<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 19 Apr 2026 03:00:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 03:00:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos e encontraram algo inesperado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É difícil acompanhar a evolução dos ecossistemas marinhos ao longo de décadas quando é difícil obter amostras históricas fiáveis. Uma equipa de investigadores dos EUA encontrou uma solução improvável num armazém de Seattle.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182386090.jpg" data-image="j65qnlbnuqnz" alt="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time." title="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time."><figcaption>Os pesquisadores transformaram um salmão enlatado com décadas de idade num registo das alterações oceânicas, revelando como sinais biológicos ocultos acompanharam as mudanças nos ecossistemas marinhos ao longo do tempo.</figcaption></figure><p>Cientistas da Universidade de Washington abriram <strong>178 latas de salmão, abrangendo um total de 42 anos de capturas</strong> no Golfo do Alasca e na Baía de Bristol.</p><p>A razão por detrás desta atividade peculiar não foi apenas por diversão. Os investigadores pretendiam<strong> contar os minúsculos vermes parasitas que se encontravam preservados no interior dos filetes</strong> e verificar se guardavam algum segredo sobre a história do oceano.</p><p>De acordo com os cientistas, o estudo é o primeiro a utilizar peixe enlatado arquivado como um conjunto de dados ecológicos a longo prazo, e<strong> as contagens de vermes revelaram-se mais informativas do que poderiam parecer</strong>.</p><h2>O que quatro décadas de latas revelaram</h2><p>Os parasitas em questão são os anisakids, por vezes chamados de vermes do sushi. Têm cerca de um centímetro de comprimento, já estão mortos devido ao processo de enlatamento e são completamente inofensivos para o consumo. No entanto, a sua presença na carne do peixe fornece informações sobre a cadeia alimentar mais alargada, uma vez que os <strong>anisakids só podem completar o seu ciclo de vida se existir a combinação certa de hospedeiros</strong>, desde o krill e os pequenos peixes até aos mamíferos marinhos.</p><p>“Toda a gente pensa que a presença de vermes no salmão é um sinal de que as coisas correram mal”, disse Chelsea Wood, professora associada de ciências aquáticas e da pesca na UW e autora sénior do artigo. "Mas o ciclo de vida dos anisakid integra muitos componentes da teia alimentar. <strong>Vejo a sua presença como um sinal de que o peixe no nosso prato veio de um ecossistema saudável.</strong>"</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734.png" data-image="5vqfpam0cqip" alt="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean." title="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-223119">Os cientistas mostraram que os níveis crescentes de organismos parasitas refletiram teias alimentares mais completas, sugerindo uma recuperação a longo prazo em algumas partes do oceano.</figcaption></figure><p>As latas vieram da Seafood Products Association, um grupo comercial de Seattle que as tinha guardado para efeitos de controlo de qualidade e já não precisava delas. Os investigadores dissecaram os filetes utilizando pinças e um microscópio de dissecação, <strong>separando cuidadosamente a carne para contar os vermes enrolados no interior do tecido muscular</strong>.</p><p>Os resultados mostraram que os níveis de anisakid aumentaram nos salmões chum e rosa entre 1979 e 2021. <strong>Em coho e sockeye, os números permaneceram praticamente estáveis</strong> - embora isso seja mais difícil de interpretar, em parte porque o processo de enlatamento destruiu as caraterísticas internas necessárias para identificar quais espécies específicas de vermes estavam presentes.</p><p>A autora principal, Natalie Mastick, atualmente investigadora de pós-doutoramento no Museu Peabody de Yale, afirma que o aumento de algumas espécies é um sinal encorajador.</p><p>"Ver o seu número aumentar ao longo do tempo, como aconteceu com o salmão rosa e o salmão chum, indica que estes parasitas conseguiram encontrar os hospedeiros certos e reproduzir-se. <strong>Isso pode indicar um ecossistema estável ou em recuperação</strong>, com um número suficiente de hospedeiros certos para os anisakids".</p><h2>Por que é que a recuperação dos mamíferos marinhos pode estar por detrás disto?</h2><p>Uma das explicações mais plausíveis para o aumento envolve a Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos de 1972. As focas, os leões-marinhos e as orcas recuperaram significativamente durante o período de estudo - e uma vez que <strong>os anisakids só se podem reproduzir nos intestinos de um mamífero marinho</strong>, mais mamíferos marinhos na água significa mais oportunidades para o parasita completar o seu ciclo.</p><p>O aquecimento das temperaturas do oceano e as melhorias ligadas à Lei da Água Limpa podem também ser fatores contribuintes, embora os investigadores não tenham conseguido separar esses efeitos de forma clara.</p><p>A equipa afirma que a abordagem também poderia funcionar com outros mariscos arquivados - sendo as sardinhas em conserva um candidato óbvio. No entanto, para lá chegar, depende do tipo de trabalho em rede informal que conduziu a este estudo.</p><p>“Só podemos obter estas informações sobre os ecossistemas do passado através da criação de redes e de ligações para descobrir <strong>fontes inexploradas de dados históricos”</strong>, afirmou Wood.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p> <em>Scientists open 40-year-old salmon and find a surprising sign of ocean recovery, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260401022027.htm" target="_blank">Washignton Unviersity</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[3I/ATLAS se despede do Sistema Solar, mas segue rendendo descobertas científicas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 20:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nos momentos finais do 3I/ATLAS no Sistema Solar, observações revelaram a presença de metano em sua composição.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas-1776536685254.png" data-image="c2p3hjvtdelp" alt="Mesmo em sua despedida do Sistema Solar, o 3I/ATLAS continua fornecendo dados, revelando novas informações sobre sua estrutura e origem. Crédito: NASA" title="Mesmo em sua despedida do Sistema Solar, o 3I/ATLAS continua fornecendo dados, revelando novas informações sobre sua estrutura e origem. Crédito: NASA"><figcaption>Mesmo em sua despedida do Sistema Solar, o 3I/ATLAS continua fornecendo dados, revelando novas informações sobre sua estrutura e origem. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>O 3I/ATLAS é um objeto de origem interestelar identificado em julho de 2025 e tornou-se o terceiro visitante interestelar já registrado. <strong>Sua detecção foi realizada por levantamentos observacionais e, rapidamente, ele foi confirmado como objeto interestelar com sua trajetória hiperbólica. </strong>Astrônomos e o público em geral tiveram grande interesse no visitante interestelar por causa da raridade da visita de objetos desse tipo. O 3I/ATLAS marcou o ano de 2025 como um dos principais alvos científicos.</p><p>Após sua aproximação máxima do Sol, o 3I/ATLAS iniciou sua trajetória de saída do Sistema Solar, seguindo uma órbita que impede qualquer retorno futuro. <strong>Apesar da curta duração de sua passagem, o objeto foi monitorado continuamente por telescópios terrestres e espaciais. </strong>Diversas observações espectroscópicas e fotométricas foram realizadas para caracterizar sua composição e atividade. Essas observações foram importantes para entender como objetos são formados fora do Sistema Solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764514" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html" title="Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar ">Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html" title="Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-em-18-de-abril-saiba-mais-sobre-o-nosso-visitante-cosmico-1776471164640_320.png" alt="Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar "></a></article></aside><p><strong>Atualmente, em abril, o 3I/ATLAS já se encontra além da órbita de Júpiter, em fase de afastamento do Sistema Solar. </strong>Mesmo nessa etapa, novas análises continuam revelando informações relevantes sobre sua composição química. Observações recentes indicaram a presença de metano no cometa. A detecção desse material fornece ainda mais pistas sobre como era o ambiente que esse objeto se formou e ambientes de formação em outros sistemas estelares. </p><h2>3I/ATLAS</h2><p>Em julho de 2025, o observatório ATLAS identificou um objeto entrando no Sistema Solar e alguns dias depois, outros observatórios confirmaram a origem interestelar dele. <strong>Com isso, o objeto se tornou o terceiro objeto interestelar detectado atravessando o Sistema Solar. </strong>Por ser o terceiro objeto interestelar e ter sido observado primeiro pelo ATLAS, o cometa recebeu o nome de 3I/ATLAS. </p><div class="texto-destacado">A passagem do 3I/ATLAS foi curta por causa da sua trajetória e por ter uma velocidade alta em relação à Terra. </div><p>O 3I/ATLAS atingiu seu periélio, que é ponto de maior proximidade do Sol, no final de 2025 e a partir daí começou sua trajetória de afastamento. <strong>O momento de menor distância da Terra ocorreu em seguida, sem representar qualquer risco de impacto. </strong>Desde sua descoberta, cálculos orbitais indicaram probabilidade mínima de colisão com o nosso planeta. Mesmo em sua maior aproximação, o objeto permaneceu a uma distância segura, compatível com parâmetros esperados de visitantes interestelares. </p><h2>Descobertas</h2><p>Durante a sua curta passagem pelo Sistema Solar, o 3I/ATLAS foi alvo de campanhas observacionais que permitiram caracterizar sua atividade e propriedades físicas.<strong> Dados fotométricos indicaram variações de brilho associadas à rotação e à liberação de material volátil. </strong>Observações espectroscópicas revelaram a presença de gases típicos de atividade cometária além da coma. A análise da morfologia da cauda forneceu informações sobre a interação com o vento solar e a distribuição de partículas ejetadas. </p><p><strong>A observação de cometas é importante porque eles têm informações sobre os primeiros momentos de formação de um sistema planetário. </strong>No 3I/ATLAS, a observação mostrou que processos de formação envolvendo gelo e poeira são comuns em discos protoplanetários além do Sistema Solar. A comparação com cometas locais indicou semelhanças estruturais, mas também diferenças na composição e evolução térmica.</p><h2>A despedida rendendo descoberta</h2><p>No momento, o 3I/ATLAS está caminhando para fora do Sistela Solar e já está além da órbita de Júpiter. <strong>Mesmo assim, o 3I/ATLAS continuou sendo alvo de observações com o telescópio James Webb.</strong> Pesquisadores analisaram emissões no infravermelho e estudaram a composição térmica e química do objeto. Durante sua aproximação do Sol, os dados indicaram uma liberação limitada de voláteis. Esse comportamento é consistente com a exposição prolongada do cometa a raios cósmicos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas-1776536725263.png" data-image="yymfucq990pq" alt="O 3I/ATLAS revelou metano em seu interior após perder suas camadas superficiais aquecidas pelo Sol, expondo material mais primitivo. Crédito: Belyakov et al. 2026" title="O 3I/ATLAS revelou metano em seu interior após perder suas camadas superficiais aquecidas pelo Sol, expondo material mais primitivo. Crédito: Belyakov et al. 2026"><figcaption>O 3I/ATLAS revelou metano em seu interior após perder suas camadas superficiais aquecidas pelo Sol, expondo material mais primitivo. Crédito: Belyakov et al. 2026</figcaption></figure><p>As primeiras observações refletiam principalmente a química de uma superfície processada e envelhecida. <strong>À medida que o 3I/ATLAS se afasta do Sistema Solar, novas análises revelaram mudanças em sua atividade.</strong> Novos dados mostraram aumento na liberação de voláteis, indicando aquecimento de camadas mais profundas. Esse comportamento sugere que o objeto perdeu sua crosta superficial, expondo regiões internas mais preservadas. Uma das descobertas principais foi a presença de metano no interior do objeto. </p><h2>Quando teremos outra visita?</h2><p>Com isso, o 3I/ATLAS nos deu muitas informações sobre como é a composição química de sistemas planetários além do Sistema Solar. <strong>Apesar disso, agora o 3I/ATLAS se despede para nunca mais voltar, ou seja, sua passagem é única, sem possibilidade de retorno. </strong>Antes dele, apenas dois visitantes interestelares haviam sido confirmados: ʻOumuamua e 2I/Borisov. A detecção desses poucos casos destaca a raridade ou possível subdetecção desse tipo de objeto. </p><p>Como consequência, ainda não é possível prever quando ocorrerá a próxima visita interestelar. <strong>Apesar da incerteza na frequência desses encontros, avanços tecnológicos vêm ampliando a capacidade de detecção. </strong>Isso sugere que novos visitantes podem ser detectados com maior regularidade no futuro. No entanto, permanece a dúvida se o baixo número observado até agora reflete limitações instrumentais do passado ou uma taxa baixa de passagem. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Belyakov et al. 2026 <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae5700" target="_blank">The Volatile Inventory of 3I/ATLAS as Seen with JWST/MIRI</a> The Astrophysical Journal Letters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chimpanzés entram em “guerra civil” inédita em Uganda após ruptura de grupo e intrigam cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 18:57:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo revela ruptura social rara entre chimpanzés em Uganda, com divisão permanente, violência letal crescente e causas ainda incertas, levantando novas questões sobre comportamento, cooperação e conflitos em primatas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas-1776429547119.jpg" data-image="lvd9qhy0hqyn" alt="Estudo analisa chimpanzés de Ngogo • Arvind Mohandas" title="Estudo analisa chimpanzés de Ngogo • Arvind Mohandas"><figcaption>Estudo analisa chimpanzés de Ngogo. Crédito: Arvind Mohandas</figcaption></figure><p>Um <strong>conflito incomum entre chimpanzés </strong>no Parque Nacional de Kibale, em Uganda, tem intrigado cientistas e chamado atenção da comunidade científica internacional. O episódio envolve cerca de<strong> 200 indivíduos </strong>que, após décadas vivendo em harmonia, se dividiram em<strong> dois grupos rivais e passaram a protagonizar confrontos violentos.</strong></p><p>Descrito por pesquisadores como uma espécie de<strong> “guerra civil”</strong>, o fenômeno é considerado inédito entre chimpanzés da espécie <em>Pan troglodytes</em>. O estudo, conduzido por especialistas da Universidade do Texas e publicado na revista <em>Science</em>, analisa uma das maiores comunidades já observadas em estado selvagem.</p><p>Monitorados há aproximadamente 30 anos, os chimpanzés de Ngogo apresentaram <strong>sinais graduais de tensão social.</strong> Inicialmente coeso, o grupo começou a formar subgrupos com laços mais fortes entre determinados indivíduos, indicando uma fragmentação progressiva.</p><h2>Da coesão à ruptura violenta</h2><p>Por volta de 2015, a comunidade se dividiu em dois grupos distintos, embora ainda mantivesse algum nível de cooperação e interação. A ruptura definitiva ocorreu em 2018, quando<strong> os vínculos sociais se romperam completamente </strong>e as agressões começaram.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas-1776429750171.jpg" data-image="g69am82bqdz5" alt="Grupo de chimpanzés se divide e entra em guerra mortal em Uganda Imagem: Reprodução/ ScienceAlert External Sources… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/04/10/guerra-civil-entre-chimpanzes-surpreende-cientistas-e-segue-sem-explicacao.ghtm?cmpid=copiaecola" title="Grupo de chimpanzés se divide e entra em guerra mortal em Uganda Imagem: Reprodução/ ScienceAlert External Sources… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/04/10/guerra-civil-entre-chimpanzes-surpreende-cientistas-e-segue-sem-explicacao.ghtm?cmpid=copiaecola"><figcaption>Grupo de chimpanzés se divide e entra em guerra mortal em Uganda. Crédito: Reprodução/ ScienceAlert External Sources</figcaption></figure><p>Cada facção passou a ocupar territórios diferentes, conhecidos como região central e ocidental, e deixou de interagir pacificamente. A partir daí, a<strong> violência escalou rapidamente, com ataques coordenados entre os grupos.</strong></p><p>Segundo o pesquisador Aaron Sandel, os confrontos envolvem <strong>comportamentos extremamente agressivos, como mordidas, socos e chutes</strong>. “Machos adultos participam principalmente, mas às vezes fêmeas também se juntam aos ataques”, relatou. As investidas podem durar cerca de 15 minutos e frequentemente resultam em mortes.</p><h2>Possíveis causas e dinâmica social</h2><p>Embora ataques entre grupos desconhecidos de chimpanzés já tenham sido documentados, o que torna este caso singular é <strong>o fato de a violência ocorrer entre indivíduos que antes conviviam de forma pacífica</strong>. Isso levanta novas questões sobre a complexidade social da espécie.</p><div class="texto-destacado">Os cientistas ainda investigam as causas do conflito, mas apontam uma combinação de fatores como possíveis gatilhos. Entre eles estão a competição intensa por alimentos, disputas entre machos por acasalamento e doenças que reduziram a população e afetaram a estrutura social.</div><p>Um elemento crucial foi <strong>a morte de indivíduos que funcionavam como “pontes sociais” </strong>entre os subgrupos. Sem esses mediadores, os laços enfraqueceram até se tornarem irreversíveis, consolidando a divisão permanente.</p><h2>Violência persistente e implicações científicas</h2><p>Até 2024,<strong> ao menos 24 mortes foram registradas</strong>, com novos casos observados em 2025, indicando que o conflito continua ativo e possivelmente mais amplo do que o documentado. Patrulhas territoriais se tornaram frequentes, e os ataques passaram a atingir não apenas machos adultos, mas também filhotes.</p><p>Este é<strong> apenas o segundo caso documentado de cisão permanente em chimpanzés selvagens</strong> em cerca de 50 anos. O primeiro foi observado na década de 1970, na Tanzânia, pela primatóloga Jane Goodall, embora com registros mais limitados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752257" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/macaco-da-amazonia-usa-engenhosa-estrategia-para-sobreviver.html" title="Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver">Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/macaco-da-amazonia-usa-engenhosa-estrategia-para-sobreviver.html" title="Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/macaco-da-amazonia-usa-engenhosa-estrategia-para-sobreviver-1770063262049_320.jpg" alt="Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver"></a></article></aside><p>Apesar do uso do termo “guerra civil” ajudar a ilustrar a gravidade do fenômeno, pesquisadores alertam para <strong>a necessidade de cautela ao comparar esses eventos com conflitos humanos. </strong>Eles destacam que outras espécies próximas, como os bonobos, apresentam comportamentos mais tolerantes e evitam confrontos letais.</p><p>Além disso, o estudo reforça <strong>o papel fundamental das fêmeas na dinâmica social.</strong> Embora menos visíveis nos confrontos, elas influenciam decisões sobre território, alimentação e reprodução, sendo essenciais para compreender a complexidade desses conflitos em nível grupal.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>CNN Brasil. <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/comunidades-de-chimpanze-entram-em-guerra-civil-apos-divisao-permanente/" target="_blank">Comunidades de chimpanzé entram em "Guerra Civil" após divisão permanente</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A mudança climática pode acelerar a evolução da vida: o exemplo de uma mosca pode mudar tudo!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-mudanca-climatica-pode-acelerar-a-evolucao-da-vida-o-exemplo-de-uma-mosca-pode-mudar-tudo.