<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 13 Jul 2026 21:30:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 21:30:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Ar quente aumenta em 10°C as temperaturas do Sudeste e Centro-Oeste; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 20:43:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar quente e seco vai deixar o tempo firme com sol e calor nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos próximos dias, com as máximas aumentando até 10°C até o fim desta semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaowrn6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaowrn6.jpg" id="xaowrn6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana está começando com temperaturas amenas no <strong>Sudeste e Centro-Oeste</strong> do Brasil, mas isso vai mudar nos próximos dias. Uma<strong> massa de ar quente e seco </strong>vai deixar o <strong>tempo firme, com sol e calor de até 35°C</strong> em ambas as regiões ao longo desta semana.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>As <strong>temperaturas se elevam gradualmente</strong> e as máximas podem aumentar até 10°C entre hoje (13) e a sexta-feira (17) em várias localidades, especialmente no Centro-Oeste, como por exemplo, em Rio Brilhante (de 21°C para 31°C) e em Ribas do Rio Pardo (de 22°C para 32°C) , ambas no Mato Grosso do Sul.</p><p>E atenção também para a <strong>baixa umidade relativa do ar</strong>, que deve atingir <strong>níveis entre 30% e 20% durante as tardes</strong>, especialmente no <strong>interior do Centro-Oeste</strong>, impactando a saúde das pessoas mais vulneráveis. Por isso, os órgãos responsáveis recomendam manter hidratação constante e evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h.</p><p>Acompanhe abaixo mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Temperaturas acima dos 30°C em parte do CO e do SE</h2><p>Primeiramente, em relação às chuvas, nesta terça-feira (14) até pode chover de forma fraca e mais isolada na faixa litorânea dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro entre a manhã e a tarde, devido à circulação, mas o <strong>tempo fica estável e com predomínio de sol</strong> em toda a Região <strong>Sudeste e Centro-Oeste</strong> pelo menos<strong> até a sexta-feira (17)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783968585041.jpg" data-image="gjp9cwueqgdw"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons brancos/acinzentados) para terça-feira (14) às 12h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Apesar desta semana estar começando com temperaturas amenas no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, <strong>o calor vai ganhar força nos próximos dias</strong> em ambas as regiões, com máximas de 30°C e até mesmo acima disso em várias localidades, principalmente no Centro-Oeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html" title="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão">Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html" title="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783950277214_320.jpg" alt="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão"></a></article></aside><p>No<strong> mapa abaixo</strong> podemos observar a <strong>abrangência</strong> desta <strong>massa de ar quente sobre boa parte do Brasil</strong>, pegando além da Região Sul, também o Centro-Oeste e parte do Sudeste, onde vai manter as temperaturas mais elevadas para esta época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783969679784.jpg" data-image="aimkwgr5pq55"><figcaption>Anomalias de temperatura do ar (em °C) no nível de 850hPa mostram a atuação da massa de ar quente e seco nos próximos dias em várias regiões do Brasil.</figcaption></figure><p><strong>A partir da tarde de quarta-feira (15) </strong>a massa de ar quente já atinge toda a Região <strong>Centro-Oeste</strong>. Com isso, a segunda metade desta semana será de muito calor, com temperaturas <strong>máximas acima dos 30°C </strong>na maior parte da região.</p><p>Mas as máximas podem chegar aos<strong> 35°C </strong>no<strong> leste de</strong> <strong>Goiás</strong>, no <strong>norte e leste do</strong> <strong>Mato Grosso do Sul </strong>e no <strong>sul e leste do Mato Grosso</strong> nos próximos dias.</p><p>Entre as capitais, <strong>Cuiabá </strong>terá máxima de<strong> 34°C</strong>, e<strong> Campo Grande e Goiânia</strong> em torno de <strong>30°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783970511013.jpg" data-image="ivovzp9c7gx2"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para quinta-feira (16), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>Região Sudeste</strong>, o calor começa a ser mais presente a partir da quinta-feira (16), atingindo especialmente o<strong> leste de São Paulo e o Triângulo Mineiro</strong>. Nestas áreas, as temperaturas máximas vão variar <strong>entre 28°C e 31°C</strong> na segunda metade desta semana.</p><div class="texto-destacado">A segunda metade desta semana terá muito calor no leste de São Paulo, no Triângulo Mineiro e na Região Centro-Oeste, com temperaturas máximas entre 30°C e 35°C.</div><p>Algumas <strong>localidades </strong>de destaque são, por exemplo, Guararapes (SP): 30°C; <strong>Tabajara (SP): 31°C</strong>; Campina Verde (MG): 30°C; <strong>Limeira do Oeste (MG): 31°C</strong>.</p><p>Além disso, <strong>a atuação da massa de ar quente e seco vai deixar </strong><strong>níveis baixos de umidade relativa do ar</strong> nos próximos dias no interior do Centro-Oeste e em parte do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), e principalmente na sexta-feira (17), como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783968643728.jpg" data-image="yascvfe1l4hi"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para sexta-feira (17) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Os índices vão ficar <strong>entre 20% e 30%</strong> no <strong>oeste de São Paulo</strong>, no <strong>Triângulo Mineiro</strong>, em G<strong>oiás</strong>, no<strong> leste do Mato Grosso</strong> e no<strong> leste e norte do Mato Grosso do Sul</strong>, pelo menos até a sexta-feira (17).</p><p>Este caso exige um <strong>estado de atenção</strong> pois pode causar ressecamento da pele e desconforto nos olhos, boca e garganta. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Efeito El Niño: calor anômalo de mais de 10°C atinge 4 países vizinhos e 4 estados do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 19:37:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os efeitos do El Niño começam a ganhar força no Brasil, favorecendo uma onda de calor em pleno inverno e temperaturas muito acima da média no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os termômetros podem chegar a 40°C no Mato Grosso do Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil-1783959769087.jpg" data-image="2fkzf0p7dqix" alt="Previsão de anomalias de temperatura na sexta-feira durante a tarde." title="Previsão de anomalias de temperatura na sexta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura na sexta-feira durante a tarde mostra que, em grande parte da América do Sul, as temperaturas máximas podem ficar mais de 10°C acima da média.</figcaption></figure><p>O <strong>El Niño</strong> é, talvez, o <strong>fenômeno climático mais importante e abrangente</strong> que conhecemos. Trata-se de um aquecimento anormal e persistente das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação atmosférica e influencia o clima ao redor de todo o planeta.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário do que se noticiou em muitos portais, que culpavam erroneamente qualquer ocorrência meteorológica ao El Niño, o fenômeno só está começando a influenciar o clima no Brasil agora.</div><p>O fenômeno esteve se intensificando e se consolidando ao longo do primeiro semestre de 2026, <strong>e foi declarado oficialmente em Junho</strong>. No entanto, como o El Niño causa um ciclo longo de influências atmosféricas, pode haver uma <strong>demora de vários meses </strong>para que seus efeitos comecem a se manifestar sobre diferentes partes do planeta.</p><h2>El Niño está começando a se manifestar no Brasil</h2><p>Conforme o El Niño modifica a circulação atmosférica sobre a América do Sul, um dos seus efeitos anômalos mais comuns está relacionado a um <strong>aumento das temperaturas médias e à incidência de ondas de calor intensas</strong> sobre as regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste (especialmente no Mato Grosso do Sul). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil-1783959822426.jpg" data-image="q6vbdvfnl56r" alt="Previsão de anomalias de temperatura semanais entre os dias 13 e 20 de Julho." title="Previsão de anomalias de temperatura semanais entre os dias 13 e 20 de Julho."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura semanais entre os dias 13 e 20 de Julho (modelo ECMWF) mostra a ocorrência de uma onda de calor significativa sobre a América do Sul.</figcaption></figure><p>Esse efeito <strong>está começando a se manifestar já nesta semana</strong>. Como podemos observar no mapa acima, as últimas previsões climáticas indicam a ocorrência de uma onda de calor significativa sobre a América do Sul, abrangendo não só parte do Brasil como também Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Nestes países, as temperaturas médias podem ficar <strong>mais de 4°C acima da média ao longo da semana</strong>, assim como em alguns municípios do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, parte do Paraná e Mato Grosso do Sul, as anomalias ficam entre 3°C e 4°C acima da média neste período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil-1783959870458.jpg" data-image="37lfid3mwrae" alt="Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira (17)." title="Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira (17)."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira (17) mostra que parte do Brasil registrará temperaturas acima dos 35°C, enquanto regiões da Argentina e da Bolívia registram até 41°C.</figcaption></figure><p>Na prática, isso se reflete em um <strong>aquecimento gradual</strong> ao longo da semana, que resultará em máximas próximas dos <strong>32°C na região Sul</strong> e dos <strong>40°C na região Centro-Oeste</strong>. Enquanto isso, algumas regiões da Argentina e da Bolívia podem registrar temperaturas <strong>acima dos 40°C</strong>, chegando a <strong>42°C</strong> ou mais em alguns municípios.</p><div class="texto-destacado">Essas temperaturas pontuais atingem valores que estão mais de 10°C acima do esperado para o período de Inverno. Por isso, desde o início do ano, os meteorologistas mais sérios e profissionais têm avisado sobre o potencial de um inverno mais quente que o normal sobre o Brasil.</div><p>Com a consolidação gradual dos efeitos do El Niño sobre o Brasil, não se descarta a possibilidade de que o <strong>Outono acabe se mostrando uma estação mais fria do que o Inverno</strong> sobre o Centro-Sul do país - Já que o Inverno pode ser marcado por temperaturas acima da média, mais quentes que o normal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai">Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947379083_320.png" alt="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"></a></article></aside><p>Vale notar que, além das temperaturas, o<strong> El Niño também influencia as chuvas sobre o Brasil</strong>. O fenômeno fortalece os Jatos de Baixos Níveis , capazes de causar tempestades intensas sobre o Sul do país, e previsões já estão indicando <strong>chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul</strong> nos próximos 15 dias, que podem chegar a acumulados totais extremos de até <strong>500 mm</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:55:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria avança pelo Brasil nos próximos dias acompanhada de uma massa de ar polar. O sistema deve mudar o tempo e as temperaturas em quatro regiões do país, influenciando o tempo inclusive no Nordeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaovpdu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaovpdu.jpg" id="xaovpdu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Desde o final de semana, uma frente fria vem se deslocando de maneira rápida pelo Brasil. O sistema já provocou <strong>mudanças no tempo</strong> pelas regiões <strong>Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong>, onde houve registros de chuvas intensas, queda de granizo e diversos prejuízos ao longo de sua evolução.</p><p>Nesta semana, o <strong>sistema frontal ainda irá influenciar</strong> as condições do tempo em áreas de<strong> Minas Gerais, no Espírito Santo</strong> e em alguns estados nordestinos. Contudo, outros fatores também associados à frente fria vão provocar mudanças no tempo do <strong>Nordeste</strong>. Aproveite para acompanhar a previsão do tempo e veja a seguir quais são estes fatores.</p><h2> Frente fria avança e espalha chuvas pelo Sudeste e Nordeste </h2><p>O restante desta segunda-feira (13) ainda terá a presença da frente fria sobre áreas do Brasil. Desta vez os estados afetados são <strong>Minas Gerais e o Espírito Santo.</strong> Com destaque para <strong>riscos de chuvas intensas e temporais</strong> no estado capixaba. Enquanto isso, em Minas, <strong>chuvas com intensidade fraca e moderada</strong> atingem áreas entre o Vale do Aço e o noroeste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949311418.jpg" data-image="xnjewt4kce0n" alt="Precipitação no Nordeste do Brasil." title="Precipitação no Nordeste do Brasil."><figcaption>Chuvas moderadas e fortes estão previstas para o NE do Brasil nos próximos dias.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica também permite a <strong>entrada de umidade oceânica</strong> no leste do Sudeste. Municípios localizados no litoral, devem registrar <strong>pancadas de chuva.</strong> Ao longo da terça-feira (14), a frente fria segue avançando e <strong>muda o tempo sobre o leste da Bahia</strong>, provocando chuvas moderadas.</p><p>Deste modo as chuvas passam a se concentrar no Nordeste do Brasil. Isso porque a frente fria terá um posicionamento estratégico no Oceano Atlântico. A sua <strong>circulação permite que ventos de sul/sudeste</strong> alcancem o Nordeste do Brasil <strong>transportando umidade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949236935.jpg" data-image="igy13k6on6me" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Mapa mostra o aumento de água precipitável no NE do Brasil, por conta do posicionamento da frente fria no Atlântico.</figcaption></figure><p>Pancadas de chuva estão sendo previstas já nesta terça-feira (14), mas ainda de <strong>forma irregular</strong>. No decorrer de quarta-feira (15),<strong> a umidade adentra mais ao continente</strong> e ao encontrar ar quente, tem-se a formação de nuvens carregadas, originando em chuvas mais intensas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Os estados da<strong> Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte</strong>, devem ser afetados por chuvas moderadas ao longo do dia. Enquanto que os estados do <strong>Sergipe, Alagoas, Maranhão e Piauí tem previsão de chuvas intensas</strong> e até mesmo de trovoadas entre a manhã e a tarde desta quarta-feira (15).</p><h2>Após frente fria, ar polar derruba as temperaturas</h2><p>Depois da passagem da frente fria sobre o Centro-Sul do Brasil,<strong> uma massa de ar polar </strong>com boa intensidade <strong>diminui as temperaturas</strong> em diversas regiões do país. A começar pela Região Sul, onde as diminuição das temperaturas já foram registradas ao final da tarde de domingo (12) e manhã desta segunda (13).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949376551.jpg" data-image="9d5ud7pql0ts" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Mapa mostra a presença de ar frio sobre áreas de 4 regiões do país.</figcaption></figure><p><strong>O frio continua nesta tarde </strong>e os termômetros variam entre <strong>11°C e 22°C</strong> no Sul. No Sudeste, áreas da porção leste serão as mais frias com termômetros não superando os <strong>21°C,</strong> caso do <strong>leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão">Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783892005271_320.jpg" alt="Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão"></a></article></aside><p><strong>Temperaturas agradáveis sobre o Centro-Oeste, </strong>principalmente no Mato Grosso do Sul, onde a máxima varia entre <strong>20°C e 26°C</strong>. Sobre o sul de Goiás e a faixa entre oeste e sul do Mato Grosso, a máxima não supera os 27°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949420334.jpg" data-image="9hr3ib5ujuo4" alt="Temperatura Mínima." title="Temperatura Mínima."><figcaption>Temperatura mínima prevista para o amanhecer desta terça-feira (14).</figcaption></figure><p><strong>O amanhecer de terça-feira (14) será gelado com risco de geadas</strong> na Serra Gaúcha e Catarinense, com <strong>termômetros abaixo dos 5°C</strong>. O frio também será forte nas áreas mais altas do Sudeste do país, <strong>há possibilidade de temperaturas negativas na Serra da Mantiqueira,</strong> entre Minas Gerais e São Paulo.</p><p>No Centro-Oeste, <strong>as primeiras horas do dia terão temperaturas entre 12°C e 16°C</strong> em Mato Grosso do Sul e sul de Goiás. No Mato Grosso e Rondônia<strong> o ar frio também chega</strong> mas como uma friagem e deixa as temperaturas abaixo dos 20°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:27:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sequência de dias com tempestades severas e chuvas volumosas traz alerta de transtornos generalizados na reta final de julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947379083.png" data-image="s8q300dlkl2q" alt="A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas, são esperados granizo, rajadas intensas de vento e chuvas volumosas." title="A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas, são esperados granizo, rajadas intensas de vento e chuvas volumosas."><figcaption>A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas, são esperados granizo, rajadas intensas de vento e chuvas volumosas.</figcaption></figure><p>Enquanto o início da semana será marcado por frio e tempo firme em grande parte do Centro-Sul do Brasil, a atmosfera começa a mudar a partir de sexta-feira (17). A previsão indica um<strong> elevado risco de tempestades muito intensas, chuva intensa e transtornos no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947470377.png" data-image="49mq1xhrep6g" alt="Tempestades intensas começam a atuar já a partir de quinta (16), se fortalecendo e se intensificando até a próxima semana. No mapa acima, a previsão para sábado (18), segundo o ECMWF." title="Tempestades intensas começam a atuar já a partir de quinta (16), se fortalecendo e se intensificando até a próxima semana. No mapa acima, a previsão para sábado (18), segundo o ECMWF."><figcaption>Tempestades intensas começam a atuar já a partir de quinta (16), se fortalecendo e se intensificando até a próxima semana. No mapa acima, a previsão para sábado (18), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A mudança ocorre justamente em um momento em que o<strong> El Niño passa a influenciar de forma mais evidente a circulação atmosférica</strong> sobre a América do Sul. Em conjunto com um bloqueio atmosférico, o fenômeno cria um ambiente favorável para<strong> vários dias consecutivos de tempestades destrutivas</strong> e <strong>elevados acumulados de chuva</strong> no Cone Sul da América do Sul. A seguir, entenda o papel do El Niño neste quadro e os riscos envolvidos.</p><h2>O papel do El Niño</h2><p>O El Niño modifica a circulação atmosférica sobre a América do Sul, favorecendo o<strong> fortalecimento do jato subtropical</strong> - uma corrente de ventos em altos níveis da atmosfera - e <strong>aumentando</strong> a frequência e a<strong> intensidade</strong> dos episódios do <strong>Jato de Baixos Níveis da América do Sul </strong>(JBNAS), uma esteira transportadora de calor e umidade da Amazônia em direção ao sul do continente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño will help power an impressive extension of the subtropical jet stream across the Southern Hemisphere over the next week.<br><br>Powerful storms are expected to hit parts of Chile, including Santiago, while unusual cold spreads across the South Pacific islands. <a href="https://t.co/fE3egpEfBB">pic.twitter.com/fE3egpEfBB</a></p> Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2076320685689917509?ref_src=twsrc%5Etfw">July 12, 2026</a></blockquote></figure><p>O fortalecimento do jato subtropical aumenta o<strong> “suporte dinâmico” </strong>para a formação de tempestades. Nas regiões de entrada e saída dos máximos de velocidade desse jato formam-se áreas de <strong>divergência em altos níveis</strong>, onde o ar se afasta horizontalmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947452535.png" data-image="vo8jp6qb988m" alt="Mapa previsto de vento em altos níveis para sábado (18) mostrando uma área com divergência, segundo o ECMWF." title="Mapa previsto de vento em altos níveis para sábado (18) mostrando uma área com divergência, segundo o ECMWF."