<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 18 Jul 2026 20:30:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 20:30:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: como a radiação solar desperta os monstros do oceano]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 20:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O vento e a chuva são apenas a parte visível de um furacão. Por trás do seu imenso poder, esconde-se um processo que tem início muito antes da sua formação, à medida que o sol aquece os oceanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783042062678.png" data-image="7zo773fu6ghd" alt="radiation; warming; sun; climate" title="radiation; warming; sun; climate"><figcaption>O oceano é o maior reservatório de calor do planeta, armazenando energia solar durante semanas, meses e até anos.</figcaption></figure><p> O que lhe vem à cabeça quando pensa num <strong>furacão</strong>? A maioria das pessoas imagina ventos destrutivos, chuva torrencial e ondas poderosas. Mas por trás dessa força, muitas vezes devastadora, esconde-se um fator determinante muito menos óbvio.</p><div class="texto-destacado">Graças à sua enorme capacidade de armazenar calor — cerca de quatro vezes superior à do ar —, <strong>os oceanos funcionam como o maior reservatório de energia do sistema climático.</strong></div><p>Tudo começa com o <strong>sol</strong>. Cerca de <strong>50–51% da radiação solar</strong> que atinge o nosso planeta é absorvida pela superfície da Terra, sendo que<strong> os oceanos absorvem a maior parte dessa energia</strong>, uma vez que cobrem uma porção tão grande do globo. Sem esta energia, os ciclones tropicais simplesmente não se poderiam formar.</p><h2>O oceano: uma bateria carregada pelo sol</h2><p>Durante meses, especialmente nos trópicos, <strong>o oceano absorve enormes quantidades de energia solar e armazena-a sob a forma de calor</strong>. Não é apenas a superfície que se aquece. As camadas superiores do oceano acumulam uma grande reserva de energia conhecida como conteúdo de calor oceânico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034.png" data-image="jkqx6or9idt2" alt="tropical cyclone; sun; ocean heat content" title="tropical cyclone; sun; ocean heat content"><figcaption>No Atlântico Norte e na parte oriental do Pacífico Norte, setembro regista o maior número de furacões, uma vez que o oceano passou o verão a acumular enormes quantidades de energia solar.</figcaption></figure><p>A fase seguinte tem início <strong>quando a água do mar começa a evaporar</strong>. Esse vapor de água sobe para a atmosfera e, à medida que arrefece, condensa-se, formando nuvens e chuva. Durante este processo, liberta uma quantidade enorme de calor latente, o que aquece o ar circundante e faz com que este suba ainda mais.</p><div class="texto-destacado">Quando<strong> as temperaturas da superfície do mar excedem os 26,5 °C</strong> e essa água quente se estende por várias dezenas de metros abaixo da superfície, o oceano <strong>contém o combustível necessário para que um ciclone tropical se desenvolva</strong>.</div><p>Esse movimento ascendente reduz a pressão à superfície, permitindo que mais ar quente e rico em humidade flua do ambiente circundante. À medida que este ciclo se repete, o sistema torna-se mais forte, <strong>tal como um motor continuamente alimentado pelo oceano quente</strong>.</p><p>É por isso que um ciclone tropical enfraquece quando se desloca sobre águas mais frias ou agita o oceano o suficiente para trazer água mais fria das profundezas para a superfície.<strong> À medida que a energia armazenada pelo oceano se esgota, o motor da tempestade começa a ficar sem combustível</strong>.</p><h2>A água quente, por si só, não é suficiente</h2><p>O calor do oceano, por si só, não consegue gerar um furacão. São também essenciais condições atmosféricas favoráveis. Os ventos devem variar muito pouco com a altitude — uma condição conhecida como <strong>baixo cisalhamento do vento</strong>.</p><p>A atmosfera precisa também de <strong>humidade adequada nos níveis médios</strong>, juntamente com a <strong>força de Coriolis</strong>, que confere à tempestade o seu movimento rotativo característico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "> NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609489269_320.png" alt=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "></a></article></aside><p>Por isso, da próxima vez que vir imagens de satélite de um furacão, lembre-se de que a sua força não se formou da noite para o dia. <strong>É o resultado de semanas — ou mesmo meses — de energia solar armazenada no oceano</strong>, à espera do momento em que se transforma num dos fenómenos mais poderosos da Terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 18:57:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas propõem um novo sistema para proteger a Terra através de um escudo de plasma artificial. Este método reduziria para metade o impacto tecnológico das tempestades solares mais extremas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232354186.png" data-image="ynbkd70gp2iu"><figcaption>As ejeções de massa coronal e as tempestades solares são provocadas pela ruptura dos campos magnéticos no Sol.</figcaption></figure><p>Quando ocorre uma libertação repentina de energia acumulada na nossa estrela, surgem tempestades solares, explosões gigantescas de energia e partículas carregadas que são lançadas para o espaço. Se se dirigirem para o nosso planeta, podem afetar os sistemas de comunicação, navegação e eletricidade.</p><p>A causa é a reconexão magnética, <strong>um processo em que as linhas do campo magnético solar se rompem e se reorganizam violentamente</strong>, o que liberta radiação e plasma para o sistema solar. Costuma dar origem às manchas solares, regiões que parecem escuras devido à sua temperatura mais baixa.</p><p>Existem diferentes tipos de emissões, como as erupções solares, que são rajadas de energia que interferem quase imediatamente com os sinais de rádio. Por outro lado, as Ejeções de Massa Coronal (CME) são enormes bolhas de plasma e campo magnético que podem demorar vários dias a chegar à Terra.</p><div class="texto-destacado">O Evento de Carrington, de 1859, foi a tempestade solar mais intensa de que há registo. Provocou auroras visíveis até no Panamá e colapsou a rede telegráfica da época; as correntes induzidas foram tão fortes que os equipamentos de comunicação lançaram faíscas e os instrumentos de medição magnética ultrapassaram os limites da escala.</div><p>Para além do risco do tipo Carrington, existem os eventos Miyake, que são explosões solares muito mais intensas, descobertas através da análise do carbono-14 nos anéis das árvores. O que realça a urgência de desenvolver sistemas de proteção para evitar um colapso total da nossa civilização.</p><h2>Vulnerabilidade na infraestrutura global</h2><p>No nosso mundo hiperconectado, <strong>um evento desta magnitude provocaria cortes de energia a nível continental </strong>e danos nos transformadores que demorariam semanas ou meses a ser reparados. As correntes induzidas ultrapassariam as proteções atuais e deixariam milhões de pessoas numa escuridão sem precedentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232188758.png" data-image="r4qhe5solx97"><figcaption>Uma das consequências mais belas das tempestades solares são as auroras que se podem observar nos pólos terrestres.</figcaption></figure><p>Os satélites em órbita podem sofrer sobrecargas elétricas que inutilizem as suas operações ou alterem a precisão do GPS. De facto, <strong>ocorreram incidentes recentes, como a perda de satélites Starlink em 2022</strong>. A degradação destes sinais afetaria a navegação aérea e marítima a nível global.</p><p>Embora seja improvável que ocorra um apagão digital total, <strong>falhas regionais graves poderiam interromper a banca eletrónica, os voos e as operações logísticas</strong>. Por fim, representam um perigo direto para a segurança dos astronautas e a integridade das naves espaciais fora da atmosfera protetora.</p><p>Um fenómeno que tem deixado os físicos perplexos nos últimos tempos é a "super-expansão" das tempestades solares durante o seu percurso até à Terra, uma vez que se observou que algumas nuvens de plasma aumentaram o seu volume e triplicaram a sua temperatura interna num curto espaço de tempo, o que reduz o tempo de reação para proteger as infraestruturas críticas.</p><h3>Chegaram os reforços!</h3><p>Perante estas ameaças, foi proposto<strong> um sistema defensivo baseado na introdução de massa artificial na magnetosfera da Terra</strong>, com o objetivo de reforçar as defesas naturais do planeta, criando um escudo para reduzir o impacto do vento solar antes que este interaja com a nossa atmosfera e tecnologia.</p><p>O método seria implementado através da mobilização de um conjunto de naves espaciais que, basicamente, transportariam um gás para o espaço, o qual seria libertado na magnetosfera, "semeando-a" com um plasma artificial para reforçar a região contra a radiação e as partículas cósmicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224.jpg" data-image="rbu3uhto5yc9"><figcaption>O plasma e as partículas carregadas provenientes do Sol são desviados pela magnetosfera terrestre.</figcaption></figure><p>Os resultados previstos sugerem que esta técnica <strong>poderá alcançar uma redução de 50% ou mais nos efeitos negativos do vento solar</strong>, uma vez que, ao atenuar a força do impacto inicial, se reduziriam as correntes elétricas induzidas perigosas, permitindo assim que as infraestruturas críticas funcionassem em níveis mais controláveis.</p><p>Uma das vantagens logísticas do sistema é que, uma vez instalada a base no espaço, os materiais de carga poderiam permanecer armazenados durante anos em órbita e a carga só seria libertada quando fosse detetada uma ameaça iminente, garantindo que a defesa esteja disponível exatamente quando for necessária.</p><h3>Prevenção e monitorização</h3><p>A verdade é que a vigilância contínua constitui a primeira linha de defesa para mitigar riscos, ações levadas a cabo por<strong> agências como a NOAA e o SWPC, que monitorizam o Sol em tempo real</strong>. Emitindo alertas precoces e dando aos operadores de redes elétricas e de satélites horas ou mesmo dias para tomarem as devidas precauções.</p><p>Atualmente, para proteger as infraestruturas, os operadores adotam protocolos de mitigação que incluem <strong>isolar transformadores ou colocar os satélites em modo de segurança</strong>. A NASA, por exemplo, pode desligar instrumentos nas naves espaciais durante as fases mais críticas de uma tempestade para evitar curtos-circuitos internos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776311" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html" title="Uma tempestade solar sofre uma 'super expansão' em seu caminho para a Terra e intriga físicos">Uma tempestade solar sofre uma "super expansão" em seu caminho para a Terra e intriga físicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html" title="Uma tempestade solar sofre uma 'super expansão' em seu caminho para a Terra e intriga físicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594096644_320.jpeg" alt="Uma tempestade solar sofre uma 'super expansão' em seu caminho para a Terra e intriga físicos"></a></article></aside><p>Não obstante o exposto,<strong> estas medidas são limitadas perante eventos de magnitude extrema</strong>. Por isso, os modelos digitais, baseados em IA, ajudam a visualizar as velocidades de propagação e as trocas de calor que inflam as nuvens magnéticas no meio interplanetário.</p><p>A verdade é que, embora estas tempestades nos ofereçam auroras espetaculares (tanto boreais como austrais), à medida que a nossa dependência tecnológica aumenta, também deve aumentar a nossa capacidade de a proteger face a um Sol que, embora nos dê vida, também possui um poder destrutivo inimaginável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="B.%20M.%20Walsh%2C%20D.%20T.%20Welling%2C%20Z.%20Huang" data-year="2026" data-title="Terrestrial%20Space%20Weather%20Protection%20Through%20Human-Produced%20Mass-Loading" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1029%2F2025SW004846">B. M. Walsh, D. T. Welling, Z. Huang. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2025SW004846" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Terrestrial Space Weather Protection Through Human-Produced Mass-Loading</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Argentina x Espanha: previsão do tempo para a final da Copa do Mundo de 2026 em Nova York, o que acontecerá com a fumaça]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/argentina-x-espanha-previsao-do-tempo-para-a-final-da-copa-do-mundo-de-2026-em-nova-york-o-que-acontecera-com-a-fumaca.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 17:18:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Argentina x Espanha: a previsão do tempo para a grande final no domingo, dia 19. Copa do Mundo de 2026 em Nova York/Nova Jersey, o que acontecerá com a fumaça dos incêndios?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-vs-espana-el-pronostico-del-tiempo-para-la-gran-final-del-mundial-2026-en-new-york-que-pasara-con-el-humo-1784372673529.jpg" data-image="l8xiafpdbnkb" alt="Argentina x Espanha: a previsão do tempo para a final da Copa do Mundo de 2026 em Nova York, o que acontecerá com a fumaça?" title="Argentina x Espanha: a previsão do tempo para a final da Copa do Mundo de 2026 em Nova York, o que acontecerá com a fumaça?"><figcaption>Argentina x Espanha: a previsão do tempo para a final da Copa do Mundo de 2026 em Nova York, o que acontecerá com a fumaça?</figcaption></figure><p>A seleção argentina disputará mais uma final da Copa do Mundo de 2026 neste domingo, 19 de julho. Após várias partidas com finais épicos e extremamente emocionantes,<strong> a Scaloneta, atual campeã mundial, defenderá o título contra a Espanha</strong>.</p><p>Lionel Messi tentará levar a Argentina ao seu segundo título consecutivo da Copa do Mundo no MetLife Stadium, oficialmente conhecido como New York/New Jersey Stadium, neste domingo, 19 de junho, às 15h (horário local) e 16h (horário argentino). O estádio está localizado em East Rutherford, Nova Jersey, EUA, bem próximo à região metropolitana de Nova York.</p><div class="texto-destacado"><strong>O MetLife Stadium não é um estádio coberto, portanto a previsão do tempo é essencial quando se recebe mais de 80.000 pessoas nas arquibancadas, além das dezenas de milhares de fãs que terão que optar por assistir ao jogo em um Fan Fest ao ar livre.</strong></div><p>Desta vez,<strong> a previsão do tempo apresenta um novo desafio</strong>, pois não estaremos falando apenas das variáveis clássicas mais importantes, como temperatura, precipitação, rajadas de vento e umidade (antes, durante e depois da partida), mas também será necessário<strong> analisar os diferentes cenários possíveis sobre a evolução da qualidade do ar na área do estádio</strong>.</p><p>A qualidade do ar tornou-se o epicentro da preocupação esta semana, devido à chegada de fumaça densa proveniente de incêndios florestais no Canadá.</p><div class="texto-destacado"><strong>O Canadá e Minnesota abrangem um vasto território, incluindo o nordeste dos Estados Unidos, como Nova Jersey.</strong></div><p>Entretanto, os celulares foram inundados com alertas sobre a qualidade do ar em níveis perigosos para a saúde, especialmente desde quarta-feira. Além da redução drástica e problemática da visibilidade, <strong>a situação sanitária levou as autoridades a pedirem à população que evitasse sair de casa nessas condições</strong> e, caso precisassem sair, que o fizessem usando máscaras N95 para se protegerem e impedirem a entrada de partículas no sistema respiratório.</p><h2>Sábado, 18: Prévia com alertas de tempestades severas, controle de fumaça e risco de inundações</h2><p>Um alerta de tempestade severa está em vigor para East Rutherford, NJ. A Meteored, usando o modelo ECMWF como referência,<strong> estima uma alta probabilidade de pancadas de chuva e tempestades fortes</strong>, principalmente após as 11h. Algumas tempestades serão localmente severas.</p><div class="texto-destacado"><strong>A chuva ajuda a limpar o ar; as gotas de chuva atuam como um filtro natural que, combinado com uma mudança na direção do vento, ajuda a dissipar a fumaça, misturando-a com ar relativamente mais limpo.</strong></div><p>Ainda se prevê a presença de fumaça suspensa durante a manhã, embora em concentrações menores do que nos dias anteriores. A chuva, principalmente a partir da tarde,<strong> ajudará a filtrar o ar naturalmente</strong>, e uma mudança na direção do vento também melhorará a qualidade do ar e a visibilidade, que voltará a diminuir durante os períodos de chuva.</p><div class="texto-destacado"><strong>Alerta de tempestade severa e risco de inundação no Estádio de Nova York-Nova Jersey, na véspera da final da Copa do Mundo da FIFA de 2026.</strong></div><p>Rajadas de vento de sul-sudoeste podem atingir 55 km/h, contribuindo para a mistura de ar mais limpo (sem fumaça).<strong> Há 90% de probabilidade de precipitação neste sábado (18) nesta região de Nova Jersey</strong>, enquanto a umidade permanece muito alta e a temperatura sobe para 33°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-vs-espana-el-pronostico-del-tiempo-para-la-gran-final-del-mundial-2026-en-new-york-que-pasara-con-el-humo-1784372741104.png" data-image="rr96tz6is24r" alt="previsão de chuva" title="previsão de chuva"><figcaption>Existe uma alta probabilidade de que Nova Jersey seja atingida por tempestades fortes a severas neste sábado.</figcaption></figure><p>Recomenda-se extrema cautela caso haja planos para eventos ao ar livre com exibição de bandeiras em apoio à seleção argentina, devido às condições climáticas adversas a partir do meio-dia. <strong>São esperados acumulados de chuva entre 75 e 100 mm</strong>, com possibilidade de alagamentos, ventos fortes e raios devido a tempestades severas.</p><h2>Domingo, 19: Argentina x Espanha e a previsão hora a hora para acompanhar a grande final da Copa do Mundo de 2026</h2><p>É importante lembrar também que, quando o Índice de Qualidade do Ar atinge níveis excessivamente altos, <strong>recomenda-se evitar atividades ao ar livre</strong> sempre que possível e limitar exercícios físicos intensos.</p><h3>Entrada antes do jogo e no estádio:</h3><p>Ao meio-dia, espera-se condições estáveis, com céu predominantemente ensolarado, <strong>índice UV elevado (nível 7) e temperaturas em torno de 25-26°C e 26-27°C</strong>. O vento mudará novamente para noroeste, uma direção preocupante, pois poderá facilmente transportar outra onda de fumaça dos incêndios florestais canadenses para Nova Jersey.</p><h3>Incio da partida Argentina vs. Espanha</h3><p>Por volta das 15h em Nova Jersey, ensolarado, com temperatura em torno de 27-28°C, umidade relativa do ar entre 40-45% e vento noroeste com rajadas de 30-40 km/h.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778446" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil.html" title="Efeito El Niño: calor anômalo de mais de 10°C atinge 4 países vizinhos e 4 estados do Brasil">Efeito El Niño: calor anômalo de mais de 10°C atinge 4 países vizinhos e 4 estados do Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil.html" title="Efeito El Niño: calor anômalo de mais de 10°C atinge 4 países vizinhos e 4 estados do Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil-1783959769087_320.jpg" alt="Efeito El Niño: calor anômalo de mais de 10°C atinge 4 países vizinhos e 4 estados do Brasil"></a></article></aside><p>No momento em que este texto foi escrito, <strong>prevê-se um céu predominantemente limpo e sem fumaça</strong>, mas se a intensidade dos incêndios aumentar neste fim de semana, a quantidade de fumaça proveniente dos incêndios no Canadá também aumentará. Com a maior concentração de fumaça e a previsão de ventos noroeste em Nova Jersey, não se pode descartar a possibilidade de uma nova dispersão de fumaça. Isso dependerá significativamente da velocidade do vento, que determinará quanto tempo levará para a fumaça retornar a Nova Jersey.</p><h3>Final e pós partida Argentina vs. Espanha</h3><p>Entre as 17h e as 18h, a cerimônia de encerramento e a dispersão do enorme estádio ocorrerão em condições climáticas estáveis, com temperaturas entre 25 e 27 °C, céu ensolarado e rajadas de vento de até 30 km/h vindas do noroeste. <strong>Meteorologistas locais monitorarão a movimentação da fumaça </strong>para prever um possível retorno da fumaça a Nova Jersey nas próximas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-vs-espana-el-pronostico-del-tiempo-para-la-gran-final-del-mundial-2026-en-new-york-que-pasara-con-el-humo-1784374566014.png" data-image="3cqyk6akrix0" alt="temperatura" title="temperatura"><figcaption>Temperaturas amenas, mas não quentes, são esperadas no MetLife Stadium durante a final.</figcaption></figure><p>Neste domingo (19), a Argentina busca o bicampeonato, o sonho da quarta estrela e defender e manter o título de campeã mundial. Enquanto isso, a Espanha busca a sua segunda conquista, após a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/argentina-x-espanha-previsao-do-tempo-para-a-final-da-copa-do-mundo-de-2026-em-nova-york-o-que-acontecera-com-a-fumaca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um jardim diferente em cada estação: a árvore perfeita que muda de cor durante o ano (e cabe até em varanda)]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Esta planta asiática muda de cor o ano todo, oferecendo um espetáculo visual incrível. Ela cresce em vasos pequenos, ocupando pouco espaço e por isso pode ser mantida até em varandas. Descubra aqui que árvore é esta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda-1784319840641.jpg" data-image="50m447xkgz7x"><figcaption>Esta planta é uma árvore ornamental de porte controlado, originária da Ásia.</figcaption></figure><p>Esta <strong>planta nativa da Ásia</strong>, mais especificamente do Japão, Coréia e China, é uma arvoreta elegante, de <strong>folhas delicadas que mudam de cor com o passar das estações</strong>. É uma árvore de folha caduca, isto é, as suas folhas não resistem à temporada seca, ou ao outono, e acabam caindo.</p><p>É uma das espécies mais apreciadas na <strong>decoração de interiores</strong>, sendo habitual vê-la em forma de <strong>“bonsai”</strong>. Ela cresce muito bem em vasos e varandas pequenas, oferecendo um espetáculo visual sazonal sem ocupar muito espaço. