<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Wed, 30 Sep 2026 17:20:10 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:20:10 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Ar frio avança nas próximas horas e derruba as temperaturas no Centro-Sul; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 14:35:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ar frio avança pelo Centro-Sul até sábado, com mínimas de 4°C a 13°C em Santa Catarina na sexta. A chance de marcas próximas de 0°C diminuiu e agora se concentra nas serras altas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbfaj4m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbfaj4m.jpg" id="xbfaj4m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O ar frio avança nesta quarta-feira (30) pelo Centro-Sul e reduz as temperaturas de forma gradual. <strong>A queda mais perceptível ocorrerá entre quinta (1º) e sexta-feira (2),</strong> quando Santa Catarina poderá amanhecer com mínimas de 4°C a 13°C. Marcas próximas de 0°C são pouco prováveis e ficam restritas às maiores altitudes.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A mudança começa pelo Rio Grande do Sul e alcança Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. <strong>Depois, o ar mais ameno chega a partes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro</strong>. A queda aparece primeiro nas máximas da tarde ou nas mínimas da madrugada, conforme a área. Por isso, o frio terá intensidade diferente em cada região.</p><h2>Quarta-feira: queda começa pelo Sul </h2><p>Nesta quarta-feira (30), <strong>o ar mais frio entra pelo Rio Grande do Sul e avança para Santa Catarina. </strong>A tarde catarinense terá máximas de 18°C a 24°C, mas os termômetros diminuem à noite. No Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, o calor perde espaço gradualmente. A mudança no termômetro depende do horário em que a frente atravessa cada área.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-pelo-centro-sul-saiba-o-que-esperar-1790776782245.jpg" data-image="bjr6t0e0r9np" alt="anomalia, frio, previsão, sul" title="anomalia, frio, previsão, sul"><figcaption>Previsão de anomalia da temperatura do ar (°C) para quarta-feira (30), às 17h.</figcaption></figure><p>Há muita umidade no Centro-Sul, <strong>e a nebulosidade limita o resfriamento noturno em muitas áreas. </strong>Assim, tardes bem mais amenas podem vir acompanhadas de mínimas menos baixas do que se imaginava inicialmente. No leste paulista, a virada fica mais evidente entre a noite desta quarta e a quinta-feira. O sinal mais consistente da mudança ali é a redução do calor durante o dia.</p><h2>Quinta e sexta-feira: frio se espalha, mas extremos recuam </h2><p><strong>Na quinta-feira (1º), o ar frio ocupa o Sul e alcança Mato Grosso do Sul e São Paulo.</strong> Em Santa Catarina, as mínimas variam de 6°C a 14°C, e as máximas, de 16°C a 22°C. A capital paulista também terá uma tarde mais amena, com máxima prevista de 20°C. No interior paulista, a queda pode chegar mais tarde e não repetir a intensidade observada no leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-pelo-centro-sul-saiba-o-que-esperar-1790777019967.jpg" data-image="ghhhmdpr115s" alt="frio, sudeste, sul" title="frio, sudeste, sul"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (°C) para sexta-feira (2), às 6h.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (2), <strong>o amanhecer tende a ser o momento mais frio em Santa Catarina, com mínimas de 4°C a 13°C.</strong> Pontos altos podem registrar valores menores, mas a chance de o termômetro se aproximar de 0°C caiu. A possibilidade de geada fica concentrada nas serras. O contraste será:</p><ul> <li>Serras de SC e RS: maior chance de mínimas baixas no amanhecer de sexta.</li> <li><strong>Demais áreas catarinenses: mínimas geralmente entre 4°C e 13°C.</strong></li> <li>Leste paulista: queda mais clara nas máximas de quinta e sexta.</li> </ul><h2>Fim de semana: pouco tempo para esfriar mais </h2><p>Até a manhã de sábado (3), <strong>o ar mais ameno alcança partes do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.</strong> A queda perde intensidade longe do Sul. A umidade e as nuvens reduzem a chance de resfriamento acentuado nas áreas baixas. Em Santa Catarina, as máximas já sobem para 17°C a 24°C no sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-pelo-centro-sul-saiba-o-que-esperar-1790777242895.jpg" data-image="qz102v8gv9at" alt="calor, frio, sudeste" title="calor, frio, sudeste"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (°C) para sábado (3), às 15h.