<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 27 Sep 2026 11:20:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 11:20:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Conheça cinco das aranhas mais perigosas do mundo e os efeitos de seus venenos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Da aranha-marrom à teia-de-funil australiana, algumas espécies possuem venenos capazes de provocar necrose, alterações neurológicas e problemas respiratórios, exigindo atendimento médico rápido em casos graves de picada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790341052653.jpg" data-image="fe4aelyzkmxz" alt="A aranha-marrom tem três pares de olhos – o que a distingue de outras espécies de aranhas domésticas." title="A aranha-marrom tem três pares de olhos – o que a distingue de outras espécies de aranhas domésticas."><figcaption>A aranha-marrom tem três pares de olhos – o que a distingue de outras espécies de aranhas domésticas. Crédito: Johnathan Coddignton</figcaption></figure><p>Pequenas e discretas ou grandes e defensivas, algumas aranhas possuem <strong>venenos capazes de provocar quadros graves em seres humanos.</strong> Espécies encontradas na América do Sul, América do Norte, Ásia e Oceania estão entre as consideradas mais perigosas devido aos efeitos que suas toxinas podem causar no organismo.</p><p>Entre elas está a <strong>aranha-marrom ou aranha-violinista (</strong><em><strong>Loxosceles laeta</strong></em><strong>)</strong>, comum na América do Sul. Pequena, com cerca de 8 a 12 milímetros, ela costuma procurar locais secos e escuros e pode aparecer dentro de residências. Seu veneno tem propriedades necrosantes e hemolíticas, podendo provocar lesões na pele, destruição de glóbulos vermelhos e, em casos graves, insuficiência renal.</p><p>Outra espécie sul-americana é a <strong>aranha-armadeira (</strong><em><strong>Phoneutria nigriventer</strong></em><strong>)</strong>, também conhecida como aranha-bananeira. Encontrada em países como Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, pode chegar a 4,8 centímetros. Quando ameaçada, assume uma postura defensiva característica, levantando as patas dianteiras.</p><h2>Da armadeira à viúva-negra</h2><p>A picada da armadeira é dolorosa e seu veneno pode provocar<strong> aumento da pressão arterial, febre, vômitos, sudorese e dificuldades respiratórias.</strong> Casos extremos sem tratamento podem evoluir para complicações graves.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790341313780.jpg" data-image="1w1k678mn83z" alt="A aranha-armadeira ou aranha-bananeira é grande em relação às outras aranhas venenosas, pode chegar a 4,8 cm, e é muito presente em países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina." title="A aranha-armadeira ou aranha-bananeira é grande em relação às outras aranhas venenosas, pode chegar a 4,8 cm, e é muito presente em países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina."><figcaption>A aranha-armadeira ou aranha-bananeira é grande em relação às outras aranhas venenosas, pode chegar a 4,8 cm, e é muito presente em países da América do Sul, como Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina. Crédito: João P. Burini</figcaption></figure><p>Mais conhecida internacionalmente, a <strong>viúva-negra (</strong><em><strong>Latrodectus mactans</strong></em><strong>)</strong> ocorre em diferentes regiões das Américas e também na Índia. As fêmeas são as mais perigosas e podem atingir cerca de 2,5 centímetros.</p><p>O veneno da espécie é uma neurotoxina. Após a picada, a dor pode se espalhar pelo corpo e ser acompanhada por cãibras e dores musculares intensas, náuseas e dificuldades respiratórias. Crianças pequenas e idosos estão entre os grupos que exigem maior atenção diante de possíveis complicações.</p><h2>Duas espécies perigosas da Austrália</h2><p>Também pertencente ao gênero <em>Latrodectus</em>, a <strong>aranha-das-costas-vermelhas (</strong><em><strong>Latrodectus hasselti</strong></em><strong>)</strong> é nativa da Austrália, embora já tenha sido registrada em outros países. As fêmeas são tipicamente pretas, com uma faixa vermelha característica sobre o abdômen.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790342198170.jpg" data-image="9vb468uqmo49" alt="Originária da Austrália, a aranha-das-costas-vermelhas (Latrodectus hasselti) também está presente em outros países como Nova Zelândia, Belgica e Japão." title="Originária da Austrália, a aranha-das-costas-vermelhas (Latrodectus hasselti) também está presente em outros países como Nova Zelândia, Belgica e Japão."><figcaption>Originária da Austrália, a aranha-das-costas-vermelhas (Latrodectus hasselti) também está presente em outros países como Nova Zelândia, Belgica e Japão. Crédito: Laurence Grayson</figcaption></figure><p>Seu veneno contém neurotoxinas que podem provocar dor, sudorese, aceleração dos batimentos cardíacos e inchaço dos gânglios linfáticos. A espécie não é considerada especialmente agressiva, mas as fêmeas podem morder quando se sentem ameaçadas ou estão protegendo seus ovos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753473" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seda-de-aranha-a-cola-molecular-que-pode-mudar-os-materiais-do-futuro.html" title="Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro">Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seda-de-aranha-a-cola-molecular-que-pode-mudar-os-materiais-do-futuro.html" title="Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seda-de-aranha-a-cola-molecular-que-pode-mudar-os-materiais-do-futuro-1770692899650_320.jpg" alt="Seda de aranha: a “cola molecular” que pode mudar os materiais do futuro"></a></article></aside><p>A Austrália também abriga a <strong>aranha-teia-de-funil (</strong><em><strong>Atrax robustus</strong></em><strong>)</strong>, apontada entre as espécies de maior risco. De coloração preto-azulada brilhante, ela possui grandes presas, comportamento defensivo e pode morder repetidamente.</p><h2>Veneno pode atingir o sistema nervoso</h2><p>O veneno da teia-de-funil contém peptídeos conhecidos como delta-hexatoxinas, que interferem no funcionamento do sistema nervoso. Sem tratamento adequado, uma picada pode provocar complicações graves e potencialmente fatais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos-1790342330296.jpg" data-image="ezfxzudo09u1" alt="Considerada uma das aranhas mais venenosas e mortais do mundo, a aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é nativa da Austrália e só é encontrada por lá." title="Considerada uma das aranhas mais venenosas e mortais do mundo, a aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é nativa da Austrália e só é encontrada por lá."><figcaption>Considerada uma das aranhas mais venenosas e mortais do mundo, a aranha-teia-de-funil (Atrax robustus) é nativa da Austrália e só é encontrada por lá. Crédito: Andrew Orme</figcaption></figure><p>Apesar da fama desses animais, a gravidade de uma picada depende de fatores como espécie, quantidade de veneno inoculada e condições da pessoa atingida. Diante de uma suspeita de picada por aranha venenosa, a orientação apresentada pelas fontes consultadas pela <em>National Geographic</em> é procurar atendimento médico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="National%20Geographic" data-year="2026" data-title="Aranhas%20mortais%3A%20as%205%20esp%C3%A9cies%20mais%20perigosas%20desses%20aracn%C3%ADdeos%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographicbrasil.com%2Fanimais%2F2025%2F02%2Faranhas-mortais-as-5-especies-mais-perigosas-desses-aracnideos-do-mundo">National Geographic. (2026). <a href="https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2025/02/aranhas-mortais-as-5-especies-mais-perigosas-desses-aracnideos-do-mundo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aranhas mortais: as 5 espécies mais perigosas desses aracnídeos do mundo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/conheca-cinco-das-aranhas-mais-perigosas-do-mundo-e-os-efeitos-de-seus-venenos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "Pompeia" dos Andes: uma erupção gigantesca soterrou toda uma paisagem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 08:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca erupção vulcânica no Chile proporcionou aos cientistas uma visão rara dos antigos Andes, revelando pistas sobre a forma como as montanhas se formaram e se transformaram ao longo de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-pompeii-of-the-andes-giant-eruption-buried-an-entire-landscape-1790183495364.jpg" data-image="dvpr9h7lebls" alt="landscape" title="landscape"><figcaption>Depósitos de ignimbrito de Cardones, esculpidos pelo rio Lluta, no norte do Chile. Crédito: Frances J. Cooper.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science Advances</em> revela que uma <strong>gigantesca erupção vulcânica agiu como o Vesúvio em toda uma paisagem</strong>, <strong>soterrando tudo o que se encontrava por baixo </strong>e preservando terrenos que, de outra forma, teriam sido perdidos devido à erosão.</p><p>Os investigadores estudaram <strong>a rocha vulcânica que entrou em erupção na caldeira de Lauca, no norte do Chile, há 21,9 milhões de anos</strong>. A rocha, denominada ignimbrita, cobre uma área seis vezes maior do que Santiago, a capital do Chile, e pode atingir até um quilômetro de profundidade.</p><h2>Utilizar modelos para mapear paisagens ocultas</h2><p>A equipe simulou centenas de paisagens possíveis, utilizando modelos que mostram como os rios moldam as cadeias montanhosas, para verificar quais delas se poderiam assemelhar à paisagem enterrada sob as rochas. Descobriram que apenas paisagens de relevo relativamente baixo – semelhantes a encostas suaves no sopé das montanhas – teriam sido possíveis. Consideram que<strong> esta parte dos Andes se formou lentamente, a um ritmo de cerca de 2,5 cm a cada 100 anos</strong>.</p><p>Se as rochas tivessem sido empurradas para cima mais rapidamente, a paisagem poderia ter desenvolvido encostas mais íngremes, que não caberiam por baixo dos depósitos vulcânicos.</p><p>As descobertas apoiam <strong>a teoria de que os Andes cresceram lentamente ao longo de dezenas de milhões de anos</strong>. Este processo é lento quando comparado com muitas partes de cadeias montanhosas ativas que se elevam rapidamente, como certas zonas dos Himalaias.</p><p>O Dr. Byron Adams, do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou:<strong> "Esta paisagem foi soterrada por uma erupção vulcânica gigantesca — um pouco como Pompeia, mas numa escala muito maior</strong>. Em vez de cobrir uma cidade, misturas quentes de cinzas vulcânicas, fragmentos de rocha e gás varreram toda uma paisagem, engolindo o terreno por baixo delas.</p><div class="texto-destacado">"Pompeia mostra como as erupções vulcânicas podem congelar um momento na história da humanidade. <strong>Este estudo demonstra que erupções muito maiores também podem congelar momentos na história da Terra</strong>, soterrando paisagens inteiras sob depósitos vulcânicos e preservando pistas sobre como as montanhas estavam a ser formadas antes da erupção.</div><p>"Não podemos escavar para ver a paisagem soterrada, mas podemos usar a forma da camada vulcânica e o que sabemos sobre como os rios moldam as montanhas para inferir o que está escondido por baixo dela."</p><h2>Rocha vulcânica que revela registos geológicos do tempo</h2><p>Os investigadores observaram que a sua estimativa do levantamento correspondia a estudos anteriores sobre os minerais presentes na rocha, que registam as variações de temperatura ao longo dos últimos 50 milhões de anos. Essas variações de temperatura refletem o arrefecimento da rocha à medida que esta se desloca para cima através da crosta terrestre.</p><p>O Dr. Adams acrescentou: "Esta abordagem oferece-nos uma nova forma de olhar para o passado da história da Terra. Os métodos atuais para estimar a velocidade a que as montanhas se formam baseiam-se em “relógios” químicos presentes na rocha, mas estes limitam-se a momentos específicos no tempo.<strong> O nosso método permite estimar a elevação da rocha ao longo de um período muito mais extenso</strong>.</p><p>"Neste caso, estimamos que <strong>teriam sido necessários milhões de anos para formar a paisagem suave que inferimos ter existido antes da erupção</strong>.</p><p>"Existe um debate sobre se os Andes cresceram lenta e constantemente ao longo de 40 ou 50 milhões de anos ou se se elevaram de forma extremamente lenta e, posteriormente, surgiram mais recentemente, nos últimos seis a 10 milhões de anos. <strong>As nossas descobertas, que abrangem uma grande parte do meio dessa história, apoiam a hipótese de um crescimento lento, mas constante</strong>."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781491" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html" title="Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado">Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html" title="Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785522400959_320.jpg" alt="Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado"></a></article></aside><p>A Dra. Frances Cooper, também do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou: "Temos vindo a trabalhar nesta zona dos Andes há muitos anos para compreender como se formaram as montanhas.<strong> Os Andes têm uma grande influência no clima regional e global, pelo que reconstruir a sua história é importante para compreender as alterações climáticas a longo prazo</strong>.</p><p>"O que é particularmente entusiasmante neste estudo é que nos proporciona uma nova forma de reconstituir essa história.<strong> A mesma abordagem poderia ser aplicada a depósitos vulcânicos noutros locais do mundo</strong>, ajudando-nos a reconstruir paisagens enterradas há milhões de anos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Byron%20A.%20Adams%2C%20Frances%20J.%20Cooper%2C%20Clementine%20Walsh%2C%20and%20Katharine%20V.%20Cashman" data-year="2026" data-title="Landscapes%20buried%20beneath%20large-volume%20ignimbrites%20reveal%20preeruptive%20uplift%20rates" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee5374">Byron A. Adams, Frances J. Cooper, Clementine Walsh, and Katharine V. Cashman. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee5374" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Landscapes buried beneath large-volume ignimbrites reveal preeruptive uplift rates</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 23:18:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma imagem do Google Earth permitiu a um pesquisador descobrir a cratera causada pelo impacto de um meteorito na Austrália, o que foi finalmente confirmado por pesquisas geológicas posteriores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790328482081.png" data-image="pup5bc2bshu6"><figcaption>Imagem da cratera no Google Earth.</figcaption></figure><p>O que parecia ser uma curiosa forma circular no meio da Austrália acabou por ser <strong>a marca de um impacto de um meteorito</strong>. E foi descoberta pelo geólogo Arthur Hickman, do Geological Survey of Western Australia.</p><p>A forma chamou rapidamente a atenção do especialista porque tinha <strong>cerca de 260 metros de diâmetro, uma borda elevada e um fundo relativamente plano</strong>, características compatíveis com uma cratera de impacto, mas ainda era necessário realizar uma pesquisa exaustiva.</p><p>E foi assim, com a pesquisa geológica subsequente, os trabalhos de campo e, sobretudo,<strong> uma perfuração realizada vários anos depois, que se conseguiu confirmar que a origem deste local foi um meteorito</strong>.</p><h2>Uma forma perfeita escondida no deserto australiano</h2><p><strong>A cratera situa-se aproximadamente a 36 quilômetros a norte de Newman</strong>, na cordilheira de Ophthalmia, na região de Pilbara, uma região formada por rochas extremamente antigas, pertencentes ao chamado cratão de Pilbara.</p><p>O seu diâmetro médio é de aproximadamente 260 metros, com <strong>uma borda que se eleva cerca de 30 metros acima do fundo relativamente plano da estrutura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790327961365.jpeg" data-image="oz1sgh24n39o"><figcaption>Região de Pilbara, Austrália.</figcaption></figure><p>O caso Hickman é um bom exemplo de como as imagens obtidas por satélite podem mudar <strong>a forma de investigar a superfície terrestre</strong>.</p><p>Antes da existência de ferramentas como o Google Earth, localizar uma estrutura circular com apenas algumas centenas de metros numa região tão extensa <strong>teria exigido percorrer grandes áreas de terreno ou dispor de informação geológica e fotografias aéreas muito detalhadas</strong>.</p><h2>Uma perfuração de quase 65 metros atravessou a cratera</h2><p>Em 2012, o Geological Survey of Western Australia realizou <strong>uma campanha de perfuração científica em colaboração com a empresa mineira Atlas Iron</strong>, que já operava na zona.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782718" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.html" title="Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica">Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica.html" title="Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-do-mar-morto-gera-crateras-com-agua-doce-e-lembra-profecia-biblica-1786213581075_320.jpg" alt="Seca do Mar Morto gera crateras com água doce e lembra profecia bíblica"></a></article></aside><p>Os investigadores realizaram <strong>uma perfuração vertical até quase 65 metros de profundidade</strong> no centro da estrutura, o que permitiu reconstruir parte da história desta cratera.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Un equipo de investigadores ha descubierto el cráter de impacto más antiguo de la Tierra -hasta el momento- en el cratón de Pilbara (Australia), formado hace unos 3500 millones de años, cuando nuestro planeta era un lugar muy diferente. <a href="https://t.co/np0P8Zd8UK">pic.twitter.com/np0P8Zd8UK</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://x.com/geologoenapuros/status/1897706387913768966?ref_src=twsrc%5Etfw">March 6, 2025</a></blockquote></figure><p> Os primeiros 48,4 metros eram constituídos praticamente por sedimentos que se tinham acumulado após o impacto e, logo abaixo destes, <strong>apareciam as rochas originais do terreno, mas intensamente fraturadas pelo evento</strong>. </p><p>E quanto mais fundo se perfurava, mais perto estavam os investigadores<strong> das rochas que tinham sofrido diretamente as consequências do impacto</strong>, pelo que a informação era mais fiável e de maior qualidade.</p><h3>O ferro do meteorito deixou a sua assinatura química</h3><p>Os investigadores analisaram materiais provenientes destas perfurações na zona da cratera, encontrando <strong>concentrações elevadas de níquel e elementos do grupo da platina, entre os quais o irídio e o paládio</strong>.</p><p>Além disso, a elevada concentração de níquel apontava para <strong>um meteorito de ferro</strong>.</p><h2>Um meteorito com até 10 metros de diâmetro</h2><p>Os cálculos efetuados pelos investigadores indicam que o objeto que escavou <strong>a cratera pode ter tido cerca de 10 metros de diâmetro</strong>.</p><p>Este valor pode parecer pequeno, mas um objeto com essas dimensões, a viajar a velocidades incalculáveis, <strong>liberta uma enorme quantidade de energia ao colidir com o solo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">New <a href="https://x.com/hashtag/CurtinResearch?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CurtinResearch</a> has uncovered the worlds oldest meteorite crater in <a href="https://x.com/hashtag/WesternAustralia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#WesternAustralia</a>s <a href="https://x.com/hashtag/Pilbara?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pilbara</a> region 3.5 billion years old! Led by Professors Tim Johnson and Chris Kirkland, this find could reshape Earths history. <a href="https://x.com/hashtag/EarthScience?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EarthScience</a> <a href="https://x.com/hashtag/MeteoriteImpact?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MeteoriteImpact</a> <a href="https://t.co/raH8X9Q6sw">pic.twitter.com/raH8X9Q6sw</a></p>— Curtin Media (@CurtinMedia) <a href="https://x.com/CurtinMedia/status/1899630879791882521?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2025</a></blockquote></figure><p>O resultado foi uma depressão que, tal como já foi referido, tinha aproximadamente <strong>260 metros de diâmetro e um desnível de até 30 metros na sua borda</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O cérebro de uma mosca foi mapeado por completo, revelando milhões de conexões]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 21:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas conseguiram mapear pela primeira vez toda a rede de conexões neurais do cérebro e do sistema nervoso central de uma mosca. O mapa revelou como diferentes grupos de neurônios se organizam em funções e comportamentos específicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes-1790431370627.png" data-image="nw1kgwqi2lil" alt="Pesquisadores da Google Research ajudaram a criar um mapa completo do cérebro e sistema nervoso de uma mosca-da-fruta macho, reconstruindo milhares de neurônios e suas conexões. Crédito: Google" title="Pesquisadores da Google Research ajudaram a criar um mapa completo do cérebro e sistema nervoso de uma mosca-da-fruta macho, reconstruindo milhares de neurônios e suas conexões. Crédito: Google"><figcaption>Pesquisadores da Google Research ajudaram a criar um mapa completo do cérebro e sistema nervoso de uma mosca-da-fruta macho, reconstruindo milhares de neurônios e suas conexões. Crédito: Google</figcaption></figure><p>A conectômica é o estudo da organização das conexões entre neurônios, produzindo um mapa do sistema nervoso em escala sináptica. Em setembro de 2026, pesquisadores do <em>Google Research</em> publicaram <strong>o conectoma completo do sistema nervoso central de uma mosca-da-fruta macho, com mais de 166 mil neurônios e milhões de conexões.</strong></p><p><strong>A importância da conectômica para a inteligência artificial (IA) está em permitir estudar o cérebro como uma rede computacional real.</strong> Ao reconstruir essas redes, pesquisadores podem investigar princípios de organização que dão origem à percepção, ao aprendizado e ao comportamento, oferecendo referências para modelos de IA.</p><p>No futuro, esses mapas também podem ajudar a entender como redes neurais biológicas realizam computações que os modelos artificiais tentam reproduzir de maneira simplificada. <strong>A ideia é identificar os princípios de conectividade, dinâmica e processamento que podem ser implementados computacionalmente. </strong></p><h2>Por que uma mosca?