<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 20 Jun 2026 23:00:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 23:00:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 21:32:38 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Cientistas encontraram granada (ou granate) em uma rocha marciana pela primeira vez. A descoberta fornece novas pistas sobre a evolução geológica de Marte e os processos que moldaram sua superfície há bilhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798.jpg" data-image="szjt243u8h0v" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>O estudo detectou, pela primeira vez, a presença de granada em uma amostra do Planeta Vermelho.</figcaption></figure><p>Uma equipe internacional de pesquisadores identificou<strong> </strong>um tipo de rocha totalmente novo em Marte e, pela primeira vez, detectou a <strong>presença de granada em uma amostra do Planeta Vermelho</strong>. Essa descoberta representa um avanço significativo na compreensão da história geológica marciana e pode ajudar a reconstruir processos ocorridos há mais de 4,5 bilhões de anos.</p><p>A pesquisa envolveu especialistas do Canadá, do Reino Unido e da Itália, incluindo James Darling, professor de Ciências da Terra e Planetárias na Universidade de Portsmouth. Segundo os cientistas, a identificação desse <strong>mineral </strong>abre uma nova frente de estudo sobre a evolução interna de Marte e os fenômenos que transformaram sua crosta em um passado remoto.</p><p><strong>Na Terra, a granada é valorizada tanto como pedra preciosa quanto por sua importância científica</strong>. Conhecida por sua distinta cor vermelho-escura, essa pedra era muito apreciada por civilizações antigas, como a egípcia e a romana; hoje, serve como uma ferramenta essencial para geólogos, pois<strong> preserva informações sobre as temperaturas, pressões e processos que moldaram as rochas</strong>.</p><h2>O meteorito que escondia o segredo</h2><p>A história começou quando a pesquisadora Tanya Kizovski, professora assistente de Ciências da Terra na Universidade Brock, no Canadá, analisou um<strong> pequeno fragmento do meteorito marciano NWA 8171</strong>, que faz parte do acervo do Museu Real de Ontário. </p><p>O objetivo inicial era identificar os minerais presentes e estudar sua composição química. No entanto, algo rapidamente chamou a atenção dos pesquisadores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos">Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287_320.jpg" alt="Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"></a></article></aside><p>“Essa pequena parte do meteorito parecia muito interessante, e <strong>sua composição química era um tanto incomum</strong>”, explicou Kizovski. Inicialmente, a equipe acreditava tratar-se de piroxênio, um mineral muito comum na Terra e em outros corpos do sistema solar. No entanto, decidiram realizar análises mais aprofundadas. </p><p> Os resultados surpreenderam a todos. Utilizando equipamentos de microscopia eletrônica e tecnologia laser especializada, os cientistas confirmaram que o <strong>fragmento continha granada, um mineral que nunca havia sido identificado em Marte</strong>.</p><h2>Como é que a granada marciana se formou?</h2><p>Após confirmarem a descoberta, os pesquisadores tentaram reconstruir a origem da rocha. <strong>Na Terra, o granada é tipicamente encontrado em rochas metamórficas</strong>, que se formam quando materiais preexistentes são submetidos a temperaturas extremamente altas, pressão imensa ou à ação de fluidos quentes.</p><p>Segundo Kizovski, <strong>Marte pode ter experimentado condições semelhantes em certos momentos de sua história</strong>. Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar o granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície marciana. Outra possibilidade é que estejam relacionados à ascensão de magma do interior do planeta. Ambos os processos podem até ter atuado em conjunto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904261952.jpg" data-image="xli9731pthq4" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície de Marte.</figcaption></figure><p>Para os cientistas, qualquer um desses cenários forneceria <strong>informações valiosas</strong> sobre a atividade geológica que Marte experimentou no passado, quando era um mundo muito mais dinâmico do que o que observamos hoje.</p><h2>Um mistério que permanece sem solução</h2><p>Apesar da importância da descoberta, os pesquisadores alertam que<strong> ainda há perguntas sem respostas</strong>. A principal delas é determinar se a rocha realmente se formou em Marte ou se chegou ao planeta como parte de um meteorito proveniente de outro corpo celeste.</p><div class="texto-destacado">Desvendar esse mistério exigirá a análise das assinaturas isotópicas da granada, especialmente aquelas relacionadas ao oxigênio. Essas medições permitiriam uma determinação mais precisa da origem do material.</div><p>No entanto, existe uma desvantagem significativa: realizar esse tipo de análise exigiria a destruição de parte da amostra. Devido à extrema raridade da descoberta, os pesquisadores decidiram evitar esse procedimento por enquanto.</p><p>“Não queremos correr riscos desnecessários, pois esta pode ser a única rocha marciana contendo granada disponível para estudo”, observou Kizovski.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729357" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sinais-de-vida-em-marte-sonda-perseverance-encontrou-algumas-dicas-no-solo-marciano.html" title="Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano ">Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sinais-de-vida-em-marte-sonda-perseverance-encontrou-algumas-dicas-no-solo-marciano.html" title="Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sinais-de-vida-em-marte-sonda-perseverance-encontrou-algumas-dicas-no-solo-marciano-1757790068890_320.png" alt="Sinais de vida em Marte? Sonda Perseverance encontrou algumas dicas no solo marciano "></a></article></aside><p>Enquanto isso, <strong>a equipe continua investigando o fragmento e comparando os resultados com dados obtidos por sondas orbitais e veículos exploradores </strong>que operam em Marte. Os especialistas estão confiantes de que pesquisas futuras permitirão uma melhor compreensão da origem desse mineral e do papel que ele desempenhou na complexa história geológica do Planeta Vermelho.</p><p>Os resultados do estudo foram publicados em 16 de junho na revista científica <em>Geochemical Perspectives Letters</em>, onde os autores enfatizam que essa descoberta expande significativamente a diversidade geológica conhecida de Marte e abre uma nova janela para explorar os segredos de seu passado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kizovski%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Expanding%20Mars%E2%80%99%20lithologic%20diversity%3A%20discovery%20of%20a%20garnet-bearing%20clast%20in%20NWA%208171" data-url="https%3A%2F%2Fwww.geochemicalperspectivesletters.org%2Farticle2619%2F">Kizovski, et al. (2026). <a href="https://www.geochemicalperspectivesletters.org/article2619/" target="_blank">Expanding Mars’ lithologic diversity: discovery of a garnet-bearing clast in NWA 8171</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os locais místicos estão atraindo cada vez mais turistas?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 21:23:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Num mundo cada vez mais conectado, muitos de nós optamos por nos desligar por algum tempo para descobrir locais repletos de misticismo. Longe das redes sociais e da Internet, procuramos entrar em contacto com a nossa espiritualidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984937800.jpg" data-image="0jobqrva43mj" alt="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales." title="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales."><figcaption>A América Latina tem muitos locais considerados espirituais.</figcaption></figure><p><strong>Espiritualidade e turismo</strong><strong>: este tipo de viagem está a tornar-se cada vez mais popular</strong>. É possível encontrá-los a percorrer o Caminho de Santiago, a contemplar as pedras de Stonehenge ou a seguir os trilhos até Machu Picchu.</p><p>Num mundo hiperconectado, onde nos custa afastarmo-nos dos smartphones e das redes sociais, há quem <strong>deseje desligar-se completamente e visitar locais famosos pela sua natureza misteriosa</strong> <strong>— ou mesmo mística</strong>. </p><h2>Jardins místicos: uma via de fuga do mundo hiperconectado J</h2><p><strong>Jeffrey Kripal</strong>, autor de <em>How to Think Impossibly</em>, explica que, apesar da sociedade em que vivemos, esta ligação com a espiritualidade é essencial para os seres humanos. O objetivo é viver uma experiência que transcenda o eu.</p><p><strong>Os seres humanos concebem o sagrado como uma energia que habita locais ou edifícios específicos</strong>. Além disso, salienta-se que "o regresso a estes locais sagrados é uma qualidade inata da natureza humana; enquanto seres humanos, sentimos uma necessidade inexplicável por eles".</p><h3>A necessidade de nos reconectarmos com nós próprios, longe do materialismo omnipresente</h3><p>Quer se trate de edifícios, estruturas construídas pelo homem ou maravilhas da Mãe Natureza, <strong>a beleza do mundo comove-nos profundamente</strong>. Na verdade, sentimos um desejo de nos aproximarmos dela, como explica a antropóloga Susannah Crockford.</p><p>"As montanhas, os grandes corpos de água e os desfiladeiros inspiram frequentemente este sentimento de reverência." Nas suas palavras: "As catedrais, os templos e as mesquitas são construídos para criar essa sensação de ligação com algo maior do que nós próprios." <strong>Então, o que procuram estes viajantes quando buscam esta experiência transcendente? </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984986991.jpg" data-image="lsh1seblsn3i" alt="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas." title="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas."><figcaption>Stonehenge é especialmente popular entre os turistas.</figcaption></figure><p>Segundo os especialistas, a resposta depende de quem se pergunta. "Não existe uma resposta única que defina a natureza sagrada destes espaços. Quando alguém responde a esta pergunta, a resposta revela mais sobre a pessoa do que sobre o próprio local", afirma <strong>Susannah Crockford</strong>.</p><p>Desde as Linhas de Nazca, no Peru, até à Ilha da Páscoa, no Chile, e ao Vale dos Reis, no Egito, as pessoas visitam estes locais por diversas razões. <strong>Algumas dirigem-se a locais de culto porque acreditam em Deus</strong>.</p><p><strong>Outras desejam absorver a energia do local, talvez na esperança de se ligarem ao divino</strong>. Para Jeffrey Kripal, o mais importante é a ligação poderosa entre o local e o visitante. "Suspeito que se trate de uma relação entre a pessoa e o local", observa ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780985070526.jpg" data-image="rkwuddghvys2" alt="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú." title="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú."><figcaption>As Linhas de Nazca representam o misticismo do Peru.</figcaption></figure><p>Por isso, é difícil explicar o efeito que isto pode ter em alguém que não está a passar pela mesma experiência, simplesmente porque se trata de momentos profundamente pessoais.</p><p><strong>Susannah Crockford</strong> explica: "Estas experiências são pessoais e individuais. Não existe uma experiência única e concreta que possa ser reproduzida para provar que tal encontro ocorreu. Mas isso não significa que não tenham acontecido."</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><em>Tiffany Nieslanik, June 2, 2026. </em><a href="https://www.nationalgeographic.fr/voyage/culture-traditions-stonehenge-sedona-pourquoi-les-lieux-mystiques-sacres-nous-attirent-ils" target="_blank">Stonehenge, Sedona, why do we lieux mystiques nous attirent-ils autant ?</a> , National Geographic</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece às baleias quando morrem?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-acontece-as-baleias-quando-morrem.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 20:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A pergunta pode parecer incomum. No entanto, foram de fato descobertos restos de baleias, alguns dos quais com 5,3 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527396971.jpeg" data-image="rqj10lrn9wqw" alt="Baleine Mer Animal marin Biodiversité" title="Baleine Mer Animal marin Biodiversité"><figcaption>Quando a carcaça de uma baleia não é levada até à costa, acaba por afundar-se e torna-se uma fonte de alimento para as espécies do fundo do mar.</figcaption></figure><p>Quando uma baleia morre em mar aberto, a sua história está longe de terminar. A sua enorme carcaça pode tornar-se uma verdadeira ilha de vida no fundo do mar, servindo de alimento a uma infinidade de espécies durante décadas. Este fenómeno, conhecido como <strong>"whale fall"</strong>, tem fascinado os cientistas há várias décadas.</p><p>Uma descoberta recente no Oceano Índico <strong>alterou drasticamente a nossa compreensão</strong> destes ecossistemas únicos.</p><p>Uma equipa internacional liderada pelo investigador Xiaotong Peng, da Academia Chinesa de Ciências, descobriu o que é agora considerado <strong>o maior e mais antigo cemitério de baleias alguma vez encontrado</strong>. As descobertas foram publicadas na revista <em>Nature</em> em junho de 2026.</p><h2>A morte de uma baleia marca o início de um novo ecossistema</h2><p>Após a morte, uma baleia fica frequentemente a flutuar à superfície durante vários dias ou mesmo semanas. <strong>Tubarões, peixes e outros necrófagos consomem parte dos seus tecidos</strong>. Gradualmente, a carcaça torna-se mais pesada e acaba por afundar-se nas profundezas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527496390.jpeg" data-image="cl6vi69ruxa5" alt="Carcasse Animal Marin Baleine Dauphin Sable" title="Carcasse Animal Marin Baleine Dauphin Sable"><figcaption>Aqui, a carcaça de um animal marinho — um golfinho ou uma baleia?</figcaption></figure><p>Assim que chega ao fundo do oceano, torna-se uma <strong>fonte excecional de alimento</strong> num ambiente que é normalmente pobre em matéria orgânica.</p><p>Os cientistas distinguem <strong>várias fases de decomposição</strong>: primeiro, grandes necrófagos; depois, organismos oportunistas; seguidos por espécies especializadas, capazes de explorar os lípidos contidos nos ossos.</p><p>Estas comunidades podem incluir vermes perfuradores de ossos do género <em>Osedax</em>, moluscos, estrelas-do-mar, ofiuras e bivalves que sobrevivem através da quimiosíntese. <strong>As carcaças de baleias são, por isso, consideradas verdadeiros oásis de biodiversidade nas profundezas do mar</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h2>Um vasto cemitério descoberto perto da Austrália</h2><p>A equipa de Xiaotong Peng explorou a região de Diamantina, no sudeste do Oceano Índico, entre a Austrália e a Antártida. Utilizando o submersível tripulado <em>Fendouzhe</em>, os investigadores realizaram 32 mergulhos a profundidades que variaram entre os 4.616 e os 7.001 metros.</p><h3>Uma descoberta única</h3><p>A sua descoberta é notável: <strong>um corredor submarino com cerca de 1 200 km de comprimento, contendo 476 fósseis de cetáceos</strong>, bem como cinco carcaças recentes de baleias ainda associadas a comunidades biológicas vivas. Segundo os autores, trata-se do maior sítio deste tipo alguma vez identificado.</p><p>As análises isotópicas revelam que estes depósitos se acumularam ao longo de, pelo menos, <strong>5,3 milhões de anos</strong>. Os investigadores identificaram também uma nova espécie fóssil de baleia-bicuda, denominada <em><strong>Pterocetus diamantinae</strong>.</em></p><p>"O fóssil mais antigo, juntamente com numerosos crânios mais recentes, demonstra que<strong> as carcaças de baleias se têm acumulado continuamente neste local há, pelo menos, cinco milhões de anos"</strong>, afirmou o paleontólogo norte-americano Stephen Godfrey, que não participou no estudo.</p><h3>Por que razão se encontram tantas baleias no mesmo local?</h3><p>A razão para esta concentração extraordinária continua a ser objeto de debate. Os cientistas propuseram várias explicações. A geografia invulgar da zona, <strong>uma vasta fratura oceânica em forma de V</strong>, pode ter favorecido a acumulação de carcaças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-deviennent-les-baleines-quand-elles-meurent-cimetiere-australie-squelettes-ocean-pacifique-1781527659875.jpeg" data-image="doxhftrhwykd" alt="Cadavre baleine plage sable mer" title="Cadavre baleine plage sable mer"><figcaption>Aqui está a carcaça de uma baleia fêmea jovem.</figcaption></figure><p>As baixas taxas de sedimentação e determinadas condições químicas podem também <strong>ter permitido que os ossos permanecessem excecionalmente bem preservados durante milhões de anos</strong>. Os investigadores sugerem ainda que esta região possa ter sido, no passado, um corredor migratório para as baleias, o que explicaria o elevado número de restos mortais aí encontrados.</p><h2>Uma descoberta importante para a biodiversidade das profundezas marinhas</h2><p>Segundo os autores do estudo, esta "necrópole de baleias" altera profundamente a nossa compreensão dos ecossistemas associados às carcaças de baleias. Até agora, os locais conhecidos de "whale-fall" eram raros e fragmentados.</p><p><strong>A descoberta na região de Diamantina demonstra que estes podem formar verdadeiras redes ecológicas à escala de todo o oceano</strong>.</p><p>O estudo também alarga os limites conhecidos destes ecossistemas. Embora já tivessem sido observados<strong> restos de baleias a profundidades de cerca de 4.200 metros</strong>, os pesquisadores identificaram-nos aqui a quase 7.000 metros, estabelecendo um novo recorde.</p><p>Tal como a equipa de investigação observou, o local oferece uma<strong> "perspectiva única sobre a história evolutiva, a paleoecologia e a dinâmica populacional das baleias antigas"</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Libération avec AFP, (11/06/2026),<a href="https://www.liberation.fr/environnement/biodiversite/dune-importance-majeure-pour-comprendre-leur-evolution-un-cimetiere-de-pres-de-500-baleines-decouvert-au-fond-de-locean-indien-20260611_RRZZYUVNABAIHGLGVRZX7WJXUE/" target="_blank"> «D’une importance majeure pour comprendre leur évolution» : un cimetière de près de 500 baleines découvert au fond de l’océan Indien</a></em></p><p><em>Peng, X., Zhou, P., Song, X. et al.<a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10546-z?utm_source=chatgpt.com#citeas" target="_blank"> A 5.3-million-year-old deep-sea whale necropolis in the Diamantina Zone.</a> Nature (2026).</em></p><p><em>Stephen J. Godfrey, Nature, (10/06/2026), <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-026-01581-x?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">A vast whale necropolis has been found</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-acontece-as-baleias-quando-morrem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vila na Espanha com apenas 40 habitantes oferece casa gratuita e emprego para atrair novos moradores]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vila-na-espanha-com-apenas-40-habitantes-oferece-casa-gratuita-e-emprego-para-atrair-novos-moradores.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 18:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com população reduzida e risco de esvaziamento, Arenillas aposta em moradia sem aluguel, oportunidades de trabalho e integração comunitária para atrair famílias interessadas em recomeçar no interior da Espanha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vila-na-espanha-com-apenas-40-habitantes-oferece-casa-gratuita-e-emprego-para-atrair-novos-moradores-1781898154664.jpg" data-image="jcrcp5sgdnmh" alt="Arenillas tem apenas 40 habitantes durante o inverno Imagem: Câmara Municipal de Arenillas… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/05/26/vila-de-40-habitantes-na-espanha-oferece-casa-gratis-e-emprego-estavel.ghtm?cmpid=copiaecola" title="Arenillas tem apenas 40 habitantes durante o inverno Imagem: Câmara Municipal de Arenillas… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/05/26/vila-de-40-habitantes-na-espanha-oferece-casa-gratis-e-emprego-estavel.ghtm?cmpid=copiaecola"><figcaption>A vila de Arenillas, na Espanha, tem cerca 40 habitantes durante o inverno. Crédito: Câmara Municipal de Arenillas</figcaption></figure><p>Em meio às montanhas e paisagens tranquilas do interior da <strong>Espanha</strong>, uma <strong>pequena vila com cerca de 40 habitantes</strong> tem chamado a atenção de pessoas em busca de uma mudança radical de estilo de vida. Localizada na província de Sória, na comunidade autônoma de Castela e Leão, <strong>Arenillas </strong>lançou uma iniciativa para <strong>atrair novos moradores oferecendo benefícios incomuns</strong>: casa gratuita, oportunidades de emprego e a possibilidade de viver em uma comunidade rural acolhedora.</p><p>A proposta surge em um contexto que afeta diversas regiões do interior espanhol. Nas últimas décadas, muitos jovens deixaram pequenas localidades em direção aos grandes centros urbanos em busca de estudo, trabalho e melhores oportunidades econômicas. Como consequência,<strong> inúmeros vilarejos enfrentam o envelhecimento populacional</strong> e a redução contínua do número de habitantes.