<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Fri, 07 Aug 2026 21:10:21 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 21:10:21 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Super El Niño: Pacífico aquece acima das previsões e ECMWF reforça pico superior a 3°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após meses de aquecimento acima das previsões iniciais, o ECMWF reforçou o cenário de um Super El Niño histórico, com praticamente todo o conjunto de previsões indicando anomalias superiores a 3°C.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c-1786111283744.png" data-image="ce61tqxa2kvq" alt="A previsão do ECMWF para anomalia de temperatura da superfície do mar entre outubro-dezembro mostra uma ampla área do Pacífico com anomalias superiores a 2°C. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF." title="A previsão do ECMWF para anomalia de temperatura da superfície do mar entre outubro-dezembro mostra uma ampla área do Pacífico com anomalias superiores a 2°C. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF."><figcaption>A previsão do ECMWF para anomalia de temperatura da superfície do mar entre outubro-dezembro mostra uma ampla área do Pacífico com anomalias superiores a 2°C. Créditos: Meteored/Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Desde o início do ano, a<strong> temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) no <strong>Pacífico Equatorial</strong> vem <strong>esquentando mais rapidamente </strong>do que indicavam as <strong>primeiras previsões</strong> do ECMWF. A cada nova atualização, o modelo ajustou para cima a intensidade esperada do El Niño e, na rodada iniciada em <strong>1º de agosto</strong>, praticamente todos os membros do ensemble prevêem um <strong>pico superior a 3°C</strong> entre outubro e dezembro. </p><div class="texto-destacado"><br>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A seguir, <strong>confira</strong> o que diz a mais<strong> nova atualização</strong> do ECMWF e veja <strong>como</strong> as <strong>anomalias</strong> de TSM <strong>evoluíram</strong> em relação às previsões iniciais.</p><h2>Modelo ECMWF prevê Super El Niño com pico de 3,3°C</h2><p><strong>Todo mês</strong>, os <strong>modelos</strong> climáticos <strong>atualizam</strong> suas <strong>previsões</strong> à medida que novas <strong>observações</strong> da atmosfera e do oceano são <strong>incorporadas</strong> às simulações. Na rodada iniciada em<strong> 1º de agosto de 2026,</strong> o <strong>ECMWF</strong> reforçou ainda mais o cenário de um <strong>Super El Niño histórico.</strong></p><div class="texto-destacado">Praticamente todos os membros do ensemble prevêem anomalias relativas superiores a 3°C na região Niño-3.4 entre setembro e dezembro, enquanto pelo menos metade das simulações indica um pico próximo de 3,3°C durante a primavera.</div><p>A figura abaixo mostra essa previsão. Cada uma das<strong> linhas vermelhas</strong> representa um <strong>membro</strong> <strong>do ensemble</strong>, conjunto de dezenas de simulações realizadas pelo modelo com pequenas variações nas condições iniciais. Essa técnica permite estimar não apenas a previsão mais provável, mas também o grau de incerteza associado ao fenômeno. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c-1786111326319.png" data-image="q3eg1iij0jk9" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM na região Niño 3.4 do modelo ECMWF iniciada em agosto. Créditos: Figura do ECMWF adaptada pela Meteored." title="Previsão de anomalia relativa de TSM na região Niño 3.4 do modelo ECMWF iniciada em agosto. Créditos: Figura do ECMWF adaptada pela Meteored."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM na região Niño 3.4 do modelo ECMWF iniciada em agosto. Créditos: Figura do ECMWF adaptada pela Meteored.</figcaption></figure><p>Para facilitar a interpretação da previsão, foi acrescentada uma <strong>linha preta contínua em 3°C</strong>, mostrando que <strong>praticamente todos os membros</strong> do ensemble <strong>ultrapassam</strong><strong> esse limiar </strong>durante o pico do evento. </p><p>Já a <strong>linha preta pontilhada em 3,3°C</strong> evidencia que a pelo menos <strong>metade das simulações</strong> prevê o <strong>pico do aquecimento </strong>acima desse valor, reforçando a expectativa de um El Niño de intensidade excepcional. A<strong> linha azul pontilhada</strong> representa a <strong>evolução</strong> <strong>observada</strong> das <strong>anomalias</strong> <strong>até julho</strong>, quando a região Niño-3.4 atingiu <strong>1,5°C</strong>, valor já compatível com um <strong>El Niño forte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p>Em <strong>comparação</strong> com a <strong>rodada</strong> iniciada em <strong>julho</strong>, a atualização de agosto <strong>aumenta a confiança</strong> do ECMWF em um<strong> Super El Niño histórico</strong>. Se na previsão anterior apenas parte dos membros do ensemble projetava anomalias superiores a<strong> 3°C </strong>durante o pico do evento, agora esse cenário passa a ser indicado por praticamente todas as simulações. O que, <strong>se confirmado</strong>, colocaria este evento acima do El Niño de 2015-2016, cujo pico atingiu cerca de 2,8°C e é o atual recorde.</p><h2>Temperatura do Pacífico evolui acima das previsões iniciais</h2><p>O <strong>rápido aquecimento do Pacífico Equatorial </strong>ao longo de <strong>2026</strong> ajuda a explicar por que as previsões do ECMWF foram sendo ajustadas para um cenário cada vez mais extremo.<strong> </strong></p><p><strong>Em janeiro</strong>, a anomalia relativa de TSM na região Niño-3.4 era de aproximadamente -0,8°C. Naquele momento, o<strong> ECMWF previa </strong>um <strong>aquecimento gradual</strong> ao longo do primeiro semestre, com praticamente todos os membros do ensemble indicando <strong>anomalias</strong><strong> inferiores a 1°C em julho.</strong></p><p>Entretanto, <strong>a partir de março</strong> o <strong>aquecimento</strong> do Pacífico <strong>acelerou</strong> de forma muito mais intensa do que indicavam as primeiras previsões. A <strong>evolução observada</strong> das anomalias (<strong>linha azul</strong>) <strong>ultrapassou</strong> rapidamente<strong> a maior parte das simulações</strong>, atingindo cerca de<strong> 1,5°C em julho.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c-1786111346705.png" data-image="v183uhryisk0" alt="Evolução da previsão do ECMWF entre janeiro (esquerda) e abril (direita) em comparação com as anomalias observadas (linhas pontilhadas em azul). Crédito: Meteored/ECMWF." title="Evolução da previsão do ECMWF entre janeiro (esquerda) e abril (direita) em comparação com as anomalias observadas (linhas pontilhadas em azul). Crédito: Meteored/ECMWF."><figcaption>Evolução da previsão do ECMWF entre janeiro (esquerda) e abril (direita) em comparação com as anomalias observadas (linhas pontilhadas em azul). Crédito: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Essa <strong>diferença é muito perceptível </strong>na <strong>rodada iniciada em 1º de abril</strong>. Embora o ECMWF tenha revisado suas previsões para cima, a <strong>evolução observada</strong> <strong>continuou acompanhando o limite superior do ensemble</strong> e, posteriormente, superou praticamente todas as simulações emitidas naquela rodada. </p><p>Assim, o<strong> modelo vem ajustando </strong>sucessivamente suas <strong>previsões</strong>, <strong>culminando</strong> na atualização de agosto, que concentra quase todas as simulações <strong>acima de 3°C</strong> durante o pico do evento</p><h2>Até onde o Pacífico pode aquecer e quais podem ser as consequências?</h2><p>Apesar da confiança crescente em um Super El Niño histórico, <strong>ainda existe incerteza</strong> sobre qual será a <strong>intensidade máxima</strong> do aquecimento no Pacífico. Independentemente do pico final, o<strong> cenário já preocupa</strong>. Embora um aumento na anomalia da TSM não resulte em impactos proporcionais sobre o tempo e o clima, eventos intensos de El Niño costumam alterar de forma significativa os padrões de circulação atmosférica. </p><div class="texto-destacado">Julho marcou o início mais evidente da resposta atmosférica ao aquecimento do Pacífico. Desde então, o Sul do Brasil vem sendo atingido por uma sucessão de tempestades severas, com episódios de chuva extrema e tornados, enquanto estados da Região Norte, como o Acre, enfrentam o agravamento da estiagem e já decretaram situação de emergência devido à seca. </div><p>Se esses<strong> </strong>primeiros sinais já são observados enquanto o El Niño está se desenvolvendo, a <strong>primavera e o verão</strong> <strong>serão de muita atenção</strong>, uma vez que é justamente <strong>nesse período </strong>que o <strong>El Niño costuma exercer</strong> sua <strong>maior influência</strong> sobre o clima da América do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pacifico-aquece-acima-das-previsoes-e-ecmwf-reforca-pico-superior-a-3-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar traz clima de inverno úmido para SP, RJ e ES; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 19:03:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar frio de origem polar vai avançar por áreas do Sudeste do Brasil a partir da próxima segunda-feira (10), provocando uma queda das temperaturas ao longo da semana e sensação de frio, especialmente pela manhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavrls6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavrls6.jpg" id="xavrls6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>massa de ar frio de origem polar</strong> vai avançar pelo Sudeste do Brasil a partir da próxima segunda-feira (10), provocando uma <strong>queda das temperaturas</strong> até meados da semana nos estados de<strong> São Paulo</strong>, <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>Espírito Santo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Essas áreas vão ter bastante nebulosidade e poucas aberturas de sol, o que vai deixar uma <strong>sensação de friozinho, principalmente pela manhã</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frio retorna ao Sudeste na próxima semana</h2><p>As temperaturas começam a diminuir em parte do Sudeste já a partir deste domingo (9), mas é em <strong>meados da próxima semana</strong> que o<strong> frio fica mais intenso</strong>.</p><p>O <strong>mapa abaixo</strong> mostra a<strong> abrangência da massa de ar frio de origem polar</strong> que vai atuar sobre a região nos próximos dias, afetando boa parte de São Paulo e os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar-1786118174197.jpg" data-image="dn5w072fx3d7"><figcaption>Anomalias da temperatura do ar no nível de 850 hPa mostra a abrangência da massa de ar frio que atuará na próxima semana sobre boa parte da Região Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>No<strong> domingo (9) </strong>o <strong>ar frio já começa a derrubar as temperaturas </strong>a partir da tarde no <strong>leste de São Paulo</strong>, com temperaturas não passando dos 22°C em várias localidades. Na <strong>capital paulista</strong>, a <strong>mínima </strong>será registrada no período da <strong>noite</strong>, com registro de <strong>15°C</strong>.</p><p>Na<strong> segunda-feira (10)</strong> o friozinho se espalha mais um pouco por essa região e também atinge áreas elevadas do sul e Região Serrana do Rio de Janeiro, onde as<strong> máximas não ultrapassam os 20°C</strong> e podem chegar aos <strong>11°C/12°C no sul da Região Sorocabana</strong>.</p><p>Na<strong> capital paulista</strong> a <strong>máxima </strong>será de <strong>18°C </strong>e no Rio de Janeiro será de<strong> 23°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar-1786120380164.jpg" data-image="fej5oob1qprk"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira (11) </strong>o<strong> frio se acentua</strong> um pouco mais e se espalha pela porção <strong>leste paulista</strong>, áreas do <strong>centro-sul do Rio de Janeiro</strong> e chega também ao <strong>sul do Espírito Santo</strong>.</p><p>Pela manhã, as <strong>mínimas </strong>variam <strong>entre 13°C e 18°C</strong> em praticamente todo o estado de São Paulo, no sul do Espírito Santo e em várias localidades do Rio de Janeiro, mas podendo cair para os<strong> 8°C no sul paulista (Região de Sorocaba) e na Região Serrana do Rio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar-1786120397413.jpg" data-image="nm3nkalo8x4s"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>À tarde, as <strong>máximas </strong>(mapa acima) não passam dos <strong>18°C</strong> no leste de São Paulo, no sul do Espírito Santo e em áreas do sul e centro do Rio de Janeiro, podendo ficar em torno dos <strong>10°C na Região Serrana do Rio e no sul da Região de Sorocaba</strong>.</p><p>As mínimas e máximas, respectivamente, neste dia (11) serão de: <strong>12°C/16°C na capital paulista</strong>; 19°C/21°C na capital fluminense; 19°C/24°C na capital Vitória.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782554" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco">Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html" title="Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122393901_320.jpg" alt="Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>A quarta-feira (12) ainda manterá essas condições mais frias nestas áreas.</p><p>Contudo, a <strong>tendência</strong> indica que já na<strong> quinta-feira (13) as temperaturas voltam a se elevar gradualmente </strong>em toda a Região<strong> Sudeste</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-clima-de-inverno-umido-para-sp-rj-e-es-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva de mais de 100 mm, tempestades e vendavais ainda ameaçam o Sul; veja as áreas em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 17:53:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A frente fria segue avançando e mantém a Região Sul sob alertas e riscos de tempestades, fortes rajadas de vento e chuvas com volumes que superam os 100 mm aumentando o potencial para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavsrv2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavsrv2.jpg" id="xavsrv2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Após a formação de um <strong>ciclone bomba</strong> que provocou <strong>vento de 120 km/h em Porto Alegre</strong> e um <strong>tornado confirmado no interior gaúcho</strong>, a Região Sul continua sob alerta no fim de semana. A frente fria avança e há risco de <strong>temporais, vendavais acima de 70 km/h e acumulados superiores a 100 mm</strong> para Santa Catarina e o Paraná. </p><p>Nesta quinta-feira (6), tempestades severas e vendavais atingiram o Sul. Rajadas de vento alcançaram impressionantes <strong>120 km/h em Porto Alegre (RS)</strong> e um <strong>tornado foi confirmado em Pedro Osório (RS)</strong>, provocando queda de centenas de árvores, estragos estruturais e interrupções no fornecimento de eletricidade.</p><h2><strong><strong>Ventos continuam, mas chuva diminui no RS</strong> </strong></h2><p>Ao longo da noite desta sexta-feira (7), <strong>o tempo começa a se estabilizar </strong>na maior parte do Rio Grande do Sul. A frente fria se desloca em direção ao Sudeste e Centro-Oeste, abrindo espaço para a <strong>entrada de uma massa de ar mais frio</strong> e seco que inibe a formação de nuvens carregadas no estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786121900043.jpg" data-image="ih1dr1pd4939" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Previsão de rajadas de vento para o RS na tarde deste sábado (8). Modelo ECMWF, indica ventos superiores a 50 km/h no norte do estado.</figcaption></figure><p>Após as rajadas extremas de 120 km/h na quinta (6), os ventos perdem força durante o fim de semana, mas ainda exigem atenção. Tanto no sábado (8) quanto no domingo (9), há previsão de <strong>rajadas de até 60 km/h</strong>, com maior intensidade concentrada no norte gaúcho.</p><p>Em relação à chuva, a circulação atmosférica favorece o retorno de pancadas no nordeste e norte gaúcho no sábado (8), principalmente entre o final da manhã e o início da tarde. O modelo <em>ECMWF</em> aponta <strong>chuvas moderadas a fortes com descargas elétricas</strong> nessas faixas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786121959892.jpg" data-image="zh06rnaj9x2x" alt="Nuvens e chuva." title="Nuvens e chuva."><figcaption>Previsão de nebulosidade e precipitação para o RS neste sábado (8). Chuvas se concentram no extremo norte do estado.</figcaption></figure><p>No domingo (9), o tempo seco predomina na maior parte do estado, com pancadas isoladas restritas aos municípios que fazem divisa com Santa Catarina. Até o fim do domingo (9), os volumes acumulados variam de apenas <strong>1 mm no centro gaúcho a 25 mm no norte do estado</strong>.</p><h2>Tempestades afetam Santa Catarina no fim de semana </h2><p>Em <strong>Santa Catarina, o tempo volta a fechar na manhã de sábado (8)</strong> após um breve período de melhoria. O transporte de umidade do oceano em direção ao continente criará o ambiente ideal para a formação de nuvens carregadas e risco de temporais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122067142.jpg" data-image="3406ebjfuyqa" alt="Chuvas para SC na noite de sábado (8)." title="Chuvas para SC na noite de sábado (8)."><figcaption>Chuvas para Santa Catarina na noite de sábado (8). Há potencial para tempestades pontuais no estado.</figcaption></figure><p>Ainda no sábado de manhã, <strong>pancadas fortes atingem áreas próximas à divisa com o Paraná</strong>, afetando municípios como Canoinhas e Itaiópolis. O modelo indica potencial para tempestades capazes de gerar alagamentos e transtornos locais.</p><p>A instabilidade em Santa Catarina persiste até a manhã de domingo (9), alternando períodos de<strong> chuva fraca e moderada</strong>. No domingo (9) à tarde, o sol até aparece entre nuvens em algumas regiões, mas o céu permanece predominantemente encoberto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122034690.jpg" data-image="l0mcsvtac6j3" alt="Vento em SC." title="Vento em SC."><figcaption>Rajadas de vento superam os 60 km/h na tarde deste sábado em áreas de SC.</figcaption></figure><p>Além da chuva, os ventos voltam a ganhar força no estado. O momento mais crítico ocorre na <strong>tarde de sábado (8)</strong>, quando as rajadas podem <strong>superar os 60 km/h no meio-oeste catarinense</strong>.</p><h2>Acumulado de chuva supera os 100 mm no PR </h2><p>O Paraná será o estado mais afetado por instabilidades volumosas nos próximos dias. A alta disponibilidade de umidade alimentará nuvens de grande desenvolvimento vertical, mantendo o alerta para <strong>temporais, alagamentos e transbordamento de rios</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122189415.jpg" data-image="rfca8stv4w42" alt="Mapa de densidade de raios." title="Mapa de densidade de raios."><figcaption>Mapa mostra áreas propícias a tempestades na madrugada de domingo (9).</figcaption></figure><p>No sábado (8) de manhã, chuvas fortes atingem a porção norte paranaense e migram em direção ao leste, alcançando a <strong>Região Metropolitana de Curitiba</strong>. À tarde, a chuva se espalha por grande parte do estado com intensidade leve a moderada.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Durante a noite de sábado e a manhã de domingo (9), <strong>pancadas fortes</strong> voltam a se concentrar no sul e sudoeste do Paraná, acumulando grandes volumes em curto intervalo de tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio">Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024235288_320.jpg" alt="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"></a></article></aside><p>De acordo com o modelo <em>ECMWF</em>, os acumulados no Paraná podem <strong>superar os 100 mm na Grande Curitiba</strong>. No centro-sul do estado, os volumes devem oscilar <strong>entre 60 mm e 90 mm</strong>, enquanto no centro-oeste ficam em torno de 60 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco-1786122136815.jpg" data-image="vegvaeu46mo9" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada para o Sul do Brasil até o final da noite de domingo (9). Modelo ECMWF indica volumes acima de 100 mm próximos a Curitiba/PR.</figcaption></figure><p>Acompanhando o quadro chuvoso, o Paraná também registrará <strong>rajadas de vento acima de 70 km/h</strong> na tarde de sábado (8), perdendo intensidade gradativamente ao longo do domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-de-mais-de-100-mm-tempestades-e-vendavais-ainda-ameacam-o-sul-veja-as-areas-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tornado e chuva de granizo causam estragos e alertas no RS; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 13:44:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Diante dos danos provocados por chuvas e vendavais recentes na região, o governo federal publicou portaria oficial reconhecendo o estado de emergência em quatro cidades atingidas no Rio Grande do Sul. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens-1786105554482.jpg" data-image="vrc7vgffpv9h" alt="Novo tornado atingiu Pedro Osório após passagem de ciclone no RS. Foto: Reprodução/ X" title="Novo tornado atingiu Pedro Osório após passagem de ciclone no RS. Foto: Reprodução/ X"><figcaption>Novo tornado atingiu Pedro Osório após passagem de ciclone no RS. Foto: Reprodução/ X</figcaption></figure><p>Um forte temporal provocado pela formação de um ciclone extratropical causou estragos e <strong>acionou alertas máximos no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (6)</strong>. O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou rajadas de vento de até <strong>120 km/h</strong> com tempestade severa e forte queda de visibilidade.</p><p>Durante a noite, por volta das 20h15, a Defesa Civil do Estado disparou um alerta vermelho para a região metropolitana da capital, orientando que a população buscasse abrigo imediato. O evento climático<strong> deixou cerca de 1,5 mil clientes sem energia elétrica em Porto Alegre</strong> e provocou danos na infraestrutura do estado.