<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 18:00:25 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 18:00:25 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.com - Meteored</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Defesa Civil monitora pontos críticos após fortes chuvas em Roraima; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/defesa-civil-monitora-pontos-criticos-apos-fortes-chuvas-em-roraima-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 17:08:01 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com mais de cinco mil pessoas afetadas pelas enchentes, o governo federal enviou equipes técnicas a Roraima para coordenar planos de trabalho e liberar recursos emergenciais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/defesa-civil-monitora-pontos-criticos-apos-fortes-chuvas-em-roraima-1780333166843.jpg" data-image="74bley65mxvm" alt="Produtores e ribeirinhos enfrentam prejuízos severos e utilizam embarcações para resgatar animais ilhados em Roraima. Foto: Reprodução" title="Produtores e ribeirinhos enfrentam prejuízos severos e utilizam embarcações para resgatar animais ilhados em Roraima. Foto: Reprodução"><figcaption>Produtores e ribeirinhos enfrentam prejuízos severos e utilizam embarcações para resgatar animais ilhados em Roraima. Foto: Reprodução </figcaption></figure><p><strong>As fortes chuvas que atingem o estado de Roraima causaram estragos em diversas regiões</strong>, deixando municípios isolados e gerando a necessidade de apoio federal imediato. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil enviou técnicos especializados para apoiar o governo estadual nas ações de socorro e liberação de recursos urgentes.</p><p>Até o momento, <strong>o governo estadual contabiliza mais de 5,6 mil pessoas afetadas</strong> por alagamentos, inundações e desabamentos de estruturas, sem registros de mortes. O cenário crítico levou cinco municípios a decretarem situação de emergência diante do colapso de acessos terrestres fundamentais para o abastecimento local.</p><h2>Danos na infraestrutura e isolamento de municípios</h2><p>No município de Uiramutã, <strong>o desabamento da ponte sobre o igarapé Cambaru na rodovia estadual RR-171</strong> na madrugada do último sábado (30), interrompeu o único acesso terrestre à localidade. A estrutura de madeira ruiu após a correnteza arrastar uma antiga estrutura de ferro contra os seus pilares de sustentação.</p><p>A Defesa Civil enfatizou o impacto do incidente informando que "mais de 30 metros de ponte desabaram" com a força hídrica. Diante disso,<strong> equipes de socorro precisaram mobilizar botes e ambulâncias </strong>para garantir o atendimento médico de emergência e a remoção de pacientes locais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">As fortes chuvas que atingem Roraima já afetam 10 dos 15 municípios. Estradas estão cobertas de lama, pontes caíram e cerca de 1.500 indígenas estão ilhados.<br><br> Saiba mais em <a href="https://t.co/Vmhv1d5T4v">https://t.co/Vmhv1d5T4v</a>, no link da bio, e no <a href="https://x.com/globoplay?ref_src=twsrc%5Etfw">@globoplay</a> <a href="https://x.com/hashtag/JH?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#JH</a> <a href="https://x.com/hashtag/Roraima?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Roraima</a> <a href="https://x.com/hashtag/Chuvas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Chuvas</a> <a href="https://x.com/hashtag/Emergencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Emergencia</a> <a href="https://x.com/hashtag/DefesaCivil?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#DefesaCivil</a> <a href="https://t.co/104ejUmBCD">pic.twitter.com/104ejUmBCD</a></p>— Germana Watanabe (@GermanaWatanabe) <a href="https://x.com/GermanaWatanabe/status/2060058756143354347?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></blockquote></figure><p>O isolamento também afeta Bonfim de forma severa, onde<strong> a perda de três pontes deixou cerca de 7,5 mil pessoas sem conexões rodoviárias</strong> operantes. O transporte de mantimentos e a mobilidade dos moradores nessas áreas alagadas estão sendo realizados com o auxílio de embarcações operadas pelo Corpo de Bombeiros.</p><p>Em Normandia e Rorainópolis, <strong>a cheia dos rios Maú e Cotingo danificou estradas e forçou o deslocamento de centenas de famílias</strong> rurais. Essa interrupção nos trajetos prejudicou diretamente as atividades diárias, suspendendo inclusive as aulas escolares de milhares de crianças que residem nessas comunidades isoladas.</p><h2>Mobilização federal e assistência humanitária</h2><p>Diante da gravidade dos desastres, técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional desembarcaram em Boa Vista para agilizar as respostas. <strong>A equipe está trabalhando no acionamento de processos necessários para o reconhecimento federal</strong> do estado de emergência.</p><p><strong>Os profissionais analisam 18 pontos críticos monitorados pelas autoridades estaduais</strong>, que incluem cinco bloqueios totais e três parciais em rodovias estratégicas. O foco principal dessas reuniões consiste em liberar verbas destinadas ao restabelecimento de serviços básicos e reconstrução de bueiros e vias destruídas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr"> Fortes chuvas atingem dez municípios e comunidades indígenas em Roraima<br><br>O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Roraima (CBMRR) e a Defesa Civil Estadual anunciaram, nessa quinta-feira, 28, a criação de uma força-tarefa e de um gabinete de crise para coordenar ações <a href="https://t.co/AJJ4rSwbqT">pic.twitter.com/AJJ4rSwbqT</a></p>— Cenarium (@cenariumam) <a href="https://x.com/cenariumam/status/2060417636979118121?ref_src=twsrc%5Etfw">May 29, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>A assistência humanitária busca mitigar a falta de água potável e alimentos</strong>, especialmente nas comunidades da Raposa Serra do Sol. Como o Uiramutã possui mais de 96% de moradores indígenas, a administração municipal decretou emergência para viabilizar forças-tarefas rápidas de distribuição de donativos essenciais.</p><h2>Prejuízos no setor agrícola e drama dos ribeirinhos</h2><p>Além dos problemas logísticos urbanos, o setor agropecuário enfrenta perdas severas nas áreas rurais do sul de Roraima. No município de Caracaraí, <strong>o avanço rápido das águas inundou pastagens extensas</strong> e cobriu pontes importantes localizadas ao longo da rodovia federal BR-432, isolando criadores locais.</p><p>Ribeirinhos expressaram a preocupação com a recorrência desses eventos ao declarar que tem muitos animais morrendo. <strong>Segundo os produtores, o nível das cheias atuais superou marcas históricas</strong>, dificultando a sobrevivência de pequenas criações de porcos, galinhas e ovinos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771418" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino.html" title="Como será o clima em junho: o inverno poderia começar com El Niño?">Como será o clima em junho: o inverno poderia começar com El Niño?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino.html" title="Como será o clima em junho: o inverno poderia começar com El Niño?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780089911212_320.png" alt="Como será o clima em junho: o inverno poderia começar com El Niño?"></a></article></aside><p>Imagens gravadas na região registraram os esforços de trabalhadores rurais <strong>utilizando canoas para transportar bois debilitados por longas distâncias</strong> na inundação. Em Mucajaí, o decreto de emergência de nível dois reflete o estado intrafegável das estradas rurais, que compromete o escoamento agrícola.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://roraimaemtempo.com.br/cidades/ponte-do-cambaru-desaba-e-uiramuta-fica-isolado-devido-as-fortes-chuvas/" target="_blank">Ponte do Cambaru desaba e Uiramutã fica isolado devido as fortes chuvas</a>. 30 de maio, 2026.</em></p><p><em><a href="https://www.google.com/search?q=https://www.correiodopovo.com.br/noticias/cidades/chuvas-em-roraima-tecnicos-federais-ajudam-na-resposta-a-desastres" target="_blank">Chuvas em Roraima: Técnicos federais ajudam na resposta a desastres</a>. 31 de maio, 2026. Agência Brasil.</em></p><p><em><a href="https://www.google.com/search?q=https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/31/moradores-usam-canoas-para-resgatar-gado-durante-fortes-chuvas-em-caracarai.ghtml" target="_blank">Moradores usam canoas para resgatar gado durante fortes chuvas em Caracaraí: 'Todo ano é isso'</a>. 31 de maio, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/defesa-civil-monitora-pontos-criticos-apos-fortes-chuvas-em-roraima-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar frio mantém frio e também provoca chuvas no Sul, Sudeste e no Nordeste; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-mantem-frio-e-tambem-provoca-chuvas-no-sul-sudeste-e-no-nordeste-entenda.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:17:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana terá a presença de ar frio que mantém as temperaturas baixas, principalmente no Sudeste. Circulação atmosférica provoca chuvas sobre o leste do Brasil</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-ate-100-mm-atingem-as-5-regioes-do-brasil-na-primeira-semana-de-junho-veja-a-previsao.html" target="_blank">Chuvas de até 100 mm atingem as 5 regiões do Brasil na primeira semana de junho; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacjgyy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacjgyy.jpg" id="xacjgyy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O ar frio </strong>que já marca presença na manhã desta segunda-feira (1) <strong>vai continuar ao longo desta semana</strong> sobre alguns estados do Sul, Sudeste e Nordeste do país, deixando as temperaturas mais baixas do que o normal. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além disso, <strong>o efeito da atuação da alta pressão vai permitir o transporte de umidade para áreas do leste do Brasil</strong>. Desta maneira, como a atmosfera fica com grande presença de vapor d’água tem-se o <strong>aumento nas chances de chuva</strong>, em diversas cidades e algumas capitais. </p><p>Veja a seguir como fica o tempo ao longo desta semana e como o ar frio e as chuvas podem afetar a sua cidade.</p><h2>Semana será dominada pela presença de ar frio</h2><p><strong>A presença de ar frio vai dominar a primeira semana de junho</strong>, mantendo as temperaturas baixas durante as manhãs e tardes de áreas do Sul, Sudeste, parte do Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-mantem-frio-e-tambem-provoca-chuvas-no-sul-sudeste-e-no-nordeste-entenda-1780320525697.jpg" data-image="0g0nz1yja158" alt="A previsão é da atuação de ar frio mantendo temperaturas baixas em áreas do Sul, Sudeste, parte do Centro-Oeste e Nordeste do Brasil." title="A previsão é da atuação de ar frio mantendo temperaturas baixas em áreas do Sul, Sudeste, parte do Centro-Oeste e Nordeste do Brasil."><figcaption>Anticiclone mantém atuação de ar frio e temperaturas baixas em áreas do Sul, Sudeste, parte do Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.</figcaption></figure><p>Isto ocorre devido a presença de uma alta pressão avançando pelo Oceano Atlântico. Com isso, <strong>a circulação atmosférica permite a entrada de ar frio sobre áreas da Região Sul, Sudeste</strong>, avança pelo <strong>Centro-Oeste</strong> e alcança o <strong>Nordeste</strong>. À medida que os dias passam o sistema recebe pulsos mais fortes de ar frio, realizando a manutenção das baixas temperaturas.</p><p>Nesta semana, <strong>pela Região Sul,</strong> os estados do <strong>Paraná e Santa Catarin</strong>a serão os mais afetados pelo ar frio, mantendo as temperaturas mínimas entre <strong>7 e 15°C</strong>. As manhãs desta <strong>terça (2) e quarta-feira (3) serão as mais frias</strong> da semana, enquanto que as <strong>áreas mais elevadas</strong> tem <strong>mínima prevista abaixo de 5°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-mantem-frio-e-tambem-provoca-chuvas-no-sul-sudeste-e-no-nordeste-entenda-1780320167088.jpg" data-image="cpb4c38gclbv" alt="Temperatura mínima prevista para quinta-feira (4)." title="Temperatura mínima prevista para quinta-feira (4)."><figcaption>Temperatura mínima prevista para quinta-feira (4). Temperaturas ficam baixas em boa parte do país.</figcaption></figure><p>Os 4 estados do Sudeste terão uma semana com temperaturas baixas. A <strong>presença de ar frio</strong> deixa os <strong>termômetros</strong> próximos e até mesmo <strong>inferiores</strong> aos <strong>10°C em áreas do Sul de Minas</strong>. No restante de Minas Gerais, mínimas entre <strong>12 e 17°C</strong>, mínimas variando entre <strong>10 e 16°C </strong>em São Paulo e de <strong>13 a 18°C</strong> no Rio de Janeiro. No Espírito Santo, o friozinho entre <strong>13 e 21°C.</strong></p><p><strong> O ar frio chega ao Nordeste com mais força a partir de sexta-feira (5)</strong> sendo a Bahia o estado mais influenciado. Até lá, o amanhecer será com temperaturas entre<strong> 16 e 21°C</strong>, com a chegada do ar frio, <strong>a previsão é de queda, em média, de 1 a 2°C nas temperaturas</strong>, podendo chegar a 14°C em Vitória da Conquista/BA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-mantem-frio-e-tambem-provoca-chuvas-no-sul-sudeste-e-no-nordeste-entenda-1780320052929.jpg" data-image="151uat5c9qxz" alt="Temperatura prevista para a manhã de sexta-feira (5)." title="Temperatura prevista para a manhã de sexta-feira (5)."><figcaption>Mínima prevista para a manhã de sexta-feira (5). As temperaturas ficam baixas em boa parte do Brasil, com termômetros abaixo dos 10°C na Serra da Mantiqueira e ar frio chegando a Bahia.</figcaption></figure><p>No Centro-Oeste, <strong>o frio se consolida sobre o Mato Grosso do Sul,</strong> a porção sul do estado terá temperaturas abaixo de <strong>15°C.</strong> Outro estado que também tem diminuição nas temperaturas será <strong>Goiás, com o amanhecer entre 14 e 17°C</strong> ao longo dos próximos dias.</p><h2>Ar frio influência nas chuvas da semana</h2><p>Exatamente, <strong>o ar frio também irá influenciar nas chuvas sobre o Sul, Sudeste e Nordeste </strong>do Brasil no decorrer desta semana. Isso por conta da <strong>circulação atmosférica</strong> que, ao mesmo tempo que transporta ar frio, leva umidade para áreas do leste das regiões citadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-mantem-frio-e-tambem-provoca-chuvas-no-sul-sudeste-e-no-nordeste-entenda-1780320312712.jpg" data-image="s2z58iw8lbzg" alt="Previsão de nebulosidade e chuva." title="Previsão de nebulosidade e chuva."><figcaption>Precipitação e nebulosidade prevista para a tarde desta terça-feira (2). Chuvas podem ser intensas sobre o ES e áreas pontuais da BA.</figcaption></figure><p>Além das chuvas <strong>o tempo fica mais fechado durante boa parte da tarde</strong>. As pancadas de chuva previstas terão intensidade leve, com baixo risco para gerar transtornos. No entanto, <strong>em áreas pontuais</strong>, há a possibilidade de maior intensidade nas pancadas de chuva.</p><p>Nesta terça (2) <strong>chuvas com leve intensidade</strong> atingem boa parte do litoral brasileiro, <strong>afetando a faixa entre o Paraná e a Bahia</strong>. Neste trecho as capitais <strong>Rio de Janeiro/RJ e Vitória/ES</strong> tem previsão de precipitação. Atenção para o litoral capixaba, onde há possibilidade de chuva moderada a forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-mantem-frio-e-tambem-provoca-chuvas-no-sul-sudeste-e-no-nordeste-entenda-1780320392149.jpg" data-image="devn8h212lcr" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Precipitação acumulada até o final da noite de sexta-feira (5).</figcaption></figure><p>Na quarta (3) e quinta-feira (4) <strong>as chuvas serão leves </strong>e afetam o leste de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e alguns trechos de Minas Gerais.<strong> Os dias irão amanhecer com sol entre nuvens</strong>, mas a tarde a presença de nuvens carregadas vão aumentar e ocasionar nas pancadas de chuva.</p><p><strong>Enquanto que a sexta-feira (5) será de tempo mais firme e estável</strong>, com <strong>pouca possibilidade de chuva</strong>. Em resumo, a circulação atmosférica irá transportar ar frio para o país e umidade que ficará mais contida ao litoral, provocando chuvas até quinta-feira (4). Os acumulados variam entre 5 e 40 mm até o final da sexta-feira (5).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-mantem-frio-e-tambem-provoca-chuvas-no-sul-sudeste-e-no-nordeste-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ter plantas bonitas em casa e conviver com cães ou gatos é perfeitamente possível. Hoje em dia, existem muitas opções seguras que darão vida aos seus espaços sem que tenha de se preocupar com a saúde dos seus animais de estimação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421268056.png" data-image="lpg8biejo071"><figcaption>Os cães e os gatos são curiosos por natureza, mas os gatos são mais suscetíveis aos efeitos tóxicos das plantas.</figcaption></figure><p>As plantas de interior tornaram-se parte do estilo de vida de muitas pessoas. Decoram e ajudam a refrescar os espaços, além de proporcionarem aquela sensação de calma que todos precisamos. <strong>O problema surge quando também temos pequenos companheiros peludos, como cães ou gatos</strong>, em casa, que tendem a ser muito curiosos.</p><div class="texto-destacado">Poucas pessoas sabem que a maioria das plantas comuns recomendadas para uso em ambientes interiores contém compostos tóxicos capazes de provocar irritação oral, vómitos, diarreia e, em casos mais graves, problemas neurológicos ou renais.</div><p>Por isso, muitas pessoas acabam por pensar que ter animais de estimação e plantas ao mesmo tempo simplesmente não é possível, quando na realidade existem alternativas seguras. <strong>Existem espécies resistentes, decorativas e fáceis de cuidar que podem coexistir perfeitamente com cães e gatos</strong>, incluindo dentro de casa.</p><p>Antes de falarmos das plantas ideais para a sua casa, é importante saber que <strong>os gatos são mais sensíveis do que os cães</strong>. Isso acontece porque o seu fígado processa certas substâncias de forma diferente, e a curiosidade inata leva-os a mordiscar as folhas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La <a href="https://x.com/hashtag/maranthaleuconeura?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#maranthaleuconeura</a> es una de las plantas más agradecidas y fáciles de complacer que he tenido. Y a demás es <a href="https://x.com/hashtag/petfriendly?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#petfriendly</a> <br><br>.<br>.<a href="https://x.com/hashtag/plantasdeinterior?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#plantasdeinterior</a> <a href="https://x.com/hashtag/plantasprincipiantes?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#plantasprincipiantes</a> <a href="https://t.co/RcNDoJl6cl">https://t.co/RcNDoJl6cl</a> <a href="https://t.co/5cJVRcBXzj">pic.twitter.com/5cJVRcBXzj</a></p>— NeuZeta (@NeuZeta) <a href="https://x.com/NeuZeta/status/1330093988767002627?ref_src=twsrc%5Etfw">November 21, 2020</a></blockquote></figure><p>A boa notícia é que <strong>hoje em dia existe muito mais informação disponível</strong>, o que facilita a criação de espaços verdes seguros. Com uma boa seleção de plantas e alguns cuidados básicos, é possível ter uma casa cheia de plantas sem se preocupar sempre que o seu animal de estimação se aproxima de um vaso.</p><h2>Plantas seguras e resistentes, perfeitas para ambientes interiores</h2><p>Entre as opções mais recomendadas para principiantes estão as <strong>plantas-aranha ou plantas-fita</strong>. São resistentes, toleram erros de rega e também produzem muitos ramos pendentes que dão à planta um aspeto exuberante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421416458.png" data-image="c5lub5b8pxtp"><figcaption>Os cães, com o seu olfato muito mais apurado do que o dos humanos, são atraídos por plantas seguras.</figcaption></figure><p>Continuando com a lista, outra das preferidas é a <em>Pilea peperomioides</em>, conhecida como planta-OVNI ou planta-do-dinheiro-chinesa, ideal para apartamentos pequenos. No entanto, <strong>se procura plantas com folhagem tropical mais vistosa</strong>, as calateias e as marantas estão entre as melhores opções. </p><div class="texto-destacado">As peperômias são outra opção, especialmente a variedade melancia, que se tornou muito popular por ter folhas vistosas, compactas e resistentes. </div><p>Em áreas espaçosas,<strong> as palmeiras são uma ótima alternativa</strong>. A <em>Chamaedorea elegans</em>, conhecida como palmeira-de-salão, é uma das variedades mais elegantes. A palmeira Kentia acrescenta um toque de sofisticação e tolera ambientes interiores secos. A palmeira-areca é também geralmente considerada segura, embora seja aconselhável garantir que não acumula humidade em excesso.</p><p>As plantas com flor também oferecem opções seguras. <strong>As orquídeas <em>Phalaenopsis</em> estão entre as mais recomendadas </strong>porque, além de elegantes, têm flores de longa duração. As violetas africanas ficam perfeitas em mesas de trabalho ou pequenos parapeitos de janelas e ocupam pouco espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-problema-mais-comum-com-o-bambu-da-sorte-e-como-resolve-lo-antes-que-seja-tarde-demais.html" title="O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais">O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-problema-mais-comum-com-o-bambu-da-sorte-e-como-resolve-lo-antes-que-seja-tarde-demais.html" title="O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-problema-mas-comun-del-bambu-de-la-suerte-y-como-solucionarlo-antes-de-que-sea-tarde-1775369394866_320.png" alt="O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais"></a></article></aside><p>Entre outras plantas muito procuradas estão os fetos de Boston, ideais para <strong>ambientes frescos e húmidos</strong>, assim como a Ceropegia woodii, conhecida como colar de corações.