<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 08 Jun 2026 17:00:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:00:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Temperatura na região do El Niño dá novo salto e os primeiros efeitos podem começar em julho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:42:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A nova atualização das anomalias semanais de temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico equatorial mostra um novo salto de aquecimento na região do El Niño. Modelos indicam que a resposta atmosférica deve iniciar em julho.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-a-vista-nova-previsao-do-ecmwf-traz-cenario-de-evento-muito-intenso.html">Primeira previsão fora da barreira da previsibilidade reforça risco de Super El Niño </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780924964147.png" data-image="xfaqnulve9h1" alt="A anomalia de temperatura da superfície do mar em 7 de junho de 2026 mostra um forte aquecimento no Oceano Pacífico equatorial. Créditos: NASA Overview." title="A anomalia de temperatura da superfície do mar em 7 de junho de 2026 mostra um forte aquecimento no Oceano Pacífico equatorial. Créditos: NASA Overview."><figcaption>A anomalia de temperatura da superfície do mar em 7 de junho de 2026 mostra um forte aquecimento no Oceano Pacífico equatorial. Créditos: NASA Overview.</figcaption></figure><p>A <strong>atualização </strong>semanal da <strong>NOAA</strong> (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos) divulgada nesta <strong>segunda-feira (8) </strong>mostra um <strong>novo</strong> avanço do <strong>aquecimento</strong> no <strong>O</strong><strong>ceano Pacífico</strong> equatorial, região monitorada para acompanhar a evolução do El Niño.</p><div class="texto-destacado">As anomalias relativas de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 subiram de +0,5°C para +0,7°C na última semana, enquanto as anomalias absolutas já alcançam +1,3°C. Os novos dados reforçam o cenário de fortalecimento do fenômeno ao longo dos próximos meses.</div><p>Ao mesmo tempo, <strong>modelos climáticos</strong> começam a indicar <strong>mudanças</strong> consistentes nos<strong> padrões de chuva e temperatura </strong>a partir de <strong>julho</strong>, um sinal de que a atmosfera pode começar a responder ao aquecimento observado no Pacífico.</p><p>Mas por que os indicadores mostram valores tão diferentes para a intensidade atual do fenômeno? E o que os modelos sugerem sobre os primeiros impactos do El Niño durante o segundo semestre? Confira os detalhes.</p><h2>Aquecimento na região do El Niño ganha força novamente</h2><p>O novo aumento para<strong> +0,7°C</strong> ocorre<strong> após </strong><strong>semanas</strong> de <strong>aquecimento persistente</strong> no Pacífico equatorial central. A região <strong>Niño 3.4</strong> é considerada uma das mais importantes para o monitoramento do fenômeno porque suas temperaturas estão intimamente ligadas às mudanças na circulação atmosférica.</p><p>As<strong> anomalias relativas </strong>vêm se mantendo na faixa de <strong>+0,5°C</strong>, utilizado para caracterizar condições de El Niño, <strong>desde</strong> a semana centrada em <strong>13 de maio</strong>, embora revisões posteriores da NOAA ajustaram este valor para +0,4°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780924979518.png" data-image="s8tsv64bs4ui" alt="Evolução das anomalias semanais relativas de TSM desde maio de 2026. O asterisco indica um valor corrigido de 0,5°C para 0,4°C em 01/06/2026. Fonte: CPC/NOAA." title="Evolução das anomalias semanais relativas de TSM desde maio de 2026. O asterisco indica um valor corrigido de 0,5°C para 0,4°C em 01/06/2026. Fonte: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução das anomalias semanais relativas de TSM desde maio de 2026. O asterisco indica um valor corrigido de 0,5°C para 0,4°C em 01/06/2026. Fonte: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a sequência de valores observados desde maio indica uma <strong>tendência consistente de aquecimento</strong>, não somente na região Niño 3.4 como nas demais. Já a região <strong>Niño 1+2</strong>, na costa do Peru, apresentou aquecimento ainda mais expressivo, alcançando<strong> +2,1°C</strong> na última atualização - categoria de evento <strong>muito forte.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780924998657.png" data-image="s4iy48u3568d" alt="Evolução observada da MJO nos últimos 40 dias, a partir de 06/06/2026. Créditos: CPC/NOAA." title="Evolução observada da MJO nos últimos 40 dias, a partir de 06/06/2026. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução observada da MJO nos últimos 40 dias, a partir de 06/06/2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p><strong>Parte desse aquecimento</strong> recente pode estar associada à atuação da <strong>Oscilação Madden-Julian </strong>(MJO), uma onda de variabilidade atmosférica tropical que vem apresentando atividade sobre o Pacífico oeste neste início de junho. </p><p>Quando a fase convectiva da MJO se estabelece nessa região, ela pode favorecer alterações nos ventos próximos à superfície e contribuir para o enfraquecimento dos ventos alísios, um mecanismo que favorece o aquecimento das águas superficiais no Pacífico equatorial central e leste.</p><h2>Afinal, o El Niño já começou?</h2><p>A<strong> resposta depende da metodologia</strong> utilizada para monitorar o fenômeno. O <strong>gráfico</strong> abaixo compara a evolução das <strong>anomalias absolutas </strong><strong>e relativas</strong> na região <strong>Niño 3.4</strong>. As<strong> anomalias absolutas </strong>representam a <strong>diferença</strong> entre a <strong>TSM</strong> <strong>observada</strong> e a <strong>média climatológica </strong>da região, enquanto as<strong> anomalias relativas</strong> procuram <strong>remover</strong> parte do <strong>aquecimento </strong>médio dos<strong> oceanos tropicais</strong> observado nas últimas décadas.</p><p>Pela <strong>metodologia tradicional</strong>, utilizada operacionalmente por décadas pelos centros meteorológicos, as anomalias já permanecem acima do <strong>limiar</strong> de<strong> +0,5°C</strong> <strong>desde meados de abril</strong>. Considerando apenas esse critério, o Pacífico já apresenta condições <strong>compatíveis</strong> com<strong> El Niño </strong>há várias semanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780925013923.png" data-image="tpon5gbfu684" alt="Comparação da evolução da anomalia semanal de TSM absoluta (linha laranja) e relativa (linha amarela) desde 01/04/2026. Créditos: Elaborado por Meteored com dados do CPC/NOAA." title="Comparação da evolução da anomalia semanal de TSM absoluta (linha laranja) e relativa (linha amarela) desde 01/04/2026. Créditos: Elaborado por Meteored com dados do CPC/NOAA."><figcaption>Comparação da evolução da anomalia semanal de TSM absoluta (linha laranja) e relativa (linha amarela) desde 01/04/2026. Créditos: Elaborado por Meteored com dados do CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Já na <strong>metodologia relativa</strong>, adotada recentemente para destacar o sinal do fenômeno em relação ao aquecimento de fundo dos oceanos, as anomalias atingiram o <strong>limiar</strong> de +0,5°C apenas nas <strong>últimas semanas</strong> e atualmente estão em +0,7°C.</p><p>Em outras palavras: quando considerada a <strong>metodologia tradicional</strong>, <strong>maio</strong> de 2026 já pode ser considerado o <strong>primeiro mês </strong>sob condições oceânicas compatíveis com El Niño. Pela <strong>nova metodologia</strong>, esse marco deve ser alcançado ao longo de <strong>junho</strong>, caso o aquecimento observado nas últimas semanas se mantenha. </p><p>Mas a temperatura do oceano é apenas uma parte da história. Para que o fenômeno esteja plenamente estabelecido, a <strong>atmosfera também precisa responder</strong> ao aquecimento observado no Pacífico.</p><h2>Resposta atmosférica deve começar em Julho</h2><p>O modelo <strong>ECMWF</strong>, referência da Meteored, prevê que os <strong>padrões de chuva e temperatura </strong>para o segundo semestre já devem começar a <strong>responder ao El Niño</strong> a partir de <strong>julho</strong>, persistindo ao longo do segundo semestre.</p><p>As <strong>chuvas</strong> devem permanecer<strong> acima da média na Região Sul</strong> durante todo o segundo semestre, com possibilidade de <strong>eventos extremos</strong>, enquanto condições mais <strong>secas</strong> tendem a se estabelecer sobre o <strong>Norte e o Nordeste</strong>, avançando para áreas do <strong>Centro-Oeste e do Sudeste </strong>a partir da <strong>primavera</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780925033027.png" data-image="qrkt0977tqw9" alt="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF" title="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF"><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF</figcaption></figure><p>As projeções também indicam<strong> temperaturas acima da média</strong> centro-norte do país, especialmente entre outubro e novembro, quando as anomalias podem atingir até<strong> 4°C nas regiões com déficit hídrico</strong>. Esse cenário favorece a ocorrência de <strong>ondas de calor </strong>mais <strong>frequentes</strong> e <strong>intensas</strong>, além de aumentar os riscos de <strong>seca</strong>, <strong>queimadas</strong> e impactos sobre os <strong>recursos hídricos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho-1780925051082.png" data-image="o18s2zihdagv" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Embora<strong> eventos intensos </strong>aumentem a probabilidade de ocorrência dos padrões clássicos associados ao El Niño, os<strong> impactos regionais</strong> dependem da interação com outros fenômenos atmosféricos e <strong>não crescem</strong> necessariamente<strong> na mesma proporção</strong> <strong>do aquecimento </strong>observado no oceano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/temperatura-na-regiao-do-el-nino-da-novo-salto-e-os-primeiros-efeitos-podem-comecar-em-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo modelo de IA baseado em satélites pode acelerar pesquisas sobre clima, agricultura e meio ambiente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:05:20 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O modelo facilita a análise de grandes volumes de dados de observação da Terra coletados pelo programa Copernicus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente-1780869549415.png" data-image="374da8ra99vn" alt="Tessera é um modelo fundamental de inteligência artificial treinado com dados de satélite para identificar padrões e mudanças na superfície da Terra. Crédito: ESA" title="Tessera é um modelo fundamental de inteligência artificial treinado com dados de satélite para identificar padrões e mudanças na superfície da Terra. Crédito: ESA"><figcaption>Tessera é um modelo fundamental de inteligência artificial treinado com dados de satélite para identificar padrões e mudanças na superfície da Terra. Crédito: ESA</figcaption></figure><p>Os programas de observação da superfície da Terra geram grandes volumes de dados todos os dias por meio de satélites que monitoram continuamente o planeta. <strong>Esses catálogos incluem imagens multiespectrais, medições de radar e informações coletadas em diferentes escalas espaciais e temporais. </strong>A análise manual ou por métodos tradicionais ficou cada vez mais difícil à medida que a quantidade de dados cresce. Com isso, a Inteligência Artificial (IA) surgiu como uma ferramenta capaz de extrair informações e identificar padrões de forma mais eficiente.</p><p><strong>A capacidade de identificar padrões nesses conjuntos de dados é importante para compreender como o planeta está mudando ao longo do tempo.</strong> Alterações na cobertura vegetal, expansão urbana, secas, enchentes e transformações nos ecossistemas podem ser monitoradas por meio de observações da superfície terrestre. Essas informações ajudam em pesquisas sobre climatologia, monitoramento ambiental e gestão de recursos naturais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial">Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial-1778359449956_320.png" alt="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"></a></article></aside><p>Recentemente, pesquisadores desenvolveram um modelo de IA chamado Tessera que foi treinado com dados de satélites. <strong>O sistema foi treinado usando dados do programa Copernicus com os satélites Sentinel-1 e Sentinel-2.</strong> Enquanto o Sentinel-1 fornece medições por radar capazes de observar a superfície, o Sentinel-2 registra imagens ópticas em múltiplos comprimentos de onda. Ao combinar esses dados, o Tessera aprende padrões sobre a dinâmica da superfície terrestre.</p><h2>Copernicus Sentinel-1 e Sentinel-2</h2><p>Os satélites Sentinel-1 fazem parte do programa europeu de observação da Terra chamado Copernicus e foram projetados para monitorar continuamente a superfície do planeta com radar. <strong>Diferentemente dos sensores ópticos, o radar emite seu próprio sinal e mede o eco refletido pela superfície terrestre.</strong> Isso permite realizar observações durante o dia, à noite e mesmo sob cobertura de nuvens. Os dados do Sentinel-1 são usados para monitorar inundações, deslizamentos de terra e alterações na cobertura vegetal. </p><div class="texto-destacado">A capacidade do Sentinel-1 de operar independentemente das condições atmosféricas faz dele uma das principais fontes de dados para monitoramento contínuo do planeta. </div><p><strong>Já os satélites Sentinel-2 foram desenvolvidos para obter imagens ópticas de alta resolução da superfície terrestre em múltiplos comprimentos de onda.</strong> Seus sensores registram informações desde o visível até o infravermelho, permitindo analisar características físicas e biológicas da vegetação, dos solos e dos corpos d'água. Quando combinadas com as observações de radar do Sentinel-1, as imagens do Sentinel-2 fornecem uma visão mais completa da superfície terrestre. </p><h2>Tessera </h2><p>O Tessera é um modelo de IA desenvolvido para processar e organizar grandes volumes de dados de observação da Terra. Ele usa informações coletadas pelos satélites Sentinel-1 e Sentinel-2. <strong>Em vez de trabalhar diretamente com imagens brutas, o modelo transforma essas observações em representações chamadas embeddings. </strong>Esses embeddings preservam as informações mais importantes da superfície terrestre, reduzindo a complexidade dos dados sem perder informação. </p><p><strong>Uma das principais características do Tessera é que cada pixel de 10 metros de resolução contém uma série temporal que descreve como aquela região evoluiu ao longo do ano. </strong>Isso significa que o modelo não registra apenas a aparência de um local em um instante específico, mas também captura sua dinâmica temporal. Com essa estrutura, pesquisadores podem procurar regiões com comportamentos semelhantes, detectar transformações na paisagem e identificar padrões ambientais.</p><h2>Como funciona esse modelo?</h2><p>Durante o treinamento, o modelo analisou dados dos satélites Sentinel-1 e Sentinel-2, aprendendo padrões espaciais, temporais e ambientais presentes na superfície terrestre. <strong>Como resultado, os embeddings incorporaram conhecimento sobre mudanças na vegetação, dinâmica de rios, expansão urbana e diversos outros fenômenos observáveis por satélite.</strong> Isso significa que os pesquisadores não precisam começar do zero toda vez que desejam resolver um novo problema de sensoriamento remoto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente-1780869700696.png" data-image="iog9akes5are" alt="Por utilizar embeddings pré-treinados, o Tessera já incorpora informações aprendidas a partir de anos de observações da Terra, reduzindo a necessidade de treinar novos modelos do zero. Crédito: Feng et al." title="Por utilizar embeddings pré-treinados, o Tessera já incorpora informações aprendidas a partir de anos de observações da Terra, reduzindo a necessidade de treinar novos modelos do zero. Crédito: Feng et al."><figcaption>Por utilizar embeddings pré-treinados, o Tessera já incorpora informações aprendidas a partir de anos de observações da Terra, reduzindo a necessidade de treinar novos modelos do zero. Crédito: Feng et al.</figcaption></figure><p>Outra vantagem importante é que os embeddings gerados pelo Tessera são muito mais leves do que os conjuntos originais de imagens de satélite. <strong>O sistema foi projetado para ser utilizado por especialistas em clima, agricultura e meio ambiente. </strong>O projeto também possui código aberto, permitindo que pesquisadores adaptem, modifiquem e expandam suas capacidades para diferentes aplicações científicas. </p><h2>O que é um foundation model? </h2><p>O Tessera é considerado um foundation model. Um foundation model é um sistema de IA que foi treinado em grandes volumes de dados para aprender representações gerais de um determinado domínio. <strong>Diferentemente de modelos desenvolvidos para uma única tarefa específica, esses sistemas são projetados para capturar padrões amplos. </strong>Após o treinamento inicial, o modelo pode ser adaptado para diversas aplicações sem precisar ser reconstruído do zero. </p><p>Nas áreas científicas, como no caso do Tessera, os foundation models são importantes porque muitos problemas envolvem conjuntos de dados grandes e complexos. <strong>Em vez de exigir que cada grupo de pesquisa desenvolva seus próprios modelos a partir do início, esses sistemas fornecem representações já treinadas que podem ser adaptadas para tarefas específicas</strong>. Os modelos conseguem identificar padrões sutis e relações complexas que podem passar despercebidos por métodos tradicionais de análise. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Feng et al. <a href="https://arxiv.org/abs/2506.20380" target="_blank">TESSERA: Temporal Embeddings of Surface Spectra for Earth Representation and Analysis</a> arXiv </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novo-modelo-de-ia-baseado-em-satelites-pode-acelerar-pesquisas-sobre-clima-agricultura-e-meio-ambiente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gritos, caos e carros arranhados: a invasão de pavões que estão chocando o mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta vila em Itália está fora de controlo. Os culpados? São os pavões. Perceba como dezenas de pavões invadiram as ruas, perturbam o descanso, danificam carros e dividem a população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779914136114.jpg" data-image="qu31ndwavuns" alt="Pavões" title="Pavões"><figcaption>Os pavões tomaram conta desta vila italiana e os moradores já não aguentam mais. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Uma pequena vila no <strong>norte de Itália</strong> está a chamar a atenção, mas não pelas praias ou paisagens de sonho. Em vez disso, está “nas bocas do mundo” devido a pavões. Sim, isso mesmo. </p><div class="texto-destacado">Dezenas de pavões a passear livremente entre carros, jardins e estradas. É este o motivo inusitado que coloca Punta Marina nas manchetes das últimas notícias.</div><p>Conhecida pelas praias na costa do Mar Adriático, <strong>Punta Marina</strong>, no município de Ravenna, região de Emilia-Romagna, convive há anos com a presença de pavões. O<strong> aumento da população das aves </strong>nos últimos anos, contudo, tem vindo a preocupar os habitantes locais e a dividir opiniões. </p><p>De um lado, temos os que acham que os pavões devem ser deixados em paz. Do outro, aqueles que querem que sejam levados para outras paragens.</p><h2>De símbolo da aldeia, a terror do locais</h2><p>Há mais de dez anos que os pavões circulam em Punta Marina. Estes animais tornaram-se mesmo uma<strong> imagem característica da cidade </strong>e despertam a curiosidade de turistas e crianças. No entanto, a presença constante das aves também tem causado alguns incómodos entre os moradores, sobretudo devido ao barulho que produzem e aos problemas de limpeza associados.</p><div class="texto-destacado">Em tempos, os pavões eram vistos como animais especiais e até surgiam representados nos famosos mosaicos de Ravena, onde simbolizavam a imortalidade.</div><p>O que é que mudou? Antes viviam num pinhal perto da aldeia, mas acabaram por se aproximar das zonas habitadas à procura de proteção contra predadores, passando a instalar-se nos jardins de casas abandonadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno">Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775028878608_320.jpeg" alt="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno"></a></article></aside><p>Segundo Francesca Impellizzeri, vereadora responsável pela área dos direitos dos animais, em 2023 estavam registados cerca de <strong>30 pavões </strong>no município. Agora, embora não exista uma contagem oficial, estima-se que existam cerca de <strong>120 pavões na região</strong>. </p><p>"Quando tivermos conhecimento dos números, tentaremos entender, junto da comunidade e das associações de direitos dos animais, que ações tomar", explicou, citada pelo canal italiano ‘Sky TG24’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915313957.png" data-image="2muutoivitgw" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Os pavões andam livremente pelas estradas. Foto: Wikimedia // Discanto</figcaption></figure><p>Isto porque<strong> a situação se tem agravado nos últimos tempos</strong>, principalmente com a chegada da primavera. É que é neste período que ocorre o acasalamento dos pavões e os sons emitidos durante a noite tornam-se mais frequentes, afetando o descanso da população.</p><div class="texto-destacado"> O som emitido pelos machos é semelhante a um “grito extremamente alto.” </div><p>"Perturbam o sono, perturbam o trânsito e sujam o chão com excrementos que parecem gelado, os quais acabamos por pisar", queixou-se à agência de notícias ‘Agence France-Presse’ (AFP)’ Marco Manzoli, habitante local. "Além disso, sobem para os carros e arranham-nos", lamenta.</p><p>De acordo com a mesma fonte, <strong>os turistas já não passam ali férias</strong>, “a não ser que tenham uma garagem para estacionar o carro”.