</p><h2>Registro de novo tornado e tempestades no interior</h2><p>Além da ventania na capital, <strong>u</strong><strong>m tornado gerado por uma supercélula atingiu o interior do município de Pedro Osório</strong>, na localidade de Matarazzo, por volta das 17h15. O fenômeno provocou destelhamentos, queda de árvores, fios soltos e desabastecimento de energia elétrica na região urbana e rural.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Tornados ️ e chuvas extremas em <a href="https://x.com/hashtag/Pelotas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pelotas</a>, Brasil <a href="https://t.co/CaaB8O9GFE">pic.twitter.com/CaaB8O9GFE</a></p>— Meteored Brasil (@MeteoredBR) <a href="https://x.com/MeteoredBR/status/2085694081074667835?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2026</a></blockquote></figure><p>O prefeito de Pedro Osório, Ricardo Alves, relatou a situação durante o deslocamento das equipes para avaliar a extensão dos danos: "Estamos levantando os estragos no perímetro urbano também, pois houve árvores caídas, postes caídos e fios soltos". <strong>Trata-se do segundo tornado confirmado no estado em duas semanas</strong>, após o registro de destruição em Giruá no dia 28 de julho.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Meu amigo me enviou esse vídeo de Pelotas agora.<br><br>As previsões estavam certas <a href="https://t.co/aOm6ccDdjR">pic.twitter.com/aOm6ccDdjR</a></p>— eu, edu (@eueduduarte) <a href="https://x.com/eueduduarte/status/2085490240689405979?ref_src=twsrc%5Etfw">August 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Danos graves também foram relatados em outros municípios do Sul gaúcho devido ao avanço da tempestade. <strong>Em Pelotas, a força da chuva derrubou o muro do presídio regional</strong>, enquanto no município de Rio Grande as aulas das escolas foram totalmente suspensas como medida de prevenção.</p><h2>Granizo e danos estruturais afetaram mais de cem casas</h2><p>A passagem do sistema frontal causou queda de granizo em diversas cidades da Região Norte do Rio Grande do Sul. O município de Caseiros foi um dos mais atingidos, <strong>com mais de 100 residências danificadas por pedras de gelo que perfuraram telhados</strong>, exigindo a distribuição urgente de lonas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens-1786105793461.jpg" data-image="1ue6ia3okedl" alt="Chuva de granizo danificou mais de 100 casas no interior do RS. Foto: Defesa Civil/Divulgação" title="Chuva de granizo danificou mais de 100 casas no interior do RS. Foto: Defesa Civil/Divulgação"><figcaption>Chuva de granizo danificou mais de 100 casas no interior do RS. Foto: Defesa Civil/Divulgação</figcaption></figure><p>Quedas de granizo também ocorreram em localidades rurais de Cruzaltense, além dos municípios de <strong>São Valentim, Barão de Cotegipe, Ibiraiaras, David Canabarro, Fazenda Vilanova e Erechim</strong>. De acordo com dados da Defesa Civil, o fenômeno ocorreu logo nas primeiras horas da manhã, espalhando-se gradativamente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Santo Antônio das Missões/RS<br><br>Muito Granizo registrado. <a href="https://t.co/lrJXkqIhU2">pic.twitter.com/lrJXkqIhU2</a></p>— Alerta Rio 24 Horas (@AlertaRio24Hrs_) <a href="https://x.com/AlertaRio24Hrs_/status/2085557189368852949?ref_src=twsrc%5Etfw">August 7, 2026</a></blockquote></figure><p>O cenário foi impulsionado pela <strong>atuação de um Jato de Baixos Níveis em conjunto com o fenômeno El Niño</strong> de categoria forte. Essa combinação meteorológica favoreceu formações de instabilidade de grande escala sobre o território gaúcho.</p><h2>Reconhecimento federal e respostas das autoridades locais</h2><p>Em decorrência do histórico recente de desastres climáticos na região, <strong>o governo federal publicou portaria reconhecendo a situação de emergência</strong> em quatro municípios gaúchos. A medida abrange as cidades de Ametista do Sul, Nova Bassano, Frederico Westphalen e Santa Tereza, afetadas por enxurradas e ventanias no mês de julho.</p><p>O Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) e a Defesa Civil <strong>mantiveram avisos de grande perigo para tempestades ao longo de todo o dia</strong>. A orientação oficial para os moradores das áreas sob risco de alagamentos e vendavais é desligar aparelhos elétricos e evitar permanecer em locais abertos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio">Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html" title="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024235288_320.jpg" alt="Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio"></a></article></aside><p>As equipes municipais e estaduais de apoio e monitoramento seguem atuando no atendimento das ocorrências nos locais atingidos pelos ventos fortes e granizo. <strong>O acompanhamento permanente inclui o monitoramento do nível de rios e lagos na capital</strong> para mitigar os impactos da passagem do ciclone. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Duda%20Romagna%2C%20Diego%20Nu%C3%B1ez" data-year="2026" data-title="Forma%C3%A7%C3%A3o%20de%20ciclone%20provoca%20granizo%20e%20mais%20de%20100%20casas%20s%C3%A3o%20afetadas%20no%20RS%2C%20que%20tem%20aviso%20para%20chuva%20forte%20e%20at%C3%A9%20tornados" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F06%2Fciclone-provoca-tempestade-granizo-rs.ghtml">Duda Romagna, Diego Nuñez. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/06/ciclone-provoca-tempestade-granizo-rs.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Formação de ciclone provoca granizo e mais de 100 casas são afetadas no RS, que tem aviso para chuva forte e até tornados</a>.</cite><br><cite data-author="Thiago%20F%C3%A9lix%2C%20Andr%C3%A9%20Rigue%2C%20Lauryn%20Amaral" data-year="2026" data-title="Grande%20tornado%20gerado%20por%20passagem%20de%20ciclone%20bomba%20atinge%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fnacional%2Fsul%2Frs%2Fgrande-tornado-gerado-por-passagem-de-ciclone-bomba-atinge-rs%2F">Thiago Félix, André Rigue, Lauryn Amaral. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sul/rs/grande-tornado-gerado-por-passagem-de-ciclone-bomba-atinge-rs/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Grande tornado gerado por passagem de ciclone bomba atinge RS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tornado-e-chuva-de-granizo-causam-estragos-e-alertas-no-rs-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com um pouco de conhecimento sobre como limpá-los, triturá-los e aplicá-los de acordo com as necessidades específicas das suas plantas, as sobras do pequeno-almoço podem tornar-se um aliado valioso no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289357185.png" data-image="37ve8ja8yrrp"><figcaption>As cascas de ovo não substituem um bom fertilizante, nem conseguem, por si só, resolver todos os problemas relacionados com o cálcio.</figcaption></figure><p>Os ovos são um alimento básico em muitas cozinhas e, assim que são partidos, as cascas vão normalmente direitas para o lixo. Mas <strong>o que parece ser desperdício ainda pode ser bem aproveitado nos seus vasos, horta ou canteiros</strong> de flores.</p><p>Com um pouco de preparação, <strong>as cascas de ovo</strong> podem ganhar uma segunda vida e tornar-se<strong> um aliado valioso para as suas plantas</strong>.<strong> </strong>Reutilizá-las é também uma forma fácil de reduzir o lixo doméstico.</p><p>As cascas de ovo são bem conhecidas na jardinagem por fornecerem <strong>cálcio de libertação lenta e por funcionarem como uma barreira natural contra lesmas e caracóis</strong>. No entanto, não basta simplesmente esmagá-las e espalhá-las pelo solo. O tamanho dos pedaços faz toda a diferença.</p><div class="texto-destacado"><strong>Se o seu objetivo for adicionar cálcio ao solo, as cascas devem ser moídas até se tornarem um pó muito fino. Se quiser criar uma barreira protetora, pedaços maiores, secos e irregulares funcionam muito melhor.</strong></div><p>Para compreender por que razão são úteis, é importante saber de que são feitas. Cerca de 95% de uma casca de ovo é constituída por <strong>carbonato de cálcio</strong>, juntamente com pequenas quantidades de <strong>magnésio e outros minerais</strong>.</p><h2>As cascas de ovo, por si só, não são suficientes</h2><p>É importante lembrar que <strong>as cascas de ovo não são um fertilizante completo</strong>. Contêm apenas quantidades mínimas de azoto, fósforo e potássio, pelo que não podem substituir o composto, os dejetos de minhocas ou um fertilizante equilibrado.</p><p>Funcionam melhor como um aditivo mineral suplementar que se decompõe gradualmente no solo. Por outras palavras, podem dar um impulso útil, <strong>mas as suas plantas continuam a precisar de uma fonte de nutrição mais completa</strong>.</p><h2>Como preparar cascas de ovo para as suas plantas</h2><p>Antes de as levar para o jardim, <strong>lave bem as cascas para remover quaisquer resíduos de clara ou gema</strong>. Embora este passo possa parecer insignificante, ajuda a evitar odores desagradáveis, bolor e insetos indesejados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289566244.png" data-image="egbplqwzh7i0"><figcaption>Triture as cascas até obterem um pó fino e misture-as no solo para que as suas plantas possam absorver gradualmente o cálcio.</figcaption></figure><p><strong>Deixe-as secar durante um dia inteiro num local bem ventilado</strong>. Se quiser acelerar o processo, leve-as ao forno durante 10 a 15 minutos a baixa temperatura, até ficarem completamente secas e quebradiças.</p><p>Quando estiverem prontas, guarde-as num frasco seco até ter recolhido uma boa quantidade. Para tornar o cálcio disponível para as plantas, <strong>triture as cascas até obter um pó tão fino como farinha</strong>.</p><p>Pode usar um almofariz e um pilão, colocá-las num saco resistente e esmagá-las com um rolo de massa, ou triturá-las num liquidificador. <strong>Quanto mais fino for o pó, mais facilmente se misturará com o solo</strong>.</p><div class="texto-destacado">O facto de a casca ser branca ou castanha depende da genética da galinha. Não existe uma diferença significativa no teor de cálcio entre as duas.</div><p>Isto é importante porque os fragmentos grandes de casca demoram muito tempo a decompor-se. Na verdade, podem ainda estar visíveis após vários meses — ou mesmo anos. <strong>Moê-los até se tornarem pó aumenta o seu contacto com a umidade, os microrganismos e os ácidos naturais do solo, acelerando o processo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico">Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225_320.jpeg" alt="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"></a></article></aside><p>Não é necessário cobrir o vaso com pó de casca de ovo. Comece por<strong> espalhar uma ou duas colheres de chá à volta da base da planta e misture-o suavemente na camada superior do solo</strong>. Também pode adicionar um pouco ao buraco de plantação ao transplantar ou misturá-lo diretamente no seu composto.</p><h3>Como utilizar cascas de ovo contra lesmas e caracóis</h3><p>Se o seu objetivo for proteger as suas plantas de lesmas e caracóis, prepare as cascas de forma diferente. Em vez de pó, <strong>utilize pedaços grandes, secos e irregulares, aproximadamente do tamanho de um grão de café</strong>. Disponha-os num anel com cerca de duas a três polegadas (5–8 cm) de largura à volta da planta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289670978.png" data-image="qguufrb0enra" alt="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away." title="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away."><figcaption>Partam as conchas em pedaços pequenos e espalhem-nas à volta das vossas plantas para criar uma barreira que ajude a afastar as lesmas e os caracóis.</figcaption></figure><p><strong>A ideia é que a superfície rugosa e as arestas afiadas tornem desconfortável a passagem de lesmas e caracóis</strong>. Mesmo assim, esta barreira pode ajudar, mas nem sempre os impedirá completamente. Certifique-se de que o anel é contínuo e evite que as folhas toquem no chão fora da barreira, pois as pragas podem usá-las como ponte.</p><p>Após chuva forte ou rega, terá de deixar as conchas secarem, reposicioná-las ou substituí-las. Também é uma boa ideia <strong>remover folhas caídas, tábuas, pedras e outros esconderijos úmidos</strong> onde estas pragas costumam refugiar-se durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"></a></article></aside><p>Se tiver cascas de ovo a mais, esmague-as bem e adicione-as à sua pilha de composto. A regra de ouro é simples: <strong>triture as cascas de ovo até ficarem em pó fino se as for utilizar como fonte de cálcio</strong>, ou deixe-as em pedaços maiores se quiser criar uma barreira contra lesmas e caracóis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Ilíada" e "Odisseia" são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Dos oito poemas que narravam a Guerra de Troia e suas consequências, apenas Ilíada e Odisseia sobreviveram completas; as demais obras são conhecidas apenas por resumos antigos e fragmentos preservados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786060827865.jpg" data-image="pjdzlv3i9dto" alt="A maior parte das histórias foi perdida: eventos como a morte de Aquiles e o assassinato de Odisseu por seu próprio filho só sobrevivem graças a fragmentos. Crédito: Mike Azevedo/Superinteressante" title="A maior parte das histórias foi perdida: eventos como a morte de Aquiles e o assassinato de Odisseu por seu próprio filho só sobrevivem graças a fragmentos. Crédito: Mike Azevedo/Superinteressante"><figcaption>A maior parte das histórias foi perdida: eventos como a morte de Aquiles e o assassinato de Odisseu por seu próprio filho só sobrevivem graças a fragmentos. Crédito: Mike Azevedo/Superinteressante</figcaption></figure><p>A imagem mais conhecida da <strong>Guerra de Troia</strong> costuma remeter ao cavalo de madeira que permitiu a invasão da cidade, à morte de Aquiles atingido no calcanhar e à longa viagem de Odisseu de volta para casa. No entanto, esses episódios não aparecem de forma detalhada nos <strong>dois poemas mais famosos atribuídos a Homero, Ilíada e Odisseia</strong>. Na verdade, eles pertencem a um conjunto muito maior de narrativas conhecido pelos estudiosos como <strong>Ciclo Épico.</strong></p><p>Formado originalmente por oito poemas, o Ciclo Épico reunia histórias que narravam desde as origens da Guerra de Troia até o destino dos heróis após o conflito. Essas obras eram transmitidas oralmente por <strong>bardos na Grécia Antiga antes de serem registradas por escrito entre os séculos VIII e VII a.C.</strong>, compondo uma das tradições literárias mais importantes da Antiguidade.</p><p>Apesar de sua relevância, apenas Ilíada e Odisseia chegaram completas aos dias atuais. Os outros seis poemas desapareceram ao longo dos séculos e <strong>sobreviveram apenas por meio de pequenos fragmentos</strong>, citações feitas por autores antigos e, principalmente, dos resumos elaborados por Proclo, responsável por preservar a estrutura geral dessas narrativas.</p><h2>A origem da guerra e a queda de Troia</h2><p>A primeira obra do ciclo é <strong>Cypria</strong>, tradicionalmente atribuída a Estácino de Chipre. O poema narrava os acontecimentos que antecederam a guerra, incluindo <strong>o famoso julgamento de Páris entre Afrodite, Hera e Atena. </strong>Ao escolher Afrodite como a mais bela das deusas, o príncipe troiano recebe como recompensa o amor de Helena, esposa do rei Menelau. O episódio desencadeia a união dos reis gregos contra Troia e dá início ao conflito que duraria uma década.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786061048898.jpg" data-image="rpla1vjsxe7e" alt="Ilíada conta a guerra e o início da queda de Tróia. Crédito: Universal Studios/Reprodução" title="Ilíada conta a guerra e o início da queda de Tróia. Crédito: Universal Studios/Reprodução"><figcaption>Ilíada conta a guerra e o início da queda de Tróia. Crédito: Universal Studios/Reprodução</figcaption></figure><p>A segunda obra é a própria<strong> Ilíada</strong>, atribuída a Homero, que retrata apenas algumas semanas do último ano da guerra. O poema concentra-se na ira de Aquiles após romper com Agamenon, na morte de Pátroclo pelas mãos de Heitor e na vingança do maior guerreiro grego. A narrativa termina com o encontro entre Aquiles e o rei Príamo, que consegue recuperar o corpo do filho para realizar seu funeral.</p><p>A sequência era contada em<strong> Etiópida</strong>, de Arctino de Mileto. O poema apresentava a chegada das amazonas e do rei etíope Mêmnon para auxiliar Troia. Depois de derrotar ambos, <strong>Aquiles encontra seu próprio destino ao ser morto por uma flecha disparada por Páris</strong>. A obra também narrava o funeral do herói e a disputa entre Odisseu e Ajax por sua armadura.</p><h2>O cavalo de Troia e o saque da cidade</h2><p>Os acontecimentos seguintes eram desenvolvidos na <strong>Pequena Ilíada</strong>, atribuída a Lesques. O poema relatava o suicídio de Ajax após perder a armadura de Aquiles para Odisseu, a morte de Páris e a missão de Odisseu e Diomedes para roubar a estátua sagrada de Atena. Também era nessa obra que surgia, em detalhes,<strong> o famoso estratagema do Cavalo de Troia</strong>, apenas mencionado brevemente por Homero.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/madeira-petrificada-das-montanhas-kyffhauser-revela-300-milhoes-de-anos-da-historia-da-terra.html" title="Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra">Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/madeira-petrificada-das-montanhas-kyffhauser-revela-300-milhoes-de-anos-da-historia-da-terra.html" title="Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/versteinertes-holz-aus-dem-kyffhauser-deckt-300-millionen-jahre-erdgeschichte-auf-1785091520789_320.jpg" alt="Madeira petrificada das montanhas Kyffhäuser revela 300 milhões de anos da história da Terra"></a></article></aside><p>O episódio final da guerra aparecia em <strong>Iliupersis, ou O Saque de Troia</strong>, novamente atribuído a Arctino de Mileto. A narrativa descrevia a entrada do cavalo na cidade, a invasão noturna dos gregos, o massacre da população, a morte do rei Príamo e a destruição de templos e palácios. A violência foi tão grande que, segundo o poema, até Atena decidiu punir os vencedores.</p><p>As consequências da vitória grega eram exploradas em <strong>Nostoi ("Retornos")</strong>. A obra acompanhava a difícil viagem de volta dos principais heróis, castigados pelos deuses pelas atrocidades cometidas durante o saque. Entre os episódios mais conhecidos estão <strong>a permanência de Menelau no Egito e o assassinato de Agamenon por sua esposa</strong>, Clitemnestra, ao retornar a Micenas.</p><h2>O destino de Odisseu após a "Odisseia"</h2><p>A penúltima obra do ciclo é a própria<strong> Odisseia,</strong> atribuída a Homero. O poema acompanha<strong> os dez anos de viagem de Odisseu até retornar a Ítaca</strong>, enfrentando criaturas como o ciclope Polifemo, a feiticeira Circe, as sereias, Cila e Caríbdis, antes de recuperar seu reino e reencontrar Penélope.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786061446296.jpg" data-image="jlqoaogmcufg" alt="Após o retorno à Ítaca, muitos acontecimentos ainda se abatem sobre Odisseu" title="Após o retorno à Ítaca, muitos acontecimentos ainda se abatem sobre Odisseu"><figcaption>Após o retorno à Ítaca, muitos acontecimentos ainda se abatem sobre Odisseu. Crédito: Universal Studios/Divulgação</figcaption></figure><p>O encerramento do Ciclo Épico acontecia em <strong>Telegonia</strong>, um dos poemas mais curiosos da tradição grega. A obra revelava que Odisseu teve um filho com Circe, chamado Telégono. Sem conhecer o pai, o jovem parte em sua busca e, por ironia do destino, acaba matando Odisseu durante um confronto em Ítaca. Após descobrir a verdade, leva o corpo do herói para a ilha de Circe, onde <strong>a história termina com casamentos inesperados entre os sobreviventes e a concessão da imortalidade pela feiticeira.</strong></p><p>Embora apenas dois dos oito poemas tenham sobrevivido integralmente, os fragmentos preservados e os resumos de autores antigos permitem reconstruir a maior parte dessa vasta narrativa. O Ciclo Épico revela que<strong> a Guerra de Troia ia muito além da história contada por Homero, abrangendo gerações de heróis, tragédias familiares e episódios </strong>que marcaram profundamente a literatura e a mitologia do mundo ocidental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Superinteressante" data-year="2026" data-title="%E2%80%9COdisseia%E2%80%9D%20e%20%E2%80%9CIl%C3%ADada%E2%80%9D%20s%C3%A3o%20s%C3%B3%20dois%20cap%C3%ADtulos%20de%20oito%3A%20conhe%C3%A7a%20o%20Ciclo%20%C3%89pico%20de%20Troia" data-url="https%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fhistoria%2Fodisseia-e-iliada-sao-so-dois-capitulos-de-oito-conheca-o-ciclo-epico-de-troia%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Superinteressante. (2026). <a href="https://super.abril.com.br/historia/odisseia-e-iliada-sao-so-dois-capitulos-de-oito-conheca-o-ciclo-epico-de-troia/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Odisseia” e “Ilíada” são só dois capítulos de oito: conheça o Ciclo Épico de Troia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um asteroide de 10 km transformou a Terra em um forno duas horas antes do grande inverno glacial]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-asteroide-de-10-km-transformou-a-terra-em-um-forno-duas-horas-antes-do-grande-inverno-glacial.html</link><pubDate>Fri, 07 Aug 2026 08:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova pesquisa sugere que a extinção dos dinossauros pode ter ocorrido muito mais rapidamente do que se pensava anteriormente. Uma gigantesca nuvem de poeira teria transformado a Terra em um verdadeiro forno apenas algumas horas após o impacto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-mas-parecido-al-infierno-el-asteroide-que-mato-a-los-dinosaurios-no-los-congelo-pero-si-aso-la-tierra-en-2-horas-1785323774030.jpg" data-image="045gsq2yjeeh"><figcaption>O que ainda gera debate entre os cientistas não é se o impacto causou aquela extinção em massa, mas exatamente como isso aconteceu.</figcaption></figure><p><strong>Há 66 milhões de anos</strong>, um <strong>asteroide </strong>de aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro<strong> atingiu a Terra</strong> perto do que hoje é a Península de Yucatán, no México. A colisão criou a cratera de Chicxulub e marcou o fim do período Cretáceo, <strong>provocando a extinção de cerca de 75% das espécies</strong> que habitavam o planeta, incluindo quase todos os dinossauros.