</h2><p><strong>A <em>Drosophila melanogaster</em> foi escolhida porque é um dos organismos-modelo mais importantes da biologia, especialmente em genética e neurociência. </strong>Seu ciclo de vida curto e sistema nervoso compacto permitem estudar relações entre circuitos neurais e comportamento com muito mais facilidade do que em animais maiores. </p><div class="texto-destacado">Além disso, a espécie já possui décadas de dados genéticos e experimentais acumulados, tornando seus circuitos particularmente valiosos para estudos de larga escala.</div><p>Mapear o cérebro humano, com cerca de 86 bilhões de neurônios, ainda está muito além da capacidade atual de reconstrução em escala sináptica. Por isso, <strong>pesquisadores utilizam organismos menores para desenvolver métodos de microscopia, reconstrução e análise computacional.</strong></p><h2>Conectômica</h2><p>A conectômica começa com a fragmentação do cérebro em milhões de cortes extremamente finos, seguida pela obtenção de imagens de cada seção por microscopia eletrônica. <strong>Modelos de IA processam essas imagens bidimensionais e as combinam para reconstruir em 3D a forma dos neurônios e suas conexões sinápticas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes-1790431318718.png" data-image="gx0vdnzs5u0s" alt="O novo mapa se junta ao conectoma da mosca-da-fruta fêmea, permitindo comparar como os circuitos neurais se organizam e variam entre os sexos. Crédito: Google" title="O novo mapa se junta ao conectoma da mosca-da-fruta fêmea, permitindo comparar como os circuitos neurais se organizam e variam entre os sexos. Crédito: Google"><figcaption>O novo mapa se junta ao conectoma da mosca-da-fruta fêmea, permitindo comparar como os circuitos neurais se organizam e variam entre os sexos. Crédito: Google</figcaption></figure><p>O processo ainda exige validação humana, principalmente para corrigir erros e identificar diferentes tipos de neurônios. <strong>Sistemas mais recentes, como o PATHFINDER, usam dados sintéticos e técnicas de IA para aumentar a velocidade e a precisão dessas reconstruções.</strong> Projetos de conectômica podem passar de mapas de pequenos circuitos para maiores.</p><h2>Descobertas</h2><p>O conectoma da mosca-da-fruta já está sendo usado para investigar como circuitos neurais processam informações visuais, estímulos gustativos e comportamentos sociais. <strong>Três estudos publicados junto ao mapa completo analisaram essas funções em escala de circuitos.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736111" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/google-deu-mais-um-salto-na-tecnologia-e-conseguiu-realizar-experimento-quantico.html" title="Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico">Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/google-deu-mais-um-salto-na-tecnologia-e-conseguiu-realizar-experimento-quantico.html" title="Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/google-deu-mais-um-salto-na-tecnologia-e-conseguiu-realizar-experimento-quantico-1761520899428_320.jpg" alt="Google deu mais um salto na tecnologia e conseguiu realizar experimento quântico"></a></article></aside><p>As mesmas técnicas de reconstrução e análise podem ser aplicadas a organismos mais complexos. <strong>No longo prazo, esse conhecimento pode contribuir para compreender alterações dos circuitos neurais associadas a doenças neurodegenerativas </strong>e transtornos neurológicos, além de orientar novas estratégias de diagnóstico e reparo cerebral.</p><h2>Próximo passo: peixes</h2><p><strong>O próximo passo da conectômica é avançar para vertebrados, cujos sistemas nervosos possuem medula espinhal. </strong>Um estudo recente mapeou parte do cérebro posterior do peixe-elefante, responsável pelo processamento de sinais, e combinou o conectoma com dados funcionais para investigar o aprendizado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes-1790431265691.png" data-image="53zygv4q42o2" alt="O próximo passo é avançar para vertebrados, como o peixe-zebra, para mapear redes neurais mais próximas da organização do cérebro humano. Crédito: Google" title="O próximo passo é avançar para vertebrados, como o peixe-zebra, para mapear redes neurais mais próximas da organização do cérebro humano. Crédito: Google"><figcaption>O próximo passo é avançar para vertebrados, como o peixe-zebra, para mapear redes neurais mais próximas da organização do cérebro humano. Crédito: Google</figcaption></figure><p><strong>O peixe-zebra é outro modelo estratégico porque suas larvas possuem cérebros pequenos o suficiente para serem mapeados integralmente com as técnicas atuais. </strong>Pesquisadores estão construindo um conectoma de todo o cérebro da larva, combinando informações sobre estrutura, tipos moleculares de neurônios e atividade neural. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Google%20Research" data-year="2026" data-title="A%20connectomics%20milestone%3A%20Mapping%20the%20complete%20male%20fruit%20fly%20brain" data-url="https%3A%2F%2Fresearch.google%2Fblog%2Fa-connectomics-milestone-mapping-the-complete-male-fruit-fly-brain%2F">Google Research. (2026). <a href="https://research.google/blog/a-connectomics-milestone-mapping-the-complete-male-fruit-fly-brain/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A connectomics milestone: Mapping the complete male fruit fly brain</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cerebro-de-uma-mosca-foi-mapeado-por-completo-revelando-milhoes-de-conexoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A duração da época de degelo no Ártico estabilizou nos últimos anos, apesar do rápido aquecimento]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 20:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há décadas que o gelo marinho do Ártico tem vindo a derreter mais cedo na primavera e a congelar mais tarde no outono, mas esta tendência mudou recentemente. Por que razão isto está a acontecer, quando as regiões do Ártico estão a aquecer mais rapidamente do que o resto do mundo?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090010343.png" data-image="nyeft5otbujp"><figcaption>Desde o início dos registos por satélite, a época de derretimento no Ártico tem-se prolongado na maioria das décadas, especialmente durante a década de 2000 (à esquerda). Desde 2010 (à direita), a época de derretimento parece ter-se estabilizado. Imagens de Michala Garrison com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>Embora a época de derretimento do gelo marinho se tenha prolongado drasticamente durante a maior parte da era dos satélites, <strong>a tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010</strong>.</p><p>Durante décadas, o gelo marinho do Ártico tem derretido mais cedo na primavera e congelado mais tarde no outono, prolongando a época de derretimento e contribuindo para uma perda generalizada de gelo. Um novo estudo liderado pela NASA concluiu que, embora <strong>a época de derretimento no Ártico se tenha prolongado drasticamente desde o início dos registos por satélite</strong>, essa tendência estabilizou-se inesperadamente por volta de 2010.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duracion-de-la-temporada-de-deshielo-artico-estabilizado-1790090025321.gif" data-image="vjzncl02lei8"><figcaption>Tal como acima, mas apresentado como uma sequência de décadas destacadas no recorte. Imagens de Michala Garrison, com base em dados de Boisvert, L., et al.</figcaption></figure><p>De acordo com o estudo, a época de derretimento no Ártico é agora cerca de 40 dias mais longa do que era em 1979. <strong>A maior parte deste aumento ocorreu antes de 2010</strong>. Desde então, a duração média da época de derretimento tem-se mantido relativamente estável, apesar das grandes flutuações de ano para ano.</p><h2>Resultados do estudo da NASA</h2><p>Os pesquisadores analisaram <strong>observações por satélite realizadas entre 1979 e 2023 para determinar quando o gelo marinho começa a derreter</strong> em cada primavera e quando volta a congelar em cada outono. Concluíram que esta alteração se deveu principalmente ao facto de o gelo marinho congelar mais tarde no ano, em vez de derreter mais cedo na primavera.</p><p>“Anteriormente, havia mais gelo plurianual que não derretia todos os verões," explicou Linette Boisvert, coautora do estudo e investigadora especializada em gelo no Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA. <strong>"Agora que o gelo está mais fino e há menos, a variabilidade é muito maior."</strong> No entanto, em média, o declínio na espessura e extensão do gelo marinho que ocorreu durante a década de 2000 parece ter cessado, por enquanto.</p><p>Para compreender o motivo, a equipa analisou as alterações no balanço energético do Ártico: a diferença líquida entre o calor proveniente do Sol, da atmosfera e do oceano e a radiação infravermelha reemitida para o espaço.</p><p><strong>Durante o período de rápida perda de gelo na década de 2000, a redução da cobertura de gelo expôs águas oceânicas mais escuras, que absorveram mais luz solar</strong>. Esta energia solar adicional atrasou o congelamento e contribuiu para prolongar a época de derretimento.</p><p><strong>No mapa à esquerda, as áreas mais vermelhas assinalam as regiões onde a época de derretimento aumentou mais rapidamente durante essa década, em até cinco dias por ano</strong>. Grande parte do gelo ártico atual é mais jovem e mais fino do que o gelo plurianual que outrora se estendia mais amplamente pelo Oceano Ártico, tornando-o mais vulnerável a variações na cobertura de nuvens, tempestades e ventos.</p><p>Desde 2010, as alterações na cobertura de nuvens reduziram a quantidade de luz solar que atinge algumas áreas do Oceano Ártico. Isto fez com que a época de derretimento variasse de ano para ano, mantendo-se, no entanto, relativamente estável a longo prazo. <strong>O mapa à direita reflete esta mudança, com tons mais claros de azul e vermelho a indicarem taxas de variação mais moderadas durante essa década</strong>.</p><p>Estas conclusões não sugerem que as alterações no clima da Terra tenham deixado de afetar o Ártico.</p><div class="texto-destacado"><strong>A região continua a aquecer quase quatro vezes mais depressa do que a média global, e o gelo marinho remanescente é consideravelmente mais fino do que era há várias décadas.</strong></div><p>Em vez disso, o estudo sugere que o Ártico possa ter entrado numa nova fase, na qual os padrões meteorológicos anuais têm uma influência maior na época de derretimento do que tinham anteriormente.</p><p><strong>"A duração da época de derretimento depende muito mais de efeitos atmosféricos,"</strong> afirmou Boisvert. "Estes parecem desempenhar um papel mais importante porque o gelo está frequentemente mais fino e mais vulnerável desde o início."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos">Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html" title="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704334813_320.png" alt="Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos"></a></article></aside><p><strong>Os pesquisadores alertam que a aparente estabilização poderá ser temporária</strong>. A norte da Groenlândia e do Arquipélago Ártico Canadiano, persiste ainda uma espessa camada de gelo ártico ao longo de todo o ano. O afinamento contínuo do gelo nestas regiões poderá desencadear outro período de rápida perda de gelo marinho, com o potencial de prolongar ainda mais a época de derretimento.</p><p>Por enquanto, <strong>o estudo destaca a importância de continuar as observações por satélite do gelo marinho ártico e do balanço energético que controla o seu crescimento e derretimento</strong>. Resta determinar se a recente estabilização representa uma mudança duradoura na época de derretimento ou uma pausa antes de outro período de mudanças rápidas.</p><p>Imagens do <em>NASA Earth Observatory</em>, produzidas por Michala Garrison, utilizando dados de <em>Boisvert, L., et al. (2026)</em>. Artigo de James Riordon/Equipa de Notícias de Ciências da Terra da NASA. </p><p>Fonte:<a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank"> </a><strong><a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank">NASA</a> </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boisvert%2C%20L.%2C%20Parker%2C%20C.%2C%20Valkonen%2C%20E.%20et%20al" data-year="" data-title="A%20recent%20stabilization%20in%20the%20lengthening%20of%20the%20Arctic%20sea%20ice%20melt%20season%20into%20a%20highly%20variable%20regime.%20Commun%20Earth%20Environ" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-03534-8">Boisvert, L., Parker, C., Valkonen, E. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03534-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A recent stabilization in the lengthening of the Arctic sea ice melt season into a highly variable regime. Commun Earth Environ</a>.</cite></p></section><p><a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03534-8"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-duracao-da-epoca-de-degelo-no-artico-estabilizou-nos-ultimos-anos-apesar-do-rapido-aquecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Titanossauros criavam “incubadoras naturais” para proteger seus ovos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 18:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fósseis encontrados no sul da Argentina indicam que alguns dos maiores dinossauros da história conseguiam se reproduzir em altas latitudes usando ninhos que mantinham seus ovos aquecidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos-1790262000212.jpg" data-image="zf6b950fxiry" alt="Uma ninhada de ovos fossilizados de titanossauro. • Darla Zelenitsky" title="Uma ninhada de ovos fossilizados de titanossauro. • Darla Zelenitsky"><figcaption>Uma ninhada de ovos fossilizados de titanossauro. Crédito: Darla Zelenitsky</figcaption></figure><p>Alguns dos maiores animais que já caminharam pela Terra conseguiam se reproduzir muito longe do equador. Fragmentos de<strong> ovos de titanossauros encontrados no sul da Argentina</strong> indicam que esses gigantes provavelmente desenvolveram uma <strong>estratégia para manter seus ovos aquecidos </strong>mesmo em regiões com menor incidência de luz solar.</p><p>A descoberta foi feita a partir de <strong>255 fragmentos de cascas encontrados na Formação Chorrillo</strong>, cerca de 322 quilômetros ao norte do Estreito de Magalhães. Os fósseis têm aproximadamente 68 milhões de anos e estavam em uma região que, no período, ficava entre 55 e 60 graus de latitude sul.</p><p>Segundo estudo publicado na revista <em>Royal Society Open Science</em>, trata-se do ambiente de nidificação de saurópodes localizado na maior latitude já conhecido e da evidência confirmada mais ao sul de ovos de dinossauros. A descoberta mostra que os<strong> titanossauros </strong>não apenas circulavam por altas latitudes, mas também conseguiam <strong>completar ali pelo menos parte de seu ciclo reprodutivo.</strong></p><h2>Vegetação pode ter funcionado como incubadora</h2><p>Diferentemente das aves atuais, os enormes titanossauros <strong>provavelmente não se sentavam sobre os ovos para chocá-los</strong>. Além do comportamento ser considerado improvável pelos pesquisadores, o peso desses animais tornaria essa estratégia inviável.</p><div class="texto-destacado">A hipótese apresentada pelo estudo é que eles construíam grandes ninhos em forma de montículos, usando solo e vegetação. À medida que o material vegetal se decompunha, liberava calor suficiente para auxiliar na incubação dos ovos, funcionando como uma espécie de incubadora natural.</div><p>As cascas encontradas também eram bastante porosas. Se permanecessem expostas ao ar livre, <strong>os ovos poderiam perder água e secar, comprometendo os embriões</strong>. Enterrá-los em areia, solo ou vegetação ajudaria a manter a umidade necessária ao desenvolvimento.</p><h2>Gigantes nasciam com poucos quilos</h2><p>A descoberta também <strong>amplia o conhecimento sobre a capacidade de adaptação dos titanossauros. </strong>Até então, pesquisadores consideravam a possibilidade de esses animais visitarem regiões de altas latitudes apenas durante períodos mais quentes e depois migrarem para áreas próximas ao equador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos-1790262150887.jpg" data-image="a08dgejtbp1z" alt="Segundo Darla Zelenitsky, paleontóloga e professora associada da Universidade de Calgary, em Alberta, ainda existem alguns mistérios em relação a esse assunto (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)" title="Segundo Darla Zelenitsky, paleontóloga e professora associada da Universidade de Calgary, em Alberta, ainda existem alguns mistérios em relação a esse assunto (Google Gemini/Imagem Gerada por IA)"><figcaption>Segundo Darla Zelenitsky, paleontóloga e professora associada da Universidade de Calgary, em Alberta, ainda existem alguns mistérios em relação a esse assunto. Crédito: Google Gemini/Imagem Gerada por IA</figcaption></figure><p>Os novos fósseis indicam que eles poderiam permanecer nessas regiões durante todo o ano ou, pelo menos, tempo suficiente para se reproduzir. Os titanossauros estão entre os <strong>maiores dinossauros conhecidos</strong>, com alguns indivíduos estimados em até 75 toneladas.</p><p>Apesar das dimensões impressionantes dos adultos,<strong> seus ovos eram relativamente pequenos. </strong>Segundo os pesquisadores, poderiam comportar cerca de quatro litros, enquanto os filhotes teriam aproximadamente quatro quilos ao nascer.</p><h2>Ninhos podiam ocupar grandes áreas</h2><p>Ainda não foi possível determinar exatamente qual espécie produziu os ovos. Dentes encontrados na mesma região, porém, pertencem a <strong>colossossaurianos</strong>, grupo que inclui alguns dos maiores titanossauros conhecidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779288" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos.html" title="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos">Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos.html" title="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jurassic-park-errou-estudo-revela-que-filhotes-de-t-rex-eram-do-tamanho-de-gatos-1784405176989_320.jpg" alt="Jurassic Park errou: estudo revela que filhotes de T. rex eram do tamanho de gatos"></a></article></aside><p>Os ninhos também não seriam pequenos. A paleontóloga Darla Zelenitsky, uma das responsáveis pelo estudo, estima <strong>estruturas formadas por montes de terra e vegetação</strong> aproximadamente do tamanho de uma mesa de piquenique, com os ovos enterrados em seu interior.</p><p>Caso esses animais nidificassem coletivamente, as estruturas poderiam transformar significativamente a paisagem. Para os pesquisadores, os fósseis revelam <strong>uma nova dimensão da capacidade de adaptação dos gigantes do Cretáceo</strong>, que encontraram maneiras de garantir sua reprodução mesmo em ambientes distantes das regiões tropicais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN%20Brasil" data-year="2026" data-title="Titanossauros%20se%20reproduziam%20em%20altas%20latitudes%20com%20estrat%C3%A9gia%20inteligente" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fcuriosidades%2Ftitanossauros-se-reproduziam-em-altas-latitudes-com-estrategia-inteligente%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">CNN Brasil. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/titanossauros-se-reproduziam-em-altas-latitudes-com-estrategia-inteligente/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Titanossauros se reproduziam em altas latitudes com estratégia inteligente</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/itanossauros-criavam-incubadoras-naturais-para-proteger-seus-ovos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Assim é viver e trabalhar a 4.000 m acima do nível do mar: “Aqui as doenças nem sequer chegam”]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/assim-e-viver-e-trabalhar-a-4-000-m-acima-do-nivel-do-mar-aqui-as-doencas-nem-sequer-chegam.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 17:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 4.000 metros de altitude, Juanito cuida de 150 ovelhas no Equador, enquanto trabalhadores de uma mina na Argentina enfrentam turnos na mesma altitude.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159819788.jpg" data-image="px34jv9y09af"><figcaption>Juanito, de 71 anos, cuida de cerca de 150 ovelhas nos páramos do Equador, onde vive com parte de sua família a 4.000 metros de altitude. Imagem: @josueyeli/Youtube</figcaption></figure><p>A vida em locais situados <strong>acima de 4.000 metros de altitude</strong> tem pouco em comum com a que se desenvolve em altitudes menores. Nos <em>páramos </em>do <strong>Equador</strong>, Juanito mantém um vínculo com a terra há 71 anos e continua cuidando de cerca de 150 ovelhas. Por outro lado, na <strong>Cordilheira de San Juan</strong>, os trabalhadores da mina Veladero, na <strong>Argentina</strong>, permanecem 15 dias na montanha antes de passar outros 15 em casa.</p><p>São duas formas de viver nas alturas e duas rotinas completamente distintas. Uma está ligada a uma família indígena que vive há gerações no mesmo ambiente; a outra depende de um sistema de turnos que permite manter a atividade de mineração em funcionamento dia e noite. Em ambos os casos, o <strong>corpo e os hábitos precisam se adaptar</strong> a milhares de metros acima do nível do mar.</p><h2>Viver a 4.000 metros junto a um rebanho</h2><p>Juanito vive nas <strong>terras altas do Equador</strong> com parte de sua família. Ele pertence à cultura indígena Panzaleo e nasceu no mesmo lugar que seus pais. Continua vivendo lá aos 71 anos, sem cogitar abandonar uma atividade que conhece desde criança. “Aqui vivemos tranquilos. Somos felizes com a tranquilidade”, explica.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/8tUuYhYap-Q/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=8tUuYhYap-Q" id="8tUuYhYap-Q"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Sua jornada começa quando ele abre o curral e conduz os animais para as áreas de pastagem. O trajeto pode levar 40 minutos ou até mais. A atividade se repete dia após dia e faz parte de uma tradição familiar. “Meu pai e minha mãe também nasceram aqui. Por isso não fomos embora”, conta.</p><p>A moradia também não se parece com uma casa convencional. A família vive em <strong>cabanas feitas de barro e palha</strong>, aquece-se com lenha e dorme sobre colchões de palha cobertos por várias mantas. Também cultiva e colhe alimentos, embora, ocasionalmente, vá à cidade para comprar produtos e vender parte do que produz.