</p><p>Segundo o pasteleiro Claudio Ianieiro, os animais vivem há muito tempo na floresta de pinheiros atrás da aldeia e sempre foram um marco da região (já inspiraram ímanes e até biscoitos com o seu formato). No entanto, começaram a invadir a cidade à procura de maior segurança contra os predadores. Como resultado, passaram a fazer ninhos nos jardins de casas abandonadas. </p><p>“Lá fora, têm muitos inimigos naturais, como lobos e raposas. Aqui, no entanto, não têm nenhum, e estão a proliferar de uma forma difícil de controlar”, explicou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo-1779915804809.jpg" data-image="ca9dv2yw8pjh" alt="Punta Marina" title="Punta Marina"><figcaption>Punta Marina é conhecida pelas praias, mas são os pavões que têm chamado a atenção. Foto: Ravenna Turismo</figcaption></figure><p>Mara Capasso, outra moradora, disse que o problema com as aves acabou por “dividir a região em duas fações”: uma que quer que os animais sejam deixados em paz, e outra que quer que sejam levados para outro lugar. </p><p>É o caso de Emanuele Crescentini, uma moradora de 50 anos que se autointitula “guarda-florestal” dos pavões. Todos os dias percorre as ruas da localidade para proteger as aves de vizinhos mais irritados. Para ela, é possível existir uma convivência equilibrada entre pessoas e animais. “Há muito espaço em Punta Marina, eles podem espalhar-se”, defende.</p><h2>As tentativas para resolver a situação</h2><p>Ao longo dos últimos anos, a Câmara Municipal de Ravena tem tentado encontrar <strong>formas de controlar a presença dos pavões</strong> em Punta Marina. Em 2022, por exemplo, foi feita uma tentativa para retirar algumas aves da zona, mas o plano acabou por não avançar devido à oposição de associações de defesa animal.</p><p>Mais recentemente, em 2024, a autarquia optou por uma abordagem diferente e lançou uma campanha para ensinar moradores e turistas a conviver melhor com os pavões. Uma das principais recomendações é simples: <strong>não alimentar as aves</strong>, para evitar que se instalem junto das casas e criem colónias permanentes.</p><p>Entretanto, a autarquia revelou que uma nova estratégia tem dado resultados mais positivos: várias pessoas de diferentes zonas de Itália já demonstraram interesse em adotar alguns dos pavões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/gritos-caos-e-carros-arranhados-a-invasao-de-pavoes-que-esta-a-chocar-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adolescentes descobrem casa romana de 1.800 anos sob escola em Roma]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudantes revelam acidentalmente vestígios arqueológicos valiosos ao explorarem áreas subterrâneas de colégio histórico, surpreendendo professores e arqueólogos e abrindo caminho para novas pesquisas científicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma-1780857122988.jpg" data-image="a1z4aer2ch8z" alt="Casa romana de 1.800 anos embaixo do colégio - Créditos: Divulgação/Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma" title="Casa romana de 1.800 anos embaixo do colégio - Créditos: Divulgação/Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma"><figcaption>Casa romana de 1.800 anos embaixo do colégio. Crédito: Divulgação/Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma</figcaption></figure><p>Uma <strong>descoberta arqueológica surpreendente</strong> veio à tona em Roma após estudantes do ensino médio relatarem a existência de estruturas incomuns sob o ginásio de sua escola. O achado revelou <strong>uma casa romana de aproximadamente 1.800 anos</strong>, localizada abaixo do Liceo Científico Cavour, a poucos metros do Coliseu.</p><p>Durante anos, alunos da instituição criaram histórias sobre possíveis construções escondidas nos subterrâneos da escola. O que parecia apenas <strong>imaginação juvenil acabou se tornando realidade</strong> quando alguns estudantes decidiram explorar áreas pouco acessíveis do prédio.</p><p>Em uma dessas incursões, os jovens se depararam com<strong> tijolos antigos e arcos arquitetônicos distintos. </strong>Ao perceberem que se tratava de algo incomum, informaram imediatamente seus professores, que também ficaram impressionados com a descoberta.</p><h2>Explorações clandestinas levaram à descoberta histórica</h2><p>Os relatos dos estudantes motivaram a escola a acionar especialistas para investigar o local. Arqueólogos foram chamados e rapidamente confirmaram que os <strong>vestígios pertenciam a uma antiga residência romana</strong>, conhecida como “domus”.</p><p>A construção, datada do século II, é considerada uma residência de luxo e pode ter feito parte de um bairro habitado pela elite romana. Segundo especialistas, há possibilidade de que<strong> figuras históricas importantes tenham frequentado a região no passado</strong>.</p><p>Apesar da relevância histórica, o acesso às estruturas é limitado devido às construções erguidas posteriormente sobre o local. Ainda assim, os primeiros trabalhos arqueológicos revelaram detalhes significativos sobre a edificação.</p><h2>Origem da escola e importância da região</h2><p>O prédio que atualmente abriga o colégio foi construído no século XIX por missionários católicos. Na época, n<strong>ão havia registros de estruturas romanas no terreno</strong>, o que torna a descoberta ainda mais inesperada.</p><div class="texto-destacado">Logo no início das escavações, os arqueólogos identificaram partes importantes da domus, indicando que o local fazia parte de uma área nobre da Roma antiga. Esse fator aumenta o valor histórico e científico do achado.</div><p>A descoberta foi investigada ao longo de meses, mas só foi divulgada publicamente no dia 28 de maio por especialistas envolvidos no projeto, incluindo a professora Claudia Marino e o arqueólogo Filippo Coarelli.</p><h2>Detalhes da residência e novos achados</h2><p>Até o momento, acredita-se que a casa tenha pertencido à família Umbrius, embora existam poucas informações sobre esse grupo. Há teorias de que sua origem esteja na região centro-sul da Itália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma-1780857260800.jpg" data-image="55vrr2e5mda9" alt="Arqueólogos escavaram diversas salas sob a moderna escola secundária italiana. (Crédito da imagem: Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma)" title="Arqueólogos escavaram diversas salas sob a moderna escola secundária italiana. (Crédito da imagem: Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma)"><figcaption>Arqueólogos escavaram diversas salas sob a moderna escola secundária italiana. Crédito: Cantieri Narranti/Superintendência Especial de Roma</figcaption></figure><p>Entre os elementos encontrados estão<strong> afrescos decorativos com temas florais e figurativos</strong>, além de mosaicos com azulejos irregulares, característicos de residências luxuosas da época romana.</p><p>Curiosamente, também foram identificados grafites deixados por estudantes e visitantes do século XX, indicando que o local já havia sido acessado anteriormente sem conhecimento das autoridades.</p><h2>Pesquisas continuam e escola planeja exposições</h2><p>Até agora, apenas uma parte da residência foi explorada. Devido à sua extensão, os arqueólogos acreditam que ainda há muito a ser descoberto no local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos ">Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos-1779463109351_320.jpg" alt="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "></a></article></aside><p>A escola pretende dar continuidade às pesquisas em parceria com especialistas, ampliando o conhecimento sobre a estrutura e sua importância histórica.</p><p>Além disso, há planos para transformar o espaço em um<strong> ponto de visitação educativa</strong>, com estudantes atuando como guias, aproximando ainda mais a comunidade escolar da história que permanece escondida sob seus pés.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Aventuras na História. <a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/adolescentes-intrometidos-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-embaixo-de-colegio.phtml" target="_blank">Adolescentes intrometidos descobrem casa romana de 1.800 anos embaixo de colégio</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adolescentes-descobrem-casa-romana-de-1-800-anos-sob-escola-em-roma.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O perigo invisível: Partículas tóxicas de incêndios florestais viajam muito mais longe do que você imagina]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 22:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os incêndios florestais não terminam quando as chamas são extintas, uma vez que as partículas tóxicas ultrafinas podem permanecer no ar durante bastante tempo e deslocar-se vários quilômetros: aqui estão os detalhes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472.jpeg" data-image="ich0vp2szgt7"><figcaption>O fumo dos incêndios florestais contém partículas que são muito prejudiciais para a saúde e que permanecem no ar durante muito tempo. Além disso, estas partículas são transportadas com relativa facilidade.</figcaption></figure><p>Todos sabemos que, quando um grande incêndio florestal assola uma região, toda a atenção costuma centrar-se no avanço do fogo, nas evacuações e nos danos materiais, mas <strong>os impactos permanecem por muito mais tempo e, em muitos casos, não são visíveis</strong>, tal como comprovado por vários estudos recentes.</p><p>Um deles foi realizado por um grupo de engenheiros civis da Universidade da Califórnia, que conseguiram demonstrar como certas partículas tóxicas geradas após os incêndios <strong>podem permanecer suspensas no ar durante meses e deslocar-se muito mais longe do que se pensava inicialmente</strong>.</p><p>Neste caso, os cientistas <strong>analisaram a qualidade do ar após os incêndios devastadores que afetaram várias zonas da área de Los Angeles em 2025 </strong>e detetaram a presença prolongada de nanopartículas de cromo hexavalente, uma substância conhecida pelos seus efeitos nocivos para a saúde humana.</p><h2>O que são nanopartículas e por que preocupam os cientistas?</h2><p><strong>As nanopartículas são partículas extremamente pequenas, milhares de vezes mais finas do que um fio de cabelo humano </strong>e esse é o principal problema. Graças ao seu tamanho minúsculo, podem<strong> penetrar profundamente nos pulmões</strong> e até chegar à corrente sanguínea, distribuindo-se por diferentes órgãos do corpo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">: 2025 wildfires were the costliest on record despite burning 16% less land.<br><br> 335 million hectares burned (16% below average)<br> Insured losses: 38% of ALL natural hazard losses globally<br> 300,000+ evacuations | 90+ deaths<br> Worst-hit: North America, Europe, South <a href="https://t.co/pIyGFtqFwN">pic.twitter.com/pIyGFtqFwN</a></p>— Insights | Integration️ (@con_nectinder) <a href="https://x.com/con_nectinder/status/2062561262672941304?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Os investigadores encontraram partículas de crómio numa forma química particularmente preocupante, como é <strong>o crómio hexavalente, também conhecido como crómio-6</strong>, uma substância classificada como cancerígena e associada a doenças respiratórias.</p><h2>Estas partículas podem viajar até 15 quilômetros</h2><p>Os modelos atmosféricos utilizados pelos investigadores indicam que <strong>as</strong> <strong>nanopartículas puderam deslocar-se entre 10 e 15 quilômetros</strong> a partir das áreas afetadas pelos incêndios, pelo que locais situados relativamente longe do foco do incêndio poderão ter estado expostos a concentrações elevadas de poluentes sem que as pessoas tivessem consciência disso.</p><p>A capacidade destas partículas de permanecerem em suspensão durante longos períodos facilita <strong>o seu transporte pelo vento, alargando consideravelmente a área de influência de um incêndio</strong>.</p><h3>Permanecem no ar muito mais tempo do que o esperado</h3><p>Os cientistas detetaram níveis elevados destas partículas mesmo dois meses após os incêndios terem sido completamente extintos. Embora as concentrações tenham diminuído progressivamente com o passar do tempo, a investigação conclui que <strong>não regressaram aos níveis habituais até aproximadamente oito meses após o incêndio</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¿Por qué la gestión forestal? Las emisiones extraordinarias de CO2 en España, consecuencia de los incendios forestales de este verano, han disparado los niveles de carbono de 2025 en nuestro país por encima de los 5,5 millones de toneladas, superando los de los últimos 20 años. <a href="https://t.co/hx3MbnfStN">pic.twitter.com/hx3MbnfStN</a></p>— Gabriel A. Gutiérrez Tejada (@Abies_gabriel) <a href="https://x.com/Abies_gabriel/status/1970697007871205510?ref_src=twsrc%5Etfw">September 24, 2025</a></blockquote></figure><p>Isto põe em evidência que os riscos ambientais associados a um incêndio florestal <strong>podem prolongar-se durante grande parte do ano seguinte ao evento</strong>.</p><h2>Os incêndios urbanos geram poluentes mais nocivos</h2><p>Vários estudos demonstram como os incêndios que afetam zonas onde coexistem áreas naturais e urbanas <strong>apresentam riscos adicionais e muito graves</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649051547.jpeg" data-image="f9dnj93s6m4c"><figcaption>Os incêndios florestais transformam-se em incêndios de outra natureza quando afetam as infraestruturas.</figcaption></figure><p>Quando o fogo atinge habitações, instalações industriais ou diversas infraestruturas, <strong>a combustão gera uma libertação muito mais completa de substâncias químicas</strong> do que a gerada pela vegetação.</p><p>Tais como, <strong>metais pesados, compostos orgânicos tóxicos, hidrocarbonetos aromáticos ou outras substâncias perigosas</strong> que podem incorporar-se com extrema facilidade no fumo e, posteriormente, depositar-se sobre qualquer tipo de superfície.</p><h3>Os riscos para a saúde vão além do fumo</h3><p>A exposição prolongada a partículas tóxicas provenientes de incêndios florestais preocupa muito os especialistas em saúde pública, uma vez que o cromo hexavalente tem sido associado inúmeras vezes a problemas respiratórios como <strong>a asma, bronquites prolongadas ou repetidas e o potencial de desenvolvimento de cancro do pulmão</strong>.</p><p>As pessoas mais vulneráveis são as mesmas que, em caso de alerta: as crianças, <strong>os idosos, as mulheres grávidas e as pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares pré-existentes</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Kleeman, M.J., Cappa, C.D., Green, P.G. et al. Airborne hexavalent chromium nanoparticles detected around cleanup zones for the 2025 Los Angeles wildfires. Commun Earth Environ (2026). </em><a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03591-z#citeas" target="_blank"><em>https://doi.org/10.1038/s43247-026-03591-z</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/corrida-rumo-a-lua-china-afirma-que-nao-poupara-recursos-para-lancar-o-satelite-ao-espaco-ate.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 20:45:54 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A China lançou a missão Shenzhou 23 rumo à estação espacial Tiangong, onde um astronauta viverá por um ano. Isso faz parte de um esforço mais amplo para unificar seus programas espaciais e vencer a nova corrida espacial rumo à Lua.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/carrera-hacia-la-luna-china-dice-que-no-escatimara-en-recursos-para-alcanzar-el-satelite-en-1780694862902.png" data-image="jgy0widxosyj" alt="Lua" title="Lua"><figcaption>Representação da missão lunar chinesa Chang'e 7. Crédito: Agência Espacial Nacional da China.</figcaption></figure><p>A <strong>corrida espacial está mais viva do que nunca</strong>, os protagonistas mudaram, pelo menos por um lado não é mais a União Soviética, mas a China, com toda a sua tecnologia e capacidade científica que a posicionou a tal ponto que sua estação espacial superou em poucos anos o que a internacional, <strong>que está em órbita há mais de 20 anos</strong>, conseguiu.</p><div class="texto-destacado">Há pouco menos de duas semanas, em 24 de maio de 2026, a China lançou com sucesso sua 23ª missão tripulada Shenzhou à Estação Tiangong a bordo de um de seus foguetes Longa Marcha 2F, marcando um marco para a nação asiática.</div><p>A tripulação é composta pelo comandante Zhu Yangzhou, o piloto Zhang Zhiyuan e o especialista em carga Lai Ka-Ying, que, aliás,<strong> é o primeiro taikonauta</strong> (como os chineses chamam seus exploradores espaciais) de Hong Kong a viajar para o espaço sideral.</p><p>O que devemos observar é que <strong>um dos seus taikonautas permanecerá em órbita por um ano</strong>, graças à rotação entre as naves Shenzhou 23 e 24, que serão lançadas no final do ano. Isso completará as missões 21 e 22, que foram de certa forma prejudicadas por detritos espaciais.</p><p>Entretanto, o explorador, de origem paquistanesa, <strong>será a cobaia que ajudará a nação chinesa a dar o próximo passo em sua corrida para alcançar o polo sul da Lua</strong>, uma disputa acirrada com os Estados Unidos.</p><h2>Uma nova abordagem para a exploração lunar</h2><p>Para alcançar esse objetivo, a China reestruturou dois de seus programas espaciais, fundindo voos espaciais tripulados com as missões lunares robóticas que já envia há vários anos, as sondas Chang'e, criando assim um único programa de exploração lunar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/carrera-hacia-la-luna-china-dice-que-no-escatimara-en-recursos-para-alcanzar-el-satelite-en-1780695165140.jpg" data-image="2lw8jmoy7til" alt="china" title="china"><figcaption>Tripulação da missão chinesa Shenzhou 23 à estação espacial Tiangong. Lai Ka-ying, Zhu Yangzhu e Zhang Zhiyuan. Crédito: CNSA.</figcaption></figure><p>O principal objetivo dessa fusão é claro: <strong>realizar o primeiro pouso tripulado da China na Lua até 2030</strong>, objetivo para o qual o porta-voz da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), Zhang Jingbo, afirmou recentemente que:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>não poupará esforços.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Basicamente, o plano deles envolve enviar uma tripulação de três membros para a missão lunar, dois dos quais descerão à superfície da Lua para realizar explorações e pesquisas científicas. Onde já vimos isso antes?</p><p><strong>É claro que eles estão se baseando nas missões Apollo de mais de 50 anos atrás</strong>, que sempre contavam com três tripulantes. Isso contrasta fortemente com as atuais missões Artemis da NASA, que preveem quatro astronautas para a exploração espacial. Só o tempo dirá quem está certo.</p><h3>Naves espaciais e missões robóticas de próxima geração</h3><p>Para concluir o pouso na Lua dentro do prazo e da maneira adequada, <strong>a China está desenvolvendo novos veículos</strong>, incluindo testes de demonstração do foguete lançador Longa Marcha-10 e de sua nova espaçonave tripulada Mengzhou, além do módulo de pouso lunar Lanyue.</p><p>O aspecto mais notável é que esses sistemas de transporte tripulado serão <strong>reutilizáveis e projetados para estarem prontamente disponíveis para futuras explorações lunares</strong>. Em outras palavras, a nação asiática não desperdiçará nada do que enviar, mas seguirá o exemplo da SpaceX com suas espaçonaves reutilizáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/carrera-hacia-la-luna-china-dice-que-no-escatimara-en-recursos-para-alcanzar-el-satelite-en-1780695478676.jpg" data-image="cnz60ps9qt5f" alt="satelite" title="satelite"><figcaption>Imagem artística da Estação Espacial Tiangong, na China, que se tornou um ponto de referência apesar de ser recente.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, em termos de exploração robótica, a NASA está se preparando para o lançamento de sua sonda Chang'e-7 em agosto de 2026. A missão, que seguirá para o polo sul lunar, <strong>incluirá um orbitador, um módulo de pouso, um rover e um veículo lunar</strong>, dedicados ao estudo dos recursos e do meio ambiente dessa região estratégica.</p><p>Mas por que alcançar o hemisfério sul da Lua é tão importante? Essencialmente, porque <strong>essa região contém gelo de água, escondido nas crateras mais profundas</strong>, onde a luz solar não penetra. Portanto, qualquer missão que pouse lá poderá ter <strong>acesso a esse líquido vital e até mesmo extrair oxigênio</strong>.</p><h3>A Estação Espacial Chinesa</h3><p>Como mencionamos no início, a Estação Espacial Tiangong opera de forma estável <strong>há quase quatro anos, tornando-se uma peça fundamental nos preparativos para o pouso tripulado na Lua</strong>, pois nela a agência chinesa pode verificar as tecnologias necessárias para chegar à Lua.</p><p>Por exemplo, o recente navio de carga Tianzhou-10 entregou experimentos cruciais:</p><ol><li>Uma para <strong>analisar o comportamento de líquidos em microgravidade</strong> (com o objetivo de validar o projeto do módulo lunar) e</li><li>Outra possibilidade é<strong> testar células solares de perovskita</strong>, que poderiam ser usadas para construir painéis solares flexíveis, leves e eficientes em futuras bases lunares.</li></ol><p>Além de servir como centro de treinamento para criar uma base sólida de talentos, espera-se que os taikonautas <strong>que caminharão na Lua sejam escolhidos dentre aqueles que adquiriram experiência em missões anteriores</strong> a bordo desta grande estação espacial.</p><p>Como podemos ver, esta nova corrida está repleta de emoção porque, embora não tenhamos mencionado, <strong>não são apenas os países da América do Norte e da Ásia que estão competindo</strong>, mas muitos outros países estão envolvidos para alcançar novamente o nosso satélite, mas desta vez, para ficar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/corrida-rumo-a-lua-china-afirma-que-nao-poupara-recursos-para-lancar-o-satelite-ao-espaco-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onde curtir as melhores Festas Juninas no Rio de Janeiro em 2026? Veja o calendário completo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-curtir-as-melhores-festas-juninas-no-rio-de-janeiro-em-2026-veja-o-calendario-completo.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 19:13:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O período dos arraiás chegou! E na capital fluminense as festas combinam a tradição do forró com samba e até rock. Veja aqui onde ocorrerão os principais eventos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-curtir-as-melhores-festas-juninas-no-rio-de-janeiro-em-2026-veja-o-calendario-completo-1780791094559.jpg" data-image="xeqdyyzxdhbf"><figcaption>Festa São João da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro (RJ). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Estamos oficialmente no mês das tão esperadas <strong>festas juninas</strong>. Chegou a hora de comer os melhores quitutes, dançar quadrilha e muito mais! E no Brasil, as festas agitam de norte a sul, recheadas de arraiás, quadrilhas, comidas típicas e shows. </p><p>Na<strong> capital do Rio de Janeiro</strong>, há desde quermesses tradicionais a eventos em que o forró se mistura com samba ou rock. Acompanhe aqui conosco a <strong>lista </strong>completa com <strong>as principais festas que vão acontecer na cidade</strong>.</p><h2>As principais festas juninas do Rio </h2><p>Na<strong> capital fluminense</strong>, a tradição mistura o forró com um toque de samba, com arraiás que acontecem em praças, shoppings, centros culturais e casas de shows. Acompanhe abaixo<strong> as principais que ainda estão por vir:</strong></p><h3>Arraiá do Samba dos Guimarães</h3><p>O Arraiá do Samba dos Guimarães ocorre sempre aos <strong>sábados </strong>e terá comidas típicas, touro mecânico, brincadeiras juninas e forró animado, além de chopp livre para quem garantir a entrada antecipadamente.</p><p>A festa acontece nos dias 20 e 27, no<strong> Largo dos Guimarães</strong> (Rua Almirante Alexandrino).</p><h3>Arraiá Raiz (Uptown)</h3><p>É <strong>uma das mais famosas na Zona Norte do Rio</strong>, e acontece no estacionamento do Shopping Nova América. A festa terá brincadeiras, recreação infantil, quadrilha, comidas típicas e muito forró, sertanejo e piseiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-curtir-as-melhores-festas-juninas-no-rio-de-janeiro-em-2026-veja-o-calendario-completo-1780791972854.jpg" data-image="nlvx7khz5x60"><figcaption>O Arraiá Raiz no Uptown Barra (Rio de Janeiro) acontece nos finais de semana de 19 a 21 de junho e de 26 a 28 de junho, sempre com entrada franca. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>As festas ocorrem de<strong> 19 a 21/06</strong> e de <strong>26 a 28/06</strong>, sempre às sextas de 17h às 23h, e aos sábados e domingos das 13h às 23h. </p><h3>São João da Feira de São Cristóvão</h3><p>Este<strong> é o maior e mais tradicional arraial da cidade do Rio</strong>. O <strong>Centro Luiz Gonzaga das Tradições Nordestinas</strong> promove festas nos finais de semana de junho, com muito forró, trios nordestinos, quadrilhas e comidas típicas.</p><p>As festas ocorrem nos <strong>dias 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de junho</strong>. Ingressos a partir de R$ 11.</p><h3>Junina da Gigante</h3><p>A Festa Junina da Gigante será nos dias <strong>12, 13 e 14 junho</strong>, no <strong>Porto Maravilha</strong>, em frente à Yup Star. Na sexta-feira (12) o horário é das 16h às 22h, e sábado e domingo do meio-dia às 22h. A entrada é gratuita.</p><p>A festa terá shows de forró, sertanejo e música regional, quadrilha, comidas e bebidas típicas, brincadeiras, barraquinhas de artesanato e produtos locais.</p><h3>Junina da Urca</h3><p>A Festa Junina da Urca acontecerá nos dias <strong>20 e 21 de junho</strong>, na <strong>Praça General Tibúrcio</strong>, do meio-dia às 22h e a entrada é gratuita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-curtir-as-melhores-festas-juninas-no-rio-de-janeiro-em-2026-veja-o-calendario-completo-1780792752768.jpg" data-image="0mm1btyjzbub"><figcaption>A tradicional Festa Junina da Urca é realizada na Praça General Tibúrcio (aos pés do Pão de Açúcar), com entrada gratuita. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O público vai encontrar muitos shows musicais, brincadeiras juninas, quadrilha e comidas e bebidas típicas.</p><h3>Arraiá da Fundição</h3><p>O Arraiá da Fundição Progresso, na <strong>Lapa</strong>, acontecerá no<strong> dia 17 de junho </strong>a partir das 20h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-curtir-as-melhores-festas-juninas-no-rio-de-janeiro-em-2026-veja-o-calendario-completo-1780792518438.jpg" data-image="cxtjxqpjzf4y"><figcaption>O Arraiá da Fundição Progresso é um dos eventos juninos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A festa terá decoração temática, brincadeiras juninas e barraquinhas de comidas típicas, além de muito forró e música nordestina Mariana Aydar e Forróçacana.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/agenda-das-melhores-festas-juninas-no-rio-de-janeiro/" target="_blank">Agenda das melhores festas juninas do Rio de Janeiro em 2026</a>. 27 de maio, 2026. Bárbara Ligero.</em></p><p><em><a href="https://oglobo.globo.com/rioshow/eventos/guia/festas-juninas-agenda-completa-dos-arraias-no-rio-de-janeiro-2026.ghtml" target="_blank">Festas juninas 2026 no Rio de Janeiro: agenda completa dos arraiás</a>. 04 de junho, 2026. Redação O Globo.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-curtir-as-melhores-festas-juninas-no-rio-de-janeiro-em-2026-veja-o-calendario-completo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 18:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta baseada em espécime canadense redefine limites do tamanho de artrópodes pré-históricos e amplia compreensão sobre a vida terrestre primitiva e seus primeiros grandes predadores dominantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780846873747.jpg" data-image="lwwcmh2u7yhk" alt="Representação de indivíduo da espécie Eramoscorpius na natureza - (crédito: Franz Anthony)" title="Representação de indivíduo da espécie Eramoscorpius na natureza - (crédito: Franz Anthony)"><figcaption>Representação de indivíduo da espécie Eramoscorpius na natureza. Crédito: Franz Anthony</figcaption></figure><p>Um <strong>fóssil com cerca de 415 milhões de anos </strong>foi identificado por cientistas como pertencente ao <strong>maior escorpião já registrado na história da Terra.</strong> A descoberta foi confirmada em<a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/pala.70064" target="_blank"> estudo publicado recentemente na revista científica britânica Palaeontology</a>, trazendo novas informações sobre a fauna que habitava o planeta em seus estágios iniciais de colonização terrestre.</p><p>Embora fósseis dessa espécie já fossem conhecidos há mais de um século, a identidade exata do animal permanecia incerta. Pesquisas anteriores não haviam conseguido determinar com precisão a qual organismo pertenciam os vestígios encontrados. O novo estudo, no entanto, <strong>reuniu e analisou diferentes espécimes fósseis</strong>, permitindo uma classificação mais precisa.</p><p>A investigação concluiu que os fósseis pertencem ao gênero <strong>Eramoscorpius</strong>, um tipo de escorpião pré-histórico até então pouco compreendido. A análise detalhada das estruturas corporais preservadas foi fundamental para estabelecer essa identificação e esclarecer dúvidas que persistiam na comunidade científica.</p><h2>Fóssil canadense foi peça-chave na descoberta</h2><p>Um dos elementos centrais da pesquisa foi <strong>um fóssil excepcionalmente bem preservado, encontrado no Canadá</strong> em 2015. Esse espécime se destacou por suas dimensões impressionantes, ultrapassando um metro de comprimento total e apresentando pinças que chegavam a medir cerca de 16 centímetros.</p><div class="texto-destacado">Essas características permitiram aos pesquisadores confirmar que se trata do <strong>maior escorpião pré-histórico já identificado.</strong> O tamanho avantajado chama atenção especialmente quando considerado o contexto evolutivo da época, em que a vida terrestre ainda estava em seus estágios iniciais.</div><p>Naquele período geológico, poucos organismos haviam atingido dimensões comparáveis. A descoberta reforça a ideia de que certos artrópodes puderam crescer significativamente devido à <strong>ausência de predadores mais complexos ou competitivos</strong> em ambientes recém-colonizados.</p><h2>Predador dominante em ambientes primitivos</h2><p>Estudos indicam que esse escorpião habitava regiões que hoje correspondem à <strong>Inglaterra e ao País de Gales</strong>. Com uma estrutura corporal robusta e adaptada, o animal provavelmente ocupava o topo da cadeia alimentar em seu ecossistema.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780847184190.jpg" data-image="w086jngyn6m8" alt="O fóssil do animal possui cerca de 415 milhões de anos Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/almanaque-de-curiosidades/cientistas-identificam-maior-escorpiao-ja-encontrado/" title="O fóssil do animal possui cerca de 415 milhões de anos Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/almanaque-de-curiosidades/cientistas-identificam-maior-escorpiao-ja-encontrado/"><figcaption>Fóssil de escorpião possui cerca de 415 milhões de anos. Crédito: Dunlop & Garwood/PeerJ/Reprodução</figcaption></figure><p>Sua dieta era variada e incluía desde pequenos artrópodes até presas de maior porte. Evidências sugerem que ele podia transitar entre ambientes aquáticos e terrestres, o que ampliava suas possibilidades de caça e reforçava seu papel como predador dominante.</p><p>Segundo o pesquisador Richie Howard, curador de artrópodes fósseis do Museu de História Natural de Londres e autor principal do estudo, o <strong>contexto evolutivo foi determinante para o crescimento da espécie</strong>. Ele explica que, naquele momento, os ancestrais de répteis, mamíferos e aves ainda não haviam migrado para o ambiente terrestre.</p><h2>Descoberta amplia compreensão da evolução terrestre</h2><p>A ausência de grandes predadores terrestres pode ter permitido que o Eramoscorpius alcançasse <strong>dimensões incomuns</strong>, dominando seu ambiente com pouca concorrência. Esse cenário ajuda a explicar o gigantismo observado em alguns artrópodes do período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772276" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/diamante-de-botsuana-revela-agua-a-660-km-de-profundidade-e-desafia-teorias-sobre-o-interior-da-terra.html" title="Diamante de Botsuana revela água a 660 km de profundidade e desafia teorias sobre o interior da Terra">Diamante de Botsuana revela água a 660 km de profundidade e desafia teorias sobre o interior da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/diamante-de-botsuana-revela-agua-a-660-km-de-profundidade-e-desafia-teorias-sobre-o-interior-da-terra.html" title="Diamante de Botsuana revela água a 660 km de profundidade e desafia teorias sobre o interior da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/diamante-de-botsuana-revela-agua-a-660-km-de-profundidade-e-desafia-teorias-sobre-o-interior-da-terra-1780591754181_320.jpg" alt="Diamante de Botsuana revela água a 660 km de profundidade e desafia teorias sobre o interior da Terra"></a></article></aside><p>Além de revelar um recordista em tamanho, a descoberta oferece pistas importantes sobre a <strong>colonização dos ambientes terrestres por formas de vida complexas</strong>. Esse processo é considerado um dos momentos mais decisivos na história evolutiva do planeta.</p><p>Os cientistas acreditam que estudos como esse podem contribuir para a compreensão de como os ecossistemas terrestres se estruturaram ao longo do tempo. A <strong>análise de fósseis antigos</strong> segue sendo uma das principais ferramentas para reconstruir a trajetória da vida na Terra.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Correio Braziliense. <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2026/06/7434582-fossil-milenar-e-apontado-como-pertencente-ao-maior-escorpiao-ja-visto.html" target="_blank">Fóssil milenar é apontado como pertencente ao maior escorpião já visto</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte mudança de padrão: dois ciclones e chuvas intensas atípicas afetam 10 estados do Centro-Sul ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 16:26:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A formação e atuação de dois ciclones trazem uma intensa mudança de padrão nesta semana ao centro-sul do Brasil. Há potencial de chuvas intensas e de tempestades.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-a-vista-nova-previsao-do-ecmwf-traz-cenario-de-evento-muito-intenso.html">Super El Niño à vista: nova previsão do ECMWF traz cenário de evento muito intenso</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadtjdi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadtjdi.jpg" id="xadtjdi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma mudança de padrão atmosférico já está em curso e vai favorecer a formação de dois ciclones extratropicais nesta semana.<strong> A forte mudança do tempo no aumento expressivo das chuvas no centro-sul do Brasil</strong>, trazendo intensidade e acumulados acima da média para esta época do ano e, atingindo 10 estados: todos do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.</p><h2>Semana começa com a primeira ciclogênese</h2><p>O início do processo de formação de um ciclone extratropical já começou neste domingo (7), através da formação de uma cavado que traz chuvas pontuais, com potencial de serem intensas a partir da tarde entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Na segunda-feira (8) esse sistema ganha intensidade e se fecha em um baixa pressão sobre o território gaúcho. O dia começa com muita nebulosidade sobre o sul, centro , norte e leste do Rio Grande do Sul sobre o centro-leste de Santa Catarina e leste do Paraná. <strong>Chuvas com fraca a moderada intensidade na porção central, nordeste e leste do Rio Grande do Sul e na região da Serra Catarinense</strong>. Ao longo da manhã, há possibilidade de haver redução da precipitação, mas as instabilidades voltam a ganhar intensidade a partir da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul-1780846261697.jpg" data-image="wv50uto2e6pk" alt="ciclone" title="ciclone"><figcaption>Previsão de chuva, pressão e nebulosidade para a tarde da segunda-feira, 7 de junho.</figcaption></figure><p>Assim, no período da tarde e noite, as chuvas atingem todas as regiões do Rio Grande do Sul, o sul e oeste de Santa Catarina, de forma mais pontual, mas com <strong>possibilidade de tempestades, principalmente a partir do fim da tarde</strong>.</p><p><strong>Na terça-feira (9)</strong>, a baixa pressão já atua no oceano, próximo à costa da Região Sul, dando origem de fato ao ciclone extratropical. Trata-se de um sistema fraco, que acaba ‘sugando’ <strong>toda a umidade para si e contribuindo para a redução das chuvas sobre a Região Sul</strong>. No entanto, o sistema provoca aumento dos ventos, que não trazem potencial elevado de transtornos, mas podem chegar aos 60 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul-1780846354971.jpg" data-image="pxva4sa067hy" alt="previsão do tempo ciclone" title="previsão do tempo ciclone"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a noite da terça-feira, 8 de junho. Ciclone formado suga a umidade e nova áreas instável passa a atuar no Mato Grosso do Sul.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, uma região de cavado, que dará origem ao segundo ciclone da semana, começa a se desenvolver entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai. Assim, <strong>o estado brasileiro tem previsão de chuvas de até moderada intensidade</strong> a partir do fim da tarde na sua metade sul.</p><h2>Instabilidades passam a provocar chuva entre o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste</h2><p><strong>Na quarta-feira (10)</strong>, uma nova região instável ganha força sobre o centro-sul do Brasil, entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já na madrugada e manhã, <strong>há previsão de chuvas de até forte intensidade </strong>na metade sul do Mato Grosso do Sul, no noroeste do Paraná e no oeste de São Paulo. Mais para o fim do período, passa a chover também na porção central e norte do Paraná e no centro-sul de São Paulo. Há risco de tempestades no estado do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul-1780847271172.jpg" data-image="94eo9ko73e1d" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para tarde da quarta-feira, 10 de junho.</figcaption></figure><p>No período da tarde, <strong>o risco de chuvas intensas se mantém</strong> no Mato Grosso do Sul, passando a incluir a porção norte do estado. Em São Paulo,<strong> </strong>o tempo muda em todas as regiões e há previsão de chuva fraca. No Paraná, o tempo segue nublado, com chuvas pontuais no norte, oeste e leste. Agora, em Santa Catarina, o tempo fica nublado em todo o estado, com chuva fraca sendo prevista para o norte e oeste. No Rio Grande do Sul, o tempo firme predomina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda.html" title="Chuvas atípicas: onda tropical influencia o padrão de umidade no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste; entenda">Chuvas atípicas: onda tropical influencia o padrão de umidade no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda.html" title="Chuvas atípicas: onda tropical influencia o padrão de umidade no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda-1780669687735_320.png" alt="Chuvas atípicas: onda tropical influencia o padrão de umidade no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste; entenda"></a></article></aside><p><strong>Na quinta-feira (11)</strong>, uma baixa pressão se forma sobre o centro-sul e potencializa as chuvas,<strong> com risco de eventos intensos e de tempestades em vários estados</strong>. Já na madrugada e no período da manhã, há risco para o norte e noroeste do Rio Grande do Sul, para o oeste de Santa Catarina, oeste e norte do Paraná, para o oeste, centro e norte de São Paulo, para o Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso. Além disso, chuvas de fraca intensidade podem atingir o centro-sul de Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul-1780847362721.jpg" data-image="2qnobnt3pog0" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para tarde da quinta-feira, 11 de junho.</figcaption></figure><p><strong>A partir da tarde, as instabilidades se espalham e os riscos continuam</strong>. Alerta para a metade norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região de Porto Alegre, para todo o estado de Santa Catarina e do Paraná, para o Mato Grosso do Sul, o Mato Grosso, até a região de Cuiabá e para o oeste e noroeste de São Paulo. Nas demais regiões paulistas, há possibilidade de chuva fraca e pontual, bem como no centro-sul de Minas Gerais e na região do Triângulo Mineiro e no Rio de Janeiro. <strong>Essa condição se mantém até o período da noite</strong>, quando a baixa pressão passa a atuar mais sobre o Sul do Brasil.</p><h2>Segundo ciclone extratropical se forma</h2><p><strong>Na sexta-feira (12)</strong>, a baixa pressão sobre a Região Sul se desloca para o oceano dando<strong> origem ao segundo ciclone extratropical</strong> a influenciar o Brasil na semana, só que desta vez afetando boa parte do centro-sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul-1780847628704.jpg" data-image="2z5c1agikwn8" alt="ciclone" title="ciclone"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para tarde da sexta-feira, 12 de junho.</figcaption></figure><p><strong>Na madrugada e no período da manhã</strong>, o ciclone atua bem próximo da costa da Região Sul, o que, neste caso, favorece chuvas de moderada a forte intensidade no leste do Rio Grande do Sul, no centro-leste de Santa Catarina, no leste do Paraná, no norte centro e leste de São Paulo. Chuvas de fraca intensidade ocorrem no Rio de Janeiro, no centro-sul de Minas Gerais e na região do Triângulo Mineiro. O mesmo sistema,<strong> já favorece a formação de instabilidades, através do que seria a sua frente fria</strong>, no sul de Goiás, no norte do Mato Grosso do Sul e no centro-sul do Mato Grosso, onde há previsão de pancadas isoladas.</p><div class="texto-destacado">Este padrão de chuvas desta semana trazem volumes atípicos e acima da média para esta época do ano no centro-sul do Brasil, quando as eventos mais significativos ocorrem nos estados do Sul. </div><p><strong>Ao longo do dia, o sistema ciclônico amadurece mais</strong>, o que atrai a umidade para si, limpando o tempo e diminuindo o potencial de chuvas no Sul do Brasil, onde ainda há previsão de chuva fraca no leste do Rio Grande do Sul. A frente fria vai tomando forma, mas, por se tratar de um sistema fraco, não produz tanta chuva. Mesma assim, <strong>há potencial de chuvas de até moderada intensidade</strong> no centro-norte e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no centro-sul de Minas Gerais, na região do Triângulo Mineiro, no sul de Goiás no nordeste do Mato Grosso do Sul e no centro-sul e sudeste do Mato Grosso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul-1780847737021.jpg" data-image="59ispzhr3o8n" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Acumulado de precipitação até a sexta-feira, 12 de junho, mostra o potencial de chuvas no centro-sul do Brasil que pode superar os 100 mm. </figcaption></figure><p>No fim da tarde e no período da noite, a frente fria muda o tempo no nordeste mineiro e no Espírito Santo, com chuvas de fraca intensidade. Assim, <strong>a semana termina com a mudança do tempo atingindo todos os 10 estados</strong> do centro-sul do Brasil.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-de-padrao-dois-ciclones-e-chuvas-intensas-atipicas-afetam-10-estados-do-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a atividade humana força animais ameaçados a mudar de rota na Bahia e no Zimbábue]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-a-atividade-humana-forca-animais-ameacados-a-mudar-de-rota-na-bahia-e-no-zimbabue.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 14:30:49 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo aponta que a caça humana altera a forma como elefantes e macacos-prego ameaçados se deslocam, aumentando o uso de rotas conhecidas para reduzir riscos em paisagens pressionadas por atividades humanas na Bahia brasileira e no Zimbábue.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-atividade-humana-forca-animais-ameacados-a-mudar-de-rota-na-bahia-e-no-zimbabue-1780778559652.jpg" data-image="7daame9jpgod" alt="rotas, caça, elefante" title="rotas, caça, elefante"><figcaption>Elefantes-africanos podem repetir rotas conhecidas em áreas de maior risco, como uma forma de reduzir a exposição à caça e à presença humana.</figcaption></figure><p>A caça humana não afeta apenas o número de animais na natureza. <strong>Ela também pode mudar a forma como espécies ameaçadas se deslocam</strong>, escolhem caminhos e usam o espaço ao redor. Um novo estudo mostra que <strong>elefantes-africanos e macacos-prego-de-peito-amarelo podem passar a repetir rotas </strong>conhecidas quando vivem ou circulam perto de áreas associadas à caça, predadores ou presença humana.