</p><p>O que permanece como objeto de debate científico não é se o impacto causou essa extinção em massa, mas sim como exatamente ela ocorreu. Durante anos, uma das principais <strong>hipóteses </strong>sustentava que a <strong>maioria das espécies sucumbiu gradualmente devido a um inverno global prolongado</strong>, caracterizado por temperaturas gélidas e uma redução drástica na luz solar.</p><p>No entanto, um <strong>estudo </strong>publicado na revista <em>Journal of Geophysical Research: Biogeosciences</em> propõe um cenário bem diferente. Segundo os autores, <strong>o impacto inicial pode ter sido muito mais letal do que se pensava anteriormente</strong>, dizimando uma vasta quantidade de vida na Terra em apenas uma ou duas horas.</p><h2>A chave estava em uma enorme nuvem de poeira</h2><p>O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Purdue, reconstruiu o que aconteceu imediatamente após o impacto do asteroide. <strong>A colisão vaporizou mais de 1.000 quilômetros cúbicos de rocha e sedimento</strong>, lançando esse material a uma altitude de dezenas de quilômetros.</p><div class="texto-destacado">À medida que esfriava, parte desse vapor transformava-se em minúsculas gotículas de rocha fundida, chamadas de esférulas. Essas partículas começaram a cair de volta em direção à superfície e, durante a descida, aqueceram-se intensamente devido ao atrito com a atmosfera, irradiando uma enorme quantidade de energia.</div><p>O mecanismo já era conhecido até aquele momento. A descoberta inédita do estudo é a identificação do papel decisivo de uma<strong> enorme nuvem de poeira extremamente fina que permaneceu em suspensão na atmosfera</strong> após o impacto. Essa poeira funcionou como uma tampa gigantesca: em vez de permitir que o <strong>calor </strong>escapasse para o espaço, ela <strong>o refletia continuamente de volta para a superfície do planeta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-mas-parecido-al-infierno-el-asteroide-que-mato-a-los-dinosaurios-no-los-congelo-pero-si-aso-la-tierra-en-2-horas-1785323841764.jpg" data-image="sb3da7vggjc0"><figcaption>Pesquisadores comparam o cenário de impacto de asteroide a um verdadeiro inferno.</figcaption></figure><p><strong>O resultado foi devastador</strong>. Cálculos indicam que a radiação térmica que atingiu o planeta era cerca de três vezes e meia mais intensa do que a produzida apenas pelas esférulas, criando um ambiente capaz de provocar incêndios florestais espontâneos e dizimar rapidamente a maior parte da fauna terrestre.</p><h2>Um planeta transformado em forno</h2><p>Pesquisadores comparam esse cenário a um verdadeiro inferno. A densa <strong>nuvem de poeira bloqueava quase totalmente a luz solar</strong> e, ao mesmo tempo, retinha o calor próximo ao solo, <strong>elevando as temperaturas a níveis extremos</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com as simulações, os animais expostos receberam uma dose de radiação térmica equivalente a 17 vezes a quantidade considerada letal para um ser humano.<br>Nessas condições, as únicas espécies com chance de sobrevivência teriam sido aquelas que conseguiram se refugiar no subsolo, permanecer debaixo d'água ou encontrar alguma forma de proteção natural contra o calor intenso.</div><p>Essa pode ser uma das explicações para o fato de pequenos mamíferos, anfíbios, répteis e outros organismos resilientes terem conseguido sobreviver à catástrofe, enquanto os grandes dinossauros desapareceram quase completamente.</p><h2>Do calor extremo a um longo inverno global</h2><p>Paradoxalmente, a mesma poeira responsável pelo intenso aquecimento inicial teria sido também a origem de uma mudança climática diametralmente oposta.</p><p>Assim que a chuva de esférulas cessou e os incêndios se extinguiram,<strong> as minúsculas partículas permaneceram suspensas na atmosfera por anos</strong> — ou até mesmo décadas. Ao bloquear uma parcela significativa da radiação solar, elas <strong>desencadearam um inverno global que reduziu drasticamente as temperaturas</strong> e perturbou as cadeias alimentares em todo o planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683026" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-colapso-da-era-glacial-foi-dramatico-a-terra-rapidamente-passou-de-uma-bola-de-neve-a-um-planeta-pantanoso.html" title="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso">O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-colapso-da-era-glacial-foi-dramatico-a-terra-rapidamente-passou-de-uma-bola-de-neve-a-um-planeta-pantanoso.html" title="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-colapso-de-la-era-de-hielo-fue-dramatico-la-tierra-paso-rapidamente-de-ser-una-bola-de-nieve-a-un-planeta-pantanoso-1731464880839_320.jpg" alt="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso"></a></article></aside><p>Os pesquisadores também destacam que a poeira media apenas 2,5 micrômetros de diâmetro — um tamanho semelhante ao de partículas encontradas na fumaça de incêndios florestais atuais. <strong>Mesmo que tivessem sobrevivido ao calor inicial, muitos animais ainda teriam enfrentado graves problemas respiratórios</strong> devido à inalação desse material.</p><h2>Um quebra-cabeça que ainda não está completo</h2><p>Embora os resultados reforcem a hipótese de uma extinção extremamente rápida, os próprios autores reconhecem que <strong>ainda são necessárias mais evidências </strong>geológicas para <strong>confirmar a extensão global dos incêndios desencadeados pelo impacto</strong>.</p><p><strong>Até o momento, os sinais mais claros desses incêndios foram encontrados na América do Norte</strong>. No entanto, os cientistas acreditam que pesquisas futuras poderão identificar vestígios semelhantes em outras regiões do planeta e ajudar a reconstruir, com maior precisão, as primeiras horas após o impacto do asteroide.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El asteroide Chicxulub desencadenó la extinción del 75% de la vida en la Tierra, entre ella los dinosaurios no aviares, hace 66 millones de años. Tenía ~10 km.<br><br>Esta animación de Discovery Channel muestra el extremadamente improbable escenario del asteroide Palas (500 km, 2.108 × <a href="https://t.co/P1NmLcsArK">pic.twitter.com/P1NmLcsArK</a></p>— Universo Recóndito (@UnvrsoRecondito) <a href="https://x.com/UnvrsoRecondito/status/1774051137399758916?ref_src=twsrc%5Etfw">March 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Responder a essa pergunta vai muito além de simplesmente saber qual foi o destino dos <strong>dinossauros</strong>. Compreender como a Terra reagiu a um dos maiores desastres naturais de sua história também lança luz sobre a resiliência dos ecossistemas e sobre os motivos pelos quais algumas espécies conseguiram sobreviver, enquanto outras desapareceram para sempre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Johnson%2C%20B.%20C.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Heat%20and%20Wildfires%20During%20the%20K-Pg%20Mass%20Extinction%20Enhanced%20by%20Fine%20Dust" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2026JG009837">Johnson, B. C. et al. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2026JG009837" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Heat and Wildfires During the K-Pg Mass Extinction Enhanced by Fine Dust</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-asteroide-de-10-km-transformou-a-terra-em-um-forno-duas-horas-antes-do-grande-inverno-glacial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A cidade brasileira que esconde o 8º maior cânion do mundo e que poucos conhecem; descubra onde fica ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 21:41:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Cidade paranaense destaca-se por abrigar o oitavo maior cânion do mundo em extensão, além de ter forte ecoturismo, com várias cachoeiras e trilhas. Saiba que destino é este.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica-1785960699827.jpg" data-image="03vuxmpyq7ej"><figcaption>O cânion é considerado o 8º maior do mundo em extensão. Sua formação é composta por paredes de arenito que podem chegar a uma altura de até 80 metros. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O <strong>oitavo maior cânion do mundo em extensão</strong> está localizado em uma cidade brasileira, um destino turístico incrível para ecoturismo, cheio de atrativos naturais mas que poucos conhecem.</p><p>Trata-se do município de <strong>Jaguariaíva</strong>, que fica no nordeste do estado do <strong>Paraná</strong>, na Região dos Campos Gerais. Está a cerca de<strong> 240 km da capital Curitiba</strong> e oferece belas paisagens, com cachoeiras, trilhas e parques nacionais, além, é claro, do cânion.</p><p>Prepare-se para descobrir este <strong>tesouro escondido</strong> que é puro contato com a natureza e aventura!</p><h2>Os atrativos naturais de Jaguariaíva</h2><p>Jaguariaíva é uma boa opção para aventureiros e curiosos que buscam contato com a natureza e experiências ao ar livre.</p><p>E começamos falando dele, o <strong>Cânion do Rio Jaguariaíva</strong>, que é o oitavo maior cânion do mundo, ideal para contemplação e aventura. Ele possui<strong> paredões de arenito com até 80 metros de altura</strong> ao longo de <strong>mais de 10 km de extensão</strong>.</p><p><strong>Abaixo, a Cachoeira Véu da Noiva, uma das atrações do Cânion</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">A bela Cachoeira Véu da Noiva<br>Parque Municipal Lago Azul - Jaguariaíva - PR<br><br>Andressa Gomes <a href="https://t.co/gCr5tbOY3c">pic.twitter.com/gCr5tbOY3c</a></p>— Viviane Fernandes ཐི༏ཋྀ (@Viviifernande) <a href="https://x.com/Viviifernande/status/1697385311452434458?ref_src=twsrc%5Etfw">August 31, 2023</a></blockquote></figure><p>O <strong>rio </strong>que<strong> atravessa o cânion </strong>é um local perfeito para a prática de esportes radicais, como o <strong>rafting e canoagem</strong>.</p><p>A região da cidade tem três parques naturais que oferecem vários atrativos.</p><ul><li><strong>Parque Municipal Lago Azul </strong></li></ul><p>Este é <strong>o parque mais visitado</strong> e abriga <strong>3 quedas d’água</strong>: a Cachoeira Lago Azul, Cachoeira Véu da Noiva e a Cachoeira das Andorinhas. </p><p>A <strong>Cachoeira Lago Azul </strong>é muito bonita e tem cerca de 20 metros de altura, com águas que escorrem em um paredão de pedra e acabam em um poço fundo de águas cristalinas verdes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica-1785960730402.jpg" data-image="upfrufsn85my"><figcaption>A Cachoeira Lago Azul, no Parque Municipal Lago Azul, em Jaguariaíva. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A <strong>Cachoeira </strong><strong>Véu da Noiva</strong> tem uns 30 metros de altura e fica entre dois paredões rochosos, em uma fenda. Seu acesso é complexo, feito por baixo através de caminhada entre pedras e a nado. O ideal seria fazer o <em>aquatrekking </em>guiado. </p><p>A<strong> Cachoeira das Andorinhas</strong> fica logo acima da Véu da Noiva. É uma bela queda d’água com uma piscina natural de águas verdes e outras quedas mais acima. O seu acesso é fácil, mas por uma trilha íngreme de 500 metros.</p><ul><li><strong>Parque Estadual do Cerrado</strong></li></ul><p>É uma <strong>área de preservação remanescente de campos de cerrado</strong>, bem como cachoeiras e cânions. Conta com mais de 2 km de trilhas auto guiadas e as duas principais atrações são a Trilha do Cerrado e a Cachoeira do Cerrado. </p><p>A<strong> Trilha do Cerrado </strong>é um percurso autoguiado e bem sinalizado, com cerca de 3,8 km de extensão, que passa por passarelas de madeira e trechos de terra batida. Tem um mirante de onde é possível contemplar o Cânion do Rio Jaguariaíva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778675" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp.html" title="Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP">Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp.html" title="Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-os-canions-paulistas-o-paraiso-de-400-milhoes-de-anos-escondido-no-interior-de-sp-1784053926498_320.jpg" alt="Conheça os Cânions Paulistas, o paraíso de 400 milhões de anos escondido no interior de SP"></a></article></aside><p>A <strong>Cachoeira do Cerrado</strong> é uma queda de cerca de 40 metros de altura, acessível através de outra trilha de 300 metros de extensão que acompanha o rio Jaguariaíva. Também tem o mirante da Cachoeira.</p><ul><li><strong>Parque Estadual Vale do Codó</strong></li></ul><p>É uma área de aproximadamente<strong> 760 hectares</strong>, formada por<strong> cânions, cachoeiras e afloramentos do arenito</strong>, por onde passam os rios Lajeado Grande e Jaguariaíva. </p><p>Os principais atrativos deste parque são a <strong>Cachoeira do Butiá</strong> com 30 metros de altura, <strong>Cachoeira da Ilha</strong> com cerca de 100 metros de altura, o <strong>Mirante da Pedra da Taça</strong> e o <strong>Mirante da Pedra Bonita</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica-1785960845537.jpg" data-image="qqkomei3c9yd"><figcaption>Vista do Mirante da Pedra da Taça, no Parque Estadual Vale do Codó. Ao fundo a Cachoeira da Ilha. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>A <strong>Cachoeira da Ilha tem difícil acesso</strong> se for por baixo e por cima o acesso é proibido. Com isso, ela é mais vista de longe, através dos mirantes.</p><p><strong>Outro atrativo natural, mas na área urbana</strong> (isso mesmo!), é o <strong>parque Linear do Rio Capivari</strong>, um refúgio verde que fica praticamente dentro da cidade. Um mirante de madeira oferece a vista do Cachoeirão que é um dos principais cartões postais da cidade.</p><p>O local tem <strong>infraestrutura </strong>com pista de caminhada, lago artificial, academia ao ar livre, parque infantil e um belo bosque.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Barcelos%2C%20E" data-year="2026" data-title="Jaguaria%C3%ADva%20(PR)%20guarda%20o%20oitavo%20maior%20c%C3%A2nion%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fjaguariaiva-pr-guarda-o-oitavo-maior-canion-do-mundo%2F">Barcelos, E. (2026). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/jaguariaiva-pr-guarda-o-oitavo-maior-canion-do-mundo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Jaguariaíva (PR) guarda o oitavo maior cânion do mundo</a>.</cite><br><cite data-author="Prandi%2C%20J" data-year="2025" data-title="O%20que%20fazer%20em%20Jaguaria%C3%ADva%20PR" data-url="https%3A%2F%2Fwww.viagensecaminhos.com%2Fjaguariaiva-pr%2F">Prandi, J. (2025). <a href="https://www.viagensecaminhos.com/jaguariaiva-pr/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer em Jaguariaíva PR</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-cidade-brasileira-que-esconde-o-8-maior-canion-do-mundo-e-que-poucos-conhecem-descubra-onde-fica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[OMM alerta sobre incêndios florestais: "A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 20:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As mudanças climáticas favorecem incêndios florestais cada vez mais extremos, mas não explicam sua origem isoladamente: a OMM alerta que o manejo florestal e a atividade humana continuam sendo fatores decisivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aviso-de-la-omm-sobre-los-incendios-forestales-el-cambio-climatico-aumenta-el-riesgo-pero-no-es-el-unico-culpable-1785751856331.jpeg" data-image="ea54gq4b74q9"><figcaption>Os incêndios florestais não são mais um problema exclusivo de áreas com histórico de ocorrências.</figcaption></figure><p>Os<strong> incêndios florestais</strong> tornaram-se <strong>uma das maiores ameaças do século 21</strong>. A cada verão, vemos imagens de enormes nuvens de fumaça, evacuações em massa, confinamentos e milhares de hectares reduzidos a cinzas — especialmente durante os incêndios recentes na Espanha, na França e na Grécia.</p><p>No entanto, especialistas da Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontam que esses grandes incêndios<strong> resultam de uma combinação de fatores inter-relacionados</strong>: condições climáticas extremas, acúmulo de vegetação combustível, mudanças no uso da terra e — na maioria dos casos — uma fonte de ignição causada pela atividade humana.</p><h2>As mudanças climáticas criam um cenário muito favorável</h2><p>A OMM observa que o <strong>aumento das temperaturas</strong>, as <strong>secas prolongadas</strong> e frequentes, a<strong> redução da umidade do solo </strong>e as <strong>ondas de calor</strong> fazem com que a vegetação permaneça seca por períodos mais longos e se torne muito mais inflamável.</p><p>Em outras palavras, <strong>as mudanças climáticas não iniciam os incêndios, mas preparam o cenário</strong> para que qualquer faísca se transforme em um enorme incêndio florestal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">️ Les incendies vus par la NASA : voici une nouvelle version de la modélisation, centrée sur la France.<br>Elle montre la dispersion des fumées des incendies de juillet 2026 (Gironde, Landes, Var, Fontainebleau) à travers lEurope de lOuest, selon le modèle GEOS-CF de la NASA. <a href="https://t.co/MY0petXAzd">https://t.co/MY0petXAzd</a> <a href="https://t.co/Mx2c54cJ53">pic.twitter.com/Mx2c54cJ53</a></p>— Xplora (@XploraSpace) <a href="https://x.com/XploraSpace/status/2083286635462943130?ref_src=twsrc%5Etfw">July 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Há também outros fatores significativos, notadamente o <strong>acúmulo de biomassa</strong>, a redução da exploração florestal e a<strong> falta de manejo adequado</strong> ao contexto atual.</p><p>A isso se soma a<strong> expansão da interface urbano-florestal</strong>, onde residências e infraestruturas estão cada vez mais situadas nas proximidades de áreas florestais,<strong> aumentando</strong> tanto o<strong> risco de ignição </strong>quanto a complexidade das operações de combate a incêndios.</p><h2>A fumaça também faz parte do problema</h2><p>A preocupação da OMM não se limita apenas aos incêndios; há também preocupação com as<strong> grandes quantidades de partículas finas e gases poluentes</strong> que degradam severamente a qualidade do ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aviso-de-la-omm-sobre-los-incendios-forestales-el-cambio-climatico-aumenta-el-riesgo-pero-no-es-el-unico-culpable-1786024156085.png" data-image="kuqs3m5ntww9"><figcaption>A fumaça de incêndios pode percorrer dezenas de quilômetros e causar uma grave deterioração na qualidade do ar.</figcaption></figure><p><strong>A fumaça pode percorrer centenas ou até milhares de quilômetros</strong>, afetando populações distantes da fonte do incêndio e aumentando problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre idosos, crianças e pacientes com condições preexistentes.</p><p>Embora grandes incêndios estivessem tradicionalmente associados à parte sul do continente, o risco está se deslocando para regiões onde eles eram historicamente incomuns.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Severe drought has overtaken England and France, and satellite images showing the transformation of both countries from late May to late July are just shocking. <a href="https://t.co/Ej56zjmJAz">pic.twitter.com/Ej56zjmJAz</a></p> Colin McCarthy (@US_Stormwatch) <a href="https://x.com/US_Stormwatch/status/2082554874047422825?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><p>As altas temperaturas registradas nos verões recentes, combinadas com períodos de seca persistente, estão aumentando o risco em países da Europa Central e do Norte, como a França.</p><h3>A prevenção será cada vez mais importante</h3><p>Para a OMM, a <strong>solução </strong>não está apenas no fortalecimento dos recursos de combate a incêndios; a chave está, na verdade, no <strong>manejo florestal preventivo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781601" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html" title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos">As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html" title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338140984_320.jpeg" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos"></a></article></aside><p>Três das medidas mais notáveis incluem a<strong> remoção do</strong><strong> excesso de vegetação (combustível)</strong>, a criação de aceiros, a realização de queimadas prescritas controladas e o aprimoramento dos sistemas de vigilância e de alerta precoce.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria confirmada para SP: tempestades, vendavais e frio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 18:26:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria vai avançar pelo estado nesta sexta (7) levando pancadas de chuva, temporais e fortes rajadas de vento. No domingo (9) um novo sistema traz de volta os temporais para a região e, posteriormente, o frio entra em cena.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavfmq6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavfmq6.jpg" id="xavfmq6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Duas<strong> frentes frias </strong>vão mudar o tempo no estado de <strong>São Paulo</strong> nos próximos dias. A primeira delas já avança pela região nesta <strong>sexta-feira (7)</strong>, levando <strong>pancadas de chuva</strong>, <strong>tempestades </strong>isoladas, chance de queda de<strong> granizo pontual </strong>e<strong> </strong>fortes <strong>vendavais</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No <strong>domingo (9)</strong> um <strong>novo sistema frontal </strong>deve trazer mais chuvas e tempestades isoladas, com risco maior para o leste do estado. Mas neste caso, até o momento, não há previsão de ventos fortes.</p><p>Além disso, <strong>a partir do fim de semana</strong> haverá uma <strong>queda nas temperaturas </strong>no <strong>leste </strong>do estado, com mínimas abaixo dos 10°C e máximas não passando dos 22°C nesta região.