<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Tue, 15 Sep 2026 14:10:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 14:10:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Ar frio avança mais nas próximas 24 horas com temperaturas abaixo 0°C no Centro-Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-mais-nas-proximas-24-horas-com-temperaturas-abaixo-0-c-no-centro-sul.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 13:46:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem da frente fria, uma massa de ar polar avança pelo Centro-Sul do Brasil nas próximas horas. O ar frio provocará queda nas temperaturas, com marcas caindo abaixo de 0°C e risco de geadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7ykfy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7ykfy.jpg" id="xb7ykfy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>frente fria</strong> avançou e, em sua retaguarda, trouxe uma <strong>massa de ar frio forte</strong> que faz as temperaturas caírem nas próximas 24 horas sobre o <strong>Centro-Sul do Brasil</strong>. O modelo ECMWF indica marcas <strong>abaixo de 0°C na Serra Catarinense</strong> e temperaturas negativas ou próximas de zero em pontos da <strong>Região Sul</strong> na manhã desta <strong>quarta (16), quinta (17) e sexta-feira (18)</strong>.</p><p>Diversos estados serão afetados pelo ar polar. Acompanhe a previsão do tempo detalhada para o Centro-Sul do Brasil.</p><h2>Temperaturas abaixo de 0°C nesta quarta-feira</h2><p>O frio se instaura na <strong>madrugada de quarta-feira (16)</strong>. A maior parte da <strong>Região Sul</strong> terá o tempo limpo; desta maneira, a perda de calor pela superfície será maior e as temperaturas despencam ao longo das horas. Mais uma vez, o frio será mais intenso nas <strong>áreas com maior altitude</strong>.</p><p>O amanhecer de <strong>quarta-feira (16)</strong> será com temperaturas <strong>inferiores aos 10°C</strong> em grande parte do <strong>território gaúcho</strong>, com exceção do litoral do estado. Nas <strong>áreas de serra</strong>, os termômetros ficam na casa de <strong>1°C</strong>. O frio será intenso em <strong>Santa Catarina</strong>: na porção meio-oeste, as mínimas ficam <strong>abaixo de 5°C</strong>, o que aumenta o <strong>potencial para geadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-mais-nas-proximas-24-horas-com-temperaturas-abaixo-0-c-no-centro-sul-1789472508757.jpg" data-image="4jdg0b88bpxk" alt="Temperatura mínima de quarta-feira." title="Temperatura mínima de quarta-feira."><figcaption>O mapa mostra a previsão da temperatura mínima para as primeiras horas desta quarta-feira (16), termômetros abaixo de 0°C na Serra Catarinense.</figcaption></figure><p>Na <strong>Serra Catarinense</strong>, o frio é de inverno, com as temperaturas podendo atingir <strong>-3°C nos picos</strong> próximos a <strong>São Joaquim (SC)</strong> e <strong>Urubici (SC)</strong>. Temperatura <strong>próxima de 0°C</strong> perto da divisa com o <strong>Paraná</strong>, em cidades no entorno de <strong>Caçador (SC)</strong>. Por falar em Paraná, no <strong>sudoeste do estado</strong>, há <strong>riscos de geada leve</strong> nas proximidades de <strong>General Carneiro (PR)</strong>, <strong>Bituruna (PR)</strong> e <strong>Cruz Machado (PR)</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No restante do <strong>estado paranaense</strong>, as mínimas ficam <strong>acima dos 10°C</strong>, sem chances para a presença de geadas. Áreas do <strong>Mato Grosso do Sul</strong> terão amanhecer frio com temperaturas <strong>abaixo dos 15°C</strong> em inúmeras cidades do estado, o mesmo acontecendo em <strong>São Paulo</strong>, no <strong>sul de Minas Gerais</strong> e na <strong>área serrana do Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-mais-nas-proximas-24-horas-com-temperaturas-abaixo-0-c-no-centro-sul-1789472450479.jpg" data-image="15yh7aljag8v" alt="Temperatura máxima." title="Temperatura máxima."><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde desta quarta-feira (16). Frio se mantém em áreas do leste do Sul e Sudeste.</figcaption></figure><p>Na <strong>tarde de quarta-feira (16)</strong>, a temperatura irá subir na maioria dessas regiões; contudo, entre o <strong>extremo sul do Rio Grande do Sul</strong> e o <strong>leste de São Paulo</strong>, o <strong>ar frio continuará atuando</strong>. Nessa faixa, as temperaturas variam entre <strong>14°C e 20°C</strong>. Frio também nas capitais: <strong>Porto Alegre (RS)</strong> tem máxima de <strong>17°C</strong>, e marca <strong>19°C</strong> em <strong>Curitiba (PR)</strong>, <strong>Florianópolis (SC)</strong> e <strong>São Paulo (SP)</strong>.</p><h2>Frio continua no amanhecer de quinta e sexta-feira</h2><p>A <strong>massa de ar frio</strong> continua atuando sobre o <strong>Sul</strong>, <strong>Sudeste</strong> e <strong>Centro-Oeste</strong> nesta <strong>quinta (17)</strong> e <strong>sexta-feira (18)</strong>. Contudo, o ar polar será mais sentido durante as manhãs, uma vez que à tarde as temperaturas sobem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao.html" title="Tempo nublado, frio e chuva continuam em parte de SP e no RJ; veja a previsão">Tempo nublado, frio e chuva continuam em parte de SP e no RJ; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao.html" title="Tempo nublado, frio e chuva continuam em parte de SP e no RJ; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao-1789400601403_320.jpg" alt="Tempo nublado, frio e chuva continuam em parte de SP e no RJ; veja a previsão"></a></article></aside><p>Na <strong>quinta-feira (17)</strong>, o centro-leste do <strong>Rio Grande do Sul</strong> e de <strong>Santa Catarina</strong> se mantém com temperaturas <strong>abaixo dos 10°C</strong>. Nas áreas de serra, termômetros <strong>próximos de 2°C</strong>. Enquanto isso, na <strong>sexta-feira (18)</strong>, o frio ficará mais restrito às <strong>áreas de maior altitude</strong>, com termômetros entre <strong>3</strong><strong>°C e 9°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-mais-nas-proximas-24-horas-com-temperaturas-abaixo-0-c-no-centro-sul-1789472405798.jpg" data-image="o1mmernzxcum" alt="Temperatura mínima sexta-feira." title="Temperatura mínima sexta-feira."><figcaption>Mínima prevista para o amanhecer de sexta-feira (18). Ar polar segue atuando no Centro-Sul, contudo com menor intensidade.</figcaption></figure><p>Com exceção do sudeste do <strong>Paraná</strong>, o friozinho também estará presente no <strong>sul do Mato Grosso do Sul</strong> e em boa parte do <strong>Sudeste</strong> tanto na quinta (17) quanto na sexta-feira (18). As temperaturas variam entre <strong>15°C e 18°C</strong> no estado sul-mato-grossense e ficam <strong>abaixo dos 15°C</strong> em boa parte do Sudeste do país durante as primeiras horas das manhãs.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-mais-nas-proximas-24-horas-com-temperaturas-abaixo-0-c-no-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sol pode ter engolido um planeta? Astrônomos procuram pistas escondidas em seu interior]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 12:23:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Sol pode ter engolido uma super-Terra nos primeiros estágios de sua história. Um novo estudo sugere que esse evento teria deixado marcas detectáveis no interior da estrela. Se confirmadas, essas pistas poderiam revelar que um planeta foi incorporado pelo Sol bilhões de anos atrás.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322149594.png" data-image="izkujkz9v5il" alt="O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante seus primeiros milhões de anos." title="O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante seus primeiros milhões de anos."><figcaption>O Sol pode ter engolido uma super-Terra quando o Sistema Solar ainda era jovem. O planeta teria sido incorporado à estrela durante seus primeiros milhões de anos.</figcaption></figure><p><strong>O Sistema Solar se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos a partir do colapso gravitacional de uma nuvem de gás e poeira.</strong> Nos primeiros milhões de anos, esse ambiente era extremamente caótico, com planetesimais e protoplanetas colidindo, migrando e trocando energia e momento angular.</p><p><strong>Uma das hipóteses é que, nesse caos, o Sol tenha engolido um planeta rochoso de tamanho semelhante ao de uma super-Terra durante essa fase inicial.</strong> Forças gravitacionais e interações com o disco protoplanetário poderiam ter reduzido sua órbita até que ele fosse destruído e incorporado à estrela. </p><p><strong>Um novo estudo propõe procurar possíveis “impressões digitais” dentro do Sol que teriam sido deixadas pelo planeta no processo de colisão.</strong> A ideia é identificar alterações na composição ou na estrutura da estrela que sejam compatíveis com a incorporação de material planetário. </p><h2>Caos no interior do Sistema Solar</h2><p>Nos primeiros milhões de anos após a formação do Sistema Solar, o ambiente era muito mais dinâmico e instável do que é atualmente. <strong>O disco protoplanetário continha inúmeros corpos interagindo gravitacionalmente</strong>, com colisões e mudanças de órbita ocorrendo com frequência. </p><div class="texto-destacado">Interações gravitacionais podiam lançar objetos para outras regiões do sistema ou fazê-los colidir com planetas e até com o próprio Sol.</div><p>Um dos exemplos mais importantes é a hipótese do grande impacto entre a Terra e Theia, um protoplaneta aproximadamente do tamanho de Marte.<strong> O choque teria ocorrido há cerca de 4,5 bilhões de anos e ejetado uma grande quantidade de material para a órbita terrestre.</strong> Esse material teria se agregado posteriormente, formando a Lua. </p><h2>Encontrando digitais</h2><p>Outra hipótese é que o Sol tenha engolido um planeta que teria o tamanho de uma super-Terra. <strong>Pesquisadores investigam a possibilidade de isso tenha deixado uma assinatura no interior do Sol atual.</strong> A equipe modelou a evolução solar e comparou os resultados com observações da estrutura interna da estrela. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322131416.png" data-image="2kzy2tonmnvj" alt="Mesmo desaparecido há bilhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que esse evento realmente aconteceu. Crédito: NASA" title="Mesmo desaparecido há bilhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que esse evento realmente aconteceu. Crédito: NASA"><figcaption>Mesmo desaparecido há bilhões de anos, o planeta pode ter deixado “digitais” no interior do Sol. Alterações químicas e estruturais poderiam revelar que esse evento realmente aconteceu. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Os modelos indicam que uma super-Terra poderia ter deixado uma assinatura química nas camadas profundas do Sol. </strong>Essa alteração ajudaria a explicar algumas discrepâncias persistentes entre os modelos solares padrão e as observações. Entre as possíveis pistas está a baixa abundância de lítio observada no Sol.</p><h2>Engolindo uma super-Terra</h2><p>Os modelos desenvolvidos pelos pesquisadores apontam que o planeta incorporado pelo Sol provavelmente seria uma super-Terra, com massa entre cinco e dez vezes a da Terra. <strong>A equipe usou o código de evolução estelar MESA, simulando diferentes históricos de acreção e comparando os resultados.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783849" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem.html" title="IA encontra sinais de erupções solares horas antes de elas surgirem">IA encontra sinais de erupções solares horas antes de elas surgirem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem.html" title="IA encontra sinais de erupções solares horas antes de elas surgirem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ia-encontra-sinais-de-erupcoes-solares-horas-antes-de-elas-surgirem-1786813352224_320.png" alt="IA encontra sinais de erupções solares horas antes de elas surgirem"></a></article></aside><p>O cenário com uma super-Terra nessa faixa de massa apresentou a melhor concordância com diferentes propriedades do Sol. <strong>Se essas características previstas pelos modelos forem identificadas</strong>, elas poderiam fornecer uma forte evidência de que uma super-Terra foi incorporada ao Sol bilhões de anos atrás.</p><h2>Qual é a probabilidade?</h2><p>A possibilidade de o Sol ter engolido uma super-Terra está ligada à dinâmica do Sistema Solar durante sua formação. <strong>É plausível que planetas rochosos tenham se formado em regiões mais internas que a órbita atual de Mercúrio.</strong> Colisões e interações gravitacionais poderiam favorecer o crescimento de corpos com várias vezes a massa da Terra. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior-1789322105467.png" data-image="ev0iypjug05r" alt="Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Esses mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA" title="Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Esses mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA"><figcaption>Uma super-Terra é um planeta com massa maior que a da Terra, mas menor que a dos gigantes gasosos. Esses mundos podem ser rochosos e ter algumas vezes a massa terrestre. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Alguns desses objetos poderiam perder estabilidade orbital e migrar para dentro, terminando incorporados à estrela. <strong>Estrelas jovens são cercadas por discos protoplanetários nos quais o material pode ser transferido entre o disco e a própria estrela. </strong>Embora não exista uma probabilidade determinada para o evento, o cenário é possível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Silva%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20solution%20to%20the%20paradox%20of%20youth%20in%20the%20Galactic%20centre" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F08%2Faa60648-26%2Faa60648-26.html">Silva et al. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/08/aa60648-26/aa60648-26.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A solution to the paradox of youth in the Galactic centre</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sol-pode-ter-engolido-um-planeta-astronomos-procuram-pistas-escondidas-em-seu-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após comer, devemos esperar para entrar na água? O mito que a ciência continua tentando derrubar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/apos-comer-devemos-esperar-para-entrar-na-agua-o-mito-que-a-ciencia-continua-tentando-derrubar.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A recomendação é repetida há gerações. No entanto, os especialistas apontam que o principal risco não está relacionado à digestão, mas sim a uma reação do organismo à água fria.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hay-que-esperar-despues-de-comer-para-meterse-al-agua-el-mito-que-la-ciencia-sigue-intentando-desterrar-1780758671283.jpg" data-image="beglwv6r5ghx" alt="nadar" title="nadar"><figcaption>O "choque térmico" durante a digestão: é mito ou realidade?</figcaption></figure><p>Embora o inverno já tenha chegado ao Hemisfério Sul, <strong>uma velha discussão voltou a ganhar espaço na mídia internacional </strong>a partir de uma série de alertas sobre acidentes ocorridos em águas abertas durante as primeiras ondas de calor no Hemisfério Norte.</p><p>A pergunta é conhecida por qualquer pessoa que já tenha passado uma tarde em uma piscina, praia ou rio: <strong>é realmente preciso esperar uma hora depois de comer para entrar na água?</strong></p><div class="texto-destacado"><strong>A crença está tão enraizada que muitas pessoas a consideram uma verdade indiscutível. Durante décadas, pais, avós e professores de natação repetiram a mesma recomendação: sair da água para almoçar e esperar um tempo prudente antes de voltar a nadar.</strong></div><p>No entanto, as evidências científicas atuais indicam que o problema não é exatamente o que se acreditou durante anos.</p><h3>O famoso "choque da digestão"</h3><p>A explicação tradicional sustentava que entrar na água logo após comer <strong>poderia interromper a digestão e provocar tonturas, perda de consciência ou até mesmo afogamento</strong>.</p><p>A teoria baseava-se em uma observação real: durante a digestão, o organismo aumenta o fluxo sanguíneo para o aparelho digestivo a fim de processar os alimentos. A partir dessa ideia, consolidou-se a crença de que o contato com a água poderia gerar uma alteração brusca capaz de afetar esse processo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679312" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-realmente-significa-dormir-bem-a-ciencia-desmascara-mitos-sobre-o-descanso-perfeito.html" title="O que realmente significa dormir bem? A ciência desmascara mitos sobre o descanso perfeito">O que realmente significa dormir bem? A ciência desmascara mitos sobre o descanso perfeito</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-realmente-significa-dormir-bem-a-ciencia-desmascara-mitos-sobre-o-descanso-perfeito.html" title="O que realmente significa dormir bem? A ciência desmascara mitos sobre o descanso perfeito"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-significa-realmente-dormir-bien-la-ciencia-desmiente-mitos-sobre-el-descanso-perfecto-1728902001959_320.jpg" alt="O que realmente significa dormir bem? A ciência desmascara mitos sobre o descanso perfeito"></a></article></aside><p>Com o tempo, estudos médicos começaram a mostrar que a relação não era tão direta. <strong>Comer antes de nadar não representa, por si só, um risco significativo para uma pessoa saudável</strong>. De fato, milhões de pessoas entram na água após uma refeição sem sofrer qualquer consequência, além de uma possível sensação de peso caso a refeição tenha sido farta.</p><p>Isso não significa que não existam acidentes relacionados ao mergulho. <strong>O que acontece é que eles geralmente decorrem de outro mecanismo</strong>.</p><h2>O que é a hidrocussão e por que ela preocupa os especialistas</h2><p>O fenômeno que realmente concentra a atenção médica é conhecido como <strong>hidrocussão</strong>, síndrome de imersão ou choque térmico por água fria. Trata-se de uma resposta fisiológica que pode ocorrer <strong>quando uma pessoa entra repentinamente em água consideravelmente mais fria do que a temperatura do seu corpo</strong>. A reação é quase instantânea.</p><div class="texto-destacado"><strong>O organismo reage com uma inspiração involuntária e profunda, acompanhada de arquejos, sensação de falta de ar e uma perda momentânea do controle da respiração. Ao mesmo tempo, a frequência cardíaca acelera e a pressão arterial aumenta.</strong></div><p>Em determinadas circunstâncias, especialmente em pessoas com problemas cardiovasculares preexistentes, esse estresse súbito pode desencadear complicações graves. No entanto, mesmo em indivíduos jovens e saudáveis, o choque térmico <strong>pode provocar desorientação, pânico e dificuldades para nadar</strong>, fatores que aumentam o risco de afogamento.</p><p>Por essa razão, os especialistas consideram que <strong>a temperatura da água é um fator muito mais importante </strong>do que o tempo decorrido desde a última refeição.</p><h2>Um risco que aumenta quando o ar está muito quente</h2><p>A hidrocussão costuma receber mais atenção<strong> durante episódios de calor intenso</strong>. À primeira vista, isso pode parecer contraditório. No entanto, as altas temperaturas do ar geralmente geram uma falsa sensação de segurança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hay-que-esperar-despues-de-comer-para-meterse-al-agua-el-mito-que-la-ciencia-sigue-intentando-desterrar-1780758892292.jpg" data-image="p73ch0pwny9h" alt="hidrocussão" title="hidrocussão"><figcaption>Desde o início do verão, 12 pessoas morreram no Reino Unido por hidrocussão.</figcaption></figure><p>Enquanto a temperatura do ar pode ultrapassar facilmente os 30°C, a água de lagos, rios, pedreiras ou até mesmo do mar reage muito mais lentamente às mudanças atmosféricas e pode permanecer vários graus mais fria. É precisamente essa diferença térmica que pode desencadear a reação fisiológica.</p><p>Durante ondas de calor recentes registradas na Europa, equipes de resgate aquático alertaram para um aumento de acidentes relacionados a <strong>mergulhos repentinos em águas abertas</strong>. A preocupação surgiu porque muitas pessoas buscavam se refrescar sem levar em conta que a temperatura da água continuava baixa, apesar do calor do ambiente.</p><h2>Como reduzir o risco ao entrar na água</h2><p>A principal recomendação é evitar mudanças bruscas de temperatura. Os especialistas aconselham<strong> entrar na água de maneira gradual e lenta, permitindo que o corpo se adapte progressivamente</strong>. Molhar primeiro as pernas, os braços, o tronco e a nuca ajuda a reduzir o impacto fisiológico inicial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707716" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/alimentos-para-comer-antes-de-dormir-sete-opcoes-que-melhoram-a-digestao-e-o-sono.html" title="Alimentos para comer antes de dormir: sete opções que melhoram a digestão e o sono">Alimentos para comer antes de dormir: sete opções que melhoram a digestão e o sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/alimentos-para-comer-antes-de-dormir-sete-opcoes-que-melhoram-a-digestao-e-o-sono.html" title="Alimentos para comer antes de dormir: sete opções que melhoram a digestão e o sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alimentos-para-comer-antes-de-dormir-sete-opcoes-que-melhoram-a-digestao-e-o-sono-1745603432023_320.jpg" alt="Alimentos para comer antes de dormir: sete opções que melhoram a digestão e o sono"></a></article></aside><p>Também é importante <strong>prestar atenção a qualquer sensação de tontura, dificuldade para respirar ou perda de controle corporal</strong> durante os primeiros segundos do mergulho. Caso sinta algum desses sintomas, a recomendação é tentar manter a calma e boiar.