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Acer palmatum katsura <a href="https://t.co/rO7WSSXn0O">pic.twitter.com/rO7WSSXn0O</a></p>— Martin Maus (@Geo_MarMMyszka) <a href="https://x.com/Geo_MarMMyszka/status/1919725384922284235?ref_src=twsrc%5Etfw">May 6, 2025</a></blockquote></figure><p>Trata-se do <strong>bordo-japonês</strong> (<em><strong>Acer palmatum</strong></em>), uma árvore pequena que pode alcançar, em média, de <strong>6 a 10 metros de altura</strong>, com folhas de aproximadamente 5 a 12 centímetros de comprimento.</p><div class="texto-destacado">A principal utilidade do bordo-japonês é ornamental. A cor das suas folhas, a sua forma e o tamanho a fazem uma árvore perfeita para a decoração interior e exterior.</div><p>O bordo-japonês exibe um tom verde vibrante na primavera, copa densa no verão, folhas douradas e vermelhas no outono e uma forma escultural no inverno. A<strong> sua forma pode ser piramidal quando está na fase de crescimento (árvore jovem) </strong>ou ter uma estrutura em <strong>cúpula quando na fase adulta</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/nao-e-um-bonsai-mas-traz-boa-sorte-esta-planta-em-miniatura-e-perfeita-para-sua-casa.html" title="Não é um bonsai, mas traz boa sorte: esta planta em miniatura é perfeita para sua casa!">Não é um bonsai, mas traz boa sorte: esta planta em miniatura é perfeita para sua casa!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/nao-e-um-bonsai-mas-traz-boa-sorte-esta-planta-em-miniatura-e-perfeita-para-sua-casa.html" title="Não é um bonsai, mas traz boa sorte: esta planta em miniatura é perfeita para sua casa!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/non-e-un-bonsai-ma-cresce-in-miniatura-e-porta-fortuna-la-pianta-perfetta-per-la-tua-casa-1749579199398_320.jpeg" alt="Não é um bonsai, mas traz boa sorte: esta planta em miniatura é perfeita para sua casa!"></a></article></aside><p>Apesar de não atingir grandes alturas quando cultivada em vasos, a sua <strong>copa se desenvolve de forma cheia e bem distribuída no verão, deixando uma sombra agradável</strong> na varanda sem bloquear completamente a luz. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda-1784319866149.jpg" data-image="g4z38yh2548y"><figcaption>As folhas passam por um ciclo de cores previsível e fascinante, que renova o visual do espaço.</figcaption></figure><p>Na<strong> primavera, ela tem folhas verdes vibrantes</strong> com bordas avermelhadas. É o momento de maior crescimento do ano. No <strong>verão, o tom verde se aprofunda</strong>. No <strong>outono as folhas adquirem tons em amarelo, laranja e vermelho</strong> intenso, antes de caírem. E no inverno, ela fica sem folhas, aparecendo só os galhos expostos com silhueta escultural.</p><h2>Como cultivar o bordo-japonês</h2><p>A manutenção do bordo-japonês não é complexa, porém, ele precisa de <strong>alguns cuidados básicos</strong>, os quais:</p><ul><li><strong>Luz</strong>: as condições de luz dependem do espaço em que é plantado. Como regra geral, procure colocar a planta em um local em que <strong>não incida luz solar direta</strong>, pois dessa forma, as suas folhas podem sofrer alguma queimadura.</li><li><strong>Solo</strong>: o substrato em que for cultivado deve ter<strong> ótima drenagem</strong>, sobretudo se plantar em um vaso pequeno. Além disso, o<strong> pH deve ser baixo</strong> (entre 4 e 6).</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda-1784319907408.jpg" data-image="tasjftw2457f"><figcaption>O bordo-japonês é uma ótima opção para quem busca uma planta que entregue beleza, praticidade e um espetáculo visual em constante mudança.</figcaption></figure><ul><li><strong>Rega</strong>: as regas devem ser <strong>regulares </strong>(duas vezes por semana) e aumentar a quantidade de água na época mais quente.<strong> Não tolera a seca</strong>, mas também é bom <strong>evitar encharcamento</strong>.</li><li><strong>Adubagem</strong>: para que se desenvolva corretamente, a árvore deve ser fertilizada durante a primavera e o verão. O fertilizante tem que ser específico para este tipo de planta.</li><li><strong>Poda</strong>: este é um dos processos mais importantes caso você queira fazer dela um “bonsai”. A poda normal pode ser feita durante todo o ano, mas a de formação para bonsai é melhor ser realizada no outono. Retire as folhas em mau estado e deixe intactos os pecíolos.</li></ul><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Revista%20Oeste" data-year="2026" data-title="A%20%C3%A1rvore%20que%20muda%20de%20cor%20o%20ano%20todo%20e%20cresce%20em%20vasos%20e%20varandas%20pequenas" data-url="https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Foestegeral%2F2026%2F02%2F25%2Fa-arvore-que-muda-de-cor-o-ano-todo-e-cresce-em-vasos-e-varandas-pequenas%2F">Redação Revista Oeste. (2026). <a href="https://revistaoeste.com/oestegeral/2026/02/25/a-arvore-que-muda-de-cor-o-ano-todo-e-cresce-em-vasos-e-varandas-pequenas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A árvore que muda de cor o ano todo e cresce em vasos e varandas pequenas</a>.</cite><br><cite data-author="Pereira%2C%20M" data-year="2026" data-title="A%20%C3%A1rvore%20perfeita%20para%20n%C3%A3o%20enjoar%20que%20muda%20de%20cor%20o%20ano%20todo%20e%20%C3%A9%20f%C3%A1cil%20de%20cultivar%20at%C3%A9%20em%20varandas%20com%20pouco%20sol" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tupi.fm%2Fentretenimento%2Fa-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-o-ano-todo%2F">Pereira, M. (2026). <a href="https://www.tupi.fm/entretenimento/a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-o-ano-todo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A árvore perfeita para não enjoar que muda de cor o ano todo e é fácil de cultivar até em varandas com pouco sol</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-jardim-diferente-em-cada-estacao-a-arvore-perfeita-que-muda-de-cor-durante-o-ano-e-cabe-ate-em-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos encontram uma das maiores colisões de galáxias já observadas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-encontram-uma-das-maiores-colisoes-de-galaxias-ja-observadas.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos identificaram um sistema em que seis galáxias gigantes, cada uma com um buraco negro supermassivo, estão em processo de fusão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-encontram-uma-das-maiores-colisoes-de-galaxias-ja-observadas-1783888909689.png" data-image="ld1cru74nmpm" alt="Astrônomos descobriram uma raríssima megafusão envolvendo seis galáxias ao mesmo tempo. Crédito: ESA" title="Astrônomos descobriram uma raríssima megafusão envolvendo seis galáxias ao mesmo tempo. Crédito: ESA"><figcaption>Astrônomos descobriram uma raríssima megafusão envolvendo seis galáxias ao mesmo tempo. Crédito: ESA</figcaption></figure><p><strong>A fusão de galáxias é um processo em que duas ou mais galáxias interagem gravitacionalmente até se fundirem em um único sistema.</strong> Durante esse processo, o gás interestelar é comprimido, desencadeando episódios de formação estelar, enquanto os buracos negros supermassivos tendem a migrar para o centro do sistema remanescente.</p><p>Fusões entre pares de galáxias são relativamente comuns e já foram observadas em diferentes estágios de evolução. <strong>No entanto, sistemas envolvendo três ou mais galáxias em interação são mais raros.</strong> A probabilidade de essas condições ocorrerem diminui rapidamente à medida que aumenta o número de galáxias participantes.</p><p>Um novo estudo descreve um dos exemplos mais extremos já observado desse fenômeno: um sistema em que seis galáxias participam de um processo de fusão. <strong>Segundo os pesquisadores, todas elas abrigam um buraco negro supermassivo em seus núcleos.</strong> A descoberta possibilita testar modelos de formação de estruturas em grande escala.</p><h2>Fusão de galáxias </h2><p>A fusão de galáxias acontece quando duas ou mais galáxias vão se aproximando devido à atração gravitacional. <strong>Ao longo de milhões ou bilhões de anos, suas órbitas decaem, fazendo com que os sistemas se aproximem até formar uma única galáxia.</strong> Durante essa interação, nuvens de gás são comprimidas, desencadeando surtos de formação estelar.</p><div class="texto-destacado">Outro processo que acontece quando um evento de fusão está acontecendo é que os buracos negros centrais acabam se aproximando e fundindo também.</div><p>Esse fenômeno é considerado um dos principais mecanismos de crescimento e evolução das galáxias ao longo da história do Universo. <strong>Um exemplo conhecido é a futura colisão entre a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda, prevista para ocorrer em cerca de 4,5 bilhões de anos. </strong>Elas irão dar origem à uma única galáxia elíptica.</p><h2>Sistema com 6 galáxias </h2><p>O sistema foi identificado a partir de observações realizadas com os telescópios localizados nos Estados Unidos e no Chile.<strong> As observações revelaram um grupo de seis galáxias massivas em processo de fusão, que dará origem a uma única galáxia denominada de BCG. </strong>A BCG é o objeto mais luminoso presente em um aglomerado de galáxias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-encontram-uma-das-maiores-colisoes-de-galaxias-ja-observadas-1783889045284.png" data-image="ggd7fqelr0ia" alt="A descoberta pode ajudar a explicar como as maiores e mais massivas galáxias do Universo são formadas. Crédito: Wen et al." title="A descoberta pode ajudar a explicar como as maiores e mais massivas galáxias do Universo são formadas. Crédito: Wen et al."><figcaption>A descoberta pode ajudar a explicar como as maiores e mais massivas galáxias do Universo são formadas. Crédito: Wen et al.</figcaption></figure><p><strong>Além das galáxias em interação, os pesquisadores detectaram um halo de com aproximadamente 310 mil parsecs de extensão.</strong> Essa luz difusa é formada por estrelas arrancadas de suas galáxias de origem durante as interações gravitacionais da fusão. Essa estrutura é tão tênue que a observação necessita de métodos melhores para detalhar.</p><h2>Evento maior que o esperado</h2><p>O sistema observado possui seis galáxias massivas em interação gravitacional, sendo que cinco delas possuem massa equivalente a mais de 100 bilhões de estrelas. <strong>Quando a fusão for concluída, estima-se que a galáxia resultante alcance aproximadamente um trilhão de massas solares.</strong> Esse processo deverá levar entre 800 milhões e 1,9 bilhão de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-encontram-uma-das-maiores-colisoes-de-galaxias-ja-observadas-1783889083799.png" data-image="e8yqtpyex6y9" alt="Fusões de galáxias impulsionam a formação de estrelas e o crescimento dos buracos negros supermassivos em seus centros. Crédito: Wen et al." title="Fusões de galáxias impulsionam a formação de estrelas e o crescimento dos buracos negros supermassivos em seus centros. Crédito: Wen et al."><figcaption>Fusões de galáxias impulsionam a formação de estrelas e o crescimento dos buracos negros supermassivos em seus centros. Crédito: Wen et al.</figcaption></figure><p>Além de suas dimensões, o sistema se destaca por ser muito raro. <strong>Os pesquisadores analisaram 52.803 aglomerados de galáxias observados pelo levantamento DESI e encontraram apenas um caso contendo mais de quatro galáxias em fusão simultânea. </strong>Para comparação, a amostra continha 2.233 fusões binárias e apenas 12 fusões quádruplas.</p><h2>Por que esses eventos acontecem?</h2><p><strong>Uma pergunta que sempre surge é: se as galáxias estão se afastando porque o Universo está se expandindo, como as galáxias estão se aproximando? </strong>Embora o Universo esteja em expansão e, em média, as galáxias estejam se afastando umas das outras, essa expansão domina apenas em escalas cosmológicas muito grandes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-euclid-encontra-relacao-entre-fusao-de-galaxias-e-buracos-negros-supermassivos.html" title="Telescópio Euclid encontra relação entre fusão de galáxias e buracos negros supermassivos">Telescópio Euclid encontra relação entre fusão de galáxias e buracos negros supermassivos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-euclid-encontra-relacao-entre-fusao-de-galaxias-e-buracos-negros-supermassivos.html" title="Telescópio Euclid encontra relação entre fusão de galáxias e buracos negros supermassivos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-euclid-encontra-relacao-entre-fusao-de-galaxias-e-buracos-negros-supermassivos-1765132043208_320.png" alt="Telescópio Euclid encontra relação entre fusão de galáxias e buracos negros supermassivos"></a></article></aside><p><strong>Em escalas locais, a gravidade supera esse efeito, mantendo galáxias gravitacionalmente ligadas dentro de grupos e aglomerados. </strong>Nesses ambientes, as interações gravitacionais reduzem gradualmente a velocidade orbital dos sistemas, favorecendo encontros e fusões ao longo de bilhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wen%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20rare%20sextuple-merging%20brightest%20cluster%20galaxy%20system%20in%20a%20disturbed%20galaxy%20cluster%20observed%20with%20the%20Einstein%20Probe%20Follow-up%20X-ray%20Telescope" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fpdf%2F2606.17700">Wen et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/pdf/2606.17700" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A rare sextuple-merging brightest cluster galaxy system in a disturbed galaxy cluster observed with the Einstein Probe Follow-up X-ray Telescope</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-encontram-uma-das-maiores-colisoes-de-galaxias-ja-observadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas e volumosas no RS: umidade pode favorecer doenças no trigo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuvas-intensas-e-volumosas-no-rs-umidade-pode-favorecer-doencas-no-trigo.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Chuvas superiores a 150 mm, calor e tempestades elevam o molhamento foliar no Rio Grande do Sul, fecham janelas de manejo e ampliam significativamente a pressão de doenças sobre trigo, canola e cevada entre quinta-feira e quarta-feira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-indica-chuva-volumosa-no-rs-umidade-pode-facilitar-doencas-no-trigo-1784222356404.jpg" data-image="09gj1ucjpxsn" alt="trigo, chuva" title="trigo, chuva"><figcaption>O excesso de chuva mantém o solo encharcado e prolonga o molhamento foliar nas lavouras de trigo em perfilhamento, elevando o risco de doenças fúngicas e dificultando operações de manejo no Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p><strong>Volumes superiores a 150 mm podem atingir partes do Rio Grande do Sul </strong>e o extremo sul de Santa Catarina entre os dias 16 e 22 de julho, justamente quando 87% do trigo gaúcho já foi semeado. Trigo, canola e cevada ficam expostos no Noroeste, Planalto e Campanha a uma sequência de chuva, calor, granizo e rajadas que podem superar 90 km/h.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O principal problema não será apenas o total acumulado, mas a duração do molhamento foliar e o fechamento das janelas de manejo. <strong>Solo saturado dificulta o trânsito de máquinas</strong>, interrompe a adubação de cobertura e reduz as oportunidades de aplicação. Nas lavouras em emergência e perfilhamento, vários dias úmidos também favorecem manchas foliares e outras doenças fúngicas, embora o impacto final dependa da cultivar e do histórico de cada área.</p><h2>Chuva avança da Campanha ao Planalto entre quinta e segunda-feira</h2><p>As primeiras tempestades alcançam Fronteira Oeste, Campanha e Sul gaúcho entre quinta-feira (16) e sexta-feira (17).<strong> A partir de sábado (18), a instabilidade avança sobre Missões, Região Central e Noroeste</strong>, aproximando-se de polos como São Borja, Santa Maria e Cruz Alta. Os acumulados oficiais variam de 30 a 150 mm, mas projeções pontuais indicam valores maiores onde as tempestades persistirem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-indica-chuva-volumosa-no-rs-umidade-pode-facilitar-doencas-no-trigo-1784222413983.jpg" data-image="zk72mmjcnd4t" alt="chuva, anomalia" title="chuva, anomalia"><figcaption>Chuva acumulada supera 150 mm em áreas do Rio Grande do Sul até quarta-feira (22).</figcaption></figure><p>Essa distribuição coloca diferentes fases do trigo sob pressão. <strong>Em São Borja, áreas precoces já podem entrar em alongamento</strong>, enquanto lavouras de Cruz Alta e Passo Fundo permanecem majoritariamente entre desenvolvimento vegetativo e perfilhamento. Chuva acima de 100 mm em poucos dias aumenta o encharcamento, favorece erosão e pode provocar acamamento localizado, sobretudo onde vento e granizo acompanham as células mais intensas.</p><h2>Molhamento foliar fecha janelas de manejo no RS, SC e PR</h2><p>No Paraná, chuvas registradas no começo de julho já elevaram a pressão de doenças no Oeste e Sudoeste. <strong>Em Santa Catarina, o período seco favoreceu germinação e emergência</strong>, mas o extremo sul pode receber volumes elevados nesta nova rodada. No Rio Grande do Sul, temperaturas acima de 27 °C antes das tempestades, seguidas de umidade persistente, criam ambiente favorável à atividade de fungos e aceleram a necessidade de monitoramento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-indica-chuva-volumosa-no-rs-umidade-pode-facilitar-doencas-no-trigo-1784222614655.jpg" data-image="h2tl8s6rz7mw" alt="chuva, acumulado, risco" title="chuva, acumulado, risco"><figcaption>Probabilidade de chuva supera 90% em áreas do Rio Grande do Sul no domingo (19).</figcaption></figure><p>O risco agronômico varia conforme o estágio, a drenagem e o tempo de permanência da água. Para organizar a atenção no campo:</p><ul><li>Campanha e Fronteira Oeste:<strong> chuva entre 30 e 150 mm pode interromper semeadura</strong>, adubação nitrogenada e circulação de máquinas; </li><li>Missões e Noroeste: vento acima de 90 km/h e granizo ameaçam trigo e canola em desenvolvimento; </li><li>Planalto e Alto Uruguai: mais de 100 mm elevam o <strong>risco de saturação e doenças foliares no trigo e na cevada;</strong></li><li>Extremo sul de Santa Catarina: chuva volumosa pode encurtar janelas de pulverização e manter folhas molhadas por mais tempo.</li></ul><h2> Manejo exige acompanhar novas rodadas até quarta-feira</h2><p><strong>Entre sábado (18) e segunda-feira (20), a prioridade deve ser preservar pessoas</strong>, máquinas e estruturas, suspendendo operações durante trovoadas e evitando solo sem capacidade de suporte. Aplicações não devem ser decididas apenas pela previsão estadual: vento, intervalo sem chuva, umidade e recomendação do produto precisam ser avaliados localmente em Santa Maria, Ijuí e Passo Fundo. Estradas vicinais e áreas baixas também podem limitar o acesso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-indica-chuva-volumosa-no-rs-umidade-pode-facilitar-doencas-no-trigo-1784222760857.jpg" data-image="ek4mujtmwnok" alt="umidade, trigo, doenças, pragas" title="umidade, trigo, doenças, pragas"><figcaption>Umidade relativa supera 80% em grande parte do RS no domingo (19).</figcaption></figure><p>Uma melhora temporária é possível no sul gaúcho na terça-feira (21), enquanto a instabilidade tende a alcançar o norte do RS, Santa Catarina e Paraná. Novas tempestades podem retornar na quarta-feira (22), reduzindo a chance de secagem completa. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779112" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-tera-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-segundo-meteored.html" title="'Brasil terá 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas', segundo Meteored">"Brasil terá 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas", segundo Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-tera-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-segundo-meteored.html" title="'Brasil terá 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas', segundo Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-tera-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-segundo-o-meteored-1784297673861_320.jpg" alt="'Brasil terá 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas', segundo Meteored"></a></article></aside><p>O produtor deve acompanhar alertas, <strong>drenagem e sintomas nas folhas antes de retomar adubação ou pulverização</strong>; decisões sobre fungicidas exigem avaliação do engenheiro-agrônomo e do estágio real da lavoura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuvas-intensas-e-volumosas-no-rs-umidade-pode-favorecer-doencas-no-trigo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açúcar é detectado no espaço pela primeira vez e reforça hipótese sobre origem da vida]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/acucar-e-detectado-no-espaco-pela-primeira-vez-e-reforca-hipotese-sobre-origem-da-vida.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta inédita de moléculas de açúcar no espaço interestelar da Via Láctea indica que compostos essenciais à vida podem ter se formado antes da Terra e sido transportados por corpos celestes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/acucar-e-detectado-no-espaco-pela-primeira-vez-e-reforca-hipotese-sobre-origem-da-vida-1784147619334.jpg" data-image="gxz062zgb2av" alt="Moléculas de açúcar detectadas na Via Láctea mudam forma como a ciência pensava no surgimento da vida. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/acucar-e-detectado-no-espaco-pela-1a-vez/" title="Moléculas de açúcar detectadas na Via Láctea mudam forma como a ciência pensava no surgimento da vida. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/acucar-e-detectado-no-espaco-pela-1a-vez/"><figcaption>Moléculas de açúcar detectadas na Via Láctea mudam forma como a ciência pensava no surgimento da vida. Crédito: NASA, JPL-Caltech, Susan Stolovy (SSC/Caltech) et al./Reprodução</figcaption></figure><p>As <strong>moléculas de açúcar </strong>desempenham um papel essencial para a vida como conhecemos. Elas fornecem energia às células, participam da formação de estruturas biológicas e integram o material genético, como o DNA e o RNA. Apesar de sua importância, a origem desses compostos ainda é um dos grandes mistérios da ciência.