<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 05 Apr 2026 15:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 15:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O primeiro carro do Brasil faz 70 anos, e o país ainda busca independência tecnológica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 14:23:54 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Setenta anos após o surgimento do Romi-Isetta, indústria automobilística brasileira revela avanços, desafios estruturais e a persistente busca por autonomia tecnológica e inovação sustentável no cenário global competitivo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais-1775397283483.jpg" data-image="7wcebadmp4hd" alt="Brasília, 2 de fevereiro de 1960: o presidente Juscelino Kubitschek acena do Romi-Isetta claro (à esq.) durante uma caravana de veículos de fabricação nacional" title="Brasília, 2 de fevereiro de 1960: o presidente Juscelino Kubitschek acena do Romi-Isetta claro (à esq.) durante uma caravana de veículos de fabricação nacional"><figcaption>Brasília, 2 de fevereiro de 1960: o presidente Juscelino Kubitschek acena do Romi-Isetta claro (à esq.) durante uma caravana de veículos de fabricação nacional. Crédito: Revista Fapesp</figcaption></figure><p>Há<strong> 70 anos</strong>, o<strong> Brasil </strong>dava um passo decisivo rumo à industrialização com o <strong>lançamento do Romi-Isetta, primeiro automóvel de passeio produzido em série no país</strong>. Apresentado em 5 de setembro de 1956, o modelo foi fabricado em Santa Bárbara d’Oeste (SP) e desfilou pelas ruas da capital paulista como símbolo de modernidade.</p><p>A cerimônia contou com a bênção do cardeal Carlos Carmelo Motta, que destacou a importância da iniciativa para a independência econômica nacional. O projeto, embora baseado em um modelo italiano, já apresentava<strong> significativo índice de nacionalização para a época.</strong></p><p>O lançamento ocorreu no contexto do<strong> governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961)</strong>, cujo Plano de Metas incentivava a industrialização e a instalação de montadoras no país, reduzindo a dependência de veículos importados desmontados.</p><h2>O impulso da industrialização</h2><p>Para acelerar esse processo, o governo criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia), que estabeleceu metas progressivas de nacionalização<strong>. O Romi-Isetta já largou à frente, com cerca de 72% de seus componentes produzidos localmente.</strong></p><div class="texto-destacado">Compacto, econômico e inovador, o veículo refletia tendências que só se consolidariam décadas depois, como a busca por eficiência energética. Ainda assim, suas limitações estruturais acabaram pesando contra sua permanência no mercado.</div><p>Com capacidade para apenas dois passageiros, o modelo não atendia às exigências do Geia para incentivos fiscais, voltados a carros maiores. <strong>Em 1961, a produção foi encerrada, marcando o fim precoce do pioneiro.</strong></p><h2>Crescimento e dependência tecnológica</h2><p>Apesar disso, a indústria automobilística brasileira avançou rapidamente<strong>. Em 1960, o país já produzia cerca de 133 mil veículos</strong>, com alto índice de nacionalização, um salto considerado histórico na América Latina.</p><p>Entretanto, o <strong>modelo de desenvolvimento industrial de Kubitschek priorizou a atração de multinacionais</strong>, o que gerou dependência tecnológica. O Brasil se consolidou mais como montador do que como desenvolvedor de tecnologia automotiva.</p><p>Esse cenário também estimulou o chamado <strong>“rodoviarismo</strong>”, com foco em estradas e abandono das ferrovias, criando gargalos logísticos que ainda impactam o país.</p><h2>Crises e inovação energética</h2><p>Na década de 1970, o crescimento foi impulsionado pelo <strong>“milagre econômico”</strong>, mas sofreu impacto com a crise do petróleo de 1973. Em resposta, o governo lançou o Programa Nacional do Álcool (Proálcool).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais-1775397641358.jpg" data-image="4y9f49m7egsx" alt="Linha de produção do Fiat 147, o primeiro carro a álcool produzido em série no mundo" title="Linha de produção do Fiat 147, o primeiro carro a álcool produzido em série no mundo"><figcaption>Linha de produção do Fiat 147, o primeiro carro a álcool produzido em série no mundo. Crédito: Stellantis</figcaption></figure><p>O programa resultou no desenvolvimento do <strong>Fiat 147, primeiro carro movido a etanol produzido em série no mundo</strong>, destacando a capacidade de inovação do país.</p><p>Mesmo assim, nos <strong>anos 1980, a indústria enfrentou estagnação</strong>. Na década seguinte, a abertura econômica promovida por Fernando Collor de Mello expôs a defasagem tecnológica dos veículos nacionais.</p><h2>O sonho do carro nacional</h2><p>Nesse contexto, a <strong>Gurgel Motores</strong> tornou-se<strong> símbolo da tentativa de criar um automóvel genuinamente brasileiro. </strong>Fundada por João Amaral Gurgel, lançou o BR-800, com peças totalmente nacionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais-1775397740260.jpg" data-image="munet00i1e3a"></figure><p>Apesar do pioneirismo, a empresa não resistiu à concorrência internacional e encerrou suas atividades nos anos 1990. Ainda assim, <strong>deixou um legado de inovação, incluindo iniciativas em veículos elétricos.</strong></p><p>Décadas depois, o sonho ressurge com a <strong>Lecar</strong>, que desenvolve um carro híbrido com alta nacionalização. O projeto enfrenta forte concorrência global, especialmente da indústria chinesa.</p><h2>Desafios e futuro da indústria</h2><p>Especialistas apontam que<strong> o Brasil possui capacidade técnica, mas carece de políticas industriais consistentes</strong>. A continuidade de estratégias de longo prazo é vista como essencial para fortalecer o setor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728855" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/jambu-amazonico-de-ingrediente-tradicional-a-aposta-da-industria-farmaceutica.html" title="Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica">Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/jambu-amazonico-de-ingrediente-tradicional-a-aposta-da-industria-farmaceutica.html" title="Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jambu-amazonico-de-ingrediente-tradicional-a-aposta-da-industria-farmaceutica-1757536598679_320.jpg" alt="Jambu amazônico: de ingrediente tradicional a aposta da indústria farmacêutica"></a></article></aside><p>Nesse sentido, o governo lançou a política<strong> Nova Indústria Brasil</strong>, voltada à inovação e sustentabilidade, com investimentos bilionários e metas até 2033.</p><p>Setenta anos após o Romi-Isetta, <strong>o país segue em busca de um equilíbrio entre produção, tecnologia e autonomia.</strong> Um desafio que permanece central para o futuro da indústria automobilística nacional.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Revista Fapesp. <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro/" title="Há 70 anos, nascia o primeiro carro brasileiro">Há 70 anos, nascia o primeiro carro brasileiro. </a>2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ha-70-anos-nascia-o-primeiro-carro-brasileiro-saiba-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após o lançamento da Artemis II, quais serão os próximos passos da exploração espacial?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Artemis II inaugurou uma nova fase em 2026, após o lançamento bem sucedido do dia 1 de abril, e os próximos passos já estão sendo planejados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial-1775337781097.png" data-image="wq2ei2o9zhgx" alt="Após o sucesso da Artemis II, as próximas missões devem avançar para o pouso humano e a permanência prolongada na Lua. Crédito: NASA" title="Após o sucesso da Artemis II, as próximas missões devem avançar para o pouso humano e a permanência prolongada na Lua. Crédito: NASA"><figcaption>Após o sucesso da Artemis II, as próximas missões devem avançar para o pouso humano e a permanência prolongada na Lua. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>O lançamento da Artemis II, realizado em 1º de abril de 2026, representa um marco no retorno de missões tripuladas ao entorno da Lua. <strong>A missão tem como principal objetivo validar sistemas críticos para a exploração espacial, incluindo suporte à vida, navegação e desempenho da cápsula. </strong>Ao levar astronautas novamente à órbita lunar, a missão testa, em condições reais, tecnologias que serão essenciais para etapas futuras. Além disso, avalia a integração entre diferentes sistemas desenvolvidos ao longo da última década. </p><p>Apesar do sucesso do lançamento, o programa Artemis II passou por ajustes em seu cronograma, incluindo um adiamento de quase um ano em relação ao planejamento inicial. <strong>Recentemente, o primeiro pouso tripulado da missão Artemis também foi postergado, sendo agora previsto para 2028.</strong> No novo cronograma da NASA, essa etapa será realizada pela missão Artemis IV, substituindo o papel da Artemis III. Ajustes desse tipo são comuns em programas espaciais de grande complexidade e longa duração.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761838" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estes-sao-os-criterios-meteorologicos-para-transferencia-e-lancamento-do-foguete-da-missao-artemis-ii.html" title="Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II">Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estes-sao-os-criterios-meteorologicos-para-transferencia-e-lancamento-do-foguete-da-missao-artemis-ii.html" title="Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/criterios-meteorologicos-lanzamiento-de-artemis-ii-1774920284327_320.png" alt="Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II"></a></article></aside><p>Além do programa Artemis, outros países também estão avançando com planos para exploração lunar tripulada. <strong>A China, por exemplo, desenvolve o programa Chang'e com objetivo de enviar de astronautas à superfície lunar até 2030.</strong> Dentro desses planos, também está a construção de uma base lunar permanente. Vários programas mostram a importância estratégica, política e científica da Lua na exploração espacial.</p><h2>Artemis II</h2><p><strong>A Artemis II é uma missão tripulada do programa Artemis, projetada para validar sistemas essenciais para futuras missões. </strong>Entre seus principais objetivos estão testar o desempenho da espaçonave, avaliar sistemas de suporte à vida e verificar sistemas de navegação e comunicação em longas distâncias. A missão também busca demonstrar a capacidade de transportar e manter uma tripulação em segurança fora da órbita baixa da Terra. </p><div class="texto-destacado">Esses testes são importantes para reduzir incertezas técnicas antes de missões com pouso na superfície lunar. </div><p>A missão foi lançada com sucesso em 1º de abril de 2026, a Artemis II está conduzindo uma tripulação de quatro astronautas em uma trajetória ao redor da Lua. <strong>Durante o voo, a missão realiza manobras orbitais para pegar um gancho usando o campo gravitacional da Terra. </strong>A trajetória inclui uma passagem ao redor da Lua antes do retorno à Terra. Além disso, a missão fornece dados sobre radiação e desempenho humano fora da órbita terrestre. </p><h2>Novo calendário</h2><p>No início de 2026, a NASA anunciou uma atualização no cronograma do programa Artemis, alterando a sequência das missões planejadas. <strong>De acordo com a nova estratégia, a Artemis III, anteriormente prevista para realizar o retorno de astronautas à superfície lunar em 2027, não terá mais esse papel. </strong>Em vez disso, a missão será dedicada a testes em órbita baixa da Terra. Ajustes desse tipo são comuns em programas espaciais, especialmente com novas tecnologias.</p><p>Com essa reestruturação, o primeiro pouso tripulado do programa Artemis foi adiado para 2028 e será realizado pela Artemis IV. <strong>Essa missão passa a assumir o papel originalmente da Artemis III, marcando o retorno efetivo de astronautas à Lua. </strong>O novo cronograma permite que etapas intermediárias sejam consolidadas, reduzindo riscos operacionais e aumentando a confiabilidade dos sistemas. Além disso, possibilita maior integração entre diferentes elementos da arquitetura lunar, como módulos orbitais e sistemas de pouso. </p><h2>Pouso na Lua</h2><p>A expectativa pelo retorno de humanos à superfície da Lua está concentrada na missão Artemis IV. <strong>Diferentemente das missões Apollo, o objetivo atual inclui permanências mais longas, com previsão de cerca de uma semana no solo lunar.</strong> Durante esse período, os astronautas realizarão experimentos científicos e testes de tecnologias. Essas atividades envolvem desde estudos geológicos até testes para construção de uma infraestrutura permanente na Lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial-1775337794171.png" data-image="4e1mr8uh5gwa" alt="A missão Chang'e 6 trouxe amostras da Lua para a Terra, ampliando o entendimento sobre a composição lunar. Crédito: CSNA" title="A missão Chang'e 6 trouxe amostras da Lua para a Terra, ampliando o entendimento sobre a composição lunar. Crédito: CSNA"><figcaption>A missão Chang'e 6 trouxe amostras da Lua para a Terra, ampliando o entendimento sobre a composição lunar. Crédito: CSNA</figcaption></figure><p>Inicialmente, esse pouso estava previsto para ocorrer em 2027 por meio da Artemis III, mas agora está prevista para 2028 com Artemis IV. <strong>Apesar do adiamento, há uma pressão para que a NASA coloque astronautas na Lua ocorra antes de 2030, devido a fatores estratégicos e políticos. </strong>Um fator político é que a China já possui planos de realizar missões tripuladas à superfície lunar até 2030. Esse contexto mostra a corrida tecnológica e como o cronograma da Artemis IV reflete, também, prioridades geopolíticas.</p><h2>Missões chinesas</h2><p>O programa Chang'e representa a principal iniciativa da China para exploração lunar robótica e, futuramente, tripulada. <strong>A missão Chang'e 6 já demonstrou capacidades de coletar amostras da superfície lunar e transportá-las com sucesso de volta à Terra. </strong>Com isso, a missão forneceu dados científicos importantes sobre a composição da Lua, especialmente de regiões ainda pouco exploradas. </p><p>As próximas fases do programa incluem as missões Chang'e 7 e Chang'e 8, que devem avançar na direção de uma presença humana na Lua. <strong>Esses projetos têm como objetivo testar tecnologias, como utilização de recursos locais, infraestrutura de suporte e operações de longa duração. </strong>Paralelamente, a China planeja estabelecer uma base internacional na superfície lunar até aproximadamente 2030. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/apos-o-lancamento-da-artemis-ii-quais-serao-os-proximos-passos-da-exploracao-espacial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Respirar ar puro agora é uma exceção: apenas 13 países seguem as recomendações da OMS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/respirar-ar-puro-agora-e-uma-excecao-apenas-13-paises-seguem-as-recomendacoes-da-oms.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um relatório global revela que apenas 14% das cidades e apenas 13 países atingiram o nível de qualidade do ar recomendado pela OMS até 2025. A poluição atmosférica está aumentando em grandes regiões, e os incêndios florestais estão agravando essa tendência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/respirar-aire-limpio-ya-es-una-excepcion-solo-13-paises-cumplen-las-recomendaciones-de-la-oms-1775250580282.jpg" data-image="52oeezaltcz1" alt="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades" title="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades"><figcaption>Dos 143 países e territórios estudados, 130 ultrapassaram o valor anual recomendado pela OMS.</figcaption></figure><p>Apenas 13 países e meros 14% das cidades do mundo atenderam às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para partículas finas PM2,5, consideradas as mais prejudiciais à saúde humana, no ano passado. Este panorama vem da oitava edição do Relatório Mundial da Qualidade do Ar, produzido pela empresa suíça IQAir, que <strong>analisa dados de mais de 40.000 estações de monitoramento em 9.446 cidades de 143 países, territórios e regiões</strong>.</p><p>A nova edição revela contrastes marcantes. Enquanto alguns territórios alcançaram melhorias sustentadas,<strong> outros sofreram deterioração significativa</strong>. No total, 54 países registraram um aumento anual nos níveis de PM2,5, 75 apresentaram reduções, dois permaneceram inalterados e doze foram incluídos no banco de dados global pela primeira vez.</p><h2>Países que estão atendendo às expectativas e países que estão piorando</h2><p>A OMS recomenda não ultrapassar cinco microgramas por metro cúbico de PM2,5 como média anual. Em 2025, <strong>apenas 13 países e territórios conseguiram ficar abaixo desse limite</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A Polinésia Francesa (1,8), Porto Rico (2,4), as Ilhas Virgens Americanas (2,5), Barbados (2,6) e a Nova Caledônia (3,6) lideram a lista. Islândia, Bermudas, Andorra, Reunião, Austrália, Granada, Panamá e Estônia completam o pequeno grupo.</strong></div><p>No extremo oposto do espectro estão o Paquistão (67,3), Bangladesh (66,1), Tadjiquistão (57,3), Chade (53,6) e a República Democrática do Congo (50,2), países que lideram o ranking mundial de poluição.</p><p>No total, 130 dos 143 países e territórios estudados ultrapassaram o valor anual recomendado pela OMS.</p><h2>Tendências por região: entre avanços e retrocessos</h2><p>Na Ásia Oriental, repete-se uma estatística alarmante: pelo segundo ano consecutivo,<strong> nenhuma cidade conseguiu atingir o nível de PM2,5 recomendado pela OMS</strong>. A China, em particular, apresentou uma mudança das áreas mais poluídas para o oeste do país.</p><p>A Europa refletiu um mosaico de situações. Enquanto 23 países registaram aumentos — incluindo a Grécia e a Suíça, ambos com subidas de quase 30% — outros 18 melhoraram os seus indicadores, como Malta, onde a poluição diminuiu 24%. <strong>As flutuações sazonais foram influenciadas pela queima de madeira no inverno</strong><strong>, pelo fumaça dos incêndios florestais canadianos no verão e por episódios de poeira do Saara</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/respirar-aire-limpio-ya-es-una-excepcion-solo-13-paises-cumplen-las-recomendaciones-de-la-oms-1775250809441.jpg" data-image="wpdtglrh31th" alt="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades" title="Classificação da OMS sobre poluição em países e cidades"><figcaption>Um dos fatores mais decisivos foi o avanço dos incêndios florestais.</figcaption></figure><p>Na América Latina e no Caribe, os números foram mais animadores:<strong> 208 cidades reduziram seus níveis médios anuais de PM2,5, em comparação com 95 que registraram aumento</strong>. A Oceania permaneceu uma das regiões mais limpas do planeta, com 61% de suas cidades atendendo aos padrões da OMS, embora a Austrália tenha apresentado picos de poluição devido a um inverno excepcionalmente frio.</p><p>Um dos fatores mais decisivos foi a propagação dos incêndios florestais. Impulsionados pelas mudanças climáticas, eles geraram emissões recordes de biomassa na Europa e no Canadá,<strong> com 1.380 megatoneladas de carbono liberadas na atmosfera</strong>. Pelo segundo ano consecutivo em oito edições, o Canadá voltou a ser o país mais poluído da América do Norte devido à sua severa temporada de incêndios.</p><h2>As cidades mais limpas... e as mais poluídas</h2><p>O relatório também classifica 9.446 cidades. As 25 mais poluídas estão concentradas na Índia, Paquistão e China. Loni (Índia) lidera a lista com 112,5 microgramas por metro cúbico — quase 23% a mais do que em 2024 — seguida por Khotam (China), Byrnihat (Índia), Delhi (Índia) e Faisalabad (Paquistão).</p><p>Em contraste, Nieuwoudt Ville (África do Sul) foi considerada a cidade mais limpa do planeta, com um valor médio de apenas 1,0 microgramas por metro cúbico.</p><h2>“A qualidade do ar precisa de gestão ativa”</h2><p>Frank Hammes, CEO da IQAir Global, enfatiza que “<strong>a qualidade do ar é um recurso frágil que requer gestão ativa</strong>”. Ele destaca a importância de se ter dados em tempo real para que as comunidades possam agir e reduzir as emissões.</p><p>Aidan Farrow, cientista sênior do Greenpeace Internacional, concorda que dados abertos são essenciais para exigir responsabilidade: "O relatório mostra duas realidades: a crise da poluição e o crescimento das comunidades científicas que trabalham para resolvê-la."</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/respirar-ar-puro-agora-e-uma-excecao-apenas-13-paises-seguem-as-recomendacoes-da-oms.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[E se a vida na Terra tivesse origens extraterrestres?