</p><p>A <em>Royal National Lifeboat Institution</em>, organização britânica especializada em resgate aquático, recomenda inclinar a cabeça para trás, manter as orelhas submersas e concentrar-se em retomar uma respiração lenta e regular. Assim que a respiração se estabiliza, fica mais fácil recuperar o controle dos movimentos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lally%2C%20K" data-year="2026" data-title="Cold%20water%20shock%20explained%20and%20how%20to%20keep%20yourself%20safe" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mirror.co.uk%2Fnews%2Fuk-news%2Fcold-water-shock-explained-how-37225143">Lally, K. (2026). <a href="https://www.mirror.co.uk/news/uk-news/cold-water-shock-explained-how-37225143" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cold water shock explained and how to keep yourself safe</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/apos-comer-devemos-esperar-para-entrar-na-agua-o-mito-que-a-ciencia-continua-tentando-derrubar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo das maiores árvores do mundo para sobreviver às piores secas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 08:11:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Como uma árvore com mais de 70 metros de altura consegue transportar água até as suas folhas durante uma seca? Alguns desses gigantes da floresta guardam segredos notáveis que os ajudam a sobreviver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086526300.png" data-image="iioh7ao4uifg"><figcaption>Algumas árvores crescem mais de 70 metros de altura e ainda assim conseguem transportar água desde as raízes até a copa.</figcaption></figure><p>Imagine uma árvore com mais de 70 metros de altura — aproximadamente a altura de um prédio de 20 andares — feita inteiramente de madeira, folhas e raízes. Algumas <strong>árvores gigantes de florestas tropicais sobrevivem há séculos</strong>, resistindo a tempestades, calor extremo e secas.</p><p>No entanto, ter<strong> esse tamanho traz um grande desafio</strong>: todos os dias, elas precisam transportar água do solo até as folhas, situadas dezenas de metros acima das raízes. E, quando a seca chega, essa tarefa se torna ainda mais difícil.</p><p>A água não sobe pelo tronco como se houvesse uma bomba escondida entre as raízes; ela se desloca por meio de vasos chamados xilema. Imagine como se fosse beber água usando um canudo extremamente longo: quanto maior a distância, mais difícil fica manter o sistema funcionando corretamente, especialmente quando o solo seca.</p><div class="texto-destacado">Durante anos, os cientistas acreditaram que as árvores grandes estavam em grande desvantagem durante as secas.</div><p>Um estudo de 2015 constatou que<strong> as árvores maiores tendem a sofrer mais durante as secas</strong>. Em 65% dos casos analisados, árvores altas corriam maior risco de morrer. A explicação era bastante simples: quanto mais alta a árvore, mais difícil é transportar água das raízes para as folhas.</p><p><strong>Quando há pouca água no solo, torna-se mais difícil para a árvore transportá-la das raízes para as folhas</strong>. Durante esse processo, podem se formar bolhas de ar no interior do xilema. Essas bolhas podem bloquear o fluxo, tal como um cano entupido, fazendo com que menos água chegue às folhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086541355.png" data-image="sn3jx7pinlev"><figcaption>A seca extrema pode levar até mesmo as árvores mais resilientes aos limites de sua capacidade de obter água.</figcaption></figure><p>O interessante é que<strong> nem todas as árvores são afetadas da mesma maneira</strong>. Em florestas das Américas, da África e da Ásia, pesquisadores encontraram árvores gigantes que lidam melhor com a seca.</p><p>O segredo não parece estar apenas no seu tamanho, mas também na sua <strong>estrutura </strong>e na forma como ajustam o transporte e a conservação de água.</p><h2>Como as árvores gigantes sobrevivem à seca</h2><p>Durante o evento de <strong>El Niño de 2015–2016</strong>, muitas florestas tropicais da <strong>América do Sul</strong> foram duramente atingidas pelo calor e pela <strong>escassez de chuvas</strong>. O que surpreendeu foi que algumas florestas, já habituadas a estações secas, também foram severamente afetadas.</p><p>Algumas árvores gigantes possuem estratégias engenhosas para gerenciar o uso da água. Nas florestas do Sudeste Asiático, certas espécies ultrapassam os 70 metros de altura e conseguem manter o fluxo de água até as folhas sem levar seu sistema hidráulico ao limite de ruptura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086558818.png" data-image="zjw5tnfyhbck"><figcaption>As folhas possuem minúsculas "válvulas" que ajudam as árvores a conservar água quando as condições se tornam difíceis.</figcaption></figure><p>As <strong>folhas </strong>também desempenham um papel importante. Elas possuem poros minúsculos chamados estômatos, que funcionam como pequenas válvulas. Quando a água se torna escassa, a árvore pode fechá-los para reduzir a perda de umidade.</p><p>O problema é que as árvores também precisam manter esses poros abertos para a fotossíntese. Sobreviver a uma seca torna-se, portanto, um ato de equilíbrio entre conservar água e continuar produzindo energia.</p><h3>O tamanho não explica tudo</h3><p>Um estudo publicado na revista <em>Nature</em> em 2026 revelou algo ainda mais interessante. Após analisar 290 árvores de 18 espécies em Porto Rico, pesquisadores descobriram que <strong>árvores da mesma espécie podiam reagir de forma diferente à seca, dependendo de onde viviam</strong>.</p><div class="texto-destacado">Árvores que crescem em áreas mais secas desenvolveram características que as ajudaram a suportar melhor a escassez de água.</div><p>Isso significa que identificar apenas a espécie da árvore não é suficiente. Fatores como <strong>tipo de solo, clima, pluviosidade </strong>e as condições ambientais vivenciadas durante o crescimento<strong> também precisam ser considerados</strong>.</p><p>Como resultado, <strong>duas árvores da mesma espécie podem reagir de maneiras muito diferentes à seca</strong>. Uma pode começar a sofrer rapidamente, enquanto a outra consegue resistir por muito mais tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-escudo-termico-do-planeta-como-floresta-antiga-sobrevive-a-secas-extremas-em-comparacao-com-arvores-jovens.html" title="O escudo térmico do planeta: como floresta antiga sobrevive a secas extremas em comparação com árvores jovens">O escudo térmico do planeta: como floresta antiga sobrevive a secas extremas em comparação com árvores jovens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-escudo-termico-do-planeta-como-floresta-antiga-sobrevive-a-secas-extremas-em-comparacao-com-arvores-jovens.html" title="O escudo térmico do planeta: como floresta antiga sobrevive a secas extremas em comparação com árvores jovens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-escudo-termico-de-planeta-asi-sobrevive-un-bosque-antiguo-a-las-sequias-extremas-frente-a-los-arboles-nuevos-1784031331931_320.jpeg" alt="O escudo térmico do planeta: como floresta antiga sobrevive a secas extremas em comparação com árvores jovens"></a></article></aside><p>Algo semelhante ocorre em <strong>jardins </strong>e <strong>plantações</strong>. Uma planta com raízes saudáveis, que cresceu em condições adequadas, pode estar mais bem preparada para suportar períodos de seca do que uma que se desenvolveu em condições precárias.</p><p>A conclusão principal é que a vulnerabilidade de árvores gigantes à seca não é determinada apenas pelo tamanho. Sua <strong>resiliência </strong>depende de como transportam e conservam a água, de sua espécie e do ambiente em que se desenvolveram.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Amy%20C.%20Bennett%2C%20Nathan%20G.%20McDowell%2C%20Craig%20D.%20Allen%20%26%20Kristina%20J.%20Anderson-Teixeira" data-year="2015" data-title="Larger%20trees%20suffer%20most%20during%20drought%20in%20forests%20worldwide" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fnplants2015139">Amy C. Bennett, Nathan G. McDowell, Craig D. Allen & Kristina J. Anderson-Teixeira. (2015). <a href="https://www.nature.com/articles/nplants2015139" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Larger trees suffer most during drought in forests worldwide</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo prevê que a Terra ultrapassará os 2°C acima dos níveis da era pré-industrial na primavera de 2027]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-preve-que-a-terra-ultrapassara-os-2-c-acima-dos-niveis-da-era-pre-industrial-na-primavera-de.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 01:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo projeta um salto inédito nas temperaturas globais para os próximos meses, em meio a um fenômeno climático que já bate recordes. Estes são os dados por trás de um alerta que envolve todo o planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-preve-que-la-tierra-superara-los-2-c-sobre-la-era-preindustrial-en-la-primavera-de-1789127980754.jpg" data-image="gs1sfseo7cqh" alt="el niño" title="el niño"><figcaption>Segundo as projeções, a anomalia da temperatura média global da superfície permanecerá próxima de +1,9°C acima dos níveis pré-industriais entre janeiro e maio de 2027.</figcaption></figure><p>O <strong>El Niño</strong> de 2026-2027 vem quebrando padrões antes mesmo de atingir seu pico. Isso é confirmado por um estudo recente que utilizou um modelo estatístico baseado em regressão Ridge — denominado TESR — para quantificar <strong>quanto da elevação da temperatura global registrada se deve ao fenômeno</strong> oceânico e quanto à tendência de aquecimento de fundo que afeta o planeta há décadas.</p><p>O resultado não deixa muita margem para tranquilidade. Segundo as projeções, a <strong>anomalia da temperatura média global </strong>da superfície permanecerá <strong>próxima de +1,9°C acima dos níveis pré-industriais</strong> <strong>entre </strong>j<strong>aneiro e maio de 2027</strong>, com um pico médio de +1,91°C em março — justamente quando se espera que a influência do El Niño sobre o clima global atinja seu ponto máximo.</p><div class="texto-destacado">O fato de o estudo calcular uma probabilidade real de atingir esses 2°C — ainda que por algumas semanas — não significa que o planeta já tenha entrado em uma zona de catástrofe permanente, mas serve como uma prévia do que poderia se tornar habitual caso o aquecimento de base siga seu curso. Para qualquer pessoa, isso se traduz em verões e invernos com picos de calor mais frequentes e intensos do que o corpo e a infraestrutura urbana estão acostumados a tolerar.</div><p>Há algo ainda mais notável: o modelo estima uma <strong>probabilidade entre 23% e 24%</strong> de que o planeta <strong>ultrapasse</strong>, ainda que temporariamente, <strong>o limite de +2,0 °C</strong> durante a primavera boreal de 2027 (outono no Hemisfério Sul). E, se for feito um ajuste considerando a tendência histórica do modelo de subestimar os picos mais extremos, essa probabilidade sobe para uma faixa entre 45% e 60%.</p><p>Em outras palavras, a chance de a Terra cruzar — nem que seja por algumas poucas semanas — uma barreira que até pouco tempo parecia distante já não é uma raridade estatística.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">With 8 months of the year now in, and greater certainty in El Nino forecasts for the remainder of the year, it is now looking like 2026 is likely (~75% chance) to be the warmest year on record in ERA5. <a href="https://t.co/4xPsg9f6K9">pic.twitter.com/4xPsg9f6K9</a></p>— Zeke Hausfather (@hausfath) <a href="https://x.com/hausfath/status/2095192296291496133?ref_src=twsrc%5Etfw">September 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Por outro lado, há uma <strong>probabilidade muito alta</strong> de que o<strong> limite de +1,5°C</strong> estabelecido pelo Acordo de Paris<strong> seja ultrapassado por vários meses consecutivos</strong>. Isso coloca 2027 na disputa pelo título de ano mais quente desde o início dos registros instrumentais, com uma anomalia que pode variar entre +1,57°C e +1,92°C, dependendo da trajetória que o El Niño venha a seguir.</p><p>Os próprios autores recomendam cautela: <strong>a intensidade projetada para este El Niño supera a faixa histórica utilizada para treinar o modelo</strong>; portanto, os resultados devem ser interpretados como experimentais, e não como uma previsão climática definitiva. Ainda assim, o fenômeno já está firmemente estabelecido, e tudo indica que continuará ganhando força.</p><h2>Um oceano que não para</h2><p>As previsões da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam uma <strong>probabilidade de quase 100%</strong> de que o<strong> El Niño</strong> permaneça <strong>ativo </strong>até <strong>fevereiro de 2027</strong>.</p><p>O<strong> índice Niño 3.4</strong>, que mede as anomalias de temperatura no Pacífico equatorial centro-oriental, passou de uma média de +1,5°C entre maio e julho de 2026 para valores semanais entre +2,2°C e +2,6°C em meados de agosto. Abaixo da superfície, o calor é ainda mais extremo. Em algumas áreas do oceano, as temperaturas subsuperficiais superaram a média em mais de 8°C durante os meses de julho e agosto.</p><div class="texto-destacado"><strong>O Pacífico funciona como uma espécie de motor que redistribui calor e umidade por toda a atmosfera do planeta; portanto, quando ele se aquece de forma tão acentuada, seus efeitos não se restringem a essa região: eles modificam padrões de chuva e temperatura em continentes inteiros. Para a Argentina, um El Niño intenso costuma resultar em verões mais chuvosos do que o habitual no centro e no litoral do país — algo que convém ter em mente para a temporada que se aproxima.</strong></div><p>O secretário-geral da ONU, António Guterres, foi contundente ao alertar que o planeta atravessa um território inexplorado, com <strong>temperaturas do mar que não param de subir </strong>e um mundo cada vez mais exposto a fenômenos extremos.</p><h2>O mês mais quente e também o mais úmido</h2><p>Enquanto o estudo projeta o que está por vir, os dados atuais já revelam uma tendência preocupante. <strong>Agosto de 2026 foi o mês de agosto mais quente já registrado </strong>na série de dados Copernicus/ECMWF ERA5, ficando 1,65°C acima dos níveis da era pré-industrial e superando com folga o recorde anterior, de agosto de 2024.</p><p>No entanto, há um dado que costuma passar despercebido, mas que vale a pena considerar: aquele mesmo mês de agosto foi também o mais úmido já registrado em escala global. À medida que a atmosfera aquece, ela retém mais vapor d'água; esse vapor, por sua vez, atua como um <strong>gás de efeito estufa</strong> adicional, retroalimentando o próprio aquecimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html" title="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C">Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html" title="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386525748_320.png" alt="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C"></a></article></aside><p>Durante o mês de agosto, 17% da superfície do planeta registrou <strong>precipitações </strong>mensais situadas na faixa dos 10% mais elevados da série histórica iniciada em 1940 — a maior abrangência de chuvas extremas para esse mês em toda a série.</p><p>Essa combinação de calor e umidade antecipa um final de ano potencialmente muito tempestuoso em boa parte dos Estados Unidos, da Europa, do leste da Ásia e também da América do Sul. Mais umidade na atmosfera não garante automaticamente mais chuva em todos os locais, mas aumenta as probabilidades de que, quando chover, a chuva ocorra com intensidade fora do comum. Para as próximas temporadas, essa é, talvez, a variável que convém acompanhar mais de perto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Baptiste%20Boussemart" data-year="" data-title="Quantifying%20the%20impact%20of%20a%20projected%20Record-Breaking%202026%E2%80%932027%20El%20Ni%C3%B1o%20on%20Global%20Temperatures%20using%20a%20Statistical%20Model" data-url="https%3A%2F%2Fegusphere.copernicus.org%2Fpreprints%2F2026%2Fegusphere-2026-5348%2F">Baptiste Boussemart. <a href="https://egusphere.copernicus.org/preprints/2026/egusphere-2026-5348/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Quantifying the impact of a projected Record-Breaking 2026–2027 El Niño on Global Temperatures using a Statistical Model</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-preve-que-a-terra-ultrapassara-os-2-c-acima-dos-niveis-da-era-pre-industrial-na-primavera-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 23:43:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O estado mineiro tem muitos destinos turísticos incríveis e famosos. Mas você quer fugir do óbvio e das grandes multidões? Então descubra aqui 5 lugares que fogem do roteiro tradicional mas são igualmente ótimos para visitar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem-1789409136418.jpg" data-image="ajtm8omz83vh"><figcaption>A Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, é a queda d'água mais alta de Minas Gerais e a terceira mais alta do Brasil, com 273 metros de altura. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O estado de<strong> Minas Gerais</strong> é um dos mais ricos em cultura, história e natureza do Brasil, oferecendo roteiros para todos os perfis de viajantes. Há diversos destinos incríveis e famosos, desde cidades históricas e culturais como Ouro Preto e Diamantina, a cidades com ecoturismo e natureza como Monte Verde e Poços de Caldas.</p><p>Mas se você quer um lugar que<strong> fuja do óbvio e das multidões</strong>, então este artigo é para você. Trazemos aqui uma lista com<strong> 5 lugares</strong> igualmente incríveis a estes destinos famosos para você conhecer no estado, e que oferecem diversos atrativos. Acompanhe abaixo.</p><h2>5 destinos que fogem do roteiro tradicional em MG</h2><p>Veja abaixo cinco lugares menos conhecidos no estado, mas que são<strong> tão encantadores quanto os queridinhos </strong>da maioria da população. </p><h3>Conceição do Mato Dentro</h3><p>Conceição do Mato Dentro é conhecida como a <strong>capital mineira do ecoturismo</strong>, localizada a cerca de 166 km da capital Belo Horizonte, na região central do estado. Ela abriga áreas protegidas como o <strong>Parque Estadual Serra do Intendente</strong> e o <strong>Parque Natural Municipal do Tabuleiro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Fica na vertente oriental da Serra do Espinhaço, integrando a Estrada Real e a Serra do Cipó.</div><p>Ela oferece muita natureza e <strong>atividades de ecoturismo</strong>, e um dos seus principais cartões-postais é a <strong>Cachoeira do Tabuleiro</strong>, considerada a mais alta do estado e a terceira maior do Brasil. </p><p>Os demais atrativos incluem a <strong>Serra da Ferrugem</strong> (também conhecida como Mirante da Torre ou Mina da Torre), o <strong>Cânion do Rio Preto</strong>, o<strong> Poço do Vau</strong>, o Poço das Ninfas (de onde cai uma pequena cascata), o Poço Piraquara, Poço Pari, o Cânion do Peixe Tolo e cachoeiras como a<strong> Cachoeira do Roncador</strong> e a Cachoeira do Zé Cornicha, que oferecem opções para trekking, banho, contemplação e esportes de aventura. </p><h3>Extrema</h3><p>Localizada no sul de Minas Gerais, junto à Serra da Mantiqueira, com clima de montanha, trilhas, picos e cachoeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem-1789409666379.jpg" data-image="bt6opccwok4t"><figcaption>Deck para contemplação em Extrema (MG). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Entre os atrativos, destacam-se o <strong>Parque Municipal Cachoeira do Salto</strong>, um parque com entrada gratuita, que conta com uma queda-d'água de cerca de 50 metros, trilhas, pontes suspensas e áreas de lazer; o<strong> Parque Ecológico Pico dos Cabritos</strong>; o<strong> Pico do Lobo Guará</strong>; e o<strong> Rio Jaguari</strong>, onde é praticado atividades como caiaque, pesca esportiva e, principalmente, <strong>rafting</strong>.</p><h3>Itamonte</h3><p>Itamonte fica no sul de Minas, em meio às montanhas da Serra da Mantiqueira, com paisagens de alta montanha, vales, matas, rios e cachoeiras. A região oferece <strong>trilhas, montanhismo e contemplação</strong>.</p><p>Entre os principais atrativos estão a <strong>Cachoeira da Fragária</strong>, com quase 100 metros de queda, e a Pedra do Registro, a 2.113 metros de altitude e com vista panorâmica de 360°. A região também oferece <strong>turismo de aventura</strong>, com opções de trekking, escalada e passeios em áreas rurais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722225" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nordeste-fora-do-obvio-conheca-6-destinos-praianos-escondidos-que-ainda-nao-lotaram.html" title="Nordeste fora do óbvio: conheça 6 destinos praianos escondidos que ainda não lotaram">Nordeste fora do óbvio: conheça 6 destinos praianos escondidos que ainda não lotaram</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nordeste-fora-do-obvio-conheca-6-destinos-praianos-escondidos-que-ainda-nao-lotaram.html" title="Nordeste fora do óbvio: conheça 6 destinos praianos escondidos que ainda não lotaram"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nordeste-fora-do-obvio-conheca-6-destinos-praianos-escondidos-que-ainda-nao-lotaram-1753822674506_320.jpg" alt="Nordeste fora do óbvio: conheça 6 destinos praianos escondidos que ainda não lotaram"></a></article></aside><p>Outro ponto forte de Itamonte é a <strong>gastronomia</strong>, baseada na comida típica mineira e caipira, feita no fogão à lenha, e também em insumos encontrados na região, como o <strong>pinhão e a truta</strong>, muito utilizados na preparação de pratos típicos.