<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Thu, 01 Oct 2026 18:10:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:10:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Fatos, fakes e desinformação: tudo o que você precisa saber sobre o “Super El Niño”]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:52:55 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Existe mesmo um “Super” El Niño? A origem dele foi um terremoto no Japão? E o ONI, alcançou mesmo 3,1°C? E os modelos, "projetam" ou “preveem” uma intensificação do fenômeno até o verão? Vamos desvendar os termos que vêm causando confusão - até mesmo entre os profissionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790867631236.png" data-image="nwg359e8ty47" alt="Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos, e embora estejam relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef." title="Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos, e embora estejam relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef."><figcaption>Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos, e embora estejam relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef.</figcaption></figure><p>Desde meados de abril de 2026 a pauta do<strong> “Super El Niño” tomou conta da mídia</strong> e das redes sociais. Nesta época, os modelos climáticos começaram a indicar o desenvolvimento de um fenômeno muito forte, com possibilidade de se tornar o evento mais intenso da história dos registros. </p><div class="texto-destacado">Porém, juntamente com a popularização do “Super El Niño”, também crescem as <em>fake news </em>(notícias falsas) e a desinformação que, embora não seja exatamente uma informação falsa, ela chega à população de forma muito distorcida e sem rigor científico. </div><p>Você sabia que <strong>o termo “Super” El Niño não existe na ciência</strong>? Que um terremoto no Japão não é capaz de gerar o aquecimento que estamos observando no Oceano Pacífico? E, afinal, qual é a real intensidade atual do fenômeno,<strong> existe um ONI semanal? </strong>A seguir, tudo o que você precisa saber para combater a desinformação.</p><h2>O Super El Niño não existe?</h2><p>Não,<strong> cientificamente não existe uma categoria de “super” El Niño</strong>. O fenômeno El Niño é classificado de acordo com as anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) na região de monitoramento denominada Niño 3.4, no Oceano Pacífico equatorial central:</p><ul><li><strong>Fraco:</strong> +0,5 °C ≤ anomalia trimetra &lt; +1,0 °C</li><li><strong>Moderado:</strong> +1,0 °C ≤ RONI &lt; +1,5 °C</li><li><strong>Forte:</strong> +1,5 °C ≤ anomalia trimetral &lt; +2,0 °C<br></li><li><strong>Muito forte:</strong><strong> anomalia trimetral ≥ +2,0 °C</strong></li></ul><p>Ou seja, o que vem sendo convencionado como<strong> “Super El Niño” é, na verdade, um evento “muito forte”.</strong> A mesma classificação vale para La Niña, mas com os limiares negativos. </p><h2>O El Niño foi causado por um terremoto no Japão?</h2><p>Não, o <strong>El Niño-Oscilação Sul</strong> (ENSO) é um <strong>fenômeno natural</strong> de variabilidade climática<strong> e cícliclo</strong> que resulta da interação entre o oceano e a atmosfera no Pacífico tropical. Ele apresenta diferentes <strong>fases</strong> que <strong>se intercalam</strong>, sendo o <strong>El Niño</strong> a fase quente, a <strong>La Niña</strong> a fase fria e uma <strong>condição neutra</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790868679751.png" data-image="iv47hwt3zikb" alt="Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul resfriamento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA." title="Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul resfriamento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA."><figcaption>Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul resfriamento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA.</figcaption></figure><p>Sua evolução envolve mudanças nos ventos alísios, na circulação atmosférica, na temperatura da superfície do mar e na distribuição do calor armazenado no oceano.</p><div class="texto-destacado">Portanto, o aquecimento observado em 2026 na região do Pacífico central não está relacionado a um terremoto ocorrido no Japão em abril de 2026, ao contrário do que circula em algumas reportagens.</div><p>Terremotos submarinos podem provocar perturbações importantes no oceano, como tsunamis, por exemplo, mas não são o mecanismo responsável pela formação de um evento de El Niño.<strong> Os modelos já indicavam um cenário de El Niño antes mesmo do terremoto.</strong></p><h2>Qual a diferença entre "previsão" e "projeção"?</h2><p>Os termos <strong>“previsão” e “projeção” não são sinônimos</strong> em meteorologia. Na ciência, alguns termos estão reservados para um conceito específico e, neste caso:</p><ul><li><strong>Previsão</strong>: é uma <strong>estimativa</strong> das<strong> condições climáticas</strong> futuras <strong>baseadas</strong> no <strong>estado atual do sistema </strong>e em sua evolução esperada</li><li><strong>Projeção</strong>: é uma <strong>estimativa</strong> <strong>condicionada</strong> a determinados<strong> cenários futuros</strong>, como diferentes trajetórias de emissões e concentrações de gases de efeito estufa - como nas simulações do clima para o final do século, reportadas pelo IPCC.</li></ul><p>Portanto, quando falamos sobre a<strong> evolução do El Niño</strong> estamos falando de <strong>previsões</strong>, e não projeções.</p><h2>E o “ONI da semana passada”?</h2><p>Outra <strong>confusão</strong> que vem ganhando espaço em muitos sites é sobre a<strong> intensidade do El Niño.</strong> Até fevereiro de 2026, o índice o <strong>ONI</strong> (<em>Oceanic Niño Index</em>) era amplamente utilizado para classificar o ENOS, mas ele foi <strong>substituído</strong> pelo índice relativo <strong>RONI</strong> (<em>Relative Oceanic Niño Index</em>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790869100823.png" data-image="deqxbejo85sz" alt="ONIRONI" title="ONIRONI"><figcaption>Diferença entre os índices ONI e RONI, utilizados pela NOAA, ressaltando a alteração na classificação dos eventos El Niño e La Niña na última década. Créditos: Meteored/NOAA.</figcaption></figure><p>Enquanto o <strong>ONI</strong> utiliza as <strong>anomalias absolutas </strong>(diferença entre a TSM média na região e sua climatologia) o <strong>RONI</strong> utiliza <strong>anomalias relativas</strong>, ou seja, além da diferença em relação à climatologia, ele também desconta o aquecimento médio dos oceanos tropicais, buscando isolar o sinal do El Niño do aquecimento global de fundo.</p><div class="texto-destacado">Tanto o ONI quanto o RONI representem uma média de 3 meses de anomalias de TSM na região Niño 3.4. </div><p>Recentemente, <strong>muitos portais vêm associando anomalias absolutas de TSM com o ONI </strong>em afirmações como<strong> </strong>“o ONI alcançou 3,1°C na última semana”. Esse tipo de afirmação não faz sentido cientificamente, uma vez que o ONI é uma média de três meses, e não semanal. <strong>O que alcançou 3,1°C na última semana foi a anomalia absoluta de TSM, e não o ONI</strong>. O útlimo ONI (junho-julho-agosto) foi de 1,8°C, e será atualizado em breve (julho-agosto-setembro).</p><p>Essa diferença importa, especialmente quando queremos caracterizar a intensidade de um El Niño e compará-lo com eventos históricos. Embora seja interessante acompanhar a evolução do ENSO “em tempo real” (anomalias diárias ou semanais), mas a <strong>intensidade final do fenômeno é dada pela média móvel de 3 meses </strong>(RONI ou ONI).</p><h2>A importância de combater a desinformação</h2><p>O <strong>Relatório de Riscos Globais 2026</strong>, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, aponta a <strong>desinformação</strong> e a disseminação de notícias falsas entre os<strong> 4 principais riscos globais</strong> dos próximos 10 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749614" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial.html" title="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Econômico Mundial">Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Econômico Mundial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial.html" title="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Econômico Mundial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial-1768670040998_320.png" alt="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Econômico Mundial"></a></article></aside><p><strong>Combater a desinformação</strong> não significa apenas identificar o que é falso. <strong>Significa</strong> também <strong>impedir</strong> que uma<strong> informação verdadeira </strong>seja <strong>transformada</strong> em <strong>algo que ela não é</strong>. E, na ciência, isso começa por uma coisa aparentemente simples: usar cada termo para aquilo que ele realmente significa.</p><p>Ter <strong>acesso a informações científicas de qualidade</strong> é <strong>fundamental</strong> para que a <strong>população compreenda os riscos</strong> associados aos fenômenos meteorológicos e à crise climática, <strong>participe</strong> de forma consciente <strong>das discussões</strong> <strong>e possa cobrar de seus governantes medidas efetivas</strong> para enfrentá-la. Para isso, a ciência precisa ser não apenas comunicada com clareza, mas também com rigor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Campo magnético milhares de vezes mais forte que o da Terra: captam, pela primeira vez, sinais de rádio de um exoplaneta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:49:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez, os astrônomos detectaram diretamente emissões de rádio provenientes de um planeta situado para além do nosso Sistema Solar. Contamos-lhe aqui as principais novidades desta descoberta científica!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta-1790789511734.jpg" data-image="09m56qzkzzeo"><figcaption>Representação artística que mostra como poderá ser o exoplaneta gigante gasoso no interior do disco de Beta Pictoris. Crédito da imagem: Luís Calçada - ESO.</figcaption></figure><p>Descoberto em 2008 com o Very Large Telescope da ESO, <strong>Beta Pictoris b é um jovem gigante gasoso com uma massa estimada entre 9 e 13 vezes a de Júpiter</strong>. Percorre a sua órbita a cerca de 8 vezes a distância que separa a Terra do Sol, completando uma volta à estrela Beta Pictoris em aproximadamente 24 anos.</p><p>A cerca de 63 anos-luz de distância, na constelação de Pictor, este sistema planetário <strong>tem apenas cerca de 23 milhões de anos, sendo por isso, extremamente jovem à escala cósmica</strong>. Além de albergar pelo menos outros dois planetas, Beta Pictoris possui um extenso disco de gás e poeira que poderá, no futuro, originar um torus de corpos gelados semelhante ao cinturão de Kuiper do Sistema Solar.</p><h2>Um sinal que revela o magnetismo de “outro mundo”</h2><p>Com o conjunto de<strong> radiotelescópios MeerKAT, na África do Sul</strong>, os astrónomos detetaram rajadas de rádio aurorais provenientes diretamente de Beta Pictoris b. Trata-se da <strong>primeira emissão de rádio</strong> <strong>inequivocamente associada a um exoplaneta</strong> <strong><em>per se</em></strong>, e não à sua estrela-anfitriã.</p><div class="texto-destacado">“O planeta mais massivo do sistema, o Beta Pictoris b, atinge uma separação angular de até 0,55’’ ao longo da sua órbita de 24 anos, e a estrela anfitriã é magneticamente tranquila, tornando o sistema um alvo ideal para observações de rádio”, afirmaram <strong>Kevin Ortiz Ceballos</strong>, do Centro de Astrofísica de Harvard e do Smithsonian, e os seus colegas.</div><p>Segundo os pesquisadores, <strong>a origem do sinal está num mecanismo conhecido como “instabilidade maser de ciclotrônica de elétrons”</strong> - ECMI, em inglês), o mesmo processo responsável pela emissão de rajadas de rádio aurorais de Júpiter, da Terra, de Saturno, de Urano e de Neptuno, bem como de algumas anãs castanhas frias semelhantes a planetas.</p><h2>Uma “janela” que nos revela o interior de um mundo distante </h2><p><strong>A frequência máxima deste tipo de emissão </strong>está diretamente dependente da<strong> intensidade do campo magnético</strong> que as produz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta-1790789703427.jpg" data-image="bhebtggquipf"><figcaption>Radiotelescópios MeerKAT, localizados na África do Sul. Crédito da imagem: © Square Kilometre Array Organisation (SKAO) / South African Radio Astronomy Observatory (SARAO)</figcaption></figure><p>Esta observação permitiu aos cientistas calcular, pela primeira vez de forma direta, o magnetismo de um exoplaneta: <strong>Beta Pictoris b terá um campo magnético em torno dos 1,25 kilogauss, milhares de vezes mais intenso do que o campo magnético da Terra</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756388" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ha-40-milhoes-de-anos-fenomeno-muito-estranho-alterou-o-campo-magnetico-da-terra-dizem-cientistas-japoneses.html" title="Há 40 milhões de anos, fenômeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses">Há 40 milhões de anos, fenômeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ha-40-milhoes-de-anos-fenomeno-muito-estranho-alterou-o-campo-magnetico-da-terra-dizem-cientistas-japoneses.html" title="Há 40 milhões de anos, fenômeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-hallazgo-en-el-atlantico-sobre-una-inversion-del-campo-magnetico-de-70-000-anos-de-duracion-1772018279496_320.jpg" alt="Há 40 milhões de anos, fenômeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses"></a></article></aside><p><strong>“Isso constitui a primeira medição direta da intensidade do campo magnético de um exoplaneta</strong> e está em consonância com as previsões de escala dinâmica para um planeta gigante jovem e massivo”, afirmaram os astrónomos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ceballos%2C%20K.%20N.%20O.%2C%20Berger%2C%20E.%2C%20%26%20Cendes%2C%20Y." data-year="2026" data-title="Discovery%20of%20radio%20emission%20from%20the%20exoplanet%20%CE%B2%20Pictoris%20b" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2609.16720">Ceballos, K. N. O., Berger, E., & Cendes, Y.. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2609.16720" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Discovery of radio emission from the exoplanet β Pictoris b</a>.</cite><br><cite data-author="Enrico%20de%20Lazaro" data-year="2026" data-title="Astronomers%20Detect%20Radio%20Signal%20from%20Beta%20Pictoris%20b" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sci.news%2Fastronomy%2Fbeta-pictoris-b-radio-signal-15095.html">Enrico de Lazaro. (2026). <a href="https://www.sci.news/astronomy/beta-pictoris-b-radio-signal-15095.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Astronomers Detect Radio Signal from Beta Pictoris b</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/campo-magnetico-milhares-de-vezes-mais-forte-que-o-da-terra-captam-pela-primeira-vez-sinais-de-radio-de-um-exoplaneta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frentes frias não dão trégua: muita chuva, tempestades e frio; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:17:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias continuarão sob a atuação de várias frentes frias. Os sistemas frontais mantêm as instabilidades e provocam muitas chuvas, aumentando os riscos de tempestades e transtornos, além de trazer bastante frio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfy2dq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfy2dq.jpg" id="xbfy2dq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os primeiros dias de outubro serão marcados pela atuação de sistemas frontais sobre áreas do <strong>Centro-Sul do Brasil</strong>. Até a sexta-feira (2), uma frente fria segue atuando sobre o Sudeste. No entanto, a partir do final de semana, um <strong>novo ciclone se forma</strong> e sua frente fria irá provocar uma nova rodada de <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</p><h2>Sexta-feira: frente fria provoca tempestades e ar frio diminui temperaturas</h2><p>Uma frente fria atua em áreas do Sudeste e Centro-Oeste do país desde quarta-feira (30), provocando <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> em diversos municípios. Entre a noite de hoje (1) e a madrugada de sexta-feira (2), o sistema frontal segue avançando e afeta os estados de <strong>Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Rondônia</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Amanhã (2), há maior potencial para a ocorrência de <strong>tempestades</strong> em áreas do Vale do Rio Doce (MG), norte do Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo, áreas pontuais de Goiás e Mato Grosso do Sul, além do <strong>Distrito Federal</strong>. Pancadas de chuva com intensidade leve a moderada estão previstas para o litoral paulista e fluminense, sul de Minas Gerais e centro de Mato Grosso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao-1790863676783.jpg" data-image="sxzv8qw22qdf" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Mapa de temepratura previsto para o amanhecer desta sexta-feira (2).</figcaption></figure><p>Além dos alertas para tempestades, o avanço do sistema traz a presença de <strong>ar frio</strong>, o que deixa as <strong>temperaturas baixas</strong> na tarde desta sexta-feira (2). As mínimas ficam <strong>inferiores a 10°C</strong> em boa parte do Rio Grande do Sul e áreas da Serra Catarinense. Já as máximas <strong>não superam os 22°C</strong> do leste gaúcho ao sul do Rio de Janeiro.</p><h2>Sábado: alerta de tempestades afeta diversos estados</h2><p>Antecedendo as eleições, o sábado (3) tem previsão de <strong>chuvas espalhadas pelo Brasil</strong>, de Norte a Sul. Até o final da manhã, as chuvas permanecem intensas sobre o leste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, gerando alertas por conta do grande volume acumulado, que pode <strong>superar os 70 mm</strong> em diversos pontos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao-1790863598227.jpg" data-image="207mhvfg0p1v" alt="Precipitação e nebulosidade" title="Precipitação e nebulosidade"><figcaption>Previsão de precipitação e nebulosidade para a tarde de sábado (3).</figcaption></figure><p>Enquanto isso, no Sul do Brasil, um <strong>ciclone extratropical</strong> começa a se formar e já aumenta as chances de chuvas intensas nas cidades próximas à divisa com o Uruguai e a Argentina. À tarde, as chuvas ganham terreno e afetam estados de todas as cinco regiões do país, com destaque para o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, onde há riscos de <strong>tempestades com fortes rajadas de vento e queda de granizo</strong>.</p><p>Sobre o Sudeste, Centro-Oeste, Região Norte e o oeste do Nordeste, a previsão é de chuvas fracas a moderadas na sua grande maioria. No entanto, não estão descartadas <strong>tempestades pontuais</strong>, principalmente no Sudeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao-1790863631020.jpg" data-image="dml7byom54e3" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Densidade de raios mostra áreas mais propícias a tempestades neste sábado (3).</figcaption></figure><p>Ao final da noite de sábado (3), o ciclone estará consolidado e sua frente fria avança pelo Sul do Brasil, deixando inúmeros municípios sob <strong>alerta para chuvas intensas e transtornos</strong>. Além disso, não está descartada a ocorrência de granizo.</p><h2>Domingo: eleições e chuvas intensas pelo Brasil</h2><p>A segunda frente fria que avança pelo Brasil nesta semana provoca <strong>chuvas intensas e temporais</strong> desde a madrugada, afetando áreas do leste do Rio Grande do Sul, região central de Santa Catarina, boa parte do Paraná e o centro-sul de Mato Grosso do Sul. Enquanto isso, instabilidades atuam sobre o norte de Goiás, sul do Pará e áreas pontuais do oeste da Bahia, Tocantins e Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao-1790863475265.jpg" data-image="9mwvdc8a7rl2" alt="Precipitação e vento" title="Precipitação e vento"><figcaption>Previsão de precipitação e vento em superfície para o domingo (4).</figcaption></figure><p>Entre a manhã e a tarde de domingo (4), <strong>durante o horário de votação</strong>, as chuvas ocorrem em diversas localidades do Brasil:</p><ul><li>Região Sul: chuvas pontuais em Santa Catarina e no Paraná.</li><li>Região Sudeste: riscos de <strong>chuvas intensas e temporais</strong>, com destaque para Minas Gerais, onde há maiores chances de transtornos.</li><li>Região Centro-Oeste: <strong>potencial para tempestades</strong> em Goiás e no sul de Mato Grosso.</li></ul><p>Há também previsão de pancadas de chuva moderadas nos estados de Rondônia, Tocantins, Pará e Amazonas, além do litoral nordestino, oeste da Bahia e sul do Maranhão.</p><h2>Segunda-feira: chuvas continuam e temperatura diminui</h2><p>Na segunda-feira (5), o modelo ECMWF prevê o <strong>retorno das chuvas na Região Sul</strong>, com a atuação de um intenso canal de umidade. A previsão mostra a atuação de um <strong>cavado</strong> que se estende do sul do Paraguai ao nordeste gaúcho, afetando a porção norte do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina. As chuvas intensas podem vir acompanhadas de <strong>queda de granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao-1790863421309.jpg" data-image="u848bue1dmwt" alt="Canal de umidade" title="Canal de umidade"><figcaption>Intenso corredor de umidade atua sobre áreas do Centro-Oeste e Sul do Brasil na segunda-feira (5).