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html</link><pubDate>Sun, 05 Apr 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As cinco unidades fundamentais do código genético da vida foram encontradas em amostras retiradas de um asteroide.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/et-si-la-vie-sur-terre-avait-des-origines-extraterrestres-1774107197741.jpeg" data-image="3lbeulgv6quj" alt="asteroides a cair no planeta" title="asteroides a cair no planeta"><figcaption>O bombardeamento pesado tardio pode ter fornecido os elementos essenciais para a construção da vida no nosso planeta!</figcaption></figure><p>De acordo com um estudo publicado na revista <em>Nature Astronomy</em>, amostras retiradas do asteroide Ryugu contêm os <strong>cinco componentes básicos do código genético da vida</strong>, uma descoberta que reforça a ideia de que os ingredientes moleculares da vida existiam muito antes da Terra e podem ter chegado ao nosso planeta através de asteróides.</p><h2>Uma descoberta revolucionária</h2><p>Já tínhamos descoberto que alguns asteroides contêm moléculas orgânicas. Isto é especialmente verdade no caso dos<strong> asteroides carbonáceos</strong>, objetos celestes com uma proporção significativa de carbono, que constituem aproximadamente 15 a 30% dos asteroides conhecidos até à data.</p><div class="texto-destacado">O asteroide Ryugu, descoberto em 1999 por astrónomos norte-americanos, pertence à família dos asteroides carbonáceos. Este objeto aproximadamente esférico, com um diâmetro de cerca de 875 metros, é um asteroide próximo da Terra, ou seja, cruza a órbita da Terra em torno do Sol. Isto possibilitou a organização de uma missão de exploração por parte da agência espacial japonesa.</div><p>Esta missão, chamada Hayabusa 2, tinha como objetivo estudar este corpo inerte em detalhe e também trazer amostras de volta à Terra. <strong>A sonda regressou à Terra com aproximadamente 5,4 gramas de partículas de poeira e rocha</strong> recolhidas da sua superfície, para analisar a composição do asteroide.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Sueface of Asteroid RYUGU taken at night by Hyabusa-2.<br><br>That darkness in the background is kinda scary. <a href="https://t.co/qpM8SH8t4m">pic.twitter.com/qpM8SH8t4m</a></p>— Curiosity (@CuriosityonX) <a href="https://twitter.com/CuriosityonX/status/1996629823976882243?ref_src=twsrc%5Etfw">December 4, 2025</a></blockquote></figure><p>Utilizando cromatografia líquida de ultra-alta eficiência e espectrometria de massa, a equipa de investigação conseguiu identificar as <strong>cinco nucleobases fundamentais: A, G, C, T e U</strong>, uma descoberta importante que pode revolucionar a exobiologia.</p><h2>A vida teve origem no espaço?</h2><p>Para compreender a importância desta descoberta, é necessário rever os fundamentos da nossa biologia. De facto, <strong>o ADN e o ARN baseiam-se em cinco componentes básicos</strong>, ou nucleobases: adenina (A), guanina (G), citosina (C), timina (T) e uracilo (U).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/os-sinais-mais-claros-ate-agora-de-possivel-vida-extraterrestre-foram-detectados-em-um-exoplaneta.html" title="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta">Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/os-sinais-mais-claros-ate-agora-de-possivel-vida-extraterrestre-foram-detectados-em-um-exoplaneta.html" title="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/detectan-en-un-exoplaneta-las-senales-mas-claras-hasta-ahora-de-posible-vida-extraterrestre-1766050674060_320.jpg" alt="Os sinais mais claros até agora de possível vida extraterrestre foram detectados em um exoplaneta"></a></article></aside><p>Estes aminoácidos desempenham um <strong>papel crucial no armazenamento, expressão e transmissão da informação genética</strong>. Sob a forma de nucleótidos, são também essenciais para o metabolismo energético das células, sendo que um deles (adenina) participa em inúmeros processos bioquímicos essenciais através da formação de coenzimas.</p><div class="texto-destacado">Até agora, apenas algumas nucleobases isoladas tinham sido detetadas em meteoritos que caíram na Terra, o que já levantava dúvidas sobre uma possível contaminação proveniente da nossa própria biosfera. No entanto, segundo os investigadores, não há dúvidas sobre a presença destas moléculas nas amostras recolhidas do asteroide Ryugu.</div><p>Assim sendo, a deteção destas moléculas sugere que ocorreram reações químicas complexas no meio interestelar ou mesmo na nebulosa solar primitiva, reforçando a hipótese da panspermia molecular. Por outras palavras, <strong>os componentes básicos da vida não teriam sido criados na Terra, mas sim no espaço</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The complete set of nucleobases found in terrestrial DNA and RNA adenine, guanine, cytosine, thymine and uracil have been detected in samples returned from the asteroid Ryugu, according to research published in <a href="https://twitter.com/NatureAstronomy?ref_src=twsrc%5Etfw">@NatureAstronomy</a>: <a href="https://t.co/D9nLslNK9H">https://t.co/D9nLslNK9H</a></p>— Springer Nature (@SpringerNature) <a href="https://twitter.com/SpringerNature/status/2033632397015544001?ref_src=twsrc%5Etfw">March 16, 2026</a></blockquote></figure><p>O nosso planeta foi, portanto, "contaminado" durante o Grande Bombardeamento Final, há aproximadamente 4 mil milhões de anos, quando os <strong>numerosos asteroides que o atingiram transportaram estas bases azotadas para os oceanos primordiais</strong>. De facto, se estes componentes básicos da vida estão presentes em Ryugu, existe uma grande probabilidade de que também estejam presentes em muitos outros corpos celestes.</p><p>Esta descoberta revoluciona a nossa compreensão e investigação sobre a origem da vida noutros planetas. Embora os ingredientes necessários estejam presentes em todo o universo, a questão que se coloca agora é se <strong>as condições que permitiram o surgimento da vida são exclusivas da Terra ou se podem ser encontradas noutros mundos</strong>.</p><h3><em>Referências de notícias</em></h3><p><em><a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/origines-de-la-vie-l-asteroide-ryugu-cachait-l-integralite-des-constituants-de-l-adn-n253119.html" target="_blank">Sommes-nous des extraterrestres ? La découverte sur l'astéroïde Ryugu qui change tout</a>, Les Numériques (17/03/2026), Brice Haziza.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que é a "primavera ultravioleta"? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 21:53:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A ciência alerta que uma guerra nuclear não terminaria com as explosões. Doenças, a "chuva negra", incêndios em grande escala e a chamada "primavera ultravioleta" alterariam a vida na Terra durante décadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-ultravioleta-y-lluvia-negra-la-ciencia-revela-como-seria-la-tierra-tras-una-guerra-nuclear-1774931895223.jpg" data-image="4cum1owx6ghf" alt="Efectos en el planeta de una guerra nuclear." title="Efectos en el planeta de una guerra nuclear."><figcaption>A “primavera ultravioleta” e a “chuva negra” descrevem alguns dos efeitos que os cientistas preveem no rescaldo de uma guerra nuclear. Radiações extremas, doenças e fome marcariam o futuro dos sobreviventes na Terra. Imagem: Recriação de IA.</figcaption></figure><p>O medo de um conflito nuclear está de novo a entrar no debate internacional. As recentes tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia ou o conflito no Irão, reavivaram uma questão que parecia enterrada após a Guerra Fria: <strong>o que aconteceria realmente se várias bombas atómicas detonassem no planeta</strong>.</p><p>Há décadas que a ciência tenta responder a esta questão. Vários estudos analisaram os efeitos físicos, biológicos e ambientais que se seguiriam a uma cadeia de explosões nucleares. O resultado é um quadro extremo: <strong>crise sanitária maciça, colapso alimentar e fenômenos atmosféricos que transformariam o céu durante anos</strong>.</p><h2>Doenças no rescaldo de uma guerra nuclear</h2><p>Num cenário pós detonação nuclear, <strong>as infraestruturas de saúde seriam destruídas em grande parte do globo</strong>. Sem hospitais a funcionar e sem sistemas de água potável, as infeções começariam a multiplicar-se entre aqueles que conseguissem sobreviver à explosão inicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">SIMULACIÓN DE GUERRA NUCLEAR: CONSECUENCIAS<br><br>Un simulador basado en datos científicos muestra el impacto de un conflicto atómico global. El informe detalla que en las primeras horas habría 90 millones de víctimas y el inicio de un invierno nuclear con efectos climáticos <a href="https://t.co/y2TezfLGwb">pic.twitter.com/y2TezfLGwb</a></p>— John P. Acquaviva (@JPAFS) <a href="https://twitter.com/JPAFS/status/2037050667110719947?ref_src=twsrc%5Etfw">March 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Num cenário tão terrível, doenças como a salmonela, a disenteria e a febre tifoide encontrariam um terreno perfeito para se reproduzirem. A falta de água potável e a acumulação de resíduos favoreceriam igualmente o <strong>aparecimento de surtos de malária, dengue e encefalite em vastas regiões do mundo</strong>.</p><p><strong>Os cientistas chamam a atenção para outro fator preocupante: a proliferação de insetos</strong>. Estes animais poderiam reproduzir-se rapidamente, alimentando-se de cadáveres e de restos orgânicos. Ao transportarem agentes patogénicos entre os seres humanos e os animais mortos, poderiam acelerar a propagação de doenças em zonas habitadas.</p><h2>“Chuva negra”: o fenômeno radioativo após uma explosão nuclear</h2><p>A história já nos dá um exemplo claro do que pode acontecer após uma detonação atómica. Após o bombardeamento de Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial, surgiu <strong>um fenómeno a que as testemunhas chamaram “chuva negra”</strong>.</p><p>Os incêndios provocados pela explosão transportaram cinzas e partículas radioativas para as nuvens. Horas mais tarde, esta mistura desceu sobre a cidade sob a forma de <strong>gotículas escuras e densas, com uma textura descrita como oleosa ou semelhante a alcatrão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio">Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774847395876_320.jpg" alt="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio"></a></article></aside><p>Aqueles que foram expostos a essa recepção sofreram graves consequências. Em muitos casos, há queimaduras relacionadas com a radiação,<strong> </strong>bem como<strong> envenenamento por materiais contaminados que desceram da atmosfera</strong>.</p><h2>“Primavera ultravioleta”: o céu depois de uma guerra nuclear</h2><p><strong>Um dos efeitos mais perturbadores descritos pela investigação científica é a chamada “primavera ultravioleta”</strong>. Este fenómeno pode aparecer depois de o fumaça e as poeiras libertados pelas explosões se dissiparem parcialmente da atmosfera.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/asmaLnhaFiY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=asmaLnhaFiY" id="asmaLnhaFiY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Durante este período, a camada de ozono seria gravemente danificada. Com a perda desta proteção natural, <strong>a radiação solar atingiria a superfície da Terra com muito maior intensidade</strong>, especialmente sob a forma de radiação UV-B, que é considerada altamente prejudicial para os seres vivos.</p><p>As consequências serão de grande alcance. <strong>O número de cancros da pele aumentaria entre os sobreviventes e muitos ecossistemas sofreriam danos profundos</strong>. As culturas também seriam diretamente afetadas, pois o excesso de radiação poderia afetar o crescimento das plantas e reduzir ainda mais a produção de alimentos.</p><h2>Fome e tempestades de fogo</h2><p>Para além dos efeitos imediatos, os especialistas alertam para a possibilidade de uma crise alimentar à escala planetária. <strong>O fumaça das cidades em chamas pode elevar-se a grandes altitudes e envolver a Terra durante meses</strong>.</p><p>Uma nuvem tão grande de fuligem bloquearia parte da luz solar. Com menos radiação a chegar ao solo, <strong>as temperaturas desceriam e as colheitas começariam a falhar</strong>. A plantação e a colheita de alimentos tornar-se-iam extremamente difíceis durante pelo menos um ano.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">OMS advirtió "lluvia negra" los compuestos tóxicos en el aire en Irán después de ataques a las instalaciones petroleras podrían causar problemas respiratorios, y respaldó la advertencia de Irán que insta a las personas a permanecer en sus hogares.<a href="https://t.co/n8a9NyUHKX">pic.twitter.com/n8a9NyUHKX</a></p>— News Day Mundo (@NewsDayMundo) <a href="https://twitter.com/NewsDayMundo/status/2031489139061699057?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>A isto juntar-se-ia outro fenómeno destrutivo: as chamadas tempestades de fogo</strong>. A combinação de edifícios desmoronados, combustível libertado e condutas de gás rompidas geraria incêndios urbanos gigantescos. Os ventos transportariam as chamas de todas as direções, elevando as temperaturas mesmo nos abrigos subterrâneos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova imagem da Terra capturada pela Artemis II revela mais do que beleza, o que ela nos ensina?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-imagem-da-terra-capturada-pela-artemis-ii-revela-mais-do-que-beleza-o-que-ela-nos-ensina.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 21:42:12 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA revelou em 3 de abril uma imagem da Terra tirada pelo comandante Reid Wiseman durante a missão Artemis II.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-imagem-da-terra-capturada-pela-artemis-ii-revela-mais-do-que-beleza-o-que-ela-nos-ensina-1775337262076.png" data-image="9oep166qepmw" alt="Astronautas da missão Artemis II divulgaram imagens da Terra enquanto estão a bordo da cápsula Orion. Crédito: NASA" title="Astronautas da missão Artemis II divulgaram imagens da Terra enquanto estão a bordo da cápsula Orion. Crédito: NASA"><figcaption>Astronautas da missão Artemis II divulgaram imagens da Terra enquanto estão a bordo da cápsula Orion. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A NASA divulgou no dia 3 de abril uma nova imagem da Terra capturada pelo comandante Reid Wiseman a bordo da missão Artemis II. <strong>A fotografia mostra uma face inteira do planeta e permite observar simultaneamente duas regiões de auroras nos polos. </strong>Além disso, é possível identificar porções dos continentes africano e europeu, bem como uma pequena parte da América do Sul. A imagem destaca a interação entre o campo magnético terrestre e partículas energéticas do vento solar, responsáveis pelas auroras. </p><p><strong>A nova foto logo foi associada com registros históricos obtidos durante o programa Apollo, especialmente à icônica fotografia capturada na última missão Apollo, Apollo 17, em 1972.</strong> Essa foto apresentou uma visão completa do globo terrestre e, assim como naquele contexto, o novo registro mostra como observamos a Terra e como somos parte de um sistema muito maior. A comparação entre as duas fotos evidencia avanços tecnológicos, mas também a continuidade dessas observações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-eis-como-o-retorno-historico-da-humanidade-a-lua-se-desenrolara-dia-a-dia.html" title="Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia">Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/artemis-ii-eis-como-o-retorno-historico-da-humanidade-a-lua-se-desenrolara-dia-a-dia.html" title="Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-eis-como-o-retorno-historico-da-humanidade-a-lua-se-desenrolara-dia-a-dia-1774983438398_320.jpg" alt="Artemis II: Eis como o retorno histórico da humanidade à Lua se desenrolará dia a dia"></a></article></aside><p>Do ponto de vista científico, a foto obtida pela Artemis II levanta questões sobre a dinâmica do sistema terrestre e sua interação com o ambiente espacial.<strong> A observação simultânea de auroras em diferentes regiões fornece dados sobre a estrutura do campo magnético e a influência do vento solar. </strong>Além disso, a visualização dos continentes e da atmosfera mostra como áreas de Climatologia e Geofísica são importantes. Esse tipo de registro também contribui para a divulgação científica.</p><h2>O que é um geoide?</h2><p>O geoide é definido como uma superfície equipotencial do campo gravitacional da Terraque coincide, aproximadamente, com o nível médio dos oceanos em repouso. <strong>A geoide acaba sendo uma superfície irregular por causa da distribuição heterogênea de massa no interior da Terra.</strong> Diferentemente de um elipsoide de referência, o geoide é descrito por condições do potencial gravitacional. Essa superfície é fundamental como referência para altitudes físicas, pois representa a direção do vetor gravidade em cada ponto. </p><div class="texto-destacado">É importante notar que o geoide conecta medições geofísicas à forma real do planeta porque é uma forma de mostrar a distribuição de matéria e como isso afeta a superfície do planeta. </div><p>O cálculo do geoide envolve a determinação do potencial gravitacional terrestre, combinando modelos de gravidade global e medições locais. Esse processo utiliza dados de satélites e observações terrestres e oceânicas. <strong>Matematicamente, o geoide é obtido resolvendo a equação de Laplace para o potencial gravitacional. </strong>Esses modelos permitem representar variações do campo gravitacional e, como resultado, o geoide é refinado à medida que novos dados são incorporados.</p><h2>Geoide ou esfera?</h2><p>Com isso, a Terra é melhor descrita por essa descrição matemática chamada geoide, justamente por ser inferido por dados observacionais e reflete variações espaciais causada pela distribuição de massa. <strong>Em contraste, uma esfera é uma idealização geométrica com raio constante e simetria perfeita. </strong>As diferenças entre o geoide e uma esfera são quantificadas por variaçnoes de dezenas a centenas de metros. Essas variações são resultado de anomalias gravitacionais associadas a estruturas geológicas e dinâmicas internas do planeta.</p><p>Apesar dessas irregularidades, a Terra aparenta ser praticamente esférica em imagens obtidas do espaço devido à escala envolvida. <strong>O raio médio terrestre é da ordem de 6.371 km, enquanto as variações do geoide estão na ordem de metros.</strong> Essa diferença é inferior à resolução espacial de observação em imagens globais, tornando as irregularidades imperceptíveis visualmente. Consequentemente, para observadores externos, o planeta apresenta uma forma de uma esfera quase perfeita. </p><h2>Novo registro pela Artemis II</h2><p>A nova foto da Terra foi obtido pelo comandante Reid Wiseman a partir da janela da cápsula Orion. <strong>A foto foi registrada após a execução de uma manobra que coloca a nave em trajetória em direção à Lua.</strong> A imagem revela simultaneamente duas regiões de auroras, localizadas em hemisférios opostos, mostrando a interação entre o campo magnético terrestre e vento solar. Esse tipo de observação é importante para o estudo da magnetosfera e da dinâmica atmosférica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">We see our home planet as a whole, lit up in spectacular blues and browns. A green aurora even lights up the atmosphere. That's us, together, watching as our astronauts make their journey to the Moon. <a href="https://t.co/6JkKufBgtJ">pic.twitter.com/6JkKufBgtJ</a></p>— NASA (@NASA) <a href="https://twitter.com/NASA/status/2040059770237849635?ref_src=twsrc%5Etfw">April 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Outro aspecto é a presença da luz zodiacal, visível como um brilho difuso associado à dispersão da luz solar por partículas de poeira interplanetária. <strong>Esse fenômeno aparece na região onde a Terra está parcialmente eclipsando o Sol. </strong>A fotografia também permite identificar porções dos continentes africano e europeu, além de uma pequena área da América do Sul. A combinação desses elementos fornece informações sobre processos físicos que atuam no sistema Terra-espaço. </p><h2>Comparação com outros registros</h2><p><strong>A nova imagem da Terra obtida durante a Artemis II estabelece um paralelo direto com o registro produzido pela Apollo 17 em 1972, conhecido como “Blue Marble”.</strong> Ambas as imagens compartilham uma geometria de observação em grande distância, permitindo a visualização do disco terrestre quase completo. Do ponto de vista técnico, a nova imagem se beneficia de avanços em sensores digitais, resolução espectral e controle de exposição. </p><p>No contexto científico e de divulgação, imagens como as da Apollo 17 e da Artemis II desempenham um papel na comunicação da ciência. <strong>Elas mostram, em uma única observação, múltiplos fenômenos físicos, desde dinâmica atmosférica até interações magnetosféricas. </strong>Além disso, funcionam como ferramentas pedagógicas para explicar conceitos sobre Ciências da Terra e Astronomia. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-imagem-da-terra-capturada-pela-artemis-ii-revela-mais-do-que-beleza-o-que-ela-nos-ensina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viagens interplanetárias: experiências para eliminar o principal risco para o corpo humano]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As missões tripuladas a Marte estão a tornar-se uma realidade cada vez mais iminente, planeadas para a próxima década, mas ainda persistem alguns obstáculos. Um dos mais significativos diz respeito à reação do corpo humano à gravidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368858073.jpg" data-image="tv6xt1jz4kuz" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Renderização 3D de um pôr-do-sol em Marte.</figcaption></figure><p><strong>A primeira expedição humana a Marte está prestes a acontecer</strong>. Tanto a NASA como a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) têm projetos que deverão concretizar-se em breve, dentro da próxima década.</p><div class="texto-destacado"> Entre as várias dificuldades que ainda têm de ser enfrentadas, uma das mais graves está relacionada com a ausência de gravidade, que no planeta vermelho é de aproximadamente 38% da gravidade da Terra.<br> </div><p> <strong>Mais problemática ainda é a viagem</strong>, durante a qual a gravidade estaria completamente ausente durante um longo período. </p><p>A diferença em relação às missões anteriores à Lua reside precisamente na duração. <strong>Uma viagem a Marte demoraria entre seis a oito meses só de ida</strong>, enquanto os astronautas que caminharam na Lua regressaram antes de a ausência de gravidade se tornar um problema sério.</p><p>Encontrar uma solução é agora uma prioridade.</p><h2> Ausência de gravidade e danos a longo prazo </h2><p>Numa viagem a Marte, <strong>um período prolongado em gravidade zero expõe os astronautas a danos nos ossos, músculos, sistema cardiovascular e metabolismo</strong>, com prováveis efeitos a longo prazo.</p><p> Por esta razão, estudos recentes conduzidos por uma equipa internacional estão a focar-se nos <strong>efeitos da baixa gravidade </strong>no organismo humano e em possíveis métodos para os combater. </p><p>O tecido muscular esquelético é o maior, representando 40% da massa corporal. Particularmente sensível, é essencial não só para o movimento, mas também para a saúde metabólica.</p><p>No entanto, os <strong>dados disponíveis sobre os efeitos da ausência de gravidade prolongada são ainda muito limitados</strong>, razão pela qual as primeiras experiências com ratos foram realizadas na ISS, abrindo novas possibilidades de soluções.</p><h2> Os primeiros experimentos </h2><p>Os ratos foram colocados num dispositivo denominado MARS (Multiple Artificial Gravity Research System), capaz de <strong>simular quatro níveis diferentes de baixa gravidade</strong>, durante um período de vinte e oito dias.</p><p> No final do período de observação, a equipa de Marie Mortreaux, cientista do Laboratório de Biologia Muscular de Rhode Island, realizou análises aos indivíduos. </p><p>Os<strong> testes analisaram ossos, músculos e metabolitos</strong> — substâncias químicas presentes no sangue. Está demonstrado que uma gravidade equivalente a dois terços da gravidade terrestre é praticamente inofensiva para os músculos e ossos. Uma gravidade de 0,67 g, equivalente a um terço da gravidade terrestre, provoca a perda de força muscular.</p><p>Assim sendo, <strong>o limite abaixo do qual começa a ser arriscado é de 0,67 g</strong>.</p><h2> Experimentos humanos <br></h2><p>Replicar as experiências no corpo humano seria fundamental, mas ainda não foi possível, principalmente porque <strong>não existe nenhum lugar com gravidade artificial</strong> onde as pessoas possam permanecer o tempo suficiente para obter dados úteis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368895083.jpg" data-image="2ky5jk549biy" alt="Gravidade" title="Gravidade"><figcaption>A ausência de gravidade durante um período prolongado provoca danos a longo prazo.</figcaption></figure><p>A <strong>única evidência de gravidade artificial no espaço é bastante antiga</strong>, remontando à missão Gemini-11 de 1966, na qual uma nave espacial foi girada em torno de outra através de um cabo, criando uma gravidade muito baixa, mas apenas durante algumas horas.</p><p><strong>Algumas experiências foram realizadas em laboratório</strong>, mas, mais uma vez, durante um período de tempo muito curto.</p><p>Isto porque a criação de simuladores de ausência de gravidade em grande escala é <strong>complexa e dispendiosa</strong>, e a forma como o corpo humano reage ainda não está totalmente compreendida.</p><h2> Possíveis soluções </h2><p>No entanto, após a experiência com ratos, <strong>foi possível formular algumas hipóteses</strong> sobre possíveis soluções para futuras viagens espaciais.</p><p> Uma estrutura rotativa poderia simular a gravidade utilizando a força centrífuga. O projeto Nautilus-X da NASA baseia-se precisamente nesta ideia. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas">Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinturones-de-van-allen-el-anillo-de-radiacion-que-protege-la-tierra-y-desafia-a-los-astronautas-1769878774715_320.jpeg" alt="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"></a></article></aside><p>Os astronautas na Estação Espacial Internacional já utilizam <strong>aparelhos de ginástica para reduzir a atrofia, ou perda, de massa muscular</strong>.</p><p>Um sistema híbrido que combine o uso de estruturas rotativas com exercício físico é também uma ideia interessante. No entanto, encontra-se atualmente em fase de projeto. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Matthew Williams - <a href="https://www.universetoday.com/articles/how-will-martian-gravity-affect-skeletal-muscle" target="_blank">How Will Martian Gravity Affect Skeletal Muscle?</a> Universe Today (2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chocolate caro na Páscoa: como o clima afetou o cacau e o preço no supermercado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-afetou-o-cacau-e-o-preco-no-supermercado.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 19:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Antes da Páscoa, o chocolate pesa mais no bolso porque o preço final depende não só da cotação do cacau, mas também do clima nas lavouras, da oferta global e do atraso entre commodity, indústria e supermercado. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-do-cacau-vira-preco-no-supermercado-1775221471505.jpg" data-image="s51okj0k3lou" alt="chocolate, Pascua, Pascoa, cacau" title="chocolate, Pascua, Pascoa, cacau"><figcaption>O chocolate depende de uma cadeia longa, que começa no campo e termina no varejo.</figcaption></figure><p>Nos dias que antecedem a Páscoa, muita gente percebe a mesma cena no corredor do supermercado: ovos, barras e bombons mais caros do que gostaria. No Brasil, esse incômodo não é só impressão. <strong>Na virada para 2026, o item “chocolate em barra e bombom” apareceu entre as principais altas alimentares do <strong>Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo</strong> </strong><strong><strong>IPCA), </strong></strong>com avanço de 27,12% em 12 meses em dezembro de 2025, segundo material do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas a história do preço do chocolate não começa na gôndola. Ela começa muito antes, nas áreas produtoras de cacau. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A cotação internacional do grão despencou mais de 70% em relação ao pico do fim de 2024</strong> e girava em torno de US$ 3.250 por tonelada em 3 de abril de 2026. Ainda assim, essa queda não chega de forma imediata ao consumidor. Entre a commodity e o produto final existe um caminho mais lento, com contratos, estoques e planejamento industrial. </p><h2>Quando o céu aperta, a oferta encolhe </h2><p>A relação entre clima e chocolate é mais direta do que parece. A África Ocidental responde por cerca de 70% da produção mundial de cacau, e qualquer problema ali mexe com o mercado inteiro. <strong>Em Gana, por exemplo, a própria autoridade do setor alertou em 2025 que o excesso de chuva, a redução de insolação e o aumento de doenças fúngicas</strong> poderiam reduzir a produção. Esse tipo de combinação atinge o enchimento das vagens, a qualidade dos grãos e a renda do produtor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-do-cacau-vira-preco-no-supermercado-1775221831961.jpg" data-image="f0nlyiycl2c4" alt="Cacau, chocolate, doenças" title="Cacau, chocolate, doenças"><figcaption>Doenças fúngicas no cacau podem reduzir a produtividade e agravar a pressão sobre a oferta global.</figcaption></figure><p>Foi justamente <strong>essa sequência de choques que ajudou a empurrar o cacau para níveis recordes recentemente</strong>: primeiro, problemas climáticos e fitossanitários apertaram a oferta; depois, o mercado começou a reajustar preços em toda a cadeia. </p><p>Agora o quadro parece menos dramático do que no auge da crise. <strong>Em março de 2026, agricultores na Costa do Marfim relataram chuvas regulares e perspectiva de uma safra intermediária mais forte,</strong> enquanto a ICCO (Organização Internacional do Cacau) revisou a temporada <strong>2024/25 para um superávit global de 75 mil toneladas</strong>. Mesmo assim, melhora de safra não apaga da noite para o dia o encarecimento acumulado antes. </p><h2>Da lavoura à indústria, o repasse anda devagar </h2><p>Quem olha apenas a cotação do cacau pode imaginar que, se o grão caiu, o chocolate deveria cair junto. <strong>Só que a indústria não compra matéria-prima como o consumidor compra um bombom. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-do-cacau-vira-preco-no-supermercado-1775222155298.jpg" data-image="qrt7ajr7ynkc" alt="Cacau, chocolate, mercado" title="Cacau, chocolate, mercado"><figcaption>Após disparar a níveis recordes, a cotação internacional do cacau recuou, mas esse alívio não chega de forma imediata ao preço do chocolate no varejo. Fonte: Trading Economics.</figcaption></figure><p>Fabricantes fecham compras com antecedência, processam estoques e definem produção sazonal muitos meses antes da Páscoa. <strong>Segundo a Reuters, boa parte dos chocolates sazonais deste ano foi produzida quando o cacau ainda estava extremamente caro. </strong></p><p>Na prática, esse atraso aparece assim:</p><ul> <li><strong>a indústria compra cacau meses antes da venda final;</strong></li> <li>a fábrica precisa consumir estoques antigos antes de sentir plenamente a matéria-prima mais barata;</li> <li><strong>o varejo reajusta preços com atraso, especialmente em datas sazonais fortes como a Páscoa.</strong></li> </ul><p>Por isso, a queda da commodity pode até melhorar o humor do mercado, mas não se traduz automaticamente em alívio imediato na prateleira. </p><h2>A cotação cai, mas o supermercado responde depois </h2><p>É por isso que o preço do chocolate pode continuar alto mesmo quando o noticiário fala em queda do cacau. <strong>O mercado internacional reage rápido a expectativa de safra, clima e estoques. </strong>O varejo, não. Ele carrega o peso de decisões tomadas meses antes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em outras palavras: a barra vendida hoje nem sempre reflete o cacau negociado hoje. Muitas vezes, ela ainda carrega o custo do período em que o grão estava em patamares muito mais elevados. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O clima do cacau importa, e muito, porque ele ajuda a moldar a oferta global. <strong>Mas entre uma chuva boa na Costa do Marfim e um preço mais amigável no supermercado existe um intervalo inevitável. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cacau-na-amazonia-o-clone-certo-pode-driblar-a-vassoura-de-bruxa-e-render-mais-chocolate.html" title="Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate">Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cacau-na-amazonia-o-clone-certo-pode-driblar-a-vassoura-de-bruxa-e-render-mais-chocolate.html" title="Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cacau-na-amazonia-o-clone-certo-pode-driblar-a-vassoura-de-bruxa-e-render-mais-chocolate-1771795037194_320.jpg" alt="Cacau na Amazônia: o “clone certo” pode driblar a vassoura-de-bruxa e render mais chocolate"></a></article></aside><p>Se a recuperação produtiva se confirmar e o superávit global ganhar consistência, o alívio pode aparecer mais à frente. <strong>Para esta Páscoa, porém, a rota climática do chocolate ainda pesa no bolso.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chocolate-caro-na-pascoa-como-o-clima-afetou-o-cacau-e-o-preco-no-supermercado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazônia pode evitar colapso da biodiversidade, mas depende de mudança de modelo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 17:49:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Evitar o colapso da biodiversidade amazônica exige abandonar modelos extrativistas e adotar transições sustentáveis baseadas em governança local, inovação social e estratégias regenerativas que integrem economia e conservação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo-1775234401641.jpg" data-image="pyb0nx8lz2kx" alt="Uma foto de drone mostra a devastação de um incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro de 2024) — Foto: Bruno Kelly/Reuters" title="Uma foto de drone mostra a devastação de um incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro de 2024) — Foto: Bruno Kelly/Reuters"><figcaption>Uma foto de drone mostra a devastação de um incêndio florestal em meio à fumaça na Amazônia, em Lábrea (AM) (6 de setembro de 2024) — Crédito: Bruno Kelly/Reuters</figcaption></figure><p>O <strong>desmatamento na Amazônia vai além de uma questão ambiental isolada e reflete um sistema socioeconômico complexo</strong>, segundo pesquisa publicada pela Universidade de Cornell. </p><p>De acordo com os autores, fatores como<strong> infraestrutura, tecnologia, instituições e até narrativas dominantes</strong> contribuem para moldar esse sistema, criando um ciclo que favorece a degradação da floresta.</p><p>Nesse cenário,<strong> a perda de biodiversidade não ocorre apenas por pressões diretas,</strong> mas também por estruturas que sustentam e reproduzem práticas insustentáveis ao longo do tempo.</p><h2>Três caminhos possíveis </h2><p> O estudo identifica três trajetórias principais para enfrentar o problema. A primeira é a “otimização”, baseada em eficiência e mitigação, como reduzir impactos sem mudar o modelo econômico. </p><p>A segunda é o enfoque em<strong> “capital natural”</strong>, que busca atribuir valor econômico à natureza. Embora útil, essa abordagem pode depender excessivamente de mercados e decisões centralizadas. </p><p>Ambas, segundo os autores, têm limitações importantes e<strong> podem não ser suficientes para reverter a perda de biodiversidade.</strong></p><h2>A alternativa regenerativa </h2><p> A terceira via (considerada a mais promissora) é a<strong> transformação regenerativa.</strong> Ela enfatiza soluções locais, participação comunitária e inovação social. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo-1775234596449.jpg" data-image="k7cm6ovxcjge" alt="Populações locais são as mais afetadas pelas mudanças na Amazônia, mas também podem liderar soluções. Crédito: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil" title="Populações locais são as mais afetadas pelas mudanças na Amazônia, mas também podem liderar soluções. Crédito: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil"><figcaption>Populações locais são as mais afetadas pelas mudanças na Amazônia, mas também podem liderar soluções. Crédito: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil</figcaption></figure><p>Nesse modelo,<strong> populações locais deixam de ser apenas afetadas e passam a ser protagonistas</strong> na gestão da floresta. Isso inclui práticas agroecológicas, economia de base florestal e governança descentralizada. </p><p> A abordagem reconhece que soluções universais não funcionam em um sistema tão diverso quanto a Amazônia.</p><h2>Evitar o colapso exige mudança estrutural </h2><p>O artigo destaca que “curvar a trajetória” da perda de biodiversidade depende de <strong>mudanças profundas</strong>, não apenas ajustes incrementais. </p><p>Isso envolve repensar o desenvolvimento regional, integrando conservação, justiça social e economia. Sem isso, o sistema tende a continuar produzindo degradação. </p><div class="texto-destacado">Diante do risco crescente de colapso ecológico, a Amazônia ainda tem margem para recuperação, mas apenas se houver uma transição real de modelo, e não apenas adaptações superficiais.</div><p> Além disso, a pesquisa enfatiza que<strong> a transição regenerativa depende de múltiplos níveis de ação coordenada</strong>. Não se trata apenas de iniciativas isoladas, mas de alinhar políticas públicas, investimentos privados e conhecimento científico com práticas locais já existentes. </p><h2> Transição exige integração, conhecimento e mudança de narrativas</h2><p>Os autores destacam que<strong> comunidades indígenas e tradicionais possuem sistemas de manejo que historicamente mantiveram a floresta em equilíbrio</strong>, sendo fundamentais para qualquer estratégia futura. Integrar esse conhecimento com inovação tecnológica, como monitoramento por satélite, cadeias produtivas rastreáveis e bioeconomia, pode ampliar o impacto das soluções.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761334" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas.html" title="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas">"Terra preta da Amazônia" aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas.html" title="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas-1774812368892_320.jpg" alt="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas"></a></article></aside><p>Outro ponto relevante é<strong> o papel das narrativas.</strong> O estudo argumenta que a forma como a Amazônia é percebida, seja como fronteira econômica ou como patrimônio ecológico, influencia diretamente decisões políticas e econômicas. Mudar essa narrativa é parte essencial da transição.</p><p>Por fim, o artigo ressalta que há uma janela de oportunidade, mas ela está se fechando rapidamente. A<strong> continuidade das tendências atuais pode levar a pontos de não retorno ecológico</strong>. Por isso, ações transformadoras precisam ocorrer com urgência, escala e consistência, evitando que a degradação avance além da capacidade de recuperação do sistema amazônico.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Cornell University. Artigo<a href="https://arxiv.org/abs/2507.06663" target="_blank"> "Sustainability Transitions and Bending the Curve of Biodiversity Collapse in the Amazon Forest"</a>. 2025</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-pode-evitar-colapso-da-biodiversidade-mas-depende-de-mudanca-de-modelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria, ar frio e chuvas pelo Brasil; confira a previsão para o domingo de Páscoa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 14:29:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O feriado da Páscoa será marcado pela presença de nuvens carregadas pelo Brasil, além de ar frio deixando as temperaturas amenas em áreas pontuais</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana.html" target="_blank">Formação de ciclone aumentou o risco de tempestades severas na próxima semana</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa49tls"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa49tls.jpg" id="xa49tls"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste <strong>Sábado de Aleluia (4)</strong>, o dia terá <strong>cara de verão</strong>, com manhãs em que o <strong>sol aparece</strong> em boa parte do Brasil e, durante a tarde, a presença de <strong>instabilidades</strong> favorece a formação de <strong>nuvens carregadas</strong>. Além disso, as <strong>chuvas</strong> podem ter potencial para gerar <strong>problemas pontuais</strong>, devido à sua intensidade <strong>moderada a forte</strong>.</p><p>Neste <strong>final de semana</strong>, duas <strong>frentes frias</strong> vão atuar sobre o país e provocar algumas <strong>mudanças no padrão do tempo</strong> observado nos últimos dias, que foram marcados por maior <strong>estabilidade</strong>, principalmente no <strong>Rio Grande do Sul</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O <strong>primeiro domingo de abril</strong> será marcado pelas <strong>comemorações da Páscoa</strong>, mas como fica o <strong>tempo na sua região</strong>? Na sua <strong>cidade</strong>? A seguir, trazemos as <strong>informações da previsão</strong> para este <strong>domingo (5)</strong>.