</p><h3>Carrancas</h3><p>Carrancas fica no sul do estado e é conhecida como <strong>a 'Terra das Cachoeiras'</strong>, abrigando várias e belas quedas d'água e piscinas naturais, ideais para um refúgio tranquilo.</p><p>Entre as principais atrações destacam-se o <strong>Complexo da Toca</strong>, o <strong>Complexo da Zilda</strong>, <strong>Complexo da Ponte</strong> e o<strong> Complexo da Vargem Grande</strong>, repletos de poços de águas cristalinas e escorregadores naturais. A <strong>Serra de Carrancas</strong> também oferece trilhas com vistas panorâmicas incríveis e paisagens de natureza preservada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem-1789409694221.jpg" data-image="j79us4dz4pwn"><figcaption>A Cachoeira da Fumaça fica no Complexo da Fumaça, a aproximadamente 6 km do centro da cidade de Carrancas, Minas Gerais. Crédito: Cid Costa Neto.</figcaption></figure><p>Na cidade, não deixe de conhecer o <strong>Centro Histórico</strong>, com a Praça Manoel Moreira e a tradicional Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.</p><h3>Sete Lagoas</h3><p>Sete Lagoas fica a cerca de 72 km de Belo Horizonte, e como o nome já diz, ela comporta sete diferentes lagoas. A principal delas, a <strong>Lagoa Paulino</strong>, fica bem no centro da cidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem-1789409720630.jpg" data-image="gyimih57foj9"><figcaption>A Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>Entre os atrativos destacam-se a<strong> Gruta Rei do Mato</strong>, uma caverna com belas formações de calcário e importância arqueológica; a<strong> Serra de Santa Helena</strong>, o ponto mais alto da cidade com vista panorâmica e rampa de voo livre; e claro, a <strong>Lagoa Paulino, que é o cartão-postal da cidade</strong>, ideal para caminhadas e lazer. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Layane%2C%20R" data-year="2026" data-title="7%20de%20Setembro%3A%20veja%20destinos%20mineiros%20'fora%20do%20%C3%B3bvio'%20para%20conhecer%20no%20feriado" data-url="https%3A%2F%2Fwww.itatiaia.com.br%2Fturismo%2F7-de-setembro-veja-destinos-mineiros-fora-do-obvio-para-conhecer-no-feriado%2F">Layane, R. (2026). <a href="https://www.itatiaia.com.br/turismo/7-de-setembro-veja-destinos-mineiros-fora-do-obvio-para-conhecer-no-feriado/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">7 de Setembro: veja destinos mineiros 'fora do óbvio' para conhecer no feriado</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20O%20Globo" data-year="2024" data-title="'Fora%20da%20Rota'%3A%20veja%205%20destinos%20imperd%C3%ADveis%20e%20n%C3%A3o-convencionais%20para%20conhecer%20em%20Minas%20Gerais" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fbrasil%2Fminas-gerais%2Fnoticia%2F2024%2F03%2F09%2Ffora-da-rota-veja-5-destinos-imperdiveis-e-nao-convencionais-para-conhecer-em-minas-gerais.ghtml">Redação O Globo. (2024). <a href="https://oglobo.globo.com/brasil/minas-gerais/noticia/2024/03/09/fora-da-rota-veja-5-destinos-imperdiveis-e-nao-convencionais-para-conhecer-em-minas-gerais.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">'Fora da Rota': veja 5 destinos imperdíveis e não-convencionais para conhecer em Minas Gerais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança do tempo traz chuvas intensas para o estados do Sul, SP e o MS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova mudança no tempo no final da semana traz de volta tempestades e chuvas volumosas sobre o Centro-Sul, em áreas que foram fortemente afetadas nos últimos dias. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms-1789399634195.png"></figure><p>Um<strong> novo episódio de chuvas volumosas sobre o Centro-Sul </strong>do país está previsto <strong>a partir de sábado (19)</strong>. Os estados em alerta compreendem o<strong> Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong>. Esses estados compreendem a mesma região que vêm enfrentando transtornos relacionados às tempestades e chuvas intensas que ocorrem desde o final da semana passada. Confira os detalhes.</p><h2>Novo episódio de chuvas incomuns</h2><p>A <strong>formação de um cavado</strong> - região alongada de baixa pressão - a partir de sexta-feira (18) sobre o Centro-Sul do Brasil<strong> volta a trazer chuvas e tempestades</strong> para a região. Na<strong> sexta (18)</strong> as <strong>chuvas</strong> se restringem sobre o território do <strong>Paraná</strong> e <strong>Santa Catarina</strong>, podendo ocorrer<strong> tempestades isoladas. </strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p><strong>Entre sábado (19) e o domingo (20)</strong> o <strong>volume</strong> diário de <strong>precipitação</strong> será considerado <strong>‘incomum a extremo’</strong>, conforme indica o índice de previsão extrema (EFI) do modelo ECMWF, de confiança da Meteored. Este índice compara o volume diário previsto com a climatologia de previsões do modelo para determinada área, ressaltando regiões onde valor provavelmente vai ultrapassar o limiar estatístico considerado extremo (quantil 99).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms-1789399670860.png" data-image="a0zelqpxgmam" alt="EFI do ECMWF para a precipitação neste sábado (18) e domingo (19). Créditos: Meteored/ECMWF." title="EFI do ECMWF para a precipitação neste sábado (18) e domingo (19). Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para a precipitação neste sábado (18) e domingo (19). Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>sábado (19)</strong> as <strong>áreas mais afetadas </strong>por chuvas intensas e volumosas estão previstas <strong>entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná</strong>, onde as chuvas podem ultrapassar <strong>60 a 80 mm</strong>. Já no<strong> domingo (20) </strong>a área de alerta está entre o <strong>leste de Santa Catarina, noroeste do Paraná </strong>e, principalmente,<strong> São Paulo</strong>. Nestas áreas a precipitação diária pode ultrapassar <strong>50 mm em São Paulo</strong> e 80 mm entre Paraná e Santa Catarina. </p><h2>Tempestades e chuvas volumosas</h2><p>Enquanto na sexta-feira (18) as chuvas terão intensidade fraca a moderada entre Santa Catarina e o Paraná, no<strong> sábado (19) </strong>as<strong> chuvas e tempestades se intensificam</strong> sobre uma<strong> ampla área</strong>. Chuvas pontualmente intensas devem se estender entre a <strong>metade norte do Rio Grande do Sul</strong> até o sul de Goiás, alcançando também Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms-1789399686643.jpg" data-image="8uuu2dnynasm" alt="Previsão de chuva para sábado (19), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva para sábado (19), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva para sábado (19), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Além das chuvas, <strong>tempestades intensas </strong>estão previstas ao longo do<strong> sábado (19)</strong>, principalmente entre o<strong> Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong>, onde há <strong>potencial</strong> para ocorrência de <strong>granizo</strong>, mas também podem se estender sobre o Mato Grosso e sul de Goiás. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms-1789399706677.jpg" data-image="i7kgm0guhibj" alt="Previsão de tempestades para sábado (19), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para sábado (19), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para sábado (19), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As<strong> chuvas continuam</strong> atuando no Centro-Sul do país <strong>entre domingo (20)</strong> e, pelo menos,<strong> terça-feira (22)</strong>, quando a baixa pressão deve dar origem a um ciclone e sua frente fria associada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms-1789399718676.png" data-image="neop23oxnadi" alt="Previsão de chuva para domingo (20) e terça-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva para domingo (20) e terça-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva para domingo (20) e terça-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Entre terça (22) e quarta (23)</strong> o <strong>sistema avança</strong> em direção ao <strong>Sudeste</strong>, deixando de afetar os estados do Sul e Centro-Oeste. Os acumlados previstos entre sábado (19) e o final de terça-feira (22) podem superar 150 mm em algumas áreas e causar novos transtornos.</p><h2>Novos acumulados de 150 mm</h2><p>A previsão da rodada mais recente do ECMWF indica que uma<strong> nova rodada de chuvas acima de 150 mm </strong>deve se estabelecer neste episódio<strong>. Até o final de quarta-feira (23)</strong> as áreas mais afetadas pelas chuvas volumosas está entre o <strong>norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e parte do Mato Grosso do Sul</strong>. Nestes estados, as chuvas podem acumular entre <strong>100 e mais de 150 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms-1789399789751.png" data-image="zx0om7ln4xg2" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A princípio os <strong>maiores valores </strong>estão previstos entre o <strong>Oeste de Santa Catarina e o Sudoeste do Paraná</strong>, e também no<strong> Sul do estado de São Paulo</strong>, onde podem ultrapassar 150 mm. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788482" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html" title="Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ">Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html" title="Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312818119_320.jpg" alt="Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ"></a></article></aside><p>Porém, é importante ressaltar que a previsão do tempo é atualizada a cada hora, e <strong>tanto a posição quanto o valor dos máximos pode mudar até o final da semana</strong>, sendo importante continuar monitorando a evolução da atmosfera nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/mudanca-do-tempo-traz-chuvas-intensas-para-o-estados-do-sul-sp-e-o-ms.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nublado, frio e chuva continuam em parte de SP e no RJ; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 20:43:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo desta semana teremos vento frio e úmido formando bastante nebulosidade no leste de São Paulo e no Rio de Janeiro. As chuvas diminuem mas não cessam totalmente, ainda há chance de chuva fraca nestas áreas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7mpx6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7mpx6.jpg" id="xb7mpx6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta semana, um sistema de alta pressão atmosférica sobre o oceano Atlântico vai favorecer a entrada de um <strong>ar frio e úmido</strong> no <strong>leste </strong>do estado de <strong>São Paulo </strong>e no <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Esses ventos úmidos vindos do mar vão aumentar bastante a nebulosidade nestas regiões, favorecendo a formação de<strong> chuvas fracas e pontuais</strong>, e mantendo as <strong>temperaturas mais baixas</strong>. Inclusive, também vão deixar o mar agitado próximo à costa mais pro fim da semana; então, atenção à pesca e à navegação.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Leste de SP e RJ com chuva fraca e frio nos próximos dias</h2><p>A entrada desta <strong>massa de ar frio e úmido</strong> vai deixar o<strong> tempo nublado </strong>em diversas localidades paulistas e fluminenses ao longo desta semana. O sol até pode aparecer em alguns momentos do dia, mas o predomínio é céu encoberto mesmo, e <strong>friozinho</strong>.</p><p>Hoje (14) e amanhã (15) ainda há riscos de pancadas de chuva e trovoadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, porém, <strong>a partir de amanhã (15) as chuvas já reduzem bastante</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao-1789402772271.png" data-image="x0fqw5526tfl"><figcaption>Previsão de precipitação (mm) e nebulosidade para terça-feira (15) às 17h à esquerda e para quarta-feira (16) às 13h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Nesta <strong>terça-feira (15)</strong>, a partir da tarde e até à noite ainda há chance de <strong>pancadas de chuva com trovoadas isoladas</strong> em áreas do <strong>Vale do Paraíba, do leste e norte de São Paulo</strong> e no <strong>Rio de Janeiro</strong>. Porém, as demais áreas paulistas tendem a já ter um tempo mais firme.</p><p>A <strong>capital paulista</strong> tem possibilidade de chuva fraca e céu variando de parcialmente nublado (com algumas aberturas de sol) pela tarde a nublado durante a noite e a manhã. A <strong>capital fluminense</strong> tem previsão de chuva fraca e céu nublado ao longo de todo o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro">Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789325187523_320.jpg" alt="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"></a></article></aside><p>Já <strong>nos próximos dias</strong> da semana, pelo menos até a sexta-feira (18), o tempo fica firme com céu limpo na maior parte do estado de São Paulo. Porém, na <strong>faixa litorânea</strong> <strong>paulista </strong>e áreas próximas e no <strong>Rio de Janeiro</strong> ainda haverá bastante nebulosidade e chance de <strong>chuvas fracas pontuais ou chuviscos</strong> durante o dia.</p><p>A <strong>capital paulista</strong> terá céu nublado e possibilidade de garoa durante o dia e noite na quarta-feira (16), enquanto quinta (17) e sexta (18) terá tempo estável com céu parcialmente nublado, alguns momentos do dia com sol aparecendo. A <strong>capital fluminense</strong> terá chuva fraca e céu nublado ao longo dos próximos dias, com exceção da sexta(18) quando o sol volta a aparecer mais e sem previsão de chuvas.</p><p>A <strong>tendência </strong>indica que a partir da noite do sábado (19) as instabilidades retornam com força a todo o estado de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao-1789405534444.jpg" data-image="bac3x4hl9nwl"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para quinta-feira (17), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> segunda metade desta semana</strong> também teremos um <strong>breve período de temperaturas baixas </strong>no <strong>leste de São Paulo </strong>e no<strong> Rio de Janeiro</strong>, com as manhãs e noites tendo uma sensação de friozinho e as tardes mais amenas.</p><p>As temperaturas <strong>mínimas </strong>(mapa acima) não passam dos <strong>15°C em praticamente todo o território paulista</strong>, e podem bem pontualmente chegar aos <strong>8°C </strong>no<strong> Vale do Ribeira </strong>e<strong> Vale do Paraíba</strong>. No <strong>Rio de Janeiro</strong>, elas não<strong> </strong>passam dos<strong> 19°C</strong> e também podem ficar em torno dos <strong>8°C nas áreas mais elevadas da Região Serrana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao-1789405554495.jpg" data-image="i8iejizcbwtv"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para quinta-feira (17), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>máximas </strong>(mapa acima) também ficam mais baixas no leste paulista e no Rio de Janeiro, onde <strong>não ultrapassam os 22°C</strong> e chegam aos <strong>12°C na Região Serrana do Rio e no sul paulista</strong>, na sub-região de Sorocaba.</p><p>Na<strong> capital paulista</strong>, as mínimas ao longo desta semana variam entre 13°C-14°C e as máximas de <strong>18°C a 21°C</strong>. A <strong>capital fluminense </strong>terá mínimas em torno dos 19°C e máximas entre<strong> 22°C-23°C.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-nublado-frio-e-chuva-continuam-em-parte-de-sp-e-no-rj-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar frio avança e afeta 4 regiões nos próximos dias; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-avanca-e-afeta-4-regioes-nos-proximos-dias-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 19:35:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio vai continuar intenso no Brasil, com a chegada de uma segunda massa de ar polar a partir de quarta-feira. O novo sistema se junta ao ar frio que já atua sobre o país e prolonga a onda de frio no centro-sul, com novas geadas no Sul e frio até mesmo no Nordeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7n2d6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7n2d6.jpg" id="xb7n2d6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, uma <strong>frente fria já avança pelo país</strong>, causando chuvas intensas sobre o Sudeste nesta segunda-feira (14). Além das chuvas, o sistema é seguido por uma <strong>massa de ar frio intensa</strong> que está fazendo as temperaturas caírem no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O frio vai continuar intenso no Brasil ao longo desta semana, com a chegada de uma <strong>segunda massa de ar polar a partir de quarta-feira</strong>. </p><div class="texto-destacado">As menores temperaturas nesta segunda(14) foram registradas no Rio Grande do Sul, onde diversos municípios, como Quaraí, registraram mínimas próximas ou inferiores a 4°C durante a madrugada e manhã, com ocorrência de geadas pontuais.</div><p>Entre os <strong>estados atingidos por essa massa de ar frio</strong> estão o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, parte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sul do Mato Grosso, e até mesmo Rondônia e Acre, com menor intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-e-afeta-4-regioes-nos-proximos-dias-saiba-o-que-esperar-1789403010200.jpg" data-image="uw1zj9mpw469" alt="Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira mostra que haverá possibilidade de mínimas negativas na região da Serra Catarinense, com chance de novas geadas de intensidade forte.</figcaption></figure><p>O frio se mantém intenso ao longo dos próximos dias, com <strong>possibilidade de novas geadas localizadas</strong> entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná - estados onde as menores temperaturas do país continuarão sendo registradas ao longo desta semana.</p><h2>Segunda massa de ar frio avança esta semana</h2><p>No entanto, esta <strong>não</strong> é a única massa de ar frio que atuará sobre o país. Neste momento, já está se aproximando do Brasil uma <strong>segunda massa de ar polar</strong>, que avança da região da Antártica em direção norte e deve chegar ao país em breve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-e-afeta-4-regioes-nos-proximos-dias-saiba-o-que-esperar-1789403072573.jpg" data-image="cc6krxcjjg8p" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostra uma massa de ar frio atuando sobre o Brasil, e uma segunda massa de ar frio na altura da Argentina, se deslocando para Norte.</figcaption></figure><p>A massa de ar polar começa a atuar de fato no país <strong>na quarta-feira (16)</strong>, quando se junta à massa de ar frio que já está sobre o Brasil. Os municípios afetados com maior intensidade serão os <strong>litorâneos</strong>, especialmente no Sul e no Sudeste do país.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"> novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Ao longo dos dias seguintes, até o final de semana, <strong>o sistema tende a se deslocar em direção norte</strong>, perdendo intensidade gradualmente sobre as regiões Sul e sobre São Paulo e passando a atuar com maior intensidade sobre Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-e-afeta-4-regioes-nos-proximos-dias-saiba-o-que-esperar-1789403128925.jpg" data-image="8vomjkjeydhq" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira (esquerda) e no sábado (direita)." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira (esquerda) e no sábado (direita)."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira (esquerda) e no sábado (direita) mostra a massa de ar polar se deslocando para norte e atingindo a Bahia, no Nordeste.</figcaption></figure><p>De maneira incomum, essa massa de ar frio <strong>conseguirá chegar até mesmo à Bahia</strong> durante o próximo final de semana, fazendo as temperaturas caírem também no <strong>Nordeste</strong> do Brasil. Essa situação pode ser observada na imagem acima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro">Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789325187523_320.jpg" alt="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"></a></article></aside><p>Em Vitória da Conquista, por exemplo, as máximas caem de <strong>29°C</strong> neste domingo (13) para <strong>21°C</strong> no sábado que vem (19). Isso indica que municípios do sul da Bahia podem registrar <strong>quedas de até 8°C nas temperaturas</strong> durante a passagem da frente fria e da massa de ar frio sobre o estado, especialmente durante o próximo final de semana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-e-afeta-4-regioes-nos-proximos-dias-saiba-o-que-esperar-1789403177598.jpg" data-image="jdnllx1plyn1" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 14 e 21 de Setembro." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 14 e 21 de Setembro."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 14 e 21 de Setembro mostra que um frio intenso, com anomalias de pelo menos 4 graus abaixo da média, continuará no centro-sul.</figcaption></figure><p>Como resultado dessa segunda massa de ar frio, <strong>o clima continuará frio em todo o centro-sul do Brasil ao longo desta semana</strong>, como é possível observar na imagem acima - gerando inclusive uma onda de frio. Isso ajudará a estender a sensação de inverno ao longo de grande parte do mês de Setembro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-avanca-e-afeta-4-regioes-nos-proximos-dias-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria mantém chuvas e alertas em 6 estados; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-chuvas-e-alertas-em-6-estados-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 18:35:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria segue atuando sobre o Brasil nos próximos dias. O sistema frontal permite a formação de nuvens carregadas, aumenta os riscos de chuvas intensas e deixa 6 estados em alerta.