<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 13 Apr 2026 16:00:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:00:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Gangorra térmica atinge o Sul e ciclone 'bagunça' o tempo na região; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-atinge-o-sul-e-ciclone-bagunca-o-tempo-na-regiao-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:27:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ciclone traz tempestades com chuvas intensas, mas irregulares, enquanto as máximas variam mais de 10°C entre os estados.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html" target="_blank">Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5ezm8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5ezm8.jpg" id="xa5ezm8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>semana</strong> terá <strong>grande variabilidade no tempo</strong> na<strong> Região Sul </strong>do Brasil, marcada por uma verdadeira <strong>“gangorra térmica” </strong>e pela atuação de um <strong>ciclone extratropical </strong>que deve intensificar a instabilidade na região. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Ao longo dos próximos dias, os estados do Sul terão<strong> contrastes expressivos de temperatura</strong>, com diferenças de mais de 10°C nas máximas registradas no mesmo dia entre diferentes estados, além de <strong>alternância entre períodos de chuva</strong> e momentos de tempo firme. Confira os detalhes.</p><h2>Formação de ciclone traz chuvas irregulares</h2><p>Entre<strong> terça (14) e quarta-feira (15) </strong>uma área de baixa pressão sobre a Argentina dará origem a um <strong>ciclone extratropical</strong>. Este ciclone seguirá seu deslocamento natural para sudeste em direção ao Oceano Atlântico até sexta-feira (17), afetando o Rio Grande do Sul, especialmente a região Oeste, Campanha e Sul.</p><p>Embora pancadas de chuva estejam previstas para a região Oeste do Rio Grande do Sul já na terça (14), durante o desenvolvimento do ciclone, as <strong>chuvas serão mais intensas entre quarta (15) e quinta-feira (16)</strong>, conforme o sistema avança. A chuva, no entanto, será irregular.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-atinge-o-sul-e-ciclone-bagunca-o-tempo-na-regiao-saiba-o-que-esperar-1776087601059.png" data-image="jb1svfmcc17n" alt="Previsão de ciclone (L) e chuva (escala de cores) nesta quarta-feira (15), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de ciclone (L) e chuva (escala de cores) nesta quarta-feira (15), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de ciclone (L) e chuva (escala de cores) nesta quarta-feira (15), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> quinta-feira (16) </strong>as <strong>chuvas</strong> alcançam também a <strong>fronteira oeste de Santa Catarina e do Paraná</strong>, enquanto avançam sobre a<strong> metade leste </strong>do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, podendo ser <strong>intensas</strong> entre a<strong> Região Metropolitana de Porto Alegre</strong>, <strong>Serra Gaúcha</strong> e <strong>litoral sul de Santa Catarina</strong>. Na sexta-feira (17) a chance de chuva diminui em toda a região Sul, mas ainda pode chover fraco no Norte/Noroeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-atinge-o-sul-e-ciclone-bagunca-o-tempo-na-regiao-saiba-o-que-esperar-1776087621426.png" data-image="5qjsskrobdhh" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de sexta-feira (17), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de sexta-feira (17), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de sexta-feira (17), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>A rodada atual do modelo ECMWF indica que os <strong>acumulados</strong> <strong>até</strong> o final de <strong>sexta-feira (17) </strong>podem se aproximar ou <strong>ultrapassar 80 mm no Noroeste </strong>e extremo <strong>Oeste</strong> do<strong> Rio Grande do Sul</strong>. Nas demais áreas, as precipitações devem ser abaixo de 50 mm. </p><p>Embora os valores não pareçam muito expressivos ao longo de uma semana, a forma que eles devem se distribuir importa, uma vez que os acumulados d<strong>e 80 mm </strong>previstos para o <strong>Noroeste gaúcho</strong> e também os<strong> 50 mm </strong>na região de <strong>Florianópolis (SC)</strong>, estão <strong>previstos ocorrer em períodos de 24 horas</strong>, indicando <strong>chuvas intensas</strong> e com <strong>risco de </strong><strong>transtornos</strong>, principalmente em centros urbanos. Nestas regiões, fica o<strong> alerta para tempestades</strong> intensas.</p><h2>Gangorra térmica: diferença de 15°C entre os estados</h2><p>A exemplo de segunda-feira (13), que amanheceu abaixo de 10°C na Serra Catarinense e acima de 20°C no Oeste do Rio Grande do Sul, <strong>as temperaturas devem variar muito sobre a Região Sul nesta semana</strong>. A sensação de <strong>frio</strong> deve predominar ao longo da <strong>manhã</strong>, enquanto <strong>à tarde</strong> as <strong>temperaturas</strong> se aproximam ou ultrapassam <strong>30°C </strong>principalmente sobre o Rio Grande do Sul e Noroeste do Paraná.</p><p>Entre <strong>quarta (15) e quinta-feira (16) </strong>a <strong>sensação de frio</strong> durante a manhã fica <strong>mais restrita na faixa leste</strong>, desde a Serra Gaúcha até a faixa leste da Região Sudeste, enquanto nas demais áreas as mínimas sobem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-atinge-o-sul-e-ciclone-bagunca-o-tempo-na-regiao-saiba-o-que-esperar-1776087660733.png" data-image="vyky40w8t6wm" alt="Previsão de temperatura mínima quinta-feira (16), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima quinta-feira (16), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima quinta-feira (16), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>A<strong> variação das temperaturas máximas</strong> na tarde de<strong> quinta-feira (16)</strong> será uma ‘gangorra’ entre os estados: enquanto o centro-leste de<strong> Santa Catarina</strong> e faixa leste do <strong>Rio Grande do Sul</strong> terão máximas entre <strong>19°C e 23°C</strong>, o <strong>Noroeste</strong> do <strong>Paraná</strong> pode registra<strong>r 34°C</strong> - uma <strong>diferença</strong><strong> de 15°C </strong>entre os estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-atinge-o-sul-e-ciclone-bagunca-o-tempo-na-regiao-saiba-o-que-esperar-1776087681841.png" data-image="xdbjupnp13tw" alt="Previsão de temperatura máxima nesta quinta-feira (16), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima nesta quinta-feira (16), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima nesta quinta-feira (16), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> sexta-feira (17)</strong> o <strong>frio</strong> continua nas<strong> áreas serranas</strong>, e temperaturas<strong> abaixo de 20°C </strong>voltam a predominar sobre o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade leste do Paraná</strong>. As temperaturas <strong>máximas</strong> <strong>devem diminuir</strong> na maior parte da região Sul, ficando abaixo de 30°C, mas algumas áreas ainda podem registrar temperaturas próximas ou acima de<strong> 30°C</strong>, como a<strong> fronteira oeste, faixa leste</strong> entre <strong>Santa Catarina </strong>e <strong>Paraná</strong> e <strong>norte</strong> do <strong>Paraná</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-atinge-o-sul-e-ciclone-bagunca-o-tempo-na-regiao-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolsa de ‘couro de dinossauro’ pode ultrapassar R$ 3,4 milhões e inaugura nova era da moda sustentável]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bolsa-de-couro-de-dinossauro-pode-ultrapassar-r-3-4-milhoes-e-inaugura-nova-era-da-moda-sustentavel.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Peça inovadora combina ciência, biotecnologia e moda de luxo ao utilizar colágeno reconstruído de dinossauro, levantando debates sobre sustentabilidade, viabilidade científica e o futuro dos materiais alternativos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-de-couro-de-dinossauro-pode-ultrapassar-r-3-4-milhoes-e-inaugura-nova-era-da-moda-sustentavel-1776025362506.jpg" data-image="hc4nh009i9vh"><figcaption>Interessados pela bolsa de luxo deverão dar lances a partir de R,4 milhões. Crédito: Divulgação VML</figcaption></figure><p>Uma <strong>bolsa feita</strong> a partir de<strong> “couro de dinossauro”</strong> está chamando atenção no mundo da moda e da ciência. O item, <strong>criado com base em colágeno reconstruído do Tiranossauro rex</strong>, pode ultrapassar R$ 3,4 milhões em leilão. A peça está em exibição no <strong>Museu Art Zoo, em Amsterdã</strong>, e representa um marco na interseção entre biotecnologia e design.</p><p>O acessório é resultado da parceria entre empresas de biotecnologia e criação, que apostam no desenvolvimento de materiais sustentáveis para o mercado de luxo. A proposta é<strong> demonstrar que é possível produzir couro sem depender do abate de animais</strong>, utilizando técnicas avançadas de engenharia genética.</p><p>Para isso, cientistas recorreram a fragmentos fossilizados de colágeno encontrados em restos de dinossauros. Com o auxílio de<strong> biologia computacional e inteligência artificial</strong>, foi possível reconstruir partes ausentes do material genético, criando uma base para o cultivo do couro em laboratório.</p><h2>Como o couro de dinossauro é produzido</h2><p>O processo envolve <strong>a síntese completa do DNA do colágeno reconstruído</strong>, que é inserido em células hospedeiras capazes de produzir o material. Essas células passam a se desenvolver em laboratório, formando uma estrutura semelhante à do couro natural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-de-couro-de-dinossauro-pode-ultrapassar-r-3-4-milhoes-e-inaugura-nova-era-da-moda-sustentavel-1776025604269.jpg" data-image="l39j1o4rucmv" alt="Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link: https://neofeed.com.br/finde/bolsa-de-crocodilo-luxo-agora-e-o-couro-de-dinossauro-t-rex/. Não reproduza o conteúdo do Neofeed em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização." title="Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link: https://neofeed.com.br/finde/bolsa-de-crocodilo-luxo-agora-e-o-couro-de-dinossauro-t-rex/. Não reproduza o conteúdo do Neofeed em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização."><figcaption>A bolsa foi inspirada em um das mais famosas espécies de dinossauros carnívoros. Crédito: Divulgação VML</figcaption></figure><p>Diferentemente dos materiais sintéticos tradicionais, que muitas vezes utilizam plástico, <strong>o couro cultivado em laboratório apresenta características mais próximas do couro convencional.</strong> Ele é descrito como durável, reparável e biodegradável, além de não exigir desmatamento ou exploração animal.</p><p>A peça exibida é única e foi desenvolvida como prova de conceito. Após o período de exposição, ela será leiloada, e os organizadores pretendem <strong>expandir o uso da tecnologia para outras marcas e produtos de luxo.</strong></p><h2>Promessas e desafios da tecnologia<br></h2><p>Pesquisadores envolvidos no projeto afirmam que essa <strong>pode ser a primeira vez que um material semelhante ao couro é desenvolvido a partir de uma espécie extinta</strong>. A iniciativa é considerada inovadora e levanta possibilidades inéditas para a indústria da moda.</p><div class="texto-destacado">Segundo os cientistas, o objetivo é criar um material sustentável e ético, mantendo qualidade comparável à do couro tradicional. A tecnologia poderia, no futuro, reduzir o impacto ambiental da indústria e oferecer alternativas mais responsáveis.</div><p>Apesar do entusiasmo, <strong>há dúvidas na comunidade científica sobre a viabilidade do projeto</strong>. Especialistas apontam que o conhecimento atual sobre o material genético de dinossauros ainda é limitado, o que pode dificultar a reprodução fiel do colágeno do Tiranossauro rex.</p><h2>Ceticismo e impacto no mercado</h2><p>Alguns pesquisadores classificam a iniciativa como ainda experimental e distante de resultados concretos em larga escala. Eles argumentam que<strong> o material final pode acabar sendo muito semelhante ao couro de animais modernos</strong>, como vacas ou galinhas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744121" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-moda-do-futuro-sera-de-outro-mundo-tecidos-resistentes-a-radiacao-tingidos-com-bacterias.html" title="A moda do futuro será de outro mundo: tecidos resistentes à radiação tingidos com bactérias">A moda do futuro será de outro mundo: tecidos resistentes à radiação tingidos com bactérias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-moda-do-futuro-sera-de-outro-mundo-tecidos-resistentes-a-radiacao-tingidos-com-bacterias.html" title="A moda do futuro será de outro mundo: tecidos resistentes à radiação tingidos com bactérias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fashion-of-the-future-will-be-out-of-this-world-bacteria-dyed-radiation-proof-fabrics-1765449524293_320.jpeg" alt="A moda do futuro será de outro mundo: tecidos resistentes à radiação tingidos com bactérias"></a></article></aside><p>Outro ponto levantado é <strong>o custo elevado da tecnologia</strong>, que deve restringir seu uso inicial a produtos de luxo. Isso levanta questionamentos sobre sua acessibilidade e impacto real no mercado global.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>R7. <a href="https://entretenimento.r7.com/vivaavida/moda/o-que-se-sabe-sobre-a-bolsa-de-couro-de-dinossauro-que-pode-valer-mais-de-r-34-milhoes-09042026/" target="_blank">O que se sabe sobre a bolsa de couro de dinossauro que pode valer mais de R$ 3,4 milhões</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bolsa-de-couro-de-dinossauro-pode-ultrapassar-r-3-4-milhoes-e-inaugura-nova-era-da-moda-sustentavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um dos animais mais misteriosos e "fantasmagóricos" do mar foi fotografado em ação pela primeira vez]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-dos-animais-mais-misteriosos-e-fantasmagoricos-do-mar-foi-fotografado-em-acao-pela-primeira-vez.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 10:44:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez, um animal misterioso foi fotografado debaixo d'água. O fotógrafo Justin Hofman conseguiu capturá-lo após 15 temporadas na Antártica, revelando detalhes inéditos dessa espécie quase invisível.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotografian-por-primera-vez-a-uno-de-los-animales-mas-misteriosos-del-mar-1775702683311.png" data-image="9v415phbva0v" alt="Foca de Ross" title="Foca de Ross"><figcaption>Estas fotos recentes são as primeiras já tiradas debaixo d'água de uma foca-de-ross. Foto: Instagram @justinhofman</figcaption></figure><p>Por mais de 15 temporadas na Antártica, o <strong>fotógrafo e naturalista americano Justin Hofman </strong>perseguiu um objetivo quase impossível: obter uma imagem subaquática da<strong> foca-de-Ross, um dos mamíferos mais enigmáticos do planeta</strong>. Ele havia visto apenas dois exemplares em uma década e meia de trabalho. Mesmo assim, persistiu.</p><p>E, seguindo o ditado "a perseverança compensa", Hofman alcançou seu objetivo no<strong> final de 2025</strong>. Com sua lente ágil e precisa,<strong> ele capturou as primeiras fotografias subaquáticas dessa espécie</strong>. Esse registro <strong>viralizou e já é considerado histórico no mundo da biologia marinha</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Cría de foca de Ross<br><br>Durante cientos e incluso miles de años, esta especie ha habitado las inaccesibles costas heladas. A pesar de contar con una población de aproximadamente 150,000 individuos, los científicos aún saben muy poco sobre ellas. <a href="https://t.co/0h7yPqeKMD">pic.twitter.com/0h7yPqeKMD</a></p>— jorge s (@Jor_Ser_8888) <a href="https://twitter.com/Jor_Ser_8888/status/1903671466719125882?ref_src=twsrc%5Etfw">March 23, 2025</a></blockquote></figure><p>As<strong> imagens, capturadas durante uma expedição a bordo do <em>National Geographic Resolution</em></strong>, mostram o animal nadando entre o gelo compacto do continente branco. Para os especialistas, essas fotografias representam “uma janela inesperada” para uma espécie praticamente invisível em seu habitat natural.</p><p>“<strong>É muito provável que estas sejam as primeiras fotografias subaquáticas já tiradas de uma foca-de-ross</strong>. Este animal vive tão fundo no gelo marinho da Antártida que nem sequer compreendemos completamente o seu ciclo de vida”, explicou Hofman em suas redes sociais, onde compartilhou as imagens.</p><h2><strong>Um mamífero quase "invisível"</strong></h2><p>A foca-de-Ross (<em>Ommatophoca rossii</em>) é talvez o segredo mais bem guardado do Oceano Antártico. A maioria dos cientistas que trabalham na região nunca viu uma na natureza. E, segundo Hofman, mesmo para aqueles que passam anos em expedições polares,<strong> encontrar uma é quase inteiramente uma questão de sorte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotografian-por-primera-vez-a-uno-de-los-animales-mas-misteriosos-del-mar-1775702730188.png" data-image="kjvorbb69evj" alt="Foca de Ross" title="Foca de Ross"><figcaption>A foca-de-Ross vive nas profundezas do oceano, em meio ao gelo marinho da Antártida. Foto: Instagram @justinhofman</figcaption></figure><p>Este mamífero<strong> vive em áreas remotas ao sul do paralelo 60°, geralmente em áreas isoladas de gelo compacto </strong>onde o acesso humano é praticamente inexistente. Costuma ser solitário, esquivo, silencioso e capaz de submergir por longos períodos em águas extremamente frias e escuras.</p><p>De fato,<strong> até agora, a única evidência fotográfica disponível consistia em imagens tiradas no gelo, nunca debaixo d'água</strong>.</p><p>"Eu nunca pensei que fosse uma possibilidade real, porque esses animais são vistos muito raramente e geralmente são encontrados muito ao sul", reconheceu Hofman.</p><h2><strong>Assim foi o encontro histórico com a foca mais misteriosa do mundo</strong></h2><p>Durante uma viagem da expedição <em>National Geographic-Lindblad</em>, algo mudou. Hofman estava no convés quando, de repente, a misteriosa foca emergiu a poucos metros de distância. Em questão de segundos, o fotógrafo e explorador saltou para a água com seu equipamento e conseguiu o que tentava capturar há mais de 15 anos.</p><p><strong>A sequência de fotografias mostra o animal deslizando silenciosamente, rodeado por bolhas e reflexos azuis</strong>. Para o especialista, foi um momento único na vida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotografian-por-primera-vez-a-uno-de-los-animales-mas-misteriosos-del-mar-1775702796638.png" data-image="9y0q3qfr3qfd" alt="Foca de Ross" title="Foca de Ross"><figcaption>Os únicos registros visuais da foca-de-Ross que se tinham eram sobre o gelo e fora do mar.</figcaption></figure><p>“Anos atrás, descobri que provavelmente <strong>não existiam imagens subaquáticas dessa espécie</strong>, então comecei a pensar no que seria necessário para obtê-las”, disse ele.</p><p>As imagens não são apenas esteticamente extraordinárias, mas também cruciais para a compreensão da biologia de uma das espécies menos estudadas da região.</p><h2>Por que essas imagens são tão valiosas?</h2><p>Especialistas científicos indicam que a foca-de-Ross pode mergulhar a quase 300 metros de profundidade e permanecer submersa por mais de 20 minutos. Esse comportamento, aliado à sua preferência por áreas remotas, torna o <strong>rastreamento ou a documentação desse animal</strong> em ação uma<strong> missão impossível. Ou "quase impossível"</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotografian-por-primera-vez-a-uno-de-los-animales-mas-misteriosos-del-mar-1775702823436.png" data-image="dtareij7w6qc" alt="Foca de Ross" title="Foca de Ross"><figcaption>Durante 15 anos, o fotógrafo Justin Hofman buscou a foto subaquática perfeita de Ross, a foca, até finalmente consegui-la. Foto: Instagram @justinhofman</figcaption></figure><p>Dessa forma, as fotos de Hofman nos permitem observar como a foca se move, como usa seu corpo para navegar no gelo e como interage com um ambiente de sombras, pressão extrema e temperaturas congelantes.</p><p>Até o momento, <strong>grande parte dos dados sobre a espécie provém de observações e medições isoladas no gelo</strong>, e não do ambiente onde ela passa a maior parte da vida: o oceano profundo.</p><h2>Como é a foca de Ross e o que a diferencia das outras?</h2><p>Segundo a Divisão Antártica Australiana e outras organizações polares, a foca-de-Ross possui características únicas entre as focas antárticas.</p><ul><li>É menor que a foca-leopardo e a foca-caranguejeira.</li><li>Atinge<strong> três metros de comprimento</strong> e pesa cerca de <strong>200 quilos</strong>.</li><li>Sua pelagem varia de marrom escuro a branco nas costas.</li><li>Sua barriga é de um branco prateado brilhante.</li></ul><ul><li>Possui boca pequena e dentes afiados, perfeitos para capturar presas esquivas.</li><li>Tem olhos enormes, adaptados para enxergar em profundidade e em condições de luminosidade muito baixa.</li><li><strong>Alimenta-se de lulas e peixes</strong>.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotografian-por-primera-vez-a-uno-de-los-animales-mas-misteriosos-del-mar-1775702885510.png" data-image="c1bvza0pwd5d" alt="Foca de Ross" title="Foca de Ross"><figcaption>Assim que a viu mergulhar no mar gelado, o fotógrafo pulou na água e tirou uma série de fotos subaquáticas. Foto: Instagram @justinhofman</figcaption></figure><p>Sua anatomia, com pescoço grosso e corpo esguio, parece projetada para o silêncio absoluto.</p><h3>Um "animal fantasma"</h3><p>A viralização das imagens de Hofman gerou grande entusiasmo na comunidade científica. <strong>Capturar — fotograficamente falando — a foca-de-Ross em seu habitat natural é como fotografar um fantasma marinho</strong>.</p><p>"Pensei nessa foto por anos. Mas nunca imaginei que realmente conseguiria", concluiu o fotógrafo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-dos-animais-mais-misteriosos-e-fantasmagoricos-do-mar-foi-fotografado-em-acao-pela-primeira-vez.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova hipótese sugere que a matéria escura é composta por diferentes tipos de partículas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-hipotese-sugere-que-a-materia-escura-e-composta-por-diferentes-tipos-de-particulas.