</p><h2>Frente fria, ar frio e chuvas marcam feriado da Páscoa</h2><p>O <strong>Domingo de Páscoa (5)</strong>, um dos feriados mais importantes para os religiosos, será marcado pela presença de <strong>frente fria</strong>, <strong>chuva</strong> e também de <strong>ar frio</strong> sobre o Brasil. Ainda na madrugada, pancadas de <strong>chuva</strong> são previstas para áreas do <strong>Amazonas</strong>, <strong>Pará</strong>, norte do <strong>Mato Grosso</strong>, região metropolitana de<strong> Salvador (BA)</strong> e leste do <strong>Rio Grande do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307660334.jpg" data-image="3ulnrql2l1e3" alt="Mapa de precipitação." title="Mapa de precipitação."><figcaption>Chuva e nebulosidade prevista para a tarde deste Domingo de Páscoa (5).</figcaption></figure><p>Nas demais áreas do país, a previsão é de <strong>tempo parcialmente nublado</strong> e, durante o <strong>amanhecer</strong>, há possibilidade de <strong>nevoeiros</strong> em diversas regiões. Ao longo da <strong>manhã</strong>, a previsão de <strong>chuvas diminui</strong> sobre as regiões <strong>Sul, Centro-Oeste e Norte</strong> do Brasil, mas no <strong>litoral norte do Nordeste</strong> há previsão de <strong>chuvas intensas</strong> no final da manhã.</p><p>Ao longo da <strong>tarde</strong>, a presença de uma <strong>frente fria sobre o oceano</strong> auxilia na formação de um <strong>fraco corredor de umidade</strong>, vindo do <strong>Norte em direção ao Sudeste do Brasil</strong>. Com isso, as <strong>instabilidades</strong> estão previstas para a tarde em áreas de <strong>Minas Gerais</strong>, <strong>Rio de Janeiro</strong>, leste de <strong>São Paulo</strong>, <strong>Goiás</strong>, <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e <strong>Mato Grosso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307729363.jpg" data-image="ldmtp24gmv9b" alt="Probabilidade de chuva." title="Probabilidade de chuva."><figcaption>Mapa de probabilidade de chuva ao longo da tarde deste domingo (5).</figcaption></figure><p>Nessas regiões, as <strong>chuvas</strong> terão <strong>intensidades variadas</strong>, mas, de forma <strong>pontual</strong>, há riscos de <strong>chuvas fortes</strong>, com <strong>alertas para alagamentos</strong> e formação de <strong>enxurradas</strong>. Sobre a <strong>Região Sul</strong>, as chuvas ficam concentradas na <strong>porção leste</strong>, com <strong>intensidade moderada</strong>.</p><p>A <strong>tarde do Nordeste</strong> será marcada por <strong>chuvas</strong>, afetando o <strong>sudeste e leste da Bahia</strong>, incluindo a <strong>capital Salvador</strong>. Contudo, os <strong>alertas são maiores</strong> para o <strong>litoral norte</strong>, na faixa entre <strong>Natal e São Luís</strong>, com riscos de <strong>chuvas intensas</strong> e <strong>tempestades</strong>. O <strong>Norte do Brasil</strong> terá chuvas concentradas em <strong>duas áreas principais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307672516.jpg" data-image="iscefxvpehck" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Água precipitável para a tarde deste domingo (5), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>A primeira área fica na região <strong>próxima a Belém</strong>, com previsão de <strong>chuva intensa</strong>, e a segunda se estende pela faixa entre <strong>Acre</strong>, sul do <strong>Amazonas</strong> e <strong>Rondônia</strong>, também com <strong>riscos de chuvas fortes</strong> e <strong>transtornos</strong>.</p><h2>Ar frio deixa Páscoa com temperaturas amenas</h2><p>O <strong>calor dará uma trégua</strong> em alguns pontos do <strong>Sul do Brasil</strong>. Após dias com temperaturas próximas de 37°C, o <strong>ar frio</strong> irá avançar sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> e parte de <strong>Santa Catarina</strong>, deixando a <strong>Páscoa com temperaturas mais baixas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307645665.jpg" data-image="achp56pllf0a" alt="Mapa de temperatura." title="Mapa de temperatura."><figcaption>Temperatura prevista para a tarde de domingo (5).</figcaption></figure><p>O <strong>amanhecer</strong> terá <strong>cara de inverno</strong>, com <strong>temperatura mínima de até 13°C</strong> no sul do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, enquanto na <strong>porção central e leste</strong> as temperaturas variam entre <strong>15°C e 20°C</strong>. Em <strong>Santa Catarina</strong>, o friozinho aparece na <strong>região da Serra</strong>, com os termômetros variando entre <strong>14°C e 17°C</strong>.</p><p>Mas é durante a tarde que o <strong>frio realmente será sentido</strong>. A <strong>temperatura máxima</strong> não deve superar <strong>22°C</strong> no extremo sul gaúcho, e em <strong>Porto Alegre (RS)</strong> a máxima será de <strong>23°C</strong>. Na <strong>Serra Gaúcha</strong>, o frio ainda persiste, com <strong>18°C em Caxias do Sul</strong> e <strong>17°C em Canela</strong>. O mesmo cenário é previsto para a <strong>Serra Catarinense</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa-1775307634826.jpg" data-image="27pxmrcm9175" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Previsão da anomalia de temperatura em 850 hPa. Mapa mostra oa avanço do ar frio sobre o RS e parte de SC.</figcaption></figure><p>O <strong>frio deste domingo (5)</strong> ficará mais concentrado no <strong>centro-leste do Rio Grande do Sul</strong>. Já na <strong>porção oeste e noroeste</strong> do estado gaúcho, em <strong>Santa Catarina</strong> e em boa parte do <strong>Paraná</strong>, o <strong>calor ainda estará presente</strong>, e de forma <strong>bem intensa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ar-frio-e-chuvas-pelo-brasil-confira-a-previsao-para-o-domingo-de-pascoa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um físico chileno consegue controlar a luz de novas formas e abre a porta a tecnologias mais eficientes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-fisico-chileno-consegue-controlar-a-luz-de-novas-formas-e-abre-a-porta-a-tecnologias-mais-eficientes.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Computadores que funcionam com luz em vez de eletricidade, ou painéis solares que funcionam com a capacidade máxima mesmo que os seus materiais não sejam perfeitos, são alguns dos avanços que poderiam ser feitos controlando a luz sem a necessidade de paredes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fisico-chileno-logra-controlar-la-luz-de-nuevas-formas-y-abre-la-puerta-a-tecnologias-mas-eficientes-1774797789821.jpg" data-image="229nvyjxrbrz" alt="experimento" title="experimento"><figcaption>Um investigador da Universidade do Chile estuda a forma de controlar as ondas de luz e a eletricidade em materiais artificiais.</figcaption></figure><p>No mundo da física existe a chamada dinâmica <strong>“não-linear”</strong>, que estuda sistemas onde as regras convencionais são quebradas e, portanto, o comportamento <strong>não é proporcional à causa</strong>. Nesses sistemas complexos, muitas vezes caóticos e imprevisíveis, uma pequena mudança não gera um resultado previsível, mas muitas possibilidades.</p><div class="texto-destacado">Neste cenário, o físico Mario Molina Gálvez, académico do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Chile, concluiu uma investigação que demonstra que, em condições específicas, a luz e a energia apresentam comportamentos surpreendentes.</div><p>Ao conseguir domar este caos e ao “controlar” de alguma forma a luz, o investigador abriu a porta a <strong>formas de controlo que antes pareciam impossíveis</strong>, uma descoberta que promete revolucionar tudo, desde a Internet de alta velocidade à eficiência das energias renováveis.</p><h2>Revolução em três pilares da tecnologia</h2><p>A investigação de Molina não se fica pela teoria, mas propõe uma mudança de paradigma na forma como interagimos com as leis fundamentais do universo, que se poderá<strong> traduzir em avanços concretos nas telecomunicações, na informática e na energia solar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fisico-chileno-logra-controlar-la-luz-de-nuevas-formas-y-abre-la-puerta-a-tecnologias-mas-eficientes-1774797807862.jpg" data-image="0hacpp4rxj6j" alt="luz" title="luz"><figcaption>As descobertas de Molina poderão ser a chave para computadores ópticos e painéis solares mais eficientes, entre outras tecnologias.</figcaption></figure><h3>Filtros elétricos ultra-precisos</h3><p>Molina demonstrou que é possível criar “ilhas de energia” onde a energia, em vez de se dispersar, fica confinada a um único ponto. O investigador concebeu redes onde as ondas “colidem” de tal forma que se anulam no exterior, mas são reforçadas num centro comum. Desta forma, <strong>a energia fica retida pela sua própria dinâmica, sem necessidade de barreiras físicas</strong>.</p><p>Ao garantir que a energia não se dispersa e fica confinada em “ilhas” sem necessidade de barreiras físicas, <strong>abre-se a porta para a criação de filtros elétricos de altíssima precisão</strong>.</p><div class="texto-destacado">Segundo Molina, estes filtros funcionariam bloqueando ou permitindo a passagem de ondas de energia específicas, bastando para isso ajustar o espaçamento entre os componentes da rede elétrica.</div><p>Este princípio ajudaria a desenvolver sensores ópticos de alta precisão, que podem ser usados <strong>em telecomunicações e redes de última geração, por exemplo</strong>. Filtros ultra-precisos permitiriam a um telemóvel ou a uma antena captar exatamente a frequência de dados de que necessitam, bloqueando todos os outros “ruídos”.</p><h3>Computadores ópticos</h3><ol></ol><p>Na mecânica quântica convencional, para que um físico possa medir energia num laboratório, as equações devem possuir uma propriedade matemática chamada <strong>hermeticidade</strong>.</p><p>Durante quase um século, pensou-se que esta era uma condição obrigatória para garantir que as energias eram reais e estáveis, mas Molina, que trabalha com sistemas que perdem e ganham energia simultaneamente e são muitas vezes muito instáveis, conseguiu <strong>equilibrar essas perdas e ganhos usando a Simetria PT</strong> (Paridade e Inversão Temporal).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“O objetivo é controlar o transporte da luz para lançar as bases dos computadores ópticos, capazes de processar informação milhares de vezes mais depressa do que os computadores atuais”, afirmou em comunicado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao controlar a forma como a luz viaja através das redes microscópicas, mantendo este equilíbrio, estão lançadas as bases para <strong>a futura criação de computadores ópticos</strong>.</p><h3>Painéis solares e lasers avançados</h3><p>Normalmente, a desordem é inimiga da eficiência, por isso, se um material tiver imperfeições, a energia fica “presa” e não flui. Mas<strong> Molina descobriu que a energia pode encontrar “caminhos escondidos” para fluir dentro de sistemas desordenados</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/avanco-cientifico-aproxima-computadores-quanticos-robustos-da-realidade.html" title="Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade">Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/avanco-cientifico-aproxima-computadores-quanticos-robustos-da-realidade.html" title="Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientific-breakthrough-sees-robust-quantum-computers-egde-closer-to-reality-1771596205466_320.jpg" alt="Avanço científico aproxima computadores quânticos robustos da realidade"></a></article></aside><p>Isto poderá revolucionar a área das energias renováveis, <strong>otimizando o desempenho</strong> dos painéis fotovoltaicos e dos lasers de última geração, fazendo-os funcionar de forma muito mais eficiente, mesmo que os materiais de que são feitos não sejam estruturalmente perfeitos.</p><h2>A importância destas descobertas</h2><p>A investigação de Molina insere-se naquilo a que se chama ciência básica, porque o seu principal objetivo é decifrar as leis fundamentais que regem o universo, antes de pensar num produto comercial específico. No entanto, <strong>este tipo de descobertas são fundamentais, porque estão na base de todas as grandes inovações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fisico-chileno-logra-controlar-la-luz-de-nuevas-formas-y-abre-la-puerta-a-tecnologias-mas-eficientes-1774797843435.png" data-image="ulbzc6qgxw1c" alt="post insta" title="post insta"><figcaption>Possíveis aplicações das descobertas de Mario Molina. Imagem: Física UChile - Instagram @dfc_uchile</figcaption></figure><p>Historicamente, não poderíamos ter smartphones sem compreender a mecânica quântica, nem GPS sem a teoria da relatividade. As descobertas de Molina são, por isso, uma espécie de <strong>manual de instruções para a tecnologia que está para vir</strong>: desde uma Internet com menor latência até dispositivos de energia limpa muito mais robustos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Nota de prensa, Facultad de Ciencias, Universidad de Chile. <a href="https://ciencias.uchile.cl/noticias/237427/el-dr-mario-molina-avanza-en-tecnicas-de-control-de-la-luz">El Dr. Mario Molina avanza en técnicas de control de la luz para nuevas aplicaciones tecnológicas.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-fisico-chileno-consegue-controlar-a-luz-de-novas-formas-e-abre-a-porta-a-tecnologias-mais-eficientes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Amazônia como "fábrica de chuva" e o risco do colapso invisível]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-amazonia-como-fabrica-de-chuva-e-o-risco-do-colapso-invisivel.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A floresta amazônica regula o clima ao gerar chuva em larga escala, mas o desmatamento ameaça esse serviço invisível, com impactos econômicos, agrícolas e ecológicos potencialmente irreversíveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-amazonia-como-fabrica-de-chuva-e-o-risco-do-colapso-invisivel-1775134967555.jpg" data-image="5qfbo9ayn9sv" alt="Descoberta ajuda a entender melhor como o clima da Amazônia influencia o clima de todo o planeta" title="Descoberta ajuda a entender melhor como o clima da Amazônia influencia o clima de todo o planeta"><figcaption>Pesquisa ajuda a entender melhor como o clima da Amazônia influencia o clima de todo o planeta. Crédito: Rogério Assis/Agência Fapesp</figcaption></figure><p>A<strong> Amazônia não é apenas um reservatório de biodiversidade</strong>: ela funciona como uma verdadeira<strong> “fábrica de chuva</strong>”. Um<a href="https://www.nature.com/articles/s43247-025-03159-3" target="_blank"> artigo recente publicado pela revista Nature</a> demonstra, pela primeira vez com robustez, o quanto as florestas tropicais contribuem diretamente para a precipitação regional. </p><p>Os pesquisadores combinaram dados de satélite e modelos climáticos para quantificar esse fenômeno. O resultado é impressionante: <strong>cada metro quadrado de floresta tropical gera cerca de 240 litros de chuva por ano, </strong>chegando a aproximadamente 300 litros na Amazônia. </p><p>Esse processo ocorre por meio da <strong>evapotranspiraçã</strong>o (a liberação de vapor d’água pelas árvores), que alimenta nuvens e mantém ciclos hidrológicos em funcionamento em toda a América do Sul.</p><h2>A engrenagem climática invisível </h2><p>A redução da cobertura florestal compromete diretamente esse sistema. O estudo estima que <strong>a perda de floresta reduz a chuva em cerca de 2,4 mm por ano</strong> para cada ponto percentual de desmatamento. </p><div class="texto-destacado">Isso significa que o desmatamento não afeta apenas a área local, mas também regiões distantes que dependem da umidade amazônica, incluindo zonas agrícolas importantes. Em alguns locais, até metade da chuva pode ter origem na floresta. </div><p>Esse efeito em cadeia transforma <strong>a Amazônia em um componente essencial da estabilidade climática continental</strong>, conectando ecossistemas e economias. </p><h2>Impactos econômicos e perigos sistêmicos</h2><p>O estudo também traduz esse<strong> serviço ecológico em valor econômico.</strong> A geração de chuvas pela Amazônia pode representar cerca de 20 bilhões de dólares por ano para o Brasil. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia.html" title="O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia">O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia.html" title="O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-os-aneis-das-arvores-revelam-sobre-as-mudancas-climaticas-na-amazonia-1769019455764_320.jpg" alt="O que os anéis das árvores revelam sobre as mudanças climáticas na Amazônia"></a></article></aside><p>A <strong>perda acumulada de floresta já teria reduzido esse serviço em bilhões anuais</strong>, afetando agricultura, energia hidrelétrica e abastecimento de água. </p><p>Como grande parte da <strong>produção agrícola brasileira depende da chuva</strong>, qualquer alteração nesse sistema pode gerar impactos amplos na economia nacional. </p><h2>O risco do colapso invisível</h2><p>Um dos pontos mais preocupantes levantados pelos pesquisadores é <strong>o caráter gradual e silencioso da degradação desse sistema.</strong> Diferentemente de eventos extremos visíveis, como incêndios, a redução da capacidade de regeneração da chuva ocorre de forma progressiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-amazonia-como-fabrica-de-chuva-e-o-risco-do-colapso-invisivel-1775135187701.jpg" data-image="5103oye8t0so" alt="Cientistas alertam para o risco da floresta amazônica perder suas características e influência no regime de chuvas em nível nacional e global. Crédito: Revista Amazônia" title="Cientistas alertam para o risco da floresta amazônica perder suas características e influência no regime de chuvas em nível nacional e global. Crédito: Revista Amazônia"><figcaption>Cientistas alertam para o risco da floresta amazônica perder suas características e influência no regime de chuvas em nível nacional e global. Crédito: Revista Amazônia</figcaption></figure><p> </p><p>Isso pode <strong>levar a um estado crítico</strong> em que a floresta perde sua capacidade de sustentar seu próprio ciclo hídrico. Com menos chuva, mais árvores morrem, reduzindo ainda mais a evapotranspiração, um ciclo de retroalimentação negativa. <br> <br>Esse cenário é frequentemente descrito como <strong>um possível “ponto de não retorno”</strong>, no qual partes da Amazônia poderiam se transformar em ecossistemas mais secos, como savanas.</p><h2>Reconhecendo a floresta como infraestrutura climática</h2><p>A pesquisa propõe uma mudança de paradigma:<strong> a Amazônia deve ser vista como uma infraestrutura natural essencial para o funcionamento do clima</strong>. Assim como estradas ou usinas, ela presta um serviço fundamental — neste caso, a regulação hídrica. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761334" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas.html" title="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas">"Terra preta da Amazônia" aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas.html" title="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/terra-preta-da-amazonia-impulsiona-crescimento-de-arvores-nativas-1774812368892_320.jpg" alt="'Terra preta da Amazônia' aumenta em até 6 vezes o crescimento de árvores nativas"></a></article></aside><p> Essa perspectiva tem implicações importantes para políticas públicas.<strong> Proteger a floresta não é apenas uma questão ambiental</strong>, mas também econômica e estratégica para o desenvolvimento sustentável. </p><p> Diante das evidências, fica claro que preservar a Amazônia é garantir a continuidade de um sistema climático vital. Ignorar esse papel pode resultar em <strong>um colapso invisível, mas profundamente transformador</strong> para o Brasil e para o planeta.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Nature. Artigo "<a href="https://www.nature.com/articles/s43247-025-03159-3" target="_blank">Quantifying tropical forest rainfall generation</a>". 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-amazonia-como-fabrica-de-chuva-e-o-risco-do-colapso-invisivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas no Nordeste podem ajudar lavouras e ao mesmo trazer alertas ao campo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuvas-no-nordeste-pode-ajudar-lavouras-e-ao-mesmo-trazer-alertas-ao-campo.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Abril começa mais úmido no Nordeste, com chance de beneficiar lavouras, fruticultura e pastagens, mas a chuva persistente também aumenta o risco de erosão, enxurradas e doenças em áreas onde o solo já está encharcado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-no-nordeste-pode-ajudar-lavouras-e-ao-mesmo-trazer-alertas-ao-campo-1775256212263.jpg" data-image="hcazyix9bnva" alt="chuva, anomalia, nordeste" title="chuva, anomalia, nordeste"><figcaption>Chuva acumulada até 6 de abril reforça volumes mais altos no norte do Nordeste. Fonte ECMWF.