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 17:16:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo científico revelou que o estresse térmico deixa marcas no DNA que são transmitidas por pelo menos quatro gerações. As mudanças climáticas podem acelerar a evolução dos organismos vivos sem que ninguém perceba.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cambio-climatico-podria-acelerar-la-evolucion-de-los-seres-vivos-lo-que-le-paso-a-una-mosca-puede-cambiar-todo-1775837840445.jpg" data-image="o068uebeznd7" alt="mosca" title="mosca"><figcaption>Um efeito inesperado e preocupante do aquecimento global foi destacado pela ciência: moscas-das-frutas herdam uma modificação genética ligada ao estresse térmico, acelerando a evolução.</figcaption></figure><p>Sempre nos ensinaram que a evolução é lenta. Que as mudanças nas espécies levam milhares de anos. Mas um estudo publicado em abril deste ano na revista <em>Molecular Biology and Evolution</em> desafia essa certeza, com um protagonista inesperado: a <strong>mosca-da-fruta </strong>(<em>Tephritidae</em>). </p><p>O que os pesquisadores descobriram é bastante perturbador. O <strong>estresse térmico em moscas-da-fruta causa alterações na expressão gênica</strong> e no desenvolvimento que <strong>persistem por pelo menos três gerações</strong>, particularmente em populações originárias de climas áridos. Em outras palavras:<strong> uma onda de calor vivenciada pela avó pode deixar sua marca nos bisnetos</strong>, sem alterar uma única letra do DNA.</p><p><strong>Isso não é evolução clássica</strong>. É algo diferente, talvez mais rápido e mais urgente.</p><h2>Transmissão de calor: o que diz a ciência</h2><p>Pesquisadores estudaram <strong>moscas coletadas na Espanha e na Finlândia </strong>para comparar suas respostas em climas áridos e frios, medindo a expressão gênica e as mudanças no desenvolvimento da prole ao longo de várias gerações.</p><p>O resultado é claro: <strong>moscas de climas áridos</strong>, historicamente acostumadas ao calor, responderam melhor. As <strong>gerações nascidas mais de dois dias após o choque térmico se desenvolveram mais rapidamente</strong> do que os grupos de controle, sugerindo uma resposta fisiológica potencialmente benéfica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759589" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%">Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-el-cambio-climatico-podria-reducir-la-economia-global-1773162637337_320.jpg" alt="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"></a></article></aside><p>O mecanismo em ação é chamado de<strong> herança epigenética transgeracional</strong>: certas marcas químicas no DNA não desaparecem de uma geração para a seguinte, mas são transmitidas como uma mensagem do passado. É como se o organismo estivesse dizendo aos seus descendentes: "Cuidado, o calor está chegando".</p><p>De acordo com o autor principal do estudo, Ewan Harney, os efeitos transgeracionais observados na expressão gênica e no tempo de desenvolvimento mostram que <strong>o estresse térmico não apenas seleciona os indivíduos mais bem adaptados, mas também pode facilitar diretamente a evolução</strong>.</p><h2>As consequências da evolução acelerada</h2><p>O fato de o <strong>calor poder reprogramar o desenvolvimento dos seres vivos ao longo de várias gerações</strong> tem implicações que vão muito além da biologia laboratorial.</p><p>As temperaturas na Terra estão aumentando devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem, representando um desafio evolutivo para muitas populações, com eventos extremos como <strong>ondas de calor prestes a se tornarem poderosos impulsionadores da evolução</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cambio-climatico-podria-acelerar-la-evolucion-de-los-seres-vivos-lo-que-le-paso-a-una-mosca-puede-cambiar-todo-1775839027806.jpg" data-image="xrggompa2vl5"><figcaption>As mudanças climáticas podem atuar como um poderoso motor evolutivo, com efeitos tanto benéficos quanto prejudiciais…</figcaption></figure><p>O problema é que <strong>nem todas as mudanças serão benéficas</strong>. Nem todas as modificações transgeracionais desencadeadas pelas mudanças climáticas melhorarão a aptidão dos organismos: <strong>condições de estresse térmico frequentemente levam a efeitos negativos que persistem nas gerações subsequentes</strong>, anulando qualquer vantagem potencial.</p><div class="texto-destacado">Algumas espécies conseguirão se adaptar mais rapidamente do que o esperado. Outras permanecerão aprisionadas, transmitindo respostas que se tornaram inadequadas para o ambiente futuro.</div><br><strong>Uma coisa é certa: estamos acionando uma alavanca cujos efeitos em cascata estamos apenas começando a compreender</strong>. Cada décimo de grau adicional na temperatura global não apenas altera o clima; pode reescrever silenciosamente o futuro biológico de muitas espécies. <br><br>A <strong>ação climática</strong> não é apenas uma questão ambiental. É também uma questão evolutiva. <em></em><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://academic.oup.com/mbe/article/43/4/msag069/8571750" target="_blank"> Transgenerational effects of heat shock on gene regulation and fitness-related traits in natural Drosophila populations</a>. 08 de abril, 2026. Ewan Harney e Josefa González.</em> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-mudanca-climatica-pode-acelerar-a-evolucao-da-vida-o-exemplo-de-uma-mosca-pode-mudar-tudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[São Paulo: 4 trilhas imperdíveis para fazer em meio à natureza na capital paulista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 14:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quer respirar ar puro sem sair da cidade? Pois saiba que é possível. A capital paulista tem várias trilhas ecológicas para caminhar, aliviar o corpo e a mente e ter um contato maior com a natureza. Conheça aqui 4 delas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453733988.jpg" data-image="8yp86cg836c2"><figcaption>A Trilha do Pai Zé leva ao ponto mais alto da capital paulista, o Pico do Jaraguá. Foto: Divulgação.</figcaption></figure><p>Engana-se quem pensa que a <strong>cidade de São Paulo</strong> é só uma “selva de pedras”. Além dos arranha-céus e a densa paisagem urbana, ela também conta com espaços verdes, parques e <strong>trilhas ecológicas para quem quer caminhar, desestressar, aliviar a mente e respirar um ar mais puro</strong>.</p><p>Neste artigo, trazemos<strong> 4 trilhas incríveis para você fazer na capital paulista</strong>, daquelas que cabem no fim de semana e que são ideais para os amantes da natureza. Acompanhe abaixo.</p><h2>4 trilhas imperdíveis na capital paulista</h2><p>Esses trajetos têm diferentes graus de dificuldade e são<strong> ideais para quem quer escapar do agito e se conectar com a natureza</strong>. São eles:</p><h3>Trilha da Nascente</h3><p>Esta trilha fica <strong>dentro do Jardim Botânico de São Paulo</strong>, e <strong>vai até a nascente do córrego Pirarungáua, que forma o Riacho Ipiranga</strong>, em meio à Mata Atlântica. Fica a cerca de 40 minutos do centro da capital paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453983006.jpg" data-image="1m1h5kwh09lv"><figcaption>A Trilha da Nascente oferece a possibilidade de observar a fauna e a flora, um verdadeiro paraíso ecológico bem na capital paulista. Foto: Divulgação.</figcaption></figure><p>O percurso tem cerca de <strong>360 metros de extensão</strong> e é considerado de <strong>dificuldade fácil</strong>.</p><p>O <strong>caminho </strong>da trilha é através de uma <strong>plataforma feita com madeira de reflorestamento</strong> e conta com um mirante onde muitos param para tirar fotos. É necessário pagar a entrada no Jardim Botânico.</p><h3>Trilha do Pai Zé</h3><p>A Trilha do Pai Zé<strong> fica no Parque Estadual do Jaraguá</strong>, onde tem o Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da cidade. O trajeto tem aproximadamente <strong>1,8 km a 2 km só de ida</strong>, com subidas íngremes em um perfil altitudinal de 976 até 1.000 metros, passando por mata densa e trechos sombreados.</p><div class="texto-destacado">Esta trilha é para quem já tem alguma experiência, pois tem nível de dificuldade moderado a alto e com muita subida.</div><p>Esta trilha é autoguiada e no final dela você terá uma <strong>vista panorâmica incrível para a capital paulista</strong>. Use calçados aderentes, leve água e protetor solar.</p><h3>Trilha de Pedra Grande</h3><p>A Trilha da Pedra Grande tem <strong>cerca de 7 km (ida e volta)</strong> em meio à mata fechada e fica no <strong>Parque Estadual da Cantareira</strong>. Tem <strong>nível de dificuldade moderado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453423492.jpg" data-image="02zj6wghi72l"><figcaption>A Trilha da Pedra Grande é difícil, mas oferece uma bela vista da capital paulista. Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo.</figcaption></figure><p>O trajeto leva a uma das principais atrações do Parque, o <strong>Mirante da Pedra</strong>, que oferece uma vista panorâmica da capital paulista, a aproximadamente 1.010 metros de altitude. <strong>O caminho é bem sinalizado e com boa estrutura</strong>.</p><p>O percurso pode ser feito por trilha, no meio da mata, e o retorno pode ser feito pelo asfalto. Se não quiser caminhar, vans do parque fazem o percurso (pago).</p><h3>Trilha Interparques</h3><p>Esta trilha <strong>é a maior da cidade</strong>. Tem<strong> 182 quilômetros de extensão</strong> e conecta áreas de conservação ambiental e ecoturismo na zona sul. O percurso tem tempo médio de 2h30 a 3h e <strong>nível de dificuldade moderado</strong>, podendo ser realizado a pé ou de bike.</p><p>O <strong>trajeto inicia na Balsa da Ilha do Bororé, no Grajaú</strong>, passando por áreas de mata preservada, trechos urbanos e caminhos, retornando ao ponto de partida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453235775.jpg" data-image="uopw5jrwq559"><figcaption>A Trilha Interparques interliga Unidades de Conservação municipais, represas e reservas na zona sul da capital paulista. Foto: Prefeitura de SP/Reprodução/Daniel Reis/Acervo SVMA.</figcaption></figure><p><strong>A trilha oferece pontos de contemplação e lazer em meio à natureza</strong>. No caminho, os visitantes podem aproveitar <strong>píeres com vista para a represa Billings</strong>, uma torre de observação de incêndios com panorama para a Guarapiranga e <strong>áreas destinadas a piqueniques</strong>.</p><p>Essas trilhas mostram que não é preciso ir longe para se desconectar do mundo agitado, respirar fundo e <strong>ver a cidade de São Paulo de outro ângulo</strong>. Já escolha uma para explorar, e não se esqueça:<strong> respeite o ambiente; nada de lixo, música alta ou vandalizar/retirar plantas</strong>.</p><p>E por fim, algumas <strong>dicas </strong>para você que for fazer alguma destas trilhas: <strong>use roupas confortáveis</strong>, boné se estiver sol forte, <strong>leve lanche e água suficiente </strong>e use protetor solar e repelente de insetos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/sao-paulo-5-trilhas-imperdiveis-na-capital-e-interior/" target="_blank">São Paulo: 5 trilhas imperdíveis na capital e interior</a>. 08 de fevereiro, 2025. Luana Pazutti.</em></p><p><em><a href="https://www.xtay.com.br/blog/trilhas-para-fazer-em-sao-paulo-sem-sair-da-cidade" target="_blank">6 trilhas para fazer em São Paulo: caminhos para respirar natureza sem sair da cidade</a>. 06 de janeiro, 2026. Xtay.</em></p><p><em><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sp-inaugura-maior-trilha-da-cidade-veja-5-percursos-ao-redor-da-capital/" target="_blank">SP inaugura maior trilha da cidade: veja 5 percursos ao redor da capital</a>. 08 de maio, 2025. CNN Viagem & Gastronomia.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 12:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo inédito revela que nevoeiros amazônicos carregam microrganismos vivos capazes de sobreviver, se reproduzir e contribuir para a regeneração da floresta ao dispersar nutrientes essenciais pelo ecossistema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta-1776197231558.jpg" data-image="8pvnk1jnlq2a" alt="Os nevoeiros na Amazônia costumam formar-se ao anoitecer e estender-se a perder de vista Bruna Sebben / UFPR" title="Os nevoeiros na Amazônia costumam formar-se ao anoitecer e estender-se a perder de vista Bruna Sebben / UFPR"><figcaption>Os nevoeiros na Amazônia costumam formar-se ao anoitecer e estender-se a perder de vista. Crédito: Bruna Sebben / UFPR</figcaption></figure><p>Uma pesquisa internacional inédita revelou que <strong>o nevoeiro que ocasionalmente cobre a Amazônia </strong>transporta microrganismos vivos com<strong> potencial de contribuir para a regeneração da floresta</strong>. O estudo envolveu 36 cientistas de diferentes áreas, incluindo biologia, química, física e meteorologia, de sete países.</p><p>Os pesquisadores identificaram, pela primeira vez,<strong> bactérias e fungos vivos em gotículas de neblina coletadas a mais de 40 metros de altura.</strong> Entre as espécies encontradas estão <em>Serratia marcescens</em> e <em>Aspergillus niger</em>, conhecidas por sua atuação na decomposição de matéria orgânica no solo.</p><p>Segundo o coordenador do estudo, o químico Ricardo Godoi, esses microrganismos podem ser transportados pelo nevoeiro e colonizar novas áreas. As gotículas funcionam como<strong> proteção contra radiação ultravioleta e desidratação</strong>, criando um ambiente favorável à sobrevivência.</p><h2><strong>Um habitat invisível acima da floresta</strong></h2><p>Embora a presença de microrganismos em nuvens e aerossóis já fosse conhecida, <strong>pouco se sabia sobre a vida microbiana em nevoeiros.</strong> Estudos anteriores indicavam aumento da diversidade microbiana em eventos de neblina, mas não comprovavam a presença de células vivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta-1776197344652.jpg" data-image="0kjua1c9l4t3" alt="Instrumento (à esq.) coleta neblina de onde microrganismos, como fungos filamentosos, podem ser isolados e cultivados (à dir.) Bruna Sebben / UFPR | Dulcilena Castro e Silva / Adolfo Lutz" title="Instrumento (à esq.) coleta neblina de onde microrganismos, como fungos filamentosos, podem ser isolados e cultivados (à dir.) Bruna Sebben / UFPR | Dulcilena Castro e Silva / Adolfo Lutz"><figcaption>Instrumento (à esq.) coleta neblina de onde microrganismos, como fungos filamentosos, podem ser isolados e cultivados (à dir.). Crédito: Bruna Sebben / UFPR | Dulcilena Castro e Silva / Adolfo Lutz</figcaption></figure><p>A descoberta foi possível graças a coletas realizadas no <strong>Observatório de Torre Alta da Amazônia</strong>, uma estrutura de 325 metros instalada em área preservada. As amostras foram obtidas durante a madrugada, quando o nevoeiro se forma devido ao resfriamento do ar úmido.</p><p>Com o nascer do sol, correntes de ar elevam a neblina acima da copa das árvores, permitindo que partículas e microrganismos sejam transportados. Esse fenômeno levou os pesquisadores a investigar se o nevoeiro poderia atuar como um <strong>“elevador biológico”</strong>.</p><h2><strong>Coletas em condições extremas revelam diversidade</strong></h2><p>Entre 2021 e 2023, foram realizadas quatro campanhas de coleta, totalizando 13 eventos de nevoeiro. As amostras foram analisadas inicialmente por citometria de fluxo, técnica que revelou <strong>concentrações entre 3,5 mil e 80 mil células por mililitro de água.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762423" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para.html" title="Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará">Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para.html" title="Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para-1775519500036_320.jpg" alt="Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará"></a></article></aside><p>Os testes mostraram que muitas dessas células estavam metabolicamente ativas, com DNA intacto. Posteriormente, os microrganismos foram cultivados em laboratório, resultando na identificação de<strong> oito espécies de bactérias e sete de fungos.</strong></p><p>A diversidade encontrada variou sem relação clara com as estações seca ou chuvosa. Para os cientistas, isso indica que o fenômeno pode ocorrer de forma constante, embora ainda sejam necessários mais estudos para compreender sua dinâmica.</p><h2><strong>Impactos ecológicos e incertezas científicas</strong></h2><p>Os pesquisadores sugerem que o transporte de microrganismos pelo nevoeiro pode ajudar a explicar <strong>a ampla distribuição de decompositores na floresta</strong> amazônica. Esses organismos são fundamentais para reciclar nutrientes e sustentar o crescimento vegetal.</p><div class="texto-destacado">Por outro lado, o estudo alerta que mudanças climáticas, desmatamento e queimadas podem reduzir a formação de nevoeiros. Isso poderia comprometer esse mecanismo natural de dispersão e, consequentemente, a capacidade de regeneração da floresta.</div><p>Especialistas que não participaram da pesquisa reconhecem a relevância da descoberta, mas destacam que<strong> ainda não está claro o impacto direto desses microrganismos na decomposição</strong>. Há a possibilidade de que o principal efeito da neblina seja apenas fornecer umidade adicional.</p><h2><strong>Novas pesquisas e caminhos futuros</strong></h2><p>Para aprofundar o entendimento, cientistas propõem experimentos comparando diferentes condições de neblina, incluindo cenários com e sem microrganismos. A ideia é avaliar o papel específico desses organismos na decomposição da matéria orgânica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692730" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/na-amazonia-torre-e-construida-para-monitorar-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-em-floresta-de-varzea.html" title="Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea ">Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/na-amazonia-torre-e-construida-para-monitorar-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-em-floresta-de-varzea.html" title="Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-amazonia-torre-e-construida-para-monitorar-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-em-floresta-de-varzea-1737147053546_320.jpg" alt="Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea "></a></article></aside><p>Estudos anteriores do mesmo grupo já haviam mostrado que<strong> microrganismos atmosféricos podem contribuir com nutrientes essenciais, como nitrogênio, ferro e fósfor</strong>o, transportados até a Amazônia por partículas e poeira de longas distâncias.</p><p>Agora, os pesquisadores planejam sequenciar o DNA presente nas amostras de nevoeiro e investigar a composição química das partículas associadas. A expectativa é <strong>revelar uma diversidade ainda maior de microrganismos </strong>e compreender melhor seu papel no equilíbrio do ecossistema amazônico.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Revista Fapesp. <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta/" title="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta">Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta.</a> 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Zacatón: o abismo mexicano tão profundo que nem os robôs da NASA conseguiram decifrá-lo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O impressionante local é uma bela nascente que desafia a humanidade há décadas; e ela despertou o interesse de cientistas internacionais.</p><figure id="first-image"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=577467544411063&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158713056.jpg" data-image="mz5e8a6l9nkf"></a><figcaption>Localizado no município de Aldama, no estado de Tamaulipas. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em cenotes, nossa mente imediatamente se volta para a Península de Yucatán. No entanto, essa maravilha natural também pode ser encontrada em estados como <strong>Tamaulipas, no nordeste do México</strong>. Mais especificamente, no<strong> município de Aldama, existe uma caverna natural</strong>.</p><p>A menos de duas horas da cidade de Tampico fica<strong> El Zacatón</strong>, considerado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) <strong>o cenote mais profundo do México</strong>. Seu nome está relacionado ao tipo de vegetação que domina a área. Além disso, faz parte de um sistema de formações naturais.