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A pesquisa analisou dois ambientes muito diferentes: <strong>as savanas ao redor de Victoria Falls, no Zimbábue, e a Mata Atlântica da Bahia, no Brasil</strong>. Apesar das diferenças entre os ecossistemas e entre as espécies, o resultado aponta para um mesmo fenômeno: <strong>em paisagens onde o risco é percebido como maior, os animais parecem recorrer mais a caminhos familiares</strong>, como se transformassem a memória do território em uma estratégia de segurança.</p><h2>Rotas conhecidas viram estratégia de sobrevivência </h2><p>No estudo, os pesquisadores observaram o uso de “rotas habituais”, ou seja, caminhos repetidos ao longo do tempo. A ideia é simples: assim como uma pessoa prefere uma rua conhecida para voltar para casa à noite, <strong>um animal também pode repetir certos trajetos quando precisa reduzir incertezas</strong> no ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-atividade-humana-forca-animais-ameacados-a-mudar-de-rota-na-bahia-e-no-zimbabue-1780778938282.jpg" data-image="lf1hpfh80kut" alt="macaco, bahía, salvador" title="macaco, bahía, salvador"><figcaption>Na Mata Atlântica da Bahia, macacos-prego-de-peito-amarelo também ajustam seus deslocamentos e passam a usar caminhos mais familiares perto de áreas de risco.</figcaption></figure><p>Essa estratégia pode ter uma vantagem importante. Ao seguir um caminho conhecido, o animal gasta menos energia mental decidindo para onde ir e pode ficar mais atento a sinais de perigo, como sons, cheiros, presença de pessoas ou marcas de predadores. Em áreas de risco, isso pode significar:</p><ul> <li><strong>menor necessidade de explorar caminhos desconhecidos;</strong></li> <li>maior atenção aos sinais de ameaça ao redor;</li> <li><strong>uso de trechos já memorizados como mais seguros;</strong></li> <li>menor liberdade para buscar alimento em outras áreas.</li> </ul><h2>Elefantes usam caminhos diferentes conforme o habitat </h2><p>No Zimbábue, o estudo acompanhou dez elefantes machos adultos por meio de dados de GPS. <strong>Os pesquisadores compararam as rotas usadas pelos animais em diferentes tipos de habitat, como áreas com água, campos, matagais, florestas,</strong> áreas agrícolas e zonas urbanas. O objetivo era entender se a presença de caça alterava a frequência com que os elefantes repetiam seus caminhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-atividade-humana-forca-animais-ameacados-a-mudar-de-rota-na-bahia-e-no-zimbabue-1780779121550.jpg" data-image="7xgxi8bqam9e" alt="mata, estudo, nature, elefante" title="mata, estudo, nature, elefante"><figcaption>O estudo mostra que a pressão humana pode mudar não apenas onde os animais vivem, mas também a forma como se movimentam no ambiente.</figcaption></figure><p>Os resultados indicaram que o efeito da caça não é igual em todos os ambientes. <strong>Em áreas onde a caça estava presente, os elefantes aumentaram o uso de rotas habituais</strong> em habitats como florestas, matagais, campos, áreas agrícolas e trechos urbanos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, rotas mais longas foram menos usadas, indicando que o tamanho do percurso também interfere na escolha.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Isso sugere que, em paisagens fragmentadas, os animais podem usar corredores de vegetação</strong>, caminhos entre áreas agrícolas ou até redes urbanas como parte de uma navegação mais previsível. </p><h2>Na Bahia, o risco também reorganiza o caminho dos macacos </h2><p>Na Reserva Biológica de Una, no sul da Bahia, o estudo analisou um grupo de macacos-prego-de-peito-amarelo, espécie criticamente ameaçada e associada à Mata Atlântica. <strong>A equipe observou a relação entre as rotas habituais e locais com indícios de caça humana</strong>, presença de predadores terrestres e comportamentos silenciosos do grupo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772273" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-revela-que-solo-do-cerrado-armazena-ate-8-vezes-mais-carbono-que-a-amazonia.html" title="Estudo revela que solo do Cerrado armazena até 8 vezes mais carbono que a Amazônia">Estudo revela que solo do Cerrado armazena até 8 vezes mais carbono que a Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-revela-que-solo-do-cerrado-armazena-ate-8-vezes-mais-carbono-que-a-amazonia.html" title="Estudo revela que solo do Cerrado armazena até 8 vezes mais carbono que a Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/areas-umidas-do-cerrado-concentram-carbono-milenar-e-superam-amazonia-em-densidade-por-hectare-1780588444683_320.jpg" alt="Estudo revela que solo do Cerrado armazena até 8 vezes mais carbono que a Amazônia"></a></article></aside><p><strong>Os macacos aumentaram o uso de rotas habituais quando estavam próximos de áreas com evidência de caça</strong>, locais onde se deslocavam em silêncio e pontos associados a predadores terrestres. Esse resultado é importante porque mostra que a pressão humana pode afetar não apenas onde os animais vivem, mas também como eles se movimentam dentro da própria área de vida.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-56803-z" target="_blank">Hunting by humans affects the navigation of two endangered mammals in Zimbabwe and Brazil</a>. 6 de junho, 2026. Presotto, A., Karidozo, M., Suscke, P. et al. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-a-atividade-humana-forca-animais-ameacados-a-mudar-de-rota-na-bahia-e-no-zimbabue.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até onde uma estrela de nêutrons pode crescer antes de virar um buraco negro?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ate-onde-uma-estrela-de-neutrons-pode-crescer-antes-de-virar-um-buraco-negro.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novo estudo restringe a faixa de massa onde ocorre a transição entre os dois objetos mais extremos do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-onde-uma-estrela-de-neutrons-pode-crescer-antes-de-virar-um-buraco-negro-1780776996282.png" data-image="gs5p0290qv2s" alt="Novo estudo sugere que a massa máxima de uma estrela de nêutrons está entre 2,2 e 2,3 massas solares e acima desse limite, o colapso para um buraco negro se torna inevitável." title="Novo estudo sugere que a massa máxima de uma estrela de nêutrons está entre 2,2 e 2,3 massas solares e acima desse limite, o colapso para um buraco negro se torna inevitável."><figcaption>Novo estudo sugere que a massa máxima de uma estrela de nêutrons está entre 2,2 e 2,3 massas solares e acima desse limite, o colapso para um buraco negro se torna inevitável.</figcaption></figure><p>As estrelas de nêutrons estão entre os objetos mais extremos conhecidos no Universo, ficando atrás apenas dos buracos negros. <strong>Elas são formadas quando estrelas massivas esgotam seu combustível nuclear e colapsam após uma explosão de supernova. </strong>Nesse processo, a matéria é comprimida até ao ponto em que prótons e elétrons se combinam para formar nêutrons. O resultado é um objeto com massa semelhante à do Sol concentrada em uma esfera com apenas alguns quilômetros de diâmetro.</p><p>Descrever a Física de uma estrela de nêutrons é difícil porque diferentes áreas precisam ser consideradas simultaneamente, como a Relatividade Geral e a Mecânica Quântica. <strong>Além disso, ainda não conhecemos completamente a chamada equação de estado da matéria em uma estrela de nêutrons.</strong> Essa equação é importante porque determina como a pressão responde ao aumento da densidade no interior desses objetos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771519" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-misterio-do-nascimento-cosmico-jwst-acha-buraco-negro-mais-velho-que-sua-propria-galaxia.html" title="O mistério do nascimento cósmico: JWST acha buraco negro mais velho que sua própria galáxia">O mistério do nascimento cósmico: JWST acha buraco negro mais velho que sua própria galáxia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-misterio-do-nascimento-cosmico-jwst-acha-buraco-negro-mais-velho-que-sua-propria-galaxia.html" title="O mistério do nascimento cósmico: JWST acha buraco negro mais velho que sua própria galáxia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-veio-primeiro-a-galaxia-ou-o-buraco-negro-jwst-encontra-peca-chave-desse-misterio-1780173083830_320.png" alt="O mistério do nascimento cósmico: JWST acha buraco negro mais velho que sua própria galáxia"></a></article></aside><p>Um novo estudo publicado quer encontrar um limite para qual é a massa máxima que uma estrela de nêutrons pode chegar antes de se tornar um buraco negro. <strong>Com observações astronômicas recentes e modelos teóricos, os pesquisadores concluíram que esse limite provavelmente está entre 2,2 e 2,3 massas solares.</strong> Acima dessa faixa, a pressão gerada pela matéria degenerada e pelas interações nucleares não seria suficiente para impedir o colapso gravitacional. Nesse cenário, o objeto se transformaria em um buraco negro. </p><h2>Estrelas de nêutrons</h2><p><strong>As estrelas de nêutrons são os remanescentes que ficam após a explosão de estrelas massivas em eventos de supernova. </strong>Quando o núcleo da estrela colapsa sob sua própria gravidade, prótons e elétrons são comprimidos até que se combinam para formar nêutrons. Apesar de possuírem massas próximas à do Sol, essas estrelas normalmente apresentam diâmetros de apenas 20 a 30 quilômetros. </p><div class="texto-destacado">A analogia é que uma colher de chá do material de uma estrela de nêutrons tem uma massa equivalente a bilhões de toneladas na Terra. </div><p>A matéria em seu interior é comprimida a densidades superiores às encontradas nos núcleos atômicos. <strong>Mesmo assim, a gravidade é tão intensa que o espaço-tempo é extremamente distorcido e causa efeitos relativísticos. </strong>Em alguns casos, elas também possuem campos magnéticos e podem girar em uma velocidade alta, criando os objetos que conhecemos como pulsares. </p><h2>Massa desses objetos</h2><p>A massa de uma estrela de nêutrons não pode crescer indefinidamente porque conforme ela aumenta, sua gravidade se torna cada vez mais intensa.<strong> Existe, portanto, um limite máximo de massa acima do qual a estrela colapsa e se transforma em um buraco negro. </strong>Determinar exatamente essa massa é difícil porque depende das propriedades da matéria em seu interior e depende de mais de uma área na Física para responder. </p><p>Para investigar isso, pesquisadores combinaram diferentes conjuntos de dados observacionais. Entre eles estão as medições realizadas pelo NICER, que observa pontos quentes na superfície de pulsares em rotação e fornece estimativas de suas massas e raios. Após combinar as observações, <strong>diferentes modelos convergiram para o mesmo resultado confirmando que a massa máxima de uma estrela de nêutrons estaria entre 2,2 e 2,3 massas solares. </strong></p><h2>Fallback</h2><p>Saber a massa máxima é importante porque a massa é o fator que determina se um objeto permanecerá como uma estrela de nêutrons ou colapsará para formar um buraco negro. <strong>Enquanto a pressão gerada pela degenerescência dos nêutrons e pelas interações nucleares consegue equilibrar a gravidade, a estrela permanece estável.</strong> Quando a massa ultrapassa um valor crítico, nenhuma força é capaz de impedir o colapso gravitacional e o núcleo da estrela é comprimido até formar um buraco negro. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/udFxKZRyQt4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=udFxKZRyQt4" id="udFxKZRyQt4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Um exemplo disso é o chamado colapso por fallback, que pode ocorrer após uma explosão de supernova. Em alguns casos, a explosão não consegue expulsar todo o material das camadas externas da estrela. <strong>Parte dessa matéria perde velocidade e acaba retornando em direção ao núcleo e aumenta a massa da estrela de nêutrons recém-formada. </strong>Se a quantidade de matéria acumulada ultrapassar o limite máximo de estabilidade, o objeto deixa de ser sustentado pela pressão interna e colapsa para um buraco negro. </p><h2>Buraco negro ou estrela de nêutrons?</h2><p>Mesmo com as novas estimativas para a massa máxima das estrelas de nêutrons, alguns objetos continuam desafiando esses valores. <strong>Alguns objetos encontrados possuem massas que parecem grandes demais para serem estrelas de nêutrons, mas pequenas demais para serem buracos negros. </strong>Em alguns casos, as observações disponíveis ainda não são suficientes para determinar se esses objetos possuem superfície sólida, como estrelas de nêutrons, ou horizonte de eventos, como buracos negros. </p><p><strong>Um dos exemplos é o objeto GW190814, cuja massa estimada é de aproximadamente 2,59 massas solares, e o objeto HESS J1731-347, que também apresenta massa elevada. </strong>Os resultados do novo estudo apontam que ambos provavelmente são buracos negros de baixa massa, em vez de estrelas de nêutrons pesadas. Se essa conclusão estiver correta, ela ajudará a definir a fronteira entre esses dois tipos de objetos compactos. Ainda assim, novas observações serão necessárias para confirmar a natureza desses objetos.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Kasza et al. <a href="https://arxiv.org/abs/2605.00437" target="_blank">Maximal mass of neutron stars constrained by neutron star observations</a> arXiv</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/ate-onde-uma-estrela-de-neutrons-pode-crescer-antes-de-virar-um-buraco-negro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>De Pata-Tenra a mestre da natureza: as dicas e os segredos para planear o seu primeiro acampamento de sucesso. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416062539.png" data-image="ci906pfkq5ad"><figcaption>Sabia que acampar uma semana sem tecnologia reinicia o nosso relógio biológico, sincronizando o sono com a luz do sol?</figcaption></figure><p>Acampar é uma bela maneira de nos ligarmos à natureza. Ainda me lembro, dos meus tempos de escuteiro, das primeiras vezes que fui acampar: eram fascinantes, mas duras inicialmente. </p><div class="texto-destacado">O frio, o calor, as manhas que os mais velhos já tinham...como dizia Baden-Powell, fundador do Escutismo: <em>"O Pata-Tenra (quem entra de início) queixa-se da dura vida do acampamento, mas o Escuteiro que conhece as regras do jogo sabe bem que a vida em campo está longe de ser dura."</em></div><p>Dormir sob as estrelas exige algum planeamento para que a aventura seja sinónimo de diversão e não de desconforto. Se se está a estrear nestas andanças, <strong>este guia prático vai ajudá-lo a preparar a mochila com tudo o que precisa de levar e saber</strong>.</p><h2>O equipamento básico: onde vai dormir</h2><p>O sucesso da primeira noite depende diretamente de três itens fundamentais:</p><ul><li><strong>A tenda:</strong> escolha uma tenda com capacidade superior ao número de pessoas (se vão duas pessoas, uma tenda para três oferece o espaço ideal para as malas). Opte por uma tenda de "três estações", que garante proteção ideal para a primavera, verão e outono.</li><li><strong>O saco de cama:</strong> verifique a classificação térmica do saco, este deve ser adequado às temperaturas mínimas que vai apanhar no local (geralmente -9°C a -1°C para segurança).</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416092036.png" data-image="dqhs546etfds"><figcaption>As primeiras tendas leves e portáteis foram desenvolvidas para o exército romano, muito antes de se tornarem material de lazer.</figcaption></figure><ul><li><strong>O colchão isolante (colchonete / esteira):</strong> este é o segredo dos campistas experientes. O colchão não serve apenas para o conforto das costas; a sua principal função é criar uma barreira térmica contra o frio e a humidade que sobem do solo, caso por ventura se tenha esquecido, jornais podem ajudar a minimizar o estrago do esquecimento.</li></ul><h2>Os pequenos essenciais: o que não pode faltar na mochila</h2><p>Há pequenos objetos que ocupam pouco espaço, mas que salvam qualquer viagem. Certifique-se de que leva:</p><ul><li>Lanterna de mão ou lanterna frontal (e pilhas de reserva).</li><li>Isqueiro ou fósforos (guardados num saco impermeável).</li><li>Estojo de primeiros socorros (com pensos, antisséticos e medicação básica).</li><li>Protetor solar e repelente de insetos.</li><li>Agasalhos extra (as noites na natureza são sempre mais frias do que prevemos).</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416177627.png" data-image="z8brvem674qs"><figcaption>As panelas de campismo ultra-leves e os cobertores de emergência usam tecnologia desenvolvida pela NASA para proteger os astronautas do frio.</figcaption></figure><ul><li>Bateria portátil (<em>powerbank</em>) para o telemóvel (este aqui, pessoalmente não levava, até era uma "benção ficar sem bateria).</li><li> Sacos de plástico: se a mochila não tiver resguardo para a chuva, embale a roupa e o saco de cama dentro de sacos de plástico. É a melhor forma de garantir que mantém tudo seco.</li></ul><h2>Cozinha de campanha: o que levar para comer</h2><p>Se planeia fazer refeições quentes, deve levar um <strong>fogareiro de campismo portátil </strong>(muitos parque de campismo dispõe de tal) e o respetivo combustível, além de panelas e pratos leves (de preferência reutilizáveis). No entanto, para a primeira vez, a regra de ouro é simplificar: pode levar sanduíches preparadas em casa ou apostar em <em>kits</em> de comida desidratada que apenas necessitam de água quente. Antes de acender qualquer chama, informe-se sobre as restrições de fogo do local para evitar riscos de incêndio.</p><h2>Logística e segurança: para onde ir?</h2><p>Para a primeira aventura, escolha parques de campismo estruturados ou parques nacionais com boas indicações. Evite zonas sobrelotadas pesquisando locais menos conhecidos nas redondezas.</p><p>Como o sinal de rede falha frequentemente no meio da natureza, leve <strong>mapas em papel (como por exemplo a carta militar ou descarregue os mapas digitais</strong> para usar <em>offline</em>. Adicionalmente, informe sempre um familiar ou amigo sobre o seu itinerário exato e partilhe a sua localização.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/os-mais-belos-parques-de-campismo-do-mundo-durma-entre-arvores-glaciares-ou-junto-ao-mar.html" title="Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, geleiras ou junto ao mar">Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, geleiras ou junto ao mar</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/os-mais-belos-parques-de-campismo-do-mundo-durma-entre-arvores-glaciares-ou-junto-ao-mar.html" title="Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, geleiras ou junto ao mar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-campings-mas-bonitos-del-mundo-1750910383303_320.jpg" alt="Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, geleiras ou junto ao mar"></a></article></aside><p>Leve sempre <strong>sacos de lixo</strong>. O princípio básico do campismo é "Não deixar rasto", o que significa trazer de volta absolutamente tudo o que consumiu. Se o local não tiver balneários ou casas de banho, leve uma pequena pá para enterrar os dejetos humanos numa vala (com 15 a 20 cm de profundidade), a pelo menos 60 metros de distância de rios, caminhos e tendas.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/how-to-go-camping" target="_blank"><em>https://www.nationalgeographic.com/travel/article/how-to-go-camping</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[OMM alerta para a possibilidade de novos recordes de calor: um ano entre 2026 e 2030 poderá superar o histórico 2024]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-para-a-possibilidade-de-novos-recordes-de-calor-um-ano-entre-2026-e-2030-podera-superar-o-historico.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial prevê que as temperaturas globais se manterão próximas de níveis recorde durante os próximos cinco anos. O sinal é claro: o planeta continua a acumular calor e a margem para agir está a diminuir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780350248167.jpg" data-image="oqmzi7zsz55w" alt="El calor extremo seguirá marcando la agenda climática global." title="El calor extremo seguirá marcando la agenda climática global."><figcaption>O calor extremo continuará a marcar a agenda climática global: a OMM alerta que um novo recorde de temperatura poderá ser atingido antes de 2030. Crédito: OMM.</figcaption></figure><p>O termómetro global não parece disposto a fazer férias. Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), elaborado pelo Met Office do Reino Unido, prevê que as temperaturas médias do planeta <strong>continuarão em níveis muito elevados entre 2026 e 2030</strong>, com uma probabilidade significativa de que seem <strong>quebrados novos recordes</strong>.</p><p>A atualização anual a decenal do clima global alerta que a temperatura média anual perto da superfície poderá situar-se <strong>entre 1,3 °C e 1,9 °C acima da média pré-industrial</strong>, considerada entre 1850 e 1900.</p><h2>Um novo recorde mundial poderá ser batido antes de 2030</h2><p>Um dos dados mais impressionantes do relatório é que existe <strong>uma probabilidade de 86%</strong> de que pelo menos <strong>um ano entre 2026 e 2030 ultrapasse 2024 como o ano mais quente desde que existem registos instrumentais</strong>. Este antecedente é relevante porque 2024 já marcou um marco climático ao situar-se cerca de <strong>1,55 °C acima do nível pré-industrial</strong>.</p><div class="texto-destacado">A OMM também estima que há 91% de probabilidade de que pelo menos um ano do período 2026-2030 ultrapasse temporariamente o limiar de 1,5 °C.</div><p>Este número <strong>não significa, por si só, que o Acordo de Paris tenha falhado</strong>, uma vez que essa meta é avaliada em médias de longo prazo, geralmente de 20 anos. Mas mostra que as ultrapassagens temporárias <strong>serão cada vez mais frequentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780349007181.png" data-image="v5mitna2qo1m" alt="La temperatura global sigue escalando." title="La temperatura global sigue escalando."><figcaption>A temperatura global continua a subir: 2024 está a caminho de se tornar o ano mais quente de que há registo e o primeiro a ultrapassar temporariamente o limiar de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Crédito: Copernicus/ECMWF.