</figcaption></figure><p>Abril começa com um sinal claro no Nordeste: a chuva tende a ficar acima da média em boa parte da região, especialmente no centro-norte, com destaque para áreas do Maranhão, Piauí e Ceará. <strong>No boletim climático mensal, o INMET indica exatamente esse padrão, enquanto grande parte da Bahia aparece mais próxima da média histórica.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong><strong> P</strong></strong><strong>ara o campo, isso chama atenção porque a água chega num momento em que solo, pastagens e várias lavouras ainda dependem de reposição hídrica para atravessar bem o mês. </strong><br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas a mesma chuva que favorece o interior produtivo também pode complicar a vida em trechos onde a umidade se acumula por vários dias. <strong>Em relatorio publicado em 1º de abril, o CEMADEN destacou continuidade de chuva na faixa leste </strong>entre Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, além de pancadas localmente fortes com altos volumes em Ceará, Piauí e Maranhão. Ou seja: abril começa no Nordeste com uma mistura de alívio hídrico e risco real de transtornos. </p><h2>Mais água no solo pode virar boa notícia </h2><p>Na parte agrícola, o lado positivo é evidente. O próprio INMET afirma que a<strong> chuva mais regular no centro-norte do Nordeste tende a beneficiar áreas de cultivo e ajudar a manter a umidade do solo</strong>, o que favorece lavouras, fruticultura e pastagens. Em termos práticos, isso significa melhor condição para o desenvolvimento vegetativo, menor pressão de déficit hídrico e um ambiente mais favorável para a recuperação do capim em áreas de pecuária. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-no-nordeste-pode-ajudar-lavouras-e-ao-mesmo-trazer-alertas-ao-campo-1775256350994.jpg" data-image="y1erjdv78s6p" alt="chuva, nordeste, culturas" title="chuva, nordeste, culturas"><figcaption>Água precipitável mais alta sobre o norte do Nordeste indica atmosfera mais úmida e maior potencial para chuva persistente nos próximos dias. Fonte ECMWF.</figcaption></figure><p>Esse ganho, porém, depende muito da distribuição da chuva. <strong>Quando ela cai em vários episódios moderados, o solo consegue infiltrar melhor a água e a planta aproveita mais. </strong>Quando vem concentrada em pouco tempo, parte desse benefício se perde. Por isso, <strong>abril pode ser ao mesmo tempo um mês promissor para o agro em parte do Nordeste e um mês de atenção</strong> redobrada para quem produz em áreas mais vulneráveis ao encharcamento. </p><h2>Quando a chuva começa a pesar na lavoura </h2><p>O lado menos visível dessa história aparece quando o excesso de água encontra solo desprotegido, drenagem ruim ou sequência de dias muito úmidos. <strong>A Embrapa alertou em janeiro que chuvas intensas elevam o risco de erosão e podem levar embora solo fértil</strong>, nutrientes e matéria orgânica, com prejuízos de longo prazo. </p><div class="texto-destacado">CEMADEN citou risco de alagamentos, enxurradas e até deslizamentos pontuais em áreas do Nordeste já com acumulados prévios elevados, especialmente na Região Metropolitana de Recife e em trechos de Pernambuco. </div><p>Na prática, os principais problemas de uma semana mais úmida costumam aparecer assim:</p><ul> <li><strong>perda de solo e nutrientes em áreas mal manejadas ou descobertas; </strong></li> <li>dificuldade de acesso ao campo e atraso de operações agrícolas; </li> <li><strong>encharcamento localizado e maior risco de enxurradas em baixadas e áreas urbanas próximas; </strong></li> <li>aumento da pressão de doenças em culturas sensíveis quando calor e umidade ficam altos por vários dias. </li> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-no-nordeste-pode-ajudar-lavouras-e-ao-mesmo-trazer-alertas-ao-campo-1775256406473.jpg" data-image="luv6zxewgl27" alt="anomalias, temperatura, culturas, nordeste" title="anomalias, temperatura, culturas, nordeste"><figcaption>Anomalias positivas de temperatura no interior do Nordeste podem aumentar a pressão de doenças onde a umidade segue elevada. Fonte ECMWF.</figcaption></figure><p>Esse último ponto merece atenção especial porque não depende só do volume de chuva. Materiais da Embrapa mostram que <strong>doenças como antracnose e outras podridões avançam com mais facilidade quando há combinação de alta umidade, respingos de chuva e temperaturas</strong> favoráveis. Em culturas hortícolas e frutícolas, isso pode comprometer flores, frutos e qualidade comercial, mesmo sem um evento extremo de precipitação. </p><h2>Abril úmido exige leitura mais cuidadosa </h2><p>O erro mais comum, em meses assim, é tratar toda chuva como sinônimo de problema ou como garantia de safra boa. <strong>No Nordeste, as duas coisas podem coexistir. </strong>No centro-norte da região, a água extra tende a ajudar lavouras e pastagens; na faixa leste e em áreas que já vêm acumulando chuva, o risco cresce quando a umidade se prolonga e o solo perde capacidade de absorção. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É justamente essa diferença entre chuva útil e chuva excessiva que define o impacto real no campo. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para o leitor, a conclusão é simples: abril começa mais promissor para parte da produção rural nordestina</strong>, mas não sem custo potencial. Onde a chuva vier bem distribuída, ela pode sustentar o solo, o pasto e o desenvolvimento das plantas. </p><p>Onde vier persistente ou concentrada, <strong>o mapa muda de tom e passa a falar de erosão, doenças, estradas ruins e perda de qualidade</strong>. No Nordeste, nesta virada de mês, a mesma água que ajuda também pode cobrar caro. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/briefing-cemaden-cenad/01-04-2026-briefing-cemaden-cenad" target="_blank">Briefing CEMADEN - CENAD</a>. 1 de abril, 2026. CEMADEN.</em></p><p><em><a href="https://www.embrapa.br/en/home" target="_blank">Chuvas intensas exigem atenção redobrada do produtor rural para evitar erosão do solo</a>. 28 de janeiro, 2026. EMBRAPA. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuvas-no-nordeste-pode-ajudar-lavouras-e-ao-mesmo-trazer-alertas-ao-campo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone impulsiona massa de ar frio abrangente do outono em breve; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-abrangente-do-outono-em-breve-confira.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 22:27:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A formação de ciclone extratropical após a Páscoa irá trazer tempestades severas com formação de granizo e potencial para tornados, chuvas extremas e o primeiro frio do outono.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-massa-de-ar-frio-estao-se-confirmando-para-o-fim-de-semana-da-pascoa.html#:~:text=Frente%20fria%20avan%C3%A7a%20no%20Sul,intensas%20atingem%20as%20cinco%20regi%C3%B5es." target="_blank">Frente fria e massa de ar frio estão se confirmando para o fim de semana da Páscoa </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-do-outono-em-breve-confira-1775227772786.png" data-image="olcz1sjh2us3" alt="Previsão de formação de ciclone extratropical com tempestades severas - com risco de tornado - chuvas intensas e a chegada do frio." title="Previsão de formação de ciclone extratropical com tempestades severas - com risco de tornado - chuvas intensas e a chegada do frio."><figcaption>Previsão de formação de ciclone extratropical com tempestades severas - com risco de tornado - chuvas intensas e a chegada do frio. </figcaption></figure><p>Na <strong>segunda-feira (6) </strong>uma região de <strong>baixa pressão</strong> irá se estender sobre o <strong>Uruguai e o Rio Grande do Sul </strong>durante um processo que irá formar um novo <strong>ciclone extratropical </strong>na terça-feira (7). </p><p>Este sistema de baixa pressão atmosférica atua como uma “âncora” na atmosfera, canalizando uma<strong> grande quantidade de vapor d’água</strong> transportado desde a região Amazônica até o Sul por um<strong> rio atmosférico</strong> via jato de baixos níveis - um núcleo intenso de ventos à leste da Cordilheira dos Andes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-do-outono-em-breve-confira-1775227797654.png" data-image="eee8hdgchqvv" alt="Previsão de rio atmosférico nesta terça-feira (7), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de rio atmosférico nesta terça-feira (7), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de rio atmosférico nesta terça-feira (7), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Há <strong>alerta de tempestades severas</strong> sobre a região Sul, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, onde as<strong> chuvas podem ser extremas</strong>, com acumulados de 100 mm em 24 horas. A<strong> massa de ar frio </strong>na sua retaguarda irá trazer o<strong> primeiro frio do outono</strong>, mas não sobre uma ampla área. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de tempo severo e chuvas incomuns</h2><p>O <strong>índice de previsão extrema</strong> (EFI) do modelo ECMWF, de confiança da Meteored, alerta para <strong>potencial de chuvas “incomuns” a “extremas” sobre a região Sul</strong> do Brasil entre <strong>segunda (6) e terça-feira (7)</strong>. Este índice ressalta áreas onde os acumulados diários previstos ultrapassam o limiar estatístico considerado extremo para cada região, baseado na climatologia de previsões do modelo.</p><p>As áreas em alerta são destacadas pela escala de cores nos mapas abaixo, onde valores entre 0,5 e 0,8 (amarelo e laranja) representam chuvas “incomuns” e entre 0,8 e 1 (laranja escuro e vermelho) chuvas “extremas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-do-outono-em-breve-confira-1775227823427.png" data-image="o6kc6nqpuj7v" alt="EFI do ECMWF para precipitação segunda (6) e terça-feira (7). Créditos: Organizado por Meteored/Adaptado de ECMWF." title="EFI do ECMWF para precipitação segunda (6) e terça-feira (7). Créditos: Organizado por Meteored/Adaptado de ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para precipitação segunda (6) e terça-feira (7). Créditos: Organizado por Meteored/Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Destaca-se que o <strong>Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina e Paraná </strong>estão na mira de chuvas incomuns a extremas, <strong>especialmente o Rio Grande do Sul,</strong> onde a <strong>chuva diária </strong>pode acumular até <strong>100 mm em 24 horas.</strong></p><div class="texto-destacado">Estas chuvas estão relacionadas a tempestades severas bem organizadas, com elevado risco de granizo e danos por ventos - com potencial de microexplosões, downbursts ou tornados - principalmente na metade sul do Rio Grande do Sul.</div><p>As <strong>tempestades</strong> devem <strong>iniciar</strong> ainda na <strong>segunda-feira (6)</strong>, quando há maior <strong>potencial de severidade</strong>. A região da Campanha, Oeste, Sul e Centro do Rio Grande do Sul estão em alerta máximo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-do-outono-em-breve-confira-1775227852792.png" data-image="i18ufd80kfdc" alt="Previsão de tempestades nesta segunda-feira (6), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de tempestades nesta segunda-feira (6), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades nesta segunda-feira (6), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre<strong> terça (7) e quarta-feira (8) </strong>ainda há previsão de <strong>tempestades</strong> em toda a região <strong>Sul</strong>, parte do <strong>Centro-Oeste e Sudeste</strong>, com maior potencial de intensidade na fronteira oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.</p><h2>Entrada de massa de ar frio</h2><p>A<strong> massa de ar frio </strong>começa a avançar entre terça (7) e quarta-feira (8). Enquanto a <strong>sensação de frio</strong> ficará mais restrita às<strong> temperaturas mínimas</strong>, sobretudo na região Sul, as <strong>temperaturas</strong> serão <strong>abaixo da média</strong> em todo o <strong>centro-sul,</strong> aliviando o calor dos últimos dias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-do-outono-em-breve-confira-1775227893946.png" data-image="frvykhxy93u8" alt="Previsão de anomalia de temperatura na quarta-feira (8), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura na quarta-feira (8), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura na quarta-feira (8), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>anomalias</strong> previstas são de até <strong>7°C abaixo da média na quarta-feira (8)</strong> em Santa Catarina, o que representa cerca de <strong>18°C ao meio dia.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-do-outono-em-breve-confira-1775227908442.png" data-image="zlr2r8qyenhi" alt="Previsão de temperatura na madrugada da sexta-feira (10), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura na madrugada da sexta-feira (10), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura na madrugada da sexta-feira (10), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>massa de ar frio </strong>avança em direção ao <strong>Sudeste</strong> até o <strong>final da semana,</strong> deixando as temperaturas entre <strong>10°C e 14°C</strong> ao longo da <strong>madrugada</strong> em toda a região <strong>Sul</strong>,<strong> sul do Centro-Oeste e leste do Sudeste</strong>. As máximas devem ser abaixo dos 26°C nessas áreas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-impulsiona-massa-de-ar-frio-abrangente-do-outono-em-breve-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Impactos que destruíram antigo protoplaneta podem ter deixado um asteroide gigante em seu núcleo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/impactos-que-destruiram-antigo-protoplaneta-podem-ter-deixado-um-asteroide-gigante-em-seu-nucleo.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 20:24:53 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um mundo primitivo foi bombardeado repetidamente até ser reduzido ao seu núcleo. Agora, os cientistas acreditam que o asteroide Psyche pode ser o remanescente metálico desse planeta destruído.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-impactos-que-destrozaron-este-planeta-podrian-haber-dejado-un-asteroide-gigante-en-su-nucleo-1774976497111.png" data-image="hk46nil7btp7"><figcaption>Ilustração gerada pela NASA mostrando o asteroide Psyche.</figcaption></figure><p><strong>Nos primeiros milhões de anos do sistema solar</strong>,<strong> o espaço era um lugar caótico e violento, com planetas ainda em formação, colidindo constantemente uns com os outros </strong>num processo que definiria sua estrutura final, resultando, por vezes, na destruição total desses corpos.</p><p>Um dos casos mais fascinantes é o do <strong>asteroide (16) Psyche</strong>, um objeto massivo que pode ser o núcleo exposto de um planeta que nunca chegou a se formar completamente.</p><h2>Um asteroide que não se encaixa com os outros</h2><p>Ao contrário da maioria dos asteroides, que são feitos de rocha ou gelo, Psyche se destaca por sua composição:<strong> é extremamente rico em metais, principalmente ferro e níquel</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Scientists hypothesize that when the <a href="https://twitter.com/hashtag/NASAPsyche?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#NASAPsyche</a> spacecraft reaches the Psyche asteroid, they will find that it is rich in metal.<br><br>Observations from <a href="https://twitter.com/NASA?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASA</a>'s SOFIA suggest that is exactly what the <a href="https://twitter.com/hashtag/MissionToPsyche?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MissionToPsyche</a> will find.<br><br>READ MORE &gt;&gt; <a href="https://t.co/v2mne43LRP">https://t.co/v2mne43LRP</a> <a href="https://t.co/fgPCXW4JcS">pic.twitter.com/fgPCXW4JcS</a></p>— NASA Marshall (@NASA_Marshall) <a href="https://twitter.com/NASA_Marshall/status/1709316872825446597?ref_src=twsrc%5Etfw">October 3, 2023</a></blockquote></figure><p>Isso levou os cientistas a proporem uma <strong>hipótese </strong>surpreendente: <strong>Psyche poderia ser o remanescente do interior de um protoplaneta</strong>, ou seja, o núcleo que normalmente fica escondido sob camadas de rocha.</p><h3>O papel fundamental dos impactos</h3><p>Os novos estudos se concentram na análise das enormes crateras em sua superfície, causadas por impactos. Especialistas afirmam que esses <strong>impactos foram tão intensos que removeram as camadas externas do planeta original, expondo seu núcleo metálico</strong>.</p><p>Durante a formação do sistema solar, há mais de 4,5 bilhões de anos, essas colisões eram comuns, e<strong> alguns corpos cresceram e se tornaram planetas</strong>. Outros, como o suposto progenitor de Psyche, foram literalmente despedaçados.</p><h2>Um laboratório natural do interior planetário</h2><p>Se essa hipótese dos astrônomos for confirmada, Psyche seria um caso único, pois permitiria o estudo direto do interior de um planeta sem a necessidade de perfurá-lo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El asteroide Psyche 16 es un asteroide gigante ubicado en el cinturón principal entre Marte y Júpiter. Se cree que el valor de los metales en Psyche 16 podría superar los 10,000 cuatrillones de dólares, lo que lo haría más valioso que toda la economía global. <a href="https://t.co/LGiD6c35rR">pic.twitter.com/LGiD6c35rR</a></p>— MΛRC VIDΛL (@marcvidal) <a href="https://twitter.com/marcvidal/status/1931996912040784055?ref_src=twsrc%5Etfw">June 9, 2025</a></blockquote></figure><p>Isso tem enormes implicações científicas, pois nos ajudaria a compreender:</p><ul> <li><strong>Como se formam os núcleos planetários.</strong></li> <li><strong>A diferenciação entre camadas (núcleo, manto e crosta).</strong></li> <li><strong>A história inicial de planetas como a Terra.</strong></li> </ul><h3>A missão que confirmará tudo</h3><p>A chave para desvendar esse mistério está na <strong>missão Psyche</strong>,<strong> lançada em outubro de 2023 pela NASA</strong>.</p><p>Se as previsões da agência se confirmarem, ela<strong> chegará a Psyche, no cinturão principal de asteroides, em julho de 2029</strong>. O objetivo principal é determinar se 16 Psyche é o núcleo remanescente de um protoplaneta que perdeu suas camadas externas ou um corpo que nunca derreteu completamente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Ciencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Ciencia</a> | Un cohete SpaceX Falcon Heavy despegaba esta tarde llevando una nave espacial de la <a href="https://twitter.com/hashtag/NASA?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#NASA</a> para investigar el asteroide Psyche desde el Centro Espacial Kennedy en Cabo Cañaveral, <a href="https://twitter.com/hashtag/Florida?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Florida</a>. <br><br>Se trata de la primera nave espacial que explora un asteroide rico en metales, <a href="https://t.co/vhdPVKgVPn">pic.twitter.com/vhdPVKgVPn</a></p>— RTVC (@RTVCes) <a href="https://twitter.com/RTVCes/status/1712892463709315361?ref_src=twsrc%5Etfw">October 13, 2023</a></blockquote></figure><p><strong>Esta sonda viajará até o asteroide para estudar sua composição, campo gravitacional e superfície com detalhes sem precedentes</strong>. Os dados que ela enviar permitirão aos cientistas verificar se estamos, de fato, observando o núcleo exposto de um planeta antigo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025JE009231" target="_blank">Exploring the interior structure of (16) Psyche through basin-scale collisions</a>. 13 de março, 2026. <em>Baijal, et al.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/impactos-que-destruiram-antigo-protoplaneta-podem-ter-deixado-um-asteroide-gigante-em-seu-nucleo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a IA está ajudando cientistas a entender como o carbono orgânico dissolvido se move no oceano]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 19:47:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Como o carbono orgânico dissolvido se move no oceano? Com a ajuda da inteligência artificial, pesquisadores de Manchester têm a resposta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777.jpeg" data-image="hcm0h8naqpm7" alt="oceanos" title="oceanos"><figcaption>Pesquisadores usaram inteligência artificial para ajudar a visualizar como o carbono orgânico dissolvido se move no oceano.</figcaption></figure><p>A<strong> Inteligência Artificial (IA) </strong>é frequentemente culpada pela criação de desinformação e pelos seus impactos ambientais nocivos, mas também apresenta muitos aspectos positivos, como auxiliar cientistas a avançar em áreas que, de outra forma, seriam inacessíveis com os métodos atuais.