><figcaption>Mapa previsto de vento em altos níveis para sábado (18) mostrando uma área com divergência, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Pela física, essa "retirada" de ar em altitude precisa ser compensada por ar que sobe das camadas mais baixas da atmosfera. Esse <strong>movimento ascendente favorece a formação e o crescimento das nuvens de tempestade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947676356.png" data-image="ynbp5ptteqrk" alt="Esquema representativo da conservação de massa induzida por divergência em altos níveis. Créditos: Meteored/Ana Maria Pereira Nunes." title="Esquema representativo da conservação de massa induzida por divergência em altos níveis. Créditos: Meteored/Ana Maria Pereira Nunes."><figcaption>Esquema representativo da conservação de massa induzida por divergência em altos níveis.</figcaption></figure><p>Mas, para que essas tempestades se desenvolvam, é preciso <strong>combustível</strong>, e é aí que entra o <strong>JBNAS</strong>. Esse corredor de ventos transporta<strong> grandes volumes de ar úmido (rio atmosférico) e quente da Amazônia</strong> em direção ao Paraguai, norte da Argentina, Uruguai e Região Sul do Brasil, fornecendo a energia necessária para sustentar chuvas intensas e tempestades severas. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>As <strong>anomalias </strong>de temperatura podem alcançar<strong> 22°C acima da média no norte da Argentina </strong>e <strong>13°C</strong> acima da média no <strong>Rio Grande do Sul</strong> em alguns horários da previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947704964.png" data-image="qq848f6fvhj7" alt="Previsão de anomalia de temperatura (esquerda) e de rio atmosférico (direita) para sexta-feira (17),segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (esquerda) e de rio atmosférico (direita) para sexta-feira (17),segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (esquerda) e de rio atmosférico (direita) para sexta-feira (17),segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Quando o suporte dinâmico proporcionado pelo jato subtropical atua em conjunto com o intenso transporte de calor e umidade promovido pelo JBNAS, cria-se um<strong> ambiente altamente favorável </strong>à formação de <strong>tempestades</strong> <strong>organizadas</strong>, capazes de produzir<strong> chuva volumosa</strong>, <strong>vendavais</strong>, <strong>granizo</strong> e com potencial para extremos de vento como <strong>microexplosões</strong> e <strong>tornados</strong>.</p><h2>Alerta de chuvas extremas</h2><p>Um indicador de eventos extremos importante é o <strong>Índice de Previsão Extrema (EFI) do ECMWF</strong>. O produto compara a previsão atual com a climatologia do próprio modelo e ressalta áreas onde é provável a ocorrência de um evento incomum ou extremo, baseado no percentil 99 (P99) - que representa um <strong>acumulado de chuva superado em apenas 1% dos casos</strong> para aquela região e época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778244" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média">Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866908675_320.png" alt="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"></a></article></aside><p>Entre os dias <strong>17 e 22 de julho</strong>, o mapa abaixo destaca o <strong>Rio Grande do Sul</strong> e áreas vizinhas (incluindo <strong>parte de Santa Catarina, Uruguai e Argentina</strong>) com valores elevados de EFI, indicando alta probabilidade das chuvas superarem 180 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947817304.png" data-image="dc8xcfnmz8xg" alt="EFI do ECMWF para a precipitação destaca chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul e Uruguai entre 17 e 22 de julho. Créditos: ECMWF." title="EFI do ECMWF para a precipitação destaca chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul e Uruguai entre 17 e 22 de julho. Créditos: ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para a precipitação destaca chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul e Uruguai entre 17 e 22 de julho. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>De fato, a <strong>previsão </strong>do modelo ECMWF indica <strong>acumulados </strong>da ordem de <strong>300 mm</strong> sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> entre<strong> 17 e 23 de julho</strong>. Valores elevados também podem ocorrer nas vizinhanças, incluindo Santa Catarina, Uruguai e Argentina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947836829.png" data-image="2h0thu06mkbf" alt="Previsão de chuva acumulada até quinta-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até quinta-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até quinta-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Embora o dia 23 seja o final do horizonte desta previsão, as chuvas devem continuar nos dias seguintes. <strong>Previsões estendidas </strong>de vários modelos indicam volumes se aproximando de <strong>500 mm</strong> no Rio Grande do Sul nos<strong> próximos 15 dias.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Atualização das 00UTC de hoje, com ECMWF mantendo alto volume de chuva no Rio Grande do Sul. <br>GFS que até ontem era mais conservador, hoje já projeta muita chuva em grande área também .<br>Situação que merece monitoramento. <a href="https://t.co/KFpL1jrWYI">pic.twitter.com/KFpL1jrWYI</a></p> Igor (@Igor__Roik) <a href="https://x.com/Igor__Roik/status/2076582627851571243?ref_src=twsrc%5Etfw">July 13, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>São esperados diversos transtornos</strong> relacionados aos acumulados elevados de chuva, como <strong>inundações</strong>, <strong>enxurradas</strong> e <strong>enchentes</strong>. Somado a isso, também são esperados danos relacionados à severidade das tempestades, como estragos por ocorrência de <strong>granizo</strong> e eventos extremos de vento, como <strong>microexplosões</strong> e <strong>tornados isolados</strong>. A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas na reta final de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situada no sopé norte das montanhas Harz, encontra-se uma das mais belas cidades da Alemanha. O seu centro histórico é Património Mundial da UNESCO, sendo um destino ideal para uma viagem de um dia ou um fim de semana relaxante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782387949422.png" data-image="06dvpmvi6yjx" alt="pequena aldeia na Alemanha" title="pequena aldeia na Alemanha"><figcaption>As casas de enxaimel com 800 anos fazem de Quedlinburg, nas montanhas Harz, um lugar único.</figcaption></figure><p>Poucas cidades na Alemanha conseguem concentrar tanta história, arquitetura e charme num espaço tão pequeno como Quedlinburg.</p><p>Hoje, vivem ali cerca de 23.000 pessoas, mas a cidade tem mais de mil anos de história. É particularmente famosa pelas suas <strong>mais de 2.100 casas de estilo enxaimel, construídas ao longo de oito séculos</strong>.</p><p>Por detrás destas fachadas de madeira cuidadosamente restauradas encontram-se cafés acolhedores, lojas de artesanato e característicos pátios interiores.</p><h2>Uma atmosfera mágica ao cair da noite</h2><p>Ao pôr-do-sol, a cidade revela todo o seu encanto. Quando os edifícios históricos são banhados por uma luz quente, as suas ruas estreitas ganham um ar de conto de fadas. Não admira, por isso, que <strong>Quedlinburg seja considerada uma das mais belas cidades da Alemanha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782388023175.png" data-image="5qtgi2bi827m"><figcaption>À noite, a iluminação acolhedora cria uma atmosfera particularmente romântica.</figcaption></figure><p>A combinação de história e cultura faz de Quedlinburg um destino ideal para uma viagem de um dia ou para um fim de semana relaxante. <strong>As suas românticas ruas empedradas são ladeadas por magníficos edifícios renascentistas, barrocos, rococós e neoclássicos</strong>.</p><p>Um castelo, juntamente com catorze igrejas e capelas, completa este extraordinário complexo histórico.</p><h3>Um tesouro medieval e um museu dedicado às casas de enxaimel</h3><p>Entre os<strong> pontos turísticos imperdíveis estão a cidade velha com as suas casas em estilo enxaimel</strong>, a praça do mercado com a câmara municipal e a estátua de Roland, bem como a colina do castelo e a igreja colegiada de São Servácio (Stiftskirche St. Servatii), que domina toda a paisagem.</p><p>Juntamente com o centro histórico e o castelo, <strong>esta igreja é Património Mundial da UNESCO</strong>. No seu interior, alberga um precioso tesouro medieval, considerado um dos mais importantes tesouros eclesiásticos da Alemanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wie-im-marchen-diese-stadt-im-harz-bezaubert-mit-2-100-fachwerkhausern-1781004095849.jpeg" data-image="h4ke1s2wupfm" alt="igreja" title="igreja"><figcaption>A igreja colegiada de São Servácio começou a ser construída em 1070, em Castle Hill. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>Vale a pena também reservar algum tempo para descobrir Münzenberg, com a <strong>igreja do antigo mosteiro de Santa Maria</strong> e o museu de casas em enxaimel instalado no Ständerbau.</p><h2>Uma cidade que é protagonista no grande ecrã</h2><p>Graças ao seu <strong>património medieval excecional e perfeitamente preservado</strong>, Quedlinburg é frequentemente escolhida como cenário para produções cinematográficas e televisivas.</p><p>Para além dos seus tesouros históricos e culturais,<strong> a cidade oferece inúmeros espaços verdes</strong>. Com quinze hectares, o Parque Brühl é o maior de Quedlinburg e, graças às suas árvores centenárias, faz parte do Projeto de Paisagismo de Jardins da Saxónia-Anhalt.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770546" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal">Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056_320.jpg" alt="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"></a></article></aside><p>Entre o rio Brühl e a colina do castelo encontra-se o <strong>histórico jardim da abadia</strong>, que sofreu um importante projeto de remodelação há cerca de vinte anos.</p><p>Por fim, o<strong> bairro de Münzenberg também merece uma visita</strong>, com a igreja do antigo mosteiro de Santa Maria e o museu de casas em enxaimel, instalado no histórico edifício Ständerbau.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Christel Grommel" data-year="2026" data-title="Diese Stadt im Harz ist weltberühmt: Märchenhafte Altstadt mit 2.100 Fachwerkhäusern" data-url="https://www.landundforst.de/niedersachsen/region-goettingen-northeim-harz/diese-stadt-harz-weltberuehmt-maerchenhafte-altstadt-2100-fachwerkhaeusern-575580">Christel Grommel. (2026). <a href="https://www.landundforst.de/niedersachsen/region-goettingen-northeim-harz/diese-stadt-harz-weltberuehmt-maerchenhafte-altstadt-2100-fachwerkhaeusern-575580" target="_blank">Diese Stadt im Harz ist weltberühmt: Märchenhafte Altstadt mit 2.100 Fachwerkhäusern</a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sonda japonesa Hayabusa2 fotografou um estranho asteroide que surpreendeu pelo seu formato de "boneco de neve"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-japonesa-hayabusa2-fotografou-um-estranho-asteroide-que-surpreendeu-pelo-seu-formato-de-boneco-de-neve.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A famosa espaçonave que trouxe de volta amostras de asteroide concluiu com sucesso sua passagem mais próxima. Suas imagens fornecem dados valiosos para o aprimoramento da defesa planetária.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-sonda-japonesa-hayabusa2-fotografio-un-extrano-asteroide-y-sorprendio-por-su-forma-de-muneco-de-nieve-1783431840146.jpg" data-image="o3ub3p1tetvi" alt="asteroide, sonda" title="asteroide, sonda"><figcaption>Representação artística da sonda japonesa em um asteroide. Fonte: Agência JAXA.</figcaption></figure><p>Um <strong>asteroide </strong>de <strong>450 metros de diâmetro</strong>, fotografado por uma espaçonave que viajava a mais de 18.000 km/h, acabou <strong>parecendo um boneco de neve flutuando no espaço</strong>.</p><p>A<strong> imagem foi captada pela Hayabusa2</strong>, sonda da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), durante uma passagem extremamente próxima pelo <strong>asteroide <em>Torifune</em>, localizado a cerca de 100 milhões de quilômetros da Terra</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que mais chamou a atenção dos cientistas não foi apenas a nitidez da fotografia, mas o formato do objeto: dois lóbulos arredondados unidos, como se alguém tivesse feito um boneco de neve em gravidade zero.</strong></div><p>“No momento em que vi esta imagem e os dados científicos, senti um arrepio”, disse o pesquisador da JAXA Yuya Mimasu. “Pessoalmente, ela me lembrou um boneco de neve”.</p><p><strong>A comparação pode parecer fofa, mas, por trás desse formato, escondem-se informações valiosas</strong> sobre como os asteroides se formam e evoluem.</p><h2>Uma aproximação incomum</h2><p>A <strong>Hayabusa2 não apenas passou perto de Torifune; ela se aproximou a uma distância projetada de cerca de 800 metros</strong>, deslocando-se a uma velocidade superior a 18.000 km/h. Caso essa distância seja confirmada pela análise final da missão, o feito figurará entre as passagens em alta velocidade mais próximas de um asteroide já realizadas por uma espaçonave.</p><div class="texto-destacado"><strong>A manobra foi particularmente desafiadora porque Torifune não fazia parte da missão original da Hayabusa2. Engenheiros e cientistas tiveram de trabalhar com informações limitadas sobre o formato exato e as características da superfície do objeto.</strong></div><p>A sonda, de tamanho comparável ao de uma geladeira doméstica, utilizou sua câmera telescópica para capturar a<strong> imagem em preto e branco que agora circula pelo mundo</strong>. Ela também coletou dados usando uma câmera infravermelha capaz de medir a temperatura da superfície do asteroide.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-sonda-japonesa-hayabusa2-fotografio-un-extrano-asteroide-y-sorprendio-por-su-forma-de-muneco-de-nieve-1783432179403.jpg" data-image="l723ajc4l8yi" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Imagem do asteroide capturada pela sonda japonesa. Fonte: JAXA.</figcaption></figure><p>Essas medições revelaram algo esperado, mas ainda útil para os pesquisadores: <strong>as áreas iluminadas pelo Sol pareciam muito mais quentes do que as regiões na sombra</strong>.</p><p>A diferença de temperatura permite estimar propriedades como a rugosidade da superfície e a capacidade do material de absorver e liberar calor — conhecida como inércia térmica.</p><h3>Por que é importante estudar este asteroide</h3><p><strong>Torifune pertence ao grupo Apollo, uma família de asteroides próximos à Terra cujas órbitas cruzam a do nosso planeta</strong>. Isso não significa que ele represente um perigo imediato, mas faz dele um objeto de interesse para pesquisas de defesa planetária.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/YPBfC1Hyyng/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=YPBfC1Hyyng" id="YPBfC1Hyyng"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Os cientistas sabem que nem todos os asteroides são iguais. Alguns são rochas sólidas, outros se assemelham a amontoados de escombros mantidos unidos pela própria gravidade e alguns — como sugere a nova imagem de <strong>Torifune </strong>— apresentam<strong> estruturas compostas por dois lóbulos fundidos</strong>. Compreender essas diferenças é fundamental para elaborar estratégias de desvio caso algum objeto represente uma ameaça futura à Terra.</p><p>A missão japonesa também ocorre em um momento de crescente interesse por esse tipo de pesquisa. Em 2022, a NASA conseguiu alterar a órbita do asteroide Dimorphos ao colidir deliberadamente uma sonda espacial contra ele durante o experimento DART. A JAXA e a Agência Espacial Europeia (ESA) também estão envolvidas em projetos futuros de defesa planetária, incluindo o monitoramento do asteroide Apophis, que passará relativamente perto da Terra em 2029.</p><h2>A espaçonave que segue trabalhando 6 anos depois</h2><p>A passagem próxima a Torifune é apenas o capítulo mais recente de uma missão que já havia feito história. Lançada em 2014, <strong>a Hayabusa2 viajou até o asteroide Ryugu</strong>, pousou em sua superfície e <strong>coletou amostras que retornaram à Terra em 2020</strong>.</p><p>Essas amostras permitiram estudar material praticamente intacto, remanescente dos primórdios do Sistema Solar. Entre as descobertas mais notáveis estava a presença das cinco bases nitrogenadas que compõem o DNA e o RNA — moléculas essenciais para a vida como a conhecemos.</p><p>Longe de encerrar sua missão após essa entrega, a sonda continuou viajando pelo espaço. S<strong>eu próximo grande alvo é o asteroide 1998 KY26</strong>, um objeto minúsculo com apenas 11 metros de diâmetro. Para efeito de comparação, esse tamanho é semelhante ao do asteroide que explodiu sobre a cidade russa de Chelyabinsk em 2013.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776510" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular">Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-lucy-finds-a-tumbling-peanut-shaped-asteroid-1782500917503_320.png" alt="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"></a></article></aside><p>Se tudo correr conforme o planejado, <strong>a Hayabusa2 chegará àquele pequeno asteroide em 2031</strong> e tentará estudá-lo de perto. Seria uma oportunidade única para compreender a natureza dos menores corpos do Sistema Solar — justamente aqueles que são mais difíceis de detectar e caracterizar a partir da Terra.</p><p>Enquanto isso, a imagem de Torifune já conquistou um lugar especial entre os registros fotográficos espaciais da década: uma rocha com centenas de metros de extensão que, vista de uma sonda japonesa a milhões de quilômetros de distância, acabou parecendo um simples boneco de neve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-japonesa-hayabusa2-fotografou-um-estranho-asteroide-que-surpreendeu-pelo-seu-formato-de-boneco-de-neve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente se abrindo para o turismo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Tão intrigante quanto misterioso, o Turcomenistão é um dos países mais fechados do mundo. Governado com mão de ferro, mantém um regime de vistos particularmente restritivo, em nítido contraste com as outras quatro nações da Ásia Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782899521771.jpeg" data-image="gyo4wdwm9rn4"><figcaption>O Monumento da Independência e a Biblioteca Nacional em Asgabade, a capital do Turcomenistão.</figcaption></figure><p>Nas redes sociais, criadores de conteúdo que conseguiram entrar nesta antiga república soviética da Ásia Central — rica em gás natural e em grande parte coberta por desertos — descrevem o <strong>Turcomenistão </strong>como o "<em><strong>país mais estranho do mundo</strong></em>".</p><p>O Turcomenistão é <strong>a mais isolada das cinco nações da Ásia Central </strong>que um dia fizeram parte da União Soviética. Como resultado, <strong>o número de turistas é reduzido</strong>, em grande parte porque obter um visto está longe de ser uma tarefa fácil. É muito mais simples conseguir um visto de trânsito de cinco dias, opção escolhida pela maioria dos viajantes que se deslocam entre o Irã e o Uzbequistão e desejam conhecer os tesouros arquitetônicos do Turcomenistão.</p><h2>Ashgabat: a cidade branca de monumentos espetaculares</h2><p>Em meio ao calor abrasador de um deserto que cobre quatro quintos do país, a maior parte da vida da nação concentra-se na <strong>capital, Ashgabat</strong>. A cidade destaca-se por sua<strong> paisagem arquitetônica singular</strong>, moldada por seu líder incontestável, Gurbanguly Berdimuhamedow — um homem conhecido por buscar recordes, incluindo o do<em> Guinness World Records</em> para a cidade com a "maior densidade de edifícios de mármore branco".</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tudo em Ashgabat é branco, confirma Liza Zorn, uma turista alemã. "Vi semáforos brancos pela primeira vez na vida".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora a capital do Turcomenistão tenha vivenciado capítulos sombrios ao longo de sua história, esse passado abriu caminho para a criação de<strong> um legado arquitetônico notável </strong>em um país que permanece distante das rotas turísticas convencionais. Ashgabat foi devastada por um trágico terremoto em 1948, que tirou a vida de mais de 100.000 moradores.</p><p>A cidade ergueu um memorial em homenagem a eles: o Monumento ao Terremoto. A estrutura simboliza uma nação cada vez mais dedicada à construção de edifícios monumentais. Um dos marcos mais emblemáticos da cidade é a <strong>Mesquita Ertuğrul Gazi</strong>, situada no coração da capital. Sua arquitetura impressionante, emoldurada por quatro minaretes, remete à famosa Mesquita Azul de Istambul.