</figcaption></figure><p>A diferença é importante: um ano isolado com um aumento de 1,5 °C <strong>não significa que tenhamos ultrapassado definitivamente o limite climático, mas funciona como um alarme</strong>. E não um alarme suave de telemóvel, mas daqueles que nos obrigam a levantar-nos imediatamente.</p><h2>O El Niño poderá voltar a impulsionar o calor global</h2><p>O relatório indica que as projeções para a região Niño 3.4 do Pacífico tropical central apontam para uma tendência de condições de El Niño, especialmente <strong>durante 2027 e 2028</strong>. Este fenómeno natural costuma elevar a temperatura média global, porque <strong>altera a circulação atmosférica e liberta o calor acumulado do oceano para a atmosfera</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o relatório, o possível aparecimento do El Niño no final de 2026 aumentaria a probabilidade de 2027 se tornar um novo ano recorde.</div><p>Isto não significa que o El Niño seja o único responsável pelo aquecimento global. Pelo contrário, ele atua <strong>como um impulso adicional sobre uma tendência que já está marcada</strong> pela acumulação de gases com efeito de estufa.</p><p>É como subir uma ladeira com uma mochila pesada e, além disso, enfrentar vento contrário. O El Niño pode intensificar a temperatura de um ano específico, mas <strong>o aquecimento de fundo continua a ser o grande protagonista </strong>desta história climática.</p><h2>O Ártico continuará a aquecer mais rapidamente do que o resto do planeta</h2><p>A OMM também <strong>dá especial atenção ao Ártico</strong>, uma das regiões onde o aquecimento avança mais rapidamente. Para os próximos cinco invernos prolongados do hemisfério norte, entre novembro e março, <strong>preveem-se anomalias de temperatura de 2,8 °C acima da média de 1991-2020</strong>.</p><p>Este valor é <strong>mais de três vezes e meia superior à anomalia média global</strong> prevista para o mesmo período. O impacto não se limita ao Ártico: a perda de gelo marinho, as alterações na circulação atmosférica e as mudanças nos ecossistemas <strong>podem ter consequências muito mais amplas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780347509718.png" data-image="7eezxw1m3d0w" alt="El Ártico vuelve a encender las alarmas climáticas." title="El Ártico vuelve a encender las alarmas climáticas."><figcaption>O Ártico volta a acender os alarmes climáticos: a OMM prevê que esta região continuará a aquecer muito mais rapidamente do que a média global, com efeitos sobre o gelo marinho, os ecossistemas e os padrões meteorológicos à escala global.</figcaption></figure><p>As projeções apontam também para uma nova redução da concentração de gelo marinho em zonas como o Mar de Barents, o Mar de Bering e o Mar de Okhotsk. Além disso, preveem-se condições mais húmidas do que o normal nas altas latitudes do hemisfério norte, enquanto <strong>algumas zonas subtropicais, especialmente no hemisfério sul, poderão enfrentar condições mais secas</strong>.</p><p>A mensagem do relatório é contundente: os próximos anos continuarão a pôr à prova a capacidade de adaptação das sociedades, dos ecossistemas e das economias. Cada décimo de grau importa, porque pode traduzir-se em <strong>ondas de calor mais intensas, chuvas extremas mais prováveis, secas mais severas e maiores riscos para a saúde, a agricultura e o acesso à água</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado a nível global, segundo o Copernicus">2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado a nível global, segundo o Copernicus</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado a nível global, segundo o Copernicus"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/2025-tercer-ano-mas-calido-a-nivel-global-1768200585644_320.jpg" alt="2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado a nível global, segundo o Copernicus"></a></article></aside><p>A ciência climática não está a olhar para uma bola de cristal; está a interpretar <strong>uma tendência apoiada por observações, modelos e décadas de evidências</strong>. E a previsão, embora preocupante, também oferece uma oportunidade: quanto mais cedo se reduzirem as emissões e se reforçar a adaptação, <strong>menor será a conta climática que as próximas gerações terão de pagar</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em><em><br></em></h3><p><em>OMM. <a href="https://wmo.int/news/media-centre/new-report-suggests-more-global-temperature-records-ahead?access-token=DbliP_26BUJfaBiktS9oiu1JyEu3FYLx7fYDHjjJ6i8" target="_blank">Un nuevo informe sugiere que se avecinan más récords mundiales de temperatura.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-para-a-possibilidade-de-novos-recordes-de-calor-um-ano-entre-2026-e-2030-podera-superar-o-historico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas investigam a possível existência de um planeta que sumiu no Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-investigam-a-possivel-existencia-de-um-planeta-que-sumiu-no-sistema-solar.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 23:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A existência de um planeta gigante pode ajudar a explicar características observadas nas órbitas atuais dos planetas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-investigam-a-possivel-existencia-de-um-planeta-que-sumiu-no-sistema-solar-1780776707516.png" data-image="73loahbxxnua" alt="Novas simulações sugerem que o Sistema Solar pode ter abrigado um planeta gigante adicional no passado, cuja presença ajudaria a explicar a configuração orbital observada atualmente." title="Novas simulações sugerem que o Sistema Solar pode ter abrigado um planeta gigante adicional no passado, cuja presença ajudaria a explicar a configuração orbital observada atualmente."><figcaption>Novas simulações sugerem que o Sistema Solar pode ter abrigado um planeta gigante adicional no passado, cuja presença ajudaria a explicar a configuração orbital observada atualmente.</figcaption></figure><p>As órbitas dos planetas do Sistema Solar parecem estáveis atualmente, mas essa configuração é resultado de bilhões de anos de evolução. <strong>Durante os estágios iniciais de formação, os planetas interagiam gravitacionalmente com gás, poeira, asteroides e planetesimais. </strong>Essas interações provocaram migrações orbitais, alterações de excentricidade e redistribuição de momento angular entre os corpos do sistema.</p><p>Os planetas gigantes, provavelmente, passaram por uma fase de instabilidade orbital durante as primeiras centenas de milhões de anos do Sistema Solar. Modelos sugerem que esses planetas sofreram migrações e encontros gravitacionais que alteraram suas órbitas. <strong>Esse período teria gerado um ambiente caótico, capaz de espalhar pequenos corpos e modificar a estrutura das regiões externas do Sistema Solar. </strong>No entanto, um dos desafios desses modelos é explicar como muitas luas sobreviveram intactas a essa fase turbulenta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771046" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p><strong>Em teoria, perturbações gravitacionais poderiam desestabilizar ou até ejetar diversas luas de suas órbitas, mas não é isso que observamos até hoje. </strong>Um novo estudo realizou simulações numéricas para investigar esse problema e encontrou uma possível solução envolvendo um planeta gigante adicional no Sistema Solar primitivo. Segundo os modelos, além de Urano e Netuno, poderia ter existido um terceiro gigante que participou das interações gravitacionais iniciais. </p><h2>Formação do Sistema Solar</h2><p>O Sistema Solar se formou há cerca de 4,6 bilhões de anos a partir do colapso gravitacional de uma nuvem molecular de gás e poeira. <strong>Durante esse processo, o material organizou-se em um disco protoplanetário em torno do jovem Sol, onde surgiram planetesimais e protoplanetas. </strong>À medida que os corpos cresciam por acreção, colisões tornavam-se frequentes, alterando suas trajetórias. Os planetas gigantes também interagiam com o gás do disco e com populações de pequenos corpos, migrando para diferentes regiões do Sistema Solar. </p><div class="texto-destacado">Durante centenas de milhões de anos, o Sistema Solar atravessou uma fase caótica marcada por ressonâncias orbitais, migrações planetárias e interações gravitacionais. </div><p>Modelos dinâmicos atuais indicam que os planetas gigantes podem ter mudado suas posições antes de atingir as órbitas atuais que são mais estáveis. <strong>Nesse período, muitos planetesimais foram ejetados para o espaço interestelar, enquanto outros colidiram com planetas ou foram incorporados a luas.</strong> Somente após a remoção desses corpos e a dissipação das principais fontes de perturbação gravitacional, as órbitas passaram a se estabilizar. </p><h2>Luas de Júpiter e Urano</h2><p>No entanto, as luas dos planetas gigantes representam um dos maiores desafios para os modelos de evolução do Sistema Solar. Durante o período de instabilidade orbital dos gigantes gasosos, encontros gravitacionais próximos entre planetas poderiam gerar perturbações fortes para alterar as órbitas de seus satélites. <strong>Em teoria, muitas luas deveriam ter sido removidas de suas órbitas, capturadas por outros planetas ou até completamente ejetadas do Sistema Solar. </strong></p><p>Hoje, ainda conseguimos observar satélites regulares com órbitas estáveis e organizadas que parecem ter sobrevivido a esse momento. <strong>Algumas das principais luas apresentam órbitas compatíveis com uma estabilidade dinâmica que já acontece há bilhões de anos. </strong>A sobrevivência dessas luas sugere que a fase caótica do Sistema Solar pode ter sido menos destrutiva do que alguns modelos preveem. </p><h2>Simulações</h2><p>Para investigar como as luas dos planetas gigantes sobreviveram ao período de instabilidade do Sistema Solar, pesquisadores realizaram simulações numéricas da evolução orbital dos planetas externos. <strong>O estudo analisou 122 cenários que reproduzem melhor as características observadas atualmente no Sistema Solar exterior.</strong> As simulações acompanharam a dinâmica gravitacional entre planetas, luas, o Sol e pequenos corpos ao longo de milhões de anos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-investigam-a-possivel-existencia-de-um-planeta-que-sumiu-no-sistema-solar-1780776673173.png" data-image="ctlfqw5ri6de" alt="O planeta gigante pode ter participado da reorganização gravitacional do Sistema Solar antes de ser ejetado para o espaço interestelar por interações com os demais planetas." title="O planeta gigante pode ter participado da reorganização gravitacional do Sistema Solar antes de ser ejetado para o espaço interestelar por interações com os demais planetas."><figcaption>O planeta gigante pode ter participado da reorganização gravitacional do Sistema Solar antes de ser ejetado para o espaço interestelar por interações com os demais planetas.</figcaption></figure><p>Além dos cenários tradicionais com os quatro gigantes conhecidos, os pesquisadores também testaram cenários que começavam com cinco ou seis planetas gigantes. <strong>Essa abordagem é motivada por modelos que sugerem a existência de um ou dois gigantes adicionais no Sistema Solar que foram ejetados mais tarde</strong>. Durante as simulações, os cientistas avaliaram como essas diferentes arquiteturas influenciavam a estabilidade das luas de Júpiter e Urano. </p><h2>Planeta desaparecido? </h2><p>Os resultados das simulações mostraram que a sobrevivência simultânea dos sistemas de luas de Júpiter e Urano é muito mais difícil de explicar do que se esperava. <strong>Na maioria dos cenários analisados, as perturbações gravitacionais associadas à instabilidade dos planetas gigantes alteravam drasticamente as órbitas dos satélites. </strong>Em muitos casos, as luas eram ejetadas de suas órbitas originais, colidiam com seus planetas ou passavam a apresentar configurações incompatíveis com as observadas atualmente. </p><p>Os pesquisadores calcularam que a probabilidade de preservação dos sistemas de satélites de Júpiter e Urano é inferior a 15%. No entanto, um cenário conseguiu preservar as observações atuais do Sistema Solar. <strong>Esse cenário envolve a presença de mais um planeta gigante durante a fase de instabilidade.</strong> Nesse modelo, o planeta extra ajudava a redistribuir as interações gravitacionais, reduzindo os efeitos mais destrutivos sobre as luas. Posteriormente, após o rearranjo do Sistema Solar externo, esse objeto teria sido ejetado.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Clement et al. 2026 <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0019103526001223?via%3Dihub" target="_blank">The fragility of the Uranian moons during the giant planet instability </a>Icarus</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-investigam-a-possivel-existencia-de-um-planeta-que-sumiu-no-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça a “cidade dos diamantes”: o que fazer, como chegar e por que o destino é a sensação do inverno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-a-cidade-dos-diamantes-o-que-fazer-como-chegar-e-por-que-o-destino-e-a-sensacao-do-inverno.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 21:18:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta cidade mineira é uma joia histórica e Patrimônio Mundial da UNESCO, famosa pela sua arquitetura do século 18 com casarões coloniais e igrejas barrocas. Foi um dos maiores polos de extração de diamantes do mundo. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-cidade-dos-diamantes-o-que-fazer-como-chegar-e-por-que-o-destino-e-a-sensacao-do-inverno-1780775028637.jpg" data-image="beeokm2vyvsw"><figcaption>Esta cidade mineira é famosa por seus casarões coloniais e ruas de pedra do século 18. Crédito: Royalty Viagens via Flickr.</figcaption></figure><p>Uma <strong>cidade no interior de Minas Gerais</strong>, localizada no <strong>Vale do Jequitinhonha</strong>, é <strong>famosa por seus casarões coloniais e ruas de pedra</strong>, oferecendo uma rica imersão no ciclo dos diamantes e unindo <strong>arquitetura barroca, natureza e muita música</strong>.</p><p>A <strong>sua arquitetura preserva intactas construções históricas</strong> e é mundialmente famosa tanto pela sua importância quanto por suas manifestações culturais que refletem o apogeu da exploração de diamantes. </p><p>A cidade é <strong>um destino perfeito para o inverno </strong>no estado mineiro, com temperaturas baixas perfeitas para curtir uma lareira com vinhos e boa gastronomia. Descubra abaixo que cidade é esta.</p><h2>E a cidade é…. </h2><p>Trata-se de <strong>Diamantina</strong>, localizada a cerca de <strong>300 km da capital Belo Horizonte</strong>.</p><p>A cidade foi<strong> reconhecida pela harmonia de sua arquitetura colonial do século 18</strong>, que adaptou modelos portugueses à paisagem da Serra do Espinhaço e ao<strong> ciclo da extração de diamantes</strong>.</p><div class="texto-destacado">O seu centro histórico é Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco desde dezembro de 1999, sendo reconhecido pela importância e harmonia de sua arquitetura colonial do século 18. </div><p>Aliás, Diamantina <strong>é conhecida como a “<em>Cidade dos Diamantes</em>”</strong> devido ao ciclo dos diamantes. Este ciclo foi um período da nossa história ocorrido principalmente<strong> no século 18</strong>, que transformou a região de Diamantina, na época Arraial do Tijuco, em <strong>um dos maiores polos de extração mineral do mundo</strong>.</p><p>Este <strong>ciclo foi impulsionado pela descoberta das valiosas pedras por volta de 1729</strong>, e a atividade gerou imensa riqueza, mas foi marcada pelo forte monopólio e rigorosa fiscalização da Coroa Portuguesa.</p><h2>O que fazer em Diamantina no inverno</h2><p>Este é um período bom para curtir <strong>festas tradicionais</strong>, <strong>boas comidas</strong> e <strong>hospedagens aconchegantes</strong> (algumas com lareiras).</p><p>Um dos eventos mais emblemáticos da cidade é a <strong>Vesperata</strong>, que acontece justamente durante os meses mais frios. É uma <strong>festa ao ar livre</strong>, onde <strong>músicos sobem nas sacadas dos casarões da Rua da Quitanda para fazer concertos</strong> noturnos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-cidade-dos-diamantes-o-que-fazer-como-chegar-e-por-que-o-destino-e-a-sensacao-do-inverno-1780775064914.jpg" data-image="h4rgxqy7gsyh"><figcaption>As vesperatas em Diamantina (MG) costumam ter clássicos da bossa-nova, samba e MPB no repertório. Crédito: Monique Renne/Guia Melhores Destinos.</figcaption></figure><p>Os <strong>dias anteriores à Vesperata também tem atrações</strong>. Às sextas-feiras, por exemplo, ocorrem serestas nas ruas e apresentações no Mercado Velho, onde ocorre uma feira de artesanato aos sábados.</p><p>Você não pode deixar de passear pelo<strong> Centro Histórico</strong> da cidade, que é repleto de igrejas barrocas, museus e casarões coloniais bem preservados. Por lá, você vai conhecer os principais pontos turísticos da cidade, como a<strong> casa de Juscelino Kubitschek</strong>, onde o ex-presidente brasileiro passou sua infância e adolescência.</p><p>Também a <strong>casa da Xica da Silva</strong>, que guarda parte importante da história da cidade e conserva objetos pessoais, mobiliário da época e pinturas atuais que retratam quem foi a mulher. E ainda o <strong>Mercado Velho, ou Mercado Municipal</strong>, que tem várias lojinhas de produtos artesanais típicos e de artesanato regional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-cidade-dos-diamantes-o-que-fazer-como-chegar-e-por-que-o-destino-e-a-sensacao-do-inverno-1780775086381.jpg" data-image="b0kftixbhisx"><figcaption>Museu do Diamante, em Diamantina (MG). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Conheça também o <strong>Museu do Diamante</strong>, inaugurado nos anos 50 em um casarão de 1749. O acervo reúne objetos dos séculos 17 a 19, como utensílios utilizados na mineração de diamantes, oratórios, armas, louças, obras de arte e mobiliário. Além disso, há as belas <strong>igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo</strong>.</p><p>E para quem curte a <strong>natureza</strong>, mesmo durante o frio as paisagens naturais ao redor de Diamantina são convidativas.</p><p>O <strong>Parque Estadual do Biribiri</strong> é um dos principais atrativos naturais da cidade, destacando-se por suas diversas cachoeiras e inúmeras inscrições rupestres. Não deixe de conhecer a <strong>Gruta do Salitre</strong>, a <strong>Cachoeira do Sentinela</strong> e a <strong>Vila de Biribiri</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-cidade-dos-diamantes-o-que-fazer-como-chegar-e-por-que-o-destino-e-a-sensacao-do-inverno-1780775108048.jpg" data-image="lotcn1688yrg"><figcaption>A Gruta do Salitre, uma formação rochosa de quartzo, distante apenas 9 km do Centro Histórico de Diamantina. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>E claro, a<strong> boa comida não ia ficar de fora</strong>.</p><p>A <strong>gastronomia </strong>é muito rica, com pratos que combinam <strong>ingredientes típicos da região com receitas tradicionais mineiras</strong>. Há vários <strong>restaurantes aconchegantes</strong> que oferecem isso. Aproveite!</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.diariodolitoral.com.br/turismo/cidade-dos-diamantes-no-brasil-e-destino-perfeito-para-o-inverno/" target="_blank">Conhecida como “Cidade dos Diamantes”, joia mineira é destino perfeito para o inverno</a>. 30 de maio, 2026. Nathalia Alves.</em></p><p><em><a href="https://travel.com.br/novidades/oque-fazer-diamantina-inverno/" target="_blank">O que fazer em Diamantina no inverno? Experiências e sabores no frio de Minas</a>. 29 de maio, 2025. Gabriella Pawlowski.</em></p><p><em><a href="https://www.worldpackers.com/pt-BR/articles/o-que-fazer-em-diamantina" target="_blank">O que fazer em Diamantina, MG: roteiro pela cidade e arredores</a>. 29 de janeiro, 2024. Marina.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/conheca-a-cidade-dos-diamantes-o-que-fazer-como-chegar-e-por-que-o-destino-e-a-sensacao-do-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 20:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ideias práticas e económicas para poupar água, criar microclimas e acompanhar o crescimento das suas plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780517991242.jpg" data-image="pcu9w1aizaoz" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As garrafas podem tornar-se aliadas para resolver questões relacionadas com a rega, a proteção e o design do jardim.</figcaption></figure><p><strong>Manter um jardim saudável requer, acima de tudo, observação e criatividade</strong>. Muitas vezes, a solução para alguns problemas comuns — como manter o solo húmido ou proteger um rebento — está nos objetos mais simples.</p><p>As garrafas de plástico e de vidro que acumulamos todos os dias <strong>podem contribuir muito para o nosso jardim</strong>. Algumas ajudam a conservar a umidade do solo, outras protegem as mudas jovens do frio e do vento, e todas permitem reutilizar materiais que, de outra forma, acabariam no lixo.</p><h2>1. Um sistema de rega lenta para vasos e hortas</h2><p>É uma das utilizações mais conhecidas e consiste em transformar a garrafa num <strong>reservatório de água de libertação gradual</strong>.</p><p>A técnica é simples: <strong>fazem-se pequenos orifícios na tampa ou perto da base, enche-se a garrafa com água</strong> e coloca-se invertida ou parcialmente enterrada junto à planta. A água irá filtrando-se de forma constante, regulada pela própria densidade e porosidade do solo em torno das raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780518302683.jpg" data-image="9jayf2glfb05" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os sistemas domésticos de rega gota a gota reduzem a evaporação superficial da água e são ideais para vasos grandes ou hortas.</figcaption></figure><p>O sistema funciona especialmente bem em vasos grandes, hortas e <strong>culturas que necessitam de umidade relativamente constante</strong>, como tomates, pimentos, beringelas, abobrinhas ou plantas aromáticas.</p><p>A sua principal vantagem é que <strong>reduz a evaporação superficial e permite manter a umidade</strong> durante curtos períodos de ausência. No entanto, não substitui um sistema de gotejamento profissional nem garante um abastecimento uniforme durante muitos dias.