</p><p>Uma das hipóteses mais discutidas pelos pesquisadores é que parte dos açúcares presentes na Terra tenha <strong>chegado ao planeta transportada por asteroides e cometas</strong>. Missões espaciais já identificaram essas moléculas em corpos celestes, como o asteroide Bennu, mas ainda não havia explicação para o local onde elas teriam surgido originalmente.</p><p>Agora, um estudo publicado em 13 de julho na revista científica Nature Astronomy apresenta uma descoberta inédita: pela primeira vez, <strong>cientistas detectaram moléculas de açúcar no espaço interestelar da Via Láctea,</strong> região formada pelo gás e pela poeira que ocupam o espaço entre os sistemas estelares.</p><h2>Descoberta muda hipóteses sobre a origem dos açúcares</h2><p>Até então, os pesquisadores já haviam encontrado no espaço compostos semelhantes aos açúcares, como o<strong> glicolaldeído</strong>, mas nunca um açúcar propriamente dito. A nova descoberta fortalece a hipótese de que essas moléculas possam ter sido produzidas antes mesmo da formação da Terra.</p><div class="texto-destacado">Se esse cenário estiver correto, os ingredientes fundamentais para o surgimento da vida não teriam se originado exclusivamente no planeta, mas poderiam ter sido formados por reações químicas no espaço interestelar e, posteriormente, transportados por asteroides e cometas.</div><p>Essa possibilidade também amplia as perspectivas sobre a existência de vida em outros sistemas planetários. Caso a produção de açúcares seja comum na galáxia, diferentes planetas poderiam receber esses compostos durante sua formação, aumentando as chances de desenvolver ambientes favoráveis à vida. No caso da Terra, os<strong> cientistas estimam que dezenas de toneladas dessas moléculas possam ter chegado ao planeta</strong> durante seus primeiros estágios de formação.</p><h2>Radiotelescópios identificaram a assinatura das moléculas</h2><p>Detectar essas substâncias exigiu uma <strong>combinação de tecnologia avançada e análises detalhadas. </strong>A equipe utilizou os radiotelescópios Yebes 40m e IRAM 30m, localizados na Espanha, para observar o centro da Via Láctea em busca de sinais emitidos por diferentes moléculas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acucar-e-detectado-no-espaco-pela-primeira-vez-e-reforca-hipotese-sobre-origem-da-vida-1784147880643.jpg" data-image="7tl4neu2di83" alt="Montagem mostra uma representação da molécula de eritrulose sobre uma imagem do centro da Via Láctea. — Foto: Izaskun Jimenez-Serra/Divulgação" title="Montagem mostra uma representação da molécula de eritrulose sobre uma imagem do centro da Via Láctea. — Foto: Izaskun Jimenez-Serra/Divulgação"><figcaption>Montagem mostra uma representação da molécula de eritrulose sobre uma imagem do centro da Via Láctea. Crédito: Izaskun Jimenez-Serra/Divulgação</figcaption></figure><p>Cada composto químico emite ondas de rádio em frequências específicas, formando uma espécie de<strong> "assinatura molecular".</strong> Os pesquisadores compararam os sinais captados pelos radiotelescópios com medições obtidas em laboratório para verificar se havia correspondência entre eles.</p><p>Foi assim que identificaram a<strong> presença da eritrulose, um açúcar encontrado naturalmente em framboesas.</strong> O composto foi detectado em uma nebulosa localizada no centro da Via Láctea, a aproximadamente 26 mil anos-luz da Terra. Formada por quatro átomos de carbono, oito de hidrogênio e quatro de oxigênio, a eritrulose é mais complexa do que açúcares compostos por apenas três átomos de carbono.</p><h2>Próximos estudos buscam novos compostos</h2><p>Antes da publicação, os resultados passaram por diversas etapas de revisão, tanto pela própria equipe responsável quanto por pesquisadores independentes. As análises confirmaram que<strong> os sinais observados eram compatíveis com a presença da molécula de açúcar.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761829" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/origem-de-tsunamis-poderia-ser-desvendada-do-espaco-geologos-mostram-como-detecta-los-usando-satelites.html" title="Origem de tsunamis poderia ser desvendada do espaço: geólogos mostram como detectá-los usando satélites">Origem de tsunamis poderia ser desvendada do espaço: geólogos mostram como detectá-los usando satélites</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/origem-de-tsunamis-poderia-ser-desvendada-do-espaco-geologos-mostram-como-detecta-los-usando-satelites.html" title="Origem de tsunamis poderia ser desvendada do espaço: geólogos mostram como detectá-los usando satélites"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-forman-los-tsunamis-un-satelite-revela-el-origen-tras-el-terremoto-de-kamchatka-1775033634290_320.jpeg" alt="Origem de tsunamis poderia ser desvendada do espaço: geólogos mostram como detectá-los usando satélites"></a></article></aside><p>Com a descoberta validada, os cientistas pretendem ampliar as buscas para identificar outros tipos de açúcares no espaço interestelar. A expectativa é <strong>compreender melhor como esses compostos são produzidos e qual foi seu papel na formação dos ingredientes essenciais para a vida na Terra</strong> e, possivelmente, em outros planetas da Via Láctea.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Revista%20Superinteressante" data-year="2026" data-title="A%C3%A7%C3%BAcar%20%C3%A9%20detectado%20no%20espa%C3%A7o%20pela%201%C2%AA%20vez" data-url="https%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fciencia%2Facucar-e-detectado-no-espaco-pela-1a-vez%2F">Revista Superinteressante. (2026). <a href="https://super.abril.com.br/ciencia/acucar-e-detectado-no-espaco-pela-1a-vez/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Açúcar é detectado no espaço pela 1ª vez</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/acucar-e-detectado-no-espaco-pela-primeira-vez-e-reforca-hipotese-sobre-origem-da-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O grande erro que viajantes no Himalaia cometem: deixar de visitar Katmandu, no coração do Nepal]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-grande-erro-que-viajantes-no-himalaia-cometem-deixar-de-visitar-katmandu-no-coracao-do-nepal.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quem visita o Himalaia sem passar por Katmandu perde a oportunidade de conhecer uma das cidades da Ásia com o mais rico patrimônio histórico e religioso, onde séculos de história convivem com o cotidiano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-error-de-los-viajeros-en-el-himalaya-no-visitar-katmandu-en-el-corazon-de-nepal-1782990063601.jpeg" data-image="agthwwajzlvs"><figcaption>Katmandu reúne templos, mercados e palácios que oferecem um vislumbre da identidade do Nepal antes de se embarcar em qualquer excursão ao Himalaia.</figcaption></figure><p>Os roteiros no <strong>Nepal </strong>frequentemente se concentram nas principais rotas de montanha. Afinal, essa nação asiática abriga oito dos dez picos mais altos do mundo, incluindo o famoso Monte Everest — o ponto mais elevado da Terra, com 8.848 metros de altitude.</p><p>Por isso, <strong>muitos viajantes deixam de lado a capital, Katmandu</strong>, embora ela mereça, sem dúvida, uma visita de vários dias. Suas ruas são repletas de <strong>templos hindus, mosteiros budistas, antigos palácios reais e mercados</strong> que fervilham desde as primeiras horas do dia — tudo isso tendo como pano de fundo os picos do Himalaia.</p><div class="texto-destacado">Situada a uma altitude de 1.317 metros, no vale que lhe dá nome, Katmandu é o centro de grande parte da vida política, econômica e cultural do Nepal. A capital destaca-se pelo seu excepcional patrimônio histórico — classificado como Patrimônio Mundial da UNESCO — bem como pela convivência harmoniosa entre as tradições hinduísta e budista, evidente em seus templos, estupas e praças históricas.</div><p>Segundo a tradição, "<em>Katmandu nasceu ao redor de Swayambhunath</em>". Essa <strong>conexão religiosa</strong> permanece onipresente por toda a cidade. Locais de culto margeiam praças, vielas e bazares, enquanto lamparinas a óleo acesas pelos fiéis e construções centenárias testemunham uma história viva.</p><h2> Katmandu começa pela Praça Durbar e pelo antigo palácio real</h2><p>A<strong> Praça Durbar</strong> é o ponto de partida ideal para explorar Katmandu. Este complexo histórico reúne pátios, santuários e edifícios centenários, sendo considerado um dos exemplos mais notáveis de <strong>arquitetura medieval</strong> na Ásia. Seus telhados em níveis e as requintadas esculturas em madeira continuam definindo a imagem icônica desta praça histórica.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/BjVBUuwvZBA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=BjVBUuwvZBA" id="BjVBUuwvZBA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Entre as estruturas mais emblemáticas estão o <strong>Templo Taleju </strong>e o<strong> Templo Jagannath</strong>, sendo este último famoso pelos notáveis baixos-relevos que adornam sua fachada. Nas proximidades, encontram-se a<strong> estátua de Kala Bhairab</strong> e a máscara dourada de Seto Bhairab — duas representações associadas ao deus Shiva. Não muito longe dali, o <strong>Templo Ashok Binayak</strong> mantém a tradição de oferecer lamparinas a óleo a Ganesh; essas lamparinas tradicionais são abastecidas com manteiga clarificada, geralmente feita de leite de iaque.</p><br>O passeio prossegue no <strong>Palácio Hanuman Dhoka</strong>, que serviu como residência cerimonial da monarquia nepalesa até 2008. Seus pátios, pavilhões e portais monumentais foram ampliados durante o reinado de Prithvi Narayan Shah, o governante que unificou o Nepal. A <strong>Torre Basantapur</strong> está aberta ao público, e subir até o topo vale muito a pena, pois oferece uma vista panorâmica excepcional do coração histórico de Katmandu.<h2>Os mercados históricos de Katmandu, entre mosteiros e templos</h2><p>Ao norte da Durbar Square ficam as ruas de comércio mais animadas de Katmandu, onde se encontram diversos tipos de sal do Himalaia, tecidos, especiarias e uma infinidade de produtos locais. Em Indra Chowk, o <strong>Templo Akash Bhairab </strong>é uma visão impressionante; guardado por quatro leões de pedra, ele se ergue sobre uma praça movimentada, por onde vendedores e compradores circulam do amanhecer ao anoitecer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-error-de-los-viajeros-en-el-himalaya-no-visitar-katmandu-en-el-corazon-de-nepal-1782990104155.jpeg" data-image="p0kcuoqjy6sp"><figcaption>O comércio tradicional anima as ruas de Katmandu, onde mercados, templos e pequenas lojas são parte integrante do cotidiano da capital nepalesa.</figcaption></figure><p>A poucos metros de distância fica <strong>Itum Bahal</strong>, um antigo pátio monástico dominado por um mosteiro budista do século XIII. Em seu interior, um museu narra a história de Katmandu. Painéis de cobre retratam uma lenda antiga envolvendo um demônio — uma história ainda celebrada anualmente durante um festival tradicional.</p><p>Além de Itum Bahal, o caminho leva ao <strong>templo Jan Bahal</strong>, dedicado a Seto Machhendranath. Essa divindade é profundamente reverenciada no hinduísmo, enquanto no budismo é identificada com Avalokiteshvara, o bodhisattva da compaixão. A apenas cinco minutos de caminhada fica<strong> Ason Tole, uma das praças comerciais mais movimentadas de Katmandu</strong>. Suas bancas oferecem legumes, lentilhas secas, queijo envelhecido do Himalaia, <em>sukuti </em>de búfalo (carne seca), sal-gema e macarrão — tudo isso sob a presença do templo Annapurna, onde sinos tocam constantemente ao ritmo das oferendas feitas pelos fiéis.</p><h2>Swayambhunath e Thamel completam a visita a Katmandu</h2><p>A caminhada prossegue até <strong>Shree Gha, uma grande estupa</strong> situada em um bairro muito mais tranquilo. Uma estupa é um monumento sagrado e um importante local de peregrinação budista. Sua cúpula branca e sua torre dourada são cercadas por pequenos santuários que mesclam símbolos budistas e representações hindus, criando uma atmosfera bem diferente daquela dos mercados próximos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-error-de-los-viajeros-en-el-himalaya-no-visitar-katmandu-en-el-corazon-de-nepal-1782990183539.jpeg" data-image="uy10qimkp7vd"><figcaption>Os macacos-rhesus que vivem em Swayambhunath tornaram-se um dos símbolos de Katmandu. Eles são conhecidos por tentar roubar comida dos visitantes.</figcaption></figure><p>A partir deste bairro, é fácil chegar a <strong>Thamel, a área mais frequentada por viajantes</strong>. Suas ruas são ladeadas por lojas que vendem artesanato tibetano, tigelas tibetanas e <em>thangkas</em>, além de centros de ioga e restaurantes. Yangling e Utse são dois locais renomados para saborear <em>momos </em>tibetanos (bolinhos asiáticos), enquanto a Thamel House oferece a culinária tradicional Newar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729231" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/da-asia-para-o-brasil-conheca-o-mangostao-a-fruta-premiada-que-esta-conquistando-o-pais.html" title="Da Ásia para o Brasil: conheça o mangostão, a fruta premiada que está conquistando o país">Da Ásia para o Brasil: conheça o mangostão, a fruta premiada que está conquistando o país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/da-asia-para-o-brasil-conheca-o-mangostao-a-fruta-premiada-que-esta-conquistando-o-pais.html" title="Da Ásia para o Brasil: conheça o mangostão, a fruta premiada que está conquistando o país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/da-asia-para-o-brasil-conheca-o-mangostao-a-fruta-premiada-que-esta-conquistando-o-pais-1757705398948_320.jpg" alt="Da Ásia para o Brasil: conheça o mangostão, a fruta premiada que está conquistando o país"></a></article></aside><p>O passeio pode terminar em<strong> Swayambhunath, a famosa estupa</strong> que, segundo a tradição, surgiu espontaneamente; ela é até considerada o berço de Katmandu. Para chegar ao topo, é preciso subir uma longa escadaria vigiada por macacos-rhesus, acostumados a arrancar comida das mãos dos visitantes. Do alto da estupa, os olhos de Buda contemplam o Vale de Katmandu, proporcionando uma das vistas mais icônicas e espetaculares do Nepal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-grande-erro-que-viajantes-no-himalaia-cometem-deixar-de-visitar-katmandu-no-coracao-do-nepal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Furacões podem desencadear tsunamis? O perigoso fenômeno que pode ocorrer horas depois]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/furacoes-podem-desencadear-tsunamis-o-perigoso-fenomeno-que-pode-ocorrer-horas-depois.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 22:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Há décadas, algumas testemunhas acreditaram ter visto um tsunami depois que dois furacões históricos atingiram Nova York. Um novo estudo revela que, na verdade, tratava-se de um fenômeno diferente — menos conhecido, mas potencialmente tão perigoso quanto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-huracanes-provocar-tsunamis-1784208900637.jpg" data-image="ir32lkc2xpmq" alt="tsunami" title="tsunami"><figcaption>Imagem conceitual mostrando uma onda gigante se aproximando de Nova York.</figcaption></figure><p>Em 1938 e novamente em 1944, dois <strong>furacões</strong> poderosos atingiram Long Island, no estado de Nova York. Em ambas as ocasiões, ocorreu algo que intrigou muitas pessoas: quando parecia que o pior havia passado e os ventos tinham diminuído, o nível da água subiu repentinamente de novo, várias horas mais tarde. Para muitas testemunhas da época, parecia haver apenas uma explicação possível: um tsunami.</p><p>No entanto, não se tratava de um tsunami. Era um fenômeno muito menos conhecido, mas que pode ser igualmente destrutivo. Os cientistas o chamam de <strong>seiche<em> </em>de plataforma continental</strong> ('<em>continental shelf seiche'</em>) — <strong>uma espécie de "efeito de rebote" oceânico</strong> cuja compreensão se torna cada vez mais importante à medida que o nível do mar continua subindo.</p><h2>Um furacão não pode gerar um tsunami</h2><p>Os <strong>tsunamis são causados por movimentos repentinos do fundo do mar</strong>, como terremotos submarinos ou costeiros — a causa mais comum no Chile —, deslizamentos de terra submarinos ou erupções vulcânicas. Esse deslocamento impulsiona uma enorme massa de água que se desloca em alta velocidade antes de atingir a costa na forma de uma série de ondas gigantes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Did you know: Storms can generate tsunami-force waves with almost no warning?<br><br> Meteotsunamis driven by storms and rapid pressure changes are a serious and underrecognised coastal hazard, with waves reaching up to 10 metres.<br><br>Learn more ️ <a href="https://t.co/GeEzYiWx0n">https://t.co/GeEzYiWx0n</a> <a href="https://t.co/rTQY5QHTvK">pic.twitter.com/rTQY5QHTvK</a></p>— UNDRR (@UNDRR) <a href="https://x.com/UNDRR/status/2067397004708266384?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote></figure><p>Já <strong>os furacões não movimentam o fundo do mar</strong>. Eles são sistemas atmosféricos que deslocam a água por meio da força do vento e de variações na pressão do ar. Portanto, <strong>a rigor, um furacão não pode gerar um tsunami</strong>.</p><p>No entanto, <strong>ele pode provocar outros fenômenos com efeitos semelhantes, como o meteotsunami </strong>— uma onda de grande porte que se assemelha muito a um tsunami convencional durante a passagem do ciclone — e a chamada seiche de plataforma continental, na qual a inundação ocorre horas após a tempestade já ter passado.</p><h2>O mar se comporta como uma banheira gigante</h2><p>Uma <strong>seiche</strong>, em particular, é uma onda que se forma quando a<strong> água de um lago, baía ou porto</strong> começa a<strong> oscilar de um lado para o outro</strong> após ser agitada por ventos fortes.</p><p>O <strong>movimento é semelhante ao da água em uma banheira depois de ter sido empurrada</strong>: em vez de passar uma única vez e desaparecer, a onda rebate nas paredes até perder energia gradualmente, explicou Philip Orton, pesquisador do <em>Stevens Institute of Technology</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-huracanes-provocar-tsunamis-1784209510763.jpg" data-image="8oaba0vqdcdk" alt="tsunami" title="tsunami"><figcaption>Embora tempestades não gerem tsunamis tecnicamente, elas podem produzir fenômenos com efeitos muito semelhantes.</figcaption></figure><p>Juntamente com uma equipe de cientistas, Orton analisou esse fenômeno utilizando registros históricos da <strong>Baía de Nova York</strong> que abrangem o período de <strong>1860 a 2024</strong>.</p><p>Eles constataram que <strong>seiches de plataforma continental ocorrem em cerca de um em cada quatro furacões (26%)</strong>, com o risco aumentando quando os furacões são particularmente intensos e se deslocam rapidamente. Isso ocorreu durante as inundações históricas de 1938 e 1944 e, em menor grau, durante o furacão Isaias, em 2020.</p><div class="texto-destacado"><p>O que é um seiche de plataforma continental?</p><p>É um fenômeno que ocorre quando a água é empurrada em direção a uma das extremidades de uma bacia pelo vento ou pela pressão atmosférica e, uma vez que essa força cessa, ela retorna na direção oposta. Isso cria uma oscilação rítmica — semelhante à água balançando em uma banheira — que pode persistir por horas ou até dias, até que o atrito a faça parar gradualmente.</p> </div><p>O estudo constatou que <strong>uma seiche de plataforma continental pode durar entre sete e oito horas</strong>, criando risco de inundação mesmo depois de as condições meteorológicas parecerem ter melhorado. Nesta parte do mundo, em particular, o formato da linha da costa amplifica a energia da onda.</p><h2>Um risco crescente à medida que o nível do mar sobe</h2><p>O Hemisfério Norte atravessa atualmente a temporada de furacões (ou tufões), que se estende até o final de novembro tanto no Oceano Atlântico quanto no Pacífico, tornando mais importante do que nunca compreender esse perigo oculto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773435" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-culpado-oculto-que-faz-subir-o-nivel-do-mar-nem-tudo-e-degelo-o-oceano-tambem-esta-se-expandindo.html" title="O “culpado oculto” que faz subir o nível do mar: nem tudo é degelo, o oceano também está se expandindo">O “culpado oculto” que faz subir o nível do mar: nem tudo é degelo, o oceano também está se expandindo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-culpado-oculto-que-faz-subir-o-nivel-do-mar-nem-tudo-e-degelo-o-oceano-tambem-esta-se-expandindo.html" title="O “culpado oculto” que faz subir o nível do mar: nem tudo é degelo, o oceano também está se expandindo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-culpable-oculto-que-hace-subir-el-nivel-del-mar-no-todo-es-deshielo-el-oceano-tambien-se-esta-expandiendo-1781195010745_320.png" alt="O “culpado oculto” que faz subir o nível do mar: nem tudo é degelo, o oceano também está se expandindo"></a></article></aside><p>O<strong> aquecimento global está tornando a situação ainda mais desafiadora</strong>. À medida que o nível do mar continua a subir em todo o mundo, qualquer refluxo da água do mar pode se tornar mais destrutivo. Áreas costeiras, estradas e túneis que antes sofriam inundações apenas no auge de um furacão podem acabar submersos novamente, horas mais tarde, com a chegada da crista da seiche de plataforma continental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Trinh%2C%20T.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Historical%20resurgences%20after%20tropical%20cyclones%20in%20the%20Mid-Atlantic%20Bight%3A%20A%20primary%20mechanism%20and%20hotspot" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0278434326000427">Trinh, T. et al. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278434326000427" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Historical resurgences after tropical cyclones in the Mid-Atlantic Bight: A primary mechanism and hotspot</a>.