<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 05 Oct 2026 20:20:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 20:20:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Frente fria e chuvas deixam alertas todos os dias e afetam a semana em SP; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-chuvas-deixam-alertas-todos-os-dias-e-afetam-a-semana-em-sp-confira.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 19:22:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias continuarão com alertas de pancadas de chuva e de temporais no estado de São Paulo, e com riscos de transtornos, principalmente nas áreas centrais e de divisa com o Paraná. Veja aqui mais detalhes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbieq1u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbieq1u.jpg" id="xbieq1u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O último fim de semana já foi de bastante instabilidade e transtornos em diversas áreas do estado de <strong>São Paulo</strong>, e esta semana já está começando da mesma forma.</p><p>Entre esta segunda (5) e a terça-feira (6) há<strong> alertas de chuva forte e persistente</strong> para todo o território, especialmente em áreas centrais e de divisa com o Paraná, devido à um cavado meteorológico e à passagem de uma frente fria pelo oceano.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>E os<strong> próximos dias desta semana</strong> ainda terão chance de pancadas de chuva, mesmo que de forma mais isolada. E no próximo<strong> sábado uma nova frente fria deve avançar</strong>, reforçando as instabilidades em todo o estado.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>SP terá uma semana de chuvas e temporais isolados</h2><p>A semana já começou com a manutenção das instabilidades no estado de São Paulo e assim vai ser nos próximos dias.</p><p>Nesta<strong> terça-feira (6) </strong>ainda há alertas para <strong>chuvas intensas em todo o território</strong> <strong>(inclusive na Região Metropolitana de São Paulo)</strong>, que podem pontualmente acumular até cerca de 100 mm no dia e ser persistentes, trazendo <strong>transtornos </strong>especialmente para áreas mais vulneráveis, como alagamentos, cortes de energia elétrica e queda de árvores e estruturas.</p><p>Atenção, pois também há potencial para <strong>temporais </strong>em todo o estado, com muitos raios, <strong>rajadas de vento acima dos 60 km/h</strong> mas que podem pontualmente <strong>alcançar os 100 km/h</strong> e também chance de queda de <strong>granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-chuvas-deixam-alertas-todos-os-dias-e-afetam-a-semana-em-sp-confira-1791217086716.png" data-image="h8la903cru4o"><figcaption>Previsão de chuva (mm) e nebulosidade (tons cinzas) para terça-feira (6) às 16h à esquerda e às 22h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>quarta-feira (7) </strong>o<strong> </strong>potencial para temporais diminui, porém, áreas de instabilidade ainda podem se formar e trazer <strong>pancadas de chuva</strong>, principalmente em localidades do<strong> sul, do leste e do norte </strong>do estado, as quais ainda podem vir acompanhadas por <strong>trovoadas no norte e mais para o fim da tarde</strong>.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, a previsão é de sol com algumas nuvens e chuvas fracas e rápidas no período da tarde, com chance de trovoadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791977" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas.html" title="Chuvas intensas e temporais atingem 13 estados em 4 regiões; confira a previsão e os alertas">Chuvas intensas e temporais atingem 13 estados em 4 regiões; confira a previsão e os alertas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas.html" title="Chuvas intensas e temporais atingem 13 estados em 4 regiões; confira a previsão e os alertas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas-1791208600120_320.jpg" alt="Chuvas intensas e temporais atingem 13 estados em 4 regiões; confira a previsão e os alertas"></a></article></aside><p>Na <strong>quinta-feira (8)</strong>, boa parte de São Paulo terá tempo mais estável, contudo, <strong>pancadas de chuva forte e temporais isolados</strong> podem se formar especialmente em áreas do<strong> oeste e do norte</strong> do estado.</p><p>A <strong>capital </strong>paulista terá céu encoberto pela manhã, mas à tarde o sol aparece entre algumas nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-chuvas-deixam-alertas-todos-os-dias-e-afetam-a-semana-em-sp-confira-1791217108704.png" data-image="8i3002xiwe8x"><figcaption>Previsão da densidade de raios para quarta-feira (7) às 16h à esquerda e para sexta-feira (9) às 18h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira (9) </strong>as instabilidades novamente ganham força<strong> entre a tarde e a noite</strong>, quando estão previstas<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> em todo o estado, e com riscos de <strong>rajadas de vento</strong> e de <strong>temporais</strong>.</p><p>Contudo, a faixa leste do estado tem risco menor para temporais. A <strong>capital </strong>paulista pode registrar chuviscos passageiros no fim da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-chuvas-deixam-alertas-todos-os-dias-e-afetam-a-semana-em-sp-confira-1791217135696.jpg" data-image="p23pzpbsmorm"><figcaption>No sábado (10) um novo ciclone e uma frente fria devem se formar entre o Sul do Brasil e o Uruguai, afetando o tempo também no Sudeste.</figcaption></figure><p> Para o<strong> sábado (10)</strong>, a <strong>tendência </strong>indica que a partir de meados da manhã, o novo ciclone que se formará no Sul do Brasil já trará <strong>condições para tempo mais severo</strong>, como chuva forte, temporais com maior intensidade e rajadas de vento para<strong> todo o território paulista, inclusive para a capital</strong>. E não se descarta a chance de queda de granizo.</p><p>E atenção, pois há<strong> risco potencial para transtornos </strong>nesses dias de maior risco de temporais, principalmente em áreas vulneráveis, como alagamentos, enxurradas, inundações, deslizamentos de terra, destelhamentos, queda de galhos de árvores e cortes de energia elétrica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-chuvas-deixam-alertas-todos-os-dias-e-afetam-a-semana-em-sp-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Muita chuva com acumulados de até 200 mm e temporais atingem o Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/muita-chuva-com-acumulados-de-ate-200-mm-e-temporais-atingem-o-sul.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:12:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova onda de tempestades severas e chuvas extremas estão previstas para o Sul do Brasil no decorrer desta semana. Há elevado potencial para granizo grande e abrangente, extremos de vento, e chuvas superiores a 80 mm por dia.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbidrra"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbidrra.jpg" id="xbidrra"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A<strong> Região Sul </strong>do Brasil deve ser afetada por <strong>chuvas superiores 200 mm</strong> até o fim da semana, em mais um episódio de<strong> chuvas extremas</strong> e <strong>tempestades severas</strong>, com elevado risco de <strong>granizo grande e abrangente</strong>, além de <strong>extremos de vento</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> </strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Enquanto a<strong> frente fria </strong>que se formou no último fim de semana atua <strong>até terça-feira (6)</strong>, um <strong>novo ciclone</strong> e seu sistema frontal terão seu processo de formação iniciado <strong>a partir de quarta-feira (8)</strong>, onde uma nova rodada de tempestades intensas e chuvas extremas está prevista. Confira os detalhes.</p><h2>Semana chuvosa e de alertas</h2><p>A previsão de <strong>anomalia semanal de chuva</strong> do modelo ECMWF, de confiança da Meteored, indica que a semana entre<strong> 5 e 12 de outubro </strong>será de<strong> chuvas acima da média no Sul </strong>do Brasil. Há previsão de<strong> chuva para todos os dias da semana</strong> nos três estados do Sul, embora não necessariamente em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muita-chuva-com-acumulados-de-ate-200-mm-e-temporais-atingem-o-sul-1791204038784.png" data-image="ktcjfdv0ac82" alt="Previsão de anomalia de chuva entre 5 e 12 de outubro, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva entre 5 e 12 de outubro, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva entre 5 e 12 de outubro, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na área entre o<strong> norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná</strong> a previsão indica <strong>mais de 90 mm acima da média</strong>. Estas anomalias (desvios em relação à média) vêm de 2 episódios de chuvas intensas, o primeiro nesta terça-feira (6) e o segundo entre quinta (8) e sexta-feira (9).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muita-chuva-com-acumulados-de-ate-200-mm-e-temporais-atingem-o-sul-1791204056823.png" data-image="13sxqbd7qx3k" alt="EFI do modelo ECMWF para a precipitação terça (6), quinta (8) e sexta-feira (9). Créditos: Meteored/ECMWF." title="EFI do modelo ECMWF para a precipitação terça (6), quinta (8) e sexta-feira (9). Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>EFI do modelo ECMWF para a precipitação terça (6), quinta (8) e sexta-feira (9). Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>O alerta vem do<strong> índice de previsão extrema (EFI) </strong>do modelo ECMWF, que compara a previsão de chuva diária com a climatologia de previsões do próprio modelo,<strong> ressaltando áreas</strong> onde o<strong> volume previsto é muito diferente do que normalmente acontece</strong>. </p><p>Na <strong>terça-feira (6)</strong> a área em <strong>alerta</strong> se concentra entre<strong> Santa Catarina e o Paraná</strong>, enquanto entre <strong>quinta (8) e sexta-feira (9) </strong>o alerta fica para o <strong>Rio Grande do Sul</strong> (especialmente metade norte),<strong> oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná</strong>. Durante estes três dias, a chuva acumulada pode <strong>ultrapassar</strong> <strong>80 mm por dia</strong>, o que deve totalizar <strong>mais de 200 mm </strong>até o final da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muita-chuva-com-acumulados-de-ate-200-mm-e-temporais-atingem-o-sul-1791204071456.png" data-image="fc0biq8vfrv1" alt="Previsão de chuva acumulada até sábado (10), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até sábado (10), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até sábado (10), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>maiores volumes de chuva </strong>acumulada estão previstos para o <strong>norte do Rio Grande do Sul</strong>, podendo se aproximar de <strong>210 mm</strong> ou até mesmo ultrapassar. No geral, toda a metade norte e extremo sul do estado gaúcho, oeste de Santa Catarina e Paraná (quase em totalidade) estão em alerta para elevados volumes de chuva em curtos intervalos de tempo, o que representa um risco potencial para alagamentos e inundações.</p><h2>Alerta de tempestades</h2><p>Além dos elevados volumes de chuva previstos ao longo da semana, <strong>também há alerta para tempestades com potencial de severidade</strong>. No início da semana, as tempestades devem ser mais isoladas, e a partir de <strong>quarta-feira (7) </strong>os <strong>sistemas</strong> devem ser mais <strong>organizados</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html" title="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas">Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html" title="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133448285_320.jpg" alt="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas"></a></article></aside><p>Ao longo da <strong>segunda-feira (5)</strong>, tempestades devem ocorrer entre o <strong>norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina e do Paraná</strong>, com <strong>potencial elevado para granizo</strong>. Na<strong> terça-feira (6)</strong> as tempestades estão previstas para se concentrarem sobre o <strong>oeste e norte do Paraná</strong>, especialmente na região de divisa com Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><div class="texto-destacado">Na quarta-feira (7) a instabilidade aumenta sobre os três estados da região Sul, com previsão de uma linha de tempestades se propagar de oeste para leste na primeira parte do dia, devido a um cavado (área alongada de baixa pressão) que começa a se estender como parte do processo de formação de um novo ciclone extratropical até o fim da semana. </div><p><strong>Entre quarta (7) e quinta-feira (8) </strong>este processo organizará uma<strong> linha de tempestades </strong>que avançará do Uruguai em direção ao Paraná, afetando principalmente a metade oeste da região Sul. As tempestades previstas serão <strong>muito intensas</strong>, com risco elevado de <strong>granizo grande e abrangente </strong>na<strong> maior parte dos três estados</strong>, além de eventos <strong>extremos de vento.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muita-chuva-com-acumulados-de-ate-200-mm-e-temporais-atingem-o-sul-1791204110265.png" data-image="1bj9iodc2my3" alt="Previsão de tempestades nesta quarta-feira (7), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades nesta quarta-feira (7), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades nesta quarta-feira (7), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As<strong> tempestades severas</strong> com risco de granizo, chuvas intensas, ventos extremos e muitos raios devem continuar se formando sobre o Sul do Brasil <strong>até</strong>, pelo menos, <strong>sábado (10)</strong>, quando o ciclone e sua frente fria se consolidam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/muita-chuva-com-acumulados-de-ate-200-mm-e-temporais-atingem-o-sul-1791204124574.png" data-image="w9k7tcimc160" alt="Previsão de tempestades para sexta-feira (9), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para sexta-feira (9), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para sexta-feira (9), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A<strong> nova onda de tempestades</strong> deixa <strong>alerta</strong> para a <strong>população</strong> e as <strong>autoridades</strong>. Recomenda-se <strong>evitar áreas ao ar livre durante as tempestades</strong>, não buscar abrigo embaixo de árvores e estruturas vulneráveis e <strong>jamais atravessar uma área alagada</strong>, seja a pé ou de carro. Em caso de emergência, acione a<strong> Defesa Civil (199) </strong>ou o <strong>Corpo de Bombeiros (193)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/muita-chuva-com-acumulados-de-ate-200-mm-e-temporais-atingem-o-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas e temporais atingem 13 estados em 4 regiões; confira a previsão e os alertas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 14:42:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A presença de uma frente fria mantém nuvens carregadas sobre boa parte do Brasil, além de organizar um corredor de umidade que dá suporte ao sistema frontal. Nos próximos dias, a instabilidade continua, deixando 13 estados sob alerta para chuvas intensas e temporais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbiegje"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbiegje.jpg" id="xbiegje"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria associada a um <strong>ciclone extratropical</strong> avançou pelo Brasil e mudou o tempo em vários estados. O sistema frontal segue atuando em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, influenciando a presença de nuvens carregadas. Nesta semana, as instabilidades afetarão <strong>13 estados distribuídos por 4 regiões</strong>. No decorrer dos próximos dias, <strong>alertas de chuvas intensas e temporais</strong> cobrirão parte do país.</p><h2>Região Sudeste: riscos de temporais na terça e quarta-feira</h2><p>Nesta terça-feira (6), o que restou da frente fria ainda auxilia na organização de um fraco corredor de umidade sobre áreas do Sudeste, em especial <strong>São Paulo, Minas Gerais e parte do Rio de Janeiro</strong>, que se mantém até o final de quarta-feira (7).</p><p>A presença desse canal úmido mantém a atmosfera instável sobre os três estados da Região, além de potencializar <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> na tarde de amanhã (6). Há <strong>alertas para temporais</strong> em todo o estado de São Paulo, em Minas Gerais (com exceção do norte e nordeste mineiro) e no centro e sul do Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas-1791207765211.jpg" data-image="cbg29hzw1nf6" alt="Probabilidade de precipitação" title="Probabilidade de precipitação"><figcaption>Mapa mostra chacnes de chuva na Região Sudeste nesta terça-feira (6).</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (7), as chuvas se concentram sobre o <strong>Rio de Janeiro</strong>, com previsão de chuvas intensas e riscos de temporais. O mesmo cenário está previsto para o <strong>Triângulo Mineiro</strong>, afetando áreas pontuais.</p><p>Na quinta (8) e na sexta-feira (9), as chuvas perdem força no Sudeste do Brasil e os alertas cessam, mas ainda haverá pancadas de chuva de forma pontual sobre São Paulo e o oeste de Minas Gerais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas-1791207636736.jpg" data-image="qesjnozmbnar" alt="Precipitação acumulada no SE." title="Precipitação acumulada no SE."><figcaption>Precipitação acumulada mostra volumes elevados para MG e RJ.</figcaption></figure><p>Ainda nesta semana, os maiores acumulados previstos ficam por conta do leste mineiro e da região central fluminense, com <strong>volumes superiores a 90 mm</strong>. É importante manter a atenção a qualquer sinal de <strong>deslizamentos de terra e elevação nos níveis de córregos e rios</strong>.</p><h2>Região Sul: acumulado de chuva supera 150 mm</h2><p>Nesta terça-feira (6), as chuvas estão concentradas sobre o <strong>Paraná e o litoral norte catarinense</strong>, com previsão de forte intensidade em vários pontos. Nos demais municípios, a presença de nuvens mantém o tempo fechado, com possibilidade de chuva leve.</p><p>Na primeira metade da quarta-feira (7), o sol pode aparecer sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sudoeste do Paraná. No entanto, após algumas horas, a tendência é de aumento de nuvens carregadas, com <strong>riscos de chuvas intensas e temporais no Rio Grande do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas-1791207505667.jpg" data-image="vrz6z4h1d2lh" alt="Chuvas intensas" title="Chuvas intensas"><figcaption>Instabilidades deixam alertas para chuvas intensas sobre os estados do Sul do Brasil a partir de quinta-feira (8).</figcaption></figure><p>Entre quinta (8) e sexta-feira (9), o tempo se mantém fechado por conta de um <strong>cavado</strong> (área alongada de baixa pressão que irá evoluir para um ciclone no sábado, 10). </p><p>Esse fenômeno gera convergência de ar úmido para o Sul do Brasil, dando origem a nuvens de tempestade. Desta forma, <strong>chuvas de forte intensidade</strong> podem ocorrer no noroeste e na porção central do território gaúcho, no meio-oeste catarinense e no leste paranaense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas-1791207405366.jpg" data-image="kcc29vdcrh9d" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Semana terá grandes acumulados sobre o Sul do Brasil. Até o final da noite de sexta-feira (9), os volumes superam os 150 mm em áreas do RS.</figcaption></figure><p>Ao final da sexta-feira (9), o volume acumulado de chuva no Rio Grande do Sul pode <strong>superar os 150 mm</strong> em áreas do noroeste, oeste e norte do estado. O estado de Santa Catarina deverá ser atingido por volumes menores, próximos a <strong>100 mm</strong>, na região de Chapecó. Para a faixa entre o leste e o oeste do Paraná, os volumes se aproximam de <strong>90 mm</strong>.</p><h2>Região Centro-Oeste: chuvas se concentram em MS e no sul de GO</h2><p>Nos próximos dias, as chuvas terão volumes acumulados maiores em <strong>Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás</strong>. O estado de Mato Grosso também deve registrar chuvas ao longo da semana, mas em menor quantidade e de forma irregular. Nesta terça-feira (6), os <strong>alertas para chuvas intensas</strong> concentram-se no leste de Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, enquanto o sol aparece entre nuvens nas demais áreas.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Na quarta-feira (7), a previsão mostra que as chuvas diminuem de intensidade, e áreas do sul de Goiás e de Mato Grosso devem registrar apenas chuva leve. Com a chegada da quinta-feira (8) e de uma região de instabilidade nas proximidades do território sul-mato-grossense, o estado acaba sendo influenciado, apresentando <strong>chuvas espalhadas por todo o território</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas-1791208191350.jpg" data-image="x4xm38iqtmv6" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Até o final desta semana, as chuvas com maiores volumes no Centro-Oeste se concentram no MS, superando os 50 mm.</figcaption></figure><p>A sexta-feira (9) terá a presença do sol em grande parte do Centro-Oeste. A exceção fica por conta da região sul de Mato Grosso e de todo o estado de Mato Grosso do Sul, com previsão de <strong>tempo fechado e chuva de intensidade moderada</strong>. Até o final da semana, a precipitação acumulada supera os <strong>50 mm</strong> em áreas sul-mato-grossenses.</p><h2>Região Norte: tempestades deixam 3 estados em alerta</h2><p>As instabilidades dominam o oeste do Amazonas nesta terça-feira (6), deixando a região sob <strong>alerta para tempestades</strong>. Durante a noite, a área de atuação das chuvas se expande e afeta o <strong>Acre e o norte de Rondônia</strong>, aumentando a faixa de risco para temporais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas-1791208068646.jpg" data-image="6dx2yt3swxun" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Mapa de chuva para esta terça-feira (6) mostra áreas de instabilidade espalhadas pela Região Norte do Brasil.</figcaption></figure><p>A previsão para quarta-feira (7) apresenta poucas mudanças, com as chuvas permanecendo concentradas no oeste amazonense. Por outro lado, o sol brilha forte no Pará, no Amapá e em Tocantins.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html" title="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas">Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html" title="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133448285_320.jpg" alt="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas"></a></article></aside><p>A expectativa para quinta (8) e sexta-feira (9) fica por conta do deslocamento das chuvas em direção ao <strong>Acre e a Rondônia</strong>, mantendo ainda algumas nuvens carregadas no oeste do Amazonas. Instabilidades também podem surgir na divisa entre o Pará e Tocantins, mas de forma isolada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-atingem-13-estados-em-4-regioes-confira-a-previsao-e-os-alertas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais e ventos de 86 km/h causam falta de energia e estragos em SP; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-e-ventos-de-86-km-h-causam-falta-de-energia-e-estragos-em-sp-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 13:40:42 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com ventos que alcançaram a marca de 86,9 km/h em Amparo e 82,3 km/h em Holambra, equipes municipais de arborização foram mobilizadas para liberar ruas obstruídas e veículos atingidos por galhos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-e-ventos-de-86-km-h-causam-falta-de-energia-e-estragos-em-sp-veja-imagens-1791205340790.jpg" data-image="pw08148bh2rq" alt="A força das chuvas e ventos fez árvore cair sobre a fiação na região da Vila Coimbra, perto do Cemitério da Saudade. Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia" title="A força das chuvas e ventos fez árvore cair sobre a fiação na região da Vila Coimbra, perto do Cemitério da Saudade. Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia"><figcaption>A força das chuvas e ventos fez árvore cair sobre a fiação na região da Vila Coimbra, perto do Cemitério da Saudade. Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia</figcaption></figure><p>Temporais com fortes rajadas de vento <strong>provocaram quedas de árvores, destelhamentos e interrupções na rede elétrica</strong> em múltiplos municípios paulistas no domingo (4). Apesar dos incidentes urbanos, o processo eleitoral transcorreu sem interrupções críticas.</p><p>A instabilidade atingiu a capital, a região metropolitana e cidades do interior, <strong>exigindo rápida atuação das distribuidoras de energia e órgãos de emergência</strong>. Não houve registro de vítimas nas localidades impactadas pelas tempestades.</p><h2>Impacto nas zonas eleitorais e medidas de contingência</h2><p>De acordo com o <strong>Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo</strong> (<a href="https://www.tre-sp.jus.br/" target="_blank">TRE-SP</a>), ao menos 33 zonas eleitorais ficaram sem energia elétrica em diferentes regiões do estado. Entre as cidades afetadas estiveram <strong>São Paulo, Sorocaba, São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba, Taquaritinga, Santo André e Borá</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Uma chuva forte atingiu a região do Alto da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, na tarde deste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026. A mudança no tempo ocorreu rapidamente após uma manhã ensolarada na capital. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo colocou a Zona Oeste e a Marginal Pinheiros em estado de atenção para alagamentos. Créditos: @lechemalle (IG) | @Chemalle (YT) | @baladaforte (X) | @myhoodbr Confira na JP News Siga o nosso perfil @JovemPanNews #JovemPanNews #Temporal #SP #Eleições2026</p>— Jovem Pan News (@JovemPanNews) <a href="https://x.com/JovemPanNews/status/2106866958176309345?ref_src=twsrc%5Etfw">October 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Mesmo com os cortes pontuais de luz, <strong>a votação continuou graças às baterias internas das urnas eletrônicas</strong>, que oferecem autonomia de até 10 horas. Em Borá, quatro baterias sobressalentes foram encaminhadas preventivamente, enquanto em Arandu baterias externas mantiveram o funcionamento das seções.</p><div class="texto-destacado">Apenas no município de Presidente Prudente houve necessidade de realocação de eleitores. Já em Mogi Mirim, goteiras na Escola Estadual Altair de Fátima Furigo Polettini forçaram o remanejamento interno de uma seção.</div><p>A CPFL Paulista informou o <strong>acionamento imediato do seu plano de contingência para restaurar os circuitos</strong>, destacando que atua em campo em conjunto com autoridades locais e órgãos eleitorais para priorizar locais de votação e serviços essenciais.</p><h2>Quedas de árvores e estragos nas cidades paulistas</h2><p>Na capital paulista, <strong>a Defesa Civil emitiu alerta severo</strong> para tempestades e rajadas de vento no início da tarde de domingo. Às 14h16, o <strong>Centro de Gerenciamento de Emergências</strong> (<a href="https://www.cgesp.org/v3/" target="_blank">CGE</a>) colocou toda a capital e as marginais Tietê e Pinheiros em estado de atenção para alagamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-e-ventos-de-86-km-h-causam-falta-de-energia-e-estragos-em-sp-veja-imagens-1791205611827.jpg" data-image="xi2fuuaf37ra" alt="Túmulos ficaram destruídos após chuvas em Marília, interior de SP. Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia" title="Túmulos ficaram destruídos após chuvas em Marília, interior de SP. Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia"><figcaption>Túmulos ficaram destruídos após chuvas em Marília, interior de SP. Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia</figcaption></figure><p>Em Marília, quedas de árvores sobre a rede aérea <strong>derrubaram cabos de alta e baixa tensão na avenida Rio Branco e na Vila Coimbra</strong>, onde um poste e parte do muro do Cemitério da Saudade tombaram. O incidente na avenida Santo Antônio apagou semáforos em cruzamentos movimentados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Brinquedos infláveis que estavam na Praça Presidente Kennedy, conhecida como Praça do Rodrigo, tombaram durante a chuva e os fortes ventos que atingiram Cosmópolis na tarde deste domingo (04). Imagens: Redes Sociais https://t.co/KatpHe1A5l</p>— Jornal da EPTV Campinas (@jornaldaeptvcps) <a href="https://x.com/jornaldaeptvcps/status/2106844937970987037?ref_src=twsrc%5Etfw">October 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Na região de Campinas, as rajadas de vento superaram <strong>80 km/h por volta das 15h30, atingindo 86,9 km/h em Amparo e 82,3 km/h em Holambra</strong>. O município de Campinas registrou ao menos seis quedas de árvores, enquanto Hortolândia teve destelhamento no bairro Campos Verdes e uma árvore caída sobre um carro no bairro São Miguel.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html" title="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas">Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html" title="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133448285_320.jpg" alt="Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas"></a></article></aside><p>O interior registrou transtornos similares. <strong>Em Pilar do Sul, uma árvore caiu sobre a creche Professora Célia Antunes de Proença</strong>. Em Campina do Monte Alegre, 16 árvores tombaram e quatro imóveis foram destelhados. Sorocaba, Tatuí, Itararé, Fartura e São Miguel Arcanjo também notificaram quedas de galhos e desabastecimento temporário.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luiza%20Vilela" data-year="2026" data-title="Chuva%20deixa%2033%20zonas%20eleitorais%20sem%20energia%20em%20S%C3%A3o%20Paulo%3B%20vota%C3%A7%C3%A3o%20continua" data-url="https%3A%2F%2Fexame.com%2Fbrasil%2Fchuva-deixa-33-zonas-eleitorais-sem-energia-em-sao-paulo-votacao-continua%2F">Luiza Vilela. (2026). <a href="https://exame.com/brasil/chuva-deixa-33-zonas-eleitorais-sem-energia-em-sao-paulo-votacao-continua/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva deixa 33 zonas eleitorais sem energia em São Paulo; votação continua</a>.</cite><br><cite data-author="g1%20Itapetininga%20e%20regi%C3%A3o%2FTV%20TEM" data-year="2026" data-title="Chuva%20em%20Sorocaba%20e%20Itapetininga%20causa%20queda%20de%20energia%20e%20%C3%A1rvores" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fitapetininga-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F10%2F04%2Fchuva-intensa-e-ventos-fortes-provocam-queda-de-arvores-e-falta-de-energia-no-interior-de-sp.ghtml">g1 Itapetininga e região/TV TEM. (2026). <a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/10/04/chuva-intensa-e-ventos-fortes-provocam-queda-de-arvores-e-falta-de-energia-no-interior-de-sp.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva em Sorocaba e Itapetininga causa queda de energia e árvores</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-e-ventos-de-86-km-h-causam-falta-de-energia-e-estragos-em-sp-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com ajuda de luz ultravioleta, cientistas descobrem duas novas espécies de escorpiões na Amazônia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/com-ajuda-de-luz-ultravioleta-cientistas-descobrem-duas-novas-especies-de-escorpioes-na-amazonia.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 12:38:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Encontrados em Roraima, <em>Cayooca puchus</em> e <em>Brotheas cernii</em> revelam parte da biodiversidade ainda desconhecida da floresta e podem contribuir para novas pesquisas sobre venenos e aplicações biomédicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-ajuda-de-luz-ultravioleta-cientistas-descobrem-duas-novas-especies-de-escorpioes-na-amazonia-1791133742748.jpg" data-image="tfyf4hmztuua" alt="esquisadores da Unesp encontraram em Roraima duas espécies até então desconhecidas pela ciência. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/com-luz-ultravioleta-duas-novas-especies-de-escorpioes-sao-descobertas-na-amazonia/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" title="esquisadores da Unesp encontraram em Roraima duas espécies até então desconhecidas pela ciência. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/com-luz-ultravioleta-duas-novas-especies-de-escorpioes-sao-descobertas-na-amazonia/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4"><figcaption>Pesquisadores da Unesp encontraram em Roraima duas espécies até então desconhecidas pela ciência. Crédito: Reprodução Superinteressante</figcaption></figure><p><strong>Duas novas espécies de escorpiões </strong>foram identificadas na Amazônia após expedições científicas realizadas em <strong>Roraima</strong>. Batizados de <em>Cayooca puchus</em> e <em>Brotheas cernii</em>, os animais foram encontrados por pesquisadores ligados à Universidade Estadual Paulista (Unesp), com participação de especialistas de outras instituições brasileiras e internacionais.</p><p>Os exemplares foram localizados na região da Cachoeira do Evandro, no município de Mucajaí, em Roraima, próximos à base de um <strong>inselberg</strong> (formação rochosa que se eleva de maneira isolada na paisagem). A descrição científica das duas espécies foi publicada em junho de 2026 na revista científica <em>Diversity</em>.</p><p>Um dos recursos utilizados pelos pesquisadores para encontrar os animais foi a <strong>luz ultravioleta</strong>. Durante buscas noturnas realizadas em outubro de 2022, lanternas especiais permitiram identificar os escorpiões porque seus corpos apresentam fluorescência quando expostos a esse tipo de iluminação. A técnica facilita a localização dos animais em meio à vegetação e às rochas.</p><h2>Descoberta exigiu anos de pesquisa</h2><p>A identificação de uma nova espécie, porém, não termina com sua localização na natureza. Os pesquisadores acompanharam coletas realizadas durante vários anos e reuniram exemplares de diferentes idades e sexos. Depois, <strong>compararam características como tamanho, coloração, granulação do corpo e estruturas anatômicas</strong> utilizadas na classificação dos escorpiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-ajuda-de-luz-ultravioleta-cientistas-descobrem-duas-novas-especies-de-escorpioes-na-amazonia-1791133985715.jpg" data-image="im0urxs39bl5" alt="Pesquisadores analisam as moléculas dos venenos dos escorpiões achados para potencial desenvolvimento de novos medicamentos — Foto: Equipe do AT-Projeto Biota-FAPESP" title="Pesquisadores analisam as moléculas dos venenos dos escorpiões achados para potencial desenvolvimento de novos medicamentos — Foto: Equipe do AT-Projeto Biota-FAPESP"><figcaption>Pesquisadores analisam as moléculas dos venenos dos escorpiões achados para potencial desenvolvimento de novos medicamentos. Crédito: Equipe do AT-Projeto Biota-FAPESP</figcaption></figure><p>As análises contaram com pesquisadores da Unesp e especialistas da <strong>Universidade Federal Rural de Pernambuco, Instituto Butantan e Universidade Nacional Autônoma do México</strong>. O conjunto de diferenças morfológicas observado permitiu concluir que os animais não correspondiam às espécies já conhecidas pela ciência.</p><p>As duas novas espécies pertencem à <strong>família Chactidae</strong>, encontrada principalmente nas Américas. A <em>Cayooca puchus</em> mede entre 3,2 e 5,1 centímetros e apresenta características como granulação corporal mais densa. Já a <em>Brotheas cernii</em>, que alcança entre 4,5 e 5,7 centímetros, recebeu esse nome em homenagem ao biólogo Felipe Augusto Cerni e sua família.</p><h2>Isolamento pode favorecer diversidade</h2><p>Até agora, os exemplares das duas espécies foram encontrados somente nas proximidades do inselberg estudado em Roraima. Os cientistas ressaltam, no entanto, que isso não significa necessariamente que os animais existam apenas naquele ponto. Novas expedições serão necessárias para determinar com maior precisão sua distribuição pela região amazônica.</p><div class="texto-destacado">O isolamento proporcionado por essas formações rochosas é uma das hipóteses consideradas para explicar a diversidade encontrada. Populações separadas geograficamente podem apresentar menor fluxo genético e acumular diferenças ao longo das gerações, processo que, em determinadas condições, pode contribuir para o surgimento de novas espécies.</div><p>A descoberta também evidencia <strong>o quanto da biodiversidade amazônica permanece pouco conhecida.</strong> Roraima ainda possui áreas com baixa amostragem científica, e encontrar duas espécies desconhecidas em um mesmo local reforça a possibilidade de que outros animais ainda aguardem identificação.</p><h2>Venenos também serão investigados</h2><p>Os pesquisadores já começaram a analisar as<strong> moléculas presentes no veneno das novas espécies</strong>. Compostos produzidos por escorpiões despertam interesse científico porque podem apresentar propriedades úteis para pesquisas farmacêuticas e biomédicas, além do possível desenvolvimento de inseticidas biológicos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722063" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-lenda-segue-viva-conheca-ozzyi-o-sapo-morcego-da-amazonia.html" title="A lenda segue viva: conheça Ozzyi, o sapo-morcego da Amazônia">A lenda segue viva: conheça Ozzyi, o sapo-morcego da Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-lenda-segue-viva-conheca-ozzyi-o-sapo-morcego-da-amazonia.html" title="A lenda segue viva: conheça Ozzyi, o sapo-morcego da Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-lenda-segue-viva-conheca-ozzyi-o-sapo-morcego-da-amazonia-1753740859095_320.jpg" alt="A lenda segue viva: conheça Ozzyi, o sapo-morcego da Amazônia"></a></article></aside><p>Os exemplares vivos permaneceram na Universidade Federal de Roraima devido à sensibilidade dos animais às mudanças de temperatura e umidade. Amostras dos venenos, por outro lado, foram encaminhadas para análise na Unesp, dando início a uma nova etapa da investigação.</p><p>A equipe também prepara <strong>novas expedições a Roraima, que deverão ampliar as pesquisas para outros grupos de animais</strong>, incluindo aranhas e barbeiros. A descoberta de <em>Cayooca puchus</em> e <em>Brotheas cernii</em> reforça, assim, a importância da pesquisa científica para revelar e compreender uma biodiversidade amazônica que ainda guarda inúmeras espécies desconhecidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Superinteressante" data-year="2026" data-title="Com%20luz%20ultravioleta%2C%20duas%20novas%20esp%C3%A9cies%20de%20escorpi%C3%B5es%20s%C3%A3o%20descobertas%20na%20Amaz%C3%B4nia" data-url="https%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fciencia%2Fcom-luz-ultravioleta-duas-novas-especies-de-escorpioes-sao-descobertas-na-amazonia%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Superinteressante. (2026). <a href="https://super.abril.com.br/ciencia/com-luz-ultravioleta-duas-novas-especies-de-escorpioes-sao-descobertas-na-amazonia/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Com luz ultravioleta, duas novas espécies de escorpiões são descobertas na Amazônia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/com-ajuda-de-luz-ultravioleta-cientistas-descobrem-duas-novas-especies-de-escorpioes-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novas simulações ligam as primeiras estrelas do Universo a sinais ainda visíveis hoje]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As primeiras estrelas e galáxias transformaram o Universo primordial, produzindo os elementos químicos que hoje compõem estrelas, planetas e a própria vida. Agora, simulações avançadas estão reconstruindo esses primeiros bilhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107881970.png" data-image="bkorn5j7ktdx" alt="O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA" title="O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA"><figcaption>O projeto MEGATRON usa simulações cosmológicas para reproduzir a diversidade de espectros de galáxias do Universo jovem. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O Universo primordial era muito diferente do atual, sem estrelas, galáxias ou elementos químicos mais pesados que hidrogênio e hélio.</strong> As primeiras estrelas surgiram a partir do colapso gravitacional de nuvens de gás e foram responsáveis por produzir os primeiros elementos mais pesados.</p><p>Para entender essa evolução, pesquisadores desenvolveram o projeto MEGATRON, usando algumas das simulações mais detalhadas já realizadas. <strong>Os modelos incorporam processos físicos para acompanhar a evolução das estruturas cósmicas. </strong>Dessa forma, é possível reconstruir as primeiras fontes luminosas.</p><p>As simulações também permitem investigar como os elementos produzidos pelas primeiras estrelas foram dispersos pelo Universo e incorporados às gerações seguintes de estrelas. <strong>Ao comparar esses modelos com dados de telescópios como o James Webb (JWST), os pesquisadores podem testar quais cenários reproduzem o Universo jovem.</strong></p><h2>Rede cósmica </h2><p>A rede cósmica é a estrutura de larga escala que organiza a matéria do Universo em uma espécie de teia, formada por filamentos de matéria conectando regiões mais densas. <strong>Sua formação é determinada pela gravidade e pela distribuição de matéria escura que define como a matéria está distribuída.</strong></p><div class="texto-destacado">Gás bariônico se acumula nesses filamentos e alimenta a formação e evolução das galáxias.</div><p><strong>Embora as primeiras galáxias tenham evoluído ao longo de bilhões de anos, alguns sinais de sua existência podem permanecer observáveis atualmente.</strong> Estrelas muito antigas podem preservar em sua composição química elementos produzidos pelas primeiras gerações estelares.</p><h2>Projeto Megatron</h2><p>O projeto MEGATRON é um projeto de simulação computacional desenvolvido para investigar como surgiram e evoluíram as primeiras estrelas e galáxias do Universo. <strong>O trabalho usa modelos cosmológicos de alta resolução para acompanhar a formação das primeiras estruturas luminosas</strong> e os processos físicos que transformaram o Universo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107827368.png" data-image="l9gywr7hj935" alt="As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026" title="As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026"><figcaption>As simulações combinam gravidade, hidrodinâmica e radiação para investigar como as primeiras galáxias evoluíram e modificaram o ambiente ao redor. Crédito: Katz et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Um dos objetivos é entender como as primeiras estrelas modificaram o meio ao seu redor e produziram os elementos químicos. </strong>As simulações permitem acompanhar essa evolução em detalhe e gerar previsões que podem ser comparadas às observações de telescópios como o JWST. </p><h2>Como as galáxias se formaram?</h2><p><strong>As simulações começam com gás primordial praticamente sem elementos pesados, reproduzindo as condições do Universo pouco depois do Big Bang.</strong> A partir desse material, os modelos acompanham o nascimento das primeiras estrelas, a radiação emitida por elas e suas mortes em explosões de supernova. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754037" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão">Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-cientificos-detectan-los-ecos-del-big-bang-de-hace-13-800-millones-de-anos-con-solo-una-tv-1770565187070_320.jpeg" alt="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"></a></article></aside><p><strong>Esse processo é fundamental para entender a origem dos elementos químicos presentes no Universo atual. </strong>Carbono, oxigênio, ferro e outros elementos foram produzidos por processos nucleares no interior das estrelas e posteriormente liberados para o meio interestelar. O projeto MEGATRON permite acompanhar esse enriquecimento químico.</p><h2>Papel do James Webb</h2><p>O JWST é fundamental para estudar o Universo primordial porque observa principalmente nos comprimentos de onda infravermelhos, capazes de detectar a luz de galáxias extremamente distantes. <strong>Isso permite investigar galáxias formadas poucas centenas de milhões de anos após o Big Bang.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje-1791107905287.png" data-image="jc23uxd71szb" alt="Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA" title="Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA"><figcaption>Comparar as previsões do MEGATRON com dados do James Webb ajuda a testar modelos sobre a formação e evolução das primeiras galáxias. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Além de detectar essas galáxias, o JWST consegue obter espectros que revelam propriedades físicas e químicas de seus gases e estrelas. </strong>Essas informações permitem medir redshifts, identificar elementos e estimar taxas de formação estelar, fornecendo dados para testar modelos como os do MEGATRON.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Katz%20et%20al" data-year="2026" data-title="MEGATRON%3A%20Reproducing%20the%20Diversity%20of%20High-Redshift%20Galaxy%20Spectra%20with%20Cosmological%20Radiation%20Hydrodynamics%20Simulations" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2510.05201v2">Katz et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2510.05201v2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MEGATRON: Reproducing the Diversity of High-Redshift Galaxy Spectra with Cosmological Radiation Hydrodynamics Simulations</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novas-simulacoes-ligam-as-primeiras-estrelas-do-universo-a-sinais-ainda-visiveis-hoje.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colônia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 08:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A única espécie de pinguins que habita as costas mais áridas do planeta enfrenta a extinção devido ao aquecimento do oceano e a outros fatores ambientais que já reduziram drasticamente uma das suas principais colônias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064975975.png" data-image="puk096q8h679"><figcaption>O pinguim de Humboldt deve o seu nome à corrente fria que percorre as costas do Chile e do Peru, que, por sua vez, foi batizada em homenagem ao naturalista alemão Alexander von Humboldt.