<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 03 Aug 2026 15:10:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 15:10:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Chuvas aumentam e frente fria coloca 5 estados do Centro-Sul em alerta; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 13:38:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana terá pancadas de chuva, tempo fechado e alerta para 5 estados do Centro-Sul do Brasil. Além disso, uma nova frente fria se forma ao final da semana trazendo chuvas e potencial para problemas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauhqm6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauhqm6.jpg" id="xauhqm6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana irá contar com a <strong>presença de chuvas em áreas do Centro-Sul do Brasil.</strong> A previsão mostra que 5 estados vão ficar em alerta, devido ao aumento da precipitação, o que pode gerar <strong>transtornos em diversos municípios.</strong> Veja a lista dos estados em alerta.</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Mato Grosso do Sul</li></ul><p>Ao final da primeira semana de agosto teremos a formação de uma nova <strong>frente fria que avança sobre o Sul do Brasil.</strong> A tendência é de<strong> chuvas intensas e novas ocorrências de tempestades </strong>sobre a região que já registrou grandes acumulados de chuva durante o mês de julho.</p><h2>Semana terá céu encoberto e chuvas pontuais</h2><p> Uma área de baixa pressão se forma próxima à costa do Uruguai no decorrer da terça-feira (4). Apesar de ser um sistema fraco, a baixa pressão deve provocar <strong>pancadas de chuva de intensidade moderada a forte no sul e leste do Rio Grande do Sul,</strong> principalmente pela manhã. Durante a tarde, o sistema se desloca em direção ao Atlântico, diminuindo a chuva no estado. </p><p> No restante da Região Sul, o modelo <em>ECMWF</em> mostra tempo parcialmente nublado, com variação de nuvens, mas com aberturas de sol à tarde. <strong>No Centro-Oeste, pancadas pontuais atingem Mato Grosso do Sul. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785760184812.jpg" data-image="kujpslkfeltp" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>Previsão de chuva e da presença de nuvens sobre o Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p> A primeira metade da quarta-feira (5) terá o<strong> predomínio do sol </strong>em quase todo o Centro-Sul do Brasil. Com a chegada da <strong>tarde</strong>, porém, <strong>o cenário muda</strong>, as instabilidades voltam a atuar sobre o<strong> Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e também Mato Grosso do Sul. </strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Entre a divisa dos estados catarinense e gaúcho <strong>há risco de chuvas intensas acompanhadas de trovoadas</strong>. O mesmo está previsto para o sul gaúcho e para o noroeste sul-mato-grossense. Nas outras áreas citadas, <strong>as chuvas terão intensidade moderada</strong>, gerando alguns pontos de <strong>alertas </strong>em áreas suscetíveis a transtornos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785760306561.jpg" data-image="41heklbd0o8s" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa mostra áreas com maiores chances de tempestades na tarde desta quarta-feira (5).</figcaption></figure><p>O <strong>tempo instável </strong>e a previsão de <strong>chuvas fortes </strong>continuam entre o <strong>final de quarta (5) e na madrugada de quinta-feira (6).</strong> A faixa entre a Campanha Gaúcha, porção central e o noroeste do Rio Grande do Sul, e o oeste do Paraná ficam em <strong>alerta por conta do risco de tempestades.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781733" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html" title="Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar">Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html" title="Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785706986884_320.jpg" alt="Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>As precipitações chegam a <strong>São Paulo,</strong> em especial no oeste do estado com<strong> pancadas de chuva de intensidade moderada.</strong> Agora no período da tarde as chuvas se deslocam em direção ao leste de Santa Catarina e do Paraná, e para a Serra Gaúcha.</p><h2>Semana se encerra com atuação de frente fria</h2><p>Antecipando a chegada de uma nova frente fria, que avança em direção ao Sul do Brasil a partir da tarde de quinta-feira (6), a previsão indica <strong>risco de ventania</strong> sobre a região. As<strong> rajadas podem superar os 100 km/h </strong>em áreas do Sul, trazendo grande potencial para estragos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785760032698.jpg" data-image="20d9mkh9qxyr" alt="Precipitação, ventos e pressão a nível médio do mar." title="Precipitação, ventos e pressão a nível médio do mar."><figcaption>Mapa mostra a presença de uma baixa pressão e de uma frente fria avançando pelo Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>A frente fria vai avançar durante a madrugada e manhã de sexta-feira (7) pelos estados do<strong> Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e alcança o sul do Mato Grosso do Sul</strong>. Diversos municípios vão entrar em alerta por conta dos riscos de tempestades que se espalham por todos estes estados. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Há potencial para descargas elétricas, fortes rajadas de vento, queda de granizo e grande volume de chuva em curto período de tempo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As chuvas permanecem intensas sobre o <strong>Paraná</strong>, onde há <strong>riscos de transtornos em todo o estado</strong>. Sobre o <strong>Sudeste</strong>, São Paulo fica em<strong> alerta por conta das tempestades.</strong> Isso porque a frente fria avança e atinge o sul do estado no final da sexta-feira (7) e na madrugada de sábado (8). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira-1785759986712.jpg" data-image="vtd9q82t00c9" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada para esta semana. Modelo ECMWF indica volumes acima dos 100 mm em áreas pontuais.</figcaption></figure><p>O modelo ECMWF indica que os maiores acumulados da semana devem se concentrar no<strong> sul e oeste do Rio Grande do Sul, além do centro e leste do Paraná,</strong> com volumes que podem superar os<strong> 90 mm</strong>. Nos demais municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de São Paulo e áreas de Mato Grosso do Sul, a previsão é de acumulados variando entre<strong> 8 mm e 70 mm. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-aumentam-e-frente-fria-coloca-5-estados-do-centro-sul-em-alerta-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio revela a melhor evidência já obtida de uma estrela ao lado de Betelgeuse]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 12:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Se confirmada, a descoberta pode explicar o comportamento incomum de Betelgeuse observado pelos astrônomos há décadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse-1785706946009.png" data-image="bb7umt9m9c5d" alt="Se confirmada, a companheira pode explicar variações de brilho e outros comportamentos incomuns observados em Betelgeuse ao longo de décadas. Crédita: NASA" title="Se confirmada, a companheira pode explicar variações de brilho e outros comportamentos incomuns observados em Betelgeuse ao longo de décadas. Crédita: NASA"><figcaption>Se confirmada, a companheira pode explicar variações de brilho e outros comportamentos incomuns observados em Betelgeuse ao longo de décadas. Crédita: NASA</figcaption></figure><p>Betelgeuse é uma supergigante vermelha localizada na constelação de Órion, a cerca de 550 anos-luz da Terra.<strong> Ela já esgotou o hidrogênio em seu núcleo e se encontra em um estágio avançado de evolução estelar. </strong>Ela é considerada uma das principais candidatas da Via Láctea a explodir como uma supernova.</p><p>A estrela ganhou destaque no início de 2020, durante o evento conhecido como Great Dimming. <strong>Sua luminosidade diminuiu de forma incomum, levando à especulação de que uma explosão como supernova estaria próxima. </strong>O fenômeno foi causado pela ejeção de material da própria estrela.</p><p><strong>Há vários anos, astrônomos também investigam a possibilidade de Betelgeuse possuir uma estrela companheira. </strong>Agora, novas observações obtidas com o instrumento SPHERE do Very Large Telescope (VLT), forneceram a evidência mais forte já registrada dessa possível companheira. </p><h2>Betelgeuse</h2><p>Betelgeuse é uma supergigante vermelha localizada na constelação de Órion e está entre as maiores e mais luminosas estrelas visíveis a olho nu<strong>. Situada a aproximadamente 550 anos-luz da Terra, ela possui um raio centenas de vezes maior que o do Sol </strong>e uma luminosidade dezenas de milhares de vezes superior. </p><div class="texto-destacado">Sua atmosfera estelar se estende por uma região muito maior que a órbita de Marte, caso fosse colocada no centro do Sistema Solar.</div><p><strong>Por estar em uma fase avançada da evolução estelar, Betelgeuse é um laboratório para estudar os estágios finais de estrelas massivas.</strong> A estrela apresenta intensa perda de massa por meio de ventos estelares, além de uma atmosfera dinâmica, com grandes células de convecção em sua superfície. </p><h2>Comoção em 2020</h2><p><strong>No final de 2019 e início de 2020, Betelgeuse chamou a atenção ao apresentar uma queda incomum de luminosidade.</strong> Como a estrela é uma supergigante vermelha em estágio avançado, muitos levantaram a hipótese de que essa variação poderia estar relacionada aos momentos que antecedem uma supernova. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse-1785706929240.png" data-image="9t1qla08f6bb" alt="Novas observações forneceram a evidência mais forte até agora de que Betelgeuse pode possuir uma estrela companheira. Crédito: NASA" title="Novas observações forneceram a evidência mais forte até agora de que Betelgeuse pode possuir uma estrela companheira. Crédito: NASA"><figcaption>Novas observações forneceram a evidência mais forte até agora de que Betelgeuse pode possuir uma estrela companheira. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Observações realizadas posteriormente por telescópios mostraram que a redução do brilho não era um sinal de supernova. <strong>Os dados indicaram que Betelgeuse havia ejetado uma grande quantidade de material de sua superfície</strong>, que formou uma nuvem de poeira capaz de bloquear parte da luz da estrela. </p><h2>Evidências de uma companheira</h2><p><strong>Há vários anos, astrônomos investigam a hipótese de que Betelgeuse faça parte de um sistema binário e possua uma estrela companheira muito próxima.</strong> Essa possibilidade surgiu para explicar algumas características observadas na supergigante vermelha que não são comuns em uma estrela isolada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672698" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-isso-explicaria-as-estranhas-observacoes-associadas-a-ela.html" title="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela">A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-isso-explicaria-as-estranhas-observacoes-associadas-a-ela.html" title="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-1725373895988_320.png" alt="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela"></a></article></aside><p>Caso essa companheira realmente exista, sua interação gravitacional com <strong>Betelgeuse poderia influenciar a dinâmica da atmosfera da estrela, seus ventos estelares e a distribuição do material ao redor dela</strong>. A presença de um segundo objeto poderia explicar a periodicidade de algumas oscilações.</p><h2>A melhor evidência já encontrada</h2><p>Astrônomos usaram o instrumento SPHERE do VLT para obter imagens de altíssima resolução. <strong>A equipe aplicou técnicas de processamento de imagem capazes de remover parte do brilho intenso de Betelgeuse. </strong>Como resultado, foi encontrada uma evidência forte de uma possível estrela companheira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse-1785707037704.png" data-image="jcma1nsqldld" alt="Na imagem, Betelgeuse aparece em laranja, enquanto o ponto em azul corresponde ao candidato à sua possível estrela companheira. Crédito: NASA" title="Na imagem, Betelgeuse aparece em laranja, enquanto o ponto em azul corresponde ao candidato à sua possível estrela companheira. Crédito: NASA"><figcaption>Na imagem, Betelgeuse aparece em laranja, enquanto o ponto em azul corresponde ao candidato à sua possível estrela companheira. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>O objeto candidato foi chamado provisoriamente de Betelgeuse B, foi identificado a uma separação angular compatível com as previsões feitas anteriormente. Os pesquisadores estimam que essa companheira <strong>seja uma estrela da sequência principal, com massa entre aproximadamente 2,6 e 3,1 vezes a massa do Sol. </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Montarg%C3%A8s%20et%20al" data-year="2026" data-title="VLT%2FSPHERE%20imaging%20of%20the%20candidate%20companion%20of%20Betelgeuse" data-url="https%3A%2F%2Fwww.eso.org%2Fpublic%2Farchives%2Freleases%2Fsciencepapers%2Feso2611%2Feso2611a.pdf">Montargès et al. (2026). <a href="https://www.eso.org/public/archives/releases/sciencepapers/eso2611/eso2611a.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">VLT/SPHERE imaging of the candidate companion of Betelgeuse</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-revela-a-melhor-evidencia-ja-obtida-de-uma-estrela-ao-lado-de-betelgeuse.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Apesar da sua resistência, a árvore-de-jade necessita de alguns cuidados essenciais para crescer vigorosa. Descubra aqui quais são os cuidados imprescindíveis!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409561256.jpg" data-image="x4v7ib4gz42f" alt="Arvore de jade" title="Arvore de jade"><figcaption>Resistente e de fácil manutenção, a árvore-de-jade prospera com luz abundante, regas moderadas e um substrato bem drenado.</figcaption></figure><p><br>A árvore-de-jade (<em>Crassula ovata</em>) é uma das suculentas <strong>mais apreciadas em todo o mundo</strong>. Para além da sua beleza e das folhas carnudas com um verde intenso, esta planta é <strong>frequentemente associada à prosperidade, à boa sorte e à longevidade</strong>.</p><p>No entanto, apesar da sua resistência, existem alguns <strong>cuidados fundamentais que fazem toda a diferença</strong> no seu desenvolvimento.</p><p>Se a árvore-de-jade parecer estar a <strong>crescer lentamente ou apresenta folhas pequenas e ramos frágeis</strong>, é provável que esteja a faltar algum elemento essencial.</p><h2>A luz é o principal segredo</h2><p>De acordo com um artigo publicado na revista online <em>Aire</em>, a iluminação é <strong>um dos fatores mais importantes para o crescimento desta planta</strong>.</p><p>A árvore-de-jade <strong>necessita de várias horas de luz por dia</strong> e desenvolve-se melhor perto de uma janela bem iluminada ou num espaço exterior onde receba sol direto durante algumas horas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se estiver dentro de casa, uma janela com orientação a norte ou a este costuma ser uma excelente localização.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando permanece em locais demasiado sombrios, <strong>tende a esticar os caules em busca de luz</strong>, tornando-se menos compacta e mais vulnerável.<br>Caso pretenda mudar a planta para um local com maior exposição solar, faça essa <strong>adaptação de forma gradual </strong>para evitar queimaduras nas folhas.</p><h2>Regar menos é, muitas vezes, a melhor opção</h2><p>Por ser uma suculenta, a árvore-de-jade <strong>armazena água nas folhas e no caule</strong>, ou seja, não necessita de regas frequentes. O ideal é <strong>verificar se o substrato está completamente seco</strong> antes de voltar a regar.</p><p>Durante os <strong>meses mais quentes poderá necessitar de água com maior regularidad</strong>e, enquanto no inverno as regas devem ser bastante reduzidas.</p><p>O <strong>excesso de umidad</strong>e continua a ser a principal causa de problemas nesta espécie, podendo provocar o apodrecimento das raízes e a queda das folhas.</p><h2>A influencia do substrato e fertilização adequada</h2><p>O tipo de solo influencia diretamente a saúde da planta. Um <strong>substrato específico para cactos e suculentas</strong>, ou uma mistura leve e bem drenada, permite que a água escoe rapidamente e evita a acumulação de umidade perto das raízes.</p><p>Também é essencial <strong>utilizar vasos com furos de drenagem</strong>. Mesmo que a rega seja correta, <strong>um recipiente sem saída para a água aumenta significativamente o risco de doença</strong><strong>s</strong>.</p><p>Embora a árvore-de-jade não seja uma planta muito exigente, uma <strong>fertilização equilibrada durante a primavera e o verão pode favorecer a emissão de novos rebentos e fortalecer os caule</strong><strong>s</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Para esta suculenta prosperar um substrato leve e bem arejado pode ser uma boa ideia, como uma mistura de terra própria para cactos ou suculentas, areia grossa, perlite ou pedra pomes ou um pouco de composto orgânico." </strong>Segundo a revista online AIRE</div><p>Os fertilizantes próprios para cactos e suculentas são geralmente a melhor escolha. No entanto, <strong>a adubação deve ser moderada</strong>, pois o excesso de nutrientes pode prejudicar a planta em vez de a beneficiar.</p><h2>A poda faz a diferença</h2><p><strong>Remover os ramos secos, danificados ou demasiado compridos</strong> ajuda a manter uma forma mais equilibrada e estimula o aparecimento de novas ramificações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409587393.jpg" data-image="ploxjzcccr0r" alt="Importância da poda" title="Importância da poda"><figcaption>Uma poda regular ajuda a estimular novas ramificações, mantendo a árvore-de-jade mais densa, equilibrada e saudável.</figcaption></figure><p>Além de melhorar o aspecto ornamental, a poda <strong>contribui para uma copa mais densa e resistente</strong>. As estacas retiradas durante este processo podem ainda ser <strong>utilizadas para produzir novas plantas,</strong> desde que sejam deixadas a cicatrizar durante alguns dias antes de serem colocadas no substrato.</p><h2>O impacto das temperaturas</h2><p>A árvore-de-jade prefere <strong>ambientes amenos e não tolera bem geadas ou frio intenso</strong>.</p><p>Durante o inverno, especialmente em regiões onde as temperaturas descem significativamente, é aconselhável <strong>protegê-la ou mantê-la no interior, sempre num local com boa luminosidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-de-suculentas-tipos-cuidados-e-dicas-para-mante-las-em-perfeitas-condicoes.html" title="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições">Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-de-suculentas-tipos-cuidados-e-dicas-para-mante-las-em-perfeitas-condicoes.html" title="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-sobre-suculentas-tipos-cuidados-y-trucos-para-mantenerlas-perfectas-1743965269154_320.jpg" alt="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições"></a></article></aside><p>Também <strong>deve ser evitada a exposição prolongada a correntes de ar frio ou a mudanças bruscas de temperatur</strong>a.<br>Pequenos sinais que revelam problemas</p><p>A própria planta costuma indicar quando algo não está bem. <strong>Folhas moles e amareladas podem ser sinal de excesso de água</strong>, enquanto folhas enrugadas normalmente indicam falta de rega. Já um <strong>crescimento muito lento ou caules demasiado alongados costumam estar associados à insuficiência de luz</strong>.</p><p>Observar regularmente estas alterações <strong>permite corrigir rapidamente os cuidados e evitar danos mais graves</strong>.</p><p>Com <strong>luz abundante, regas moderadas, um solo bem drenado e alguma fertilização</strong> durante a época de crescimento, a árvore-de-jade pode viver durante várias décadas e atingir um porte semelhante ao de uma pequena árvore.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Desafio extremo na Patagônia: mais de 250 nadadores competirão em águas geladas a 2°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/desafio-extremo-na-patagonia-mais-de-250-nadadores-competirao-em-aguas-geladas-a-2-c.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma competição sem fatos de neoprene, uma plataforma flutuante inédita e a geleira Perito Moreno como cenário: a Taça do Mundo de Natação em Águas Geladas de 2026 prepara-se para transformar El Calafate no epicentro mundial da natação em águas frias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/desafio-extremo-en-la-patagonia-mas-de-250-nadadores-competiran-en-aguas-frias-a-2-c-frente-al-glaciar-perito-moreno-1785422960204.jpg" data-image="b56cn68tl3ca" alt="El Calafate se torna o epicentro mundial da natação em águas frias." title="El Calafate se torna o epicentro mundial da natação em águas frias."><figcaption>El Calafate se torna o epicentro mundial da natação em águas frias.