <a href="https://t.co/zcOtri7Wo0">pic.twitter.com/zcOtri7Wo0</a></p>— Francisco_Z_S #NSB (@FZSantillan) <a href="https://x.com/FZSantillan/status/2093086602444550315?ref_src=twsrc%5Etfw">August 27, 2026</a></blockquote></figure><p>O impacto é particularmente significativo porque 33% do trigo da região já entrou na fase de alongamento do colmo, enquanto o restante está principalmente na fase de perfilhamento. Este evento não altera, neste momento, <strong>a perspectiva geral favorável para a cultura</strong>, mas destaca a vulnerabilidade de uma cultura plantada precocemente a tempestades intensas, granizo e outros eventos climáticos da primavera.</p><h2>O girassol também começou a brotar mais cedo do que em outros anos</h2><p><strong>A safra principal já mostra sinais de progresso com o plantio de girassol</strong>, que atingiu 16,7% dos 3 milhões de hectares projetados para 2026/27, após avançar 2,6 pontos percentuais na última semana. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, esse avanço está 3,8 pontos acima da média das últimas cinco safras e 5,4 pontos acima da média histórica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-campo-adelanta-decisiones-ante-el-nino-el-maiz-se-siembra-antes-y-el-trigo-enfrenta-los-primeros-golpes-del-clima-1787972330025.png" data-image="62onovc6khrr" alt="girassol" title="girassol"><figcaption>Terreno arado, atualmente sendo plantado com girassóis, com excelente disponibilidade de água potável, no departamento de General Obligado, província de Santa Fé. Cortesia da Bolsa de Valores de Santa Fé.</figcaption></figure><p><strong>As chuvas na região Nordeste atrasaram parcialmente o plantio</strong>, embora os campos já semeados e emergidos estejam apresentando estandes uniformes. Na área agrícola do Sul, <strong>entretanto, a recente falta de chuvas permitiu uma recuperação gradual da camada superficial do solo</strong>, preparando-a para o início do plantio nas próximas semanas.</p><h2>O plantio de milho precoce está sendo realizado mais cedo na tentativa de escapar do El Niño</h2><p>Um dos desenvolvimentos mais notáveis está ocorrendo na Região Central, onde o plantio da safra de milho 2026/27 já começou, atingindo aproximadamente 3% da área planejada. A GEA-BCR observa que este é o início mais precoce em pelo menos as últimas cinco temporadas e cita casos em que o plantio ocorreu cerca de uma semana antes das datas iniciais usuais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El maíz arrancó con la siembra más temprana de al menos las últimas 5 campañas<br><br>Ante la posibilidad de lluvias intensas y olas de calor en enero, la siembra maicera ya alcanza un inédito 3% del área.<a href="https://t.co/f94t5QPQcW">https://t.co/f94t5QPQcW</a> <a href="https://t.co/JIIzhKbCtX">pic.twitter.com/JIIzhKbCtX</a></p>— BCR Mercados (@BCRmercados) <a href="https://x.com/BCRmercados/status/2093330872594215359?ref_src=twsrc%5Etfw">August 28, 2026</a></blockquote></figure><p>A decisão está diretamente ligada às previsões meteorológicas: os produtores procuram<strong> evitar que as fases mais sensíveis do desenvolvimento das culturas coincidam com potenciais ondas de calor e chuvas excessivas </strong>durante o verão. Esta estratégia implica assumir um risco adicional, uma vez que as temperaturas do solo podem ainda estar abaixo dos níveis ideais e uma geada tardia poderá danificar as primeiras culturas a germinar.</p><h2>O fenômeno El Niño está começando a mudar a estratégia para a campanha de 2026/27</h2><p>Mais do que apenas a expectativa de aumento das chuvas, <strong>o El Niño já começa a se tornar uma variável concreta de gestão</strong>. Um relatório anterior da GEA-BCR mostrou que os técnicos da Região Central estão considerando modificar as datas de plantio, os ciclos e os grupos de maturação, <strong>aumentar a densidade de plantio de milho e intensificar o monitoramento da saúde do trigo</strong> em antecipação a maiores chuvas durante a primavera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785692" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/para-cria-forca-tarefa-preventiva-contra-impactos-causados-pelo-el-nino.html" title="Pará cria força-tarefa preventiva contra impactos causados pelo El Niño">Pará cria força-tarefa preventiva contra impactos causados pelo El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/para-cria-forca-tarefa-preventiva-contra-impactos-causados-pelo-el-nino.html" title="Pará cria força-tarefa preventiva contra impactos causados pelo El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/para-cria-forca-tarefa-preventiva-contra-impactos-do-el-nino-1787770261090_320.jpg" alt="Pará cria força-tarefa preventiva contra impactos causados pelo El Niño"></a></article></aside><p>A abundância de água pode favorecer altas produtividades, mas também pode aumentar o risco de doenças, prejudicar o cultivo, <strong>causar perda de nutrientes e levar ao alagamento do solo se a chuva se concentrar em curtos períodos</strong>. Portanto, o aspecto singular desta safra é que o El Niño ainda não determinou as produtividades, mas já começou a ditar o momento ideal para o plantio, a quantidade de fertilizantes a serem aplicados e quais riscos priorizar em cada campo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-setor-agricola-esta-tomando-decisoes-antecipadas-ao-el-nino-os-impacto-no-milho-e-trigo-argentinos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pegadas de 130 milhões de anos descobertas em SC podem revelar o maior mamífero da era dos dinossauros]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/pegadas-de-130-milhoes-de-anos-descobertas-em-sc-podem-revelar-o-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 23:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Rastros encontrados em uma pedreira de Santa Catarina indicam um mamífero de até 1,55 metro de comprimento, dimensão surpreendente para um animal que viveu durante a era dos dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pegadas-de-130-milhoes-de-anos-descobertas-em-sc-podem-revelar-o-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros-1787952553174.jpg" data-image="k8guguihk369" alt="Ilustração artística mostrando o maior mamífero conhecido da era dos dinossauros Imagem: Júlia d'Oliveira/Elsevier… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/28/pegadas-descobertas-em-sc-sugerem-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros.ghtm?cmpid=copiaecola" title="Ilustração artística mostrando o maior mamífero conhecido da era dos dinossauros Imagem: Júlia d'Oliveira/Elsevier… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/28/pegadas-descobertas-em-sc-sugerem-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros.ghtm?cmpid=copiaecola"><figcaption>Ilustração artística mostrando o maior mamífero conhecido da era dos dinossauros. Crédito: Júlia d'Oliveira/Elsevier</figcaption></figure><p>Cientistas identificaram <strong>pegadas fósseis</strong> que podem ter pertencido ao<strong> maior mamífero conhecido da era dos dinossauros</strong>. Os rastros foram encontrados em uma pedreira próxima ao município de<strong> Turvo, no sul de Santa Catarina</strong>, e têm cerca de 130 milhões de anos.</p><p>As marcas estão preservadas na<strong> Formação Botucatu</strong>, uma unidade geológica que se estende por áreas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A descoberta amplia o conhecimento sobre a diversidade e o tamanho dos mamíferos que habitavam a região durante a era dos dinossauros.</p><p>A partir das dimensões e características das pegadas, os pesquisadores estimam que o animal poderia ter alcançado <strong>até 1,55 metro de comprimento</strong>. Se a interpretação estiver correta, trata-se de uma dimensão excepcional para um mamífero daquele período.</p><h2>Rastros preservados ajudam a reconstruir o animal</h2><p>Diferentemente de fósseis corporais, as pegadas não preservam diretamente ossos ou outras estruturas do animal. Ainda assim, suas dimensões, formato e disposição podem fornecer<strong> informações importantes sobre o tamanho e a locomoção de espécies que viveram há milhões de anos.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pegadas-de-130-milhoes-de-anos-descobertas-em-sc-podem-revelar-o-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros-1787952713506.jpg" data-image="gq8cs6aawjtd" alt="Ortofotos da trilha (A), desenho interpretativo do contorno (B), mapa de elevação em cores falsas (C) e mapa de inclinação com relevo sombreado de baixo ângulo (D) e trilhas individuais (E–G) — Foto: Buck et al." title="Ortofotos da trilha (A), desenho interpretativo do contorno (B), mapa de elevação em cores falsas (C) e mapa de inclinação com relevo sombreado de baixo ângulo (D) e trilhas individuais (E–G) — Foto: Buck et al."><figcaption>Ortofotos da trilha (A), desenho interpretativo do contorno (B), mapa de elevação em cores falsas (C) e mapa de inclinação com relevo sombreado de baixo ângulo (D) e trilhas individuais (E–G). Crédito: Buck et al.</figcaption></figure><p>No caso dos rastros encontrados em Santa Catarina, as marcas permitem <strong>estimar as proporções do animal que as produziu</strong>. A análise também contribui para compreender como mamíferos se deslocavam pelos ambientes que existiam no sul do Brasil durante a era dos dinossauros.</p><p>A descoberta chama atenção principalmente pela dimensão estimada. Mamíferos do período eram, em geral, considerados animais de pequeno porte quando comparados aos grandes répteis que dominavam os ecossistemas terrestres. O achado sugere que alguns deles poderiam <strong>atingir tamanhos muito maiores do que o imaginado </strong>e amplia as possibilidades para interpretar a diversidade desses animais.</p><h2>Uma descoberta no registro geológico brasileiro</h2><p>A Formação Botucatu é conhecida por preservar registros de ambientes antigos do sul do Brasil. Seus depósitos geológicos guardam evidências de <strong>paisagens que existiam há aproximadamente 130 milhões de anos</strong>, quando o continente apresentava condições muito diferentes das atuais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768294" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa">Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557_320.jpg" alt="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"></a></article></aside><p>As pegadas encontradas em Turvo acrescentam um novo elemento a esse registro: a possível<strong> presença de um mamífero de dimensões extraordinárias</strong>. O material permite aos pesquisadores investigar não apenas a existência do animal, mas também aspectos de seu comportamento e deslocamento.</p><p>O achado reforça a importância dos fósseis de rastros para a paleontologia. Mesmo sem encontrar o esqueleto do animal, marcas preservadas nas rochas podem revelar características de espécies que viveram em um passado remoto e ajudar a <strong>reconstruir a diversidade dos ecossistemas antigos.</strong> Nesse sentido, cada conjunto de pegadas funciona como uma espécie de registro do movimento de animais que desapareceram há milhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Pegadas%20descobertas%20em%20SC%20sugerem%20maior%20mam%C3%ADfero%20da%20era%20dos%20dinossauros" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fultimas-noticias%2Fredacao%2F2026%2F08%2F28%2Fpegadas-descobertas-em-sc-sugerem-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros.ghtm">UOL. (2026). <a href="https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/28/pegadas-descobertas-em-sc-sugerem-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros.ghtm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pegadas descobertas em SC sugerem maior mamífero da era dos dinossauros</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/pegadas-de-130-milhoes-de-anos-descobertas-em-sc-podem-revelar-o-maior-mamifero-da-era-dos-dinossauros.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nancy Grace Roman: quem foi a mulher homenageada pelo novo telescópio da NASA?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 22:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nancy Grace Roman foi uma das cientistas da NASA com um trabalho fundamental para o desenvolvimento de telescópios espaciais, incluindo o Hubble. Agora, seu nome batiza o novo telescópio da NASA, que investigará alguns dos maiores mistérios do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa-1788029117048.png" data-image="tftmnjsy6hhy" alt="Nancy Grace Roman foi uma astrônoma pioneira da NASA e a primeira mulher a ocupar um cargo executivo na agência, ajudando a estabelecer o programa de astronomia espacial. Crédito: NASA" title="Nancy Grace Roman foi uma astrônoma pioneira da NASA e a primeira mulher a ocupar um cargo executivo na agência, ajudando a estabelecer o programa de astronomia espacial. Crédito: NASA"><figcaption>Nancy Grace Roman foi uma astrônoma pioneira da NASA e a primeira mulher a ocupar um cargo executivo na agência, ajudando a estabelecer o programa de astronomia espacial. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Nancy Grace Roman foi uma astrônoma que foi pioneira na criação do programa de Astronomia espacial da NASA. </strong>Formada em Astronomia pela Universidade de Chicago, ingressou na NASA em 1959 e se tornou a primeira chefe de astronomia. </p><p><strong>Roman ficou conhecida como a “mãe do Hubble” por sua atuação na defesa e no planejamento de telescópio espacial.</strong> Ela reconhecia que observatórios fora da atmosfera terrestre poderiam obter dados muito mais precisos, sem as limitações causadas pela absorção e turbulência atmosférica. </p><p>Seu legado será homenageado com o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, cujo lançamento está previsto para 30 de agosto. <strong>O observatório terá um campo de visão cerca de 100 vezes maior que o do Hubble</strong> e será uma das principais missões astronômicas da nova geração, ao lado do James Webb.</p><h2>Quem foi Nancy Grace Roman?</h2><p><strong>Nancy Grace Roman foi uma astrônoma que realizou contribuições para o estudo da classificação e dos movimentos das estrelas. </strong>Em 1959, ingressou na NASA e se tornou a primeira mulher a ocupar um cargo executivo na agência, além de assumir a posição de primeira chefe de Astronomia. </p><div class="texto-destacado">Na NASA, Roman passou a atuar no planejamento e desenvolvimento de missões astronômicas espaciais, defendendo a importância de observar o Universo fora da atmosfera terrestre.</div><p><strong>Roman iniciou sua formação em Astronomia no Swarthmore College, onde obteve o bacharelado em 1946</strong>, e concluiu o doutorado na Universidade de Chicago em 1949. Antes de chegar à NASA, trabalhou no Observatório Yerkes e posteriormente no Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos.</p><h2>A mãe do Hubble </h2><p>Nancy Grace Roman é chamada de “mãe do Hubble” porque esteve diretamente envolvida no desenvolvimento do projeto desde as primeiras concepções até a definição de aspectos finais do programa. <strong>Sua atuação incluiu articulação científica, planejamento da missão e defesa institucional do observatório.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa-1788029276066.png" data-image="rvrzcds003m8" alt="Conhecida como a “mãe do Hubble”, Roman teve papel fundamental na defesa e no desenvolvimento do projeto do telescópio espacial. Crédito: NASA" title="Conhecida como a “mãe do Hubble”, Roman teve papel fundamental na defesa e no desenvolvimento do projeto do telescópio espacial. Crédito: NASA"><figcaption>Conhecida como a “mãe do Hubble”, Roman teve papel fundamental na defesa e no desenvolvimento do projeto do telescópio espacial. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Roman também teve um papel em convencer a NASA e o Congresso dos Estados Unidos a financiar o projeto.</strong> Por isso, embora não tenha construído sozinha o telescópio nem seja sua única idealizadora, sua atuação foi decisiva para que o Hubble saísse do conceito e se tornasse realidade. </p><h2>Trabalho na NASA</h2><p>Na NASA, Nancy Grace Roman foi responsável por estruturar grande parte do programa de Astronomia Espacial da agência. <strong>Entre 1961 e 1963, atuou como chefe de Astronomia e Física Solar, além de ocupar funções relacionadas à relatividade e ao planejamento científico. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782737" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/lancamento-do-nancy-grace-roman-acontece-neste-mes-telescopio-promete-novas-descobertas.html" title="Lançamento do Nancy Grace Roman acontece neste mês: telescópio promete novas descobertas">Lançamento do Nancy Grace Roman acontece neste mês: telescópio promete novas descobertas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/lancamento-do-nancy-grace-roman-acontece-neste-mes-telescopio-promete-novas-descobertas.html" title="Lançamento do Nancy Grace Roman acontece neste mês: telescópio promete novas descobertas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lancamento-do-nancy-grace-roman-acontece-neste-mes-telescopio-promete-novas-descobertas-1786219376609_320.png" alt="Lançamento do Nancy Grace Roman acontece neste mês: telescópio promete novas descobertas"></a></article></aside><p>Roman também supervisionou e participou do desenvolvimento de observatórios e satélites espaciais, incluindo três missões Orbiting Solar Observatory e satélites destinados a observar o Sol e o Universo. <strong>Ela também esteve envolvida em experimentos relacionados ao Gemini, Apollo, Skylab e Spacelab. </strong></p><h2>Telescópio Nancy Grace Roman</h2><p><strong>O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman tem lançamento previsto para 30 de agosto e usa um espelho primário de 2,4 metros</strong>. Seu principal instrumento possui uma câmera de 300,8 megapixels capaz de operar em comprimentos de onda visíveis e no infravermelho próximo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa-1788029241787.png" data-image="qi2rqbq1wghg" alt="Seu legado agora está no espaço: o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman será lançado para investigar energia escura, exoplanetas e a evolução do Universo.. Crédito: NASA" title="Seu legado agora está no espaço: o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman será lançado para investigar energia escura, exoplanetas e a evolução do Universo.. Crédito: NASA"><figcaption>Seu legado agora está no espaço: o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman será lançado para investigar energia escura, exoplanetas e a evolução do Universo. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O Roman também levará o Coronagraph Instrument que é projetado para realizar observações de alto contraste e estudar exoplanetas próximos.</strong> Entre seus principais objetivos estão detectar exoplanetas por microlentes gravitacionais e investigar a evolução da estrutura cósmica e a natureza da energia escura. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-copas-das-arvores-da-amazonia-estao-ficando-vazias-o-calor-extremo-esta-provocando-a-queda-acelerada-das-folhas.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 20:47:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As mudanças climáticas das últimas décadas estão causando um número cada vez menor de folhas nas copas das árvores da Amazônia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-copas-de-los-arboles-de-la-amazonia-estan-quedando-vacias-el-calor-extremo-fuerza-la-caida-acelerada-de-hojas-1787939044527.png" data-image="93mxp1yn6vt0" alt="amazônia" title="amazônia"><figcaption>As copas das árvores da Amazônia também estão sofrendo com as altas temperaturas e a diminuição das chuvas.</figcaption></figure><p>A imagem da Amazônia como uma floresta tropical perpetuamente verde está começando a apresentar nuances significativas. Em certas áreas, <strong>o aumento das temperaturas e as secas estão submetendo as árvores a um estresse </strong>que pode até mesmo alterar a estrutura de suas copas.</p><p>Diante dessa situação, surge a ideia de que a Amazônia está entrando em condições descritas como um "clima hipertropical".</p><h2>A floresta amazônica tem problemas de resfriamento.</h2><p>As folhas perdem água por meio da transpiração, um processo um tanto semelhante ao resfriamento que nós, humanos, experimentamos através do suor.</p><p><strong>O principal problema surge quando o solo seca demais</strong>, e agora pesquisas realizadas ao longo de extensos períodos em florestas próximas a Manaus observaram como <strong>as árvores respondem à falta de água fechando progressivamente seus estômatos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que são estômatos? São pequenos poros presentes nas folhas que regulam a troca gasosa e a perda de água.</strong></div><p>Quando a seca se intensifica, <strong>essa estratégia de sobrevivência tem um preço e reduz a capacidade da árvore de capturar CO2</strong>, limitando os processos necessários para seu crescimento e manutenção.</p><h3>Calor extremo diretamente nas folhas</h3><p>Estudos demonstraram que uma seca prolongada <strong>aumenta a temperatura do ar dentro da copa das árvores</strong> entre 0,6 e 2°C.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"> This is where the city ends and the Amazon begins.<br><br>In Manaus, Brazil, the dense urban grid meets the Amazon rainforest with almost no transition. Streets, rooftops, and residential blocks stop at a striking line, giving way to one of the most biodiverse ecosystems on Earth. <a href="https://t.co/8Otag9e176">pic.twitter.com/8Otag9e176</a></p>— ParametricArchitecture (@parametricarch) <a href="https://x.com/parametricarch/status/2091861193434489173?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>Além disso, a temperatura na qual certos mecanismos fotossintéticos começaram a <strong>sofrer danos pelo calor foi reduzida de aproximadamente 50°C para 48,5°C</strong>. Esses dados podem parecer diferenças mínimas, mas, do ponto de vista fisiológico, são muito relevantes.</p><h2><strong>Por que alguns copos estão ficando mais vazios?</strong></h2><p>A perda de folhas não deve ser interpretada como um sinal de que toda a Amazônia está morrendo, pois a complexa fenologia dessas florestas<strong> permite que algumas espécies aumentem temporariamente em períodos de seca</strong>.</p><p>No entanto, quando o déficit de chuvas se prolonga ao longo do tempo, o <strong>estresse hídrico e térmico acaba por exceder a capacidade de resistência da floresta</strong>, favorecendo uma diminuição significativa do teor de água e da atividade da vegetação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/de-praias-a-floresta-alagada-o-arquipelago-na-amazonia-que-se-transforma-com-o-ciclo-das-aguas-2-vezes-por-ano.html" title="De praias a floresta alagada: o arquipélago na Amazônia que se transforma com o ciclo das águas 2 vezes por ano">De praias a floresta alagada: o arquipélago na Amazônia que se transforma com o ciclo das águas 2 vezes por ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/de-praias-a-floresta-alagada-o-arquipelago-na-amazonia-que-se-transforma-com-o-ciclo-das-aguas-2-vezes-por-ano.html" title="De praias a floresta alagada: o arquipélago na Amazônia que se transforma com o ciclo das águas 2 vezes por ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-praias-a-floresta-alagada-o-arquipelago-na-amazonia-que-se-transforma-com-o-ciclo-das-aguas-2-vezes-por-ano-1787775660899_320.jpg" alt="De praias a floresta alagada: o arquipélago na Amazônia que se transforma com o ciclo das águas 2 vezes por ano"></a></article></aside><p>Em certas áreas da Amazônia central, por exemplo, observou-se que, quando <strong>as temperaturas máximas diárias atingem cerca de 35°C</strong> durante a parte final da estação seca, a copa superior de árvores grandes pode perder material vegetal.</p><h3>O novo cenário: um clima mais quente e seco</h3><p>A preocupação científica está crescendo porque episódios de seca quente, nos quais <strong>altas temperaturas coincidem com uma redução significativa na disponibilidade de água</strong>, podem se tornar um fator cada vez mais importante para o futuro da floresta tropical.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-copas-de-los-arboles-de-la-amazonia-estan-quedando-vacias-el-calor-extremo-fuerza-la-caida-acelerada-de-hojas-1787939098748.png" data-image="bw8sm0clpf2o" alt="amazônia" title="amazônia"><figcaption>O clima hipertropical é o novo regime de calor extremo e seca prolongada que está transformando a floresta amazônica.</figcaption></figure><p>O que fica claro é que há maior mortalidade de árvores durante episódios de seca intensa e, quando a umidade do solo cai abaixo de certos limites, a transpiração pode diminuir rapidamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-copas-das-arvores-da-amazonia-estao-ficando-vazias-o-calor-extremo-esta-provocando-a-queda-acelerada-das-folhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 19:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Serranópolis (GO) combina paisagens do Cerrado e patrimônio arqueológico, com dezenas de sítios, milhares de pinturas rupestres e descobertas que ajudam a reconstruir antigas ocupações humanas</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos-1787951604602.jpg" data-image="7awcle0d23ca" alt="O complexo arqueológico reúne natureza exuberante e vestígios humanos milenares no Cerrado goiano - Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)" title="O complexo arqueológico reúne natureza exuberante e vestígios humanos milenares no Cerrado goiano - Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)"><figcaption>O complexo arqueológico reúne natureza exuberante e vestígios humanos milenares no Cerrado goiano - Imagem criada por inteligência artificial. Crédito: Olhar Digital</figcaption></figure><p>Entre paredões rochosos, cursos d’água e áreas preservadas do Cerrado, <strong>Serranópolis, em Goiás</strong>, reúne natureza e arqueologia em um mesmo território. O município possui dezenas de sítios arqueológicos catalogados e abriga vestígios que indicam a presença humana na região há milhares de anos.</p><p>Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o complexo arqueológico de Serranópolis está entre os conjuntos mais importantes e completos do Brasil. O órgão registra <strong>mais de 30 sítios relacionados a grupos caçadores-coletores e agricultores-ceramistas</strong>, com datações próximas de <strong>11 mil anos antes</strong> do presente.</p><p>A Prefeitura de Serranópolis informa a existência de <strong>42 sítios arqueológicos catalogados. </strong>Entre os principais está a Gruta do Diogo, onde foi encontrado o esqueleto conhecido como Zé Gabiroba, ou Homem da Serra do Cafezal, apresentado pelo município como tendo mais de 11.500 anos.</p><h2>Vestígios revelam diferentes períodos de ocupação</h2><p>Além dos restos humanos, os abrigos rochosos preservam <strong>milhares de registros rupestres.</strong> De acordo com o Iphan, pesquisadores identificaram mais de 1.100 figuras pintadas e cerca de 4.000 gravuras em 14 dos 26 abrigos estudados.</p><div class="texto-destacado">Essas manifestações ajudam a compreender como diferentes grupos ocuparam e utilizaram o território ao longo do tempo. As paredes das grutas e dos abrigos funcionam como registros materiais de práticas e formas de expressão de populações que viveram no Cerrado muito antes da formação das cidades atuais.</div><p>A pesquisa arqueológica também continua revelando novos vestígios. Em 2023, o Iphan informou a descoberta, em Serranópolis, de outro<strong> esqueleto humano cuja idade poderia chegar a 12 mil anos</strong>, além de dez crânios datados em aproximadamente 1.600 anos.</p><h2>Natureza e arqueologia no mesmo roteiro</h2><p>A experiência turística do município combina os sítios arqueológicos com <strong>grutas, cachoeiras, corredeiras, trilhas e áreas preservadas</strong>. A proximidade entre esses elementos permite conhecer tanto a paisagem natural quanto os vestígios das populações que ocuparam a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos-1787951702184.jpg" data-image="pl5yjiyj5mc0" alt="Milhares de pinturas e gravuras rupestres documentam a presença humana pré-histórica nos abrigos – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)" title="Milhares de pinturas e gravuras rupestres documentam a presença humana pré-histórica nos abrigos – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)"><figcaption>Milhares de pinturas e gravuras rupestres documentam a presença humana pré-histórica nos abrigos – Imagem criada por inteligência artificial. Crédito: Divulgação Olhar Digital</figcaption></figure><p>A <strong>Gruta do Diogo</strong> ocupa lugar central nesse roteiro por estar associada ao achado de Zé Gabiroba. Já as cachoeiras e corredeiras ampliam a experiência de contato com o Cerrado, enquanto reservas particulares e áreas de observação de fauna e aves oferecem outras possibilidades de visita.</p><p>Para conhecer os sítios, no entanto, é necessário considerar que se trata de patrimônio arqueológico protegido. O Iphan orienta que visitantes não retirem materiais, não alterem o solo ou as estruturas dos abrigos <strong>e não toquem em pinturas e gravuras</strong>. A recomendação é observar e fotografar sem interferir nos vestígios.</p><h2>Um patrimônio que atravessa milhares de anos</h2><p>Serranópolis reúne, em uma mesma <strong>paisagem, elementos naturais e registros de diferentes períodos da presença humana </strong>no Cerrado. O conjunto formado por água, rochas, vegetação e sítios arqueológicos permite compreender o território para além de sua dimensão turística.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755479" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver.html" title="Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia">Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver.html" title="Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/historia-da-ocupacao-do-baixo-amazonas-prova-que-humanos-e-floresta-podem-conviver-1771785756986_320.jpg" alt="Parque de Monte Alegre guarda um dos registros mais antigos da ocupação humana na Amazônia"></a></article></aside><p>Com acompanhamento de condutores locais e planejamento prévio, o visitante pode <strong>combinar áreas naturais e arqueológicas respeitando as regras de acesso e conservação</strong>. Assim, cachoeiras, grutas e vestígios milenares deixam de ser atrações isoladas e passam a compor uma história contínua sobre a ocupação do Cerrado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Olhar%20Digital" data-year="2026" data-title="Cachoeiras%2C%20grutas%20e%20s%C3%ADtios%20arqueol%C3%B3gicos%20dividem%20o%20mesmo%20roteiro%20em%20um%20munic%C3%ADpio%20goiano%20onde%20um%20esqueleto%20com%20mais%20de%2011.500%20anos%20ajuda%20a%20contar%20uma%20ocupa%C3%A7%C3%A3o%20humana%20antiqu%C3%ADssima%20do%20Cerrado" data-url="https%3A%2F%2Folhardigital.com.br%2Fcuriosidades%2F2026%2F08%2F22%2Fcachoeiras-grutas-e-sitios-arqueologicos-dividem-o-mesmo-roteiro-em-um-municipio-goiano%2F">Olhar Digital. (2026). <a href="https://olhardigital.com.br/curiosidades/2026/08/22/cachoeiras-grutas-e-sitios-arqueologicos-dividem-o-mesmo-roteiro-em-um-municipio-goiano/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cachoeiras, grutas e sítios arqueológicos dividem o mesmo roteiro em um município goiano onde um esqueleto com mais de 11.500 anos ajuda a contar uma ocupação humana antiquíssima do Cerrado</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[3 plantas suspensas que transformam qualquer apartamento e levam verde até aos cantos mais pequenos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/3-plantas-suspensas-que-transformam-qualquer-apartamento-e-levam-verde-ate-aos-cantos-mais-pequenos.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 17:36:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Pouco espaço para mais plantas? Estas três espécies aproveitam a altura, liberam superfícies e podem transformar completamente a atmosfera de um cantinho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/3-plantas-colgantes-que-transforman-cualquier-departamento-y-llenan-de-verde-hasta-los-rincones-mas-pequenos-1787600291211.jpeg" data-image="okn0guin6x83" alt="plantas suspensas" title="plantas suspensas"><figcaption>Plantas suspensas permitem aproveitar o espaço vertical de um apartamento e adicionar verde sem ocupar a área útil dos ambientes de convivência.</figcaption></figure><p>Em um <strong>apartamento</strong>, cada superfície costuma ter mais de uma função, e nem sempre há espaço para mais um vaso de planta. As <strong>plantas suspensas</strong> oferecem uma solução simples: aproveitam o<strong> espaço vertical para adicionar verde sem ocupar áreas valiosas</strong> no chão ou nas superfícies.</p><p>Elas também permitem explorar diferentes padrões de crescimento, desde caules que pendem em cascata até folhagens mais compactas e folhas que trazem luminosidade. O segredo está em<strong> escolher espécies realmente adequadas às condições de ambientes internos</strong>, em vez de focar apenas no cantinho onde queremos colocá-las.</p><h2>Colar-de-pérolas: uma cascata de pequenas esferas verdes</h2><p>O colar-de-pérolas (<em>Senecio rowleyanus</em> ou <em>Curio rowleyanus</em>) destaca-se por suas <strong>folhas esféricas, adaptadas para armazenar água</strong>. Elas crescem ao longo de caules finos e podem criar um efeito pendente característico, com um visual completamente diferente das plantas de folhagem convencionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/3-plantas-colgantes-que-transforman-cualquier-departamento-y-llenan-de-verde-hasta-los-rincones-mas-pequenos-1787600562679.jpeg" data-image="urohtj2fr289"><figcaption>As folhas esféricas desta planta armazenam água, uma adaptação que explica sua tolerância a períodos de seca e sua sensibilidade ao excesso de rega.</figcaption></figure><p>Ela <strong>precisa de bastante luz </strong>para manter um crescimento compacto e caules com folhas bem espaçadas. Pode receber algumas horas de luz solar suave, embora, em ambientes internos, seja melhor evitar a exposição repentina à luz solar intensa.</p><div class="texto-destacado">Assim como outras suculentas, ela só deve ser regada depois que o substrato tiver secado. A umidade constante pode causar o apodrecimento das raízes e fazer com que as "pérolas" fiquem moles, translúcidas ou se soltem facilmente.</div><p>Se isso acontecer, interrompa a rega, verifique as raízes e remova as partes afetadas; as seções saudáveis podem ser usadas para produzir novas mudas.</p><h2>Hera-sueca: volume e folhagem para preencher espaços vazios</h2><p>A hera-sueca (<em>Plectranthus verticillatus</em>), também conhecida com planta-dólar ou planta-do-dinheiro, desenvolve caules longos e flexíveis, cobertos por folhas arredondadas, brilhantes e de um verde-escuro intenso. Seu<strong> crescimento relativamente rápido</strong> permite obter uma planta volumosa em pouco tempo, tornando-a uma opção interessante quando se deseja uma <strong>folhagem abundante</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/3-plantas-colgantes-que-transforman-cualquier-departamento-y-llenan-de-verde-hasta-los-rincones-mas-pequenos-1787600680354.jpeg" data-image="pedel2a3y1j6" alt="hera sueca" title="hera sueca"><figcaption>A hera-sueca pode desenvolver numerosos caules a partir da base, formando gradualmente uma massa de folhagem particularmente atraente quando deixada crescer livremente.</figcaption></figure><p>Ela aprecia<strong> bastante luz indireta e intensa</strong>, embora tolere níveis de luminosidade ligeiramente inferiores aos exigidos pelo colar-de-pérolas. Em locais muito escuros, pode produzir caules fracos, com maior espaçamento entre as folhas. A rega deve ser moderada: a planta necessita de mais umidade do que uma suculenta comum, mas o substrato deve secar levemente entre as regas.