</p><p>Até o chamado <strong>bambu da sorte pode ser uma opção segura</strong>, mas é preciso ter cuidado, pois é muitas vezes confundido com espécies tóxicas vendidas com nomes semelhantes.</p><h3>Segurança, cuidados e plantas que deve evitar</h3><p>Mesmo que uma planta seja considerada "não tóxica", isso não significa que deva ser dada a animais de estimação. <strong>Se um cão ou gato consumir grandes quantidades de folhas, pode apresentar problemas de estômago, vómitos ou diarreia devido à irritação digestiva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421468643.png" data-image="472keep1ftww"><figcaption>Os gatos têm maior probabilidade de serem envenenados por curiosidade do que por fome, especialmente por folhas compridas e pendentes.</figcaption></figure><p>Ao introduzir uma nova planta em casa, é aconselhável <strong>observar a reação dos seus animais de estimação </strong>durante alguns dias. Alguns cães ignoram completamente as plantas, mas há gatos que ficam imediatamente fascinados por certas folhas compridas ou pendentes.<strong> </strong></p><p>Agora, se estivermos a falar de plantas realmente perigosas, <strong>há algumas que deve evitar a todo o custo</strong>. Os lírios são extremamente tóxicos para os gatos e podem causar danos renais mesmo com pequenas quantidades de pólen. As jiboias, a monstera e a dieffenbachia contêm cristais de oxalato de cálcio que irritam a boca e a garganta.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">PD: es tóxica para los gatos.<br><br>También es bueno recordar que los lirios son venenos para los gatos, la interacción con cualquiera de sus partes (hojas, pétalos, polen) puede ser mortal. <br><br>Ahórrate el mal rato, difunde porque hay muchas personas que no tienen ni idea de esta info <a href="https://t.co/AMncS0Ntvv">https://t.co/AMncS0Ntvv</a> <a href="https://t.co/UmzprRuLQb">pic.twitter.com/UmzprRuLQb</a></p>— Sorgina (@inconssiente) <a href="https://x.com/inconssiente/status/1342447004505559045?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2020</a></blockquote></figure><p><strong>Ter cães ou gatos não significa que tenha de abdicar de ter uma casa cheia de plantas</strong>. Mas é importante aprender a escolher espécies seguras e compreender que nem todas as plantas recomendadas nas redes sociais são boas companheiras para os animais de estimação. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 10:12:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Procura uma forma natural de afastar os insetos da sua casa e do seu jardim? Aqui estão algumas plantas perfumadas e invulgares que podem ajudar!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim-1780070492169.jpg" data-image="q2nd9trllui5"><figcaption>As capuchinhas têm flores de cores vivas (em tons de amarelo, creme, vermelho vivo, salmão, bordô e outros) e são comestíveis, tal como as suas folhas, que conferem um toque apimentado a saladas ou sobremesas. Crédito: RHS</figcaption></figure><p><strong>Se não gosta de moscas e outros insetos rastejantes e gostaria de aproveitar o poder das plantas para criar um repelente natural e multifuncional</strong>, não precisa de procurar mais. Aqui estão algumas plantas perfumadas, saborosas e fascinantes para colocar em casa e no jardim, que podem ajudar a manter esses bichinhos afastados.</p><h2>Pequenas carnívoras</h2><p>Se nunca teve a alegria de cuidar de uma pequena planta carnívora que, além de ter um aspecto fascinante, também se encarrega de eliminar moscas e outros insetos da sua casa, <strong>porque não dar um salto ao centro de jardinagem para comprar uma <a href="https://www.rhs.org.uk/plants/5893/dionaea-muscipula/details" target="_blank">armadilha de Vénus</a>, uma drósera e/ou uma planta jarro?</strong></p><p>A clássica armadilha de Vénus é, sem dúvida, a escolha ideal para muitos pais que procuram despertar nos seus filhos a admiração e o fascínio pelo mundo das plantas. <strong>As características mais notáveis desta planta são um caule verde e achatado, rematado por uma armadilha articulada. O interior da armadilha pode ser de cor rosa/vermelha e apresentar pêlos muito finos a salpicar a superfície interna</strong>. Se uma mosca ou uma aranha entrar e ativar os pêlos com o mais leve toque, a armadilha fecha-se e é selada por cerdas que se entrelaçam, selando o destino da pobre criatura.</p><p>Outra opção poderia ser a <a href="https://www.rhs.org.uk/plants/16472/sarracenia-purpurea/details" target="_blank">planta jarro comum</a>, uma planta perene que forma aglomerados, com tubos colunares com tampas em forma de capuz e flores roxas de cinco pétalas. Estas plantas têm um aspecto extraterrestre e, tal como a planta carnívora de Vénus, têm um método de alimentação bastante fascinante. <strong>Tanto a planta carnívora de Vénus como a planta jarro preferem sol pleno e solo úmido e bem drenado</strong>. Ao regar, é melhor usar água destilada ou água da chuva, uma vez que os minerais da água dura da torneira (como o cálcio e o magnésio) podem matar estas plantas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/_IEwRtNXTvw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_IEwRtNXTvw" id="_IEwRtNXTvw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Se estiver interessado em afastar insetos e ter ingredientes à mão para as suas criações culinárias</strong>, não há como errar com<strong> a <a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/mint/grow-your-own" target="_blank">hortelã</a> e o <a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/basil/grow-your-own" target="_blank">manjericão</a></strong>. Ambas as plantas pertencem à família das lamiáceas (Lamiaceae) e são conhecidas pela sua folhagem aromática. Os óleos essenciais intensos da hortelã e do manjericão afastam as moscas e ajudam a mascarar o cheiro de alimentos em decomposição na cozinha.</p><p><strong>Tanto a hortelã como o manjericão requerem solo bem drenado e seis a oito horas de luz solar por dia. Os parapeitos de janelas virados a sul ou a oeste são ideais</strong>. É aconselhável plantar a hortelã em vasos dentro de casa, uma vez que é uma planta de crescimento agressivo e, se plantada ao ar livre (mesmo em vasos), irá produzir sementes e espalhar-se para outras áreas do seu jardim.</p><h2>Capim-limão</h2><p><a href="https://www.rhs.org.uk/herbs/lemongrass/grow-your-own" target="_blank">Capim-limão</a> é uma erva perene deliciosamente perfumada que serve tanto como <strong>repelente eficaz de insetos como ingrediente essencial na cozinha, especialmente na confecção de deliciosos pratos vietnamitas e tailandeses</strong>. Esta planta simples também dá origem a um chá de ervas encantador, ajudando a acalmar os sentidos e a aliviar o estômago, reduzindo o inchaço.</p><p><strong>O capim-limão cultiva-se melhor em vasos, pelo que pode funcionar bem em combinação com manjericão tailandês, que também prefere sol pleno</strong> (pelo menos seis horas por dia) e solo bem drenado, mas não encharcado. Nenhuma das plantas se dá bem com o frio e precisa de ser endurecida antes de ser plantada no início do verão.</p><p>No final do outono e no inverno, é melhor levar o capim-limão e o manjericão tailandês para dentro de casa até que as temperaturas voltem a aquecer no ano seguinte. <strong>Coloque as plantas num parapeito de janela virado a sul ou a oeste, onde possam desfrutar de pelo menos seis horas de luz solar</strong>, ou (se isso não for possível) pode adquirir uma lâmpada de cultivo e proporcionar dez a doze horas de luz artificial por dia.</p><h2>Capuchinhas</h2><p><strong>As <a href="https://www.rhs.org.uk/education-learning/children-young-people/family-activities/grow-it/nasturtium" target="_blank">capuchinhas</a> libertam óleos de mostarda intensos que afastam pragas como a mosca-branca e os pulgões</strong>. Além de atuarem como repelente biológico de insetos, estes compostos à base de enxofre funcionam também como "cultura-isca", afastando as traças da couve dos seus preciosos legumes na horta.</p><p>Semeie as sementes em solo recém-preparado, com uma distância de 25 cm entre elas e a uma profundidade de 2,5 cm, após o fim da última geada. <strong>As capuchinhas prosperam em solo pobre em nutrientes, seja no solo ou em vasos</strong>, uma vez que o excesso de azoto resulta numa folhagem exuberante, mas com menos flores.</p><p>Toque na camada superior de 2,5 cm do solo e, se estiver demasiado seca, regue um pouco. Os cultivadores podem optar por<strong> variedades "anãs" para vasos pequenos e por variedades "trepadeiras"</strong> para cestos suspensos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual é a menor temperatura possível no Universo? A Física tem uma resposta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/qual-e-a-menor-temperatura-possivel-no-universo-a-fisica-tem-uma-resposta.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Entender temperaturas extremas ajuda a revelar propriedades fundamentais da matéria e do comportamento das partículas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-menor-temperatura-possivel-no-universo-a-fisica-tem-uma-resposta-1780173702253.png" data-image="ct0hnb836gn1" alt="O valor do zero absoluto é definido por princípios fundamentais da termodinâmica e da mecânica quântica, que determinam o menor estado energético possível da matéria." title="O valor do zero absoluto é definido por princípios fundamentais da termodinâmica e da mecânica quântica, que determinam o menor estado energético possível da matéria."><figcaption>O valor do zero absoluto é definido por princípios fundamentais da termodinâmica e da mecânica quântica, que determinam o menor estado energético possível da matéria.</figcaption></figure><p>O Universo abriga alguns dos ambientes mais extremos conhecidos pela Ciência, incluindo regiões com temperaturas extremamente baixas. <strong>Em grandes vazios intergalácticos, longe de estrelas e outras fontes de radiação, a quantidade de energia disponível é muito pequena.</strong> Como a temperatura é relacionada à energia das partículas, esses locais podem atingir valores próximos dos menores permitidos pela Física. </p><p><strong>Em escala cosmológica, existe uma temperatura média associada ao universo conhecida como temperatura da radiação cósmica de fundo, atualmente em torno de 2,7 Kelvin, cerca de -270.45 ºC. </strong> Isso significa que, mesmo em regiões aparentemente vazias, ainda existe uma pequena quantidade de energia térmica presente. Curiosamente, laboratórios na Terra conseguem produzir temperaturas inferiores a essa utilizando técnicas de resfriamento de átomos.</p><p><strong>O limite inferior da temperatura é conhecido como zero absoluto, correspondente a 0 kelvin ou −273,15 °C. </strong>Segundo as leis da termodinâmica, esse é o menor valor de temperatura fisicamente possível. À medida que um sistema se aproxima desse limite, a energia térmica disponível diminui drasticamente e o movimento microscópico das partículas torna-se mínimo. Entretanto, segundo a Mecânica Quântica, as partículas nunca ficam completamente paradas e a terceira lei da Termodinâmica indica que atingir o zero absoluto seria impossível.</p><h2>Conceito de temperatura</h2><p>A temperatura é uma grandeza física que mede o estado energético microscópico de um sistema, relacionada à energia cinética média das partículas que o compõem. <strong>Quanto maior a agitação de átomos, moléculas ou outras partículas, maior será a temperatura observada.</strong> Em gases, por exemplo, essa agitação está associada à velocidade média das partículas, enquanto em sólidos está ligada às vibrações da rede cristalina. </p><div class="texto-destacado">A temperatura não mede diretamente a quantidade total de energia presente em um objeto, mas sim como essa energia está distribuída entre suas partículas. </div><p>Embora frequentemente usados como sinônimos no cotidiano, temperatura e calor representam conceitos físicos distintos. <strong>A temperatura descreve uma propriedade do sistema, enquanto o calor corresponde à energia transferida entre corpos devido a uma diferença de temperatura.</strong> Quando dois objetos com temperaturas diferentes entram em contato, a energia flui do mais quente para o mais frio até que o equilíbrio térmico seja atingido. Esse fluxo de energia é o que a Física define como calor.</p><h2>O zero absoluto</h2><p><strong>O zero absoluto é uma temperatura definida como 0 kelvin, equivalente a −273,15 °C na escala Celsius. </strong>À medida que um sistema é resfriado, sua energia térmica diminui e sua temperatura se aproxima desse limite extremo. Atualmente, o zero absoluto é utilizado como referência em pesquisas envolvendo Mecânica Quântica. Trata-se de uma condição extremamente distante das temperaturas encontradas no cotidiano e na maioria dos ambientes naturais do universo. </p><p>Apesar de o zero absoluto ser um conceito bem estabelecido teoricamente, nenhum experimento consegue atingir exatamente essa temperatura. <strong>Alguns laboratórios já foram capazes de aproximar-se dela usando técnicas como resfriamento a laser e armadilhas magnéticas.</strong> Em alguns experimentos, cientistas conseguiram produzir temperaturas de bilionésimos ou até trilionésimos de kelvin acima do zero absoluto. </p><h2>Por que esse é o limite?</h2><p>O zero absoluto é considerado o limite inferior da temperatura permitido pela Física porque esta grandeza está associada à energia térmica das partículas de um sistema. À medida que um material é resfriado, sua energia interna diminui e os movimentos microscópicos tornam-se cada vez menores. <strong>Entretanto, existe um ponto em que não é mais possível remover energia térmica do sistema sem violar princípios fundamentais da física.</strong> Esse estado corresponde a 0 kelvin, ou −273,15 °C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-menor-temperatura-possivel-no-universo-a-fisica-tem-uma-resposta-1780173725057.png" data-image="k425zu8hx00a" alt="A Nebulosa Boomerang detém o recorde de ambiente natural mais frio conhecido do Universo, com temperaturas próximas de 1 kelvin. Crédito: NASA" title="A Nebulosa Boomerang detém o recorde de ambiente natural mais frio conhecido do Universo, com temperaturas próximas de 1 kelvin. Crédito: NASA"><figcaption>A Nebulosa Boomerang detém o recorde de ambiente natural mais frio conhecido do Universo, com temperaturas próximas de 1 kelvin. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O zero absoluto não representa a ausência completa de matéria ou energia. Ele corresponde ao menor estado energético que um sistema físico pode alcançar.</strong> Mesmo que um sistema pudesse atingir exatamente o zero absoluto, as partículas não ficariam completamente imóveis. A Mecânica Quântica prevê a existência da chamada energia de ponto zero, uma energia residual que permanece presente mesmo no estado fundamental de um sistema. </p><h2>Menor temperatura registrada no Universo</h2><p>A menor temperatura observada naturalmente no Universo foi identificada na Nebulosa Boomerang, localizada a cerca de 5 mil anos-luz da Terra. <strong>Essa nebulosa apresenta temperaturas próximas de 1 kelvin, tornando-se mais fria até mesmo que a radiação cósmica de fundo.</strong> O fenômeno ocorre porque a nebulosa está se expandindo rapidamente, fazendo com que o gás perca energia por resfriamento adiabático. A Nebulosa Boomerang é considerada o ambiente natural mais frio conhecido do universo. </p><p>Na Terra, a menor temperatura registrada naturalmente ocorreu na Antártida, o ambiente mais frio da superfície do planeta. <strong>O recorde oficial foi medido na Estação Vostok em julho de 1983, quando a temperatura do ar atingiu −89,2 °C.</strong> Posteriormente, análises por satélite identificaram regiões na Antártida onde a superfície do gelo chegou a valores próximos de −98 °C. Ambas as temperaturas estão bem longe do zero absoluto que é −273,15 em graus Celsius. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/qual-e-a-menor-temperatura-possivel-no-universo-a-fisica-tem-uma-resposta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como estava o tempo no dia em que você nasceu? Uma nova plataforma permite que você descubra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-estava-o-tempo-no-dia-em-que-voce-nasceu-uma-nova-plataforma-permite-que-voce-descubra.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 23:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Você já se perguntou como estava o tempo em um determinado dia no passado? Uma nova plataforma digital permite que você faça essas viagens através do tempo meteorológico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-mirada-al-futuro-nueva-plataforma-de-copernicus-1779470493150.png" data-image="ui1jlp71yubv" alt="Copérnico, Repetição do Tempo" title="Copérnico, Repetição do Tempo"><figcaption>O Weather Replay é um novo aplicativo web do Copernicus e do ECMWF que permite aos usuários explorar e visualizar eventos climáticos e meteorológicos históricos. A imagem mostra o evento de baixa pressão isolado de março de 2015 que trouxe chuvas extremas para o norte do México. Fonte: Weather Replay, Copernicus, ECMWF.</figcaption></figure><p>Uma reanálise meteorológica é uma reconstrução detalhada do estado passado da atmosfera, criada pela combinação de <strong>milhões de observações reais de estações meteorológicas</strong>, satélites, balões meteorológicos e navios com modelos numéricos.</p><p>O resultado é um "filme" coerente e contínuo da evolução da atmosfera no passado,<strong> útil para o estudo de fenômenos extremos, tendências climáticas e mudanças ambientais</strong>, mesmo em regiões ou épocas com poucos dados diretos.</p><p>Existem muitas reanálises disponíveis atualmente; uma delas é a do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), chamada ERA5. <strong>A ERA5 é uma das reanálises mais utilizadas em estudos climáticos</strong>, pois permite a análise de inúmeras variáveis desde 1940, com uma resolução temporal de 1 hora e uma resolução espacial de cerca de 25 km.</p><h2>Uma janela para o passado</h2><p>A reanálise permite-nos observar o passado com uma precisão incrível. Possibilita <strong>conhecer a posição de ciclones tropicais ou sistemas frontais em qualquer momento</strong>, ou a intensidade de um rio atmosférico, entre outros fenómenos meteorológicos.</p><p>Também é possível saber, embora com certo grau de incerteza, qual era a temperatura em um dado momento e quanta precipitação caiu em um determinado dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="684330" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-meteored-ja-e-a-quarta-plataforma-mais-utilizada-no-mundo-para-consultar-o-tempo.html" title="A Meteored já é a quarta plataforma mais utilizada no mundo para consultar o tempo">A Meteored já é a quarta plataforma mais utilizada no mundo para consultar o tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-meteored-ja-e-a-quarta-plataforma-mais-utilizada-no-mundo-para-consultar-o-tempo.html" title="A Meteored já é a quarta plataforma mais utilizada no mundo para consultar o tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteored-ya-es-la-4-mas-usada-del-mundo-para-consultar-el-tiempo-1730269841197_320.jpg" alt="A Meteored já é a quarta plataforma mais utilizada no mundo para consultar o tempo"></a></article></aside><p>Mas manipular dados de reanálise não é tarefa fácil. É preciso uma sólida <strong>formação em ciência de dados para não se perder nesses volumes gigantescos</strong> de informações. Portanto, essa janela para o passado não está aberta a qualquer um... até agora!</p><h2>Replay meteorológico, o 'DeLorean' de Copérnico</h2><p>Há algumas semanas, o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus lançou um<strong> <a href="https://weather-replay.climate.copernicus.eu/?lat=35.0&lon=15.0&zoom=1.9" target="_blank">nova plataforma que permite viajar ao passado.</a> </strong> Não como o DeLorean do Doc Brown em De Volta para o Futuro, mas virtualmente, usando dados da reanálise ERA5.</p><p><strong>É uma excelente ferramenta para análise climática</strong> e, ao mesmo tempo, uma ótima democratizadora do acesso à informação. Permite visualizar eventos passados, comparar diferentes épocas e analisar dados facilmente, sem precisar escrever centenas de linhas de código.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-mirada-al-futuro-nueva-plataforma-de-copernicus-1779468437551.png" data-image="tdxft2rqdjuu" alt="Weather Replay" title="Weather Replay"><figcaption>Exemplos de uso do Weather Replay: à esquerda, um sistema frontal afetando o sul do Chile durante o grande inverno de El Niño de 1997. À direita, um dos dias mais quentes da história de Santiago, em janeiro de 2019. Fonte: Weather Replay, Copernicus.</figcaption></figure><p>O recurso Weather Replay permite visualizar variáveis meteorológicas comuns, como precipitação, <strong>temperatura ou pressão atmosférica</strong>, e outras mais avançadas, como a altura geopotencial.</p><p>É uma excelente ferramenta educacional que simplifica consideravelmente a resposta a perguntas que vão desde "<strong>quais foram os eventos extremos que afetaram meu país durante o último grande evento El Niño</strong>" até "como estava o tempo na minha cidade no dia em que nasci".</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Copernicus: <a href="https://climate.copernicus.eu/weather-replay-your-time-machine-revisit-past-weather" target="_blank">Weather Replay: your time machine to revisit past weather</a>.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-estava-o-tempo-no-dia-em-que-voce-nasceu-uma-nova-plataforma-permite-que-voce-descubra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar frio traz nova queda das temperaturas: Sudeste será mais afetado que o Sul; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-nova-queda-das-temperaturas-sudeste-sera-mais-afetado-que-o-sul-entenda.