</p><h2>Uma cratera em chamas e sítios arqueológicos extraordinários</h2><p>Uma das principais atrações do país é a chamada "Porta do Inferno". Localizada a cerca de três horas da capital, <strong>no Deserto de Karakum</strong>, a<strong> Cratera de Darvaza</strong> é uma cratera de gás que queima ininterruptamente há meio século — resultado de um acidente industrial — e atrai um número crescente de visitantes ansiosos por testemunhar uma das paisagens mais inusitadas do Turcomenistão.</p><p>Esse fogo incrível e incessante faz do local <strong>o destino mais misterioso do país</strong>, onde é possível ver <strong>chamas ardendo a mais de 20 metros abaixo da superfície</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782909647083.jpeg" data-image="uhx4yti7zm47"><figcaption>A cratera de Darvaza, no Deserto de Karakum, é um dos lugares mais inusitados do país.</figcaption></figure><p>As <strong>ruínas de Kunya-Urgench, Merv e Nisa</strong> — todas classificadas como Patrimônio Mundial da UNESCO — são inigualáveis tanto por sua riqueza histórica quanto por sua vasta dimensão.</p><p>Merv foi, outrora, uma cidade lendária e um importante centro ao longo da Rota da Seda. Nisa serviu como capital de um império que governou grande parte da Ásia Central, e suas ruínas testemunham a significativa influência econômica e política que tanto a cidade quanto o império exerceram.</p><h2>Um povo acolhedor com uma herança nômade</h2><p>O <strong>Dia do Tapete</strong>, que inclui demonstrações de tecelagem tradicional e degustações de produtos locais, faz parte de um trio de símbolos nacionais celebrados pelo regime, ao lado dos <strong>cavalos Akhal-Teke e dos cães Alabay</strong>. Os tapetes turcomenos são mundialmente renomados por sua qualidade artesanal excepcional e pela<strong> tradição de tecelagem manual</strong>.</p><p>Quanto aos cavalos, eles pertencem a uma antiga raça de montaria da Ásia Central, conhecida por sua velocidade, resistência e resiliência. No entanto, o que realmente torna a raça única e famosa internacionalmente é o seu característico brilho dourado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os preparativos da viagem devem ser feitos por meio de uma agência licenciada; todos os aspectos da viagem exigem aprovação e organização prévias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> turismo ainda está em seus estágios iniciais</strong>. Os visitantes passam por um processo rigoroso de triagem, seguem itinerários fixos, têm suas<strong> chegadas rigidamente controladas </strong>e contam com<strong> conexões aéreas limitadas</strong>. Os preparativos da viagem devem ser feitos por meio de uma agência credenciada; tudo exige aprovação prévia e planejamento cuidadoso, explica Effie Frank, guia da <em>Saiga Tours</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774604" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seu-guia-de-viagem-esta-desatualizado-como-a-mudanca-climatica-esta-transformando-nossa-forma-de-viajar.html" title="Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar">Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seu-guia-de-viagem-esta-desatualizado-como-a-mudanca-climatica-esta-transformando-nossa-forma-de-viajar.html" title="Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tu-guia-de-viaje-esta-obsoleta-como-el-cambio-climatico-ha-cambiado-nuestra-forma-de-viajar-1781776088639_320.png" alt="Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar"></a></article></aside><p>Ainda assim, <strong>os moradores locais ficam sempre encantados ao conhecer viajantes</strong> interessados no Turcomenistão, muitas vezes convidando-os para suas casas para tomar uma xícara de chá ou provar a culinária local. Herdeiros de tradições nômades, eles demonstram uma hospitalidade ainda mais notável porque, vivendo em grande parte isolados do resto do mundo, estão ansiosos por ouvir notícias de além de suas fronteiras.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Le%20Figaro%20with%20AFP" data-year="2026" data-title="Archaeological%20sites%2C%20white%20marble%2C%20a%20burning%20crater...%20the%20'strangest%20country%20in%20the%20world'%20cautiously%20opens%20to%20tourism" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lefigaro.fr%2Fvoyages%2Fguides%2Fsites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623">Le Figaro with AFP. (2026). <a href="https://www.lefigaro.fr/voyages/guides/sites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Archaeological sites, white marble, a burning crater... the 'strangest country in the world' cautiously opens to tourism</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Antidepressivo é encontrado no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 23:44:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa da UFRJ detecta sertralina no cérebro de tubarões-martelo capturados no litoral do Rio de Janeiro e acende alerta sobre impactos da poluição por medicamentos na vida marinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro-1783879211560.jpg" data-image="bic4a6i0ke9x" alt="iólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal." title="iólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal."><figcaption>Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. Crédito: Arquivo pessoal.</figcaption></figure><p>Um<strong> estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) </strong>identificou, pela primeira vez,<strong> a presença de sertralina</strong> (princípio ativo de um dos antidepressivos mais consumidos no Brasil) no tecido cerebral de tubarões-martelo capturados na costa do estado do Rio de Janeiro. A descoberta reforça a preocupação com os impactos da contaminação por resíduos farmacêuticos nos ecossistemas marinhos.</p><p>A pesquisa, ainda em fase de publicação científica, foi desenvolvida no âmbito do<strong> Projeto EcoShark, que monitora a saúde de tubarões no litoral fluminense desde 2018. </strong>O trabalho é coordenado pela professora Mariana Batha Alonso, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, em parceria com os pesquisadores José Neto e Victor Alves.</p><p>Os cientistas encontraram a <strong>substância no cérebro de exemplares das espécies <em>Sphyrna lewini</em> e <em>Sphyrna zygaena</em>, ambas classificadas como criticamente ameaçadas de extinção</strong>. Os animais foram capturados acidentalmente por pescadores nas regiões do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Copacabana, em uma colaboração entre comunidades pesqueiras e a equipe de pesquisa.</p><h2>Resíduos de medicamentos percorrem o caminho até o oceano</h2><p><strong>A sertralina é atualmente o antidepressivo mais prescrito no Brasil. </strong>Após ser metabolizada pelo organismo, parte da substância é eliminada pela urina e segue para os sistemas de esgoto. Como as estações convencionais de tratamento não foram projetadas para remover completamente compostos farmacêuticos, resíduos desses medicamentos acabam chegando aos rios e ao mar.</p><div class="texto-destacado">No estado do Rio de Janeiro, cerca de metade do esgoto gerado ainda não recebe tratamento adequado. Além disso, parte dos efluentes é lançada no oceano por emissários submarinos com tratamento apenas preliminar, incapaz de eliminar micropoluentes como medicamentos, hormônios e outros contaminantes emergentes.</div><p>Segundo os pesquisadores, essas moléculas podem ser absorvidas por peixes, invertebrados e outros organismos marinhos diretamente pela água ou por meio da cadeia alimentar. <strong>Como predadores de topo, os tubarões acumulam contaminantes presentes em suas presas</strong>, tornando-se importantes indicadores da qualidade ambiental dos oceanos.</p><h2>Achado amplia preocupação com efeitos sobre a fauna marinha</h2><p>Embora a presença da sertralina no cérebro dos tubarões tenha sido confirmada, os pesquisadores ressaltam que<strong> ainda não é possível afirmar quais efeitos a substância provoca nesses animais.</strong> Em seres humanos, o medicamento atua sobre o sistema serotoninérgico, responsável pela regulação do humor, e proteínas semelhantes também estão presentes em outros vertebrados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro-1783879388569.jpg" data-image="pjj9m9bzv7sj" alt="Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal" title="Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal"><figcaption>Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. Crédito: Arquivo pessoal</figcaption></figure><p>Experimentos realizados anteriormente com peixes de laboratório já demonstraram que concentrações de sertralina semelhantes às encontradas em ambientes aquáticos podem <strong>provocar alterações comportamentais, como redução da atividade locomotora e prejuízos ao aprendizado.</strong> No entanto, ainda não existem estudos capazes de demonstrar como esses compostos afetam a fisiologia e o comportamento de tubarões.</p><p>A preocupação ganha força porque <strong>este não é um caso isolado.</strong> Em março de 2026, uma pesquisa publicada na revista <em>Environmental Pollution</em> identificou cocaína, cafeína, analgésicos e outras substâncias no sangue de tubarões próximos às Bahamas. Estudos brasileiros também já registraram antibióticos e opioides em diferentes espécies de tubarões, indicando que a contaminação por fármacos pode ser um fenômeno cada vez mais frequente nos ambientes marinhos.</p><h2>Estudo reforça necessidade de ampliar monitoramento ambiental</h2><p>Os pesquisadores defendem que a descoberta <strong>evidencia a necessidade de incorporar o monitoramento de resíduos farmacêuticos às políticas de conservação da fauna marinha</strong>. Segundo a equipe, projetos como o EcoShark e o EcoDELFIS já desenvolveram metodologias capazes de rastrear esses contaminantes em tubarões, raias e cetáceos, mas dependem de financiamento contínuo para ampliar as investigações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770441" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!">Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-plus-de-1-000-nouvelles-especes-ont-ete-decouvertes-au-fond-de-nos-oceans-1779458452083_320.jpeg" alt="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"></a></article></aside><p>Outra medida considerada essencial é<strong> a modernização das estações de tratamento de esgoto</strong>, permitindo a remoção de micropoluentes farmacêuticos antes que eles sejam lançados nos ambientes aquáticos. Para os cientistas, reconhecer medicamentos como poluentes emergentes é um passo importante para reduzir os impactos sobre espécies ameaçadas e sobre o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.</p><p>O estudo foi financiado pelo <strong>Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-UFRJ), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).</strong> O SubProjeto EcoShark integra o Projeto de Pesquisa Marinha e Pesqueira, desenvolvido como medida compensatória prevista em Termo de Ajustamento de Conduta conduzido pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, com responsabilidade da empresa PRIO.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="G1" data-year="2026" data-title="Bi%C3%B3logos%20encontram%20antidepressivo%20no%20c%C3%A9rebro%20de%20tubar%C3%B5es%20do%20litoral%20do%20Rio%20de%20Janeiro" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsaude%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F16%2Fbiologos-encontram-antidepressivo-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.ghtml">G1. (2026). <a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/16/biologos-encontram-antidepressivo-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Biólogos encontram antidepressivo no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus aos guias turísticos: agora são as redes sociais que organizam suas viagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/adeus-aos-guias-turisticos-agora-sao-as-redes-sociais-que-organizam-suas-viagens.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 22:46:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Antigamente, um guia de viagem era um item essencial para colocar na mala e garantir uma viagem bem-sucedida. Mas hoje a situação mudou; as redes sociais assumiram o protagonismo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guide-touristique-voyages-tiktok-instagram-vacances-1776821926385.jpg" data-image="a7cd0vmxfnkl"><figcaption>O bom e velho guia de viagem tem muitas vantagens.</figcaption></figure><p>Férias 2.0. Essa é a nova maneira de <strong>planejar suas viagens</strong>. Já se foram os dias de perambular com um guia de viagem na mão, em busca de lugares secretos e cantinhos escondidos para explorar. As<strong> redes sociais </strong>— lideradas pelo Instagram e pelo TikTok — estão colocando um fim nesse estilo de viagem.</p><br>Na verdade, 72% dos usuários do <strong>TikTok </strong>afirmam já ter reservado passagens para uma viagem ou atividade simplesmente por causa de um vídeo na plataforma.<h2>Como as viagens serão reservadas e organizadas no futuro?</h2><p>Cécile Petiau, diretora editorial da <em>Hachette Tourisme</em>, confirma que essa tendência é real e que<strong> o guia de viagem tradicional, por si só, já não é suficiente</strong> — pelo menos não para os novos viajantes, especificamente aqueles na faixa dos 18 aos 35 anos.</p><p>"O mercado está evoluindo, assim como qualquer outro. Sempre oferecemos uma ampla gama de publicações, buscando criar coleções com uma abordagem editorial distinta. É por isso que sabemos que <strong>a geração mais jovem não se interessará pelos nossos guias mais tradicionais</strong>", disse.</p><h3>E se as redes sociais exibirem os mesmos vídeos para todos os seus usuários?</h3><p>Turismo excessivo. Desastre ecológico. Moradores insatisfeitos. Perda de autenticidade. As consequências são inúmeras. Todos sabem disso; todos se manifestam contra. No entanto, isso não nos impede de ver<strong> lugares lotados de turistas todos os anos</strong> — todos se aglomerando no mesmo local para tirar a mesma foto antes de seguir para o próximo destino.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/5-destinos-virais-que-podem-perder-seu-encanto-devido-ao-turismo-de-massa-e-sofrer-um-serio-risco-ecologico.html" title="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)">5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/5-destinos-virais-que-podem-perder-seu-encanto-devido-ao-turismo-de-massa-e-sofrer-um-serio-risco-ecologico.html" title="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/5-destinos-virales-que-podrian-perder-su-encanto-por-el-turismo-masivo-y-sufren-un-grave-riesgo-ecologico-1764110001290_320.jpg" alt="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)"></a></article></aside><p>Entre o segundo e o terceiro trimestres do ano passado, a França, por exemplo, registrou um aumento expressivo no interesse por Malta (+479%), Málaga (+1.641%) e — de forma ainda mais drástica — Sorrento (+2.657%).</p><p><em></em>Cécile Petiau explica que é importante mostrar uma diversidade autêntica. "É isso que buscamos fazer em todas as nossas publicações, inclusive em guias mais tradicionais, como o Blue Guides e o Rough Guide. Esses guias estão repletos de informações para explorar lugares menos conhecidos e cheios de tesouros escondidos. E acredito que, como editora, temos a responsabilidade de incentivar as pessoas a respeitar esses lugares — talvez optando por <strong>destinos alternativos quando estes ficam superlotados</strong>. O prazer de viajar está em descobrir coisas novas"<em>.</em></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guide-touristique-voyages-tiktok-instagram-vacances-1776822073980.jpg" data-image="rqtr3haovo27"><figcaption>Agora é no TikTok onde os jovens viajantes buscam seu próximo destino turístico.</figcaption></figure><p><em></em>Então, qual é a melhor maneira de as editoras de guias de viagem enfrentarem essa <strong>obsessão pelo digital</strong>? Simplesmente não lutando contra ela, mas sim colaborando. Um exemplo citado é a parceria com um influenciador de viagens que visitou o Japão e possui uma audiência relevante no setor. "[...] Não é nada parecido com um livro tradicional, mas é inspirador. Nosso objetivo é publicar livros inspiradores com autores que se conectam a essa geração mais jovem".</p><p>Em suma, embora as <strong>redes sociais tenham se tornado a base do planejamento de férias</strong>, um guia de viagem ainda pode ser um recurso valioso para complementar os vídeos de influenciadores — que muitas vezes duram apenas cerca de dez segundos. Isso não é suficiente para captar a essência de um destino.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bonassin%2C%20F" data-year="2026" data-title="Les%20r%C3%A9seaux%20sociaux%20vont-ils%20pr%C3%A9cipiter%20la%20chute%20des%20guides%20touristiques%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fhigh-tech%2Fby-the-web%2F4218522-20260420-reseaux-sociaux-vont-precipiter-chute-guides-touristiques">Bonassin, F. (2026). <a href="https://www.20minutes.fr/high-tech/by-the-web/4218522-20260420-reseaux-sociaux-vont-precipiter-chute-guides-touristiques" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Les réseaux sociaux vont-ils précipiter la chute des guides touristiques?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/adeus-aos-guias-turisticos-agora-sao-as-redes-sociais-que-organizam-suas-viagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 21:34:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início da semana será ainda com chuva e, principalmente frio, no Centro-Sul do Brasil. Os estados que sentem mais frio são o RS, SC e PR, com chuvas mais para SP, RJ, MG e ES. Confira a previsão do tempo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaopj4m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaopj4m.jpg" id="xaopj4m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O ar polar já avança pelo Sul do Brasil neste domingo (12), com influências nas áreas mais ao sul do Centro-Oeste e do Sudeste. No entanto, <strong>esse sistema mantém a sua incursão pelo Centro-Sul no início da semana</strong>, mantendo o frio e baixando as temperaturas.</p><p>O mesmo sistema, massa de ar frio, e o ciclone extratropical no oceano favorecem o transporte de umidade para o leste de São Paulo e para o Rio de Janeiro. Enquanto isso, <strong>a frente fria provoca chuvas mais intensas em Minas Gerais e no Espírito Santo</strong>.</p><h2>O frio ganha intensidade no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste</h2><p><strong>A segunda-feira (13)</strong> <strong>começa com temperaturas bem amenas baixas</strong>, mas ainda não são as mínimas. No início da manhã os valores no Rio Grande do Sul variam de 5 a 11°C, sendo mais baixas na Serra. Em Santa Catarina, 2 a 11°C, sendo mais baixas na Serra e mais altas no norte do estado, com possibilidade de valores negativos nas áreas mais elevadas. No Paraná, as temperaturas variam de 3 a 11°C, com frio mais intenso no sul e leste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891221335.jpg" data-image="huq1jw2lxyqr" alt="frio" title="frio"><figcaption>Previsão de temperatura para o início da manhã da segunda-feira, 13 de julho.</figcaption></figure><p><strong> No Centro-Oeste</strong>, o ar frio atua mais no Mato Grosso do Sul, onde o início do dia, as mínimas podem chegar aos 9°C no Sul e aos <strong>14°C na capital Campo Grande</strong> e 20°C no norte do estado. </p><p><strong> No Sudeste</strong>, o dia de segunda-feira (13) começa com frio de 12°C nas localidades de São Paulo do leste, sul e próxima do sul de Minas Gerais, e de 16° no oeste e norte. No Rio de Janeiro, as temperaturas variam de 12 a 19°C. No território Mineira, o frio atinge mesmo o sul do estado, com temperaturas de 10 a 12°C. Na Região Belo Horizonte e no Triângulo Mineiro o dia começa com 17°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891303536.jpg" data-image="mfl9um2k7sct" alt="frio; temperaturas mínimas" title="frio; temperaturas mínimas"><figcaption>Previsão de temperatura para o fim da noite da segunda-feira, 13 de julho.</figcaption></figure><p><strong>Devido a diminuição da nebulosidade e ao avanço da massa de ar frio, as mínimas serão registradas no período da noite, com uma diferença de 1 a 2°C</strong>.</p><p><strong>Na terça-feira (14)</strong>, as temperaturas mínimas acontecem entre o fim da madrugada e o fim da manhã e mais baixas em alguns pontos do Sul e, principalmente no Sudeste e no Mato Grosso do Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No território gaúcho,<strong> as mínimas ficam variam de 4°C a 8°C, com possibilidade de registrarem 1°C abaixo disso</strong>. Na Serra e na região do Campos de Cima da Serra, h<strong>á possibilidade de temperaturas em torno dos 0°C</strong>.</p><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, o potencial de temperaturas negativas aumenta na Serra e região do Planalto. <strong>As mínimas no estado variam de -2 a 12°C</strong>, com maiores temperaturas no norte do estados. No Paraná, as mínimas variam de 2 a 11°C, com 2 a 5°C no sul e 6 a 11°C no restante do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891409262.jpg" data-image="csphki534ra5" alt="frio intenso" title="frio intenso"><figcaption>Previsão de temperatura para o início da manhã da terça-feira, 14 de julho.