</p><p>Se os caules crescerem demais ou perderem densidade, uma<strong> poda leve ajuda a manter um formato mais compacto</strong> e estimula a ramificação. Também é recomendável verificar a folhagem regularmente e remover folhas danificadas, especialmente quando apresentarem sinais de excesso de umidade.</p><h2>Peperômia-pendente: folhas luminosas para iluminar o ambiente interno</h2><p><em></em>A <em>Peperomia scandens</em>, conhecida como peperômia-pendente ou peperômia-coração, especialmente em suas variedades variegadas, apresenta <strong>folhas em formato de coração com combinações de verde e creme</strong>. Seu crescimento tende a ser mais compacto do que o da hera-sueca, mas suas folhas oferecem um contraste vibrante que se destaca mesmo em espaços pequenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/3-plantas-colgantes-que-transforman-cualquier-departamento-y-llenan-de-verde-hasta-los-rincones-mas-pequenos-1787600597421.jpeg" data-image="3wgm7rla81dl" alt="peperômia-pendente" title="peperômia-pendente"><figcaption>A combinação de caules flexíveis e folhas em formato de coração permite que a planta se espalhe naturalmente ou seja conduzida com um suporte leve.</figcaption></figure><p>Para preservar sua variegação e estimular um crescimento saudável, a planta necessita de <strong>boa luminosidade indireta</strong>. Um local muito escuro pode reduzir seu vigor e fazer com que as novas folhas se desenvolvam com menos áreas de tonalidade clara. Portanto, ela deve ser colocada em um local bem iluminado, mas protegido da luz solar direta e intensa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785300" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-fazer-vasos-autoirrigaveis-para-plantas-usando-garrafas-plasticas-simples.html" title="Como fazer vasos autoirrigáveis para plantas usando garrafas plásticas simples">Como fazer vasos autoirrigáveis para plantas usando garrafas plásticas simples</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-fazer-vasos-autoirrigaveis-para-plantas-usando-garrafas-plasticas-simples.html" title="Como fazer vasos autoirrigáveis para plantas usando garrafas plásticas simples"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987093398_320.jpg" alt="Como fazer vasos autoirrigáveis para plantas usando garrafas plásticas simples"></a></article></aside><p>Folhas amareladas ou murchas podem indicar excesso de umidade, enquanto a perda gradual da variegação está frequentemente associada à falta de luz. Durante o período de crescimento ativo, a planta se beneficia da aplicação de um fertilizante líquido equilibrado, aproximadamente uma vez por mês, sempre respeitando a dosagem recomendada pelo fabricante.</p><h2>Substrato e estrutura: dois fatores-chave para maximizar o seu crescimento</h2><p>Embora as três espécies possam ser cultivadas em ambientes internos, não é aconselhável utilizar exatamente a mesma mistura para todas elas.</p><ul> <li>A planta <strong>"colar-de-pérolas" </strong>requer um substrato particularmente arejado e de drenagem rápida; por isso, uma <strong>mistura para cactos e suculentas</strong> pode funcionar muito bem. Se você for preparar sua própria mistura, adicionar perlita, pedra-pomes ou areia grossa ajuda a melhorar a drenagem e a reduzir o acúmulo excessivo de água.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/3-plantas-colgantes-que-transforman-cualquier-departamento-y-llenan-de-verde-hasta-los-rincones-mas-pequenos-1787602621472.jpeg" data-image="twdd2x1t4rbv"><figcaption>Escolher um substrato adequado facilita o controle da umidade ao redor das raízes, enquanto suportes leves oferecem uma maneira simples de direcionar o crescimento de algumas espécies.</figcaption></figure><ul><li>Para a <strong>hera-sueca e a </strong><em><strong>Peperomia scandens</strong></em>, um substrato para plantas de interior pode ser suficiente; no entanto, é melhor evitar o uso de terra de jardim pura ou de misturas que se compactam após várias regas. Pode-se adicionar<strong> perlita </strong>para melhorar a drenagem e a aeração, enquanto uma pequena proporção de fibra de coco ou casca fina ajuda a manter uma estrutura mais estável.</li></ul><p>Quanto ao seu crescimento, a hera-sueca e a <em>Peperomia scandens</em> também permitem experimentar pequenos suportes, arcos ou estruturas leves quando se deseja conduzir alguns de seus caules, em vez de deixá-los pendentes livremente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/3-plantas-suspensas-que-transformam-qualquer-apartamento-e-levam-verde-ate-aos-cantos-mais-pequenos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[18 meses de escuridão total: o evento vulcânico que destruiu as colheitas e alterou o clima da Terra no século VI]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 14:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma grande erupção vulcânica escureceu o céu durante meses no ano de 536, provocou um arrefecimento repentino e desencadeou más colheitas, fome e profundas consequências sociais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/18-meses-de-oscuridad-absoluta-el-evento-volcanico-que-destruyo-cosechas-y-cambio-el-clima-de-la-tierra-en-el-siglo-vi-1787751251790.png" data-image="o6seu8mdwg94"><figcaption>A grande erupção do ano 536 provocou uma alteração no clima a nível global.</figcaption></figure><p>Houve um momento na história em que a luz do sol se tornou extremamente fraca, o verão perdeu grande parte do seu calor e as colheitas começaram a falhar. Não se tratou de um eclipse, mas sim <strong>da consequência de uma enorme perturbação vulcânica ocorrida no ano de 536</strong>.</p><p>Durante esse período, <strong>a luz do dia terá sido extraordinariamente fraca em vastas zonas da Europa, do Médio Oriente e da Ásia</strong>, com evidências climáticas que, posteriormente, permitiram comprovar que aquelas descrições não eram meros relatos apocalípticos: algo extraordinário aconteceu realmente na atmosfera terrestre.</p><h2>O que aconteceu no ano de 536?</h2><p><strong>A explicação reside numa grande erupção vulcânica cuja localização exata ainda não foi totalmente determinada, tendo sido inicialmente sugerida a Islândia</strong>, embora as investigações paleoclimáticas indiquem que o sinal vulcânico registado nos gelos e noutros registos naturais possa ser mais complexo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Pero no fue solo una erupción.<br><br>Nuevas pruebas científicas confirman tres eventos volcánicos:<br><br> 536<br> 540<br> 547<br><br>Fue una trilogía infernal.<br>Y con ella nació la llamada:<br>Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía <a href="https://t.co/dzFuONzkCx">pic.twitter.com/dzFuONzkCx</a></p>— Alexandra (@Alexalvz12) <a href="https://x.com/Alexalvz12/status/1939703771816149233?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2025</a></blockquote></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;">Essa erupção <strong>liberou enormes quantidades de aerossóis vulcânicos, especialmente compostos de enxofre que podem permanecer em suspensão nas camadas superiores da atmosfera</strong>. A partir daí, podem dispersar-se por enormes distâncias e reduzir a quantidade de radiação solar que atinge a superfície terrestre. As testemunhas da época perceberam precisamente essa alteração na luminosidade. <br></span></p><h3>O sol não desapareceu: a atmosfera bloqueou parte da sua luz </h3><p><strong>Falar de "18 meses de escuridão" pode levar-nos a imaginar uma noite permanente</strong>, mas não foi bem assim, uma vez que o sol continuava a nascer todos os dias, mas a sua luz chegava à superfície muito mais enfraquecida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima: história e vida na Terra">Efeitos do vulcanismo no clima: história e vida na Terra</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima: história e vida na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra-224241-4_320.jpg" alt="Efeitos do vulcanismo no clima: história e vida na Terra"></a></article></aside><p><strong>O historiador bizantino Procópio descreveu que o sol emitia luz "sem brilho"</strong>, enquanto outro testemunho referia que, durante 18 meses, a luz do dia era <strong>apenas uma sombra</strong>.</p><h2>As árvores também registaram esta alteração climática</h2><p><strong>Os anéis de crescimento das árvores funcionam como uma espécie de arquivo climático natural</strong> e, quando as condições ambientais são favoráveis, certas espécies podem desenvolver anéis mais largos. Se estivermos num período frio ou desfavorável, o crescimento pode reduzir-se consideravelmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Curiosidades?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Curiosidades</a> <br>La Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía. <br><br>1. Que la humanidad ha tenido hambrunas, guerras, genocidios, en definitiva momentos terribles, de todos es sabido. Pero parece que hay consenso entre los historiadores para designar el año 536 como el peor de la <a href="https://t.co/qjgT0WWqVh">pic.twitter.com/qjgT0WWqVh</a></p> MaléficaReturns️ (@AliciaMimundo) <a href="https://x.com/AliciaMimundo/status/1905363398046744831?ref_src=twsrc%5Etfw">March 27, 2025</a></blockquote></figure><p><strong>As reconstruções climáticas mostram que o verão de 536 foi excepcionalmente frio em numerosas regiões do hemisfério norte</strong>. Diferentes reconstruções situam a descida das temperaturas de verão na Europa entre aproximadamente 1,6 e 2,5 ºC em relação à média das décadas anteriores. </p><h3>O frio chegou no pior momento possível</h3><p>A agricultura depende de uma combinação adequada de temperatura, radiação solar e disponibilidade de água. <strong>Uma alteração brusca de qualquer um desses elementos pode reduzir o rendimento das colheitas</strong> e, se o episódio se prolongar por vários anos, as consequências podem acumular-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas">Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166471109_320.jpg" alt="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"></a></article></aside><p>Na Irlanda, por exemplo, as crônicas registaram, no ano de 536, uma quebra na produção de pão. E o problema não terminou nesse ano. <strong>Após a erupção de 536, ocorreram outras grandes erupções por volta de 540 e 547</strong>, prolongando e intensificando o episódio de arrefecimento. As pesquisas climáticas associaram esta sucessão de perturbações a um dos períodos de arrefecimento mais significativos dos últimos dois milénios.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É um fato que a energia solar é uma fonte de energia renovável, mas… sabes como é que um solo não perde produtividade? Descobre como os investigadores da Universidade de Jaén analisaram esta questão e que soluções propõem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539.jpeg" data-image="2x8rx5j3ag1p"><figcaption>Espanha possui uma das maiores extensões de áreas onde coexistem painéis solares e agricultura.</figcaption></figure><p><strong>Nos últimos anos, o avanço da energia solar transformou radicalmente a paisagem agrícola espanhola</strong>. Onde antes predominavam vastos campos de cultivo, terras em pousio ou olivais, é cada vez mais frequente encontrar grandes superfícies ocupadas por painéis fotovoltaicos.</p><p>Esta coexistência entre a agricultura e a produção de eletricidade implica a competição pelo mesmo recurso, mas <strong>não tem de ser necessariamente uma batalha pelo território</strong>. </p><h2>Quando o sol tem de alimentar dois mundos</h2><p>A dificuldade parece fácil de explicar, mas, do ponto de vista técnico, é considerável, uma vez que <strong>uma central fotovoltaica convencional foi concebida para aproveitar ao máximo a radiação solar, enquanto uma cultura necessita dessa mesma radiação</strong> solar para realizar a fotossíntese.</p><p>Os painéis tradicionais de silício são, portanto, essencialmente opacos e, quando instalados sobre um terreno agrícola,<strong> geram sombra e alteram as condições de temperatura, umidade e radiação</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Investigadores de la Universidad de Jaén muestran sus prototipos de paneles solares traslúcidos made in Spain para avanzar hacia una agricultura que comparte terrenos con la producción de energía fotovoltaica<a href="https://t.co/3vWGBTKYZ2">https://t.co/3vWGBTKYZ2</a><br><br> <a href="https://x.com/alexmunofer?ref_src=twsrc%5Etfw">@alexmunofer</a> <a href="https://t.co/PENSYQXPsi">pic.twitter.com/PENSYQXPsi</a></p>— SINC (@agencia_sinc) <a href="https://x.com/agencia_sinc/status/2090698426895696119?ref_src=twsrc%5Etfw">August 21, 2026</a></blockquote></figure><p>E é aqui que <strong>entra a agrovoltaica, que não consiste simplesmente em colocar painéis sobre as culturas, mas sim em encontrar um equilíbrio</strong> em que a instalação produza eletricidade sem prejudicar e, em certos casos, até favorecendo a produção agrícola.</p><h3>O problema das placas semitransparentes</h3><p>Uma das vias que está a ser investigada consiste <strong>em fabricar módulos que permitam a passagem de uma parte da radiação solar</strong>, sendo que uma possibilidade é separar as células convencionais de silício no interior do painel, deixando espaços entre elas.</p><p>O problema é que esta solução reduz <strong>a eficiência e gera uma sombra irregular no terreno</strong>, o que afeta negativamente o crescimento das plantas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785845" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html" title="Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar você">Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar você</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html" title="Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar você"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/des-miroirs-dans-l-espace-pour-produire-de-l-energie-24h-24-ce-projet-pourrait-bruler-vos-yeux-1787150646604_320.png" alt="Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar você"></a></article></aside><p>Outra alternativa consiste em alterar a espessura do material semicondutor para que este se torne parcialmente transparente e, nesse caso<strong>, a eficiência pode descer para menos de 10%</strong>.</p><p><strong>O desafio consiste, portanto, em determinar quanta luz o painel deve deixar passar para que a cultura continue a desenvolver-se</strong> corretamente, sem comprometer uma produção elétrica suficiente.</p><h2>O módulo espanhol que procura aproveitar a luz pelos dois lados </h2><p>É aqui que entra em cena um dos desenvolvimentos do grupo AdPVTech: <strong>um módulo semitransparente RearCPVbif</strong>.</p><p>O seu funcionamento apresenta uma diferença importante em relação a um painel convencional, uma vez que <strong>utiliza células solares bifaciais, capazes de aproveitar a radiação</strong> que incide tanto na parte da frente como na parte de trás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787826322910.jpg" data-image="8vbqiue9937i"><figcaption>Exemplo de módulo solar RearCPVbif.</figcaption></figure><p>No seu design, mantêm-se <strong>espaços entre as células para permitir que uma parte da luz atinja diretamente a cultura</strong>, mas na face posterior são incorporados concentradores que permitem aproveitar melhor a radiação refletida pelo solo, conhecida como albedo.</p><p>Os investigadores da empresa têm trabalhado precisamente nesse equilíbrio, uma vez que<strong> uma transparência próxima dos 60% seria a configuração ideal estudada para combinar a produção de eletricidade com as necessidades da cultura</strong>, embora o design possa ser adaptado.</p><p>O resultado é um painel que não pretende bloquear completamente o sol, mas sim <strong>distribuí-lo entre as plantas e as células fotovoltaicas</strong>.</p><h3>Uma segunda geração: painéis que seguem o sol</h3><p>A investigação da Universidade de Jaén vai ainda mais longe com o <strong>protótipo WiT-CPV</strong>.</p><p><strong>Neste caso, são utilizadas lentes de alta concentração capazes de multiplicar significativamente a radiação</strong> que chega a uma pequena célula de silício de elevada eficiência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787840075023.png" data-image="fexbyp6qh07k"><figcaption>O protótipo WiT-CPV combina uma pequena célula altamente eficiente, que segue o sol, com lentes de alta concentração.</figcaption></figure><p>No entanto, o mais notável é que <strong>a célula se pode deslocar acompanhando a posição do sol</strong>, permitindo ajustar o nível de transparência do sistema ao longo do dia e controlar com maior precisão a quantidade de radiação que chega ao solo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Arturo%20D%C3%ADaz-Ponce%2C%20%20Iv%C3%A1n%20Trejo-Z%C3%BA%C3%B1iga%2CFernando%20D%C3%A1valos%20Hern%C3%A1ndez%2C%20Pedro%20M.%20Rodrigo%2C%20%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez." data-year="2025" data-title="Development%20of%20a%20proof-of-concept%20concentrating%20photovoltaic%20module%20with%20integrated%20tracking%20and%20azimuthal%20cell%20rotation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025028026">Arturo Díaz-Ponce, Iván Trejo-Zúñiga,Fernando Dávalos Hernández, Pedro M. Rodrigo, María A. Ceballos, Álvaro Valera-Albacete, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández.. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025028026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Development of a proof-of-concept concentrating photovoltaic module with integrated tracking and azimuthal cell rotation</a>.