</p><figure><a href="https://www.facebook.com/photo?fbid=577467574411060&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158841304.jpg" data-image="66cgymgqarko"></a><figcaption>Seu nome está relacionado ao tipo de vegetação que domina a região. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p><strong> Diversas piscinas fazem parte desse complexo</strong>, como: El Caracol, Poza Verde, Poza Azufrada, La Pilita e, claro, El Zacatón. Investigações significativas e variadas foram realizadas na área, revelando um túnel natural com aproximadamente 180 metros de comprimento.</p><p>Este c<strong>enote liga-se à nascente do rio localizado na região</strong>. Possui um formato típico: rodeado por vegetação, esta enorme<strong> cavidade tem um diâmetro aproximado de 140 metros</strong>. Sua densa folhagem realça a beleza do local. Segundo algumas fontes, sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.</p><h2>Interesse da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço</h2><p>Devido à sua<strong> natureza e características particulares</strong>, atraiu a atenção de cientistas internacionais e instituições renomadas, como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos – a NASA.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sua densa folhagem embeleza a área. Segundo algumas fontes, sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diversos testes foram realizados, incluindo o<strong> envio de um robô subaquático </strong>pela agência espacial para <strong>determinar com precisão a profundidade real da fossa</strong>. Relata-se que o robô atingiu uma profundidade de 1.099 pés – aproximadamente 335 metros.</p><h3>Espaço para pesquisa global</h3><p>O equipamento utilizado, chamado <em>Depthx </em>– um explorador térmico freático profundo – pesava aproximadamente 1.500 quilos e era composto por até 100 sensores e 16 computadores; era capaz de alcançar o fundo. Além das cavidades encontradas em terra, também existem trincheiras no leito marinho.</p><p>Além disso, vários mergulhadores demonstraram interesse ao longo dos anos. <strong>Nadar nesta área é perigoso devido à alta concentração de enxofre dissolvido</strong>. Vários atletas aquáticos mergulharam para tentar explorar o fundo de El Zacatón.</p><h3>Lugares sagrados de entrada para outro mundo</h3><p>Em 1994, o melhor mergulhador do mundo na época morreu tentando explorar suas profundezas. Na <strong>antiguidade</strong>, os <strong>maias </strong>consideravam esses espaços como fonte de vida. Além de fornecer água, também eram vistos como<strong> portais para outro mundo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mergulhadores de diversas nacionalidades têm se aventurado em desafios de mergulho, buscando alcançar as partes mais profundas do cenote.</div><p>A palavra 'cenote' tem origem pré-hispânica; vem da palavra maia "<em>dzonot</em>", que significa abismo. Em uma tradução para o português, pode ser entendida como um buraco ou fosso no chão. Dentro de suas crenças, os maias os identificavam como centros de comunhão com as divindades.</p><h3>Seu tempo e processo de formação podem variar</h3><p>O <strong>processo e o tempo necessários para a formação de um cenote podem variar de centenas a milhares de anos</strong>. Essas dolinas naturais profundas são comuns na Península de Yucatán. Esta caverna em particular é considerada a mais profunda do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="401145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-descubra-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-turismo-aventura.html" title="Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta">Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-descubra-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-turismo-aventura.html" title="Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cuevas-mas-profundas-del-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso-1645268906412_320.jpg" alt="Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta"></a></article></aside><p>O México possui uma biodiversidade incrível, com uma grande variedade de paisagens e ecossistemas. O número de espécies de plantas e animais é muito grande. Lembre-se de que, ao visitar qualquer área natural, é fundamental respeitá-la e protegê-la. Sua sobrevivência depende de todos nós.</p><h3>Diversos atrativos na região</h3><p>Ao explorar a região, <strong>Tamaulipas oferece uma variedade de atrações que cativam todos os visitantes</strong>, incluindo Pueblos Mágicos, uma história rica e fascinante e uma biodiversidade abundante.</p><p>Diz-se que as cinco melhores praias do Golfo do México estão localizadas aqui. Uma das reservas naturais mais singulares também se encontra dentro de seus limites: El Cielo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Árvores frutíferas que não deveria ter em casa: elas podem causar mais problemas do que você imagina]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/arvores-frutiferas-que-nao-deveria-ter-em-casa-elas-podem-causar-mais-problemas-do-que-voce-imagina.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora pareçam inofensivas e decorativas, algumas árvores frutíferas podem atrair pragas, causar muita sujeira ou danificar estruturas, tornando-as uma má escolha para o jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-arboles-frutales-que-no-deberias-tener-en-casa-pueden-causar-mas-problemas-de-los-que-imaginas-1776320283876.jpg" data-image="cc2gdc348jk4" alt="frutas, árvores, plantas" title="frutas, árvores, plantas"><figcaption>Árvores frutíferas são ideais para jardins, mas exigem uma seleção cuidadosa e criteriosa.</figcaption></figure><p><strong>Árvores frutíferas</strong>, ou pelo menos a maioria delas, são frequentemente associadas à resistência, beleza e colheita caseira. No entanto, <strong>nem todas são uma boa escolha para jardins residenciais</strong>, especialmente em espaços pequenos.</p><p><strong>Algumas espécies podem causar mais problemas do que soluções </strong>se não forem escolhidas com cuidado.</p><h2>Por que algumas árvores frutíferas não são recomendadas?</h2><p>Antes de plantar uma árvore frutífera, é importante considerar fatores como o <strong>espaço disponível</strong>, o <strong>tipo de raízes</strong>, a quantidade de frutos que produz e sua <strong>capacidade de atrair pragas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Han cortado el ciruelo de mi jardín porque se estaba muriendo por dentro con una plaga y se estaba secando, nos quedamos sin estas flores :( <a href="https://t.co/KFlmyl81Fs">pic.twitter.com/KFlmyl81Fs</a></p>— gon (@urgon97) <a href="https://twitter.com/urgon97/status/1894079643575111930?ref_src=twsrc%5Etfw">February 24, 2025</a></blockquote></figure><p>Ignorar esses aspectos pode levar a <strong>problemas de manutenção, sujeira constante ou até mesmo danos estruturais</strong> à casa.</p><h2>Árvores frutíferas que podem causar problemas em casa</h2><p>'Nem tudo são flores' no jardim de casa. O tipo de espécie escolhida, a localização e alguns <strong>fatores externos podem atrapalhar o cultivo </strong>de árvores frutíferas em casa.</p><h3>Figueira: um ímã para pragas</h3><p>A figueira é muito apreciada no verão por seus frutos doces e pela sombra que proporciona, mas <strong>pode atrair diversos insetos, como vespas, moscas e formigas</strong>. Quando os figos caem e se decompõem, criam sujeira, odores desagradáveis e representam uma fonte constante de pragas perto da casa.</p><h3>Amoreira: manchas difíceis e sujeira constante</h3><p>A amoreira produz uma grande quantidade de <strong>frutos pequenos que caem</strong> rapidamente no chão. Estes <strong>podem manchar o solo, as roupas e até mesmo os móveis</strong> de jardim, além de <strong>atrair pássaros e insetos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-arboles-frutales-que-no-deberias-tener-en-casa-pueden-causar-mas-problemas-de-los-que-imaginas-1776323435243.png" data-image="jpo3w90n9e9r" alt="amoreira" title="amoreira"><figcaption>Sua manutenção pode se tornar tediosa em pátios ou jardins pequenos.</figcaption></figure><h3>Nogueira: raízes agressivas e sombra excessiva<br></h3><p>A nogueira desenvolve<strong> raízes muito fortes e extensas que podem levantar o solo, danificar canos ou afetar estruturas </strong>próximas. Além disso, sua copa densa cria uma sombra intensa que dificulta o crescimento de outras plantas ao seu redor.</p><h3>Amendoeira</h3><p>Embora seja resistente e bonita quando florida, a amendoeira <strong>pode desenvolver problemas radiculares se plantada perto de edifícios</strong>. Além disso, requer poda regular e cuidados constantes para prevenir doenças.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/SomosNuestraTierra?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SomosNuestraTierra</a> Las principales enfermedades del almendro y su tratamiento. En los últimos años ha sufrido una importante transformación y ha sido uno de los cultivos que más se ha plantado, con un incremento del 18% de la superficie en los últimos tres años. <a href="https://t.co/BRFFVCQGOt">pic.twitter.com/BRFFVCQGOt</a></p>— COAG (@La_COAG) <a href="https://twitter.com/La_COAG/status/1661653725197238272?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2023</a></blockquote></figure><h3>Laranjeira: queda de frutos e sujeira</h3><p>A laranjeira, muito comum em climas mediterrâneos, pode se tornar uma fonte de sujeira quando seus frutos não são colhidos a tempo.<strong> Laranjas caídas fermentam, atraem insetos e geram odores desagradáveis</strong>, especialmente em espaços fechados.</p><h3>Ameixeira: pragas e frutos em decomposição</h3><p>As ameixeiras <strong>produzem frutos em abundância</strong>, mas se não forem colhidos rapidamente,<strong> apodrecem depressa</strong>. Isso atrai insetos e pode levar ao crescimento de fungos, afetando tanto a árvore quanto o ambiente ao seu redor.</p><h3>Pessegueiro: muito suscetível a doenças</h3><p>O pessegueiro é uma árvore muito delicada que requer cuidados constantes. É <strong>suscetível a pragas e doenças</strong> como a lepra do pessegueiro, que exige tratamentos frequentes. Sem a manutenção adequada, pode deteriorar-se rapidamente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/SevillaOto%C3%B1o2025?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SevillaOtoño2025</a><br>El árbol más antiguo de Sevilla , en el Real Alcázar, un naranjo amargo «el naranjo de don Pedro I de Castilla», 1350-1366. Le<br>siguen, un magnolio también en el Real Alcázar, 1823. Y en 1823, se plantó <br>'El abuelo', plátano de sombra, en el Cristina . <a href="https://t.co/PaU6eq7Fam">pic.twitter.com/PaU6eq7Fam</a></p>— L.R.Villegas 65215 (@RuanoVill) <a href="https://twitter.com/RuanoVill/status/2001941422682108109?ref_src=twsrc%5Etfw">December 19, 2025</a></blockquote></figure><h2>Escolher com critérios evita problemas</h2><p>Ter árvores frutíferas em casa não é uma má ideia, mas requer um bom <strong>planejamento</strong>. Por exemplo:</p><ul><li><strong>Optar por variedades menores</strong>, com <strong>menor produção de resíduos</strong> e raízes menos invasivas, pode fazer toda a diferença.</li><li>Escolha<strong> espécies que não sejam muito invasivas</strong> em espaços pequenos.</li><li>Fique atento a possíveis pragas e doenças para evitar que se espalhem facilmente e afetem as plantas próximas.</li></ul><p>Além disso, <strong>é essencial considerar o espaço disponível, o clima</strong> e o tempo que você pode dedicar aos seus cuidados.</p><p>Em suma, uma <strong>árvore frutífera </strong>pode ser um ótimo complemento para sua casa, desde que seja escolhida corretamente. Caso contrário, pode se tornar uma fonte constante de problemas, afetando tanto o jardim quanto a casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/arvores-frutiferas-que-nao-deveria-ter-em-casa-elas-podem-causar-mais-problemas-do-que-voce-imagina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 00:36:14 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O C/2025 R3 (PanSTARRS), vindo do Cinturão de Kuiper, poderá ser observado no céu do Brasil a partir de sábado (18).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-em-18-de-abril-saiba-mais-sobre-o-nosso-visitante-cosmico-1776471164640.png" data-image="3qrdikawau18" alt="O C/2025 R3 (PanSTARRS) poderá ser observado no Brasil a partir deste sábado (18), marcando a passagem de um raro visitante do Cinturão de Kuiper. Crédito: Alessandro Cipolat Bares" title="O C/2025 R3 (PanSTARRS) poderá ser observado no Brasil a partir deste sábado (18), marcando a passagem de um raro visitante do Cinturão de Kuiper. Crédito: Alessandro Cipolat Bares"><figcaption>O C/2025 R3 (PanSTARRS) poderá ser observado no Brasil a partir deste sábado (18), marcando a passagem de um raro visitante do Cinturão de Kuiper. Crédito: Alessandro Cipolat Bares</figcaption></figure><p>O cometa C/2025 R3 (PanSTARRS) será observável no céu no Brasil a partir do dia 18 de abril, quando irá atingir o ponto mais próximo do Sol.<strong> Ele possui brilho moderado e sia observação dependerá do céu limpo e baixa poluição luminosa. </strong>Após o dia 18, o cometa ainda poderá ser visto nas madrugadas dos dias 19 e 20 de abril, embora com pequenas variações de posição e altitude no horizonte. Sua trajetória aparente será relativamente rápida e observadores no hemisfério Sul terão vantagem na observação neste período. </p><p>Cometas são pequenos corpos do Sistema Solar compostos majoritariamente por gelo, poeira e materiais voláteis. Por causa disso, quando esses objetos se aproximam do Sol, parte do material acaba sublimado criando caudas.<strong> O C/2025 R3 (PanSTARRS) tem origem provável no Cinturão de Kuiper que é uma região fria localizada além da órbita de Netuno. </strong>Diferentemente de objetos interestelares como o 3I/ATLAS, este cometa é gravitacionalmente ligado ao Sistema Solar. Ainda assim, sua composição química pode preservar características primordiais, remontando às fases iniciais de formação planetária. </p><p><strong>Os melhores horários para observar o C/2025 R3 (PanSTARRS) serão nas horas que antecedem o nascer do Sol, quando o céu ainda estiver escuro.</strong> A janela ideal ocorre no crepúsculo onde o objeto estará em uma baixa altura no horizonte. O uso de binóculos é recomendado para facilitar a identificação da coma. A observação a olho nu pode ser limitada mas não é impossível, isso dependerá das condições meteorológicas e de luminosidade da região. </p><h2>Cometa C/2025 R3 (PanSTARRS) </h2><p>O C/2025 R3 (PanSTARRS) é um visitante raro originado no Cinturão de Kuiper que é uma zona fria e remota do Sistema Solar composta por corpos de gelo e material primordial<strong>. A trajetória atual do cometa está puxando ele para o interior do Sistema Solar, permitindo o aquecimento de sua superfície e a liberação de gases e poeira. </strong>Esse processo forma a coma e a cauda características, impulsionadas pela radiação solar e pelo vento solar. </p><div class="texto-destacado">Diferente do cometa 3I/ATLAS que ficou famoso em 2025, o C/2025 R3 (PanSTARRS) está ligado gravitacionalmente ao Sistema Solar.</div><p><strong>O brilho do cometa é descrito pela escala de magnitude aparente, na qual valores menores indicam maior luminosidade. </strong>Estimativas indicam que ele pode atingir magnitude 2,5, o que o colocaria próximo do limite de visibilidade a olho nu em condições ideais. Além disso, sua visibilidade pode ser amplificada por um fenômeno chamado de dispersão frontal. Nesse caso, partículas de poeira na cauda refletem a luz solar diretamente em direção à Terra, aumentando o brilho observado. </p><h2>Como observar?</h2><p>Os melhores dias para observar o C/2025 R3 (PanSTARRS) no Brasil serão 18, 19 e 20 de abril, quando o objeto estará próximo do periélio. <strong>Nesses dias, a observação poderá ser realizada cerca de uma hora antes do nascer do Sol. </strong>Para conseguir observar bem o cometa, é necessário o uso de binóculos ou telescópios caseiros. Além disso, regiões com pouca poluição luminosa podem ser úteis para observar o cometa. Condições atmosféricas também são determinantes para as condições de observação.</p><p><strong>Entre os dias 21 e 26 de abril, o cometa estará angularmente muito próximo do Sol, tornando sua observação difícil devido ao ofuscamento.</strong> Após atingir sua menor distância da Terra em 27 de abril, cerca de 73 milhões de quilômetros, e então o objeto volta a se afastar e passa a ser visível no período após o pôr do sol. Essa mudança desloca a janela de observação para o início da noite, facilitando a detecção para quem não puder observar nas madrugadas anteriores.</p><h2>De onde vem esses cometas?</h2><p>O C/2025 R3 (PanSTARRS) tem origem provável no Cinturão de Kuiper que está localizada além da órbita de Netuno.<strong> Essa região abriga remanescentes do disco protoplanetário que não foram incorporados aos planetas durante a formação do Sistema Solar.</strong> Perturbações gravitacionais, principalmente associadas a Netuno, podem alterar a órbita desses objetos e lançá-los em trajetórias para as regiões internas. Durante essa viagem, o aquecimento progressivo induz a sublimação de voláteis, formando a cauda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-em-18-de-abril-saiba-mais-sobre-o-nosso-visitante-cosmico-1776471257364.png" data-image="ee0wjg0iawt2" alt="Antes mesmo de chegar ao Brasil, o C/2025 R3 (PanSTARRS) já vem sendo registrado em outras regiões do mundo, rendendo imagens com sua cauda brilhante. Crédito: Łukasz Remkowicz" title="Antes mesmo de chegar ao Brasil, o C/2025 R3 (PanSTARRS) já vem sendo registrado em outras regiões do mundo, rendendo imagens com sua cauda brilhante. Crédito: Łukasz Remkowicz"><figcaption>Antes mesmo de chegar ao Brasil, o C/2025 R3 (PanSTARRS) já vem sendo registrado em outras regiões do mundo, rendendo imagens com sua cauda brilhante. Crédito: Łukasz Remkowicz</figcaption></figure><p>O Cinturão de Kuiper é considerado uma reserva de material primordial, preservado em condições de baixa temperatura e mínima alteração química desde os estágios iniciais do Sistema Solar. <strong>Formado há cerca de 4,6 bilhões de anos, ele contém objetos compostos por gelo de água, metano, amônia e silicatos.</strong> A composição desses corpos reflete as condições do disco protoplanetário original. Ao serem deslocados para o interior do Sistema Solar, cometas como o C/2025 R3 (PanSTARRS) permitem estudar resquícios do início do Sistema Solar.</p><h2>Classificação e nome</h2><p>A designação do nome C/2025 R3 (PanSTARRS) segue o padrão estabelecido pela União Astronômica Internacional para identificação de cometas. <strong>O prefixo “C” indica que se trata de um cometa não periódico, com período orbital superior a 200 anos ou trajetória aberta. </strong>Isso significa que é a possibilidade é alta que ele não retorne ao interior do Sistema Solar. “2025” corresponde ao ano de descoberta, a letra “R” identifica a quinzena da descoberta e o número “3” indica que foi o terceiro cometa registrado nesse intervalo específico. </p><p><strong>Em comparação, a nomenclatura do 3I/ATLAS segue uma convenção distinta aplicada a corpos de origem interestelar. </strong>O prefixo “I” indica explicitamente que o objeto não está gravitacionalmente ligado ao Sistema Solar. O termo “ATLAS” refere-se ao sistema de telescópios responsável pela descoberta. Assim, enquanto “C/2025 R3” tem informações orbitais e temporais no nome, “3I/ATLAS” tem informação sobre sua origem e a ordem de objetos descobertos desse tipo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está mudando e existe agora uma nova região de risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 23:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O clássico “corredor de tornados” dos EUA já não está onde sempre esteve: meteorologistas e caçadores de tempestades estão a detectar uma deslocação para leste que altera completamente o mapa de risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153942794.jpeg" data-image="khgs89ghvdtf"><figcaption>A alteração do padrão da trajetória habitual dos tornados nos EUA é motivo de preocupação nas regiões afetadas.</figcaption></figure><p>Durante décadas, o coração dos tornados nos Estados Unidos esteve claramente definido: <strong>uma vasta faixa das Grandes Planícies conhecida como Tornado Alley</strong>, onde a interação das massas de ar favorecia a formação de tempestades severas.