</figcaption></figure><p>Com o passar das horas, a instabilidade ganha força e afeta outros estados, como Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Durante a tarde, não estão descartadas as chances de temporais nesses estados e, consequentemente, <strong>riscos de alagamentos, transbordamentos de rios e danos às lavouras</strong>, devido aos dias consecutivos de chuvas intensas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791141" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas">Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704183883_320.jpg" alt="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"></a></article></aside><p>O <strong>frio de segunda-feira (5)</strong> fica concentrado sobre o leste da Região Sul. Os termômetros <strong>não superam os 20°C</strong> em Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). A tarde também será fria no interior paulista, mineiro e no sul mato-grossense, com termômetros na casa dos <strong>24°C</strong>.</p><h2>Terça-feira: sol volta a aparecer e frente fria perde força</h2><p>A frente fria perde força ao longo da terça-feira (6), mas ainda será capaz de promover <strong>pancadas de chuva sobre o Sudeste</strong>, em especial no leste de São Paulo, Triângulo Mineiro, e no sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Áreas pontuais de Goiás também devem registrar pancadas de chuva de leve intensidade, incluindo o <strong>Distrito Federal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao-1790863121968.jpg" data-image="tusxnd6hk3q4" alt="Nebulosidade e chuva" title="Nebulosidade e chuva"><figcaption>Previsão de presença de nuvens e chuva para a tarde de terça-feira (6).</figcaption></figure><p>O <strong>sol volta a aparecer</strong> de maneira tímida sobre Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e áreas pontuais de Minas Gerais. No Espírito Santo, a previsão é de tempo estável com algumas nuvens. Na Região Sul, o tempo fica parcialmente nublado, com pancadas de chuva concentradas no Paraná.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frentes-frias-nao-dao-tregua-muita-chuva-tempestades-e-frio-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 10:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Acompanhe o NOAA Corps enquanto o alferes Josh Murdock voa diretamente para o olho do furacão Polo. Testemunhe as intensas estruturas em nuvem e as condições atmosféricas deste poderoso ciclone sobre o Oceano Pacífico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbc99ta"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbc99ta.jpg" id="xbc99ta"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Quando pensamos num furacão de categoria 5, imaginamos ventos violentos, chuva torrencial e um céu em caos. Mas, do outro lado da parede do olho, o cenário muda repentinamente. <strong>Surge um claro de céu azul rodeado por torres de nuvens que se elevam até onde a vista não alcança</strong>. Era assim que se via o olho do furacão Polo a partir de um avião caça-furacões da NOAA.</p><div class="texto-destacado">A 22 de setembro, quando um avião da NOAA investigou o Polo, o Centro Nacional de Furacões (NHC) informou que o ciclone, na altura um furacão de categoria 5, apresentava ventos máximos sustentados próximos dos 285 quilômetros por hora e uma pressão central de 892 hPa.</div><p>Em torno dessa zona de calma, local e momentânea, o furacão continua a girar. <strong>A parede do olho envolve-o como um anel de tempestades onde se concentram alguns dos ventos mais intensos do sistema</strong>. E para chegar à relativa quietude do centro, os aviões de reconhecimento têm de atravessar essa zona de nebulosidade e turbulência.</p><h2>A calma no meio da tempestade</h2><p><strong>O olho é a região central de um furacão</strong>. Aí, as condições podem ser relativamente calmas e até permitir ver parte do céu. Mas essa calma tem um limite muito claro. À sua volta encontra-se a parede do olho, que, vista de um avião, parece torres de poderosas nuvens de tempestade que se elevam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-avion-cazahuracanes-de-la-noaa-se-adentro-en-el-ojo-del-devastador-huracan-polo-y-el-video-es-soprendente-1790695862751.png" data-image="z789f65z58xl" alt="ciclon tropical; meteorologia; ciencia; pared" title="ciclon tropical; meteorologia; ciencia; pared"><figcaption>Os furacões muito intensos costumam ter olhos pequenos e bem definidos, mas o tamanho do olho, por si só, não indica a sua força.</figcaption></figure><p><strong>O contraste ajuda a compreender por que razão a imagem é tão impressionante</strong>. A imagem captada pela câmara é um momento de pausa num sistema que continua em movimento.</p><h2>O que procuravam os caçadores de furacões no Polo?</h2><p><strong>A missão decorreu enquanto Polo atingia a sua máxima intensidade sobre o Pacífico mexicano</strong>. Os caçadores de furacões entram nestas tempestades para medir o que se passa por baixo das suas nuvens, para além do que uma imagem de satélite consegue mostrar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789259" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos">Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/toujours-aucun-ouragan-sur-l-atlantique-un-record-en-60-ans-de-mesures-1789485480996_320.jpeg" alt="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"></a></article></aside><p><strong>Os seus instrumentos registam a estrutura do ciclone e a tripulação lança sondas que recolhem dados sobre o vento, a pressão, a temperatura e a humidade à medida que descem</strong>. Essas informações ajudam os meteorologistas a avaliar a sua intensidade e a melhorar as previsões.</p><h2>Um furacão que mudava por dentro</h2><p>No caso de Polo, as medições permitiram acompanhar uma mudança que não era evidente apenas pela beleza das imagens. <strong>Durante a tarde de 22 de setembro, o NHC identificou indícios da formação de uma segunda parede em torno da primeira parede do olho</strong>. Horas depois, indicou que o Polo se encontrava num ciclo de substituição da parede.</p><div class="texto-destacado">Durante a substituição, uma nova parede circunda e substitui a original. O furacão costuma enfraquecer temporariamente, embora possa recuperar força posteriormente.</div><p><strong>O vídeo de Murdock permite-nos ver a dimensão dessa paisagem de nuvens a partir do interior do ciclone</strong>. Os dados recolhidos durante o voo contam a outra parte da história. Enquanto o avião sobrevoava o olho, o Polo continuava a reorganizar-se.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Oficina%20de%20Operaciones%20Marinas%20y%20Aviaci%C3%B3n%20de%20la%20NOAA" data-year="2026" data-title="Lockheed%20WP-3D%20Orion" data-url="https%3A%2F%2Fwww.omao.noaa.gov%2Faircraft-operations%2Faircraft%2Flockheed-wp-3d-orion">Oficina de Operaciones Marinas y Aviación de la NOAA. (2026). <a href="https://www.omao.noaa.gov/aircraft-operations/aircraft/lockheed-wp-3d-orion" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lockheed WP-3D Orion</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20Nacional%20de%20Huracanes" data-year="2026" data-title="Hurricane%20Polo%20Advisory%20Number%20%20%209" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nhc.noaa.gov%2Farchive%2F2026%2Fep17%2Fep172026.public.009.shtml">Centro Nacional de Huracanes. (2026). <a href="https://www.nhc.noaa.gov/archive/2026/ep17/ep172026.public.009.shtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Hurricane Polo Advisory Number 9</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Canela em plantas: para que serve e o erro que pode danificá-las]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/canela-em-plantas-para-que-serve-e-o-erro-que-pode-danifica-las.html</link><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 08:27:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Você provavelmente tem canela em casa, mas talvez não saiba que ela também pode ser usada em suas plantas. O segredo é saber quando ela pode ajudar e quando é melhor evitá-la.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/canela-en-las-plantas-para-que-sirve-y-el-error-que-puede-danarlas-1789607960250.png" data-image="4p0l2kqmrg2g" alt="canela em pó em uma colher" title="canela em pó em uma colher"><figcaption>A canela contém compostos com propriedades interessantes para o jardim, mas usar uma quantidade maior não significa que ela protegerá melhor as nossas plantas.</figcaption></figure><p>Se você tem <strong>plantas </strong>em casa, provavelmente já se deparou com a dica popular de usar <strong>canela em pó </strong>nelas. Mofo na terra? Canela. Podou um galho? Um pouco de canela. Acha que há um problema com fungos? Canela de novo. Pode parecer que esse ingrediente comum da cozinha consegue resolver praticamente qualquer problema no jardim.</p><p>É por isso que a canela se tornou um dos remédios caseiros mais populares para o cuidado com as plantas. Alguns desses truques têm embasamento científico, embora muitos outros tenham sido exagerados ao longo do tempo. Portanto, antes de pegar o pote na cozinha, vale a pena<strong> saber quando a canela pode ajudar e quando não</strong>.</p><div class="texto-destacado">A canela contém um composto chamado cinamaldeído, responsável por grande parte de seu aroma característico, bem como por algumas de suas propriedades. Ela tem sido estudada por sua capacidade de inibir o crescimento de certos fungos, o que explica, em parte, sua reputação na jardinagem.</div><p>Isso se torna<strong> especialmente importante quando há umidade excessiva ou após vários dias de chuva</strong>. O solo demora mais para secar, o que pode fazer com que as raízes sofram com o excesso de água. Se o vaso permanecer úmido por muito tempo, também podem surgir fungos, odores desagradáveis e apodrecimento.</p><p>É aí que entra um dos erros mais comuns: ver mofo ou fungos e aplicar canela, presumindo que isso resolverá o problema. Se o solo estiver encharcado, com má drenagem ou circulação de ar inadequada, a canela não resolverá a causa do problema. O primeiro passo é identificar a origem do excesso de umidade e corrigi-lo.</p><p>Então, a canela funciona ou não?<strong> Ela pode ser útil, mas não é uma solução para tudo</strong>. O segredo está em saber quando usá-la, aplicar a quantidade certa e entender o que a sua planta realmente precisa antes de recorrer a remédios caseiros.</p><h2>O que a canela realmente pode fazer pelas suas plantas</h2><p>A reputação da canela não surgiu inteiramente da internet. Essa especiaria pode ter algumas aplicações úteis no jardim, especialmente contra certos tipos de mofo, mas é importante compreender suas limitações.</p><p><strong> Uma pequena quantidade pode ser útil em algumas situações</strong>, mas não serve como tratamento para todas as doenças das plantas. Se as raízes já estiverem apodrecendo ou a planta apresentar uma infecção avançada, polvilhar canela sobre o solo não fará milagres. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canela-en-las-plantas-para-que-sirve-y-el-error-que-puede-danarlas-1789607977751.png" data-image="aiukk7cmfyns"><figcaption>Antes de aplicar qualquer remédio caseiro, verifique a mistura de solo, a drenagem e os níveis de umidade; muitas vezes, é aí que o verdadeiro problema começa.</figcaption></figure><p>Outro uso comum da canela é <strong>aplicá-la sobre os cortes de poda</strong>. Não é necessário cobrir a planta inteira nem encher o solo de canela; basta aplicar uma pequena quantidade diretamente no corte para ajudar a proteger a área exposta.</p><p>O mesmo vale para o substrato. <strong>Se notar mofo na superfície</strong>, verifique o nível de umidade da terra antes de adicionar canela. Insira o dedo alguns centímetros no solo e, se ainda o sentir úmido, aguarde antes de regar novamente. Além disso, certifique-se de que os furos de drenagem do vaso não estejam obstruídos e evite deixar água acumulada no pratinho.</p><div class="texto-destacado">Vasos pequenos perdem umidade muito mais rápido do que os grandes; por isso, duas plantas posicionadas lado a lado podem não precisar ser regadas ao mesmo tempo.</div><ul> </ul><p>Isso se torna ainda mais importante após vários dias de chuva. Nesse momento, em vez de adicionar mais produtos ou tratamentos, suas plantas precisam que o solo seque para que as raízes voltem a receber oxigênio. Se possível, proteja os vasos da chuva direta e coloque-os em um local com boa circulação de ar.</p><h3>O problema não é a canela — é tentar resolver tudo com ela</h3><p>Imagine que está chovendo há vários dias e você encontra uma camada esbranquiçada sobre o solo. Você adiciona uma quantidade generosa de canela, o problema visível desaparece e você continua regando normalmente. Esse é exatamente o erro: o<strong> excesso de umidade</strong> ainda está lá.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canela-en-las-plantas-para-que-sirve-y-el-error-que-puede-danarlas-1789608011926.png" data-image="lb7bzl7i6zz2"><figcaption>As raízes também precisam de ar. O solo que permanece encharcado por muito tempo pode danificá-las e favorecer o apodrecimento.</figcaption></figure><p>Os primeiros sinais de alerta geralmente são fáceis de identificar. Folhas amareladas, caules moles, crescimento lento, solo que permanece úmido e um odor desagradável vindo do substrato são fatores que exigem atenção. Nesses casos, é preciso<strong> verificar as raízes, a drenagem e a frequência de rega, em vez de simplesmente adicionar mais canela</strong>.</p><p>Durante a estação chuvosa, evite regar as plantas apenas por uma questão de calendário e esvazie os pratinhos onde a água possa ter se acumulado sob os vasos. Também é fundamental utilizar um substrato bem aerado e com boa drenagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="644624" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bendita-canela-conheca-seu-local-de-origem-caracteristicas-beneficios-para-a-saude-e-usos-culinarios.html" title="Canela: conheça a origem, os benefícios para a saúde e usos culinários dessa especiaria">Canela: conheça a origem, os benefícios para a saúde e usos culinários dessa especiaria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bendita-canela-conheca-seu-local-de-origem-caracteristicas-beneficios-para-a-saude-e-usos-culinarios.html" title="Canela: conheça a origem, os benefícios para a saúde e usos culinários dessa especiaria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/canela-1708014249234_320.jpg" alt="Canela: conheça a origem, os benefícios para a saúde e usos culinários dessa especiaria"></a></article></aside><p>Se detectar uma <strong>doença em estágio avançado, identifique o problema antes de aplicar qualquer produto</strong>, pois nem todos os fungos são combatidos da mesma maneira, e nem tudo o que é branco e aparece no vaso é necessariamente prejudicial.</p><br><strong>A canela pode ser uma aliada útil para suas plantas, mas não faz milagres</strong>. Use-a apenas quando realmente necessário e em pequenas quantidades. Se o solo estiver encharcado, melhore primeiro a drenagem e deixe-o secar. Isso ajudará muito mais do que despejar meio pote de canela no vaso.]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/canela-em-plantas-para-que-serve-e-o-erro-que-pode-danifica-las.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio Hubble da NASA detecta estranha galáxia "desincronizada" a 60 milhões de anos-luz de distância]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-hubble-da-nasa-detecta-estranha-galaxia-desincronizada-a-60-milhoes-de-anos-luz-de-distancia.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 23:25:38 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Hubble fotografou a NGC 4698, uma galáxia do Aglomerado de Virgem com uma estrutura incomum: o núcleo central e o gás mais interno giram quase perpendicularmente ao disco, o que provavelmente é um indício de um passado turbulento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-telescopio-hubble-della-nasa-individua-una-galassia-fuori-sincrono-1790612162198.png" data-image="wnqylh2rna56" alt="NGC4698" title="NGC4698"><figcaption>A galáxia espiral NGC 4698 observada pelo Telescópio Espacial Hubble. O bojo central apresenta uma orientação incomum em relação ao disco, atravessado por faixas de poeira. Crédito: ESA/Hubble e NASA, D. Thilker, equipe MAUVE-HST.</figcaption></figure><p>A primeira imagem que nos vem à mente ao observar a <strong>galáxia NGC 4698</strong> é a de uma esfera armilar — isto é, uma esfera formada por vários anéis concêntricos, alguns dos quais podem girar em relação aos outros em torno de eixos diferentes.</p><p>No caso da NGC 4698, o<strong> núcleo da galáxia gira em torno de um eixo diferente daquele em torno do qual gira o disco espiral</strong>.</p><p>Ao analisar as inúmeras galáxias do Aglomerado de Virgem fotografadas pelo telescópio Hubble, os astrônomos não puderam deixar de notar essa <strong>peculiaridade </strong>da NGC 4698.</p><h2>Uma espiral aparentemente normal a 60 milhões de anos-luz</h2><p>A cerca de 60 milhões de anos-luz da nossa Via Láctea, <strong>o aglomerado de galáxias de Virgem contém milhares de galáxias</strong> unidas pela gravidade.</p><p>O<strong> telescópio espacial Hubble</strong>, no âmbito do projeto MAUVE, está fotografando o aglomerado com uma resolução que permite distinguir os detalhes de cada galáxia.</p><div class="texto-destacado">O projeto MAUVE — sigla para "<em>Multiphase Astrophysics to Unveil the Virgo Environment</em>" — tem como objetivo estudar como um ambiente como um aglomerado de galáxias pode influenciar a evolução delas.</div><p>Como o próprio nome indica, o MAUVE está revelando inúmeras galáxias muito peculiares, e uma delas é justamente a NGC 4698.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-telescopio-hubble-della-nasa-individua-una-galassia-fuori-sincrono-1790612760530.png" data-image="ergawnqdrlaj"><figcaption>Representação artística de como um processo de fusão entre galáxias pode modificar a estrutura da galáxia resultante.</figcaption></figure><p>À primeira vista, poderia parecer uma galáxia espiral comum (veja a imagem de capa deste artigo), com faixas de poeira que se assemelham a filamentos de cor marrom-avermelhada, enquanto estrelas jovens e massivas produzem pequenas concentrações de cor azul.</p><div class="texto-destacado">Uma galáxia espiral é um sistema de estrelas, gás e poeira caracterizado por um disco achatado em rotação, no qual se desenvolvem braços espirais característicos ao redor de uma região central mais densa. Nos braços concentram-se gás, poeira e numerosas regiões de formação de novas estrelas.</div><p>A <strong>nova imagem obtida pelo telescópio</strong> espacial Hubble mostra uma galáxia na qual<strong> os braços espirais não parecem ter origem no núcleo, mas sim formar um anel ao redor dele</strong> — um anel que gira não no mesmo plano dos braços, mas em um plano perpendicular: uma espécie de "galáxia dessincronizada".</p><h2>O centro da galáxia gira quase perpendicularmente ao disco</h2><p>A nova imagem do Hubble permite ver claramente os braços espirais e vislumbrar um<strong> tênue halo estelar que se estende acima e abaixo do disco</strong>, mas que gira em torno de um eixo perpendicular a ele..</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A definição que a NASA utiliza para a galáxia NGC 4698 é "out of sync", ou seja, "desincronizada".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A anomalia não se limita apenas ao aspecto da galáxia. As medições cinemáticas mostram que as<strong> estrelas e o gás das regiões mais próximas do centro giram em um plano praticamente perpendicular ao da componente principal da galáxia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-telescopio-hubble-della-nasa-individua-una-galassia-fuori-sincrono-1790612501531.jpg" data-image="i3abiv0beg3f"><figcaption>Pequena porção do Aglomerado de Virgem, que contém milhares de galáxias, entre elas a NGC 4698. Crédito: RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA</figcaption></figure><p><strong>Isso contradiz o que sabemos e observamos em outras galáxias</strong>. Portanto, levanta-se a hipótese de que uma intervenção externa tenha modificado a estrutura e a dinâmica desta galáxia.</p><h2>É possível que uma colisão antiga tenha alterado a orientação da NGC 4698</h2><p>Uma das hipóteses mais aceitas é que, <strong>ao longo de sua vida, a galáxia tenha capturado gás proveniente do exterior e com um momento angular orientado perpendicularmente ao da galáxia</strong>. Esse gás, uma vez estabilizado dinamicamente, formou um novo componente central inclinado em relação à galáxia preexistente. Posteriormente, no interior desse gás, formaram-se estrelas e aglomerados estelares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo.html" title="Galáxia rara abriga três buracos negros supermassivos, revela novo estudo">Galáxia rara abriga três buracos negros supermassivos, revela novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo.html" title="Galáxia rara abriga três buracos negros supermassivos, revela novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/galaxia-rara-abriga-tres-buracos-negros-supermassivos-revela-novo-estudo-1786815300357_320.png" alt="Galáxia rara abriga três buracos negros supermassivos, revela novo estudo"></a></article></aside><p>Outra hipótese é a de uma <strong>fusão</strong>. É possível que esse gás, que hoje forma o halo, estivesse contido em outra galáxia menor com a qual ocorreu um evento de fusão que, no entanto, preservou a forma dos braços espirais.</p><p>A NGC 4698 é um excelente exemplo de como o aspecto aparentemente ordenado de uma galáxia pode ocultar uma história muito mais agitada, marcada por eventos macroscópicos remotos que, contudo, deixaram sua marca até os dias de hoje.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-hubble-da-nasa-detecta-estranha-galaxia-desincronizada-a-60-milhoes-de-anos-luz-de-distancia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Energias renováveis ​​bateram recorde em 2025, mas o mundo ainda estão longe da meta climática para 2030]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 22:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O mundo adicionou mais capacidade de energia renovável em 2025 do que nunca, mas, segundo um novo relatório da IRENA, o ritmo ainda está longe de ser suficiente para cumprir o compromisso assumido pelos países na COP28.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677376803.png" data-image="6sn67idtz1cq"><figcaption>A capacidade global de energia renovável continuou a crescer a um ritmo recorde, mas pesquisadores alertaram que a implementação ainda precisa quase dobrar para atingir a meta de triplicar a capacidade até 2030.