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7lq12"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7lq12.jpg" id="xb7lq12"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A frente fria associada ao ciclonesegue atuando sobre o país e coloca <strong>seis estados sob alerta para chuvas intensas e temporais</strong>: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Goiás. As instabilidades devem provocar <strong>fortes pancadas de chuva, descargas elétricas e risco de transtornos</strong> entre esta terça (15) e quarta-feira (16). </p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>A seguir, acompanhe a previsão do tempo com mais detalhes sobre as condições meteorológicas para esta terça (15) e quarta-feira (16).</p><h2>Frente fria avança e deixa alertas para chuvas intensas</h2><p>Mesmo com a frente fria perdendo força, o sistema mantém as chuvas em áreas dos quatro estados do <strong>Sudeste</strong>, além de uma parte do <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e de <strong>Goiás</strong>. O sistema frontal, já enfraquecido, ainda permite a organização de umidade na região; com isso, o <strong>tempo fica fechado</strong>, as nuvens carregadas continuam e as <strong>pancadas de chuva</strong> ocorrem.</p><p>Durante a madrugada de terça-feira (15) não será diferente, <strong>pancadas de chuva</strong> estão previstas para o <strong>norte de São Paulo</strong>, <strong>centro-sul de Minas Gerais</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong>. Em todas essas localidades há previsão de <strong>chuvas intensas</strong> e com potencial para <strong>tempestades</strong>, em especial no estado fluminense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-chuvas-e-alertas-em-6-estados-veja-a-previsao-1789391974464.jpg" data-image="bxih4lka8raj" alt="Probabilidade de chuva" title="Probabilidade de chuva"><figcaption>Chance de chuva prevista para a madrugada desta terça-feira (15), sobre áreas de SP, MG, RJ, ES e MS.</figcaption></figure><p>Com a chegada da manhã, o tempo fica <strong>parcialmente nublado</strong> em boa parte dos estados, mas o <strong>modelo <em>ECMWF</em></strong><em> </em>indica que há possibilidade de <strong>pancadas de chuva</strong> no leste do Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, leste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Contudo, a precipitação será de fraca intensidade.</p><p>A partir de meados da tarde, horário em que as temperaturas atingem os valores máximos, há maior presença de <strong>nuvens carregadas</strong> na faixa entre <strong>Goiás</strong> e os estados do <strong>Sudeste</strong>. Toda essa região fica em <strong>alerta para tempestades</strong>, com destaque para o início da noite, quando as <strong>chuvas mais intensas</strong> são previstas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-chuvas-e-alertas-em-6-estados-veja-a-previsao-1789392025094.jpg" data-image="r3jx43zrzzmz" alt="Chuva prevsita terça-feira 915)" title="Chuva prevsita terça-feira 915)"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde desta terça-feira (15), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>Espírito Santo</strong> também fica em <strong>alerta para tempestades</strong> na <strong>noite desta terça-feira (15)</strong>. O estado será afetado ao final da noite pela frente fria; o modelo <strong>ECMWF</strong> mostra que há chances de <strong>chuvas de forte intensidade</strong> na porção sul. Enquanto isso, o <strong>alerta</strong> continua para a divisa entre <strong>São Paulo</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong>, onde as chuvas persistem desde a tarde.</p><p>A <strong>quarta-feira (16)</strong> começa com o tempo um pouco mais firme, contudo, com a presença de <strong>muitas nuvens</strong> no <strong>leste do Sudeste</strong>. Também há <strong>chuva prevista</strong> para o <strong>Vale do Aço</strong>, em Minas Gerais, e para o <strong>norte capixaba</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro">Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789325187523_320.jpg" alt="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"></a></article></aside><p>No período da tarde, o tempo fica firme e o <strong>sol aparece</strong> em boa parte de <strong>Minas Gerais</strong> e de <strong>São Paulo</strong>. Sendo assim, o <strong>tempo encoberto</strong> irá se concentrar desde o <strong>litoral sul de São Paulo</strong> ao <strong>Espírito Santo</strong>. Em toda essa faixa há previsão de chuva leve.</p><p>Durante a noite, a circulação atmosférica concentra a presença de umidade no <strong>nordeste de Minas Gerais,</strong> com isso, temos <strong>alertas</strong> para a região. Há possibilidade de <strong>chuvas intensas</strong> e <strong>temporais pontuais</strong> nesta faixa do território mineiro. No <strong>Espírito Santo</strong>, a precipitação será de leve intensidade, o mesmo se repetindo para o <strong>litoral fluminense</strong> e <strong>paulista</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-chuvas-e-alertas-em-6-estados-veja-a-previsao-1789391920889.jpg" data-image="ggno46kfheco" alt="Acumulado de chuva" title="Acumulado de chuva"><figcaption>Precipitação acumulada entre terça (15) e o final de quarta-feira (16).</figcaption></figure><p> Os volumes de chuva acumulados para as próximas 48 horas <strong>superam os 100 mm</strong> na <strong>Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>. No sul e leste de <strong>Minas Gerais</strong>, os acumulados ficam <strong>acima de 40 mm</strong>, com áreas pontuais <strong>superando os 80 mm</strong>. </p><p>O volume também é expressivo no leste do Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo, variando entre <strong>40 mm e 80 mm</strong>. A quantidade de chuva <strong>supera os 40 mm</strong> no <strong>litoral paulista</strong> e chega aos <strong>25 mm</strong> no <strong>Espírito Santo</strong>, enquanto em <strong>Goiás</strong> os volumes permanecem baixos, <strong>próximos aos 5 mm</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-chuvas-e-alertas-em-6-estados-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais atingem SP e MG com granizo, alagamentos e deslizamentos; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-atingem-sp-e-mg-com-granizo-alagamentos-e-deslizamentos-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 14:28:49 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os efeitos das chuvas se espalharam por diferentes municípios do Sudeste, com ocorrências na Região Metropolitana de São Paulo, Vale do Ribeira, Belo Horizonte e outras áreas de Minas Gerais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-atingem-sp-e-mg-com-granizo-alagamentos-e-deslizamentos-veja-imagens-1789393092990.jpg" data-image="dmy1rpy66mt2" alt="Chuva intensa registrada na Avenida Álvares Cabral, em BH. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press" title="Chuva intensa registrada na Avenida Álvares Cabral, em BH. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press"><figcaption>Chuva intensa registrada na Avenida Álvares Cabral, em BH. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press</figcaption></figure><p>As chuvas fortes que atingiram áreas do Sudeste <strong>deixaram uma sequência de ocorrências entre os dias 12 e 14 de setembro</strong>. Nesta segunda-feira (14), novos episódios foram registrados em Minas Gerais, enquanto São Paulo ainda contabilizava os efeitos dos elevados volumes de precipitação dos últimos dias.</p><p>Na Grande São Paulo,<strong> a madrugada desta segunda teve deslizamento, alagamentos e quedas de árvores</strong>. Ao mesmo tempo, os impactos acumulados desde o fim de semana incluíram vias bloqueadas, famílias retiradas de casa e um volume de chuva que colocou setembro de 2026 entre os mais chuvosos da série histórica da capital paulista.</p><h2>Chuva provoca ocorrências em Minas Gerais nesta segunda-feira</h2><p>Nesta segunda-feira (14), <strong>municípios da Região Central de Minas Gerais também registraram chuva forte</strong>. As ocorrências deram continuidade a um período de instabilidade que já havia provocado transtornos em Belo Horizonte e em cidades da Região Metropolitana no domingo (13).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-atingem-sp-e-mg-com-granizo-alagamentos-e-deslizamentos-veja-imagens-1789395004130.jpg" data-image="5df4kuo9952h" alt="São Paulo registrou chuva histórica em setembro de 2026. Foto: Reprodução/ Jornal Nacional" title="São Paulo registrou chuva histórica em setembro de 2026. Foto: Reprodução/ Jornal Nacional"> <figcaption>São Paulo registrou chuva histórica em setembro de 2026. Foto: Reprodução/ Jornal Nacional</figcaption></figure><p>Na Grande São Paulo, por sua vez, a chuva durante a madrugada <strong>provocou o desabamento parcial de uma casa no bairro Ferrazópolis, em São Bernardo do Campo</strong>. Ninguém ficou ferido. Entre meia-noite e 6h, o Corpo de Bombeiros recebeu quatro chamados relacionados a quedas de árvores e dois por alagamentos, além da ocorrência envolvendo o imóvel.</p><p><strong>As buscas também continuavam em Jandira por uma pessoa arrastada pela enxurrada</strong>. As ocorrências registradas nesta segunda-feira não deixaram vítimas, segundo o balanço divulgado durante a manhã.</p><h2>Granizo atinge cidades da Grande Belo Horizonte</h2><p>No domingo (13), uma chuva forte acompanhada de granizo atingiu municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na capital mineira, o <strong>Barreiro</strong> concentrou o maior volume: em duas horas, a região recebeu <strong>mais de 80% da quantidade de chuva esperada para todo o mês de setembro</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">BH tem chuva de granizo no bairro Olhos d'Água.<br><br>Vídeo: BHAZ <a href="https://t.co/glNIJZICWy">pic.twitter.com/glNIJZICWy</a></p>— BHAZ (@portal_bhaz) <a href="https://x.com/portal_bhaz/status/2099242591812260081?ref_src=twsrc%5Etfw">September 13, 2026</a></blockquote></figure><p>No mesmo intervalo, as regiões Centro-Sul e Hipercentro registraram, respectivamente, <strong>cerca de 40% e 35% do volume esperado para o mês</strong>. Na Praça Rui Barbosa, uma árvore caiu sobre um carro e uma motocicleta. Não houve informação de feridos.</p><div class="texto-destacado">Contagem e Nova Lima também tiveram registros de granizo. Já no estado de São Paulo, Eldorado, no Vale do Ribeira, enfrentou a rápida elevação do Rio Ribeira de Iguape. A Defesa Civil informou que o nível do rio subiu aproximadamente nove metros.</div><p>Por precaução, <strong>54 famílias, somando 173 pessoas, foram retiradas de suas casas</strong>. O município recebeu ajuda humanitária, incluindo colchões, cestas básicas e uma balsa inflável. A prefeitura afirmou que a retirada preventiva foi realizada “na intenção de dar segurança a todos”.</p><h2>São Paulo registra chuva histórica e bloqueios</h2><p>Os transtornos começaram a ganhar maior dimensão em São Paulo no sábado (12). Entre a manhã de sexta-feira (11) e a manhã de sábado, a estação meteorológica do <a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET </a>no Mirante de Santana <strong>registrou 75,4 mm, o maior acumulado de chuva em 24 horas</strong> observado no Brasil naquele período.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr"><br><br>Fortes chuvas atingiram São Paulo e deixaram pelo menos 10 pontos da cidade totalmente intransitáveis por causa dos alagamentos. A Marginal Tietê foi a via mais afetada: vários trechos ficaram bloqueados e faixas inteiras interditadas.. <a href="https://t.co/WMN1ku3WRx">pic.twitter.com/WMN1ku3WRx</a></p>— Sueli lei 22 (@LeiSueli6718) <a href="https://x.com/LeiSueli6718/status/2098953176732844195?ref_src=twsrc%5Etfw">September 13, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Com isso, o acumulado de setembro chegou a 198,2 mm no Mirante de Santana</strong>. O resultado colocou setembro de 2026 como o quarto mais chuvoso desde o início das medições convencionais na estação, em 1943, além de ser o segundo mês mais chuvoso do ano no local, atrás de janeiro, com<strong> 256,4 mm</strong>.</p><p>Na manhã de sábado, o <strong>Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas</strong> (<a href="https://www.cgesp.org/v3/" target="_blank">CGE</a>) contabilizava 16 pontos de alagamento na capital, dos quais dez eram intransitáveis. <strong>A elevação do Rio Tietê provocou bloqueios na Marginal Tietê</strong>, inclusive no sentido Castello Branco, nas proximidades das pontes das Bandeiras, Casa Verde e Freguesia do Ó.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro">Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html" title="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789325187523_320.jpg" alt="Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro"></a></article></aside><p><strong>Também houve interdições na Marginal Pinheiros e problemas na Rodovia Régis Bittencourt</strong>, na altura de Itapecerica da Serra. Assim, em poucos dias, os temporais provocaram impactos em diferentes áreas de São Paulo e Minas Gerais, com reflexos sobre moradias, trânsito e deslocamento de famílias.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Carolina%20Ferreira" data-year="2026" data-title="Chuva%20forte%20tamb%C3%A9m%20atinge%20cidades%20da%20Regi%C3%A3o%20Central%20de%20MG" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmg%2Fminas-gerais%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F14%2Fchuva-forte-tambem-atinge-cidades-da-regiao-central-de-mg-videos.ghtml">Ana Carolina Ferreira. (2026). <a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/09/14/chuva-forte-tambem-atinge-cidades-da-regiao-central-de-mg-videos.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva forte também atinge cidades da Região Central de MG</a>.</cite><br><cite data-author="Folha%20de%20S.Paulo" data-year="2026" data-title="Chuva%20provoca%20deslizamento%2C%20alagamentos%20e%20queda%20de%20%C3%A1rvores%20na%20Grande%20SP" data-url="https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fcotidiano%2F2026%2F09%2Fchuva-provoca-deslizamento-alagamentos-e-queda-de-arvores-na-grande-sp.shtml">Folha de S.Paulo. (2026). <a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/chuva-provoca-deslizamento-alagamentos-e-queda-de-arvores-na-grande-sp.shtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva provoca deslizamento, alagamentos e queda de árvores na Grande SP</a>.</cite><br><cite data-author="Camila%20Mazzotto" data-year="2026" data-title="Marginal%20Tiet%C3%AA%20fica%20alagada%20ap%C3%B3s%20chuva%20forte%20e%20tem%20pistas%20bloqueadas%20em%20SP" data-url="https%3A%2F%2Fveja.abril.com.br%2Fbrasil%2Fmarginal-tiete-fica-alagada-apos-chuva-forte-e-tem-pistas-bloqueadas-em-sp%2F">Camila Mazzotto. (2026). <a href="https://veja.abril.com.br/brasil/marginal-tiete-fica-alagada-apos-chuva-forte-e-tem-pistas-bloqueadas-em-sp/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Marginal Tietê fica alagada após chuva forte e tem pistas bloqueadas em SP</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-atingem-sp-e-mg-com-granizo-alagamentos-e-deslizamentos-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 12:00:57 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O El Niño 2026-2027 alcançou limiar de categoria “muito forte” ao registrar +2°C de anomalia relativa na região Niño 3.4 na última semana. O aquecimento está entre os mais precoces e intensos já observados, comparável com 1997.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386525748.png" data-image="2cyetnqwhst9" alt="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excepcionalmente quente em meio a um globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer." title="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excepcionalmente quente em meio a um globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excepcionalmente quente em meio a um globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p><strong>Segundo </strong>os<strong> dados da NOAA </strong>divulgados nesta<strong> segunda-feira (14)</strong>, a <strong>anomalia</strong> relativa de <strong>temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) na região de monitoramento do fenômeno El Niño (Niño 3.4) <strong>alcançou +2°C pela primeira vez</strong> no evento de 2026-2027, entrando no limiar de<strong> categoria “muito forte”</strong>. Embora oficialmente a intensidade do El Niño seja estabelecida por uma média trimestral e não semanal, esta é a primeira semana dentro da categoria “muito forte”. Confira os detalhes.</p><h2>Aquecimento no Pacífico alcança +2°C de anomalia</h2><p>Enquanto o mês de <strong>agosto</strong> foi de uma desaceleração do aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial, com as<strong> anomalias estáveis</strong> por volta d<strong>e 1,8°C</strong>, a semana centrada em<strong> 9 de setembro </strong><strong>voltou a esquenta</strong><strong>r</strong> e, pela primeira vez em 2026, a anomalia alcançou <strong>+2°C</strong>, o limiar de um evento <strong>“muito forte”</strong> - ou um <strong>“Super El Niño”</strong>, como a mídia convencionou.</p><p>O<strong> gráfico abaixo</strong> mostra o comportamento das <strong>anomalias</strong> <strong>relativas</strong> de TSM desde setembro de 1981, início da série histórica disponibilizada pela NOAA, <strong>destacando</strong> as <strong>datas</strong> <strong>onde cada evento alcançou +2°C</strong> de anomalia pela<strong> primeira vez. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386192491.png" data-image="hsyy2oewtcnt" alt="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored." title="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored."><figcaption>Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Nesta série histórica, a <strong>análise da Meteored destaca</strong> que o <strong>evento de 2026</strong> está <strong>praticamente empatado com 1997</strong>, um dos mais intensos da história, onde o limiar de <strong>+2°C</strong> foi <strong>alcançado</strong> na semana centrada em <strong>3 de setembro</strong>, menos de 1 semana de diferença. </p><div class="texto-destacado">Considerando os demais eventos ‘muito fortes’, o aquecimento de +2°C só foi alcançado entre o fim de setembro e o início de dezembro, destacando a excepcionalidade do El Niño de 2026-2027.</div><p>Quando olhamos para os <strong>dados “brutos” de anomalias absolutas de TSM</strong>, ou seja, <strong>sem descontar o valor do “aquecimento de fundo” </strong>dos oceanos tropicais como a anomalia relativa faz, o aquecimento é <strong>ainda mais excepcional</strong><strong> e se aproxima de</strong> <strong>3°C</strong> (+2,9°C na última semana, segundo dados da NOAA). Isso quer dizer que o <strong>aquecimento médio dos oceanos tropicais </strong>está <strong>adicionando</strong> praticamente <strong>1°C</strong> na região do <strong>Pacífico Equatorial </strong>central. </p><h2>Aquecimento em 2026 é excepcional</h2><p>O<strong> gráfico abaixo </strong>apresenta a <strong>evolução</strong> da <strong>TSM </strong>na <strong>região Niño 3.4 </strong><strong>desde 1981</strong>, principal área utilizada para o monitoramento do El Niño. A <strong>linha vermelha</strong> representa o <strong>ano de 2026</strong>, enquanto a amarela corresponde a 2025. As linhas pretas mostram as climatologias de referência (1982-2010 e 1991-2020) e as linhas cinzas representam os demais anos da série histórica.</p><div class="texto-destacado">A visualização deixa claro como a curva de 2026 passou a se destacar das demais a partir do início de junho, alcançando valores sem precedentes para esta época do ano. A TSM média registrada nos últimos dias tem se mantido próxima de 29,6°C, um valor excepcional para a região.</div><p>Esse comportamento se reflete em uma <strong>sequência histórica de recordes.</strong> Há mais de <strong>90 dias consecutivos</strong>, a temperatura diária da superfície do mar na região Niño 3.4 é a mais alta já observada para cada respectiva data desde o início da série histórica, em 1981.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Apesar disso, <strong>2026</strong> <strong>ainda não detém o recorde absoluto</strong> da série. O <strong>maior valor</strong> já registrado na região Niño 3.4 ocorreu em <strong>novembro de 2015</strong>, quando a temperatura média diária atingiu<strong> 29,82°</strong><strong>C </strong>durante um dos mais intensos eventos de El Niño já observados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386412187.png" data-image="sofgs4kwpzrx" alt="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer." title="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p>No entanto, a <strong>comparação com 2015 exige cautela</strong>. O <strong>recorde</strong> foi alcançado <strong>próximo ao pico daquele evento,</strong> enquanto <strong>o atual El Niño ainda está em fase de intensificação</strong> e estamos apenas em setembro. Em outras palavras, o fenômeno de <strong>2026</strong> ainda <strong>tem bastante espaço para continuar aquecendo</strong> nas próximas semanas.</p><p>As <strong>previsões</strong> dos <strong>principais modelos </strong>climáticos indicam um <strong>pico superior a 3°C</strong> de anomalia na região Niño 3.4 <strong>entre outubro e novembro</strong>. Além disso, uma intensa reserva de águas quentes permanece armazenada abaixo da superfície do Pacífico tropical, fornecendo energia para a manutenção e possível intensificação do fenômeno. Caso esse cenário se confirme, o <strong>recorde absoluto observado em 2015 provavelmente será superado até o final do ano.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Manga doce e cheia de vitamina C: o segredo está na casca]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/manga-doce-e-cheia-de-vitamina-c-o-segredo-esta-na-casca.