<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Tue, 22 Sep 2026 16:10:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 16:10:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Massa de ar frio traz 'clima de inverno' em plena primavera, com temperaturas próximas de 0°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-traz-clima-de-inverno-em-plena-primavera-com-temperaturas-proximas-de-0-c.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 13:40:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o avanço de uma frente fria, uma massa de ar frio se desloca em direção ao interior do Brasil promovendo queda acentuada nas temperaturas. Termômetros se aproximam de 0°C e o clima de inverno se faz presente na primavera.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbbfl02"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbbfl02.jpg" id="xbbfl02"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma forte frente fria segue avançando pelo Brasil no decorrer desta semana. Em sua retaguarda, uma <strong>massa de ar polar</strong> irá se deslocar sobre áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O avanço do ar frio provoca queda nas temperaturas. O amanhecer será gelado em vários municípios, com os termômetros marcando <strong>valores próximos a 0°C</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"> novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>A expectativa é de que o <strong>frio mais intenso ocorra entre hoje (22) e amanhã (23)</strong> sobre áreas do Sul do país e, em seguida, avance pelo Sudeste e Centro-Oeste com menor intensidade.</p><h2>Ar polar alcança RS, SC e PR nesta terça-feira</h2><p>A tarde desta <strong>terça-feira (22)</strong> terá a presença de ar frio sobre os estados da Região Sul. As máximas não sobem e variam <strong>entre 11°C e 19°C no Rio Grande do Sul</strong>. Em <strong>Santa Catarina</strong>, o cenário ainda se encontra dividido: no meio-oeste e litoral, termômetros ficam <strong>abaixo dos 20°C</strong>, enquanto em áreas pontuais chegam a <strong>ultrapassar os 22°C</strong>.</p><p>Até o final da noite de hoje (22), o modelo <strong>ECMWF</strong> indica que as temperaturas vão diminuir e ficar <strong>inferiores aos 10°C</strong> em boa parte do território gaúcho e na <strong>Serra Catarinense</strong>. O ar frio também chega ao <strong>Paraná</strong>, deixando os termômetros <strong>próximos aos 10°C</strong> no final da noite.</p><h2>Temperatura próxima de 0°C e risco de geada</h2><p>A massa de ar frio que avança será intensa sobre os estados da Região Sul. Durante o amanhecer desta <strong>quarta-feira (23)</strong>, primeiro dia de primavera, as temperaturas ficam <strong>abaixo dos 5°C</strong> em muitos municípios gaúchos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-traz-inverno-na-primavera-com-temperaturas-proximas-de-0-c-saiba-o-que-esperar-1790076025985.jpg" data-image="8bx374qs73so" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Massa de ar polar avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, após passagem de frente fria.</figcaption></figure><p>Em boa parte do território catarinense, os termômetros marcam <strong>entre 6°C e 8°C</strong>, trazendo a expectativa de <strong>geada leve de forma generalizada</strong> sobre o Rio Grande do Sul.</p><p>As áreas mais elevadas, como a <strong>Serra Gaúcha</strong> e a <strong>Serra Catarinense</strong>, podem registrar <strong>temperaturas próximas de 0°C,</strong> caso de São Joaquim (SC) e Silveira Martins (RS), com previsão de <strong>2°C</strong>. Em pontos isolados, as temperaturas podem atingir <strong>valores negativos</strong> na manhã desta quarta-feira (23).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-traz-inverno-na-primavera-com-temperaturas-proximas-de-0-c-saiba-o-que-esperar-1790076090673.jpg" data-image="9aoyut755mvr" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Temperatura mínima prevista para a manhã desta quarta-feira (23).</figcaption></figure><p>Quem espera que as temperaturas subam durante a tarde terá uma surpresa. A previsão indica que o <strong>frio irá permanecer sobre o Sul do Brasil</strong>, em especial na porção leste. Sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as máximas ficam <strong>próximas de 16°C</strong>, inclusive em <strong>Porto Alegre (RS)</strong>. No leste de <strong>Santa Catarina</strong> e do <strong>Paraná</strong>, o frio toma conta com temperaturas <strong>entre 12°C e 17°C</strong>.</p><p>Com o passar das horas, a massa de ar frio perde força e as temperaturas voltam a subir. As primeiras horas desta <strong>quinta-feira (24)</strong> ainda terão temperaturas <strong>abaixo dos 10°C</strong> em áreas do território gaúcho e catarinense, mas as chances de geada serão menores. No <strong>Paraná</strong>, em áreas pontuais, os registros ficam <strong>próximos aos 9°C</strong>, enquanto no restante do estado variam <strong>entre 11°C e 15°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-traz-inverno-na-primavera-com-temperaturas-proximas-de-0-c-saiba-o-que-esperar-1790076370443.jpg" data-image="wmo93f17r5gm" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde de quarta-feira (23).</figcaption></figure><p>À tarde, o cenário muda, as máximas sobem e ficam <strong>acima dos 22°C</strong> em quase toda a Região Sul.</p><h2>Frio também alcança o Sudeste e Centro-Oeste</h2><p>Durante a tarde desta <strong>terça-feira (22)</strong>, o ar frio avança pelas duas regiões, mas a queda nas temperaturas será sentida de forma mais intensa nesta <strong>quarta-feira (23)</strong>.</p><p>No amanhecer de quarta (23), as temperaturas ficam <strong>próximas aos 19°C</strong> sobre <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e também diminuem em boa parte de <strong>São Paulo</strong>. No entanto, a atuação da frente fria (que provoca chuva e aumenta a nebulosidade) dificulta uma queda ainda mais acentuada nas temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-traz-inverno-na-primavera-com-temperaturas-proximas-de-0-c-saiba-o-que-esperar-1790076243301.jpg" data-image="fytoy5i1iux7" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>A previsão mostra que sobre o ar frio segue perdendo força sobre o Sul e Centro-Oeste do país, mantendo-se concentrado no leste do Sudeste.</figcaption></figure><p>Ainda na quarta-feira (23), no período da tarde, o frio se estabelece no leste paulista, com previsão de <strong>máxima de 17°C em São Paulo (SP)</strong> e <strong>22°C no Rio de Janeiro (RJ)</strong>. Sobre o <strong>Sul de Minas</strong>, a máxima será <strong>inferior a 21°C</strong>. A previsão indica ainda temperaturas amenas no <strong>sul de Mato Grosso do Sul</strong>, onde as máximas variam <strong>entre 23°C e 26°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas.html" title="Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas">Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas.html" title="Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas-1789996401274_320.jpg" alt="Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas"></a></article></aside><p>O cenário muda um pouco na <strong>quinta-feira (24) </strong>com a ausência de nuvens que faz com que o solo perca calor mais rapidamente durante a madrugada. Com isso, a tendência é de um <strong>amanhecer mais frio na quinta-feira (24)</strong>, <strong>próximo dos 15°C</strong> na faixa entre o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Região Serrana do Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-traz-inverno-na-primavera-com-temperaturas-proximas-de-0-c-saiba-o-que-esperar-1790076197888.jpg" data-image="r834bbsbnq71" alt="Temperatura para quinta-feira" title="Temperatura para quinta-feira"><figcaption>Temepratura máxima prevista para a tarde de quinta-feira (24).</figcaption></figure><p>À tarde, apesar da perda gradual de intensidade da massa de ar polar, as temperaturas seguem mais baixas no leste do Sudeste, variando <strong>entre 17°C e 23°C</strong>. No restante da região e no Centro-Oeste, o calor ganha força e os termômetros marcam <strong>entre 24°C e 29°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-traz-clima-de-inverno-em-plena-primavera-com-temperaturas-proximas-de-0-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A planta quase indestrutível para interiores: como cuidar da Aspidistra e manter suas folhas impecáveis]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-quase-indestrutivel-para-interiores-como-cuidar-da-aspidistra-e-manter-suas-folhas-impecaveis.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Se você sempre esquece de regar suas plantas, esta pode ser a ideal para você: a Aspidistra tolera pouca luz e poucos cuidados, e ainda assim mantém um visual espetacular.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-casi-indestructible-para-interiores-como-cuidar-una-aspidistra-y-mantener-sus-hojas-impecables-1789503946458.png" data-image="vrlloh959z6g"><figcaption>Suas folhas grandes e resistentes mantêm um verde vibrante mesmo em ambientes com pouca luz e com cuidados mínimos.</figcaption></figure><p>Existem<strong> plantas de interior</strong> que exigem atenção constante; elas precisam que você fique atento à rega, à umidade e até mesmo à quantidade exata de luz que recebem. Mas a<strong> Aspidistra (<em>Aspidistra elatior</em>)</strong> joga em outro time. Não é à toa que é conhecida como "<em>planta-de-ferro</em>", já que<strong> consegue tolerar condições que fariam muitas outras espécies sofrerem</strong>.</p><p>Essa planta, originária do Leste Asiático, evoluiu em ambientes protegidos e sombreados. Essa <strong>adaptação </strong>permite que ela cresça sem problemas em cômodos com pouca luz natural, tolere mudanças bruscas de temperatura e continue crescendo mesmo que a gente se esqueça de regá-la de vez em quando.</p><div class="texto-destacado">Uma Aspidistra pode levar anos para ocupar completamente um vaso, mas, longe de ser um problema, isso representa uma grande vantagem, pois ela não precisa de transplantes constantes, podas frequentes ou grandes quantidades de fertilizante para se manter saudável.</div><p>É justamente por isso que ela é <strong>uma das melhores plantas para quem viaja, passa muito tempo fora de casa </strong>ou simplesmente não quer cuidar de um vaso todos os dias. Ela consegue tolerar longos períodos com o substrato seco, desde que se mantenha bem hidratada.</p><p>Vale ressaltar, porém, que ser resistente não significa dispensar cuidados. Com alguns cuidados básicos, suas folhas grandes podem permanecer verdes, firmes e limpas por anos, o que a torna uma<strong> planta tão popular para se ter dentro de casa</strong>.</p><h2>Por que é tão resistente e como cuidar dela</h2><p>Suas folhas são provavelmente a primeira coisa que chama a atenção nesta planta. Elas crescem diretamente de rizomas subterrâneos e formam grandes 'lâminas' verdes. Algumas variedades apresentam até mesmo linhas ou áreas em tom creme, mas as variedades verdes costumam tolerar melhor ambientes com pouca luz.</p><p>Quanto à <strong>luminosidade</strong>, prefere espaços com<strong> luz indireta ou meia-sombra</strong>, podendo até sobreviver em locais mais escuros. No entanto, é importante evitar colocá-la em frente a uma janela que receba várias horas de sol direto, pois isso pode causar manchas amareladas ou amarronzadas, ou até mesmo queimaduras nas folhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-casi-indestructible-para-interiores-como-cuidar-una-aspidistra-y-mantener-sus-hojas-impecables-1789503960107.png" data-image="yfefrr7abun7"><figcaption>Um exemplar adulto pode formar touceiras densas e vistosas, mesmo com regas espaçadas e crescimento lento.</figcaption></figure><p>A <strong>rega </strong>exige um pouco mais de atenção, pois o excesso de água é muito mais perigoso do que esquecer de regá-la de vez em quando. Você pode<strong> regá-la a cada uma ou duas semanas</strong>, embora a frequência possa variar de acordo com fatores como temperatura, tipo de vaso, estação do ano e ventilação.</p><p>Para uma melhor <strong>drenagem</strong>, utilize uma mistura de substrato universal com perlita, pedra-pomes ou outros materiais semelhantes. Certifique-se de que o <strong>vaso tenha furos </strong>na parte inferior. Não é necessário replantá-la todos os anos; normalmente, ela pode permanecer no mesmo vaso por vários anos.</p><div class="texto-destacado"><p>Botanicamente, pertence à família <em>Asparagaceae</em>, a mesma grande família na qual são classificadas plantas tão diferentes como alguns agaves, dracenas e aspargos.</p></div><p>Em ambientes internos, esta planta <strong>se desenvolve bem em temperaturas entre 15<strong>°C</strong> e 25°C e tolera bem o frio</strong>. Na primavera e no verão, adube-a a cada quatro a oito semanas com fertilizante para plantas de folhagem verde, mas tome cuidado para não exagerar. Colocar mais fertilizante não fará a planta crescer mais rápido, e esse é um erro cometido com frequência.</p><h3>Como manter as folhas impecáveis e deixá-la sozinha se for viajar</h3><p>As <strong>folhas </strong>das plantas funcionam como pequenas prateleiras para a poeira e, com o tempo, esse acúmulo pode reduzir a quantidade de luz que chega até elas. Para evitar isso, recomenda-se<strong> limpá-las com um pano macio levemente úmido duas vezes por mês</strong>.</p><p>De vez em quando, você também pode dar um banho suave nela, certificando-se de que o vaso escorra bem. Não é necessário usar produtos comerciais para dar brilho às folhas. Se notar uma folha amarela, seca ou muito danificada, o melhor é cortá-la desde a base com uma tesoura limpa, em vez de apenas remover a parte afetada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-casi-indestructible-para-interiores-como-cuidar-una-aspidistra-y-mantener-sus-hojas-impecables-1789503982162.png" data-image="c1ir4cm4p4n8"><figcaption>Muitas pessoas nunca chegam a ver a flor, mesmo que a planta floresça, porque ela aparece muito perto do chão.</figcaption></figure><p>Embora seja uma planta muito resistente,<strong> é comum o aparecimento de cochonilhas e ácaros, especialmente em ambientes secos</strong>. As cochonilhas costumam parecer pequenas bolinhas de algodão, e os ácaros podem provocar pequenos pontos amarelos.</p><p><strong>Se você for viajar, pode fazer uma rega abundante até que a água comece a sair pelos furos de drenagem</strong>, deixar escorrer e colocá-la longe da luz solar direta. Uma planta adulta consegue suportar duas ou até três semanas sem rega em condições adequadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779587" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-melhores-plantas-para-o-banheiro-5-especies-que-resistem-a-umidade-e-perfumam-o-ar-naturalmente.html" title="As melhores plantas para o banheiro: 5 espécies que resistem à umidade e perfumam o ar naturalmente">As melhores plantas para o banheiro: 5 espécies que resistem à umidade e perfumam o ar naturalmente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-melhores-plantas-para-o-banheiro-5-especies-que-resistem-a-umidade-e-perfumam-o-ar-naturalmente.html" title="As melhores plantas para o banheiro: 5 espécies que resistem à umidade e perfumam o ar naturalmente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-mejores-plantas-para-el-bano-5-especies-que-resisten-la-humedad-y-perfuman-el-ambiente-de-forma-natural-1784417647814_320.jpg" alt="As melhores plantas para o banheiro: 5 espécies que resistem à umidade e perfumam o ar naturalmente"></a></article></aside><p>Esta <strong>planta é ideal para iniciantes</strong>, pessoas com pouco tempo e viajantes. Ela tolera pouca luz, precisa de pouco fertilizante e aguenta bastante tempo sem água. No entanto, é importante usar um substrato com boa drenagem e evitar o excesso de rega. Para mantê-la saudável, basta limpar as folhas de vez em quando e examiná-la ocasionalmente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-quase-indestrutivel-para-interiores-como-cuidar-da-aspidistra-e-manter-suas-folhas-impecaveis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-padrao-universal-em-jatos-de-buracos-negros.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos descobriram uma possível regra universal que determina quando buracos negros lançam jatos relativísticos. O comportamento parece ocorrer no mesmo ponto do ciclo de alimentação, tanto em buracos negros com cerca de 10 massas solares quanto naqueles com milhões de vezes a massa do Sol. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-estelares-e-supermassivos-tem-em-comum-os-jatos-podem-explicar-1789898102186.png" data-image="7pcubsgue9ho" alt="Buracos negros podem lançar jatos relativísticos: fluxos de partículas e plasma que viajam a velocidades próximas à da luz e podem se estender por milhares ou milhões de anos-luz. Crédito: NASA" title="Buracos negros podem lançar jatos relativísticos: fluxos de partículas e plasma que viajam a velocidades próximas à da luz e podem se estender por milhares ou milhões de anos-luz. Crédito: NASA"><figcaption>Buracos negros podem lançar jatos relativísticos: fluxos de partículas e plasma que viajam a velocidades próximas à da luz e podem se estender por milhares ou milhões de anos-luz. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Jatos relativísticos são fluxos de partículas e plasma lançados a velocidades próximas à da luz pelos arredores de alguns buracos negros. </strong>Eles podem se estender por milhares ou até milhões de anos-luz. Acredita-se que sejam produzidos pela interação entre o disco de acreção, os campos magnéticos e a rotação do buraco negro.</p><p><strong>Entender como esses jatos são formados é uma das grandes questões da Astrofísica de altas energias.</strong> Buracos negros podem transformar parte da energia gravitacional liberada pela matéria em queda em fluxos relativísticos colimados, mas ainda não está claro quais condições determinam exatamente quando esse mecanismo é ativado. </p><p>Um novo trabalho publicado na <em>Nature Astronomy </em>encontrou uma relação entre a formação de jatos em buracos negros estelares e supermassivos. <strong>Os pesquisadores identificaram que os dois tipos parecem começar a lançar jatos no mesmo estágio crítico de seu ciclo de alimentação</strong>, apesar de suas massas diferirem por várias ordens de grandeza.</p><h2>Jatos relativísticos</h2><p>Jatos relativísticos são fluxos de partículas e plasma lançados a velocidades próximas à da luz a partir das regiões centrais de alguns sistemas que abrigam buracos negros.<strong> Eles podem se estender por milhares ou até milhões de anos-luz, atravessando o meio interestelar e intergaláctico. </strong></p><div class="texto-destacado">Por transportarem energia e matéria a velocidades relativísticas, estão entre os fenômenos mais extremos observados no Universo.</div><p><strong>Esses jatos podem ser observados em diferentes escalas, desde sistemas com buracos negros de massa estelar até galáxias que abrigam buracos negros supermassivos. </strong>A emissão de radiação ao longo do jato pode ocorrer em várias faixas do espectro eletromagnético, incluindo ondas de rádio, raios X e raios gama.</p><h2>Como eles se formam?</h2><p><strong>Os jatos relativísticos estão associados à matéria que orbita e cai em direção ao buraco negro por meio de um disco de acreção. </strong>Nesse ambiente, o plasma ionizado é atravessado por campos magnéticos, que podem ser amplificados e organizados pela rotação do disco e do próprio buraco negro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-estelares-e-supermassivos-tem-em-comum-os-jatos-podem-explicar-1789898307873.png" data-image="o2vwp3m2iphu" alt="O buraco negro supermassivo no centro da galáxia M87, com cerca de 6,5 bilhões de massas solares, produz um dos jatos relativísticos mais famosos já observados, visível a enormes distâncias. Crédito: NASA" title="O buraco negro supermassivo no centro da galáxia M87, com cerca de 6,5 bilhões de massas solares, produz um dos jatos relativísticos mais famosos já observados, visível a enormes distâncias. Crédito: NASA"><figcaption>O buraco negro supermassivo no centro da galáxia M87, com cerca de 6,5 bilhões de massas solares, produz um dos jatos relativísticos mais famosos já observados, visível a enormes distâncias. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Parte da energia gravitacional liberada pela acreção pode ser convertida em energia eletromagnética e cinética, alimentando fluxos de partículas. <strong>A rotação do buraco negro também pode contribuir diretamente para a extração de energia </strong> em um processo descrito pelo mecanismo de Blandford–Znajek. </p><h2>A relação entre diferentes buracos negros </h2><p><strong>Embora tenham massas muito diferentes, os buracos negros parecem obedecer às mesmas leis físicas fundamentais. </strong>Os buracos negros estelares surgem do colapso gravitacional de estrelas massivas, enquanto os supermassivos, com milhões ou bilhões de massas solares, crescem ao longo de milhões ou bilhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698327" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-jatos-relativisticos-sao-formados-astrofisicos-simulam-buracos-negros-para-explicar.html" title="Como jatos relativísticos são formados? Astrofísicos simulam buracos negros para explicar">Como jatos relativísticos são formados? Astrofísicos simulam buracos negros para explicar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-jatos-relativisticos-sao-formados-astrofisicos-simulam-buracos-negros-para-explicar.html" title="Como jatos relativísticos são formados? Astrofísicos simulam buracos negros para explicar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-jatos-relativisticos-sao-formados-astrofisicos-simulam-buracos-negros-para-explicar-1740261565027_320.png" alt="Como jatos relativísticos são formados? Astrofísicos simulam buracos negros para explicar"></a></article></aside><p>Para contornar essa dificuldade, o novo estudo analisou eventos de disrupção de maré (TDEs). Ao analisar 20 eventos em diferentes comprimentos de onda, os pesquisadores encontraram que <strong>os jatos podem surgir quando a taxa de alimentação cai para cerca de 2% do limite de Eddington.</strong></p><h2>O que falta entender?