</figcaption></figure><p>Na cúpula do clima <strong>COP28</strong>, realizada em Dubai em 2023, mais de 100 países assinaram um compromisso de<strong> triplicar a capacidade global de energia renovável até 2030</strong>, ganhando destaque no noticiário mundial.</p><p>Esse foi um dos principais marcos das negociações e, a boa notícia é que a iniciativa parece ter funcionado até agora, já que as fontes renováveis continuaram crescendo desde então.</p><p>A informação consta em um novo relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), pela Presidência da COP31 e pela <em>Global Renewables Alliance</em>, indicando que<strong> o mundo adicionou um volume recorde de 690 gigawatts de capacidade de energia renovável em 2025</strong>. No entanto, o relatório também aponta que<strong> isso ainda não é suficiente</strong>.</p><h2>Ainda falta mais da metade do caminho</h2><p>O relatório constatou que, para realmente<strong> cumprir a meta</strong> de triplicar a capacidade de energia renovável, o <strong>mundo precisaria instalar, em média, cerca de 1.200 GW de nova capacidade renovável a cada ano até 2030</strong>. Ou seja, basicamente, o ritmo atual precisa quase dobrar.</p><p>A <strong>capacidade global total de energia renovável </strong>atingiu<strong> 5,15 terawatts no final de 2025</strong>, segundo o relatório. A meta necessária para cumprir o compromisso é de 11,2 TW, o que significa que o mundo ainda não chegou nem à metade do caminho, restando poucos anos para o prazo final.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677417627.png" data-image="afyinf6p2a52"><figcaption>O relatório também destacou a necessidade de investimentos muito mais rápidos em redes elétricas, armazenamento e eficiência energética, para que a nova geração renovável possa ser utilizada de forma eficaz.</figcaption></figure><p>O relatório constatou que não são apenas as energias renováveis que estão ficando para trás. A<strong> eficiência energética também está aquém do necessário</strong>: a intensidade energética deve melhorar cerca de 2% em 2025 — aproximadamente metade da taxa de 4% ao ano exigida para cumprir os compromissos de dobrar a eficiência.</p><p>"As energias renováveis ainda podem reduzir essa lacuna até 2030, mas a eficiência energética está atrasada, a <strong>demanda por eletricidade cresce mais rápido do que o previsto e a infraestrutura da rede não tem acompanhado esse ritmo</strong>", afirmou Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.</p><h2>O problema da rede</h2><p>A questão das redes elétricas é fundamental. Segundo o relatório, será <strong>necessário investir, em média, quase US$ 1 trilhão por ano nas redes entre 2026 e 2030</strong> — valor quase duas vezes superior aos US$ 525 bilhões gastos em 2025. Não faz muito sentido investir pesado em energia solar e eólica se não houver como levar a eletricidade para onde ela é necessária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785994" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia">"Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539_320.jpeg" alt="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"></a></article></aside><br>Ben Backwell, presidente da <em>Global Renewables Alliance</em>, afirmou que os governos precisam "tornar as energias renováveis uma prioridade econômica nacional", o que inclui expandir as redes elétricas, ampliar a capacidade de armazenamento e eletrificar residências, transportes e a indústria.<p><em></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IRENA%20via%20Reuters" data-year="September%202026" data-title="%E2%80%8BGlobal%20renewable%20deployment%20must%20double%20to%20hit%202030%20climate%20target%2C%20report%20says" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reuters.com%2Fsustainability%2Fcop%2Fglobal-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21%2F">IRENA via Reuters. (September 2026). <a href="https://www.reuters.com/sustainability/cop/global-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global renewable deployment must double to hit 2030 climate target, report says</a>.</cite></p></section><p><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais com mais de 100 km/h causam destruição no PR, viram aviões e deixam um morto; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-com-mais-de-100-km-h-causam-destruicao-no-pr-viram-avioes-e-deixam-um-morto-veja-imagens.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 20:39:49 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Temporais com fortes ventos atingiram o Paraná entre ontem (29) e a madrugada desta quarta-feira (30), e destruíram hangares, tombaram aviões e deixaram uma vítima. Há ainda registros de alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos e falta de energia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-mais-de-100-km-h-causam-destruicao-no-pr-viram-avioes-e-deixam-um-morto-veja-imagens-1790789944523.jpg" data-image="fyzcrdcdio35"><figcaption>Hangar de aeroclube ficou totalmente destruído em Toledo, no oeste paranaense, devido aos fortes ventos. Crédito: Prefeitura de Toledo.</figcaption></figure><p>Fortes<strong> tempestades </strong>com chuva intensa e<strong> rajadas de vento </strong>provocaram destruição em diferentes municípios do <strong>Paraná </strong>entre a <strong>tarde da terça-feira (29) e a madrugada desta quarta (30)</strong>.</p><p>Há registros de <strong>destelhamentos, alagamentos, quedas de árvores e falta de energia elétrica</strong>. Em Toledo, oeste do estado, os ventos passaram dos 100 km/h. Acompanhe abaixo mais informações dos estragos deixados no estado paranaense.</p><h2>Temporais e ventos fortes deixam rastro de destruição no PR</h2><p>Em <strong>Toledo</strong>, no oeste do estado, as <strong>intensas rajadas de vento</strong> <strong>destruíram hangares</strong> do Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho e lançaram estruturas metálicas e partes de coberturas sobre a PR-182. Os destroços atingiram pelo menos quatro veículos e provocaram a interdição da rodovia nos dois sentidos. Além disso, vários <strong>aviões de pequeno porte dentro do aeroporto foram tombados</strong>.</p><div class="texto-destacado">Segundo informações, as rajadas de vento em Toledo chegaram a 112,5 km/h em uma estação meteorológica localizada a oeste do aeroporto da cidade.</div><p>Mas a <strong>chuva forte também entrou no terminal de passageiros e provocou alagamentos</strong>. Equipes trabalharam durante a madrugada na retirada da água acumulada no prédio. </p><p>Impactos também foram registrados nas proximidades do aeroporto do município. A <strong>rodovia que liga o terminal à cidade ficou interrompida devido à quantidade de árvores derrubadas</strong>. </p><p>Veja abaixo vídeos divulgados na rede social <em>X</em> (antigo Twitter) que mostra os estragos deixados no hangar:</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Toledo/PR<br>30/09/2026<br><br>Aeroporto, destruição imensa...<br><br>Fenômeno sob análise. <a href="https://t.co/QELAuIB1G4">pic.twitter.com/QELAuIB1G4</a></p>— TEMPO OESTE (@TempoOeste) <a href="https://x.com/TempoOeste/status/2105253073849323986?ref_src=twsrc%5Etfw">September 30, 2026</a></blockquote></figure><p>O forte vendaval também provocou<strong> grandes danos estruturais</strong> no complexo do <strong>parque tecnológico Biopark</strong>, entre Toledo e Assis Chateaubriand.</p><p>A<strong> estrutura de um barracão</strong> que estava em construção <strong>foi arrancada e lançada contra outros dois barracões</strong>, causando danos de diferentes proporções. Além da estrutura arrancada, paredes desabaram durante o vendaval. Felizmente, não há registros de feridos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-mais-de-100-km-h-causam-destruicao-no-pr-viram-avioes-e-deixam-um-morto-veja-imagens-1790790964184.jpg" data-image="aobq12u4owxo"><figcaption>Barracão foi destruído nas dependências do Biopark em Toledo. Crédito: Divulgação/Redes Sociais.</figcaption></figure><p><strong>Umuarama</strong>, no noroeste do estado, amanheceu nesta quarta-feira (30) com <strong>árvores e postes caídos, veículos danificados, vias bloqueadas e imóveis sem energia </strong>após o forte temporal que atingiu o município na tarde de ontem (29). Equipes de obras e manutenção, técnicos e eletricistas da Copel atuam na recomposição da rede elétrica.</p><p><strong> Nesta cidade, um homem de 42 morreu após ser atingido pela cobertura de uma quadra de tênis que desabou</strong> durante o temporal, outro homem que estava na mesma quadra ficou gravemente ferido e uma mulher ficou ferida após ser atingida pela estrutura de uma empresa onde tentava se proteger da tempestade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-mais-de-100-km-h-causam-destruicao-no-pr-viram-avioes-e-deixam-um-morto-veja-imagens-1790789985580.jpg" data-image="fsekeaasn5wv"><figcaption>Árvores e postes foram derrubados durante forte temporal nesta terça-feira (29) em Umuarama. Crédito: Divulgação Redes Sociais.</figcaption></figure><p>De acordo com os dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apresentados pela Defesa Civil, a <strong>rajada máxima registrada em Umuarama foi de 101,5 km/h</strong>. </p><p>Em <strong>Novo Sarandi</strong>, os ventos arrancaram a cobertura da garagem e da lavanderia de uma residência ocupada por um casal e três crianças. Ninguém ficou ferido. A cobertura atingiu o telhado da casa e danificou calhas, fazendo com que a chuva entrasse nos cômodos do imóvel.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791141" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas">Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704183883_320.jpg" alt="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"></a></article></aside><p>Em <strong>Medianeira</strong>, também no Oeste,<strong> queda de granizo e fortes ventos</strong> deixaram <strong>mais de 250 casas destelhadas </strong>e cerca de mil pessoas desalojadas. Em Piraí do Sul, nos Campos Gerais, os temporais provocaram quedas de árvores, destelhamentos de casas e falta de energia. </p><p>Os<strong> fortes temporais também atingiram outros municípios </strong>como São Miguel do Iguaçu, Santa Helena, Marechal Cândido Rondon e Cascavel, deixando principalmente transtornos como alagamentos e destelhamentos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rocha%2C%20S" data-year="2026" data-title="V%C3%8DDEO%3A%20Vendavais%20com%20rajadas%20acima%20de%20100%20km%2Fh%20causam%20morte%20e%20viram%20avi%C3%B5es%20no%20Paran%C3%A1" data-url="https%3A%2F%2Fwww.abcmais.com%2Fpais%2Fvideo-vendavais-com-rajadas-acima-de-100-km-h-causam-morte-e-viram-avioes-no-parana%2F">Rocha, S. (2026). <a href="https://www.abcmais.com/pais/video-vendavais-com-rajadas-acima-de-100-km-h-causam-morte-e-viram-avioes-no-parana/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">VÍDEO: Vendavais com rajadas acima de 100 km/h causam morte e viram aviões no Paraná</a>.</cite><br><cite data-author="Fernandes%2C%20M" data-year="2026" data-title="Temporal%20com%20ventos%20acima%20de%20100%20km%2Fh%20deixa%20um%20morto%2C%20desalojados%20e%20causa%20estragos%20no%20Paran%C3%A1" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fpr%2Foeste-sudoeste%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F30%2Ftempestades-parana-estragos.ghtml">Fernandes, M. (2026). <a href="https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2026/09/30/tempestades-parana-estragos.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Temporal com ventos acima de 100 km/h deixa um morto, desalojados e causa estragos no Paraná</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Gazeta%20de%20Toledo" data-year="2026" data-title="Vendaval%20deixa%20rastro%20de%20destrui%C3%A7%C3%A3o%20em%20Toledo%3A%20aeroporto%20tem%20hangares%20destru%C3%ADdos%2C%20aeronaves%20s%C3%A3o%20atingidas%20e%20temporal%20causa%20danos%20no%20Biopark%20e%20no%20interior" data-url="https%3A%2F%2Fgazetadetoledo.com.br%2Fvendaval-deixa-rastro-de-destruicao-em-toledo-aeroporto-tem-hangares-destruidos-aeronaves-sao-atingidas-e-temporal-causa-danos-no-biopark-e-no-interior%2F">Redação Gazeta de Toledo. (2026). <a href="https://gazetadetoledo.com.br/vendaval-deixa-rastro-de-destruicao-em-toledo-aeroporto-tem-hangares-destruidos-aeronaves-sao-atingidas-e-temporal-causa-danos-no-biopark-e-no-interior/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vendaval deixa rastro de destruição em Toledo: aeroporto tem hangares destruídos, aeronaves são atingidas e temporal causa danos no Biopark e no interior</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-com-mais-de-100-km-h-causam-destruicao-no-pr-viram-avioes-e-deixam-um-morto-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frentes frias e ciclone levam chuvas de período úmido pelo Brasil; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frentes-frias-e-ciclone-levam-chuvas-de-periodo-umido-pelo-brasil-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 19:42:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com a atuação de dois ciclones e suas frentes frias associadas, o tempo no Brasil continuará chuvoso, com ocorrência de tempestades severas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Os acumulados superam os 100 mm em diversos Estados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfcqam"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfcqam.jpg" id="xbfcqam"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>ciclone extratropical</strong> e sua <strong>frente fria </strong>associada já provocaram tempestades severas sobre o centro-sul do Brasil nos últimos dias. O sistema continua atuando sobre o Brasil ao longo desta quarta-feira (30), causando chuvas significativas sobre o centro-sul do país.</p><div class="texto-destacado">Estações do <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) registraram acumulados de 150 mm no Rio Grande do Sul só nos últimos três dias. De acordo com o <em>Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná</em> (<a href="https://www.simepar.br/" target="_blank">Simepar</a>), as rajadas de vento no estado ultrapassaram os 100 km/h, causando danos a edifícios e veículos.</div><p>Previsões indicam que <strong>esse cenário chuvoso continuará ao longo dos próximos dias</strong> - especialmente com a formação de um segundo ciclone extratropical e sua frente fria associada, que ocorre entre sábado (3) e domingo (4) e traz mais tempestades ao centro-sul do país.</p><h2>Chuvas continuam ao longo da semana</h2><p>Nesta <strong>quarta-feira (30)</strong>, o risco de tempestades severas permanece elevado entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. No restante do Sudeste e do Centro-Oeste, o tempo permanece predominantemente firme, embora haja risco de pancadas de chuva localizadas em alguns municípios, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-e-ciclone-levam-chuvas-de-periodo-umido-pelo-brasil-confira-a-previsao-1790787372862.jpg" data-image="s43paxod07ad" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira intensa sobre o Sul, podendo atingir também parte do Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Na <strong>quinta-feira (1)</strong>, primeiro dia de Outubro, a frente fria se move em direção norte e organiza uma extensa faixa de nebulosidade e precipitação sobre o Sudeste e o Centro-Oeste. As áreas mais afetadas incluem São Paulo, sul do Rio de Janeiro e sul/oeste de Minas Gerais, além de Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-e-ciclone-levam-chuvas-de-periodo-umido-pelo-brasil-confira-a-previsao-1790787431882.jpg" data-image="hcy2d21pxg7r" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira intensa sobre uma faixa que compreende o Sudeste e Centro-Oeste do país.</figcaption></figure><p> A faixa de instabilidade causada pela frente fria continuará avançando em direção norte na <strong>sexta-feira (2)</strong>, quando as chuvas ganham maior abrangência sobre o Sudeste. Há risco alto de tempestades sobre o Rio de Janeiro, Minas Gerais e sul do Espírito Santo. Pancadas localizadas também podem ocorrem de maneira mais esparsa sobre Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal durante a tarde. Essa situação pode ser observada logo abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-e-ciclone-levam-chuvas-de-periodo-umido-pelo-brasil-confira-a-previsao-1790787463948.jpg" data-image="u3m524tp56rl" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde mostra tempestades se form ando de maneira mais abrangente sobre o Sudeste, atingindo parte dos estados de MG, RJ e ES.</figcaption></figure><p>Ao longo do final de semana, entre o <strong>sábado (3)</strong> e o <strong>domingo (4)</strong>, o destaque fica para um segundo sistema de ciclone e frente fria, que estará se formando ao longo destes dias e causará uma <strong>nova onda de tempestades severas</strong> sobre todo o centro-sul do país.</p><h2>Novo ciclone e frente fria se formam no final de semana</h2><p>Durante o <strong>sábado (3)</strong>, as <strong>tempestades severas</strong> atingem com força o Rio Grande do Sul, trazendo novos transtornos para a população. No <strong>domingo (4)</strong>, a frente fria avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste, atingindo Estados como Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frentes-frias-e-ciclone-levam-chuvas-de-periodo-umido-pelo-brasil-confira-a-previsao-1790787495312.jpg" data-image="1suvw2c7ngri" alt="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva entre Sábado e Domingo." title="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva entre Sábado e Domingo."><figcaption>Previsão de nebulosidade, ventos e chuva mostra que uma segunda frente fria se forma entre o sábado e o domingo, causando pancadas de chuva sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Efetivamente, isso fará com que o <strong>tempo permaneça chuvoso sobre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong> do país ao longo dos próximos dias. Os maiores volumes de chuva devem se concentrar inicialmente entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No entanto, ao longo da semana que vem, tempestades volumosas também atingem o restante do Sudeste e do Centro-Oeste do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791141" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas">Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704183883_320.jpg" alt="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"></a></article></aside><p>Nas áreas mais afetadas pela chuva, os acumulados podem <strong>superar 100 mm</strong> e chegar <strong>perto de 200 mm</strong>. O cenário aumenta o risco de alagamentos, enchentes, transbordamentos de rios, quedas de árvores e outros transtornos associados a temporais, mantendo o centro-sul do Brasil <strong>sob alerta para tempo severo e chuva volumosa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frentes-frias-e-ciclone-levam-chuvas-de-periodo-umido-pelo-brasil-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frentes frias não dão trégua às chuvas em SP, RJ e MG nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-nao-dao-tregua-as-chuvas-em-sp-rj-e-mg-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:23:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria já atuará sobre o Sudeste do Brasil a partir de hoje (30), aumentando as condições para chuva forte e temporais, e o segundo sistema frontal vai se formar no fim de semana, mantendo as instabilidades na região.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfaqmi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfaqmi.jpg" id="xbfaqmi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>frente fria</strong> atuará na Região Sudeste do Brasil já <strong>a partir desta quarta-feira (30)</strong>, levando condições para<strong> pancadas de chuva</strong>, <strong>temporais </strong>com raios, <strong>vendavais </strong>e até chance de queda de <strong>granizo </strong>aos estados de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Minas Gerais (MG) nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>E um<strong> segundo sistema frontal</strong> vai se formar e avançar para a região<strong> a partir deste fim de semana</strong>, <strong>mantendo as instabilidades</strong> nestes três estados até o início da próxima semana. Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Chuvas e temporais ocorrem em SP, RJ e MG durante os próximos dias</h2><p>Nesta<strong> quarta-feira (30) </strong>a <strong>primeira frente fria</strong> já provoca<strong> pancadas de chuva isoladas e temporais </strong>em São Paulo, principalmente no sul e no leste, no sul do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais, especialmente no período da tarde. Ainda são esperadas <strong>rajadas de vento acima dos 60 km/h </strong>nestas áreas e que podem pontualmente chegar em torno dos <strong>100 km/h</strong>. E não se descarta a chance de queda de <strong>granizo</strong>. </p><p>E as instabilidades devem permanecer atuando neste início de outubro na região. Na <strong>quinta-feira (1º outubro)</strong> a <strong>frente fria continuará deixando alertas </strong>para estes três estados ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-nao-dao-tregua-as-chuvas-em-sp-rj-e-mg-1790779996042.png" data-image="ngv6wzfncgxz"><figcaption>Previsão de chuvas (mm) e nebulosidade para quinta-feira (1º outubro) às 19h à esquerda e para sábado (3) às 15h à direita, segundo o modelo euroepu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong>, <strong>temporais </strong>com muitos raios e chance de queda de <strong>granizo </strong>são esperadas <strong>ao longo de todo o dia em São Paulo</strong>, e <strong>entre a tarde e a noite no centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro</strong>. Novamente, rajadas de vento acima dos 60 km/h estão previstas, podendo localmente alcançar os 100 km/h na metade norte paulista e no sul mineiro e fluminense.