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 09:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Artigo publicado no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics sugere que matéria escura pode ser mais diversa do que se pensava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-hipotese-sugere-que-a-materia-escura-e-composta-por-diferentes-tipos-de-particulas-1775938835230.png" data-image="43w6x6ramne0" alt="Novo estudo sugere que a Matéria escura pode ser composta por múltiplos componentes que se comportam de formas distintas em galáxias anãs. Crédito: ESA" title="Novo estudo sugere que a Matéria escura pode ser composta por múltiplos componentes que se comportam de formas distintas em galáxias anãs. Crédito: ESA"><figcaption>Novo estudo sugere que a Matéria escura pode ser composta por múltiplos componentes que se comportam de formas distintas em galáxias anãs. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>A natureza da matéria escura é um dos principais problemas em aberto da Cosmologia porque ela não é observada diretamente apenas através de seus efeitos gravitacionais. <strong>Evidências incluem curvas de rotação de galáxias, dinâmica de aglomerados e padrões na radiação cósmica de fundo.</strong> No entanto, sua natureza microscópica ainda é desconhecida, pois não interage com a radiação eletromagnética. Isso impede sua detecção direta por instrumentos tradicionais, tornando a observação dependente de métodos indiretos. </p><p>Um dos modelos mais bem-sucedidos é o da <em>cold dark matter </em>(CDM), ou matéria escura fria, que assume que a matéria escura é composta por partículas massivas e não relativísticas.<strong> O modelo CDM é consistente com observações de larga escala, como a distribuição de galáxias e os dados da radiação cósmica de fundo medidos por missões como o Planck. </strong>Além disso, simulações numéricas baseadas nesse modelo reproduzem com sucesso a estrutura filamentar do Universo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-comportamento-incomum-da-gravidade-pode-explicar-a-materia-escura.html" title="Um comportamento incomum da gravidade pode explicar a matéria escura ">Um comportamento incomum da gravidade pode explicar a matéria escura </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-comportamento-incomum-da-gravidade-pode-explicar-a-materia-escura.html" title="Um comportamento incomum da gravidade pode explicar a matéria escura "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-comportamento-incomum-da-gravidade-pode-explicar-a-materia-escura-1770584885577_320.png" alt="Um comportamento incomum da gravidade pode explicar a matéria escura "></a></article></aside><p>Apesar do sucesso do modelo CDM,<strong> há algumas discrepâncias em escalas menores, como a distribuição de matéria em galáxias anãs que sugerem possíveis limitações</strong>. Com isso, um novo estudo publicado no <em>Journal of Cosmology and Astroparticle Physics</em> propõe que a matéria escura não seja composta por um único tipo de partícula. O modelo considera múltiplos componentes com propriedades distintas, cujos comportamentos podem variar dependendo do ambiente cosmológico. </p><h2>Matéria escura fria</h2><p>A matéria escura fria (CDM) é um modelo no qual a matéria escura é composta por partículas massivas que se movem a velocidades não relativísticas, ou seja, bem menores que a velocidade da luz. <strong>Essas partículas interagem essencialmente por gravidade, não emitindo nem absorvendo radiação eletromagnética. </strong>Essa característica permite que pequenas flutuações de densidade cresçam ao longo do tempo. A dinâmica favorece a preservação de estruturas em múltiplas escalas, reproduzindo padrões observados na distribuição de matéria no Universo.</p><div class="texto-destacado">A ideia é que as flutuações de densidade no início do Universo foram responsáveis por criar halos de matéria escura que deram início ao processo de formação galáctica.</div><p><strong>Os principais observáveis associados à CDM incluem curvas de rotação de galáxias, lentes gravitacionais e anisotropias na radiação cósmica de fundo.</strong> Além disso, simulações cosmológicas baseadas nesse modelo reproduzem com sucesso a formação da rede cósmica de filamentos e vazios. Apesar de algumas discrepâncias em escalas menores, o modelo continua sendo o mais aceito por sua capacidade de explicar maior parte dos dados observacionais. </p><h2>Partículas de matéria escura </h2><p>Em diversos modelos de matéria escura, assume-se que ela é composta por partículas que podem se aniquilar quando colidem, liberando radiação de alta energia, como raios gama. <strong>Esse processo de aniquilação é uma das principais vias indiretas para sua detecção, uma vez que a matéria escura não emite luz diretamente. </strong>Observatórios como o Fermi têm identificado um excesso de emissão gama proveniente de regiões densas, como o centro da Via Láctea. </p><p>Modelos de aniquilação da matéria escura preveem diferentes regimes que dependem da seção de choque e da velocidade das partículas. <strong>Em cenários mais simples, a taxa de aniquilação é constante, implicando que sinais semelhantes deveriam ser detectáveis em outros sistemas ricos em matéria escura, como galáxias anãs. </strong>Por outro lado, em modelos onde a aniquilação depende da velocidade, as baixas velocidades das partículas em halos galácticos tornam o processo extremamente raro, o que explica a ausência de sinais em galáxias anãs.</p><h2>Nova hipótese</h2><p>Uma nova hipótese propõe que a matéria escura seja composta por mais de um tipo de partícula, em vez de uma única componente. <strong>Nesse cenário, a aniquilação não ocorre entre partículas idênticas, mas sim entre dois componentes distintos que precisam interagir entre si.</strong> Isso introduz uma dependência adicional relacionada à abundância relativa de cada tipo de partícula em diferentes ambientes. Mesmo que a probabilidade de aniquilação seja constante, a taxa efetiva de eventos passa a depender da chance de encontro entre essas duas populações. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/GTSy0gYi4v8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=GTSy0gYi4v8" id="GTSy0gYi4v8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Como resultado, regiões com proporções semelhantes entre os componentes tenderiam a apresentar sinais mais intensos. <strong>Essa estrutura permite explicar diferenças observacionais entre sistemas como a Via Láctea e galáxias anãs. </strong>Em galáxias maiores, onde os dois tipos de partículas podem existir em proporções iguais, a taxa de aniquilação seria maior, produzindo sinais como excesso de raios gama. Por outro lado, em galáxias anãs, uma possível diferença na abundância reduziria a probabilidade e resultaria em uma emissão mais fraca, compatível com observações atuais. </p><h2>Por que é tão difícil entender a matéria escura?</h2><p><strong>A natureza da matéria escura ainda não é explicada dentro dos modelos da Física e permanece como um dos maiores mistérios. </strong>Modelos como o CDM conseguem reproduzir com sucesso algumas das observações. Porém, algumas tentativas de detecção indireta, como a busca por sinais de aniquilação em raios gama enfrentam dificuldades para concordar com a teoria. Assim, a ausência de uma observação direta dificulta a validação de qualquer modelo específico.</p><p>Além disso, novas propostas teóricas, como a possibilidade de múltiplos componentes, aumentam ainda mais a complexidade do problema. <strong>Esses modelos introduzem dependências ambientais e parâmetros adicionais, tornando as previsões mais flexíveis.</strong> Diferenças observacionais entre sistemas como a Via Láctea e galáxias anãs podem ser interpretadas de múltiplas formas, sem uma solução única evidente. Além disso, limitações instrumentais e incertezas astrofísicas contribuem para esse mistério. </p><h3><em>Referência da notícia </em></h3><p><em>Berlin et al. 2026 <a href="https://arxiv.org/abs/2504.12372" target="_blank">dSph-obic dark matter </a>Journal of Cosmology and Astroparticle Physics</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-hipotese-sugere-que-a-materia-escura-e-composta-por-diferentes-tipos-de-particulas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não jogue fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar de suas plantas e melhorar o jardim]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 23:57:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O que normalmente acaba no lixo pode se tornar um recurso para melhorar o solo, cuidar das raízes e reduzir o desperdício em casa. Veja como reutilizar espigas de milho usadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802.jpg" data-image="w9o36euk0aja" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Nem todas as partes da planta do milho são comestíveis, mas quase todas podem ser aproveitadas.</figcaption></figure><p>Depois de saborear um delicioso milho — cozido, grelhado ou assado — sempre sobra a mesma coisa: a sua <strong>espiga</strong>. Dura, fibrosa e sem graça… vai direto para o lixo.</p><p>Mas o que parece um desperdício sem valor pode, na verdade, ser um recurso valioso para a horta. Com um pouco de criatividade (e sem gastar nada), <strong>a espiga do milho pode ajudar a melhorar o solo, proteger as raízes e até mesmo tornar a compostagem mais eficiente</strong>.</p><p>A espiga é basicamente uma estrutura rica em celulose, um material vegetal resistente que se decompõe lentamente. Essa lentidão não é um problema; pelo contrário, é o que a torna útil. Ela age como uma espécie de esqueleto natural, <strong>fornecendo aeração e estrutura ao solo enquanto se decompõe</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687935325.jpg" data-image="a9fkp9n9hblg" alt="milho" title="milho"><figcaption>Um alimento clássico da cozinha que também pode contribuir para além do prato.</figcaption></figure><p>Então, você pode usar a espiga logo após comer o milho, ou é melhor deixá-la secar? Ambas as opções funcionam, mas não são iguais. Se usada fresca, ela ainda contém umidade e traços de açúcares, o que pode acelerar a decomposição… além de atrair insetos ou gerar odores em ambientes fechados.</p><p>Portanto, para a maioria dos usos, <strong>o ideal é deixá-la secar ao ar livre por alguns dias até que fique bem firme e leve</strong>. Essa pequena etapa melhora muito seu desempenho em vasos ou na compostagem.</p><h2>1. Base de drenagem em vasos: menos encharcamento, raízes mais saudáveis</h2><p>Uma das formas mais simples e eficazes de usar a espiga de milho é <strong>colocá-la no fundo dos vasos de flores</strong>. Cortada em pedaços, a espiga cria uma camada que <strong>impede a compactação do solo e melhora a drenagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688023496.jpg" data-image="2ejeip4x7pfq" alt="espiga de milho" title="espiga de milho"><figcaption>Cortada em pedaços, ajuda a arejar o solo e a evitar o excesso de umidade.</figcaption></figure><p>Isso tem um impacto direto: <strong>menor acúmulo de água e menor risco de apodrecimento das raízes</strong>. Em plantas sensíveis ao excesso de umidade — como muitas suculentas ou ervas — isso pode fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso no cultivo.</p><p>Nesse caso, <strong>o ideal é usar a espiga de milho seca</strong>. Por estar desidratada, ela não adiciona umidade extra nem promove o crescimento de fungos. Além disso, dura mais tempo sem se decompor, mantendo sua integridade estrutural.</p><h2>2. Um grande aliado da compostagem: equilíbrio e aeração</h2><p>A compostagem caseira precisa de uma mistura equilibrada de materiais úmidos (restos de frutas e vegetais) e materiais secos (folhas, papelão, galhos). As espigas de milho se encaixam nessa segunda categoria: são <strong>uma fonte ideal de carbono</strong>.</p><p><strong>Cortadas em pedaços pequenos</strong>, elas não só ajudam a equilibrar a umidade, como também melhoram a circulação de ar dentro da composteira. Isso é fundamental para um<strong> processo de compostagem mais rápido e sem odor</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688196626.jpg" data-image="685xun6g6xe9" alt="compostagem, espiga de milho, resíduos" title="compostagem, espiga de milho, resíduos"><figcaption>Reutilizar resíduos orgânicos também melhora o jardim.</figcaption></figure><p>Pode ser usado fresca? Sim, mas, nesse caso, é melhor deixá-la secar ao ar livre ou secá-la previamente. Um lodo excessivamente úmido pode desequilibrar a mistura. Se não houver tempo, é aconselhável misturá-la com outros materiais secos para compensar.</p><p><strong>Uma dica prática: quanto menor o pedaço, mais rápido se decompõe</strong>. Inteiro, pode levar meses; em pedaços, o processo é significativamente acelerado.</p><h2>3. Cobertura do solo (<em>mulching</em>): menos rega e menos ervas daninhas</h2><p>Desfiada ou cortada em lâminas finas, a espiga de milho pode ser usada como <strong>cobertura morta ao redor das plantas</strong>. Essa técnica, conhecida como cobertura morta, é uma das mais eficazes — e subestimadas — na jardinagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688400318.jpg" data-image="esth3s6vbquf" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Rico, versátil e com um "algo a mais" que nem sempre é aproveitado.</figcaption></figure><p>Essa camada desempenha várias funções simultaneamente:<strong> retém a umidade do solo, protege as raízes do calor ou frio excessivos e impede o crescimento de ervas daninhas</strong>. Além disso, à medida que a espiga se decompõe, contribui com matéria orgânica.</p><p>Nesse caso, <strong>a espiga seca é novamente a melhor opção</strong>. É mais leve, mais fácil de manusear e menos propensa ao desenvolvimento de mofo na superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736374" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/transforme-seu-lixo-em-fertilizante-um-guia-para-fazer-composto-caseiro-nesta-primavera.html" title="Transforme seu lixo em fertilizante: um guia para fazer composto caseiro nesta primavera">Transforme seu lixo em fertilizante: um guia para fazer composto caseiro nesta primavera</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/transforme-seu-lixo-em-fertilizante-um-guia-para-fazer-composto-caseiro-nesta-primavera.html" title="Transforme seu lixo em fertilizante: um guia para fazer composto caseiro nesta primavera"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/convierte-tu-basura-en-abono-la-guia-para-hacer-composta-casera-esta-primavera-1761508650336_320.png" alt="Transforme seu lixo em fertilizante: um guia para fazer composto caseiro nesta primavera"></a></article></aside><p>Reutilizar espigas de milho reduz a quantidade de resíduos orgânicos que acabam no lixo, melhora a qualidade do solo sem o uso de insumos químicos e promove uma abordagem mais circular em casa: o que sobra volta para a terra.</p><p>E esse não é o único benefício "extra" do milho. <strong>As palhas (as folhas que envolvem a espiga) também podem ser compostadas, usadas como cobertura morta</strong> ou até mesmo como uma forma natural de amarrar plantas, substituindo barbantes de plástico ou sintéticos.</p><p>No fim das contas, trata-se de pensar duas vezes antes de jogar algo fora. Porque o que parece inútil pode ser exatamente o que seu jardim precisa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este deserto da Califórnia é o lugar mais quente da Terra: dicas para visitar o Vale da Morte]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-deserto-da-california-e-o-lugar-mais-quente-da-terra-dicas-para-visitar-o-vale-da-morte.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 22:54:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Vale da Morte, na Califórnia, é famoso por suas temperaturas extremas, que ultrapassam os 45°C no verão, em contraste com o inverno, quando pode nevar. Aqui estão algumas dicas para a sua visita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-desierto-de-california-es-el-lugar-mas-caluroso-del-mundo-consejos-para-visitar-el-valle-de-la-muerte-1773756206061.jpeg" data-image="njiu9pe3eakq"><figcaption>Paisagem do Vale da Morte, na Califórnia (EUA).</figcaption></figure><p>Existem lugares na Terra que desafiam os limites da nossa percepção. Um deles é, sem dúvida, o <strong>Vale da Morte, uma região desértica no leste da Califórnia</strong>, que se tornou mundialmente famosa não só pelas suas paisagens deslumbrantes, mas também pelas suas <strong>condições climáticas extremas</strong>.</p><p>Lá, <strong>as temperaturas de verão podem ultrapassar os 49°C</strong>. Aliás, o vale ostenta algumas das temperaturas mais altas já registadas no planeta, com valores que ocasionalmente atingem os 50°C. Isso muda<strong> com a chegada do inverno, sendo possível até mesmo ver neve</strong> em algumas das áreas mais elevadas do parque.</p><p>Esses contrastes — calor escaldante e frio invernal — fazem desta área do planeta<strong> um lugar de extremos que poucos destinos na Terra conseguem igualar</strong>.</p><h2>Por que faz tanto calor no Vale da Morte?</h2><p><strong>Diversos fatores geográficos e climáticos </strong>se combinam para fazer deste território um dos lugares mais quentes do mundo.</p><h3>Profundidade e configuração do relevo</h3><p>O Vale da Morte<strong> fica 86 metros abaixo do nível do mar</strong>, na Bacia de Badwater, o ponto mais baixo da América do Norte. Essa depressão funciona <strong>como uma</strong> <strong>"panela" que retém o ar quente</strong>, impedindo sua fácil dissipação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is the official weather station in Furnace Creek, Death Valley. This is the only station in the world that has reported 130°! <a href="https://t.co/z1OnV3IJZJ">pic.twitter.com/z1OnV3IJZJ</a></p>— chrishenry (@chrishe10347730) <a href="https://twitter.com/chrishe10347730/status/2015874509165973816?ref_src=twsrc%5Etfw">January 26, 2026</a></blockquote></figure><h3>Radiação solar intensa</h3><p>A <strong>vegetação escassa e o solo claro do deserto refletem e absorvem grandes quantidades de radiação solar</strong>. Esse calor se acumula durante o dia e permanece durante boa parte da noite, impedindo o resfriamento rápido como em outras regiões.</p><h3>Aridez extrema</h3><p>A <strong>falta de umidade no ar </strong>reduz a capacidade da superfície de resfriar por evaporação, contribuindo para temperaturas ainda mais elevadas.</p><p>A combinação desses fatores possibilitou que a<strong> temperatura mais alta já registrada na Terra</strong> fosse alcançada em <strong>10 de julho de 1913: 56,7°C em Furnace Creek</strong>. Esse recorde ainda é frequentemente citado em estudos climáticos, embora a confiabilidade dos dados tenha sido questionada nos últimos anos devido ao estado dos instrumentos de medição.</p><h2>Lugares que deve visitar</h2><p>Apesar de suas condições extremas, <strong>o Vale da Morte é um dos parques nacionais mais visitados dos Estados Unidos</strong>, com paisagens que parecem ser de outro planeta.</p><h3>Bacia de Badwater</h3><ol></ol><p>Uma <strong>vasta planície de sal, branca como a neve</strong>, formada ao nível do solo pela evaporação da água salgada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cindy and I ventured into Death Valley National Park today. After watching the sunrise from Zabriskie Point, we set out to explore Badwater Basin the lowest spot in North America. We started at Dantes View, 5,500 feet up with a crisp 56°, then descended to the basin floor <a href="https://t.co/0dHVhXxTji">pic.twitter.com/0dHVhXxTji</a></p>— Ed Piotrowski (@EdPiotrowski) <a href="https://twitter.com/EdPiotrowski/status/1986568419848986643?ref_src=twsrc%5Etfw">November 6, 2025</a></blockquote></figure><p>É o ponto mais baixo da América do Norte e <strong>um local icônico para fotografias</strong>.</p><h3>Ponto Zabriskie</h3><p>Um <strong>mirante panorâmico famoso por suas formações erodidas </strong>e cores quentes ao nascer e pôr do sol.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cindy and I watched the sun rise from Zabriskie Point in Death Valley National Park in California this morning, and the view was absolutely breathtaking. The colors and textures that emerged as the sunlight swept across the landscape were simply incredible. <a href="https://t.co/zQottTmu7M">pic.twitter.com/zQottTmu7M</a></p>— Ed Piotrowski (@EdPiotrowski) <a href="https://twitter.com/EdPiotrowski/status/1986465964612030930?ref_src=twsrc%5Etfw">November 6, 2025</a></blockquote></figure><h3>Mirante Dante’s View</h3><p>Localizado no ponto mais alto do parque, oferece uma<strong> vista deslumbrante do coração do Vale da Morte</strong>.</p><h2>5 dicas essenciais para visitar o Vale da Morte</h2><p>Visitar este deserto não é impossível, mas requer preparação e respeito pelas suas condições extremas. Aqui estão algumas dicas para visitá-lo com segurança:</p><ul><li>A <strong>hidratação é fundamental</strong>: leve bastante água, aproximadamente 4 litros por pessoa por dia, e mais se for fazer caminhadas ou corridas em trilha.</li><li><strong>Evite os horários mais quentes: entre 11h e 17h</strong>, as temperaturas podem ser perigosamente altas durante os meses mais quentes, portanto, planeje suas atividades ao ar livre para o início da manhã ou o final da tarde.</li></ul><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The hottest place on Earth, the Death Valley, is experiencing a superbloom, with wildflowers covering its usually barren landscapeone of the best displays since 2016.<br>Explore more record-breaking phenomena in WMO's Weather & Climate Extremes Archive: <a href="https://t.co/x9IpirNfKp">https://t.co/x9IpirNfKp</a> <a href="https://t.co/Sj3Qae5YwP">pic.twitter.com/Sj3Qae5YwP</a></p> World Meteorological Organization (@WMO) <a href="https://twitter.com/WMO/status/2032121011160731861?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2026</a></blockquote></figure><ul><li><strong>Roupas e proteção solar</strong>: Use roupas leves e de cores claras, chapéu, óculos de sol e protetor solar de alta proteção, pois sua pele e seus olhos ficam muito expostos ao sol no deserto.</li><li><strong>Veículo em boas condições</strong>: as distâncias são longas e as condições extremas podem afetar os veículos, por isso é importante verificar o nível de combustível, a pressão dos pneus e levar peças sobressalentes básicas.</li><li><strong>Comunicação</strong>: em muitas áreas não há cobertura de celular, portanto, conhecer a região e levar mapas <em>offline </em>ou um GPS pré-programado pode ser fundamental para se orientar.</li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-deserto-da-california-e-o-lugar-mais-quente-da-terra-dicas-para-visitar-o-vale-da-morte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mistério dos buracos negros pode estar próximo da solução após descoberta recente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/misterio-dos-buracos-negros-pode-estar-proximo-da-solucao-apos-descoberta-recente.