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Tempestades e vendavais retornam a SP nos próximos dias</h2><p>A<strong> primeira frente fria </strong>se aproxima de São Paulo nesta <strong>sexta-feira (7)</strong>. Pela manhã já podem ocorrer chuvas fracas e isoladas em áreas de divisa com o Paraná. Ao longo da <strong>tarde </strong>ocorrem <strong>pancadas moderadas</strong> <strong>em diversas áreas</strong>, mas com menor chance no noroeste e norte do estado.</p><p>Entre o<strong> fim da tarde e </strong>durante <strong>a noite</strong>,<strong> </strong>as chuvas ganham força em áreas do <strong>sul, centro e leste </strong>do estado, incluindo a Grande São Paulo, sendo esperadas <strong>pancadas de chuva forte, tempestades isoladas</strong> com muitos raios e chance de queda de <strong>granizo</strong>.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, a sexta-feira (7) tem previsão de <strong>pancadas de chuva e trovoadas entre o fim da tarde e a noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786030326079.jpg" data-image="s1mqnohppu95"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) para a sexta-feira (7) às 20h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre a <strong>madrugada e a manhã do sábado (8) </strong>ainda há chance de<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> e com tempestades isoladas no<strong> sul e leste</strong> do estado, incluindo a Grande São Paulo; e não se descarta <strong>chance de queda de granizo pontual</strong>. A partir da tarde, as chuvas reduzem em todo o território.</p><p>Podem ocorrer <strong>pancadas de chuva</strong> com <strong>trovoadas </strong>no <strong>início da manhã</strong> do <strong>sábado (8)</strong> na <strong>capital paulista</strong>. Durante a tarde o sol aparece e o tempo firma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786030349472.jpg" data-image="yudlud0d999p"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a sexta-feira (7) às 19h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>domingo (9)</strong> um<strong> novo sistema frontal</strong> vai aumentar as condições para chuvas no<strong> sudeste e no leste </strong>de São Paulo, com risco de<strong> pancadas pontuais fortes e tempestades isoladas</strong>. E no início da próxima semana, a circulação marítima favorece chuvas fracas na faixa litorânea de São Paulo.</p><div class="texto-destacado">Pancadas de chuva, tempestades isoladas e vendavais de até 100 km/h atingem especialmente a faixa leste de São Paulo entre esta sexta-feira (7) e o sábado (8), incluindo a capital paulista.</div><p>A frente fria que avança nesta <strong>sexta-feira (7)</strong> vai trazer também alerta para <strong>fortes vendavais</strong> em São Paulo.</p><p>Ao longo do dia há previsão de rajadas de vento de até 60 km/h na porção oeste e interior do estado, enquanto que na <strong>faixa leste</strong>, incluindo a Grande São Paulo e capital, Litoral, Vale do Ribeira e Vale do Paraíba vão variar<strong> entre 60 e 80 km/h</strong>, mas podendo <strong>pontualmente</strong> chegar <strong>em torno dos</strong> <strong>100 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786030878596.jpg" data-image="glaoezio5i5d"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para sexta-feira (7) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E atenção: <strong>essas mesmas condições de ventos fortes estão previstas também para o sábado (8)</strong>.</p><p>Há riscos potenciais de <strong>transtornos </strong>associados aos fortes ventos, como <strong>queda de árvores</strong>, <strong>destelhamentos </strong>de casas e danos gerais em edificações e plantações, especialmente na faixa leste do estado.</p><h2>Queda nas temperaturas a partir do fim de semana</h2><p>A partir do domingo (9) uma<strong> massa de ar frio</strong> começa a avançar pela região, <strong>diminuindo as temperaturas no leste</strong> de São Paulo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html" title="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste">Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html" title="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-pode-atingir-o-sudeste-entenda-os-riscos-1786008067072_320.jpg" alt="Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste"></a></article></aside><p>As mínimas no início da próxima semana ficam em torno dos 10°C ou até abaixo disso e as máximas não ultrapassam os 22°C na faixa leste; o Oeste ainda deve ter calor, com temperaturas de até 31°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786035414942.jpg" data-image="ismn1h0nzrop"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para a terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Na <strong>terça-feira (11)</strong>, que será <strong>o dia de maior frio</strong>, as temperaturas <strong>mínimas </strong>(mapa acima) vão variar <strong>entre 12°C e 16°C </strong>em todo o território, mas podem cair para os <strong>7°C no sul</strong>, nas<strong> proximidades do Vale do Ribeira</strong>, como por exemplo, em Araçaíba.</p><p>Durante a<strong> tarde fará frio</strong> no leste do estado, onde as temperaturas <strong>máximas </strong>serão mais baixas. Elas não ultrapassam os<strong> 19°C</strong> e podem chegar aos <strong>11°C nas regiões sul e Metropolitana de Sorocaba</strong>, como por exemplo, em Ribeirão Branco (11°C).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio-1786035444239.jpg" data-image="vf7ezqla72d1"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para a terça-feira (11), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>capital </strong>paulista terá céu com bastante nebulosidade e baixa amplitude térmica, com mínima de <strong>12°C </strong>e máxima de <strong>15°C</strong> neste dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-confirmada-para-sp-tempestades-vendavais-e-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intensa virada do tempo no Centro-Sul traz alertas de temporais, vendavais e muito frio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 17:14:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão marcados pelo aumento nos riscos de temporais, fortes rajadas de vento e queda nas temperaturas, expectativa é de virada no tempo sobre áreas do Centro-Sul do Brasil.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavhzk6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavhzk6.jpg" id="xavhzk6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O processo de formação de um ciclone extratropical já começou em áreas do Uruguai, da Argentina e nas proximidades do Rio Grande do Sul. O sistema deverá ser classificado como <strong>"ciclone bomba"</strong>, uma vez que a pressão atmosférica em seu centroca rapidamente em curto intervalo de tempo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Nas próximas horas, o sistema evolui e se consolida como um ciclone. A frente fria associada a ele mudará o tempo sobre o Centro-Sul do país. Há previsão e alertas para <strong>tempestades, vendavais</strong> e, por fim, a chegada de uma <strong>forte massa de ar frio</strong> que fará as temperaturas diminuírem.</p><h2>O tempo vira no Centro-Sul do Brasil </h2><p>A formação do ciclone extratropical e o avanço da frente fria associada mudarão o tempo em diversos estados do Centro-Sul. A <strong>Região Sul será a mais afetada</strong> pelos sistemas. Ao longo desta quinta-feira (6), já há previsão de <strong>chuvas intensas e temporais</strong> no Rio Grande do Sul.</p><p>A noite desta <strong>quinta-feira (6)</strong> exige muita atenção e traz alertas para o território gaúcho. Além das chuvas volumosas, há previsão de descargas elétricas, fortes rajadas de vento e risco de <strong>queda de granizo e microexplosões</strong>. A presença de um <strong>corredor de umidade</strong>, auxilia na manutenção e intensificação das tempestades na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024235288.jpg" data-image="qxk113esp78h" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Umidade atua na região como suporte para a frente fria. Sistema auxilia na manutenção de chuvas intensas e formação de tempestades.</figcaption></figure><p>Conforme as horas passam, o ciclone se intensifica sobre o oceano Atlântico, mas mantém forte influência no continente. Durante a <strong>madrugada de sexta-feira (7)</strong>, fortíssimas rajadas de vento atingem a Serra Gaúcha, a Serra Catarinense e o centro-leste gaúcho, com marcas variando <strong>entre 50 km/h e 100 km/h</strong>.</p><p>A frente fria segue avançando e muda o tempo em Santa Catarina, Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul entre a noite de hoje (6) e a madrugada de amanhã (7). Nesses estados, as <strong>chuvas previstas são de forte intensidade</strong>, com potencial para gerar transtornos locais e <strong>rajadas acima de 50 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024328392.jpg" data-image="8qyomi8deg6m" alt="Frente fria." title="Frente fria."><figcaption>Frente fria avança pelo RS, SC, PR e MS entre a noite de hoje (6) e madrugada de sexta-feira (7).</figcaption></figure><p>O Sudeste também registrará mudanças no tempo. Áreas do estado de São Paulo devem ter <strong>aumento de nebulosidade e pancadas de chuva</strong> no decorrer desta sexta-feira (7). O sul e o leste paulista, incluindo a <strong>Região Metropolitana de São Paulo</strong>, podem registrar temporais acompanhados de trovoadas.</p><p>Nos demais estados do Sudeste, haverá aumento de nuvens e ventania entre sexta (7) e sábado (8). As <strong>rajadas previstas ficam acima dos 40 km/h</strong> na faixa entre o Triângulo Mineiro, o centro-sul de Minas Gerais, o estado de São Paulo e a <strong>Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786024083117.jpg" data-image="ptlbzz2y5n31" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Fortes rajdas de vento estão sendo previstas para o Cenotr-Sul do Brasil entre sexta (7) e sábado (8).</figcaption></figure><p>Fortes rajadas de vento também estão previstas para o Centro-Oeste, afetando Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Nos próximos dias, os <strong>ventos superam facilmente os 50 km/h</strong>, trazendo riscos de <strong>queda de árvores, destelhamentos e cortes de energia</strong>.</p><p>Após a passagem da frente fria, o ar frio ganha força. A circulação atmosférica transportará uma <strong>massa de ar polar</strong> que provocará a queda nos termômetros a partir de sábado (8).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-a-virada-do-tempo-no-centro-sul-com-temporais-vendavais-e-muito-frio-1786023994702.jpg" data-image="7h2hkk7ekdzy" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Mapa mostra a presença de ar polar após o avanço de frente fria para áreas do Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.</figcaption></figure><p>As primeiras horas de sábado (8) terão <strong>temperaturas inferiores a 10°C</strong> em todo o Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense. Em pontos do sul gaúcho <strong>as mínimas chegam a 5°C</strong>. À tarde, o tempo permanece ameno, com máximas que não superam os 20°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782186" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar">Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html" title="Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935968093_320.png" alt="Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>No domingo (9), o frio se intensifica ainda mais, a previsão aponta <strong>mínima de 3°C para o sul gaúcho e</strong> variando entre 5°C e 9°C nos demais municípios. Em Santa Catarina, <strong>a Serra pode registrar marcas em torno dos 4°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-virada-do-tempo-no-centro-sul-traz-alertas-de-temporais-vendavais-e-muito-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 16:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Serviços de emergência da Inglaterra e do País de Gales responderam a quase quatrocentas ocorrências de incêndio em julho, enquanto chamas históricas atingiam o Parque Nacional de Cairngorms na Escócia. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011.jpg" data-image="9wmlbxyueg2i" alt="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters" title="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-348418">Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters </figcaption></figure><p>Metrópoles e áreas rurais da Inglaterra e do País de Gales enfrentam uma das piores secas da história recente. O mês de<strong> julho de 2026 caminha para ser o mais seco já registrado nos dados oficiais</strong>, impulsionado por sucessivas ondas de calor que transformaram áreas tradicionalmente verdes em solos castanhos e ressecados.</p><p>A declaração oficial emitida pela <a href="https://www.gov.uk/government/organisations/environment-agency" target="_blank">Agência do Ambiente da Inglaterra</a> e pela <a href="https://naturalresources.wales/?lang=en" target="_blank">Natural Resources Wales</a> atinge metade do território inglês e a totalidade do País de Gales. Trata-se do <strong>terceiro evento do tipo nos últimos cinco anos</strong>, provocado por quatro ondas de calor recordes desde o mês de maio.</p><h2>Impactos nos recursos hídricos e na agricultura</h2><p>Durante julho, a Inglaterra registrou apenas <strong>7% da média histórica de chuva</strong>, enquanto o sul obteve <strong>somente 1%</strong>. Com a estiagem, o rio Tamisa na altura de Reading atingiu o menor nível já registrado. Embora o abastecimento de água potável não corra risco imediato, cerca de <strong>23 milhões de pessoas enfrentam restrições no uso das torneiras</strong>.</p><div class="texto-destacado">A agricultura sofre severamente com a falta de chuva e a elevação das temperaturas. Produtores rurais aceleram colheitas para evitar a perda total das lavouras. Na propriedade Riverford Organic Farmers, localizada em Buckfastleigh, Devon, três dos quatro reservatórios secaram no início da safra, evento inédito nos últimos 40 anos de operação.</div><p>Sobre as dificuldades no campo, <strong>Luke King</strong>, diretor técnico da fazenda, declarou: "A escassez de água tornou-se um grande desafio para nós, mas o que complicou ainda mais foi o estresse térmico nas plantas. O que temos atualmente já não é suficiente". O gestor ressaltou ainda <strong>a necessidade de priorizar cultivos diante da rápida evaporação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955661607.jpg" data-image="jcj39aynopcb" alt="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images" title="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images"><figcaption>Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images </figcaption></figure><p>Nos parques urbanos de Londres, <strong>como Greenwich Park e os campos de Blackheath, a seca castigou a vegetação</strong>. Autoridades municipais contam com a ajuda de voluntários para regar árvores e manter os espaços. O vereador Adel Khaireh destacou a gratidão aos moradores que atuam na preservação das áreas verdes durante a estiagem extrema.</p><h2>Aumento dos incêndios e projeções climáticas</h2><p>O clima seco contínuo facilitou a propagação de incêndios vegetais em diversas regiões. Em julho, <strong>bombeiros atenderam a 393 ocorrências de queimadas na Inglaterra e no País de Gales</strong>, tornando este o mês mais movimentado da história dos serviços de emergência. O avanço do fogo provocou a evacuação de centenas de pessoas de suas residências.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785956027262.jpg" data-image="popntl5hhcmx" alt="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA" title="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-960965">Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA </figcaption></figure><p>Áreas de conservação sofreram danos expressivos. O<strong> Parque Nacional de Cairngorms, na Escócia, registrou os piores incêndios de sua história recente</strong>, enquanto a fumaça na cordilheira de Rhinogydd foi vista do espaço. No Norte de Gales,<strong> </strong>o serviço de bombeiros contabilizou <strong>48 focos em junho</strong>, um aumento de <strong>47%</strong> em relação ao mesmo período de 2025.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781886" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-extrema-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado.html" title="Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado ">Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-extrema-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado.html" title="Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-severa-faz-acre-decretar-situacao-de-emergencia-no-estado-1785796568439_320.jpg" alt="Seca extrema faz Acre decretar situação de emergência no estado "></a></article></aside><p>Estimativas do Met Office indicam que os verões britânicos podem ficar <strong>até 6°C mais quentes e 60% mais secos até 2070</strong>. Curiosamente, o ressecamento do solo revelou sítios arqueológicos sob os campos, como construções da era romana em Conwy, trincheiras da Primeira Guerra Mundial e contornos de jardins do século XVII na Chatsworth House.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bethan%20McKernan" data-year="2026" data-title="Julho%20caminha%20para%20ser%20o%20m%C3%AAs%20mais%20seco%20da%20hist%C3%B3ria%20na%20Inglaterra%20e%20no%20Pa%C3%ADs%20de%20Gales%20ap%C3%B3s%20ondas%20de%20calor%20devastadoras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fenvironment%2F2026%2Faug%2F02%2Fjuly-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves">Bethan McKernan. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/environment/2026/aug/02/july-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Julho caminha para ser o mês mais seco da história na Inglaterra e no País de Gales após ondas de calor devastadoras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Organização Meteorológica Mundial confirma: "O El Niño atinge uma intensidade sem precedentes desde há vários anos"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A OMM confirmou que o fenómeno El Niño continuará a intensificar-se até se tornar um fenômeno forte entre agosto e outubro, com impactos nas temperaturas e nas precipitações em várias regiões do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833605061.png" data-image="x1c5ns9vlq0r" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>O oceano caminha para um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico central e oriental.</figcaption></figure><p>O fenômeno do El Niño continua a ganhar força no oceano Pacífico equatorial e tudo indica que <strong>será um dos principais fatores que irão moldar o comportamento do clima mundial nos próximos meses</strong>. Foi o que confirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o fenómeno atinja uma intensidade forte durante o trimestre de agosto a outubro de 2026.</p><p>De acordo com a última Atualização Climática Sazonal Global da organização, os diversos modelos climáticos internacionais coincidem na previsão de um <strong>aquecimento acentuado</strong> das águas superficiais do Pacífico central e oriental.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>As anomalias da temperatura do mar poderão ultrapassar os 2,9°C nas regiões de referência utilizadas para monitorizar o fenómeno, um sinal claro de que o El Niño continuará a intensificar-se.</strong></strong></div><p>Mas este não será o único fator em jogo. Os especialistas também antecipam o <strong>desenvolvimento de uma fase positiva do Dipolo do Oceano Índico</strong>, a par de temperaturas oceânicas acima do normal no Atlântico tropical. A combinação destes padrões climáticos tem o potencial de <strong>alterar a circulação atmosférica à escala planetária</strong> e intensificar eventos extremos em numerosas regiões.</p><h2>Um cenário propício a temperaturas recorde e alterações nos padrões de precipitação</h2><p>De acordo com a OMM, as probabilidades de se registarem <strong>temperaturas superiores aos valores normais</strong> são muito elevadas em grande parte das áreas continentais do planeta.</p><p>Os sinais mais evidentes surgem na África, <strong>no sul da Europa</strong>, na Península Arábica, no subcontinente indiano, no leste da Ásia, na América Central, nas Caraíbas, na África Austral, em grande parte da América do Sul e na Nova Zelândia. Paralelamente, o Oceano Pacífico equatorial continuará a refletir a influência marcante do reforço do fenómeno El Niño.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833663168.jpg" data-image="709s12h7bb2q" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>Probabilidades relativas à intensidade do fenómeno ENOS para os próximos trimestres consecutivos, de acordo com a atualização de julho de 2026. Fonte: CPC-NOAA.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às precipitações, o padrão previsto corresponde ao comportamento clássico associado a um episódio intenso do fenómeno. <strong>Preveem-se chuvas acima das médias </strong>habituais no Grande Corno de África, em zonas da Ásia Central, no sul da Europa, no oeste da América do Norte — a sul dos 45° de latitude norte — e no <strong>sudeste da América do Sul</strong>.</p><p>Em contrapartida, aumentam as <strong>probabilidades de condições mais secas do que o normal</strong> no subcontinente indiano, no sul e leste da Austrália, em parte da América Central, nas Caraíbas, <strong>no noroeste da América do Sul</strong> e no norte da Europa.</p><p>No entanto, a OMM recorda que <strong>estas previsões representam probabilidades e não certezas absolutas</strong>. Além disso, os impactos podem variar significativamente entre diferentes regiões e até mesmo dentro de um mesmo país.</p><h2>A OMM apela à preparação antes que os impactos se façam sentir</h2><p>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou que o reforço do fenómeno El Niño ocorre num contexto particularmente preocupante, marcado por <strong>oceanos excecionalmente quentes e uma tendência sustentada para o aumento da temperatura global</strong>.