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo indica que a cor da casca pode ajudar a estimar a doçura e a vitamina C da manga sem abrir o fruto, mas a tecnologia ainda precisa ser testada com mais variedades, safras e condições.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/manga-doce-e-cheia-de-vitamina-c-o-segredo-esta-na-casca-1789315074367.jpg" data-image="bj5q6zzdnvk0" alt="manga, cor, casca" title="manga, cor, casca"><figcaption>A cor da casca pode oferecer pistas sobre o amadurecimento, a doçura e a composição interna da manga.</figcaption></figure><p>Na feira ou no supermercado, <strong>escolher uma manga é quase um jogo de adivinhação</strong>: observa-se a cor, aperta-se levemente a casca e torce-se para que ela esteja doce. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Um novo estudo publicado na revista npj Science of Food mostra que essa primeira pista visual pode ser mais útil quando medida com um aparelho adequado. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nos testes, a cor acompanhou 93% das diferenças encontradas no indicador relacionado à quantidade de açúcares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A descoberta não significa que qualquer pessoa conseguirá saber o sabor exato apenas olhando a fruta</strong>. A proposta é usar a luz refletida pela casca para estimar a doçura e a vitamina C sem abrir, furar ou desperdiçar a manga. Isso poderia facilitar a separação de lotes e ajudar a decidir quais frutos devem chegar primeiro às prateleiras.</p><h2>A mudança de cor conta parte da história do amadurecimento </h2><p><strong>Os cientistas analisaram 50 mangas de duas variedades e em três estágios de maturação: 70%, 80% e 90%</strong>. Os frutos ficaram armazenados por 14 dias. Em vez de confiar somente nos olhos, a equipe encostou um aparelho em diferentes pontos da casca para medir exatamente quanta luz ela refletia e quais tons predominavam. </p><div class="texto-destacado">As leituras foram feitas no topo, meio e base, em dois lados, e cada teste foi repetido três vezes.</div><p>O amadurecimento ajuda a explicar essa relação. Ao longo do processo, a clorofila, responsável pelo verde, diminui, <strong>enquanto pigmentos amarelos e avermelhados ficam mais visíveis. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/manga-doce-e-cheia-de-vitamina-c-o-segredo-esta-na-casca-1789315617800.jpg" data-image="740dg5hv3gb3" alt="cor, manga, modelo" title="cor, manga, modelo"><figcaption>Durante o amadurecimento, a manga perde parte do tom verde enquanto pigmentos amarelos e avermelhados se tornam mais visíveis.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, parte do amido se transforma em açúcar. Por isso, a mudança externa pode acompanhar transformações que acontecem na polpa, embora uma não determine sozinha a outra.</p><h2>O aparelho enxergou o que os olhos não conseguem medir </h2><p>Depois de registrar a cor, os pesquisadores cortaram as mangas para conferir o resultado. A doçura foi avaliada pela quantidade de substâncias dissolvidas no suco, composta principalmente por açúcares. Esse valor variou de 7,23 a 17,71°Brix. <strong>A vitamina C, medida em laboratório, ficou entre 0,97 e 8,12 miligramas por 100 gramas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/manga-doce-e-cheia-de-vitamina-c-o-segredo-esta-na-casca-1789315446422.jpg" data-image="uo9ouq3hybqz" alt="verde, maduro, manga" title="verde, maduro, manga"><figcaption>Medições da luz refletida pela casca podem ajudar a avaliar a qualidade da manga sem cortar ou desperdiçar o fruto.</figcaption></figure><p>Quando as medições externas foram comparadas com as análises da polpa, o modelo funcionou melhor para estimar a doçura. <strong>A passagem do verde em direção ao vermelho apresentou uma relação moderada</strong> com a quantidade de açúcares. Ainda assim, os próprios resultados mostram por que a cor deve ser tratada como pista, e não como garantia.</p><ul> <li><strong>A previsão da doçura acompanhou 93% da variação encontrada nos testes internos.</strong></li> <li>Para a vitamina C, o modelo acompanhou 85% da variação observada.</li> <li>Mangas menos verdes tenderam a apresentar mais açúcares, mas a relação não foi perfeita.</li> <li><strong>Doçura e vitamina C quase não variaram juntas, portanto uma não permite deduzir diretamente a outra.</strong></li> </ul><h2>Da bancada do laboratório para as bancas de frutas </h2><p>e a técnica passar por novos testes, centrais de embalagem poderão examinar muitas mangas sem destruir nenhuma delas.<strong> Frutos poderiam ser separados por maturação</strong>, enviados ao destino no momento mais adequado e vendidos com qualidade mais uniforme. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O mesmo princípio pode interessar a outros países produtores e a diferentes cadeias de frutas frescas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Por enquanto, porém, o resultado deve ser visto como promissor, não definitivo. As 50 amostras foram selecionadas de um grupo inicial de 125 após a retirada de valores considerados fora do padrão. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785994" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia">"Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539_320.jpeg" alt="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"></a></article></aside><p>Além disso,<strong> o estudo avaliou apenas duas variedades em condições específicas </strong>e não testou o modelo em uma nova safra independente. Será preciso repetir o experimento com mais frutas, cultivares, climas e formas de armazenamento antes de levar a tecnologia ao uso comercial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kusumiyati%2C%20K.%2C%20Sutari%2C%20W.%2C%20Supratman%2C%20U.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Color-based%20prediction%20of%20mango%20total%20soluble%20solids%20and%20vitamin%20C%20using%20reflectance%20color%20measurement" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41538-026-01120-y">Kusumiyati, K., Sutari, W., Supratman, U. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41538-026-01120-y" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Color-based prediction of mango total soluble solids and vitamin C using reflectance color measurement</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/manga-doce-e-cheia-de-vitamina-c-o-segredo-esta-na-casca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pantanal ganha cores de ipês em meio à forte estiagem em Mato Grosso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/pantanal-ganha-cores-de-ipes-em-meio-a-forte-estiagem-em-mato-grosso.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 08:48:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Motoristas e visitantes que percorrem o trecho entre Poconé e Porto Jofre encontram corredores floridos formados por diferentes árvores nativas adaptadas aos extremos de seca e calor da rodovia MT-060.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/pantanal-ganha-cores-de-ipes-em-meio-a-forte-estiagem-em-mato-grosso-1789042907724.jpg" data-image="osyv4yatkemr" alt="Florada de ipês rosa e amarelo registrada no Pantanal. Foto: Amaury Antônio Alves dos Santos/ Sementes Caiçara" title="Florada de ipês rosa e amarelo registrada no Pantanal. Foto: Amaury Antônio Alves dos Santos/ Sementes Caiçara"><figcaption>Florada de ipês rosa e amarelo registrada no Pantanal. Foto: Amaury Antônio Alves dos Santos/ Sementes Caiçara</figcaption></figure><p>Mesmo diante da estiagem severa que atinge o estado de Mato Grosso, a paisagem do <strong>Pantanal ganha novos tons com o florescimento das árvores nativas</strong>. Considerado a maior planície alagável do planeta, o bioma atravessa um ciclo marcado pela ausência persistente de chuvas e elevação expressiva do calor.</p><p>De acordo com o<strong> Instituto Nacional de Meteorologia</strong> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), os índices recentes de <strong>umidade relativa do ar oscilaram de 10% a 17% no território mato-grossense</strong>. Esses números se aproximam dos parâmetros observados no deserto do Saara, cuja faixa de umidade habitual varia entre 10% e 15%.</p><h2>O papel dos ipês e o equilíbrio ambiental na estiagem</h2><p>O clima seco e a baixa presença de vapor d'água ressecam a vegetação local e elevam o perigo de queimadas no bioma. Em meio a essas condições adversas, <strong>as copas floridas se destacam no horizonte e fornecem alimento aos polinizadores</strong> da fauna pantaneira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pantanal-ganha-cores-de-ipes-em-meio-a-forte-estiagem-em-mato-grosso-1789042811757.jpg" data-image="xnm8445p09rx" alt="Árvores de tarumã (Vitex cimosa) no Pantanal. Foto: Walfrido Tomas/ G1" title="Árvores de tarumã (Vitex cimosa) no Pantanal. Foto: Walfrido Tomas/ G1"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-542787">Árvores de tarumã (Vitex cimosa) no Pantanal. Foto: Walfrido Tomas/ G1</figcaption></figure><p><strong>A piúva, como também é chamado o ipê-rosa</strong>, costuma abrir suas pétalas arroxeadas e rosadas entre os meses de <strong>julho e agost</strong><strong>o</strong>. Essa planta nativa pode ser vista tanto no Pantanal quanto em diferentes ecossistemas pelo país.</p><div class="texto-destacado">Já o ipê-amarelo, conhecido popularmente na região como paratudo ou ipê-amarelo-do-cerrado, floreia habitualmente de agosto a setembro. Essa variedade distribui-se pelo Pantanal e pelo Cerrado, atraindo animais em busca de alimento.</div><p>Ambas as árvores secretam néctar em seus ramos. <strong>Esse recurso sustenta beija-flores, abelhas e borboletas, mantendo o processo contínuo</strong> de polinização mesmo durante as semanas mais áridas da estação seca.</p><h2>Diversidade de espécies nativas compõe o cenário pantaneiro</h2><p>Outras árvores tradicionais integram a flora típica e exibem ciclos reprodutivos complementares ao longo dos meses. <strong>O louro-pardo atinge até 35 metros de altura e desponta com pequenos botões claros</strong>, perfumados e tubulares que atraem insetos e aves.</p><p><strong>O cambará chega a alcançar 18 metros de porte</strong> e se desenvolve com frequência em solos sujeitos a cheias fluviais. Em locais próximos a vazantes, rios e matas ciliares, essas árvores formam agrupamentos densos conhecidos como cambarazais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pantanal-ganha-cores-de-ipes-em-meio-a-forte-estiagem-em-mato-grosso-1789042465423.jpg" data-image="2c9kiljnw9vd" alt="Imagens de Cambará no Pantanal. Foto: Sesc-MT/ G1" title="Imagens de Cambará no Pantanal. Foto: Sesc-MT/ G1"><figcaption>Imagens de Cambará no Pantanal. Foto: Sesc-MT/ G1</figcaption></figure><p>Suas ramificações carregam flores amarelas e produzem sementes que <strong>se espalham tanto pela correnteza das águas quanto pela ação dos ventos</strong>. Essa capacidade de adaptação garante a renovação constante da vegetação ribeirinha do bioma.</p><p><strong>O tarumã floresce predominantemente de outubro a dezembro</strong>. Com pequenas inflorescências arroxeadas que produzem néctar abundante, a espécie atrai insetos como abelhas, mariposas, borboletas e beija-flores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787169" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico.html" title="Seca recorde na Amazônia coloca 5,2 mil localidades sob alerta hídrico">Seca recorde na Amazônia coloca 5,2 mil localidades sob alerta hídrico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico.html" title="Seca recorde na Amazônia coloca 5,2 mil localidades sob alerta hídrico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico-1788541056924_320.jpg" alt="Seca recorde na Amazônia coloca 5,2 mil localidades sob alerta hídrico"></a></article></aside><p>É possível apreciar a flora pantaneira percorrendo rodovias e caminhos que cruzam os municípios da região. A <strong>Estrada Parque Porto Cercado, localizada na MT-370</strong>, liga o município de Poconé até o distrito de Porto Cercado.</p><p>Outro roteiro procurado para registro fotográfico e observação é a<strong> Rodovia Transpantaneira, na MT-060</strong>. O trajeto se estende de Poconé até a localidade de Porto Jofre, permitindo avistar a vegetação pantaneira florindo em plena seca.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Por%20g1%20MT" data-year="2026" data-title="Florada%20de%20ip%C3%AAs%20colore%20o%20Pantanal%20durante%20clima%20de%20deserto%20em%20MT" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmt%2Fmato-grosso%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F09%2Ffotos-florada-de-ipes-colore-o-pantanal-durante-clima-de-deserto-em-mt.ghtml">Por g1 MT. (2026). <a href="https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/09/09/fotos-florada-de-ipes-colore-o-pantanal-durante-clima-de-deserto-em-mt.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Florada de ipês colore o Pantanal durante clima de deserto em MT</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/pantanal-ganha-cores-de-ipes-em-meio-a-forte-estiagem-em-mato-grosso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um mistério no centro da Via Láctea: por que as estrelas estão sem companheiras?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-misterio-no-centro-da-via-lactea-por-que-as-estrelas-estao-sem-companheiras.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 23:36:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As estrelas jovens que orbitam o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea podem ter uma origem muito mais comum do que se imaginava. Um novo estudo sugere que a influência gravitacional do buraco negro pode ter destruído suas companheiras estelares. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-misterio-no-centro-da-via-lactea-por-que-as-estrelas-estao-sem-companheiras-1789321491506.png" data-image="9tg8tr10m9f7" alt="Estudo da família S mostra o que pode acontecer com estrelas binárias próximas de Sagittarius A*: algumas sobrevivem, outras se fundem ou são destruídas pelo buraco negro. Crédito: Reinhard Genzel" title="Estudo da família S mostra o que pode acontecer com estrelas binárias próximas de Sagittarius A*: algumas sobrevivem, outras se fundem ou são destruídas pelo buraco negro. Crédito: Reinhard Genzel"><figcaption>Estudo da família S mostra o que pode acontecer com estrelas binárias próximas de Sagittarius A*: algumas sobrevivem, outras se fundem ou são destruídas pelo buraco negro. Crédito: Reinhard Genzel</figcaption></figure><p><strong>No centro da Via Láctea está Sagittarius A* (Sgr A*), um buraco negro supermassivo com cerca de 4 milhões de massas solares.</strong> Ao seu redor existem estrelas jovens que orbitam o buraco negro em velocidades extremamente altas. Muitas dessas estrelas pertencem ou podem ter pertencido a sistemas binários.</p><p>Quando uma estrela binária se aproxima suficientemente do buraco negro, as forças de maré podem superar a interação gravitacional entre as duas estrelas. <strong>O sistema pode ser perturbado, com uma das estrelas sendo capturada ou desviada para uma órbita muito diferente, enquanto a outra é ejetada</strong>.</p><p><strong>O novo estudo propõe que esse processo pode ajudar a explicar por que as estrelas jovens próximas a Sgr A* apresentam uma escassez de companheiras.</strong> Em vez de terem se formado como estrelas isoladas, elas poderiam ter perdido suas companheiras após interações gravitacionais com o Sgr A*.</p><h2>Centro da Via Láctea </h2><p><strong>O centro da Via Láctea é uma das regiões mais dinâmicas da Galáxia, dominada pela presença de Sgr A*.</strong> A enorme concentração de massa produz um campo gravitacional intenso, fazendo com que estrelas próximas tenham órbitas com velocidades muito altas em comparação com estrelas de outras regiões.</p><div class="texto-destacado">O núcleo galáctico contém altas densidades de estrelas, gás e poeira, aumentando a frequência de interações gravitacionais e colisões.</div><p><strong>Sistemas estelares podem sofrer perturbações quando passam próximos uns dos outros ou de Sgr A*.</strong> As forças de maré do buraco negro podem deformar e até separar sistemas binários. Interações desse tipo também podem lançar algumas estrelas para regiões mais distantes do núcleo.</p><h2>As famosas estrelas da família S</h2><p><strong>Algumas estrelas próximas de Sgr A* são as estrelas da chamada família S, um aglomerado localizado a apenas cerca de 0,13 ano-luz, do buraco negro.</strong> O aglomerado contém diversas estrelas jovens, submetidas ao campo gravitacional intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-misterio-no-centro-da-via-lactea-por-que-as-estrelas-estao-sem-companheiras-1789321658881.png" data-image="w1h79rqb459g" alt="As estrelas S são um laboratório natural para estudar o comportamento de Sagittarius A* e sua influência sobre o ambiente do centro galáctico. Crédito: ESO" title="As estrelas S são um laboratório natural para estudar o comportamento de Sagittarius A* e sua influência sobre o ambiente do centro galáctico. Crédito: ESO"><figcaption>As estrelas S são um laboratório natural para estudar o comportamento de Sagittarius A* e sua influência sobre o ambiente do centro galáctico. Crédito: ESO</figcaption></figure><p>A mais conhecida é a S2, que completa uma órbita ao redor de Sgr A* em aproximadamente 16 anos. Essas estrelas são do tipo espectral B e têm apenas alguns milhões de anos, <strong>uma idade muito baixa para objetos tão próximos de um buraco negro supermassivo.</strong></p><h2>Paradoxo da juventude</h2><p>Como muitas estrelas jovens parecem estar em torno do Sgr A*, cria um paradoxo chamado paradoxo da juventude. A gravidade do Sgr A* deveria dificultar o colapso de nuvens de gás necessário para formar estrelas nessa região. <strong>Essa contradição levou os astrônomos a propor diferentes mecanismos para explicar a origem das estrelas S.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772763" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo.html" title="Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo">Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo.html" title="Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo-1780870011962_320.png" alt="Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo"></a></article></aside><p><strong>Uma possibilidade é que elas tenham se formado no próprio núcleo por uma explosão de Sgr A* há cerca de 6 milhões de anos. </strong>Os sistema binários dentro do aglomerado S também levantam questões sobre como eles se mantêm e ajudam a entender restrições sobre a destruição de sistemas binários.</p><h2>O que acontece?</h2><p><strong>Para investigar a origem das estrelas S, os pesquisadores simularam a evolução de sistemas binários submetidos ao campo gravitacional de Sgr A*.</strong> Cada sistema poderia apresentar três resultados: permanecer intacto, sofrer uma fusão e formar uma única estrela ou ser completamente desfeito pelas forças de maré do buraco negro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-misterio-no-centro-da-via-lactea-por-que-as-estrelas-estao-sem-companheiras-1789321732129.png" data-image="hloutbtgfwf4" alt="Ao estudar as órbitas das estrelas S, os astrônomos conseguem entender como a gravidade de Sagittarius A* altera seus movimentos e afeta a dinâmica da região. Crédito: Richard Genzel" title="Ao estudar as órbitas das estrelas S, os astrônomos conseguem entender como a gravidade de Sagittarius A* altera seus movimentos e afeta a dinâmica da região. Crédito: Richard Genzel"><figcaption>Ao estudar as órbitas das estrelas S, os astrônomos conseguem entender como a gravidade de Sagittarius A* altera seus movimentos e afeta a dinâmica da região. Crédito: Richard Genzel</figcaption></figure><p><strong>Nas simulações, 62% dos sistemas sobreviveram, 18% se fundiram e 20% foram destruídos. </strong>Os resultados permaneceram consistentes em diferentes regiões do aglomerado, enquanto a redução da quantidade de binárias em direção ao buraco negro pode ser explicada pelo aumento da intensidade das forças de maré. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Yildiz" data-year="2026" data-title="Planetary%20engulfment%20as%20a%20solution%20to%20solar-model%20discrepancies%20and%20its%20implications%20for%20planetary%20systems" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fmnras%2Farticle%2F551%2F4%2Fstag1527%2F8787825%3Flogin%3Dfalse">Yildiz. (2026). <a href="https://academic.oup.com/mnras/article/551/4/stag1527/8787825?login=false" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Planetary engulfment as a solution to solar-model discrepancies and its implications for planetary systems</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-misterio-no-centro-da-via-lactea-por-que-as-estrelas-estao-sem-companheiras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas, tempestades e frio mantém o padrão incomum nesta semana de setembro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 21:29:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A segunda quinzena do mês de setembro se mantém com um padrão incomum nestes primeiros dias, com alertas e riscos de chuvas intensas, tempestades e temperaturas baixas sobre estados do Centro-Sul do Brasil.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7epi6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7epi6.jpg" id="xb7epi6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A segunda quinzena de setembro manterá o<strong> padrão incomum para esta época do ano</strong> no país nestes primeiros dias. Há previsão de <strong>instabilidades </strong>com <strong>riscos de chuvas intensas e tempestades</strong>. Ao longo da semana, o cenário mudará com a incursão de ar polar no Centro-Sul, provocando queda nas temperaturas.