</figcaption></figure><p>De domingo, 2 de agosto, a domingo, 9 de agosto, <strong>a Patagônia argentina sediará a quarta edição da Copa do Mundo de Natação em Águas Geladas de 2026</strong>, que promete reunir mais de<strong> 250 nadadores de mais de 15 paíse</strong>s para competir sem roupas de neoprene nas águas geladas do Lago Argentino.</p><p>Com uma previsão de 300 participantes, a iniciativa acontecerá em frente à geleira Perito Moreno, uma das maravilhas naturais mais impressionantes da Argentina, localizada no coração do Parque Nacional Los Glaciares, em El Calafate, província de Santa Cruz.</p><p>Organizada pela Nadando Argentina, <strong>uma associação civil dedicada a promover a natação como ferramenta de bem-estar</strong>, inclusão social e desenvolvimento comunitário, e presidida por Matías Ola, nadador argentino de águas frias e figura de destaque na modalidade, a competição combinará esporte de alto rendimento, turismo, natureza e atividades abertas à comunidade.</p><div class="texto-destacado">Em sua quarta edição, a competição será realizada com o objetivo de posicionar o país mais uma vez como referência internacional em natação no inverno e eventos em águas frias.</div><p>Nesse tipo de competição, os nadadores participam usando trajes de banho <strong>tradicionais em águas com temperatura em torno de 2°C</strong>, disputando provas entre 25 e 450 metros em diferentes estilos, como crawl, peito e borboleta.</p><h2>El Calafate, epicentro mundial da natação em águas frias</h2><p>Segundo os organizadores, a Copa do Mundo de Natação de Inverno de 2026 contará com uma inovação histórica: <strong>as provas serão realizadas em uma plataforma flutuante com mais de 30 x 30 metros</strong>, instalada na Baía dos Icebergs, a poucos metros da geleira Perito Moreno.</p><p>A estrutura simula uma piscina semiolímpica, possui certificação ambiental europeia CE e permite a redução da circulação de lanchas ao redor dos nadadores, minimizando o impacto no meio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/desafio-extremo-en-la-patagonia-mas-de-250-nadadores-competiran-en-aguas-frias-a-2-c-frente-al-glaciar-perito-moreno-1785423319702.jpg" data-image="m8ko96e7yu5t" alt="Competição sem roupa de neoprene no Lago Argentino: nadadores participam usando trajes de banho tradicionais em águas geladas com temperatura em torno de 2°C." title="Competição sem roupa de neoprene no Lago Argentino: nadadores participam usando trajes de banho tradicionais em águas geladas com temperatura em torno de 2°C."><figcaption>Competição sem roupa de neoprene no Lago Argentino: nadadores participam usando trajes de banho tradicionais em águas geladas com temperatura em torno de 2°C.</figcaption></figure><p>Além disso, todo o evento será realizado sob protocolos de segurança, com a colaboração e autorização da Administração de Parques Nacionais, visto que o evento foi declarado de interesse por esta organização e pelas autoridades locais, provinciais e nacionais.</p><div class="texto-destacado">A prova principal desta Copa do Mundo de Natação de Inverno será a corrida de 300 metros em águas abertas, tendo como pano de fundo a geleira Perito Moreno.</div><p>A competição já confirmou a participação de representantes da Argentina, com nadadores de diferentes províncias, e de <strong>países como Uruguai, Chile, Peru, Brasil, México, República Tcheca, Finlândia, Espanha, Noruega, Alemanha, Rússia, Polônia e Venezuela</strong>, entre outros.</p><p>“Esta Copa do Mundo representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de mostrar que <strong>a natação em águas frias pode conectar esporte, natureza, turismo e comunidade em um só lugar</strong>. Ter atletas de diferentes países vindo a El Calafate para nadar em frente à geleira Perito Moreno é algo único para a Argentina e para o mundo”, destacou Matías Ola, fundador da Nadando Argentina.</p><h3>Um evento internacional com significado histórico</h3><p>A presença de atletas locais e internacionais reforça o caráter global do evento e <strong>consolida </strong><strong>El Calafate como um ponto de encontro para uma modalidade</strong> que cresce ano após ano na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/desafio-extremo-en-la-patagonia-mas-de-250-nadadores-competiran-en-aguas-frias-a-2-c-frente-al-glaciar-perito-moreno-1785423113886.jpg" data-image="aetqaefrlvaj" alt="Mais de 250 atletas de diferentes países competirão diante da geleira Perito Moreno." title="Mais de 250 atletas de diferentes países competirão diante da geleira Perito Moreno."><figcaption>De 2 a 9 de agosto, mais de 250 nadadores de diferentes países competirão em frente à geleira Perito Moreno.</figcaption></figure><p>Além das competições oficiais, a programação incluirá atividades abertas ao público, entre elas a Imersão na Geleira II, uma experiência guiada e supervisionada por profissionais, ideal para quem deseja experimentar a imersão em água fria pela primeira vez. <strong>Essa atividade terá duração máxima de dois minutos e acontecerá na Baía do Iceberg</strong>, de frente para a face sul da geleira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="354281" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lagoa-com-agua-rosa-na-patagonia-ate-onde-vai-a-poluicao-humana.html" title="Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?">Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lagoa-com-agua-rosa-na-patagonia-ate-onde-vai-a-poluicao-humana.html" title="Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lagoa-com-agua-rosa-na-patagonia-ate-onde-vai-a-poluicao-humana-354281-1_320.jpg" alt="Lagoa com água rosa na Patagônia, até onde vai a poluição humana?"></a></article></aside><p>O evento também contará com cerimônias protocolares, conferências, encontros com atletas, ofertas gastronômicas, atividades culturais, shows e apresentações, premiações e espaços de intercâmbio, unindo esporte, turismo e comunidade em uma única agenda ao longo da semana.</p><div class="texto-destacado">A realização deste evento internacional, que posiciona nosso país no cenário mundial, também contribuiu para tornar a Patagônia argentina um destino elegível para sediar o Campeonato Mundial de Natação de Inverno em 2028.</div><p><strong>Pela primeira vez em sua história</strong>, a competição bienal de natação em águas abertas será realizada na América e no hemisfério sul: <strong>o evento de nível mundial chegará em 2028 a El Calafate e à geleira Perito Moreno</strong>, marcando um momento histórico, já que, em seus mais de 30 anos de existência, nunca havia sido realizado fora dos países nórdicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/desafio-extremo-na-patagonia-mais-de-250-nadadores-competirao-em-aguas-geladas-a-2-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia astronômico de agosto: eclipse, chuva de meteoros Perseidas e passagem de cometa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guia-astronomico-de-agosto-eclipse-chuva-de-meteoros-perseidas-e-passagem-de-cometa.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 23:24:49 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Eclipse lunar visível em todo o Brasil, chuva de meteoros Perseidas, passagem do cometa 10P/Tempel prometem movimentar o mês de agosto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-observar-no-ceu-em-agosto-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-do-mes-1785704547928.png" data-image="iijy4es1g3fb" alt="Agosto terá eclipses, chuva de meteoros Perseidas, a passagem do cometa 10P/Tempel e o lançamento da missão chinesa Chang'e-7 rumo à Lua." title="Agosto terá eclipses, chuva de meteoros Perseidas, a passagem do cometa 10P/Tempel e o lançamento da missão chinesa Chang'e-7 rumo à Lua."><figcaption>Agosto terá eclipses, chuva de meteoros Perseidas, a passagem do cometa 10P/Tempel e o lançamento da missão chinesa Chang'e-7 rumo à Lua.</figcaption></figure><p><strong>Agosto de 2026 será um mês interessante para quem gosta de observar o céu e de acompanhar eventos de exploração espacial.</strong> Entre os destaques estão a passagem do cometa 10P/Tempel, o pico da chuva de meteoros Perseidas e dois eclipses, sendo um solar total e outro lunar parcial. </p><p>O principal destaque para quem está no Brasil<strong> será o eclipse lunar parcial entre os dias 27 e 28 de agosto, que poderá ser acompanhado do início ao fim em todas as regiões do país</strong>. Já o eclipse solar total que acontecerá no dia 12 de agosto será observado apenas em partes do Hemisfério Norte.</p><p>Além dos fenômenos astronômicos, agosto também será importante para a exploração espacial quando se fala da Lua. <strong>A China pretende lançar a missão Chang'e-7, que tem como objetivo investigar o polo sul da Lua em busca de depósitos de gelo de água </strong>e entender melhor sobre a composição.</p><h2>Chuva de meteoros Perseidas</h2><p><strong>Entre os eventos mais aguardados do mês está a chuva de meteoros Perseidas, que permanece ativa entre 17 de julho e 24 de agosto.</strong> Ela estará no auge durante a madrugada dos dias 12 para 13 de agosto. O fenômeno acontece quando a Terra atravessa a trilha de partículas deixadas pelo cometa 109P/Swift-Tuttle. </p><div class="texto-destacado">A ausência do brilho da Lua durante o pico torna esta uma das melhores oportunidades do ano para observar meteoros.</div><p>Ao entrarem na atmosfera terrestre em alta velocidade, esses fragmentos produzem os conhecidos rastros luminosos no céu. No Brasil, a atividade não é tão intensa quanto no Hemisfério Norte, <strong>mas ainda será possível observar alguns meteoros principalmente nas regiões Norte e Nordeste após 1h30. </strong></p><h2>Eclipses de agosto</h2><p>O mês contará com dois eclipses importantes, sendo um eclipse lunar e um eclipse solar. No dia 12 de agosto ocorrerá um eclipse solar total,<strong> que poderá ser observado pelos países localizados próximos ao Polo Norte e algumas regiões no norte da Espanha e Portugal.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-observar-no-ceu-em-agosto-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-do-mes-1785704704513.png" data-image="dnv4n13xd69d" alt="A chuva de meteoros Perseidas atinge o pico entre os dias 12 e 13 de agosto. A Lua Nova deixará o céu mais escuro, favorecendo a observação do fenômeno. Crédito: NASA" title="A chuva de meteoros Perseidas atinge o pico entre os dias 12 e 13 de agosto. A Lua Nova deixará o céu mais escuro, favorecendo a observação do fenômeno. Crédito: NASA"><figcaption>A chuva de meteoros Perseidas atinge o pico entre os dias 12 e 13 de agosto. A Lua Nova deixará o céu mais escuro, favorecendo a observação do fenômeno. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O segundo eclipse do mês será um eclipse lunar parcial, entre os dias 27 e 28 de agosto, que poderá ser acompanhado em todas as regiões do Brasil.</strong> Como ocorrerá durante a madrugada, a Lua estará alta no céu, oferecendo boas condições para observar parte da sombra da Terra projetada no disco lunar.</p><h2>Cometa 10P/Tempel</h2><p><strong>Agosto também será marcado pela passagem do cometa 10P/Tempel. No dia 2, ele alcançou o periélio, o ponto de maior aproximação do Sol.</strong> Para quem deseja observá-lo, o melhor horário será antes do amanhecer, quando o cometa estará mais acima do horizonte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-observar-no-ceu-em-agosto-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-do-mes-1785704669631.png" data-image="5ns9zrc7ezw2" alt="O cometa 10P/Tempel atinge seu brilho máximo e faz sua maior aproximação da Terra nos dias 2 e 3 de agosto. Crédito: Chuck Ayoub" title="O cometa 10P/Tempel atinge seu brilho máximo e faz sua maior aproximação da Terra nos dias 2 e 3 de agosto. Crédito: Chuck Ayoub"><figcaption>O cometa 10P/Tempel atinge seu brilho máximo e faz sua maior aproximação da Terra nos dias 2 e 3 de agosto. Crédito: Chuck Ayoub</figcaption></figure><p><strong>No dia seguinte, 3 de agosto, o cometa atingirá seu brilho máximo e também o perigeu, momento em que estará mais próximo da Terra. </strong>A coincidência entre esses dois eventos aumenta o interesse, já que essa será uma das melhores oportunidades para acompanhar sua passagem durante esta aproximação.</p><h2>Missão Chang'e-7</h2><p>A exploração espacial também terá um importante destaque em agosto com o lançamento da missão chinesa Chang'e-7. A sonda robótica será enviada ao polo sul da Lua, <strong>uma das regiões que apresentam crateras permanentemente sombreadas que podem abrigar água em forma de gelo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/confronto-geopolitico-entre-a-china-e-os-estados-unidos-pelo-controle-da-lua-e-do-espaco-sideral.html" title="Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral">Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/confronto-geopolitico-entre-a-china-e-os-estados-unidos-pelo-controle-da-lua-e-do-espaco-sideral.html" title="Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-choque-geopolitico-entre-china-y-estados-unidos-por-el-control-de-la-luna-y-el-espacio-exterior-se-pone-sabroso-1781961694751_320.jpeg" alt="Confronto geopolítico entre a China e os Estados Unidos pelo controle da Lua e do espaço sideral"></a></article></aside><p>A missão será terá como objetivo explorar diferentes características da superfície lunar, assim como a presença de gelo. <strong>O equipamento já se encontra em preparação para o lançamento</strong>, que representa mais um passo do programa espacial chinês na exploração da Lua.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guia-astronomico-de-agosto-eclipse-chuva-de-meteoros-perseidas-e-passagem-de-cometa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas retornam ao Centro-Sul com alertas para 4 estados; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 22:02:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo instável e as chuvas não dão tréguas longas ao centro-sul do Brasil e a chuva volta a atingir a Região Sul já no início da semana. No decorrer dos dias, as instabilidades se espalham pelo Centro-Sul, atingindo o Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785706986884.jpg" data-image="gap2rdgmpl47" alt="alerta de chuva" title="alerta de chuva"><figcaption>O tempo instável e as chuvas não dão tréguas longas ao centro-sul do Brasil e a chuva volta a atingir o Sul, o Mato Grosso do Sul e São Paulo.</figcaption></figure><p>Mais uma semana de chuvas no Centro-Sul do Brasil, <strong>com previsão todos os dias para essa porção do Brasil</strong>, iniciando na Região Sul e depois com as instabilidades se espalhando para os estados do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.</p><p>Há <strong>previsão de chuva e alertas de tempestades e de chuva forte já nesta segunda (3) e terça-feira (4)</strong> no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A partir da quarta-feira (5), as chuvas se espalham também para o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><h2>Previsão de chuva e alertas para o início da semana</h2><p>Uma nova <strong>região instável se forma já na manhã da segunda-feira (3)</strong> entre o oeste da Região Sul, o Paraguai e a Argentina. Assim, <strong>já há trovoadas e pancadas de chuva forte no início do dia</strong> no Oeste e Missões do Rio Grande do Sul e no extremo oeste de Santa Catarina. No extremo oeste do Paraná, há previsão de chuva mais fraca, com as instabilidades perdendo força ao longo da manhã.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Trata-se de um sistema mais desorganizado que avança pelo Sul, mas perde intensidade, <strong>espalhando as instabilidades que provocam chuvas isoladas</strong>. Mesmo assim, há alerta para o risco de tempestades pontuais no período da tarde na região da Campanha e Sul do Rio Grande do Sul, e no meio-oeste de Santa Catarina. <strong>Não há potencial de grandes riscos</strong>.</p><p><strong>No período da noite, o potencial de chuvas é baixo</strong> e há previsão de chuva fraca e isolada no norte do Rio Grande do Sul, na porção central, oeste e extremo sul de Santa Catarina. Trata-se de uma precipitação pouco volumosa e mais próxima ao chuvisco.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xauawnq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauawnq.jpg" id="xauawnq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na terça-feira (4)</strong>, instabilidades voltam a ganhar intensidade, mas agora na região entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Assim, <strong>no período da manhã há previsão de chuva</strong> para a metade sul do território gaúcho,<strong> com alerta para o risco de tempestades pontuais</strong> no Oeste, Campanha e Sul. Na região Central, litoral e região de Porto Alegre, as chuvas ocorrem de forma mais pontual, mas não se descarta a ocorrência de pancadas.</p><p><strong>No período da tard</strong>e, as instabilidades se deslocam pelo leste em direção ao Norte do Rio Grande do Sul e chegam o sul de Santa Catarina, <strong>com chuvas de fraca intensidade</strong> no território gaúcho e <strong>mais intensas, de moderada intensidade</strong>, no sul catarinense. Por volta do meio do período, trovoadas e chuva fraca a moderada atingem o extremo oeste de Santa Catarina e até o extremo oeste, a região da Tríplice Fronteira, no Paraná.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p><strong>No período da noite, o potencial das chuvas reduz novamente</strong>, com previsão de pancadas isoladas de até forte intensidade no Sul do Rio Grande do Sul e entre a região Central e a região de Porto Alegre. Em Santa Catarina e no Paraná, potencial de chuva muito fraca e pontual no sul catarinense e no oeste paranaense.</p><h2>Chuvas se espalham pelo Centro-Sul e há mais risco de tempestades</h2><p><strong>Na quarta-feira (5)</strong>, uma região instável se forma sobre o Centro-Sul do Brasil, com formação de <strong>instabilidades a partir do fim da manhã e início da tarde</strong>, que provocam as primeiras pancadas isoladas do dia no extremo sul do Rio Grande do Sul, no sul, centro e oeste de Santa Catarina, no sul, centro, oeste e noroeste do Paraná e no centro-sul do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707514478.jpg" data-image="szrjdo937t7g" alt="tempestades" title="tempestades"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da quarta-feira, 5 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No período da tarde, o potencial de pancadas isoladas se espalha </strong>pelo estado de Santa Catarina, pela porção central e leste do Paraná, até o sul do estado de São Paulo. No Mato Grosso do Sul, as instabilidades atingem a porção central, o norte e o leste do estado. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas ficam concentradas no extremo sul e nordeste, <strong>sem potencial para transtornos</strong>.</p><p>Agora, no período da noite da quarta-feira (5), <strong>há mudança com a formação de mais uma área de instabilidade</strong> entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707568353.jpg" data-image="n7svio2ew9w5" alt="chuva tempestades" title="chuva tempestades"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da quinta-feira, 6 de agosto.</figcaption></figure><p><strong> As instabilidades deixam potencial de tempestades pontuais e pancadas de chuva forte</strong> mais para o fim do período em toda a metade sul do Rio Grande do Sul mais a região das Missões. Pancadas isoladas podem atingir a porção meio-oeste de Santa Catarina e o extremo oeste do Paraná, onde também há previsão de previsão de chuva fraca na porção norte. </p><p><strong>Na quinta-feira (6)</strong>, o potencial de pancadas de chuva forte e de tempestade aumenta. O tempo nublado e com chuva pontual se espalha pela Região Sul até o sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707628560.jpg" data-image="0uicd80owrgj" alt="chuva" title="chuva"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para o fim da manhã e início da tarde da sexta-feira, 7 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Os alertas se concentram a partir da tarde</strong>, principalmente no período da noite, em todo o Rio Grande do Sul, meio-oeste de Santa Catarina, metade oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar-1785707789120.jpg" data-image="fbeeuia7fma2" alt="chuvas no centro-sul" title="chuvas no centro-sul"><figcaption>Acumulado previsto para até a sexta-feira, 7 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Na sexta-feira (7), os risco termina para o Sul do Brasil,</strong> com alertas pontuais para o centro-sul do Mato Grosso do Sul, onde <strong>há risco de tempestades e pancadas isoladas</strong>. Já no estado de São Paulo, <strong>há uma virada</strong> para as regiões de divisa com o Paraná e no leste, na região da capital, com aumento do <strong>potencial de chuvas, risco de vendavais e tempestades pontuais.</strong> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-retorna-ao-centro-sul-com-alertas-para-4-estados-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O "ar condicionado colonial" de Guanajuato: como as suas ruas estreitas se mantêm frescas sem tecnologia moderna]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 20:31:02 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Graças ao traçado das suas ruas e ao seu relevo, Guanajuato não é apenas um destino romântico, mas também uma cidade naturalmente concebida para manter um ambiente agradável durante a maior parte do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337782288.png" data-image="h0ya3jiwmghs" alt="In 1988, UNESCO recognized Guanajuato's historic center and its nearby mines as a World Heritage Site." title="In 1988, UNESCO recognized Guanajuato's historic center and its nearby mines as a World Heritage Site."