</p><p>Segundo ele, este fenômeno climático atua como um <strong>fator adicional</strong> que pode intensificar as ondas de calor, favorecer incêndios florestais de grande magnitude e aumentar a ocorrência de outros eventos extremos, num planeta que já enfrenta níveis recorde de aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833645528.jpg" data-image="rji86u2279j5" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>As inundações podem tornar-se mais frequentes em diferentes regiões do planeta durante um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>Por seu lado, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, salientou que a utilidade das previsões não reside apenas em antecipar o comportamento do clima, mas também em permitir que os governos, as organizações humanitárias e as comunidades vulneráveis <strong>adotem medidas preventivas antes que os impactos se concretizem</strong>.</p><p>A responsável salientou que este episódio do El Niño decorre num <strong>cenário sem precedentes de temperaturas oceânicas muito elevadas</strong>, o que torna a informação climática uma ferramenta fundamental para reduzir riscos e reforçar a capacidade de resposta.</p><h2>Um fenômeno natural, mas com consequências de âmbito global</h2><p>O El Niño constitui a fase quente do fenómeno conhecido como El Niño-Oscilação do Sul (ENOS), um dos principais motores da variabilidade climática interanual do planeta. <strong>Caracteriza-se por um aquecimento anómalo das águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"></a></article></aside><p>Estes episódios ocorrem normalmente a cada dois a sete anos, têm uma duração aproximada de nove a doze meses e atingem a sua intensidade máxima entre novembro e fevereiro. No entanto, <strong>os seus efeitos sobre a temperatura média global costumam fazer-se sentir com maior intensidade durante o ano seguinte ao seu desenvolvimento</strong>.</p><p>A OMM recorda ainda que <strong>nem todos os fenômenos de El Niño produzem exatamente os mesmos efeitos, uma vez que o seu impacto depende tanto da sua intensidade como da interação com outros padrões climáticos</strong>. Por esse motivo, a organização continua a reforçar os seus sistemas de monitorização, os serviços de informação climática e a coordenação internacional, para que os países possam antecipar os riscos e minimizar as suas consequências.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Acaso ou mudança climática: a fórmula matemática que revela se uma tempestade extrema já não é natural]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A culpa foi realmente das mudanças climáticas? Veja como a ciência responde a essa pergunta após um evento extremo. A resposta não é um simples "sim" ou "não".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582998641.png" data-image="ogyzhctwc409"><figcaption>Estudos de atribuição comparam como um evento extremo teria se desenrolado no clima atual em relação a um mundo sem o aquecimento causado por atividades humanas.</figcaption></figure><p>Após qualquer desastre ou<strong> evento climático extremo</strong>, as redes sociais são inundadas de alegações. Alguns insistem que tudo isso é consequência das <strong>mudanças climáticas</strong>, enquanto outros sustentam que tais fenômenos sempre existiram. No entanto, a realidade é muito mais interessante.</p><div class="texto-destacado">A disciplina conhecida como atribuição de eventos extremos combina observações e modelos climáticos para estimar em que medida as mudanças climáticas influenciaram um fenômeno meteorológico.</div><p>Vamos começar com uma ideia clara. <strong>As mudanças climáticas não "criam" fenômenos naturais — pois, justamente, eles são naturais</strong>. Uma onda de calor, uma tempestade intensa ou uma inundação podem ocorrer devido à variabilidade inerente do clima. O que interessa aos cientistas? Saber se um <strong>planeta mais quente tornou aquele evento específico mais intenso, mais duradouro</strong> ou mais provável de ocorrer.</p><h2>Comparar dois mundos para compreender um</h2><p>Um evento extremo raramente tem uma causa única. Por isso, esses estudos buscam quantificar a influência do aquecimento global em meio a um conjunto de fatores que atuam simultaneamente. Para tanto, partem da seguinte pergunta: <strong>como teria sido esse mesmo evento em um mundo que não tivesse sofrido aquecimento decorrente das emissões de gases de efeito estufa?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582569535.png" data-image="xc1ommvclpes"><figcaption>Avanços nos modelos climáticos e nas observações tornam possível realizar estudos de atribuição poucos dias após a ocorrência de um evento extremo.</figcaption></figure><p>Para responder a isso, o <strong>evento é recriado utilizando modelos climáticos sob dois cenários diferentes</strong>. Primeiramente, <strong>simulam-se as condições reais</strong> do planeta, incluindo o aquecimento causado por atividades humanas. Em seguida, realiza-se outra <strong>simulação de um mundo hipotético</strong> onde tal aquecimento não existisse. Dessa forma, recria-se o mesmo evento milhares de vezes.</p><div class="texto-destacado">O nível de confiança na atribuição de eventos extremos às mudanças climáticas varia de acordo com o fenômeno e o conhecimento científico disponível.</div><p>Ao comparar os resultados de ambos os cenários, analisa-se como o comportamento do fenômeno se alterou. Determina-se se o evento foi mais intenso, durou mais tempo ou teve maior probabilidade de ocorrer devido às mudanças climáticas. Não se trata de uma previsão perfeita, mas de uma <strong>comparação baseada em diversas simulações e na compreensão do funcionamento do sistema climático</strong>.</p><h2>Alguns eventos deixam uma "marca" mais clara</h2><p><strong>Nem todos os fenômenos extremos respondem ao aquecimento global da mesma maneira</strong>; consequentemente, o sinal é mais evidente em alguns casos do que em outros. As ondas de calor são um dos exemplos mais claros: à medida que a temperatura média do planeta aumenta, também cresce a probabilidade de ocorrência de episódios de calor excepcional.</p><p>Um padrão semelhante se aplica às <strong>chuvas intensas</strong>. Uma atmosfera mais quente consegue reter mais vapor d'água, favorecendo precipitações mais volumosas quando surgem as condições adequadas. Da mesma forma, <strong>temperaturas mais elevadas</strong> na superfície do mar podem fornecer energia adicional a certos ciclones tropicais, aumentando sua intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azar-o-cambio-climatico-la-formula-matematica-que-revela-si-una-tormenta-extrema-ya-no-es-natural-1785582272236.png" data-image="9pqbhm7h9bl6"><figcaption>A ciência pode atribuir a influência das mudanças climáticas nas ondas de calor e nas chuvas extremas com maior confiança do que em tempestades altamente localizadas. Imagem extraída de National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (2016).</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>outros fenômenos são mais difíceis de analisar</strong>. <strong>Tornados, tempestades de granizo ou tempestades altamente localizadas</strong> ocorrem em escalas que variam de 1 a 10 quilômetros. Essas escalas ainda representam um desafio para os modelos climáticos atuais. Consequentemente, há maior incerteza ao avaliar a influência das mudanças climáticas em escalas menores.</p><h2>Uma ciência que também reconhece os seus limites</h2><p>Embora tenha havido avanços significativos na última década, esses estudos não oferecem respostas absolutas. De fato, os modelos climáticos evoluíram, mas ainda apresentam<strong> limitações na representação de certos processos atmosféricos</strong> ou na reprodução de padrões regionais específicos de precipitação e circulação atmosférica.</p><div class="texto-destacado">Cada estudo de atribuição inclui uma avaliação das incertezas e do grau de confiança em seus resultados.</div><p><strong>Longe de ser uma fraqueza, essa transparência faz parte do método científico</strong>. Além disso, ela permite que os resultados sejam interpretados com o nível adequado de certeza.</p><h2>Compreender o presente para se preparar para o futuro</h2><p><strong>Determinar em que medida as mudanças climáticas influenciaram um desastre</strong> vai além de simplesmente aprimorar nossa compreensão do evento. Isso fornece informações valiosas para o planejamento de cidades mais resilientes, a atualização de normas de construção, a criação de sistemas de alerta precoce e o fortalecimento de estratégias de adaptação climática diante de eventos extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772762" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html" title="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente">Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html" title="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente-1780869549415_320.png" alt="Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente"></a></article></aside><p>Além disso, essa área da ciência começou a avançar um passo além. Estudos recentes não se limitam a analisar como um fenômeno se alterou, mas também <strong>como essa mudança pode ter se traduzido em maiores prejuízos econômicos, danos à infraestrutura ou impactos na saúde</strong>.</p><p>Agora podemos responder com maior precisão o quanto as mudanças climáticas contribuíram para intensificá-lo. Em um planeta que continua a aquecer, essa informação não apenas amplia o conhecimento científico, mas também nos prepara para o futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="National%20Academies%20of%20Sciences%2C%20Engineering%20and%20Medicine" data-year="2026" data-title="Attribution%20of%20Extreme%20Weather%20and%20Climate%20Events%20and%20Their%20Impacts" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalacademies.org%2Fprojects%2FDELS-BASCPR-23-02%2Fpublication%2F28590">National Academies of Sciences, Engineering and Medicine. (2026). <a href="https://www.nationalacademies.org/projects/DELS-BASCPR-23-02/publication/28590" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Attribution of Extreme Weather and Climate Events and Their Impacts</a>.</cite><br><cite data-author="Smiley%2C%20K.T%2C%20Singh%2C%20D.%2C%20Marion%2C%20J.%20y%20Hurrell%2C%20J" data-year="2026" data-title="How%20do%20scientists%20know%20if%20climate%20change%20made%20a%20heat%20wave%2C%20extreme%20storm%20or%20wildfire%20worse%3F" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fhow-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232">Smiley, K.T, Singh, D., Marion, J. y Hurrell, J. (2026). <a href="https://theconversation.com/how-do-scientists-know-if-climate-change-made-a-heat-wave-extreme-storm-or-wildfire-worse-288232" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How do scientists know if climate change made a heat wave, extreme storm or wildfire worse?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/acaso-ou-mudanca-climatica-a-formula-matematica-que-revela-se-uma-tempestade-extrema-ja-nao-e-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência explica por que você é um ímã de picadas: veja como o mosquito decide quem picar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-ciencia-explica-por-que-voce-e-um-ima-de-picadas-veja-como-o-mosquito-decide-quem-picar.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A ciência demonstrou que o corpo humano emite uma combinação única de sinais voláteis que o sistema sensorial do mosquito interpreta como um "mapa de navegação".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-explica-por-que-eres-un-iman-de-picaduras-asi-decide-un-mosquito-a-quien-picar-1785817942207.jpg" data-image="mnqbwx34ua3k"><figcaption>Os mosquitos são mais atraídos por mulheres grávidas porque a gravidez altera a composição química do odor corporal.</figcaption></figure><p>É provável que você já tenha passado pela situação de estar em casa com outras pessoas e perceber que é o único a <strong>ser picado por mosquitos</strong>; a explicação comum é que você tem "sangue doce", mas, sob a ótica da infectologia e da entomologia, essa afirmação não passa de um mito profundamente enraizado no imaginário coletivo.</p><p>A realidade médica é muito mais complexa e fascinante. As <strong>fêmeas dos mosquitos — as únicas que picam</strong>, pois necessitam de proteínas do sangue para o desenvolvimento dos ovos — não escolhem suas vítimas com base nos níveis de glicose; em vez disso, elas se orientam por meio de um<strong> rastreamento sofisticado </strong>de <strong>sinais químicos, térmicos e metabólicos que cada ser humano emite</strong> involuntariamente.</p><div class="texto-destacado">Assim que a fêmea é fecundada pelo macho, ela parte em busca de um hospedeiro (humano, ave ou mamífero) para realizar o que, na epidemiologia, é conhecido como repasto sanguíneo. Após se alimentar, ela procura um corpo d'água ou um recipiente adequado para depositar seus ovos e completar o ciclo.</div><p>As<strong> fêmeas </strong>não <strong>se alimentam de sangue </strong>para sua nutrição diária ou sobrevivência, mas sim<strong> para a reprodução</strong>. Isso se deve às proteínas presentes no sangue, que permitem o amadurecimento e o desenvolvimento adequado dos ovos da fêmea, visto que estes requerem uma fonte concentrada de proteínas, ferro e aminoácidos essenciais — nutrientes ausentes nos açúcares encontrados na natureza.</p><h2>Os machos não precisam de sangue para sobreviver</h2><p>Os <strong>mosquitos <em>Aedes aegypti</em> machos</strong> alimentam-se exclusivamente de néctar de flores, seiva e sucos de frutas. Eles <strong>não picam humanos nem animais</strong>, pois não possuem as estruturas bucais necessárias para perfurar a pele.</p><p>Os <strong>mosquitos selecionam suas vítimas</strong> com base em três fatores principais: o <strong>dióxido de carbono que exalamos, o odor da pele produzido por óleos e bactérias, e a temperatura corporal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-explica-por-que-eres-un-iman-de-picaduras-asi-decide-un-mosquito-a-quien-picar-1785818247436.jpg" data-image="a0wk6pjxi3yn"><figcaption>O repelente interrompe a cadeia de rastreamento que os mosquitos utilizam para localizar suas presas.</figcaption></figure><p>Bactérias da pele decompõem substâncias do suor e geram compostos voláteis; <strong>níveis elevados de ácidos graxos tornam uma pessoa muito mais atraente</strong> para insetos.</p><p>Os <strong>mosquitos possuem termorreceptores capazes de detectar variações mínimas no calor da pele</strong>; portanto, o calor desempenha um papel importante. A cor é outro fator, pois eles são atraídos por roupas de tons escuros, como o preto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo publicado pela Universidade Johns Hopkins demonstrou que pessoas com altas concentrações de ácidos carboxílicos são mais atraentes para esses vetores do que aquelas com níveis mais baixos desses compostos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Indivíduos com temperatura corporal ligeiramente mais elevada ou maior dilatação dos vasos sanguíneos</strong> periféricos enviam um sinal claro ao inseto sobre o local mais eficiente para picar. Eles também demonstram preferência em relação ao tipo sanguíneo; evidências epidemiológicas sugerem uma leve preferência metabólica.</p><p>Vários estudos entomológicos documentaram que<strong> indivíduos com sangue do tipo O recebem quase o dobro de picadas </strong>em comparação com aqueles do tipo A, pois pessoas do tipo O secretam na pele certos açúcares que os mosquitos conseguem detectar.</p><h2>Gestantes, álcool e mosquitos</h2><p>É verdade que<strong> os mosquitos são mais atraídos por mulheres grávidas</strong>, uma vez que a gravidez altera a composição química do odor corporal, aumentando assim o risco de picadas. Os efeitos desses processos fisiológicos refletem-se no "volatiloma" — o conjunto de compostos emitidos pela nossa pele e pela respiração para o ar ao redor.</p><p><strong>Pessoas que consumiram álcool também são mais vulneráveis</strong>, por razões semelhantes às que afetam as gestantes. O álcool — e a cerveja, em particular — altera o metabolismo. Segundo um estudo realizado durante um festival de música na Holanda, as pessoas que beberam cerveja eram 44% mais atraentes para os mosquitos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mosquito-da-malaria-ja-esta-aprendendo-a-sobreviver-aos-inseticidas-explicam-pesquisadores-da-usp.html" title="Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP ">Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mosquito-da-malaria-ja-esta-aprendendo-a-sobreviver-aos-inseticidas-explicam-pesquisadores-da-usp.html" title="Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mosquito-da-malaria-ja-esta-aprendendo-a-sobreviver-aos-inseticidas-explicam-pesquisadores-da-usp-1776798509283_320.jpg" alt="Mosquito da malária já está “aprendendo” a sobreviver aos inseticidas, explicam pesquisadores da USP "></a></article></aside><p>Repelentes comerciais interferem nos sensores químicos dos insetos, alterando as próprias substâncias que eles detectam; no entanto, <strong>mitos que sugerem que o consumo de certos alimentos açucarados torna a pessoa mais atraente p</strong>ara eles ainda carecem de comprovação científica.</p><p>Eles desorientam os receptores do mosquito, impedindo-o de detectar o dióxido de carbono e o suor humano, e bloqueiam os sinais químicos do corpo, criando uma barreira invisível que confunde o inseto. O <strong>eucalipto-limão emite um forte odor natural que mascara os compostos voláteis da pele humana</strong> a curta distância.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-ciencia-explica-por-que-voce-e-um-ima-de-picadas-veja-como-o-mosquito-decide-quem-picar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone bomba se forma nas próximas horas; entenda os riscos para o Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 09:25:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Embora um ciclone bomba provoque tempestades severas, granizo e ventos fortes no Sul do Brasil, as previsões indicam que seus impactos sobre a região Sudeste serão muito mais limitados, restritos apenas a partes de São Paulo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavb4xe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavb4xe.jpg" id="xavb4xe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Embora um ciclone bomba provoque tempestades severas, granizo e ventos fortes no Sul do Brasil, as previsões indicam que seus impactos sobre a região Sudeste serão muito mais limitados, restritos apenas a partes de São Paulo. </p><p>Nesta quinta-feira (6), uma região de baixa pressão que já está atuando sobre a região Sul começará a <strong>ganhar força e se aprofundar rapidamente</strong>, evoluindo para um ciclone extratropical. Sua frente fria associada avançará pelo Brasil nos dias seguintes.</p><div class="texto-destacado">O sistema se desenvolverá rapidamente, com pressão central caindo de cerca de 999 hPa na Quinta às 15h para 969 hPa na Sexta às 15h - uma queda de mais de 24 hPa em apenas 24h, o que classifica o sistema como CICLONE BOMBA.</div><p>Na prática, o sistema <strong>provocará uma mudança significativa no tempo</strong>, especialmente no Sul do Brasil e em parte do Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Entre a tarde de quinta-feira (6) e a sexta-feira (7), <strong>tempestades</strong> serão registradas em todos os estados da região Sul (RS, SC e PR) e também em outros estados, como o MS e SP.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-pode-atingir-o-sudeste-entenda-os-riscos-1785995573758.jpg" data-image="duqn648h6lzt" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima segunda-feira mostra que as chuvas podem atingir valores em torno de 150 mm totais sobre o Paraná, causando transtornos.</figcaption></figure><p> Além das chuvas intensas, o sistema pode ocasionar outros fenômenos meteorológicos severos. Existe risco muito elevado de ocorrência de<strong> granizo destrutivo sobre o Rio Grande do Sul</strong>, além de rajadas muito intensas de vento, que podem chegar a velocidades de <strong>100 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-pode-atingir-o-sudeste-entenda-os-riscos-1785995632312.jpg" data-image="uqemn35qy6b8" alt="Previsões de rajadas de vento nas primeiras horas da sexta-feira." title="Previsões de rajadas de vento nas primeiras horas da sexta-feira."><figcaption>Previsões de rajadas de vento nas primeiras horas da sexta-feira mostra que a ventania pode atingir velocidades muito altas, de até 90 km/h no sul e no litoral do Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>No entanto, os efeitos mais destrutivos deste ciclone bomba <strong>se restringem à </strong><strong>região Sul</strong>. Alguns portais têm noticiado efeitos significativos sobre São Paulo, Rio de Janeiro e Sul de Minas Gerais - E, embora a frente fria associada ao ciclone chegue à esses estados,<strong> sua atuação será muito mais limitada</strong>.</p><h2>Sistema não traz grandes riscos ao Sudeste</h2><p>A frente fria associada ao ciclone bomba chegará ao estado de <strong>São Paulo</strong> entre a tarde e a noite da sexta-feira (7), causando <strong>pancadas de chuva</strong> em boa parte do Estado - com destaque para a região de Itapetininga, o Litoral Sul e a Região Metropolitana da capital. No entanto, o sistema <strong>não conseguirá avançar mais do que isso</strong>, nem atingir outros estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-pode-atingir-o-sudeste-entenda-os-riscos-1785995729354.jpg" data-image="tjpbpixpzcot" alt="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva na sexta-feira durante a noite." title="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva na sexta-feira durante a noite."><figcaption>Previsão de nebulosidade, ventos e chuva na sexta-feira durante a noite mostra a frente fria chegando ao estado de São Paulo, causando pancadas de chuva sobre parte da região.</figcaption></figure><p>Essas pancadas de chuva podem continuar ao longo da madrugada e manhã do Sábado (8), mas <strong>logo se dissipam</strong>. No domingo (9), sobra apenas <strong>nebulosidade e chuva fraca</strong>, que pode se formar também sobre parte do Rio de Janeiro, mas sem acumulados totais significativos.