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 21:42:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nova descoberta ajuda a investigar o chamado “problema do parsec final” na fusão de buracos negros supermassivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/misterio-dos-buracos-negros-pode-estar-proximo-da-solucao-apos-descoberta-recente-1775939278120.png" data-image="ln1xcmfj9fo5" alt="O problema do parsec final, um dos maiores mistérios da buracos negros supermassivos, questionando como esses objetos conseguem completar sua fusão pode ter sido respondido." title="O problema do parsec final, um dos maiores mistérios da buracos negros supermassivos, questionando como esses objetos conseguem completar sua fusão pode ter sido respondido."><figcaption>O problema do parsec final, um dos maiores mistérios da buracos negros supermassivos, questionando como esses objetos conseguem completar sua fusão pode ter sido respondido.</figcaption></figure><p>A fusão de buracos negros supermassivos é um processo que acontece quando duas galáxias se colidem. Os núcleos galácticos que contêm esses objetos acabam interagindo gravitacionalmente.<strong> À medida que duas galáxias se fundem, os buracos negros centrais perdem energia orbital por meio de interações com estrelas e gás, formando um sistema binário. </strong>Com o tempo, esse sistema se torna cada vez mais compacto, aproximando os dois objetos até escalas chamadas de subparsec. </p><p>No entanto, entender esse processo é um desafio teórico conhecido como problema do parsec final. Modelos indicam que, após atingir separações da ordem de 1 parsec, o mecanismo de perda de energia por interações estelares se torna ineficiente. <strong>Nesse regime, o sistema binário poderia “estagnar”, impedindo que os buracos negros se aproximem o suficiente para que a emissão de ondas gravitacionais se torne dominante. </strong>Com isso, muitos pares de buracos negros supermassivos poderiam não completar sua fusão dentro da idade do Universo, mas não é isso que é observado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="740786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-confirmaram-algo-importante-sobre-buracos-negros-em-nova-observacao-confira.html" title="Astrônomos confirmaram algo importante sobre buracos negros em nova observação; confira">Astrônomos confirmaram algo importante sobre buracos negros em nova observação; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-confirmaram-algo-importante-sobre-buracos-negros-em-nova-observacao-confira.html" title="Astrônomos confirmaram algo importante sobre buracos negros em nova observação; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-confirmaram-algo-importante-sobre-buracos-negros-em-nova-observacao-1763894275194_320.png" alt="Astrônomos confirmaram algo importante sobre buracos negros em nova observação; confira"></a></article></aside><p>Recentemente, uma observação inédita de um par de buracos negros supermassivos muito próximos pode oferecer novas pistas para resolver esse problema. <strong>Esse sistema fornece evidências de que mecanismos adicionais de dissipação de energia podem atuar de forma mais eficiente do que previsto.</strong> A detecção de um par em estágio avançado de colisão sugere que a transição para o regime dominado por ondas gravitacionais pode ocorrer de maneira natural. Caso confirmado, essa evidência poderá resolver um dos problemas mais conhecidos da Astrofísica.</p><h2>Fusão de buracos negros</h2><p>A fusão de buracos negros é um dos processos mais energéticos do Universo, ocorrendo quando dois objetos orbitam entre si até colidirem e formarem um único buraco negro. <strong>Durante esse processo, o sistema perde energia orbital principalmente por meio da emissão de ondas gravitacionais. </strong>A fase final da fusão é seguida por um estágio de relaxamento que tem uma marca nas ondas gravitacionais. Esse comportamento é observado por detecções diretas realizadas por observatórios como o LIGO. </p><div class="texto-destacado">As ondas gravitacionais são perturbações no espaço-tempo que se propagam à velocidade da luz, carregando informação sobre a massa, rotação e dinâmica do sistema.</div><p>As fusões de buracos negros estelares já foram detectadas em múltiplos eventos, fornecendo provas da existência e das propriedades desses sistemas binários.<strong> Em contraste, a fusão de buracos negros supermassivos ocorre em escalas muito maiores, geralmente associadas à colisão de galáxias. </strong>Esses eventos produzem ondas gravitacionais de baixa frequência, que ainda não são diretamente detectáveis pelos instrumentos atuais. </p><h2>Problema do parsec final</h2><p>Além disso, a fusão de buracos negros supermassivos tem um problema dentro da teoria chamado de o problema do parsec final. <strong>Esse problema diz que nos estágios iniciais, a perda de energia orbital ocorre de forma eficiente por meio de interações gravitacionais com estrelas e gás do ambiente. </strong>Esse processo reduz gradualmente a separação entre os dois objetos até escalas da ordem de 1 parsec. No entanto, ao atingir essa distância, a eficiência desses mecanismos diminui, pois há menos material disponível pra transportar momento angular.</p><p>Como consequência, o decaimento orbital pode desacelerar ou até estagnar. Esse cenário cria uma lacuna entre os estágios iniciais de aproximação e a fase final que é dominada por emissão de ondas gravitacionais. <strong>Isso sugere que muitos sistemas binários poderiam não evoluir até a fusão dentro da idade do Universo. </strong>Para resolver, diferentes mecanismos adicionais têm sido propostos, como a presença de gás denso ou interações com múltiplos corpos. A ausência de evidências de pares em estágios intermediários reforça essa incerteza. </p><h2>Nova descoberta</h2><p>Recentemente, essa história pode ter ganhado um novo capítulo após a detecção de um par de buracos negros supermassivos em estágio avançado de aproximação. Observações da galáxia Markarian 501 mostraram dois objetos massivos orbitando a distâncias pequenas. <strong>Utilizando dados de alta resolução em rádio coletados ao longo de 23 anos, pesquisadores identificaram a presença de dois jatos relativísticos. </strong>A análise temporal permitiu rastrear a evolução desses jatos, confirmando a dinâmica orbital do sistema. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/misterio-dos-buracos-negros-pode-estar-proximo-da-solucao-apos-descoberta-recente-1775939315303.png" data-image="lm9swsk4z3q5" alt="A descoberta de dois buracos negros supermassivos próximos mostra que a fusão é fisicamente possível e ajuda a responder questões fundamentais sobre sua evolução. Crédito: Britzen et al. 2026" title="A descoberta de dois buracos negros supermassivos próximos mostra que a fusão é fisicamente possível e ajuda a responder questões fundamentais sobre sua evolução. Crédito: Britzen et al. 2026"><figcaption>A descoberta de dois buracos negros supermassivos próximos mostra que a fusão é fisicamente possível e ajuda a responder questões fundamentais sobre sua evolução. Crédito: Britzen et al. 2026</figcaption></figure><p>Os jatos relativísticos distintos são evidências de que há dois buracos negros supermassivos nesse sistema. Com isso, essa é uma das primeiras evidências diretas de um par de buracos negros supermassivos prestes a se fundir. <strong>As observações indicam que os dois buracos negros supermassivos possuem um período de aproximadamente 121 dias. </strong>A proximidade implica uma rápida evolução orbital, com possibilidade de fusão em escalas de tempo da ordem de até 100 anos. </p><h2>Por que é importante?</h2><p>Essa observação de um par de buracos negros supermassivos em estágio final de fusão é importante para entender o problema do parsec final. <strong>Ela oferece uma possibilidade de entender como é o processo de emissão de ondas gravitacionais quando dois buracos negros supermassivos estão tão próximos.</strong> A confirmação observacional sugere que o decaimento orbital continua eficiente até separações muito pequenas. Dessa forma, a descoberta oferece evidências diretas de que a fusão completa desses sistemas é fisicamente possível.</p><p>Além disso, compreender a fusão de buracos negros supermassivos é essencial para explicar como esses objetos atingem massas tão grandes. <strong>Observações de sistemas em estágio avançado de fusão fornecem evidências desse mecanismo hierárquico.</strong> Isso também impacta a compreensão da evolução de galáxias, já que esses buracos negros estão ligados aos seus núcleos ativos. A detecção de pares próximos permite investigar como energia e momento são redistribuídos no ambiente galáctico. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Britzen et al. 2026 <a href="https://academic.oup.com/mnras/advance-article/doi/10.1093/mnras/stag291/8551337?login=false" target="_blank">Detection of a second jet within the nuclear core of Mrk 501</a> MNRAS</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/misterio-dos-buracos-negros-pode-estar-proximo-da-solucao-apos-descoberta-recente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 20:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 foram resultado de uma combinação complexa de fatores atmosféricos. Entenda por que não é possível afirmar que o evento se repetirá mesmo com um El Niño a caminho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul-1776011388278.png" data-image="9ap9y3buq4da" alt="Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, alagado no dia 7 de maio de 2024 Créditos: Reprodução/Wesley Santos/Reuters." title="Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, alagado no dia 7 de maio de 2024 Créditos: Reprodução/Wesley Santos/Reuters."><figcaption>Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, alagado no dia 7 de maio de 2024 Créditos: Reprodução/Wesley Santos/Reuters.</figcaption></figure><p>As <strong>enchentes históricas</strong> que atingiram o <strong>Rio Grande do Sul em maio de 2024</strong> ainda estão vivas na memória da população e, com elas, cresce a preocupação sobre a possibilidade de novos eventos extremos. Nos últimos meses, <strong>parte da mídia</strong> e das redes sociais têm tratado a hipótese de um <strong>“super El Niño”</strong> como uma certeza, frequentemente estabelecendo uma <strong>relação direta</strong> e simplificada com a <strong>repetição de chuvas</strong> extremas no Sul do Brasil. Mas <strong>até que ponto essa relação é válida?</strong></p><div class="texto-destacado">Embora o desenvolvimento de um novo episódio de El Niño de fato esteja a caminho, sendo provavelmente um episódio forte, a ocorrência de um “super El Niño” ainda é incerta. </div><p>E o mais importante: o <strong>evento</strong> <strong>extremo de</strong> <strong>2024</strong> <strong>não pode ser explicad</strong><strong>o por</strong> <strong>um único fator. </strong>Ele resultou de uma combinação complexa de condições atmosféricas em diferentes escalas, incluindo padrões regionais e de grande escala que atuaram de forma conjunta. </p><p>Simplificar esse tipo de evento e associá-lo diretamente a previsões ainda incertas não apenas distorce a compreensão científica, como também contribui para a disseminação de medo desnecessário. A seguir, <strong>entenda</strong> os <strong>fatores</strong><strong> que levaram ao evento</strong> histórico de chuvas sobre o Rio Grande do Sul em maio de 2024 e <strong>o que sabemos até agora </strong>sobre a formação do <strong>El Niñ</strong><strong>o.</strong></p><h2>O que ocorreu em maio de 2024? </h2><p>As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024 configuraram <strong>um dos maiores desastres climáticos da história do Brasil</strong>. Segundo a Defesa Civil, mais de<strong> 96% dos municípios</strong> do estado foram afetados (478 cidades), impactando cerca de<strong> 2,4 milhões de pessoas. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul-1776011503820.png" data-image="i0waygkmgsa8" alt="Símbolo do evento: o cavalo Caramelo ficou 4 dias ilhado em um telhado em Canoas/RS. Créditos: Reprodução/TV Globo." title="Símbolo do evento: o cavalo Caramelo ficou 4 dias ilhado em um telhado em Canoas/RS. Créditos: Reprodução/TV Globo."><figcaption>Símbolo do evento: o cavalo Caramelo ficou 4 dias ilhado em um telhado em Canoas/RS. Créditos: Reprodução/TV Globo.</figcaption></figure><p>O evento deixou <strong>183 mortos</strong>, 27 desaparecidos e mais de 800 feridos, além de causar <strong>destruição generalizada </strong>de casas, estradas e pontes. A gravidade foi tamanha que o episódio foi classificado como<strong> sem precedentes</strong> pelo relatório “O estado do clima na América Latina e Caribe 2024”, publicado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em 2025.</p><h2>Quais fatores levaram a este evento sem precedentes?</h2><p>O<strong> contexto climático </strong>daquele período ajuda a entender por que o evento foi tão extremo. Maio de <strong>2024</strong> ocorreu em meio ao<strong> ano mais quente já registrado</strong> globalmente, sendo o <strong>nono mês consecutivo</strong> com <strong>anomalias</strong> temperaturas <strong>acima de 1,5°C</strong> em relação aos níveis pré-industriais, além de<strong> níveis recordes</strong> de<strong> vapor d’água na atmosfera</strong>, combustível essencial para chuvas intensas.</p><p>O<strong> El Niño de 2023/24</strong> <strong>estava em processo de enfraquecimento</strong> desde abril, com seu último trimestre ativo em abril-maio-junho, o que reforça que ele não foi o único ou principal fator responsável pelo desastre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul-1776011615792.png" data-image="krcq09qt3y7n" alt="Anomalias mensais globais de temperatura do ar, de acordo com dados ERA5, com destaque para o ano de 2024 em amarelo. Créitos: ECMWF." title="Anomalias mensais globais de temperatura do ar, de acordo com dados ERA5, com destaque para o ano de 2024 em amarelo. Créitos: ECMWF."><figcaption>Anomalias mensais globais de temperatura do ar, de acordo com dados ERA5, com destaque para o ano de 2024 em amarelo. Créitos: ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Estudos</strong> indicam que o <strong>gatilho</strong> mais importante ocorreu em <strong>escala global</strong>: o <strong>aquecimento</strong> anômalo do oceano <strong>Índico</strong> gerou um<strong> padrão de onda</strong>s na atmosfera que se propagou até a América do Sul (<strong>teleconexão</strong>). Esse padrão favoreceu a formação de um <strong>bloqueio atmosférico </strong>persistente, com uma área de alta pressão sobre o centro do <strong>Brasil</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul-1776011637098.png" data-image="w8bad6fvwtf5" alt="Contexto do evento na escala global: formação de um padrão de teleconexão (esquerda) e padrão observado em 2024. Créditos: Adaptado de Reboita et al. (2024)." title="Contexto do evento na escala global: formação de um padrão de teleconexão (esquerda) e padrão observado em 2024. Créditos: Adaptado de Reboita et al. (2024)."><figcaption>Contexto do evento na escala global: formação de um padrão de teleconexão (esquerda) e padrão observado em 2024. Créditos: Adaptado de Reboita et al. (2024).</figcaption></figure><p>Esse <strong>bloqueio</strong> teve um papel duplo: de um lado, manteve o tempo seco e quente em grande parte do país (onda de calor) e <strong>impediu os sistemas</strong> <strong>de avançarem </strong>da região Sul para latitudes mais baixas. De outro, <strong>reorganizou</strong> a <strong>circulação atmosférica</strong> de forma a concentrar os efeitos no Sul: <strong>fortaleceu</strong> os ventos em altitude e criou <strong>condições favoráveis à subida contínua de ar </strong>sobre o<strong> Rio Grande do Sul.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul-1776011659359.png" data-image="pm106klv2igu" alt="Escala sinótica do evento mostrando anomalias de precipitação, cartas sinóticas e satélite com linhas de corrente em altos níveis (Créditos: Da Rocha, Reboita e Crespo, 2024), e imagens de satélite, anomalias/TSM observada no Atlântico Sul e anomalias da divergência do fluxo de umidade verticalmente integrado (Reboita et al., 2024)." title="Escala sinótica do evento mostrando anomalias de precipitação, cartas sinóticas e satélite com linhas de corrente em altos níveis (Créditos: Da Rocha, Reboita e Crespo, 2024), e imagens de satélite, anomalias/TSM observada no Atlântico Sul e anomalias da divergência do fluxo de umidade verticalmente integrado (Reboita et al., 2024)."><figcaption>Escala sinótica do evento mostrando anomalias de precipitação, cartas sinóticas e satélite com linhas de corrente em altos níveis (Créditos: Da Rocha, Reboita e Crespo, 2024), e imagens de satélite, anomalias/TSM observada no Atlântico Sul e anomalias da divergência do fluxo de umidade verticalmente integrado (Reboita et al., 2024).</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, o<strong> jato de baixos níveis</strong> transportava <strong>calor</strong> e <strong>umidade</strong> da Amazônia de forma persistente em direção ao estado, enquanto a<strong> </strong>passagem de <strong>sistemas meteorológicos</strong><strong> </strong>eram fortalecidos por essa dinâmica. Com <strong>circulação</strong> <strong>acoplada</strong> entre<strong> baixos e altos níveis</strong>, o resultado foi um ambiente altamente <strong>eficiente</strong> na <strong>produção</strong> de <strong>precipitação</strong>.</p><p>O resultado foi uma <strong>sequência de episódios de chuvas torrenciais</strong> e <strong>persistentes</strong>, com acumulados que<strong> ultrapassaram 800 mm</strong> em algumas regiões. Os impactos foram agravados por fatores locais, como o <strong>relevo</strong>, o <strong>solo</strong> já <strong>saturado</strong> e <strong>vulnerabilidades</strong> <strong>estruturais</strong>, ampliando significativamente a magnitude do desastre.</p><h2>Podemos afirmar que isso vai se repetir baseado na previsão de Super El Niño?</h2><p><strong>De forma direta: não há base científica para afirmar</strong> que um evento como o de 2024 <strong>vai se repetir</strong> <strong>apenas</strong> com base na previsão de um<strong> El Niño</strong>, ainda mais que um “super El Niño” ainda é incerto. </p><p>Quando consideramos a <strong>média dos modelos climáticos</strong>, há confiança em dizer que um <strong>El Niño forte </strong>é cada vez mais <strong>provável</strong>, mas ainda<strong> não há base</strong> <strong>sólida</strong> para <strong>afirmar</strong> que um<strong> evento histórico</strong> irá se concretizar - mesmo que alguns modelos individuais projetem esse cenário, previsões isoladas não são suficientes para prever um Super El Niño.</p><div class="texto-destacado">O desastre no Rio Grande do Sul resultou de uma combinação de fatores em múltiplas escalas, e não de uma única causa, somada à vulnerabilidade estrutural das cidades frente a eventos cada vez mais intensos.</div><p>Isso <strong>não significa</strong> que<strong> eventos extremos</strong> estejam <strong>descartados</strong>. O El Niño pode favorecer extremos, mas não determina, por si só, a ocorrência de episódios históricos como o de 2024.</p><h3><em>Referências da Notícia</em></h3><p><a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-brasil-teve-tres-eventos-climaticos-extremos-sem-precedentes-em-2024-segundo-relatorio-recente-da-omm.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">O Brasil teve três eventos climáticos extremos sem precedentes em 2024, segundo relatório recente da OMM</a>, publicado em 16/04/2025 por Metered/Tempo.com. </p><p>Reboita, M.S.; Mattos, E.V.; Capucin, B.C.; Souza, D.O.d.; Ferreira, G.W.d.S. <a href="https://doi.org/10.3390/atmos15091123">A Multi-Scale Analysis of the Extreme Precipitation in Southern Brazil in April/May 2024</a>. Atmosphere 2024, 15, 1123. </p><p>Rocha RP, Reboita MS, Crespo NM. <a href="https://www.researchgate.net/publication/381653969_Analise_do_evento_extremo_de_precipitacao_ocorrido_no_Rio_Grande_do_Sul_entre_abril_e_maio_de_2024_Analysis_of_the_extreme_precipitation_event_that_occurred_in_Rio_Grande_do_Sul_between_april_and_may_" target="_blank">Análise do evento extremo de precipitação ocorrido no Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024</a>. J Health NPEPS. 2024; 9(1):e12603.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aumento das temperaturas e frente fria definem o tempo na próxima semana; veja as áreas em destaque]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/aumento-das-temperaturas-e-frente-fria-definem-o-tempo-na-proxima-semana-veja-as-areas-em-destaque.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 19:12:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Semana será marcada por condições meteorológicas muito diferentes: Enquanto alguns estados registram calor intenso de verão, outros registram uma frente fria com chuvas intensas. Confira abaixo quais estados serão afetados.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-neste-domingo-12-veja-o-que-esperar.html" target="_blank">Nova frente fria chega ao Brasil neste domingo</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aumento-das-temperaturas-e-frente-fria-definem-o-tempo-na-proxima-semana-veja-as-areas-em-destaque-1776013871407.jpg" data-image="9l4rsfp5f4de" alt="Fotografia de tempestade à esquerda e céu ensolarado à direita." title="Fotografia de tempestade à esquerda e céu ensolarado à direita."><figcaption>Semana será marcada por um calor intenso de verão em alguns estados, enquanto outros registram uma frente fria com tempestades e chuvas significativas.</figcaption></figure><p>Os últimos dias foram marcados, no centro-sul do Brasil, pelo avanço de uma <strong>massa de ar frio</strong> que fez as temperaturas caírem de maneira considerável no Sul e no Sudeste do país. <strong>Geadas se formaram na Serra Catarinense</strong>, onde as temperaturas, em estações não-oficiais, chegaram a até <strong>3,3°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Nos próximos dias, as temperaturas mínimas continuam atingindo patamares baixos especialmente na região Sudeste - sendo que, nos arredores da Serra da Mantiqueira, há previsão de temperaturas muito baixas e possibilidade de GEADAS pontuais.</div><p>Apesar disso, neste final de semana, a região sul já esteve registrando um <strong>leve aumento nas temperaturas</strong> - sinalizando uma tendência de aquecimento que deve continuar ao longo dos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aumento-das-temperaturas-e-frente-fria-definem-o-tempo-na-proxima-semana-veja-as-areas-em-destaque-1776013941641.jpg" data-image="ecc0glqt44vc" alt="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira de manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira de manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira de manhã mostra que haverá temperaturas baixíssimas na Serra da Mantiqueira, com possibilidade de formação de geadas pontuais.</figcaption></figure><p>Embora as <strong>temperaturas mínimas continuem relativamente baixa</strong>s ao longo da semana (<em>elas começam a subir gradativamente apenas a partir da sexta-feira</em>), as <strong>temperaturas máximas durante a tarde tendem a aumentar </strong>na porção central do país, atingindo valores altos.