<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Wed, 01 Jul 2026 17:00:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:00:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Alerta vermelho: chuva acima de 100 mm e vento forte mantêm os riscos na Região Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-vermelho-chuva-acima-de-100-mm-e-vento-forte-mantem-os-riscos-na-regiao-sul.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:00:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A frente fria segue atuando sobre o Sul do Brasil o que mantém o alerta na Região. Estão previstos acumulados superiores a 100 mm e ventos fortes o que traz potencial para transtornos.</p><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak6jiq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak6jiq.jpg" id="xak6jiq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Instabilidades continuam marcando presença sobre o <strong>Sul do Brasil</strong> até, pelo menos, esta quinta-feira (2). Até lá, a previsão indica<strong> chuvas intensas, riscos de temporais</strong> e <strong>grandes acumulados</strong> de precipitação, cujos volumes podem superar facilmente a marca dos 100 mm.</p><p>Além do alerta de grandes volumes de água, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um aviso amarelo de <strong>perigo potencial para ventos costeiros,</strong> válido desde o sul do <strong>Rio Grande do Sul</strong> até áreas próximas à capital de <strong>Santa Catarina</strong>. Confira a seguir a previsão com mais detalhes das áreas afetadas.</p><h2>Índice EFI aponta chances de eventos incomuns</h2><p>O <strong>Índice de Previsão Extrema (EFI - <em>Extreme Forecast Index</em>) </strong>apresenta informações importantes. O evento de chuva previsto para esta quarta-feira (1) <strong>está entre os 1% mais intensos para o período</strong>. Vale lembrar que, com o EFI acima de 0,8, existe uma<strong> probabilidade altíssima</strong> de que condições meteorológicas <strong>muito incomuns ou extremas</strong> aconteçam na prática.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-vermelho-chuva-acima-de-100-mm-e-vento-forte-mantem-os-riscos-na-regiao-sul-1782909875447.jpg" data-image="23g5w3fpattk" alt="EFI." title="EFI."><figcaption>Prognóstico de Índice de Previsão Extrema (EFI) do modelo europeu ECMWF para esta quarta (1).</figcaption></figure><p>Nesta quarta-feira (1), o modelo europeu <strong>ECMWF </strong>indica <strong>fortes chuvas</strong> afetando os três estados da região, com destaque para o <strong>norte gaúcho e o oeste catarinense</strong>, que ficam sob alerta de tempestades severas.</p><p>As fortes chuvas vão continuar por toda a madrugada e manhã de quinta-feira (2). As áreas mais afetadas se concentram no <strong>noroeste, norte e na serra gaúcha</strong>. A previsão aponta<strong> trovoadas e descargas elétricas,</strong> capazes de provocar queda de energia e alagamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-vermelho-chuva-acima-de-100-mm-e-vento-forte-mantem-os-riscos-na-regiao-sul-1782909695911.jpg" data-image="l4oqiazsbp45" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Chuva prevista para a tarde desta quinta-feira (2).</figcaption></figure><p>A partir da tarde, as chuvas diminuem no noroeste gaúcho, mas seguem afetando o restante do estado, além do oeste, centro e sul catarinense e o sudoeste do Paraná. Durante a noite, a atenção se volta para o <strong>Vale do Itajaí (SC)</strong>, onde o modelo de confiança da Meteored | Tempo.com mostra <strong>riscos elevados de tempestades.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> </strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</strong></a> <br></div><p>Até o final de quinta-feira (2), <strong>os volumes superam os 100 mm</strong> no norte gaúcho, atingindo cidades como <strong>Getúlio Vargas <strong>(RS)</strong>, Sarandi <strong>(RS)</strong> e Erechim <strong>(RS)</strong> </strong>. No interior de Santa Catarina, as marcas passam dos 80 mm na faixa entre <strong>Caçador <strong>(SC)</strong> e Florianópolis <strong>(SC)</strong></strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-vermelho-chuva-acima-de-100-mm-e-vento-forte-mantem-os-riscos-na-regiao-sul-1782909659203.jpg" data-image="ead8g5ypa4bs" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Chuva acumulada prevista até o final da noite de quinta-feira (2). De acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Já no Paraná, os acumulados serão menores, mas o sudoeste ainda fica em atenção com volumes entre <strong>25 mm e 70 mm</strong>, com pontos isolados passando dos 100 mm.</p><h2>Ventos fortes de até 80 km/h deixam RS e SC em alerta</h2><p>Além do cenário de chuva, fortes rajadas de vento estão previstas para diversos municípios do Sul. Até mesmo as capitais <strong>Porto Alegre (RS)</strong> e <strong>Florianópolis (SC)</strong> podem registrar queda de galhos e árvores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776509" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao.html" title="Ar polar pode trazer frio de até -10°C e chance de neve; veja a previsão">Ar polar pode trazer frio de até -10°C e chance de neve; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao.html" title="Ar polar pode trazer frio de até -10°C e chance de neve; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782842012589_320.jpg" alt="Ar polar pode trazer frio de até -10°C e chance de neve; veja a previsão"></a></article></aside><p>A ventania começa na madrugada de quinta-feira (2) afetando o sul do Rio Grande do Sul com rajadas de até <strong>40 km/h.</strong> Com o passar das horas, a intensidade e a área de atuação aumentam. Ao final da manhã, o leste, sul e oeste gaúcho devem registrar ventos de até<strong> 60 km/h.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-vermelho-chuva-acima-de-100-mm-e-vento-forte-mantem-os-riscos-na-regiao-sul-1782910050621.jpg" data-image="b1o9o1exjh63" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Rajadas de vento prevista para esta quinta-feira (2).</figcaption></figure><p>Com a chegada da noite, os ventos sobre o continente perdem força, mas os municípios localizados no <strong>litoral gaúcho e catarinense</strong> deverão ficar em alerta máximo devido a <strong>rajadas severas de até 80 km/h</strong>, que podem causar quedas de árvores e cortes no fornecimento de energia elétrica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-vermelho-chuva-acima-de-100-mm-e-vento-forte-mantem-os-riscos-na-regiao-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A alimentação de metade do planeta em perigo: como um episódio extremo do El Niño ameaça o arroz]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-alimentacao-de-metade-do-planeta-em-perigo-como-um-episodio-extremo-do-el-nino-ameaca-o-arroz.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:38:54 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O fortalecimento do El Niño, combinado com o aquecimento global e o aumento dos custos de produção, coloca em risco a safra mundial de arroz e alimenta receios de uma nova crise alimentar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-alimento-de-medio-planeta-en-peligro-como-un-episodio-extremo-de-el-nino-amenaza-al-arroz-1782828731465.jpg" data-image="wab9i3bdsozi"><figcaption>O arroz é uma das culturas que mais exigem água.</figcaption></figure><p>O fenômeno<strong> El Niño</strong> em desenvolvimento — que pode atingir intensidade forte ou até mesmo muito forte nos próximos meses — volta a acender alertas sobre a segurança alimentar global. O<strong> arroz está entre as culturas mais vulneráveis</strong>; é um alimento básico para mais da metade da população mundial, e sua produção depende de um equilíbrio delicado entre disponibilidade de água, temperaturas moderadas e estabilidade comercial.</p><p>As previsões climáticas indicam que o fenômeno, já estabelecido sobre o Oceano Pacífico tropical, deve se intensificar no final do ano. Quando isso ocorre, os <strong>padrões de precipitação sofrem alterações drásticas</strong>: algumas regiões recebem muito mais chuva do que o habitual, enquanto outras enfrentam secas prolongadas e ondas de calor mais intensas.</p><h2>O cultivo que mais pode sentir o impacto</h2><p>Ao contrário de outros grãos, <strong>o arroz é particularmente vulnerável a um evento forte de El Niño</strong>. Enquanto a produção global de trigo frequentemente compensa as perdas em uma região com boas colheitas em outras, a situação do arroz é bem diferente.</p><p>A maior parte da oferta mundial concentra-se na Ásia, e apenas uma pequena fração entra no comércio internacional. Isso significa que qualquer queda simultânea na produção em vários países pode <strong>afetar rapidamente a oferta disponível e provocar fortes aumentos de preços</strong>.</p><div class="texto-destacado">A Índia e a China produzem mais da metade do arroz mundial, enquanto em países como Bangladesh, Vietnã e Camboja esse cereal representa mais de 50% das calorias consumidas diariamente pela população.</div><p>Por esse motivo, qualquer interrupção na produção vai além do setor agrícola e <strong>pode se tornar um grave problema econômico e social</strong>.</p><h2>Mais calor e menos água: uma combinação preocupante</h2><p>Especialistas alertam que, diferentemente de eventos anteriores, há um fator adicional em jogo desta vez: as <strong>mudanças climáticas</strong>.</p><p><strong>Agravando o déficit de chuvas</strong> característico do El Niño, observa-se uma elevação persistente das temperaturas, o que aumenta o estresse sobre as culturas e acelera a perda de umidade do solo e dos reservatórios de irrigação.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-alimento-de-medio-planeta-en-peligro-como-un-episodio-extremo-de-el-nino-amenaza-al-arroz-1782828784827.jpg" data-image="fc25zq5snjg2"><figcaption>Um aumento sustentado das temperaturas agrava o déficit de precipitação característico do El Niño.</figcaption></figure><p>O <strong>arroz é uma das culturas que mais consomem água</strong>. Quase três quartos da produção mundial provêm de campos alagados, onde a água não apenas favorece o crescimento das plantas, mas também controla ervas daninhas, facilita a formação dos grãos e ajuda a reduzir o estresse causado pelo calor extremo.</p><p>Embora existam variedades capazes de se desenvolver com menos água, elas geralmente apresentam produtividade mais baixa. Por isso, diversos programas científicos trabalham para incorporar essa resistência à seca às variedades de alta produtividade amplamente utilizadas pelos agricultores.</p><h2>O risco de uma nova escalada de preços</h2><p>A preocupação não se limita apenas à produção. O<strong> mercado internacional </strong>de arroz também apresenta características que amplificam qualquer crise.</p><p>A <strong>maior parte do grão produzido permanece nos países onde é cultivada</strong>, e menos de 10% é, tipicamente, comercializado internacionalmente. Consequentemente, quando um ou mais grandes exportadores restringem suas vendas externas, os preços reagem rapidamente.</p><p>Algo semelhante ocorreu em <strong>2023</strong>, quando a Índia restringiu as exportações para proteger seu mercado interno — uma decisão que provocou uma<strong> forte alta nos preços internacionais</strong>. Embora as perspectivas sejam atualmente mais favoráveis, graças aos estoques acumulados pelo país e à suspensão das restrições comerciais, esse equilíbrio poderá ser rompido caso o El Niño cause perdas significativas à próxima safra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764678" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu seu limite térmico">O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu seu limite térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu seu limite térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374449283_320.jpg" alt="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu seu limite térmico"></a></article></aside><p>A experiência passada mostra que situações desse tipo podem escalar rapidamente. Durante a <strong>crise alimentar de 2007–2008</strong>, uma combinação de restrições à exportação e compras motivadas pelo pânico — impulsionadas pelo receio de escassez — fez com que os preços internacionais do arroz quase triplicassem. As consequências incluíram agitação social em dezenas de países e até mesmo uma grave crise política no Haiti.</p><p>Mais uma vez, os países mais vulneráveis são aqueles que dependem de importações para alimentar suas populações, incluindo as Filipinas e várias nações da África Ocidental.</p><h2>Adaptar-se antes do impacto</h2><p>Diante desse cenário, produtores e pesquisadores buscam <strong>reduzir riscos por meio de novas estratégias de manejo agrícola</strong>.</p><p>Na Indonésia, por exemplo, muitos agricultores estão<strong> antecipando o plantio</strong> para tentar se prevenir contra os efeitos mais severos do fenômeno climático. Ao mesmo tempo, diversos estudos mostram que certas<strong> variedades de arroz</strong> conseguem utilizar a água de forma mais eficiente, sem comprometer significativamente a produtividade ou a qualidade dos grãos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-alimento-de-medio-planeta-en-peligro-como-un-episodio-extremo-de-el-nino-amenaza-al-arroz-1782828844004.jpg" data-image="gf2i0kphv6yc"><figcaption>produtores e pesquisadores buscam reduzir riscos por meio de novas estratégias de manejo agrícola.</figcaption></figure><p>Existem também <strong>práticas agronômicas capazes de reduzir o consumo de água</strong>, como espaçar os períodos de inundação dos arrozais ou adiar parte da irrigação durante estágios específicos do desenvolvimento da cultura. No entanto, especialistas alertam que reduzir excessivamente os níveis de água pode deixar as plantas mais expostas a temperaturas extremas justamente durante a floração — uma das fases mais sensíveis do seu desenvolvimento.</p><h2>Um desafio que vai além da agricultura</h2><p>Especialistas concordam que lidar com um episódio intenso de El Niño exigirá muito mais do que<strong> inovações no campo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Será fundamental aprimorar os sistemas de previsão climática, manter o investimento em pesquisa e promover a cooperação internacional para evitar restrições comerciais que poderiam agravar uma possível escassez.</div><p>Embora o mundo de hoje disponha de mais ferramentas para enfrentar tais fenômenos do que há algumas décadas, a próxima safra de arroz será um teste decisivo.</p><p>O que acontecer nos principais países produtores não apenas influenciará o preço de um dos alimentos mais consumidos do planeta, mas também afetará a <strong>segurança alimentar e a estabilidade econômica</strong> de milhões de pessoas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Butardo%2C%20V" data-year="2026" data-title="A%20severe%20El%20Ni%C3%B1o%20could%20threaten%20something%20essential%20to%20half%20of%20humanity%20%E2%80%93%20rice" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fa-severe-el-nino-could-threaten-something-essential-to-half-of-humanity-rice-285816">Butardo, V. (2026). <a href="https://theconversation.com/a-severe-el-nino-could-threaten-something-essential-to-half-of-humanity-rice-285816" target="_blank">A severe El Niño could threaten something essential to half of humanity – rice</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-alimentacao-de-metade-do-planeta-em-perigo-como-um-episodio-extremo-do-el-nino-ameaca-o-arroz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estar perto de objetos metálicos durante uma tempestade elétrica não é a melhor das ideias. Mas algumas estruturas metálicas podem proteger-nos. Descobre em que consiste o efeito de gaiola de Faraday que se verifica na Torre Eiffel.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajgp0u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajgp0u.jpg" id="xajgp0u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>27 de junho de 2026. U<strong>ma tempestade intensa com grande atividade elétrica</strong> formou-se sobre Paris, cidade que, tal como tantas outras na Europa, tem vivido uma onda de calor sufocante com temperaturas recorde.</p><p>As imagens são impressionantes:<strong> raios a atingir o topo da Torre Eiffel</strong>, um dos pontos mais altos da capital francesa, com 330 metros de altura desde o solo até ao topo dos seus para-raios.</p><p>E embora a ideia de estar perto de algo metálico durante uma tempestade elétrica possa parecer perigosa, encontrar-se dentro da Torre Eiffel pode mantê-lo a salvo: sem que muitos saibam, <strong>esta gigantesca estrutura metálica é um dos locais mais seguros para se estar no meio de uma tempestade elétrica</strong> como a que se viveu recentemente em Paris. E isso deve-se a uma razão física.</p><h2>A gaiola de Faraday</h2><p>Todos os metais são condutores de eletricidade — uns mais eficientes do que outros, claro. A Torre Eiffel, aquela enorme estrutura construída com ferro pudlado, não é exceção. Mas isto também lhe confere uma vantagem certa na hora de atrair os raios atmosféricos que se produzem durante as tempestades: as pessoas no seu "interior" ficam protegidas da poderosa descarga elétrica dos raios, pois <strong>toda a estrutura funciona como uma gigantesca gaiola de Faraday</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o ferro pudlado?</strong><br>O ferro pudlado, também conhecido como ferro forjado, é um tipo de ferro com baixo teor de carbono, obtido através de um processo de fundição, no qual o carbono e as impurezas do metal eram reduzidos pelo oxigénio durante a fundição. É muito resistente à corrosão, fácil de rebitagem e forjamento. Foi um dos materiais estruturais mais utilizados antes de o aço se ter popularizado.</div><p>Uma gaiola de Faraday é uma estrutura metálica que, em vez de permitir que a corrente a atravesse, facilita o movimento da corrente pela parte externa, <strong>mantendo o campo elétrico afastado — e, com isso, mantendo as pessoas e os objetos em segurança</strong><strong> — na parte interna</strong>. Este efeito ocorre na Torre Eiffel, mas também noutras estruturas e objetos de menor dimensão.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/QU0fLnucE6A/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QU0fLnucE6A" id="QU0fLnucE6A"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>É precisamente por este motivo que <strong>os automóveis são conhecidos como um dos locais mais seguros onde se pode estar durante uma tempestade elétric</strong>a, porque, se o veículo for atingido por um raio, a corrente circulará pela parte exterior, dissipando-se no solo e não afetando as pessoas no interior (desde que não estejam em contacto direto com peças metálicas).</p><p><strong>Os aviões também funcionam como uma gaiola de Faraday</strong> quando são atingidos por um raio, e as pessoas não sentem o efeito da corrente que passa pela superfície exterior.</p><h2>Os raios caem, de fato, mais do que uma vez no mesmo local</h2><p>Segundo dados do portal oficial da Torre Eiffel, <strong>a estrutura é atingida por raios, em média, cerca de 5 vezes por ano</strong>. Apesar disso — e seguindo as medidas de segurança impostas às visitas a este ponto turístico —, esta grande estrutura de ferro é muito segura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-gran-jaula-de-faraday-el-mecanismo-que-proteje-a-los-visitantes-de-la-torre-eiffel-cuando-un-rayo-la-impacta-1782781959967.png" data-image="rdx9xx8iew7n" alt="torre Eiffel" title="torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel destaca-se como um dos pontos mais altos de Paris.</figcaption></figure><p>A estrutura metálica da torre é submetida a manutenção de rotina para evitar a oxidação e <strong>dispõe de 4 para-raios na sua parte superior, ligados a um sistema de condutores</strong> (cabos) que conduzem a descarga elétrica dos raios das tempestades diretamente para o solo, de forma segura.