</cite><br><cite data-author="%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20Jes%C3%BAs%20Montes-Romero%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez" data-year="2025" data-title="Research%20paper%20Study%20on%20the%20potential%20of%20a%20novel%20semi-transparent%20rear%20concentrator%20photovoltaic%20system%20for%20agrivoltaics" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025042872">Álvaro Valera-Albacete, María A. Ceballos, Jesús Montes-Romero, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025042872" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Research paper Study on the potential of a novel semi-transparent rear concentrator photovoltaic system for agrivoltaics</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rio Branco: conheça a capital amazônica que já pertenceu à Bolívia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rio-branco-conheca-a-capital-amazonica-que-ja-pertenceu-a-bolivia.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Fundada a partir de um seringal às margens do Rio Acre, Rio Branco nasceu em território disputado, tornou-se símbolo da Revolução Acreana e hoje preserva essa história.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-branco-conheca-a-capital-amazonica-que-ja-pertenceu-a-bolivia-1787607321866.jpg" data-image="mjq0olzwjj0n" alt="O território que hoje é o Acre pertencia à Bolívia até o início do século XX. / Imagem ilustrativa" title="O território que hoje é o Acre pertencia à Bolívia até o início do século XX. / Imagem ilustrativa"><figcaption>O território que hoje é o Acre pertencia à Bolívia até o início do século XX. Imagem ilustrativa. Crédito: Divulgação Tupi</figcaption></figure><p>À sombra de uma gameleira centenária, às margens do Rio Acre, começou a história de <strong>Rio Branco</strong>. Em 1882, o cearense Neutel Maia chegou à região em um vapor e fundou um seringal que, décadas depois, daria origem à capital do Acre, no extremo oeste brasileiro.</p><p>Naquele período, porém, <strong>o território ainda pertencia à Bolívia</strong>. A expansão da exploração da borracha levou milhares de brasileiros para a região, provocando tensões com o governo boliviano. O conflito culminou, entre 1899 e 1903, na Revolução Acreana, liderada por José Plácido de Castro.</p><p>A disputa terminou com o <strong>Tratado de Petrópolis, assinado em 1903</strong>. Pelo acordo, o Brasil incorporou o território do Acre e pagou à Bolívia<strong> dois milhões de libras esterlinas</strong>. O governo brasileiro também se comprometeu a construir a ferrovia Madeira-Mamoré, em Rondônia, como parte das condições da negociação.</p><h2>Memória da borracha permanece no centro</h2><p>A transformação política do território deixou marcas na arquitetura e na memória de Rio Branco. Um dos principais símbolos é o <strong>Palácio Rio Branco</strong>, inaugurado em 1930 e projetado pelo arquiteto alemão Alberto Massler. Desde 2002, o prédio funciona como museu e apresenta diferentes capítulos da história acreana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-branco-conheca-a-capital-amazonica-que-ja-pertenceu-a-bolivia-1787607471499.jpg" data-image="iiqet738sau9" alt="Rio Branco concentra atrações entre o centro histórico e os parques urbanos. / Créditos: Wikipédia" title="Rio Branco concentra atrações entre o centro histórico e os parques urbanos. / Créditos: Wikipédia"><figcaption>Rio Branco concentra atrações entre o centro histórico e os parques urbanos. Crédito: Divulgação Tupi</figcaption></figure><p>Entre seus espaços, o visitante encontra<strong> referências ao ciclo da borracha, à Revolução Acreana</strong> e à trajetória de personagens que marcaram a história do estado, incluindo <strong>o ambientalista Chico Mendes.</strong> O nome da capital, por sua vez, homenageia o Barão do Rio Branco, responsável pelas negociações diplomáticas que contribuíram para a incorporação do Acre ao Brasil.</p><p>Outro ponto histórico é o<strong> Calçadão da Gameleira</strong>, considerado o berço da cidade. A árvore associada à fundação do seringal foi tombada como monumento histórico em 1981 e permanece como um dos símbolos de Rio Branco.</p><h2>Parques, mercados e cultura amazônica</h2><p>Para além da história, Rio Branco reúne atrações distribuídas entre o centro urbano e áreas verdes. O <strong>Novo Mercado Velho</strong>, construído na década de 1920 e posteriormente revitalizado, concentra artesanato, produtos da floresta, ervas medicinais e comidas típicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-branco-conheca-a-capital-amazonica-que-ja-pertenceu-a-bolivia-1787607605281.jpg" data-image="cfcmf4i9zw8q" alt="Rio Branco carrega no nome uma homenagem ao Barão que negociou sua incorporação ao Brasil. / Créditos: Wikipédia" title="Rio Branco carrega no nome uma homenagem ao Barão que negociou sua incorporação ao Brasil. / Créditos: Wikipédia"><figcaption>Rio Branco carrega no nome uma homenagem ao Barão que negociou sua incorporação ao Brasil. Crédito: Divulgação Tupi</figcaption></figure><p>O <strong>Memorial dos Autonomistas </strong>também integra o circuito histórico e cultural. O espaço reúne fotografias e documentos relacionados à Revolução Acreana, além de uma galeria de arte e do Theatro Hélio Melo. Já o <strong>Parque Ambiental Chico Mendes</strong> preserva uma área de mata de aproximadamente 50 hectares e abriga trilhas, zoológico e um memorial dedicado ao ambientalista.</p><p>No centro da capital, o Parque da Maternidade acompanha um igarapé por cerca de seis quilômetros. A área reúne ciclovia e equipamentos culturais, como a<strong> Casa dos Povos da Floresta e a Biblioteca da Floresta,</strong> aproximando natureza, lazer e conhecimento.</p><h2>Sabores de três fronteiras</h2><p>A culinária de Rio Branco também reflete <strong>a posição geográfica e a formação histórica do Acre</strong>. Ingredientes amazônicos se misturam a tradições trazidas por nordestinos durante o ciclo da borracha, influências bolivianas e elementos da culinária árabe, incorporados ao cotidiano local ao longo do século XX.</p><div class="texto-destacado">Entre os pratos associados à cidade está a rabada no tucupi, preparada com carne bovina cozida no caldo de mandioca e acompanhada de jambu. O tacacá também ocupa espaço importante, combinando tucupi, goma de tapioca, camarão seco e a erva amazônica.</div><p>O<strong> quibe de arroz e de macaxeira</strong> mostra outra adaptação característica da região: receitas de origem árabe foram modificadas com ingredientes disponíveis localmente. Já a <strong>saltenha</strong>, de origem boliviana, tornou-se popular entre os acreanos, especialmente nas feiras e lanchonetes da capital.</p><h2>Melhor época e caminhos para chegar</h2><p>O período entre <strong>maio e setembro</strong> costuma ser mais favorável para atividades ao ar livre, por concentrar menos chuvas. Entre outubro e abril, a estação chuvosa transforma a experiência, mas museus, mercados e atrações gastronômicas continuam sendo alternativas para conhecer a cidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779595" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/esporte-bretao-documentario-reacende-debate-sobre-origem-do-futebol-e-destaca-papel-da-amazonia-nessa-historia.html" title="Esporte bretão? Documentário reacende debate sobre origem do futebol e destaca papel da Amazônia nessa história">Esporte bretão? Documentário reacende debate sobre origem do futebol e destaca papel da Amazônia nessa história</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/esporte-bretao-documentario-reacende-debate-sobre-origem-do-futebol-e-destaca-papel-da-amazonia-nessa-historia.html" title="Esporte bretão? Documentário reacende debate sobre origem do futebol e destaca papel da Amazônia nessa história"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esporte-bretao-documentario-reacende-debate-sobre-origem-do-futebol-e-destaca-papel-da-amazonia-nessa-historia-1784584715146_320.jpg" alt="Esporte bretão? Documentário reacende debate sobre origem do futebol e destaca papel da Amazônia nessa história"></a></article></aside><p>Rio Branco é atendida pelo<strong> Aeroporto Internacional Plácido de Castro</strong>, localizado a cerca de 20 quilômetros do centro. Há voos diretos para Brasília e São Paulo, além de conexões por Manaus e Porto Velho. Pela estrada, a capital fica a aproximadamente 530 quilômetros de Porto Velho pela BR-364.</p><p>A cidade também funciona como porta de entrada para áreas de fronteira. Brasiléia, próxima à <strong>Bolívia</strong>, está a cerca de 230 quilômetros, enquanto Assis Brasil, na fronteira com o <strong>Peru</strong>, fica a aproximadamente 340 quilômetros.</p><p>Entre a gameleira que marca suas origens, os vestígios do ciclo da borracha e a diversidade cultural construída ao longo de décadas, <strong>Rio Branco preserva uma trajetória singular.</strong> A cidade que nasceu de um seringal em território boliviano tornou-se uma das principais referências urbanas da Amazônia brasileira.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tupi%20FM" data-year="2026" data-title="A%20capital%20da%20Amaz%C3%B4nia%20que%20j%C3%A1%20foi%20da%20Bol%C3%ADvia%20e%20passou%20ao%20Brasil%20em%20um%20acordo%20de%202%20milh%C3%B5es%20de%20libras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tupi.fm%2Fentretenimento%2Fa-capital-da-amazonia-que-ja-foi-da-bolivia-e-passou-ao-brasil-em-um-acordo-de-2-milhoes-de-libras%2F">Tupi FM. (2026). <a href="https://www.tupi.fm/entretenimento/a-capital-da-amazonia-que-ja-foi-da-bolivia-e-passou-ao-brasil-em-um-acordo-de-2-milhoes-de-libras/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A capital da Amazônia que já foi da Bolívia e passou ao Brasil em um acordo de 2 milhões de libras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rio-branco-conheca-a-capital-amazonica-que-ja-pertenceu-a-bolivia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de calor traz alerta de até 45°C e temperaturas até 13°C acima da média: veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-alerta-de-ate-45-c-e-temperaturas-ate-12-c-acima-da-media-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 08:18:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa onda de calor elevará as temperaturas em grande parte do Brasil até segunda-feira, com anomalias matinais de até 13°C e máximas de 45°C , antes do avanço de ar frio no início de setembro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-alerta-de-ate-45-c-e-temperaturas-ate-12-c-acima-da-media-veja-a-previsao-1787944973380.jpg" data-image="2g3uayp9jwbs" alt="temperatura, anomalia, calor" title="temperatura, anomalia, calor"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para sábado (29).</figcaption></figure><p>A onda de calor ganha força entre sexta-feira (28) e segunda-feira (31), espalhando temperaturas muito acima do normal por grande parte do Brasil. <strong>O aquecimento será perceptível desde as primeiras horas do dia</strong> e aumentará durante as tardes, quando os maiores valores devem se concentrar no interior do país. A sequência terá manhãs excepcionalmente quentes e tardes com marcas próximas dos limites previstos para o evento.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>O Centro-Oeste permanecerá como núcleo do calor extremo, especialmente entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul</strong>, mas a massa de ar quente também alcançará áreas do Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. No sábado (29), alguns locais de São Paulo podem amanhecer de 12°C a 13°C acima da média, enquanto as máximas chegam a 45°C no fim de semana. </p><p>Essa diferença entre anomalia matinal e máxima da tarde ajuda a dimensionar a persistência do calor ao longo de todo o dia.</p><h2>Sexta-feira aquece e sábado já começa com forte anomalia</h2><p>Nesta sexta-feira, as anomalias positivas aparecem desde cedo no Centro-Oeste e no interior do Sudeste.<strong> À tarde, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem alcançar 45°C , com 40°C em Cuiabá</strong>. O noroeste de Goiás, o Triângulo Mineiro e o oeste paulista devem passar dos 38°C. A elevação será mais rápida nas áreas interiores, onde o calor já estará consolidado antes do fim da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-alerta-de-ate-45-c-e-temperaturas-ate-12-c-acima-da-media-veja-a-previsao-1787945945785.jpg" data-image="06v6l1ep6sxe" alt="Temperatura, calor, onda de calor" title="Temperatura, calor, onda de calor"><figcaption>Previsão de temperatura do ar (°C) para sábado (29)</figcaption></figure><p>No sábado, por volta das 11h, <strong>as anomalias mais intensas se concentram sobre parte do Centro-Sul.</strong> Em determinados locais de São Paulo, as temperaturas podem ficar de 12°C a 13°C acima da média nesse horário. Durante a tarde, os principais valores previstos são:</p><ul> <li><strong>Oeste paulista e Vale do Ribeira: temperaturas acima de 40°C , chegando a 43°C em Registro e Dracena.</strong></li> <li>Capital paulista: máxima mais provável entre 33°C e 35°C .</li> <li><strong>Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: máximas entre 44°C e 45 °C.</strong></li> </ul><h2>Domingo terá o pico e segunda-feira ainda começa quente </h2><p>No domingo (30), as anomalias positivas persistem durante a manhã e o calor alcança o pico à tarde. As máximas podem atingir 45°C principalmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-alerta-de-ate-45-c-e-temperaturas-ate-12-c-acima-da-media-veja-a-previsao-1787947551120.jpg" data-image="fyrqyrkitwh6" alt="temperatura, onda de calor" title="temperatura, onda de calor"><figcaption>Previsão de temperatura para domingo (30), durante a tarde.</figcaption></figure><p><strong>Valores próximos desse patamar também são previstos em Goiás, norte do Paraná</strong>, oeste e norte de São Paulo e setores de Minas Gerais. O pico terá ampla abrangência, mantendo grande parte do interior sob temperaturas excepcionalmente elevadas até o começo da noite.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>À tarde, São Paulo supera 30°C em grande parte do estado e passa dos 38°C no oeste e noroeste, enquanto o ar frio começa a substituir o calor no Rio Grande do Sul.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Temperaturas de 40°C ou mais ainda avançam por áreas do Norte, Piauí, Maranhão e oeste da Bahia. Na manhã de segunda-feira (31), o Centro-Oeste e o Sudeste continuam acima da média. </p><h2>Ar frio avança no início de setembro e produz a virada </h2><p>Entre segunda e terça-feira (1º), <strong>uma massa de ar frio avança pelo Sul e se espalha pelo Centro-Sul.</strong> A queda começa no Rio Grande do Sul, alcança Santa Catarina e Paraná e progride para Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na faixa leste paulista, as máximas de terça-feira podem variar entre 16°C e 20°C . A mudança será sentida primeiro no período noturno e ganhará área durante a madrugada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-traz-alerta-de-ate-45-c-e-temperaturas-ate-12-c-acima-da-media-veja-a-previsao-1787947684600.jpg" data-image="0wy1ys44jcfm" alt="anomalia, temperatura" title="anomalia, temperatura"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para terça-feira (1º).</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (2), a capital paulista pode passar de 34°C para cerca de 19°C, uma queda próxima de 15°C. Nas serras gaúcha e catarinense, as temperaturas podem se aproximar de 0°C . </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785829" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-extremo-e-umidade-de-deserto-deixam-17-estados-e-o-df-em-alerta-veja-a-previsao.html" title="Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão">Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-extremo-e-umidade-de-deserto-deixam-17-estados-e-o-df-em-alerta-veja-a-previsao.html" title="Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-extremo-e-umidade-de-deserto-deixam-17-estados-e-o-df-em-alerta-veja-a-previsao-1787842432736_320.jpg" alt="Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão"></a></article></aside><p>O ar frio também pode atingir o sul de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo, interrompendo o calor extremo e marcando a virada de temperatura. No Norte e em parte do Nordeste, porém, as tardes ainda podem superar 40°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-traz-alerta-de-ate-45-c-e-temperaturas-ate-12-c-acima-da-media-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sargaço invade o litoral brasileiro com mais frequência; entenda o que está por trás do fenômeno ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/sargaco-invade-o-litoral-brasileiro-com-mais-frequencia-entenda-o-que-esta-por-tras-do-fenomeno.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 21:54:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, o sargaço se tornou mais frequente no litoral brasileiro, transformando praias em verdadeiros “tapetes” de algas e acumulando mais de 40 mil toneladas só no Pará.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sargaco-invade-o-litoral-brasileiro-com-mais-frequencia-entenda-o-que-esta-por-tras-do-fenomeno-1787939877629.jpg" data-image="cd72fpaql6wk"><figcaption>Sargaço acumulado na Praia do Atalaia em Salinópolis (Pará) em março de 2025. Crédito:João Adriano Rossignolo.</figcaption></figure><p>Um novo <strong>estudo </strong>liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na revista científica <em>Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems</em> identificou que nos<strong> últimos 15 anos</strong> a <strong>presença de sargaço</strong> no <strong>litoral do Brasil</strong> <strong>aumentou consideravelmente</strong>.</p><div class="texto-destacado">O sargaço é um gênero de macroalgas marrons (ou pardas) do grupo <em>Sargassum </em>que flutuam no oceano ou crescem fixadas em rochas à beira-mar.</div><p>São <strong>toneladas de algas que chegam e encalham</strong>, o que altera as condições da zona costeira e pode afetar atividades como turismo e pesca. Veja abaixo mais resultados importantes do artigo e o que explica essa maior presença de algas no litoral brasileiro.