</p><h2>Uma rotina marcada pelo frio e pelo isolamento</h2><p>Para Juanito, viver longe das cidades tem uma vantagem relacionada à tranquilidade. Ele tem seis filhos e seis netos — alguns ainda ao seu lado — e considera que ter permanecido ali permitiu manter um estilo de vida familiar que conhece desde sempre. “Graças a Deus, vivemos com tranquilidade, e <strong>as doenças não chegam aqui</strong>”, afirma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159973906.jpg" data-image="srw1ra9kxgji"><figcaption>Juanito mantém uma vida ligada ao pastoreio nos páramos equatorianos, onde acompanha seu rebanho todos os dias a mais de 4.000 metros de altitude. Imagem: @josueyeli/YouTube</figcaption></figure><p>O trabalho com as ovelhas não ocupa todos os momentos do dia. Durante os deslocamentos com o rebanho, o pastor costuma levar uma flauta andina e tocar enquanto caminha. Sua relação com o instrumento chega a inspirar uma de suas brincadeiras: “ela gosta mais de mim do que a minha mulher”.</p><p>A vida de Juanito tornou-se conhecida por um público mais amplo depois que Josué e Elie, do canal do YouTube “<em>Ecuador y sus paisajes</em>”, conviveram por três dias com ele e sua família. Essa estadia permitiu mostrar as tarefas cotidianas, o cuidado com os animais e as condições de vida nos <em>páramos</em>. Após mais de sete décadas no local, Juanito resume seu dia a dia assim: “Somos felizes aqui com a tranquilidade e trabalhamos com as 150 ovelhinhas”.</p><h2>Viver a 4.000 metros durante 15 dias seguidos</h2><p>A milhares de quilômetros de distância, a altitude também condiciona a rotina de quem trabalha na<strong> mina Veladero</strong>, situada a mais de 4.000 metros na <strong>Cordilheira de San Juan</strong>, a <strong>oeste da província argentina de San Juan</strong>. O complexo se prepara para completar 20 anos de operação ininterrupta e funciona em regime de revezamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159493041.jpg" data-image="jn2qi6ckqpru"><figcaption>A mina Veladero opera a mais de 4.000 metros de altitude, com equipes organizadas em turnos diurnos e noturnos. Imagem: tiempodesanjuan.com</figcaption></figure><p>Os funcionários permanecem <strong>15 dias na montanha</strong> e, depois, dispõem de outros 15 de descanso. O primeiro dia é geralmente destinado à aclimatação, devido aos efeitos que a subida pode provocar. Superada essa fase inicial de adaptação, a atividade prossegue dividida entre turnos diurnos e noturnos.</p><p>Na área de extração, operam 52 caminhões que mantêm a atividade de forma contínua. Cada veículo chega a realizar cerca de 600 viagens por turno. A equipe que opera essas máquinas é composta majoritariamente por mulheres, em uma atividade que, durante décadas, teve predominância masculina.</p><h2>Dormir, comer e trabalhar de acordo com o turno</h2><p>A rotina diária muda completamente quando chega o turno da noite. Quem trabalha nesse horário almoça entre as 17h e as 19h, enquanto o jantar é servido entre a meia-noite e as 3h da manhã. <strong>O horário de trabalho determina boa parte dos hábitos enquanto permanecem na mina</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">9 de Julio | Día de la Independencia Argentina<br><br>Desde el corazón de la cordillera, teñida de celeste y blanco, nuestro homenaje hoy es trabajar con alegría y el compromiso de cada minero y minera para fortalecer al país ️<a href="https://x.com/hashtag/Veladero?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Veladero</a> <a href="https://x.com/hashtag/Miner%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Minería</a> <a href="https://x.com/hashtag/D%C3%ADaDelaindependencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#DíaDelaindependencia</a> <a href="https://t.co/UqawfFuS24">pic.twitter.com/UqawfFuS24</a></p>— Veladero (@MinaVeladero) <a href="https://x.com/MinaVeladero/status/1545770964818006018?ref_src=twsrc%5Etfw">July 9, 2022</a></blockquote></figure><p>A extração também não pode parar. De fato, manter a atividade permite preservar a estabilidade estrutural da jazida e prevenir problemas como desabamentos ou inundações. Por esse motivo, as equipes são distribuídas entre os turnos diurnos e noturnos.</p><p>O retorno para casa é parte essencial desse sistema. “Nossos cérebros estão programados para trabalhar apenas 14 dias. Já no 15º dia, queremos descer, ver nossas famílias, retomar nossas vidas. Mas somos gratos; esta mina mudou nossas vidas”, comentaram os trabalhadores de Veladero ao veículo de comunicação argentino “<em>Tiempo de San Juan</em>”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/distrito-mineiro-a-mais-de-1-500-metros-de-altitude-ganha-destaque-seu-charme-europeu-e-reconhecido-mundialmente.html" title="Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente">Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/distrito-mineiro-a-mais-de-1-500-metros-de-altitude-ganha-destaque-seu-charme-europeu-e-reconhecido-mundialmente.html" title="Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/distrito-mineiro-a-mais-de-1-500-metros-de-altitude-ganha-destaque-seu-charme-europeu-e-reconhecido-mundialmente-1782332475838_320.jpg" alt="Distrito mineiro a mais de 1.500 metros de altitude ganha destaque: seu 'charme europeu' é reconhecido mundialmente"></a></article></aside><p>Dois <strong>modos de vida</strong> a mais de 4.000 metros de altitude, separados por milhares de quilômetros e por trabalhos muito distintos, mas condicionados, em ambos os casos, pela mesma altitude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/assim-e-viver-e-trabalhar-a-4-000-m-acima-do-nivel-do-mar-aqui-as-doencas-nem-sequer-chegam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A planta perfeita para o verão: trepadeira dá sombra, perfume e transforma qualquer varanda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 14:16:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Conheça aqui uma planta trepadeira ótima para o verão, pois ela deixa sua casa mais fresca com a sombra que proporciona, além de mais florida e perfumada, e não exige muitos cuidados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda-1790362341402.jpg" data-image="ccnn5tf3by5o"><figcaption>De flores azuladas, roxas ou brancas, esta planta se destaca na paisagem e serve de cobertura para pergolados, por exemplo.</figcaption></figure><p>O verão logo estará aí, e neste calor ter a <strong>varanda </strong>ou outra área externa da casa com <strong>sombra e ar fresco </strong>seria muito bom, não é mesmo? Pois saiba que uma planta trepadeira muito vistosa pode proporcionar isso sozinha.</p><p>Além de criar uma sombra natural, esta <strong>planta </strong>ainda <strong>perfuma e embeleza o espaço</strong>. Descubra abaixo de que planta estamos falando.</p><h2>A planta que traz perfume e ar fresco à varanda de casa</h2><p>Estamos falando da<strong> glicínia (<em>Wisteria</em>)</strong>, uma planta trepadeira clássica e elegante, famosa por suas<strong> flores delicadas e perfumadas em cachos pendentes </strong>que formam cascatas impressionantes em tons de lilás, roxo, azul ou branco.</p><p>Ela cresce vigorosamente, cobrindo estruturas com um volume de folhas capaz de criar sombra natural e ajudar a controlar o calor ao redor. É uma <strong>ótima opção de cobertura para pergolados, arcos, muros e cercas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Uma curiosidade: a palavra "glicínia" vem do grego <em>glukús</em>, que significa "doçura" ou "ternura", por causa do perfume de suas flores, representando o amor e a beleza efêmera. </div><p>Mas suas flores costumam aparecer com maior intensidade na primavera, criando um efeito ornamental bastante marcante.</p><p>As <strong>espécies</strong> mais comuns são a <em>Wisteria sinensis</em>, de origem chinesa e com cachos menores, porém em grande quantidade, e a <em>Wisteria floribunda</em>, nativa do Japão e com cachos mais longos e exuberantes.</p><h2>Como cultivar a glicínia</h2><p>De crescimento lento, a glicínia pode levar anos para se tornar adulta e iniciar o florescimento; mas é muito longeva e pode viver até 100 anos. </p><p>A glicínia deve ser plantada em<strong> solo bem drenado, fértil</strong> e rico em matéria orgânica. Ah, e um detalhe: como seus ramos podem ficar pesados, ela não é indicada para estruturas frágeis. É importante<strong> oferecer suportes robustos e resistentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda-1790362388933.jpg" data-image="o2yw8nf2ctgr"><figcaption>Com os cuidados corretos, a glicínia vai encher seu ambiente de perfume e sombra.</figcaption></figure><p>Ela <strong>pode atingir mais de 10 a 15 metros de comprimento</strong>, exigindo podas regulares de contenção e formação. </p><p>Além disso, ela prefere<strong> locais com luz solar direta</strong>, já que floresce melhor quando recebe algumas horas de sol direto por dia. A luz direta estimula seu crescimento e ajuda os cachos a terem cor e perfume mais intensos. Ela pode tolerar sombra parcial, mas a luz solar direta é preferível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda-1790362419447.jpg" data-image="0b4e8x5wcphz"><figcaption>A glicínia tem longos cachos pendentes (de 15 a 30 cm) que florescem na primavera, exalando um perfume adocicado marcante.</figcaption></figure><p>Quanto à adubação, aconselha-se aplicar fertilizantes balanceados na primavera para promover um crescimento saudável. As <strong>podas devem ser feitas regularmente</strong> (no final do inverno ou início da primavera é ideal) para controlar o crescimento e moldar a planta, e incentivar a formação de flores. Aliás, ela <strong>atinge a floração no período da primavera</strong>.</p><p>As <strong>regas </strong>devem ser <strong>regulares e moderadas</strong>, mantendo o solo uniformemente úmido, principalmente durante o estabelecimento da planta; mas<strong> evitando o encharcamento</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior.html" title="O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior">O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior.html" title="O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior-1788987182457_320.jpg" alt="O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior"></a></article></aside><p>Esta planta ainda <strong>atrai polinizadores</strong> como abelhas e borboletas, deixando o ambiente mais vivo durante a estação.</p><p>Ah, é importante destacar que esta é uma <strong>planta tóxica</strong> e deve ficar longe do alcance de crianças pequenas e de animais de estimação, para evitar que eles ingerem ela.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Oeste" data-year="2025" data-title="A%20trepadeira%20que%20transforma%20varandas%20no%20ver%C3%A3o%20e%20ainda%20cria%20uma%20sombra%20natural%20perfumada" data-url="https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Foestegeral%2F2025%2F12%2F03%2Fa-trepadeira-que-transforma-varandas-no-verao-e-ainda-cria-uma-sombra-natural-perfumada%2F">Redação Oeste. (2025). <a href="https://revistaoeste.com/oestegeral/2025/12/03/a-trepadeira-que-transforma-varandas-no-verao-e-ainda-cria-uma-sombra-natural-perfumada/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A trepadeira que transforma varandas no verão e ainda cria uma sombra natural perfumada</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-planta-perfeita-para-o-verao-trepadeira-da-sombra-perfume-e-transforma-qualquer-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Camada de ozônio está se recuperando, mas seu buraco atingiu o pico antes do previsto em 2026", afirma OMM]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/camada-de-ozonio-esta-se-recuperando-mas-seu-buraco-atingiu-o-pico-antes-do-previsto-em-2026-afirma-omm.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 12:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Dados animadores sobre a camada de ozônio: o seu buraco continua diminuindo, o que indica uma recuperação progressiva da camada protetora da Terra. Aqui estão as últimas medições oficiais e os dados que continuam preocupantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rapporto-wmo-strato-di-ozono-in-costante-ripresa-2025-ma-a-settembre-2026-il-massimo-del-buco-e-in-anticipo-1790277973692.jpg" data-image="7m4d2mju67t5"><figcaption>Por ocasião do Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio, celebrado anualmente em 16 de setembro, a OMM (Organização Meteorológica Mundial) publicou seu Boletim do Ozônio de 2025. O relatório, que analisou o ciclo do ozônio na Antártida para 2025, apontou que o buraco do ano passado foi um dos "menos graves" dos últimos 20 anos.</figcaption></figure><p><strong>Nos últimos anos, a camada de ozônio tem apresentado sinais constantes de melhora</strong>. Em 2024 e 2025, a quantidade total de ozônio superou a média em vastas áreas do hemisfério sul. Essa tendência positiva está relacionada ao aumento da atividade das ondas planetárias, o que favoreceu o transporte de ozônio em direção aos polos.</p><p>Por outro lado, <strong>entre 2022 e 2023, foram registradas anomalias negativas devido à redução da circulação atmosférica</strong> e aos efeitos da erupção vulcânica de Hunga Tonga. No entanto, a longo prazo, o esgotamento da camada de ozônio — observado da década de 1960 até a de 1990 — foi interrompido graças à proibição de substâncias nocivas estabelecida pelo Protocolo de Montreal, dando início a uma fase de recuperação lenta, porém progressiva, a partir do ano 2000.</p><h2>O buraco na camada de ozônio na Antártica em 2025</h2><p>Por ocasião do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, celebrado anualmente em 16 de setembro, a OMM (Organização Meteorológica Mundial) apresentou seu Boletim do Ozônio de 2025. O relatório, que analisou o ciclo do ozônio na Antártica em 2025, indicou que <strong>o buraco do ano passado foi um dos "menos graves" dos últimos 20 anos</strong>.</p><p>De fato, de modo geral, o buraco na camada de ozônio de 2025 <strong>situou-se entre o quarto e o quinto menos intensos desde o início das observações</strong> sistemáticas, em 1992.</p><div class="texto-destacado">O déficit máximo anual de massa de ozônio (DMO) foi de 36,7 milhões de toneladas em 29 de setembro de 2025. Isso representa uma redução de mais de 25% em relação à média histórica de 1990-2010 (50,1 milhões de toneladas), o que constitui uma melhoria significativa.</div><p>Essa<strong> menor extensão e "intensidade" do buraco</strong> também ocorreram graças aos episódios de aquecimento estratosférico que, em meados de setembro do ano passado, desaceleraram a destruição da camada de ozônio, desmantelando prematuramente o vórtice polar antártico em outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rapporto-wmo-strato-di-ozono-in-costante-ripresa-2025-ma-a-settembre-2026-il-massimo-del-buco-e-in-anticipo-1790278022076.jpg" data-image="b474gnrwd56s"><figcaption>O déficit máximo anual de massa de ozônio (DMO) foi de 36,7 milhões de toneladas em 29 de setembro de 2025. Isso representa uma redução de mais de 25% em relação à média histórica do período 1990-2010 (50,1 milhões de toneladas), o que constitui uma melhoria significativa.</figcaption></figure><p>Lembremos, de fato, que a reação pela qual as moléculas de ozônio se dissociam dos clorofluorcarbonetos (CFC) é favorecida por temperaturas estratosféricas muito baixas.</p><h2>Setembro de 2026: Contrariando a tendência, mas há uma razão<br></h2><p>O Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus (CAMS) detectou que o <strong>buraco</strong> na camada de ozônio da Antártica atingiu seu <strong>pico </strong>de <strong>extensão anual</strong> um pouco <strong>antes do habitual </strong>— em 12 de setembro de 2026 —, em consonância com o que já havia sido observado em 2025.</p><p>No entanto, <strong>diferentemente do ano anterior, em 2026 a extensão manteve-se acima da média</strong>, cerca de 5 milhões de km² acima da média para esse período. Além disso, o rápido desenvolvimento do buraco na camada de ozônio em 2026 coincidiu com uma queda acentuada da temperatura estratosférica a cerca de 20 km acima do Polo Sul. Portanto, as condições foram particularmente favoráveis ao seu desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778465" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-buraco-na-camada-de-ozonio-comecou-a-se-formar-quase-30-anos-antes-de-ser-descoberto.html" title="O buraco na camada de ozônio começou a se formar quase 30 anos antes de ser descoberto">O buraco na camada de ozônio começou a se formar quase 30 anos antes de ser descoberto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-buraco-na-camada-de-ozonio-comecou-a-se-formar-quase-30-anos-antes-de-ser-descoberto.html" title="O buraco na camada de ozônio começou a se formar quase 30 anos antes de ser descoberto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-agujero-de-ozono-empezo-a-gestarse-casi-30-anos-antes-de-ser-descubierto-1783845544179_320.jpg" alt="O buraco na camada de ozônio começou a se formar quase 30 anos antes de ser descoberto"></a></article></aside><p>Na prática, 2025 e 2026 representam duas situações distintas — embora com desfechos opostos — que ocorrem em um contexto que, de modo geral, tende a melhorar as condições da camada de ozônio atmosférica da Terra.</p><h2>Um século de medições e o aumento da radiação UV na Europa</h2><p>Em <strong>2026</strong>, as <strong>medições de ozônio</strong> em Arosa e Davos, na Suíça, <strong>completaram um século</strong>: 100 anos de observação contínua, o que a torna a base de dados mais extensa do mundo, essencial para estimar a espessura da camada de ozônio e os níveis de referência anteriores à era dos CFCs.</p><p>Essa continuidade de dados nos permitiu monitorar o declínio e a posterior recuperação: o nível médio de ozônio nas latitudes médias do Hemisfério Norte (35°N-60°N) é 2% inferior à média do período de 1964 a 1980.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rapporto-wmo-strato-di-ozono-in-costante-ripresa-2025-ma-a-settembre-2026-il-massimo-del-buco-e-in-anticipo-1790278113319.jpg" data-image="lsdbpmtzuy9x"><figcaption>O menor tamanho e a menor intensidade do buraco na camada de ozônio de 2025 também se deveram a eventos de aquecimento estratosférico que, em meados de setembro do ano anterior, desaceleraram o esgotamento da camada de ozônio, desmantelando prematuramente o vórtice polar antártico em outubro. Esse fenômeno é diametralmente oposto àquele que, em setembro de 2026, provocou um pico na extensão do buraco na camada de ozônio, apesar de uma melhoria geral do clima.</figcaption></figure><p>Apesar da recuperação da camada de ozônio, observa-se em muitas regiões um aumento na dose anual de radiação UV e um incremento nos dias com índice UV elevado, especialmente na primavera e no início do verão.</p><p>Na <strong>Europa</strong>, as doses anuais de radiação UV aumentaram até 20% desde 1995. Esse fenômeno deve-se, em 80%, à redução da nebulosidade e, em 20%, à diminuição das concentrações de aerossóis.</p><h2>O sucesso da Emenda de Kigali ao longo de uma década</h2><p>A proteção da camada de ozônio tem suas raízes no histórico Protocolo de Montreal, assinado em 1987 e que entrou em vigor em 1989, para proibir as substâncias químicas responsáveis pelo buraco na camada de ozônio. Esse marco regulatório foi complementado em <strong>2016 </strong>pela <strong>Emenda de Kigali</strong>, criada para abordar outro problema relacionado: a <strong>propagação de hidrofluorcarbonetos (HFCs)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozônio em 7 anos">MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozônio em 7 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozônio em 7 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mit-finds-key-chemical-that-could-delay-ozone-layer-recovery-by-seven-years-1776798891228_320.jpg" alt="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozônio em 7 anos"></a></article></aside><p>Embora não danifiquem diretamente a camada de ozônio, os <strong>HFCs são gases de efeito estufa muito potentes</strong>, utilizados em sistemas de refrigeração e ar-condicionado.</p><p>Essa <strong>emenda</strong> tem como <strong>objetivo </strong><strong>reduzir o uso de HFCs em mais de 80% nas próximas décadas </strong>— um marco fundamental que, se totalmente implementado, permitirá evitar um aquecimento de até 0,5 °C até o ano de 2100, combinando a proteção do escudo atmosférico com o combate às mudanças climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="WMO%20-%20World%20Meteorological%20Organization" data-year="" data-title="State%20of%20the%20ozone%20layer%20in%202025" data-url="https%3A%2F%2Fmcusercontent.com%2F618614864060486033e4590d6%2Ffiles%2Fcf466640-16e4-9c41-eda9-b68259051858%2FOzone_and_UV_Bulletin_4_en.pdf%3Ffbclid%3DIwY2xjawUeL_NwZG9mBWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMW1manAwZ0tobG1US0tDeGNzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeFH7Nw-vjXP0mh6rM7ebK6Lfi1r_39_gMsGKoZOdiKjBHouuwWd0UfwuTKnY_aem_v0HOfFZ8gdDRFSU9kQ71SQ">WMO - World Meteorological Organization. <a href="https://mcusercontent.com/618614864060486033e4590d6/files/cf466640-16e4-9c41-eda9-b68259051858/Ozone_and_UV_Bulletin_4_en.pdf?fbclid=IwY2xjawUeL_NwZG9mBWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMW1manAwZ0tobG1US0tDeGNzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeFH7Nw-vjXP0mh6rM7ebK6Lfi1r_39_gMsGKoZOdiKjBHouuwWd0UfwuTKnY_aem_v0HOfFZ8gdDRFSU9kQ71SQ" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">State of the ozone layer in 2025</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/camada-de-ozonio-esta-se-recuperando-mas-seu-buraco-atingiu-o-pico-antes-do-previsto-em-2026-afirma-omm.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Terra cruza uma nova linha vermelha: sete dos nove limites planetários já foram ultrapassados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-terra-cruza-uma-nova-linha-vermelha-sete-dos-nove-limites-planetarios-ja-foram-ultrapassados.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório científico alerta que sete dos nove limites que regulam a estabilidade do planeta já foram ultrapassados e que todos eles continuam a se afastar ainda mais da zona considerada segura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tierra-cruza-una-nueva-linea-roja-ya-son-7-de-9-los-limites-planetarios-superados-1790179338588.png" data-image="jm6ab1f9bo9e"><figcaption>O conceito de limites planetários visa estabelecer um espaço de operação seguro para a humanidade.</figcaption></figure><p>A Terra acaba de passar por mais um "check-up de saúde", e os resultados da análise estão, mais uma vez, acendendo um sinal de alerta. O <em>Planetary Health Check 2026 </em>(Avaliação da Saúde Planetária 2026), elaborado por mais de 60 cientistas, conclui que<strong> 7 dos 9 limites planetários já foram ultrapassados</strong> e que todos eles <strong>continuam apresentando deterioração</strong>.