</p><p>Na <strong>sexta-feira (2)</strong>, o sistema continua levando chuvas moderadas desde a manhã para o leste e norte de São Paulo, o <strong>sul e o leste (Zona da mata, Vale do Rio Doce) de Minas Gerais e o Rio de Janeiro</strong>. À tarde, as chuvas ganham força e são esperadas<strong> pancadas fortes e temporais</strong> nestas áreas mineiras e fluminenses. Não se descartam ainda <strong>vendavais </strong>entre 40 e 60 km/h e queda de <strong>granizo </strong>pontual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-nao-dao-tregua-as-chuvas-em-sp-rj-e-mg-1790780264587.png" data-image="mfyudvfstb3d"><figcaption>Previsão de densidade de raios para quinta-feira (1º outubro) às 15h à esquerda e para sábado (3) às 14h à direita, segundo o modelo euroepu ECMWF.</figcaption></figure><p>No<strong> sábado (3) </strong>a frente fria já estará afastada, contudo <strong>áreas de instabilidade ainda vão se formar</strong> sobre <strong>São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais</strong>, deixando chuvas moderadas com riscos de temporais isolados e pancadas fortes mais pontuais. Ainda não podemos descartar vendavais de até 60 km/h e granizo pontual.</p><p>Ao longo da manhã do <strong>domingo (4)</strong> um novo ciclone e sua frente fria vão se formar entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e rapidamente o sistema vai se deslocar para o oceano. Mas esta <strong>segunda </strong><strong>frente fria irá avançar para o Sudeste a partir da tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-nao-dao-tregua-as-chuvas-em-sp-rj-e-mg-1790780482086.jpg" data-image="i3tan7gf9e19"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para o domingo (4) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Mas pela <strong>manhã</strong>, devido ao processo de formação do sistema, já são esperadas <strong>chuvas intensas e temporais em grande parte de São Paulo</strong>, especialmente em áreas do oeste, centro e sul.</p><p><strong>Ao longo da tarde</strong>, a frente fria levará essas <strong>chuvas e os temporais</strong> também para <strong>o sul e a faixa oeste de Minas Gerais</strong>. São esperadas ainda rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791281" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar frio avança nas próximas horas e derruba as temperaturas no Centro-Sul; saiba o que esperar">Ar frio avança nas próximas horas e derruba as temperaturas no Centro-Sul; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar frio avança nas próximas horas e derruba as temperaturas no Centro-Sul; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-pelo-centro-sul-saiba-o-que-esperar-1790776782245_320.jpg" alt="Ar frio avança nas próximas horas e derruba as temperaturas no Centro-Sul; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira (5)</strong>, a tendência é de mais um dia com o sistema frontal levando <strong>chuvas pontualmente intensas, temporais</strong> com muitos raios, vendavais e chance de granizo para<strong> todo o território paulista </strong>e para o <strong>centro-sul do Rio de Janeiro e de Minas Gerais</strong>.</p><p>E atenção, há <strong>risco potencial para transtornos</strong> <strong>ao longo de todos esses dias</strong> de atuação dos sistemas, como: alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, destelhamentos, queda de galhos de árvores e danos na rede elétrica. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-nao-dao-tregua-as-chuvas-em-sp-rj-e-mg-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar frio avança nas próximas horas e derruba as temperaturas no Centro-Sul; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 14:35:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ar frio avança pelo Centro-Sul até sábado, com mínimas de 4°C a 13°C em Santa Catarina na sexta. A chance de marcas próximas de 0°C diminuiu e agora se concentra nas serras altas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfaj4m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfaj4m.jpg" id="xbfaj4m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O ar frio avança nesta quarta-feira (30) pelo Centro-Sul e reduz as temperaturas de forma gradual. <strong>A queda mais perceptível ocorrerá entre quinta (1º) e sexta-feira (2),</strong> quando Santa Catarina poderá amanhecer com mínimas de 4°C a 13°C. Marcas próximas de 0°C são pouco prováveis e ficam restritas às maiores altitudes.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A mudança começa pelo Rio Grande do Sul e alcança Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. <strong>Depois, o ar mais ameno chega a partes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro</strong>. A queda aparece primeiro nas máximas da tarde ou nas mínimas da madrugada, conforme a área. Por isso, o frio terá intensidade diferente em cada região.</p><h2>Quarta-feira: queda começa pelo Sul </h2><p>Nesta quarta-feira (30), <strong>o ar mais frio entra pelo Rio Grande do Sul e avança para Santa Catarina. </strong>A tarde catarinense terá máximas de 18°C a 24°C, mas os termômetros diminuem à noite. No Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, o calor perde espaço gradualmente. A mudança no termômetro depende do horário em que a frente atravessa cada área.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-pelo-centro-sul-saiba-o-que-esperar-1790776782245.jpg" data-image="bjr6t0e0r9np" alt="anomalia, frio, previsão, sul" title="anomalia, frio, previsão, sul"><figcaption>Previsão de anomalia da temperatura do ar (°C) para quarta-feira (30), às 17h.</figcaption></figure><p>Há muita umidade no Centro-Sul, <strong>e a nebulosidade limita o resfriamento noturno em muitas áreas. </strong>Assim, tardes bem mais amenas podem vir acompanhadas de mínimas menos baixas do que se imaginava inicialmente. No leste paulista, a virada fica mais evidente entre a noite desta quarta e a quinta-feira. O sinal mais consistente da mudança ali é a redução do calor durante o dia.</p><h2>Quinta e sexta-feira: frio se espalha, mas extremos recuam </h2><p><strong>Na quinta-feira (1º), o ar frio ocupa o Sul e alcança Mato Grosso do Sul e São Paulo.</strong> Em Santa Catarina, as mínimas variam de 6°C a 14°C, e as máximas, de 16°C a 22°C. A capital paulista também terá uma tarde mais amena, com máxima prevista de 20°C. No interior paulista, a queda pode chegar mais tarde e não repetir a intensidade observada no leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-pelo-centro-sul-saiba-o-que-esperar-1790777019967.jpg" data-image="ghhhmdpr115s" alt="frio, sudeste, sul" title="frio, sudeste, sul"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (°C) para sexta-feira (2), às 6h.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (2), <strong>o amanhecer tende a ser o momento mais frio em Santa Catarina, com mínimas de 4°C a 13°C.</strong> Pontos altos podem registrar valores menores, mas a chance de o termômetro se aproximar de 0°C caiu. A possibilidade de geada fica concentrada nas serras. O contraste será:</p><ul> <li>Serras de SC e RS: maior chance de mínimas baixas no amanhecer de sexta.</li> <li><strong>Demais áreas catarinenses: mínimas geralmente entre 4°C e 13°C.</strong></li> <li>Leste paulista: queda mais clara nas máximas de quinta e sexta.</li> </ul><h2>Fim de semana: pouco tempo para esfriar mais </h2><p>Até a manhã de sábado (3), <strong>o ar mais ameno alcança partes do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.</strong> A queda perde intensidade longe do Sul. A umidade e as nuvens reduzem a chance de resfriamento acentuado nas áreas baixas. Em Santa Catarina, as máximas já sobem para 17°C a 24°C no sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-pelo-centro-sul-saiba-o-que-esperar-1790777242895.jpg" data-image="qz102v8gv9at" alt="calor, frio, sudeste" title="calor, frio, sudeste"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (°C) para sábado (3), às 15h.</figcaption></figure><p>A massa de ar frio terá atuação curta. <strong>Outra frente se aproxima pelo oeste de Santa Catarina na tarde de sábado e avança no domingo (4)</strong>, antes que as temperaturas tenham tempo de cair mais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791141" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas">Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704183883_320.jpg" alt="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"></a></article></aside><p><strong>Essa sucessão rápida de sistemas ajuda a explicar a redução do potencial de extremos</strong>. O frio perde força e as temperaturas voltam a subir em parte do Centro-Sul. No Sudeste, o alívio ainda poderá ser sentido no sábado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 13:54:42 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ator, juntamente com Betty Weider, doou uma valiosa propriedade privada que se revelou fundamental para a conclusão de um corredor ecológico histórico perto de Los Angeles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127064050.jpg" data-image="w74ium2j81vp" alt="arnold" title="arnold"><figcaption>Arnold Schwarzenegger numa cena de «Terminator: Dark Fate» (2019), onde voltou a interpretar o T-800, uma das personagens mais icónicas da sua carreira.</figcaption></figure><p>À primeira vista, eram apenas 16 hectares numa vasta paisagem de montanhas, desfiladeiros e vegetação selvagem. Mas a sua localização tornava-os difíceis de substituir: <strong>sem aquele terreno, faltava ainda uma peça a um projeto de conservação que a Califórnia vinha a desenvolver há décadas</strong>.</p><p>A propriedade situava-se no Zuma Canyon, nas Montanhas de Santa Mónica, e era propriedade conjunta de Arnold Schwarzenegger e da empresária do setor do fitness Betty Weider. <strong>Os dois decidiram doá-la, impedindo que o terreno, avaliado em mais de 500 000 dólares e passível de desenvolvimento imobiliário, fosse transformado de forma permanente</strong>. </p><h2>Por que razão estes hectares eram tão importantes</h2><p><strong>A propriedade abrangia o equivalente a pouco mais de 16 hectares, e estava estrategicamente localizada ao longo do Backbone Trail</strong>. Este trilho contínuo estende-se por aproximadamente 108 quilómetros através das Montanhas de Santa Mónica, entre o Parque Histórico Estadual Will Rogers e o Parque Estadual Point Mugu.</p><div class="texto-destacado">Mas não se trata simplesmente de um trilho para caminhadas, ciclismo ou passeios a cavalo. O seu percurso atravessa desfiladeiros, chaparral, bosques de carvalhos e áreas selvagens que sobrevivem a pouca distância de uma das maiores concentrações urbanas dos Estados Unidos.</div><p>A conclusão do percurso demorou mais de quatro décadas, porque os terrenos estavam divididos entre parques, terrenos públicos e inúmeras propriedades privadas. <strong>A criação de uma trilha contínua exigiu a incorporação de mais de 180 parcelas, avaliadas coletivamente em mais de 100 milhões de dólares</strong>, de acordo com o Serviço Nacional de Parques dos EUA (NPS).</p><p>A contribuição de Schwarzenegger e Weider foi especialmente significativa: <strong>o NPS descreveu-a como a maior doação de terrenos privados, num único ato, feita para concluir o Backbone Trail</strong>. O trilho foi finalmente concluído em 2016.</p><h3>Um ecossistema rodeado por estradas e urbanização</h3><p>As Montanhas de Santa Mónica formam uma espécie de ilha natural junto a Los Angeles, onde a expansão urbana tem vindo a invadir cada vez mais os habitats que ainda abrigam uma diversidade significativa de fauna e flora. Neste contexto, <strong>manter as áreas naturais interligadas é tão importante quanto proteger parcelas individuais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127173110.jpg" data-image="lf6j0tz4901v" alt="zuma" title="zuma"><figcaption>O Zuma Canyon faz parte de um importante corredor natural que liga áreas protegidas e facilita a circulação da fauna selvagem.</figcaption></figure><p>Uma autoestrada, um empreendimento imobiliário ou mesmo alguns edifícios podem fragmentar a paisagem e alterar não só o cenário, mas também a circulação dos animais. Foi precisamente por isso que <strong>a propriedade de Zuma Canyon foi considerada uma prioridade pelas autoridades</strong><strong>: estava disponível para desenvolvimento e ocupava uma secção sensível do corredor</strong>.</p><p>A doação assumiu, portanto, um significado mais amplo. Não se tratou simplesmente de 16 hectares de terreno que deixaram de ser propriedade privada, mas sim de<strong> uma ligação que ajudou a manter um corredor natural muito maior contínuo</strong>.</p><h2>O envolvimento de Schwarzenegger nas questões ambientais não começou aí</h2><p>Esse gesto também não foi um episódio isolado na carreira da estrela de <em>Terminator</em>. <strong>Durante o seu mandato como governador da Califórnia, de 2003 a 2011, Schwarzenegger fez da política climática uma das questões abordadas pela sua administração</strong>, embora as medidas tivessem surgido de processos legislativos e institucionais mais amplos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127266927.jpg" data-image="kdj9gwjy2zpc" alt="santa monica" title="santa monica"><figcaption>A paisagem de Santa Mónica combina encostas áridas, vegetação mediterrânica e vales que descem em direção à costa do Pacífico.</figcaption></figure><p><strong>Em 2006, assinou a Lei de Soluções para o Aquecimento Global da Califórnia, conhecida como AB 32</strong>, que exigia que o estado reduzisse as suas emissões de gases com efeito de estufa para os níveis de 1990 até 2020. O Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia considera esta legislação um momento decisivo na política climática do estado.</p><p>O seu envolvimento ambiental continuou após deixar o cargo. Através da <strong>Iniciativa Climática Schwarzenegger, promoveu campanhas e a Cimeira Mundial da Áustria, que realizou a sua décima edição em junho de 2026</strong> com uma mensagem forte centrada na redução da poluição e na aceleração da utilização de energias renováveis.</p><h2>Quando 16 hectares podem mudar muito mais do que uma paisagem</h2><p><strong>A história do Zuma Canyon destaca um pormenor que explica o verdadeiro valor dessa decisão</strong>. Na conservação ambiental, a extensão do terreno nem sempre é tão importante quanto a sua localização.</p><p>O terreno detido em conjunto por Schwarzenegger e Weider situava-se exatamente onde era necessário. A sua incorporação ajudou a completar um percurso de quase 108 quilómetros e <strong>garantiu que esta secção da paisagem permanecesse protegida, em vez de ficar vulnerável a futuros projetos de desenvolvimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas">As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/birds-sound-the-alarm-removing-natural-buffers-erodes-ecosystem-resilience-1764678166649_320.jpeg" alt="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"></a></article></aside><p>Após décadas a adquirir terrenos, a negociar parcelas e a interligar espaços públicos, faltavam apenas algumas peças para completar o Backbone Trail.<strong> Uma delas estava, por acaso, nas mãos de uma das figuras mais conhecidas de Hollywood</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["O mito de pôr música para as plantas": um especialista dá uma resposta científica aos amantes da jardinagem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ouvir música faz realmente com que as plantas cresçam melhor? A botânica oferece uma resposta científica a uma das crenças mais difundidas entre os entusiastas da jardinagem doméstica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790626829523.jpeg" data-image="4bvwxmannxp0" alt="Imagen 1" title="Imagen 1"><figcaption>Música e plantas: a crença e a ciência sobre como o som afeta o desenvolvimento vegetal.</figcaption></figure><p><strong>Pôr música para as plantas</strong> tornou-se uma prática curiosa entre muitos entusiastas da jardinagem. Uma prática que vai desde quem deixa a rádio ligada durante o dia até quem reproduz música clássica junto aos seus vasos; a ideia parte de uma pergunta simples: <strong>será que as plantas conseguem ouvir e beneficiar-se dos sons?</strong></p><p>A resposta científica é bastante mais complexa do que sugerem algumas experiências populares. As plantas não têm ouvidos nem um sistema nervoso como o dos animais, pelo que não ouvem uma canção da mesma forma que uma pessoa. No entanto, <strong>isso não significa que sejam completamente indiferentes às vibrações e aos estímulos mecânicos do seu ambiente</strong>.</p><h2>As plantas conseguem perceber vibrações</h2><p>Estudos sobre mecanobiologia vegetal demonstraram que <strong>as plantas conseguem detetar determinados estímulos mecânicos</strong>. O vento, o contacto de um inseto, a chuva ou mesmo certas vibrações podem provocar respostas fisiológicas nos tecidos vegetais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El mismo día en que se levantaba el confinamiento por la pandemia, periódicos y televisiones de medio mundo, una audiencia estimada de 250 millones de personas, se hacían eco de un insólito concierto en el Liceo de Barcelona. La sorpresa residía en que en las butacas del coliseo <a href="https://t.co/aJZPF5tXND">pic.twitter.com/aJZPF5tXND</a></p>— TendenciasdelArte (@TendenciasArte) <a href="https://x.com/TendenciasArte/status/1739202583896453501?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2023</a></blockquote></figure><p>Isso tem alimentado o interesse científico em estudar o que acontece quando as plantas são expostas a sons. Alguns trabalhos experimentais observaram que <strong>se verificam alterações em determinados processos, como a expressão de alguns genes, a produção de compostos defensivos ou o comportamento das raízes</strong>, dependendo da frequência, intensidade e duração do estímulo.</p><p>Mas existe <strong>uma diferença fundamental entre observar uma resposta biológica e demonstrar que uma planta "aprecia" a música</strong> ou que esta faz com que cresça melhor.</p><h2>Música e crescimento: não existe uma fórmula universal</h2><p>Um dos principais problemas desta crença é que <strong>costumam ser apresentados determinados gêneros musicais como benéficos para as plantas</strong>.</p><div class="texto-destacado">A música clássica é frequentemente associada a um suposto crescimento mais rápido, enquanto outras experiências populares atribuem efeitos negativos ao rock ou a sons intensos.</div><p><strong>A ciência não permite estabelecer uma regra tão simples</strong>, uma vez que não existem provas sólidas que permitam afirmar que ouvir Mozart, música clássica ou qualquer outro género musical, por si só, torne uma planta mais vigorosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790627816551.jpeg" data-image="er1jtlieic4c" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Música clássica para as plantas.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>muitas experiências que circulam na Internet e em vários fóruns não controlam adequadamente fatores fundamentais</strong>, como a quantidade de luz, a temperatura, a humidade, a disponibilidade de água, a fertilização, a variedade vegetal ou a duração da exposição sonora.</p><p>Sem estas condições controladas, <strong>resulta muito difícil atribuir as diferenças exclusivamente à música</strong>.</p><h2>O volume pode, de facto, ser importante</h2><p>Embora a música não seja um fertilizante sonoro, isso também não significa que qualquer nível de ruído seja completamente inofensivo.<strong> As vibrações mecânicas intensas e prolongadas podem constituir um estímulo ambiental capaz de gerar respostas de stress</strong> em determinados organismos vegetais.</p><p>Se um entusiasta da jardinagem quiser ter música perto das suas plantas, o mais sensato é <strong>evitar volumes excessivamente altos e vibrações constantes</strong>. A reprodução de música a um volume normal não deve constituir motivo de preocupação num ambiente doméstico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico">Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225_320.jpeg" alt="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"></a></article></aside><p><strong>O segredo está em não confundir uma possível resposta fisiológica</strong> às vibrações com a capacidade das plantas de «ouvir» músicas.</p><h2>O que as plantas realmente precisam</h2><p>Além das experiências musicais, <strong>existem fatores cuja importância para o desenvolvimento vegetal está comprovada</strong>.</p><ul><li>Iluminação adequada.</li><li>Rega adaptada a cada espécie.</li><li>Substrato com boas condições físicas.</li><li>Nutrientes disponíveis.</li><li>Temperaturas adequadas.</li><li>Ventilação correta.</li></ul><p>Também é essencial conhecer as necessidades específicas de cada planta. <strong>Um cacto não precisa das mesmas condições que uma hortênsia</strong>, enquanto um tomate cultivado num terraço terá necessidades diferentes das de uma planta de interior.</p><p>Por conseguinte,<strong> falar com uma planta, pôr lhe música</strong> ou mantê-la num ambiente tranquilo pode fazer parte da relação pessoal que cada amante de plantas estabelece com as suas culturas, mas <strong>não deve substituir os cuidados agronómicos básicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O verdadeiro interesse científico deste fenómeno reside na compreensão de como as plantas percebem as vibrações e respondem aos estímulos mecânicos.</div><p>Trata-se de um campo de investigação ainda em aberto que pode fornecer informações interessantes sobre a extraordinária capacidade de adaptação dos vegetais. Por enquanto, no entanto, <strong>a música continua a ser muito mais necessária para desfrutar do jardim do que para fazer crescer as suas plantas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA enviou 12,5 milhões de sementes de tomate para o espaço: o resultado surpreende 6 anos depois]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-enviou-12-5-milhoes-de-sementes-de-tomate-para-o-espaco-o-resultado-surpreende-6-anos-depois.