</p><h2>Temperaturas máximas aumentam nos próximos dias</h2><p>Numa região que compreende grande parte do estado de São Paulo e de Goiás, o Alto Paranaíba de Minas Gerais e o oeste do Mato Grosso do Sul, as <strong>temperaturas durante a tarde vão aumentar de maneira significativa</strong> durante esta semana. </p><p>Ao total, os termômetros podem chegar a <strong>até 38°C</strong> na sexta-feira, como podemos observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aumento-das-temperaturas-e-frente-fria-definem-o-tempo-na-proxima-semana-veja-as-areas-em-destaque-1776013978981.jpg" data-image="h0c9qhsszi6y" alt="Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira de tarde." title="Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira mostra que os termômetros podem chegar a até 38°C entre SP, MG, MS e GO, com um aumento gradual das temperaturas ao longo da semana.</figcaption></figure><p>Isso significa que a semana será marcada por um <strong>gradiente muito alto de temperaturas</strong>, especialmente na <strong>região Sudeste</strong> do Brasil: Durante a madrugada e a manhã serão registradas temperaturas baixíssimas de inverno, e durante a tarde um calor escaldante de verão.</p><h2>Frente fria atinge a região Sul</h2><p>Enquanto isso, na quinta-feira (16) um <strong>novo ciclone se formará</strong> entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e o norte da Argentina. Sua <strong>frente fria associada avançará pelo sul do Brasil</strong>, causando novamente pancadas de chuva sobre os estados da região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aumento-das-temperaturas-e-frente-fria-definem-o-tempo-na-proxima-semana-veja-as-areas-em-destaque-1776014027969.jpg" data-image="47jbnxfmnb6c" alt="Previsão de pressão, nebulosidade, ventos e chuva na quinta-feira ao meio-dia." title="Previsão de pressão, nebulosidade, ventos e chuva na quinta-feira ao meio-dia."><figcaption>Previsão de pressão, nebulosidade, ventos e chuva na quinta-feira ao meio-dia mostra a formação de um ciclone, com sua frente fria causando chuvas sobre estados da região Sul (especialmente RS).</figcaption></figure><p>Os<strong> maiores acumulados</strong> esperados ocorrem justamente <strong>na quinta-feira</strong> e atingem especialmente o Rio Grande do Sul e o extremo o oeste de Santa Catarina e do Paraná, sendo que <strong>chuvas mais fracas</strong> podem continuar sendo registradas pontualmente em toda a região Sul na sexta-feira (17).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os acumulados podem girar<strong> em torno dos 50 mm de chuva, </strong>causando pequenos transtornos como alagamentos, mas <strong>não</strong> há previsão de que este sistema frontal traga acumulados extremos de chuva e/ou grandes transtornos para a população gaúcha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/aumento-das-temperaturas-e-frente-fria-definem-o-tempo-na-proxima-semana-veja-as-areas-em-destaque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana começa com frente fria e ar frio no centro-sul e alertas de chuva no Norte e Nordeste; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/semana-comeca-com-frente-fria-e-ar-frio-no-centro-sul-e-alertas-de-chuva-no-norte-e-nordeste-confira.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 17:59:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana começa com a presença de uma frente fria e de ar frio no centro-sul do Brasil deixando as temperaturas amenas. No Norte e Nordeste, a presença de umidade dispara alertas para chuva.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/a-primeira-previsao-da-temporada-de-furacoes-2026-para-a-bacia-do-atlantico-publicada-pela-csu.html" target="_blank">A primeira previsão da temporada de furacões 2026 para a bacia do Atlântico, publicada pela CSU</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5c082"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5c082.jpg" id="xa5c082"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O começo da semana contará com <strong>tempo instável</strong> em várias localidades do <strong>Brasil</strong>. Começando pelo centro-sul, onde há a presença de uma <strong>frente fria</strong>, que provoca <strong>chuvas isoladas</strong> na região, além do <strong>ar frio</strong>, que deixa as temperaturas um pouco mais baixas durante as manhãs.</p><p>Na outra ponta do Brasil, sobre as regiões <strong>Norte</strong> e <strong>Nordeste</strong>, a previsão é de <strong>chuvas </strong>ao longo desta segunda-feira (13) e terça-feira (14). A <strong>Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)</strong> segue atuando com intensidade no transporte de <strong>umidade</strong> para as duas regiões. Com a grande presença de <strong>vapor d’água</strong>, há maior facilidade na formação de <strong>nuvens carregadas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Nos últimos dias, o <strong>Norte</strong> e o <strong>Nordeste</strong> vêm recebendo <strong>volumes elevados de chuva</strong>, e esse cenário continua neste <strong>início de semana</strong>. Há <strong>alertas para a região</strong> devido ao <strong>potencial para chuvas intensas</strong> nos próximos dias. Confira a seguir a <strong>previsão do tempo</strong> para o início da semana em todo o <strong>Brasil</strong>.</p><h2>Ar frio deixa manhãs mais frias no centro-sul</h2><p>A presença do <strong>ar frio</strong> continua sobre o <strong>centro-sul do Brasil</strong> neste início de semana. As <strong>manhãs terão temperaturas mais baixas</strong>, se estendendo desde o norte do Rio Grande do Sul até a região central de Minas Gerais. Há <strong>baixíssimo risco de geadas</strong> nos próximos dias, contudo, nas <strong>regiões mais altas da Serra da Mantiqueira</strong>, elas podem ser registradas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-comeca-com-frente-fria-e-ar-frio-no-centro-sul-e-alertas-de-chuva-no-norte-e-nordeste-confira-1776003696942.jpg" data-image="12m4014ib4g2" alt="Temperatura mínima prevista para esta segunda-feira (13)." title="Temperatura mínima prevista para esta segunda-feira (13)."><figcaption>Temperatura mínima prevista para esta segunda-feira (13), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>O amanhecer desta segunda-feira (13) será marcado por <strong>mínimas entre 11°C e 16°C</strong> na <strong>Serra Gaúcha</strong> e <strong>Serra Catarinense</strong>, além do <strong>leste e oeste de Santa Catarina</strong> e do <strong>centro-leste do Paraná</strong>. Nas demais cidades da <strong>Região Sul</strong>, as mínimas variam entre <strong>17°C e 21°C</strong>. Já na terça-feira (14), as <strong>mínimas serão mais elevadas</strong>, variando entre <strong>13°C e 22°C</strong> em todo o <strong>Sul do Brasil</strong>.</p><div class="texto-destacado">No Sudeste, a expectativa é de temperaturas amenas no amanhecer desta segunda-feira (13), com frio mais intenso nas áreas de serra de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.</div><p>As <strong>temperaturas</strong> nesta região apresentam grande variação: no <strong>centro-leste de São Paulo</strong> (inclusive na capital) e em <strong>Minas Gerais</strong>, os termômetros ficam entre <strong>15°C e 18°C</strong>. Já nas cidades paulistas próximas à <strong>Serra da Mantiqueira</strong> e no <strong>sul de Minas</strong>, o amanhecer será mais frio, com temperaturas entre <strong>7°C e 14°C</strong>. Na <strong>Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>, os termômetros ficam próximos de <strong>13°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-comeca-com-frente-fria-e-ar-frio-no-centro-sul-e-alertas-de-chuva-no-norte-e-nordeste-confira-1776003681092.jpg" data-image="aq5wh6yf2igu" alt="Temperatura mínima prevista para a tarde desta terça-feira (14)." title="Temperatura mínima prevista para a tarde desta terça-feira (14)."><figcaption>Temperatura mínima prevista para a tarde desta terça-feira (14), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Contudo, com o passar das horas e a chegada da <strong>tarde</strong>, o frio perde intensidade. Na <strong>segunda (13)</strong> e <strong>terça-feira (14)</strong>, as temperaturas podem chegar a <strong>32°C</strong> no <strong>noroeste do Paraná</strong>, enquanto nos demais municípios da <strong>Região Sul</strong>, os termômetros variam entre <strong>22°C e 28°C</strong>.</p><p>No <strong>Sudeste do Brasil</strong>, as <strong>temperaturas mais baixas</strong> ficam concentradas no leste da região, enquanto no <strong>oeste paulista</strong>, <strong>Triângulo Mineiro</strong> e <strong>Alto Paranaíba</strong>, os termômetros <strong>superam os 32°C</strong>. Já no <strong>leste do Sudeste</strong>, as temperaturas variam entre <strong>23°C e 27°C</strong>.</p><h2>Frente fria no centro-sul e alertas de chuva no Norte e Nordeste</h2><p>A semana começa com a presença de uma <strong>frente fria</strong>, que influencia o <strong>tempo no centro-sul do Brasil</strong>. O <strong>sistema frontal</strong>, apesar de sua <strong>fraca intensidade</strong>, favorece a formação de <strong>nuvens</strong> sobre áreas do <strong>Sul</strong>, <strong>Sudeste</strong> e parte do <strong>Centro-Oeste</strong>, deixando o <strong>tempo parcialmente nublado</strong> e com <strong>chuvas leves e isoladas</strong> nesta <strong>segunda-feira (13)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-comeca-com-frente-fria-e-ar-frio-no-centro-sul-e-alertas-de-chuva-no-norte-e-nordeste-confira-1776003720375.jpg" data-image="d6t6t0ou9b7z" alt="Mapa de chuva para a tarde desta segunda-feira (13)." title="Mapa de chuva para a tarde desta segunda-feira (13)."><figcaption>Mapa de chuva para a tarde desta segunda-feira (13). A previsão é de chuvas mais fortes na faixa litorânea entre o AP e RN.</figcaption></figure><p>Na terça-feira (14), novas <strong>instabilidades</strong> surgem sobre o <strong>sul do Rio Grande do Sul</strong>, deixando a região em <strong>alerta para chuvas intensas e temporais</strong>. Nos demais estados, o <strong>tempo segue parcialmente nublado</strong>, com o <strong>sol aparecendo com maior frequência</strong> ao longo do dia.</p><div class="texto-destacado">A ZCIT encontra-se ativa e deslocada, influenciando o tempo nos estados da Região Norte e no norte do Nordeste do Brasil. O tempo permanece carregado neste início de semana, com alertas para chuvas intensas.</div><p>Há pouca diferença entre a previsão de segunda (13) e terça-feira (14), uma vez que as <strong>áreas afetadas permanecem praticamente as mesmas</strong>. As <strong>chuvas mais fortes</strong> devem ocorrer em <strong>Rondônia</strong>, interior do <strong>Amazonas</strong>, <strong>Acre</strong>, além da extensa faixa entre o <strong>litoral do Amapá</strong> e <strong>Pernambuco</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-comeca-com-frente-fria-e-ar-frio-no-centro-sul-e-alertas-de-chuva-no-norte-e-nordeste-confira-1776003731082.jpg" data-image="qzhbyprn6f6g" alt="Precipitação acumulada até o final da noite de terça-feira (14)." title="Precipitação acumulada até o final da noite de terça-feira (14)."><figcaption>Precipitação acumulada até o final da noite de terça-feira (14).</figcaption></figure><p>A <strong>precipitação</strong> pode vir acompanhada de <strong>trovoadas</strong> e <strong>descargas elétricas</strong>, o que acende o alerta para transtornos na região. Os <strong>volumes acumulados</strong> até o final da <strong>tarde de terça-feira (14)</strong> são elevados, variando entre <strong>38 mm e 87 mm</strong> em capitais como Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Macapá (AP) e Manaus (AM).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/semana-comeca-com-frente-fria-e-ar-frio-no-centro-sul-e-alertas-de-chuva-no-norte-e-nordeste-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cada vez mais navios estão a perder a sua posição em alto mar sem qualquer explicação aparente. Por detrás disto está uma guerra invisível baseada em interferências eletrônicas que ameaçam a navegação global e a segurança marítima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-el-gps-falla-en-alta-mar-la-guerra-invisible-que-hace-que-los-barcos-no-sepan-donde-estan-1775154850466.jpeg" data-image="wqkqketnuqj1"><figcaption>O sistema GPS é fundamental para a navegação marítima moderna.</figcaption></figure><p>Durante décadas, <strong>o GPS tem sido a espinha dorsal da navegação moderna, desde os grandes navios mercantes às pequenas embarcações</strong>: todos os navios dependem desta tecnologia para saberem onde estão e para onde vão.</p><p>No entanto, nos últimos anos, surgiu um problema preocupante: por vezes, os navios <strong>perdem a sua posição no meio do oceano ou aparecem em sítios onde nunca estiveram antes</strong>. Não se trata de uma falha técnica pontual, mas sim do resultado de uma nova forma de conflito conhecida como guerra eletrônica.</p><h2>Como é que o GPS funciona e porque é que pode falhar?</h2><p>O Sistema de Posicionamento Global <strong>funciona graças a uma rede de satélites que enviam sinais para a Terra</strong> e os receptores, como os que se encontram nos navios, calculam a sua posição medindo o tempo que esses sinais demoram a chegar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Estrecho de Ormuz<br>La tripulación de un barco chino revela que los buques cerca del Estrecho de Ormuz sufren una pérdida total de la señal GPS e incluso sus relojes a bordo funcionan a velocidades extremadamente altas.<br>Hay jamming masivo de GPS en el Estrecho de Ormuz <a href="https://t.co/M5JRF9J23C">pic.twitter.com/M5JRF9J23C</a></p> Koldo Gorriz (@KoldoGorriz) <a href="https://twitter.com/KoldoGorriz/status/2031195628194173009?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O problema é que estes sinais são extremamente fracos quando atingem a superfície da Terra</strong>. E isso torna-os vulneráveis. Qualquer interferência suficientemente forte pode bloquear ou distorcer o sinal.</p><h3>Jamming e spoofing: os dois lados do problema</h3><p>Os especialistas distinguem dois tipos principais de interferência: o <strong>Jamming (bloqueio do sinal) e o Spoofing (falsificação do sinal)</strong>.</p><p>Por um lado, <strong>o Jamming consiste na emissão de sinais que anulam o GPS</strong>, deixando a embarcação sem referência de posição, o que faz com que o sistema deixe de funcionar e a embarcação fique “cega” em termos de navegação.</p><p>O <strong>Spoofing, por outro lado, é mais sofisticado e perigoso, pois são enviados sinais falsos </strong>que enganam o sistema GPS, levando-o a pensar que o barco está noutra posição.</p><ul> </ul><h2> Uma guerra que não se vê, mas que se sente </h2><p>Isto não acontece por acaso, mas concentra-se em regiões com tensões geopolíticas ou de elevado valor estratégico. Em todas elas, o empastelamento faz parte de estratégias militares para <strong>confundir o inimigo, proteger ou controlar o espaço marítimo</strong>.</p><p><strong>A guerra eletrônica não deixa vestígios visíveis como as armas convencionais</strong>, mas os seus efeitos são igualmente reais, porque se diz sempre entre os marinheiros que um navio que não sabe onde está é um navio vulnerável.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">GPS problems are hitting ships hard!<br>Marlink says reported GNSS interference incidents rose by more than 50% in March. This includes jamming and spoofing, which can disrupt or even fake a ships position.<br><br>These events are no longer isolated and are becoming a regular risk along <a href="https://t.co/7thFCxpKty">pic.twitter.com/7thFCxpKty</a></p>— The Maritime (@themaritimenet) <a href="https://twitter.com/themaritimenet/status/2037280935893491918?ref_src=twsrc%5Etfw">March 26, 2026</a></blockquote></figure><p>E num mundo em que o comércio global depende do transporte marítimo, <strong>essas interferências representam um risco crescent</strong><strong>e</strong> e são utilizadas como arma de guerra ou, pelo menos, como fonte de insegurança.</p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo com 41 anos de dados mostra que rios próximos ao polo industrial de Barcarena e Abaetetuba mantêm características amazônicas, mas já exibem fósforo em excesso, queda no oxigênio dissolvido e metais sob vigilância mais rígida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para-1775519046758.jpg" data-image="z8yz0drme81i" alt="Chuva, rio, amazonas" title="Chuva, rio, amazonas"><figcaption>Curso de água típico da Amazônia, onde fatores naturais e atividades humanas começam a interagir na qualidade da água.</figcaption></figure><p>Os rios da região de Barcarena e Abaetetuba, no Pará, continuam com a cara típica da Amazônia úmida: água quente, levemente ácida e fortemente influenciada pela chuva. Mas <strong>um estudo publicado na <em>Scientific Reports</em> mostra que esse retrato natural já convive com sinais claros de pressão humana, sobretudo no fósforo</strong>, no oxigênio dissolvido e em alguns metais que pedem vigilância constante. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho reuniu 41 anos de dados, de 1980 a 2021, para montar a primeira linha de base ambiental de longo prazo dessa área próxima ao polo industrial. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso importa porque, <strong>sem uma referência histórica sólida, fica muito mais difícil separar o que é variação natural dos rios amazônicos </strong>do que já é efeito acumulado de esgoto, urbanização e atividade industrial.</p><h2>Água amazônica, mas com sinais de desgaste</h2><p>Em vários aspectos, o comportamento da água ainda é o esperado para grandes rios da Amazônia oriental. <strong>A temperatura ficou perto de 29 °C, o pH médio foi de 6,8 e os sólidos dissolvidos permaneceram baixos, o que confirma um sistema diluído e fortemente renovado</strong> pelas vazões elevadas. Ao mesmo tempo, a área estudada combina crescimento urbano, pouca coleta e tratamento de esgoto e forte expansão industrial, um pano de fundo que ajuda a explicar por que alguns sinais de desgaste aparecem com força.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para-1775519500036.jpg" data-image="lxv4i9q2vt4z" alt="Orla, Pará, Barcarena" title="Orla, Pará, Barcarena"><figcaption>Orla urbana de Barcarena (PA), onde a expansão da cidade se conecta diretamente com os rios amazônicos da região.</figcaption></figure><p>O dado que mais chama atenção nessa parte do estudo é a queda do oxigênio dissolvido ao longo do tempo. <strong>A média ainda ficou acima do mínimo legal, mas episódios de hipóxia, quando o oxigênio cai para níveis muito baixos</strong>, se tornaram mais frequentes na última década. Em linguagem simples, isso indica que o rio ainda respira, mas está fazendo mais esforço para lidar com a carga org��nica lançada no sistema. </p><h2>Fósforo sobe e a pressão urbana aparece </h2><p>Se há um elemento que resume o alerta do estudo, ele é o fósforo. <strong>A concentração de fósforo total ficou acima do limite para água doce e mostrou aumento ao longo da série histórica. </strong>O trabalho também encontrou uma relação nitrogênio/fósforo muito baixa, sinal de que o sistema está recebendo fósforo demais em comparação com outros nutrientes. </p><div class="texto-destacado">Em regiões tropicais, isso pode favorecer desequilíbrios na qualidade da água e reduzir a capacidade natural de recuperação dos rios.</div><p>Os autores destrincharam de onde vem essa pressão e o peso maior recai sobre fontes humanas:</p><ul> <li><strong>o esgoto doméstico respondeu por 40% da carga de fósforo estimada; </strong></li> <li>o escoamento do solo contribuiu com 14%; </li> <li><strong>a drenagem urbana respondeu por 10%, reforçando o papel da expansão das cidades. </strong></li> </ul><p>O problema fica mais claro quando se olha a infraestrutura local. <strong>O próprio artigo destaca que o tratamento de esgoto segue baixo na região, abaixo de 15% em parte do sistema analisado</strong>, ao mesmo tempo em que Barcarena e Abaetetuba passaram por crescimento populacional e expansão econômica nas últimas décadas. O resultado é um rio que recebe mais carga do que consegue assimilar com segurança.</p><h2>Metais exigem leitura mais cuidadosa </h2><p>Nem todo metal encontrado no estudo aponta automaticamente para poluição industrial recente.<strong> Ferro e alumínio, por exemplo, aparecem em níveis altos também por causa da geologia local</strong>, ligada à Formação Barreiras e aos solos muito lixiviados da região. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ainda assim, ambos superaram limites legais em parte da série, embora tenham mostrado tendência de queda, o que sugere melhora gradual ou menor mobilização desses materiais ao longo do tempo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O maior cuidado, segundo os autores, deve ficar com cádmio, chumbo e mercúrio. <strong>O cádmio permaneceu muito perto do limite legal, e o mercúrio também se aproximou do valor de referência para esse tipo de água</strong>. Além disso, o estudo mostra que a alcalinidade é baixa, o que reduz a capacidade de neutralizar alterações químicas no sistema. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749306" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/parada-ha-mais-dez-dias-busca-por-petroleo-na-foz-do-amazonas-segue-sem-previsao-de-retorno.html" title="Parada há mais dez dias, busca por petróleo na Foz do Amazonas segue sem previsão de retorno">Parada há mais dez dias, busca por petróleo na Foz do Amazonas segue sem previsão de retorno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/parada-ha-mais-dez-dias-busca-por-petroleo-na-foz-do-amazonas-segue-sem-previsao-de-retorno.html" title="Parada há mais dez dias, busca por petróleo na Foz do Amazonas segue sem previsão de retorno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parada-ha-mais-dez-dias-busca-por-petroleo-na-foz-do-amazonas-segue-sem-previsao-de-retorno-1768516680747_320.jpg" alt="Parada há mais dez dias, busca por petróleo na Foz do Amazonas segue sem previsão de retorno"></a></article></aside><p>Na prática, isso significa que esses rios não são apenas importantes: eles também são sensíveis.<strong> E, perto de um polo industrial, essa combinação transforma monitoramento contínuo em obrigação, não em detalhe técnico.</strong></p><h3><strong><em>Referência da notícia<br></em></strong></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-44852-3" target="_blank">Environmental background in Amazonian rivers near the industrial pole, northern Brazil</a>. 3 de abril, 2026. Rollnic, M., Noriega, C., Monteiro, S. et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que fazer com as crianças em São Paulo: 5 unidades do Sesc que valem a visita]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-que-fazer-com-criancas-em-sao-paulo-5-unidades-do-sesc-que-valem-a-visita.