</figcaption></figure><p>Garanto-te que, quando pensas em pinguins, o cenário que te vem à cabeça é um manto branco e gelado, num glaciar recôndito do planeta. Mas, quão louco seria transferir os nossos protagonistas para um deserto onde quase não chove, no meio de rochas, areia e falésias? Não faria sentido, certo?</p><p>Embora pareça uma cena completamente louca e impossível, é uma realidade que ocorre nas costas do Peru e do Chile. É aí que vive o pinguim de Humboldt (<em>Spheniscus humboldti</em>), <strong>uma espécie adaptada a um dos ambientes costeiros mais extremos da América do Sul</strong>. E o que faz um pinguim no deserto?</p><div class="texto-destacado">Ao contrário de outras espécies de pinguins que habitam paisagens nevadas, esta espécie vive nas costas áridas influenciadas pela corrente de Humboldt, um sistema oceânico extraordinariamente ativo que transporta águas frias e ricas em nutrientes para norte.</div><p>Mas não são apenas eles que são singulares por estarem ali; o seu habitat é também uma ligação ideal entre o deserto e o oceano, na qual, literalmente, <strong>qualquer desequilíbrio poderia simplesmente tornar o seu ambiente extremo e comprometer a adaptação da espécie</strong>; o que a torna tão vulnerável.</p><h2>Redução drástica do seu número</h2><p>Uma das colônias que, durante décadas, foi considerada fundamental para a espécie em Punta San Juan, no Peru, enfrenta uma redução drástica do seu número, com uma tendência que preocupa ainda mais do que a própria perda:<strong> a escassa probabilidade de recuperação total e de perpetuação da espécie no futuro.</strong></p><h2>Um impacto que vai além das manchetes: o El Niño põe à prova o futuro da espécie<br></h2><p><strong>Em 2012, foram contabilizados cerca de 3.000 pinguins de Humboldt </strong>na reserva situada no sul do Peru e <strong>13 anos depois, em 2025, restavam menos de 500</strong>, de acordo com o relatório recente publicado na revista científica Science News.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064989413.png" data-image="fbyt0s4cjdxq"><figcaption>A alteração do seu habitat, a poluição e o aumento da temperatura do oceano mantêm-na em risco crítico.</figcaption></figure><p>Por que é que se perderam tantos exemplares em pouco mais de uma década? Bem, o declínio foi consequência de vários episódios, nos últimos anos, <strong>de gripe aviária, condições oceânicas associadas ao El Niño e pressão sobre a espécie devido às atividades pesqueiras nas proximidades</strong>.</p><p>Na publicação de 28 de setembro de 2026, indica-se que a reserva peruana de cerca de 54 hectares albergou, durante décadas, a maior colónia de pinguins do país, onde os animais encontravam alimento e criavam a próxima geração da espécie.<strong> E é precisamente aí que reside um dos maiores problemas: o acesso à comida</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/migracao-e-morte-de-2-mil-pinguins-em-sc-gera-alerta-nas-praias-brasileiras.html" title="Migração e morte de 2 mil pinguins em SC geram alerta nas praias brasileiras">Migração e morte de 2 mil pinguins em SC geram alerta nas praias brasileiras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/migracao-e-morte-de-2-mil-pinguins-em-sc-gera-alerta-nas-praias-brasileiras.html" title="Migração e morte de 2 mil pinguins em SC geram alerta nas praias brasileiras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/migracao-e-morte-de-2-mil-pinguins-em-sc-gera-alerta-nas-praias-1784137005911_320.jpg" alt="Migração e morte de 2 mil pinguins em SC geram alerta nas praias brasileiras"></a></article></aside><p>Mas o que tem a ver a sua alimentação com o aumento das temperaturas e o El Niño? Pois bem, <strong>quando a água aquece, a anchoveta </strong>(uma espécie de peixe, semelhante à anchova, que constitui o principal alimento de que o pinguim necessita) <strong>não chega</strong>; acrescentando mais um problema aos que a espécie já enfrenta para sobreviver.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao contrário dos pinguins polares, que incubam os seus ovos sobre o gelo ou rochas expostas, os pinguins do deserto escavam os seus ninhos diretamente nas densas camadas de guano acumuladas, que funcionam como isolantes para os seus ovos contra as temperaturas extremas. Para chegar ao mar, têm de atravessar a pé mais de dois quilómetros de deserto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E é que a corrente de Humboldt funciona literalmente como uma despensa gigante, transportando água fria para as costas do Peru e do Chile, <strong>o que empurra nutrientes para a superfície, um fenômeno conhecido como afloramento ou <em>upwelling</em></strong>, favorecendo o crescimento do fitoplâncton e, a partir daí, sustentando a extensa rede alimentar da região.</p><h3>Por que razão um oceano mais quente deixa o pinguim de Humboldt sem jantar?</h3><p>A resposta é simples: o El Niño, sendo uma fase quente do Pacífico equatorial que tem um efeito direto neste equilíbrio, <strong>muda tudo, alterando a estrutura do oceano</strong>; uma vez que as suas águas, que são muito mais quentes do que o normal durante este episódio, <strong>empurram para mais fundo e para mais longe da costa a massa de água necessária para a alimentação da espécie</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791065025799.png" data-image="ed9eu0t1j4ka"><figcaption>O pinguim de Humboldt encontra-se atualmente em risco de extinção devido à perda da maior parte da sua população na última década.</figcaption></figure><p>Embora os pinguins de Humboldt tenham convivido com episódios de El Niño ao longo dos anos e a espécie disponha de mecanismos comportamentais e de adaptação que lhe permitem sobreviver a estas alterações, <strong>as temperaturas atuais durante esta fase estão muito mais elevadas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Neste outubro de 2026, enfrentamos um fenómeno extremo do El Niño. Os desequilíbrios climáticos e o aumento acelerado da temperatura do mar ameaçam a estabilidade da nossa espécie num futuro muito próximo.</div><p>Vários estudos documentaram que, durante episódios intensos do El Niño, <strong>algumas espécies podem reduzir ou mesmo suspender temporariamente a reprodução</strong>, deslocar-se para outras zonas e sofrer reduções significativas nas suas populações.</p><p>O El Niño não vai causar a extinção das espécies, mas põe em evidência os graves desafios do <strong>aquecimento global</strong>. Um fenómeno natural alterado que obriga os ecossistemas a enfrentar impactos muito mais extremos e inéditos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Science%20News" data-year="2026" data-title="Peru%E2%80%99s%20penguins%20are%20on%20the%20brink.%20A%20super%20El%20Ni%C3%B1o%20could%20make%20it%20worse." data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencenews.org%2Farticle%2Fdesert-penguins-climate-el-nino">Science News. (2026). <a href="https://www.sciencenews.org/article/desert-penguins-climate-el-nino" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Peru’s penguins are on the brink. A super El Niño could make it worse.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os especialistas confirmam: “a IA ainda tropeça ao prever a intensidade real dos furacões”]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-especialistas-confirmam-a-ia-ainda-tropeca-ao-prever-a-intensidade-real-dos-furacoes.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 23:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A inteligência artificial revolucionou a previsão do tempo em poucos anos, e os modelos meteorológicos globais baseados em IA podem gerar previsões que rivalizam com alguns dos melhores sistemas de previsão do mundo baseados na física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791104920178.jpg" data-image="r5ln9fwpkx58" alt="Olho de um furacão" title="Olho de um furacão"><figcaption>Ocorreu uma rápida intensificação de um grande número de furacões nos últimos anos.</figcaption></figure><p>O progresso na previsão meteorológica com a aplicação de IA deve-se a três fatores: a disponibilidade de enormes quantidades de dados meteorológicos, avanços significativos nos modelos de IA e uma capacidade de processamento sem precedentes.<strong> O debate concentra-se em aprimorar a IA para a previsão meteorológica </strong>por meio de novos modelos ou hardware, mas, para esses modelos, os dados são cruciais.</p><p>A inteligência artificial tem se beneficiado, em escala global, de décadas de registros meteorológicos que abrangem todo o planeta.<strong> Trata-se de conjuntos de dados que contêm milhões de exemplos</strong> de como as condições evoluem ao longo do tempo e em diferentes situações atmosféricas, o que permite aos modelos de IA aprender padrões de uma maneira que, há apenas uma década, teria sido impossível.</p><h2>A escala regional das previsões meteorológicas</h2><p>O mundo tem testemunhado uma rápida intensificação de um grande número de furacões, que passaram, em questão de horas, de tempestades relativamente fracas a furacões destrutivos. Um exemplo é o furacão Polo, que se intensificou rapidamente de<strong> tempestade tropical a furacão de categoria 5 em 24 horas</strong>, ao largo da costa do Pacífico mexicano, <strong>em 21 de setembro passado, com ventos de 290 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">As previsões meteorológicas tornam-se muito mais complexas para a IA ao passar da escala global para a regional. Essa diferença desempenha um papel fundamental na previsão da intensidade de furacões.</div><p>As previsões meteorológicas em escala global não são uniformes; no entanto, as previsões de<strong> intensidade de furacões costumam ser consideradas um problema de previsão regional </strong>relacionado a eventos extremos: chuvas torrenciais, tempestades severas ou rajadas violentas de vento.</p><figure><a href="https://svs.gsfc.nasa.gov/12702" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791104595318.jpg" data-image="x849premzez9"></a><figcaption>Mapeamento da intensidade do furacão Matthew com dados de satélite na Flórida (2016). Fonte: NASA's Scientific Visualization Studio</figcaption></figure><p>Esses eventos extremos costumam se desenvolver de forma muito rápida ou se deslocar rapidamente em curtos períodos de tempo. <strong>O problema reside em capturar esse comportamento com modelos de IA</strong>, pois a detecção desses padrões exige dados com um nível de detalhamento muito superior ao que os conjuntos de dados globais atuais costumam fornecer.</p><h2>Duas fontes de dados</h2><p>As previsões com IA baseiam-se fundamentalmente em duas fontes de informação:</p><ul><li><strong>Observações:</strong> diretas e detalhadas, mas que costumam se limitar a regiões costeiras e apresentam distribuição irregular, ao passo que muitas das etapas mais importantes do desenvolvimento dos furacões ocorrem em mar aberto, onde tais observações são escassas. Satélites modernos podem ajudar a suprir algumas dessas medições, mas não conseguem escanear simultaneamente toda a estrutura tridimensional de todos os furacões do planeta.</li><li><strong>Simulações de modelos meteorológicos:</strong> combinam condições atmosféricas e conhecimentos de física para fornecer a imagem tridimensional mais completa da atmosfera em alta resolução. Esses dados simulados também não são perfeitos, pois todos os modelos computacionais contêm aproximações e incertezas decorrentes do conhecimento incompleto da atmosfera terrestre, e existem processos em pequena escala que as simulações dos modelos não captam.</li></ul><p>Consequentemente, <strong>não se dispõe atualmente de um conjunto de dados tridimensionais completo e de boa qualidade para treinar um modelo de IA</strong> para a previsão da intensidade de furacões.</p><h2>Um problema adicional: o caos</h2><p>Se, no futuro, os cientistas pudessem medir a totalidade de uma tempestade a cada segundo — abrangendo milhares de tempestades em todo o mundo —, <strong>é possível que a IA não conseguisse prever a intensidade de um furacão com total precisão</strong>. O motivo seria o caos, ou seja, pequenas diferenças no estado inicial de um furacão que podem crescer rapidamente com o passar do tempo.</p><div class="texto-destacado">Os furacões podem conter certo grau de caos que poderia impedir que os modelos de IA prevejam a intensidade de um furacão durante longos períodos de previsão.</div><p>A intensidade de um furacão pode aumentar devido às águas quentes do oceano, ou seu desenvolvimento pode ser retardado pelo cisalhamento do vento. Se a temperatura do oceano aumenta, a intensidade potencial do furacão também aumenta, e<strong> qualquer pequena perturbação provocará flutuações na intensidade do furacão</strong>. Assim, quanto mais quente estiver a superfície do oceano, maiores serão as flutuações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791123983890.jpg" data-image="kofladx8rpfk" alt="Temperaturas Pacífico" title="Temperaturas Pacífico"><figcaption>A superfície dos mares, em seu conjunto, vem registrando temperaturas sem precedentes no histórico de medições. Isso acrescenta um grau adicional de incerteza difícil de interpretar.</figcaption></figure><p>Essas flutuações não são apenas aleatórias; <strong>ocorrem dentro do que se conhece como um atrator caótico</strong> — um conjunto de possíveis estados de tempestade nos quais o furacão pode evoluir de forma imprevisível, <strong>apresentando um dilema fundamental para o treinamento de modelos de IA.</strong></p><h2>Objetivos dos modelos de IA</h2><p>Os cientistas buscam que os modelos de IA façam previsões o mais precisas possível; portanto, <strong>o objetivo durante o treinamento é minimizar a diferença entre a previsão e o que realmente acontece</strong>, até que o modelo de IA alcance o menor erro possível.</p><p>Busca-se também que o modelo de IA capture o caos intrínseco do furacão. No entanto, se um modelo de IA conseguir capturar esse caos, seu erro não poderá ser reduzido indefinidamente.</p><div class="texto-destacado">Um modelo de IA pode aprender a evolução mais provável de um furacão, suavizando ao mesmo tempo as flutuações imprevisíveis, mas esses dois objetivos entram em conflito.</div><p>Além disso, visto que os dados sempre apresentam certa incerteza, as regras aprendidas por um modelo de IA são apenas aproximadas. Portanto,<strong> a precisão das previsões sobre a intensidade dos furacões piorará em apenas alguns dias</strong>.</p><h2>Como as previsões de furacões podem ser melhoradas?</h2><p>O desafio para os modelos de IA não se limita a obter mais dados, desenvolver melhores redes neurais ou implementar computadores mais rápidos, <strong>mas sim a compreender o comportamento dos furacões</strong> e como surge a variabilidade em sua intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791434" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html" title="Fatos, fakes e desinformação: tudo o que você precisa saber sobre o “Super El Niño”">Fatos, fakes e desinformação: tudo o que você precisa saber sobre o “Super El Niño”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html" title="Fatos, fakes e desinformação: tudo o que você precisa saber sobre o “Super El Niño”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790867606561_320.png" alt="Fatos, fakes e desinformação: tudo o que você precisa saber sobre o “Super El Niño”"></a></article></aside><p>Ambos os fatores determinam se os modelos de IA conseguem aprender o que é previsível e o que é imprevisível.<strong> Essa distinção limita a precisão das nossas atuais previsões de intensidade de furacões e definirá a próxima geração de sistemas de previsão e avaliação meteorológica</strong>, que deveriam concentrar-se em uma faixa de possíveis intensidades de furacões e probabilidades de ocorrência, em vez de um único valor numérico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-especialistas-confirmam-a-ia-ainda-tropeca-ao-prever-a-intensidade-real-dos-furacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Escuta, pai”: túmulo egípcio preserva poema fúnebre escrito por filho há cerca de 1.700 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/escuta-pai-tumulo-egipcio-preserva-poema-funebre-escrito-por-filho-ha-cerca-de-1-700-anos.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 21:57:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta arqueológica reúne versos em grego antigo, inscrições egípcias e elementos romanos em complexo funerário que ajuda a revelar a diversidade cultural do Egito durante a Antiguidade tardia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/escuta-pai-tumulo-egipcio-preserva-poema-funebre-escrito-por-filho-ha-cerca-de-1-700-anos-1791134811750.jpg" data-image="ksu5fiugrzb5" alt="O falecido é elogiado pela bondade e sabedoria, e é chamado de &quot;conselheiro na vida&quot;. Nos versos finais, o filho de Pisechtes, Sarapion, dirige-se ao pai, dizendo 'Escuta, pai!', e pede que ele aceite as oferendas fúnebres dos filhos em luto&quot; • Ministério do Turismo e Antiguidades" title="O falecido é elogiado pela bondade e sabedoria, e é chamado de &quot;conselheiro na vida&quot;. Nos versos finais, o filho de Pisechtes, Sarapion, dirige-se ao pai, dizendo 'Escuta, pai!', e pede que ele aceite as oferendas fúnebres dos filhos em luto&quot; • Ministério do Turismo e Antiguidades"><figcaption>O falecido é elogiado pela bondade e sabedoria, e é chamado de "conselheiro na vida". Crédito: Ministério do Turismo e Antiguidades</figcaption></figure><p>Uma <strong>descoberta arqueológica no Egito</strong> trouxe à luz um registro de <strong>afeto familiar preservado por cerca de 1.700 anos</strong>. Em um complexo funerário, pesquisadores encontraram um poema escrito em grego antigo e dedicado a um homem chamado Pisechtes. Gravados em uma placa de mármore, os versos teriam sido escritos por seu filho, Sarapion, como homenagem ao pai após sua morte.</p><p>O poema chama atenção tanto pelo conteúdo quanto pelo contexto em que foi encontrado. Os versos exaltam qualidades de Pisechtes, apresentado como um homem bondoso, sábio e um “conselheiro na vida”. A linguagem empregada no texto apresenta<strong> características associadas à tradição da poesia épica grega</strong>, demonstrando como referências literárias continuavam presentes no Egito durante o período de domínio romano.</p><p>É no encerramento que a inscrição ganha um tom particularmente pessoal. Sarapion dirige-se diretamente ao falecido com a expressão <strong>“Escuta, pai!” e pede que ele receba as oferendas funerárias deixadas pelos filhos em luto.</strong> Mais do que uma inscrição destinada a identificar quem estava sepultado, o texto registra sentimentos de perda, respeito e memória familiar.</p><h2>Complexo funerário reúne diferentes tradições</h2><p>A descoberta ocorreu durante trabalhos de uma missão arqueológica vinculada ao<strong> Conselho Supremo de Antiguidades do Egito</strong>. O complexo funerário possui uma<strong> escadaria de 14 degraus que conduz à entrada principa</strong>l, onde os pesquisadores identificaram estruturas de pedra em estilo romano combinadas a inscrições hieroglíficas esculpidas em relevo.</p><div class="texto-destacado">As escavações também revelaram diferentes objetos associados ao local e às pessoas que o utilizaram. Entre os achados estão<strong> </strong>peças de cerâmica, uma mesa, uma estrutura utilizada para lavagem de areia e uma moeda de prata com inscrição ligada ao imperador romano Constante. O conjunto oferece novas pistas sobre o período histórico em que o espaço esteve em funcionamento.</div><p>As primeiras análises indicam ainda que Pisechtes pode ter exercido a função de juiz. O complexo é associado ao período entre o <strong>final do século III e o início do século IV d.C</strong>., momento em que o Egito integrava o Império Romano e reunia tradições culturais, religiosas e linguísticas de diferentes origens.</p><h2>Egito, Grécia e Roma no mesmo espaço</h2><p>Essa diversidade aparece de maneira particularmente clara na decoração das tumbas. Paredes e tetos apresentam cenas e inscrições inspiradas em<strong> antigas tradições funerárias egípcias,</strong> ao mesmo tempo em que incorporam elementos relacionados às<strong> culturas grega e romana</strong>. A convivência dessas referências ajuda a compreender a complexidade cultural das populações que habitavam a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/escuta-pai-tumulo-egipcio-preserva-poema-funebre-escrito-por-filho-ha-cerca-de-1-700-anos-1791134959877.jpg" data-image="hi9i4vycrtia" alt="O Ministério do Turismo do Egito afirma que, além dos túmulos e do poema fúnebre, as escavações também incluíam uma mesa, uma pia para lavar a areia, um conjunto diverso de cerâmica e uma moeda de prata com uma inscrição do imperador romano Constante • Ministério do Turismo e Antiguidades" title="O Ministério do Turismo do Egito afirma que, além dos túmulos e do poema fúnebre, as escavações também incluíam uma mesa, uma pia para lavar a areia, um conjunto diverso de cerâmica e uma moeda de prata com uma inscrição do imperador romano Constante • Ministério do Turismo e Antiguidades"><figcaption>Além dos túmulos e do poema fúnebre, as escavações também incluíam uma mesa, uma pia para lavar a areia, um conjunto diverso de cerâmica e uma moeda de prata com uma inscrição do imperador romano Constante. Crédito: Ministério do Turismo e Antiguidades</figcaption></figure><p>Segundo as evidências arqueológicas, <strong>o complexo também pode ter sido reutilizado posteriormente.</strong> Próximo à entrada principal, os pesquisadores identificaram uma placa esculpida em calcário e outra estrutura funerária delimitada por quatro colunas retangulares de pedra, indícios de novas ocupações ou adaptações realizadas depois da construção original.</p><p>Os achados estão associados à antiga cidade de Mothis e<strong> ajudam a reconstruir aspectos das crenças, costumes e práticas funerárias de seus habitantes</strong>. Ao reunir hieróglifos, poesia em grego e características arquitetônicas romanas, o sítio registra um período marcado pelo encontro e pela transformação de diferentes tradições.</p><h2>Poema preserva uma história familiar</h2><p>Além de seu valor arqueológico, a inscrição dedicada a Pisechtes oferece uma <strong>dimensão humana pouco comum nos registros preservados da Antiguidade</strong>. O texto permite observar como sentimentos familiares e práticas de homenagem aos mortos atravessavam diferentes culturas e eram incorporados aos rituais funerários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782409" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html" title="'Ilíada' e 'Odisseia' são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia">"Ilíada" e "Odisseia" são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia.html" title="'Ilíada' e 'Odisseia' são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/iliada-e-odisseia-sao-apenas-dois-capitulos-de-uma-saga-maior-conheca-o-ciclo-epico-da-guerra-de-troia-1786060827865_320.jpg" alt="'Ilíada' e 'Odisseia' são apenas dois capítulos de uma saga maior: conheça o Ciclo Épico da Guerra de Troia"></a></article></aside><p>Para os pesquisadores, o material também contribui para <strong>compreender a vida literária e cultural da região durante o período romano</strong>. A utilização do grego e de referências poéticas em um monumento funerário demonstra a circulação de repertórios literários para além dos grandes centros intelectuais do mundo antigo.