</p><p>Diante desse cenário, Arenillas decidiu agir para garantir sua sobrevivência e preservar a vida comunitária local. A estratégia busca <strong>atrair famílias e trabalhadores dispostos a se estabelecer permanentemente na região</strong>, contribuindo para manter ativos os serviços essenciais e fortalecer os laços entre os moradores.</p><h2>Uma oportunidade para recomeçar</h2><p>O principal atrativo da iniciativa é a <strong>oferta de moradia gratuita</strong> para facilitar a instalação de novos residentes. A medida reduz significativamente os custos iniciais da mudança e pode representar uma oportunidade para famílias que desejam trocar a vida urbana por um ambiente mais tranquilo e acessível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vila-na-espanha-com-apenas-40-habitantes-oferece-casa-gratuita-e-emprego-para-atrair-novos-moradores-1781898571949.jpg" data-image="db47zk1liwlh" alt="Arenillas tem apenas 40 habitantes durante o inverno Imagem: Câmara Municipal de Arenillas… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/05/26/vila-de-40-habitantes-na-espanha-oferece-casa-gratis-e-emprego-estavel.ghtm?cmpid=copiaecola" title="Arenillas tem apenas 40 habitantes durante o inverno Imagem: Câmara Municipal de Arenillas… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/05/26/vila-de-40-habitantes-na-espanha-oferece-casa-gratis-e-emprego-estavel.ghtm?cmpid=copiaecola"><figcaption>Vista de Arenillas, pequena vila da província de Soria, na Espanha, que oferece casa e emprego para combater o esvaziamento populacional. Crédito: Reprodução, YouTube, Vive Tu Pueblo</figcaption></figure><p>Além da habitação, a vila também oferece<strong> possibilidades de trabalho ligadas às necessidades locais</strong>. Entre as atividades disponíveis estão funções relacionadas à manutenção dos serviços comunitários e à gestão de espaços de convivência, como o bar e o centro social do povoado, considerados importantes pontos de encontro para a população.</p><p>Outro diferencial destacado pelos organizadores é a <strong>qualidade de vida proporcionada pelo ambiente rural</strong>. Cercada por áreas naturais e longe da agitação das grandes cidades, Arenillas oferece uma rotina marcada pelo contato com a natureza, pelo silêncio e pelo ritmo mais desacelerado característico das pequenas comunidades do interior europeu.</p><h2>O desafio da despovoação rural</h2><p>A situação enfrentada por Arenillas não é exclusiva. A província de Sória é frequentemente citada como uma das regiões mais afetadas pelo fenômeno da <strong>despovoação rural na Espanha</strong>. Com baixa densidade populacional, muitas localidades lutam para manter escolas, estabelecimentos comerciais, linhas de transporte e outros serviços básicos.</p><div class="texto-destacado">Nesse contexto, a chegada de apenas algumas famílias pode gerar impactos significativos. Novos moradores ajudam a ocupar residências vazias, movimentam a economia local e contribuem para a continuidade de atividades que dependem de uma população mínima para permanecerem em funcionamento.</div><p>Para comunidades pequenas,<strong> a presença de crianças também é especialmente importante</strong>. O aumento do número de famílias pode fortalecer a rede escolar e criar perspectivas mais positivas para o futuro da região, reduzindo o risco de desaparecimento gradual dos povoados.</p><h2>Antes de fazer as malas</h2><p>Apesar dos benefícios oferecidos, especialistas em migração rural destacam que a decisão de mudar para uma vila tão pequena exige <strong>planejamento e adaptação.</strong> A vida em Arenillas pode ser bastante diferente da rotina encontrada em cidades médias ou grandes.</p><p>Entre os aspectos que merecem atenção estão a<strong> distância até hospitais, escolas e centros comerciais, além da disponibilidade de transporte público. </strong>O clima da província de Sória também pode representar um desafio para quem não está acostumado aos invernos rigorosos característicos da região. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/eleita-uma-das-mais-bonitas-do-mundo-vila-no-para-esconde-fenomeno-raro-de-rios-que-nao-se-misturam.html" title="Eleita uma das mais bonitas do mundo, vila no Pará esconde fenômeno raro de rios que não se misturam">Eleita uma das mais bonitas do mundo, vila no Pará esconde fenômeno raro de rios que não se misturam</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/eleita-uma-das-mais-bonitas-do-mundo-vila-no-para-esconde-fenomeno-raro-de-rios-que-nao-se-misturam.html" title="Eleita uma das mais bonitas do mundo, vila no Pará esconde fenômeno raro de rios que não se misturam"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eleita-uma-das-mais-bonitas-do-mundo-vila-no-para-esconde-fenomeno-raro-de-rios-que-nao-se-misturam-1781552658936_320.jpg" alt="Eleita uma das mais bonitas do mundo, vila no Pará esconde fenômeno raro de rios que não se misturam"></a></article></aside><p>Por isso, interessados em aproveitar a oportunidade são aconselhados a buscar informações atualizadas sobre as vagas disponíveis, compreender as responsabilidades associadas ao trabalho oferecido e conversar com moradores locais antes de tomar uma decisão definitiva.</p><p>Para aqueles que desejam construir uma nova vida longe dos grandes centros urbanos, Arenillas representa mais do que uma oferta de moradia e emprego. A iniciativa simboliza a<strong> tentativa de preservar comunidades históricas </strong>e mostra como pequenas localidades europeias estão buscando soluções criativas para enfrentar o desafio da despovoação e garantir um futuro sustentável para seus habitantes.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Catraca Livre. (2026). <a href="https://catracalivre.com.br/viagem-livre/vila-de-40-habitantes-procurando-novos-moradores-com-emprego-e-casa-gratuita/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">A vila com somente 40 habitantes está procurando novos moradores: oferece casa gratuita, emprego e uma nova vida tranquila nas montanhas europeias escondidas</a>. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vila-na-espanha-com-apenas-40-habitantes-oferece-casa-gratuita-e-emprego-para-atrair-novos-moradores.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva fora de época no café: entenda como a umidade ameaça a colheita em MG e SP]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/cafe-no-sudeste-chuva-fora-de-epoca-atrasa-colheita-e-ameaca-qualidade-dos-graos.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 17:29:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva fora de época interrompe a colheita do café em Minas Gerais e São Paulo, aumenta risco de perda de qualidade e deixa produtores atentos à janela seca nos próximos dias de junho para proteger os grãos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cafe-no-sudeste-chuva-fora-de-epoca-atrasa-colheita-e-ameaca-qualidade-dos-graos-1781905344292.jpg" data-image="av97xjugcuf0" alt="café, sudeste, São Paulo" title="café, sudeste, São Paulo"><figcaption>Colheita do café no Sudeste exige atenção redobrada com a umidade, já que a chuva fora de época pode atrasar os trabalhos no campo e comprometer a qualidade dos grãos.</figcaption></figure><p><strong>A colheita do café entra em uma semana sensível no Sudeste, com chuva fora de época</strong>, umidade alta e novas frentes frias ameaçando o ritmo dos trabalhos em MG e SP. O maior risco não é apenas colher mais devagar, mas perder qualidade no grão que já está no chão, no terreiro ou em fase final de secagem.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p><strong>Junho costuma ser uma janela importante para retirada e secagem do café</strong>, especialmente em Minas e na Média Mogiana paulista. Quando a chuva aparece em sequência, o produtor precisa interromper máquinas, esperar o solo secar e redobrar atenção com frutos caídos, fermentação indesejada e doenças favorecidas pela umidade.</p><h2>Chuva recente já travou parte da colheita no Sudeste </h2><p>A sequência de chuva entre 11 e 13 de junho atingiu áreas importantes da cafeicultura do Sudeste, em um período que normalmente deveria ser mais seco. <strong>Em propriedades do Sul de Minas, o trabalho de campo foi paralisado, enquanto cafés deixados para secar em terreiros ficaram expostos </strong>à umidade. A faixa de atenção aparece entre o sul mineiro, o leste paulista e áreas de relevo mais elevado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cafe-no-sudeste-chuva-fora-de-epoca-atrasa-colheita-e-ameaca-qualidade-dos-graos-1781905821973.jpg" data-image="pg6yk1svt878" alt="chuva, anomalia, colheita, café" title="chuva, anomalia, colheita, café"><figcaption>A frente fria organiza uma faixa de instabilidade entre o Sul e São Paulo, aumentando a chance de chuva antes de alcançar áreas cafeeiras do Sudeste.</figcaption></figure><p>O avanço da safra confirma que a colheita ainda tem muito caminho pela frente. Na área acompanhada pela <strong>Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé</strong>(Cooxupé), os trabalhos chegaram a 15,8% até 14 de junho, com 21,5% em São Paulo, 20% nas Matas de Minas, 19,1% no Sul de Minas e 8,8% no Cerrado Mineiro. Boa parte dos talhões ainda depende de uma sequência seca.</p><h2>Nova frente fria mantém atenção entre São Paulo e Minas <br></h2><p>Nos próximos dias, a instabilidade volta a ganhar força no Centro-Sul. A chuva mais volumosa deve se concentrar no Sul, mas <strong>a frente fria também alcança São Paulo e pode reorganizar áreas de chuva no Sudeste</strong> entre o fim de semana e o início da próxima semana. Para o café, o ponto crítico é chuva passageira, nebulosidade e demora na secagem natural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cafe-no-sudeste-chuva-fora-de-epoca-atrasa-colheita-e-ameaca-qualidade-dos-graos-1781905971061.jpg" data-image="h1fb29cvx5x9" alt="chuva, São Paulo, sul, sudeste, café" title="chuva, São Paulo, sul, sudeste, café"><figcaption>Chuva acumulada até segunda-feira indica maior volume entre o Sul e parte de São Paulo, enquanto áreas cafeeiras de Minas Gerais ficam mais próximas da borda da instabilidade.</figcaption></figure><p>Os principais pontos de atenção são:</p><ul> <li><strong>Média Mogiana e Alta Mogiana, onde a chuva pode interromper colheita e transporte;</strong></li> <li>Sul de Minas, com risco de frutos caídos perderem bebida se ficarem úmidos;</li> <li>Matas de Minas, onde relevo e nebulosidade prolongam a secagem;</li> <li>Cerrado Mineiro, que ainda tem menor percentual colhido e precisa de janela seca.</li> </ul><p>Mesmo quando os acumulados não são extremos, 10 a 30 mm <strong>em áreas de café já bastam para atrasar operações se vierem acompanhados de céu fechado</strong> e umidade alta. Em talhões pesados ou baixadas, o maquinário demora mais para voltar, e o café colhido exige manejo cuidadoso no pós-colheita.</p><h2>Janela seca será decisiva para preservar qualidade </h2><p>Após a passagem das frentes frias, o produtor deve observar menos o total de chuva isolado e mais a sequência de dias com sol, vento fraco e menor umidade. <strong>Café colhido molhado, mal revolvido ou coberto tarde demais pode perder qualidade </strong>por fermentação, aquecimento da massa e desenvolvimento de fungos. O risco cresce quando noites frias são seguidas por manhãs úmidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773208" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos">Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html" title="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos-1781096433809_320.jpg" alt="Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos"></a></article></aside><p>Para quem acompanha o mercado, o impacto não aparece apenas no volume colhido, mas na classificação final dos lotes.<strong> A safra pode avançar rápido onde houver dois ou três dias firmes</strong>, mas áreas atingidas por chuva recorrente exigem triagem, recolhimento ágil dos frutos no chão e cuidado redobrado no terreiro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cooxup%C3%A9" data-year="2026" data-title="Colheita%20de%20caf%C3%A9%20avan%C3%A7a%20na%20%C3%A1rea%20de%20atua%C3%A7%C3%A3o%20da%20Cooxup%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fhubdocafe.cooxupe.com.br%2Fcolheita-de-cafe-avanca-na-area-de-atuacao-da-cooxupe%2F">Cooxupé. (2026). <a href="https://hubdocafe.cooxupe.com.br/colheita-de-cafe-avanca-na-area-de-atuacao-da-cooxupe/" target="_blank">Colheita de café avança na área de atuação da Cooxupé</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/cafe-no-sudeste-chuva-fora-de-epoca-atrasa-colheita-e-ameaca-qualidade-dos-graos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Peixinho-da-horta: como plantar e preparar a folha famosa pelo sabor de peixe]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 14:08:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A planta conhecida como peixinho-da-horta tem um sabor diferenciado, que lembra peixe frito quando ela é empanada e frita. Veja os cuidados de cultivos e como preparar esta famosa folha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe-1781889911228.jpg" data-image="5cw31qojj30o"><figcaption>A planta peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>) é famosa pela textura aveludada de suas folhas e pelo seu sabor peculiar, que lembra peixe frito quando empanada e frita. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Você já ouviu falar desta planta? O <strong>peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>)</strong> é considerado uma <strong>PANC (Planta Alimentícia Não Convencional)</strong>, famosa pela textura aveludada de suas folhas e por seu <strong>sabor peculiar, que lembra peixe frito</strong> quando empanada e frita.</p><p>Veja abaixo mais informações sobre esta planta, como cultivar e preparar para consumo. Acompanhe conosco.</p><h2>Sobre a planta e como cultivá-la</h2><p>O peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>), <strong>também conhecida como Lambari</strong>, é uma planta herbácea e perene da família Lamiaceae, cultivada tanto como forração no jardim quanto como uma hortaliça não convencional (PANC). </p><p>As <strong>folhas </strong>são recobertas por uma densa camada de tricomas (pêlos), apresentam<strong> coloração cinza-prateada</strong> e tem um curioso <strong>aspecto aveludado</strong>, lanoso, o que traz beleza aos jardins, formando tapetes densos de coloração prateada que parecem recobertos por uma fina camada de geada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe-1781889953056.jpg" data-image="d3vc9xoudbvn"><figcaption>Além de sua beleza ornamental, a peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>) tem grande rusticidade e baixa manutenção. Crédito: Plenuska/Wikimedia sob CC BY-SA 4.0.</figcaption></figure><p>Ela é conhecida por sua <strong>textura e sabor que lembra peixe frito quando suas folhas são empanadas e fritas</strong>.</p><p>Aliás, é muito usada como uma <strong>alternativa em dietas veganas e vegetarianas</strong>, substituindo pescados.</p><p>Mas além do sabor, o peixinho-da-horta também se destaca por <strong>benefícios à saúde</strong>. É uma planta rica em nutrientes, antioxidantes e vitaminas K e C. Também possui uma boa quantidade de fibras e dos minerais ferro e potássio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773592" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Ela é<strong> fácil de cultivar, adaptando-se muito bem em vasos ou canteiros em jardins</strong>. É capaz de fornecer folhas o ano inteiro, com baixa manutenção. Para um bom cultivo, esses são os pontos importantes:</p><ul><li><strong>Solo</strong>: você vai precisar usar um substrato <strong>rico em matéria orgânica e com boa drenagem</strong>. E ela prefere solos de fertilidade moderada a pobre. </li><li><strong>Luz</strong>: a planta prefere<strong> sol pleno</strong> (em regiões mais frias) para manter a densidade da folhagem e a intensidade da cor prateada, <strong>ou meia-sombra</strong> (em regiões muito quentes, recebendo o sol da manhã ou do final da tarde).</li></ul><p>Em condições ideais de <strong>luminosidade</strong>, ela apresenta uma velocidade de crescimento moderada a rápida, sendo capaz de fechar completamente o solo em uma única estação de crescimento.</p><ul><li><strong>Rega</strong>: o <strong>solo deve ser mantido úmido, mas nunca encharcado</strong>. Evite molhar as folhas diretamente para não acumular umidade e causar fungos. Regue sempre diretamente na base da planta, apenas quando o solo estiver seco ao toque.</li><li><strong>Adubação</strong>: ela não requer adubações pesadas. <strong>Uma vez por ano</strong> (na primavera) usando um <strong>composto orgânico</strong>, como húmus de minhoca, já é suficiente.</li><li><strong>Poda</strong>: remova as hastes florais assim que começarem a secar para manter a energia da planta focada na produção das folhas.</li></ul><h2>Como preparar</h2><p>Primeiramente uma dica de como colher as folhas: você deve <strong>retirar as folhas mais jovens, inteiras e saudáveis, e preferencialmente pela manhã</strong>, quando estão túrgidas.</p><p>Além disso, as<strong> folhas devem ser lavadas, higienizadas e bem secas</strong> antes do armazenamento (ou uso), pois a textura aveludada retém umidade e impurezas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe-1781889978357.jpg" data-image="rp59d2ajo6ea"><figcaption>A planta Lambari é consumida empanada e frita à milanesa, servida como petisco ou acompanhamento. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Para fazer ela<strong> frita e empanada</strong>, você pode passá-las em uma mistura de ovo batido, sal a gosto e pimenta-do-reino à gosto. Após, passe-as em farinha de arroz e frite em óleo quente.</p><p>Está pronto o seu petisco empanado, com sabor de peixe frito! Experimente!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Patro%2C%20R." data-year="2026" data-title="Peixinho-da-horta%3A%20Como%20plantar%20e%20colher%20esta%20PANC%20deliciosa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jardineiro.net%2Fplantas%2Fpeixinho-da-horta-stachys-byzantina.html">Patro, R.. (2026). <a href="https://www.jardineiro.net/plantas/peixinho-da-horta-stachys-byzantina.html" target="_blank">Peixinho-da-horta: Como plantar e colher esta PANC deliciosa</a>.</cite><br><cite data-author="Brum%2C%20M." data-year="2025" data-title="Planta%20com%20gosto%20de%20peixe%3F%20Conhe%C3%A7a%20o%20peixinho-da-horta%20e%20se%20surpreenda" data-url="https%3A%2F%2Fsaude.abril.com.br%2Falimentacao%2Fplanta-com-gosto-de-peixe-conheca-o-peixinho-da-horta-e-se-surpreenda%2F">Brum, M.. (2025). <a href="https://saude.abril.com.br/alimentacao/planta-com-gosto-de-peixe-conheca-o-peixinho-da-horta-e-se-surpreenda/" target="_blank">Planta com gosto de peixe? Conheça o peixinho-da-horta e se surpreenda</a>.</cite><br><cite data-author="Mesquita%2C%20P." data-year="2023" data-title="Planta%20%C3%A0%20milanesa%3F%20Conhe%C3%A7a%20o%20peixinho-da-horta" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fcampinas-regiao%2Fterra-da-gente%2Fnoticia%2F2023%2F02%2F10%2Fplanta-a-milanesa-conheca-o-peixinho-da-horta.ghtml">Mesquita, P.. (2023). <a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2023/02/10/planta-a-milanesa-conheca-o-peixinho-da-horta.ghtml" target="_blank">Planta à milanesa? Conheça o peixinho-da-horta</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Búfalos impulsionam turismo sustentável e ajudam a preservar paisagens únicas da Ilha de Marajó]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bufalos-impulsionam-turismo-sustentavel-e-ajudam-a-preservar-paisagens-unicas-da-ilha-de-marajo.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Maior rebanho bubalino do Brasil tornou-se símbolo da integração entre produção rural, conservação ambiental e valorização cultural nas áreas alagadas do arquipélago paraense.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bufalos-impulsionam-turismo-sustentavel-e-ajudam-a-preservar-paisagens-unicas-da-ilha-de-marajo-1781736689242.jpg" data-image="acxdlzt1uvs1" alt="Bubalino é principal símbolo da região e integra rotina dos moradores" title="Bubalino é principal símbolo da região e integra rotina dos moradores"><figcaption>Bubalino é principal símbolo da região e integra rotina dos moradores. Crédito: Marcelo Camargo - Agência Brasil</figcaption></figure><p>A <strong>Ilha de Marajó</strong>, no Pará, abriga o <strong>maior rebanho de búfalos do Brasil</strong> e transformou a presença desses animais em um dos principais símbolos de sua identidade cultural e econômica. Adaptados às extensas áreas alagadas da região, os búfalos desempenham papel central em um modelo de turismo rural que alia geração de renda, conservação ambiental e valorização dos saberes tradicionais amazônicos.</p><p>Ao longo das últimas décadas, fazendas históricas do arquipélago passaram a receber visitantes interessados em <strong>conhecer a rotina dos campos marajoaras e a convivência entre os animais</strong>, as comunidades locais e os ecossistemas naturais. A iniciativa fortaleceu a economia regional e ampliou a visibilidade de práticas sustentáveis desenvolvidas na maior ilha fluviomarítima do mundo.