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Os Sescs SP são sempre ótimas opções de passeios para a família com crianças, oferecendo várias atividades como contação de histórias, oficinas, peças teatrais, espaços de brincar e muito mais. Descubra 5 unidades na capital paulista que valem a pena uma visita!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-fazer-com-criancas-em-sao-paulo-5-unidades-do-sesc-que-valem-a-visita-1775914501807.jpg" data-image="g3andpqdyqw1"><figcaption>Imagem aérea do Sesc Interlagos, que fica às margens da Represa Billings. Foto: CPA.</figcaption></figure><p>O<strong> Sesc (Serviço Social do Comércio)</strong> é uma<strong> instituição privada</strong> brasileira que tem como objetivo <strong>promover o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio</strong>, seus familiares e da sociedade, oferecendo serviços a custos bem acessíveis ou até mesmo gratuitos nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e assistência.</p><p>As<strong> unidades do Sesc na capital São Paulo </strong>oferecem<strong> várias atividades divertidas para as crianças</strong>, como espaços de brincar, oficinas artísticas, circo, bibliotecas e áreas aquáticas. São uma boa opção para passar um tempo de lazer com a família.</p><p>Vamos te apresentar aqui <strong>5 unidades na capital paulista que valem a pena uma visita para se divertir com a criançada</strong>, mas antes disso, vale destacar uma coisa importante. <strong>Para ter acesso às unidades, você precisa da Credencial Sesc</strong>, que é um passaporte de acesso destinado a trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus familiares, sendo válido em todo o território nacional e que dá descontos especiais e acesso facilitado. Contudo, <strong>algumas atividades (mas não todas) são abertas ao público em geral</strong>, oferecidas na Categoria Atividades; os serviços oferecidos neste caso dependem do Estado de emissão.</p><h2>5 unidades Sesc para visitar na capital paulista</h2><p>Áreas verdes, parque aquático e quadras esportivas são algumas das atrações que estas unidades oferecem para a criança. Saiba mais abaixo.</p><h3>Sesc Interlagos</h3><p>O Sesc Interlagos fica na Zona Sul da capital e oferece um<strong> amplo parque com atrações em meio à natureza</strong>, como<strong> horta agroecológica</strong>, <strong>trilhas </strong>para caminhada, viveiro com espécies da Mata Atlântica e jardins educativos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-fazer-com-criancas-em-sao-paulo-5-unidades-do-sesc-que-valem-a-visita-1775914577908.jpg" data-image="dvt6oav2vbdr"><figcaption>Entre as atividades do enorme complexo do Sesc Interlagos, um jacaré com mais de 30 metros de comprimento pode ser escalado e usado como escorregador. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O destaque é o <strong>brinquedão </strong><strong>de jacaré gigante</strong>, um escorregador. Mas também há <strong>campo de futebol</strong>,<strong> espaço para leitura</strong>,<strong> espaço de brincar</strong>, paraciclo, <strong>quadras </strong>e muito mais. Há um conjunto aquático, mas este é de uso exclusivo para credenciados.</p><p>E para encerrar, o<strong> Café Campestre</strong> serve bolos e doces típicos a preços acessíveis, mas também há a <strong>lanchonete </strong>do lago.</p><h3>Sesc 24 de Maio</h3><p>No Sesc 24 de Maio, crianças a partir de 7 anos podem praticar <strong>escalada em parede adaptada de madeira</strong>, com circuitos variados. Tem vários cantinhos com brinquedos, tecidos, texturas para bebês explorarem também.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-fazer-com-criancas-em-sao-paulo-5-unidades-do-sesc-que-valem-a-visita-1775914601224.jpg" data-image="exoniwaw2qz7"><figcaption>Espaço de brincar do Sesc 24 de maio. O espaço para crianças é dividido entre crianças pequenas e grandes. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O espaço conta com um <strong>teatro</strong> com 245 lugares, bicicletário,<strong> espaço de brincar</strong>, cafeterias e <strong>restaurantes</strong>. Há ainda uma piscina no terraço de 500 metros quadrados, porém, esta atração é exclusiva para credenciados.</p><h3>Sesc Avenida Paulista</h3><p>O Sesc Paulista conta com o <strong>Espaço de Brincar</strong>, que atende crianças de 0 a 6 anos em <strong>um ambiente lúdico, seguro e cheio de estímulos sensoriais</strong>. O local também oferece apoio com trocadores, lavatórios, cadeiras de amamentação e micro-ondas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-fazer-com-criancas-em-sao-paulo-5-unidades-do-sesc-que-valem-a-visita-1775914624544.jpg" data-image="66a7ply4kqx2"><figcaption>Espaço Crianças no Sesc Avenida Paulista. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Também tem <strong>biblioteca</strong>, sala de espetáculos, espaço multiuso de tecnologias e artes e até um <strong>mirante</strong>.</p><h3>Sesc Itaquera</h3><p>O Sesc Itaquera é reconhecido pelo seu <strong>parque aquático</strong>, com vários toboáguas e piscinas, porém, para uso apenas de credenciados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-fazer-com-criancas-em-sao-paulo-5-unidades-do-sesc-que-valem-a-visita-1775914646496.jpg" data-image="ejifos9xddd3"><figcaption>Lago do Sesc Itaquera. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Mas para o público em geral há várias outras atrações legais. O <strong>espaço Bichos da Mata</strong> oferece trilhas, cavernas e esculturas, unindo brincadeira e contato com a natureza em uma área de proteção ambiental (APA). Há <strong>quadras</strong>, ginásio de esportes, <strong>espaço de brincar</strong>, outro<strong> parque lúdico</strong>, o Orquestra Mágica, e uma cafeteria.</p><h3>Sesc Campo Limpo</h3><p>Esta unidade do Sesc oferece <strong>diversas opções esportivas</strong>, como quadras, área para skate e patins. Há <strong>biblioteca</strong>, cafeteria, <strong>área de leitura</strong>, espaços esportivos e <strong>cafeteria</strong>.</p><p>E enquanto os adolescentes praticam esportes, as crianças podem se divertir em <strong>brinquedos lúdicos</strong>, circuitos de equilíbrio, tanque de areia e parque de bambus no espaço de brincar e nas instalações lúdicas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/7-unidades-do-sesc-para-curtir-com-criancas-em-sao-paulo/#google_vignette" target="_blank">7 unidades do Sesc para curtir com crianças em São Paulo</a>. 18 de março, 2026. Samuel Amaral.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-que-fazer-com-criancas-em-sao-paulo-5-unidades-do-sesc-que-valem-a-visita.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tripulação da Artemis II conclui missão e retorna em segurança após contornar a Lua]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/tripulacao-da-artemis-ii-conclui-missao-e-retorna-em-seguranca-apos-contornar-a-lua.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 23:16:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>No dia 10 de abril, a tripulação da Artemis II retornou à Terra, com pouso no Oceano Pacífico próximo a San Diego, na Califórnia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tripulacao-da-artemis-ii-conclui-missao-e-retorna-em-seguranca-apos-contornar-a-lua-1775938420590.png" data-image="lcswcthesihz" alt="A Artemis II realizou pouso no Oceano Pacífico no dia 10 de abril, concluindo a missão com sucesso. Crédito: NASA" title="A Artemis II realizou pouso no Oceano Pacífico no dia 10 de abril, concluindo a missão com sucesso. Crédito: NASA"><figcaption>A Artemis II realizou pouso no Oceano Pacífico no dia 10 de abril, concluindo a missão com sucesso. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A Artemis II concluiu sua missão com um retorno seguro à Terra no dia 10 de abril, após a reentrada na atmosfera terrestre. <strong>A cápsula suportou as condições extremas de aquecimento enquanto entrava na atmosfera e, com isso, validou seu escudo térmico em velocidades de reentrada. </strong>O pouso ocorreu no Oceano Pacífico, nas proximidades de San Diego, na Califórnia, onde equipes realizaram a operação de resgate da tripulação. O sucesso dessa etapa encerra a missão dentro do período esperado pela NASA.</p><p><strong>A missão teve duração total de aproximadamente 10 dias, iniciando-se com o lançamento em 1º de abril e finalizando com o retorno em 10 de abril. </strong>Durante esse período, a Artemis II executou uma trajetória de retorno livre ao redor da Lua, sem realizar pouso na superfície. Esse perfil de missão permitiu testar sistemas de navegação, comunicação e suporte em condições reais. A trajetória foi planejada para garantir estabilidade orbital e retorno. Esses testes foram essenciais para reduzir riscos em missões futuras.</p><p>Além dos testes técnicos, a NASA divulgou uma nota destacando o valor científico e de divulgação da missão. <strong>A NASA também liberou imagens inéditas da Lua e da Terra capturadas pela tripulação.</strong> Esses registros contribuem tanto para estudos observacionais quanto para divulgação na exploração espacial. A missão foi considerada um sucesso, consolidando a arquitetura do programa Artemis. Com isso, a agência avança na preparação para a próxima etapa, a Artemis III, prevista para 2027. </p><h2>Programa Artemis</h2><p>O programa Artemis é a iniciativa da NASA voltada para o retorno de humanos à Lua, com foco em estabelecer presença de longo prazo e preparar futuras missões. <strong>A arquitetura do programa integra sistemas como o foguete Space Launch System e a cápsula Orion, além de infraestrutura orbital e módulos de pouso. </strong>Seu objetivo central é viabilizar operações constantes na superfície lunar, incluindo experimentos científicos e desenvolvimento tecnológico. </p><div class="texto-destacado">A missão Artemis I realizou um voo não tripulado para validar sistemas, enquanto a Artemis II levou astronautas em uma trajetória ao redor da Lua.</div><p>Com base nesses resultados, a NASA já planeja as próximas etapas do programa, incluindo missões com objetivos mais complexos. <strong>A Artemis III deverá expandir os testes em órbita e preparar o ambiente para operações de superfície. </strong>Já a tão esperada Artemis IV tem como meta realizar o retorno de humanos ao solo lunar. Além disso, o programa inclui planos para construção de infraestrutura como estações orbitais e bases lunares.</p><h2>Como foi a missão Artemis II?</h2><p>A Artemis II representou o primeiro voo tripulado do programa Artemis, levando quatro astronautas a bordo da cápsula Orion em uma trajetória cislunar. O lançamento ocorreu em 1º de abril a partir do Kennedy Space Center, usando o foguete Space Launch System. <strong>Ao longo da missão, a tripulação percorreu mais de 1 milhão de quilômetros e ultrapassou o recorde de distância para voos tripulados estabelecido durante o Apollo 13 em 1970. </strong>Durante o sobrevoo lunar, a Orion atingiu cerca de 6500 quilômetros acima da superfície, permitindo observações e testes operacionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762741" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-como-os-astronautas-sobrevoaram-o-lado-oculto-da-lua-registros-e-as-ultimas-noticias-da-missao.html" title="Artemis II: como os astronautas sobrevoaram o lado oculto da Lua, registros e as últimas noticias da missão">Artemis II: como os astronautas sobrevoaram o lado oculto da Lua, registros e as últimas noticias da missão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-como-os-astronautas-sobrevoaram-o-lado-oculto-da-lua-registros-e-as-ultimas-noticias-da-missao.html" title="Artemis II: como os astronautas sobrevoaram o lado oculto da Lua, registros e as últimas noticias da missão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-asi-fue-el-paso-de-los-astronautas-por-el-lado-oculto-de-la-luna-records-y-ultimas-noticias-de-la-mision-1775568750042_320.jpg" alt="Artemis II: como os astronautas sobrevoaram o lado oculto da Lua, registros e as últimas noticias da missão"></a></article></aside><p>Ao longo da missão, engenheiros e astronautas conduziram uma avaliação completa dos sistemas da espaçonave. A tripulação também realizou testes, como simulações de acoplamento, procedimentos de emergência e validação dos trajes espaciais. Além disso, experimentos científicos investigaram os efeitos da microgravidade e da radiação do espaço profundo no corpo humano. <strong>Durante o sobrevoo em 6 de abril, foram capturadas mais de 7.000 imagens da Lua, incluindo registros de um eclipse solar. </strong></p><h2>Retorno à Terra</h2><p>A Artemis II concluiu sua trajetória cislunar com um retorno seguro à Terra após quase 10 dias de missão, marcando o primeiro voo tripulado ao entorno da Lua em mais de meio século. <strong>A cápsula Orion realizou a reentrada atmosférica em alta velocidade e pousou no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, o <em>splashdown</em> ocorreu às 21h07 no horário de Brasília. </strong>A operação confirmou a capacidade da arquitetura Artemis de transportar humanos com segurança além da órbita terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tripulacao-da-artemis-ii-conclui-missao-e-retorna-em-seguranca-apos-contornar-a-lua-1775938271365.png" data-image="ble4izgh9f8z" alt="Durante o sobrevoo da Lua, a Artemis II registrou mais de 7 mil imagens detalhadas da superfície lunar. Crédito: NASA" title="Durante o sobrevoo da Lua, a Artemis II registrou mais de 7 mil imagens detalhadas da superfície lunar. Crédito: NASA"><figcaption>Durante o sobrevoo da Lua, a Artemis II registrou mais de 7 mil imagens detalhadas da superfície lunar. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Após o pouso, a tripulação foi resgatada por equipes combinadas da NASA e forças militares dos EUA, que realizaram a retirada dos astronautas ainda em mar aberto. <strong>Em seguida, eles foram transportados por helicóptero até o navio USS John P. Murtha para avaliações médicas iniciais e procedimentos de recuperação.</strong> A missão foi considerada um sucesso histórico e a NASA já direciona seus esforços para as próximas etapas do programa, com foco no retorno humano à superfície lunar.</p><h2>Próximos passos</h2><p>Os próximos passos do programa Artemis incluem a missão Artemis III, que tem como objetivo expandir os testes. <strong>Diferentemente da Artemis II, essa missão deverá incorporar sistemas adicionais, como módulos de pouso e capacidades de acoplamento em órbita lunar. </strong>Também serão validados procedimentos de transferência de tripulação e operações coordenadas entre múltiplos veículos espaciais. A Artemis III representa, portanto, uma etapa intermediária na transição entre voos de teste e operações na superfície lunar.</p><p>Na sequência, a Artemis IV é planejada como a missão responsável por realizar o retorno de humanos ao solo da Lua. <strong>Nessa fase, os astronautas deverão pousar na superfície lunar e permanecer por um período mais longo, conduzindo experimentos científicos e testes tecnológicos. </strong>A missão também deverá contribuir para a construção de infraestrutura permanente. Além disso, está prevista a integração com elementos de uma futura estação orbital lunar. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://www.nasa.gov/news-release/nasa-welcomes-record-setting-artemis-ii-moonfarers-back-to-earth/" target="_blank"><em>NASA Welcomes Record-Setting Artemis II Moonfarers Back to Earth </em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/tripulacao-da-artemis-ii-conclui-missao-e-retorna-em-seguranca-apos-contornar-a-lua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 22:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo revela declínios consistentes em populações de insetos terrestres no Brasil, aponta lacunas de monitoramento e alerta para impactos ecológicos amplos, incluindo polinização, cadeias alimentares e funcionamento dos ecossistemas naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil-1775762920667.jpg" data-image="b82yt5rc870r"><figcaption>Estudo aponta redução no número de insetos terrestres. Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure><p>O <strong>desaparecimento de insetos</strong>, muitas vezes ignorado por ocorrer longe dos olhos, <strong>já é uma realidade documentada no Brasil</strong>. <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9399695/" target="_blank">Um estudo publicado na Royal Society</a> reúne dados dispersos e evidencia uma tendência preocupante: <strong>a queda na abundância e diversidade de insetos</strong>, especialmente em ambientes terrestres.</p><p>A pesquisa analisou <strong>75 registros de tendências populacionais ao longo de décadas</strong>, combinando estudos científicos e relatos de especialistas. O resultado mostra que, para insetos terrestres como abelhas, borboletas e besouros, os casos de declínio superam amplamente os de aumento, tanto em número de indivíduos quanto em diversidade de espécies. </p><p>Embora os dados ainda sejam escassos e fragmentados, o padrão observado é consistente: <strong>há mais evidências de perda do que de estabilidade.</strong> Esse cenário, segundo os autores, pode indicar um colapso silencioso em andamento: difícil de medir, mas ecologicamente significativo. </p><h2>Quedas silenciosas e dados incompletos</h2><p>Um dos principais desafios apontados pelo estudo é<strong> a falta de monitoramento sistemático no país</strong>. Biomas como a Amazônia e a Mata Atlântica concentram a maior parte dos dados, enquanto regiões como o Pantanal e a Caatinga permanecem praticamente sem informações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil-1775763137678.jpg" data-image="7bh372934p7b" alt="Insetos desempenham funções essenciais no meio ambiente, como a polinização. Crédito: Roger Villanueva" title="Insetos desempenham funções essenciais no meio ambiente, como a polinização. Crédito: Roger Villanueva"><figcaption>Insetos desempenham funções essenciais no meio ambiente, como a polinização. Crédito: Roger Villanueva</figcaption></figure><p>Além disso, muitos estudos têm duração limitada ou metodologias diferentes, o que dificulta comparações amplas. Ainda assim, quando os dados são analisados em conjunto, surge um sinal claro de alerta: <strong>insetos terrestres apresentam mais quedas do que aumentos populacionais</strong>, com proporções significativamente desiguais. </p><p>Nos ambientes aquáticos, por outro lado, não foi detectada uma tendência consistente de declínio. Os pesquisadores sugerem que isso pode ocorrer porque muitos desses ecossistemas já estavam degradados antes do início das medições ou porque os estudos são mais curtos.</p><h2>Impactos além do invisível</h2><p>Insetos desempenham funções essenciais nos ecossistemas. São <strong>polinizadores, decompositores e base alimentar para diversas espécies</strong>. A redução dessas populações pode desencadear efeitos em cascata, afetando plantas, aves, mamíferos e até a produção agrícola.</p><div class="texto-destacado">O estudo destaca que, mesmo quando a diversidade total parece estável, há mudanças importantes na composição das espécies, algumas desaparecem localmente enquanto outras ocupam seu lugar. Essas alterações podem comprometer funções ecológicas específicas, como a polinização de determinadas plantas. </div><p>Casos pontuais já ilustram esse fenômeno. Em áreas urbanas e fragmentos florestais, espécies antes comuns deixaram de ser observadas ao longo das últimas décadas. Em alguns casos, ocorreram <strong>extinções locais de abelhas e mudanças profundas na composição de comunidades de insetos.</strong></p><h2>Um alerta para o futuro</h2><p>Os autores reforçam que o Brasil ainda carece de séries históricas robustas para avaliar a magnitude real do problema. Sem monitoramento contínuo, <strong>o risco é que o colapso avance sem ser plenamente percebido.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762060" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html" title="Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo">Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html" title="Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo-1775234401641_320.jpg" alt="Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo"></a></article></aside><p>A recomendação é clara: ampliar programas de longo prazo, revisitar áreas estudadas no passado e integrar diferentes fontes de dados, incluindo coleções científicas e conhecimento de especialistas.</p><p>Mais do que uma questão científica, o declínio dos insetos é um <strong>sinal de desequilíbrio ambiental</strong>. Invisível para muitos, esse processo pode ter consequências profundas — e, se não for compreendido a tempo, difíceis de reverter.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Biology Letters. <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9399695/" target="_blank">Insect decline in Brazil: an appraisal of current evidence</a>. 2022</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenômeno natural que fascina o mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 20:18:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Todas as noites, uma nuvem de morcegos emerge de uma gruta na Península de Yucatán, no México. As imagens hipnóticas captadas em vídeo refletem um comportamento natural que é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas e a saúde das florestas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/qzlTlljjyxA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=qzlTlljjyxA" id="qzlTlljjyxA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Um impressionante “tornado de morcegos” captou a atenção de milhares de utilizadores das redes sociais depois de <strong>um vídeo gravado numa gruta da Reserva da Biosfera de Calakmul, na Península de Yucatán</strong>, no México, se ter tornado viral.</p><p>As imagens mostram <strong>uma enorme colónia de mais de quatro milhões destes mamíferos alados</strong> a abandonar o seu abrigo ao anoitecer, num movimento perfeitamente coordenado que faz lembrar um remoinho no céu.</p><p>Longe de ser um fenómeno extraordinário ou perigoso, <strong>este espetáculo é um comportamento completamente natural</strong> e benéfico para o ambiente.</p><h2>Um comportamento com vantagens evolutivas</h2><p>Os morcegos, <strong>animais noturnos por excelência</strong>, passam o dia abrigados em grutas, fendas ou cavidades. Desta forma, protegem-se dos predadores (aves de rapina, cobras e lagartos) e também das condições meteorológicas adversas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775568400926.jpg" data-image="9ar0mfbsr164"><figcaption>Morcegos frugívoros empoleirados numa gruta.</figcaption></figure><p>É ao cair da noite que <strong>saem em massa para se alimentarem, principalmente de insetos, frutos ou néctar</strong>. Este tipo de emergência em massa tem várias vantagens evolutivas.