</figcaption></figure><p><strong>No Mato Grosso do Sul</strong>, as temperaturas caem mais na porção central e aumentam no sul do estado, havendo pouca variação entre as mínimas nas regiões mais frias que ficam no centro-sul. <strong>Assim, as mínimas variam de 10 a 12°C</strong>.</p><p><strong>No Sudeste, as temperaturas caem mais</strong>. Em São Paulo, as mínimas variam de 5 a 14°C, com menores valores nas áreas próximas ao sul mineiro. No leste paulista pode fazer 9 a 10°C bem como no centro-norte do estado. No Rio de Janeiro, as temperaturas variam de 11 a 16°C, enquanto que em Minas Gerais variam de 5 a 17°C, sendo mais elevadas no norte do estado. Na região de Belo Horizonte e do Triângulo Mineiro faz de 10 a 13°C. No Espírito Santo, pouca variação das mínimas, de 17 a 21°C.</p><h2>Quais as localidades com previsão de chuva</h2><p><strong>O maior potencial de chuva está previsto para esta segunda-feira (13)</strong>. Ainda sem haver a incursão total da massa de ar frio, há previsão de muita nebulosidade sobre o Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina e o Paraná ficam com tempo firme. Assim, <strong>há chance de chuva fraca e pontual no leste do estado desde a Serra até o Sul.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778244" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média">Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866908675_320.png" alt="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"></a></article></aside><p>Devido à circulação dos ventos oceânicos, <strong>há o transporte de umidade para o leste do Sudeste</strong> e com isso, o tempo fica nublado em toda a faixa leste litorânea, com previsão de chuva fraca e chuvisco. No sul da região metropolitana de São Paulo, há chance de chuvisco. O mesmo acontece no Rio de Janeiro, mas com chuvas atingindo a região serrana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891660928.jpg" data-image="5l50fddkibdh" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão do acumulado de chuva até a terça-feira, 14 de julho.</figcaption></figure><p>Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, a frente fria favorece chuvas pontuais a partir da tarde que podem ocorrer com até forte intensidade desde o Triângulo Mineiro até o território capixaba, com alertas de chuvas intensas a partir do fim da tarde entre o leste e nordeste de Minas Gerais e o Espírito Santo. </p><p><strong>Na terça-feira (14), não há mais previsão de chuva </strong>para o Sul e o Sudeste do Brasil, com a frente fria ajudando a organizar umidade agora no leste da Bahia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais no Sul provocam cheia de rio e deixam centenas de desalojados; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 18:54:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores passaram a madrugada de sábado cobrindo móveis e recolhendo estilhaços devido ao granizo que perfurou telhados inteiros em comunidades como Canoas, Glorinha e Butiá. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens-1783877392230.jpg" data-image="cpyya208dqoq" alt="Nível do rio Itajaí-Açu chegou a 5,65 metros na manhã deste domingo (12) Foto: ND Mais" title="Nível do rio Itajaí-Açu chegou a 5,65 metros na manhã deste domingo (12) Foto: ND Mais"><figcaption>Nível do rio Itajaí-Açu chegou a 5,65 metros na manhã deste domingo (12) Foto: ND Mais</figcaption></figure><p><strong>A passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical causou severos estragos na Região Sul</strong> do Brasil entre o último sábado (11) e este domingo (12). O fenômeno provocou tempestades intensas, vendavais destrutivos e queda de granizo em dezenas de municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</p><p>No domingo de manhã, o monitoramento estadual apontou que <strong>o nível do Rio Itajaí-Açu atingiu o pico de 5,65 metros em Blumenau</strong>, subindo mais de 4 metros em menos de 24 horas. As equipes municipais e os técnicos da Defesa Civil trabalham intensamente no levantamento dos prejuízos materiais acumulados nas últimas horas.</p><h2>Danos estruturais e o fenômeno de microexplosão no Rio Grande do Sul</h2><p>Análises meteorológicas indicaram que <strong>o intenso temporal em Eldorado do Sul pode ter sido provocado por uma microexplosão atmosférica</strong>. Esse fenômeno gera correntes violentas de vento descendente que se espalham de forma radial ao tocar o solo, gerando rajadas destrutivas que superam a marca de 140 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens-1783877216637.jpg" data-image="1lid9na042bg" alt="Defesa Civil monitora o avanço dos estragos do ciclone que deixou famílias desalojadas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura de Eldorado do Sul/ Divulgação" title="Defesa Civil monitora o avanço dos estragos do ciclone que deixou famílias desalojadas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura de Eldorado do Sul/ Divulgação"><figcaption>Defesa Civil monitora o avanço dos estragos do ciclone que deixou famílias desalojadas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura de Eldorado do Sul/ Divulgação</figcaption></figure><p>A destruição se concentrou no bairro Parque Eldorado, onde a Defesa Civil local registrou <strong>mais de 100 casas atingidas e cerca de 400 pessoas desalojadas</strong>. Além disso, dezenas de moradores ficaram desabrigados e foram levados para uma escola municipal, enquanto árvores caídas provocaram bloqueios parciais na rodovia federal BR-290.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">️ Temporal com granizo deixa mais de 400 desalojados na Grande Porto Alegre<br><br>️ Um temporal com granizo e vento atingiu o Rio Grande do Sul deixando mais de 400 pessoas desalojadas em Eldorado do Sul e Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.<br><br> Segundo a Defesa <a href="https://t.co/3X31VsqQGk">pic.twitter.com/3X31VsqQGk</a></p> Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) <a href="https://x.com/sputnik_brasil/status/2076014759414010308?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote></figure><p>O diretor da Defesa Civil de Eldorado do Sul, Mário Rocha, relatou que<strong> montou uma base de apoio operacional na subprefeitura do bairro atingido</strong>. "De lá, as equipes estão saindo para fazer os atendimentos todos, através de entrega de lonas, de auxílio às famílias que foram afetadas", explicou ele.</p><p>Outros municípios gaúchos sofreram com a<strong> força dos ventos e do granizo que perfurou telhados na madrugada de sábado</strong>, como Canoas, Glorinha, Butiá e Tramandaí. Em Canoas, o destelhamento de uma residência cujo teto de zinco voou, atingiu o portão de um imóvel vizinho.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">O forte temporal que atingiu Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na manhã deste sábado, 11, deixou cerca de 130 residências destelhadas e mais de 200 pessoas desalojadas, segundo a Defesa Civil do município. A cidade foi atingido por chuva intensa, rajadas <a href="https://t.co/ArwFcmfnea">pic.twitter.com/ArwFcmfnea</a></p> Correio do Povo (@correio_dopovo) <a href="https://x.com/correio_dopovo/status/2075940359620743571?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote></figure><p>A Defesa Civil do Rio Grande do Sul também contabilizou<strong> inundações e quedas de postes de energia elétrica em diversas regiões</strong> afetadas pela frente fria. Em Capão Bonito do Sul, houve transbordamento da rede pluvial com alagamento residencial, enquanto em Tramandaí a queda de postes atingiu veículos em vias públicas.</p><h2>Deslizamentos de terra e acumulados de chuva em Santa Catarina</h2><p>Em Santa Catarina, os maiores volumes de chuva foram concentrados na região do Vale do Itajaí até a manhã deste domingo. O município de Ibirama acumulou o maior índice pluviométrico com<strong> 73,4 mm</strong>, seguido de perto por Apiúna com <strong>72,8 mm </strong>e Blumenau com <strong>63,5 mm de precipitação total</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">️ O Rio Itajaí-Açu atingiu 5,11 metros às 16h50 em Rio do Sul e segue em elevação neste sábado (11). O aumento do nível ocorre após as chuvas intensas que atingem o Alto Vale, com grande volume de água descendo pelo Rio Itajaí do Sul, em Ituporanga. A situação continua sendo <a href="https://t.co/1W8w5fH8h0">pic.twitter.com/1W8w5fH8h0</a></p>— Brasil Conservador️100%SDV (@MachadoDarlon) <a href="https://x.com/MachadoDarlon/status/2076047399533854850?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Os solos encharcados causaram uma queda de barreira que interditou totalmente o tráfego na rua Salvador</strong>, em Ibirama, na tarde de sábado. Diante do alto risco de novos deslizamentos na localidade, a Defesa Civil orientou os motoristas e moradores a utilizarem a rua Paraná como rota alternativa de tráfego.</p><p>Paralelamente, <strong>outro deslizamento de terra bloqueou por completo o acesso ao túnel ferroviário de Apiún</strong>a, estrutura histórica considerada a maior de Santa Catarina. O local havia sido reinaugurado recentemente, em abril de 2026, após permanecer cerca de 50 anos escondido em meio à mata fechada da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-intensa-causa-alagamentos-e-bloqueia-estradas-no-rs-veja-imagens.html" title="Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens ">Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-intensa-causa-alagamentos-e-bloqueia-estradas-no-rs-veja-imagens.html" title="Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-intensa-causa-alagamentos-e-bloqueia-estradas-no-rs-1782999266209_320.jpg" alt="Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens "></a></article></aside><p>As pistas molhadas provocaram acidentes e ocorrências viárias na região de Tubarão, onde <strong>uma motorista capotou o automóvel na curva da Madre</strong>. A condutora alertou que trafegava a cerca de 40 km/h e, mesmo em baixa velocidade, perdeu o controle do veículo devido às condições escorregadias da pista.</p><p><strong>Órgãos de assistência continuam distribuindo telhas e rolos de lona plástica </strong>para auxiliar as famílias prejudicadas pelas chuvas intensas e ventanias. O trabalho das equipes de remoção de entulhos segue em andamento para restabelecer os serviços básicos e desobstruir estradas nas comunidades atingidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kassiane%20Michel%2C%20Everton%20Calbar%2C%20g1%20RS%20e%20RBS%20TV" data-year="2026" data-title="Granizo%20e%20vento%20destelham%20mais%20de%20100%20casas%20e%20deixam%20400%20desalojados%20no%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F11%2Fgranizo-destelha-100-casas-e-deixa-desalojados-em-eldorado-do-sul-no-rs.ghtml">Kassiane Michel, Everton Calbar, g1 RS e RBS TV. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/07/11/granizo-destelha-100-casas-e-deixa-desalojados-em-eldorado-do-sul-no-rs.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Granizo e vento destelham mais de 100 casas e deixam 400 desalojados no RS</a>.</cite><br><cite data-author="Ana%20J%C3%BAlia%20Kamchen" data-year="2026" data-title="Ciclone%20traz%20chuva%20de%20at%C3%A9%2073%20mm%20em%2024%20horas%20em%20SC%20e%20faz%20rio%20subir%204%20metros" data-url="https%3A%2F%2Fndmais.com.br%2Ftempo%2Fchuva-em-sc-vale-do-itajai-registra-acumulados-de-ate-70-mm%2F">Ana Júlia Kamchen. (2026). <a href="https://ndmais.com.br/tempo/chuva-em-sc-vale-do-itajai-registra-acumulados-de-ate-70-mm/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ciclone traz chuva de até 73 mm em 24 horas em SC e faz rio subir 4 metros</a>.</cite><br><cite data-author="Itatiaia" data-year="2026" data-title="Microexplos%C3%A3o%20atmosf%C3%A9rica%20pode%20ter%20causado%20forte%20temporal%20que%20atingiu%20o%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.itatiaia.com.br%2Fbrasil%2Fsul%2Frs%2Fmicroexplosao-atmosferica-pode-ter-causado-forte-temporal-que-atingiu-o-rs%2F">Itatiaia. (2026). <a href="https://www.itatiaia.com.br/brasil/sul/rs/microexplosao-atmosferica-pode-ter-causado-forte-temporal-que-atingiu-o-rs/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Microexplosão atmosférica pode ter causado forte temporal que atingiu o RS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 17:31:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Julho terá virada no tempo: o frio perde força a partir de sexta-feira (17), com o calor se espalhando pelo país e favorecendo tempestades severas com chuvas volumosas sobre o Rio Grande do Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866908675.png" data-image="xusf3dudnhyt" alt="O frio da próxima semana tem data para acabar." title="O frio da próxima semana tem data para acabar."><figcaption>O frio da próxima semana tem data para acabar.</figcaption></figure><p>Como alertado pela Meteored, <strong>o frio em julho não será constante</strong> no Centro-Sul do país. A previsão semanal do ECMWF indica que a <strong>segunda quinzena</strong> do mês deve registrar <strong>temperaturas acima da média</strong> em grande parte do Brasil.</p><p>A segunda quinzena começa sob influência de um <strong>bloqueio atmosférico</strong>. Esse sistema de alta pressão dificulta o avanço das frentes frias sobre o Centro-Sul, favorecendo <strong>tempo firme </strong>em grande parte do país. Ao mesmo tempo, o anticiclone impulsiona uma massa de <strong>ar frio</strong> sobre o <strong>Sul</strong> e parte do <strong>Sudeste</strong>, mantendo as temperaturas mais baixas entre segunda-feira (13) e quinta-feira (16).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html" title="Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?">Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html" title="Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837242847_320.png" alt="Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?"></a></article></aside><p><strong>A partir da sexta-feira (17)</strong>, o bloqueio começa a enfraquecer sobre o Rio Grande do Sul, permitindo que sistemas frontais avancem com mais facilidade. Ao mesmo tempo, a intensificação do jato de baixos níveis transporta calor e umidade da Amazônia para o sul do continente que, somado à previsão de fortalecimento do jato subtropical, cria um ambiente propício para a formação de áreas de instabilidade, trazendo<strong> risco de tempestades severas e chuvas acima da média no Rio Grande do Sul</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Do frio ao calor: mudança à vista</h2><p>De acordo com o <strong>modelo ECMWF</strong>, a <strong>segunda quinzena</strong> de julho deve <strong>começar</strong> com <strong>temperaturas abaixo da média </strong>entre o Sul e o Sudeste, principalmente entre domingo (12) e quinta-feira (16), quando uma massa de ar frio é impulsionada pelo anticiclone associado ao bloqueio atmosférico. Nesse período, as temperaturas devem ficar abaixo da climatologia em uma faixa que se estende do Sul ao Sudeste e alcança parte do Nordeste.</p><p>Mas, à primeira vista, este padrão<strong> </strong>parece contradizer o mapa de anomalias abaixo, que mostra <strong>temperaturas acima da média no Rio Grande do Sul</strong>. Isso se deve a uma <strong>mudança importante</strong> que deve ocorrer a partir de sexta-feira (17). </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Com a <strong>intensificação do jato de baixos níveis</strong>, que transporta ar quente e úmidoda Amazônia em direção ao sul do continente, as<strong> temperaturas se elevam rapidamente</strong>,<strong> especialmente no Rio Grande do Sul</strong>. Como o mapa mostra a anomalia média da semana, e não a evolução diária das temperaturas, esse aquecimento entre sexta (17) e o fim de semana é suficiente para compensar o frio do início da semana e resultar em anomalias de <strong>1°C a 3°C acima da média</strong> sobre o estado gaúcho e oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866927183.png" data-image="ib6y8ix8gb3g" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><br>Na reta final do mês, entre <strong>20 e 27 de julho</strong>,<strong> temperaturas acima da média </strong>devem <strong>tomar conta</strong> de praticamente todo o <strong>país</strong>. O transporte de calor via jato de baixos níveis, a leste da Cordilheira dos Andes, deve elevar as temperaturas ainda mais sobre o<strong> Sul </strong>do Brasil, com anomalias entre <strong>3°C e 6°C acima da média</strong>.</p><h2>Chuvas abaixo da média no Norte e acima da média no Sul</h2><p>Durante a semana entre <strong>13 e 20 de julho</strong>, o<strong> bloqueio atmosférico</strong> (associado a uma área de alta pressão) <strong>dificulta</strong> a ocorrência de <strong>chuva</strong> em boa parte do <strong>Centro-Sul </strong>do país. A previsão do modelo ECMWF indica acumulados de até 30 mm abaixo da média sobre Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866955047.png" data-image="v0dz3i75swuy" alt="Previsão do ECMWF em níveis médios da atmosfera evidencia a atuação de uma área de alta pressão (H) no Atlântico Sul." title="Previsão do ECMWF em níveis médios da atmosfera evidencia a atuação de uma área de alta pressão (H) no Atlântico Sul."><figcaption>Previsão do ECMWF em níveis médios da atmosfera evidencia a atuação de uma área de alta pressão (H) no Atlântico Sul.</figcaption></figure><p><strong>No Rio Grande do Sul</strong>, porém, a interpretação da anomalia semanal <strong>exige atenção</strong>. Apesar de o estado também permanecer sob influência do anticiclone associado ao bloqueio durante boa parte da semana, mantendo o tempo firme até meados do período, <strong>a partir de sexta-feira (17) o padrão atmosférico muda.</strong> </p><p>Com o início do<strong> enfraquecimento do bloqueio</strong>, o avanço de <strong>sistemas frontais,</strong> aliado ao transporte de <strong>calor</strong> e <strong>umidade</strong> da Amazônia via jato de baixos níveis, favorece a ocorrência de <strong>tempestades intensas</strong> e <strong>volumes expressivos de chuva</strong>. </p><p>Novamente, como a anomalia representa a média de toda a semana, esses acumulados são suficientes para elevar a precipitação semanal acima da climatologia, o que é representado pela cor verde nos mapas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866972856.png" data-image="9jjaybhbhjk9" alt="Previsão de anomalia de chuva (mm) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (mm) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (mm) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na semana seguinte (<strong>20 a 27 de julho</strong>), as <strong>frentes</strong> frias passam a atuar com <strong>maior frequência</strong><strong> sobre o estado gaúcho</strong>, mas ainda encontram dificuldade para avançar pelo restante do Centro-Sul do Brasil. <strong>Chuvas potencialmente intensas</strong> devem ocorrer sobre o estado gaúcho<strong> entre os dias 17 </strong>e, pelo menos, até o dia <strong>22</strong>, o mantém as chuvas acima da média até o final do mês.</p><p><strong>No norte da região Norte</strong>, toda a<strong> segunda quinzena do mês</strong> deve ser de<strong> chuvas abaixo da média</strong>, com as maiores anomalias entre 13 e 20 de julho. Isso não significa necessariamente ausência de precipitação, mas sim chuvas com volumes inferiores ao normal. No Brasil Central (Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste), o mês também termina com chuvas abaixo da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas propõem que a IA pode explicar o silêncio do Universo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 14:54:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo propõe que a evolução da inteligência artificial pode ajudar a explicar por que nunca encontramos civilizações extraterrestres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo-1783807554908.png" data-image="6gmf7u4khrqf" alt="Um novo estudo sugere que a inteligência artificial pode oferecer uma explicação para o Paradoxo de Fermi, tornando civilizações avançadas muito mais silenciosas do que imaginávamos." title="Um novo estudo sugere que a inteligência artificial pode oferecer uma explicação para o Paradoxo de Fermi, tornando civilizações avançadas muito mais silenciosas do que imaginávamos."><figcaption>Um novo estudo sugere que a inteligência artificial pode oferecer uma explicação para o Paradoxo de Fermi, tornando civilizações avançadas muito mais silenciosas do que imaginávamos.</figcaption></figure><p>O Paradoxo de Fermi é uma das questões mais conhecidas da Astrobiologia. <strong>O paradoxo tenta explicar a contradição entre a alta probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a ausência de evidências de sua presença. </strong>Até hoje não foram detectados sinais de tecnologia alienígena ou de visitas ao Sistema Solar. </p><p>Diversas hipóteses foram propostas para resolver esse paradoxo. Algumas sugerem que a vida inteligente é extremamente rara e outras defendem que essas civilizações existem, mas utilizam formas de comunicação que ainda não somos capazes de detectar. <strong>Algumas consideram as distâncias interestelares e as limitações físicas como barreiras.</strong></p><p>Um novo estudo propõe uma hipótese nova, baseada na evolução da inteligência artificial (IA). <strong>Segundo essa ideia, civilizações avançadas poderiam transferir grande parte de suas atividades para sistemas de IA. </strong>Com isso, o desenvolvimento de IAs poderia modificar profundamente o comportamento dessas civilizações, tornando-as mais difíceis de detectar.