</p><p>Como os pesquisadores da Universidade de Manchester, que<strong> visualizaram como o carbono se move nos sedimentos oceânicos usando uma nova abordagem de IA baseada em princípios da física</strong>. Pela primeira vez, eles conseguem fazer previsões precisas em escala global sobre como o carbono orgânico dissolvido se move entre a água do mar e os sedimentos marinhos, uma parte fundamental, porém antes não quantificável, do ciclo do carbono no planeta.</p><h2>Mantendo a simplicidade</h2><p>O estudo demonstra que <strong>algoritmos de IA relativamente simples podem imitar com sucesso modelos ambientais mecanísticos complexos</strong>, que normalmente são muito demorados, computacionalmente exigentes demais para serem executados em escala global e instáveis sob diversas condições do mundo real.</p><p>Para superar esse obstáculo, a equipe treinou <strong>"emuladores" de IA para replicar o desempenho de modelos mecanísticos existentes que descrevem o ciclo do carbono em sedimentos oceânicos</strong>. Esses emuladores podem ser usados globalmente para prever o comportamento do carbono dissolvido em uma resolução e escala impossíveis com o modelo atual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760143" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-o-brasil-usa-hidreletricas-para-manter-emissoes-de-carbono-entre-as-mais-baixas-do-mundo.html" title="Como o Brasil usa hidrelétricas para manter emissões de carbono entre as mais baixas do mundo">Como o Brasil usa hidrelétricas para manter emissões de carbono entre as mais baixas do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-o-brasil-usa-hidreletricas-para-manter-emissoes-de-carbono-entre-as-mais-baixas-do-mundo.html" title="Como o Brasil usa hidrelétricas para manter emissões de carbono entre as mais baixas do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-o-brasil-usa-hidreletricas-para-manter-emissoes-de-carbono-entre-as-mais-baixas-do-mundo-1774188803625_320.jpg" alt="Como o Brasil usa hidrelétricas para manter emissões de carbono entre as mais baixas do mundo"></a></article></aside><p>O estudo fornece<strong> a primeira quantificação global do ciclo do carbono orgânico dissolvido em sedimentos</strong>, revelando que 11% do carbono orgânico particulado que se deposita no fundo do mar retorna à água do mar como carbono orgânico dissolvido. Outros 24% são assimilados por minerais, e quase metade de todo o carbono orgânico em fase sólida no metro superior dos sedimentos marinhos tem origem no carbono dissolvido adsorvido ou incorporado por minerais.</p><p>O estudo também enfatiza a<strong> importância do carbono orgânico dissolvido no balanço de carbono de longo prazo da Terra</strong>.</p><h2>Confirmação por comparação</h2><p>Para desenvolver a estrutura de modelagem, <strong>os pesquisadores compararam arquiteturas de aprendizado profundo, modelos de floresta aleatória e redes neurais artificiais de propagação direta mais simples</strong>; eles descobriram – inesperadamente – que os algoritmos mais simples produziam as previsões mais precisas.</p><p>Isso foi confirmado pela verificação das saídas do emulador em mapas globais de baixa resolução, onde o <strong>modelo mecanístico</strong> atual permaneceu numericamente solucionável, e em soluções algébricas para variáveis com expressões analíticas conhecidas.</p><p>Os pesquisadores descobriram que<strong> o aumento da complexidade das estruturas da rede neural levava consistentemente a uma menor precisão de previsão</strong>, fornecendo um raro suporte prático para o Princípio da Parcimônia – ou Navalha de Occam – no desenvolvimento de modelos de IA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964454831.jpeg" data-image="3fmg7pstk9q1" alt="oceanos, carbono" title="oceanos, carbono"><figcaption>A pesquisa oferece novas maneiras de avaliar como os reservatórios de carbono marinho podem responder às mudanças ambientais.</figcaption></figure><p>E isso tem implicações importantes para a ciência climática, já que a <strong>quantificação dos balanços de carbono na interface sedimento-água é crucial para a compreensão da dinâmica climática global</strong>. Anteriormente, isso era dificultado por limitações computacionais, mas essa estrutura rápida, escalável e precisa pode ser incluída em modelos de circulação global e usada para explorar potenciais estratégias de mitigação das mudanças climáticas baseadas nos oceanos.</p><p>“A estrutura de modelagem desenvolvida neste estudo pode desempenhar um papel substancial na simulação computacional de potenciais cenários de mitigação das mudanças climáticas nos oceanos. Com essa abordagem, podemos finalmente explorar processos de ciclagem de carbono em escala global que antes eram impossíveis de quantificar”, afirmou o Dr. Peyman Babakhani, professor de Engenharia Geoambiental, que liderou o trabalho.</p><p>A pesquisa também oferece <strong>novas maneiras de simular e testar como os reservatórios de carbono marinho podem responder às mudanças ambientais </strong>nas próximas décadas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.cell.com/the-innovation/fulltext/S2666-6758(26)00101-3" target="_blank">Global cycling of dissolved organic carbon between seawater and sediments quantified using physics-based artificial intelligence</a>. 25 de março, 2026. Babakhani, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formação de ciclone aumentou o risco de tempestades severas na próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 18:26:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O sistema e sua frente fria associada avançarão pelo país a partir da próxima segunda-feira, trazendo risco de tempestades severas para a região sul - especialmente o Rio Grande do Sul.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-atuam-no-brasil-neste-sabado-4-veja-a-previsao.html" target="_blank">Duas frentes frias atuam no Brasil neste sábado, 4</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana-1775229687082.jpg" data-image="rw536zqcvpv0" alt="Fotografia de tempestade." title="Fotografia de tempestade."><figcaption>O sistema e sua frente fria Avançam pelo país a partir da segunda-feira, trazendo risco de tempestades severas especialmente para a região sul - com destaque para o Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>Após a passagem de uma frente fria durante este final de semana de páscoa, uma região de <strong>baixa pressão</strong> começará a se formar entre o norte da Argentina, Uruguai e o Rio Grande do Sul ao longo da segunda-feira (6), ocasionando <strong>pancadas de chuva </strong>nesta região.</p><div class="texto-destacado">Na terça-feira (7), essa região de baixa pressão se aprofunda e se transforma em um ciclone. Sua frente fria associada avançará pelo Brasil, causando tempestades sobre todos estados da região Sul. </div><p>Como é possível observar na imagem abaixo, esse fenômeno continuará ocasionando chuvas ao longo da terça-feira e dos dias seguintes. Há risco de pancadas de chuva em<strong> todos os estados da região Sul</strong>, com rajadas de vento que podem chegar a até <strong>80 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana-1775229731962.jpg" data-image="ncp13z167oxa" alt="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva na terça-feira." title="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva na terça-feira."><figcaption>Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva na terça-feira mostra a formação do ciclone e sua frente fria associada atuando sobre o Rio Grande do Sul. O sistema traz tempestades severas.</figcaption></figure><p>Há risco de <strong>tempestades severas</strong> especialmente no <strong>Rio Grande do Sul</strong>, e não se descarta a possibilidade de ocorrência de <strong>granizo</strong> no estado gaúcho. Isso traz risco de transtornos para a população, incluindo cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas (raios).</p><p>Embora se desloque em direção Norte, o sistema continuará atuando na região Sul na quarta-feira (8), causando tempestades especialmente em <strong>Santa Catarina e no Paraná</strong>. Previsões de <em>Extreme Forecast Index</em> (EFI) do modelo ECMWF mostram que há risco de condições meteorológicas <strong>muito incomuns ou extremas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana-1775229760158.jpg" data-image="vz68rf08x6mh" alt="Previsão de Extreme Forecast Index (EFI) do ECMWF para a terça-feira." title="Previsão de Extreme Forecast Index (EFI) do ECMWF para a terça-feira."><figcaption>Previsão de Extreme Forecast Index (EFI) do ECMWF para a terça-feira mostra que haverá condições para formação de condições meteorológicas muito incomuns ou extremas, especialmente no RS.</figcaption></figure><p>Ao total os acumulados de chuva esperados podem chegar a <strong>até 100 mm na região Sul</strong>, como podemos observar na imagem abaixo, com as tempestades mais severas se formando ao longo da terça-feira (7).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Ao longo da quarta-feira (8) e da quinta-feira (9), o sistema avança em direção norte e passa a causar tempestades também em estados do <strong>Sudeste</strong> e do <strong>Centro-Oeste</strong>, com destaque para São Paulo, oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, que também podem registrar <strong>tempestades fortes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana-1775229795795.jpg" data-image="xkky4a1b8gmo" alt="Previsão de acumulados de chuva totais até o final da quarta-feira." title="Previsão de acumulados de chuva totais até o final da quarta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados de chuva totais até o final da quarta-feira mostra regiões que serão mais afetadas pelas chuvas ao longo dos próximos dias, com acumulados de até 100 mm.</figcaption></figure><p>Com essa chuva toda prevista para os próximos dias, é importante acompanhar também as <strong>previsões de temperatura e chuva específicas para a sua localidade</strong>, disponíveis aqui no nosso portal. Assim, você garante que não será pego de surpresa pelo <strong>mau tempo</strong> ao longo da semana que vem. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-ciclone-aumentou-o-risco-de-tempestades-severas-na-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que a mancha avermelhada no mar de Ilhabela pode ser perigosa para quem frequenta as praias este mês?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-a-mancha-avermelhada-no-mar-de-ilhabela-pode-ser-perigosa-para-quem-frequenta-as-praias-este-mes.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 17:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A presença de uma densa coloração avermelhada nas praias turísticas de Ilhabela indica um possível desequilíbrio ecológico causado pela multiplicação desordenada de microrganismos marinhos que podem libertar substâncias perigosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-a-mancha-avermelhada-no-mar-de-ilhabela-pode-ser-perigosa-para-quem-frequenta-as-praias-este-mes-1775220455308.jpg" data-image="99gd47110uwi" alt="Impacto ambiental da maré vermelha em Ilhabela preocupa ambientalistas. Foto: Reprodução/ Rafael Mesquita/ G1" title="Impacto ambiental da maré vermelha em Ilhabela preocupa ambientalistas. Foto: Reprodução/ Rafael Mesquita/ G1"><figcaption>Impacto ambiental da maré vermelha em Ilhabela preocupa ambientalistas. Foto: Reprodução/ Rafael Mesquita/ G1 </figcaption></figure><p><strong>O aparecimento de uma extensa mancha avermelhada no mar de Ilhabela, </strong>no Litoral Norte de São Paulo, colocou em alerta moradores e autoridades ambientais nesta semana. O fenômeno foi registado nas <strong>praias do Curral e do Veloso</strong>, apresentando uma coloração intensa que se aproximava da faixa de areia em diversos pontos.</p><p>A principal linha de investigação aponta para a ocorrência de uma maré vermelha, <strong>resultante da proliferação descontrolada de microalgas.</strong> Equipas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (<a href="https://www.cetesb.sp.gov.br/cetesb" target="_blank">CETESB</a>) já realizaram a recolha de amostras no Canal de São Sebastião para confirmar a espécie de microrganismo envolvida.</p><h2>Causas e dinâmica do fenômeno no litoral norte</h2><p>Cientificamente classificada como Floração de Algas Nocivas (FAN), a maré vermelha acontece <strong>quando fatores ambientais favorecem o crescimento explosivo de fitoplâncton.</strong> Embora o nome remeta à cor vermelha, a água pode assumir tonalidades castanhas ou amareladas, dependendo da pigmentação das espécies presentes no ecossistema marinho.</p><p><strong>Alterações na temperatura da água e a presença excessiva de nutrientes,</strong> muitas vezes provenientes de esgotos ou fertilizantes, estimulam esse aumento populacional. Especialistas indicam que o aquecimento global tem tornado estes eventos mais frequentes e severos em diversas regiões costeiras do planeta, incluindo o Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-a-mancha-avermelhada-no-mar-de-ilhabela-pode-ser-perigosa-para-quem-frequenta-as-praias-este-mes-1775220728138.jpg" data-image="ba10vb50bzkd" alt="Cetesb monitora proliferação de algas nocivas no Canal de São Sebastião. Foto: Reprodução/ Rafael Mesquita/ G1" title="Cetesb monitora proliferação de algas nocivas no Canal de São Sebastião. Foto: Reprodução/ Rafael Mesquita/ G1"><figcaption>Cetesb monitora proliferação de algas nocivas no Canal de São Sebastião. Foto: Reprodução/ Rafael Mesquita/ G1</figcaption></figure><p>A concentração destas algas, sobretudo as dinoflageladas <em>Gonyaulax catenella</em>, reduz a disponibilidade de oxigênio na água, o que pode provocar a morte de peixes e outros animais. Além disso, <strong>algumas espécies liberam toxinas naturais que afetam o equilíbrio ecológico</strong> e podem contaminar moluscos e crustáceos que servem de alimento para a população local.</p><h2>Impactos na saúde pública e monitoramento técnico</h2><p>Para os banhistas e residentes, a exposição à maré vermelha exige cautela imediata devido aos riscos de irritações respiratórias e oculares. O contato direto com a água contaminada ou a inalação de aerossóis transportados pelo vento <strong>pode causar tosse, espirros e desconforto nas mucosas, </strong>especialmente em pessoas com asma.</p><p>"A recomendação é evitar contato com a água em áreas afetadas", informou a Cetesb através de uma nota oficial sobre o monitoramento. <strong>A agência continua acompanhando o deslocamento da mancha</strong> para garantir que as orientações de segurança sejam atualizadas conforme os resultados laboratoriais das amostras recolhidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758317" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bolachas-do-mar-invadem-o-litoral-de-sao-paulo-apos-agitacao-do-mar-e-fenomeno-exala-aroma-indesejado-veja-imagens.html" title="Bolachas-do-mar invadem o litoral de São Paulo após agitação do mar e fenômeno exala aroma indesejado; veja imagens">Bolachas-do-mar invadem o litoral de São Paulo após agitação do mar e fenômeno exala aroma indesejado; veja imagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bolachas-do-mar-invadem-o-litoral-de-sao-paulo-apos-agitacao-do-mar-e-fenomeno-exala-aroma-indesejado-veja-imagens.html" title="Bolachas-do-mar invadem o litoral de São Paulo após agitação do mar e fenômeno exala aroma indesejado; veja imagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bolachas-do-mar-invadem-o-litoral-de-sao-paulo-apos-agitacao-do-mar-e-exalam-aroma-indesejado-que-alerta-ambientalistas-1773178293127_320.jpg" alt="Bolachas-do-mar invadem o litoral de São Paulo após agitação do mar e fenômeno exala aroma indesejado; veja imagens"></a></article></aside><p>A ingestão de frutos do mar filtradores, como mexilhões e ostras, colhidos em áreas sob influência da floração, é desaconselhada pelas autoridades de saúde. Estas espécies podem provocar intoxicações alimentares graves,<strong> com sintomas que variam de náuseas a complicações neurológicas</strong> em casos mais extremos de contaminação.</p><p>Até que os relatórios técnicos confirmem a dissipação das algas,<strong> a vigilância sanitária e ambiental permanece intensificada em toda a região sul de Ilhabela.</strong> O episódio reforça a necessidade de monitoramento constante das condições oceânicas e do saneamento básico para mitigar a recorrência de desequilíbrios biológicos desta magnitude.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2026/04/02/mancha-avermelhada-no-mar-preocupa-moradores-em-ilhabela-sp-suspeita-e-de-mare-vermelha.ghtml" target="_blank">Mancha avermelhada no mar preocupa moradores em Ilhabela (SP); suspeita é de maré vermelha.</a> 2 de abril, 2026. </em></p><p><em><a href="https://brasilescola.uol.com.br/biologia/mare-vermelha.htm" target="_blank">O fenômeno da maré vermelha. </a>2025. Brasil Escola. </em></p><p><em><a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4800334/#main-content" target="_blank">Harmful algal blooms and climate change: Learning from the past and present to forecast the future.</a> 2016. PMC/NCBI.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-a-mancha-avermelhada-no-mar-de-ilhabela-pode-ser-perigosa-para-quem-frequenta-as-praias-este-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frentes frias atuam no Brasil neste sábado, 4; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-atuam-no-brasil-neste-sabado-4-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 14:19:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Dois sistemas frontais vão atuar no Brasil neste sábado de Páscoa em um processo de transição. Saiba o que esperar.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira.html">Intensa formação de ciclone atinge o Brasil logo após a Páscoa</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa47c28"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa47c28.jpg" id="xa47c28"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma transição de sistemas vai acontecer neste sábado (3)<strong> através da chegada de uma frente fria ao Brasil </strong>enquanto que outro sistema frontal influência nas condições do tempo no país.</p><p>Em primeiro momento, há a percepção de que duas frente fria no Brasil trazem uma condição mais amena nas temperaturas, mas não é este o caso. <strong>A intensidade e o posicionamento desses sistemas não favorece isso</strong>, somente para uma pequena parte do Rio Grande do Sul. <strong>O arrefecimento pode acontecer através da chuva que esses sistemas vão favorecer</strong>.</p><h2>Detalhes da previsão do tempo</h2><p>Uma frente fria atua no oceano na altura do Sudeste do Brasil, o que faz com que a sua massa de ar frio associada <strong>fica muito distante e incapaz de influenciar o país</strong>. Além disso, esse maior afastamento da frente fria contribui somente para a organização da umidade da Região Norte até o Sudeste, mas que também não é tão intensa uma vez que há a presença de uma frente fria ao Sul da Região Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Essa segunda frente fria já está formada no período da manhã entre a Argentina e o Uruguai e avança de forma lenta em direção ao Sul do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-atuam-no-brasil-neste-sabado-4-veja-a-previsao-1775225167347.jpg" data-image="feh6d8j34k6c" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e direção do vento para a manhã do sábado, 3 de abril.</figcaption></figure><p> Assim, <strong>o tempo fica firme na primeira parte do dia</strong> em toda a Região Sul, em todo o Sudeste e em praticamente todo o Centro-Oeste, onde há previsão de chuvas pontuais de até forte intensidade no norte do Mato Grosso. Na região Norte, muita nebulosidade e núcleos de chuvas, que podem ocorrer com forte intensidade. No Nordeste, o tempo firme predomina, mas há potencial de chuvas no litoral norte da Região.</p><p>Além das chuvas, <strong>o calor e a sensação de abafamento já atinge o centro-sul do Brasil</strong>, principalmente no fim da manhã, quando as temperaturas atingem valores de 30°C e até acima no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no Mato Grosso do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. <strong>Os valores máximos previstos para o fim da manhã podem chegar aos 36°C</strong> entre o Oeste e as Missões no Rio Grande do Sul, no sul do Mato Grosso do Sul e no noroeste do Paraná.