</cite><br><cite data-author="Stevens%20Institute%20of%20Technology" data-year="2026" data-title="Did%20two%20historical%20New%20York%20and%20New%20Jersey%20hurricanes%20trigger%20tsunamis%3F%20Stevens%20scientists%20unravel%20a%20mystery%20and%20future%20threat%20of%20flooding" data-url="https%3A%2F%2Fwww.eurekalert.org%2Fnews-releases%2F1133275">Stevens Institute of Technology. (2026). <a href="https://www.eurekalert.org/news-releases/1133275" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Did two historical New York and New Jersey hurricanes trigger tsunamis? Stevens scientists unravel a mystery and future threat of flooding</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/furacoes-podem-desencadear-tsunamis-o-perigoso-fenomeno-que-pode-ocorrer-horas-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim do frio em SP? Bolha de calor traz temperaturas de até 35°C nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/fim-do-frio-em-sp-bolha-de-calor-traz-temperaturas-de-ate-35-c-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 20:37:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Adeus frio! Uma bolha de calor se instala sobre o estado de São Paulo nos próximos dias, provocando temperaturas acima da média, e com máximas chegando aos 35°C no interior da região.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq0bqi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq0bqi.jpg" id="xaq0bqi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>bloqueio atmosférico </strong>sobre o oceano Atlântico está<strong> mantendo o tempo firme</strong> e com predomínio de sol entre poucas nuvens no <strong>estado de São Paulo</strong>; e assim deve continuar até meados da semana que vem.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além disso, <strong>o sistema vai manter uma bolha de ar quente ‘presa’ sobre a região</strong>, deixando as temperaturas até 6°C acima da média para a época. Já teremos calor em boa parte do território neste fim de semana, mas ele ganha força na próxima semana, com <strong>máximas chegando em torno dos 35°C no oeste do estado</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Calor de até 35°C se espalha por SP nos próximos dias</h2><p>Até <strong>meados da próxima semana</strong>, teremos o <strong>domínio de ar quente e seco</strong> sobre São Paulo, com céu claro ou com poucas nuvens e <strong>sem previsão de chuvas</strong>.</p><p>As<strong> tardes ficam cada vez mais quentes</strong>, principalmente no oeste paulista, enquanto as<strong> manhãs continuam amenas ou frias</strong>, especialmente no leste devido à proximidade da costa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779111" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html" title="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta">SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html" title="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295655126_320.png" alt="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta"></a></article></aside><p>Neste <strong>fim de semana</strong>, ou seja, no sábado (18) e domingo (19), o calor começa a afetar o oeste de São Paulo, enquanto a porção centro-leste ainda vai manter temperaturas mais amenas, abaixo dos 27°C e até em torno de 20°C em algumas localidades do sul. Na <strong>capital paulista, máximas de 26°C-27°C</strong>.</p><p>Porém, no <strong>oeste paulista</strong> as temperaturas máximas vão variar <strong>entre 28°C e 30°C</strong>, como por exemplo, em Presidente Prudente, Araçatuba e Andradina, onde os termômetros marcarão os 30°C.</p><p>Mas é na <strong>semana que vem que o calor ganha força</strong>, especialmente no oeste<strong> </strong>(onde serão registradas as maiores máximas), <strong>e se espalha</strong> para as demais áreas do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-do-frio-em-sp-bolha-de-calor-traz-temperaturas-de-ate-35-c-nos-proximos-dias-1784309131202.jpg" data-image="f3zvi8gsscqw"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para a terça-feira (21), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>primeira metade da semana que vem</strong>, o calor atinge todo o estado de São Paulo, com temperaturas máximas acima dos 28°C na maior parte do território. Porém, o calor será mais intenso na porção <strong>oeste do estado</strong>, com <strong>máximas </strong>ficando <strong>entre 30°C e 34°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">O calor ganha força em São Paulo a partir deste fim de semana, com máximas acima dos 30°C e chegando aos 35°C no Oeste em meados da próxima semana.</div><p>Contudo, pontualmente <strong>algumas localidades no extremo oeste</strong>, próximo à divisa com o Mato Grosso do Sul, podem registrar valores em torno dos <strong>35°C</strong>. </p><p>Na <strong>capital paulista</strong>, as temperaturas <strong>máximas </strong>na primeira metade da semana que vem vão ficar em torno dos <strong>28°C/29°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-do-frio-em-sp-bolha-de-calor-traz-temperaturas-de-ate-35-c-nos-proximos-dias-1784307916997.jpg" data-image="v4fw5hdld6ws"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para segunda-feira (20) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Outro destaque importante que cabe ressaltar aqui é a<strong> baixa umidade relativa do ar</strong>, especialmente no <strong>Oeste paulista</strong>, onde deve atingir índices<strong> abaixo dos 30%</strong> nos próximos dias, e caindo para os<strong> 21% na sub-região de Araçatuba</strong> na terça-feira (21).</p><p>A <strong>capital paulista</strong> terá níveis em torno dos 30% nos próximos dias, mas que caem para os<strong> 28% </strong>na tarde de terça-feira (21).</p><p>Esse<strong> tempo seco exige atenção</strong>, especialmente para as pessoas mais vulneráveis, já que isso traz <strong>problemas à saúde</strong>, como ressecamento das mucosas das vias aéreas e da pele, agravamento de problemas respiratórios (como asma e rinite), sangramento nasal, irritação nos olhos e garganta seca.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/fim-do-frio-em-sp-bolha-de-calor-traz-temperaturas-de-ate-35-c-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vendavais de até 100 km/h acendem alerta para 5 estados nos próximos 4 dias; veja a lista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 19:22:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Previsões indicam risco de tempestades severas em diversos estados do Brasil, com risco de rajadas fortes de vento que podem causar quedas de árvores, destelhamentos de casas e danos em edificações, além de outros fenômenos severos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq0niu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq0niu.jpg" id="xaq0niu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, uma <strong>combinação de sistemas meteorológicos</strong> - Inclusive a presença de um intenso Jato de Baixos Níveis, um rio atmosférico transportando umidade e temperaturas elevadas - está tornando a <strong>atmosfera altamente instável</strong> em uma faixa que compreende o centro-sul do Brasil. Graças à essa situação, o <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu avisos de rajadas fortes de vento para cinco Estados brasileiros.</p><div class="texto-destacado">Os estados afetados incluem todo o Rio Grande do Sul; oeste de Santa Catarina; oeste do Paraná; parte do Mato Grosso do Sul (Sudeste, Centro-Norte, todo o Pantanal e a capital Campo Grande); e o sudoeste do Mato Grosso, especialmente os municípios mais próximos da Bolívia.</div><p>Há possibilidade de <strong>rajadas com velocidades próximas dos 100 km/h</strong>, com risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos gerais em edificações e plantações ao longo desta<strong> sexta-feira (17)</strong> e também de todo o final de semana, incluindo <strong>sábado (18)</strong> e<strong> domingo (19)</strong>. Os vendavais podem continuar também na <strong>segunda-feira (20)</strong> e ao longo da semana que vem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista-1784311188276.jpg" data-image="2j1d8po4f5vp" alt="Mapa de alerta de perigo devido à vendaval emitido pelo INMET." title="Mapa de alerta de perigo devido à vendaval emitido pelo INMET."><figcaption>Mapa de alerta de perigo devido à vendaval emitido pelo INMET ilustra região que será afetada pelas rajadas fortes de vento. Recomenda-se cautela, pois há risco de grandes transtornos.</figcaption></figure><p>Durante as tempestades e as rajadas fortes de vento, recomenda-se não se abrigar debaixo de árvores e construções pequenas (como quiosques), pois há risco de ocorrência de <strong>queda de galhos e descargas elétricas</strong> (raios). Pela mesma razão, recomenda-se não permanecer nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Permaneça em <strong>edifícios de alvenaria que forneçam um bom abrigo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Essas rajadas fortes de vento estão associadas a um intenso <em>Jato de Baixos Níveis</em> com <strong>velocidades de até 150 km/h</strong>, que ocorre acima da superfície, mas ainda em níveis baixos da atmosfera. Esse fenômeno ocorre entre 1 e 2 km acima da atmosfera, <strong>no nível de 850 hPa</strong>, e intensifica a formação de tempestades sobre a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista-1784311255659.jpg" data-image="qo6ak5hauouh" alt="Previsão de velocidades do vento em 850 hPa nesta sexta-feira." title="Previsão de velocidades do vento em 850 hPa nesta sexta-feira."><figcaption>Previsão de velocidades do vento em 850 hPa mostra a presença de um Jato de Baixos Níveis na atmosfera, capaz de intensificar a formação de tempestades sobre parte do Brasil.</figcaption></figure><p>Estes sistemas estão <strong>associados à formação de tempestades severas</strong>, especialmente neste sábado (18). Há risco muito elevado de temporais especialmente no Rio Grande do Sul, com risco não apenas de <strong>ventos fortes</strong>, mas também de <strong>volumes altíssimos de chuva</strong> e <strong>granizo</strong>. Não se descarta a possibilidade de ocorrência de eventos ainda mais extremos em alguns municípios mais localizados, como microexplosões e tornados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista-1784311315735.jpg" data-image="zj0bskg1ftvy" alt="Previsão de acumulados totais até o final da segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da segunda-feira mostra acumulados que podem atingir entre 200 e 300 mm de chuva totais ao longo dos próximos dias, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Os acumulados totais de chuva podem atingir valores muito elevados, <strong>entre 200 mm e 300 mm</strong> ao longo dos próximos dias. Isso também traz riscos altos de cortes no fornecimento de energia elétrica, danos em estruturas, telhados e plantações devido ao granizo, transbordamento de rios e alagamentos severos, além de deslizamentos de terra em áreas de risco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779111" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html" title="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta">SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html" title="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295655126_320.png" alt="SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta"></a></article></aside><p> Para saber exatamente quais as velocidades de vento serão registradas na sua cidade e quando seu município será afetado pelas tempestades, não deixe de conferir as <strong>previsões do tempo detalhadas para a sua localização específica</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/vendavais-de-ate-100-km-h-acendem-alerta-para-5-estados-nos-proximos-4-dias-veja-a-lista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Brasil terá 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas", segundo Meteored]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-tera-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-segundo-meteored.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 18:16:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão sob riscos de chuvas intensas e tempestades severas sobre alguns estados do Brasil. Meteored reforça o alerta de pelo menos 6 dias seguidos sob instabilidade e potencial para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapz4a6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapz4a6.jpg" id="xapz4a6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As expectativas de<strong> chuvas intensas e tempestades severas</strong> sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná permanecem ao longo dos dias. As previsões ressaltam os <strong>grandes volumes previstos</strong> além da possibilidade de <strong>tempo severo</strong>, com o risco de ocorrência de <strong>granizo, tornados e grande quantidade de chuva.</strong></p><p>Confira a seguir a previsão do tempo para os próximos dias no Sul do Brasil e em quais localidades o tempo severo possui maiores possibilidades de ocorrência.</p><h2>Risco de tempestades severas é real</h2><p>Muitas pessoas ainda <strong>questionam se o risco de chuvas intensas e tempestades severas é real</strong>. E, de acordo com os modelos de previsão do tempo, a resposta é <strong>sim</strong>. Os riscos são reais, vários eventos meteorológicos estão ocorrendo em conjunto para que as chuvas dos próximos dias seja duradoura e mais intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297052969.jpg" data-image="57afy2iivfdd" alt="JBN." title="JBN."><figcaption>Canal de umidade transportando vapor d'água para o Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>A presença de um<strong> Jato de Baixos Níveis (JBN)</strong> na região é algo comum, contudo, <strong>o sistema está amplificado e mais intenso</strong>, com a previsão que projeta a <strong>duração de alguns dias</strong>. Os JBN como são conhecidos, funcionarão como <strong>suporte para as instabilidades no Sul do Brasil</strong>, levando ar quente e úmido.</p><p>Em altos níveis<strong> temos a presença do Jato Subtropical</strong>, sua atuação faz com que nas camadas mais elevadas tenhamos <strong>divergência</strong>. Ou seja, o ar presente em uma determinada região é transportada para outra, com isso temos um “vácuo” que precisa ser preenchido. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297082103.jpg" data-image="hwqsu2ihc716" alt="JAN." title="JAN."><figcaption>Ventos em 300 hPa, mapa mostra a presença do jato subtropical sobre o Sul do Brasil provocando divergência.</figcaption></figure><p>Esse preenchimento se dá pelo ar que está nas camadas inferiores, ar que se encontra <strong>quente e úmido</strong>. Sendo assim, ao se elevar na atmosfera, troca calor com o ambiente dando <strong>origem às nuvens de tempestades</strong>. Com isso, temos a ocorrência frequente de <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> elevando, e muito, os acumulados de chuva.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Meteored reforça alerta: "serão 6 dias seguidos sob risco de tempestades severas"<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com o modelo <strong>ECMWF</strong>, as <strong>chuvas intensas e tempestades severas deverão atuar por, no mínimo, 6 dias</strong>. O que deixa os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná em alerta. Pois os riscos de tempestades severas acarretar em<strong> transtornos urbanos e rurais</strong> são grandes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297263897.jpg" data-image="rouzptvacmaz" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa de precipitação prevista para a manhã de sábado (18) mostra as chuvas atuando no sul do RS.</figcaption></figure><p>No final da noite desta sexta-feira (17), o tempo começa a mudar sobre o sul do estado gaúcho, mas<strong> o vento intenso e altas temperaturas já estão sendo sentidos no estado</strong>, anunciando a chegada das instabilidades. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<strong> <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</strong> </div><p>No decorrer do sábado (18) e do domingo (19) as <strong>chuvas </strong>vão ficar <strong>mais concentradas na faixa entre o oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul</strong> com previsão de <strong>chuvas intensas e riscos de tempestades</strong> desde a madrugada. Há possibilidade de queda de <strong>granizo, fortes rajadas de vento e grandes acumulados.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297311445.jpg" data-image="xhr1sfjziifh" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa mostra áreas propícias a tempo severo no sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo da segunda-feira (20), a situação será muito parecida, com o <strong>risco de tempo severo se espalhando para outras áreas do estado gaúcho</strong> e as nuvens carregadas surgindo em<strong> Santa Catarina</strong>. No decorrer da terça-feira (21), as <strong>chances de tempo severo</strong> ganham força no Rio Grande do Sul, com exceção da faixa sul do estado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778900" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas">Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201107503_320.jpg" alt="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"></a></article></aside><p>Ainda na terça-feira (21), Santa Catarina recebe as primeiras pancadas de chuva, com intensidade que irá variar entre <strong>moderada e forte</strong>, acompanhadas de <strong>descargas elétricas e trovoadas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-reforca-alerta-serao-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-confira-1784297359875.jpg" data-image="jwba1w9zgt5t" alt="Precipitação e nuvens." title="Precipitação e nuvens."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade prevista para a terça-feira. A previsão indica isntabilidades espalhadas por boa parte do RS e de SC, além do tempo fechado no PR.</figcaption></figure><p>Entre a tarde de terça (21) e a quarta-feira (22), <strong>as chuvas se espalham por Santa Catarina e também no Paraná</strong>. Apesar do deslocamento, a intensidade das chuvas permanece com <strong>riscos de tempo severo nos dois estados</strong>. Por conta disso, os alertas se mantém, com possibilidade de granizo, microexplosões e até mesmo os riscos de tornados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-tera-6-dias-seguidos-sob-risco-de-tempestades-severas-segundo-meteored.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[SC e PR têm data marcada para chegada do tempo severo; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:08:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será de tempestades severas sobre o Rio Grande do Sul. A partir de terça (20), no entanto, os sistemas começam a ganhar força sobre Santa Catarina e Paraná.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295655126.png" data-image="6xj3fkssj4sz" alt="Risco de transtornos: tempestades intensas com risco de granizo, extremos de vento e mais de 100 mm de chuva em 24 horas." title="Risco de transtornos: tempestades intensas com risco de granizo, extremos de vento e mais de 100 mm de chuva em 24 horas."><figcaption>Risco de transtornos: tempestades intensas com risco de granizo, extremos de vento e mais de 100 mm de chuva em 24 horas.</figcaption></figure><p>O <strong>alerta de tempo severo</strong> para a <strong>região Sul</strong> do país<strong> a partir dessa sexta-feira (17)</strong> está mantido. A <strong>configuração atmosférica</strong> em grande escala está sendo <strong>moldada</strong> pelo impressionante<strong> El Niño</strong> que vem se fortalecendo, o que favorece uma <strong>combinação particularmente perigosa</strong> sobre o Cone Sul da América do Sul, muito favorável ao desenvolvimento de tempestades severas e chuvas volumosas. </p><p>Entre sábado (18) e domingo (19), tempestades intensas devem tomar conta do estado do Rio Grande do Sul. A partir de segunda-feira (20), a fronteira com Santa Catarina já pode ser impactada com tempestades, mas é <strong>ao longo da terça-feira (21) </strong>que os<strong> sistemas ganham</strong> <strong>força</strong> sobre <strong>Santa Catarina e o Paraná</strong>. A seguir, confira os detalhes da previsão e entenda o papel do El Niño na configuração prevista para os próximos dias.</p><h2>Alerta de tempestades intensas e chuvas extremas</h2><p>No decorrer da segunda-feira (20), a área de Santa Catarina que faz fronteira com o Rio Grande do Sul já pode ter tempestades isoladas, que devem ganhar força a partir da noite, especialmente no oeste e sul do território catarinense. <strong>Na terça-feira (21)</strong>,<strong> tempestades intensas</strong> ainda estão previstas sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, mas <strong>começam a avançar</strong> com mais vigor sobre <strong>Santa Catarina e o Oeste do Paraná.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295740528.png" data-image="vdjxnlthtplh" alt="Previsão de tempestades intensas nesta terça-feira (21), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades intensas nesta terça-feira (21), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades intensas nesta terça-feira (21), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>tendência</strong> é que<strong> tempestade intensas</strong> <strong>continuem</strong> se formando sobre Santa Catarina e, principalmente, o Paraná (metade oeste) durante <strong>até</strong>, pelo menos, <strong>quinta-feira (23)</strong>. Embora tempestades intensas possam ocorrer sobre todo o território de ambos os estados, as tempestades <strong>mais intensas</strong> estão previstas para o<strong> oeste</strong> dessas regiões, onde não se descarta a ocorrência de <strong>granizo</strong> e extremos de vento (como <strong>microexplosões</strong> ou tornados <strong>isolados</strong>).</p><p>Embora os<strong> maiores volumes de chuva</strong> previstos para os próximos dias se localiza sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, podendo se aproximar de <strong>300 mm</strong>, regiões de <strong>Santa Catarina e do Paraná</strong> podem ter acumulados superiores a<strong> 120 mm em 24 horas</strong>: terça (21) sobre Santa Catarina e quarta (22) sobre o Paraná, elevando o risco de transtornos. Até o fim da semana, os acumulados podem se aproximar ou<strong> ultrapassar 200 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784295940186.png" data-image="svtel4e6rckl" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (22), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (22), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (22), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Estes <strong>volumes</strong> são considerados<strong> incomuns a extremos </strong>para a época, condição que é ressaltada pelo <strong>índice de previsão extrema</strong> (EFI) para precipitação do modelo ECMWF na escala de cores nos mapas abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784296017687.png" data-image="27vcfmgqze18" alt="EFI do ECMWF para precipitação na terça (21) e quarta-feira (22). Créditos: Elaborada por Meteored com mapas do ECMWF." title="EFI do ECMWF para precipitação na terça (21) e quarta-feira (22). Créditos: Elaborada por Meteored com mapas do ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para precipitação na terça (21) e quarta-feira (22). Créditos: Elaborada por Meteored com mapas do ECMWF.