</p><p>Essas <strong>características vêm marcando os últimos dias</strong> em diversos estados brasileiros, onde o tempo firme e seco costuma predominar neste período. No entanto, em 2026, o tempo tem apresentado um comportamento diferente. A seguir, confira a <strong>previsão do tempo para esta semana.</strong></p><h2>Semana começa com tempo fechado no PR, MS, SP, MG e RJ</h2><p>As instabilidades ainda estarão presentes sobre o <strong>Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro</strong> ao longo desta segunda (14) e terça-feira (15). Na madrugada de amanhã (14), há previsão de <strong>pancadas moderadas, </strong>com <strong>risco de chuvas intensas</strong> em pontos isolados desses 5 estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789324092520.jpg" data-image="nkql1y8h0fim" alt="Chuva prevista" title="Chuva prevista"><figcaption>Chuva prevista para a tarde desta segunda-feira (14), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a manhã, a atenção se volta para o centro-oeste paulista, sul sul-mato-grossense e localidades do sul de Minas, que terão<strong> chuvas intensas acompanhadas de trovoadas</strong>. Até o final da manhã, o sul do Rio de Janeiro e o norte do Paraná também ficam em <strong>alerta</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No período da tarde e noite, a presença de nuvens carregadas dimiui sobre o Mato Grosso do Sul, permanecendo instabilidades apenas no leste do estado. Em contrapartida, <strong>o Sudeste e o Paraná seguem sob alerta para tempestades e chuvas fortes</strong>, com maior incidência em áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789324358021.jpg" data-image="6ejleant83rq" alt="Chuva sexta-feira." title="Chuva sexta-feira."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva para a tarde de sexta-feira (18) no Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>As precipitações avançam pela madrugada de terça-feira (15) com <strong>risco de temporais e potenciais transtornos</strong>. Contudo, as instabilidades perderão força e o sol voltará a aparecer gradualmente no Mato Grosso do Sul, em São Paulo e em Minas Gerais. No <strong>Rio de Janeiro</strong>, o tempo continuará <strong>encoberto</strong>, mas as chuvas perderão espaço no Sudeste até o final da noite.</p><p> A <strong>partir de quarta-feira (16)</strong>, o tempo voltará a ficar <strong>mais estável no Centro-Sul</strong>, apresentando apenas variação de nebulosidade. O <strong>cenário ficará parcialmente nublado</strong>, com maiores <strong>probabilidades de chuvas pontuais </strong>no leste do Sudeste <strong>até o final da semana.</strong> </p><h2>Ar frio avança e provoca queda nas temperaturas</h2><p>Além das chuvas, os próximos dias serão marcados pelo avanço de uma massa de ar frio sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. As primeiras horas de segunda-feira (14) terão <strong>termômetros abaixo de 10°C</strong> em grande parte do território gaúcho, com <strong>possibilidade de geadas pontuais, </strong>onde as temperaturas previstas ficam abaixo de 5°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789324050383.jpg" data-image="k71kgki3fihe" alt="Massa de ar polar" title="Massa de ar polar"><figcaption>Ar polar avança pelo Centro-Sul do Brasil e faz temperaturas máximas ficarem baixas.</figcaption></figure><p>A situação será semelhante na<strong> Serra Catarinense</strong>, onde o amanhecer terá <strong>temperaturas próximas de</strong> <strong>0°C</strong>. Nas demais áreas do Centro-Sul do Brasil, o frio será sentido com mais força no período da tarde, pois <strong>as máximas não subirão tanto</strong> quanto nos dias anteriores.</p><p>No Paraná, a segunda-feira (14) registrará<strong> máximas entre 13°C e 20°C</strong>. No <strong>leste paulista, sul de Minas e parte do Rio de Janeiro</strong>, os termômetros não superam <strong>20°C</strong> neste início de semana. No Mato Grosso do Sul, as máximas chegam aos <strong>24°C</strong>, o que representa um alívio térmico para a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro-1789324020389.jpg" data-image="9wjsi070xiua" alt="Temperatura mínima" title="Temperatura mínima"><figcaption>Temperatura prevista para as primeiras horas desta terça-feira (15).</figcaption></figure><p>Na terça-feira (15), a madrugada e o início da manhã terão marcas <strong>inferiores a 5°C em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina</strong>, aumentando a chance de geadas neste mês de setembro. O frio também predominará no Paraná, em São Paulo, parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo, com <strong>mínimas entre 9°C e 16°C.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788482" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html" title="Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ">Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html" title="Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312818119_320.jpg" alt="Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ"></a></article></aside><p>A partir de terça-feira (15) à tarde, <strong>a massa de ar polar perderá força</strong> e o frio ficará restrito ao Rio Grande do Sul, Serra Catarinense e pontos mais elevados do Sudeste, com<strong> máximas inferiores a 20°C</strong>. Nas outras localidades do Centro-Sul, os <strong>termômetros superam os 21°C,</strong> alcançando <strong>26°C no noroeste paulista.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-frio-mantem-o-padrao-incomum-nesta-semana-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lago criado por adolescente em projeto escolar vira refúgio de biodiversidade nos Estados Unidos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 20:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Iniciativa começou em 2017 no quintal de uma casa na Virgínia e transformou um gramado seco em habitat para anfíbios, aves, insetos polinizadores e diversas espécies de plantas nativas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos-1789312962768.jpg" data-image="mg6pr66ev221" alt="Ela cavou um lago aos 14 anos; veja como o local se transformou anos depois • Steven David Johnson • Montagem CNN Brasil" title="Ela cavou um lago aos 14 anos; veja como o local se transformou anos depois • Steven David Johnson • Montagem CNN Brasil"><figcaption>Ela cavou um lago aos 14 anos; veja como o local se transformou anos depois . Crédito: Steven David Johnson, Montagem CNN Brasil</figcaption></figure><p>Um<strong> projeto escolar iniciado por uma adolescente de 14 anos</strong> transformou, ao longo de quase uma década, o quintal de uma casa no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em um<strong> pequeno refúgio de biodiversidade</strong>. O que começou como a construção de um lago artificial passou a abrigar diferentes espécies de animais e plantas nativas.</p><p>A iniciativa surgiu no segundo semestre de 2017, quando Maggie Johnson decidiu criar<strong> um lago como trabalho para a disciplina de agricultura do ensino médio</strong>. Para colocar a ideia em prática, ela delimitou uma área circular com aproximadamente 3,6 metros de diâmetro e começou a escavar o terreno manualmente.</p><p>O espaço foi preenchido com água na primavera de 2018. A partir daí, a natureza começou rapidamente a ocupar o novo ambiente. Poucas semanas depois, <strong>sapos-americanos apareceram no lago</strong>, tornando-se alguns dos primeiros animais a colonizar o habitat recém-criado.</p><h2>Vegetação nativa amplia biodiversidade</h2><p>Com o passar dos anos, Maggie e sua família começaram a investir na vegetação ao redor do lago.<strong> Plantas nativas e flores capazes de atrair espécies polinizadoras foram incorporadas</strong> ao quintal, ajudando a criar condições para que novos animais encontrassem alimento e abrigo no local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos-1789313138129.jpg" data-image="y67l16ht5f86" alt="Iniciativa iniciada no quintal de uma casa na Virgínia, Estados Unidos, hoje atrai anfíbios, polinizadores e flora nativa, convertendo um gramado seco em um habitat certificado" title="Iniciativa iniciada no quintal de uma casa na Virgínia, Estados Unidos, hoje atrai anfíbios, polinizadores e flora nativa, convertendo um gramado seco em um habitat certificado"><figcaption>Iniciativa iniciada no quintal de uma casa nos Estados Unidos, hoje atrai anfíbios, polinizadores e flora nativa, convertendo um gramado seco em um habitat certificado. Crédito: Divulgação CNN Brasil</figcaption></figure><p><strong>Vitórias-régias brancas</strong> também foram introduzidas na água, enquanto cercas de proteção contribuíram para oferecer ambientes seguros aos anfíbios. A combinação entre vegetação aquática e terrestre permitiu que o lago se desenvolvesse sem a necessidade de instalação de sistemas artificiais de filtragem.</p><p>Gradualmente, o espaço antes ocupado por um gramado seco ganhou novas formas de vida. <strong>Sapos-verdes, rãs, mariposas e colibris passaram a frequentar o quintal</strong>, mostrando como uma intervenção relativamente pequena pode favorecer a formação de habitats para diferentes espécies em áreas residenciais.</p><h2>De projeto escolar a ecossistema</h2><p>A transformação ocorreu de maneira progressiva. Conforme as plantas cresceram e diferentes animais chegaram ao local,<strong> novas relações ecológicas começaram a se estabelecer. </strong>O pequeno lago deixou de ser apenas uma estrutura criada para um trabalho escolar e passou a funcionar como um ecossistema diversificado.</p><div class="texto-destacado">O desenvolvimento do habitat também demonstra o papel que jardins e quintais podem desempenhar na conservação da biodiversidade. A presença de vegetação nativa, água e espaços de abrigo pode criar áreas importantes para polinizadores, aves e anfíbios, especialmente em ambientes urbanos e residenciais modificados pela ação humana.</div><p>A experiência ganhou r<strong>econhecimento da National Wildlife Federation (NWF)</strong>, organização ambiental dos Estados Unidos. O espaço recebeu a certificação de “Certified Wildlife Habitat”, concedida a jardins e outras áreas que oferecem elementos essenciais para a vida silvestre, como água, alimento, abrigo e locais adequados para reprodução.</p><h2>Natureza segue transformando o quintal</h2><p>Anos depois da primeira escavação, o lago continua evoluindo. A área que anteriormente era dominada por um gramado seco se tornou um <strong>ambiente capaz de sustentar diferentes formas de vida</strong>, com a própria dinâmica natural contribuindo para sua manutenção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785098" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html" title="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda">Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html" title="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda-1787493344087_320.jpg" alt="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda"></a></article></aside><p>O caso foi registrado pelo fotógrafo Steven David Johnson e divulgado pela National Wildlife Federation. As imagens documentam as mudanças ocorridas no quintal e mostram a diversidade de espécies que passou a ocupar o espaço desde a criação do lago.</p><p>Quase uma década após o início do projeto, a experiência de Maggie mostra como uma atividade escolar aparentemente simples pode produzir efeitos duradouros. O pequeno lago criado aos 14 anos tornou-se um<strong> exemplo de restauração ambiental em escala doméstica</strong> e de como espaços residenciais podem contribuir para ampliar habitats destinados à fauna e à flora nativas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN%20Brasil" data-year="2026" data-title="Adolescente%20de%2014%20anos%20cria%20lago%20para%20projeto%20escolar%20e%2C%20anos%20depois%2C%20local%20se%20transforma%20em%20um%20ecossistema%20repleto%20de%20vida" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fcuriosidades%2Fadolescente-de-14-anos-cria-lago-para-projeto-escolar-e-anos-depois-local-se-transforma-em-um-ecossistema-repleto-de-vida%2F%23goog_rewarded">CNN Brasil. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/adolescente-de-14-anos-cria-lago-para-projeto-escolar-e-anos-depois-local-se-transforma-em-um-ecossistema-repleto-de-vida/#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Adolescente de 14 anos cria lago para projeto escolar e, anos depois, local se transforma em um ecossistema repleto de vida</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que esperar do clima na segunda metade de setembro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 19:18:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Junto com a manutenção do frio, chuvas acima da média estão previstas para o Centro-Sul do Brasil, enquanto na metade norte espera-se o contrário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313245766.png" data-image="bsv9zdsm4g14" alt="setembro" title="setembro"><figcaption>Setembro de contrastes: entenda o papel do El Niño no padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>A <strong>previsão</strong> para a <strong>segunda quinzena</strong> do mês de <strong>setembro</strong> indica que o<strong> padrão de contraste </strong>observado até agora<strong> deve continuar</strong> atuando. Estão previstas <strong>c</strong>huvas acima da média entre o Sul e o Sudeste, bem como temperaturas abaixo da média no Centro-Sul do país, enquanto nas regiões Norte e Nordeste, as temperaturas devem ser até 6°C acima da média. <strong>Confira como foi setembro até agora, a previsão para restante do mês e o papel do El Niño nestas condições.</strong></p><h2>Setembro até agora </h2><p>De acordo com os<strong> dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos</strong> do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), entre os dias<strong> 1° e 12 de setembro </strong>a <strong>precipitação</strong> se concentrou entre <strong>Santa Catarina, Paraná e São Paulo</strong>, onde já choveu <strong>+80 mm acima do normal </strong>para o período. Chuvas acima da média também foram registradas no Brasil Central e parte da Amazônia, enquanto no <strong>Rio Grande do Sul e extremo norte</strong> do país, as chuvas foram <strong>abaixo da média.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313260984.png" data-image="0o6h6g2dvs0x" alt="Anomalia de precipitação (esquerda), temperatura mínima (centro) e máxima (direita) entre 1 e 12 de setembro, segundo o CPTEC. Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do CPTEC/INPE." title="Anomalia de precipitação (esquerda), temperatura mínima (centro) e máxima (direita) entre 1 e 12 de setembro, segundo o CPTEC. Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do CPTEC/INPE."><figcaption>Anomalia de precipitação (esquerda), temperatura mínima (centro) e máxima (direita) entre 1 e 12 de setembro, segundo o CPTEC. Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do CPTEC/INPE.</figcaption></figure><p>Temperaturas mínimas abaixo da média foram registradas no <strong>Rio Grande do Sul e Santa Catarina</strong>, enquanto o restante do país teve mínimas até 3°C acima da média. As <strong>temperaturas máximas</strong> foram <strong>abaixo da média</strong>, principalmente <strong>por conta das chuvas</strong>, uma vez que a nebulosidade reflete parte da radiação solar e não deixa as temperaturas subirem tanto. Na área com maior precipitação, as anomalias alcançam <strong>até</strong> <strong>4°C abaixo do normal. </strong></p><h2>Previsão de anomalia de chuva </h2><p>O <strong>modelo ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, indica que o <strong>padrão</strong> do início do mês descrito acima <strong>deve continuar</strong> ao longo de todo o m��s de setembro. Entre <strong>14 e 28 de setembro</strong>, as<strong> maiores anomalias de chuva </strong>(chuvas acima da média) estão previstas se concentrarem entre as regiões <strong>Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313275976.png" data-image="ykiy9my8jklh" alt="Previsão de anomalia semanal de chuva para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de chuva para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de chuva para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Os<strong> estados mais afetados</strong> serão principalmente <strong>o Paraná, Santa Catarina e São Paulo</strong>, com precipitações semanais entre <strong>30 e 60 mm acima da média</strong>. Chuvas acima da média também estão previstas para o norte do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. No <strong>Rio Grande do Sul</strong>, chuvas entre a média e <strong>abaixo da média </strong>devem predominar, assim como na<strong> metade norte do país</strong>.</p><h2>Previsão de anomalia de temperatura</h2><p>A<strong> previsão de anomalia de temperatura</strong> média segue o padrão previsto para as chuvas, com temperaturas <strong>abaixo da média </strong>onde nas <strong>áreas com maior precipitação</strong> e temperaturas <strong>acima da média</strong> nas <strong>áreas</strong> com condições <strong>mais secas</strong> que o normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No<strong> Centro-Sul</strong> do Brasil, as <strong>temperaturas</strong> estão previstas permanecerem entre <strong>1°C e 6°C abaixo da média</strong>, podendo ser ainda mais frias em uma região localizada entre o norte do Paraná, interior de São Paulo e leste do Mato Grosso do Sul, <strong>especialmente entre 14 e 21 de setembro</strong>. Na última semana do mês (21 a 28), as anomalias frias perdem intensidade, mas ainda aparecem destacadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313290930.png" data-image="lexzn6xpgh3x" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Enquanto isso, na<strong> metade norte do país</strong>, a previsão indica um <strong>cenário</strong> bastante <strong>contrastante</strong>, com temperaturas entre<strong> 1°C e 6°C acima da média</strong>. Os maiores destaques ficam sobre a<strong> região Nort</strong>e, onde as anomalias podem <strong>superar os 6°C acima da média</strong> (extremo norte), mas também devem afetar áreas do norte do Sudeste e do Nordeste. Na <strong>maior parte do centro-norte</strong> do país, as temperaturas devem ficar entre <strong>1°C e 3°C acima da média. </strong></p><h2>O papel do El Niño</h2><p>Os <strong>mapas abaixo </strong>comparam <strong>alguns</strong> dos principais <strong>padrões</strong> <strong>atmosféricos</strong> observados entre <strong>agosto e 11 de setembro de 2026 </strong>com o mesmo período de <strong>2015</strong> e <strong>2023</strong>, dois anos que registraram eventos intensos de El Niño. A análise mostra que a<strong> assinatura atmosférica</strong> associada ao fenômeno neste ano já se apresenta<strong> bastante evidente </strong>e, em alguns aspectos, até mais intensa do que a observada em 2015 durante o mesmo período. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Entre os sinais mais destacados estão o <strong>forte enfraquecimento dos ventos alísios</strong> sobre o Pacífico Equatorial, a <strong>intensificação</strong> da <strong>convecção</strong> na região central do oceano e a presença de uma <strong>teleconexão</strong> do tipo <strong>Pacific-South American</strong> (PSA) bem estabelecida. </p><div class="texto-destacado">Também chama atenção o fortalecimento do Jato Subtropical, que aparece deslocado para latitudes mais ao norte do que o habitual para esta época do ano - o que ajuda a explicar as maiores anomalias de precipitação entre a metade norte do Sul e o Sudeste/Centro-Oeste.</div><p>Essas <strong>alterações</strong><strong> na circulação</strong> atmosférica de grande escala<strong> ajudam a organizar</strong> os <strong>sistemas</strong> meteorológicos <strong>sobre a América do Sul</strong>. Na prática, isso <strong>favorece</strong> uma <strong>maior frequência de frentes frias</strong>, tempestades e <strong>episódios de chuva intensa</strong> sobre a Região Sul, além de contribuir para o <strong>deslocamento</strong> da <strong>atividabde convectiva</strong> em direção a áreas mais ao<strong> sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Fiz uma breve análise dos padrões atmosféricos observados entre agosto e 11 de setembro deste ano e comparei com o mesmo período de 2015 e 2023, dois anos marcados por episódios relativamente recentes e intensos de El Niño.<br><br>Dentro desse recorte, a assinatura atmosférica do El <a href="https://t.co/V8jiJkfkKx">pic.twitter.com/V8jiJkfkKx</a></p> Bruno César Capucin (@BrunoCapucin) <a href="https://x.com/BrunoCapucin/status/2098938155516711316?ref_src=twsrc%5Etfw">September 13, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Embora</strong><strong> outros fatores também</strong><strong> influenciem o clima</strong> em escalas de dias a semanas, o conjunto de sinais observados na atmosfera indica que o E<strong>l Niño já exerce uma influência importante</strong> sobre o padrão climático atual. Dessa forma, parte das chuvas acima da média previstas para a segunda quinzena de setembro no Centro-Sul do Brasil é consistente com os impactos associados ao El Niño.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 17:21:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas não dão trégua ao Sudeste e há alertas de chuvas intensas e de tempestades para os estados de SP, MG e o RJ nas próximas 48 horas. Os acumulados podem superar aos 100 mm e levam potencial para alagamentos e inundações.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7cmjq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7cmjq.jpg" id="xb7cmjq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A região Sudeste vem recebendo chuvas atípicas na forma de tempestades elevadas e acumulados que<strong> já superam em até 3 vezes a média de setembro.</strong> Essa condição vai se manter na próxima semana, principalmente nesta segunda (14) e terça-feira (15), <strong>com alertas de chuvas intensas, de tempestades e mais de 100 mm</strong>, levando potencial para alagamentos, inundações e demais transtornos.