</p><p>No entanto, esse mapa clássico está a tornar-se obsoleto, segundo os meteorologistas. De acordo com os dados mais recentes, <strong>o maior risco está a deslocar-se para leste</strong>, numa mudança que tem implicações tanto meteorológicas como sociais.</p><h2>O Tornado Alley clássico: um equilíbrio atmosférico perfeito</h2><p>O Tornado Alley caracteriza-se historicamente por uma configuração atmosférica muito específica.</p><ul> <li><strong>Ar quente e húmido procedente do Golfo do México.</strong></li><li><strong>Ar frio e seco do Canadá.</strong></li><li><strong>Ar quente e seco vindo do sudoeste.</strong></li> </ul><p>Este choque de massas gera uma atmosfera altamente instável, ideal para o desenvolvimento de <strong>supercélulas capazes de deixar fenómenos extremos como granizo gigante ou tornados catastróficos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153027052.jpeg" data-image="0f6li4qe8xsr"><figcaption>Esta faixa é tradicionalmente considerada como a cintura de tornados dos EUA: NOAA.</figcaption></figure><p>Estados como o <strong>Texas, Oklahoma e Kansas </strong>têm sido o epicentro destes fenómenos desde há anos.</p><h2>Uma mudança silenciosa: menos tornados nas planícies</h2><p>Estudos recentes apontam para <strong>uma tendência clara</strong>.</p><ul><li>Menos dias com tornados em zonas tradicionais como o Texas ou Oklahoma.</li><li>Diminuição progressiva da atividade no núcleo clássico.</li></ul><p>Em cidades como <strong>Dallas ou Austin</strong>, por exemplo, foram registados <strong>menos dias de tornados por década</strong>, o que reforça a teoria de uma mudança geográfica.</p><h2>O novo foco: o sudeste dos Estados Unidos</h2><p>Entretanto, a atividade está a aumentar em zonas mais a leste, naquilo a que alguns especialistas já chamam uma nova área de risco:</p><ul> <li><strong> Tennessee.</strong></li> <li><strong> Kentucky.</strong></li> <li><strong> Alabama.</strong></li> <li><strong> Mississippi.</strong></li> <li><strong> Arkansas.</strong></li> </ul><p>Esta mudança não é subjetiva, uma vez que os registos mostram que <strong>o centro da atividade tornádica </strong>se deslocou de oeste do rio Mississippi para mais a leste.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I dont think enough people appreciate the fact thst Tornado alley is slowly moving east. If, say, the Wizard of Oz were to happen today, Dorothy probably wouldn't be from Kanasas anymore. It's more likely she'd be from Ole Miss. <a href="https://t.co/ng0k5AjTSJ">pic.twitter.com/ng0k5AjTSJ</a></p>— Michael (@_JeanLannes) <a href="https://twitter.com/_JeanLannes/status/2032172096856506843?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2026</a></blockquote></figure><h2>Por que é que os tornados estão a deslocar-se?</h2><p>Do ponto de vista meteorológico, a explicação aponta para<strong> mudanças na distribuição das massas de ar</strong>.</p><ul><li><strong>Mais umidade no sudeste</strong>: o Golfo do México traz ar cada vez mais quente e húmido para leste, aumentando a energia disponível para as tempestades (CAPE).</li><li><strong>Condições mais secas nas planícies</strong>: as Grandes Planícies registam episódios mais secos, reduzindo a frequência de condições favoráveis à ocorrência de tornados.</li><li><strong>Mudanças na circulação atmosférica</strong>: a deslocação da corrente de jato e dos sistemas de baixa pressão também influencia a localização das tempestades severas.</li></ul><p>A mudança não é apenas relevante do ponto de vista meteorológico, mas tem também<strong> consequências diretas no impacto dos tornados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153633378.jpeg" data-image="nrg4uz1tueq3"><figcaption>A população precisa de estar preparada para os tornados.</figcaption></figure><p>As novas regiões afetadas: </p><ul> <li><strong>São mais densamente povoadas.</strong></li><li><strong>Têm um maior número de habitações vulneráveis.</strong></li><li><strong>Não têm a mesma cultura de prevenção.</strong></li> </ul><p>Isto significa que, embora o número total de tornados não aumente significativamente, <strong>o seu impacto potencial é maior</strong>.</p><h3>Um mapa do risco em transformação</h3><p><strong>A deslocação do corredor de tornados é um exemplo claro de como o clima não é estático</strong>. O que durante décadas foi uma zona bem definida está agora a transformar-se, transferindo o risco para regiões onde o grau de preparação é menor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos">Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-tornados-en-el-arte-1742106186498_320.jpg" alt="Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos"></a></article></aside><p><strong>Na meteorologia, tal como na geografia</strong>, as mudanças mais importantes nem sempre são as mais visíveis, mas são as que têm as maiores consequências.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor&sect=conus&intv=year&pd=30&thrs=0" target="_blank" rel="nofollow"><em>https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor§=conus&intv=year&pd=30&thrs=0</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando a Terra ilumina a Lua: o fenômeno da luz cinzenta e como observá-lo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Por vezes a Lua parece brilhar mesmo no seu lado escuro e não se trata de um efeito ótico, mas de um fenômeno real: a Terra a iluminar o seu próprio satélite numa cena curiosa e especial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481.jpeg" data-image="ur3wgfpctt00"><figcaption>Explicamos o que é o fenômeno da luz cinzenta.</figcaption></figure><p>Há noites em que a lua não só mostra a sua fina silhueta iluminada, mas também <strong>um brilho ténue que delimita todo o seu contorno</strong>. Este brilho ténue, quase cinematográfico, é o que se designa por luz cinzenta.</p><p>Longe de ser um simples jogo de luz, é uma demonstração perfeita de como <strong>a Terra e a Lua interagem</strong> constantemente num delicado equilíbrio de luz.</p><h2>Uma dupla reflexão: do Sol para a Terra e da Terra para a Lua</h2><p>A explicação é tão simples quanto curiosa. <strong>A luz do Sol ilumina a Terra, parte dessa luz é refletida para o espaço</strong> e, quando a geometria é adequada, essa luz refletida chega à Lua e <strong>atinge a face lunar que não é diretamente iluminada pelo astro-rei</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La atmósfera de la Tierra, la Luna y su luz cenicienta, fotografiadas desde la Estación Espacial Internacional el pasado día 6 de diciembre.<br><br>: NASA/JSC <a href="https://t.co/FjVAxOc6Bb">pic.twitter.com/FjVAxOc6Bb</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://twitter.com/geologoenapuros/status/1468661154323087365?ref_src=twsrc%5Etfw">December 8, 2021</a></blockquote></figure><p><strong>O resultado é a tonalidade acinzentada ou “cinza”</strong> que nos permite distinguir toda a superfície lunar, mesmo quando só vemos uma pequena faixa brilhante.</p><p>É essencialmente <strong>o mesmo fenómeno que nos permite ver a Lua a partir da Terra</strong>... mas em sentido inverso.</p><h2> Quando e acontece?</h2><p>A luz cinzenta aparece principalmente em dois momentos do ciclo lunar, <strong>logo após a lua nova</strong> (fase crescente) <strong>e logo antes da lua nova</strong> (fase minguante).</p><p>Nestas fases, <strong>a parte iluminada pelo Sol é muito pequena</strong>, o que permite que o brilho ténue proveniente da Terra se destaque mais facilmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna">A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-violenta-storia-dietro-l-origine-della-luna-secondo-la-scienza-moderna-1772817070223_320.jpeg" alt="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"></a></article></aside><p>Além disso, quando vemos uma Lua muito fina a partir da Terra, a partir da superfície lunar o nosso planeta seria quase completamente iluminado: isto significa que <strong>a Terra atua como um “grande espelho” que envia luz para a Lua</strong>.</p><h3>Um fenômeno ligado ao "albedo" terrestre</h3><p>Nem toda a luz é refletida da mesma forma, pois a intensidade da luz cinzenta depende do chamado <strong>albedo terrestre</strong>, ou seja, da capacidade da Terra para refletir a luz solar. É aqui que entram em jogo fatores como <strong>a presença de nuvens, superfícies nevadas ou oceanos</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La luna nueva cerca del Sol vista por el satélite PUNCH de la NASA. Sí, la Luna nueva, no llena. El ocultador de PUNCH tapa el Sol y permite que se vea el hemisferio nocturno de la Luna con la luz cenicienta (la luz reflejada por la Tierra). <a href="https://t.co/klsTees49N">pic.twitter.com/klsTees49N</a></p>— Daniel Marín (@Eurekablog) <a href="https://twitter.com/Eurekablog/status/1924158743748448767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 18, 2025</a></blockquote></figure><ul> </ul><p>São áreas ou superfícies que afetam diretamente a luminosidade e, de fato, <strong>o fenômeno pode ser mais intenso</strong> quando grandes áreas do planeta estão cobertas por nuvens ou gelo, que refletem mais luz.</p><h2>Como observar a luz cinzenta?</h2><p>Uma das melhores coisas deste fenômeno é que não é necessário um telescópio: basta olhar para o céu no momento certo. No entanto, estas <strong>dicas de observação astronômica</strong> podem ajudá-lo a observá-lo melhor.</p><ul><li><strong> Observar logo após o pôr do sol ou antes do nascer do sol</strong>.</li><li><strong>Afaste-se da poluição luminosa</strong>.</li><li><strong>Deixe os seus olhos adaptarem-se à escuridão</strong>. </li></ul><p><strong>Embora o mais importante seja encontrar uma Lua muito fina</strong> (crescente ou minguante), uma vez que, como já explicámos, isso favorece a apreciação deste espetáculo da natureza. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte frente fria provoca tempestades e intenso contraste térmico no Feriado de Tiradentes, 21 de abril]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 20:42:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria atuará sobre o sul do país, trazendo tempestades e uma massa de ar frio que fará as temperaturas caírem. Ao mesmo tempo, o sistema impulsiona um aquecimento significativo sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html" target="_blank">Forte frente fria e ar frio podem chegar neste Feriado de Tiradentes, 21 de abril</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442154731.jpg" data-image="cog02jhw6cy3" alt="Tempestades em contraste com sol intenso. Imagem gerada por IA." title="Tempestades em contraste com sol intenso. Imagem gerada por IA."><figcaption>O sistema traz tempestades à região Sul, e uma massa de ar muito frio que fará as temperaturas caírem. Ao mesmo tempo, o sistema impulsiona o calor no Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Entre o Domingo (19) e a segunda-feira (20), uma <strong>região de baixa pressão</strong> começará a se aprofundar entre a Argentina e o Uruguai, se transformando em um <strong>ciclone</strong>. Conforme o sistema se forma, sua <strong>frente fria associada</strong> avançará e será capaz de formar chuvas significativas sobre parte do Brasil.</p><div class="texto-destacado">Na própria segunda-feira (20) durante a tarde e a noite, tempestades se formarão em boa parte do Rio Grande do Sul; no extremo oeste de Santa Catarina e do Paraná; e também no sul do Mato Grosso do Sul. Ao longo da terça-feira (21), as tempestades avançam pelo restante dos estados gaúcho e catarinense.</div><p>Até o final do feriado, as tempestades trazem <strong>acumulados totais de 100 mm</strong> que podem causar <strong>transtornos</strong> (<em>como alagamentos em vias e áreas urbanas</em>) e rajadas de vento de <strong>até 70 km/h</strong> que podem ocasionar queda de galhos de árvores. Não se exclui a possibilidade de <strong>outros transtornos</strong>, como cortes na energia elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442228612.jpg" data-image="1qp6xbbvg5ra" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima quarta-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima quarta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima quarta-feira mostra que os volumes de chuva podem chegar a até 100 mm em alguns pontos localizados do RS e do MS.</figcaption></figure><p>Após a passagem das chuvas, no entanto, o destaque fica para uma <strong>massa de ar frio</strong> que também avançará pela região Sul.</p><h2>Massa de ar frio também avança pelo país</h2><p>Durante a terça-feira (21), feriado de Tiradentes, o<strong> ar frio avança pelo Rio Grande do Sul </strong>e, na quarta-feira (22), também chega a parte de Santa Catarina, oeste do Paraná e oeste do Mato Grosso do Sul, como é possível observar na imagem abaixo. A massa de ar frio <strong>não deve avançar muito mais que isso</strong>, e não chega ao Sudeste do país durante o feriado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442264025.jpg" data-image="mqzhprvyyide" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a tarde." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a tarde mostra o avanço da massa de ar frio por parte da região Sul durante o feriado de Tiradentes e após seu fim.</figcaption></figure><p>Com isso, as máximas em grande parte do Rio Grande do Sul <strong>caem de maneira considerável</strong> no feriado de Tiradentes e podem ficar <strong>próximas dos 20°C</strong>, com alguns municípios registrando máximas de <strong>até 18°C</strong>. Enquanto isso, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, as máximas decorrentes do <strong>calor intenso</strong> podem chegar a <strong>36°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Isso indica uma diferença grandiosa de 18°C entre as máximas do Sul e do Sudeste/Centro-Oeste ao longo do Feriado de Tiradentes: Enquanto o RS registra frio considerável, o Sudeste e o Centro-Oeste são afetados por uma onda de calor intensa.</div><p>Essa situação ainda é impulsionada pelo próprio ciclone e sua frente fria. O efeito de “<em>pré-frontal</em>” causado pelo sistema <strong>fará as temperaturas subirem de maneira considerável</strong> sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, mesmo que a frente fria não chegue até essa região. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442304007.jpg" data-image="pui5nd2xphqn" alt="Previsão de temperaturas máximas no Sul (esquerda) e no Sudeste (direita)." title="Previsão de temperaturas máximas no Sul (esquerda) e no Sudeste (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas no Sul (esquerda) e no Sudeste (direita) mostram um contraste térmico de quase 20°C entre as máximas de 18°C no Sul e de 36°C no Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p><strong> Condições pré-frontais</strong> acontecem porque, em uma região ao norte da frente fria, <strong>(a)</strong> ventos passam a soprar de norte, transportando ar quente das regiões tropicais; <strong>(b)</strong> é comum haver maior insolação e <strong>(c)</strong> as correntes de ar também podem gerar aumento da pressão atmosférica e aquecimento.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Graças às tempestades, sempre vale lembrar: <strong>Evite enfrentar o mau tempo</strong> e <strong>transitar em locais de risco</strong>, como avenidas próximas a rios. Durante tempestades, de maneira alguma enfrente a correnteza (<em>mesmo que a água pareça baixa</em>) e nem transite em locais onde há risco de deslizamento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais causam enxurradas e alagamentos em cidades do interior do Acre na última quinta-feira (16)]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-causam-enxurradas-e-alagamentos-em-cidades-do-interior-do-acre-na-ultima-quinta-feira.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 19:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cerca de 300 pessoas foram afetadas pelas chuvas em Xapuri, onde o volume de água em uma única hora representou metade do acumulado esperado para todo o mês. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-causam-enxurradas-e-alagamentos-em-cidades-do-interior-do-acre-na-ultima-quinta-feira-1776441418040.jpg" data-image="y9fn0qb3qwth" alt="Moradores do Acre enfrentam transtornos com ruas alagadas e casas invadidas por fortes tempestades. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre" title="Moradores do Acre enfrentam transtornos com ruas alagadas e casas invadidas por fortes tempestades. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre"><figcaption>Moradores do Acre enfrentam transtornos com ruas alagadas e casas invadidas por fortes tempestades. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre</figcaption></figure><p><strong>A região do Alto Acre enfrentou uma quinta-feira (16) de caos devido a temporais intensos.</strong> As cidades de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri tiveram ruas, residências e pontos comerciais invadidos pelas águas.</p><p>Embora o volume de enxurrada tenha causado danos materiais expressivos em diversos bairros,<strong> não houve registro de desabrigados ou desalojados.</strong> Equipes da Defesa Civil permanecem em alerta constante para monitorar o escoamento e possíveis novas precipitações.</p><h2>Impactos severos e volume de chuva em Brasiléia e Epitaciolândia</h2><p>Em Brasiléia, a situação ganhou contornos dramáticos quando a Defesa Civil municipal contabilizou <strong>mais de 200 mm de chuva em apenas quatro horas. </strong>Esse volume<strong> inundou seis bairros </strong>e paralisou o tráfego em vias importantes, como a Rua do Areal. Registros mostram pais atravessando a correnteza com crianças nos ombros para garantir a segurança dos filhos.</p><div class="texto-destacado">A força da água foi tamanha que abriu uma cratera em uma das ruas da cidade, evidenciando a fragilidade do solo saturado. Além das casas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais precisaram suspender o atendimento ao público devido à invasão das águas. </div><p>O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, acompanhou os trabalhos de desobstrução de bueiros e retirada de entulhos no bairro Alberto Castro. Diante da gravidade, <strong>ele indicou a possibilidade de decretar novo estado de emergência,</strong> lembrando que a cidade ainda se recuperava de danos anteriores. "É uma chuva que não estávamos esperando, sobretudo, por ainda estarmos saindo de um decreto de emergência", afirmou o gestor.</p><p>Simultaneamente, Epitaciolândia registrou um acumulado ainda superior, <strong>ultrapassando a marca dos 230 mm ao longo do dia. </strong>A Defesa Civil local atendeu três ocorrências principais em diferentes bairros, mas confirmou que ninguém precisou abandonar suas moradias permanentemente. A rotina dos moradores foi alterada drasticamente pelo volume de água que cobriu calçadas e dificultou o deslocamento.</p><h2>Situação crítica em Xapuri e previsão meteorológica regional</h2><p>Já no município de Xapuri, os transtornos se concentraramse em bairros como Laranjal e Pantanal, além de vias centrais como as ruas Pionazário e 24 de Janeiro.<strong> Foram registrados 100 mm de chuva nas últimas 24 horas, sendo que 75 mm caíram em uma única hora.</strong> O sargento Marcelo Negreiros explicou que esse volume representa metade do esperado para todo o mês de abril.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764080" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-chuva-em-teresina-no-pi-alaga-avenidas-e-causa-infiltracoes-no-teto-de-escola.html" title="Forte chuva em Teresina, no PI, alaga avenidas e causa infiltrações no teto de escola">Forte chuva em Teresina, no PI, alaga avenidas e causa infiltrações no teto de escola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-chuva-em-teresina-no-pi-alaga-avenidas-e-causa-infiltracoes-no-teto-de-escola.html" title="Forte chuva em Teresina, no PI, alaga avenidas e causa infiltrações no teto de escola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/forte-chuva-em-teresina-no-pi-alaga-avenidas-e-causa-infiltracoes-no-teto-de-escola-1776262003186_320.jpg" alt="Forte chuva em Teresina, no PI, alaga avenidas e causa infiltrações no teto de escola"></a></article></aside><p>Aproximadamente <strong>300 pessoas sentiram os impactos diretos da tempestade na cidade, com pelo menos 30 casas invadidas</strong> na Rua Major Salinas. Moradores relataram quedas de energia e interrupção dos serviços de internet devido à intensidade dos raios que atingiram a região central. Muitos residentes agiram preventivamente, suspendendo móveis e eletrodomésticos assim que a água começou a subir nos quintais.