<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 28 Sep 2026 23:20:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 23:20:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[ Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 22:16:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O El Niño segue se fortalecendo e deve manter chuvas acima da média no Centro-Sul, seca no Norte e temperaturas elevadas em grande parte do Brasil.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620934855.png" data-image="ib7obkupk59h" alt="Outubro será marcado por um grande contraste entre o regime de chuvas e de temperatura no Brasil." title="Outubro será marcado por um grande contraste entre o regime de chuvas e de temperatura no Brasil."><figcaption>O clima de outubro será fortemente modulado pelo El Niño: está previsto um grande contraste no regime de chuvas e de temperatura ao longo do território brasileiro. </figcaption></figure><p>O <strong>El Niño 2026-2027</strong>, que já vem quebrando diversos recordes, <strong>continua se fortalecendo </strong>e deve manter sua<strong> forte influência</strong> sobre o <strong>clima</strong> do Brasil ao longo de <strong>outubro</strong>. Os modelos meteorológicos indicam a continuidade de um padrão favorável a <strong>chuvas frequentes no Centro-Sul</strong> do país, enquanto parte do<strong> Norte</strong> e do <strong>Nordeste</strong> deve permanecer mais <strong>quente e seca </strong>do que o normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> </strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os <strong>principais sinais típicos</strong> de um forte El Niño <strong>devem continuar predominando durante a primavera</strong>, influenciando diretamente a distribuição das chuvas e das temperaturas em diversas regiões do país. <strong>Confira</strong> a seguir<strong> o que espera</strong><strong>r </strong>para outubro e qual o <strong>papel do El Niño</strong> no padrão previsto.</p><h2>Anomalias de precipitação</h2><p>O <strong>modelo ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, prevê que os <strong>maiores desvios</strong> de <strong>chuvas acima da média</strong> devem se concentrar entre a metade <strong>norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul</strong>, com valores superiores a 50 mm acima da média. Chuvas acima da média também são esperadas para o Rio de Janeiro, Minas Gerais (exceto norte), metade sul de Goiás e sul do Mato Grosso do Sul, embora com desvios menores.</p><p><strong>Chuvas abaixo da média</strong> estão previstas para<strong> toda a região Norte</strong> do país e <strong>grande parte do Nordeste</strong>, incluindo o litoral. Os <strong>maiores desvios </strong>negativos (mais de 50 mm abaixo da média) estão previstos para se concentrar na área que abrange a<strong> metade leste do Amazonas e metade oeste do Pará</strong>, se estendendo para norte em direção a <strong>Roraima</strong>. Este padrão é o mesmo observado até o dia 28 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620949097.png" data-image="y5oo5kq2rf0p" alt="Previsão de anomalia de chuva (mm) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (mm) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (mm) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF. </figcaption></figure><p>Na <strong>escala semanal</strong>, as previsões do ECMWF reforçam o sinal observado no mapa mensal, indicando<strong> chuva acima da média </strong>sobre grande parte da<strong> Região Sul </strong>e <strong>áreas adjacentes</strong> do <strong>Sudeste</strong> e<strong> Centro-Oeste</strong> durante<strong> todas as semanas </strong>de outubro. </p><h2>Anomalias de temperatura</h2><p>A<strong> previsão de anomalia de temperatura</strong> para outubro <strong>acompanha</strong>, em grande parte, o <strong>padrão esperado de precipitação.</strong> As <strong>maiores temperaturas acima da média</strong> devem ocorrer na <strong>Região Norte</strong>, com anomalias superiores a <strong>+4°C</strong> entre áreas de Roraima, Amazonas e Pará. Uma <strong>extensa faixa</strong> com desvios entre <strong>+2°C e +4°C</strong> deve se estender a partir dessa região<strong> em direção ao Nordeste</strong>. </p><div class="texto-destacado">De forma geral, a metade norte do país apresenta previsão de temperaturas persistentemente acima da média, com anomalias superiores a +1,5°C na maior parte da região e valores mais elevados em direção ao extremo norte da Amazônia.</div><p>No <strong>Brasil Central</strong>, a previsão indica temperaturas ligeiramente acima da média, com desvios predominantes entre<strong> +0,5°C e +1,5°C</strong>. Já na<strong> Região Sul</strong>, o modelo ECMWF aponta para <strong>temperaturas próximas da média</strong>, reflexo da atuação mais frequente de sistemas frontais, maior cobertura de nuvens e volumes de chuva acima da média. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620969899.png" data-image="dg075uapdjh6" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF. </figcaption></figure><p>Apesar disso, <strong>períodos de aquecimento temporário </strong>devem ocorrer entre a passagem dos sistemas, favorecendo episódios de<strong> calor pré-frontal</strong>, especialmente entre Santa Catarina, Paraná e o sul do Centro-Oeste. De forma geral, o contraste térmico entre o Norte e o Centro-Sul deve permanecer como uma das principais características do padrão atmosférico previsto para outubro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789809" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C">Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031405703_320.png" alt="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C"></a></article></aside><p><strong><strong>A metade nor</strong></strong><strong>te do Brasil </strong>deve permanecer sob<strong> temperaturas acima da média em todas as semanas</strong>, com os desvios mais expressivos concentrados entre Amazonas, Pará, Roraima e parte do Nordeste. Já no <strong>Centro-Sul</strong>, as <strong>anomalias</strong> tendem a ser mais <strong>modestas</strong> e diretamente influenciadas pelo padrão de chuva previsto para o período, com<strong> incursões de massas de ar frio principalmente no Rio Grande do Sul </strong>durante boa parte do mês.</p><h2>El Niño: dos recordes aos impactos</h2><p>O <strong>atual El Niño</strong> continua chamando atenção não apenas pela intensidade, mas também pelos <strong>recordes</strong> que vem alcançando. Recentemente, a<strong> temperatura média diária</strong> da superfície do mar na região <strong>Niño 3.4 </strong>atingiu<strong> 29,82°C</strong>, <strong>igualando</strong> o <strong>maior valor já observado</strong> durante o super <strong>El Niño de 2015-2016</strong>, registrado em novembro de 2015.</p><div class="texto-destacado">A diferença é que, enquanto naquele evento o aquecimento já estava próximo do pico, o El Niño de 2026-2027 ainda segue em fortalecimento e deve continuar ganhando intensidade durante a primavera do Hemisfério Sul. </div><p>Por esse motivo, existe existe uma <strong>chance enorme</strong> de que<strong> novos recordes sejam estabelecidos </strong><strong>nas próximas semanas</strong>. As previsões dos principais centros meteorológicos indicam que o <strong>pico</strong> do fenômeno em 2026-2027 deve <strong>superar 3°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620988229.png" data-image="etjeb5yiin61" alt="Temperatura média diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (3.4), destacando que o dia 25/09/2026 se igualou ao recorde da série histórica de 17/11/2025. Créditos: Meteored/Adaptado de Climate Reanalyzer." title="Temperatura média diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (3.4), destacando que o dia 25/09/2026 se igualou ao recorde da série histórica de 17/11/2025. Créditos: Meteored/Adaptado de Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura média diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (3.4), destacando que o dia 25/09/2026 se igualou ao recorde da série histórica de 17/11/2025. Créditos: Meteored/Adaptado de Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p>Esse <strong>aquecimento excepcional do Pacífico </strong><strong>não afeta apenas o oceano</strong>. À medida que o El Niño se intensifica, a<strong> atmosfera responde</strong> com mudanças importantes na circulação de grande escala. Uma das mais relevantes para a América do Sul é o <strong>fortalecimento do jato subtropical,</strong> uma estreita faixa de ventos intensos em altos níveis da atmosfera que<strong> influencia a trajetória das frentes frias</strong>, <strong>ciclones</strong> e áreas de instabilidade.</p><div class="texto-destacado">Desde o fim de agosto e ao longo de setembro, esse corredor de ventos vem se mantendo excepcionalmente ativo e deslocado para norte de sua posição climatológica.</div><p>Como <strong>consequência</strong>, a <strong>principal rota dos sistemas meteorológicos</strong> também <strong>se deslocou </strong>para latitudes mais baixas, <strong>favorecendo</strong> a ocorrência de <strong>chuva</strong> entre <strong>Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte do Sudeste</strong>. Ao mesmo tempo, grande parte do Rio Grande do Sul permaneceu com precipitação abaixo da média durante as três primeiras semanas de setembro, evidenciando esse deslocamento para norte dos principais sistemas atmosféricos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">As previsões subsazonais seguem bastante consistentes na indicação de uma zona potencialmente tempestuosa sobre o país ao longo de outubro.<br><br>A razão para isso é o El Niño, que manterá o fluxo do Jato Subtropical muito ativo sobre o oceano Pacífico, mas com uma assinatura sobre a <a href="https://t.co/pFEPxBFUb6">pic.twitter.com/pFEPxBFUb6</a></p> Bruno César Capucin (@BrunoCapucin) <a href="https://x.com/BrunoCapucin/status/2104346337554665662?ref_src=twsrc%5Etfw">September 27, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>As</strong> <strong>previsões para outubro indicam a manutenção desse padrão</strong>. Com o jato subtropical ainda bastante fortalecido, frentes frias, ciclones e áreas de baixa pressão devem continuar encontrando condições favoráveis para se desenvolver e produzir episódios recorrentes de chuva forte sobre o Centro-Sul do Brasil. </p><p><strong>Esse cenário ajuda a explicar </strong>por que estados como<strong> São Paulo</strong> vêm registrando <strong>acumulados históricos</strong> nas <strong>últimas semanas </strong>e reforça a tendência de continuidade das chuvas acima da média ao longo de outubro, especialmente entre o Sul, Mato Grosso do Sul e parte do Sudeste.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O El Niño já está atingindo uma intensidade sem precedentes, embora seu pico habitual ainda não tenha chegado. E seus efeitos poderiam ser sentidos com maior força ainda em 2027.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024.jpeg" data-image="keh81bxl2rxh" alt="El Niño" title="El Niño"><figcaption>O fenômeno El Niño pode alterar os padrões de chuva e aumentar o risco de seca em várias regiões do mundo.</figcaption></figure><p>Em<strong> 21 de setembro</strong> de 2026, a anomalia diária da temperatura da superfície na <strong>região Niño 3.4</strong> atingiu <strong>3,11°C</strong>, superando o recorde anterior de 3,08°C, registrado em 18 de novembro de 2015, durante o fenômeno El Niño de 2015-2016.</p><h2>Um recorde batido vários meses antes do pico</h2><p>A<strong> região Niño 3.4 está localizada no Pacífico tropical central</strong>. Sua anomalia de temperatura mede a diferença entre a temperatura da superfície do mar e uma média de referência.</p><p>O aspecto mais notável é a data do registro. Os<strong> episódios mais intensos de El Niño costumam atingir seu pico em novembro ou dezembro</strong>. No entanto, no início de setembro, a anomalia já ultrapassava 3°C, em comparação com aproximadamente 1,9°C na mesma época em 1997 e 2015.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790290" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem.html" title="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem ">Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem.html" title="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem-1790265170574_320.jpg" alt="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem "></a></article></aside><p>Os dados mensais confirmam essa <strong>tendência</strong>. Em agosto de 2026, a anomalia Niño 3.4 atingiu aproximadamente 2,45°C, superando o pico de quase todos os episódios anteriores, com exceção de 2015-2016 (2,75°C) e 1877-1878 (aproximadamente 2,7°C) — um valor reconstruído a partir de dados marítimos muito menos frequentes.</p><h2>Uma intensidade extraordinária, mas ainda com certo grau de incerteza</h2><p>Os cientistas também utilizam o<strong> RONI</strong>, um <strong>índice </strong>que leva mais em conta o aquecimento geral dos oceanos tropicais. Em meados de <strong>setembro</strong>, ele atingiu aproximadamente<strong> 2,5°C</strong>, um recorde para essa época do ano, mas ainda 0,7°C abaixo do recorde diário de 1982, registrado no final de dezembro.</p><p>Quanto ao futuro, 14 modelos sazonais e 674 simulações projetam uma temperatura máxima mensal em torno de 4,1°C. Em <strong>80% das simulações, o pico situa-se entre 3,4°C e 4,6°C</strong>. Todas superam a temperatura máxima mensal de 2015-2016, com uma diferença projetada de aproximadamente 1,3°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima na primavera com Super El Niño">Como será o clima na primavera com Super El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima na primavera com Super El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino-1790100118893_320.jpg" alt="Como será o clima na primavera com Super El Niño"></a></article></aside><p>No entanto, essa projeção deve ser considerada com cautela: <strong>nenhum sistema de previsão sazonal foi testado ainda em um evento dessa magnitude</strong>. Além disso, os modelos superestimaram ligeiramente as temperaturas de agosto, uma vez que as observações ficaram cerca de 0,3°C abaixo do previsto.</p><p>Eventos passados servem como ponto de referência: todos os eventos fortes de El Niño observados até agora continuaram a se intensificar após meados de setembro. <strong>Os modelos concordam que o fenômeno atingirá seu pico entre novembro de 2026 e janeiro de 2027</strong>.</p><h2>Por que já temos o ano de 2027 na mira?</h2><p>A influência do El Niño na temperatura média global não é imediatamente evidente. O aquecimento do Oceano Pacífico geralmente precede seu efeito nas temperaturas globais em vários meses.</p><p> <strong>Se o pico ocorrer de fato entre novembro e janeiro, grande parte de sua influência será sentida em 2027, em vez de 2026</strong>. Esse marco chega em um momento em que 2026 já se desenha como o ano mais quente — ou o segundo mais quente — já registrado, segundo as análises mais recentes. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Le super El Niño de cette année devrait entraîner 451 000 décès dus aux fortes chaleurs dici février 2027 sans compter les conséquences des sécheresses, incendies de forêt et inondations attendues avec la hausse des T°C et les modifications des régimes de précipitations https://t.co/tgvwB9tijU</p>— Mystere Météo (@MystereMeteo) <a href="https://x.com/MystereMeteo/status/2102800775990718554?ref_src=twsrc%5Etfw">September 23, 2026</a></blockquote></figure><p>O El Niño é um fenômeno natural, mas atualmente ocorre em um clima já aquecido pela atividade humana. Portanto, <strong>o recorde alcançado em setembro é apenas um primeiro passo</strong>.</p><p>Os próximos meses revelarão se essa intensidade excepcional se manterá durante o inverno e qual impacto ela terá nas temperaturas globais em 2027.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zeke%20Hausfather" data-year="2026" data-title="Analysis%3A%20%E2%80%98Super%20El%20Ni%C3%B1o%E2%80%99%20breaks%20%E2%80%98remarkable%E2%80%99%20all-time%20record" data-url="https%3A%2F%2Fwww.carbonbrief.org%2Fanalysis-super-el-nino-reaches-remarkable-all-time-record">Zeke Hausfather. (2026). <a href="https://www.carbonbrief.org/analysis-super-el-nino-reaches-remarkable-all-time-record" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Analysis: ‘Super El Niño’ breaks ‘remarkable’ all-time record</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva de granizo provoca destruição em mais de mil casas em SC; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 19:45:17 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Equipes de socorro da Defesa Civil estadual organizaram o transporte prioritário de telhas e colchões para atender aos moradores desabrigados e apoiar os serviços públicos atingidos pelos temporais no interior do estado. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens-1790623943621.jpg" data-image="7xmolgerwob4" alt="Santiago do Sul, em Santa Catarina, foi um dos seis municípios que decretaram situação de emergência. Foto: Defesa Civil de Chapecó / CP" title="Santiago do Sul, em Santa Catarina, foi um dos seis municípios que decretaram situação de emergência. Foto: Defesa Civil de Chapecó / CP"><figcaption> Santiago do Sul, em Santa Catarina, foi um dos seis municípios que decretaram situação de emergência. Foto: Defesa Civil de Chapecó / CP</figcaption></figure><p>Fortes tempestades acompanhadas de <strong>rajadas de vento e queda de granizo atingiram diversos municípios do oeste de Santa Catarina</strong> entre a tarde e a noite de domingo (27). Os episódios de instabilidade climática provocaram quedas de árvores, destelhamentos generalizados e interrupções no fornecimento de energia elétrica em dezenas de localidades.</p><p>Até a manhã desta segunda-feira (28), relatórios da Defesa Civil estadual indicaram que <strong>17 cidades sofreram estragos e 1.092 habitações foram danificadas</strong>. Em decorrência da gravidade das ocorrências, seis municípios declararam situação de emergência.</p><h2>Municípios decretam emergência após pedras de gelo gigantes</h2><p>As prefeituras de <strong>Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim e São Domingos</strong> formalizaram decretos de emergência para agilizar as ações de assistência. A intensidade dos temporais foi acentuada pela combinação de calor, umidade e perturbações atmosféricas na região Oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens-1790623850364.jpg" data-image="1nm9xmu70let" alt="Granizo em Seara, Quilombo e Formosa do Sul. Foto: Prefeitura/Reprodução NSC TV" title="Granizo em Seara, Quilombo e Formosa do Sul. Foto: Prefeitura/Reprodução NSC TV"><figcaption>Granizo em Seara, Quilombo e Formosa do Sul. Foto: Prefeitura/Reprodução NSC TV</figcaption></figure><p>Em Seara, moradores registraram pedras de granizo de dimensões comparáveis a ovos. <strong>A administração municipal reportou cerca de 600 residências danificadas</strong>, além de impactos em dez escolas, três postos de saúde e quatro prédios públicos, deixando seis pessoas desabrigadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">GRANIZO - SEARA/SC 28/09/2026 <a href="https://x.com/hashtag/meteorologia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#meteorologia</a> <a href="https://x.com/hashtag/granizo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#granizo</a> <a href="https://x.com/hashtag/tempestade?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#tempestade</a> <a href="https://x.com/hashtag/Seara?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Seara</a> <a href="https://x.com/hashtag/Santacatarina?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Santacatarina</a> <a href="https://t.co/XnoCCYZbEw">pic.twitter.com/XnoCCYZbEw</a></p>— Gabrielradialista (@GabrielRadialis) <a href="https://x.com/GabrielRadialis/status/2104590986588619233?ref_src=twsrc%5Etfw">September 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Santiago do Sul contabilizou <strong>163 residências afetadas pelo vendaval e pelo gelo</strong>. A sede da Prefeitura, o Centro Multiuso, a Secretaria de Saúde, o Conselho Tutelar e unidades de ensino também sofreram avarias significativas em suas estruturas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Um temporal de granizo atingiu a cidade de Chapecó nesta segunda-feira (28). Nas imagens do preparador físico Alison Gahio, o gramado da Arena Condá, estádio da Chapecoense, ficou tapado de gelo. <a href="https://t.co/XvKV5R6oGS">pic.twitter.com/XvKV5R6oGS</a></p>— O Bairrista (@O_Bairrista) <a href="https://x.com/O_Bairrista/status/2104613343646683345?ref_src=twsrc%5Etfw">September 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Na cidade de Ponte Serrada, a precipitação de gelo atingiu cerca de <strong>100 edificações no Centro, Linha Alegre e Bairro Moroso</strong>. Já Arabutã registrou danos em 76 residências, enquanto Ipumirim somou 45 casas afetadas pelo impacto das tempestades.</p><h2>Danos no interior e bloqueios rodoviários</h2><p>O município de São Domingos <strong>teve 37 moradias atingidas e cerca de 90 munícipes afetados</strong> em comunidades como Linha Lourenço, Vila Milani e São Braz. As intempéries também destruíram dois aviários rurais e exigiram a distribuição emergencial de lonas pela Defesa Civil.</p><div class="texto-destacado">Em Quilombo, o granizo castigou 40 propriedades agrícolas em Linha Consoladora, São José e Linha Venturin. A queda sucessiva de árvores bloqueou momentaneamente faixas da rodovia SC-157, enquanto a quebra de postes privou quatro comunidades rurais do serviço elétrico.</div><p>Em Formosa do Sul, o acumulado de pedras foi tão expressivo que <strong>obrigou moradores a utilizarem enxadas na remoção das camadas de gelo</strong>. Um carro estacionado acabou esmagado após a queda de uma árvore de grande porte sobre uma moradia local.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Granizo gigante em Formosa do Sul <a href="https://t.co/8BVAKT9500">pic.twitter.com/8BVAKT9500</a></p>— Meteorologista Piter Scheuer (@Piter_Scheuer) <a href="https://x.com/Piter_Scheuer/status/2104339855614312647?ref_src=twsrc%5Etfw">September 27, 2026</a></blockquote></figure><p>Outros municípios registraram perdas pontuais, como Brunópolis, com <strong>dez casas destelhadas</strong>, Mondaí, com <strong>quatro imóveis atingidos</strong>, e Zortéa, com<strong> três residências comprometidas</strong>. Registros adicionais ocorreram em Novo Horizonte, Itá, Vargeão, Pinhalzinho, Faxinal dos Guedes e União do Oeste.