</p><p>O relatório foi apresentado no dia 21 de setembro pelo Laboratório de Ciência dos Limites Planetários do Instituto Potsdam de Pesquisa sobre o Impacto Climático (PIK) e fornece uma<strong> atualização anual</strong> sobre a situação dos principais processos que mantêm a estabilidade do sistema terrestre.</p><h2><strong>O que são limites planetários?</strong></h2><p>O conceito de limites planetários visa estabelecer um espaço de operação seguro para a humanidade. Não se trata de nove fronteiras físicas que, uma vez ultrapassadas, desencadeiam automaticamente um desastre, mas sim de <strong>indicadores </strong>que permitem avaliar em que medida a capacidade da Terra de manter condições relativamente estáveis está sendo alterada.</p><p>Os nove processos analisados são: <strong>mudanças climáticas</strong>, integridade da biosfera, mudanças no uso da terra, alterações na água doce, fluxos biogeoquímicos, novas entidades — como produtos químicos e plásticos —, acidificação dos oceanos, depleção da camada de ozônio estratosférico e carga de aerossóis atmosféricos.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/LnpEiDq4HBE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=LnpEiDq4HBE" id="LnpEiDq4HBE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>De acordo com a nova avaliação, <strong>sete deles estão fora do espaço considerado seguro</strong>: mudanças climáticas, integridade da biosfera, mudanças no uso da terra, alterações na água doce, fluxos biogeoquímicos, novas entidades e acidificação dos oceanos.</p><h2>Sete limites ultrapassados, e a situação só piora</h2><p>Uma das constatações mais marcantes do relatório é que os sete limites já ultrapassados atingiram seus níveis mais elevados de deterioração registrados. A <strong>acidificação dos oceanos tornou-se o mais recente</strong> dos nove processos a ultrapassar seu limite, o que ocorreu em 2025.</p><div class="texto-destacado">Nem todos apresentam o mesmo nível de risco. O relatório distingue entre diferentes graus de afastamento do espaço operacional seguro. Quanto mais estas margens forem ultrapassadas, maior será a incerteza e maior será o risco de mudanças profundas e difíceis de reverter em certos sistemas terrestres.</div><p>Os outros dois limites apresentam uma situação diferente. O<strong> ozônio estratosférico </strong>e a carga global de aerossóis permanecem dentro do espaço operacional seguro, embora pesquisadores alertem para a existência de problemas regionais relacionados aos aerossóis e para a desaceleração da recuperação do ozônio.</p><h2>Um planeta onde tudo está conectado</h2><p>A importância desses limites está não apenas em quantos deles foram ultrapassados, mas também no fato de que não operam de forma independente.</p><p>O <strong>clima, os oceanos, os ecossistemas, a água doce e os solos fazem todos parte do mesmo sistema</strong>. Alterar um desses componentes pode aumentar a pressão sobre os outros e desencadear efeitos em cascata. Por essa razão, os cientistas consideram que o desvio simultâneo em relação a vários limites aumenta o risco de mudanças persistentes e potencialmente irreversíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tierra-cruza-una-nueva-linea-roja-ya-son-7-de-9-los-limites-planetarios-superados-1790179642724.jpg" data-image="5k1psvyw2vo0"><figcaption>O relatório distingue entre diferentes graus de afastamento do espaço operacional seguro.</figcaption></figure><p>O relatório também aborda uma questão particularmente relevante: os <strong>sumidouros naturais de carbono</strong>. Florestas, solos e outros ecossistemas absorvem uma parcela significativa do dióxido de carbono emitido por atividades humanas, mas ondas de calor, secas, incêndios florestais e a degradação ambiental podem reduzir essa capacidade.</p><p>Isso significa que <strong>alguns ecossistemas poderiam perder parte de seu papel como amortecedores das mudanças climáticas</strong> justamente quando são mais necessários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-perto-do-limite-estudo-aponta-que-desmatamento-pode-antecipar-risco-climatico.html" title="Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático">Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/amazonia-perto-do-limite-estudo-aponta-que-desmatamento-pode-antecipar-risco-climatico.html" title="Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-perto-do-limite-estudo-aponta-que-desmatamento-pode-antecipar-risco-climatico-1778595932274_320.jpg" alt="Amazônia perto do limite: estudo aponta que desmatamento pode antecipar risco climático"></a></article></aside><p>A situação, no entanto, não significa que um ponto de não retorno global já tenha sido ultrapassado. Os próprios pesquisadores enfatizam que os limites planetários são indicadores de risco crescente, e não interruptores que desencadeiam um colapso imediato.</p><p>A recuperação da camada de ozônio demonstra, de fato, que as tendências ambientais podem ser alteradas quando medidas coordenadas são implementadas. O novo relatório oferece, portanto, um<strong> panorama preocupante do estado do planeta</strong>, mas também uma ferramenta para mensurar onde estão os maiores riscos e como eles evoluem ao longo do tempo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Planetary%20Boundaries%20Science%20Lab" data-year="2026" data-title="Planetary%20Health%20Check%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.planetaryhealthcheck.org%2F">Planetary Boundaries Science Lab. (2026). <a href="https://www.planetaryhealthcheck.org/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Planetary Health Check 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-terra-cruza-uma-nova-linha-vermelha-sete-dos-nove-limites-planetarios-ja-foram-ultrapassados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arroz no RS: nova chuva pode encurtar a janela de semeadura no fim de setembro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/arroz-no-rsl-nova-chuva-pode-encurtar-a-janela-de-semeadura-no-fim-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 08:12:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A semeadura do arroz irrigado avança no Rio Grande do Sul, mas tempestades podem reduzir o acesso aos campos entre domingo e terça. Antes de mobilizar máquinas, produtores precisam conferir chuva, drenagem e umidade em cada talhão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arroz-no-rsl-nova-chuva-pode-encurtar-a-janela-de-semeadura-no-fim-de-setembro-1790367354818.jpg" data-image="utnebaxec4ok" alt="arroz, RS, semeadura" title="arroz, RS, semeadura"><figcaption>A previsão de chuva ajuda a identificar onde a semeadura do arroz pode avançar antes da próxima rodada de instabilidade.</figcaption></figure><p>A semeadura do arroz irrigado no Rio Grande do Sul enfrenta uma janela instável entre sexta (25) e terça (29). A previsão indica<strong> mais de 100 mm em pontos da fronteira uruguaia no domingo</strong>. A área pretendida para o arroz soma 861,8 mil hectares. Fronteira Oeste, Campanha e Zona Sul exigem atenção; soja e milho também dependem do solo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A decisão é onde as máquinas podem trabalhar sem compactar o terreno. <strong>Uma tarde sem chuva não garante acesso aos quadros.</strong> Em Uruguaiana, Bagé e Pelotas, drenagem e umidade do talhão precisam orientar preparo e plantio. O avanço só faz sentido onde a superfície sustenta equipamentos e os canais retiram a água.</p><h2>Sexta e sábado: pausa de chuva varia entre as regiões arrozeiras </h2><p>O <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/noticias/previs%C3%A3o-para-sexta-feira-25-e-s%C3%A1bado-26" target="_blank">INMET</a>) prevê <strong>pancadas de chuva e trovoadas no sul e sudeste do Rio Grande do Sul na tarde de sexta-feira (25)</strong>. No sábado (26), a chuva pode se espalhar para o centro, oeste e sul do estado. </p><p>Uruguaiana e São Borja, na Fronteira Oeste, devem monitorar o volume de chuva acumulado. Já Bagé, na Campanha, e Pelotas, na Zona Sul, podem ter condições climáticas diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arroz-no-rsl-nova-chuva-pode-encurtar-a-janela-de-semeadura-no-fim-de-setembro-1790367652899.jpg" data-image="tzhrun2af19s" alt="arroz, chuva, pancadas" title="arroz, chuva, pancadas"><figcaption>Previsão de chuva para sábado (26), às 16h, com maior probabilidade entre Uruguaiana e Rivera.</figcaption></figure><p>O arroz está em pré-semeadura ou implantação inicial. <strong>Solo encharcado dificulta nivelamento, contato da semente e circulação de equipamentos.</strong> </p><p>A <em>Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul</em> (<a href="https://www.revistacultivar.com.br/noticias/rs-safra-2026-27-culturas-de-verao-avancam" target="_blank">Emater</a>/RS) informa que 68% da área projetada de milho foi implantada, com lavouras em germinação, emergência e desenvolvimento inicial. Assim, a mesma pancada que interrompe o arroz pode exigir inspeção de erosão no milho.</p><h2>Domingo a terça: chuva forte pode interromper o avanço do plantio </h2><p>A previsão indica temporais no Rio Grande do Sul no domingo (27), com intensificação na segunda (28) e terça (29). <strong>Os volumes previstos superam 100 mm em pontos da fronteira uruguaia </strong>no domingo e se aproximam de 200 mm na metade sul até terça. São projeções localizadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A previsão indica chuva no sul já no sábado e possível frente fria a partir de terça.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na Campanha, Fronteira Oeste e Zona Sul, o risco imediato é perder acesso aos quadros. Chuva intensa após a semeadura pode deslocar sementes e favorecer erosão; antes, paralisa preparo e máquinas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arroz-no-rsl-nova-chuva-pode-encurtar-a-janela-de-semeadura-no-fim-de-setembro-1790368529607.jpg" data-image="vp0jyegu6h0m" alt="chuva, acumulado, arroz" title="chuva, acumulado, arroz"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até segunda-feira (28), às 18h.</figcaption></figure><p>O <em>Instituto Rio Grandense do Arroz</em> (IRGA) recomenda <strong>aproveitar períodos secos e alerta que uma primavera úmida reduz essas janelas</strong>. A resposta depende do relevo e da gleba.</p><ul><li><strong>Na Fronteira Oeste, antes de 27/9, verificar umidade e resistência do solo ao tráfego evita confundir ausência de chuva com condição de semeadura.</strong></li><li>Na Campanha, se a chuva forte de 28 e 29/9 se confirmar, manter saídas de água desobstruídas pode preservar o acesso seguinte.</li><li>Na Zona Sul, após as pancadas, conferir sulcos e emergência nas áreas semeadas ajuda a localizar falhas sem presumir perda generalizada.</li></ul><h2>Depois da frente, a decisão volta ao talhão </h2><p>O IRGA situa a semeadura entre setembro e outubro. <strong>Chuva de 27 a 29 de setembro pode atrasar operações</strong>, sem comprometer automaticamente a época de implantação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em Uruguaiana, Bagé e Pelotas, talhões drenados podem voltar antes dos que acumularem água. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br>Retomar máquinas exige solo que suporte o tráfego sem marcas profundas. <strong>Onde o arroz emergiu, cabe observar estande, erosão e água parada</strong> antes de considerar correções. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta.html" title="Calor de até 40°C antecede frente fria e intensa mudança do tempo em SP; veja o alerta">Calor de até 40°C antecede frente fria e intensa mudança do tempo em SP; veja o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta.html" title="Calor de até 40°C antecede frente fria e intensa mudança do tempo em SP; veja o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta-1790348215564_320.png" alt="Calor de até 40°C antecede frente fria e intensa mudança do tempo em SP; veja o alerta"></a></article></aside><p>Na soja em rotação e no milho inicial, a avaliação segue cada fase. Adubação e herbicidas exigem orientação agronômica local. Até 1º de outubro, a frente e os volumes previstos podem mudar.</p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/arroz-no-rsl-nova-chuva-pode-encurtar-a-janela-de-semeadura-no-fim-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A atmosfera da Terra atingiu um recorde de vapor d'água: por que isso preocupa os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-atmosfera-da-terra-atingiu-um-recorde-de-vapor-d-agua-por-que-isso-preocupa-os-cientistas.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 23:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera terrestre registrou, em agosto, a maior quantidade de vapor d'água de toda a série disponível. O aquecimento global e o El Niño aparecem como fatores-chave por trás desse novo recorde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-la-tierra-alcanzo-un-record-de-vapor-de-agua-por-que-preocupa-a-los-cientificos-1789929001794.jpg" data-image="s6fcjrdj77kq"><figcaption>O índice de água precipitável representa a quantidade total de vapor contida em uma coluna de ar.</figcaption></figure><p>A<strong> atmosfera da Terra</strong> acaba de atingir um <strong>recorde </strong>que, à primeira vista, pode passar despercebido, mas que tem implicações importantes para o clima. Durante o mês de <strong>agosto</strong>, a quantidade média de<strong> vapor d'água presente na atmosfera</strong> chegou a 27,35 quilogramas por metro quadrado (kg/m²), o valor mais alto desde o início da série de dados, em 1979.</p><p>O registro foi identificado a partir de dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S) e supera em 0,04 kg/m² o recorde anterior, estabelecido em julho de 2024. Embora a diferença pareça pequena, ela representa cerca de<strong> 20 trilhões de litros adicionais de água</strong> distribuídos na atmosfera em escala planetária.</p><h2><strong>O que significa ter mais vapor de água na atmosfera?</strong></h2><p>O dado <strong>não significa que haja uma massa gigantesca de água suspensa sobre nossas cabeças</strong>, prestes a cair. Trata-se de uma medida conhecida como água precipitável: a quantidade total de vapor contida em uma coluna de ar que se estende da superfície até as camadas superiores da atmosfera.</p><div class="texto-destacado"><strong>O vapor d'água é uma peça fundamental do sistema climático. Faz parte do ciclo da água e é indispensável para a formação de nuvens e precipitações. Mas também desempenha outro papel: é um potente gás de efeito estufa.</strong></div><p>E aqui surge uma das chaves para o novo recorde.<strong> O ar mais quente pode conter mais umidade</strong>. Segundo Julien Nicolas, cientista sênior do C3S, para cada grau Celsius de aquecimento, o ar pode reter aproximadamente 7% a mais de vapor d'água.</p><p>Por isso, o aumento da temperatura global favorece uma atmosfera com maior capacidade de armazenar umidade. Por sua vez, <strong>essa umidade adicional pode modificar a intensidade de alguns fenômenos meteorológicos</strong>.</p><h2><strong>Mais umidade disponível para as tempestades</strong></h2><p>O problema não é simplesmente haver mais água no ar. Quando o vapor d'água sobe, esfria e se condensa para formar gotas dentro das nuvens, ele libera calor. Essa energia pode <strong>alimentar sistemas de tempestades e contribuir para que algumas precipitações sejam mais intensas</strong>.</p><p> Uma <strong>atmosfera mais úmida</strong>, portanto, dispõe de maior quantidade de combustível para determinados <strong>eventos de chuva extrema</strong>, especialmente quando coincidem outros ingredientes favoráveis à convecção e à formação de tempestades. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-la-tierra-alcanzo-un-record-de-vapor-de-agua-por-que-preocupa-a-los-cientificos-1789929065307.jpg" data-image="np8j29vssn7s"><figcaption>Média de água precipitável durante o período 1991-2020. A média global é de aproximadamente 24 mm.</figcaption></figure><p>O efeito também pode ser observado nos <strong>ciclones tropicais</strong>, onde a abundante umidade disponível pode favorecer precipitações mais intensas e fornecer energia adicional ao sistema.</p><p>Os cientistas alertam, no entanto, que <strong>o recorde global de vapor d'água não implica que todos os locais do planeta passarão automaticamente por mais chuvas extremas</strong>. A resposta depende da circulação atmosférica e das condições regionais.</p><h2><strong>O El Niño também entra em cena</strong></h2><p>As <strong>temperaturas excepcionalmente elevadas dos oceanos tropicais</strong> foram outro ingrediente importante. O oceano é a principal fonte de vapor d'água para a atmosfera e, quando sua superfície está mais quente, a evaporação aumenta.</p><p>Em agosto, as temperaturas do Pacífico tropical estavam particularmente elevadas, em um contexto de fortalecimento do<strong> El Niño</strong>. O <em>Copernicus </em>aponta que essas condições provavelmente contribuíram para o recorde de umidade atmosférica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="586213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descobrem-um-fenomeno-surpreendente-que-revoluciona-o-que-sabiamos-sobre-a-evaporacao-da-agua.html" title="Descobrem um fenômeno surpreendente que revoluciona o que sabíamos sobre a evaporação da água">Descobrem um fenômeno surpreendente que revoluciona o que sabíamos sobre a evaporação da água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descobrem-um-fenomeno-surpreendente-que-revoluciona-o-que-sabiamos-sobre-a-evaporacao-da-agua.html" title="Descobrem um fenômeno surpreendente que revoluciona o que sabíamos sobre a evaporação da água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-un-fenomeno-sorprendente-que-revoluciona-lo-que-sabiamos-sobre-la-evaporacion-del-agua-1699746644907_320.jpg" alt="Descobrem um fenômeno surpreendente que revoluciona o que sabíamos sobre a evaporação da água"></a></article></aside><p>O dado ganha ainda mais relevância porque agosto de 2026 também figurou entre os meses mais quentes já registrados. Para o <em>Copernicus</em>, foi o agosto mais quente de sua série de dados ERA5, com uma temperatura média global de 16,96°C, além de ter empatado com julho de 2023 como o mês mais quente de todo o calendário.</p><p>O recorde de vapor d'água é, em suma, mais um sinal de como<strong> temperatura, oceanos e umidade estão estreitamente conectados</strong>. E mostra que as mudanças no clima global não se manifestam apenas no termômetro: elas também estão alterando um dos componentes fundamentais da atmosfera.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-atmosfera-da-terra-atingiu-um-recorde-de-vapor-d-agua-por-que-isso-preocupa-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporal com granizo atinge o Norte de MG e causa estragos em vários municípios ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-granizo-atinge-o-norte-de-mg-e-causa-estragos-em-varios-municipios.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 21:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O destelhamento quase completo do hospital municipal de Berilo mobilizou a cidade do Vale do Jequitinhonha após rajadas de vento atingirem cerca de 180 imóveis da região<sup></sup>. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-atinge-o-norte-de-mg-e-causa-estragos-em-varios-municipios-1790368743897.jpg" data-image="cnyndqyucbho" alt="Hospital de Berilo após fortes chuvas que atingiram o Norte de Minas Gerais. Foto: Redes Sociais" title="Hospital de Berilo após fortes chuvas que atingiram o Norte de Minas Gerais. Foto: Redes Sociais"><figcaption>Hospital de Berilo após fortes chuvas que atingiram o Norte de Minas Gerais. Foto: Redes Sociais</figcaption></figure><p><strong>Temporais acompanhados de rajadas de vento e granizo deixaram um rastro de destruição em municípios do Norte de Minas</strong> e do Vale do Jequitinhonha. As ocorrências foram registradas a partir da noite de quinta-feira (24), atingindo residências, vias públicas e prédios municipais.</p><p>Entre as localidades mais afetadas estão <strong>Janaúba, Capitão Enéas, Porteirinha, Berilo e Catuti</strong>. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para prestar socorro aos atingidos, liberar rodovias bloqueadas e mapear a extensão dos prejuízos materiais.</p><h2>Alagamentos e destruição no Norte de Minas</h2><p><strong>Em Janaúba, uma precipitação de cerca de 35 minutos foi suficiente para inundar vias </strong>da área central e de bairros como Cerâmica e São Gonçalo. Na comunidade de Jataí, os pluviômetros marcaram em torno de <strong>40 mm</strong>. Próximo ao trevo da Avenida Ecológica, a força da enxurrada arrastou parcialmente um automóvel para um canal de drenagem, mas o condutor conseguiu escapar a tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-atinge-o-norte-de-mg-e-causa-estragos-em-varios-municipios-1790368595144.jpg" data-image="l6tk79v9chau" alt="Árvore cai sobre carro em Minas Gerais. Foto: Redes Sociais" title="Árvore cai sobre carro em Minas Gerais. Foto: Redes Sociais"><figcaption>Árvore cai sobre carro em Minas Gerais. Foto: Redes Sociais</figcaption></figure><p>A situação também foi severa em Capitão Enéas, <strong>onde um vendaval com granizo durou aproximadamente uma hora e somou 22 mm de chuva</strong>. O temporal causou a interrupção no fornecimento de energia elétrica por três horas e <strong>danificou ao menos 12 imóveis</strong> em áreas como Morada do Parque, Centro e Manoel Vaqueiro. Na comunidade de Malhada Real, uma casa desabou totalmente, obrigando uma família com quatro crianças a buscar abrigo provisório.</p><p><strong>Já no município de Porteirinha, a tempestade perdurou por 40 minutos com intensa atividade elétrica</strong>. A queda de árvores na rodovia MGC-122 interrompeu a circulação de veículos entre o município e Janaúba até a intervenção do Corpo de Bombeiros. O abastecimento de energia ficou suspenso por uma hora na cidade, provocando o cancelamento de uma atividade pública na Praça Odilon Coelho.</p><h2>Vendaval causa danos severos em Berilo</h2><p>No Vale do Jequitinhonha, <strong>o município de Berilo enfrentou fortes rajadas de vento na noite de quarta-feira</strong>, gerando danos estruturais expressivos. O hospital municipal ficou praticamente <strong>todo destelhado</strong> e o mercado público também teve coberturas arrancadas com a violência das rajadas.