</p><p>Séculos depois, a frase dirigida por Sarapion ao pai transforma uma descoberta arqueológica em testemunho de uma experiência ainda reconhecível no presente. Entre inscrições, objetos e estruturas funerárias, o simples chamado “Escuta, pai!” preserva uma <strong>memória familiar que atravessou aproximadamente 17 séculos.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN%20Brasil" data-year="2026" data-title="Escuta%2C%20pai%E2%80%9D%3A%20t%C3%BAmulo%20eg%C3%ADpcio%20guarda%20poema%20f%C3%BAnebre%20escrito%20por%20um%20filho%20para%20o%20pai" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fcuriosidades%2Fescuta-pai-tumulo-egipcio-guarda-poema-funebre-escrito-por-um-filho-para-o-pai%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">CNN Brasil. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/escuta-pai-tumulo-egipcio-guarda-poema-funebre-escrito-por-um-filho-para-o-pai/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Escuta, pai”: túmulo egípcio guarda poema fúnebre escrito por um filho para o pai</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/escuta-pai-tumulo-egipcio-preserva-poema-funebre-escrito-por-filho-ha-cerca-de-1-700-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a Via Láctea começou? Simulações sugerem uma origem surpreendente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-a-via-lactea-comecou-simulacoes-sugerem-uma-origem-surpreendente.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 19:48:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Via Láctea pode ter começado de uma forma muito diferente da estrutura espiral que observamos atualmente. Novas simulações sugerem que a região que deu origem à nossa galáxia era composta por milhares de pequenas galáxias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-via-lactea-comecou-simulacoes-sugerem-uma-origem-surpreendente-1791107093486.png" data-image="hipdn0eif06k" alt="Simulações do MEGATRON mostram como a Via Láctea chegou a ter a estrutura que observamos hoje. Crédito: Rey et al. 2026" title="Simulações do MEGATRON mostram como a Via Láctea chegou a ter a estrutura que observamos hoje. Crédito: Rey et al. 2026"><figcaption>Simulações do MEGATRON mostram como a Via Láctea chegou a ter a estrutura que observamos hoje. Crédito: Rey et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Embora conheçamos em detalhes a estrutura atual da Via Láctea, ainda existem questões importantes sobre como suas componentes se formaram. </strong>Isso inclui o surgimento do disco galáctico, onde estão concentradas a maior parte das estrelas, além do bojo e do halo. Inclusive o Sistema Solar está localizado.</p><p>A formação de galáxias é, em grande parte, uma história de colisões, fusões e acreção de estruturas menores.<strong> No Universo jovem, pequenas concentrações de matéria cresceram pela gravidade e interagiram entre si, incorporando estrelas, gás e matéria escura.</strong> </p><p>Para investigar esse processo, <strong>pesquisadores realizaram simulações cosmológicas que acompanharam a evolução da região que viria a formar a Via Láctea. </strong>Os resultados sugerem que seu disco pode ter surgido a partir da fusão de milhares de galáxias menores, com diferentes propriedades e estágios evolutivos. </p><h2>Estruturas da Via Láctea</h2><p>A Via Láctea é uma galáxia espiral formada por diferentes componentes, incluindo um disco, um bojo central, um halo estelar e um halo de matéria escura. <strong>O disco concentra grande parte das estrelas, do gás e da poeira e apresenta uma estrutura espiral com braços onde ocorre intensa formação estelar. </strong></p><div class="texto-destacado">Apesar de conhecermos essas estruturas, ainda não sabemos sobre como elas surgiram e evoluíram ao longo da história da galáxia.</div><p><strong>Os braços espirais são difíceis de explicar porque não são estruturas estáticas: suas estrelas e nuvens de gás possuem diferentes velocidades e interagem gravitacionalmente. </strong>Modelos sugerem que ondas de densidade, interações gravitacionais e fusões com galáxias menores podem contribuir para sua formação e manutenção.</p><h2>Interações com outras galáxias</h2><p>A interação mais conhecida envolvendo a Via Láctea é com a galáxia de Andrômeda. No entanto, a Via Láctea não interage apenas com grandes galáxias: ela também é cercada por diversas galáxias menores e gravitacionalmente ligadas ao seu halo. <strong>Essas estruturas são continuamente perturbadas pela gravidade da Via Láctea.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-via-lactea-comecou-simulacoes-sugerem-uma-origem-surpreendente-1791107321722.png" data-image="o4uky950aogh" alt="As primeiras estrelas do Universo podem ter produzido grandes quantidades de ferro em suas explosões, deixando uma assinatura química nas galáxias. Crédito: Rey et al. 2026" title="As primeiras estrelas do Universo podem ter produzido grandes quantidades de ferro em suas explosões, deixando uma assinatura química nas galáxias. Crédito: Rey et al. 2026"><figcaption>As primeiras estrelas do Universo podem ter produzido grandes quantidades de ferro em suas explosões, deixando uma assinatura química nas galáxias. Crédito: Rey et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Algumas dessas galáxias satélites já atravessaram regiões internas do halo e até o disco, deixando perturbações na distribuição e nos movimentos das estrelas.</strong> Com o tempo, a interação gravitacional e as forças de maré podem desestruturá-las, formando correntes estelares e, eventualmente, incorporando seu material à Via Láctea. </p><h2>Novas simulações </h2><p><strong>Uma das principais formas de reconstruir sua evolução é com simulações cosmológicas. </strong>Os pesquisadores incorporaram ao modelo processos como gravidade e química, acompanhando milhares de estruturas desde os primeiros bilhões de anos até a formação de uma galáxia semelhante à Via Láctea. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-via-lactea-comecou-simulacoes-sugerem-uma-origem-surpreendente-1791107213909.png" data-image="wxq0xrhjbzui" alt="Esse padrão pode preservar uma das pistas mais antigas sobre a formação das primeiras estrelas e o enriquecimento químico do Universo. Crédito: Rey et al. 2026" title="Esse padrão pode preservar uma das pistas mais antigas sobre a formação das primeiras estrelas e o enriquecimento químico do Universo. Crédito: Rey et al. 2026"><figcaption>Esse padrão pode preservar uma das pistas mais antigas sobre a formação das primeiras estrelas e o enriquecimento químico do Universo. Crédito: Rey et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Os resultados foram comparados com observações atuais, incluindo os dados obtidos pelo James Webb. </strong>A simulação revelou galáxias progenitoras, incluindo sistemas em intensa formação estelar, estruturas já inativas e outras em processo de transformação. Um resultado foi a previsão de sistemas sem estrelas.</p><h2>Outra descoberta</h2><p><strong>As simulações também ajudaram a explicar um comportamento observado em galáxias extremamente pequenas e pouco luminosas.</strong> Em geral, galáxias de menor massa apresentam menor abundância de ferro, mas essa relação deixa de funcionar nos sistemas mais fracos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-o-centro-da-via-lactea-se-formou-nova-simulacao-traz-pistas-sobre-o-processo.html" title="Como o centro da Via Láctea se formou? Nova simulação traz pistas sobre o processo">Como o centro da Via Láctea se formou? Nova simulação traz pistas sobre o processo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-o-centro-da-via-lactea-se-formou-nova-simulacao-traz-pistas-sobre-o-processo.html" title="Como o centro da Via Láctea se formou? Nova simulação traz pistas sobre o processo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-o-centro-da-via-lactea-se-formou-nova-simulacao-traz-pistas-sobre-o-processo-1786297040690_320.png" alt="Como o centro da Via Láctea se formou? Nova simulação traz pistas sobre o processo"></a></article></aside><p>O modelo sugere que esse padrão pode estar relacionado às explosões das primeiras estrelas do Universo, conhecidas como estrelas de População III. <strong>Essas estrelas eram formadas apenas por hidrogênio e hélio e algumas podem ter produzido ferro ao explodir. </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rey%20et%20al" data-year="2026" data-title="MEGATRON%3A%20how%20the%20first%20stars%20can%20create%20an%20iron%20metallicity%20plateau%20in%20the%20smallest%20dwarf%20galaxies" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2510.05232v2">Rey et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2510.05232v2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MEGATRON: how the first stars can create an iron metallicity plateau in the smallest dwarf galaxies</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-a-via-lactea-comecou-simulacoes-sugerem-uma-origem-surpreendente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ilha de Margarita recupera conectividade aérea e abre um novo capítulo para o turismo na Venezuela]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/ilha-de-margarita-recupera-conectividade-aerea-e-abre-um-novo-capitulo-para-o-turismo-na-venezuela.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 18:14:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Ilha Margarita volta a se aproximar do mercado sul-americano: o destino venezuelano passa a integrar a malha aérea da Copa Airlines via Panamá, recuperando uma opção de conexão para viajantes que partem de diferentes pontos da região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/isla-margarita-recupera-conectividad-aerea-y-abre-un-nuevo-capitulo-para-el-turismo-en-venezuela-1791084999239.jpg" data-image="332qg74phmpj" alt="Isla Margarita" title="Isla Margarita"><figcaption>Um novo capítulo para o turismo na Venezuela: Ilha Margarita recupera uma conexão aérea fundamental.</figcaption></figure><p>A presença da <strong>Venezuela na 30ª edição da Feira Internacional de Turismo (FIT)</strong>, realizada em Buenos Aires nos últimos dias de setembro, trouxe uma das novidades mais interessantes para o mercado: <strong>a inclusão de Porlamar, na Ilha de Margarita, na malha aérea da Copa Airlines, via Panamá</strong>.</p><p>O anúncio oficial já havia sido feito pela companhia aérea em agosto: a partir de 26 de novembro,<strong> a Copa Airlines começará a operar voos de e para Porlamar, na Ilha de Margarita</strong>, oferecendo uma nova alternativa para os passageiros que viajam entre a Venezuela e o restante do continente por meio do Aeroporto Internacional de Tocumen, no Panamá, conhecido como o Hub das Américas.</p><div class="texto-destacado">A nova conexão para Porlamar volta a aproximar esse destino venezuelano e acrescenta uma alternativa para chegar ao Caribe a partir do país.</div><p>A Copa Airlines destaca que a inclusão de Porlamar visa ampliar as alternativas de conectividade para a Ilha de Margarita e o estado de Nueva Esparta, conectando-os ao Panamá e a mais de <strong>80 destinos da rede da companhia no continente.</strong></p><p>Assim, a nova rota visa facilitar viagens a turismo, a negócios e para visitas a familiares. "Acreditamos que uma <strong>maior conectividade gera mais oportunidades para as pessoas, empresas e comunidades</strong>, bem como para o desenvolvimento econômico da nossa região", afirmou Pedro Heilbron, presidente executivo da Copa Airlines.</p><h2>Uma nova conexão aérea para a Ilha de Margarita</h2><p>Segundo informou a companhia por meio de um comunicado oficial,<strong> a Copa Airlines iniciará operações com três frequências semanais</strong>, a serem realizadas às terças, quintas e domingos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/isla-margarita-recupera-conectividad-aerea-y-abre-un-nuevo-capitulo-para-el-turismo-en-venezuela-1791084896413.jpg" data-image="2mx0gj9y3xou" alt="Isla Margarita" title="Isla Margarita"><figcaption>Uma nova rota aérea para Porlamar busca ampliar as alternativas de conectividade para a Ilha de Margarita.</figcaption></figure><p>Para os viajantes da região, a inclusão de Porlamar na malha da Copa Airlines representa uma nova possibilidade de chegar à Ilha de Margarita por meio de conexão no Panamá. No caso da Argentina, a companhia aérea conta atualmente com conexões partindo de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza, Rosario e Salta para o seu Hub das Américas, no Panamá. Dessa forma, a nova rota amplia as opções de conexão para os viajantes argentinos que desejam chegar à Ilha de Margarita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sao-paulo-esconde-5-destinos-secretos-de-ecoturismo-imperdiveis-veja-onde-ficam.html" title="São Paulo esconde 5 destinos secretos de ecoturismo imperdíveis; veja onde ficam">São Paulo esconde 5 destinos secretos de ecoturismo imperdíveis; veja onde ficam</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sao-paulo-esconde-5-destinos-secretos-de-ecoturismo-imperdiveis-veja-onde-ficam.html" title="São Paulo esconde 5 destinos secretos de ecoturismo imperdíveis; veja onde ficam"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-esconde-5-destinos-secretos-de-ecoturismo-imperdiveis-veja-onde-ficam-1789489784693_320.jpg" alt="São Paulo esconde 5 destinos secretos de ecoturismo imperdíveis; veja onde ficam"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, a rota permitirá aos passageiros da Ilha Margarita e do estado de Nueva Esparta acessar, por meio do Hub das Américas, diversos destinos do norte, centro e sul do continente, além do Caribe. <strong>As passagens já estão disponíveis em copa.com</strong>, na central de atendimento, nos escritórios de vendas da Copa Airlines e nas agências de viagens autorizadas.</p><h2>Ilha de Margarita volta a brilhar</h2><p>Localizada no estado de Nueva Esparta, a Ilha de Margarita é um dos principais destinos turísticos da Venezuela. Com cerca de 500 mil habitantes,<strong> o território insular combina praias, gastronomia, patrimônio histórico e uma importante oferta comercial</strong>.</p><div class="texto-destacado">Porlamar funciona como um dos principais centros comerciais e de serviços da ilha e será a porta de entrada aérea para esta nova conexão internacional.</div><p>Reconhecida por suas praias, sua gastronomia e sua riqueza cultural, a ilha abriga atrações como Playa El Agua, Playa Parguito, Playa El Yaque, o Castillo de San Carlos de Borromeo e a Basílica de Nuestra Señora del Valle. A Ilha Margarita também conta com u<strong>ma importante oferta comercial e de entretenimento</strong>, um atrativo que historicamente faz parte de sua proposta turística.</p><p>Para quem deseja se conectar mais com o valor histórico e cultural do destino, a partir da Ilha Margarita também é possível visitar as ilhas de Coche e Cubagua. Esta última abriga as ruínas de Nueva Cádiz, <strong>um antigo assentamento colonial que faz parte do patrimônio histórico da Venezuela</strong>.</p><h3>Uma recuperação que busca novos mercados</h3><p>A nova conexão aérea chega em um momento em que a Ilha Margarita busca aprofundar <strong>a recuperação de sua atividade turística e ampliar seu alcance em mercados internacionais</strong>, paralelamente ao ressurgimento da atividade hoteleira e turística na região.</p><p>Autoridades de Nueva Esparta informaram que o estado recebeu 122.000 turistas durante agosto e os primeiros dias de setembro de 2026, em um período que incluiu as celebrações da Virgem do Vale. Nesse cenário, a inclusão de Porlamar na rede da Copa Airlines <strong>representa uma nova via para ampliar a chegada de viajantes internacionais</strong> e conectar a Ilha de Margarita a outros mercados do continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/isla-margarita-recupera-conectividad-aerea-y-abre-un-nuevo-capitulo-para-el-turismo-en-venezuela-1791085456555.jpg" data-image="m44kgiq1dukl" alt="Isla Margarita" title="Isla Margarita"><figcaption>Turismo de sol e praia na Ilha Margarita: uma das praias mais lindas do Caribe.</figcaption></figure><p>A inclusão desta rota aérea insere-se, assim, em uma fase em que o destino busca reposicionar-se no mapa turístico internacional. <strong>Trata-se de uma expectativa compartilhada pelos atores privados do setor:</strong> a Câmara de Turismo de Nueva Esparta apontou que a nova conexão Panamá–Porlamar pode gerar um impacto positivo no turismo regional, facilitando o trabalho comercial de agências e operadoras.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/ilha-de-margarita-recupera-conectividade-aerea-e-abre-um-novo-capitulo-para-o-turismo-na-venezuela.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas não dão trégua, atingem as 5 regiões e acumulam mais 200 na semana; veja os alertas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 17:21:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo instável continua sobre todas as regiões do Brasil, com alertas de temporais e chuvas intensas e acumulados acima dos 200 mm. A precipitação mais intensa e volumosa ocorre no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbhvi8a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbhvi8a.jpg" id="xbhvi8a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria já atua no Brasil e vem provocando<strong> chuvas intensas, temporais e granizo no Sul e no Sudeste</strong>, além de ajudar a organizar instabilidades sobre o Brasil Central e até mesmo na Região Norte.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Nos próximos dias, <strong>as chuvas continuam em todas as regiões do país</strong>, com alertas de eventos intensos e de temporais, que acontecem com maior probabilidade e acumulados maiores no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste. <strong>Os volumes da semana podem passar dos 200 mm.</strong></p><h2>Segunda-feira: novas instabilidades atingem o Brasil</h2><p><strong>O dia começa com alertas de chuvas intensas e de tempestades </strong>no norte do Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina, no sul, centro, oeste e noroeste do Paraná, no sul e oeste do Mato Grosso do Sul. Entre Minas Goiás e o Mato Grosso, as chuvas acontecem em forma de pancadas.</p><p><strong>No decorrer da manhã, o potencial de chuvas diminui</strong> no Brasil Central e aumenta no Centro-Sul,<strong> intensificando e ampliando os alertas</strong>. <strong>Risco de temporais e chuvas intensas</strong> na metade norte do Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina, no sul, centro, oeste, norte e noroeste do Paraná, no centro-sul e oeste do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133481410.jpg" data-image="1xbdl3j3955z" alt="alerta de temporais" title="alerta de temporais"><figcaption>Previsão de chuva para o início da manhã da segunda-feira, 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Nas demais regiões de Santa Catarina passa a chover com fraca intensidade, bem como no leste do Paraná.<strong> Chuvas pontuais </strong>atingem o Norte do Brasil, sem potencial para transtornos, enquanto o tempo continua nublado e com chuva fraca e intermitente no leste do Nordeste.</p><p><strong>A partir da tarde,</strong> as instabilidades se espalham pelo Brasil, juntamente com os <strong>alertas de chuvas intensas e de temporais. </strong>Alerta para a metade norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região de Porto Alegre, o meio-oeste de Santa Santa Catarina, todo o estado do Paraná, de São Paulo, o centro-sul de Minas Gerais, a região do Triângulo Mineiro, o centro e sul de Goiás, todo o estado do Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso e o sul do Amazonas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133535553.jpg" data-image="aw9m5ua6kimj" alt="alerta de temporais e chuvas intensas" title="alerta de temporais e chuvas intensas"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da segunda-feira, 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Demais regiões do Amazonas, estado de Rondônia e Rio de Janeiro, possuem alerta para o baixo risco de temporais, uma vez que as chuvas acontecem na forma de pancadas isoladas.</p><h2>Terça-feira: chuvas intensas e temporais continuam, mas área de risco diminui</h2><p><strong>Na terça-feira (06)</strong>, uma baixa pressão ajuda a manter a convergência de umidade para o Centro-Sul do Brasil, mas de forma mais restrita, <strong>diminuindo o potencial da precipitação sobre a Região Sul</strong> e concentrando mais entre o Sudeste, o Centro-Oeste e o norte do Sul.</p><p><strong>No período da manhã</strong>, há previsão de pancadas de até forte intensidade sobre o norte e nordeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina. No entanto, <strong>os alertas de chuvas intensas e de temporais</strong><strong> se concentram</strong> no norte e noroeste do Paraná, no oeste de São Paulo e sobre o Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133605236.jpg" data-image="eco6qid6a1xk" alt="alerta de chuva forte" title="alerta de chuva forte"><figcaption>Previsão de chuva para a manhã da terça-feira, 6 de outubro.</figcaption></figure><p><strong>Há previsão de chuva de fraca a moderada intensidade</strong> sobre o norte de São Paulo, o centro-sul de Minas Gerais, região do Triângulo Mineiro, sobre o centro e sul de Goiás.</p><p>No Rio de Janeiro e no leste do Nordeste, de Sergipe até o Rio Grande do Norte, há previsão de <strong>chuva fraca ao longo do período da manhã, alternando com período de melhoria.</strong></p><p><strong>No período da tarde, o tempo instável continua</strong> entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com instabilidades se desenvolvendo sobre o Brasil Central e a Região Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133689143.jpg" data-image="gjol9wix2qu6" alt="alerta de temporais" title="alerta de temporais"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da terça-feira, 6 de outubro.</figcaption></figure><p><strong>Assim, há alertas de de chuva forte e temporais</strong> sobre o centro e norte de Santa Catarina, norte do Paraná, todo o estado de São Paulo, o centro-sul de Minas Gerais, centro, leste e norte do Mato Grosso do Sul, sobre o Mato Grosso, porção central e oeste do Amazonas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primeira-quinzena-de-outubro.html" title="Como será o clima na primeira quinzena de outubro">Como será o clima na primeira quinzena de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primeira-quinzena-de-outubro.html" title="Como será o clima na primeira quinzena de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-na-primeira-quinzena-de-outubro-1790891553362_320.png" alt="Como será o clima na primeira quinzena de outubro"></a></article></aside><p>Há previsão de chuva em áreas sem alertas, como no centro e leste do Paraná, que chove com fraca intensidade; no sul e centro de Goiás, onde há previsão de pancadas isoladas; no centro e sul do estado do Rio de Janeiro, com previsão de chuva fraca e chuvisco; bem como no leste do Nordeste.</p><h2>Quarta-feira a sexta-feira: chuvas intensas e temporais se concentram no Centro-Sul</h2><p>Nova região instável se forma no Sul, mas entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul, <strong>o que provoca redução do potencial das chuvas sobre o Brasil e de parte do Centro-Sul.