</p><h2>Assistência humanitária e suporte às famílias</h2><p>Diante do cenário crítico,<strong> as administrações de Arabutã, Santiago do Sul, Seara e São Domingos solicitaram apoio humanitário</strong> ao governo estadual. Os municípios de Ponte Serrada e Ipumirim também encaminharam pedidos de suporte para atendimento emergencial às famílias afetadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h">Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600915584_320.jpg" alt="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"></a></article></aside><p>A Defesa Civil de Santa Catarina iniciou os carregamentos para envio imediato de <strong>telhas, cumeeiras, colchões e kits de acomodação de solteiro e casal</strong>. Equipes técnicas municipais e regionais mantêm as vistorias de campo ativas para concluir os relatórios de danos materiais e humanos nas áreas atingidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o" data-year="2026" data-title="Granizo%2C%20vendavais%20e%20chuva%20forte%20causam%20estragos%20em%2013%20munic%C3%ADpios%20de%20SC" data-url="https%3A%2F%2Fwww.rbatv.com.br%2Fnoticias%2Fgranizo-vendavais-e-chuva-forte-causam-estragos-em-13-municipios-de-sc%2F%3Futm_source%3Dgemini">Redação. (2026). <a href="https://www.rbatv.com.br/noticias/granizo-vendavais-e-chuva-forte-causam-estragos-em-13-municipios-de-sc/?utm_source=gemini" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Granizo, vendavais e chuva forte causam estragos em 13 municípios de SC</a>.</cite><br><cite data-author="Correio%20do%20Povo" data-year="2026" data-title="Temporais%20levam%20seis%20munic%C3%ADpios%20de%20Santa%20Catarina%20a%20decretar%20situa%C3%A7%C3%A3o%20de%20emerg%C3%AAncia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiodopovo.com.br%2Fnot%25C3%25ADcias%2Fcidades%2Ftemporais-levam-seis-municipios-de-santa-catarina-a-decretar-situacao-de-emergencia-1.1751396%23goog_rewarded">Correio do Povo. (2026). <a href="https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/temporais-levam-seis-municipios-de-santa-catarina-a-decretar-situacao-de-emergencia-1.1751396#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Temporais levam seis municípios de Santa Catarina a decretar situação de emergência</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz intensa mudança para SP: frio retorna com alerta de tempestades; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 18:47:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias áreas de instabilidades vão atuar sobre o estado de São Paulo devido à formação de uma nova frente fria, e com riscos de temporais e queda de granizo. Com a passagem do sistema, as temperaturas voltam a diminuir a partir de quinta-feira (1º de outubro).</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbe2jcu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbe2jcu.jpg" id="xbe2jcu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O mês de setembro vai terminar com novas<strong> </strong>áreas de instabilidade atuando sobre o estado de <strong>São Paulo</strong>, com condições para <strong>chuva pontualmente intensa</strong>, <strong>temporais </strong>isolados e possibilidade de queda de <strong>granizo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Isso se deve a uma<strong> nova frente fria</strong> que vai avançar pela região <strong>a partir desta quarta-feira (30)</strong>, contudo, nesta terça (29) a formação do sistema já trará pancadas de chuva para algumas áreas do estado.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Alerta de chuva forte e temporais em SP nos próximos dias</h2><p>Ao longo desta terça-feira (29) teremos um processo de formação de um ciclone extratropical e de sua frente fria associada entre o Uruguai e o Sul do Brasil. A <strong>frente fria</strong> vai <strong>avançar</strong> para o estado de São Paulo<strong> a partir da quarta-feira (30)</strong>, porém, já nesta terça (29) a ciclogênese vai deixar a atmosfera instável e propícia para a formação de fortes pancadas de chuvas no estado.</p><p>Sendo assim, entre a <strong>tarde e a noite </strong>desta<strong> terça-feira (29)</strong> há alertas para <strong>chuvas moderadas a intensas</strong> e com <strong>temporais </strong>na maioria das áreas paulistas, além da possibilidade de queda de <strong>granizo </strong>e de rajadas de vento de até<strong> 60 km/h</strong>.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, previsão de sol e aumento de nuvens pela manhã, e pancadas de chuva fraca à tarde e à noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790615237438.png" data-image="uj4brrr4gzki"><figcaption>Previsão de chuva (mm) para a terça-feira (29) às 20h à esquerda e para quinta-feira (1º de outubro) às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> quarta-feira (30)</strong> novamente há <strong>alertas </strong>para <strong>pancadas de chuva e temporais</strong> isolados em diferentes áreas do estado, e principalmente a partir do fim da tarde e à noite. Não se descarta a chance de <strong>queda de granizo pontual</strong>. E o risco é maior para áreas do leste do estado.</p><p>As <strong>rajadas </strong>de vento vão variar entre 50 e <strong>60 km/h</strong> em boa parte do estado, mas <strong>pontualmente podem ultrapassar</strong> <strong>este valor</strong>. Então, atenção ao <strong>risco potencial para transtornos</strong>, como destelhamentos e queda de postes e galhos de árvores.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, a previsão de quarta (30) é de céu parcialmente nublado ao longo do dia e com pancadas de chuva e trovoadas à tarde e à noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790615265273.jpg" data-image="jlfokkyqduet"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para a quarta-feira (30) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E o mês de outubro também começará com muitas instabilidades. A manhã de <strong>quinta-feira (1º de outubro)</strong> até tem alguma chance de chuva mais pontual e fraca em São Paulo, mas é à <strong>tarde </strong>que elas ganham força, sendo esperadas <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas </strong>e com <strong>temporais </strong>isolados, principalmente no norte e leste do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h">Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600915584_320.jpg" alt="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"></a></article></aside><p>Na <strong>capital </strong>paulista, na quinta-feira (1º) há chance de chuva fraca e trovoadas entre a tarde e à noite.</p><p>Na<strong> sexta-feira (2 de outubro) </strong>a <strong>frente fria</strong> já estará <strong>afastada </strong>da região, porém, não se descarta a chance de chuvas fracas e isoladas, especialmente em áreas do leste e do norte do estado paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790615495690.png" data-image="39lcvn64k4ki"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a terça-feira (29) às 15h à esquerda e para quarta-feira (30) às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Além disso, com a passagem do sistema frontal, as <strong>temperaturas terão uma breve queda</strong> em São Paulo, entre a quinta (1º de outubro) e a sexta-feira (2), especialmente no<strong> leste do estado</strong>. E essa diminuição das temperaturas será sentida especialmente nas máximas.</p><p>Na <strong>quinta (1º de outubro)</strong>, em algumas localidades do leste de São Paulo, como nas regiões da Baixada Santista, Grande São Paulo e Vale do Ribeira, as temperaturas variam <strong>entre 16°C e 25°C à tarde</strong>. A capital paulista até terá máxima de 27°C no período da manhã, mas a partir da tarde as temperaturas despencam e à noite fará friozinho de 18°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790616345585.jpg" data-image="1yc86f32avjo"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (°C) para a sexta-feira (2 de outubro) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Já na <strong>sexta-feira (2)</strong> as temperaturas diminuem um pouquinho mais no <strong>leste </strong>do estado e abrangem mais localidades desta área, <strong>não passando dos 20°C durante a tarde</strong>. A máxima deste dia na capital paulista será de 18°C e à noite ainda fará frio de até 14°C.</p><p>Importante destacar que toda a porção centro-oeste do estado, onde fez calor de 30°C e até mais, terá temperaturas entre 23°C e 27°C durante a tarde.</p><p><strong>A partir do fim de semana, as temperaturas voltam a se elevar gradualmente</strong> em todo o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria leva mais chuva e temporais para o Brasil Central; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-leva-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:49:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre esta terça e a quinta-feira, uma frente fria favorece pancadas de chuva no Centro-Oeste, enquanto o oeste da Região Norte segue instável. Manaus tem 10 mm previstos nesta segunda; em Mato Grosso do Sul, núcleos podem ser fortes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790607716576.jpg" data-image="bedpbiqhpmny" alt="frente fria, chuva, norte, centro-oeste" title="frente fria, chuva, norte, centro-oeste"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até domingo, 4 de outubro.</figcaption></figure><p>A frente fria que se forma no Sul do Brasil entre segunda (28) e terça-feira (29) avança para o Sudeste e favorece pancadas no Centro-Oeste.<strong> No Norte, a chuva permanece mais frequente no oeste</strong>. Nesta segunda, Manaus tem previsão de 10 mm ao longo do dia. Os volumes das cidades são referências locais: temporais isolados podem deixar chuva maior nos arredores.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O sistema frontal provoca episódios intensos no Sul e no Sudeste, <strong>mas sua influência no Centro-Oeste e no Norte será principalmente indireta.</strong> Ventos transportam umidade para o interior e o calor ajuda a formar nuvens carregadas. As pancadas tendem a se concentrar à tarde e à noite, sem atingir todos os estados de maneira uniforme.</p><h2>Segunda-feira: chuva no oeste do Norte e calor no Centro-Oeste </h2><p><strong>Nesta segunda-feira (28), o Amazonas segue com trovoadas</strong>. Acre, Rondônia e Roraima também podem ter pancadas isoladas; em Porto Velho, a previsão é de 2,9 mm no dia. No Pará, a possibilidade de chuva é irregular. O centro e o sul de Tocantins tendem a permanecer mais abertos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A chuva amazônica já está presente antes de a frente reorganizar as instabilidades mais ao sul.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>No Centro-Oeste, o noroeste e o oeste de Mato Grosso têm chance de chuva isolada</strong>, mas o calor continua. Cuiabá pode chegar a 41°C e Goiânia, a 38°C nesta segunda-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790607961782.jpg" data-image="nvdid5r5swmy" alt="chuva, probabilidade, norte" title="chuva, probabilidade, norte"><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva para segunda-feira (28), às 18h.</figcaption></figure><p>Campo Grande tem 2,2 mm previstos no dia, sem representar chuva generalizada em Mato Grosso do Sul. O contraste entre calor e umidade prepara as mudanças seguintes.</p><h2>Terça-feira: instabilidades alcançam o MS</h2><p>Na terça-feira (29), <strong>a frente fria se organiza e aumenta as nuvens no sul e no oeste de Mato Grosso do Sul</strong>. As pancadas podem ganhar força da tarde para a noite, com trovoadas. Em Campo Grande, porém, o volume diário previsto é de apenas 0,2 mm. Isso reforça a natureza pontual da chuva. O contraste será este:</p><ul> <li>Sul e oeste de Mato Grosso do Sul: maior possibilidade de chuva forte entre a tarde e a noite.</li> <li><strong>Oeste de Mato Grosso: pancadas isoladas; Cuiabá ainda pode chegar a 40°C.</strong></li> <li>Goiás e Distrito Federal: calor predominante; Goiânia tem máxima prevista de 37°C.</li> <li>Amazonas, Acre e Rondônia: chuva irregular; Manaus tem 8,9 mm previstos no dia.</li> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790608135250.jpg" data-image="eat1ruo7xb2e" alt="instabilidade, Mato Grosso do Sul, centro-oeste" title="instabilidade, Mato Grosso do Sul, centro-oeste"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para terça-feira (29), às 15h, com pancadas no oeste da Região Norte e chuva isolada no Centro-Oeste.</figcaption></figure><p><strong>No Norte, as pancadas continuam mais prováveis no oeste e em partes do Amazonas</strong>. A frente fria não atravessa toda a região: altera a circulação de umidade sobre o interior. Assim, a chuva pode se intensificar pontualmente, enquanto áreas próximas seguem com tempo firme.</p><h2>Quarta e quinta-feira: chuvas aumentam no Brasil Central</h2><p>Na quarta-feira (30), <strong>o avanço da frente aumenta a chance de chuva em Mato Grosso do Sul. Campo Grande tem 2,9 mm previstos no dia, e a máxima cai para 33°C. </strong>A circulação também favorece pancadas no oeste de Mato Grosso e, mais isoladamente, no sul de Goiás. Núcleos fortes podem produzir raios e rajadas localizadas. Nas demais áreas, a chuva permanece mal distribuída.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790608352168.jpg" data-image="esh9rz6eopl5" alt="pancadas, chuva, norte, frente fria" title="pancadas, chuva, norte, frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para quinta-feira (1º), às 18h, concentrada no oeste da Região Norte.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira (1º), a chuva ainda atinge pontos do Centro-Oeste: são 5,5 mm previstos em Campo Grande e 4,9 mm em Cuiabá ao longo do dia. Em Porto Velho, a previsão diária é de 6,9 mm. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h">Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600915584_320.jpg" alt="Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"></a></article></aside><p><strong>A partir de sexta-feira (2), a frente perde influência sobre Mato Grosso do Sul, </strong>mas pancadas continuam possíveis no oeste amazônico. No domingo (4), Campo Grande tem 23 mm previstos, sinal de nova intensificação local.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-leva-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 14:16:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria se forma e instabilidade ganha força nas próximas horas, deixando, além do RS, outros 7 estados em alerta para a possibilidade de chuvas intensas, tempestades e queda de granizo com grande potencial para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdzn06"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdzn06.jpg" id="xbdzn06"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas 24 horas, o Sul do Brasil registrará a formação de um <strong>ciclone extratropical </strong>acompanhado por uma <strong>frente fria</strong>. O sistema frontal avançará sobre Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo no decorrer da semana, encerrando o período de tempo seco e dando lugar a tempo fechado. Há riscos elevados de <strong>tempestades, chuvas intensas e possibilidade de granizo</strong>.</p><h2>Terça-feira: tempestades e risco de granizo</h2><p>O <strong>ciclone </strong><strong>extratropical </strong>se organiza nesta <strong>terça-feira (29)</strong>, impulsionando a frente fria que coloca diversos estados sob aviso. Amanhã (29), há previsão de temporais com risco de <strong>queda de granizo</strong> no <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</strong>. Os volumes de chuva previstos são elevados, aumentando os riscos de alagamentos, queda de galhos e interrupção no fornecimento de energia elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600364888.jpg" data-image="ay9bg0by074f" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A previsão msotra áreas com maior potencial para tempestades na tarde desta terça-feira (29).</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde, pancadas de chuva atingem o <strong>leste de São Paulo e o Sul de Minas</strong>. À noite, as instabilidades ganham força no oeste e noroeste do Paraná e avançam sobre áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. Os destaques ficam para <strong>Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong>, com previsão de chuvas intensas acompanhadas por rajadas de vento e <strong>forte atividade elétrica</strong>.</p><h2>Quarta-feira: temporais afetam 5 estados</h2><p>O encerramento do mês de setembro, na <strong>quarta-feira (30)</strong>, começa com tempo fechado na Região Sul. Pancadas de chuva com intensidade moderada a forte atingem o <strong>oeste do Paraná, setores de Santa Catarina e o sul de Mato Grosso do Sul</strong> desde as primeiras horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600401696.jpg" data-image="ttn3djrv4myb" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a tarde de quarta-feira (30), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a frente fria avança com mais força sobre o Sudeste e o Centro-Oeste. Entram em estado de atenção para <strong>tempestades e chuvas volumosas</strong>: o <strong>litoral de Santa Catarina</strong>, o <strong>interior paranaense</strong> (especialmente o leste e o norte), a faixa entre o <strong>oeste de Mato Grosso do Sul e a capital paulista</strong>, além do <strong>Sul de Minas</strong>.</p><h2>Quinta-feira: Sul e Sudeste em alerta</h2><p>Na manhã de quinta-feira (1), <strong>chuvas intensas</strong> atingem o noroeste de Santa Catarina e o leste do Paraná, impactando diretamente municípios como <strong>Joinville, Itajaí, Blumenau e Curitiba</strong>. No mesmo período, ocorrem pancadas no interior do Mato Grosso do Sul, enquanto São Paulo permanece sob tempo fechado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600443898.jpg" data-image="yvcg5ety3gps" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Mapa de água precipitável destaca Sudeste e Centro-Oeste do país. As duas regiões possuem nívels altos de água na atmosfera favorecendo a ocorrência de chuvas volumosas e intensas.</figcaption></figure><p>Entre a tarde e a noite de quinta-feira (1), as chuvas se espalham pelos quatro estados da Região Sudeste. <strong>São Paulo entra em alerta para tempestades</strong>, com foco na <strong>Grande São Paulo, litoral paulista e Vale do Paraíba</strong>. O <strong>Triângulo Mineiro, o Sul de Minas e o Rio de Janeiro</strong> também estão na lista, enquanto o <strong>Espírito Santo</strong> passa a registrar precipitações ao final da noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790779" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo.html" title="Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo">Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo.html" title="Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790548890998_320.jpg" alt="Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo"></a></article></aside><p>No Centro-Oeste, a instabilidade persiste, porém com menor intensidade sobre o leste de Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás.</p><h2>Sexta-feira: chuvas se concentram no Sudeste</h2><p>Fechando a semana, na <strong>sexta-feira (2)</strong>, o tempo firme volta a predominar de forma generalizada sobre a Região Sul, onde apenas pontos isolados podem ter chuva fraca à tarde.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No Sudeste, o fraco corredor de umidade mantém as chuvas focadas no <strong>Rio de Janeiro, centro-sul do Espírito Santo e em Minas Gerais</strong>. Os alertas para temporais e chuvas intensas se concentram na <strong>Zona da Mata Mineira e a região central do estado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600517832.jpg" data-image="j7k5dcd01o9s" alt="Chuva sexta-feira" title="Chuva sexta-feira"><figcaption>Chuvas concentradas no Sudeste do Brasil nesta sexta-feira (2), tempo fica firme na Região Sul, com chuvas pontuais e em fraca intensidade.</figcaption></figure><p>Nas demais áreas de São Paulo e Minas Gerais, a previsão indica chuva fraca e pontual. Em Mato Grosso do Sul, a sexta-feira (2) será de variação de nebulosidade com<strong> pancadas isoladas.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialistas alertam que, até 2050, as pessoas mais pobres do poderão estar gastando metade de sua renda com alimentos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-alertam-que-ate-2050-as-pessoas-mais-pobres-do-poderao-estar-gastando-metade-de-sua-renda-com-alimentos.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 12:18:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um importante estudo de modelagem recente, em 2050, as pessoas mais pobres em algumas partes do mundo poderão estar gastando aproximadamente metade de sua renda apenas com alimentação, enquanto as mais ricas gastarão cerca de 5%.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-poorest-people-could-be-spending-half-their-income-on-food-by-2050-study-warns-1789393331425.png" data-image="vnkn460zt4z4" alt="Pesquisadores previram que, até 2050, as famílias mais pobres do mundo poderão enfrentar custos muito mais altos com alimentos, água e energia, com algumas gastando quase metade de sua renda apenas com alimentação." title="Pesquisadores previram que, até 2050, as famílias mais pobres do mundo poderão enfrentar custos muito mais altos com alimentos, água e energia, com algumas gastando quase metade de sua renda apenas com alimentação."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-591209">Pesquisadores previram que, até 2050, as famílias mais pobres do mundo poderão enfrentar custos muito mais altos com alimentos, água e energia, com algumas gastando quase metade de sua renda apenas com alimentação.</figcaption></figure><p>No Reino Unido, entre 10 e 15% da renda familiar da maioria das pessoas é gasta com alimentação.</p><p>Mas, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores do MIT, da Universidade de Tulane, de Stanford, entre outros, algumas das<strong> comunidades</strong> <strong>mais pobres do mundo poderão apresentar índices próximos a 50% até 2050</strong>.</p><p>A equipe de pesquisa analisou<strong> 3.735 cenários diferentes</strong> usando um modelo global existente chamado GCAM, modificando 12 variáveis-chave, incluindo população, PIB, distribuição de renda, uso da terra, condições comerciais e consumo de energia, <strong>para observar como o acesso a alimentos, água e energia poderá mudar até 2050 em 32 regiões do mundo</strong>.</p><h2>Onde foram observadas as maiores lacunas?