</figcaption></figure><p>Este índice não prevê valores, mas sim<strong> destaca áreas</strong> onde há grande probabilidade de a <strong>precipitação</strong> diária atingir <strong>valores excepcionalmente elevados</strong> para a época do ano, próximos ou superiores ao percentil 99 da climatologia do modelo - apenas 1% das previsões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778900" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas">Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html" title="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201107503_320.jpg" alt="Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas"></a></article></aside><p><strong>Transtornos potenciais</strong> relacionados a queda de <strong>granizo</strong>, <strong>ventos intensos</strong>, <strong>alagamentos</strong> e <strong>enxurradas</strong> repentinas são esperados. A população deve acompanhar as atualizações da previsão do tempo e os alertas da Defesa Civil. Durante tempestades, <strong>procure</strong> abrigo em um <strong>local seguro</strong>, <strong>não atravesse áreas alagadas</strong>, seja a pé ou de carro, e, em regiões com histórico de enchentes ou deslizamentos, <strong>tenha um plano de evacuação</strong> caso seja necessário. Em situações de emergência<strong>, acione a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).</strong></p><h2>Atmosfera em modo El Niño</h2><p>Neste momento, a <strong>circulação tropical está dominando a circulação global</strong>, e influenciando os padrões de tempo em todo o globo. Na imagem abaixo, a <strong>área em azul </strong>mostra a região onde o<strong> El Niño </strong>exerce sua <strong>influência</strong> mais direta sobre a circulação atmosférica, com maior formação de nuvens e tempestades. </p><p>Embora a região de atuação mais direta do fenômeno seja no Pacífico Central, a atmosfera funciona como um sistema interligado. A partir desse centro de aquecimento, grandes<strong> ondas atmosféricas se propagam ao redor do globo</strong>, alterando a posição dos jatos de vento, dos sistemas de alta e baixa pressão e, consequentemente, os padrões de chuva e temperatura em áreas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">With a huge "standing wave" of rising air above the Pacific, the atmosphere is locked on El Niño mode <br><br>This means the weather in your backyard is connected, directly or indirectly, to what's happening in the central Pacific, no matter how far away you live. <a href="https://t.co/UWfjrFMN3O">pic.twitter.com/UWfjrFMN3O</a></p> Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2077785335183138880?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Sobre a <strong>América do Sul,</strong> a <strong>configuração</strong> predominante - e <strong>perigosa</strong> - envolve a atuação do <strong>Jato de Baixos Níveis da América do Sul</strong> (JBNAS) excepcionalmente fortalecido (superior a 150 km/h), transportando grandes quantidades de <strong>calor e umidade</strong> da Amazônia para o Sul do continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-de-chuva-extrema-e-tempestades-confira-1784296153748.png" data-image="vvwawxnofytr" alt="Previsão de anomalia de temperatura de 16°C acima da média no RS (esquerda) e rio atmosférico intenso (direita)." title="Previsão de anomalia de temperatura de 16°C acima da média no RS (esquerda) e rio atmosférico intenso (direita)."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura de 16°C acima da média no RS (esquerda) e rio atmosférico intenso (direita).</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, um<strong> jato subtropical i</strong>ntenso atua em<strong> altos níveis</strong> sobre o Sul do Brasil, com uma região de divergência associada a uma <strong>perturbação</strong> atmosférica <strong>quase estacionária</strong>, <strong>favorecendo</strong> a <strong>ascensão do ar</strong> e a manutenção da convecção.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">É grave o cenário de tempo severo e inundação que se desenha para o Chile, incluindo a capital Santiago, além de áreas a sotavento dos Andes, especialmente o Rio Grande do Sul, no Brasil. Um potente jato subtropical direcionará múltiplos sistemas de tempestades nessas regiões. <a href="https://t.co/QTKvTgC48l">pic.twitter.com/QTKvTgC48l</a></p> Bruno César Capucin (@BrunoCapucin) <a href="https://x.com/BrunoCapucin/status/2077245517512257991?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote></figure><p>O <strong>acoplamento entre os jatos de baixos e altos níveis </strong>intensifica os movimentos ascendentes da atmosfera, favorecendo a <strong>formação</strong> e a <strong>organização</strong> <strong>das tempestades</strong>. </p><p>Nesse ambiente altamente favorável, a passagem de frentes frias potencializa ainda mais a ocorrência de chuva intensa. Ao mesmo tempo, um bloqueio atmosférico sobre o Sudeste do Brasil dificulta o deslocamento dos sistemas meteorológicos, fazendo com que as áreas de chuva permaneçam atuando sobre a mesma região por mais tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sc-e-pr-tem-data-marcada-para-chegada-do-tempo-severo-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo reinterpreta fósseis brasileiros e revisa marco da colonização do fundo oceânico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa com participação da Unesp revela que fósseis encontrados em Corumbá (MS), antes atribuídos aos primeiros animais marinhos, correspondem a comunidades de microrganismos preservadas há cerca de 544 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-1783862452388.jpg" data-image="scba0tc35zvx" alt="Com o uso de novas tecnologias, pesquisa com participação da Unesp mostra que fósseis brasileiros antes compreendidos como evidências da atividade de animais no fundo marinho são, na verdade, comunidades de microrganismos preservadas há 544 milhões de anos." title="Com o uso de novas tecnologias, pesquisa com participação da Unesp mostra que fósseis brasileiros antes compreendidos como evidências da atividade de animais no fundo marinho são, na verdade, comunidades de microrganismos preservadas há 544 milhões de anos."><figcaption>Com o uso de novas tecnologias, pesquisa mostra que fósseis brasileiros são comunidades de microrganismos preservadas há 544 milhões de anos. Crédito: Jornal da UNESP</figcaption></figure><p>Um estudo com participação de pesquisadores da <strong>Universidade Estadual Paulista (Unesp) </strong>trouxe uma nova interpretação para fósseis encontrados em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e pode alterar a compreensão sobre um importante momento da evolução da vida na Terra. A pesquisa concluiu que estruturas antes consideradas evidências da atividade dos primeiros animais no fundo oceânico são, na realidade,<strong> fósseis de comunidades de microrganismos filamentosos preservados há aproximadamente 544 milhões de anos.</strong></p><p>A reavaliação foi possível graças ao emprego de <strong>técnicas avançadas de análise, que permitiram examinar os fósseis com um nível de detalhe inédito.</strong> Os cientistas identificaram características incompatíveis com vestígios deixados por animais, como a preservação de estruturas celulares, variações no diâmetro dos filamentos e a ausência de marcas típicas de escavação no sedimento.</p><p>Os fósseis haviam sido descritos originalmente em 2017 como evidências de <strong>bioturbaçã</strong>o, processo em que organismos revolvem o sedimento e deixam registros indiretos de sua presença. Na época, acreditava-se que as estruturas representavam trilhas produzidas por pequenos invertebrados, sugerindo uma das primeiras ocupações do fundo marinho por animais complexos.</p><h2>Novas evidências mudam interpretação</h2><p>Ao comparar os exemplares com outros fósseis conhecidos, os pesquisadores perceberam que as características observadas<strong> não correspondiam às de organismos capazes de produzir esse tipo de trilha. </strong>Em vez disso, as análises indicaram que as estruturas eram os próprios corpos fossilizados de organismos filamentosos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-1783862251000.jpg" data-image="47iswvsh2xqs" alt="Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumbá, em Mato Grosso do Sul, formadas há cerca de 544 milhões de anos, no período Ediacarano. (Crédito: Bruno Becker-Kerber)" title="Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumbá, em Mato Grosso do Sul, formadas há cerca de 544 milhões de anos, no período Ediacarano. (Crédito: Bruno Becker-Kerber)"><figcaption>Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumbá, em Mato Grosso do Sul, formadas há cerca de 544 milhões de anos, no período Ediacarano. Crédito: Bruno Becker-Kerber</figcaption></figure><p>Com base na espessura dos filamentos, no formato das células e na ausência de estruturas típicas de animais, a equipe concluiu que os <strong>fósseis pertencem a uma comunidade formada principalmente por cianobactérias e algas.</strong> Os filamentos mais finos apresentavam características semelhantes às de cianobactérias do gênero Oscillatoria, enquanto os maiores provavelmente correspondiam a algas ou bactérias filamentosas.</p><p>Segundo os pesquisadores, a descoberta não altera o conhecimento sobre a antiguidade desses microrganismos, já que as <strong>cianobactérias habitam os oceanos há cerca de 3,5 bilhões de anos.</strong> O principal impacto do estudo está na revisão da interpretação de um registro que vinha sendo considerado uma evidência precoce da colonização do fundo marinho por animais.</p><h2>Tecnologias ampliam precisão das análises</h2><p>A pesquisa combinou diferentes métodos para caracterizar os fósseis. Entre eles estão a <strong>microtomografia</strong>, capaz de reconstruir imagens tridimensionais do interior das amostras sem danificá-las; lâminas petrográficas, utilizadas para observar detalhes microscópicos da composição das rochas; e microscopia eletrônica de varredura, que revela estruturas superficiais em alta resolução.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-1783862418568.jpg" data-image="ym5pf76h4oxk" alt="Imagem obtida por meio da técnica de zoom tomography, que permite visualizar fósseis em detalhes com resolução de até 20 micrômetros (0,002 cm). (Crédito: Bruno Becker-Kerber)" title="Imagem obtida por meio da técnica de zoom tomography, que permite visualizar fósseis em detalhes com resolução de até 20 micrômetros (0,002 cm). (Crédito: Bruno Becker-Kerber)"><figcaption>Imagem obtida por meio da técnica de zoom tomography, que permite visualizar fósseis em detalhes com resolução de até 20 micrômetros (0,002 cm). Crédito: Bruno Becker-Kerber</figcaption></figure><p>As análises por microtomografia foram realizadas na linha de luz Mogno, do Sirius, acelerador de partículas instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). A luz síncrotron permitiu <strong>visualizar as estruturas internas dos fósseis em três dimensões</strong> e identificar paredes celulares preservadas, reforçando que os organismos eram microrganismos fossilizados, e não túneis escavados por animais.</p><p>Outra contribuição importante do estudo foi a<strong> datação das rochas sedimentares que continham os fósseis</strong>. Como esse tipo de rocha costuma ser difícil de datar, a equipe aproveitou uma camada de cinza vulcânica presente na formação geológica, possibilitando determinar sua idade com maior precisão.</p><h2>Revisão fortalece o processo científico</h2><p>A análise indicou que as rochas têm cerca de 544 milhões de anos, período em que comunidades de microrganismos já ocupavam o fundo oceânico, mas antes da intensa atividade de animais complexos nesse ambiente. Os resultados sugerem que<strong> a colonização animal do leito marinho ocorreu posteriormente ao que se interpretava </strong>com base nesses fósseis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia.html" title="Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia">Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia.html" title="Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especie-de-caranguejo-e-encontrada-a-mais-de-1-700-metros-de-altitude-na-amazonia-1779054354992_320.jpg" alt="Espécie de caranguejo é encontrada a mais de 1.700 metros de altitude na Amazônia"></a></article></aside><p>Para os pesquisadores, o estudo demonstra <strong>como o avanço tecnológico contribui para revisar interpretações científicas consolidadas. </strong>Novos métodos de análise permitem reexaminar materiais já conhecidos e aprimorar a compreensão sobre eventos importantes da história da vida na Terra, oferecendo critérios mais precisos para a identificação de fósseis semelhantes em futuras pesquisas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20da%20UNESP" data-year="2026" data-title="Estudo%20reinterpreta%20evid%C3%AAncias%20da%20coloniza%C3%A7%C3%A3o%20do%20fundo%20oce%C3%A2nico%20e%20revisa%20marco%20da%20evolu%C3%A7%C3%A3o%20da%20vida%20na%20Terra" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.unesp.br%2F2026%2F07%2F08%2Festudo-reinterpreta-evidencias-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-e-revisa-marco-da-evolucao-da-vida-na-terra%2F">Jornal da UNESP. (2026). <a href="https://jornal.unesp.br/2026/07/08/estudo-reinterpreta-evidencias-da-colonizacao-do-fundo-oceanico-e-revisa-marco-da-evolucao-da-vida-na-terra/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudo reinterpreta evidências da colonização do fundo oceânico e revisa marco da evolução da vida na Terra</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-reinterpreta-fosseis-brasileiros-e-revisa-marco-da-colonizacao-do-fundo-oceanico.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Litoral de SP tem uma das menores praias do mundo; veja a formação rochosa que pode entrar para o Guinness Book ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma “minipraia” em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, é uma das menores do mundo, com cerca de 40 metros de extensão, e pode entrar para o livro dos recordes (Guinness Book).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book-1784228304605.jpg" data-image="ful1n4oci5tj"><figcaption>A menor praia do Brasil, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Crédito: Bruno Amir.</figcaption></figure><p><strong>Oficialmente</strong>, o título de <strong>menor praia do mundo</strong> pertence à <strong>Praia de Gulpiyuri</strong>, localizada na região das Astúrias, na <strong>Espanha</strong>. Com cerca de <strong>50 metros de extensão</strong>, ela é uma praia curiosa, onde a água do mar chega através de uma rede de cavernas subterrâneas.</p><p>Contudo, <strong>o Brasil possui uma forte candidata que pode desbancar esse título</strong>. Trata-se de uma “minipraia” localizada em uma pequena ilha em <strong>Ubatuba</strong>, no <strong>Litoral Norte do estado de São Paulo</strong>. Saiba mais abaixo.</p><h2>A menor praia do Brasil que pode ser também a menor do mundo</h2><p>Trata-se da<strong> pequena praia localizada na Ilha Rachada</strong> (ou Ilha da Selinha), em Ubatuba. Ela tem apenas <strong>40 metros de extensão </strong>e <strong>menos de 5 metros de largura</strong> (alguns trechos com apenas 2 metros). </p><p>Ela tem uma pequena faixa de areia e<strong> fica ‘espremida’ entre dois paredões rochosos na ilha </strong>(veja imagem abaixo). É recoberta por vegetação típica da Mata Atlântica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book-1784228356157.jpg" data-image="ozulp35b1ksj"><figcaption>A pequena praia na Ilha Rachada, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Crédito: Reprodução/YouTube/Caminhos do SUP.</figcaption></figure><p>O <strong>acesso é feito apenas pelo mar, em passeios de embarcação</strong>, e a região chama a atenção pelas águas cristalinas e pela vegetação preservada.</p><p>O <strong><em>Guinness World Records</em></strong>, também conhecido como Livro dos Recordes e antigamente chamado apenas de <em>Guinness Book</em>, <strong>não tem registrado nenhum título de 'menor praia' </strong>atualmente.</p><p>Além disso, <strong>ainda não há uma medição oficial da extensão da praia </strong>na Ilha Rachada, mas estima-se estes 40 metros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book-1784228372064.jpg" data-image="rnjt1stpyn83"><figcaption>A pequena praia na Ilha Rachada, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo. Crédito: Bruno Amir.</figcaption></figure><p>Contudo, a <strong>prefeitura </strong>do município destaca interesse em entrar no livro e <strong>busca o reconhecimento oficial do recorde</strong>, apesar do local não permitir visitas, o que dificulta o acesso para medição.</p><p>Por questões de preservação ambiental, <strong>o local é de acesso restrito e protegido</strong>. Geralmente, os turistas observam a formação a partir de barcos de passeio. </p><h2>Outras praias de destaque em Ubatuba</h2><p>Com <strong>mais de 100 praias</strong> espalhadas por sua costa (oficialmente são 102), Ubatuba é reconhecida por sua beleza natural. Tem para todos os gostos e <strong>alguns destaques são, de acordo com o estilo da viagem:</strong></p><ul><li><strong>Para famílias com crianças</strong>: Praia do Lázaro, Praia da Almada e Praia de Santa Rita, todas com mar calmo e excelente infraestrutura.</li><li><strong>Para quem procura surf</strong>: Praia de Itamambuca e Praia Vermelha do Norte, famosas pelas ondas constantes.</li><li><strong>Para quem quer maior contato com a natureza</strong>: Praia do Félix e Praia do Prumirim, que unem mar claro, vegetação preservada e riozinhos.</li><li><strong>Para quem procura agito e estrutura</strong>: Praia Grande e Praia das Toninhas, ideais para quem busca quiosques movimentados e fácil acesso.</li></ul><p><strong>Ubatuba é um dos destinos mais procurados</strong> por turistas e surfistas <strong>no Litoral Norte </strong>de São Paulo, com lindas praias a serem exploradas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732483" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sossego-e-aguas-cristalinas-10-praias-incriveis-e-tranquilas-do-nordeste-para-fugir-da-agitacao.html" title="Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação">Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sossego-e-aguas-cristalinas-10-praias-incriveis-e-tranquilas-do-nordeste-para-fugir-da-agitacao.html" title="Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sossego-e-aguas-cristalinas-10-praias-incriveis-e-tranquilas-do-nordeste-para-fugir-da-agitacao-1759435763508_320.jpg" alt="Sossego e águas cristalinas: 10 praias incríveis e tranquilas do Nordeste para fugir da agitação"></a></article></aside><p><strong>Não dá para dizer qual é a melhor</strong>, afinal, os turistas desejam coisas diferentes. Há quem goste do agito e quem prefira praias desertas, assim como há aqueles que não abrem mão de um bom serviço à beira-mar e outros que preferem levar a própria bebida para relaxar sem se preocupar. </p><p>Mas <strong>o certo é que a região vale uma visita</strong>. Já decida qual é a sua praia ideal e planeje uma próxima viagem!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lima%2C%20J" data-year="2026" data-title="Menor%20praia%20do%20mundo%20%C3%A9%20atra%C3%A7%C3%A3o%20em%20cidade%20do%20litoral%20de%20S%C3%A3o%20Paulo%3B%20veja%20como%20curtir%20o%20destino%20tur%C3%ADstico%20ao%20m%C3%A1ximo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.atribuna.com.br%2Fnoticias%2Fturismo%2Fmenor-praia-do-mundo-e-atrac-o-em-cidade-do-litoral-de-s-o-paulo-veja-como-curtir-o-destino-turistico-ao-maximo-1.521256">Lima, J. (2026). <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/turismo/menor-praia-do-mundo-e-atrac-o-em-cidade-do-litoral-de-s-o-paulo-veja-como-curtir-o-destino-turistico-ao-maximo-1.521256" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Menor praia do mundo é atração em cidade do litoral de São Paulo; veja como curtir o destino turístico ao máximo</a>.</cite><br><cite data-author="A%20Tribuna" data-year="2025" data-title="Menor%20praia%20do%20mundo%20fica%20no%20litoral%20de%20S%C3%A3o%20Paulo%2C%20pode%20entrar%20no%20Guinness%20e%20esconde%20tr%C3%A1gica%20hist%C3%B3ria%20de%20amor%3B%20conhe%C3%A7a" data-url="https%3A%2F%2Fwww.atribuna.com.br%2Fcidades%2Flitoral-norte%2Fmenor-praia-do-mundo-fica-no-litoral-de-s-o-paulo-pode-entrar-no-guinness-e-esconde-tragica-historia-de-amor-conheca-1.462283">A Tribuna. (2025). <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/litoral-norte/menor-praia-do-mundo-fica-no-litoral-de-s-o-paulo-pode-entrar-no-guinness-e-esconde-tragica-historia-de-amor-conheca-1.462283" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Menor praia do mundo fica no litoral de São Paulo, pode entrar no Guinness e esconde trágica história de amor; conheça</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20G1%20Vale%20do%20Para%C3%ADba" data-year="2024" data-title="Menor%20praia%20do%20mundo%20fica%20em%20Ubatuba%3F%20Cidade%20quer%20t%C3%ADtulo%20no%20livro%20dos%20recordes" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fvale-do-paraiba-regiao%2Fverao-2024%2Fnoticia%2F2024%2F01%2F12%2Fmenor-praia-do-mundo-fica-em-ubatuba-cidade-quer-titulo-no-livro-dos-recordes.ghtml">Redação G1 Vale do Paraíba. (2024). <a href="https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/verao-2024/noticia/2024/01/12/menor-praia-do-mundo-fica-em-ubatuba-cidade-quer-titulo-no-livro-dos-recordes.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Menor praia do mundo fica em Ubatuba? Cidade quer título no livro dos recordes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-tem-uma-das-menores-praias-do-mundo-veja-a-formacao-rochosa-que-pode-entrar-para-o-guinness-book.