</p><p><strong>A prioridade das prefeituras agora se volta para a limpeza das vias e a avaliação estrutural</strong> dos locais atingidos pelas crateras e enxurradas. O monitoramento do Rio Acre também permanece como protocolo de segurança indispensável para as próximas horas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/04/16/videos-chuva-alaga-casas-comercios-e-ruas-de-tres-cidades-do-acre.ghtml" target="_blank">Chuva alaga casas e ruas de três cidades do Acre</a>. 16 de abril, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-causam-enxurradas-e-alagamentos-em-cidades-do-interior-do-acre-na-ultima-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de calor se fortalece e traz temperaturas de verão no Feriado de Tiradentes, 21 de abril]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-se-fortalece-e-traz-temperaturas-de-verao-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 18:19:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa bolha de ar quente está se fortalecendo no Brasil e vai elevar as temperaturas de forma expressiva nos próximos dias entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com máximas de até 37°C.</p><ul><li>Mais notícias: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html" target="_blank">Forte frente fria e ar frio podem chegar neste Feriado de Tiradentes, 21 de abril; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5repm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5repm.jpg" id="xa5repm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste<strong> fim de semana</strong>, o <strong>centro-sul do Brasil</strong>, região que engloba o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, <strong>terá tempo mais firme, com sol e variação de nuvens</strong>.</p><p>Contudo, ao longo da próxima <strong>segunda-feira (20)</strong>, uma região de <strong>baixa pressão atmosférica começará a se aprofundar</strong> entre a Argentina e o Uruguai, <strong>dando origem a um ciclone</strong> até o final do dia.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A <strong>frente fria associada ao sistema</strong> vai avançar e contribuir para a<strong> formação de chuvas, que podem ser pontualmente intensas, e de temporais</strong> inicialmente sobre o <strong>Rio Grande do Sul </strong>no feriado de Tiradentes (21) e também em <strong>Santa Catarina, no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul </strong>a partir da quarta-feira (22).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-se-fortalece-e-traz-temperaturas-de-verao-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776441439756.jpg" data-image="g5hw643kb7va"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quarta-feira (22) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF. Frente fria associada a ciclone provoca instabilidades na Região Sul do Brasil e no sul do Mato Grosso do Sul.</figcaption></figure><p>Apesar dessas condições de instabilidade, <strong>o calor vai continuar atuando nos próximos dias</strong>. </p><p>A <strong>bolha de ar quente vai continuar se fortalecendo sobre o centro-sul do país</strong>, fazendo com que as temperaturas aumentem bastante ao longo do dia na próxima semana, com <strong>máximas passando facilmente dos 30°C e chegando aos 37°C</strong>, o que representa um<strong> padrão atípico para esta época do ano </strong>na região.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes </strong>da previsão do tempo.</p><h2>Bolha de ar quente dispara os termômetros no Brasil Central no feriadão </h2><p>Ao longo deste<strong> fim de semana</strong>, a <strong>massa de ar quente atuará sobre toda a região Centro-Oeste, Sudeste e Sul </strong>do país, deixando as <strong>temperaturas acima da média para esta época</strong> do ano.</p><p>Durante a manhã do <strong>sábado (18)</strong> e do <strong>domingo (19)</strong>, as temperaturas até começam mais amenas mas aumentam gradualmente e já atingem a marca dos <strong>30°C no meio da manhã</strong> em grande parte de Goiás, do Mato Grosso do Sul, no sul do Mato Grosso, no oeste de Minas Gerais e de São Paulo e no norte do Espírito Santo. <strong>À tarde</strong>, as temperaturas máximas passam dos 30°C nestas áreas, chegando aos<strong> 34°C</strong> no <strong>oeste paulista, no norte do Paraná, no Mato Grosso do Sul e no sul do Mato Grosso</strong>.</p><div class="texto-destacado">Bolha de ar quente mantém temperaturas bem elevadas entre o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil nos próximos dias, com máximas acima dos 30°C em várias localidades. A partir da terça-feira, o calor fica mais concentrado entre o Sudeste e o Centro-Oeste, e com máximas de até 37°C.</div><p>Já a<strong> Região Sul</strong> ficará com temperaturas abaixo dos 26°C pela manhã devido a uma frente fria que não deixa elas subirem muito; e <strong>durante a tarde as máximas não passam dos 30°C </strong>(com exceção do norte paranaense, onde elas passam um pouco disto).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-se-fortalece-e-traz-temperaturas-de-verao-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776447786563.jpg" data-image="mi19h9uors4q"><figcaption>Bolha de ar quente permanece entre Centro-Oeste, Sudeste e o Sul do Brasil, com temperaturas até 8 graus acima da média na segunda-feira (20) à tarde.</figcaption></figure><p>Na<strong> véspera de feriado (20) </strong>e no dia do <strong>feriado de Tiradentes (21)</strong> o calor de mais de 30°C continua atuando no Brasil central, especificamente entre o Centro-Oeste, o Sudeste e o norte da Região Sul, com <strong>temperaturas elevadas já desde o período da manhã </strong>e atingindo <strong>máximas (à tarde) de 36°C no oeste paulista e no leste sul mato-grossense</strong>.</p><p>Já no <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as <strong>temperaturas começam a diminuir </strong>a partir da terça-feira (21)<strong> </strong>devido à passagem de uma nova frente fria. Assim, as <strong>máximas no feriado (21) não passam dos 25°C</strong> e até ficam em torno dos <strong>19°C no sul gaúcho</strong> e na fronteira com o Uruguai.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-se-fortalece-e-traz-temperaturas-de-verao-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776448221435.jpg" data-image="15pjtw0xihga"><figcaption>Previsão de temperatura máxima (em °C) para o feriado de Tiradentes (21), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>feriado (21)</strong>, as <strong>capitais </strong>de destaque que terão temperaturas <strong>máximas </strong>elevadas são: <strong>Cuiabá e Goiânia: 33°C</strong>; <strong>Campo Grande e São Paulo: 31°C</strong>. </p><p>Após o feriado, na <strong>quarta-feira (22)</strong> a <strong>bolha de calor </strong><strong>ganha mais força</strong>, mas fica mais concentrada entre o Centro-Oeste, Sudeste e norte do Paraná, e as temperaturas máximas previstas chegam aos <strong>37°C no leste do Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-se-fortalece-e-traz-temperaturas-de-verao-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776448123078.jpg" data-image="7pkwlytzolkd"><figcaption>Previsão de temperatura máxima (em °C) para quarta-feira (22), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>O foco deste texto é a atuação da bolha de calor, contudo, vale dar um <strong>rápido destaque</strong> neste momento para as<strong> temperaturas que serão registradas no Rio Grande do Sul após o feriado</strong>.</p><p>Como podemos observar no mapa logo acima, na <strong>quarta-feira (22)</strong>, após a passagem da nova frente fria, uma <strong>massa de ar frio ingressa no estado</strong> fazendo as temperaturas diminuírem consideravelmente em relação aos últimos dias, com as <strong>máximas no período da tarde ficando em torno dos 15°C-16°C na região da Serra gaúcha</strong>. As temperaturas <strong>mínimas </strong>pela manhã também vão ficar mais baixas, na casa dos <strong>9°C no sul gaúcho, região de Bagé</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-se-fortalece-e-traz-temperaturas-de-verao-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana terá ciclone, ar frio e chuvas de quase 100 mm; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/fim-de-semana-tera-ciclone-ar-frio-e-chuvas-de-quase-100-mm-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:26:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ciclone, ar frio e chuvas volumosas vão marcar o final de semana no Brasil. A previsão indica que alguns estados ficam em alerta nos próximos dias.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html" target="_blank">Forte frente fria e ar frio podem chegar neste Feriado de Tiradentes, 21 de abril; veja a previsão</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5r1i6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5r1i6.jpg" id="xa5r1i6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A segunda quinzena de abril já começou com <strong>chuvas na Região Norte</strong>, leve mudança no tempo em parte do <strong>Sul e Sudeste do Brasil</strong>, além de <strong>muito calor no Brasil Central</strong>. E, neste final de semana, teremos <strong>acumulados de quase 100 mm</strong>, além da presença de ar frio em alguns pontos do país .</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal de Whatsapp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Isso mesmo: a presença de um <strong>ciclone</strong>, mesmo se afastando do país, ainda será capaz de <strong>influenciar o tempo</strong> em áreas do Brasil por meio da <strong>circulação atmosférica</strong>. Além disso, uma <strong>fraca massa de ar frio</strong> irá penetrar no continente, deixando as <strong>temperaturas mais baixas</strong>, com destaque para o <strong>Sul do Brasil</strong>.</p><p>A seguir, confira a <strong>previsão do tempo para este final de semana</strong> em todo o país, com mais <strong>informações e detalhes</strong>.</p><h2>O tempo fica dividido entre sol e chuva neste sábado</h2><p>O sábado (18) terá a presença de <strong>sol desde as primeiras horas da manhã</strong> em boa parte do <strong>centro-sul do Brasil</strong>. Algumas nebulosidades também estarão presentes ao longo do dia no Sudeste, devido ao avanço de uma <strong>fraca frente fria</strong> sobre a região. As <strong>pancadas de chuva</strong> ficarão restritas ao <strong>leste do Sudeste</strong>, com <strong>fraca intensidade</strong>, principalmente durante a <strong>tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-tera-ciclone-ar-frio-e-chuvas-de-quase-100-mm-veja-a-previsao-1776433057344.jpg" data-image="om1tpuwznz1h" alt="Previsão de nebulosidade, chuva e direção do vento na tarde deste sábado (18)." title="Previsão de nebulosidade, chuva e direção do vento na tarde deste sábado (18)."><figcaption>Previsão de nebulosidade, chuva e direção do vento na tarde deste sábado (18).</figcaption></figure><p>As atenções se voltam para o centro-norte e o Nordeste do Brasil, pois a <strong>Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)</strong> segue <strong>transportando grande quantidade de umidade</strong> para a região. Ao encontrar uma <strong>massa de ar quente</strong>, há favorecimento na formação de <strong>nuvens carregadas</strong>.</p><p>Neste sábado (18), há previsão de <strong>chuvas fortes e intensas</strong> na extensa faixa entre Pernambuco e o Amapá. Além disso, áreas do Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins e Mato Grosso apresentam <strong>alertas</strong> e <strong>risco de transtornos </strong>associados às <strong>chuvas intensas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-tera-ciclone-ar-frio-e-chuvas-de-quase-100-mm-veja-a-previsao-1776433068531.jpg" data-image="9ud1v5ai10gv" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Fraca massa de ar frio atua entre RS e SC diminuindo as temperaturas ao amanhecer.</figcaption></figure><p>Agora, falando das <strong>temperaturas</strong>, a presença de uma <strong>fraca massa de ar frio</strong> sobre o <strong>Sul do Brasil</strong> contribui para uma leve queda nos termômetros. Sua atuação será <strong>limitada</strong> ao <strong>Rio Grande do Sul</strong> e a <strong>Santa Catarina</strong>, principalmente durante o amanhecer deste sábado (18).</p><p>No <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as <strong>mínimas variam entre 11°C e 18°C</strong>, com os menores valores no norte do estado. Já na <strong>Serra Catarinense</strong>, os termômetros podem registrar <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong>. No restante do Brasil, as mínimas permanecem mais elevadas, variando entre <strong>14°C no Sudeste</strong> e <strong>27°C no Nordeste</strong>.</p><h2>Domingo terá mudança nos ventos e chuvas intensas</h2><p>Neste domingo (19), os <strong>ventos mudam de direção</strong> no <strong>centro-sul do Brasil</strong>, devido à influência do <strong>ciclone</strong>, que se afasta do continente em direção ao <strong>oceano Atlântico</strong>. Esses ventos transportam <strong>ar mais seco</strong> para o interior do país, dificultando a <strong>formação de nuvens</strong> nessa região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-tera-ciclone-ar-frio-e-chuvas-de-quase-100-mm-veja-a-previsao-1776433956196.jpg" data-image="yd59c53rikym" alt="Precipitação e direção do vento prevista para este domingo (16)." title="Precipitação e direção do vento prevista para este domingo (16)."><figcaption>Precipitação e direção do vento prevista para este domingo (16).</figcaption></figure><p>Situação oposta ocorre no <strong>Norte</strong> e <strong>Nordeste do Brasil</strong>, onde os ventos favorecem a entrada de <strong>ar quente e úmido</strong>, contribuindo para a formação de <strong>nuvens carregadas</strong> com potencial para <strong>chuvas intensas</strong>.</p><p>Há <strong>alertas</strong> para essas regiões neste final de semana, pois os <strong>acumulados de precipitação</strong> podem se aproximar de <strong>100 mm em áreas pontuais</strong>, e, em alguns casos, até <strong>ultrapassar esse valor</strong>. Dessa forma, há <strong>risco de transtornos</strong> em diversas localidades do <strong>Norte</strong> e do <strong>Nordeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-tera-ciclone-ar-frio-e-chuvas-de-quase-100-mm-veja-a-previsao-1776433036639.jpg" data-image="a11x2dnc9txl" alt="Chuva acumulada entre sábado (18) e domingo (19)." title="Chuva acumulada entre sábado (18) e domingo (19)."><figcaption>Acumulados entre sábado (18) e domingo (19) no Norte e Nordeste do país chamam a atenção ao se aproximarem de 100 mm.</figcaption></figure><p>As <strong>capitais nordestinas</strong> devem ficar em <strong>atenção</strong>, pois as <strong>chuvas vêm ocorrendo há vários dias</strong>, deixando o <strong>solo saturado</strong>. Assim, qualquer <strong>precipitação mais intensa</strong> pode provocar <strong>alagamentos</strong>.</p><p>Confira alguns <strong>acumulados previstos</strong>:</p><ul> <li> Porto Velho (RO): 80 mm </li> <li> Manaus (AM): 55 mm </li> <li> Belém (PA): 42 mm </li> <li> São Luís (MA): 57 mm </li> <li> Natal (RN): 46 mm </li> </ul><p>É <strong>importante manter-se atento</strong>, principalmente quem vive em <strong>áreas de risco</strong>. Como destacado, o solo já se encontra saturado, e, com mais <strong>chuvas previstas</strong>, a atenção deve ser redobrada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/fim-de-semana-tera-ciclone-ar-frio-e-chuvas-de-quase-100-mm-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milho safrinha enfrenta falta de chuva no Paraná e em Mato Grosso do Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/milho-safrinha-enfrenta-falta-de-chuva-no-parana-e-em-mato-grosso-do-sul.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O milho safrinha começou abril sob pressão no Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde menos chuva, calor persistente e atraso de plantio elevaram o risco de estresse hídrico e reforçaram o alerta no campo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/milho-safrinha-enfrenta-falta-de-chuva-no-parana-e-em-mato-grosso-do-sul-1776346405408.jpg" data-image="hovw7zz4n485" alt="Chuva, anomalia, safrinha, milho" title="Chuva, anomalia, safrinha, milho"><figcaption>Anomalia de temperatura prevista para o Centro-Sul do Brasil, com calor acima da média concentrado sobre áreas produtoras de milho safrinha no Paraná e em Mato Grosso do Sul.</figcaption></figure><p>O milho safrinha chegou a abril com um problema que o produtor conhece bem, mas que ganha peso quando aparece na fase errada: <strong>menos chuva do que o esperado e calor suficiente para acelerar a perda de água do solo. </strong>No novo 7º levantamento da safra 2025/26, divulgado pela Conab nesta terça-feira (14), <strong>a segunda safra de milho aparece como um dos pontos mais sensíveis do momento</strong>, especialmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>ao mesmo tempo em que o país projeta 109,1 milhões de toneladas para o milho de segunda safra, volume ainda muito alto, mas abaixo do ciclo anterior<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O alerta importa porque não se trata só de previsão distante. A Conab informa que <strong>algumas áreas desses dois estados já registraram falta de chuva e até sintomas de déficit hídrico em talhões da safrinha.</strong> Quando o clima aperta em polos tão relevantes, o mercado e o campo prestam atenção ao mesmo tempo. </p><h2>O problema já apareceu no campo </h2><p>Na análise climática do boletim, a Conab aponta que <strong>março teve chuva mais baixa em partes do Sul e do Centro-Oeste, com redução da umidade do solo </strong>no sul e oeste de Mato Grosso do Sul e também no oeste do Paraná. No caso paranaense, o texto é direto ao afirmar que essa condição já causou restrição hídrica em algumas lavouras de milho segunda safra. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/milho-safrinha-enfrenta-falta-de-chuva-no-parana-e-em-mato-grosso-do-sul-1776346849750.jpg" data-image="5cw93af3h0te" alt="milho, safrinha, chuva" title="milho, safrinha, chuva"><figcaption>Chuva acumulada prevista para os próximos dias no Centro-Sul do Brasil, com baixos volumes sobre áreas produtoras do Paraná e de Mato Grosso do Sul, onde a falta de precipitação pode aumentar a pressão sobre o milho safrinha.</figcaption></figure><p>Na parte específica da cultura, o diagnóstico fica ainda mais claro. <strong>No Paraná, a transição para o outono veio com redução gradual das chuvas e manutenção de temperaturas elevadas</strong>, cenário que exigiu cautela no cultivo. A Conab relata que o atraso no plantio elevou o risco de estresse hídrico e aumentou a pressão de pragas como a cigarrinha, enquanto áreas do oeste do estado já sentiam os efeitos da falta de água. </p><h2>Calor, janela apertada e pragas formam uma combinação ruim </h2><p>O risco não vem de um fator isolado. <strong>A safrinha costuma depender de boa regularidade de chuva logo no começo do ciclo e perde margem de segurança </strong>quando entra tarde demais no campo. Neste ano, a própria Conab explica que parte do atraso ocorreu por causa do excesso de chuvas em janeiro e fevereiro e pela colheita mais lenta da soja, o que empurrou o calendário em algumas áreas. </p><p>Na prática, isso deixa o milho mais exposto a um pacote de problemas que se reforçam entre si:</p><ul> <li><strong>menos chuva disponível para sustentar o crescimento inicial;</strong></li> <li>temperaturas elevadas, que aumentam a evaporação e o consumo de água;</li> <li><strong>plantio fora da janela ideal em parte das áreas;</strong></li> <li>maior pressão de cigarrinha e outras pragas;</li> <li><strong>necessidade maior de aplicações, elevando o custo do manejo.</strong></li> </ul><div class="texto-destacado">Em Mato Grosso do Sul, o boletim não fala em quebra generalizada, mas mostra um campo que exige mais atenção.