</p><h2>Paradoxo de Fermi</h2><p><strong>O Paradoxo de Fermi é um problema que questiona por que ainda não encontramos evidências de civilizações extraterrestres inteligentes.</strong> Considerando que a Via Láctea contém centenas de bilhões de estrelas e um grande número de planetas, seria esperado que ao menos algumas civilizações tecnológicas já tivessem surgido.</p><div class="texto-destacado">No entanto, até hoje não há nenhuma evidência confirmada de tecnologia extraterrestre e essa contradição é conhecida como Paradoxo de Fermi.</div><p>O paradoxo não afirma que alienígenas existem, mas evidencia a diferença entre as previsões teóricas e as observações. <strong>Ao longo das últimas décadas, diversas hipóteses foram propostas para explicar esse silêncio cósmico.</strong> Resolver esse problema tornou-se um dos principais objetivos da astrobiologia e da busca por inteligência extraterrestre. </p><h2>Autonomous AI-Cosmoindustry</h2><p>Com esse problema em mente, pesquisadores introduziram o conceito de <em>Autonomous AI-Cosmoindustry </em>(AICI) que descreve um estágio da evolução tecnológica em que uma civilização desenvolve uma infraestrutura espacial totalmente controlada por IA.<strong> A IA seria capaz de projetar, fabricar e lançar equipamentos sem depender de seus criadores.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo-1783807476086.png" data-image="9cxehfv8j3b6" alt="Civilizações avançadas poderiam usar IA para enviar pequenas sondas interestelares quase imperceptíveis para explorar outros sistemas estelares." title="Civilizações avançadas poderiam usar IA para enviar pequenas sondas interestelares quase imperceptíveis para explorar outros sistemas estelares."><figcaption>Civilizações avançadas poderiam usar IA para enviar pequenas sondas interestelares quase imperceptíveis para explorar outros sistemas estelares.</figcaption></figure><p><strong>Segundo a hipótese proposta, uma civilização que atinge esse nível tecnológico deixa de priorizar megaconstruções espaciais e colonização.</strong> Em vez disso, sua expansão torna-se mais discreta, orientada por objetivos racionais como garantir a sobrevivência da civilização, preservar conhecimento e ampliar sua capacidade de observação científica do Universo. </p><h2>Expansão Silenciosa</h2><p>Esse conceito chamado de expansão silenciosa propõe que civilizações controladas por IA teriam estratégia racional de gerenciamento de risco, reduzindo a dependência de um único planeta ou sistema estelar. <strong>Para uma IA, distribuir cópias da infraestrutura e do conhecimento por diferentes regiões da galáxia aumentaria suas chances de sobrevivência.</strong></p><p>Assim, a exploração interestelar passaria a ser motivada pela preservação, e não pela conquista. <strong>A IA enviaria pequenas sondas interestelares contendo o conhecimento da civilização e, possivelmente, material biológico capaz de reconstruí-la no futuro. </strong>Esses sistemas seriam muito menores, consumiriam pouca energia e seriam difíceis de detectar.</p><h2>Por que nunca encontramos nada?</h2><p>Segundo essa hipótese, o fato de ainda não termos encontrado evidências dessas civilizações pode ter duas explicações principais. <strong>A primeira é que a humanidade esteja entre as primeiras civilizações da galáxia a alcançar um estágio tecnológico baseada em IA.</strong> A segunda é que a transição seja extremamente difícil, funcionando como um "filtro".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688830" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-alienigenas-estao-nos-espionando-a-hipotese-do-zoologico-a-resposta-mais-provavel-ao-paradoxo-de-fermi.html" title="Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao 'Paradoxo de Fermi'">Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao "Paradoxo de Fermi"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-alienigenas-estao-nos-espionando-a-hipotese-do-zoologico-a-resposta-mais-provavel-ao-paradoxo-de-fermi.html" title="Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao 'Paradoxo de Fermi'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-extraterrestres-nos-espian-la-hipotesis-del-zoo-la-respuesta-mas-probable-a-la-paradoja-de-fermi-drones-ovni-alien-1734827692581_320.jpg" alt="Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao 'Paradoxo de Fermi'"></a></article></aside><p><strong>Os autores também destacam que, caso essas sondas existam, elas provavelmente seriam pequenas, tornando sua detecção difícil mesmo dentro do Sistema Solar.</strong> Assim, a ausência de observações pode refletir mais as limitações da tecnologia atual do que a inexistência dessas estruturas. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Serra do Padre Ângelo, em Minas Gerais, a Oplonia doceana é o primeiro registro do gênero no Brasil e destaca a relevância do médio rio Doce para biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537.jpg" data-image="oyp8ns2qw4ma" alt="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil" title="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil"><figcaption>A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil. Crédito: Paulo Gonella</figcaption></figure><p>Uma <strong>planta de flores vermelhas</strong> encontrada exclusivamente nos campos rupestres da Serra do Padre Ângelo, no médio rio Doce, em Minas Gerais, foi oficialmente reconhecida como uma <strong>nova espécie pela ciência após 12 anos de pesquisas</strong>. Batizada de <em>Oplonia doceana</em>, a planta representa o primeiro registro do gênero <em>Oplonia</em> no Brasil e amplia o conhecimento sobre a distribuição desse grupo de espécies na América do Sul. A descoberta foi publicada na revista científica <em>Plant Systematics and Evolution</em>.</p><p>A espécie ocorre entre os municípios de Conselheiro Pena e Alvarenga, em uma região que vem se destacando como<strong> um dos principais refúgios da biodiversidade da Mata Atlântica.</strong> Além de revelar uma planta inédita, o estudo reforça a relevância das montanhas do leste de Minas Gerais para a conservação de espécies raras e endêmicas.</p><p>A história da descoberta começou em 2013, durante uma expedição científica à Serra do Padre Ângelo. Desde a primeira coleta, os pesquisadores perceberam que se tratava de uma <strong>planta incomum, mas sua identificação se mostrou um desafio. </strong>Durante mais de uma década, especialistas compararam exemplares, revisaram estudos e consultaram coleções botânicas até confirmar que se tratava de uma espécie ainda desconhecida.</p><h2>Parentesco inesperado amplia conhecimento sobre a flora sul-americana</h2><p>Segundo o botânico Paulo Gonella, pesquisador do <strong>Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA)</strong> e primeiro autor do estudo, a confirmação encerra um longo trabalho de investigação. "Desde a primeira coleta, eu sabia que aquela planta era diferente. Passei muitos anos tentando descobrir sua identidade. É muito gratificante ver esse quebra-cabeça finalmente resolvido", afirma.</p><div class="texto-destacado">Além da novidade para a flora brasileira, <strong>a pesquisa revelou um resultado inesperado</strong>. Embora seja exclusiva dos campos rupestres do médio rio Doce, <em>Oplonia doceana</em> possui maior parentesco com uma espécie encontrada na Argentina e na Bolívia do que com qualquer planta conhecida no Brasil. </div><p>Até então, o gênero <em>Oplonia</em> era registrado apenas em países andinos, no Caribe, em Madagascar e em partes da América Central e da América do Sul, sem ocorrências confirmadas em território brasileiro.Para os pesquisadores, esse padrão de distribuição levanta novas questões sobre a evolução das plantas sul-americanas e pode ajudar a compreender<strong> como diferentes espécies se dispersaram ao longo da história do continente.</strong></p><h2>Homenagem ao rio Doce e alerta para conservação</h2><p>O nome da nova espécie faz <strong>referência à bacia do rio Doce, onde ela ocorre.</strong> A escolha busca valorizar uma região frequentemente lembrada pelos impactos ambientais, mas que continua revelando uma riqueza biológica ainda pouco conhecida pela ciência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777889" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio.html" title="Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA">Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio.html" title="Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio-1783628245335_320.jpg" alt="Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA"></a></article></aside><p>Nos últimos dez anos, <strong>mais de 40 novas espécies de plantas foram descritas na Serra do Padre Ângelo e em montanhas vizinhas</strong>, além de diversos insetos e outros animais exclusivos da região. Apesar desse patrimônio natural, grande parte da área ainda não possui proteção oficial e enfrenta ameaças como incêndios, desmatamento e espécies invasoras.</p><p>Os autores classificaram <em>Oplonia doceana</em> como<strong> "Em Perigo de Extinção", de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). </strong>Restrita a poucas populações conhecidas, a planta vive em campos rupestres quartzíticos, um dos ecossistemas mais ameaçados e menos estudados da Mata Atlântica. Para Gonella, a descoberta demonstra que ainda existem muitas espécies desconhecidas e reforça a importância da pesquisa científica para orientar ações de conservação. "Só é possível proteger aquilo que conhecemos", conclui o pesquisador.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Nacional%20da%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-year="2026" data-title="Ap%C3%B3s%2012%20anos%20de%20mist%C3%A9rio%2C%20cientistas%20identificam%20nova%20esp%C3%A9cie%20de%20planta%20na%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Finma%2Fpt-br%2Fassuntos%2Fnoticias%2Fapos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Instituto Nacional da Mata Atlântica. (2026). <a href="https://www.gov.br/inma/pt-br/assuntos/noticias/apos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Após 12 anos de mistério, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma revisão de 36 estudos mostra que o desmatamento ligado à pecuária amazônica ocorre por diferentes razões e exige combinar recuperação de pastagens, rastreabilidade, assistência técnica, crédito responsável e fiscalização adaptada a cada realidade produtiva da região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719299287.jpg" data-image="wvngfhimcc7q" alt="gado, amazonas, pecuaria" title="gado, amazonas, pecuaria"><figcaption>A expansão das pastagens mantém a pecuária no centro do debate sobre uso da terra e conservação da Amazônia.</figcaption></figure><p>A expansão das pastagens continua sendo um dos principais fatores de transformação da Amazônia. Entre 2017 e 2022, cerca de <strong>78% do desmatamento registrado na região esteve associado à abertura de áreas para pasto</strong>, enquanto as lavouras responderam por parcela menor. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O dado reforça a importância da pecuária no debate ambiental, mas uma nova revisão científica mostra que o problema não pode ser tratado como se todas as propriedades funcionassem da mesma maneira.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo avaliou 335 artigos e selecionou 36 pesquisas capazes de detalhar os diferentes perfis envolvidos na conversão da floresta em pastagem. A principal conclusão é prática: políticas de controle, crédito, <strong>assistência técnica e rastreabilidade tendem a ser mais eficientes </strong>quando reconhecem diferenças de escala, acesso a capital, infraestrutura e capacidade produtiva.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>A revisão também alerta que grande parte das pesquisas se concentra no Brasil, o que exige cautela ao transferir conclusões para toda a bacia amazônica. </p><h2>Pecuária extensiva mantém pressão sobre novas áreas </h2><p>Em muitas zonas de fronteira agrícola, a pecuária ocupa grandes extensões com produtividade relativamente baixa. <strong>Isso ocorre porque sistemas extensivos exigem menos mão de obra,</strong> adaptam-se a regiões com infraestrutura limitada e funcionam como alternativa onde cultivos mais intensivos enfrentam custos elevados de transporte, armazenamento e comercialização. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719600410.jpg" data-image="4amy29qdjbgy" alt="gado, amazonas, mudança" title="gado, amazonas, mudança"><figcaption>A criação de gado ocupa extensas áreas da Amazônia e exige maior eficiência produtiva nas terras já abertas.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a produção depende continuamente da abertura de novas áreas, em vez da recuperação de pastagens já degradadas. <strong>Solos empobrecidos, falta de crédito, assistência técnica insuficiente</strong> e acesso limitado a insumos reduzem a capacidade de intensificação. Nesses contextos, o avanço da pastagem sobre a floresta pode parecer uma solução imediata, embora amplie perdas de biodiversidade, emissões de carbono, fragmentação de habitats e custos ambientais no longo prazo.</p><h2>Rastreabilidade e uso da terra entram no centro do debate </h2><p>A revisão também mostra que<strong> propriedades maiores, investidores e operações integradas ao mercado possuem mais recursos</strong> para adquirir terras, ampliar rebanhos e construir infraestrutura. Por isso, medidas de controle precisam acompanhar não apenas o local de venda do gado, mas também a trajetória dos animais entre diferentes propriedades.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html" title="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil">Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html" title="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil-1783523414599_320.jpg" alt="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil"></a></article></aside><p>Entre as medidas consideradas mais relevantes estão:</p><ul> <li><strong>rastreamento do gado desde a propriedade de origem;</strong></li> <li>recuperação de pastagens degradadas antes da abertura de novas áreas;</li> <li><strong>crédito condicionado ao cumprimento ambiental;</strong></li> <li>assistência técnica para elevar a produtividade por hectare;</li> <li>fiscalização fundiária e ambiental integrada entre municípios e estados.</li> </ul><h2>Soluções diferentes para realidades produtivas distintas </h2><p>O estudo identifica duas motivações principais para a expansão das pastagens. Em alguns casos, <strong>a abertura de áreas está associada à valorização da terra</strong>, ao aumento patrimonial e à ampliação de grandes operações. Em outros, decorre da baixa rentabilidade, da falta de tecnologia e da necessidade de manter a renda familiar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719934450.jpg" data-image="jqmudl7al7df" alt="desmatamento, pastagens, degradação" title="desmatamento, pastagens, degradação"><figcaption>Recuperação de pastagens degradadas e rastreabilidade do rebanho estão entre as principais estratégias para reduzir novos desmatamentos.</figcaption></figure><p>Para operações capitalizadas, rastreabilidade, controle fundiário, regras de crédito e fiscalização são instrumentos centrais. <strong>Para produtores com menor capacidade de investimento</strong>, a prioridade deve ser recuperar áreas improdutivas, ampliar o acesso a tecnologias, fortalecer a assistência técnica e reduzir barreiras de mercado. </p><p>A conclusão ultrapassa a Amazônia: em qualquer região de expansão agropecuária, <strong>reduzir o desmatamento depende de produzir mais nas áreas já abertas</strong>, acompanhar a origem dos produtos e adaptar as políticas às condições reais de cada sistema produtivo, com planejamento regional integrado. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Karla%20D%C3%ADaz%20Parra%2C%20Nicolas%20Espinosa%20Men%C3%A9ndez%2C%20Jean%20Rodr%C3%ADguez" data-year="2026" data-title="Pastures%20of%20power%3A%20A%20literature%20review%20on%20cattle%20ranching%20deforestation%20in%20the%20Amazon" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1016%2Fj.forpol.2026.103852">Karla Díaz Parra, Nicolas Espinosa Menéndez, Jean Rodríguez. (2026). <a href="https://doi.org/10.1016/j.forpol.2026.103852" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pastures of power: A literature review on cattle ranching deforestation in the Amazon</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nobel de Física usa IA para resolver uma conjectura que resistia havia 10 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 09:14:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com a ajuda do Claude, físicos conseguiram demonstrar uma conjectura que permanecia sem solução havia mais de uma década.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos-1783806904436.png" data-image="n0wfv5p51ns8" alt="A conjectura de jamming permaneceu em aberto por uma década na Física da matéria condensada, até ser demonstrada com a colaboração entre pesquisadores e IA. Crédito: The Washington Post" title="A conjectura de jamming permaneceu em aberto por uma década na Física da matéria condensada, até ser demonstrada com a colaboração entre pesquisadores e IA. Crédito: The Washington Post"><figcaption>A conjectura de jamming permaneceu em aberto por uma década na Física da matéria condensada, até ser demonstrada com a colaboração entre pesquisadores e IA. Crédito: The Washington Post</figcaption></figure><p>Nos últimos anos, a possibilidade de sistemas de inteligência artificial (IA) contribuírem para descobertas em Física passou a receber cada vez mais atenção<strong>. Embora esses modelos já tenham demonstrado capacidade para analisar dados e acelerar cálculos</strong>, ainda existia resistência quanto à sua capacidade de produzir novos insights científicos. </p><p><strong>Um dos maiores desafios é fazer com que modelos de IA consigam ir além da reprodução de conhecimento existente. </strong>Em Física e Matemática, isso exige compreender estruturas abstratas, identificar padrões complexos e construir argumentos consistentes, em vez de apenas reconhecer exemplos presentes nos dados de treinamento. </p><p><strong>Por esse motivo, usar IA para demonstrar conjecturas ou encontrar novas soluções matemáticas é considerado um passo muito mais difícil. </strong>No entanto, um novo estudo mostrou o potencial dessa abordagem ao reunir físicos, incluindo um laureado com o Prêmio Nobel, e o sistema Claude Code para resolver uma conjectura que permanecia sem solução há cerca de dez anos. </p><h2>Conjectura</h2><p><strong>A conjectura investigada está relacionada ao fenômeno conhecido como <em>jamming</em>, no qual um conjunto de partículas passa abruptamente de um estado fluido para um estado rígido. </strong>Esse comportamento é observado em sistemas como espumas e materiais granulares. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos-1783806954849.png" data-image="nd6h4jc8ykb2" alt="O físico Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, liderou o trabalho que finalmente resolveu uma conjectura sobre jamming proposta há cerca de 10 anos. Crédito: Parisi" title="O físico Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, liderou o trabalho que finalmente resolveu uma conjectura sobre jamming proposta há cerca de 10 anos. Crédito: Parisi"><figcaption>O físico Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, liderou o trabalho que finalmente resolveu uma conjectura sobre jamming proposta há cerca de 10 anos. Crédito: Parisi</figcaption></figure><p>Em 2014, Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, e colaboradores desenvolveram uma descrição para esse fenômeno. <strong>As simulações numéricas indicavam que dois parâmetros do modelo, a e b, sempre satisfaziam a relação a + b = 1. </strong>Essa propriedade permaneceu por uma década sem uma demonstração matemática.</p><h2>Claude Code</h2><p><strong>É aí que entra o Claude Code, uma versão do modelo Claude otimizada para tarefas de programação, raciocínio lógico e resolução de problemas técnicos.</strong> Essas capacidades o tornam útil em pesquisas científicas que envolvem modelagem matemática, computação científica e desenvolvimento de software. </p><p><strong>Em problemas envolvendo cálculo e programação, o Claude Code costuma ser usado por sua capacidade de decompor desafios complexos em etapas menores.</strong> Essa característica facilita a exploração de conjecturas matemáticas, a implementação de simulações numéricas e a verificação de resultados computacionais. </p><h2>Qual foi a solução?</h2><p>Após os pesquisadores fornecerem ao Claude Code o código usado anteriormente nas simulações numéricas, o modelo passou a explorar diferentes caminhos para construir uma demonstração analítica da conjectura. <strong>A IA reformulou o problema por meio de uma identidade matemática equivalente e usou dedução reversa a partir do resultado.