><figcaption>Em 1988, a UNESCO reconheceu o centro histórico de Guanajuato e as minas nas suas imediações como Património Mundial.</figcaption></figure><p>Este destino romântico, situado no coração de <strong>Guanajuato</strong>, é um dos locais mais emblemáticos do estado, reconhecido tanto a nível nacional como internacional. A sua arquitetura e a disposição compacta das suas fachadas coloridas inspiraram inúmeras lendas e locais românticos, incluindo o famoso Beco do Beijo.</p><p>As ruas estreitas da cidade e as grandiosas casas coloniais, com os seus tetos altos, paredes grossas de pedra ou adobe e impressionantes pátios centrais, criam um<strong> sistema natural de ventilação cruzada e um efeito de chaminé</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas características arquitetónicas funcionam como um regulador térmico natural, absorvendo o calor durante o dia e libertando-o à noite, à medida que as temperaturas descem após o pôr do sol. Também ajudam a manter os interiores frescos pela manhã e confortavelmente quentes no final do dia.</div><p>Este projeto, que remonta à era colonial, permite que os edifícios — incluindo residências e estabelecimentos comerciais — mantenham uma temperatura interior agradável. <strong>É uma forma natural de reproduzir o efeito refrescante do ar condicionado moderno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337842384.png" data-image="la7t3fk0bent" alt="The city's underground network consists of 23 tunnels, several of which now serve as major traffic routes." title="The city's underground network consists of 23 tunnels, several of which now serve as major traffic routes."><figcaption>A rede subterrânea da cidade é composta por 23 túneis, vários dos quais servem atualmente como importantes vias de tráfego.</figcaption></figure><p><strong>Correntes de ar aceleradas formam-se naturalmente ao longo da sua intrincada rede de ruas</strong>. O contraste entre o ar mais fresco no interior das ruas estreitas e o ar mais quente exposto à luz solar direta reforça ainda mais este fluxo de ar.</p><h2>Mais de 8 quilómetros de ruas interligadas</h2><p>Estas passagens foram originalmente construídas para desviar o curso do rio <strong>e ajudar a prevenir inundações nos túneis de Guanajuato</strong>. Este labirinto colonial é construído principalmente com paredes de pedra, criando uma estrutura robusta e duradoura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type = "newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO">Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO"></a></article></aside><p>A ausência de saídas diretas ao longo de muitos troços destas passagens, combinada com diferenças de pressão significativas causadas por variações de altitude e temperatura, bem como pela forma como o ar é canalizado através delas, <strong>cria brisas fortes e frescas que fazem com que os visitantes se sintam como se estivessem a caminhar num túnel de vento</strong>.</p><h3>Um projeto ambicioso que teve início em 1963</h3><p>A construção deste notável sistema de ruas subterrâneas teve início em <strong>1963</strong>. O ambicioso projeto tinha como objetivo <strong>encanar o rio</strong> e <strong>pavimentar a sua superfície</strong> para melhorar as infraestruturas da cidade. Foi concebido para <strong>resolver os problemas de inundações de longa data de Guanajuato</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337966246.png" data-image="advxap3z971f" alt="Guanajuato's colorful facades take advantage of the orientation of its streets to create shade and reduce direct sunlight." title="Guanajuato's colorful facades take advantage of the orientation of its streets to create shade and reduce direct sunlight."><figcaption>As fachadas coloridas de Guanajuato tiram partido da orientação das suas ruas para criar sombra e reduzir a luz solar direta.</figcaption></figure><p>Ao longo do percurso, visitantes e habitantes locais admiram os enormes arcos de pedra da cidade, que se mantiveram notavelmente bem preservados apesar da passagem do tempo e se tornaram uma das atrações emblemáticas de Guanajuato. <strong>Estes arcos contam parte da história do património de engenharia e arquitetura da cidade</strong>.</p><h3>História, aventura e cultura em cada esquina</h3><p>Explorar as ruas de Guanajuato proporciona aos visitantes uma experiência que combina aventura com história e cultura. Ao passear por estas ruas pitorescas, <strong>tem-se a sensação de que o tempo parou, transportando-nos para outra época</strong>.</p><p><strong>É um local único onde os visitantes podem desfrutar de um ambiente naturalmente fresco enquanto descobrem o carácter autêntico da cidade</strong>, longe da agitação das amplas avenidas e das estradas movimentadas. Se tiver oportunidade, vale bem a pena incluir este destino nas suas próximas férias — ou fazer uma escapadela de fim de semana até lá.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Antártica: A base franco-italiana Concordia registrou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 18:56:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 18 de julho, a estação franco-italiana Concordia atingiu a mínima de −84,1 °C. Esta é a temperatura mais baixa registrada na Terra desde 2012 e ficou a apenas seis décimos de grau do próprio recorde da estação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629561012.jpg" data-image="e5skfubymh7v" alt="Estação Concordia" title="Estação Concordia"><figcaption>A Estação Concordia está localizada em um planalto elevado, acima de 3.000 metros, e é um dos lugares mais frios da Terra. É administrada em conjunto pela França e pela Itália.</figcaption></figure><p>Enquanto o Hemisfério Norte acumulava recordes de calor, incêndios florestais e alertas de temperaturas extremas, no lado oposto do planeta o termômetro registrava exatamente o contrário. Em 18 de julho, <strong>a estação meteorológica franco-italiana Concordia registrou -84,1 °C</strong>, a temperatura mais baixa já medida na Terra desde 2012.</p><div class="texto-destacado">A Estação Concordia atingiu −84,1 °C durante a noite polar, a temperatura mais baixa registrada na Terra desde 2012. Embora não seja um recorde histórico, o episódio mostra como a combinação de altitude, escuridão permanente, ar extremamente seco e calmaria atmosférica faz do interior da Antártida o lugar mais frio do planeta.</div><p>Os dados não provêm de uma estimativa ou de um modelo. De acordo com<a href="https://www.livescience.com/planet-earth/antarctica/antarctica-just-experienced-minus-119-f-earths-coldest-temperature-since-2012-heres-why" target="_blank"> informe Live Science</a>, o <strong><a href="https://institut-polaire.fr/en/" target="_blank">Instituto Polaire Français Paul-Émile Victor</a></strong> que gerencia a base junto com <strong><a href="https://www.pnra.aq/" target="_blank">Programa Nacional Italiano de Pesquisa Antártica</a></strong> (PNRA), Os dados brutos daquele dia foram divulgados, <strong>mostrando que o valor de -84,1 °C apareceu duas vezes naquela mesma manhã: às 6h25 e 6h34, horário local</strong>. Concordia opera no fuso horário GMT+6, portanto, a temperatura mínima ocorreu durante a noite polar, em um continente que não via o sol nascer há meses.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La Estación Concordia es un centro de investigación franco-italiano<br><br>Está 1100km tierra adentro, y a 3233 metros sobre el nivel del mal sobre la cúpula de hielo Domo C<br><br>Locura <a href="https://t.co/knQxFYS53H">https://t.co/knQxFYS53H</a> <a href="https://t.co/Tly9MVwE3o">pic.twitter.com/Tly9MVwE3o</a></p>— Valdo (@Valdoodlav_) <a href="https://x.com/Valdoodlav_/status/2079664075458363424?ref_src=twsrc%5Etfw">July 21, 2026</a></blockquote></figure><p>É importante esclarecer, pois a manchete é enganosa: este não é um recorde mundial, nem um recorde da estação. Concordia registra temperaturas abaixo de -80°C todos os invernos. O que é verdadeiramente excepcional é algo completamente diferente: <strong>nenhum outro local no planeta havia registrado uma temperatura tão baixa em quatorze anos</strong>, e esta ficou a apenas seis décimos de grau do próprio recorde histórico da base, de -84,7°C no inverno de 2010, conforme registrado pelo Observatório Meteorológico e Climatológico Antártico Italiano.</p><h2>Uma máquina de fazer frio no coração do continente</h2><p>Concordia não está em qualquer lugar na Antártica. <strong>Está no pior lugar possível se você estiver procurando por calor</strong><strong>, e no melhor se você estiver buscando entender como o frio é produzido</strong>.</p><p>De acordo com a<a href="https://www.pnra.aq/it/stazione-concordia" target="_blank"> ficha técnica do PNRA</a>, a base está localizada no sítio denominado Domo C (75°06' S, 123°21' E), a uma altitude de 3.233 metros acima do planalto antártico oriental e a cerca de <strong>1.200 quilômetros das estações costeiras italianas e francesas</strong>. </p><p>Eleva-se acima de uma camada de gelo com mais de três quilômetros de espessura e abriga entre 12 e 16 animais durante os meses em que nenhuma aeronave consegue chegar até lá. A própria instituição descreve esse planalto como o maior dissipador de calor da Terra.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/5fm8TW8QLGw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=5fm8TW8QLGw" id="5fm8TW8QLGw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O mecanismo combina quatro ingredientes, e nenhum funciona sem os outros. Primeiro, a altitude: <strong>acima de 3.200 metros, a coluna de ar é mais rarefeita</strong> e o resfriamento radiativo é mais eficiente. Segundo, a noite polar: <strong>durante meses, nenhum watt de radiação solar penetra na atmosfera</strong>, resultando em um déficit energético total. Terceiro, a extrema aridez: <strong>o vapor d'água é o principal gás de efeito estufa natural e, no interior da Antártica</strong>, praticamente não existe, permitindo que a radiação infravermelha emitida pela superfície escape para o espaço quase sem impedimentos. Quarto, céu limpo e condições climáticas calmas: uma camada de nuvens ou uma leve brisa são suficientes para interromper o processo de mistura vertical.</p><p>Quando essas quatro condições persistem por vários dias consecutivos,<strong> forma-se uma poderosa inversão térmica sobre a neve</strong>: o ar próximo à superfície fica muito mais frio do que o ar a algumas centenas de metros acima. Nada o agita, nem nada o aquece. <strong>A temperatura simplesmente continua caindo</strong>. É por isso que as temperaturas mínimas na Antártida dependem menos de uma incursão de ar frio do que de uma ausência prolongada de perturbações.</p><h2>Números que são frequentemente confundidos</h2><p>Circulam pelo menos três números diferentes sobre o "<strong>lugar mais frio da Terra</strong>", e é importante distingui-los porque não medem a mesma coisa. O primeiro é o recorde mundial oficialmente reconhecido: <strong>−89,2 °C, registrado na estação russa de Vostok em 21 de julho de 1983</strong>. Este é o valor que a Organização Meteorológica Mundial mantém em seu registro o <a href="https://wmo.int/asu-map?map=Temp_020" target="_blank">arquivo oficial de condições climáticas extremas</a> como a temperatura do ar mais baixa já medida diretamente na superfície. Ela permanece insuperável após mais de quatro décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629686776.png" data-image="5645qoy151lm" alt="Dome C" title="Dome C"><figcaption>O Domo C, o enorme planalto onde se localiza a Estação Concordia, pode ser visto no mapa da Antártica. Crédito: Enzo Campetella</figcaption></figure><p>O segundo é o recorde de Concordia, os já mencionados -84,7 °C de 2010. Vostok e Concordia são estações vizinhas no mapa da Antártica, embora estejam separadas por centenas de quilômetros de planalto vazio. O terceiro é o que gera mais mal-entendidos: os -98 °C "da Antártica". Esse número provém do trabalho do <a href="https://doi.org/10.1029/2018GL078133" target="_blank"><strong>Dr. Theodore (Ted) A. Scambos e colaboradores publicaram um artigo na revista Geophysical Research Letters em 2018</strong></a>, que identificou quase uma centena de locais em pequenas bacias topográficas da Antártica Oriental, acima de 3.800 metros, onde o sensor infravermelho do satélite mediu esses valores. </p><p><strong>Mas isso se refere à temperatura da superfície da neve</strong>, não à temperatura do ar a dois metros de altura, que é o que as estações meteorológicas registram e o que a OMM (Organização Meteorológica Mundial) aprova.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional">A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783698616490_320.png" alt="A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional"></a></article></aside><p>Os próprios autores estimam que <strong>uma superfície a −98 °C corresponde a uma temperatura do ar de aproximadamente −94 ± 4 °C</strong>. Trata-se de uma distinção técnica, mas é o que diferencia um ponto de dados comparável de um que não o é. No outro extremo, em 18 de março de 2022, essa mesma estação Concordia registrou sua temperatura máxima recorde absoluta: −11,5 °C, com anomalias de cerca de +38,5 °C em comparação com a temperatura normal para aquela data. Foi o maior excesso de temperatura já medido em uma estação meteorológica estabelecida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 17:38:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Agosto marca o último mês do inverno climatológico e deve ser influenciado por um El Niño em rápida intensificação, que tende a reforçar o contraste entre chuvas acima da média no Sul e tempo mais seco no Norte do Brasil, além de favorecer temperaturas elevadas em grande parte do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550.png" data-image="a5tmcitr5vq1" alt="A previsão do modelo ECMWF para anomalia absoluta de temperatura da superfície do mar em agosto mostra uma ampla área do Pafcífico central e leste acima de 2°C. Créditos: ECMWF." title="A previsão do modelo ECMWF para anomalia absoluta de temperatura da superfície do mar em agosto mostra uma ampla área do Pafcífico central e leste acima de 2°C. Créditos: ECMWF."><figcaption>A previsão do modelo ECMWF para anomalia absoluta de temperatura da superfície do mar em agosto mostra uma ampla área do Pafcífico central e leste acima de 2°C. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Julho</strong> marcou o<strong> primeiro mês</strong> em que a atmosfera passou a responder de forma consistente ao aquecimento do Pacífico, entrando no chamado<strong> "modo El Niño"</strong>, onde recorrentes ondas de tempestades e <strong>chuvas extremas</strong> deixaram diversos transtornos em na<strong> Região Sul</strong>. Enquanto isso, o<strong> extremo norte</strong> do país fechou o mês com <strong>chuvas abaixo</strong> <strong>da média</strong>. Em termos de temperatura, as mínimas foram acima da média em todo o país, enquanto as máximas apresentaram regiões variações de anomalias positivas e negativas ao longo do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680201558.png" data-image="29d4li95qg9d" alt="Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para julho de 2026. Créditos: Meteored/Com mapas do CPTEC/INPE." title="Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para julho de 2026. Créditos: Meteored/Com mapas do CPTEC/INPE."><figcaption>Anomalia de precipitação (esquerda), de temperatura mínima (centro) e máxima (direita) para julho de 2026. Créditos: Meteored/Com mapas do CPTEC/INPE.</figcaption></figure><p>Atualmente, a<strong> temperatura da superfície do mar </strong>(TSM) na região de monitoramento do El Niño (conhecida como Niño 3.4) já alcança <strong>anomalia absoluta de 2,2°C</strong>. Embora as anomalias absolutas não sejam mais utilizadas para monitorar oficialmente o fenômeno e que apenas uma semana não seja representativa da intensidade final do evento, os <strong>oceanos vêm batendo recordes de temperatura. </strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os <strong>modelos</strong> seguem indicando uma<strong> rápida intensificação do El Niño</strong> ao longo do segundo semestre. Com a atmosfera já respondendo ao aquecimento do Pacífico, o <strong>fenômeno deve exercer forte influência</strong> sobre os padrões de chuva e temperatura <strong>durante agosto</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Anomalias de precipitação</h2><p>A previsão do<strong> modelo ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, indica que o padrão El Niño veio para ficar, indicando <strong>chuvas abaixo da média no Norte </strong>do país e litoral do Nordeste, enquanto<strong> chuvas acima da média</strong> devem predominar no <strong>centro-sul.</strong></p><p>As <strong>maiores anomalias</strong> de chuva estão previstas sobre a<strong> região Sul</strong>, abrangendo também o sul do Mato Grosso do Sul, com valores superiores a 50 mm acima da média. O <strong>Sudeste e parte do Centro-Oeste </strong>também devem ter chuvas <strong>acima da média</strong> ao longo do mês, devido ao raio de influência do movimento ascendente do ar relacionado ao El Niño, enquanto no <strong>extremo norte</strong> as <strong>chuvas abaixo da média se intensificam. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680218946.png" data-image="84vsumh8mk7d" alt="Anomalia de precipitação média mensal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de precipitação média mensal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de precipitação média mensal para agosto, segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Quando avaliamos a <strong>distribuição semanal destas anomalias</strong>, observamos o sinal de <strong>anomalias positivas</strong> sobre a região <strong>Sul</strong> e <strong>negativas</strong> sobre a região <strong>Norte</strong> se mantém<strong> durante todo o mês</strong>, sendo mais intensas na primeira quinzena.</p><p>Enquanto na primeira semana do mês as anomalias positivas de chuva se restringem ao Sul e faixa oeste do país, a partir da segunda semana chuvas acima da média devem afetar também parte do Sudeste e do Centro-Oeste. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680233200.png" data-image="qn57n7n9mz31" alt="Anomalia de precipitação média semanal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de precipitação média semanal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de precipitação média semanal para agosto, segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Já as <strong>anomalias negativas</strong> devem começar a <strong>se expandir </strong>sobre a<strong> região Norte</strong> ao longo do mês, embora diminuam de intensidade, enquanto persistem no litoral do Nordeste.</p><p>É importante considerar que estes são os <strong>padrões previstos</strong> por uma <strong>rodada</strong> do ECMWF iniciada em <strong>1° de julho</strong>, que deve ser atualizada ao longo desta semana. Isso significa que a<strong> distribuição da localização </strong>e <strong>intensidade</strong> das anomalias <strong>pode sofrer alterações</strong>, sendo preciso continuar monitorando a evolução das previsões.</p><h2>Anomalias de temperatura</h2><p>A previsão de temperatura indica que o mês será de<strong> temperaturas entre a média e acima da média em todo o país</strong>, com os <strong>maiores desvios</strong> no <strong>Norte</strong> e <strong>Nordeste</strong>, entre<strong> 2°C e 3°C</strong> acima da média. Entre o <strong>Sul</strong> e a<strong> faixa oeste </strong>da região <strong>Centro-Oeste</strong>, as temperaturas devem ficar <strong>próximas da média</strong>, sendo influenciadas pela passagem de frentes frias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680251232.png" data-image="gjli97pkecd3" alt="Anomalia de temperatura média mensal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de temperatura média mensal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de temperatura média mensal para agosto, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> primeira semana </strong>de agosto<strong> </strong><strong>temperaturas</strong> <strong>acima da média</strong> devem <strong>predominar</strong> em praticamente todo o território, com os maiores desvios sobre o <strong>Brasil Central e Sudeste</strong> - até <strong>4°C acima da média</strong>.</p><p>Na <strong>segunda semana </strong>espera-se a entrada de uma<strong> frente fria </strong>e sua massa de ar polar, trazendo temperaturas até <strong>2°C abaixo da média no Sul e parte do Centro-Oeste</strong>. Sobre o Brasil Central, norte do Sudeste e interior do Nordeste, anomalias positivas intensas devem persistir.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680268620.png" data-image="3nlpjtuszx2o" alt="Anomalia de temperatura média semanal para agosto, segundo o ECMWF." title="Anomalia de temperatura média semanal para agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Anomalia de temperatura média semanal para agosto, segundo o ECMWF. </figcaption></figure><p>Na <strong>última quinzena do mês</strong>, as <strong>anomalias positivas</strong> <strong>perdem ligeiramente a intensidad</strong><strong>e</strong>, mas continuam atuando no Norte, Nordeste e Brasil Central. No Sul e oeste do Centro-Oeste, as temperaturas tendem a se aproximar da média, o que significa temperaturas frias no Sul e amenas no Centro-Oeste.