</h2><p><strong>Apesar da relação encontrada, ainda existem questões sobre o mecanismo que determina quando um buraco negro passa a produzir um jato.</strong> O estudo ajuda a explicar por que alguns TDEs apresentam emissão de rádio rapidamente, enquanto outros parecem permanecer inativos e só desenvolvem um jato dias depois. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-estelares-e-supermassivos-tem-em-comum-os-jatos-podem-explicar-1789898197924.png" data-image="004vu6ocf6fo" alt="Em 2019, o Event Horizon Telescope revelou a primeira imagem da região ao redor do buraco negro de M87*. Anos depois, observações também permitiram estudar a conexão entre o buraco negro e seu jato relativístico. Crédito: EHT" title="Em 2019, o Event Horizon Telescope revelou a primeira imagem da região ao redor do buraco negro de M87*. Anos depois, observações também permitiram estudar a conexão entre o buraco negro e seu jato relativístico. Crédito: EHT"><figcaption>Em 2019, o Event Horizon Telescope revelou a primeira imagem da região ao redor do buraco negro de M87*. Anos depois, observações também permitiram estudar a conexão entre o buraco negro e seu jato relativístico. Crédito: EHT</figcaption></figure><p>A descoberta também pode mudar a forma como esses fenômenos são observados, <strong>permitindo prever períodos em que um buraco negro tem maior probabilidade de lançar um jato.</strong> Isso é especialmente importante para radiotelescópios, que possuem tempo de observação limitado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Goodwin%20and%20Mummery" data-year="2026" data-title="A%20universal%20critical%20accretion%20rate%20for%20black%20hole%20jet%20formation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02951-1">Goodwin and Mummery. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02951-1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A universal critical accretion rate for black hole jet formation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-padrao-universal-em-jatos-de-buracos-negros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Areais do Pampa ajudam a abastecer Aquífero Guarani e recebem chuvas vindas da Amazônia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/areais-do-pampa-ajudam-a-abastecer-aquifero-guarani-e-recebem-chuvas-vindas-da-amazonia.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Formações arenosas antes associadas à degradação ajudam a filtrar água e abastecer o Aquífero Guarani, enquanto pesquisas revelam conexão entre esses ecossistemas, a Amazônia e o Oceano Atlântico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/areais-do-pampa-ajudam-a-abastecer-aquifero-guarani-e-recebem-chuvas-vindas-da-amazonia-1789992949512.jpg" data-image="tix1z4dv479a" alt="Professores e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em São Francisco de Assis | Foto: Alina Souza" title="Professores e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em São Francisco de Assis | Foto: Alina Souza"><figcaption>Professores e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em São Francisco de Assis. Crédito: Alina Souza</figcaption></figure><p>Durante décadas, os <strong>areais do sudoeste do Rio Grande do Sul</strong> foram tratados como áreas degradadas que deveriam ser recuperadas. Pesquisas mostram, porém, que parte dessas formações existe há milhares de anos e constitui um <strong>ecossistema próprio</strong>, com papel importante na <strong>biodiversidade e no ciclo da água</strong> do Pampa.</p><p>Distribuídos por dez municípios gaúchos, os areais naturais integram um complexo sistema que <strong>conecta Amazônia, Oceano Atlântico, Pampa e Sistema Aquífero Guarani (SAG)</strong>. Em São Francisco de Assis e nos demais municípios onde ocorrem essas formações, cerca de 25% das chuvas têm origem direta ou indireta na Amazônia, enquanto outros 14% da umidade vêm do Atlântico.</p><p>Parte dessa água encontra nos solos arenosos um caminho para o subsolo. Medições realizadas pelo geógrafo Jean Carlo Caneppele indicam que <strong>aproximadamente 14% da precipitação que chega aos areais contribui para a recarga do Aquífero Guarani.</strong> Como essas áreas preservadas não recebem agrotóxicos, a água também passa por um processo natural de filtragem antes da infiltração.</p><h2>Ecossistemas existem há milhares de anos</h2><p>A interpretação dos areais começou a mudar a partir da década de 1980. Pesquisas lideradas pela geógrafa Dirce Suertegaray mostraram que essas formações <strong>não representam necessariamente desertificação. </strong>Algumas já existiam antes da expansão da agricultura e foram registradas inclusive em documentos históricos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/areais-do-pampa-ajudam-a-abastecer-aquifero-guarani-e-recebem-chuvas-vindas-da-amazonia-1789993061948.jpg" data-image="y1w97f9mluu3" alt="Solo arenoso em plantação de eucalipto de Manoel Viana | Foto: Alina Souza" title="Solo arenoso em plantação de eucalipto de Manoel Viana | Foto: Alina Souza"><figcaption>Solo arenoso em plantação de eucalipto de Manoel Viana. Crédito: Alina Souza</figcaption></figure><p>Estudos posteriores reforçaram essa conclusão. Um <strong>areal de São Francisco de Assis</strong>, por exemplo, foi datado em <strong>aproximadamente 15 mil anos</strong>. Pesquisadores explicam que as formações podem aumentar ou diminuir conforme períodos de seca e umidade, em uma dinâmica descrita como uma espécie de “pulsação”.</p><p>Atualmente,<strong> os areais ocupam cerca de 5 mil hectares no sudoeste gaúcho</strong> e abrigam espécies adaptadas aos ambientes arenosos. A biodiversidade reforça a proposta de pesquisadores para que essas áreas sejam reconhecidas como prestadoras de serviços ambientais e incorporadas a políticas de conservação.</p><h2>Mudanças climáticas trazem novos riscos</h2><p>A conservação dessas formações ganha importância diante das mudanças climáticas. Análises de dados de <strong>37 estações pluviométricas entre 1940 e 2024</strong> identificaram te<strong>ndência de aumento das chuvas anuais</strong>, do volume máximo registrado em um único dia e da frequência de temporais extremos na região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-transforma-vida-na-foz-do-amazonas.html" title="Atlântico avança sobre a costa e transforma vida na foz do Amazonas">Atlântico avança sobre a costa e transforma vida na foz do Amazonas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-transforma-vida-na-foz-do-amazonas.html" title="Atlântico avança sobre a costa e transforma vida na foz do Amazonas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-transforma-vida-na-foz-do-amazonas-1789830394729_320.jpg" alt="Atlântico avança sobre a costa e transforma vida na foz do Amazonas"></a></article></aside><p>Chuvas mais intensas podem acelerar processos erosivos em solos frágeis, especialmente em <strong>áreas submetidas a manejo inadequado</strong>. Ravinas e voçorocas podem transportar grandes quantidades de areia e sedimentos, contribuindo para novos focos de arenização.</p><p>Diante dessas descobertas, pesquisadores defendem uma mudança de perspectiva: em vez de combater indiscriminadamente os areais, é necessário distinguir formações naturais de áreas degradadas e preservar aquelas que desempenham funções ecológicas. Estimativas apontam que apenas os <strong>serviços de filtragem e recarga hídrica</strong> dessas áreas poderiam representar<strong> até R$ 11,3 milhões por ano.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Correio%20do%20Povo" data-year="2026" data-title="Ecossistema%20%C3%BAnico%2C%20areais%20do%20Rio%20Grande%20do%20Sul%20est%C3%A3o%20conectados%20%C3%A0s%20chuvas%20da%20Amaz%C3%B4nia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiodopovo.com.br%2Fespecial%2Fecossistema-unico-areais-do-rio-grande-do-sul-estao-conectados-as-chuvas-da-amazonia-1.1748616">Correio do Povo. (2026). <a href="https://www.correiodopovo.com.br/especial/ecossistema-unico-areais-do-rio-grande-do-sul-estao-conectados-as-chuvas-da-amazonia-1.1748616" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ecossistema único, areais do Rio Grande do Sul estão conectados às chuvas da Amazônia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/areais-do-pampa-ajudam-a-abastecer-aquifero-guarani-e-recebem-chuvas-vindas-da-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 08:18:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atualização de setembro da pluma de modelos do IRI aumentou a confiança em um El Niño histórico ao mostrar que tanto modelos dinâmicos quanto estatísticos passaram a indicar anomalias superiores a 3°C no Pacífico Equatorial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031405703.png" data-image="e58ryeyjzmzg" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar registrada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3°C. Créditos: Meteored/NASA." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar registrada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3°C. Créditos: Meteored/NASA."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar registrada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3°C. Créditos: Meteored/NASA.</figcaption></figure><p><strong>O pico do Super El Niño pode alcançar 3,5°C entre outubro e janeiro</strong>, segundo a atualização divulgada na tarde desta segunda-feira (21) pelo Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI), da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. A famosa<strong> "pluma de modelos"</strong>, atualizada mensalmente pelo instituto,<strong> reúne previsões</strong> de <strong>dezenas</strong> <strong>de modelos</strong> climáticos e é considerada <strong>uma das principais ferramentas utilizadas </strong>mundialmente para monitorar e prever a evolução do El Niño-Oscilação Sul (ENOS). </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Ao reunir em um único gráfico as previsões dos modelos e suas médias, ela oferece uma das referências mais importantes para avaliar a evolução do fenômeno<strong>. Confira os detalhes da nova atualização</strong> <strong>e o que mudou em relação ao mês anterior.</strong></p><h2>Modelos estatísticos e dinâmicos indicam aquecimento acima de 3°C</h2><p>O <strong>gráfico</strong> abaixo mostra a <strong>pluma de modelos utilizada pelo IRI</strong> para a previsão do El Niño, que utiliza modelos dinâmicos e estatísticos. As previsões dos diferentes modelos é mostrada nas linhas mais finas, enquanto a média dos <strong>modelos</strong> <strong>dinâmicos</strong> é representada pela <strong>linha rosa espessa</strong>, a <strong>média</strong> dos <strong>modelos</strong> <strong>estatísticos</strong> pela<strong> linha verde espessa </strong>e a <strong>média de todos os modelos </strong>pela <strong>linha</strong> <strong>azul</strong> <strong>espessa</strong>.</p><div class="texto-destacado">A média dos modelos dinâmicos, considerados mais robustos para previsões sazonais, indica que o pico do evento deverá ocorrer entre outubro de 2026 e janeiro de 2027, com anomalias próximas de +3,5°C.</div><p>Já a <strong>média de todos os modelos</strong> aponta para um máximo em torno de <strong>+3,4°C</strong>. Esse valor fica ligeiramente abaixo da previsão dos modelos dinâmicos porque os modelos <strong>estatísticos</strong> indicam um aquecimento<strong> um pouco menor</strong>, embora <strong>ainda excepcional</strong>, da ordem de <strong>+3,2°C a +3,3°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031573468.png" data-image="y940k571liif" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p><strong>Em relação à atualização de agosto</strong>, a principal mudança não foi apenas o aumento das anomalias previstas, mas a <strong>maior concordância entre os diferentes sistemas de previsão</strong>.</p><p>No<strong> mês passado</strong>, os modelos <strong>dinâmicos</strong> já sugeriam um<strong> pico próximo de +3,5°C</strong>, enquanto os <strong>estatísticos</strong> permaneciam <strong>abaixo de +3°C</strong>. Agora, ambos os conjuntos apontam para um evento excepcional, com os modelos estatísticos também superando a marca de +3°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Essa <strong>convergência elevou a média geral das previsões</strong>, que passou de cerca de +3,1°C em agosto para aproximadamente +3,4°C na atualização de setembro. Em outras palavras, <strong>tanto</strong> os <strong>modelos</strong> <strong>baseados</strong> na <strong>física</strong> do sistema oceano-atmosfera <strong>quanto</strong> aqueles <strong>fundamentados</strong> em <strong>relações</strong> <strong>estatísticas</strong> <strong>históricas</strong> passaram a indicar um<strong> cenário semelhante </strong>para a intensidade máxima do El Niño 2026/2027. Além disso, também há concordância que o fenômeno deve permanecer ativo até, pelo menos, abril-maio-junho de 2027.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031928273.png" data-image="07abvxn6l6qh" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Somado a isso, a <strong>última atualização da NOAA</strong> aumentou para <strong>75%</strong> a probabilidade do<strong> El Niño 2026/2027 </strong>superar 2,5°C e <strong>assumir o posto de evento mais intenso da história</strong> desde o início dos registros, em 1950. </p><div class="texto-destacado">Embora a resposta nos campos de precipitação e temperatura dependam também da interação com outros fenômenos de diferentes escalas espaciais e temporais, um evento ‘muito forte’ (anomalias superiores a 2°C) aumentam a probabilidade da ocorrência de determinados padrões.</div><p>No <strong>Brasil</strong>, os maiores <strong>impactos</strong> se referem a <strong>secas prolongadas</strong> nas regiões <strong>Norte</strong> e parte do Nordeste, <strong>chuvas acima da média </strong>e aumento dos <strong>eventos extremos no Sul</strong>, além do <strong>aumento das temperaturas </strong>entre em parte do <strong>Centro-Sul </strong>do país. Globalmente, são esperados novos recordes de temperatura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar frio derruba as temperaturas neste início de primavera; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-neste-inicio-de-primavera-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 21:38:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Primavera de 2026 começa com uma massa de ar frio mantendo o clima de inverno em grande parte do centro-sul do Brasil. As temperaturas vão cair nos próximos dias, com possibilidade de geadas abrangentes no Sul e frio significativo no Sudeste e Centro-Oeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb84u6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb84u6.jpg" id="xbb84u6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>primavera</strong> do ano de 2026 começa oficialmente nesta terça-feira, dia <strong>22 de Setembro</strong>. A estação é marcada por um clima de transição entre o Inverno e o verão, mas no centro-sul do Brasil as temperaturas continuam frias e a sensação de inverno ainda se mantém por mais algum tempo.</p><div class="texto-destacado">Como é possível observar no vídeo acima, uma massa de ar frio já está avançando pelo Brasil. Até o final desta terça-feira (22), o sistema fará as temperaturas caírem em diversos estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. </div><p>Na <strong>região Sul</strong>, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná já estão registrando uma queda nas temperaturas. Na <strong>região Sudeste</strong>, São Paulo será o estado mais afetado, mas o frio também será registrado no Rio de Janeiro, em parte de Minas Gerais e no sul do Espírito Santo.</p><p>No <strong>Centro-Oeste</strong>, o estado mais afetado pelo frio será o Mato Grosso do Sul, mas o sul do Mato Grosso e o sul de Goiás também registrarão temperaturas mais amenas. Até mesmo <strong>Rondônia</strong>, na <strong>região Norte</strong>, registrará uma leve queda das temperaturas entre a terça-feira (22) e a quarta-feira (23).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-neste-inicio-de-primavera-saiba-o-que-esperar-1790024885733.jpg" data-image="2703j8dutwu5" alt="Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na quarta-feira durante o início da manhã mostra valores de até 1°C na serra gaúcha e catarinense. Valores ainda menores podem ser registrados.</figcaption></figure><p>Ao longo da madrugada e da manhã dos próximos dias, as temperaturas caem gradualmente na região Sul, atingindo <strong>mínimas abaixo dos 10°C</strong>. Em muitos municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, há risco de temperaturas de <strong>4°C ou menos,</strong> ocasionando a formação de <strong>geadas abrangentes </strong>em ambos os estados.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"> novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Previsões indicam <strong>mínimas de até 1°C</strong> na quarta-feira (23) na região da <strong>Serra Gaúcha</strong> e da <strong>Serra Catarinense</strong>. Mas contabilizando os possíveis desvios de temperatura dos modelos numéricos, não podemos descartar a <strong>possibilidade de temperaturas negativas</strong>, abaixo de zero, nas próximas madrugadas.</p><p>Na região Sudeste e no Mato Grosso do Sul, as mínimas podem chegar a <strong>valores em torno dos 15°C</strong> - um frio expressivo que será perceptível, porém <strong>não </strong>traz riscos de geada para nenhum município ao longo dos próximos dias.</p><h2>Frio não perdurará por muito tempo</h2><p>Após a quarta-feira (23), as <strong>temperaturas tendem a subir gradualmente</strong> em todo o centro-sul do país, fazendo o risco de geadas cair significativamente. Até o domingo (27), <strong>praticamente nenhum</strong> município estará registrando temperaturas mínimas abaixo dos 10°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-neste-inicio-de-primavera-saiba-o-que-esperar-1790024940356.jpg" data-image="j7n30w6p1czh" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 21 e 28 de Setembro." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 21 e 28 de Setembro."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 21 e 28 de Setembro mostra que o frio reduzirá as temperaturas no centro-sul do Brasil, mas não a ponto de causar grandes anomalias.</figcaption></figure><p>Como resultado, as temperaturas que estavam acima da média tendem a cair para valores dentro ou ligeiramente abaixo da média, como podemos observar na imagem acima. No entanto, o episódio de frio intenso <strong>não será prolongado e intenso o suficient</strong><strong>e</strong> para ocasionar anomalias tão significativas no clima Brasileiro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas.html" title="Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas">Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas.html" title="Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas-1789996401274_320.jpg" alt="Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas"></a></article></aside><p>Os estados onde as maiores anomalias de temperatura serão registradas são São Paulo e Mato Grosso do Sul. Isso significa que, <strong>comparado com a média dos últimos 30 anos</strong> para o início da primavera, o clima nestes estados será marcado por um <strong>frio mais intenso</strong> do que o normal.</p><p>Ainda assim, vale lembrar que, conforme mencionado anteriormente, as <strong>menores temperaturas</strong>, abaixo de 10°C, serão registradas <strong>apenas na região Sul</strong>, com ocorrência de geadas pontuais em diversos municípios.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-neste-inicio-de-primavera-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trilha de 3,5 km cruza o Cerrado até nascente em um dos Jardins Botânicos mais preservados do país; conheça ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/trilha-de-3-5-km-cruza-o-cerrado-ate-nascente-em-um-dos-jardins-botanicos-mais-preservados-do-pais-conheca.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 20:32:47 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Trilha Ecológica com cerca de 3,5 km é uma opção para quem deseja conhecer de perto a vegetação típica do Cerrado, atravessando áreas de mata e campos em um dos principais jardins botânicos do país. Veja onde fica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/trilha-de-3-5-km-cruza-o-cerrado-ate-nascente-em-um-dos-jardins-botanicos-mais-preservados-do-pais-conheca-1790017793454.jpg" data-image="tl1vb5hiefcj"><figcaption>A Trilha Ecológica de 3,5 km, que exibe a transição da flora nativa até a nascente do Córrego Cabeça de Veado. Crédito: Pri Tatagiba/Wikiloc.</figcaption></figure><p>Uma<strong> trilha com cerca de 3,5 km</strong> atravessa diversas paisagens do <strong>Cerrado</strong>, passando por <strong>áreas de mata, campos e vegetação nativa</strong>, até chegar à nascente de um córrego, e permite ao longo do seu percurso a observação de várias espécies de plantas e animais que habitam a região, como tatus e tamanduás.</p><p>Estamos falando da <strong>Trilha Ecológica do Jardim Botânico de Brasília (JBB)</strong>, uma opção para quem deseja <strong>conhecer de perto a vegetação típica do Cerrado</strong> e ter uma experiência de contato com a natureza.</p><div class="texto-destacado">A trilha tem nível fácil e é indicada para caminhadas, contemplação e observação da biodiversidade, especialmente durante os períodos mais amenos do dia. </div><p>Esta trilha ecológica exibe a <strong>transição da flora nativa até uma nascente</strong>, passando por ambientes de campo aberto e limpo até áreas sombreadas com vasta floresta preservada. E o ponto alto da trilha é quando <strong>ela chega em uma das nascentes protegidas do Córrego Cabeça de Veado</strong>, manancial fundamental para o abastecimento de Brasília. </p><p>Ela é <strong>permitida exclusivamente para pedestres</strong>, sendo então proibida para ciclistas (que devem usar as trilhas próprias) e veículos. Vá com calçados confortáveis para trilha de terra e leve água e protetor solar. </p><h2>Outros atrativos do JBB</h2><p>O Jardim Botânico de Brasília é uma<strong> importante área </strong>de <strong>conservação e pesquisa</strong> dedicada à proteção da<strong> biodiversidade do Cerrado</strong>. Localizado na capital federal, ele abriga diferentes ambientes naturais, espaços destinados à educação ambiental, jardins temáticos, áreas de contemplação e outras trilhas.