</h2><p>Segundo os pesquisadores, <strong>o panorama regional que emergiu do modelo foi sombrio.</strong> Na África Austral, eles estimaram que os 10% mais pobres da população, com base na renda, poderiam gastar cerca de 49,6% de seus rendimentos com alimentação, em comparação com 5,5% para os 10% mais ricos. <strong>Na África Ocidental e Oriental, a projeção do ônus alimentar para os 10% mais pobres foi de 48,4% e 42,5%, respectivamente.</strong></p><p>Para contextualizar, de acordo com os dados de referência do modelo, esse mesmo grupo de renda na África Ocidental <strong>gastou cerca de 25% de sua renda com alimentação em 2015</strong>.</p><p>No entanto, é importante notar que essas projeções para 2050 variaram de 20% a 75%, dependendo do cenário, o que dá uma ideia da extensão da incerteza que ainda persiste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-poorest-people-could-be-spending-half-their-income-on-food-by-2050-study-warns-1789393440467.png" data-image="i6ywie0vx8kk" alt="O estudo demonstrou que a futura insegurança em relação aos recursos dependerá de uma combinação complexa de renda, condições regionais, uso da terra, sistemas energéticos e disponibilidade de água, e não de um único fator." title="O estudo demonstrou que a futura insegurança em relação aos recursos dependerá de uma combinação complexa de renda, condições regionais, uso da terra, sistemas energéticos e disponibilidade de água, e não de um único fator."><figcaption>O estudo demonstrou que a futura insegurança em relação aos recursos dependerá de uma combinação complexa de renda, condições regionais, uso da terra, sistemas energéticos e disponibilidade de água, e não de um único fator.</figcaption></figure><p>"<strong>Qualquer despesa que consuma metade da sua renda pode mudar sua vid</strong>a, deixando poucos recursos para outras necessidades básicas e essenciais", disse Jennifer Morris, pesquisadora sênior do MIT e uma das autoras do estudo.</p><p>O acesso à energia é igualmente preocupante. Em algumas partes do Oriente Médio, estima-se que os custos residenciais de energia em 2050 representem 1,7% do orçamento para a faixa de renda mais alta, mas 18,9% para a mais baixa. Na Europa Oriental, esse valor chega a 11,3% para as famílias mais pobres.</p><h2>Não existe uma solução única</h2><p>Segundo Gi Joo Kim, coautor do estudo e professor da Universidade de Tulane, <strong>um dos principais pontos do estudo é que não existe um único fator que explique tudo isso</strong>.</p><p>"A renda é importante, <strong>mas as condições regionais</strong>, o uso da terra, os sistemas de energia, a disponibilidade de água e o comportamento do consumidor <strong>influenciam os riscos que as pessoas enfrentam</strong>", explicou ele.</p><p>Kim também alertou sobre os perigos de se basear em médias regionais:</p><p>"As médias regionais podem fazer com que os riscos futuros para a segurança dos recursos pareçam mais administráveis do que realmente são", acrescentou. "Análises que se baseiam unicamente em médias podem ignorar precisamente as populações mais vulneráveis às mudanças futuras."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781502" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html" title="Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul">Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html" title="Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647373123_320.jpg" alt="Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul"></a></article></aside><p>Os pesquisadores afirmaram que o trabalho foi concebido para identificar áreas problemáticas, em vez de prever um futuro único, e que o modelo <strong>poderia ajudar os formuladores de políticas a entender quais combinações específicas de fatores</strong> criam vulnerabilidade em sua região do mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MIT%20News" data-year="2026" data-title="Study%20predicts%20large%20disparities%20in%20access%20to%20food%2C%20water%2C%20and%20energy%20in%202050" data-url="https%3A%2F%2Fnews.mit.edu%2F2026%2Fstudy-predicts-large-disparities-access-food-water-energy-2050-0908">MIT News. (2026). <a href="https://news.mit.edu/2026/study-predicts-large-disparities-access-food-water-energy-2050-0908" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Study predicts large disparities in access to food, water, and energy in 2050</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-alertam-que-ate-2050-as-pessoas-mais-pobres-do-poderao-estar-gastando-metade-de-sua-renda-com-alimentos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meninas e meninos apresentam diferenças comportamentais poucas horas após o nascimento.]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/meninas-e-meninos-apresentam-diferencas-comportamentais-poucas-horas-apos-o-nascimento.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 10:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Mesmo no primeiro dia de vida, as meninas recém-nascidas olham para rostos por mais tempo do que os meninos recém-nascidos, pelo menos em média. Um estudo com 130 recém-nascidos mostra diferenças na atenção facial, mas não permite prever o desenvolvimento individual. As razões para esse fenômeno são desconhecidas atualmente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aufmerksamkeit-madchen-und-jungen-unterscheiden-sich-schon-wenige-stunden-nach-der-geburt-im-verhalten-1790259327750.jpg" alt="bebe" title="bebe"><figcaption>Cientistas descobriram que a capacidade de atenção de meninas e meninos difere logo após o nascimento. Imagem: Daniel Thomas/Unsplash</figcaption></figure><p>Um estudo recente da Universidade de Cambridge revelou que diferenças na atenção visual podem ser observadas em bebês logo após o nascimento. <strong>O estudo examinou 130 recém-nascidos saudáveis — 67 meninos e 63 meninas — aproximadamente 33 horas após o parto</strong>.</p><p>Os bebês conseguem enxergar desde o início, embora apenas imagens desfocadas, e com maior nitidez a uma distância de 20 a 30 centímetros. No experimento, <strong>recém-nascidos foram solicitados a assistir a dois vídeos em movimento</strong>: um mostrava uma jovem mulher mantendo contato visual, movendo-se naturalmente e sorrindo ocasionalmente. O segundo vídeo mostrava um pêndulo de Newton, no qual bolas de metal balançavam ritmicamente umas contra as outras.</p><p>Uma câmera registrava a direção do olhar, e observadores monitoravam por quanto tempo cada indivíduo era observado. Para evitar viés, <strong>os observadores desconheciam o sexo de cada bebê</strong>, bem como qual vídeo era exibido em cada página.</p><h2>Diferenças precoces na atenção e no comportamento</h2><p>Ao comparar os sexos, observou-se uma clara diferença: o rosto não era o elemento preferido para todas as crianças. <strong>Os dados revelaram padrões distintos de atenção média</strong>. Em média, <strong>as meninas observaram o rosto durante 58,5%</strong> do tempo de observação,<strong> enquanto os meninos o fizeram durante 51,2%</strong>. Não foi detectada nenhuma preferência clara entre os meninos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aufmerksamkeit-madchen-und-jungen-unterscheiden-sich-schon-wenige-stunden-nach-der-geburt-im-verhalten-1790259336132.png" alt="experimento" title="experimento"><figcaption>Os recém-nascidos assistiram a dois vídeos: um de um rosto em movimento e outro de um jogo mecânico com bola. Imagem: Khan et al., 2026</figcaption></figure><p>“Este novo estudo demonstra que <strong>existem diferenças médias entre os sexos não apenas no cérebro, mas também na atenção e no comportamento</strong>”, afirma a líder do estudo, Yumnah Khan, doutoranda no Centro de Pesquisa do Autismo da Universidade de Cambridge. No entanto, os pesquisadores enfatizam que nenhuma causa biológica direta pode ser inferida a partir das descobertas.</p><p>“O fato de termos observado essas diferenças poucas horas após o nascimento, antes de qualquer experiência pós-natal significativa, <strong>sugere que fatores pré-natais desempenham um papel</strong>”, explica o Professor Sir Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Pesquisa do Autismo. Possíveis influências podem incluir genes ou hormônios sexuais, que, no entanto, não foram medidos no experimento. O resultado também pode ter sido influenciado pelo fato de os bebês terem passado apenas algumas horas fora do útero.</p><h2>Médias, não linhas de destino</h2><p>“As diferenças entre os sexos ao nascer são pontos de partida importantes”, afirma o Dr. Alex Tsompanidis, professor associado do centro de pesquisa, “mas devemos lembrar que elas não determinam completamente como as crianças aprendem e se desenvolvem posteriormente”. <strong>As influências biológicas e sociais atuam em conjunto.</strong></p><p>A professora Carrie Allison, vice-diretora do centro, também destaca: “As diferenças que observamos não se aplicam a todos os bebês, sejam meninos ou meninas, e só aparecem quando comparamos grupos em média”. <strong>Os padrões individuais de olhar se sobrepõem consideravelmente</strong>, portanto, não é possível tirar conclusões confiáveis sobre o desenvolvimento posterior de um recém-nascido a partir de seu comportamento visual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701031" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ouvir-musica-classica-durante-a-gravidez-torna-os-bebes-mais-inteligentes-ha-evidencias-cientificas.html" title="Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?">Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ouvir-musica-classica-durante-a-gravidez-torna-os-bebes-mais-inteligentes-ha-evidencias-cientificas.html" title="Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escuchar-musica-clasica-durante-el-embarazo-hace-que-los-bebes-sean-mas-inteligentes-existe-evidencia-cientifica-1741634785360_320.jpg" alt="Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?"></a></article></aside><p>O desenho experimental também permite diversas explicações. O rosto e o pêndulo de Newton <strong>diferiam não apenas em significado social, mas também em forma, cor e padrões de movimento</strong>. Além disso, foram utilizados apenas um rosto feminino e um objeto mecânico. A avaliação manual também limita a generalização dos resultados.</p><p>Portanto, o estudo não demonstra conclusivamente que hormônios ou genes pré-natais sejam a causa das diferenças observadas.<strong> O significado desses padrões de olhar para o desenvolvimento posterior permanece</strong>, portanto, uma questão em aberto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Khan%2C%20Y.%20T.%2C%20Tsompanidis%2C%20A.%2C%20Hymanson%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Sex%20differences%20in%20face%20looking%20preferences%20at%20birth.%20Biology%20of%20Sex%20Differences" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1186%2Fs13293-026-00976-9">Khan, Y. T., Tsompanidis, A., Hymanson, E., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1186/s13293-026-00976-9" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sex differences in face looking preferences at birth. Biology of Sex Differences</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/meninas-e-meninos-apresentam-diferencas-comportamentais-poucas-horas-apos-o-nascimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A luz mais antiga do cosmos pode revelar que o Universo é torcido]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:19:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma possível “torção” na luz mais antiga do Universo pode ter novas informações sobre a estrutura e a evolução do cosmos. Um pequeno erro na orientação dos detectores de polarização de um telescópio pode produzir praticamente o mesmo sinal observado. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido-1790503849032.png" data-image="rkyfbqmjbnmh" alt="O CMB pode ter chegado até nós com sua polarização levemente “torcida”, um possível sinal de novos fenômenos físicos. Crédito: ESO" title="O CMB pode ter chegado até nós com sua polarização levemente “torcida”, um possível sinal de novos fenômenos físicos. Crédito: ESO"><figcaption>O CMB pode ter chegado até nós com sua polarização levemente “torcida”, um possível sinal de novos fenômenos físicos. Crédito: ESO</figcaption></figure><p><strong>O fundo cósmico de micro-ondas (CMB) é a radiação eletromagnética mais antiga que podemos observar, emitida cerca de 380 mil anos após o Big Bang.</strong> Antes desse período, o Universo era um plasma quente e ionizado, no qual fótons colidiam continuamente com elétrons livres e não conseguiam viajar livremente. </p><p><strong>Quando prótons e elétrons passaram a formar átomos neutros, essa radiação começou a se propagar pelo espaço, chegando até nós hoje como micro-ondas.</strong> O CMB também apresenta uma quantidade de polarização linear, produzida pelo espalhamento da radiação por elétrons livres durante essa época. </p><p>Uma hipótese é que essa polarização representa uma possível rotação da direção de polarização durante a propagação da radiação. <strong>Se for confirmada, ela poderia indicar a existência de fenômenos além do Modelo Padrão</strong>, com possíveis implicações para a natureza da matéria e da energia escuras. </p><h2>CMB</h2><p><strong>O fundo cósmico de micro-ondas (CMB) é a radiação eletromagnética mais antiga observável do Universo. </strong>Antes disso, o cosmos era preenchido por um plasma formado principalmente por prótons, elétrons e fótons. Com a expansão e o resfriamento do Universo, a temperatura caiu até permitir que elétrons e prótons se combinassem.</p><div class="texto-destacado">Esse processo, chamado recombinação, reduziu drasticamente o espalhamento dos fótons e tornou o Universo transparente à radiação eletromagnética. </div><p>O CMB funciona como um registro do Universo primordial, preservando informações <strong>sobre as condições físicas existentes quando ele tinha apenas cerca de 380 mil anos</strong>. Suas variações de temperatura permitem estudar a distribuição inicial de matéria e energia e estabelecer parâmetros da Cosmologia. </p><h2>Polarização</h2><p>A polarização da luz descreve a orientação preferencial da oscilação do campo elétrico de uma onda eletromagnética em relação à sua direção de propagação. <strong>Ela pode surgir quando a radiação interage com partículas carregadas, como elétrons, por meio do espalhamento.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido-1790503965681.png" data-image="0eohx8tde150" alt="A luz do CMB viajou por quase 14 bilhões de anos pelo Universo, e sua polarização pode ter sofrido uma pequena rotação nesse caminho. Crédito: NASA" title="A luz do CMB viajou por quase 14 bilhões de anos pelo Universo, e sua polarização pode ter sofrido uma pequena rotação nesse caminho. Crédito: NASA"><figcaption>A luz do CMB viajou por quase 14 bilhões de anos pelo Universo, e sua polarização pode ter sofrido uma pequena rotação nesse caminho. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>No caso do CMB, uma pequena fração dos fótons foi polarizada pelo espalhamento entre a radiação e elétrons durante a época de recombinação.</strong> Essa polarização é registrada em dois componentes principais, chamados modos E e B, que possuem padrões espaciais distintos. </p><h2>Novo resultado</h2><p>Análises recentes sugerem que a direção da polarização do CMB pode ter sofrido uma rotação de apenas uma fração de grau ao longo dos quase 14 bilhões de anos de viagem. <strong>Esse possível efeito é chamado de birrefringência cósmica e, se confirmado, poderia indicar uma interação desconhecida entre a radiação e o espaço-tempo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang.html" title="Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang">Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang.html" title="Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang-1785011969511_320.png" alt="Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang"></a></article></aside><p><strong>O principal problema é que uma rotação pequena pode ser produzida por um erro na calibração dos detectores de polarização de telescópios.</strong> Se todos os detectores estiverem orientados com um pequeno desvio angular, o sinal observado será praticamente idêntico ao de uma rotação cosmológica uniforme. </p><h2>Como vemos o Universo?</h2><p>Para estudar o Universo primordial, os pesquisadores analisam mapas de polarização do CMB produzidos por diferentes conjuntos de detectores do satélite Planck. <strong>Cada detector mede a orientação da polarização da radiação e, a partir da combinação dessas medidas</strong>, é possível reconstruir padrões em diferentes regiões do céu.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido-1790503928509.png" data-image="ypiuv264dsvl" alt="O CMB é a radiação mais antiga que podemos observar, liberada cerca de 380 mil anos após o Big Bang e hoje com temperatura de aproximadamente 2,7 K. Crédito: ESO" title="O CMB é a radiação mais antiga que podemos observar, liberada cerca de 380 mil anos após o Big Bang e hoje com temperatura de aproximadamente 2,7 K. Crédito: ESO"><figcaption>O CMB é a radiação mais antiga que podemos observar, liberada cerca de 380 mil anos após o Big Bang e hoje com temperatura de aproximadamente 2,7 K. Crédito: ESO</figcaption></figure><p><strong>Nesse estudo, oito mapas de polarização do Planck foram analisados permitindo comparar os padrões de calibração obtidos entre diferentes conjuntos de dados.</strong> Os resultados foram então confrontados com uma técnica já estabelecida para separar uma possível rotação cosmológica de efeitos causados pela orientação dos detectores. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lonappan%20et%20al" data-year="2026" data-title="Differential%20Polarization%20Calibration%3A%20A%20Consistency%20Test%20for%20Cosmic%20Birefringence" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F2041-8213%2Faea401">Lonappan et al. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/aea401" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Differential Polarization Calibration: A Consistency Test for Cosmic Birefringence</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 23:26:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria se forma no Sul e avança em direção ao Sudeste ao longo da semana. A chegada do sistema frontal traz intensa virada do tempo com riscos e chuvas intensas, tempestades severas e queda de granizo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790548890998.jpg" data-image="xg4w7blitbo8" alt="frente fria e tempestades no Sudeste" title="frente fria e tempestades no Sudeste"><figcaption>Uma frente fria se forma no Sul e avança em direção ao Sudeste ao longo da semana. A chegada traz intensa virada do com tempestades e granizo.</figcaption></figure><p>A semana começa com a formação de uma ciclone extratropical e de sua frente fria no Sul do Brasil. <strong>O sistema frontal se forma completamente na terça-feira (29) e avança para o Sudeste na quarta-feira (30)</strong> provocando intensa mudança do tempo, através de <strong>tempestades, chuvas intensas e risco de queda de granizo.</strong></p><h2>Segunda-feira: calor e pancadas isoladas</h2><p>Instabilidades atuam na Região Sul e ajudam a manter o escoamento dos ventos de norte mais quentes para o Sudeste. Assim, será mais um dia quente, com <strong>temperaturas máximas de mais de 40°C.</strong> Nas capitais, as temperaturas podem chegar aos 32°C em São Paulo, aos 34°C em Belo Horizonte e aos 30°C no Rio de Janeiro e em Vitória.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790547793187.jpg" data-image="rrl5pp2r9sdp" alt="onda de calor" title="onda de calor"><figcaption>Temperaturas máximas para a segunda-feira, 28 de setembro.</figcaption></figure><p>Por volta do fim da tarde e início da noite, a nebulosidade aumenta no estado de São Paulo e <strong>há possibilidade de pancadas de chuva de até forte intensidade, mas ocorrendo de forma isolada e com curta duração</strong> no norte, porção central até a região próxima ao Paraná, entre Ourinho, Marília, Bauru e Botucatu.</p><h2>Terça-feira: calor pré-frontal e pancadas e tempestades pontuais</h2><p>A terça-feira (29) será <strong>mais um dia de tempo firme, vento norte e muito calor devido a condição pré-frontal </strong>que aumenta o escoamento de norte. Assim, as temperaturas podem atingir os 41°C no centro-norte de São Paulo, mas com valores próximos dos 40°C em boa parte das demais localidades. No leste do estados, as máximas variam de 26°C no litoral para <strong>36°C na capital </strong>e região do Vale do Paraíba aos 38°C na região de Campinas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790547892766.jpg" data-image="wx1xqct9lp3w" alt="onda de calor" title="onda de calor"><figcaption>Temperaturas máximas para a terça-feira, 29 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Em Minas Gerais há previsão de calor em todas as regiões</strong> com temperaturas de 32 a 40°C, sendo mais elevadas no nas áreas do oeste e Triângulo Mineiro. Em Belo Horizonte, a previsão é de máximas de 34°C. <strong>No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, as temperaturas variam de 28 a 34°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790547995278.jpg" data-image="8njple357oaj" alt="chuva no Sudeste" title="chuva no Sudeste"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da terça-feira, 29 de setembro.</figcaption></figure><p>Quanto às chuvas, a frente fria se forma no período da tarde sobre a Região Sul, atuando sobre os estados de Santa Catarina e do Paraná. Devido a essa proximidade,<strong> instabilidades pré-frontais se formam entre o leste de São Paulo e sul de Minas Gerais</strong> provocando pancadas de chuva de até forte intensidade entre o meio e o fim da tarde entre a capital paulista até o sul mineiro. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Mais para o início da noite</strong>, há potencial de <strong>pancadas de chuva forte de tempestades pontuais</strong> no norte, sul e leste de São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais.</p><h2>Quarta-feira: a frente fria chega ao Sudeste</h2><p>A frente fria passa a influenciar o Sudeste entre o fim da manhã e o início da tarde da quarta-feira (30). Assim, o potencial de temperaturas muito elevadas como no dia anterior diminui. <strong>No entanto, o risco de chuvas intensas e de tempestades aumenta.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790548403545.jpg" data-image="r0cqsmev5whl" alt="previsão de chuva" title="previsão de chuva"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da quarta-feira, 30 de setembro.