</p><p>Conforme levantamentos preliminares, aproximadamente <strong>180 imóveis, incluindo residências e galpões comerciais, sofreram avarias</strong> em coberturas e beirais. A força do deslocamento de ar chegou a arremessar a tampa de uma caixa-d'água diretamente contra a área externa de um posto da prefeitura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790459" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao.html" title="Calor de 47°C e temporais marcam o último fim de semana de setembro; veja a previsão">Calor de 47°C e temporais marcam o último fim de semana de setembro; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao.html" title="Calor de 47°C e temporais marcam o último fim de semana de setembro; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao-1790349079994_320.jpg" alt="Calor de 47°C e temporais marcam o último fim de semana de setembro; veja a previsão"></a></article></aside><p>Diante do cenário de destruição,<strong> moradores locais se mobilizaram durante a manhã seguinte para realizar consertos e reparos</strong> emergenciais em telhados. Paralelamente, agentes da Defesa Civil deram continuidade às vistorias técnicas e ao levantamento formal de prejuízos para prestar assistência às famílias desabrigadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Michelly%20Oda%2C%20Daniel%20Cristian" data-year="2026" data-title="Temporal%20provoca%20alagamentos%2C%20destelhamentos%20e%20queda%20de%20%C3%A1rvores%20no%20Norte%20de%20MG" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgoogle%2Famp%2Fmg%2Fgrande-minas%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F25%2Ftemporal-provoca-alagamentos-destelhamentos-e-queda-de-arvores-no-norte-de-mg.ghtml">Michelly Oda, Daniel Cristian. (2026). <a href="https://g1.globo.com/google/amp/mg/grande-minas/noticia/2026/09/25/temporal-provoca-alagamentos-destelhamentos-e-queda-de-arvores-no-norte-de-mg.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Temporal provoca alagamentos, destelhamentos e queda de árvores no Norte de MG</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-com-granizo-atinge-o-norte-de-mg-e-causa-estragos-em-varios-municipios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor de até 40°C antecede frente fria e intensa mudança do tempo em SP; veja o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 20:17:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias as temperaturas se elevam em São Paulo, chegando em torno dos 40°C no oeste do estado, antecedendo uma forte virada no tempo em meados da próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd1a2u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd1a2u.jpg" id="xbd1a2u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta sexta-feira (25) as <strong>temperaturas vão se elevar gradualmente</strong> no estado de <strong>São Paulo</strong>, trazendo de volta o calor para toda a região.</p><p>As <strong>máximas </strong>passam facilmente dos 30°C nos próximos dias, com o calor mais intenso sendo sentido no<strong> oeste do estado</strong>, onde elas chegam<strong> em torno dos 40°C</strong> no início da próxima semana. Atenção também à<strong> baixa umidade do ar</strong> no centro-oeste do estado nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Este calor todo antecede uma intensa mudança no tempo</strong> em meados da próxima semana, com a aproximação de uma nova frente fria que vai trazer <strong>riscos de tempo mais severo</strong> na região.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Calor intenso retorna a SP nos próximos dias</h2><p><strong>A partir de hoje (25) as temperaturas se elevam gradualmente</strong> sobre o estado de São Paulo, inclusive na capital, trazendo de volta calor de mais de 30°C para várias localidades.</p><p>O <strong>calor mais intenso </strong>deve ser sentido no <strong>oeste/noroeste</strong> do estado, e especialmente no início da<strong> próxima semana</strong> devido à uma condição pré-frontal, ou seja, antes da chegada de uma nova frente fria na região.</p><p>Neste fim de semana, as temperaturas <strong>máximas </strong>passam facilmente dos 30°C em praticamente todo o estado de São Paulo, e podem atingir os<strong> 35°C/36°C no norte/noroeste no sábado (26)</strong> e os <strong>37°C/38°C no noroeste no domingo (27)</strong>. Na capital paulista, máximas previstas de 30°C e 28°C no sábado e no domingo, respectivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta-1790353744397.jpg" data-image="t8cxdlhkbu8i"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para a terça-feira (29).</figcaption></figure><p>No<strong> início da próxima semana</strong>, entre segunda (28) e terça-feira (29), o <strong>calor ganha mais intensidade </strong>ainda devido à condição pré-frontal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira.html" title="Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira">Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira.html" title="Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira-1790265026896_320.jpg" alt="Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira"></a></article></aside><p>Nestes dois dias, as temperaturas <strong>máximas </strong>passam dos 32°C na maior parte do estado, e chegam em torno dos<strong> 40°C</strong> em áreas do <strong>norte </strong>e do <strong>noroeste</strong>, nas sub-<strong>regiões de São José do Rio Preto e de Barretos</strong>.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, a máxima chegará aos<strong> 35°C</strong> na terça-feira (29).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta-1790352786090.jpg" data-image="44jnkjtrus83"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (em %) para a terça-feira (29) às 15h.</figcaption></figure><p>Além do calor, a<strong> umidade relativa do ar </strong>também deve ficar baixa entre este fim de semana e o início da próxima semana em grande parte de São Paulo, atingindo <strong>níveis críticos abaixo dos 30%</strong> e chegando em torno dos <strong>13% no noroeste</strong> do estado durante as tardes, especialmente entre a segunda (28) e a terça-feira (29).</p><p>Então, <strong>atenção</strong>, pois esse<strong> tempo seco </strong>pode trazer<strong> vários problemas para a saúde</strong>, especialmente para a população mais vulnerável, como o ressecamento das mucosas, irritação nos olhos, pele seca e aumento do risco de infecções respiratórias. </p><h2>Forte mudança no tempo em SP na próxima semana</h2><p>O mês de <strong>setembro vai acabar </strong>com uma mudança significativa no tempo em São Paulo. Entre a próxima terça (29) e a quarta-feira (30) a aproximação de uma<strong> frente fria</strong> vai aumentar as<strong> condições para tempo severo</strong> em boa parte do estado.</p><p>Na <strong>terça-feira (29)</strong> há alerta para <strong>chuvas moderadas a fortes e temporais </strong>durante a <strong>noite </strong>em áreas do <strong>sul do estado</strong>, próximo à divisa com o Paraná, condições que podem ser localmente severas e vir acompanhadas também por <strong>queda de granizo e fortes ventos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta-1790352124496.png" data-image="0i8fi7lzeej6"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para a terça-feira (29) às 21h à esquerda e para quarta-feira (30) às 18h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Durante o dia</strong>, são esperadas <strong>rajadas de vento</strong> entre 50 e 60 km/h em diversas localidades do estado, mas à noite elas se intensificam na metade centro-sul e chegam perto dos <strong>90 km/h na região central</strong>, mas <strong>pontualmente podem até ultrapassar os 100 km/h</strong>.</p><p>Na<strong> quarta-feira (30) </strong>as instabilidades retornam com força a partir da<strong> tarde</strong>, com riscos de <strong>fortes</strong> <strong>temporais</strong>, com muitas descargas elétricas, <strong>chuva intensa</strong>, chance de queda de<strong> granizo</strong> e fortes rajadas de vento, principalmente na porção <strong>centro-sul</strong> do estado, <strong>inclusive na capital </strong>paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta-1790352146027.png" data-image="zyt8d502i6f5"><figcaption>Previsões de chuva (mm) à esquerda e de densidade de raios à direita ambas para a quarta-feira (30) às 18h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As<strong> rajadas de vento </strong>neste dia vão variar<strong> entre 60 e 80 km/h</strong> em boa parte do estado (com exceção do leste), mas<strong> pontualmente podem ultrapassar</strong> este valor.</p><p>E atenção, há <strong>potencial </strong>para <strong>transtornos</strong>, como destelhamentos, queda de galhos de árvores e de outras estruturas e enxurradas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-ate-40-c-antecede-frente-fria-e-intensa-mudanca-do-tempo-em-sp-veja-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova onda de tempestades vai atingir 5 estados no Centro-Sul; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-onda-de-tempestades-vai-atingir-5-estados-no-centro-sul-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 19:15:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone extratropical se forma na terça-feira (29), impulsionando uma frente fria que provocará tempestades e chuvas volumosas em grande parte do centro-sul do Brasil. Os acumulados podem ultrapassar 200 mm, com granizo e rajadas de vento de até 100 km/h.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd18ua"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd18ua.jpg" id="xbd18ua"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre o domingo (27) e a segunda-feira (28), uma <strong>frente fria</strong> será capaz de ocasionar <strong>chuvas expressivas</strong> sobre o Rio Grande do Sul, com tempestades que trazem condições de tempo severo e acumulados de até <strong>150 mm</strong> para o estado gaúcho. No entanto, ao longo dos dias seguintes, um sistema ainda mais intenso se formará sobre a região.</p><div class="texto-destacado">Ao longo da terça-feira (29), um segundo sistema começará a se formar: Um ciclone extratropical, com centro na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul. O sistema vai se aprofundar e impulsionar uma frente fria pela região Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</div><p>Ao total, os acumulados podem <strong>ultrapassar facilmente os 200 mm</strong> de chuva entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Isso ocasionará <strong>grandes transtornos</strong> para a população da região Sul, como transbordamentos de rios, alagamentos e deslizamentos de terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-onda-de-tempestades-vai-atingir-5-estados-no-centro-sul-confira-o-alerta-1790348242489.jpg" data-image="bmujvp1j90y6" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até a madrugada de quinta-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até a madrugada de quinta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até a madrugada de quinta-feira mostra que os acumulados totais podem chegar a 220 mm no RS e a 150 mm no PR, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Além disso, as tempestades trazem possibilidade de eventos de tempo severo, como <strong>queda de granizo</strong> e <strong>rajadas fortes de vento</strong> que podem chegar a <strong>100 km/h</strong>. Isso traz riscos de corte no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, quedas de árvores e também de objetos altos, além de danos em casas e carros.</p><h2>Sistema avança a partir de terça-feira</h2><p>Todos os estados da região Sul - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná - serão atingidos pelas tempestades na <strong>terça-feira (29)</strong>, assim como o Sul do Mato Grosso do Sul. Ao longo deste dia, são esperadas <strong>tempestades severas</strong> sobre estes Estados.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) já emitiu<strong> avisos de perigo devido às tempestades para os três estados da região Sul</strong> entre os dias 27 e 28 de Setembro. Neste período, as tempestades serão mais intensas sobre esses estados e há maiores riscos de transtornos para a população</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-onda-de-tempestades-vai-atingir-5-estados-no-centro-sul-confira-o-alerta-1790348213985.jpg" data-image="rfv2ctu69gjl" alt="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva ao longo da terça-feira." title="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva ao longo da terça-feira."><figcaption>Previsão de pressão, nebulosidade e chuva ao longo da terça-feira mostra a evolução do ciclone e o avanço de sua frente fria associada pela região Sul ao longo do dia, causando tempestades.</figcaption></figure><p>Depois disso, na <strong>quarta-feira (30)</strong>, o sistema terá avançando para norte, atingindo com maior intensidade o Paraná, o restante do Mato Grosso do Sul e boa parte do estado de São Paulo. A circulação de umidade e ventos organizada pelo sistema também causará <strong>pancadas de chuva</strong> sobre o oeste do Mato Grosso e o sul de Goiás.</p><p>Ao longo dos dias seguintes (<em>que também serão os primeiros dias de Outubro</em>), o sistema também será capaz de causar <strong>tempestades e chuva</strong> sobre boa parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, embora com <strong>acumulados menos volumosos</strong> do que os registrados sobre a região Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima na primavera com Super El Niño">Como será o clima na primavera com Super El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima na primavera com Super El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino-1790100118893_320.jpg" alt="Como será o clima na primavera com Super El Niño"></a></article></aside><p>Em parte, essas as chuvas intensas e a ocorrência de tempo severo sobre os estados da região Sul (<em>que já registraram numerosos tornados, eventos de granizo severo, enchentes e alagamentos ao longo dos últimos meses</em>) são <strong>fenômenos impulsionados pelo forte El Niño que está se desenvolvendo</strong> - um fenômeno climático capaz de influenciar o regime de chuvas e as temperaturas sobre o Brasil.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-onda-de-tempestades-vai-atingir-5-estados-no-centro-sul-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas superiores a 200 mm e onda de tempestades deixam o RS sob alerta; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-superiores-a-200-mm-e-onda-de-tempestades-deixam-o-rs-sob-alerta-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 18:30:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma onda de tempestades relacionada à formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai deixa o estado gaúcho em alerta para chuvas extremas a partir de domingo (27).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-superiores-a-200-mm-e-onda-de-tempestades-deixam-o-rs-sob-alerta-saiba-o-que-esperar-1790352993191.png" data-image="9f8thdfbiveh" alt="Previsão de formação de ciclone (representado pela letra L) na fronteira do Rio Grande do Sul com Uruguai nesta terça-feira (29) com suporte de rio atmosférico (escala de cores), segundo o ECMWF." title="Previsão de formação de ciclone (representado pela letra L) na fronteira do Rio Grande do Sul com Uruguai nesta terça-feira (29) com suporte de rio atmosférico (escala de cores), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de formação de ciclone (representado pela letra L) na fronteira do Rio Grande do Sul com Uruguai nesta terça-feira (29) com suporte de rio atmosférico (escala de cores), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>Rio Grande do Sul</strong> está em a<strong>lerta</strong> para <strong>elevados volumes de chuva </strong>entre <strong>domingo (27) e terça-feira (30)</strong>. Segundo o modelo ECMWF, de confiança da Meteored os acumulados podem <strong>ultrapassar</strong> <strong>200 mm</strong> em algumas áreas. </p><p>A atuação do <strong>jato de baixos níveis</strong> (JBN) irá transportar muito <strong>calor</strong> e <strong>umidade</strong> da região Amazônica em direção ao Sul do Brasil, <strong>alimentando tempestades</strong> <strong>intensas</strong> com <strong>chuvas potencialmente extremas</strong>. Embora o ciclone esteja previsto se consolidar na terça-feira (30), as tempestades iniciam ainda antes, durante seu processo de formação. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de tempestades intensas </h2><p>Embora o mês de <strong>setembro</strong> tenha sido de <strong>chuvas abaixo da média</strong> sobre grande parte do<strong> Rio Grande do Sul </strong>até agora, a <strong>reta final </strong>do mês será de <strong>transtornos</strong> relacionados tanto às <strong>tempestades</strong> <strong>severas</strong> quanto às<strong> chuvas volumosas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> </strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Um <strong>cavado</strong> (área alongada de baixa pressão atmosférica) em superfície deverá se estender do norte da Argentina ao Rio Grande do Sul durante o fim de semana, favorecendo o transporte de ar quente e úmido para o estado. O sistema pode representar o<strong> estágio inicial da frente quente </strong>associada ao ciclone extratropical que está previsto se consolidar entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai na terça-feira (29).</p><p><strong>Tempestades intensas </strong>devem ocorrer <strong>desde o sábado (27)</strong> na <strong>metade oeste </strong>do estado, mas<strong> se i</strong><strong>ntensificam</strong> <strong>entre domingo (28) e terça-feira (30) </strong>em todo o território gaúcho. As <strong>tempestades</strong> podem ser <strong>organizadas</strong> na forma de <strong>supercélulas</strong>, com potencial para <strong>granizo</strong> e <strong>extremos de vento </strong>(como microexplosões, downbursts e tornados isolados).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-superiores-a-200-mm-e-onda-de-tempestades-deixam-o-rs-sob-alerta-saiba-o-que-esperar-1790353099441.png" data-image="skoba61fd099" alt="Previsão de tempestades para sábado (26, esquerda) e domingo (27, direita), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para sábado (26, esquerda) e domingo (27, direita), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para sábado (26, esquerda) e domingo (27, direita), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No<strong> sábado (26)</strong> os <strong>sistemas</strong> devem ficar mais <strong>restritos</strong> à <strong>metade oeste</strong> do estado, enquanto no<strong> domingo (27)</strong>, <strong>condições favoráveis </strong>à formação de tempestades ao longo de <strong>todo o dia </strong>estarão presentes em toda a<strong> metade sul </strong>do estado, mas também no <strong>Oeste e Noroest</strong><strong>e.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-superiores-a-200-mm-e-onda-de-tempestades-deixam-o-rs-sob-alerta-saiba-o-que-esperar-1790353159273.png" data-image="hlwerqp4l936" alt="Previsão de tempestades para segunda-feira (28, esquerda) e terça-feira (29, direita), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para segunda-feira (28, esquerda) e terça-feira (29, direita), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para segunda-feira (28, esquerda) e terça-feira (29, direita), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> segunda-feira (28)</strong> as <strong>tempestades</strong> se intensificam e estão previstas ocorrer <strong>sobre todo o território gaúcho</strong>, incluindo a <strong>Região Metropolitana de Porto Alegre.</strong> </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr.html" title="Ciclone, frente fria e tempestades encerram setembro com alertas para RS, SC e o PR">Ciclone, frente fria e tempestades encerram setembro com alertas para RS, SC e o PR</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr.html" title="Ciclone, frente fria e tempestades encerram setembro com alertas para RS, SC e o PR"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289836861_320.png" alt="Ciclone, frente fria e tempestades encerram setembro com alertas para RS, SC e o PR"></a></article></aside><p>Na<strong> terça-feira (29)</strong>, quando o ciclone e a frente fria se consolidarem, novas <strong>tempestades vão cruzar o estado </strong>de sul para norte. As tempestades têm elevado potencial de severidade, devendo ocorrer na forma de <strong>vendavais</strong> <strong>com granizo</strong>, causando transtornos e riscos à população.</p><h2>Alerta de chuvas extremas</h2><p><strong>Diversos modelos </strong>meteorológicos<strong> estão convergindo</strong> para um cenário de <strong>chuvas extremas</strong> sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong> durante o evento discutido acima. O ECMWF, de confiança da Meteored, alerta para chuvas ‘incomuns a extremas’ para três dias seguidos sobre o estado a partir de domingo (27). </p><p>Isso pode ser visto através do<strong> índice de previsão extrema</strong> (EFI) abaixo, que<strong> ressalta áreas</strong> onde a <strong>chuva diária</strong> provavelmente <strong>vai ultrapassar </strong>o <strong>limiar</strong> estatístico considerado <strong>extremo</strong> (quantil 99). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-superiores-a-200-mm-e-onda-de-tempestades-deixam-o-rs-sob-alerta-saiba-o-que-esperar-1790353280218.png" data-image="nvvomd2sorgq" alt="EFI do ECMWF para precipitação neste domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF." title="EFI do ECMWF para precipitação neste domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para precipitação neste domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>No<strong> Rio Grande do Sul</strong>, os <strong>limiares extremos</strong> estão entre<strong> 60 e 80 mm</strong> por dia nesta época. De fato, a <strong>previsão</strong> <strong>indica</strong> que os acumulados diários podem ultrapassar <strong>100 mm em 24 horas</strong> em uma ampla área na metade sul do estado, mas principalmente na fronteira com o Uruguai, tanto no domingo quanto na segunda-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-superiores-a-200-mm-e-onda-de-tempestades-deixam-o-rs-sob-alerta-saiba-o-que-esperar-1790353295902.jpg" data-image="f14ls7xu2xz5" alt="Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>maiores acumulados previstos</strong> pelo ECMWF <strong>até</strong> o final de<strong> terça-feira (29)</strong> podem ultrapassar<strong> 200 mm</strong> na região da <strong>Campanha Gaúcha</strong>, podendo se estender também em áreas do<strong> Oeste e Centro</strong> do estado, sendo que uma<strong> ampla áre</strong><strong>a</strong> do Rio Grande do Sul está sob alerta para volumes entre <strong>100 e 160 mm. </strong></p><div class="texto-destacado">É importante ressaltar que eventos extremos são desafiadores para os modelos meteorológicos. Existe um conjunto de modelos convergindo para o cenário de chuvas extremas sobre o estado gaúcho, mas tanto o acumulado final quanto a posição dos máximos apresentada aqui pode varias. </div><p>É <strong>necessário</strong> <strong>continuar</strong> <strong>monitorando</strong> a <strong>evolução</strong> da previsão nos próximos dias, enquanto o <strong>Estado</strong> e a <strong>população</strong> devem estar em <strong>alerta</strong> para agir em <strong>situações</strong> <strong>de emergência</strong>. É fundamental evitar áreas abertas durante as tempestades e jamais atravessar áreas alagadas, a pé ou de carro, além de acompanhar os avisos da Defesa Civil. Em caso de emergência, acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-superiores-a-200-mm-e-onda-de-tempestades-deixam-o-rs-sob-alerta-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor de 47°C e temporais marcam o último fim de semana de setembro; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 17:11:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Brasil irá enfrentar dias com temperaturas muito altas após um período em que o ar frio atuou em boa parte do país. Há alertas para calor de 47°C, além de riscos de tempestades em áreas pontuais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbd0y3m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbd0y3m.jpg" id="xbd0y3m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O último final de semana de setembro será marcado por <strong>temperaturas </strong>extremamente <strong>elevadas </strong>em grande parte do país. Em áreas do <strong>Brasil Central</strong>, a expectativa é de que a temperatura máxima supere com facilidade os <strong>44°C</strong>. Por outro lado, o retorno de <strong>instabilidades </strong>traz a ameaça de <strong>temporais</strong>, acendendo o sinal de <strong>alerta</strong> em estados que vinham registrando tempo firme.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Confira a seguir como fica o tempo em todas as regiões do Brasil neste final de mês e saiba quais áreas estão sob risco de tempestades e calor extremo.</p><h2>Região Sul: Alerta de temporais e calor de até 34°C</h2><p>Uma virada no tempo é esperada em áreas da Região Sul do Brasil, especialmente no <strong>Rio Grande do Sul</strong>. Após dias de tempo seco e estável, a nebulosidade aumenta no decorrer da manhã de <strong>sábado (26)</strong>, com chance das primeiras pancadas de chuva de fraca intensidade no final do período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao-1790347171438.jpg" data-image="o4yw9yvtd4ns" alt="Chuva e densidade de raios" title="Chuva e densidade de raios"><figcaption>Previsão de precipitação e densidade de raios mostrando áreas com maiores chances de temporais neste domingo (27).</figcaption></figure><p>Durante a tarde, as chuvas ganham força sobre o <strong>sudoeste gaúcho</strong> e se intensificam à noite. A precipitação forte persiste até o final do <strong>domingo (27)</strong>, com <strong>alto risco de temporais</strong> acompanhados de <strong>descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo</strong>. Os alertas concentram-se na <strong>Campanha Gaúcha</strong>, além de setores da <strong>Região Central e leste do estado</strong>.</p><p>No <strong>Paraná</strong> e em <strong>Santa Catarina</strong>, o cenário é oposto ao gaúcho. Haverá variação de nuvens sem previsão de chuvas significativas, exceto por garoa pontual no litoral catarinense. O destaque nesses dois estados serão as temperaturas muito acima da média: na tarde de sábado (26), os registros ficam <strong>até 10°C acima do padrão</strong>, com máximas <strong>entre 28°C e 32°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao-1790347221802.jpg" data-image="pzbr2hvvkexl" alt="Máxima Sul." title="Máxima Sul."><figcaption>Temperatura máxima prevista para o Sul do Brasil neste sábado (26).</figcaption></figure><p>No domingo (27), o calor ameniza no leste catarinense e paranaense, mas segue intenso na faixa que vai do <strong>noroeste do Rio Grande do Sul ao noroeste do Paraná</strong>, com termômetros variando <strong>entre 29°C e 34°C</strong>.</p><h2>Região Sudeste: Máximas de 40°C marcam o fim de semana</h2><p>O final de semana contará com calor excepcional sobre o oeste da Região Sudeste. O acúmulo de ar quente na região faz os termômetros dispararem. Neste <strong>sábado (26)</strong>, o leste de São Paulo, grande parte de Minas Gerais, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo registram máximas <strong>entre 27°C e 34°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao-1790348304756.jpg" data-image="08k4x0hv9kum" alt="Anomalia de temperatura" title="Anomalia de temperatura"><figcaption>Anomalia de temperatura mostra temperaturas superiores aos 5°C acima da média climatológica.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (27)</strong>, o calor ganha força e a temperatura fica <strong>mais de 5°C acima da média</strong> em praticamente todo o Sudeste, superando os <strong>30°C na maioria dos municípios</strong>.</p><p>O grande destaque do final de semana fica concentrado no <strong>Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e noroeste de São Paulo</strong>. Nessas áreas, o calor será intenso, com máximas girando <strong>entre 36°C e 40°C</strong> tanto no sábado (26) quanto no domingo (27), situação que aciona alertas para riscos à saúde.</p><h2>Região Centro-Oeste: Máxima dispara e pode chegar aos 47°C</h2><p>O Centro-Oeste registrará temperaturas excepcionalmente altas. Neste final de semana, a previsão indica que os termômetros sobem de forma acentuada nos três estados da região, com destaque para <strong>Mato Grosso e Mato Grosso do Sul</strong>.</p><p>Neste <strong>sábado (26)</strong>, as máximas ficam <strong>entre 36°C e 40°C</strong> em todo o Centro-Oeste. Contudo, no <strong>sul de Mato Grosso</strong> e no <strong>noroeste e oeste de Mato Grosso do Sul</strong>, as temperaturas ultrapassam os <strong>40°C</strong>, podendo atingir <strong>45°C em Corumbá (MS) e Cáceres (MT),</strong> marcas <strong>mais de 10°C acima da média histórica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao-1790348096636.jpg" data-image="pnj4nogln21s" alt="Máxima Centro-Oeste" title="Máxima Centro-Oeste"><figcaption>O sábado (26) terá temperaturas na casa dos 45°C, mas a previsão de domingo (27) indica que os termômetros podem marcar os 47°C no MS e MT.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (27)</strong>, o cenário se intensifica. Em <strong>Goiás</strong>, os termômetros variam <strong>entre 37°C e 41°C</strong>. No <strong>Mato Grosso</strong>, a máxima supera os <strong>40°C</strong> em quase todo o território, alcançando <strong>46°C na porção sul</strong>. Em <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, o calor será extremo, com a máxima em <strong>Corumbá (MS)</strong> e arredores podendo atingir incríveis <strong>47°C</strong>.</p><h2>Região Norte: Calor de 43°C e pancadas de chuva</h2><p>O calor é generalizado no Norte do Brasil neste <strong>sábado (26)</strong> e <strong>domingo (27)</strong>. As máximas chegam aos <strong>42°C em Rondônia</strong> e <strong>40°C no Acre e no Amazonas</strong>. No <strong>Pará</strong>, os valores variam <strong>entre 38°C e 41°C</strong>, enquanto a <strong>região central do Tocantins</strong> pode registrar <strong>43°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira.html" title="Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira">Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira.html" title="Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira-1790265026896_320.jpg" alt="Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira"></a></article></aside><p>Em paralelo ao calor, há previsão de pancadas de chuva isoladas. As áreas afetadas por chuva moderada a forte variam pouco ao longo do final de semana: o <strong>noroeste do Amazonas</strong> será o setor mais atingido. Municípios do <strong>Pará, Rondônia e Acre</strong> também têm previsão de precipitação, mas em baixos volumes.</p><h2>Região Nordeste: Chuva leve no litoral e calor no interior</h2><p>O Nordeste registrará pancadas de chuva de fraca intensidade em pontos do litoral, principalmente entre <strong>Pernambuco e o Rio Grande do Norte</strong>, além de volumes acumulados entre 20 e 30 mm em áreas pontuais do sul do Maranhão até o final de domingo (27).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao-1790347967661.jpg" data-image="elty1d2osftl" alt="Temepratura e chuva acumulada" title="Temepratura e chuva acumulada"><figcaption>Temperatura prevista para a tarde de domingo (27, esquerda) e chuva acumulada esperada até o final da noite de domingo (27, direita).</figcaption></figure><p>Já no interior nordestino, o calor intenso é o principal destaque. No <strong>Maranhão</strong>, os termômetros superam os <strong>38°C</strong>, podendo alcançar <strong>42°C em Caxias (MA)</strong>. As máximas ficam <strong>próximas de 40°C no oeste da Bahia</strong>, enquanto nas demais áreas do interior variam <strong>entre 36°C e 38°C</strong>. O único alívio térmico ocorre na faixa litorânea, onde as máximas ficam <strong>entre 28°C e 31°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-47-c-e-temporais-marcam-o-ultimo-fim-de-semana-de-setembro-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece quando hackers conseguem enganar o GPS? Noruega faz testes no Ártico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Evento realizado anualmente na Noruega reúne especialistas para simular interferências em sinais de satélite e descobrir como proteger redes elétricas, telecomunicações, transportes e outras infraestruturas essenciais contra ataques.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico-1790260526793.jpg" data-image="cmiaom5pvzdj" alt="O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega" title="O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega"><figcaption>O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Em uma <strong>ilha remota da Noruega</strong>, cerca de 300 quilômetros ao norte do Círculo Polar Ártico, engenheiros, físicos e especialistas em tecnologia se reúnem todos os anos para<strong> colocar à prova sistemas dos quais depende grande parte da sociedade moderna.</strong> Chamado <strong>Jammertest</strong>, o evento simula ataques contra sinais de navegação por satélite para identificar vulnerabilidades e desenvolver formas de proteção.</p><p>Embora sistemas como o<strong> GPS sejam mais conhecidos por indicar localização e orientar deslocamentos</strong>, eles também fornecem sinais de tempo extremamente precisos. Essa sincronização é utilizada por redes elétricas, telecomunicações, mercados financeiros e sistemas de transporte, entre outras infraestruturas.</p><p>A dependência cria uma vulnerabilidade: os sinais enviados pelos satélites são relativamente fracos e podem sofrer <strong>interferências provocadas por transmissões mais potentes.</strong> Segundo a reportagem da BBC Future, episódios desse tipo aumentaram nos últimos anos, levando países como a Noruega a buscar maneiras de tornar suas infraestruturas mais resistentes.</p><h2>Hackers simulam ataques contra GPS</h2><p>Realizado no vilarejo de Bleik, na ilha de Andøya, o Jammertest funciona de maneira semelhante a uma competição de <strong>hacking ético.</strong> Especialistas tentam encontrar vulnerabilidades para que governos, pesquisadores e empresas possam compreender os riscos e aprimorar seus sistemas.</p><div class="texto-destacado">Os testes se concentram principalmente em dois tipos de interferência. O primeiro é o <em>jamming</em>, no qual sinais são saturados até que o serviço fique indisponível. O segundo é o <em>spoofing</em>, técnica capaz de enviar informações falsas de localização e horário aos receptores.</div><p>Em um dos experimentos realizados em 2024, sinais manipulados fizeram os <strong>sistemas de um helicóptero de resgate e de um pequeno avião registrarem trajetórias diferentes</strong> das rotas realmente percorridas. Em outro teste, a localização indicada por um receptor foi gradualmente deslocada em direção ao mar, embora o equipamento permanecesse em terra.</p><h2>Alternativas buscam reduzir dependência dos satélites</h2><p>Ataques prolongados poderiam <strong>afetar mais do que sistemas de navegação.</strong> Sem a referência temporal fornecida pelos satélites, redes digitais poderiam perder gradualmente a sincronização, dependendo da existência e da capacidade de sistemas terrestres de backup.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico-1790260659292.jpg" data-image="ykdinzrb4wuh" alt="Atualmente, todo tipo de sistema depende da tecnologia GPS" title="Atualmente, todo tipo de sistema depende da tecnologia GPS"><figcaption>Atualmente, todo tipo de sistema depende da tecnologia GPS. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Uma das alternativas testadas é o<strong> White Rabbit</strong>, sistema desenvolvido no CERN, na Suíça, que utiliza fibra óptica e relógios de referência para oferecer sincronização com precisão inferior a um nanossegundo. Tecnologias desse tipo podem reduzir a dependência direta dos satélites e são mais difíceis de manipular.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html" title="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos">Existe um "GPS" da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html" title="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777016761194_320.png" alt="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos"></a></article></aside><p>Especialistas, porém, avaliam que <strong>nenhuma tecnologia isolada consegue substituir todas as funções dos sistemas globais de navegação por satélite</strong>. Por isso, a estratégia passa pela combinação de diferentes soluções e pela criação de sistemas redundantes. Em Andøya, os ataques simulados ajudam justamente a descobrir onde estão as fragilidades antes que interferências reais possam explorá-las.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="A%20remota%20ilha%20onde%20hackers%20se%20preparam%20para%20nos%20defender%20de%20uma%20guerra%20invis%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcke87p208rg9o%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cke87p208rg9o?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A remota ilha onde hackers se preparam para nos defender de uma guerra invisível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reciclar 97% do lixo: a lição da Coreia do Sul que Nova York tenta copiar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/reciclar-97-do-lixo-a-licao-da-coreia-do-sul-que-nova-york-tenta-copiar.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 12:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Coreia do Sul conseguiu transformar um grave problema de resíduos alimentares em um modelo de economia circular. Agora, Nova York tenta seguir seus passos com a separação obrigatória de restos de comida, compostagem e sistemas que buscam reduzir o desperdício.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-97-al-vertedero-al-reciclaje-total-la-leccion-de-corea-del-sur-sobre-basura-que-nueva-york-intenta-copiar-1790118448070.jpg" data-image="0f2ly1k9j925"><figcaption>Lixo nas ruas de Nova York.</figcaption></figure><p>A <strong>Coreia do Sul</strong> conseguiu transformar radicalmente a <strong>gestão de resíduos alimentares</strong>. Em apenas três décadas, o país passou de enviar a imensa maioria de suas sobras de comida para aterros sanitários a <strong>reciclar quase 97%</strong>. Nova York agora observa esse modelo enquanto tenta mudar a forma como seus milhões de habitantes lidam com o lixo orgânico.</p><p>A transformação sul-coreana não aconteceu da noite para o dia. Foi o resultado de uma combinação de proibições,<strong> coleta seletiva, tarifas vinculadas à quantidade de resíduos e grandes investimentos em infraestrutura de tratamento</strong>. Assim foi a trajetória do país rumo à reciclagem de quase a totalidade dos resíduos alimentares.</p><h2>Como a Coreia do Sul conseguiu mudar sua gestão de resíduos</h2><p>O <strong>ponto de partida</strong> foi a <strong>crise dos aterros sanitários</strong> que o país sofreu durante as <strong>últimas décadas</strong> do século XX. O rápido crescimento urbano aumentou drasticamente a geração de resíduos e pressionou as instalações disponíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-97-al-vertedero-al-reciclaje-total-la-leccion-de-corea-del-sur-sobre-basura-que-nueva-york-intenta-copiar-1790118193507.jpg" data-image="i1gmsh6rt2tn"><figcaption>Contêiner de separação de resíduos para reciclagem na cidade de Seul, capital da Coreia do Sul.</figcaption></figure><p>Em <strong>1995</strong>, o governo introduziu um<strong> sistema de pagamento por uso </strong>baseado no volume de resíduos. Dois anos depois, a separação de resíduos alimentares tornou-se obrigatória e, em <strong>2005</strong>, a Coreia do Sul <strong>proibiu o descarte direto de restos de comida em aterros sanitários</strong>. Posteriormente, as regulamentações sobre o tratamento de líquidos gerados por esses resíduos também foram reforçadas.</p><p>O resultado é significativo.<strong> A taxa de reciclagem de resíduos alimentares subiu de 2,6% em 1996 para quase 97% em 2023</strong>, de acordo com dados compilados pela BBC Future. Os alimentos coletados separadamente são transformados em composto, ração animal, biogás e outros produtos, evitando que uma parcela significativa da matéria orgânica acabe enterrada e gere metano durante a decomposição.</p><h2>O papel dos contêineres inteligentes</h2><p>Um dos elementos mais marcantes do sistema sul-coreano são os contêineres inteligentes com tecnologia RFID. O<strong> usuário deposita seu lixo, o sistema o pesa e a quantidade é vinculada à sua residência</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ El contenedor marrón es muy importante para la recogida selectiva. Aquí, información sobre él <a href="https://x.com/hashtag/sostenibilidad?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#sostenibilidad</a> <a href="https://x.com/hashtag/medioambiente?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#medioambiente</a> <a href="https://t.co/bBRjAlem9b">pic.twitter.com/bBRjAlem9b</a></p>— Concejalía de Sostenibilidad y Agenda 2030 CR (@MedioAmbienteCR) <a href="https://x.com/MedioAmbienteCR/status/1459067484548612100?ref_src=twsrc%5Etfw">November 12, 2021</a></blockquote></figure><p>Este sistema introduz um princípio simples: <strong>quem gera mais lixo paga mais</strong>. A possibilidade de ver o peso e o custo do lixo também pode mudar os hábitos domésticos.</p><p>Em<strong> 2025, havia mais de 151 mil lixeiras inteligentes na Coreia do Sul</strong>, atendendo a mais de 8,6 milhões de residências. No entanto, a redução do desperdício de alimentos não depende apenas da tecnologia. O modelo sul-coreano se baseia há anos em uma infraestrutura e regulamentações específicas que tornaram a separação de restos de comida uma rotina diária.</p><h2>Nova York espera repetir a fórmula</h2><p>Seguindo o modelo da Coreia do Sul, a cidade de Nova York começou a implementar sua própria revolução no gerenciamento de resíduos orgânicos. A <strong>coleta seletiva para compostagem </strong>agora está disponível para todos os moradores da cidade, e a <strong>separação de restos de comida, papel usado e resíduos vegetais é obrigatória</strong>.</p><p>A meta é especialmente ambiciosa porque a cidade gera quantidades enormes de lixo, dos quais aproximadamente 36% são resíduos orgânicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-97-al-vertedero-al-reciclaje-total-la-leccion-de-corea-del-sur-sobre-basura-que-nueva-york-intenta-copiar-1790118862714.jpg" data-image="azrts9pgc5ui"><figcaption>A cidade de Nova York está trabalhando para tornar a separação de resíduos orgânicos um hábito nas residências.</figcaption></figure><p>Até o momento, o programa já começou a produzir<strong> resultados visíveis</strong>. Em 2025, o Departamento de Saneamento gerenciou cerca de 140 mil toneladas de resíduos orgânicos residenciais, aproximadamente 9% das 1,5 milhão de toneladas geradas anualmente pelas residências, segundo dados coletados pela <em>BBC Future</em>.</p><p>Os<strong> resíduos coletados </strong>são <strong>enviados para instalações</strong> onde podem ser <strong>transformados em composto ou energia renovável</strong>. Em alguns casos, os resíduos são processados juntamente com lodo de esgoto para a produção de biogás. A cidade também conta com centenas de contêineres inteligentes para facilitar a coleta de resíduos orgânicos 24 horas por dia.</p><h3>O maior desafio: mudar os hábitos</h3><br>Por enquanto, <strong>Nova York ainda está longe dos números da Coreia do Sul</strong>. A participação e o cumprimento das normas continuam sendo alguns dos principais desafios, demonstrando que a reciclagem de resíduos alimentares em larga escala exige muito mais do que simplesmente colocar lixeiras nas ruas: <strong>requer infraestrutura, legislação, fiscalização e, principalmente, engajamento cidadão</strong>.<aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756387" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/reciclagem-de-lixo-eletronico-por-que-e-tao-importante-e-quais-progressos-foram-alcancados.html" title="Reciclagem de lixo eletrônico: por que é tão importante e quais progressos foram alcançados?">Reciclagem de lixo eletrônico: por que é tão importante e quais progressos foram alcançados?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/reciclagem-de-lixo-eletronico-por-que-e-tao-importante-e-quais-progressos-foram-alcancados.html" title="Reciclagem de lixo eletrônico: por que é tão importante e quais progressos foram alcançados?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ricilaggio-dei-rifiuti-elettronici-perche-e-cosi-importante-e-quali-progressi-sono-stati-fatti-1770920106423_320.jpg" alt="Reciclagem de lixo eletrônico: por que é tão importante e quais progressos foram alcançados?"></a></article></aside><p>De qualquer forma, o fato animador é que os restos de comida gerados nas grandes cidades não precisam acabar em aterros sanitários se forem devidamente separados em casa e houver um sistema para coletá-los e processá-los.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Soo%20Min%2C%20K" data-year="2026" data-title="New%20York%20has%20a%20food%20waste%20problem.