</p><p>Diferentemente de sistemas pecuários que exigem grandes intervenções na paisagem, <strong>a criação de búfalos em Marajó ocorre em áreas naturalmente adaptadas à presença da água</strong>. Essa característica favorece a manutenção dos campos nativos e reduz a necessidade de alterações significativas no ambiente.</p><h2>Adaptação natural aos campos inundáveis</h2><p>A capacidade dos búfalos de circular por terrenos alagados é um dos fatores que explicam o sucesso da espécie na região. Com <strong>características físicas adequadas para ambientes úmidos</strong>, os animais conseguem se deslocar pelos campos durante boa parte do ano, acompanhando os ciclos naturais das cheias e vazantes.</p><div class="texto-destacado">Além da facilidade de locomoção, os búfalos aproveitam recursos alimentares disponíveis nos campos inundáveis, contribuindo para um sistema produtivo que depende menos da introdução de pastagens artificiais. Isso permite que a vegetação nativa mantenha suas funções ecológicas e continue servindo de habitat para diversas espécies da fauna amazônica.</div><p>O equilíbrio entre atividade econômica e preservação ambiental tem sido apontado como um dos diferenciais do modelo marajoara. A<strong> convivência entre pecuária tradicional e conservação da paisagem</strong> tornou-se um atrativo adicional para visitantes interessados em experiências ligadas à natureza.</p><h2>Turismo fortalece conservação e economia local</h2><p>Nos municípios de <strong>Soure e Salvaterra</strong>, principais portas de entrada para o turismo na ilha, fazendas abriram suas propriedades para atividades voltadas ao ecoturismo e ao turismo de experiência. Os visitantes podem participar de passeios pelos campos, observar a fauna local e conhecer de perto o manejo dos búfalos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bufalos-impulsionam-turismo-sustentavel-e-ajudam-a-preservar-paisagens-unicas-da-ilha-de-marajo-1781736744267.jpg" data-image="a7nb0ui4nbbs" alt="lha de Marajó consolidou os búfalos como símbolo do turismo rural sustentável" title="lha de Marajó consolidou os búfalos como símbolo do turismo rural sustentável"><figcaption>Ilha de Marajó consolidou os búfalos como símbolo do turismo rural sustentável. Crédito: Revista Amazônia</figcaption></figure><p>A proposta privilegia estruturas integradas à paisagem e atividades de baixo impacto ambiental. Entre as experiências mais procuradas estão os<strong> percursos guiados pelos campos alagados, a observação de aves e o contato com a cultura</strong> dos vaqueiros marajoaras.</p><p>A diversificação econômica proporcionada pelo turismo também <strong>reduz a dependência exclusiva da pecuária</strong>, criando novas oportunidades de renda para famílias locais e incentivando a preservação de áreas naturais que se tornaram importantes ativos turísticos.</p><h2>Queijo do Marajó e cultura tradicional ganham destaque</h2><p>Outro elemento fundamental para o sucesso desse modelo é a <strong>produção do tradicional queijo do Marajó</strong>, elaborado com leite de búfala. Reconhecido por suas características únicas, o produto se consolidou como um dos principais patrimônios gastronômicos da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761506" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/rj-ganha-nova-rota-de-turismo-gastronomico-focada-em-queijos-artesanais-conheca.html" title="RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça">RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/rj-ganha-nova-rota-de-turismo-gastronomico-focada-em-queijos-artesanais-conheca.html" title="RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rj-ganha-nova-rota-de-turismo-gastronomico-focada-em-queijos-artesanais-conheca-1774911965981_320.jpg" alt="RJ ganha nova rota de turismo gastronômico focada em queijos artesanais; conheça"></a></article></aside><p>Muitas propriedades oferecem aos visitantes a oportunidade de <strong>acompanhar etapas da produção artesanal, desde a ordenha até a degustação</strong>. A atividade fortalece a economia local e aproxima consumidores da história e das tradições associadas ao produto.</p><p>Mais do que um atrativo turístico, os búfalos tornaram-se parte da identidade cultural marajoara. Guiados por vaqueiros experientes, os animais continuam sendo utilizados como meio de transporte em áreas inundadas e simbolizam uma relação histórica entre população, natureza e modos de vida amazônicos. A experiência de Marajó demonstra que <strong>desenvolvimento econômico e conservação ambiental podem caminhar juntos</strong>, fortalecendo comunidades e preservando paisagens únicas da Amazônia.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Revista Amazônia. <a href="https://revistaamazonia.com.br/como-a-ilha-de-marajo-transformou-a-historica-introducao-dos-bufalos-em-turismo-rural-sustentavel-nos-campos-alagados-do-para/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">Como a Ilha de Marajó transformou a histórica introdução dos búfalos em turismo rural sustentável nos campos alagados do Pará</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bufalos-impulsionam-turismo-sustentavel-e-ajudam-a-preservar-paisagens-unicas-da-ilha-de-marajo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas medicinais brasileiras: cultivo em solos alemães preserva compostos bioativos na Europa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 10:16:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo em casa de vegetação mostra que três plantas medicinais usadas no Brasil produziram biomassa em solos alemães e mantiveram compostos com potencial anti-inflamatório, abrindo caminho para cultivo controlado fora dos trópicos, ainda sem promessa terapêutica direta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa-1781817473972.jpg" data-image="a2gmnzxot4w7" alt="plantas, estudo, medicina" title="plantas, estudo, medicina"><figcaption>Três plantas medicinais usadas na tradição brasileira foram avaliadas em estudo sobre cultivo, composição química e potencial anti-inflamatório.</figcaption></figure><p><strong>Plantas medicinais usadas na tradição brasileira podem crescer fora dos trópicos sem perder parte de seu potencial farmacológico</strong>. Um estudo publicado na revista <em>Scientific Reports</em> avaliou três espécies associadas ao uso popular no Brasil, <em>Physalis angulata</em>, <em>Scoparia dulcis</em> e <em>Porophyllum ruderale</em>, cultivadas em dois tipos de solo da Alemanha.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A pesquisa chama atenção porque une dois temas cada vez mais importantes: produção agrícola controlada de plantas bioativas e segurança da matéria-prima vegetal. Em vez de depender apenas da coleta em ambientes naturais, os <strong>cientistas testaram se essas espécies poderiam ser cultivadas em outro continente</strong>, com rendimento adequado e sem acúmulo perigoso de elementos químicos na parte usada para extratos.</p><h2>Solos alemães testam a adaptação de espécies tropicais </h2><p>O experimento foi feito em casa de vegetação, com dois solos diferentes: um mais argiloso e rico em silte, de Düsseldorf, e outro franco-arenoso, de Mülheim an der Ruhr.<strong> As plantas cresceram por nove semanas, sem adubação, sob irrigação controlada</strong>. Esse desenho permitiu observar melhor o efeito do solo sobre o crescimento e a composição da biomassa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa-1781817604501.jpg" data-image="ri5h9x8rqrcy" alt="vegetação, controlada, temperatura, solo" title="vegetação, controlada, temperatura, solo"><figcaption>Experimento em casa de vegetação comparou o crescimento das espécies em dois tipos de solo: argiloso-siltoso e franco-arenoso.</figcaption></figure><p>As três espécies produziram biomassa aérea, formada principalmente por folhas e caules. <em>Porophyllum ruderale</em> teve o maior rendimento, seguido por <em>Physalis angulata</em> e <em>Scoparia dulcis</em>. Embora o solo mais arenoso tenha levado a uma produção um pouco menor, a diferença entre os solos não foi estatisticamente significativa, sinal de que as plantas conseguiram se desenvolver nos dois ambientes.</p><h2>Elementos químicos ficaram concentrados nas raízes </h2><p>Além da biomassa, os pesquisadores analisaram nutrientes, metais e elementos terras raras nos tecidos das plantas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esse ponto é essencial porque plantas medicinais podem absorver elementos do solo, e a qualidade do produto final depende da segurança da matéria-prima.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os principais achados foram:</p><ul> <li>nutrientes como cálcio, potássio, magnésio, fósforo e enxofre ficaram em níveis compatíveis com o crescimento vegetal;</li> <li><strong>zinco apareceu em concentrações mais altas nas folhas de algumas espécies, especialmente no solo franco-arenoso;</strong></li> <li>níquel, cobre e ferro permaneceram abaixo de níveis associados a toxicidade visível nas plantas;</li> <li>elementos terras raras, como cério, lantânio, neodímio e ítrio, foram detectados em baixas concentrações;</li> <li>a maior parte desses elementos ficou retida nas raízes, com pouca transferência para folhas e caules.</li> </ul><p>Esse padrão é relevante porque a parte aérea costuma ser usada na produção de extratos. Quando elementos potencialmente indesejáveis ficam mais <strong>concentrados nas raízes, o risco de contaminação da matéria-prima final tende a ser menor</strong>. Ainda assim, isso não elimina a necessidade de controle químico em cultivos comerciais.</p><h2>Extratos mostram atividade em células de defesa </h2><p>A etapa farmacológica avaliou extratos brutos das plantas em células humanas do sistema imune cultivadas em laboratório. <strong>As células foram estimuladas para produzir moléculas inflamatórias, como TNF-α, IL-6 e IL-1β.</strong> Depois, os pesquisadores observaram se os extratos conseguiam reduzir essa resposta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa-1781817759115.jpg" data-image="kgeajqgkyna3" alt="extratos, vegetais, laboratório" title="extratos, vegetais, laboratório"><figcaption>Extratos vegetais foram analisados em laboratório para verificar sua capacidade de reduzir moléculas associadas à inflamação.</figcaption></figure><p>O destaque foi <em>Physalis angulata</em>. Seus extratos, especialmente os feitos com acetona, reduziram de forma mais forte a liberação das três moléculas inflamatórias analisadas. </p><div class="texto-destacado">A composição química indicou presença importante de limonoides, grupo no qual aparecem as fisalinas, compostos já conhecidos em estudos sobre atividade anti-inflamatória.</div><p><strong><em>Scoparia dulcis</em> também apresentou efeito, mas dependente do solvente usado na extração</strong>. O extrato em acetona reduziu TNF-α e IL-6, enquanto o extrato etanólico teve resposta mais complexa e chegou a aumentar IL-1β. Já <em>Porophyllum ruderale</em> teve efeito mais limitado, com redução clara apenas de IL-6 na maior concentração testada.</p><h2>Cultivo fora do Brasil abre caminho, mas exige cautela </h2><p>O estudo sugere que solos da Europa Central podem sustentar a produção de biomassa farmacologicamente relevante de espécies usadas na medicina tradicional brasileira.<strong> Isso pode ajudar a reduzir a pressão sobre populações naturais </strong>e favorecer cadeias produtivas mais controladas, com rastreabilidade e padronização da matéria-prima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772762" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html" title="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente">Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html" title="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente-1780869549415_320.png" alt="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente"></a></article></aside><p>Mas o resultado ainda é uma prova de conceito. O trabalho foi feito em casa de vegetação, com dois solos, uma estação de crescimento e testes em células, não em humanos. Antes de qualquer aplicação comercial ou terapêutica, <strong>seriam necessários ensaios de campo por várias safras, quantificação de compostos específicos</strong> e avaliação mais ampla de segurança.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hern%C3%A1ndez%2C%20E.B.%2C%20Gabor%2C%20P.%2C%20Schanbacher%2C%20F.%20et%20al." data-year="2026" data-title="German%20soils%20affect%20biomass%20production%2C%20elemental%20profiles%2C%20and%20anti-inflammatory%20activity%20of%20three%20medicinal%20plants%20used%20in%20Brazilian%20traditional%20medicine%3A%20Scoparia%20dulcis%20L.%2C%20Physalis%20angulata%20L.%2C%20and%20Porophyllum%20ruderale%20(Jacq.)%20Cass." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-56323-w">Hernández, E.B., Gabor, P., Schanbacher, F. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-56323-w" target="_blank">German soils affect biomass production, elemental profiles, and anti-inflammatory activity of three medicinal plants used in Brazilian traditional medicine: Scoparia dulcis L., Physalis angulata L., and Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-medicinais-brasileiras-cultivo-em-solos-alemaes-preserva-compostos-bioativos-na-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seu-guia-de-viagem-esta-desatualizado-como-a-mudanca-climatica-esta-transformando-nossa-forma-de-viajar.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Você abre um guia de viagem. Não importa qual: aquele que comprou três anos atrás, o que herdou de um amigo ou aquele que mantém salvo nos favoritos. Mas nada mais coincide; as mudanças climáticas alteraram a maneira como viajamos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-guia-de-viaje-esta-obsoleta-como-el-cambio-climatico-ha-cambiado-nuestra-forma-de-viajar-1781776088639.png" data-image="x6ein4pvu5bh"><figcaption>Esqueça o seu guia de viagem antigo — isso é coisa do passado. O mundo não é mais o mesmo, e é hora de repensar as suas férias.</figcaption></figure><p>Você pesquisa “verão em Roma”, “o que comer em Bangkok” ou “a melhor época para visitar Sevilha”. E lá está tudo: organizado, bem estruturado e aparentemente confiável. Você encontra informações sobre temperaturas médias, pratos típicos e recomendações sazonais. O problema é que<strong> o mundo descrito por esses guias... já não existe mais.</strong></p><p>Bem-vindo às <strong>viagens na era das mudanças climáticas</strong>, em que o clima deixou de ser apenas um pano de fundo para se tornar o verdadeiro protagonista. E onde o que está por vir — a forma como você viaja e até mesmo como sobrevive ao calor — depende de um sistema climático que se tornou muito menos previsível.</p><h2>O clima não é mais o pano de fundo; é o roteiro que molda as férias</h2><p>Durante décadas, viajar no verão era algo relativamente simples, pois você sabia o que esperar: <strong>calor </strong>no Mediterrâneo e monções na Ásia, com estações chuvosas e secas bastante definidas. <strong>Era possível planejar a viagem com meses de antecedência e uma segurança razoável. Isso já não acontece mais</strong>.</p><p>As ondas de calor estão se tornando mais frequentes, prolongadas e intensas. Cidades europeias como Paris, Berlim e Londres estão registrando temperaturas que antes eram típicas do sul da Espanha. E, em locais habitualmente quentes, como o Sudeste Asiático, <strong>o calor deixou de ser apenas desconfortável: está se tornando perigoso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El calor nocturno en <a href="https://x.com/hashtag/Alicante?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Alicante</a> se ha quintuplicado en 40 años. Los datos del nuevo informe sobre cambio climático y turismo urgen a tomar medidas de adaptación. <a href="https://x.com/hashtag/c%C3%A1tedracambioclim%C3%A1tico?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#cátedracambioclimático</a> <a href="https://x.com/hashtag/cambioclim%C3%A1tico?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#cambioclimático</a><a href="https://x.com/AMAEM_Oficial?ref_src=twsrc%5Etfw">@AMAEM_Oficial</a> <a href="https://x.com/UA_Universidad?ref_src=twsrc%5Etfw">@UA_Universidad</a> <a href="https://t.co/8ArVjOl1nI">pic.twitter.com/8ArVjOl1nI</a></p>— Catedra Cambio Climatico Aguas Alicante (@ua_catedraclima) <a href="https://x.com/ua_catedraclima/status/2065358447105753247?ref_src=twsrc%5Etfw">June 12, 2026</a></blockquote></figure><p>O resultado é que as “temperaturas médias” dos guias são uma ficção estatística. Pois<strong> o que importa agora não é a média, mas os extremos. E os extremos estão fora da curva</strong>.</p><h3>Viajar sob um calor de 45 graus: turismo de resistência</h3><p>Não é exagero. <strong>Existem destinos onde caminhar ao ar livre às três da tarde, durante o verão, tornou-se uma atividade de risco</strong>. O corpo humano tem limites e, quando a temperatura ambiente se aproxima da temperatura corporal, o suor já não é suficiente para resfriar o organismo.</p><p>Se a umidade também estiver alta — como ocorre em muitas regiões tropicais —, o suor sequer evaporação. O resultado é evidente: <strong>estresse térmico, desidratação e insolação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-guia-de-viaje-esta-obsoleta-como-el-cambio-climatico-ha-cambiado-nuestra-forma-de-viajar-1781776221927.png" data-image="tssjyowrvb83"><figcaption>Viajar durante meses em que o calor não é excessivo e evitar ondas de calor tornou-se uma estratégia real no planejamento de viagens.</figcaption></figure><p>O que antes se resumia a "está calor, vou usar um chapéu" transformou-se em "planejo meus deslocamentos como se estivesse em uma expedição".</p><p>Isso implica <strong>reorganizar o dia em função do clima</strong>: sair apenas nos horários mais frescos, manter-se constantemente hidratado (e não apenas com água), buscar refúgios climatizados — como ambientes com ar-condicionado — e aceitar que muitas atividades ao ar livre talvez precisem ser canceladas. Isso não consta nos guias de viagem. Mas deveria.</p><h3>Mudanças nos destinos turísticos</h3><p>Outro efeito pouco discutido é que os destinos estão mudando. <strong>Áreas que antes eram ideais no verão agora estão quentes demais</strong>, enquanto locais tradicionalmente frios estão se tornando atraentes. Até mesmo as <strong>altas temporadas estão migrando para a primavera ou o outono</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-guia-de-viaje-esta-obsoleta-como-el-cambio-climatico-ha-cambiado-nuestra-forma-de-viajar-1781776643221.png" data-image="tizublt7ry2r"><figcaption>Os destinos mudam e as escolhas de viagem se adaptam, saturando locais que antes eram de acesso mais difícil.</figcaption></figure><p>Isso traz <strong>enormes implicações</strong>: a saturação de novos destinos, infraestrutura despreparada e impactos ambientais em áreas que, anteriormente, não sofriam pressão turística.</p><h3>Insetos, doenças e outras 'surpresas'</h3><p>As <strong>mudanças climáticas também estão levando insetos a alterar suas áreas de distribuição</strong>. Mosquitos que transmitem doenças como dengue e chikungunya estão expandindo seu território, chegando a locais onde antes não havia risco.</p><p>Viajar não se resume mais apenas a "o que ver e o que comer". Envolve também saber qual repelente levar na bagagem, quais doenças estão circulando e que precauções de saúde adotar. E tudo isso muda mais rapidamente do que os guias de viagem conseguem ser atualizados.</p><h3>A logística da viagem está ficando complicada</h3><p>Nem tudo é romance e gastronomia; há também um lado prático. <strong>Voos afetados por temperaturas extremas</strong>, trens e <strong>estradas enfrentando interrupções devido ao calor</strong>, <strong>incêndios florestais alterando rotas </strong>e restrições de água em destinos turísticos fazem parte dessa nova realidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-guia-de-viaje-esta-obsoleta-como-el-cambio-climatico-ha-cambiado-nuestra-forma-de-viajar-1781776480178.png" data-image="y403lv72ca13"><figcaption>Tanto a logística quanto a organização da bagagem tornam-se mais complexas; é preciso estar preparado para qualquer imprevisto, seja levar repelente para um local onde não se esperava precisar dele ou ter um plano alternativo de transporte.</figcaption></figure><p>Aquele <strong>roteiro </strong>perfeito que você elaborou pode desmoronar em questão de horas — não porque você tenha planejado mal, mas porque <strong>o contexto mudou</strong>.</p><h2>Então, o que fazemos com os guias?</h2><p>Eles não devem ser descartados, mas precisamos aprender a utilizá-los de outra forma. Os guias não podem mais ser a única fonte de informação; eles exigem contexto, <strong>atualizações </strong>e uma perspectiva crítica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-guia-de-viaje-esta-obsoleta-como-el-cambio-climatico-ha-cambiado-nuestra-forma-de-viajar-1781776747383.png" data-image="at3mfokj985n"><figcaption>Viajar com a capacidade de improvisar é uma arte que precisa ser praticada; nunca se sabe quando uma viagem planejada com um ano de antecedência pode sofrer alterações.</figcaption></figure><p>Viajar hoje em dia exige consultar previsões meteorológicas atualizadas,<strong> ajustar roteiros e expectativas</strong>, manter-se informado sobre riscos relacionados à saúde e à alimentação, e compreender que a experiência pode diferir do que foi descrito. Em outras palavras, é preciso passar de "seguir um guia" para "interpretar o ambiente".