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos-1783806371289.png" data-image="u9n664oqvjk0" alt="O Claude Code mostrou que a IA pode atuar como uma importante ferramenta de apoio à pesquisa científica, ajudando físicos a explorar soluções para problemas complexos da Física. Crédito: Anthropic" title="O Claude Code mostrou que a IA pode atuar como uma importante ferramenta de apoio à pesquisa científica, ajudando físicos a explorar soluções para problemas complexos da Física. Crédito: Anthropic"><figcaption>O Claude Code mostrou que a IA pode atuar como uma importante ferramenta de apoio à pesquisa científica, ajudando físicos a explorar soluções para problemas. Crédito: Anthropic</figcaption></figure><p><strong>Esse procedimento levou a uma identidade algébrica que demonstrou que a soma dos parâmetros é igual a 1. </strong>O aspecto que mais chamou a atenção foi a simplicidade da demonstração encontrada. Embora a primeira versão produzida pelo Claude apresentasse erros, a estratégia estava correta.</p><h2>IA já resolve problemas da Física?</h2><p><strong>Apesar do resultado alcançado, o trabalho não demonstra que a IA seja capaz de fazer descobertas científicas de forma totalmente autônoma.</strong> A primeira demonstração produzida pelo Claude continha erros de notação e inconsistências matemáticas que precisaram ser identificados e corrigidos pelos próprios pesquisadores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/da-linguagem-a-equacao-como-o-gpt-5-2-obteve-um-novo-resultado-em-fisica.html" title="Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?">Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/da-linguagem-a-equacao-como-o-gpt-5-2-obteve-um-novo-resultado-em-fisica.html" title="Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/da-linguagem-a-equacao-como-o-gpt-5-2-obteve-um-novo-resultado-em-fisica-1771709554147_320.png" alt="Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?"></a></article></aside><p>Além disso, a formulação do problema, a interpretação física da solução e a validação final da prova permaneceram sob responsabilidade da equipe científica. <strong>Isso evidencia que, atualmente, a IA atua como uma ferramenta de apoio ao raciocínio humano, e não como um substituto do pesquisador.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Parisi%2C%20G.%2C%20Zamponi%2C%20F" data-year="2026" data-title="A%20proof%20of%20an%20identity%20for%20the%20critical%20exponents%20of%20jamming" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.1088%2F1742-5468%2Fae7bd7">Parisi, G., Zamponi, F. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1742-5468/ae7bd7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A proof of an identity for the critical exponents of jamming</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 23:52:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com as suas folhas tenras e o seu aroma incomparável, o manjericão é a planta aromática imprescindível do verão numa varanda. Aqui ficam as dicas essenciais para obter uma planta vigorosa, bem frondosa e uma colheita abundante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-averlo-sempre-verde-e-profumato-questa-estate-1782655008003.jpeg" data-image="sebrwmpz4nfa" alt="Guide d'entretien du basilic : 10 règles pour le garder vert, touffu et parfumé jusqu'à la fin de l'été." title="Guide d'entretien du basilic : 10 règles pour le garder vert, touffu et parfumé jusqu'à la fin de l'été."><figcaption>Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão.</figcaption></figure><p>Poucas plantas evocam tanto o verão como o manjericão. O<strong> aroma intenso das suas folhas recém cortadas é, há muito, um elemento indispensável da cozinha mediterrânica, apreciada em todo o mundo</strong>. Por si só, realça um prato de massa, uma salada, uma bruschetta ou um molho.</p><p>É o ingrediente principal do pesto, <strong>um dos condimentos mais famosos e apreciados</strong>. O manjericão é também amplamente cultivado em vasos, em varandas e em hortas familiares.</p><p>O manjericão comum (<em>Ocimum basilicum</em>) <strong>é uma planta herbácea anual da família das Lamiáceas</strong>, à qual também pertencem a salva, o alecrim e a hortelã. Originário da Ásia tropical, é hoje cultivado em quase todo o mundo graças ao seu aroma delicado e à sua facilidade de cultivo.</p><div class="texto-destacado">Para além da variedade mais comum, o manjericão genovês, reconhecível pelas suas folhas largas e pelo seu aroma suave e intenso, existem muitas outras variedades, como o manjericão de folhas de alface, o manjericão grego, o manjericão tailandês ou ainda as variedades de folhas roxas. Cada uma possui qualidades aromáticas e ornamentais que lhe são próprias.</div><p>Cultivar manjericão é simples e particularmente gratificante, mesmo para jardineiros iniciantes. No entanto, alguns erros frequentes podem comprometer rapidamente o seu crescimento e vigor. Aqui estão dez regras simples para manter um manjericão frondoso, bem verde e perfumado até ao final do verão.</p><h2>1. Transplante o manjericão assim que o comprar</h2><p>As plantas vendidas em supermercados ou em lojas de jardinagem são cultivadas em recipientes muito pequenos, <strong>concebidos mais para a sua comercialização do que para garantir o seu desenvolvimento a longo prazo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655336245.jpeg" data-image="5yh0y4c7qfsk" alt="Rempotez votre basilic dès son achat." title="Rempotez votre basilic dès son achat."><figcaption>Transplante o seu manjericão assim que o comprar.</figcaption></figure><p>Recomenda-se que <strong>se transplante o manjericão para um vaso maior assim que possível</strong>. Desta forma, as raízes terão mais espaço para se desenvolverem, enquanto o substrato reterá melhor a umidade.</p><h2>2. Utilize um substrato de qualidade e divida o torrão</h2><p>Na altura do transplante, <strong>o ideal é separar cuidadosamente o torrão com as mãos em duas ou mais partes</strong>, e depois replantar cada torrão num vaso distinto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655416784.jpeg" data-image="0viht8hji4vk" alt="Utilisez un terreau de qualité et divisez la motte" title="Utilisez un terreau de qualité et divisez la motte"><figcaption>Utilize um substrato de qualidade e divida o torrão.</figcaption></figure><p>De facto, o vaso que compra contém frequentemente muitas mudas muito apertadas umas contra as outras<strong>. Se não forem separadas, acabam por entrar em concorrência, o que retarda o crescimento geral do manjericão</strong>. Utilizar um substrato universal de qualidade também ajudará a planta a crescer com vigor.</p><h2>3. Escolha um local bem iluminado, mas evite a luz solar direta nas horas mais quentes</h2><p>O manjericão gosta de luz,<strong> mas no verão, a luz solar direta pode ser demasiado intensa, sobretudo quando a planta é cultivada em vaso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655679154.jpeg" data-image="lqmenokjjfp3" alt="Choisissez un emplacement lumineux, mais évitez le soleil direct pendant les heures les plus chaudes." title="Choisissez un emplacement lumineux, mais évitez le soleil direct pendant les heures les plus chaudes."><figcaption>Escolha um local bem iluminado, mas evite a luz solar direta durante as horas mais quentes.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-la num local muito luminoso, onde possa aproveitar o sol nas horas mais frescas do dia, <strong>mas onde fique protegida durante os períodos de calor intenso</strong>.</p><h2>4. Mantenha o substrato sempre ligeiramente úmido</h2><p>O manjericão é uma das plantas aromáticas que menos tolera a falta de água. Bastam algumas horas de stress hídrico para que as suas folhas murchem e a planta perca todo o seu vigor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655704411.jpeg" data-image="369664jumugp" alt="Gardez le terreau constamment légèrement humide" title="Gardez le terreau constamment légèrement humide"><figcaption>Mantenha o substrato sempre ligeiramente úmido.</figcaption></figure><p>O substrato deve permanecer sempre ligeiramente úmido, <strong>sem nunca ficar encharcado, para evitar que as raízes apodreçam</strong>.</p><h2>5. Retire as flores assim que estas surgirem</h2><p>Quando o manjericão começa a produzir as suas espigas florais características, <strong>dedica grande parte da sua energia à formação de sementes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655741386.jpeg" data-image="d0vbuk1brqef" alt="Retirez les fleurs dès leur apparition." title="Retirez les fleurs dès leur apparition."><figcaption>Retire as flores assim que aparecerem.</figcaption></figure><p>Para prolongar a produção de folhas,<strong> recomenda-se retirar as flores assim que surgirem, cortando as espigas na base com uma tesoura limpa ou simplesmente com os dedos</strong>.</p><h2> Colha as folhas da forma correta </h2><p>Um erro muito comum consiste em colher apenas as folhas maiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655760253.jpeg" data-image="2px9tpmqyttt" alt="Récoltez les feuilles correctement." title="Récoltez les feuilles correctement."><figcaption>Colha as folhas da forma correta.</figcaption></figure><p>Em vez disso, é preferível podar os rebentos jovens, cortando o caule logo acima de um par de folhas. A partir daí,<strong> a planta desenvolverá duas novas ramificações, tornando-se progressivamente mais frondosa e mais produtiva</strong>.</p><h2>7. Evite molhar as folhas</h2><p>Ao regar, <strong>recomenda-se deitar a água diretamente à base da planta, sem molhar a folhagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655795701.jpeg" data-image="rmr257a9vc3b" alt="Évitez de mouiller les feuilles." title="Évitez de mouiller les feuilles."><figcaption>Evite molhar as folhas.</figcaption></figure><p>Com efeito, a umidade persistente nas folhas pode favorecer o desenvolvimento de doenças fúngicas, nomeadamente o míldio do manjericão, uma das doenças mais destrutivas para esta planta.</p><h2>8. Esteja atento às lesmas e às pragas </h2><p><strong>As lesmas, os pulgões e outras pequenas pragas </strong>podem comprometer rapidamente a saúde do manjericão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655817882.jpeg" data-image="yj07yobos8sj" alt="Gardez les limaces et les ravageurs sous contrôle." title="Gardez les limaces et les ravageurs sous contrôle."><figcaption>Mantenha as lesmas e as pragas sob controlo.</figcaption></figure><p><strong>Recomenda-se inspecionar regularmente as folhas e colocar o vaso longe de zonas particularmente úmidas ou com vegetação densa</strong>, onde estes organismos costumam ser mais numerosos.</p><h2>9. Opte pelo cultivo em vaso</h2><p>O manjericão pode ser cultivado perfeitamente na horta, <strong>mas o cultivo em vaso permite controlar melhor a rega, a exposição ao sol e a qualidade do substrato</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655971851.jpeg" data-image="zacwjdiprast" alt="Cultivez-le en pot." title="Cultivez-le en pot."><figcaption>Cultive-a num vaso.</figcaption></figure><p>Além disso, se as temperaturas se tornarem excessivas ou se estiverem previstas chuvas fortes, o vaso pode ser facilmente deslocado para um local mais adequado.</p><h2>10. Colha as folhas regularmente</h2><p>Pode parecer paradoxal, <strong>mas colher o manjericão regularmente estimula a planta a produzir novos rebentos e novas folhas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655994252.jpeg" data-image="t06wpbo7m419" alt="Récoltez les feuilles régulièrement." title="Récoltez les feuilles régulièrement."><figcaption>Colha as folhas regularmente.</figcaption></figure><p>Se a colheita exceder as suas necessidades de manjericão fresco, as folhas podem ser congeladas, inteiras ou picadas, mantendo a maior parte do seu aroma. <strong>Também pode preparar pesto com antecedência e congelá-lo em pequenas porções, prontas a serem utilizadas ao longo do ano</strong>.</p><h2>Uma colheita para saborear durante todo o ano</h2><p>Ao contrário de muitas outras plantas aromáticas perenes,<strong> o manjericão é uma planta anual cujo crescimento se concentra nos meses de verão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: fatos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: fatos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: fatos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: fatos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>É o momento ideal para aproveitar ao máximo a sua extraordinária produtividade, seguindo estas dez regras simples. <strong>As folhas colhidas podem ser consumidas frescas ou conservadas</strong>, o que permite recriar o aroma e o sabor do verão nos seus pratos e receitas ao longo de todo o ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como é a fazenda real que deu vida ao universo de Yellowstone]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 22:24:36 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Localizada em Montana, a Chief Joseph Ranch combina criação de gado, preservação histórica e agroturismo, atraindo fãs da série que desejam conhecer os cenários originais das gravações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone-1783805981391.jpg" data-image="hylo6ksvjzqo" alt="Emoldurado por cadeia de montanhas, o Chief Joseph Ranch tem na paisagem um dos atrativos. Crédito: Reprodução / Instagram" title="Emoldurado por cadeia de montanhas, o Chief Joseph Ranch tem na paisagem um dos atrativos. Crédito: Reprodução / Instagram"><figcaption>Emoldurado por cadeia de montanhas, o Chief Joseph Ranch tem na paisagem um dos atrativos. Crédito: Reprodução / Instagram</figcaption></figure><p>A <strong>propriedade que serviu de cenário para a série Yellowstone</strong> segue despertando o interesse de fãs mesmo após o fim da produção. Localizada em Darby, no estado de Montana, nos Estados Unidos, a Chief Joseph Ranch é uma fazenda de gado em funcionamento que ganhou projeção internacional ao representar o <strong>lar da família Dutton</strong>, protagonista do drama estrelado por Kevin Costner.</p><p>Ao contrário do que muitos imaginam, a fazenda não foi construída exclusivamente para as filmagens. O local é uma <strong>propriedade centenária</strong>, cercada por montanhas e paisagens típicas do oeste americano, utilizada tanto para atividades rurais quanto para o turismo. Embora a mansão principal não esteja aberta à visitação, hóspedes podem conhecer outras áreas do rancho e se hospedar em cabanas que aparecem na série.</p><p>Exibida entre 2018 e 2024, Yellowstone tornou-se a produção de maior audiência da Paramount+, conquistando o público com <strong>histórias de disputas por terras, conflitos familiares e a beleza natural de Montana</strong>. O cenário da fazenda teve papel fundamental na identidade visual da série e se transformou em um dos símbolos mais reconhecidos da produção.</p><h2>Fazenda preserva história e tradição</h2><p>Desde 2012, a Chief Joseph Ranch pertence ao empresário Shane Libel. A <strong>propriedade possui cerca de 2,5 mil acres</strong>, o equivalente a pouco mais de mil hectares, dimensão bem menor do que a gigantesca fazenda fictícia retratada na série, que teria mais de 300 mil hectares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone-1783806156050.jpg" data-image="kcu0limmxman" alt="Chalé do personagem Rip Wheeler pode ser reservado por 1,7 mil dólares por noite | Foto: Reprodução / Internet" title="Chalé do personagem Rip Wheeler pode ser reservado por 1,7 mil dólares por noite | Foto: Reprodução / Internet"><figcaption>Chalé do personagem Rip Wheeler pode ser reservado por 1,7 mil dólares por noite. Crédito: Reprodução / Internet</figcaption></figure><p>A área também reúne importância histórica. Antes da chegada dos colonos, o território era ocupado pelos <strong>povos indígenas Salish e Nez Perce</strong>. O nome da fazenda homenageia o líder indígena Chefe Joseph, que percorreu a região no século XIX durante a resistência de seu povo. Os primeiros registros oficiais da propriedade datam de 1884.</p><p>A casa principal, que aparece como residência da família Dutton, foi construída entre 1914 e 1917 e possui aproximadamente 600 metros quadrados. Segundo a equipe de cenografia da série, grande parte da estrutura original foi preservada, incluindo detalhes em madeira e pedra.<strong> Uma das vigas do telhado, com cerca de 46 metros de comprimento, foi feita a partir de um único tronco de árvore</strong>.</p><h2>Agroturismo atrai visitantes do mundo inteiro</h2><p>Além da criação de gado, a Chief Joseph Ranch investe atualmente no <strong>agroturismo.</strong> O acesso ao local é permitido apenas para hóspedes com reservas antecipadas, que podem permanecer em chalés inspirados nos personagens Lee Dutton e Rip Wheeler, vistos ao longo da série.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704654" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/conheca-6-parques-nacionais-da-amazonia-essenciais-para-pesquisa-e-ecoturismo.html" title="Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo">Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/conheca-6-parques-nacionais-da-amazonia-essenciais-para-pesquisa-e-ecoturismo.html" title="Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-6-parques-nacionais-da-amazonia-essenciais-para-pesquisa-e-ecoturismo-1743879846673_320.jpg" alt="Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo"></a></article></aside><p>Durante a estadia, os visitantes têm a oportunidade de <strong>conhecer cenários das gravações, cavalgar, pescar e acompanhar atividades típicas da fazenda</strong>, como o manejo do gado e da produção de feno. A propriedade também se destaca pela paisagem, cortada pelo rio Bitterroot e pelo córrego Fern Creek, aos pés da cordilheira Bitterroot.</p><p>Em entrevistas, Shane Libel afirmou sentir orgulho por ver sua propriedade transformada em um dos cenários mais famosos da televisão. O proprietário costuma brincar com fãs da série ao garantir que, apesar das semelhanças com a ficção, ninguém é marcado com ferro ou levado à famosa "estação de trem", referência aos episódios mais marcantes de Yellowstone. Enquanto isso, a fazenda segue unindo<strong> tradição rural, patrimônio histórico e o legado de uma das séries de maior sucesso recente da televisão.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Correio%20do%20Povo" data-year="2026" data-title="Como%20%C3%A9%20a%20Yellowstone%20da%20vida%20real" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiodopovo.com.br%2Fnot%25C3%25ADcias%2Frural%2Fcomo-e-a-yellowstone-da-vida-real-1.1728261%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Correio do Povo. (2026). <a href="https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/rural/como-e-a-yellowstone-da-vida-real-1.1728261?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Como é a Yellowstone da vida real</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta de El Niño forte: veja o risco para café, trigo, milho e cana no Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 20:14:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O El Niño ganhou força no Pacífico e pode atingir intensidade muito alta até o fim de 2026, alterando chuva, calor, doenças e janelas de manejo para culturas importantes em diferentes regiões do Brasil nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783792131672.jpg" data-image="uuhw6eqrqgm0" alt="el niño, NOAA, ENSO, ENOS" title="el niño, NOAA, ENSO, ENOS"><figcaption>A possibilidade de um El Niño muito forte volta a acender o alerta para mudanças no padrão de chuva sobre áreas agrícolas do Brasil, com impactos diferentes conforme a cultura e a região.</figcaption></figure><p>O El Niño ganhou um novo grau de atenção nesta semana. Em boletim divulgado em 9 de julho, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, ligado à NOAA e ao Serviço Nacional de Meteorologia, informou que o fenômeno continuará se fortalecendo até o fim de 2026. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p><strong>A probabilidade de persistir até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte chegou a 97%</strong>, enquanto a chance de alcançar categoria “muito forte” entre outubro e dezembro subiu para 81%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783792530205.jpg" data-image="9n0wq6vbazv5" alt="el niño, ENSO, ENOS, chuva" title="el niño, ENSO, ENOS, chuva"><figcaption>Há 81% de chance de ocorrer um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, o que o colocaria entre os maiores eventos de El Niño do registro histórico desde 1950.</figcaption></figure><p>O número impressiona, mas <strong>não significa que todas as regiões brasileiras receberão impactos na mesma intensidade</strong>. Eventos fortes aumentam a probabilidade dos padrões clássicos, porém não determinam sozinhos cada chuva, onda de calor ou quebra de safra. Para o agro, a pergunta mais útil não é apenas “quão forte será?”, mas quais culturas ficam mais expostas ao excesso de água, ao calor, às doenças e às mudanças na janela de manejo.</p><h2>Sul: trigo e frutas ficam mais expostos à água demais </h2><p>No Sul, <strong>o principal risco associado a um El Niño intenso é a maior frequência de períodos chuvosos</strong>, sobretudo quando o fenômeno coincide com a primavera e o verão. Para o trigo, chuva persistente durante espigamento, enchimento dos grãos ou colheita pode elevar a pressão de doenças fúngicas, reduzir a qualidade industrial e diminuir as janelas para entrada de máquinas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783793427601.jpg" data-image="3rm0fifbjlou" alt="previsão, clima, chuva" title="previsão, clima, chuva"><figcaption>A previsão sazonal para outubro a dezembro de 2026 indica maior probabilidade de chuva acima do normal em áreas do Sul do Brasil, elevando o risco de excesso de umidade para trigo e fruticultura.