</p><p>No período da tarde, as instabilidades passam a provocar chuvas mais abrangentes no Norte e pancadas isoladas, que <strong>podem ocorrer como tempestades pontuais</strong>, no Centro-Oeste e no Sudeste. Ao mesmo tempo, a segunda frente fria chega ao Rio Grande do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-atuam-no-brasil-neste-sabado-4-veja-a-previsao-1775225198435.jpg" data-image="1vzw9ex9thpk" alt="frente fria chuvas no Brasil" title="frente fria chuvas no Brasil"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e direção do vento para a tarde do sábado, 3 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Alerta para o risco de chuva forte e de tempestades pontuais</strong> para o oeste e sul do Rio Grande do Sul, para o norte e noroeste de São Paulo, para o Rio de Janeiro, oeste e centro-sul de Minas Gerais, para o norte do Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, para o Mato Grosso, para boa parte da Região Norte com exceção do Tocantins e de Roraima, e no litoral norte do Nordeste.</p><p>Região de Porto Alegre, da capital São Paulo e de Campo Grande possuem previsão de chuva, mas de pancadas isoladas mais para o fim do dia e início da noite, sem potencial para transtornos.</p><p><strong>As temperaturas aumentam um pouco mais até o meio da tarde</strong>, com máximas acima dos 30°C em todo o centro-sul e <strong>temperaturas de 39°C</strong> no oeste do Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, as temperaturas podem chegar aos 36°C no oeste e nordeste do estado. Já nas áreas do leste paulista, bem como no Rio de Janeiro, as máximas podem bater os 32°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-atuam-no-brasil-neste-sabado-4-veja-a-previsao-1775225489742.jpg" data-image="3voqvo48nryp" alt="calor" title="calor"><figcaption>Temperaturas máxima para a tarde do sábado, 3 de abril.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite</strong>, as chuvas começam a diminuir, mas ainda há previsão de eventos isolados de fraca a moderada intensidade entre os estados de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, e pelo Centro-Oeste e Norte. </p><p>No Rio Grande do Sul, a massa de ar frio já consegue penetrar no sul e leste do estado provocando queda nas temperaturas que podem chegar aos 16°C no fim de noite. Na região de Porto Alegre, a noite pode ser de chuvisco ou chuva fraca e de temperaturas em torno dos 22°C. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-atuam-no-brasil-neste-sabado-4-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estes são os critérios meteorológicos para transferência e lançamento do foguete da missão Artemis II]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estes-sao-os-criterios-meteorologicos-para-transferencia-e-lancamento-do-foguete-da-missao-artemis-ii.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As condições meteorológicas para o transporte do foguete até o local de lançamento e para o próprio lançamento são extremamente rigorosas, garantindo a segurança do voo tanto em condições climáticas normais quanto em condições de clima espacial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/criterios-meteorologicos-lanzamiento-de-artemis-ii-1774920201283.jpg" data-image="mp1mgnoi5hqd"><figcaption>Esta imagem mostra o SLS (Sistema de Lançamento Espacial) e a espaçonave Orion da NASA deixando o Edifício de Montagem de Veículos no Centro Espacial Kennedy no sábado, 17 de janeiro de 2026. NASA ou Brandon Hancock</figcaption></figure><p>Esta imagem mostra o SLS (<em>Space Launch System</em>), ou Sistema de Lançamento Espacial, e a espaçonave <em>Orion </em>da NASA saindo do Edifício de Montagem de Veículos no Centro Espacial Kennedy da NASA. O enorme transportador sobre esteiras da NASA, modernizado para o<strong> programa <em>Artemis</em></strong>, transporta o poderoso foguete SLS e a espaçonave Orion na plataforma de lançamento móvel do Edifício de Montagem de Veículos até o Complexo de Lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy, em preparação para a <strong>missão Artemis II</strong>.</p><p>As <strong>diretrizes meteorológicas para o voo de teste Artemis II </strong>da NASA estabelecem as condições necessárias para transportar o foguete com segurança até a plataforma de lançamento e lançar o SLS e a espaçonave Orion.</p><p><strong>Estas diretrizes incluem critérios para diversas condições meteorológicas</strong>. As equipes meteorológicas utilizam esses critérios para monitorar as condições e implementar restrições quando o clima pode afetar o lançamento ou a decolagem. Os critérios são geralmente conservadores e elaborados para evitar resultados adversos.</p><p>Caso surjam riscos meteorológicos adicionais além dos previstos nas diretrizes, a equipe de meteorologia de lançamento informará o diretor de lançamento, que determinará se o lançamento do Artemis II representaria um risco relacionado ao clima.</p><p><strong>Notas de conversão:</strong></p><p>1 milha náutica = 1,85 km</p><p>1 nó = 1,85 km por hora</p><p>1 pé = 0,30 m</p><h2>Critérios meteorológicos básicos para o deslocamento até a plataforma de lançamento</h2><p><strong>Não se dirija à plataforma de lançamento</strong> se a <strong>probabilidade de raios exceder 10% </strong>em um raio de 20 milhas náuticas da área de lançamento durante o deslocamento.</p><p>Não se dirija à plataforma de lançamento se houver mais de 5% de probabilidade de granizo na área de lançamento durante o deslocamento.</p><p>Não se dirija à plataforma de lançamento se os ventos constantes excederem 40 nós ou as rajadas excederem 45 nós.</p><p>Não se dirija à plataforma de lançamento se a temperatura estiver abaixo de 4,5 graus Celsius (40 graus Fahrenheit) ou acima de 35 graus Celsius (95 graus Fahrenheit) durante o deslocamento.</p><h2>Critérios meteorológicos básicos para lançamento na plataforma de decolagem</h2><h3>Temperatura</h3><p>Não inicie o reabastecimento se a temperatura média das últimas 24 horas, tanto a 40,4 metros (132,5 pés) quanto a 78,5 metros (257,5 pés), for inferior a 5,2 graus Celsius.</p><p>Não decole se a temperatura a 40,4 metros (132,5 pés) e a 78,5 metros (257,5 pés) ultrapassar 34,7 graus Celsius por 30 minutos consecutivos.</p><p>Não decole se a temperatura nessas altitudes cair abaixo de um limite definido por 30 minutos consecutivos. Os limites variam entre 3,3 graus Celsius e 9,5 graus Celsius, dependendo do vento e da umidade relativa. Ventos e umidade mais fortes resultam em um limite de temperatura mais baixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/criterios-meteorologicos-lanzamiento-de-artemis-ii-1774920499871.jpg" data-image="5oslhsbh98kz"><figcaption>O foguete Artemis II SLS e a espaçonave Orion são vistos em uma plataforma de lançamento móvel no Complexo de Lançamento 39B, no domingo, 18 de janeiro de 2026, após o processo de desprendimento. Foto: NASA/Joel Kowsky.</figcaption></figure><h3><strong>Vento</strong><br></h3><p>Não inicie o abastecimento se os ventos sustentados a 132,5 pés excederem 37,5 nós ou se as rajadas excederem 52,8 nós.</p><p>Não lance o foguete se os ventos máximos de decolagem excederem a faixa de 29 a 39 nós entre 132,5 e 457,5 pés, respectivamente.</p><p><strong>Não lance o foguete em condições de vento em altitude que possam causar problemas de controle do veículo lançador</strong>.</p><h3>Precipitação</h3><p><strong>Não lançar na presença de qualquer precipitação</strong>.</p><h3>Raios</h3><p><strong>Não inicie o reabastecimento </strong>do estágio central ou do estágio de propulsão criogênica intermediária (ICPS) <strong>se a probabilidade prevista de raios exceder 20%</strong> em um raio de 5 milhas náuticas durante o reabastecimento.</p><p>Não lance o foguete dentro de 30 minutos após a observação de raios em um raio de 10 milhas náuticas da trajetória de voo, a menos que critérios específicos relacionados à distância das nuvens e aos campos elétricos na superfície sejam atendidos.</p><p>Não inicie a decolagem se a trajetória de voo estiver a menos de 10 milhas náuticas de uma tempestade com raios, até 30 minutos após o último raio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747707" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-um-simples-descuido-arruinou-missao-da-nasa-a-marte-e-custou-mais-de-100-milhoes-de-dolares.html" title="Como um simples descuido arruinou missão da NASA a Marte (e custou mais de 100 milhões de dólares)">Como um simples descuido arruinou missão da NASA a Marte (e custou mais de 100 milhões de dólares)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-um-simples-descuido-arruinou-missao-da-nasa-a-marte-e-custou-mais-de-100-milhoes-de-dolares.html" title="Como um simples descuido arruinou missão da NASA a Marte (e custou mais de 100 milhões de dólares)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-un-simple-descuido-arruino-una-mision-de-la-nasa-a-marte-y-costo-mas-de-100-millones-de-dolares-1767594068373_320.jpg" alt="Como um simples descuido arruinou missão da NASA a Marte (e custou mais de 100 milhões de dólares)"></a></article></aside><p>Não lance o foguete se a trajetória de voo estiver a menos de 10 milhas náuticas de uma nuvem em forma de bigorna, a menos que os critérios de temperatura, tempo desde o último relâmpago e distância sejam atendidos e, se estiver a menos de 3 milhas náuticas, os critérios de refletividade do radar também sejam satisfeitos.</p><p><br>Não lance a aeronave se a trajetória de voo estiver a menos de 10 milhas náuticas de uma nuvem em forma de bigorna destacada, a menos que os critérios relacionados à temperatura, tempo decorrido desde o relâmpago ou destacamento e distância sejam atendidos, e se estiver a menos de 3 milhas náuticas, os critérios de refletividade do radar também sejam satisfeitos.</p><h3>Nuvens</h3><p>Não lance o drone se a trajetória de voo estiver a menos de 3 milhas náuticas de remanescentes de nuvens convectivas de tempestade por 3 horas, a menos que os critérios de temperatura, campo elétrico da superfície e refletividade do radar sejam atendidos.</p><p>Não realize a decolagem se a trajetória de voo estiver a menos de 5 milhas náuticas de nuvens com condições meteorológicas adversas, incluindo temperaturas abaixo de zero e precipitação moderada ou forte.</p><p>Não lance sua embarcação através de uma camada de nuvens a menos de 5 milhas náuticas que tenha mais de 4.500 pés de espessura e se estenda até temperaturas abaixo de zero, a menos que critérios específicos de refletividade do radar e altura das nuvens sejam atendidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754470" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/artemis-ii-o-que-sabemos-sobre-a-missao-que-vai-levar-astronautas-de-volta-ao-redor-da-lua-em.html" title="Artemis II: o que sabemos sobre a missão que vai levar astronautas de volta ao redor da Lua em 2026">Artemis II: o que sabemos sobre a missão que vai levar astronautas de volta ao redor da Lua em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/artemis-ii-o-que-sabemos-sobre-a-missao-que-vai-levar-astronautas-de-volta-ao-redor-da-lua-em.html" title="Artemis II: o que sabemos sobre a missão que vai levar astronautas de volta ao redor da Lua em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/artemis-ii-o-que-sabemos-sobre-a-missao-que-vai-levar-astronautas-de-volta-ao-redor-da-lua-em-1771265792705_320.jpg" alt="Artemis II: o que sabemos sobre a missão que vai levar astronautas de volta ao redor da Lua em 2026"></a></article></aside><p>Não lance o drone se a trajetória de voo estiver a menos de 10 milhas náuticas de nuvens cúmulos que atendam a determinados critérios de altura e distância. Exceções adicionais podem ser aplicadas a nuvens que não atinjam -5 graus Celsius.</p><p>Não lance o foguete através de nuvens cúmulos formadas a partir de uma pluma de fumaça ou diretamente ligadas a ela, a menos que tenham se passado mais de 60 minutos desde a separação da pluma.</p><p>Não realize o lançamento por 15 minutos se as leituras do medidor de campo dentro de 5 milhas náuticas da plataforma forem iguais ou superiores a mais ou menos 1500 volts por metro, ou mais ou menos 1000 volts por metro, a menos que condições específicas relacionadas às nuvens dentro de 10 milhas náuticas da trajetória de voo sejam atendidas.</p><h3><strong>Atividade solar</strong></h3><p><strong>Não realize o lançamento durante períodos de atividade solar severa ou extrema,</strong> que aumentam a densidade de partículas solares energéticas e podem danificar sistemas eletrônicos ou interromper as comunicações de rádio com o veículo de lançamento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estes-sao-os-criterios-meteorologicos-para-transferencia-e-lancamento-do-foguete-da-missao-artemis-ii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Árvore do Cerrado dá frutos que viram ‘ouro’: pesquisadores apostam pelo jatobá]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/arvore-do-cerrado-da-frutos-que-viram-ouro-pesquisadores-apostam-pelo-jatoba.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O jatobá é uma árvore nativa brasileira, presente em vários biomas, mas especialmente no Cerrado, e é muito valorizado por sua madeira resistente e frutos ricos em ferro e propriedades medicinais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arvore-do-cerrado-da-frutos-que-viram-ouro-pesquisadores-apostam-pelo-jatoba-1775144176370.jpg" data-image="kxph1matd6qq"><figcaption>O jatobá (nome científico <em>Hymenaea sp.</em>) é encontrado na Amazônia, na Mata Atlântica, no Pantanal e no Cerrado com ocorrências do Piauí até o Paraná. Crédito: Conrado/Creative Commons Attribution 3.0.</figcaption></figure><p>O <strong>jatobá </strong>(<em>Hymenaea sp</em>.) é uma<strong> árvore nativa brasileira</strong>, encontrada nos biomas <strong>Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e Cerrado</strong>. A espécie <strong>pode alcançar 40 metros de altura</strong> e 2 metros de diâmetro.</p><div class="texto-destacado">O nome ‘jatobá’ vem da língua tupi, que significa “árvore com frutos duros”. </div><p>A árvore é conhecida por sua<strong> madeira nobre, com potencial econômico</strong>, e pelos frutos com polpa farinácea comestível e nutritiva; ou seja, é uma<strong> espécie com alto valor ecológico, econômico e medicinal</strong>.</p><p>E justamente por isso<strong> o jatobá está ganhando uma cadeia produtiva no Brasil</strong>. Entenda melhor abaixo.</p><h2>Características do jatobá</h2><p>Esta árvore tem um <strong>crescimento lento</strong>, e sua<strong> madeira é bastante utilizada para construção </strong>em vigas, portas, tacos, tábuas, além de ser usada também em <strong>objetos de arte, peças decorativas e móveis de luxo</strong>.</p><p>O <strong>fruto tem polpa com aspecto de farinha</strong>, mas é <strong>comestível e adocicada, de cor amarelo-claro </strong>e com cheiro agradável. A semente é grande, oval e de coloração marrom-avermelhada. </p><div class="texto-destacado">O jatobá leva de 10 a 12 anos para dar frutos e, uma vez produtivo, pode dar cerca de 200 quilos de frutos a cada dois anos. </div><p>A<strong> polpa é rica em ferro e indicada para pessoas que apresentam alto grau de anemia</strong>. A casca também é aproveitada para chá.</p><p>A floração ocorre de outubro a abril com pico de dezembro a março, enquanto a <strong>frutificação ocorre entre julho e novembro</strong>.</p><h2>Importâncias do jatobá</h2><p>O jatobá é uma espécie com<strong> alto valor ecológico, econômico e medicinal</strong>.</p><p>O<strong> fruto tem polpa farinácea comestível e nutritiva</strong>, muito utilizada para fazer pães, biscoitos, <strong>bolos </strong>ou como ingrediente em vitaminas de frutas.</p><p>Sua<strong> madeira é resistente e de boa qualidade</strong>, sendo empregada na construção civil e em carpintaria; a resina (jutaicica) é utilizada na fabricação de verniz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arvore-do-cerrado-da-frutos-que-viram-ouro-pesquisadores-apostam-pelo-jatoba-1775143934782.jpg" data-image="19ymgavbahzc"><figcaption>Árvore jatobá (nome científico <em>Hymenaea sp.</em>). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Além disso, é uma <strong>planta com uso medicinal</strong>: pesquisas já mostraram que a seiva do jatobá e o fruto têm<strong> propriedades curativas </strong>para diversas enfermidades,<strong> </strong>como <strong>anemia, convalescença e problemas respiratórios</strong>.</p><h2>A nova aposta de pesquisadores para o jatobá</h2><p>O <strong>Projeto Jatobá</strong>, liderado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), visa <strong>estimular o seu uso na indústria de alimentos, na gastronomia e também no segmento de bioquímicos</strong>, áreas ainda pouco exploradas mas com grande potencial.</p><p>Entre os<strong> produtos já desenvolvidos</strong> pelo projeto estão a <strong>farinha de jatobá</strong> e <strong>derivados de vinagre da casca</strong>,<strong> creme de jatobá</strong> com cacau e amendoim, mistura para bolo instantâneo, licor e xarope.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arvore-do-cerrado-da-frutos-que-viram-ouro-pesquisadores-apostam-pelo-jatoba-1775143965230.jpg" data-image="nfdtec8lakmh"><figcaption>O fruto do jatobá (<em>Hymenaea sp</em>.), com a polpa amarelada e farinácea que envolve as sementes.</figcaption></figure><p>Na cidade de Adamantina (São Paulo), por exemplo, uma queijaria desenvolveu um queijo trufado com creme de jatobá, cacau e amendoim, além de um queijo curado em licor de jatobá.</p><p>Há ainda uma parceria com pesquisadores de Porto Alegre para desenvolver um <strong>larvicida natural contra o mosquito <em>Aedes aegypti</em> a partir da resina do jatobá</strong>. O produto já está em fase de testes de campo. E ainda, estudos em bioquímica avançam na formulação de uma <strong>pomada cicatrizante, também à base da resina da árvore</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://globorural.globo.com/agricultura/hortifruti/noticia/2026/03/jatoba-se-transforma-em-farinha-licor-e-ate-pomada-cicatrizante.ghtml" target="_blank">Jatobá se transforma em farinha, licor e até pomada cicatrizante</a>. 03 de março, 2026. Maria Emília Zampieri.</em></p><p><em><a href="https://blog.mfrural.com.br/jatoba/" target="_blank">Conheça o jatobá, seus benefícios e como plantá-lo</a>. 19 de abril, 2023. Klaus Bernardino.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/arvore-do-cerrado-da-frutos-que-viram-ouro-pesquisadores-apostam-pelo-jatoba.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Destino na Bahia para viajar no tempo: casas coloridas, praias preservadas e ruas sem asfalto]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/destino-na-bahia-para-viajar-no-tempo-casas-coloridas-praias-preservadas-e-ruas-sem-asfalto.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Conheça mais sobre um destino famoso na Bahia, devido à sua charmosa praça histórica com casinhas coloridas, ruas de terra e restaurantes, dando um clima rústico e natural à região, além de suas praias paradisíacas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/destino-na-bahia-para-viajar-no-tempo-casas-coloridas-praias-preservadas-e-ruas-sem-asfalto-1775165749858.jpg" data-image="frgtdd477r8s"><figcaption>Igreja São João Batista, a “Igrejinha do Quadrado”,um dos pontos turísticos deste destino na Bahia. Crédito: Marcio Filho/MTur/Flickr.</figcaption></figure><p>Um <strong>charmoso distrito de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento</strong>, litoral sul da <strong>Bahia</strong>. Tem <strong>belas praias, paisagens incríveis e uma praça famosa repleta de casinhas coloridas e restaurantes</strong>, além de ruas de terra que trazem um clima mais rústico e intimista à região.</p><p>Estamos falando de<strong> Trancoso, um vilarejo muito tranquilo e bonito</strong>, que oferece praias com falésias, piscinas naturais e vida noturna agitada.</p><p> O<em> Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)</em><strong> tombou o vilarejo em 1974 como parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Porto Seguro</strong>, proibindo construções novas no perímetro protegido e preservando o visual intacto desde o século 17.</p><h2>O que fazer em Trancoso</h2><p>Trancoso tem cerca de<strong> 15 km de litoral com falésias coloridas, rios que encontram o mar e piscinas naturais</strong> que se formam na maré baixa.</p><p>Um dos principais pontos turísticos é o<strong> famoso Quadrado, no centro da Vila</strong>. É uma<strong> charmosa praça histórica com casinhas coloridas, muito verde</strong>, restaurantes sofisticados e onde fica a Igreja de São João Batista. A igreja foi construída no início do século 18 e hoje abriga as ruínas de um convento jesuíta dos tempos da colonização.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destino-na-bahia-para-viajar-no-tempo-casas-coloridas-praias-preservadas-e-ruas-sem-asfalto-1775165833459.jpg" data-image="1edr8jvgbyot"><figcaption>O Quadrado é a imagem que melhor resume Trancoso: o grande gramado verde cercado por casinhas coloridas dá o tom do lugar, que lembra um pacato vilarejo de interior. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O <strong>Quadrado de Trancoso é o principal ponto de circulação da vila</strong>, principalmente à noite, quando os restaurantes ficam mais cheios e a região ganha mais vida e agito.