</figcaption></figure><p>Por volta do início da tarde, <strong>há alerta de pancadas de chuva forte e de tempestades pontuais, que podem provocar granizo</strong> no centro-sul e leste de São Paulo. Mais para o meio da tarde, o alerta passa a abranger também o oeste e norte de São Paulo, o sul de Minas Gerais, o sul do Rio de Janeiro e a região Serrana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790548413546.jpg" data-image="kc1m7ca66xir" alt="alerta de tempestades" title="alerta de tempestades"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a tarde da quarta-feira, 30 de setembro, realça as regiões com maior risco de tempestades.</figcaption></figure><p><strong>No fim da tarde, </strong><strong>o potencial de chuvas intensas aumenta</strong> no centro-sul e leste de São Paulo porque traz <strong>maior potencial para transtornos</strong>. Chuva forte com trovoadas continuam sobre o sul de Minas Gerais. No Rio de Janeiro, o potencial de <strong>pancadas isoladas e de tempestades pontuais</strong> se espalha pelo estado. Essa condição se mantém para a noite, com redução do potencial e chuvas mais para o fim do período.</p><h2>Quinta-feira: chuvas mais abrangentes atingem todos os estados do Sudeste</h2><p>Na quinta-feira (1º), há muita nebulosidade pela manhã, com chuva fraca e pontual pelo estado de São Paulo. <strong>Chuvas mais intensas podem ocorrer no nordeste do estado, mas sem potencial para transtornos.</strong></p><p><strong>A partir da tarde até o início da noit</strong>e, as instabilidades ganham força e se espalham.<strong> Alerta de chuva forte e de tempestades, que podem ocorrer com granizo</strong>, no centro, norte e leste de São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais e na região do Triângulo Mineiro, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Na região de Belo Horizonte, há previsão de chuva, mas as instabilidades, no momento, ainda apontam para chuvas mais pontuais. <strong>De qualquer forma é mantido o alerta para a capital mineira.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790548582717.jpg" data-image="xyc73rbij5q9" alt="alerta de tempestades" title="alerta de tempestades"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a tarde da quinta-feira, 1º de outubro, realça as regiões com maior risco de tempestades.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite</strong>, as chuvas diminuem em boa parte do Sudeste, <strong>mas ainda há alertas de chuvas intensas</strong> no sudeste de Minas Gerais, no norte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.</p><h2>Sexta-feira: semana termina com alertas em MG, RJ e ES</h2><p>Na sexta-feira (2), a frente fria já está mais avançada e permite com mais clareza a atuação da massa de ar frio sobre a metade sul do Sudeste,<strong> com temperaturas que não passam dos 20°C </strong>no norte e leste de São Paulo, no oeste e sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790697" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana.html" title="Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana">Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana.html" title="Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790517468399_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana"></a></article></aside><p><strong>No entanto, o destaque do dia para o risco de chuvas muito intensas e de tempestades que podem ocorrer com severidade</strong>. No período da tarde e à noite, há alerta de chuvas muito intensas, volumosas e de<strong> tempestades, que podem ocorrer com severidade e provocar granizo</strong>, na porção central e leste de Minas Gerais, no norte do Rio de Janeiro e sobre o Espírito Santo. Os alertas se estendem para a madrugada do sábado (3) no leste e nordeste de Minas Gerais e no Espírito Santo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China vai enviar para os Andes argentinos uma cidade pré-fabricada no valor de 52 milhões de dólares para 5000 mineiros]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-vai-enviar-para-os-andes-argentinos-uma-cidade-pre-fabricada-no-valor-de-52-milhoes-de-dolares-para-5000-mineiros.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 22:20:15 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A construção de casas pré-fabricadas na China tem sido considerada a solução mais rentável para alojar cerca de 4.500 pessoas a mais de 4.000 metros de altitude nos Andes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-enviara-a-los-andes-argentinos-una-ciudad-prefabricada-de-52-millones-de-dolares-para-5-000-mineros-1789648356559.png" data-image="qgegq5izkhem"><figcaption>Vicuña é o nome de uma empresa conjunta do grande distrito mineiro situado nos Andes, entre a Argentina e o Chile.</figcaption></figure><p>No coração da Cordilheira dos Andes, <strong>a mais de 4.200 metros de altitude</strong>, está prevista a construção de <strong>um enorme acampamento mineiro</strong>, cujos módulos serão fabricados na íntegra na China e transportados até San Juan, na Argentina. <strong>A instalação irá servir o gigantesco projeto Vicuña</strong>, impulsionado pela BHP e pela Lundin Mining, e poderá acolher milhares de trabalhadores através de um sistema de turnos rotativos.</p><h2>Uma cidade modular num local extremo</h2><p>O complexo será construído nas imediações do projeto mineiro Vicuña, na província argentina de San Juan, <strong>perto da fronteira com o Chile</strong>, a mais de 4.230 metros acima do nível do mar e a cerca de 471 quilômetros por estrada da cidade de San Juan.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¡Vicuña Corp. prepara la inversión extranjera más grande de la historia de Argentina!<br><br>Un proyecto revolucionario está tomando forma en el norte de San Juan: Vicuña Corp., que unirá los gigantes mineros Josemaría y Filo del Sol, podría convertirse en una de las minas más grandes <a href="https://t.co/PfA8TBbNlj">pic.twitter.com/PfA8TBbNlj</a></p>— El Viejo Libertario. (@ViejoLibertario) <a href="https://x.com/ViejoLibertario/status/1952892554862625060?ref_src=twsrc%5Etfw">August 6, 2025</a></blockquote></figure><p>Não se trata, portanto, de construir um bairro convencional numa zona com estradas, serviços e população nas proximidades, mas sim de<strong> o acampamento funcionar praticamente como uma cidade autónoma na alta montanha</strong>, proporcionando alojamento e serviços aos trabalhadores que participam no desenvolvimento da exploração mineira.</p><p><strong>A primeira fase de ampliação do acampamento prevê cerca de 2.500 camas</strong>, mas serão necessárias mais camas devido ao sistema de trabalho por turnos habitual na mineração de alta montanha.</p><h3>As casas serão fabricadas na China e chegarão desmontadas</h3><p><strong>Os edifícios serão constituídos por módulos pré-fabricados com estruturas de aço</strong>, fabricados pela empresa chinesa.</p><p><strong>Esses módulos são produzidos antecipadamente e, posteriormente, transportados para a Argentina</strong>, onde são realizadas as tarefas de montagem e ligação das instalações.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> | Así son las casas modulares chinas que sorprenden en Mendoza: se instalan en 30 minutos<br><br>Las casas prefabricadas chinas ya son una realidad en Mendoza y comienzan a posicionarse como una alternativa frente a la construcción tradicional. <br><br>Estos módulos habitacionales que <a href="https://t.co/BCF9AdWYNQ">pic.twitter.com/BCF9AdWYNQ</a></p>— LOS ANDES (@LosAndesDiario) <a href="https://x.com/LosAndesDiario/status/2062953612859646267?ref_src=twsrc%5Etfw">June 5, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> Este tipo de construção permite reduzir consideravelmente o trabalho que tem de ser realizado diretamente na cordilheira</strong>. Em vez de transportar até mais de 4.000 metros de altitude todos os materiais necessários para construir cada edifício a partir do zero, grande parte do processo industrial é realizada previamente na fábrica </p><h2>Por que razão fabricá-los na China? </h2><p>A escolha dos módulos fabricados na China está relacionada, principalmente, com o custo. <strong>A decisão suscitou debate entre empresas e organizações do setor argentino</strong>, que questionam o fato de uma parte significativa da infraestrutura ser fabricada fora do país, mas há outro aspecto a considerar além das questões económicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html" title="China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h">China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html" title="China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337379618_320.jpg" alt="China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h"></a></article></aside><p>Mais concretamente, os prazos de construção, uma vez que uma construção pré-fabricada pode ser consideravelmente mais rápida e previsível. <strong>Este é um dado muito importante quando é necessário construir uma infraestrutura com estas características</strong> num local remoto e a grande altitude.</p><h3>O projeto situa-se num local verdadeiramente inóspito</h3><p><strong>Josemaría encontra-se a mais de 4.200 metros de altitude</strong>, numa região muito montanhosa com condições ambientais extremamente adversas, dificilmente comparáveis às de outras zonas urbanas argentinas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ China fabricará una ciudad modular para 5.000 trabajadores mineros en la cordillera de San Juan<br><br>El campamento Batidero, vinculado al proyecto de cobre Vicuña, será ampliado mediante módulos habitacionales fabricados principalmente en China y posteriormente ensamblados en la <a href="https://t.co/5ECFyj2jvI">pic.twitter.com/5ECFyj2jvI</a></p>— Reporte Asia (@reporteasia) <a href="https://x.com/reporteasia/status/2098117942034538929?ref_src=twsrc%5Etfw">September 10, 2026</a></blockquote></figure><p>A menor disponibilidade de oxigénio é um dos fatores mais evidentes: a essa altitude, <strong>o ar contém aproximadamente 40% menos oxigénio por unidade de volume do que ao nível do mar</strong>, embora a percentagem de oxigénio na atmosfera continue a ser praticamente a mesma.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-vai-enviar-para-os-andes-argentinos-uma-cidade-pre-fabricada-no-valor-de-52-milhoes-de-dolares-para-5000-mineiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar frio ‘quebra’ onda de calor e traz frio de inverno com queda de 20°C no Centro-Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 21:04:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com o avanço de uma nova frente fria, uma massa de ar frio traz de volta o frio mais rigoroso à parte do Centro-Sul, com temperaturas de inverno ao Sul do Brasil. A onda de calor que atinge o Centro-Norte também será interrompida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul-1790542717359.jpg" data-image="s67uzvgbp5v0" alt="massa de ar frio" title="massa de ar frio"><figcaption>Com o avanço de uma nova frente fria, uma massa de ar frio traz de volta o frio mais rigoroso à parte do Centro-Sul.</figcaption></figure><p>Uma intensa mudança do tempo está em curso com a formação de um ciclone e frente fria. <strong>Com o avanço do sistema frontal, uma forte massa de ar frio traz de volta o frio de inverno para parte do Centro-Sul do Brasil</strong>, principalmente à Região Sul. A onda de calor que atinge o Centro-Norte, e parte do Centro-Sul, será interrompida, <strong>com diferença de 20°C entre a segunda-feira (28) e a quinta-feira (1º)</strong>.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xbdo5xm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdo5xm.jpg" id="xbdo5xm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A queda nas temperaturas já acontece na Região Sul por conta das chuvas intensas e das tempestades que atingem os três estados com severidade. No entanto, <strong>a incursão da massa de ar frio acontece na terça-feira (29)</strong>, através da finalização da formação do ciclone extratropical que, pela sua circulação, ajuda a impulsionar o ar mais frio pelo Sul do Brasil.</p><h2>Terça-feira: ar frio chega ao Sul do Brasil</h2><p>Com a incursão do ar frio que acontece após o processo de formação do ciclone extratropical e da sua frente fria, <strong>as temperaturas já mais baixas, diminuem mais a partir do meio da tarde</strong>. Assim, as mínimas acontecem no fim da noite e ocorre no Rio Grande do Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No Sul, Campanha e no Oeste, as temperaturas fecham a terça-feira (29) em 15°C. Na Região Central, Norte, Missões, Sudeste e região de Porto Alegre, as temperaturas ficam em 18°C. Já na Serra, a previsão é de 17°C.</p><h2>Quarta-feira: ar frio avança mais e mínimas ocorrem à noite</h2><p><strong>A quarta-feira (30) será de frio no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina</strong>, com temperaturas amenas no leste e sul do Paraná e calor de 30°C nas demais regiões paranaenses. Mato Grosso do Sul e São Paulo já sofrem influência dos ventos mais frios de sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul-1790540985667.jpg" data-image="mr6ads9584pj" alt="frio" title="frio"><figcaption>Temperaturas para o início da manhã da quarta-feira, 30 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No início da manhã</strong>, as temperaturas ficam em torno dos <strong>11°C na Campanha e Sul do Rio Grande do Sul, dos 13°C no Oeste e Sudeste do estados</strong>. No restante do território gaúcho, as temperaturas variam de 15 a 18°C. As temperaturas no período da tarde sobem para os 17 a 21°C na metade sul.<strong> Em Porto Alegre, no meio da tarde, há previsão de 16°C</strong>. Já na Serra, o frio chega e as temperaturas caem em torno de 5°C, com previsão de 13°C. No período da noite, as temperaturas no território gaúcho variam de 10 a 15°C, com 14°C em Porto Alegre, 12°C na Serra e de 10 e 11°C na Campanha e Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul-1790541026497.jpg" data-image="53q2j7v5fuew" alt="frio" title="frio"><figcaption>Temperaturas para a tarde da quarta-feira, 30 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, no início do dia, há uma homogeneidade sobre o estado, com pouca variação das temperaturas que ficam entre 15 e 19°C com temperaturas mais baixas na Serra e Planalto e mais levadas de Florianópolis até o norte do estado. No período da tarde, as temperaturas não sobem muito, com acréscimo de 1 a 2°C. Já no fim da noite, faz frio, mas as temperaturas não caem muito devido ao tempo mais úmido e nublado. <strong>Assim, a quarta-feira (30) termina com 12 a 17°C pelo território catarinense.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul-1790541048599.jpg" data-image="sk3chdyy3oqv" alt="frio intenso" title="frio intenso"><figcaption>Temperaturas para o fim da noite da quarta-feira, 30 de setembro.</figcaption></figure><p>Após as chuvas, <strong>os ventos de sul atuam no Mato Grosso do Sul e no leste de São Paulo</strong>. Após a abertura da semana sob mais de 40°C em Campo Grande e dos 30°C na capital paulista, a quarta-feira (30) finaliza com 21°C e 20°C respectivamente nessas capitais. No entanto, as máximas em São Paulo, no meio da tarde, ainda podem chegar aos 33°C. </p><h2>Quinta-feira: frio aumenta no Centro-Sul com temperaturas de inverno</h2><p>O mesmo comportamento das temperaturas é observado no na quinta-feira (1º), com mínimas ocorrendo no fim da noite. No entanto, <strong>o frio mais intenso já ocorre no início do dia</strong>.</p><p><strong>No Rio Grande do Sul</strong>, temperaturas de 8 a 13°C se espalham pelo estado, com máximas no meio da tarde variando de 15 a 21°C. <strong>No fim da noite, as mínimas variam de 5 a 13°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul-1790542374074.jpg" data-image="2oviq5ps41rx" alt="ar frio" title="ar frio"><figcaption>Temperaturas para a tarde da quinta-feira, 1º de outubro.</figcaption></figure><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, as temperaturas variam menos pelo território, com maior diferença em relação à região da Serra que pode registrar 6°C. No restante do estado, no início do dia é previsto uma variação de 12 a 16°C. As máximas atingem patamares mais elevados e variam de 16 a 25°C. No fim da noite, o frio retorna com mais força, <strong>com a Serra podendo marcar 3°C e as demais regiões variando de 9 a 14°C</strong>.</p><p><strong>No Paraná</strong>, as temperaturas ficam mais amenas, com frio mesmo somente no extremo sul e leste do estado, com o dia começando com 14 e 15°C. No restante do estado a previsão é de 17 a 21°C. As máximas variam de 20 a 25°C. Já no fim da noite, o frio abrange a metade sul, c<strong>om temperaturas de 12 a 14°C</strong>. Nas demais regiões, a previsão é de 18 a 20°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul-1790542390454.jpg" data-image="2jw4qktcwt8p" alt="ar frio de inverno" title="ar frio de inverno"><figcaption>Temperaturas para o fim da noite da quinta-feira, 1º de outubro.</figcaption></figure><p><strong>Em São Paulo</strong>, o dia começa com temperaturas amenas que logo aumentam ao longo do dia para valores de até 36°C. Somente na faixa leste, incluindo a região da capital, que as temperaturas continuam amenas, em torno dos 21°C. <strong>No fim da noite, o frio chega ao leste do estado, com temperaturas de 14 a 16°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas.html" title="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas">"Frio de inverno ainda será persistente": o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas.html" title="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas-1790176892762_320.jpg" alt="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas"></a></article></aside><p><strong>No Mato Grosso do Sul</strong>, o calor atinge o centro-norte e leste ainda, mas de forma mais amenas e máximas de 30 a 34°C, com temperaturas de 20 a 22°C no início e fim do dia.</p><h2>Sexta-feira: semana termina com cara de inverno e temperaturas negativas</h2><p><strong>A tendência da previsão aponta para a massa de ar frio sobre o Sul do Brasil</strong> derrubando mais as temperaturas e provocando mínimas de 3 a 9°C <strong>no Rio Grande do Sul,</strong><strong> com possibilidade de temperaturas de 0°C</strong> na região dos Campos de Cima da Serra.</p><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, o frio aumenta e as temperaturas oscilam de 7 a 14°C, mas na região da Serra, <strong>há possibilidade de temperaturas negativas de até -3°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul-1790542546620.jpg" data-image="nat8xll8to39" alt="frio de inverno" title="frio de inverno"><figcaption>Temperaturas para o início da manhã da sexta-feira, 2 de outubro.</figcaption></figure><p><strong>As temperaturas baixam no Paraná, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo</strong>, mas nada tão impactante quanto em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, com <strong>variação de até 2°C em relação às mínimas do dia anterior</strong>. Em Curitiba, a previsão é de 12°C. Na capital paulista, São Paulo, de 16°C e, em Campo Grande, de 18°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-quebra-onda-de-calor-e-traz-frio-de-inverno-com-queda-de-20-c-no-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 19:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novas imagens de Marte mostram uma região polar onde os tons avermelhados se misturam com os violetas, rosados e azuis, revelando a diversidade de materiais e processos que moldaram a sua superfície.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910.jpg" data-image="9u9pzsowjizk" alt="La imagen muestra Thyles Rupes desde una perspectiva directamente desde arriba. Se encuentra por encima de algunos cráteres y por debajo de otros, estando los más antiguos debajo de él." title="La imagen muestra Thyles Rupes desde una perspectiva directamente desde arriba. Se encuentra por encima de algunos cráteres y por debajo de otros, estando los más antiguos debajo de él."><figcaption>A imagem mostra Thyles Rupes numa perspetiva diretamente de cima. Encontra-se acima de algumas crateras e abaixo de outras, estando as mais antigas por baixo dele. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin.</figcaption></figure><p><strong>O vermelho é, sem dúvida, a cor que define Marte</strong>. O óxido de ferro presente no pó e nas rochas da sua superfície é responsável pelos tons característicos de vermelho, ocre e castanho que deram ao planeta a sua famosa alcunha: o Planeta Vermelho.</p><div class="texto-destacado">No entanto, novas imagens da sua região polar sul revelam um panorama bastante mais colorido. Ali surgem chamativos redemoinhos de tons rosados, púrpuras e vermelhos em torno de uma formação geológica conhecida como Thyles Rupes, uma impressionante escarpa de gelo cujas falésias ultrapassam o quilómetro de altura.</div><p>O termo <em>rupes</em> significa <strong>"falésia"</strong> em latim, enquanto Thyles faz referência a uma <strong>terra mítica do extremo norte </strong>mencionada na Antiguidade.</p><h2>Uma paisagem formada por materiais muito diferentes</h2><p>A variedade cromática observada nesta zona <strong>não se deve a um único material</strong>. Cada tonalidade tem uma origem diferente e permite compreender melhor a história geológica de Marte.</p><p>Os <strong>setores mais escuros </strong>estão relacionados com materiais vulcânicos ricos em minerais como a olivina e o piroxeno. Ambos também são abundantes no manto terrestre. A <strong>olivina</strong> é composto por magnésio, ferro e silicatos, enquanto os <strong>piroxenos</strong> formam um grupo de minerais de silicato, com silício e oxigênio em abundância, muito comuns nas camadas superiores do manto da Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108653899.jpg" data-image="3eehvdepzba8" alt="Este mapa topográfico de la región muestra la altura de Thyles Rupes, que supera el 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin" title="Este mapa topográfico de la región muestra la altura de Thyles Rupes, que supera el 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin"><figcaption> Este mapa topográfico da região mostra a altitude de Thyles Rupes, que ultrapassa 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>as áreas de cor azul pálida</strong>, como as que se podem observar no interior do cratera, estão cobertas por dióxido de carbono congelado. Perto do polo sul marciano, este gelo pode persistir mesmo durante a primavera, época em que a imagem foi captada.