</strong></p><div class="texto-destacado"> Os maiores acumulados da semana ocorrem na metade norte do Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina, no centro e oeste do Paraná e do Mato Grosso do Sul, com volumes de 100 a 230 mm. </div><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas-1791133409325.jpg" data-image="xgtd5msu7ioz" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Acumulado de chuva até a sexta-feira, 9 de outubro. </figcaption></figure><p>Assim, o risco de chuvas intensas passa a concentrar somente sobre os estados do Sul, com fluxo de calor e umidade voltados sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, oeste e sul do Paraná.<strong> Isso intensifica o desenvolvimento das instabilidades, aumentando o risco de temporais severos e de chuvas intensas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-nao-tregua-atingem-as-5-regioes-e-acumulam-mais-200-na-semana-veja-os-alertas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cinco fêmeas, 39 anos de coleta e uma nova espécie: o besouro que homenageia os Arawak]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cinco-femeas-39-anos-de-coleta-e-uma-nova-especie-o-besouro-que-homenageia-os-arawak.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Escondido entre as florestas nubladas da República Dominicana, um pequeno e singular besouro revelou uma história surpreendente sobre a biodiversidade, a evolução e a história natural da ilha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/new-black-click-beetle-species-named-in-honour-of-the-arawak-people-1791016171024.jpg" data-image="mn54y2k67hqw" alt="besouro" title="besouro"><figcaption>Lissomus arawak. Crédito: Imagem de J. Pirkl, 2025.</figcaption></figure><p>Em um novo estudo publicado na revista *Alpine Entomology*, Paul J. Johnson, da Universidade Estadual de Dakota do Sul, e Jiri Hodecek, do Instituto Suíço de Tecnologia Forense Humana, <strong>descrevem uma nova espécie de besouro</strong> elaterídeo proveniente de florestas nubladas nas montanhas da República Dominicana.</p><p>Este besouro possui <strong>um corpo preto brilhante e muito arqueado, e seu nome homenageia o povo Arawak</strong>, que habitava a ilha antes da colonização europeia. O *Lissomus arawak* mede menos de um centímetro de comprimento e tem o corpo quase sem pelos, com segmentos das antenas de cor amarelo-pálido. Esta é a terceira espécie de *Lissomus* conhecida na ilha de Hispaniola e a terceira registrada nas Grandes Antilhas.</p><h2>Uma nova espécie foi descoberta!</h2><p>Os pesquisadores<strong> descobriram os besouros em três locais de florestas nubladas e de folha larga de montanha</strong>, entre 600 e 700 metros de altitude, perto da Serra de Bahoruco e na Cordilheira Setentrional.</p><div class="texto-destacado"><strong>O novo besouro apresenta uma estrutura mais semelhante à das espécies da América Central e do norte da América do Sul, em comparação com as outras duas espécies de *Lissomus* já conhecidas de Hispaniola.</strong></div><p>"As diferenças morfológicas sugerem que as espécies de *Lissomus* de Hispaniola podem não descender todas de um único evento de colonização", explicaram os pesquisadores. "Uma possível explicação é, portanto, que os <strong>ancestrais desses besouros chegaram às Grandes Antilhas em pelo menos duas ocasiões distintas</strong>". No entanto, eles ressaltam que "isso permanece como uma hipótese passível de comprovação, e não como uma história evolutiva demonstrada", aguardando uma análise filogenética mais completa.</p><p>A nova espécie é conhecida apenas a partir de cinco exemplares, coletados individualmente entre 1985 e 2024, e todos são fêmeas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-descobre-besouro-arretado-no-sertao-baiano.html" title="Besouro 'arretado' é descoberto na Caatinga e revela riqueza escondida do sertão baiano">Besouro "arretado" é descoberto na Caatinga e revela riqueza escondida do sertão baiano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-descobre-besouro-arretado-no-sertao-baiano.html" title="Besouro 'arretado' é descoberto na Caatinga e revela riqueza escondida do sertão baiano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-descobre-besouro-arretado-no-sertao-baiano-1758751234150_320.jpg" alt="Besouro 'arretado' é descoberto na Caatinga e revela riqueza escondida do sertão baiano"></a></article></aside><p>"Com uma amostra tão pequena, o acaso e a natureza oportunista da coleta são provavelmente as explicações mais simples", disseram os pesquisadores, acrescentando que isso "não enfraquece seriamente nossa confiança de que <em>L. arawak</em> seja distinta.<strong> As cinco fêmeas compartilham uma combinação consistente e única de caracteres morfológicos</strong>".</p><h3>O nome presta homenagem aos primeiros habitantes da ilha</h3><p>"Escolhemos o nome 'arawak' para reconhecer <strong>a história indígena e o patrimônio cultural que perdura nas Antilhas</strong>", explicaram os pesquisadores. "Queríamos que o nome desta espécie endêmica singular conectasse a história biológica da ilha à sua história humana."</p><p>A descoberta do besouro faz parte de um esforço mais amplo, acrescentaram, "para documentar a diversidade de insetos da ilha, que ainda <strong>é totalmente desconhecida</strong>", e acredita-se que, apenas na República Dominicana, existam pelo menos outras 15 espécies de besouros-estaladores aguardando descrição.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="%3A%20Johnson%2C%20P.%20J.%2C%20%26%20Hodecek%2C%20J." data-year="2026" data-title="Lissomus%20arawak%20sp.%20nov.%20(Coleoptera%2C%20Elateridae)%2C%20a%20new%20species%20from%20the%20Dominican%20Republic." data-url="https%3A%2F%2Falpineentomology.pensoft.net%2Farticle%2F193434%2F">: Johnson, P. J., & Hodecek, J.. (2026). <a href="https://alpineentomology.pensoft.net/article/193434/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lissomus arawak sp. nov. (Coleoptera, Elateridae), a new species from the Dominican Republic.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cinco-femeas-39-anos-de-coleta-e-uma-nova-especie-o-besouro-que-homenageia-os-arawak.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Flashes cósmicos misteriosos podem ser causados por colisões de estrelas mortas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/flashes-cosmicos-misteriosos-podem-ser-causados-por-colisoes-de-estrelas-mortas.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 12:32:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos encontraram evidências de que alguns flashes de raios X que duram vários minutos podem estar relacionados a colisões entre estrelas de nêutrons. Até agora, essas fusões eram identificadas principalmente por explosões de raios gama.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/flashes-cosmicos-misteriosos-podem-ser-causados-por-colisoes-de-estrelas-mortas-1791105404450.png" data-image="o276c3jnu1ii" alt="Astrônomos identificaram uma emissão de raios X que durou minutos e pode estar ligada à fusão de objetos compactos." title="Astrônomos identificaram uma emissão de raios X que durou minutos e pode estar ligada à fusão de objetos compactos."><figcaption>Astrônomos identificaram uma emissão de raios X que durou minutos e pode estar ligada à fusão de objetos compactos.</figcaption></figure><p><strong>Há várias décadas, astrônomos observam flashes de alta energia que aparecem no céu por períodos que vão de segundos a vários minutos.</strong> Esses eventos apresentam diferentes durações, espectros e intensidades, mas parte deles ainda não se sabe exatamente qual é a origem deles. </p><p>Entre as hipóteses consideradas estão diferentes processos associados à morte de estrelas, à atividade de buracos negros e a objetos densos, como estrelas de nêutrons. <strong>Alguns flashes podem estar relacionados a explosões estelares ou eventos de acreção, enquanto outros podem envolver interações entre objetos compactos. </strong></p><p><strong>Agora, pesquisadores encontraram evidências de que parte desses flashes misteriosos de raios X pode estar associada à fusão de estrelas de nêutrons.</strong> Colisões desse tipo são conhecidas por produzir explosões de raios gama muito breves, mas também podem gerar emissão de raios X com duração de vários minutos. </p><h2>Raios-X misteriosos</h2><p><strong>Astrônomos observam há décadas flashes de raios X cuja origem não é completamente explicada. </strong>Esses eventos transientes podem durar de segundos a vários minutos e apresentam diferentes características. Embora parte dessas emissões possa ser associada a fenômenos já conhecidos, alguns sinais não se encaixam claramente. </p><div class="texto-destacado">A dificuldade está em separar sinais que podem apresentar propriedades semelhantes mas serem de fenômenos diferentes, exigindo análises da duração, espectro e evolução temporal da emissão.</div><p>Entre os possíveis mecanismos estão explosões relacionadas à morte de estrelas, processos de acreção em torno de buracos negros e eventos envolvendo estrelas de nêutrons. <strong>Novos estudos indicam que algumas dessas fontes podem estar associadas a fusões de estrelas de nêutrons.</strong></p><h2>Por que raios-X?</h2><p>Os raios X são uma das principais assinaturas de processos astrofísicos de alta energia porque são produzidos por matéria extremamente quente, campos magnéticos intensos e partículas aceleradas a velocidades próximas à da luz. <strong>Alguns eventos podem liberar enormes quantidades de energia em intervalos muito curtos. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flashes-cosmicos-misteriosos-podem-ser-causados-por-colisoes-de-estrelas-mortas-1791105936129.png" data-image="yiiddiuisqhb" alt="O fenômeno desafia o padrão conhecido de explosões breves e mostra que fusões de estrelas de nêutrons podem produzir raios X por muito mais tempo. Crédito: Li et al. 2026" title="O fenômeno desafia o padrão conhecido de explosões breves e mostra que fusões de estrelas de nêutrons podem produzir raios X por muito mais tempo. Crédito: Li et al. 2026"><figcaption>O fenômeno desafia o padrão conhecido de explosões breves e mostra que fusões de estrelas de nêutrons podem produzir raios X por muito mais tempo. Crédito: Li et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Além disso, a emissão em raios X pode variar rapidamente, isso fornece informações sobre a evolução temporal de fenômenos transientes.</strong> A intensidade, o espectro e a duração dessa radiação ajudam a determinar a temperatura, a composição e os mecanismos físicos envolvidos no evento. </p><h2>Nova observação </h2><p>Um caso recente e particularmente relevante é o evento EP250704a/GRB 250704B, detectado em 4 de julho de 2025 pelos satélites SVOM, Insight-HXMT e Einstein Probe. <strong>A explosão de raios gama durou cerca de 0,5 segundo, enquanto o Einstein Probe registrou uma emissão intensa de raios X durante quase 10 minutos. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787476" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/tres-glitches-em-um-pulsar-considerado-silencioso-podem-revelar-o-que-acontece-em-seu-interior.html" title="Três glitches em um pulsar considerado silencioso podem revelar o que acontece em seu interior">Três glitches em um pulsar considerado silencioso podem revelar o que acontece em seu interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/tres-glitches-em-um-pulsar-considerado-silencioso-podem-revelar-o-que-acontece-em-seu-interior.html" title="Três glitches em um pulsar considerado silencioso podem revelar o que acontece em seu interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tres-glitches-em-um-pulsar-considerado-silencioso-podem-revelar-o-que-acontece-em-seu-interior-1788729375790_320.png" alt="Três glitches em um pulsar considerado silencioso podem revelar o que acontece em seu interior"></a></article></aside><p>O evento foi acompanhado posteriormente com o Very Large Telescope (VLT), no Chile. Segundo os pesquisadores, <strong>trata-se do flash de raios X de maior duração já observado associado a uma fusão de estrelas de nêutrons.</strong> A observação oferece uma oportunidade para investigar como a energia é convertida nos primeiros minutos após o evento.</p><h2>Descoberta</h2><p><strong>Com o VLT, os pesquisadores decomporam a luz do evento em diferentes comprimentos de onda e identificaram seu redshift com 0,6610. </strong>Esse valor indica que a explosão ocorreu há mais de 6 bilhões de anos, muito antes da formação do Sistema Solar, e que sua luz levou esse período para chegar à Terra. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flashes-cosmicos-misteriosos-podem-ser-causados-por-colisoes-de-estrelas-mortas-1791105967527.png" data-image="zkq0mo25y2aj" alt="A descoberta pode ajudar a identificar fusões de estrelas de nêutrons ainda não detectadas e entender melhor os processos extremos que ocorrem após a colisão. Crédito: Li et al. 2026" title="A descoberta pode ajudar a identificar fusões de estrelas de nêutrons ainda não detectadas e entender melhor os processos extremos que ocorrem após a colisão. Crédito: Li et al. 2026"><figcaption>A descoberta pode ajudar a identificar fusões de estrelas de nêutrons ainda não detectadas e entender melhor os processos extremos que ocorrem após a colisão. Crédito: Li et al. 2026</figcaption></figure><p>A equipe também procurou uma supernova associada ao evento. <strong>Nenhuma foi identificada, o que enfraquece a hipótese de que o flash de raios X tenha sido produzido pelo colapso de uma estrela massiva.</strong> Combinada as propriedades da emissão, a ausência de uma supernova fornece evidências de que o evento foi uma fusão de duas estrelas de nêutrons.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Li%20et%20al" data-year="2026" data-title="Minutes-long%20soft%20X-ray%20prompt%20emission%20from%20a%20compact%20object%20merger" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS209592732600887X%3Fvia%253Dihub">Li et al. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S209592732600887X?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Minutes-long soft X-ray prompt emission from a compact object merger</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/flashes-cosmicos-misteriosos-podem-ser-causados-por-colisoes-de-estrelas-mortas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Soja no Brasil: bactérias fornecem 90% do nitrogênio; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/soja-no-brasil-bacterias-fornecem-90-do-nitrogenio-entenda.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 10:36:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Revisão científica mostra que bactérias fornecem cerca de 90% do nitrogênio acumulado pela soja brasileira. O estudo reúne dados sobre inoculantes, aponta menor oferta para feijões e explica por que os resultados ainda variam no campo brasileiro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/soja-no-brasil-bacterias-fornecem-90-do-nitrogenio-entenda-1791044171264.jpg" data-image="nxek7fs4qt1m" alt="Bioinsumos, soja, campo" title="Bioinsumos, soja, campo"><figcaption>Bioinsumos são usados na agricultura para apoiar a nutrição das plantas e o manejo de pragas.</figcaption></figure><p><strong>Microrganismos aplicados às sementes ajudam a soja brasileira a obter cerca de 90% do nitrogênio</strong> acumulado pela planta, segundo uma revisão científica publicada no Journal of Integrative Agriculture. O dado mostra a importância dos bioinsumos, produtos biológicos usados para nutrir lavouras ou enfrentar pragas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os pesquisadores reuniram estudos, registros de produtos, dados de mercado e normas brasileiras.<strong> A análise descreve mais de 600 inoculantes microbianos registrados</strong>, mas aponta distribuição desigual entre culturas. A soja concentra a oferta, enquanto o feijão dispõe de menos opções. Essa diferença ajuda a identificar onde a tecnologia precisa avançar.</p><h2>Por que a soja concentra os inoculantes </h2><p>Inoculantes contêm microrganismos vivos aplicados às sementes ou ao solo. <strong>Na soja, bactérias do gênero <em>Bradyrhizobium</em> se instalam em nódulos das raízes</strong> e transformam o nitrogênio do ar em uma forma aproveitável pela planta. Essa parceria, chamada fixação biológica, reduz a necessidade de fertilizantes industriais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estimativa de 90% refere-se ao nitrogênio acumulado pela soja inoculada em estudos citados pela revisão, não a um ganho universal de produtividade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A dimensão do mercado ajuda a explicar o foco: <strong>a revisão informa vendas anuais de 120 milhões de doses de inoculantes no Brasil</strong>, mais de 90% destinadas à soja. Uma tabela de registros oficiais lista 330 produtos com bactérias fixadoras de nitrogênio para essa cultura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/soja-no-brasil-bacterias-fornecem-90-do-nitrogenio-entenda-1791048169433.jpg" data-image="nju941dsdwba" alt="Soja, inoculantes" title="Soja, inoculantes"><figcaption>A soja concentra o uso de inoculantes no Brasil, enquanto outras culturas ainda têm menor oferta desses produtos.</figcaption></figure><p><strong>Para o feijão-comum, aparecem 73; para o feijão-caupi, 36</strong>. Registro e disponibilidade no campo são coisas diferentes, e os autores consideram insuficiente a oferta para os feijões.</p><ul><li><strong>A soja recebe a maior parcela das doses vendidas de inoculantes.</strong></li><li>Feijão-comum e feijão-caupi também podem aproveitar bactérias que fixam nitrogênio.</li><li>A revisão aponta dificuldades de acesso aos produtos fora das culturas dominantes.</li></ul><h2>O que os micróbios fazem além de fornecer nutrientes </h2><p>Bioinsumos microbianos têm funções distintas. <strong>Alguns tornam fósforo do solo mais disponível; outros estimulam o crescimento</strong> ou ajudam a conter fungos, insetos e nematoides. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/soja-no-brasil-bacterias-fornecem-90-do-nitrogenio-entenda-1791048262310.jpg" data-image="m6pvt10f3qd9" alt="clima, cultura, soja" title="clima, cultura, soja"><figcaption>Os resultados dos bioinsumos no campo dependem da cultura, do solo, do clima e da aplicação.</figcaption></figure><p>A revisão relata <strong>cerca de 600 produtos de controle biológico e menciona uso desses agentes em mais de 70 milhões de hectares </strong>no Brasil em 2022, sobretudo em soja, milho, cana-de-açúcar e café. A área tratada indica adoção, não eficácia de cada aplicação.</p><div class="texto-destacado">Há ainda microrganismos estudados pela capacidade de ajudar plantas a lidar com a seca. </div><p><strong>A ação pode envolver raízes mais funcionais ou ajustes na absorção e circulação de água</strong>. Isso interessa a regiões sujeitas a estiagens e calor, mas os efeitos variam conforme a espécie cultivada, a linhagem microbiana e o ambiente. Os próprios autores alertam que resultados promissores em laboratório ou condições controladas nem sempre se repetem no campo.</p><h2>O próximo passo depende de testes no campo </h2><p>Para produtores, a mensagem prática é <strong>escolher produtos registrados para a cultura e verificar se há orientação técnica compatível com solo</strong>, clima e forma de aplicação. A revisão destaca que a sobrevivência dos microrganismos pode ser afetada durante fabricação, transporte e armazenamento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descobertos-230-novos-virus-gigantes-nos-oceanos-o-que-obrigara-a-reescreverem-livros-de-biologia.html" title="Descobertos 230 novos vírus gigantes nos oceanos, o que obrigará a reescreverem livros de biologia">Descobertos 230 novos vírus gigantes nos oceanos, o que obrigará a reescreverem livros de biologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descobertos-230-novos-virus-gigantes-nos-oceanos-o-que-obrigara-a-reescreverem-livros-de-biologia.html" title="Descobertos 230 novos vírus gigantes nos oceanos, o que obrigará a reescreverem livros de biologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-230-nuevos-virus-gigantes-que-habitan-en-los-oceanos-lo-que-obligara-a-reescribir-los-libros-de-biologia-1749687958066_320.jpg" alt="Descobertos 230 novos vírus gigantes nos oceanos, o que obrigará a reescreverem livros de biologia"></a></article></aside><p>Para ampliar o uso, <strong>faltam testes independentes em diferentes solos, culturas e condições climáticas</strong>, além de estudos prolongados sobre efeitos ambientais. O potencial dos micróbios depende de desempenho comprovado fora das condições ideais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alane%20Beatriz%20Vermelho%2C%20Andrew%20Macrae%2C%20Athayde%20Neves%20Junior%2C%20Levy%20Tenorio%20Sousa%20Domingos%2C%20Julia%20Emanuela%20de%20Souza%2C%20Am%C3%A1lia%20Cristina%20Piazentim%20Borsari%2C%20Silvia%20Souza%20de%20Oliveira%2C%20Irene%20von%20der%20Weid%2C%20Pedro%20Veillard%2C%20Jerri%20Edson%20Zilli" data-year="2026" data-title="Microbial%20bioinputs%20in%20Brazilian%20agriculture" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS209531192500245X">Alane Beatriz Vermelho, Andrew Macrae, Athayde Neves Junior, Levy Tenorio Sousa Domingos, Julia Emanuela de Souza, Amália Cristina Piazentim Borsari, Silvia Souza de Oliveira, Irene von der Weid, Pedro Veillard, Jerri Edson Zilli. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S209531192500245X" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Microbial bioinputs in Brazilian agriculture</a>.</cite></p></section><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/soja-no-brasil-bacterias-fornecem-90-do-nitrogenio-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquitetura em simbiose: Casa de Vidro de Lina Bo Bardi desafia o tempo e flutua sobre a Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 08:24:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Construída em 1951, no Morumbi, residência projetada pela arquiteta ítalo-brasileira tornou-se referência ao combinar princípios modernistas, soluções bioclimáticas e uma relação singular com a vegetação do entorno paulistano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica-1791050037143.jpg" data-image="qzj9dacqsl62" alt="Residência modernista pioneira suspensa em colunas finas no bairro do Morumbi em São Paulo - Imagem ilustrativa" title="Residência modernista pioneira suspensa em colunas finas no bairro do Morumbi em São Paulo - Imagem ilustrativa"><figcaption> Residência modernista pioneira suspensa em colunas finas no bairro do Morumbi em São Paulo - Imagem ilustrativa. Crédito: Correio Braziliense</figcaption></figure><p>Erguida em 1951, no bairro do Morumbi, em São Paulo, a <strong>Casa de Vidro</strong> permanece como uma das obras mais emblemáticas de <strong>Lina Bo Bardi</strong> e um <strong>marco da arquitetura moderna brasileira</strong>. Primeira residência projetada e construída pela arquiteta ítalo-brasileira no país, a casa foi concebida para ela e seu marido, Pietro Maria Bardi, crítico, marchand e um dos fundadores do Museu de Arte de São Paulo (Masp).</p><p>Mais do que uma residência, <strong>o projeto expressa uma forma particular de compreender a relação entre arquitetura, paisagem e modos de viver</strong>. Em vez de isolar a construção de seu entorno, Lina criou uma estrutura que se abre para a vegetação e estabelece uma conexão permanente entre os ambientes internos e a natureza.