</p><p>A construção deste ícone parisiense teve início em 1887 e demorou mais de dois anos a ser concluída. Foi oficialmente aberta ao público em 1889, como atração da Exposição Universal de Paris, no âmbito do centenário da Revolução Francesa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Soci%C3%A9t%C3%A9%20d'Exploitation%20de%20la%20Tour%20Eiffel" data-year="" data-title="La%20Torre%20Eiffel%20(sitio%20web%20oficial)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.toureiffel.paris%2Fes">Société d'Exploitation de la Tour Eiffel. <a href="https://www.toureiffel.paris/es" target="_blank">La Torre Eiffel (sitio web oficial)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro dias de chuva podem ter causado a morte de 7% dos orangotangos mais raros do mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quatro dias de chuvas torrenciais e deslizamentos de terra na ilha indonésia de Sumatra, em novembro passado, causaram a morte de cerca de 58 orangotangos de Tapanuli — aproximadamente 7% da espécie de grande primata mais ameaçada de extinção do mundo —, segundo revelaram os pesquisadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652710053.png" data-image="yc49tqh6u30m" alt="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species" title="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species"><figcaption>Os pesquisadores estimam que o ciclone Senyar tenha matado cerca de 58 orangotangos de Tapanuli em apenas quatro dias, infligindo um golpe devastador a uma das espécies de grandes primatas mais raras do mundo</figcaption></figure><p><strong>O orangotango de Tapanuli tem sido um dos grandes primatas mais ameaçados de extinção do mundo</strong>, e isso já acontecia muito antes de o ciclone Senyar ter atingido a região no final de novembro do ano passado, matando mais de 1.000 pessoas em todo o Sudeste Asiático, no desastre natural mais mortífero de 2025.</p><p>A espécie só foi identificada como uma espécie distinta em 2017, com <strong>menos de 800 exemplares restantes</strong>, todos a viver numa pequena área de floresta na ilha indonésia de Sumatra.</p><p>Um estudo recente estimou agora que o número de orangotangos é pior do que se temia inicialmente, com cerca de <strong>58 mortos pelas chuvas extremas e pelos deslizamentos de terra que devastaram o seu habitat ao longo de quatro dias</strong>. Isso representa cerca de 7% do total da espécie.</p><p>E, segundo os pesquisadores, trata-se de um <strong>número conservador</strong>, uma vez que não tem em conta os danos na copa das árvores nem a perda de fontes de alimento que teriam afetado os animais sobreviventes posteriormente.</p><h2>Uma espécie que não consegue suportar este tipo de perda</h2><p>O estudo sobre o orangotango de Tapanuli sugere que a espécie entrará em extinção se perder mais de 1% da sua população num determinado ano. Perder cerca de <strong>7% em quatro dias</strong> é uma situação de uma dimensão completamente diferente.</p><p>"Ter um acontecimento em que cerca de 58 indivíduos são mortos de um total de 580, isso <strong>representa cerca de 10 a 11% da população local e 7% da população total da espécie"</strong>, afirmou o professor Sergei Vich, primatólogo da Universidade John Moores de Liverpool e um dos autores do estudo. "Isso está muito além do que estes animais conseguem suportar. Por isso, trata-se de um acontecimento de enorme gravidade."</p><p>Os especialistas em vida selvagem suspeitavam, desde dezembro, que um número significativo de orangotangos tivesse perecido, depois de os avistamentos na área terem diminuído drasticamente na sequência do ciclone. O professor Erik Meijaard, diretor-geral da Borneo Futures e outro dos autores do estudo, tinha estimado na altura que cerca de 35 tivessem morrido, <strong>mas o estudo aponta agora para um número quase o dobro disso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652773260.png" data-image="2bmygcncj8xz" alt="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction." title="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-713873">Com uma população estimada em menos de 800 orangotangos de Tapanuli, os cientistas alertam que as perdas causadas por fenómenos meteorológicos extremos poderão aproximar ainda mais esta espécie, em perigo crítico de extinção, da extinção.</figcaption></figure><p>Além disso, os trabalhadores humanitários na zona encontraram posteriormente <strong>a carcaça do que acreditavam ser um orangotango de Tapanuli</strong>, semi-enterrada na lama e entre troncos na aldeia de Pulo Pakkat. </p><p>"Vi vários cadáveres humanos nos últimos dias, mas <strong>este foi o primeiro animal selvagem morto"</strong>, afirmou Deckey Chandra, que trabalhava com uma equipa humanitária. "Eles costumavam vir a este local para comer frutos. Mas agora parece ter-se tornado o seu cemitério".</p><h2>As alterações climáticas e o que se segue</h2><p>Os pesquisadores observaram que, embora o ciclone Senyar tenha sido um acontecimento "único", as alterações climáticas provocadas pelo homem têm desempenhado um <strong>papel significativo na ameaça à sobrevivência da espécie</strong>. Além disso, prevê-se que a frequência e a intensidade das chuvas extremas na região continuem a aumentar.</p><p>No entanto, um possível lado positivo de tudo isto é que o governo indonésio suspendeu temporariamente os principais projetos de desenvolvimento na área florestal protegida de Batang Toru, incluindo a mineração, a expansão das plantações de óleo de palma e a construção de centrais hidroelétricas, o que deu aos investigadores <strong>tempo para avaliar os danos ecológicos de forma mais aprofundada</strong>.</p><p>Os investigadores afirmaram que impedir a primeira extinção moderna de uma espécie de grande primata exigirá <strong>"apoio internacional sustentado"</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC" data-year="2026" data-title="Four%20days%20of%20extreme%20rain%20killed%207%25%20of%20world's%20rarest%20orangutans" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.co.uk%2Fnews%2Farticles%2Fce8jde20v83o">BBC. (2026). <a href="https://www.bbc.co.uk/news/articles/ce8jde20v83o" target="_blank">Four days of extreme rain killed 7% of world's rarest orangutans</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mega Píer na Praia Grande: veja como será a maior atração turística do litoral paulista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/mega-pier-na-praia-grande-veja-como-sera-a-maior-atracao-turistica-do-litoral-paulista.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 23:53:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, vai ganhar uma grande atração turística: o Píer Turístico da Aviação, que terá 500 metros de extensão avançando mar adentro. Será o maior de todo o litoral paulista.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mega-pier-na-praia-grande-veja-como-sera-a-maior-atracao-turistica-do-litoral-paulista-1782851095345.jpg" data-image="hhd4oet5t4pq"><figcaption>Renderização de como será o novo píer turístico de Praia Grande. Fonte: Prefeitura de Praia Grande/Divulgação.</figcaption></figure><p>O município de <strong>Praia Grande</strong>, localizado no<strong> litoral sul do estado de São Paulo</strong>, vai receber um <strong>novo atrativo turístico</strong>. Trata-se de um píer enorme, que contará até com museu e salão de eventos. Ele<strong> será o maior píer de todo o litoral paulista</strong>.</p><p>O ambicioso projeto busca <strong>revitalizar a orla</strong> e <strong>movimentar a economia da região</strong>, mas ainda não tem data para sair do papel.</p><p>Acompanhe abaixo o que já está definido sobre a obra.</p><h2>O novo píer de Praia Grande </h2><p>O projeto promete movimentar o turismo local, mas<strong> ainda está em estágio inicial</strong>.</p><p>O píer <strong>será construído na orla do Bairro Aviação</strong>, e impressiona pelo seu tamanho: ele deve ter <strong>500 metros de comprimento</strong> (considerando a distância da Avenida da Praia até o mar) e <strong>35 metros de largura</strong>. </p><p><strong>No local também será construído o </strong><strong>Museu Aeronáutico</strong>, que terá como atração principal uma réplica do avião francês que passou pela cidade e, posteriormente, foi eternizado no cinema no filme<em> '007 Contra Octopussy'</em>, de 1983.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747905" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/curitiba-ganhara-tres-novos-parques-em-2026-com-areas-de-lazer-e-muito-verde-conheca.html" title="Curitiba ganhará três novos parques em 2026 com áreas de lazer e muito verde; conheça">Curitiba ganhará três novos parques em 2026 com áreas de lazer e muito verde; conheça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/curitiba-ganhara-tres-novos-parques-em-2026-com-areas-de-lazer-e-muito-verde-conheca.html" title="Curitiba ganhará três novos parques em 2026 com áreas de lazer e muito verde; conheça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/curitiba-ganhara-tres-novos-parques-em-2026-com-areas-de-lazer-e-muito-verde-conheca-1767819145642_320.jpg" alt="Curitiba ganhará três novos parques em 2026 com áreas de lazer e muito verde; conheça"></a></article></aside><p>Também haverá <strong>áreas dedicadas à vida e obra do aviador e escritor Antoine de Saint-Exupéry</strong>, autor de ‘<em>O Pequeno Príncipe</em>’ que já passou por Praia Grande durante viagens a trabalho.</p><p>O atrativo terá ainda<strong> áreas verdes</strong> com acesso gratuito, estrutura para comércio, <strong>restaurantes </strong>e <strong>salão para atividades culturais</strong>, como eventos, festas e espetáculos.</p><p>Além disso, será construído um<strong> estacionamento</strong> com 600 vagas na Rua Guiana Inglesa, a cerca de 80 metros da entrada do píer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mega-pier-na-praia-grande-veja-como-sera-a-maior-atracao-turistica-do-litoral-paulista-1782851204820.jpg" data-image="nh7dfvo1d1kw"><figcaption>Outra renderização de como será o projeto do novo píer de Praia Grande. Fonte: Prefeitura de Praia Grande/Divulgação.</figcaption></figure><p> O <strong>objetivo</strong> deste projeto do píer é <strong>ampliar as opções de lazer para moradores e turistas e impulsionar a economia local</strong>, além de resgatar elementos de valorização histórica da cidade.</p><p><strong>A obra de construção será viabilizada por meio de concessão pública</strong> e deve impulsionar a economia local, fortalecer o turismo e gerar empregos. Segundo a Administração Municipal, estima-se a criação de cerca de 500 vagas diretas e 1.500 indiretas durante a fase de construção, além de aproximadamente 1.000 empregos diretos e 2.000 indiretos após a inauguração do espaço.</p><p>Apesar do seu anúncio, <strong>ainda não há uma data prevista para o início das obras nem uma previsão oficial de quando o espaço será inaugurado</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="A%20Tribuna" data-year="2026" data-title="Praia%20Grande%20ter%C3%A1%20maior%20p%C3%ADer%20do%20litoral%20de%20S%C3%A3o%20Paulo%20com%20capacidade%20para%20festas%20e%20eventos%2C%20museu%20e%20milhares%20de%20empregos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.atribuna.com.br%2Fcidades%2Fpraia-grande%2Fpraia-grande-tera-maior-pier-do-litoral-de-s-o-paulo-com-capacidade-para-festas-e-eventos-museu-e-milhares-de-empregos-1.519033">A Tribuna. (2026). <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/praia-grande/praia-grande-tera-maior-pier-do-litoral-de-s-o-paulo-com-capacidade-para-festas-e-eventos-museu-e-milhares-de-empregos-1.519033" target="_blank">Praia Grande terá maior píer do litoral de São Paulo com capacidade para festas e eventos, museu e milhares de empregos</a>.</cite><br><cite data-author="Brum%2C%20M" data-year="2026" data-title="Praia%20Grande%20(SP)%20anuncia%20p%C3%ADer%20tur%C3%ADstico%20de%20500%20metros%20e%20Museu%20Aeron%C3%A1utico" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fpraia-grande-sp-anuncia-pier-turistico-de-500-metros-e-museu-aeronautico%2F%23google_vignette">Brum, M. (2026). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/praia-grande-sp-anuncia-pier-turistico-de-500-metros-e-museu-aeronautico/#google_vignette" target="_blank">Praia Grande (SP) anuncia píer turístico de 500 metros e Museu Aeronáutico</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/mega-pier-na-praia-grande-veja-como-sera-a-maior-atracao-turistica-do-litoral-paulista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 22:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A passagem próxima oferece uma visão detalhada de como um pequeno asteroide pode registrar colisões, remontagens, alterações minerais impulsionadas pela água e movimentos superficiais posteriores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-lucy-finds-a-tumbling-peanut-shaped-asteroid-1782500917503.png" data-image="1hbgucku5etu" alt="asteroide 52246 Donaldjohanson" title="asteroide 52246 Donaldjohanson"><figcaption>O formato de amendoim do asteroide provavelmente se formou quando fragmentos de um corpo maior despedaçado se reagruparam.</figcaption></figure><p>A <strong>missão Lucy</strong>, da <strong>NASA</strong>, enviou os primeiros dados científicos obtidos em <em>close-up</em> do <strong>asteroide Donaldjohanson</strong>, um pequeno objeto no cinturão principal de asteroides que parece ser um fragmento de um corpo maior.</p><h2>Uma primeira visão incomum</h2><p>Os novos resultados, publicados na revista <em>Science</em> mostram um <strong>asteroide alongado com rotação caótica</strong>, superfície remodelada e<strong> evidências de água antiga</strong>.</p><div class="texto-destacado">A passagem da sonda Lucy proporcionou aos pesquisadores a primeira visão detalhada de um desses fragmentos, revelando um pequeno objeto com formato de amendoim, em vez de um simples corpo rochoso.</div><p>É provável que o <strong>asteroide Donaldjohanson</strong> pertença à família de asteroides Erigone, um grupo formado quando um<strong> corpo progenitor maior se fragmentou em uma colisão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-lucy-finds-a-tumbling-peanut-shaped-asteroid-1782501161577.jpg" data-image="u71n9ntn5lxt"><figcaption>Os instrumentos da sonda Lucy detectaram minerais hidratados no Donaldjohanson, indicando uma alteração provocada pela água em seu corpo de origem.</figcaption></figure><p>As imagens da espaçonave mostram <strong>um terreno repleto de crateras em ambos os lóbulos e uma região mais lisa entre eles</strong>. Esse estreitamento parece ter sido modificado pelo movimento de material solto sobre a superfície, deixando um registro de alterações posteriores à formação original do asteroide.</p><h2>Um amendoim espacial lento e bamboleante</h2><p>O Donaldjohanson não gira em uma rotação simples e constante. As observações da missão Lucy mostram que <strong>o asteroide gira lentamente enquanto também oscila </strong>— um movimento conhecido como rotação fora do eixo principal.</p><div class="texto-destacado">Em vez de girar de forma limpa em torno de um eixo estável, o asteroide se desloca enquanto gira.</div><p>Os pesquisadores sugerem que a<strong> luz solar alterou gradualmente a rotação do corpo ao longo de milhões de anos, desacelerando-o</strong> e contribuindo para levá-lo ao seu atual estado de rotação caótica.</p><p>Esses efeitos provocados pela luz solar decorrem da maneira como <strong>corpos celestes pequenos absorvem energia solar e, posteriormente, irradiam calor de volta para o espaço</strong>. A força é tênue, mas, em escalas de tempo prolongadas, pode alterar a órbita, a velocidade de rotação e a orientação de um asteroide.</p><h2>Crateras Apagadas</h2><p>O registro de crateras aponta para uma superfície que não permaneceu inalterada após a formação de Donaldjohanson.<strong> Crateras maiores são compatíveis com a idade esperada para a família Erigone</strong>. No entanto, crateras menores são menos frequentes do que o previsto caso a superfície tivesse simplesmente acumulado impactos ao longo do tempo.</p><p>A equipe deduz que muitas dessas<strong> marcas menores foram apagadas</strong>. Vibrações sísmicas decorrentes de <strong>impactos </strong>posteriores podem ter movimentado material solto, <strong>suavizando crateras rasas</strong> por toda a extensão do asteroide.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-lucy-finds-a-tumbling-peanut-shaped-asteroid-1782501199441.png" data-image="tu2thzdgycnd"><figcaption>A sonda Lucy, da NASA, passou pelo asteroide Donaldjohanson antes de seguir em direção aos asteroides troianos de Júpiter. Crédito: Goddard Space Flight Center da NASA/Conceptual Image Lab/Adriana Gutierrez</figcaption></figure><p>O <strong>istmo </strong>apresenta sinais adicionais de movimentação local. Algumas crateras nessa área estão mais degradadas do que formações semelhantes nos lobos, o que sugere que o material continuou a se deslocar nessa região após a ocorrência das alterações superficiais mais abrangentes.</p><h2>Água Ancestral</h2><p>O espectrômetro de infravermelho da sonda Lucy detectou um <strong>sinal proveniente de minerais hidratados, incluindo argilas ricas em ferro</strong>. Esses minerais formam-se quando a rocha sofre alteração pela ação de água líquida, o que indica que o corpo progenitor de Donaldjohanson já conteve tanto água quanto material rico em carbono.</p><p>A<strong> superfície do asteroide assemelha-se à de alguns meteoritos ricos em carbono</strong> que passaram por uma alteração moderada pela água. Ele parece menos alterado do que Bennu e Ryugu — dois outros asteroides ricos em carbono visitados por espaçonaves —, o que pode significar que seu corpo progenitor teve menos calor, menos água ou menos tempo para a continuidade das reações químicas.</p><div class="texto-destacado">O contraste sugere que nem todos os asteroides ricos em carbono na parte interna do cinturão principal passaram pelas mesmas condições internas.<br></div><p>Mesmo entre populações de asteroides relacionadas, pequenas diferenças de calor, água e cronologia podem deixar registros minerais distintos nos fragmentos remanescentes.</p><h2>Próxima parada: os Troianos de Júpiter</h2><p>O encontro com Donaldjohanson também serviu como um ensaio para os <strong>principais alvos da missão Lucy: os asteroides troianos que compartilham a órbita de Júpiter</strong>. Acredita-se que esses objetos preservem material do início da história do Sistema Solar, mas eles pertencem a uma população diferente da de Donaldjohanson.</p><p>A passagem próxima demonstrou que a Lucy consegue rastrear um alvo pequeno e de rápido deslocamento, além de<strong> obter imagens e espectros detalhados</strong>.</p><p>Também ofereceu aos pesquisadores um exemplo conciso de como um pequeno asteroide pode preservar diversas histórias simultaneamente: colisões, reagregação, alterações minerais induzidas pela água, evolução da rotação e perturbações superficiais posteriores.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Marchi%2C%20M.%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20Lucy%20flyby%20of%20(52246)%20Donaldjohanson%3A%20A%20bilobed%20asteroid%20with%20tumbling%20rotation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aec0503">Marchi, M. et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aec0503" target="_blank">The Lucy flyby of (52246) Donaldjohanson: A bilobed asteroid with tumbling rotation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Resistente, elegante e indestrutível: a planta que conquistou escritórios e agora está transformando lares]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/resistente-elegante-e-indestrutivel-a-planta-que-conquistou-escritorios-e-agora-esta-transformando-lares.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 21:15:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Antigamente, era uma planta muito apreciada em escritórios devido à sua resistência e facilidade de manutenção. Hoje, é uma estrela no design de interiores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691035771.jpg" data-image="l5ym5l4twosn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Suas folhas brilhantes e aparência elegante a tornaram uma das espécies favoritas para decorar casas e escritórios.</figcaption></figure><p>Nem todas as plantas ganham fama por suas flores. Algumas o fazem por algo muito mais difícil: sobreviver onde quase todas as outras falham. A <strong>zamioculca </strong>pertence a esse grupo.