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 21:54:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova massa de ar frio chega ao Brasil nos próximos dias baixando as temperaturas no Sul e no Sudeste, mas afetando com maior intensidade a Região Sudeste. Entenda aqui.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-ate-100-mm-atingem-as-5-regioes-do-brasil-na-primeira-semana-de-junho-veja-a-previsao.html">Chuvas de até 100 mm atingem as 5 regiões do Brasil na primeira semana de junho; veja a previsão </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacc6l8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacc6l8.jpg" id="xacc6l8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova massa de ar frio vai afetar o Brasil já no início desta semana. Trata-se de um sistema mais fraco, mas que já é o suficiente para manter o frio. No entanto,<strong> devido ao posicionamento da massa de ar frio, os efeitos serão mais significativos no Sudeste do que na Região Sul</strong>.</p><p>Devido à atuação de uma frente fria mais oceânica, a massa de ar frio ou anticiclone ou alta pressão, <strong>também muda o seu posicionamento</strong>, obtendo menos amplitude avanço, <strong>deslocando-se menos latitudinalmente</strong>, e atuando também de forma mais oceânica. Quando isso acontece, <strong>a direção dos ventos muda no Sul do Brasil</strong>, havendo um predomínio de ventos de leste e posteriormente de quadrante norte, enquanto que no Sudeste o predomínio é de ventos de leste e sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a></strong><strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong> </div><p>Confira a seguir os mapas de previsão e a intensidade do frio no início desta semana.</p><h2>Mapas de previsão e a intensidade do frio</h2><p><strong>Nesta segunda-feira (1)</strong>, a massa de ar frio atua sobre o leste da Argentina e contribui para os ventos de sul, baixando as temperaturas na Região Sul e <strong>provocando mais frio no fim da noite do que no início da madrugada</strong> na metade sul do Rio Grande do Sul. Já no restante da Região Sul, as mínimas acontecem no início da manhã.</p><p>Assim, as temperaturas mínimas variam de 8 a 15°C no Rio Grande do Sul; de 7 a 15°C em Santa Catarina, com possibilidade de valores em torno dos 3°C nas regiões mais elevadas da Serra; e de 7 a 15°C no Paraná. Nas capitais, em Porto Alegre a mínima acontece no fim da noite e fica em 14°C, em Florianópolis fica em 14°C e, em Curitiba, em torno dos 11°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-nova-queda-das-temperaturas-sudeste-sera-mais-afetado-que-o-sul-entenda-1780263988704.jpg" data-image="cvb2nsqs2jhx" alt="frio" title="frio"><figcaption>Temperaturas prevista para o fim da noite desta segunda-feira, 1 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No Sudeste</strong>,<strong> devido aos ventos de sul, </strong>as mínimas ocorrem no fim do dia no leste do estado de São Paulo, com 13°C na região metropolitana da capital paulista. Regiões mais para o sul a partir da região de Sorocaba estão com previsão de temperaturas em torno dos 10°C. Em Minas Gerais, as temperaturas mínimas variam de 4 a 16°C, com as menores temperaturas sendo registradas no extremo sul do estado. No Rio de Janeiro, as mínimas ficam entre 14 a 21°C e no Espírito Santo de 15 a 21°C.</p><p><strong>Na terça-feira (2),</strong> devido ao avanço da massa de ar frio, <strong>as temperaturas caem em média 1 a 2°C no Rio Grande do Sul</strong>. Já em Santa Catarina e no Paraná, os efeitos passam batido e há até aumento das mínimas. <strong>No leste do Sudeste, as temperaturas também diminuem de 1 a 2°C</strong>. As capitais ficam com previsão de 12°C em Porto Alegre, com 15°C em Florianópolis, 13°C em Curitiba, 12°C em São Paulo e região de Campinas, 19°C no Rio de Janeiro, 12°C em Belo Horizonte e 17°C em Vitória.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-nova-queda-das-temperaturas-sudeste-sera-mais-afetado-que-o-sul-entenda-1780264064300.jpg" data-image="6pp2t0r04vjt" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Temperaturas prevista para o início da manhã da terça-feira, 2 de maio.</figcaption></figure><p><strong>Em relação às máximas</strong>, devido à influência da massa de ar frio no leste do Sul e do Sudeste, as temperaturas não conseguem passar dos 20°C até São Paulo, com 22°C a partir do Rio de Janeiro no início da semana. No interior, o tempo mais firme e ensolarado permite uma condição mais agradável com valores de 21 a 24°C. Já no oeste e norte de Minas Gerais, as temperaturas podem chegar aos 27°C.</p><p><strong>No restante da semana</strong>,<strong> o padrão de temperaturas praticamente se mantém com pequena elevação</strong>, em torno de 1 a 2°C, tanto no Sul quanto no Sudeste. No fim de semana, a tendência no leste do Sudeste é de queda devido a redução da nebulosidade. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-nova-queda-das-temperaturas-sudeste-sera-mais-afetado-que-o-sul-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sismólogos revelam na revista Nature como a Grande Pirâmide de Gizé resistiu a terremotos por mais de 4.500 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/sismologos-revelam-na-revista-nature-como-a-grande-piramide-de-gize-resistiu-a-terremotos-por-mais-de-4-500-anos.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 19:52:51 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Grande Pirâmide de Gizé mantém uma estabilidade excepcional durante terremotos graças à sua estrutura, à sua ressonância interna e às técnicas de construção que ainda impressionam os cientistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-piramide-de-guiza-es-a-prueba-de-terremotos-segun-estudio-1779712244314.jpeg" data-image="lzonv7f1yhyd" alt="piramides" title="piramides"><figcaption>A Grande Pirâmide de Gizé manteve sua estabilidade por 4.600 anos graças a uma estrutura capaz de dispersar vibrações sísmicas. Um estudo detectou frequências internas que reduzem o impacto de terremotos no monumento egípcio.</figcaption></figure><p>A resiliência da Grande Pirâmide de Gizé voltou a ser o foco de pesquisas arqueológicas. Um grupo de especialistas do Egito e do Japão analisou como o <strong>monumento responde às vibrações sísmicas após mais de 4.600 anos de existência</strong>. Os resultados indicam que a pirâmide possui uma capacidade extraordinária de absorver e distribuir a energia gerada por terremotos.</p><p>A pesquisa baseou-se em medições feitas em aproximadamente 40 áreas dentro e ao redor da pirâmide atribuída ao faraó Khufu. Especialistas examinaram as câmaras, túneis e cavidades para determinar como as ondas sísmicas se propagam através dos enormes blocos de calcário e granito que compõem essa estrutura colossal.</p><h2>Grande Pirâmide de Gizé: comportamento durante terremotos</h2><p>A construção começou por volta de 2500 a.C. e levou aproximadamente 26 anos para ser concluída. <strong>Milhares de trabalhadores movimentaram mais de 2,3 milhões de blocos</strong> para erguer uma estrutura que originalmente atingia uma altura de 146 metros e uma base com mais de 230 metros de cada lado.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Structural features of the Great Pyramid of Khufu in the Giza pyramid complex in Egypt may have enabled it to withstand earthquakes without sustaining serious damage over the approximately 4,600 years since it was built, says a study in <a href="https://twitter.com/SciReports?ref_src=twsrc%5Etfw">@SciReports</a>: <a href="https://t.co/rIsgN1qVo5">https://t.co/rIsgN1qVo5</a></p>— Springer Nature (@SpringerNature) <a href="https://twitter.com/SpringerNature/status/2057539677998002531?ref_src=twsrc%5Etfw">May 21, 2026</a></blockquote></figure><p>O novo estudo, publicado na revista <em>Scientific Reports</em>, indica que a pirâmide dispersa vibrações sísmicas com muita eficiência. Segundo Asem Mostafa, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa de Astronomia e Geofísica do Cairo, a pirâmide foi “<strong>inteligentemente equilibrada e ajustada com precisão</strong>” para manter sua estabilidade estrutural.</p><p>Os cientistas aplicaram uma técnica conhecida como “<strong>análise de vibração ambiente</strong>”. Esse método não invasivo permite registrar como as vibrações se propagam pelos blocos, galerias e espaços internos. As medições revelaram frequências constantes entre 2 e 2,6 hertz, muito diferentes das do solo circundante, que giram em torno de 0,6 hertz.</p><h2>A Grande Pirâmide de Gizé sobreviveu a grandes terremotos no Egito</h2><p>O Egito sofreu alguns terremotos muito significativos ao longo de sua história. <strong>Um dos mais devastadores ocorreu em outubro de 1992, com magnitude de 5,9</strong>. O epicentro localizou-se a cerca de 32 quilômetros a sudoeste do Cairo e causou graves danos no planalto de Gizé.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-piramide-de-guiza-es-a-prueba-de-terremotos-segun-estudio-1779701585440.jpeg" data-image="r66knyll963d" alt="Grande Pirâmide de Gizé" title="Grande Pirâmide de Gizé"><figcaption>Pesquisadores do Egito e do Japão analisaram as câmaras e os túneis da Grande Pirâmide de Gizé após terremotos. As medições revelam que a engenharia egípcia ajudou a preservar a pirâmide de Quéops intacta.</figcaption></figure><p>Mais de 129.000 edifícios foram destruídos ou danificados. Diversas mesquitas históricas sofreram rachaduras e alguns túmulos no Vale dos Reis precisaram de reforço interno. No entanto, Mohamed ElGabry, autor principal do estudo científico, <strong>afirmou que praticamente nenhuma pedra se desprendeu da Grande Pirâmide de Gizé</strong>.</p><p>Pesquisadores argumentam que estruturas construídas com enormes blocos perfeitamente encaixados resistiram melhor à atividade sísmica do que construções posteriores. <strong>A simetria do monumento e sua fundação em rocha sólida também contribuíram para reduzir o risco de desabamento</strong>.</p><h2>Séculos de experiência antes da construção da Grande Pirâmide de Gizé</h2><p>A técnica utilizada em Gizé não surgiu repentinamente. Antes de Quéops, já existiam projetos de pirâmides em Sacara, <strong>a cerca de 30 quilômetros ao sul do Cairo</strong>. Lá, foi construída a Pirâmide de Degraus de Djoser, considerada a mais antiga do Egito.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/5MpXkbXJ-9U/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=5MpXkbXJ-9U" id="5MpXkbXJ-9U"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Mais tarde, o faraó Sneferu introduziu as faces lisas que mais tarde caracterizariam as pirâmides de Gizé. Ao longo dos séculos,<strong> alguns governantes mantiveram esses métodos de construção, enquanto outros recorreram a soluções mais econômicas</strong> que reduziram a resistência de seus monumentos.</p><p>A pesquisa também revelou que as câmaras acima da Câmara do Rei atuam como amortecedores contra certas vibrações. De acordo com Ahmed Eldosouky, geofísico da Universidade de Suez, a uniformidade registrada nas medições demonstra "<strong>um sistema estrutural extraordinariamente estável</strong>". Os especialistas acreditam que o resultado é fruto de várias gerações de observação, testes e aprimoramentos acumulados ao longo de séculos.</p><h3><em><strong>Referências da notícia</strong></em></h3><p><em>ELGabry, M., Hamed, A., Yoshimura, S. et al. Architectural and geotechnical aspects affecting earthquake resilience for the antique Egyptian Khufu pyramid. Sci Rep 16, 14032 (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-49962-6" target="_blank" rel="nofollow">https://doi.org/10.1038/s41598-026-49962-6</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/sismologos-revelam-na-revista-nature-como-a-grande-piramide-de-gize-resistiu-a-terremotos-por-mais-de-4-500-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta capela, única no mundo, está coberta de conchas: veja onde a pode encontrar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/esta-capela-unica-no-mundo-esta-coberta-de-conchas-veja-onde-a-pode-encontrar.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 18:13:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Na ilha galega de La Toja, em Pontevedra, Espanha, a Capela de San Caralampio é uma joia arquitetônica singular. Revestida com conchas de vieira que brilham à luz do sol, reflete o requinte e a beleza natural do seu meio envolvente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cette-chapelle-unique-au-monde-est-recouverte-de-coquillages-1778601829515.jpeg" data-image="e9do4uwpdchc" alt="A Capela de San Caralampio, aninhada no meio de uma exuberante vegetação." title="A Capela de San Caralampio, aninhada no meio de uma exuberante vegetação."><figcaption>A Capela de San Caralampio, aninhada no meio de uma exuberante vegetação.</figcaption></figure><p>A ilha de La Toja, também conhecida pelo seu nome galego, Illa da Toxa, situa-se no estuário do rio Arousa, bem no coração da região das Rías Baixas. Esta zona é um dos locais mais emblemáticos e cativantes da Galiza, famosa pelas suas <strong>paisagens exuberantes, biodiversidade, história e tradições culturais</strong>.</p><p>Esta pequena ilha, com pouco mais de um quilómetro de comprimento, parece emergir suavemente do mar, rodeada por águas calmas e cristalinas, pântanos, pinhais centenários e flora nativa que resistiu ao teste do tempo.</p><p>Uma verdadeira joia da ilha, a Capela de La Toja é um local de culto histórico que embeleza a paisagem galega desde o século XII. No entanto, <strong>só na década de 1950 é que foi completamente revestida de conchas marinhas</strong>; conchas cujas cristas nacaradas projetam um brilho iridescente em tons branco-rosados.</p><p>Construída sob a direção do arquiteto ourense Daniel Vázquez-Gulías, <strong>a estrutura ergue-se sobre uma antiga mina de sal</strong>. A fachada que alberga o altar está virada a sul, deixando as suas paredes constantemente expostas à chuva: um ataque contínuo que provoca humidade e deterioração estrutural.</p><h2>A concha da vieira: um isolante natural</h2><p>Perante este desafio, o Marquês de Riestra (Raimundo Riestra Calderón II) recorreu à experiência de um artesão da cidade vizinha de O Grove: Anselmo Millán. O artesão revelou que, tradicionalmente, <strong>as conchas de vieira eram utilizadas nas casas como isolante natural</strong> para proteger contra a humidade do mar.</p><p>O Marquês achou a ideia genial e encomendou ao artesão que revestisse a fachada com conchas. Ficou tão satisfeito com o resultado que ordenou que toda a capela fosse coberta com elas. Hoje,<strong> a capela continua a ser um símbolo poderoso que destaca tanto o engenho dos artesãos locais como os tesouros naturais da ilha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cette-chapelle-unique-au-monde-est-recouverte-de-coquillages-1778602033493.jpeg" data-image="xxrshogqubxx" alt="A concha da vieira é utilizada como isolante natural." title="A concha da vieira é utilizada como isolante natural."><figcaption>A concha da vieira é utilizada como isolante natural.</figcaption></figure><p>Mas não é tudo. Para além da sua função protetora, <strong>a concha da vieira possui um imenso significado no imaginário coletivo da Galiza</strong>. Este molusco bivalve, extremamente comum na região, é o símbolo por excelência do Caminho de Santiago, sendo o seu emblema mais universal e representativo. Hoje, continua a ser parte integrante do equipamento habitual do peregrino desde o início da viagem.</p><h2>As propriedades curativas do molusco</h2><p>A <strong>concha da vieira está ligada a diversas lendas </strong>que lhe atribuem propriedades curativas; a mais notável é a história que envolve o próprio apóstolo São Tiago. Esta história conta que o santo, depois de chegar a Compostela, pediu uma concha, muito semelhante às que os peregrinos transportavam, para curar uma doença na garganta.</p><p>A partir deste momento,<strong> os peregrinos medievais começaram a costurar conchas de vieira nos seus mantos e chapéus</strong>, prestando assim homenagem ao famoso apóstolo. A concha tinha também uma função prática, servindo de recipiente para água potável ou para pedir esmola durante a árdua viagem.</p><p><strong>As conchas de vieira simbolizam a pureza, a boa sorte, a ressurreição e os princípios divinos</strong>. Diversas lendas sobre os seus poderes benéficos sugerem que as relíquias de São Tiago foram transportadas para Compostela protegidas dentro dessas mesmas conchas.</p><p>Como resultado, a capela que se ergue majestosamente na ilha de La Toja, <strong>situada a cerca de trinta quilómetros a sul de Santiago de Compostela</strong>, tornou-se uma paragem essencial para viajantes e peregrinos de todo o mundo.</p><h2>As águas termais de La Toja</h2><p>Embora seja popularmente conhecida como a “Capela das Conchas”, <strong>a capela da ilha de La Toja é dedicada oficialmente a São Caralampio</strong> (São Charalambos) desde a sua fundação no século XII. É o santo padroeiro das doenças de pele e está indissociavelmente ligado à ilha, cujas terras são ricas em águas doces com propriedades terapêuticas únicas.</p><p>Para além do<strong> poder curativo das suas águas, a própria ilha funciona como um santuário natural para a saúde e o bem-estar</strong>. Temperaturas amenas durante todo o ano, ar marinho rico em iodo e um silêncio quebrado apenas pelo canto dos pássaros ou pelo murmúrio das ondas criam um cenário ideal para o autocuidado e o relaxamento.</p><h4><em>Referência da notícia</em></h4><p><em>Noelann Bourgade, May 12, 2026. "<a href="https://www.admagazine.fr/article/chapelle-recouverte-coquilles-saint-jacques-espagne" target="_blank" rel="nofollow">In Spain, This One-of-a-Kind Chapel Is Covered in Scallop Shells</a>" </em><br><a href="https://www.admagazine.fr/article/chapelle-recouverte-coquilles-saint-jacques-espagne" target="_blank"></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/esta-capela-unica-no-mundo-esta-coberta-de-conchas-veja-onde-a-pode-encontrar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas de até 100 mm atingem as 5 regiões do Brasil na primeira semana de junho; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-ate-100-mm-atingem-as-5-regioes-do-brasil-na-primeira-semana-de-junho-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 16:44:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Mesmo com uma semana de padrão mais seco, há previsão de chuvas para todas as regiões do Brasil. Os volumes podem chegar até os 100 mm no fim desta semana. Saiba onde vai chover.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino.html">Como será o clima em junho: o inverno poderia começar com El Niño?</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-ate-100-mm-atingem-as-5-regioes-do-brasil-na-primeira-semana-de-junho-veja-a-previsao-1780244386636.jpg" data-image="j6tdpk9zq3vd" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Mesmo com uma semana de padrão mais seco, há previsão de chuvas para todas as regiões do Brasil. Os volumes podem chegar até os 100 mm até sexta-feira</figcaption></figure><p>Nesta primeira semana de junho, há previsão de chuva para todas as regiões do Brasil mesmo dentro da estação seca. As chuvas se concentram mais nos extremos leste e norte do país,<strong> mas instabilidades conseguem se formar e provocar pancadas sobre uma parte seleta do Brasil Central</strong>.</p><h2>Anticiclone grande mantém o frio e favorece as chuvas</h2><p>Uma frente fria atua de forma oceânica próximo ao Sul e ao Sudeste do Brasil neste domingo (31) e nesta segunda-feira (1). Mesmo no oceano, <strong>o sistema consegue provocar estímulos para a formação de instabilidades no interior do Brasil</strong>. Assim, por volta do meio e do fim da tarde, há previsão de pancadas de curta duração no centro-sul de Minas Gerais, no nordeste do estado de São Paulo e na região serrana do Rio de Janeiro. Há possibilidade de chuvas bem pontuais no estado de Goiás, com menor potencial que as que podem ocorrer no Sudeste.</p><div class="texto-destacado">As chuvas no Centro-Oeste acontecem somente na segunda-feira (1) e de forma muito pontual, sem potencial para grandes acumulados.</div><p><strong>Ainda na segunda-feira (1)</strong>, o tempo firme predomina sobre a Região Sul e demais áreas do Centro-Oeste e boa parte das regiões Norte e Nordeste. No entanto, devido aos ventos de leste, <strong>o leste da Bahia fica nublado e com previsão de chuva fraca alternando com período de melhoria ao longo dia</strong>. Já as chuvas mais intensas atingem o extremo norte do Brasil desde a região de São Luís, no Maranhão, até o noroeste do Amazonas, passando por Macapá, Belém, Santarém, Manaus e Boa Vista.</p><p><strong>Na terça-feira (2)</strong>, como avanço da frente fria no oceano, a massa de ar frio na sua retaguarda atua sobre o centro-sul do Brasil, mas com seu núcleo deslocado para o oceano. Por se tratar de um sistema de alta pressão, ou seja, um anticiclone, a circulação dos ventos acontece de forma anti-horária, <strong>o que favorece o transporte de umidade e do ar mais frio para o leste do país</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-ate-100-mm-atingem-as-5-regioes-do-brasil-na-primeira-semana-de-junho-veja-a-previsao-1780243728771.jpg" data-image="xlc3ktlgb85m" alt="previsão de chuva para a primeira semana de junho" title="previsão de chuva para a primeira semana de junho"><figcaption>Acumulado de chuva para até a sexta-feira, 5 de junho. Acumulados podem passar dos 100 mm na Região Norte e chegar próximo disso no leste da Bahia.</figcaption></figure><p>Assim, boa parte da faixa leste,<strong> fica com o tempo nublado e com possibilidade de chuva fraca</strong> no leste do Rio Grande do Sul, do estado de São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, no nordeste de Minas Gerais e no leste da Bahia, incluindo a região de Salvador.