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Ao total, as chuvas <strong>não passam dos 100 mm,</strong> e as rajadas de vento atingem valores muito menores do que os que serão registrados na região Sul, chegando a <strong>70 km/h</strong>. Essa situação pode ocasionar transtornos para a população, mas apenas as ocorrências comuns que vêm com a passagem de uma frente fria - <strong>nada de extraordinário</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul.html" title="Ciclone bomba deixa alerta para tempestades severas, ventos fortes e granizo na Região Sul">Ciclone bomba deixa alerta para tempestades severas, ventos fortes e granizo na Região Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul.html" title="Ciclone bomba deixa alerta para tempestades severas, ventos fortes e granizo na Região Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul-1785939795421_320.jpg" alt="Ciclone bomba deixa alerta para tempestades severas, ventos fortes e granizo na Região Sul"></a></article></aside><p>Portanto, embora parte do Sudeste (<em>mais especificamente, São Paulo</em>) muito possivelmente <strong>entre em avis</strong>o e registre a ocorrência de<strong> tempestades</strong> entre a sexta-feira e o sábado, o sistema <strong>não</strong> deve ocasionar tempo extremamente severo, sem chuvas torrenciais, e muito menos rajadas de vento extremas. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-se-forma-nas-proximas-horas-entenda-os-riscos-para-o-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Imagens de drone mostram encontro de águas no mar de Santos, em SP]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/imagens-de-drone-mostram-encontro-de-aguas-no-mar-de-santos-em-sp.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 23:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As condições oceanográficas da Baixada Santista e a presença de matéria orgânica no estuário favorecem a formação de barreiras visíveis no oceano, gerando um espetáculo natural registrado na Ponta da Praia. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/imagens-de-drone-mostram-encontro-de-aguas-no-mar-de-santos-em-sp-1785952615879.jpg" data-image="ti1cxsm95v5b" alt="Drone registrou divisão na cor do mar em Santos, SP — Foto: Imagens cedidas por @aquituvedecima" title="Drone registrou divisão na cor do mar em Santos, SP — Foto: Imagens cedidas por @aquituvedecima"><figcaption>Drone registrou divisão na cor do mar em Santos, SP — Foto: Imagens cedidas por @aquituvedecima</figcaption></figure><p>Um drone registrou <strong>uma nítida linha de separação entre duas tonalidades de água no mar de Santos</strong>, no litoral de São Paulo. A gravação foi feita nas proximidades do Canal 6, por volta das <strong>16h49 de segunda-feira (3)</strong>, pelo piloto Anderson Coelho. As imagens mostram a água escura perto da praia enquanto o mar aberto permanece cristalino.</p><p>Esse contraste visual ocorre no momento exato em que a água que sai do estuário entra em contato direto com a água do mar aberto. A Prefeitura de Santos explicou que <strong>as diferenças de densidade, a alta concentração de matéria orgânica e as correntes marinhas locais</strong> criam essa barreira bem definida na superfície da baía.</p><h2>Fatores físicos e ambientais da região</h2><p>A água proveniente do estuário costuma ser menos densa, menos salgada e carrega um volume elevado de sedimentos e matéria orgânica. Por outro lado, a água da Baía de Santos apresenta características opostas, sendo mais transparente, densa e com maior salinidade. Consequentemente,<strong> essas duas massas de água com propriedades físicas tão distintas não se misturam</strong> imediatamente ao se encontrarem na orla marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/imagens-de-drone-mostram-encontro-de-aguas-no-mar-de-santos-em-sp-1785953168946.jpg" data-image="ayzxiycfw66v" alt="O contraste no mar de Santos reflete a complexa hidrodinâmica entre o estuário e a baía com diferentes níveis de densidade. Foto: Ilustração" title="O contraste no mar de Santos reflete a complexa hidrodinâmica entre o estuário e a baía com diferentes níveis de densidade. Foto: Ilustração"> <figcaption>O contraste no mar de Santos reflete a complexa hidrodinâmica entre o estuário e a baía com diferentes níveis de densidade. Foto: Ilustração</figcaption></figure><p>Ademais, aspectos históricos e geológicos explicam com clareza as tonalidades escuras marcantes no litoral santista. Historicamente, <strong>toda a extensão da praia da cidade era conhecida como Embaré</strong>, termo derivado do tupi-guarani Mbaràa-Hé, que significa "águas que curam". A composição do solo local e o clima úmido característico influenciam diretamente a cor da areia e das águas costeiras.</p><h2>Dinâmica e renovação hídrica no estuário</h2><p>A circulação hidrodinâmica do Sistema Estuarino de Santos passa por constante movimento <strong>impulsionado pelas marés e pelas vazões fluviais</strong>. Modelagens computacionais realizadas com o sistema <a href="https://www.sisbahia.coppe.ufrj.br/" target="_blank">SisBaHiA</a> indicam que o estuário apresenta uma alta capacidade de circulação e dispersão de efluentes. Após um período contínuo de 30 dias, <strong>todo o sistema atinge uma taxa de renovação total superior a 95%</strong>.</p><p>No entanto, existem variações sazonais importantes em pontos específicos da região estuarina. Áreas mais internas, a exemplo do Canal de Piaçaguera, registram <strong>diferenças marcantes no ritmo de troca de água entre os períodos de verão e de inverno</strong>. Além disso, dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (<a href="https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb" target="_blank">CETESB</a>) indicam que o estuário enfrenta desafios em relação ao oxigênio dissolvido e à carga orgânica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html" title="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde">Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html" title="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784969448856_320.png" alt="Temperaturas da superfície do mar já registram mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde"></a></article></aside><p>O piloto Anderson Coelho destacou o forte impacto visual da mancha durante o sobrevoo na orla da cidade. <strong>"Estava sobrevoando pela Ponta da Praia e verifiquei a mancha que se estendia por toda a orla. Vi a diferença de tonalidade e comecei a gravar"</strong>, relatou o profissional ao descrever o registro do espetáculo marítimo em Santos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Gyovanna%20Soares" data-year="2026" data-title="Mar%20de%20Santos%3A%20drone%20filma%20divis%C3%A3o%20de%20%C3%A1guas%20como%20na%20Amaz%C3%B4nia" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fsantos-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F04%2Fdrone-registra-divisao-no-mar-em-santos-fenomeno-e-o-mesmo-dos-rios-negro-e-solimoes.ghtml">Gyovanna Soares. (2026). <a href="https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/08/04/drone-registra-divisao-no-mar-em-santos-fenomeno-e-o-mesmo-dos-rios-negro-e-solimoes.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mar de Santos: drone filma divisão de águas como na Amazônia</a>.</cite><br><cite data-author="Fernando%20Roversi%2C%20Paulo%20Cesar%20Colonna%20Rosman%20e%20Joseph%20Harari" data-year="2016" data-title="An%C3%A1lise%20da%20renova%C3%A7%C3%A3o%20das%20%C3%A1guas%20do%20Sistema%20Estuarino%20de%20Santos%20usando%20modelagem%20computacional" data-url="https%3A%2F%2Fwww.scielo.br%2Fj%2Fambiagua%2Fa%2FTkBCBZTfQTcbbtz3SPxXM4K%2F%3Flang%3Dpt">Fernando Roversi, Paulo Cesar Colonna Rosman e Joseph Harari. (2016). <a href="https://www.scielo.br/j/ambiagua/a/TkBCBZTfQTcbbtz3SPxXM4K/?lang=pt" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Análise da renovação das águas do Sistema Estuarino de Santos usando modelagem computacional</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/imagens-de-drone-mostram-encontro-de-aguas-no-mar-de-santos-em-sp.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva costeira no Nordeste: milho e feijão continuam com déficit em Sergipe, Bahia e Alagoas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuva-costeira-no-nordeste-milho-e-feijao-continuam-com-deficit-em-sergipe-bahia-e-alagoas.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 21:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chuva permanece concentrada no litoral de Sergipe, Alagoas e Bahia, enquanto o interior do SE, AL e BA enfrenta déficit hídrico durante fases decisivas do milho e do feijão, sem sinal de reposição abrangente da água armazenada no solo. AL</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-fica-no-litoral-mas-seca-mantem-perda-potencial-de-35-8-no-milho-em-pinhao-1785876596323.jpg" data-image="oahxe3jeriz1" alt="Milho, SEALBA, Alagoas" title="Milho, SEALBA, Alagoas"><figcaption>Milho em fase reprodutiva sofre com a baixa disponibilidade de água no solo, condição que pode comprometer a formação e o enchimento dos grãos.</figcaption></figure><p>A chuva prevista para a costa de Sergipe, Alagoas e Bahia não deve resolver o déficit hídrico no interior do SE, AL e BA nesta semana. <strong>Enquanto a faixa leste pode receber apenas 3 a 12 mm</strong>, milho terceira safra e feijão continuam expostos à baixa disponibilidade de água em Pinhão, Arapiraca e no nordeste baiano.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O milho foi semeado entre o fim de abril e o início de maio e atravessa predominantemente florescimento e enchimento de grãos. <strong>Nessas fases, a falta de água interfere na polinização e na transferência de reservas para as espigas</strong>. No feijão, a restrição hídrica também pode acelerar o ciclo e reduzir o enchimento, conforme cultivar e talhão. Por isso, chuva visível perto da costa não deve ser interpretada automaticamente como recuperação das áreas produtoras interiores.</p><h2>Perda potencial chega a 35,8% no oeste de Sergipe </h2><p>Em Pinhão, no oeste sergipano, o <a href="https://portal.inmet.gov.br/noticias/estresse-hídrico-ameaça-a-produtividade-do-milho-de-terceira-safra-na-região-do-sealba" target="_blank">Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária </a>(Sisdagro), do INMET, estimou perda potencial acumulada de 35,8% na produtividade do milho até 26 de julho. O resultado se refere às condições locais e não representa toda a produção dos 3 estados. Mesmo após as chuvas registradas entre 16 e 19 de julho, não houve reposição suficiente da água armazenada no solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-fica-no-litoral-mas-seca-mantem-perda-potencial-de-35-8-no-milho-em-pinhao-1785876829150.jpg" data-image="rleamz5b5cj0"><figcaption>O Sisdagro/INMET estima perda potencial acumulada de 35,8% no milho terceira safra em Pinhão (SE) até 26 de julho. Fonte: INMET.</figcaption></figure><p>A sequência ajuda a explicar por que uma pancada isolada não encerra a seca agrícola. Solo, profundidade das raízes, evapotranspiração e fase da cultura determinam quanto da água permanece disponível. Em Pinhão, Nossa Senhora da Glória e Carira, <strong>lavouras em florescimento ou enchimento precisam ser avaliadas separadamente</strong>, pois o efeito não é uniforme entre cultivares, encostas e áreas de baixada.</p><h2>Chuva de 3 a 12 mm fica mais próxima da costa </h2><p>As pancadas previstas concentram-se no leste do SE, AL e BA, <strong>com totais entre 3 e 12 mm e maior nebulosidade</strong>. No interior, as máximas podem superar 30°C, mantendo elevada a demanda evaporativa. O contraste aparece entre Aracaju e Maceió, mais influenciadas pelo oceano, e municípios como Pinhão, Arapiraca e Paripiranga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-fica-no-litoral-mas-seca-mantem-perda-potencial-de-35-8-no-milho-em-pinhao-1785877247015.jpg" data-image="uhi5848mg8lo" alt="chuva, sealba, previsão" title="chuva, sealba, previsão"><figcaption>A chuva permanece concentrada no litoral do Nordeste, sem reposição hídrica abrangente no interior.</figcaption></figure><p>Mesmo onde chover, 12 mm não garantem água suficiente na zona das raízes. <strong>A precipitação pode molhar a superfície</strong>, reduzir temporariamente a temperatura e desacelerar a evapotranspiração, mas não reverter o déficit acumulado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-fica-no-litoral-mas-seca-mantem-perda-potencial-de-35-8-no-milho-em-pinhao-1785877293131.jpg" data-image="kv0vqtgr2nj8" alt="temperatura, máxima" title="temperatura, máxima"><figcaption>Temperaturas elevadas no interior do Nordeste aumentam a evapotranspiração e prolongam o estresse hídrico nas lavouras.</figcaption></figure><p>No nordeste da Bahia, interior de Alagoas e oeste de Sergipe, a resposta dependerá da distribuição das pancadas e da capacidade de retenção do solo.</p><ul> <li>Sergipe: até 12 mm no leste aliviam a demanda momentaneamente, mas não recompõem o déficit de Pinhão;</li> <li>Alagoas: chuva costeira perto de Maceió não representa reposição equivalente em Arapiraca;</li> <li>Bahia: máximas acima de 30°C no interior mantêm pressão sobre milho e feijão no nordeste estadual;</li> <li><strong>SE, AL e BA: após 35,8% de perda potencial simulada, decisões devem considerar estágio e água disponível por talhão.</strong></li></ul><h2>Manejo deve priorizar diferenças entre talhões até o fim da semana </h2><p>Enquanto os acumulados permanecerem entre 3 e 12 mm no leste e próximos de zero em setores interiores, não há sinal de reposição hídrica abrangente. <strong>Em Carira, Arapiraca e Paripiranga, o produtor deve verificar profundidade da umidade</strong>, estágio das plantas e uniformidade das espigas ou vagens antes de alterar irrigação, adubação ou calendário de colheita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-fica-no-litoral-mas-seca-mantem-perda-potencial-de-35-8-no-milho-em-pinhao-1785877397803.jpg" data-image="w9ib6kesioqh" alt="chuva, precipitação, anomalia, acumulado" title="chuva, precipitação, anomalia, acumulado"><figcaption>Os maiores acumulados permanecem próximos ao litoral, enquanto o interior do SE, AL e BA recebe pouca chuva e segue sem reposição hídrica abrangente.</figcaption></figure><p>Onde houver irrigação, a lâmina deve ser definida pelo balanço hídrico, pela capacidade do sistema e pela condição real do solo, evitando recomendação única para os três estados. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778653" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao.html" title="Quase 100 mm de chuva deixam 3 estados do Nordeste sob alerta; veja a previsão">Quase 100 mm de chuva deixam 3 estados do Nordeste sob alerta; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao.html" title="Quase 100 mm de chuva deixam 3 estados do Nordeste sob alerta; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao-1784049588723_320.jpg" alt="Quase 100 mm de chuva deixam 3 estados do Nordeste sob alerta; veja a previsão"></a></article></aside><p>Talhões sem irrigação precisam de acompanhamento até nova chuva relevante, inclusive com registros fotográficos e comparação entre plantas. <strong>A estimativa de 35,8% não comprova perda colhida;</strong> o resultado final dependerá do ciclo, das chuvas seguintes e das avaliações de campo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuva-costeira-no-nordeste-milho-e-feijao-continuam-com-deficit-em-sergipe-bahia-e-alagoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz forte mudança do tempo em SP: temporais, frio e vendavais de 100 km/h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-forte-mudanca-do-tempo-em-sp-temporais-frio-e-vendavais-de-100-km-h.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 20:00:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana vai terminar com mudança no tempo no estado de São Paulo. Uma nova frente fria avança pela região na segunda metade desta semana levando pancadas de chuva, temporais e fortes rajadas de vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav3tpy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav3tpy.jpg" id="xav3tpy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana começou com tempo firme, predomínio de sol e calor e baixos níveis de umidade do ar no <strong>estado de São Paulo</strong>, devido à atuação de uma massa de ar quente e seco que está sobre a região. Porém, uma mudança no tempo já é esperada para a <strong>segunda metade desta semana</strong>.</p><p>Uma nova <strong>frente fria </strong>vai avançar pela região provocando <strong>pancadas de chuva</strong>, <strong>temporais </strong>e chance de queda de <strong>granizo pontual</strong>, além de<strong> vendavais de 100 km/h</strong>, especialmente no leste do estado.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Há risco potencial para <strong>transtornos </strong>associados aos fortes ventos, como <strong>queda de árvores</strong>, <strong>destelhamento de casas</strong> e danos gerais em edificações e plantações, especialmente na faixa leste do estado, incluindo a Grande São Paulo.</p><p>Além disso,<strong> </strong>após a passagem do sistema, haverá uma<strong> queda nas temperaturas</strong> no <strong>fim de semana</strong>, com máximas não passando dos 20°C em localidades do leste do estado.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Chuva, temporais e vendavais retornam a SP nos próximos dias</h2><p><strong>Áreas de instabilidade</strong> já se organizam<strong> </strong>sobre o<strong> centro-leste de São Paulo</strong> nesta <strong>quinta-feira (6)</strong>, formando nuvens carregadas com risco de <strong>pancadas a qualquer momento </strong>do dia. Na capital paulista, o dia será de sol entre nuvens e chance de chuva fraca entre a tarde e o início da noite.</p><p>Na<strong> sexta-feira (7) o sistema frontal se aproxima de São Paulo</strong> e aumenta as condições para chuvas e temporais em várias áreas do estado.</p><div class="texto-destacado">Pancadas de chuva pontualmente fortes, temporais isolados e chance de granizo no estado de São Paulo entre a sexta-feira (7) e manhã do sábado (8).</div><p>Durante a <strong>manhã </strong>de sexta (7) já podem ocorrer<strong> chuvas fracas e isoladas em áreas de divisa com o Paraná</strong>.</p><p>Ao longo da <strong>tarde</strong>, <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> em forma de pancadas, <strong>temporais </strong>com muitos raios e chance de<strong> </strong>queda de <strong>granizo</strong> estão previstos em áreas do<strong> sul, centro e leste</strong> do estado, incluindo a Grande São Paulo.</p><p>À<strong> noite ainda haverá potencial </strong>para pancadas de chuva que podem ser fortes e temporais isolados nestas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-forte-mudanca-do-tempo-em-sp-temporais-frio-e-vendavais-de-100-km-h-1785948516084.png" data-image="2yc5bchv9dtg"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) para a sexta-feira (7) de noite (20h)à esquerda e para o sábado (8) de manhã (10h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Na <strong>capital paulista</strong>, a <strong>sexta (7)</strong> tem previsão de<strong> pancadas de chuva e trovoadas entre o fim da tarde e a noite</strong>.</p><p>Entre a <strong>madrugada e a manhã do sábado (8)</strong> ainda há chance de <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensa</strong><strong>s</strong> e com <strong>temporais </strong>na metade <strong>centro-leste</strong> de São Paulo, incluindo a Grande São Paulo. A partir da tarde, as chuvas reduzem em todo o território paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-forte-mudanca-do-tempo-em-sp-temporais-frio-e-vendavais-de-100-km-h-1785948916207.png" data-image="2mxzda7q2diz"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sexta-feira (7) à noite (22h) à esquerda e sábado (8) de manhã (8h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Podem ocorrer <strong>pancadas de chuva com trovoadas</strong> no <strong>início da manhã</strong> do <strong>sábado </strong><strong>(8)</strong> na <strong>capital </strong>paulista. Durante a tarde o sol aparece e o tempo firma. </p><h2>De novo, fortes vendavais em SP</h2><p>O sistema também traz <strong>alerta para fortes vendavais</strong> no estado, que já começam nesta quinta-feira (6), mas serão mais intensos na sexta-feira (7).</p><p><strong>Amanhã (6) </strong>rajadas de vento <strong>entre 50 e 70 km/h</strong> estão previstas para o leste de São Paulo, englobando as regiões da <strong>Grande São Paulo, Sorocaba, Campinas e Vale do Ribeira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Fortes vendavais de até 90 km/h no centro-leste de São Paulo entre os dias 6 e 7 de agosto, podendo pontualmente chegar aos 100 km/h ou até ultrapassar isso.</div><p>A <strong>sexta-feira (7) </strong>será o dia de maior risco de vendavais, que serão até mais intensos. As rajadas vão variar <strong>entre 60 e 90 km/h na porção leste</strong> do estado, mas pontualmente<strong> podem atingir os 100 km/h</strong> ou até passar disso. </p><p>Na<strong> capital paulista</strong>, as rajadas podem se aproximar dos<strong> 80 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-forte-mudanca-do-tempo-em-sp-temporais-frio-e-vendavais-de-100-km-h-1785949131280.jpg" data-image="yyqz0lcvx1jw"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para sexta-feira (7) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Por isso, alerta-se para o<strong> risco potencial de transtornos</strong> associados aos fortes ventos, como queda de postes, estruturas e galhos de árvores, destelhamentos, entre outros.</p><h2>Queda nas temperaturas pós-frente fria</h2><p>Após a passagem do sistema frontal, as<strong> temperaturas terão uma queda no leste de São Paulo</strong> a partir do fim da tarde do domingo (9).</p><p>Fará <strong>friozinho na noite do domingo (9)</strong>, com temperaturas variando<strong> entre 14°C e 21°C </strong>na faixa leste do estado.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, a<strong> mínima do dia</strong> será registrada justamente<strong> à noite: 16°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-forte-mudanca-do-tempo-em-sp-temporais-frio-e-vendavais-de-100-km-h-1785950200729.jpg" data-image="x88rlhwo8hko"></figure><p>Na<strong> segunda-feira (10)</strong> o frio continua restrito à parte leste do estado, com <strong>máximas</strong> não passando dos <strong>24°C </strong>e ficando em torno <strong>12°C </strong>em localidades do sudeste, na região do <strong>Vale do Ribeira</strong>.