<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 05 Sep 2026 22:30:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 22:30:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 20:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As suas folhas parecem pintadas à mão, mas manter as suas cores vibrantes pode ser um grande desafio. Aprenda a cuidar desta planta e faça dela a estrela do seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881.png" data-image="nji1r610lnrh" alt="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos." title="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos."><figcaption>Estas plantas podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos.</figcaption></figure><p>O Croton Petra (<em>Codiaeum variegatum ‘Petra’</em>) parece uma <strong>obra de arte em miniatura</strong>, quase como se tivesse sido pintado à mão. Possui folhas grandes e brilhantes que exibem uma paleta de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos, realçada por nervuras distintas. É por isso que é conhecido como um <strong>arco-íris num vaso</strong>.</p><p>Embora tenha fama de ser uma <strong>planta frágil e delicada</strong>, na verdade só precisa de condições estáveis para prosperar. Não é uma espécie que deva ser esquecida durante semanas, mas também não exige cuidados extraordinários.<strong> </strong></p><div class="texto-destacado">Se receber luz suficiente, umidade ambiente adequada e rega apropriada, pode manter a sua folhagem colorida durante todo o ano.</div><p><strong>Em climas quentes, prospera em varandas protegidas</strong>, idealmente onde receba luz solar nas primeiras horas da manhã. <strong>Em climas temperados ou frios, o melhor é cultivá-la em ambientes interiores</strong>, perto de uma janela bem iluminada. É importante evitar mudanças bruscas de temperatura, pois não tolera bem o frio nem as correntes de ar.</p><p>É também importante compreender que <strong>a cor de uma planta não é fixa</strong>. Ela precisa de produzir pigmentos como as antocianinas e os carotenoides, responsáveis pelos tons de vermelho, amarelo e laranja. No entanto, <strong>quando a planta recebe pouca luz, a clorofila torna-se dominante</strong>, fazendo com que as folhas pareçam mais verdes e baças.</p><p>Por isso, <strong>observar atentamente a folhagem é uma das melhores formas de compreender as suas necessidades</strong>. Folhas que perdem a cor, se enrolam, têm as pontas secas ou começam a cair são sinais claros. </p><h2>Luz, temperatura e rega: o equilíbrio que mantém as suas cores</h2><p>A<strong> luz é o fator mais importante para preservar a cor das suas folhas</strong>. Simplificando, quanto mais luz receber, mais intensos serão os seus tons de amarelo, laranja e vermelho. O ideal é que receba entre quatro a seis horas de boa luz diariamente, de preferência o sol suave da manhã. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067849504.png" data-image="hgn1xd8t8vws" alt="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais." title="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais."><figcaption>Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais.</figcaption></figure><p>Dentro de casa, <strong>coloque-a perto de uma janela onde receba bastante luz</strong>. Se o sol estiver direto e muito forte, pode pendurar uma cortina leve para amenizar o calor. Também é uma boa ideia rodar ligeiramente o vaso a cada semana. Desta forma, todas as partes da planta receberão luz e esta crescerá uniformemente.</p><div class="texto-destacado">Evite o sol forte do meio-dia, que pode queimar as folhas e deixar manchas secas.</div><p>Esta planta precisa de um <strong>ambiente quente, sem mudanças bruscas de temperatura</strong>. Mantenha-a longe do ar condicionado, das portas que estão constantemente abertas e das janelas abertas durante o inverno. As <strong>correntes de ar frio podem estressá-la </strong>e provocar a perda de várias folhas em pouco tempo.</p><p>O solo deve permanecer ligeiramente úmido. <strong>Utilize água à temperatura ambiente e deixe o excesso escorrer pelos orifícios de drenagem do vaso</strong>. De seguida, esvazie o pratinho, pois a água que se acumula no fundo pode provocar o apodrecimento das raízes e enfraquecer a planta.</p><h3>Umidade, nutrição e soluções para problemas comuns</h3><p>Por ser uma espécie originária de zonas tropicais, <strong>prospera em ambientes úmidos</strong>. Idealmente, a umidade ambiente deve estar <strong>acima dos 50%</strong>, o que significa que o ar não deve estar demasiado seco.<strong> </strong></p><p>Para isso, <strong>pode colocá-la perto de outras plantas, usar um umidificador </strong>ou colocar um tabuleiro com pedras e um pouco de água por baixo, sem que a base do vaso toque no líquido.</p><p>O <strong>solo deve ser leve e permitir que a água drene facilmente</strong>. Pode misturar um substrato universal para vasos com perlite, pequenos grânulos brancos que ajudam a melhorar a drenagem e um pouco de casca fina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067905970.png" data-image="rjx924hjegcv" alt="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas." title="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas."><figcaption>As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas.</figcaption></figure><p>O<strong> vaso deve ter orifícios de drenagem no fundo</strong> para permitir que o excesso de água escoe. A replantação pode ser feita a cada um ou dois anos, especialmente quando as raízes enchem quase todo o vaso.</p><p>As suas <strong>folhas mostram claramente quando algo está errado</strong>:</p><ul> <li><strong>Perdem as suas cores </strong>e ficam mais verdes: precisam de mais luz.</li> <li><strong>Começam a cair repentinamente</strong>: pode dever-se ao frio, às correntes de ar ou a alterações na rega.</li> <li><strong>Têm manchas claras e secas</strong>: estão a receber muita luz solar direta.</li> <li><strong>Têm pontas castanhas</strong>: o ambiente é muito seco ou a água contém muitos sais.</li> <li><strong>Parecem pegajosas ou têm pequenas manchas</strong>: verifique se há cochonilhas ou ácaros, pequenos insetos que se alimentam da planta.</li> </ul><p>Se a planta crescer demasiado ou perder a forma, <strong>pode podar alguns ramos na primavera</strong>. Utilize sempre tesouras de poda limpas para evitar doenças e use luvas, pois o corte dos caules liberta uma seiva branca que pode irritar a pele. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785477" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html" title="Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos">Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html" title="Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532224520_320.jpg" alt="Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>esta bela planta precisa de boa iluminação, temperatura quente e estável, umidade adequada e rega moderada</strong>. Proteja-a da luz solar direta, das temperaturas frias e do encharcamento. Embora exija um pouco mais de cuidado do que outras plantas, a verificação das suas folhas e da umidade ajuda a detectar problemas precocemente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais com ventos e granizo provocam danos em cidades de SP, MS e DF; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-veja-imagens.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 18:46:01 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Motoristas e pedestres enfrentaram cabos elétricos caídos pelas vias públicas enquanto brigadistas atuavam isolando áreas de risco e imóveis comerciais atingidos pelos fortes vendavais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-1788630022123.jpg" data-image="lkyw3vzjn8gh" alt="Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação" title="Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação"><figcaption>Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação</figcaption></figure><p>A passagem de uma frente fria intensificou as instabilidades e provocou ocorrências severas em diferentes estados brasileiros entre sexta-feira e a manhã de sábado. As precipitações volumosas<strong> causaram alagamentos imediatos em centros urbanos, quedas de estruturas e destelhamentos</strong>.</p><p>Em várias localidades, o avanço rápido das nuvens carregadas alterou drasticamente a rotina da população. Registros meteorológicos apontaram <strong>ventanias intensas, precipitação de granizo e danos generalizados</strong> sobre as redes elétricas locais.</p><h2>Alagamentos e transtornos em São Paulo e Mato Grosso do Sul</h2><p>Na manhã de sábado (5),<strong> </strong>a cidade de<strong> São Paulo registrou vento forte, chuvas e forte escuridão</strong> diurna provocada pela densa nebulosidade. Pouco antes, no litoral paulista, municípios como <strong>Mongaguá e Itanhaém registraram precipitação de granizo</strong> durante a manhã. Além disso, a capital registrou mínima de <strong>15,9 °C</strong> na madrugada e rajadas que superaram os <strong>40 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-1788628804912.jpg" data-image="170uxkhhowz1" alt="Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1" title="Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1"><figcaption>Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1</figcaption></figure><p>Simultaneamente, em <strong>Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, bastaram 30 minutos de chuva para que vias começassem a alagar</strong> na manhã de sábado. Imagens registraram enxurradas com água barrenta descendo pelas ruas José Peixoto e Antônio Prado, no Jardim Los Angeles. A Avenida Raquel de Queiroz, no bairro Aero Rancho, também sofreu impactos diretos com o acúmulo repentino de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-1788629677187.jpg" data-image="prkw107w9hed" alt="Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News" title="Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News"><figcaption>Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News</figcaption></figure><p>Segundo o <strong>Instituto Nacional de Meteorologia</strong> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), a previsão para a capital sul-mato-grossense indicava acumulados diários <strong>entre 20 e 50 mm, sob alerta oficial de tempestade</strong>. Moradores relataram que o escoamento deficiente das vias periféricas tem se repetido há anos, provocando prejuízos materiais recorrentes.</p><h2>Destruição por vendaval em Três Lagoas e no Distrito Federal</h2><p>As tempestades também deixaram um rastro significativo de estragos no interior de Mato Grosso do Sul no fim da tarde de sexta-feira (4). Em <strong>Três Lagoas, um vendaval severo atingiu a marca de 60,8 km/h</strong> e derrubou a fachada do Fórum municipal. O temporal acumulou <strong>11,2 mm </strong>de precipitação e atingiu as obras do Shopping Popular, na região da Feira Central e da Lagoa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">️ Temporal no Entorno do Df: chuva forte e ventos de 60 km/h deixam rastro de estragos <a href="https://t.co/f79eks2GDR">pic.twitter.com/f79eks2GDR</a></p>— Metrópoles (@Metropoles) <a href="https://x.com/Metropoles/status/2095989763001979204?ref_src=twsrc%5Etfw">September 4, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>A ventania arremessou galhos e árvores contra os fios dos postes, gerando curto-circuito e focos de incêndio</strong> em vegetações. O Corpo de Bombeiros atendeu ainda ocorrências em um depósito de gás no bairro Vila Nova devido à fiação energizada. A Defesa Civil orientou moradores a se manterem afastados de cabos elétricos caídos e árvores instáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787217" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html" title="Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira">Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html" title="Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581727565_320.jpg" alt="Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira"></a></article></aside><p>Horas antes, na mesma sexta-feira, o <strong>Distrito Federal </strong>e áreas do Entorno enfrentaram forte instabilidade climática associada ao calor recorde de 35 °C. <strong>O fenômeno derrubou postes, afetou estruturas e aprisionou ocupantes dentro de um automóvel </strong>até o resgate pelos bombeiros, embora sem o registro de feridos. Na ocasião, as previsões meteorológicas não descartavam chuvas intensas e transtornos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Izabela%20Cavalcanti" data-year="2026" data-title="Ruas%20da%20periferia%20come%C3%A7am%20a%20alagar%20com%2030%20minutos%20de%20chuva%20na%20Capital" data-url="https%3A%2F%2Fwww.campograndenews.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fruas-da-periferia-comecam-a-alagar-com-30-minutos-de-chuva-na-capital">Izabela Cavalcanti. (2026). <a href="https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/ruas-da-periferia-comecam-a-alagar-com-30-minutos-de-chuva-na-capital" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ruas da periferia começam a alagar com 30 minutos de chuva na Capital</a>.</cite><br><cite data-author="g1%20Santos%20e%20Regi%C3%A3o" data-year="2026" data-title="Chuva%20de%20granizo%20atinge%20cidades%20do%20litoral%20de%20SP%20e%20assusta%20moradores" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fsantos-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F05%2Fchuva-de-granizo-atinge-cidades-do-litoral-de-sp-e-assusta-moradores-video.ghtml">g1 Santos e Região. (2026). <a href="https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/09/05/chuva-de-granizo-atinge-cidades-do-litoral-de-sp-e-assusta-moradores-video.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva de granizo atinge cidades do litoral de SP e assusta moradores</a>.</cite><br><cite data-author="Gustavo%20Bonotto" data-year="2026" data-title="Vendaval%20derruba%20fachada%20do%20F%C3%B3rum%20e%20rajada%20chega%20a%2060%2C8%20km%2Fh" data-url="https%3A%2F%2Fwww.campograndenews.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fvendaval-derruba-fachada-do-forum-e-rajada-chega-a-60-8-km-h">Gustavo Bonotto. (2026). <a href="https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/vendaval-derruba-fachada-do-forum-e-rajada-chega-a-60-8-km-h" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vendaval derruba fachada do Fórum e rajada chega a 60,8 km/h</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva de até 50 mm em GO: colheita do feijão enfrenta risco de perda de qualidade]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 17:18:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chuva prevista para o sul de Goiás pode interromper a colheita do feijão, elevar a umidade dos grãos e favorecer o escurecimento do tegumento, com impactos condicionais sobre classificação, secagem e valor comercial dos lotes colhidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788530596193.jpg" data-image="wyj8cfxzgt30" alt="umidade, chuva" title="umidade, chuva"><figcaption>Probabilidade de chuva aumenta em Goiás na noite de domingo (6), alcançando 47% em Goiânia e 32% em Rio Verde.</figcaption></figure><p>Um corredor de umidade deve levar entre 20 e 50 mm de chuva ao sul de Goiás entre 4 e 10 de setembro, <strong>alcançando o fim da terceira safra de feijão e a pré-colheita do trigo irrigado</strong>. Paraúna, Luziânia e Cristalina estão entre os polos que precisam acompanhar o avanço das instabilidades, embora a distribuição deva permanecer irregular.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A mudança interrompe uma sequência seca que favorecia máquinas, secagem e qualidade dos grãos. O<strong>nde a chuva alcançar lavouras maduras, o aumento do molhamento pode paralisar a colheita</strong>, elevar a umidade do feijão e dificultar pulverizações, enquanto talhões ainda em floração ou enchimento podem aproveitar a reposição hídrica. </p><p>O trigo irrigado em pré-colheita também pode perder ritmo caso a nebulosidade mantenha a palha úmida.</p><h2>Chuva avança pelo sul goiano até 10 de setembro </h2><p>A previsão indica os maiores acumulados entre o sul de Goiás e o sudoeste de Mato Grosso do Sul, <strong>geralmente de 20 a 50 mm, com valores menores que 10 mm em outras áreas do Centro-Oeste</strong>. A instabilidade cresce no fim de semana e pode alcançar setores próximos de Paraúna, Rio Verde e Luziânia, mas os núcleos mais fortes ainda podem mudar de posição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788530793990.jpg" data-image="i17qe11itsfa" alt="chuva, GO, Goiás" title="chuva, GO, Goiás"><figcaption>Previsão de precipitação indica chuva fraca e irregular em Goiás na noite de quarta-feira (9).</figcaption></figure><p>O contraste será importante dentro do estado.<strong> Enquanto o sul e o sudoeste goianos recebem mais umidade</strong>, Cristalina, Jussara e o entorno do Distrito Federal podem ter chuva mais localizada. Para o feijão maduro, precipitação concentrada em poucas horas aumenta o risco operacional; para lavouras tardias, água disponível no solo pode sustentar enchimento e reduzir estresse antes da maturação.</p><h2>Goiás colhe 176,5 mil toneladas na terceira safra </h2><p>Goiás deve produzir 176,5 mil toneladas de feijão na terceira safra, equivalentes a 58,5% das 301,6 mil toneladas previstas no estado em 2025/26. <strong>A cultura ocupa 127 mil hectares</strong>, com rendimento médio estimado em 2,4 toneladas por hectare. Cristalina responde por 13,4% da produção estadual, enquanto Jussara, Luziânia e Paraúna figuram entre os polos nacionais do grão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788530916963.jpg" data-image="aecrhqpbvmqp" alt="Chuva, colheita, trigo, milho, feijão" title="Chuva, colheita, trigo, milho, feijão"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até quarta-feira (9).</figcaption></figure><p>O risco não se limita à entrada da colhedora.<strong> Grãos maduros que absorvem umidade podem escurecer o tegumento</strong>, perder uniformidade e exigir mais secagem artificial. Como aparência, impurezas e teor de água pesam na classificação, lotes de Cristalina, Jussara e Paraúna expostos à chuva podem perder valor comercial, mas o efeito dependerá do volume, da duração do molhamento e do ponto de colheita.</p><h2>Intervalos secos devem orientar máquinas e secagem em Goiás </h2><p>Depois do pico de instabilidade entre 5 e 7 de setembro, <strong>a tendência é de chuva mais irregular até o dia 10</strong>. O planejamento deve separar lavouras em maturação, áreas prontas para colher e talhões ainda em enchimento, pois a mesma faixa de 20 a 50 mm pode representar interrupção operacional ou reposição útil de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788531663850.jpg" data-image="8yir7izchnru" alt="umidade, solo, trigo, milho, GO" title="umidade, solo, trigo, milho, GO"><figcaption>Previsão de umidade do solo entre sábado (5) e segunda-feira (7).</figcaption></figure><ul> <li>Em Paraúna, priorizar talhões maduros durante intervalos secos e confirmar umidade antes do armazenamento.</li> <li><strong>Em Luziânia, chuva acima de 20 mm pode reduzir a sustentação do solo e limitar o tráfego pesado.</strong></li> <li>Em Cristalina, ajustar secagem e recepção ao volume colhido, evitando espera de grãos úmidos.</li> <li>Em Jussara, reavaliar pulverizações se houver vento, chuva próxima ou molhamento foliar prolongado.</li> </ul><p>Onde a chuva não se confirmar,<strong> a colheita poderá avançar, mas áreas tardias continuarão dependentes de irrigação</strong> e umidade residual. Onde chover mais, máquinas devem retornar somente após avaliação da trafegabilidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787017" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM">El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788483716218_320.png" alt="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"></a></article></aside><p>Decisões sobre colheita, aplicação e secagem precisam considerar cultivar, solo e estrutura local, com acompanhamento agronômico e atualização diária da previsão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca recorde na Amazônia coloca 5,2 mil localidades sob alerta hídrico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O recuo cumulativo de 3,9 milhões de hectares de cobertura florestal primária ao longo de quatro décadas enfraqueceu a barreira ecológica natural, agravando o ressecamento do solo diante de anomalias meteorológicas severas no território. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico-1788541056924.jpg" data-image="za2gz040lrtl" alt="Integração entre dados do IBGE, Inmet e MapBiomas detalha a severidade do evento climático sobre assentamentos, aldeias e núcleos urbanos amazônicos. Foto: Magnific" title="Integração entre dados do IBGE, Inmet e MapBiomas detalha a severidade do evento climático sobre assentamentos, aldeias e núcleos urbanos amazônicos. Foto: Magnific"><figcaption>Integração entre dados do IBGE, Inmet e MapBiomas detalha a severidade do evento climático sobre assentamentos, aldeias e núcleos urbanos amazônicos. Foto: Magnific</figcaption></figure><p>Um estudo divulgado pela rede <a href="https://brasil.mapbiomas.org/" target="_blank">MapBiomas</a> apontou que <strong>38% das ocupações humanas na Amazônia enfrentaram alta exposição aos efeitos do El Niño</strong> registrado em 2024. Do total de 5.673 localidades mapeadas no território, <strong>2.172</strong> <strong>sofreram de forma intensa</strong> com a redução de chuvas e o aumento das temperaturas.</p><p>O evento climático decorre do <strong>aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical</strong>, alterando a dinâmica de circulação atmosférica em várias regiões do planeta. Como consequência direta no bioma amazônico, a regularidade das chuvas é quebrada, favorecendo episódios severos de estiagem e elevação térmica expressiva.</p><h2>Redução na superfície de água e calor acima da média histórica</h2><p>Entre os meses de setembro e novembro de 2024, a cobertura de água superficial na Amazônia <strong>registrou um déficit de 1,9 milhão de hectares</strong> em relação à média observada entre 1985 e 2025. No mesmo intervalo de três meses, o índice de precipitação ficou<strong> 27% abaixo do padrão</strong> histórico da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico-1788541166165.jpg" data-image="3brtdkn13eqs" alt="Perda acumulada de 14% da vegetação nativa no bioma amazônico intensifica a vulnerabilidade da região diante dos períodos de estiagem prolongada. Foto: Magnific" title="Perda acumulada de 14% da vegetação nativa no bioma amazônico intensifica a vulnerabilidade da região diante dos períodos de estiagem prolongada. Foto: Magnific"><figcaption>Perda acumulada de 14% da vegetação nativa no bioma amazônico intensifica a vulnerabilidade da região diante dos períodos de estiagem prolongada. Foto: Magnific</figcaption></figure><p>Somada à falta de chuvas, <strong>a média das temperaturas máximas subiu 2,6ºC acima dos registros habituais</strong> para aquele período do ano. Essa combinação climática acelerou a perda de umidade do solo e intensificou o estresse hídrico sobre toda a vegetação nativa.