</p><p>Ela resiste à negligência, adapta-se a ambientes com pouca luz e ainda mantém uma<strong> aparência elegante</strong> que a tornou<strong> uma das plantas de interior mais procuradas</strong>.</p><p>Ao contrário de muitas plantas de interior, a zamioculca armazena água em rizomas subterrâneos espessos e também na base de seus caules. Essa reserva permite que ela fique semanas sem água, tornando-a a <strong>planta perfeita para quem viaja com frequência, tem pouco tempo</strong> ou simplesmente tende a esquecer o regador.</p><h2>Uma planta que nunca sai de moda</h2><p>Ela produz <strong>caules eretos cobertos por folhas carnudas de um verde profundo</strong> com um brilho natural que adiciona frescor e sofisticação.</p><p>Seu <strong>crescimento vertical</strong> também ajuda a <strong>aproveitar melhor o espaço</strong>. Uma única planta pode se tornar o ponto focal de uma sala de estar, quarto ou escritório sem ocupar muito espaço.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691157530.jpg" data-image="96e8m9t1mzhj" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Seu nome científico é Zamioculcas zamiifolia e é nativa da África Oriental. Lá, evoluiu em áreas com chuvas irregulares e longos períodos de seca.</figcaption></figure><p>Por esse mesmo motivo, tem sido uma <strong>presença comum em escritórios, hotéis e edifícios corporativos</strong> há anos, onde a luz natural costuma ser escassa e a manutenção precisa ser mínima.</p><h2>Ela cresce devagar, mas isso também é uma vantagem</h2><p>Quem espera uma planta que dobre de tamanho em poucos meses provavelmente deve procurar outra espécie. A zamioculca é uma planta de <strong>crescimento lento</strong>.</p><p>Em condições favoráveis, ela normalmente produz novos brotos durante a primavera e o verão, enquanto sua atividade diminui significativamente no outono e inverno. <strong>Atingir o tamanho adulto pode levar de três a cinco anos</strong>, dependendo da luminosidade disponível, da temperatura, do tamanho do vaso e dos cuidados recebidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691276691.jpg" data-image="g1ibuqqow4tw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A combinação de durabilidade e baixa manutenção explica por que cada vez mais pessoas o escolhem para espaços internos.</figcaption></figure><p>Longe de ser uma desvantagem, esse crescimento lento é uma vantagem para quem busca uma planta estável. Ela <strong>não exige replantio ou poda frequentes para controlar seu tamanho</strong> e mantém uma<strong> forma compacta e equilibrada por muito tempo</strong>.</p><h2>Os cuidados que realmente precisa</h2><p>Embora <strong>não exija muitos cuidados</strong>, alguns cuidados básicos fazem toda a diferença entre uma planta que mal sobrevive e uma que prospera por muitos anos.</p><p><strong>A luz ideal é brilhante e indireta</strong>. Ela se adapta a ambientes com menos luz do que outras espécies, embora cresça mais lentamente nessas condições. A luz solar direta durante as horas mais quentes do verão pode queimar suas folhas.</p><p>Quanto à rega, o melhor é <strong>esperar até que o solo esteja seco antes de regar novamente</strong>. Seus rizomas armazenam umidade suficiente para suportar períodos de seca sem problemas, enquanto o excesso de água favorece o apodrecimento das raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691450772.jpg" data-image="soqsx8cwcr8m" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O excesso de água é o principal risco para as zamioculcas. Um substrato com boa drenagem é fundamental para mantê-las saudáveis.</figcaption></figure><p>Ela também precisa de um<strong> substrato com excelente drenagem</strong>. Misturas arejadas, enriquecidas com perlita, areia grossa ou pedra-pomes, ajudam a água a drenar rapidamente e reduzem o risco de doenças.</p><p>Durante a <strong>primavera </strong>e o <strong>verão</strong>, <strong>pode receber um fertilizante</strong> para plantas de interior<strong> uma vez por mês</strong>. No inverno, praticamente não precisa de nutrientes adicionais.</p><p>Outra dica simples de cuidado é<strong> limpar a poeira das folhas com um pano macio e levemente úmido</strong>. Além de restaurar o brilho característico, isso permite que a planta absorva melhor a luz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-que-voce-pode-cultivar-em-vasos-mesmo-morando-em-apartamento.html" title="7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento">7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-que-voce-pode-cultivar-em-vasos-mesmo-morando-em-apartamento.html" title="7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-cultivos-que-puedes-tener-en-maceta-aunque-vivas-en-departamento-1781929301420_320.png" alt="7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento"></a></article></aside><p>Embora muitos a descrevam como<strong> uma planta "indestrutível"</strong>, ela tem seus limites. Temperaturas abaixo de 10°C podem afetá-la, por isso é melhor mantê-la dentro de casa durante o inverno, se o tempo estiver muito frio.</p><p>Outro ponto importante é que, como outras espécies da família <em>Araceae</em>, ela contém cristais de oxalato de cálcio. Se qualquer parte da planta for ingerida, <strong>pode causar irritação em pessoas e animais de estimação</strong>, portanto, deve ser mantida fora do alcance de crianças pequenas, cães e gatos curiosos.</p><p><strong>Cada vez mais casas incorporam plantas como parte da decoração</strong>. Com boa luminosidade, solo bem drenado e rega moderada para evitar o excesso de água, a zamioculca é uma das companheiras mais resistentes e gratificantes para se ter em casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/resistente-elegante-e-indestrutivel-a-planta-que-conquistou-escritorios-e-agora-esta-transformando-lares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 20:03:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fortalecimento do El Niño deve modificar o padrão típico do inverno no Brasil em julho. Veja onde deve chover mais, quais regiões terão calor acima da média e onde o frio ainda deve marcar presença.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html">El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782836968904.png" data-image="0tcry4chk6a6" alt="O segundo mês do inverno meteorológico deve combinar episódios de frio no centro-sul com mudanças no padrão de chuva influenciadas pelo fortalecimento do El Niño." title="O segundo mês do inverno meteorológico deve combinar episódios de frio no centro-sul com mudanças no padrão de chuva influenciadas pelo fortalecimento do El Niño."><figcaption>O segundo mês do inverno meteorológico deve combinar episódios de frio no centro-sul com mudanças no padrão de chuva influenciadas pelo fortalecimento do El Niño.</figcaption></figure><p><strong>Julho</strong> representa o segundo mês do inverno meteorológico. Climatologicamente, as<strong> chuvas aumentam</strong> na região <strong>Sul</strong>, no <strong>litoral</strong> do <strong>Nordeste</strong> e na<strong> metade norte da região Norte</strong>, enquanto o Brasil central tem sua estação seca. As <strong>temperaturas</strong> são mais <strong>baixas</strong> em todo o <strong>centro-sul</strong>, com os menores valores sobre as regiões <strong>Sul</strong>, e <strong>Sudeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837109349.png" data-image="ne8bu8d8p1tc" alt="Normais climatológicas (1991-2020) para precipitação, temperatura mínima e máxima no Brasil. Créditos: INMET." title="Normais climatológicas (1991-2020) para precipitação, temperatura mínima e máxima no Brasil. Créditos: INMET."><figcaption>Normais climatológicas (1991-2020) para precipitação, temperatura mínima e máxima no Brasil. Créditos: INMET.</figcaption></figure><p><br>Com os principais <strong>modelos climáticos</strong> de previsão do <strong>El Niño </strong>indicando que a categoria <strong>forte</strong>, com anomalias superiores a <strong>+2°C, </strong>pode ser alcançada ao longo do mês de <strong>julho</strong>, surge a dúvida: o<strong> padrão climático </strong>típico de julho será mantido ou <strong>começará a sofrer alterações?</strong> Confira a seguir como será o clima no Brasil ao longo do mês.</p><h2>Previsão de chuva e de temperatura</h2><p>O modelo ECMWF, de confiança da Meteored, prevê<strong> chuvas acima da média</strong> no <strong>centro-sul </strong>do Brasil e também na <strong>metade sul</strong> da região<strong> Norte</strong>, enquanto chuvas <strong>abaixo da média</strong> devem se concentrar no <strong>extremo norte</strong> do país e também na <strong>faixa leste</strong> entre o <strong>Nordeste</strong> e metade <strong>norte do Sudeste</strong>. No Brasil central, a previsão de chuvas dentro representa, segundo a climatologia, poucas chuvas.</p><p>As<strong> maiores anomalias positivas</strong> de precipitação estão previstas para ocorrer entre <strong>Santa Catarina </strong>e o<strong> Paraná</strong>, com desvios que podem superar<strong> 50 mm acima da média</strong>, podendo fazer com que os totais mensais se aproximem ou ultrapassem 300 mm. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837127246.png" data-image="gd8mpp9wr6u9" alt="Previsão anomalia de chuva (mm) para o mês de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão anomalia de chuva (mm) para o mês de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão anomalia de chuva (mm) para o mês de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, as<strong> anomalias negativas</strong> de até 50 mm previstas para o<strong> extremo norte d</strong>o país podem reduzir os <strong>acumulados</strong> mensais para valores <strong>inferiores a 300 mm</strong>. </p><div class="texto-destacado">Esse contraste pode ser suficiente para inverter o padrão climatológico de julho, deslocando os maiores volumes de chuva do mês da Amazônia para a região Sul do Brasil. Como discutido no próximo tópico, este padrão está relacionado ao fortalecimento do El Niño.<br></div><p>Em relação às <strong>temperaturas</strong>, a previsão indica valores <strong>acima da média</strong> na <strong>metade norte </strong>do país, com os<strong> maiores desvios </strong>positivos (de até <strong>2°C</strong>) entre a metade norte do <strong>Sudeste</strong> e o <strong>Nordeste</strong>, favorecidos pelo padrão mais seco previsto para essas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837146973.png" data-image="6faftbpkn347" alt="Previsão anomalia de temperatura (°C) para o mês de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão anomalia de temperatura (°C) para o mês de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão anomalia de temperatura (°C) para o mês de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Já entre as<strong> regiões Sul, Centro-Oeste e o sul do Sudeste</strong>, as temperaturas devem permanecer próximas da média climatológica. Como julho é um dos meses mais frios do ano nessas áreas, isso significa que ainda são esperadas <strong>condições típicas de inverno</strong>, com <strong>episódios de frio.</strong></p><p>No entanto, é importante destacar que, embora o <strong>padrão</strong> mais <strong>chuvoso</strong> no<strong> Sul</strong> deva <strong>persistir</strong> durante praticamente todo o mês de julho, o <strong>frio</strong> <strong>não deverá ser constante</strong>. A previsão indica <strong>alternância</strong> entre <strong>períodos</strong> de temperaturas abaixo ou próximas da média e outros <strong>mais quentes</strong>, com temperaturas acima da média, refletindo a passagem sucessiva de massas de ar frio intercaladas por intervalos de aquecimento.</p><h2>A influência do El Niño</h2><p>Segundo dados da NOAA, na <strong>última semana </strong>o El Niño atingiu uma anomalia de <strong>+1,2°C</strong> na região de monitoramento<strong> Niño 3.4</strong>. Enquanto isso, anomalias próximas de <strong>+2°C</strong> já são <strong>observadas</strong> na<strong> porção leste dessa região</strong>, avançando gradualmente em direção ao centro do Pacífico equatorial, como destacado nas imagens abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837180472.png" data-image="ya1wlbpjwdza" alt="Condições recentes observadas no Oceano Pacífico. Créditos: Adaptado de CPC/NOAA." title="Condições recentes observadas no Oceano Pacífico. Créditos: Adaptado de CPC/NOAA."><figcaption>Condições recentes observadas no Oceano Pacífico. Créditos: Adaptado de CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>A <strong>atmosfera</strong> já vem <strong>respondendo</strong> ao <strong>aquecimento</strong> observado desde abril. Com a expectativa de que as anomalias superiores a 2°C se consolidem sobre o Pacífico equatorial em julho, espera-se também um <strong>fortalecimento</strong> do<strong> jato subtropical. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837242847.png" data-image="50din6fu8u01" alt="prev" title="prev"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para julho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Essa <strong>mudança na circulação</strong> atmosférica é <strong>consistente</strong> com a previsão de <strong>chuvas acima da média</strong> sobre a região <strong>Sul</strong> do Brasil, pois favorece a <strong>atuação</strong> mais <strong>frequente</strong> e persistente de <strong>sistemas</strong> meteorológicos que produzem <strong>chuva</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ar polar mudam o tempo e derrubam as temperaturas no Sudeste; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 19:03:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria atuará de forma costeira no Sudeste no início de julho, aumentando as chuvas no leste da região. E na sua retaguarda uma massa de ar frio vai ingressar provocando uma queda nas temperaturas.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao.html" target="_blank">Frente fria continua com alertas de tempestades e chuvas intensas; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak0coa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak0coa.jpg" id="xak0coa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo da próxima <strong>quinta-feira (2) </strong>uma área de baixa pressão vai se aprofundar e dar origem a um<strong> novo ciclone</strong> sobre o oceano próximo à costa da Região Sul do Brasil, juntamente com uma<strong> nova frente fria</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O <strong>sistema frontal</strong> vai <strong>avançar para o Sudeste </strong>do país <strong>a partir da sexta-feira (3)</strong> e sua passagem será rápida, afetando especialmente o leste da região com chuvas fracas a moderadas. No <strong>sábado (4)</strong>, ele já estará em alto mar e o <strong>tempo volta a ficar firme </strong>em praticamente toda a região.</p><p>Além disso, na retaguarda da frente uma <strong>nova massa de ar polar vai ingressar derrubando as temperaturas</strong>, deixando as noites e manhãs mais frias.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria aumenta as chuvas no leste do Sudeste</h2><p>A <strong>nova frente fria vai passar de forma mais costeira pela Região Sudeste</strong> do país entre esta sexta-feira (3) e o sábado (4).</p><p>Ao longo da manhã de <strong>sexta (3)</strong>, ocorrem chuvas fracas na faixa litorânea de São Paulo e áreas próximas. Durante a tarde são esperadas <strong>chuvas fracas a moderadas</strong> no <strong>leste (incluindo o litoral), no sul e centro de São Paulo</strong>, além de áreas do <strong>sul e do centro do Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Não há, até o momento, risco de temporais nestes dois estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira-1782840279597.jpg" data-image="3xzjf9lr21uu"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons acinzentados/brancos) para sexta-feira (3) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>capital paulista</strong> terá uma sexta-feira (3) de céu nublado e possibilidade de chuva fraca no período da tarde. Na<strong> capital fluminense</strong>, chuva fraca entre a tarde e a noite, com céu parcialmente nublado.</p><p>No <strong>sábado (4)</strong>, a frente fria avança mais para alto mar e passa a influenciar o estado do <strong>Espírito Santo</strong>, mas apenas com <strong>chuvas fracas e isoladas, especialmente em áreas litorâneas</strong>.</p><p><strong>A partir daí, o tempo volta a ficar mais firme em toda a Região Sudeste</strong>, com predomínio de sol em grande parte dos estados.</p><h2>Nova queda nas temperaturas no fim desta semana</h2><p>Neste momento, pelas manhãs até temos temperaturas mais baixas, mas nas tardes, com predomínio de sol, as temperaturas sobem rápido e até faz um certo calorzinho em boa parte do <strong>Sudeste</strong>. </p><p>Contudo, essa condição logo vai mudar com a <strong>entrada de uma nova massa de ar frio </strong>de origem polar pela região<strong> a partir da sexta-feira (3)</strong>.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xak0htu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak0htu.jpg" id="xak0htu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na tarde de <strong>sexta-feira (3)</strong> as temperaturas já começam a baixar no<strong> leste de São Paulo</strong>, onde as <strong>máximas vão variar de 11°C a 16°C</strong>. </p><div class="texto-destacado">Entre esta sexta-feira (3) e o fim de semana, o frio retorna ao leste de SP, sul de MG e ao RJ, com temperturas mínimas chegando em torno dos 5°C/6 °C.</div><p>Já à <strong>noite</strong>, elas caem mais ainda e o<strong> frio se espalha</strong> para outras áreas paulistas e para o Rio de Janeiro, chegando a 10°C na Região Serrana do Rio e a <strong>6°C no sudeste de São Paulo</strong>. </p><p>A <strong>capital paulista terá mínima de 9°C que será registrada no período da noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira-1782841629722.jpg" data-image="rd6fxcg02b7a"><figcaption>Previsão de temperatura máxima do ar (em °C) para o sábado (4), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>sábado (4)</strong>, grande parte do Sudeste começa com <strong>frio</strong>, com temperaturas pela manhã ficando abaixo dos 17°C, mas o destaque fica para a <strong>Região Serrana do Rio</strong>, áreas do <strong>sul mineiro</strong> de divisa com São Paulo e em localidades do <strong>leste paulista</strong>, onde as <strong>mínimas vão variar de 6°C a 8°C</strong>.</p><p>À tarde<strong> </strong>ainda fará friozinho no<strong> leste de São Paulo, no centro-sul do Rio de Janeiro e no sudeste de Minas Gerais</strong> em áreas de divisa com estes dois estados, onde as <strong>máximas variam entre 12°C e 17°C</strong>, podendo chegar aos <strong>8°C na Serra fluminense</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira-1782842545343.jpg" data-image="uapwzbofwrzq"><figcaption>Previsão de temperatura mínima do ar (em °C) para o domingo (5), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (5)</strong>, as condições de temperatura serão semelhantes às do sábado (4), porém, pela manhã a área de <strong>mínimas </strong>mais baixas será um pouco mais abrangente em São Paulo e até com valores <strong>levemente menores </strong>(mapa acima).</p><p>As temperaturas mínimas vão cair para a casa dos <strong>5°C/6°C</strong> no sudeste de<strong> São Paulo</strong>, mais especificamente nas <strong>sub-regiões de Sorocaba e Itapeva</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar pode trazer frio de até -10°C e chance de neve; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:03:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar polar deve provocar frio intenso no início de julho, com temperaturas negativas, geadas e possibilidade de neve no Sul, além de queda acentuada das temperaturas no Sudeste e um novo episódio de friagem na Região Norte. </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira.html" target="_blank">Forte massa de ar frio chega em breve com alerta de geada e potencial de neve</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak0n5m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak0n5m.jpg" id="xak0n5m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>nova massa de ar polar avançará pelo Brasil nos próximos dias</strong> e ocasionará uma forte mudança no tempo durante os primeiros dias de julho. O sistema será <strong>muito mais intenso</strong> do que a massa de ar frio que atua neste momento sobre o Sul do Brasil e provocará queda acentuada das temperaturas (chegando a valores negativos), geadas, possibilidade de neve e um novo episódio de friagem.