</p><p>Uma das manchas claras que aparece na parte inferior esquerda também corresponde à região da calota polar sul. O núcleo permanente desta calota não chega a desaparecer, embora sobre ele<strong> se forme uma camada sazonal de gelo de dióxido de carbono</strong> que aumenta e diminui ao longo do ano marciano.</p><h2>Por que é que Marte aparece com uma cor violeta?</h2><p>A tonalidade púrpura característica que domina grande parte da imagem é o resultado de uma<strong> combinação de poeira e geada</strong>. Mas há um pormenor interessante: a paisagem não tem necessariamente o mesmo aspecto ao longo do dia.</p><div class="texto-destacado"><strong>A iluminação suave das primeiras horas da manhã, o pó em suspensão na atmosfera, a geada que cobre o solo e as zonas onde o gelo e as partículas de pó se misturam geram, em conjunto, essa aparência violácea.</strong></div><p>As imagens, portanto, não só mostram quais os materiais presentes na superfície marciana, mas também <strong>como as condições de iluminação e os ciclos diários podem alterar a percepção </strong>dessa paisagem. </p><h2>Dunas diferentes das de outras regiões de Marte</h2><p>A imagem permite também observar diferentes<strong> estruturas de areia</strong>. Os padrões de vento desta região são complexos e fazem com que não surjam as dunas finamente esculpidas que podem ser encontradas noutras partes do planeta.</p><p>É até possível distinguir as chamadas <strong>cristas barchanóides</strong>, estruturas em forma de arco semelhantes às dunas barchanas presentes nos desertos terrestres. Estas formações possuem duas extremidades ou «chifres» orientados na direção para onde sopra o vento.</p><h2>A origem de uma gigantesca falésia marciana</h2><p>Thyles Rupes estende-se por centenas de quilómetros e a sua origem é igualmente notável. A formação apresenta certas semelhanças com as grandes estruturas montanhosas terrestres, embora <strong>Marte não tenha </strong><strong>placas tectônicas ativas</strong> como a que caracteriza o nosso planeta.</p><p>A Terra continua a formar montanhas devido ao movimento das suas placas tectónicas. <strong>Marte, por outro lado, é um planeta com uma única placa</strong>, com uma crosta rígida e sem tectónica ativa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte">Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900_320.jpg" alt="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"></a></article></aside><p>Por isso, os investigadores consideram que Thyles Rupes se formou provavelmente quando o interior do planeta se encontrava em processo de arrefecimento. À medida que a crosta se contraía, determinadas zonas foram empurradas para cima, <strong>dando origem a esta enorme escarpa</strong>.</p><p>Nas últimas décadas, missões orbitais como a<strong> Mars Express</strong>, da Agência Espacial Europeia, e o <strong>Mars Reconnaissance Orbiter</strong>, da NASA, permitiram observar, com um nível de detalhe sem precedentes, inúmeras regiões de Marte.</p><p>Embora o planeta já não apresente a intensa atividade geológica que caracteriza a Terra, a sua superfície conserva os vestígios de processos ocorridos há milhares de milhões de anos. Cada nova imagem ajuda, assim, a <strong>reconstruir o seu passado</strong> e, ao mesmo tempo, permite compreender melhor as <strong>diferenças entre os mundos rochosos do sistema solar</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 17:26:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma experiência realizada por estudantes colocou milhares de abelhas dentro de um vaivém espacial para responder a uma pergunta que parecia quase absurda. O que descobriram após sete dias em órbita ainda surpreende os cientistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648.jpg" data-image="af75ua7wgm71" alt="nasa" title="nasa"><figcaption>Embora os primeiros dias tenham sido um pouco caóticos, as abelhas adaptaram-se rapidamente. (Imagem gerada por IA)</figcaption></figure><p>Em abril de 1984, enquanto o vaivém espacial Challenger se preparava para realizar a primeira reparação de um satélite na história da exploração espacial, transportava a bordo uma carga muito menos comum do que os habituais instrumentos científicos: uma colônia de cerca de <strong>3.301 abelhas melíferas</strong>, encerradas num módulo concebido especialmente para o voo.</p><div class="texto-destacado">Não era o objetivo principal da missão STS-41-C, mas sim uma experiência patrocinada por estudantes que procurava responder a uma questão muito específica: será que as abelhas conseguem construir um favo sem a ajuda da gravidade?</div><p>Na Terra, as abelhas <strong>utilizam a gravidade como ponto de referência </strong>constante: orientam as células hexagonais dos seus favos para baixo e até a utilizam para comunicarem entre si. Quando uma abelha coletora encontra alimento, regressa à colmeia e executa a famosa "dança das abelhas", um movimento em forma de oito em que o ângulo em relação à vertical do favo indica a direção do sol, e a duração do movimento marca a distância até ao alimento. Retirar essas abelhas do campo gravitacional terrestre equivalia a apagar-lhes, de um dia para o outro, grande parte do seu <strong>sistema de navegação</strong>.</p><p>Os primeiros dias <strong>foram caóticos</strong>. De acordo com o relatório oficial da NASA, as abelhas tentavam voar como de costume e acabavam por se chocar contra as paredes do recinto, incapazes de manter uma trajetória reta sem o sinal gravitacional a que estavam habituadas. Mas a adaptação ocorreu mais rapidamente do que o esperado. Com o passar dos dias, começaram a mover-se de um lado para o outro sem se chocarem e até a flutuar dentro do seu habitat com relativa naturalidade.</p><h2>Um favo quase idêntico ao da Terra</h2><p>O mais impressionante não foi o fato de terem aprendido a movimentar-se, mas sim de terem retomado o seu trabalho habitual. Durante os sete dias que durou a missão, a colónia construiu cerca de <strong>200 centímetros quadrados de favo</strong>, e a análise posterior determinou que a estrutura era praticamente igual à que fabricam na Terra, com a mesma geometria hexagonal de sempre. Além disso, a rainha chegou a pôr cerca de 35 ovos durante a viagem, embora nenhum deles tenha eclodido após o regresso.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The honey bee waggle dance communicates information about resource location from a foraging worker to nestmates.<br><br>New research in Science shows that this complex dance is in part learned by young bees as they observe more experienced bees. <a href="https://t.co/UFIhTF1Z1N">https://t.co/UFIhTF1Z1N</a> <a href="https://t.co/dQWWzWh2jH">pic.twitter.com/dQWWzWh2jH</a></p>— Science Magazine (@ScienceMagazine) <a href="https://x.com/ScienceMagazine/status/1634266394563862528?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2023</a></blockquote></figure><p>Este resultado sugere que o comportamento social e construtivo de uma colônia <strong>não depende tanto da gravidade </strong>como se pensava, mas sim de uma série de instintos que persistem mesmo quando as condições ambientais mudam completamente. Para quem alguma vez se questionou até que ponto os animais estão «programados» pelo seu ambiente, esta experiência é um bom exemplo de que certos comportamentos coletivos são mais resistentes do que parecem.</p><h2>Parte de uma tradição espacial pouco conhecida</h2><p>As abelhas de 1984 não foram os primeiros insetos a viajar para o espaço. As moscas-da-fruta tinham sido os primeiros animais enviados para fora da atmosfera, já em 1947, e, ao longo dos anos, a lista passou a incluir <strong>bichos-da-seda, formigas, aranhas e borboletas</strong>, cada um destinado a responder a uma questão biológica específica: as aranhas para estudar como tecem as suas teias sem gravidade, as formigas para analisar o movimento coletivo, as moscas para investigação genética e sobre radiação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786697" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ameaca-climatica-aos-polinizadores-por-que-o-derretimento-de-geleiras-esta-aumentando-doencas-em-abelhas.html" title="Ameaça climática aos polinizadores: por que o derretimento de geleiras está aumentando doenças em abelhas">Ameaça climática aos polinizadores: por que o derretimento de geleiras está aumentando doenças em abelhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ameaca-climatica-aos-polinizadores-por-que-o-derretimento-de-geleiras-esta-aumentando-doencas-em-abelhas.html" title="Ameaça climática aos polinizadores: por que o derretimento de geleiras está aumentando doenças em abelhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amenaza-climatica-para-los-polinizadores-por-que-el-derretimiento-glaciar-incrementa-enfermedades-en-las-abejas-1788025113022_320.jpeg" alt="Ameaça climática aos polinizadores: por que o derretimento de geleiras está aumentando doenças em abelhas"></a></article></aside><p>A escolha de insetos, em vez de animais maiores, tem uma razão prática: são organismos<strong> compactos, baratos de transportar e muito bem estudados</strong> na Terra, o que permite comparar com precisão o seu comportamento normal com o que acontece em microgravidade. O módulo onde as abelhas viajaram, construído pela Honeywell, acabou por ser doado ao Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, e o mesmo projeto foi reutilizado no ano seguinte para outra experiência com estudantes, desta vez com moscas domésticas.</p><h2>O porquê desta experiência continuar a ser relevante</h2><p>Com o olhar voltado para missões espaciais cada vez mais longas, compreender como se comportam os sistemas biológicos complexos — não apenas organismos individuais, mas <strong>c</strong><strong>olônias inteiras com divisão de tarefas </strong>— na ausência de gravidade continua a ser um tema de real interesse para a ciência espacial.</p><div class="texto-destacado"><strong>Estudos posteriores sobre a orientação dos favos revelaram, de facto, que as abelhas são capazes de construir células em orientações verticais, horizontais e intermédias, tanto na Terra como em gravidade zero, o que relativiza um pouco a surpresa inicial do experimento, embora não diminua o mérito da descoberta de 1984.</strong></div><p>Para qualquer pessoa interessada no futuro da exploração espacial, este tipo de testes — modestos, quase curiosos do ponto de vista atual — faz parte da compreensão de que formas de vida terrestres poderiam ser sustentadas, e de que forma, nas viagens de longa duração que a humanidade ainda tem pela frente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades do RS registram chuva de granizo do tamanho de uma mão; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidades-do-rs-registram-chuva-de-granizo-do-tamanho-de-uma-mao-veja-imagens.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 15:22:11 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Avisos emitidos pelo INMET e pela Defesa Civil detalharam a formação de áreas de baixa pressão, que impulsionaram o ar quente e úmido responsável pelos temporais no interior do estado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-do-rs-registram-chuva-de-granizo-do-tamanho-da-mao-veja-imagens-1790520650051.jpg" data-image="fxdeoqc5dqdk" alt="Granizo registrado por moradores de Santiago, no RS, após forte temporal. Foto: Reprodução/ Redes Sociais" title="Granizo registrado por moradores de Santiago, no RS, após forte temporal. Foto: Reprodução/ Redes Sociais"><figcaption>Granizo registrado por moradores de Santiago, no RS, após forte temporal. Foto: Reprodução/ Redes Sociais</figcaption></figure><p>Municípios do <strong>interior gaúcho</strong> enfrentaram momentos de tensão com a passagem de fortes tempestades de granizo na noite deste sábado (26). <strong>Moradores registraram pedras de gelo de dimensões incomuns</strong>, que cobriram o solo e geraram estragos em diversas propriedades.</p><p>O avanço da instabilidade <strong>atingiu com força a Região Central e a Fronteira Oeste do estado</strong>. Diante do cenário de destruição estrutural e alagamentos, equipes municipais e a Defesa Civil Estadual iniciaram mobilizações emergenciais para prestar socorro às comunidades afetadas.</p><h2>Estragos e pedras de gelo de grandes proporções em Santiago</h2><p>Em <strong>Santiago</strong>, na Região Central, a tempestade causou destruição generalizada em vários pontos do perímetro urbano. Moradores documentaram <strong>pedras de granizo com tamanho similar ao da palma da mão</strong>, cuja intensidade acumulada deixou o chão totalmente coberto de branco.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Santiago/RS<br>26/09/2026<br><br>Muito Granizo ️ <a href="https://t.co/BMhO3237oJ">pic.twitter.com/BMhO3237oJ</a></p>— TEMPO OESTE (@TempoOeste) <a href="https://x.com/TempoOeste/status/2104030072868880394?ref_src=twsrc%5Etfw">September 27, 2026</a></blockquote></figure><p>Segundo os relatos da população local, <strong>o fenômeno devastou grande parte da cidade e danificou coberturas</strong>. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um aviso emergencial para Santiago e cidades vizinhas, válido até o fim do sábado, alertando para alto risco de novos destelhamentos.</p><h2>Interior de Alegrete registra casas alagadas e danos</h2><p>Na mesma noite, <strong>a precipitação atingiu em cheio localidades da zona rural de Alegrete, a exemplo de Passo Novo</strong>, situada a cerca de 20 quilômetros da sede do município. Além de Passo Novo, as comunidades de São João e Cerro do Tigre também notificaram a queda intensa de pedras de gelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-do-rs-registram-chuva-de-granizo-do-tamanho-da-mao-veja-imagens-1790520774459.jpg" data-image="d80xb0dr2dpx" alt="Temporais de granizo provocaram danos em telhados no município de Alegrete, RS. Foto: Reprodução/ Redes Sociais" title="Temporais de granizo provocaram danos em telhados no município de Alegrete, RS. Foto: Reprodução/ Redes Sociais"><figcaption>Temporais de granizo provocaram danos em telhados no município de Alegrete, RS. Foto: Reprodução/ Redes Sociais</figcaption></figure><p>Moradores dessas regiões relataram<strong> pedras com dimensões comparáveis a ovos, resultando em perfurações de telhados</strong> e inundações em residências. Em razão dos danos imediatos, o coordenador da Defesa Civil de Alegrete, Adão Roberto Rodrigues, deslocou equipes até as localidades para acompanhar o socorro às famílias.</p><h2>Dinâmica atmosférica e municípios atingidos na fronteira</h2><p> O quadro de instabilidade climática começou a ingressar no território gaúcho ainda durante a tarde de sábado pela Fronteira Oeste. <strong>As primeiras ocorrências envolveram tempestades com granizo no município de Barra do Quaraí</strong>, seguidas pela chegada de um temporal expressivo em Uruguaiana no início da noite.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">mlk tá simplesmente acabando o Rio Grande do Sul <a href="https://t.co/ZeVtlEWQ69">pic.twitter.com/ZeVtlEWQ69</a></p>— dev juninho (@devjuninho) <a href="https://x.com/devjuninho/status/2104001063745429871?ref_src=twsrc%5Etfw">September 27, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com o <strong>Instituto Nacional de Meteorologia</strong> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), a instabilidade foi impulsionada por<strong> </strong>uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o Paraguai. Esse sistema<strong> favoreceu o transporte contínuo de ar quente e úmido</strong>, encontrando o avanço marítimo de uma frente fria no Sul do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790697" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana.html" title="Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana">Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana.html" title="Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790517468399_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana"></a></article></aside><p>A combinação desses fatores meteorológicos<strong> i</strong><strong>ntensificou a formação de nuvens convectivas de grande porte</strong>. Com a continuidade dos fluxos de vento e umidade, os órgãos técnicos mantêm o monitoramento sobre as áreas atingidas para calcular os prejuízos estruturais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Clara%20Machado%2C%20St%C3%AAv%C3%A3o%20Limana" data-year="2026" data-title="Temporais%20com%20granizo%20causam%20estragos%20na%20cidade%20de%20Santiago%2C%20no%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fnacional%2Fsul%2Frs%2Ftemporais-com-granizo-causam-estragos-na-cidade-de-santiago-no-rs">Ana Clara Machado, Stêvão Limana. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sul/rs/temporais-com-granizo-causam-estragos-na-cidade-de-santiago-no-rs" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Temporais com granizo causam estragos na cidade de Santiago, no RS</a>.</cite><br><cite data-author="Flaviane%20Antolini" data-year="2026" data-title="Pedras%20de%20granizo%20de%20grandes%20propor%C3%A7%C3%B5es%20provocam%20estragos%20e%20alagam%20casas%20no%20Passo%20Novo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.alegretetudo.com.br%2Fpedras-de-granizo-de-grandes-proporcoes-provocam-estragos-e-alagam-casas-no-passo-novo%2F%3Ffbclid%3DIwY2xjawUlNzNleHRuA2FlbQIxMQBwZG9mBXNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR6xWn4RY84gZMlO7ivkIZG6_T8DmfZRxraoCnYJLOGHfGOgytUXXgrCAOHL9w_aem_I8bY39PsRt8NWxpjGdkzrQ%23goog_rewarded">Flaviane Antolini. (2026). <a href="https://www.alegretetudo.com.br/pedras-de-granizo-de-grandes-proporcoes-provocam-estragos-e-alagam-casas-no-passo-novo/?fbclid=IwY2xjawUlNzNleHRuA2FlbQIxMQBwZG9mBXNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR6xWn4RY84gZMlO7ivkIZG6_T8DmfZRxraoCnYJLOGHfGOgytUXXgrCAOHL9w_aem_I8bY39PsRt8NWxpjGdkzrQ#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pedras de granizo de grandes proporções provocam estragos e alagam casas no Passo Novo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidades-do-rs-registram-chuva-de-granizo-do-tamanho-de-uma-mao-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria mantém o risco de tempestades severas e granizo no início da semana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 13:58:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A formação de um ciclone e de uma frente fria mantém os riscos e tempestades severas para o Rio Grande do Sul e passa a incluir os demais estados da Região Sul, o Mato Grosso do Sul e São Paulo no início da semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdjwta"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdjwta.jpg" id="xbdjwta"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O processo de <strong>formação de um ciclone extratropical e de sua frente fria</strong> já provocaram <strong>chuvas intensas e queda de granizo excepcional</strong> no estado do Rio Grande do Sul. Esse risco de eventos severos continua no território gaúcho e passa a incluir os estados de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo e do Mato Grosso do Sul no início da semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Neste domingo (27)</strong>, o tempo instável continua sobre o Rio Grande do Sul, com potencial de <strong>tempestades severas, com queda de granizo durante o restante do dia</strong>, núcleos mais intensos ganhando força a partir da tarde na metade sul do estado, porção sul do Norte e da Serra.</p><h2>Segunda-feira: elevado potencial de tempestades severas</h2><p><strong>Já na madrugada de segunda-feira (28)</strong>, as instabilidades ganham intensidade e se espalham pelo Rio Grande do Sul.<strong> Alerta para o risco de tempestades severas, chuvas intensas e elevado potencial para queda de granizo</strong> em praticamente todo o território gaúcho. A exceção fica para as áreas do Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790516595029.jpg" data-image="gmslxyxh6i0z" alt="tempestades e granizo" title="tempestades e granizo"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a madrugada da segunda-feira, 28 de setembro.</figcaption></figure><p>No entanto,<strong> no período da manhã, as chuvas na forma de tempestades</strong> atingem todo o Rio Grande do Sul. <strong>Risco de tempo severo</strong> se mantém, <strong>com queda de granizo</strong>, principalmente para o Sul, Campanha e todo o leste do estado.</p><p><strong>Mais para o fim da manhã e início da tarde</strong>, as instabilidades passam a atuar e deixar alerta para o sul, região central e oeste de Santa Catarina e para o extremo sul e sudeste do Paraná, ainda mantendo as chuvas intensas e trovoadas sobre o Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790516666545.jpg" data-image="i0dwhhf5x9qs" alt="tempestades severas" title="tempestades severas"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para o fim da manhã da segunda-feira, 28 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No decorrer da tarde, as instabilidades se espalham e dispersam</strong> mais sobre a Região Sul. No entanto, ainda <strong>há alertas de tempestades e de chuvas intensas</strong>, sobre a metade norte do Rio Grande do Sul, sobre o meio-oeste, sul e leste de Santa Catarina, sobre o sul, sudoeste e leste do Paraná. O estado do Mato Grosso do Sul, já pode registrar chuva pontualmente forte.</p><p><strong>No período da noite</strong><strong>, as instabilidades perdem força e atuam de forma ainda mais pontual</strong>, com pancadas de chuva e trovoadas atingindo o centro-norte e leste do Rio Grande do Sul, todas as regiões de Santa Catarina, o leste, sul, oeste e noroeste do Paraná. </p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xbdjyrm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdjyrm.jpg" id="xbdjyrm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>No Mato Grosso do Sul, não há potencial de chuva</strong>. Já no estado de <strong>São Paulo, potencial de pancadas de chuva forte e trovoadas</strong> na porção Central e Norte do estado.</p><h2>Terça-feira: nova onda de tempestades severas atinge o Sul e inclui o MS e SP</h2><p>Na terça-feira (29) inicia de fato a formação do ciclone extratropical e da sua frente fria associada.</p><p><strong>Na madrugada, alerta elevado de tempestades severas, chuvas intensas e queda de granizo</strong>, já na madrugada em todo o Rio Grande do Sul, mantendo o alerta para o período da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790517014975.jpg" data-image="l4rl42a3b8t0"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a madrugada da terça-feira, 29 de setembro.