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/K3OBYlfPpL4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=K3OBYlfPpL4" id="K3OBYlfPpL4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>É importante ter em conta o tipo de solo</strong>. Em terrenos muito arenosos, a água dispersa-se rapidamente, enquanto que em solos mais argilosos permanece concentrada junto à garrafa durante mais tempo.</p><h2>2. Garrafas de vidro para manter a umidade</h2><p><strong>As garrafas de vidro também podem ser utilizadas como reservatórios de água</strong>. Neste caso, são colocadas de boca para baixo no solo, utilizando acessórios de cerâmica ou dispositivos comerciais que regulam o fluxo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780518603631.jpg" data-image="w1ms1k00cmnc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A utilização de plástico e vidro reciclados na agricultura demonstra que as soluções mais úteis provêm, muitas vezes, dos materiais mais simples.</figcaption></figure><p><strong>A água desce lentamente à medida que o solo perde umidade</strong>. Esta técnica é útil em vasos ornamentais, varandas e plantas de interior de grandes dimensões, onde o aspecto visual também é importante.</p><p>Além disso, o vidro tem uma vantagem em relação ao plástico: <strong>resiste melhor ao passar do tempo</strong>, à radiação solar e às variações de temperatura.</p><h2>3. Mini-estufas para superar os dias frios</h2><p>Uma garrafa de plástico transparente pode transformar-se numa <strong>pequena câmara de proteção para mudas recém-transplantadas</strong>.</p><p>Basta retirar a base e <strong>colocar a parte superior sobre a planta, como se fosse uma campânula</strong>. O plástico retém parte do calor e da umidade, criando um microclima mais favorável durante os primeiros dias de crescimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780518882477.jpg" data-image="w2t35gp12p6y" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ao retirar o fundo de uma garrafa de plástico, cria-se uma câmara protetora que favorece o enraizamento durante os dias frios.</figcaption></figure><p>Esta técnica é frequentemente utilizada em hortas<strong> no final do outono, inverno e início da primavera</strong>, quando as temperaturas ainda são baixas ou existe risco de geadas.</p><p>Beneficiam-se as mudas de tomate, alface, acelga, couve e <strong>outras espécies sensíveis ao frio ou em plena fase de enraizamento</strong>. Mas atenção: quando o sol se torna intenso, é preciso retirar a proteção ou abrir a tampa para ventilar. Caso contrário, a temperatura interior pode subir demasiado.</p><h2>4. Barreira física contra algumas pragas</h2><p>Nem todas as estratégias de controlo de pragas requerem produtos químicos. As garrafas de plástico cortadas podem ser transformadas em <strong>cilindros protetores que envolvem a base das mudas jovens</strong>.</p><p>Esta barreira <strong>dificulta o acesso de insetos rastejantes, caracóis ou lesmas</strong>, e ajuda a reduzir os danos durante as primeiras fases de crescimento. Também pode proteger os rebentos contra pequenos animais que costumam roer as folhas novas.</p><p>Tal como acontece com qualquer método de controlo, estes funcionam melhor quando fazem parte de uma<strong> estratégia mais ampla que inclua diversidade de plantas</strong>, monitorização frequente e boas práticas de cultivo.</p><h2>5. Da reciclagem à decoração</h2><p>As garrafas também têm uma segunda vida estética. <strong>As de vidro servem para delimitar caminhos, canteiros e áreas da horta</strong>. Enterradas parcialmente e colocadas uma ao lado da outra, criam bordaduras duradouras que resistem à chuva e ao passar do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780519387308.jpg" data-image="mpyiz2g5spsh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As garrafas de vidro em tons de verde ou âmbar podem ser reutilizadas para delimitar caminhos e dar um toque de cor ao jardim durante o inverno.</figcaption></figure><p>As garrafas de vidro coloridas refletem a luz e <strong>dão um toque de cor mesmo durante o inverno</strong>, quando muitas plantas perdem o protagonismo. As de plástico podem ser transformadas em vasos suspensos, jardins verticais ou recipientes para estacas e sementes.</p><p>Para além do resultado visual, estas alternativas <strong>implicam a redução de resíduos e o prolongamento da vida útil</strong> de materiais que demoram décadas ou mesmo séculos a degradar-se.</p><p>Na jardinagem, muitas vezes as soluções mais úteis provêm de <strong>objetos simples que temos à mão</strong>. Uma garrafa vazia pode ajudar a conservar água, proteger uma muda, criar uma barreira contra pragas ou simplesmente dar personalidade a um recanto verde.</p><p>Não resolverá todos os problemas do jardim. Mas demonstra que, com um pouco de criatividade e alguns princípios básicos, <strong>o que parecia ser lixo ainda pode continuar a fazer parte da vida</strong> das plantas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 18:52:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A recente divulgação de informações militares sobre fenómenos aéreos desperta a nossa imaginação; no entanto, o próprio Universo impõe limites físicos que desafiam qualquer tentativa de atravessar as estrelas até ao nosso planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055180068.jpeg" data-image="iaydvk924d1s"><figcaption>A viagem interplanetária tem as suas limitações físicas, sobretudo devido às grandes distâncias que é necessário percorrer.</figcaption></figure><p>Recentemente, o Pentágono divulgou novos documentos militares e gravações que mostram fenômenos inexplicáveis, reacendendo o profundo interesse da humanidade por qualquer OVNI avistado, <strong>o que nada tem a ver com o fato de o presidente dos EUA querer desviar a atenção de assuntos mais importantes...</strong></p><p>Este esforço do governo norte-americano começou a ganhar força quando testemunhas militares confirmaram encontros invulgares com depoimentos que motivaram audiências no Congresso, exigindo uma transparência institucional sem precedentes, e que documentamos aqui na Meteored.</p><div class="texto-destacado">Pesquisadores de todo o mundo estudam este fenómeno de uma perspectiva puramente acadêmica, avaliando estes incidentes com dados concretos, procurando compreendê-los através da observação rigorosa e de instrumentos de alta precisão, afastando-se de especulações ou teorias sem qualquer fundamento.</div><p>No entanto, compreender esta realidade implica <strong>analisar se existem civilizações capazes de nos visitar</strong>. Para tal, um especialista aeroespacial examinou detalhadamente as dificuldades que os supostos extraterrestres teriam de superar para alcançar o nosso sistema solar a partir de algum lugar recôndito e distante da galáxia.</p><p>O principal obstáculo inicial reside na vasta escala cósmica, uma vez que as distâncias entre as estrelas são intransponíveis para qualquer objeto material. A título de exemplo, Próxima Centauri, a estrela mais próxima, encontra-se a biliões de quilómetros, tornando esta viagem longa e praticamente impossível com a nossa tecnologia atual.</p><h2>O enorme desafio do espaço profundo</h2><p>Para compreender devidamente a dimensão deste desafio espacial, devemos olhar para<strong> Próxima Centauri, a estrela vizinha mais próxima</strong>, situada a pouco mais de quatro anos-luz de distância. Em termos mais simples, esta distância equivale a dezenas de biliões de quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055395387.jpeg" data-image="uawajb1chqbo"><figcaption>Imagem ilustrativa de como seria o planeta Próxima Centauri b, o planeta principal do sistema binário Alfa Centauri.</figcaption></figure><p>Devido a esta distância interestelar, é inevitável que qualquer viagem prolongada demore várias décadas ou mesmo vários séculos. À medida que a duração da viagem aumenta, o risco de falhas mecânicas fatais aumenta drasticamente, pelo que a nave teria de viajar a uma velocidade verdadeiramente elevada para chegar rapidamente.</p><p>Nenhum objeto material pode atingir <strong>a velocidade da luz de 300 mil quilómetros por segundo</strong>; o limite prático seguro para estas viagens seria aproximadamente 10 % dessa velocidade limite. Atingir esta marca requer superar restrições físicas e de engenharia relacionadas com a energia de propulsão.</p><p>Mesmo conseguindo viajar tão rápido, a viagem continuaria a prolongar-se por quase 100 anos, apenas para percorrer 10 anos-luz. Durante esse período, a tripulação enfrentaria um ambiente repleto de perigos que desgastariam a superfície exposta, ameaçando a integridade do veículo interestelar.</p><h3>Tecnologias de propulsão</h3><p>O desafio tecnológico reside em <strong>acelerar eficazmente o veículo até à sua velocidade de cruzeiro ideal</strong>. Embora o vácuo intergaláctico não apresente resistência atmosférica, isso também impede a utilização do ar para travar ao aproximar-se finalmente do destino planetário escolhido pelos viajantes.</p><p>A opção de propulsão tradicional utiliza foguetes que expelem matéria rapidamente para trás para gerar impulso contínuo. A sua maior desvantagem estrutural é que exigem o transporte do próprio combustível necessário, acrescentando peso adicional excessivo, carga que gera um efeito contrário para atingir maior velocidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055475405.png" data-image="rko57jk5e0li"><figcaption>Ilustração que mostra como poderia ser um foguetão de propulsão nuclear que a NASA poderia vir a desenvolver. Crédito: Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>A utilização de métodos químicos convencionais exigiria o consumo de quantidades de matéria que ultrapassariam facilmente toda a massa disponível no universo observável. Embora a antimatéria ofereça uma grande eficiência energética, é extremamente volátil, difícil de fabricar e requer orçamentos colossais para gerar quantidades minúsculas e efémeras.</p><p><strong>Uma alternativa mais realista reside na utilização de reatores de fusão nuclear, imitando o eficiente processo interno do Sol</strong>. No entanto, mesmo esta tecnologia implicaria que a nave transportasse uma quantidade de combustível equivalente a centenas de vezes o seu próprio peso.</p><h3>Construir um OVNI: o confronto implacável com a física</h3><p>O projeto integral das blindagens constitui outro quebra-cabeças, pois, ao mover-se rapidamente pelo vácuo interestelar, <strong>qualquer partícula minúscula de poeira cósmica colidiria com a fuselagem exterior com a imensa força destrutiva de uma bala</strong>. Impedir este bombardeamento é indispensável para a sobrevivência da tripulação.</p><p>Além disso, a nave suportaria uma chuva incessante de átomos de hidrogénio espalhados livremente por todo o firmamento, uma exposição à radiação que corroeria os componentes metálicos. Mitigar a radiação obrigaria à instalação de escudos magnéticos, o que aumentaria o peso total do veículo e complicaria o seu funcionamento.</p><p>Conseguir um transporte sólido mas leve, rápido mas seguro, diminui inexoravelmente as combinações viáveis. Frequentemente,<strong> estas contradições físicas anulam qualquer solução prática conhecida pelos engenheiros que analisam estes singulares teóricos</strong>.</p><p>Nenhuma lei física proíbe explicitamente realizar esta façanha interestelar em direção ao nosso lar. No entanto, como vemos, as barreiras físicas tornam a sua execução extremamente improvável. Se alguma civilização descobriu tecnologias para nos visitar, teve de superar obstáculos que mal começamos a vislumbrar aqui, no nosso pálido e distante planeta azul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantio do trigo passa de 40% no país, mas instabilidade acende alerta no RS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantio-do-trigo-passa-de-40-no-pais-mas-instabilidade-acende-alerta-no-rs.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com 41,1% da área nacional de trigo semeada, o interior do Sul garante tempo firme até este sábado, impulsionando novos plantios, enquanto o Rio Grande do Sul enfrentará instabilidade no início da próxima semana, acendendo o alerta para os produtores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/corrida-do-trigo-no-sul-tempo-firme-acelera-plantio-e-pais-ja-passa-de-40-da-area-semeada-1780669958292.jpg" data-image="hjwnbasfy11v" alt="trigo, RS, rio grande do sul, paraná" title="trigo, RS, rio grande do sul, paraná"><figcaption>O tempo firme no interior da Região Sul favorece o avanço da semeadura do trigo, enquanto lavouras já emergidas seguem em boas condições no início de junho.</figcaption></figure><p>O trigo entra no fim de semana com uma combinação importante para o Sul do Brasil: tempo firme no interior e lavouras já implantadas em boas condições. <strong>A semeadura nacional alcança 41,1% da área prevista</strong>, e os próximos dias ainda favorecem o avanço do plantio em áreas produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A janela operacional não começou agora, <strong>mas deve continuar ajudando os produtores até sábado (6), principalmente longe do litoral.</strong> Segundo o boletim de monitoramento das lavouras de 1º de junho (CONAB), <strong>as chuvas recentes e as temperaturas amenas favoreceram a emergência</strong> e o estabelecimento inicial em parte do Sul, enquanto novas áreas ainda passam por preparo do solo.</p><h2>Interior do Sul segue mais favorável para a semeadura </h2><p><strong>No interior da Região Sul, a tendência é de pouca chuva até sábado, o que facilita a entrada de máquinas</strong>, o preparo das áreas e a continuidade da semeadura. A chuva fraca e isolada deve ficar mais próxima do litoral até o início desta quinta-feira, sem representar uma interrupção ampla para as principais áreas tritícolas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/corrida-do-trigo-no-sul-tempo-firme-acelera-plantio-e-pais-ja-passa-de-40-da-area-semeada-1780670266476.jpg" data-image="udpppf7goloq" alt="chuva, precipitação, trigo" title="chuva, precipitação, trigo"><figcaption>Acumulados de chuva seguem baixos no interior da Região Sul até domingo (7), mantendo condições favoráveis para o avanço da semeadura do trigo nas principais áreas produtoras.</figcaption></figure><p>No Rio Grande do Sul, o<strong> plantio ainda avança em ritmo inicial, enquanto lavouras já emergidas apresentam bom desenvolvimento. </strong>Em Santa Catarina, a semeadura ganha força no Oeste e no Extremo Oeste, regiões onde a boa disponibilidade hídrica ajuda o estabelecimento das plantas. No Paraná, áreas já implantadas encontram condições adequadas para o perfilhamento, fase em que o trigo forma novos colmos.</p><h2>Umidade recente ajuda, mas solo precisa estar no ponto </h2><p>Para o trigo, tempo firme não significa solo totalmente seco. O ideal é que a superfície permita o trabalho das máquinas sem excesso de compactação, <strong>enquanto a camada onde a semente é colocada ainda mantenha umidade suficiente para garantir germinação uniforme. </strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong><strong>Por isso, a sequência de dias mais secos chega em um momento favorável, depois de precipitações que ajudaram a recompor a água no solo.</strong></strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos próximos dias, a atenção no campo deve se concentrar em quatro pontos práticos:</p><ul> <li><strong>avançar o plantio em áreas do interior que já tenham boa trafegabilidade;</strong></li> <li>evitar semeadura em talhões ainda muito encharcados ou sujeitos à compactação;</li> <li><strong>acompanhar lavouras emergidas no PR, onde o perfilhamento já começa em parte das áreas;</strong></li> <li>monitorar o Oeste e Extremo Oeste de SC, onde umidade e frio moderado favorecem a implantação.</li> </ul><h2>Domingo marca atenção maior para o Rio Grande do Sul </h2><p>A sexta-feira (5) e o sábado (6) devem ser os dias mais úteis para consolidar essa etapa de plantio no interior do Sul. <strong>A partir de domingo (7), a atmosfera começa a mudar no Rio Grande do Sul,</strong> com o aprofundamento de uma área de baixa pressão entre o estado e a Argentina, antes da formação de um ciclone extratropical na segunda-feira (8).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/corrida-do-trigo-no-sul-tempo-firme-acelera-plantio-e-pais-ja-passa-de-40-da-area-semeada-1780670947172.jpg" data-image="ooilafz1hsrj" alt="ciclone, RS, Paraná, trigo, CONAB" title="ciclone, RS, Paraná, trigo, CONAB"><figcaption>Anomalias de precipitação indicam mudança gradual no padrão entre 8 e 15 de junho, com retorno mais irregular da umidade ao Centro-Sul após a janela de tempo firme para o trigo.</figcaption></figure><p>Essa virada não elimina o bom momento atual para o trigo, mas exige planejamento. <strong>As chuvas devem ser irregulares, com maior potencial no Rio Grande do Sul</strong> e avanço posterior para o oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772452" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-ciclone-traz-chuva-forte-e-rajadas-de-vento-no-rs-sc-e-pr.html" title="Formação de ciclone traz chuva forte e rajadas de vento no RS, SC e PR">Formação de ciclone traz chuva forte e rajadas de vento no RS, SC e PR</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-ciclone-traz-chuva-forte-e-rajadas-de-vento-no-rs-sc-e-pr.html" title="Formação de ciclone traz chuva forte e rajadas de vento no RS, SC e PR"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-ciclone-traz-chuva-forte-e-rajadas-de-vento-no-rs-sc-e-pr-1780669090151_320.jpg" alt="Formação de ciclone traz chuva forte e rajadas de vento no RS, SC e PR"></a></article></aside><p>Para produtores, o recado é claro: aproveitar a estabilidade até sábado, observar a condição real do solo e reorganizar operações nas áreas gaúchas mais sujeitas à chuva e ao vento no começo da próxima semana.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-25-05-a-31-05-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras.pdf" target="_blank">Monitoramento semanal das condições das lavouras</a>. 1 de junho, 2026. CONAB</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantio-do-trigo-passa-de-40-no-pais-mas-instabilidade-acende-alerta-no-rs.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Diamante de Botsuana revela água a 660 km de profundidade e desafia teorias sobre o interior da Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/diamante-de-botsuana-revela-agua-a-660-km-de-profundidade-e-desafia-teorias-sobre-o-interior-da-terra.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 14:26:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Descoberta inédita em diamante da mina Karowe fornece evidências diretas de água no manto profundo, alterando a compreensão científica sobre o ciclo hídrico e a dinâmica interna terrestre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/diamante-de-botsuana-revela-agua-a-660-km-de-profundidade-e-desafia-teorias-sobre-o-interior-da-terra-1780591754181.jpg" data-image="pzs7yfd9b2t6" alt="A joia rara e seus segredos: o diamante de Karowe" title="A joia rara e seus segredos: o diamante de Karowe"><figcaption>A joia rara e seus segredos: o diamante de Karowe. Crédito: Divulgação Space Today</figcaption></figure><p>Um<strong> diamante encontrado em Botsuana</strong> está mudando o que se sabe sobre o interior da Terra. Pesquisadores identificaram <strong>evidências claras de água a cerca de 660 quilômetros de profundidade</strong>, na região que separa a zona de transição do manto do manto inferior. A descoberta foi feita a partir da análise de inclusões minerais preservadas dentro da pedra preciosa.</p><p>O diamante, de 1,5 quilates, foi extraído da <strong>mina Karowe </strong>e contém fragmentos microscópicos que funcionam como cápsulas do tempo geológicas. Esses materiais revelam condições extremas de pressão e temperatura e indicam que a água está presente em regiões muito mais profundas do que se imaginava anteriormente.</p><p>O estudo foi conduzido por uma equipe internacional de cientistas e aponta que essa profundidade, considerada uma fronteira geológica importante, não atua como uma barreira para a água, mas sim como uma <strong>zona ativa de liberação de voláteis para o interior do planeta</strong>.</p><h2><strong>Fronteira do manto revela dinâmica inesperada</strong></h2><p>A região analisada, conhecida como descontinuidade de 660 km, marca <strong>uma mudança significativa na estrutura mineral do manto terrestre.</strong> Nessa profundidade, minerais ricos em água, como a ringwoodita, se transformam em outros compostos com menor capacidade de armazenamento hídrico.</p><div class="texto-destacado">Esse processo faz com que a água seja liberada para o manto inferior, sugerindo um ciclo profundo muito mais ativo do que o previsto. A descoberta reforça a hipótese de que grandes quantidades de água podem circular dentro da Terra, influenciando fenômenos como vulcanismo e tectônica de placas.</div><p>Além disso, os dados indicam que <strong>o manto inferior pode ser mais úmido do que se pensava</strong>, o que impacta diretamente modelos geofísicos sobre a viscosidade e o fluxo de calor no interior do planeta.</p><h2><strong>Diamantes funcionam como registros naturais</strong></h2><p>Os diamantes desempenham papel crucial nesse tipo de camada porque preservam materiais das profundezas sem sofrer alterações significativas durante sua ascensão à superfície. No caso do<strong> diamante de Karowe, foram identificadas inclusões de minerais como ringwoodita, ferropericlase e enstatita</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/diamante-de-botsuana-revela-agua-a-660-km-de-profundidade-e-desafia-teorias-sobre-o-interior-da-terra-1780592084437.jpg" data-image="6spu5dsrn6wv" alt="O arsenal da ciência: como os segredos foram desvendados. Crédito: Divulgação Space Today" title="O arsenal da ciência: como os segredos foram desvendados. Crédito: Divulgação Space Today"><figcaption>O arsenal da ciência: como os segredos foram desvendados. Crédito: Divulgação Space Today</figcaption></figure><p>A combinação desses minerais indica que a amostra foi formada exatamente <strong>na zona de transição entre camadas do manto. </strong>Além disso, sinais químicos detectados apontam para a presença de hidrogênio, evidência direta da existência de água nesse ambiente extremo.</p><p>A análise foi realizada com técnicas avançadas, como <strong>espectroscopia e difração de raios-X</strong>, permitindo reconstruir as condições de formação do diamante com alta precisão.