</p><p>Neste momento, <strong>já existe uma massa de ar frio mantendo as temperaturas baixas</strong> no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina. O sistema avançou logo após a passagem de uma frente fria que trouxe elevados volumes de chuva ao centro-sul do Brasil.</p><div class="texto-destacado">Nesta terça-feira (30), diversos municípios do Rio Grande do Sul registraram temperaturas de 0°C de acordo com as estações do Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>). Entre eles estão Dom Pedrito (0,0°C), Bagé (0,1°C) e Jaguarão (0,3°C), com ocorrência de geadas amplas.</div><p>Esse primeiro sistema, no entanto, permanecerá restrito ao território gaúcho e catarinense. Os modelos meteorológicos indicam que uma <strong>segunda massa de ar polar, muito mais abrangente e intensa</strong>, começará a avançar pelo Brasil nos próximos dias.</p><h2>Nova massa de ar polar ganha força no início de julho</h2><p>Na <strong>quarta-feira (1)</strong>, primeiro dia de julho, a nova massa de ar polar já começa a atuar sobre o Rio Grande do Sul. Durante a <strong>quinta-feira (2)</strong>, o frio avança rapidamente para Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e também alcança, com menor intensidade, boa parte do sul e oeste do Mato Grosso e o sul de Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841608199.jpg" data-image="eia5w4748hpz" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na tarde de sexta-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na tarde de sexta-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na tarde de sexta-feira mostra que a massa avançará até a altura da região Norte, atingindo com muita intensidade o Sul e o Sudeste.</figcaption></figure><p>Entre a <strong>madrugada e o início da manhã da sexta-feira (3)</strong>, há previsão de <strong>temperaturas negativas</strong> entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o que pode ocorrer ocorrer também em municípios do extremo sul do Paraná. Os modelos indicam mínimas próximas de<strong> -5°C</strong> em áreas da Serra Catarinense, mas os valores observados podem ser ainda menores, chegando novamente <strong>perto dos -10°C </strong>em alguns municípios de maior altitude. Essas temperaturas são similares às que foram observadas na semana passada.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Esse cenário de temperaturas baixíssimas favorece a ocorrência de <strong>geadas fortes e abrangentes em praticamente toda a Região Sul</strong> durante a sexta-feira (3) e também na madrugada e manhã do sábado (4), com destaque para o estado gaúcho, catarinense e o sul do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841653383.jpg" data-image="7y40bdmtv4ej" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã mostra temperaturas negativas se formando em grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</figcaption></figure><p>Depois de atuar sobre a Região Sul, a massa de ar polar continuará avançando pelo país. O sistema levará um <strong>novo episódio de </strong><strong>friagem para parte da Região Norte</strong>, provocando uma queda leve das temperaturas em Rondônia, Acre e sul do Amazonas.</p><p>Ao mesmo tempo, <strong>o frio ganhará força sobre o Sudeste</strong>. No final de semana, as temperaturas cairão de forma significativa em São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo, atingindo um ápice na <strong>madrugada e manhã do Domingo (5)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841749663.jpg" data-image="qf54pc9kxbat" alt="Previsão de temperaturas mínimas no domingo durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas no domingo durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no domingo durante o início da manhã mostra que uma grande parte do Sudeste registrará temperaturas abaixo dos 10°C, originando geadas pontuais.</figcaption></figure><p>Neste dia, centenas de municípios dessas regiões poderão registrar temperaturas <strong>abaixo dos 10°C</strong> durante a madrugada e o amanhecer com <strong>ocorrência de geadas localizadas </strong>entre São Paulo, Sul Fluminense e Sul de Minas Gerais. Apesar do frio intenso, não há previsão de temperaturas negativas para o Sudeste.</p><h2>Chance de neve volta ao Sul</h2><p>Além das geadas, os modelos meteorológicos indicam <strong>possibilidade de precipitação invernal, incluindo neve</strong>, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina durante a madrugada da sexta-feira (3). A combinação entre temperaturas muito baixas em altitude e previsão de precipitação cria condições favoráveis para a ocorrência desse tipo de fenômeno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841780443.jpg" data-image="efl9wh2cjs3d" alt="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma." title="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma."><figcaption>Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde) mostra possibilidade de precipitação associada a baixas temperaturas atmosféricas, o que pode causar neve.</figcaption></figure><p>Vale notar, no entanto, que as previsões não indicam um episódio amplo e severo de neve. Se ocorrer, <strong>a neve virá de maneira muito pontual, rápida e pouco abrangente</strong>, ocorrendo especialmente em algumas localidades de maior altitude, como a Serra Gaúcha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria continua com alertas de tempestades e chuvas intensas; veja previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:46:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias teremos a permanência de uma frente fria sobre parte do Brasil. O sistema frontal que persiste atuando no país, mantém alertas para tempestades e chuvas intensas.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html" target="_blank">Frente fria mantém alertas 1050 municípios em 4 estados; confira a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajye6y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajye6y.jpg" id="xajye6y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> frente fria</strong> está atuando sobre o<strong> Sul do Brasil</strong> há alguns dias. O sistema frontal, que se encontra estacionado sobre a região, já provocou chuvas volumosas e, nas <strong>últimas 24 horas</strong>, o acumulado superou os <strong>50 mm</strong> em várias localidades da <strong>Região Sul.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui</strong> </a><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">para nos seguir</a></strong> e ative as notificações!<br></div><p>A previsão indica que<strong> o sistema continuará presente</strong> sobre a Região Sul, o que mantém os <strong>alertas de tempestades e chuvas intensas ativos</strong> para diversos municípios. Confira a seguir os detalhes da previsão do tempo e veja se a sua área encontra-se em risco e alertas.</p><h2>Frente fria estacionária mantém alerta no Sul do país</h2><p>A presença de uma <strong>frente fria estacionária</strong>, isto é, um sistema frontal que permanece por vários dias na mesma localidade, <strong>elevou os acumulados</strong> de precipitação em diversos municípios do Sul do Brasil recentemente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823342104.jpg" data-image="tbqkaw53daom" alt="Jatos de baixos níveis." title="Jatos de baixos níveis."><figcaption>Transporte de umidade proveniente da Região Norte, fortalece frente fria sobre o Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Este sistema é favorecido pelos<strong> jatos de baixos níveis</strong>, que transportam grande quantidade de umidade para a área de baixa pressão. Já os<strong> jatos em altos níveis</strong> promovem a saída do ar nas camadas superiores da atmosfera<strong> (</strong><strong>divergência)</strong>, o que estimula a subida do ar e <strong>fortalece a formação de nuvens e chuva. </strong></p><p><strong>A tendência é de que o sistema continue</strong> atuando sobre o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</strong>. Na noite desta terça-feira (30), as chuvas ganham intensidade, deixando o estado catarinense, o nordeste gaúcho e o sudoeste paranaense em <strong>alerta</strong>. O modelo europeu ECMWF prevê <strong>chuvas intensas e tempestades</strong>, elevando o risco de transtornos urbanos e rurais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823387332.jpg" data-image="cdcxswajcuso" alt="Possibilidade de precipitação." title="Possibilidade de precipitação."><figcaption>Probabilidade de chuva para a madrugada de quarta-feira (1).</figcaption></figure><p>No decorrer da quarta-feira (1º), <strong>a frente fria ganha uma melhor organização</strong>. Os avisos para <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> permanecem ativos sobre o <strong>sudoeste do Paraná </strong>e por todo o estado de <strong>Santa Catarina </strong>até o final da manhã, quando a força da chuva diminui. Entre a tarde e a noite, os temporais avançam para o noroeste, norte e nordeste do Rio Grande do Sul, com <strong>potencial </strong>para <strong>grandes acumulados. </strong></p><p>Toda essa chuva intensa e tempestades é resultado da formação de uma <strong>nova área de baixa pressão</strong> nas proximidades do litoral da Região Sul na quinta-feira (2). Com isso, <strong>os riscos de chuvas fortes e temporais permanecem</strong> ao longo do dia 2. <strong>O estado de Santa Catarina, novamente está em alerta</strong> para chuvas intensas e tempestades, principalmente no oeste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823485853.jpg" data-image="od3r4v21waw8" alt="Precipitação e pressão a nível médio do mar." title="Precipitação e pressão a nível médio do mar."><figcaption>Precipitação e pressão a nível médio do mar prevista para esta quinta-feira (2).</figcaption></figure><p>Entre o final da manhã e o decorrer da tarde a frente fria afeta outras áreas do estado catarinense e volta a deixar em atenção o oeste e sul do Paraná. Ao final da noite o <strong>Vale do Itajaí tem possibilidade de transtornos</strong> com a previsão de <strong>chuvas intensas</strong> para a região.</p><p>Os acumulados de chuva até o final de quinta-feira (2) superam os <strong>100 mm</strong> em boa parte de <strong>Santa Catarina</strong> o que deixa todo o estado em <strong>alerta</strong>. O sudoeste do Paraná fica em estado de atenção, pois as chuvas também serão volumosas e com potencial a gerar diversos problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823529874.jpg" data-image="v3522x2n7up5" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Chuva acumulada prevista até quinta-feira (2) mostra volumes próximos a 150 mm sobre SC.</figcaption></figure><p><strong>Áreas pontuais do Rio Grande do Sul </strong>também devem registrar transtornos, mas os volumes de chuva previstos serão menores variando entre <strong>30 e 90 mm. </strong>Em caso de problemas contate a <strong>Defesa Civil</strong> do seu estado ou município.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo publicado na Physical Review X afirma que conseguiram inverter o tempo graças à física quântica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Foram implementados protocolos de controlo, capazes de fazer com que certos processos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo a retroceder, oferecendo uma forma inovadora de explorar a física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620471822.jpg" data-image="tb92p701luz9" alt="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores." title="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores."><figcaption>O fluxo quântico do tempo não é tão imutável como o conhecemos, afirmam os investigadores.</figcaption></figure><p>As leis microscópicas da física são geralmente simétricas; os processos naturais seguem, em geral, uma direção definida, conhecida como seta do tempo. Num sistema quântico monitorizado, os efeitos da medição e a sua retroalimentação induzem o sentido da seta do tempo.</p><p><strong>Na maioria dos processos naturais, observamos que estes seguem uma seta do tempo</strong>: os cristais partem-se, os ovos eclodem, as estrelas explodem, etc., mas não se observa que esses processos tenham um comportamento na ordem inversa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente demonstra que é possível suprimir a seta do tempo num sistema quântico: podendo alongar, difuminar ou reverter o fluxo temporal. Desta forma, explicam, oferece-se uma forma inovadora de explorar o que talvez seja um dos conceitos mais fundamentais da física.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A este tipo de comportamentos, chamamos de processos diretos: são aqueles que ocorrem causalmente na natureza. Por outro lado, aqueles que correspondem ao tempo invertido são conhecidos como processos inversos.</p><p>A forma como a direção da seta do tempo se manifesta, com base nas leis da simetria temporal, tem suscitado incerteza e perplexidade entre cientistas e filósofos há décadas. <strong>As setas do tempo têm sido atribuídas a muitas origens diferentes; algumas delas têm sido associadas à gravidade</strong>.</p><h2>Protocolos de controlo quântico que suprimem a seta do tempo</h2><p>O grupo de cientistas pôs em prática vários protocolos de controlo quântico, através dos quais consegue fazer com que alguns processos específicos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo invertido para trás, combinando medições, retroalimentação e campos de controlo personalizados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620659176.jpg" data-image="7ymesogu3qpj" alt="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física." title="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física."><figcaption>O trabalho de investigação analisou especificamente as leis da Física.</figcaption></figure><p><strong>O trabalho de pesquisa demonstrou que é possível suprimir a noção de tempo num sistema quântico</strong>, podendo alongar, esbater ou até reverter o fluxo temporal e oferecendo uma forma inovadora de explorar as leis da física. As regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram profundamente o sistema que está a ser medido.</p><h3>Ferramentas de controlo</h3><p>A seta do tempo mais reconhecível é talvez a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos. Na Segunda Lei da Termodinâmica, explica-se que, para os sistemas macroscópicos, os processos que aumentam a entropia são mais prováveis do que aqueles que a diminuem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A seta do tempo mais reconhecível talvez seja a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos sistemas quânticos, <strong>as regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram ativamente o sistema</strong> que está a ser medido. Estas características permitem conceber dinâmicas quânticas diferenciadas, invulgares e inesperadas, incluindo trajetórias que parecem uma evolução invertida do tempo.</p><h2>Quanto maior for o sistema, mais difícil é identificar dinâmicas anómalas</h2><p>Em média, a entropia do Universo aumenta. Quanto maior for o sistema, mais complexo se torna observar dinâmicas anómalas que diminuam essa entropia. A manifestação da seta do tempo pode ser medida, se se comparar a probabilidade de ocorrência de um processo com o seu inverso temporal.</p><p><strong>Sabe-se que a aleatoriedade clássica é o resultado de uma falta de conhecimento completo da descrição microscópica de um sistema</strong>. Esta aleatoriedade quântica nos resultados das medições é fundamental. A descrição mais completa de um sistema quântico produz probabilidades de possíveis resultados de medição.</p><h3>Relações complexas na medição</h3><p>No trabalho de investigação, foram identificadas relações complexas entre os regimes de funcionamento dos motores de medição, o fluxo energético proveniente das medições, bem como a forma como o feedback afeta a percepção da seta do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação">Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464635845_320.png" alt="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"></a></article></aside><p><strong>Se estas medições extraem energia do sistema, o mecanismo de retroalimentação que prolonga a seta do tempo também extrai trabalho</strong>. No trabalho de simulação, os investigadores utilizaram os avanços alcançados para conceber um motor capaz de extrair energia do próprio ato de monitorizar o sistema quântico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20L.P.%2C%20Liu%2C%20Y.K.%2C%20Gorshkov%2C%20A.V." data-year="2026" data-title="Reshaping%20the%20Quantum%20Arrow%20of%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprx%2Fabstract%2F10.1103%2Fl18s-9vmh%23s6">García, L.P., Liu, Y.K., Gorshkov, A.V.. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prx/abstract/10.1103/l18s-9vmh#s6" target="_blank">Reshaping the Quantum Arrow of Time</a>.</cite><br><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20D" data-year="2026" data-title="El%20tiempo%20hacia%20atr%C3%A1s%20deja%20de%20ser%20ciencia%20ficci%C3%B3n%3A%20la%20f%C3%ADsica%20cu%C3%A1ntica%20ha%20logrado%20invertirlo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Ftecnologia-consumo%2Fciencia%2Ftiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html">García, D. (2026). <a href="https://www.larazon.es/tecnologia-consumo/ciencia/tiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html" target="_blank">El tiempo hacia atrás deja de ser ciencia ficción: la física cuántica ha logrado invertirlo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Impacto de meteoro pode ter feito chover ouro na Austrália]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo identifica antiga cratera de impacto na região de Ora Banda e sugere que colisão de asteroide há 790 mil anos espalhou partículas de ouro durante a ejeção de rochas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia-1782739699019.jpg" data-image="ibv10jsw7328" alt="Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular — Foto: Raiza Quintero" title="Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular — Foto: Raiza Quintero"><figcaption>Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular. Crédito: Raiza Quintero</figcaption></figure><p>Pesquisadores identificaram evidências de que o impacto de um <strong>asteroide ocorrido há cerca de 790 mil anos</strong>, na região de Ora Banda, no oeste da Austrália, pode ter provocado <strong>uma verdadeira "chuva de ouro"</strong>. <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/maps.70154" target="_blank">O estudo, publicado na revista científica Meteoritics and Planetary Science</a>, descreve como a colisão alterou a composição das rochas locais e favoreceu a deposição de partículas do metal precioso.</p><p>Segundo os cientistas, o impacto formou uma<strong> cratera com aproximadamente quatro quilômetros de diâmetro</strong> em uma área conhecida historicamente pela mineração de ouro. Além de confirmar a origem da estrutura geológica, a pesquisa indica que a violência da colisão lançou ao ar fragmentos de rochas, vidro e pequenas gotas de ouro, que posteriormente retornaram à superfície.</p><p>A descoberta ajuda a explicar por que algumas brechas encontradas na região apresentam pequenas pepitas de ouro, enquanto outras contêm apenas vidro e minerais formados pelo intenso calor gerado durante o impacto. Para os pesquisadores, essa<strong> diferença reflete os processos extremos desencadeados pela queda do asteroide</strong>.