</p><p>A <strong>capital paulista</strong> terá baixa amplitude térmica neste dia, com<strong> máxima de 18°C</strong> e <strong>mínima de 14°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782184" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade.html" title="Intenso ciclone atinge a Região Sul: alerta de temporais, ventos de 100 km/h e linha de instabilidade">Intenso ciclone atinge a Região Sul: alerta de temporais, ventos de 100 km/h e linha de instabilidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade.html" title="Intenso ciclone atinge a Região Sul: alerta de temporais, ventos de 100 km/h e linha de instabilidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade-1785935953923_320.jpg" alt="Intenso ciclone atinge a Região Sul: alerta de temporais, ventos de 100 km/h e linha de instabilidade"></a></article></aside><p>Na <strong>noite de segunda (10)</strong> teremos frio abaixo de 10°C no<strong> Vale do Ribeira</strong>, com temperaturas chegando aos <strong>8°C/9°C </strong>em alguns pontos desta região. </p><p>A <strong>tendência </strong>indica que essas <strong>temperaturas mais baixas </strong>no leste do estado devem permanecer <strong>até meados da próxima semana.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-forte-mudanca-do-tempo-em-sp-temporais-frio-e-vendavais-de-100-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar traz o frio de inverno de volta ao Sul e Sudeste; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 18:33:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A entrada de uma massa de ar frio a partir de sexta-feira (7) irá deixar as temperaturas abaixo da média na segunda semana de agosto, derrubando as temperaturas próximas a 0°C na região Sul e abaixo de 15°C no Sudeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav34qu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav34qu.jpg" id="xav34qu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre<strong> quinta (6) e sexta-feira (7</strong><strong>)</strong> um <strong>ciclone</strong> extratropical de rápida intensificação e sua <strong>frente fria </strong>irão<strong> cruzar a região Sul </strong>do Brasil, deixando alerta para tempestades, chuvas e ventos intensos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935841075.png" data-image="9k8yv8bumat5" alt="Previsão de ciclone (letra L no campo de pressão) e probabilidade de chuva para quinta-feira (6), segundo o ECMWF." title="Previsão de ciclone (letra L no campo de pressão) e probabilidade de chuva para quinta-feira (6), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de ciclone (letra L no campo de pressão) e probabilidade de chuva para quinta-feira (6), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na retaguarda deste sistema frontal, uma <strong>massa de ar polar</strong> irá <strong>derrubar</strong> as <strong>temperaturas no Sul do Brasil </strong>a partir de sexta-feira (7), com mínimas se aproximando de 0°C. Entre o fim de semana e a segunda-feira (10), o frio se espalha por Santa Catarina e Paraná, enquanto o Rio Grande do Sul pode registrar geada. No decorrer da<strong> segunda semana de agosto</strong>, o <strong>frio</strong> também alcançará o <strong>Sudeste</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Temperaturas em declínio e alerta de geada no Sul</h2><p>Na <strong>sexta-feira (7)</strong> pela manhã, enquanto a frente fria estará entre Santa Catarina e o Paraná, o<strong> Rio Grande do Sul</strong> irá amanhecer <strong>abaixo de 10°C</strong>. As menores mínimas podem ficar abaixo de <strong>7°C </strong>tanto no sul quanto no norte do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935854830.png" data-image="yxkkyj2sr4yj" alt="Previsão de temperatura mínima nesta sexta-feira (7), segundo o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima nesta sexta-feira (7), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima nesta sexta-feira (7), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><br>No <strong>sábado (8)</strong> o ar <strong>frio</strong> avança em direção ao <strong>sudeste de Santa Catarina</strong>, onde as menores mínimas previstas são da ordem dos <strong>3°C na região serrana</strong>. Enquanto isso, os termômetros se aproximam dos<strong> 0°C no Rio Grande do Sul,</strong> principalmente na área de fronteira com o Uruguai. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"> Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-agosto-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico.html" title=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-agosto-no-brasil-enquanto-o-el-nino-se-intensifica-rumo-a-um-evento-historico-1785680184550_320.png" alt=" Como será o clima em agosto enquanto o El Niño se intensifica rumo a um evento histórico"></a></article></aside><p>A <strong>ausência de nuvens</strong>, principalmente na faixa central do estado, <strong>favorece</strong> o resfriamento da superfície e<strong> condições de geada</strong>, principalmente nas áreas onde os ventos estiverem mais calmos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935868045.png" data-image="h3lhrv45i4oq" alt="Previsão de temperatura mínima nesta sábado (8), segundo o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima nesta sábado (8), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima nesta sábado (8), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Enquanto o <strong>domingo (9) </strong>terá um amanhecer<strong> semelhante ao sábado (8)</strong>, com <strong>risco de geada</strong> mantido sobre o Rio Grande do Sul, na <strong>segunda-feira (10) </strong>as <strong>temperaturas invernais </strong>alcançam também o <strong>centro-leste do Paraná</strong>, onde as mínimas previstas estão abaixo de 7°C, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935881357.png" data-image="1z1f0vfyow6k" alt="Previsão de temperatura mínima para segunda-feira (10), segundo o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima para segunda-feira (10), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima para segunda-feira (10), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><br>No<strong> Rio Grande do Sul </strong>as temperaturas diminuem ainda mais, onde praticamente <strong>todo o estado </strong>deve ter mínimas<strong> abaixo de 10°C</strong>, predominantemente abaixo de 7°C. As<strong> menores mínimas</strong> novamente estão previstas para a região de <strong>fronteira com o Uruguai</strong>, e não se descarta a possibilidade de temperaturas <strong>negativas</strong>. Devido ao céu mais nublado e aos ventos, o <strong>risco de geada diminui.</strong></p><h2>Frio alcança o Sudeste</h2><p>O frio deve permanecer na região Sul ao longo da segunda semana de agosto, <strong>entre 10 e 17</strong>, o que se reflete na previsão de anomalia semanal de temperatura, com até<strong> 2°C abaixo da média</strong>, segundo o ECMWF. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935901739.png" data-image="ywnmffqxvnww" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 10 e 17 de agosto, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 10 e 17 de agosto, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 10 e 17 de agosto, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As temperaturas se elevam gradualmente até sexta-feira (14) no Sul, enquanto afetam também a<strong> faixa leste do Sudeste</strong>, onde o amanhecer deve ser<strong> abaixo de 15°C</strong> no decorrer da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar-1785935915796.png" data-image="ze8wfkj38zza" alt="Previsão de temperatura para quarta-feira (12) mostra o avanço do ar frio sobre o Sudeste, segundo o ECMWF." title="Previsão de temperatura para quarta-feira (12) mostra o avanço do ar frio sobre o Sudeste, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura para quarta-feira (12) mostra o avanço do ar frio sobre o Sudeste, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A<strong> sensação de frio</strong>, porém, será mais forte pela <strong>manhã e noite</strong>. As máximas serão mais frias apenas na faixa leste de São Paulo e nas áreas mais elevadas, enquanto nas demais áreas a temperatura passa de 20°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-traz-o-frio-de-inverno-de-volta-ao-sul-e-sudeste-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone bomba deixa alerta para tempestades severas, ventos fortes e granizo na Região Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 17:35:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone bomba deve se formar entre a Argentina e o Uruguai e provocar uma forte mudança no tempo no Sul do Brasil. O sistema poderá causar tempestades severas, granizo, ventos de até 150 km/h e acumulados de até 200 mm sobre o RS, SC e PR. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav3lle"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav3lle.jpg" id="xav3lle"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta quinta-feira (6), uma região de baixa pressão que já está atuando sobre a região Sul <strong>começará a ganhar força e se aprofundar rapidamente</strong>, evoluindo para um ciclone extratropical entre a Argentina e o Uruguai com uma frente fria avançando pelo Brasil.</p><div class="texto-destacado">O sistema se desenvolverá rapidamente, com pressão central caindo de 998 hPa na Quinta às 15h para 973 hPa na Sexta às 15h. Isso sinaliza uma queda de mais de 24 hPa em apenas 24h, o que classifica esse ciclone como CICLONE BOMBA.</div><p>Por definição, um <strong>Ciclone Bomba</strong> é assim classificado quando a pressão central do sistema cai pelo menos <strong>24 hPa em 24 horas</strong>. Neste caso, as previsões indicam que a pressão do ciclone está caindo <strong>25 hPa em um período de 24h</strong>, a partir do momento que começa a se configurar, ainda sobre a América do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul-1785939890205.jpg" data-image="zfskd96do1mk" alt="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva às 15h da quinta-feira (esquerda) e 15h da sexta-feira (direita)." title="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva às 15h da quinta-feira (esquerda) e 15h da sexta-feira (direita)."><figcaption>Previsão de pressão, nebulosidade e chuva às 15h da quinta-feira (esquerda) e 15h da sexta-feira (direita) mostra um desenvolvimento rápido, com a pressão caindo mais do que 24 hPa em 24h.</figcaption></figure><p>O sistema terá um desenvolvimento <strong>ainda mais explosivo</strong> se considerarmos <strong>outros períodos de comparação</strong> - como entre as 0h da sexta-feira (7) e as 0h do sábado (8), quando a pressão cai de 991 hPa para 964 hPa, uma queda de 27 hPa em apenas 24h, sem correção de latitude.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A pressão mais baixa atingida pelo centro do sistema ocorrerá no domingo (8), com o ciclone já bem distante do Brasil, quando chega a cerca de 942 hPa. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na prática, o sistema provocará uma <strong>mudança significativa no tempo</strong>, especialmente no Sul do Brasil e em parte do Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Entre a tarde e a noite de quinta-feira (6) e a madrugada e manhã de sexta-feira (7), <strong>tempestades severas </strong>serão registradas em todos os estados da região Sul e também no Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul-1785939964211.jpg" data-image="4yps17sxcxic" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima segunda-feira mostra que as chuvas podem atingir valores entre 150 mm e 200 mm totais sobre o Paraná, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Entre o final da sexta-feira e o sábado (8), <strong>pancadas de chuva moderadas</strong> também podem atingir parte de São Paulo. Mesmo após o afastamento do ciclone, os resquícios da frente fria ainda <strong>continuarão causando chuvas significativas</strong> sobre Santa Catarina e Paraná durante o sábado (8), o domingo (9) e a segunda-feira (10).</p><h2>Há risco de chuvas volumosas, granizo e ventos fortes</h2><p>Como pode ser observado na figura acima, o resultado são acumulados de chuva totais que podem chegar a valores <strong>entre 150 mm e 200 mm totais</strong>, com destaque para o <strong>Paraná</strong> - onde há risco alto de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra devido aos grandes volumes de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul-1785939996705.jpg" data-image="bjiec48de7ai" alt="Mapa de Extreme Forecast Index para instabilidade atmosférica (esquerda) e rajadas de vento (direita)." title="Mapa de Extreme Forecast Index para instabilidade atmosférica (esquerda) e rajadas de vento (direita)."><figcaption>Mapa de Extreme Forecast Index para instabilidade atmosférica (esquerda) e rajadas de vento (direita) mostram que há grande potencial para ocorrência de eventos extremos no RS.</figcaption></figure><p>Embora o Rio Grande do Sul não seja atingido por volumes tão altos de chuva, o estado está sobre a área onde o Ciclone Bomba começará a se desenvolver - e, portanto, o estado gaúcho apresenta o <strong>maior potencial para fenômenos meteorológicos severos</strong> e <strong>rajadas muito intensas de vento</strong>, que podem chegar a até <strong>150 km/h</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms.html" title="Ciclone extratropical traz risco de granizo e ventos de até 150 km/h ao Sul e MS">Ciclone extratropical traz risco de granizo e ventos de até 150 km/h ao Sul e MS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-extratropical-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms.html" title="Ciclone extratropical traz risco de granizo e ventos de até 150 km/h ao Sul e MS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-extratropical-avanca-e-traz-risco-de-granizo-e-ventos-de-ate-150-km-h-ao-sul-e-ms-1785866304182_320.jpg" alt="Ciclone extratropical traz risco de granizo e ventos de até 150 km/h ao Sul e MS"></a></article></aside><p> Entre a noite de quinta-feira (6) e a madrugada de sexta-feira (7), as condições atmosféricas favorecem a ocorrência de tempestades muito intensas, como supercélulas. Em particular, existe um <strong>risco muito elevado de ocorrência de GRANIZO DESTRUTIVO sobre o Rio Grande do Sul</strong>, o que exige atenção redobrada da população e das autoridades. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-bomba-deixa-alerta-para-tempestades-severas-ventos-fortes-e-granizo-na-regiao-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intenso ciclone atinge a Região Sul: alerta de temporais, ventos de 100 km/h e linha de instabilidade]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 13:30:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Semana marcada pela formação de um intenso ciclone que afeta o Sul do Brasil. A frente fria associada a ele deixa alerta para ocorrência de temporais, ventos de 100 km/h e linha de instabilidade com potencial para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav34ne"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav34ne.jpg" id="xav34ne"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um<strong> intenso ciclone</strong> começa a se formar nas próximas horas sobre o<strong> sul da América do Sul.</strong> O sistema de baixa pressão se intensificará de maneira rápida e poderá ganhar o adjetivo de <strong>“ciclone bomba”</strong>. Além disso, a frente fria associada a este sistema avança pelo Sul do Brasil a partir desta quinta-feira (6).</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Há alertas para<strong> temporais, chuvas intensas, queda de granizo, fortes rajadas de vento com potencial para superar os 100 km/h</strong>, além do avanço de uma<strong> linha de instabilidade</strong>. Ou seja, há riscos de transtornos para áreas da Região Sul e outras áreas do país. Veja mais informações e detalhes.</p><h2>Intenso ciclone se forma e deixa Sul em alerta</h2><p>Nesta quarta-feira (5), <strong>pancadas de chuva</strong> já estão previstas para cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em pontos isolados, <strong>a precipitação poderá ocorrer com forte intensidade</strong> e vir acompanhada de trovoadas, com potencial para provocar transtornos locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade-1785935882175.png" data-image="sv7pieczem3o" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Rajadas de vento previstas para a tarde de quinta (6). Modelo ECMWF mostra o aumento gradual da intensidade dos ventos.</figcaption></figure><p>Ao longo da madrugada e manhã de quinta-feira (6), o tempo segue com variação de nuvens e pancadas pontuais pelo Sul do Brasil, além do sul de Mato Grosso do Sul e de São Paulo. Nesse período,<strong> o ciclone se encontra em processo de formação</strong>, consolidando-se no decorrer da tarde.</p><p>Com isso,<strong> os ventos já começam a soprar com mais força sobre o Rio Grande do Sul</strong>, com rajadas variando entre<strong> 30 km/h e 70 km/h</strong>, alcançando também áreas de Santa Catarina e do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade-1785935792575.png" data-image="ppnuukisabhq" alt="Precipitação, nebulosidade e pressão a nível médio do mar." title="Precipitação, nebulosidade e pressão a nível médio do mar."><figcaption>Precipitação nebulosidade e pressão a nível médio do mar na tarde desta quinta-feira (6).</figcaption></figure><p>A frente fria avança de maneira rápida e, no início da noite de quinta (6), chega com força ao território gaúcho. As<strong> chuvas intensas virão acompanhadas de trovoadas, descargas elétricas, fortes rajadas de vento e risco de queda de granizo</strong>, acendendo o sinal de alerta no estado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782019" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-rajadas-de-80-km-h-chuvas-e-trovoadas-confira.html" title="Frente fria muda o tempo em SP: rajadas de 80 km/h, chuvas e trovoadas; confira">Frente fria muda o tempo em SP: rajadas de 80 km/h, chuvas e trovoadas; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-rajadas-de-80-km-h-chuvas-e-trovoadas-confira.html" title="Frente fria muda o tempo em SP: rajadas de 80 km/h, chuvas e trovoadas; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-rajadas-de-80-km-h-chuvas-e-trovoadas-confira-1785852402342_320.jpg" alt="Frente fria muda o tempo em SP: rajadas de 80 km/h, chuvas e trovoadas; confira"></a></article></aside><p>Ainda no final da noite de quinta-feira (6), uma faixa de nuvens e <strong>tempestades </strong>organizada em linha de instabilidade se estabelece. No sul do Rio Grande do Sul, os ventos podem superar a marca dos <strong>100 km/h. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade-1785936001315.jpg" data-image="t68e47jufmhh" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios msotra áreas com maiores chances de tempestades. Além disso, é possível observar a linha de instabilidade sobre Argentina, Paraguai e Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Essa<strong> linha de instabilidade</strong> avança também pelo nordeste da <strong>Argentina, Paraguai, oeste de Santa Catarina, sudoeste e oeste do Paraná</strong>, alcançando o centro-sul de Mato Grosso do Sul. Em todas essas áreas, há <strong>alertas</strong> para chuvas volumosas, tempestades com granizo e vendavais.</p><p>Em relação aos ventos, o horário de maior preocupação fica por conta da madrugada de sexta-feira (7), onde o <strong><em>modelo ECMWF</em></strong> mostra<strong> fortíssimas rajadas nas áreas da serra gaúcha e catarinense, superando os 100 km/h</strong>, podendo ter registros ainda maiores na região. Mas o alerta permanece para toda a sexta (7).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade-1785935953923.jpg" data-image="ohamcoingvft" alt="Probabilidade de chuva" title="Probabilidade de chuva"><figcaption>Mapa mostra a presença do ciclone e a possibilidade de chuvas sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.</figcaption></figure><p>Com o passar das horas<strong> o ciclone se afasta</strong> em direção ao interior do Atlântico e a<strong> frente fria tende a perder intensidade</strong>. Contudo ainda será capaz de provocar <strong>chuvas moderadas</strong> a fortes no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intenso-ciclone-atinge-a-regiao-sul-alerta-de-temporais-ventos-de-100-km-h-e-linha-de-instabilidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai ao Rio? Cristo Redentor desliga escadas rolantes até 2027; veja como fica a visita]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vai-ao-rio-cristo-redentor-desliga-escadas-rolantes-ate-2027-veja-como-fica-a-visita.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As escadas rolantes do Cristo Redentor foram desligadas para obras de substituição e modernização dos equipamentos, com previsão de término até o final de maio de 2027.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-ao-rio-cristo-redentor-desliga-escadas-rolantes-ate-2027-veja-como-fica-a-visita-1785874295048.jpg" data-image="chkhnw6s73zn"><figcaption>O monumento do Cristo Redentor está localizado no alto do morro do Corcovado e foi eleito uma das 7 maravilhas do mundo! Crédito: Banco de Imagens Grupo Cataratas.</figcaption></figure><p><strong>Uma das principais atrações do Rio de Janeiro </strong>(e do Brasil também!), a <strong>estátua do Cristo Redentor </strong>tem cerca de 30 metros de altura (38 metros com pedestal) e está localizada no <strong>topo do morro do Corcovado</strong>, a 709 metros acima do nível do mar, dentro do Parque Nacional da Tijuca. </p><p>O monumento domina o Corcovado e simboliza acolhimento, paz e esperança. Para quem deseja <strong>subir </strong><strong>até lá</strong>, há 2 opções. A primeira é através do trem da concessionária, o <strong>Trem do Corcovado</strong>, que é a opção mais cênica e histórica, sendo a favorita de muitos visitantes (e a mais concorrida). O trajeto atravessa a Floresta da Tijuca e dura cerca de 20 minutos.</p><p>A segunda opção é através das <strong>vans oficiais Paineiras Corcovado</strong>, sendo a opção mais prática. As vans partem de três pontos diferentes da capital fluminense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-ao-rio-cristo-redentor-desliga-escadas-rolantes-ate-2027-veja-como-fica-a-visita-1785874314113.jpg" data-image="5i1g4yo5ypwa"><figcaption> Trem do Corcovado rumo ao Cristo Redentor. Crédito: Óskar Sjostedt.