</p><h3>Viajar em um mundo em transformação</h3><p>Há algo inquietante em tudo isso. Viajar sempre foi uma forma de escapar, de descobrir, de se desconectar. Mas, agora, é também uma maneira de testemunhar — quase em tempo real — como <strong>o planeta está mudando</strong>. O vinhedo que amadurece mais cedo, o mercado com menos produtos locais, a cidade que se esvazia ao meio-dia porque é impossível ficar ao ar livre.</p><p>Isso não é ficção científica. É o presente. <strong>E talvez a questão não seja mais "para onde viajar neste verão", mas sim "como viajar neste verão"</strong>. Porque as mudanças climáticas não acabaram com as viagens, mas mudaram as regras do jogo — e, por enquanto, os guias de viagem ainda seguem as regras antigas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seu-guia-de-viagem-esta-desatualizado-como-a-mudanca-climatica-esta-transformando-nossa-forma-de-viajar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência faz alertas sobre o clima, mas não costuma dar soluções: o alerta de um estudo de Cambridge]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-ciencia-faz-alertas-sobre-o-clima-mas-nao-costuma-dar-solucoes-o-alerta-de-um-estudo-de-cambridge.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 23:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A comunicação sobre as mudanças climáticas é uma das questões mais complexas e debatidas: os cientistas devem limitar-se a apresentar os dados ou devem também propor soluções? Um estudo da Universidade de Cambridge examina esse problema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-scienza-lancia-allerte-sul-clima-ma-spesso-non-indica-le-soluzioni-l-avviso-di-un-macro-studio-di-cambridge-1781630361404.jpeg" data-image="gly2xgggp6sf"><figcaption>A ciência delineia os cenários, enquanto os formuladores de políticas devem decidir sobre as estratégias, onde concentrar esforços e quais soluções adotar. Trata-se de uma linha tênue: ao analisar os cenários do IPCC, quem deve indicar o caminho a seguir e as soluções a serem empregadas — e de que maneira devem proceder?</figcaption></figure><p>A ciência do clima está se tornando cada vez mais clara: as <strong>mudanças climáticas</strong> são uma realidade, e a atividade humana é a causa. Os primeiros alertas remontam ao final das décadas de 1980 e 1990 — <strong>alertas </strong>que, na época, eram cautelosos, marcados pela dúvida e pela incerteza, e acompanhados por um estilo de comunicação científica e ambiental muito diferente do atual.</p><p>Naquela época, os cientistas do clima sustentavam que não lhes cabia <strong>propor soluções ou enfatizar a urgência de ações</strong>. De lá para cá, a situação mudou; artigos científicos trazem, cada vez mais, indicações que avançam para o campo das decisões políticas. No entanto, o tema continua sendo objeto de debate, uma vez que questões complexas surgem durante a transição da pesquisa para a formulação de políticas.</p><p>A distinção entre <strong>fazer ciência e traduzi-la em recomendações de políticas</strong> <strong>públicas </strong>é real, mas frequentemente é subestimada ou mal articulada. Um estudo da Universidade de Cambridge lança luz sobre essa questão.</p><h2>Como a comunicação climática mudou</h2><p>Nas décadas de <strong>1980 e 1990</strong>, os <strong>climatologistas geralmente se limitavam a contextualizar a questão e a apresentar dados e fatos</strong> — apontando as causas sem se aventurar muito no terreno das soluções ou da urgência de agir. Foi justamente essa cautela — essa tendência de se ater estritamente ao seu papel profissional como climatologistas — que foi apontada como uma falha na comunicação sobre as mudanças climáticas e um fator que contribuiu para a ação limitada tomada até então.</p><p>Consequentemente, a partir, sobretudo, do Quarto Relatório de Avaliação do IPCC em <strong>2007</strong>, os <strong>cientistas começaram a se aventurar cada vez mais em um território que era político</strong>, e não científico. De fato, muitas partes interessadas haviam solicitado explicitamente que o fizessem, argumentando: "Vocês não devem apenas nos falar sobre os problemas; precisam nos falar também sobre as soluções".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770033" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comissao-da-oms-quer-declarar-a-crise-climatica-como-uma-emergencia-de-saude-global.html" title="Comissão da OMS quer declarar a crise climática como uma emergência de saúde global">Comissão da OMS quer declarar a crise climática como uma emergência de saúde global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comissao-da-oms-quer-declarar-a-crise-climatica-como-uma-emergencia-de-saude-global.html" title="Comissão da OMS quer declarar a crise climática como uma emergência de saúde global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/who-kommission-will-die-klimakrise-zum-globalen-gesundheitsnotstand-erklaren-1779173295866_320.jpg" alt="Comissão da OMS quer declarar a crise climática como uma emergência de saúde global"></a></article></aside><p>Em artigos científicos, em conferências voltadas tanto para a comunidade científica quanto para o público em geral, e durante eventos paralelos às Conferências das Partes, pesquisadores têm apresentado, com frequência crescente, afirmações como "para permanecer dentro do limite de 1,5°C, os governos devem fazer X..." ou "para evitar ultrapassar pontos de não retorno, é necessário implementar políticas rigorosas em relação a...".</p><p>No entanto, um estudo da Universidade de Cambridge sugere agora que está surgindo o problema oposto. Uma análise de mais de 3.000 artigos científicos sobre a mitigação das mudanças climáticas revela uma questão: as <strong>recomendações sobre como traduzir pesquisas em políticas públicas</strong> são, com demasiada frequência, <strong>vagas, inviáveis ou desconectadas </strong>das conclusões reais dos estudos.</p><h2>O estudo de Cambridge</h2><p>Em um artigo publicado na revista<em> Nature Environmental Social Sciences</em> intitulado "<em>Confusing evidence with arguments: a systematic review of policy recommendations for net-zero emissions</em>", um grupo de pesquisadores <strong>analisou mais de 3.000 artigos científicos sobre mitigação das mudanças climáticas, transição energética para fontes renováveis</strong>, transporte e mobilidade sustentável.</p><p>Três questões recorrentes surgiram: <strong>incertezas ocultas, linguagem emotiva e "listas de desejos" que, muitas vezes, eram politicamente irrealistas</strong>. Em suma, os estudos propunham soluções e políticas — incluindo medidas rigorosas, proibições ou restrições severas — de natureza política, e não científica, mas não detalhavam como implementá-las de forma prática, social ou econômica no mundo real.</p><h2>As limitações dos cientistas de "linha dura"</h2><p>A equipe que publicou este estudo afirma que muitos <strong>cientistas </strong>não estão familiarizados com os detalhes do processo de formulação de políticas, o que pode levá-los a fazer <strong>recomendações irrealistas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-scienza-lancia-allerte-sul-clima-ma-spesso-non-indica-le-soluzioni-l-avviso-di-un-macro-studio-di-cambridge-1781630465357.jpeg" data-image="ax7dnsynvgbv"><figcaption>Solar, eólica ou nuclear? Imposto sobre carbono ou cotas de CO2? A ciência do clima frequentemente discute soluções, mas permanece distante do mundo político real, que precisa tomar decisões e agir diariamente.</figcaption></figure><p>Afinal, reconhece-se que o delineamento de recomendações de políticas é parte fundamental do processo de pesquisa — justamente para<strong> evitar a apresentação de problemas sem a proposição de soluções</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Nosso primeiro passo para tornar a pesquisa mais acessível aos formuladores de políticas foi entender como pesquisadores das áreas de engenharia e ciência do clima formulam atualmente recomendações de políticas", disse o autor principal, Dr. Vangelis Danopoulos, do Laboratório de Estatística de Cambridge. "E constatamos que, embora a ciência seja sólida, as recomendações de políticas — isto é, a forma como a ciência é implementada — são frequentemente tratadas como algo secundário".</div><p>No entanto, <strong>a forma como as recomendações são apresentadas precisa ser aprimorada</strong>; nesse sentido, o grupo de pesquisa defende a oferta de cursos de capacitação para pesquisadores e cientistas e sustenta que as agências de fomento devem incluir a comunicação sobre políticas no processo de financiamento.</p><h2>O risco de exploração</h2><p>Um estudo como este — que faz uma crítica fundamentada à forma como a ciência do clima é comunicada — pode ser explorado por negacionistas das mudanças climáticas. Na realidade, o artigo não nega, de forma alguma, a questão climática; pelo contrário, busca abordar um dos aspectos mais desafiadores e debatidos do tema: a<strong> comunicação sobre o clima</strong>. Essa distinção é fundamental: criticar a maneira como a ciência é comunicada não é o mesmo que questionar a ciência em si.</p><p>Em última análise, a solução não é que os cientistas falem menos sobre <strong>política</strong>, mas que<strong> falem sobre ela de forma mais eficaz</strong> — com maior rigor, humildade e consciência dos processos políticos, que diferem significativamente da maneira como o trabalho é realizado em laboratórios científicos.</p><p><strong>A comunicação eficaz da ciência do clima é a base essencial para a tomada de decisões políticas sólidas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Danopoulos%2C%20E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Blurring%20evidence%20with%20advocacy%3A%20a%20systematic%20review%20of%20policy%20recommendations%20for%20net%20zero" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44432-026-00012-6">Danopoulos, E. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44432-026-00012-6" target="_blank">Blurring evidence with advocacy: a systematic review of policy recommendations for net zero</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-ciencia-faz-alertas-sobre-o-clima-mas-nao-costuma-dar-solucoes-o-alerta-de-um-estudo-de-cambridge.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño deve ganhar força e pode atingir patamar raro durante o inverno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-ganhar-forca-e-pode-atingir-niveis-raros-durante-o-inverno.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 22:00:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Pacífico Equatorial vem subindo muito rápido. Nas próximas semanas, a Oscilação Madden-Julian deve interagir construtivamente, de forma a intensificar ainda mais o aquecimento.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-previsao-mostra-semanas-consecutivas-de-chuva-no-sul.html">Efeito El Niño? Previsão mostra semanas consecutivas de chuva no Sul</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-ganhar-forca-nas-proximas-semanas-e-atingir-niveis-raros-ainda-durante-o-inverno-1781905030353.png" data-image="fuvztqynbl88" alt="A anomalia diária de temperatura da superfície do mar vem ultrapassando +3°C desde a costa da América do Sul até a região central do Oceano Pacífico. Na imagem, as anomalias de 17 de junho de 2026. Créditos: NASA Overview." title="A anomalia diária de temperatura da superfície do mar vem ultrapassando +3°C desde a costa da América do Sul até a região central do Oceano Pacífico. Na imagem, as anomalias de 17 de junho de 2026. Créditos: NASA Overview."><figcaption>A anomalia diária de temperatura da superfície do mar vem ultrapassando +3°C desde a costa da América do Sul até a região central do Oceano Pacífico. Na imagem, as anomalias de 17 de junho de 2026. Créditos: NASA Overview.</figcaption></figure><p>As <strong>águas do Pacífico Equatorial continuam aquecendo rapidamente</strong> e os indicadores mais recentes sugerem que o<strong> El Niño pode ganhar ainda mais força</strong> nas <strong>próximas semanas</strong>. Dados divulgados pela NOAA esta semana mostram que as temperaturas do oceano já atingem valores elevados para esta época do ano, enquanto previsões atmosféricas indicam condições favoráveis para a continuidade do aquecimento durante o restante de junho e o início de julho. O resultado do contínuo aquecimento e reforço construtivo de fenômenos de outras escalas pode resultar em um<strong> El Niño de categoria muito forte ainda durante o inverno do Hemisfério Sul.</strong> Confira os detalhes.</p><h2>Pacífico já apresenta aquecimento incomum para o mês de junho</h2><p>Os dados mais recentes do Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA mostram que o <strong>aquecimento do Pacífico Equatorial segue se intensificando</strong>. Na atualização semanal divulgada na segunda-feira (16), a região <strong>Niño 3.4</strong> registrou anomalia relativa de aproximadamente <strong>+0,9°C</strong> em relação à média climatológica, enquanto a<strong> costa do Peru</strong> (Niño 1+2) já<strong> ultrapassa 2°C.</strong></p><div class="texto-destacado">Já as temperaturas absolutas da superfície do mar alcançaram 1,5°C acima da média na região de monitoramento Niño 3.4, e a costa do Peru e do Equador se aproxima de 3°C.</div><p>Embora valores semanais não representem necessariamente a intensidade final do evento, eles fornecem um retrato das condições atuais do oceano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-ganhar-forca-nas-proximas-semanas-e-atingir-niveis-raros-ainda-durante-o-inverno-1781905157952.png" data-image="nbxpy7b2d0km" alt="Resumo do boletim semanal da NOAA mostrando as anomalias de temperatura da superfície do mar e a evolução térmica da camada subsuperficial do Pacífico Equatorial. Créditos: CPC/NOAA." title="Resumo do boletim semanal da NOAA mostrando as anomalias de temperatura da superfície do mar e a evolução térmica da camada subsuperficial do Pacífico Equatorial. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Resumo do boletim semanal da NOAA mostrando as anomalias de temperatura da superfície do mar e a evolução térmica da camada subsuperficial do Pacífico Equatorial. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Para esta época do ano, as temperaturas observadas já são bastante elevadas e reforçam o cenário de <strong>desenvolvimento acelerado do fenômeno</strong>. Além disso, os dados de subsuperfície continuam indicando a presença de uma extensa <strong>massa de água muito quente abaixo da superfície</strong>, com <strong>anomalias superiores a 6°C</strong>, um combustível importante para a manutenção do aquecimento nos próximos meses.</p><h2>MJO pode favorecer novo salto de aquecimento no início de julho</h2><p>Além das condições oceânicas já favoráveis, a atmosfera também pode contribuir para uma intensificação adicional do fenômeno nas próximas semanas. As<strong> previsões da Oscilação Madden-Julian (MJO) </strong>indicam que sua<strong> fase ativa</strong> deverá se posicionar sobre o<strong> Pacífico Oeste </strong>entre o<strong> fim de junho e o início de julho</strong>.</p><p>Esse padrão<strong> favorece o enfraquecimento dos ventos alísios </strong>sobre o Pacífico Equatorial. Com ventos mais fracos, <strong>diminui a ressurgência de águas frias</strong> e <strong>aumenta</strong> a propagação de <strong>ondas</strong> <strong>oceânicas</strong> <strong>quentes</strong> em direção ao leste do oceano, criando condições favoráveis para novas elevações da temperatura da superfície do mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-ganhar-forca-nas-proximas-semanas-e-atingir-niveis-raros-ainda-durante-o-inverno-1781905182938.png" data-image="9s68ek1z3wgo" alt="Observações (esquerda) e previsões (direita) da atividade da MJO até meados de julho de 2026. Fonte: NCICS/CFS." title="Observações (esquerda) e previsões (direita) da atividade da MJO até meados de julho de 2026. Fonte: NCICS/CFS."><figcaption>Observações (esquerda) e previsões (direita) da atividade da MJO até meados de julho de 2026. Fonte: NCICS/CFS.</figcaption></figure><p>A atuação da <strong>MJO</strong> também <strong>favorece</strong> o desenvolvimento de <strong>áreas de convecção sobre o Pacífico Central</strong>, <strong>fortalecendo</strong> gradualmente a <strong>resposta atmosférica</strong> ao aquecimento oceânico. Esse processo, conhecido como acoplamento oceano-atmosfera, é fundamental para a consolidação de eventos intensos de El Niño.</p><p>Embora oscilações intrassazonais possam temporariamente acelerar ou desacelerar a evolução do fenômeno, o cenário atual permanece favorável para a continuidade do aquecimento do Pacífico Equatorial durante as próximas semanas.</p><h2>O que os modelos projetam para os próximos meses?</h2><p>Esse <strong>cenário</strong> é <strong>consistente</strong> com as <strong>projeções dos principais modelos climáticos.</strong> A última pluma do Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI), baseada em simulações iniciadas em maio, indica <strong>anomalias superiores a 2°C na região Niño 3.4 </strong>entre o <strong>fim do inverno e o início da primavera</strong> do Hemisfério Sul, com valores elevados persistindo até o início de 2027. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-ganhar-forca-nas-proximas-semanas-e-atingir-niveis-raros-ainda-durante-o-inverno-1781905207466.png" data-image="ofxxqpl0bkha" alt="Previsão da pluma de modelos do IRI para o El Niño. Créditos: Adaptado de IRI." title="Previsão da pluma de modelos do IRI para o El Niño. Créditos: Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão da pluma de modelos do IRI para o El Niño. Créditos: Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Embora essa <strong>rodada</strong> ainda tenha sido produzida durante a <strong>chamada barreira da previsibilidade (</strong>período compreendido entre março e maio em que as previsões do ENOS apresentam maior incerteza), os sinais atuais observados no oceano e na atmosfera seguem compatíveis com esse cenário. </p><p>A <strong>próxima atualização da pluma </strong>será divulgada na segunda-feira (22). e deverá incorporar simulações iniciadas em junho, já fora da barreira da previsibilidade. Caso acompanhe a <strong>tendência</strong> observada em outros sistemas de previsão sazonal, como o <strong>ECMWF</strong> e o conjunto <strong>multimodelo do Copernicus (C3S)</strong>, a expectativa é de manutenção do cenário de um<strong> El Niño muito forte já no inverno.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-ganhar-forca-e-pode-atingir-niveis-raros-durante-o-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Negociações sobre o clima na Alemanha geram preocupação para a COP31 ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/negociacoes-sobre-o-clima-na-alemanha-geram-preocupacao-para-a-cop.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 20:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O encerramento da Conferência de Bonn trouxe frustração para entidades ambientais após as principais discussões sobre financiamento e adaptação terminarem sem nenhum consenso regulatório. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/negociacoes-sobre-o-clima-na-alemanha-geram-preocupacao-para-a-cop-1781894713214.jpg" data-image="htgw81wl34as" alt="O encerramento da Conferência de Bonn acendeu o alerta para a COP31 após negociadores falharem em obter consenso sobre metas globais de adaptação ambiental. Foto: Lara Murillo/UN Climate Change" title="O encerramento da Conferência de Bonn acendeu o alerta para a COP31 após negociadores falharem em obter consenso sobre metas globais de adaptação ambiental. Foto: Lara Murillo/UN Climate Change"><figcaption>O encerramento da Conferência de Bonn acendeu o alerta para a COP31 após negociadores falharem em obter consenso sobre metas globais de adaptação ambiental. Foto: Lara Murillo/UN Climate Change</figcaption></figure><p>As negociações realizadas na <strong>Conferência de Bonn sobre Mudanças Climáticas (SB64), na Alemanha</strong>, terminaram na última quinta-feira (18), com avanços bastante limitados. O encontro evidenciou profundas<strong> divergências entre as nações </strong>participantes, deixando temas fundamentais da agenda ambiental global sem solução imediata.</p><p>Diante do resultado inconclusivo, <strong>as discussões mais complexas foram formalmente transferidas para a COP31</strong>. A próxima conferência climática da Organização das Nações Unidas (<a href="https://news.un.org/pt/" target="_blank">ONU</a>) está agendada para ocorrer em novembro deste ano, tendo a Turquia como país sede.</p><h2>Divergências políticas travam consensos globais</h2><p>O financiamento público internacional e a consolidação da Meta Global de Adaptação centralizaram os principais impasses do evento. Enquanto <strong>algumas delegações defendiam decisões estruturadas e metas claras</strong>, outros grupos articulados atuaram diretamente para reduzir o espaço dos debates práticos.</p><div class="texto-destacado">De acordo com organizações civis, como o Observatório do Clima, o desfecho das rodadas de negociação foi considerado decepcionante. A entidade apontou uma crônica falta de consenso em áreas essenciais para o equilíbrio do planeta, incluindo os programas de trabalho voltados à mitigação.