</p><p>Em situações de escassez hídrica aliada a termômetros em alta, ocorre um avanço acentuado da evaporação na atmosfera. <strong>O resultado direto é a retração acentuada de igarapés, lagos e mananciais</strong> indispensáveis para a estabilidade ambiental da região.</p><h2>Impactos nas comunidades e retração da cobertura vegetal</h2><p>O levantamento identificou vulnerabilidades em diferentes perfis populacionais, <strong>abrangendo cidades, perímetros rurais, terras indígenas, territórios quilombolas e áreas de assentamento</strong>. A proximidade geográfica evidenciou a fragilidade dessas comunidades perante o cenário de estiagem severa.</p><div class="texto-destacado">Os registros revelam que 93% das localidades analisadas, somando 5.273 pontos habitados, situam-se em um raio de até 5 quilômetros de trechos que sofreram retração da lâmina d'água. Esse recuo alterou substancialmente a rotina dos moradores ribeirinhos e dos núcleos urbanos amazônicos.</div><p>A queda abrupta nos níveis dos rios atinge em cheio atividades de subsistência e circulação, com reflexos imediatos <strong>no transporte hidroviário, na pesca local e no fornecimento de água para consumo</strong>. Comunidades inteiras acabam isoladas devido à impossibilidade de navegação nos leitos mais rasos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-copas-das-arvores-da-amazonia-estao-ficando-vazias-o-calor-extremo-esta-provocando-a-queda-acelerada-das-folhas.html" title="As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas">As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-copas-das-arvores-da-amazonia-estao-ficando-vazias-o-calor-extremo-esta-provocando-a-queda-acelerada-das-folhas.html" title="As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-copas-de-los-arboles-de-la-amazonia-estan-quedando-vacias-el-calor-extremo-fuerza-la-caida-acelerada-de-hojas-1787939098748_320.png" alt="As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas"></a></article></aside><p>Essa vulnerabilidade meteorológica se torna ainda mais grave diante da perda acumulada de floresta. Ao longo dos 41 anos da série histórica avaliada,<strong> a Amazônia perdeu 3,9 milhões de hectares de sua cobertura verde</strong> original, correspondendo a uma diminuição de 14% da vegetação nativa.</p><p>O diagnóstico resultou do cruzamento da Coleção 11 de Cobertura e Uso da Terra com a Coleção 5 sobre Água e a coleção sobre Atmosfera do <strong>MapBiomas</strong>. Os pesquisadores também integraram estatísticas populacionais do <strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</strong> (<a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank">IBGE</a>) e registros do Painel El Niño, mantido pelo <strong>Instituto Nacional de Meteorologia</strong> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>).</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MapBiomas" data-year="2026" data-title="Mais%20de%202%20mil%20localidades%20da%20Amaz%C3%B4nia%20estiveram%20altamente%20expostas%20%C3%A0%20seca%20durante%20o%20El%20Ni%C3%B1o%20em%202024" data-url="https%3A%2F%2Fbrasil.mapbiomas.org%2Fmais-de-2-mil-localidades-da-amazonia-estiveram-altamente-expostas-a-seca-durante-o-el-nino-em-2024%2F">MapBiomas. (2026). <a href="https://brasil.mapbiomas.org/mais-de-2-mil-localidades-da-amazonia-estiveram-altamente-expostas-a-seca-durante-o-el-nino-em-2024/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mais de 2 mil localidades da Amazônia estiveram altamente expostas à seca durante o El Niño em 2024</a>.</cite><br><cite data-author="Fab%C3%ADola%20Sinimb%C3%BA" data-year="2026" data-title="Seca%20na%20Amaz%C3%B4nia%20atingiu%2038%25%20das%20%C3%A1reas%20habitadas%20no%20%C3%BAltimo%20El%20Ni%C3%B1o" data-url="https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026-09%2Fseca-na-amazonia-atingiu-38-das-areas-habitadas-no-ultimo-el-nino">Fabíola Sinimbú. (2026). <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-09/seca-na-amazonia-atingiu-38-das-areas-habitadas-no-ultimo-el-nino" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como as ondas de Rossby conectam a atmosfera aos oceanos e levam alimento ao fitoplâncton]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-rossby-conectam-a-atmosfera-aos-oceanos-e-levam-alimento-ao-fitoplancton.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 12:16:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Gigantescas, lentas e praticamente invisíveis — é assim que as ondas de Rossby se propagam pelos oceanos. Ao se moverem, essas ondas podem levar nutrientes ao fitoplâncton ou fazê-lo afundar para além do seu alcance.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788074618550.png" data-image="lbjzdk885325" alt="fitoplâncton; mar; Rossby; afloramento" title="fitoplâncton; mar; Rossby; afloramento"><figcaption>Quando encontra luz e nutrientes suficientes, o fitoplâncton pode se multiplicar a ponto de transformar a cor do oceano.</figcaption></figure><p>Existe um paradoxo nas águas superficiais do oceano. Há abundância da luz de que o <strong>fitoplâncton </strong>necessita para a fotossíntese, mas grande <strong>parte de seu alimento permanece dezenas ou centenas de metros abaixo</strong>. Nitratos, fosfatos e outros nutrientes tendem a se acumular nas águas profundas, longe dessa zona iluminada pelo sol.</p><div class="texto-destacado">Na estrutura vertical de grande parte do oceano, é possível distinguir a termoclina — onde a temperatura diminui rapidamente — e a nutriclina — onde a concentração de nutrientes começa a aumentar com a profundidade.</div><p>O problema? Ao contrário dos peixes, <strong>esses microrganismos não conseguem percorrer longas distâncias em busca de alimento</strong>. Seu crescimento depende de correntes, processos de mistura ou ressurgência que lhes tragam nutrientes. Entre os processos capazes de realizar isso estão as <strong>ondas de Rossby</strong> — perturbações gigantescas e de movimento lento que atravessam as bacias oceânicas.</p><h2>Ondas não visíveis da praia</h2><p>Imagine o “<em>olé</em>” feito pela multidão em um estádio. Cada pessoa se levanta e se senta novamente no mesmo lugar. Ninguém se desloca pelo estádio; é o movimento em si que percorre as arquibancadas. Algo semelhante acontece com as <strong>ondas de Rossby oceânicas</strong>. Em vez de pessoas se levantando e se sentando, são <strong>vastas extensões de água que sobem e descem muito lentamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788078170295.png" data-image="mhpvn9w1ob7g"><figcaption>As ondas de Rossby são monitoradas do espaço por meio do acompanhamento de anomalias do nível do mar que se deslocam para o oeste. Imagem cortesia do NASA Scientific Visualization Studio.</figcaption></figure><p>No entanto, elas não se parecem com as ondas que normalmente vemos quebrando na costa. Podem se estender por centenas ou até milhares de quilômetros. Ainda assim, na superfície, elevam ou rebaixam o nível do mar em apenas alguns centímetros. Por outro lado, sob a água, podem deslocar em dezenas de metros as camadas que separam as águas superficiais quentes das águas profundas, frias e ricas em nutrientes.</p><p>Elas se originam da rotação da Terra e da maneira como o efeito Coriolis varia com a latitude. Geralmente, deslocam-se para o oeste, e o fazem com extraordinária lentidão. Consequentemente, podem levar de meses a anos para atravessar o oceano. E, <strong>à medida que avançam, o movimento vertical que geram pode determinar se os nutrientes permanecem longe da luz ou se sobem </strong>o suficiente.</p><h3>A atmosfera faz o pedido</h3><p><strong>Embora se desenvolvam no oceano, muitas dessas ondas originam-se de alterações na atmosfera</strong>. Variações nos padrões de vento ou fenômenos como o El Niño-Oscilação Sul, o Dipolo do Oceano Índico ou a Oscilação Madden-Julian podem perturbar a superfície e gerar ondas oceânicas.</p><p>É assim que os dois sistemas estão conectados: uma<strong> anomalia atmosférica altera os ventos</strong> que, por sua vez,<strong> exercem pressão sobre a superfície do oceano</strong>. A resposta resultante pode propagar-se pelo interior do oceano durante meses.</p><div class="texto-destacado">À medida que uma onda de Rossby se propaga, suas cristas e cavados deformam as camadas internas do oceano: sob os cavados, a termoclina e a nutriclina podem subir, aproximando águas ricas em nutrientes da zona iluminada pelo sol; sob as cristas, essas camadas descem, afastando os nutrientes do fitoplâncton.</div><p>Mas vamos esclarecer uma coisa. As ondas não transportam uma carga de nutrientes de um lugar para outro como caminhões de entrega. O que elas transportam, principalmente, é energia. <strong>À medida que avançam, elas elevam ou rebaixam as camadas subsuperficiais de água</strong> — e, com isso, pode-se dizer que <strong>trazem a "despensa" do fitoplâncton para mais perto ou a afastam</strong>.</p><h2>Os afloramentos que seguem as ondas</h2><p>As pesquisas sobre a relação entre essas ondas e o fitoplâncton começaram com o uso de satélites. Um estudo publicado na revista <em>Nature </em>em 2001 constatou que sinais associados às<strong> ondas de Rossby </strong>correspondiam a uma parcela <strong>entre 5% e 20% da variabilidade observada na clorofila oceânica</strong>.</p><p>Em <strong>2014</strong>, um planador submarino detectou ondas de Rossby associadas à Oscilação Madden-Julian no Oceano Índico. Durante a passagem da fase que provocava a ascensão das camadas internas, o <strong>nível de concentração máxima de clorofila elevou-se entre 10 e 25 metros, aproximando-se de condições mais favoráveis de luz e nutrientes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788074841439.png" data-image="zty2tt6h1675"><figcaption>Os cavados das ondas de Rossby oceânicas trazem nutrientes para mais perto do fitoplâncton, enquanto as suas cristas os afastam da superfície.</figcaption></figure><p>Um evento ainda mais intenso ocorreu durante o La Niña de 2010–2011. As fases ascendentes das ondas elevaram a termoclina em mais de 70 metros no Oceano Índico tropical e foram associadas a um <strong>afloramento de fitoplâncton</strong> aproximadamente quatro vezes superior ao valor climatológico e duas vezes maior do que a registrada durante outro episódio de La Niña.</p><h3>A entrega também pode ser cancelada</h3><p>No entanto, <strong>nem todas as ondas transportam nutrientes para a superfície</strong>. Em 2015, 2019 e 2023, as cristas das ondas estiveram associadas a um aprofundamento da termoclina para cerca de 150 metros — aproximadamente 25 metros a mais do que o habitual. Em 2023, o máximo de clorofila deslocou-se para baixo, passando de cerca de 50 metros para profundidades entre 75 e 95 metros, praticamente desaparecendo da superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-ajudam-a-monitorar-o-estresse-nutricional-nos-oceanos-o-caso-de-eventos-el-nino.html" title="Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño">Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-ajudam-a-monitorar-o-estresse-nutricional-nos-oceanos-o-caso-de-eventos-el-nino.html" title="Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estres-nutricional-oceanos-el-nino-1781410644644_320.png" alt="Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño"></a></article></aside><p>Em um oceano cada vez mais quente e estratificado, a profundidade das camadas ricas em nutrientes também está mudando. As <strong>ondas de Rossby</strong> continuarão atravessando as bacias oceânicas, mas sua <strong>capacidade de trazer nutrientes para a superfície dependerá das condições oceânicas</strong> que encontrarem pelo caminho.</p><p>O agente transportador continuará chegando, ainda que o conteúdo e o destino de cada entrega possam variar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Carr%2C%20M.D.%2C%20Aguilar-Gonz%C3%A1les%2C%20B.%2C%20Hermes%2C%20J.%2C%20Veitch%2C%20J%20y%20Reason%2C%20C." data-year="2025" data-title="The%20Role%20of%20Rossby%20Waves%20and%20Indonesian%20Throughflow%20Waters%20in%20Shaping%20the%20Phytoplankton%20Bloom%20Over%20the%20Seychelles%20Chagos%20Thermocline%20Ridge%3A%20A%20Biogeochemical%20Argo%20Case%20Study" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2025JC022742">Carr, M.D., Aguilar-Gonzáles, B., Hermes, J., Veitch, J y Reason, C.. (2025). <a href="https://doi.org/10.1029/2025JC022742" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Role of Rossby Waves and Indonesian Throughflow Waters in Shaping the Phytoplankton Bloom Over the Seychelles Chagos Thermocline Ridge: A Biogeochemical Argo Case Study</a>.</cite><br><cite data-author="Mete%20Uz%2C%20B.%2C%20Yoder%2C%20J.A.%20y%20Osychny%2C%20V." data-year="2001" data-title="Pumping%20of%20nutrients%20to%20ocean%20surface%20waters%20by%20the%20action%20of%20propagating%20planetary%20waves" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2F35054527">Mete Uz, B., Yoder, J.A. y Osychny, V.. (2001). <a href="https://www.nature.com/articles/35054527" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pumping of nutrients to ocean surface waters by the action of propagating planetary waves</a>.</cite><br><cite data-author="Alcal%C3%A1%20Verdugo%2C%20A.%20y%20P%C3%A9rez%20Hern%C3%A1ndez%2C%20M.D." data-year="2026" data-title="Ondas%20de%20Rossby%2C%20el%20%E2%80%98Uber%20Eats%E2%80%99%20del%20oc%C3%A9ano" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fondas-de-rossby-el-uber-eats-del-oceano-287731">Alcalá Verdugo, A. y Pérez Hernández, M.D.. (2026). <a href="https://theconversation.com/ondas-de-rossby-el-uber-eats-del-oceano-287731" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ondas de Rossby, el ‘Uber Eats’ del océano</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-rossby-conectam-a-atmosfera-aos-oceanos-e-levam-alimento-ao-fitoplancton.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A história do terremoto esquecido de 1975, quando um tremor de magnitude 5,0 foi registrado na Itália]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-historia-do-terremoto-esquecido-de-1975-quando-um-tremor-de-magnitude-5-0-foi-registrado-na-italia.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O tremor desapareceu da memória coletiva devido aos danos mínimos causados nas duas cidades. Eis o que sabemos hoje sobre aquele terremoto — o mais forte a atingir a região desde o desastroso sismo de 1908.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307410950.jpg" data-image="v1zs5srpy66u" alt="Terremoto, Stretto di Messina." title="Terremoto, Stretto di Messina."><figcaption>O epicentro do grande terremoto de 28 de dezembro de 1908. Fonte da imagem: Wikipédia.</figcaption></figure><p>Nem todos sabem que, após o<strong> </strong>terremoto catastrófico<strong> </strong>de 28 de dezembro de 1908, a região do<strong> Estreito de Messina</strong> (<strong>Itália</strong>) foi atingida por um <strong>terremoto de magnitude 5,0</strong> (na escala Richter) que, desde então, caiu praticamente no esquecimento. Na noite de 15 para 16 de janeiro de <strong>1975</strong>, à 1h09 da manhã, o Estreito de Messina voltou a tremer.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um tremor com magnitude estimada entre 4,7 e 5,1 — com hipocentro a uma profundidade de 10 a 21 quilômetros e epicentro na região da Calábria, entre Gallico Marina e Reggio Calabria — abalou ambas as margens.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi <strong>o evento sísmico local mais forte desde a catástrofe de 28 de dezembro de 1908</strong>. No entanto, cinquenta anos depois, permanece como um terremoto quase apagado da memória coletiva, devido à ausência de danos nas duas cidades.</p><h2><strong>O que sabemos hoje sobre aquele terremoto?</strong></h2><p>O tremor <strong>originou-se ao longo do plano de uma falha escalonada que margeia a costa de Reggio Calabria, no lado calabrês do Estreito </strong>— um sistema que, muito provavelmente, não havia liberado totalmente a tensão acumulada durante o grande terremoto de 1908.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307515545.jpg" data-image="8m7f1vd0yuh3"><figcaption>A região do Estreito de Messina permanece como uma das zonas de maior atividade sísmica no Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>Os estudos mais recentes sobre o Estreito de Messina (particularmente o estudo de 2025–2026 publicado na revista <em>Tectonophysics</em>) descrevem <strong>um sistema de pequenos segmentos de falha orientados na direção NE–SW</strong>, dispostos em um padrão de linhas diagonais e formando uma área elíptica nas <strong>imediações do epicentro do terremoto de 1908</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Essas estruturas, que são muito menores do que a falha de 1908, são as que atualmente geram sequências sísmicas de magnitude baixa a moderada (por exemplo, 2005, 2006, 2013, 2016) e são consistentes com os mecanismos de falhas típicos da região.</strong></div><p>A intensidade macrossísmica atingiu o grau VII–VIII na escala Mercalli. Em Reggio Calabria, foram registrados <strong>danos em algumas edificações mais antigas</strong>, incluindo a queda de escombros, bem como rachaduras em igrejas e prédios históricos — entre eles a Catedral e diversas estruturas públicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Alguns edifícios foram declarados estruturalmente inseguros e tiveram de ser demolidos. Em Messina, os efeitos foram ainda mais limitados, envolvendo algumas pequenas rachaduras e a queda de reboco e de algumas cornijas.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Milhares de pessoas saíram às ruas tomadas pelo medo, e muitas passaram a noite ao relento. Houve<strong> seis mortes no total, quase todas decorrentes de colapso cardiovascular provocado pelo choque</strong>. Apenas algumas pessoas sofreram ferimentos leves causados pela queda de escombros.</p><h2><strong>Por que não houve muitos danos?</strong></h2><p>O que chama a atenção, em retrospecto, é justamente a extensão limitada dos danos. Em duas cidades densamente povoadas atingidas por um tremor capaz de provocar pânico e registrar níveis elevados de intensidade,<strong> praticamente não houve desabamentos</strong>, e os danos estruturais permaneceram localizados.</p><p>É verdade que um terremoto de magnitude 5,1 na escala Richter não é particularmente intenso. No entanto, <strong>os danos limitados devem-se, em grande parte, às normas antissísmicas introduzidas após 1908</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307591093.jpg" data-image="bdwhu9n85e3e" alt="Messina, terremoto de1908" title="Messina, terremoto de1908"><figcaption>As ruínas de Messina após o terremoto de 28 de dezembro de 1908. Fonte da imagem: Wikipedia.</figcaption></figure><p>O <strong>terremoto que atingiu Messina e Reggio Calabria em 28 de dezembro de 1908</strong> arrasou bairros inteiros e causou dezenas de milhares de mortes. A resposta legislativa foi imediata e rigorosa. O <strong>Decreto Real de 18 de abril de 1909 (e suas atualizações posteriores) impôs normas rígidas </strong>para a reconstrução e para todas as novas construções na região do Estreito.</p><p>Essas medidas introduziram<strong> restrições de altura</strong>, exigências de<strong> conexões estruturais horizontais e verticais</strong>, o uso de materiais e<strong> técnicas construtivas mais resistentes</strong>, além de <strong>inspeções rigorosas</strong>. Aplicados com relativa consistência ao longo de décadas, esses regulamentos transformaram o parque edificado de ambas as cidades.</p><p>As edificações de alvenaria reconstruídas ou erguidas após 1909 — e, em maior grau ainda, as estruturas de concreto armado dos anos seguintes — demonstraram uma capacidade muito superior de resistir a forças sísmicas em comparação com o tecido urbano anterior a 1908.</p><h2><strong>Campo de testes para a área reconstruída resistir a terremotos</strong></h2><p>O terremoto de 1975 foi, em certo sentido, o primeiro teste real daquele sistema regulatório. Embora de intensidade moderada, o tremor foi suficiente para evidenciar as disparidades nas edificações da região.</p><p>Onde as <strong>estruturas atendiam às normas de segurança sísmica, os danos restringiram-se à superfície ou foram praticamente inexistentes</strong>. Por outro lado, onde havia edifícios mais antigos — ou construídos com menos rigor ou com materiais de qualidade inferior —, surgiram rachaduras e separações estruturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307665263.jpg" data-image="ehksm9z5uxsj"><figcaption>Vista panorâmica da parte central do Estreito de Messina, entre as duas margens.</figcaption></figure><p><strong> Não houve desabamentos generalizados</strong>, nem ruas inteiras tornadas intransitáveis, nem uma segunda catástrofe urbana.</p><p>Hoje, meio século depois, aquele terremoto praticamente desapareceu do discurso público. Na memória coletiva, ele foi eclipsado por eventos que atraíram mais atenção da mídia ou por tremores subsequentes (como o terremoto do Golfo de Patti, em 1978). No entanto, permanece sendo um episódio instrutivo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784389" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terremotos-fortes-estao-realmente-se-tornando-mais-frequentes-ao-redor-do-mundo.html" title="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?">Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terremotos-fortes-estao-realmente-se-tornando-mais-frequentes-ao-redor-do-mundo.html" title="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/i-forti-terremoti-stanno-davvero-aumentando-nel-mondo-1786828117399_320.jpg" alt="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?"></a></article></aside><p>Ele nos lembra que <strong>o Estreito de Messina é uma área sismicamente ativa</strong> — caracterizada por um sistema de falhas complexo (incluindo falhas menores que acompanham o sistema principal de 1908) — e que eventos de magnitude moderada podem ocorrer apenas algumas décadas após um terremoto de grande magnitude.</p><p>Acima de tudo, porém, ele nos lembra que as normas antissísmicas funcionam quando são bem elaboradas e rigorosamente aplicadas. Em 1975, em Reggio e Messina, essas normas — surgidas da tragédia de 1908 — fizeram a diferença entre um terremoto aterrorizante e uma catástrofe.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-historia-do-terremoto-esquecido-de-1975-quando-um-tremor-de-magnitude-5-0-foi-registrado-na-italia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço de uma frente fria nos próximos dias sobre o Brasil permite a formação de uma linha de instabilidade que irá se deslocar no Centro-Norte do Brasil entre o sábado e domingo, gerando alertas de tempestades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb43hva"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb43hva.jpg" id="xb43hva"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste final de semana, uma <strong>frente fria</strong> avança sobre o Brasil e, além de mudar as condições do tempo no<strong> Centro-Sul, </strong>influência também o tempo no <strong>Centro-Norte</strong>. O <strong>sistema frontal </strong>favorecerá a formação de nuvens carregadas e de uma <strong>linha de instabilidade</strong> que é uma extensa faixa com potencial para <strong>tempestades </strong>entre o final da <strong>noite de hoje (5)</strong> e o <strong>decorrer deste domingo (6)</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Diversos estados do Norte registrarão aumento da cobertura de nuvens após uma sequência de <strong>dias de tempo seco</strong> e firme. A seguir, veja como <strong>ficará o tempo neste</strong> final de semana nas <strong>regiões sob alerta de</strong> tempestades.