%20South%20Korea%20has%20already%20solved%20it" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ffuture%2Farticle%2F20260916-new-york-has-a-food-waste-problem-south-korea-has-already-solved-it">Soo Min, K. (2026). <a href="https://www.bbc.com/future/article/20260916-new-york-has-a-food-waste-problem-south-korea-has-already-solved-it" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">New York has a food waste problem. South Korea has already solved it</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/reciclar-97-do-lixo-a-licao-da-coreia-do-sul-que-nova-york-tenta-copiar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente traz primeiro episódio de calor intenso da primavera com até 45°C; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 10:12:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o frio recente no Centro-Sul, uma massa de ar quente eleva as máximas até terça-feira (29). O calor avança por Sudeste, Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste, podendo alcançar 45°C em Mato Grosso na segunda-feira (28).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira-1790265026896.jpg" data-image="d69114i8620j" alt="calor intenso, primavera, Mato Grosso" title="calor intenso, primavera, Mato Grosso"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para terça-feira (29), às 15h.</figcaption></figure><p>O frio perde força no Centro-Sul a partir de sexta-feira (25). Uma massa de ar quente eleva as temperaturas até terça (29), com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás, norte do Paraná, oeste de São Paulo e Minas Gerais. <strong>Em Mato Grosso, a previsão para cidades do sudoeste e do Pantanal chega a 45°C </strong>no início da próxima semana.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O aquecimento também alcança os estados do Norte e o interior do Nordeste. <strong>A subida será mais perceptível à tarde:</strong> parte do Sul ainda terá manhãs frias na sexta, enquanto as máximas avançam gradualmente pelo interior do país.</p><h2>Sexta-feira marca o retorno do calor ao Centro-Sul </h2><p>Na quinta-feira (24), o ar frio ainda limita as máximas em parte do Sul e do Sudeste. São Paulo tem previsão de 19°C à tarde, e Curitiba pode chegar a 20°C. Com o afastamento desse ar, <strong>as temperaturas sobem na sexta: a capital paulista pode atingir 27°C,</strong> enquanto Cuiabá tem previsão de 40°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira-1790265369138.jpg" data-image="98gihirlzp85" alt="calor intenso, primavera, centro sul" title="calor intenso, primavera, centro sul"><figcaption>Previsão de temperatura para domingo (27), às 15h.</figcaption></figure><p>A diferença entre manhã e tarde também será grande no Sul. <strong>Curitiba pode registrar 10°C ao amanhecer de sexta e alcançar 25°C mais tarde</strong>. No Norte e no interior nordestino, o calor já se destaca: Manaus e Palmas têm previsão de 38°C na quinta, e Teresina pode chegar a 39°C na quinta e na sexta.</p><h2>Interior esquenta mais no fim de semana </h2><p>No sábado (26), as maiores temperaturas se concentram longe do litoral. O noroeste de São Paulo e o Triângulo Mineiro podem registrar 35°C a 36°C à tarde; o noroeste do Paraná pode alcançar 32°C. Na capital paulista, a máxima prevista é de 30°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira-1790265460385.jpg" data-image="9dkzqfhm8lq9" alt="calor, interior, centro sul, norte" title="calor, interior, centro sul, norte"><figcaption>Previsão de temperatura para domingo (27), às 15h.</figcaption></figure><p>No domingo (27), o oeste paulista e o Triângulo Mineiro podem chegar a 37°C. Em Mato Grosso, <strong>Cáceres tem previsão de 45°C</strong>, valor localizado que não se estende a todo o estado. A distribuição do calor terá diferenças importantes:</p><ul> <li><strong>Mato Grosso do Sul e Goiás:</strong> tardes mais quentes, com variação onde ocorrerem pancadas de chuva.</li> <li><strong>São Paulo, Minas Gerais e norte do Paraná:</strong> calor mais forte no interior; o leste paulista pode ter uma tarde mais amena no domingo.</li> <li><strong>Norte e interior do Nordeste:</strong> temperaturas elevadas persistem, sobretudo nas áreas que permanecerem sem chuva.</li> </ul><h2>Calor persiste até terça-feira </h2><p><strong>Na segunda (28), Cáceres e Poconé, em Mato Grosso, podem alcançar 45°C</strong>. A previsão também mantém máximas acima de 35°C no noroeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro, com possibilidade de chegar a 39°C. No oeste de Santa Catarina e do Paraná, os valores podem variar entre 29°C e 32°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira-1790265577211.jpg" data-image="7cmnnqpxz5u3" alt="calor intenso, triangulo mineiro" title="calor intenso, triangulo mineiro"><figcaption>Previsão de temperatura para segunda (28), às 15h.</figcaption></figure><p>Na terça-feira (29), o ar quente ainda atua em grande parte do Centro-Norte, embora nuvens e pancadas possam interromper a subida da temperatura em alguns locais. Os 45°C são uma <strong>máxima prevista para cidades específicas</strong>, não uma anomalia de temperatura nem uma marca esperada para toda a região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790177" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-e-ciclone-ja-tem-data-para-atingir-o-brasil-saiba-o-que-esperar-e-quando.html" title="Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando">Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-e-ciclone-ja-tem-data-para-atingir-o-brasil-saiba-o-que-esperar-e-quando.html" title="Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-e-ciclone-ja-tem-data-para-atingir-o-brasil-saiba-o-que-esperar-e-quando-1790199565021_320.png" alt="Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando"></a></article></aside><p>Na transição para outubro, as condições do tempo começam a mudar. <strong>A chuva deve retornar primeiro ao Rio Grande do Sul e pode avançar </strong>pelo restante do Sul até terça-feira. Uma frente fria tende a alcançar outras áreas do Centro-Sul na virada do mês, reduzindo o calor onde houver mais nuvens e chuva. O Norte e o interior do Nordeste ainda poderão permanecer quentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-traz-primeiro-episodio-de-calor-intenso-da-primavera-com-ate-45-c-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone, frente fria e tempestades encerram setembro com alertas para RS, SC e o PR]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr.html</link><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Sul do Brasil está em alerta para uma nova onda de tempestades severas com chuvas extremas nesta reta final de setembro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289597287.png" data-image="a779g1ewq4kr" alt="As regiões em alerta foram recentemente castigadas por eventos extremos, o que aumenta a vulnerabilidade da população e da infraestrutura a novos transtornos." title="As regiões em alerta foram recentemente castigadas por eventos extremos, o que aumenta a vulnerabilidade da população e da infraestrutura a novos transtornos."><figcaption>As regiões em alerta foram recentemente castigadas por eventos extremos, o que aumenta a vulnerabilidade da população e da infraestrutura a novos transtornos.</figcaption></figure><p>O mês de <strong>setembro</strong> <strong>termina</strong> com alerta de <strong>tempestades intensas e chuvas extremas sobre o Sul do Brasil</strong> devido à formação de um novo <strong>ciclone</strong> extratropical e sua frente fria associada. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Embora a consolidação do ciclone esteja prevista para terça-feira (29) entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, as condições para<strong> tempestades severas iniciam ainda no fim de semana</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de tempestades severas</h2><p>A diminuição da pressão atmosférica sobre a Região Sul durante o processo de formação do ciclone deve favorecer <strong>tempestades</strong> <strong>potencialmente</strong> <strong>intensas</strong> sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong> desde o <strong>fim de semana</strong>.</p><p>No <strong>sábado (26) </strong>as tempestades estão previstas ficarem mais restritas ao <strong>Oeste e Campanha</strong>, enquanto no <strong>domingo (27)</strong> tempestades estão previstas se espalharem sobre <strong>todo o território gaúcho</strong> e também no <strong>oeste de Santa Catarina,</strong> embora os sistemas mais intensos, com elevado potencial de granizo e extremos de vento estejam previstos para Oeste e Campanha.</p><p>Ao longo da<strong> segunda-feira (28)</strong> as <strong>tempestades</strong><strong> irão se</strong> <strong>intensificar</strong>, inicialmente sobre o <strong>Rio Grande do Sul </strong>e, entre a tarde e a noite, também sobre S<strong>anta Catarina e o Paraná. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289686156.png" data-image="dhmfiiawn471" alt="Previsão de tempestades para segunda-feira (28) no período da manhã (esquerda) e tarde (direita), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para segunda-feira (28) no período da manhã (esquerda) e tarde (direita), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para segunda-feira (28) no período da manhã (esquerda) e tarde (direita), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A<strong> elevada taxa de raios </strong>prevista é um <strong>indicativo</strong> de <strong>sistemas profundos</strong> (extensos verticalmente), indicando<strong> correntes de vento intensas</strong> dentro das nuvens e <strong>grande conteúdo de gelo</strong>. </p><div class="texto-destacado">Estes sistemas estão associados com tempestades intensas, chuvas volumosas e rajadas intensas de vento.</div><p>A <strong>onda de tempestades continua </strong>atuando sobre a região Sul na <strong>terça-feira (29)</strong>, enquanto o ciclone se consolida. Estão previstas tempestades intensas com <strong>potencial de granizo,</strong><strong> eventos extremos de vento</strong> (não se descartando microexplosões ou tornados isolados) e <strong>chuvas intensas. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289703100.png" data-image="6zpcc8gzdie8" alt="Previsão de tempestades intensas para terça-feira (29) durante a manhã (esquerda) e noite (direita), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades intensas para terça-feira (29) durante a manhã (esquerda) e noite (direita), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades intensas para terça-feira (29) durante a manhã (esquerda) e noite (direita), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As tempestades terão <strong>início sobre o Rio Grande do Sul </strong>ainda durante a <strong>madrugada</strong> e avançam sobre <strong>Santa Catarina e o Paraná </strong>no <strong>decorrer do dia.</strong> Os sistemas perdem um pouco da força sobre Santa Catarina (embora tempestades intensas devam ocorrer de forma mais isolada), e voltam a ganhar força sobre o Paraná e divisa com Mato Grosso do Sul e São Paulo até o fim do dia.</p><h2>Ingredientes de severidade</h2><p>Os principais ingredientes que aumentam a instabilidade sobre a região Sul nos próximos dias têm a ver com a atuação do <strong>jato de baixos níveis da América do Sul</strong> (JBN). O JBN é um <strong>corredor de ventos intensos</strong> em cerca de<strong> 1,5 km de altitude</strong> de <strong>norte para sul </strong>a leste da Cordilheira dos Andes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289807142.png" data-image="7lqgh94rzlv4" alt="Previsão de jato de baixos níveis nesta terça-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de jato de baixos níveis nesta terça-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de jato de baixos níveis nesta terça-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Este núcleo de ventos intensos<strong> transporta calor e umidade da região amazônica</strong> <strong>em direção ao sul do continente</strong>. Calor e umidade são ingredientes essenciais para aumentar a instabilidade da atmosfera e o risco de tempestades severas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289820328.png" data-image="di4etfzp3gnb" alt="Previsão de anomalia de temperatura para a madrugada de terça-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura para a madrugada de terça-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para a madrugada de terça-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>De fato, há previsão de <strong>elevação das temperaturas</strong> em todo o país nos próximos dias. As <strong>anomalias</strong> (desvios em relação à média) horárias na <strong>região Sul </strong>podem alcançar cerca de<strong> 12°C acima da média</strong>, refletindo em <strong>madrugadas</strong> <strong>abafadas</strong> e com temperatura da ordem de <strong>24°C a 26°C</strong> no centro-oeste do Rio Grande do Sul e oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289836861.png" data-image="9vtp9gmnx7ub" alt="Previsão de rio atmosférico nesta terça-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de rio atmosférico nesta terça-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de rio atmosférico nesta terça-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><br>A baixa pressão do <strong>ciclone</strong> funciona como uma espécie de <strong>âncora</strong> na atmosfera e<strong> canaliza a umidade da Amazônia</strong> na forma de um<strong> rio atmosférico</strong> em direção ao centro do ciclone, fornecendo uma enorme quantidade de umidade para chuvas intensas.</p><h2>Alerta de chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul</h2><p>As tempestades previstas para os próximos dias virão acompanhadas de <strong>chuvas volumosas sobre o Sul do Brasil</strong>, podendo ser consideradas <strong>extremas</strong> <strong>sobre o Rio Grande do Sul</strong>, como alerta o índice de previsão extrema (EFI) do modelo ECMWF, de confiança da Meteored. As áreas em amarelo e laranja nos mapas abaixo indicam onde o EFI alerta para precipitações diárias que provavelmente vão ultrapassar 60 a 80 mm por dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790290101699.png" data-image="unykh7gqtbww" alt="EFI do ECMWF para precipitação neste domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF." title="EFI do ECMWF para precipitação neste domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para precipitação neste domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>De fato, o modelo <strong>ECMWF</strong> <strong>prevê</strong> que a região de<strong> fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai </strong>pode receber volumes superiores a<strong> 100 mm no domingo (27)</strong>. Ao longo da <strong>segunda-feira (29)</strong> as chuvas mais intensas devem continuar concentradas sobre a <strong>metade sul do Rio Grande do Sul</strong>, onde<strong> novos acumulados</strong> <strong>superiores a 100 mm</strong> podem se espalhar pelo estado, ligando um alerta para transtornos relacionados a <strong>enxurradas e inundações.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr-1790289850012.png" data-image="ivfjau3tj3q8" alt="Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Até o final da terça-feira (29)</strong> os <strong>acumulados</strong> podem se aproximar ou ultrapassar <strong>200 mm </strong>na <strong>metade sul do Rio Grande do Su</strong><strong>l</strong>, principalmente na área de<strong> fronteira com o Uruguai</strong>. Áreas do centro-leste do estado também devem ter volumes expressivos, entre <strong>100 e 160 mm</strong>, incluindo a <strong>Região Metropolitana de Porto</strong> <strong>Alegre</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790147" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-dara-uma-breve-tregua-com-temperaturas-de-mais-de-30-c-no-sul-e-no-sudeste-confira.html" title="Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira">Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-dara-uma-breve-tregua-com-temperaturas-de-mais-de-30-c-no-sul-e-no-sudeste-confira.html" title="Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-dara-uma-breve-tregua-com-temperaturas-de-mais-de-30-c-no-sul-e-no-sudeste-confira-1790180829290_320.jpg" alt="Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira"></a></article></aside><p>As <strong>recomendações</strong> para a segurança da população envolvem <strong>evitar áreas abertas durante as tempestades</strong> e j<strong>amais atravessar áreas alagadas</strong>, a pé ou de carro. Moradores de áreas vulneráveis com histórico de alagamentos devem <strong>ficar atentos aos avisos da Defesa Civil</strong>, seguindo as orientações do órgão caso precisem deixar suas casas. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-frente-fria-e-tempestades-encerram-setembro-com-alertas-para-rs-sc-e-o-pr.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vale da Lua, o ‘solo lunar’ da Chapada dos Veadeiros: conheça o exótico lugar de belezas naturais em Goiás]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/vale-da-lua-o-solo-lunar-da-chapada-dos-veadeiros-conheca-o-exotico-lugar-de-belezas-naturais-em-goias.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 22:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Vale da Lua é um dos atrativos mais famosos da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, famoso pelas rochas cinzentas escavadas pelas águas do rio São Miguel que lembram a superfície lunar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-o-solo-lunar-da-chapada-dos-veadeiros-conheca-o-exotico-lugar-de-belezas-naturais-em-goias-1790273281233.jpg" data-image="g5desor1h7f9"><figcaption>O Vale da Lua é um lugar diferenciado que encanta pelas suas formas inusitadas que lembram a superfície lunar. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Esta é mais uma das belezas naturais que encontramos no Brasil, mais especificamente no estado de Goiás. O <strong>Vale da Lua</strong> é um<strong> lugar exótico</strong> e incrível, com <strong>rochas esculpidas pela ação da água</strong>, criando superfícies onduladas, fendas, cânions e piscinas naturais que<strong> lembram a superfície lunar</strong>. </p><p>O lugar, que é considerado místico por muitos, fica na região da <strong>Chapada dos Veadeiros</strong>, entre o município Alto Paraíso de Goiás e a Vila de São Jorge. Veja abaixo mais detalhes sobre este destino turístico que recebe vários visitantes de diferentes lugares do Brasil e do mundo.</p><h2>Sobre o Vale da Lua</h2><p>Como já comentamos, o local recebe este nome devido à<strong> formação rochosa peculiar que parece a superfície da Lua</strong>, com várias<strong> crateras circulares e lisas</strong>, e têm atraído muitos visitantes apaixonados por natureza e tranquilidade.</p><p>O local é formado por<strong> rochas sedimentares do período Proterozóico</strong> formadas pelo acúmulo de diversos minerais a pelo menos 2,5 milhões de anos atrás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-o-solo-lunar-da-chapada-dos-veadeiros-conheca-o-exotico-lugar-de-belezas-naturais-em-goias-1790273330717.jpg" data-image="rgd4doep8wja"><figcaption>A primeira piscina natural do Vale da Lua, com uma pequena cachoeira ‘escondida’ ao fundo, entre as pedras. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p> A <strong>ação das águas do Rio São Miguel</strong>, que corta a região, foi modelando formas espetaculares nas rochas que continham muito carbonato, formando as crateras, túneis e “banheiras”.</p><p>Com o passar do tempo, esses arenitos carbonáticos foram modificados e cristalizados novamente, dando o aspecto de um falso cimento em muitas das rochas. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Vale da Lua - Chapada dos Veadeiros <a href="https://t.co/AbgNiZhVD4">pic.twitter.com/AbgNiZhVD4</a></p>— Queria Viajar (@QueriaViajar) <a href="https://x.com/QueriaViajar/status/2030692342311592074?ref_src=twsrc%5Etfw">March 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Além das curiosas formações geológicas, o local oferece <strong>trilhas </strong>em meio ao Cerrado, <strong>mirantes </strong>e <strong>pontos de banho nas piscinas formadas entre as rochas</strong>, especialmente em períodos de menor volume de água. </p><p>A <strong>trilha que leva às duas piscinas principais tem apenas 1.200 metros de trajeto (ida e volta) </strong>e seguindo as placas você consegue se localizar bem. É importante observar as sinalizações das piscinas e verificar quais estão liberadas para banho. Ah, e a <strong>água do Vale da Lua é bem gelada</strong>, já vá sabendo disso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-o-solo-lunar-da-chapada-dos-veadeiros-conheca-o-exotico-lugar-de-belezas-naturais-em-goias-1790273350394.jpg" data-image="sgbucwohxyvm"><figcaption>Crateras no Vale da Lua. Crédito: Blog Viajantes App.</figcaption></figure><p>Atenção na temporada de chuvas (outubro a abril), pois o Vale se torna mais arriscado para banhos e o espaço fica com diversos pontos inacessíveis ao turismo. Há maior risco de cabeças d'água e correntezas fortes.</p><p>Já a <strong>estação seca</strong> (entre maio e setembro) é<strong> o melhor período para visitar a região</strong>, e o Vale se torna uma deliciosa piscina para curtir sem pressa. </p><h2>Como chegar ao Vale da Lua</h2><p>O local tem<strong> fácil acesso</strong> e é feito pela<strong> rodovia GO-239</strong>. A entrada, sinalizada por placas, está a 9 km da Vila de São Jorge e a 35 km de Alto Paraíso de Goiás. Depois da estrada asfaltada serão mais 3,5 km em estrada de terra em boas condições até o estacionamento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem.html" title="Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem">Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem.html" title="Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem-1789409666379_320.jpg" alt="Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem"></a></article></aside><p>Ao chegar no estacionamento, os visitantes recebem uma pulseira e assinam o livro de turistas. Há quiosques próximos à entrada para quem quiser comer e beber alguma coisa. <strong>É cobrada taxa de visitação</strong> e não é necessário contratação de guia turístico. É proibido entrar com bebidas alcoólicas e animais domésticos.</p><p>Não há hospedagem no local. A <strong>Vila de São Jorge</strong>, situada a 9 km, <strong>é o local mais próximo para se hospedar</strong>, ou se não, outras opções na cidade de Alto Paraíso de Goiás a 35 km dali.</p><h3>Algumas dicas para visitar o local</h3><p><strong>Vá de tênis</strong>, principalmente para caminhar sobre as crateras. Cuidado com as pedras pois podem estar escorregadias. É <strong>proibido fumar, comer e beber </strong>no local. Se quiser visitar com calma e que esteja bem vazio, prefira ir nos dias de semana e no início da manhã.