</figcaption></figure><p>Pomares de maçã, uva, pêssego e outras frutas temperadas também <strong>sofrem quando umidade elevada e pouca insolação</strong> favorecem doenças e dificultam tratamentos.</p><p>Nem toda chuva, porém, é prejuízo. <strong>Milho de verão, pastagens e arroz irrigado podem se beneficiar de maior disponibilidade hídrica</strong>, desde que os volumes sejam bem distribuídos e não provoquem encharcamento, erosão ou interrupções logísticas.</p><h2>Centro-Sudeste: café, cana e hortaliças dependem do momento da chuva </h2><p>No cinturão do café, o maior perigo não é simplesmente chover menos ou mais, mas a combinação entre calor e distribuição irregular da precipitação. <strong>A florada precisa de uma transição bem marcada</strong> entre período seco e retorno da chuva. Calor excessivo, estiagem prolongada ou pancadas isoladas podem provocar floradas desuniformes, queda de flores e maturação desigual. Hortaliças e frutas tropicais também exigem mais irrigação quando a temperatura sobe e o ar fica seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783793649043.jpg" data-image="ryu3k04kwvsc" alt="el niño, café, São Paulo" title="el niño, café, São Paulo"><figcaption>No cinturão cafeeiro, a distribuição da chuva e o calor durante a florada serão decisivos para o pegamento dos frutos e a uniformidade da próxima safra.</figcaption></figure><p>A cana-de-açúcar ocupa uma posição intermediária. Tempo seco favorece corte, transporte e concentração de açúcares, mas déficit hídrico prolongado prejudica a brotação e o desenvolvimento dos canaviais. <strong>Já a chuva frequente reduz o ritmo da colheita</strong> e aumenta problemas em estradas rurais. </p><h2>Quem precisa se proteger primeiro </h2><p>O ranking de risco deve ser entendido como uma prioridade de monitoramento, e não como previsão de perda garantida:</p><ul> <li><strong>Maior atenção ao excesso de chuva:</strong> trigo e frutas temperadas no Sul;</li> <li><strong>Maior atenção ao calor e à irregularidade da chuva:</strong> café, milho e hortaliças no Centro-Oeste e Sudeste;</li> <li><strong>Maior risco operacional:</strong> cana-de-açúcar durante períodos chuvosos;</li> <li><strong>Possível benefício, se a chuva for bem distribuída:</strong> milho de verão, pastagens e arroz irrigado no Sul;</li> <li><strong>Risco crescente de doenças:</strong> culturas densas, pomares e hortaliças sob umidade elevada.</li> </ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "> NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609489269_320.png" alt=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "></a></article></aside><p>A proteção começa antes do impacto: drenagem revisada, escalonamento do plantio, irrigação preparada, monitoramento de doenças, escolha de cultivares e respeito ao zoneamento agrícola reduzem a exposição. <strong>O El Niño deve orientar o planejamento</strong>, mas não substituir a previsão de curto prazo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bloqueio atmosférico muda o padrão de chuva e temperatura na próxima semana; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 18:49:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem de uma frente fria, uma intensa massa de ar polar avançará pelo Brasil, provocando queda das temperaturas e uma grande mudança no tempo. Associado a um bloqueio atmosférico, o sistema passa a inibir chuvas e manter o tempo firme e seco no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789351827.jpg" data-image="lh8dwu8u1u2z" alt="Imagem de satélite (infravermelho) neste sábado às 13h." title="Imagem de satélite (infravermelho) neste sábado às 13h."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) neste sábado às 13h mostra tempestades se formando entre Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e Paraná, ocasionando pancadas fortes de chuva.</figcaption></figure><p>Ao longo deste final de semana, uma <strong>frente fria está causando tempestades</strong> entre Santa Catarina e o Paraná, e deve avançar por estados do Sudeste e do Centro-Oeste ao longo do sábado (11) e do domingo (12), causando pancadas de chuva localizadas nestes estados. A frente também será capaz de causar chuvas também no litoral da Bahia e em Sergipe ao longo da semana que vem. </p><div class="texto-destacado">Já ao longo do domingo (12), uma massa de ar polar muito frio e seco avançará pelo Sul e pelo Sudeste do país. O resultado será não apenas uma queda das temperaturas, mas também uma inibição das chuvas, com céu predominantemente aberto e ensolarado.</div><p>Essa <strong>massa de ar frio atuará sobre grande parte do centro-sul do país</strong> nos primeiros dias da semana que vem, trazendo uma nova mudança do tempo para o centro-sul do país com tempo que passa a ser <strong>predominantemente firme</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789411415.jpg" data-image="azz4iios2xu9" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostra a massa de ar frio avançando pelas regiões Sul e Sudeste entre o domingo e a segunda-feira, trazendo tempo seco e frio.</figcaption></figure><p>Ao longo da semana, o sistema ainda será capaz de avançar ainda mais pelo país, com a massa de ar frio <strong>chegando a abranger grande parte da região Nordeste</strong>, fazendo as temperaturas caírem em praticamente todos os estados da região. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A massa de ar frio estará associada a um <strong>grande anticiclone</strong> - uma região de <strong>alta pressão</strong> e circulação em sentido anti-horário que, num geral, <strong>inibe a formação de nebulosidade intensa e chuvas</strong> sobre uma grande parte do Brasil e do oceano Atlântico Sul. O sistema funcionará como um bloqueio atmosférico, <strong>bloqueando o avanço de novos ciclones e frentes frias</strong> ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789461887.jpg" data-image="c6k5f0jndjkz" alt="Previsão de pressão e anomalias de temperatura em 850 hPa na sexta-feira." title="Previsão de pressão e anomalias de temperatura em 850 hPa na sexta-feira."><figcaption>Previsão de pressão e anomalias de temperatura em 850 hPa na sexta-feira mostra um grande anticiclone sobre o oceano Atlântico e a massa de ar frio chegando até a altura do Nordeste.</figcaption></figure><p>O resultado da atuação deste sistema é que, após a passagem da frente fria, <strong>o tempo passará a ficar predominantemente firme e aberto em praticamente todo o Brasil</strong>, apenas com pancadas de chuva localizadas se formando nas regiões mais próximas da linha do Equador, como o Norte e o Nordeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778050" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos.html" title="Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos">Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos.html" title="Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos-1783709210813_320.jpg" alt="Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos"></a></article></aside><p>Essa situação pode ser observada na imagem abaixo, onde é possível ver que, na prática, o tempo volta a ficar firme,<strong> sem chuvas e com </strong><strong>pouquíssima nebulosidade </strong>sobre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, logo após a passagem da frente fria. Isso fará com que a semana que vem seja <strong>marcada por um tempo mais seco.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789509445.jpg" data-image="fh9ca431eckd" alt="Previsão de nebulosidade e chuva no início da quinta-feira." title="Previsão de nebulosidade e chuva no início da quinta-feira."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva no início da quinta-feira ilustra as condições de tempo predominantemente firme e seco, com pouquíssima nebulosidade e baixa probabilidade de chuva.</figcaption></figure><p>Para descobrir exatamente em quais dias sua cidade será afetada pelas chuvas da frente fria, e a partir de qual dia o tempo passa a ficar mais seco, não deixe ainda de <strong>consultar regularmente as previsões do tempo específicas para a sua localidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz chuva, frio e alertas ao Sudeste; confira os estados em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 17:23:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias de tempo firme e estável sobre o Sudeste uma frente fria avança e provoca mudanças na Região. O sistema provoca chuva, frio e deixa estados em alerta.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaoe0h2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaoe0h2.jpg" id="xaoe0h2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até o momento, o mês de julho no Sudeste tem sido marcado por <strong>baixas temperaturas</strong> durante o amanhecer e <strong>volumes pluviométricos discretos</strong>, concentrados principalmente na faixa leste da região. Além disso, nas primeiras horas do dia, o resfriamento já favoreceu o registro de <strong>geadas </strong>em vários municípios.</p><p> No entanto, <strong>o padrão de tempo firme e estável está com os dias contados</strong>. Isso porque o sistema frontal que atualmente avança pelo Sul do país chega neste sábado (11) ao Sudeste, quebrando a sequência de dias secos e alterando as condições do tempo. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </strong></a> <br></div><p>A previsão indica não apenas o <strong>retorno das chuvas</strong>, mas destaca alertas para possíveis transtornos e também a <strong>manutenção das baixas temperaturas,</strong> durante as manhãs e tardes. A seguir, confira a previsão do tempo para este domingo (12).</p><h2>Tempo muda no Sudeste a partir de domingo</h2><p>A chegada de uma <strong>frente fria</strong> ao Sudeste do Brasil neste fim de semana encerrará um breve período de tempo firme e estável. O <strong>sistema frontal avança</strong> e, entre o final da tarde e o início da noite de sábado (11), já alcança o estado de São Paulo, provocando o <strong>aumento de nuvens carregadas e pancadas de chuva</strong> isoladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco-1783772502952.jpg" data-image="hvcfdy1a833g" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>A previsão é de aumento de nebulosidade sobre todo o Sudeste no domingo (12) com pancadas de chuva ocorrendo em áreas pontuais de São Paulo.</figcaption></figure><p>No decorrer da madrugada de <strong>domingo </strong>(12), a frente fria avança e altera as condições do tempo no restante do território paulista, além de avançar sobre <strong>Minas Gerais e parte do Rio de Janeiro.</strong></p><p>Até o final da manhã de domingo (12), estão previstas <strong>pancadas de chuva leve</strong> na faixa <strong>leste de São Paulo e no extremo sul fluminense</strong>. No entanto, não estão descartadas chances de <strong>garoa </strong>espalhadas na região, uma vez que o céu permanecerá encoberto e com tempo fechado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778007" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar.html" title="Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar">Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar.html" title="Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar-1783690286117_320.jpg" alt="Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>Com a chegada do período da tarde, as <strong>instabilidades </strong>ganham um pouco de força e as <strong>precipitações </strong>passam a afetar áreas do interior paulista, o <strong>sul de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e a Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>.</p><h2>Semana começa com riscos de tempestades e geadas</h2><p>No decorrer da segunda-feira (13), o sistema frontal continuará ativo e chega ao <strong>centro-norte de Minas Gerais e o Espírito Santo</strong>. Durante a tarde, a expectativa é de chuvas mais intensas nesses setores. Há alertas vigentes com o <strong>risco de tempestades isoladas</strong>, que devem vir acompanhadas de trovoadas e descargas elétricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco-1783772457692.jpg" data-image="fzf5e0a6oczi" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para o Sudeste do país na tarde desta segunda-feira (13).</figcaption></figure><p>Enquanto o norte do Sudeste lida com a chuva, o início da próxima semana será marcado por mais uma virada nas condições do tempo na faixa sul. Após o deslocamento rápido da frente fria,<strong> o tempo volta a se estabilizar e o sol reaparece entre poucas nuvens.</strong></p><div class="texto-destacado">Apesar da volta do sol, a atuação de uma nova massa de ar polar impedirá a elevação das temperaturas, garantindo tardes amenas e madrugadas geladas. O leste do Sudeste terá termômetros abaixo dos 20°C na tarde desta segunda-feira (13).<br></div><p>O amanhecer de terça-feira (14) será marcado pela <strong>chegada do ar polar mais intenso,</strong> derrubando as temperaturas ao longo de toda a madrugada. Nas primeiras horas do dia, os termômetros vão registrar<strong> marcas abaixo dos 10°C</strong> desde o sul de São Paulo até o sul de Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco-1783772409550.jpg" data-image="db2ep4xazsom" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Previsão da temperatura mínima para o Sudeste do Brasil, nesta terça-feira (14).</figcaption></figure><p>Neste trecho<strong> há riscos e alertas para a ocorrência de geadas fracas.</strong> A situação será ainda mais rigorosa nas áreas de maior altitude, como na <strong>Serra da Mantiqueira</strong> e regiões vizinhas, onde as temperaturas mínimas podem ficar próximas a <strong>0°C.</strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segundo Junho mais quente registrado praticamente garante que 2026 será um dos 5 anos mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-segundo-junho-mais-quente-registrado-praticamente-garante-que-2026-sera-um-dos-5-anos-mais-quentes.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 14:06:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O calor implacável na Terra persistiu em junho. Mais um mês de calor global excepcional praticamente garantiu o lugar de 2026 nos registros históricos, com uma grande onda de calor e o derretimento do gelo marinho dominando as manchetes sobre o clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783620184347.jpeg" data-image="bgce597fkyax"><figcaption>A Europa vivenciou uma onda de calor sem precedentes durante o mês de junho mais quente já registrado na região.</figcaption></figure><p>É quase certo. Há agora uma <strong><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606/global-annual-temperature-rankings-outlook" target="_blank">probabilidade ligeiramente superior a 97%</a> </strong>de que <strong>2026 figure entre os 5 mais quentes já registrados</strong>.</p><p>Segundo cientistas da agência americana <em>National Oceanic and Atmospheric Administration</em> (NOAA), é praticamente certo — com <strong>99,9% de probabilidade — que 2026 estará entre os 10 anos mais quentes</strong>. Os dados climáticos de junho já estão disponíveis e apontam para mais um ano de temperaturas acima da média para a Terra, uma tendência que se tornou cada vez mais provável nos últimos anos.</p><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783619484504.jpg" data-image="1yuz7mibe5i4"></a><figcaption>Desvios da temperatura global em relação à média durante o mês de junho.</figcaption></figure><p><strong>Os últimos 12 anos — de 2014 a 2025 — figuram entre os doze anos mais quentes já registrados no planeta</strong>. Com o registro do segundo mês de junho mais quente da história neste ano, 2026 superará um desses anos na lista dos 12 mais quentes.</p><p>Em<strong> junho de 2026</strong>, a <strong>temperatura global</strong> da superfície ficou <strong>1,09°C acima da média</strong>, tornando-o o segundo junho mais quente nos 177 anos de registros da NOAA.</p><p>Todos o<strong>s 10 meses de junho mais quentes já registrados ocorreram a partir de 2015</strong>.</p><h2>Junho marca o início de um primeiro semestre de 2026 com temperaturas elevadas</h2><p>Em junho de 2026, <strong>temperaturas acima da média predominaram em grande parte do globo</strong>, segundo o relatório climático global de junho dos <em>National Centers for Environmental Information </em>(<a href="https://www.ncei.noaa.gov/" target="_blank">NCEI</a>). Anomalias de temperatura significativas, de<strong> +2,0°C ou mais</strong>, foram observadas na Europa, no leste da Austrália, em partes da África, no Ártico, no Mar de Weddell, em uma vasta extensão da Sibéria que avançava para o centro-sul da Ásia e ao longo da linha do Equador, nas porções leste e central do Pacífico tropical.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "> NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609489269_320.png" alt=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "></a></article></aside><p>O relatório do NCEI também apontou que recordes de temperatura para o mês de junho foram quebrados com margens expressivas nas regiões leste e central do Pacífico tropical, em partes do Canadá, no norte da América do Sul, na África, na Europa e na Ásia, bem como em áreas de todas as principais bacias oceânicas. Os Estados Unidos registraram o seu décimo oitavo mês de junho mais quente da história, com temperaturas ligeiramente superiores a 2 graus acima da média.</p><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783619560632.png" data-image="p130ds8q7i4f"></a><figcaption>Desvios da temperatura da Terra em relação à média durante o período de janeiro a junho.</figcaption></figure><p>O mês de junho, com temperaturas globalmente elevadas, dá continuidade a um ano que já se mostra notavelmente quente.</p><p>No acumulado do ano — de janeiro a junho —, a temperatura global da superfície terrestre foi a terceira mais alta já registrada, superando a média em 2 graus. Apenas o ano passado e 2024 apresentaram um período mais quente.<strong> Os dez períodos mais quentes já registrados ocorreram, todos, nos últimos 10 anos</strong>.</p><h2>A onda de calor mortal na Europa figurou na lista de eventos notáveis</h2><p>O relatório do NCEI listou vários "<strong>eventos meteorológicos e climáticos notáveis</strong>" ocorridos durante o mês de junho.</p><p>Entre eles, o <strong>Ártico registrou a terceira menor extensão de gelo marinho </strong>para o mês de junho, logo após o junho mais quente já registrado na região. A extensão do <strong>gelo marinho na Antártica atingiu o sexto menor nível já registrado</strong> para aquele mês.</p><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"></a></figure><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783619613342.jpg" data-image="jqlxqezm9knr"></a><figcaption>Um mapa dos fenômenos meteorológicos e climáticos mais notáveis de junho ao redor do mundo.</figcaption></figure><p>A <strong>onda de calor sem precedentes que atingiu a Europa</strong> em junho também entrou para a lista de anomalias climáticas.</p><p>Junho foi o mês mais quente já registrado na Europa Ocidental. Na Alemanha, um total de 252 estações meteorológicas registraram temperaturas recordes durante a onda de calor — o maior número já alcançado. Até o momento neste ano, mais de 5.000 mortes relacionadas ao calor ocorreram no país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NCEI%2FNOAA" data-year="2026" data-title="Earth%E2%80%99s%20second-warmest%20June%20on%20record%3B%20global%20ocean%20surface%20temperature%20was%20warmest%20on%20record%20for%20June" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ncei.noaa.gov%2Fnews%2Fglobal-climate-202606">NCEI/NOAA. (2026). <a href="https://www.ncei.noaa.gov/news/global-climate-202606" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Earth’s second-warmest June on record; global ocean surface temperature was warmest on record for June</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-segundo-junho-mais-quente-registrado-praticamente-garante-que-2026-sera-um-dos-5-anos-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os vegetais que devíamos plantar para sobreviver a um colapso do planeta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 12:16:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo calculou a quantidade exata de terra e os alimentos essenciais para manter viva a população de uma cidade de média dimensão, em dois cenários extremos de colapso global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342419045.jpg" data-image="ql3kjf1o4jz3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p><strong>Já pensaste alguma vez como farias para sobreviver se amanhã o mundo parasse?</strong> Num cenário de colapso global — uma tempestade solar, uma pandemia extrema ou uma guerra —, as cadeias de abastecimento desapareceriam em poucos dias e os supermercados ficariam vazios.</p><p>Nesse contexto, a diferença entre passar fome ou sobreviver <strong>dependeria do que fôssemos capazes de cultivar </strong>no nosso próprio ambiente. Mas, de quanto terreno é preciso? O que convém plantar?