</p><p>Além dessa áreas, ventos também de leste favorecem as chuvas no leste de Pernambuco e do estado do Rio Grande do Norte. Previsão de chuvas mais intensas, novamente desde o norte do Maranhão até o noroeste do Amazonas.</p><div class="texto-destacado">Os volumes previstos podem superara os 100 mm até o fim da semana na Região Norte. No leste da Bahia, na região de Salvador, há potencial para 90 mm.</div><p><strong> Na quarta-feira (3)</strong>, o anticiclone de grandes dimensões se desloca um pouco mais para o norte o que <strong>altera a direção do vento e o transporte de umidade</strong> para algumas áreas. Assim, o tempo firme predomina em boa parte do Rio Grande do Sul, com tempo mais fechado na região da serra mais próxima do estado de Santa Catarina. Já no território catarinense e no Paraná, o tempo fica nublado no leste, com possibilidade de chuva fraca ou chuvisco ao longo do dia, incluindo as regiões de Florianópolis, de Joinville e de Curitiba. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <strong><a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a></strong><strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong> </div><p>A mesma condição se aplica ao litoral paulista e ao Rio de Janeiro, <strong>onde o tempo fica nublado e com previsão de chuva fraca ao longo dia</strong>. Na capital paulista, há pouca chance de chuva, mas na região do Grande ABCD, há potencial de chuva fraca.</p><p><strong>No Nordeste</strong>, há previsão de chuva fraca em todo o leste e passa a chover com maior intensidade em toda a porção norte, desde o leste de Pernambuco até o norte do Maranhão. <strong>Na Região Norte</strong>, as chuvas continuam atingindo a porção norte, incluindo as capitais Belém, Manaus, Macapá e Boa Vista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-ate-100-mm-atingem-as-5-regioes-do-brasil-na-primeira-semana-de-junho-veja-a-previsao-1780243950336.jpg" data-image="s6t33kq65kmb" alt="Previsão de chuva a" title="Previsão de chuva a"><figcaption>Acumulados no leste do Sudeste e do Nordeste podem variar de 40 a 90 mm até a sexta-feira, 5 de junho.</figcaption></figure><p><strong>A semana tende a terminar com redução do potencial das chuvas</strong>, ficam mais esparsas ao longo do dia no leste da Região Sul e do Sudeste, ou seja, mais nebulosidade do que chuva. No Nordeste, há o deslocamento da região das chuvas no leste da Região, com previsão no nordeste da Bahia até o Rio Grande do Norte. Na faixa norte nordeste, as chuvas ocorrem de forma mais pontual, mas podendo ainda ser intensas no Maranhão. Quanto à Região Norte, sem novidades. As chuvas continuam atingindo as mesas áreas, só de forma mais pontual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-ate-100-mm-atingem-as-5-regioes-do-brasil-na-primeira-semana-de-junho-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mistério do nascimento cósmico: JWST acha buraco negro mais velho que sua própria galáxia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-misterio-do-nascimento-cosmico-jwst-acha-buraco-negro-mais-velho-que-sua-propria-galaxia.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 14:11:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos encontraram evidências de um sistema em que o buraco negro parece ter surgido antes da galáxia ao seu redor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-veio-primeiro-a-galaxia-ou-o-buraco-negro-jwst-encontra-peca-chave-desse-misterio-1780173083830.png" data-image="0h04tq7vkc0u" alt="O James Webb Space Telescope encontrou uma nova pista para responder o antigo mistério: o que veio primeiro, a galáxia ou o buraco negro?" title="O James Webb Space Telescope encontrou uma nova pista para responder o antigo mistério: o que veio primeiro, a galáxia ou o buraco negro?"><figcaption>O James Webb Space Telescope encontrou uma nova pista para responder o antigo mistério: o que veio primeiro, a galáxia ou o buraco negro?</figcaption></figure><p>Uma das perguntas mais conhecidas é “o que veio primeiro: o ovo ou a galinha?” que já gerou debates por várias décadas. Atualmente, a Astronomia possui uma versão semelhante dessa pergunta que é entender o que veio primeiro:<strong> o buraco negro supermassivo ou a galáxia que ele está habitando?</strong> Observações mostram que todas as galáxias massivas possuem um buraco negro em seu núcleo e que existe uma forte correlação entre a massa desses objetos e as propriedades da galáxia hospedeira. </p><p>Isso sugere que ambos evoluem de forma conectada ao longo do tempo, <strong>mas permanece em aberto qual dos dois surgiu primeiro. </strong>Algumas hipóteses propõem que as primeiras galáxias se formaram antes e alimentaram os buracos negros. Com as observações do telescópio James Webb (JWST), novas hipóteses passaram a considerar cenários em que buracos negros poderiam se formar e crescer antes de suas galáxias hospedeiras. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/entendendo-o-passado-do-buraco-negro-supermassivo-da-via-lactea-como-ele-moldou-a-galaxia.html" title="Entendendo o passado do buraco negro supermassivo da Via Láctea! Como ele moldou a galáxia?">Entendendo o passado do buraco negro supermassivo da Via Láctea! Como ele moldou a galáxia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/entendendo-o-passado-do-buraco-negro-supermassivo-da-via-lactea-como-ele-moldou-a-galaxia.html" title="Entendendo o passado do buraco negro supermassivo da Via Láctea! Como ele moldou a galáxia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entendendo-o-passado-do-buraco-negro-supermassivo-da-via-lactea-como-ele-moldou-a-galaxia-1768666204467_320.png" alt="Entendendo o passado do buraco negro supermassivo da Via Láctea! Como ele moldou a galáxia?"></a></article></aside><p>Um novo estudo publicado na <em>Nature</em> adiciona mais uma peça importante a esse quebra-cabeça. Com novos dados do JWST, os pesquisadores identificaram <strong>evidências de um sistema em que um buraco negro aparentemente já estava estabelecido antes do crescimento de sua galáxia hospedeira</strong>. Isso sugere que, pelo menos em alguns casos, o crescimento do buraco negro pode anteceder a formação completa da galáxia. Embora o resultado não resolva definitivamente o problema, ele fortalece cenários nos quais buracos negros vieram primeiro.</p><h2>O ovo ou a galinha?</h2><p>A pergunta "o que veio primeiro, a galáxia ou o buraco negro?" é frequentemente considerada o equivalente astronômico do dilema do ovo e da galinha. Observações mostram que <strong>quase todas as galáxias massivas possuem um buraco negro supermassivo</strong> em sua região central, e que existe uma forte correlação entre suas massas<strong>. </strong>Essa relação <strong>sugere que a evolução das galáxias e de seus buracos negros está conectada</strong>. </p><div class="texto-destacado">O grande problema é que ainda não se sabe qual dos dois iniciou esse processo de crescimento. </div><p>Em alguns modelos, as primeiras galáxias acumulam gás e matéria suficiente para formar e alimentar um buraco negro central. <strong>Em outros, buracos negros surgem muito cedo e passam a influenciar diretamente a formação estelar e a evolução galáctica. </strong>A dificuldade em responder essa pergunta está no fato de que os eventos ocorreram nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang, uma época difícil de observar. </p><h2>JWST</h2><p>Considerando essa dificuldade, astrônomos começaram a projetar o JWST desde a década de 90 como uma forma de observar os primeiros momentos do Universo. A ideia era que o JWST conseguisse observar quando as primeiras galáxias e os primeiros buracos negros estavam surgindo. <strong>O JWST consegue observar galáxias que existiam apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang. </strong>Dessa forma, o telescópio foi projetado para investigar exatamente quando e como surgiram as primeiras estruturas cósmicas.</p><p>Uma das principais estratégias do JWST é identificar sistemas extremamente jovens e determinar se o crescimento galáctico ou o crescimento do buraco negro ocorreu primeiro. Para isso, os astrônomos analisam a quantidade de estrelas presentes na galáxia, a taxa de formação estelar e os sinais de acreção de matéria pelo buraco negro central<strong>. </strong>Se um buraco negro muito massivo for encontrado em uma galáxia ainda pouco desenvolvida, <strong>isso sugere que o objeto começou a crescer antes de sua hospedeira.</strong></p><h2>Novos resultados</h2><p>Uma nova pista sobre o mistério da formação de galáxias e buracos negros surgiu a partir das observações do objeto Abell 2744-QSO1, uma das chamadas "Little Red Dots". Esse sistema existia quando <strong>o universo tinha apenas cerca de 700 milhões de anos de idade</strong>. Apesar de possuir apenas cerca de 1.300 anos-luz de extensão, ele abriga um buraco negro supermassivo completamente desenvolvido<strong>. </strong>A observação foi realizada através de um fenômeno de lente gravitacional produzido pelo aglomerado de galáxias Abell 2744.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-veio-primeiro-a-galaxia-ou-o-buraco-negro-jwst-encontra-peca-chave-desse-misterio-1780173256891.png" data-image="hv69ddo5l27i" alt="No objeto Abell2744-QSO1, encontrado pelo James Webb, tudo indica que o buraco negro surgiu antes da galáxia ao seu redor. Crédito: Juodžbalis et al. 2026" title="No objeto Abell2744-QSO1, encontrado pelo James Webb, tudo indica que o buraco negro surgiu antes da galáxia ao seu redor. Crédito: Juodžbalis et al. 2026"><figcaption>No objeto Abell2744-QSO1, encontrado pelo James Webb, tudo indica que o buraco negro surgiu antes da galáxia ao seu redor. Crédito: Juodžbalis et al. 2026</figcaption></figure><p>As análises indicam que o sistema pode ser composto principalmente por uma nuvem de hidrogênio e hélio orbitando um buraco negro com cerca de 40 milhões de massas solares. <strong>A estrutura galáctica ao redor parece pouco desenvolvida quando comparada à massa estimada do buraco negro central</strong>. Isso sugere que o crescimento do buraco negro pode ter ocorrido antes da formação completa da galáxia hospedeira. Se confirmada, a descoberta ajudará a explicar por que o JWST tem encontrado tantos buracos negros massivos tão cedo no Universo. </p><h2>Como esse objeto surgiu?</h2><p>Uma das conclusões mais importantes desse estudo é que o Abell 2744-QSO1 <strong>não parece seguir o cenário tradicional de formação de buracos negros supermassivos</strong>.<strong> </strong>Normalmente, acredita-se que esses objetos cresçam gradualmente a partir de buracos negros de origem estelar. No entanto, a massa muito alta do buraco negro em relação ao tamanho da galáxia hospedeira torna esse processo difícil de explicar. Simplesmente não haveria tempo suficiente para que um buraco negro pequeno atingisse a massa estimada.</p><p>Isso sugere que o objeto pode ter nascido já com uma massa maior. Entre as possibilidades estão os chamados buracos negros primordiais e os modelos de colapso direto. <strong>No primeiro caso, o buraco negro poderia ter surgido a partir de flutuações de densidade nos instantes iniciais após o Big Bang.</strong> No segundo cenário, uma gigantesca nuvem de gás primordial teria colapsado diretamente sob a própria gravidade, sem passar pela etapa intermediária de formação estelar. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Juodžbalis et al. 2026 <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10579-4" target="_blank">A direct black-hole mass measurement in a little red dot at high redshift </a>Nature </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-misterio-do-nascimento-cosmico-jwst-acha-buraco-negro-mais-velho-que-sua-propria-galaxia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa do Japão descobriu como medir um tipo de emaranhamento quântico que ninguém tinha conseguido detetar até agora, e isso pode ser importante para o futuro das comunicações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464635845.png" data-image="o6muric8yd0z" alt="Um grupo de investigadores japoneses desenvolveu um método de medição quântica capaz de identificar o emaranhamento elusivo no estado W, resolvendo assim um problema que permanecia por resolver há mais de 25 anos." title="Um grupo de investigadores japoneses desenvolveu um método de medição quântica capaz de identificar o emaranhamento elusivo no estado W, resolvendo assim um problema que permanecia por resolver há mais de 25 anos."><figcaption>Um grupo de pesquisadores japoneses desenvolveu um método de medição quântica capaz de identificar o emaranhamento elusivo no estado W, resolvendo assim um problema que permanecia por resolver há mais de 25 anos.</figcaption></figure><p>O emaranhamento quântico é a base da maior parte do que os investigadores estão atualmente a tentar construir em tecnologia quântica. Quando partículas como os fótons se emaranham, <strong>as suas propriedades ficam interligadas de tal forma que uma não pode ser completamente descrita sem a outra</strong>; o sistema só faz sentido no seu todo.</p><p>É um tema que preocupava Einstein, mas também constitui a base da computação quântica, da comunicação e do teletransporte.</p><h2> Um problema que se tem agravado há 25 anos</h2><p>O problema é que a criação de estados emaranhados é apenas metade do trabalho. É também necessário ser capaz de determinar exatamente que tipo de emaranhamento ocorreu. <strong>Para um tipo principal, conhecido como estado W, ninguém o tinha conseguido fazer</strong>. Na verdade, este é um problema em aberto há mais de 25 anos.</p><p>No entanto, pesquisadores da Universidade de Quioto e da Universidade de Hiroshima afirmam ter encontrado uma solução. Concentrando-se numa propriedade matemática específica dos estados W, denominada simetria de deslocamento cíclico, e utilizando-a para <strong>conceber um circuito quântico fotônico capaz de tornar mensurável a estrutura oculta do emaranhamento</strong>, conseguiram construir um dispositivo físico e testá-lo com três fótons. E, de acordo com o estudo, resultou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464800572.png" data-image="nipe1n2jnsjw" alt="Os cientistas demonstraram a viabilidade de um circuito quântico fotónico estável que poderá contribuir para o avanço da teletransportação quântica, a segurança das redes de comunicação e os futuros sistemas de computação quântica." title="Os cientistas demonstraram a viabilidade de um circuito quântico fotónico estável que poderá contribuir para o avanço da teletransportação quântica, a segurança das redes de comunicação e os futuros sistemas de computação quântica."><figcaption>Os cientistas demonstraram a viabilidade de um circuito quântico fotônico estável que poderá contribuir para o avanço do teletransporte quântica, a segurança das redes de comunicação e os futuros sistemas de computação quântica.</figcaption></figure><p>"Mais de 25 anos após a proposta inicial de medir o emaranhamento para os estados GHZ, <strong>obtivemos finalmente a medição do emaranhamento</strong> também para o estado W", disse Shigeki Takeuchi, autor principal do estudo.</p><p>Takeuchi acrescentou que o próprio dispositivo é notável porque<strong> funcionou durante um longo período sem exigir ajustes manuais constantes</strong>, o que é um grande problema em muitas configurações de laboratório quântico.</p><p>Para que este tipo de tecnologia possa ir além do âmbito da investigação, é <strong>necessário que seja suficientemente estável para operar sem supervisão</strong> e, felizmente, a equipa afirma que os seus circuitos óticos conseguiram isso.</p><h2> O que se segue: sistemas multifotônicos maiores </h2><p>Os estados W são de importância primordial para a teletransporte quântico, que envolve a<strong> transferência de informação quântica em vez do movimento físico dos objetos</strong>. Segundo os investigadores, a capacidade de os identificar de forma fiável com uma única medição, em vez de realizar uma vasta quantidade de cálculos, remove um grande obstáculo nesta área.</p><p>No entanto, os investigadores japoneses são os primeiros a conseguir algo semelhante. Outras equipas também demonstraram recentemente ao <strong>teletransporte quântico totalmente fotônica em redes de fibra ótica urbanas</strong> e, em 2026, um grupo testou uma rede quântica de três nós em cabos existentes em Nova Iorque.</p><p>Embora nada disto esteja diretamente relacionado com o trabalho sobre o estado W, tudo aponta no mesmo sentido: <strong>ter melhores ferramentas para lidar com estados quânticos frágeis será essencial </strong>à medida que estes sistemas saem do laboratório e entram na infraestrutura do mundo real.</p><p> E agora? <strong>As equipes de Quioto e Hiroshima afirmam que planeiam estender o método </strong>a sistemas multifotônicos maiores e, eventualmente, desenvolver versões integradas dos circuitos num chip, o que tornaria todo o processo mais pequeno, mais rápido e mais prático. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em>Quantum breakthrough could revolutionize teleportation and computing, published by Kyoto University, published in <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260513034640.htm" target="_blank">ScienceDaily</a>, May 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Junho abre a melhor época para ver a Via Láctea e traz novidades da missão Artemis 3]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/junho-abre-a-melhor-epoca-para-ver-a-via-lactea-e-traz-novidades-da-missao-artemis.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Observadores do céu poderão acompanhar o solstício de junho, a melhor temporada para ver a Via Láctea e notícias da próxima missão Artemis 3.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-junho-de-2026-quando-e-o-que-observar-1780172704960.png" data-image="t21hporeufzv" alt="Junho será um mês relativamente tranquilo para eventos astronômicos, mas trará uma das principais novidades da exploração espacial: o anúncio da tripulação da missão Artemis 3 pela NASA." title="Junho será um mês relativamente tranquilo para eventos astronômicos, mas trará uma das principais novidades da exploração espacial: o anúncio da tripulação da missão Artemis 3 pela NASA."><figcaption>Junho será um mês relativamente tranquilo para eventos astronômicos, mas trará uma das principais novidades da exploração espacial: o anúncio da tripulação da missão Artemis 3 pela NASA. </figcaption></figure><p>Junho de 2026 será um mês relativamente tranquilo em comparação com os outros meses do ano, que são marcados por chuvas de meteoros ou eclipses. No entanto, o mês ainda contará com eventos importantes para a Astronomia como, por exemplo, o solstício de inverno que dá início ao inverno no hemisfério Sul. <strong>Esse fenômeno resulta na noite mais longa do ano no hemisfério Sul e a partir desse momento, a duração dos dias volta a aumentar gradualmente. </strong></p><p>Junho também é considerado um dos melhores meses do ano para observar a Via Láctea. Durante esse período, o centro galáctico permanece visível por intervalos maiores durante a noite, oferecendo condições melhores para observação. <strong>Em locais com baixa poluição luminosa, é possível enxergar a faixa brilhante formada pela concentração de estrelas do disco galáctico. </strong>Regiões escuras produzidas por nuvens de poeira interestelar também são observáveis ao longo da estrutura. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/programa-blue-moon-de-jeff-bezos-passa-por-testes-cruciais-da-nasa-para-retornar-a-lua-com-a-artemis.html" title="Programa Blue Moon de Jeff Bezos passa por testes cruciais da NASA para retornar à Lua com a Artemis">Programa Blue Moon de Jeff Bezos passa por testes cruciais da NASA para retornar à Lua com a Artemis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/programa-blue-moon-de-jeff-bezos-passa-por-testes-cruciais-da-nasa-para-retornar-a-lua-com-a-artemis.html" title="Programa Blue Moon de Jeff Bezos passa por testes cruciais da NASA para retornar à Lua com a Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/blue-moon-de-jeff-bezos-supera-pruebas-clave-de-la-nasa-para-el-regreso-a-la-luna-con-artemis-1778183672526_320.jpg" alt="Programa Blue Moon de Jeff Bezos passa por testes cruciais da NASA para retornar à Lua com a Artemis"></a></article></aside><p><strong>Na área de exploração espacial, junho deverá trazer novidades relacionadas ao programa lunar da NASA. </strong>A expectativa é que a agência anuncie no início do mês os astronautas selecionados para a missão Artemis 3. Além disso, junho também contará com uma nova missão de transporte tripulado para a Estação Espacial Internacional. As missões tripuladas para a Estação Espacial Internacional são necessárias para para manter as operações realizadas na estação.</p><h2>Solstício de inverno</h2><p><strong>O solstício de inverno de 2026 ocorrerá no dia 21 de junho às 05h24 e marca oficialmente o início do inverno no hemisfério Sul.</strong> Esse fenômeno acontece quando o Sol atinge sua posição mais ao norte em relação ao equador celeste, resultado da inclinação do eixo de rotação da Terra. Com isso, o hemisfério Sul recebe a menor quantidade de luz solar ao longo do ano. Como consequência, ocorre a noite mais longa e o dia mais curto do calendário. </p><div class="texto-destacado">É importante notar que o solstício não é causado por mudanças na distância entre a Terra e o Sol, mas pela geometria da iluminação terrestre ao longo da órbita.</div><p>Além de marcar o início do inverno, o solstício representa uma mudança gradual no ciclo de duração dos dias. Após essa data, os dias começam lentamente a ficar mais longos no hemisfério Sul, <strong>embora as temperaturas mais baixas geralmente ocorram semanas depois devido à dinâmica da atmosfera e dos oceanos.