</figcaption></figure><p>Ainda <strong>no período da manhã</strong>, uma nova mudança do tempo atinge o estado de Santa Catarina, com <strong>alerta de tempestades </strong>para todas as regiões, atingindo o norte do estado por volta do fim do período. No Paraná, o alerta de tempestades abrange o oeste, sudoeste e o sul do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790517051802.jpg" data-image="si6isxgyc3iv" alt="ciclone e tempestades" title="ciclone e tempestades"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e pressão para a manhã da terça-feira, 29 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No período da tarde</strong>, as chuvas reduzem no Rio Grande do Sul, mas ainda há potencial de eventos de moderada a forte intensidade para todo o leste, nordeste e norte do estado. <strong>Já em Santa Catarina e no Paraná, há alerta de chuvas intensas, tempestades e queda de granizo</strong> em todas as regiões.</p><p>Além dos estados do Sul, <strong>Mato Grosso do Sul e o estado de São Paulo, podem registrar a formação de instabilidades pontuais </strong>e pancadas de chuva forte a partir do meio da tarde no centro-sul sul-mato-grossense, no sul e leste paulistas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790517088371.jpg" data-image="bqosvo6v6ktx" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e pressão para a tarde da terça-feira, 29 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite</strong>, o ciclone está formado e atuando na costa próximo do Rio Grande do Sul e do Uruguai. <strong>Não há potencial de intensas rajadas de ventos promovidas pelo sistema.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas.html" title="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas">"Frio de inverno ainda será persistente": o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas.html" title="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas-1790176892762_320.jpg" alt="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas"></a></article></aside><p><strong>Já a frente fria em formação atua entre o Paraná, o Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong>. Assim, há <strong>alertas de chuvas intensas e de tempestades, com granizo</strong> no oeste, norte e noroeste do Paraná, no centro-sul e oeste do Mato Grosso do Sul, no centro, norte, leste e sul de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana-1790517111555.jpg" data-image="dj1zuqbgeem4" alt="ciclone e frente fria" title="ciclone e frente fria"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e pressão para a noite da terça-feira, 29 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, não há mais alertas</strong> de tempo severo, mas a chuva ainda pode ocorrer com fraca a moderada intensidade no sul e todo o leste gaúcho e no meio-oeste catarinense.</p><h2>Tendência ainda é chuva na semana</h2><p><strong>Na quarta-feira (30) ainda há previsão de chuva forte e trovoadas </strong>sobre Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. <strong>Na quinta-feira (1º)</strong>, a atuação da <strong>frente fria fica restrita à Região Sudeste e ao Centro-Oeste</strong>, com risco de tempestades mais pontuais e eventual queda de granizo. A Região Sul, segue com tempo firme devido a presença de uma massa de ar frio. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-o-risco-de-tempestades-severas-e-granizo-no-inicio-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa negativa pode existir? Cientistas investigam uma possibilidade prevista pela Física]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/massa-negativa-pode-existir-cientistas-investigam-uma-possibilidade-prevista-pela-fisica.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 12:25:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A possibilidade de objetos com massa negativa, uma ideia considerada impossível pela Física, voltou a ser investigada em um novo estudo teórico. Pesquisadores mostraram que, em determinados modelos, a massa negativa não necessariamente produz inconsistências com as leis conhecidas. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-negativa-pode-existir-cientistas-investigam-uma-possibilidade-prevista-pela-fisica-1790431567646.png" data-image="swt92juia06p" alt="Novo estudo teórico investiga se objetos de massa negativa poderiam existir sem necessariamente violar as leis conhecidas da Física. Crédito: NASA" title="Novo estudo teórico investiga se objetos de massa negativa poderiam existir sem necessariamente violar as leis conhecidas da Física. Crédito: NASA"><figcaption>Novo estudo teórico investiga se objetos de massa negativa poderiam existir sem necessariamente violar as leis conhecidas da Física. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Desde o começo, aprendemos a tratar a massa como uma grandeza positiva: corpos possuem massa inercial e gravitacional com valores positivos. A hipótese de massa negativa aparece como uma ideia impossível, na qual a massa teria sinal oposto. <strong>Agora, alguns pesquisadores voltam a questionar se a massa negativa é realmente proibida.</strong></p><p>Em um novo trabalho teórico, os autores mostram que determinados modelos com objetos de massa negativa podem ser matematicamente consistentes. Isso levanta uma questão experimental: <strong>caso esses objetos sejam fisicamente possíveis, existiriam formas de observar sua presença?</strong></p><p><strong>A existência de massa negativa representaria uma mudança profunda na nossa descrição da matéria, da gravidade e da dinâmica dos corpos. </strong>No entanto, os resultados atuais permanecem no campo hipotético: não há evidência experimental estabelecida de objetos com massa negativa. </p><h2>Massa negativa </h2><p><strong>A massa negativa não é considerada impossível simplesmente porque a Física proíbe matematicamente um valor menor que zero. </strong>O problema é que, nas teorias testadas experimentalmente, a massa aparece como uma grandeza positiva nas partículas e objetos conhecidos. </p><div class="texto-destacado">Na Mecânica Clássica, por exemplo, a relação de Newton faria um corpo com massa inercial negativa acelerar em direção oposta à força aplicada.</div><p><strong>Na Relatividade Geral, a situação é ainda mais restritiva: densidades de energia e massa negativas podem gerar comportamentos gravitacionais incomuns.</strong> Embora algumas soluções matemáticas permitam valores efetivamente negativos em contextos específicos, não existe evidência experimental de um objeto macroscópico com massa negativa.</p><h2>Como ela poderia existir?</h2><p>Uma possibilidade discutida parte da própria origem da massa na Física moderna: ela está relacionada à energia dos campos e das interações entre partículas. <strong>Em prótons, por exemplo, a maior parte da massa não vem das massas dos quarks, mas da energia associada aos glúons e ao confinamento da força forte. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-negativa-pode-existir-cientistas-investigam-uma-possibilidade-prevista-pela-fisica-1790431523396.png" data-image="ebnkaqhyhsxb" alt="Se existissem, objetos de massa negativa poderiam alterar a dinâmica de colisões entre buracos negros e estrelas de nêutrons, deixando assinaturas gravitacionais incomuns. Crédito: NASA" title="Se existissem, objetos de massa negativa poderiam alterar a dinâmica de colisões entre buracos negros e estrelas de nêutrons, deixando assinaturas gravitacionais incomuns. Crédito: NASA"><figcaption>Se existissem, objetos de massa negativa poderiam alterar a dinâmica de colisões entre buracos negros e estrelas de nêutrons, deixando assinaturas gravitacionais incomuns. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Como massa e energia são relacionadas, os autores investigam se determinadas configurações de energia <strong>poderiam produzir um comportamento equivalente ao de uma massa negativa. </strong>O modelo considera uma massa positiva imersa em um meio semelhante à energia escura, mas com uma constante cosmológica negativa.</p><h2>Observando objetos de massa negativa</h2><p>Observar diretamente um objeto de massa negativa seria extremamente difícil porque, nos modelos analisados, <strong>sua densidade de energia precisaria atingir valores da ordem de 10¹⁸ kg/m³</strong>. Isso é cerca de 200 trilhões de vezes a densidade média da Terra, tornando improvável uma detecção direta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789952" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-agua-desloca-o-centro-de-massa-da-terra-os-cientistas-detetaram-um-movimento-invisivel-do-nosso-planeta.html" title="A água desloca o centro de massa da Terra: os cientistas detetaram um movimento invisível do nosso planeta">A água desloca o centro de massa da Terra: os cientistas detetaram um movimento invisível do nosso planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-agua-desloca-o-centro-de-massa-da-terra-os-cientistas-detetaram-um-movimento-invisivel-do-nosso-planeta.html" title="A água desloca o centro de massa da Terra: os cientistas detetaram um movimento invisível do nosso planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-mueve-el-centro-de-masa-de-la-tierra-los-cientificos-detectaron-un-movimiento-invisible-de-nuestro-planeta-1790002022783_320.png" alt="A água desloca o centro de massa da Terra: os cientistas detetaram um movimento invisível do nosso planeta"></a></article></aside><p>Por isso, os pesquisadores sugerem procurar efeitos gravitacionais indiretos. Um objeto de massa negativa em movimento em direção a uma massa positiva poderia reduzir parte de seu campo gravitacional.<strong> Esses objetos também poderiam alterar a estrutura de jatos relativísticos</strong> ou deixar assinaturas em colisões entre estrelas de nêutrons e buracos negros.</p><h2>Gravidade modificada</h2><p>Outra possibilidade investigada pelos autores envolve teorias de gravidade modificada, nas quais a Relatividade Geral é complementada por campos escalares adicionais.Em determinadas condições, <strong>a dinâmica desses campos poderia gerar regiões com propriedades equivalentes às de objetos de massa negativa.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-negativa-pode-existir-cientistas-investigam-uma-possibilidade-prevista-pela-fisica-1790431614647.png" data-image="h5ceb8y4l91n" alt="Uma possível forma de procurar esses objetos seria observar como eles desviariam a luz: em vez de atraí-la, a massa negativa poderia produzir uma deflexão gravitacional repulsiva. Crédito: NASA" title="Uma possível forma de procurar esses objetos seria observar como eles desviariam a luz: em vez de atraí-la, a massa negativa poderia produzir uma deflexão gravitacional repulsiva. Crédito: NASA"><figcaption>Uma possível forma de procurar esses objetos seria observar como eles desviariam a luz: em vez de atraí-la, a massa negativa poderia produzir uma deflexão gravitacional repulsiva. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Nesses modelos, a geometria do espaço-tempo ao redor do objeto poderia produzir efeitos gravitacionais diferentes dos previstos pela Relatividade Geral convencional. </strong>A luz, por exemplo, poderia sofrer uma deflexão repulsiva, afastando-se da região de massa negativa em vez de ser desviada em direção à concentração de massa. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nojiri%20and%20Odintsov" data-year="2026" data-title="May%20negative%20mass%20objects%20exist%20in%20the%20sky%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS2212686426001536%3Fvia%253Dihub">Nojiri and Odintsov. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2212686426001536?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">May negative mass objects exist in the sky?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/massa-negativa-pode-existir-cientistas-investigam-uma-possibilidade-prevista-pela-fisica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça cinco das aranhas mais perigosas do mundo e os efeitos de seus venenos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Da aranha-marrom à teia-de-funil australiana, algumas espécies possuem venenos capazes de provocar necrose, alterações neurológicas e problemas respiratórios, exigindo atendimento médico rápido em casos graves de picada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790341052653.jpg" data-image="fe4aelyzkmxz" alt="A aranha-marrom tem três pares de olhos – o que a distingue de outras espécies de aranhas domésticas." title="A aranha-marrom tem três pares de olhos – o que a distingue de outras espécies de aranhas domésticas."><figcaption>A aranha-marrom tem três pares de olhos – o que a distingue de outras espécies de aranhas domésticas. Crédito: Johnathan Coddignton</figcaption></figure><p>Pequenas e discretas ou grandes e defensivas, algumas aranhas possuem <strong>venenos capazes de provocar quadros graves em seres humanos.</strong> Espécies encontradas na América do Sul, América do Norte, Ásia e Oceania estão entre as consideradas mais perigosas devido aos efeitos que suas toxinas podem causar no organismo.</p><p>Entre elas está a <strong>aranha-marrom ou aranha-violinista (</strong><em><strong>Loxosceles laeta</strong></em><strong>)</strong>, comum na América do Sul. Pequena, com cerca de 8 a 12 milímetros, ela costuma procurar locais secos e escuros e pode aparecer dentro de residências. Seu veneno tem propriedades necrosantes e hemolíticas, podendo provocar lesões na pele, destruição de glóbulos vermelhos e, em casos graves, insuficiência renal.</p><p>Outra espécie sul-americana é a <strong>aranha-armadeira (</strong><em><strong>Phoneutria nigriventer</strong></em><strong>)</strong>, também conhecida como aranha-bananeira. Encontrada em países como Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, pode chegar a 4,8 centímetros. Quando ameaçada, assume uma postura defensiva característica, levantando as patas dianteiras.</p><h2>Da armadeira à viúva-negra</h2><p>A picada da armadeira é dolorosa e seu veneno pode provocar<strong> aumento da pressão arterial, febre, vômitos, sudorese e dificuldades respiratórias.</strong> Casos extremos sem tratamento podem evoluir para complicações graves.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790341313780.jpg" data-image="1w1k678mn83z" alt="A aranha-armadeira ou aranha-bananeira é grande em relação às outras aranhas venenosas, pode chegar a 4,8 cm, e é muito presente em países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina." title="A aranha-armadeira ou aranha-bananeira é grande em relação às outras aranhas venenosas, pode chegar a 4,8 cm, e é muito presente em países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina."><figcaption>A aranha-armadeira ou aranha-bananeira é grande em relação às outras aranhas venenosas, pode chegar a 4,8 cm, e é muito presente em países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina. Crédito: João P. Burini</figcaption></figure><p>Mais conhecida internacionalmente, a <strong>viúva-negra (</strong><em><strong>Latrodectus mactans</strong></em><strong>)</strong> ocorre em diferentes regiões das Américas e também na Índia. As fêmeas são as mais perigosas e podem atingir cerca de 2,5 centímetros.</p><p>O veneno da espécie é uma neurotoxina. Após a picada, a dor pode se espalhar pelo corpo e ser acompanhada por cãibras e dores musculares intensas, náuseas e dificuldades respiratórias. Crianças pequenas e idosos estão entre os grupos que exigem maior atenção diante de possíveis complicações.</p><h2>Duas espécies perigosas da Austrália</h2><p>Também pertencente ao gênero <em>Latrodectus</em>, a <strong>aranha-das-costas-vermelhas (</strong><em><strong>Latrodectus hasselti</strong></em><strong>)</strong> é nativa da Austrália, embora já tenha sido registrada em outros países. As fêmeas são tipicamente pretas, com uma faixa vermelha característica sobre o abdômen.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790342198170.jpg" data-image="9vb468uqmo49" alt="Originária da Austrália, a aranha-das-costas-vermelhas (Latrodectus hasselti) também está presente em outros países como Nova Zelândia, Belgica e Japão." title="Originária da Austrália, a aranha-das-costas-vermelhas (Latrodectus hasselti) também está presente em outros países como Nova Zelândia, Belgica e Japão."><figcaption>Originária da Austrália, a aranha-das-costas-vermelhas (Latrodectus hasselti) também está presente em outros países como Nova Zelândia, Belgica e Japão. Crédito: Laurence Grayson</figcaption></figure><p>Seu veneno contém neurotoxinas que podem provocar dor, sudorese, aceleração dos batimentos cardíacos e inchaço dos gânglios linfáticos. A espécie não é considerada especialmente agressiva, mas as fêmeas podem morder quando se sentem ameaçadas ou estão protegendo seus ovos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753473" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seda-de-aranha-a-cola-molecular-que-pode-mudar-os-materiais-do-futuro.html" title="Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro">Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seda-de-aranha-a-cola-molecular-que-pode-mudar-os-materiais-do-futuro.html" title="Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seda-de-aranha-a-cola-molecular-que-pode-mudar-os-materiais-do-futuro-1770692899650_320.jpg" alt="Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro"></a></article></aside><p>A Austrália também abriga a <strong>aranha-teia-de-funil (</strong><em><strong>Atrax robustus</strong></em><strong>)</strong>, apontada entre as espécies de maior risco. De coloração preto-azulada brilhante, ela possui grandes presas, comportamento defensivo e pode morder repetidamente.</p><h2>Veneno pode atingir o sistema nervoso</h2><p>O veneno da teia-de-funil contém peptídeos conhecidos como delta-hexatoxinas, que interferem no funcionamento do sistema nervoso. Sem tratamento adequado, uma picada pode provocar complicações graves e potencialmente fatais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790342330296.jpg" data-image="ezfxzudo09u1" alt="Considerada uma das aranhas mais venenosas e mortais do mundo, a aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é nativa da Austrália e só é encontrada por lá." title="Considerada uma das aranhas mais venenosas e mortais do mundo, a aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é nativa da Austrália e só é encontrada por lá."><figcaption>Considerada uma das aranhas mais venenosas e mortais do mundo, a aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é nativa da Austrália e só é encontrada por lá. Crédito: Andrew Orme</figcaption></figure><p>Apesar da fama desses animais, a gravidade de uma picada depende de fatores como espécie, quantidade de veneno inoculada e condições da pessoa atingida. Diante de uma suspeita de picada por aranha venenosa, a orientação apresentada pelas fontes consultadas pela <em>National Geographic</em> é procurar atendimento médico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="National%20Geographic" data-year="2026" data-title="Aranhas%20mortais%3A%20as%205%20esp%C3%A9cies%20mais%20perigosas%20desses%20aracn%C3%ADdeos%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographicbrasil.com%2Fanimais%2F2025%2F02%2Faranhas-mortais-as-5-especies-mais-perigosas-desses-aracnideos-do-mundo">National Geographic. (2026). <a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2025/02/aranhas-mortais-as-5-especies-mais-perigosas-desses-aracnideos-do-mundo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aranhas mortais: as 5 espécies mais perigosas desses aracnídeos do mundo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "Pompeia" dos Andes: uma erupção gigantesca soterrou toda uma paisagem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 08:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca erupção vulcânica no Chile proporcionou aos cientistas uma visão rara dos antigos Andes, revelando pistas sobre a forma como as montanhas se formaram e se transformaram ao longo de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-pompeii-of-the-andes-giant-eruption-buried-an-entire-landscape-1790183495364.jpg" data-image="dvpr9h7lebls" alt="landscape" title="landscape"><figcaption>Depósitos de ignimbrito de Cardones, esculpidos pelo rio Lluta, no norte do Chile. Crédito: Frances J. Cooper.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science Advances</em> revela que uma <strong>gigantesca erupção vulcânica agiu como o Vesúvio em toda uma paisagem</strong>, <strong>soterrando tudo o que se encontrava por baixo </strong>e preservando terrenos que, de outra forma, teriam sido perdidos devido à erosão.</p><p>Os investigadores estudaram <strong>a rocha vulcânica que entrou em erupção na caldeira de Lauca, no norte do Chile, há 21,9 milhões de anos</strong>. A rocha, denominada ignimbrita, cobre uma área seis vezes maior do que Santiago, a capital do Chile, e pode atingir até um quilômetro de profundidade.</p><h2>Utilizar modelos para mapear paisagens ocultas</h2><p>A equipe simulou centenas de paisagens possíveis, utilizando modelos que mostram como os rios moldam as cadeias montanhosas, para verificar quais delas se poderiam assemelhar à paisagem enterrada sob as rochas. Descobriram que apenas paisagens de relevo relativamente baixo – semelhantes a encostas suaves no sopé das montanhas – teriam sido possíveis. Consideram que<strong> esta parte dos Andes se formou lentamente, a um ritmo de cerca de 2,5 cm a cada 100 anos</strong>.</p><p>Se as rochas tivessem sido empurradas para cima mais rapidamente, a paisagem poderia ter desenvolvido encostas mais íngremes, que não caberiam por baixo dos depósitos vulcânicos.</p><p>As descobertas apoiam <strong>a teoria de que os Andes cresceram lentamente ao longo de dezenas de milhões de anos</strong>. Este processo é lento quando comparado com muitas partes de cadeias montanhosas ativas que se elevam rapidamente, como certas zonas dos Himalaias.</p><p>O Dr. Byron Adams, do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou:<strong> "Esta paisagem foi soterrada por uma erupção vulcânica gigantesca — um pouco como Pompeia, mas numa escala muito maior</strong>. Em vez de cobrir uma cidade, misturas quentes de cinzas vulcânicas, fragmentos de rocha e gás varreram toda uma paisagem, engolindo o terreno por baixo delas.