</p><h2>Chuvas já aumentam neste domingo</h2><p>Devido a formação de uma região mais instável e da circulação dos ventos oceânicos, <strong>chuvas de fraca a moderada intensidade ocorrem</strong><strong> no estado de São Paulo</strong>, no oeste, centro e principalmente no leste abrangendo o litoral da região da capital, de Registro, Sorocaba e Campinas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312394406.jpg" data-image="jc5l1n0jxg1e" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva para o fim da tarde deste domingo, 13 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No Rio de Janeiro</strong>, a chuva acontece com fraca intensidade ou na forma de chuvisco,<strong> enquanto que em Minas Gerais já há potencial de pancadas de chuva</strong> mais forte na região de Belo Horizonte até Ponte Nova, Barbacena e Muriaé.</p><h2>Segunda-feira sob alerta de chuvas intensas e de tempestades com granizo</h2><p><strong>A intensidade das chuva aumenta na madrugada, com alerta de chuva forte e risco de tempestades</strong> no oeste e centro-sul de São Paulo. No norte e leste há alerta de chuva moderada <strong>que já pode contribuir para alagamentos</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No sul de Minas Gerais, passa a chover com forte intensidade</strong>, estendendo-se até a região de Juiz de Fora. Enquanto isso, as chuvas reduzem na região de Belo Horizonte.</p><p><strong>No Rio de Janeiro</strong>, a chuva continua com fraca intensidade, mas se torna mais abrangente atingindo praticamente todo o território fluminense, com exceção dos extremo leste entre Cabo Frio e o Rio das Ostras.</p><div class="texto-destacado"> Os acumulados na segunda-feira (14) variam de 50 a 80 m no centro-norte e leste de São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com maiores volumes sobre o território mineiro e fluminense. </div><p><strong>No período da manhã</strong>, as instabilidades ganham intensidade e <strong>há alerta de chuvas intensas e de tempestades, que podem vir acompanhadas de granizo</strong>, no oeste, centro-sul, norte e leste de São Paulo, do Sul de Minas Gerais até a região de Juiz de Fora e no Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312462076.jpg" data-image="fqqyrc3tadgw" alt="alerta de chuvas intensas" title="alerta de chuvas intensas"><figcaption>Previsão de chuvas intensas para a partir da tarde de segunda-feira, 14 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>O alerta de chuvas intensas e de tempestades, com risco de granizo</strong>, mantém-se no período da tarde,<strong> com maior potencial de transtornos </strong>para a região central e norte de São Paulo, para o sul e sudeste de Minas Gerais e para o Rio de Janeiro. No sul e leste de São Paulo, o tempo segue chuvoso, com fraca a moderada intensidade.</p><p><strong>No período da noite, o risco e alertas continuam</strong>, com redução das chuvas em São Paulo, mas com potencial para transtornos no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. </p><h2>Terça-feira com alertas, mas com redução das chuvas ao longo do dia</h2><p><strong>Na terça-feira (15), os alertas continuam na madrugada, com chuvas intensas e volumosas</strong> no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, acumulando mais 20 a 30 mm, <strong>o que é bastante para o período e totalizando mais de 100 mm sobre essas áreas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312528772.jpg" data-image="8d3bffam93b3" alt="alerta de chuva e tempestades" title="alerta de chuva e tempestades"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da terça-feira, 15 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No período da manhã, as chuvas reduzem</strong>, mas no período da tarde ainda há potencial para pancadas de chuva de até forte intensidade no norte de São Paulo, no centro-sul, sudeste e leste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.</p><h2>Quarta-feira com previsão de chuva ainda para o Sudeste, com alertas restritos</h2><p><strong>Na quarta-feira (16)</strong>, as chuvas ocorrem<strong> com fraca intensidade ao longo do dia</strong> no leste de São Paulo até a região da capital e um pouco mais para interior de Registro. em todo o estado do <strong>Rio de Janeiro</strong> e sudeste de <strong>Minas Gerais</strong>, o tempo também fica <strong>nublado em com chuva fraca ao longo do dia.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788207" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html" title="Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste">Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html" title="Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1789132999402_320.jpg" alt="Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste"></a></article></aside><p><strong>Devido à atuação de uma frente fria</strong>, no período da tarde, há previsão de pancadas de até forte intensidade, mas que <strong>ocorrem de forma mais isolada</strong> na porção central, norte e leste de Minas Gerais, <strong>com baixo potencial para transtornos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caranguejo consumido no Nordeste apresenta níveis preocupantes de substâncias tóxicas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 14:48:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa da Universidade Federal do Ceará identificou substâncias potencialmente tóxicas acima dos níveis toleráveis em crustáceos e alerta para contaminação ambiental dos manguezais e possíveis riscos associados ao consumo humano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois-1789306394571.jpg" data-image="pa4f37mliuw8" alt="O estudo da UFC defende que os caranguejos funcionam como eficazes indicadores biológicos da poluição nos manguezais. Foto: Lacor/Labomar/UFC" title="O estudo da UFC defende que os caranguejos funcionam como eficazes indicadores biológicos da poluição nos manguezais. Foto: Lacor/Labomar/UFC"><figcaption>O estudo da UFC defende que os caranguejos funcionam como eficazes indicadores biológicos da poluição nos manguezais. Crédito: Lacor/Labomar/UFC</figcaption></figure><p><strong>Caranguejo</strong>s coletados em manguezais do Norte e Nordeste apresentam <strong>contaminação por substâncias da família dos bisfenóis </strong>em níveis que, na maioria das amostras, ultrapassam a ingestão diária tolerável para seres humanos. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC), publicada na revista <em>Marine Environmental Research</em>.</p><p>Coordenado pelo professor Rivelino Cavalcante, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC), o estudo analisou caranguejos coletados em 2025 nos municípios de Fortim, no Ceará, e Itapissuma, em Pernambuco. Segundo os pesquisadores, foi<strong> a primeira vez que bisfenóis foram medidos por meio da urina e da hemolinfa dos crustáceos.</strong></p><p>As concentrações encontradas foram consideravelmente maiores na<strong> hemolinfa, fluido equivalente ao sangue dos animais, do que na urina.</strong> Os caranguejos de Fortim apresentaram os índices mais elevados. A diferença indica que os contaminantes estão circulando pelo organismo e aponta para um processo de exposição interna e bioacumulação.</p><h2>Substitutos do BPA também preocupam</h2><p>Entre as substâncias identificadas estão bisfenol A (BPA), bisfenol F (BPF) e bisfenol C (BPC), que excederam os níveis toleráveis na maioria das amostras. No caso do BPF encontrado em <strong>caranguejos da espécie </strong><em><strong>Cardisoma guanhum</strong>i</em>, em Fortim, as concentrações foram classificadas pelos pesquisadores como <strong>“alarmantes”</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois-1789306496362.jpg" data-image="xisxz5bcyzx4" alt="Estudo da UFC revelou presença das substâncias da família dos bisfenóis tanto na urina quanto na hemolinfa (o referente ao “sangue”) dos caranguejos. Foto: Lacor/Labomar/UFC" title="Estudo da UFC revelou presença das substâncias da família dos bisfenóis tanto na urina quanto na hemolinfa (o referente ao “sangue”) dos caranguejos. Foto: Lacor/Labomar/UFC"><figcaption>Estudo da UFC revelou presença das substâncias da família dos bisfenóis tanto na urina quanto na hemolinfa (o referente ao “sangue”) dos caranguejos. Crédito: Lacor/Labomar/UFC</figcaption></figure><p>O resultado chama atenção porque o BPF vem sendo utilizado como substituto do BPA em diferentes produtos. Pesquisas, porém, indicam que ele também pode atuar como<strong> desregulador endócrino e provocar efeitos tóxicos semelhantes.</strong> Para Cavalcante, substituir uma dessas substâncias por outra não significa necessariamente eliminar os riscos ambientais e à saúde.</p><p>No Brasil, o <strong>BPA é proibido em mamadeiras e utensílios destinados a crianças de até três anos.</strong> Em outras aplicações, seu uso é permitido dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A exposição à substância tem sido associada em estudos científicos a alterações reprodutivas, imunológicas, metabólicas e neurológicas.</p><h2>Caldo e pirão entram no radar</h2><p>Os pesquisadores também chamam atenção para<strong> hábitos tradicionais de consumo.</strong> No Ceará, por exemplo, a água utilizada no cozimento do caranguejo pode ser <strong>reaproveitada no preparo de pirão e molhos.</strong> Parte dos contaminantes presentes nos fluidos internos dos animais poderia passar para essa água durante o cozimento.</p><div class="texto-destacado">A pesquisa, entretanto, avaliou apenas caranguejos vivos, antes da preparação culinária. Por isso, os cientistas ressaltam que novos estudos são necessários para determinar quanto dos bisfenóis permanece na carne ou na água depois do cozimento e qual seria efetivamente a exposição dos consumidores.</div><p>A contaminação também revela um <strong>problema ambiental mais amplo.</strong> O estuário do Rio Jaguaribe, onde fica Fortim, recebe influência de atividades urbanas, agropecuárias, carcinicultura e turismo. Resíduos e efluentes podem transportar contaminantes aos manguezais, onde substâncias se acumulam nos sedimentos e entram na cadeia alimentar.</p><h2>Pesquisa alcança manguezais do Pará à Bahia</h2><p>O trabalho integra um projeto mais amplo do Labomar que investiga bisfenóis em cerca de <strong>17 áreas de manguezal, do Pará ao sul da Bahia.</strong> Aproximadamente 300 caranguejos já foram amostrados. Segundo Cavalcante, bisfenóis foram detectados em todos os manguezais do Norte e Nordeste analisados até agora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787285" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil.html" title="Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil ">Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil.html" title="Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil-1788629765965_320.jpg" alt="Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil "></a></article></aside><p>Os pesquisadores <strong>não recomendam interromper o consumo de caranguejos</strong>. Em vez disso, defendem maior monitoramento ambiental, melhoria do saneamento, tratamento adequado de esgoto e efluentes e redução da entrada de resíduos nos ecossistemas costeiros.</p><p>O estudo também sugere <strong>ampliar a vigilância sobre diferentes tipos de bisfenóis</strong> e estabelecer parâmetros específicos para essas substâncias em alimentos, água, sedimentos e organismos. Para os pesquisadores, proteger os manguezais e envolver comunidades pesqueiras nesse processo é fundamental tanto para a conservação ambiental quanto para preservar uma importante fonte de alimento e renda.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Movimento%20Econ%C3%B4mico" data-year="2026" data-title="Iguaria%20popular%20no%20Nordeste%2C%20caranguejo%20chega%20%C3%A0%20mesa%20contaminado%20por%20bisfen%C3%B3is" data-url="https%3A%2F%2Fmovimentoeconomico.com.br%2Falimentacao%2F2026%2F09%2F04%2Figuaria-popular-no-nordeste-caranguejo-chega-a-mesa-contaminado-por-bisfenois%2F">Movimento Econômico. (2026). <a href="https://movimentoeconomico.com.br/alimentacao/2026/09/04/iguaria-popular-no-nordeste-caranguejo-chega-a-mesa-contaminado-por-bisfenois/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Iguaria popular no Nordeste, caranguejo chega à mesa contaminado por bisfenóis</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrela do rock e réptil: uma nova espécie de cobra batizada em homenagem a Slash]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que é que uma lenda do rock tem a ver com uma cobra misteriosa da Nova Guiné? A resposta é mais estranha do que se possa imaginar — e tudo começa com o Slash e o seu amor de toda a vida pelos répteis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788611907725.jpg" data-image="eu1wbvbjpjg0" alt="slash" title="slash"><figcaption>Slash e Sara Ruane, autora principal do artigo, no Field Museum. Crédito: Cortesia de Sara Ruane.</figcaption></figure><p><strong>Slash</strong>, o lendário guitarrista dos Guns N’ Roses, é um apaixonado por répteis desde sempre e um grande apoiante de jardins zoológicos e museus. E agora, <strong>dá nome a uma espécie recém-descoberta, a<em> Lielaphis slashi </em></strong>– a cobra-terrestre de Slash.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>"Como amante de répteis de longa data, sinto-me extremamente honrado e humilde por ter a Lielaphis slashi, da Nova Guiné, batizada com o meu nome. É realmente emocionante; nunca teria imaginado que este momento chegasse", afirmou Slash.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>"Os Guns N’ Roses têm sido uma das minhas bandas favoritas desde que andava na primeira classe e, na quinta classe, já tinha dito à minha professora que queria <strong>ser herpetologista</strong> — um cientista que estuda répteis — quando crescesse", disse <strong>Sara Ruane</strong>, curadora associada de herpetologia do <strong>Field Museum</strong> e autora principal do artigo publicado na <em><strong>Zootaxa</strong></em>. "Então, quando tinha doze anos e recebi pela correio a minha cópia da revista <em><strong>Reptiles Magazine</strong></em>, que trazia na<strong> capa uma fotografia do Slash a segurar a sua pitão reticulada de estimação, pensei: “Este tipo é tão fixe.”"</strong></p><p>Ruane cresceu e tornou-se cientista e, quando teve a oportunidade de atribuir um nome científico oficial a uma nova espécie de réptil, <strong>lembrou-se daquele artigo da revista</strong>.</p><p>"Reli a entrevista dele, e ele falava sobre o quanto adora museus, jardins zoológicos e história natural, e sobre como, quando era criança, saía à rua à procura de cobras — eram coisas com as quais me identificava muito, <strong>e isso fez-me pensar que ele seria uma pessoa fantástica para dar nome a uma nova espécie"</strong>, disse Ruane.</p><h2>Oportunidade de dar nome a uma nova espécie</h2><p>Foi então que surgiu a sua oportunidade com uma <strong>cobra castanho-avermelhada</strong>, com 28 polegadas de comprimento, proveniente da <strong>floresta da Nova Guiné</strong>.</p><p>A Nova Guiné é a segunda maior ilha do mundo, situada a norte da Austrália. As florestas tropicais da ilha ainda não foram bem estudadas, o que sugere que possam abrigar uma biodiversidade até agora desconhecida. <strong>Em 2006, Chris Austin</strong>, conservador de herpetologia do Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual da Louisiana, <strong>estava a realizar trabalho de campo na Nova Guiné quando se deparou com uma cobra desconhecida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788612497979.jpg" data-image="ll679twwogk6" alt="new snake" title="new snake"><figcaption>A nova espécie de cobra, L. slashi. Crédito: Chris Austin.</figcaption></figure><p><strong>"Estas cobras terrestres da Nova Guiné são noturnas, pelo que a melhor forma de as encontrar é à noite</strong>. Normalmente, encontram-se logo após o pôr do sol, na base de árvores de grande porte, onde procuram algo para comer", afirmou Austin. <strong>"Ao trabalhar à noite na Nova Guiné, é preciso ter muito cuidado, pois existem várias espécies altamente venenosas</strong> que se parecem muito com as cobras terrestres não venenosas."</p><p>Em 2016, Ruane passou algum tempo a trabalhar com Austin, tendo colaborado para dar início ao estudo das cobras pouco conhecidas da Nova Guiné.</p><p><strong>Não tinham a certeza se a cobra era uma nova espécie</strong>, baseando-se apenas na sua aparência. Mas as análises laboratoriais revelaram então algumas diferenças interessantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778174" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica">Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537_320.jpg" alt="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"></a></article></aside><p>"Utilizando várias análises genéticas de ponta, descobrimos que <strong>a <em>L. slashi</em> é</strong> <strong>geneticamente distinta de outras cobras</strong> semelhantes do mesmo género", afirmou Tianqi Huang, investigador de pós-doutoramento no Field Museum, a trabalhar com Ruane. "A combinação de características físicas, como as <strong>diferenças no número de escamas quando comparadas com outras espécies</strong>, e as evidências genéticas foi o que nos levou a perceber que se trata de uma espécie inteiramente nova. Também utilizámos modelação ecológica para demonstrar que <strong>o habitat preferido da <em>L. slashi </em>é diferente do de cobras semelhantes."</strong></p><p>Ainda há muito por descobrir sobre a cobra-terrestre-de-Slash.</p><p>"É incrivelmente difícil observar cobras na natureza antes de elas se afastarem a rastejar, por isso o nosso conhecimento sobre a<em> L. slashi</em> é limitado", afirmou Ruane. <strong>"As cobras deste género têm frequentemente dentes grandes na parte posterior da boca, que as cobras-terrestres da Nova Guiné podem utilizar para agarrar e comer lagartos pequenos de escamas escorregadias e os ovos de outros répteis</strong>; esta cobra não agarra nem aperta a sua presa como uma jibóia."</p><h2>Ameaças potenciais no horizonte?</h2><p>A cobra terrestre de Slash não representa uma ameaça para os seres humanos, mas a atividade humana poderá prejudicá-la no futuro.</p><p><strong>"Os habitats de origem da cobra terrestre de Slash estão ameaçados por indústrias como o cultivo de café e a mineração",</strong> afirmou Ruane. "É por isso que é importante descrever as espécies que ali vivem. Todas as espécies devem ser reconhecidas para que possamos compreender melhor como funcionam os ecossistemas e como tudo se encaixa no ambiente. Não podemos conservar animais ou outros seres vivos que desconhecemos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">News reference</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="HUANG%2C%20T.%2C%20AUSTIN%2C%20C.%20C.%2C%20BERNSTEIN%2C%20J.%20M.%2C%20IOVA%2C%20B.%2C%20ROBERTS%2C%20J.%20R.%2C%20FREDERICK%2C%20J.%20H.%2C%20%26%20RUANE%2C%20S." data-year="2026" data-title="A%20new%20species%20of%20papuan%20groundsnake%20(squamata%3A%20Colubridae%3A%20Lielaphis)%20from%20New%20Guinea." data-url="https%3A%2F%2Fmapress.com%2Fzt%2Farticle%2Fview%2Fzootaxa.5866.2.6">HUANG, T., AUSTIN, C. C., BERNSTEIN, J. M., IOVA, B., ROBERTS, J. R., FREDERICK, J. H., & RUANE, S.. (2026). <a href="https://mapress.com/zt/article/view/zootaxa.5866.2.6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new species of papuan groundsnake (squamata: Colubridae: Lielaphis) from New Guinea.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Navier-Stokes: como a OpenAI pode ter resolvido um dos maiores desafios da matemática]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:16:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A OpenAI apresentou uma solução para o problema de existência e suavidade das equações de Navier-Stokes. A prova, produzida por um sistema interno de IA, indica que as equações podem desenvolver uma singularidade em tempo finito.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica-1789232253403.png" data-image="i0c67adecr72" alt="A OpenAI anunciou uma solução para o problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, um dos Millennium Prize Problems. Crédito: OpenAI" title="A OpenAI anunciou uma solução para o problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, um dos Millennium Prize Problems. Crédito: OpenAI"><figcaption>A OpenAI anunciou uma solução para o problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, um dos Millennium Prize Problems. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>As equações de Navier-Stokes descrevem matematicamente o movimento de fluidos incorporando velocidade, pressão e viscosidade.</strong> O problema do milênio pergunta se em três dimensões uma solução inicialmente suave pode permanecer suave para todo o tempo ou se pode desenvolver uma singularidade. </p><p>Essa questão permanece aberta há cerca de 90 anos e é difícil responder porque envolve a interação não linear entre diferentes escalas do escoamento. Com isso, <strong>ela é considerada como um dos Millennium Prize Problems que são problemas matemáticos ainda abertos selecionados pelo Clay Mathematics Institute.</strong></p><p>A OpenAI anunciou uma prova, apresentada em um trabalho de 166 páginas, que afirma demonstrar que uma solução inicialmente suave das equações pode desenvolver uma singularidade em tempo finito. <strong>O argumento corresponde às formulações que pedem a demonstração de um cenário dessa singularidade.</strong></p><h2>As equações de Navier-Stokes</h2><p>As equações de Navier-Stokes são um conjunto de equações diferenciais parciais que descrevem o movimento de fluidos, como líquidos e gases. <strong>Elas expressam a conservação de massa e quantidade de movimento.</strong> A dinâmica é determinada pela interação entre termos de advecção, gradiente de pressão e difusão viscosa.</p><div class="texto-destacado">Quando se fala em singularidade nesse caso, ela significa que alguma grandeza, como a velocidade ou sua derivada, poderia tornar-se ilimitada em um intervalo finito de tempo.