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Carolina" data-year="2026" data-title="O%20vale%20goiano%20que%20parece%20um%20cen%C3%A1rio%20lunar%20esculpido%20para%20a%20fic%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica%3A%20crateras%20lisas%2C%20canais%20de%20pedra%20cinza%2C%20%C3%A1gua%20transparente%2C%20piscinas%20entre%20rochas%2C%20e%20uma%20trilha%20curta%20de%20600%20metros%20at%C3%A9%20a%20margem%20do%20Rio%20S%C3%A3o%20Miguel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Ftendencias%2F2026%2F08%2F23%2Fo-vale-goiano-que-parece-um-cenario-lunar-esculpido-para-a-ficcao-cientifica-crateras-lisas-canais-de-pedra-cinza-agua-transparente-piscinas-entre-rochas-e-uma-trilha-curta-de-600-metros-ate-a-ma%2F">Ana Carolina. (2026). <a href="https://www.brasil247.com/tendencias/2026/08/23/o-vale-goiano-que-parece-um-cenario-lunar-esculpido-para-a-ficcao-cientifica-crateras-lisas-canais-de-pedra-cinza-agua-transparente-piscinas-entre-rochas-e-uma-trilha-curta-de-600-metros-ate-a-ma/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O vale goiano que parece um cenário lunar esculpido para a ficção científica: crateras lisas, canais de pedra cinza, água transparente, piscinas entre rochas, e uma trilha curta de 600 metros até a margem do Rio São Miguel</a>.</cite><br><cite data-author="Vieira%2C%20A" data-year="2026" data-title="Com%20rochas%20de%20bilh%C3%B5es%20de%20anos%2C%20destino%20em%20Goi%C3%A1s%20encanta%20turistas%20de%20v%C3%A1rios%20pa%C3%ADses" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgo%2Fgoias%2Fnoticia%2F2026%2F04%2F19%2Fcom-rochas-de-bilhoes-de-anos-destino-em-goias-encanta-turistas-de-varios-paises.ghtml">Vieira, A. (2026). <a href="https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/04/19/com-rochas-de-bilhoes-de-anos-destino-em-goias-encanta-turistas-de-varios-paises.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Com rochas de bilhões de anos, destino em Goiás encanta turistas de vários países</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/vale-da-lua-o-solo-lunar-da-chapada-dos-veadeiros-conheca-o-exotico-lugar-de-belezas-naturais-em-goias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor de mais de 40°C antecede intensa virada do tempo em SP; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-mais-de-40-c-antecede-intensa-virada-do-tempo-em-sp-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 20:21:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir desta sexta-feira (25) as temperaturas entram em elevação em São Paulo e vão passar dos 40°C no oeste do estado nos próximos dias devido a uma condição pré-frontal. Veja aqui os detalhes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbckz8y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbckz8y.jpg" id="xbckz8y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta sexta-feira (25) uma<strong> massa de ar quente e seco</strong> atuará sobre o estado de<strong> São Paulo</strong>, fazendo as temperaturas se elevarem gradualmente e trazendo de volta o calor para toda a região.</p><p>As máximas ultrapassam facilmente dos 30°C nos próximos dias, com o <strong>calor mais intenso</strong> sendo registrado no <strong>oeste </strong>do estado, onde elas<strong> passam de 40°C</strong> até meados da próxima semana devido à uma condição pré-frontal (antes da passagem de uma nova frente fria). Atenção também à <strong>baixa umidade do ar </strong>no centro-oeste do estado nos próximos dias.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Calor intenso retorna a São Paulo nos próximos dias</h2><p><strong>A partir desta sexta-feira (25) as temperaturas se elevam gradualmente</strong> sobre o estado de São Paulo, inclusive na capital, trazendo de volta calor de mais de 30°C para a maioria das localidades da região.</p><p>O <strong>calor mais intenso</strong> deve ser sentido no<strong> oeste do estado</strong>, e especialmente no início da próxima semana devido à uma condição pré-frontal, ou seja, antes da chegada de uma nova frente fria na região que está prevista para a próxima terça-feira (29).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Amanhã (25)</strong> já faz calor em muitas localidades, com máximas de 30°C ou mais na metade centro-oeste do estado. A faixa litorânea ainda deve ter máximas mais amenas. Na <strong>capital paulista</strong>, a máxima deve chegar em torno dos<strong> 28°C</strong>.</p><p>Mas no<strong> sábado (26)</strong> o calor ganha força em toda a região. As máximas ficam acima dos 31°C em praticamente todo o estado paulista, mas passando dos<strong> 40°C </strong>no <strong>oeste e noroeste</strong>, onde podem até atingir os<strong> 41°C</strong>. <strong>Na capital paulista, a máxima prevista é de 33°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-40-c-antecede-intensa-virada-do-tempo-em-sp-veja-a-previsao-1790263987829.jpg" data-image="1zha5zferik5"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para o sábado (26).</figcaption></figure><p><strong>Entre o domingo (27) e a segunda-feira (28) o calor ganha mais intensidade</strong> ainda devido à condição pré-frontal.</p><p>Nestes dois dias, as temperaturas <strong>máximas</strong> passam dos 33°C na maior parte do estado, com exceção da faixa leste e de áreas litorâneas próximas, onde elas voltam a ficar mais amenas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-40-c-antecede-intensa-virada-do-tempo-em-sp-veja-a-previsao-1790266342278.jpg" data-image="2hi38dkl1gq6"><figcaption>Previsão de temperatura máxima do ar (°C) para a segunda-feira (28).</figcaption></figure><p>Mas em áreas do<strong> norte, oeste e noroeste </strong>do território paulista, as máximas previstas serão iguais ou superiores a 40°C, podendo chegar pontualmente aos <strong>42°C/43°C</strong>.</p><p>Algumas localidades de destaque são: Ribeirão Preto (40°C); Catanduva (41°C); Araçatuba (43°C); Barretos (41°C); Presidente Prudente (40°C); Dracena (43°C); Adamantina (42°C).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790177" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-e-ciclone-ja-tem-data-para-atingir-o-brasil-saiba-o-que-esperar-e-quando.html" title="Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando">Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-e-ciclone-ja-tem-data-para-atingir-o-brasil-saiba-o-que-esperar-e-quando.html" title="Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-e-ciclone-ja-tem-data-para-atingir-o-brasil-saiba-o-que-esperar-e-quando-1790199565021_320.png" alt="Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando"></a></article></aside><p>Na <strong>capital</strong> paulista, o <strong>domingo (27)</strong> terá temperatura máxima de<strong> 30°C</strong>. Na segunda-feira (28) a máxima será levemente menor: 26°C.</p><p>E destaque para as <strong>noites</strong>, que também devem<strong> continuar quentes</strong> no <strong>oeste </strong>do estado, com temperaturas variando entre 30°C e 35°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-40-c-antecede-intensa-virada-do-tempo-em-sp-veja-a-previsao-1790266589748.jpg" data-image="4jfc82mxs1g9"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para a segunda-feira (28) à tarde (15h).</figcaption></figure><p>Além do calor, a <strong>umidade relativa do ar</strong> também deve ficar <strong>baixa</strong> entre este fim de semana e o início da próxima semana na metade centro-oeste de São Paulo, ficando em <strong>níveis críticos abaixo dos 30% e atingindo em torno dos 11% no noroeste </strong>do estado, especialmente na segunda-feira (28).</p><p>Então, atenção, pois esse<strong> tempo seco </strong>pode trazer vários<strong> problemas para a saúde</strong>, especialmente para a população mais vulnerável, como o ressecamento das mucosas, irritação nos olhos, pele seca e aumento do risco de infecções respiratórias. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-mais-de-40-c-antecede-intensa-virada-do-tempo-em-sp-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frentes frias e ar frio mantém condição atípica nos próximos 10 dias; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-e-ar-frio-mantem-condicao-atipica-nos-proximos-10-dias-confira.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 19:32:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A região Sul registrará chuvas volumosas que podem ultrapassar os 200 mm totais entre RS, SC e PR, além de uma nova massa de ar frio que faz as temperaturas caírem, com mínimas de 4°C e possibilidade de geadas pontuais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-ar-frio-mantem-condicao-atipica-nos-proximos-10-dias-confira-1790271395128.jpg" data-image="amc0e8kwi7m5" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até a próxima quarta-feira" title="Previsão de acumulados totais de chuva até a próxima quarta-feira"><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até a próxima quarta-feira mostra que até 200 mm de chuva atingirão o Sul do Brasil nos próximos dias, causando transtornos para a população.</figcaption></figure><p>A região Sul será afetada por uma <strong>sequência de sistemas meteorológicos</strong> nos próximos dias. Há previsão de chuvas volumosas e acumulados que podem ultrapassar <strong>200 mm</strong> entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Após a passagem dos sistemas, uma nova massa de ar frio trará mínimas próximas de <strong>4°C</strong> e possibilidade de <strong>geadas pontuais</strong> nas áreas serranas.<br><br>Nesta sexta-feira (25) e no sábado (26), a tendência será de um <strong>tempo menos chuvoso, mais firme e quente</strong> sobre todo o centro-sul do Brasil. No entanto, ao longo do final de semana, <strong>outra frente já volta a atuar </strong>sobre o Rio Grande do Sul, fazendo o tempo voltar a ficar chuvoso sobre a região.</p><div class="texto-destacado">Entre o domingo (27) e a segunda-feira (28), outra frente fria será capaz de ocasionar chuvas expressivas sobre o Rio Grande do Sul, com pancadas de chuva que trazem acumulados entre 100 e 150 mm de chuva para o estado gaúcho.</div><p>Ao longo da <strong>terça-feira (29)</strong>, um <strong>segundo sistema</strong> começará a atuar sobre o Brasil: Um ciclone extratropical se forma na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul, <strong>impulsionando uma frente fria pela região Sul </strong>e, posteriormente, pelo Sudeste e Centro-Oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-ar-frio-mantem-condicao-atipica-nos-proximos-10-dias-confira-1790271490202.jpg" data-image="aystrk210zjs" alt="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva ao longo da terça-feira." title="Previsão de pressão, nebulosidade e chuva ao longo da terça-feira."><figcaption>Previsão de pressão, nebulosidade e chuva ao longo da terça-feira mostra a evolução de um ciclone extratropical e sua frente fria, causando tempestades severas intensas sobre a região Sul.</figcaption></figure><p>Ao total, os acumulados podem ultrapassar facilmente os <strong>200 mm de chuva</strong> nos próximos 10 dias entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Isso ocasionará <strong>grandes transtornos</strong> para a população da região Sul, como transbordamentos de rios, alagamentos e deslizamentos de terra.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Ao total, esses sistemas trazem uma <strong>quantidade de chuvas muito volumos</strong><strong>a</strong> para a <strong>região Sul</strong> e parte de <strong>São Paulo</strong> e do <strong>Mato Grosso do Sul</strong> ao longo da próxima semana. Previsões indicam que a semana entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro será bastante chuvosa nestes estados, com volumes totais de chuva muito acima do normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-ar-frio-mantem-condicao-atipica-nos-proximos-10-dias-confira-1790271531728.jpg" data-image="t53dp3bvyqbz" alt="Previsão de anomalias de chuva entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro." title="Previsão de anomalias de chuva entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro."><figcaption>Previsão de anomalias de chuva entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro mostram que a próxima semana será muito chuvosa no centro-sul do Brasil, com acumulados totais altos.</figcaption></figure><p>Por volta da quarta-feira (30), após a passagem da frente fria, uma <strong>n</strong><strong>ova massa de ar frio avança pela região Sul</strong>, fazendo as temperaturas caírem de maneira moderada na região. Previsões indicam que as temperaturas mínimas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina podem chegar a <strong>valores abaixo dos 10°C.</strong></p><h2>Além da chuva, frio breve retorna ao sul semana que vem</h2><p>Existe risco de que as temperaturas cheguem a <strong>valores próximos dos 4°C</strong> na região da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, causando <strong>geadas pontuais </strong>na madrugada de quinta-feira (1) e sexta-feira (2), os primeiros dias de Outubro. </p><p>Ainda assim, <strong>o frio será breve e NÃO será extremo</strong> - até o momento, as previsões não indicam risco de temperaturas negativas em nenhum município da região Sul e nem de geadas extremamente fortes e abrangentes na semana que vem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-ar-frio-mantem-condicao-atipica-nos-proximos-10-dias-confira-1790271581702.jpg" data-image="7fqmg9hpkvkn" alt="Previsão de temperaturas na próxima sexta-feira durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas na próxima sexta-feira durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas na próxima sexta-feira durante a madrugada mostra que há risco de temperaturas abaixo dos 10°C no final da semana que vem, podendo ocasionar geadas pontuais.</figcaption></figure><p>Essa massa de ar frio atuará de maneira breve e <strong>ajudará a estender por mais algum tempo o frio de inverno</strong>. No entanto, logo o calor volta rapidamente para a região Sul, e a <strong>tendência de aquecimento continua</strong>. Ao longo de Outubro, as previsões climáticas continuam indicando tendências de temperaturas acima da média para o Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-e-ar-frio-mantem-condicao-atipica-nos-proximos-10-dias-confira-1790271611664.jpg" data-image="47aqsdi93roj" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 28 de Setembro e 5 de Outubro mostram que, mesmo com o breve episódio de frio, as temperaturas continuam acima da média no Brasil.</figcaption></figure><p>Com isso, Outubro será um mês onde as temperaturas médias no país <strong>continuarão subindo gradualmente</strong>. Massas de ar frio ainda podem avançar rapidamente pelo centro-sul do país, mas cada vez com menor intensidade.</p><p>Sendo uma <strong>estação de transição</strong>, é normal haver registro de ocorrências de frio significativo durante as primeiras semanas da Primavera, numa transição gradual em direção ao calor de Verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas.html" title="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas">"Frio de inverno ainda será persistente": o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas.html" title="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-ainda-sera-persistente-o-meteorologista-matheus-manente-nos-traz-a-tendencia-das-temperaturas-1790176892762_320.jpg" alt="'Frio de inverno ainda será persistente': o meteorologista Matheus Manente nos traz a tendência das temperaturas"></a></article></aside><p>Além disso, vale notar que a <strong>atuação do El Niño tende a se tornar cada vez mais expressiva</strong>. O fenômeno continuará impulsionando chuvas intensas sobre o centro-sul do país e também trará, cada vez mais, episódios de calor expressivo para o Brasil - especialmente durante o <strong>verão de 2027</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-e-ar-frio-mantem-condicao-atipica-nos-proximos-10-dias-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente ganha força no Brasil e traz o calor de volta ao Centro-Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-ganha-forca-no-brasil-e-traz-o-calor-de-volta-ao-centro-sul.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:12:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão de calor e altas temperaturas sobre o Centro-Sul do Brasil. A presença de uma massa de ar quente eleva os termômetros, principalmente à tarde, dando adeus aos dias de temperaturas amenas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcosy6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcosy6.jpg" id="xbcosy6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas voltam a subir no Centro-Sul do país no decorrer dos próximos dias. A circulação atmosférica irá favorecer o avanço de ar quente em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, fazendo as tardes agradáveis darem lugar ao calor intenso. A expectativa é de <strong>temperaturas até 10°C acima da média</strong> para os últimos dias de setembro.</p><p>Confira a seguir os detalhes da previsão e saiba como ficam as temperaturas no Centro-Sul do Brasil nos próximos dias.</p><h2>Final de semana com retorno das altas temperaturas</h2><p>Nesta <strong>sexta-feira (25)</strong>, as temperaturas já sobem no Centro-Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul. De acordo com o <strong>modelo </strong><strong><em>ECMWF</em></strong>, a anomalia térmica indica marcas de <strong>até 10°C acima da média</strong> na região de Pelotas (RS), com máxima próxima de <strong>28°C</strong>, e de <strong>30°C</strong> na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-no-brasil-e-traz-o-calor-de-volta-ao-centro-sul-1790251941021.jpg" data-image="han22kfsco3m" alt="Anomalia de temperatura" title="Anomalia de temperatura"><figcaption>A tarde desta sexta-feira (25) terá temperaturas acima da média em grande parte do Centro-Sul do Brasil. Especialmente no RS, em que a máxima pode ficar até 10°C acima da climatologia.</figcaption></figure><p>As temperaturas também sobem no <strong>noroeste do Paraná, oeste de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Triângulo Mineiro e noroeste de Minas Gerais</strong>. Em toda essa faixa, os termômetros ficam <strong>acima dos 28°C</strong>, com possibilidade de chegar aos <strong>35°C</strong> em municípios goianos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No <strong>sábado (26)</strong>, o calor ganha força e varia <strong>entre 26°C e 31°C</strong> em grande parte do Sul do Brasil, a exceção fica por conta de áreas do Rio Grande do Sul, que terão o avanço de instabilidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-no-brasil-e-traz-o-calor-de-volta-ao-centro-sul-1790252014085.jpg" data-image="v8gyg6hl9gtj" alt="Temperatura sábado" title="Temperatura sábado"><figcaption>Temperatura prevista para a tarde de sábado (26), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica mantém o transporte de ar quente sobre o território sul-mato-grossense, goiano e nos estados do Sudeste. Com isso, as temperaturas superam os <strong>32°C em todo o Mato Grosso do Sul e Goiás</strong>. No <strong>Sudeste</strong>, os termômetros disparam e ficam <strong>acima dos 27°C</strong>, podendo alcançar <strong>37°C</strong> nos municípios do oeste da região.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Encerrando o final de semana, o domingo (27) terá temperaturas 5°C acima da média em uma faixa que se estende do noroeste e norte gaúcho até o estado de Goiás.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No Sul, as máximas permanecem <strong>acima dos 26°C</strong>, enquanto em áreas de Goiás e no norte de Mato Grosso do Sul chegam aos <strong>37°C</strong>. O Sudeste também sentirá forte impacto do ar quente com o <strong>oeste de São Paulo </strong>e diversos <strong>pontos de Minas Gerais </strong>podendo registrar<strong> 36°C</strong>.</p><h2>Final de setembro terá máximas de até 41°C</h2><p>O início da próxima semana, marcando o encerramento de setembro, promete registrar marcas expressivas no <strong>Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo</strong>.</p><p>Na Região Sul, as altas temperaturas permanecem na <strong>segunda-feira (28)</strong>, com marcas próximas de <strong>30°C em Santa Catarina</strong> e superando esse valor no <strong>Paraná</strong>. No Mato Grosso do Sul e em Goiás, os termômetros podem atingir impressionantes <strong>40°C</strong>, segundo o modelo <strong>ECMWF</strong>, superando a média em <strong>5°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-no-brasil-e-traz-o-calor-de-volta-ao-centro-sul-1790252428505.jpg" data-image="59gp1mqztfpp" alt="Máxima segunda-feira" title="Máxima segunda-feira"><figcaption>Semana começa com temperaturas elevadas, previsão é de máximas próxima aos 40°C no MS.</figcaption></figure><p>No Sudeste, o oeste da região será a área mais quente, com temperaturas <strong>4°C acima da média</strong> e máximas <strong>entre 32°C e 38°C</strong>. O calor também atinge o <strong>Vale do Paraíba, Sul de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo</strong>, com registros na casa dos <strong>30°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790147" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-dara-uma-breve-tregua-com-temperaturas-de-mais-de-30-c-no-sul-e-no-sudeste-confira.html" title="Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira">Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-dara-uma-breve-tregua-com-temperaturas-de-mais-de-30-c-no-sul-e-no-sudeste-confira.html" title="Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-dara-uma-breve-tregua-com-temperaturas-de-mais-de-30-c-no-sul-e-no-sudeste-confira-1790180829290_320.jpg" alt="Frio dará uma breve trégua com temperaturas de mais de 30°C no Sul e no Sudeste; confira"></a></article></aside><p>A tendência é de que uma frente fria avance pelo país no decorrer da semana, favorecendo a formação de uma <strong>frente quente na terça-feira (29)</strong>. A presença desse sistema eleva as temperaturas de forma ainda mais acentuada sobre o Centro-Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-no-brasil-e-traz-o-calor-de-volta-ao-centro-sul-1790252066484.jpg" data-image="ofrgal17nndb" alt="Máxima prevista para terça-feira (29)" title="Máxima prevista para terça-feira (29)"><figcaption>Temperatura máxima prevista para a terça-feira (29). Termômetros podem atingir 40°C em diversos pontos do Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>O modelo <em><strong>ECMWF</strong> </em>aponta máximas de <strong>34°C </strong>no Paraná, <strong>41°C em áreas do Mato Grosso do Sul</strong> e <strong>40°C no noroeste de São Paulo, Triângulo Mineiro e interior de Goiás,</strong> configurando um calor de <strong>até 8°C acima da média</strong> para o período.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-ganha-forca-no-brasil-e-traz-o-calor-de-volta-ao-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item></channel></rss>