</div><p><strong>Houve questionamentos quanto à postura de grandes países em desenvolvimento</strong>, com destaque para as delegações da China e da Índia. Ambas as nações trabalharam de forma conjunta para adiar a divulgação oficial do próximo relatório científico do Painel do Clima da ONU (IPCC).</p><p>"Bonn naufragou. Os próprios negociadores, à noite, pareciam incrédulos diante da amplidão da falta de consenso entre eles mesmos em itens de agenda tão diversos quanto a<strong> meta global de adaptação, o programa de trabalho de mitigação e as sinergias entre as convenções do Rio</strong>", afirmou o Observatório do Clima.</p><h2>Bloqueios sistêmicos e avaliações das entidades</h2><p>Na mesma linha de análise crítica, a organização LACLIMA <strong>declarou que os dias finais da SB64 foram prejudicados por bloqueios institucionais sistêmicos</strong>. Como consequência direta dessas obstruções, deliberações sobre temas como agricultura sustentável e sinergias regulatórias acabaram inteiramente postergadas.</p><div class="texto-destacado">A analista de políticas climáticas Marina Guião apontou um impasse específico sobre o destino das verbas internacionais na agenda oficial. Segundo ela, não há definição se o tema terá uma linha de decisão resolutiva na COP31 ou se continuará restrito a um espaço de diálogo informal.</div><p>Por sua vez, a Climate Action Network destacou que o travamento nas negociações de adaptação<strong> demonstra a urgência de ampliar o suporte financeiro ao Sul Global</strong>. Para a rede de entidades, as discordâncias financeiras impediram o avanço e atrasaram o cronograma de compromissos mútuos.</p><p>Apesar do cenário complexo, o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, defendeu que os encontros reforçaram a importância da cooperação sob o Acordo de Paris. Segundo o dirigente, os debates técnicos forneceram <strong>as bases necessárias para que os países tentem avançar no próximo fórum internacional</strong>.</p><h2>Desafios práticos e a transição para a implementação</h2><p>Sob uma perspectiva diferenciada, a World Wildlife Fund (<a href="https://www.worldwildlife.org/" target="_blank">WWF</a>) enxergou progressos na transição gradual dos discursos teóricos para a implementação prática. A organização ressaltou que as discussões cotidianas na Alemanha <strong>começaram a demonstrar foco em ações aplicadas à realidade das comunidades</strong>.</p><p>O protagonismo exercido pela liderança brasileira, que comandará os trabalhos da COP30 na cidade de Belém, foi elogiado por analistas do setor. A gestão nacional enviou comunicados formais à UNFCCC <strong>com o objetivo de assegurar a manutenção de espaços estruturados para negociações futuras.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772894" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu.html" title="Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU ">Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu.html" title="Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu-1780942190344_320.jpg" alt="Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU "></a></article></aside><p>Ainda assim,<strong> representantes do WWF-Brasil relembram que a participação multilateral ampla perde o sentido sem entregas financeiras reais</strong>. O desafio imediato das diplomacias globais reside na conversão desse engajamento político em suporte econômico efetivo para as populações que sofrem os impactos diretos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rafael%20Cardoso" data-year="" data-title="Confer%C3%AAncia%20de%20Bonn%20tem%20avan%C3%A7os%20limitados%20e%20impasses%20para%20COP31" data-url="https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026-06%2Fconferencia-de-bonn-tem-avancos-limitados-e-impasses-para-cop31">Rafael Cardoso. <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-06/conferencia-de-bonn-tem-avancos-limitados-e-impasses-para-cop31" target="_blank">Conferência de Bonn tem avanços limitados e impasses para COP31</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/negociacoes-sobre-o-clima-na-alemanha-geram-preocupacao-para-a-cop.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeira onda de frio do inverno pode trazer temperaturas de até -10°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-pode-trazer-temperaturas-de-ate-10-c.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 19:08:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar polar provocará uma forte onda de frio no Brasil, com geadas, temperaturas negativas e friagem. No Brasil, o sistema atingirá 14 estados entre as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte logo na primeira semana do inverno.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira.html" target="_blank">Primeira onda de frio do inverno vai atingir 7 países e 14 estados</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xah9zq6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xah9zq6.jpg" id="xah9zq6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os modelos meteorológicos indicam que uma nova <strong>frente fria,</strong> acompanhada por duas intensas <strong>massas de ar polar,</strong> começará a avançar sobre a América do Sul já nesta sexta-feira (19). Os sistemas serão responsáveis por causar uma <strong>onda de frio intensa na semana que vem</strong>, com temperaturas muito abaixo da média, geadas e até neve em diversos países da América do Sul.</p><div class="texto-destacado">A massa de ar polar percorrerá grande parte do continente e afetará Chile, Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Peru. Entre todos os países, o Paraguai deverá registrar o frio mais intenso, com anomalias que podem atingir até 10°C abaixo da média em praticamente todo seu território.</div><p>No Brasil, a primeira massa de ar polar começará a avançar já neste final de semana, fazendo as <strong>temperaturas caírem</strong> no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. No entanto, é a partir do domingo (21) que uma <strong>massa de ar polar ainda mais intensa</strong> avançará pelo país, fazendo as temperaturas caírem consideravelmente nos dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-pode-trazer-temperaturas-de-ate-10-c-1781895061618.jpg" data-image="dcx7ifi5fskl" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da quarta-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da quarta-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da quarta-feira mostra a abrangência que a massa de ar frio terá na próxima semana, chegando a grande parte do país.</figcaption></figure><p>A tendência ao longo da semana seguinte é de que a massa de ar frio avance por grande parte do Brasil. Além da <strong>região Sul</strong>, a queda das temperaturas será sentida em áreas do<strong> Sudeste</strong> (<em>São Paulo, Rio de Janeiro e sul e oeste de Minas Gerais</em>); do <strong>Centro-Oeste</strong> (<em>Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, centro-sul de Goiás e Distrito Federal</em>); e também da <strong>Região Norte</strong> (<em>Rondônia, Acre, sul do Amazonas e o extremo sudoeste do Pará</em>). Ao todo, serão <strong>14 estados brasileiros atingidos</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O avanço da massa de ar polar até a Amazônia provocará, portanto, um <strong>novo episódio de friagem</strong> - fenômeno caracterizado pela chegada de ar frio a regiões normalmente quentes e úmidas do Norte do Brasil. No entanto, as temperaturas mais baixas do país serão de fato registradas na <strong>região Sul</strong>.</p><h2>Inverno começa com temperaturas negativas e geadas</h2><p>Os estados do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, <strong>Santa Catarina</strong> e <strong>Paraná</strong> poderão registrar uma queda constante de temperatura ao longo da semana. Na quarta-feira (24), <strong>temperaturas negativas serão registradas nos três estados</strong>. Embora modelos numéricos indiquem mínimas de até -5°C, as temperaturas em alguns municípios podem chegar a valores extremamente baixos, <strong>de </strong><strong>até -10°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-pode-trazer-temperaturas-de-ate-10-c-1781895095380.jpg" data-image="0vasnk0kkd97" alt="Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira durante o início da manhã mostra condições para formação de geadas em toda a região Sul e temperaturas negativas (áreas esbranquiçadas).</figcaption></figure><p>Essa situação favorece a formação de <strong>geadas fortes e abrangentes</strong> no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também no Paraná. Haverá risco de geadas também no sul do Mato Grosso do Sul e no extremo oeste e sul de São Paulo já na quarta-feira (24).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A chegada da massa de ar polar coincide com o início oficial do inverno de 2026, que começa no domingo (21), durante o solstício de inverno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As projeções indicam que, ao longo da semana, as temperaturas médias podem permanecer <strong>até 5°C abaixo da média durante vários dias consecutivos</strong> em parte da América do Sul, cenário que caracteriza uma <strong>intensa onda de frio</strong> e deverá marcar os primeiros dias da nova estação com características típicas do inverno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-pode-trazer-temperaturas-de-ate-10-c-1781895138302.jpg" data-image="458bmilckrxu" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho mostra uma onda de frio abrangente e intensa ao longo da semana que vem, a primeira semana do inverno.</figcaption></figure><p>Para descobrir exatamente quando a massa de ar polar chega na sua cidade e não ser pego de surpresa pelo frio, não deixe de conferir as <strong>previsões de temperatura máxima e mínima específicas para o seu município</strong> ao longo da semana que vem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-pode-trazer-temperaturas-de-ate-10-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva extrema de quase 90 mm e tempestades deixam em alerta SC, PR e SP neste fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-extrema-de-quase-90-mm-e-tempestades-deixam-em-alerta-sc-pr-e-sp-neste-fim-de-semana.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 18:01:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Atuação de uma área de baixa pressão e frente fria reforçam as instabilidades no fim de semana em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, formando chuvas fortes em um curto período de tempo. Há risco de temporais isolados.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira.html" target="_blank">Primeira onda de frio do inverno vai atingir 7 países e 14 estados; confira</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xah85zq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xah85zq.jpg" id="xah85zq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste <strong>último fim de semana do outono</strong>, as instabilidades ganham força<strong> </strong>entre os estados de <strong>Santa Catarina, Paraná e São Paulo</strong>, especialmente no sábado (20). A manutenção da frente fria, associada a uma área de baixa pressão atmosférica, vai provocar<strong> fortes pancadas de chuva </strong>e <strong>temporais isolados</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>São esperadas<strong> chuvas volumosas em um curto período de tempo</strong>, que vão acumular <strong>quase 90 mm em áreas catarinenses</strong> até o final do domingo (21).</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Fim de semana com chuva forte e temporais em SC, PR e SP</h2><p>Ao longo da <strong>manhã</strong> e da <strong>tarde</strong> do <strong>sábado (20) </strong>as instabilidades atingem grande parte do <strong>Paraná</strong>, com destaque para as regiões <strong>centro, norte, nordeste, Campos Gerais e leste</strong> do estado, com condições para <strong>chuvas persistentes e intensas e com temporais isolados</strong>, incluindo a capital Curitiba. Ao longo da noite, o tempo vai firmando em todo o estado paranaense.</p><div class="texto-destacado">Sábado (20) terá pancadas de chuva e temporais isolados em SC, PR e SP. Os volumes serão significativos em um curto período de tempo em SC e no PR, e vão chegar a quase 90 mm no Vale do Itajaí (SC).</div><p><strong>Essas condições também são esperadas ao longo do dia em Santa Catarina</strong>, especialmente em parte do Litoral Sul, Grande Florianópolis, Vale do Itajaí, Litoral Norte e Planalto Norte.</p><p>Entre o <strong>Planalto Sul, Meio-Oeste e extremo sul do Litoral Sul catarinense</strong>, teremos muitas nuvens e chance de <strong>pancadas intercaladas com períodos de melhoria</strong>. Já no <strong>Extremo Oeste tempo firme</strong>, com sol entre muitas nuvens. À noite, ainda haverá chance de chuvas em todo o leste do estado catarinense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-extrema-de-quase-90-mm-e-tempestades-deixam-em-alerta-sc-pr-e-sp-neste-fim-de-semana-1781881712295.jpg" data-image="412hx6612tcx"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para o sábado (20) de manhã às 11h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No estado de <strong>São Paulo</strong>, as <strong>chuvas moderadas </strong>já começam a atingir áreas do oeste e sudoeste pela manhã. Entre a tarde e a noite, elas ganham força e se espalham por todo o território, com<strong> risco de pancadas pontuais mais fortes e temporais, especialmente em áreas do centro, sul e leste</strong> do estado. Contudo, essas chuvas passarão de forma rápida sobre o estado paulista.</p><p>Em <strong>Curitiba</strong>, o sábado (20) todo será chuvoso, com céu nublado e muitas trovoadas. Em <strong>Florianópolis </strong>o tempo fica nublado e com chuvas moderadas ao longo do dia, com risco de pancadas fortes mais pro fim da tarde. A <strong>capital paulista</strong> terá pancadas de chuva à tarde e à noite. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-extrema-de-quase-90-mm-e-tempestades-deixam-em-alerta-sc-pr-e-sp-neste-fim-de-semana-1781881841987.jpg" data-image="2zqr7w9s0clv"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para o sábado (20) de noite às 19h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (21)</strong>, o <strong>tempo volta a ficar estável nos três estados</strong>, com grande cobertura de nuvens pela manhã, mas já no fim da manhã as nuvens começam a se dissipar e teremos <strong>predomínio de sol à tarde na maioria das regiões</strong>.</p><p>Os <strong>acumulados de precipitação</strong> entre hoje (19) e a noite (23h) do domingo (21) vão variar entre<strong> 30 e 70 mm</strong> em grande parte de Santa Catarina e do Paraná. Contudo, os maiores volumes são esperados no <strong>Vale do Itajaí (SC)</strong>, <strong>onde ficam perto dos 90 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-extrema-de-ate-80-mm-e-tempestades-deixam-em-alerta-sc-pr-e-sp-neste-fim-de-semana-1781882425691.jpg" data-image="8xzw4xjaamji"><figcaption>Previsão de precipitação acumulada (em mm) entre hoje (19) e a noite (23h) do domingo (21), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Estas serão <strong>chuvas expressivas para um curto período de tempo</strong>, então o <strong>risco </strong>é <strong>baixo a moderado</strong> para ocorrências relacionadas à <strong>alagamentos </strong>e <strong>enxurradas </strong>pontuais nestes dois estados.</p><p>No <strong>estado de São Paulo</strong>, os<strong> acumulados não serão expressivos</strong>, chegando na casa dos <strong>20 mm</strong> na porção sul, e abaixo disso nas demais áreas.</p><p>Em <strong>Florianópolis</strong>, o volume esperado é de <strong>74 mm </strong>e em <strong>Curitiba 23 mm</strong>. Na capital paulista, o acumulado será bem baixo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-extrema-de-quase-90-mm-e-tempestades-deixam-em-alerta-sc-pr-e-sp-neste-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria trará primeira virada de tempo do inverno em 10 estados em 3 regiões]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 15:00:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Neste domingo temos o início do inverno, e no começo da semana uma frente fria atuará sobre o país. O sistema frontal provoca a primeira mudança no tempo da estação que afeta 10 estados.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-e-sc-e-pr-entram-em-alerta-para-chuva-volumosa.html" target="_blank">Frente fria muda o tempo e SC e PR entram em alerta para chuva volumosa</a><ul></ul></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes-1781879247597.jpg" data-image="83u84nk65abk" alt="Frente fria avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos primeiros dias de inverno." title="Frente fria avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos primeiros dias de inverno."><figcaption>Frente fria avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos primeiros dias de inverno. Foto: Clima ao vivo/ ND mais.</figcaption></figure><p>O <strong>inverno astronômico começa neste domingo (21) às 5h24 da manhã.</strong> O primeiro dia da nova estação será marcado por estabilidade em boa parte do Brasil e de baixas temperaturas sobre a Região Sul. Contudo, <strong>no início da semana o tempo muda</strong>, teremos <strong>aumento da presença de nuvens e o retorno das chuvas.</strong></p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</a></strong></div><p>De acordo com as projeções do modelo europeu ECMWF, <strong>pelo menos 10 estados devem registrar mudanças significativas no tempo</strong>. Isso ocorre devido ao avanço de uma <strong>nova frente fria a partir de segunda-feira (22)</strong>, que afetará diretamente três regiões do país: Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</p><h2>Sul: inverno inicia com tempestades e temperatura baixas</h2><p>A semana começa com <strong>tempo instável e previsão de chuvas</strong> sobre o Rio Grande do Sul. Durante a madrugada, uma <strong>área de baixa pressão atmosférica</strong> se alonga e causa perturbações na atmosfera. Com isso, as primeiras horas da segunda-feira (22) será com a presença de <strong>nuvens carregadas e chances de chuva leve.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes-1781879411152.jpg" data-image="gfc762gmfxmf" alt="Probabilidade de precipitação." title="Probabilidade de precipitação."><figcaption>Mapa com chances de chuva para o Sul do Brasil ao final da manhã de segunda-feira (22).</figcaption></figure><p>Conforme as horas passam, <strong>o sistema aumenta de intensidade,</strong> juntamente com as chuvas previstas. No Rio Grande do Sul, a chuva leve ganha força e<strong> avança pelo estado.</strong> Há <strong>riscos de chuvas intensas e tempestades</strong> sobre a faixa entre o sul e o noroeste gaúcho.</p><p>Ainda pela manhã as chuvas afetam os estados de Santa Catarina e do Paraná. Não estão descartadas as chances de <strong>transtornos durante a manhã,</strong> uma vez que as tempestades são capazes de provocar <strong>alagamentos e transbordamento de córregos</strong>. Além do mais, as chuvas podem vir acompanhadas de <strong>rajadas de vento</strong> superiores aos 50 km/h,<strong> descargas elétricas e trovoadas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes-1781879342524.jpg" data-image="ofxs9c0nx94z" alt="Mapa de chuva para o Sul do Brasil." title="Mapa de chuva para o Sul do Brasil."><figcaption>Previsão de chuva para o início da tarde de segunda-feira (22), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>As chuvas se estendem ao longo da tarde e noite da segunda-feira (22) , elevando os acumulados sobre a Região. Na terça (23), <strong>a frente fria avança em direção ao Sudeste,</strong> desta maneira, o sol volta a aparecer, <strong>mas o frio irá marcar a presença.</strong> Uma <strong>massa de ar polar avança na retaguarda</strong> do sistema frontal, deixando as temperaturas até<strong> 7°C abaixo da média.</strong></p><h2>Sudeste: tempo muda em SP, MG, RJ e ES</h2><p>A frente fria que avança pelo Brasil alcança o Sudeste na tarde de segunda-feira (22). O sistema irá provocar aumento de <strong>nuvens carregadas sobre o estado de São Paulo e </strong>oeste<strong> de Minas Gerais.</strong> A previsão indica ainda que <strong>há chances de tempestades</strong> entre o final da tarde e noite de segunda (22).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes-1781880035645.jpg" data-image="yrfw088dsedt" alt="Mapa de densidade de raios." title="Mapa de densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios para a noite de segunda-feira (22) mostra uma grande área com possibilidade de tempestades acompanhadas de descargas elétricas.</figcaption></figure><p>O sistema se desloca rapidamente sobre o estado paulista e na <strong>madrugada de terça-feira (23) chega a Minas Gerais.</strong> O modelo europeu ECMWF, mostra chuvas fracas e moderadas sobre o <strong>Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba</strong>, enquanto que áreas pontuais de São podem registrar chuvas fortes.</p><p>Durante toda a terça (23), <strong>o céu terá a presença de nuvens carregadas</strong> deixando como destaque a possibilidade de chuva a qualquer hora do dia sobre o Vale do Paraíba, em São Paulo, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e sul de Minas Gerais, sul e Região Serrana do Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes-1781879473017.jpg" data-image="xpbq0khal5mk" alt="Mapa de chuva para o Sudeste do Brasil." title="Mapa de chuva para o Sudeste do Brasil."