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criaram vida a partir do nada? Uma célula sintética reabre o grande debate científico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe da Universidade do Minnesota criou uma célula sintética capaz de crescer e dividir-se, embora ainda não esteja viva; trata-se de um avanço no sentido da construção de vida artificial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784127304632.jpg" data-image="szu74y431mjg" alt="Célula" title="Célula"><figcaption>Vários especialistas concordam que se trata de um dos maiores avanços até agora na construção de uma célula a partir do zero.</figcaption></figure><p>Parece uma gota de água microscópica envolvida numa membrana de gordura, mas dentro dessa bolha minúscula acontece algo extraordinário. <strong>Um conjunto de substâncias químicas e fragmentos de DNA está a "alimentar-se", a crescer e a dividir-se</strong>.</p><p>A cientista Kate Adamala, da Universidade do Minnesota, e a sua equipa de laboratório acabaram de apresentar um sistema sintético chamado <strong>SpudCell</strong>, o passo mais ousado já dado para construir uma célula a partir do zero.</p><p>No entanto, há uma pergunta que paira no ar: <strong>Está viva? Hoje, o consenso continua a ser que não</strong>, mas a explicação é toda uma viagem até aos limites da biologia.</p><h2>Se tem tantas características de um ser vivo, o que é que lhe falta?</h2><p>A SpudCell surgiu com a ideia de verificar <strong>até onde pode chegar uma célula construída do zero</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para o conseguir, a equipa reuniu os ingredientes básicos que todas as células utilizam — moléculas, proteínas e um pequeno conjunto de instruções genéticas — dentro de uma bolha minúscula rodeada por uma membrana.</div><p>Depois, conceberam um sistema para que essa bolha pudesse capturar <strong>pequenas "cargas" de nutrientes que flutuam à sua volta</strong>. Sempre que incorpora uma delas, cresce um pouco mais e copia o seu material genético. O passo seguinte foi conseguir que também se pudesse dividir… e conseguiu-o, embora ainda de forma bastante limitada e com a ajuda dos próprios investigadores.</p><h2>A fronteira entre o vivo e o inerte nunca tinha sido tão difusa</h2><p>À primeira vista, pareceria suficiente afirmar que a SpudCell está viva, mas a biologia é muito mais exigente.</p><p>Uma célula não deve apenas crescer ou dividir-se; <strong>também precisa de se manter a funcionar por si própria, reparar os danos que sofre ao longo do tempo e adaptar-se às mudanças do seu ambiente</strong>. Além disso, deve ser capaz de transmitir essas capacidades às gerações seguintes. A <strong>SpudCell ainda não consegue fazer nada disso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Researchers at the University of Minnesota have helped create the world's first synthetic cell that can feed, grow and reproduce. Built entirely from non-living chemical components, SpudCell marks a major breakthrough in biological engineering with the potential to transform</p>— University of Minnesota (@UMNews) <a href="https://x.com/UMNews/status/2072445648394215696?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote></figure><p>Funciona durante algum tempo, mas acaba por se esgotar. Se os investigadores deixarem de intervir, o processo para.<strong> É como uma planta que só sobrevive enquanto alguém a rega constantemente</strong>: desempenha algumas funções vitais, mas ainda não consegue sustentar-se por si própria.</p><h2>Por que é que esta experiência entusiasma tanto a comunidade científica?</h2><p>Por vezes, as descobertas mais importantes <strong>não são aquelas que respondem a perguntas, mas sim aquelas que nos obrigam a reformulá-las</strong>. A SpudCell pertence a essa categoria.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784138932577.jpg" data-image="wsju6onltp51" alt="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula." title="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula."><figcaption>A SpudCell reproduz várias funções essenciais de uma célula, tais como absorver nutrientes, crescer, replicar o seu material genético e dividir-se, embora ainda dependa de intervenção externa e não seja considerada um organismo vivo. Imagem: equipa de Kate Adamala/Universidade do Minnesota.</figcaption></figure><p>Os investigadores acreditam que este tipo de células sintéticas poderá ajudar a reconstruir <strong>como surgiram as primeiras formas de vida na Terra</strong>. No futuro, poderão também servir para desenvolver minúsculas "fábricas biológicas" capazes de produzir medicamentos ou novos materiais de forma muito mais controlada.</p><p>Kate Adamala compara este avanço com o primeiro voo dos irmãos Wright: breve, imperfeito e muito longe dos aviões atuais. A SpudCell também não está viva, mas poderá representar <strong>o primeiro passo de uma tecnologia que mal começa a descolar</strong>.</p><h2>Mais do que criar vida, a experiência obriga a redefini-la</h2><p>Por enquanto, <strong>ninguém construiu uma célula completamente viva num laboratório</strong>. A própria Kate Adamala insiste que essa não é a conquista deste trabalho, enquanto outros investigadores lembram que o estudo ainda tem de passar pela revisão por pares.</p><p>No entanto, a SpudCell já conseguiu algo importante: obrigar a ciência a repensar uma questão que parecia simples, mas que nunca o foi totalmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda">Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636_320.jpg" alt="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda"></a></article></aside><p>Sabemos reconhecer uma árvore, um cão ou uma bactéria como seres vivos. Mas quando uma minúscula gota de água começa a alimentar-se, a crescer e a dividir-se sem chegar a estar realmente viva, a fronteira entre o vivo e o inerte deixa de parecer tão clara. Esse é, por enquanto, o verdadeiro alcance da SpudCell.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kupferschmidt%20K" data-year="2026" data-title="Lab-created%20%E2%80%98SpudCell%E2%80%99%20marks%20%E2%80%98stunning%E2%80%99%20step%20toward%20building%20life%20from%20scratch" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fcontent%2Farticle%2Flab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch">Kupferschmidt K. (2026). <a href="https://www.science.org/content/article/lab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lab-created ‘SpudCell’ marks ‘stunning’ step toward building life from scratch</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Satélites da NASA detectam erupção vulcânica submarina que poderia criar uma nova ilha no planeta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 23:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção submarina detectada pela NASA oferece uma oportunidade única de estudar um dos processos geológicos mais fascinantes do mundo e a possibilidade de formação de uma nova ilha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998035906.png" data-image="zjgq46wr0hpo"><figcaption>A maior quantidade de vulcões da Terra está oculta no fundo do oceano.</figcaption></figure><p>Embora tenhamos a tendência de associar vulcões a montanhas fumegantes e rios de lava, <strong>a maior parte da atividade vulcânica da Terra ocorre no fundo do oceano</strong>. Trata-se de um processo contínuo nas profundezas marinhas que, incessantemente, constrói e transforma a superfície, dando origem a nova crosta e — por vezes — até mesmo a novas ilhas.</p><div class="texto-destacado">Aproximadamente 75% de toda a atividade vulcânica na Terra ocorre sob o oceano, principalmente ao longo das dorsais meso-oceânicas, onde se forma nova crosta terrestre.</div><p>E é precisamente isso que pode estar acontecendo no <strong>Mar de Bismarck, ao norte da Papua-Nova Guiné</strong>. Uma erupção submarina detectada por vários satélites da NASA chamou a atenção da comunidade científica devido à sua intensidade e à probabilidade de que, caso a atividade continue, o <strong>vulcão possa acabar emergindo acima da superfície</strong>.</p><h2>Da superfície do mar ao espaço</h2><p>A atividade vulcânica teve início em 8 de maio, quando uma série de pequenos terremotos precedeu a erupção. Pouco depois, vários satélites da NASA começaram a detectar enormes <strong>plumas de vapor, cinzas e água elevando-se sobre o Mar de Bismarck</strong>. Além disso, alterações térmicas indicavam a <strong>presença de magma muito próximo à superfície do oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998098395.png" data-image="nupoj8aejfsz"><figcaption>Imagem de satélite da NASA de 15 de maio, mostrando material vulcânico flutuante (pedra-pomes), águas esverdeadas causadas por ele e uma pluma de vapor acima da erupção submarina.</figcaption></figure><p>O curioso? <strong>Ainda não é possível afirmar com absoluta certeza qual vulcão está em erupção</strong>. Essa região específica carece de mapas detalhados do fundo do mar, de modo que sua topografia permanece, em grande parte, um mistério.</p><p>A hipótese mais provável é que a<strong> erupção se origine de uma estrutura vulcânica situada na chamada Dorsal Titan</strong>, uma área conhecida por intensa atividade tectônica.</p><h2>O nascimento de uma nova ilha?</h2><p>Quando ocorre uma erupção submarina em águas relativamente rasas e ela persiste por tempo suficiente, o material vulcânico pode se acumular até emergir acima do nível do mar. <strong>Embora seja um fenômeno raro, ele já ocorreu em várias partes do mundo</strong>.</p><p>Nas primeiras semanas, imagens de satélite mostraram que a erupção estava lançando <strong>grandes quantidades de material vulcânico e calor em direção à superfície</strong>. Isso deu origem à teoria de que uma nova ilha poderia se formar; no entanto, essa possibilidade permaneceu apenas como uma hipótese.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998184543.png" data-image="gn0hv901si59"><figcaption>A ilha de Hunga Tonga-Hunga Ha'apai surgiu após uma erupção no Pacífico Sul entre 2014 e 2015, mas uma erupção mais poderosa em 2022 transformou quase completamente a paisagem. Imagem: NOAA.</figcaption></figure><p>Os relatórios mais recentes do Observatório Vulcanológico de Rabaul indicam que a atividade diminuiu significativamente. Desde meados de junho, praticamente não foram registrados terremotos relacionados ao vulcão, sendo observadas apenas emissões de vapor muito fracas e descoloração da água. O processo não terminou, mas, por enquanto, <strong>a probabilidade de formação de uma nova ilha é menor</strong>.</p><h2>O que nossos oceanos escondem</h2><p>O fato é que sabemos muito pouco sobre o lugar onde tudo isso acontece. Apesar dos avanços tecnológicos, <strong>vastas áreas do assoalho oceânico permanecem sem mapeamento com detalhes suficientes</strong>. Hoje, conhecemos as superfícies da Lua, de Marte e até mesmo de Vênus com mais detalhes do que grande parte do nosso próprio assoalho oceânico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776327" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html" title="Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão">Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html" title="Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757605634_320.jpg" alt="Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão"></a></article></aside><p>A <strong>água bloqueia a maioria das técnicas de observação realizadas a partir do espaço</strong>. O mapeamento do fundo do mar em alta resolução exige percorrê-lo com navios equipados com sonar, que enviam pulsos sonoros em direção ao leito marinho e medem o tempo que levam para retornar, reconstruindo assim o relevo submarino. No entanto, trata-se de um processo lento, complexo e dispendioso.</p><div class="texto-destacado">Fontes hidrotermais formam-se ao redor de muitos vulcões submarinos; delas jorra água muito quente e rica em minerais, e são habitadas por organismos capazes de obter energia a partir de compostos químicos — em vez da luz solar — por meio de um processo chamado quimiossíntese.</div><p>No entanto, graças às observações por satélite, os cientistas conseguem acompanhar a evolução de erupções como esta em tempo quase real, detectar a dispersão de material vulcânico e observar como a superfície do oceano é temporariamente transformada.</p><p>E sim, <strong>embora esta erupção possa não criar uma nova ilha, ela revela um mundo fascinante que permanece oculto à vista de todos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Global%20Volcanism%20Program" data-year="2026" data-title="Report%20on%20Titan%20Ridge%20(Papua%20New%20Guinea)%20(Sennert%2C%20S%2C%20ed.).%20Weekly%20Volcanic%20Activity%20Report%2C%202%20July-8%20July%202026." data-url="https%3A%2F%2Fvolcano.si.edu%2Fvolcano.cfm%3Fvn%3D250030">Global Volcanism Program. (2026). <a href="https://volcano.si.edu/volcano.cfm?vn=250030" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Report on Titan Ridge (Papua New Guinea) (Sennert, S, ed.). Weekly Volcanic Activity Report, 2 July-8 July 2026.</a>.</cite><br><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="New%20Eruption%20in%20the%20Bismarck%20Sea" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fnew-eruption-in-the-bismarck-sea%2F">NASA Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/new-eruption-in-the-bismarck-sea/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">New Eruption in the Bismarck Sea</a>.</cite><br><cite data-author="NOAA%20Ocean%20Exploration" data-year="2026" data-title="Do%20volcanic%20eruptions%20happen%20underwater%3F" data-url="https%3A%2F%2Foceanexplorer.noaa.gov%2Focean-fact%2Fvolcanoes%2F">NOAA Ocean Exploration. (2026). <a href="https://oceanexplorer.noaa.gov/ocean-fact/volcanoes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Do volcanic eruptions happen underwater?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Mediterrâneo está aquecendo a um ritmo nunca visto — um mar em risco de transformação irreversível]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mediterraneo-esta-aquecendo-a-um-ritmo-nunca-visto-um-mar-em-risco-de-transformacao-irreversivel.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 22:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Veja como o aumento progressivo das temperaturas no nosso Mar Mediterrâneo está alterando ecossistemas inteiros, ameaçando desencadear processos que já são irreversíveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-mediterraneo-si-scalda-a-un-ritmo-mai-visto-un-mare-a-rischio-di-trasformazione-irreversibile-1783070724086.png" data-image="jbwoy6jvvzna"><figcaption>Cada vez mais frequentemente no verão, as temperaturas da água superficial no Mar Mediterrâneo chegam a atingir entre +28°C e +30°C.</figcaption></figure><p>O <strong>Mar Mediterrâneo</strong>, um <em>hotspot </em>de biodiversidade, vivencia uma das tendências de aquecimento mais rápidas entre todas as bacias marinhas do planeta. Suas <strong>águas superficiais estão aquecendo a um ritmo alarmante</strong>, com anomalias de temperatura quebrando recordes sucessivos e registros locais ultrapassando os 30°C no verão.</p><p>Não se trata de um fenômeno passageiro, mas de<strong> um sinal de mudanças climáticas aceleradas </strong>que estão remodelando os ecossistemas marinhos, ameaçando espécies nativas e impulsionando a tropicalização da bacia.</p><h2><strong>Recordes sucessivos de temperatura</strong></h2><p>Segundo dados do <em>Copernicus Marine Service</em>, o Mediterrâneo tem registrado anos consecutivos de temperaturas médias anuais recordes. Em <strong>2024</strong>, atingiu o nível mais alto já registrado (uma média de cerca de <strong>21,5°C</strong>), marca que foi superada ou quase igualada em 2025.</p><div class="texto-destacado">Junho de 2025 foi o mais quente já registrado na bacia, com uma média de aproximadamente 23,86°C. Durante o verão, as temperaturas médias diárias ultrapassaram 28°C, com picos locais aproximando-se ou superando 30–31°C (por exemplo, ao longo da costa egípcia ou no norte do Adriático).</div><p><strong>Anomalias de +4°C, +6°C ou até mesmo +6,5°C </strong>em relação à média climática de 1982–2015 não são mais exceções, mas eventos recorrentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-mediterraneo-si-scalda-a-un-ritmo-mai-visto-un-mare-a-rischio-di-trasformazione-irreversibile-1783070799248.jpg" data-image="clf93m134zes" alt="Corais" title="Corais"><figcaption>Um efeito visível e drástico é a mortalidade em massa de organismos bentônicos. Gorgônias como <em>Paramuricea clavata</em>, corais-vermelhos e esponjas sofreram eventos catastróficos.</figcaption></figure><p>O <strong>aquecimento ocorre a uma taxa aproximadamente duas vezes superior à média global dos oceanos </strong>— ultrapassando +1,3°C em muitas áreas nas últimas décadas, em comparação com cerca de 0,6°C nos oceanos de todo o mundo. As ondas de calor marinhas têm se tornado cada vez mais frequentes, persistindo por centenas de dias ao ano em algumas regiões.</p><h2><strong>Impactos nos ecossistemas: estresse, mortalidade em massa e alterações</strong></h2><p>O aumento das temperaturas altera profundamente a física e a biologia do mar. Águas mais quentes <strong>reduzem o oxigênio dissolvido </strong>(hipóxia), modificam a estratificação das massas de água e<strong> favorecem a proliferação de algas tóxicas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Organismos marinhos — especialmente aqueles que são sésseis ou possuem mobilidade limitada — sofrem estresse térmico direto, com consequências em cascata ao longo da cadeia alimentar.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>mortalidade em massa de organismos bentônicos</strong> é um efeito visível e dramático. Gorgônias como a <em>Paramuricea clavata</em>, corais vermelhos e esponjas têm sofrido eventos catastróficos (registrados desde 1999 e 2003, e recorrentes nos últimos anos), frequentemente agravados por patógenos que proliferam em temperaturas mais elevadas.</p><p>Em 2024/2025, foram relatadas <strong>mortandades de peixes e invertebrados</strong> na Itália e na Grécia. A <em>Posidonia oceanica</em> — a pradaria de ervas marinhas endêmica que estabiliza o fundo do mar e sustenta milhares de espécies — enfrenta o risco de um declínio massivo com um aquecimento adicional de 0,8°C, podendo desaparecer de muitas áreas até o final do século.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-mediterraneo-si-scalda-a-un-ritmo-mai-visto-un-mare-a-rischio-di-trasformazione-irreversibile-1783070839530.png" data-image="blkxs7c78xvi"><figcaption>O aquecimento abre caminho para centenas de espécies exóticas termofílicas, que chegam principalmente do Mar Vermelho através do Canal de Suez (espécies lessepsianas) ou por meio do transporte marítimo. Mais de 1.000 espécies não nativas já estão presentes, e muitas estão se tornando invasoras.</figcaption></figure><p>O mesmo se aplica às <strong>algas </strong>pardas. Espécies de peixes nativas estão sob pressão significativa. Muitas espécies de peixes de águas temperadas estão migrando para o norte ou para maiores profundidades em busca de águas mais frias, o que resulta em um declínio das populações locais.</p><p>As projeções indicam uma possível redução de 30% a 40% nos estoques pesqueiros caso a temperatura suba mais 0,8°C. Processos como<strong> reprodução, migração e disponibilidade de alimento estão sendo afetados</strong>, provocando uma dessincronização na teia alimentar.</p><h2><strong>O problema das espécies exóticas</strong></h2><p>O <strong>aquecimento abre caminho para centenas de espécies </strong><strong>exóticas </strong>termofílicas, que chegam principalmente do Mar Vermelho através do Canal de Suez (espécies lessepsianas) ou por meio do transporte marítimo. Já existem mais de 1.000 espécies não nativas, e muitas delas estão se tornando <strong>invasoras</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico">O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico-1780994547654_320.png" alt="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam em um mar Mediterrâneo desértico"></a></article></aside><p>Favorecidas pelo calor, essas espécies alteram habitats inteiros, transformando florestas de gorgônias ou pradarias de <em>Posidonia </em>em paisagens dominadas por organismos tropicais, o que resulta na<strong> perda de complexidade ecológica e de serviços ecossistêmicos</strong> (como proteção costeira, sequestro de carbono e áreas de berçário para espécies comerciais).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mediterraneo-esta-aquecendo-a-um-ritmo-nunca-visto-um-mar-em-risco-de-transformacao-irreversivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta máximo: tempestades severas avançam pelo RS na próximas horas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 20:32:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sinal de alerta ligado no RS, instabilidades mudam o tempo, chuvas intensas e tempestades severas avançam pelo estado nas próximas horas com potencial para gerar diversos transtornos e grandes acumulados de chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaps0e2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaps0e2.jpg" id="xaps0e2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As primeiras horas desta quinta-feira (16) começaram com temperaturas elevadas no oeste do Rio Grande do Sul (RS). Os termômetros marcaram mínimas acima de 15°C em várias localidades, isso por conta da presença dos <strong>Jatos de Baixos Níveis (JBN) </strong>que já está levando<strong> ar quente e úmido</strong> para esta parte do Brasil.</p><p> Nas próximas horas, a tendência é de <strong>mudança no tempo sobre o estado</strong>. A presença de calor e umidade, somada a fatores dinâmicos e físicos na atmosfera, proporciona um <strong>cenário apropriado para o desenvolvimento de tempestades</strong> <strong>severas </strong>na região, as quais começam a avançar a partir da tarde de hoje (16). </p><h2>Tempo severo acende alerta vermelho no RS</h2><p>Infelizmente,<strong> os modelos de previsão do tempo não indicam um cenário favorável</strong> ao Rio Grande do Sul. A partir da tarde de hoje (16), a convergência de <strong>calor e umidade</strong>, associada à presença de jatos de altos níveis, em camadas superiores da atmosfera, proporcionam os <strong>ingredientes perfeitos para o desenvolvimento de tempo severo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201034200.jpg" data-image="5l7qvli8vib0" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Corredor de umidade transporta vapor d'água desde o Norte ao Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Desta maneira, acende-se o <strong>alerta vermelho para o estado gaúcho</strong>, pois existe a possibilidade de granizo e até mesmo da possível ocorrência e registros de tornados na região.