</strong> O fenômeno também define uma das posições importantes da Terra em sua órbita ao redor do Sol. </p><h2>Observando a Via Láctea</h2><p>Junho é considerado um dos melhores meses do ano para observar a Via Láctea porque o centro galáctico, localizado na direção da constelação de Sagitário, permanece visível por maiores períodos durante a noite. <strong>Essa região concentra uma enorme quantidade de estrelas, nebulosas e nuvens de gás interestelar. </strong>Em lugares longe da poluição luminosa, a Via Láctea pode ser vista a olho nu como uma faixa esbranquiçada atravessando o céu. </p><p><strong>A faixa esbranquiçada corresponde à luz combinada de bilhões de estrelas do disco galáctico. </strong>O uso de binóculos ajuda a identificar campos estelares mais densos, aglomerados e nebulosas distribuídos ao longo dessa estrutura. Para obter a melhor observação, recomenda-se escolher noites próximas da Lua Nova, quando a iluminação lunar não interfere na visibilidade do céu profundo.</p><h2>Artemis 3</h2><p>No dia 9 de junho, a NASA anunciará oficialmente a tripulação da missão Artemis 3 durante um evento realizado no Johnson Space Center, em Houston.<strong> A expectativa é que sejam revelados os quatro astronautas que participarão da missão, além de uma atualização sobre o andamento do programa lunar.</strong> A definição da tripulação também marca o início da fase final de preparação para as operações em solo lunar que acontecerão a partir da Artemis 4. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-junho-de-2026-quando-e-o-que-observar-1780172745550.png" data-image="4e1m7d7m547e" alt="A Artemis 3 será um passo importante na preparação para as próximas etapas da exploração lunar, servindo como missão intermediária antes do pouso lunar. Crédito: NASA" title="A Artemis 3 será um passo importante na preparação para as próximas etapas da exploração lunar, servindo como missão intermediária antes do pouso lunar. Crédito: NASA"><figcaption>A Artemis 3 será um passo importante na preparação para as próximas etapas da exploração lunar, servindo como missão intermediária antes do pouso lunar. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>A missão Artemis 3 utilizará a cápsula Orion lançada pelo foguete Space Launch System para transportar a tripulação até a órbita lunar. </strong>Inicialmente, a Artemis 3 seria a missão que realizaria o primeiro pouso lunar de humanos desde a década de 70. Atualmente, a Artemis 3 se tornou uma missão intermediária que realizará testes necessários antes de pousar na Lua que está previsto para acontecer na Artemis 4.</p><h2>Novo tripulante na estação espacial</h2><p>A Estação Espacial Internacional receberá um novo integrante em junho de 2026 com a chegada do astronauta Anil Menon. <strong>Esta será sua primeira missão espacial e ele viajará a bordo da nave Soyuz MS-29.</strong> Menon participará das atividades científicas e operacionais realizadas em órbita terrestre baixa. A permanência prolongada na estação também permitirá coletar dados sobre os efeitos da microgravidade no corpo humano. </p><p><strong>O astronauta fará parte da Expedition 75, uma das expedições permanentes responsáveis pela operação da estação durante 2026. </strong>As expedições da ISS são compostas por tripulações internacionais que permanecem vários meses em órbita realizando pesquisas científicas e manutenção dos sistemas da estação. Cada expedição recebe uma numeração específica que identifica o período operacional correspondente. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/junho-abre-a-melhor-epoca-para-ver-a-via-lactea-e-traz-novidades-da-missao-artemis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oceano mostrou sua força do espaço: uma onda de quase 20 metros foi registrada por satélite]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/oceano-mostrou-sua-forca-do-espaco-uma-onda-de-quase-20-metros-foi-registrada-por-satelite.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um satélite capturou uma onda gigante gerada pela tempestade tropical Eddie no Pacífico Norte. Isso impressiona não só pelo tamanho da onda, mas também por revelar como a energia oceânica pode viajar milhares de quilômetros e afetar áreas muito distantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-mostro-su-fuerza-desde-el-espacio-una-ola-de-casi-20-metros-fue-registrada-por-un-satelite-1780083213533.png" data-image="x261i386x7ne" alt="Recriação visual de uma onda gigante em mar aberto." title="Recriação visual de uma onda gigante em mar aberto."><figcaption>Recriação visual de uma onda gigante em mar aberto, observada da órbita da Terra, inspirada no registro de satélite da tempestade Eddie, quando o SWOT mediu uma altura significativa de onda de 19,7 metros.</figcaption></figure><p>O <strong>oceano </strong>ainda guarda cenas que parecem saídas diretamente de um filme, mas que ocorrem longe de câmeras, costas, portos e praias habitadas. Uma dessas cenas foi registrada do espaço: uma <strong>onda de quase 20 metros de altura</strong>, equivalente a um prédio de seis andares, foi <strong>medida em mar aberto durante uma tempestade no Pacífico Norte</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma onda de quase 20 metros, equivalente a um prédio de seis andares, foi medida em mar aberto pelo satélite SWOT da NASA e do CNES.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>imagem foi capturada pelo satélite SWOT </strong>(<em>The Surface Water and Ocean Topography</em>), uma missão conjunta da NASA e da agência espacial francesa CNES. Seu objetivo é <strong>estudar a superfície da água com uma precisão sem precedentes</strong>, permitindo que os cientistas observem não apenas o nível do mar, mas também detalhes das ondas, suas direções e como elas transportam energia pelo planeta.</p><h2>Tempestade Eddie e onda oceânica fizeram história</h2><p>O fenômeno ocorreu em <strong>21 de dezembro de 2024</strong>, durante o pico da <strong>tempestade tropical Eddie no Pacífico Norte</strong>. Naquele momento, o satélite SWOT passou perto do centro do sistema e mediu uma<strong> altura significativa de onda de 19,7 metros</strong>.</p><div class="texto-destacado">A altura significativa da onda não representa necessariamente uma única crista isolada, mas sim a média das maiores ondas observadas durante um determinado período.</div><p>Antes desse recorde, outros satélites já haviam medido ondas desde 1991, mas nenhum havia ultrapassado claramente esse limite em mar aberto. Isso não significa que ondas maiores nunca existiram, mas sim que observá-las no momento e local exatos é extremamente difícil. O oceano é vasto, as tempestades são móveis e <strong>os satélites nem sempre passam pelo epicentro da atividade</strong>.</p><p>Essa é parte da importância da análise SWOT. Ao contrário de medições mais limitadas, <strong>esse satélite pode mapear grandes extensões da superfície do oceano</strong> e fornecer uma visão muito mais completa do que está acontecendo em áreas remotas, onde quase não há boias, navios ou instrumentos disponíveis.</p><h2>A energia do oceano viajou milhares de quilômetros</h2><p>O mais surpreendente não foi apenas a altura da onda, mas <strong>o caminho percorrido por sua energia</strong>. As ondas geradas pela tempestade tropical Eddie se transformaram em ondas gigantes capazes de viajar distâncias enormes depois que o sistema começou a enfraquecer.</p><p>De acordo com os dados analisados, <strong>essa energia viajou aproximadamente 24.000 quilômetros</strong>. Ela se originou no Pacífico Norte, atravessou o oceano, cruzou a Passagem de Drake entre a América do Sul e a Antártica e acabou atingindo partes do Atlântico tropical. Em outras palavras, <strong>uma tempestade muito distante foi capaz de deixar uma marca física em regiões localizadas do outro lado do planeta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ola-gigante-desde-el-satelite-1780081138139.png" data-image="ks31mtm9nnwo" alt="Infográfico sobre o mapeamento de ondas extremas em mar aberto" title="Infográfico sobre o mapeamento de ondas extremas em mar aberto"><figcaption>Infográfico sobre o mapeamento de ondas extremas em mar aberto e o registro da tempestade Eddie em 21 de dezembro de 2024, quando uma altura média de onda de 19,7 metros foi medida usando dados de satélite. Crédito: ESA/Climate Change Initiative.</figcaption></figure><p>Esse comportamento faz das<strong> ondas verdadeiras "mensageiras" das tempestades</strong>. Mesmo que um sistema não atinja diretamente a costa, ele pode enviar sua energia através do mar e gerar ondas perigosas em litorais remotos. Portanto, observar o oceano do espaço não é apenas uma curiosidade científica: também pode melhorar a segurança marítima.</p><h2>Por que essa descoberta é importante para a navegação e o litoral?</h2><p>Ondas extremas<strong> representam um risco para navios de carga, plataformas offshore, cabos submarinos, portos e comunidades costeiras</strong>. Uma melhor compreensão de onde elas se formam, como se propagam e quanta energia carregam permite aprimorar os modelos de previsão e tomar decisões mais assertivas no mar.</p><p>O estudo também ajudou a identificar um problema significativo: alguns modelos estavam superestimando a energia de certas ondas longas. Graças às medições diretas da SWOT, os pesquisadores podem ajustar essas simulações e torná-las mais realistas. Na prática, isso pode se traduzir em<strong> previsões mais confiáveis para rotas de navegação, operações portuárias e atividades costeiras</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/GH-zkzj7mLI/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=GH-zkzj7mLI" id="GH-zkzj7mLI"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>As<strong> mudanças climáticas</strong> também surgem como uma questão incontornável. Oceanos mais quentes podem armazenar mais energia e gerar tempestades mais intensas, mas os cientistas alertam que nem tudo pode ser explicado por um único fator. As trajetórias das tempestades, a topografia do fundo do mar e a variabilidade natural também influenciam a formação de ondas gigantes.</p><p>Por ora, essa “parede de água” medida do espaço oferece uma lição clara: <strong>o oceano ainda possui forças difíceis de imaginar da terra</strong>. E quanto mais precisas forem as observações, melhor poderemos compreender esses movimentos invisíveis que se originam no meio do mar e podem viajar pelo globo.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>ESA. <a href="https://www.esa.int/Applications/Observing_the_Earth/FutureEO/Space_for_our_climate/Satellites_reveal_the_power_of_ocean_swell" target="_blank">Los satélites revelan la fuerza del oleaje oceánico.</a></em></p><p><em>La Nación. <a href="https://www.lanacion.com.ar/el-mundo/paredes-de-agua-un-satelite-de-la-nasa-registro-las-olas-mas-grandes-jamas-medidas-desde-el-espacio-nid28052026/#google_vignette" target="_blank">Paredes de agua: un satélite de la NASA registró las olas más grandes jamás medidas desde el espacio en mar abierto.</a></em><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/oceano-mostrou-sua-forca-do-espaco-uma-onda-de-quase-20-metros-foi-registrada-por-satelite.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo mapa cósmico do James Webb mostra como o Universo se formou]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-mapa-cosmico-do-james-webb-mostra-como-o-universo-se-formou.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 23:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O mapa obtido pelo JWST ajuda a entender como a matéria se distribuiu durante os primeiros estágios da evolução do universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/universo-nos-seus-primeiros-bilhoes-de-anos-ganha-novo-mapa-cosmico-pelo-jwst-1780172080359.png" data-image="d95toaio2s8p" alt="O projeto COSMOS-Web utilizou observações do James Webb para produzir um dos maiores e mais detalhados mapas já feitos da rede cósmica. Crédito: COSMOS-Web" title="O projeto COSMOS-Web utilizou observações do James Webb para produzir um dos maiores e mais detalhados mapas já feitos da rede cósmica. Crédito: COSMOS-Web"><figcaption>O projeto COSMOS-Web utilizou observações do James Webb para produzir um dos maiores e mais detalhados mapas já feitos da rede cósmica. Crédito: COSMOS-Web</figcaption></figure><p>Os mapas do Universo em grande escala são feitos observando a distribuição espacial de galáxias e matéria ao longo do tempo. <strong>Como a luz possui velocidade finita, observar objetos muito distantes significa enxergar o Universo jovem.</strong> Isso permite reconstruir diferentes fases da evolução cósmica, desde poucos milhões de anos após o Big Bang até o Universo atual. Observações da rede cósmica ajudam a entender como as galáxias se formaram e evoluíram ao longo de bilhões de anos. </p><p><strong>O James Webb Space Telescope (JWST) foi projetado para observar o Universo jovem usando comprimentos de onda no infravermelho.</strong> Isso porque a expansão do Universo desloca a luz de galáxias distantes para o infravermelho. Com isso, é possível observar períodos em que o Universo tinha menos de um bilhão de anos de idade. O JWST consegue observar a época em que as galáxias eram jovens e havia regiões de formação estelar primordial. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764715" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/diferenca-entre-planeta-e-estrela-pode-estar-mais-clara-apos-nova-descoberta-do-james-webb.html" title="Diferença entre planeta e estrela pode estar mais clara após nova descoberta do James Webb">Diferença entre planeta e estrela pode estar mais clara após nova descoberta do James Webb</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/diferenca-entre-planeta-e-estrela-pode-estar-mais-clara-apos-nova-descoberta-do-james-webb.html" title="Diferença entre planeta e estrela pode estar mais clara após nova descoberta do James Webb"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/diferenca-entre-planeta-e-estrela-pode-estar-mais-clara-apos-nova-descoberta-do-james-webb-1776640934613_320.png" alt="Diferença entre planeta e estrela pode estar mais clara após nova descoberta do James Webb"></a></article></aside><p>Com o JWST, astrônomos conseguiram produzir um dos mapas mais detalhados da rede cósmica do Universo. <strong>O estudo rastreou a distribuição de galáxias até épocas em que o Universo possuía apenas centenas de milhões de anos.</strong> Ao combinar observações de múltiplas regiões do céu, os pesquisadores reconstruíram como a matéria estava organizada no passado. Esse tipo de mapeamento permite entender a evolução das estruturas cósmicas ao longo da história do Universo. </p><h2>Mapa da rede cósmica</h2><p>Quando se fala em mapa da rede cósmica, estão se referindo à distribuição da matéria em grandes escalas no Universo. <strong>Em vez de estarem espalhadas aleatoriamente, as galáxias se organizam em filamentos conectados por aglomerados e separados por grandes vazios. </strong>Essa estrutura surgiu a partir de pequenas flutuações de densidade presentes no Universo primordial após o Big Bang. A gravidade amplificou essas variações ao longo de bilhões de anos, principalmente sob influência da matéria escura. </p><div class="texto-destacado">Os mapas são construídos medindo posição, distância e distribuição espacial de milhões de galáxias.</div><p><strong>Mapear a rede cósmica é importante para entender como galáxias, aglomerados e grandes estruturas se formaram e evoluíram. </strong>A distribuição observada da matéria permite testar modelos cosmológicos sobre expansão do Universo, matéria escura e crescimento gravitacional das estruturas. Além disso, comparar mapas obtidos em diferentes épocas cósmicas ajuda a reconstruir a evolução dinâmica do Universo desde seu início. </p><h2>James Webb</h2><p>O JWST foi projetado para observar os primeiros milhões de anos do Universo que inclui a formação das primeiras estrelas e galáxias. <strong>O principal diferencial em relação aos outros telescópios é a capacidade de operar no infravermelho.</strong> Como a luz tem velocidade máxima, observar galáxias muito distantes significa enxergá-las como eram bilhões de anos atrás. Isso permite observar quando o Universo possuía apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang. </p><p><strong>Além de observar o Universo primordial, o JWST também investiga regiões de formação estelar. </strong>Muitas dessas regiões estão envolvidas por nuvens de gás e poeira que bloqueiam a luz visível, mas podem ser atravessadas pela radiação infravermelha. Essas observações ajudam a entender melhor como as primeiras gerações de estrelas influenciaram a formação de estruturas cósmicas maiores. </p><h2>O novo mapa cósmico </h2><p>Com essas observações, o JWST conseguiu criar um dos mapas mais detalhados já feitos da rede cósmica através do projeto COSMOS-Web. Esse programa foi desenvolvido para mapear grandes estruturas do Universo.<strong> O objetivo é observar como as galáxias se distribuem em filamentos, aglomerados e vazios cósmicos ao longo da história do Universo.</strong> Os pesquisadores conseguiram estudar estruturas desde quando o Universo tinha apenas cerca de um bilhão de anos até épocas recentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/universo-nos-seus-primeiros-bilhoes-de-anos-ganha-novo-mapa-cosmico-pelo-jwst-1780172100653.png" data-image="w6wwupqcqp3u" alt="Os dados do COSMOS-Web foram disponibilizados publicamente, permitindo explorar a estrutura do universo em diferentes comprimentos de onda e investigar mais de 160 mil galáxias. Crédito: COSMOS-Web" title="Os dados do COSMOS-Web foram disponibilizados publicamente, permitindo explorar a estrutura do universo em diferentes comprimentos de onda e investigar mais de 160 mil galáxias. Crédito: COSMOS-Web"><figcaption>Os dados do COSMOS-Web foram disponibilizados publicamente, permitindo explorar a estrutura do universo em diferentes comprimentos de onda e investigar mais de 160 mil galáxias. Crédito: COSMOS-Web</figcaption></figure><p>Comparações com observações anteriores feitas pelo telescópio Hubble mostram um avanço na qualidade do mapeamento obtido pelo JWST. <strong>Estruturas que antes pareciam únicas e difusas agora são resolvidas em múltiplos filamentos e aglomerados de galáxias. </strong>Isso ocorre porque o JWST consegue detectar mais galáxias em uma mesma região do céu e medir suas distâncias com precisão. </p><h2>Novas descobertas</h2><p>As novas observações do JWST mostraram alguns detalhes da rede cósmica que não era possível observar em levantamentos anteriores. <strong>Os pesquisadores conseguiram observar a distribuição de galáxias ao longo de aproximadamente 13,7 bilhões de anos.</strong> Foi possível observar com mais detalhe como as primeiras estruturas cósmicas começaram a surgir sob influência gravitacional da matéria escura. Além disso, os mapas mostram como as galáxias evoluíram dentro dessa rede ao longo do tempo.</p><p><strong>O levantamento identificou cerca de 164 mil galáxias distribuídas ao longo da rede cósmica, formando um dos maiores catálogos já produzidos.</strong> Os pesquisadores também disponibilizaram publicamente os mapas, catálogos e visualização da evolução da rede cósmica ao longo de bilhões de anos. Essas informações ajudam a testar modelos cosmológicos sobre crescimento gravitacional, formação galáctica e evolução da matéria no Universo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><em>Hatamnia et al. 2026 <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/ae5bac" target="_blank">Large-scale Structure in COSMOS-Web: Tracing Galaxy Evolution in the Cosmic Web up to z ∼ 7 with the Largest JWST Survey</a> The Astrophysical Journal</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-mapa-cosmico-do-james-webb-mostra-como-o-universo-se-formou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Canhões anti granizo não funcionam e são um desperdício de dinheiro; entenda o porquê]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 21:24:12 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Canhões anti granizo podem gerar perturbações atmosféricas mensuráveis, mas não há evidências convincentes de que eles reduzam de forma confiável a formação de granizo ou os danos causados pelo fenômeno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque-1780171348179.jpg" data-image="2fbmf80yk9gm" alt="Fotografia de canhão anti granizo SPAG em vinícola gaúcha. Definição melhorada via IA." title="Fotografia de canhão anti granizo SPAG em vinícola gaúcha. Definição melhorada via IA."><figcaption>Não há evidências suficientes e/ou convincentes de que canhões anti granizo reduzem a formação de granizo ou os danos causados pelo fenômeno. (imagem: RBS TV / Reprodução).</figcaption></figure><p>Um <strong>canhão anti granizo</strong> é um dispositivo terrestre inventado a mais de cem anos atrás, que dispara repetidamente <strong>ondas de choque na atmosfera</strong>. Tal dispositivo opera através da ignição de uma mistura de acetileno e oxigênio, que explode e envia ondas de choque em direção à atmosfera, <strong>interrompendo a formação de granizo dentro das tempestades</strong>.</p><p>Existe, no entanto, uma <strong>objeção extremamente simples</strong> a esse dispositivo:</p><ol><li>Tempestades geram naturalmente <strong>trovões</strong>, que são ondas de choque <strong>extremamente poderosas</strong> - muito mais poderosas do que qualquer onda de choque ocasionada por um canhão terrestre.</li><li>Se as ondas de choque atmosféricas impedissem a formação de granizo de forma confiável, seria de se esperar que o próprio trovão suprimisse a formação de granizo com <strong>muito mais eficácia do que um canhão terrestre.</strong> No entanto, isso <strong>não ocorre</strong>, já que grande parte das tempestades com granizo também vem acompanhadas por trovões.</li></ol><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque-1780171441757.jpg" data-image="2qnvvcov6dhq" alt="Ilustração de mercado de canhões anti granizo em 1901. Definição melhorada via IA." title="Ilustração de mercado de canhões anti granizo em 1901. Definição melhorada via IA."><figcaption>Mercado de canhões antigranizo no 3º congresso internacional sobre tiro em granizo em Lyon, 1901, mostra que a tecnologia existe há décadas (imagem por Changnon e Ivens, 1981).