</p><h2>Evidências confirmam origem da cratera</h2><p>Para comprovar que Ora Banda corresponde à cratera produzida pelo impacto, os pesquisadores reuniram uma série de evidências geológicas consideradas diagnósticas para esse tipo de evento. Entre elas estão os chamados <strong>cones de estilhaçamento</strong>, estruturas cônicas que surgem quando ondas de choque extremamente intensas atravessam as rochas durante a colisão de um meteorito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia-1782739522755.jpg" data-image="ry8uzpa71qe7" alt="Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração — Foto: Aaron Cavosie" title="Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração — Foto: Aaron Cavosie"><figcaption>Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração. Crédito: Aaron Cavosie</figcaption></figure><p>Essas formações foram identificadas em afloramentos rochosos da superfície e serviram como um dos <strong>principais indícios de que a região sofreu um grande impacto no passado.</strong> Os cientistas também analisaram testemunhos de sondagem retirados do subsolo, que revelaram uma complexa sequência de diferentes tipos de rochas depositadas após a colisão.</p><p>As amostras mostraram que sedimentos ricos em argila se concentram nas camadas superiores, enquanto as<strong> partes mais profundas apresentam maior quantidade de brechas produzidas pela fragmentação violenta das rochas durante o impacto. </strong>Essas formações são comuns em crateras porque resultam da quebra instantânea do material provocada por ondas de choque de altíssima energia.</p><h2>Ouro teria retornado à superfície junto com detritos</h2><p>Os pesquisadores também identificaram diferentes categorias de brechas de impacto. Algumas são formadas por fragmentos de um único tipo de rocha, enquanto outras reúnem<strong> materiais provenientes de diversas origens geológicas</strong>, misturados pela força da explosão. Outro tipo encontrado foi a <strong>suevita</strong>, uma rocha que incorpora pequenas partículas vítreas produzidas pela fusão do material durante o impacto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis">O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886_320.jpg" alt="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"></a></article></aside><p>A presença desses fragmentos de vidro indica que <strong>parte das rochas foi lançada para a atmosfera e derretida pelo calor extremo antes de retornar ao solo</strong>. De acordo com os autores do estudo, o mesmo processo pode ter ocorrido com partículas de ouro, que teriam sido ejetadas junto com os demais detritos e posteriormente depositadas nas brechas recém-formadas.</p><p>Além das evidências macroscópicas, análises microscópicas revelaram grãos de quartzo deformados de uma maneira típica de impactos de meteoritos e resíduos do próprio corpo celeste preservados no vidro formado pela colisão. Esses sinais reforçam a conclusão de que Ora Banda abriga uma antiga cratera de impacto e ajudam a compreender <strong>como eventos catastróficos podem influenciar a distribuição de minerais valiosos </strong>na crosta terrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Meteoritics%20%26%20Planetary%20Sciences" data-year="2026" data-title="A%20meteorite%20impact%20crater%20in%20the%20Eastern%20Goldfields%20of%20Western%20Australia%E2%80%94Shock%20metamorphism%20and%20projectile%20signature%20at%20the%20Ora%20Banda%20structure" data-url="https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1111%2Fmaps.70154">Meteoritics & Planetary Sciences. (2026). <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/maps.70154" target="_blank">A meteorite impact crater in the Eastern Goldfields of Western Australia—Shock metamorphism and projectile signature at the Ora Banda structure</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma tempestade solar sofre uma "super expansão" em seu caminho para a Terra e intriga físicos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção solar gerou uma bolha magnética que cresceu 20% à medida que se deslocava em direção ao nosso planeta, aquecendo o gás em seu interior e intrigando os especialistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594096644.jpeg" data-image="cfdcm1b845gh"><figcaption>Ejeções de massa coronal se desprendem da estrela e viajam em todas as direções. Ocasionalmente, elas atingem a Terra.</figcaption></figure><p>O <strong>Sol </strong>libera constantemente vastas quantidades de energia que viajam em todas as direções. Às vezes, essas erupções são tão massivas que formam gigantescas <strong>nuvens magnéticas compostas de plasma quente</strong>, algumas das quais se dirigem diretamente para o nosso planeta.</p><p>Recentemente, um grupo de pesquisa da Universidade de Iowa descreveu um <strong>fenômeno causado por uma ejeção de massa coronal </strong>(EMC) que apresentou uma expansão incomum dessas nuvens magnéticas em sua trajetória rumo à Terra.</p><p>O estudo analisou uma <strong>tempestade solar ocorrida em novembro de 2021</strong>, que <strong>ejetou uma nuvem em forma de crescente</strong>. A estrutura magnética viajou em alta velocidade, aprisionando plasma magnetizado em seu interior enquanto se movia pelo espaço.</p><div class="texto-destacado">Durante a sua viagem, a bolha aumentou o seu volume inicial em um quinto ao longo de 20 milhões de quilómetros. Um crescimento que ocorreu num espaço de tempo muito curto, que surpreendeu bastante os cientistas do projeto.</div><p>O mais <strong>surpreendente </strong>do evento foi que, simultaneamente, <strong>a temperatura do gás triplicou sem modificar a pressão magnética interna</strong>. Um c<strong>omportamento incomum </strong>que desafia modelos anteriores utilizados pelos pesquisadores.</p><h2>Uma viagem desde o Sol</h2><p>A análise detalhada foi possível graças a uma coincidência: as <strong>sondas espaciais <em>Solar Orbiter</em> e </strong><em><strong>Wind </strong></em>estavam alinhadas, quase perfeitamente na mesma órbita, enquanto a EMC se movia muito rapidamente em direção a elas.</p><p>Esse alinhamento permitiu a <strong>medição precisa da evolução do gás</strong>, na qual os cientistas observaram que <strong>a frente de propagação colidiu com o vento solar circundante</strong>, causando inicialmente uma compressão temporária da estrutura magnética.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594273652.jpg" data-image="gq70nmk9xxif"><figcaption>Simulação da propagação da Ejeção de Massa Coronal (EMC) de 2 de novembro de 2021. Crédito: MNRAS.</figcaption></figure><p>Embora a compressão inicial tenha sido muito breve, <strong>a interação com as explosões causou aquecimento em todo o interior da bolha</strong>, gerando enormes forças internas que empurraram suas fronteiras externas, <strong>fazendo-a se expandir rapidamente</strong>.</p><p><strong>À medida que ganhava calor, a bolha crescia</strong>, <strong>atingindo velocidades de até 192 km/s</strong>. Essa velocidade é verdadeiramente impressionante, considerando que uma erupção típica geralmente se expande a velocidades que variam de cinquenta a cem quilômetros por segundo, no máximo.</p><h3>Radiação e simulações</h3><p>Para compreender plenamente as razões complexas por trás desse aumento, os cientistas recorreram a modelos tridimensionais interativos. Usando uma <strong>simulação magnetohidrodinâmica</strong>, eles conseguiram visualizar as velocidades de propagação do vento interestelar em diferentes planos orbitais.</p><p>Essas simulações revelaram como o plasma aprisionado interage com campos externos ao encontrar obstáculos naturais em seu caminho. O modelo digital mostrou uma curvatura espacial acentuada, confirmando que<strong> a estrutura colidiu com diversas erupções solares externas e foi posteriormente moldada por elas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782595188570.jpg" data-image="755ffpjf6wkq"><figcaption>Nuvem magnética "superexpandida" criada por uma ejeção de massa coronal no Sol. Crédito: Universidade de Iowa.</figcaption></figure><p>A conclusão foi que <strong>o arrasto cinemático constante e uma poderosa distribuição de momento interno desencadearam essa expansão</strong>. Além disso, as condições especiais causaram uma queda atípica na taxa de decaimento radial, que não estava de acordo com as leis conhecidas da física espacial.</p><p>Esses resultados também forneceram<strong> evidências convincentes de trocas de calor que inflaram violentamente a bolha</strong>. Todo esse fenômeno demonstra como a intensa radiação solar altera drasticamente a estabilidade de estruturas à medida que viajam pelo espaço interplanetário.</p><h3>Uma grande tempestade</h3><p>Compreender a dinâmica expansiva deste material é vital para o <strong>clima espacial</strong>, uma vez que estas nuvens magnetizadas podem colidir com a magnetosfera terrestre, gerando cenários imprevisíveis que podem perturbar a infraestrutura de telecomunicações.</p><p>Se uma<strong> tempestade solar</strong> particularmente forte atingisse hoje com força suficiente, as suas partículas carregadas interfeririam com o equipamento em órbita, danificando seriamente as comunicações por satélite e os sistemas globais de navegação geolocalizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria">Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-llamarada-del-sol-podria-devolvernos-a-la-edad-de-piedra-el-riesgo-de-una-tormenta-solar-y-como-nos-afectaria-1762811694747_320.jpg" alt="Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"></a></article></aside><p>Além disso, <strong>a chegada turbulenta do plasma poderia infiltrar-se nas redes elétricas de alguns países, causando sobrecargas e apagões</strong> que deixariam milhões de pessoas completamente isoladas em uma escuridão sem precedentes.</p><p>É por isso que esses estudos são de grande importância, especialmente para antecipar a dinâmica interna do clima espacial e, assim, <strong>aprimorar as ferramentas de previsão</strong> e garantir nossa proteção contra a atividade solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A termoclina revela como o oceano armazena calor e por que isso é tão importante para a temporada de ciclones]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-termoclina-revela-como-o-oceano-armazena-calor-e-por-que-isso-e-tao-importante-para-a-temporada-de-ciclones.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 23:39:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sob a superfície do oceano existe uma fronteira térmica invisível que regula o calor oceânico. Descubra o que é a termoclina e como ela pode influenciar a intensidade dos furacões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-termoclina-revela-como-el-oceano-guarda-calor-y-por-que-eso-importa-tanto-durante-la-temporada-de-tormentas-1782487119278.png" data-image="ca37b2kvdhlr"><figcaption>O calor armazenado no oceano é o principal combustível para os ciclones tropicais.</figcaption></figure><p>Ao observarmos o <strong>mar </strong>— seja de um satélite ou simplesmente de uma praia —, tudo parece acontecer na superfície. E, embora as profundezas do oceano guardem muitos de seus maiores mistérios, às vezes a diferença entre uma tempestade comum e uma extraordinária está a apenas algumas dezenas de metros abaixo da superfície.</p><div class="texto-destacado">Nos oceanos tropicais, a água superficial permanece quente devido à radiação solar, enquanto, em profundidades a partir de algumas centenas de metros, a temperatura cai rapidamente para valores próximos a 4°C.</div><p>Durante a<strong> temporada de furacões</strong>, tendemos a associar águas quentes à formação e à intensificação de tempestades. No entanto, há um detalhe que muitas vezes passa despercebido: o que realmente importa não é a temperatura da superfície, mas sim a <strong>quantidade de calor armazenada</strong> abaixo dela.</p><h2>Uma fronteira invisível de temperatura</h2><p>Nos<strong> primeiros metros abaixo da superfície</strong>, a temperatura da água varia muito pouco porque o<strong> sol a aquece continuamente</strong>, criando uma camada quase uniforme. Enquanto isso, o vento mistura constantemente essa camada de água. E é precisamente por isso que essa região é chamada de "camada de mistura".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-termoclina-revela-como-el-oceano-guarda-calor-y-por-que-eso-importa-tanto-durante-la-temporada-de-tormentas-1782486668204.png" data-image="4sojpflp2eke"><figcaption>É assim que a temperatura da água muda com o aumento da profundidade.</figcaption></figure><p>Mas, à medida que descemos, chega um<strong> ponto em que a temperatura começa a cair rapidamente</strong>. Como a água quente é menos densa, ela flutua sobre a água mais fria, formando duas camadas distintas. A<strong> termoclina é a camada intermediária onde essas duas camadas de água contrastantes se misturam</strong>.</p><p>Em apenas algumas dezenas ou centenas de metros de profundidade, a <strong>água pode esfriar de 5 a 15°C</strong>, um contraste enorme em comparação com a mudança quase imperceptível que ocorre na camada superficial. <strong>Esse gradiente térmico acentuado é precisamente o que define a termoclina</strong>.</p><div class="texto-destacado">A termoclina é uma camada de transição dentro de uma massa de água (seja um oceano ou um lago) onde a temperatura cai abruptamente à medida que a profundidade aumenta.</div><p>Não se trata de uma parede física, nem de uma camada sólida.<strong> É uma região onde a temperatura varia muito mais rapidamente com a profundidade do que no resto do oceano</strong>, antes de se estabilizar perto dos 2 a 4°C que caracterizam o oceano profundo. É uma barreira natural que separa a água quente da superfície do vasto reservatório de água fria que se encontra em maiores profundidades.</p><h2>A superfície revela apenas parte da história<br></h2><p>A <strong>temperatura da superfície do mar</strong> é um dos indicadores mais conhecidos para monitorar o desenvolvimento de ciclones tropicais. Mas ela não conta toda a história. Duas regiões podem ter exatamente a mesma temperatura superficial e ainda assim conter quantidades muito diferentes de energia.</p><p>A diferença está na profundidade da camada de água mais quente antes de atingir a termoclina. Se a água quente se estende por mais de 100 metros, o oceano armazena muito mais calor do que se ocupar apenas os primeiros 20 ou 30 metros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773974" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade">A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663_320.jpg" alt="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"></a></article></aside><p>Por isso, ao estudar ciclones, é mais preciso falar em <strong>conteúdo de calor oceânico</strong>. Essa medida considera não apenas a temperatura da água, mas também a quantidade de energia armazenada abaixo da superfície: o <strong>verdadeiro combustível que alimenta os furacões</strong>.</p><p>Mas a profundidade da termoclina não é fixa. Ela pode variar com a estação do ano, as correntes oceânicas e até mesmo fenômenos climáticos como o El Niño. Em particular, <strong>durante o El Niño</strong>, a <strong>termoclina se aprofunda</strong> no Pacífico central e oriental, o que normalmente<strong> aumenta o conteúdo de calor</strong> oceânico e favorece uma <strong>maior atividade ciclônica</strong> nessa região.</p><h2>É assim que um furacão rompe a termoclina</h2><p>Quando um ciclone tropical se desloca pelo oceano, seus ventos não apenas agitam a superfície, mas também<strong> misturam a água em camadas cada vez mais profundas</strong>, alterando sua estrutura térmica natural. Essa mistura normalmente atinge profundidades de dezenas de metros. Nos ciclones mais intensos ou de movimento mais lento, pode chegar a aproximadamente <strong>100-200 metros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-termoclina-revela-como-el-oceano-guarda-calor-y-por-que-eso-importa-tanto-durante-la-temporada-de-tormentas-1782486982525.png" data-image="tz6jd6zkhmcg"><figcaption>A termoclina também influencia a distribuição da vida marinha, regulando o calor e os nutrientes do oceano.</figcaption></figure><p>Se a <strong>termoclina for rasa</strong>, essa mistura faz com que a água muito mais fria suba, diminuindo a temperatura da superfície, e o<strong> ciclone perde parte da energia</strong> necessária para sobreviver ou se intensificar mais rapidamente.</p><p>Por outro lado, <strong>quando é mais profunda</strong>, o furacão continua misturando principalmente água quente, e o oceano continua fornecendo o calor necessário para sua <strong>intensificação</strong>.</p><h2>Por que isso importa ainda mais hoje em dia?</h2><p>Compreender a termoclina significa entender por que o oceano é muito mais do que sua superfície. A profundidade dessa fronteira térmica determina a quantidade de calor que pode ser trocada com a atmosfera e, consequentemente, <strong>como se desenvolvem os furacões e as tempestades.</strong></p><div class="texto-destacado">Após a passagem de um furacão, é comum observar um rastro frio sobre o oceano ao longo de seu percurso, evidência da marca fria deixada pela mistura de águas superficiais e profundas.</div><p>Em um contexto em que<strong> o conteúdo de calor dos oceanos atingiu níveis recordes devido ao aquecimento global</strong>, entender como essa energia se distribui abaixo da superfície torna-se cada vez mais importante. Isso não só nos ajuda a compreender por que alguns ciclones se intensificam rapidamente, como também aprimora a previsão do tempo e a avaliação de riscos.</p><p>Em última análise, o oceano armazena a maior parte de sua energia onde não podemos vê-la. E é justamente esse calor oculto que muitas vezes acaba moldando a história das tempestades mais intensas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lin%2C%20N.%20et%20al" data-year="2012" data-title="Ocean%20heat%20content%20for%20tropical%20cyclone%20intensity%20forecasting%20and%20its%20impact%20on%20storm%20surge" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs11069-012-0214-5">Lin, N. et al. (2012). <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11069-012-0214-5" target="_blank">Ocean heat content for tropical cyclone intensity forecasting and its impact on storm surge</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="2025" data-title="State%20of%20the%20Global%20Climate%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2F2025-03%2FWMO-1368-2024_en.pdf">World Meteorological Organization. (2025). <a href="https://wmo.int/sites/default/files/2025-03/WMO-1368-2024_en.pdf" target="_blank">State of the Global Climate 2024</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-termoclina-revela-como-o-oceano-armazena-calor-e-por-que-isso-e-tao-importante-para-a-temporada-de-ciclones.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quase 400 metros abaixo do mar e 27 km de extensão: este é o túnel submarino mais longo do mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quase-400-metros-abaixo-do-mar-e-27-km-de-extensao-este-e-o-tunel-submarino-mais-longo-do-mundo.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 22:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Noruega está avançando com um projeto de construção sem precedentes sob um de seus fiordes mais icônicos. O megaprojeto promete revolucionar a mobilidade e ampliar os limites da engenharia moderna.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782227000316.png" data-image="tf5y2gw2s6ei" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O túnel submarino mais longo e profundo do mundo está sendo construído na Noruega, no Boknafjord.</figcaption></figure><p>Se a <strong>tecnologia </strong>e seus avanços deixaram algo claro, é que nada é impossível — nem mesmo conectar dois locais que, até pouco tempo atrás, pareciam estar a mundos de distância. Nem mares nem montanhas parecem ser obstáculos mais!</p><p>Esse conceito é bem compreendido na <strong>Noruega</strong>, onde está em andamento um dos projetos de infraestrutura mais impressionantes do século21: o<strong> túnel submarino Rogfast, que promete ser o mais longo e profundo do mundo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Norway is building the Rogfast Tunnel, a 27 km undersea highway linking Stavanger and Bergen, cutting E39 travel from 11 hrs to just 35 min.<br><br>Set to become the worlds longest and deepest subsea road tunnel, it will change trade and tourism in the region.