</p><h2>O papel do El Niño</h2><p>O <strong>El Niño modifica a circulação atmosférica em escala planetária </strong>ao deslocar a região de maior aquecimento e formação de nuvens para o Pacífico central e leste. Essa reorganização altera a circulação geral da atmosfera e gera <strong>ondas atmosféricas</strong> que se propagam para outras regiões do globo, fenômeno conhecido como <strong>teleconexão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html" title="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde">Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html" title="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784969448856_320.png" alt="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde"></a></article></aside><p>Sobre a<strong> América do Sul</strong>, essas mudanças favorecem<strong> maior frequência de frentes frias</strong> e sistemas de baixa pressão no <strong>Sul</strong>, aumentando as chuvas, enquanto o <strong>Norte e parte do Nordeste</strong> passam a ser <strong>domina</strong><strong>dos</strong> por <strong>movimentos</strong> <strong>descendentes da atmosfera </strong>(subsidência), que dificultam a formação de nuvens e reduzem a precipitação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño: The rising branch of the Pacific's Walker circulation has become an immovable behemoth.<br><br>The Atlantic will likely stay hurricane-free for weeks, with hostile upper-level winds tearing apart would-be storms. <a href="https://t.co/DkHFJr8wjj">pic.twitter.com/DkHFJr8wjj</a></p> Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2082836111684968555?ref_src=twsrc%5Etfw">July 30, 2026</a></blockquote></figure><p>As<strong> alterações na chuva também influenciam a temperatur</strong>a. Em regiões mais secas, a menor nebulosidade permite<strong> maior incidência de radiação solar </strong>e reduz a perda de energia por evaporação, favorecendo<strong> temperaturas acima da média</strong>. Além disso, o El Niño pode aumentar a ocorrência de <strong>bloqueios</strong> <strong>atmosféricos</strong>, prolongando períodos de calor sobre parte do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680357582.png" data-image="jdjppq92z6x2" alt="A previsão da média dos modelos dinâmicos (linha rosa espessa) mostra anomalias ultrapassando 3°C entre outubro e dezembro, o que colocaria o evento como o mais intenso da história." title="A previsão da média dos modelos dinâmicos (linha rosa espessa) mostra anomalias ultrapassando 3°C entre outubro e dezembro, o que colocaria o evento como o mais intenso da história."><figcaption>A previsão da média dos modelos dinâmicos (linha rosa espessa) mostra anomalias ultrapassando 3°C entre outubro e dezembro, o que colocaria o evento como o mais intenso da história.</figcaption></figure><p>Já no <strong>Sul</strong>, embora as frentes frias sejam mais frequentes, as <strong>t</strong><strong>emperaturas médias também podem permanecer acima</strong> do normal devido ao <strong>aumento da nebulosidade </strong>e das<strong> temperaturas mínimas durante a noite</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fenômeno histórico em 2027: eclipse solar terá o maior tempo de escuridão do século]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fenômeno histórico poderá ser observado em diferentes regiões da Europa, África e Oriente Médio. No Egito, a fase de totalidade alcançará 6 minutos e 22 segundos, recorde do século.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-acontecera-em-2027-e-tera-mais-de-seis-minutos-de-escuridao-total-1785622635088.jpg" data-image="5c755453lumk" alt="O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa… - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa… - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption>O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa. Crédito: Jongsun Lee</figcaption></figure><p>O dia<strong> 2 de agosto de 2027 </strong>ficará marcado na história da astronomia com a ocorrência do <strong>eclipse solar total mais longo do século XXI.</strong> O fenômeno proporcionará até 6 minutos e 22 segundos de escuridão completa em alguns pontos do planeta, tornando-se o eclipse total de maior duração registrado entre os anos de 1991 e 2114.</p><p>O ponto de maior duração da totalidade será nas proximidades de <strong>Luxor, no Egito</strong>, onde a Lua encobrirá completamente o disco solar por pouco mais de seis minutos. A faixa de sombra atravessará uma extensa área da Europa, da África e do Oriente Médio, oferecendo um espetáculo raro para milhões de pessoas.</p><p>A trajetória do eclipse incluirá regiões da<strong> Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália</strong>. Fora dessa faixa, o fenômeno poderá ser observado apenas de forma parcial em áreas da Europa, África, sul da Ásia e leste da América do Norte.</p><h2>Horários variam conforme o fuso</h2><p>Os horários do eclipse dependem da localização do observador. Considerando o <strong>horário de Brasília</strong>, o eclipse parcial terá início às 4h30. A fase de totalidade começará às 5h23, enquanto o <strong>momento máximo do fenômeno ocorrerá às 7h06</strong>. A totalidade terminará às 8h49 e o eclipse parcial será encerrado às 9h43.</p><div class="texto-destacado">A duração excepcional do fenômeno está relacionada ao posicionamento da Lua em seu perigeu, o ponto da órbita em que o satélite natural fica mais próximo da Terra. Nessa configuração, a Lua aparenta ser maior no céu, permitindo que sua sombra cubra uma área estimada em cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados.</div><p>O <strong>alinhamento entre Sol, Lua e Terra também contribui para o espetáculo</strong>. Embora o Sol tenha um diâmetro cerca de 400 vezes maior que o da Lua, ele está aproximadamente 400 vezes mais distante do planeta. Essa coincidência faz com que ambos aparentem ter praticamente o mesmo tamanho quando vistos da Terra, possibilitando que a Lua bloqueie completamente a luz solar durante alguns minutos.</p><h2>Céu escurece e coroa solar aparece</h2><p>Durante a fase de totalidade, o <strong>céu adquire uma aparência semelhante à do crepúsculo</strong>. A redução brusca da luminosidade permite que algumas estrelas e planetas mais brilhantes sejam vistos a olho nu, enquanto a coroa solar (a atmosfera externa do Sol) torna-se visível, formando um halo luminoso ao redor da Lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-acontecera-em-2027-e-tera-mais-de-seis-minutos-de-escuridao-total-1785622793838.jpg" data-image="3aj1st3f6b9z"></figure><p>A coroa normalmente permanece escondida pelo intenso brilho da superfície solar e só pode ser observada durante eclipses totais ou com instrumentos específicos. Por isso, o<strong> fenômeno é considerado uma oportunidade valiosa tanto para pesquisadores quanto para entusiastas da astronomia</strong>.</p><p>Especialistas alertam, no entanto, que <strong>observar o eclipse sem proteção adequada pode causar danos permanentes à visão</strong>. A recomendação é utilizar exclusivamente óculos certificados pela norma internacional ISO 12312-2 ou equipamentos ópticos equipados com filtros solares apropriados.</p><h2>Observação exige cuidados</h2><p>Mesmo durante um eclipse parcial, <strong>nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção</strong>. Apenas quem estiver localizado na faixa de totalidade poderá retirar os óculos de proteção durante o breve intervalo em que o disco solar estiver completamente coberto pela Lua. Assim que o primeiro raio de Sol voltar a aparecer, a proteção deverá ser recolocada imediatamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html" title="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter">Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html" title="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter-1782091390330_320.png" alt="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter"></a></article></aside><p>Além de representar um espetáculo visual raro, o eclipse de 2027 promete reunir cientistas, fotógrafos e turistas de diversas partes do mundo nas regiões privilegiadas pela faixa de totalidade, consolidando-se como <strong>um dos eventos astronômicos mais aguardados das próximas décadas.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Eclipse%20solar%20mais%20longo%20do%20s%C3%A9culo%3A%20data%2C%20hora%2C%20dura%C3%A7%C3%A3o%20e%20onde%20ser%C3%A1%20visto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uol.com.br%2Ftilt%2Fnoticias%2Fredacao%2F2026%2F07%2F24%2Feclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">UOL. (2026). <a href="https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Eclipse solar mais longo do século: data, hora, duração e onde será visto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que aconteceria se enviássemos uma nave até um buraco negro? Ciência responde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Embora ainda pareça ficção científica, um novo trabalho avalia os requisitos para enviar uma nave até um buraco negro próximo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619038992.png" data-image="qch3unx8fpwg" alt="Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan" title="Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan"><figcaption>Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan</figcaption></figure><p><strong>A ideia de enviar uma sonda até um buraco negro parece saída diretamente do filmes Interestelar, no qual uma nave se aproxima do buraco negro Gargantua.</strong> Durante muito tempo, esse tipo de missão foi tratado apenas como ficção científica mas algumas discussões sobre a possibilidade têm sido realizadas.</p><p><strong>Os buracos negros costumam ser vistos como regiões das quais nada pode escapar, criando a impressão de que qualquer aproximação seria impossível. </strong>Na prática, porém, uma espaçonave pode estudar um buraco negro a uma distância segura, sem cruzar o horizonte de eventos.</p><p><strong>Um novo estudo analisa os requisitos para enviar uma sonda de apenas alguns gramas ao buraco negro mais próximo da Terra.</strong> A proposta busca avaliar quais tecnologias seriam necessárias para que uma missão desse tipo pudesse existir. Se tornar viável, uma missão assim permitiria estudar esses objetos de perto.</p><h2>Interestelar</h2><p>No filme Interestelar, a aproximação do buraco negro Gargantua oferece uma oportunidade de observá-lo de perto. <strong>Durante a missão, a nave atravessa regiões onde os efeitos da relatividade geral se tornam dominantes, incluindo dilatação temporal</strong>, forte curvatura da luz e a influência gravitacional sobre a matéria ao redor. </p><div class="texto-destacado">Essas representações foram baseadas em modelos físicos desenvolvidos com a colaboração do físico Kip Thorne.</div><p><strong>Uma missão científica poderia usar uma aproximação semelhante para investigar fenômenos como a dinâmica do disco de acreção, a emissão de radiação e perturbações do espaço-tempo</strong>. Observações desse tipo permitiriam testar previsões da relatividade geral com uma precisão alta.</p><h2>Aprender sobre buracos negros de perto</h2><p><strong>Observar um buraco negro de perto permitiria testar a teoria da relatividade geral de Einstein em um regime gravitacional extremo.</strong> Medições da trajetória da luz, do movimento da matéria e dos efeitos gravitacionais nas proximidades do horizonte de eventos poderiam revelar possíveis desvios das previsões teóricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619187099.png" data-image="bnksa4iv6khl" alt="Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026" title="Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026"><figcaption>Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026</figcaption></figure><p><strong>Uma missão próxima a um buraco negro também possibilitaria estudar com detalhes a física dos discos de acreção, dos jatos relativísticos e dos campos magnéticos. </strong>Além disso, seria possível investigar como a matéria se comporta antes de cruzar o horizonte de eventos e medir propriedades do buraco negro.</p><h2>Enviar uma sonda até um buraco negro</h2><p><strong>Estima-se que a Via Láctea contenha cerca de 100 milhões de buracos negros de massa estelar, dos quais aproximadamente 92% sejam isolados. </strong>Como esses objetos não possuem uma estrela companheira fornecendo matéria para acreção, eles emitem pouca ou nenhuma radiação e permanecem invisíveis. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas">Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas-1784402436207_320.png" alt="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"></a></article></aside><p><strong>Modelos estatísticos indicam que pode existir um buraco negro isolado a apenas 20 a 25 anos-luz da Terra. </strong>O desafio seria a tecnologia necessária. Mesmo acelerando uma sonda de apenas alguns gramas a uma fração da velocidade da luz, a viagem levaria cerca de 60 a 70 anos.</p><h2>Por que isso é possível?</h2><p>Ao contrário da imagem popular, os buracos negros não funcionam como "ralos cósmicos" que sugam tudo ao seu redor. Assim, <strong>uma sonda pode permanecer em órbitas estáveis ou realizar um sobrevoo a uma distância segura</strong>, desde que sua trajetória permaneça fora de um raio crítico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619260164.png" data-image="5h0ururd7t7g" alt="Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra." title="Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra."><figcaption>Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra.</figcaption></figure><p>Por esse motivo, é possível obter informações sem que a sonda seja engolida pelo buraco negro. <strong>Durante a aproximação, instrumentos científicos poderiam medir a curvatura do espaço-tempo</strong>, o comportamento da matéria no disco de acreção, os campos magnéticos e outros efeitos relativísticos extremos. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bambi" data-year="2026" data-title="A%20Space%20Mission%20to%20Earth%E2%80%99s%20Nearest%20Black%20Hole%3A%20Reality%20or%20Science%20Fiction%3F" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.10982">Bambi. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.10982" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Space Mission to Earth’s Nearest Black Hole: Reality or Science Fiction?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro Habitable Worlds Observatory entra numa fase decisiva. A NASA já definiu as tecnologias que deverão estar prontas antes do final da década para concretizar uma das suas missões científicas mais ambiciosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023.jpg" data-image="j66ysoq548kl" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Representação artística do HWO. Crédito: Laboratório de Imagens Conceptuais do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA</figcaption></figure><p><strong>A busca por vida fora da Terra dará um novo salto nos próximos anos com o Habitable Worlds Observatory (HWO)</strong>, o futuro grande telescópio espacial da NASA concebido para detectar e estudar exoplanetas potencialmente habitáveis. Embora a missão ainda esteja em desenvolvimento, a agência espacial acaba de definir as tecnologias que deverão amadurecer antes de <strong>o projeto passar por uma avaliação crucial no final desta década</strong>.</p><p>O Gabinete para a Maturação Tecnológica do HWO (Technology Maturation Project Office, TMPO), criado em 2024, publicou um relatório técnico no servidor científico arXiv, no qual estabelece<strong> o roteiro para que os sistemas mais importantes atinjam o nível de preparação necessário</strong> antes da chamada Mission Concept Review (MCR).</p><p>Superar essa fase será fundamental para que<strong> a missão continue o seu desenvolvimento</strong>.</p><h2>Bloquear a luz das estrelas para encontrar outros mundos</h2><p><strong>O maior desafio do HWO será observar planetas extremamente ténues que orbitam estrelas muito mais brilhantes</strong>. Para tal, irá incorporar um sofisticado coronógrafo, um instrumento capaz de bloquear quase totalmente a luz estelar e deixar visível apenas o fraco sinal proveniente do planeta.</p><p>Este sistema utilizará um espelho deformável equipado com uma matriz de 96 por 96 atuadores, capazes de modificar a sua superfície com uma precisão da ordem dos picômetros. O objetivo é compensar qualquer imperfeição ótica e <strong>atingir um nível de supressão da luz estelar próximo de uma dezmilmillonésima parte do seu brilho original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270575179.jpg" data-image="jp0cfe6s5m68" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Uma ilustração mostra o Telescópio dos Mundos Habitáveis em órbita à volta da Terra com o seu painel solar aberto. Crédito: NASA/Robert Lea.</figcaption></figure><p>A luz captada será registada através de<strong> detetores de altíssima sensibilidade</strong>, como os dispositivos EMCCD ou futuros sensores quânticos supercondutores, capazes de detectar quantidades mínimas de luz com um nível de ruído praticamente inexistente.</p><h2>Um telescópio extremamente estável</h2><p>No entanto, um coronógrafo tão preciso só será útil <strong>se todo o observatório mantiver uma estabilidade excecional durante horas ou mesmo dias</strong>, uma vez que muitas observações exigirão longos tempos de exposição.</p><p>Um dos principais obstáculos será a expansão e contração dos materiais provocadas pelas<strong> variações de temperatura no espaço</strong>. Para minimizar esses efeitos, o telescópio utilizará materiais com expansão térmica muito baixa, um avançado sistema ativo de controlo de temperatura e mecanismos de correção que incluirão micropropulsores, isolamento contra vibrações e espelhos capazes de compensar pequenos desvios em tempo real.</p><h2>Um observatório para estudar muito mais do que exoplanetas</h2><p>Embora a procura de mundos habitáveis seja o seu principal objetivo, o HWO <strong>também funcionará como um observatório astronômico de nova geração</strong>. De acordo com as recomendações do relatório Astro2020, deverá observar o universo num amplo leque de comprimentos de onda, desde o infravermelho próximo até ao ultravioleta distante.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/XJwDlLiQpS4/sddefault.jpg" alt="youtube video id=XJwDlLiQpS4" id="XJwDlLiQpS4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para alcançar esse desempenho, será necessário desenvolver novos revestimentos para os seus espelhos e aperfeiçoar tecnologias como os detetores de ultravioleta de grande formato, as novas gerações de microobturadores e os dispositivos de micromatrizes de espelhos digitais, <strong>componentes que ainda exigem vários anos de investigação e testes</strong>.</p><h2>A próxima década será decisiva</h2><p>A NASA planeia avançar de forma progressiva, <strong>aproveitando a experiência adquirida durante o desenvolvimento dos telescópios espaciais James Webb e Nancy Grace Roman</strong>. Além disso, os engenheiros realizarão testes exaustivos em bancos experimentais como o EPIC-5 e o novo HOST, concebidos para verificar se todos os sistemas funcionam de forma integrada em condições semelhantes às do espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"></a></article></aside><p>Ainda faltam vários anos até à revisão crítica da missão, uma fase em que <strong>a NASA avaliará se o projeto cumpre os objetivos tecnológicos previstos ou se é necessário repensar o seu futuro</strong>. Paralelamente, a agência já começou a promover a colaboração internacional através de reuniões técnicas que ajudarão a coordenar o desenvolvimento das tecnologias necessárias.</p><p>Se tudo correr conforme previsto, <strong>o Habitable Worlds Observatory tornar-se-á o sucessor dos grandes telescópios espaciais atuais</strong> e oferecerá uma capacidade sem precedentes para estudar planetas semelhantes à Terra, além de abrir uma nova janela para explorar o universo com um nível de detalhe nunca antes alcançado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Folhas com cores intensas e padrões únicos: assim pode fazer com que a sua Begonia rex fique mais bonita do que nunca]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/folhas-com-cores-intensas-e-padroes-unicos-assim-pode-fazer-com-que-a-sua-begonia-rex-fique-mais-bonita-do-que-nunca.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com ajustes simples de luz e rega, esta planta pode apresentar folhas mais saudáveis, cores mais vibrantes e aquele toque decorativo que dará vida a qualquer espaço da sua casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569328016.png" data-image="41jz74raom3j" alt="A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato." title="A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato."><figcaption>A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato.</figcaption></figure><p>Poucas plantas têm o poder de nos fazer olhar duas vezes, como se algo nas suas folhas fosse de outro mundo. As suas cores, veios e contrastes marcantes podem <strong>transformar um vaso comum no ponto focal de toda a sua casa</strong>. </p><div class="texto-destacado">O efeito desta planta depende muito de receber uma boa luminosidade, evitar a luz solar direta e ter regas precisas; é uma planta que é simultaneamente imponente e frágil.</div><p>Embora pareça elegante e até um pouco “colecionável”, a <strong>Begonia rex não é uma planta impossível</strong>. Acontece que tem gostos muito especiais e, quando não são respeitados, rapidamente o demonstra. As suas folhas podem perder a cor, ficar manchadas ou tristes se o ambiente não for confortável. </p><p><strong>A Begonia rex é cultivada principalmente pela sua folhagem</strong>. Ao contrário de outras begónias apreciadas pelas suas flores, a verdadeira beleza da rex reside nas suas folhas. Por conseguinte, garantir a qualidade ideal da luz e evitar danos na folhagem é essencial. <strong>Se as folhas forem danificadas, a planta perde o seu principal atrativo</strong>.</p><p>Devemos também ter em consideração que <strong>as suas folhas são mais delicadas do que aparentam</strong>. Têm uma textura macia, por vezes áspera ou aveludada, que pode reter água. Este pequeno detalhe pode levar ao aparecimento de manchas, bolor e danos difíceis de reparar, por isso é tão importante regá-la corretamente, sem molhar as folhas.</p><h2>Luz indireta: o segredo para folhas mais vibrantes</h2><p>A <strong>luz indireta é o fator que determina a sua cor</strong>. Esta planta prospera com boa iluminação, mas sem que o Sol atinja totalmente as folhas. Uma <strong>janela virada para leste ou oeste é ideal</strong>, especialmente se a luz passar. Também pode colocá-lo perto de uma janela iluminada com uma cortina fina para que receba luz sem se queimar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569353789.png" data-image="ong2eyluv612" alt="As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental." title="As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental."><figcaption>As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental.</figcaption></figure><p>Com uma iluminação adequada, <strong>as folhas podem exibir cores mais intensas e padrões mais definidos</strong>, realçando os seus tons prateados, avermelhados ou roxos. Isto porque a planta ativa os seus pigmentos de forma mais eficaz em resposta à luz, mostrando assim a sua melhor aparência.</p><p><strong>Embora a planta possa sobreviver num canto escuro, as suas folhas ficarão baças, com cores desbotadas e padrões menos definidos</strong>. Por outro lado, a luz solar direta, especialmente ao meio-dia, pode causar queimaduras secas e acastanhadas. Assim, recomendo que encontre um local com luminosidade moderada em sua casa.</p><h3>Regar sem molhar as folhas: o pormenor que previne manchas e fungos</h3><p>A rega é outro fator crucial para a manter com a melhor aparência. Esta planta necessita de <strong>solo ligeiramente úmido, mas nunca encharcado</strong>. Para evitar o apodrecimento das raízes, comum quando o vaso retém muita água, o ideal é deixar secar um pouco a camada superficial do solo antes de voltar a regar. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um vaso demasiado grande pode reter mais água do que a necessária e afetar as raízes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><ol> </ol><p>O mais importante na hora de regar é <strong>evitar molhar as folhas</strong>. Embora muitas pessoas pulverizem água nas plantas para "aumentar a umidade", pode ser contraproducente para a Begonia rex. A água nas folhas pode provocar manchas e favorecer o aparecimento de fungos ou bactérias, sobretudo em locais com pouca ventilação. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569374845.png" data-image="irjlg2dv3ags" alt="A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre." title="A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre."><figcaption>A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre.</figcaption></figure><p>Para <strong>regar a sua planta em segurança, tente fazê-lo diretamente na terra</strong>, evitando molhar as folhas. Uma opção ainda melhor é a rega por imersão, que consiste em colocar o vaso num pratinho com água durante 10 a 15 minutos. Desta forma, a planta absorverá a água necessária pelas raízes e, em seguida, poderá remover o excesso.</p><p>É também importante utilizar um <strong>substrato solto, bem aerado e com boa drenagem</strong>. Uma mistura de fibra de coco, perlite e alguma matéria orgânica pode funcionar bem, desde que não fique compactada. O vaso deve ter orifícios de drenagem, pois uma Begonia rex com raízes encharcadas enfraquece muito rapidamente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780713" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"></a></article></aside><p>Como pode ver, <strong>esta planta não necessita de cuidados complicados, mas requer consistência e observação</strong>. Forneça-lhe luz, mas não luz solar direta, e regue-a sem molhar as folhas. Evite regar em excesso para que as suas cores se mantenham vibrantes e os seus padrões fiquem impecáveis. Embora seja uma planta delicada, depois de se apanhar o jeito, responde muito bem. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/folhas-com-cores-intensas-e-padroes-unicos-assim-pode-fazer-com-que-a-sua-begonia-rex-fique-mais-bonita-do-que-nunca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cabos de fibra óptica e IA: a inovação que nos permitiria saber em segundos a intensidade de um terremoto]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cabos-de-fibra-optica-e-ia-a-inovacao-que-nos-permitiria-saber-em-segundos-a-intensidade-de-um-terremoto.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 23:36:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revelou que as redes de fibra óptica podem identificar a magnitude potencial de um terremoto apenas quatro segundos após o seu início, um avanço que poderá melhorar os sistemas de alerta precoce e reduzir os riscos para a população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cables-de-fibra-optica-e-ia-el-avance-que-permitiria-saber-en-segundos-cuan-fuerte-sera-un-terremoto-1785423016756.jpg" data-image="rqtze1o3299k" alt="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica" title="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica"><figcaption>Os primeiros momentos de um terremoto contêm indícios sobre sua possível evolução.</figcaption></figure><p>Um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos desenvolveu um método inovador para estimar, segundos após o início, a magnitude potencial de um terremoto. A descoberta, publicada na revista científica <em>Nature Communications</em>, abre um novo caminho para o fortalecimento dos <strong>sistemas de</strong> <strong>alerta precoce e</strong> <strong>para dar às comunidades mais tempo para agir antes que o tremor mais intenso</strong> ocorra.</p><p>O trabalho foi realizado por especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e da Cal Poly Humboldt. <strong>A pesquisa demonstrou que os cabos de fibra óptica</strong>, comumente usados para fornecer internet de alta velocidade, também <strong>podem funcionar como uma extensa rede de sensores capaz de detectar os primeiros sinais de um terremoto</strong>.</p><p>Segundo os cientistas,<strong> o sistema estima com precisão se um terremoto de magnitude moderada ou grande está se desenvolvendo</strong>, analisando apenas os primeiros quatro segundos das ondas sísmicas.</p><h2>Quatro segundos que podem fazer toda a diferença</h2><p>Determinar rapidamente a magnitude de um terremoto continua sendo um dos maiores desafios para os sistemas de alerta precoce. Quanto mais cedo o potencial do evento for conhecido,<strong> mais eficaz será a resposta na proteção da população e da infraestrutura crítica</strong>.</p><p>"Um dos maiores desafios dos sistemas de alerta precoce é determinar o mais rápido possível a magnitude de um terremoto", explicou a geofísica Theresa Sawi, do USGS e coautora do estudo. Ela <strong>observou que essa nova técnica baseada em fibra óptica poderia responder a essa pergunta em apenas alguns segundos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cables-de-fibra-optica-e-ia-el-avance-que-permitiria-saber-en-segundos-cuan-fuerte-sera-un-terremoto-1785423059814.jpg" data-image="lr7jy5yd30rx" alt="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica" title="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica"><figcaption>Quando as ondas sísmicas atravessam o solo, elas alteram a forma como a luz se propaga dentro do cabo.</figcaption></figure><p>Uma estimativa mais precisa permite decisões mais confiáveis sobre o momento ideal para <strong>enviar alertas a celulares, aplicativos e serviços de emergência</strong>. Mesmo alguns segundos a mais podem ser suficientes para que as pessoas procurem abrigo ou para que medidas automáticas sejam acionadas, como reduzir a velocidade dos trens ou interromper o fornecimento de gás.</p><h2>As primeiras vibrações contêm informações essenciais.</h2><p>Os pesquisadores comparam o fenômeno ao primeiro trovão de uma tempestade: assim como esse som pode antecipar a intensidade da tempestade, <strong>os primeiros momentos de um terremoto contêm indícios sobre sua possível evolução</strong>.</p><div class="texto-destacado">As vibrações iniciais não são as mesmas em todos os terremotos. Terremotos maiores geram padrões de energia sísmica diferentes em comparação com os menores. Entre outras características, as ondas de eventos mais fortes tendem a ter vibrações de frequência mais baixa.</div><p>Para tirar proveito dessa diferença, a equipe desenvolveu um sistema de aprendizado de máquina capaz de reconhecer esses padrões com um alto nível de precisão. <strong>O algoritmo foi treinado usando registros de terremotos reais com magnitudes variando de 3,5 a 7,1 que ocorreram na Califórnia</strong>.</p><p>Posteriormente, os resultados foram aplicados a dados obtidos por um cabo de fibra óptica instalado entre as cidades de Arcata e Eureka, no norte da Califórnia, uma das regiões sismicamente mais ativas dos Estados Unidos.</p><h2>Uma rede de internet transformada em detector de terremotos</h2><p>A pesquisa faz parte de <strong>um projeto sobre uma técnica conhecida como sensoriamento acústico distribuído</strong>. Esse método aproveita a infraestrutura de fibra óptica existente para transformá-la em uma vasta rede de monitoramento sísmico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776849" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ceu-se-tinge-de-vermelho-em-caracas-apos-o-terremoto-duplo-meteorologistas-explicam-o-estranho-fenomeno.html" title="O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno">O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ceu-se-tinge-de-vermelho-em-caracas-apos-o-terremoto-duplo-meteorologistas-explicam-o-estranho-fenomeno.html" title="O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-se-tine-de-rojo-en-caracas-tras-el-doble-terremoto-la-explicacion-cientifica-al-impactante-fenomeno-1782941853504_320.jpg" alt="O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno"></a></article></aside><p>Quando as ondas sísmicas se propagam pelo solo, alteram a forma como a luz se propaga dentro do cabo. <strong>Essas minúsculas alterações podem ser medidas com instrumentos especializados</strong>, permitindo a detecção das vibrações geradas por um terremoto sem a necessidade de instalar sensores convencionais em todos os pontos.</p><p>A principal vantagem é que as redes de fibra óptica já se estendem por vastas áreas terrestres e também cruzam o leito marinho. Isso <strong>expandiria significativamente o monitoramento sísmico em regiões costeiras e oceânicas</strong>, onde a instalação de estações tradicionais costuma ser complexa e cara.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os pesquisadores destacam que estimativas mais rápidas da magnitude dos terremotos também poderiam proporcionar tempo adicional para se preparar para possíveis tsunamis em comunidades costeiras.</strong></div><p>Para Connie Stewart, coautora do estudo e diretora executiva de Iniciativas Universitárias da Cal Poly Humboldt, <strong>o trabalho demonstra que investir em infraestrutura pública gera benefícios que vão muito além do acesso à internet</strong>. Em sua opinião, as redes de fibra óptica não apenas melhoram a conectividade, mas também impulsionam novos avanços científicos que podem contribuir para comunidades mais seguras e resilientes diante de desastres naturais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="T.%20M.%20Sawi%20et%20al" data-year="2026" data-title="Rapid%20earthquake%20magnitude%20classification%20via%20P-wave%20strains%20from%20borehole%20strainmeters%20and%20Distributed%20Acoustic%20Sensing" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-72223-z">T. M. Sawi et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-72223-z" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rapid earthquake magnitude classification via P-wave strains from borehole strainmeters and Distributed Acoustic Sensing</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cabos-de-fibra-optica-e-ia-a-inovacao-que-nos-permitiria-saber-em-segundos-a-intensidade-de-um-terremoto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Afinal, qual é o tamanho da maior galáxia do Universo? Novo estudo responde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 21:42:51 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Imagens obtidas da galáxia IC 1101 revelaram o verdadeiro limite da maior galáxia conhecida, com cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde-1785616621507.png" data-image="ojipife321na" alt="Novas observações confirmaram oficialmente a IC 1101 como a maior galáxia conhecida do Universo. Crédito: de la Rosa et al." title="Novas observações confirmaram oficialmente a IC 1101 como a maior galáxia conhecida do Universo. Crédito: de la Rosa et al."><figcaption>Novas observações confirmaram oficialmente a IC 1101 como a maior galáxia conhecida do Universo. Crédito: de la Rosa et al. 2026 </figcaption></figure><p><strong>As maiores galáxias do Universo são as chamadas galáxias elípticas gigantes ou supergigantes, localizadas no centro de grandes aglomerados de galáxias.</strong> Esses sistemas podem conter trilhões de estrelas e se estender por mais de um milhão de anos-luz, superando em muito o tamanho de galáxias espirais.</p><p><strong>Entre esses objetos, a IC 1101 é considerada há décadas uma das maiores galáxias conhecidas.</strong> No entanto, sua baixa luminosidade nas regiões mais externas dificultava determinar exatamente onde terminava sua estrutura, fazendo com que diferentes estudos apresentassem estimativas diferentes.</p><p>Agora, um novo estudo baseado nas imagens mais profundas já obtidas da IC 1101 conseguiu identificar sua borda externa com maior precisão.<strong> Os pesquisadores concluíram que a galáxia possui aproximadamente 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro</strong>, sendo a maior galáxia conhecida. </p><h2>Formação hierárquica</h2><p>No modelo cosmológico, as galáxias evoluem por meio da chamada formação hierárquica, na qual pequenos sistemas se formam primeiro e,<strong> ao longo de bilhões de anos, crescem por fusões e pela acreção de gás e matéria escura.</strong> Cada interação gravitacional aumenta a massa estelar e o halo de matéria escura. </p><div class="texto-destacado">Esse processo é um dos principais mecanismos responsáveis pela evolução das estruturas em grande escala do Universo.</div><p><strong>Nos centros de aglomerados de galáxias, esse crescimento é mais intenso, dando origem às chamadas <em>Brightest Cluster Galaxies </em>(BCGs). </strong>BCGs são as galáxias mais brilhantes e massivas de um aglomerado. Elas acumulam matéria ao incorporar galáxias satélites por meio de sucessivas fusões.</p><h2>IC 1101</h2><p>A IC 1101 é uma galáxia elíptica gigante localizada no centro do aglomerado de galáxias Abell 2029. <strong>Ela está a aproximadamente 1 bilhão de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Virgem. </strong>Ela é caracterizada por um núcleo muito brilhante envolvido por um halo estelar extenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde-1785616491951.png" data-image="npfndw8lz2ps" alt="A IC 1101 possui cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro, aproximadamente 17 vezes o tamanho da Via Láctea. Crédito: Fernando de Gorocica" title="A IC 1101 possui cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro, aproximadamente 17 vezes o tamanho da Via Láctea. Crédito: Fernando de Gorocica"><figcaption>A IC 1101 possui cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro, aproximadamente 17 vezes o tamanho da Via Láctea. Crédito: Fernando de Gorocica</figcaption></figure><p><strong>A IC 1101 está entre as maiores galáxias conhecidas e abriga um dos maiores buracos negros supermassivos já identificados.</strong> Estimativas indicam que ela pode conter dezenas de trilhões de estrelas. Seu halo estelar é tão extenso que, se ocupasse a posição da Via Láctea, envolveria as Nuvens de Magalhães.</p><h2>Tamanho real da IC 1101</h2><p>Recentemente, um grupo de astrônomos realizou as imagens mais profundas já obtidas da IC 1101 que permitiu identificar, pela primeira vez, a borda externa da galáxia com alta precisão. <strong>Para isso, a equipe removeu a contribuição de mais de 250 estrelas presentes no campo de visão, revelando estruturas mais tênues.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo">James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo-1781477833352_320.png" alt="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"></a></article></aside><p><strong>Com essa nova medição, a IC 1101 passou a ter um diâmetro confirmado de aproximadamente 520 quiloparsecs, ou cerca de 1,7 milhão de anos-luz. </strong>Os pesquisadores estimam que ela contenha aproximadamente 3,4 trilhões de massas solares em estrelas. </p><h2>Por que ela cresceu tanto?</h2><p>O motivo de ela ter crescido tanto foi ter fusões com galáxias menores durante toda a sua vida e <strong>as novas observações indicam que a IC 1101 ainda não concluiu esse processo. </strong>Os pesquisadores também identificaram oito estruturas estelares que são evidências de acreção contínua de matéria. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde-1785616589581.png" data-image="qg1udrh1i7ix" alt="A IC 1101 continua crescendo ao incorporar estrelas e pequenas galáxias por meio de processos contínuos de acreção e fusões gravitacionais. Crédito: NASA" title="A IC 1101 continua crescendo ao incorporar estrelas e pequenas galáxias por meio de processos contínuos de acreção e fusões gravitacionais. Crédito: NASA"><figcaption>A IC 1101 continua crescendo ao incorporar estrelas e pequenas galáxias por meio de processos contínuos de acreção e fusões gravitacionais. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Estudos anteriores já haviam sugerido que ocorreu uma colisão entre o aglomerado e outro grupo de galáxias há aproximadamente 2 a 3 bilhões de anos. </strong>Em conjunto, essas evidências indicam que a maior galáxia conhecida continua aumentando sua massa e seu halo estelar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="de%20la%20Rosa%20et%20al" data-year="2026" data-title="How%20large%20can%20galaxies%20be%3F%20Ultra-deep%20imaging%20of%20IC%201101%2C%20the%20most%20extended%20known%20galaxy" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.15340">de la Rosa et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.15340" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How large can galaxies be? Ultra-deep imaging of IC 1101, the most extended known galaxy</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que os incêndios florestais do passado podem nos ensinar sobre os incêndios futuros? Uma nova pesquisa que examina pólen e esporos antigos em toda a Europa busca descobrir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338140984.jpeg" data-image="9pc10ee1u596" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos." title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos."><figcaption>Representação artística do período de proliferação de samambaias no final do Triássico. Samambaias invasoras e pioneiras cobrem solos perturbados e remanescentes de florestas de coníferas. Crédito: Mark Garlick.</figcaption></figure><p>As <strong>mudanças climáticas desencadearam incêndios florestais intensos em toda a Europa</strong> durante a extinção em massa do final do Triássico (ETME),<strong> há 201 milhões de anos</strong>, queimando savanas de samambaias, destruindo florestas e alterando radicalmente o ecossistema.</p><p>A análise de pólen e esporos antigos escurecidos, coletados em toda a Europa, sugere que <strong>esses incêndios pré-históricos se espalharam por milhares de quilômetros</strong>, de Luxemburgo à Groenlândia.</p><h2>Explicação dos esporos escurecidos</h2><p>Uma equipe internacional de pesquisa, liderada pela Universidade de Utrecht, coletou amostras de testemunhos de sondagem em toda a área do ETME, na Alemanha, Luxemburgo, Dinamarca e Reino Unido.</p><p><strong>A análise revelou um escurecimento extraordinário do pólen e dos esporos</strong>, incompatível com a simples maturação térmica.