</figcaption></figure><p>O artigo poderia terminar por aqui, mas vamos um pouco além, examinando alguns <strong>estudos científicos</strong> a respeito de canhões de granizo e sua eficácia em plantações para evitar a ocorrência de granizo.</p><h2>Artigos a favor do uso de canhões anti granizo</h2><p>Um artigo de Marcin Łoś et al. (2024) mostrou que canhões deste tipo e suas ondas de choque <strong>são capazes de interagir e alterar o estado da atmosfera</strong>, reduzindo a concentração de vapor d’água e material particulado, mostrando que o dispositivo pode ser utilizado para <strong>reduzir a concentração de Smogs</strong> - mas sem encontrar evidências de atuação sobre granizo.</p><div class="texto-destacado">Smog é uma palavra formada pela mistura entre smoke (fumaça) e fog (neblina), e se trata de uma camada de ar turva próxima à superfície, formada por fumaça, partículas em suspensão e gases poluentes e capaz de reduzir a visibilidade, causar problemas respiratórios e irritação nos olhos.</div><p>Outros estudos de Hao Li et al. (2025) mostram que, em <strong>um único caso observado sobre a China</strong>, o canhão foi capaz de ocasionar mudanças em uma nuvem de tempestade, <strong>reduzindo o número de partículas de granizo </strong>na área afetada pela onda de choque.</p><h2>Artigos contra o uso de canhões anti granizo</h2><p>No entanto, o número de casos e estudos favoráveis ao uso de canhões ainda é <strong>estatisticamente muito pequeno,</strong> sendo que a própria <em>Organização Meteorológica Mundial</em> (OMM) emitiu um comunicado mencionando que <strong>faltam provas científicas mais convincentes</strong> sobre canhões de granizo.</p><p>Enquanto isso, outros estudos mostram o oposto: Victor M. Rodríguez-Moreno et al. (2024) analisou <strong>quatro anos de dados</strong> de utilização de canhões sobre o México e <strong>não encontrou nenhuma relação</strong> entre a operação de canhões anti granizo e a dissipação ou atenuação de eventos de chuva intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque-1780171530637.jpg" data-image="089n1wucstoy" alt="Fotografia de foguete Italrazzi de explosão em lançamento. Definição aumentada via IA." title="Fotografia de foguete Italrazzi de explosão em lançamento. Definição aumentada via IA."><figcaption>Foguete Italrazzi de explosão, pronto para lançamento. A tecnologia de explosão de foguetes dentro de nuvens de tempestade também se mostrou ineficiente (imagem por Morgan, 1984)</figcaption></figure><p>Mas antes mesmo disso, um famoso artigo por Wieringa & Holleman (2006) revisou um <strong>grande número de experimentos históricos</strong> conduzidos utilizando força bruta contra a formação de granizo, incluindo canhões de granizo, foguetes explosivos e semeadura de nuvens.</p><div class="texto-destacado">De acordo com os autores, “O uso de canhões ou foguetes explosivos é um desperdício de esforço e dinheiro”. Dos métodos analisados, a semeadura de nuvens foi o que pareceu o mais viável, mas até aquele momento ainda não havia sido comprovado por experimentos randomizados.</div><p>Até mesmo uma série de <strong>processos jurídicos</strong> envolvendo o Governo de Queensland (Estados Unidos) e agricultores do condado de Gayndah que queriam banir o uso dos canhões por estar reduzindo a ocorrência de chuvas na região acabou concluindo que <strong>NÃO há evidências científicas de que os dispositivos sejam efetivos</strong>.</p><h2>Conclusão</h2><p>Há <strong>poucas evidências</strong> de que canhões anti granizo funcionem de fato, de maneira que o dispositivo ainda é <strong>amplamente contestado pela comunidade científica</strong> e pela <em>Organização Meteorológica Mundial</em>. Não há nenhum estudo estatisticamente significativo que comprove que o dispositivo é capaz de reduzir o prejuízo causado pelo granizo em propriedades agrícolas.</p><p>Logo, o investimento em equipamentos desse tipo na tentativa de mitigar a ocorrência de granizo <strong>ainda continua, majoritariamente, injustificado</strong> - ou, como colocado por Wieringa e Holleman, <em>“um desperdício de esforço e dinheiro”</em>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Marcin Łoś et al. “Shock waves generators: From prevention of hail storms to reduction of the smog in urban areas — experimental verification and numerical simulations”. Journal of Computational Science, Volume 77, 2024.</em></p><p><em>Hao Li at al. “Examining the explosion effect of hail suppression operation using phased array radar observation data”. Sci Rep 15, 2025.</em></p><p><em>Wieringa, J., & Holleman, I. “If cannons cannot fight hail, what else?”. Meteorologische Zeitschrift, Volume 15, No. 6, 2006.</em></p><p><em>Rodríguez-Moreno, V.M. et al. “Heavy Rainfall Events in Selected Geographic Regions of Mexico, Associated with Hail Cannons”. Forecasting 2024, 6, 418-433.</em></p><p><em>“WMO Statement on Weather Modification”. Carta aberta da WMO disponível <a href="https://wmo.int/content/wmo-statement-weather-modification" target="_blank">online</a>.</em></p><p><em>"No evidence hail cannons effective". Resumo, ABC Report, disponível <a href="https://www.abc.net.au/news/2009-04-15/no-evidence-hail-cannons-effective/1651230" target="_blank">online.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/canhoes-anti-granizo-nao-funcionam-e-sao-um-desperdicio-de-dinheiro-entenda-o-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A enorme explosão do foguete New Glenn da Blue Origin na Flórida, EUA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-enorme-explosao-do-foguete-new-glenn-da-blue-origin-na-florida-eua.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 20:32:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A explosão ocorreu por volta das 21h (horário local). Foi tão poderosa que fez tremer casas em Cabo Canaveral e Cocoa Beach, na Flórida, iluminando o céu com uma intensa cor laranja e criando uma coluna de fumaça visível a quilômetros de distância.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-estallido-del-cohete-new-glenn-de-blue-origin-en-florida-estados-unidos-1780054064763.jpg" data-image="5sekhph4asha"><figcaption>A empresa indicou que ocorreu uma anomalia durante o teste de ignição. Foto: Spaceflight Now.</figcaption></figure><p>Em <strong>28 de maio de 2026</strong>, o <strong>foguete New Glenn</strong> da <em>Blue Origin</em>, a empresa espacial fundada por Jeff Bezos, <strong>explodiu espetacularmente durante um teste de ignição estático </strong>('<em>hotfire test')</em> na plataforma de lançamento LC-36 do Cabo Cañaveral Space Force Station, na Flórida (EUA).</p><p>O <strong>veículo de 98 metros de altura</strong> <strong>pegou fogo brevemente</strong> antes de uma falha em sua base gerar uma enorme bola de fogo que consumiu o primeiro e o segundo estágios do foguete. <strong>Ninguém correu risco imediato</strong>, pois os protocolos de segurança foram seguidos, e as autoridades confirmaram que não houve feridos.</p><h2>Comunicado oficial da Blue Origin</h2><p>A <em>Blue Origin</em> descreveu o incidente como uma<strong> “anomalia” durante o teste de ignição estático</strong>, que era a etapa final antes do quarto voo planejado para junho. Jeff Bezos publicou que foi “um dia muito difícil”, mas que já estavam trabalhando para identificar a causa raiz. “É muito cedo para saber, mas estamos empenhados em descobrir”, disse o fundador.</p><div class="texto-destacado">Após a explosão em New Glenn, em 28 de maio de 2026, foi emitida uma declaração breve e direta. A empresa afirmou que "detectamos uma anomalia durante o teste de ignição estático. Todos os funcionários foram localizados e estão em segurança."<br></div><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">We experienced an anomaly during today's hotfire test. All personnel have been accounted for. We will provide updates as we learn more.</p>— Blue Origin (@blueorigin) <a href="https://x.com/blueorigin/status/2060172114796204539?ref_src=twsrc%5Etfw">May 29, 2026</a></blockquote></figure><p>O comunicado focou em confirmar a <strong>segurança da equipe</strong> e o <strong>compromisso de investigar o incidente</strong>, sem fornecer detalhes técnicos ou prazos de recuperação neste momento.</p><h3>Danos irreversíveis e uma competição acirrada</h3><p>Este evento representa um grande revés para a <em>Blue Origin </em>em seus esforços para competir com a <em>SpaceX</em> de Elon Musk. O foguete New Glenn, movido por sete motores a metano BE-4, é fundamental para o lançamento de satélites da Amazon e missões da NASA no programa Artemis, incluindo o transporte de equipamentos lunares. <strong>A explosão causou danos extensos à plataforma de lançamento, incluindo a queda de uma torre de proteção contra raios de 180 metros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-estallido-del-cohete-new-glenn-de-blue-origin-en-florida-estados-unidos-1780055447008.jpg" data-image="gwsfx836hvmt"><figcaption>Outra perspectiva: o reparo da infraestrutura pode levar meses, afetando o cronograma de lançamento de 2026. Imagem: NFS.</figcaption></figure><p>Especialistas apontam que explosões durante testes são comuns no desenvolvimento de foguetes, especialmente com veículos mais modernos como o New Glenn. No entanto, <strong>este incidente atrasará indefinidamente as operações em Cabo Canaveral e dará início a uma investigação da FAA</strong>.</p><div class="texto-destacado">A Blue Origin já enfrentou outros contratempos com o New Glenn, mas este é o mais visível e destrutivo até agora.</div><p>Algumas<strong> teorias estão circulando online </strong>sugerindo que a intensa competição no setor espacial com a SpaceX de Elon Musk pode ser a culpada por muitos dos fracassos de ambas as empresas. Até o momento, são apenas suposições. "Bilionários brincando de guerra espacial", comentou um usuário no Reddit; esse tipo de "acidente" técnico nos lembra dos riscos inerentes à exploração de novas fronteiras tecnológicas.</p><h3>Um incidente que rapidamente se tornou viral</h3><p>Moradores da região relataram<strong> tremores e uma forte explosão</strong>. Vídeos do incidente estão circulando amplamente nas redes sociais, mostrando a rápida propagação das chamas e a formação de uma nuvem em forma de cogumelo. Apesar do espetáculo,<strong> a ausência de vítimas destaca os rigorosos protocolos de segurança na indústria aeroespacial</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/1O90WZJALYc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=1O90WZJALYc" id="1O90WZJALYc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Em resumo, a explosão em New Glenn representa um momento desafiador, mas não definitivo, para a Blue Origin. A empresa, fundada em 2000, mantém-se comprometida com sua visão de acesso ao espaço. Atualizações sobre a investigação e os planos de recuperação são esperadas nas próximas semanas, à medida que a Flórida se recupera do impacto em sua Costa Espacial.</p><h2>Como esse tipo de falha afeta a atmosfera e os ecossistemas terrestres?</h2><p>Testes de foguetes fracassados, como o do New Glenn, afetam o meio ambiente de diversas maneiras, embora, neste caso específico, os impactos pareçam ser "limitados". Em primeiro lugar, <strong>a explosão gera uma grande quantidade de fumaça, gases de combustão e material particulado</strong>.</p><p>O reator New Glenn utiliza metano líquido (CH4) e oxigênio, um combustível relativamente mais limpo do que combustíveis sólidos ou querosene: produz principalmente vapor de água, CO₂ e algum monóxido de carbono, mas libera menos fuligem e poluentes tóxicos locais. Mesmo assim, <strong>a combustão incompleta durante uma explosão pode emitir poluentes atmosféricos temporários</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Así se vieron los cambios de colores del cielo por la explosión del cohete New Glenn de <a href="https://x.com/blueorigin?ref_src=twsrc%5Etfw">@blueorigin</a> desde pueblo cercano a Cabo Cañaveral en Florida. V Rosa Rivera <a href="https://t.co/x6MhQEj2OK">pic.twitter.com/x6MhQEj2OK</a></p>— Ada Monzón (@adamonzon) <a href="https://x.com/adamonzon/status/2060188602806546625?ref_src=twsrc%5Etfw">May 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Autoridades da Força Espacial e da Blue Origin indicaram que<strong> não havia ameaça imediata de fumaça ou riscos químicos para as comunidades próximas</strong>. Não foram relatados alertas de qualidade do ar severa ou evacuações por poluição após o incidente de 28 de maio de 2026.</p><h3>Outro impacto é a geração de detritos</h3><p><strong>Fragmentos do foguete e da plataforma de lançamento podem cair em áreas próximas ou serem levados para o mar</strong>. As autoridades pediram aos moradores que relatem qualquer dia em que esses fragmentos forem encontrados na costa, pois podem ser perigosos e exigem limpeza especializada para evitar danos à vida selvagem ou contaminação do solo e da água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755596" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-rastrearam-poluicao-por-detritos-de-foguete-da-spacex-na-alta-atmosfera-da-terra.html" title="Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra">Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-rastrearam-poluicao-por-detritos-de-foguete-da-spacex-na-alta-atmosfera-da-terra.html" title="Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-have-tracked-rocket-debris-pollution-in-earth-s-upper-atmosphere-from-a-spacex-rocket-1771761097021_320.jpeg" alt="Cientistas rastrearam poluição por detritos de foguete da SpaceX na alta atmosfera da Terra"></a></article></aside><p>Localmente,<strong> explosões desse tipo podem causar incêndios temporários na vegetação próxima</strong>, danos à infraestrutura da plataforma de lançamento (que então exige reconstrução com mais materiais e energia) e perturbação de habitats na Costa Espacial da Flórida, uma área sensível com espécies protegidas.</p><p>Em geral, falhas em testes estáticos são ligeiramente menos poluentes do que um lançamento orbital malsucedido (que libera mais propelente em alta altitude), mas destacam os riscos ambientais da indústria espacial. A Blue Origin e a FAA estão investigando o incidente, incluindo a avaliação de quaisquer impactos ecológicos adicionais. A indústria está caminhando em direção a combustíveis mais sustentáveis justamente para reduzir esses impactos ambientais.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Will Robinson-Smith, 29 de mayo del 2026. <a href="https://spaceflightnow.com/2026/05/29/blue-origins-new-glenn-rocket-explodes-during-prelaunch-testing-at-cape-canaveral/" target="_blank" rel="nofollow">Blue Origin’s New Glenn rocket explodes during prelaunch testing at Cape Canaveral</a>, Spaceflight Now, Noticias.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-enorme-explosao-do-foguete-new-glenn-da-blue-origin-na-florida-eua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Musgo em pedras de pavimento: como removê-lo imediatamente com um remédio caseiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/musgo-em-pedras-de-pavimento-como-remove-lo-imediatamente-com-um-remedio-caseiro.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 19:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O musgo pode ser encontrado hoje em dia em quase todo o lado: em telhados de pátios, telhados de garagens, entre pedras de pavimento ou como pequenas plantas macias e rasteiras no relvado de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/moos-auf-pflastersteinen-so-entfernen-wir-es-sofort-mit-einem-hausmittel-1779701449165.jpeg" data-image="7gt11tzh26gb"><figcaption>O musgo não só é menos atraente, como também pode tornar-se realmente perigoso em pavimentos de pedra.</figcaption></figure><p>O musgo é particularmente popular entre as crianças pequenas porque a sua textura macia é simplesmente fascinante.</p><h2>O musgo nem sempre é mau</h2><p>Mesmo na floresta, poderia pensar que estaria bem adaptado e daria, certamente, uma contribuição valiosa ao ecossistema. É claro que também ajuda a reter a umidade no seu jardim durante os meses quentes de verão. </p><p>No entanto,<strong> o musgo pode ser um incômodo em alguns locais e representar um risco de escorregamento</strong>. Mesmo uma pequena chuva transforma o crescimento verde numa superfície lisa e escorregadia. Na verdade, o musgo pode ser facilmente removido sem produtos de limpeza especiais, recorrendo a remédios caseiros. </p><h2>Água e bicarbonato de sódio são uma ótima combinação</h2><p>Uma simples <strong>mistura de bicarbonato de sódio e água quente</strong> pode fazer maravilhas. O bicarbonato de sódio pode ser encontrado, geralmente, em farmácias ou supermercados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/moos-auf-pflastersteinen-so-entfernen-wir-es-sofort-mit-einem-hausmittel-1779701512687.jpeg" data-image="hmeh52i1qcfu"><figcaption>A poda regular da relva e a limpeza das pedras podem reduzir significativamente o crescimento de musgo.</figcaption></figure><p>Dependendo da densidade e do tamanho do recipiente, ferva água suficiente. Adicione <strong>duas colheres de sopa de bicarbonato de sódio a 1 litro de água</strong>. Mexa bem a mistura até que o bicarbonato de sódio esteja completamente dissolvido.</p><p>A mistura quente deve então ser aplicada sobre as pedras do pavimento e deixar espalhar-se uniformemente. </p><h2>A mistura começa a fazer efeito durante a noite</h2><p>A mistura de bicarbonato de sódio é mais eficaz se for deixada <strong>atuar durante a noite</strong>. Isto facilita muito a remoção do musgo das pedras na manhã seguinte. Basta uma escova simples.</p><p>Uma boa alternativa será o bicarbonato de sódio e o amido de milho. As proporções da mistura para meio litro de água (0,5) como base seriam:</p><ul><li>3 colheres de sopa de amido de milho</li><li>150 gramas de carbonato de sódio</li></ul><p>Esta mistura deve depois ser <strong>diluída em vários litros de água a ferver</strong>. Também produz o seu melhor efeito se deixada em repouso durante algum tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html" title="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço">5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html" title="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1776999252920_320.jpg" alt="5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço"></a></article></aside><p>Por último, mas não menos importante, a <strong>manutenção adequada é a melhor prevenção</strong>. A limpeza regular das pedras de pavimento e a poda da relva ajudam a evitar o crescimento de ervas daninhas. </p><h2>O cuidado e a limpeza dificultam o crescimento de musgo</h2><p>O musgo só cresce quando as condições são realmente ideais. Além disso, é aconselhável <strong>preencher os espaços entre as pedras do pavimento com areia</strong>. Quanto mais areia houver nos espaços, menos musgo poderá crescer.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Focus-Online (2026). <a href="https://www.focus.de/immobilien/wohnen/pflastersteine-ein-hausmittel-entfernt-laestigen-gruenbelag-sofort_369b753b-2978-4e28-abe6-0bf5c870d51b.html">Pflastersteine: Ein Hausmittel entfernt lästigen Grünbelag sofort. Garten-Trick. Wohnen. Immobilien.</a> Nachrichten.</em></p><p><em>Utopia.de (2026). <a href="https://utopia.de/ratgeber/moos-entfernen-so-geht-es-ohne-essig_91542/">Moos entfernen: So geht es ohne Essig. Ratgeber.</a> Wohnen und Energie. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/musgo-em-pedras-de-pavimento-como-remove-lo-imediatamente-com-um-remedio-caseiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IA edita genes do arroz: ferramenta pode acelerar busca por variedades mais resistentes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 18:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma enzima desenhada por inteligência artificial editou genes do arroz com precisão comparável à ferramenta CRISPR-Cas9, abrindo uma frente de pesquisa para desenvolver plantas mais adaptadas a doenças e estresses ambientais em diferentes regiões agrícolas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes-1780149877235.jpg" data-image="yzgaqk8i4h6v" alt="ADN, GMO, arroz" title="ADN, GMO, arroz"><figcaption>Ferramenta genética projetada com inteligência artificial foi testada em arroz e conseguiu realizar alterações precisas no DNA da planta.</figcaption></figure><p><strong>Uma enzima criada com ajuda de inteligência artificial conseguiu realizar alterações precisas no DNA do arroz</strong>, um dos alimentos mais consumidos do planeta. Em testes de laboratório, o sistema OpenCRISPR-1 cortou, substituiu e reescreveu trechos de genes da planta, obtendo resultados comparáveis aos de uma das ferramentas genéticas mais usadas atualmente, a CRISPR-Cas9.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Publicado na revista <em>New Phytologist</em> e destacado pela <em>Nature</em>, o trabalho não apresenta uma nova variedade pronta para chegar ao campo ou ao prato. O avanço está na ferramenta: <strong>ela amplia o conjunto de “tesouras moleculares” que cientistas poderão testar para desenvolver plantas com características úteis</strong>, como resistência a doenças ou melhor adaptação a estresses ambientais.</p><h2>Uma tesoura genética desenhada por computador </h2><p>As ferramentas CRISPR funcionam como mecanismos guiados até um ponto específico do DNA. Em geral, elas derivam de proteínas encontradas em bactérias. <strong>A novidade do OpenCRISPR-1 é que sua sequência foi projetada com inteligência artificial</strong>, a partir de padrões aprendidos em uma enorme diversidade de proteínas naturais. Antes testada em células humanas, a enzima agora foi adaptada para funcionar em células vegetais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes-1780150308917.jpg" data-image="vp9tghhu2vvg" alt="Arroz, DNA, ADN, GMO" title="Arroz, DNA, ADN, GMO"><figcaption>O arroz, base da alimentação em diferentes regiões do mundo, foi usado para validar uma nova alternativa às técnicas convencionais de edição genética.