<a href="https://t.co/DKc3W3kyuW">pic.twitter.com/DKc3W3kyuW</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://x.com/Rainmaker1973/status/1983786297538855334?ref_src=twsrc%5Etfw">October 30, 2025</a></blockquote></figure><p> Estendendo-se por<strong> </strong>quase 400 metros abaixo do nível do mar ao longo da costa oeste da Noruega, esse megaprojeto atravessará o Boknafjord e <strong>conectará as cidades de Randaberg e Bokn — dois locais estratégicos do país</strong>.</p><p>O <strong>túnel percorre uma distância total subaquática de 26,7 quilômetros</strong>. Isso o tornará o mais longo, ao passo que sua<strong> profundidade de 392 metros</strong> no ponto mais profundo também estabelecerá um recorde.</p><h2>A obra que mudará para sempre a geografia da Noruega</h2><p>Se há algo que caracteriza a Noruega, é a maneira como a<strong> natureza impõe condições extremas</strong>. Um excelente exemplo disso são os famosos fiordes, formados por <strong>geleiras </strong>antigas, que oferecem paisagens espetaculares.</p><p>Naturalmente, essas paisagens imponentes — caracterizadas por <strong>vastos lagos</strong> — impõem enormes desafios ao transporte terrestre e, consequentemente, à conectividade dentro do país. De fato, muitas rotas exigem o uso de balsas para atravessar esses braços de mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226159174.png" data-image="ggbzpj9i3lrd" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O ponto mais profundo do túnel submarino norueguês fica a 392 metros, enquanto sua extensão total é de 27 quilômetros. Foto: X @Presserom</figcaption></figure><p>Os idealizadores deste megatúnel submarino — que, quando concluído<strong>, será o mais longo do mundo </strong>— buscam reduzir os atrasos nas viagens entre essas duas importantes cidades norueguesas.</p><p>O projeto é a peça central de um empreendimento ainda maior: a estratégica <strong>rodovia E39</strong>. Essa rota, há muito aguardada, estende-se por mais de 1.100 quilômetros ao longo da costa oeste da Noruega, visando estabelecer uma conexão contínua entre as regiões, sem depender de balsas.</p><p>Assim que o Rogfast estiver em operação, <strong>um trajeto que atualmente exige transbordos e longas esperas poderá ser realizado em apenas 35 minutos</strong>.</p><h2>O desafio cinematográfico: escavar sob o mar</h2><p>Se a construção de um túnel de tais dimensões já é suficientemente complexa em terra firme, o desafio de realizá-la sob quase 400 metros de água é imenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226262562.png" data-image="amqmry6rcrfs" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O túnel Rogfast faz parte da rodovia E39, que conecta 1.100 quilômetros da costa norueguesa. Foto: X @Teknisk</figcaption></figure><p>Justamente por esse motivo, as equipes de engenharia que trabalham na rodovia E39, na Noruega, já começaram a <strong>escavar enormes formações de granito e gnaisse</strong> — dois tipos de rocha extremamente duros.</p><p>A esse desafio soma-se a<strong> presença de falhas geológicas e zonas menos estáveis nessas massas rochosas</strong>, o que exige reforços estruturais constantes para garantir a segurança.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Norway is building the world's longest and deepest undersea road tunnel, a massive engineering project called Rogfast. Stretching nearly 27 km beneath a Norwegian fjord, the tunnel will allow drivers to travel underwater without waiting for ferries. Once completed, it could turn <a href="https://t.co/cL8axhfnol">pic.twitter.com/cL8axhfnol</a></p>— The Day Warrior (@thedaywar90) <a href="https://x.com/thedaywar90/status/2059967759929504053?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Diariamente, centenas de furos são perfurados na rocha e, em seguida, explosivos cuidadosamente distribuídos são posicionados para realizar <strong>detonações controladas</strong>.</p><p>Posteriormente, sistemas de ventilação são utilizados para dispersar gases e permitir a remoção de toneladas de material. Estima-se que<strong> cerca de 10 milhões de metros cúbicos de rocha serão removidos</strong>.</p><h2>Uma rodovia subaquática, um mundo sob o oceano</h2><p>O projeto do <strong>túnel submarino Rogfas</strong>t inclui <strong>dois tubos paralelos, com tráfego em sentido único em cada um</strong>. Essa característica visa aumentar a segurança e otimizar o fluxo de tráfego.</p><p>Além disso, contará com<strong> pontos de acesso de emergência a cada 250 metros</strong>, <strong>sistemas de ventilação de última geração</strong> e múltiplos mecanismos prontos para responder a qualquer eventualidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226440096.png" data-image="sng7y09d5t0b" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>Já começaram as obras de escavação do túnel submarino mais longo e profundo do mundo, atravessando enormes formações de granito e gnaisse. Foto: X @BOLDmedya</figcaption></figure><p>No entanto, quando se trata das características surpreendentes deste impressionante túnel submarino, destaca-se o enorme entroncamento subterrâneo situado a uma profundidade de 250 metros. Nesse ponto, <strong>o túnel principal se conectará à ilha de Kvitsøy</strong>.</p><p>Será algo totalmente inédito e extraordinário — uma espécie de <strong>entroncamento viário submarino </strong>projetado para facilitar o acesso a diversas regiões do país.</p><h2>Tecnologia digital a serviço da antecipação de riscos<br></h2><p>O túnel submarino Rogfast utiliza a<strong> plataforma </strong><em><strong>Tunneling Intelligence</strong></em>, que permite o monitoramento em tempo real do progresso da escavação por meio de modelos tridimensionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226654801.png" data-image="xrviyoltxgti" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O túnel contará com dois tubos paralelos, separados entre si e com tráfego em sentidos opostos. Também incluirá conexões de ligação. Foto: X @Jimlegare</figcaption></figure><p>Dessa forma, é possível determinar a posição exata das máquinas, detectar riscos potenciais e <strong>ajustar as operações em tempo real</strong>.</p><h2>Quando o túnel submarino será concluído?</h2><p>O <strong>investimento </strong>necessário para um projeto tão ambicioso é substancial. De fato, supera 20,6 bilhões de coroas norueguesas, o que equivale a aproximadamente <strong>1,75 bilhão de euros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226538495.png" data-image="7fqtqn8hm4vg" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>Espera-se que o impressionante túnel subaquático da Noruega entre em operação até 2033.</figcaption></figure><p>Embora o projeto esteja em andamento há algum tempo e tenha enfrentado contratempos e revisões orçamentárias, o fato é que o túnel submarino mais longo e profundo do mundo avança em ritmo constante.</p><p>Quanto à sua conclusão, <strong>a previsão é que seja aberto ao tráfego em 2031</strong>. No entanto, céticos acreditam que o prazo pode se estender até 2033. De qualquer forma, dentro de sete anos (no máximo), essa obra monumental se tornará realidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quase-400-metros-abaixo-do-mar-e-27-km-de-extensao-este-e-o-tunel-submarino-mais-longo-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 21:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O local possui uma área vulcânica temática (calma, não é de verdade) exclusiva com piscina de águas quentes e toboáguas. Saiba onde fica e quais os demais atrativos que oferece.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757486529.jpg" data-image="65ubuiym1eim"><figcaption>Resort fazenda no interior de São Paulo tem piscina de águas quentes dentro de um vulcão. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Um <strong>resort fazenda</strong> no<strong> interior do estado de São Paulo</strong> está se tornando uma grande atração para famílias que buscam destinos aconchegantes para aproveitar o inverno ou para curtir as férias de julho com os filhos.</p><p>Com piscinas de águas aquecidas, toboáguas, caverna temática e espetáculos noturnos, o local abriga uma <strong>atração temática única: o famoso Vulcão</strong>, que apresenta projeções mapeadas em um <strong>espetáculo que combina arte, fogo e magia</strong>. </p><p>Conhecido como o "<em>Resort Fazenda do Vulcão</em>", trata-se do<strong> Terra Parque Eco Resort</strong>, localizado <strong>no município de Pirapozinho</strong>, em meio a um cenário de belezas naturais, a cerca de 10 minutos do aeroporto de Presidente Prudente. Conheça abaixo quais os demais atrativos que o local oferece para os seus visitantes.</p><h2>Os atrativos do Terra parque Eco Resort</h2><p>O resort tem uma<strong> estrutura completa que integra lazer, conforto e experiências exclusivas </strong>em um só lugar. São mais de 300 mil m² de natureza, com uma estrutura perfeita para famílias, grupos e quem busca descanso com diversão. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661497" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seis-resorts-com-aguas-termais-para-voce-aproveitar-no-inverno-no-sul-do-brasil.html" title="Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil">Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seis-resorts-com-aguas-termais-para-voce-aproveitar-no-inverno-no-sul-do-brasil.html" title="Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seis-resorts-com-aguas-termais-para-voce-aproveitar-no-inverno-no-sul-do-brasil-1718647359387_320.jpg" alt="Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil"></a></article></aside><p>A <strong>principal atração</strong> é uma <strong>grande estrutura cenográfica inspirada em um vulcão</strong>, onde em seu <strong>interior </strong>há uma piscina de águas aquecidas cercada por <strong>cascatas, formações rochosas, iluminação temática e uma caverna mesozóica</strong> que transporta os visitantes para um cenário de aventura.</p><p>A intenção é proporcionar uma experiência capaz de despertar a imaginação das crianças e de criar momentos especiais para toda a família. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757585142.jpg" data-image="8g44ui3jv1zu"><figcaption>A piscina aquecida dentro do ‘Vulcão’ Terra Parque. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>À noite, essa estrutura se transforma em um palco de espetáculo</strong>, reunindo fogo real, projeção mapeada, música, dança e efeitos visuais, criando um dos momentos mais aguardados da programação do local. </p><p>Além dessa piscina ‘vulcânica’, os visitantes podem ter um contato maior com a natureza, realizar atividades ao ar livre, turismo rural, fazendinha, esportes de aventura, parque aquático e recreação infantil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757605634.jpg" data-image="cgib6r01jhhk"><figcaption>Imagem da estrutura do vulcão à noite, com show de luzes e projeções. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Entre os <strong>esportes de aventura</strong>, são oferecidos: passeio de quadriciclo e de jardineira, airsoft, paredão de escalada, passeio de pedalinho e de caiaque, arborismo com tirolesa, pesca esportiva e passeio a cavalo.</p><p>O resort conta ainda com uma<strong> lojinha de presentes</strong> e um <strong>restaurante </strong>com cardápios exclusivos e temáticos desenhados por chefes de cozinha, englobando a gastronomia nacional e internacional, além d<strong>e música ao vivo no ambiente</strong>.</p><p>E por último, mas não menos importante, o local conta também com um <strong>spa completo</strong>, oferecendo <strong>massagens</strong>, <strong>ventosaterapia</strong>,<strong> banho de ofurô</strong>, <strong>jacuzzi</strong>, entre outros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757624030.jpg" data-image="3pr64eaj8azq"><figcaption>Área de tobogãs no resort. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>São<strong> 201 opções de apartamentos divididos em nove vilas temáticas</strong> oferecendo <strong>conforto e qualidade</strong>, com ar condicionado, frigobar, banheiro com sistema de aquecimento individual, TV, banheira de hidromassagem e muito mais, a depender do tipo da acomodação.</p><p>O resort recebe <strong>visitantes </strong>de diversas regiões do nosso país como também <strong>turistas do exterior </strong>atraídos pela união de natureza, lazer, entretenimento e experiências exclusivas em um único destino. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz nova mudança para SP e RJ no começo de julho; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 19:42:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria vai avançar na segunda metade desta semana para a Região Sudeste do Brasil, aumentando as chuvas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html" target="_blank">Frente fria mantém alertas 1050 municípios em 4 estados; confira a previsão</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782743977934.jpg" data-image="4doj6ykdade4"><figcaption>Frente fria que atua no Sul do Brasil vai avançar para o Sudeste na próxima quinta-feira (2), aumentando as chuvas na região.</figcaption></figure><p>Uma <strong>frente fria</strong> está atuando no Sul do Brasil e vai permanecer de forma semi-estacionária por alguns dias sobre a região, causando chuvas contínuas e volumosas e, por vezes, intensas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Mas na <strong>segunda metade desta semana</strong>, o sistema meteorológico ganha reforço de um novo ciclone no oceano, na altura da Região Sul. Assim, a frente vai conseguir se deslocar e avançar para o Sudeste do país, onde vai provocar uma mudança no tempo ao levar<strong> chuvas moderadas</strong> aos estados de <strong>São Paulo</strong> e do <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria aumenta as chuvas em SP e RJ no início de julho</h2><p>Esta<strong> frente fria</strong> vai atuar de forma mais <strong>costeira </strong>no<strong> </strong>Sudeste, influenciando o tempo mais no leste da região.</p><p>A mudança no tempo devido à aproximação do sistema<strong> começa na noite de quinta-feira (2) </strong>no <strong>Litoral Sul de São Paulo</strong>, onde são esperadas <strong>chuvas intensas e temporais isolados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782746226560.png" data-image="fsnxd8u10x7s"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quinta-feira (2) às 20h à esquerda e para sexta-feira (3) às 6h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Ao longo da <strong>sexta-feira (3)</strong>, <strong>chuvas moderadas</strong> se espalham por todo o <strong>leste paulista, incluindo a capital</strong>, e por <strong>áreas de sul e centro </strong>do estado também. Podem ocorrer temporais isolados associados, mas o potencial é baixo. A capital paulista terá céu nublado e chance de chuva fraca ao longo do dia todo. </p><p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, <strong>chuvas fracas a moderadas</strong> afetam o <strong>centro-sul e áreas do leste</strong> do estado de forma isolada ao longo da sexta-feira (3). Na capital fluminense são esperadas chuvas fracas entre a manhã e a tarde, com céu variando de parcialmente nublado a nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782746488076.jpg" data-image="8dsrw1uur0v7"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para sábado (4) às 12h, segundo o modelo europeu. Há previsão de chuva fraca/chuvisco no litoral de SP e do RJ, mesmo com baixa probabilidade.</figcaption></figure><p>No<strong> sábado (4)</strong> o sistema já estará afastado da região, contudo, <strong>instabilidades</strong> <strong>ainda se concentram em áreas perto da costa</strong> dos dois estados devido à circulação marítima. Serão <strong>chuvas fracas e isoladas ou chuviscos </strong>na faixa litorânea. Nas demais áreas dos dois estados, o tempo fica estável.</p><p>A previsão é de que a<strong> capital paulista</strong> tenha um sábado (4) de sol entre muitas nuvens, mas sem chuvas. Já a <strong>capital fluminense</strong> pode ter chuva fraca entre a manhã e o início da tarde, e céu parcialmente nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782747016133.jpg" data-image="justx4k9m42c"><figcaption>A tendência do modelo europeu indica que na próxima semana teremos tempo firme e abertura de Sol nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.</figcaption></figure><p>A <strong>tendência </strong>indica que a partir deste sábado (4) uma alta pressão atmosférica vai manter o <strong>tempo firme e com sol nos dois estados</strong>, seguindo dessa forma <strong>ao longo da próxima semana</strong>, como podemos observar no mapa acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte massa de ar frio chega em breve com alerta de geada e potencial de neve; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 18:07:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar polar provocará frio intenso no Sul e no Sudeste no início de julho, com previsão de temperaturas negativas, geadas amplas e possibilidade de neve, além de levar friagem para parte da Região Norte.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados.html" target="_blank">Frente fria e massa de ar polar avançam sobre o Brasil em julho</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajrxi6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajrxi6.jpg" id="xajrxi6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, uma <strong>massa de ar polar atua sobre o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina</strong>, avançando pela região após a passagem de uma frente fria que causou grandes volumes de chuva no centro-sul do país. </p><div class="texto-destacado">Nesta segunda-feira (29), diversos municípios gaúchos registraram temperaturas baixíssimas de 3°C ou menos - Incluindo Santa Vitória do Palmar, São Gabriel e Quaraí, que chegou a registrar 1,3°C de mínima. Houve, inclusive, ocorrência de GEADAS.</div><p>Essa massa de ar frio não deve avançar muito mais pelo país, mantendo sua abrangência restrita aos estados gaúcho e catarinense. No entanto, previsões ainda indicam que uma <strong>segunda massa de ar polar avançará nos próximos dias</strong>, muito mais intensa e abrangente.</p><h2>Nova massa de ar frio chega na Quarta-Feira</h2><p>Na quarta-feira (1), primeiro dia de Julho, o<strong> mês já se inicia com o avanço de uma massa de ar frio muito intensa</strong> que afetará o tempo no Rio Grande do Sul. Ao longo da quinta-feira (2), o sistema atinge também Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e, com menor intensidade, sul do Mato Grosso e de Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira-1782752818911.jpg" data-image="15kizq10h7hz" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no início do sábado." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no início do sábado."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no início do sábado mostra que a massa avançará até a altura da região Norte, atingindo com muita intensidade o Sul e o Sudeste.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (3) durante a madrugada e o início da manhã, previsões indicam <strong>possibilidade de temperaturas negativas</strong>, abaixo de zero, em Santa Catarina e no extremo sul do Paraná, podendo se formar também no Rio Grande do Sul. Modelos indicam mínimas de <strong>-3°C</strong> em Santa Catarina, mas os valores reais podem ser ainda mais baixos, chegando a <strong>até -8°C</strong> em alguns municípios da região Serrana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Isso traz risco de geadas severas e muito abrangentes em toda a região Sul na sexta-feira (3) e também no sábado (4) durante a madrugada e o início da manhã.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao longo dos dias seguintes, o sistema chega a deixar as <strong>temperaturas mais amenas na região Norte</strong>, originando um episódio de<strong> friagem</strong> na região. Enquanto isso, a massa avança de maneira <strong>muito intensa pelo Sudeste</strong>, fazendo as temperaturas caírem significativamente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais e do Espírito Santo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira-1782752906008.jpg" data-image="e8e3vka4xclm" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira (esquerda) e no sábado (direita)." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira (esquerda) e no sábado (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira (esquerda) e no sábado (direita) mostra a ocorrência de temperaturas negativas no Sul e uma queda brusca da temperatura no Sudeste.