</p><h2><strong>Impactos para a ciência e pesquisas futuras</strong></h2><p>A descoberta tem<strong> implicações amplas para a geociência</strong>. Ela sugere que o ciclo da água na Terra não se limita à superfície e atmosfera, mas envolve também processos profundos e ainda pouco compreendidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos ">Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos-1779463109351_320.jpg" alt="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "></a></article></aside><p>Cientistas agora buscam entender <strong>como essa água influencia a dinâmica do manto inferior</strong> e se esse fenômeno ocorre globalmente ou apenas em regiões específicas. Novos estudos com diamantes semelhantes serão fundamentais para confirmar essas hipóteses.</p><p>Apesar de baseada em uma única amostra, a pesquisa representa um avanço significativo. Ela abre caminho para uma <strong>nova compreensão do funcionamento interno da Terra</strong> e destaca o papel de minerais raros na revelação de processos invisíveis a olho nu.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p>Space Today. <a href="https://spacetoday.com.br/o-diamante-de-karowe-a-prova-definitiva-de-agua-no-manto-inf-2/" target="_blank">O Diamante de Karowe: A Prova Definitiva de ÁGUA no Manto Inferior da Terra?</a> 2026</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/diamante-de-botsuana-revela-agua-a-660-km-de-profundidade-e-desafia-teorias-sobre-o-interior-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño à vista: nova previsão do ECMWF traz cenário de evento muito intenso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-a-vista-nova-previsao-do-ecmwf-traz-cenario-de-evento-muito-intenso.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:25:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ECMWF divulgou a primeira previsão do El Niño iniciada em junho, após o fim da barreira da previsibilidade. O resultado reforça o cenário de um evento muito intenso e aumenta a confiança nas projeções para o segundo semestre.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-se-aproxima-quando-teremos-certeza-sobre-sua-forca.html "> O El Niño está chegando: quando saberemos quão intenso ele será?</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-previsao-fora-da-barreira-da-previsibilidade-reforca-risco-de-super-el-nino-1780700468964.png" data-image="ae640sjrfmm1" alt="A previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para agosto-setembro-outubro, considerando a média de nove modelos, mostra uma ampla área no Pacífico equatorial com anomalias superiores a 2°C. Créditos: ECMWF." title="A previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para agosto-setembro-outubro, considerando a média de nove modelos, mostra uma ampla área no Pacífico equatorial com anomalias superiores a 2°C. Créditos: ECMWF."><figcaption>A previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para agosto-outubro, considerando a média de nove modelos, mostra uma ampla área no Pacífico equatorial com anomalias superiores a 2°C. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF)</strong> divulgou nesta sexta-feira (5) uma nova rodada de previsão para o El Niño 2026/2027. A atualização ganha importância por ser a <strong>primeira previsão iniciada após </strong>o período conhecido como<strong> barreira da previsibilidade</strong>, fase em que os modelos climáticos costumam apresentar maior incerteza.</p><p>Os <strong>resultados</strong> <strong>mantêm</strong> o sinal de aquecimento muito intenso no Pacífico Equatorial e <strong>reforçam</strong> a <strong>possibilidade</strong> de um <strong>Super El Niño</strong> durante o segundo semestre. Com isso, <strong>aumenta a confiança</strong> nas <strong>projeções</strong> para a evolução do fenômeno e seus possíveis <strong>impactos</strong> sobre o clima global e do Brasil. Confira a seguir o que diz a nova rodada do ECMWF e quais efeitos esperados para o segundo semestre no Brasil.</p><h2>Fim da barreira da previsibilidade aumenta confiança nas previsões</h2><p>A<strong> barreira da previsibilidade</strong> corresponde aos meses de<strong> março-abril-maio</strong>. Durante esse período, os oceanos e atmosfera passam por mudanças mais rápidas do que em outras épocas do ano. Assim,<strong> pequenas variações</strong> <strong>momentâneas</strong> na temperatura do oceano ou nos padrões atmosféricos <strong>podem resultar</strong> em <strong>erros</strong> <strong>amplificados</strong> nas projeções para o restante do ano.</p><p>Por esse motivo, <strong>previsões iniciadas após maio</strong> costumam ser consideradas <strong>mais confiáveis </strong>para avaliar a intensidade futura do El Niño. Os<strong> principais pontos</strong> desta <strong>atualização</strong> são:</p><ul><li>Esta é a<strong> primeira previsão </strong>dentre os centros mundiais iniciada em junho, <strong>após</strong> o fim da <strong>barreira</strong> da previsibilidade;</li><li>O <strong>sinal</strong> de um evento <strong>forte a muito forte</strong> foi <strong>mantido</strong> em relação às rodadas anteriores;</li><li>A <strong>consistência</strong> <strong>das projeções </strong>aumenta a <strong>confiança</strong> no cenário previsto para o segundo semestre.</li></ul><p>Este resultado <strong>reforça</strong> uma <strong>tendência</strong> observada há vários meses nas principais modelos climáticos e <strong>alertada</strong> reiteradamente <strong>pela Meteored.</strong></p><h2>Nova previsão mantém sinal de aquecimento excepcional no Pacífico </h2><p>A <strong>previsão</strong> do ECMWF <strong>iniciada em 1º de junho </strong>continua indicando que as <strong>anomalias de temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) na região Niño 3.4 devem <strong>ultrapassar 2°C</strong> já durante o <strong>inverno</strong> e <strong>permanecer</strong> nesse patamar ao longo de todo o <strong>segundo semestre.</strong></p><p>Tanto as <strong>anomalias</strong> <strong>absolutas</strong> quanto as <strong>relativas</strong> permanecem <strong>acima de 2°C</strong>, limiar utilizado para caracterizar eventos muito intensos. As anomalias absolutas consideram apenas a diferença da temperatura do oceano em relação à climatologia, enquanto as relativas também descontam parte do aquecimento observado nos demais oceanos tropicais, buscando isolar melhor o sinal do El Niño.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-previsao-fora-da-barreira-da-previsibilidade-reforca-risco-de-super-el-nino-1780700829550.png" data-image="2gqe0wqba3yx" alt="Previsão de anomalia relativa (esquerda) e absoluta (direita) na região de monitoramento Niño 3.4, segundo o ECMWF. Créditos: Adaptado do ECMWF." title="Previsão de anomalia relativa (esquerda) e absoluta (direita) na região de monitoramento Niño 3.4, segundo o ECMWF. Créditos: Adaptado do ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia relativa (esquerda) e absoluta (direita) na região de monitoramento Niño 3.4, segundo o ECMWF. Créditos: Adaptado do ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre os <strong>principais destaques</strong> da previsão estão:</p><ul><li><strong>Anomalias superiores a 2°C</strong> persistindo e se intensificando entre julho e, pelo menos, novembro;</li><li>Alguns<strong> membros individuais</strong> do conjunto chegam a indicar <strong>valores acima</strong> de <strong>4°C </strong>entre outubro e novembro;</li><li>O sinal de<strong> aquecimento intenso</strong> permanece consistente em <strong>diferentes rodadas</strong> do modelo;</li></ul><p>Essa nova previsão <strong>reforça</strong> a <strong>possibilidade</strong> de um <strong>episódio excepcionalmente forte</strong> no Pacífico Equatorial. Uma análise mais robusta, porém, deve considerar a <strong>concordância </strong>entre<strong> diferentes modelos</strong> climáticos. </p><p>Neste contexto, a próxima atualização da tradicional<strong> pluma de modelos</strong> do <strong>IRI-Columbia</strong>, prevista para <strong>19 de junho</strong>, permitirá verificar se outros modelos climáticos continuam apontando para um El Niño muito intenso.</p><h2>Quais os impactos de um Super El Niño no Brasil?</h2><p>Enquanto<strong> eventos fracos</strong> podem <strong>não</strong> ser <strong>capazes</strong> de gerar uma <strong>resposta</strong> <strong>atmosférica</strong> capaz de modificar padrões de circulação, chuva e temperatura ao redor do globo, os<strong> eventos intensos ou muito intensos</strong> <strong>aumentam</strong> a <strong>probabilidade</strong> de <strong>ocorrência</strong> dos <strong>padrões clássicos</strong> associados ao El Niño. </p><p>Os <strong>efeitos regionais</strong>, no entanto, <strong>dependem</strong> de <strong>diversos fatores</strong> atmosféricos e interação com outras escalas atmosféricas, eles <strong>não crescem de forma linear</strong> <strong>com a intensidad</strong>e das anomalias no Oceano Pacífico. </p><div class="texto-destacado">Ou seja: um Super El Niño não significa automaticamente impactos proporcionalmente maiores no tempo e no clima.</div><p>A <strong>previsão de anomalia de precipitação</strong> do ECMWF, iniciada em junho, mostra que<strong> chuvas acima da média</strong> devem <strong>persistentes</strong> na<strong> Região Sul</strong> durante todo o <strong>segundo semestre</strong>, com anomalias mensais superiores a 50 mm em cada um dos meses entre julho e dezembro.</p><p>Enquanto isso, a<strong> seca começa a tomar conta</strong> das regiões <strong>Norte</strong> e <strong>Nordeste</strong>, e se espalha sobre o <strong>Centro-Oeste e o Sudeste </strong>a partir de <strong>Novembro</strong>, o que deve causar uma <strong>estação chuvosa deficiente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-previsao-fora-da-barreira-da-previsibilidade-reforca-risco-de-super-el-nino-1780701241274.png" data-image="4zwnu2yvem37" alt="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação (mm) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Caso esse padrão se confirme, os impactos poderão ser significativos em diferentes regiões do país. Além de chuvas acima da média e aumento de eventos extremos no<strong> Sul, </strong>a<strong> seca</strong> mas pela <strong>prejuízo à biodiversidade amazônica</strong> e impacto na população local, <strong>aumento </strong>das<strong> queimadas</strong>, <strong>perda de produtividade agrícola</strong> no Centro-Oeste.</p><p>Além disso, outra grande preocupação é o <strong>abastecimento hídrico de São Paulo</strong>, a maior metrópole da América do Sul. Atualmente o sistema <strong>Cantareira</strong> <strong>opera</strong> com<strong> menos de 40% </strong>de sua capacidade neste início de junho, e depende do período chuvoso para ser reabastecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeira-previsao-fora-da-barreira-da-previsibilidade-reforca-risco-de-super-el-nino-1780701322116.png" data-image="u60d6ojwjfju" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) no segundo semestre de 2026, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Em relação às <strong>temperaturas</strong>, a previsão mensal indica que o mês de julho ainda deve ser mais ‘ameno’, com temperaturas dentro da média no Centro-Sul (cor cinza) e temperaturas entre 0,5°C e 2°C no Centro-Norte do país, especialmente no Nordeste. </p><p>Entre <strong>outubro-dezembro</strong>, porém, as<strong> temperaturas médias devem subir muito</strong> e as maiores anomalias chegam a<strong> 4°C acima da média</strong>, favorecendo a ocorrência de <strong>ondas de calor</strong> mais <strong>frequentes</strong> e <strong>intensas</strong>.<strong> </strong>As<strong> ondas de calor</strong> são consideradas pela Organização Mundial da Saúde uma das<strong> principais causas de mortes </strong>relacionadas ao <strong>tempo e ao clima</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-a-vista-nova-previsao-do-ecmwf-traz-cenario-de-evento-muito-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quanto polui uma pergunta ao ChatGPT? Estudo da ONU revela a enorme pegada ecológica da IA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em menos de cinco anos, os centros de dados que sustentam o funcionamento da inteligência artificial consumirão mais energia do que a maioria dos países do mundo, milhares de quilômetros quadrados de terra e trilhões de litros de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477020302.jpg" data-image="xh14lkp7gbna" alt="chat gpt" title="chat gpt"><figcaption>O ChatGPT, o modelo de inteligência artificial mais utilizado, tem um alto impacto ambiental.</figcaption></figure><p><strong>Cada consulta feita a um chatbot de Inteligência Artificial (IA) ativa uma máquina invisível, porém voraz</strong>. Por trás dessa resposta quase instantânea, existem milhares de servidores e infraestruturas físicas massivas que processam milhões de pontos de dados em tempo real.</p><p>Os <strong>modelos de IA tão populares hoje em dia exigem um suprimento constante de recursos naturais</strong>. Seu<strong> impacto ambiental é enorme</strong> e vai muito além de sua pegada de carbono. A água e a terra que consomem também os colocam em evidência.</p><h2>Um "país virtual" pouco sustentável</h2><p>Um novo relatório da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH) alerta que, <strong>em menos de cinco anos, os centros de dados que alimentam a IA consumirão mais energia do que a grande maioria das nações do planeta</strong>. Até 2030, essa pegada de carbono representará quase 3% da eletricidade mundial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477391226.png" data-image="qzeats2vg9y4" alt="centros de dados" title="centros de dados"><figcaption>Distribuição de centros de dados em todo o mundo. Crédito: UNU-INWEH com dados da Statista.</figcaption></figure><p>Se esse conjunto de servidores fosse um país, já seria o 11º maior consumidor de eletricidade do mundo, ultrapassando a Arábia Saudita e ficando atrás apenas da França. Em 2030, seria o sexto.</p><p><strong>Não se trata apenas de emissões de carbono</strong>: a <strong>quantidade de água doce</strong> necessária para resfriar esses computadores gigantes e os vastos hectares de terra que ocupam estão deixando uma<strong> pegada ecológica sem precedentes</strong>.</p><h2>A pegada da IA: carbono, água e terra</h2><p>A <strong>popularidade dos modelos de IA generativa</strong> — capazes de criar conteúdo novo do zero — é tão grande que se estima que o ChatGPT tenha recebido 2,5 bilhões de consultas diárias somente no ano passado. Manter esse ritmo representou um gasto anual equivalente ao fornecimento de eletricidade para 3 milhões de pessoas na África Subsaariana (aproximadamente 383 GWh).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477199194.png" data-image="yu7xjcvqkos6" alt="IA" title="IA"><figcaption>A demanda energética da IA aumenta em vários estágios. Inicialmente intensa por um curto período, ela é posteriormente distribuída por milhões de solicitações em tempo real. Crédito: UNU-INWEH</figcaption></figure><p>Mas isso não é tudo. O <strong>volume de buscas equivale a um consumo anual de água de 3,8 bilhões de litros</strong> (mais de 1.500 piscinas olímpicas) e 5,9 km² de terra. <strong>Isso considerando apenas um dos modelos de IA</strong>.</p><p>A <strong>operação total dos data centers projetada para 2030</strong>, segundo o relatório, deixará uma <strong>pegada hídrica associada de 9,3 trilhões de litros </strong>(mais de 3,7 milhões de piscinas). A infraestrutura necessária para gerar energia para esses data centers em todo o mundo ocupará mais de 14.500 km² de terra.</p><h2>O mito de que o gasto energético é maior durante o treino</h2><p><strong>A fase de treinamento de uma IA exige quantidades enormes de recursos</strong>. O GPT-4, por exemplo, necessitou de 50 a 70 GWh por dia durante 100 dias, o equivalente a cerca de 25.000 toneladas de gases de efeito estufa (CO₂e). Compensar apenas a pegada de carbono exigiria o plantio de 420.000 árvores ao longo de 10 anos, além de cerca de 600 milhões de litros de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780478609368.png" data-image="yvw2991uz38g" alt="gasto IA" title="gasto IA"><figcaption>Dados comparativos sobre o consumo médio de eletricidade por consulta em aplicações comuns de IA. Crédito: UNU-INWEH</figcaption></figure><p>No entanto, este não é o estágio com o maior impacto. Embora uma única consulta possa parecer insignificante (detalhes na imagem), a soma de bilhões de interações diárias significa que<strong> o uso cotidiano de IA é responsável por 80% a 90% do consumo total de energia a longo prazo</strong>.</p><p><strong>O custo energético varia drasticamente dependendo da solicitação</strong>. Uma consulta de texto típica consome cerca de 200 vezes mais energia do que um filtro de spam automatizado. Mas gerar uma imagem requer quase 1.450 vezes mais eletricidade, enquanto criar um vídeo curto pode consumir tanta energia quanto processar 200.000 e-mails de spam simultaneamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477154977.jpg" data-image="55skx8cgoc6m"><figcaption>Os centros de dados que suportam a IA requerem grandes quantidades de energia, água e terra para operar.</figcaption></figure><p>A escolha do modelo, o tamanho da solicitação, o formato de saída e a resolução influenciam significativamente o consumo de energia. No entanto, a maioria dessas decisões é tomada de forma invisível, por meio de configurações padrão do modelo que o usuário nunca vê.</p><h2>Apelo ao uso responsável</h2><p>Os pesquisadores enfatizam que o relatório não é uma crítica à IA, que eles reconhecem como uma melhoria na vida de milhões de pessoas. Seu objetivo é defender o <strong>uso responsável da IA</strong> e abordar proativamente seus impactos ambientais<strong> para garantir sua sustentabilidade e equidade</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Temos um prazo limitado para garantir que a base da revolução tecnológica da nossa era se desenvolva dentro dos limites planetários”, afirma Kaveh Madani, diretor da UNU-INWEH e líder da pesquisa.</div><p>O especialista destaca que é vital que as comunidades que fornecem os minerais essenciais para o avanço da IA, aquelas que abrigam sua infraestrutura e gerenciam o lixo eletrônico, também se beneficiem dela.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>United Nations University. Informe: <a href="http://dx.doi.org/10.53328/INR26RMA002">Carbon, Water and Land Footprints</a>.</em></p><p><em>United Nations University. Comunicado de prensa. <a href="https://www.eurekalert.org/news-releases/1130097">Rising emissions, depleting water and vanishing land—UN scientists: AI is threatening natural resources for billions.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio James Webb detecta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio Espacial James Webb, da NASA, ESA e CSA, detectou pela primeira vez a assinatura química do metano (CH4) em um objeto interestelar durante a recente passagem do cometa 3I/ATLAS.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136.png" data-image="tddehkfc92ry"><figcaption>Imagem dos componentes do cometa 3I/ATLAS. Créditos: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Belyakov (Caltech), I. Wong (STScI). Processamento de imagem: A. Pagan (STScI). Licença CC BY 4.0 INT ou Licença Padrão da ESA (o conteúdo pode ser usado sob qualquer uma das licenças).</figcaption></figure><p>Esta imagem do instrumento de infravermelho médio (MIRI) mostra o <strong>cometa interestelar 3I/ATLAS</strong> em três comprimentos de onda diferentes e destaca a distribuição dos<strong> diferentes gases </strong>no momento da observação.</p><h3>Observações sem precedentes com James Webb</h3><p>O <strong>vapor d'água se estende muito além do núcleo</strong>, pois grande parte dele é liberado pelos grãos de gelo na coma do cometa. Por outo lado, o <strong>dióxido de carbono e o metano estão mais concentrados perto do núcleo</strong>.</p><p>O <strong>Telescópio Espacial Webb </strong><strong>fez essas observações em duas datas diferentes</strong>, quando o cometa deixou nosso sistema solar após sua passagem ao redor do Sol. A primeira observação ocorreu entre 15 e 16 de dezembro de 2025, quando o cometa estava a cerca de 330 milhões de quilômetros do Sol. Uma segunda observação foi feita em 27 de dezembro, quando ele estava a quase 380 milhões de quilômetros da nossa estrela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743859" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-expoem-o-metano-oculto-o-planeta-emite-mais-do-que-e-declarado.html" title="Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado">Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-expoem-o-metano-oculto-o-planeta-emite-mais-do-que-e-declarado.html" title="Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-expoem-o-metano-oculto-o-planeta-emite-mais-do-que-declara-1765731212150_320.jpg" alt="Satélites expõem o metano oculto: o planeta emite mais do que é declarado"></a></article></aside><p><strong>Pela primeira vez em um visitante interestelar</strong>, <strong>o Telescópio Espacial Webb detectou diretamente gás metano</strong> (CH4).</p><p>Essa descoberta sugere que o <strong>metano estava enterrado sob a superfície do cometa</strong> 3I/ATLAS, onde permaneceu protegido da evaporação até que o calor gerado por sua aproximação ao Sol atingisse as camadas mais profundas de seu envelope gelado.</p><p>A <strong>quantidade de metano</strong> detectada em relação à água é particularmente alta e <strong>atinge um nível raramente observado em nosso sistema solar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372581882.jpg" data-image="8rzsvinbovwd"><figcaption>O Telescópio Espacial Hubble da NASA observou novamente o cometa interestelar 3I/ATLAS em 30 de novembro, utilizando sua Câmera de Campo Amplo 3. Créditos: NASA, ESA, STScI, D. Jewitt (UCLA), M.-T. Hui (Observatório Astronômico de Xangai). Processamento de imagem: J. DePasquale (STScI).</figcaption></figure><p>As observações de Webb também confirmaram que o <strong>cometa 3I/ATLAS permanece excepcionalmente rico em dióxido de carbono</strong>, liberando uma quantidade muito maior em relação à água do que os cometas típicos do nosso Sistema Solar.</p><div class="texto-destacado">Essas duas descobertas sugerem um ambiente de formação e uma composição química muito diferentes da grande maioria dos cometas formados em nosso Sistema Solar.</div><p>O Telescópio Espacial Webb observou o cometa 3I/ATLAS usando o <strong>Espectrômetro de Média Resolução (MIRI) do MIRI</strong>, um instrumento poderoso projetado para decompor a luz infravermelha em seus diferentes comprimentos de onda. Este espectrômetro fornece um espectro para cada ponto em uma pequena porção do céu, permitindo que os pesquisadores meçam os gases presentes e visualizem sua distribuição ao redor do núcleo do cometa.