</p><p>Outra trilha de destaque no jardim é a <strong>Trilha Tamanduá-bandeira</strong>, que tem cerca de<strong> 12 quilômetros </strong>voltados para <strong>caminhadas longas </strong>e para o <strong>cicloturismo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trilha-de-3-5-km-cruza-o-cerrado-ate-nascente-em-um-dos-jardins-botanicos-mais-preservados-do-pais-conheca-1790017734544.jpg" data-image="r1sc33lv17mp"><figcaption>Área do Jardim Botânico de Brasília. Crédito: Daderot/Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p> Esta<strong> trilha percorre as bordas da área de visitação do JBB</strong> e seu percurso inicia em meio à vegetação de cerrado densa, passando por campos sujos, cerrados mais ralos e mata de galeria do contorno do Córrego Cabeça de Veado. O nível de dificuldade é fácil.</p><p>Entre os<strong> jardins temáticos</strong>, estão o Jardim Evolutivo, o Jardim de Cheiros, o Jardim Japonês e o Jardim de Contemplação, com coleções de plantas de diferentes lugares do mundo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trilha-de-3-5-km-cruza-o-cerrado-ate-nascente-em-um-dos-jardins-botanicos-mais-preservados-do-pais-conheca-1790017967827.jpg" data-image="cu9klpp2iu7y"><figcaption>Área de piquenique no Jardim Botânico de Brasília. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O <strong>Jardim Japonês</strong> é um espaço inspirado na estética e na filosofia dos jardins tradicionais japoneses. O <strong>Jardim Evolutivo</strong> é um espaço de 3 hectares que mostra a evolução das plantas em um formato circular.</p><p>O <strong>Jardim de Contemplação</strong> foi criado para representar os seis biomas brasileiros e foi planejado para proporcionar tranquilidade, descanso e contato próximo com a natureza. <strong>O Jardim de Cheiros</strong> é um jardim sensorial, que estimula os 5 sentidos, reunindo plantas com particularidades condimentares, medicinais e aromáticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trilha-de-3-5-km-cruza-o-cerrado-ate-nascente-em-um-dos-jardins-botanicos-mais-preservados-do-pais-conheca-1790017568905.jpg" data-image="h3q59uggxf0z"><figcaption>O Jardim Japonês, com lagos, pontes, caminhos e espécies vegetais cuidadosamente distribuídas. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>É possível ainda conhecer o <strong>orquidário</strong>, um espaço localizado em uma área de 200 m² com mais de 3 mil orquídeas; o <strong>cactário </strong>e o <strong>herbário</strong>; e os lindos espaços da Alameda das Nações, um espaço que reúne espécies endêmicas de várias partes do mundo, representando os cinco continentes.</p><p>O <strong>Anfiteatro </strong>é outro ponto de destaque do JBB, com seus eucaliptos e pinus que servem como barreira natural acústica. Aliás, alguns eventos de médio porte são realizados ali.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trilha-de-3-5-km-cruza-o-cerrado-ate-nascente-em-um-dos-jardins-botanicos-mais-preservados-do-pais-conheca-1790017540456.jpg" data-image="yz3yjfhj6bs0"><figcaption>Área interna do orquidário do Jardim Botânico de Brasília. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>E outra coisa divertida é que o JBB tem uma <strong>área para piqueniques</strong> do Bistrô Bom Demais, onde você poderá contratar o serviço completo, com todas as comidas e bebidas, além da mesa, almofadas e toalha xadrez. </p><p>O local ainda tem uma <strong>feirinha </strong>e uma<strong> loja de produtos artesanais </strong>para quem quiser presentear alguém ou apenas comprar alguma coisa para si mesmo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784150" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-menos-de-1h-de-goiania-parque-de-1-milhao-de-metros-quadrados-reune-cachoeiras-lago-e-trilhas.html" title="A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas ">A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-menos-de-1h-de-goiania-parque-de-1-milhao-de-metros-quadrados-reune-cachoeiras-lago-e-trilhas.html" title="A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-menos-de-1h-de-goiania-parque-de-1-milhao-de-metros-quadrados-reune-cachoeiras-lago-e-trilhas-1786995547876_320.jpg" alt="A menos de 1h de Goiânia, parque de 1 milhão de metros quadrados reúne cachoeiras, lago e trilhas "></a></article></aside><p>Para <strong>mais informações</strong> sobre visitação, horários e ingressos de entrada você pode acessar o site oficial clicando <a href="https://www.jardimbotanico.df.gov.br/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Fernandes%2C%20J.%20L" data-year="2026" data-title="Uma%20trilha%20de%203%2C5%20quil%C3%B4metros%20atravessa%20diferentes%20paisagens%20do%20Cerrado%20at%C3%A9%20chegar%20a%20uma%20nascente%3A%20o%20jardim%20bot%C3%A2nico%20brasileiro%20que%20ainda%20mant%C3%A9m%20percursos%20de%20at%C3%A9%2012%20quil%C3%B4metros%20entre%20campos%2C%20matas%20de%20galeria%20e%20vegeta%C3%A7%C3%A3o%20nativa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.terra.com.br%2Fvida-e-estilo%2Fuma-trilha-de-35-quilometros-atravessa-diferentes-paisagens-do-cerrado-ate-chegar-a-uma-nascente-o-jardim-botanico-brasileiro-que-ainda-mantem-percursos-de-ate-12-quilometros-entre-campos-matas-de-galeria-e-vegetacao-nativa%2C819ad91207b22390c5ddf54c50a82001mb53yx8t.html">Fernandes, J. L. (2026). <a href="https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/uma-trilha-de-35-quilometros-atravessa-diferentes-paisagens-do-cerrado-ate-chegar-a-uma-nascente-o-jardim-botanico-brasileiro-que-ainda-mantem-percursos-de-ate-12-quilometros-entre-campos-matas-de-galeria-e-vegetacao-nativa,819ad91207b22390c5ddf54c50a82001mb53yx8t.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Uma trilha de 3,5 quilômetros atravessa diferentes paisagens do Cerrado até chegar a uma nascente: o jardim botânico brasileiro que ainda mantém percursos de até 12 quilômetros entre campos, matas de galeria e vegetação nativa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/trilha-de-3-5-km-cruza-o-cerrado-ate-nascente-em-um-dos-jardins-botanicos-mais-preservados-do-pais-conheca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os rios podem estar levando muito mais plástico para o oceano do que se pensava]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-rios-podem-estar-levando-muito-mais-plastico-para-o-oceano-do-que-se-pensava.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 19:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science </em>estima que os rios transportaram cerca de 263.000 toneladas de microplásticos para os oceanos durante 2022. Chuvas intensas poderiam agravar o problema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-rios-podrian-estar-llevando-mucho-mas-plastico-al-oceano-de-lo-que-se-creia-1789479184307.jpg" data-image="6w0f8qysd37w"><figcaption>Episódios de chuvas intensas provocam aumentos repentinos na concentração de microplásticos nos rios.</figcaption></figure><p>Os <strong>microplásticos </strong>tornaram-se <strong>uma das grandes ameaças ambientais das últimas décadas</strong>. São fragmentos minúsculos de plástico, com tamanhos que variam de alguns micrômetros a 5 milímetros, que podem surgir da degradação de objetos maiores ou provir de produtos como tintas e cosméticos.</p><p>Sua presença já foi detectada em praticamente todos os ambientes do planeta. Agora, uma nova pesquisa publicada na revista <em>Science </em>destaca um mecanismo fundamental de transporte: os <strong>rios</strong>. Segundo os resultados, esses cursos d'água <strong>podem estar levando para os oceanos quantidades de microplásticos muito maiores do que se estimava </strong>anteriormente.</p><h2><strong>Uma estimativa que muda o cenário</strong></h2><p>Uma parte importante dos microplásticos que acabam no ambiente marinho começa sua trajetória em terra firme. De lá,<strong> podem ser arrastrados para os rios e, finalmente, chegar ao oceano</strong>. Uma vez no mar, esses fragmentos minúsculos podem alterar os ecossistemas costeiros, incorporar-se às cadeias alimentares e ser ingeridos por diversos organismos.</p><div class="texto-destacado">Até agora, as estimativas sobre quanto plástico os rios transportam para o oceano apresentavam diferenças enormes. Alguns cálculos apontavam cerca de 6.100 toneladas anuais, enquanto outros elevavam o número para até 2,31 milhões de toneladas.</div><p>A enorme <strong>incerteza </strong>devia-se, entre outras razões, à escassez de medições diretas, às diferenças entre as técnicas de amostragem e às limitações dos modelos computacionais utilizados. Além disso, muitos deles não conseguiam representar adequadamente as mudanças repentinas que ocorrem nos rios após episódios de chuvas intensas.</p><p>"<strong>Os rios são vias fundamentais no ciclo global dos microplásticos</strong>", apontaram os pesquisadores, embora até agora não estivesse claro quanto material realmente chegava ao oceano e quais eram os principais fatores que controlavam esse transporte.</p><h2><strong>Um modelo que incorpora as chuvas</strong></h2><p>A equipe liderada por Hehao Qin, da Universidade de Pequim, desenvolveu um novo modelo computacional para tentar solucionar parte dessas dificuldades. Diferentemente de trabalhos anteriores, a ferramenta analisa as condições dos rios dia a dia.</p><p>Para desenvolvê-lo, os cientistas utilizaram<strong> 1.386 medições reais de microplásticos obtidas em rios de diferentes partes do mundo</strong>. Com base nesses dados, incorporaram informações sobre precipitação diária, vazão dos rios e uso do solo para estimar a quantidade de partículas transportadas pelas correntes de água em escala global.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-rios-podrian-estar-llevando-mucho-mas-plastico-al-oceano-de-lo-que-se-creia-1789479215175.jpg" data-image="cwujq8815rsm"><figcaption>O vínculo entre precipitações e poluição ganha especial relevância.</figcaption></figure><p>O modelo também aplica um ajuste matemático que permite comparar medições obtidas com diferentes tamanhos de redes e métodos de amostragem. Dessa forma, busca reduzir uma das principais fontes de incerteza das estimativas anteriores.</p><h2><strong>A Ásia concentra boa parte do problema.</strong></h2><p>Os resultados mostram uma dimensão considerável do fenômeno. Segundo o novo cálculo, <strong>os rios transportaram aproximadamente 263.000 toneladas de microplásticos para os oceanos durante 2022</strong>.</p><div class="texto-destacado">O dado que mais chama a atenção é a distribuição geográfica. Cerca de 96% desse material teria origem em países do chamado Sul Global, enquanto o Sudeste e o Leste Asiático concentraram mais da metade do total estimado.</div><p>Entre os rios analisados, <strong>o Yangtzé </strong>(na China)<strong> aparece como o principal responsável pelo transporte de microplásticos para o mar</strong>. Mas o estudo também traz outra peça-chave para compreender o problema: as precipitações.</p><h2><strong>Chuvas intensas podem gerar picos de poluição</strong></h2><p>Em diversas bacias, episódios de <strong>chuvas intensas provocam aumentos repentinos na concentração de microplásticos nos rios</strong>. Os pesquisadores descrevem esse fenômeno como "enriquecimento por pulsos".</p><p>Tempestades intensas podem arrastar para os cursos d'água fragmentos acumulados na superfície terrestre. Ao mesmo tempo, a força das cheias pode remover partículas que estavam retidas no solo e nos sedimentos dos próprios rios.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772894" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu.html" title="Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU ">Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu.html" title="Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nivel-do-mar-sobe-mais-de-50-e-poluicao-ameaca-biodiversidade-diz-onu-1780942190344_320.jpg" alt="Nível do mar sobe mais de 50% e poluição ameaça biodiversidade, diz ONU "></a></article></aside><p>Essa relação entre precipitações e poluição ganha relevância especial em um contexto de mudanças no regime de chuvas. Os cientistas alertam que, sem um <strong>controle mais rigoroso da produção de plástico e uma gestão de resíduos mais eficiente</strong>, o aumento de episódios de chuvas extremas poderia intensificar esses pulsos de poluição e agravar o aporte de microplásticos nos oceanos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hehao%20Qin%20et%20al." data-year="2026" data-title="%E2%80%A2%09Hydroclimatic-driven%20pulse%20enrichment%20amplifies%20riverine%20microplastic%20export%20in%20developing%20countries" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aeb4487">Hehao Qin et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aeb4487" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">•	Hydroclimatic-driven pulse enrichment amplifies riverine microplastic export in developing countries</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-rios-podem-estar-levando-muito-mais-plastico-para-o-oceano-do-que-se-pensava.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo em SP e RJ: alerta de temporais e forte queda nas temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 18:17:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria vai avançar sobre SP e RJ na primeira metade desta semana, aumentando as condições para chuva forte e temporais. Posteriormente, o sistema se afasta mas ainda há previsão de chuvas pontuais e de queda das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb1yi6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb1yi6.jpg" id="xbb1yi6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>frente fria</strong> vai avançar para os estados de<strong> São Paulo</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong> entre esta terça (22) e a quarta-feira (23), aumentando as condições para<strong> chuva forte</strong>, <strong>temporais</strong>, raios,<strong> rajadas</strong> de vento e possibilidade de queda de <strong>granizo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Na segunda metade desta semana, o sistema se afasta mas ainda há previsão de áreas de instabilidades em parte dos estados. Além disso, as<strong> temperaturas terão uma queda nos próximos dias </strong>em parte destes estados, trazendo uma sensação de <strong>friozinho</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Chuvas e temporais atingem SP e RJ nos próximos dias</h2><p>Ao longo de toda a<strong> terça-feira (22) </strong>há previsão de <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong>, <strong>temporais </strong>com muitos raios, <strong>rajadas de vento</strong> e chance de <strong>queda de granizo</strong> nos dois estados.</p><p>As chuvas podem acumular<strong> entre 50 e 100 mm no dia em São Paulo e sul do Rio de Janeiro</strong> e até 50 mm nas demais áreas fluminenses. As rajadas de vento serão mais intensas no <strong>estado paulista e sul fluminense</strong>, passando dos 60 km/h e podendo pontualmente <strong>se aproximar dos 100 km/h</strong>. Nas demais áreas fluminenses, os ventos alcançam em torno dos 60 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas-1790000350995.png" data-image="pltyltfvdm85"><figcaption>Previsão de chuvas (mm) e nebulosidade para terça-feira (22) às 21h à esquerda e para quarta-feira (23) às 14h à direita, segundo o modelo eruoepue ECMWF.</figcaption></figure><p>Porém, <strong>o risco é maior </strong>para as regiões de <strong>Itapeva, Registro, Sorocaba, Vale do Paraíba, Baixada Santista, Litoral Norte, Região Metropolitana de São Paulo</strong>, e para o <strong>sul do Rio de Janeiro</strong>. Então, atenção redobrada para o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos nestas áreas, além de transtornos associados aos ventos fortes, como destelhamentos, queda de árvores e estruturas.</p><div class="texto-destacado">Atenção: SP e RJ em alerta para chuva forte, rajadas de vento, temporais com muitos raios e queda de granizo nesta terça-feira (22), mas com risco maior para SP e sul do RJ.</div><p>Na <strong>quarta-feira (23) </strong>a frente fria continua influenciando o tempo nos dois estados, porém, o risco para condições mais severas já é menor do que no dia anterior. Ainda assim, são esperadas<strong> chuvas moderadas </strong>com chance de alguma <strong>pancada mais forte e temporais isolados</strong> em São Paulo, especialmente na metade norte e no leste, e no Rio de Janeiro.</p><p>As chuvas podem acumular até 50 mm no dia em ambos os estados, e as rajadas de vento podem chegar aos 60 km/h. E ainda<strong> não se descarta queda de granizo</strong> pontual. Segue o alerta para o risco de transtornos em todo o território paulista e fluminense, especialmente para ocorrências associadas às chuvas, como alagamentos e deslizamentos de terra. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas-1790000556771.png" data-image="t6z4ri0xb161"><figcaption>Previsão de densidade de raios para terça-feira (22) às 13h à esquerda e para quarta-feira (23) às 14h à direita, segundo o modelo eruoepue ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> quinta-feira (24) </strong>a frente fria já estará afastada da região, porém, <strong>áreas de instabilidade</strong> ainda vão permanecer no <strong>norte e leste de São Paulo</strong> e no <strong>Rio de Janeiro</strong>, onde são esperadas chuvas fracas a moderadas, mas com alguma chance de uma pancada forte mais isolada com trovoadas, especialmente no período da tarde.</p><p>Na <strong>sexta-feira (25)</strong> a <strong>tendência </strong>é de<strong> redução das instabilidades</strong>. Em São Paulo, podem ocorrer chuvas fracas e isoladas no leste do estado. No Rio de Janeiro, chuvas fracas a moderadas, principalmente entre a tarde e a noite. Mas não há riscos de tempo severo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789749" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul.html" title="Frente fria chegou e vai avançar com alertas de tempestades, vendavais e chuva forte pelo Centro-Sul">Frente fria chegou e vai avançar com alertas de tempestades, vendavais e chuva forte pelo Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul.html" title="Frente fria chegou e vai avançar com alertas de tempestades, vendavais e chuva forte pelo Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul-1789998694524_320.jpg" alt="Frente fria chegou e vai avançar com alertas de tempestades, vendavais e chuva forte pelo Centro-Sul"></a></article></aside><p>Nas <strong>capitais paulista e fluminense</strong>, previsão de céu variando de nublado a parcialmente nublado e com chuvas fracas ao longo do dia até a quinta-feira (24).</p><h2>Queda das temperaturas no leste de SP e no RJ</h2><p><strong>A partir desta quarta-feira (23)</strong>, com a passagem do sistema frontal, na sua retaguarda um<strong> ar mais frio</strong> vai ingressar<strong> diminuindo significativamente as temperaturas</strong> no <strong>leste de São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>, deixando uma sensação de friozinho. E essa queda será mais sentida nas temperaturas máximas.</p><p>Porém, será um<strong> breve período de diminuição das temperaturas</strong>, pois já na sexta-feira (25) elas voltam a aumentar em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas-1790001435856.jpg" data-image="2gpxfayxb2md"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para quarta-feira (23), segundo o modelo europeu ECMWF. </figcaption></figure><p>Dessa forma,<strong> </strong>entre a terça (22) e a quinta-feira (24), as temperaturas <strong>máximas </strong>vão ficar mais baixas no <strong>leste de São Paulo</strong> e em áreas do<strong> centro e </strong>do <strong>sul do Rio de Janeiro</strong>, onde<strong> não ultrapassam os 19°C</strong> e podem chegar em torno dos <strong>11°C no sul paulista</strong> e nas áreas mais elevadas da região Serrana do Rio.</p><p>As <strong>mínimas</strong> vão variar<strong> entre 13°C e 17°C </strong>no centro-leste de São Paulo e nas áreas mais elevadas do sul e do centro do Rio de Janeiro, mas podem cair para entre <strong>10°C-12°C no sul paulista</strong>.</p><p>Até a quinta-feira (24), a <strong>capital paulista</strong> terá mínimas entre 12°C e 14°C e máximas em torno dos 16°C. A <strong>capital fluminense</strong> terá mínimas em torno dos 19°C e máximas em torno dos 22°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-rj-alerta-de-temporais-e-forte-queda-nas-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporal com ventos de mais de 100 km/h causa desabamentos no RS; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-ventos-de-mais-de-100-km-h-causa-desabamentos-no-rs-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 16:42:57 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Deslizamentos de terra na rodovia RS-453 e quedas de vegetação sobre a pista bloquearam trechos do tráfego em municípios da Serra durante a madrugada desta segunda-feira (21). </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-com-ventos-de-mais-de-100-km-h-causa-desabamentos-no-rs-veja-imagens-1790000368169.jpg" data-image="re7vzvd4sodi" alt="Prédio desabou devido a força do vento em Pelotas, RS. Foto: Reprodução/RBS TV" title="Prédio desabou devido a força do vento em Pelotas, RS. Foto: Reprodução/RBS TV"><figcaption>Prédio desabou devido a força do vento em Pelotas, RS. Foto: Reprodução/RBS TV</figcaption></figure><p>Um forte temporal <strong>atingiu diversas regiões do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (21)</strong>, provocando quedas de árvores e desabamentos. Os ventos intensos e a precipitação contínua geraram danos severos na infraestrutura urbana e em rodovias estaduais e federais.</p><p>Além disso, a violência do fenômeno climático <strong>provocou interrupções em massa no fornecimento de energia elétrica em dezenas de municípios</strong>. Diante desse cenário de grande impacto, equipes municipais e concessionárias atuam em regime de emergência para desobstruir vias e restabelecer os serviços básicos essenciais.</p><h2>Ventos fortes provocam desabamento e bloqueios em rodovias</h2><p>Na zona sul do estado, em Pelotas, <strong>as rajadas de vento alcançaram a marca de 89 km/h por volta da 1h da madrugada</strong>. A força da ventania causou o desabamento total de um prédio comercial desocupado na Rua Marcílio Dias, na área central, sem deixar feridos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">O forte temporal que atinge o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (21) provocou estragos em Pelotas.