</div><p> O estágio predominante ainda é vegetativo, <strong>porém a alta incidência de lagarta <em>Spodoptera</em> já eleva o número de aplicações e os custos do produtor</strong>. No Paraná, além da cigarrinha, a perda de umidade se soma ao atraso, deixando o clima menos confortável para consolidar o potencial produtivo. </p><h2>O que está em jogo nas próximas semanas </h2><p>Mesmo com esse sinal de alerta, a safra não está definida. <strong>A maior parte das áreas do milho segunda safra ainda apresenta boas condições iniciais,</strong> e que o país quase concluiu a implantação da cultura, com 99,2% da área estimada já semeada. O ponto central agora é outro: <strong>a lavoura entra numa fase em que o clima deixa de ser pano de fundo e passa a influenciar diretamente o teto produtivo. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763801" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs.html" title="Caruru-gigante pressiona soja e milho no Sul; força-tarefa vai ao campo no RS">Caruru-gigante pressiona soja e milho no Sul; força-tarefa vai ao campo no RS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs.html" title="Caruru-gigante pressiona soja e milho no Sul; força-tarefa vai ao campo no RS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs-1776113256239_320.jpg" alt="Caruru-gigante pressiona soja e milho no Sul; força-tarefa vai ao campo no RS"></a></article></aside><p>Isso significa <strong>acompanhar chuva, temperatura e sanidade quase no mesmo nível de importância.</strong> O recado é simples: o milho safrinha virou uma das culturas mais sensíveis deste meio de abril porque junta área enorme,<strong> calendário apertado e risco climático real no Paraná e em Mato Grosso do Sul. </strong>Se a chuva falhar mais um pouco e o calor seguir acima do normal, o que hoje é sinal de atenção pode virar perda mais visível adiante. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/7o-levantamento-safra-2025-26/7o-levantamento-safra-2025-26" target="_blank">Boletim da safra de graos. 7º Levantamento - Safra 2025/26</a>. 14 de abril, 2026. CONAB. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/milho-safrinha-enfrenta-falta-de-chuva-no-parana-e-em-mato-grosso-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investimento de 1,5 milhão em energia solar viabiliza fábrica de gelo para pescadores no Amazonas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A iniciativa liderada pela Fundação Amazônia Sustentável busca resolver problemas de logística e conservação de pescado através do uso de energia limpa em áreas isoladas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas-1776361178725.jpg" data-image="28czb3e9zmcn" alt="Fábrica de gelo solar em Iranduba revoluciona o trabalho dos pescadores artesanais da região. Foto: Reprodução/ Agência Brasil" title="Fábrica de gelo solar em Iranduba revoluciona o trabalho dos pescadores artesanais da região. Foto: Reprodução/ Agência Brasil"><figcaption>Fábrica de gelo solar em Iranduba revoluciona o trabalho dos pescadores artesanais da região. Foto: Reprodução/ Agência Brasil</figcaption></figure><p><strong>Uma fábrica de gelo abastecida inteiramente por luz solar</strong> iniciou suas operações neste mês de abril na <strong>comunidade ribeirinha de Santa Helena</strong> do Inglês, em Iranduba. O projeto pioneiro, batizado de Gelo Caboclo, busca solucionar gargalos logísticos históricos enfrentados por famílias que vivem da pesca no interior do Amazonas.</p><p><strong>Além de simplificar o armazenamento do pescado, a iniciativa foca na sustentabilidade </strong>ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa na região. O uso de fontes limpas garante autonomia energética para mais de <strong>30 famílias</strong> locais, transformando a realidade de quem depende dos rios para subsistir.</p><h2>Tecnologia sustentável transforma a rotina de pescadores locais</h2><p><strong>A infraestrutura conta com uma usina de placas fotovoltaicas e baterias de lítio</strong> que permitem a produção ininterrupta de gelo, mesmo em dias nublados. O complexo também<strong> possui um poço artesiano exclusivo</strong>, garantindo água de qualidade sem comprometer o abastecimento regular da vila.</p><div class="texto-destacado">Com capacidade para fabricar uma tonelada diária e armazenar até 20 toneladas, a fábrica elimina a necessidade de viagens exaustivas até Manaus. Anteriormente, os moradores levavam cerca de cinco horas para buscar o insumo, arcando com altos custos de combustível e perdas pelo derretimento.</div><p><strong>Pescadores relatam que o desperdício era uma constante</strong>, pois era necessário comprar o triplo da quantidade desejada para garantir a conservação. Essa dinâmica<strong> representava um risco financeiro alto</strong>, já que o investimento era perdido se a pescaria não fosse bem-sucedida naquele período.</p><p>Atualmente, a lógica de trabalho mudou e os profissionais só adquirem o gelo após garantirem a captura dos peixes no rio. Essa mudança estratégica <strong>evita gastos inúteis e fortalece a economia da comunidade,</strong> permitindo que o lucro permaneça nas mãos dos trabalhadores locais.</p><h2>Alianças estratégicas e gestão comunitária garantem viabilidade</h2><p><strong>O empreendimento recebeu um investimento total de R$ 1,5 milhão, </strong>viabilizado por uma parceria entre organizações sociais, governo e o setor privado. Empresas como a<strong> Positivo e a UCB Power </strong>aportaram recursos através do Programa Prioritário de Bioeconomia, gerido pelo Idesam e pela Suframa.</p><p>A Fundação Amazônia Sustentável (<a href="https://fas-amazonia.org/" target="_blank">FAS</a>) coordenou a articulação e o licenciamento da fábrica, <strong>que está situada em uma Unidade de Desenvolvimento Sustentável. </strong>O esforço conjunto visou resolver o problema da cadeia do frio, que é um dos maiores desafios para o produtor amazônico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas-1776361200001.jpg" data-image="sequxliexkbl" alt="Gelo Caboclo utiliza tecnologia fotovoltaica para apoiar a pesca sustentável e o turismo na Amazônia. Foto: Reprodução/ Agência Brasil" title="Gelo Caboclo utiliza tecnologia fotovoltaica para apoiar a pesca sustentável e o turismo na Amazônia. Foto: Reprodução/ Agência Brasil"><figcaption>Gelo Caboclo utiliza tecnologia fotovoltaica para apoiar a pesca sustentável e o turismo na Amazônia. Foto: Reprodução/ Agência Brasil</figcaption></figure><p>Para assegurar a continuidade do negócio, <strong>a gestão foi entregue a um morador local escolhido pela própria comunidade após capacitação técnica.</strong> Ele planeja diversificar as fontes de receita vendendo mantimentos para os pescadores, o que ajudará a cobrir os custos de manutenção.</p><p>Outros setores da economia local, como o turismo e a agricultura familiar, <strong>também utilizam a produção para conservar alimentos e insumos.</strong> Essa versatilidade demonstra como a disponibilidade de energia e gelo pode impulsionar múltiplas atividades econômicas de forma integrada e eficiente.</p><h2>Modelo replicável para superar desafios energéticos na Amazônia</h2><p>O acesso à eletricidade confiável ainda é uma barreira para quase um milhão de pessoas em toda a região amazônica brasileira.<strong> O Gelo Caboclo funciona como um projeto-piloto que pode ser replicado em outras localidades isolada</strong><strong>s</strong> que possuem vocação para a pesca artesanal.</p><p><strong>As redes de energia convencionais na região costumam apresentar falhas constantes,</strong> especialmente durante o período de chuvas intensas e quedas de árvores. O sistema solar isolado oferece segurança energética, impedindo que a produção pare e prejudique a renda das famílias ribeirinhas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda">Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas-1775421898137_320.jpg" alt="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"></a></article></aside><p>Ao substituir a logística dependente de combustíveis fósseis por energia limpa, <strong>o projeto diminui consideravelmente a pegada de carbono da atividade pesqueira.</strong> Essa postura ambientalmente responsável é essencial para a preservação do ecossistema e para a valorização do produto final no mercado.</p><p>A FAS reforça que a energia atua como um motor habilitador para a geração de renda sustentável. <strong>O sucesso da iniciativa depende de parcerias sólidas que compreendam as particularidades da Amazônia</strong> e invistam em soluções que unam inovação e conhecimento tradicional.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><br><em><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-em-comunidade-ribeirinha" target="_blank">Energia solar viabiliza fábrica de gelo em comunidade ribeirinha.</a> 15 de abril, 2026.</em><p><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/investimento-de-1-5-milhao-em-energia-solar-viabiliza-fabrica-de-gelo-para-pescadores-no-amazonas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parque escondido no Paraná tem formações rochosas de milhões de anos que impressiona turistas; conheça]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O parque é o lugar perfeito para quem gosta da natureza, pois oferece experiências únicas de lazer, como trilhas entre formações rochosas antigas, e com uma infraestrutura turística moderna e sustentável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca-1776369136302.jpg" data-image="qgugbsvf3als"><figcaption>Este parque é uma das mais importantes unidades de conservação ambiental do Brasil, repleto de atrações. Na foto, os imponentes arenitos do parque vistos de cima. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O estado do Paraná esconde um <strong>paraíso ecológico, cheio de belas paisagens naturais e atividades de lazer</strong>.</p><p>Trata-se do<strong> Parque Estadual de Vilha Velha</strong>, que fica <strong>em </strong><strong>Ponta Grossa</strong>, a cerca de 100 km de Curitiba. Para quem quer um passeio ‘bate-e-volta’ a partir da capital, esta é uma boa opção.</p><div class="texto-destacado">O Parque é uma unidade de conservação ambiental que oferece experiências únicas de contato com a natureza e promove a conscientização ambiental. </div><p>O local oferece <strong>atrações de aventura e de contemplação da natureza, com atividades de lazer únicas</strong>, como caminhadas por formações rochosas milenares e furnas profundas. Saiba mais abaixo.</p><h2>Os atrativos do Parque </h2><p>O Parque de Vila Velha é um conjunto de belezas naturais, com <strong>mais de 38 quilômetros quadrados de pura biodiversidade</strong>, com uma <strong>infraestrutura turística moderna e sustentável</strong>, oferecendo uma experiência incrível de contato com a natureza. </p><p>O local oferece grutas, formações geológicas milenares e atividades de ecoturismo como arvorismo e tirolesa.</p><p>O parque tem o<strong> Centro de Visitantes</strong>, que conta com uma <strong>lojinha</strong>, <strong>restaurante</strong>, a <strong>bilheteria </strong>e um <strong>estacionamento </strong>enorme. Os ingressos para entrar podem ser comprados no <a href="https://parquevilavelha.com.br/" target="_blank">site oficial</a> ou na bilheteria do local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca-1776369158929.jpg" data-image="5q296cyei12j"><figcaption>A Taça, a mais imponente das estruturas rochosas do Parque de Vila Velha. Sua base vai afinando para então sustentar a enorme cúpula. Crédito: José Fernando Ogura.</figcaption></figure><p>As <strong>três principais atrações do parque</strong> são: os arenitos, as furnas e a Lagoa Dourada.</p><p>Os <strong>arenitos </strong>são<strong> formações rochosas de milhões de anos</strong>, que se formaram devido ao desgaste do solo pela ação da chuva e dos ventos. São<strong> verdadeiras esculturas</strong>. E você vai caminhar por trilhas que te levam até os arenitos. Os Arenitos são o ponto de partida dos passeios, na verdade.</p><p>O trajeto para os arenitos tem duas etapas: a primeira etapa leva até a<strong> Taça, que é a escultura mais icônica do parque</strong>, com trilha de dificuldade leve. A segunda etapa que você pode fazer é seguir dali até o fim do trajeto pela Trilha do Bosque, que tem dificuldade moderada e vegetação mais fechada. No total, são quatro furnas e mirantes em duas delas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca-1776369178183.jpg" data-image="ouozq6e9xwg7"><figcaption>Mirante da Furna 1 no Parque Vila Velha. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>As <strong>furnas</strong>, que também <strong>têm milhões de anos</strong>, são grandes cavernas verticais com rica vegetação em seus paredões e lagos azulados ao fundo, formando <strong>poços com mais de 100 metros de profundidade</strong>. Uma das furnas tem revoadas de andorinhões que fazem seus ninhos nas paredes e ficam voando por lá.</p><p>A terceira das principais atrações é a <strong>Lagoa Dourada</strong>, que tem cerca de 150 metros de diâmetro e águas transparentes, o que possibilita a observação de cardumes de peixes. Num determinado período do dia, a lagoa apresenta cor dourada devido ao reflexo do sol, o que originou o seu nome. <strong>A trilha até ela é guiada, tem 400 metros de extensão e grau de dificuldade leve</strong>. Não é possível entrar na lagoa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751625" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/alem-das-cataratas-parque-nacional-do-iguacu-vai-ganhar-novas-atividades-de-aventura.html" title="Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura">Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/alem-das-cataratas-parque-nacional-do-iguacu-vai-ganhar-novas-atividades-de-aventura.html" title="Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-cataratas-parque-nacional-do-iguacu-vai-ganhar-novas-atividades-de-aventura-1769716672585_320.jpg" alt="Além das Cataratas: Parque Nacional do Iguaçu vai ganhar novas atividades de aventura"></a></article></aside><p>Mas não é só isso. Outras atividades podem ser feitas, como uma<strong> tirolesa que passa por cima de uma furna</strong>, com 200 metros de extensão; um <strong>circuito de arvorismo </strong>de 120 metros de extensão, passando por meio das copas de árvores e um <strong>passeio de balão</strong>.</p><p>E não pára aí. Também há uma <strong>rota de bicicleta (cicloturismo)</strong>, onde você vai pedalar por 22 quilômetros passando pelos atrativos naturais do parque; e uma <strong>caminhada noturna</strong>, um convite para <strong>contemplar a Via Láctea durante a noite</strong>. Neste passeio noturno, você poderá observar planetas, estrelas e constelações com o auxílio de um potente telescópio e sob orientação de um guia.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/ponta-grossa-como-e-a-visita-ao-parque-estadual-de-vila-velha/" target="_blank">Paraná: como é a visita ao Parque Estadual de Vila Velha</a>. 24 de janeiro, 2024. Malu Jansen.</em></p><p><em><a href="https://www.viagensecaminhos.com/parque-vila-velha/" target="_blank">Parque Vila Velha PR: Arenitos e Furnas</a>. 26 de março, 2024. Jair Prandi.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-escondido-no-parana-tem-formacoes-rochosas-de-milhoes-de-anos-que-impressiona-turistas-conheca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano oculto de Europa: missão da NASA busca descobrir vida sob o gelo de Júpiter]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 23:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Sob uma imensa camada de gelo, Europa esconde um oceano global. Uma incrível missão espacial está percorrendo o sistema solar em busca de resposta para a nossa maior pergunta: será que ela pode abrigar vida extraterrestre?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915652017.png" data-image="4pz0kbk57xe0"><figcaption>Imagem de Europa capturada pela JunoCam, a câmera a bordo da sonda Juno da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS.</figcaption></figure><p>Para entender por que essa<strong> lua joviana</strong> fascina tanto os cientistas, precisamos compreender suas características.<strong> Europa tem um tamanho muito semelhante ao da nossa Lua</strong>, mas sua estrutura interna revela uma realidade completamente diferente e extraordinária.</p><p>Sob uma vasta<strong> camada superficial composta inteiramente de gelo fragmentado</strong>, foram encontradas fortes evidências da existência de um oceano salgado. De fato, esse mar subterrâneo pode conter mais água do que todos os oceanos da Terra juntos.</p><div class="texto-destacado">A astrobiologia, ciência dedicada à busca de vida no Universo, considera que a habitabilidade depende da presença de água líquida, compostos orgânicos essenciais e fontes constantes de energia vital.</div><p><strong>Essa lua parece atender a todos os requisitos da astrobiologia</strong>. Os dados sugerem que as oscilações gravitacionais geradas por Júpiter fornecem calor interno suficiente para manter a água em estado líquido por milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915740997.png" data-image="es1ticy62wi4"><figcaption>A sonda Galileo da NASA identifica compostos contendo amônia na superfície de Europa, lua de Júpiter. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Diante de tantas possibilidades, a NASA decidiu agir e, assim, nasceu uma <strong>missão espacial</strong> sem precedentes, projetada exclusivamente para <strong>investigar diretamente esse ambiente oceânico</strong> e revelar se estamos sozinhos em nossa vizinhança planetária.</p><h2>Rumo ao gigante gasoso</h2><p>Essa façanha técnica da NASA foi lançada com sucesso em<strong> outubro de 2024</strong>. Utilizando um foguete potente, a enorme <strong>sonda Europa Clipper</strong> iniciou uma longa jornada interplanetária que durará quase seis anos antes de finalmente<strong> alcançar a órbita de Júpiter</strong>.</p><p>Esta <strong>é a maior espaçonave interplanetária já construída para esse propósito</strong>. Com seus painéis solares totalmente abertos, o veículo atinge um comprimento comparável ao de uma quadra de basquete profissional e pesa aproximadamente seis toneladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775916145806.png" data-image="t68bkgic784s"><figcaption>A Europa Clipper é a maior espaçonave já construída pela NASA para uma missão planetária. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Para sobreviver à viagem, a missão aproveitará a gravidade de diferentes planetas como impulso. Ela realizará diversas manobras de assistência gravitacional, voando muito perto de Marte e, posteriormente, da Terra, ganhando assim velocidade suficiente para alcançar seu destino distante e gélido.</p><p>O <strong>ambiente final será extremamente hostil devido à intensa radiação gerada por Júpiter</strong>. Por esse motivo, os delicados instrumentos eletrônicos viajam fortemente protegidos dentro de uma caixa blindada construída com espessas ligas de titânio e alumínio.</p><h3>Equipamentos de alta tecnologia a bordo</h3><p>Como a missão será de longa duração, a sonda não pousará diretamente na superfície gelada. Em vez disso, <strong>sobrevoará a região diversas vezes</strong>, reduzindo significativamente os riscos <strong>enquanto coleta informações do espaço</strong>.</p><p>Em cada sobrevoo, um conjunto de 9 instrumentos científicos será utilizado simultaneamente, e as <strong>câmeras mapearão toda a geografia em altíssima resolução, revelando cicatrizes geológicas e buscando possíveis erupções de água </strong>recentes expelidas para o vácuo espacial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter">Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-1769852285994_320.jpg" alt="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"></a></article></aside><p>Um componente essencial será um <strong>radar especialmente projetado para penetrar as camadas profundas de gelo</strong>. Seus sinais refletirão nas massas líquidas profundas, permitindo que os cientistas meçam a espessura exata da crosta em detalhes e confirmem nossa hipótese científica.</p><p><strong>Instrumentos adicionais analisarão a composição química de minúsculos grãos de poeira e gases atmosféricos </strong>tênues. Eles funcionarão como "narizes" robóticos altamente sensíveis, detectando quaisquer substâncias orgânicas expelidas por criovulcões submarinos, possibilitando assim uma coleta de amostras químicas surpreendente sem a necessidade de perfuração.</p><h3>Gelo perpétuo e habitabilidade</h3><p>É importante esclarecer um conceito fundamental: <strong>esta sonda não foi projetada para encontrar organismos vivos</strong>. Seu principal<strong> objetivo é determinar sistematicamente se existem as condições químicas e térmicas adequadas para sustentá-los</strong>.