</p><h2>Informações importantes do estudo</h2><p>Para chegar às conclusões do artigo, os pesquisadores reuniram e analisaram artigos científicos e reportagens publicadas em meios de comunicação digitais sobre encalhes de sargaço no litoral brasileiro <strong>entre 2010 e 2025</strong>.</p><p>Os pesquisadores identificaram que, nestes últimos 15 anos, <strong>o sargaço têm chegado com maior frequência às praias brasileiras</strong>, e as principais espécies são a <em>Sargassum natans</em> e a <em>Sargassum fluitans</em>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sargaco-invade-o-litoral-brasileiro-com-mais-frequencia-entenda-o-que-esta-por-tras-do-fenomeno-1787940362376.jpg" data-image="kpeqai79n0ak"><figcaption>Zoom em uma biomassa de sargaço. Trata-se de uma macroalga marinha de cor amarronzada ou castanha que se assemelha a pequenos cachos ou arbustos ramificados, com pequenas estruturas em formato de bolinhas ou bagos. Crédito: João Adriano Rossignolo/FZEA-USP/Divulgação.</figcaption></figure><p>Essa <strong>biomassa de alga marinha forma extensos bancos</strong> que modificam as condições da zona costeira, podendo afetar negativamente o turismo, a pesca, os ecossistemas e também dificultar a limpeza das praias.</p><p>Mas o principal problema que o sargaço traz é para o setor turístico, com o afastamento das pessoas da praia, pois o <strong>seu acúmulo deixa a praia inapropriada para banho e para uso recreativo</strong>. Quando as algas começam a se decompor, elas vão liberando odores muito fortes que podem causar desconforto e irritação respiratória. </p><p>O vídeo abaixo mostra o <strong>acúmulo de sargaço (mancha marrom)</strong> na<strong> Praia do Atalaia</strong> em <strong>Salinópolis </strong>(<strong>Pará</strong>) em março de 2025.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">IMPRESSIONANTE<br><br>Vídeo mostra grande quantidade de algas marinhas do tipo Sargaço, na praia do Atalaia, em Salinópolis, no Pará. A Secretaria de Meio Ambiente da cidade iniciou o recolhimento do material orgânico. <a href="https://t.co/oPwHwUdNhz">pic.twitter.com/oPwHwUdNhz</a></p>— Amazônia No Ar (@amazonianoar) <a href="https://x.com/amazonianoar/status/1902703189780033880?ref_src=twsrc%5Etfw">March 20, 2025</a></blockquote></figure><p>Entre os estados litorâneos do nosso país, <strong>o Pará e o Maranhão estão entre os que registraram os maiores volumes de biomassa</strong> de sargaço nos últimos 15 anos. </p><p>O Pará teve o principal foco de encalhes de sargaço, seguido do Maranhão. </p><div class="texto-destacado">Somente em praias de Salinópolis, no Pará, foram acumuladas 42,8 mil toneladas de biomassa de sargaço em 2025.</div><p>No ano de <strong>2025</strong>, só no município litorâneo de <strong>Salinópolis</strong> (<strong>Pará</strong>), que é um dos principais pontos de ocorrência desses eventos no Brasil, foram cerca de <strong>42,8 mil toneladas de biomassa de sargaço</strong> chegando. E dessas 42,8 mil toneladas, apenas cerca de 4% foram retiradas das praias devido à dificuldades de logística. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="694298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/algas-marinhas-uma-solucao-natural-para-reduzir-gases-de-efeito-estufa-na-pecuaria.html" title="Algas marinhas: uma solução natural para reduzir gases de efeito estufa na pecuária">Algas marinhas: uma solução natural para reduzir gases de efeito estufa na pecuária</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/algas-marinhas-uma-solucao-natural-para-reduzir-gases-de-efeito-estufa-na-pecuaria.html" title="Algas marinhas: uma solução natural para reduzir gases de efeito estufa na pecuária"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinas-una-solucion-natural-para-reducir-gases-de-efecto-invernadero-en-la-ganaderia-1737558817869_320.jpeg" alt="Algas marinhas: uma solução natural para reduzir gases de efeito estufa na pecuária"></a></article></aside><p>Apesar dessas informações importantes,<strong> o país ainda carece de dados sistematizados sobre a ocorrência, a quantidade e a composição de sargaço</strong>, o que dificulta o planejamento de ações de monitoramento, manejo e remoção.</p><p>Além disso, os pesquisadores destacam também que<strong> ainda não é possível prever quando e em que quantidade o sargaço chegará às praias</strong> brasileiras. </p><h2>Mas o que explica a maior frequência dessas algas no litoral do Brasil?</h2><p>Segundo os pesquisadores, isso se deve à interação de diferentes fatores oceanográficos e ambientais, como a <strong>disponibilidade de nutrientes (um dos principais motivos)</strong>, as condições de temperatura e salinidade do mar e as alterações nos padrões de ventos e correntes oceânicas, que influenciam tanto o crescimento das algas quanto o seu transporte pelo oceano. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ferreira%2C%20I" data-year="2026" data-title="Sarga%C3%A7o%3A%20invas%C3%A3o%20de%20algas%20no%20litoral%20brasileiro%20est%C3%A1%20mais%20frequente" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fciencias%2Fciencias-biologicas%2Fsargaco-invasao-de-algas-no-litoral-brasileiro-esta-mais-frequente%2F">Ferreira, I. (2026). <a href="https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-biologicas/sargaco-invasao-de-algas-no-litoral-brasileiro-esta-mais-frequente/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sargaço: invasão de algas no litoral brasileiro está mais frequente</a>.</cite><br><cite data-author="Mesquita%2C%20G.%20P.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Sargassum%20Strandings%20on%20the%20Brazilian%20Coast%3A%20Integrating%20Scientific%20and%20Media%20Records%20to%20Support%20Coastal%20Conservation%20and%20Monitoring" data-url="https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1002%2Faqc.70431">Mesquita, G. P. et al. (2026). <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/aqc.70431" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sargassum Strandings on the Brazilian Coast: Integrating Scientific and Media Records to Support Coastal Conservation and Monitoring</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/sargaco-invade-o-litoral-brasileiro-com-mais-frequencia-entenda-o-que-esta-por-tras-do-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O desastre no Nepal lembra o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 20:39:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A catástrofe no Nepal lembrou a muitos os acontecimentos de 63 anos atrás nos Alpes italianos, decorrentes de um enorme deslizamento de terra que desabou diretamente sobre um reservatório artificial. A onda de água e detritos devastou povoados inteiros, e quase duas mil pessoas perderam a vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827281610.jpeg" data-image="8mt3hjwess68"><figcaption>Ainda hoje, 63 anos depois, a cicatriz do enorme deslizamento de terra que provocou a onda de choque é claramente visível no Monte Toc (Alpes Italianos).</figcaption></figure><p>No último dia <strong>26 de agosto</strong>, o <strong>Nepal </strong>foi atingido por uma catástrofe que deixou centenas de vítimas (um número que permanece provisório) e causou graves danos. O<strong> colapso de uma geleira </strong>de grande altitude desencadeou um deslizamento de terra que, por sua vez, <strong>provocou uma avalanche devastadora</strong>; uma onda de água e detritos arrastou tudo rio abaixo, percorrendo muitos quilômetros.</p><p>Vídeos e imagens da<strong> enorme onda de água, lama e detritos</strong> avançando pelo vale evocaram<strong> lembranças de um evento ocorrido nos Alpes italianos há 63 anos</strong>: o desastre conhecido como a<strong> tragédia de Vajont</strong>.</p><p>Embora as causas dos desastres sejam diferentes, aquele evento anterior também envolveu um enorme deslizamento de terra em uma região montanhosa, seguido — por razões que explicaremos neste artigo — por uma onda aterrorizante de água que despencou para o vale abaixo, arrasando tudo em seu caminho. <strong>Quase 2 mil pessoas perderam a vida</strong>.</p><h2>O que aconteceu em 9 de outubro de 1963 nos Alpes italianos?</h2><p>Foi<strong> um dos piores desastres a atingir a Europa nos últimos tempos</strong> — um evento que pode ser classificado não apenas como um desastre natural, mas também como uma catástrofe industrial, visto que foi causado pela construção de um reservatório artificial para a geração de energia hidrelétrica.</p><p>Foi um<strong> desastre que poderia ter sido evitado</strong> se tivessem sido levados em conta os alertas de pessoas que previram os graves riscos — como o geólogo Edoardo Semenza e a jornalista Tina Merlin. Vamos analisar, passo a passo, o que aconteceu naquele dia.</p><h2>O terrível desastre de Vajont</h2><p>Era<strong> tarde da noite </strong>de<strong> 9 de outubro </strong>de<strong> 1963</strong> quando um <strong>enorme deslizamento de terra se desprendeu do Monte Toc, nos Alpes italianos</strong> orientais, na fronteira entre Friuli-Venezia Giulia e Vêneto.</p><p>O deslizamento foi colossal — com um volume impressionante de aproximadamente<strong> 270 milhões de metros cúbicos</strong> — e precipitou-se no reservatório artificial recém-construído, situado bem ao pé da montanha,<strong> ao longo do curso do riacho Vajont</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827388417.jpg" data-image="kif6s2b2cq49"><figcaption>Uma fotografia de 10 de outubro de 1963 mostra o desastre na base da Barragem de Vajont. A cidade de Longarone foi arrasada.</figcaption></figure><p>A onda de água gerada por esse enorme deslizamento foi monstruosa — um verdadeiro tsunami com dezenas de metros de altura. Essa <strong>imensa massa de água passou por cima da barragem recém-construída</strong> — na época, a mais alta do mundo — sem destruí-la, e então despejou-se no Vale do Piave, levando morte e destruição e varrendo do mapa, para sempre, inúmeras localidades.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Na noite de 9 de outubro de 1963, o Vale do Piave foi atingido por uma das piores catástrofes da história recente da Itália. Um enorme deslizamento de terra desprendeu-se do Monte Toc e precipitou-se no reservatório artificial recém-criado — uma bacia viabilizada pela construção de uma barragem colossal que, até hoje, permanece entre as mais altas do mundo.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O enorme tsunami de água e destroços<strong> acabou com vários povoados que tinham ao longo do vale do rio Piave</strong>, tirando quase duas mil vidas.</p><p>A <strong>cidade de Longarone</strong> — situada na entrada do vale do Vajont, abaixo da imensa barragem construída nos anos anteriores — foi completamente arrasada pelas águas furiosas. Não restou nada além de lama e destroços.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="it" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/9ottobre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#9ottobre</a> Sono passati 60 anni dal 9 ottobre del 1963, quando una enorme frana sull'invaso artificiale del <a href="https://twitter.com/hashtag/Vajont?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Vajont</a> causò un disastro senza precedenti. Un disastro che si poteva evitare. Morirono quasi duemila persone. Su <a href="https://twitter.com/meteoredit?ref_src=twsrc%5Etfw">@meteoredit</a>, il ricordo di quella strage. <a href="https://t.co/nKmNZyF8kf">pic.twitter.com/nKmNZyF8kf</a></p>— Lorenzo Pasqualini (@lorepas85) <a href="https://twitter.com/lorepas85/status/1711291967777202419?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2023</a></blockquote></figure><p> O escritor e jornalista Dino Buzzati descreveu a catástrofe no <em>Corriere della Sera</em>, um histórico jornal italiano, da seguinte forma: "Uma pedra caiu num copo, e a água transbordou sobre a toalha de mesa. É só isso. Exceto que a pedra tinha o tamanho de uma montanha, o copo tinha centenas de metros de altura e, lá embaixo, sobre a toalha, estavam milhares de seres humanos que não podiam se defender". </p><h2>Quando a geologia e a engenharia falham em se comunicar: alertas ignorados</h2><p>A <strong>Barragem de Vajont havia sido construída há pouco tempo</strong>. Tratava-se de uma estrutura que estabelecia recordes — com 260 metros de altura e um projeto de arco de dupla curvatura — e que, durante sua construção, entre 1957 e 1960, foi a barragem mais alta do mundo em sua categoria.</p><p>A Itália havia saído recentemente do período do pós-guerra e estava se transformando rapidamente de uma nação pobre e devastada pelo conflito em uma potência econômica. Reservatórios para a geração de energia hidrelétrica surgiam por toda parte, e a Barragem de Vajont <strong>destacava-se como uma grande conquista da engenharia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827437522.jpeg" data-image="fnx1t29jxg1m"><figcaption>A Barragem de Vajont, uma das mais altas do mundo, permanece de pé; não foi destruída pelo deslizamento de terra nem pela onda de choque resultante. Atrás dela, no entanto, o enorme deslizamento de terra preencheu quase completamente o reservatório artificial.</figcaption></figure><p>O problema é que a engenharia e a geologia deveriam sempre caminhar juntas; no entanto, neste caso, os <strong>alertas decorrentes dos estudos geológicos foram ignorados</strong>.</p><h3>O enorme paleodeslizamento de terra do Monte Toc</h3><p>Nos <strong>anos anteriores</strong>, o geólogo Edoardo Semenza, infelizmente ignorado, havia detectado um <strong>enorme paleodeslizamento de terra</strong> bem <strong>acima </strong>do que viria a ser o <strong>novo reservatório de Vajont</strong>.</p><p>Tratava-se de um enorme deslizamento pré-histórico, ou seja, esteve ativo por milhares de anos, estabilizou-se e, finalmente, foi reativado em tempos recentes. <strong>A vegetação e a erosão o haviam "camuflado"</strong>, fazendo-o parecer parte da encosta da montanha, mas os geólogos possuem as ferramentas e o conhecimento para "enxergá-lo".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785844" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atualizacoes-da-avalanche-no-nepal-confirmam-que-o-deslizamento-de-terra-gerou-terremoto-de-magnitude.html" title="Atualizações da avalanche no Nepal: confirmam que o deslizamento de terra gerou terremoto de magnitude 5,2">Atualizações da avalanche no Nepal: confirmam que o deslizamento de terra gerou terremoto de magnitude 5,2</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atualizacoes-da-avalanche-no-nepal-confirmam-que-o-deslizamento-de-terra-gerou-terremoto-de-magnitude.html" title="Atualizações da avalanche no Nepal: confirmam que o deslizamento de terra gerou terremoto de magnitude 5,2"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alluvione-in-nepal-la-gigantesca-frana-ha-generato-un-sisma-di-magnitudo-5-2-e-non-viceversa-1787819986875_320.png" alt="Atualizações da avalanche no Nepal: confirmam que o deslizamento de terra gerou terremoto de magnitude 5,2"></a></article></aside><p>A <strong>erosão causada pelo riacho Vajont o havia tornado instável novamente</strong>, e a <strong>construção do reservatório acelerou esse processo</strong>, criando as condições para um novo deslizamento de terra, que então ocorreu naquele terrível dia 9 de outubro de 1963.</p><p>Tudo isso havia sido descoberto pelo geólogo Edoardo Semenza, mas suas <strong>observações foram ignoradas pelos geólogos envolvidos na construção da barragem</strong>. Os interesses econômicos foram priorizados em detrimento da segurança da população, com a necessidade de concluir a usina hidrelétrica o mais rápido possível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827491232.jpeg" data-image="oj2h8p4n1yuk"><figcaption>Outra imagem, desta vez tirada de cima, da barragem de Vajont como ela se apresenta hoje.</figcaption></figure><p>Outra pessoa que se esforçou para expor os riscos da construção daquela barragem foi a jornalista Tina Merlin, que permaneceu completamente ignorada e foi até acusada de causar alarme por seus artigos, publicados no jornal "<em>L'Unità</em>", nos quais ela expressava os <strong>inúmeros alertas de agricultores locais, que viam rachaduras cada vez maiores aparecendo no Monte Toc</strong>.</p><h2>Um ponto de virada: mais atenção à geologia<br></h2><p>O desastre de Vajont, contudo, representou um ponto de virada. Após esse evento catastrófico, percebeu-se que, para prevenir desastres naturais, <strong>estudos geológicos aprofundados</strong> devem sempre ser realizados antes do início de qualquer projeto de engenharia.</p><p>Para construir bem, em essência, não basta construir estruturas de alta qualidade (a barragem, afinal, era: 63 anos depois, ainda está lá), mas também <strong>é necessário estudar detalhadamente o contexto geológico, a natureza geológica do território</strong>. Isso se aplica a deslizamentos de terra, terremotos e inundações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736430" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-adota-legislacao-inedita-para-aprimorar-a-gestao-de-riscos-e-desastres-naturais-entenda.html" title="Brasil adota legislação inédita para aprimorar a gestão de riscos e desastres naturais; entenda">Brasil adota legislação inédita para aprimorar a gestão de riscos e desastres naturais; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-adota-legislacao-inedita-para-aprimorar-a-gestao-de-riscos-e-desastres-naturais-entenda.html" title="Brasil adota legislação inédita para aprimorar a gestão de riscos e desastres naturais; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-aprova-plano-nacional-de-defesa-civil-com-foco-em-prevencao-e-justica-ambiental-ate-1761601076934_320.png" alt="Brasil adota legislação inédita para aprimorar a gestão de riscos e desastres naturais; entenda"></a></article></aside><p>Hoje, qualquer novo projeto, por lei, deve ser acompanhado de um relatório geológico e geotécnico, mesmo antes do projeto de engenharia. Afinal, foi justamente na década de 1960, após o desastre de Vajont, que nasceu a <strong>geologia aplicada à engenharia</strong>.