</div><p><strong>O desafio matemático surge principalmente do caráter não linear das equações, especialmente do termo convectivo.</strong> Em três dimensões, ainda não se sabe provar, para condições iniciais suaves, se as soluções permanecem regulares para todo o tempo ou se podem desenvolver uma singularidade em tempo finito. </p><h2>Prêmio do milênio</h2><p>O problema de existência e suavidade de Navier-Stokes questiona <strong>se as equações para um fluido incompressível tridimensional podem desenvolver uma singularidade em tempo finito. </strong>Nesse cenário, a velocidade do fluido poderia crescer sem limite em um intervalo finito, apesar da viscosidade, que tende a dissipar e suavizar o escoamento. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica-1789232412036.png" data-image="xz9gu2kxzgwi" alt="Um sistema interno com cerca de 10 mil agentes de IA trabalhou de forma coordenada e chegou ao resultado após aproximadamente 88 horas de investigação. Crédito: OpenAI" title="Um sistema interno com cerca de 10 mil agentes de IA trabalhou de forma coordenada e chegou ao resultado após aproximadamente 88 horas de investigação. Crédito: OpenAI"><figcaption>Um sistema interno com cerca de 10 mil agentes de IA trabalhou de forma coordenada e chegou ao resultado após aproximadamente 88 horas de investigação. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>As equações foram desenvolvidas a partir dos trabalhos de Claude-Louis Navier e George Gabriel Stokes no século XIX.</strong> O que permanece em aberto é provar se as soluções continuam suaves para todo o tempo, ou se uma singularidade pode surgir. </p><h2>Resultado</h2><p>A OpenAI afirmou essa semana ter produzido uma prova analítica mostrando que um fluido inicialmente em repouso e com condições suaves pode desenvolver uma singularidade em tempo finito. <strong>O resultado demonstra um cenário em que a velocidade do fluido cresce sem limite, enquanto a energia permanece finita durante toda a evolução. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="431475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasa-procura-voluntarios-para-identificar-vortices-em-imagens-de-jupiter-nasa.html" title="NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter">NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasa-procura-voluntarios-para-identificar-vortices-em-imagens-de-jupiter-nasa.html" title="NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-busca-voluntarios-para-identificar-vortices-en-las-imagenes-de-jupiter-1659443040466_320.jpg" alt="NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter"></a></article></aside><p>A singularidade surge em uma estrutura do tipo vórtice, que se concentra e se alonga progressivamente, fazendo com que a região central diminua enquanto a velocidade aumenta. <strong>Essa divergência não é causada por uma força externa: os próprios termos não lineares das equações tornam-se grandes e se cancelam de maneira precisa. </strong></p><h2>Como conseguiram chegar nesse resultado?</h2><p><strong>O resultado surgiu após a OpenAI iniciar, em 1º de setembro, uma avaliação de problemas matemáticos usando um sistema de agentes.</strong> No caso de Navier-Stokes, diferentes grupos receberam versões incluindo as formulações que exigem uma prova de regularidade e as que buscam demonstrar a existência de uma singularidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica-1789232435229.png" data-image="d72k96h2tl48" alt="A solução descreve um vórtice que se concentra e se alonga: conforme a singularidade se aproxima, a região de fluxo intenso diminui enquanto a velocidade do fluido aumenta. Crédito: OpenAI" title="A solução descreve um vórtice que se concentra e se alonga: conforme a singularidade se aproxima, a região de fluxo intenso diminui enquanto a velocidade do fluido aumenta. Crédito: OpenAI"><figcaption>A solução descreve um vórtice que se concentra e se alonga: conforme a singularidade se aproxima, a região de fluxo intenso diminui enquanto a velocidade do fluido aumenta. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p>O grupo responsável pela solução envolveu cerca de 10 mil agentes simultâneos. Um passo decisivo ocorreu quando os agentes resolveram primeiro um problema relacionado às equações de Euler. <strong>A solução foi obtida em 5 de setembro, cerca de 88 horas após o início do experimento, e sua formalização e verificação em Lean exigiram mais 17 horas.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pesquisadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão do El Niño]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 08:38:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas da Universidade Complutense de Madrid descobrem que o oceano Atlântico pode desempenhar um papel decisivo na previsão do El Niño. Saiba as implicações desta descoberta para os diferentes setores da sociedade à escala global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957034710.jpg" data-image="y3hey4pasmdx"><figcaption>O El Niño é um dos principais motores da variabilidade climática global. O aquecimento anômalo das águas do Pacífico tropical desencadeia alterações atmosféricas que se propagam muito além da região, influenciando o clima em diversas partes do mundo, incluindo a Península Ibérica, embora nos países ibéricos o efeito de correlação seja bastante reduzido e mais ligado normalmente à subida das temperaturas à escala global.</figcaption></figure><p>E se para antecipar um dos maiores fenômenos climáticos do planeta fosse preciso deitar um olhar por outro oceano? Uma equipa do grupo de pesquisa TROPA (Universidad Complutense de Madrid e Instituto de Geociencias - IGEO-CSIC) descobriu que <strong>o oceano Atlântico pode desempenhar um papel decisivo na previsão do El Niño</strong>.</p><p>Na contemporaneidade os sistemas de previsão são capazes de antecipar o fenômeno do El Niño com cerca de <strong>um ano de antecedência</strong>. O novo estudo, publicado na prestigiante <em>Scientific Reports</em> e baseado no modelo ECMWF, mostra que<strong> essa janela temporal poderá ser ampliada graças ao Atlântico</strong>.</p><h2>O “irmão mais novo” do El Niño</h2><p>A peça-chave do estudo é aquilo a que os pesquisadores designam de <strong>“El Niño do Atlântico”</strong>, um fenômeno semelhante ao do Pacífico, embora <strong>mais modesto</strong>, que ocorre no<strong> Atlântico equatorial durante o verão do hemisfério norte</strong>, cerca de seis meses antes do El Niño do Pacífico. As alterações nos ventos associadas a este fenômeno podem modificar as condições atmosféricas que mais tarde influenciam o Pacífico.</p><h2>Do Atlântico ao Pacífico “nasce” uma nova janela de previsão, com olhos postos no futuro</h2><p>Para chegar a esta conclusão, a equipa procedeu à análise de dados de todo o século XX e demonstrou que <strong>o acoplamento entre os dois oceanos varia ao longo do tempo</strong>, alternando períodos de maior e menor interação. Essa interação foi particularmente <strong>mais coesa no início e no final do século passado </strong>e os pesquisadores estimam que <strong>poderá voltar a intensificar-se num futuro próximo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Quando a interação que conecta os dois oceanos está ativa, <strong>incorporar informação sobre o Atlântico nos modelos de previsão melhora significativamente a capacidade de antecipar o El Niño do Pacífico</strong>. Se os modelos para o Atlântico se tornarem suficientemente precisos, poderá ser possível ultrapassar a atual barreira de previsão de cerca de um ano e meio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957331443.jpg" data-image="oq6y9yh3jnxo"><figcaption>De acordo com os pesquisadores do grupo TROPA, esta descoberta abre uma margem mais ampla para a previsão climática, trazendo potenciais benefícios para o planeamento agrícola, económico e energético à escala global.</figcaption></figure><p><strong>“Para melhorar a previsão global, não basta olhar para o Pacífico; temos de avançar de forma homogénea no acompanhamento e na pesquisa do Atlântico tropical”</strong>, salientam os membros do grupo TROPA, cujo objetivo futuro é continuar a aprofundar estas dinâmicas para aperfeiçoar a previsão sazonal à escala planetária.</p><p>O estudo integra a <strong>tese de doutoramento de</strong> <strong>Antonio Robles</strong><strong>, orientada por</strong> <strong>Belén Rodríguez-Fonseca </strong>e<strong> Teresa Losada</strong>, contando ainda com a participação de <strong>Magdalena Balmaseda</strong> do Centro de Previsão Europeu (<strong>ECMWF</strong>).</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Robles-Fern%C3%A1ndez%2C%20A.J.%2C%20Rodr%C3%ADguez-Fonseca%2C%20B.%2C%20Losada%2C%20T.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Impact%20of%20tropical%20Atlantic%20on%20ENSO%20predictability%20in%20SEAS5-20C" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-59653-x">Robles-Fernández, A.J., Rodríguez-Fonseca, B., Losada, T. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-59653-x" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of tropical Atlantic on ENSO predictability in SEAS5-20C</a>.</cite><br><cite data-author="UCM%20%7C%20IGEO-CSIC" data-year="2026" data-title="Impacto%20del%20Atl%C3%A1ntico%20tropical%20en%20la%20previsibilidad%20del%20ENOS%20en%20el%20modelo%20SEAS5-20C" data-url="https%3A%2F%2Fwww.igeo.ucm-csic.es%2Fimpacto-del-atlantico-tropical-en-la-previsibilidad-del-enos-en-el-modelo-seas5-20c%2F">UCM | IGEO-CSIC. (2026). <a href="https://www.igeo.ucm-csic.es/impacto-del-atlantico-tropical-en-la-previsibilidad-del-enos-en-el-modelo-seas5-20c/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impacto del Atlántico tropical en la previsibilidad del ENOS en el modelo SEAS5-20C</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que Navier-Stokes é tão difícil? Entenda a matemática por trás delas em detalhes ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 23:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As equações de Navier-Stokes estão entre os assuntos do momento após a OpenAI anunciar um resultado para um dos maiores problemas associados a elas. Mas por que essas equações são tão importantes e difíceis de resolver? Entenda como elas descrevem o movimento dos fluidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes-1789231867480.png" data-image="zic947rstvdt" alt="As equações de Navier-Stokes descrevem fenômenos em fluidos na Terra e também em sistemas astronômicos, como estrelas, plasmas e discos de acreção. Crédito: Princeton University" title="As equações de Navier-Stokes descrevem fenômenos em fluidos na Terra e também em sistemas astronômicos, como estrelas, plasmas e discos de acreção. Crédito: Princeton University"><figcaption>As equações de Navier-Stokes descrevem fenômenos em fluidos na Terra e também em sistemas astronômicos, como estrelas, plasmas e discos de acreção. Crédito: Princeton University</figcaption></figure><p><strong>As equações de Navier-Stokes são equações que descrevem o movimento de fluidos, como líquidos e gases. </strong>Elas relacionam grandezas como velocidade, pressão, densidade e viscosidade com o momento. Elas permitem modelar desde escoamentos simples até sistemas altamente complexos.</p><p>A dificuldade matemática está em um termo chamado não linear que faz a velocidade do próprio fluido modificar sua evolução. <strong>Essa não linearidade permite a transferência de energia entre diferentes escalas e está diretamente relacionada à formação da turbulência</strong>, que é descrita por formação de vórtices. </p><p><strong>Essa questão deu origem ao problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, incluído entre os sete Millennium Prize Problems.</strong> O desafio que a OpenAI resolveu foi determinar se soluções suaves das equações tridimensionais desenvolvem velocidades ou outras grandezas que divergem em tempo finito.</p><h2>De onde vem as equações de Navier-Stokes?</h2><p><strong>As equações de Navier-Stokes vêm diretamente da segunda lei de Newton, aplicada a uma partícula de um fluido.</strong> A ideia é simples: a aceleração dessa partícula deve ser determinada pela soma das forças que atuam sobre ela, como pressão, viscosidade e forças externas. </p><div class="texto-destacado">Porém, em vez de acompanhar uma partícula, as equações descrevem o campo de velocidade em todo o fluido.</div><p><strong>A aceleração possui duas componentes principais: a aceleração local e a aceleração convectiva, causada pelo movimento da partícula para uma região onde a velocidade é diferente</strong>. É essa segunda componente que introduz a não linearidade das equações, fazendo com que o próprio escoamento altere sua evolução. </p><h2>Termo não-linear</h2><p>Com isso, essa não linearidade cria uma realimentação: regiões mais rápidas podem modificar o campo de velocidades e que por sua vez altera o transporte subsequente. <strong>Pequenas diferenças no campo de velocidade podem ser amplificadas pela dinâmica, tornando a evolução do sistema muito mais difícil de analisar.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes-1789231986517.png" data-image="juu8dpt6uusm" alt="Esta é uma das formas das equações de Navier-Stokes, usada para descrever o movimento de um fluido incompressível e newtoniano." title="Esta é uma das formas das equações de Navier-Stokes, usada para descrever o movimento de um fluido incompressível e newtoniano."><figcaption>Esta é uma das formas das equações de Navier-Stokes, usada para descrever o movimento de um fluido incompressível e newtoniano.</figcaption></figure><p><strong>Esse comportamento é importante em três dimensões, onde o escoamento pode desenvolver vórtices, alongá-los e transferir energia entre diferentes escalas.</strong> A energia introduzida em grandes estruturas pode ser redistribuída para escalas progressivamente menores.</p><h2>Difusão</h2><p>Outro termo importante e que atua de forma quase oposta é o termo de difusão que representa o efeito da viscosidade. Em um escoamento, <strong>a viscosidade atua reduzindo gradientes de velocidade e tende a suavizar variações espaciais,</strong> dissipando energia cinética em escalas menores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/misteriosos-vortices-sao-descobertos-na-superficie-do-sol.html" title="Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol">Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/misteriosos-vortices-sao-descobertos-na-superficie-do-sol.html" title="Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/misteriosos-vortices-sao-descobertos-na-superficie-do-sol-1786296361680_320.png" alt="Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol"></a></article></aside><p><strong>Esse termo compete diretamente com a não linearidade convectiva.</strong> Enquanto o termo de advecção acaba concentrando estruturas, gerando gradientes mais intensos e transferindo energia entre escalas, a viscosidade tem a tendência de espalhar essas variações e dissipar energia. </p><h2>O papel da pressão</h2><p><strong>Já o termo de gradiente de pressão representa a força por unidade de volume associada às diferenças de pressão dentro do fluido. </strong>Uma partícula de fluido tende a ser acelerada de regiões de maior pressão para regiões de menor pressão, fazendo com que esse termo determine parte da evolução do campo de velocidades. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes-1789232005521.png" data-image="ngfmv4ye03p9" alt="Vórtices são estruturas fundamentais que surgem nos escoamentos e desempenham um papel importante na formação e evolução da turbulência. Crédito: NSF / NSO" title="Vórtices são estruturas fundamentais que surgem nos escoamentos e desempenham um papel importante na formação e evolução da turbulência. Crédito: NSF / NSO"><figcaption>Vórtices são estruturas fundamentais que surgem nos escoamentos e desempenham um papel importante na formação e evolução da turbulência. Crédito: NSF / NSO </figcaption></figure><p><strong>A pressão não é simplesmente uma variável independente que evolui como a velocidade, mas funciona como uma espécie de campo de restrição. </strong>Em escoamentos turbulentos, pequenas variações de pressão podem ainda interagir com o campo de velocidade e influenciar a formação e a evolução de vórtices.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Granizo passa, mas trigo gaúcho enfrenta risco de giberela após chuva persistente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 21:43:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Granizo danificou lavouras no Noroeste gaúcho, mas o trigo sobrevivente ainda enfrenta um período crítico: chuva persistente, espigas molhadas e grande parte das plantas em floração aumentam o risco de giberela nos próximos dias no estado gaúcho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente-1789228078245.jpg" data-image="mat06bl48pvy" alt="giberela, trigo, rio grande do sul" title="giberela, trigo, rio grande do sul"><figcaption>Espiga de trigo com branqueamento parcial e coloração salmão, sinais associados à giberela.</figcaption></figure><p>O granizo que atingiu o Noroeste do Rio Grande do Sul entre quinta e sexta-feira danificou lavouras em Braga e Três Passos, enquanto Seberi também contabilizou estragos. <strong>Trigo, milho, aveia e tabaco ficaram expostos à chuva que superou 100 milímetros </strong>em pontos do estado.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O impacto visível nas plantas é apenas a primeira preocupação. <strong>Com 39% do trigo gaúcho em floração e 33% em enchimento de grãos,</strong> a permanência de espigas molhadas amplia o risco agronômico de giberela e dificulta inspeções, pulverizações e trânsito de máquinas.</p><h2>Granizo encontra 72% do trigo em fases reprodutivas no Rio Grande do Sul</h2><p>Em Braga, relatos preliminares indicam lavouras de trigo destruídas, enquanto Três Passos registrou danos também em milho, aveia e tabaco. <strong>O município acumulou cerca de 130 milímetros em poucas horas</strong>, e Seberi contabilizou aproximadamente 400 residências atingidas, dimensão que ajuda a mostrar a severidade localizada da tempestade. A avaliação agrícola, porém, ainda está em andamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente-1789228473029.jpg" data-image="fx040qo0qvcu" alt="umidade, solo, trigo" title="umidade, solo, trigo"><figcaption>Previsão da umidade do solo entre 12 e 14 de setembro de 2026.</figcaption></figure><p>O momento fenológico aumenta a sensibilidade. <strong>Dos cultivos gaúchos, 39% estão em floração</strong>, 33% em formação ou enchimento de grãos e 2% em maturação. Granizo pode quebrar colmos, remover folhas, ferir espigas e provocar acamamento. Em áreas de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen, a perda dependerá do tamanho das pedras, duração do evento, cultivar e estágio de cada talhão. </p><p>Nas parcelas parcialmente preservadas, a manutenção de folhas e espigas funcionais será decisiva para completar o enchimento e conservar o peso dos grãos.</p><h2>Espigas molhadas elevam atenção entre Santa Rosa, Ijuí e Passo Fundo </h2><p>A giberela não pode ser considerada instalada apenas porque choveu. Entretanto, o fungo encontra condições mais favoráveis quando o trigo está em floração, a <strong>temperatura permanece entre 20 °C e 25 °C e o molhamento contínuo</strong> das espigas supera 48 horas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Chuva frequente, alta umidade e pouca radiação também prolongam a secagem do dossel e dificultam a entrada no campo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na região de Santa Rosa, levantamento anterior indicava 45% das lavouras em floração, 25% em enchimento e 3% maduras.<strong> Esse quadro, combinado à umidade recente em Três Passos</strong>, Palmeira das Missões e Passo Fundo, exige acompanhamento talhão por talhão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente-1789228976632.jpg" data-image="9fy71ax6qr58" alt="umidade, solo, Caxias, Rio Grande do Sul" title="umidade, solo, Caxias, Rio Grande do Sul"><figcaption>A umidade relativa prevista para segunda-feira (14), às 16h, chega a 70% em Passo Fundo e 81% em Caxias do Sul.</figcaption></figure><p>O Rio Grande do Sul cultiva aproximadamente 814 mil hectares de trigo, com produtividade inicialmente estimada em 2.701 quilos por hectare, o que amplia a importância econômica do período.</p><h2>Trégua no fim de semana permite vistoria, mas solo ainda limita operações </h2><p><strong>O afastamento do sistema favorece redução da chuva no Rio Grande do Sul entre sábado, 12, e domingo, 13, </strong>enquanto a instabilidade se concentra mais sobre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Isso abre oportunidade para iniciar levantamentos em Braga, Três Passos e Seberi, mas não garante suporte do solo nem secagem completa das espigas nas primeiras horas.</p><div class="texto-destacado">Decisões sobre manejo sanitário ou recuperação precisam de avaliação agronômica local, pois a janela adequada varia entre cultivares e estágios.</div><p>Até segunda-feira, 14, a chuva mais persistente tende a permanecer ao norte do estado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Em Santa Rosa, Passo Fundo e Ijuí, a retomada de máquinas deve considerar drenagem, textura do solo, profundidade das marcas deixadas pelos pneus e umidade da palha. </p><ul> <li><strong>Em Três Passos, após cerca de 130 milímetros, priorizar registros das áreas e evitar aumentar a compactação do solo.</strong></li> <li>Em Santa Rosa, onde 45% do trigo estava em floração, observar espigas, anteras e duração do molhamento.</li> <li>Em Braga, separar danos mecânicos do granizo de sintomas que possam surgir nos 7 a 14 dias seguintes.</li> <li><strong>Em Passo Fundo e Ijuí, confirmar a sustentação do terreno antes de liberar tratores, pulverizadores ou equipes.</strong></li> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item></channel></rss>