</p><p>Um dos elementos mais característicos do projeto está na implantação da casa. A parte frontal da residência é elevada sobre finos <strong>pilotis,</strong> criando a sensação de que o volume envidraçado flutua sobre o terreno. A solução reduziu a interferência sobre a topografia e permitiu que a paisagem permanecesse presente também sob a construção.</p><h2>Uma casa aberta para a paisagem</h2><p>As amplas superfícies de vidro da área social reforçam essa integração. Da sala, a <strong>vegetação ocupa praticamente todo o campo de visão</strong>, diminuindo a separação entre interior e exterior. Transparência, leveza e contato com a paisagem tornam-se, assim, componentes essenciais da experiência de quem ocupa a residência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica-1791050211134.jpg" data-image="hjyy4ll8bf72" alt="asa modernista com paredes de vidro que parece flutuar em meio à Mata Atlântica" title="asa modernista com paredes de vidro que parece flutuar em meio à Mata Atlântica"><figcaption>Casa modernista com paredes de vidro parece flutuar em meio à Mata Atlântica. Crédito: Instituto Bardi</figcaption></figure><p>As escolhas arquitetônicas também favorecem<strong> a relação da casa com as condições ambientais do lugar.</strong> A combinação entre a estrutura elevada, grandes aberturas e diferentes possibilidades de circulação do ar contribui para a ventilação natural dos ambientes. Dessa forma, características estéticas e funcionais se encontram em uma mesma concepção arquitetônica.</p><p>A vegetação que hoje envolve a Casa de Vidro também faz parte dessa história. Quando a residência foi construída, a região do Morumbi apresentava uma paisagem muito diferente da atual. Ao longo dos anos, Lina Bo Bardi participou do cultivo e da transformação do jardim, contribuindo para criar <strong>o ambiente densamente arborizado que se tornou indissociável da imagem da casa.</strong></p><h2>Patrimônio de Lina Bo Bardi permanece vivo</h2><p>Com o crescimento das árvores, a arquitetura passou a estabelecer uma relação ainda mais intensa com a paisagem. Vista entre os troncos e as copas, <strong>a estrutura parece desaparecer parcialmente na vegetação</strong>, enquanto, de dentro, o vidro transforma o jardim em uma presença constante nos ambientes. A própria passagem do tempo passou, assim, a integrar a obra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="726536" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/castelos-brasileiros-conheca-7-construcoes-que-impressionam-pela-beleza-arquitetura-e-historia.html" title="Castelos brasileiros: conheça 7 construções que impressionam pela beleza, arquitetura e história">Castelos brasileiros: conheça 7 construções que impressionam pela beleza, arquitetura e história</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/castelos-brasileiros-conheca-7-construcoes-que-impressionam-pela-beleza-arquitetura-e-historia.html" title="Castelos brasileiros: conheça 7 construções que impressionam pela beleza, arquitetura e história"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/castelos-brasileiros-conheca-7-construcoes-que-impressionam-pela-beleza-arquitetura-e-historia-1756233660285_320.jpg" alt="Castelos brasileiros: conheça 7 construções que impressionam pela beleza, arquitetura e história"></a></article></aside><p>Décadas depois de sua construção, a Casa de Vidro continua sendo referência para arquitetos, pesquisadores e admiradores da obra de Lina Bo Bardi. A residência reúne <strong>princípios que atravessariam sua trajetória profissional</strong>, como a valorização do contexto, o diálogo entre diferentes referências culturais e a busca por espaços conectados à experiência cotidiana das pessoas.</p><p>Hoje, o imóvel abriga o Instituto Bardi e preserva parte importante da memória de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi. Por meio de<strong> visitas e atividades culturais, o público pode conhecer a arquitetura da residência</strong>, além de mobiliário, documentos, obras e outros elementos relacionados à trajetória do casal. Mais de sete décadas depois, a Casa de Vidro segue demonstrando como arquitetura e natureza podem compartilhar um mesmo espaço sem que uma precise apagar a outra.</p><h3>Referência da notícia</h3><p><cite>Correio Braziliense. (2026). <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/projetada-sobre-pilotis-de-aco-integrados-a-mata-atlantica-a-iconica-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-flutua-sobre-a-vegetacao-em-sao-paulo/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Projetada sobre pilotis de aço integrados à Mata Atlântica, a icônica Casa de Vidro de Lina Bo Bardi flutua sobre a vegetação em São Paulo</a>.</cite></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arquitetura-em-simbiose-casa-de-vidro-de-lina-bo-bardi-desafia-o-tempo-e-flutua-sobre-a-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Se adoras a chuva, estes cinco países onde chove quase o ano inteiro vão te cativar completamente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 23:44:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este recurso vital sustenta a vida e contribui para regular a temperatura do planeta. Se gostas de chuva, nestes países podes desfrutar dela praticamente durante todo o ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624090585.jpg" data-image="4n381iqk670o" alt="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta." title="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta."><figcaption>Este fenómeno meteorológico é o que influencia de forma significativa a vida no planeta.</figcaption></figure><p><strong>Considerada o motor do ciclo hidrológico, a chuva é um recurso vital que sustenta a vida na Terra</strong>. Entre os seus importantes benefícios contam-se a regulação das temperaturas, a purificação do ambiente e um contributo significativo para o bem-estar humano e ambiental.</p><p><strong>Além de alimentar e repor as reservas de rios, lagos, lagoas e bacias, a água da chuva infiltra-se no solo, recarregando os aquíferos</strong>; além disso, atenua os efeitos das ilhas de calor nos espaços urbanos, refrescando o ambiente e reduzindo as temperaturas elevadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor</strong>. A chuva, de facto, liberta íons negativos no ar que, em concentrações elevadas, estimulam a produção de serotonina, promovendo um estado de relaxamento e bem-estar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624388986.jpg" data-image="zolw3f3glxzg" alt="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso." title="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso."><figcaption>Devido às suas condições orográficas, físicas e climáticas, a Colômbia é o país mais chuvoso.</figcaption></figure><p>A chuva contribui, de certa forma, para purificar o ar; dependendo da quantidade e da intensidade, logo após a sua passagem pela região, chega ar de melhor qualidade, o que resulta numa melhoria das condições atmosféricas.<strong> Se gostas de ver a chuva e de te molhar, eis os cinco países onde chove praticamente durante todo o ano</strong>.</p><h2>1. Colômbia</h2><p>De acordo com os dados climatológicos, a Colômbia ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos países onde <strong>as precipitações ocorrem praticamente durante todo o ano, com uma média de 3.240 milímetros por ano</strong>. A sua localização tropical e a convergência de ventos húmidos favorecem esta característica.</p><p>Embora existam dois períodos principais em que as precipitações são mais frequentes e intensas — de abril a junho e de setembro a novembro —, <strong>a região do Pacífico apresenta níveis extremos e constantes de chuva ao longo de todo o ano</strong>; na região das Caraíbas, por outro lado, as precipitações são mais curtas e variáveis. </p><h3>2. São Tomé e Príncipe</h3><p><strong>Situado muito perto do Equador e caracterizado por altas montanhas que interceptam os ventos húmidos provenientes do mar</strong>, São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os ventos húmidos concentram-se nos altos picos montanhosos, como o Pico de São Tomé. Isto favorece a acumulação de humidade e precipitações intensas. <strong>Esta pequena nação insular africana regista cerca de 3.200 milímetros de chuva ao longo do ano</strong>. A temperatura média atinge os 27°C nas zonas costeiras e a humidade do ar chega aos 80%. </p><h2>3. Papua-Nova Guiné</h2><p><strong>É um dos países menos explorados do ponto de vista cultural e geográfico pela comunidade científica</strong>; muitas das suas espécies de flora e fauna ainda estão por descobrir. Situa-se na Melanésia, no sudoeste do Pacífico, imediatamente a norte da Austrália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624601310.jpg" data-image="89i1kg8fuejk" alt="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno." title="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno."><figcaption>Com o seu impressionante Canal, também no Panamá chove durante grande parte do ano.</figcaption></figure><p><strong>Faz parte da Oceânia e regista uma média de mais de 3.000 milímetros de precipitação por ano</strong>. As suas imponentes e altas cadeias montanhosas fazem com que os ventos carregados de humidade, ao depararem-se com elas, se condensem, formando nuvens orográficas e provocando chuvas torrenciais; além disso, o norte do país é influenciado pela Zona de Convergência Intertropical, que traz humidade durante grande parte do ano.</p><h3>4. Ilhas Salomão</h3><p>Neste arquipélago situado no sudoeste do Pacífico, próximo da zona equatorial e tropical, <strong>convergem correntes húmidas que transportam nebulosidade e precipitações abundantes</strong>. A região é também afetada pelos alísios de sudeste, que favorecem a formação de nuvens orográficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="464013" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/qual-e-o-lugar-mais-chuvoso-do-planeta-clima-extremo-inundacoes-alagamentos.html" title="Qual é o lugar mais chuvoso do planeta?">Qual é o lugar mais chuvoso do planeta?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/qual-e-o-lugar-mais-chuvoso-do-planeta-clima-extremo-inundacoes-alagamentos.html" title="Qual é o lugar mais chuvoso do planeta?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/recorde-mundial-de-precipitacao-na-ilha-da-reuniao-1673212570241_320.jpeg" alt="Qual é o lugar mais chuvoso do planeta?"></a></article></aside><p>O ecossistema predominante é o da floresta tropical, com variações sazonais muito limitadas durante grande parte do ano. <strong>No que diz respeito às temperaturas, raramente se ultrapassam os 32°C</strong>; o clima é tropical e as precipitações são frequentes.</p><h2>5. Panamá</h2><p> Este país da América Central regista uma média de cerca de 2 928 milímetros de precipitação por ano.<strong> Tem um clima tropical quente e húmido, com uma temperatura média superior a 26°C</strong>; é um istmo estreito e montanhoso atravessado pelo Canal do Panamá, que liga os oceanos Pacífico e Atlântico.</p><p>A evaporação constante na região favorece uma elevada humidade relativa, o que contribui para a formação de nuvens imponentes com forte desenvolvimento vertical. <strong>A Cordilheira Central faz com que, durante a subida, os ventos húmidos arrefeçam, formando nebulosidade e precipitações intensas de tipo orográfico</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guerra no espaço: os EUA confirmam, pela primeira vez, que destacaram armas para o espaço]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guerra-no-espaco-os-eua-confirmam-pela-primeira-vez-que-destacaram-armas-para-o-espaco.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 22:36:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os Estados Unidos reconheceram, pela primeira vez, que mantêm armas de controlo espacial em órbita, uma revelação que suscita novas questões sobre tecnologia militar, segurança de satélites, tratados internacionais e estabilidade global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790280628983.jpeg" data-image="u2h4juup3umf"><figcaption>Sem surpresa para ninguém, os EUA anunciaram que dispõem de armas espaciais colocadas em órbita, embora não tenham especificado de que tipo são.</figcaption></figure><p>Há alguns dias, <strong>a 14 de setembro, o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink</strong>, confirmou publicamente que o país dispõe de «armas de controlo espacial em órbita», capazes, segundo ele, de defender as suas forças contra ações hostis.</p><p>A declaração, proferida durante a<strong> Air Space and Cyber Conference em National Harbor, Maryland</strong>, foi relevante não porque ficámos a saber que essas implantações tinham começado, mas porque, pela primeira vez, um funcionário público do Pentágono reconheceu que tais sistemas já estão operacionais.</p><p>Meink não revelou quantas armas existem, quando foram lançadas, que órbitas ocupam nem como funcionam, o que deixa em aberto questões sobre se poderão ser sistemas físicos, eletrônicos ou de outro tipo, nem que alvos concretos poderão afetar.</p><div class="texto-destacado">Durante anos, Washington tinha falado de ameaças espaciais e do desenvolvimento de capacidades defensivas, mas evitava referir abertamente a existência de armas já posicionadas em órbita.</div><p>Esta confirmação não significa que os Estados Unidos tenham colocado pela primeira vez tecnologia militar no espaço. Na verdade, os satélites militares existem há décadas; o que é novo é o reconhecimento explícito de sistemas classificados como armas de "controlo espacial".</p><h2>O que quer dizer com "armas espaciais"?<br></h2><p>O termo pode sugerir projéteis ou lasers, mas as possibilidades são vastas. <strong>A própria Força Espacial dos Estados Unidos define as operações contraespaciais como atividades orbitais, eletromagnéticas e cibernéticas</strong> destinadas a obter ou preservar o controlo sobre o ambiente espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790280925590.jpeg" data-image="xen3exnicdwh"><figcaption>O problema de destruir um objeto em órbita reside no facto de os seus destroços se transformarem em lixo espacial potencialmente perigoso.</figcaption></figure><p>Nesse contexto, uma capacidade não tem necessariamente de destruir um satélite; basta interferir nas comunicações, bloquear sinais, afetar sensores, alterar ligações de dados ou impedir temporariamente que uma nave adversária cumpra a sua missão.</p><p>Existem também <strong>opções cinéticas, capazes de causar danos físicos através de impactos ou interceptores</strong>. No entanto, a destruição de um objeto em órbita pode gerar milhares de fragmentos que continuam a viajar a grande velocidade, tornando-se perigosos para qualquer outro objeto na mesma órbita.</p><p>Por enquanto, não há provas públicas que permitam identificar qual destas tecnologias corresponde ao sistema anunciado por Meink. Os especialistas têm referido bloqueadores e outras capacidades não cinéticas como possibilidades, mas estas continuam a ser meras especulações enquanto a informação permanecer confidencial.</p><h3>China, Rússia e uma competição que já tinha começado</h3><p>O anúncio surge depois de a Força Espacial ter <strong>adotado, em 2025, uma doutrina orientada para alcançar a "superioridade espacial"</strong> que contempla a guerra orbital, eletromagnética e cibernética, além de ações defensivas e ofensivas sob a direção de comandos de combate.</p><p>Washington defende que essa mudança responde ao crescimento das capacidades da China e da Rússia. A Força Espacial afirma que ambos os países desenvolvem sistemas capazes de prejudicar ou interromper serviços, incluindo bloqueadores, lasers terrestres e veículos capazes de manobrar perto de outros satélites.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790281903789.jpeg" data-image="ffj7kb9zj8yo"><figcaption>As operações com lasers podem ter consequências graves, uma vez que podem danificar a infraestrutura de outros satélites.</figcaption></figure><p>É importante distinguir essa avaliação norte-americana de um facto acordado internacionalmente. A China e a Rússia rejeitam que as suas políticas sejam utilizadas como justificação para uma expansão militar norte-americana e, na sequência do anúncio de Meink, ambos os governos apelaram para que se evitasse uma corrida ao armamento no espaço.</p><p>A dependência moderna dos satélites explica por que razão <strong>estas capacidades têm consequências que vão além das forças armadas</strong>. A navegação, as comunicações, a observação meteorológica, a sincronização financeira e inúmeros serviços civis utilizam infraestruturas orbitais, pelo que um conflito poderia ter efeitos indiretos em países inteiros.</p><h3>Um tratado espacial</h3><p><strong>O Tratado do Espaço Ultraterrestre de 1967 estabelece limites importantes</strong>, mas não proíbe todas as armas convencionais em órbita. O seu artigo IV impede a colocação de armas nucleares ou outras armas de destruição maciça à volta da Terra e proíbe atividades militares específicas em corpos celestes.</p><p>Trata-se de uma diferença jurídica muito importante, uma vez que a presença de armas convencionais em órbita não implica automaticamente uma violação do tratado, embora intensifique o debate sobre as normas aplicáveis às tecnologias modernas. Muitas das capacidades atuais nem sequer existiam quando <strong>o acordo foi redigido há quase seis décadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773849" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-guerra-dos-robos-comecou-e-nao-e-com-um-t-1000-este-e-o-soldado-humanoide-de-aco-testado-em-combate-na-ucrania.html" title="A guerra dos robôs começou, e não é com um T-1000: este é o soldado humanoide de aço testado em combate na Ucrânia">A guerra dos robôs começou, e não é com um T-1000: este é o soldado humanoide de aço testado em combate na Ucrânia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-guerra-dos-robos-comecou-e-nao-e-com-um-t-1000-este-e-o-soldado-humanoide-de-aco-testado-em-combate-na-ucrania.html" title="A guerra dos robôs começou, e não é com um T-1000: este é o soldado humanoide de aço testado em combate na Ucrânia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-guerra-de-los-robots-empezo-y-no-es-con-un-t-1000-asi-es-el-soldado-humanoide-de-acero-que-ya-opera-en-ucrania-1781292984633_320.jpg" alt="A guerra dos robôs começou, e não é com um T-1000: este é o soldado humanoide de aço testado em combate na Ucrânia"></a></article></aside><p>Outro risco é o dos detritos orbitais: um teste antissatélite russo realizado em 2021 destruiu um satélite do próprio país e criou milhares de fragmentos. As colisões subsequentes podem gerar ainda mais lixo espacial, aumentando o perigo para veículos que não têm nada a ver com isso nem o temem.</p><p>É assim que este anúncio abre uma fase de incerteza, na qual a doutrina norte-americana, com as suas operações ofensivas e defensivas, pode desencadear uma das piores catástrofes da era moderna.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guerra-no-espaco-os-eua-confirmam-pela-primeira-vez-que-destacaram-armas-para-o-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia do céu de outubro: veja os principais fenômenos astronômicos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guia-do-ceu-de-outubro-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 21:37:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Outubro chega com uma série de fenômenos astronômicos que poderão ser observados no céu ao longo do mês. Chuvas de meteoros, encontros aparentes entre a Lua e planetas e lançamentos. Confira os principais destaques e as melhores datas para observá-los.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-do-ceu-de-outubro-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1791020578467.jpg" data-image="vwz8cmb3yzob" alt="Outubro terá chuvas de meteoros, encontros entre astros e missões espaciais, com destaque para as Orionídeas e a missão MMX. Crédito: NASA" title="Outubro terá chuvas de meteoros, encontros entre astros e missões espaciais, com destaque para as Orionídeas e a missão MMX. Crédito: NASA"><figcaption>Outubro terá chuvas de meteoros, encontros entre astros e missões espaciais, com destaque para as Orionídeas e a missão MMX. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Outubro terá uma programação variada no céu, com planetas, encontros aparentes entre a Lua e outros astros e chuva de meteoros entre os principais destaques. Saturno estará em oposição no início do mês. <strong>Ao longo das semanas, também será possível acompanhar Marte próximo da região das Plêiades.</strong></p><p><strong>O principal destaque do mês será a chuva de meteoros Orionídeas, que atinge seu pico na noite de 21 para 22 de outubro de 2026.</strong> Produzida por partículas deixadas pelo cometa Halley ao longo de sua órbita. Em condições ideais, podem produzir cerca de 20 meteoros por hora.</p><p>No campo da exploração espacial, outubro também terá missões importantes, incluindo lançamentos de satélites.<strong> Um dos destaques previstos para o mês é a missão japonesa Martian Moons eXploration (MMX)</strong>, que estudará Fobos, uma das luas de Marte, e deverá coletar amostras para análise na Terra. </p><h2>Encontros no céu</h2><p><strong>Outubro terá uma sequência de encontros aparentes entre a Lua, planetas e aglomerados estelares.</strong> Em 5 de outubro, a Lua estará próxima de Marte, enquanto no dia seguinte passará pela região de Júpiter; já em 7 de outubro, Mercúrio e Vênus aparecerão próximos no céu. </p><div class="texto-destacado">Esses alinhamentos são efeitos de perspectiva: os astros parecem próximos quando projetados na esfera celeste, embora permaneçam separados por grandes distâncias no espaço.</div><p><strong>No dia 24, a Lua ficará próxima de Saturno, e entre 27 e 28 de outubro nosso satélite passará pela região das Plêiades</strong>, um aglomerado aberto com centenas de estrelas, das quais algumas são visíveis a olho nu. </p><h2>Chuva de meteoros</h2><p><strong>A chuva de meteoros Orionídeas estará ativa de 2 de outubro a 7 de novembro de 2026, com o pico previsto para a noite de 21 para 22 de outubro. </strong>O fenômeno poderá ser observado a olho nu em todo o Brasil. Em condições ideais, a atividade pode chegar a 10 a 20 meteoros por hora, embora a taxa real varie.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-do-ceu-de-outubro-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1791020754737.png" data-image="jstu1d5yd51t" alt="A chuva de meteoros Orionídeas terá seu pico na noite de 21 para 22 de outubro. Os meteoros poderão ser vistos a olho nu em todo o Brasil e atingem cerca de 66 km/s ao entrar na atmosfera. Crédito: NASA" title="A chuva de meteoros Orionídeas terá seu pico na noite de 21 para 22 de outubro. Os meteoros poderão ser vistos a olho nu em todo o Brasil e atingem cerca de 66 km/s ao entrar na atmosfera. Crédito: NASA"><figcaption>A chuva de meteoros Orionídeas terá seu pico na noite de 21 para 22 de outubro. Os meteoros poderão ser vistos a olho nu em todo o Brasil e atingem cerca de 66 km/s ao entrar na atmosfera. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Os meteoros das Orionídeas entram na atmosfera terrestre a aproximadamente 66 km/s</strong>, uma velocidade que produz traços luminosos rápidos no céu. O melhor período para observá-los será durante a madrugada, quando a região do céu associada ao fenômeno estiver mais alta no horizonte. </p><h2>Chuva de meteoros do Halley</h2><p>As Orionídeas são conhecidas como a “chuva de meteoros do cometa Halley” porque os grãos de poeira que dão origem ao fenômeno foram deixados pelo cometa ao longo de suas passagens pelo Sistema Solar interno. <strong>O Halley libera partículas de poeira e pequenos fragmentos por causa do aquecimento provocado pelo Sol.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="607633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ele-esta-voltando-cometa-halley-comecou-seu-caminho-de-volta-a-terra.html" title="Ele está voltando! Cometa Halley começou seu caminho de volta à Terra">Ele está voltando! Cometa Halley começou seu caminho de volta à Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ele-esta-voltando-cometa-halley-comecou-seu-caminho-de-volta-a-terra.html" title="Ele está voltando! Cometa Halley começou seu caminho de volta à Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ele-esta-voltando-cometa-halley-comecou-seu-caminho-de-volta-a-terra-1702176180818_320.png" alt="Ele está voltando! Cometa Halley começou seu caminho de volta à Terra"></a></article></aside><p>Quando a Terra atravessa essa corrente de partículas, os grãos entram na atmosfera em alta velocidade e são aquecidos pela compressão do ar à sua frente, produzindo os rastros luminosos chamados meteoros. <strong>As partículas das Orionídeas parecem surgir da direção da constelação de Órion.</strong></p><h2>Martian Moons eXploration</h2><p><strong>No campo da exploração espacial, o destaque vai para o lançamento da Martian Moons eXploration (MMX) com lançamento previsto para 20 de outubro de 2026</strong> e será dedicada ao estudo das luas marcianas Fobos e Deimos. A missão investigará principalmente a origem desses dois satélites. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-do-ceu-de-outubro-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1791020785577.png" data-image="iq3a9kesui3v" alt="A missão MMX, da JAXA, deve ser lançada em 20 de outubro para estudar Fobos e Deimos. A espaçonave também vai coletar amostras de Fobos e trazê-las de volta à Terra para análise. Crédito: NASA" title="A missão MMX, da JAXA, deve ser lançada em 20 de outubro para estudar Fobos e Deimos. A espaçonave também vai coletar amostras de Fobos e trazê-las de volta à Terra para análise. Crédito: NASA"><figcaption>A missão MMX, da JAXA, deve ser lançada em 20 de outubro para estudar Fobos e Deimos. A espaçonave também vai coletar amostras de Fobos e trazê-las de volta à Terra para análise. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Um dos principais objetivos da MMX será trazer essas amostras de volta à Terra para análise laboratorial. <strong>A chegada a Marte está prevista para 2027, enquanto o retorno das amostras à Terra deve ocorrer em 2031</strong>, com pouso planejado na Austrália. A missão conta ainda com participação internacional de instituições como NASA e ESA.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/guia-do-ceu-de-outubro-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este país é considerado pelos cientistas como o local mais seguro para evitar uma catástrofe global]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-pais-e-considerado-pelos-investigadores-como-o-local-mais-seguro-para-evitar-uma-catastrofe-global.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 20:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Guerra nuclear, ciberataques, vírus globais… Será que existe algum lugar na Terra onde estejamos seguros? Os pesquisadores realizaram um estudo para tentar responder a esta pergunta. Que país é considerado mais seguro do que os outros?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/australie-securite-catastrophe-mondiale-virus-guerre-1790295059470.jpg" data-image="klscqclsgp63" alt="australia" title="australia"><figcaption>Austrália, o país mais seguro.</figcaption></figure><p>Um lugar seguro. A <strong>situação </strong>econômica, as alterações climáticas, <strong>os conflitos</strong>… Todos estes são fatores a ter em conta quando se procura compreender o mundo em que vivemos. Ao longo de décadas, temos assistido à deslocação de populações inteiras que procuram escapar de <strong>zonas perigosas</strong>. Hoje em dia, vemos cada vez mais pessoas a partir para fugir de locais particularmente vulneráveis a catástrofes climáticas.</p><h2>Existe algum país onde estas catástrofes tenham praticamente nenhuma possibilidade de ocorrer?</h2><p>Mas então, se algumas regiões estão mais expostas a <strong>ciberataques</strong>; se outras correm maior risco de sofrer tsunamis; ou se uma parte do mundo é afetada por um <strong>vírus</strong> ou outra <strong>doença</strong>, será que ainda existem lugares no planeta onde a vida é boa e onde todos estes riscos são reduzidos, mesmo que ligeiramente? É possível que a Terra ainda abrigue alguns locais considerados refúgios seguros.</p><h3>Quais são os países que apresentam maior risco de catástrofe global?</h3><p>De fato, os pesquisadores publicaram um estudo na revista Global Challenges. Este estudo identifica os países onde qualquer tipo de <strong>catástrofe</strong> poderia ocorrer com maior facilidade do que noutros, bem como os mais seguros. Para determinar isso, os especialistas distinguiram <strong>três categorias principais de catástrofes</strong> a ter em conta. Posteriormente, analisaram a capacidade dos países para lhes fazer face.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html" title="O que é a 'primavera ultravioleta'? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear">O que é a "primavera ultravioleta"? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html" title="O que é a 'primavera ultravioleta'? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-ultravioleta-y-lluvia-negra-la-ciencia-revela-como-seria-la-tierra-tras-una-guerra-nuclear-1774931895223_320.jpg" alt="O que é a 'primavera ultravioleta'? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear"></a></article></aside><p>Por um lado, destacam-se os riscos biológicos. Em seguida, todas as situações que podem bloquear a luz solar. Por fim, a <strong>destruição total</strong> das infraestruturas. Em resumo, isto inclui <strong>doenças infecciosas mortais</strong>, ciberataques e até mesmo guerras nucleares… A investigação realizada por cientistas sobre armas biológicas e segurança alimentar foi necessária para elaborar esta lista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/australie-securite-catastrophe-mondiale-virus-guerre-1790295097908.jpg" data-image="21iwuuqatti4" alt="catastrofe" title="catastrofe"><figcaption>Mesmo com a sua fauna notoriamente perigosa, a nação insular continua a ser a melhor opção.</figcaption></figure><p>Para que um acontecimento seja considerado uma "<strong>catástrofe global"</strong>, tem de dizimar mais de 10 % da população mundial. Os especialistas também tiveram em conta a duração do acontecimento. Assim, este deve prolongar-se pelo menos vários meses, ou mesmo vários anos. Mas onde se pode encontrar refúgio perante todas estas possibilidades tão alarmantes?</p><p>O país que os especialistas consideram mais seguro é a <strong>Austrália</strong>. E isto deve-se a várias razões. Em primeiro lugar, do ponto de vista geográfico, esta vasta nação insular está bastante afastada dos seus vizinhos, o que reduz o risco de conflito, especialmente <strong>de conflito nuclear</strong>. Em segundo lugar, a Austrália mantém-se bastante independente e desenvolveu uma indústria comercial que lhe permite viver dos seus <strong>recursos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/australie-securite-catastrophe-mondiale-virus-guerre-1790295136181.jpg" data-image="qn7jp6jx3w5l" alt="Francia" title="Francia"><figcaption>França, particularmente em risco.</figcaption></figure><p>Más notícias: no fim da lista encontram-se países como os Estados Unidos, a <strong>Rússia</strong> e até mesmo a <strong>França</strong>. Na verdade, a França parece estar particularmente em risco de sofrer catástrofes nucleares. No entanto, o investigador David Denkenberger matiza esta afirmação, salientando que nenhum país é "<strong>resiliente perante todas as catástrofes"</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="20%20Minutes%20avec%20agence" data-year="2026" data-title="Catastrophe%20mondiale%20%3A%20Ce%20pays%20serait%20le%20refuge%20le%20plus%20s%C3%BBr%2C%20d%E2%80%99apr%C3%A8s%20les%20chercheurs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fplanete%2F4245286-20260914-catastrophe-mondiale-pays-refuge-plus-apres-chercheurs">20 Minutes avec agence. (2026). <a href="https://www.20minutes.fr/planete/4245286-20260914-catastrophe-mondiale-pays-refuge-plus-apres-chercheurs" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Catastrophe mondiale : Ce pays serait le refuge le plus sûr, d’après les chercheurs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-pais-e-considerado-pelos-investigadores-como-o-local-mais-seguro-para-evitar-uma-catastrofe-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ascensão da pecuária e o desaparecimento dos grandes herbívoros de Madagascar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-ascensao-da-pecuaria-e-o-desaparecimento-dos-grandes-herbivoros-de-madagascar.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 18:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova pesquisa sobre ossos de gado antigo em Madagascar revela pistas sobre como vacas, ovelhas e cabras podem ter transformado os ecossistemas, as florestas e a fauna nativa após a sua chegada, há 1.200 anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-rise-of-livestock-and-the-loss-of-madagascar-s-giant-herbivores-1790616222045.jpg" data-image="ctfqdnh1fr69" alt="bois, vacas" title="bois, vacas"><figcaption>Pecuária em Madagascar. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Em um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon e da Escola de Clima de Columbia, uma nova análise de ossos antigos de ovelhas, cabras e vacas em <strong>Madagascar </strong>sugere que a<strong> rápida expansão do gado</strong> introduzido há 1.200 anos coincidiu com a <strong>perda de florestas e a diminuição das populações de grandes herbívoros nativos</strong>.</p><p>O autor principal do estudo, Sean Hixon, afirmou que Madagascar oferece uma perspectiva única sobre ecossistemas extintos e sobre como os seres humanos podem provocar a perda de biodiversidade. <strong>Até 90% das espécies de Madagascar são encontradas apenas lá</strong>, uma vez que a ilha abriga plantas e animais que evoluíram em isolamento durante cerca de 88 milhões de anos.</p><h2>Como os gigantes da ilha foram extintos?</h2><p>As descobertas do estudo, juntamente com as evidências de que os humanos chegaram a Madagascar milhares de anos antes da introdução do gado, sugerem que <strong>a caça, por si só, não foi a causa da extinção de animais</strong> como o lêmure-gigante e outros exemplares da megafauna.</p><p>No entanto, o estudo indica que um período mais complexo de mudanças ecológicas — que incluiu <strong>alterações na vegetação, a introdução de animais, o uso da terra pelos seres humanos e a variabilidade climática</strong> — teria contribuído para a extinção da megafauna.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778088" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html" title="Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda">Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html" title="Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719600410_320.jpg" alt="Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda"></a></article></aside><p>“O passado de Madagascar demonstra quão estreitamente interligados podem estar os meios de subsistência, o clima, a vegetação e a biodiversidade”, disse Leanne Phelps, coautora do estudo.</p><p>Nos últimos cinco anos, a equipe analisou a maior coleção já reunida de <strong>ossos antigos</strong> — provenientes de toda a ilha de Madagascar — para realizar análises de radiocarbono e de isótopos. “Os dados confirmam que o animal se espalhou rapidamente por toda a ilha há cerca de 1.200 anos, coincidindo aproximadamente com o desaparecimento de animais como as aves-elefante e os hipopótamos-pigmeus”, afirmou Hixon.</p><div class="texto-destacado">A equipe descobriu que é provável que as gramíneas tenham se tornado mais abundantes em Madagascar durante o último milênio. Essas reconstruções envolveram a análise de grãos de pólen subfósseis e fósseis preservados em sedimentos para reconstruir as comunidades vegetais do passado.</div><p>As<strong> reconstruções paleoclimáticas</strong> sugerem que Madagascar vivenciou diversos padrões de seca ao longo dos últimos milênios, o que desafia as ideias anteriores de que as mudanças climáticas foram o principal fator por trás das extinções passadas da megafauna.</p><p>Nos últimos 1.000 anos, <strong>o gado que habita Madagascar passou a depender fortemente das gramíneas C4</strong>; essas gramíneas realizam a fotossíntese com eficiência em climas quentes ou secos, ao contrário das gramíneas C3, que requerem um clima mais frio e úmido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702184" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/aquicultura-no-brasil-cresce-e-emite-menos-carbono-que-a-pecuaria-mas-desafios-de-sustentabilidade-ainda-persistem.html" title="Aquicultura no Brasil cresce e emite menos carbono que a pecuária, mas desafios de sustentabilidade ainda persistem">Aquicultura no Brasil cresce e emite menos carbono que a pecuária, mas desafios de sustentabilidade ainda persistem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/aquicultura-no-brasil-cresce-e-emite-menos-carbono-que-a-pecuaria-mas-desafios-de-sustentabilidade-ainda-persistem.html" title="Aquicultura no Brasil cresce e emite menos carbono que a pecuária, mas desafios de sustentabilidade ainda persistem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aquicultura-no-brasil-cresce-e-emite-menos-carbono-que-a-pecuaria-mas-desafios-de-sustentabilidade-ainda-persistem-1742426222557_320.jpg" alt="Aquicultura no Brasil cresce e emite menos carbono que a pecuária, mas desafios de sustentabilidade ainda persistem"></a></article></aside><p>"Embora o gado pudesse ter preferido habitats úmidos, durante sua expansão inicial pela ilha, eles conseguiram aproveitar com sucesso habitats relativamente secos", disse Hixon.</p><h2>O rebanho se multiplica rapidamente</h2><p>Ele acrescentou ainda que a documentação mais antiga sobre ovelhas e gado bovino no interior da ilha, de mais de um milênio atrás, reflete uma<strong> rápida expansão do gado em Madagascar</strong>.</p><p>As descobertas do estudo reforçam a teoria de que, embora as mudanças climáticas regionais tenham ocorrido em momentos diferentes na ilha, os <strong>grandes herbívoros desapareceram aproximadamente na mesma época em que predadores como cães e gado foram introduzidos</strong>. Isso sugere uma relação entre as extinções passadas e a abundância de gado.</p><div class="texto-destacado">A chegada tardia do gado e a extinção da megafauna, juntamente com a chegada precoce dos humanos, sugerem que a caça humana, por si só, não foi a causa da extinção de certos animais.</div><p>“O próximo passo é compreender melhor as relações de causa e efeito entre essas mudanças humanas e ambientais associadas, como essas relações variaram nas diversas paisagens de Madagascar e a relevância prática disso para a manutenção de vidas saudáveis e da biodiversidade na atualidade”, disse Phelps.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-rise-of-livestock-and-the-loss-of-madagascar-s-giant-herbivores-1790616343935.jpg" data-image="ewt3gpv67cj3" alt="madagascar" title="madagascar"><figcaption>Lago em Madagascar. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>A<strong> pecuária é uma parte importante do sustento de muitas pessoas em Madagascar</strong>, e o contexto histórico do estudo ressalta a necessidade imediata de aumentar a oferta de forragem adequada nos habitats abertos existentes e de ajudar a prevenir a degradação dos ecossistemas biodiversos remanescentes em toda a ilha.</p><p>"Este banco de dados sobre o gado pode contribuir para melhorar a compreensão das interações complexas entre o gado, as pessoas, a biodiversidade e os diversos fatores ambientais em Madagascar", afirmou. "Isso é fundamental não apenas para compreender as mudanças ambientais do passado, mas também para<strong> orientar a gestão da terra atualmente e no futuro</strong>", disse.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hixon%2C%20S.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Past%20rapid%20spread%20of%20introduced%20livestock%20coincided%20with%20vegetation%20clearance%20on%20Madagascar" data-url="https%3A%2F%2Froyalsocietypublishing.org%2Frspb%2Farticle%2F293%2F2079%2F20260668%2F483361%2FPast-rapid-spread-of-introduced-livestock">Hixon, S. et al. (2026). <a href="https://royalsocietypublishing.org/rspb/article/293/2079/20260668/483361/Past-rapid-spread-of-introduced-livestock" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Past rapid spread of introduced livestock coincided with vegetation clearance on Madagascar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-ascensao-da-pecuaria-e-o-desaparecimento-dos-grandes-herbivoros-de-madagascar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não é só chuva: 4 fatores explicam por que o Rio Itapetininga transborda e invade casas na cheia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nao-e-so-chuva-4-fatores-explicam-por-que-o-rio-itapetininga-transborda-e-invade-casas-na-cheia.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Rio Itapetininga, em São Paulo, chamou atenção em meados de setembro após o seu nível subir devido às chuvas e causar alagamentos em áreas próximas às margens. E mesmo após dias sem chuvas, ele continuava alto. Entenda aqui os motivos que fazem ele transbordar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-e-so-chuva-4-fatores-explicam-por-que-o-rio-itapetininga-transborda-e-invade-casas-na-cheia-1790967174972.jpg" data-image="lijbqfawsmeh"><figcaption>A cheia do Rio Itapetininga afetou mais de 300 casas em diferentes bairros da cidade paulista de Itapetininga em setembro deste ano. Crédito: Wellington Rafael de Oliveira.</figcaption></figure><p>Com nascente em Piedade (São Paulo), na Serra de Paranapiacaba, onde é denominado como Rio Turvo, o <strong>Rio Itapetininga </strong><strong>estende-se por aproximadamente 183 quilômetros</strong>, desaguando no Rio Paranapanema, em Campina do Monte Alegre, após percorrer três cidades da região. </p><p>E o Rio Itapetininga <strong>chamou a atenção desde meados de setembro</strong> depois de seu <strong>nível subir devido às chuvas e provocar alagamentos</strong> em áreas próximas às margens.</p><div class="texto-destacado">O Rio Itapetininga nasce do encontro de dois cursos d'água: o rio Pinhal Grande e o rio Turvo. Ele abastece a área urbana da cidade paulista de Itapetininga, passando nas proximidades de bairros como Chapada Grande, São Gonçalo, Vila dos Pescadores, Alciati, Porto, Sotemo, Porto Velho, Registro Velho, Curuça I, II e III, Itarecreio e Rechã.</div><p>A cheia do Rio Itapetininga afetou cerca de 378 a 400 imóveis na cidade de Itapetininga após as fortes chuvas iniciadas em 20 de setembro. O <strong>rio chegou a ficar entre 6 e 8 metros acima do nível normal em alguns pontos</strong> (como no bairro Curuçá II e Vila dos Pescadores). Mas a cheia do rio também afetou diferentes bairros de Sarapuí, cidade vizinha.</p><p>E <strong>mesmo sem chuvas nesses últimos dias, o nível do rio demorou a baixar </strong>devido à "<strong>onda de enchente</strong>", que acumula água nas cabeceiras e nas regiões vizinhas (como Pilar do Sul) e deságua lentamente no leito. Na última segunda-feira (28), o rio chegou a atingir seis metros.</p><p>Entenda a seguir os <strong>4 fatores que explicam a cheia do Rio</strong> Itapetininga.</p><h2>Quais são os 4 fatores para o rio transbordar?</h2><p>O primeiro motivo a destacar são os <strong>afluentes</strong>. Ao longo do seu caminho, o Rio <strong>Itapetininga recebe água de diversos afluentes</strong>.</p><p>Na cidade de mesmo nome, os seus afluentes são o Ribeirão do Chá e o Ribeirão dos Cavalos. Os dois cursos d'água se encontram e, posteriormente, levam suas águas até o Rio Itapetininga, e isso ajuda a explicar as cheias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-e-so-chuva-4-fatores-explicam-por-que-o-rio-itapetininga-transborda-e-invade-casas-na-cheia-1790967476938.jpg" data-image="5mwpte14te2g"><figcaption>A cheia do Rio Itapetininga alagou o bairro Alciati, na zona rural da cidade de mesmo nome, arrastando uma geladeira para fora de um rancho. Crédito: Márcio Fernandes da Silva</figcaption></figure><p> E <strong>conforme o rio avança, ele recebe mais afluentes </strong>e a bacia também vai ficando mais plana. Aí entra o segundo fator que contribui para as cheias.</p><p>Neste momento, começa a entrar em cena o segundo fator: o <strong>relevo</strong>. Alguns trechos próximos ao Rio Itapetininga são mais vulneráveis, como por exemplo, o Porto e Alciati, pois<strong> o terreno já é mais plano, com planícies ao entorno do rio</strong>, e ele já recebeu água de vários afluentes, como comentamos anteriormente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-e-so-chuva-4-fatores-explicam-por-que-o-rio-itapetininga-transborda-e-invade-casas-na-cheia-1790967972293.jpg" data-image="moa2qfzbw27s"><figcaption>O transbordamento do Rio Itapetininga também avançou sobre uma área de várzea da Cetesb (Companhia Ambiental do estado de São Paulo) na região do Porto de Areia Uniareias, e atingiu a cava de escavação do local que tem cerca de 35 metros de profundidade. Crédito: Jaime Rafael/TV TEM.</figcaption></figure><p>O terceiro fator a se comentar é a<strong> ocupação das áreas próximas</strong> <strong>às margens do rio</strong>. Os trechos rurais, como por exemplo os próximos ao Porto e ao Alciati, são historicamente áreas onde o rio Itapetininga transborda.</p><p>E essas áreas passaram a ser muito ocupadas por ranchos e outras construções nos últimos anos, <strong>afetando as residências de muitos moradores</strong>, por estarem praticamente ao lado do rio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733130" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-agir-em-uma-inundacao-7-medidas-pouco-conhecidas-que-podem-salvar-sua-vida.html" title="Como agir em uma inundação: 7 medidas pouco conhecidas que podem salvar sua vida">Como agir em uma inundação: 7 medidas pouco conhecidas que podem salvar sua vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-agir-em-uma-inundacao-7-medidas-pouco-conhecidas-que-podem-salvar-sua-vida.html" title="Como agir em uma inundação: 7 medidas pouco conhecidas que podem salvar sua vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-actuar-en-una-inundacion-7-medidas-poco-conocidas-que-pueden-salvarte-1759850308380_320.jpg" alt="Como agir em uma inundação: 7 medidas pouco conhecidas que podem salvar sua vida"></a></article></aside><p>E por fim, mas não menos importante, o quarto fator é a<strong> retirada da vegetação das margens</strong>.