</p><p>Compreender a <strong>habitabilidade </strong>significa decifrar se este vasto oceano interior interage ativamente com sua superfície congelada. Se materiais orgânicos descem até o fundo do mar ou compostos subterrâneos sobem pelas fendas, estaríamos diante de um ambiente dinâmico capaz de sustentar formas de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="711610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-jupiter-era-duas-vezes-maior-e-tinha-um-campo-magnetico-mais-forte-diz-estudo.html" title="Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo">Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-jupiter-era-duas-vezes-maior-e-tinha-um-campo-magnetico-mais-forte-diz-estudo.html" title="Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descoberta-jupiter-era-duas-vezes-maior-e-tinha-um-campo-magnetico-mais-forte-diz-estudo-1747859497116_320.jpg" alt="Descoberta: Júpiter era duas vezes maior e tinha um campo magnético mais forte, diz estudo"></a></article></aside><p>As estruturas superficiais que vemos hoje são remanescentes de trocas térmicas internas. As regiões coloridas revelam depósitos salinos que provavelmente emergiram das profundezas abissais, demonstrando que este <strong>oceano é ativo internamente</strong>.</p><p>Quando a sonda espacial concluir seu notável trabalho científico ao redor de Júpiter, nossa concepção do Universo terá mudado para sempre. Estudar Europa em detalhes nos aproximará da descoberta de se realmente compartilhamos nosso Sistema Solar com outra forma de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havaí dos microplásticos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 22:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Havaí, uma bela ilha do Pacífico, está ameaçado pela invasão de microplásticos em seu mar, mas um estudo recente apresentou uma solução ecossustentável para preservar sua biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090.jpg" data-image="cksginxbx2dq" alt="Havaí" title="Havaí"><figcaption>As Ilhas Havaianas são um paraíso natural, mas também uma das áreas mais vulneráveis à poluição por microplásticos.</figcaption></figure><p>O <strong>Havaí</strong>, arquipélago vulcânico com praias paradisíacas e vegetação exuberante, também <strong>está se tornando pioneiro na reciclagem de plástico</strong>.</p><p>O lixo doméstico, redes de pesca abandonadas e todos os tipos de plástico que poluem o mar representam um problema sério que ameaça um ecossistema precioso e delicado.</p><p>Por isso, uma equipe de pesquisa do Centro de Pesquisa de Detritos Marinhos (<a href="https://www.hpu.edu/cncs/cmdr/" target="_blank">CMDR</a>) da Universidade do Pacífico do Havaí (HPU) está aprimorando um <strong>projeto engenhoso que permite a reutilização de resíduos plásticos</strong>.</p><h2>Um paraíso ameaçado</h2><p>Os<strong> aterros sanitários do Havaí estão sobrecarregados há anos</strong>, e o transporte e descarte de resíduos acarretam um enorme custo econômico e ambiental.</p><p>A localização das ilhas em relação às correntes marítimas não ajuda, pois elas atuam como uma espécie de ponto de coleta natural para os resíduos transportados pelo oceano. Os danos ambientais são incalculáveis, já que todos os animais marinhos acabam ingerindo plástico.</p><div class="texto-destacado">A solução encontrada foi transformar plásticos em produtos de infraestrutura duráveis, como o asfalto para pavimentação de estradas.</div><p>O <strong>esforço econômico para manter as praias limpas</strong> (e também para preservar o turismo) não é insignificante e <strong>está se tornando insustentável</strong>.</p><h2>Materiais de ponta para a saúde ambiental</h2><p>A ideia de<strong> transformar resíduos em material de construção</strong> é brilhante, visto que as estradas do Havaí já são quase inteiramente pavimentadas com <strong>asfalto modificado por polímeros (PMA)</strong>, que oferece excelente elasticidade, durabilidade e impermeabilidade.</p><p>Em um clima úmido como o do Havaí, essas características o tornam <strong>superior ao asfalto convencional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761836" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo">Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-parque-volcanico-mas-fascinante-del-planeta-esta-en-hawaii-todo-lo-que-necesitas-saber-antes-de-visitarlo-1774433409848_320.jpeg" alt="Parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havaí: o que você precisa saber antes de visitá-lo"></a></article></aside><p>A equipe do CMDR, liderada pela química ambiental e diretora do CMDR Jennifer Lynch, estudou maneiras de combinar <strong>sustentabilidade</strong> com necessidades cotidianas, <strong>enriquecendo o asfalto com plásticos reciclados em vez de polímeros</strong>.</p><p>"Algumas pessoas acham que a reciclagem de plástico é uma farsa, que não funciona, que é muito complicada. Este trabalho demonstra que <strong>a reciclagem pode funcionar quando a sociedade prioriza a sustentabilidade</strong>", comentou Jennifer.</p><blockquote> </blockquote><h2>Do mar às ruas de Oahu</h2><p>Para criar o novo asfalto, foram recuperadas<strong> redes de pesca antigas</strong> e abandonadas, <strong>equipamentos de pesca e diversos resíduos plásticos</strong>, totalizando aproximadamente oitenta e quatro toneladas, oferecendo também um incentivo aos pescadores que limpam o mar desses detritos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775811086706.jpg" data-image="556af8x0uhss"><figcaption>Os animais marinhos estão entre as principais vítimas da poluição marinha.</figcaption></figure><p>Em seguida, resíduos contendo polietileno, um material comum encontrado em embalagens de leite, foram selecionados e utilizados para criar o asfalto usado na <strong>pavimentação de algumas estradas na ilha de Oahu</strong>.</p><p>Algumas estradas foram cobertas com asfalto modificado com polietileno obtido a partir de resíduos reciclados, outras com polietileno obtido de redes de pesca. Em todos os casos, <strong>as medições produziram resultados surpreendentes</strong>.</p><h2>Um experimento bem-sucedido</h2><p>O <strong>experimento durou onze meses</strong>, durante os quais as estradas da ilha foram submetidas ao uso diário normal. Posteriormente, instrumentação de ponta permitiu coletar e analisar a poeira formada em cada trecho de estrada examinado, bem como amostras de água da chuva, ar e solo circundante para monitorar a presença de partículas de microplástico.</p><p>O rigor dessas medições está entre os principais diferenciais em comparação com experimentos semelhantes realizados no passado, e o resultado foi que a quantidade de microplásticos permaneceu praticamente inalterada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746960" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos">Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-announce-a-plastic-to-solve-the-growing-microplastic-problem-1767206926908_320.jpg" alt="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"></a></article></aside><p>Tanto o PMA quanto o novo asfalto apresentam <strong>desempenho semelhante do ponto de vista ambiental</strong>.</p><p>Outra descoberta interessante é que <strong>a quantidade de microplásticos produzida pelo asfalto é significativamente menor do que a liberada pelos pneus</strong>.</p><p>No momento, os dois materiais também parecem ser mecanicamente equivalentes, mas uma avaliação completa de sua durabilidade ainda levará algum tempo.</p><h3><em><strong>Referência da notícia</strong></em></h3><p><em><a href="https://www.sciencenews.org/article/hawaii-plastic-pollution-recycle-roads">Hawaii is turning ocean plastic into roads to fight pollution</a>. 08 de abril, 2026. <em>Sara Novak.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte frente fria e ar frio podem chegar neste Feriado de Tiradentes, 21 de abril; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 20:45:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria causará tempestades sobre estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul ao longo do feriado de Tiradentes, causando transtornos para a população do Sul. Confira abaixo as regiões mais afetadas.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-no-brasil-podem-podem-chegar-aos-150-mm-nos-proximos-6-dias-saiba-onde-chove.html" target="_blank">Chuvas no Brasil podem podem chegar aos 150 mm nos próximos 6 dias</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776357899113.jpg" data-image="hba8mx98ti6c" alt="Fotografia de tempestade avançando por uma cidade" title="Fotografia de tempestade avançando por uma cidade"><figcaption>Frente fria causará tempestades sobre estados como RS, SC e MS ao longo do feriado de Tiradentes, trazendo transtornos para a população com acumulados de 100 mm e ventos de 70 km/h.</figcaption></figure><p>Na próxima segunda-feira (20), uma <strong>região de baixa pressão</strong> (<em>cavado</em>) começará a se aprofundar entre a Argentina e o Uruguai, se transformando em um <strong>ciclone </strong>até o final do dia. Conforme o sistema se forma, sua <strong>frente fria associad</strong><strong>a</strong> avançará e será capaz de formar chuvas sobre o Brasil.</p><div class="texto-destacado">Já na própria segunda-feira durante a tarde / noite, tempestades podem se formar no centro e no sul do Rio Grande do Sul; no extremo oeste de Santa Catarina e do Paraná; e também no sul do Mato Grosso do Sul. </div><p>As tempestades trazem <strong>acumulados intensos de chuva</strong>, que podem causar transtornos como alagamentos em vias e áreas urbanas, e <strong>rajadas moderadas a fortes de vento</strong> que podem ocasionar queda de galhos de árvores. Não se exclui a possibilidade de cortes na energia elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776357973333.jpg" data-image="n94rluskx8di" alt="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva no final da segunda-feira." title="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva no final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva no final da segunda-feira ilustra a formação do ciclone e sua frente fria associada ao longo do feriado de tiradentes, trazendo tempestades.</figcaption></figure><p>Essas tempestades <strong>continuam ao longo da terça-feira (21)</strong>, feriado de Tiradentes. Durante o dia, a frente fria avançará em direção norte e atingirá o restante do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina com <strong>pancadas de chuva significativas</strong>. Tempestades também podem se formar em todo o Mato Grosso do Sul ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358020634.jpg" data-image="m4vh9sju6x1t" alt="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva na terça-feira durante a tarde." title="Previsão de ventos, nebulosidade e chuva na terça-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de ventos, nebulosidade e chuva na terça-feira durante a tarde ilustra o avanço da frente fria ao longo do feriado de Tiradentes, afetando o norte do RS e também SC e MS.</figcaption></figure><p> Embora pancadas de chuva possam se formar no sul e no oeste do Paraná e nebulosidade intensa se desenvolva em praticamente todo o estado, as previsões numéricas mais recentes indicam que<strong> a maior parte dos municípios paranaenses continuará registrando tempo firme</strong>, sem chuvas significativas. </p><h2>Tempo severo será registrado na região Sul</h2><p>As <strong>rajadas de vento mais fortes</strong> se formam durante o próprio feriado de Tiradentes (na Terça-feira, 21) durante a tarde, no<strong> litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina</strong>. Essas rajadas de vento podem chegar a <strong>até 70 km/h</strong>, causando a queda de objetos e a movimentação de dunas de areia na orla.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358100779.jpg" data-image="ix676gtr6yvs" alt="Previsão de rajadas de vento na terça-feira durante a tarde." title="Previsão de rajadas de vento na terça-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de rajadas de vento na terça-feira durante a tarde mostra que os ventos podem chegar a até 70 km/h durante a tarde na região litorânea do RS e de SC, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Ao todo, previsões indicam que os <strong>acumulados totais</strong> até o final da terça-feira (21) podem chegar <strong>perto dos 100 mm</strong> no oeste do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso. Acumulados significativos também serão registrados em todo o restante dos estados gaúcho e catarinense, mas a maior parte do Paraná só registrará chuvas fracas e pouco significativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358131728.jpg" data-image="hkv61jljuvuc" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do feriado de Tiradentes." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do feriado de Tiradentes."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do feriado de Tiradentes mostra que algumas regiões do RS e do MS podem registrar volumes próximos dos 100 mm de chuva.</figcaption></figure><p>Vale notar que essa frente, embora traga acumulados significativos de chuva ao Sul e ao MS, <strong>não deve avançar em direção à região Sudeste</strong>, que continuará registrando tempo firme, seco e muito quente desde São Paulo até a Bahia, que também será afetada por um período de estiagem e uma onda de calor significativa.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No entanto, uma<strong> massa de ar frio</strong> será capaz de afetar o <strong>Rio Grande do Sul</strong> ao longo da terça-feira (21), fazendo as<strong> temperaturas caírem</strong> no estado gaúcho especialmente durante a noite de terça e a madrugada e a manhã de quarta-feira (22), após o feriado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao-1776358188074.jpg" data-image="al8w9lw58550" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da terça-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da terça-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da terça-feira mostra uma massa de ar frio avançando pelo Rio Grande do Sul, o que deve fazer as temperaturas caírem.</figcaption></figure><p>Vale notar, no entanto, que até o momento <strong>não há previsão de frio intenso</strong> ao longo do final de semana e do feriado de Tiradentes, e <strong>nem</strong> previsão de novas geadas na semana que vem. Essa massa de ar frio não será intensa e não deve afetar o país de maneira significativa além do Rio Grande do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo em São Paulo e no Rio neste fim de semana; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 19:18:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria fraca vai atuar de forma mais costeira no Sudeste neste fim de semana, favorecendo a formação de instabilidades em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de trazer um leve refresco no leste destes estados.</p><ul><li>Mais previsões: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono.html" target="_blank">Onda de calor atípica pode durar até o fim do outono; confira</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5od8c"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5od8c.jpg" id="xa5od8c"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo destes<strong> últimos dias</strong> estamos com condições de falta de chuva e <strong>predomínio de uma massa de ar mais quente e mais seca</strong> nos estados de <strong>São Paulo </strong>e do<strong> Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Este padrão favorece a perda de calor ao amanhecer, por isso as manhãs estão tendo uma leve sensação de friozinho na região, enquanto<strong> as tardes estão sendo com o predomínio de sol forte e temperaturas mais elevadas para a época</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Essa<strong> ‘bolha’ de ar quente atípica sobre a região está deixando as tardes mais quentes para esta época do ano </strong>e as previsões mais atuais indicam que este padrão pode permanecer até meados de fim de maio. Mas isso não significa que as chuvas não vão ocorrer na região, ou que períodos com temperaturas mais amenas também não serão registrados.</p><p>Por exemplo,<strong> neste fim de semana uma fraca frente fria vai se aproximar de forma mais costeira pela região Sudeste</strong>, favorecendo as condições para <strong>chuvas em São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>, além de dar um leve <strong>refresco </strong>para o calor no leste destes estados.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes</strong> da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria leva pancadas de chuva a SP e RJ no fim de semana</h2><p>O<strong> sábado (18) </strong>começa com <strong>tempo firme e céu claro pela manhã</strong> nos estados de <strong>São Paulo</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Contudo, <strong>durante a tarde a frente fria se aproxima da costa do Sudeste</strong> e, mesmo sendo um sistema mais fraco, <strong>vai ajudar a formar</strong> <strong>instabilidades em São Paulo</strong>. </p><p>Assim, são esperadas <strong>chuvas moderadas em todo o território paulista</strong>, com <strong>pancadas mais fortes e isoladas no leste </strong>do estado. E também <strong>há risco de temporais</strong>, especialmente nas regiões de <strong>Campinas </strong>e <strong>Itapetininga</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776363466993.jpg" data-image="kz9gpupv7o5n"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sábado (18) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, a <strong>tarde do sábado (18) será de tempo predominantemente aberto</strong>, com sol entre poucas nuvens e<strong> sem previsão de chuva significativa</strong>.</p><p><strong>À noite, o tempo tende a ficar estável nos dois estados</strong>, mas não se descartam chuvas isoladas e passageiras no leste de São Paulo, incluindo a capital paulista.</p><p>No<strong> domingo (19)</strong>, com o deslocamento da frente fria mais para norte, <strong>o sistema passa a influenciar o tempo no Rio de Janeiro, e a partir do início da tarde</strong>. A manhã será de tempo mais aberto e sol entre poucas nuvens, contudo, entre a tarde e à noite, a nebulosidade aumenta e podem ocorrer <strong>pancadas de chuva fracas e isoladas em qualquer área do estado carioca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776362860904.jpg" data-image="qnvjlmyn2dex"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para domingo (19) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Já o estado de <strong>São Paulo terá um domingo (19) com tempo estável</strong>, e céu variando de claro a com algumas nuvens em toda a região. Não há previsão de chuvas.</p><p><strong>Com a passagem do sistema</strong><strong>, as temperaturas tendem a ficar mais amenas </strong>no leste paulista no <strong>fim de semana</strong> e no Rio de Janeiro no domingo (19). </p><p>No <strong>sábado (18)</strong>, o calor ameniza e as <strong>temperaturas diminuem em parte do leste de São Paulo</strong>, com máximas variando <strong>entre 20ºC e 27ºC</strong>. Na <strong>capital paulista, a máxima será de 24ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776362975054.jpg" data-image="g31zmwfjuvd8"><figcaption>Previsão da temperatura mínima (em ºC) para domingo (19), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>No Rio de Janeiro ainda fará calor neste dia</strong>, com máximas em torno dos 30ºC na maior parte do estado e chegando aos 33ºC na Região Metropolitana e no norte. A <strong>máxima na capital carioca será de 29ºC</strong>.</p><p>O<strong> domingo (19)</strong> começa com temperaturas mais baixas pela manhã nestes estados, com <strong>mínimas abaixo dos 22ºC</strong> e caindo para entre <strong>14ºC-16ºC no sul e no Vale do Paraíba paulista e na Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1776363139368.jpg" data-image="pk1r01luzxq1"><figcaption>Previsão da temperatura máxima (em ºC) para domingo (19), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>À tarde</strong>, as temperaturas máximas continuam mais amenas no<strong> leste de São Paulo, abaixo dos 27ºC</strong>, incluindo a <strong>capital paulista, onde deve marcar 26ºC</strong>.