</p><p>Para descobrir o motivo, os pesquisadores realizaram experimentos de combustão controlada com esporos de plantas modernas de licopódio. Eles descobriram que <strong>o escurecimento provavelmente se devia a incêndios com temperaturas de combustão mais altas</strong>, resultando em esporos mais escuros.</p><p>Essa explicação é corroborada por análises subsequentes nas quais microcarvão e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) pirolíticos foram recuperados dessas rochas,<strong> fornecendo evidências de atividade frequente e generalizada de incêndios florestais</strong> em toda a Europa durante o ETME.</p><p>O Dr. Bas van de Schootbrugge, da Universidade de Utrecht, afirmou: "As samambaias são plantas verdadeiramente notáveis que <strong>resistiram a inúmeras crises ao longo da história da Terra</strong>, e algumas espécies conseguem se adaptar a alguns dos ambientes mais extremos da atualidade. Elas podem ser consideradas verdadeiras sobreviventes em situações de desastre."</p><h2>Um mundo infernal</h2><p>Algumas espécies de samambaias são robustas e capazes de se espalhar rapidamente por terrenos perturbados; <strong>os incêndios florestais contribuem para sua rápida e extensa disseminação</strong>. Embora as samambaias queimem, seus sistemas radiculares subterrâneos permitem que elas se regenerem rapidamente, superando outras plantas.</p><p>É provável que esse efeito tenha desempenhado um papel significativo na duração do intervalo entre o surgimento das samambaias;<strong> estimativas sugerem que ele durou de 40.000 a talvez 300.000 anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759452" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos.html" title="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos">Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos.html" title="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos-1773783399494_320.jpg" alt="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos"></a></article></aside><p>“<strong>Compreender como o mundo mudou no passado revela processos fundamentais que podem acontecer novamente</strong>”, explicou Barry Lomax, professor de paleobiologia vegetal da Universidade de Nottingham.</p><p>“O nosso cenário para o ETME apresenta semelhanças com estudos sobre incêndios florestais modernos, onde, <strong>como resultado das altas temperaturas, das mudanças no défice hídrico climático e das alterações nos tipos de vegetação</strong>, verifica-se um aumento do risco e da gravidade dos incêndios.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338204291.jpeg" data-image="woeh11k8rrq5" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos." title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos."><figcaption>Pesquisadores realizaram experimentos de combustão controlada com esporos de plantas modernas do gênero Lycopodium. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>Van de Schootbrugge acrescentou: "Quando as samambaias secam, suas densas massas atuam como<strong> combustível ideal para incêndios florestais de grandes proporções</strong>. Ao desmatar e colonizar a terra, as samambaias formaram extensas savanas, onde algumas espécies atuaram como escadas de fogo, sufocando outras vegetações. As samambaias reagiram às chamas e as alimentaram, causando repetidos incêndios florestais de grandes proporções. <strong>Um mundo verdadeiramente infernal.</strong>"</p><p>“A lição que podemos tirar disso é que a combinação de mudanças climáticas, desmatamento e a disseminação de espécies oportunistas <strong>pode fornecer todos os ingredientes para uma tempestade perfeita.</strong>”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hollaar%2C%20T.P.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Continental-scale%20fern%20savannah%20wildfires%20during%20end-Triassic%20greenhouse%20warming" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02048-4">Hollaar, T.P., et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02048-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Continental-scale fern savannah wildfires during end-Triassic greenhouse warming</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O cristal nascido do fogo atômico: o misterioso material de Hiroshima que desafia as leis da geologia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cristal-nascido-do-fogo-atomico-o-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-as-leis-da-geologia.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 18:47:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O bombardeio atômico de Hiroshima não apenas mudou drasticamente a história, mas também criou materiais nunca antes observados na natureza, surgidos sob condições físicas impossíveis de reproduzir por meio de processos geológicos convencionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785570495661.jpg" data-image="29ytiiunx844" alt="bomba atômica" title="bomba atômica"><figcaption>A bola de fogo gerada pela explosão da bomba atômica sobre Hiroshima ultrapassou os 6.000 graus Celsius.</figcaption></figure><p>Na manhã de 6 de agosto de 1945, quando a história mundial mudou para sempre, a detonação da bomba atômica Little Boy sobre Hiroshima liberou energia equivalente a cerca de 15 quilotons de TNT. Em apenas alguns segundos, <strong>a temperatura dentro da bola de fogo atingiu vários milhares de graus</strong>, vaporizando prédios, veículos, aço, concreto, vidro, solo e até mesmo parte da água da superfície.</p><p>Essa explosão causou uma tragédia humana sem precedentes — <strong>provocou a morte de cerca de 140.000 pessoas entre o momento da detonação e os meses seguintes</strong> —, mas também desencadeou um fenômeno físico extraordinário cujos efeitos ainda surpreendem a comunidade científica.</p><p>Mais de oito décadas depois, uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma estrutura cristalina e uma liga metálica nunca antes descritas em minúsculas partículas de material provenientes de Hiroshima. A descoberta, publicada na revista <em>Science Advances</em>, demonstra que as condições extremas geradas por <strong>uma explosão nuclear podem produzir materiais inteiramente novos, impossíveis de serem obtidos por meio de processos geológicos comuns</strong>.</p><h2><strong>Os "Hiroshimaitas", o legado microscópico da devastação</strong></h2><p>A descoberta teve origem em minúsculas partículas vítreas conhecidas como hiroshimaítas. Esses minúsculos fragmentos foram identificados pela primeira vez em 2019 nas areias da Baía de Hiroshima, a vários quilômetros ao sul do hipocentro da explosão. Durante anos, permaneceram despercebidos entre os grãos de areia até que <strong>uma análise detalhada revelou que não se tratavam de minerais naturais</strong>, mas sim de remanescentes condensados da imensa nuvem de material vaporizado gerada pela bomba.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="tr" dir="ltr">Hiroşima'ya atılan atom bombası yeni bir madde oluşturdu.<br><br> Atom bombasının oluşturduğu aşırı sıcaklık, daha önce bilinmeyen silisyum zengini bir kristal alaşım meydana getirdi.<br><br> Yeni yapı, beş veya daha fazla temel metal elementinden oluşan çok bileşenli kristal alaşım <a href="https://t.co/s8CdzsPI9f">pic.twitter.com/s8CdzsPI9f</a></p>— DonanımHaber (@donanimhaber) <a href="https://x.com/donanimhaber/status/2083092366475272438?ref_src=twsrc%5Etfw">July 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Essas partículas exibem uma grande variedade de formas: <strong>algumas são esféricas, outras alongadas, ou assemelham-se a gotículas solidificadas</strong>. Sua composição também é extraordinariamente complexa, pois contêm misturas de vidro, minerais e metais da cidade destruída.</p><p>Os pesquisadores acreditam que elas constituem<strong> um verdadeiro registro fóssil dos segundos após a detonação</strong>, quando a matéria foi submetida simultaneamente a temperaturas extremas, pressões enormes e resfriamento quase instantâneo.</p><h2><strong>Uma liga completamente nova</strong></h2><p>O novo estudo analisou 34 amostras de hiroshimaítas usando microscópios eletrônicos de alta resolução e difratômetros de raios X, instrumentos que permitem o estudo da estrutura interna de materiais cristalinos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785571063654.jpg" data-image="ffsdg1yayzgs"><figcaption>Imagem de elétrons retroespalhados de uma amostra esferoidal de hiroshimaíta contendo ligas de ferro-cromo. LUCA BINDI, HANS-RUDOLF WENK, MARIO WANNIER E TERESA SALVATICI.</figcaption></figure><p>Entre milhares de minúsculos grãos metálicos, um se destacava. Sua composição incluía ferro, cromo, níquel, manganês, molibdênio, silício e alumínio, mas o que era realmente surpreendente não era a mistura de elementos, e sim a forma como seus átomos estavam dispostos. <strong>Os cientistas descobriram que essa disposição cristalina não correspondia a nenhuma estrutura conhecida</strong> até então, nem na natureza nem em materiais industriais.</p><p>Em outras palavras, a explosão resultou em uma liga completamente nova, formada sob condições físicas impossíveis de reproduzir por meio de processos geológicos convencionais. Segundo os autores, a descoberta demonstra que <strong>fenômenos extremos causados pelo homem também podem gerar minerais e materiais inteiramente novos</strong>, ampliando o catálogo de estruturas cristalinas conhecidas.</p><h2>Partículas originadas de uma nuvem de átomos</h2><p>A chave está na velocidade do processo. Quando a bomba explodiu a uma altitude de cerca de 600 metros, a imensa bola de fogo vaporizou praticamente tudo em seu caminho. Por alguns instantes, prédios inteiros, metais, concreto, vidro e solo foram transformados em <strong>uma nuvem de átomos e moléculas a temperaturas superiores a 6.000°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785571951946.jpg" data-image="vo2eib7o9wex" alt="bomba atômica" title="bomba atômica"><figcaption>A bomba atômica lançada pelos EUA sobre a cidade japonesa de Hiroshima causou a morte de mais de 140.000 pessoas.</figcaption></figure><p>Então, um processo de resfriamento extraordinariamente rápido teve início. À medida que a nuvem se expandia, os vapores metálicos começaram a se condensar em apenas alguns segundos. Esse resfriamento ultrarrápido "congelou" os átomos antes que pudessem se rearranjar em suas estruturas cristalinas usuais. Como resultado, <strong>eles ficaram presos em uma configuração diferente de qualquer outra conhecida anteriormente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677130" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/erupcao-de-tonga-foi-causada-por-explosao-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-diz-pesquisa.html" title="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa">Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/erupcao-de-tonga-foi-causada-por-explosao-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-diz-pesquisa.html" title="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-erupcion-de-tonga-fue-provocada-por-una-explosion-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-afirma-una-investigacion-1728009380782_320.jpg" alt="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa"></a></article></aside><p>Os pesquisadores comparam esse fenômeno ao revenimento extremo de alguns materiais industriais, embora realizado sob condições muito mais elevadas de pressão, temperatura e taxa de resfriamento.</p><h2><strong>Um material sem equivalente conhecido</strong></h2><p>A natureza produz processos capazes de gerar temperaturas muito elevadas, como erupções vulcânicas ou o impacto de grandes meteoritos. No entanto, <strong>muito poucos eventos combinam a vaporização massiva de materiais urbanos com o resfriamento praticamente instantâneo</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ZJ65xeEtC_U/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ZJ65xeEtC_U" id="ZJ65xeEtC_U"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Portanto, os meteoritos de Hiroshima constituem um tipo de material sem equivalente conhecido. <strong>Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que esses vidros se formaram por condensação direta dentro da nuvem nuclear</strong> e que exibem até mesmo assinaturas isotópicas (uma espécie de impressão digital atômica que revela sua origem e os processos pelos quais passaram) comparáveis às observadas em certos meteoritos primitivos chamados condritos, que são os materiais sólidos mais antigos conhecidos no sistema solar.</p><p>Essa semelhança impressionante transformou as partículas de Hiroshima em um modelo inesperado para o estudo de processos <strong>que ocorreram há mais de 4,5 bilhões de anos, durante a formação dos planetas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bindi%2C%20L.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20new%20multicomponent%20alloy%20in%20Hiroshima%20fallout%3A%20Extreme%20anthropogenic%20conditions%20generate%20previously%20unknown%20crystalline%20materials.%20Science%20Advances" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg8299">Bindi, L. et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg8299" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new multicomponent alloy in Hiroshima fallout: Extreme anthropogenic conditions generate previously unknown crystalline materials. Science Advances</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cristal-nascido-do-fogo-atomico-o-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-as-leis-da-geologia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no trigo em MS: chuva de 10 mm é insuficiente e seca ameaça a safra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-trigo-em-ms-chuva-de-10-mm-e-insuficiente-e-seca-ameaca-a-safra.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 17:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Trigo em floração e enchimento enfrenta déficit hídrico no sudoeste de Mato Grosso do Sul, enquanto pancadas isoladas de até 10 mm não garantem reposição suficiente antes de outra sequência seca prevista até sexta-feira nas lavouras produtivas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592321242.jpg" data-image="khzyqzktiaii" alt="trigo, hídrico, déficit" title="trigo, hídrico, déficit"><figcaption>Trigo em fase reprodutiva enfrenta déficit hídrico no sudoeste de Mato Grosso do Sul, com chuva insuficiente para recuperar a umidade do solo.</figcaption></figure><p>O trigo do sudoeste de Mato Grosso do Sul atravessa floração e enchimento de grãos com falta de água no solo, enquanto a previsão entre 1º e 7 de agosto não indica reposição abrangente. <strong>Em Ponta Porã, Aral Moreira e Laguna Carapã, pancadas isoladas contrastam com o tempo </strong>predominantemente seco. Milho segunda safra e algodão aproveitam essa estabilidade para maturação e colheita.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O problema, porém, muda conforme a cultura e o estágio.<strong> Para milho e algodão maduros, pouca chuva favorece máquinas e secagem</strong>; no trigo de sequeiro, a demanda continua alta justamente quando flores fecundadas formam grãos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Falhas hídricas agora podem limitar peso e uniformidade, embora somente avaliações em Dourados, Maracaju e Ponta Porã possam confirmar impactos produtivos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O contraste também exige <strong>distinguir lavouras irrigadas dos cultivos dependentes exclusivamente da chuva</strong>, nos quais não existe manejo capaz de repor imediatamente a água ausente no perfil do solo.</p><h2>Chuva de 10 mm não recompõe o solo no sul de MS </h2><p>A passagem periférica da frente fria pode deixar aproximadamente 10 mm no sul de Mato Grosso do Sul até domingo, segundo a previsão semanal disponível. <strong>O volume é baixo e irregular</strong>: um talhão entre Ponta Porã, Dourados e Amambai pode receber pancada, enquanto outro próximo permanece seco. De segunda (3) a sexta-feira (7), não aparece sinal consistente de chuva generalizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592418326.jpg" data-image="cdrq2eotmmd8" alt="trigo, água, precipitação, anomalia" title="trigo, água, precipitação, anomalia"><figcaption>A chuva acumulada permanece baixa no sul de Mato Grosso do Sul, sem reposição hídrica abrangente nas áreas de trigo.</figcaption></figure><p>Essa distribuição importa porque floração e enchimento dependem de água disponível na zona das raízes, não apenas de chuva registrada. Em solos rasos de Aral Moreira, Laguna Carapã e Antônio João, <strong>poucos milímetros podem evaporar ou ficar restritos à superfície</strong>. Em áreas com maior armazenamento, a mesma precipitação apenas desacelera temporariamente a redução da umidade.</p><h2>Floração e enchimento definem peso e uniformidade </h2><p>O <em>Boletim de Monitoramento Agrícola da </em><a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/assuntos/noticias/boletim-aponta-indices-de-vegetacao-acima-da-media-historica-nos-cultivos-de-inverno" target="_blank"><em>Conab</em></a>, divulgado em 27 de julho, identificou <strong>falta de água nas lavouras de trigo em fases reprodutivas no sudoeste de Mato Grosso do Sul.</strong> No florescimento, o estresse pode reduzir o estabelecimento de grãos; durante o enchimento, pode limitar a transferência de reservas para a espiga. Em 18 de julho, o plantio estadual estava concluído, enquanto a semeadura nacional alcançava 97,4%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592844706.jpg" data-image="ter7tgoe1q37" alt="Mato Grosso, umidade" title="Mato Grosso, umidade"><figcaption>Floração e enchimento definem peso e uniformidade</figcaption></figure><p><strong>O acompanhamento deve separar cultivar, estágio e tipo de solo em Ponta Porã, Maracaju e Dourados</strong>. A resposta não será igual em lavouras ainda vegetativas e talhões mais avançados. Quatro pontos ajudam a organizar as vistorias:</p><ul> <li>Ponta Porã: até 10 mm isolados podem oferecer alívio curto, sem garantir recuperação do perfil;</li> <li>Aral Moreira: <strong>trigo em floração exige checagem de espigas e uniformidade após 3 de agosto</strong>;</li> <li>Laguna Carapã: áreas em enchimento precisam de comparação entre baixadas e solos mais rasos;</li> <li>Dourados: tempo seco até o dia 7 favorece operações, mas não elimina o déficit acumulado.</li> </ul><h2>Semana seca exige manejo por talhão até sexta-feira </h2><p>Entre segunda (3) e sexta-feira (7), <strong>a tendência de pouca chuva amplia a evapotranspiração durante as tardes </strong>e mantém a redução gradual da água disponível. Ponta Porã, Amambai e Maracaju devem ter janelas para pulverização e circulação de máquinas, mas vento, umidade relativa e intervalo sem chuva ainda precisam ser conferidos antes de cada operação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785593832093.jpg" data-image="7hfh8iud2vay" alt="trigo, avaliação" title="trigo, avaliação"><figcaption>A avaliação por talhão ajuda a identificar diferenças no desenvolvimento do trigo e orientar o manejo diante da disponibilidade irregular de água.</figcaption></figure><p>Onde houver irrigação, a lâmina não deve ser definida apenas pela ausência de chuva: estágio, profundidade radicular e capacidade de retenção precisam orientar o ajuste. <strong>No trigo de sequeiro, avaliações após 3 e 7 de agosto podem comparar espigas</strong>, folhas e umidade do solo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html" title="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste">Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html" title="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526794622_320.jpg" alt="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste"></a></article></aside><p>Qualquer mudança em adubação ou proteção fitossanitária deve considerar análise local e assistência agronômica, sem antecipar perdas que o campo ainda não confirmou.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-trigo-em-ms-chuva-de-10-mm-e-insuficiente-e-seca-ameaca-a-safra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciência prova a existência da prática ritual contínua mais antiga do mundo em caverna australiana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Austrália revela rituais indígenas praticados desde a Era do Gelo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168064772.png" data-image="1gxeck98x0h8"><figcaption>Pôr do sol em Lakes Entrance, East Gippsland.</figcaption></figure><p>Estudos arqueobotânicos realizados na Caverna de Cloggs, localizada no território ancestral dos GunaiKurnai em Gippsland (sudeste da Austrália), <strong>revelaram evidências científicas de práticas rituais contínuas ao longo de aproximadamente 25 000 anos.</strong> O estudo foi conduzido por investigadores em colaboração com a <em>GunaiKurnai Land and Waters Aboriginal Corporation</em>, combinando arqueologia microbotânica avançada e o conhecimento tradicional dos Guardiões e Anciãos GunaiKurnai. </p><h2> Metodologia e descobertas botânicas</h2><p> A investigação centrou-se na análise de <strong>fitólitos, </strong>microscópicas estruturas de sílica formadas no interior dos tecidos vegetais que se preservam no solo durante milénios. Para isolar as atividades humanas das contribuições da fauna local, os cientistas <strong>analisaram tanto as camadas sedimentares da caverna como excrementos preservados de possums-comuns</strong> (<em>Trichosurus vulpecula</em>).