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Elas deveriam permanecer fora da Terra por pouco tempo, mas passaram quase seis anos lá. Ao retornarem, os resultados levantaram novas questões sobre o cultivo de alimentos no espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-envio-12-5-millones-de-semillas-de-tomate-al-espacio-volvieron-casi-6-anos-despues-y-el-resultado-sorprendio-1790305148714.jpg" data-image="c5s5wsde1yza"><figcaption>Em 1984, o ônibus espacial Challenger transportou milhões de sementes de tomate como parte de um experimento destinado a estudar a reação delas ao ambiente espacial.</figcaption></figure><p>Em abril de <strong>1984</strong>, o ônibus espacial <em>Challenger </em>transportou uma carga bastante incomum para uma missão da NASA: <strong>12,5 milhões de sementes de tomate</strong> <strong>destinadas a permanecer fora da Terra</strong>. O objetivo era simples de formular, mas muito mais difícil de alcançar: determinar o que aconteceria com esse material biológico após a exposição ao ambiente espacial.</p><p>O experimento fazia parte do programa SEEDS (<em>Space Exposed Experiment Developed for Students</em>). As sementes estavam a bordo do<em> Long Duration Exposure Facility </em>(LDEF), uma grande plataforma projetada para permanecer vários meses em órbita terrestre. Não estava previsto que elas passassem quase seis anos lá, mas uma série de eventos tornou o experimento muito mais longo e desafiador do que o planejado.</p><h2>Uma estadia de 1 ano prorrogada para quase 6 anos</h2><p>O LDEF deveria ter retornado à Terra muito antes, mas sua recuperação foi adiada. O acidente da <em>Challenger</em>, ocorrido em janeiro de 1986, acabou afetando profundamente o programa espacial americano. Quando a plataforma foi finalmente <strong>trazida de volta à Terra</strong>, em janeiro de <strong>1990</strong>, as sementes haviam passado 69 meses em órbita ao redor do nosso planeta, expostas durante todo esse tempo a condições muito diferentes daquelas existentes no solo.</p><div class="texto-destacado"><p>Enquanto isso, os pesquisadores haviam mantido na Terra sementes equivalentes, constituindo um grupo de controle. Essa comparação era indispensável para interpretar eventuais alterações observadas: ela permitia distinguir os efeitos do ambiente espacial daqueles relacionados à simples passagem do tempo ou ao armazenamento prolongado.</p></div><p>Após o retorno das sementes, a NASA lançou um amplo <strong>experimento educacional</strong>. A agência distribuiu sementes que haviam permanecido no espaço, bem como sementes de controle, a milhares de escolas. Alunos e professores acompanharam a<strong> germinação, o crescimento e o desenvolvimento</strong> delas para investigar possíveis consequências visíveis dessa estadia excepcionalmente longa. Cerca de 3,3 milhões de alunos participaram do experimento.</p><p>Os primeiros resultados mostraram que <strong>as sementes enviadas ao espaço ainda eram capazes de germinar</strong>: sua taxa de germinação chegou a cerca de 73,8%, contra 70,3% para aquelas que permaneceram na Terra. Essa diferença não permitia afirmar que a estadia no espaço tivesse sido benéfica para elas. No entanto, revelava um fato notável: quase seis anos em órbita não haviam destruído sua capacidade de se transformar em plantas.</p><h2>Antes dos tomates, árvores haviam dado a volta na Lua</h2><p>A ideia de enviar sementes ao espaço não surgiu com essa missão de 1984. Havia um precedente mais antigo e particularmente simbólico: treze anos antes, durante a <strong>missão</strong><em><strong> Apollo 14</strong></em>, o astronauta Stuart Roosa levou centenas de <strong>sementes de árvores ao redor da Lua</strong>, como parte de um experimento realizado em parceria com o Serviço Florestal dos Estados Unidos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">50 years ago today, Apollo 14 was on its way to the Moonand it was carrying the seeds for hundreds of "Moon Trees" that have been planted around the world &gt;&gt; <a href="https://t.co/SPkcUHgqIq">https://t.co/SPkcUHgqIq</a> <a href="https://x.com/hashtag/Apollo50?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Apollo50</a> <a href="https://t.co/soyqwSuN6n">pic.twitter.com/soyqwSuN6n</a></p>— NASA Marshall (@NASA_Marshall) <a href="https://x.com/NASA_Marshall/status/1357351627066396677?ref_src=twsrc%5Etfw">February 4, 2021</a></blockquote></figure><p><strong>Após o retorno, muitas dessas sementes germinaram e deram origem às </strong><em><strong>Moon Trees</strong> </em>(Árvores da Lua), que foram posteriormente plantadas em diversas regiões dos Estados Unidos e em outros países. Esse experimento levantava uma questão que permanece atual décadas depois: será que uma semente pode viajar pelo espaço sem perder sua capacidade de germinar?</p><p>Mais de meio século depois, o experimento foi repetido com outros recursos técnicos, mantendo, contudo, seu significado simbólico e científico. Em <strong>2022</strong>, a <strong>missão <em>Artemis I </em>levou novamente sementes de árvores para orbitar a Lua</strong>. Uma nova geração de <em>Moon Trees</em> começou então a ser distribuída, dando continuidade ao experimento realizado durante o programa <em>Apollo</em>.</p><h3>Da sobrevivência das sementes à produção de alimentos</h3><p>Ao longo dos anos, as pesquisas deixaram de se limitar a verificar se uma semente poderia viajar pelo espaço e retornar à Terra mantendo sua viabilidade. O objetivo tornou-se muito mais ambicioso:<strong> permitir que uma planta realize grande parte de seu ciclo de crescimento no espaço e, futuramente, alimente uma tripulação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-envio-12-5-millones-de-semillas-de-tomate-al-espacio-volvieron-casi-6-anos-despues-y-el-resultado-sorprendio-1790305288180.jpg" data-image="o0ouh66a8hg2"><figcaption>Embora nos seja familiar, o tomate tornou-se uma das espécies utilizadas para estudar as possibilidades da agricultura fora da Terra.</figcaption></figure><p>Essa <strong>evolução </strong>é particularmente importante: cultivar uma folha de alface apresenta desafios muito diferentes daqueles envolvidos na produção de um fruto por uma planta com ciclo de crescimento mais longo. Culturas como o tomate ou o pimentão exigem mais água e requerem floração, polinização e a formação de frutos — desafios que as futuras missões de longa duração à Lua ou a Marte terão de superar.</p><h2>Uma questão ainda em aberto</h2><p>Essas 12,5 milhões de sementes de tomate não se destinavam, por si sós, a resolver o problema da alimentação dos astronautas longe da Terra. No entanto, elas ocupam um lugar especial nessa história: marcam a transição entre duas etapas da pesquisa espacial — da<strong> verificação da resistência das sementes à viagem espacial </strong>aos trabalhos atuais que visam integrar as plantas aos sistemas de suporte à vida das tripulações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790613" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum">Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648_320.jpg" alt="Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum"></a></article></aside><p>Hoje, a agricultura espacial já não funciona apenas como uma curiosidade científica, pois, quanto mais longas forem as missões e mais longe o ser humano viajar, maior será a dificuldade de depender exclusivamente de cargas enviadas do nosso planeta.</p><p>Nesse cenário, aquele teste inesperadamente prolongado com sementes de tomate deixou um ensinamento que ainda permanece válido: <strong>a vida vegetal pode suportar condições muito mais extremas do que se imaginava anteriormente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-enviou-12-5-milhoes-de-sementes-de-tomate-para-o-espaco-o-resultado-surpreende-6-anos-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 08:34:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma guerra também pode silenciar as estações que monitoram as condições meteorológicas. Casos como os do Sudão e do Iêmen mostram como a perda de dados enfraquece as previsões e os alertas que protegem vidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443911107.png" data-image="ocaf9dy7xip1"><figcaption>Segundo a UNDRR (Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres), dos 25 países mais vulneráveis ao clima, 19 também enfrentam fragilidade, conflitos ou violência.</figcaption></figure><p><strong>Em meio a uma guerra</strong>, o silêncio de um termômetro ou de um pluviômetro parece insignificante diante da violência. No entanto, pode deixar comunidades inteiras com menos tempo para se preparar para uma inundação. E o que deixa de ser medido hoje tampouco poderá ser recuperado amanhã com a mesma precisão.</p><div class="texto-destacado">A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou, em agosto de 2026, que persistem lacunas nas observações da Terra e que aumenta a pressão sobre as redes que monitoram o planeta. Casos como o do Sudão e do Iêmen mostram como uma guerra pode agravar essas falhas.</div><p>Uma estação meteorológica pode continuar de pé e, ainda assim, deixar de fornecer dados. Basta uma falha na eletricidade, uma interrupção nas comunicações ou a impossibilidade de a equipe chegar até ela. <strong>Em uma zona de guerra, realizar medições torna-se uma tarefa ainda mais difícil de manter</strong>. E, sem a circulação das observações, surge um ponto cego em uma rede que depende da cooperação internacional.</p><h2>Fazer previsões em meio a conflitos<br></h2><p>O <strong>Sudão </strong>é um primeiro exemplo. Em abril de <strong>2023</strong>, o início do conflito no país tornou inacessíveis as instalações de sua autoridade meteorológica em Cartum. Parte da equipe teve de se deslocar. Para manter o serviço, foram organizadas equipes em Porto Sudão, no Cairo e em Nairóbi, enquanto as observações de 29 estações eram coletadas manualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790444856826.png" data-image="e58b0qzmabcj"><figcaption>Em fevereiro de 2023, o serviço ucraniano relatava cerca de vinte instalações hidrometeorológicas danificadas pela guerra. Imagens divulgadas pelo Centro Hidrometeorológico da Ucrânia.</figcaption></figure><p>E, apesar das dificuldades, os especialistas sudaneses conseguiram emitir um alerta de inundação por meio de uma plataforma digital e das redes sociais. Um exemplo que nos lembra que um sistema de alerta não se resume aos instrumentos; ele precisa de especialistas que analisem dados, elaborem previsões e comuniquem o risco em tempo hábil.</p><div class="texto-destacado">Outro exemplo é a Ucrânia: desde o início da invasão russa em 2022, a guerra danificou instalações hidrometeorológicas e interrompeu as observações em territórios ocupados. O serviço ucraniano alerta que essas lacunas afetam os dados utilizados tanto em suas previsões quanto nas de centros europeus.</div><p>Quando essas pessoas são deslocadas, toda a cadeia se torna mais frágil. A <strong>previsão </strong>pode continuar graças à cooperação regional. No entanto, mantê-la <strong>exige recursos, comunicações e pessoal disponível todos os dias</strong>.</p><h2>Quando a guerra deixa o campo sem alerta</h2><p>No <strong>Iêmen</strong>, a guerra destruiu subestações que recebiam informações da agência meteorológica em Sanaa. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) documentou danos em distritos como Dhamar, Mukalla, Lahj, Al Dhale'e e Taiz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-unica-previsao-nao-e-suficiente-por-que-precisamos-de-conjuntos-de-previsoes-para-prever-o-tempo.html" title="Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo">Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-unica-previsao-nao-e-suficiente-por-que-precisamos-de-conjuntos-de-previsoes-para-prever-o-tempo.html" title="Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-solo-pronostico-no-basta-por-que-necesitamos-ensambles-para-entender-el-tiempo-y-el-clima-1766162061597_320.png" alt="Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo"></a></article></aside><p>Com <strong>apoio internacional</strong>, foram reabilitadas instalações e criadas outras novas para fornecer alertas sobre chuvas intensas, inundações e geadas. Alguns agricultores recebem essas informações pelo WhatsApp para decidir quando plantar ou proteger suas culturas. Para eles, um aviso oportuno pode significar a diferença entre salvar uma colheita e perdê-la.</p><h2>Uma rede sem fronteiras</h2><p>Por que deveríamos nos preocupar com uma estação que para de transmitir <strong>dados a milhares de quilômetros de distância</strong>? Porque a atmosfera não reconhece fronteiras. Os modelos meteorológicos precisam conhecer as condições iniciais em diferentes pontos do planeta. Para construir essa imagem, eles combinam medições compartilhadas de estações terrestres, balões, navios, boias, aviões e satélites.</p><div class="texto-destacado">A rede mundial coordenada pela OMM reúne cerca de 16.300 estações meteorológicas terrestres.</div><p>A<strong> perda isolada de uma estação</strong> não significa que uma previsão do outro lado do mundo vá falhar. No entanto, o acúmulo de lacunas<strong> reduz as informações disponíveis</strong> sobre determinadas regiões e <strong>pode afetar a precisão dos modelos</strong>. O problema é especialmente grave para quem vive perto das estações que deixam de fazer medições e depende de alertas locais.</p><h2>Mais do que perdemos</h2><p>Os satélites ajudam a monitorar grandes extensões, inclusive onde é impossível manter uma estação. No entanto, não substituem todas as medições realizadas em solo. E são essas medições que permitem verificar e ajustar os dados de satélite, além de captar condições locais importantes para antecipar alguns perigos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443998833.png" data-image="ca3t16vxh5z1"><figcaption>Cerca de 9.000 estações terrestres fazem parte da rede básica que sustenta o intercâmbio internacional de dados.</figcaption></figure><p><strong>A perda não afeta apenas a previsão para o dia seguinte</strong>. Uma série de dados de temperatura ou chuva registrada ao longo de décadas permite identificar mudanças e avaliar riscos. Se o registro for interrompido ou perdido, torna-se mais difícil reconstruir o que aconteceu, mesmo após o fim da guerra.</p><p>O Sudão e o Iêmen demonstram que proteger a observação meteorológica também significa proteger vidas. Manter estações, preservar registros, apoiar especialistas e garantir que os alertas cheguem àqueles que precisam agir são <strong>medidas vitais</strong>. Em uma rede global, cada dado conta. E, em uma emergência, cada minuto de antecedência também é fundamental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="OMM" data-year="2026" data-title="Connecting%20the%20dots%3A%20bringing%20climate%20data%20together%20for%20action" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fproject-update%2Fconnecting-dots-bringing-climate-data-together-action">OMM. (2026). <a href="https://wmo.int/media/project-update/connecting-dots-bringing-climate-data-together-action" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Connecting the dots: bringing climate data together for action</a>.</cite><br><cite data-author="FAO%20Regional%20Office%20for%20Near%20East%20and%20North%20Africa" data-year="2024" data-title="Early%20Warning%20System%20Protects%20Crops%20and%20Farmers%20in%20Yemen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fao.org%2Fneareast%2Fnews%2Fstories%2Fdetails%2Fearly-warning-system-protects-crops-and-farmers-in-yemen%2F">FAO Regional Office for Near East and North Africa. (2024). <a href="https://www.fao.org/neareast/news/stories/details/early-warning-system-protects-crops-and-farmers-in-yemen/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Early Warning System Protects Crops and Farmers in Yemen</a>.</cite><br><cite data-author="OMM" data-year="2024" data-title="Sudan%20Meteorological%20Authority%20on%20the%20Climate%20Action%20Frontline" data-url="https%3A%2F%2Fpublic.wmo.int%2Fresources%2Fmeteoworld%2Fmeteoworld-march-2024%2Fsudan-meteorological-authority-climate-action-frontline">OMM. (2024). <a href="https://public.wmo.int/resources/meteoworld/meteoworld-march-2024/sudan-meteorological-authority-climate-action-frontline" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sudan Meteorological Authority on the Climate Action Frontline</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidade colorida do sertão, às margens do Rio São Francisco, é rodeada por cânions e guarda a história de Lampião]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 00:47:44 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Conhecida como uma das cidades mais charmosas de Alagoas, no Sertão Nordestino, ela preserva um centro histórico com casarões coloridos e guarda episódios importantes da história brasileira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790715156450.jpg" data-image="lirhzwpsysie"><figcaption>Esta cidade histórica localizada no Sertão de Alagoas, às margens do Rio São Francisco, é famosa por sua arquitetura colonial colorida e por ser a principal base para explorar os Cânions do Xingó. Na imagem, vista ampla da cidade e do Rio São Francisco a partir das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Crédito: ©Dall-E.</figcaption></figure><p>Um<strong> charmoso município</strong> localizado no Sertão Nordestino, no estado de <strong>Alagoas</strong>, que é <strong>banhado pelas águas do Rio São Francisco</strong> e conhecido carinhosamente como a "Lapinha do Sertão”.</p><p>Esta localidade reúne um importante <strong>patrimônio histórico</strong>, <strong>cultura sertaneja</strong>, belas paisagens do São Francisco e a <strong>memória do cangaço</strong>, tornando-se um dos destinos turísticos mais emblemáticos do sertão alagoano. </p><p>Estamos falando de <strong>Piranhas</strong>, que fica<strong> a cerca de 285 km da capital Maceió</strong> e a aproximadamente 210 km de Aracaju (Sergipe). Descubra abaixo quais os seus atrativos e a <strong>sua história com Lampião</strong>, o líder do movimento de banditismo mais bem-sucedido da história do Brasil e do século XX, ganhando o apelido de "Rei do Cangaço". </p><h2>A sua história com Lampião</h2><p>O <strong>cangaço </strong>foi um <strong>fenômeno de banditismo</strong> armado que ocorreu no sertão da região Nordeste do Brasil, principalmente entre o final do<strong> século XIX</strong> e meados do<strong> século XX</strong>. E <strong>Lampião foi o mais importante cangaceiro dessa armada</strong>, liderando por décadas o lendário grupo de cangaceiros. </p><p>Os cangaceiros andavam em grupos armados, atravessando estados nordestinos, e praticando <strong>saques a vilas e cidades, roubos, assassinatos e extorsões</strong>.</p><div class="texto-destacado">Qual a origem do termo ‘cangaço’? Acredita-se que venha de "canga", em referência ao peso carregado pelos bandoleiros ou à vida ríspida no sertão. </div><p>Embora tenha sido declarado inimigo público pelas autoridades da época, por muitos o <strong>cangaço também era visto como um movimento de combate às desigualdades </strong>e aos apelos de políticos e fazendeiros que ocupavam grande parte da região. </p><p>Em <strong>1938</strong>, após a emboscada na Grota de Angicos, em Sergipe,<strong> Lampião e sua mulher Maria Bonita </strong>e integrantes do bando<strong> foram mortos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786051" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos.html" title="Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos">Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos.html" title="Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos-1787951604602_320.jpg" alt="Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos"></a></article></aside><p>Mas <strong>qual a relação com a cidade de Piranhas?</strong> Eis aqui:<strong> as cabeças de Lampião, de sua mulher e dos demais cangaceiros foram levadas para Piranhas</strong> e expostas nas escadarias do então Palácio Dom Pedro II, episódio que marcou a história da cidade. Hoje, as cabeças encontram-se expostas no prédio onde fica a prefeitura municipal.</p><h2>Os atrativos de Piranhas</h2><p>Piranhas é conhecida pelo <strong>casario colorido</strong>, pelas<strong> ruas de paralelepípedos</strong> e pela paisagem marcada pela <strong>caatinga </strong>e pelo Rio São Francisco (conhecido carinhosamente como ‘Velho Chico’).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790715591418.jpg" data-image="mlz0o1gn462g"><figcaption>Parte dos Cânions do Xingó em Piranhas (AL). Crédito: Heraldo Sales.</figcaption></figure><p>O <strong>Centro Histórico</strong> possui casinhas coloridas do século XIX bem preservadas e ruas de paralelepípedo. Ah, e ele foi <strong>tombado pelo IPHAN</strong> (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) <strong>em 2004</strong> como um Sítio Histórico e Paisagístico, sendo integralmente protegido em nível federal.</p><p>Outros pontos turísticos da cidade são: a<strong> Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde</strong>, que é o principal marco religioso e arquitetônico da cidade; a <strong>Igreja de Nosso Senhor do Bonfim</strong>, que tem uma bela vista panorâmica da cidade e do rio após subir centenas de degraus; e a<strong> Torre do Relógio</strong>, um dos cartões-postais mais famosos da cidade, construída em 1879.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790715478779.jpg" data-image="j3aegbntxgy0"><figcaption>A Torre do Relógio, em Piranhas (AL). Crédito: Heraldo Sales.</figcaption></figure><p>Incluem-se ainda o <strong>Palácio Dom Pedro II</strong>, que está permanentemente fechado; o <strong>Museu do Sertão</strong>, um espaço que guarda a história e relíquias do período do cangaço na região; e o <strong>Mirante Secular</strong>, um ponto privilegiado que também oferece uma vista panorâmica do Rio São Francisco e dos deslumbrantes Cânions do Xingó. </p><p>Falando nisso, <strong>a região também serve de acesso aos Cânions do Xingó</strong>, um dos grandes destaques naturais do Rio São Francisco. São oferecidos <strong>passeios de catamarã ou lancha</strong> saindo da região para admirar as imponentes formações rochosas do Xingó, com paredões que chegam a 80 metros de altura e profundidade de até 190 metros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790714924692.jpg" data-image="tod6d2qcb6wb"><figcaption>Centro Histórico de Piranhas (Alagoas) à noite, com algumas mesas na rua ao ar livre. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>E outro atrativo bem procurado na cidade é o<strong> passeio de catamarã pela Rota do Cangaço</strong>, que parte do porto da cidade e navega pelo mesmo roteiro percorrido pela volante alagoana (polícia) que emboscou e matou Lampião, Maria bonita e outros cangaceiros do bando. Os turistas podem se deslumbrar com as belezas do Baixo Rio São Francisco.</p><p>Ah, e o<strong> centro da cidade</strong> abriga um <strong>complexo de bares e restaurantes</strong> com mesas na rua ao ar livre, música ao vivo, pratos típicos e noite bastante animada!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Merencio%2C%20H" data-year="2026" data-title="Arquitetura%20sertaneja%3A%20destino%20%C3%A0s%20margens%20do%20Rio%20S%C3%A3o%20Francisco%20encanta%20com%20c%C3%A2nions%20e%20uma%20das%20vistas%20mais%20marcantes%20do%20pa%C3%ADs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gazetasp.com.br%2Fturismo%2Farquitetura-sertaneja-destino-as-margens-do-rio-sao-francisco-encanta-com-canions-e-uma-das-vistas-mais-marcantes-do-pais%2F">Merencio, H. (2026). <a href="https://www.gazetasp.com.br/turismo/arquitetura-sertaneja-destino-as-margens-do-rio-sao-francisco-encanta-com-canions-e-uma-das-vistas-mais-marcantes-do-pais/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arquitetura sertaneja: destino às margens do Rio São Francisco encanta com cânions e uma das vistas mais marcantes do país</a>.</cite><br><cite data-author="Blog%20Bahia%20Terra%20Turismo%20e%20Eventos" data-year="2025" data-title="Cidade%20de%20Piranhas%2C%20Alagoas%3A%20joia%20%C3%A0s%20margens%20do%20Velho%20Chico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bahiaterra.com%2Fposts%2Fcidade-piranhas-alagoas">Blog Bahia Terra Turismo e Eventos. (2025). <a href="https://www.bahiaterra.com/posts/cidade-piranhas-alagoas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cidade de Piranhas, Alagoas: joia às margens do Velho Chico</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 22:52:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Duas frentes frias devem atingir o Brasil em apenas cinco dias, mantendo o tempo chuvoso e favorecendo a formação de tempestades no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O primeiro sistema já provoca chuvas intensas nesta terça-feira, enquanto se forma neste final de semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704183883.jpg" data-image="jl97yh1g9y0k" alt="Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante a manhã." title="Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante a manhã."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante a manhã mostra tempestades severas se formando entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com chuvas volumosas. </figcaption></figure><p>Ao longo desta terça-feira (29), um <strong>ciclone extratropical e sua frente fria associada</strong> estão causando tempestades significativas sobre o centro-sul do Brasil. Estações do <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>) já registraram <strong>acumulados próximos dos 100 mm</strong> durante as primeiras horas da terça-feira no Rio Grande do Sul, e esses volumes de chuva ainda podem aumentar.</p><div class="texto-destacado">O fenômeno traz acumulados totais de chuva de 100 mm para estados entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ventos intensos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Ainda há risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, enchentes e alagamentos.</div><p>Previsões indicam ainda que as <strong>chuvas continuam significativas ao longo dos próximos dias</strong>, principalmente com a formação de um novo ciclone e sua frente fria associada ao longo do próximo final de semana, entre o sábado (3) e o domingo (4), como é possível visualizar na figura abaixo. Com isso, <strong>duas frentes frias atingirão o Brasil em um período de apenas 5 dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704229581.jpg" data-image="g9qi28w8tfa2" alt="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva entre o sábado e o domingo." title="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva entre o sábado e o domingo."><figcaption>Previsão de nebulosidade, ventos e chuva mostra que uma segunda frente fria se forma entre o sábado e o domingo, causando pancadas de chuva sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Confira a seguir como os sistemas atingirão o país ao longo dos <strong>próximos dias</strong>.</p><h2>Quarta-feira: Tempestades continuam no Sul</h2><p>Ao longo da <strong>quarta-feira (30)</strong>, ainda existe um risco muito alto de formação de tempestades severas entre o extremo norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul do Mato Grosso do Sul, como é possível observar na figura abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704278578.jpg" data-image="j4ch02ykr1ny" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira intensa sobre o Sul, podendo atingir também parte do Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Também podemos observar que tempestades podem atingir parte do Sudeste ao longo deste dia, especialmente São Paulo. No entanto, a frente fria atinge a região Sudeste e Centro-Oeste com maior amplitude <strong>no dia seguinte</strong>.</p><h2>Quinta-feira: Chuva atinge o Sudeste e Centro-Oeste</h2><p>Isso acontece na <strong>quinta-feira (1)</strong>, primeiro dia de Outubro. A frente fria organizará uma faixa de nebulosidade intensa e precipitação que abrange o Sudeste (incluindo São Paulo, sul do Rio de Janeiro e oeste de Minas Gerais) e o Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e sul de Goiás).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704330237.jpg" data-image="oo9spq8mhfjw" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira intensa sobre uma faixa que compreende o Sudeste e Centro-Oeste do país.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>sexta-feira (2)</strong>, o destaque fica para uma maior abrangência das chuvas no Sudeste do país, especialmente sobre o Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo.</p><h2>Sexta-Feira: Chuvas se espalham pelo Sudeste</h2><p>O mapa abaixo ilustra as <strong>tempestades se espalhando</strong> por boa parte do Sudeste do Brasil que ainda não havia sido atingida pelas chuvas. Pancadas de <strong>chuva mais localizadas</strong> ainda podem continuar se formando sobre o Mato Grosso, Goiás e também no Distrito Federal, especialmente durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704362349.jpg" data-image="kcc15ii6wy7s" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira mais abrangente sobre o Sudeste, atingindo parte dos estados de MG, RJ e ES.</figcaption></figure><p>Ao longo do sábado, a situação permanece similar sobre o Sudeste e o Centro-Oeste. No entanto, as <strong>chuvas voltam a ganhar força na região Sul</strong>, com a formação de um novo ciclone e sua frente fria associada entre o sábado (3) e o domingo (4). Esse sistema causará novas tempestades não só na região Sul, como também no Sudeste e Centro-Oeste.</p><h2>Sábado e Domingo: Nova frente fria e mais tempestades</h2><p>No <strong>sábado (3)</strong>, o sistema causará tempestades severas sobre o Rio Grande do Sul, com transtornos significativos para a população. Ao longo do <strong>domingo (4),</strong> a frente fria atingirá também SC, PR, MS, MT, GO, SP, RJ e MG, efetivamente mantendo o tempo chuvoso sobre a maior parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste durante o final de semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704393550.jpg" data-image="sk4vmbssow2p" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo mostra que diversos municípios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem registrar volumes de 100 mm ou mais esta semana.</figcaption></figure><p>Na imagem acima, as regiões em cores vermelhas mais pronunciadas ilustram estados e municípios que serão mais afetados pelas chuvas ao longo desta semana, com acumulados que<strong> ultrapassam os 100 mm</strong> e, em alguns municípios localizados, podem chegar<strong> perto dos 200 mm totais</strong> de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Ambos os sistemas ajudarão, efetivamente, a <strong>manter o tempo muito chuvoso sobre toda a região Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong> ao longo desta semana, trazendo risco potencial de tempo severo especialmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná - estados que devem ser atingidos mais intensamente pelas chuvas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Arca de Noé: por que quase todas as culturas falam de um dilúvio e o que se busca na Turquia hoje?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-arca-de-noe-por-que-quase-todas-as-culturas-falam-de-um-diluvio-e-o-que-se-busca-na-turquia-hoje.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 21:39:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma broca quebrada, um robô no subsolo e 1.000 amostras de solo reacendem a pergunta mais antiga da arqueologia bíblica. Revisitamos a história da Arca, os dilúvios do mundo e as dúvidas geológicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790520828594.jpg" data-image="dlpwqoydpve0" alt="Arca de Noé" title="Arca de Noé"><figcaption>Será que a formação Durupınar (à direita), na região do Monte Ararat, é o local mítico onde estaria a Arca de Noé (à esquerda)? A Noah's Ark Scans e a Universidade Cumhuriyet, da Turquia, estão empenhadas nesta busca fascinante.</figcaption></figure><p>Há poucos dias, na encosta de uma montanha no <strong>leste da Turquia</strong>, uma broca quebrou ao atingir uma camada que ninguém conseguiu identificar. A equipe que realiza a perfuração no local sustenta que pode tratar-se de madeira petrificada. Estamos diante da <strong>formação Durupınar</strong>, uma estrutura com <strong>formato de barco</strong> que, desde 1959, <strong>alimenta a questão mais persistente da arqueologia bíblica: será esta a Arca de Noé?</strong></p><p>Desta vez, há autorizações oficiais, uma universidade turca à frente do projeto e um robô que já desceu cerca de 12 metros. Antes de se empolgar, vale a pena <strong>relembrar a história de uma embarcação que há milênios povoa o imaginário humano</strong>.</p><h2>Um dilúvio em cada cultura</h2><p>O <strong>Gênesis</strong>, o relato bíblico sobre como Deus formou o mundo a partir do caos e da escuridão, é meticuloso: 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura, três conveses e madeira de "gôfer" — uma árvore que ninguém conseguiu identificar até o momento. Dependendo do côvado utilizado, o comprimento varia de 133 a 157 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790521160066.jpg" data-image="xnt5hbftbyks"><figcaption>"A Arca de Noé no Monte Ararat", de Simon de Myle (1570), retrata a narrativa bíblica da Arca de Noé no Monte Ararat, com uma variedade de pares de animais a bordo, incluindo criaturas fantásticas como dragões (canto superior esquerdo).</figcaption></figure><p>E a narrativa indica que a arca pousa sobre "<strong>os montes de Ararat</strong>", no plural: uma região, não um pico. No século I, o historiador Flávio Josefo afirmava que restos eram exibidos na Armênia e, desde o século XIX, com o naturalista Friedrich Parrot, as expedições não pararam.</p><p>O texto bíblico não está sozinho. Na <strong>Mesopotâmia</strong>, o <em>Atrahasis </em>e a Epopeia de Gilgamesh contam a história antes: <strong>um deus avisa um homem, que constrói uma embarcação e coloca animais nela</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="649747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/na-terra-choveu-sem-parar-durante-2-milhoes-de-anos-quais-foram-as-causas-deste-grande-diluvio-universal-clima.html" title="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?">Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/na-terra-choveu-sem-parar-durante-2-milhoes-de-anos-quais-foram-as-causas-deste-grande-diluvio-universal-clima.html" title="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-la-tierra-llovio-sin-parar-durante-2-millones-de-anos-asi-fue-el-diluvio-universal-que-dio-lugar-a-un-nuevo-mundo-1711112942187_320.jpeg" alt="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?"></a></article></aside><p>Em <strong>2014</strong>, Irving Finkel traduziu, no Museu Britânico, uma <strong>tabuleta de quase 4.000 anos </strong>que<strong> descreve essa embarcação</strong> como um barco redondo, com os animais entrando "aos pares". Deucalião salva-se em um baú na Grécia, Manu na Índia e, no nosso sul, os mapuches contam como a serpente Caicai fez o mar subir enquanto Trentren erguia os morros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790521423884.jpg" data-image="jgsebwx6t9e0"><figcaption>O mito do dilúvio de Gilgamesh encontra-se em uma placa de argila (à esquerda) e descreve um evento semelhante à história bíblica da Arca de Noé. À direita, um vaso ritual sumério de 3.000 a.C. retrata um herói barbudo, touros e aves. Ambas as peças estão no Museu Britânico, em Londres.</figcaption></figure><p><strong>H</strong><strong>ouve um dilúvio real? Global, não</strong>: nenhuma camada geológica planetária o comprova. <strong>Locais, muitos.</strong> Na década de 1920, Leonard Woolley encontrou em Ur quase 2,5 metros de lama estéril e acreditou ter descoberto o Dilúvio; hoje, isso é considerado uma inundação local.</p><p>Outros apontam para o <strong>Mar Negro</strong>, que, segundo Ryan e Pitman, <strong>teria se enchido há cerca de 7.600 anos</strong> (o que ainda é objeto de debate), ou para as tradições aborígenes australianas que Nunn e Reid associaram a terras hoje submersas: após a última glaciação, o nível do mar subiu mais de 100 metros.</p><h2>Radar, amostras e um robô escavador</h2><p>Em <strong>2026</strong>, o <strong>projeto </strong>passou das imagens para as amostras. Liderada pelo arqueólogo Cenker Atila, da Universidade Cumhuriyet de Sivas, uma equipe de cerca de 20 pesquisadores de cinco países trabalhou por aproximadamente 90 dias e <strong>coletou cerca de 1.000 amostras de solo e cerâmica ainda não datadas</strong>.</p><p>O <strong>radar detectou possíveis espaços vazios e ângulos retos</strong>, e o solo do interior apresentaria 40% mais carbono do que o do exterior. As perfurações começaram em 22 de setembro, e um robô chamado Gopher — adaptado de um modelo criado para explorar tocas de vombates — alcançou cerca de 12 metros de profundidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790521968976.jpg" data-image="juh3caruo2r5"><figcaption>Estas imagens fascinantes, obtidas a partir de diferentes varreduras no sítio de Durupinar, poderiam ser evidências da Arca de Noé. Fonte: @NoahsArkScans.com</figcaption></figure><p>A <strong>geologia discute o assunto há trinta anos</strong>. Em 1996, Lorence Collins e David Fasold — um caçador de arcas que mudou de opinião — descreveram um sinclinal, uma dobra natural de camadas com veios de limonita e magnetita que foram confundidos com costelas e rebites.</p><p>O <strong>local fica a 29 quilômetros do Monte Ararat, a cerca de 2.000 metros de altitude e sobre terreno vulcânico</strong>. Andrew Jones, líder do projeto, acredita que se trata da Arca, embora afirme que a está submetendo ao teste mais rigoroso possível. Os resultados laboratoriais, em Ancara, devem sair a partir do verão austral de 2026-2027.</p><h2>Os geólogos pedem provas</h2><p><strong>Se aparecer madeira, será preciso datá-la com radiocarbono</strong>. Se forem óxidos de ferro e lama, será uma lição sobre a facilidade com que nosso cérebro encontra navios onde há pedras. Em ambos os casos, um mito impulsionou a ciência a recorrer a georradares, sondagens e robôs.</p><p>Os dilúvios das lendas também falam de algo atual: as inundações estão entre os desastres mais frequentes. Aprender a distinguir um sinal de uma miragem é útil tanto para uma colina na Turquia quanto para um alerta no celular.</p><div class="texto-destacado">Os dilúvios das lendas também falam de algo atual: as inundações estão entre os desastres mais frequentes.</div><p><strong>Por enquanto, a Arca continua onde sempre esteve: entre o dado e a fé</strong>. Daqui a alguns meses, uma amostra de solo dirá mais do que quatro mil anos de discussão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-arca-de-noe-por-que-quase-todas-as-culturas-falam-de-um-diluvio-e-o-que-se-busca-na-turquia-hoje.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O puma que se organizou por causa dos pinguins: o que isso revela sobre a restauração da natureza]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-puma-que-se-organizou-por-causa-dos-pinguins-o-que-isso-revela-sobre-a-restauracao-da-natureza.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 20:24:18 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>No Parque Nacional Monte León, em Santa Cruz, Argentina, os pumas retornaram após décadas de perseguição e encontraram uma presa nova: o pinguim-de-magalhães.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-puma-que-se-reorganizo-por-los-pinguinos-que-revela-sobre-restaurar-la-naturaleza-1790467282366.jpg" data-image="xabkvaxkt3li" alt="puma" title="puma"><figcaption>A elevada concentração de pinguins de Magalhães no Parque Nacional Monte León, na Argentina, alterou as estruturas sociais tradicionais dos pumas, de acordo com um estudo recente liderado por ecologistas da Universidade da Califórnia, Berkeley. Fotografia de Gonzalo Ignazi/UC Berkeley.</figcaption></figure><p>Com a <strong>primavera</strong>, os <strong>pinguins-de-magalhães </strong>retornam à costa patagônica para se reproduzir. No <strong>Parque Nacional Monte León</strong>, na <strong>Argentina</strong>, essa chegada tem um espectador muito atento. Segundo a Universidade da Califórnia em Berkeley, no auge da <strong>temporada reprodutiva</strong>, o parque abriga cerca de 80.000 pinguins adultos — mais de 40.000 casais —, além de seus filhotes. E, a poucos metros dali, os <strong>pumas aguardam</strong>.</p><div class="texto-destacado">A abundância sazonal de pinguins não apenas mudou a dieta dos pumas de Monte León: também modificou a forma como utilizam o território, a frequência com que se encontram e a sua relação com o restante do ecossistema.</div><p>A cena é o resultado de uma longa história. Durante os <strong>séculos XIX e XX</strong>, com a expansão da criação de ovelhas na Patagônia, os <strong>pumas foram caçados e envenenados</strong> para reduzir conflitos com os produtores. Na ausência deles, os pinguins — que historicamente faziam ninhos em ilhas ao longo da costa argentina — começaram a ocupar o continente. Quando o parque nacional foi criado em 2004, em áreas de antigas fazendas, e a caça cessou, os felinos retornaram, conforme relata a<em> National Geographic</em>. O que encontraram foi uma vizinhança diferente daquela que haviam deixado.</p><p>O surpreendente não é um predador aproveitar uma presa abundante e fácil. O inesperado é o efeito que isso teve em seu comportamento. O estudo, publicado em dezembro de 2025 na revista <em>Proceedings of the Royal Society B</em> por pesquisadores de Berkeley, do CONICET, da Universidade Nacional do Comahue e da Fundação Rewilding Argentina, mostra que<strong> os pinguins reorganizaram o uso do espaço e a vida social de um animal considerado solitário</strong>.</p><h2>De caçadores solitários a vizinhos tolerantes</h2><p>Para entender o fenômeno, a equipe liderada pelo ecólogo Mitchell Serota colocou<strong> coleiras com GPS em 14 pumas adultos entre setembro de 2019 e dezembro de 2023</strong> — nove fêmeas e cinco machos. Eles combinaram esses dados com uma rede de câmeras de monitoramento para estimar a quantidade de pumas e separaram os indivíduos de acordo com o fato de caçarem ou não pinguins.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Q_6Rsf-fs8w/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=Q_6Rsf-fs8w" id="Q_6Rsf-fs8w"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Os resultados foram claros. Segundo Berkeley, <strong>os pumas que caçam pinguins concentram-se ao redor da colônia durante a temporada de reprodução</strong>, que vai de outubro a abril, e retornam repetidamente aos mesmos locais de caça. Quando as aves partem, esses mesmos pumas mudam completamente de comportamento e percorrem áreas muito mais amplas em busca de alimento. Um dos exemplares monitorados chegou a percorrer dezenas de quilômetros fora do parque para visitar outra colônia de pinguins.</p><p>A mudança mais marcante é de <strong>natureza social</strong>. Os <strong>pumas costumam interagir entre si apenas para se reproduzir</strong>, mas aqueles que caçam pinguins apresentaram uma probabilidade quase cinco vezes maior de encontrar outros pumas a menos de um quilômetro da colônia. Emiliano Donadio, diretor científico da Rewilding Argentina e coautor do estudo, explicou à <em>National Geographic</em>: quando o alimento é abundante e está concentrado, não há necessidade de defendê-lo. Serota propõe uma imagem familiar: a dos ursos-pardos que compartilham o mesmo rio durante a migração do salmão — cenário aqui substituído por pumas e pinguins.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> CUANDO EL DEPREDADOR VUELVE, TODO CAMBIA <br><br>En la Patagonia, el regreso del puma está generando una escena inédita: ahora caza pingüinos de Magallanes en la costa, una relación nunca antes documentada. Científicos explican que es parte del nuevo equilibrio natural tras los <a href="https://t.co/nRiXfIHIJY">pic.twitter.com/nRiXfIHIJY</a></p>— Nuestro Diario (@NuestroDiario) <a href="https://x.com/NuestroDiario/status/2002469060030898620?ref_src=twsrc%5Etfw">December 20, 2025</a></blockquote></figure><p>A isso se soma um dado incomum. Os pesquisadores estimam que em <strong>Monte León</strong> haja<strong> pouco mais de 13 pumas a cada 100 km²</strong> — mais do dobro da maior densidade da espécie já documentada no mundo. Serota esclarece que essa alta densidade se mantém durante todo o ano, sustentada também pela abundância de guanacos e pela ausência de caça humana.