</figcaption></figure><p>Os pesquisadores otimizaram o sistema para o arroz e compararam seu desempenho com a Cas9 convencional. <strong>Em células isoladas da planta, a nova ferramenta produziu alterações em diferentes genes</strong>. Depois, em plantas regeneradas, conseguiu gerar mutações no gene escolhido em 36% das linhas analisadas, resultado estatisticamente semelhante ao sistema tradicional, que alcançou 48% sob as mesmas condições.</p><h2>Do corte do DNA à troca de letras </h2><p>A edição genética pode ir além de desligar um gene. Dependendo da ferramenta acoplada à “tesoura”, <strong>é possível trocar uma única letra do DNA ou inserir uma pequena correção planejada,</strong> sem provocar grandes rupturas no material genético.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> No arroz, os pesquisadores testaram o OpenCRISPR-1 em diferentes modalidades de edição.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na prática, o sistema apresentou três capacidades relevantes:</p><ul> <li><strong>Interromper genes:</strong> removeu um trecho de 573 pares de bases em um alvo do genoma do arroz.</li> <li><strong>Trocar letras do DNA:</strong> realizou edição de adenina e de citosina; nesta última modalidade, superou a Cas9 nos três alvos avaliados.</li> <li><strong>Fazer correções programadas:</strong> executou a chamada <em>prime editing</em>, embora tenha sido menos eficiente que a Cas9 em dois dos três pontos testados.</li> <li><br></li> </ul><p>Os resultados mostram que a ferramenta é versátil, mas não indicam que ela substitua imediatamente a Cas9. <strong>O desempenho variou conforme o gene e o tipo de edição.</strong> </p><h2>O avanço exige novos testes</h2><p>O arroz é uma cultura estratégica para a alimentação mundial e também está presente diariamente na mesa dos brasileiros. <strong>Uma tecnologia capaz de tornar a edição genética mais flexível pode, no futuro, ajudar a acelerar pesquisas</strong> voltadas a doenças, qualidade dos grãos, produtividade ou tolerância à seca e ao calor.</p><div class="texto-destacado"> Esses benefícios, porém, não foram demonstrados neste estudo: o trabalho comprovou o funcionamento da ferramenta.</div><p>Outro ponto importante é que <strong>o OpenCRISPR-1 foi apresentado como uma tecnologia de código aberto</strong>, o que pode facilitar seu uso por diferentes grupos de pesquisa e reduzir barreiras no desenvolvimento de novas aplicações. <strong>Ainda será preciso testá-lo em outras culturas</strong>, avaliar segurança, estabilidade e desempenho em condições reais de cultivo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial">Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html" title="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial-1778359449956_320.png" alt="Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial"></a></article></aside><p>A descoberta <strong>não significa que um arroz editado por inteligência artificial chegará imediatamente aos supermercados</strong>, mas indica que a ciência ganhou uma nova opção para buscar soluções agrícolas mais precisas em um mundo pressionado pela demanda por alimentos e pelos extremos climáticos.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://nph.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/nph.71272" target="_blank">AI-designed OpenCRISPR-1 performs robust knockout, base editing, and prime editing in rice</a>. 2 de maio, 2026. Das, P., et. al. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/ia-edita-genes-do-arroz-ferramenta-pode-acelerar-busca-por-variedades-mais-resistentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seu próprio kit de remédios na varanda: 3 plantas medicinais para cultivar em vasos no inverno]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/seu-proprio-kit-de-remedios-na-varanda-3-plantas-medicinais-para-cultivar-em-vasos-no-inverno.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Como transformar sua varanda ou janela em um armário de remédios caseiro com ervas que aliviam a indigestão, desobstruem as vias respiratórias e ajudam você a relaxar durante os meses mais frios.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987184889.jpg" data-image="3c6b2lk9rqag" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As infusões de inverno não só proporcionam conforto, como também preservam os princípios ativos das plantas, se preparadas corretamente.</figcaption></figure><p>Quando as temperaturas caem, nossos corpos mudam de ritmo e nossas casas se tornam nosso refúgio. É a época em que os resfriados se proliferam, a digestão fica mais pesada por causa de todos os ensopados e sopas, e uma xícara de café cai tão bem.</p><p>Nesta época do ano, a varanda ou a janela da cozinha podem se transformar em um verdadeiro armário de remédios naturais caseiros. Cultivar<strong> plantas medicinais</strong> em vasos durante os meses mais frios é tão simples quanto gratificante; o segredo é respeitar seus ciclos para que prosperem. Aqui estão três aliados infalíveis para cuidar da sua saúde.</p><h2>1. Camomila: a rainha do relaxamento (e o truque do saquinho de chá)</h2><p>A camomila (<em>Matricaria chamomilla</em>) é a<strong> aliada indiscutível para relaxar</strong>: <strong>acalma a ansiedade</strong>, <strong>promove o sono</strong> em noites frias e<strong> alivia o desconforto estomacal</strong>. O que poucas pessoas sabem é que não é preciso ir a um viveiro para encontrar sementes: você pode usar um saquinho de chá comum que já tem em casa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987328464.jpg" data-image="5qfu5zjsnnzt" alt="camomila" title="camomila"><figcaption>As mudas jovens de camomila, semeadas no inverno, devem ser mantidas em local fechado, perto de uma janela com luz solar direta.</figcaption></figure><p>As sementes de camomila são tão microscópicas que os filtros industriais não as capturam, e elas viajam intactas entre o pó da flor seca <strong>dentro do saquinho de chá</strong>. Como o processo de secagem comercial não utiliza calor extremo<strong>, sua capacidade de germinação permanece intacta</strong>.</p><p><strong>Como cultivá-las a partir do saquinho de chá?</strong> Abra o saquinho e espalhe o conteúdo em um vaso com terra previamente umedecida. Não enterre o pó; as sementes precisam de luz solar direta para germinar. Pressione-as levemente com o dedo, cubra o vaso com filme plástico para criar um efeito estufa e coloque-o em uma janela bem iluminada dentro de casa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987409335.jpg" data-image="cg7563nl9686" alt="chá, saquinho, camomila" title="chá, saquinho, camomila"><figcaption>O pó presente nos saquinhos de chá comerciais esconde sementes microscópicas com alta capacidade de germinação.</figcaption></figure><p>Proteger as mudas do frio extremo durante as primeiras semanas é vital para a sua sobrevivência. Em duas semanas, você verá um gramado verdejante surgir.</p><p><strong>Cuidados básicos</strong>: Depois que a muda crescer e se adaptar ao ambiente externo, ela precisa de sol pleno (pelo menos 6 horas de luz solar para fortalecer os caules). A rega deve ser moderada: ela gosta de umidade, mas não tolera solo encharcado. Regue apenas quando a superfície do solo começar a parecer seca.</p><h2>2. Hortelã: O alívio refrescante para as vias respiratórias</h2><p>A hortelã-pimenta (<em>Mentha piperita</em>) é um clássico que nunca falha. No inverno, além de <strong>auxiliar na digestão após uma refeição pesada</strong>, é uma<strong> grande aliada do sistema respiratório</strong>: o vapor de uma infusão de folhas frescas ajuda a dilatar os brônquios e a <strong>desobstruir as vias nasais congestionadas</strong> pelo frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987775695.jpg" data-image="3vp77egq8peu" alt="hortelã" title="hortelã"><figcaption>As folhas frescas de hortelã liberam óleos essenciais como o mentol, fundamental para aliviar a congestão respiratória.</figcaption></figure><p><strong>Como propagá-la no inverno?</strong> O ideal, nesta época do ano, é começar com uma muda de viveiro ou uma estaca colocada num recipiente com água até que desenvolva raízes fortes.</p><p><strong>Cuidados básicos</strong>: Ela aprecia bastante luz solar todos os dias. A rega deve ser abundante e frequente; a hortelã não gosta de ficar com sede, e o solo deve estar sempre úmido (como uma esponja bem torcida).</p><p><strong>Dica de especialista</strong>: Sempre plante-a em um vaso próprio, pois suas raízes são extremamente invasivas e podem sufocar as plantas vizinhas.</p><h2>3. Erva-cidreira: o bálsamo cítrico contra o estresse e a insônia</h2><p>A erva-cidreira (<em>Melissa officinalis</em>) é a planta ideal para completar este kit de primeiros socorros de inverno. Sua infusão atua como um<strong> ansiolítico natural</strong> suave que relaxa o sistema nervoso e <strong>ajuda a promover um sono profundo</strong>. Além disso, possui uma deliciosa fragrância cítrica que acalma a alma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779987958303.jpg" data-image="0ej295yec7ge" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O aroma cítrico da erva-cidreira revela suas propriedades sedativas, ideais para combater o estresse diário.</figcaption></figure><p>A erva-cidreira é uma planta perene, o que significa que mantém as folhas verdes durante todo o inverno. Embora o frio desacelere um pouco o seu crescimento, você poderá colher folhas frescas para o seu chá todas as noites de julho sem danificar a planta.</p><p><strong>Como estimular o seu crescimento no inverno?</strong> A maneira mais rápida e eficaz nesta estação é começar com uma muda comprada em um viveiro e transplantá-la diretamente para um vaso de tamanho médio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-propio-botiquin-en-el-balcon-tres-plantas-medicinales-para-cultivar-en-maceta-durante-los-meses-de-invierno-1779988181356.jpg" data-image="fw3veu7yi0rq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Por ser uma planta perene, a erva-cidreira mantém sua folhagem verde e aromática durante todo o inverno.</figcaption></figure><p><strong>Cuidados básicos</strong>: Tolera muito bem a meia-sombra, adaptando-se facilmente a uma cozinha bem iluminada ou a uma varanda abrigada. Regue moderadamente: mantenha o solo úmido, mas não encharcado.</p><p>Embora suporte bem o frio, se houver previsão de geadas fortes durante a noite, é melhor colocá-la junto a uma parede protegida para resguardar suas folhas delicadas do contato direto com o gelo.</p><h2>O "ABC" do kit de remédios naturais: o poder da infusão</h2><p>Para aproveitar ao máximo suas plantas medicinais, lembre-se da regra de ouro da fitoterapia: <strong>nunca ferva folhas e flores tenras</strong>.</p><p>Ao preparar seu chá de camomila, hortelã ou melissa, coloque as folhas frescas (ou o saquinho de chá moído) na xícara, despeje a água pouco antes de ferver e tampe a xícara imediatamente por 5 minutos.</p><p>Esta última etapa é crucial, pois impede que os óleos essenciais medicinais — aqueles que curam e perfumam — se percam com o vapor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/seu-proprio-kit-de-remedios-na-varanda-3-plantas-medicinais-para-cultivar-em-vasos-no-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como será o clima em junho: o inverno poderia começar com El Niño?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Confira a seguir se o El Niño, previsto para se estabelecer nas próximas semanas, irá afetar o clima no Brasil em Junho, o primeiro mês do inverno meteorológico.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-se-consolidar-nas-proximas-semanas-entenda-o-mecanismo-que-pode-acelerar-o-aquecimento.html" target="_blank">El Niño deve se consolidar nas próximas semanas; entenda o mecanismo que pode acelerar o aquecimento </a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780089911212.png" data-image="64t4nzb5ykuq" alt="O modelo ECMWF prevê que o El Niño se estabeleça em junho, com anomalias entre 1°C e 2°C na região de monitoramento do fenômeno. Créditos: ECMWF." title="O modelo ECMWF prevê que o El Niño se estabeleça em junho, com anomalias entre 1°C e 2°C na região de monitoramento do fenômeno. Créditos: ECMWF."><figcaption>O modelo ECMWF prevê anomalias de temperatura da superfície do mar entre 1°C e 2°C no Pacífico Equatorial. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Junho</strong> marca o início do<strong> inverno meteorológico</strong> no Hemisfério Sul. Embora o inverno astronômico comece apenas em 21 de junho, a climatologia considera como inverno o período entre junho e agosto, quando as <strong>temperaturas</strong> passam a <strong>diminuir</strong> de forma mais consistente sobre grande parte do centro-sul da América do Sul.</p><p>Além do <strong>avanço</strong> mais <strong>frequente</strong> de <strong>massas de ar frio</strong>, esta também é a <strong>estação</strong> <strong>seca</strong> em <strong>grande parte do Brasil Central</strong>, incluindo áreas do Centro-Oeste, do Sudeste e do<strong> sul da Amazônia</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Mas será que o padrão típico da estação deve se repetir neste ano? Qual o papel do El Niño no próximo mês? Confira os detalhes.</p><h2>El Niño à vista</h2><p><strong>Junho</strong> começa com um cenário climático interessante. O <strong>Oceano Pacífico</strong> <strong>Equatorial</strong> continua <strong>aquecendo</strong> e a evolução das anomalias recentes juntamente com as previsões climáticas internacionais indicam que o<strong> El Niño deve se estabelecer nas próximas semanas</strong>, com chance de alcançar <strong>intensidade</strong> <strong>forte</strong> ou muito forte <strong>até o fim do inverno</strong>.</p><p>Nos mapas abaixo são mostradas as<strong> previsões de anomalia de temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) do ECMWF para <strong>junho</strong> e o <strong>inverno</strong> (junho-julho-agosto), onde observa-se anomalias de <strong>mais de 2°C</strong> até o fim do inverno no Pacífico equatorial. Embora não possamos nos basear em apenas um modelo para este tipo de previsão, a<strong> previsão de mais da metade dos modelos que compõem o multi-modelo C3S</strong> (ensemble) para a região de monitoramento do El Niño <strong>concorda</strong> com o ECMWF em uma intensidade muito forte (acima de 2°C) que pode ser alcançada entre julho e agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780089994666.png" data-image="ui46971dav4x" alt="Previsão de anomalia de TSM do modelo ECMWF para junho e para o inverno (esquerda) e previsão de anomalia de TSM na região Niño 3.4 pelo ECMWF e ensemble (direita). Créditos: Organizado por Meteored/Fonte: ECMWF/Copernicus." title="Previsão de anomalia de TSM do modelo ECMWF para junho e para o inverno (esquerda) e previsão de anomalia de TSM na região Niño 3.4 pelo ECMWF e ensemble (direita). Créditos: Organizado por Meteored/Fonte: ECMWF/Copernicus."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM do modelo ECMWF para junho e para o inverno (esquerda) e previsão de anomalia de TSM na região Niño 3.4 pelo ECMWF e ensemble (direita). Créditos: Organizado por Meteored/Fonte: ECMWF/Copernicus.</figcaption></figure><p>Os <strong>efeitos clássicos </strong>do fenômeno sobre o clima do Brasil (chuvas acima da média no Sul, abaixo da média no Norte e Nordeste e temperaturas acima da média no Sudeste) são <strong>mais pronunciados</strong> na <strong>primavera</strong> e no <strong>verão</strong>, embora este ano, com uma formação ‘antecipada’, o <strong>inverno</strong> já <strong>poderá</strong> <strong>ser afetado</strong>. </p><p>Porém, <strong>isso ainda não deve ocorrer em junho</strong>, uma vez que a atmosfera leva tempo para ‘responder’ ao aquecimento anômalo oceano e reorganizar os padrões de circulação, chuva e temperatura. Isso significa que <strong>outros fatores</strong> <strong>atmosféricos</strong> devem desempenhar papel importante ao longo deste mês, como os sistemas de mais alta frequência.</p><h2>Previsão de anomalia de temperatura e chuva</h2><p>O modelo <strong>ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, <strong>prevê</strong> <strong>chuvas acima da média</strong> em uma faixa que abrange parte da região<strong> Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte</strong>, enquanto o<strong> litoral </strong>do <strong>Nordeste</strong> e<strong> faixa norte</strong> do país devem ter chuvas <strong>abaixo</strong> da média. </p><p>Já para <strong>temperatura</strong>, o<strong> centro-norte</strong> do país deve ter temperaturas <strong>acima da média</strong>, enquanto no Sul não há um sinal claro de tendência, com a mesma probabilidade de ficar na média, acima da média ou abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780090015695.png" data-image="qo0bg8yysfkk" alt="Previsão de anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura (°C, à direita), segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura (°C, à direita), segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de precipitação (mm, à esquerda) e de temperatura (°C, à direita), segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Com a <strong>ausência</strong> de um <strong>padrão de grande </strong>escala (como o El Niño) para modular o clima e de acordo com os <strong>padrões espaciais</strong> previstos, tanto na escala <strong>mensal</strong> quanto <strong>semanal</strong>, a influência mais importante deve vir dos sistemas transientes de latitude média, como <strong>frentes frias</strong>, <strong>cavados</strong> e <strong>ciclones</strong> <strong>extratropic</strong><strong>ais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino-1780090028577.png" data-image="3ujxxrgcgjrm" alt="Previsão de anomalia semanal de precipitação (mm, linha superior) e temperatura (°C, linha inferior), segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de precipitação (mm, linha superior) e temperatura (°C, linha inferior), segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de precipitação (mm, linha superior) e temperatura (°C, linha inferior), segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>primeira semana</strong> de <strong>junho</strong> tende a ser <strong>seca</strong> e de temperaturas acima da média em grande parte do país. A partir da <strong>segunda</strong> <strong>semana</strong>, porém, os modelos apontam <strong>aumento da frequência de sistemas frontais </strong>e <strong>chuva</strong> sobre o centro-sul do Brasil, enquanto <strong>temperaturas</strong> entre a <strong>média e abaixo da média</strong> no Sul, Sudeste e Centro-Oeste sugerem a entrada de <strong>massas de ar frio </strong>associadas às frentes.</p><p>Em algumas <strong>regiões</strong>, especialmente aquelas que já estão entrando na <strong>estação seca,</strong> <strong>poucos eventos</strong> de precipitação são <strong>suficientes</strong> para gerar <strong>anomalias positivas</strong> em relação à climatologia, enquanto temperaturas dentro da média (áreas brancas no mapa) nesta época no Centro-Sul são interpretadas como temperaturas mais frias/amenas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-junho-o-inverno-poderia-comecar-com-el-nino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como as mudanças climáticas afetarão a Copa do Mundo FIFA de 2026?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo da FIFA começa em poucos dias. Pausas para hidratação são obrigatórias em cada tempo, mas especialistas alertam que o jogo pode sofrer mais interrupções devido às condições climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-will-climate-change-affect-the-fifa-world-cup-1779806921106.jpg" data-image="n2e2lpd9tqau" alt="Copa do Mundo, 2026, FIFA" title="Copa do Mundo, 2026, FIFA"><figcaption>Especialistas alertam que a Copa do Mundo da FIFA, que será realizada na América do Norte no próximo mês, poderá causar mais transtornos relacionados ao calor.</figcaption></figure><p>A febre do futebol está prestes a começar com a <strong>Copa do Mundo da FIFA</strong>, que tem início marcado para 11 de junho. O torneio, aguardado mundialmente, contará com a<strong> participação de 48 países </strong>na disputa pelo troféu, com partidas sendo realizadas em três países: Estados Unidos, Canadá e México.</p><p>A competição retorna aos Estados Unidos após três décadas, mas as condições não serão as mesmas, devido às <strong>mudanças climáticas</strong>.</p><h2>Quando jogar é perigoso?</h2><p>O torneio contará com <strong>partidas em 16 cidades distribuídas por uma ampla área geográfica</strong>, onde os jogadores enfrentarão diferentes condições climáticas. É provável que as partidas programadas para cidades na costa do Pacífico dos EUA ou no Canadá tenham temperaturas amenas. No entanto, aquelas <strong>no interior dos EUA ou no México podem registrar temperaturas acima de 30 graus Celsius</strong>, podendo ser ainda mais altas se o jogo for disputado durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730771" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sedes-da-copa-do-mundo-de-2026-correm-risco-de-calor-extremo-e-inundacoes-alertam-novos-relatorios.html" title="Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios">Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sedes-da-copa-do-mundo-de-2026-correm-risco-de-calor-extremo-e-inundacoes-alertam-novos-relatorios.html" title="Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sedes-del-mundial-2026-de-futbol-en-riesgo-por-calor-extremo-e-inundaciones-advierte-un-nuevo-informe-1758279406294_320.jpg" alt="Sedes da Copa do Mundo de 2026 correm risco de calor extremo e inundações, alertam novos relatórios"></a></article></aside><p>A <strong>umidade pode agravar a situação nessas áreas</strong>, com temperaturas mais altas elevando o índice de temperatura de bulbo úmido (WBGT). O WBGT é um índice composto que combina umidade, calor radiante e movimento do ar, fatores que afetam a capacidade do corpo de regular sua temperatura interna por meio da transpiração e da troca de calor.