<br><br>Um pequeno prédio desabou na Rua Marcílio Dias, enquanto entulhos, placas e árvores caídas bloquearam outras vias do município.<br><br> Angélica Silveira <a href="https://t.co/zdJManeSiw">pic.twitter.com/zdJManeSiw</a></p>— Correio do Povo (@correio_dopovo) <a href="https://x.com/correio_dopovo/status/2101992594091733041?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Outro imóvel vizinho foi atingido pela queda da alvenaria</strong>, e na mesma região a rodovia BR-116 registrou interrupções após postes de energia caírem sobre a pista. Ao todo, pelo menos 20 cidades gaúchas registraram ventos acima de 80 km/h, alcançando <strong>104,1 km/h em Cerrito, 113,7 km/h em Rio Grande e 115,8 km/h em São Jerônimo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Pelotas, 21 de setembro de 26. Um prédio antigo foi ao chão, milhares sem luz, centenas sem telhado. <br><br>Já passei por tempestades com +de 100km/h. Já vi árvores dobrando. Mas nunca havia presenciado algo tão forte. <a href="https://t.co/NVi2GsA3bh">pic.twitter.com/NVi2GsA3bh</a></p>— Sheila Melgarejo (@sheilamelgare12) <a href="https://x.com/sheilamelgare12/status/2101915825615540411?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2026</a></blockquote></figure><p>Paralelamente, a Região Metropolitana de Porto Alegre também contabilizou danos substanciais, com relatos de ocorrências nos municípios de <strong>Canoas, Novo Hamburgo e Eldorado do Sul</strong>. Por volta das 2h50, um alerta vermelho via telefonia móvel foi emitido para alertar os moradores sobre o perigo de ventos intensos.</p><h2>Alagamentos e deslizamentos mobilizam cidades da Serra</h2><p>Na Serra Gaúcha, a instabilidade começou por volta das 4h e complicou a mobilidade urbana em Caxias do Sul. Pontos críticos da malha viária, incluindo<strong> trechos da Rua Vinte de Setembro, da Avenida Dr. Mário Lopes e do Viaduto Campo dos Bugres</strong>, na RS-453, enfrentaram acúmulo expressivo de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul.html" title="Tempo muda nas próxima horas: alerta de tempestades severas e granizo nos três estados do Sul">Tempo muda nas próxima horas: alerta de tempestades severas e granizo nos três estados do Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul.html" title="Tempo muda nas próxima horas: alerta de tempestades severas e granizo nos três estados do Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul-1789940763466_320.jpg" alt="Tempo muda nas próxima horas: alerta de tempestades severas e granizo nos três estados do Sul"></a></article></aside><p>Em resposta aos alagamentos, a Secretaria Municipal de Obras caxiense <strong>mobilizou equipes operacionais para desobstruir bocas de lobo de forma urgente</strong>. Transtornos parecidos afetaram Bento Gonçalves, onde o nível de água subiu nas ruas e moradores solicitaram lonas no quartel dos bombeiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-com-ventos-de-mais-de-100-km-h-causa-desabamentos-no-rs-veja-imagens-1790000147705.jpg" data-image="lgeptneqtthl" alt="Destelhamento registrado em Nova Santa Rita, RS. Foto: Prefeitura de Nova Santa Rita" title="Destelhamento registrado em Nova Santa Rita, RS. Foto: Prefeitura de Nova Santa Rita"><figcaption>Destelhamento registrado em Nova Santa Rita, RS. Foto: Prefeitura de Nova Santa Rita</figcaption></figure><p>Outros municípios serranos também reportaram ocorrências de destaque decorrentes do mau tempo. Em Garibaldi, foram confirmadas <strong>duas quedas de árvores, dois destelhamentos e uma queda de barreira</strong> no km 74 da RS-453. Em Nova Petrópolis e Gramado, a BR-116 e a RS-235 sofreram interrupções por vegetação na pista, enquanto em Canela houve <strong>atendimento a uma residência inundada</strong>.</p><h2>Centenas de milhares de moradores enfrentam desabastecimento elétrico</h2><p>O impacto na rede de distribuição atingiu proporções alarmantes em todo o território gaúcho. Conforme dados das concessionárias operadoras RGE e CEEE Equatorial, <strong>mais de 930 mil pontos estavam totalmente sem fornecimento de luz</strong> no início da manhã.</p><p>Apenas na área de concessão da CEEE Equatorial, <strong>quase 600 mil consumidores ficaram desabastecidos de energia</strong> em cerca de 2 mil ocorrências ativas. O município de Pelotas concentrou o cenário mais crítico do desabastecimento elétrico, superando a marca de 90 mil unidades consumidoras afetadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Aparentemente o mundo começou a terminar em Rio Grande <a href="https://t.co/KpYP0nC3Hj">pic.twitter.com/KpYP0nC3Hj</a></p>— psicólogo tatuado da cidade (@egonbatista) <a href="https://x.com/egonbatista/status/2101902039190053285?ref_src=twsrc%5Etfw">September 21, 2026</a></blockquote></figure><p>Em Rio Grande, <strong>cerca de 70 mil pontos ficaram sem energia após a tempestade derrubar componentes de sustentação da rede</strong>. Já na capital Porto Alegre, mais de 48 mil consumidores foram prejudicados pelas avarias, contabilizando 440 interrupções no fornecimento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pablo%20Ribeiro.%20Luca%20Roth" data-year="2026" data-title="Chuva%20forte%20causa%20alagamentos%2C%20quedas%20de%20%C3%A1rvores%20e%20de%20barreira%20na%20Serra%20nesta%20segunda-feira" data-url="https%3A%2F%2Fgauchazh.clicrbs.com.br%2Fpioneiro%2Fgeral%2Fnoticia%2F2026%2F09%2Fchuva-forte-causa-alagamentos-quedas-de-arvores-e-de-barreira-na-serra-nesta-segunda-feira-cmub30d6k000b014x5e2hxt7i.html%3Futm_source%3Dgemini">Pablo Ribeiro. Luca Roth. (2026). <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/geral/noticia/2026/09/chuva-forte-causa-alagamentos-quedas-de-arvores-e-de-barreira-na-serra-nesta-segunda-feira-cmub30d6k000b014x5e2hxt7i.html?utm_source=gemini" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva forte causa alagamentos, quedas de árvores e de barreira na Serra nesta segunda-feira</a>.</cite><br><cite data-author="Khauan%20Wood" data-year="2026" data-title="Chuvas%20no%20RS%20deixam%20quase%20600%20mil%20consumidores%20sem%20energia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fnacional%2Fsul%2Frs%2Fchuvas-no-rs-deixam-quase-600-mil-consumidores-sem-energia-veja-previsao%2F%3Futm_source%3Dgemini">Khauan Wood. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sul/rs/chuvas-no-rs-deixam-quase-600-mil-consumidores-sem-energia-veja-previsao/?utm_source=gemini" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuvas no RS deixam quase 600 mil consumidores sem energia</a>.</cite><br><cite data-author="Kassiane%20Michel.%20Gabriel%20de%20Bem" data-year="2026" data-title="Pr%C3%A9dio%20desaba%20com%20a%20for%C3%A7a%20do%20vento%20no%20RS%3B%20rajadas%20passam%20de%20100%20km%2Fh" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F21%2Ftempestade-ventos-estragos-rs-sem-luz.ghtml">Kassiane Michel. Gabriel de Bem. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/09/21/tempestade-ventos-estragos-rs-sem-luz.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Prédio desaba com a força do vento no RS; rajadas passam de 100 km/h</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-ventos-de-mais-de-100-km-h-causa-desabamentos-no-rs-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chegou e vai avançar com alertas de tempestades, vendavais e chuva forte pelo Centro-Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 13:58:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana terá tempo instável sobre o Centro-Sul do Brasil após formação de frente fria. O sistema frontal avança e deixa vários estados sob alerta de chuvas intensas, riscos de tempestades, além de chances de vendavais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb2itu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb2itu.jpg" id="xbb2itu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Duas frentes frias</strong> atuam simultaneamente sobre o Brasil nesta manhã de segunda-feira (21). A primeira, já enfraquecida, atuando sobre o Sudeste e a segunda com <strong>potencial para tempestades, vendavais e chuvas intensas</strong> que avançam pelo<strong> Centro-Sul </strong>do país, deixando vários estados em <strong>alerta </strong>nesta semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul-1789997554689.jpg" data-image="4w5k8uxdedh8" alt="Imagem de Satélite." title="Imagem de Satélite."><figcaption>Imagem de Satélite mostra a presença de uma fraca frente fria na altura do Sudeste do Brasil. E, um segundo sistema avançando pela Região Sul com forte intensidade na manhã desta segunda-feira (21).</figcaption></figure><p>A seguir, confira a <strong>previsão do tempo</strong> para este final de inverno e os primeiros dias da primavera sobre o Centro-Sul do Brasil.</p><h2>Fim de inverno terá 10 estados sob alerta</h2><p>O inverno se encerra nesta <strong>terça-feira (22), às 21h04</strong> (horário de Brasília), e até lá o avanço de uma frente fria deixará, pelo menos, <strong>10 estados em alerta</strong> para riscos de tempestades, vendavais e fortes chuvas. Veja a lista:</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Minas Gerais</li><li>Rio de Janeiro</li><li>Goiás</li><li>Mato Grosso do Sul</li><li>Mato Grosso</li><li>Rondônia</li></ul><p>A começar por esta <strong>segunda-feira (21)</strong>, na qual o sistema frontal avança pelo Sul do Brasil, promovendo <strong>chuvas intensas</strong> sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, <strong>Santa Catarina</strong> e <strong>Paraná</strong> no período da tarde. Áreas de <strong>São Paulo</strong>, <strong>Minas Gerais</strong> e <strong>Mato Grosso do Sul</strong> também devem registrar pancadas de chuva devido a instabilidades sobre os estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul-1789997945182.jpg" data-image="dslp866i1a2o" alt="Rio atmosférico." title="Rio atmosférico."><figcaption>Canal de umidade dará suporte a frente fria que avançará pelo Brasil no decorrer desta semana, de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Ainda na tarde e noite de hoje (21), a previsão mostra <strong>fortes ventos</strong> desde o Rio Grande do Sul aos estados de São Paulo e do Mato Grosso. O modelo <strong>ECMWF</strong> indica que as <strong>rajadas de vento podem chegar aos 65 km/h</strong> em toda esta faixa territorial.</p><p>No último dia de inverno, <strong>terça-feira (22)</strong>, a frente fria se mostra organizada desde as primeiras horas, com a presença de um canal de umidade dando suporte ao sistema frontal. Há <strong>riscos de chuvas intensas e tempestades</strong> no meio-oeste catarinense, norte paranaense, sul paulista e boa parte do estado <strong>sul-mato-grossense</strong>, além da <strong>possibilidade de queda de granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul-1789998002588.jpg" data-image="t84d0ib2yspy" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Previsão de precipitação para a tarde desta terça-feira (22) sobre o Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Na parte da tarde, a frente fria avança e alcança os estados de <strong>Minas Gerais</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong>, onde as chuvas também terão <strong>forte intensidade</strong> com potencial para transtornos. Além do território mineiro e fluminense, o <strong>Vale do Paraíba</strong> em São Paulo, a porção central do <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, o oeste do <strong>Mato Grosso</strong> e o sul de <strong>Rondônia</strong> estão na lista.</p><h2>Primavera começa com tempo fechado e fortes chuvas</h2><p>A <strong>quarta-feira (23)</strong>, primeiro dia da primavera, continuará com a atenção voltada para a frente fria sobre o Centro-Sul do Brasil. Vários estados terão o <strong>dia com o tempo fechado</strong> e chuvas ocorrendo a qualquer momento. No Sul do país, o tempo volta a ficar firme nos estados gaúcho e catarinense. Por outro lado, no <strong>Paraná</strong>, há previsão de pancadas de chuva em áreas pontuais do leste e norte do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul-1789998093978.jpg" data-image="ouoz2u8b9gce" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra áreas mais propícias a tempestades no decorrer de quarta-feira (23), informações do modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Enquanto isso, no <strong>Sudeste</strong>, as chuvas atuam com intensidade moderada desde a madrugada e se estendem até meados da tarde, quando ganham força e <strong>aumentam os riscos de tempestades</strong>. Todos os estados da região vão ficar em alerta para potenciais transtornos como<strong> alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quer ser o <strong>primeiro</strong> a receber a previsão do tempo para a sua região? Acesse o no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>novo canal do </strong>Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Ainda sobre o Sudeste, a frente fria seguirá atuando ao longo da <strong>quinta-feira (24)</strong>, através de <strong>chuvas fortes e temporais</strong>, principalmente em <strong>Minas Gerais</strong> e na faixa litorânea entre São Paulo e Espírito Santo. Na <strong>sexta-feira (25)</strong>, a intensidade das chuvas diminui, ocorrendo de forma fraca e em áreas pontuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul-1789998056308.jpg" data-image="b7fn9flylhm3" alt="Chuva na quarta-feira." title="Chuva na quarta-feira."><figcaption>Previsão de precipitação e nebulosidade para a tarde de quarta-feira (23), primeiro dia da primavera.</figcaption></figure><p>Finalizando o Centro-Sul do Brasil com o <strong>Centro-Oeste</strong>, onde as chuvas desta quarta-feira (23) se concentram sobre o <strong>sul de Goiás</strong>, deixando a região em alerta. No estado, onde as chuvas estavam mais escassas, o <strong>tempo fica fechado em todo o território</strong>, além de alerta para a ocorrência de tempestades também sobre a região central.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789619" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste.html" title="Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste">Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste.html" title="Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste-1789924846445_320.jpg" alt="Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste"></a></article></aside><p>O modelo <strong>ECMWF</strong> mostra que há previsão de chuva leve e pontual sobre o <strong>Mato Grosso do Sul</strong> nesta quinta-feira (24), o mesmo sendo válido para o sul de Goiás. Por outro lado, a presença de umidade e o calor permitem a formação de <strong>nuvens de tempestades no norte goiano</strong>, mantendo a região em atenção. Na <strong>sexta-feira (25)</strong>, o sol retorna com força total no coração do Brasil.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chegou-e-vai-avancar-com-alertas-de-tempestades-vendavais-e-chuva-forte-pelo-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Garimpo em Terras Indígenas da Amazônia cresce 562% e amplia riscos climáticos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/garimpo-em-terras-indigenas-da-amazonia-cresce-562-e-amplia-riscos-climaticos.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo do IPAM aponta expansão acelerada da mineração em territórios indígenas e alerta que contaminação, secas, incêndios e enchentes podem combinar ameaças e intensificar impactos sobre comunidades amazônicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/garimpo-em-terras-indigenas-da-amazonia-cresce-562-e-amplia-riscos-climaticos-1789913989667.jpg" data-image="smf5mesz9qf0" alt="Garimpo ilegal em terras indígenas na Amazônia cresceu mais de 500%. Foto: Nacho Doce/Agência Brasil ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/amazonia/aumento-garimpo-terras-indigenas-ipam/" title="Garimpo ilegal em terras indígenas na Amazônia cresceu mais de 500%. Foto: Nacho Doce/Agência Brasil ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/amazonia/aumento-garimpo-terras-indigenas-ipam/"><figcaption>Garimpo ilegal em terras indígenas na Amazônia cresceu mais de 500%. Crédito: Nacho Doce/Agência Brasill</figcaption></figure><p>A área ocupada pelo<strong> garimpo em Terras Indígenas (TIs) da Amazônia</strong> cresceu <strong>562% entre 2016 e 2024</strong>, segundo nota técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). O levantamento alerta que a expansão da atividade ocorre em um contexto de eventos climáticos extremos cada vez mais severos, ampliando os riscos para territórios e populações indígenas.</p><p>Intitulado “Entre conquistas e riscos compostos: por que o futuro ancestral da Amazônia está ameaçado”, o documento mostra que, entre<strong> 1985 e 2024, a área de garimpo aumentou 20 vezes na Amazônia Legal e 24 vezes dentro das Terras Indígenas</strong>. Nesses territórios, passou de aproximadamente 1,5 mil para mais de 36 mil hectares.</p><p>Os impactos ultrapassam as áreas diretamente exploradas. Embora 19 Terras Indígenas tenham registros de garimpo em seu interior, 147 (cerca de 37% das TIs amazônicas) estão inseridas em bacias hidrográficas afetadas pela atividade. Aproximadamente <strong>40% dos garimpos externos também estão localizados a menos de 50 quilômetros desses territórios</strong>.</p><h2>Contaminação pode percorrer rios e alcançar comunidades</h2><p>Como parte significativa do garimpo ocorre próxima aos cursos d’água, contaminantes associados à atividade, como o<strong> mercúrio, podem se deslocar pelas bacias hidrográficas</strong> e atingir comunidades mesmo quando a mineração não ocorre diretamente dentro das Terras Indígenas. Rios utilizados para abastecimento, pesca e alimentação podem ser afetados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/garimpo-em-terras-indigenas-da-amazonia-cresce-562-e-amplia-riscos-climaticos-1789914117944.jpg" data-image="vxw36gjg9zaz"></figure><p>As <strong>TIs Kayapó, Munduruku e Yanomami</strong> concentram aproximadamente 89% da área garimpada dentro de territórios indígenas. Segundo o levantamento, elas respondem, respectivamente, por 52%, 23% e 13% da extensão afetada pela mineração.</p><p>Ao mesmo tempo, os municípios relacionados a esses três territórios registraram <strong>188 desastres climáticos entre 2000 e 2024</strong>. Foram 71 associados à TI Kayapó, 43 à Munduruku e 74 à Yanomami, evidenciando a sobreposição entre pressões ambientais e eventos extremos.</p><h2>Garimpo e extremos climáticos ampliam ameaças</h2><p>Os pesquisadores classificam essa combinação como <strong>“riscos compostos”</strong>, situação em que diferentes ameaças interagem e potencializam seus efeitos. Secas intensas, por exemplo, podem reduzir a navegabilidade dos rios e dificultar o acesso à água, alimentos e serviços de saúde, enquanto o garimpo pressiona os mesmos sistemas hídricos.</p><div class="texto-destacado">Eventos associados ao El Niño, como secas e ondas de calor mais intensas, podem agravar esse cenário. Para os pesquisadores, enfrentar isoladamente cada ameaça pode ser insuficiente diante da interação entre degradação ambiental, contaminação e extremos climáticos.</div><p>A nota destaca ainda que as consequências<strong> não se restringem a perdas econômicas ou ambientais.</strong> Conhecimentos tradicionais, práticas culturais, relações com o território e condições para a permanência das novas gerações nas comunidades também podem ser afetados.</p><h2>Estudo recomenda proteção e adaptação</h2><p>Entre as recomendações apresentadas estão<strong> acelerar a proteção territorial, fortalecer a fiscalização e a rastreabilidade do ouro</strong> e implementar planos de adaptação climática voltados aos povos indígenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785006" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/quase-40-dos-indigenas-em-terras-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua.html" title="Quase 40% dos indígenas em terras da Amazônia vivem sem acesso adequado à água">Quase 40% dos indígenas em terras da Amazônia vivem sem acesso adequado à água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/quase-40-dos-indigenas-em-terras-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua.html" title="Quase 40% dos indígenas em terras da Amazônia vivem sem acesso adequado à água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quase-40-dos-indigenas-em-terras-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua-1787408818546_320.jpg" alt="Quase 40% dos indígenas em terras da Amazônia vivem sem acesso adequado à água"></a></article></aside><p>O IPAM também recomenda<strong> ampliar o financiamento de sistemas comunitários de monitoramento </strong>de água, mercúrio, fogo e saúde, além de incorporar perdas materiais e não materiais às políticas públicas e priorizar municípios mais vulneráveis que se sobrepõem a Terras Indígenas.</p><p>Para os pesquisadores, a demarcação continua sendo uma medida fundamental, mas precisa ser acompanhada por <strong>fiscalização permanente, combate às atividades ilegais e estratégias de adaptação climática</strong> capazes de responder simultaneamente às diferentes pressões enfrentadas pelos territórios.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Amaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Garimpo%20na%20Amaz%C3%B4nia%20avan%C3%A7a%20562%25%20e%20deixa%20Terras%20Ind%C3%ADgenas%20mais%20expostas%20aos%20impactos%20do%20El%20Ni%C3%B1o%2C%20revela%20IPAM" data-url="https%3A%2F%2Fportalamazonia.com%2Famazonia%2Faumento-garimpo-terras-indigenas-ipam%2F">Portal Amazônia. (2026). <a href="https://portalamazonia.com/amazonia/aumento-garimpo-terras-indigenas-ipam/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Garimpo na Amazônia avança 562% e deixa Terras Indígenas mais expostas aos impactos do El Niño, revela IPAM</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/garimpo-em-terras-indigenas-da-amazonia-cresce-562-e-amplia-riscos-climaticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Parecia a planta de uma cidade": a surpreendente descoberta da NASA a 30 metros sob o gelo da Groenlândia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/parecia-a-planta-de-uma-cidade-a-surpreendente-descoberta-da-nasa-a-30-metros-sob-o-gelo-da-gronelandia.