</p><h2>Linha de tempestades se forma e deixa estados em alerta</h2><p>A <strong>frente fria segue avançando</strong> pelo país ao longo deste sábado (5), e <strong>áreas do Sul, Sudeste</strong> e<strong> Centro-Oeste</strong> já registram aumento de nebulosidade e pancadas de forte intensidade. Durante a manhã de hoje (5), <strong>há previsão de chuva</strong> na região de Cuiabá (MT), mas com <strong>fraca intensidade</strong>, enquanto o tempo estável prevalece no restante do Centro-Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581116335.jpg" data-image="ec8t16oeybar" alt="Precipitação domingo madrugada." title="Precipitação domingo madrugada."><figcaption>A previsão mostra os primeirs nucleos intensos de convecção anterior ao surgimento de linhas de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil durante a madrugada de domingo (6).</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde e da noite, as <strong>instabilidades ganharão terreno </strong>e o modelo <strong><em>ECMWF </em></strong>indica <strong>maior potencial para chuvas</strong> em áreas de <strong>Mato Grosso e Rondônia</strong>. Outros estados, como Amazonas e Pará, registrarão incremento de nuvens, principalmente na porção sul.</p><p>Ao final deste sábado (5), um <strong>intenso núcleo de tempestade</strong> surgirá na divisa entre Goiás e Minas Gerais, <strong>afetando a região de</strong> Rio Verde (GO), no sul do território goiano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787118" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência">Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788524486455_320.jpg" alt="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"></a></article></aside><p>Durante a <strong>madrugada de domingo (6)</strong>, esse núcleo tempestuoso <strong>ganhará o formato </strong>de uma extensa<strong> linha de instabilidade</strong>. Desta forma, haverá <strong>potencial para chuvas intensas</strong>,<strong> queda de granizo</strong>, <strong>riscos de microexplosões </strong>e fortes <strong>rajadas de vento</strong> à medida que o sistema se desloca.</p><p>As primeiras localidades atingidas pela linha de tempestades ficam no interior de<strong> Goiás, Distrito</strong> <strong>Federal </strong>e<strong> noroeste de Mins Gerais</strong>, ainda durante a madrugada e início da manhã. Simultaneamente, um <strong>segundo núcleo convectivo </strong>atuará sobre o <strong>sul do Mato Grosso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581247986.jpg" data-image="n47iv0pt3hy7" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>O mapa de densidade de raios mostra a atuação da linha de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil, exemplificando as áreas com maiores chances de tempestades.</figcaption></figure><p>Esse <strong>sistema também evoluirá para uma linha de instabilidade</strong> impulsionada pela frente fria. As células com potencial para transtornos atingirão uma ampla faixa do Centro-Norte a partir das primeiras horas da manhã de domingo (6).</p><p><strong>Novamente</strong>, o <strong>sul de Goiás </strong>será afetado em uma faixa que se estende pelo interior de Mato Grosso e sul do estado de Rondônia. Ao final da manhã de domingo (6), os <strong>alertas de tempestades </strong>valerão para a região central mato-grossense e <strong>interior rondoniense, </strong>alcançando cidades como <strong>Ji-Paraná (RO) e Sinop (MT).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581171026.jpg" data-image="c39kcb45o76b" alt="Linha de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil." title="Linha de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil."><figcaption>Linha de tempestade atua sobre áreas dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.</figcaption></figure><p>Durante o período da tarde, a <strong>linha de tempestades </strong>se intensificará, elevando o nível de <strong>alerta no Acre, sul</strong> do <strong>Amazonas</strong>, <strong>Rondônia </strong>e <strong>oeste do Mato Grosso</strong>. Em toda essa área<strong>, haverá riscos elevados</strong> de descargas elétricas e <strong>rajadas de vento fortes</strong>.</p><p>Com a chegada da noite, a <strong>linha de instabilidade perderá</strong> <strong>força </strong>e as precipitações enfraquecerão. Com isso, os <strong>alertas</strong> ficarão restritos a áreas pontuais do <strong>Centro-Norte</strong>, afetando entre três e quatro estados da região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista avisa sobre as urtigas: "Elas revelam a excelente qualidade do solo — não as arranque"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/especialista-avisa-sobre-as-urtigas-elas-revelam-a-excelente-qualidade-do-solo-nao-as-arranque.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 23:46:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As urtigas nem sempre são um problema: elas podem indicar um solo fértil e rico em nutrientes. Descubra o que elas sinalizam e como removê-las sem danificar o terreno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-experto-advierte-no-la-arranques-de-golpe-la-presencia-de-ortigas-revela-la-excelente-calidad-de-tu-suelo-1788530023615.jpeg" data-image="9ufepw9az241"><figcaption>As urtigas nem sempre representam um problema; elas também podem indicar a saúde do solo.</figcaption></figure><p>A notória <strong>urtiga </strong>frequentemente provoca uma reação imediata no jardim: livrar-se dela o mais rápido possível. No entanto, essa planta <strong>pode oferecer informações valiosas sobre as condições do solo</strong>.</p><p>Sua presença não significa necessariamente que o solo esteja em más condições ou que a planta deva ser simplesmente removida. Pelo contrário, ela <strong>pode ser um sinal de fertilidade e boa disponibilidade de nutrientes</strong>. Antes de arrancá-la precipitadamente, vale a pena entender o que ela indica e qual a melhor forma de proceder.</p><h2>Por que as urtigas aparecem?</h2><p>A urtiga, especialmente a <strong>urtiga-comum (<em>Urtica dioica</em>)</strong>, é uma planta que geralmente<strong> prospera em solos ricos em matéria orgânica e nutrientes</strong> disponíveis. É comumente encontrada perto de acúmulos de restos vegetais, ao lado de recintos de animais ou em áreas que receberam adubação orgânica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">How do nettles sting? Tiny hollow needles protrude from the stems and leaves of stinging nettles (Urtica dioica). Brushing against them causes them to bend, and squeezes poison held in a sac at their base into the syringe, which is then injected into the victims skin! <a href="https://x.com/hashtag/nature?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#nature</a> <a href="https://t.co/mOIrJKlR9P">pic.twitter.com/mOIrJKlR9P</a></p>— VenetiaJane's Garden (@VenetiaJane) <a href="https://x.com/VenetiaJane/status/1748291075389710606?ref_src=twsrc%5Etfw">January 19, 2024</a></blockquote></figure><p>O seu crescimento pode indicar que o solo possui boa capacidade de nutrir as plantas. <strong>No entanto, não é uma prova definitiva de qualidade</strong>: também pode surgir em solos perturbados ou úmidos, ou sob condições específicas de nitrogênio.</p><p>A <strong>sua presença deve ser interpretada em conjunto com outros indicadores</strong>, como a estrutura do solo, a atividade das minhocas e o estado das culturas.</p><h2>Um sinal de fertilidade, mas não um diagnóstico completo</h2><p>Existe uma explicação simples para a relação entre as urtigas e o solo fértil. Essas plantas<strong> prosperam em ambientes ricos em nutrientes</strong>, especialmente <strong>onde há matéria orgânica </strong>em decomposição. Nesses locais, elas encontram recursos que favorecem seu crescimento e permitem a formação de populações densas.</p><p>Isso não significa que as urtigas "criem" fertilidade por conta própria, nem que sua presença garanta uma colheita abundante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779454" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/papelao-no-jardim-em-vez-do-lixo-o-truque-para-combater-ervas-daninhas-e-melhorar-a-qualidade-do-solo.html" title="Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo">Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/papelao-no-jardim-em-vez-do-lixo-o-truque-para-combater-ervas-daninhas-e-melhorar-a-qualidade-do-solo.html" title="Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/kartons-im-garten-statt-im-muell-warum-immer-mehr-hobbygaertner-auf-pappe-gegen-unkraut-und-fure-bessere-boeden-setzen-1784209553372_320.png" alt="Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, <strong>não se deve presumir que qualquer área coberta por urtigas seja automaticamente excelente</strong>. A qualidade do solo depende de muitos outros fatores: nutrientes, matéria orgânica, capacidade de retenção de água, aeração e equilíbrio biológico.</p><p>Ainda assim, observá-las pode oferecer uma<strong> oportunidade de conhecer melhor o terreno</strong>. Se elas surgem ao lado de outras plantas vigorosas e o solo parece saudável, podem fazer parte de um conjunto de indicadores positivos.</p><h2>Tem que arrancá-las tudo de uma vez?</h2><p>A recomendação de <strong>não removê-las todas de uma vez</strong> faz sentido quando o objetivo é preservar a biodiversidade e evitar perturbar o ambiente desnecessariamente. As urtigas podem oferecer abrigo e alimento para diversos insetos, além de fazerem parte da vegetação espontânea do jardim.</p><p>Elas também podem ser<strong> removidas gradualmente</strong>, especialmente se estiverem crescendo perto de caminhos, áreas de lazer ou locais onde o contato com a pele possa ser problemático.</p><div class="texto-destacado">Se não estiverem invadindo uma área cultivada ou obstruindo a passagem, uma opção é deixá-los em um espaço controlado.<br></div><p>Para removê-las, as medidas mais importantes são<strong> usar luvas resistentes, cobrir os braços e as pernas</strong> e trabalhar com cuidado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-experto-advierte-no-la-arranques-de-golpe-la-presencia-de-ortigas-revela-la-excelente-calidad-de-tu-suelo-1788530424851.jpeg" data-image="7wrx5gzq201c"><figcaption>É essencial proteger-se ao manusear urtigas.</figcaption></figure><p> Se você deseja reduzir a presença delas, o ideal é<strong> remover as plantas antes que produzam sementes e ficar atento a possíveis rebrotes</strong>. Em vez de recorrer imediatamente a produtos químicos, você pode optar por métodos mecânicos e manter a área limpa. </p><h2>Como aproveitar sua presença na horta?</h2><p>As urtigas também podem fornecer informações úteis para o manejo da horta. Se elas surgirem em um canteiro, vale a pena <strong>observar se o solo está recebendo aplicações de esterco, composto ou restos vegetais</strong>. Tais observações podem ajudar a ajustar as práticas de adubação e evitar a adição de nutrientes desnecessários.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Las plantas bioindicadoras nos informan sobre las características del suelo: Diente de león (fósforo y molibdeno), Amapola silvestre (calcio), Ortiga mayor (nitrógeno y humedad), Llantén mayor (compactación) y Coquillo (acidez y anaerobiosis). <a href="https://x.com/hashtag/Agronom%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Agronomía</a> <a href="https://x.com/hashtag/Jardiner%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jardinería</a> <a href="https://t.co/Gob0qVAH8M">pic.twitter.com/Gob0qVAH8M</a></p>— Ing. R. Valdivia (@InteresAgro) <a href="https://x.com/InteresAgro/status/1807914940050858296?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2024</a></blockquote></figure><p>Além de tudo isso, <strong>as urtigas podem desempenhar um papel no manejo mais natural do jardim</strong>; por exemplo, algumas pessoas as utilizam para preparar soluções à base de plantas, embora estas não devam ser consideradas substitutas de uma adubação equilibrada ou dos tratamentos necessários quando há presença de pragas ou doenças.</p><h2>É importante observar antes de agir</h2><p>Da próxima vez que as urtigas surgirem, o ideal é <strong>não as encarar apenas como um incômodo</strong>; como mencionado anteriormente, elas podem oferecer pistas sobre a fertilidade do solo e proporcionar uma oportunidade de compreender melhor as condições do terreno.</p><p>O segredo está em observar, interpretar e agir com critério. <strong>Se não causarem problemas, podem ser mantidas em uma área controlada</strong>. Caso a remoção seja necessária, realizá-la de forma gradual e segura ajuda a preservar o equilíbrio do jardim.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É claro que a sua presença não é suficiente para confirmar que o terreno é excelente.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É muito importante perceber que, às vezes, uma planta espontânea pode revelar mais sobre o solo do que qualquer rótulo de fertilizante.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/especialista-avisa-sobre-as-urtigas-elas-revelam-a-excelente-qualidade-do-solo-nao-as-arranque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 22:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A China está testando uma aeronave de alta capacidade com mais de 800 assentos, envergadura de 85 metros e velocidade de cruzeiro próxima de 1.000 km/h.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337379618.jpg" data-image="b1g1rrhq6swc"><figcaption>O projeto BWB da aeronave chinesa integra as asas e a fuselagem em uma estrutura única e visa reduzir o arrasto aerodinâmico. A aeronave possui uma envergadura de 85 metros — superando o limite do Código F da ICAO — e ainda não tem data prevista para construção. Imagem: IA</figcaption></figure><p>A <strong>China </strong>nos surpreende mais uma vez. Desta vez, o país trabalha no projeto de uma<strong> aeronave comercial</strong> que se distancia significativamente da arquitetura convencional dos aviões de passageiros. A iniciativa surgiu no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Aerodinâmica da China (CARDC), que testou um modelo baseado na configuração<em> Blended Wing Body</em> (BWB) — ou corpo de asa integrada —, na qual <strong>a fuselagem central e as asas formam uma superfície única e contínua</strong>.</p><p>As dimensões projetadas refletem a capacidade que o projeto visa alcançar. A aeronave teria aproximadamente <strong>43 metros de comprimento e 85 metros de envergadura</strong>, atingindo uma velocidade de cruzeiro próxima de<strong> 1.000 km/h</strong>. No papel, ela poderia transportar<strong> mais de 800 passageiros </strong>em voos de longa distância.</p><h2>Assim seria o avião chinês para 800 passageiros</h2><p>O conceito BWB altera a configuração convencional de uma aeronave comercial. Em vez de concentrar a carga em uma fuselagem separada das asas, a proposta chinesa integra ambos os componentes em <strong>uma estrutura contínua</strong>. Como resultado, uma área superficial maior da aeronave contribui para a geração de sustentação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">China adds an 800-passenger jet with a blended wing body (BWB) to its big aircraft plan. Futuristic plane model has a wingspan 1.6 times that of a B-2 Spirit stealth bomber and seats more than worlds largest commercial aircraft.<a href="https://t.co/s4OS9Zg23u">https://t.co/s4OS9Zg23u</a><a href="https://t.co/5PEKG3nZCl">https://t.co/5PEKG3nZCl</a> <a href="https://t.co/VoFcbstDRs">pic.twitter.com/VoFcbstDRs</a></p>— Fay (@FaySue6) <a href="https://x.com/FaySue6/status/2094308429477142533?ref_src=twsrc%5Etfw">August 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Com essa arquitetura, os pesquisadores buscam obter <strong>menor arrasto aerodinâmico durante o voo</strong>. Essa característica permitiria uma combinação de capacidade, desempenho e consumo de energia distinta daquela das aeronaves comerciais convencionais.</p><p>O tamanho também faz uma diferença significativa. Com uma <strong>envergadura de 85 metros</strong>, a aeronave planejada seria maior do que o Airbus A380, que possui envergadura inferior a 80 metros. A <strong>velocidade de cruzeiro projetada para a aeronave é de aproximadamente 987 km/h</strong>.</p><h2>Testes da aeronave gigante foram feitos em escala 1:52</h2><p>Antes de avançar para uma aeronave em escala real, a China submeteu o conceito a<strong> testes em um túnel de vento transônico</strong>. Para esse fim, foi utilizado um <strong>modelo em escala 1:52</strong>, medindo aproximadamente 80 centímetros de comprimento e com uma envergadura de 1,6 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337313227.jpg" data-image="jd59ga2vcslj"><figcaption>A China está testando uma aeronave com capacidade para mais de 800 passageiros, envergadura de 85 metros e velocidade de cruzeiro de 987 km/h. O modelo BWB está passando por testes em túnel de vento enquanto a China avalia sua viabilidade para voos de longa distância. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Os <strong>testes abrangeram velocidades que variaram de 493 a 987 km/h</strong>. Durante os ensaios, foram analisados o comportamento aerodinâmico, a estabilidade e a deformação estrutural — três aspectos essenciais para verificar como essa configuração responde a diversas condições de voo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-megaprojeto-do-seculo-o-plano-de-engenharia-da-china-que-redistribui-agua-por-todo-o-seu-territorio.html" title="O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio">O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-megaprojeto-do-seculo-o-plano-de-engenharia-da-china-que-redistribui-agua-por-todo-o-seu-territorio.html" title="O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-megaproyecto-del-siglo-el-plan-de-ingenieria-con-el-que-china-redistribuye-el-agua-de-todo-su-territorio-1782387847515_320.jpeg" alt="O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio"></a></article></aside><p>Os resultados indicaram uma razão sustentação-arrasto máxima de aproximadamente 20 em velocidades inferiores a 867 km/h. Esse valor serve como medida de eficiência aerodinâmica, uma vez que uma razão elevada indica que a aeronave gera sustentação com um arrasto relativamente menor.</p><h2>A envergadura de 85 metros representa um problema</h2><p>O principal desafio do projeto não está apenas em fazer a aeronave voar. Sua envergadura de 85 metros<strong> excederia o limite estabelecido para a categoria Código F da Organização da Aviação Civil Internacional</strong> (OACI), que abrange aeronaves com envergaduras variando de 65 a pouco menos de 80 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337547509.jpg" data-image="bbfndfee8wld"><figcaption>O protótipo chinês foi testado em escala 1:52 em um túnel de vento transônico, utilizando um modelo de 80 centímetros de comprimento. Os testes analisaram sua estabilidade e comportamento entre 493 e 987 km/h — a velocidade projetada para a futura aeronave comercial. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Essa diferença<strong> afetaria sua utilização em aeroportos</strong> já existentes. As instalações precisariam avaliar aspectos como pistas de taxiamento, áreas de estacionamento e pátios, visto que as dimensões projetadas ultrapassariam os limites padrão para essa categoria.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/kadJZMJM2xM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=kadJZMJM2xM" id="kadJZMJM2xM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Por enquanto, a aeronave para 800 passageiros permanece como um conceito em <strong>fase de testes</strong>.</p><p>Não existe uma aeronave comercial em escala real baseada nessa proposta, nem uma data definida para sua construção ou entrada em serviço. Consequentemente, o projeto ainda não avançou além da fase experimental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Finlândia do Brasil: o vilarejo com cachoeiras, arquitetura nórdica e Natal o ano inteiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-finlandia-do-brasil-o-vilarejo-com-cachoeiras-arquitetura-nordica-e-natal-o-ano-inteiro.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este famoso distrito turístico localizado no município de Itatiaia, no Rio de Janeiro, é conhecido por ser a única colônia finlandesa do Brasil, abrigando beleza naturais, atrativos natalinos ao longo do ano e arquitetura nórdica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-finlandia-do-brasil-o-vilarejo-com-cachoeiras-arquitetura-nordica-e-natal-o-ano-inteiro-1788542752080.jpg" data-image="c71fg13rs613"><figcaption>Decoração natalina na ‘Pequena Finlândia’ em Penedo (RJ). Crédito: GC/Blog Vambora!</figcaption></figure><p>A <strong>“Pequena Finlândia brasileira”</strong> é um <strong>distrito </strong><strong>turístico </strong>que faz parte do município de Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, sendo bem conhecida por ser a única colônia finlandesa do Brasil.</p><p>O destino abriga <strong>atrativos naturais</strong> como belas cachoeiras, decoração e atrativos natalinos que permanecem ao longo de todo o ano e<strong> arquitetura com inspiração europeia</strong>.</p><p>Estamos falando de <strong>Penedo</strong>, um <strong>distrito charmoso e calmo</strong>, com o som das águas das cachoeiras e clima ameno. Descubra abaixo todos os atrativos que este local oferece.</p><h2>O que conhecer em Penedo</h2><p>O distrito tem o turismo como sua principal atividade econômica, se destacando pelo seu<strong> clima bucólico</strong>, suas <strong>pousadas tranquilas</strong>, e pela <strong>arquitetura e cultura de origem finlandesa</strong>. Foi fundado em 1929 por imigrantes finlandeses liderados por Toivo Uuskallio. </p><p>Localizado<strong> </strong>aos pés da Serra da Mantiqueira, um dos principais atrativos do distrito é a <strong>Pequena Finlândia</strong>, um<strong> shopping temático no centro a céu aberto</strong> com chalés europeus, lojas de artesanato, chocolates artesanais, entre outros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766603" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/cidade-do-nordeste-com-quase-meio-seculo-esconde-arquitetura-portuguesa-e-praias-paradisiacas.html" title="Cidade do Nordeste com quase meio século esconde arquitetura portuguesa e praias paradisíacas">Cidade do Nordeste com quase meio século esconde arquitetura portuguesa e praias paradisíacas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/cidade-do-nordeste-com-quase-meio-seculo-esconde-arquitetura-portuguesa-e-praias-paradisiacas.html" title="Cidade do Nordeste com quase meio século esconde arquitetura portuguesa e praias paradisíacas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-do-nordeste-com-quase-meio-seculo-esconde-arquitetura-portuguesa-e-praias-paradisiacas-1777563708407_320.jpg" alt="Cidade do Nordeste com quase meio século esconde arquitetura portuguesa e praias paradisíacas"></a></article></aside><p>Além disso, Penedo tem a<strong> Casa do Papai Noel</strong>, que fica na Pequena Finlândia, um local encantador que garante a diversão de toda a família e <strong>fica aberto o ano todo</strong>. Trata-se de uma <strong>construção em estilo nórdico com correio temático e fábrica de brinquedos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O principal atrativo de Penedo é a ‘Pequena Finlândia’, um conjunto de lojas, restaurantes e cafés no centrinho que simulam a imagem de uma vila tradicional finlandesa em pleno estado do Rio de Janeiro.