</p><div class="texto-destacado">"Pompeia mostra como as erupções vulcânicas podem congelar um momento na história da humanidade. <strong>Este estudo demonstra que erupções muito maiores também podem congelar momentos na história da Terra</strong>, soterrando paisagens inteiras sob depósitos vulcânicos e preservando pistas sobre como as montanhas estavam a ser formadas antes da erupção.</div><p>"Não podemos escavar para ver a paisagem soterrada, mas podemos usar a forma da camada vulcânica e o que sabemos sobre como os rios moldam as montanhas para inferir o que está escondido por baixo dela."</p><h2>Rocha vulcânica que revela registos geológicos do tempo</h2><p>Os investigadores observaram que a sua estimativa do levantamento correspondia a estudos anteriores sobre os minerais presentes na rocha, que registam as variações de temperatura ao longo dos últimos 50 milhões de anos. Essas variações de temperatura refletem o arrefecimento da rocha à medida que esta se desloca para cima através da crosta terrestre.</p><p>O Dr. Adams acrescentou: "Esta abordagem oferece-nos uma nova forma de olhar para o passado da história da Terra. Os métodos atuais para estimar a velocidade a que as montanhas se formam baseiam-se em “relógios” químicos presentes na rocha, mas estes limitam-se a momentos específicos no tempo.<strong> O nosso método permite estimar a elevação da rocha ao longo de um período muito mais extenso</strong>.</p><p>"Neste caso, estimamos que <strong>teriam sido necessários milhões de anos para formar a paisagem suave que inferimos ter existido antes da erupção</strong>.</p><p>"Existe um debate sobre se os Andes cresceram lenta e constantemente ao longo de 40 ou 50 milhões de anos ou se se elevaram de forma extremamente lenta e, posteriormente, surgiram mais recentemente, nos últimos seis a 10 milhões de anos. <strong>As nossas descobertas, que abrangem uma grande parte do meio dessa história, apoiam a hipótese de um crescimento lento, mas constante</strong>."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781491" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html" title="Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado">Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html" title="Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785522400959_320.jpg" alt="Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado"></a></article></aside><p>A Dra. Frances Cooper, também do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou: "Temos vindo a trabalhar nesta zona dos Andes há muitos anos para compreender como se formaram as montanhas.<strong> Os Andes têm uma grande influência no clima regional e global, pelo que reconstruir a sua história é importante para compreender as alterações climáticas a longo prazo</strong>.</p><p>"O que é particularmente entusiasmante neste estudo é que nos proporciona uma nova forma de reconstituir essa história.<strong> A mesma abordagem poderia ser aplicada a depósitos vulcânicos noutros locais do mundo</strong>, ajudando-nos a reconstruir paisagens enterradas há milhões de anos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Byron%20A.%20Adams%2C%20Frances%20J.%20Cooper%2C%20Clementine%20Walsh%2C%20and%20Katharine%20V.%20Cashman" data-year="2026" data-title="Landscapes%20buried%20beneath%20large-volume%20ignimbrites%20reveal%20preeruptive%20uplift%20rates" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee5374">Byron A. Adams, Frances J. Cooper, Clementine Walsh, and Katharine V. Cashman. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee5374" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Landscapes buried beneath large-volume ignimbrites reveal preeruptive uplift rates</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 23:18:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma imagem do Google Earth permitiu a um pesquisador descobrir a cratera causada pelo impacto de um meteorito na Austrália, o que foi finalmente confirmado por pesquisas geológicas posteriores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790328482081.png" data-image="pup5bc2bshu6"><figcaption>Imagem da cratera no Google Earth.</figcaption></figure><p>O que parecia ser uma curiosa forma circular no meio da Austrália acabou por ser <strong>a marca de um impacto de um meteorito</strong>. E foi descoberta pelo geólogo Arthur Hickman, do Geological Survey of Western Australia.</p><p>A forma chamou rapidamente a atenção do especialista porque tinha <strong>cerca de 260 metros de diâmetro, uma borda elevada e um fundo relativamente plano</strong>, características compatíveis com uma cratera de impacto, mas ainda era necessário realizar uma pesquisa exaustiva.</p><p>E foi assim, com a pesquisa geológica subsequente, os trabalhos de campo e, sobretudo,<strong> uma perfuração realizada vários anos depois, que se conseguiu confirmar que a origem deste local foi um meteorito</strong>.</p><h2>Uma forma perfeita escondida no deserto australiano</h2><p><strong>A cratera situa-se aproximadamente a 36 quilômetros a norte de Newman</strong>, na cordilheira de Ophthalmia, na região de Pilbara, uma região formada por rochas extremamente antigas, pertencentes ao chamado cratão de Pilbara.</p><p>O seu diâmetro médio é de aproximadamente 260 metros, com <strong>uma borda que se eleva cerca de 30 metros acima do fundo relativamente plano da estrutura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790327961365.jpeg" data-image="oz1sgh24n39o"><figcaption>Região de Pilbara, Austrália.</figcaption></figure><p>O caso Hickman é um bom exemplo de como as imagens obtidas por satélite podem mudar <strong>a forma de investigar a superfície terrestre</strong>.</p><p>Antes da existência de ferramentas como o Google Earth, localizar uma estrutura circular com apenas algumas centenas de metros numa região tão extensa <strong>teria exigido percorrer grandes áreas de terreno ou dispor de informação geológica e fotografias aéreas muito detalhadas</strong>.</p><h2>Uma perfuração de quase 65 metros atravessou a cratera</h2><p>Em 2012, o Geological Survey of Western Australia realizou <strong>uma campanha de perfuração científica em colaboração com a empresa mineira Atlas Iron</strong>, que já operava na zona.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782718" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.html" title="Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica">Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.html" title="Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica-1786213581075_320.jpg" alt="Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica"></a></article></aside><p>Os investigadores realizaram <strong>uma perfuração vertical até quase 65 metros de profundidade</strong> no centro da estrutura, o que permitiu reconstruir parte da história desta cratera.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Un equipo de investigadores ha descubierto el cráter de impacto más antiguo de la Tierra -hasta el momento- en el cratón de Pilbara (Australia), formado hace unos 3500 millones de años, cuando nuestro planeta era un lugar muy diferente. <a href="https://t.co/np0P8Zd8UK">pic.twitter.com/np0P8Zd8UK</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://x.com/geologoenapuros/status/1897706387913768966?ref_src=twsrc%5Etfw">March 6, 2025</a></blockquote></figure><p> Os primeiros 48,4 metros eram constituídos praticamente por sedimentos que se tinham acumulado após o impacto e, logo abaixo destes, <strong>apareciam as rochas originais do terreno, mas intensamente fraturadas pelo evento</strong>. </p><p>E quanto mais fundo se perfurava, mais perto estavam os investigadores<strong> das rochas que tinham sofrido diretamente as consequências do impacto</strong>, pelo que a informação era mais fiável e de maior qualidade.</p><h3>O ferro do meteorito deixou a sua assinatura química</h3><p>Os investigadores analisaram materiais provenientes destas perfurações na zona da cratera, encontrando <strong>concentrações elevadas de níquel e elementos do grupo da platina, entre os quais o irídio e o paládio</strong>.</p><p>Além disso, a elevada concentração de níquel apontava para <strong>um meteorito de ferro</strong>.</p><h2>Um meteorito com até 10 metros de diâmetro</h2><p>Os cálculos efetuados pelos investigadores indicam que o objeto que escavou <strong>a cratera pode ter tido cerca de 10 metros de diâmetro</strong>.</p><p>Este valor pode parecer pequeno, mas um objeto com essas dimensões, a viajar a velocidades incalculáveis, <strong>liberta uma enorme quantidade de energia ao colidir com o solo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">New <a href="https://x.com/hashtag/CurtinResearch?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CurtinResearch</a> has uncovered the worlds oldest meteorite crater in <a href="https://x.com/hashtag/WesternAustralia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#WesternAustralia</a>s <a href="https://x.com/hashtag/Pilbara?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pilbara</a> region 3.5 billion years old! Led by Professors Tim Johnson and Chris Kirkland, this find could reshape Earths history. <a href="https://x.com/hashtag/EarthScience?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EarthScience</a> <a href="https://x.com/hashtag/MeteoriteImpact?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MeteoriteImpact</a> <a href="https://t.co/raH8X9Q6sw">pic.twitter.com/raH8X9Q6sw</a></p>— Curtin Media (@CurtinMedia) <a href="https://x.com/CurtinMedia/status/1899630879791882521?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2025</a></blockquote></figure><p>O resultado foi uma depressão que, tal como já foi referido, tinha aproximadamente <strong>260 metros de diâmetro e um desnível de até 30 metros na sua borda</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O cérebro de uma mosca foi mapeado por completo, revelando milhões de conexões]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 21:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas conseguiram mapear pela primeira vez toda a rede de conexões neurais do cérebro e do sistema nervoso central de uma mosca. O mapa revelou como diferentes grupos de neurônios se organizam em funções e comportamentos específicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes-1790431370627.png" data-image="nw1kgwqi2lil" alt="Pesquisadores da Google Research ajudaram a criar um mapa completo do cérebro e sistema nervoso de uma mosca-da-fruta macho, reconstruindo milhares de neurônios e suas conexões. Crédito: Google" title="Pesquisadores da Google Research ajudaram a criar um mapa completo do cérebro e sistema nervoso de uma mosca-da-fruta macho, reconstruindo milhares de neurônios e suas conexões. Crédito: Google"><figcaption>Pesquisadores da Google Research ajudaram a criar um mapa completo do cérebro e sistema nervoso de uma mosca-da-fruta macho, reconstruindo milhares de neurônios e suas conexões. Crédito: Google</figcaption></figure><p>A conectômica é o estudo da organização das conexões entre neurônios, produzindo um mapa do sistema nervoso em escala sináptica. Em setembro de 2026, pesquisadores do <em>Google Research</em> publicaram <strong>o conectoma completo do sistema nervoso central de uma mosca-da-fruta macho, com mais de 166 mil neurônios e milhões de conexões.</strong></p><p><strong>A importância da conectômica para a inteligência artificial (IA) está em permitir estudar o cérebro como uma rede computacional real.</strong> Ao reconstruir essas redes, pesquisadores podem investigar princípios de organização que dão origem à percepção, ao aprendizado e ao comportamento, oferecendo referências para modelos de IA.</p><p>No futuro, esses mapas também podem ajudar a entender como redes neurais biológicas realizam computações que os modelos artificiais tentam reproduzir de maneira simplificada. <strong>A ideia é identificar os princípios de conectividade, dinâmica e processamento que podem ser implementados computacionalmente. </strong></p><h2>Por que uma mosca?</h2><p><strong>A <em>Drosophila melanogaster</em> foi escolhida porque é um dos organismos-modelo mais importantes da biologia, especialmente em genética e neurociência. </strong>Seu ciclo de vida curto e sistema nervoso compacto permitem estudar relações entre circuitos neurais e comportamento com muito mais facilidade do que em animais maiores. </p><div class="texto-destacado">Além disso, a espécie já possui décadas de dados genéticos e experimentais acumulados, tornando seus circuitos particularmente valiosos para estudos de larga escala.</div><p>Mapear o cérebro humano, com cerca de 86 bilhões de neurônios, ainda está muito além da capacidade atual de reconstrução em escala sináptica. Por isso, <strong>pesquisadores utilizam organismos menores para desenvolver métodos de microscopia, reconstrução e análise computacional.</strong></p><h2>Conectômica</h2><p>A conectômica começa com a fragmentação do cérebro em milhões de cortes extremamente finos, seguida pela obtenção de imagens de cada seção por microscopia eletrônica. <strong>Modelos de IA processam essas imagens bidimensionais e as combinam para reconstruir em 3D a forma dos neurônios e suas conexões sinápticas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes-1790431318718.png" data-image="gx0vdnzs5u0s" alt="O novo mapa se junta ao conectoma da mosca-da-fruta fêmea, permitindo comparar como os circuitos neurais se organizam e variam entre os sexos. Crédito: Google" title="O novo mapa se junta ao conectoma da mosca-da-fruta fêmea, permitindo comparar como os circuitos neurais se organizam e variam entre os sexos. Crédito: Google"><figcaption>O novo mapa se junta ao conectoma da mosca-da-fruta fêmea, permitindo comparar como os circuitos neurais se organizam e variam entre os sexos. Crédito: Google</figcaption></figure><p>O processo ainda exige validação humana, principalmente para corrigir erros e identificar diferentes tipos de neurônios. <strong>Sistemas mais recentes, como o PATHFINDER, usam dados sintéticos e técnicas de IA para aumentar a velocidade e a precisão dessas reconstruções.</strong> Projetos de conectômica podem passar de mapas de pequenos circuitos para maiores.</p><h2>Descobertas</h2><p>O conectoma da mosca-da-fruta já está sendo usado para investigar como circuitos neurais processam informações visuais, estímulos gustativos e comportamentos sociais. <strong>Três estudos publicados junto ao mapa completo analisaram essas funções em escala de circuitos.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736111" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/google-deu-mais-um-salto-na-tecnologia-e-conseguiu-realizar-experimento-quantico.html" title="Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico">Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/google-deu-mais-um-salto-na-tecnologia-e-conseguiu-realizar-experimento-quantico.html" title="Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/google-deu-mais-um-salto-na-tecnologia-e-conseguiu-realizar-experimento-quantico-1761520899428_320.jpg" alt="Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico"></a></article></aside><p>As mesmas técnicas de reconstrução e análise podem ser aplicadas a organismos mais complexos. <strong>No longo prazo, esse conhecimento pode contribuir para compreender alterações dos circuitos neurais associadas a doenças neurodegenerativas </strong>e transtornos neurológicos, além de orientar novas estratégias de diagnóstico e reparo cerebral.</p><h2>Próximo passo: peixes</h2><p><strong>O próximo passo da conectômica é avançar para vertebrados, cujos sistemas nervosos possuem medula espinhal. </strong>Um estudo recente mapeou parte do cérebro posterior do peixe-elefante, responsável pelo processamento de sinais, e combinou o conectoma com dados funcionais para investigar o aprendizado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes-1790431265691.png" data-image="53zygv4q42o2" alt="O próximo passo é avançar para vertebrados, como o peixe-zebra, para mapear redes neurais mais próximas da organização do cérebro humano. Crédito: Google" title="O próximo passo é avançar para vertebrados, como o peixe-zebra, para mapear redes neurais mais próximas da organização do cérebro humano. Crédito: Google"><figcaption>O próximo passo é avançar para vertebrados, como o peixe-zebra, para mapear redes neurais mais próximas da organização do cérebro humano. Crédito: Google</figcaption></figure><p><strong>O peixe-zebra é outro modelo estratégico porque suas larvas possuem cérebros pequenos o suficiente para serem mapeados integralmente com as técnicas atuais. </strong>Pesquisadores estão construindo um conectoma de todo o cérebro da larva, combinando informações sobre estrutura, tipos moleculares de neurônios e atividade neural. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Google%20Research" data-year="2026" data-title="A%20connectomics%20milestone%3A%20Mapping%20the%20complete%20male%20fruit%20fly%20brain" data-url="https%3A%2F%2Fresearch.google%2Fblog%2Fa-connectomics-milestone-mapping-the-complete-male-fruit-fly-brain%2F">Google Research. (2026). <a href="https://research.google/blog/a-connectomics-milestone-mapping-the-complete-male-fruit-fly-brain/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A connectomics milestone: Mapping the complete male fruit fly brain</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A duração da época de degelo no Ártico estabilizou nos últimos anos, apesar do rápido aquecimento]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 20:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há décadas que o gelo marinho do Ártico tem vindo a derreter mais cedo na primavera e a congelar mais tarde no outono, mas esta tendência mudou recentemente. Por que razão isto está a acontecer, quando as regiões do Ártico estão a aquecer mais rapidamente do que o resto do mundo?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090010343.png" data-image="nyeft5otbujp"><figcaption>Desde o início dos registos por satélite, a época de derretimento no Ártico tem-se prolongado na maioria das décadas, especialmente durante a década de 2000 (à esquerda). Desde 2010 (à direita), a época de derretimento parece ter-se estabilizado. Imagens de Michala Garrison com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>Embora a época de derretimento do gelo marinho se tenha prolongado drasticamente durante a maior parte da era dos satélites, <strong>a tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010</strong>.</p><p>Durante décadas, o gelo marinho do Ártico tem derretido mais cedo na primavera e congelado mais tarde no outono, prolongando a época de derretimento e contribuindo para uma perda generalizada de gelo. Um novo estudo liderado pela NASA concluiu que, embora <strong>a época de derretimento no Ártico se tenha prolongado drasticamente desde o início dos registos por satélite</strong>, essa tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090025321.gif" data-image="vjzncl02lei8"><figcaption>Tal como acima, mas apresentado como uma sequência de décadas destacadas no recorte. Imagens de Michala Garrison, com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>De acordo com o estudo, a época de derretimento no Ártico é agora cerca de 40 dias mais longa do que era em 1979. <strong>A maior parte deste aumento ocorreu antes de 2010</strong>. Desde então, a duração média da época de derretimento tem-se mantido relativamente estável, apesar das grandes flutuações de ano para ano.</p><h2>Resultados do estudo da NASA</h2><p>Os pesquisadores analisaram <strong>observações por satélite realizadas entre 1979 e 2023 para determinar quando o gelo marinho começa a derreter</strong> em cada primavera e quando volta a congelar em cada outono. Concluíram que esta alteração se deveu principalmente ao facto de o gelo marinho congelar mais tarde no ano, em vez de derreter mais cedo na primavera.</p><p>“Anteriormente, havia mais gelo plurianual que não derretia todos os verões," explicou Linette Boisvert, coautora do estudo e investigadora especializada em gelo no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA. <strong>"Agora que o gelo está mais fino e há menos, a variabilidade é muito maior."</strong> No entanto, em média, o declínio na espessura e extensão do gelo marinho que ocorreu durante a década de 2000 parece ter cessado, por enquanto.</p><p>Para compreender o motivo, a equipa analisou as alterações no balanço energético do Ártico: a diferença líquida entre o calor proveniente do Sol, da atmosfera e do oceano e a radiação infravermelha reemitida para o espaço.</p><p><strong>Durante o período de rápida perda de gelo na década de 2000, a redução da cobertura de gelo expôs águas oceânicas mais escuras, que absorveram mais luz solar</strong>. Esta energia solar adicional atrasou o congelamento e contribuiu para prolongar a época de derretimento.</p><p><strong>No mapa à esquerda, as áreas mais vermelhas assinalam as regiões onde a época de derretimento aumentou mais rapidamente durante essa década, em até cinco dias por ano</strong>. Grande parte do gelo ártico atual é mais jovem e mais fino do que o gelo plurianual que outrora se estendia mais amplamente pelo Oceano Ártico, tornando-o mais vulnerável a variações na cobertura de nuvens, tempestades e ventos.</p><p>Desde 2010, as alterações na cobertura de nuvens reduziram a quantidade de luz solar que atinge algumas áreas do Oceano Ártico. Isto fez com que a época de derretimento variasse de ano para ano, mantendo-se, no entanto, relativamente estável a longo prazo. <strong>O mapa à direita reflete esta mudança, com tons mais claros de azul e vermelho a indicarem taxas de variação mais moderadas durante essa década</strong>.</p><p>Estas conclusões não sugerem que as alterações no clima da Terra tenham deixado de afetar o Ártico.</p><div class="texto-destacado"><strong>A região continua a aquecer quase quatro vezes mais depressa do que a média global, e o gelo marinho remanescente é consideravelmente mais fino do que era há várias décadas.</strong></div><p>Em vez disso, o estudo sugere que o Ártico possa ter entrado numa nova fase, na qual os padrões meteorológicos anuais têm uma influência maior na época de derretimento do que tinham anteriormente.</p><p><strong>"A duração da época de derretimento depende muito mais de efeitos atmosféricos,"</strong> afirmou Boisvert. "Estes parecem desempenhar um papel mais importante porque o gelo está frequentemente mais fino e mais vulnerável desde o início."