</p><p>Por um lado, reduz o risco individual para os predadores potenciais, uma vez que o grande número de indivíduos torna difícil a captura de um único indivíduo. Por outro lado, facilita a orientação e o início da procura de alimentos, uma vez que o grupo funciona como uma espécie de “guia coletivo”.</p><p>O efeito visual do chamado “tornado de morcegos” é produzido pela forma como a colónia se organiza ao sair da gruta. Os animais rodam e agrupam-se em espiral antes de se dispersarem, criando <strong>uma coluna em movimento que pode durar vários minutos</strong>. Este padrão não é acidental, mas responde à dinâmica do voo e à comunicação entre os indivíduos.</p><h2>Um animal incompreendido e muito necessário</h2><p>Para além do seu inegável impacto visual, este fenómeno é <strong>uma demonstração clara da importância ecológica dos morcegos</strong>. Embora sejam muitas vezes injustamente associados a medos e superstições, estes animais desempenham um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775568110894.jpg" data-image="xrl28oxcjkdi"><figcaption>Morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), em voo.</figcaption></figure><p>Os morcegos são grandes polinizadores e dispersores de sementes, além de atuarem como verdadeiros controladores de pragas, como mostra este facto: <strong>um milhão de morcegos pode consumir 10 toneladas de insetos numa só noite</strong>. Tudo isto contribui diretamente para a saúde das florestas e das culturas.</p><p>Assim, a sua conservação - e a dos habitats onde se desenvolvem - <strong>é fundamental não só para a biodiversidade, mas também para a economia agrícola</strong>. De facto, a sua abundância e diversidade são indicadores da qualidade ambiental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova frente fria chega ao Brasil neste domingo (12); veja o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-neste-domingo-12-veja-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 18:03:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria chega ao Brasil neste domingo (12) e muda o tempo em parte do centro-sul do Brasil e traz risco de chuvas intensas e de tempestades. Confira os detalhes da previsão.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-afeta-o-brasil-desde-o-sul-ao-nordeste-com-frio-e-chuva-ana-maria-nos-explica.html">Ar frio afeta o Brasil desde o Sul ao Nordeste com frio e chuva; Ana Maria nos explica</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa596z2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa596z2.jpg" id="xa596z2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Finalmente o clima de outono chegou ao Brasil através da atuação de uma frente fria e de uma massa de ar frio mais abrangente, até o momento no outono, que <strong>ajudou na formação das primeiras geadas da estação na Região Sul</strong>, mais precisamente, na região da Serra de Santa Catarina.</p><p>A partir de agora, as frentes frias e as massas de ar frio serão mais frequentes. No entanto, <strong>a qualidade desses sistemas podem variar e frustrar a expectativa</strong> de intensidade mais forte em abril. A partir de maio, a tendência é de eventos melhor caracterizados.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Já nesta sábado (11)</strong>, uma região de cavado já muda o tempo em parte da Região Sul, a partir desta noite, com <strong>risco de chuva forte e de tempestades</strong> no Oeste, Missões, Centro e Campanha do Rio Grande do Sul. Há possibilidade de as instabilidades atuarem no extremo oeste de Santa Catarina. No restante do centro-sul do Brasil, o tempo segue firme, com possibilidade de chuva fraca ou chuvisco no norte de Santa Catarina, no litoral e região da Serra do Mar no Paraná.</p><h2>Frente fria se forma e avança neste domingo</h2><p><strong>Na madrugada do domingo (12)</strong>, a região de cavado ganha intensidade, ajudando no desenvolvimento das <strong>instabilidades que trazem risco de chuvas intensas e de tempestades</strong><strong>, que podem ocorrer com severidade</strong>. Alertas para boa parte do Rio Grande do Sul, com exceção das áreas do leste que abrange o litoral, serra e região de Porto Alegre. As chuvas nessas áreas chegam no início da manhã. Em Santa Catarina, <strong>há potencial de pancadas de chuva forte e de tempestades pontuais </strong>no oeste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-neste-domingo-12-veja-o-que-esperar-1775928134594.jpg" data-image="ngtn5680umlf" alt="alerta e frente fria" title="alerta e frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para a madrugada do domingo, 12 de abril.</figcaption></figure><p><strong>No período da manhã</strong>, a região de cavado já começa a tomar forma de uma frente fria, com o ciclone associado atuando ao sul do Uruguai. Assim, <strong>as chuvas deixam alertas</strong> para o centro, todo o norte, leste e sul do Rio Grande do Sul, sul e oeste de Santa Catarina, e extremo oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-neste-domingo-12-veja-o-que-esperar-1775928149214.jpg" data-image="bnghcv7qvai0" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para a manhã do domingo, 12 de abril.</figcaption></figure><p><strong>No período da tarde</strong>, a frente fria está formada, bem como o ciclone ao sul do Uruguai. <strong>O potencial de chuvas diminui </strong>no Rio Grande do Sul, mas mesmo assim, há alertas de chuva forte nas regiões de divisa com Santa Catarina e no norte da Missões. Chuva fraca a moderada atinge o sudeste gaúcho. <strong>Em Santa Catarina, há previsão de chuvas para todas as regiões, com alertas para o risco de tempestades </strong>para o oeste do estados. Nas demais regiões as chuvas acontecem com fraca a moderada intensidade. No Paraná, as chuvas ficam restritas ao sul, sudoeste e oeste, e podem ocorrer com até forte intensidade. Nas áreas do leste paranaense, há possibilidade de chuvisco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-neste-domingo-12-veja-o-que-esperar-1775928166984.jpg" data-image="mgoiposyv27t" alt="chuvas no Sul" title="chuvas no Sul"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde do domingo, 12 de abril.</figcaption></figure><p>A presença da fraca frente fria estimula também o desenvolvimento de instabilidades no Mato Grosso do Sul e em parte do Sudeste, deixando <strong>alertas entre o fim do dia e o início da noite </strong>no oeste paulista, no sul, centro e oeste do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-neste-domingo-12-veja-o-que-esperar-1775928178289.jpg" data-image="qrncq6ye92av" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para a noite do domingo, 12 de abril.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite, o potencial de as chuvas diminuem muito no Sul e no estado de São Paulo</strong>, com chuvas ocorrendo de forma muito pontual e com fraca intensidade ou na forma de chuvisco no sul e oeste do Paraná, no sudeste do Rio Grande do Sul e no norte de Santa Catarina. Já no Mato Grosso do Sul, o risco de tempestades aumenta na porção central e oeste do estado, com alertas para a região de Campo Grande. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-neste-domingo-12-veja-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño pressiona a safra 2026/27: calor e chuva irregular desafia o outono brasileiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/el-nino-pressiona-a-safra-2026-27-calor-e-chuva-irregular-desafia-o-outono-brasileiro.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O risco de El Niño ainda está em transição, mas calor acima da média e chuva menos regular já mudam o planejamento da safra 2026/27 no Brasil, sobretudo entre abril e junho, antes do plantio principal nacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pressiona-a-safra-2026-27-calor-e-chuva-irregular-pesam-no-outono-brasileiro-1775836444920.jpg" data-image="qeo65t5oj528" alt="El niño, la niña, previsão, NOAA" title="El niño, la niña, previsão, NOAA"><figcaption>Principais contrastes do El Niño no Brasil, com impactos opostos entre o Norte e o Sul e alerta para a safra 2026/27.</figcaption></figure><p><strong>O El Niño ainda não está oficialmente instalado, mas já começou a influenciar o planejamento do campo no Brasil</strong>. Isso acontece porque a combinação entre calor acima da média, chuva menos regular e incerteza sobre a virada da estação chuvosa pesa cedo sobre decisões como preparo de solo, manejo de água e janela de plantio da safra 2026/27. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, a NOAA mantém o diagnóstico de <strong>neutralidade no trimestre abril-junho</strong>, mas já aponta aumento da chance de <strong>El Niño emergir entre maio-julho e junho-agosto</strong>. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No Brasil, esse sinal chega num momento sensível do calendário agrícola. <strong>O prognóstico de outono do INMET e do INPE mostra que abril, maio e junho de 2026 devem ter chuva abaixo da média em partes do Centro-Oeste</strong>, do Sudeste e do Sul, enquanto as temperaturas tendem a ficar acima da média em grande parte do país. <strong>Isso não significa que o padrão clássico do El Niño já esteja dominando o mapa</strong>, mas sim que o produtor entra no outono com menos margem de erro. </p><h2>O alerta vale para abril, maio e junho </h2><p>O ponto mais importante, neste momento, é o recorte de tempo. Estamos falando do outono de 2026, especialmente do trimestre abril-maio-junho, que o próprio INMET define como uma estação de transição entre o verão quente e úmido e o inverno mais seco no Brasil central. <strong>Nesse período, o El Niño ainda não aparece como um fenômeno plenamente consolidado, mas o risco climático já começa a pesar no planejamento</strong> do produtor antes da nova safra de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pressiona-a-safra-2026-27-calor-e-chuva-irregular-pesam-no-outono-brasileiro-1775836179454.jpg" data-image="dpzllqkbdbyc" alt="modelo, chuva, el niño" title="modelo, chuva, el niño"><figcaption>Anomalia de precipitação prevista para maio-julho de 2026, com áreas mais secas e mais chuvosas na América do Sul e no Pacífico tropical.</figcaption></figure><p>Esse detalhe faz diferença porque muda o tom da pauta. <strong>Em vez de falar em efeitos clássicos plenos do fenômeno, o mais correto é destacar um</strong> <strong>ambiente de transição</strong>, com calor persistente e chuva mais irregular em áreas estratégicas do agro. É isso que torna o tema forte agora: <strong>o produtor ainda não está reagindo a uma estação chuvosa perdida,</strong> mas a sinais que podem encurtar sua margem de decisão nos próximos meses. </p><h2>O Sul ainda não vive o efeito clássico da primavera </h2><p>Uma das maiores confusões sobre El Niño é assumir que ele já traz, de imediato, mais chuva para o Sul do Brasil. <strong>Em geral, o INMET de fato associa o fenômeno a mais precipitação no Sul, sobretudo no inverno e na primavera</strong>, enquanto o Norte, parte do Nordeste e setores do Centro-Oeste e Sudeste tendem a enfrentar mais estiagem e veranicos. </p><div class="texto-destacado">Mas essa é a resposta típica de um evento mais estabelecido, não necessariamente do quadro atual de abril. </div><p>No curto prazo, o próprio prognóstico de outono mostra um sinal diferente. O trimestre abril-maio-junho<strong> tende a ser mais seco em boa parte do Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina,</strong> embora abril ainda possa ter áreas pontualmente mais úmidas no leste desses estados. Por isso, a chuva extra no Sul aparece mais como uma possibilidade para a segunda metade do inverno em diante, caso o El Niño realmente se consolide.</p><h2>Onde o agro pode sentir primeiro a mudança </h2><p>No campo, o problema mais imediato não é uma quebra generalizada, e sim a combinação de sinais que exige mais cautela. Hoje, os principais pontos de atenção são estes:</p><ul> <li><strong>Brasil central:</strong> chuva menos regular pode atrapalhar a organização do pré-plantio da safra 2026/27;</li> <li><strong>Centro-Sul:</strong> calor acima da média acelera a perda de umidade do solo;</li> <li><strong>Sul:</strong> se o El Niño ganhar força mais adiante, o risco pode virar para excesso de umidade e doenças. </li> </ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pode-se-formar-ate-outubro-entenda-o-cenario-atual.html" title="Super El Niño pode se formar até outubro? Entenda o cenário atual">Super El Niño pode se formar até outubro? Entenda o cenário atual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pode-se-formar-ate-outubro-entenda-o-cenario-atual.html" title="Super El Niño pode se formar até outubro? Entenda o cenário atual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-pode-se-formar-ate-outubro-entenda-o-cenario-atual-e-o-que-dizem-as-previsoes-1775593246259_320.png" alt="Super El Niño pode se formar até outubro? Entenda o cenário atual"></a></article></aside><p>Esse é o motivo de o tema ganhar força já em abril. O fenômeno ainda está em transição,<strong> mas o custo de errar o timing agrícola começa a subir antes mesmo da confirmação oficial do El Niño</strong>. Para o produtor, isso significa acompanhar de perto o outono, porque é nesse período que se define se o segundo semestre vai começar com atraso de chuva em áreas chave ou com uma virada mais rápida do Pacífico para a fase quente. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/el-nino-pressiona-a-safra-2026-27-calor-e-chuva-irregular-desafia-o-outono-brasileiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Movimento indígena entrega documento ao governo pedindo o fim da exploração de petróleo e gás no Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/movimento-indigena-entrega-documento-ao-governo-pedindo-o-fim-da-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-brasil.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil formalizou junto ao Itamaraty uma proposta que coloca a demarcação de terras no centro das discussões sobre a transição energética e o equilíbrio climático.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/movimento-indigena-entrega-documento-ao-governo-pedindo-o-fim-da-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-brasil-1775844053501.jpg" data-image="qlbpll0oczbv" alt="Povos indígenas sugerem ao Brasil adoção de medidas semelhantes ao encerramento da exploração petrolífera no Parque Yasuní. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Povos indígenas sugerem ao Brasil adoção de medidas semelhantes ao encerramento da exploração petrolífera no Parque Yasuní. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"><figcaption>Povos indígenas sugerem ao Brasil adoção de medidas semelhantes ao encerramento da exploração petrolífera no Parque Yasuní. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</figcaption></figure><p>Lideranças indígenas que participam no <strong>Acampamento Terra Livre</strong>, em Brasília, apresentaram esta semana uma proposta ambiciosa ao Ministério das Relações Exteriores. <strong>O documento sugere a implementação de zonas protegidas</strong> onde a exploração de combustíveis fósseis seria totalmente proibida para garantir o futuro ambiental.</p><p>A iniciativa, entregue na última <strong>quinta-feira (9)</strong>, foca em regiões de elevada importância ecológica e cultural para o país. Os líderes defendem que <strong>a preservação destes territórios deve estar no centro de qualquer estratégia</strong> climática global para enfrentar o aquecimento do planeta.</p><h2>A relação entre territórios protegidos e o equilíbrio climático</h2><p>Durante o evento que reúne cerca de <strong>8 mil pessoas</strong> na capital federal, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (<a href="https://apiboficial.org/" target="_blank">APIB</a>) reforçou<strong> a urgência de novas políticas.</strong> Para a organização, enfrentar a crise climática exige uma redefinição profunda das relações entre a economia, os territórios e os direitos humanos.</p><div class="texto-destacado">Dinamam Tuxá, coordenador executivo da entidade, afirmou que a garantia das terras é um passo fundamental para uma transição energética que seja realmente justa. "Não há transição energética justa sem a garantia dos nossos territórios", declarou o representante indígena durante o encontro com os diplomatas brasileiros.</div><p>O coordenador sublinhou que a demarcação e a proteção efetiva destas áreas <strong>representam medidas práticas e imediatas contra o agravamento da crise ambiental.</strong> Segundo Tuxá, ignorar este facto significa optar pela manutenção de um modelo de desenvolvimento que destrói a vida em vez de a proteger.</p><p>Dados apresentados no documento indicam que <strong>as terras indígenas possuem taxas de desflorestação significativamente inferiores</strong> às de outras áreas não protegidas. Este cenário coloca os povos originários como elementos fundamentais na proteção dos ecossistemas e na manutenção da estabilidade climática em todo o mundo.</p><h2>Propostas para um acordo global e o fim da exploração fóssil</h2><p>O plano entregue ao Itamaraty apela ao <strong>fim imediato da abertura de novos campos de extração de petróleo, carvão e gás natural</strong> em solo brasileiro. Além disso, os líderes sugerem a criação de um tratado internacional vinculativo para a eliminação progressiva destes recursos altamente poluentes.</p><p>"A crise climática já afeta a produção de alimentos, a saúde, a economia e a segurança das nações", destacou a nota oficial divulgada pela APIB. A entidade alerta que <strong>o custo da inação perante estes problemas cresce diariamente</strong> e coloca em risco a sobrevivência de diversas comunidades.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/movimento-indigena-entrega-documento-ao-governo-pedindo-o-fim-da-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-brasil-1775844071153.jpg" data-image="70567s19pnkq" alt="Dados da Apib confirmam que terras indígenas possuem menores taxas de desflorestação e protegem estabilidade climática global. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Dados da Apib confirmam que terras indígenas possuem menores taxas de desflorestação e protegem estabilidade climática global. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"><figcaption>Dados da Apib confirmam que terras indígenas possuem menores taxas de desflorestação e protegem estabilidade climática global. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil </figcaption></figure><p>A proposta se inspira em experiências internacionais de sucesso, como <strong>a decisão soberana do Equador de encerrar a exploração petrolífera no Parque Nacional Yasuní.</strong> Medidas semelhantes de restrição estão a ser discutidas e adotadas noutros países da América Latina que procuram alternativas ao modelo extrativista tradicional.</p><p>Para os líderes, o reconhecimento do protagonismo indígena é o único caminho para construir um futuro que seja verdadeiramente equilibrado e sustentável. O documento reforça que <strong>qualquer transição energética depende do respeito pelo direito à consulta livre, prévia e informada</strong> de todas as populações afetadas.</p><h2>O impacto das negociações internacionais no paradigma de desenvolvimento</h2><p>A proposta das chamadas “Zonas Livres de Combustíveis Fósseis” procura <strong>influenciar as futuras negociações internacionais e contribuir para um novo modelo de progresso. </strong>Esta recomendação faz parte de um roteiro global que já tinha sido sugerido pelo governo brasileiro durante a última COP 30.</p><p>Os indígenas acreditam que a proteção da biodiversidade e do clima depende diretamente da valorização cultural e territorial dos seus povos ancestrais. Por isso,<strong> exigem que os seus territórios sejam considerados áreas prioritárias</strong> para o investimento em conservação e restauração ambiental nas próximas décadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/governo-revoga-decreto-das-hidrovias-apos-pressao-indigena-no-tapajos.html" title="Governo revoga decreto das hidrovias após pressão indígena no Tapajós">Governo revoga decreto das hidrovias após pressão indígena no Tapajós</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/governo-revoga-decreto-das-hidrovias-apos-pressao-indigena-no-tapajos.html" title="Governo revoga decreto das hidrovias após pressão indígena no Tapajós"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/governo-revoga-decreto-das-hidrovias-apos-pressao-indigena-no-tapajos-1771974021855_320.jpg" alt="Governo revoga decreto das hidrovias após pressão indígena no Tapajós"></a></article></aside><p>Ao entregar estas reivindicações ao Itamaraty, <strong>o movimento espera que o Brasil lidere pelo exemplo no cenário diplomático internacional em defesa da vida</strong>. A articulação reafirma que o futuro sustentável exige coragem política para romper com a dependência histórica de recursos que comprometem a integridade do planeta.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/indigenas-levam-itamaraty-proposta-de-areas-livres-de-petroleo-e-gas" target="_blank">Indígenas levam a Itamaraty proposta de áreas livres de petróleo e gás. </a>9 de abril, 2026. Luiz Cláudio Ferreira / Agência Brasil.</em><a href="https://www.google.com/search?q=https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-04/indigenas-levam-itamaraty-proposta-de-areas-livres-de-petroleo-e-gas"><em> </em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/movimento-indigena-entrega-documento-ao-governo-pedindo-o-fim-da-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O estranho caso dos arco-íris brancos: porque se formam e como observar este fenômeno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-estranho-caso-dos-arco-iris-brancos-porque-se-formam-e-como-observar-este-fenomeno.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:34:47 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>São raros, quase invisíveis e só aparecem quando a atmosfera é combinada de uma forma muito particular. O que os torna diferentes e em que situações podem ser encontrados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775138430134.jpg" data-image="23waxzdzfcm2" alt="arcoiris" title="arcoiris"><figcaption>Mais difusos e quase incolores, os arcos de nevoeiro são uma versão subtil do arco-íris tradicional.</figcaption></figure><p><strong>O céu é palco de fenômenos fascinantes</strong>: nuvens que crescem como montanhas, relâmpagos que atravessam a noite, pores-do-sol que parecem incendiar o horizonte. Alguns são tão banais que se tornaram parte da paisagem. Outras, pelo contrário, só aparecem raramente e apenas quando <strong>se reúnem condições muito precisas</strong>.</p><p>Neste grupo menos frequente estão os chamados <strong>arco-íris de nevoeiro: arcos pálidos, quase brancos</strong>, que lembram os arco-íris habituais, mas que escondem uma física bem diferente.</p><p><strong>O fogbow, ou arco de nevoeiro</strong>, é uma daquelas situações em que a atmosfera repete uma receita conhecida, <strong>mas um ingrediente-chave é alterado</strong> e o resultado transforma-se completamente.