</p><h2>O que o caso ensina sobre a restauração de ecossistemas</h2><p>A expectativa inicial era outra. Segundo Berkeley, esperava-se que <strong>a recuperação do puma restabelecesse a relação clássica entre o felino e o guanaco, sua presa tradicional na região</strong>. No entanto, o ecossistema para o qual retornaram já não era o mesmo.</p><p><strong>Enquanto os pinguins estão disponíveis, os guanacos ganham uma trégua sazonal da predação</strong> e, ao mesmo tempo, surge um vínculo entre o oceano e a terra: quando os pumas consomem pinguins, incorporam nutrientes de origem marinha que, posteriormente, retornam ao solo por meio dos restos de suas presas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-puma-que-se-reorganizo-por-los-pinguinos-que-revela-sobre-restaurar-la-naturaleza-1790467471299.jpg" data-image="aabfswdxrvgz"><figcaption>Localização da grade de câmeras-armadilha no Parque Nacional Monte León (polígono com borda branca), província de Santa Cruz, Argentina, junho de 2020 – dezembro de 2022. A área destacada em amarelo no mapa inserido indica a localização da única colônia de pinguins do parque. As fotografias das câmeras-armadilha mostram interações entre pumas e pinguins dentro da colônia. Imagem: Proceedings B</figcaption></figure><p>A questão é o que essa nova pressão significa para os próprios pinguins. Um estudo publicado este ano na revista <em>Journal for Nature Conservation</em>, liderado por Melisa Lera, documentou que,<strong> entre 2007 e 2010, pumas mataram 7.087 pinguins adultos no parque</strong> e modelou diferentes cenários para avaliar o futuro da colônia.</p><p>No entanto, Donadio indicou à <em>National Geographic</em> que as contagens populacionais sugerem que a população se manteve estável ou até cresceu desde a criação do parque. Por isso, os pesquisadores trabalham com a administração de Monte León em modelos populacionais que permitam antecipar como essa <strong>convivência </strong>poderá evoluir.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786584" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html" title="Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução">Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html" title="Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864478006_320.jpg" alt="Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução"></a></article></aside><p>O caso derruba uma ideia cômoda: a de que basta proteger um território para que a natureza volte a ser como era antes. Restaurar não é rebobinar. <strong>Os pumas retornaram a uma paisagem transformada e encontraram novas presas</strong>, novas concentrações de alimento e novas relações ecológicas. Monte León funciona, assim, como um laboratório natural para entender o que pode acontecer à medida que os grandes predadores recuperam terreno na Patagônia.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mitchell%20W.%20Serota%2C%20Thomas%20Connor%2C%20%20Wenjing%20Xu%2C%20Pablo%20A.%20E.%20Alarc%C3%B3n%2C%20Emiliano%20Donadio%2C%20Arthur%20D.%20Middleton" data-year="2025" data-title="A%20marine%20subsidy%20reshapes%20the%20ecology%20of%20a%20large%20terrestrial%20carnivore" data-url="https%3A%2F%2Froyalsocietypublishing.org%2Frspb%2Farticle%2F292%2F2061%2F20252172%2F366096%2FA-marine-subsidy-reshapes-the-ecology-of-a-large">Mitchell W. Serota, Thomas Connor, Wenjing Xu, Pablo A. E. Alarcón, Emiliano Donadio, Arthur D. Middleton. (2025). <a href="https://royalsocietypublishing.org/rspb/article/292/2061/20252172/366096/A-marine-subsidy-reshapes-the-ecology-of-a-large" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A marine subsidy reshapes the ecology of a large terrestrial carnivore</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-puma-que-se-organizou-por-causa-dos-pinguins-o-que-isso-revela-sobre-a-restauracao-da-natureza.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria ainda ameaça SC, PR, MS, SP e RJ com tempestades severas; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:43:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um novo ciclone e sua frente fria se formam ao longo desta terça-feira (29) levando condições para chuva forte, tempestades, rajadas de vento e chance de granizo em áreas do Sul e do Sudeste nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xben58q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xben58q.jpg" id="xben58q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>novo ciclone extratropical e uma frente fria</strong> se formam ao longo desta <strong>terça-feira (29)</strong> entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, aumentando as condições para <strong>instabilidades </strong>nos próximos dias em áreas do<strong> Sul </strong>e do <strong>Sudeste </strong>do Brasil.</p><p>E este sistema ainda recebe <strong>aporte de um rio atmosférico </strong>(canal de umidade) vindo da região amazônica, trazendo ar quente e úmido para o Sul do país, <strong>aumentando o potencial para tempo mais severo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>E atenção, pois como a atmosfera está aquecida, o <strong>avanço deste sistema frontal</strong> vai aumentar a formação de nuvens muito carregadas e consequentemente, de <strong>tempestades </strong>que podem vir acompanhadas por muitos <strong>raios</strong>, <strong>rajadas </strong>de vento e chance de queda <strong>granizo</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria leva chuva forte e tempestades ao S e SE</h2><p>Ao longo desta<strong> terça-feira (29)</strong> o processo de formação do ciclone extratropical e da frente fria já provoca fortes mudanças no tempo. </p><p>No <strong>Rio Grande do Sul </strong>(especialmente na metade norte), em <strong>Santa Catarina </strong>e no <strong>Paraná</strong> são esperadas<strong> pancadas de chuva que podem ser fortes e volumosas </strong>em um curto período de tempo, <strong>tempestades </strong>com muitos raios e chance de queda de <strong>granizo</strong>.</p><p>São esperadas ainda <strong>rajadas </strong>de vento moderadas a fortes <strong>de até 80 km/h</strong>, principalmente no Paraná e em Santa Catarina, onde elas<strong> podem superar este valor</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta-1790692841650.jpg" data-image="ri23wypwd24y"><figcaption>Previsão de chuva (mm) para quarta-feira (30) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Mas em <strong>São Paulo</strong> e no <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, devido ao calor e à formação do sistema, também podem ocorrer <strong>temporais isolados</strong> com raios, <strong>pancadas de chuva</strong> que podem ser pontualmente fortes e <strong>rajadas </strong>de vento <strong>entre 50 e 70 km/h</strong>, especialmente <strong>entre a tarde e a noite</strong> desta terça (29).</p><p>Na <strong>quarta-feira (30)</strong> as condições mais propícias para a ocorrência de <strong>tempestades </strong>e de <strong>chuva forte</strong> se concentram sobre o <strong>Paraná</strong>, <strong>Santa Catarina</strong>, <strong>Mato Grosso do Sul </strong>e <strong>sul e leste de São Paulo</strong>. E não se descarta a chance de <strong>queda ocasional de granizo</strong> nestas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta-1790693056592.png" data-image="ns49pa0u7ios"><figcaption>Previsão de densidade de raios para quarta-feira (30) às 13h à esquerda e para quinta-feira (1º de outubro) às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Contudo, o <strong>norte do Rio Grande do Sul</strong> ainda poderá registrar algumas <strong>pancadas de chuva moderadas</strong> a localmente fortes pela <strong>madrugada e manhã </strong>de quarta (30). </p><p>Ainda, <strong>rajadas de vento entre 50 e 70 km/h</strong> são esperadas no <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, no <strong>Paraná</strong>, <strong>norte catarinense</strong> e <strong>sul paulista</strong>, especialmente entre o fim da manhã e a tarde.</p><div class="texto-destacado">O Sul do Brasil, especialmente Paraná e Santa Catarina, está em alerta para tempestades com raios, chuva pontualmente forte, rajadas de vento e eventual queda de granizo até a tarde desta quinta-feira (1º outubro).<br></div><p>E o mês de outubro começará com as instabilidades do sistema frontal concentradas mais no Sudeste do Brasil. A <strong>quinta-feira (1º de outubro)</strong> até tem chance de chuvas moderadas com trovoadas no centro-leste catarinense entre a madrugada e manhã e no Paraná entre a madrugada e meados da tarde, mas <strong>o risco de tempestades é maior para São Paulo, Rio de Janeiro e o Mato Grosso do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta-1790693457639.png" data-image="8izwu9foyf2f"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para quarta-feira (30) às 15h à esquerda e para quinta-feira (1º de outubro) às 13h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Dessa forma, <strong>a partir da tarde</strong> de quinta (1º de outubro) há riscos de <strong>tempestades </strong>pontuais com muitos <strong>raios</strong>, <strong>pancadas de chuva forte</strong> mais isoladas e eventual queda de <strong>granizo </strong>no <strong>centro-norte do Mato Grosso do Sul</strong>, em quase todo o estado de <strong>São Paulo </strong>e no <strong>Rio de Janeiro</strong>, além do sul e Triângulo mineiros.</p><p><strong>Rajadas de vento entre 40 e 60 km/h</strong> em São Paulo e no sul de Minas Gerais, mas pontualmente podem superar este valor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Na sexta-feira (2 de outubro) a frente fria já estará mais afastada para norte, afetando o tempo entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e o leste de Minas Gerais; porém, não se descartam chuvas fracas a moderadas em áreas do leste e do norte de São Paulo.</p><p>E atenção, há <strong>risco potencial para transtornos</strong> ao longo destes dias de atuação da frente fria, como: <strong>alagamentos</strong>, inundações, <strong>destelhamentos</strong>, <strong>queda de galhos</strong> de árvores e danos na rede elétrica. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar frio traz virada nas temperaturas com fim da onda de calor e frio de 0°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 17:20:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar frio avança pelo Centro-Sul nesta terça-feira, encerra a onda de calor e derruba as mínimas. Na sexta, áreas altas da divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem registrar 0°C.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbelwj2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbelwj2.jpg" id="xbelwj2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma massa de ar frio avança pelo Centro-Sul e interrompe a onda de calor. A <strong>virada começa no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (29) </strong>e atinge seu ponto mais intenso na sexta (2), quando trechos altos da divisa com Santa Catarina podem chegar a 0°C ou registrar mínimas negativas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Mato Grosso do Sul e São Paulo ainda terão tardes quentes antes de sentir o vento frio</strong>. No Sul, a queda aparece primeiro à noite e ganha força nas madrugadas seguintes.</p><h2>Terça-feira: a virada começa pelo Sul </h2><p>A frente fria e um ciclone mantêm chuva e trovoadas no Sul. O ar frio entra primeiro no Rio Grande do Sul, sobretudo à tarde. <strong>A Campanha e o oeste gaúcho podem terminar a noite perto de 15°C</strong>; Porto Alegre e a região central, perto de 18°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790686312773.jpg" data-image="sjvx6amg7fo5" alt="calor, frio, sudeste, sul" title="calor, frio, sudeste, sul"><figcaption>Previsão de temperatura para terça-feira (29), às 15h.</figcaption></figure><p>Mais ao norte, o calor resiste. <strong>Antes da frente, as máximas previstas alcançam 40°C em Cuiabá</strong>, 39°C em Campo Grande e 37°C em São Paulo. A mudança será sentida nos dias seguintes, mesmo onde a chuva ocorrer de forma localizada.</p><h2>Quarta-feira: vento de sul alcança MS e SP </h2><p>Na quarta-feira (30), a queda se espalha por RS e SC. <strong>A Campanha e o sul gaúcho podem amanhecer perto de 11°C.</strong> À tarde, a metade sul terá 17°C a 21°C, com aproximadamente 16°C em Porto Alegre. No Paraná, o interior ainda poderá chegar a 30°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790686624744.jpg" data-image="lufg5p3dylvl" alt="sudeste, sul, SP, RS, SC" title="sudeste, sul, SP, RS, SC"><figcaption>Previsão de temperatura para quarta-feira (30), às 21h.</figcaption></figure><p>O vento de sul alcança MS e o leste paulista.<strong> A queda fica mais clara do fim da tarde para a noite</strong>: Campo Grande pode encerrar o dia com 21°C e a capital paulista, com 20°C. As máximas da tarde ainda não traduzem a virada.</p><h2>Quinta-feira: o frio ganha força </h2><p>Na quinta-feira (1º), a massa fria alcança SC, PR, SP e MS. O RS começa o dia com 8°C a 13°C e pode terminar a noite com 5°C a 13°C. <strong>Na Serra Catarinense, a previsão aponta 6°C pela manhã e perto de 3°C</strong> no fim da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790686932163.jpg" data-image="14w22y1pd6zp" alt="frio, onda de calor" title="frio, onda de calor"><figcaption>Previsão de temperatura para quinta-feira (1), às 15h.</figcaption></figure><p>O alívio é desigual em SP: <strong>o interior pode chegar a 36°C à tarde, enquanto a faixa leste fica perto de 21°C</strong> e cai para 14°C a 16°C à noite. No centro-norte de MS, as máximas ainda podem atingir 30°C a 34°C. A onda de calor perde força por etapas.</p><h2>Sexta-feira: possibilidade de 0°C na serra </h2><p>O pico do frio no Sul ocorre na madrugada e manhã de sexta-feira (2). Grande parte de RS e SC pode ter mínimas inferiores a 10°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790687163725.jpg" data-image="4tnxb8vuph3z" alt="massa de ar frio, frio, RS, SC" title="massa de ar frio, frio, RS, SC"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para sexta-feira (2), às 6h, com valores até 7 °C abaixo da média no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.</figcaption></figure><p>Nas áreas serranas, há possibilidade de geada:</p><ul><li><strong>RS:</strong> mínimas de 3°C a 9°C, menores nos Campos de Cima da Serra.</li><li><strong>SC:</strong> 7°C a 14°C fora da Serra, com valores menores nas altitudes.</li><li><strong>Curitiba, Campo Grande e São Paulo:</strong> cerca de 12°C, 20°C e 16°C às 6h.</li></ul><p><strong>Na manhã de sexta-feira, São Joaquim, na Serra Catarinense, tem previsão de 3°C às 6h</strong>; Vacaria, do lado gaúcho da divisa, deve registrar 5°C no mesmo horário. Nos pontos mais altos e abrigados, as temperaturas podem ficar até 4°C abaixo da previsão geral para a serra, chegando a 0°C ou a marcas negativas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Essa possibilidade é localizada e não se estende a toda a região. <strong>O frio alcança pontos de SP, RJ e MG na manhã de sábado (3), com 10°C a 15°C</strong>. No domingo (4), as temperaturas sobem no Centro-Sul, enquanto uma nova frente pode reorganizar a chuva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporal no PR tem ventos de 72 km/h, granizo e queda de 22 árvores; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 14:21:17 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores das regiões Centro-Sul e Sudoeste enfrentaram tempestades acompanhadas por pedras de gelo de grande diâmetro, situação que causou a suspensão preventiva de atividades escolares rurais e gerou graves prejuízos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens-1790689105141.jpg" data-image="57894rokcvrh" alt="Ventos de 72 km/h deixam ferido e derrubam árvores em Maringá. Foto: Mariana Parma/Maringá Post" title="Ventos de 72 km/h deixam ferido e derrubam árvores em Maringá. Foto: Mariana Parma/Maringá Post"><figcaption>Ventos de 72 km/h deixam ferido e derrubam árvores em Maringá. Foto: Mariana Parma/Maringá Post</figcaption></figure><p>O Paraná enfrenta dias consecutivos de<strong> tempestades causadas pela combinação entre calor intenso e o deslocamento de frentes frias</strong>. Diante do cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu comunicados de perigo que colocam 340 municípios sob alerta laranja nesta terça-feira (29).</p><p>Outras 52 localidades do estado permanecem sob alerta amarelo, indicando <strong>risco potencial de chuvas fortes, granizo e ventos com até 60 km/h</strong>. As instabilidades recentes já provocaram quedas de árvores, danos severos na rede elétrica e destruição de telhados em diversas regiões paranaenses.</p><h2>Ventanias em Maringá provocam estragos e deixam ferido</h2><p>No Norte paranaense, <strong>a cidade de Maringá registrou episódios graves na noite de segunda-feira (28)</strong>. Embora o índice de precipitação tenha sido baixo, a intensidade das rajadas de vento superou a marca de <strong>72 km/h</strong>, gerando um rastro de ocorrências urbanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens-1790689288970.jpg" data-image="2s0dsutoaab3" alt="Pedras de granizo gigantes após tempestade no Paraná. Foto: Andreia Oniesko / G1PR" title="Pedras de granizo gigantes após tempestade no Paraná. Foto: Andreia Oniesko / G1PR"><figcaption>Pedras de granizo gigantes após tempestade no Paraná. Foto: Andreia Oniesko / G1PR</figcaption></figure><p>O relatório parcial divulgado pela Defesa Civil apontou a <strong>queda de 22 árvores e dois galhos de grande porte em vias públicas</strong>. Além disso, seis postes da rede de transmissão elétrica foram atingidos pelas estruturas caídas durante o temporal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Tons of debris on the road from strong winds and hail near Maringá, Paraná tonight! <br><br>Brazil severe weather has been very active! <a href="https://t.co/D533lpdop6">pic.twitter.com/D533lpdop6</a></p>— Will Bratton (@willbrattonwx) <a href="https://x.com/willbrattonwx/status/2104763936453042521?ref_src=twsrc%5Etfw">September 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Na Avenida Juscelino Kubitschek, <strong>uma árvore de grande porte desabou diretamente sobre um automóvel</strong>. O ocupante do veículo ficou ferido e precisou ser resgatado e encaminhado às pressas para atendimento médico.</p><h2>Danos provocados por granizo e rajadas de vento no interior</h2><p>Os transtornos meteorológicos vêm se acumulando desde domingo (27), quando o granizo atingiu em cheio o Sudoeste e o Centro-Sul. O levantamento da Defesa Civil computou <strong>estragos em mais de 900 moradias, afetando cerca de 2,7 mil pessoas</strong>.</p><p>O município de Clevelândia teve aproximadamente <strong>700 imóveis perfurados pelas pedras de gelo</strong>. Já em Pinhão, ao menos 200 residências sofreram avarias nos telhados, e a Escola do Campo João José Zattar precisou suspender atividades devido a alagamentos.</p><p>Na tarde de segunda-feira, 28 de setembro, novas áreas de instabilidade avançaram pelo interior. Medições de estações meteorológicas apontaram volumes expressivos em<strong> General Carneiro, com 36,6 mm, Palmas, com 34,6 mm, e Guarapuava, com 26 mm</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Guarapuava<br>28/09/2026<br>15h15min<br><br>Tempestade severa com granizo e vento <a href="https://t.co/skBYqO20F4">pic.twitter.com/skBYqO20F4</a></p>— TEMPO OESTE (@TempoOeste) <a href="https://x.com/TempoOeste/status/2104636343708185050?ref_src=twsrc%5Etfw">September 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Nesse mesmo período, as rajadas alcançaram marcas de<strong> 76,3 km/h em Guarapuava, 62,3 km/h em Cândido de Abreu e 51,8 km/h em Cascavel</strong>. Na rodovia BR-158, entre Laranjeiras do Sul e Marquinho, árvores caíram às margens da pista devido à força do vendaval.</p><h2>Recomendações dos órgãos de segurança e prevenção</h2><p>Em situações de rajadas que podem atingir entre 60 e 100 km/h, <strong>o INMET orienta que os cidadãos evitem buscar abrigo sob copas de árvores</strong>. Essa prática reduz drasticamente as chances de acidentes envolvendo quedas de troncos ou descargas elétricas.</p><p>Outra instrução fundamental é <strong>não estacionar veículos próximo a torres de transmissão, postes ou placas publicitárias</strong>. Nas residências, recomenda-se desconectar os aparelhos eletrônicos das tomadas ou desativar o quadro de distribuição de energia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Em caso de emergências, pedidos de auxílio podem ser encaminhados à Defesa Civil pelo<strong> telefone 199 ou ao Corpo de Bombeiros pelo 193</strong>. O envio de avisos por SMS também está disponível para quem cadastrar o CEP junto ao número 40199.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Victor%20Ramalho" data-year="2026" data-title="Temporal%20em%20Maring%C3%A1%20registra%20ventos%20de%2072km%2Fh%20e%20derruba%2022%20%C3%A1rvores%2C%20afirma%20Defesa%20Civil" data-url="https%3A%2F%2Fmaringapost.com.br%2F2026%2F09%2F29%2Ftemporal-em-maringa-registra-ventos-de-72km-h-e-derruba-22-arvores-afirma-defesa-civil%2F">Victor Ramalho. (2026). <a href="https://maringapost.com.br/2026/09/29/temporal-em-maringa-registra-ventos-de-72km-h-e-derruba-22-arvores-afirma-defesa-civil/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Temporal em Maringá registra ventos de 72km/h e derruba 22 árvores, afirma Defesa Civil</a>.</cite><br><cite data-author="Kalrhen%20Braga" data-year="2026" data-title="Vento%20forte%20e%20granizo%20pesado%20danificam%20quase%20mil%20casas%20no%20Paran%C3%A1" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tribunapr.com.br%2Fnoticias%2Fparana%2Fvento-forte-e-granizo-pesado-assustam-danificam-quase-mil-casas-no-parana%2F">Kalrhen Braga. (2026). <a href="https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/vento-forte-e-granizo-pesado-assustam-danificam-quase-mil-casas-no-parana/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vento forte e granizo pesado danificam quase mil casas no Paraná</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como funciona um radar de chuvas? O que ele emite?