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos">Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704334813_320.png" alt="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"></a></article></aside><p><strong>Os pesquisadores alertam que a aparente estabilização poderá ser temporária</strong>. A norte da Groenlândia e do Arquipélago Ártico Canadiano, persiste ainda uma espessa camada de gelo ártico ao longo de todo o ano. O afinamento contínuo do gelo nestas regiões poderá desencadear outro período de rápida perda de gelo marinho, com o potencial de prolongar ainda mais a época de derretimento.</p><p>Por enquanto, <strong>o estudo destaca a importância de continuar as observações por satélite do gelo marinho ártico e do balanço energético que controla o seu crescimento e derretimento</strong>. Resta determinar se a recente estabilização representa uma mudança duradoura na época de derretimento ou uma pausa antes de outro período de mudanças rápidas.</p><p>Imagens do <em>NASA Earth Observatory</em>, produzidas por Michala Garrison, utilizando dados de <em>Boisvert, L., et al. (2026)</em>. Artigo de James Riordon/Equipa de Notícias de Ciências da Terra da NASA. </p><p>Fonte:<a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank"> </a><strong><a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank">NASA</a> </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boisvert%2C%20L.%2C%20Parker%2C%20C.%2C%20Valkonen%2C%20E.%20et%20al" data-year="" data-title="A%20recent%20stabilization%20in%20the%20lengthening%20of%20the%20Arctic%20sea%20ice%20melt%20season%20into%20a%20highly%20variable%20regime.%20Commun%20Earth%20Environ" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-03534-8">Boisvert, L., Parker, C., Valkonen, E. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03534-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A recent stabilization in the lengthening of the Arctic sea ice melt season into a highly variable regime. Commun Earth Environ</a>.</cite></p></section><p><a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03534-8"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Titanossauros criavam “incubadoras naturais” para proteger seus ovos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 18:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fósseis encontrados no sul da Argentina indicam que alguns dos maiores dinossauros da história conseguiam se reproduzir em altas latitudes usando ninhos que mantinham seus ovos aquecidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos-1790262000212.jpg" data-image="zf6b950fxiry" alt="Uma ninhada de ovos fossilizados de titanossauro. • Darla Zelenitsky" title="Uma ninhada de ovos fossilizados de titanossauro. • Darla Zelenitsky"><figcaption>Uma ninhada de ovos fossilizados de titanossauro. Crédito: Darla Zelenitsky</figcaption></figure><p>Alguns dos maiores animais que já caminharam pela Terra conseguiam se reproduzir muito longe do equador. Fragmentos de<strong> ovos de titanossauros encontrados no sul da Argentina</strong> indicam que esses gigantes provavelmente desenvolveram uma <strong>estratégia para manter seus ovos aquecidos </strong>mesmo em regiões com menor incidência de luz solar.</p><p>A descoberta foi feita a partir de <strong>255 fragmentos de cascas encontrados na Formação Chorrillo</strong>, cerca de 322 quilômetros ao norte do Estreito de Magalhães. Os fósseis têm aproximadamente 68 milhões de anos e estavam em uma região que, no período, ficava entre 55 e 60 graus de latitude sul.</p><p>Segundo estudo publicado na revista <em>Royal Society Open Science</em>, trata-se do ambiente de nidificação de saurópodes localizado na maior latitude já conhecido e da evidência confirmada mais ao sul de ovos de dinossauros. A descoberta mostra que os<strong> titanossauros </strong>não apenas circulavam por altas latitudes, mas também conseguiam <strong>completar ali pelo menos parte de seu ciclo reprodutivo.</strong></p><h2>Vegetação pode ter funcionado como incubadora</h2><p>Diferentemente das aves atuais, os enormes titanossauros <strong>provavelmente não se sentavam sobre os ovos para chocá-los</strong>. Além do comportamento ser considerado improvável pelos pesquisadores, o peso desses animais tornaria essa estratégia inviável.</p><div class="texto-destacado">A hipótese apresentada pelo estudo é que eles construíam grandes ninhos em forma de montículos, usando solo e vegetação. À medida que o material vegetal se decompunha, liberava calor suficiente para auxiliar na incubação dos ovos, funcionando como uma espécie de incubadora natural.</div><p>As cascas encontradas também eram bastante porosas. Se permanecessem expostas ao ar livre, <strong>os ovos poderiam perder água e secar, comprometendo os embriões</strong>. Enterrá-los em areia, solo ou vegetação ajudaria a manter a umidade necessária ao desenvolvimento.</p><h2>Gigantes nasciam com poucos quilos</h2><p>A descoberta também <strong>amplia o conhecimento sobre a capacidade de adaptação dos titanossauros. </strong>Até então, pesquisadores consideravam a possibilidade de esses animais visitarem regiões de altas latitudes apenas durante períodos mais quentes e depois migrarem para áreas próximas ao equador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos-1790262150887.jpg" data-image="a08dgejtbp1z" alt="Segundo Darla Zelenitsky, paleontóloga e professora associada da Universidade de Calgary, em Alberta, ainda existem alguns mistérios em relação a esse assunto (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)" title="Segundo Darla Zelenitsky, paleontóloga e professora associada da Universidade de Calgary, em Alberta, ainda existem alguns mistérios em relação a esse assunto (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)"><figcaption>Segundo Darla Zelenitsky, paleontóloga e professora associada da Universidade de Calgary, em Alberta, ainda existem alguns mistérios em relação a esse assunto. Crédito: Google Gemini/Imagem Gerada por IA</figcaption></figure><p>Os novos fósseis indicam que eles poderiam permanecer nessas regiões durante todo o ano ou, pelo menos, tempo suficiente para se reproduzir. Os titanossauros estão entre os <strong>maiores dinossauros conhecidos</strong>, com alguns indivíduos estimados em até 75 toneladas.</p><p>Apesar das dimensões impressionantes dos adultos,<strong> seus ovos eram relativamente pequenos. </strong>Segundo os pesquisadores, poderiam comportar cerca de quatro litros, enquanto os filhotes teriam aproximadamente quatro quilos ao nascer.</p><h2>Ninhos podiam ocupar grandes áreas</h2><p>Ainda não foi possível determinar exatamente qual espécie produziu os ovos. Dentes encontrados na mesma região, porém, pertencem a <strong>colossossaurianos</strong>, grupo que inclui alguns dos maiores titanossauros conhecidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779288" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos.html" title="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos">Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos.html" title="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos-1784405176989_320.jpg" alt="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos"></a></article></aside><p>Os ninhos também não seriam pequenos. A paleontóloga Darla Zelenitsky, uma das responsáveis pelo estudo, estima <strong>estruturas formadas por montes de terra e vegetação</strong> aproximadamente do tamanho de uma mesa de piquenique, com os ovos enterrados em seu interior.</p><p>Caso esses animais nidificassem coletivamente, as estruturas poderiam transformar significativamente a paisagem. Para os pesquisadores, os fósseis revelam <strong>uma nova dimensão da capacidade de adaptação dos gigantes do Cretáceo</strong>, que encontraram maneiras de garantir sua reprodução mesmo em ambientes distantes das regiões tropicais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN%20Brasil" data-year="2026" data-title="Titanossauros%20se%20reproduziam%20em%20altas%20latitudes%20com%20estrat%C3%A9gia%20inteligente" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fcuriosidades%2Ftitanossauros-se-reproduziam-em-altas-latitudes-com-estrategia-inteligente%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">CNN Brasil. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/titanossauros-se-reproduziam-em-altas-latitudes-com-estrategia-inteligente/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Titanossauros se reproduziam em altas latitudes com estratégia inteligente</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Assim é viver e trabalhar a 4.000 m acima do nível do mar: “Aqui as doenças nem sequer chegam”]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/assim-e-viver-e-trabalhar-a-4-000-m-acima-do-nivel-do-mar-aqui-as-doencas-nem-sequer-chegam.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 17:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 4.000 metros de altitude, Juanito cuida de 150 ovelhas no Equador, enquanto trabalhadores de uma mina na Argentina enfrentam turnos na mesma altitude.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159819788.jpg" data-image="px34jv9y09af"><figcaption>Juanito, de 71 anos, cuida de cerca de 150 ovelhas nos páramos do Equador, onde vive com parte de sua família a 4.000 metros de altitude. Imagem: @josueyeli/Youtube</figcaption></figure><p>A vida em locais situados <strong>acima de 4.000 metros de altitude</strong> tem pouco em comum com a que se desenvolve em altitudes menores. Nos <em>páramos </em>do <strong>Equador</strong>, Juanito mantém um vínculo com a terra há 71 anos e continua cuidando de cerca de 150 ovelhas. Por outro lado, na <strong>Cordilheira de San Juan</strong>, os trabalhadores da mina Veladero, na <strong>Argentina</strong>, permanecem 15 dias na montanha antes de passar outros 15 em casa.</p><p>São duas formas de viver nas alturas e duas rotinas completamente distintas. Uma está ligada a uma família indígena que vive há gerações no mesmo ambiente; a outra depende de um sistema de turnos que permite manter a atividade de mineração em funcionamento dia e noite. Em ambos os casos, o <strong>corpo e os hábitos precisam se adaptar</strong> a milhares de metros acima do nível do mar.</p><h2>Viver a 4.000 metros junto a um rebanho</h2><p>Juanito vive nas <strong>terras altas do Equador</strong> com parte de sua família. Ele pertence à cultura indígena Panzaleo e nasceu no mesmo lugar que seus pais. Continua vivendo lá aos 71 anos, sem cogitar abandonar uma atividade que conhece desde criança. “Aqui vivemos tranquilos. Somos felizes com a tranquilidade”, explica.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/8tUuYhYap-Q/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=8tUuYhYap-Q" id="8tUuYhYap-Q"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Sua jornada começa quando ele abre o curral e conduz os animais para as áreas de pastagem. O trajeto pode levar 40 minutos ou até mais. A atividade se repete dia após dia e faz parte de uma tradição familiar. “Meu pai e minha mãe também nasceram aqui. Por isso não fomos embora”, conta.</p><p>A moradia também não se parece com uma casa convencional. A família vive em <strong>cabanas feitas de barro e palha</strong>, aquece-se com lenha e dorme sobre colchões de palha cobertos por várias mantas. Também cultiva e colhe alimentos, embora, ocasionalmente, vá à cidade para comprar produtos e vender parte do que produz.</p><h2>Uma rotina marcada pelo frio e pelo isolamento</h2><p>Para Juanito, viver longe das cidades tem uma vantagem relacionada à tranquilidade. Ele tem seis filhos e seis netos — alguns ainda ao seu lado — e considera que ter permanecido ali permitiu manter um estilo de vida familiar que conhece desde sempre. “Graças a Deus, vivemos com tranquilidade, e <strong>as doenças não chegam aqui</strong>”, afirma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159973906.jpg" data-image="srw1ra9kxgji"><figcaption>Juanito mantém uma vida ligada ao pastoreio nos páramos equatorianos, onde acompanha seu rebanho todos os dias a mais de 4.000 metros de altitude. Imagem: @josueyeli/YouTube</figcaption></figure><p>O trabalho com as ovelhas não ocupa todos os momentos do dia. Durante os deslocamentos com o rebanho, o pastor costuma levar uma flauta andina e tocar enquanto caminha. Sua relação com o instrumento chega a inspirar uma de suas brincadeiras: “ela gosta mais de mim do que a minha mulher”.</p><p>A vida de Juanito tornou-se conhecida por um público mais amplo depois que Josué e Elie, do canal do YouTube “<em>Ecuador y sus paisajes</em>”, conviveram por três dias com ele e sua família. Essa estadia permitiu mostrar as tarefas cotidianas, o cuidado com os animais e as condições de vida nos <em>páramos</em>. Após mais de sete décadas no local, Juanito resume seu dia a dia assim: “Somos felizes aqui com a tranquilidade e trabalhamos com as 150 ovelhinhas”.</p><h2>Viver a 4.000 metros durante 15 dias seguidos</h2><p>A milhares de quilômetros de distância, a altitude também condiciona a rotina de quem trabalha na<strong> mina Veladero</strong>, situada a mais de 4.000 metros na <strong>Cordilheira de San Juan</strong>, a <strong>oeste da província argentina de San Juan</strong>. O complexo se prepara para completar 20 anos de operação ininterrupta e funciona em regime de revezamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159493041.jpg" data-image="jn2qi6ckqpru"><figcaption>A mina Veladero opera a mais de 4.000 metros de altitude, com equipes organizadas em turnos diurnos e noturnos. Imagem: tiempodesanjuan.com</figcaption></figure><p>Os funcionários permanecem <strong>15 dias na montanha</strong> e, depois, dispõem de outros 15 de descanso. O primeiro dia é geralmente destinado à aclimatação, devido aos efeitos que a subida pode provocar. Superada essa fase inicial de adaptação, a atividade prossegue dividida entre turnos diurnos e noturnos.</p><p>Na área de extração, operam 52 caminhões que mantêm a atividade de forma contínua. Cada veículo chega a realizar cerca de 600 viagens por turno. A equipe que opera essas máquinas é composta majoritariamente por mulheres, em uma atividade que, durante décadas, teve predominância masculina.</p><h2>Dormir, comer e trabalhar de acordo com o turno</h2><p>A rotina diária muda completamente quando chega o turno da noite. Quem trabalha nesse horário almoça entre as 17h e as 19h, enquanto o jantar é servido entre a meia-noite e as 3h da manhã. <strong>O horário de trabalho determina boa parte dos hábitos enquanto permanecem na mina</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">9 de Julio | Día de la Independencia Argentina<br><br>Desde el corazón de la cordillera, teñida de celeste y blanco, nuestro homenaje hoy es trabajar con alegría y el compromiso de cada minero y minera para fortalecer al país ️<a href="https://x.com/hashtag/Veladero?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Veladero</a> <a href="https://x.com/hashtag/Miner%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Minería</a> <a href="https://x.com/hashtag/D%C3%ADaDelaindependencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#DíaDelaindependencia</a> <a href="https://t.co/UqawfFuS24">pic.twitter.com/UqawfFuS24</a></p>— Veladero (@MinaVeladero) <a href="https://x.com/MinaVeladero/status/1545770964818006018?ref_src=twsrc%5Etfw">July 9, 2022</a></blockquote></figure><p>A extração também não pode parar. De fato, manter a atividade permite preservar a estabilidade estrutural da jazida e prevenir problemas como desabamentos ou inundações. Por esse motivo, as equipes são distribuídas entre os turnos diurnos e noturnos.</p><p>O retorno para casa é parte essencial desse sistema. “Nossos cérebros estão programados para trabalhar apenas 14 dias. Já no 15º dia, queremos descer, ver nossas famílias, retomar nossas vidas. Mas somos gratos; esta mina mudou nossas vidas”, comentaram os trabalhadores de Veladero ao veículo de comunicação argentino “<em>Tiempo de San Juan</em>”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/distrito-mineiro-a-mais-de-1-500-metros-de-altitude-ganha-destaque-seu-charme-europeu-e-reconhecido-mundialmente.html" title="Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente">Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/distrito-mineiro-a-mais-de-1-500-metros-de-altitude-ganha-destaque-seu-charme-europeu-e-reconhecido-mundialmente.html" title="Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/distrito-mineiro-a-mais-de-1-500-metros-de-altitude-ganha-destaque-seu-charme-europeu-e-reconhecido-mundialmente-1782332475838_320.jpg" alt="Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente"></a></article></aside><p>Dois <strong>modos de vida</strong> a mais de 4.000 metros de altitude, separados por milhares de quilômetros e por trabalhos muito distintos, mas condicionados, em ambos os casos, pela mesma altitude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/assim-e-viver-e-trabalhar-a-4-000-m-acima-do-nivel-do-mar-aqui-as-doencas-nem-sequer-chegam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A planta perfeita para o verão: trepadeira dá sombra, perfume e transforma qualquer varanda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 14:16:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Conheça aqui uma planta trepadeira ótima para o verão, pois ela deixa sua casa mais fresca com a sombra que proporciona, além de mais florida e perfumada, e não exige muitos cuidados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda-1790362341402.jpg" data-image="ccnn5tf3by5o"><figcaption>De flores azuladas, roxas ou brancas, esta planta se destaca na paisagem e serve de cobertura para pergolados, por exemplo.</figcaption></figure><p>O verão logo estará aí, e neste calor ter a <strong>varanda </strong>ou outra área externa da casa com <strong>sombra e ar fresco </strong>seria muito bom, não é mesmo? Pois saiba que uma planta trepadeira muito vistosa pode proporcionar isso sozinha.</p><p>Além de criar uma sombra natural, esta <strong>planta </strong>ainda <strong>perfuma e embeleza o espaço</strong>. Descubra abaixo de que planta estamos falando.</p><h2>A planta que traz perfume e ar fresco à varanda de casa</h2><p>Estamos falando da<strong> glicínia (<em>Wisteria</em>)</strong>, uma planta trepadeira clássica e elegante, famosa por suas<strong> flores delicadas e perfumadas em cachos pendentes </strong>que formam cascatas impressionantes em tons de lilás, roxo, azul ou branco.</p><p>Ela cresce vigorosamente, cobrindo estruturas com um volume de folhas capaz de criar sombra natural e ajudar a controlar o calor ao redor. É uma <strong>ótima opção de cobertura para pergolados, arcos, muros e cercas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Uma curiosidade: a palavra "glicínia" vem do grego <em>glukús</em>, que significa "doçura" ou "ternura", por causa do perfume de suas flores, representando o amor e a beleza efêmera. </div><p>Mas suas flores costumam aparecer com maior intensidade na primavera, criando um efeito ornamental bastante marcante.</p><p>As <strong>espécies</strong> mais comuns são a <em>Wisteria sinensis</em>, de origem chinesa e com cachos menores, porém em grande quantidade, e a <em>Wisteria floribunda</em>, nativa do Japão e com cachos mais longos e exuberantes.</p><h2>Como cultivar a glicínia</h2><p>De crescimento lento, a glicínia pode levar anos para se tornar adulta e iniciar o florescimento; mas é muito longeva e pode viver até 100 anos. </p><p>A glicínia deve ser plantada em<strong> solo bem drenado, fértil</strong> e rico em matéria orgânica. Ah, e um detalhe: como seus ramos podem ficar pesados, ela não é indicada para estruturas frágeis. É importante<strong> oferecer suportes robustos e resistentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda-1790362388933.jpg" data-image="o2yw8nf2ctgr"><figcaption>Com os cuidados corretos, a glicínia vai encher seu ambiente de perfume e sombra.</figcaption></figure><p>Ela <strong>pode atingir mais de 10 a 15 metros de comprimento</strong>, exigindo podas regulares de contenção e formação. </p><p>Além disso, ela prefere<strong> locais com luz solar direta</strong>, já que floresce melhor quando recebe algumas horas de sol direto por dia. A luz direta estimula seu crescimento e ajuda os cachos a terem cor e perfume mais intensos. Ela pode tolerar sombra parcial, mas a luz solar direta é preferível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda-1790362419447.jpg" data-image="0b4e8x5wcphz"><figcaption>A glicínia tem longos cachos pendentes (de 15 a 30 cm) que florescem na primavera, exalando um perfume adocicado marcante.</figcaption></figure><p>Quanto à adubação, aconselha-se aplicar fertilizantes balanceados na primavera para promover um crescimento saudável. As <strong>podas devem ser feitas regularmente</strong> (no final do inverno ou início da primavera é ideal) para controlar o crescimento e moldar a planta, e incentivar a formação de flores. Aliás, ela <strong>atinge a floração no período da primavera</strong>.</p><p>As <strong>regas </strong>devem ser <strong>regulares e moderadas</strong>, mantendo o solo uniformemente úmido, principalmente durante o estabelecimento da planta; mas<strong> evitando o encharcamento</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior.html" title="O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior">O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior.html" title="O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior-1788987182457_320.jpg" alt="O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior"></a></article></aside><p>Esta planta ainda <strong>atrai polinizadores</strong> como abelhas e borboletas, deixando o ambiente mais vivo durante a estação.</p><p>Ah, é importante destacar que esta é uma <strong>planta tóxica</strong> e deve ficar longe do alcance de crianças pequenas e de animais de estimação, para evitar que eles ingerem ela.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Oeste" data-year="2025" data-title="A%20trepadeira%20que%20transforma%20varandas%20no%20ver%C3%A3o%20e%20ainda%20cria%20uma%20sombra%20natural%20perfumada" data-url="https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Foestegeral%2F2025%2F12%2F03%2Fa-trepadeira-que-transforma-varandas-no-verao-e-ainda-cria-uma-sombra-natural-perfumada%2F">Redação Oeste. (2025). <a href="https://revistaoeste.com/oestegeral/2025/12/03/a-trepadeira-que-transforma-varandas-no-verao-e-ainda-cria-uma-sombra-natural-perfumada/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A trepadeira que transforma varandas no verão e ainda cria uma sombra natural perfumada</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>