><figcaption>Mapa de chuva e nebulosidade para o Sudeste do Brasil na terça-feira (23). </figcaption></figure><p><strong>A frente fria atua sobre a região, ao menos até a quarta-feira (24)</strong>, mantendo o tempo fechado com a presença de nuvens e chuva espalhadas entre o leste do Rio de Janeiro e oeste de Minas Gerais. No <strong>Espírito Santo o tempo também muda</strong>, com aumento de nebulosidade no sul do estado.</p><h2>Centro-Oeste: chuvas intensas afetam a região</h2><p>As primeiras horas da segunda-feira (22) será com tempo estável no Centro-Oeste do Brasil. Contudo, na metade da manhã, <strong>algumas nuvens começam a se desenvolver no céu da região central do país</strong>. Anúncio da chegada de instabilidades sobre a Região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes-1781879698010.jpg" data-image="0cu0k5jr097e" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Rios atmosféricos atuando sobre boa parte do centro-sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, <strong>a frente fria avança pela Região</strong> e, com o <strong>suporte do canal de umidade</strong>, promove pancadas de chuva <strong>moderadas e intensas, </strong>além de aumentar<strong> o risco de tempestade </strong>sobre o Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O estado de Goiás terá as primeiras pancadas de chuva ao final do dia na porção sul do estado e em fraca intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes-1781879049826.jpg" data-image="0h4yp6jc70as" alt="Mapa de precipitação do CO." title="Mapa de precipitação do CO."><figcaption>A previsão mostra chuvas sobre o oeste do Centro-Oeste na tarde de segunda-feira (22)</figcaption></figure><p>A frente fria atuará de forma generalizada por <strong>pouco tempo no Centro-Oeste</strong>. Na terça-feira (23), o sistema perde força sobre o interior e fica mais concentrado próximo à costa brasileira. No entanto, <strong>Goiás e o sudeste de Mato Grosso ainda devem registrar pancadas de chuva isoladas.</strong> Já o estado sul-mato-grossense contará com <strong>tempo parcialmente nublado</strong> e chances de chuva restritas apenas à porção nordeste. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-trara-primeira-virada-de-tempo-do-inverno-em-10-estados-em-3-regioes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 12:23:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Observações do Telescópio James Webb mostram que HD 80606 b, um gigante gasoso com uma órbita extrema, passa por picos de temperatura e mudanças químicas surpreendentes que podem nos ajudar a compreender melhor outros exoplanetas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425.jpg" data-image="sdddvkwcwkn0"><figcaption>Esta imagem conceitual mostra o exoplaneta HD 80606 b sendo "assado" à medida que sua órbita se aproxima do periastro, o ponto de maior proximidade com sua estrela hospedeira. Crédito: NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)</figcaption></figure><p>Entre os milhares de <strong>exoplanetas </strong>descobertos até o momento, poucos são tão impressionantes quanto o <strong>HD 80606 b</strong>. Esse mundo, situado fora do Sistema Solar e com quatro vezes a massa de Júpiter, voltou a atrair a atenção da comunidade científica graças a <strong>novas observações</strong> realizadas pelo <strong>Telescópio Espacial James Webb</strong>, da NASA.</p><div class="texto-destacado">Os resultados preliminares do estudo foram apresentados durante a 248ª reunião da Sociedade Astronômica Americana (AAS), realizada em Pasadena, Califórnia, e revelam que o planeta sofre variações de temperatura muito mais extremas do que o esperado ao se aproximar de sua estrela.</div><p>Conforme explicado por Tiffany Kataria, autora principal do estudo do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, o <strong>HD 80606 b se destaca mesmo entre os exemplos mais incomuns dos chamados "Júpiteres quentes" </strong>— uma categoria de gigantes gasosos que orbitam muito perto de suas estrelas e atingem temperaturas abrasadoras.</p><p>No entanto, este planeta apresenta uma diferença fundamental:<strong> sua órbita é extraordinariamente elíptica</strong>. Em vez de manter uma distância relativamente constante, ele passa longos períodos longe de sua estrela e, então, mergulha em direção a ela em uma aproximação extrema que transforma radicalmente suas condições atmosféricas.</p><h2>Um aumento inesperado da temperatura</h2><p>Observações do telescópio James Webb mostram que, durante essa <strong>aproximação máxima</strong> — conhecida como periastro —, a<strong> temperatura do planeta sofre um aumento abrupto</strong> de aproximadamente 1.100 graus Fahrenheit (o equivalente a mais de 600 graus Celsius).</p><p>Cientistas já suspeitavam que esse fenômeno poderia causar <strong>mudanças significativas na atmosfera do exoplaneta</strong>. Estudos anteriores haviam demonstrado que flutuações bruscas de temperatura podem alterar a composição química desses mundos e até mesmo afetar a formação e a dissipação de nuvens em questão de horas.</p><p>Agora, <strong>novos dados obtidos pelo Webb permitem observar esses processos com um nível de detalhe sem precedentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789357952.jpg" data-image="fh40o3uh4imi"><figcaption>Estas imagens simuladas mostram a evolução de fenômenos meteorológicos extremos no exoplaneta HD 80606b — que possui uma órbita altamente excêntrica — durante os dias seguintes à sua máxima aproximação da estrela hospedeira. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCSC.</figcaption></figure><p>Laura C. Mayorga, astrônoma especializada em exoplanetas e coautora do estudo, destacou que a<strong> órbita singular de HD 80606 b transforma o planeta em um verdadeiro laboratório natural</strong>. Graças a essas mudanças extremas, os pesquisadores podem analisar como uma atmosfera reage a condições térmicas variáveis durante uma única campanha de observação.</p><p>Essas informações, observou ela, poderiam nos ajudar a compreender melhor não apenas outros Júpiters quentes, mas também uma grande variedade de exoplanetas descobertos nos últimos anos.</p><h2>O poder do Telescópio James Webb</h2><p>Para estudar o planeta, a equipe utilizou uma técnica conhecida como <strong>espectroscopia</strong>, que consiste em decompor a luz em suas cores constituintes para identificar as características físicas e químicas dos objetos observados.</p><p>Neste caso, os pesquisadores utilizaram o <strong>MIRI </strong>(<em>Mid-Infrared Instrument</em>) do Telescópio James Webb. As observações foram realizadas antes, durante e depois do periastro, incluindo o momento em que o planeta passou atrás de sua estrela do ponto de vista do telescópio — um fenômeno conhecido como eclipse secundário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo">James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo-1781477833352_320.png" alt="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"></a></article></aside><p>O planejamento desta campanha exigiu anos de preparação. O HD 80606 b tem um período orbital de 111 dias, e sua <strong>alta excentricidade</strong> faz com que os momentos mais interessantes para observá-lo sejam relativamente breves. Somam-se a isso as limitações operacionais do próprio Webb, que só pode apontar para regiões específicas do céu dependendo da posição da Terra em relação ao Sol.</p><h2>Um tesouro de dados a ser decifrado</h2><p>Embora a análise tenha começado recentemente, os pesquisadores afirmam que os resultados já são extraordinários. Uma das descobertas mais marcantes é que <strong>o aquecimento registrado foi ainda mais intenso do que o previsto </strong>com base em observações anteriores feitas com o Telescópio Espacial Spitzer, que foi aposentado em 2020.</p><div class="texto-destacado">Não é por acaso que HD 80606 b ganhou o apelido de "exoplaneta tostado". De fato, ele ficou tão famoso que foi destaque em um dos pôsteres educativos criados pela NASA para apresentar mundos exóticos descobertos além do Sistema Solar.</div><p>Graças à sensibilidade do telescópio James Webb, os cientistas agora podem começar a <strong>distinguir sinais químicos específicos — incluindo metano e dióxido de carbono</strong> —, que são elementos fundamentais para compreender a dinâmica atmosférica do planeta.</p><p>Para os pesquisadores, a vasta quantidade de dados obtidos representa apenas o começo. Cada nova análise promete fornecer pistas sobre como as atmosferas de gigantes gasosos evoluem sob condições extremas, ao mesmo tempo em que oferece uma melhor compreensão da diversidade de mundos em nossa <strong>galáxia</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 3 plantas que serão tendências em 2026: crescem rápido e duram muito tempo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-3-plantas-que-serao-tendencias-em-2026-crescem-rapido-e-duram-muito-tempo.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resistentes, de fácil manutenção e visualmente marcantes, essas plantas ganharão destaque na decoração de interiores e apartamentos nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005417183.jpg" data-image="ifwsslxj1dv6" alt="ambiente" title="ambiente"><figcaption>Plantas resistentes e de baixa manutenção ganharam destaque na decoração de interiores modernos e apartamentos urbanos.</figcaption></figure><p><strong>Decorar ambientes com plantas</strong> é, atualmente, uma grande tendência no design de interiores, e tudo indica que ela continuará<strong> em alta em 2026</strong>. Cada vez mais pessoas buscam variedades resistentes, visualmente atraentes e fáceis de cuidar — plantas capazes de transformar um ambiente sem exigir manutenção complexa.</p><p><strong>Três plantas se destacam </strong>nesse cenário, já dominando viveiros, redes sociais e projetos de decoração: a <strong>maranta</strong>, o <strong>cóleus</strong> e a z<strong>amioculca 'Raven'</strong>. As três compartilham qualidades muito valorizadas na casa moderna: <strong>crescem rapidamente, exigem pouca manutenção e criam um impacto visual imediato</strong>.</p><h2><strong>Maranta: a planta tropical que muda de posição à noite</strong></h2><p>A Maranta (<em>Maranta</em>) tornou-se uma das plantas de interior mais procuradas devido a uma característica que surpreende até mesmo jardineiros experientes. Suas <strong>folhas mudam de posição ao longo do dia conforme a luminosidade do ambiente</strong> — um movimento natural que lhe rendeu o apelido de "planta-rezadeira".</p><div class="texto-destacado">Além desse comportamento marcante, esta espécie tropical apresenta uma estética ousada, graças às suas folhas verdes com nervuras avermelhadas e violetas. O contraste de cores cria um efeito decorativo ideal para salas de estar, escritórios domésticos e quartos bem iluminados.</div><p>Outro ponto importante é <strong>a facilidade com que se adapta a apartamentos </strong>ou casas com boa luminosidade indireta. A planta requer <strong>regas moderadas</strong> e condições de umidade relativa mais elevada, embora possa <strong>permanecer saudável por anos com cuidados básicos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005482483.jpg" data-image="tw3imi079hoe" alt="maranta" title="maranta"><figcaption>A maranta ganhou popularidade em interiores modernos devido às suas folhas coloridas e à sua capacidade de se adaptar muito bem a espaços com luz indireta.</figcaption></figure><p>Entre as razões pelas quais a maranta será uma das plantas mais populares em 2026 estão:</p><ul><li>Seu <strong>estilo tropical elegante</strong></li><li>Seu <strong>crescimento relativamente rápido</strong></li><li>A capacidade de proporcionar movimento visual</li><li>Sua <strong>adaptação a espaços pequenos</strong></li><li><strong>Facilidade de manutenção</strong> em ambientes internos</li></ul><p>Muitos especialistas em design de interiores destacam que essa planta <strong>ajuda a quebrar a monotonia de espaços minimalistas dominados por cores neutras</strong>. É por isso que ela tem aparecido cada vez mais em fotos de interiores modernos publicadas no Instagram e no Pinterest.</p><h2><strong>Cóleus: a explosão de cores que está de volta aos interiores</strong></h2><p>Durante anos, o cóleus (<em>Coleus scutellarioides</em>), conhecida no Brasil também por Coração Magoado, foi associado principalmente a jardins externos, mas, em 2026, retornará com força total como uma das plantas ornamentais mais populares para interiores. O principal motivo está em suas <strong>folhas intensamente coloridas, capazes de dar vida a qualquer canto sem a necessidade de flores</strong>.</p><div class="texto-destacado">Suas combinações de verde, bordô, rosa, amarelo e roxo criam um efeito visual marcante, especialmente em ambientes dominados por móveis de tons claros ou estilos contemporâneos. O cóleus funciona quase como uma obra de arte natural na decoração da casa.</div><p>Também se destaca por sua <strong>rápida taxa de crescimento</strong>, especialmente durante a primavera e o verão. Com boa luminosidade indireta e podas ocasionais, pode <strong>se espalhar rapidamente e preencher espaços vazios</strong> em apenas algumas semanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005592591.jpg" data-image="8m8kwerrp8d7"><figcaption>A bela planta coléus.</figcaption></figure><p>Aqueles que escolhem esta planta tendem a valorizar particularmente:</p><ul><li>A <strong>intensidade de suas cores</strong></li><li>Seu <strong>crescimento rápido</strong></li><li>A facilidade de propagação por estacas</li><li>Sua adaptação a vasos médios</li><li>A possibilidade de decorar sem precisar muitos cuidados</li></ul><p>A ascensão da cóleus também coincide com uma tendência de decoração muito mais expressiva e personalizada. Após anos dominados por tons neutros e estilos extremamente minimalistas, as plantas coloridas começaram a recuperar o protagonismo nos lares.</p><h2><strong>Zamioculca 'Raven': a planta quase indestrutível que será a grande sensação em 2026</strong></h2><p>A Zamioculca Raven (<em>Zamioculca zamiifolia 'Raven</em>') está cada vez mais presente em escritórios, apartamentos modernos e espaços minimalistas graças à sua <strong>estética</strong>, bastante distinta da de outras plantas tradicionais. Suas<strong> folhas escuras, brilhantes e quase pretas criam um contraste elegante</strong> que atualmente domina muitas tendências de design de interiores.</p><div class="texto-destacado">A característica única desta variedade é que suas folhas surgem verdes e gradualmente escurecem até atingirem tons muito profundos. Esse sofisticado efeito visual a tornou uma planta favorita para ambientes modernos e de baixa manutenção.</div><p>No entanto, a verdadeira razão por trás de sua crescente popularidade está em sua notável <strong>resistência</strong>. Ela tolera <strong>pouca luz</strong>, requer<strong> regas pouco frequentes</strong> e pode permanecer saudável mesmo com <strong>cuidados mínimos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005636794.jpg" data-image="1tvw9umlzyls" alt="raven" title="raven"><figcaption>Sua extrema resistência e baixa necessidade de manutenção explicam por que a planta corvo está ganhando popularidade em escritórios e apartamentos.</figcaption></figure><p>As características que explicam sua fama global incluem:</p><ul><li>Sua<strong> enorme resistência </strong>ao abandono</li><li>A adaptação a ambientes com pouca luz</li><li>A necessidade de rega muito ocasional</li><li>Sua <strong>estética moderna e minimalista</strong></li><li>A capacidade de <strong>durar anos com cuidados básicos</strong></li></ul><p>A zamioculca raven também se encaixa perfeitamente em outra forte tendência de 2026: o crescimento das chamadas “plantas escuras”,<strong> espécies com folhagem escura que começaram a ganhar espaço</strong> na decoração contemporânea por sua aparência sofisticada.</p><h2><strong>Por que essas plantas vão dominar as tendências de decoração em 2026</strong></h2><p>O aumento na popularidade dessas espécies reflete uma mudança muito mais profunda em como habitamos os espaços internos. Hoje, as pessoas priorizam <strong>plantas que não apenas decoram, mas que também são práticas, duráveis e fáceis de manter </strong>em meio a rotinas cada vez mais agitadas.</p><p>Em apartamentos e casas urbanas onde o tempo é limitado, espécies de plantas resistentes têm ganhado espaço em relação a variedades mais delicadas ou de difícil cultivo. A tendência predominante parece se resumir a uma ideia muito clara: <strong>menos esforço e um impacto visual muito maior</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005722925.jpg" data-image="qs4d4qbrwxbc" alt="living" title="living"><figcaption>Salas de estar, escritórios e quartos estão incorporando cada vez mais plantas tropicais e folhagens exuberantes para adicionar aconchego e personalidade visual.</figcaption></figure><p><strong>Maranta, cóleus e zamioculca 'Raven' exemplificam perfeitamente esse fenômeno</strong>, pois combinam uma estética marcante, adaptabilidade a ambientes internos e uma resistência que pode durar anos sem cuidados complexos. Além disso, oferecem texturas, cores e formas que podem transformar espaços inteiros sem exigir grandes mudanças na decoração.</p><p>Outro aspecto fundamental para a sua popularidade é que elas<strong> prosperam em espaços pequenos, algo cada vez mais importante em casas urbanas modernas</strong>. Essas plantas ajudam a criar uma sensação de natureza, aconchego e bem-estar, mesmo em apartamentos compactos ou ambientes minimalistas, onde cada detalhe visual assume maior importância.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-3-plantas-que-serao-tendencias-em-2026-crescem-rapido-e-duram-muito-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova taxa em Porto Seguro vai custar até R$ 90 por dia para veículos de fora; saiba quem paga]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/nova-taxa-em-porto-seguro-vai-custar-ate-r-90-por-dia-para-veiculos-de-fora-saiba-quem-paga.html</link><pubDate>Fri, 19 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Mais um destino turístico no país acaba de implementar uma nova taxa de acesso para turistas. Porto Seguro, na Bahia, vai começar a cobrar taxa ambiental para veículos de fora do município.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-taxa-em-porto-seguro-vai-custar-ate-r-90-por-dia-para-veiculos-de-fora-saiba-quem-paga-1781811053779.jpg" data-image="r640xz4eqjbw"><figcaption>Cobrança de nova taxa ambiental em Porto Seguro começará em agosto deste ano. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>Porto Seguro</strong> é um famoso destino turístico no estado da <strong>Bahia</strong>, conhecido por suas belas praias, rica história colonial e animada vida noturna.</p><p>Temos visto recentemente que vários locais turísticos do nosso país estão implementando a cobrança de taxas ambientais para entrada de turistas. E chegou a vez de Porto Seguro. O município no extremo sul baiano<strong> começará a cobrar uma Taxa de Preservação Ambiental para os veículos com placas de outras cidades</strong>.</p><p>A justificativa para esta taxa é a de <strong>combater os congestionamentos na cidade</strong> e evitar a permanência excessiva de caravanistas que ocupam áreas públicas sem seguir as normas vigentes para uso do espaço. Os <strong>valores arrecadados serão investidos em infraestrutura urbana e turística, mobilidade urbana e preservação ambiental</strong>.</p><h2>Como funcionará a nova taxa em Porto Seguro</h2><p>A Prefeitura de Porto Seguro passará a cobrar taxa para acesso de veículos de outras cidades, a <strong>Taxa de Preservação Ambiental (TPA)</strong>. A lei municipal nº 2.164 foi publicada no ano passado, mas a <strong>cobrança só passará a acontecer a partir de agosto deste ano</strong>, mas sem data específica definida ainda.</p><p>A medida estava prevista para começar na última segunda-feira (15), mas a gestão municipal informou que <strong>o sistema precisará ser ajustado após ampliação das regras de isenção</strong> para municípios da 8ª Região Administrativa da Bahia. Um novo decreto vai regulamentar a aplicação da cobrança e os procedimentos para solicitação de benefícios e isenções. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-taxa-em-porto-seguro-vai-custar-ate-r-90-por-dia-para-veiculos-de-fora-saiba-quem-paga-1781811028624.jpg" data-image="sdyjbm1pq0w5"><figcaption>O Centro histórico de Porto Seguro (BA) conta com vários casarões antigos, igrejas e lojinhas de comidas e artesanatos. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A <strong>taxa será aplicada automaticamente por meio de câmeras de videomonitoramento</strong> instaladas nos acessos ao município. O sistema fará a leitura das placas dos veículos e registrará o tempo de permanência dos mesmos.</p><p><strong>Parte dos equipamentos já foi instalada</strong> nas principais entradas e saídas do município.</p><p>A <strong>cobrança será aplicada para veículos que permanecerem por mais de 6 horas</strong> em Porto Seguro, e o pagamento será limitado a um período máximo de 10 dias consecutivos. Os<strong> valores vão de R$ 3 a R$ 90 por dia</strong>, conforme a categoria do veículo.</p><h3>Quem está isento?</h3><p>Os <strong>veículos</strong> com placa dos municípios de <strong>Porto Seguro, Belmonte, Santa Cruz Cabrália, Itapebi, Itagimirim, Eunápolis, Guaratinga e Itabela</strong>.