</p><ul><li><strong>Predomínio de gramíneas:</strong> A coleção de fitólitos é maioritariamente dominada por gramíneas (família <em>Poaceae</em>), com uma presença insignificante ou nula de plantas lenhosas (árvores e arbustos). </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168586058.png" data-image="6xb2qtp129zr"><figcaption>Parque Nacional de Chillagoe-Mungana, Queensland, Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Transporte de plantas inteiras:</strong> a presença conjunta de morfotipos de inflorescências (flores), folhas e caules<strong> provou que os antigos ancestrais recolhiam e transportavam plantas de gramíneas inteiras para o interior da caverna.</strong></li></ul><ul><li><strong>Evidência de fogo humano:</strong> a descoberta de fitólitos carbonizados (queimados ou parcialmente fundidos) em múltiplas camadas sedimentares serviu como indicador inequívoco da queima intencional destas plantas trazidas pelos humanos.</li></ul><h2>Uso ritual da caverna e práticas culturais</h2><p>A Caverna de Cloggs localiza-se numa zona escura <strong>onde não existe crescimento natural de plantas. </strong></p><div class="texto-destacado">A escassez de ferramentas de preparação de alimentos e a ausência de restos abundantes de fauna associados à subsistência reforçam que o local não era um acampamento doméstico habitual, mas sim um espaço sagrado e reservado. </div><p>De acordo com o conhecimento tradicional e registos etnográficos do século XIX, a <strong>caverna era frequentada por <em>mulla-mullung</em>, homens e mulheres de grande sabedoria e poderes espirituais. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168165023.jpeg" data-image="cgxkq3rd3pgk"><figcaption>Pintura mural rupestre aborígene, Austrália.</figcaption></figure><p>As plantas eram intencionalmente <strong>queimadas em fogueiras de baixa temperatura, gerando finas camadas expansivas de cinza e fumo</strong>. Na cultura GunaiKurnai, a cinza, o carvão e as gramíneas desempenhavam papéis centrais em rituais de cura, feitiçaria, proteção e cerimónias de iniciação. </p><h2>Conexão com outras instalações rituais no local </h2><p> A descoberta dos fitólitos queimados complementa outros achados arqueológicos excecionais na Caverna de Cloggs: </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168850348.png" data-image="sukh5iv40hk4"><figcaption>Prato cerimonial de madeira com galhos defumados, o ritual de boas-vindas em um evento comunitário indígena na Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Fogueiras rituais em miniatura (11 000 a 12 000 anos BP)</strong>: pequenas fogueiras que continham varas de Casuarina aparadas e untadas com gordura animal ou humana, <strong>correspondendo exatamente às descrições etnográficas de rituais de maldição. </strong></li></ul><ul><li><strong>Pedra erguida (<em>Standing Stone</em>, ~2 000 a 1 600 anos BP): </strong>uma estrutura de pedra com cerca de 28 cm de altura, rodeada por 73 camadas finas de cinza <strong>decorrentes da queima repetida de vegetação macia ao seu redor ao longo de séculos.</strong></li></ul><p>A análise microbotânica confirma que os <strong>GunaiKurnai recolhiam e queimavam gramíneas na Caverna de Cloggs há cerca de mil gerações.</strong> </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742545" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta.html" title="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta">Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta.html" title="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta-1764877926343_320.jpg" alt="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta"></a></article></aside><p>A integração entre a ciência dos fitólitos e a tradição oral demonstra uma impressionante continuidade cultural e espiritual no sudeste australiano, <strong>ligando as práticas do Pleistoceno ao Holoceno.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Grono%20E%2C%20David%20B%2C%20Mullett%20R%2C%20Stevenson%20J%2C%20Petchey%20F%2C%20Delannoy%20J-J%2C%20McDowell%20MC%2C%20Miller%20DJ%2C%20Morley%20MW%2C%20Fresl%C3%B8v%20J%2C%20Jenkin%20D%2C%20GunaiKurnai%20Land%20e%20Waters%20Aboriginal%20Corporation" data-year="2026" data-title="Phytoliths%20from%20Cloggs%20Cave%2C%20GunaiKurnai%20country%20(southeastern%20Australia)%20reveal%20the%20gathering%20of%20whole%20grasses%20for%20burning%20practices%20inside%20the%20cave." data-url="doi%3A%2010.3389%2Ffearc.2026.1871928">Grono E, David B, Mullett R, Stevenson J, Petchey F, Delannoy J-J, McDowell MC, Miller DJ, Morley MW, Fresløv J, Jenkin D, GunaiKurnai Land e Waters Aboriginal Corporation. (2026). <a href="doi: 10.3389/fearc.2026.1871928" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Phytoliths from Cloggs Cave, GunaiKurnai country (southeastern Australia) reveal the gathering of whole grasses for burning practices inside the cave.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Que vinho combina melhor com a sua pizza? Quatro combinações perfeitas para desfrutar como um especialista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Desde a clássica Margherita, passando pela apimentada Pepperoni, até à pizza recheada com quatro queijos – cada pizza revela o seu melhor sabor quando acompanhada pelo vinho certo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218343922.jpg" data-image="fmiq9kqyct8l" alt="Pizza und Wein" title="Pizza und Wein"><figcaption>A harmonização de vinhos tem como objetivo encontrar combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável – e não seguir regras rígidas. Foto: Emre Inan</figcaption></figure><p>A <strong>pizza </strong>é um dos pratos mais populares do mundo – e, ao mesmo tempo, <strong>um dos mais versáteis no que diz respeito à harmonização com vinho</strong>. Graças à grande variedade de ingredientes, é possível combinar diferentes estilos de vinho, criando harmonizações que realçam de forma ideal os aromas, as texturas e as notas gustativas.</p><p>Embora muitas pessoas gostem de acompanhar a pizza com cerveja ou bebidas não alcoólicas, o vinho pode ser um excelente acompanhamento, desde que seja <strong>escolhido de acordo com a intensidade dos ingredientes, a acidez do molho de tomate, o tipo de queijo e os ingredientes </strong>que caracterizam cada pizza.</p><p>Neste breve guia sobre a combinação de pizza e vinho, o especialista em vinhos chileno <strong>Cristopher Castillo</strong>, fundador de <strong>"La Cava de Cris" </strong>no Instagram, <strong>recomenda várias variedades de vinhos tintos e brancos</strong> e explica que nem todos os vinhos combinam igualmente bem com todas as pizzas.</p><h2>Pizza Margherita: Cinsault, País ou Pinot Noir</h2><p>A combinação clássica de molho de tomate, mozzarella e manjericão cativa pelo seu frescor e pela sua acidez vivaz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218620822.jpg" data-image="bpswgo537ung" alt="Pizza Margherita" title="Pizza Margherita"><figcaption>Um vinho tinto leve e frutado combina na perfeição com uma pizza Margherita. Imagem: Aurelien Lemasson</figcaption></figure><p> Segundo Castillo, o Cinsault, o País ou o Pinot Noir são uma excelente escolha – vinhos tintos frescos e de boca leve, com taninos suaves. </p><p> "O molho de tomate confere acidez, o queijo, cremosidade, e o manjericão, frescura. Por isso, <strong>um vinho tinto leve e frutado é a melhor opção</strong> – complementa a pizza sem se sobrepor à sua simplicidade", explica ele. </p><h2>Pizza de pepperoni: Carmenère ou Syrah</h2><p>O pepperoni confere ao prato um sabor intenso, uma nota encorpada e um toque picante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218574870.jpg" data-image="wpdt4f6ke08o" alt="Peperoni-Pizza" title="Peperoni-Pizza"><figcaption>Para acompanhar uma pizza de pimentão, recomenda-se um vinho tinto de corpo médio e sem teor alcoólico excessivo. Foto: Jessie Maxwell</figcaption></figure><p>Esta variante combina particularmente bem com vinhos tintos bem estruturados, como um Carmenère jovem ou um Syrah proveniente de regiões de cultivo frescas. <strong>Os seus taninos suaves e notas especiadas complementam o sabor da salsicha, sem sobrepor-se ao sabor da pizza</strong>.</p><p> Castillo salienta que, para esta pizza, combina bem um vinho com aromas a fruta madura, notas especiadas e corpo médio, que, no entanto, não deve ter um teor alcoólico demasiado elevado nem taninos excessivamente fortes. </p><h2>Pizza com quatro tipos de queijo: Chardonnay ou espumante</h2><p>As pizzas com queijos de sabor forte combinam bem com vinhos capazes de equilibrar a sua intensidade e cremosidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218431756.jpg" data-image="knqflrltk3yc" alt="Pizza mit vier Käsesorten" title="Pizza mit vier Käsesorten"><figcaption>Devido ao seu sabor rico, uma pizza com quatro tipos de queijo combina melhor com um vinho fresco e vivo. Imagem: Engin Akyurt</figcaption></figure><p>Um <strong>Chardonnay fresco</strong> – idealmente de uma colheita recente e, se possível, com um envelhecimento moderado em barris de carvalho – confere <strong>mais corpo à pizza, sem que esta perca a sua frescura</strong>. Um espumante "Brut" também combina na perfeição com esta pizza rica e cremosa.</p><p>No que diz respeito ao Chardonnay, Cristopher recomenda vinhos de Casablanca, Limarí, San Antonio ou Malleco. Quanto ao espumante, aconselha qualquer Brut chileno de qualidade.</p><h2>Pizza Havaiana - Riesling ou Gewürztraminer </h2><p>A combinação de queijo, fiambre e ananás proporciona uma mistura equilibrada de sabores doces, salgados e picantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218507553.jpg" data-image="h5a9ab1ju0fw" alt="Hawaii-Pizza" title="Hawaii-Pizza"><figcaption>A pizza havaiana tem fãs entusiastas – e críticos igualmente apaixonados, que insistem que o ananás não tem lugar numa pizza. Cada um com o seu gosto. Foto: Brett Jordan</figcaption></figure><p>Para acompanhar esta pizza, o Cristopher recomenda um <strong>Riesling</strong> meio seco como uma excelente escolha, uma vez que, graças à sua frescura e às suas notas frutadas, <strong>complementa na perfeição o ananás e, ao mesmo tempo, proporciona equilíbrio</strong>.</p><p>Recomenda ainda um <strong>Gewürztraminer </strong>de Casablanca, Bío Bío ou Malleco e salienta que o seu perfil extremamente aromático e a sua doçura suave <strong>combinam na perfeição com esta mistura de sabores doces e salgados</strong>.</p><h2>O segredo está nos ingredientes</h2><p>Em vez de se concentrarem apenas no nome da pizza, os especialistas recomendam<strong> prestar atenção aos ingredientes que predominam em cada receita</strong>. A acidez do molho de tomate, a intensidade dos queijos, a riqueza dos enchidos e a proporção de legumes frescos contribuem todos para determinar o acompanhamento ideal de vinho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca.html" title="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça">Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca.html" title="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca-1779820880503_320.jpg" alt="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça"></a></article></aside><p>Como explica o especialista em vinhos por trás da conta @lacavadecris_, a harmonização de vinhos não se trata de impor regras rígidas, mas sim de <strong>descobrir combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável</strong>.</p><p>Por isso, o melhor conselho é: <strong>experimente diferentes castas e estilos de vinho para descobrir novas nuances de sabor</strong>, tanto na pizza como no vinho – e, assim, provar que este prato italiano icónico pode ser o acompanhamento perfeito para um bom copo de vinho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Umidade, calor e frente fria darão origem a um ‘Arco de Tempestades’ que afeta o tempo em 4 estados do Brasil neste final de semana. As instabilidades avançam, mudam o tempo e aumenta o risco de transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatnhf6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatnhf6.jpg" id="xatnhf6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria que avança pelo Sul do Brasil será capaz de<strong> mudar o tempo também em 4 estados do Centro-Norte</strong>. Isso porque, o sistema frontal auxilia na propagação de uma linha de instabilidade, que terá o formato de um arco, sobre áreas do oeste do <strong>Mato Grosso, Rondônia, Acre e Amazonas. </strong></p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p> Esse fenômeno é impulsionado pela presença de <strong>ar quente e úmido</strong> próximo à superfície, combinado a <strong>mecanismos forçantes</strong> que elevam esse ar na atmosfera, além do <strong>cisalhamento</strong> (diferença na velocidade e direção dos ventos em diferentes altitudes). Essa combinação<strong> favorece a formação de nuvens de tempestade</strong> altamente organizadas em linha. </p><h2>Tempestades estão previstas para MT, RO, AC e AM</h2><p>Desde o final da tarde de sábado (1) e a madrugada de domingo, <strong>o modelo ECMWF prevê instabilidades se formando sobre a Bolívia,</strong> nas proximidades com o estado de Rondônia. Na região tem-se a presença de ar quente e úmido o que permite a formação de nuvens carregadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526890953.jpg" data-image="cdpivqvx62ti" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa mostra o avanço da linha de instabilidade sobre áreas de RO, AC, AM e oeste do MT.</figcaption></figure><p> Além disso, a atuação da<strong> frente fria pelo Sul do Brasil terá influência</strong> direta no evento no Norte e Centro-Oeste, atuando como o <strong>gatilho</strong> para a subida desse ar na atmosfera. Desta forma, teremos o surgimento de <strong>nuvens carregadas</strong> com elevado<strong> potencial para tempestades</strong>. Ao final do sábado (1), já estão previstas chuvas acompanhadas de trovoadas em Rondônia e no oeste de Mato Grosso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785527004961.jpg" data-image="ltg9q8dmvwq9" alt="Mapa de tempestades." title="Mapa de tempestades."><figcaption>Mapa mostra áreas com maior risco de tempestades na tarde de domingo (2).</figcaption></figure><p>Durante o amanhecer de domingo (2), o sol aparece sobre Rondônia, Acre e em boa parte do Amazonas, mas no oeste do Mato Grosso, o amanhecer contará com tempo mais fechado. <strong>A tendência é de que até o final da manhã, tudo isso mude.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781448" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html" title="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta">Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html" title="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785502262882_320.jpg" alt="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta"></a></article></aside><p>O modelo ECMWF prevê <strong>o avanço de um “Arco de Tempestades”</strong> que é uma linha de instabilidade que irá se deslocar <strong>desde a Bolívia e afetar o oeste do Mato Grosso, todo o estado de Rondônia, leste do Acre e sul do Amazonas</strong>. Há riscos para ocorrência de chuvas intensas e tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785527088445.jpg" data-image="6inyfgioa8uo" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Mapa mostra rajadas de vento sobre o 4 estados afetados. Ventos podem chegar próximos a 50 km/h.</figcaption></figure><p>Além disso, as rajadas de vento também podem provocar alguns danos à medida que avança pela região, como <strong>queda de galhos e de árvores, destelhamento de casas e cortes de energia elétrica</strong>. A passagem dessa linha de instabilidade não deverá provocar grandes volumes de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526848997.jpg" data-image="zl3azhjp3yx8" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada até o final da noite de domingo (2).</figcaption></figure><p>A previsão é de que os maiores acumulados aconteçam em <strong>Rondônia </strong>onde variam entre <strong>10 mm e 50 mm</strong> (em áreas pontuais). Já no <strong>Acre</strong>, volumes de chuva inferiores aos <strong>25 mm</strong> o que também está sendo aguardado no <strong>oeste mato-grossense e sul amazonense.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar ganhou intensidade e promete trazer frio por 5 dias no Sul e no Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 08:39:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Agosto se inicia com temperaturas acima da média, mas uma nova massa de ar polar avançará pelo Brasil e provocará uma mudança significativa do tempo na segunda semana do mês. As previsões indicam queda acentuada das temperaturas, com possibilidade de geada e até temperaturas negativas na região Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xato66m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xato66m.jpg" id="xato66m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo deste final de semana, uma <strong>massa de ar frio</strong> deve avançar pela região Sul, fazendo as <strong>temperaturas caírem levemente</strong> sobre o Rio Grande do Sul. Ainda assim, como um todo, esse sistema <strong>não será tão intenso</strong>. Não há previsão de temperaturas mínimas inferiores a 10°C, muito menos probabilidade de geada ao longo dos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">As previsões indicam que as mínimas mais baixas serão atingidas entre a madrugada e a manhã do Domingo (2) na região da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, onde os termômetros podem chegar a 10°C. NÃO há previsão de geadas.</div><p>Com isso, as temperaturas na região Sul já <strong>voltam a subir até patamares mais altos</strong> a partir da segunda-feira (3). Mas previsões já indicam uma nova massa de ar frio avançando pelo país a partir da sexta-feira (7) da semana que vem, que deve trazer um <strong>episódio de frio mais intenso</strong> ao Brasil.</p><h2>Nova massa de ar frio avança na próxima sexta</h2><p>Essa massa de ar frio já causará temperaturas muito baixas entre a madrugada e a manhã do <strong>Sábado (8) da semana que vem</strong>, atingindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também o sul do Paraná, como é possível observar na imagem abaixo. Previsões indicam possibilidade de <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste-1785509187447.jpg" data-image="w7t28i3kwome" alt="Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã." title="Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã mostra uma massa de ar frio fazendo as temperaturas caírem para valores abaixo de 10°C no RS, em SC e no sul do PR durante a manhã.</figcaption></figure><p> Já é possível que, no sábado (8), as <strong>mínimas atinjam 4°C</strong>. Isso traz condições para formação de <strong>geadas localizadas</strong>, especialmente em regiões de maior altitude, como a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense. No entanto, as previsões indicam que o frio ganhará ainda mais força ao longo do domingo (9).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Previsões indicam que as temperaturas podem atingir <strong>0°C ou até mesmo valores negativos</strong>, abaixo de zero, nas regiões serranas do Sul. Com isso, aumenta o risco de <strong>geadas mais fortes e abrangentes </strong>em grande parte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e também no sul do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste-1785509227882.jpg" data-image="l365dmijv84k" alt="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada mostra a formação de temperaturas negativas, abaixo de zero, entre o RS, SC e sul do PR, com geadas fortes e abrangentes.</figcaption></figure><p>Com isso, a segunda semana de Agosto pode se mostrar <strong>mais fria do que as semanas anteriores</strong> sobre todo o Centro-Sul do Brasil - já que, ao longo dos dias seguintes, a massa de ar frio pode avançar também por parte do Mato Grosso do Sul, São Paulo e outros estados da região Sudeste, perdurando por<strong> ao menos 5 dias</strong>.</p><p>Esse avanço de frentes frias e massas de ar frio é impulsionado por um sistema climático chamado de <em>Oscilação Antártica</em>. O índice estará atingindo <strong>valores negativos</strong> nas próximas semanas, o que se traduz numa <strong>maior incidência de sistemas transientes</strong>, como ciclones e frentes frias, sobre o centro-sul do Brasil.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média">Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432534998_320.jpg" alt="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"></a></article></aside><p>Vale lembrar que, ao longo desta primeira semana de Agosto, anterior ao avanço do sistema, as<strong> temperaturas permanecerão acima da média</strong>, sobre a região Sul, com um <strong>calor pronunciado</strong>. Após o avanço dessa massa de ar polar, na segunda semana de Agosto, as temperaturas sobre a região Sul <strong>retornarão para patamares dentro da média</strong>, o que trará um <strong>alívio</strong> para o calor fora de época.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Via Láctea é maior do que se pensava: seus braços se estendem até áreas onde acreditava-se ser um vazio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/via-lactea-e-maior-do-que-se-pensava-seus-bracos-se-estendem-ate-areas-onde-acreditava-se-ser-um-vazio.