</p><h2>Um arco-íris que parece desaparecer</h2><p>Ao contrário do arco-íris clássico, com a sua sequência de cores bem definida, o arco-íris de nevoeiro é ténue. <strong>Por vezes aparece branco, outras vezes apenas com um bordo avermelhado no exterior </strong>e uma tonalidade azulada no interior. É mais largo, menos nítido, como se alguém tivesse passado um pincel úmido sobre as cores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775138647586.jpg" data-image="579z6dzcqfd1" alt="arcoiris" title="arcoiris"><figcaption>As cores do arco-íris surgem devido à separação da luz em diferentes comprimentos de onda.</figcaption></figure><p>A explicação não está na luz - que é a mesma - mas <strong>no tamanho das gotas de água que flutuam no ar</strong>.</p><p>O arco-íris tradicional aparece quando <strong>a luz do sol atravessa gotas de chuva relativamente grandes</strong>. Ao passar, a luz é refractada quando entra, refletida no interior da gota e refractada novamente quando sai.</p><p>Esta dupla mudança de direção <strong>separa as cores porque cada comprimento de onda</strong> é desviado num ângulo diferente. É por isso que o vermelho está em cima e o violeta em baixo: não é um capricho, é pura geometria. O resultado é um arco bem definido, com arestas claras e cores intensas.</p><h2>Quando as gotas são demasiado pequenas</h2><p>No nevoeiro, as gotículas são <strong>muito, muito mais pequenas, quase microscópicas</strong>. É aqui que entra a mudança fundamental.</p><p>A luz continua a ser refractada, <strong>mas a difração entra em jogo</strong>. Em vez de sair em direções bem definidas, a luz abre-se numa vasta gama à medida que interage com gotículas tão pequenas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775138784325.jpg" data-image="gimqg09qni9g" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>Arco-íris de nevoeiro: um arco ténue e esbranquiçado que aparece quando a luz atravessa gotículas muito pequenas na atmosfera.</figcaption></figure><p>O resultado? <strong>As cores já não estão claramente separadas</strong>. Como se “espalham” em várias direções, acabam por se sobrepor umas às outras no mesmo setor do céu. Por outras palavras: estão dispersas, mas é exatamente por isso que se misturam.</p><div class="texto-destacado">Uma forma simples de o imaginar: no arco-íris comum, cada cor tem a sua própria faixa. No arco de nevoeiro, todas elas se desordenam e acabam por ocupar o mesmo espaço.</div><p>É por isso que o arco perde intensidade e aparece aquele branco dominante, com cores pouco esbatidas.</p><h2>Porque é que os arco-íris são sempre curvos?</h2><p>Há outra caraterística que todos os arco-íris partilham, quer tenham cores ou não:<strong> a sua forma</strong>. Embora vejamos um arco a partir do solo, <strong>na realidade é um círculo completo</strong>. A metade inferior está escondida pelo horizonte. A partir de um avião, este círculo pode ser visto na sua totalidade.</p><p>A forma aparece porque<strong> a luz sai das gotículas num ângulo muito preciso</strong> em relação à direção contrária ao sol, que passa por cima da nossa cabeça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775139032130.jpg" data-image="gw32g7vk8w1s" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>A luz solar e a água no ar combinam-se para formar um dos mais belos fenómenos ópticos no céu.</figcaption></figure><p>No arco-íris clássico,<strong> esse ângulo é de cerca de 42°</strong>. Apenas as gotículas nessa posição exata enviam luz para os nossos olhos. Se o pudéssemos desenhar, veríamos um cone de luz com o observador no vértice.</p><p><strong>Nos arcos de nevoeiro, acontece o mesmo</strong>, mas com arestas mais difusas, como se esse ângulo fosse uma área mais ampla e menos precisa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-o-arco-iris-tem-o-formato-de-um-arco.html" title="Por que o arco-íris tem o formato de um arco?">Por que o arco-íris tem o formato de um arco?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-o-arco-iris-tem-o-formato-de-um-arco.html" title="Por que o arco-íris tem o formato de um arco?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-el-arcoiris-tiene-forma-de-arco-1731525058217_320.jpeg" alt="Por que o arco-íris tem o formato de um arco?"></a></article></aside><p>E há um pormenor que é muitas vezes surpreendente: <strong>cada pessoa vê o seu próprio arco-íris</strong>. Se nos deslocarmos, o arco-íris desloca-se conosco. Não é possível alcançá-lo porque ele não tem uma localização fixa.</p><h2>Um fenômeno esquivo</h2><p>Os arcos de nevoeiro não são comuns, mas também não são impossíveis. Para ver um, é necessária uma combinação bastante precisa: <strong>nevoeiro presente, sol baixo nas costas do observador </strong>e uma visibilidade suficiente para distinguir o contraste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775139157630.jpg" data-image="0ixweo3327p7" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>Em condições de nevoeiro e de pouca luz solar, podem formar-se estes arcos pálidos, que são difíceis de detectar a olho nu.</figcaption></figure><p>São mais frequentes nas <strong>zonas costeiras, nas regiões montanhosas ou em locais onde o nevoeiro aparece com frequência</strong>. Podem mesmo formar-se ao luar, embora nesse caso sejam extremamente ténues.</p><h3>Outros jogos de luz</h3><p>Quando as condições mudam ligeiramente, <strong>o céu oferece variantes</strong> do mesmo fenómeno.</p><ul><li>Arco-íris duplo: por vezes, <strong>um segundo arco-íris, mais ténue, aparece por cima do principal</strong>. Forma-se quando a luz reflete duas vezes no interior da gota antes de sair. Este trajeto suplementar inverte a ordem das cores.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-los-arcoiris-blancos-por-que-se-forman-y-como-hacer-para-verlos-1775139273161.jpg" data-image="yj7sq3t7l1re" alt="arcoíris" title="arcoíris"><figcaption>Mais fraco e mais largo, o arco secundário acompanha o arco principal em condições específicas.</figcaption></figure><ul><li>Arcos supranumerários: são faixas finas,<strong> ligadas ao arco principal, com tons suaves</strong>. Neste caso, a difração volta a aparecer, mostrando que a luz também se comporta como uma onda.</li></ul><p>Todos estes arcos partem da mesma coisa: <strong>luz solar e água suspensa no ar.</strong> Mas pequenas alterações - como o tamanho das gotas - mudam completamente o resultado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/efeito-de-gloria-semelhante-ao-arco-iris-visto-pela-primeira-vez-em-planeta-distante.html" title="'Efeito Gloria', semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante">"Efeito Gloria", semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/efeito-de-gloria-semelhante-ao-arco-iris-visto-pela-primeira-vez-em-planeta-distante.html" title="'Efeito Gloria', semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rainbow-like-glory-effect-seen-on-distant-planet-for-the-first-time-1712661283291_320.jpeg" alt="'Efeito Gloria', semelhante ao arco-íris, é visto pela primeira vez em planeta distante"></a></article></aside><p>O arco-íris do nevoeiro não é uma raridade isolada: <strong>é uma demonstração de como é sensível a interação entre a luz e a atmosfera</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-estranho-caso-dos-arco-iris-brancos-porque-se-formam-e-como-observar-este-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Escapadas urbanas na América do Sul: 6 capitais imperdíveis para viagens focadas em cultura e gastronomia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/escapadas-urbanas-na-america-do-sul-6-capitais-imperdiveis-para-viagens-focadas-em-cultura-e-gastronomia.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 10:11:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com uma programação cultural ativa durante todo o ano e uma cena gastronômica em expansão, essas cidades são ideais para planejar escapadas estratégicas durante feriados prolongados, como a Páscoa ou o 1º de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/escapadas-urbanas-en-sudamerica-6-capitales-imperdibles-para-viajes-con-agenda-cultural-y-gastronomica-1771430893699.jpg" data-image="e19jhetcof0b"><figcaption>Escapadas urbanas na América do Sul: 6 capitais imperdíveis com eventos culturais e gastronômicos.</figcaption></figure><p>Em um mundo onde viagens curtas estão ganhando popularidade, as <strong>capitais sul-americanas se posicionam como destinos perfeitos para escapadas de três ou quatro dias</strong>. Museus, mercados, teatros e restaurantes renomados permitem a criação de roteiros repletos de atividades sem a necessidade de longas viagens.</p><p>Para quem busca uma viagem cultural perto da Argentina, essas capitais e principais cidades <strong>combinam arte, história, gastronomia e vida noturna</strong> em formatos ideais para explorar durante um fim de semana prolongado de três a cinco dias.</p><h2>As 6 capitais imperdíveis da América do Sul<br></h2><p>A seguir, uma seleção das melhores opções da região e algumas dicas para vivenciar cada cidade por meio de sua programação cultural e gastronômica: museus, feiras, mercados, restaurantes, bares e teatros que melhor definem o cenário contemporâneo da América do Sul.</p><h3>Buenos Aires</h3><p>É uma das capitais mais completas para uma escapadela urbana de três ou quatro dias. A concentração de<strong> museus, teatros, livrarias, bares renomados</strong> e <strong>restaurantes de alta gastronomia </strong>permite roteiros intensos sem a necessidade de longos deslocamentos, especialmente em bairros como Palermo, Recoleta, San Telmo e o centro histórico.</p><div class="texto-destacado">Por que ir? É uma das capitais culturais mais vibrantes da região, ideal para quem busca escapadas curtas com uma rica cena cultural e noturna.</div><p>O circuito pode incluir o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA), o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte Moderna, bem como galerias de arte contemporânea em Palermo e Villa Crespo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escapadas-urbanas-en-sudamerica-6-capitales-imperdibles-para-viajes-con-agenda-cultural-y-gastronomica-1771430247249.jpg" data-image="5vo0q0vbdmfq" alt="Buenos Aires" title="Buenos Aires"><figcaption>Buenos Aires, capital da Argentina.</figcaption></figure><p>À noite, <strong>a cena teatral é uma das mais ricas da América Latina</strong>, com espetáculos na Avenida Corrientes, no circuito off-Broadway e em centros culturais como o Centro Cultural Konex, o Centro Cultural San Martín, o Centro Cultural Recoleta e o Palácio Libertad (antigo Centro Cultural Kirchner).</p><p>Como se não bastasse, <strong>feiras de design, exposições temporárias e festivais gastronômicos</strong> preenchem o calendário ao longo do ano, com uma programação particularmente intensa em feriados prolongados e fins de semana.</p><h3>Montevidéu</h3><p>Com um ritmo mais tranquilo do que outras capitais da região, Montevidéu (Uruguai) se destaca por sua<strong> forte tradição artística</strong>, seu tamanho ideal para ser percorrido a pé e uma cena cultural que combina história, música e vida comunitária.</p><div class="texto-destacado">Por que visitar? É uma cidade que convida a ser explorada sem pressa, entre livrarias, cafés, galerias e espaços ao longo do Rio da Prata. A opção de chegar de navio, vindo da Argentina, acrescenta uma experiência única à viagem desde o início.</div><p>Entre os pontos turísticos imperdíveis estão a Cidade Velha, com suas f<strong>eiras, murais e galerias independentes</strong>; a Rambla de Montevidéu, perfeita para caminhadas ao pôr do sol; e os cafés históricos no centro da cidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escapadas-urbanas-en-sudamerica-6-capitales-imperdibles-para-viajes-con-agenda-cultural-y-gastronomica-1771430344532.jpg" data-image="lgrk2507f73z" alt="Montevideo" title="Montevideo"><figcaption>Montevidéu, no Uruguai.</figcaption></figure><p>O circuito cultural também inclui o <strong>Museu Torres García</strong>, além de espaços dedicados ao candombe e à música ao vivo, onde a identidade local é palpável.</p><p>Por fim, a programação se completa com <strong>feiras de design, mercados gastronômicos e espetáculos</strong> espalhados por bairros como Cordón, Palermo e o centro da cidade — ideais para explorar a cidade a pé durante três dias.</p><h3>Santiago</h3><p>A capital do Chile oferece o refúgio urbano perfeito para quem aprecia uma <strong>mistura de modernidade, arte contemporânea e montanhas</strong>, graças às suas vistas deslumbrantes da Cordilheira dos Andes.</p><div class="texto-destacado">Por que ir? Santiago é um destino ideal para quem busca cultura e natureza em uma mesma viagem, destacando-se como uma das capitais mais versáteis para uma estadia de três ou quatro dias.</div><p>Entre os pontos turísticos imperdíveis estão os passeios pelos bairros de Lastarria e Bellavista, com suas <strong>galerias, livrarias, cafés e centros culturais</strong>. O roteiro também pode incluir museus que destacam a memória e a história recente, como o Museu da Memória e dos Direitos Humanos, além do Museu Nacional de Belas Artes do Chile e espaços de arte contemporânea.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escapadas-urbanas-en-sudamerica-6-capitales-imperdibles-para-viajes-con-agenda-cultural-y-gastronomica-1771430410143.jpg" data-image="28pafqsz2kz9" alt="Santiago do Chile" title="Santiago do Chile"><figcaption>Santiago, no Chile.</figcaption></figure><p>A <strong>cidade também está se consolidando como um polo gastronômico e vinícola</strong>, com restaurantes renomados, bares de vinho e mercados urbanos que oferecem a oportunidade de explorar a culinária chilena contemporânea.</p><p><strong>Dica extra</strong>: para quem tem um dia extra e deseja explorar mais, <strong>excursões a Valparaíso</strong> — localizada a cerca de 115 quilômetros de distância — proporcionam uma combinação contrastante de patrimônio histórico e arte, sendo a maneira perfeita de complementar sua viagem.</p><h3>São Paulo</h3><p>Embora Brasília seja a capital do Brasil, <strong>São Paulo se destaca como sua capital cultural e uma das mais importantes da América Latina</strong>. Considerada o principal motor econômico do país, concentra grande parte de sua oferta artística, gastronômica e de lazer, com um calendário vibrante de eventos ao longo do ano.</p><p>Por que visitar? Um <strong>polo de negócios, arte e gastronomia</strong>, é um destino ideal para quem busca uma escapada urbana emocionante, com visitas a <strong>museus e galerias e uma cena gastronômica internacionalmente reconhecida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escapadas-urbanas-en-sudamerica-6-capitales-imperdibles-para-viajes-con-agenda-cultural-y-gastronomica-1771430493364.jpg" data-image="1uzmo2rczkya" alt="São Paulo" title="São Paulo"><figcaption>Capital São Paulo (SP).</figcaption></figure><p>Entre as atrações turísticas imperdíveis, destacam-se o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e a Pinacoteca de São Paulo, duas instituições fundamentais para a compreensão da arte brasileira. O roteiro pode continuar com galerias de arte contemporânea na Vila Madalena e nos Jardins, além de <strong>passeios de arte urbana que refletem a identidade visual da cidade</strong>.</p><p>A gastronomia é outro grande atrativo: de <strong>restaurantes sofisticados a mercados icônicos </strong>como o Mercado Municipal de São Paulo — também conhecido como Mercadão — e bares que refletem a diversidade cultural da cidade. Ali, visitantes e viajantes podem explorar opções que vão da culinária brasileira contemporânea a sabores do mundo todo, em uma cidade que nunca para de se reinventar.</p><h3>Lima</h3><p>A capital do Peru combina <strong>história pré-colombiana</strong>, arquitetura vice-real e uma das cenas culinárias mais prestigiadas do mundo, tornando-se um refúgio urbano ideal para quem busca explorar a cultura local através da arte e da gastronomia.</p><div class="texto-destacado">Por que você deveria visitar? É um dos grandes centros gastronômicos da América Latina: a combinação de sabores, história e vida cultural faz de Lima uma parada essencial para uma escapada urbana na região.<br></div><p>A diversidade de bairros e a concentração de ofertas culturais permitem explorar esta capital, criando roteiros variados em poucos dias: entre os locais imperdíveis estão os bairros de Barranco e Miraflores, com <strong>galerias, cafés, feiras e vistas para o Pacífico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escapadas-urbanas-en-sudamerica-6-capitales-imperdibles-para-viajes-con-agenda-cultural-y-gastronomica-1771430590765.jpg" data-image="aohkrd59znq1" alt="Lima" title="Lima"><figcaption>Lima, capital do Peru.</figcaption></figure><p>O circuito cultural pode incluir <strong>museus arqueológicos</strong> que oferecem uma visão do passado pré-colombiano da região, como o Museu Larco, bem como espaços dedicados à arte contemporânea. A cidade também está se consolidando como um dos principais destinos gastronômicos do mundo, com <strong>restaurantes reconhecidos em <em>rankings</em> internacionais</strong>, mercados tradicionais e bares que reinterpretam a culinária peruana.</p><h3>Bogotá</h3><p>Bogotá oferece um refúgio urbano ideal para quem busca uma <strong>cena artística em expansão</strong>, uma forte identidade local e uma agenda cultural diversificada ao longo do ano.</p><div class="texto-destacado">Por que visitá-la? É uma das capitais mais dinâmicas da região em termos de arte contemporânea, música e gastronomia, com bairros criativos e museus de referência que permitem montar um roteiro intenso em poucos dias.</div><p>Entre os pontos imperdíveis estão o bairro de La Candelaria, com arquitetura colonial, murais e espaços culturais, e áreas como Chapinero e Usaquén, onde se concentram <strong>galerias, design independente e propostas gastronômicas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escapadas-urbanas-en-sudamerica-6-capitales-imperdibles-para-viajes-con-agenda-cultural-y-gastronomica-1771430666934.jpg" data-image="ow2xtscc4mvf" alt="Bogotá" title="Bogotá"><figcaption>Bogotá, capital da Colômbia.</figcaption></figure><p>Um roteiro tradicional também pode incluir o Museu do Ouro e o Museu Botero, duas paradas essenciais para a compreensão da história e da arte do país.</p><p>Além disso, uma programação constante de <strong>feiras, festivais e música ao vivo</strong>, juntamente com uma cena gastronômica em expansão — com restaurantes, mercados e bares que reinterpretam os sabores locais — fazem de Bogotá uma opção atraente para uma escapada cultural de três ou quatro dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/escapadas-urbanas-na-america-do-sul-6-capitais-imperdiveis-para-viagens-focadas-em-cultura-e-gastronomia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A primeira previsão da temporada de furacões 2026 para a bacia do Atlântico, publicada pela CSU]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/a-primeira-previsao-da-temporada-de-furacoes-2026-para-a-bacia-do-atlantico-publicada-pela-csu.html</link><pubDate>Sat, 11 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira previsão para a temporada 2026 de ciclones tropicais no Atlântico foi divulgada. Esta versão, elaborada pela Universidade Estadual do Colorado (CSU, em inglês), oferece uma visão inicial do que esperar nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775792744726.jpeg" data-image="hlrzvudisnys"><figcaption>A previsão da CSU busca fornecer a melhor estimativa da atividade de furacões no Atlântico durante a próxima temporada e não é uma medida exata.</figcaption></figure><p>Pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado (CSU, na sigla em inglês), uma das equipes de previsão sazonal mais acompanhadas, afirmam que<strong> a temporada de furacões de 2026 deverá ser próxima ou ligeiramente abaixo da média</strong>.</p><p>A <strong>temporada </strong>de furacões no Atlântico ocorre oficialmente <strong>de 1º de junho a 30 de novembro</strong>, com o pico de atividade normalmente entre agosto e outubro.</p><p>A previsão da CSU para a temporada de furacões de 2026 é:</p><ul><li><strong>13 tempestades tropicais nomeadas.</strong></li><li><strong>6 furacões</strong> (categorias 1 a 5), dos quais 2 serão furacões de grande intensidade (categoria 3 ou superior).</li></ul><ul></ul><p>Esses <strong>números estão ligeiramente abaixo da média</strong> de aproximadamente 14 tempestades nomeadas, 7 furacões e 3 furacões de grande intensidade.</p><h2>Que fatores poderiam tornar a temporada de 2026 menos ativa?</h2><p>Um dos principais fatores considerados até agora que influenciam as previsões deste ano é o desenvolvimento previsto do <strong>El Niño</strong>. Como se sabe na meteorologia tropical, esse fenômeno tende a aumentar o cisalhamento do vento no Atlântico, o que <strong>pode interromper a formação de ciclones e impedir o fortalecimento de sistemas tropicais</strong>.</p><p>Outro fator é que se espera que as<strong> temperaturas da superfície do mar estejam abaixo da média </strong>em algumas áreas do Atlântico Leste, uma condição que pode limitar ainda mais a atividade. No entanto, águas mais quentes em outras áreas costeiras desmatadas ainda podem contribuir para o fortalecimento de algumas ondas e tempestades tropicais.</p><div class="texto-destacado">Embora se espere que esta temporada seja mais tranquila, meteorologistas especialistas da CSU enfatizam que uma única tempestade pode ter um impacto significativo na temporada.</div><p>Na climatologia de furacões, mesmo temporadas com atividade abaixo da média já produziram furacões muito destrutivos, e <strong>as previsões do início da temporada podem mudar </strong>à medida que as condições evoluem para os meses de pico de atividade.</p><h3>Como é feita essa previsão?</h3><p>A equipe de pesquisa tropical liderada pelo Dr. Phil Klotzbach da CSU publica <strong>previsões sazonais</strong> há décadas, <strong>atualizando-as diversas vezes antes e durante a temporada de furacões</strong>.</p><p>Essas previsões de furacões são <strong>baseadas em uma combinação de dados históricos e anos análogos</strong>, bem como em <strong>condições atmosféricas e oceânicas</strong>. Essas informações alimentam modelos de previsão desenvolvidos por pesquisadores e outras agências de pesquisa meteorológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775791015511.jpg" data-image="m4kmdujw46m8"><figcaption>A equipe da CSU prevê 13 tempestades nomeadas durante a temporada de furacões no Atlântico, que vai de 1º de junho a 30 de novembro. Crédito: CSU.</figcaption></figure><p>A equipe baseia suas previsões em um <strong>modelo estatístico</strong>, bem como em três modelos que utilizam uma <strong>combinação de informações e previsões </strong>de condições em larga escala do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), do <em>Met Office</em> do Reino Unido e do Centro Euro-Mediterrâneo sobre Mudanças Climáticas.