</p><p><strong>Atrás da igreja fica o mirante que é um dos pontos altos do passeio pela região</strong>. Nele, você terá uma visão incrível da Praia dos Coqueiros e da Praia dos Nativos. No meio, dividindo as duas, fica o Rio Trancoso.</p><p>E falando nelas, as <strong>praias são outro ponto forte de Trancoso</strong>. Elas são bastante preservadas e com trechos ainda desertos, especialmente na porção Sul. As mais movimentadas são a Praia dos Coqueiros e a Praia dos Nativos, em frente ao Quadrado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destino-na-bahia-para-viajar-no-tempo-casas-coloridas-praias-preservadas-e-ruas-sem-asfalto-1775165855385.jpg" data-image="kc88xa2woyvr"><figcaption>Os belos coqueiros que ladeiam a Praia dos Coqueiros oferecem sombra e frescor para os banhistas. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A <strong>P</strong><strong>raia dos Coqueiros</strong> tem acesso mais fácil e<strong> forma piscinas naturais na maré baixa</strong>. O mar fica um pouco agitado na maré alta. Há uma área onde se concentram vários quiosques e barracas, mas também há áreas sossegadas com árvores à beira mar.</p><p>A<strong> Praia dos Nativos é a mais movimentada e a mais eclética também</strong>, onde elegantes pousadas dividem espaço com quiosques mais simples. <strong>Fica em frente ao Quadrado</strong>, e conta com grandes barracas à beira mar e tem uma boa oferta de pousadas próximas ao mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/destino-na-bahia-para-viajar-no-tempo-casas-coloridas-praias-preservadas-e-ruas-sem-asfalto-1775165874514.jpg" data-image="km653b0wseek"><figcaption>A Praia do Espelho. Quando a maré fica mais estável, as águas se tornam um espelho que reflete o azul do céu, daí o seu nome. Crédito: Monique Renne.</figcaption></figure><p>Outras praias de destaque são: a<strong> Praia do Espelho</strong>, uma das mais famosas, conhecida pelas piscinas naturais de águas cristalinas na maré baixa, tem uma estrutura muito boa para receber os banhistas, e com barraquinhas e restaurantes; e a<strong> Praia do Rio da Barra</strong>, mais tranquila e com belas falésias.</p><p>E se você quer passeios diferenciados, Trancoso também oferece<strong> passeios de bicicleta</strong> para percorrer trilhas e ter um contato direto com a natureza; passeios de <strong>quadriciclo </strong>para percorrer trilhas cheias de desafios; <strong>passeio de lancha</strong>; e <strong>voo de parapente</strong> e prática de esportes náuticos como <strong>surf </strong>e <strong>canoagem</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.em.com.br/emfoco/2026/03/25/sem-asfalto-com-casas-coloridas-e-praias-intocadas-o-vilarejo-baiano-que-desperta-o-desejo-de-largar-tudo-e-viver-ali/" target="_blank">Sem asfalto, com casas coloridas e praias intocadas: o vilarejo baiano que desperta o desejo de largar tudo e viver ali</a>. 25 de março, 2026. Vitor Bruno.</em></p><p><em><a href="https://www.viagensecaminhos.com/trancoso-bahia/" target="_blank">O que fazer em Trancoso – Bahia: Praias e atrações</a>. 17 de novembro, 2025. Jair Prandi.</em></p><p><em><a href="https://hoteisquintadosol.com/trancoso-bahia/" target="_blank">Trancoso Bahia: O Vilarejo Mais Charmoso do Brasil</a>. 2026. Quinta do Sol.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/destino-na-bahia-para-viajar-no-tempo-casas-coloridas-praias-preservadas-e-ruas-sem-asfalto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[São Paulo e Rio vão enfrentar dias de muito calor antes da virada do tempo; saiba quando]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sao-paulo-e-rio-vao-enfrentar-dias-de-muito-calor-antes-da-virada-do-tempo-saiba-quando.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 23:35:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A tão esperada mudança do tempo ainda vai demorar alguns dias para atingir São Paulo e o Rio de Janeiro. O calor e pancadas ainda estarão presentes. Confira a previsão e saiba quando vira o tempo.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira.html">Intensa formação de ciclone atinge o Brasil logo após a Páscoa; confira</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-e-rio-vao-enfrentar-dias-de-muito-calor-antes-da-virada-do-tempo-saiba-quando-1775172557386.jpg" data-image="n1pr1gb9eum1" alt="previsão do tempo calor" title="previsão do tempo calor"><figcaption>A tão esperada mudança do tempo ainda vai demorar alguns dias para atingir São Paulo e o Rio de Janeiro. O calor e pancadas ainda estarão presentes.</figcaption></figure><p>Uma fraca frente fria já influencia o Brasil nesta semana, mas o sistema vem atuando de forma mais costeira e até mesmo afastada no oceano, <strong>o que mantém uma massa de ar frio muito distante do Brasil</strong>. Mesmo assim, pancadas de chuva isoladas de até forte intensidade podem atingir os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e suas respectivas capitais.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No fim de semana da Páscoa, <strong>um outro sistema chega ao Sul do Brasil e se acopla à antiga frente fria formando um novo sistema frontal</strong>, que atua de forma costeira ainda no Sudeste, mas dá um novo fôlego ao padrão, mantendo o potencial de chuvas. No entanto, <strong>as temperaturas máximas continuam variando de 26 a 32°C em São Paulo e no Rio de Janeiro</strong>. A sensação de calor vai continuar nos próximos dias até terça-feira (7), com temperaturas no interior paulista de até 32°C. <strong>Na capital São Paulo, as temperaturas máximas variam de 26 a 29°C. No Rio, as máximas variam de 27 a 31°C</strong>.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xa45eks"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa45eks.jpg" id="xa45eks"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Em relação às chuvas, <strong>a para esta sexta-feira (3) é de pancadas isoladas a partir do meio da tarde</strong>, com maior probabilidade entre o fim do dia e a noite no norte e leste de São Paulo e no Rio de Janeiro. Vale ressaltar que na região metropolitana da capital, a probabilidade de chuva é muito baixa, ficando restrita a porção litorânea.</p><p><strong>No sábado (4)</strong>, o mesmo padrão das chuvas se repete e há maior risco de tempestades para o estado do Rio de Janeiro. Além disso, <strong>a região da capital paulista tem maior chance agora de receber pancadas isoladas</strong> de fim de tarde e início da noite</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xa45eve"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa45eve.jpg" id="xa45eve"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>No domingo da Páscoa (5)</strong>, as chuvas aumentam no interior do Sudeste, <strong>mas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, o risco de chuva forte diminui</strong>, no entanto, ainda há possibilidade de chuva fraca a moderada a partir da tarde, inclusive nas capitais.</p><p>Na segunda (6) e terça-feira (7), <strong>o potencial de chuvas diminui e as chuvas ocorrem de forma mais pontual e sem riscos</strong>. Chances de chuva no leste paulista e no Rio de Janeiro são bastante baixas.</p><h2>Mudança do tempo chega à São Paulo e ao Rio de Janeiro</h2><p>Na segunda (6) e terça-feira (7), um ciclone extratropical se forma e a frente fria associada ao sistema chega ao Sudeste na quarta-feira (8),<strong> mas que ainda será um dia abafado e quente</strong>, uma vez que a massa de ar mais fria passa a afetar os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro a partir da quinta-feira (9).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-e-rio-vao-enfrentar-dias-de-muito-calor-antes-da-virada-do-tempo-saiba-quando-1775172294358.jpg" data-image="kghvd4gf25yo" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de temperatura mínima para a sexta-feira, 10 de abril.</figcaption></figure><p><strong>O refresco acontece, mas não se espera tem frio intenso</strong>. Na capital paulista, as temperaturas máximas ficam em torno dos 23 e 24°C, com mínimas de 17 a 19°C. No Rio de Janeiro, há uma pequena diferença para mais, com máximas variando de 24 a 26°C e mínimas de 18 a 21°C. Essa condição se mantém até o fim de semana dos dias 11 e 12 de abril.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sao-paulo-e-rio-vao-enfrentar-dias-de-muito-calor-antes-da-virada-do-tempo-saiba-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda libera material radioativo 40 anos após o naufrágio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 22:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo científico detectou emissões periódicas do reator de um submarino afundado em 1989, enquanto as ogivas nucleares permanecem aparentemente seladas no fundo do mar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774847395876.jpg" data-image="j72u28mr9ti3" alt="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets" title="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets"><figcaption>O submarino nuclear soviético Komsomolets está afundado no Atlântico Norte desde 1989 e ainda libera pequenas quantidades de material radioativo de seu reator. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>O fundo do Atlântico Norte guarda vestígios da Guerra Fria </strong>que ainda suscitam algumas questões incômodas. Um deles é o <strong>submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets, afundado em 1989 </strong>após um incêndio a bordo. Quase quatro décadas depois, ele continua sendo notícia.</p><p>Uma<strong> análise recente confirmou que o reator da embarcação</strong>, localizado a uma profundidade de cerca de 1.700 metros, <strong>libera ocasionalmente material radioativo</strong>. Mesmo assim, os cientistas esclarecem que as medições indicam uma dispersão muito limitada no ambiente marinho.</p><h2>Submarino nuclear soviético Komsomolets: um reator que ainda emite radionuclídeos</h2><p>Uma equipe do Instituto Norueguês de Pesquisa Marinha analisou<strong> amostras coletadas perto do casco do submarino</strong>. O estudo descreve a presença de radionuclídeos associados ao combustível usado em reatores nucleares.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El 7 de abril de 1989 el submarino soviético K-278 Komsomolets se hundió unos 180 km al SE de Bjørnøya (Noruega) a consecuencia de un incendio en un compartimiento de ingeniería. En total, de los 69 tripulantes, 27 sobrevivieron y 42 fallecieron, la mayoría por hipotermia <a href="https://t.co/vRVU0nMKJn">pic.twitter.com/vRVU0nMKJn</a></p>— Foro Naval (@FORONAVAL) <a href="https://twitter.com/FORONAVAL/status/1909228046860583273?ref_src=twsrc%5Etfw">April 7, 2025</a></blockquote></figure><p>Entre as substâncias detectadas estavam <strong>plutônio-239, plutônio-240 e urânio-236</strong>. Esses isótopos identificam claramente a fonte da contaminação, que se origina no sistema de energia do submarino.</p><p>Os autores do estudo concluem que as liberações não são constantes, mas ocorrem de forma irregular. Mesmo assim, a descoberta confirma que <strong>o reator continua liberando pequenas quantidades de material radioativo mais de três décadas após o acidente</strong>.</p><h2>Material radioativo no Atlântico Norte: o que dizem as medições</h2><p>As <strong>maiores concentrações foram registradas nas imediações do submarino</strong>. Os pesquisadores explicam que o material detectado permaneceu principalmente ao redor do casco afundado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774852160475.jpg" data-image="dgk0y05j9bmt" alt="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets" title="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets"><figcaption>Um estudo científico confirma a presença de plutônio próximo ao casco do submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets, embora não haja indícios de vazamentos das ogivas nucleares. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>À medida que nos afastamos da fonte, a água do oceano dilui rapidamente as partículas radioativas</strong>. O vasto volume do oceano atua como um sistema de dispersão natural.</p><p>Por essa razão, as medições realizadas em áreas um pouco mais distantes mostram níveis muito mais baixos. De acordo com o estudo, <strong>não foram observadas acumulações significativas em grande escala no Mar da Noruega</strong>.</p><h2>O estado das ogivas nucleares Komsomolets</h2><p>O submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets <strong>transportava torpedos equipados com ogivas nucleares no momento de seu naufrágio</strong>. Esse detalhe sempre foi motivo de preocupação entre cientistas e autoridades.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/jsEtq5Pe5Yg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=jsEtq5Pe5Yg" id="jsEtq5Pe5Yg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No entanto, <strong>as amostras analisadas não mostram sinais claros de plutônio</strong> associado a esse armamento. A composição isotópica encontrada corresponde ao combustível do reator, não às armas.</p><p>Especialistas interpretam esses dados como um sinal de que<strong> as ogivas permanecem seladas</strong>. Por enquanto,<strong> não há evidências de vazamentos desses dispositivos</strong>.</p><h2>Vigilância científica diante de uma ameaça que não desaparece</h2><p><br>O <strong>submarino Komsomolets repousa a uma profundidade de aproximadamente 1.700 metros</strong>. Nesse ambiente, predominam temperaturas extremamente baixas, pressão imensa e corrosão constante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="654243" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/qual-e-o-primeiro-submarino-a-limpar-microplasticos-dos-oceanos.html" title="Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?">Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/qual-e-o-primeiro-submarino-a-limpar-microplasticos-dos-oceanos.html" title="Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-es-el-primer-submarino-para-limpiar-el-microplastico-de-los-oceanos-1714142468329_320.jpg" alt="Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?"></a></article></aside><p>Ao longo dos anos, <strong>o casco e os sistemas internos deterioram-se lentamente</strong>. Esse desgaste pode criar minúsculos caminhos pelos quais radionuclídeos escapam para a água circundante.</p><p>Os pesquisadores alertam que essa situação exige o <strong>monitoramento regular do local</strong>. Embora o impacto ambiental seja atualmente mínimo, <strong>o submarino continuará sendo uma fonte potencial de poluição no Atlântico Norte por um longo período</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2520144123" target="_blank">Status of the sunken nuclear submarine Komsomolets in the Norwegian Sea</a>. 30 de janeiro, 2026. Gwynn, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intensa formação de ciclone atinge o Brasil logo após a Páscoa; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 21:16:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O sistema e sua frente fria associada avançarão pelo país a partir da próxima segunda-feira, causando tempestades e uma queda intensa das temperaturas no centro-sul do país. Com isso, o fenômeno começa finalmente a trazer um clima mais típico de Outono para o Brasil.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sexta-feira-santa-tem-calor-de-quase-40-c-pancadas-de-chuva-e-risco-de-tempestades-confira.html" target="_blank">Sexta-feira Santa tem calor de quase 40°C</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira-1775151391665.jpg" data-image="3fwfninzr8gx" alt="Previsão de nebulosidade e chuva na terça-feira de manhã." title="Previsão de nebulosidade e chuva na terça-feira de manhã."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva na terça-feira de manhã mostra a formação de um ciclone, com centro entre o Uruguai e a Argentina, e uma frente fria sobre o Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>Após a passagem de uma frente fria durante o final de semana, ao longo da segunda-feira (6), uma <strong>região de baixa pressão</strong> começa a se formar entre o norte da Argentina, Uruguai e o Rio Grande do Sul, ocasionando <strong>pancadas de chuva</strong> nesta região.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na terça-feira (7), essa região se transforma em um ciclone, e a sua frente fria associada avançará pelo Brasil, causando tempestades sobre todos os estados da região Sul. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esse processo de formação do ciclone pode ser observado na imagem abaixo. Ao longo da terça-feira, espera-se, portanto, que <strong>pancadas de chuva</strong> atinjam todos os estados da região Sul, causando acumulados de <strong>até 100 mm totais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira-1775151442860.jpg" data-image="e3mxi2c6rv8o" alt="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva na segunda-feira (esquerda) e na terça-feira (direita)." title="Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva na segunda-feira (esquerda) e na terça-feira (direita)."><figcaption>Previsão de ventos, pressão, nebulosidade e chuva na segunda-feira (esquerda) e na terça-feira (direita) ilustram a formação do ciclone ao longo dos próximos dias, ocasionando tempestades.</figcaption></figure><p>Há risco de<strong> tempestades severas</strong> especialmente no Rio Grande do Sul, e não se descarta a possibilidade de ocorrência de<strong> granizo</strong> e também de <strong>rajadas de vento intensas</strong>, atingindo velocidades de até <strong>80 km/h</strong>. Isso traz risco de transtornos para a população, incluindo cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas (raios).</p><p>Embora se <strong>desloque em direção Norte</strong>, o sistema continuará atuando na região Sul na quarta-feira (8), atingindo especialmente o Paraná. Ao longo deste dia e da quinta-feira (9), o sistema avança e passa a causar <strong>tempestades</strong> também em estados do <strong>Sudeste</strong> e do <strong>Centro-Oeste</strong>, com destaque para São Paulo e Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira-1775151475992.jpg" data-image="f490byu2scyq" alt="Previsão de acumulados de chuva totais até o final da sexta-feira da semana que vem." title="Previsão de acumulados de chuva totais até o final da sexta-feira da semana que vem."><figcaption>Previsão de acumulados de chuva totais até o final da sexta-feira da semana que vem mostra regiões que serão mais afetadas pelas chuvas nos próximos dias, com acumulados de até 100 mm.</figcaption></figure><p>Após a passagem do sistema frontal e das chuvas intensas, avançará pelo Brasil uma <strong>massa de ar frio</strong> que fará as <strong>temperaturas caírem</strong> de maneira expressiva.</p><h2>Massa de ar frio avança pelo Brasil</h2><p>Já no final da terça-feira (7), essa <strong>massa de ar frio começará a avançar </strong>pelo Rio Grande do Sul. Ao longo dos dias seguintes, a massa de ar frio fará as temperaturas caírem em <strong>toda a região Sul</strong>, amenizando também o calor em <strong>parte do Sudeste e do Centro-Oeste</strong>, especialmente em estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira-1775151534371.jpg" data-image="tmatlir7e4jm" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira durante a noite." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira durante a noite."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira durante a noite mostra o início do avanço de uma massa de ar frio no estado gaúcho após a formação do ciclone e sua frente fria.</figcaption></figure><p>Previsões indicam que as <strong>temperaturas mínimas podem chegar a até 10°C</strong> durante a madrugada e o início da manhã na semana que vem, especialmente na região serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Temperaturas mais amenas também serão registradas em outros estados, como mencionado anteriormente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Essa massa de ar frio <strong>não traz temperaturas extremas</strong> e, até o momento, <strong>não</strong> há previsão de geadas. Ainda assim, o sistema começa finalmente a trazer um <strong>alívio para o calor no centro-sul do Brasil</strong>, e um clima mais característico do Outono - que é naturalmente marcado por temperaturas mais amenas que as do Verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira-1775151578102.jpg" data-image="zdbhk46dkpn8" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem mostra que os termômetros estarão chegando a valores próximos dos 10°C entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</figcaption></figure><p>Com essa mudança prevista para os próximos dias, é importante acompanhar também as <strong>previsões de temperatura e chuva específicas para a sua cidade</strong>, disponíveis aqui no nosso portal. Assim, você garante que não será pego de surpresa pelo mau tempo ao longo da semana que vem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-formacao-de-ciclone-atinge-o-brasil-logo-apos-a-pascoa-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item></channel></rss>