</p><p>Já no <strong>Rio de Janeiro</strong>, as temperaturas diminuem em relação ao dia anterior e as <strong>máximas não passam dos 27ºC</strong> em grande parte do estado (exceção do norte), e ficando em torno dos <strong>18ºC-20ºC na região Serrana</strong>. Na <strong>capital carioca, a máxima será de 25ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mudo-o-tempo-em-sao-paulo-e-no-rio-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria trazem mudança do tempo discreta até o fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 18:19:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Leve mudança no tempo será sentida em algumas regiões do Brasil até o final de semana. Isto por conta da passagem de uma frente fria que está associada a um ciclone.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/periodo-seco-comecou-no-sudeste-com-temperaturas-atipicas-e-amplitude-de-mais-de-10-c-veja-a-previsao.html" target="_blank">Período seco começou no Sudeste, com temperaturas atípicas e amplitude de mais de 10°C; veja a previsão</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5onug"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5onug.jpg" id="xa5onug"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até o <strong>final de semana</strong>, algumas <strong>mudanças sutis no tempo</strong> serão sentidas em diversas localidades do <strong>Brasil</strong>. Isso ocorre devido ao avanço de uma <strong>frente fria fraca</strong> pelo país, que provoca o <strong>aumento de nebulosidade</strong> e até mesmo <strong>pancadas de chuva</strong> em algumas regiões.</p><p>Contudo, o que se espera é que haja <strong>alívio do calor</strong>, certo? <strong>Errado!</strong> Mesmo com a <strong>mudança no tempo</strong>, a previsão indica que o <strong>calor vai persistir</strong> pelo Brasil, dando início a uma possível <strong>onda de calor</strong> nos próximos dias, que pode se estender até o <strong>final do mês de abril</strong>.</p><p>A seguir, confira <strong>mais informações e detalhes</strong> da <strong>previsão do tempo</strong> para os próximos dias.</p><h2>Frente fria avança e provoca mudança discreta no tempo</h2><p>Até o <strong>final de semana</strong>, o tempo deve apresentar <strong>mudanças pontuais</strong> em algumas regiões do Brasil, principalmente no <strong>Sudeste</strong>. No entanto, não são esperadas <strong>mudanças intensas</strong>. O cenário inclui o surgimento de <strong>nuvens</strong> e aumento nas <strong>chances de chuva</strong> em áreas da região.</p><p>Neste momento, uma <strong>frente fria</strong> avança pelo <strong>Sul do Brasil</strong>. O sistema, que está <strong>associado a um ciclone</strong>, provoca <strong>pancadas de chuva</strong> no <strong>Paraná</strong> ao longo da <strong>tarde desta quinta-feira (16)</strong>. Já na <strong>sexta-feira (17)</strong>, a frente fria continua avançando, e as <strong>mudanças começam a ser sentidas em São Paulo</strong>, principalmente na <strong>porção leste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350692659.jpg" data-image="d76sqv2621wl" alt="Precipitação e nebulosidade prevista para este sábado (18)." title="Precipitação e nebulosidade prevista para este sábado (18)."><figcaption>Precipitação e nebulosidade prevista para este sábado (18).</figcaption></figure><p>Mas é no <strong>sábado (18)</strong> que os <strong>modelos de previsão da Meteored | Tempo.com</strong> indicam <strong>maiores chances de precipitação</strong>, devido à atuação mais evidente da <strong>frente fria</strong>.</p><p>As <strong>chuvas</strong> devem se concentrar sobre o <strong>estado de São Paulo</strong>, com <strong>pancadas de intensidade moderada a forte</strong>, afetando cidades da <strong>Região Metropolitana de São Paulo</strong>, a <strong>capital paulista</strong> e áreas próximas à <strong>Serra da Mantiqueira</strong>. Já no <strong>oeste paulista</strong>, nas proximidades da divisa com <strong>Minas Gerais</strong>, as <strong>chuvas tendem a ser fracas</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em <strong>Minas Gerais</strong>, <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>Espírito Santo</strong>, as mudanças também serão discretas, com aumento da <strong>nebulosidade</strong> e das <strong>chances de chuva</strong>. Caso ocorram, as <strong>precipitações</strong> serão de <strong>baixo volume</strong>, rápidas e isoladas, afetando principalmente o <strong>sul de Minas</strong>, o <strong>Triângulo Mineiro</strong>, além de boa parte do <strong>Rio de Janeiro</strong> e do <strong>Espírito Santo</strong>.</p><p>Nos estados do <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>Espírito Santo</strong>, as mudanças começam a ser percebidas a partir do <strong>sábado (18)</strong>. Já no <strong>domingo (19)</strong>, há previsão de <strong>chuva leve</strong>, com <strong>pontos isolados de maior intensidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350710414.jpg" data-image="80ja9fnday1h" alt="Chuva acumulada." title="Chuva acumulada."><figcaption>Chuva acumulada até o final da noite de domingo (19).</figcaption></figure><p>Como o avanço da <strong>frente fria</strong> ocorre de forma <strong>rápida</strong> e o sistema já se encontra <strong>enfraquecido</strong>, os <strong>volumes de chuva serão baixos</strong>, desde a <strong>Região Sul</strong> até o <strong>leste do Sudeste</strong>, onde o sistema deverá <strong>encerrar seu ciclo de vida</strong>. Os maiores acumulados ocorrem no <strong>leste da região</strong>, com valores de até <strong>16 mm</strong>.</p><h2>Frente fria avança, mas o calor permanece</h2><p>Mesmo com o avanço da <strong>frente fria</strong> e o aumento da <strong>nebulosidade</strong>, que deixa o <strong>céu encoberto</strong> em parte do <strong>centro-leste do Brasil</strong>, as <strong>temperaturas seguem elevadas</strong> nos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350727342.jpg" data-image="a0laix72njy3" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Anomalia de temperatura em 850 hPa para a tarde de sábado (18) mostra a presença de uma massa de ar quente no Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo da semana, o modelo de previsão do tempo de confiança da Meteored | Tempo.com indica a presença de uma <strong>bolha de calor</strong> sobre áreas de <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, <strong>Mato Grosso</strong>, <strong>Goiás</strong>, <strong>Minas Gerais</strong>, <strong>São Paulo</strong> e <strong>Paraná</strong>. Dessa forma, esses estados devem registrar <strong>temperaturas altas</strong>, com valores <strong>acima dos 30°C</strong> em muitos municípios.</p><p>O <strong>noroeste do Paraná</strong> será uma das regiões mais afetadas no <strong>Sul do Brasil</strong>, com <strong>temperaturas entre 29°C e 33°C</strong> entre <strong>sexta-feira (17)</strong> e <strong>domingo (19)</strong>. O mesmo cenário é esperado para o <strong>oeste de São Paulo</strong> e o <strong>Triângulo Mineiro</strong>, em <strong>Minas Gerais</strong>, áreas que não terão alívio do calor no curto prazo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana-1776350738850.jpg" data-image="wyrt8mau35pk" alt="Temperatura Máxima." title="Temperatura Máxima."><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde de sábado (18), mostra temperaturas que superam os 30°C no Brasil Central.</figcaption></figure><p>No <strong>Centro-Oeste</strong>, a situação é ainda mais <strong>intensa</strong>. A <strong>massa de ar quente</strong> atua com força sobre a região, fazendo com que as <strong>temperaturas disparem durante a tarde</strong>, com pontos no <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e no <strong>sul do Mato Grosso</strong> alcançando até <strong>38°C</strong> neste <strong>sábado (18)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-trazem-mudanca-do-tempo-discreta-ate-o-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onda de calor atípica pode durar até o fim do outono]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:20:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma bolha de calor irá se estabelecer no centro-leste do Brasil nos próximos dias, iniciando uma onda de calor com previsão de se estender até o fim de maio. As anomalias podem alcançar 10°C acima da média e as temperaturas serão extremas.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-afeta-11-estados-do-brasil-com-temperaturas-8-c-acima-da-media-confira.html#:~:text=Os%20estados%20afetados%20pela%20bolha,da%20m%C3%A9dia%20em%20algumas%20%C3%A1reas." target="_blank">Bolha de ar quente ganha força e afeta 11 estados do Brasil com temperaturas 8°C acima da média; confira </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nzbo"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nzbo.jpg" id="xa5nzbo"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O<strong> outono meteorológico</strong> compreende o período entre <strong>1° de março e 31 de maio</strong>. Nestes meses, o padrão atmosférico muda gradualmente de características de verão para inverno, podendo ‘misturar’ características de ambas as estações, por exemplo, ora fazendo frio, ora calor.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No entanto, a <strong>tendência</strong> é que nesta segunda metade do outono o<strong> clima de verão esteja de volta</strong>. As temperaturas previstas para as <strong>próximas 5 semanas</strong> são substancialmente acima da média em grande parte do país, configurando uma <strong>onda de calor intensa e duradoura</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Onda de calor prolongada</h2><p>Não existe uma definição única na literatura científica para caracterizar uma <strong>onda de calor</strong>. De forma geral, diferentes instituições descrevem o fenômeno como um <strong>período de vários dias consecutivos</strong> com<strong> temperaturas</strong> <strong>anormal</strong><strong>mente</strong> <strong>elevadas</strong> em relação ao padrão climatológico de uma região, podendo ou não estar associado à alta umidade e incluindo tanto dias quanto noites quentes.</p><div class="texto-destacado">No Brasil, costuma-se adotar o critério de que uma onda de calor ocorre quando há pelo menos cinco dias consecutivos em que a temperatura máxima diária supera em 5°C ou mais a média mensal climatológica.</div><p>O modelo de confiança da Meteored, o <strong>ECMWF</strong>, prevê <strong>anomalias semanais</strong> de temperatura entre <strong>3°C e 6°C acima da média </strong>por, pelo menos,<strong> 5 semanas consecutivas</strong> no centro-leste do Brasil, com o<strong> centro da bolha</strong> alcançando valores entre <strong>6°C e 10°C acima da média.</strong> Isso pode representar a atuação de uma onde de calor prolongada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono-1776344769959.png" data-image="q5d1pav1ncw3" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF" title="Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF"><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura de acordo com o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de ECMWF</figcaption></figure><p>Como podemos ver nos mapas acima, a<strong> bolha de calor deve ganhar força</strong> entre a primeira e a segunda semana: tanto a <strong>área</strong> com temperaturas entre <strong>3°C e 6°C</strong> quanto o <strong>cen</strong><strong>tro</strong><strong> de até 10°C</strong> acima da média se <strong>expandem</strong><strong> na virada de mês</strong>, entre 27 de abril e 4 de maio. Depois disso, a bolha perde um pouco de força e área, mas se estende até, pelo menos, 25 de maio - praticamente o fim do outono.</p><p>Aqui é importante ressaltar que estas previsões são atualizadas diariamente pelo ECMWF e podem mudar nos próximos dias, sendo necessário o monitoramento contínuo das condições para a garantia de uma previsão acurada.</p><h2>Temperaturas extremas iniciam em breve</h2><p>A<strong> onda de calor será atípica</strong> tanto pela sua duração prolongada quanto pelas temperaturas máximas que estão sendo previstas. O<strong> índice de previsão extrema</strong> (EFI) do modelo ECMWF para temperatura máxima <strong>destaca</strong> que uma<strong> ampla área</strong> abrangendo parte das <strong>regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste</strong> devem ter <strong>temperaturas extremas </strong>nos próximos dias. </p><p>Simplificadamente, o que o EFI mostra são áreas onde as máximas provavelmente irão ultrapassar o limiar estatístico considerado extremo, o quantil 99.<strong> Apenas 1% das previsões do modelo alcançam os valores diários que estão sendo previstos para esta época e regiões.</strong></p><p>As <strong>temperaturas extremas</strong> se estabelecem em uma ampla área<strong> </strong>desde<strong> sábado</strong> <strong>(18)</strong>, e se mantém sobre esta mesma região<strong> até</strong><strong>, pelo menos, </strong><strong>quarta-feira (22)</strong>, mas provavelmente irão se estender por uma sequência ainda maior de dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono-1776344800775.png" data-image="y8lv7hsrhfsh" alt="EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF." title="EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para temperatura máxima entre domingo (19) e terça-feira (21). Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Entre sexta-feira (17) </strong><strong>e o feriado de Tiradentes</strong>, na terça-feira (21), as <strong>máximas</strong> previstas para a região de atuação da bolha de ar quente variam entre <strong>35°C e 38°C</strong>, especialmente entre São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono-1776344873280.png" data-image="7g3oxjs0f2pb" alt="Previsão de temperatura máxima para segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima para segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para segunda-feira (20), de acordo com o ECMWF. </figcaption></figure><p>Embora temperaturas entre 35°C e 37°C já tenham sido registradas em abril, especialmente no Centro-Oeste,<strong> esses valores não são comuns</strong>. No <strong>Sudeste</strong>, marcas<strong> acima de 33°C já são raras</strong> <strong>para o período</strong>, o que reforça o caráter excepcional de episódios com calor persistente nessa época do ano.</p><p>Além das altas temperaturas, a<strong> umidade relativa do ar </strong>será <strong>baixa</strong> na área da bolha de ar quente, alcançando valores abaixo de 20% em muitas cidades, o que coloca a <strong>saúde da população em risco</strong> e aumenta a<strong> chance de sobrecarga do sistema de saúde. </strong>Recomenda-se a ingestão frequente de água, umidificar ambientes e, se possível, evitar exposição ao sol e atividades ao ar livre durante os horários mais quentes do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-atipica-pode-durar-ate-o-fim-do-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caruru-gigante pressiona soja e milho no Sul; força-tarefa vai ao campo no RS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:18:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O avanço do caruru-gigante acendeu alerta no Sul do Brasil nesta semana, com força-tarefa no Alto Uruguai e temor de perdas severas em soja e milho, enquanto a praga mobiliza fiscalização, produtores e órgãos sanitários em campo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs-1776113256239.jpg" data-image="72i96qba7gut" alt="praga, RS, Uruguay" title="praga, RS, Uruguay"><figcaption>O caruru-gigante é uma planta daninha altamente invasiva, capaz de crescer rapidamente e competir por luz, água e nutrientes nas lavouras.</figcaption></figure><p>O caruru-gigante entrou de vez no radar do campo no Sul do Brasil nesta semana. Entre 13 e 17 de abril, <strong>uma força-tarefa da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul começou a visitar propriedades do Alto Uruguai para orientar produtores</strong>, fiscalizar riscos e tentar impedir que a planta daninha avance sobre áreas agrícolas estratégicas do Estado. </p><p>O alerta não é pequeno. <strong>O <em>Amaranthus palmeri</em>, classificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como praga quarentenária presente,</strong> pode causar perdas de até 79% na soja e 91% no milho, <strong>além de aumentar custos e até dificultar a colheita por causa de seu caule fibroso</strong>, da produção massiva de sementes e da resistência a múltiplos herbicidas. </p><h2>O Alto Uruguai virou prioridade</h2><p>A escolha do Alto Uruguai não foi por acaso. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a região reúne mais de 30 municípios, fica próxima da divisa com Santa Catarina e concentra a etapa inicial da força-tarefa, que mobiliza 26 servidores e prioriza áreas onde o trânsito de máquinas e a proximidade com focos recentes elevam o risco de entrada da praga. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, outras unidades do Estado seguem fazendo orientação em diferentes regiões gaúchas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O temor se apoia no histórico recente da invasora no Brasil. <strong>O Mapa informa que o caruru-palmeri foi constatado pela primeira vez no país em 2015</strong>, em lavouras de algodão no Mato Grosso, e que a suspeita de entrada está ligada à importação de maquinário agrícola usado, <strong>vindo da Argentina, sem limpeza e desinfestação adequadas.</strong> Hoje, a ocorrência oficial federal está registrada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, enquanto o Rio Grande do Sul trabalha em regime de prevenção reforçada. </p><h2>Como reconhecer o caruru-gigante na lavoura </h2><p>No campo, o primeiro desafio é não confundir a espécie com outros tipos de caruru já conhecidos pelos produtores. <strong>O problema é que o <em>Amaranthus palmeri</em> cresce rápido, adapta-se bem a ambientes quentes e pode aparecer tanto dentro da lavoura </strong>quanto em margens de estrada, cercas, canais de irrigação e pastagens, funcionando como foco de infestação para soja, milho e algodão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs-1776113841049.jpg" data-image="jde7ykf22hm2" alt="Caruru, praga, quarentenaria" title="Caruru, praga, quarentenaria"><figcaption>A presença do caruru-gigante nas áreas agrícolas pode causar perdas expressivas de produtividade e aumentar os custos de manejo no campo.</figcaption></figure><p>Alguns sinais ajudam a separar o caruru-gigante de outras ervas daninhas parecidas: </p><ul> <li><strong>crescimento acelerado, podendo passar de 5 cm por dia;</strong></li> <li>plantas masculinas e femininas separadas, o que aumenta a variabilidade genética;</li> <li><strong>inflorescência feminina com aspecto mais espinhoso;</strong></li> <li>folhas que podem mostrar uma mancha esbranquiçada em “V” invertido;</li> <li>pecíolo geralmente igual ou maior que o limbo foliar.</li> <li><br></li> </ul><p>Mesmo assim, a identificação visual não deve virar diagnóstico isolado. A orientação oficial no Rio Grande do Sul é <strong>não manejar a área suspeita antes da confirmação e comunicar imediatamente os órgãos de defesa vegetal</strong>, com fotos e localização precisa, porque a resposta rápida é decisiva para evitar a disseminação. </p><h2>Controle rígido e tolerância zero </h2><p>No papel e na prática, o recado das autoridades sanitárias é claro: com caruru-gigante, a lógica é de tolerância zero. <strong>O Mapa recomenda monitoramento constante, limpeza rigorosa de máquinas e implementos, eliminação das plantas antes do florescimento</strong>, colheita das áreas infestadas por último e uso combinado de rotação de culturas, rotação de mecanismos de ação e plantas de cobertura para frear novas emergências. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas">A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773329598633_320.jpeg" alt="A praga invisível que enfraquece suas plantas de interior: como removê-la das folhas"></a></article></aside><p>Isso ajuda a explicar por que a mobilização no Sul ganhou força agora. <strong>Uma planta que pode produzir de centenas de milhares a até 1 milhão de sementes por indivíduo</strong>, crescer vários centímetros por dia e resistir a herbicidas não dá margem para atraso. Para o produtor, o custo maior costuma começar quando o foco parece pequeno demais para preocupar; para a defesa sanitária, é justamente aí que a contenção ainda pode funcionar. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/caruru-gigante-pressiona-soja-e-milho-no-sul-forca-tarefa-vai-ao-campo-no-rs.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item></channel></rss>