</p><h2>Livros, filmes e peças teatrais sobre o desastre de Vajont</h2><p>Livros, filmes e apresentações teatrais foram escritos sobre Vajont. Entre eles estão "<em>Sulla pelle viva</em>" de Tina Merlin, "<em>La storia del Vajont</em>" contada pelo geólogo Edoardo Semenza, "<em>Il racconto del Vajont, anche noto Vajont 9 ottobre '63 - Orazione civile</em>", um monólogo teatral escrito em 1993, de Marco Paolini, e o filme "<em>Vajont - La diga del disonore</em>" de 2001 dirigido por Renzo Martinelli.</p><p>Para aprofundar o aspecto geológico desse enorme desastre, uma primeira análise do deslizamento de Vajont pode ser feita consultando a exposição online "<em>La storia del Vajont</em>", organizada pela Associação Italiana de Geologia Aplicada e Ambiental e pelo Conselho Nacional de Geólogos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="AIGA%20-%20CNG%20-%20Consiglio%20Nazionale%20dei%20Geologi%20italiani" data-year="" data-title="La%20storia%20del%20Vajont" data-url="http%3A%2F%2Fwww.k-flash.it%2Fmostra_vajont%2Findex.html">AIGA - CNG - Consiglio Nazionale dei Geologi italiani. <a href="http://www.k-flash.it/mostra_vajont/index.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">La storia del Vajont</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz intensa mudança em SP e nos demais estados do Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-em-sp-e-nos-demais-estados-do-sudeste.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 19:06:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria vai se formar no início da próxima semana e levar pancadas de chuva, temporais e rajadas de vento aos quatro estados da Região Sudeste entre a terça (1º) e a quarta-feira (2). Veja aqui os detalhes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-em-sp-e-nos-demais-estados-do-sudeste-1787921274294.jpg" data-image="pbupsfivopse"><figcaption>Nova frente fria vai trazer uma mudança significativa do tempo à Região Sudeste do Brasil na próxima semana.</figcaption></figure><p>O mês de setembro vai começar com uma<strong> mudança significativa no tempo</strong> em boa parte da <strong>Região Sudeste</strong> do Brasil.</p><p>Um novo ciclone e sua <strong>frente fria </strong>associada vão se formar ao longo da próxima segunda-feira (31 de agosto) no Sul do Brasil, na altura da costa do Rio Grande do Sul, e o sistema frontal vai avançar para o Sudeste<strong> entre a terça (1º de setembro) e quarta-feira (2)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O sistema provocará pancadas de <strong>chuva</strong>, <strong>temporais </strong>com raios e <strong>rajadas de vento</strong> em áreas dos quatros estados da região, além de uma<strong> queda das temperaturas</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Setembro começa com mudança no tempo no Sudeste</h2><p>Na<strong> terça-feira (1º de setembro)</strong> as instabilidades ocorrem ao longo do dia em São Paulo, Rio de Janeiro e em parte de Minas Gerais.</p><p>Pela <strong>manhã </strong>são esperadas <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> e com risco de <strong>temporais </strong><strong>isolados </strong>no<strong> sul de São Paulo</strong>, na região de Presidente Prudente, no Vale do Ribeira, e em áreas do leste e da <strong>Grande São Paulo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-em-sp-e-nos-demais-estados-do-sudeste-1787924330744.png" data-image="7srotsxqejhi"><figcaption>Previsão de precipitação (mm) e nebulosidade para a terça-feira (1º de setembro) às 12h à esquerda e às 21h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre<strong> a tarde e a noite</strong>, essas chuvas e os temporais <strong>avançam para as demais áreas paulistas</strong>, bem como para o <strong>sul e o Triângulo Mineiros </strong>e, especialmente, ao <strong>Rio de Janeiro</strong>, onde são esperadas fortes pancadas de chuva e grande atividade elétrica à noite.</p><p>Entre as <strong>capitais</strong>, São Paulo deve ter chuva fraca ao longo do dia, com céu parcialmente nublado a nublado; e a cidade do Rio terá chuvas fracas a moderadas entre o fim da tarde e a noite, com céu nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-em-sp-e-nos-demais-estados-do-sudeste-1787923925923.png" data-image="1fwvu5s8f46g"><figcaption>Previsão de densidade de raios (temporais) para a terça-feira (1º de setembro) às 15h à esquerda e às 21h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> quarta-feira (2)</strong>, a frente fria se desloca mais para norte e as <strong>instabilidades reduzem em São Paulo</strong>, mas ainda podem ocorrer chuviscos em áreas litorâneas devido à circulação e presença de umidade.</p><p>Ao longo de todo dia há chance de<strong> chuvas fracas a moderadas</strong> no <strong>Rio de Janeiro</strong>, no <strong>centro-sul do Espírito Santo </strong>e na região Central, Zona da Mata e Vale do Rio Doce em <strong>Minas Gerais</strong>. Há <strong>risco de temporais isolados nestas áreas mineiras</strong>.</p><div class="texto-destacado">Entre terça (1º de setembro) e quarta-feira (2) pancadas de chuva com temporais isolados e rajadas de vento acima dos 60 km/h ocorrem em São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo, mas principalmente na terça-feira (1º).</div><p>Além disso, a passagem da frente fria também trará<strong> risco de fortes vendavais</strong>, especialmente na <strong>terça-feira (1º de setembro)</strong>.</p><p>São esperadas ao longo do dia rajadas de vento<strong> entre 50 e 70 km/h</strong> no <strong>sul de Minas Gerais</strong>, no <strong>centro-sul do Rio de Janeiro</strong>, incluindo a Região Metropolitana, <strong>centro-sul do Espírito Santo</strong> e em grande parte de <strong>São Paulo</strong>, mas especialmente na faixa leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-em-sp-e-nos-demais-estados-do-sudeste-1787923683395.jpg" data-image="bwijlhj34k6i"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para a terça-feira (1º de setembro) às 12h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Contudo, as rajadas podem chegar aos <strong>80 km/h e até pontualmente ultrapassar este valor no leste paulista</strong>, incluindo a região da <strong>Grande São Paulo</strong> e áreas do Vale do Paraíba. </p><p>Atenção para o <strong>potencial de transtornos</strong>, como queda de galhos e estruturas e destelhamentos devido aos fortes ventos, <strong>inclusive nas capitais paulista e fluminense</strong>.</p><h2>Breve queda das temperaturas na próxima semana</h2><p>Neste momento, a Região Sudeste está passando por uma onda de calor, com temperaturas bem elevadas, ficando acima dos 32°C na maioria das áreas e chegando em torno dos 40°C (ou até passando disso) em áreas de São Paulo e do Triângulo Mineiro.</p><p>Porém, com a passagem do sistema frontal, teremos uma <strong>breve queda das temperaturas em parte da região </strong>em meados da semana que vem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-em-sp-e-nos-demais-estados-do-sudeste-1787925073124.jpg" data-image="g1jw1uq547lz"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para a quarta-feira, 2 de setembro, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A partir da noite de terça-feira (1º de setembro) as temperaturas já diminuem no centro-leste de São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas elevadas do Rio de Janeiro, e até com uma certa sensação de frio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785829" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-extremo-e-umidade-de-deserto-deixam-17-estados-e-o-df-em-alerta-veja-a-previsao.html" title="Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão">Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-extremo-e-umidade-de-deserto-deixam-17-estados-e-o-df-em-alerta-veja-a-previsao.html" title="Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-extremo-e-umidade-de-deserto-deixam-17-estados-e-o-df-em-alerta-veja-a-previsao-1787842432736_320.jpg" alt="Calor extremo e umidade de deserto deixam 17 estados e o DF em alerta; veja a previsão"></a></article></aside><p>Na<strong> tarde de quarta-feira (2) </strong>as temperaturas ficam mais baixas justamente no <strong>leste paulista, no sul e Região Serrana do Rio, no sul do Espírito Santo e de Minas Gerais</strong>, onde as máximas vão variar <strong>entre 13°C e 18°C</strong>.</p><p>Porém, em<strong> áreas mais elevadas do Rio</strong>, elas podem pontualmente chegar aos <strong>11°C</strong>.</p><p>Em <strong>São Paulo capital</strong>, a máxima não passa dos <strong>18°C</strong> e na <strong>capital fluminense </strong>elas chegam aos <strong>20°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-em-sp-e-nos-demais-estados-do-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva em BH supera média de agosto e causa transtornos e alagamentos; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-em-bh-supera-media-de-agosto-e-causa-transtornos-e-alagamentos-veja-imagens.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 18:17:27 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores da capital mineira acompanharam um volume pluviométrico expressivo de 14,4 mm registrado em apenas duas horas na Região Noroeste, superando o índice histórico esperado para todo o mês. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-bh-supera-media-de-agosto-e-causa-transtornos-e-alagamentos-veja-imagens-1787932067894.jpg" data-image="xxs04hq0chhr" alt="Temporal na Região Metropolitana de BH interditou trecho da BR 381. Foto: Reprodução/ Itatiaia" title="Temporal na Região Metropolitana de BH interditou trecho da BR 381. Foto: Reprodução/ Itatiaia"><figcaption>Temporal na Região Metropolitana de BH interditou trecho da BR 381. Foto: Reprodução/ Itatiaia</figcaption></figure><p><strong>A precipitação registrada nesta quinta-feira (27) surpreendeu os moradores da Grande Belo Horizonte</strong>. O temporal ocorreu durante o mês de agosto, período tradicionalmente marcado pelo clima seco e pela estiagem na capital mineira.</p><p>Segundo dados do <strong>Instituto Nacional de Meteorologia</strong> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), a instabilidade atmosférica teve origem em níveis médios da atmosfera. Essa condição provocou<strong> pancadas fortes e volumosas</strong> que causaram impactos na mobilidade urbana e na infraestrutura hospitalar.</p><h2>Danos estruturais em hospital e queixas no transporte coletivo</h2><p>No <strong>Hospital Alberto Cavalcanti</strong>, localizado no bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste da capital, <strong>a água vazou pelo teto</strong>. O incidente atingiu diretamente os quartos da ala de internação situados no segundo andar do prédio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-bh-supera-media-de-agosto-e-causa-transtornos-e-alagamentos-veja-imagens-1787931509436.jpg" data-image="9d7scrsbgxc1" alt="Hospital Alberto Cavalcanti, em BH, sofreu com infiltrações. Foto: Reprodução/ Itatiaia" title="Hospital Alberto Cavalcanti, em BH, sofreu com infiltrações. Foto: Reprodução/ Itatiaia"> <figcaption>Hospital Alberto Cavalcanti, em BH, sofreu com infiltrações. Foto: Reprodução/ Itatiaia</figcaption></figure><p>A direção da unidade explicou que o telhado passava por obras de melhoria e que <strong>a cobertura provisória de lona não suportou o volume das águas</strong>. Diante da situação, a assessoria informou que: "Pacientes internados no andar atingido pela chuva estão sendo remanejados para enfermarias localizadas em outro andar".</p><p>Simultaneamente, em Contagem, passageiros registraram<strong> goteiras no interior de um ônibus da linha metropolitana 2150</strong>. As gravações foram feitas por moradores do bairro Oitis por volta das 7h, com reclamações sobre a conservação do veículo diante da tarifa de <strong>R$ 8,45</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Vídeo: Moradora flagra goteira de chuva em ônibus do bairro Oitis, em Contagem <br><br>Imagens cedidas à Itatiaia <a href="https://t.co/LGKonnNCVm">pic.twitter.com/LGKonnNCVm</a></p>— Itatiaia (@itatiaia) <a href="https://x.com/itatiaia/status/2092997275865747474?ref_src=twsrc%5Etfw">August 27, 2026</a></blockquote></figure><p>A Prefeitura Municipal de Contagem esclareceu que as denúncias detalhadas com o número de identificação do coletivo <strong>resultam em advertência enviada pela Fiscalização do DER-MG</strong>. O município reforçou que qualquer irregularidade comprovada no transporte é convertida em auto de infração.</p><h2>Bloqueio total na Fernão Dias e ladeiras escorregadias</h2><p>O tráfego de veículos também sofreu fortes retenções nas principais vias de ligação metropolitana ao longo da manhã. Na Rodovia Fernão Dias (BR-381), na altura do quilômetro 494 em Betim, <strong>um alagamento causou o fechamento total das faixas no sentido Belo Horizonte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785678" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-ganha-forca-atinge-as-5-regioes-e-temperaturas-podem-chegar-aos-45-c.html" title="Ar quente ganha força, atinge as 5 regiões e temperaturas podem chegar aos 45°C">Ar quente ganha força, atinge as 5 regiões e temperaturas podem chegar aos 45°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-ganha-forca-atinge-as-5-regioes-e-temperaturas-podem-chegar-aos-45-c.html" title="Ar quente ganha força, atinge as 5 regiões e temperaturas podem chegar aos 45°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-atinge-as-5-regioes-e-calor-pode-chegar-aos-45-c-ou-mais-confira-1787760641555_320.jpg" alt="Ar quente ganha força, atinge as 5 regiões e temperaturas podem chegar aos 45°C"></a></article></aside><p>A concessionária responsável pelo trecho, Motiva Minas-SP, <strong>ativou esquemas de sinalização operacional por volta das 7h05</strong> e desviou os automóveis para o Contorno de Betim. A empresa recomendou aos motoristas atenção redobrada, redução de velocidade e cautela para não cruzar trechos inundados.</p><p>No bairro Alto Caiçaras,<strong> condutores enfrentaram dificuldades mecânicas e perda de tração para subir a ladeira</strong> da Rua Doutor Clóvis Boechat em virtude do asfalto molhado. O episódio refletiu a intensidade da chuva, que atingiu <strong>14,4 mm</strong> na Região Noroeste em um intervalo de duas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-bh-supera-media-de-agosto-e-causa-transtornos-e-alagamentos-veja-imagens-1787930621446.jpg" data-image="ilb7t1wlg2ii" alt="Veículos tiveram dificuldades para ganhar tração devido a pista molhada. Foto: Reprodução/ Rede 98" title="Veículos tiveram dificuldades para ganhar tração devido a pista molhada. Foto: Reprodução/ Rede 98"> <figcaption>Veículos tiveram dificuldades para ganhar tração devido a pista molhada. Foto: Reprodução/ Rede 98</figcaption></figure><p>Esse volume registrado entre 7h e 9h representou <strong>135,8% de toda a média histórica esperada para o mês de agosto</strong>, estipulada em <strong>10,6 mm</strong>. Segundo dados da Defesa Civil de Belo Horizonte, oito das dez regiões da capital mineira superaram a média climatológica mensal ainda nas primeiras horas do dia.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Laura%20Scardua" data-year="2026" data-title="Chuva%20provoca%20infiltra%C3%A7%C3%A3o%20no%20Hospital%20Alberto%20Cavalcanti%2C%20em%20BH" data-url="https%3A%2F%2Fwww.itatiaia.com.br%2Fbrasil%2Fsudeste%2Fmg%2Fchuva-provoca-infiltracao-no-hospital-alberto-cavalcanti-em-bh%2F">Laura Scardua. (2026). <a href="https://www.itatiaia.com.br/brasil/sudeste/mg/chuva-provoca-infiltracao-no-hospital-alberto-cavalcanti-em-bh/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva provoca infiltração no Hospital Alberto Cavalcanti, em BH</a>.</cite><br><cite data-author="Mariane%20Castro" data-year="2026" data-title="Passageira%20flagra%20goteira%20de%20chuva%20em%20%C3%B4nibus%20de%20Contagem" data-url="https%3A%2F%2Fwww.itatiaia.com.br%2Fbrasil%2Fsudeste%2Fmg%2Fvideo-moradora-flagra-goteira-de-chuva-em-onibus-do-bairro-oitis-em-contagem%2F">Mariane Castro. (2026). <a href="https://www.itatiaia.com.br/brasil/sudeste/mg/video-moradora-flagra-goteira-de-chuva-em-onibus-do-bairro-oitis-em-contagem/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Passageira flagra goteira de chuva em ônibus de Contagem</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-em-bh-supera-media-de-agosto-e-causa-transtornos-e-alagamentos-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporal na Zona Norte de Porto Alegre termina em tragédia com morte]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-na-zona-norte-de-porto-alegre-termina-em-tragedia-com-morte.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:59:35 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Equipes do Samu e Bombeiros socorreram família após queda de árvore sobre quarto de imóvel deixar criança morta em Porto Alegre hoje.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-na-zona-norte-de-porto-alegre-termina-em-tragedia-com-morte-1787934644397.jpg" data-image="svldruqgkzes" alt="Porto Alegre amanheceu com nuvens carregadas e chuva nesta sexta-feira. Foto: Camila Cunha/ Correio do Povo" title="Porto Alegre amanheceu com nuvens carregadas e chuva nesta sexta-feira. Foto: Camila Cunha/ Correio do Povo"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-265716">Porto Alegre amanheceu com nuvens carregadas e chuva nesta sexta-feira. Foto: Camila Cunha/ Correio do Povo</figcaption></figure><p>A manhã desta sexta-feira (28), <strong>foi marcada por chuva intensa e ventania severa na cidade de Porto Alegre</strong>. O avanço das fortes instabilidades climáticas provocou graves consequências materiais e deixou uma vítima fatal na capital gaúcha logo nas primeiras horas do dia.