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um voo científico sobre a Groenlândia detectou, sob dezenas de metros de gelo, uma surpreendente rede de estruturas que não constava dos objetivos da missão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/parecia-el-plano-de-una-ciudad-el-hallazgo-accidental-de-la-nasa-a-30-metros-bajo-el-hielo-de-groenlandia-1788489010526.jpg" data-image="of176t81xpyv" alt="groenlandia" title="groenlandia"><figcaption>A Groenlândia concentra uma das maiores massas de gelo do planeta, sob cuja superfície se encontram ocultos relevos, sedimentos e estruturas que ajudam a reconstruir a sua história.</figcaption></figure><p>Um avião da NASA sobrevoava uma das regiões mais inóspitas da Groenlândia quando o radar começou a captar sinais inesperados. <strong>Sob uma superfície aparentemente uniforme, surgiram linhas retas, corredores paralelos e formas geométricas que, vistas no seu conjunto, pareciam a planta de uma pequena cidade</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os pesquisadores não estavam à procura de construções nem de vestígios de atividade humana. A missão tinha como objetivo testar uma tecnologia capaz de penetrar no gelo, medir a sua espessura e reconstruir o relevo oculto a centenas ou mesmo milhares de metros de profundidade.</div><p>Mas, a aproximadamente<strong> 30 metros abaixo da superfície</strong>, surgiu um padrão demasiado regular para ser uma formação natural. A descoberta surpreendeu inicialmente a equipa e obrigou-a a comparar essas imagens com dados históricos.</p><h2>A explicação estava enterrada há quase 60 anos</h2><p>Por fim, os pesquisadores confirmaram que estavam a observar <strong>Camp Century</strong>, uma instalação norte-americana construída sob o gelo durante a Guerra Fria. <strong>A base era conhecida, mas nunca tinha sido possível visualizá-la com tal nível de pormenor a partir do ar</strong>.</p><p>"Estávamos à procura do leito de gelo e surgiu o Camp Century", explicou Alex Gardner, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA. O episódio ocorreu em abril de 2024, durante um voo num Gulfstream III equipado com o sistema de radar UAVSAR.</p><p>A diferença residia na tecnologia: os radares anteriores apontavam essencialmente para baixo e geravam perfis bidimensionais, enquanto este instrumento também observa lateralmente. <strong>Assim, foi possível distinguir estruturas individuais e compará-las com as antigas plantas da base</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Theres a camp under the ice! <br><br>A new radar image captured by <a href="https://x.com/NASAJPL?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASAJPL</a> scientists during UAVSAR instrument tests reveals structural elements of Camp Century, an abandoned U.S. military base that is now buried within the Greenland Ice Sheet. <a href="https://t.co/mksKUpXA59">https://t.co/mksKUpXA59</a> <a href="https://t.co/NZszT5PFlI">pic.twitter.com/NZszT5PFlI</a></p>— NASA Earth (@NASAEarth) <a href="https://x.com/NASAEarth/status/1861443806421225763?ref_src=twsrc%5Etfw">November 26, 2024</a></blockquote></figure><p>A construção de Camp Century teve início em 1959 e chegou a contar com <strong>21 túneis escavados no gelo</strong>, além de dormitórios, laboratórios, oficinas e outras instalações. Dispunha também de um reator nuclear portátil destinado a fornecer energia a uma instalação com capacidade para acolher cerca de 200 pessoas.</p><h2>O projeto secreto por trás dos túneis</h2><p>Embora publicamente tivesse fins científicos, o local esteve relacionado com o <strong>Project Iceworm</strong>, um ambicioso plano norte-americano para estudar a possibilidade de implantar uma rede de mísseis nucleares sob a Groenlândia.<strong> O objetivo era utilizar túneis pelos quais as armas pudessem deslocar-se, dificultando assim a sua localização por um eventual inimigo.</strong></p><div class="texto-destacado">O projeto nunca chegou a concretizar-se na escala prevista, porque o gelo revelou-se muito menos estável do que se esperava. Os seus movimentos deformavam progressivamente as galerias e Camp Century acabou por ser abandonada definitivamente em <strong>1967</strong>.</div><p>A neve continuou a acumular-se sobre a instalação até a ocultar completamente. Segundo a NASA, <strong>as estruturas sólidas permanecem atualmente, pelo menos, 30 metros abaixo da superfície.</strong></p><h2>Não é a primeira surpresa encontrada sob a Groenlândia</h2><p>Este episódio faz parte de uma série de descobertas que mostram o quanto permanece escondido sob a gigantesca camada de gelo. <strong>Em 2013, dados obtidos através de radares aéreos permitiram identificar um enorme desfiladeiro subglacial com aproximadamente 750 quilômetros de comprimento</strong>, que se estende desde o interior da Groenlândia em direção ao norte.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">In 1959, the US Army built Camp Century under Greenland's ice, complete with tunnels, labs, and even a nuclear reactor. <br><br>It was abandoned in 1967. <br><br>Since then, the official story has been that Greenland is melting away. But in reality, Camp Century hasn't emerged, it's been <a href="https://t.co/NbjYuSRyeb">pic.twitter.com/NbjYuSRyeb</a></p>— Electroverse (@Electroversenet) <a href="https://x.com/Electroversenet/status/2031475183236657492?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Cinco anos depois, surgiu outra descoberta extraordinária: <strong>os cientistas detectaram, sob o glaciar Hiawatha, uma enorme depressão circular, posteriormente identificada como um cratera de impacto com cerca de 31 quilómetros de largura</strong>. A NASA explicou que a estrutura estava enterrada sob cerca de um quilómetro de gelo e que se tinha mantido preservada, apesar da intensa capacidade erosiva dos glaciares.</p><p>Surgiu também algo ainda mais antigo. Investigações realizadas sobre sedimentos extraídos sob o gelo revelaram vestígios de uma <strong>antiga paisagem de tundra</strong>, prova de que partes da Groenlândia estiveram outrora livres de gelo e cobertas por vegetação.</p><h2>Uma cápsula do tempo sob o gelo</h2><p>Camp Century tem ainda uma dimensão ambiental, pois, quando foi abandonado, ficaram resíduos no interior do complexo. Estudos posteriores alertaram que<strong> ali permanecem materiais físicos, químicos, biológicos e radiológicos que, durante décadas, se acreditou que ficariam enterrados para sempre</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-maior-iceberg-do-artico-desde-2020-se-desprendeu-da-groenlandia-no-mes-passado-e-esta-em-movimento.html" title="O maior iceberg do Ártico desde 2020 se desprendeu da Groenlândia no mês passado e está em movimento">O maior iceberg do Ártico desde 2020 se desprendeu da Groenlândia no mês passado e está em movimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-maior-iceberg-do-artico-desde-2020-se-desprendeu-da-groenlandia-no-mes-passado-e-esta-em-movimento.html" title="O maior iceberg do Ártico desde 2020 se desprendeu da Groenlândia no mês passado e está em movimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-biggest-arctic-iceberg-since-2020-broke-off-greenland-last-month-and-it-s-on-the-move-1789396733184_320.png" alt="O maior iceberg do Ártico desde 2020 se desprendeu da Groenlândia no mês passado e está em movimento"></a></article></aside><p><strong>A descoberta acidental não revela uma cidade desconhecida, mas oferece uma imagem inédita de uma infraestrutura que esteve desaparecida sob o gelo durante quase seis décadas</strong>. E, tal como aconteceu com os desfiladeiros, crateras e paisagens antigas encontradas na Groenlândia, volta a lembrar-nos de que, sob essa imensa superfície branca, ainda existe um território praticamente invisível por descobrir.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/parecia-a-planta-de-uma-cidade-a-surpreendente-descoberta-da-nasa-a-30-metros-sob-o-gelo-da-gronelandia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O dilema do alinhamento: por que o rápido avanço da IA voltou a preocupar a tecnologia?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-dilema-do-alinhamento-por-que-o-rapido-avanco-da-ia-voltou-a-preocupar-a-tecnologia.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 08:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O avanço dos modelos de inteligência artificial voltou a gerar questionamentos entre os líderes da área nesta semana. A velocidade com que esses sistemas estão se tornando mais capazes reacende um dos principais desafios da área: o problema do alinhamento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-e-o-problema-do-alinhamento-de-ia-e-por-que-ele-preocupa-os-cientistas-1789898677566.jpg" data-image="6ltpcqjrbwwr" alt="Os novos anúncios da OpenAI reacenderam o debate sobre até onde a IA pode chegar e como garantir que sistemas cada vez mais capazes permaneçam alinhados aos objetivos humanos. Crédito: OpenAI" title="Os novos anúncios da OpenAI reacenderam o debate sobre até onde a IA pode chegar e como garantir que sistemas cada vez mais capazes permaneçam alinhados aos objetivos humanos. Crédito: OpenAI"><figcaption>Os novos anúncios da OpenAI reacenderam o debate sobre até onde a IA pode chegar e como garantir que sistemas cada vez mais capazes permaneçam alinhados aos objetivos humanos. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>Em 3 de setembro, a OpenAI anunciou o GPT-6 Astra, apresentado pela empresa como seu modelo mais avançado até então.</strong> Poucos dias depois, em 8 de setembro, a empresa divulgou uma solução produzida por um sistema interno de IA para uma parte do problema de Navier-Stokes, um dos Problemas do Prêmio Millennium. </p><p><strong>A sequência dos anúncios reacendeu o debate sobre o quanto a inteligência desses sistemas está avançando e sobre quais seriam os limites.</strong> Em pouco tempo, esses resultados alimentaram uma discussão entre pesquisadores, especialistas e líderes da indústria de IA sobre a velocidade do desenvolvimento.</p><p>Um dos problemas centrais nesse debate é o problema do alinhamento: como garantir que sistemas de IA cada vez melhores permaneçam de acordo com os objetivos, restrições e intenções humanas. <strong>Uma IA pode ser competente para cumprir uma tarefa mas encontrar estratégias que satisfaçam literalmente um objetivo sem produzir o resultado pretendido.</strong></p><h2>Os anúncios da OpenAI</h2><p>A OpenAI anunciou recentemente o GPT-6 Astra, apresentado como seu modelo mais avançado com capacidades em tarefas de ciência, programação, pesquisa e uso de computadores. <strong>O lançamento reacendeu o debate sobre o ritmo de evolução dos modelos de inteligência artificial.</strong></p><div class="texto-destacado">Esse debate surge especialmente diante da capacidade desses sistemas de lidar com problemas cada vez mais complexos e de realizar tarefas que antes exigiam conhecimento especializado.</div><p>Poucos dias depois, a empresa anunciou que um de seus sistemas internos de IA havia produzido uma solução para uma parte do problema de existência e regularidade de Navier-Stokes. <strong>O resultado envolve uma construção matemática que mostra como uma solução inicialmente suave pode desenvolver uma singularidade em tempo finito.</strong></p><h2>Debate nas redes sociais</h2><p><strong>A sequência de anúncios da OpenAI reacendeu uma discussão sobre a velocidade com que as capacidades dos modelos de inteligência artificial estão evoluindo. </strong>O debate rapidamente se espalhou entre pesquisadores, líderes da indústria e o público sobre até onde esse avanço pode chegar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">AI systems are getting more powerful, and they're increasingly being used to build the next version of themselves. We want to illuminate that progress for the public.<br><br>Today, we're sharing three measurements that help track AI development:<br>1. How much AI R&D is done by AI.<br>2. How</p>— Anthropic (@AnthropicAI) <a href="https://x.com/AnthropicAI/status/2100684274114699295?ref_src=twsrc%5Etfw">September 17, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Parte da preocupação está relacionada à possibilidade de sistemas futuros adquirirem capacidades muito superiores às atuais.</strong> Alguns pesquisadores e líderes passaram a discutir cenários em que sistemas avançados poderiam se tornar difíceis de controlar e representar um risco existencial para a humanidade.</p><h2>Problema do alinhamento</h2><p>O debate está diretamente relacionado ao problema do alinhamento, que busca garantir <strong>que sistemas de IA cada vez mais complexos permaneçam de acordo com os objetivos, restrições e intenções humanas.</strong> O desafio não é apenas fazer uma IA executar corretamente uma tarefa, mas garantir que ela interprete o objetivo da maneira pretendida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica.html" title="Navier-Stokes: como a OpenAI pode ter resolvido um dos maiores desafios da matemática">Navier-Stokes: como a OpenAI pode ter resolvido um dos maiores desafios da matemática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica.html" title="Navier-Stokes: como a OpenAI pode ter resolvido um dos maiores desafios da matemática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica-1789232253403_320.png" alt="Navier-Stokes: como a OpenAI pode ter resolvido um dos maiores desafios da matemática"></a></article></aside><p>Quanto maior a capacidade de um sistema, maior também pode ser o espaço de estratégias que ele encontra para atingir um objetivo.<strong> Um dos principais riscos estudados é que uma IA possa otimizar uma meta de maneira diferente daquela desejada pelos humanos. </strong></p><h2>O que fazer?</h2><p><strong>Uma das propostas para acompanhar o avanço da IA é estabelecer regulação e padrões de segurança.</strong> Isso pode incluir testes independentes antes da implantação, auditorias, documentação dos modelos, monitoramento após o lançamento e regras específicas para aplicações de alto impacto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-e-o-problema-do-alinhamento-de-ia-e-por-que-ele-preocupa-os-cientistas-1789898624501.png" data-image="q7jkyx929qn6" alt="A solução para uma parte do problema de Navier–Stokes também reacendeu discussões sobre o avanço das IAs em tarefas científicas e sobre os desafios de controlar esses sistemas. Crédito: OpenAI" title="A solução para uma parte do problema de Navier–Stokes também reacendeu discussões sobre o avanço das IAs em tarefas científicas e sobre os desafios de controlar esses sistemas. Crédito: OpenAI"><figcaption>A solução para uma parte do problema de Navier–Stokes também reacendeu discussões sobre o avanço das IAs em tarefas científicas e sobre os desafios de controlar esses sistemas. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>No caso do problema do alinhamento, pesquisadores estudam soluções como RLHF, nos quais humanos ou outros sistemas de avaliação ajudam a orientar o comportamento dos modelos. </strong>Também são investigadas técnicas de interpretabilidade, avaliações de capacidades perigosas, monitoramento contínuo e controle de ferramentas. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-dilema-do-alinhamento-por-que-o-rapido-avanco-da-ia-voltou-a-preocupar-a-tecnologia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após mais de 100 anos, cientistas descrevem nova espécie viva de felino]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-felino-e-identificada-na-bolivia-com-participacao-de-pesquisador-brasileiro.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 23:38:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Análises genéticas revelaram que pequeno gato encontrado nas florestas bolivianas pertence a uma linhagem própria, separada há 1,4 milhão de anos, e pode estar ameaçado de extinção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-especie-de-felino-e-identificada-na-bolivia-com-participacao-de-pesquisador-brasileiro-1789913027744.jpg" data-image="qkxyu1g78mx2" alt="Brasileiro ajuda a identificar nova espécie de gato. | Paola Nogales-Ascarrunz via PUCRS" title="Brasileiro ajuda a identificar nova espécie de gato. | Paola Nogales-Ascarrunz via PUCRS"><figcaption>Brasileiro ajuda a identificar nova espécie de gato. Crédito: Paola Nogales-Ascarrunz via PUCRS</figcaption></figure><p>Um<strong> pequeno felino</strong> das florestas de Yungas, na<strong> </strong>Bolívia, foi reconhecido como uma nova espécie após análises de DNA conduzidas por uma equipe internacional com<strong> participação brasileira</strong>. Batizado cientificamente de <em>Leopardus tilcayo</em>, o animal representa<strong> a primeira descrição formal de uma nova espécie viva de felino em mais de um século.</strong></p><p>Conhecido pelas comunidades locais como <strong>Tigrino</strong>, o animal integra o grupo dos <strong>gatos-tigres sul-americanos</strong>. A pesquisa, publicada na revista científica <em>Current Biology</em>, teve entre seus responsáveis o <strong>biólogo evolucionista Eduardo Eizirik</strong>, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).</p><p>Os cientistas <strong>analisaram o DNA de 38 gatos-tigres de diferentes países</strong>, incluindo oito espécimes preservados em museus. Os resultados indicaram que animais anteriormente agrupados em uma mesma classificação correspondem, na realidade, a cinco espécies geneticamente distintas. O estudo também identificou uma nova subespécie no Peru, denominada <em>Leopardus tigrinus antisuyo</em>.</p><h2>DNA revelou diferenças escondidas pela aparência</h2><p>A investigação começou porque as características dos felinos encontrados na Bolívia não correspondiam completamente às descrições disponíveis, baseadas principalmente em animais brasileiros.<strong> Apesar da semelhança física</strong> entre os gatos-tigres,<strong> a análise genética revelou histórias evolutivas diferentes</strong>.</p><div class="texto-destacado">Segundo os pesquisadores, a linhagem do <em>Leopardus tilcayo</em> está separada das demais há aproximadamente 1,4 milhão de anos. A diferença foi considerada suficiente para seu reconhecimento como espécie independente. Animais desse tipo são chamados de espécies crípticas, pois apresentam aparência semelhante apesar de diferenças genéticas significativas.</div><p>O Tigrino mede aproximadamente 46 centímetros e pesa cerca de 1,4 quilo, <strong>menos do que um gato doméstico médio.</strong> Sua pelagem é marrom-clara e coberta por manchas semelhantes a rosetas. Ainda pouco se sabe sobre seus hábitos, mas registros de câmeras indicam que o animal apresenta maior atividade durante a noite.</p><h2>Descoberta pode mudar avaliação de conservação</h2><p>A identificação das diferentes espécies também pode<strong> alterar a avaliação do risco de extinção dos gatos-tigres. </strong>Atualmente, classificações internacionais agrupam parte desses animais em categorias mais amplas, o que pode esconder diferenças importantes no tamanho, distribuição e situação de cada população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-especie-de-felino-e-identificada-na-bolivia-com-participacao-de-pesquisador-brasileiro-1789913199685.jpg" data-image="omg1p7ljwrhi" alt="Nova espécie de gato é identificada na Bolívia. | Julie Van Collie via PUCRS" title="Nova espécie de gato é identificada na Bolívia. | Julie Van Collie via PUCRS"><figcaption>Nova espécie de gato é identificada na Bolívia. Crédito: Julie Van Collie via PUCRS</figcaption></figure><p>Os pesquisadores encaminharam os novos dados à<strong> União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)</strong>. Uma avaliação individual das cinco espécies poderá revelar que algumas enfrentam riscos maiores do que se imaginava. O próprio <em>Leopardus tilcayo</em> poderá receber uma classificação de ameaça quando sua população for analisada separadamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779288" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos.html" title="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos">Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos.html" title="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos-1784405176989_320.jpg" alt="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos"></a></article></aside><p>A preocupação é reforçada pelas pressões ambientais sobre os Yungas, ecossistema onde a espécie foi identificada. A região enfrenta<strong> desmatamento, expansão agrícola, incêndios e mineração.</strong> Para os pesquisadores, a descoberta demonstra que mesmo entre grupos relativamente conhecidos, como os felinos, ainda existe biodiversidade a ser descrita. Identificar essas espécies é um passo essencial para desenvolver estratégias adequadas de conservação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="SBT%20News" data-year="2026" data-title="Brasileiro%20ajudou%20a%20achar%20esp%C3%A9cie%20de%20gato%2C%20a%201%C2%AA%20em%20100%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fsbtnews.sbt.com.br%2Fnoticia%2Fmundo%2Fbrasileiro-ajudou-a-achar-especie-de-gato-a-1-em-100-anos%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">SBT News. (2026). <a href="https://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/brasileiro-ajudou-a-achar-especie-de-gato-a-1-em-100-anos?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Brasileiro ajudou a achar espécie de gato, a 1ª em 100 anos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-felino-e-identificada-na-bolivia-com-participacao-de-pesquisador-brasileiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo muda nas próxima horas: alerta de tempestades severas e granizo nos três estados do Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 21:59:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Formação e avanço de frente fria muda o tempo no Sul do Brasil nas próximas horas, com alerta de tempestades severas no três estados da região. Há potencial de granizo e rajadas de ventos provocadas pelas tempestades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul-1789940763466.jpg" data-image="lxwoq2m0tgzl" alt="tempestades severas" title="tempestades severas"><figcaption>Formação e avanço de frente fria muda o tempo no Sul do Brasil nas próximas horas, com alerta de tempestades severas no três estados da região.