</p><p>Os resultados foram publicados recentemente na revista científica <em>The Astrophysical Journal Letters</em>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Matthew Belyakov et al 2026. The Volatile Inventory of 3I/ATLAS as Seen with JWST/MIRI. The Astrophysical Journal Letters, Volume 1001, Number 1<a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae5700" target="_blank"><br>DOI 10.3847/2041-8213/ae5700</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como as grandes cidades estão criando seu próprio clima: asfalto e poluição deixam as tempestades mais fortes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-grandes-cidades-estao-criando-seu-proprio-clima-asfalto-e-poluicao-deixam-as-tempestades-mais-fortes.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 22:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que as áreas urbanas influenciam as tempestades. Certos tipos de tempestades podem se intensificar sobre as cidades e produzir mais chuva. Os pesquisadores analisaram mais de 40 mil tempestades registradas no Texas ao longo de um período de 22 anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-big-cities-are-creating-their-own-weather-asphalt-and-pollution-are-causing-more-violent-storms-1780536294957.jpg" data-image="qsbhcdyg43g7" alt="efeito de ilha de calor urbana" title="efeito de ilha de calor urbana"><figcaption>Um novo estudo revela que as tempestades se intensificam sobre áreas urbanas devido ao efeito de ilha de calor urbana.</figcaption></figure><p>Em 20 de maio de 2026, pesquisadores da Universidade Texas A&M publicaram um estudo na revista <em>Nature </em>revelando que <strong>certos tipos de tempestades podem se intensificar sobre áreas urbanas</strong>. Eles descobriram que células de tempestade isoladas podem se fortalecer e produzir mais chuva sobre as cidades.</p><h2> Estudo de tempestades</h2><p>Pesquisadores da Universidade Texas A&M descobriram que tempestades isoladas podem se intensificar e produzir mais chuva nas cidades. Eles analisaram <strong>mais de 40.000 tempestades</strong> que ocorreram ao longo de um período de 22 anos <strong>em Houston, Dallas-Fort Worth, Austin e San Antonio</strong>, <strong>entre 1996 e 2017</strong>. Especificamente, eles se concentraram na precipitação resultante de diferentes tipos de tempestades que atingiram as cidades.</p><p>O coautor John Nielsen-Gammon, da Universidade Texas A&M, explica: “Tempestades diferentes se originam de processos físicos diferentes. Uma vez que você as categoriza por tipo, os padrões ficam muito mais claros”.</p><p>Os pesquisadores analisaram duas categorias de tempestades: tempestades unicelulares e tempestades isoladas maiores. Eles observaram<strong> intensificação e aumento da precipitação à medida que as tempestades se aproximavam de uma cidade</strong>. Além disso, descobriram que as tempestades unicelulares cresciam em altura e se tornavam mais intensas sobre áreas urbanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="27131" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/divulgacao/ilha-de-calor-urbana-o-efeito-das-cidades-no-clima.html" title="Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima">Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/divulgacao/ilha-de-calor-urbana-o-efeito-das-cidades-no-clima.html" title="Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilha-de-calor-urbana-o-efeito-das-cidades-no-clima-27131-1_320.jpg" alt="Ilha de calor urbana: o efeito das cidades no clima"></a></article></aside><p><strong> </strong></p><p>O <strong>efeito de ilha de calor urbana</strong> ocorre quando as cidades retêm calor, elevando sua temperatura acima da das áreas circundantes por meio de correntes ascendentes que intensificam as tempestades. Nas quatro cidades do Texas estudadas, pequenas tempestades ocorreram entre 7% e 31% mais frequentemente do que em áreas rurais próximas. Isso é especialmente verdadeiro à noite, quando as cidades retêm calor.</p><p>"As <strong>áreas urbanas retêm calor após o pôr do sol. Esse calor residual pode continuar alimentando tempestades durante a noite</strong>, enquanto tempestades semelhantes em áreas rurais têm maior probabilidade de enfraquecer", explica Neilsen-Gammon.</p><h2>Questões urbanas</h2><p>As inundações urbanas são um grande problema nas cidades. Devido à <strong>abundância de concreto e edifícios</strong>, o solo tem poucos espaços onde a água da chuva pode infiltrar-se naturalmente. <strong>Tempestades com chuvas intensas sobrecarregam os sistemas de drenagem pluvial, causando alagamentos</strong> nas ruas. Isso coloca em risco motoristas e pedestres e pode causar danos a casas e comércios.</p><p>Nem todas as tempestades se intensificam ao atingir áreas urbanas. <strong>Tempestades associadas a frentes frias podem ser mais fracas devido ao efeito de ilha de calor urbana</strong>, já que se formam pela diferença de temperatura entre o ar frio que avança e o ar quente já presente. Tempestades associadas a frentes frias reduzem a intensidade das chuvas em 16% a 28% em comparação com as áreas rurais circundantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/especialistas-em-meteorologia-e-climatologia-alertam-nem-toda-a-chuva-e-eficaz-para-acabar-com-a-seca.html" title="Especialistas em meteorologia e climatologia alertam: nem toda a chuva é eficaz para acabar com a seca">Especialistas em meteorologia e climatologia alertam: nem toda a chuva é eficaz para acabar com a seca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/especialistas-em-meteorologia-e-climatologia-alertam-nem-toda-a-chuva-e-eficaz-para-acabar-com-a-seca.html" title="Especialistas em meteorologia e climatologia alertam: nem toda a chuva é eficaz para acabar com a seca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/puede-la-lluvia-acabar-con-la-sequia-esto-dicen-los-meteorologos-1773326713871_320.png" alt="Especialistas em meteorologia e climatologia alertam: nem toda a chuva é eficaz para acabar com a seca"></a></article></aside><p>Segundo Nielsen-Gammon, “A chuva trazida por frentes frias deve-se a diferenças marcantes de temperatura e vento. À medida que se deslocam para o ambiente urbano mais quente e turbulento, esses contrastes podem enfraquecer, reduzindo a intensidade da precipitação”.</p><p>Os <strong>planejadores urbanos devem levar em consideração tempestades de curta duração e alta intensidade</strong>. Nielsen-Gammon afirma: “Se você projetar com base apenas em médias regionais, poderá subestimar o tipo de chuva que realmente causa mais danos. Perguntar se as cidades recebem mais ou menos chuva é um erro. A pergunta certa é quais tempestades são afetadas, porque é isso que determina o risco real que as pessoas enfrentam”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-grandes-cidades-estao-criando-seu-proprio-clima-asfalto-e-poluicao-deixam-as-tempestades-mais-fortes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas atípicas: onda tropical influencia o padrão de umidade no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 20:32:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Oscilação Madden-Julian e ciclone extratropical favorecem chuvas acima da média no Brasil. Entenda a relação multi-escala entre os fenômenos.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-se-aproxima-quando-teremos-certeza-sobre-sua-forca.html">O El Niño está chegando: quando saberemos quão intenso ele será? </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda-1780669687735.png" data-image="mr36aimhxcon" alt="A segunda semana de junho será de chuvas acima da média em grande parte do país." title="A segunda semana de junho será de chuvas acima da média em grande parte do país."><figcaption>A segunda semana de junho será de chuvas acima da média em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Uma <strong>onda</strong> <strong>atmosférica</strong> que se propaga pelos <strong>trópicos</strong> pode ajudar a moldar o padrão de chuva sobre o Brasil na próxima semana. Conhecida como <strong>Oscilação de Madden-Julian</strong> (MJO), ela é um dos principais fenômenos de variabilidade climática na escala intrassazonal (30 a 60 dias) e <strong>influencia</strong> a distribuição de <strong>nuvens</strong>, <strong>tempestades</strong> e áreas de <strong>chuva</strong> em diversas regiões do planeta.</p><div class="texto-destacado">A MJO não produz chuva diretamente nem é responsável, sozinha, pelos eventos observados em uma região. Seu papel é modificar as condições atmosféricas, favorecendo ou inibindo a formação de nuvens e chuvas em áreas onde já existe condições para a convecção. </div><p>Quando <strong>ativa</strong> sobre o <strong>Hemisfério Ocidental</strong>, a MJO costuma estar associada a um <strong>aumento da atividade convectiva</strong> em partes da <strong>América do Sul</strong>. As previsões indicam que esse sinal poderá estar presente no início de junho, embora exista incerteza sobre sua evolução nas próximas semanas. Na <strong>próxima semana</strong>, esse <strong>sinal tropical coincidirá</strong> com a formação de um<strong> ciclone extratropical ao sul do continente</strong>. O sistema deverá organizar um<strong> corredor de umidade </strong>entre a Amazônia e o Centro-Sul do Brasil, fenômeno conhecido como rio atmosférico. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Nesse contexto, a atuação da <strong>MJO</strong> <strong>pode reforçar indiretamente</strong> o <strong>padrão de </strong><strong>umidade</strong> já estabelecido pela circulação de grande escala, contribuindo para condições mais favoráveis à ocorrência de <strong>chuva acima da média</strong> em algumas regiões do país. Confira os detalhes.</p><h2>Ciclone, rio atmosférico e chuvas acima da média</h2><p>A<strong> segunda semana de junho</strong>, entre os dias 8 e 15, tem previsão de <strong>chuvas acima da média</strong> em uma área que se estende principalmente entre a Amazônia, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. As <strong>maiores anomalias</strong> (desvios em relação à média) estão previstos entre o <strong>Mato Grosso do Sul e o Paran</strong>á, entre 30 e 90 mm acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda-1780669752611.png" data-image="w9rpq2dq527k" alt="Previsão de anomalia de precipitação entre 8 e 15 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia de precipitação entre 8 e 15 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação entre 8 e 15 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Este padrão vem principalmente dos extratrópicos</strong>, ou seja, das latitudes médias da América do Sul, onde atuam sistemas meteorológicos como frentes frias e ciclones extratropicais. Um <strong>ciclone extratropical</strong> está previsto para se formar a partir da<strong> segunda-feira (8) </strong>entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda-1780669767327.png" data-image="it11ngl2eg8o" alt="Previsão de ciclone (letra L no campo de pressão) e rio atmosférico (escala de cores) para quarta-feira (10), segundo o ECMWF." title="Previsão de ciclone (letra L no campo de pressão) e rio atmosférico (escala de cores) para quarta-feira (10), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de ciclone (letra L no campo de pressão) e rio atmosférico (escala de cores) para quarta-feira (10), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Quando comparamos o campo do rio atmosférico ao campo de anomalia de precipitação, observamos que as<strong> maiores anomalias de chuva</strong> ocorrem justamente na faixa <strong>onde o transporte de umidade é mais intenso</strong>. Esse transporte é realizado em grande parte pelo <strong>jato de baixos níveis</strong>, uma corrente de ventos que escoa a umidade da Amazônia para o Centro-Sul da América do Sul.</p><h2>Relação com a MJO</h2><p>A <strong>posição e a intensidade da MJO </strong>são monitoradas por meio de um <strong>diagrama</strong> conhecido como <strong>RMM</strong> (Real-time Multivariate MJO), que divide a propagação do fenômeno em oito fases ao redor do globo. Quanto mais distante do centro do gráfico estiver a trajetória da MJO, mais organizado e intenso é o sinal atmosférico associado ao fenômeno.</p><p>As <strong>previsões indicam</strong> que a <strong>MJO</strong> deverá permanecer na<strong> fase 8</strong> durante o <strong>início da próxima semana</strong>, embora apresente tendência de enfraquecimento ao avançar em direção à fase 1. Isso significa que a onda atmosférica continuará atuando sobre o Hemisfério Ocidental nos próximos dias, mas com intensidade gradualmente menor. No entanto, os <strong>principais modelos globais divergem </strong>sobre a <strong>evolução</strong> do fenômeno: enquanto o GEFS mantém um sinal mais persistente, o ECMWF indica enfraquecimento gradual da MJO ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda-1780669789212.png" data-image="irgrkrkftqye" alt="Previsão da MJO segundo o GEFS e o ECMWF (esquerda) e mapa de anomalias de precipitação associadas às fases da MJO, com destaque para a fase 8, entre maio e setembro. Créditos: NOAA/CPC." title="Previsão da MJO segundo o GEFS e o ECMWF (esquerda) e mapa de anomalias de precipitação associadas às fases da MJO, com destaque para a fase 8, entre maio e setembro. Créditos: NOAA/CPC."><figcaption>Previsão da MJO segundo o GEFS e o ECMWF (esquerda) e mapa de anomalias de precipitação associadas às fases da MJO, com destaque para a fase 8, entre maio e setembro. Créditos: NOAA/CPC.</figcaption></figure><p><strong>Cada fase da MJO</strong> <strong>está associada a padrões</strong> típicos de<strong> circulação atmosférica</strong> e <strong>precipitação</strong> em <strong>diferentes regiões</strong> do planeta. Embora cada evento apresente características próprias, análises históricas mostram que episódios de MJO na <strong>fase 8</strong>, entre maio e setembro, costumam coincidir com<strong> maior atividade convectiva</strong> e anomalias positivas de precipitação em <strong>partes da América do Sul</strong>.</p><p><strong>Esse sinal não determina, por si só, onde ou quanto irá chover</strong>. No entanto, ele sugere um <strong>ambiente</strong> atmosférico mais <strong>favorável</strong> à <strong>atividade convectiva</strong> e ao fornecimento de umidade para sistemas meteorológicos já atuantes, o que corrobora com o quadro previsto relacionado ao ciclone com atuação do rio atmosférico.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><a href="https://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/precip/CWlink/MJO/mjoupdate.pdf">Madden-Julian Oscillation: Recent Evolution, Current Status and Predictions</a>, publicado por CPC/NOAA em 01/06/2026. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-onda-tropical-influencia-o-padrao-de-umidade-no-sul-sudeste-e-no-centro-oeste-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sudeste e Centro-Oeste têm previsão de chuvas mais intensas para a época do ano; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 19:26:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sistemas como a Oscilação de Madden-Julian (OMJ) e a formação de um Ciclone e um Rio Atmosférico impulsionarão a formação de acumulados de chuva altos num período que normalmente é mais seco.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/onda-tropical-provocara-aumento-das-chuvas-no-brasil-em-pleno-periodo-seco-entenda.html" target="_blank">Onda tropical provocará aumento das chuvas no Brasil em pleno período seco</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira-1780684638313.jpg" data-image="h9mvn7mnubkl" alt="Fotografia de tempestade sobre a cidade de São Paulo" title="Fotografia de tempestade sobre a cidade de São Paulo"><figcaption>Previsões indicam que a Oscilação de Madden-Julian avançará para fases favoráveis à formação de chuva sobre o Brasil nos próximos dias, junto à formação de um Rio Atmosférico.</figcaption></figure><p>As últimas previsões meteorológicas indicam um <strong>aumento significativo das chuvas sobre praticamente todo o Brasil</strong><strong> ao longo da próxima semana.</strong> Modelos como o europeu ECMWF indicam que esse aumento do volume de chuvas será sentido no Norte do país e em parte do Nordeste, mas as mudanças mais drásticas atingirão as regiões<strong> Centro-Oeste e Sudeste</strong>.</p><div class="texto-destacado">Entre os estados mais afetados pelo aumento no volume de chuvas, estão o Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná - que registrarão chuvas muito acima da média para este período.</div><p>Essa situação pode ser observada em mais detalhes na imagem abaixo, que ilustra<strong> quais estados registrarão os maiores desvios de chuva</strong> com relação à média para o mesmo período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira-1780684689891.jpg" data-image="8fi7r77jtobb" alt="Previsão de anomalias de chuva entre os dias 8 e 15 de Junho." title="Previsão de anomalias de chuva entre os dias 8 e 15 de Junho."><figcaption>Previsão de anomalias de chuva entre os dias 8 e 15 de Junho mostra um aumento dos acumulados totais sobre a maior parte do Brasil ao longo da semana que vem.</figcaption></figure><p> Por trás desta grande mudança no regime de chuvas, estarão <strong>dois sistemas meteorológicos</strong> que discutiremos em maiores detalhes a seguir. </p><h2>Oscilação de Madden-Julian impulsiona chuvas</h2><p>A <em>Oscilação de Madden-Julian</em> (OMJ), um fenômeno atmosférico de grande escala que influencia diretamente a formação de<strong> </strong>nebulosidade e chuva nos trópicos, <strong>favorecerá a ocorrência de chuva acima da média no centro-norte do país</strong>, provocando acumulados altíssimos especialmente na região Norte, mas se estendendo também ao Centro-Oeste e Sudeste do país.</p><div class="texto-destacado" style="text-align: center;">A Oscilação de Madden-Julian é um padrão de circulação atmosférica que se desloca continuamente para leste ao redor do planeta. O fenômeno representa uma interação entre a atmosfera e áreas de intensa convecção tropical, influenciando e impulsionando a formação de nebulosidade e chuva.</div><p>As fases mais favoráveis à ocorrência de precipitação no país são as <strong>fases 8, 1 e 2 da OMJ</strong> e, como é possível observar na imagem abaixo, as previsões indicam que a oscilação irá <strong>transitar para estas fases ao longo das próximas semanas</strong>. Isso impulsionará a formação de chuvas nas regiões mencionadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira-1780684767536.jpg" data-image="voxg3s1oefuq" alt="Projeções de OMJ dos modelos GFS/GEFS (esquerda) e ECMWF (direita)." title="Projeções de OMJ dos modelos GFS/GEFS (esquerda) e ECMWF (direita)."><figcaption>Projeções dos modelos GFS/GEFS (esquerda) e ECMWF (direita) mostram a Oscilação de Madden-Julian avançando para as fases 8 e 1, associadas ao aumento das chuvas em parte do Brasil.</figcaption></figure><p>Mas além da atuação da OMJ, <strong>outro sistema atmosférico mais transiente</strong> deve reforçar ainda mais esse cenário na próxima semana.</p><h2>Ciclone e rio atmosférico reforçam temporais</h2><p>Já na segunda-feira (8), uma <strong>região de baixa pressão</strong> começará a se aprofundar sobre a região Sul, se transformando em um<strong> ciclone </strong>ao longo da terça-feira (9). O sistema causará <strong>chuvas moderadas a fortes</strong> sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina ao longo destes dias, com acumulados de até<strong> 50 mm totais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira-1780684804778.jpg" data-image="y8b94pkr38td" alt="Previsão de nebulosidade, chuvas, vento e pressão na terça-feira durante a tarde." title="Previsão de nebulosidade, chuvas, vento e pressão na terça-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de nebulosidade, chuvas, vento e pressão na terça-feira durante a tarde mostra a formação de um ciclone na costa do Brasil, com centro entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.</figcaption></figure><p>Este ciclone e sua frente associada ajudarão a <strong>organizar a circulação dos ventos e da umidade</strong> sobre a América do Sul, favorecendo a formação de um <strong>Rio Atmosférico</strong> ao longo dos dias seguintes. Este fenômeno será responsável pelo transporte de grandes quantidades de umidade da Amazônia em direção ao Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Já na <strong>quarta-feira (10)</strong>, o sistema estará <strong>alimentando a formação de chuvas intensas</strong> sobre o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, podendo se estender até o sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira-1780684842916.jpg" data-image="itmhn2slzwib" alt="Previsão de Rios Atmosféricos na quarta-feira durante a manhã." title="Previsão de Rios Atmosféricos na quarta-feira durante a manhã."><figcaption>Previsão de Rios Atmosféricos na quarta-feira durante a manhã mostra um intenso transporte de umidade da região amazônica em direção à região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>A combinação entre o <em>Rio Atmosférico</em> e a <em>Oscilação de Madden-Julian</em> criará condições favoráveis para tempestades e acumulados elevados de chuva, especialmente sobre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Como é possível observar na imagem abaixo, <strong>os acumulados totais podem exceder os 100 mm</strong> nestes estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira-1780684874605.jpg" data-image="kw7hiq61vaf7" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo da próxima semana (dia 14)." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo da próxima semana (dia 14)."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo da próxima semana (dia 14) ilustra regiões que serão mais afetadas pela chuva ao longo da semana que vem no Brasil.</figcaption></figure><p>Na <strong>Região Norte</strong>, especialmente entre Amazonas, Roraima e Amapá, os volumes de chuva também serão altíssismos, <strong>podendo ultrapassar os 200 mm em alguns municípios</strong>. Por isso, não deixe de acompanhar as atualizações meteorológicas específicas para o seu município ao longo dos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sudeste-e-centro-oeste-tem-previsao-de-chuvas-mais-intensas-para-a-epoca-do-ano-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item></channel></rss>