</div><p>Outro ponto turístico é o <strong>Museu Finlandês Dona Eva</strong>, que guarda centenas de peças que contam a história da imigração e da cultura da Finlândia na região.</p><p>Outro ponto forte da cultura nórdica trazida para cidade são os <strong>esportes de aventura</strong>, como por exemplo, <strong><em>trekking</em></strong>, quadriciclos e até balonismo para os amantes de adrenalina. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-finlandia-do-brasil-o-vilarejo-com-cachoeiras-arquitetura-nordica-e-natal-o-ano-inteiro-1788542824407.jpg" data-image="a39uqi0w8k9g"><figcaption>Uma pequena ponte na área comercial Pequena Finlândia em Penedo, no município de Itatiaia, Rio de Janeiro. Crédito: Themium/Creative Commons CC0 1.0.</figcaption></figure><p>A <strong>gastronomia </strong>também é um ponto forte da região. A culinária local tem bastante influência da cultura finlandesa e é composta, entre outros, por pratos à base de truta, além de excelentes <strong>chocolaterias </strong>e <strong>cervejarias artesanais</strong>.</p><p>E entre os atrativos naturais destacam-se as<strong> belas cachoeiras</strong>, como a Cachoeira de Deus, a Três Cachoeiras e o Poço das Esmeraldas, ótimas para banho e contemplação.</p><p>Elas ficam no <strong>Parque Nacional do Itatiaia</strong>, que conta também com trilhas e observação de aves, a poucos quilômetros da vila.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-finlandia-do-brasil-o-vilarejo-com-cachoeiras-arquitetura-nordica-e-natal-o-ano-inteiro-1788542851697.jpg" data-image="4udeky1m3lnb"><figcaption>A Três Cachoeiras, em Penedo (RJ). Crédito: Cinthiaa22/Tripadvisor.</figcaption></figure><p>A <strong>Três Cachoeiras</strong> é um complexo de quedas d'água, bem acessível e o mais tradicional da região. Apesar do nome, trata-se de uma única cachoeira, mas com três quedas d’água que formam piscinas naturais. A <strong>Cachoeira de Deus</strong> é a maior queda d’água de Penedo, com cerca de 15 metros de altura e uma grande piscina natural logo abaixo.</p><p><strong>Como chegar? </strong>Penedo fica a cerca de 170 km da capital do Rio de Janeiro e a 270 km da capital paulista, com acesso pela Rodovia Presidente Dutra e um trecho final de estrada estadual até o portal de entrada.</p><p><strong>Quando visitar?</strong> Por estar aos pés da Serra da Mantiqueira, o clima é muito agradável na maior parte do ano. Mas é claro, no inverno as temperaturas caem e faz friozinho. Mas qualquer período é bom para ir conhecer a região.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20O%20Antagonista" data-year="2026" data-title="A%20Pequena%20Finl%C3%A2ndia%20do%20Brasil%3A%20um%20vilarejo%20com%20Natal%20o%20ano%20inteiro%2C%20a%20primeira%20sauna%20do%20pa%C3%ADs%20e%20cachoeiras%20geladas%20na%20serra%20do%20Rio" data-url="https%3A%2F%2Foantagonista.com.br%2Fladooa%2Fturismo%2Fa-pequena-finlandia-do-brasil-um-vilarejo-com-natal-o-ano-inteiro-a-primeira-sauna-do-pais-e-cachoeiras-geladas-na-serra-do-rio%2F">Redação O Antagonista. (2026). <a href="https://oantagonista.com.br/ladooa/turismo/a-pequena-finlandia-do-brasil-um-vilarejo-com-natal-o-ano-inteiro-a-primeira-sauna-do-pais-e-cachoeiras-geladas-na-serra-do-rio/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Pequena Finlândia do Brasil: um vilarejo com Natal o ano inteiro, a primeira sauna do país e cachoeiras geladas na serra do Rio</a>.</cite><br><cite data-author="Bressan%2C%20V" data-year="2024" data-title="%E2%80%98Pequena%20Finl%C3%A2ndia%E2%80%99%20%C3%A9%20a%20principal%20atra%C3%A7%C3%A3o%20de%20Penedo" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fpequena-finlandia-e-a-principal-atracao-de-penedo%2F">Bressan, V. (2024). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/pequena-finlandia-e-a-principal-atracao-de-penedo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">‘Pequena Finlândia’ é a principal atração de Penedo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-finlandia-do-brasil-o-vilarejo-com-cachoeiras-arquitetura-nordica-e-natal-o-ano-inteiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz muita chuva e frio à SP ao longo de todo o Feriado; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 19:40:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre este sábado (5) e a segunda-feira (7), uma frente fria vai deixar o estado de São Paulo em atenção para chuvas fortes, temporais, vendavais e uma queda acentuada das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3wnbm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3wnbm.jpg" id="xb3wnbm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre este fim de semana e a segunda-feira (7), a passagem de uma<strong> frente fria</strong> pelo estado de <strong>São Paulo</strong> vai favorecer áreas de <strong>chuvas</strong>, que podem ocorrer com forte intensidade e acompanhadas por <strong>temporais</strong>, além de <strong>vendavais </strong>no leste e interior do estado.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além disso, na retaguarda do sistema, uma massa de ar frio ingressará causando uma<strong> queda acentuada das temperaturas</strong>, especialmente no leste do estado, deixando as <strong>manhãs geladas</strong> e as tardes amenas ou até com uma sensação de friozinho.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Feriadão com chuva forte e temporais em SP</h2><p>Nesta <strong>sexta-feira (4)</strong><strong> áreas de instabilidade</strong> já atingem o<strong> sul e o leste de São Paulo</strong> entre meados da tarde e a noite, com risco de pancadas fortes no leste, <strong>inclusive na região da Grande São Paulo</strong>. A capital paulista terá sol e muitas nuvens durante a tarde e pancadas de chuva chegam à noite.</p><p>Ao longo do <strong>sábado (5)</strong>, com a aproximação da frente fria, a nebulosidade e as condições para chuvas aumentam e se espalham por todo o território paulista. <strong>Chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> e com <strong>temporais </strong>são esperadas pela <strong>manhã </strong>em áreas do<strong> oeste, sul, centro e leste </strong>de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao-1788535092096.png" data-image="1nucrgqodnmc"><figcaption>Previsão de precipitação (mm) e nebulosidade para sábado (5) às 13h à esquerda e domingo (6) às 6h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>À <strong>tarde</strong>, essas <strong>chuvas </strong>continuam atuando mas <strong>se espalham também para as demais áreas</strong> do estado, e ainda com risco de <strong>temporais</strong>. À noite, elas ficam concentradas no sul e leste de São Paulo.</p><p>A<strong> capital paulista</strong> terá céu parcialmente nublado com algumas aberturas de sol e <strong>chuvas ao longo de todo o dia</strong>, com risco maior de <strong>temporais </strong>pela manhã. São esperados em torno de 30 mm.</p><div class="texto-destacado"> Entre o sábado (5) e a manhã do domingo (6) são esperadas chuvas moderadas a intensas e temporais em todo São Paulo, e vendavais de até 60 km/h no centro-leste ao longo do domingo (6). No Feriado (7) o tempo volta a ficar firme em praticamente toda a região. </div><p>No<strong> domingo (6)</strong> as <strong>chuvas ocorrem principalmente entre a madrugada e a manhã</strong> em todo o estado de São Paulo, com intensidade <strong>moderada a forte</strong>, e risco de <strong>temporais isolados</strong> em áreas do oeste, centro e norte. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao-1788535528366.png" data-image="7eys2vc8p35e"><figcaption>Previsão de densidade de raios para o sábado (5) às 12h à esquerda e às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>tarde </strong>essas <strong>chuvas diminuem</strong> em boa parte do estado, acontecendo mais em áreas do norte, noroeste e leste do estado; à noite chuvas fracas a moderadas ocorrem na faixa leste.</p><p>Além disso,<strong> rajadas de vento entre 50 e 60 km/h</strong> (pontulamente até acima disso) podem ocorrer ao longo do <strong>domingo (6)</strong> no <strong>centro-leste</strong> paulista, inclusive na região costeira, deixando o <strong>mar agitado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao-1788536242485.jpg" data-image="fufgmpgch6wv"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para domingo (6) às 17h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>domingo (6)</strong> será mais um <strong>dia chuvoso na capital</strong> paulista, com céu nublado e acumulado em torno de 35 mm.</p><p>Já no <strong>feriado de segunda-feira (7)</strong> a<strong> tendência é de melhora do tempo</strong>, especialmente no centro-oeste de São Paulo, onde o sol volta a predominar. Porém, <strong>ainda haverá chance de pancadas de chuva no norte paulista e em áreas próximas à Serra da Mantiqueira</strong>, mas sem risco de temporais.</p><p>Na capital paulista, o tempo volta a ficar firme, com sol entre muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado à noite.</p><h2>Queda acentuada das temperaturas</h2><p>A partir do fim de semana uma<strong> massa de ar frio ingressa</strong> derrubando as temperaturas em São Paulo, deixando as <strong>manhãs geladas</strong> em diversas localidades, <strong>especialmente no leste do estado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787118" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência">Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788524486455_320.jpg" alt="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"></a></article></aside><p>No fim de semana o frio já começa a atuar no leste paulista, com mínimas chegando em torno dos 10°C e máximas não passando dos 23°C, porém, é <strong>no feriado de 7 de setembro que fará mais frio ainda</strong>.</p><p>As <strong>mínimas </strong>na segunda-feira (7), mapa abaixo, não passam dos 16°C em todo o estado, e caem em torno dos <strong>6°C a 8°C em áreas do sul (na região de Sorocaba) e do Vale do Paraíba</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao-1788537190326.jpg" data-image="a3z1x3471w8b"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para segunda-feira, 7 de setembro, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>À tarde, as <strong>máximas </strong>ficam mais baixas no centro-leste de São Paulo, onde variam<strong> entre 10°C e 19°C</strong>, mas pontualmente podem chegar aos <strong>8°C/9°C em áreas elevadas do Vale do Paraíba e do sul </strong>do estado.</p><div class="texto-destacado">O Feriado (7) será frio na capital paulista, com mínima de 10°C e máxima em torno dos 13°C.<br></div><p>A <strong>tendência </strong>é de que esse frio continue atuando até terça-feira (8), porém, já na <strong>quarta-feira (9)</strong> as <strong>temperaturas voltam a se elevar em todo o estado</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar frio já avança e Feriado da Independência será congelante em vários estados do Centro-Sul, confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-ja-avanca-e-feriado-da-independencia-sera-congelante-em-varios-estados-do-centro-sul-confira.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 18:34:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma forte massa de ar polar está avançando pelo Brasil e provocando uma intensa queda nas temperaturas, que persiste no final de semana e no feriado de 7 de Setembro. O frio se espalha pelo Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até áreas do Norte, trazendo geadas, temperaturas negativas e friagem.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3zl8m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3zl8m.jpg" id="xb3zl8m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> massa de ar polar muito intensa</strong> chegou ao Brasil nesta sexta-feira (4) e já está provocando uma <strong>queda acentuada nas temperaturas</strong> no Rio Grande do Sul. Ao longo do final de semana e do feriado de 7 de Setembro, o avanço do ar frio traz risco de <strong>temperaturas negativas</strong>, <strong>geadas abrangentes </strong>e até mesmo um novo episódio de <strong>friagem </strong>no Norte do país.</p><div class="texto-destacado">A massa de ar frio avança inicialmente pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina ao longo desta sexta-feira. No sábado, o ar polar alcança também o Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. No domingo, a massa de ar polar se espalha pelo restante do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil.</div><p>O ar frio avançará até mesmo para áreas do Norte do Brasil e possivelmente alguns estados do Nordeste. Essa incursão profunda da massa de ar polar provocará um <strong>novo episódio de friagem</strong> - potencialmente o último deste inverno. Ao total, os estados afetados serão:</p><ul><li><strong>Região Sul:</strong> Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;</li><li><strong>Região Sudeste</strong>: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo;</li><li><strong>Região Centro-Oeste:</strong> Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal;</li><li><strong>Região Norte:</strong> Rondônia, Acre, sul do Amazonas, sul do Pará e Tocantins.</li><li><strong>Região Nordeste:</strong> extremo sul do Maranhão e da Bahia <em>(menor chance)</em>.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-ja-avanca-e-feriado-da-independencia-sera-congelante-em-varios-estados-do-centro-sul-confira-1788545540168.jpg" data-image="8lkw1hy31784" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira de manhã." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira de manhã."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira de manhã mostra a abrangência da massa de ar frio, que fará as temperaturas caírem em grande parte do Brasil.</figcaption></figure><p>Temperaturas mais amenas também poderão ser sentidas no extremo sul do Maranhão e no extremo sul e oeste da Bahia, embora a <strong>probabilidade seja menor nessas áreas</strong>. Dessa forma, até 18 estados brasileiros poderão ser afetados pela intensa massa de ar frio durante os próximos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"> novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Em outras palavras, o final de semana e o feriado de Independêndia do Brasil (7 de Setembro) serão marcados por <strong>frio intenso em grande parte do Brasil</strong>. O grande destaque, no entanto, fica para o centro-sul do país - em especial a Região Sul, onde as <strong>temperaturas mais extremas serão registradas</strong>. </p><h2>Temperaturas negativas e geadas atingem o Brasil</h2><p>Já na noite de sábado (6), as temperaturas poderão atingir <strong>valores negativos</strong> na Serra Catarinense e na Serra Gaúcha, favorecendo a ocorrência de <strong>geadas intensas.</strong> O frio continuará se intensificando durante a madrugada e o início da manhã do feriado de 7 de Setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-ja-avanca-e-feriado-da-independencia-sera-congelante-em-varios-estados-do-centro-sul-confira-1788545628656.jpg" data-image="csnzfpu6xnrf" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira na região serrana de Santa Catarina e do Paraná mostra ocorrência de temperaturas negativas de -5°C. Valores reais chegam a -9°C.</figcaption></figure><p>Grande parte de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul vão registrar <strong>temperaturas próximas de 0°C</strong>, com possibilidade de <strong>geadas fortes e generalizadas</strong>, como é possível observar na imagem acima. Os modelos numéricos indicam mínimas próximas de <strong>-5°C</strong>, mas considerando correções, as temperaturas podem chegar a<strong> até -9°C</strong> nas regiões serranas.</p><p>O frio também será intenso no Sudeste, com <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong> em áreas de São Paulo (<em>especialmente no Vale do Paraíba</em>); no sul de Minas Gerais (<em>nas proximidades da Serra da Mantiqueira</em>), e no Rio de Janeiro (<em>sul e região serrana</em>). O sul de Mato Grosso do Sul também será atingido por temperaturas muito baixas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-ja-avanca-e-feriado-da-independencia-sera-congelante-em-varios-estados-do-centro-sul-confira-1788545669118.jpg" data-image="fhdi27ueueju" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira mostra que temperaturas abaixo dos 10°C também podem ser registradas em parte do Sudeste e no sul do MS, com chance de geadas.</figcaption></figure><p>Nestes estados, não se descarta a possibilidade de<strong> geadas pontuais</strong>, embora <strong>não</strong> tão intensas quanto as registradas na região Sul. Essa brusca mudança no tempo representa um <strong>alívio temporário do calor intenso</strong> registrado no país durante a semana passada, com máximas de até <strong>42°C</strong> em áreas do Brasil central.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787118" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência">Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788524486455_320.jpg" alt="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"></a></article></aside><p>Apesar da intensidade desta onda de frio, o episódio interrompe apenas <strong>temporariamente</strong> o padrão de calor intenso associado ao El Niño. Vale notar que <strong>novas ondas de calor podem ocorrer</strong> com frequência durante a primavera e, principalmente, no verão, mantendo a possibilidade de períodos de temperaturas muito elevadas no Brasil ao longo do restante de 2026.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-ja-avanca-e-feriado-da-independencia-sera-congelante-em-varios-estados-do-centro-sul-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:14:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias teremos o avanço de uma frente fria pelo Brasil que mudará o tempo em várias regiões. O final de semana e o Feriado da Independência serão marcados por chuvas intensas e risco de problemas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3w1te"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3w1te.jpg" id="xb3w1te"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O <strong>sistema frontal </strong>avança pelo Sul do Brasil desde a tarde de <strong>quinta-feira (3)</strong>. A <strong>frente fria </strong>provocou baixos acumulados no extremo sul gaúcho.A tendência é que o <strong>sistema se desloque para</strong> novos estados durante este final de semana e no <strong>Feriado de 7 de Setembro</strong>. Áreas do <strong>Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong> registrarão mudanças no tempo a partir desta <strong>sexta-feira (4)</strong>. Confira a seguir como fica o cenário nos próximos dias.</p><h2>Fim de semana e Feriado da Independência sob chuva</h2><p>Já no período da tarde desta sexta-feira (4), <strong>pancadas de chuva </strong>estão previstas para <strong>Santa Catarina, Paraná e </strong><strong>sul do Mato Grosso</strong> do Sul. As precipitações terão<strong> intensidade moderada</strong> no leste paranaense, enquanto nas demais localidades haverá chuva fraca e tempo encoberto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788523750396.jpg" data-image="an3e3zgs37k1" alt="Canal de umidade." title="Canal de umidade."><figcaption>Canal de umidade atua em conjunto com jatos de altos nívies e mantém formação de nuvens carregadas sobre áreas do país.</figcaption></figure><p>Durante a <strong>madrugada e o amanhecer</strong> de sábado (5), o <strong>modelo ECMWF </strong>indica que as chuvas ganharão intensidade e <strong>potencial para gerar transtornos</strong>, afetando o Paraná e áreas de São Paulo. No território paranaense<strong>, há riscos</strong> de <strong>tempestades com trovoadas, descargas</strong> <strong>elétricas </strong>e queda de <strong>granizo</strong>, enquanto o lado paulista registrará chuvas intensas.</p><p>Entre a manhã e o final da tarde, a frente fria ampliará sua área de atuação devido ao fortalecimento do canal de <strong>umidade </strong>e dos <strong>ventos </strong>em altitudes elevadas. Essa combinação favorecerá a convergência de umidade na superfície, mantendo a formação contínua de <strong>nuvens carregadas </strong>e <strong>tempestades</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788523803634.jpg" data-image="fte88zl5swjf" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa de chuva para a tarde de sábado (5).</figcaption></figure><p>Com isso, as <strong>chuvas </strong>se espalham por grande parte do Mato Grosso do Sul, chegam ao Mato Grosso, atuam em São Paulo e vão <strong>mudar o tempo </strong>em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Há alertas para <strong>chuvas intensas</strong> em todos esses estados, com destaque para a divisa entre São Paulo e Paraná, além de <strong>risco de tempestades</strong> em Goiás durante a noite.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O <strong>domingo (6) </strong>será marcado por tempo instável pelo país. Durante a madrugada e a manhã, uma<strong> linha de instabilidade </strong>se estenderá de Goiás ao sul mato-grossense, avançando em direção à divisa com o Amazonas. Nessa área, há <strong>riscos de rajadas de vento, tempestades severas e transtornos.</strong></p><p>Durante esse mesmo período<strong>, as instabilidades</strong> atuam sobre o Sudeste, <strong>mantendo o tempo fechado</strong> em São Paulo, Rio de Janeiro, <strong>sul de Minas Gerais</strong> e na região do <strong>Triângulo Mineiro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786963" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja.html" title="Frente fria causa intensa mudança com frio e chuvas de 100 mm em SP e no resto do Sudeste; veja">Frente fria causa intensa mudança com frio e chuvas de 100 mm em SP e no resto do Sudeste; veja</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja.html" title="Frente fria causa intensa mudança com frio e chuvas de 100 mm em SP e no resto do Sudeste; veja"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja-1788443584577_320.jpg" alt="Frente fria causa intensa mudança com frio e chuvas de 100 mm em SP e no resto do Sudeste; veja"></a></article></aside><p>A <strong>frente fria seguirá avançando</strong> no decorrer do dia, <strong>alcançando o Espírito Santo</strong>, o norte mineiro, a <strong>região central de Goiás</strong> e o extremo <strong>sul da Bahia</strong>. Há <strong>riscos de tempestades isoladas</strong>, contudo com <strong>p</strong>otencial para gerar alagamentos, enxurradas e <strong>queda de granizo</strong> devido a diferença de temperatura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788523833525.jpg" data-image="7plxyhxnrji3" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para o Brasil na tarde deste domingo (6). Nota-se o tempo fechado em boa parte do país, influenciado pela frente fria.