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Você sabe como funciona um radar meteorológico e como ele detecta as precipitações? Aqui te explicamos os segredos desta ferramenta de observação indispensável para os meteorologistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730976245972.jpg" data-image="ol5jzle06bfh"><figcaption>Como funciona um radar meteorológico? Quais são os tipos? Aqui vamos responder a essas questões.</figcaption></figure><p>A meteorologia, ciência responsável por estudar e prever o tempo, baseia-se em uma tecnologia essencial para detectar e medir precipitações: os <strong>radares meteorológicos</strong>.</p><p>Esses dispositivos, presentes em todo o mundo, são fundamentais para compreender fenômenos atmosféricos e acompanhar a evolução de certos eventos meteorológicos. Como funcionam esses radares? Que tipo de tecnologia utilizam e quais são as suas limitações?</p><p><strong> </strong></p><h2>Funcionamento de radares: ativos e passivos</h2><p>Existem dois tipos principais de radares meteorológicos: ativos e passivos.</p><p>Os<strong> radares ativos</strong>, como os radares de precipitação, <strong>emitem ondas de rádio que são refletidas ao colidir com partículas em suspensão </strong>— como gotas de chuva ou neve — e retornam ao radar. Esse eco permite calcular a distância, a intensidade e o tipo de precipitação, oferecendo uma imagem precisa em tempo real.</p><p>Já os<strong> radares passivos não emitem ondas</strong>; apenas captam a radiação natural emitida pelos objetos. Embora sejam úteis para medir temperaturas da superfície ou das nuvens, não são utilizados para a detecção de precipitação.</p><h2>Quais são seus componentes?</h2><p>Um radar meteorológico possui componentes básicos essenciais para o seu funcionamento. A <strong>antena </strong>é o elemento principal, responsável por emitir e captar ondas de rádio. Essa antena geralmente está situada em uma estrutura giratória para ampliar sua cobertura e captar informações de diferentes direções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730977054848.jpg" data-image="njjrg2k4e3sf"><figcaption>Exemplo de radar meteorológico coberto pelo domo de proteção ("radome").</figcaption></figure><p>Outro componente fundamental é o <strong>transmissor</strong>, que gera os pulsos de rádio que são lançados ao espaço; o receptor, que coleta o sinal de retorno; e o processador, que converte essas informações em gráficos e imagens de fácil leitura para os meteorologistas.</p><p>Esses elementos geralmente são cobertos por um "<strong>radome</strong>" (radar + dome), uma cúpula protetora que permite que as ondas passem por ela sem interferência, mantendo a antena protegida contra fenômenos climáticos adversos.</p><h2>Como o radar detecta as chuvas?</h2><p>A capacidade do radar de detectar as chuvas depende da intensidade do eco que as partículas refletem.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️Las herramientas de teledetección como los radares y satélites son indispensables en la predicción a corto plazo, observación y en diferentes estudios climáticos y meteorológicos, ¿cómo funcionan? Lo explicamos en este hilo. <a href="https://t.co/SOZKXQItTH">pic.twitter.com/SOZKXQItTH</a></p>— AEMET Divulga (@AEMET_Divulga) <a href="https://twitter.com/AEMET_Divulga/status/1851958010840510925?ref_src=twsrc%5Etfw">October 31, 2024</a></blockquote></figure><p><strong>Ao receber esses ecos, o radar calcula o volume de precipitação com base na energia refletida</strong>: gotas grandes, como as de uma chuva intensa, retornam sinais fortes, enquanto partículas pequenas, como as de uma garoa ou neve leve, refletem sinais fracos.</p><p>Essas informações são representadas em<strong> imagens codificadas por cores</strong>, nas quais tons intensos ou quentes indicam chuvas fortes ou tempestades, e tons suaves ou frios sinalizam precipitações leves.</p><h2>Tipos de radares meteorológicos<br></h2><p>Existem diferentes tipos de radares meteorológicos, cada um adequado para situações específicas.</p><h3>Radares Doppler</h3><p>Eles não apenas detectam a precipitação, mas também medem o movimento das partículas em direção ao radar ou afastando-se dele, graças ao efeito Doppler. Isso é especialmente <strong>útil para detectar ventos fortes, tempestades e fenômenos perigosos, como tornados</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Not all velocity couplets on Doppler Radar mean the same thing. This infographic that I made illustrates the importance of a velocity couplet's orientation on its physical meaning. <a href="https://t.co/6brBNdKLa6">pic.twitter.com/6brBNdKLa6</a></p>— Sam Brandt (@sambrandt99) <a href="https://twitter.com/sambrandt99/status/1675942875530424344?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2023</a></blockquote></figure><h3>Radares de dupla polarização</h3><p>Estes radares<strong> emitem ondas em dois planos — vertical e horizontal </strong>—, o que permite <strong>distinguir entre tipos de precipitação</strong>, como chuva, neve ou granizo. Dessa forma, obtém-se uma interpretação mais detalhada das condições meteorológicas.</p><h3>Radares de banda C e banda S</h3><p>São<strong> utilizados em função da distância de cobertura e da precisão</strong>. Os radares de banda C são ideais para áreas menores (a rede da AEMET opera nesta banda), enquanto os de banda S cobrem grandes distâncias e são eficazes em zonas extensas ou abertas.</p><ol></ol><h2>Quais são os problemas mais comuns?<br></h2><p>Sim, os radares meteorológicos enfrentam algumas limitações. Obstáculos como <strong>montanhas ou grandes edifícios podem bloquear as ondas e criar "sombras"</strong> nas quais o radar não capta informações. Além disso, interferências eletromagnéticas podem gerar "ruído" que distorce o sinal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El radar de Valencia, clave para la vigilancia meteorológica, ha estado funcionando desde la mañana del 28 de octubre de manera ininterrumpida.<br><br>Un rayo dañó la línea eléctrica que lo alimenta, pero se pone en marcha en situaciones de emergencia.<a href="https://twitter.com/hashtag/StopBulos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#StopBulos</a> <a href="https://t.co/iuLoZZtlhh">pic.twitter.com/iuLoZZtlhh</a></p>— AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1851555105075515820?ref_src=twsrc%5Etfw">October 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Outro desafio é a <strong>detecção de precipitações leves ou partículas pequenas</strong>, que refletem pouca energia e são difíceis de captar a grandes distâncias. Além disso, o alcance efetivo de um radar costuma ser limitado a cerca de 200 a 300 km e, além dessa faixa, sua precisão diminui.</p><div class="texto-destacado">Um radar meteorológico não é uma ferramenta de previsão como um modelo, mas sim de observação, assim como as imagens fornecidas pelos satélites.</div><p>Também é preciso levar em conta os<strong> problemas elétricos associados a tempestades </strong>— como ocorreu com o radar de Valência, que foi ativado com um sistema de alimentação provisória a tempo para esta última DANA (Depressão Isolada em Altos Níveis) tão devastadora. Apesar dessas dificuldades, a tecnologia de radares evoluiu muito, e suas contribuições para a meteorologia são inquestionáveis.</p><h2>Quantos radares existem na Espanha e que área eles podem cobrir?</h2><p>Na Espanha, a Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) opera atualmente uma rede de <strong>15 radares distribuídos pelo país</strong>, estrategicamente localizados para cobrir a maior parte do território.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Nos interesa cubrir especialmente bien las zonas a las que los radares de la red actual no llegan suficientemente bien. En el mapa puedes ver el mosaico actual de la red sobre Península y Baleares. Las zonas rojas es donde la cobertura es mala por lejanía o bloqueos de montañas. <a href="https://t.co/nA13ENL6IY">pic.twitter.com/nA13ENL6IY</a></p> AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1650383622669492227?ref_src=twsrc%5Etfw">April 24, 2023</a></blockquote></figure><p>Estes radares são projetados para sobrepor suas áreas de influência e minimizar possíveis lacunas na cobertura. Cada radar tem um alcance aproximado de 200 a 300 km, permitindo que a rede, em seu conjunto, monitore as condições meteorológicas em quase todo o território peninsular e nas ilhas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="725187" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/dois-radares-poderosos-transformarao-a-forma-como-a-terra-e-monitorada-do-espaco.html" title="Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço">Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/dois-radares-poderosos-transformarao-a-forma-como-a-terra-e-monitorada-do-espaco.html" title="Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joint-us-india-satellite-to-reveal-earth-s-hidden-shifts-1754555253085_320.jpg" alt="Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço"></a></article></aside><p>Graças a essa rede, a Espanha dispõe de uma cobertura que possibilita a obtenção de dados em tempo real sobre chuvas, tempestades e outros fenômenos atmosféricos. Além disso, está prevista a ampliação e o aprimoramento da rede para cobrir áreas que permanecem em zonas de sombra ou que não estão bem cobertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 09:24:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem de um ciclone extratropical e sua frente fria associada, as temperaturas caem para valores negativos no Sul, atingindo -2°C e causando novas geadas na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense. O frio também avança pelo Sudeste e Centro-Oeste, mas terá duração curta.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbefrrm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbefrrm.jpg" id="xbefrrm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta terça-feira (29), um <strong>ciclone extratropical</strong> está se formando na América do Sul. Com centro entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, o fenômeno irá causar <strong>tempestades significativas</strong>, impulsionando uma<strong> frente fria</strong> em direção ao Brasil conforme se desenvolve. Após a passagem da chuva, uma <strong>massa de ar frio</strong> ainda avançará pelo país, fazendo as temperaturas caírem.</p><div class="texto-destacado">O fenômeno traz acumulados totais de chuva de até 100 mm para estados entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ventos intensos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Há risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, enchentes e alagamentos.</div><p>A massa de ar frio que vem após a passagem da frente fria <strong>começa a afetar o Rio Grande do Sul na quarta-feira (30)</strong>, atingindo outros estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos dias seguintes.</p><h2>Massa de ar frio derruba as temperaturas</h2><p>Além do Rio Grande do Sul, outros estados afetados na <strong>quinta-feira (1)</strong> incluem <strong>Santa Catarina</strong>, <strong>Paraná</strong>, <strong>São Paulo</strong> e <strong>Mato Grosso do Sul</strong>. Além disso, o frio também será sentido no sul do <strong>Mato Grosso</strong>, sul de<strong> Goiás</strong> e na região do Alto Paranaíba, em <strong>Minas Gerais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612.jpg" data-image="10i22vkj35wt" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quinta-feira e sexta-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quinta-feira e sexta-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quinta-feira (esquerda) e sexta-feira (direita) mostra a massa de ar frio avançando pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (2), essa massa de ar frio avançará também por uma área maior do Mato Grosso, Goiás e de Minas Gerais, além de chegar ao <strong>Rio de Janeiro</strong> e sul do <strong>Espírito Santo</strong>, deixando as temperaturas mais amenas nestes estados. O avanço dessa massa de ar frio pode ser observado na figura acima.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Na região Sul, o <strong>ápice do frio ocorre na sexta-feira (2)</strong> durante a madrugada e o início da manhã, quando a maior parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina registram temperaturas <strong>mínimas inferiores a 10°C</strong>. Na região Serrana, modelos indicam temperaturas de até 2°C. Corrigindo desvios inerentes ao modelo numérico, pode-se esperar <strong>mínimas negativas, de até -2°C</strong>, especialmente na Serra Catarinense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662484793.jpg" data-image="nvvjd4clotvm" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira mostra valores baixíssimos de até 2°C na região da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense. Corrigindo desvios, espera-se mínimas de até -2°C.</figcaption></figure><p>Isso significa que <strong>há risco de novas geadas sobre a região Sul</strong>, especialmente na sexta-feira (2). Embora o fenômeno não ocorra de maneira extremamente abrangente, as geadas formadas na região serrana do RS e de SC podem ser pontualmente fortes em alguns municípios.</p><p>Enquanto isso, <strong>o frio na região Sudeste atinge seu pico no sábado (3)</strong> durante a madrugada e a manhã, quando municípios de SP, RJ e MG registram mínimas entre <strong>10°C e 15°C</strong>. Vale notar que os modelos numéricos de previsão não indicam possibilidade de geadas no Sudeste e nem no Centro-Oeste do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662537681.jpg" data-image="v6rwwqk31e3l" alt="Previsão de temperaturas mínimas no sábado." title="Previsão de temperaturas mínimas no sábado."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no sábado mostra temperaturas mínimas de até 10°C na região Sudeste. As previsões não indicam possibilidade de geadas em nenhum estado.</figcaption></figure><p>O frio não perdurará por muito tempo, atuando de maneira breve. Até o <strong>domingo (4)</strong>, <strong>as temperaturas já estarão aumentando</strong> em todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Não haverá mais risco de geadas em nenhum estado, e as temperaturas máximas voltam a subir durante a tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790946" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html" title=" Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte"> Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html" title=" Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790621018759_320.png" alt=" Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte"></a></article></aside><p>No entanto, também no domingo, um <strong>novo ciclone extratropical</strong> estará se formando sobre a América do Sul e impulsionando uma <strong>n</strong><strong>ova frente fria</strong> pelo Brasil. Isso originará mais episódios de chuva intensa e pode ajudar a impulsionar mais ar frio em direção ao país ao longo da semana que vem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que buracos negros errantes podem revelar sobre a história das galáxias?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:14:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos descobriram que buracos negros podem ser deslocados dos centros das galáxias após fusões galácticas. Esses objetos podem permanecer vagando longe de sua posição original por bilhões de anos, especialmente em galáxias menores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias-1790504213519.png" data-image="fmjwc1lo033q" alt="Buracos negros errantes ficam afastados do centro das galáxias e podem vagar por bilhões de anos." title="Buracos negros errantes ficam afastados do centro das galáxias e podem vagar por bilhões de anos."><figcaption>Buracos negros errantes ficam afastados do centro das galáxias e podem vagar por bilhões de anos.</figcaption></figure><p><strong>Buracos negros podem se formar a partir do colapso gravitacional de estrelas massivas, dando origem a objetos que podem crescer ao acumular matéria</strong> e se fundir com outros. Os buracos negros supermassivos encontrados no centro das galáxias provavelmente cresceram ao longo de bilhões de anos por esses processos. </p><p>Durante fusões galácticas, as interações gravitacionais podem deslocar um buraco negro do centro da galáxia e colocá-lo em uma outra trajetória. <strong>Esses objetos são chamados de buracos negros errantes e podem permanecer afastados do centro por bilhões de anos.</strong></p><p>A população de buracos negros errantes pode, portanto, preservar informações sobre a história das galáxias e sobre a formação dos primeiros buracos negros. Segundo o estudo, <strong>considerar apenas os buracos negros localizados nos centros galácticos pode deixar de fora uma parcela importante desses objetos</strong>.</p><h2>Buracos negros errantes </h2><p>Buracos negros errantes são buracos negros que se encontram afastados do centro gravitacional de suas galáxias hospedeiras. Eles podem percorrer <strong>diferentes regiões da galáxia enquanto interagem gravitacionalmente com estrelas, gás e outros objetos. </strong></p><div class="texto-destacado">A existência desses objetos é importante porque amplia a população de buracos negros que pode ser estudada além dos núcleos galácticos. </div><p>Dependendo de sua massa e do ambiente ao redor, eles podem apresentar sinais indiretos de sua presença, <strong>como perturbações gravitacionais ou emissão associada à acreção de matéria. </strong>Estudar esses objetos permite entender a distribuição de buracos negros e sua interação com a estrutura das galáxias.</p><h2>Formando buracos negros</h2><p><strong>Os primeiros buracos negros do Universo provavelmente surgiram a partir de sementes formadas durante as primeiras etapas da evolução cósmica.</strong> Uma possibilidade é que tenham se originado do colapso das primeiras estrelas, produzindo sementes leves que cresceram por acreção de matéria e fusões. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias-1790504351194.png" data-image="0qvv7735tlad" alt="Galáxias menores, como as Nuvens de Magalhães, podem abrigar mais buracos negros errantes devido à sua gravidade mais fraca. Crédito: NASA" title="Galáxias menores, como as Nuvens de Magalhães, podem abrigar mais buracos negros errantes devido à sua gravidade mais fraca. Crédito: NASA"><figcaption>Galáxias menores, como as Nuvens de Magalhães, podem abrigar mais buracos negros errantes devido à sua gravidade mais fraca. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Outro tipo seria o colapso direto de gás primordial que poderia produzir sementes muito mais massivas em uma etapa anterior à formação das primeiras estrelas.</strong> Essa diferença nas condições iniciais pode ajudar a explicar como alguns buracos negros cresceram até atingir massas supermassivas em relativamente pouco tempo.</p><h2>Nova análise</h2><p>Para investigar a história dos buracos negros, os pesquisadores usaram a simulação cosmológica ASTRID, que acompanha a evolução da matéria escura, gás, estrelas e buracos negros. <strong>A análise considerou galáxias com massas estelares entre 10 milhões e 1 trilhão de massas solares, acompanhando sua evolução ao longo de 12,6 bilhões de anos. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789570" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-padrao-universal-em-jatos-de-buracos-negros.html" title="Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros">Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-padrao-universal-em-jatos-de-buracos-negros.html" title="Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-estelares-e-supermassivos-tem-em-comum-os-jatos-podem-explicar-1789898102186_320.png" alt="Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros"></a></article></aside><p>Na simulação, os buracos negros não são fixados artificialmente nos centros galácticos, mas se movimentam de acordo com as forças gravitacionais do ambiente. <strong>A simulação reproduz o processo pelo qual esses objetos podem se deslocar e perder energia por interações gravitacionais</strong>.</p><h2>Onde eles estão?</h2><p>A simulação ASTRID indica que galáxias de baixa massa apresentam uma maior frequência de buracos negros errantes. A relação com a atividade estelar é outro indício: <strong>galáxias de baixa massa que pararam de formar estrelas tendem a abrigar mais buracos negros centralizados.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias-1790504326561.png" data-image="p3mhlijanyby" alt="Estudá-los pode ajudar a entender a formação dos primeiros buracos negros e objetos como os Little Red Dots. Crédito: NASA" title="Estudá-los pode ajudar a entender a formação dos primeiros buracos negros e objetos como os Little Red Dots. Crédito: NASA"><figcaption>Estudá-los pode ajudar a entender a formação dos primeiros buracos negros e objetos como os Little Red Dots. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A identificação desses objetos exige combinar diferentes técnicas observacionais, já que buracos negros errantes podem ser difíceis de detectar diretamente. <strong>Observações em raios X, espectroscopia óptica e infravermelha e medições em rádio podem revelar sinais associados à acreção de matéria.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Weller%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20Black%20Hole%20Occupation%20Fraction%20as%20a%20Fossil%20Record%20of%20Seeding%2C%20Dynamics%2C%20and%20Galaxy%20Assembly" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F2041-8213%2Fae9c38">Weller et al. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae9c38" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Black Hole Occupation Fraction as a Fossil Record of Seeding, Dynamics, and Galaxy Assembly</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item></channel></rss>