</p><p>Ao final desta quinta-feira (16), <strong>chuvas intensas</strong> estão previstas para o sul do Rio Grande do Sul <strong>na faixa entre Bagé/RS e Pelotas/RS</strong>. Este já é um sinal do que está por vir. Na sexta (17), o período da tarde e noite também terão essas características, as precipitações se concentrando no sul gaúcho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201303668.jpg" data-image="hra732lrm7m3" alt="Chuva prevista." title="Chuva prevista."><figcaption>Precipitação prevista para a noite de sábado (18), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>O final de semana será marcado por <strong>temporais </strong>e instabilidades, as primeiras horas de sábado (18) já será sob o <strong>risco de tempestades </strong>na faixa entre a Campanha Gaúcha e a capital Porto Alegre/RS. As chuvas terão a presença de <strong>fortes trovoadas</strong> e possibilidade de <strong>queda de granizo, previsão que também se estende ao domingo (19).</strong></p><p>E é justamente isso que gera a preocupação para o estado, <strong>as chuvas não vão permanecer apenas no final de semana,</strong> mas vão durar dias, e a mesma área será afetada por horas e horas de chuvas intensas e temporais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201107503.jpg" data-image="bgqtdn9ox80g" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra as áreas mais propícias a tempo severo sobre o RS na noite de sábado (18).</figcaption></figure><p>No início da próxima semana o Rio Grande do Sul continuará sob alerta e <strong>riscos </strong>de<strong> tempo severo</strong>. O canal de umidade persiste sobre a região alimentando as instabilidades e<strong> fornecendo energia para a formação de nuvens carregadas</strong> e a geração de <strong>tempestades </strong>com grandes volumes pluviométricos.</p><p>Toda a faixa central, sul, oeste e leste do estado gaúcho se mantém em alerta. Na tarde de segunda-feira (20),<strong> a previsão mostra um pequeno alívio</strong>, com as chuvas diminuindo a intensidade, mas sem cessar. Contudo, <strong>no final da noite, as chuvas retornam com forte intensidade </strong>afetando a parte central do Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784201160506.jpg" data-image="25918u0gefp2" alt="Precipitação prevista." title="Precipitação prevista."><figcaption>Chuvas intensas e tempestades continuam sendo previstas no início da segunda-feira (20).</figcaption></figure><p>A precipitação, então, volta com força total na terça-feira (21), <strong>com potencial de gerar ainda mais estragos</strong>. As tempestades ganham força e podem vir de maneira severa, ou seja, acompanhadas de <strong>trovoadas, descargas elétricas, rajadas de vento, granizo e até mesmo tornados. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778813" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html" title="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco">Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-podem-chegar-aos-300-mm-no-sul-do-brasil-confira-as-areas-em-risco.html" title="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-podem-superar-os-200-mm-no-sul-do-brasil-1784132898087_320.jpg" alt="Chuvas extremas podem chegar aos 300 mm no Sul do Brasil; confira as áreas em risco"></a></article></aside><p>Desta vez, afetando o<strong> noroeste, norte e nordeste do Rio Grande do Sul</strong>. Mas, a expectativa é de que as chuvas fortes também continuem sobre áreas próximas a <strong>Santa Maria/RS, Porto Alegre/RS, Caxias do Sul/RS e Cruz Alta/RS</strong>. O alívio fica por conta do sul do estado gaúcho, com o tempo ficando nublado, mas diminuição nos volumes e intensidade da chuva.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<strong> <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </strong></div><p>Até a terça-feira (21) os acumulados podem chegar a<strong> valores extremamente preocupantes e destrutivos</strong>. Na Campanha Gaúcha, o acumulado supera os <strong>200 mm</strong> e pode alcançar valores ainda maiores. Não estão descartadas chances de acumulados chegarem aos <strong>290 mm</strong> em áreas pontuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas-1784200977939.jpg" data-image="3arq68onpllh" alt="Chuva acumulada" title="Chuva acumulada"><figcaption>Acumulado de chuva previsto até terça-feira (21), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Todo o centro e sul gaúcho geram preocupação</strong>, uma vez que o menor volume de chuva previsto acumulado é superior a <strong>100 mm</strong>. Por isso, é fundamental manter-se em local seguro. <strong>Caso enfrente problemas, não hesite em procurar ajuda e abrigo com a Defesa Civil. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-maximo-tempestades-severas-avancam-pelo-rs-na-proximas-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este país europeu testará a primeira ferrovia do mundo que gera energia solar entre os trilhos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-pais-europeu-testara-a-primeira-ferrovia-do-mundo-que-gera-energia-solar-entre-os-trilhos.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 19:36:56 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um país europeu está considerando a instalação de uma via férrea equipada com painéis solares, após resultados obtidos na Suíça, onde um projeto-piloto já gera eletricidade a partir da própria infraestrutura ferroviária.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-europeo-probara-la-primera-via-ferroviaria-del-mundo-que-genera-energia-solar-entre-los-railes-1784019249257.jpg" data-image="jqjvc6om2quk" alt="Painéis solares em trilhos ferroviários" title="Painéis solares em trilhos ferroviários"><figcaption>A instalação de painéis solares entre os trilhos permite a geração de eletricidade aproveitando a infraestrutura ferroviária existente. A Itália estuda implementar esse sistema após os resultados de um teste realizado na Suíça. Imagem: Sun-Ways</figcaption></figure><p>A <strong>Europa </strong>continua buscando diversas formas de impulsionar a produção de energia renovável aproveitando a infraestrutura existente. Uma opção que vem ganhando força envolve a <strong>instalação de painéis fotovoltaicos entre os trilhos ferroviários </strong>— uma solução que evita destinar áreas adicionais a essas instalações e que já concluiu com sucesso uma fase inicial de testes na <strong>Suíça</strong>.</p><p>Os dados coletados durante o primeiro ano de operação despertaram o interesse de outros países. A <strong>Itália</strong>, por exemplo, já está preparando um projeto semelhante após um acordo entre a empresa suíça Sun-Ways e uma parceira italiana, que atualmente negocia com a Rete Ferroviaria Italiana para avaliar a viabilidade da implementação.</p><h2>Painéis solares nas ferrovias: o projeto-piloto suíço que serve de referência</h2><p>A<strong> primeira instalação</strong> desse tipo entrou em operação no ano passado na localidade suíça de Buttes, no município de <strong>Val-de-Travers</strong>. O trecho experimental abrange 100 metros de via de serviço e conta com um total de <strong>48 painéis solares, com uma capacidade combinada de 18 quilowatts-pico </strong>(kWp).</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Q-cQ6Kf0vdk/sddefault.jpg" alt="youtube video id=Q-cQ6Kf0vdk" id="Q-cQ6Kf0vdk"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O projeto foi inicialmente planejado para um período de apenas três anos. No entanto, <strong>os resultados registrados nos primeiros meses superaram as previsões</strong> da empresa responsável, que agora estuda manter a infraestrutura de forma permanente.</p><p>Durante o <strong>primeiro ano de operação, a instalação gerou cerca de 16.000 quilowatts-hora</strong> (kWh). Esse volume equivale, aproximadamente, ao consumo anual de uma residência totalmente eletrificada. Nessa fase, a eletricidade gerada é injetada na rede elétrica.</p><h2>A Itália está preparando seu próprio projeto de linha ferroviária solar</h2><p>A experiência adquirida na Suíça despertou interesse no setor ferroviário italiano. A Sun-Ways firmou um acordo com um parceiro comercial na Itália que mantém contato com a Rete Ferroviaria Italiana para definir um futuro projeto-piloto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-europeo-probara-la-primera-via-ferroviaria-del-mundo-que-genera-energia-solar-entre-los-railes-1784019328969.jpg" data-image="2uxy2a3u98x8" alt="Painéis solares em trilhos ferroviários" title="Painéis solares em trilhos ferroviários"><figcaption>Painéis solares são instalados entre os trilhos para gerar energia sem ocupar novas áreas de terra. A tecnologia visa fornecer eletricidade à rede e, futuramente, à infraestrutura ferroviária. Imagem: Sun-Ways</figcaption></figure><p>Espera-se que os detalhes completos da iniciativa sejam divulgados nos próximos meses. Caso o projeto realmente avance, a<strong> Itália se tornará o segundo país europeu a testar essa tecnologia </strong>em sua própria rede ferroviária.</p><p>O objetivo é utilizar milhares de quilômetros de trilhos existentes para gerar eletricidade renovável. Segundo estimativas da Sun-Ways, a instalação desse sistema ao longo dos 5.317 quilômetros de linhas ferroviárias da Suíça cobriria uma área equivalente a 760 campos de futebol e geraria quase um terawatt-hora (TWh) por ano — cerca de 2% do consumo de energia do país.</p><h2>Os desafios técnicos impostos por este sistema ferroviário</h2><p>Os painéis devem ser <strong>posicionados de forma totalmente plana entre os trilhos</strong> — uma configuração que reduz ligeiramente o seu desempenho em comparação com instalações fotovoltaicas inclinadas. A empresa estima essa diferença de produção em cerca de 10%, um índice que considera aceitável dada a grande área de superfície disponível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-europeo-probara-la-primera-via-ferroviaria-del-mundo-que-genera-energia-solar-entre-los-railes-1784019394200.jpg" data-image="2q88wc89q44x"><figcaption>O projeto-piloto desenvolvido na Suíça utiliza 48 painéis solares instalados em um trecho de 100 metros de via. A iniciativa despertou interesse na Itália, que está preparando seu próprio teste. Imagem: Sun-Ways</figcaption></figure><p>A próxima fase do projeto visa ir além do simples fornecimento de eletricidade para a rede geral. O plano envolve<strong> fornecer energia diretamente a subestações ferroviárias</strong> e até mesmo alimentar as linhas de tração utilizadas pelos trens.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="725249" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/bondinho-de-santa-teresa-conheca-o-transporte-publico-que-virou-icone-cultural-do-rio-de-janeiro.html" title="Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro">Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/bondinho-de-santa-teresa-conheca-o-transporte-publico-que-virou-icone-cultural-do-rio-de-janeiro.html" title="Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bondinho-de-santa-teresa-conheca-o-transporte-publico-que-virou-icone-cultural-do-rio-de-janeiro-1755551787830_320.jpg" alt="Bondinho de Santa Teresa: conheça o transporte público que virou ícone cultural do Rio de Janeiro"></a></article></aside><p>A segurança também foi um fator fundamental no projeto do sistema. Após alertas iniciais da União Internacional de Ferrovias sobre possíveis problemas — como<strong> microfissuras, riscos de incêndio ou ofuscamento que poderia afetar os maquinistas </strong>—, a Sun-Ways incorporou painéis mais duráveis, superfícies antirreflexo, sensores de monitoramento contínuo e um mecanismo de limpeza automática que utiliza escovas instaladas na parte inferior dos trens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-pais-europeu-testara-a-primeira-ferrovia-do-mundo-que-gera-energia-solar-entre-os-trilhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de ar quente ganha força e calor atinge as 5 regiões do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 18:34:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma bolha de calor se instala sobre o Brasil nos próximos dias, provocando temperaturas acima da média em áreas das 5 regiões do país, especialmente ao Centro-Oeste, onde as máximas podem se aproximar dos 40°C.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xappaxu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xappaxu.jpg" id="xappaxu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias, uma <strong>bolha de ar quente</strong> se expande sobre o Brasil, deixando as <strong>temperaturas acima da média</strong> em localidades das <strong>5 regiões do país</strong>, especialmente no Centro-Oeste, onde as máximas podem pontualmente se aproximar dos <strong>40°C</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Várias localidades de diferentes regiões terão temperaturas máximas em torno dos 30°C ou acima disso, e<strong> o calor vai se prolongar</strong> até, pelo menos,<strong> meados da segunda quinzena de julho</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Calor se espalha pelas 5 regiões do Brasil nos próximos dias</h2><p>A atuação de um<strong> bloqueio atmosférico </strong>sobre o <strong>Atlântico Sul</strong> impede a formação e avanço de instabilidades sobre grande parte do Brasil, <strong>mantendo o tempo firme e com predomínio de sol</strong>.</p><p>Além disso,<strong> o sistema também mantém uma bolha de calor “presa” sobre o continente</strong>. Assim, teremos vários dias seguidos de tempo estável e com temperaturas acima da média para esta época do ano em boa parte do Brasil.</p><p>Na <strong>Região Sul </strong>do Brasil, as temperaturas já estão em elevação, mas é a partir de amanhã que elas vão atingir os maiores patamares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778857" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades.html" title="Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades">Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades.html" title="Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-em-pleno-inverno-alimenta-onda-de-tempestades-1784178787702_320.jpg" alt="Onda de calor em pleno inverno alimenta onda de tempestades"></a></article></aside><p>Entre esta <strong>sexta-feira (17) e o sábado (18)</strong>, as áreas de destaque são o<strong> Rio Grande do Sul e o oeste e noroeste do Paraná</strong>, onde os termômetros vão registrar <strong>entre 29°C e 31°C</strong>, especialmente na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas com <strong>algumas localidades gaúchas podendo atingir até 33°C</strong>. Em Santa Catarina, as máximas não passam dos 30°C (Litoral Sul).</p><p>A partir do domingo (19) e <strong>ao longo da próxima semana</strong>, as temperaturas diminuem no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas o <strong>calor intenso continuará atuando sobre o norte/noroeste do Paran</strong><strong>á</strong>, com máximas de até <strong>34°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1784215863663.jpg" data-image="4til7n619y8f"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para a terça-feira (21), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>Região </strong><strong>Sudeste</strong>, o calor vai afetar especialmente o <strong>oeste e interior de São Paulo</strong>, o<strong> Triângulo Mineiro</strong> e o<strong> oeste e norte de Minas Gerais</strong>. Com o céu claro e predomínio de sol nos próximos dias, as tardes ficam cada vez mais quentes, enquanto as manhãs continuam amenas ou frias. </p><p>As temperaturas já começam a se elevar a partir desta sexta-feira (17), mas é no <strong>início da próxima semana que o calor ganha força</strong>. As máximas nessas áreas citadas acima vão variar<strong> de 29°C a 32°C</strong>, mas podendo alcançar os <strong>34°C no oeste paulista</strong> na próxima semana, como por exemplo, em Nova Independência (34°C) e Guararapes (33°C).</p><div class="texto-destacado">Os próximos dias serão de calor na porção Centro-Sul do Brasil e em parte do Norte e Nordeste, com máximas de 30°C ou mais, especialmente no Centro-Oeste, onde elas podem se aproximar dos 40°C.</div><p>Na <strong>Região Centro-Oeste</strong> é onde teremos as maiores temperaturas. Por lá, os próximos dias terão máximas<strong> acima dos 30°C em praticamente todo o território</strong>, e facilmente atingindo os 35°C/36°C. Pontualmente, algumas localidades do <strong>Mato Grosso do Sul</strong> próximas à fronteira com o Paraguai podem chegar <strong>em torno dos 38°C</strong>.</p><p>Aqui, também chamamos a atenção para a <strong>baixa umidade relativa do ar</strong>, que deve atingir índices abaixo dos 30% nos próximos dias no<strong> interior do Centro-Oeste</strong>, e chegando em torno dos<strong> 17% em meados da semana que vem</strong>. Essa condição de tempo seco pode trazer riscos à saúde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1784220776137.jpg" data-image="rgg0xosviqx1"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para terça-feira (21) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Nas <strong>Regiões Norte e Nordeste</strong> também fará <strong>calor de mais de 30°C</strong>, especialmente a partir deste fim de semana, e em praticamente todas as áreas, com exceção do leste do Nordeste onde ainda deve ter temperaturas mais amenas. As máximas na semana que vem chegam aos<strong> 35°C/36°C no interior do Piauí, Maranhão e Tocantins</strong>.</p><p>E a <strong>tendência</strong>, até o momento, indica que ainda teremos <strong>temperaturas mais elevadas na segunda quinzena de julho em grande parte do Brasil</strong>, conforme podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1784216495443.jpg" data-image="z4irdz74nrig"><figcaption>Anomalias médias de temperatura do ar (em °C) em 2 metros para a semana entre os dias 20 e 27 de julho, segundo o modelo europeu ECMWF Charts.</figcaption></figure><p><strong>Entre os dias 20 e 27 de julho</strong>, as temperaturas vão ficar <strong>entre 3°C e 6°C acima da média </strong>climatológica para o período em parte das<strong> Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong> do país (tons mais vermelhos), e até 3°C acima da média nas demais áreas (tons rosados).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-ganha-forca-e-calor-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aloe vera em vaso: 7 dicas para cultivá-la com sucesso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resistente tanto ao calor quanto ao frio e de baixa manutenção, a aloe vera é uma das plantas mais adequadas para varandas e terraços. Aqui estão sete regras simples que podem fazer toda a diferença entre um crescimento vigoroso e uma planta que tem dificuldade para se desenvolver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978294283.jpeg" data-image="g0jl19t1meg5"><figcaption>Aloe vera: as 7 regras essenciais para o cultivo bem-sucedido em vasos.</figcaption></figure><p>Nativa das regiões áridas da Península Arábica, a <strong>Aloe vera</strong>, também<strong> conhecida como babosa no Brasil</strong>, é uma suculenta conhecida por sua capacidade de armazenar água em suas folhas grossas e carnudas. Embora seja geralmente vendida em vasos pequenos e permaneça relativamente compacta, sob as condições adequadas ela pode crescer significativamente, produzindo novas folhas e numerosas brotações laterais na base.</p><p>Sua resistência, excelente tolerância ao calor e baixa necessidade de água fazem dela<strong> uma das melhores plantas para varandas e terraços bem iluminados</strong>. No entanto, poucas pessoas conhecem as sete regras simples que podem melhorar muito o vigor, o crescimento e a aparência da planta.</p><h2>1. Evite a luz solar direta</h2><p>A aloe vera prospera em locais bem iluminados, mas <strong>a exposição à luz solar direta nem sempre é a melhor opção</strong>.</p><p> Plantas recém-adquiridas ou que passaram muito tempo em um viveiro podem sofrer<strong> queimaduras solares </strong>se forem expostas repentinamente à luz solar intensa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978785378.jpeg" data-image="919qw20xd3c2" alt="Aloe vera" title="Aloe vera"><figcaption>Evite a luz solar direta.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-las primeiro em um local iluminado, porém protegido durante as horas mais quentes do dia, e aumentar gradualmente a exposição. Plantas adultas e bem aclimatadas geralmente toleram muito melhor a luz solar direta.</p><h2>2. Regue com moderação, mas corretamente</h2><p>Por ser uma suculenta, a aloe vera <strong>não requer regas frequentes</strong>.</p><p>Na primavera e no verão, basta regar o substrato com moderação e deixar que ela <strong>seque quase completamente antes de regar novamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978361186.jpeg" data-image="ziwxkh8n9k5w" alt="regando aloe vera" title="regando aloe vera"><figcaption>Regue com moderação, mas de forma adequada.</figcaption></figure><p>No inverno, o ideal é reduzir ainda mais a frequência das regas, pois o solo demora mais para secar. Mais do que a falta de água, <strong>o verdadeiro inimigo da aloe vera é o excesso de umidade</strong>, que pode causar o apodrecimento das raízes e enfraquecer rapidamente a planta.</p><h2>3. Escolha um substrato com boa drenagem</h2><p>O <strong>substrato ideal deve ser leve e permitir a drenagem rápida</strong> do excesso de água</p><p>Substratos formulados especificamente para cactos e suculentas são ideais, especialmente se enriquecidos com areia grossa, pedra-pomes ou rocha vulcânica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978417559.jpeg" data-image="bus5c5u8dz06"><figcaption>Escolha um substrato com excelente drenagem para minimizar o risco de apodrecimento das raízes.</figcaption></figure><p>Também é essencial que o <strong>vaso possua furos de drenagem no fundo</strong>. Para minimizar o risco de acúmulo de água e apodrecimento das raízes, o ideal é cultivar a aloe vera em um vaso sem prato.</p><h2>4. Opte por um vaso grande de barro</h2><p>O barro (argila) oferece boa <strong>estabilidade térmica e favorece a aeração</strong>, bem como a secagem do substrato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978385268.jpeg" data-image="83yox9fbzbsl"><figcaption>Opte por um vaso grande de barro (argila).