</p><p>Esses <strong>modelos utilizam dados históricos de 25 a 40 anos da temporada de furacões</strong> e avaliam variáveis como: temperatura da superfície do Oceano Atlântico, pressão ao nível do mar, níveis de cisalhamento vertical do vento, o fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENOS) e outros fatores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/confirmado-pela-noaa-temporada-de-furacoes-de-2025-registrou-o-segundo-maior-numero-de-furacoes-de-categoria.html" title="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registrou o segundo maior número de furacões de categoria 5">Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registrou o segundo maior número de furacões de categoria 5</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/confirmado-pela-noaa-temporada-de-furacoes-de-2025-registrou-o-segundo-maior-numero-de-furacoes-de-categoria.html" title="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registrou o segundo maior número de furacões de categoria 5"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-temporada-de-huracanes-de-2025-produjo-la-segunda-mayor-cantidad-de-huracanes-de-categoria-5-en-una-sola-temporada-1764678940743_320.jpeg" alt="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registrou o segundo maior número de furacões de categoria 5"></a></article></aside><p><strong>Este ano, pela primeira vez, a equipe utilizou um modelo climático baseado em aprendizado de máquina</strong> ('machine learning') chamado "<strong><em>Ai2 Climate Emulator</em>"</strong> (ACE2), que é executado com temperaturas da superfície do mar previstas pelo modelo climático do ECMWF.</p><p>Embora o modelo estatístico indique uma temporada um pouco acima da média, as indicações de outros modelos, incluindo <strong>o novo modelo ACE2, apontam para uma atividade um pouco abaixo da média</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Até o momento, a temporada de furacões de 2026 apresenta características semelhantes às temporadas de 2006, 2009, 2015 e 2023”, disse Phil Klotzbach, cientista do Departamento de Ciências Atmosféricas da CSU e principal autor do relatório.</div><p>“Nossas temporadas análogas variam de atividade de furacões no Atlântico bem abaixo da média a ligeiramente acima da média”, disse Klotzbach.</p><p>“Embora nossas temporadas análogas apresentem uma média ligeiramente abaixo do normal, a alta variabilidade na atividade observada durante nossos anos análogos destaca os <strong>elevados níveis de incerteza que normalmente estão associados à nossa previsão do início de abril</strong>”, acrescentou ele.</p><h2>É hora de se preparar!</h2><p>Com a chegada da temporada de furacões, é hora de revisar seu plano de preparação. <strong>Verifique seu kit de emergência e suprimentos, planos de evacuação</strong> — especialmente se você mora em áreas costeiras — <strong>e mantenha-se informado</strong> sobre as últimas previsões meteorológicas para o verão.</p><p> Com chuvas tropicais intensas e persistentes, lembre-se de que mesmo áreas do interior podem ser afetadas por sistemas tropicais, incluindo chuvas torrenciais, inundações e fortes rajadas de vento. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775792772131.jpeg" data-image="6vw4w0cvzfp6"><figcaption>Mochila de emergência: Água, alimentos não perecíveis, lanterna, rádio a pilhas, kit de primeiros socorros, documentos importantes em saco impermeável, apito, ferramentas básicas e itens de higiene pessoal para três dias.</figcaption></figure><p>Em resumo, embora a temporada de furacões de 2026 esteja prevista para ser um pouco menos ativa do que a média, isso não é motivo para baixarmos a guarda. Para referência, <strong>as temporadas recentes foram muito mais intensas do que as dos últimos 10 anos</strong>.</p><p>À medida que a temporada de pico se aproxima, as previsões serão refinadas nos próximos meses, e o preparo continua sendo essencial.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Colorado State University, 9 de abril 2026. <a href="https://tropical.colostate.edu/forecasting.html" target="_blank">"Forecast for 2026 Hurricane Activity"</a>, Dept. of Atmospheric Science.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/a-primeira-previsao-da-temporada-de-furacoes-2026-para-a-bacia-do-atlantico-publicada-pela-csu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[SpaceX perde o contato com um satélite e são detectados dezenas de objetos no espaço]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/spacex-perde-o-contacto-com-um-satelite-e-sao-detetados-dezenas-de-objetos-no-espaco.html</link><pubDate>Fri, 10 Apr 2026 23:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O recente incidente com o satélite Starlink revela novos desafios espaciais e as suas contínuas fragmentações exigem respostas urgentes para proteger futuras missões e garantir a segurança tecnológica global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/spacex-pierde-contacto-con-un-satelite-y-detectan-decenas-de-objetos-en-el-espacio-1775707588214.jpeg" data-image="9wf64ze5f1qd"><figcaption>Quando um satélite em órbita sofre um acidente, os seus fragmentos tornam-se um perigo para outros objetos em órbita.</figcaption></figure><p>A 29 de março, a SpaceX perdeu todo o contato com o satélite Starlink 34343 após uma súbita anomalia na órbita baixa. O dispositivo, lançado apenas em maio de 2025, estava em órbita a uma altitude de cerca de 560 quilómetros, ligeiramente superior à da Estação Espacial Internacional.</p><div class="texto-destacado">Pouco depois do incidente, os radares terrestres do LeoLabs detectaram dezenas de objetos misteriosos em torno do satélite avariado, confirmando que o lixo espacial de Elon Musk se tinha fragmentado durante a missão.</div><p>Uma extensa análise preliminar determinou que <strong>este evento não foi o resultado de uma colisão externa</strong>. De facto, a própria empresa sugeriu que a verdadeira causa dos danos estruturais teria sido uma sobrecarga eléctrica, com origem no interior do aparelho.</p><p>Perante este preocupante cenário tecnológico, as equipas de engenharia da SpaceX e da Starlink continuam a investigar incansavelmente para identificar a causa exata da falha detectada. O principal objetivo é implementar ações corretivas que possam evitar desastres semelhantes no futuro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/spacex-pierde-contacto-con-un-satelite-y-detectan-decenas-de-objetos-en-el-espacio-1775707827748.jpeg" data-image="9i1v6hxushe8"><figcaption>A rede de satélites Starlink é o maior perigo para a astronomia observacional devido aos seus rastos de luz.</figcaption></figure><p>Embora avaliações recentes tenham mostrado que esta perigosa nuvem de detritos <strong>não representa um risco iminente para a tripulação da Estação Espacial Internacional</strong>, as autoridades estão a monitorizar ativamente a trajetória dos novos detritos de Musk.</p><h2>Impacto nas missões atuais</h2><p>Para além de proteger as instalações da Estação Espacial Internacional, os próprios relatórios oficiais da Starlink garantiram a total segurança do tão esperado programa lunar. Por outras palavras, <strong>este incidente não constituiu qualquer perigo para o lançamento da tão esperada missão Artemis I I da NASA</strong>. </p><p>Também não se registaram quaisquer contratempos noutras operações programadas para a mesma manhã, incluindo o voo do Transporter-16 e a sua descolagem, que foi planeada para evitar que o equipamento da rede Starlink colocasse a sua carga útil muito acima ou muito abaixo da zona de aglomeração.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">On Sunday, March 29, Starlink satellite 34343 experienced an anomaly on-orbit, resulting in loss of communications with the satellite at ~560 km above Earth.<br><br>Latest analysis shows the event poses no new risk to the <a href="https://twitter.com/Space_Station?ref_src=twsrc%5Etfw">@Space_Station</a>, its crew, or to the upcoming launch of NASAs</p>— Starlink (@Starlink) <a href="https://twitter.com/Starlink/status/2038635185118588973?ref_src=twsrc%5Etfw">March 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Embora as comunicações oficiais sejam atualmente silenciosas, a SpaceX prometeu manter um olho ininterrupto em cada fragmento dos seus detritos metálicos para evitar que qualquer pequeno pedaço embata violentamente na superfície da Terra.</p><p>Todas estas tarefas de vigilância orbital constante não estão a ser realizadas isoladamente pelos operadores de redes privadas, <strong>mas em estreita e permanente coordenação estratégica com a NASA e a Força Espacial dos EUA</strong>.</p><h3>A lixeira espacial</h3><p>A verdade é que este incidente não representa um caso isolado dentro da infame rede global desta tentativa de supervilão do século XXI. Há apenas quatro meses, <strong>a Starlink 35956 sofreu uma falha muito grave</strong>, diretamente relacionada com o seu sistema interno de propulsão orbital.</p><p>Este problema técnico fez com que a nave espacial perdesse subitamente a estabilidade e libertasse fragmentos perigosos antes de reentrar na atmosfera terrestre. O pior de tudo é que a preocupação com o rei descontrolado e perigoso dos detritos espaciais está a aumentar de dia para dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/alerta-nas-costas-mexicanas-destrocos-da-spacex-ameacam-a-nidificacao-de-tartarugas-marinhas.html" title="Alerta nas costas mexicanas: destroços da SpaceX ameaçam a nidificação de tartarugas marinhas">Alerta nas costas mexicanas: destroços da SpaceX ameaçam a nidificação de tartarugas marinhas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/alerta-nas-costas-mexicanas-destrocos-da-spacex-ameacam-a-nidificacao-de-tartarugas-marinhas.html" title="Alerta nas costas mexicanas: destroços da SpaceX ameaçam a nidificação de tartarugas marinhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-en-costas-mexicanas-desechos-de-spacex-amenazan-la-anidacion-de-tortugas-marinas-1751172868892_320.jpeg" alt="Alerta nas costas mexicanas: destroços da SpaceX ameaçam a nidificação de tartarugas marinhas"></a></article></aside><p>Para agravar este quadro sombrio, a empresa, com <strong>mais de 10.000 satélites a transitar na nossa órbita baixa</strong>, enfrenta um justificado e rigoroso escrutínio internacional por parte de brilhantes cientistas dedicados ao estudo permanente do frágil ecossistema tecnológico que rodeia a Terra.</p><p>Esta geração descontrolada de detritos artificiais obriga constantemente as outras empresas de satélites e os fornecedores de lançamentos a vigiarem as suas trajetórias, pois podem ser obrigados a efetuar manobras tácticas para evitar colisões com o lixo de Elon.</p><h3>Prevenção técnica e manobras extremas</h3><p>As consequências desta pilha de detritos em constante crescimento são já palpáveis atualmente. Por exemplo, há uma semana, a Estação Espacial Internacional foi forçada a efetuar uma manobra urgente de desvio para proteger os seus astronautas.</p><p>Durante esse evento orbital, um gigantesco fragmento letal de um antigo satélite meteorológico destruído <strong>estava prestes a passar perigosamente perto, a apenas 4 quilómetros de distância</strong>. A proximidade acionou automaticamente os protocolos internacionais de segurança espacial para modificar a órbita do laboratório científico.</p><p>Através de uma sincronização técnica sem precedentes, agências como a NASA e a Roscosmos ativaram os propulsores da nave espacial Progress acoplada, com um <strong>ajuste preventivo que durou 5 minutos e 31 segundos</strong>, permitindo-lhes evitar uma colisão que poderia ter-se tornado trágica e iminente.</p><p>Perante todas estas ameaças, o sector da tecnologia espacial está a conceber ativamente contramedidas inovadoras, por exemplo, os projetos europeus estão a construir garras espaciais mecânicas, enquanto outras empresas estão a testar amortecedores magnéticos para recolher os detritos estelares em crescimento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/spacex-perde-o-contacto-com-um-satelite-e-sao-detetados-dezenas-de-objetos-no-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova frente fria chega ao Brasil e afeta 5 estados neste fim de semana; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-e-afeta-5-estados-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 10 Apr 2026 22:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O sistema causará tempestades em toda a região Sul ao longo do final de semana, podendo atingir também Mato Grosso do Sul e São Paulo. As tempestades podem causar transtornos para a população.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-seguira-afetando-o-brasil-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html">Ar frio seguirá afetando o Brasil neste fim de semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa54vss"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa54vss.jpg" id="xa54vss"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre a tarde e a noite do próximo sábado (11), uma <strong>região de baixa pressão</strong> começará a se aprofundar entre o norte da Argentina, o Paraguai, o Rio Grande do Sul e o Uruguai, causando<strong> tempestades intensas</strong> no oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O fenômeno pode ser observado no vídeo acima.</p><div class="texto-destacado">O Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu avisos de tempestade para grande parte do Rio Grande do Sul e extremo oeste de Santa Catarina no sábado (11). Há risco de chuvas de até 50 mm, ventos intensos de até 60 km/h e queda de granizo. </div><p>O sistema <strong>já traz risco de transtornos para a população no sábado</strong>, incluindo cortes no fornecimento de energia elétrica, pequenos estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos (especialmente em áreas urbanas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-e-afeta-5-estados-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1775842950329.jpg" data-image="9b74oi9ufrpe" alt="Previsão de probabilidade de chuva no sábado durante a noite." title="Previsão de probabilidade de chuva no sábado durante a noite."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva no sábado durante a noite mostra o sistema avançando pelo oeste do RS e de SC, ocasionando a formação de tempestades intensas sobre a região.</figcaption></figure><p>Durante a noite e a madrugada, o sistema<strong> se transformará em um ciclone</strong> na altura da Argentina e do Uruguai, com uma <strong>frente fria</strong> sobre o Rio Grande do Sul. Ao longo do domingo (12), essa frente fria avançará pelo restante do Rio Grande do Sul e também causará chuvas em Santa Catarina e no Paraná.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Previsões indicam que as chuvas podem seguir ocasionando transtornos ao longo do domingo. Ao total, os acumulados podem ficar <strong>entre 50 e 100 mm</strong> de chuva até o final do dia, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-e-afeta-5-estados-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1775842986781.jpg" data-image="agrkibrzjqij" alt="Previsão de acumulados de chuva até o final do domingo." title="Previsão de acumulados de chuva até o final do domingo."><figcaption>Previsão de acumulados de chuva até o final do domingo mostra que as chuvas atingem volumes entre 50 e 100 mm, atuando com maior intensidade no oeste dos estados RS, SC e PR.</figcaption></figure><p>O sistema também pode ocasionar <strong>pancadas moderadas de chuva</strong> no <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e no extremo sul e oeste de<strong> São Paulo</strong> durante o domingo (12). No Mato Grosso do Sul, as tempestades também resultarão em volumes de chuva altos e transtornos significativos, mas tudo indica que os acumulados em São Paulo não serão tão significativos.</p><h2>Sistema frontal não fará as temperaturas caírem</h2><p>Vale notar que este sistema<strong> não estará associado a uma massa de ar frio tão intensa</strong> quanto a registrada ao longo desta semana. Por isso, a tendência para o final de semana ainda continua sendo de aumento das temperaturas na região Sul, após o pico de frio que está acontecendo por volta desta sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-e-afeta-5-estados-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1775843017655.jpg" data-image="mmfll3v7g5tw" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 13 e 20 de Abril." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 13 e 20 de Abril."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 13 e 20 de Abril mostra que as temperaturas na região Sul ao longo da semana que vem devem retornar a patamares acima da média.</figcaption></figure><p>Com isso, embora chuvas continuem se formando ao longo da semana que vem, especialmente no sul e oeste do Rio Grande do Sul, a tendência é de que <strong>as temperaturas retornem a patamares acima da média</strong>. Por enquanto, não há previsão de novas massas de ar frio avançando pelo Brasil.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-chega-ao-brasil-e-afeta-5-estados-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz risco de tempestades para o RS, PR e SC neste domingo, 12; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-para-o-rs-pr-e-sc-neste-domingo-12-confira.html</link><pubDate>Fri, 10 Apr 2026 20:33:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova frente fria se forma neste domingo no Sul do Brasil e vai aumentar as condições para chuva localmente intensa e temporais no RS. Indiretamente, o sistema também vai afetar o tempo em SC e no PR.</p><ul><li>Mais notícias: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-frio-trazem-chuva-e-frio-pelo-brasil-neste-fim-de-semana-veja-a-previsao.html" target="_blank">Frente fria e ar frio trazem chuva e frio pelo Brasil neste fim de semana; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa54kdc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa54kdc.jpg" id="xa54kdc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta <strong>sexta-feira (10) e no sábado (11), o tempo se mantém estável sobre grande parte da Região Sul </strong>do Brasil, com Sol entre muitas nuvens, calor durante as tardes e temperaturas mais amenas durante o amanhecer.</p><p>Contudo, há condições para pancadas de chuva fraca a moderada, com eventuais trovoadas nas regiões Oeste, Missões e Noroeste do Rio Grande do Sul no sábado (11), entre o fim da tarde e a noite.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Mas <strong>é no domingo (12) que as condições mudam em toda a Região Sul</strong>. Áreas de baixa pressão já começam a atuar na região desde a noite do sábado (11), e<strong> no domingo (12) uma nova frente fria se forma sobre o Rio Grande do Sul</strong> provocando chuvas irregulares e tempestades ao longo do dia. Indiretamente, o sistema também<strong> vai aumentar as instabilidades</strong> em Santa Catarina e no Paraná.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes da previsão</strong> do tempo para o domingo (12) nesta região.</p><h2>Aumento das chuvas e tempestades no Sul do país no fim de semana</h2><p>As<strong> instabilidades retornam à Região Sul já no sábado (11) à noite</strong>, quando <strong>áreas de baixa pressão </strong>atmosférica formam pancadas de chuva fraca a moderada no Oeste, Missões, Noroeste, Campanha e Centro do Rio Grande do Sul.</p><p>Essas chuvas continuam atuando e se espalham mais ainda sobre o estado gaúcho e também no oeste de Santa Catarina e do Paraná ao longo da madrugada do domingo (12).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-para-o-rs-pr-e-sc-neste-domingo-12-confira-1775843185388.jpg" data-image="0rzj890cqu8s"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para domingo (12) às 10h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a <strong>manhã do domingo (12)</strong>, uma <strong>nova frente fria deve se originar sobre o Rio Grande do Sul</strong>, favorecendo o aumento das instabilidades sobre o estado e, indiretamente, afetando também o tempo nos estados catarinense e paranaense ao longo do dia.</p><p>Então, entre a manhã e a tarde do domingo (12) ocorrem <strong>pancadas de chuva moderada a pontualmente forte em grande parte do Rio Grande do Sul</strong>, e acompanhadas por <strong>tempestades isoladas</strong> no Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Campanha, Centro, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre, Sul, Costa Doce e Litoral Médio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-para-o-rs-pr-e-sc-neste-domingo-12-confira-1775843425484.jpg" data-image="hcb88h7frd2v"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para domingo (12) à tarde (14h), segundo o modelo europeu ECMWF. O maior potencial para chuvas estará no sul gaúcho, no norte catarinense e no Paraná, mas isso não quer dizer que não vá chover nas demais áreas.</figcaption></figure><p>Em <strong>Santa Catarina</strong>, teremos condições para <strong>chuvas moderadas e com temporais isolados ao longo do dia</strong>, mas já iniciando na madrugada, como comentamos, especialmente entre o <strong>Grande Oeste, Planaltos e áreas de divisa com o Rio Grande do Sul</strong>, devido a áreas de baixa pressão atmosférica.</p><p>No <strong>Paraná</strong>, são esperadas<strong> chuvas de moderada intensidade e tempestades pontuais </strong>no <strong>oeste e sudoeste no início da manhã, e que se espalham para as demais áreas</strong> do estado com o passar do dia, devido à atuação de áreas de baixa pressão. À noite, ainda podem ocorrer algumas pancadas isoladas no norte do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-para-o-rs-pr-e-sc-neste-domingo-12-confira-1775843595407.jpg" data-image="c7cvwtfuy88d"><figcaption>Previsão do acumulado de precipitação (em mm) entre hoje (10) e domingo (12) à noite (23h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Os<strong> volumes de precipitação</strong> (em mm) não serão muito expressivos até o fim do domingo (12). Os acumulados variam de <strong>5 mm a 40 mm no Rio Grande do Sul, com pontuais de 60 mm na região das Missões e no extremo sul</strong>. Em Santa Catarina e no Paraná, volumes mais baixos, com acumulados chegando a 30 mm no oeste de ambos os estados.</p><p>A <strong>tendência </strong>é que o <strong>tempo volte a ficar firme na Região Sul já na segunda-feira (13)</strong>, com sol predominando e temperaturas voltando a subir, porém, ainda não se descarta a ocorrência de<strong> temporais bem isolados</strong>, devido ao calor e umidade, em áreas do <strong>Rio Grande do Sul</strong> e de <strong>Santa Catarina</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-para-o-rs-pr-e-sc-neste-domingo-12-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item></channel></rss>