</p><p>Em diferentes pontos da alta e da média bacia,<strong> o Rio Itapetininga perdeu parte da mata ciliar</strong>. Essa mata serve como uma espécie de esponja que absorve o excesso das águas da chuva; então<strong> sem ela, o nível sobe e o rio transborda</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pandori%2C%20L" data-year="2026" data-title="Por%20que%20o%20Rio%20Itapetininga%20transborda%3F%20Entenda%20a%20geografia%2C%20a%20hist%C3%B3ria%20e%20os%20desafios%20do%20curso%20d'%C3%A1gua" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgoogle%2Famp%2Fsp%2Fitapetininga-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F26%2Fpor-que-o-rio-itapetininga-transborda-entenda-a-geografia-a-historia-e-os-desafios-do-curso-dagua.ghtml">Pandori, L. (2026). <a href="https://g1.globo.com/google/amp/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/09/26/por-que-o-rio-itapetininga-transborda-entenda-a-geografia-a-historia-e-os-desafios-do-curso-dagua.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Por que o Rio Itapetininga transborda? Entenda a geografia, a história e os desafios do curso d'água</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20TV%20TEM" data-year="2026" data-title="Rio%20em%20Itapetininga%20continua%20subindo%20mesmo%20sem%20chuva%20h%C3%A1%20tr%C3%AAs%20dias%20e%20afeta%20mais%20de%20370%20im%C3%B3veis" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fitapetininga-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F28%2Frio-em-itapetininga-continua-subindo-mesmo-sem-chuva-ha-tres-dias-e-afeta-mais-de-370-imoveis.ghtml">Redação TV TEM. (2026). <a href="https://g1.globo.com/sp/itapetininga-regiao/noticia/2026/09/28/rio-em-itapetininga-continua-subindo-mesmo-sem-chuva-ha-tres-dias-e-afeta-mais-de-370-imoveis.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rio em Itapetininga continua subindo mesmo sem chuva há três dias e afeta mais de 370 imóveis</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nao-e-so-chuva-4-fatores-explicam-por-que-o-rio-itapetininga-transborda-e-invade-casas-na-cheia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rover Perseverance encontra em Marte uma rocha tão dura que suas brocas não conseguem perfurá-la]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rover-perseverance-encontra-em-marte-uma-rocha-tao-dura-que-suas-brocas-nao-conseguem-perfura-la.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Perseverance Mars chegou a uma das áreas mais antigas de seu trajeto, e uma rocha de Idubi impediu o rover de concluir a extração de uma amostra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-rover-perseverance-encuentra-en-marte-una-roca-tan-dura-que-no-puede-perforarla-1790753286064.jpg" data-image="hg3obo1sp2wx" alt="Rover Perseverance" title="Rover Perseverance"><figcaption>O rover Perseverance examina as rochas mais antigas de Lac de Charmes, onde uma amostra excessivamente dura impede a conclusão da perfuração de um de seus alvos. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>O <strong>Rover Perseverance </strong>em <strong>Marte </strong>passou grande parte de 2026 viajando pela área de <strong>Lac de Charmes, uma extensão de vales e cordilheiras localizada a oeste da borda de Jezero</strong>. A área reúne alguns dos materiais mais antigos que o rover estudou desde que iniciou a sua missão e oferece uma oportunidade para investigar o que aconteceu durante as primeiras fases da história marciana.</p><p>Antes de escolher as rochas para possível <strong>coleta de amostras</strong>, a equipe científica preferiu dedicar algum tempo ao reconhecimento dos diferentes afloramentos e ao estabelecimento de como este sector se formou. Deste trabalho já saíram 13 zonas de abrasão realizadas em rochas selecionadas pelos pesquisadores. Ao remover parte da <strong>superfície externa</strong>, o Perseverance pode examinar o material exposto e estudar sua composição e estrutura.</p><p>Os primeiros resultados indicam uma origem muito diversa: <strong>algumas rochas parecem provir de lava ou magma resfriado, enquanto outras podem ser impactitas geradas por impactos muito violentos</strong>. Existem também materiais que parecem ter passado por ambos os processos.</p><h2>O Perseverance adentra as rochas mais antigas de Jezero</h2><p>A antiguidade da região de Lac de Charmes explica o interesse da equipe responsável pelo Perseverance. Suas rochas<strong> formaram-se quando Marte ainda era um planeta jovem e sofria um intenso bombardeio de asteroides</strong>.</p><p>Sua origem remonta a uma <strong>etapa anterior à formação dos depósitos sedimentares associados aos rios e lagos</strong> que, posteriormente, ocuparam o interior da cratera Jezero. Analisar esses materiais permite reconstruir uma parte muito mais antiga da história do planeta.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The surface of Mars captured by Perseverance Rover. <a href="https://t.co/Y6kUVfNYJ0">pic.twitter.com/Y6kUVfNYJ0</a></p>— Space Porn (@AstronomyPosts) <a href="https://x.com/AstronomyPosts/status/2102674787864854922?ref_src=twsrc%5Etfw">September 23, 2026</a></blockquote></figure><p>O trajeto do Perseverance tem seguido um caminho sinuoso entre diferentes afloramentos. Cada parada serviu para comparar texturas, composições e estruturas antes de decidir quais alvos poderiam justificar uma perfuração. Assim, a missão utiliza o próprio deslocamento do rover para<strong> reunir informações sobre a história geológica de Lac de Charmes</strong>, em vez de se limitar a buscar uma única rocha para coletar.</p><p>A <strong>mobilidade</strong> também conta com uma nova ferramenta. Um algoritmo de navegação permite ao Perseverance calcular sua posição com maior precisão e realizar deslocamentos mais longos e confiáveis. O sistema aproveita um processador que anteriormente era utilizado para as comunicações com o Ingenuity, o helicóptero que acompanhou as primeiras etapas da exploração da cratera Jezero.</p><h2>O Perseverance não consegue perfurar uma rocha de Idubi</h2><p>A parada seguinte levou o rover até<strong> Idubi, uma área que havia chamado a atenção</strong> pela presença de centenas de blocos de tonalidade clara. Uma dessas rochas foi examinada por meio de uma abrasão chamada "<em>Badger Peak</em>" — nome dado pelos cientistas da NASA à área de abrasão em uma rocha marciana.</p><p>Ao remover a camada superficial, surgiu uma combinação de tons claros e escuros que o Perseverance não havia encontrado até aquele momento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-rover-perseverance-encuentra-en-marte-una-roca-tan-dura-que-no-puede-perforarla-1790753362136.jpg" data-image="dcw1z4vk5pcl"><figcaption>O rover Perseverance da NASA capturou esta imagem em 1º de setembro de 2026, durante o Sol 1967 da missão Mars 2020, com a câmera SHERLOC WATSON, instalada na torre situada na extremidade de seu braço robótico. Imagem: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>A equipe tentou usar essa rocha para obter uma amostra, mas <strong>o material mostrou-se duro demais e a operação não pôde ser concluída</strong>. Agora, os cientistas buscam outro bloco que apresente características semelhantes e permita realizar uma perfuração bem-sucedida. A descoberta acrescenta uma dificuldade concreta ao trabalho de coleta de amostras, mas também fornece informações sobre a variedade de materiais presentes em Idubi.</p><p>Enquanto essa busca prossegue, o Perseverance parou diante de outro afloramento próximo, batizado de <strong>Gardenia</strong>. Os pesquisadores acreditam que possa se tratar de uma brecha, uma rocha composta por fragmentos de materiais mais antigos que foram unidos posteriormente. O <strong>próximo passo</strong> será <strong>realizar uma nova abrasão no local para analisar sua composição e estrutura</strong> antes que o rover retome o deslocamento.</p><h2>Lac de Charmes ainda guarda pistas sobre Marte</h2><p>A <strong>exploração da região de Lac de Charmes está chegando ao fim</strong>, após vários meses de trabalho em terrenos muito antigos e geologicamente complexos. As 13 abrasões realizadas até o momento permitiram ampliar o catálogo de rochas examinadas e distinguir materiais que poderiam ter histórias de formação diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-rover-perseverance-encuentra-en-marte-una-roca-tan-dura-que-no-puede-perforarla-1790753455069.jpg" data-image="h34comi7hox0"><figcaption>O rover Perseverance realizou 13 zonas de abrasão em Lac de Charmes para estudar a composição e a estrutura de diferentes rochas marcianas. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>O caso de Idubi demonstra, além disso, que uma rocha selecionada para a coleta de uma amostra pode apresentar um<strong> problema inesperado no momento da perfuração</strong>.</p><p>A <strong>dureza do bloco obrigou a equipe a buscar uma alternativa, e a região de Gardenia oferece uma nova possibilidade</strong> para estudar materiais que poderiam conter fragmentos de rochas ainda mais antigas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/M7YvMv5TSYM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=M7YvMv5TSYM" id="M7YvMv5TSYM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O rover Perseverance se prepara, assim, para deixar esta parte de seu trajeto após ter atravessado um terreno formado muito antes das paisagens sedimentares do interior de <strong>Jezero</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa">O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910_320.jpg" alt="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"></a></article></aside><p>Cada nova abrasão e cada rocha examinada acrescentam novas peças à reconstrução dos primórdios de Marte — precisamente a etapa que a equipe científica queria investigar ao adentrar Lac de Charmes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rover-perseverance-encontra-em-marte-uma-rocha-tao-dura-que-suas-brocas-nao-conseguem-perfura-la.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra os 5 desertos mais populares do mundo entre os turistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/descubra-os-5-desertos-mais-populares-do-mundo-entre-os-turistas.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Estas paisagens são repletas de vida e, apesar da escassez de chuvas, exibem uma gama impressionante de cores. Seu silêncio aparente é parte do que as torna tão inspiradoras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-5-desiertos-mas-turisticos-del-mundo-1790365042915.jpg" data-image="dxo0w6pi719m"><figcaption>Alguns desses lugares parecem ter saído diretamente de um filme de fantasia.</figcaption></figure><p>Ao redor do mundo, existem lugares onde o tempo parece parar, o silêncio preenche o ambiente e o vento, ocasionalmente, faz-se ouvir com um assobio suave e sutil. A sensação de paz encontrada nessas <strong>paisagens </strong>convida os visitantes a desacelerar e a se reconectar com o que realmente importa.</p><p>Muitos ecossistemas como esses podem ser encontrados ao redor do globo. Eles podem parecer quase desprovidos de vida, mas grande parte de sua fauna é, na verdade, de hábitos noturnos — uma adaptação motivada, em grande medida, pelas<strong> altas temperaturas diurnas</strong> associadas à intensa radiação solar.</p><div class="texto-destacado">Um dos desertos mais populares do mundo entre os turistas, e também um dos mais ricos em biodiversidade, está localizado no México. Entre as suas atrações estão os sistemas de cavernas, as dunas de Samalayuca e o sítio arqueológico de Paquimé.</div><p>Estes são os <strong>desertos</strong>, paisagens que muitas pessoas visitam para se reconectar, recarregar as energias e limpar a mente. É possível encontrar desertos de diversos tamanhos ao redor do mundo, cada um com características e atrações únicas que fazem os visitantes quererem voltar.</p><p>A <strong>precipitação</strong> média anual <strong>é baixa</strong>, enquanto as temperaturas podem variar consideravelmente ao longo do dia. As manhãs costumam ser frias ou frescas, com mínimas que podem ficar abaixo de 10°C, ao passo que as temperaturas à tarde podem facilmente ultrapassar 38°C. Aqui estão <strong>cinco dos desertos mais populares entre os turistas</strong>.</p><h2>1. Deserto de Merzouga, no Marrocos</h2><p>Situada no vasto Deserto do Saara, Merzouga oferece uma das paisagens mais cinematográficas da região. Suas<strong> dunas atingem alturas impressionantes e assumem tons dourados marcantes</strong>. Caravanas de camelos e dromedários são uma visão comum.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-5-desiertos-mas-turisticos-del-mundo-1790365276251.jpg" data-image="qsx4idkbz2lr"><figcaption>Esses ecossistemas recebem muito pouca precipitação anual.</figcaption></figure><p>Seus<strong> pores do sol são espetaculares</strong>, e passar uma noite sob o céu estrelado pode ser um dos pontos altos da visita. Merzouga fica a cerca de nove horas de carro de Marrakech. Um passeio guiado pode facilitar a exploração da região e a experiência de suas principais atrações.</p><h2>2. Deserto de Wadi Rum, Jordânia</h2><p>Essa paisagem singular, com seu <strong>terreno avermelhado</strong>, pode fazer com que os visitantes se sintam como se tivessem pisado em outro planeta. É uma das principais atrações da Jordânia. "<em>Wadi Rum</em>" significa Vale da Lua, e a área é relativamente pequena em comparação com outros desertos ao redor do mundo. É um dos lugares mais notáveis para se visitar na Jordânia.</p><p>Entre suas características marcantes estão o terreno incomum e as <strong>formações rochosas de diversos tamanhos</strong>. Explorar essa paisagem em um veículo<em> off-road</em> ou montado em um <strong>camelo </strong>pode ser uma aventura por si só. Os visitantes também podem passar a noite em um dos acampamentos locais e apreciar a culinária tradicional.</p><h2>3. Deserto do Atacama, no Chile</h2><p>Este é<strong> o deserto mais árido do planeta</strong>. Localizado no norte do Chile, situa-se próximo aos Andes e ao Oceano Pacífico, onde características geográficas criam barreiras naturais que influenciam fortemente o regime de chuvas e o clima. Ele abrange uma vasta área, e algumas de suas paisagens mais impressionantes encontram-se em altitudes mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-5-desiertos-mas-turisticos-del-mundo-1790364725368.jpg" data-image="dvtk3h8bpm4h"><figcaption>As dunas de areia são uma das principais atrações do Deserto de Chihuahua.</figcaption></figure><p>Estar neste deserto pode dar a sensação de entrar em outro mundo. Algumas áreas situam-se entre 3.000 e 4.200 metros acima do nível do mar.</p><p>É um lugar extraordinário, com regiões onde podem ocorrer períodos extremamente longos sem chuvas mensuráveis. Graças aos céus limpos durante grande parte do ano, à umidade muito baixa e à <strong>mínima poluição luminosa</strong>, é também um dos melhores locais do mundo para a <strong>observação astronômica</strong>.</p><h2>4. Deserto de Tabernas, na Espanha</h2><p>Formada por <strong>colinas de argila cinza e ocre</strong>, esta paisagem apresenta voçorocas, ravinas e leitos de rios secos esculpidos pela erosão ao longo dos anos. A área ganhou sua configuração após o recuo do Mar Mediterrâneo da região, há milhões de anos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esses ecossistemas recebem pouca precipitação anual, e as temperaturas podem variar consideravelmente ao longo do dia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Suas paisagens serviram de locação para inúmeros filmes. Passeios guiados levam os visitantes por<strong> leitos de rios secos e cânions</strong>, onde podem observar a geologia singular da região. A área recebe menos de 200 milímetros de chuva por ano, e as <strong>temperaturas podem ultrapassar 40°C durante o verão</strong>.</p><h2>5. Deserto de Chihuahua, no México</h2><p>Apesar de seu nome, este vasto deserto<strong> é o maior da América do Norte</strong>, cobrindo uma área estimada entre 450.000 e 630.000 quilômetros quadrados. Cerca de 75% de sua extensão situa-se no México, enquanto o restante se estende pelo sudoeste dos Estados Unidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790290" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem.html" title="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem ">Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem.html" title="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem-1790265170574_320.jpg" alt="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem "></a></article></aside><p>No México, ele abrange estados como Coahuila, Durango, Zacatecas, San Luis Potosí e, naturalmente, Chihuahua. Nos Estados Unidos, alcança partes do Texas, do Arizona e do Novo México. Seus <strong>pores do sol impressionantes realçam a beleza da paisagem</strong>.</p><p>É considerado um dos ecossistemas desérticos com maior biodiversidade do mundo, apresentando uma variedade particularmente rica de espécies endêmicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/descubra-os-5-desertos-mais-populares-do-mundo-entre-os-turistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas e granizo colocam em risco colheita do trigo no PR e SC]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-granizo-colocam-em-risco-colheita-do-trigo-no-pr-e-sc.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Trigo maduro no Paraná pode perder janelas de colheita com a chuva prevista entre domingo e segunda. Em Santa Catarina, lavouras em floração exigem inspeção de doenças; decisões dependem da fase, do solo e da previsão local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-granizo-colocam-em-risco-colheita-do-trigo-no-pr-e-sc-1790962723549.jpg" data-image="30evq6t2xelc" alt="Santa Catarina, Paraná, chuva" title="Santa Catarina, Paraná, chuva"><figcaption>No Paraná, a chuva prevista para o fim de semana pode reduzir as janelas de colheita.</figcaption></figure><p>Uma frente fria deve levar chuva ao Sul entre sábado (3) e segunda-feira (5), com <strong>acumulados superiores a 100 mm em pontos do Paraná e de Santa Catarina</strong>. No oeste do Paraná, em Santa Catarina e no norte gaúcho, a água ajuda o milho recém-plantado, mas pode frear a colheita do trigo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O resultado depende da fase de cada talhão. <strong>Trigo maduro exige grão e solo em condições de colheita</strong>; espigas em floração ou enchimento precisam de vigilância fitossanitária quando permanecem molhadas. Pulverizações e trânsito de máquinas também podem ser afetados, conforme as condições locais.</p><h2>Paraná: chuva volta à área de colheita no domingo </h2><p>A instabilidade começa no Rio Grande do Sul no sábado (3),<strong> alcança Santa Catarina e Paraná no domingo (4) e persiste na segunda (5)</strong>. A previsão indica mais de 100 mm em pontos dos dois últimos estados entre domingo e segunda, não uma média estadual. De 28 de setembro a 5 de outubro, o oeste paranaense pode atingir 150 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-granizo-colocam-em-risco-colheita-do-trigo-no-pr-e-sc-1790963182959.jpg" data-image="l8sh39plpy53" alt="chuva, acumulado, sudeste" title="chuva, acumulado, sudeste"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até segunda-feira (5), às 21h.</figcaption></figure><p>No Paraná, a colheita do trigo já vinha sendo ajustada às pausas na chuva para preservar a qualidade. <strong>No oeste e sudoeste, talhões maduros podem ficar inacessíveis; grãos úmidos podem exigir secagem.</strong> A água favorece o milho recém-plantado se houver drenagem. Trigo ainda verde não deve ser colhido antecipadamente.</p><h2>Santa Catarina: chuva prolonga o molhamento das espigas </h2><p>A sequência úmida pressiona o trigo catarinense. <strong>A chuva retorna ao oeste de Santa Catarina no domingo (4) e na segunda (5)</strong>; chega ao norte gaúcho no sábado (3). Na previsão acumulada de 28 de setembro a 5 de outubro, o sul catarinense e parte do território gaúcho podem alcançar 150 mm em pontos isolados. O total não corresponde só ao fim de semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-granizo-colocam-em-risco-colheita-do-trigo-no-pr-e-sc-1790963320508.jpg" data-image="nl7zhws7twog" alt="chuva, Santa Catarina, Paraná" title="chuva, Santa Catarina, Paraná"><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva para segunda-feira (5), às 13h, com chances acima de 80% em partes do Paraná e de Santa Catarina.</figcaption></figure><p>Na floração, <strong>a umidade persistente pode favorecer giberela se também houver inóculo e condições térmicas adequadas</strong>. O risco cresce com espigas molhadas por mais de 48 horas e temperaturas de 20°C a 25°C; trata-se de referência da doença, não de previsão. Ferrugens, oídio e manchas foliares também exigem observação conforme o estágio. Em áreas maduras de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, pesam a qualidade e o acesso das colhedoras.</p><h2>Até terça-feira: separar colheita de vigilância fitossanitária </h2><p>Antes de sábado (3), trigo maduro no Paraná exige checagem da umidade dos grãos, do solo e da secagem. <strong>Em Santa Catarina, vale registrar a fase das espigas </strong>e acompanhar o molhamento real; no Rio Grande do Sul, a instabilidade começa antes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Depois do pico de domingo (4) e segunda-feira (5), a frente tende a perder força na terça (6), mas ainda pode chover no Paraná. Céu aberto não garante solo trafegável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A decisão<strong> sobre pulverização deve considerar diagnóstico, cultivar, previsão local e orientação agronômica</strong>. Espigas molhadas não confirmam giberela. Onde milho e trigo compartilham máquinas, a ordem das tarefas deve evitar compactação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-seguem-sem-tregua-no-sul-do-brasil-por-9-dias-consecutivos.html" title="Chuvas intensas e temporais seguem sem trégua no Sul do Brasil por 9 dias consecutivos">Chuvas intensas e temporais seguem sem trégua no Sul do Brasil por 9 dias consecutivos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-temporais-seguem-sem-tregua-no-sul-do-brasil-por-9-dias-consecutivos.html" title="Chuvas intensas e temporais seguem sem trégua no Sul do Brasil por 9 dias consecutivos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-temporais-seguem-sem-tregua-no-sul-do-brasil-por-9-dias-consecutivos-1790943236317_320.jpg" alt="Chuvas intensas e temporais seguem sem trégua no Sul do Brasil por 9 dias consecutivos"></a></article></aside><p>Três verificações ajudam a organizar a operação:</p><ul><li>Paraná, 4 e 5 de outubro: diante de picos previstos acima de 100 mm, <strong>conferir primeiro os talhões de trigo maduros e a possibilidade real de secagem.</strong></li><li>Santa Catarina, 4 e 5 de outubro: em trigo florido, <strong>comparar a duração do molhamento com a referência técnica </strong>de 48 horas e intensificar a inspeção.</li><li>Rio Grande do Sul, desde 3 de outubro: verificar o tráfego do solo antes de deslocar máquinas; <strong>o volume local pode diferir dos totais previstos para Paraná e Santa Catarina.</strong></li></ul><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-granizo-colocam-em-risco-colheita-do-trigo-no-pr-e-sc.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item></channel></rss>