</figcaption></figure><p>Uma intensa mudança do tempo está em curso com a formação e o avanço de uma frente fria nas próximas horas sobre a Região Sul. Já na noite deste domingo (20),<strong> instabilidades levam elevado potencial de transtornos através de chuva forte e de tempestades severas</strong>, que podem provocar intensas rajadas de vento e queda de granizo.</p><h2>Domingo: Rio Grande do Sul sob alerta</h2><p><strong>A partir das 21h</strong>, instabilidades crescem no Oeste do Rio Grande do Sul e se estendem até a região Central, Campanha, Missões e Leste, com elevado potencial de<strong> tempestades severas, granizo e descargas elétricas</strong>. Não se descarta a formação de supercélulas que possam provocar <strong>microexplosões e tornados.</strong></p><h2>Segunda: tempestades severas se espalham e atingem o RS, SC e o PR</h2><p><strong>Na madrugada desta segunda-feira (21)</strong><strong>, o potencial de tempestade severas aumenta </strong>e se espalha pelo Rio Grande do Sul atingindo todas as regiões. No fim do período e início da manhã, o risco cessa no Oeste, Campanha e Sul, concentrando nas Missões, Norte, Nordeste e Leste. O risco inclui <strong>microexplosões e tornados.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul-1789941041601.jpg" data-image="nfxavvjnen3o" alt="tempo severo" title="tempo severo"><figcaption>Previsão de densidade dos raios realça as regiões com maior probabilidade de tempestades severas, não excluindo as demais regiões citadas no texto. Previsão para a madrugada da segunda-feira , 21 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No início da manhã,</strong> a frente fria atua também sobre<strong> Santa Catarina e o Paraná</strong>, com <strong>alerta de tempestades severas, queda de granizo e rajadas de vento </strong>no sul, região central e oeste de Santa Catarina, no sudeste e oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul-1789941187663.jpg" data-image="8a0ri3hyjmf2" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a o início da manhã da segunda-feira, 21 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No decorrer da manhã,</strong> a frente fria avança com perda da intensidade das instabilidades, mas tempestades pontuais ainda podem atingir o oeste, centro, leste e norte de Santa Catarina e todo o estado do Paraná. Vale ressaltar que no decorrer do avanço da frente fria, <strong>rajadas de ventos de 70 km/h podem anteceder a chegada das tempestades.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No Rio Grande do Sul, os riscos de eventos intensos cessam</strong> devido à ausência da frente fria e da presença da massa de ar mais frio. Ainda há previsão de chuva, mas algo mais pontual na metade norte do estado.</p><p><strong>No período da tarde</strong>, novas áreas de instabilidade se formam sobre a Região Sul e<strong> uma nova onda de tempestades e chuvas intensas atingem os três estados</strong>, ganhando intensidade e aumentando o potencial de transtornos no período da noite. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul-1789941310141.jpg" data-image="2mm8aol49skb" alt="tempestades" title="tempestades"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para o fim da tarde da segunda-feira, 21 de setembro.</figcaption></figure><p>Assim, há alerta para a metade norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região de Porto Alegre; para toda Santa Catarina, principalmente no oeste e região central; e para o oeste e norte do Paraná.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789619" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste.html" title="Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste">Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste.html" title="Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste-1789924846445_320.jpg" alt="Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste"></a></article></aside><p><strong>Para Santa Catarina e o Paraná, os alertas de tempestades e de chuvas intensas se estendem para a madrugada da terça-feira (22).</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-nas-proxima-horas-alerta-de-tempestades-severas-e-granizo-nos-tres-estados-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bisões retornam ao México após mais de um século e ajudam a recuperar pradarias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bisoes-retornam-ao-mexico-apos-mais-de-um-seculo-e-ajudam-a-recuperar-pradarias.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 20:41:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Reintroduzidos em 2009 na Reserva da Biosfera de Janos, animais multiplicaram sua população e voltaram a desempenhar funções importantes para a vegetação, o solo e a biodiversidade local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bisoes-retornam-ao-mexico-apos-mais-de-um-seculo-e-ajudam-a-recuperar-pradarias-1789831210025.jpg" data-image="45wru8hq1d1l" alt="A Reserva da Biosfera de Janos abriga uma das maiores extensões contínuas de pradarias preservadas no continente. Foto: Imagem gerada por IA / Catraca Livre" title="A Reserva da Biosfera de Janos abriga uma das maiores extensões contínuas de pradarias preservadas no continente. Foto: Imagem gerada por IA / Catraca Livre"><figcaption>A Reserva da Biosfera de Janos abriga uma das maiores extensões contínuas de pradarias preservadas no continente. Crédito: Imagem gerada por IA / Catraca Livre</figcaption></figure><p>Mais de um século depois de desaparecerem de parte de seu território histórico no <strong>México</strong>, <strong>os bisões voltaram a ocupar as pradarias do norte do país</strong>. A reintrodução começou em 2009, quando 23 animais provenientes dos Estados Unidos foram levados para a Reserva da Biosfera de Janos, no estado de Chihuahua.</p><p>Os animais vieram do<strong> Parque Nacional Wind Cave, nos Estados Unidos</strong>, como parte de uma iniciativa para <strong>restabelecer populações da espécie </strong>e recuperar processos ecológicos das pradarias mexicanas. A presença dos bisões na região havia sido drasticamente reduzida pela caça e por outras transformações provocadas pela ocupação humana.</p><p>Desde então, a população cresceu significativamente. Em 2021<strong>, o rebanho já contava com cerca de 230 animais, dez vezes o número inicialmente reintroduzido</strong>. Além da recuperação da espécie, pesquisadores acompanham os efeitos de sua presença sobre a vegetação e o funcionamento do ecossistema.</p><h2>Bisões ajudam a transformar a paisagem</h2><p>Localizada no Deserto de Chihuahua, a<strong> Reserva da Biosfera de Janos </strong>abriga uma das maiores áreas contínuas de pradarias preservadas da América do Norte. Nesse ambiente, os bisões exercem funções que vão muito além do consumo das gramíneas utilizadas como alimento.</p><div class="texto-destacado">Considerados “engenheiros do ecossistema”, esses grandes herbívoros modificam a paisagem enquanto se deslocam e se alimentam. O pisoteio interfere na estrutura do solo e pode favorecer a infiltração da água, enquanto o pastoreio altera a altura e a composição da vegetação, criando diferentes condições para outras espécies.</div><p>Os animais também contribuem para <strong>transportar e dispersar sementes e devolver nutrientes ao ambiente</strong> por meio de seus dejetos. Essas interações ajudam a criar uma paisagem mais heterogênea, característica das pradarias que historicamente evoluíram sob influência de grandes herbívoros.</p><h2>Reintrodução abre caminho para novos rebanhos</h2><p>A recuperação dos bisões em Janos também se tornou uma experiência importante para <strong>programas de conservação no México</strong>. O crescimento da população permitiu que parte dos animais fosse destinada à formação de outros grupos, ampliando a presença da espécie em áreas protegidas do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção">Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049_320.jpg" alt="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"></a></article></aside><p>A experiência oferece ainda informações sobre <strong>manejo, reprodução, adaptação e acompanhamento de grandes mamíferos reintroduzidos</strong>. O objetivo não é apenas aumentar o número de bisões, mas recuperar as relações ecológicas das quais a espécie participa e fortalecer a conservação das pradarias.</p><p>O caso de Janos mostra como a reintrodução de espécies nativas pode integrar <strong>estratégias mais amplas de restauração ambiental.</strong> Depois de desaparecer da região por mais de cem anos, o bisonte voltou às planícies mexicanas e, ao ocupar novamente seu espaço no ecossistema, também passou a contribuir para a recuperação da paisagem que ajudou a moldar ao longo de milhares de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Terra" data-year="2026" data-title="Ap%C3%B3s%20mais%20de%201%20s%C3%A9culo%20de%20aus%C3%AAncia%2C%20M%C3%A9xico%20trouxe%2023%20bis%C3%B5es%20dos%20EUA%20em%202009%20e%20viu%20a%20manada%20chegar%20a%20230%20em%202021%3A%20os%20animais%20voltaram%20a%20transformar%20a%20vegeta%C3%A7%C3%A3o%20e%20ajudar%20na%20recupera%C3%A7%C3%A3o%20do%20ecossistema" data-url="https%3A%2F%2Fwww.terra.com.br%2Fvida-e-estilo%2Fapos-mais-de-1-seculo-de-ausencia-mexico-trouxe-23-bisoes-dos-eua-em-2009-e-viu-a-manada-chegar-a-230-em-2021-os-animais-voltaram-a-transformar-a-vegetacao-e-ajudar-na-recuperacao-do-ecossistema%2C912d081f71368f96ac4f40c0d22d7521bslkzs3a.html%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Terra. (2026). <a href="https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/apos-mais-de-1-seculo-de-ausencia-mexico-trouxe-23-bisoes-dos-eua-em-2009-e-viu-a-manada-chegar-a-230-em-2021-os-animais-voltaram-a-transformar-a-vegetacao-e-ajudar-na-recuperacao-do-ecossistema,912d081f71368f96ac4f40c0d22d7521bslkzs3a.html?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Após mais de 1 século de ausência, México trouxe 23 bisões dos EUA em 2009 e viu a manada chegar a 230 em 2021: os animais voltaram a transformar a vegetação e ajudar na recuperação do ecossistema</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bisoes-retornam-ao-mexico-apos-mais-de-um-seculo-e-ajudam-a-recuperar-pradarias.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primavera começa nesta terça-feira, 22: entenda por que o clima não muda de imediato]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/primavera-comeca-nesta-terca-feira-22-entenda-por-que-o-clima-nao-muda-de-imediato.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 19:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A primavera de 2026 começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira, 22 de setembro. O instante astronômico marca o equinócio no Hemisfério Sul, mas não altera instantaneamente o tempo. Entenda a ciência do fenômeno e a dinâmica atmosférica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-primavera-comeca-as-21h05-de-terca-feira-21-por-que-o-tempo-nao-muda-quando-chega-o-equinocio-1789822248745.jpg" data-image="2nams6d2roi5" alt="primavera, verano, outono, verão, estações" title="primavera, verano, outono, verão, estações"><figcaption>Primavera 2026 começa às 21h05 de terça-feira (22).</figcaption></figure><p><strong>A primavera de 2026 começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira, 22 de setembro</strong>. O instante calculado pela astronomia marca o equinócio no Hemisfério Sul, mas não funciona como uma chave capaz de alterar instantaneamente o tempo. Entenda a mecânica do fenômeno e por que a atmosfera segue seu próprio ritmo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Embora a astronomia determine com precisão o momento da transição entre as estações, a atmosfera responde a uma dinâmica física própria. <strong>A circulação dos ventos, a umidade e a movimentação das massas de ar </strong>seguem escalas e ritmos que variam de dias a semanas, fazendo com que o tempo continue seu próprio curso independentemente do horário marcado pelo equinócio.</p><h2>O que acontece exatamente às 21h05 </h2><p>O horário corresponde ao momento em que <strong>o Sol, em seu movimento aparente no céu, cruza o equador celeste de norte para sul</strong>. A partir desse instante começa a primavera no Hemisfério Sul e o outono no Hemisfério Norte. A estação brasileira seguirá até 21 de dezembro, quando ocorrerá o solstício de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-primavera-comeca-as-21h05-de-terca-feira-21-por-que-o-tempo-nao-muda-quando-chega-o-equinocio-1789822810292.jpg" data-image="erk3ktzvlk23" alt="primavera, equinócio" title="primavera, equinócio"><figcaption>O equinócio marca o início da primavera.</figcaption></figure><p>As estações existem porque o eixo de rotação da Terra é inclinado em relação ao plano de sua órbita. Conforme o planeta avança ao redor do Sol, <strong>cada hemisfério recebe diferentes quantidades e ângulos de iluminação</strong>. Depois do equinócio de setembro, os dias tendem a ficar progressivamente mais longos no Hemisfério Sul.</p><h2>Por que o dia e a noite não são exatamente iguais</h2><p>Embora a palavra equinócio venha do latim e signifique “noite igual”, a duração observada do dia e da noite não precisa ser de exatamente 12 horas em todas as cidades. <strong>A atmosfera desvia parte da luz solar e o nascer e o pôr do sol são calculados </strong>considerando a borda do disco solar, e não apenas o seu centro. </p><p>Na prática, a duração fica apenas aproximadamente equilibrada.</p><p>Para evitar confusões comuns sobre a data, vale destacar alguns pontos centrais:</p><ul> <li><strong>O equinócio é um instante astronômico exato, e não um dia inteiro;</strong></li> <li>A inclinação da Terra é o fator que determina as estações, e não a sua distância em relação ao Sol;</li> <li><strong>Dias e noites têm duração aproximada, mas não necessariamente idêntica;</strong></li> <li>O Sol nasce próximo ao leste e se põe próximo ao oeste durante esta época do ano.</li> </ul><ul> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-primavera-comeca-as-21h05-de-terca-feira-21-por-que-o-tempo-nao-muda-quando-chega-o-equinocio-1789823049983.jpg" data-image="qqby6e73gexn" alt="terra, frio, frente" title="terra, frio, frente"><figcaption>Posição da Terra no equinócio que marca o início da primavera no Hemisfério Sul.</figcaption></figure><p>O comportamento do tempo depende da circulação da atmosfera, da passagem de massas de ar, da umidade, dos ventos e da formação de sistemas de baixa pressão.<strong> Esses processos seguem suas próprias escalas, que variam de horas a semanas.</strong> Por isso, frio tardio, calor intenso, temporais ou períodos secos podem ocorrer antes e depois do início oficial da primavera.</p><h2>Por que a meteorologia não muda no horário do equinócio</h2><p>Ao contrário do calendário astronômico, o comportamento do tempo não responde a um relógio. <strong>A meteorologia depende da circulação da atmosfera, da passagem de massas de ar</strong>, da umidade, dos ventos e da formação de sistemas de pressão. Esses processos seguem escalas próprias, que variam de horas a semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html" title="O fenômeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços">O fenômeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html" title="O fenômeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-el-nino-en-el-consumo-de-pescado-el-fenomeno-climatico-que-cambia-lo-que-comes-y-lo-que-pagas-1789640143028_320.png" alt="O fenômeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços"></a></article></aside><p>Por essa razão, episódios de frio tardio, calor intenso, <strong>temporais ou períodos secos continuam ocorrendo antes e depois</strong> do início oficial da estação. As mudanças climáticas características da nova estação ocorrem de forma gradual ao longo das semanas, à medida que os padrões de circulação atmosférica se reconfiguram, sem qualquer transição automática no momento do equinócio</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/primavera-comeca-nesta-terca-feira-22-entenda-por-que-o-clima-nao-muda-de-imediato.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança e muda o tempo com chuva forte, ventos fortes e granizo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 17:21:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início da semana será sob alerta de chuvas intensas, rajadas de vento de 70 km/h e granizo, devido ao avanço de uma frente fria pelo Centro-Sul do Brasil no início da semana. Alertas para o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbambui"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbambui.jpg" id="xbambui"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma mudança do tempo está em curso e atinge o seu ápice nesta segunda (21) e terça-feira (22), com<strong> a formação e atuação de uma frente fria sobre o Centro-Sul do Brasil</strong>, levando potencial de chuva forte, rajadas de vento e queda de granizo. O sistema frontal atua no Brasil até a quinta-feira (24).</p><h2>Segunda-feira: alerta de tempo severo e granizo</h2><p><strong>Na madrugada desta segunda-feira (21)</strong>, a frente fria já se forma sobre o Rio Grande do Sul. <strong>Há alerta para o risco de tempestades severas, rajadas de ventos de 70 km/h e queda de granizo</strong> em todas as regiões, com as instabilidades atingindo o norte, noroeste e região de Porto Alegre por volta do fim do período. Em Santa Catarina, o alerta fica para o início da manhã para o oeste, sul e localidades que fazem divisa com o território gaúcho.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No decorrer da manhã</strong>, a frente fria avança e os <strong>alertas de chuvas intensas e rajadas de ventos de até 70 km/h</strong> se espalham por todas as regiões de Santa Catarina até o oeste, sul e leste do Paraná, atingindo a região de Curitiba mais para o fim do período. No Rio Grande do Sul, a chuva forte com trovoadas continua no norte, noroeste e nordeste do estado, com tempo mais firme nas demais regiões, inclusive na região de Porto Alegre.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xbamoou"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbamoou.jpg" id="xbamoou"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong> No período da tarde</strong>, a frente fria recebe um reforço através de um segundo sistema frontal que atua sobre o Rio Grande do Sul, seguindo com seu avanço e mudando o tempo em parte do Centro-Oeste e do Sudeste. </p><p>Assim, <strong>chuvas intensas, trovoadas e granizo deixam em alerta</strong> praticamente todo o Rio Grande do Sul, com exceção do Sul, da Campanha e do extremo Oeste. Em Santa Catarina, alerta para todas as regiões, bem como para o Paraná.</p><p><strong>No Sudeste</strong>, a frente fria muda o tempo no período da tarde, com aumento da nebulosidade e <strong>as primeiras pancadas isoladas</strong> entre o leste de São Paulo, o sul de Minas Gerais e o sul do Rio de Janeiro no início do período. No restante da tarde, <strong>alerta para tempestades e pancadas de chuva forte</strong> no centro-sul, oeste, leste e nordeste de São Paulo, e no extremo sul de Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste-1789924003806.jpg" data-image="pvrl7resp3ik" alt="tempestades" title="tempestades"><figcaption>Mapa de densidade de raios para a tarde da segunda-feira, 21 de setembro. Variável realça as regiões sob maior risco de tempestades.</figcaption></figure><p>No período da noite, as chuvas diminuem, <strong>mas mais para o fim da noite e o início da madrugada da terça-feira (22), há risco de tempestades severa</strong>s em São Paulo, nas localidades próximas do Paraná e no sul do estado.</p><p><strong>No Centro-Oeste</strong>, devido à presença da frente fria no Sul e no Sudeste, há a formação de um <strong>canal de umidade</strong> que contribui para a ocorrência de pancadas isoladas, que podem ocorrer na forma de<strong> tempestades pontuais </strong>no período da tarde no Mato Grosso do Sul, no sul e oeste do Mato Grosso.</p><h2>Terça-feira: frente fria ganha força e aumenta o potencial de tempestades</h2><p><strong>Na terça-feira (22)</strong>, a frente fria está reforçada entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Assim, na madrugada <strong>há alerta de tempestades severas</strong> no Mato Grosso do Sul, sobre o oeste de São Paulo, norte, oeste e sul do Paraná. Há alerta de<strong> chuva forte e de tempestade pontuais</strong>, no extremo norte do Rio Grande do Sul, no leste de Santa Catarina e no centro e leste de São Paulo.</p><p><strong>No período da manhã</strong>, a frente fria avança ao mesmo tempo que se afasta para o oceano. Isso diminui o potencial de chuva sobre o Sul e Sudeste, uma vez que a massa de ar frio avança e ajuda a inibir a formação de nuvens. Mesmo assim,<strong> há previsão de chuva de fraca a moderada intensidade</strong>, ocorrendo de forma pontual no meio-oeste e norte de Santa Catarina, sobre o Paraná, oeste, sul e leste de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste-1789924182601.jpg" data-image="ep4m1x4euk29" alt="frente fria e ar frio" title="frente fria e ar frio"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da terça-feira, 22 de setembro. Frente fria ajuda a organizar chuvas sobre o Brasil Central. Massa de ar frio já atua sobre o Sul.</figcaption></figure><p><strong>Já no Centro-Oeste</strong>, as instabilidades continuam provocando chuva forte e levando risco de <strong>tempestades severas </strong>para a metade norte do Mato Grosso do Sul e centro-sul do Mato Grosso.</p><p><strong>A partir da tarde</strong>, devido ao aumento das temperaturas e a manutenção da presença da frente fria no oceano entre o Sul e o Sudeste, <strong>as instabilidades voltam a ganhar força e a provocar pancadas de chuva forte e tempestades pontuais </strong>no leste, centro e norte do Paraná, no sul, oeste e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul e sudeste de Minas Gerais, sobre o Mato Grosso do Sul e sobre o Mato Grosso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-frio-marcam-o-inicio-da-primavera-com-frio-de-inverno-e-tempestades.html" title="Frente fria e ar frio marcam o início da primavera com frio de inverno e tempestades">Frente fria e ar frio marcam o início da primavera com frio de inverno e tempestades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-frio-marcam-o-inicio-da-primavera-com-frio-de-inverno-e-tempestades.html" title="Frente fria e ar frio marcam o início da primavera com frio de inverno e tempestades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-marcam-o-inicio-da-primavera-com-frio-de-inverno-e-tempestades-1789736957779_320.jpg" alt="Frente fria e ar frio marcam o início da primavera com frio de inverno e tempestades"></a></article></aside><p>No período da noite, os <strong>alertas de chuvas intensas e de tempestades</strong> ficam restritos ao centro e leste de São Paulo, ao Rio de Janeiro, extremo sul e sudeste de Minas Gerais e centro e norte do Mato Grosso do Sul.