</figcaption></figure><p>No <strong>Feriado da Independência (7)</strong>, o tempo <strong>permanece instável </strong>em grande parte do Sudeste, no leste da Região Sul e em pontos do Centro-Oeste. Ainda haverá previsão de <strong>chuvas</strong>, mas, conforme o sistema perde força, as precipitações ficarão <strong>concentradas </strong>no leste do Sudeste durante a manhã.</p><p>No <strong>período da tarde, a</strong> combinação entre umidade e temperaturas elevadas <strong>fornecerá energia </strong>para a <strong>formação </strong>de <strong>nuvens carregadas </strong>no interior de Minas Gerais, especialmente no <strong>Triângulo Mineiro e noroeste</strong>, além do <strong>leste de Goiás, onde</strong> persistem os <strong>riscos de temporais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788523566060.jpg" data-image="wchwynicjyjw" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Acumulados de chuva entre hoje (4) e segunda-feira (7) pode superar os 100 mm em áreas de São Paulo.</figcaption></figure><p>Até o final de segunda-feira (7), os maiores volumes de chuva previstos ficam concentrados na capital paulista, leste e sul de <strong>São Paulo</strong> e no leste paranaense com acumulados superiores aos <strong>60 mm</strong>. Em áreas pontuais de São Paulo o acumulado <strong>supera os 100 mm.</strong></p><p>Nas demais áreas do país os volumes esperados variam entre <strong>15 e 40 mm. </strong>Lembrando que <strong>variam de cidade para cidade</strong>, podendo ou não superar estes volumes previstos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça a tecnologia alemã que ajuda a NASA a descobrir novos mundos invisíveis]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/conheca-a-tecnologia-alema-que-ajuda-a-nasa-a-descobrir-novos-mundos-invisiveis.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman foi lançado a 30 de agosto de 2026 num Falcon Heavy equipado com 27 motores. Este integra tecnologia essencial desenvolvida em Heidelberg, concebida para revelar e identificar mundos anteriormente ocultos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-heidelberg-gebaut-jetzt-auf-dem-weg-ins-all-deutsche-praezision-hilft-der-nasa-unsichtbare-welten-aufzuspueren-1788164255333.png" data-image="sqa0ahzdt1p9" alt="Desde Heidelberg hasta las profundidades del espacio: la ingeniería de precisión de la ciudad a orillas del Neckar contribuirá a que el telescopio Roman de la NASA investigue planetas hasta ahora ocultos." title="Desde Heidelberg hasta las profundidades del espacio: la ingeniería de precisión de la ciudad a orillas del Neckar contribuirá a que el telescopio Roman de la NASA investigue planetas hasta ahora ocultos."><figcaption>De Heidelberg às profundezas do espaço: a engenharia de precisão da cidade às margens do rio Neckar contribuirá para que o telescópio Roman da NASA investigue planetas até agora desconhecidos.</figcaption></figure><p>Roman encontra-se atualmente numa viagem de cerca de três meses rumo ao seu posto de observação no ponto de Lagrange L2, <strong>situado a aproximadamente 1,6 milhões de quilómetros de distância</strong>. A partir daí, o telescópio tem como objetivo desvendar alguns dos maiores mistérios do nosso Universo.</p><h2>Roman dispõe de dois "olhos" científicos:</h2><p>Uma potente câmara de infravermelhos capta vastas regiões do céu, enquanto um coronógrafo especializado procura planetas que antes permaneciam ocultos. É aqui que entra em jogo a tecnologia alemã. O Instituto Max Planck de Astronomia de Heidelberg <strong>o único parceiro alemão direto da NASA</strong>, desempenhou um papel fundamental no seu desenvolvimento.</p><p>Em Heidelberg, foram criados seis «Mecanismos de Alinhamento de Precisão» (PAM, na sigla em inglês). Estes mecanismos de precisão alinham filtros, <strong>espelhos e outros componentes ópticos com rigorosa exatidão e mantêm a sua estabilidade durante muitas horas</strong>.</p><p>Mesmo o mais ínfimo desvio poderia comprometer a observação de um planeta distante. A equipa de Heidelberg <strong>contou com o apoio da empresa von Hoerner & Sulger, sediada na localidade vizinha de Schwetzingen</strong>.</p><h2>Como o Roman revela planetas ocultos </h2><p>Os exoplanetas são difíceis de detectar diretamente, mesmo com telescópios potentes. <strong>No espectro da luz visível, refletem apenas uma fração minúscula da luz da sua estrela</strong>, o que faz com que desapareçam quase por completo no brilho intenso desta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-heidelberg-gebaut-jetzt-auf-dem-weg-ins-all-deutsche-praezision-hilft-der-nasa-unsichtbare-welten-aufzuspueren-1788164447080.png" data-image="vvazyw20xy01" alt="Miles de millones de estrellas y, posiblemente, innumerables mundos ocultos: el telescopio Roman de la NASA aportará nuevos conocimientos sobre nuestra galaxia, gracias a tecnología de alta precisión procedente de Heidelberg. Imagen representativa." title="Miles de millones de estrellas y, posiblemente, innumerables mundos ocultos: el telescopio Roman de la NASA aportará nuevos conocimientos sobre nuestra galaxia, gracias a tecnología de alta precisión procedente de Heidelberg. Imagen representativa."><figcaption>Milhares de milhões de estrelas e, possivelmente, inúmeros mundos ocultos: o telescópio Roman da NASA irá proporcionar novos conhecimentos sobre a nossa galáxia, graças à tecnologia de alta precisão proveniente de Heidelberg. Imagem ilustrativa.</figcaption></figure><p>O <strong>coronógrafo</strong> a bordo da Roman foi concebido para bloquear essa luz estelar interferente através de máscaras especiais, permitindo assim que a luz fraca de um planeta se torne visível.</p><h3>Isto requer uma precisão extrema:</h3><ul><li>Os mecanismos fabricados em Heidelberg<strong> devem manter um alinhamento estável de filtros, espelhos e máscaras durante muitas horas</strong>.</li><li>É permitido que os mecanismos <strong>se desviem no máximo 40 milissegundos de arco num período de oito horas</strong>.</li><li>Só com este nível de estabilidade <strong>é que o coronógrafo</strong> <strong>pode estudar planetas pouco luminosos situados perto de estrelas muito brilhantes</strong>.<br></li></ul><h2>Um primeiro passo para obter imagens de uma segunda Terra </h2><p>O coronógrafo foi <strong>concebido principalmente para captar imagens na luz visível de gigantes gasosos mais antigos e frios, bem como de discos de poeira em torno de estrelas próximas</strong>. Embora este instrumento ainda não consiga fotografar diretamente uma "segunda Terra", testa uma tecnologia que poderá revelar-se crucial para futuros telescópios espaciais.</p><div class="texto-destacado">Se o design da câmara demonstrar a sua eficácia em condições espaciais, os futuros observatórios poderão obter imagens diretas de planetas mais pequenos semelhantes à Terra e, potencialmente, até analisar as suas atmosferas.</div><p>Independentemente disso, <strong>o telescópio Roman irá descobrir inúmeros exoplanetas utilizando outros métodos de observação</strong>. Entre outras coisas, irá procurar breves flutuações de brilho que ocorrem quando a gravidade de um planeta amplifica a luz de uma estrela mais distante.</p><h2>Milhares de milhões de galáxias à vista </h2><p>A busca por mundos extraterrestres é apenas uma parte da missão. O segundo instrumento científico do Roman é uma<strong> potente câmara de infravermelhos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas">Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787410805535_320.jpg" alt="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas por meio de moléculas cósmicas"></a></article></aside><p>Numa única exposição, a câmara de infravermelhos de Roman <strong>capta uma área do céu pelo menos cem vezes maior do que a abrangida pelo Hubble</strong>, o telescópio espacial que se encontra em órbita desde 1990 e que produziu algumas das imagens mais famosas de estrelas e galáxias distantes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-dnt="true" align="center"><p lang="en" dir="ltr">This morning, NASA's Nancy Grace Roman Space Telescope launched from Kennedy Space Center on a SpaceX Falcon Heavy rocket.<br><br>Roman's objective is to settle essential questions in the areas of dark energy, exoplanets, and astrophysics. <a href="https://t.co/IaJvc8QmmP">pic.twitter.com/IaJvc8QmmP</a></p>— National Air and Space Museum (@airandspace) <a href="https://x.com/airandspace/status/2094091829553578484?ref_src=twsrc%5Etfw">August 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Isto permite ao Roman explorar vastas regiões do cosmos com muito mais rapidez. Ao longo da sua missão, <strong>espera-se que o telescópio capte a luz de, pelo menos, mil milhões de galáxias</strong>.</p><h2>Medir o cosmos invisível </h2><p><strong>Ao fazê-lo, a atenção centra-se também na matéria escura e na energia escura: </strong>a matéria escura não pode ser observada diretamente; no entanto, a sua gravidade altera a trajetória da luz proveniente de galáxias distantes.</p><p>O telescópio Roman foi concebido para medir as subtis distorções na forma aparente das galáxias causadas por este efeito. A partir destes dados, <strong>os investigadores podem inferir como a matéria invisível se distribui por todo o Universo</strong>.</p><p>Por outro lado, a energia escura é considerada uma possível explicação para a expansão acelerada do universo. Através da observação de galáxias distantes e de estrelas em explosão, o Roman procura acompanhar a forma como essa expansão tem evoluído ao longo da história cósmica.</p><p>Desta forma, <strong>o telescópio poderá trazer novas respostas a algumas das maiores questões da astronomia</strong>, graças à tecnologia de precisão desenvolvida em Heidelberg.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Max-Planck-Institut" data-year="26.08.2026" data-title="Weltraumteleskop%20Roman%20mit%20Technologie%20aus%20Heidelberg%20in%20den%20Startl%C3%B6chern" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mpia.de%2Faktuelles%2Fwissenschaft%2F2026-08-roman-launch%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Max-Planck-Institut. (26.08.2026). <a href="https://www.mpia.de/aktuelles/wissenschaft/2026-08-roman-launch?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Weltraumteleskop Roman mit Technologie aus Heidelberg in den Startlöchern</a>.</cite><br><cite data-author="NASA" data-year="30.08.2026" data-title="NASA%E2%80%99s%20Dark%20Universe-Seeking%20Nancy%20Grace%20Roman%20Space%20Telescope%20Launches" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fnews-release%2Fnasas-dark-universe-seeking-nancy-grace-roman-space-telescope-launches%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">NASA. (30.08.2026). <a href="https://www.nasa.gov/news-release/nasas-dark-universe-seeking-nancy-grace-roman-space-telescope-launches/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA’s Dark Universe-Seeking Nancy Grace Roman Space Telescope Launches</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/conheca-a-tecnologia-alema-que-ajuda-a-nasa-a-descobrir-novos-mundos-invisiveis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrelas que sobrevivem a buracos negros podem guardar um segredo surpreendente: elas estão girando]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrelas-que-sobrevivem-a-buracos-negros-podem-guardar-um-segredo-surpreendente-elas-estao-girando.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Algumas estrelas sobrevivem à atração gravitacional por buracos negros supermassivos, mas seus repetidos pulsos de luz se tornam mais fracos. Uma nova pesquisa sugere que a rotação da estrela pode explicar o porquê.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/stars-that-survive-black-holes-may-hold-a-surprising-secret-they-re-spinning-1788352759479.jpg" data-image="jrn0j4lr0gna"><figcaption>Simulação hidrodinâmica de uma estrela sendo despedaçada pelas forças de maré de um buraco negro supermassivo. Crédito: NASA/ S. Gezari (JHU)/ J. Guillochon (UCSC).</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>The Astrophysical Journal </em>e liderado por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Syracuse procurou resolver o <strong>mistério</strong> pelo qual as <strong>explosões sucessivas se tornam progressivamente mais fracas</strong>, percebendo que isso poderia ser devido a um fator anteriormente negligenciado – a rotação de uma estrela.</p><p><strong>No centro da maioria das galáxias está um buraco negro supermassivo</strong>, com uma massa de milhões a bilhões de vezes a do nosso Sol e com uma das gravidades mais extremas conhecidas.</p><p>Algumas estrelas que se aproximam de buracos negros podem sobreviver e fazer passagens repetidas, produzindo um novo clarão de luz a cada vez. Esses eventos repetidos de interrupção parcial das marés (rpTDEs) permitem aos cientistas observar a mesma<strong> interação estrela-buraco</strong> negro repetidamente, usando pesquisas de campo amplo no domínio do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784926" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/astronomos-descobrem-novo-tipo-de-objeto-astrofisico-uma-estrela-de-buraco-negro-do-tamanho-do-sistema-solar.html" title="Astrônomos descobrem novo tipo de objeto astrofísico: uma 'estrela de buraco negro' do tamanho do Sistema Solar">Astrônomos descobrem novo tipo de objeto astrofísico: uma 'estrela de buraco negro' do tamanho do Sistema Solar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/astronomos-descobrem-novo-tipo-de-objeto-astrofisico-uma-estrela-de-buraco-negro-do-tamanho-do-sistema-solar.html" title="Astrônomos descobrem novo tipo de objeto astrofísico: uma 'estrela de buraco negro' do tamanho do Sistema Solar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-tipo-de-objeto-astrofisico-una-estrella-de-agujero-negro-1786887893060_320.jpg" alt="Astrônomos descobrem novo tipo de objeto astrofísico: uma 'estrela de buraco negro' do tamanho do Sistema Solar"></a></article></aside><p>Em um evento típico de ruptura de maré (TDE, na sigla em inglês), <strong>a força de maré de um buraco negro </strong>— a diferença na atração gravitacional exercida sobre uma estrela próxima — <strong>despedaça a estrela</strong>. À medida que os detritos estelares caem em direção ao buraco negro, perdem energia, que é emitida como luz ao longo de dias ou meses.</p><p><strong>Buracos negros não emitem luz</strong>, mas os TDEs fornecem um suprimento limitado de combustível que ilumina a área circundante, permitindo que os cientistas os <strong>estudem indiretamente</strong>.</p><p>Se uma estrela em órbita não se aproximar o suficiente de um buraco negro para ser completamente despedaçada, ela pode perder uma fração de sua massa — criando um TDE parcial. Em um TDE parcial recorrente,<strong> o núcleo sobrevivente continuará orbitando o buraco negro</strong>, perdendo material a cada passagem, o que ocorre a cada poucos meses ou anos.</p><h2>Mas quanto material elas perdem?</h2><p>A quantidade de material que uma estrela perde depende de sua estrutura interna. Bandopadhyay, autor principal do estudo, compara uma estrela de baixa massa a um merengue fofo, que se tornará vulnerável às forças de maré de um buraco negro. Já <strong>uma estrela de alta massa terá sua massa mais concentrada no centro e perderá suas camadas externas</strong>, enquanto o núcleo denso permanecerá relativamente intacto.</p><p>Essas diferenças ajudam a explicar por que os rpTDEs não se comportam da mesma maneira. No entanto, um padrão intriga os cientistas: 4<strong> em cada 10 sistemas que se repetem produzem erupções que diminuem progressivamente de brilho</strong>.</p><p><strong>Simulações hidrodinâmicas</strong> anteriores mostraram que, mesmo com a diminuição da perda de material após cada encontro, as erupções previstas mantinham aproximadamente o mesmo brilho, o que desafia a ideia de que a diminuição da perda de massa explicava o fenômeno. "Isso nos intrigou por dois anos", disse Bandopadhyay.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea.html" title="Estrela em alta velocidade pode testar a rotação do buraco negro no centro da Via Láctea">Estrela em alta velocidade pode testar a rotação do buraco negro no centro da Via Láctea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea.html" title="Estrela em alta velocidade pode testar a rotação do buraco negro no centro da Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea-1787424647858_320.png" alt="Estrela em alta velocidade pode testar a rotação do buraco negro no centro da Via Láctea"></a></article></aside><p>O trabalho anterior deles revelou outro efeito das forças de maré dos<strong> buracos negros: eles exerceram um torque que faz a estrela girar mais rápido a cada encontro</strong>. Isso resulta em menos material caindo de volta no buraco negro, mas ele retorna em um período mais curto, ajudando a manter o brilho da estrela aproximadamente constante.</p><p>Para reproduzir o escurecimento, os pesquisadores precisavam de uma estrela que já estivesse girando antes de seu primeiro encontro com um buraco negro. O estudo descobriu que <strong>essa rotação inicial impede que a estrela acelere durante cada passagem</strong>; sem a aceleração adicional, o tempo durante o qual o material arrancado cai de volta permanece relativamente constante. À medida que a estrela perde menos material a cada encontro, a taxa máxima de queda de material pode finalmente diminuir.</p><h2>Mas por que uma estrela já estaria girando tão rápido?</h2><p>“Também é extremamente difícil ‘ligar’ uma estrela a um buraco negro supermassivo tão fortemente a ponto de ela orbitá-lo em questão de meses, e ainda assim isso parece acontecer em eventos de ruptura de maré”, disse Coughlin, coautor do estudo.</p><p>O <strong>mecanismo de Hills</strong> poderia explicar ambos os fenômenos. Nesse cenário, um par de estrelas em órbita passa perto de um buraco negro supermassivo, despedaçando o sistema binário e ejetando uma estrela enquanto captura a outra.</p><p><strong>Em um sistema binário próximo, as estrelas ficam em rotação sincronizada</strong>, o que significa que cada uma gira em torno de seu próprio eixo na mesma velocidade em que o par orbita o outro. Quanto mais próximo o sistema binário, menor o período orbital e mais rápida a rotação da estrela. Os sistemas binários de estrelas em órbitas curtas observados em rpTDEs teriam que ser extremamente próximos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/stars-that-survive-black-holes-may-hold-a-surprising-secret-they-re-spinning-1788353017855.jpg" data-image="sxppoqpps629"><figcaption>Foto de um céu noturno estrelado. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>“O trabalho de Ananya demonstra que cada uma dessas peculiaridades pode ser explicada pelo mesmo fenômeno subjacente: a destruição de maré de um sistema binário e a captura de uma das estrelas”, disse Coughlin. “Do ponto de vista teórico, <strong>este é um grande avanço em nossa compreensão da física que atua nesses sistemas</strong>”.</p><p>Coughlin também observa que a captura de Hill pode ter dado origem a algumas das estrelas que orbitam <em>Sagitário A*</em>, o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea. As descobertas do novo estudo, portanto, ajudam a explicar as propriedades das estrelas em nosso próprio “quintal cosmológico”.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bandopadhyay%2C%20A.%2C%20Amend%2C%20B.%2C%20Coughlin%2C%20E.%20R.%2C%20Nixon%2C%20C.%20J.%2C%20Pasham%2C%20D.%20R.%2C%20%26%20Wevers%2C%20T." data-year="2026" data-title="The%20role%20of%20stellar%20spin%20in%20repeating%20partial%20tidal%20disruption%20events." data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F1538-4357%2Fae8f31">Bandopadhyay, A., Amend, B., Coughlin, E. R., Nixon, C. J., Pasham, D. R., & Wevers, T.. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/ae8f31" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The role of stellar spin in repeating partial tidal disruption events.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrelas-que-sobrevivem-a-buracos-negros-podem-guardar-um-segredo-surpreendente-elas-estao-girando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 08:41:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que, pela primeira vez, há uma probabilidade próxima de 100% de o El Niño persistir até fevereiro de 2027. A análise da Meteored mostra que, além de continuar ativo, o fenômeno deve permanecer na categoria muito forte até o final do verão do Hemisfério Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788474213172.png" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar observada no dia 1° de setembro de 2025 (NASA) e alerta da OMM sobre a persistência do fenômeno. Créditos: Meteored/WMO/NASA." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar observada no dia 1° de setembro de 2025 (NASA) e alerta da OMM sobre a persistência do fenômeno. Créditos: Meteored/WMO/NASA."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar observada no dia 1° de setembro de 2025 (NASA) e alerta da OMM sobre a persistência do fenômeno. Créditos: Meteored/WMO/NASA.</figcaption></figure><p>Em atualização divulgada nesta quinta-feira (3), a <strong>Organização Meteorológica Mundial (OMM)</strong> afirmou que, <strong>pela primeira vez</strong>, uma previsão oficial do fenômeno aponta uma <strong>probabilidade próxima de 100</strong>% de o <strong>El Niño </strong>permanecer <strong>ativo</strong> <strong>até fevereiro de 2027</strong>, ou seja, durante todo o próximo verão do Hemisfério Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788473163558.png" data-image="arjahtlid0wa" alt="Anúncio da OMM publicado hoje (3). Créditos: Imagem da OMM traduzida pela Meteored." title="Anúncio da OMM publicado hoje (3). Créditos: Imagem da OMM traduzida pela Meteored."><figcaption>Anúncio da OMM publicado hoje (3). Créditos: Imagem da OMM, traduzida pela Meteored.</figcaption></figure><p>A manutenção do <strong>aquecimento excepcional</strong> das águas do Pacífico Equatorial nos <strong>próximos 5 meses</strong> <strong>eleva o potencial para o aumento dos eventos extremos </strong><strong>em 2027</strong> em diversas regiões do planeta, incluindo secas, enchentes, ondas de calor, tempestades intensas, entre outros. António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O El Niño está se intensificando rapidamente diante dos nossos olhos. A ciência não deixa dúvidas: os oceanos continuam aquecendo, as temperaturas globais seguem em alta e o mundo entra em uma zona de maior risco para eventos climáticos extremos. A corrida agora é entre o aumento desses riscos e nossa capacidade de agir para proteger as pessoas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas <strong>o que mais chama atenção</strong> no anúncio de hoje é outro: os <strong>modelos</strong> utilizados pela OMM não apenas sustentam a probabilidade próxima de 100% de persistência do fenômeno até fevereiro de 2027, como também <strong>indicam</strong> que o <strong>aquecimento</strong><strong> até lá</strong> deve permanecer <strong>dentro da categoria "muito forte"</strong>, caracterizada por <strong>anomalias de temperatura </strong>da sueperfície do mar (TSM) <strong>superi</strong><strong>ores a 2°C </strong>na região Niño 3.4, ainda que em uma fase gradual de enfraquecimento após o pico. Confira os detalhes.