</figcaption></figure><p>Com isso, no sábado (4) e o domingo (5) o frio se tornará muito intenso também na região Sudeste. As mínimas devem atingir <strong>valores abaixo dos 10°C</strong> em centenas de municípios, ocasionando <strong>geadas pontuais </strong>nas cidades de maior altitude, especialmente no sul de Minas Gerais. Ainda assim, vale notar que<strong> não </strong>há previsão de temperaturas negativas no Sudeste.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Há ainda a chance de ocorrência de <strong>precipitação invernal (como neve)</strong> na região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, durante a <strong>noite de quinta-feira (2)</strong> e a <strong>madrugada da sexta-feira (3)</strong>. Modelos indicam possibilidade de temperaturas atmosféricas muito baixas associadas a potencial de precipitação, como é possível observar na imagem abaixo. Essa situação <strong>beneficia a formação de neve</strong> na região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira-1782752948656.jpg" data-image="est8vtq4m14d" alt="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde)." title="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde)."><figcaption>Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde) mostra possibilidade de precipitação associada a baixas temperaturas atmosféricas, o que pode causar neve.</figcaption></figure><p>Para saber exatamente em <strong>quais dias o frio será mais intenso essa semana,</strong> não deixe de consultar diariamente a previsão meteorológica <strong>específica para o seu município.</strong> Assim você se atualiza sobre a previsão de precipitação, geadas e temperaturas mínimas e evita ser pego de surpresa pelo mau tempo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tecnologia criada para buscar água em Marte ajuda a encontrar vazamentos subterrâneos na Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sistema baseado em radar desenvolvido para pesquisas planetárias passou a ser usado por companhias de saneamento e pode recuperar bilhões de litros de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra-1782254360237.jpg" data-image="wzq45e8q5t3n" alt="Em São Paulo, previsão é que tecnologia ajude a recuperar 6,7 bilhões de litros de água . Crédito: Divulgação Asterra" title="Em São Paulo, previsão é que tecnologia ajude a recuperar 6,7 bilhões de litros de água . Crédito: Divulgação Asterra"><figcaption>Em São Paulo, previsão é que tecnologia ajude a recuperar 6,7 bilhões de litros de água . Crédito: Divulgação Asterra</figcaption></figure><p>Uma tecnologia originalmente desenvolvida para auxiliar na<strong> busca por água em Marte </strong>está sendo aplicada na Terra para localizar vazamentos invisíveis em redes de abastecimento. O sistema utiliza imagens captadas por satélites equipados com radar de abertura sintética (SAR) e algoritmos de inteligência artificial para identificar perdas subterrâneas de água tratada.</p><p>A solução é utilizada pela empresa Asterra, que combina os dados obtidos por satélites com <strong>modelos capazes de reconhecer a assinatura eletromagnética da água potável. </strong>A técnica permite detectar vazamentos que ainda não chegaram à superfície, reduzindo desperdícios e direcionando as equipes responsáveis pelos reparos.</p><p>Recentemente, a tecnologia foi contratada pela Sabesp para atuar na Região Metropolitana de São Paulo. O acordo, avaliado em R$ 5,9 milhões, prevê <strong>dois anos de operação com a expectativa de recuperar 6,7 bilhões de litros de água.</strong></p><h2>Da exploração de Marte às redes de abastecimento</h2><p>A origem do sistema remonta às pesquisas voltadas à <strong>identificação de reservatórios subterrâneos em Marte. </strong>Os satélites emitem ondas eletromagnéticas em banda L, capazes de atravessar a atmosfera e penetrar no solo, permitindo mapear características do subsolo.</p><div class="texto-destacado">Foi a partir dessa base tecnológica que o geofísico Lauren Guy desenvolveu uma aplicação voltada para a Terra. Em 2013, ele participou da criação da empresa que posteriormente passou a operar sob a marca Asterra, especializada em transformar dados de satélite em mapas para companhias de saneamento.</div><p>Segundo Adriano Trovato, diretor da Nortech, representante da empresa no Brasil, as <strong>micro-ondas conseguem atingir até três metros de profundidade</strong>, mesmo em áreas cobertas por asfalto, vegetação ou outras estruturas superficiais.</p><h2>Como o sistema identifica vazamentos</h2><p>A água distribuída pelas cidades recebe tratamento químico, incluindo a adição de cloro. <strong>Essa composição gera uma assinatura eletromagnética específica</strong>, que pode ser diferenciada da umidade natural do solo, da água da chuva ou do lençol freático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra-1782254431444.jpg" data-image="mi89wb3ktime" alt="A Sabesp opera 96,2 mil quilômetros de tubulações de água, o equivalente a mais de duas voltas completas ao redor da Terra" title="A Sabesp opera 96,2 mil quilômetros de tubulações de água, o equivalente a mais de duas voltas completas ao redor da Terra"><figcaption>A Sabesp opera 96,2 mil quilômetros de tubulações de água, o equivalente a mais de duas voltas completas ao redor da Terra. Crédito: Anna Clara Barreiro</figcaption></figure><p>Após a coleta das imagens, os algoritmos cruzam as informações com os mapas das tubulações fornecidos pelas companhias de saneamento. O resultado é<strong> um mapa com áreas de maior probabilidade de vazamento</strong>, classificadas por prioridade.</p><p>Apesar da precisão do sistema, a confirmação continua sendo feita em campo. Equipes especializadas utilizam <strong>geofones</strong>, equipamentos capazes de amplificar o ruído produzido pela água escapando sob pressão. Quanto mais próximo da origem do vazamento, mais intenso é o som captado.</p><h2>Sabesp aposta na redução das perdas de água</h2><p>Nos primeiros meses da operação, a Sabesp planejou monitorar <strong>cerca de 9 mil quilômetros de tubulações em municípios como São Paulo, Guarulhos, Osasco e Carapicuíba.</strong> A expectativa é concentrar os esforços em regiões com maior potencial de recuperação de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772751" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/corrida-rumo-a-lua-china-afirma-que-nao-poupara-recursos-para-lancar-o-satelite-ao-espaco-ate.html" title="Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030">Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/corrida-rumo-a-lua-china-afirma-que-nao-poupara-recursos-para-lancar-o-satelite-ao-espaco-ate.html" title="Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/carrera-hacia-la-luna-china-dice-que-no-escatimara-en-recursos-para-alcanzar-el-satelite-en-1780695478676_320.jpg" alt="Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030"></a></article></aside><p>Em testes anteriores realizados na Região Metropolitana de São Paulo, imagens de satélite indicaram <strong>81 possíveis vazamentos em 50 quilômetros de rede</strong>, enquanto os métodos convencionais identificaram apenas 14 ocorrências no mesmo contexto.</p><p>Além do Brasil, <strong>a tecnologia já é utilizada em países como China, Japão e Emirados Árabes Unidos</strong>. Embora não substitua as equipes de manutenção, o sistema reduz o tempo necessário para localizar vazamentos e transforma uma ferramenta criada para procurar água em outros planetas em uma aliada contra o desperdício nas cidades.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Revista%20Superinteressante" data-year="2026" data-title="Como%20sat%C3%A9lite%20criado%20para%20procurar%20%C3%A1gua%20em%20Marte%20pode%20encontrar%20vazamentos%20na%20Terra" data-url="https%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fciencia%2Fcomo-satelite-criado-para-procurar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Revista Superinteressante. (2026). <a href="https://super.abril.com.br/ciencia/como-satelite-criado-para-procurar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">Como satélite criado para procurar água em Marte pode encontrar vazamentos na Terra</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria mantém alertas 1050 municípios em 4 estados; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:50:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria continua atuando sobre parte do Centro-Sul do Brasil nos próximos dias. O sistema frontal mantém alerta para chuvas intensas, grandes acumulados e tempestades em 1050 municípios</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados.html" target="_blank">Frente fria e massa de ar polar avançam sobre o Brasil em julho; veja os estados afetados</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajquu2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajquu2.jpg" id="xajquu2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> intensa frente fria</strong> se formou neste final de semana sobre o Sul do Brasil e já provocou acumulados superiores a<strong> 100 mm </strong>em áreas do <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná</strong>. No restante desta segunda-feira (29) e ao longo de terça-feira (30), os riscos de temporais volumosos e tempestades continuam elevados.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </a></strong> </div><p>Diante deste cenário, o<strong><em> Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>)</em></strong> emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para tempestades válido para <strong>1050 municípios espalhados por 4 estados</strong> do Centro-Sul do país: </p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li></ul><p>A seguir acompanhe a previsão do tempo para as áreas afetadas por essa frente fria.</p><h2>RS, SC, PR e SP em alerta para tempestades</h2><p>No restante desta segunda-feira (29), estão previstas <strong>chuvas intensas sobre Santa Catarina e o Paraná</strong>, com possibilidade de trovoadas e descargas elétricas. O sul do estado de <strong>São Paulo também está na rota do sistema</strong>, com potencial para transtornos na tarde de hoje.</p><p>Ao longo da madrugada de terça-feira (30), <strong>o modelo europeu ECMWF indica que as chuvas vão diminuir </strong>sobre o interior do Paraná e o sul paulista. No entanto, o sistema deve se concentrar em áreas do <strong>norte de Santa Catarina</strong>, afetando cidades como Itajaí (SC) e Joinville (SC). As demais áreas da Região Sul terão bastante <strong>nebulosidade</strong>, com <strong>pancadas pontuais</strong> no sul catarinense e norte paranaense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao-1782744272762.jpg" data-image="v27ohpp3xwzw" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Chuva prevista para a noite de terça-feira (30).</figcaption></figure><p>Conforme as horas passam, <strong>novas instabilidades vão surgir sobre o Centro-Sul</strong>. Na parte da tarde, a previsão é de que um <strong>cavado (alongamento de uma área de baixa pressão)</strong> avance sobre o oeste da Região Sul, trazendo <strong>chuvas intensas</strong> para o sudoeste do Paraná, oeste catarinense e noroeste do Rio Grande do Sul.</p><p>Estes estados já foram gravemente afetados pelas chuvas dos últimos dias. Há potencial para <strong>novos transtornos</strong> na Região, uma vez que as chuvas persistem ao longo da noite de terça-feira (30), tendo potencial para <strong>tempestades intensas</strong>, com possíveis queda de<strong> granizo, rajadas de vento e grande volume pluviométrico.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao-1782744228689.jpg" data-image="1vua4fs2sxg1" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra áreas com maior potencial para tempestades na madrugada de quarta-feira (1).</figcaption></figure><p>As<strong> fortes instabilidades</strong> continuam ao longo da madrugada de quarta-feira (1). <strong>Atenção redobrada</strong> sobre Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Onde as chances de <strong>tempestades </strong>continuam.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O volume total de chuva esperado até a manhã de quarta-feira (1º) acende o sinal de alerta para enchentes e deslizamentos na região. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>Paraná </strong>tem os maiores volumes previstos para o sudoeste do estado, onde a chuva pode atingir ou até mesmo ultrapassar os <strong>150 mm. </strong></p><p>Em <strong>Santa Catarina</strong>, as chuvas serão volumosas por todo o território, embora distribuídas de forma irregular. Enquanto a porção sul catarinense deve registrar os menores volumes, por volta de <strong>15 mm</strong>, o oeste do estado pode enfrentar acumulados elevados de até<strong> 120 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao-1782744177191.jpg" data-image="swlnxh5hjb26" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Precipitação acumulada entre segunda (29) e a manhã de quarta-feira (1).</figcaption></figure><p>Já no <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as instabilidades se concentram no norte gaúcho, com volumes previstos próximos a<strong> 50 mm</strong>. Apesar de parecer um número menor, a situação exige cautela devido ao<strong> alto risco de deslizamentos de terra, </strong>uma vez que o solo da região já se encontra completamente encharcado pelos eventos meteorológicos recentes.</p><p>Por fim, o estado de <strong>São Paulo terá os acumulados mais baixos</strong> entre as quatro áreas afetadas pela frente fria. A previsão indica<strong> chuva acumulada de até 25 mm,</strong> <strong>restrita </strong>ao extremo sul e oeste paulista, <strong>sem indicativos de grandes transtornos</strong> para o restante do território paulista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nem todos os céus permitem ver a Via Láctea. A escala de Bortle classifica a escuridão noturna de 1 a 9 e ajuda a determinar se a sua cidade tem condições adequadas para observar estrelas, galáxias e outros fenómenos astronômicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014.png" data-image="fsnt5zurlgvw" alt="A escala de Bortle" title="A escala de Bortle"><figcaption>A escala de Bortle mostra como a poluição luminosa transforma o céu noturno: desde paisagens escuras onde a Via Láctea domina a noite, até cidades onde quase não se vêem estrelas.</figcaption></figure><p>Por que é que a Via Láctea aparece como uma nuvem brilhante no céu em alguns locais, enquanto noutros apenas algumas estrelas são visíveis? <strong>A resposta está na poluição luminosa e numa ferramenta fundamental para a medir</strong>: a escala de Bortle.</p><p><strong>Observar o céu noturno nem sempre significa ver o mesmo universo</strong>. Numa grande cidade, postes de iluminação, edifícios, carros e outdoors iluminam a atmosfera, criando uma espécie de "névoa artificial" que obscurece as estrelas mais ténues. Longe dos centros urbanos, porém, o céu recupera profundidade e contraste, e até revela a faixa leitosa da nossa galáxia.</p><p>Para determinar a escuridão do céu, <strong>o</strong><strong>s astrônomos amadores e os observadores utilizam a escala de Bortle</strong>, um sistema que classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9, em que 1 representa um céu excecionalmente escuro e 9 um céu urbano fortemente poluído por luz artificial.</p><h2>O que mede a escala de Bortle?<br></h2><p>A escala de Bortle não mede o clima ou a cobertura de nuvens, mas sim <strong>o brilho do céu noturno causado principalmente pela poluição luminosa</strong>. Foi proposta pelo astrônomo amador John E. Bortle e é utilizada como um guia prático para estimar a nitidez da observação de estrelas, galáxias, nebulosas e, claro, da Via Láctea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A escala de Bortle revela quanta luz ofusca as estrelas e quão visível pode ser a Via Láctea.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isto significa que <strong>quanto mais baixo for o número, melhor será o céu para observar as estrelas</strong>. Quanto maior o número, mais luzes competirão com as estrelas. E sim, infelizmente, as luzes geralmente ganham de lavada.</p><h3>De 1 a 9: assim muda o céu noturno<br></h3><p><strong>Um céu Bortle 1 corresponde a condições quase perfeitas</strong>: escuridão profunda, horizonte limpo e uma Via Láctea muito proeminente, com detalhes visíveis a olho nu. É o <strong>tipo de céu que se encontra em zonas remotas</strong>, longe de cidades, estradas e centros industriais.</p><p><strong>Nos índices Bortle 2 e 3, o céu continua excelente para a astronomia.</strong> A Via Láctea é claramente visível e algumas estruturas internas podem ser distinguidas sem telescópio, especialmente em noites sem lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782498491797.jpg" data-image="tpan22yzen4y" alt="Escala de Bortle." title="Escala de Bortle."><figcaption>A escala de Bortle classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9: quanto mais baixo for o índice, melhores serão as condições para observar a Via Láctea.</figcaption></figure><p>O <strong>nível 4 de Bortle já apresenta alguma poluição luminosa, mas ainda permite ver a Via Láctea</strong>, embora com menos contraste. Para muitas pessoas, este pode ser o primeiro grande passo de "eu vejo estrelas" para "eu vejo uma galáxia acima da minha cabeça".</p><p><strong>Em condições de Bortle 5 e 6</strong>, típicas de zonas suburbanas ou cidades de média dimensão, a Via Láctea torna-se difícil ou quase impossível de detetar a olho nu. <strong>Estrelas brilhantes, planetas e a Lua são visíveis, mas os objetos ténues desaparecem</strong>.</p><p>Os <strong>níveis 7, 8 e 9 da escala de Bortle correspondem a céus urbanos com forte iluminação</strong>. Nestes casos, o céu pode parecer acinzentado ou alaranjado, e apenas as estrelas mais brilhantes são visíveis. A Via Láctea, na prática, desaparece da vista.</p><h2>Que classificação de Bortle preciso de ter para ver a Via Láctea?<br></h2><p>Para observar a Via Láctea a olho nu, o ideal <strong>é procurar céus com um índice de Bortle de 4 ou inferior</strong>. Para uma experiência verdadeiramente deslumbrante, procure locais com um índice de Bortle de 1, 2 ou 3, longe da luz solar direta e com um horizonte limpo.</p><p> Mas<strong> o índice não é tudo</strong>. A fase da lua, a transparência atmosférica, a cobertura de nuvens, a humidade e a época do ano também importam. <strong>Uma noite sem lua é muito melhor do que uma noite de lua cheia</strong>, porque até a luz natural pode obscurecer estrelas ténues e detalhes da galáxia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Para ver a Via Láctea, procure céus com classificação Bortle 4 ou inferior: sem lua, sem nuvens e longe das luzes da cidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, <strong>pode consultar mapas de poluição luminosa, como o <em>Light Pollution Map</em></strong> ou plataformas similares, onde é possível pesquisar uma cidade ou coordenadas e estimar o nível de Bortle desse local. Existem também aplicações de astronomia que ajudam a planear passeios noturnos com base na localização, fase da lua e visibilidade.</p><p>Se a sua cidade apresentar um índice de Bortle elevado, isso não significa que deva desistir. <strong>Por vezes, basta afastar-se 30, 60 ou 90 minutos do centro da cidade para notar uma grande diferença</strong>. O céu escuro nem sempre está assim tão longe: só tem de escapar do "modo estádio" da cidade.</p><p><strong>A poluição luminosa não afeta apenas quem quer fotografar a Via Láctea. Também impacta a investigação astronômica</strong>, perturba os ecossistemas noturnos e diminui a nossa ligação com o céu. Em países como o Chile, que possui alguns dos mais belos céus do planeta, <strong>proteger o céu noturno significa também salvaguardar uma janela privilegiada para o universo</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referencia de la noticia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sky%20and%20Telescope" data-year="2026" data-title="Medici%C3%B3n%20de%20la%20contaminaci%C3%B3n%20lum%C3%ADnica%3A%20La%20escala%20de%20cielo%20oscuro%20de%20Bortle." data-url="https%3A%2F%2Fskyandtelescope.org%2Fastronomy-resources%2Flight-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale%2F">Sky and Telescope. (2026). <a href="https://skyandtelescope.org/astronomy-resources/light-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale/" target="_blank">Medición de la contaminación lumínica: La escala de cielo oscuro de Bortle.