</p><h2>Quarta e quinta-feira: frente fria atua de forma costeira, mas organiza umidade sobre o Sudeste e o Centro-Oeste</h2><p><strong>A previsão para a quarta (23) e quinta-feira (24),</strong> mostra a continuidade do potencial de<strong> chuva forte e de tempestades pontuais, que podem ocorrer com granizo </strong>a partir da tarde sobre o norte de São Paulo, boa parte de Minas Gerais, com exceção do norte do estados; sobre o Espírito Santo e Goiás. No Mato Grosso, as chuvas ocorrem de forma bastante isolada.</p><p>No l<strong>este de São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>, há previsão de <strong>chuva fraca ou chuvisco</strong> em razão da circulação dos ventos promovida pela presença da massa de ar frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste-1789924386386.jpg" data-image="q377jqrdpdw0" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Acumulado de chuva até a sexta-feira (25), com volumes máximos de 100 mm no Centro-Sul do Brasil. As chuvas mais intensas 90% do acumulado total acontece no período de até 48 horas.</figcaption></figure><p><strong>A partir de sexta-feira (25), a tendência é de redução do potencial de chuvas</strong>, mas ainda com possibilidade de pancadas muito isoladas sobre o leste do Sudeste, principalmente entre São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-com-chuva-forte-ventos-fortes-e-granizo-no-sul-sudeste-e-centro-oeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Japão bate um recorde histórico: pela primeira vez, ultrapassa a marca de 100 mil pessoas com 100 anos ou mais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-japao-bate-um-recorde-historico-pela-primeira-vez-ultrapassa-a-marca-de-100-mil-pessoas-com-100-anos-ou-mais.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Japão ultrapassou a marca de 100.000 centenários pela primeira vez. Há 107.677 pessoas com 100 anos ou mais, em um país onde a população está envelhecendo enquanto o número de crianças nasce cada vez menor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/japon-rompe-un-record-historico-por-primera-vez-supera-las-100-000-personas-de-100-anos-o-mas-1789758950543.png" data-image="r2hkw2j41jvu" alt="Japão: centenários de 100 anos, idosos, longevidade" title="Japão: centenários de 100 anos, idosos, longevidade"><figcaption>O Japão também está entre os países com a maior expectativa de vida do planeta.</figcaption></figure><p>O Japão acaba de atingir uma marca que, até algumas décadas atrás, parecia extraordinária: 107.677 pessoas têm atualmente 100 anos ou mais. Os dados, divulgados pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, <strong>marcam a primeira vez que o número de centenários ultrapassou 100.000 no país.</strong></p><p>O número, registrado em 1º de setembro, representa um aumento de 7.914 pessoas em comparação com o ano passado. Constitui também um novo recorde histórico, estendendo uma tendência que já dura 56 anos consecutivos.</p><h2><strong>De 153 centenários para mais de 100.000</strong></h2><p>A evolução é especialmente impressionante quando vista em perspectiva. O <strong>Japão começou a compilar essas estatísticas em 1963</strong>, quando havia apenas 153 pessoas com 100 anos ou mais em todo o país.</p><div class="texto-destacado"><strong>O número ultrapassou os 1.000 habitantes em 1981, chegou a 10.000 em 1998 e passou dos 50.000 em 2012. Agora, apenas 14 anos depois, mais de 100.000 pessoas fazem parte dessa faixa etária.</strong></div><p>Esse crescimento está ligado a uma combinação de fatores que vêm se desenvolvendo há décadas. <strong>O próprio Ministério da Saúde japonês cita melhorias nas condições de vida</strong>, na alimentação e nutrição, bem como avanços na medicina e na assistência médica, entre esses fatores.</p><p>O Japão também figura entre os países com a maior expectativa de vida do mundo. Segundo dados citados pelo <em>The Japan Times</em>, <strong>ela chega a 81,35 anos para homens e 87,33 anos para mulheres.</strong></p><h2><strong>Quase nove em cada dez centenários são mulheres</strong></h2><p>Outro aspecto que se destaca nas estatísticas é a enorme diferença entre homens e mulheres.</p><p>Dos 107.677 habitantes que já atingiram a idade centenária, 94.298 são mulheres e 13.379 são homens. <strong>Ou seja, as mulheres representam 87,6% do total</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/japon-rompe-un-record-historico-por-primera-vez-supera-las-100-000-personas-de-100-anos-o-mas-1789759084223.jpg" data-image="m5cac97kdq60" alt="Japão: centenários de 100 anos, idosos, longevidade" title="Japão: centenários de 100 anos, idosos, longevidade"><figcaption>As mulheres representam 87,6% de todos os centenários no Japão. Crédito: Kyodo/picture alliance.</figcaption></figure><p>A pessoa mais velha do Japão atualmente é Fuyo Kishimoto,<strong> uma mulher de 114 anos de Kyoto</strong>. Entre os homens, o recorde pertence a Hikaru Kato, <strong>residente de Kumamoto, com 112 anos.</strong></p><p>O Ministério também informou que 54.294 pessoas estão completando ou completarão 100 anos de idade durante o período considerado para reconhecimento oficial neste ano. <strong>Destas, 45.769 são mulheres.</strong></p><h2><strong>Um paradoxo demográfico que se torna cada vez mais evidente</strong></h2><p><strong>A longevidade recorde ocorre em um momento em que o Japão atravessa uma profunda transformação demográfica</strong>. A população está envelhecendo, enquanto a taxa de natalidade está diminuindo e a população em idade ativa está encolhendo constantemente.</p><p>Portanto, viver mais tempo é uma conquista tanto em termos de saúde quanto de convívio social, mas também apresenta novos desafios. O crescimento da população idosa aumenta a demanda por cuidados médicos, apoio e serviços sociais, enquanto o número de profissionais para sustentar esses sistemas diminui cada vez mais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="703623" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/debate-matinal-cafe-vs-cha-que-bebida-melhora-mais-a-sua-saude-e-longevidade.html" title="Debate matinal: café vs. chá, que bebida melhora mais a sua saúde e longevidade?">Debate matinal: café vs. chá, que bebida melhora mais a sua saúde e longevidade?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/debate-matinal-cafe-vs-cha-que-bebida-melhora-mais-a-sua-saude-e-longevidade.html" title="Debate matinal: café vs. chá, que bebida melhora mais a sua saúde e longevidade?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/morning-showdown-coffee-vs-tea-which-brew-boosts-your-health-and-longevity-more-1743100413791_320.jpeg" alt="Debate matinal: café vs. chá, que bebida melhora mais a sua saúde e longevidade?"></a></article></aside><p>O próprio Ministro da Saúde do Japão, Kenichiro Ueno, enfatizou a importância de as pessoas não apenas atingirem idades avançadas, <strong>mas também permanecerem ativas e saudáveis por mais tempo.</strong> O governo considera o aumento da expectativa de vida saudável um de seus principais objetivos no enfrentamento do envelhecimento populacional.</p><h2><strong>Um fenômeno que vai muito além do Japão</strong></h2><p>O caso japonês oferece um vislumbre inicial de um processo que está começando a se espalhar para outras sociedades: <strong>cada vez mais pessoas estão atingindo idades muito avançadas</strong>, enquanto as novas gerações são proporcionalmente menores.</p><p>O número de 107.677 centenários não representa simplesmente um novo recorde. <strong>Ele engloba mais de seis décadas de mudanças na medicina</strong><strong>, na alimentação, nas condições de vida e na estrutura da população japonesa</strong>.</p><p>O desafio para o país asiático será agora o de acompanhar essa longevidade extraordinária com condições que permitam que esses anos adicionais transcorram com boa saúde, autonomia e uma rede de cuidados adequada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-japao-bate-um-recorde-historico-pela-primeira-vez-ultrapassa-a-marca-de-100-mil-pessoas-com-100-anos-ou-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Emoção pode ser mais eficaz que dados para estimular ação climática, aponta estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Análise de 71 estudos, envolvendo ao menos 216 mil participantes, indica que mensagens capazes de despertar emoções podem incentivar maior engajamento público com ações e políticas relacionadas às mudanças climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo-1789674753895.jpg" data-image="vwywflc8af2x" alt="As geleiras moldam as paisagens de Spitsbergen, uma ilha do arquipélago norueguês de Svalbard, no Oceano Ártico. Crédito: Arterra/Sven-Erik Arndt/UIG/Getty" title="As geleiras moldam as paisagens de Spitsbergen, uma ilha do arquipélago norueguês de Svalbard, no Oceano Ártico. Crédito: Arterra/Sven-Erik Arndt/UIG/Getty"><figcaption>As geleiras moldam as paisagens de Spitsbergen, uma ilha do arquipélago norueguês de Svalbard, no Oceano Ártico. Crédito: Arterra/Sven-Erik Arndt/UIG/Getty</figcaption></figure><p>Em meio à repercussão de alertas sobre <strong>a possibilidade de um El Niño de grandes proporções</strong>, cientistas voltam a discutir um desafio que acompanha o debate sobre as mudanças climáticas: como <strong>comunicar os riscos do aquecimento global de maneira capaz não apenas de informar, mas também de mobilizar </strong>a população.</p><p>Uma ampla análise publicada no <em>Journal of Environmental Psychology</em> indica que apresentar informações científicas pode contribuir para esse objetivo, mas mensagens que despertam emoções tendem a produzir resultados mais expressivos. A pesquisa reuniu <strong>evidências de 71 publicações e envolveu dados de pelo menos 216 mil participantes.</strong></p><p>Os pesquisadores avaliaram diferentes estratégias de comunicação e seus efeitos sobre comportamentos relacionados ao clima, como<strong> fazer doações para organizações, apoiar políticas ambientais ou manifestar a intenção de reduzir a própria pegada de carbono</strong>. Os resultados sugerem que a maneira como a informação é apresentada pode influenciar a disposição das pessoas para agir.</p><h2>Emoções ajudam a criar conexão</h2><p>Segundo Tobias Brosch, psicólogo da Universidade de Genebra e coautor do estudo, <strong>simplesmente oferecer fatos científicos pode não ser a melhor estratégia</strong> para comunicar questões climáticas. Para ele, é importante estabelecer uma conexão entre o conteúdo apresentado e as experiências e emoções das pessoas.</p><div class="texto-destacado">Estratégias baseadas em informações objetivas, como explicações sobre o funcionamento do efeito estufa, apresentaram efeitos positivos. No entanto, mensagens desenvolvidas para provocar emoções (como admiração diante da beleza da natureza ou medo diante das ameaças enfrentadas pelo planeta) apareceram entre as abordagens mais eficazes para estimular o engajamento.</div><p>Experiências como assistir a um documentário sobre a natureza, observar uma aurora boreal ou acompanhar o nascimento de um animal podem <strong>atribuir significado emocional às questões ambientais.</strong> De acordo com Brosch, esse tipo de vínculo pode contribuir para comportamentos como dedicar tempo a ações voluntárias, fazer doações ou apoiar iniciativas relacionadas ao clima.</p><h2>Histórias podem aproximar tema do público</h2><p>Os resultados também reforçam <strong>a importância das narrativas na comunicação científica.</strong> Nicholas Epley, pesquisador de ciência comportamental da Universidade de Chicago, afirma que as pessoas tendem a compreender o mundo por meio de histórias e experiências concretas, o que pode tornar esses formatos particularmente relevantes em contextos de desconfiança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo-1789674952980.jpg" data-image="fze2udomuaje" alt="Experiências que despertam emoções podem ajudar a aproximar o público das questões climáticas e estimular o engajamento, apontam pesquisadores." title="Experiências que despertam emoções podem ajudar a aproximar o público das questões climáticas e estimular o engajamento, apontam pesquisadores."><figcaption>Experiências que despertam emoções podem ajudar a aproximar o público das questões climáticas e estimular o engajamento, apontam pesquisadores. Crédito: Eugene Hoshiko</figcaption></figure><p>A análise, porém, identificou estratégias com resultados menos favoráveis. Mensagens centradas na <strong>responsabilidade individual diante das mudanças climáticas</strong> tiveram pouco efeito sobre a mobilização e, em determinadas situações, provocaram uma <strong>reação contrária</strong> à pretendida pelos comunicadores.</p><p>Segundo os pesquisadores, enfatizar excessivamente que cada pessoa é individualmente responsável por enfrentar o problema pode <strong>gerar resistência, desconfiança ou saturação.</strong> Em contraste, abordagens emocionais que mostram aquilo que merece ser protegido podem favorecer uma relação mais positiva com o tema.</p><h2>Pequenos efeitos podem alcançar grandes públicos</h2><p>Um exemplo dessa resistência pode ser observado em reações a iniciativas como <strong>a Hora do Planeta</strong>, campanha global promovida pelo WWF que incentiva pessoas e instituições a apagarem as luzes durante uma hora. Segundo a reportagem da <em>Nature</em>, já houve organizações que reagiram à campanha mantendo todas as luzes acesas como forma de oposição.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785098" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html" title="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda">Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html" title="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda-1787493344087_320.jpg" alt="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda"></a></article></aside><p>Thijs Bouman, psicólogo ambiental da Universidade de Groningen, na Holanda, ressalta que os efeitos identificados pela análise são relativamente pequenos. Isso não significa, entretanto, que sejam irrelevantes. Quando <strong>estratégias de comunicação são aplicadas em larga escala</strong>, pequenas mudanças individuais podem alcançar um número expressivo de pessoas.</p><p>Os resultados também indicam que <strong>não existe uma intervenção isolada capaz de provocar mudanças profundas e imediatas no comportamento climático.</strong> Para os pesquisadores, a comunicação pode contribuir para esse processo, especialmente quando combina evidências científicas com narrativas e experiências capazes de estabelecer vínculos emocionais com o público.</p><h3>Referência da notícia</h3><p><cite>Nature. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-026-02763-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El Niño goes viral — and scientists learn what makes people care about the climate</a>.</cite></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Físicos do CERN recriam tempestades cósmicas no LHC; entenda o porquê]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/fisicos-do-cern-recriam-tempestades-cosmicas-no-lhc-entenda-o-porque.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 10:14:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As chamadas tempestades cósmicas são cascatas de partículas produzidas quando raios cósmicos de alta energia atingem a atmosfera terrestre. Agora, cientistas usam o LHC, no CERN, para reproduzir colisões semelhantes e investigar esses processos em condições controladas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-nascem-as-tempestades-cosmicas-novo-estudo-do-cern-busca-respostas-1789840022762.png" data-image="nxqwyuzzatqe" alt="O CERN está usando o LHC para recriar em laboratório as colisões que dão origem às tempestades cósmicas. Crédito: Nature" title="O CERN está usando o LHC para recriar em laboratório as colisões que dão origem às tempestades cósmicas. Crédito: Nature"><figcaption>O CERN está usando o LHC para recriar em laboratório as colisões que dão origem às tempestades cósmicas. Crédito: Nature</figcaption></figure><p><strong>As tempestades cósmicas são eventos associados aos raios cósmicos de altas energias que atingem a atmosfera terrestre.</strong> Quando uma dessas partículas colide com núcleos atmosféricos, desencadeia uma cascata de partículas secundárias, conhecida como chuveiro atmosférico extenso. </p><p>A cascata pode se espalhar por grandes áreas e produzir milhares ou milhões de partículas detectáveis na superfície. <strong>Esses eventos são importantes porque os raios cósmicos funcionam como aceleradores naturais.</strong> Compreender como as partículas interagem nessas energias ajuda a interpretar como as partículas colidem em aceleradores como LHC.</p><p><strong>Para estudar o fenômeno, os pesquisadores utilizam o LHC para produzir colisões de prótons em energias elevadas.</strong> Os detectores registram a multiplicidade, a energia e a distribuição das partículas produzidas, permitindo comparar os eventos com as previsões dos modelos de chuveiros cósmicos. </p><h2>Tempestades cósmicas</h2><p><strong>As chamadas tempestades cósmicas são grandes cascatas de partículas produzidas quando raios cósmicos de alta energia atingem a atmosfera terrestre.</strong> Um único próton ou núcleo atômico pode colidir com moléculas do ar e gerar partículas secundárias, que por sua vez provocam novas colisões. </p><div class="texto-destacado">Esse processo cria um chuveiro atmosférico, formado por milhares ou milhões de partículas que se propagam em direção à superfície.</div><p><strong>Os raios cósmicos podem atingir energias muito superiores às alcançadas em aceleradores terrestres.</strong> A distribuição das partículas produzidas depende dos processos de interação entre os constituintes da matéria e da energia inicial da partícula primária. É nessas interações que ainda existem questões em aberto.</p><h2>Elementos formados no LHC</h2><p>Em 1º de julho de 2025, pesquisadores do CERN realizaram pela primeira vez colisões de átomos de oxigênio com prótons no LHC, criando em laboratório condições semelhantes aos chuveiros de raios cósmicos. Nesse experimento,<strong> o feixe de prótons funcionou como o raio cósmico, enquanto o oxigênio representou os núcleos da atmosfera terrestre. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-nascem-as-tempestades-cosmicas-novo-estudo-do-cern-busca-respostas-1789840173825.png" data-image="bsnr4lf6chqj" alt="Tempestades cósmicas são cascatas de partículas produzidas quando raios cósmicos atingem a atmosfera. As colisões geram novas partículas, que provocam uma reação em cadeia pelo ar. Crédito: CERN" title="Tempestades cósmicas são cascatas de partículas produzidas quando raios cósmicos atingem a atmosfera. As colisões geram novas partículas, que provocam uma reação em cadeia pelo ar. Crédito: CERN"><figcaption>Tempestades cósmicas são cascatas de partículas produzidas quando raios cósmicos atingem a atmosfera. As colisões geram novas partículas, que provocam uma reação em cadeia pelo ar. Crédito: CERN</figcaption></figure><p>A energia da colisão foi convertida em um grande número de partículas secundárias, reproduzindo os primeiros estágios de uma tempestade cósmica. <strong>Essas partículas são então analisadas para entender como a cascata se desenvolve. </strong></p><h2>Como elas são formadas?</h2><p>No experimento do LHC, os pesquisadores mediram diretamente a multiplicidade e as energias das partículas produzidas nas colisões, <strong>obtendo uma precisão mais de 10 vezes superior às previsões dos modelos computacionais.</strong> Esses dados permitem melhorar a descrição das primeiras etapas dos chuveiros atmosféricos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785258" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas">Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787410805535_320.jpg" alt="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas"></a></article></aside><p><strong>Além disso, ajuda a estimar a contribuição de prótons e núcleos mais pesados nos raios cósmicos de alta energia.</strong> A composição dos raios cósmicos também fornece pistas sobre seus possíveis locais e mecanismos de origem. Assim, os resultados conectam os experimentos do LHC com fenômenos astrofísicos.</p><h2>CTA</h2><p><strong>O Brasil também faz parte de um estudo mundial de raios cósmicos fazendo parte do <em>Cherenkov Telescope Array Observatory </em>(CTAO) </strong>que é um observatório dedicado à essa área. Quando raios gama atingem a atmosfera, produzem cascatas de partículas que geram flashes extremamente rápidos de luz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-nascem-as-tempestades-cosmicas-novo-estudo-do-cern-busca-respostas-1789840132580.png" data-image="nmvkp7fgbskl" alt="Brasil também participa da pesquisa internacional sobre raios cósmicos, contribuindo com cientistas e instituições para entender a origem e a aceleração das partículas. Crédito: IAG" title="Brasil também participa da pesquisa internacional sobre raios cósmicos, contribuindo com cientistas e instituições para entender a origem e a aceleração das partículas. Crédito: IAG"><figcaption>Brasil também participa da pesquisa internacional sobre raios cósmicos, contribuindo com cientistas e instituições para entender a origem e a aceleração das partículas. Crédito: IAG</figcaption></figure><p><strong>O Brasil participa do projeto por meio de instituições como o CBPF e a FAPESP, contribuindo para instrumentação, desenvolvimento de telescópios e pesquisas em astropartículas.