</p><h3>Como pagar?</h3><p>O pagamento poderá ser feito pelo<strong> portal eletrônico da prefeitura de Porto Seguro</strong> e, futuramente, também por meio de totens e pontos físicos que serão definidos pela administração do município. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-taxa-em-porto-seguro-vai-custar-ate-r-90-por-dia-para-veiculos-de-fora-saiba-quem-paga-1781811009149.jpg" data-image="khg6nih5dt3e"><figcaption>A Praia de Taperapuã é uma das mais famosas e movimentadas de Porto Seguro, com orla animada, e muitas cabanas, restaurantes, quiosques e hotéis. Crédito: Divulgação. </figcaption></figure><p>Os turistas de fora poderão pagar a taxa antes da viagem, durante a permanência na cidade ou até mesmo depois de sair de lá.<em><br></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20G1%20Bahia" data-year="2026" data-title="Cobran%C3%A7a%20de%20taxa%20ambiental%20para%20ve%C3%ADculos%20externos%20em%20Porto%20Seguro%20%C3%A9%20adiada%20para%20agosto" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fba%2Fbahia%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F16%2Fcobranca-de-taxa-ambiental-para-veiculos-externos-em-porto-seguro.ghtml">Redação G1 Bahia. (2026). <a href="https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/06/16/cobranca-de-taxa-ambiental-para-veiculos-externos-em-porto-seguro.ghtml" target="_blank">Cobrança de taxa ambiental para veículos externos em Porto Seguro é adiada para agosto</a>.</cite><br><cite data-author="Brum%2C%20Maur%C3%ADcio" data-year="2026" data-title="Porto%20Seguro%20passa%20a%20cobrar%20taxa%20de%20motos%20e%20carros" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fporto-seguro-passa-a-cobrar-taxa-de-motos-e-carros%2F">Brum, Maurício. (2026). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/porto-seguro-passa-a-cobrar-taxa-de-motos-e-carros/" target="_blank">Porto Seguro passa a cobrar taxa de motos e carros</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/nova-taxa-em-porto-seguro-vai-custar-ate-r-90-por-dia-para-veiculos-de-fora-saiba-quem-paga.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo e SC e PR entram em alerta para chuva volumosa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-e-sc-e-pr-entram-em-alerta-para-chuva-volumosa.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova frente fria vai trazer chuva persistente e intensa e com risco de temporais isolados para Santa Catarina e Paraná entre esta sexta (19) e o sábado (20), com acumulados chegando aos 80 mm em áreas catarinenses.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao.html" target="_blank">Duas frentes frias vão atingir o país em apenas 4 dias; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xagpxlm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xagpxlm.jpg" id="xagpxlm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O finalzinho do outono vai contar com uma<strong> </strong>mudança no tempo em <strong>Santa Catarina </strong>e no <strong>Paraná</strong>: uma<strong> nova frente fria </strong>vai avançar e deixar os dois estados em alerta para <strong>chuvas intensas e persistentes e temporais isolados</strong> entre esta sexta-feira (19) e o sábado (20).</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>São esperadas chuvas de até 50 milímetros por dia, e os <strong>acumulados </strong>até o <strong>final do sábado (20)</strong> podem chegar em torno dos <strong>80 mm em áreas catarinenses</strong>. No domingo (21) o tempo volta a ficar mais estável nos dois estados.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Nova frente fria leva chuva forte e temporais a SC e PR</h2><p>As <strong>instabilidades retornam</strong> para os dois estados entre esta sexta (19) e o sábado (20) devido à passagem de uma nova frente fria.</p><p>Na <strong>sexta-feira (19)</strong> durante a <strong>manhã </strong>o sistema já provoca <strong>chuvas moderadas a pontualmente fortes</strong> e com risco de <strong>temporais </strong>isolados nas regiões <strong>Oeste e Sudoeste do Paraná</strong> e no<strong> Extremo Oeste e Oeste catarinenses</strong>.</p><div class="texto-destacado">Sexta-feira (19) com chuva forte e temporais isolados em grande parte de SC e do PR, especialmente no Oeste. No sábado (20) a chuva fica mais localizada no centro-leste dos estados. </div><p>Ao longo da <strong>tarde </strong>e à <strong>noite</strong>, à medida que o<strong> sistema avança, ele leva as chuvas para as demais áreas</strong> dos dois estados, com exceção do Litoral Norte catarinense e do leste do Paraná, onde a chuva deve chegar no sábado (20).</p><p>E à <strong>tarde </strong>ainda haverá condições para<strong> fortes temporais em áreas do Oeste e Centro do Paraná</strong>.</p><p>Além disso, a <strong>sexta-feira (19) será ventosa </strong>nos estados. No <strong>Paraná</strong>, rajadas de vento moderadas de<strong> até 60 km/h, especialmente no centro e no oeste</strong>. Em <strong>Santa Catarina</strong>, os ventos de norte/nordeste terão rajadas<strong> entre 50 e 75 km/h</strong> pelo estado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-e-sc-e-pr-entram-em-alerta-para-chuva-volumosa-1781800008418.png" data-image="z66hm5rc0k2w"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sexta-feira (19) às 11h à esquerda e às 16h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na capital <strong>Florianópolis</strong>, o dia será de sol com muitas nuvens e as <strong>pancadas de chuva devem chegar mais no fim do tarde e à noite</strong>. Em <strong>Curitiba</strong>, <strong>tempo firme</strong> com sol e algumas nuvens durante o dia, mas não chove. </p><p>Ao longo do <strong>sábado (20)</strong>,<strong> </strong>a frente fria continua provocando<strong> chuvas persistentes de moderada a forte intensidade </strong>e com<strong> trovoadas</strong> na porção <strong>centro-leste dos dois estados</strong>.</p><p>Em Santa Catarina, o risco é maior entre a entre a Grande Florianópolis, Vale do Itajaí, Litoral Norte e o Planalto Norte. No Paraná, há maior risco no norte, Grande Curitiba e litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-e-sc-e-pr-entram-em-alerta-para-chuva-volumosa-1781800135650.jpg" data-image="tksjtptsr0r1"><figcaption>Previsão de densidade de raios (temporais) para sexta-feira (19) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Na porção<strong> Oeste dos dois estados</strong> o <strong>tempo volta a ficar firme gradativamente</strong> ao longo do dia. </p><p>Em <strong>Curitiba</strong>, o sábado (20) todo será <strong>chuvoso, com céu nublado e muitas trovoadas</strong>. A capital <strong>Florianópolis </strong>terá um dia nublado com <strong>chuva moderada ao longo do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-e-sc-e-pr-entram-em-alerta-para-chuva-volumosa-1781804298521.jpg" data-image="esj2b31acqkg"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (em mm) entre hoje (18) e a noite (23h) do sábado (20), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Os<strong> acumulados de precipitação</strong> entre hoje (18) e a noite (23h) do sábado (20), que é até quando a frente fria vai trazer chuvas para a região, vão ficar <strong>entre 20 e 50 mm em praticamente todas as áreas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Até o fim do sábado (20), os maiores acumulados ficarão no Vale do Itajaí (SC), variando entre 50 e 70 mm mas podendo chegar aos 80 mm.</div><p>Contudo, os <strong>maiores acumulados </strong>são esperados no<strong> Vale do Itajaí (SC)</strong>, onde vão variar de <strong>60 a 70 mm</strong>, mas pontualmente <strong>podendo</strong> <strong>chegar em torno dos 80 mm</strong>, como por exemplo, em Doutor Pedrinho/SC (83 mm).</p><p>Em <strong>Florianópolis </strong>e <strong>Curitiba </strong>os volumes esperados ficarão em torno dos <strong>42 mm</strong> até o fim do sábado (20).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-e-sc-e-pr-entram-em-alerta-para-chuva-volumosa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Sequência de frentes frias traz risco chuvas extremas com acumulados próximos ou superiores a 100 mm em 3 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:56:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de duas frentes frias num período de apenas quatro dias pode deixa alerta de volumes de chuva considerados extremos, com risco de transtornos relacionados a alagamentos e enxurradas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xags6bm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xags6bm.jpg" id="xags6bm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Duas frentes frias </strong>estão previstas para cruzar o Brasil <strong>entre sexta (19) e segunda-feira (22)</strong>, deixando alerta para <strong>tempestades intensas </strong>e v<strong>olumes elevados de chuva</strong> que podem causar transtornos. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</a></div><p>As <strong>áreas</strong> com maior <strong>alerta</strong> estão na <strong>faixa leste entre Santa Catarina e São Paulo</strong>, entre sábado (20) e a próxima terça-feira (23). Os acumulados podem se aproximar ou ultrapassar <strong>100 mm</strong> em três estados. Confira os detalhes.</p><h2>Índice de previsão extrema </h2><p>O<strong> índice de previsão extrema (EFI)</strong> do modelo ECMWF <strong>destaca</strong> <strong>regiões</strong> onde a <strong>chuva diária</strong> prevista <strong>difere</strong> <strong>significativamente</strong> do que <strong>normalmente</strong> <strong>ocorre</strong> naquela época do ano. Os valores do EFI variam de 0,5 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior a indicação de que o acumulado previsto é incomum ou potencialmente extremo para aquela região. Em geral, valores acima de 0,5 indicam condições incomuns, enquanto valores superiores a 0,8 sugerem eventos muito raros ou extremos.</p><div class="texto-destacado">Os mapas abaixo mostram o EFI para a precipitação no sábado (20) e terça-feira (23), e o círculo vermelho destaca as áreas onde a combinação entre EFI elevado e altos volumes previstos de chuva merece maior atenção. </div><p>Na<strong> faixa leste entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo</strong>, os acumulados podem se aproximar ou ultrapassar<strong> 80 mm</strong> em apenas<strong> 24 horas </strong>no<strong> sábado (20)</strong>, o que representa chuva intensa com potencial para <strong>transtornos</strong> relacionados a alagamentos e enxurradas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados-1781808380554.png" data-image="dk7e5nj3fwbt" alt="EFI do modelo ECMWF para precipitação no próximo sábado (20) e terça-feira (23). Créditos: Adaptado de ECMWF." title="EFI do modelo ECMWF para precipitação no próximo sábado (20) e terça-feira (23). Créditos: Adaptado de ECMWF."><figcaption>EFI do modelo ECMWF para precipitação no próximo sábado (20) e terça-feira (23). Créditos: Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> terça-feira (23)</strong>, a área de maior destaque permanece sobre o <strong>estado de São Paulo e regiões vizinhas</strong>, enquanto na <strong>quarta-feira (24)</strong> a frente fria avança e deixa a<strong> faixa leste</strong> entre <strong>São Paulo e o Rio de Janeiro</strong> em alerta para a manutenção de chuvas volumosas. </p><p>Embora o EFI também destaque outras áreas do Brasil, isso não significa necessariamente volumes de chuva tão elevados quanto os previstos para o Sul e Sudeste. Como o índice é calculado em relação à climatologia de cada região, valores relativamente baixos de precipitação podem ser considerados incomuns em áreas que normalmente permanecem secas nesta época do ano. </p><h2>Acumulados em torno de 100 mm</h2><p>Os <strong>acumulados</strong> podem <strong>se aproximar ou ultrapassar 100 mm</strong> no <strong>leste de Santa Catarina</strong>,<strong> interior de São Paulo</strong> e <strong>oeste do Paraná </strong>entre sexta-feira (19) e o final da terça-feira (23). </p><p>Os acumulados elevados estão associados com <strong>tempestades</strong> e uma <strong>injeção de umidade</strong> vinda através de um <strong>rio atmosférico</strong>, que transporta vapor d’água da Amazônia em direção ao ciclone da frente fria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados-1781808537477.png" data-image="y10r4yghd6io"><figcaption>Previsão de rio atmosférico para segunda-feira (22), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No entanto, a precipitação é uma das variáveis meteorológicas com maior incerteza de previsão, especialmente quando associada à ocorrência de tempestades, que dependem de processos atmosféricos em escalas menores e podem provocar grandes diferenças nos volumes acumulados em curtas distâncias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados-1781808393688.png" data-image="i1gp1s5640au" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Por esse motivo, a localização exata dos maiores acumulados tem variado entre as últimas rodadas dos modelos de previsão. Apesar dessas oscilações, os <strong>sinais permanecem consistentes </strong>para a ocorrência de <strong>chuva volumosa </strong>principalmente<strong> </strong>na <strong>faixa leste entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo</strong>, com maior potencial para acumulados expressivos e transtornos localizados. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-frentes-frias-traz-risco-chuvas-extremas-com-acumulados-proximos-ou-superiores-a-100-mm-em-3-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[SC e RS registram recordes consecutivos de frio antes do inverno; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sc-e-rs-registram-recordes-consecutivos-de-frio-antes-do-inverno-veja-imagens.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:55:58 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antecipando os efeitos da próxima estação, as cidades do topo da serra gaúcha completaram o terceiro amanhecer seguido com termômetros abaixo de zero grau, alterando a rotina dos moradores e mudando as paisagens locais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sc-e-rs-registram-recordes-consecutivos-de-frio-antes-do-inverno-1781804245878.jpg" data-image="q16fs833hszy" alt="São Joaquim (SC) nesta quinta-feira, 18 de junho — Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação" title="São Joaquim (SC) nesta quinta-feira, 18 de junho — Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação"> <figcaption>São Joaquim (SC) nesta quinta-feira, 18 de junho — Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação</figcaption></figure><p>O Sul do Brasil enfrenta uma intensa onda de frio que trouxe <strong>marcas negativas históricas e geada para a região antes mesmo do início oficial do inverno</strong>. Cidades das serras catarinense e gaúcha registraram congelamento de superfícies e marcas térmicas sucessivas abaixo de zero grau nas últimas manhãs.</p><p>A massa de ar frio <strong>derrubou as temperaturas de forma expressiva em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul</strong>, afetando também áreas litorâneas. O fenômeno meteorológico vem sendo acompanhado por institutos oficiais, que apontam a persistência desse cenário de frio extremo ao longo de toda a semana.</p><h2>Frio extremo quebra recordes em Santa Catarina</h2><p>A cidade de Bom Jardim da Serra, localizada na serra catarinense, registrou a menor temperatura do ano no Brasil pelo segundo dia consecutivo. Os termômetros do município <strong>marcaram -7,3°C às 4h desta quinta-feira (18)</strong>, superando a marca de -6,7°C obtida na quarta-feira (17).</p><p>Outras localidades da região também enfrentaram marcas muito baixas nesta mesma manhã, como Urupema, <strong>com -5,19°C</strong>, e Urubici, <strong>com -3,83°C</strong>. Em São Joaquim, os termômetros atingiram a <strong>mínima de -2,82°C</strong>, cobrindo de geada a área conhecida como Vale dos Caminhos da Neve.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">BRASIL | Os campos cobertos pela geada e uma camada de gelo formada em cima de um lago: essa é a cena que os moradores de Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, viveram na manhã desta quinta-feira (18). <a href="https://x.com/hashtag/frio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#frio</a> <a href="https://x.com/hashtag/baixastemperaturas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#baixastemperaturas</a> <a href="https://x.com/hashtag/suldopais?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#suldopais</a> <a href="https://x.com/hashtag/abcmais?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#abcmais</a> <a href="https://t.co/18aKjGYzmC">pic.twitter.com/18aKjGYzmC</a></p> Jornal NH (@jornalnh) <a href="https://x.com/jornalnh/status/2067594601234321823?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote></figure><p>A intensidade do frio na serra catarinense provocou <strong>o congelamento de uma poça de água no interior de São Joaquim</strong>. O impacto do fenômeno alcançou também o litoral do estado, fazendo Florianópolis registrar sua menor temperatura de 2026, <strong>com 5,42°C</strong>.</p><p>Adicionalmente, os termômetros na cidade de Criciúma, situada no Sul catarinense,<strong> marcaram 3,44°C no mesmo horário</strong>. Essa massa de ar frio já havia mostrado força no dia anterior, quando quatorze municípios registraram índices abaixo de zero.</p><h2>Temperaturas negativas persistem na serra gaúcha</h2><p>No Rio Grande do Sul, o município de Vacaria contabilizou o terceiro dia consecutivo com temperaturas abaixo de zero grau antes do começo do inverno. A cidade amanheceu<strong> com a marca de -1°C nesta quinta-feira (18)</strong>, consolidando-se como o segundo ponto mais frio do território gaúcho. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774433" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html" title="Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área">Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html" title="Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area-1781725796181_320.jpg" alt="Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área"></a></article></aside><p> Nos dias anteriores, a mesma estação local havia apontado marcas ainda menores,<strong> com -3,4°C na quarta-feira e -3,2°C na terça-feira.</strong> Os termômetros também caíram em outros pontos da serra gaúcha monitorados pelo Instituto Nacional de Meteorologia. O amanhecer registrou marcas baixas como<strong> 0,4°C</strong> em São Francisco de Paula, <strong>1,7°C </strong>em Caxias do Sul e<strong> 2,1°C</strong> em São José dos Ausentes.</p><p>Outras medições na região apontaram que a cidade de Canela registrou <strong>3,3°C</strong>, enquanto o município de Bom Jesus marcou <strong>1,5°C</strong> nas primeiras horas do dia. Esses dados reforçam a abrangência do frio intenso que se espalhou por diferentes áreas dos Campos de Cima da Serra.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Caroline%20Borges" data-year="" data-title="Com%20m%C3%ADnima%20de%20-7%2C3%C2%B0C%2C%20SC%20registra%20pelo%202%C2%BA%20dia%20seguido%20a%20menor%20temperatura%20do%20Brasil%20em%202026" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsc%2Fsanta-catarina%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F18%2Fminima-de-73c-sc-menor-temperatura-2026-segundo-dia-seguido.ghtml">Caroline Borges. <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/06/18/minima-de-73c-sc-menor-temperatura-2026-segundo-dia-seguido.ghtml" target="_blank">Com mínima de -7,3°C, SC registra pelo 2º dia seguido a menor temperatura do Brasil em 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Marcos%20Cardoso" data-year="" data-title="Vacaria%20registra%20temperatura%20negativa%20pelo%20terceiro%20dia%20consecutivo" data-url="https%3A%2F%2Fgauchazh.clicrbs.com.br%2Fpioneiro%2Fgeral%2Fnoticia%2F2026%2F06%2Fvacaria-registra-temperatura-negativa-pelo-terceiro-dia-consecutivo-cmqjfbwpz01fe012tqanz5pua.html">Marcos Cardoso. <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/geral/noticia/2026/06/vacaria-registra-temperatura-negativa-pelo-terceiro-dia-consecutivo-cmqjfbwpz01fe012tqanz5pua.html" target="_blank">Vacaria registra temperatura negativa pelo terceiro dia consecutivo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sc-e-rs-registram-recordes-consecutivos-de-frio-antes-do-inverno-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeira onda de frio do inverno vai atingir 7 países e 14 estados; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:16:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar polar provocará uma forte onda de frio na América do Sul, com geadas, temperaturas negativas e até neve em diversos países. No Brasil, o sistema atingirá as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, originando até um episódio de friagem.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-mais-intenso-do-ano-ja-tem-data-ar-polar-traz-marcas-abaixo-de-0-c-em-grande-area.html" target="_blank">Primeira onda de frio do inverno: ar polar traz marcas abaixo de 0°C em grande área</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801605191.jpg" data-image="z784kiiopl3k" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho (modelo ECMWF)." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho (modelo ECMWF)."