</p><h2>El Niño deve continuar muito forte até o final do verão do Hemisfério Sul</h2><p>Além da concordância inequívoca e inédita sobre a persistência do fenômeno, a <strong>análise da Meteored</strong> sobre os gráficos divulgados pela OMM mostra que os<strong> 13 modelos climáticos </strong>utilizados na previsão prevêem uma <strong>manutenção das anomalias</strong> de TSM <strong>acima de 2°C até</strong>, pelo menos,<strong> fevereiro de 2027</strong> (destacado pela linha vermelha na figura). </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Embora o fenômeno já deva estar em uma fase gradual de enfraquecimento nesse período, <strong>esses valores ainda correspondem à categoria "muito forte" </strong>do El Niño - ou <strong>"Super El Niño"</strong>, como ficou popularmente conhecido na mídia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788473203519.png" alt="Previsão de 13 modelos climáticos de diferentes centros de pesquisa ao redor do mundo apontam para manutenção das anomalias acima de 2°C até fevereiro de 2027. Créditos: Meteored/OMM." title="Previsão de 13 modelos climáticos de diferentes centros de pesquisa ao redor do mundo apontam para manutenção das anomalias acima de 2°C até fevereiro de 2027. Créditos: Meteored/OMM."><figcaption>Previsão de 13 modelos climáticos de diferentes centros de pesquisa ao redor do mundo apontam para manutenção das anomalias acima de 2°C até fevereiro de 2027. Créditos: Meteored/OMM.</figcaption></figure><p>A<strong> média de todos os modelos </strong>(linha preta) <strong>reforça</strong> uma <strong>tendência</strong> que já vem sendo prevista há meses por outras instituições: as <strong>maiores anomalias </strong>podem se aproximar de <strong>+3,5°C</strong> durante o <strong>pico</strong> do fenômeno e estes valores máximos <strong>podem persistir por um tempo prolongado</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785281" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-nao-ha-mudanca-para-um-evento-muito-forte.html" title="El Niño deu uma pausa? Entenda por que não há mudança para um evento muito forte">El Niño deu uma pausa? Entenda por que não há mudança para um evento muito forte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-nao-ha-mudanca-para-um-evento-muito-forte.html" title="El Niño deu uma pausa? Entenda por que não há mudança para um evento muito forte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590223835_320.png" alt="El Niño deu uma pausa? Entenda por que não há mudança para um evento muito forte"></a></article></aside><p>Isso pode ser observado através da linha preta dos gráficos acima, que fica “achatada” entre novembro e dezembro, em um valor próximo de 3,5°C.<strong> Caso o cenário</strong> previsto se <strong>confirme</strong>, este será o<strong> El Niño mais intenso</strong> <strong>que se tem registro,</strong> nos útlimos 150 anos.</p><h2>Por que uma previsão tão antecipada é importante?</h2><p>Embora o <strong>El Niño</strong> tenha <strong>origem</strong> no<strong> Oceano Pacífico Equatorial</strong>, seus <strong>efeitos podem ser sentidos em diferentes partes do</strong><strong> planeta </strong>através das chamadas ‘<strong>teleconexões</strong>’. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788474887358.png" alt="prev" title="prev"><figcaption>Previsão de que a tempertura (esquerda) e precipitação (direita) fiquem acima, abaixo ou dentro do normal no trimestre de setembro-outubro-novembro segundo o ensemble da OMM. Créditos: Meteored/OMM.</figcaption></figure><p>Mudanças nos padrões de chuva, temperatura e circulação atmosférica costumam<strong> afetar setores</strong> como <strong>agricultura</strong>, <strong>recursos hídricos</strong>, <strong>segurança alimentar, energia e saúde pública</strong>, muitas vezes a milhares de quilômetros da região onde o fenômeno se desenvolve.</p><p>Segundo a OMM, a<strong> elevada confiança na previsão</strong> oferece uma <strong>oportunidade</strong> valiosa para que <strong>governos e serviços meteorológicos se preparem </strong>com antecedência. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este El Niño excepcional exige uma preparação e uma resposta igualmente excepcionais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A entidade informou que vem ampliando as ações de monitoramento, os sistemas de alerta precoce e o apoio à gestão de riscos diante dos potenciais impactos do fenômeno. A <strong>OMM</strong> também <strong>ressalta</strong> que os <strong>impactos</strong> do El Niño<strong> não serão iguais em todas as regiões</strong> do planeta, pois dependem da interação com outros padrões de variabilidade climática.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova planta é descoberta na Mata Atlântica em SP e surpreende pesquisadores da USP ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 22:32:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma nova espécie de planta foi encontrada em uma área remanescente de Mata Atlântica no Litoral Norte de São Paulo, e isso só mostra como mesmo em regiões muito estudadas ainda há espécies desconhecidas pela ciência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp-1788454881762.jpg" data-image="70rjkyvaipoy"><figcaption>A planta descoberta em área de Mata Atlântica no Litoral Norte de São Paulo, uma espécie nunca antes catalogada pela ciência. Crédito: Milton Groppo.</figcaption></figure><p>Uma <strong>nova espécie de planta</strong> foi encontrada no <strong>Litoral Norte</strong> do estado de <strong>São Paulo</strong>, em uma área remanescente da <strong>Mata Atlântica</strong>, por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).</p><p>A <strong>descoberta </strong>foi divulgada em um artigo na revista científica <em>Phytotaxa</em> e <strong>impressionou os pesquisadores</strong>, pois mostra que <strong>pode haver ainda muitas plantas desconhecidas para a ciência na Mata Atlântica</strong>. Saiba mais detalhes abaixo.</p><h2>O que se sabe até agora sobre a nova espécie</h2><p>A planta foi encontrada inicialmente no município de Ubatuba e, depois, em Caraguatatuba. A história remonta a <strong>2013</strong>, quando pesquisadores a encontraram no Parque Estadual da Serra do Mar, no Núcleo Picinguaba, em <strong>Ubatuba</strong>. E na ocasião, eles acreditavam que a planta pudesse ocorrer apenas neste lugar.</p><p>Mas quase uma década depois, em <strong>2023</strong>, uma<strong> segunda população</strong> desta planta foi encontrada em <strong>Caraguatatuba</strong>. Então, novos exemplares foram coletados e encaminhados para análise, quando aí então os <strong>pesquisadores tiveram certeza de que se tratava de uma nova espécie</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp-1788454893469.jpg" data-image="l6mwb28pz4rj"><figcaption> À esquerda, desenho das partes da planta descoberta. À direita, os locais onde a planta foi encontrada no litoral norte de São Paulo. Crédito: Milton Groppo.</figcaption></figure><p> A <strong>planta tem pouco mais de um metro e flores brancas</strong>, e pertence à família <em>Rutaceae</em>, a mesma das laranjas e dos limões. Ela foi <strong>batizada de<em> Conchocarpus piranii</em></strong>, em homenagem ao professor José Rubens Pirani, botânico e docente do Instituto de Biociências da USP, pela sua trajetória científica e pela contribuição para a formação de pesquisadores e o avanço da botânica brasileira.</p><p>Esta <strong>descoberta</strong>, ao mesmo tempo em que<strong> amplia o conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica</strong>, também surpreende os pesquisadores, pois é uma evidência de que mesmo em uma região muito estudada ainda há espécies desconhecidas pela ciência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Pensamos que já temos tudo catalogado, mas encontrar uma nova espécie de planta no litoral paulista significa aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e fortalecer os argumentos para a preservação da Mata Atlântica” - disse em entrevista o professor Milton Groppo, autor principal do estudo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os pesquisadores afirmam que <strong>os remanescentes da Mata Atlântica </strong>ainda <strong>podem abrigar uma enorme diversidade de espécies</strong>, muitas delas endêmicas e <strong>algumas ainda desconhecidas</strong> pela ciência.</p><p>Para a análise da planta, os pesquisadores fizeram<strong> análises de DNA</strong> para investigar as relações evolutivas entre as espécies do gênero, coletando informações sobre <strong>anatomia foliar e floral, grãos de pólen </strong>e a distribuição geográfica desta nova espécie. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778174" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica">Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537_320.jpg" alt="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"></a></article></aside><p>Entre as características identificadas da planta, está a<strong> estrutura do ovário da flor, que não apresenta a depressão central encontrada nas espécies mais próximas</strong>, e a posição terminal do estilete.</p><p>Os pesquisadores ainda destacam a<strong> importância de conservar e proteger este bioma</strong>, visto que uma nova espécie descoberta pode ter distribuição restrita e depender de condições ambientais específicas para sobreviver; e quando seu <strong>hábitat é destruído ou alterado, tal espécie pode desaparecer</strong> antes mesmo que a ciência consiga entender seu papel no ecossistema, ou até mesmo antes de encontrá-la na natureza.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Groppo%2C%20M.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Conchocarpus%20piranii%20(Galipeinae%2C%20Rutaceae)%2C%20a%20new%20species%20from%20Eastern%20Brazil%2C%20with%20notes%20on%20its%20palynology%2C%20foliar%20and%20flower%20anatomy%2C%20and%20phylogenetic%20position" data-url="https%3A%2F%2Fphytotaxa.mapress.com%2Fpt%2Farticle%2Fview%2Fphytotaxa.765.3.2">Groppo, M. et al. (2026). <a href="https://phytotaxa.mapress.com/pt/article/view/phytotaxa.765.3.2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conchocarpus piranii (Galipeinae, Rutaceae), a new species from Eastern Brazil, with notes on its palynology, foliar and flower anatomy, and phylogenetic position</a>.</cite><br><cite data-author="Stella%2C%20R" data-year="2026" data-title="Nova%20esp%C3%A9cie%20de%20planta%20%C3%A9%20descoberta%20em%20%C3%A1rea%20remanescente%20de%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fcampus-ribeirao-preto%2Fnova-especie-de-planta-e-descoberta-em-area-remanescente-de-mata-atlantica%2F">Stella, R. (2026). <a href="https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/nova-especie-de-planta-e-descoberta-em-area-remanescente-de-mata-atlantica/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nova espécie de planta é descoberta em área remanescente de Mata Atlântica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-planta-e-descoberta-na-mata-atlantica-em-sp-e-surpreende-pesquisadores-da-usp.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que plantar em setembro: 5 flores para receber a primavera com uma explosão de cores]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-que-plantar-em-setembro-5-flores-para-receber-a-primavera-com-uma-explosao-de-cores.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 20:40:44 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cinco espécies resistentes de flores, ideais para vasos, que garantem uma explosão de cores intensas em varandas ou jardins com a chegada da primavera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-plantar-en-septiembre-5-flores-para-darle-la-bienvenida-a-la-primavera-a-puro-color-1788362273163.jpg" data-image="cp887y38x1of" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Combinar variedades que apreciam o sol e outras que preferem a sombra permite transformar qualquer espaço em um cantinho colorido durante toda a primavera.</figcaption></figure><p>Setembro chegou, e a varanda está pronta para uma renovação. Estes são dias perfeitos para colocar a mão na massa, encher canteiros e vasos de flores e dar as boas-vindas à <strong>primavera </strong>com uma explosão de cores.</p><p>Aqui está uma seleção de <strong>cinco plantas</strong> ideais para manter<strong> cores vibrantes</strong> durante a estação quente.</p><h2> 1-Petúnias (<em>Petunia hybrida</em>): uma tapeçaria iridescente</h2><ol></ol><ol></ol><p>Elas são <strong>as estrelas da estação</strong>, graças à sua <strong>floração abundante</strong>, com<strong> cores que variam do violeta e rosa ao vermelho e branco</strong>. Desenvolvem-se muito bem em vasos — especialmente em cestas suspensas ou jardineiras —, onde seu porte levemente pendente é exibido em todo o seu esplendor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-plantar-en-septiembre-5-flores-para-darle-la-bienvenida-a-la-primavera-a-puro-color-1788362412273.jpg" data-image="ikueyikthd00" alt="petúnias" title="petúnias"><figcaption>Elas precisam de pelo menos quatro horas de luz solar direta por dia para produzir uma exibição abundante de flores em vasos e varandas.</figcaption></figure><p>Elas <strong>exigem sol pleno</strong>; portanto, o ideal é posicioná-las onde recebam pelo menos quatro ou cinco horas de luz direta diariamente. Quanto à rega, requerem atenção moderada: o segredo é manter o substrato levemente úmido, sem encharcar o solo.</p><h2>2. Calêndulas (<em>Calendula</em>): calor e rusticidade</h2><p>Elas oferecem <strong>tons radiantes de amarelo e laranja </strong>que iluminam qualquer ambiente. Além de seu inegável valor decorativo, são grandes aliadas da horta e do jardim, pois <strong>atraem insetos polinizadores </strong>e ajudam a repelir pragas naturalmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-plantar-en-septiembre-5-flores-para-darle-la-bienvenida-a-la-primavera-a-puro-color-1788362507398.jpg" data-image="vxy2x024qshg" alt="calêndulas" title="calêndulas"><figcaption>Além de proporcionar uma cor laranja intensa, a calêndula atrai polinizadores e ajuda a proteger o jardim contra pragas.</figcaption></figure><p>Elas preferem sol pleno, embora tolerem bem uma sombra parcial leve, desde que o ambiente seja bem iluminado. Suas necessidades hídricas variam de baixas a moderadas, pois suportam bem curtos períodos de seca sem perder o vigor.</p><p>São perfeitamente <strong>adequadas para o cultivo em vasos de tamanho médio</strong>, desde que o recipiente possua um bom sistema de drenagem.</p><h2>3. Zínias (<em>Zinnias</em>): resistência em forma de flor</h2><p>São ideais se procura muito impacto visual e pouca manutenção. Suas<strong> pétalas sobrepostas</strong> parecem feitas de papel e vêm em<strong> tons que vão do amarelo ao roxo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-plantar-en-septiembre-5-flores-para-darle-la-bienvenida-a-la-primavera-a-puro-color-1788362570336.jpg" data-image="txgm0aw9lbte" alt="zínias" title="zínias"><figcaption>Resistentes e de fácil manutenção, as zínias destacam-se pelas suas pétalas firmes em cores vibrantes, que toleram muito bem o sol pleno.</figcaption></figure><p>Elas<strong> precisam de luz solar direta durante a maior parte do dia </strong>para desenvolver caules fortes e flores saudáveis. A rega deve ser moderada, umedecendo apenas o solo na altura das raízes, sem molhar a folhagem — uma técnica simples que previne o crescimento de fungos.</p><p><strong>Prosperam em vasos e floreiras</strong>, embora, para espaços pequenos, as variedades anãs sejam uma boa escolha.</p><h2>4. Maria-sem-vergonha (<em>Impatiens</em>): uma cor para cantos sombreados</h2><p>Nem todas as varandas ou pátios recebem luz solar direta o dia todo. As flores impatiens (<strong>muito conhecida como maria-sem-vergonha, beijinho ou beijo-turco</strong>) são a escolha perfeita se essa for a sua situação.</p><p>Elas prosperam em áreas sombreadas ou semi-sombreadas com boa luminosidade, já que o sol direto do meio-dia tende a queimar suas folhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-plantar-en-septiembre-5-flores-para-darle-la-bienvenida-a-la-primavera-a-puro-color-1788362667051.jpg" data-image="3q0j9losfj4i" alt="impatiens" title="impatiens"><figcaption>A opção ideal para espaços sem luz solar direta: as impatiens de casa preenchem os cantos sombreados com cor, bastando regá-las constantemente.</figcaption></figure><p>Elas precisam de rega frequente para manter o solo sempre úmido e bem drenado, mas é essencial garantir uma drenagem adequada para evitar o encharcamento. São ideais para o plantio em vasos de tamanho médio e ficam lindas em floreiras de varanda.</p><h2>5. Cravos (<em>Dianthus caryophyllus</em>): elegância e aroma duradouro</h2><p>Eles possuem<strong> pétalas com bordas recortadas</strong> e uma<strong> ampla paleta de cores</strong> que varia do branco puro ao granada profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-plantar-en-septiembre-5-flores-para-darle-la-bienvenida-a-la-primavera-a-puro-color-1788362778513.jpg" data-image="3o6sk3ifsbqi" alt="cravos" title="cravos"><figcaption>Eles crescem muito bem em vasos individuais e suportam luz solar intensa.</figcaption></figure><p>Eles atingem seu potencial máximo quando recebem<strong> sol pleno ou luz direta muito intensa</strong>. Precisam de rega moderada a baixa, pois toleram melhor a falta temporária de água do que o excesso de água no solo.</p><p>Crescem bem em vasos individuais porque seu sistema radicular não é invasivo, permitindo um manejo fácil do espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777885" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html" title="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas">Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html" title="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783624770706_320.jpg" alt="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas"></a></article></aside><p>Durante as primeiras semanas de setembro, a amplitude térmica costuma ser significativa, com dias quentes e noites ainda frescas. Para favorecer esse processo, é <strong>essencial garantir um substrato leve, bem aerado e rico em matéria orgânica</strong>.</p><p>Além disso,<strong> remover as flores murchas à medida que secam</strong> ajuda a planta a concentrar sua energia na produção contínua de novos botões ao longo da primavera.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-que-plantar-em-setembro-5-flores-para-receber-a-primavera-com-uma-explosao-de-cores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria causa intensa mudança com frio e chuvas de 100 mm em SP e no resto do Sudeste; veja]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 19:38:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Neste fim de semana uma frente fria avançará pelo Sudeste, levando chuvas fortes e temporais, com volumes chegando a 100 mm em alguns pontos. E também teremos uma queda acentuada das temperaturas em parte da região.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3lgyy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3lgyy.jpg" id="xb3lgyy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste<strong> fim de semana</strong>, a passagem de uma<strong> frente fria</strong> pelo <strong>Sudeste </strong>do Brasil vai estimular áreas de <strong>chuva </strong>nos quatro estados da região, que podem ocorrer com forte intensidade e acompanhadas por <strong>temporais</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além disso, na retaguarda do sistema, uma <strong>massa de ar frio</strong> ingressará causando uma <strong>queda acentuada das temperaturas</strong> em parte da região, deixando as <strong>manhãs geladas</strong> e as tardes amenas ou até com uma sensação de friozinho.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Chuva forte, temporais e até 100 mm no Sudeste no fim de semana</h2><p>A <strong>aproximação da frente fria</strong> já vai provocar <strong>pancadas de chuva isoladas</strong> em áreas do <strong>sul de São Paulo</strong>, nas regiões de Itapeva e Registro, incluindo o litoral sul, entre o <strong>fim da tarde e a noite de sexta-feira (4)</strong>.</p><p>Ao longo do <strong>sábado (5)</strong> há previsão de <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas e com fortes temporais </strong>em todo o estado de <strong>São Paulo</strong>. Entre a <strong>tarde e o início da noite</strong>, essas <strong>chuvas </strong>atingem também o <strong>Rio de Janeiro e o sul, sudeste e Triângulo Mineiros</strong>, e com risco de <strong>temporais</strong>, especialmente nestas áreas mineiras e em áreas de divisa com o estado fluminense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja-1788446434356.png" data-image="98gslm4vp3gv"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sábado (5) às 16h à esquerda e para domingo (6) às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>capital paulista</strong> terá chuvas fracas a moderadas e com trovoadas entre a manhã e a noite. A cidade do Rio de Janeiro terá chuva fraca e céu nublado durante a noite. Belo Horizonte terá céu parcialmente nublado com chuvas fracas e trovoadas durante a noite.</p><div class="texto-destacado">Este fim de semana será de chuva forte e temporais nos quatro estados do Sudeste, mas o risco é maior em São Paulo e Minas Gerais. Volumes de até 100 mm são esperados no leste paulista.</div><p>No<strong> domingo (6)</strong> já desde a <strong>madrugada chove forte e com temporais</strong> em grande parte do <strong>território paulista, com exceção do oeste</strong>. Mas à medida que o dia passa, as instabilidades avançam para os demais estados da região e as chuvas diminuem em São Paulo, passando a ocorrer <strong>chuvas fracas a moderadas em áreas do norte e do leste entre a tarde e a noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja-1788445939761.png" data-image="6a6vn4vasg9c"><figcaption>Previsão de precipitação (mm) e nebulosidade para sábado (5) às 11h à esquerda e para domingo (6) às 15h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Sendo assim, ao longo da <strong>manhã </strong>são esperadas<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas e com temporais isolados</strong> no <strong>Rio de Janeiro</strong> e no <strong>sul e Triângulo Mineiros</strong>.</p><p>Durante a <strong>tarde</strong>, as<strong> pancadas de chuva e os temporais ganham força</strong> no <strong>centro-sul de Minas Gerais</strong>, no <strong>Rio de Janeiro</strong> e no <strong>Espírito Santo</strong>. À noite, as chuvas enfraquecem no Rio, mas ainda há risco de pancadas fortes e temporais no centro-norte mineiro e no norte capixaba.