</strong> Pesquisadores brasileiros também participam da colaboração que usa os dados do CTAO para estudar a origem e a aceleração de raios cósmicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Aad" data-year="2026" data-title="Measurement%20of%20Charged-Particle%20Production%20in%20%E2%88%9A%F0%9D%91%A0NN%20%3D9.62%E2%80%89%E2%80%89TeV%20Proton-Oxygen%20Collisions%20as%20a%20Probe%20of%20Cosmic-Ray%20Air%20Showers%20with%20the%20ATLAS%20Detector" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2Ff3nk-5lt9">Aad. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/f3nk-5lt9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Measurement of Charged-Particle Production in √𝑠NN =9.62 TeV Proton-Oxygen Collisions as a Probe of Cosmic-Ray Air Showers with the ATLAS Detector</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/fisicos-do-cern-recriam-tempestades-cosmicas-no-lhc-entenda-o-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Paris quebra recorde de 154 anos com 100 dias de calor]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 08:42:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em 2026, Paris vive um marco climático sem precedentes, a capital francesa atingiu 100 dias acima dos 25°C, ultrapassando todos os registos desde 1872. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor-1789599496428.jpg" data-image="pi8n14jesebi" alt="100 dias" title="100 dias"><figcaption>A capital francesa vive em 2026 um ano de calor excecional, com temperaturas elevadas a prolongarem-se muito para além do verão.</figcaption></figure><p>Paris acaba de atingir <strong>um marco climático sem precedentes</strong>. Em 2026, a capital francesa registou, pela primeira vez desde o início dos registos há 154 anos, pelo menos <strong>100 dias com temperaturas máximas superiores a 25°C , </strong>de acordo com as agências oficiais, <em>Météo-France</em> e <em>Agence Parisienne du Climat</em>.</p><p>O número pode parecer modesto quando comparado com os valores extremos de uma onda de calor, mas <strong>revela uma transformação mais profunda</strong>, o calor está a tornar-se uma presença cada vez mais prolongada no calendário parisiense.</p><p>A marca dos 25°C corresponde a uma temperatura que, durante décadas, esteve associada sobretudo aos meses mais quentes do ano. Ultrapassá-la uma centena de vezes significa, porém, que <strong>os dias quentes deixaram de estar concentrados apenas no verão</strong> e passaram a surgir com maior frequência ao longo da primavera, do verão e até do início do outono.</p><p>A estação de <em>Paris-Montsouris</em>, uma das principais referências meteorológicas da capital francesa, tem permitido acompanhar a evolução do clima parisiense ao longo de muitas décadas. Segundo <em>a Agence Parisienne du Climat</em>, <strong>a primavera de 2026 foi já a mais quente alguma vez registada em Paris</strong>, com uma temperatura média sazonal de 14,4°C , cerca de 2,1°C acima da normal.</p><h2>Um ano marcado pelo calor extremo</h2><p>O novo recorde surge depois de uma sucessão de episódios de calor excecional em França. <strong>Em junho, o país viveu uma das ondas de calor mais intensas da sua história recente</strong>.</p><p>A <strong>23 de junho</strong>, a temperatura chegou aos 44,3°C em Pissos, no departamento das Landes, enquanto Bordéus atingiu 42,1°C . A <em>Météo-France</em> classificou esse dia como <strong>o mais quente desde o início das suas medições nacionais, em 1947</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Este número de 100 dias anuais está muito provavelmente longe de ser definitivo." </strong><br>De acordo com a Météo-France, citado pelo <em>HuffPost</em>.</div><p>Paris também sofreu os efeitos desse episódio. As temperaturas elevadas <strong>obrigaram a Torre Eiffel a encerrar mais cedo e levaram o Museu do Louvre a reduzir temporariamente o horário de </strong><strong>funcionamento</strong>. As autoridades da região de Île-de-France recomendaram ainda que, sempre que possível, <strong>as pessoas trabalhassem a partir de casa e evitassem deslocações desnecessárias </strong>durante os períodos de maior calor.</p><p>Mas o calor de 2026 não ficou limitado a algumas semanas. Já perto do término do verão, a França confirmou que viveu o <strong>verão mais quente desde o início das medições nacionais, com uma temperatura média de 24°C entre junho e agosto, </strong>3,6°C acima da média histórica. A estação foi também marcada por uma precipitação muito inferior ao normal e por condições de seca particularmente severas.</p><h2>Mais do que um recorde, um sinal de mudança</h2><p>Um único recorde não é suficiente para demonstrar uma alteração climática. O que chama mais a atenção é a <strong>acumulação de sinais</strong>.</p><p>O número de dias de calor estão a aumentar, as ondas de calor surgem mais cedo e prolongam-se por mais tempo e os episódios extremos atingem valores cada vez mais elevados. A própria <em>Météo-France</em> salienta que <strong>o aquecimento climático aumenta a frequência e a intensidade de fenómenos extremos</strong>, incluindo ondas de calor e secas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor-1789599419010.jpg" data-image="fcgyfc9flhb1" alt="Temperaturas elevadas" title="Temperaturas elevadas"><figcaption>Durante os dias de calor intenso, os habitantes de Paris procuram refrescar-se nas fontes da cidade, transformadas em pequenos refúgios contra as temperaturas elevadas.</figcaption></figure><p>Para uma cidade densamente construída como Paris, esta evolução tem consequências particularmente importantes. <strong>O concreto, o asfalto e os edifícios acumulam calor durante o dia e libertam-no lentamente durante a noite</strong>, dificultando o arrefecimento. Por isso, o problema não se resume à temperatura máxima registada durante a tarde, <strong>noites mais quentes podem também impedir que o corpo recupere adequadamente depois de um dia de calor</strong>.</p><p>A situação também coloca desafios à saúde pública, aos transportes, ao consumo de energia e à conservação do património. Durante a grande onda de calor de junho, por exemplo, as autoridades alertaram para o <strong>impacto das temperaturas elevadas na rede ferroviária</strong>, enquanto um reator da central nuclear de Golfech teve de ser desligado depois de a água utilizada para arrefecimento ultrapassar o limite de segurança previsto.</p><h2>Paris está a entrar numa nova realidade climática?</h2><p>A marca dos 100 dias acima dos 25°C <strong>não significa que Paris esteja a transformar-se numa cidade mediterrânica</strong>. O clima continua a ser temperado e os períodos frescos continuarão a fazer parte da realidade parisiense.</p><p>O que está a mudar é a <strong>frequência com que o calor aparece</strong> e a duração da época em que temperaturas consideradas elevadas se tornam possíveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html" title="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C">Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html" title="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386525748_320.png" alt="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2°C"></a></article></aside><p>Há 154 anos, quando começaram os registos que permitem estabelecer esta comparação, ninguém poderia imaginar uma capital francesa a acumular tantos dias quentes num único ano. Em 2026, esse cenário tornou-se realidade.</p><p>E o mais importante neste número não é apenas o facto de Paris ter atingido 100 dias acima dos 25°C. É aquilo que ele representa, ou seja, <strong>o que antes era excecional está progressivamente a tornar-se mais frequente </strong>e as cidades europeias estão a ser obrigadas a adaptar-se a um clima cada vez mais quente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paris-quebra-recorde-de-154-anos-com-100-dias-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A nova aposta dos físicos no LHC para decifrar o espaço-tempo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-nova-aposta-dos-fisicos-no-lhc-para-decifrar-o-espaco-tempo.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 23:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Físicos ampliaram a busca por evidências de buracos negros que poderiam ser produzidos nas colisões do LHC. Esses objetos hipotéticos poderiam ajudar a investigar questões sobre a estrutura do espaço-tempo. A nova estratégia também demonstra uma forma de procurar sinais de partículas desconhecidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lhc-pode-revelar-se-buracos-negros-quanticos-realmente-existem-1789839219697.png" data-image="fdlt1dg5zsl9" alt="Físicos investigam se colisões de prótons no LHC poderiam produzir buracos negros microscópicos." title="Físicos investigam se colisões de prótons no LHC poderiam produzir buracos negros microscópicos."><figcaption>Físicos investigam se colisões de prótons no LHC poderiam produzir buracos negros microscópicos.</figcaption></figure><p>O Grande Colisor de Hádrons (LHC) é o maior acelerador de partículas do mundo, operado pelo CERN na fronteira entre Suíça e França. <strong>Ele acelera feixes de prótons a velocidades próximas à da luz e os faz colidir.</strong> Nessas colisões, a enorme energia permite estudar as partículas fundamentais e testar modelos.</p><p><strong>Uma das possibilidades investigadas teoricamente é a formação de buracos negros microscópicos durante as colisões. </strong>Esses objetos seriam extremamente pequenos e instáveis, desaparecendo quase imediatamente após sua formação por meio de processos quânticos. </p><p>Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara desenvolveram uma nova estratégia para procurar sinais compatíveis com esses eventos nos dados do acelerador. <strong>A busca testa se as colisões do LHC poderiam produzir fenômenos associados a uma estrutura do espaço-tempo.</strong></p><h2>O que é o LHC?</h2><p>O LHC é o maior e mais potente acelerador de partículas em operação, localizado no CERN, na fronteira entre Suíça e França. <strong>Ele acelera feixes de prótons a velocidades próximas à da luz e os faz colidir em pontos específicos do anel de 27 quilômetros. </strong>Nessas colisões, a energia concentrada permite estudar os componentes fundamentais da matéria.</p><div class="texto-destacado">Um dos principais objetivos do LHC era testar previsões do Modelo Padrão, incluindo a existência do bóson de Higgs. </div><p><strong>Em 2012, os experimentos ATLAS e CMS anunciaram a observação de uma nova partícula com massa de aproximadamente 125 GeV</strong>, com propriedades compatíveis com o bóson de Higgs. A descoberta confirmou a existência da partícula associada ao campo de Higgs, mostrando uma previsão real.</p><h2>Como criar buracos negros?</h2><p>A ideia de produzir buracos negros quânticos no LHC surgiu há cerca de duas décadas, <strong>quando físicos propuseram que colisões poderiam formar esses objetos.</strong> Uma colisão entre dois prótons poderia, em condições específicas, concentrar energia para criar uma pequena região do espaço-tempo com comportamento de buraco negro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lhc-pode-revelar-se-buracos-negros-quanticos-realmente-existem-1789839389700.png" data-image="9at0kozflv4b" alt="Esses buracos negros seriam quânticos e extremamente instáveis, evaporando praticamente no mesmo instante em que fossem formados. Crédito: CERN" title="Esses buracos negros seriam quânticos e extremamente instáveis, evaporando praticamente no mesmo instante em que fossem formados. Crédito: CERN"><figcaption>Esses buracos negros seriam quânticos e extremamente instáveis, evaporando praticamente no mesmo instante em que fossem formados. Crédito: CERN</figcaption></figure><p>Esses objetos seriam diferentes dos buracos negros astrofísicos. Segundo a proposta, <strong>um buraco negro quântico formado em uma colisão se desintegraria praticamente de imediato antes de crescer ou absorver matéria ao redor.</strong> No LHC, portanto, a hipótese envolve testar efeitos gravitacionais quânticos. </p><h2>Polêmica do LHC</h2><p><strong>A preocupação sobre uma possível produção de buracos negros perigosos foi descartada por análises de segurança e pela comparação com colisões de raios cósmicos de energias </strong>ainda maiores que ocorrem naturalmente na atmosfera. Além disso, qualquer buraco negro quântico produzido no LHC deveria evaporar praticamente instantaneamente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672054" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/acelerador-de-particulas-nos-estados-unidos-gerou-o-maior-nucleo-atomico-de-antimateria-ja-encontrado.html" title="Acelerador de partículas nos Estados Unidos gerou o maior núcleo atômico de antimatéria já encontrado">Acelerador de partículas nos Estados Unidos gerou o maior núcleo atômico de antimatéria já encontrado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/acelerador-de-particulas-nos-estados-unidos-gerou-o-maior-nucleo-atomico-de-antimateria-ja-encontrado.html" title="Acelerador de partículas nos Estados Unidos gerou o maior núcleo atômico de antimatéria já encontrado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/exotico-atomo-de-antimateria-mais-pesado-foi-descoberto-por-fisicos-1724977137316_320.png" alt="Acelerador de partículas nos Estados Unidos gerou o maior núcleo atômico de antimatéria já encontrado"></a></article></aside><p><strong>Mesmo assim, os físicos perceberam que sua eventual desintegração poderia deixar assinaturas detectáveis nos produtos das colisões.</strong> Como esses eventos seriam extremamente raros, conjuntos maiores de dados permitem ampliar a sensibilidade das buscas e testar regiões de energia cada vez mais altas.</p><h2>Novos métodos</h2><p>Os pesquisadores usaram duas características principais para procurar sinais de buracos negros quânticos: a esfericidade dos eventos e a energia total das partículas produzidas. <strong>Um buraco negro que se desintegrasse imediatamente deveria gerar partículas distribuídas aproximadamente em todas as direções. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lhc-pode-revelar-se-buracos-negros-quanticos-realmente-existem-1789839338810.png" data-image="ly1uhmd5tdi6" alt="Os resultados ajudam a restringir teorias que preveem dimensões extras e orientam novas buscas por fenômenos além do Modelo Padrão. Crédito: CERN" title="Os resultados ajudam a restringir teorias que preveem dimensões extras e orientam novas buscas por fenômenos além do Modelo Padrão. Crédito: CERN"><figcaption>Os resultados ajudam a restringir teorias que preveem dimensões extras e orientam novas buscas por fenômenos além do Modelo Padrão. Crédito: CERN</figcaption></figure><p><strong>A equipe também aplicou o método de distância no espaço de fase, que representa simultaneamente propriedades como energia, momento e posição dos produtos da colisão</strong>. Essa abordagem permitiu comparar a estrutura dos eventos e identificar aqueles mais semelhantes ao sinal esperado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vami%2C%20Zhang" data-year="2026" data-title="Search%20for%20Black%20Holes%20and%20Sphalerons%20Using%20Novel%20Machine%20Learning%20Techniques%20at%20CMS" data-url="https%3A%2F%2Fphep.andromedapublisher.org%2Findex.php%2FPHEP%2Farticle%2Fview%2F21">Vami, Zhang. (2026). <a href="https://phep.andromedapublisher.org/index.php/PHEP/article/view/21" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Search for Black Holes and Sphalerons Using Novel Machine Learning Techniques at CMS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-nova-aposta-dos-fisicos-no-lhc-para-decifrar-o-espaco-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atlântico avança sobre a costa e transforma vida na foz do Amazonas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-transforma-vida-na-foz-do-amazonas.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 21:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Elevação do nível do mar, marés mais intensas e mudanças no regime de chuvas alteram ecossistemas, pesca e comunidades costeiras na região onde o Amazonas encontra o Atlântico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-transforma-vida-na-foz-do-amazonas-1789830394729.jpg" data-image="q4elhhpintq7" alt="A praia do Goiabal, no Amapá, sofre os impactos das marés altas. Foto: Luis Ushirobira/InfoAmazonia" title="A praia do Goiabal, no Amapá, sofre os impactos das marés altas. Foto: Luis Ushirobira/InfoAmazonia"><figcaption>A praia do Goiabal, no Amapá, sofre os impactos das marés altas. Crédito: Luis Ushirobira/InfoAmazonia</figcaption></figure><p>O <strong>avanço do Oceano Atlântico</strong> está transformando a paisagem e o cotidiano das comunidades que vivem na<strong> foz do rio Amazonas. </strong>Uma análise realizada com dados de 1995 a 2025 indica que o nível do mar subiu, em média, <strong>12,4 centímetros na região em três décadas</strong>, intensificando processos de erosão, alagamento e salinização.</p><p>A mudança é especialmente perceptível no Amapá, onde a costa extremamente plana está exposta às chamadas <strong>“marés lançantes”</strong>, que avançam sobre áreas habitadas. Na praia do Goiabal, casas, pousadas e estruturas turísticas já foram destruídas. Muitos moradores deixaram o local, onde hoje permanecem principalmente famílias ligadas à pesca.</p><p>Osiel Barbosa Balieiro, conhecido como Bicudinho, vive há 32 anos no Goiabal e acompanha de perto as transformações. Segundo ele, as grandes marés tornaram-se mais frequentes a partir de 2013. A<strong> pesca</strong> também funciona como <strong>indicador das mudanças</strong>: espécies marinhas aparecem quando a água salgada avança, enquanto peixes de água doce predominam quando o Amazonas ganha força.</p><h2>Marés mais altas e duradouras</h2><p>A análise conduzida pelo pesquisador Guilherme Couto, com base em um modelo do Serviço do Ambiente Marinho Copernicus, aponta<strong> aumento médio de 4,13 milímetros por ano no nível do mar entre 1995 e 2025.</strong> Os dados mostram ainda que as inundações costeiras críticas estão ficando mais prolongadas, com crescimento estimado de 3,8 meses de duração a cada década.</p><div class="texto-destacado">O fenômeno ocorre em uma região ambientalmente estratégica. O Amazonas realiza a maior descarga de água doce no oceano do planeta e sua pluma pode avançar até mil quilômetros pelo Atlântico nos períodos de maior vazão. Rica em nutrientes e matéria orgânica, essa massa de água influencia manguezais, recifes e milhares de espécies marinhas.</div><p>Um levantamento publicado em 2025 pelo Centro de Pesquisas da Biodiversidade Marinha da Região Norte (Cepnor/ICMBio) identificou <strong>3.286 espécies na região da foz</strong>, das quais<strong> 67 apresentam algum grau de ameaça de extinção</strong>. A biodiversidade sustenta também uma importante economia pesqueira, envolvendo comunidades artesanais e embarcações industriais.</p><h2>Mudanças climáticas afetam equilíbrio entre rio e mar</h2><p>Pesquisadores apontam que as mudanças climáticas estão intensificando o ciclo hidrológico amazônico, tornando<strong> períodos de chuva e seca mais extremos</strong>. O aquecimento do Atlântico aumenta a quantidade de vapor na atmosfera, enquanto alterações na vazão do Amazonas modificam a disputa entre água doce e salgada na região costeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-transforma-vida-na-foz-do-amazonas-1789830557937.jpg" data-image="i3h7k3z8ubz0" alt="Na comunidade de Bacaba, na confluência entre igarapé de mesmo nome e o rio Amazonas, o projeto Omara investiga as mudanças através da ciência cidadã. Foto: Luis Ushirobira/InfoAmazonia" title="Na comunidade de Bacaba, na confluência entre igarapé de mesmo nome e o rio Amazonas, o projeto Omara investiga as mudanças através da ciência cidadã. Foto: Luis Ushirobira/InfoAmazonia"><figcaption>Na comunidade de Bacaba, na confluência entre igarapé de mesmo nome e o rio Amazonas, o projeto Omara investiga as mudanças através da ciência cidadã. Crédito: Luis Ushirobira/InfoAmazonia</figcaption></figure><p>O desmatamento pode agravar esse cenário. Modelagens ainda em revisão indicam que uma <strong>perda de 45% da vegetação amazônic</strong>a poderia reduzir em até 50% a descarga de rios tributários do sul da bacia, diminuindo, no longo prazo, a força da água doce que chega ao oceano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/desmatamento-na-amazonia-chuva-mudou-de-lugar-ao-longo-de-20-anos-em-rondonia-entenda.html" title="Desmatamento na Amazônia: chuva mudou de lugar ao longo de 20 anos em Rondônia; entenda">Desmatamento na Amazônia: chuva mudou de lugar ao longo de 20 anos em Rondônia; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/desmatamento-na-amazonia-chuva-mudou-de-lugar-ao-longo-de-20-anos-em-rondonia-entenda.html" title="Desmatamento na Amazônia: chuva mudou de lugar ao longo de 20 anos em Rondônia; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/desmatamento-na-amazonia-chuva-mudou-de-lugar-ao-longo-de-20-anos-em-rondonia-entenda-1789819629013_320.jpg" alt="Desmatamento na Amazônia: chuva mudou de lugar ao longo de 20 anos em Rondônia; entenda"></a></article></aside><p>Para acompanhar essas transformações, pesquisadores do Amapá criaram o <strong>Observatório Popular do Mar (OMARA).</strong> Desde 2022, o projeto realiza medições em comunidades costeiras com participação dos próprios moradores, que registram erosão e frequência das grandes marés. A iniciativa busca combinar ciência e conhecimento local para compreender como a subida do Atlântico está redesenhando a vida na foz do maior rio do mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="InfoAmaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Atl%C3%A2ntico%20avan%C3%A7a%20sobre%20a%20costa%20e%20muda%20a%20vida%20na%20foz%20do%20Amazonas" data-url="https%3A%2F%2Finfoamazonia.org%2F2026%2F09%2F17%2Fatlantico-avanca-sobre-a-costa-e-muda-a-vida-na-foz-do-amazonas%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">InfoAmazônia. (2026). <a href="https://infoamazonia.org/2026/09/17/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-muda-a-vida-na-foz-do-amazonas/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Atlântico avança sobre a costa e muda a vida na foz do Amazonas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atlantico-avanca-sobre-a-costa-e-transforma-vida-na-foz-do-amazonas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>