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 22 e 29 de Junho (modelo ECMWF) mostra uma extensa onda de frio tomando grande parte da América do Sul na semana que vem.</figcaption></figure><p>Modelos meteorológicos de previsão estão indicando a formação de uma<strong> nova frente fria</strong> nos próximos dias, que virá acompanhada de uma <strong>intensa massa de ar polar.</strong> O sistema começará a avançar pelo país a partir de sexta-feira (19), trazendo chuvas e frio severo para o centro-sul brasileiro ao longo da semana que vem.</p><div class="texto-destacado">Antes de chegar ao Brasil, a massa de ar polar avançará por diversos outros países, originando uma extensa onda de frio sobre toda a América do Sul ao longo da semana que vem.</div><p>Entre os países que serão afetados estão <strong>o Chile, Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e Peru</strong>. Como é possível observar na imagem acima, o país mais severamente afetado pela onda de frio será o Paraguai, onde as anomalias podem chegar a até <strong>10°C abaixo da média</strong> e afetarão praticamente todo o território do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801643604.jpg" data-image="wmnt4dhaholh" alt="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira durante a manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira durante a manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira durante a manhã mostram temperaturas baixíssimas atingindo grande extensão da região Patagônica da Argentina e o Chile.</figcaption></figure><p>Em grande parte da Argentina, especialmente nas regiões Patagônica e Semi-árida, previsões indicam temperaturas que podem cair <strong>muito abaixo dos zero graus</strong> entre a segunda-feira (22) e a terça-feira (23), chegando a<strong> -10°C</strong> ou <strong>-15°C</strong>. Isso ocasionará a formação de <strong>geadas amplas</strong> e também a ocorrência de <strong>neve</strong>, inclusive nas Ilhas Malvinas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Temperaturas similares</strong> serão registradas na Bolívia e no Peru, especialmente em regiões de maior altitude, que também podem registrar ocorrências pontuais de neve. Nas <strong>cordilheiras</strong> entre o Chile e a Argentina, que já são naturalmente mais frias, as temperaturas podem chegar <strong>perto dos -40°C</strong>.</p><h2>Temperaturas negativas atingem a região Sul</h2><p>Na quarta-feira (24), e na quinta-feira (25), as temperaturas mínimas nos três estados da <strong>região Sul</strong> (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) também vão atingir <strong>valores negativos</strong>, o que pode ocasionar a formação de<strong> geadas muito fortes e abrangentes</strong> nos três estados brasileiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801680910.jpg" data-image="s6geqxt99b6f" alt="Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira durante a manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira durante a manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira durante a manhã mostram temperaturas negativas se formando em grande parte da região Sul, o que pode ocasionar geadas fortes.</figcaption></figure><p>Nestes mesmos dias, a massa de ar frio estará <strong>avançando de maneira ampla </strong>pelo restante do país. Além do Sul, o frio também será sentido na<strong> região Sudeste</strong> (SP, RJ e sul/oeste de MG), no<strong> Centro-Oeste</strong> (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, centro/sul de Goiás e Distrito Federal) e até mesmo na <strong>região Norte </strong>(Rondônia, Acre, sul do Amazonas e extremo sudoeste do Pará).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao total, 14 estados brasileiros serão afetados pelo frio na semana que vem, registrando quedas na temperatura com maior ou menor intensidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há <strong>risco de geadas</strong> em toda a região Sul, no sul do Mato Grosso do Sul, e também em regiões de maior altitude do Sudeste. Além disso, como a massa de ar frio chegará até o Norte do país, teremos a ocorrência de um <strong>novo episódio de friagem</strong> - quando massas de ar frio fazem as temperaturas caírem em regiões normalmente mais quentes e úmidas próximas à linha do Equador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira-1781801712473.jpg" data-image="cvram9vbv7c3" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a madrugada." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a madrugada."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a madrugada ilustra a abrangência da massa de ar polar sobre o Brasil, que ocasionará frio extremo e geadas.</figcaption></figure><p>A chegada dessa massa de ar polar coincide com o <strong>início oficial do inverno de 2026</strong>, que já acontece neste <strong>domingo (21)</strong> com o solstício de inverno (o dia mais curto do ano). Como essa semana será marcada por um frio intenso, com anomalias de temperatura até 5°C abaixo da média por vários dias consecutivos, o Inverno se iniciará com uma <strong>intensa onda de frio sobre grande parte da América do Sul</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/primeira-onda-de-frio-do-inverno-vai-atingir-7-paises-e-14-estados-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo nas próximas horas com alerta em 7 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 17:59:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas próximas horas, a previsão mostra o avanço de uma frente fria sobre o Brasil. O sistema frontal irá provocar mudanças no tempo ainda nesta quinta-feira e deixa 7 estados em alerta.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-vao-atingir-o-pais-em-apenas-4-dias-veja-a-previsao.html" target="_blank">Duas frentes frias vão atingir o país em apenas 4 dias; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xago7r6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xago7r6.jpg" id="xago7r6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana começou com algumas instabilidades pelo Centro-Sul do Brasil que rapidamente cessaram e se tornaram dias de tempo firme e estável. Contudo, <strong>o tempo vai mudar novamente a partir desta quinta-feira (18)</strong> e 7 estados entre as Regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste serão afetados.</p><p>A previsão indica a<strong> chegada de uma frente fria nas próximas horas</strong>. Sistema que irá provocar<strong> chuvas intensas, aumenta os riscos de tempestades</strong> e do <strong>potencial para transtornos</strong>. Pelo menos sete estados vão ficar em alerta. Veja a lista dos estados em alerta:</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Mato Grosso do Sul</li><li>Mato Grosso</li><li>Rondônia</li></ul><p>Confira a previsão do tempo e como a frente fria afeta o seu estado e região.</p><h2>Chuvas intensas e tempestades deixam sinal de alerta</h2><p><strong>Uma nova frente fria avança pelo Sul do Brasil</strong> a partir do final da noite desta quinta-feira (18). Mas ao longo da tarde e noite<strong> mudanças no tempo já serão percebidas</strong> como aumento de nebulosidade sobre os municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><p>No decorrer da madrugada de sexta-feira (19),<strong> a frente fria irá avançar pelo estado gaúcho e há riscos de chuvas intensas e temporais</strong>. A esta altura nuvens carregadas já se encontram sobre o Paraná e começam a surgir sobre o estado do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados-1781793600557.jpg" data-image="6hivag5wdf68" alt="Precipitação e nebulosidade prevista" title="Precipitação e nebulosidade prevista"><figcaption>Chuva e presença de nuvens marcam a tarde desta sexta-feira (19). Há previsão de chuvas intensas sobre áreas da Região Sul, Centro-Oeste e Norte.</figcaption></figure><p>As maiores preocupações ocorrem no período da tarde com o <strong>aumento da intensidade das chuvas </strong>e sua grande área de atuação de Norte a Sul do Brasil. As <strong>chuvas intensas</strong> estão previstas para atingirem áreas de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. </p><p>A frente fria terá <strong>suporte de umidade</strong> que é transportada por um canal úmido desde áreas do Norte do país.Com isso, têm-se <strong>a formação de nuvens carregadas</strong> com <strong>potencial para gerar problemas</strong> como alagamentos devido aos altos acumulados de chuva em um curto período de tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados-1781793661473.jpg" data-image="a06s6qtejoot" alt="Rios Atmosféricos." title="Rios Atmosféricos."><figcaption>Canal de umidade ganha força neta sexta (19) e promove suporte para chuvas intensas e tempestades sobre o Brasil.</figcaption></figure><p>Com a chegada do período da noite, <strong>as chuvas perdem força</strong>, mas ainda ocorrem sobre algumas áreas do Brasil. No <strong>Sudeste sua chegada acontece ao final da sexta-feira (19),</strong> com o aumento da presença de nuvens sobre o estado de São Paulo dando fim aos dias de sol, por enquanto.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </a> </div><p>No estado paulista, <strong>as chuvas devem acontecer de forma bastante pontual</strong>, próxima a divisa com o Paraná. O modelo ECMWF prevê chuvas com intensidade moderada, com baixa expectativa de transtornos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados-1781793256181.jpg" data-image="unxq9zj7utn8" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Mapa de chuva acumulada mostra que os maiores volumes ocorrem entre PR, SC e MS, onde variam entre 30 e 45 mm.</figcaption></figure><p>A sexta-feira (19) terá os <strong>maiores acumulados</strong> ocorrendo<strong> no sul do Mato Grosso do Sul, sudoeste do Paraná e oeste de Santa Catarina</strong> com volumes superiores aos <strong>30 mm</strong>. Em áreas pontuais do Mato Grosso do Sul, o acumulado supera os <strong>40 mm</strong>, caso de Iguatemi/MS. Nos demais estados afetados pela frente fria, os acumulados variam entre <strong>5 mm e 30 mm</strong> até o final do dia de amanhã (19).</p><p><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-nas-proximas-horas-com-alerta-em-7-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigênio desde o início]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 14:40:16 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova pesquisa sugere que as primeiras formas de vida complexas da Terra viveram em mares costeiros pouco profundos e ricos em oxigênio, há cerca de 1,7 bilhões de anos. Esta descoberta contesta teorias anteriores e oferece novas pistas sobre a evolução da vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-first-complex-life-on-earth-may-have-needed-oxygen-all-along-1781333259697.jpg" data-image="mfc0j69p76l9" alt="researcher" title="researcher"><figcaption>O pesquisador Max Lechte. Crédito: LA Reidman.</figcaption></figure><p>Em um novo estudo publicado na revista <em>Nature,</em> cientistas da Universidade McGill e da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, revelam que os <strong>primeiros eucariotas conhecidos</strong>, os antepassados de toda a vida complexa no nosso planeta,<strong> teriam vivido em ambientes marinhos pouco profundos e oxigenados</strong> há cerca de 1,7 bilhões de anos. Estas conclusões contestam a crença de longa data de que a vida complexa primitiva teria surgido em ambientes pobres em oxigênio ou flutuado no oceano aberto.</p><p>Os eucariotas incluem plantas, animais, fungos, outros organismos microscópicos e os seres humanos. Compreender onde e como evoluíram pela primeira vez<strong> é fundamental para entender como a vida na Terra se tornou tão diversificada e complexa</strong>.</p><p>"Queríamos saber em que ambientes a vida eucariótica mais antiga habitava, em particular <strong>para verificar se os fósseis eucarióticos primitivos já tinham adquirido mitocôndrias, o que lhes conferia a capacidade de ocupar ambientes aeróbicos"</strong>, afirmou Galen Halverson, professor do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade McGill e autor principal do estudo.</p><h2>Como estes organismos microscópicos viviam?</h2><p>A equipe de pesquisadores analisou <strong>fósseis microscópicos do norte da Austrália</strong>, <strong>datados de 1,75 a 1,4 bilhões de anos atrás</strong>. Para compreender como estes organismos viviam, eles estudaram a composição química das próprias rochas. Recorreram a elementos sensíveis ao oxigênio, como o ferro, para determinar que <strong>a água do mar em que os primeiros eucariotas viviam continha oxigênio</strong>, apesar de, nessa altura da história, a maioria dos oceanos ser pobre em oxigênio.</p><p>"Descobrimos que<strong> os primeiros eucariotas de que temos fósseis viviam predominantemente em ambientes bentônicos (no fundo do mar), oxigenados</strong> e próximos da costa", afirmou Halverson.</p><p><strong>"Isto demonstra que a disponibilidade de oxigênio ditava a evolução dos eucariotas desde as suas fases iniciais"</strong>, afirmou Leigh Anne Riedman, pesquisadora da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, e coautora do estudo.</p><p>Muitos pesquisadores partiam do princípio de que os primeiros eucariotas teriam vivido sem oxigênio ou flutuado à deriva na água. <strong>A descoberta de que o oxigênio fazia parte da vida primitiva na Terra desafia suposições de longa data sobre as suas condições de vida</strong>.</p><p>A localização dos fósseis descobertos também forneceu pistas sobre como teriam vivido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757461" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-encontram-oxigenio-na-escuridao-total-do-oceano-poderiamos-respirar-sem-luz-solar.html" title="Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?">Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-encontram-oxigenio-na-escuridao-total-do-oceano-poderiamos-respirar-sem-luz-solar.html" title="Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-encuentran-oxigeno-en-la-oscuridad-total-del-oceano-podriamos-respirar-sin-luz-solar-1772642658082_320.jpg" alt="Cientistas encontram oxigênio na escuridão total do oceano: poderíamos respirar sem luz solar?"></a></article></aside><p>"A distribuição dos fósseis também mostra que <strong>os eucariotas provavelmente viviam no fundo do mar e só se expandiram para os oceanos abertos cerca de bilhões de anos mais tarde</strong>, o que teria transformado a biosfera mais uma vez", afirmou Maxwell Lechte, outro coautor que atualmente está na Universidade de Sydney e que conduziu esta pesquisa enquanto era bolsista de pós-doutorado na McGill.</p><p>As conclusões do estudo estão em acordo com outros estudos recentes sobre microrganismos intimamente relacionados com os antepassados dos eucariotas, que <strong>sugerem que estes organismos eram capazes de utilizar oxigênio</strong>.</p><p>"Os <strong>eucariotas</strong> representam a maior parte da vida visível à nossa volta", afirmou Halverson. Compreender como se originaram, acrescentou, "é uma questão científica importante e de longa data, que está<strong> ligada à compreensão da biodiversidade presente hoje na Terra e possível noutros planetas habitáveis"</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em><a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10533-4" target="_blank">Early fossil eukaryotes were benthic aerobes | Nature</a>. Lechte, M.A., Riedman, L.A., Porter, S.M., Halverson, G.P. and Whelan, M. 20<sup>th</sup> May 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Desmatamento na Amazônia registra queda recorde de 61,4% em maio de 2026]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de.html</link><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Redução histórica ocorre em período tradicionalmente marcado pelo avanço da devastação e reforça expectativa do governo de alcançar o menor índice anual de desmatamento já registrado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de-1781735460026.jpg" data-image="cir3svw7hdlv" alt="Segundo o governo, o Brasil caminha para alcancar em 2026 a menor taxa de desmatamento da serie historica na Amazonia" title="Segundo o governo, o Brasil caminha para alcancar em 2026 a menor taxa de desmatamento da serie historica na Amazonia"><figcaption>Segundo o governo, o Brasil caminha para alcançar em 2026 a menor taxa de desmatamento da serie histórica na Amazônia. Crédito: Divulgação Climainfo</figcaption></figure><p>O <strong>desmatamento na Amazônia Legal caiu 61,4% em maio de 2026</strong> na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando a maior redução percentual já registrada para o período. Os dados apontam que a área de vegetação suprimida passou de 960 quilômetros quadrados em maio de 2025 para 370 quilômetros quadrados neste ano.</p><p>As informações foram divulgadas na última quinta-feira (11) durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao <strong>Observatório Regional Amazônico (ORA), </strong>da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), em Brasília. Os números são produzidos pelo <strong>Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter)</strong>, operado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p><p>O sistema é utilizado para <strong>orientar ações de fiscalização e combate ao desmatamento realizadas por órgãos ambientais federais</strong>, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).</p><h2>Queda ocorre em período crítico para a floresta</h2><p>De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, o resultado tem significado especial por ocorrer justamente no <strong>início da estação seca na Amazônia</strong>, período em que historicamente os índices de desmatamento costumam aumentar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de-1781735237109.jpg" data-image="xq9nmmn5mpor" alt="Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. | Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil" title="Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. | Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil"><figcaption>Floresta Nacional do Tapajós, Belterra, Pará. Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</figcaption></figure><p>Segundo o ministro, o monitoramento constante e a atuação integrada dos órgãos de fiscalização foram determinantes para o resultado. Entre as medidas adotadas estão os<strong> embargos remotos promovidos pelo Ibama e as operações em campo realizadas pelo ICMBio</strong> em unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos.</p><p>Capobianco destacou que o governo acompanha diariamente os indicadores ambientais e classificou a redução como <strong>um marco para a política de controle do desmatamento</strong>. Ele também afirmou que os resultados demonstram a efetividade das ações implementadas nos últimos anos.</p><h2>Menor área desmatada da série histórica</h2><p>Além dos números referentes a maio, os dados consolidados do período entre <strong>agosto de 2025 e maio de 2026</strong> mostram uma<strong> redução de 37,5%</strong> no desmatamento em comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior. Nesse período, foram registrados 2.189 quilômetros quadrados de área desmatada, o menor valor já observado na série histórica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026">PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em-1770659226255_320.jpg" alt="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"></a></article></aside><p>A taxa oficial anual de desmatamento é calculada pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), também coordenado pelo Inpe. O levantamento considera o período entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.</p><p>A expectativa do Ministério do Meio Ambiente é que o resultado a ser consolidado em 31 de julho confirme<strong> o menor índice anual de desmatamento já registrado na Amazônia.</strong> Para o governo, os números reforçam a tendência de queda observada desde a retomada das políticas de fiscalização e controle ambiental.</p><h2>Cerrado também apresenta redução</h2><p>O Inpe divulgou ainda os dados referentes ao <strong>Cerrado, segundo maior bioma brasileiro.</strong> Em maio de 2026, os alertas de desmatamento registraram queda de 12,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.</p><div class="texto-destacado">No acumulado entre agosto de 2025 e maio de 2026, a redução foi de 8,2%, com 4.208 quilômetros quadrados de vegetação suprimida. No Cerrado, entretanto, a maior parte do desmatamento ocorreu em propriedades privadas regularizadas, onde a legislação permite a conversão de até 65% da vegetação nativa.</div><p>Os dados também ganharam relevância diante das <strong>críticas recentes dos Estados Unidos sobre o combate ao desmatamento no Brasil.</strong> O governo brasileiro rebateu as alegações e afirmou que os resultados demonstram avanços concretos na proteção ambiental. Além disso, reiterou a meta nacional de zerar o desmatamento até 2030 e defendeu que a conservação da floresta gera benefícios econômicos e ambientais mais duradouros do que sua destruição.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Agência Brasil. <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-06/desmatamento-na-amazonia-cai-614-em-maio-de-2026" target="_blank">Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio de 2026</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desmatamento-na-amazonia-registra-queda-recorde-de-61-4-em-maio-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>