</p><p><strong>Uma criança de oito anos morreu após uma árvore cair sobre uma residência</strong> situada na Zona Norte do município. No momento do acidente, a região enfrentava <strong>tempestades e rajadas de vento intensas</strong>, o que acabou provocando o desabamento da estrutura vegetal sobre o quarto do imóvel.</p><h2>Tragédia na Zona Norte mobiliza equipes de resgate</h2><p>O acidente ocorreu na avenida Élvio Antônio Filipetto, na localidade conhecida como Vila Barranco, próxima ao Complexo Porto Seco. Segundo o Corpo de Bombeiros, <strong>Willyam Gustavo Barboza estava deitado na cama no exato momento em que a árvore caiu</strong> e atingiu a estrutura da casa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">TRAGÉDIA NA CAPITAL | Um menino de oito anos morreu nesta sexta-feira (28) após a queda de uma árvore na Vila Barranco, próximo ao Porto Seco, zona norte da Capital. Ele dormia em uma cama com dois irmãos quando a tragédia aconteceu. Os irmãos foram levados para atendimento <a href="https://t.co/YqB6501tQi">pic.twitter.com/YqB6501tQi</a></p>— GZH (@gzhdigital) <a href="https://x.com/gzhdigital/status/2093352783072088254?ref_src=twsrc%5Etfw">August 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil Municipal prestaram atendimento imediato no local. Além do menino que faleceu,<strong> outras três pessoas da mesma família estavam no imóvel e foram socorridas</strong> e encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-na-zona-norte-de-porto-alegre-termina-em-tragedia-com-morte-1787934585165.jpg" data-image="9gzmgflgs0u9" alt="O temporal que atingiu a capital gaúcha na manhã desta sexta-feira causou uma tragédia na Vila Barranco, na Zona Norte. Foto: Reprodução/ Redes Sociais" title="O temporal que atingiu a capital gaúcha na manhã desta sexta-feira causou uma tragédia na Vila Barranco, na Zona Norte. Foto: Reprodução/ Redes Sociais"><figcaption>O temporal que atingiu a capital gaúcha na manhã desta sexta-feira causou uma tragédia na Vila Barranco, na Zona Norte. Foto: Reprodução/ Redes Sociais</figcaption></figure><p><strong>A mãe da vítima apresentou ferimentos corporais leves, enquanto o pai precisou receber acolhimento</strong> e suporte psicológico na unidade de saúde. Por sua vez, um bebê de apenas quatro meses, que também estava na residência durante a queda, escapou sem qualquer ferimento.</p><h2>Transtornos urbanos e posicionamento dos órgãos oficiais</h2><p>As pancadas de chuva atingiram a cidade <strong>a partir das 8 horas</strong> e trouxeram grandes dificuldades para os habitantes. De acordo o<strong> </strong>Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), <strong>choveu cerca de </strong><strong>30 mm na Capital durante as últimas 12 horas</strong>. </p><p>Além dos incidentes graves em bairros residenciais, <strong>diversos pontos de acúmulo de água nas vias causaram lentidão e transtornos</strong> para quem transitava pela capital.</p><div class="texto-destacado">A Defesa Civil Estadual explicou que a tragédia esteve ligada à força dos ventos registrados na Região Metropolitana de Porto Alegre. O órgão estadual já havia emitido, às 7h24, um aviso de severidade alta diante dos riscos iminentes de vento, chuva e queda de granizo.</div><p>Em nota oficial, <strong>a Prefeitura de Porto Alegre lamentou profundamente a morte da criança</strong> e garantiu suporte integral à família, esclarecendo ainda que a<strong> árvore ficava no pátio interno do imóvel em área de ocupação irregular</strong> e não possuía pedidos prévios de poda ou corte. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas.html" title="Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas">Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas.html" title="Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922602045_320.png" alt="Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas"></a></article></aside><p>Além disso,<strong> o poder público local segue prestando assistência social e psicológica</strong> aos familiares e mantém o monitoramento das áreas atingidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Duda%20Romagna" data-year="2026" data-title="Crian%C3%A7a%20morre%20ap%C3%B3s%20ser%20atingida%20por%20%C3%A1rvore%20enquanto%20dormia%20durante%20temporal%20em%20Porto%20Alegre" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F28%2Farvora-casa-temporal-poa.ghtml">Duda Romagna. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/28/arvora-casa-temporal-poa.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Criança morre após ser atingida por árvore enquanto dormia durante temporal em Porto Alegre</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-na-zona-norte-de-porto-alegre-termina-em-tragedia-com-morte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ciclone trazem alto risco para 7 estados do Centro-Sul e chuvas extremas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:37:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Agosto termina com alerta de tempestades severas em uma ampla área do país, com um novo episódio de chuvas extremas previsto para a região Sul. São esperados transtornos relacionados às fortes rajadas de vento, granizo, eventuais tornados ou microexplosões, além de alagamentos, enchentes e inundações.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1m2je"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1m2je.jpg" id="xb1m2je"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um<strong> ciclone extratropical e sua frente fria </strong>associada deixam o<strong> Centro-Sul</strong> do Brasil em <strong>alerta</strong> para <strong>tempestades</strong> com potencial elevado de severidade e um novo episódio de<strong> chuvas extremas</strong> na Região Sul. </p><div class="texto-destacado">O processo de formação do ciclone iniciado na última quinta-feira (27) já deixou acumulados de chuva de 83 mm em Jaguarão, extremo sul do Rio Grande do Sul, nas últimas 24 horas, tomando a manhã de sexta-feira (28) como referência. </div><p><strong>Tempestades</strong> com <strong>chuvas intensas</strong> estão previstas permanecerem <strong>semi-estacionárias no Sul</strong> até, pelo menos, segunda-feira (31), com acumulados que podem se aproximar ou ultrapassar<strong> 300 mm</strong>. No início da próxima semana, porém, o <strong>sistema avança </strong>com tempestades se espalhando pelo <strong>Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de tempestades intensas</h2><p>O ciclone terá <strong>suporte de calor e umidade</strong> proveniente da região amazônica, transportados pelo<strong> jato de baixos níveis</strong> (JBN) da América do Sul. O JBN é um núcleo intenso de ventos a cerca de 1,5 km de altitude de norte para sul, a leste da Cordilheira dos Andes. Este sistema está relacionado com o aumento da instabilidade atmosférica e eleva a instabilidade atmosférica, fornecendo ingredientes para tempestades intensas e com grande conteúdo de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922121283.png" data-image="mddg2s3p1akt" alt="Previsão de JBN extremo nesta sexta-feira (28), segundo o ECMWF." title="Previsão de JBN extremo nesta sexta-feira (28), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de JBN extremo nesta sexta-feira (28), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>De fato,<strong> tempestades intensas</strong> estão previstas para se formarem <strong>sobre a região Sul até</strong>, pelo menos,<strong> segunda-feira (31)</strong>. Na sexta-feira (28) elas ficam mais restritas ao Rio Grande do Sul, especialmente as mais intensas, embora também possam ocorrer na faixa leste de Santa Catarina. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922211801.png" data-image="rpmv6hyz6463" alt="Previsão de tempestades intensas neste domingo (30), segundo o ECMWF. No domingo (30), tempestades intensas continuam entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul mas também avançam sobre São Paulo, incluindo a Região Metropolitana. Este quadro é muito semelhante ao previsto também para segunda-feira (1), que também passa a incluir risco de tempestades isoladas no sul do Rio de Janeiro." title="Previsão de tempestades intensas neste domingo (30), segundo o ECMWF. No domingo (30), tempestades intensas continuam entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul mas também avançam sobre São Paulo, incluindo a Região Metropolitana. Este quadro é muito semelhante ao previsto também para segunda-feira (1), que também passa a incluir risco de tempestades isoladas no sul do Rio de Janeiro."><figcaption>Previsão de tempestades intensas neste domingo (30), segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Ao longo <strong>sábado (29) </strong>a área mais afetada por <strong>tempestades intensas</strong> abrange desde a <strong>metade norte do Rio Grande do Sul até o sul do Paraná</strong>, mas até o fim do dia elas se espalham por todo o território paranaense e também no<strong> sul do Mato Grosso do Sul.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do Whatsapp</strong></a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p>No <strong>domingo (30)</strong>, <strong>tempestades</strong> <strong>intensas</strong> continuam entre o <strong>norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul</strong> mas também avançam sobre<strong> São Paulo</strong>, incluindo a <strong>Região Metropolitana</strong>. Este quadro é muito <strong>semelhante</strong> ao previsto também para<strong> segunda-feira (1)</strong>, que também passa a incluir risco de tempestades isoladas no Rio de Janeiro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922288635.png" data-image="2eufu73ysnik" alt="Previsão de tempestades intensas neste domingo (30), segundo o ECMWF. " title="Previsão de tempestades intensas neste domingo (30), segundo o ECMWF. "><figcaption>Previsão de tempestades intensas neste domingo (30), segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Até segunda-feira (31), o<strong> oeste da região Sul</strong> e a <strong>metade leste do Rio Grande do Sul</strong> têm<strong> maior potencial</strong> para o desenvolvimento de <strong>sistemas mais organizados</strong> e, portanto, mais <strong>severos</strong>, com risco de <strong>granizo grande</strong> a <strong>abrangente</strong>, além da possibilidade de <strong>microexplosões e tornados. </strong>Apesar disso, sistemas intensos podem ocorrer em todos os estados citados. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/granizo-tornados-e-chuva-de-200-mm-deixam-a-regiao-sul-em-alerta-confira-quando.html" title="Granizo, tornados e chuva de 200 mm deixam a região Sul em alerta; confira quando">Granizo, tornados e chuva de 200 mm deixam a região Sul em alerta; confira quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/granizo-tornados-e-chuva-de-200-mm-deixam-a-regiao-sul-em-alerta-confira-quando.html" title="Granizo, tornados e chuva de 200 mm deixam a região Sul em alerta; confira quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-e-tempestades-deixam-em-alerta-o-rs-sc-e-o-pr-entenda-os-riscos-1787675887690_320.png" alt="Granizo, tornados e chuva de 200 mm deixam a região Sul em alerta; confira quando"></a></article></aside><p>A<strong> partir de terça-feira (1) </strong>a<strong> linha de tempestades </strong>associada à frente fria consegue avançar da região Sul para o <strong>Centro-Oeste e Sudeste</strong>. Tempestades ainda estão previstas para o norte do Paraná e o sul do Rio Grande do Sul, mas as áreas mais afetadas devem ser o Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Rio de Janeiro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922435919.png" data-image="rqyzmpywy70h" alt="Previsão de tempestades na noite de terça-feira (1), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades na noite de terça-feira (1), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades na noite de terça-feira (1), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Atenção especial à<strong> noite de terça (1) para quarta-feira (2) </strong>para o <strong>Rio de Janeiro e a Zona da Mata, em Minas Gerais</strong>, para <strong>tempestades</strong> <strong>potencialmente intensas.</strong> Na<strong> quarta-feira (3)</strong> as tempestades <strong>perdem a força,</strong> embora ainda estejam previstas sobre o Centro-Oeste e Sudeste, de forma mais isolada. </p><div class="texto-destacado">As<strong> três regiões</strong> (Sul, Centro-Oeste e Sudeste) têm <strong>potencial</strong> para<strong> tempestades intensas</strong>, com formação de <strong>gra</strong><strong>nizo</strong>, <strong>rajadas de vento </strong>e <strong>chuvas intensas</strong> (volumes elevados em curto espaço de tempo). </div><p>O <strong>Sul do Brasil</strong> ainda inclui risco de extremos de vento como <strong>microexplosões</strong> ou <strong>tornados</strong>, <strong>granizo grande</strong> e <strong>chuvas extremas</strong>, como veremos a seguir.</p><h2>Chuvas extremas, acumulados de 300 mm e risco de transtornos</h2><p>O <strong>índice de previsão extrem</strong>a (EFI) do modelo <strong>ECMWF</strong> para a precipitação alerta para uma <strong>sequência de dias entre sexta (28) e segunda-feira (31)</strong> de <strong>chuvas extremas</strong> sobre a região <strong>Sul</strong>, relacionadas às tempestades semi-estacionárias mencionadas anteriormente.</p><p>Este índice compara a previsão de chuva acumulada do dia com a climatologia de previsões do próprio modelo, e <strong>ressalta</strong> na escala de cores as<strong> áreas onde provavelmente a chuva irá ultrapassar o limiar </strong>estatístico considerado <strong>extremo</strong> para cada região. Neste caso, o alerta está<strong> entre o Rio Grande do Sul e o Paraná</strong> durante uma <strong>sequência de 4 dias a partir desta sexta-feira (28).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922510448.png" data-image="mka5aer40z4t" alt="EFI do modelo ECMWF para precipitação entre sexta (28) e segunda-feira (31). Créditos: Meteored/ECMWF." title="EFI do modelo ECMWF para precipitação entre sexta (28) e segunda-feira (31). Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>EFI do modelo ECMWF para precipitação entre sexta (28) e segunda-feira (31). Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>As<strong> chuvas diárias</strong> nas áreas destacadas nos mapas acima podem <strong>ultrapassar</strong> <strong>50 a 80 mm</strong>, o que vai culminar em <strong>acumulados</strong> que podem se aproximar ou ultrapassar <strong>300 mm</strong> entre o <strong>Rio Grande do Sul e Santa Catarina</strong><strong> até segunda-feira (31).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas-1787922563869.png" data-image="31n5nf7vd4c2" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de segunda-feira (31), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de segunda-feira (31), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de segunda-feira (31), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Embora os eventos extremos sejam desafiadores para os modelos, com a posição e volumes totais podendo variar em relação à previsão, a previsão do ECMWF tem sido consistente em relação a este evento, o que aumenta o alerta para transtornos.</p><p>Os <strong>transtornos</strong> esperados vão desde <strong>danos</strong> e <strong>riscos</strong> relacionados à ocorrência de <strong>granizo</strong> e extremos de vento, até <strong>inundações</strong>, <strong>enxurradas</strong>, <strong>alagamentos</strong>, <strong>enchentes</strong> e <strong>deslizamentos</strong> de terra. O volume de chuva previsto é muito elevado para o curto período de tempo, o que aumenta os transtornos. <strong>A população e as autoridades precisam estar em alerta.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-trazem-alto-risco-para-7-estados-do-centro-sul-e-chuvas-extremas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A 280 km de BH, cidade mineira encanta com mais de 80 cachoeiras e serras impressionantes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-280-km-de-bh-cidade-mineira-encanta-com-mais-de-80-cachoeiras-e-serras-impressionantes.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um município mineiro situado na região sul do estado, conhecido como a "terra das serras e cachoeiras", encanta com suas mais de 80 quedas d'água catalogadas. Descubra que lugar é este. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-280-km-de-bh-cidade-mineira-encanta-com-mais-de-80-cachoeiras-e-serras-impressionantes-1787856076620.jpg" data-image="5ty71wm8xapd"><figcaption>Poço do Coração, em Carrancas (MG). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Considerada <strong>um dos mais recentes pólos de ecoturismo de Minas Gerais</strong>, esta cidade no sul do estado se destaca pelos seus inúmeros atrativos naturais, com belas cachoeiras e serras contornando todo o município.</p><p>São <strong>mais de 80 cachoeiras catalogadas</strong>, poços naturais para banho, trilhas em meio à natureza… tudo para quem quer relaxar ou procura ecoturismo.</p><p>Estamos falando de <strong>Carrancas</strong>, que fica a cerca de<strong> 280 km da capital Belo Horizonte</strong>. Conheça abaixo seus principais atrativos naturais.</p><h2>Os principais atrativos naturais de Carrancas</h2><p>Começamos falando do <strong>Complexo da Zilda</strong>, um dos mais famosos da região, que conta com escorregador natural de pedra, pinturas rupestres, trilhas e quedas d'água. Ele fica a 12 km do centro de Carrancas, numa viagem por estrada de terra que leva pelo menos uns 40 min.</p><p>Entre as principais atrações deste Complexo está o<strong> escorregador natural de pedra de seis metros</strong>, <strong>pinturas rupestres</strong> vermelhas feitas em pedras que datam de mais de 3.500 anos, e a <strong>Cachoeira do Índio</strong>, uma queda d’água pequena mas que tem uma área de areia que funciona como uma prainha. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-280-km-de-bh-cidade-mineira-encanta-com-mais-de-80-cachoeiras-e-serras-impressionantes-1787855575978.jpg" data-image="swtnpgm10des"><figcaption>Cachoeira da Fumaça, em Carrancas (MG). Crédito: Cid Costa Neto/Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Outro destaque é o <strong>Complexo Vargem Grande</strong>, que fica a 9 km de Carrancas e é um dos lugares com melhor estrutura de passeio. Por lá, você vai conhecer a <strong>Cachoeira da Esmeralda</strong>, conhecida por suas águas cristalinas de cor verde-esmeralda. É considerada uma das mais bonitas e ideais para banho da região.</p><p>Já o <strong>Complexo da Fumaça</strong> é o grande cartão-postal da cidade, abrigando a <strong>Cachoeira da Fumaça</strong>, uma das mais conhecidas da região e o principal atrativo deste complexo. A queda d’água é impressionante e forma uma certa “neblina”, que explica o nome de “fumaça”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-280-km-de-bh-cidade-mineira-encanta-com-mais-de-80-cachoeiras-e-serras-impressionantes-1787855608134.jpg" data-image="leko8mepjy67"><figcaption>Cachoeira da Zilda, em Carrancas (MG). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Mas também há outras ótimas cachoeiras neste complexo, como a Véu de Noiva, a da Serrinha, a do Luciano e a Cascata da Barragem. </p><p>Nossa outra dica é o <strong>Complexo da Toca</strong>, onde há a <strong>Cachoeira da Toca</strong> e um poço fundo ideal para nadar, o <strong>Poço do Coração</strong>, além de outros poços mais rasos perfeitos para crianças. Aliás, dentro deste complexo tem uma pousada, com restaurante próprio, piscina e lago com pesque-e-pague. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784150" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-menos-de-1h-de-goiania-parque-de-1-milhao-de-metros-quadrados-reune-cachoeiras-lago-e-trilhas.html" title="A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas ">A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-menos-de-1h-de-goiania-parque-de-1-milhao-de-metros-quadrados-reune-cachoeiras-lago-e-trilhas.html" title="A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-menos-de-1h-de-goiania-parque-de-1-milhao-de-metros-quadrados-reune-cachoeiras-lago-e-trilhas-1786995547876_320.jpg" alt="A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas "></a></article></aside><p>Nossa última dica, mas não menos importante, é o<strong> Complexo da Pont</strong><strong>e</strong>, uma das atrações mais próximas do centro de Carrancas: são apenas 2 km e boa parte se dá via asfalto.</p><p>Este complexo reúne poços, cachoeiras e a <strong>Gruta da Ponte</strong>. Entre as cachoeiras, destaca-se a do <strong>Moinho</strong>, que tem uma pequena queda d’água e um gostoso poço pra quem gosta de nadar. Mas também pode visitar o <strong>Poço da Ponte </strong>e a <strong>Cachoeira do Salomão</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-280-km-de-bh-cidade-mineira-encanta-com-mais-de-80-cachoeiras-e-serras-impressionantes-1787855635068.jpg" data-image="u8vfg6xd11rz"><figcaption>Mirante da Serra de Carrancas (ou Salto de Carrancas). Crédito: @altodaserra.carrancas </figcaption></figure><p>A <strong>Serra de Carrancas</strong> também é um atrativo natural, que revela a rica transição entre Mata Atlântica e Cerrado. É, na verdade, um complexo de serras de quartzito famoso por sua beleza natural, com diversas cachoeiras, grutas, <strong>cânions </strong>e <strong>mirantes </strong>que oferecem vistas espetaculares, sendo um destino principal para o ecoturismo no sul mineiro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pereira%2C%20M" data-year="2026" data-title="A%20Terra%20das%20Cachoeiras%20de%20Minas%20que%20virou%20ref%C3%BAgio%20para%20quem%20busca%20trilhas%2C%20serras%20e%20po%C3%A7os%20cristalinos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tupi.fm%2Fentretenimento%2Fa-terra-das-cachoeiras-de-minas-que-virou-refugio-para-quem-busca-trilhas-serras-e-pocos-cristalinos%2F">Pereira, M. (2026). <a href="https://www.tupi.fm/entretenimento/a-terra-das-cachoeiras-de-minas-que-virou-refugio-para-quem-busca-trilhas-serras-e-pocos-cristalinos/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Terra das Cachoeiras de Minas que virou refúgio para quem busca trilhas, serras e poços cristalinos</a>.</cite><br><cite data-author="Ferreira%2C%20Y" data-year="2024" data-title="Roteiro%20de%20tr%C3%AAs%20dias%20em%20Carrancas%2C%20Minas%20Gerais" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Froteiro-de-tres-dias-em-carrancas-em-minas-gerais%2F">Ferreira, Y. (2024). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/roteiro-de-tres-dias-em-carrancas-em-minas-gerais/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Roteiro de três dias em Carrancas, Minas Gerais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-280-km-de-bh-cidade-mineira-encanta-com-mais-de-80-cachoeiras-e-serras-impressionantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entenda como a borra de café pode reduzir em 50% fungos na lavoura]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Novo estudo mostra que extrato da borra de café reduziu pela metade dois fungos em laboratório e conteve bactérias fitopatogênicas, mas a possível aplicação agrícola ainda depende de testes de segurança, fitotoxicidade, formulação e eficácia no campo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura-1787675048410.jpg" data-image="16xvqnpqggfo" alt="cafe, borra" title="cafe, borra"><figcaption>O café tem grande importância econômica e social, além de gerar resíduos com potencial para novos usos na agricultura.</figcaption></figure><p>Segundo um novo estudo, <strong>um extrato produzido com borra de </strong><strong><em>Coffea arabica</em></strong><strong> reduziu em aproximadamente 50% o crescimento de dois fungos </strong>fitopatogênicos na dose de 10 mg/mL. O resultado interessa às cadeias de café, frutas e hortaliças no Brasil, México e Espanha, mas ainda vem exclusivamente de laboratório.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O aproveitamento desse resíduo pode transformar descarte em insumo para manejo de doenças, especialmente em períodos de umidade elevada e maior molhamento foliar.<strong> Isso poderia ampliar a economia circular e reduzir a pressão ambiental </strong>do descarte nas regiões produtoras. Porém, não há recomendação de aplicação na lavoura: faltam ensaios de fitotoxicidade, segurança, formulação, dose e eficácia em plantas.</p><h2>Extrato de Hermosillo concentra compostos bioativos </h2><p>A borra foi recolhida em 2022, após o preparo comercial da bebida em Hermosillo, no estado mexicano de Sonora, <strong>seca a 45 °C por 12 horas e submetida à extração com etanol e água.</strong> O rendimento de extrato seco ficou entre 12% e 15%. A caracterização, conduzida por pesquisadores do México e da Espanha, encontrou 91,26 mg de compostos fenólicos equivalentes a ácido gálico por grama de extrato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura-1787675566387.jpg" data-image="p6lru33hb825" alt="borra, café, fungos" title="borra, café, fungos"><figcaption>Borra de café, resíduo abundante com potencial para o desenvolvimento de alternativas sustentáveis no manejo agrícola.</figcaption></figure><p>Entre oito substâncias bioativas identificadas, <strong>destacaram-se ácido gálico, com 85,58 mg/g, cafeína, com 47,65 mg/g, e ácido clorogênico</strong>, com 15,31 mg/g. O material ainda continha 14,96 g de melanoidinas por 100 g e 16 aminoácidos. Para Brasil, México e Colômbia, grandes origens cafeeiras, a composição mostra valor tecnológico, não um produto pronto.</p><h2>Fungos e bactérias respondem de forma diferente </h2><p>Nos testes conduzidos com linhagens mantidas em Navarra, o extrato foi avaliado contra seis fungos. <em>Alternaria alternata</em>, <em>Fusarium oxysporum</em> e <em>Penicillium charlesii </em>seguiram para doses de 2, 3, 5 e 10 mg/mL. Após 72 horas a 27 °C, <strong>a maior dose reduziu em cerca de 50% o crescimento de </strong><strong><em>Alternaria</em></strong><strong> e </strong><strong><em>Fusarium</em></strong>; <em>Penicillium</em> mostrou resistência comparativamente maior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura-1787675812849.jpg" data-image="xlam4uz39t7f" alt="fungos, alternaria, fusarium" title="fungos, alternaria, fusarium"><figcaption>Fungos fitopatogênicos podem comprometer o desenvolvimento e a produtividade das lavouras.</figcaption></figure><p>As bactérias <em>Erwinia amylovora</em> e <em>Dickeya dadantii </em>também responderam conforme a concentração.<strong> Em </strong><strong><em>Erwinia</em></strong><strong>, a supressão apareceu desde 5 mg/mL e foi mais forte com 15 e 20 mg/mL </strong>durante as primeiras 18 horas. Em <em>Dickeya</em>, 15 e 20 mg/mL mantiveram efeito por 24 horas. A evidência obtida entre Sonora, Navarra e os laboratórios espanhóis ainda não mede controle em pomares ou hortas.</p><ul> <li><strong>Em pomares do Sul do Brasil, 10 mg/mL é referência experimental, </strong>não dose de pulverização; chuva e molhamento exigem monitoramento local.</li> <li>Em hortaliças do Sudeste, respostas entre 5 e 20 mg/mL justificam pesquisa, sem substituir produtos registrados ou diagnóstico fitossanitário.</li> <li>Em cafezais de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, <strong>o resíduo pode ganhar valor, mas composição e segurança precisam ser padronizadas.</strong></li> </ul><h2>Do laboratório ao campo, ainda há etapas decisivas</h2><p><strong>A combinação de ácido gálico e clorogênico, a 5 mg/mL cada, bloqueou <em>Alternaria</em> </strong>e reduziu <em>Fusarium</em>, mas doses equivalentes a 3 mg/mL do extrato tiveram efeito apenas moderado. Isso sugere ação conjunta de fenólicos, cafeína, melanoidinas, aminoácidos e metabólitos ainda não identificados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo indica que o extrato completo superou os dois fenólicos predominantes quando testados isoladamente nas proporções encontradas na borra. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Antes de qualquer uso no Brasil, México ou Espanha, serão necessários testes em casa de vegetação e campo</strong>, além de avaliações de fitotoxicidade, resíduos, estabilidade e impacto sobre organismos benéficos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782548" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html" title="Descubra estes 5 fatos interessantes que talvez não saiba sobre a planta do café">Descubra estes 5 fatos interessantes que talvez não saiba sobre a planta do café</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/descubra-estes-5-factos-interessantes-que-talvez-nao-saiba-sobre-a-planta-do-cafe.html" title="Descubra estes 5 fatos interessantes que talvez não saiba sobre a planta do café"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/non-solo-chicchi-5-curiosita-che-forse-non-conosci-sulla-pianta-del-caffe-1785421191887_320.jpeg" alt="Descubra estes 5 fatos interessantes que talvez não saiba sobre a planta do café"></a></article></aside><p><br>Em períodos chuvosos, produtores poderiam priorizar ventilação do dossel, drenagem e janelas secas para operações. <strong>Qualquer futura formulação dependerá de registro</strong>, cultura, fase fenológica, clima e avaliação agronômica local.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Calder%C3%B3n%2C%20K.%2C%20Castro-D%C3%ADaz%2C%20R.%2C%20Barba%2C%20C.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Antimicrobial%20activity%20of%20coffee%20bagasse%20(Coffea%20arabica)%20extract%20against%20phytopathogenic%20bacteria%20and%20fungi" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41598-026-60055-2">Calderón, K., Castro-Díaz, R., Barba, C. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-60055-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Antimicrobial activity of coffee bagasse (Coffea arabica) extract against phytopathogenic bacteria and fungi</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar você]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 08:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro projeto da Reflect Orbital pode representar um risco para a nossa saúde, ao mesmo tempo que tem consequências potencialmente significativas para o nosso céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-miroirs-dans-l-espace-pour-produire-de-l-energie-24h-24-ce-projet-pourrait-bruler-vos-yeux-1787150646604.png" data-image="0mo7itum0zof"><figcaption>A startup americana <em>Reflect Orbital</em> pretende enviar milhares de satélites-espelho para a órbita da Terra.</figcaption></figure><p>A <em>startup</em> dos Estados Unidos (EUA), <em><strong>Reflect Orbital</strong></em>, planeja <strong>lançar satélites "espelho"</strong> capazes de<strong> refletir a luz solar </strong>e concentrá-la em um ponto específico da superfície terrestre — um projeto ambicioso que não está isento de riscos potenciais para a saúde humana.</p><h2>Dezenas de milhares de refletores!</h2><p>A energia solar está se expandindo rapidamente em todo o mundo, e sua eficiência continua aumentando. No entanto, o <strong>sol </strong>não brilha 24 horas por dia na maior parte do planeta, embora seus raios possam, potencialmente, ser aproveitados não apenas para<strong> gerar energia</strong>, mas também para outras finalidades.</p><p>Pensando nisso, a <em>startup </em>teve uma ideia incomum, porém inovadora: <strong>lançar satélites que funcionam como espelhos para refletir a luz solar e direcioná-la para uma área específica da superfície terrestre</strong>. A <em>Reflect Orbital </em>recebeu recentemente a aprovação da FCC — a agência reguladora de telecomunicações dos EUA — para lançar seu primeiro satélite de teste, equipado com um espelho de 18 metros quadrados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">[ UNITED STATES | SPACE ]<br><br>U.S. startup Reflect Orbital plans to launch Eärendil-1, an experimental satellite equipped with an 18-meter mirror capable of reflecting sunlight toward Earth at night. The stated goal is to provide illumination</p>— Little Think Tank (@L_ThinkTank) <a href="https://x.com/L_ThinkTank/status/2078000686344601875?ref_src=twsrc%5Etfw">July 17, 2026</a></blockquote></figure><p>O objetivo final da <em>startup </em>sediada na Califórnia é<strong> implantar uma constelação de 50.000 satélites</strong> para criar um feixe de luz de cinco quilômetros de diâmetro, capaz de <strong>abastecer usinas solares 24 horas por dia</strong>, sete dias por semana, ou iluminar canteiros de obras durante a noite. Aplicações no setor privado também estão sendo consideradas.</p><p><strong>Embora essa tecnologia pareça promissora, ela não está isenta de riscos</strong>. Dentro da área iluminada, a luminosidade poderia chegar a até quatro vezes a da lua cheia, e esses satélites poderiam até mesmo aumentar o brilho geral do céu noturno em escala global devido ao espalhamento atmosférico. Outras consequências mais diretas também poderiam representar <strong>riscos à saúde humana</strong>.</p><h2>Um risco para a nossa visão?</h2><p>O assunto ganhou destaque recentemente no noticiário por ocasião do eclipse solar de 12 de agosto na Europa: olhar diretamente para o Sol pode causar danos oculares irreversíveis de gravidade variável. No entanto, até mesmo <strong>a luz solar refletida por um satélite espelhado poderia, potencialmente, ser perigosa</strong>.</p><div class="texto-destacado">Essa preocupação não é nova. Desde os primeiros experimentos com espelhos espaciais, surgiram questionamentos sobre o ofuscamento e os efeitos da luz solar refletida na visão.<br></div><p>Em fevereiro de 1993, o experimento russo <em>Znamya 2</em> colocou em órbita um espelho de grandes dimensões, projetado para refletir a luz solar em direção à Terra. Naquela época, os efeitos potencialmente perigosos da exposição da retina a uma luz intensa já estavam amplamente documentados na literatura científica.</p><p>É fácil, portanto, traçar paralelos entre aquele experimento, realizado há mais de 30 anos, e o projeto <em>Reflect Orbital</em>. Com um número muito maior de espelhos, o <strong>risco de um ofuscamento repentino para pessoas em solo ou no ar</strong> poderia tornar-se significativo. O que aconteceria, por exemplo, se um piloto de avião ficasse temporariamente cego devido a esse brilho intenso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784121" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada">Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859_320.jpeg" alt="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"></a></article></aside><p>A própria <em>startup </em>americana reconheceu que a simples observação através de um telescópio amador de 30 centímetros<strong> poderia causar danos irreversíveis à retina</strong> — uma admissão que, compreensivelmente, gerou preocupação tanto no público quanto na comunidade científica. Segundo alguns pesquisadores, o risco poderia existir mesmo com instrumentos menores.</p><p>Outra questão é que, atualmente, não existe um sistema de alerta público para avisar com antecedência quando o feixe passará sobre nossas cabeças. Nesta fase, a FCC determinou que questões relacionadas à segurança ocular e à proteção do céu noturno estavam fora de sua jurisdição ao conceder a autorização.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alexandre%20Scotti" data-year="2026" data-title="Des%20miroirs%20sur%20des%20satellites%20pour%20alimenter%20H24%20des%20panneaux%20solaires%20%3A%20%C3%A7a%20pourrait%20d%C3%A9truire%20votre%20r%C3%A9tine%2C%20et%20pourtant%20c%E2%80%99est%20d%C3%A9j%C3%A0%20valid%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fdes-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html">Alexandre Scotti. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/des-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mirrors on satellites to power solar panels 24/7: they could damage your retina, yet the project has already been approved</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>