</figcaption></figure><p>Para uma <strong>planta jovem </strong>de aloe vera, recomenda-se escolher um <strong>vaso com diâmetro entre 25 e 35 centímetros</strong>. Esse tamanho oferece espaço suficiente para o desenvolvimento gradual das raízes, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de trocas de vaso.</p><p>Embora a aloe vera suporte muito bem períodos de seca, um vaso maior proporciona uma melhor reserva de umidade e oferece maior proteção às raízes durante épocas de calor intenso.</p><h2>5. Adube com moderação</h2><p>A aloe vera não é uma planta particularmente exigente em termos de nutrientes De modo geral, uma <strong>adubação leve na primavera e no início do verão</strong> é suficiente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978826359.jpeg" data-image="hhqvu6ysc49e"><figcaption>Fertilize a Aloe Vera com moderação.</figcaption></figure><p>O ideal é utilizar um<strong> fertilizante formulado especificamente para suculentas ou um com baixo teor de nitrogênio</strong>. O excesso de adubação pode resultar em um crescimento mais fraco e menos compacto, além de tornar a planta mais suscetível a fatores de estresse ambiental.</p><h2>6. Proteção contra o frio do inverno</h2><p>A aloe vera tolera quedas ocasionais de temperatura, mas é muito <strong>sensível à geada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978543725.jpeg" data-image="31xh90xmea4j"><figcaption>Adaptada a climas áridos e altas temperaturas, a aloe vera é altamente resistente à seca. No entanto, não tolera bem geadas ou períodos prolongados de baixas temperaturas.</figcaption></figure><p>Em regiões de clima ameno, a aloe vera pode passar o inverno ao ar livre, desde que seja colocada em um local protegido e coberta durante as noites mais frias. No entanto, <strong>em áreas onde ocorrem geadas frequentes, o ideal é levar a planta para dentro de casa</strong>, acomodando-a em um local bem iluminado e protegido das intempéries.</p><h2>7. Separe as brotações para estimular um crescimento harmonioso</h2><p>Com o tempo, a <strong>aloe vera produz inúmeros brotos</strong> que se desenvolvem na base da planta-mãe.</p><p>Se deixadas no local, esses brotos laterais<strong> podem formar uma touceira</strong> (tufo espesso) muito ornamental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978487345.jpeg" data-image="bgx5f9cir89i"><figcaption>Separe as brotações laterais para promover o desenvolvimento harmonioso da planta-mãe e obter novas mudas.</figcaption></figure><p>No entanto, com o tempo, <strong>essas touceiras podem acabar competindo com a planta-mãe por recursos</strong>. Ao separar as mudas mais desenvolvidas e replantá-las em novos vasos, você favorece um crescimento mais equilibrado da planta principal e, ao mesmo tempo, obtém facilmente novos exemplares.</p><h2>Uma solução ideal para cidades cada vez mais quentes</h2><p>Verões cada vez mais quentes e secas mais frequentes estão mudando a forma como os espaços verdes urbanos são projetados e mantidos. Nesse cenário, a aloe vera se destaca como uma excelente opção para quem busca uma <strong>planta ornamental resistente, sustentável e de baixa manutenção</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa">Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html" title="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160895743_320.jpg" alt="Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa"></a></article></aside><p>Com os cuidados adequados, ela pode prosperar por anos, transformando uma simples varanda ou um pequeno terraço em um refúgio verde e exuberante — mais preparado para enfrentar os desafios do aquecimento global e a "selva de pedra" típica dos ambientes urbanos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvem de poeira e ventania assustam moradores no interior do TO]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-no-interior-do-to.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:25:31 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Comerciantes e trabalhadores de Colinas do Tocantins precisaram agir rapidamente para trancar as portas de vidro e evitar que as mercadorias fossem danificadas pela invasão de poeira. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-do-interior-do-to-1784211629916.jpg" data-image="v63rdaryos3a" alt="Registro em vídeo do momento em que uma gigantesca nuvem de terra e fortes ventos tomam conta de toda a cidade. Foto: Reprodução/ Redes Sociais" title="Registro em vídeo do momento em que uma gigantesca nuvem de terra e fortes ventos tomam conta de toda a cidade. Foto: Reprodução/ Redes Sociais"><figcaption>Registro em vídeo do momento em que uma gigantesca nuvem de terra e fortes ventos tomam conta de toda a cidade. Foto: Reprodução/ Redes Sociais</figcaption></figure><p>No início da tarde da última quarta-feira (15), os moradores de Colinas do Tocantins foram surpreendidos por um fenômeno meteorológico de rápida evolução. <strong>Uma forte ventania acompanhada por uma densa nuvem de poeira cobriu as ruas do município</strong>, que fica localizado na região norte do estado tocantinense.</p><p>A tempestade de terra reduziu drasticamente a visibilidade em diversos pontos da área urbana e <strong>assustou as pessoas que transitavam pelas vias públicas naquele momento</strong>. Apesar do susto provocado pela rapidez do vento e pela grande densidade da poeira, a prefeitura municipal informou oficialmente que não houve registro de vítimas ou prejuízos materiais.</p><h2>Impacto na rotina urbana e registros dos moradores</h2><p>Imagens gravadas por celulares e compartilhadas logo em seguida nas redes sociais registraram o exato instante em que o vento forte espalhou poeira pelas ruas. Nos vídeos, observa-se que <strong>as folhas das árvores e pequenos detritos voaram intensamente</strong>, enquanto a cidade ganhou um tom marrom.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-do-interior-do-to-1784211946598.jpg" data-image="ta531hobz9r7" alt="Imagens mostram pontos da cidade sem visibilidade durante ventania — Foto: Reprodução/Colinas Notícias" title="Imagens mostram pontos da cidade sem visibilidade durante ventania — Foto: Reprodução/Colinas Notícias"><figcaption>Imagens mostram pontos da cidade sem visibilidade durante ventania — Foto: Reprodução/Colinas Notícias</figcaption></figure><p>O fenômeno obrigou comerciantes e funcionários locais a agirem de forma extremamente rápida <strong>para proteger suas lojas e produtos</strong>. Uma funcionária de um estabelecimento situado próximo a um posto de combustíveis, na mesma área onde as imagens foram gravadas, descreveu os instantes de apreensão que vivenciou.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">MAD MAX? Uma forte ventania acompanhada por uma enorme nuvem de poeira assustou moradores de Colinas do Tocantins, na região norte do estado, na tarde desta quarta-feira, 15. O fenômeno reduziu a visibilidade e foi registrado por moradores. Segundo a prefeitura, apesar do susto, <a href="https://t.co/Of4PrrvG7U">pic.twitter.com/Of4PrrvG7U</a></p>— Daniel Lélis (@dannlelis) <a href="https://x.com/dannlelis/status/2077560829977731444?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Ela relatou que<strong> as portas de vidro precisaram ser trancadas com urgência</strong> por causa da grande quantidade de terra. Essa reação evitou que mercadorias fossem danificadas pela sujeira e garantiu que todos no interior do estabelecimento estivessem em segurança durante a rajada.</p><h2>Posicionamento oficial e orientações de segurança</h2><p>Diante do impacto visual e da preocupação gerada pela tempestade de poeira na cidade, a Secretaria de Administração do município divulgou um posicionamento oficial. Conforme as informações fornecidas pela gestão municipal, <strong>nenhum chamado de emergência envolvendo pessoas feridas ou danos estruturais</strong> graves chegou ao conhecimento das equipes locais de apoio.</p><p>A ausência de estragos maiores trouxe alívio para a comunidade tocantinense, que temia riscos de acidentes automobilísticos nas ruas devido à névoa de poeira. Ainda assim, órgãos de segurança municipal reforçam que <strong>a população deve sempre evitar transitar ao ar livre durante ventanias</strong> para minimizar a exposição a materiais suspensos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sp.html" title="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP">Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sp.html" title="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sao-paulo-1782232174525_320.jpg" alt="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP"></a></article></aside><p>Esse tipo de fenômeno com suspensão de terra <strong>é característico de fases secas do ano, quando solos desprovidos de vegetação densa ficam expostos</strong> à ação de fortes rajadas de vento. Os especialistas locais recomendam que, além de buscar abrigos fechados, as pessoas evitem ligar aparelhos de climatização enquanto a poeira estiver se dispersando no ar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Igor%20Carneiro" data-year="2026" data-title="Vento%20forte%20e%20nuvem%20de%20poeira%20gigante%20s%C3%A3o%20registrados%20no%20interior%20do%20TO" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fto%2Ftocantins%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F15%2Fvento-forte-e-nuvem-de-poeira-gigante-sao-registrados-no-interior-do-to-video.ghtml">Igor Carneiro. (2026). <a href="https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/07/15/vento-forte-e-nuvem-de-poeira-gigante-sao-registrados-no-interior-do-to-video.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vento forte e nuvem de poeira gigante são registrados no interior do TO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nuvem-de-poeira-e-ventania-assustam-moradores-no-interior-do-to.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dinossauros e crocodilos: como fóssil inédito no Brasil ajuda a montar a árvore da vida do planeta ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A descoberta preenche uma lacuna da evolução da vida no planeta, mostrando que ancestrais dos dinossauros e crocodilos habitavam a América do Sul e pertenciam a linhagens mais complexas e amplamente distribuídas do que se pensava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta-1784148090005.jpg" data-image="xli2ttrpfu3c"><figcaption>Reconstrução do réptil que existiu no Brasil, cujos fósseis foram descobertos e divulgados em artigo recente. Ilustração: Matheus Fernandes Gadelha/Reprodução.</figcaption></figure><p>A "Árvore da Vida" é o principal modelo conceitual da<strong> biologia evolutiva</strong> que representa a história genealógica de todos os<strong> seres vivos </strong>na Terra. E um artigo divulgado recentemente na revista científica<em> Scientific Reports</em> descreve <strong>um achado que preenche uma lacuna nesta linha evolutiva</strong>.</p><p>Um<strong> fóssil de réptil </strong>encontrado no interior do estado do<strong> Rio Grande do Sul</strong>, no Brasil, provou que os<strong> ancestrais dos dinossauros e crocodilos</strong> habitavam a América do Sul e pertenciam a <strong>linhagens mais complexas </strong>e amplamente distribuídas do que se imaginava anteriormente. Entenda melhor abaixo.</p><h2>O fóssil encontrado</h2><p>Após a maior extinção em massa da história da Terra, a Permo-Triássica,<strong> muito antes dos dinossauros dominarem o planeta </strong>e de surgirem os crocodilos atuais, os <strong>seus ancestrais já estavam em fase evolutiva</strong>.</p><p>E naquela época viveu uma espécie de réptil cujo <strong>fóssil foi descoberto no município de Dona Francisca</strong>, interior do estado do Rio Grande do Sul. Aliás, esta localidade é mundialmente reconhecida por preservar fósseis que antecedem os dinossauros datados do Período Triássico Médio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta-1784148115129.jpg" data-image="3bq19mk1bgox"><figcaption>Parte do fóssil ficou acidentalmente perdida por mais de duas décadas. Sua redescoberta permitiu a descrição do animal como uma nova espécie. Imagem: Rodrigo Muller.</figcaption></figure><p> O fóssil encontrado é de <strong>uma nova espécie</strong>, a qual foi batizada de <em><strong>Silescelida acristata</strong></em> e que <strong>viveu há cerca de 240 milhões de anos</strong>.</p><p>Sobre suas características, o<em> Silescelida acristata</em> era um réptil relativamente <strong>pequeno, de corpo esguio e locomoção quadrúpede</strong>. Seu tamanho pode ser comparado ao de um pequeno jacaré atual. Sua dieta provavelmente incluía animais menores.</p><h2>A importância desta descoberta</h2><p>O <strong>fóssil encontrado pode ter parentesco com os </strong><em><strong>Euparkeriidae</strong></em>, um grupo raro de arcossauriformes (répteis que deram origem aos crocodilos, pterossauros e dinossauros) ainda pouco compreendido pela ciência. Até então, fósseis associados a esse grupo eram conhecidos nos continentes Africano, Asiático e Europeu.</p><p>Então, a descoberta sugere que<strong> esses répteis estavam mais espalhados pelo mundo durante o Triássico do que os registros fósseis indicavam</strong>, ampliando o papel do continente na diversificação inicial dos parentes dos dinossauros e crocodilos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777539" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-de-150-milhoes-de-anos-descoberto-na-patagonia-pode-mudar-o-que-sabemos-sobre-o-periodo-jurassico.html" title="Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico">Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-de-150-milhoes-de-anos-descoberto-na-patagonia-pode-mudar-o-que-sabemos-sobre-o-periodo-jurassico.html" title="Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-este-fosil-de-150-millones-de-anos-hallado-en-la-patagonia-puede-cambiar-lo-que-sabemos-del-jurasico-1783204618958_320.jpg" alt="Fóssil de 150 milhões de anos descoberto na Patagônia pode mudar o que sabemos sobre o período Jurássico"></a></article></aside><p>Além disso, a descoberta do fóssil no estado gaúcho<strong> reforça a região como uma das mais importantes do mundo para o estudo dos animais do Triássico</strong>. A região preserva fósseis de diferentes momentos da evolução dos vertebrados terrestres.</p><p>O estudo ainda confirma que a <strong>paleontologia brasileira</strong> continua<strong> contribuindo</strong> para entender capítulos importantes da <strong>história da vida na Terra</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garcia%2C%20M.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20new%20eucrocopodan%20archosauriform%20from%20the%20Middle%20Triassic%20of%20southern%20Brazil%20and%20the%20phylogeny%20of%20Euparkeriidae" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-53740-9">Garcia, M. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-53740-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new eucrocopodan archosauriform from the Middle Triassic of southern Brazil and the phylogeny of Euparkeriidae</a>.</cite><br><cite data-author="Garcia%2C%20M" data-year="2026" data-title="F%C3%B3ssil%20de%20r%C3%A9ptil%20encontrado%20no%20Brasil%20ajuda%20a%20entender%20a%20origem%20dos%20ancestrais%20de%20dinossauros%20e%20crocodilos" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Ffossil-de-reptil-encontrado-no-brasil-ajuda-a-entender-a-origem-dos-ancestrais-de-dinossauros-e-crocodilos-286939">Garcia, M. (2026). <a href="https://theconversation.com/fossil-de-reptil-encontrado-no-brasil-ajuda-a-entender-a-origem-dos-ancestrais-de-dinossauros-e-crocodilos-286939" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fóssil de réptil encontrado no Brasil ajuda a entender a origem dos ancestrais de dinossauros e crocodilos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/dinossauros-e-crocodilos-como-fossil-inedito-no-brasil-ajuda-a-montar-a-arvore-da-vida-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubulações]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante anos, parece que nada acontece. Mas enquanto a árvore cresce para cima, suas raízes avançam silenciosamente sob a terra e podem encontrar obstáculos que ninguém imaginou quando foi plantada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721796593.jpg" data-image="auw2d8b1qi9k" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma árvore jovem pode parecer inofensiva, mas ao longo dos anos seu sistema radicular pode ocupar uma área muito maior do que se imagina no momento do plantio.</figcaption></figure><p>Quando plantamos uma <strong>árvore </strong>perto de casa, geralmente imaginamos o tamanho que ela atingirá, a sombra que proporcionará ou se florescerá. Raramente pensamos no que acontece sob a terra.</p><p>Existe um equívoco comum de que as raízes crescem principalmente para baixo, mas <strong>muitas espécies também se espalham lateralmente, perto da superfície</strong>, onde encontram oxigênio, umidade e nutrientes. É por isso que uma árvore que parece perfeita quando plantada pode se tornar um <strong>problema para calçadas, muros ou canos anos depois</strong>.</p><p>A <strong>extensão do sistema radicular depende da espécie, do tipo de solo, da disponibilidade de água e de quaisquer obstáculos no terreno</strong>. Em algumas árvores adultas, as raízes podem se estender por vários metros a partir do tronco e até mesmo ultrapassar o diâmetro da copa. Esse processo leva anos, razão pela qual uma árvore jovem pode parecer inofensiva por muito tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721991416.jpg" data-image="utgkq717xdh8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não existem raízes "ruins": o conflito surge quando uma espécie com grande hábito de crescimento é plantada em um espaço que não consegue acomodar seu crescimento.</figcaption></figure><p>Na cidade, as raízes também crescem em um ambiente limitado por concreto, canos e solo compactado. <strong>Se encontrarem um obstáculo abaixo, podem mudar de direção e se espalhar lateralmente</strong>. Quando encontram uma área úmida, como um vazamento em um cano, podem aproveitar esse espaço e agravar um problema existente.</p><p>Essas são algumas das <strong>espécies que tendem a causar mais problemas </strong>quando plantadas em espaços confinados.</p><h2>Figueira: o exemplo clássico de uma árvore que precisa de espaço</h2><p>A <strong>Ficus</strong>, ou <strong>figueira</strong>, é uma árvore resistente, de fácil crescimento e que pode atingir grande porte. No entanto, é uma das árvores que mais causam problemas em jardins e ao longo de calçadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783780511338.jpg" data-image="a0fkidmke8tg" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Em jardins pequenos ou perto de edifícios, seu desenvolvimento deve ser cuidadosamente planejado.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a planta é cultivada perto de edifícios. Algumas espécies, como a <strong>figueira-chorona (<em>Ficus benjamina</em>)</strong>, desenvolvem um sistema radicular muito extenso, capaz de levantar pedras do pavimento, danificar calçadas e pressionar estruturas próximas.</p><p>Em um parque ou grande espaço aberto, ela pode crescer sem problemas. Em uma calçada estreita, a situação muda.</p><h2>Salgueiro e álamo: excelentes no campo, difíceis em espaços pequenos</h2><p>Os <strong>salgueiros (<em>Salix sp.</em>)</strong> têm uma capacidade notável de explorar o solo em busca de umidade, o que lhes permite prosperar perto de rios e pântanos.</p><p>O problema surge quando são plantados perto de casas, piscinas ou instalações subterrâneas. Nesses locais, suas raízes podem se espalhar e causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722152676.jpg" data-image="fi68d7zu3tqm" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os salgueiros são adaptados a ambientes úmidos e desenvolvem raízes capazes de explorar grandes áreas em busca de água.</figcaption></figure><p>O mesmo se aplica aos<strong> álamos (<em>Populus </em>(L).)</strong>. São muito utilizados como quebra-ventos e em grandes propriedades rurais. No entanto, as suas raízes precisam de espaço e podem causar problemas quando ficam presas entre o concreto e os edifícios.</p><h2>Eucaliptos e seringueiras: árvores imponentes que precisam de distância</h2><p>O rápido crescimento e o grande porte do <strong>eucalipto </strong>fazem dele uma espécie ideal para áreas espaçosas. Ele pode prosperar em campos, parques e grandes terrenos.</p><p>O problema surge quando é plantado perto de uma casa. Uma árvore adulta precisa de espaço para suas raízes e copa, e a escolha de uma envolve considerar não apenas sua aparência daqui a um ano, mas também como estará daqui a décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722303140.jpg" data-image="1mzovspxngc3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O eucalipto é uma árvore de grande porte que precisa de espaço para desenvolver sua copa e sistema radicular ao longo de décadas.</figcaption></figure><p>Algo semelhante acontece com as <strong>seringueiras</strong>, parentes do ficus. Quando jovens, parecem fáceis de manejar, mas com o tempo podem ficar grandes demais para certos espaços urbanos.</p><p>A <strong>figueira </strong>também pode surpreender. Muitas vezes é plantada por seus frutos, sem que se considere que, ao longo dos anos, ela pode se transformar em uma árvore enorme, com raízes capazes de se espalhar por grandes áreas.</p><h2>Quais árvores escolher para a casa?</h2><p>Em jardins pequenos ou calçadas estreitas, árvores ornamentais menores costumam ser as mais indicadas, como a <strong>árvore-de-júpiter</strong>, a árvore-orquídea, a <strong>ameixeira-de-flores</strong>, a árvore-de-judas ou algumas variedades de <strong>magnólia</strong>.</p><p>Os<strong> bordos ornamentais (<em>Acer</em>)</strong> também podem ser uma opção, embora sua adequação dependa muito da região: algumas espécies se adaptam melhor a áreas mais frias ou montanhosas do que aos verões mais quentes de outras partes do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773677" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p>A <strong>jacarandá </strong>é um excelente exemplo dessa ideia. É uma das árvores mais apreciadas em nosso país e pode ser espetacular em ruas largas e áreas espaçosas, mas talvez não seja a melhor escolha para uma calçada estreita ao lado de uma casa.</p><p>Plantar uma árvore é um compromisso de longo prazo. A questão não deve ser apenas "Qual árvore eu gosto?", mas também "Este local comporta a árvore que eu quero?".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>