</p><p>Cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, <strong>investigaram quais as condições necessárias para uma comunidade</strong> sobreviver graças aos alimentos produzidos no seu próprio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342646470.jpg" data-image="ixon0aq1xivu" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os cientistas afirmam que a agricultura em parques e varandas urbanas constitui a primeira linha de defesa caso o comércio entre em colapso.</figcaption></figure><p>Para o estudo, recolheram os dados geográficos, demográficos e relativos aos solos da cidade de Palmerston North, com 90 000 habitantes, situada a 140 km de Wellington.</p><div class="texto-destacado">A partir desse modelo, calcularam a quantidade exata de calorias e proteínas necessárias para manter viva toda a população, utilizando apenas recursos locais.</div><p>Uma das contribuições mais interessantes do estudo é o <strong>cálculo do espaço físico real de que cada habitante necessita</strong>. O modelo matemático determinou que, em condições climáticas normais, cada pessoa necessita de aproximadamente <strong>115 metros quadrados</strong> de cultivo periurbano para satisfazer as suas necessidades nutricionais básicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342806558.jpg" data-image="bgvf6nhk4ajn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>De acordo com o estudo, uma cidade de média dimensão tem capacidade para alimentar todos os seus habitantes se aproveitar os seus próprios terrenos.</figcaption></figure><p>Segundo os investigadores, se esta escala for transposta para uma cidade de tamanho médio, um município necessitaria de um anel agrícola periférico com pouco mais de 1.100 hectares. Este número demonstra que <strong>a autossuficiência é geograficamente possível, desde que os governos locais protejam os solos</strong> férteis em torno dos centros urbanos e evitem que sejam absorvidos pela construção de habitações ou complexos industriais.</p><p>Para chegar a estas conclusões, os especialistas conduziram a sua análise dividindo a resposta em <strong>dois cenários climáticos específicos com os quais trabalharam</strong> ao longo de toda a investigação.</p><h2>Cenário 1: o colapso do comércio com condições meteorológicas normais</h2><p>Se a catástrofe paralisar os transportes, mas o clima se mantiver estável, o estudo defende que a estratégia ideal deve dividir-se em duas frentes coordenadas: <strong>o centro urbano e as zonas periféricas</strong>.</p><p><strong>No coração da cidade (ervilhas)</strong>: os parques, jardins e varandas urbanas devem ser cobertos de ervilhas. De acordo com o relatório, estas são uma excelente fonte de proteínas, fixam azoto no solo de forma natural e aproveitam muito bem os espaços reduzidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342993537.jpg" data-image="jqjcllzmasb8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As ervilhas secas forneceriam as proteínas necessárias para fazer face ao isolamento alimentar nas cidades.</figcaption></figure><p>Os cientistas esclarecem que a ideia é consumi-las secas (como ervilhas partidas), o que facilita o seu armazenamento a longo prazo. No entanto, o espaço urbano é limitado. O estudo calcula que, <strong>mesmo utilizando-o a 100%, só seria possível alimentar 20% dos cidadãos</strong>.</p><p>Na periferia, batatas: <strong>para os restantes 80% da população, os autores determinaram que a solução se encontra nos limites da cidade</strong>. O anel agrícola exterior deveria dedicar-se inteiramente à batata, apontada pela investigação como a cultura com maior rendimento calórico por hectare.</p><h2>Cenário 2: o inverno nuclear (frio e escuridão)</h2><p>O segundo cenário hipotético <strong>prevê que o desastre bloqueie a luz solar e faça as temperaturas descerem drasticamente</strong>. Num contexto de inverno permanente, as batatas e as ervilhas morrem devido às geadas.</p><p>As prioridades agrícolas, portanto, transformam-se completamente.</p><p>Dentro da cidade: devem ser priorizados vegetais de folha e raiz resistentes ao frio extremo, <strong>especificamente os espinafres e a beterraba forrageira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343236193.jpg" data-image="s1x411b8q2zr" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O trigo e a beterraba sacarina completam a ração básica necessária para sobreviver a um colapso global.</figcaption></figure><p>Nos arredores: a sobrevivência dependeria de uma combinação matemática exata que os autores calcularam. <strong>97% da área periférica deveria ser destinada ao trigo para garantir a base calórica</strong>. Os restantes 3% são reservados para a cenoura, essencial para fornecer a vitamina A de que o corpo necessita.</p><h2>O fim da pecuária tradicional</h2><p>A investigação analisa também o que aconteceria aos animais de criação num contexto de isolamento total. A conclusão dos cientistas é categórica: <strong>manter gado para a produção de carne ou leite é inviável</strong>. Segundo o relatório, os animais consomem demasiados recursos e convertem a energia vegetal em calorias para consumo humano de forma muito ineficiente.</p><p>Numa situação de emergência, o estudo conclui que as pastagens teriam de ser imediatamente reconvertidas em zonas de cultivo agrícola direto. <strong>A dieta humana passaria a ser estritamente vegetariana</strong>, uma vez que o solo disponível deve ser utilizado exclusivamente para produzir alimentos que vão diretamente do sulco para o prato, sem intermediários de quatro patas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343460207.jpg" data-image="3stcunyn2acc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p>O estudo esclarece que <strong>a teoria é perfeita no papel, mas a prática apresenta desafios gigantescos</strong> numa crise real. Segundo os investigadores, a transição para uma agricultura de emergência requer planeamento prévio.</p><p>O sucesso dependerá da constituição de bancos de sementes locais e da previsão de alternativas energéticas, como pequenas culturas de colza para biocombustível, que permitam fazer funcionar a maquinaria caso haja escassez de petróleo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta">As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449_320.jpg" alt="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta"></a></article></aside><p>Fatores como <strong>a degradação do solo urbano</strong> ou as dificuldades na distribuição de água quando a rede elétrica está em falha são variáveis críticas que a análise destaca.</p><p>Ainda assim, esta investigação demonstra que <strong>as cidades têm um potencial de resiliência muito maior do que imaginamos</strong>. Aprender a cuidar de alguns vasos de plantas hoje é o primeiro passo para construir um futuro mais autossuficiente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boyd%20M%2C%20Wilson%20N" data-year="2025" data-title="Resilience%20to%20abrupt%20global%20catastrophic%20risks%20disrupting%20trade%3A%20Combining%20urban%20and%20near-urban%20agriculture%20in%20a%20quantified%20case%20study%20of%20a%20globally%20median-sized%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fpublication%2F391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city">Boyd M, Wilson N. (2025). <a href="https://www.researchgate.net/publication/391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Resilience to abrupt global catastrophic risks disrupting trade: Combining urban and near-urban agriculture in a quantified case study of a globally median-sized city</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e por que eles orbitam os planetas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os asteroides troianos pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter. Devido à gravidade de Júpiter, estes asteroides acompanham o planeta, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou Zeus Valtierra, especialista da Meteored.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243.jpg" data-image="6j2fkzoiklym" alt="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters." title="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters."><figcaption>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente depressões ou crateras.</figcaption></figure><p>Hoje, vamos explorar um dos maiores mistérios do cosmos com o <strong>especialista espacial da Meteored,</strong> <strong>Zeus Valtierra</strong>, astrofísico da UNAM, para explicar um fenómeno fascinante que pode parecer ficção científica, mas que, na verdade, faz parte do delicado equilíbrio do nosso sistema solar: os asteroides troianos.</p><p>Mas, primeiro, vamos falar sobre os próprios asteroides. De acordo com a NASA, os asteroides, por vezes chamados de planetas menores, são <strong>vestígios rochosos e sem atmosfera que sobraram da formação inicial do nosso sistema solar</strong>, há cerca de 4,6 mil milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">A maioria orbita o Sol entre Marte e Júpiter, dentro do cinturão principal de asteroides, e variam muito em tamanho. Enquanto o maior, Vesta, tem cerca de 530 quilómetros de diâmetro, outros têm menos de 10 metros de diâmetro. A massa combinada de todos os asteroides é ainda menor do que a da Lua da Terra.</div><p>Por vezes, os asteroides e os cometas são empurrados para a vizinhança da Terra pela gravidade de planetas próximos. <strong>Estes objetos são conhecidos como Objetos Próximos da Terra (NEO, sigla em inglês)</strong>. Cerca de 99 por cento de todos os NEO's são asteroides. A sua aproximação máxima ao Sol é inferior a 1,3 vezes a distância da Terra ao Sol.</p><h2>De que são feitos os asteroides?</h2><p><strong>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente cavidades ou crateras de impacto</strong>. À medida que percorrem órbitas elípticas em torno do Sol, os asteroides também rodam, por vezes de forma bastante caótica, girando sobre si próprios enquanto se deslocam pelo espaço.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo dos anos, inúmeros filmes retrataram impactos catastróficos de asteroides e até mesmo o fim do mundo. Na realidade, porém, é extremamente improvável que um asteroide suficientemente grande para causar danos generalizados atinja a Terra nos próximos 100 anos — ou mais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta conclusão provém de cientistas do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS) da NASA, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), no sul da Califórnia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796264303.jpg" data-image="qvce91dbanqp" alt="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War." title="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War."><figcaption>À medida que os astrónomos continuam a descobrir asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter, dão-lhes nomes de heróis da Guerra de Tróia.</figcaption></figure><p>A maioria dos objetos que entram na atmosfera terrestre tem <strong>apenas pouco mais de um metro de diâmetro</strong> e entra na atmosfera terrestre várias vezes por ano sem causar quaisquer danos.</p><h2>Zeus Valtierra explica os asteroides troianos</h2><p><strong>Estes asteroides pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter</strong>. Devido à gravidade de Júpiter, eles viajam ao lado do planeta gigante, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou o astrofísico Zeus Valtierra, da Meteored.</p><p>Agora, um pouco de história. Segundo a NASA, <strong>a 22 de fevereiro de 1906, o</strong> <strong>astrofotógrafo alemão Max Wolf</strong> ajudou a redefinir, mais uma vez, a nossa compreensão do sistema solar. Ele descobriu um <strong>asteroide com uma órbita particularmente invulgar</strong>. À medida que Júpiter se movia em torno do Sol, o asteroide permanecia à frente do planeta gigante, como se estivesse, de alguma forma, preso na órbita de Júpiter.</p><p>O astrónomo alemão Adolf Berberich reparou que o asteroide se encontrava quase 60 graus à frente de Júpiter. Essa posição específica lembrou ao astrónomo sueco Carl Charlier <strong>um comportamento invulgar previsto mais de um século antes</strong> pelo matemático ítalo-francês Joseph-Louis Lagrange.</p><p>Lagrange propôs que, <strong>se um pequeno corpo, como um asteroide, fosse colocado num dos dois pontos estáveis da órbita de um planeta em torno do Sol</strong> — conhecidos como pontos de Lagrange L4 e L5 —, permaneceria numa posição estável em relação ao planeta devido às forças gravitacionais combinadas do planeta e do Sol.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Assim que três destes asteroides, que ocupavam os pontos de Lagrange, foram descobertos, os astrónomos começaram a questionar-se sobre como lhes dar um nome.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Naquela época, à maioria dos asteroides eram atribuídos nomes de mulheres da mitologia grega ou romana, a menos que as suas órbitas fossem especialmente invulgares. Uma vez que estes objetos se enquadravam certamente nessa descrição, o astrónomo austríaco Johann Palisa sugeriu batizá-los de <strong>Aquiles, Pátroclo e Heitor, em homenagem às personagens da <em>Ilíada</em> de Homero</strong>.</p><p>Aquiles era o herói grego quase invencível (exceto pelo seu famoso calcanhar), enquanto Pátroclo era o seu companheiro mais próximo. Heitor, o príncipe troiano, acabou por matar Pátroclo, e Aquiles vingou o seu amigo matando Heitor. <strong>Os asteroides recém-descobertos receberiam todos nomes inspirados na Ilíada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776510" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular">Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-lucy-finds-a-tumbling-peanut-shaped-asteroid-1782500917503_320.png" alt="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"></a></article></aside><p>À medida que os astrónomos continuavam a descobrir <strong>asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter</strong>, deram-lhes <strong>nomes de heróis da Guerra de Tróia</strong>, tendo-se tornado conhecidos como<strong> "asteroides troianos"</strong>.</p><p>O termo "asteroides troianos" acabou por passar a designar os asteroides que ocupam os pontos de Lagrange estáveis de qualquer planeta, embora os nomes da Ilíada continuem reservados para os asteroides troianos de Júpiter.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Número de moluscos invasores salta mais de 200% no Brasil em 15 anos e acende alerta entre cientistas ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo revela que o número de espécies de moluscos não nativos no Brasil saltou de 26 para 82 entre 2011 e 2025, o que representa um aumento de 215% e traz preocupação devido aos graves impactos ambientais, econômicos e de saúde pública no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas-1783706201236.jpg" data-image="sea6vudwi7yf"><figcaption>O caracol gigante africano (<em>Lissachatina fulica</em>) pode atuar como vetor de doenças e é uma das pragas mais perigosas na agricultura.</figcaption></figure><p>Um estudo recente revelou que o <strong>número de espécies de moluscos não nativos no Brasil</strong> <strong>aumentou de 26 para 82 </strong>no período<strong> de 2011 a 2025</strong>. Isto representa um <strong>aumento de 215% e preocupa os pesquisadores </strong>devido aos sérios impactos ambientais, econômicos e de saúde pública que os animais podem provocar no nosso país.</p><p>A pesquisa contou com a participação de 27 cientistas de diferentes países, foi liderada por pesquisadores da <strong>Unicamp </strong>(Universidade Estadual de Campinas) e foi divulgada na revista científica <em>Biological Invasions</em>. Saiba mais abaixo.</p><h2>Sobre o estudo</h2><p>O estudo, que é um tipo de <strong>inventário nacional</strong>, detalha a magnitude do problema e é o mais completo inventário de moluscos não nativos no Brasil até o momento.</p><p>Além das 82 espécies de moluscos não nativas existentes no país, há outras <strong>13 espécies cuja origem não pôde ser determinada</strong>, isto é, faltam estudos biogeográficos ou moleculares que permitam estabelecer com certeza a sua origem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/pirarucu-e-classificado-como-especie-invasora-fora-da-amazonia-e-gera-debate-no-setor-aquicola-entenda.html" title="Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola">Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/pirarucu-e-classificado-como-especie-invasora-fora-da-amazonia-e-gera-debate-no-setor-aquicola-entenda.html" title="Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pirarucu-e-classificado-como-especie-invasora-fora-da-amazonia-e-gera-debate-no-setor-aquicola-entenda-1774559515554_320.jpg" alt="Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola"></a></article></aside><p>Destas 82 espécies não nativas, <strong>23 são consideradas invasoras por causarem algum tipo de dano</strong> ecológico, socioeconômico ou sanitário.</p><p>E as outras <strong>13 espécies ainda não são consideradas invasoras</strong> pois<strong> não há dados suficientes para afirmar se elas estão gerando algum impacto </strong>no país.</p><div class="texto-destacado">Potencial destrutivo: das 82 espécies exóticas não nativas registradas no Brasil, 23 já são classificadas oficialmente como invasoras.</div><p>As 82 espécies não nativas estão distribuídas em três tipos de ambientes: mar, rios e terra. Nos <strong>ambientes marinhos e estuarinos</strong>, foram registradas 32 espécies não nativas; em <strong>água doce</strong> (rios, lagos e lagoas) foram identificadas 17 espécies não nativas; e em <strong>ambientes terrestres</strong> foram documentadas 33 espécies não nativas.</p><p>Os autores do estudo destacam que é muito importante<strong> fortalecer as medidas de biossegurança e detecção precoce</strong>, bem como desenvolver <strong>programas de monitoramento de longo prazo</strong> e obter uma melhor definição de seus impactos no país.</p><h2>Algumas espécies</h2><p>Marcel Sabino Miranda, um dos coautores do estudo, comentou em entrevista à Agência FAPESP que “algumas espécies são especialmente problemáticas, como o mexilhão-dourado e o caracol-gigante-africano”.</p><p>O <strong>mexilhão-dourado </strong>(<em>Limnoperna fortunei</em>) muito provavelmente <strong>chegou ao Brasil no início dos anos 1990</strong>, após um longo histórico de invasões da China.</p><p>Esta espécie causa impactos ambientais e econômicos, provocando <strong>alterações estruturais e funcionais nos ecossistemas</strong> e <strong>prejuízos às atividades humanas</strong>, como obstrução de hidrelétricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas-1783706290222.jpg" data-image="xv1sb8gyb1kh"><figcaption>O mexilhão-dourado (<em>Limnoperna fortunei</em>) é uma espécie de molusco bivalve introduzida no Brasil, via água de lastro dos navios, na década de 1990, e se tornou uma espécie exótica invasora. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Apesar de ser alvo de um plano de controle, <strong>esse molusco continua se expandindo</strong>. Estima-se que cerca de 10 milhões de dólares já tenham sido investidos no Brasil para combatê-lo.</p><p>E outro destaque é o <strong>caracol-gigante-africano</strong> (<em>Lissachatina fulica</em>). Ele foi <strong>introduzido no Brasil de forma ilegal para consumo</strong> (como "escargot") entre o fim da década de 1980 e o início dos anos 1990, mas seu cultivo foi abandonado e a espécie acabou amplamente distribuída por todo o país.</p><p>A preocupação com ele é que <strong>pode se tornar uma praga agrícola</strong> devido à sua voracidade, dieta generalista e rápida reprodução, e também<strong> atuar como hospedeiro intermediário do nematóide <em>Angiostrongylus cantonensis</em></strong>, um parasita causador da meningite.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andr%C3%A9%20Juli%C3%A3o%7CAg%C3%AAncia%20FAPESP" data-year="2026" data-title="En%2015%20a%C3%B1os%2C%20Brasil%20registr%C3%B3%20un%20aumento%20de%20m%C3%A1s%20del%20200%20%25%20en%20el%20n%C3%BAmero%20de%20especies%20no%20nativas%20de%20moluscos" data-url="https%3A%2F%2Fagencia.fapesp.br%2Fen-15-anos-brasil-registro-un-aumento-de-mas-del-200-en-el-numero-de-especies-no-nativas-de-moluscos%2F58564">André Julião|Agência FAPESP. (2026). <a href="https://agencia.fapesp.br/en-15-anos-brasil-registro-un-aumento-de-mas-del-200-en-el-numero-de-especies-no-nativas-de-moluscos/58564" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En 15 años, Brasil registró un aumento de más del 200 % en el número de especies no nativas de moluscos</a>.</cite><br><cite data-author="Machado%2C%20F.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Non-native%20mollusc%20species%20in%20Brazil%3A%20a%20first%20national%20inventory%20and%20distributional%20overview" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1007%2Fs10530-026-03794-7">Machado, F. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1007/s10530-026-03794-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Non-native mollusc species in Brazil: a first national inventory and distributional overview</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>