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786873" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira.html" title="Frente fria muda o tempo nas próximas 24h: chuvas atípicas e frio de inverno; confira">Frente fria muda o tempo nas próximas 24h: chuvas atípicas e frio de inverno; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira.html" title="Frente fria muda o tempo nas próximas 24h: chuvas atípicas e frio de inverno; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira-1788403849906_320.jpg" alt="Frente fria muda o tempo nas próximas 24h: chuvas atípicas e frio de inverno; confira"></a></article></aside><p>As<strong> capitais paulista e fluminense</strong> terão <strong>céu nublado e chuva fraca ao longo de todo o domingo (6)</strong>, mas sem riscos de temporais. <strong>Belo Horizonte</strong> tem previsão de céu parcialmente nublado e chuvas com temporais entre a tarde e a noite. <strong>Vitória </strong>terá chuva fraca e céu parcialmente nublado entre meados da tarde e durante a noite.</p><p>Os <strong>volumes de chuva</strong> esperados até o <strong>fim do domingo (6)</strong> serão mais elevados em áreas do <strong>sul e leste de São Paulo</strong>, onde eles passam dos 50 mm e podem pontualmente chegar <strong>em torno dos 100 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja-1788447164961.jpg" data-image="7ptyv1n9p9i6"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (mm) até a noite do domingo (6), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Nas demais áreas paulistas e nos demais estados do Sudeste, os acumulados não passam dos 40 mm, com exceção da região da <strong>Costa Verde, no Rio</strong>, onde eles podem chegar aos <strong>60 mm</strong>.</p><h2>Queda acentuada das temperaturas no leste do Sudeste</h2><p><strong>A partir do fim de semana as temperaturas terão uma queda acentuada</strong> em parte do Sudeste, deixando as <strong>manhãs geladas</strong> e as<strong> tardes com sensação de friozinho</strong>.</p><p>No fim de semana já teremos mínimas entre 10°C-12°C em algumas localidades, mas no feriado de <strong>segunda-feira (7)</strong> <strong>o frio será mais intenso</strong>.</p><p>As temperaturas <strong>mínimas </strong>(mapa abaixo) ficam abaixo dos 10°C na <strong>Região Serrana do Rio</strong>, no<strong> sul de Minas Gerais </strong>e no <strong>sul e leste de São Paulo</strong>, onde podem variar <strong>entre 5°C e 8°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja-1788448579378.jpg" data-image="cdxgi8drbd64"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para segunda-feira, 7 de setembro, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>tardes </strong>também serão mais <strong>frias</strong> no centro-leste de São Paulo, no sul e leste de Minas Gerais, na maior parte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, onde, na <strong>segunda-feira (7)</strong>, as máximas variam <strong>entre 11°C e 18°C</strong>, mas pontualmente podem ficar em torno dos <strong>8°C</strong><strong> no Vale do Paraíba e sul paulista</strong>, em áreas de <strong>divisa de Minas Gerais com São Paulo</strong> e na <strong>Região Serrana do Rio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja-1788448946025.jpg" data-image="dfdp5v69segl"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para segunda-feira, 7 de setembro, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As mínimas e máximas, respectivamente, nas <strong>capitais </strong>no <strong>feriado</strong> de<strong> </strong>7<strong> </strong>de setembro serão de: <strong>10°C/13°C em São Paulo</strong>; <strong>17°C/19°C no Rio de Janeiro</strong>; 14°C/19°C em Belo Horizonte; e 18°C/21°C em Vitória.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-intensa-mudanca-com-frio-e-chuvas-de-100-mm-em-sp-e-no-resto-do-sudeste-veja.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poderosa massa de ar frio derruba as temperaturas no Centro-Sul e chega até o Norte; veja atualização]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/poderosa-massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-e-chega-ate-o-norte-veja-atualizacao.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 18:09:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma forte massa de ar polar avança sobre o Brasil a partir de sexta-feira (4) e promete provocar uma intensa onda de frio em diversas regiões durante o feriado de 7 de Setembro. O ar frio se espalha pelo Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo parte do Norte e do Nordeste, provocando iuma friagem, temperaturas negativas e geadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/poderosa-massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-e-chega-ate-o-norte-veja-atualizacao-1788450503349.jpg" data-image="eznz8b0dhejv" alt="Fotografia de geada no Sul." title="Fotografia de geada no Sul."><figcaption>Fotografia de geada no Sul. Uma massa de ar polar avança pelo Brasil a partir de sexta-feira (4), trazendo frio intenso, friagem, geadas e temperaturas de até -6°C na semana que vem.</figcaption></figure><p>Uma <strong>massa de ar polar muito intensa</strong> chega ao Brasil nesta <strong>sexta-feira (4)</strong>, provocando uma queda acentuada nas temperaturas ao longo do final de semana e do feriado de 7 de Setembro. Há risco de <strong>temperaturas negativas</strong>, <strong>geadas </strong>abrangentes e um novo episódios de<strong> friagem</strong> no centro-norte do país.</p><p>O ar frio avança inicialmente pelo Rio Grande do Sul ao longo da sexta-feira (4) e, no sábado (5), alcança também Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, fazendo as <strong>temperaturas caírem de maneira significativa nestes estados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poderosa-massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-e-chega-ate-o-norte-veja-atualizacao-1788450538907.jpg" data-image="9iiw49g013vs" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da Sexta-Feira (esquerda) e do Sábado (direita)." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da Sexta-Feira (esquerda) e do Sábado (direita)."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final da Sexta-Feira (esquerda) e do Sábado (direita) mostra o avanço da massa de ar frio, trazendo frio novamente ao centro-sul do Brasil.</figcaption></figure><p>No domingo (6), a massa de ar polar se espalha por grande parte do <strong>Centro-Oeste</strong>, fazendo as temperaturas caírem também no Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Todo o <strong>Sudeste</strong> também será afetado, inclusive o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. </p><div class="texto-destacado">O frio avançará até mesmo para áreas do Norte do Brasil, atingindo o Acre, Rondônia, sul do Amazonas, sul do Pará e Tocantins. Isso ocasionará um novo episódio de Friagem na região, potencialmente o último do inverno.</div><p>Temperaturas mais amenas poderão ser sentidas até mesmo no extremo sul do Maranhão, e também no extremo sul e oeste da Bahia, embora a probabilidade seja mais baixa. Isso significa que<strong> até 18 estados brasileiros podem ser afetados pela intensa massa de ar frio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poderosa-massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-e-chega-ate-o-norte-veja-atualizacao-1788450582040.jpg" data-image="dw46hsjpnw88" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final do domingo." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final do domingo."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no final do domingo mostram o avanço da massa de ar polar por grande parte do país, trazendo frio ao Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.</figcaption></figure><p>Em outras palavras, o <strong>final de semana já será marcado pelo frio em grande parte do Brasil</strong>. Essa situação está relacionada à <em>Oscilação Antártica</em> - um padrão atmosférico que, em sua fase negativa, favorece o desprendimento de massas de ar polar da região Antártica, que se deslocam em direção à América do Sul.</p><h2>Dia da Independência com geadas e temperaturas negativas</h2><p>Essa situação <strong>continuará evoluindo ao longo da </strong><strong>segunda-feira (7)</strong>, feriado da Independência do Brasil. Embora grande parte do país seja afetada pelos ventos frios, o grande destaque fica para a região Sul. </p><p>Já na noite de sábado (6), as temperaturas atingem <strong>valores negativos na Serra Catarinense e na Serra Gaúcha</strong>, ocasionando <strong>geadas intensas</strong> na região. As temperaturas continuam caindo ao longo das horas seguintes, durante a madrugada e a manhã do feriado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poderosa-massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-e-chega-ate-o-norte-veja-atualizacao-1788450640135.jpg" data-image="jkj6wr180mab" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira de madrugada." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira de madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira de madrugada mostram valores negativos na região serrana de SC e RS, além de temperaturas muito baixas no MS e parte do Sudeste.</figcaption></figure><p>Grande parte de Santa Catarina registrará <strong>temperaturas próximas dos 0°C</strong> com possibilidade de <strong>geadas generalizadas</strong>, como é possível observar na imagem acima. Situação similar será observada em parte do Rio Grande do Sul e do Paraná. Modelos numéricos indicam mínimas de <strong>-3°C</strong>, mas com as devidas correções, tudo indica que os valores podem atingir<strong> até -6°C</strong> nas regiões serranas. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"> novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Como é possível observar na imagem acima, temperaturas <strong>abaixo dos 10°C </strong>também serão registradas na <strong>região Sudeste</strong>, atingindo parte de São Paulo, especialmente no Vale do Paraíba; sul de Minas Gerais, ao redor da Serra da Mantiqueira; e também o sul e a região serrana do Rio de Janeiro. Um frio muito intenso também atingirá o sul do<strong> Mato Grosso do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poderosa-massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-e-chega-ate-o-norte-veja-atualizacao-1788450676844.jpg" data-image="xhcy3p0x953m" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 7 e 14 de Setembro." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 7 e 14 de Setembro."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 7 e 14 de Setembro mostra que a massa de ar frio deixará o clima mais frio do que o normal na maior parte do Brasil semana que vem.</figcaption></figure><p>Esse padrão fará com que a <strong>próxima semana seja mais fria do que o normal em grande parte do Brasil</strong>, como é possível notar na imagem acima. Isso traz um alívio para o calor intenso que estava sendo registrando no país durante a semana passada, quando estações do <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>) chegaram a registrar <strong>máximas de 42°C</strong> entre o Centro-Oeste e no Norte do país. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-se-espalham-pelo-brasil-e-volumes-previstos-atingem-os-150-mm.html" title="Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm">Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-se-espalham-pelo-brasil-e-volumes-previstos-atingem-os-150-mm.html" title="Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-se-espalham-pelo-brasil-acumulados-podem-alcancar-150-mm-1788295470466_320.png" alt="Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm"></a></article></aside><p>Vale notar que, embora esse episódio de frio intenso quebre brevemente o padrão de calor severo impulsionado pelo El Niño, previsões ainda indicam que ondas de<strong> calor muito intensas voltarão a acontecer</strong> de maneira frequente na primavera e principalmente no verão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/poderosa-massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-e-chega-ate-o-norte-veja-atualizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O novo trem noturno que conectará quatro icônicas cidades europeias a partir de 2028]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-novo-trem-noturno-que-conectara-quatro-iconicas-cidades-europeias-a-partir-de.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 16:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>As viagens noturnas entre a Europa Central e a Escandinávia ficarão mais fáceis a partir de 2028. Um novo trem conectará 4 grandes cidades europeias, reduzindo a necessidade de baldeações e permitindo que os viajantes possam dormir enquanto percorrem longas distâncias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-nuevo-tren-nocturno-que-conectara-4-emblematicas-ciudades-europeas-a-partir-de-1788297888507.jpg" data-image="7oc39fw8btsb"><figcaption>Dormir enquanto descansa e otimiza o tempo — a filosofia dos trens noturnos.</figcaption></figure><p><strong>Viajar para a Escandinávia de trem noturno</strong>, sem a necessidade de várias baldeações, se tornará realidade a partir de <strong>2028</strong>.</p><p>A operadora ferroviária <em>European Sleeper</em> anunciou uma <strong>nova rota ligando Bruxelas (Bélgica) e Amsterdã (Países Baixos) a Copenhague (Dinamarca) e Malmö (Suécia)</strong>, expandindo assim uma rede de conexões noturnas que visa revitalizar um modo de viagem na Europa que, outrora, parecia fadado a desaparecer.</p><p>O novo serviço tem lançamento previsto para a primavera de 2028, permitindo que os passageiros<strong> atravessem grande parte do Norte da Europa durante a noite</strong>. Essa iniciativa integra os planos de expansão da cooperativa belgo-holandesa, que defende os trens noturnos como uma alternativa ao transporte aéreo.</p><h2>De Bruxelas à Escandinávia enquanto dorme</h2><p>A ideia é simples:<strong> embarcar no trem à tarde ou no início da noite e chegar ao destino na manhã seguinte</strong>, evitando grande parte do tempo normalmente perdido em aeroportos ou conexões ferroviárias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-nuevo-tren-nocturno-que-conectara-4-emblematicas-ciudades-europeas-a-partir-de-1788297102805.jpg" data-image="3tsw0qt9qag5"><figcaption>Estação ferroviária da cidade sueca de Malmö.</figcaption></figure><p>De acordo com informações iniciais divulgadas pela empresa, as partidas de Bruxelas e Malmö estão previstas para cerca das 19h, com chegada ao destino final estimada para por volta das 10h da manhã seguinte. Alguns <strong>detalhes ainda precisam ser definidos</strong>, como o cronograma definitivo, a frequência do serviço e os horários exatos de todas as paradas.</p><p><strong>A conexão também servirá como porta de entrada para outros destinos europeus</strong>. A partir das cidades conectadas, os passageiros poderão prosseguir viagem para Londres, Paris, Estocolmo ou Oslo, embora, nesses casos, seja necessária pelo menos uma conexão adicional.</p><h2>Um trem pensado para dormir</h2><p>O atrativo da nova rota não está apenas em evitar viagens aéreas. A <em>European Sleeper</em> pretende<strong> resgatar uma das características que tornaram populares os trens noturnos europeu</strong>s: transformar o trajeto em uma viagem realizada durante a noite.</p><p>A configuração planejada contará com diversas opções, variando de <strong>assentos convencionais a beliches e cabines com leitos</strong>. A empresa também estuda opções de maior conforto, como camas de casal e banheiros privativos, embora a gama completa de categorias disponíveis para a rota escandinava ainda não tenha sido detalhada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-nuevo-tren-nocturno-que-conectara-4-emblematicas-ciudades-europeas-a-partir-de-1788297459165.png" data-image="19zhbvqmj4yh"><figcaption>Os trens noturnos estão resgatando uma forma de viajar pela Europa que parecia fadada a desaparecer.</figcaption></figure><p>A possibilidade de dormir enquanto o trem está em movimento também permite um aproveitamento muito melhor do tempo. Em vez de passar parte do dia viajando, despachando bagagem e aguardando o embarque, <strong>o viajante pode sair de uma cidade ao final do dia e começar o dia seguinte em outro país</strong>.</p><p>É justamente essa combinação de<strong> conforto, economia de tempo e a experiência da viagem de trem</strong> que está impulsionando o ressurgimento dos trens noturnos na Europa.</p><h2><em>European Sleeper</em> amplia sua rede</h2><p>A nova conexão com a Escandinávia não será um projeto isolado. A <em>European Sleeper</em> está expandindo progressivamente seu serviço internacional e já opera <strong>conexões noturnas entre Bruxelas e Praga, além da rota entre Paris e Berlim</strong>.</p><p><strong>A essas conexões junta-se a nova rota Bruxelas-Milão</strong>, com lançamento previsto para 9 de setembro deste ano; a viagem dura aproximadamente 17 horas e meia e, inicialmente, será realizada três dias por semana. O trajeto inclui paradas em cidades como Colônia e Zurique.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">European Sleeper et lopérateur allemand RDC ont conclu un partenariat stratégique visant à renforcer les liaisons nocturnes. Leur premier projet commun sera une relation de nuit reliant Bruxelles et Amsterdam à Copenhague et Malmö dès avril2028. <a href="https://x.com/hashtag/Railways?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Railways</a> <a href="https://x.com/hashtag/Europe?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Europe</a> <a href="https://x.com/hashtag/Travel?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Travel</a> <a href="https://t.co/Ebt4HeKW4v">pic.twitter.com/Ebt4HeKW4v</a></p> Mediarail.be - Rail Europe News (@Mediarail) <a href="https://x.com/Mediarail/status/2092200516369486160?ref_src=twsrc%5Etfw">August 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Essa expansão demonstra a medida em que<strong> o trem noturno está reconquistando seu lugar no mapa do turismo europeu</strong>. O objetivo não é mais apenas conectar duas grandes capitais, mas criar uma rede que possibilite viagens internacionais sem depender necessariamente do transporte aéreo.</p><p>De fato, a <em>European Sleeper</em> também sinalizou planos para uma <strong>futura conexão noturna entre Bruxelas e Barcelona</strong>, embora, no momento, não haja uma data de lançamento definida.</p><h2>Quanto custará viajar até a Escandinávia?</h2><p>Uma das grandes incógnitas em relação à nova rota é o preço da passagem. A <em>European Sleeper</em> <strong>ainda não anunciou as tarifas</strong> finais para o serviço que conecta a Bélgica, os Países Baixos, a Dinamarca e a Suécia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745743" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-viagem-de-trem-mais-lendaria-do-mundo-coberta-de-neve-descubra-a-experiencia-transiberiana-no-inverno.html" title="A viagem de trem mais lendária do mundo coberta de neve: descubra a experiência Transiberiana no inverno">A viagem de trem mais lendária do mundo coberta de neve: descubra a experiência Transiberiana no inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-viagem-de-trem-mais-lendaria-do-mundo-coberta-de-neve-descubra-a-experiencia-transiberiana-no-inverno.html" title="A viagem de trem mais lendária do mundo coberta de neve: descubra a experiência Transiberiana no inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-viaje-en-tren-mas-legendario-del-mundo-cubierto-de-nieve-descubre-la-experiencia-en-el-transiberiano-en-invierno-1766423670979_320.jpg" alt="A viagem de trem mais lendária do mundo coberta de neve: descubra a experiência Transiberiana no inverno"></a></article></aside><p>Como referência, os preços atuais da empresa para outras rotas dão uma ideia geral das diferentes categorias. Por exemplo, uma viagem só de ida entre Paris e Berlim pode ser adquirida a partir de cerca de €79 por pessoa em cabine compartilhada, enquanto opções de maior conforto elevam o preço para aproximadamente €116.</p><p>A tarifa da nova conexão provavelmente <strong>dependerá do trajeto específico, da antecedência da reserva e do tipo de acomodação escolhido</strong>. De qualquer forma, dormir enquanto se viaja pela Europa permite aos passageiros economizar uma diária de hotel e aproveitar o tempo de descanso para o próprio deslocamento. Essa opção é particularmente atraente para quem tem tempo disponível e prefere explorar o continente em um ritmo mais tranquilo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-novo-trem-noturno-que-conectara-quatro-iconicas-cidades-europeias-a-partir-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta de frio no Sul: umidade interna ameaça silos antes do Feriado da Independência]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-frio-no-sul-umidade-interna-ameaca-silos-antes-do-feriado-da-independencia.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chegada do frio ao Sul exige atenção à soja armazenada: diferenças de temperatura podem deslocar umidade dentro dos silos. Monitorar os grãos e ajustar a aeração ajuda a preservar a qualidade durante o feriado de setembro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-no-sul-umidade-interna-ameaca-silos-antes-do-feriado-1788361120384.jpg" data-image="zbp0uhwvoz6c" alt="soja, silos, umidade" title="soja, silos, umidade"><figcaption>O controle da temperatura e da umidade nos silos ajuda a preservar a qualidade da soja após a colheita.</figcaption></figure><p>Uma massa de ar frio avançará pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entre 4 e 8 de setembro, exigindo atenção à soja e ao milho armazenados. No domingo (6), <strong>áreas altas do Oeste ao Planalto Sul catarinense podem registrar −3°C a 4°C</strong>. Nos silos, porém, os grãos não acompanham imediatamente a temperatura externa.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Essa diferença pode deslocar umidade e favorecer condensação, mesmo sem infiltração</strong>. O risco depende da temperatura inicial, da umidade dos lotes e da aeração. O frio, sozinho, não deteriora a produção: bem aproveitado, ajuda a conservar os grãos e reduzir a atividade de insetos. A revisão precisa buscar desuniformidades, não evitar o resfriamento.</p><h2>O frio chega ao Sul, mas o interior do silo responde depois </h2><p><strong>A mudança começa no Rio Grande do Sul na sexta-feira (4) e avança sobre Santa Catarina e Paraná no sábado (5</strong>). Em SC, as máximas de quinta-feira ficam entre 22°C e 28°C; no sábado, abaixo de 20°C. A sequência exige acompanhar a termometria, sem presumir que o centro da massa de grãos esfriará tão depressa quanto suas bordas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-no-sul-umidade-interna-ameaca-silos-antes-do-feriado-1788361593609.jpg" data-image="7qu5f1q1s2c4" alt="frio, temperatura, sudeste" title="frio, temperatura, sudeste"><figcaption>Previsão de temperatura para as 6h de sábado (5).</figcaption></figure><p><strong>Quando a periferia esfria e o centro permanece quente, podem surgir movimentos de ar entre os grãos</strong>. O ar aquecido transporta vapor para zonas frias, onde a água pode condensar. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Diferenças entre sensores e alterações na umidade precisam orientar o diagnóstico local.