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte causa estragos e cancela aulas no Rio Grande do Sul; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-causa-estragos-e-cancela-aulas-no-rio-grande-do-sul-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em depoimento sobre os impactos do temporal na localidade de Barra do Caneleira, moradores relataram o susto com a força da água, que destruiu a infraestrutura de um balneário local. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-causa-estragos-e-cancela-aulas-no-rio-grande-do-sul-veja-imagens-1782688313273.jpg" data-image="di8chs29n0wz" alt="Ponte foi arrancada e vias ficaram obstruídas devido ao forte temporal que atingiu o interior gaúcho. Foto: Defesa Civil de Coronel Bicaco" title="Ponte foi arrancada e vias ficaram obstruídas devido ao forte temporal que atingiu o interior gaúcho. Foto: Defesa Civil de Coronel Bicaco"><figcaption>Ponte foi arrancada e vias ficaram obstruídas devido ao forte temporal que atingiu o interior gaúcho. Foto: Defesa Civil de Coronel Bicaco</figcaption></figure><p>A forte chuva que atingiu o Rio Grande do Sul neste domingo (28) <strong>causou alagamentos e deixou famílias desalojadas em cidades do Norte e Noroeste</strong>. O cenário mobilizou equipes da Defesa Civil e forçou alterações na rotina das comunidades afetadas.</p><p>De acordo com dados oficiais, o acumulado de precipitação <strong>chegou perto dos 200 mm em alguns municípios</strong>. Diante da severidade dos estragos nas estradas, administrações locais decidiram suspender as atividades escolares nesta segunda-feira (29).</p><h2>Impactos nas comunidades e infraestrutura da região Noroeste</h2><p>Na cidade de Redentora, <strong>mais de 300 residências foram alagadas em comunidades do interior</strong>, como Sítio Cassemiro e Vila São João. Na área urbana, 20 famílias precisaram abandonar seus imóveis e procurar abrigo temporário em locais seguros.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Minha solidariedade às famílias atingidas pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul. É urgente que as autoridades garantam abrigo, alimentação, atendimento de saúde, segurança e todo o suporte necessário às comunidades afetadas. Proteger vidas precisa ser a prioridade absoluta. <a href="https://t.co/H7YRxPHi0C">pic.twitter.com/H7YRxPHi0C</a></p>— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) <a href="https://x.com/fernandapsol/status/2071344985035977091?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></blockquote></figure><p>A infraestrutura viária sofreu sérios danos em Porto Xavier, <strong>onde a força da água arrancou por completo uma ponte</strong>. A estrutura fazia a ligação entre as linhas Baixa e Taquarussu, deixando o trânsito totalmente interrompido no trecho.</p><p>Em Tucunduva,<strong> o volume de chuva atingiu cerca de 182 mm em 24 horas</strong>, afetando três moradias. O transbordamento do Rio Tucunduva e do Rio dos Pratos cobriu estradas rurais e prejudicou o acesso.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">O RIO<br>GRANDE DO SUL VOLTA A ENFRENTAR TRANSTORNOS POR CAUSA DAS CHUVAS.<br><br>Neste domingo (28), o Rio Tumurupará, conhecido como Rio Pessegueiro, saiu do leito e provocou alagamentos em Campina das Missões, no noroeste gaúcho. <a href="https://t.co/mUgvqlC0kC">pic.twitter.com/mUgvqlC0kC</a></p>— Nanibarbosa (@RosaneBonoro) <a href="https://x.com/RosaneBonoro/status/2071275182770045121?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O município de Roque Gonzales registrou mais de 130 mm</strong>, provocando bueiros entupidos e pontos de inundação. Na localidade de Rincão Comprido, moradores salvaram um homem cujo automóvel foi arrastado pela correnteza do Arroio Engenho.</p><h2>Bloqueios de estradas e resgates em municípios atingidos</h2><p>A cheia de dois arroios em Coronel Bicaco<strong> inundou cerca de 35 casas e exigiu ações rápidas</strong>. Moradores acamados precisaram ser resgatados com o auxílio de barcos após a rápida subida do nível da água.</p><p>Em Três Passos, na divisa com Derrubadas e Miraguaí, <strong>a cheia do rio Turvo cobriu duas pontes</strong>. A interrupção bloqueou os acessos entre Água Fria e Romana Seca, e entre as localidades de Floresta e Centro Novo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens.html" title="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens ">Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens.html" title="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens-1782304946854_320.jpg" alt="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens "></a></article></aside><p><strong>Na cidade de Horizontina, o acumulado foi de 168 mm, obstruindo vias rurais</strong>. No interior, uma família que residia na encosta do Rio Buricá precisou ser removida preventivamente pelas equipes de socorro.</p><p>O Balneário Peiter, situado em Três de Maio,<strong> foi tomado pela inundação do Rio Caneleira</strong>. Uma moradora do local relatou o susto ao perceber a rapidez com que a água subiu pela manhã. "Quando acordamos, o rio já estava próximo da casa". Ela também ressaltou que, apesar de já ter visto cheias anteriores, "a força da água hoje estava impressionante, muito forte".</p><h2>Cancelamento de aulas e monitoramento dos estragos</h2><p>A falta de condições de tráfego nas estradas do interior <strong>forçou o cancelamento das aulas de segunda-feira (29)</strong>. A medida foi adotada pelas prefeituras de Sede Nova e de Campo Novo para preservar os estudantes.</p><p>Em Campo Novo, o transporte escolar ficou inviabilizado e<strong> a Defesa Civil confirmou que oito casas sofreram danos</strong>. O órgão estadual segue monitorando os relatos de vendaval, alagamentos e subida de rios pelo Estado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Capellari" data-year="2026" data-title="Chuva%20de%20quase%20200mm%20cancela%20aulas%2C%20eleva%20n%C3%ADvel%20de%20rios%20e%20deixa%20estragos%20no%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F28%2Fchuva-de-quase-200mm-cancela-aulas-eleva-nivel-de-rios-e-deixa-estragos-no-rs.ghtml">Ana Capellari. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/06/28/chuva-de-quase-200mm-cancela-aulas-eleva-nivel-de-rios-e-deixa-estragos-no-rs.ghtml" target="_blank">Chuva de quase 200mm cancela aulas, eleva nível de rios e deixa estragos no RS</a>.</cite><br><cite data-author="Nadine%20Funck" data-year="2026" data-title="%22Quando%20acordamos%2C%20o%20rio%20j%C3%A1%20estava%20pr%C3%B3ximo%20da%20casa%22%2C%20diz%20moradora%20surpreendida%20pela%20%C3%A1gua%20no%20interior%20do%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.abcmais.com%2Fbrasil%2Frio-grande-do-sul%2Fquando-acordamos-o-rio-ja-estava-proximo-da-casa-diz-moradora-surpreendida-pela-agua-no-interior-do-rs-veja-video%2F">Nadine Funck. (2026). <a href="https://www.abcmais.com/brasil/rio-grande-do-sul/quando-acordamos-o-rio-ja-estava-proximo-da-casa-diz-moradora-surpreendida-pela-agua-no-interior-do-rs-veja-video/" target="_blank">"Quando acordamos, o rio já estava próximo da casa", diz moradora surpreendida pela água no interior do RS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-causa-estragos-e-cancela-aulas-no-rio-grande-do-sul-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba o que observar no céu em julho de 2026: veja os principais fenômenos astronômicos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Saiba quais eventos poderão ser observados no céu, as melhores datas para acompanhar cada fenômeno e os destaques da exploração espacial ao longo de julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1782684995407.png" data-image="184hvkr039np" alt="Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot" title="Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot"><figcaption>Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot</figcaption></figure><p><strong>Julho marca o primeiro mês completo do inverno no Hemisfério Sul e terá noites mais longas e condições favoráveis para a observação do céu. </strong>Esse aumento da duração da noite ocorre em razão da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol. </p><p>Entre os principais destaques do mês está a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, que aconteceu no final de julho.<strong> O período também favorece a observação de objetos do céu profundo, como nebulosas, aglomerados estelares e regiões de formação de estrelas. </strong></p><p>Além dos eventos astronômicos, julho também terá missões de exploração espacial. <strong>Entre eles está o lançamento da missão LOXSAT-1 e a missão tripulada Soyuz MS-29</strong>, responsável por transportar uma nova tripulação até a Estação Espacial Internacional. </p><h2>Inverno no hemisfério Sul</h2><p><strong>As noites de julho são as mais longas do ano no hemisfério Sul devido à posição da Terra em sua órbita ao redor do Sol e à inclinação de 23,5° de seu eixo de rotação.</strong> Após o solstício de inverno, ocorrido no final de junho, o hemisfério Sul continua recebendo menor incidência de luz solar ao longo do dia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1782684967996.png" data-image="3qugikvgdikp" alt="As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no Hemisfério Sul. Crédito: ESO" title="As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no Hemisfério Sul. Crédito: ESO"><figcaption>As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no hemisfério Sul. Crédito: ESO</figcaption></figure><p>À medida que a Terra continua seu movimento de translação ao redor do Sol, a duração dos dias começa a aumentar gradualmente após o solstício. <strong>Como resultado, as noites passam a ficar mais curtas, embora essa mudança ocorra de forma lenta</strong> e pouco perceptível nas primeiras semanas do inverno. </p><h2>Chuva de meteoros</h2><p>Julho também marca o retorno de uma atividade mais intensa de chuvas de meteoros com várias chuvas durante o mês. <strong>O destaque será a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, cujo pico acontece entre os dias 30 e 31 de julho. </strong></p><div class="texto-destacado">Essa chuva é mais favorável para observadores do hemisfério Sul e pode produzir cerca de 25 meteoros por hora.</div><p><strong>Apesar da elevada atividade prevista, a observação será prejudicada pelo brilho intenso da Lua, que estará próxima da fase cheia e reduzirá a visibilidade.</strong> Ainda assim, os rastros mais brilhantes poderão ser observados a olho nu em locais afastados da poluição luminosa. </p><h2>Observação do céu profundo</h2><p>Além disso, julho é considerado um dos melhores meses do ano para a observação de objetos do céu profundo. <strong>Nessa época, a faixa da Via Láctea permanece alta no céu durante grande parte da noite.</strong> Essa configuração proporciona condições boas para localizar nebulosas e galáxias. </p><p><strong>Alguns dos alvos mais recomendados são a Nebulosa da Lagoa, o Aglomerado da Borboleta e o Aglomerado de Hércules</strong>, que podem ser observados com pequenos telescópios ou binóculos. Observadores com telescópios mais específicos conseguirão observar objetos como a Nebulosa Olho de Gato.</p><h2>Missão LOXSAT-1</h2><p>O mês também terá missões com foco na exploração espacial como o lançamento da missão LOXSAT, voltada ao desenvolvimento de tecnologias de fluidos criogênicos. <strong>O satélite servirá como uma plataforma para operações de transferência de oxigênio líquido entre veículos espaciais. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis">O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886_320.jpg" alt="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"></a></article></aside><p>Esses sistemas poderão permitir que naves sejam reabastecidas no espaço sem a necessidade de retornar à Terra. Os resultados obtidos pela LOXSAT servirão de base para o desenvolvimento do Cryo-Dock. <strong>O Cryo-Dock será um depósito orbital de combustível criogênico planejado para entrar em operação até 2030.</strong></p><h2>Missão Soyuz MS-29</h2><p>Outro destaque da exploração espacial em julho será o lançamento da missão tripulada Soyuz MS-29, previsto para 14 de julho.<strong> A espaçonave transportará três novos integrantes para a Estação Espacial Internacional (ISS).</strong> A tripulação principal será composta pelos cosmonautas russos Pyotr Dubrov e Anna Kikina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1782684903078.png" data-image="gkggrmobav0q" alt="A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA" title="A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA"><figcaption>A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>A missão dará continuidade às operações científicas, tecnológicas e de manutenção da estação espacial. </strong>A ISS é importante porque continua sendo um dos principais laboratórios de pesquisa em microgravidade. Além dos cosmonautas, o astronauta Anil Menon da NASA também participará.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 23:46:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Praticadas há pelo menos 4.500 anos, as chagras combinam produção de alimentos, conservação ambiental e conhecimentos ancestrais, mas enfrentam ameaças crescentes como mineração, mudanças climáticas e desmatamento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680845574.jpg" data-image="ny7rqce5waqy" alt="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito" title="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito"><figcaption>Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As pequenas áreas agrícolas conhecidas como <strong>chagras</strong> vêm chamando a atenção de pesquisadores por aliarem produção de alimentos, conservação da biodiversidade e preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da Amazônia. Mantido há milhares de anos, esse sistema de cultivo permanece essencial para a segurança alimentar de diversas comunidades, ao mesmo tempo em que desafia os princípios da agricultura intensiva moderna.</p><p>Na Amazônia colombiana, a indígena Kelly Johanna Yucuna cultiva sua chagra seguindo um conjunto de práticas transmitidas entre gerações. Embora o terreno possa parecer desorganizado para quem não conhece o sistema, <strong>cada planta ocupa um lugar definido e desempenha uma função específica</strong> dentro de um complexo equilíbrio ecológico e cultural.</p><p>As chagras normalmente ocupam menos de dois hectares e permanecem em uso por cerca de cinco ou seis anos. Depois desse período, as famílias interrompem o cultivo e permitem que a área se regenere naturalmente, devolvendo-a à floresta. Esse ciclo <strong>contribui para a manutenção da biodiversidade</strong>, do estoque de carbono e da fertilidade do solo.</p><h2>Agricultura integrada à floresta</h2><p>Muito além de um modelo agrícola, <strong>as chagras fazem parte da cosmologia dos povos indígenas amazônicos</strong>. A abertura de uma nova área depende da autorização dos anciãos, que realizam rituais para pedir permissão aos espíritos da floresta antes do início do plantio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449.jpg" data-image="norwa15kmsw6" alt="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento" title="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento"><figcaption>As "chagras" exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As comunidades escolhem cuidadosamente os locais onde serão abertas as áreas de cultivo, preservando boa parte das árvores nativas. Pesquisas mostram que<strong> esses sistemas conservam aproximadamente metade das espécies arbóreas originais</strong> e apresentam níveis de biodiversidade superiores aos encontrados em monoculturas agrícolas.</p><p>Outro diferencial é a <strong>grande diversidade de espécies cultivadas</strong>. Apenas no território de Jaguares de Yuruparí, na Colômbia, foram identificadas mais de cem espécies de plantas, incluindo mandioca, banana-da-terra, inhame, batata-doce, frutas, ervas medicinais, tabaco e pimentas.</p><h2>Conhecimento ancestral garante diversidade alimentar</h2><p>A<strong> mandioca</strong> ocupa posição central nas chagras e possui profundo significado cultural. Entre diversos povos indígenas, ela simboliza as mulheres, enquanto a coca representa os homens. Por isso, ambas costumam ser plantadas juntas, no centro das áreas de cultivo.</p><div class="texto-destacado">Cada povo preserva dezenas de variedades de mandioca, resultado de séculos de seleção e adaptação às condições ambientais locais. Além da produção de alimentos, as chagras funcionam como espaços de transmissão de conhecimentos, onde crianças aprendem com pais e avós sobre a origem, o manejo e a importância espiritual de cada planta.</div><p>Segundo especialistas, esse conhecimento tradicional permite que a agricultura acompanhe os ciclos naturais da floresta, <strong>reduzindo impactos ambientais</strong> e fortalecendo a resiliência dos ecossistemas.</p><h2>Modelo também gera renda e inspira novas estratégias</h2><p>Embora muitas chagras sejam destinadas principalmente ao consumo familiar, algumas regiões também utilizam o sistema para produção comercial. Na província de Napo, no Equador, <strong>cooperativas indígenas cultivam cacau, baunilha e guayusa em sistemas agroflorestais</strong> que geram renda para centenas de famílias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680969400.jpg" data-image="th626y59u7ps" alt="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta" title="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta"><figcaption>A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>Reconhecidas pela Organização das Nações Unidas como <strong>Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Global</strong>, as chamadas "chakras" equatorianas demonstram que é possível combinar geração de renda com conservação ambiental. Mesmo nos cultivos comerciais, dezenas de espécies vegetais permanecem convivendo com os cacaueiros, diferentemente das monoculturas convencionais.</p><p>Pesquisadores destacam que esse modelo pode oferecer importantes lições para a <strong>construção de sistemas alimentares mais sustentáveis</strong>, sobretudo diante da crescente preocupação com a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas.</p><h2>Mineração e mudanças climáticas ameaçam sistema tradicional</h2><p>Apesar de seus benefícios, as chagras enfrentam desafios cada vez maiores. A expansão da<strong> mineração, do desmatamento, do narcotráfico e das mudanças climáticas</strong> compromete tanto a produção agrícola quanto os modos de vida das comunidades indígenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola">Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola-1768845616246_320.jpg" alt="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"></a></article></aside><p>A contaminação por mercúrio, a alteração dos ciclos de chuva, a redução da oferta de peixes e caça e o surgimento de novas pragas já <strong>afetam diversas regiões amazônicas</strong>. Ao mesmo tempo, muitos jovens deixam as comunidades em busca de alternativas econômicas, dificultando a transmissão dos conhecimentos tradicionais.</p><p>Para especialistas, <strong>proteger os territórios indígenas é a medida mais eficaz para garantir a continuidade das chagras. </strong>Mais do que um sistema agrícola, elas representam uma forma de gestão da floresta baseada na convivência com a natureza e podem inspirar soluções para uma produção de alimentos mais equilibrada, sustentável e adaptada aos desafios ambientais do século XXI.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="As%20'fazendas'%20na%20Amaz%C3%B4nia%20que%20desafiam%20a%20agricultura%20moderna" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcm2ry174142o">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2ry174142o" target="_blank">As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>