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 23:25:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Ecos de raios-X provenientes de três explosões de raios-gama permitiram a medição direta dos braços mais externos da Via Láctea, revelando que algumas de suas estruturas se estendem muito além do que as reconstruções astronômicas anteriores indicavam.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785010078656.png" data-image="28e4nxjwmu39"><figcaption>Um estudo recente revela que nossa galáxia se estende muito além do que acreditávamos serem seus limites. Crédito: NASA/CXC/SAO/M. Weiss</figcaption></figure><p>A <strong>Via Láctea</strong>, a galáxia que abriga o nosso sistema solar,<strong> é maior do que se pensava anteriormente</strong>. Isso foi revelado por um estudo recente, baseado em uma técnica inovadora que utiliza rajadas de raios gama.</p><p>Considerando que a nossa galáxia é a mais estudada de todas, a descoberta de que havíamos subestimado o seu tamanho pode surpreender. No entanto, a razão pela qual não percebemos isso antes é que <strong>a nossa galáxia é a mais difícil de estudar, justamente porque a observamos de dentro</strong>.</p><h2>Uma galáxia difícil de observar de dentro</h2><p>Sabemos agora que<strong> a Via Láctea é uma galáxia espiral barrada</strong>. Ela apresenta um núcleo do qual se estende uma barra composta de gás, poeira e estrelas; dessa barra ramificam-se quatro braços espirais, também constituídos por gás, poeira e estrelas. <strong>Nosso sistema solar está localizado no chamado Braço de Órion</strong>, a aproximadamente 26.000 anos-luz do centro galáctico.</p><p>A <strong>abundância de nuvens de poeira e gás nos braços espirais</strong> — onde a concentração de estrelas é maior — <strong>limita significativamente a nossa visão</strong>.</p><p><strong> </strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A luz das estrelas mais distantes é completamente absorvida ou espalhada por esse véu de poeira, tornando-as inacessíveis à observação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Descobrir a <strong>estrutura da nossa galáxia </strong>é como reconstruir o mapa de uma cidade inteira permanecendo parado em um único bairro. Para usar uma analogia: é como estar em meio a uma neblina que limita a visibilidade a alguns metros — ou algumas dezenas de metros — quando, sem ela, poderíamos enxergar a quilômetros de distância.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785010514042.jpeg" data-image="o0szg9lzglfo"><figcaption>Da Terra, só conseguimos ver as estrelas mais próximas. Mesmo aquelas ao longo da Via Láctea — embora possam parecer incontáveis — são as que estão mais perto de nós. Crédito: Dario Giannobile.</figcaption></figure><p>Em noites estreladas, as estrelas que vemos — incluindo as da Via Láctea — são simplesmente aquelas mais próximas de nós; aquelas que estão "logo ali ao lado", por assim dizer.</p><div class="texto-destacado">Para alcançar e mapear as regiões mais distantes da Galáxia, os astrônomos realizam observações nas bandas de rádio e infravermelho, bem como em altas energias de raios-X.</div><p>A <strong>abordagem inovadora</strong> apresentada em um estudo recente liderado por Beatrice Vaia, e publicado na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em>, envolveu o uso da <strong>propagação de raios-X associada a explosões de raios gama para mapear as regiões mais externas da Galáxia</strong>.</p><h2>Jatos de raios gama transformadas em faróis cósmicos</h2><p>As <strong>explosões de raios gama estão entre os eventos mais energéticos do universo</strong>; elas podem ser desencadeadas, por exemplo, pelo colapso de uma estrela massiva ou pela fusão de estrelas de nêutrons ou buracos negros.</p><p>A explosão <strong>gera jatos potentes de matéria que se propagam pelo espaço </strong>a velocidades relativísticas; ao interagirem com a matéria circundante, produzem o clarão de raios gama. Quando elétrons relativísticos nesses jatos encontram campos magnéticos, eles <strong>geram raios-X</strong>.</p><p>À medida que esses raios-X viajam pela galáxia, eles <strong>interagem com a matéria, o gás e a poeira </strong>que encontram em seu caminho e sofrem espalhamento. Essa luz espalhada manifesta-se como <strong>arcos luminosos em expansão</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os raios X produzidos por elétrons nos jatos de explosões de raios gama revelam a presença de nuvens de gás que, de outra forma, permaneceriam invisíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vaia e seus colegas propuseram-se a identificar<strong> três dessas explosões distantes de raios gama, situadas em três direções galácticas distintas</strong>, e a mapear os arcos produzidos por seus raios-X.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785011027827.png" data-image="eu4zprse97fo"><figcaption>Na imagem, a cruz amarela indica uma das três explosões de raios gama selecionadas para estudo. Os arcos amarelos mostram a luz de raios X espalhada pela interação com nuvens de gás. Essas nuvens, situadas além do que se pensava serem as bordas da galáxia, haviam permanecido invisíveis até então. Crédito: Vaia, <em>et al</em>. (2026).</figcaption></figure><p>Os <strong>telescópios de raios-X Chandra e XMM-Newton</strong> observaram esses arcos luminosos e concêntricos que se expandem gradualmente para fora, como uma espécie de "eco".</p><p>Ao saber o momento exato em que a explosão de raios gama ocorreu e medir o tamanho desses arcos, foi possível <strong>calcular a distância até as nuvens que dispersaram a radiação de raios-X</strong>.</p><h2>O que há além do limite conhecido?</h2><p>O mapeamento por raios-X revelou a <strong>existência de novas nuvens que haviam passado despercebidas por outras técnicas de observação</strong> — nuvens localizadas além do que se considerava o limite da galáxia, em uma região anteriormente tida como um vazio absoluto.</p><p>Descobriu-se que<strong> a galáxia é 10% maior do que se pensava</strong>. Isso não significa que determinamos os limites da galáxia com maior precisão; tais limites não podem ser definidos com exatidão, pois a densidade do material que compõe a galáxia diminui gradualmente à medida que nos movemos para fora, em direção ao vazio intergaláctico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente, baseado no espalhamento de raios X associado a explosões de raios gama, revelou que nossa galáxia é 10% maior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nossa galáxia não estava vazia além de seus limites conhecidos</strong>; simplesmente não conseguíamos observar com clareza suas estruturas mais distantes.</p><p>Essa<strong> nova estimativa de tamanho</strong> pode ter implicações para cálculos sobre a distribuição de gás, poeira e estrelas — e, consequentemente, para modelos de rotação galáctica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html" title="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea">A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html" title="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014_320.png" alt="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea"></a></article></aside><p>No entanto, deve-se notar que apenas três direções galácticas foram mapeadas utilizando essa técnica; portanto, o aumento de tamanho aplica-se, por enquanto, apenas a essas direções específicas. A conclusão do mapa exigirá mais explosões de raios gama que sejam suficientemente brilhantes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vaia%2C%20B.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Accurate%20distances%20of%20the%20Galactic%20spiral%20arms%20from%20dust-scattered%20X-ray%20emission%20of%20gamma-ray%20bursts" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fpdf%2F2604.24617">Vaia, B. et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/pdf/2604.24617" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Accurate distances of the Galactic spiral arms from dust-scattered X-ray emission of gamma-ray bursts</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/via-lactea-e-maior-do-que-se-pensava-seus-bracos-se-estendem-ate-areas-onde-acreditava-se-ser-um-vazio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 22:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Nature Food* analisou a produção de alimentos em 186 países e concluiu que apenas um país consegue, por conta própria, fornecer todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647373123.jpg" data-image="143kwtanzywu" alt="agricultura" title="agricultura"><figcaption>Existe apenas um país capaz de fornecer uma alimentação saudável para toda a sua população.</figcaption></figure><p>Ao discutir <strong>produção de alimentos</strong>, é fácil pensar em gigantes agrícolas como os Estados Unidos, o Brasil ou a China. No entanto, nenhum deles lidera o <em>ranking </em>global de <strong>autossuficiência alimentar</strong>.</p><p>Essa distinção pertence à <strong>Guiana</strong>, um país sul-americano com menos de um milhão de habitantes que, segundo um estudo publicado na revista <em>Nature Food</em>, é o <strong>único país capaz de produzir alimentos suficientes para atender plenamente às necessidades de sua população</strong> sem depender de importações.</p><div class="texto-destacado">O estudo analisou 186 países, comparando a produção nacional com as recomendações nutricionais para uma dieta saudável. Em vez de medir apenas a disponibilidade de calorias, os cientistas avaliaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, nozes e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</div><p>O resultado foi inequívoco: <strong>apenas a Guiana conseguiu atender aos requisitos de todos os sete grupos alimentares</strong>. A China e o Vietnã ficaram muito próximos, alcançando a autossuficiência em seis das sete categorias. No extremo oposto do <em>ranking </em>estão Afeganistão, Iraque, Catar, Iêmen, Emirados Árabes Unidos e Macau; nenhum deles conseguiu suprir plenamente sequer uma categoria por meio da produção interna.</p><p><strong>Mais de um terço dos países analisados alcança a autossuficiência em apenas dois grupos alimentares ou menos</strong>, enquanto apenas um em cada sete consegue produzir quantidades suficientes em cinco ou mais categorias.</p><h2>A segurança alimentar não depende mais apenas da agricultura</h2><p>Os autores enfatizam que o objetivo do estudo não era questionar o comércio internacional, mas<strong> avaliar o grau de preparação dos países</strong> para enfrentar uma interrupção prolongada no abastecimento global.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647516206.jpg" data-image="tx07013f0efz"> <figcaption>Cientistas analisaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, oleaginosas e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</figcaption> </figure><p>A <strong>pandemia de COVID-19</strong>, a <strong>guerra na Ucrânia</strong> e o aumento das <strong>tensões geopolíticas</strong> demonstraram que as cadeias de suprimentos podem sofrer interrupções repentinas.</p><p>Para agravar esse cenário, temos as<strong> mudanças climáticas</strong>, que aumentam a frequência e a intensidade de secas, inundações e ondas de calor, capazes de comprometer simultaneamente a produção agrícola em diversas regiões do globo.</p><p>Nesse contexto, <strong>depender de um número limitado de fornecedores pode se tornar um risco</strong>.</p><div class="texto-destacado">O estudo mostra que muitos países obtêm mais de metade das suas importações de alimentos de um único parceiro comercial. Se este fornecedor enfrentasse uma má colheita, restrições à exportação ou problemas logísticos, o abastecimento alimentar poderia ser seriamente afetado.</div><p>A vulnerabilidade também emerge em blocos regionais. O Conselho de Cooperação do Golfo alcança a auto-suficiência apenas em carne, enquanto a Comunidade das Caraíbas e a União Econômica e Monetária da África Ocidental conseguem cobrir apenas dois grupos alimentares.</p><h2>E a Argentina?</h2><p>Embora o estudo não apresente um <em>ranking </em>detalhado de todos os países, ele mostra que <strong>a América do Sul está entre as regiões com melhor desempenho</strong> global, contando com várias nações capazes de suprir as necessidades de cinco ou mais grupos alimentares.</p><p>A <strong>Argentina destaca-se como uma das principais produtoras e exportadoras mundiais de grãos, oleaginosas e carne</strong>. No entanto, o estudo esclarece que a autossuficiência alimentar não depende apenas do volume de produção, mas do equilíbrio entre todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><p>Essa distinção explica por que grandes potências agrícolas não alcançam o topo dos <em>rankings</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769435" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html" title="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM">Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html" title="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm-1779126263007_320.jpg" alt="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM"></a></article></aside><p>Os pesquisadores também ressaltam que uma <strong>baixa autossuficiência</strong> atual <strong>não significa necessariamente que um país seja incapaz de produzir mais alimentos</strong>. Em muitos casos, a produção é determinada por fatores econômicos, comerciais ou tecnológicos, e não exclusivamente pelo potencial agrícola disponível.</p><p>De fato, as projeções indicam que a <strong>maioria dos países poderia aumentar sua autossuficiência </strong>na próxima década por meio de <strong>investimentos em agricultura de precisão, novas tecnologias</strong>, aquicultura, cultivo em ambiente controlado e programas de melhoramento genético.</p><p>A principal conclusão do estudo é clara. <strong>A autossuficiência absoluta — como a alcançada hoje pela Guiana — é a exceção</strong>. Em um mundo onde os sistemas alimentares são profundamente interconectados, o comércio internacional continuará sendo essencial para garantir dietas variadas e equilibradas. O verdadeiro desafio está na construção de cadeias de suprimentos mais resilientes e diversificadas, capazes de resistir a crises geopolíticas, eventos extremos e aos impactos cada vez mais evidentes das mudanças climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Stehl%2C%20J.%2C%20Vonderschmidt%2C%20A.%2C%20Vollmer%2C%20S.%20et%20al." data-year="2025" data-title="Gap%20between%20national%20food%20production%20and%20food-based%20dietary%20guidance%20highlights%20lack%20of%20national%20self-sufficiency" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43016-025-01173-4">Stehl, J., Vonderschmidt, A., Vollmer, S. et al. (2025). <a href="https://www.nature.com/articles/s43016-025-01173-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation"><em>Gap between national food production and food-based dietary guidance highlights lack of national self-sufficiency</em></a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo revelou que o cultivo intensivo do milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado brasileiro entre os séculos 9 e 17. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785522400959.jpg" data-image="8vhgfc0y3iby"><figcaption>A pesquisa durou mais de dez anos e incluiu análise de dentes e ossos encontrados em sítios arqueológicos do Cerrado brasileiro. Na foto, pesquisadores fazendo coleta de amostras na cidade de Iuiu, na Bahia. Crédito: Adriano Espinola Filho/Divulgação/Fapesp.</figcaption></figure><p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na revista científica <em>Science Advances</em> descobriu que <strong>sociedades pré-coloniais</strong> (antes da colonização) no <strong>Cerrado brasileiro </strong><strong>prosperaram cultivando milho em sistemas diversificados</strong>.</p><p>O consumo do cereal até foi comparado ao de populações maias ou andinas. E de acordo com os pesquisadores,<strong> esta é a primeira vez</strong> que <strong>conseguem demonstrar no Brasil </strong>o <strong>papel central do milho na subsistência dessas populações</strong>.</p><h2>O estudo e suas descobertas</h2><p>O estudo durou mais de 10 anos, e durante esse tempo os pesquisadores analisaram a<strong> composição química</strong> (isótopos estáveis de carbono, nitrogênio e oxigênio) de diversos <strong>o</strong><strong>ssos e dentes humanos</strong> (colágeno ósseo e esmalte dentário) <strong>em 37 sítios arqueológicos </strong>do<strong> Cerrado</strong>, Caatinga e Mata Atlântica no Brasil.</p><p>Estas <strong>amostras </strong>datam, em média, de um período <strong>entre 1.100 e 400 anos atrás</strong> e foram obtidas através de<strong> escavações </strong>e de<strong> coleções arqueológicas</strong> montadas desde os anos 1970.</p><p>Além disso, <strong>também foram examinadas amostras de fauna local</strong>, essenciais para estabelecer parâmetros de comparação capazes de distinguir o consumo de diferentes alimentos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785523108557.jpg" data-image="fjn5tvo6zv9q"><figcaption>Fragmento de uma mandíbula humana do sítio do Vau, Bahia, datado entre 500 e 630 anos atrás. Crédito: Eliane Chim.</figcaption></figure><p>Segundo Eliane Chim, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e autora principal do estudo, “como <strong>diferentes alimentos têm assinaturas isotópicas distintas, essas marcas ficam ‘registradas’ nos tecidos do corpo</strong> e podem ser usadas para reconstruir a alimentação de populações antiga (...)”.</p><p>As análises sugerem que <strong>as amostras pertencem a populações do Holoceno tardio</strong>, período que compreende os últimos 4.200 anos da história geológica, sendo <strong>provenientes de aldeias das tradições cerâmicas Aratu</strong> – sociedades das grandes aldeias a céu aberto – <strong>e Una</strong> – produtores de uma cerâmica pequena e simples, de bases arredondadas, geralmente encontrada em abrigos rochosos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785523508705.jpg" data-image="xym4zl0b06oz"><figcaption>Localização da área de estudo, dos biomas e dos sítios arqueológicos analisados. Fonte: Chim, et al. (2026).</figcaption></figure><p>As sociedades pré-coloniais abrigavam aldeias de até 2 mil habitantes, e <strong>até então, acreditava-se que esses dois grupos sociais viviam da caça e da coleta de frutos nativos</strong>, com hábitos predominantemente móveis de caçadores-coletores. Então este estudo veio para desafiar esta ideia anterior.</p><p>Eles mostraram que <strong>o Cerrado prosperou com agricultura diversificada baseada no milho antes da colonização</strong>, comprovando pela primeira vez no Brasil o papel central do cereal na dieta dessas populações, e <strong>em patamares comparáveis aos de sociedades andinas e maias</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="665525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-estudo-de-dna-da-pistas-sobre-a-causa-que-quase-exterminou-a-populacao-do-norte-da-europa-ha-5-400-anos.html" title="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos">Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-estudo-de-dna-da-pistas-sobre-a-causa-que-quase-exterminou-a-populacao-do-norte-da-europa-ha-5-400-anos.html" title="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-de-adn-da-pistas-sobre-la-causa-que-casi-acaba-con-la-poblacion-de-europa-del-norte-hace-5-400-anos-1720890742946_320.jpg" alt="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos"></a></article></aside><p>Ambas as aldeias das populações Aratu e Una consumiam o milho, com esta última tendo uma alimentação mais diversa. Mas <strong>no caso da Aratu o cereal era uma fonte primordial de subsistência</strong>. </p><p>As demais análises sobre outros alimentos não permitiram afirmar exatamente quais outros vegetais eram consumidos pelos grupos, mas<strong> evidências botânicas</strong> encontradas nos próprios<strong> sítios arqueológicos </strong>dão indícios de uma ampla diversidade de <strong>alimentos</strong>, como, por exemplo, <strong>feijão, amendoim, mandioca, abóbora e frutas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Globo%20Rural" data-year="2026" data-title="Estudo%20aponta%20papel%20central%20do%20milho%20para%20povos%20pr%C3%A9-coloniais%20do%20Cerrado" data-url="https%3A%2F%2Fgloborural.globo.com%2Fagricultura%2Fmilho%2Fnoticia%2F2026%2F07%2Festudo-aponta-papel-central-do-milho-para-povos-pre-coloniais-do-cerrado.ghtml">Redação Globo Rural. (2026). <a href="https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/estudo-aponta-papel-central-do-milho-para-povos-pre-coloniais-do-cerrado.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudo aponta papel central do milho para povos pré-coloniais do Cerrado</a>.</cite><br><cite data-author="Chim%2C%20E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Maize-based%20polyculture%2C%20not%20monoculture%2C%20sustained%20precolonial%20societies%20in%20the%20Brazilian%20Cerrado" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aef7066">Chim, E. et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aef7066" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maize-based polyculture, not monoculture, sustained precolonial societies in the Brazilian Cerrado</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>