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><em>A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária</em> (<a href="https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1155426/1/Circ-Tec-196.pdf" target="_blank">Embrapa</a>) em silos metálicos sem aeração, com concentração de umidade na parte superior central durante o frio externo. </p><h2>Aeração uniforme vale mais que uma noite fria em PR, SC e RS </h2><p>A conservação exige avaliar temperatura do ar, umidade relativa, condição do produto e distribuição do fluxo. No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, <strong>ligar ventiladores apenas porque o termômetro caiu pode não produzir o resultado esperado</strong>. O ar pode retirar ou devolver umidade aos grãos. Aeração não deve ser confundida com secagem nem compensar indiscriminadamente um lote recebido úmido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-no-sul-umidade-interna-ameaca-silos-antes-do-feriado-1788362516425.jpg" data-image="tnmxm9qk7uog" alt="temperatura, silo, milho, soja" title="temperatura, silo, milho, soja"><figcaption>A aeração ajuda a uniformizar a temperatura e preservar a qualidade dos grãos armazenados nos silos.</figcaption></figure><p>Vazão específica de 0,25 m³ por minuto por tonelada corresponde a 80 horas de aeração; com 0,50 m³ por minuto por tonelada, a referência é 40 horas. <strong>Não são uma programação automática para o feriado. </strong>Impurezas, compactação e características da instalação precisam entrar no cálculo do responsável técnico. Uma madrugada fria não garante resfriamento completo.</p><h2>Antes de 7 de setembro, revisar sensores e organizar o acompanhamento </h2><p>Em Santa Catarina, o domingo combina mínimas de −3°C a 4°C nas áreas altas com máximas de 15 °C a 20 °C. <strong>Nos dias 7 e 8, a tendência indica maior estabilidade</strong>, embora possa chover fraco no litoral. No Paraná e no Rio Grande do Sul, a continuidade do frio justifica acompanhar os lotes durante o feriado, mesmo após a chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-no-sul-umidade-interna-ameaca-silos-antes-do-feriado-1788362177645.jpg" data-image="22omqmrj55rk" alt="Chuva, acumulada" title="Chuva, acumulada"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até as 9h de segunda-feira (7).</figcaption></figure><p>O planejamento deve preservar registros e garantir acompanhamento por equipe habilitada. No milho, assim como na soja, <strong>temperatura e umidade desuniformes favorecem problemas de conservação. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-se-espalham-pelo-brasil-e-volumes-previstos-atingem-os-150-mm.html" title="Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm">Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-extremas-se-espalham-pelo-brasil-e-volumes-previstos-atingem-os-150-mm.html" title="Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-se-espalham-pelo-brasil-acumulados-podem-alcancar-150-mm-1788295470466_320.png" alt="Chuvas extremas se espalham pelo Brasil e volumes previstos atingem os 150 mm"></a></article></aside><p>Aquecimento localizado, odor alterado ou umidade crescente exigem avaliação técnica, <strong>não acionamento improvisado dos equipamentos</strong>. O objetivo é aproveitar o ar favorável sem reumedecer o produto, evitando entrada de pessoas no silo para inspeções improvisadas.</p><ul><li>No RS, antes de 4/9, conferir termometria e histórico dos lotes para comparar a resposta ao resfriamento.</li><li>Em SC, antes da chuva de 4–5/9, revisar vedação e drenagem para prevenir entrada de água.</li><li><strong>No PR, entre 6 e 8/9, registrar o funcionamento da aeração</strong> e verificar se o resfriamento alcança diferentes pontos.</li></ul><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-frio-no-sul-umidade-interna-ameaca-silos-antes-do-feriado-da-independencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Remoção de CO2 do ar não resolverá a crise do clima, alerta a ONU ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Métodos industriais que prometem enterrar dióxido de carbono em profundidades geológicas não possuem capacidade suficiente para compensar o avanço contínuo do setor petrolífero e têm prazo de esgotamento estimado em menos de dois séculos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu-1788392440319.jpg" data-image="ha6tjfqi7km5" alt="Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific" title="Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific"><figcaption>Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific</figcaption></figure><p>O <strong>Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente</strong> (<a href="https://www.unep.org/pt-br" target="_blank">PNUMA</a>) divulgou um relatório técnico que aborda o estouro iminente do limite de aquecimento global preconizado pelo Acordo de Paris. Conhecido como overshoot, o fenômeno descreve o período em que a <strong>temperatura média global ultrapassará a marca de 1,5°C nas próximas décadas</strong> até que consiga retroceder.</p><p>Diante desse cenário, o documento propõe uma postura mais realista e emergencial para enfrentar a crise climática. Além disso,<strong> a entidade observa com forte ceticismo as tecnologias voltadas à remoção artificial de dióxido de carbono </strong>da atmosfera, defendendo que o foco principal precisa recair sobre o corte rápido de emissões de gases poluentes.</p><h2>Incertezas e limites das soluções tecnológicas de captura</h2><p>Atualmente, as duas principais vias para extrair carbono do ar são<strong> o plantio de florestas e a Captura e Armazenamento de Carbono (CCS)</strong>, método que enterra o dióxido de carbono da produção de óleo e gás em reservatórios profundos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu-1788392585994.jpg" data-image="kqcnecyxoqyx" alt="Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific" title="Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific"><figcaption>Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>o Pnuma avalia que a ampliação do CCS tem capacidade restrita e pouco realista</strong> para frear o aquecimento global. Os cientistas afirmam que o potencial da tecnologia compensa, no máximo, o que as próprias petrolíferas geram ao extrair combustíveis fósseis. </p><div class="texto-destacado">Adicionalmente, as reservas geológicas disponíveis para armazenar tais resíduos podem se esgotar por volta do ano 2200, enquanto alternativas diretas no ar (DACCS) seguem com custo muito alto e demanda energética inviável para ampla escala.Do mesmo modo, o reflorestamento em larga escala apresenta gargalos físicos e produtivos expressivos. </div><p>Em um cenário de temperaturas elevadas, as plantas podem perder eficácia na absorção de carbono, <strong>gerando ainda disputas de terras com o setor agrícola. </strong>"Seriam necessários cem anos de reflorestamento e manejo florestal na escala atual, com zero emissões residuais de CO2, para baixar a temperatura global em 0,1°C", afirma o levantamento.</p><h2>Estratégias em fases e urgência na redução imediata</h2><p>Para gerenciar o<strong> período de overshoot</strong>, os pesquisadores sugerem organizar as iniciativas globais em três etapas distintas. <strong>A fase inicial foca a resposta imediata por meio de cortes severos de gases estufa</strong>; a segunda visa a conter os impactos e atingir emissões líquidas zero; e a terceira busca consolidar técnicas seguras de remoção de longo prazo antes da virada do século.</p><p>A proposta rebate o posicionamento de países que mantêm planos de exploração fóssil a longo prazo, entre eles<strong> Estados Unidos, Rússia e Brasil, além da China</strong>. O Pnuma adverte que confiar excessivamente em intervenções futuras não substitui a diminuição da queima de carvão, gás e petróleo no presente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785470" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/teste-inedito-tinge-oceano-de-rosa-para-capturar-co2-e-conter-acidez.html" title="Teste inédito 'tinge' oceano de rosa para capturar CO2 e conter acidez">Teste inédito 'tinge' oceano de rosa para capturar CO2 e conter acidez</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/teste-inedito-tinge-oceano-de-rosa-para-capturar-co2-e-conter-acidez.html" title="Teste inédito 'tinge' oceano de rosa para capturar CO2 e conter acidez"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/teste-inedito-tinge-oceano-de-rosa-para-capturar-co2-e-conter-acidez-1787679999898_320.jpg" alt="Teste inédito 'tinge' oceano de rosa para capturar CO2 e conter acidez"></a></article></aside><p>Paralelamente, <strong>a ONU ressalta que preparar as nações para enfrentar eventos climáticos extremos já se tornou um passo incontornável</strong>. Para a entidade internacional, garantir financiamento e justiça climática nas negociações multilaterais é o caminho para impedir perdas financeiras e proteger populações mais vulneráveis em todo o mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clima%20e%20Meio%20Ambiente" data-year="2026" data-title="Clima%3A%20ONU%20alerta%20que%20a%C3%A7%C3%A3o%20imediata%20%C3%A9%20a%20%C3%BAnica%20forma%20de%20evitar%20cat%C3%A1strofe%20global" data-url="https%3A%2F%2Fnews.un.org%2Fpt%2Fstory%2F2026%2F09%2F1854243">Clima e Meio Ambiente. (2026). <a href="https://news.un.org/pt/story/2026/09/1854243" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Clima: ONU alerta que ação imediata é a única forma de evitar catástrofe global</a>.</cite><br><cite data-author="O%20Globo" data-year="2026" data-title="ONU%3A%20t%C3%A9cnicas%20para%20remover%20CO2%20n%C3%A3o%20ajudar%C3%A3o%20a%20reverter%20estouro%20da%20meta%20de%20temperatura%20se%20emiss%C3%B5es%20n%C3%A3o%20ca%C3%ADrem" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fmundo%2Fclima-e-ciencia%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F02%2Fonu-tecnicas-para-remover-co2-nao-ajudarao-a-reverter-estouro-da-meta-de-temperatura-se-emissoes-nao-cairem.ghtml">O Globo. (2026). <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/clima-e-ciencia/noticia/2026/09/02/onu-tecnicas-para-remover-co2-nao-ajudarao-a-reverter-estouro-da-meta-de-temperatura-se-emissoes-nao-cairem.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ONU: técnicas para remover CO2 não ajudarão a reverter estouro da meta de temperatura se emissões não caírem</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo nas próximas 24h: chuvas atípicas e frio de inverno; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 09:21:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço de uma frente fria vai mudar o tempo sobre o Brasil nas próximas 24 horas. A expectativa é de ocorrência de chuvas atípicas para esta época do ano e retorno do frio de inverno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira-1788403849906.jpg" data-image="irvujam93yy3" alt="Chuva e frio marcam próximos dias no Brasil." title="Chuva e frio marcam próximos dias no Brasil."><figcaption>Frente fria avança e leva chuva ao Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Após sua passagem temperaturas despencam no início da semana, e termômetros podem atingir marcas negativas. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>No decorrer desta <strong>quinta-feira (3), </strong>uma <strong>frente</strong> <strong>fria </strong>avançará pelo Sul do Brasil, mudando o tempo na região e provocando chuvas intensas. O sistema se deslocará rapidamente e, já na sexta (4), a tendência é que alcance o Sudeste do país, levando precipitações para a Região.</p><p>Após alguns dias de atuação do sistema frontal, uma <strong>massa de ar polar</strong> afetará os estados das regiões <strong>Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong>, fazendo com que o <strong>frio de inverno retorne</strong> neste final de estação. A seguir, confira como ficará o tempo nessas áreas nos próximos dias.</p><h2>Chuvas afetam boa parte do Brasil nos próximos dias</h2><p>A <strong>tarde desta quinta-feira (3)</strong> será marcada pela chegada de uma <strong>frente fria ao Sul</strong> <strong>do </strong><strong>Brasil</strong>. O Rio Grande do Sul será o primeiro estado atingido pelo sistema, devendo <strong>registrar chuva fraca e</strong> aumento de nebulosidade. Ao longo da noite, as chuvas ganharão intensidade e deixarão os municípios do <strong>leste gaúcho em alerta</strong>.</p><p>A <strong>madrugada de sexta-feira (4)</strong> também registrará a presença de <strong>nuvens sobre Santa Catarina</strong> e Paraná, contudo as pancadas de chuva ficarão concentradas no norte do Rio Grande do Sul. Será no período da tarde que as primeiras gotas começarão a ocorrer nos dois estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira-1788403617129.jpg" data-image="7rjt8csl3e7j" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>A previsão indica possíveis áreas com maior potencial para registrar tempestades na manhã deste sábado (5).</figcaption></figure><p>Em grande parte de <strong>Santa Catarina e do</strong> <strong>Paraná</strong>, as <strong>precipitações </strong>serão de <strong>fraca intensidade</strong> inicialmente, mas ganharão força com o passar das horas. Desta maneira, há <strong>risco de chuvas intensas</strong> e <strong>tempestades </strong>sobre o leste catarinense e a região central paranaense.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O <strong>Sudeste </strong>também será atingido pela frente fria. Ao final da <strong>noite de sexta-feira (4)</strong>, as <strong>chuvas </strong>alcançarão o estado de <strong>São Paulo</strong> com fraca intensidade. Na <strong>madrugada de sábado (5)</strong>, o cenário <strong>exigirá maior atenção, pois</strong> o modelo ECMWF indica <strong>chuvas fortes e tempestades </strong>na divisa entre Paraná e São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira-1788403421187.jpg" data-image="9hhfv9d7mczf" alt="Chuva." title="Chuva."><figcaption>Precipitação e nebulosidade prevista para a tarde de sábado (5).</figcaption></figure><p>Conforme a <strong>frente fria avança</strong>, o sistema auxiliará na <strong>organização de um corredor</strong> <strong>de </strong><strong>umidade</strong>, aumentando as chances de <strong>chuvas atípicas</strong> para esta época no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Nesses estados, a previsão indica <strong>riscos de </strong><strong>temporais </strong>e instabilidades no período da tarde de sábado (5).</p><p>Durante a noite, o <strong>cenário permanecerá favorável a</strong> <strong>transtornos</strong>. A expectativa é que as <strong>chuvas intensas </strong>atuem no leste paranaense, sul paulista, <strong>interior do Mato Grosso</strong> <strong>do Sul</strong> e sul de Goiás, sem descartar <strong>tempestades no Triângulo Mineiro</strong> e no Sul de Minas Gerais.</p><h2>Temperatura fica menor que 0°C após frente fria</h2><p>Após a passagem da<strong> frente fria</strong>, uma <strong>massa de ar polar</strong> avançará pelo Brasil e <strong>derrubará as temperaturas</strong>, trazendo de volta o clima frio. De acordo com o <strong>modelo <em>ECMWF</em>,</strong> já na sexta-feira (4), o <strong>ar frio</strong> adentrará ao Sul, deixando os termômetros <strong>abaixo dos 10°C no</strong> extremo sul gaúcho ao amanhecer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira-1788403271243.jpg" data-image="8bzdqc5liy5s" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Ar frio com forte intensidade atua sobre o Brasil a partir de sexta-feira (4) e deve permanecer até a próxima semana.</figcaption></figure><p>À tarde, horário em que se atinge a máxima, <strong>as temperaturas não subirão muito</strong>. A previsão mostra que, no interior gaúcho, sul catarinense e leste paranaense, a máxima ficará próxima dos <strong>20°C</strong>, registrando valores inferiores em diversas localidades.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786819" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-da-independencia-sera-com-frente-fria-e-frio-de-ate-6-c-em-16-estados.html" title="Feriado da Independência será com frente fria e frio de até -6°C em 16 estados">Feriado da Independência será com frente fria e frio de até -6°C em 16 estados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-da-independencia-sera-com-frente-fria-e-frio-de-ate-6-c-em-16-estados.html" title="Feriado da Independência será com frente fria e frio de até -6°C em 16 estados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-da-independencia-sera-com-frente-fria-e-frio-de-ate-6-c-em-16-estados-1788361153561_320.jpg" alt="Feriado da Independência será com frente fria e frio de até -6°C em 16 estados"></a></article></aside><p>No sábado (5) e no domingo (6), a <strong>massa de ar polar</strong> chegará a Santa Catarina e ao Paraná, provocando<strong> queda acentuada nas temperaturas</strong>, principalmente nas manhãs. Todo o território gaúcho, grande parte de Santa Catarina e o sudoeste paranaense terão mínimas entre <strong>4°C e 10°C</strong>, com máximas não superando os <strong>18°C</strong> à tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira-1788403334703.jpg" data-image="6ey786w7rozv" alt="Temperatura no amanhecer de segunda-feira (7)." title="Temperatura no amanhecer de segunda-feira (7)."><figcaption>Temperatura no amanhecer de segunda-feira (7).</figcaption></figure><p>Segundo a última rodada do modelo, as temperaturas poderão ficar abaixo de <strong>0°C </strong>na Serra Gaúcha e Catarinense no amanhecer de segunda-feira (7). Há<strong> riscos de geadas generalizada</strong>s sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com termômetros inferiores aos <strong>5°C.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-do-tempo-nas-proximas-24h-chuvas-atipicas-e-frio-de-inverno-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:34:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobriram que o derretimento do gelo marinho do Ártico desencadeia um processo natural capaz de multiplicar por cinquenta, em um único dia, o número de partículas formadoras de nuvens na atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704334813.png" data-image="rn94a03v9vxb"><figcaption>Cientistas identificaram um processo ártico anteriormente não documentado que pode multiplicar rapidamente partículas formadoras de nuvens perto da borda do gelo marinho em derretimento.</figcaption></figure><p>Segundo os dados climáticos mais recentes, o <strong>Ártico </strong>está aquecendo mais de três vezes mais rápido do que o restante do planeta. No entanto, há algo que os cientistas ainda não compreendem totalmente: <strong>o que está acontecendo com as nuvens da região</strong>.</p><p>Pesquisadores observaram a influência significativa que essas nuvens exercem sobre a quantidade de calor absorvido ou refletido de volta para o espaço, mas têm encontrado <strong>dificuldades para determinar a verdadeira origem das minúsculas partículas que as formam</strong> — especialmente em uma região tão remota do globo.</p><p>Contudo, uma nova pesquisa liderada pela Universidade de Birmingham parece ter<strong> identificado uma fonte importante </strong>— uma que, segundo a equipe, havia sido demonstrada anteriormente apenas em condições de laboratório. Até agora.</p><h2>50 vezes mais partículas em um único dia</h2><p>Na primavera e no verão de 2022, a equipe de pesquisa partiu a bordo do navio de pesquisa <em>Discovery </em>para examinar as <strong>águas ao redor da Groenlândia e do Estreito de Davis</strong> e realizar medições. Perto da borda do gelo marinho — onde ele dá lugar a águas abertas —, eles observaram algo que lhes chamou a atenção.</p><p>Segundo o estudo, <strong>iodo, enxofre e compostos orgânicos provenientes do oceano</strong>, das algas que nele habitam e do próprio gelo<strong> reagiram com a luz solar para gerar partículas atmosféricas </strong>a uma taxa que, segundo os pesquisadores, jamais haviam visto fora de um laboratório.</p><p>Em certo momento nessa zona marginal de gelo, as<strong> concentrações de partículas formadoras de nuvens</strong> saltaram de aproximadamente <strong>50 por centímetro cúbico para cerca de 1.500 no decorrer de um único dia</strong>, constatou o estudo. A equipe relatou ter observado a formação de novas partículas em mais de 80% dos dias ensolarados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704372311.png" data-image="vcy7jzg6ex79"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-191570">Segundo cientistas, os fenômenos químicos recém-observados acrescentaram mais uma camada de incerteza às projeções climáticas para o Ártico, uma vez que os modelos atuais ainda não levam em conta essa fonte de partículas de nucleação de nuvens.</figcaption></figure><p>O Dr. James Brean, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Birmingham, afirmou que as descobertas oferecem uma "validação em condições reais" de um mecanismo químico envolvendo oxoácidos de iodo e ácido sulfúrico — <strong>um processo que, até então, havia sido demonstrado apenas em experimentos de laboratório</strong> no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear).</p><p>A equipe também detectou<strong> uma classe de compostos atmosféricos que não havia sido observada anteriormente: moléculas orgânicas oxigenadas contendo iodo</strong>, ou I-OOMs. Segundo Brean, elas parecem ajudar as partículas recém-formadas a crescer o suficiente para dar origem a nuvens.</p><h2>O que isso significa para o aquecimento do Ártico?</h2><p>Cientistas confirmaram que o <strong>Ártico vem aquecendo mais de três vezes mais rápido do que o restante do planeta</strong> nas últimas quatro décadas. E, à medida que esse aquecimento derrete mais gelo marinho, a zona marginal de gelo — onde esse processo de formação de partículas é desencadeado — se expande, proporcionando mais espaço para que ele ocorra.</p><p>Cientistas alertam que<strong> uma quantidade maior dessas partículas formadoras de nuvens poderia resultar em nuvens mais abundantes</strong> ou mais densas durante a estação de aquecimento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782706" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm">A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-geoingenieria-en-el-artico-funciona-el-historico-experimento-que-engroso-el-hielo-32-cm-1784645455704_320.jpg" alt="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"></a></article></aside><p>Segundo o autor principal, o professor Zongbo Shi,<strong> isso poderia acelerar o derretimento do gelo e, potencialmente, resfriar o oceano aberto</strong> — um ciclo de retroalimentação complexo que os modelos climáticos atuais não levam em consideração, uma vez que o processo não está incluído neles. A equipe está trabalhando para que ele seja incorporado.</p><p>"Compreender como as emissões naturais influenciam as nuvens é fundamental para prever as mudanças climáticas nesta região", disse Shi.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="University%20of%20Birmingham" data-year="2026" data-title="Arctic%20cloud%20condensation%20nuclei%20enhanced%20by%20iodine%2C%20sulfur%20and%20organic%20precursors" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02062-6">University of Birmingham. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02062-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic cloud condensation nuclei enhanced by iodine, sulfur and organic precursors</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>