</p><p>De acordo com a FIFPRO, o sindicato global dos jogadores, o<strong> estresse térmico</strong> representa um risco real quando as temperaturas de WBGT atingem 26 graus Celsius, e a entidade recomenda a inclusão de pausas para resfriamento durante as partidas. <strong>Quando as temperaturas de WBGT chegam a 28 graus Celsius, as condições são consideradas inseguras para o jogo, e a partida é adiada</strong>.</p><h2>Locais em risco, pessoas em risco</h2><p>Quando a última Copa do Mundo foi realizada nos EUA em 1994, o risco de calor era uma preocupação. No entanto, com as mudanças climáticas causadas pelo homem, que levam a eventos de calor extremo mais frequentes,<strong> a probabilidade de interrupções nas partidas aumentou significativamente</strong>.</p><p>De acordo com pesquisadores, o número de jogos em que se espera que a temperatura atinja 26 graus (WBGT) subiu de 21,3 em 1994 para 25,6. A probabilidade de atingir a marca de 28 graus aumentou para 0,7, sendo o MetLife Stadium (Nova York), o Lincoln Center (Filadélfia), o Arrowhead Stadium (Kansas City) e o Hard Rock Stadium (Miami) os estádios mais expostos ao calor extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adeus-ao-clima-fifa-estabelece-pausas-obrigatorias-para-hidratacao-em-todos-os-jogos-da-copa-do-mundo.html" title="Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo">Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/adeus-ao-clima-fifa-estabelece-pausas-obrigatorias-para-hidratacao-em-todos-os-jogos-da-copa-do-mundo.html" title="Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adios-al-criterio-climatico-la-fifa-establece-pausas-obligatorias-de-refresco-en-todos-los-encuentros-del-mundial-1765300432967_320.jpg" alt="Adeus ao clima: FIFA estabelece pausas obrigatórias para hidratação em todos os jogos da Copa do Mundo"></a></article></aside><p>As Copas do Mundo costumam ser disputadas no Hemisfério Norte durante os meses de verão. No entanto, as <strong>grandes variações climáticas durante o evento</strong> deste ano<strong> podem dificultar bastante a adaptação dos jogadores</strong>.</p><p>Embora os estádios com ar-condicionado possam reduzir a exposição ao calor durante as partidas, as <strong>condições continuam perigosas para os espectadores</strong>, para os encontros ao ar livre e para as comemorações associadas ao torneio. Com os modelos climáticos indicando que as temperaturas continuarão subindo, a realização desses torneios no hemisfério norte durante o verão se tornará difícil.</p><p>As mudanças climáticas não afetam apenas onde podemos viver e o que podemos comer, mas também o que consideramos normal até agora. <strong>É preciso agir agora contra elas</strong>, se não quisermos que o nosso mundo mude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vulcão de 1,9 bilhão de anos na Amazônia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</link><pubDate>Sat, 30 May 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta no sul do Pará revela vestígios do vulcão mais antigo conhecido do planeta e ajuda cientistas a compreenderem a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085286351.jpg" data-image="d0k95h241hau" alt="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>Abrigado sob a <strong>floresta amazônica, no sul do Pará</strong>, um <strong>gigante silencioso desafia a história geológica da Terra</strong>. Pesquisadores identificaram na região de Uatumã o vulcão mais antigo conhecido do planeta, com cerca de <strong>1,9 bilhão de anos.</strong> A descoberta colocou a Amazônia no centro de estudos internacionais sobre a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><p>Com aproximadamente 22 quilômetros de diâmetro, <strong>o antigo vulcão chegou a possuir um cone de cerca de 400 metros de altura.</strong> Segundo os pesquisadores, sua atividade vulcânica teria durado aproximadamente 300 milhões de anos. Atualmente, a vegetação cobre grande parte da estrutura, mas as rochas preservam marcas importantes das antigas erupções.</p><p>Batizado de Amazonas, o vulcão começou a despertar interesse científico no início dos anos 2000. Desde então, análises detalhadas de rochas, minerais e estruturas subterrâneas reforçaram a hipótese de que <strong>o complexo vulcânico surgiu em um período extremamente remoto</strong>, muito antes do surgimento de diversas formações montanhosas conhecidas atualmente.</p><h2><strong>Pesquisas revelam atividade vulcânica intensa na Amazônia</strong></h2><p>Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Unicamp ajudou a determinar o período de atividade do vulcão. A pesquisa foi publicada na revista científica <em>Journal of South American Earth Sciences</em> e apontou que as<strong> rochas vulcânicas da região possuem cerca de 1,8 bilhão de anos.</strong></p><div class="texto-destacado">De acordo com o professor e geólogo da UFC Felipe Holanda, as formações estão associadas a antigas caldeiras vulcânicas, estruturas circulares rebaixadas por onde lava e gases eram expelidos durante as erupções. Ele compara o fenômeno às caldeiras existentes no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.</div><p>Mesmo após bilhões de anos de erosão, mudanças climáticas e transformações naturais da paisagem, <strong>o vulcão ainda preserva rochas do antigo sistema magmático.</strong> Estudos apontam que condutos de lava, depósitos minerais e estruturas profundas permaneceram intactos o suficiente para permitir análises detalhadas sobre a origem da formação.</p><h2><strong>Rochas preservam pistas sobre a Terra primitiva</strong></h2><p>Os pesquisadores também encontraram <strong>evidências de cristalização profunda nas rochas extraídas da área.</strong> As amostras indicam que o magma circulou por fissuras da crosta terrestre em um período em que o planeta ainda consolidava seus primeiros blocos continentais estáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085362621.jpg" data-image="16yq8afl4czp" alt="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>A ausência de crateras e cones vulcânicos visíveis ocorre devido ao desgaste provocado por processos erosivos e ciclos climáticos que atuaram durante bilhões de anos. Segundo o pesquisador André Ueno Kunifoshita, da UFC e um dos autores do estudo, os cientistas trabalham com pistas preservadas nas rochas para reconstruir os eventos geológicos do passado.</p><p>Modelagens feitas com sensoriamento remoto mostram ainda que <strong>o sistema vulcânico pode ocupar uma área muito maior do que a já identificada.</strong> Grande parte da estrutura permanece soterrada sob camadas sedimentares acumuladas ao longo do tempo.</p><h2><strong>Descoberta ajuda a explicar a formação da Amazônia</strong></h2><p>Os estudos indicam que o vulcão influenciou diretamente a formação do relevo amazônico. Parte das bases rochosas que sustentam atualmente a floresta teria origem nesse antigo sistema magmático, considerado fundamental para compreender a evolução geológica da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda">Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas.html" title="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-na-amazonia-geografos-reconhecem-que-brasil-tem-sim-montanhas-1775421898137_320.jpg" alt="Até na Amazônia? Geográfos reconhecem que Brasil tem, sim, montanhas; entenda"></a></article></aside><p>Além do impacto geológico,<strong> os minerais encontrados ajudam cientistas a investigar a composição química da Terra primitiva</strong>. Elementos preservados nas rochas fornecem pistas sobre a atmosfera antiga, o comportamento térmico do planeta e o processo de consolidação dos continentes.</p><p>Para os pesquisadores, o vulcão Amazonas funciona como um verdadeiro arquivo geológico natural. “Hoje sabemos que não há vulcões ativos no Brasil, mas o Norte do país já foi uma região marcada por intensa atividade vulcânica”, afirma o professor Felipe Holanda.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Gazeta do Povo. <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/vulcao-brasileiro-reconhecido-como-o-mais-antigo-do-mundo/" target="_blank">O vulcão brasileiro que é reconhecido como o mais antigo do mundo</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem que fungos poderiam transformar o solo tóxico de Marte em terras férteis]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-que-fungos-poderiam-transformar-o-solo-toxico-de-marte-em-terras-ferteis.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 22:56:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um grupo internacional de cientistas propõe o uso de fungos benéficos para transformar o solo tóxico de Marte e da Lua em terra adequada para a produção de alimentos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-descubren-que-los-hongos-podrian-convertir-el-suelo-toxico-de-marte-en-huertos-fertiles-1780017263366.jpg" data-image="aohr095h5o9a" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Certos fungos poderiam transformar parcialmente o regolito marciano e lunar em um ambiente biologicamente mais favorável.</figcaption></figure><p>A cena parece saída diretamente de um filme de ficção científica: astronautas se estabelecem em <strong>Marte</strong>, cultivando vegetais em enormes estufas pressurizadas enquanto uma colônia humana começa a se desenvolver longe da Terra. Embora isso ainda esteja a décadas de distância, a ciência já está trabalhando em um dos maiores desafios de qualquer assentamento extraterrestre:<strong> como produzir alimentos em um planeta onde o solo fértil é inexistente</strong>.</p><p>Uma equipe internacional de pesquisadores dos Estados Unidos e do Brasil apresentou uma <strong>proposta </strong>que pode aproximar esse objetivo. De acordo com um estudo publicado na revista<em> Frontiers in Astronomy and Space Sciences</em>,<strong> certos tipos de fungos "benéficos" poderiam transformar o regolito lunar e marciano </strong>— a poeira e as rochas que cobrem a superfície de ambos os corpos —<strong> em um substrato adequado para o cultivo de plantas</strong>.</p><h2>O problema do “solo” em Marte</h2><p>Diferentemente da Terra,<strong> Marte e a Lua não possuem solo rico em nutrientes nem microrganismos capazes de sustentar a vida vegetal</strong>. O regolito presente em ambos os ambientes é extremamente pobre em elementos essenciais para o crescimento das culturas, especialmente nitrogênio, fósforo e potássio.</p><div class="texto-destacado">Além disso, as condições são severas. As plantas precisam se desenvolver sob altos níveis de estresse abiótico, ou seja, condições físicas e químicas adversas que não envolvem organismos vivos: temperaturas extremas, falta de água, radiação e ausência de nutrientes.</div><p>Diante desse cenário, os cientistas acreditam que <strong>alguns fungos podem se tornar aliados fundamentais</strong>.</p><h2>Fungos que ajudariam a alimentar astronautas</h2><p>A pesquisa concentra-se em uma categoria conhecida como “fungos benéficos”, <strong>organismos capazes de melhorar a absorção de nutrientes e promover o crescimento das plantas mesmo em ambientes extremos</strong>.</p><p>Entre eles estão os chamados<strong> fungos micorrízicos arbusculares (FMA)</strong>, utilizados em botânica desde o século XIX. Esses organismos funcionam como <strong>uma extensão microscópica do sistema radicular da planta</strong>, <strong>ajudando-a a capturar água e nutrientes </strong>com muito mais eficiência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-descubren-que-los-hongos-podrian-convertir-el-suelo-toxico-de-marte-en-huertos-fertiles-1780017323069.jpg" data-image="vc6zx9lj3rjp" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Organismos minúsculos, invisíveis a olho nu, podem se tornar essenciais para a sobrevivência das futuras gerações de astronautas.</figcaption></figure><p>Os pesquisadores explicam que, <strong>na prática, esses fungos poderiam transformar parcialmente o regolito marciano e lunar em um ambiente biologicamente mais hospitaleiro</strong>. Eles também mencionam espécies do gênero <em>Trichoderma</em>, conhecidas por sua capacidade de aliviar o estresse ambiental e melhorar as propriedades físicas do solo.</p><p>“O uso de fungos promotores do crescimento vegetal em sistemas agrícolas baseados em regolito lunar ou marciano representaria uma melhoria estratégica para a produção de alimentos no espaço e para o estabelecimento de assentamentos humanos além da Terra”, observa o estudo.</p><h2>Viver “da terra” fora da Terra</h2><p>A ideia faz parte de um conceito conhecido como<strong> ISRU (<em>In Situ Resource Utilization</em>)</strong>, uma estratégia que busca <strong>aproveitar os recursos disponíveis em outros mundos em vez de transportar tudo da Terra</strong>.</p><div class="texto-destacado">Em termos simples, trata-se de "viver da terra", mesmo que essa terra seja marciana.</div><p><strong>A lógica é convincente</strong>: enviar toneladas de solo fértil, fertilizantes e alimentos do nosso planeta seria extremamente caro e complexo. Se os futuros astronautas pudessem cultivar seus próprios alimentos usando materiais disponíveis em Marte ou na Lua, as missões espaciais seriam muito mais viáveis do ponto de vista econômico e logístico.</p><p>A <strong>NASA já está considerando essa abordagem em seu programa "<em>Moon to Mars Architecture</em>"</strong>, voltado para futuras missões tripuladas de longa duração.</p><h2>Uma jornada que apenas começou</h2><p>Os próprios pesquisadores reconhecem que<strong> ainda existem lacunas significativas no conhecimento</strong>. A maioria dos testes foi realizada usando simuladores de regolito, e não material real de Marte ou da Lua.</p><p>Mesmo assim, <strong>avanços recentes alimentam o otimismo</strong>. Em outro experimento recente, cientistas conseguiram produzir 27 gramas de lentilha-d'água usando apenas um grama de cianobactérias combinadas com um simulador de solo marciano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inusitado-nasa-vai-instalar-um-posto-de-gasolina-em-orbita-ao-redor-da-terra.html" title="Inusitado: NASA vai instalar um 'posto de gasolina' em órbita ao redor da Terra!">Inusitado: NASA vai instalar um "posto de gasolina" em órbita ao redor da Terra!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inusitado-nasa-vai-instalar-um-posto-de-gasolina-em-orbita-ao-redor-da-terra.html" title="Inusitado: NASA vai instalar um 'posto de gasolina' em órbita ao redor da Terra!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/insolite-la-nasa-va-installer-une-station-service-en-orbite-autour-de-la-terre-1779529279847_320.jpg" alt="Inusitado: NASA vai instalar um 'posto de gasolina' em órbita ao redor da Terra!"></a></article></aside><p><strong>Pode parecer um resultado modesto, mas, no contexto da exploração espacial, representa um sinal promissor</strong>: a possibilidade de criar ecossistemas agrícolas autossuficientes além da Terra deixou de ser apenas ficção científica.</p><p>Enquanto as agências espaciais se preparam para o retorno de humanos à Lua e sonham com as primeiras bases em Marte, minúsculos organismos invisíveis a olho nu podem se tornar essenciais para a sobrevivência das futuras gerações de astronautas.</p><h3><strong><em>Referência da notícia</em> </strong></h3><p><em><a href="https://www.frontiersin.org/journals/astronomy-and-space-sciences/articles/10.3389/fspas.2026.1784533/full" target="_blank">Selection of beneficial fungi for plants with the potential to metabolize lunar and Martian regolith</a>. 16 de abril, 2026. Oliveira, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-que-fungos-poderiam-transformar-o-solo-toxico-de-marte-em-terras-ferteis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança e frio ganha novo reforço já nesta primeira semana de junho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho.html</link><pubDate>Fri, 29 May 2026 21:27:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de Junho será marcada pelo avanço de uma frente fria que causará chuvas fracas e o avanço de uma massa de ar frio que voltará a fortalecer o frio sobre quatro regiões do Brasil - Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-e-frio-ganha-novo-reforco-no-inicio-de-junho.html" target="_blank">Frente fria mudará o tempo em SP e RJ</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088123780.jpg" data-image="ym7fj9u9sc3b" alt="Imagem de cidade sob céu frio e nublado. Imagem gerada por inteligência artificial.." title="Imagem de cidade sob céu frio e nublado. Imagem gerada por inteligência artificial.."><figcaption>Início de Junho será marcada por uma frente fria que causará nebulosidade intensa, chuvas fracas e uma massa de ar polar que fortalecerá o frio sobre quatro regiões do Brasil.</figcaption></figure><p>Ao longo dos <strong>primeiros dias de Junho</strong>, uma <strong>frente fria </strong>originada de um ciclone que se formou muito ao sul da América do Sul avançará em direção norte sobre o Oceano Atlântico. Embora essa frente avance numa região mais oceânica, ela ainda será capaz de formar<strong> nebulosidade intensa e chuvas fracas</strong> no extremo leste e nas regiões litorâneas do Sul e do Sudeste do Brasil.</p><div class="texto-destacado">O sistema NÃO será capaz de formar tempestades fortes sobre o país, mas ajudará a transportar umidade especialmente para a região Sudeste, formando nebulosidade intensa e chuvas intermitentes sobre toda a região litorânea e o leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.</div><p>A imagem abaixo ilustra o <strong>avanço do sistema</strong>, que atua predominantemente sobre o oceano na segunda-feira (1) e, ao longo da terça-feira (2), consegue ocasionar <strong>chuvas fracas</strong> especialmente sobre o <strong>litoral</strong> da região Sudeste. Chuvas fracas também podem ser registradas no litoral da região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088208207.jpg" data-image="d7mfq5sq2w2s" alt="Previsão de nebulosidade, pressão, ventos e chuva na segunda-feira (esquerda) e terça-feira (direita)." title="Previsão de nebulosidade, pressão, ventos e chuva na segunda-feira (esquerda) e terça-feira (direita)."><figcaption>Previsão de nebulosidade, pressão, ventos e chuva na segunda-feira (esquerda) e terça-feira (direita) mostra a atuação da frente fria, que será capaz de causar chuvas fracas.</figcaption></figure><p>O maior destaque do sistema, no entanto, será uma <strong>massa de ar frio</strong> que a frente impulsionará em direção ao país, fazendo o frio sobre o centro-sul do Brasil ganhar um novo reforço na semana que vem.</p><h2>Nova massa de ar frio avança na primeira semana de Junho</h2><p>Na terça-feira (2), essa massa de ar frio já estará atuando sobre todo o <strong>leste da região Sul e Sudeste. </strong>Ao longo dos dias seguintes, ela se movimentará em direção norte, deixando de atuar sobre o Rio Grande do Sul mas <strong>ganhando abrangência</strong> sobre Santa Catarina e Paraná.</p><p>Até a quarta-feira (4), o sistema terá ganhado abrangência também sobre todos os estados da <strong>região Sudeste </strong>(SP, RJ, MG e ES) e também avançará sobre o <strong>Mato Grosso do Sul,</strong> parte de <strong>Goiás</strong> e parte da <strong>Bahia</strong>, fazendo com que as temperaturas fiquem mais amenas nestes estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088300227.jpg" data-image="c0h2l6x3aohs" alt="Previsão de anomalia de temperaturas em 850 hPa na terça (esquerda) e quinta-feira (direita)." title="Previsão de anomalia de temperaturas em 850 hPa na terça (esquerda) e quinta-feira (direita)."><figcaption>Previsão de anomalia de temperaturas em 850 hPa na terça (esquerda) e quinta-feira (direita) ilustra o avanço da massa de ar frio nos próximos dias, atingindo estados de quatro regiões.</figcaption></figure><p>Essa movimentação, assim como a área de abrangência da massa de ar frio, pode ser observada na imagem acima. Embora sua intensidade não seja extrema, <strong>o frio será capaz de atingir estados de quatro regiões</strong> - Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste já no início de Junho.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Sobre a região Sul, o pico deste frio se dará na <strong>terça-feira (2)</strong>, quando grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina registrarão <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong> durante a madrugada e a manhã, com ocorrência de<strong> geadas</strong> especialmente nas regiões serranas.</p><p>No Sudeste e nos estados do Centro-Oeste e Nordeste que serão afetados pelo frio, a massa atuará com mais intensidade na <strong>quarta-feira (4)</strong>, quando boa parte do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e extremo sul do Rio de Janeiro podem registrar te<strong>mperaturas abaixo dos 10°C</strong>, com possibilidade de <strong>geadas pontuais.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho-1780088342482.jpg" data-image="bj82i85km65w" alt="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira (esquerda) e na quarta-feira (direita)." title="Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira (esquerda) e na quarta-feira (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na terça-feira (esquerda) e na quarta-feira (direita) ilustra os momentos de maior intensidade do frio no Sul e no Sudeste ao longo da próxima semana.</figcaption></figure><p>A estação de outono termina oficialmente no dia <strong>21 de Junho,</strong> daqui a cerca de três semanas. Neste mesmo dia, <strong>começa oficialmente o inverno de 2026</strong>. Até o momento, as previsões têm indicado que o frio deve se manter significativo ao longo de todo este período que compreende o final do outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-frio-ganha-novo-reforco-ja-nesta-primeira-semana-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item></channel></rss>