</figcaption></figure><p>Há uma terceira opção, mas esta é<strong> para os mais aventureiros e que têm preparo físico</strong>: <strong>a pé através de trilha</strong>. A trilha principal começa no Parque Lage, na região do Jardim Botânico, e leva o visitante até o Corcovado, passando pelas Paineiras. O percurso leva aproximadamente 2 a 3 horas de subida e tem nível moderado a difícil.</p><p>Isso é para chegar até o topo do morro do Corcovado. Chegando lá em cima, para <strong>subir no monumento do Cristo Redentor</strong> são mais<strong> 220 degraus</strong>, mas que<strong> podem ser subidos por escada rolante ou elevador</strong>.</p><p>Porém, essas <strong>escadas rolantes foram desligadas para obras de modernização</strong>. Entenda abaixo como fica o acesso ao monumento agora.</p><h2>Mudanças com o desligamento das escadas rolantes</h2><p>As escadas rolantes foram desativadas nesta segunda-feira (3) para serem trocadas, e a<strong> previsão </strong>do <strong>término dos trabalhos </strong>é para o<strong> fim de maio de 2027</strong>. </p><p>As <strong>novas escadas rolantes </strong>que serão instaladas poderão transportar até 6.000 pessoas por hora, terão <strong>maior durabilidade </strong>em ambientes externos e sob intempéries do tempo, terão <strong>mais robustez e eficiência e menor consumo de energia</strong>. E <strong>ao lado delas, dois novos elevadores inclinados serão instalados</strong>. </p><h3>O que muda no acesso ao Cristo Redentor?</h3><p>A visitação ao monumento do Cristo Redentor não será interrompida. Apenas<strong> </strong>a<strong> visitação máxima simultânea deverá reduzir pela metade</strong>, além da redução do espaço físico devido às obras.</p><p><strong>O local terá novas adaptações no acesso</strong> dos visitantes ao monumento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-ao-rio-cristo-redentor-desliga-escadas-rolantes-ate-2027-veja-como-fica-a-visita-1785874352594.jpg" data-image="saail8538cun"><figcaption>Escadas rolantes no Alto do Corcovado que foram desligadas. Logo ao lado (não aparece na imagem) é onde tem a escadaria de pedras com 80 degraus que será a única opção de subida até o platô do Cristo durante o período de obras. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Os visitantes deverão<strong> acessar o monumento pelas escadarias de pedra a partir do 2º piso do Alto Corcovado</strong>. Os três <strong>elevadores que vão do primeiro ao segundo piso ainda podem ser usados normalmente</strong>. Ou seja, parte do trajeto vai continuar sem alterações por meio do uso dos elevadores comuns. Mas, ainda vão sobrar 80 degraus para o visitante subir a partir do 2º piso até o platô do Cristo. </p><p>Já os <strong>visitantes com mobilidade reduzida</strong> como cadeirantes e outros terão <strong>equipamentos escaladores </strong>de escadas para operar<strong> entre o 2º piso e o platô do Cristo</strong>, como cinco carros escaladores e cinco cadeiras escaladoras. Os equipamentos são automatizados e serão conduzidos por funcionários previamente treinados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685393" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vai-para-o-rio-nessas-ferias-explicamos-tudo-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visitar-o-cristo-redentor.html" title="Vai para o Rio nessas férias? Explicamos tudo o que você precisa saber antes de visitar o Cristo Redentor">Vai para o Rio nessas férias? Explicamos tudo o que você precisa saber antes de visitar o Cristo Redentor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vai-para-o-rio-nessas-ferias-explicamos-tudo-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visitar-o-cristo-redentor.html" title="Vai para o Rio nessas férias? Explicamos tudo o que você precisa saber antes de visitar o Cristo Redentor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-para-o-rio-nessas-ferias-explicamos-tudo-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visitar-o-cristo-redentor-1732824926392_320.jpg" alt="Vai para o Rio nessas férias? Explicamos tudo o que você precisa saber antes de visitar o Cristo Redentor"></a></article></aside><p>Os <strong>carros escaladores</strong> tem capacidade para transportar até 150 kg cada (contando já com a cadeira) e <strong>aceitam apenas cadeiras de rodas do modelo padrão</strong> que estarão disponíveis para cadeirantes em geral.</p><p>Os visitantes com cadeiras de rodas com motor vão precisar da ajuda de seus acompanhantes para se realocarem. Feito isto, os funcionários vão assumir a condução do carro escalador pelas escadas de pedra.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Da%20Mata%2C%20A" data-year="2026" data-title="Escadas%20rolantes%20do%20Cristo%20Redentor%20ser%C3%A3o%20desligadas%20at%C3%A9%202027" data-url="https%3A%2F%2Fturismo.ig.com.br%2F2026-08-02%2Fescadas-rolantes-do-cristo-redentor-serao-desligadas-ate-2027.html.amp">Da Mata, A. (2026). <a href="https://turismo.ig.com.br/2026-08-02/escadas-rolantes-do-cristo-redentor-serao-desligadas-ate-2027.html.amp" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Escadas rolantes do Cristo Redentor serão desligadas até 2027</a>.</cite><br><cite data-author="Agner%2C%20J" data-year="2026" data-title="Escadas%20rolantes%20do%20Cristo%20Redentor%20s%C3%A3o%20desligadas%20para%20obras%3B%20entenda%20mudan%C3%A7as%20no%20acesso" data-url="https%3A%2F%2Fdiariodorio.com%2Fescadas-rolantes-do-cristo-redentor-sao-desligadas-para-obras-entenda-mudancas-no-acesso%2F">Agner, J. (2026). <a href="https://diariodorio.com/escadas-rolantes-do-cristo-redentor-sao-desligadas-para-obras-entenda-mudancas-no-acesso/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Escadas rolantes do Cristo Redentor são desligadas para obras; entenda mudanças no acesso</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vai-ao-rio-cristo-redentor-desliga-escadas-rolantes-ate-2027-veja-como-fica-a-visita.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está girando sem controle]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A espaçonave encarregada de elevar a órbita do observatório Swift perdeu a estabilidade. Engenheiros tentam retomar o controle enquanto o tempo se esgota para salvar essa histórica missão científica da NASA.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720455757.jpg" data-image="kjoqeqv9h80h"><figcaption>O Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, estuda explosões de raios gama e outros objetos e eventos cósmicos. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>O <strong>Observatório Neil Gehrels Swift</strong> vem monitorando os fenômenos mais extremos do Universo há mais de duas décadas. Lançado em novembro de 2004, ele<strong> combina telescópios de raios gama, raios X, ultravioleta e luz visível </strong>para detectar explosões cósmicas e observá-las antes que desapareçam.</p><p>Com esse arsenal, o observatório espacial Swift tornou-se uma ferramenta essencial para o estudo de explosões de raios gama, fusões de estrelas de nêutrons, buracos negros e outras fontes transitórias. No entanto, não faz muito tempo, <strong>sua órbita sofreu uma queda alarmante</strong>.</p><p>O problema ocorreu durante o máximo solar de <strong>2024</strong>, quando a energia incidente aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera terrestre, aumentando o arrasto sobre o Swift a tal ponto que seu <strong>sistema de propulsão não conseguiu manter a altitude</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os cálculos previam a reentrada durante o verão. Consequentemente, em 11 de fevereiro, a NASA suspendeu a maior parte de suas observações científicas para que o satélite pudesse adotar uma orientação capaz de reduzir o arrasto atmosférico.</div><p>A manobra desacelerou a descida e ampliou a margem disponível até o início do outono. Mesmo assim, o <strong>Swift precisava permanecer acima de 300 quilômetros</strong> para que uma<strong> espaçonave de serviço pudesse alcançá-la e impulsioná-la</strong>, dando início, assim, a uma corrida espacial contra a atmosfera e o tempo.</p><h2>Uma missão realizada contra o relógio</h2><p>A NASA contratou a <em>Katalyst Space </em>para construir a <strong>LINK, uma espaçonave robótica projetada para encontrar o Swift</strong>, inspecioná-lo, capturá-lo e <strong>empurrá-lo para uma órbita mais elevada</strong>. O projeto não envolvia acoplagem convencional; portanto, a LINK precisava localizar pontos de fixação seguros utilizando suas câmeras.</p><p>A <em>Katalyst </em>conquistou o contrato em setembro de <strong>2025 </strong>e teve menos de um ano para projetar, fabricar, testar e lançar o veículo. Durante os meses de abril e maio, o veículo foi submetido com sucesso a testes de vibração, vácuo térmico, propulsão elétrica e movimentação de mecanismos no Centro Goddard da NASA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720678222.png" data-image="pxp9ug2r0z8e"><figcaption>A NASA concedeu à Katalyst Space um contrato para elevar a órbita de seu Observatório Neil Gehrels Swift. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Após ser integrado a um foguete Pegasus XL e passar por duas tentativas de lançamento adiadas devido a condições climáticas e problemas de software de navegação, a <strong>LINK finalmente alcançou a órbita em 3 de julho de 2026</strong>, estabelecendo contato com a Terra no mesmo dia.</p><p>Com os painéis solares implantados, a espaçonave começou a gerar energia, e os controladores iniciaram o processo de comissionamento. Com o plano de verificar sensores, navegação e propulsores antes de seguir em direção ao Swift, tudo parecia correr bem...</p><h3>Quando o veículo de resgate começou a girar</h3><p>Embora as verificações iniciais parecessem promissoras,<strong> surgiram dificuldades de comunicação e uma rotação excessiva</strong>. Embora a equipe tenha conseguido estabilizar a espaçonave e informar que um problema na roda de reação havia sido corrigido por meio de atualizações de software, havia algo errado com o giroscópio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720848680.jpg" data-image="t6aksue6xw0k"><figcaption>Durante o fim de semana, a espaçonave do serviço LINK, da Katalyst, apresentou problemas de controle de atitude. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>No <strong>último fim de semana de julho</strong>, a <strong>LINK perdeu o controle e começou a girar</strong>, o que prejudicou as comunicações. Uma investigação preliminar constatou que duas de suas três rodas de reação estavam inoperantes e que os propulsores a gás frio haviam perdido parte de sua funcionalidade.</p><div class="texto-destacado">As rodas de reação orientam uma espaçonave com precisão sem consumir combustível, enquanto os propulsores a gás frio auxiliam na realização de correções rápidas.</div><p>A perda de ambos os sistemas compromete a capacidade de apontar antenas, câmeras, propulsores e braços robóticos. Essa capacidade é fundamental quando dois satélites se aproximam em velocidades orbitais, uma vez que qualquer erro poderia resultar em uma colisão.</p><p>Foram então utilizados propulsores elétricos a xenônio — originalmente destinados a manobras e à elevação da órbita. Vários acionamentos reduziram a rotação. <strong>Embora a espaçonave continue gerando energia e mantendo comunicações, ela ainda precisa recuperar uma orientação estável</strong> antes de prosseguir com sua missão.</p><h3>Um resgate que ainda é possível, mas não garantido</h3><p>A redução na velocidade de rotação demonstra que a <strong>LINK está respondendo aos comandos e mantendo sistemas fundamentais</strong>; portanto, a missão não pode ser considerada perdida. Paralelamente, estão sendo consideradas modificações no software de orientação, navegação e controle para viabilizar a operação com uma configuração mais controlável.</p><p>A<strong> previsão oficial mais recente </strong>situava a aproximação para o <strong>final de agosto</strong>; no entanto, alcançar o observatório não garante a capacidade de capturá-lo. O simples fato de entrar em órbita pode não oferecer a precisão necessária para essa <strong>operação extremamente delicada</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781130" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra">O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023_320.jpg" alt="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"></a></article></aside>A LINK deve se aproximar lentamente, fotografar a estrutura, selecionar pontos de agarre e coordenar seus braços sem esbarrar no Swift nem fazê-lo girar. Se a captura for bem-sucedida, <strong>propulsores elétricos elevarão o conjunto combinado, ao longo de vários meses</strong>, a uma altitude próxima à órbita original do Swift. <br><br>A missão também demonstraria a viabilidade de resgatar satélites que nunca foram projetados para passar por manutenção. Mas, por enquanto, a espaçonave enviada para salvar o observatório precisa superar sua própria emergência.]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viagens para caminhar em geleiras: 4 lugares da América do Sul que parecem saídos de um livro de histórias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/viagens-para-caminhar-em-geleiras-4-lugares-da-america-do-sul-que-parecem-saidos-de-um-livro-de-historias.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Explorar as imensas formações de gelo da América do Sul é muito mais do que apenas uma excursão. Essas jornadas prometem uma experiência impressionante, com paisagens de sonho e aventura. Aqui estão quatro experiências inesquecíveis envolvendo gelo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viajes-para-caminar-sobre-glaciares-4-rincones-de-sudamerica-que-parecen-sacados-de-un-libro-de-cuentos-1785755288393.jpeg" data-image="4u6vx3hgqk4f"><figcaption>Passeios de caminhada em geleiras: 4 lugares na América del Sul que parecem saídos de um livro de histórias.</figcaption></figure><p>As <strong>geleiras </strong>são muito mais do que meros acúmulos de água congelada; são formações dinâmicas e testemunhos vivos das eras glaciais. <strong>Caminhar sobre elas</strong> oferece uma oportunidade ímpar de compreender como as flutuações de temperatura e milênios de precipitação moldaram a paisagem da Terra.</p><br>Esses ecossistemas extremos e intocados criam<strong> cenários que parecem saídos de um conto de fadas</strong>. Paredões colossais de gelo com tons azulados, fendas profundas e rios de água de degelo compõem uma paisagem em constante transformação, onde o poder da natureza se revela em cada rachadura e em cada estalo do gelo compactado.<div class="texto-destacado">Na América do Sul, a majestade da Cordilheira dos Andes abriga esses vestígios criosféricos, atraindo exploradores de todo o mundo.<br></div><p>A seguir, examinaremos <strong>quatro das áreas glaciais mais espetaculares do continente sul-americano acessíveis a pé</strong>, revelando os segredos de nosso rico patrimônio climático.</p><h2>Geleira Perito Moreno (Argentina)</h2><p>Localizado no <strong>Parque Nacional Los Glaciares</strong>, na <strong>província de Santa Cruz</strong>, este colosso de 250 km² é uma anomalia glaciológica verdadeiramente fascinante — e uma das mais belas do mundo — situada no <strong>sul da Argentina</strong>.</p><p>Ele se estende do Campo de Gelo Patagônico Sul até a extremidade sul do Lago Argentino. A área de superfície da geleira é ainda maior do que a de toda a Capital Federal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viajes-para-caminar-sobre-glaciares-4-rincones-de-sudamerica-que-parecen-sacados-de-un-libro-de-cuentos-1785755389837.jpeg" data-image="ez6xk3u1js7s" alt="Geleira Perito Moreno (Argentina)" title="Geleira Perito Moreno (Argentina)"><figcaption>Geleira Perito Moreno, Parque Nacional Los Glaciares, Santa Cruz (Argentina).</figcaption></figure><p><strong> </strong></p><br>É a principal atração da área protegida, acessível principalmente a partir da cidade de El Calafate. Os visitantes podem participar de excursões como o "Minitrekking" ou o "Big Ice", chegando à face sul da geleira equipados com crampons e capacetes para <strong>caminhar sobre o gelo compactado — uma experiência verdadeiramente imperdível</strong>.<p>Os arredores também oferecem circuitos perimetrais ao longo de<strong> passarelas estrategicamente projetadas</strong>, bem como uma opção recentemente introduzida de visitas noturnas sob a luz da lua cheia — uma experiência verdadeiramente majestosa. Esse encontro sensorial — tanto acústico quanto visual — permite perceber a dinâmica natural da geleira e o imenso poder de seus desprendimentos de gelo em meio à profunda quietude da Patagônia.</p><h2>Geleira Viedma (Argentina)</h2><p>Também situado na <strong>ecorregião da Floresta Patagônica</strong>, o Glaciar Viedma fica <strong>próximo a El Chaltén</strong>, um polo internacional de caminhadas de montanha.</p><p>Com uma área de 977 km², ele apresenta uma frente de gelo de 2,5 quilômetros de largura e aproximadamente 50 metros de altura. <strong>É o maior glaciar do Parque Nacional Los Glaciares e o mais extenso da América do Sul</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viajes-para-caminar-sobre-glaciares-4-rincones-de-sudamerica-que-parecen-sacados-de-un-libro-de-cuentos-1785756205880.jpeg" data-image="8ncfdpa8dhrs"><figcaption>Na região da Floresta Patagônica, a Geleira Viedma está localizada perto de El Chaltén (Argentina).</figcaption></figure><p>Devido ao seu recuo acentuado, atravessar a superfície da geleira já não é viável; a profunda instabilidade geomorfológica e a separação da massa de gelo da parede rochosa tornaram a travessia insegura. No entanto, uma abordagem adaptativa permite que os visitantes ainda apreciem essa paisagem magnífica: a observação direta é realizada atualmente por meio de <strong>passeios de barco</strong> que partem de Puerto Bahía Túnel.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779762" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-derretimento-devastador-de-geleiras-nos-alpes.html" title="Descoberto derretimento devastador de geleiras nos Alpes">Descoberto derretimento devastador de geleiras nos Alpes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-derretimento-devastador-de-geleiras-nos-alpes.html" title="Descoberto derretimento devastador de geleiras nos Alpes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verheerende-gletscherschmelze-in-den-alpen-1783965264057_320.jpeg" alt="Descoberto derretimento devastador de geleiras nos Alpes"></a></article></aside><p>As excursões científicas e turísticas atuais incluem<strong> desembarques em promontórios rochosos</strong> para observar um fenômeno estratigráfico singular: faixas escuras distintas que atravessam o gelo azul, formadas por milênios de depósitos de cinzas vulcânicas aprisionados na frente da geleira. Uma maravilha verdadeiramente imperdível!</p><p><em></em></p><h2>Condoriri (Bolívia)</h2><p>Situado <strong>no coração da Cordilheira Real boliviana </strong>— parte dos Andes — e a cerca de <strong>60 quilômetros de La Paz</strong>, este é um ecossistema de alta montanha reservado a expedicionários com excelente adaptação cardiopulmonar. As rotas desenvolvem-se inteiramente em altitudes bem superiores a 4.000 metros acima do nível do mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viajes-para-caminar-sobre-glaciares-4-rincones-de-sudamerica-que-parecen-sacados-de-un-libro-de-cuentos-1785755446019.jpeg" data-image="oenq0t5vf6nc" alt="Condoriri (Bolivia)" title="Condoriri (Bolivia)"><figcaption>Condoriri (Bolívia).</figcaption></figure><p>O acampamento-base científico e turístico está instalado às margens da gélida <strong>lagoa Chiar Khota, ponto de partida para a caminhada até a geleira</strong>. A rota clássica envolve três dias de caminhada extenuante, enfrentando-se uma pressão atmosférica muito baixa e níveis de oxigênio acentuadamente reduzidos.</p><p>A recompensa por esse esforço físico é uma<strong> vista panorâmica da bacia dos Andes Centrais</strong>. Das altas morenas, é possível distinguir claramente os picos nevados do Huayna Potosí e do Illimani, juntamente com a vasta extensão do Lago Titicaca.</p><h2>Torres del Paine (Chile)</h2><p>Situado nas encostas ocidentais dos <strong>Andes chilenos</strong>, o <strong>Parque Nacional Torres del Paine</strong> é uma reserva da biosfera que protege cerca de 227.000 hectares de ecossistemas de grande diversidade. Sua geomorfologia é dominada por extraordinários maciços de granito, com picos centrais que atingem altitudes de até 2.850 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viajes-para-caminar-sobre-glaciares-4-rincones-de-sudamerica-que-parecen-sacados-de-un-libro-de-cuentos-1785755463863.jpeg" data-image="r60lqlsc1dui" alt="Torres del Paine (Chile)" title="Torres del Paine (Chile)"><figcaption>Torres del Paine (Chile).</figcaption></figure><p>Ao contrário das geleiras da Patagônia Oriental, explorar essa paisagem exige <strong>caminhadas desafiadoras</strong> de vários dias. O renomado Circuito "W" estende-se por mais de 80 quilômetros e leva cerca de cinco dias para ser concluído, atravessando terrenos de estepe e densas florestas austrais, ao mesmo tempo em que contorna imensas frentes glaciais.</p><p>As condições climáticas adversas são um fator crucial no planejamento para esta região, caracterizada por extrema instabilidade atmosférica e temperaturas variáveis. É essencial contar com equipamento técnico adequado e analisar cuidadosamente as previsões locais antes de iniciar as trilhas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Knaak%2C%20L." data-year="2026" data-title="4%20lugares%20para%20fazer%20trekking%20em%20paisagens%20geladas%20na%20Am%C3%A9rica%20do%20Sul" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fmundo%2F4-lugares-para-fazer-trekking-em-paisagens-geladas-na-america-do-sul%2F">Knaak, L.. (2026). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/mundo/4-lugares-para-fazer-trekking-em-paisagens-geladas-na-america-do-sul/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">4 lugares para fazer trekking em paisagens geladas na América do Sul</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/viagens-para-caminhar-em-geleiras-4-lugares-da-america-do-sul-que-parecem-saidos-de-um-livro-de-historias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>