</figcaption></figure><p>A massa de ar frio terá atuação curta. <strong>Outra frente se aproxima pelo oeste de Santa Catarina na tarde de sábado e avança no domingo (4)</strong>, antes que as temperaturas tenham tempo de cair mais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791141" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas">Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html" title="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704183883_320.jpg" alt="Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas"></a></article></aside><p><strong>Essa sucessão rápida de sistemas ajuda a explicar a redução do potencial de extremos</strong>. O frio perde força e as temperaturas voltam a subir em parte do Centro-Sul. No Sudeste, o alívio ainda poderá ser sentido no sábado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-avanca-nas-proximas-horas-e-derruba-as-temperaturas-no-centro-sul-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arnold Schwarzenegger doou 16 hectares das suas melhores terras na Califórnia e ajudou a salvar um ecossistema único]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 13:54:42 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ator, juntamente com Betty Weider, doou uma valiosa propriedade privada que se revelou fundamental para a conclusão de um corredor ecológico histórico perto de Los Angeles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127064050.jpg" data-image="w74ium2j81vp" alt="arnold" title="arnold"><figcaption>Arnold Schwarzenegger numa cena de «Terminator: Dark Fate» (2019), onde voltou a interpretar o T-800, uma das personagens mais icónicas da sua carreira.</figcaption></figure><p>À primeira vista, eram apenas 16 hectares numa vasta paisagem de montanhas, desfiladeiros e vegetação selvagem. Mas a sua localização tornava-os difíceis de substituir: <strong>sem aquele terreno, faltava ainda uma peça a um projeto de conservação que a Califórnia vinha a desenvolver há décadas</strong>.</p><p>A propriedade situava-se no Zuma Canyon, nas Montanhas de Santa Mónica, e era propriedade conjunta de Arnold Schwarzenegger e da empresária do setor do fitness Betty Weider. <strong>Os dois decidiram doá-la, impedindo que o terreno, avaliado em mais de 500 000 dólares e passível de desenvolvimento imobiliário, fosse transformado de forma permanente</strong>. </p><h2>Por que razão estes hectares eram tão importantes</h2><p><strong>A propriedade abrangia o equivalente a pouco mais de 16 hectares, e estava estrategicamente localizada ao longo do Backbone Trail</strong>. Este trilho contínuo estende-se por aproximadamente 108 quilómetros através das Montanhas de Santa Mónica, entre o Parque Histórico Estadual Will Rogers e o Parque Estadual Point Mugu.</p><div class="texto-destacado">Mas não se trata simplesmente de um trilho para caminhadas, ciclismo ou passeios a cavalo. O seu percurso atravessa desfiladeiros, chaparral, bosques de carvalhos e áreas selvagens que sobrevivem a pouca distância de uma das maiores concentrações urbanas dos Estados Unidos.</div><p>A conclusão do percurso demorou mais de quatro décadas, porque os terrenos estavam divididos entre parques, terrenos públicos e inúmeras propriedades privadas. <strong>A criação de uma trilha contínua exigiu a incorporação de mais de 180 parcelas, avaliadas coletivamente em mais de 100 milhões de dólares</strong>, de acordo com o Serviço Nacional de Parques dos EUA (NPS).</p><p>A contribuição de Schwarzenegger e Weider foi especialmente significativa: <strong>o NPS descreveu-a como a maior doação de terrenos privados, num único ato, feita para concluir o Backbone Trail</strong>. O trilho foi finalmente concluído em 2016.</p><h3>Um ecossistema rodeado por estradas e urbanização</h3><p>As Montanhas de Santa Mónica formam uma espécie de ilha natural junto a Los Angeles, onde a expansão urbana tem vindo a invadir cada vez mais os habitats que ainda abrigam uma diversidade significativa de fauna e flora. Neste contexto, <strong>manter as áreas naturais interligadas é tão importante quanto proteger parcelas individuais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127173110.jpg" data-image="lf6j0tz4901v" alt="zuma" title="zuma"><figcaption>O Zuma Canyon faz parte de um importante corredor natural que liga áreas protegidas e facilita a circulação da fauna selvagem.</figcaption></figure><p>Uma autoestrada, um empreendimento imobiliário ou mesmo alguns edifícios podem fragmentar a paisagem e alterar não só o cenário, mas também a circulação dos animais. Foi precisamente por isso que <strong>a propriedade de Zuma Canyon foi considerada uma prioridade pelas autoridades</strong><strong>: estava disponível para desenvolvimento e ocupava uma secção sensível do corredor</strong>.</p><p>A doação assumiu, portanto, um significado mais amplo. Não se tratou simplesmente de 16 hectares de terreno que deixaram de ser propriedade privada, mas sim de<strong> uma ligação que ajudou a manter um corredor natural muito maior contínuo</strong>.</p><h2>O envolvimento de Schwarzenegger nas questões ambientais não começou aí</h2><p>Esse gesto também não foi um episódio isolado na carreira da estrela de <em>Terminator</em>. <strong>Durante o seu mandato como governador da Califórnia, de 2003 a 2011, Schwarzenegger fez da política climática uma das questões abordadas pela sua administração</strong>, embora as medidas tivessem surgido de processos legislativos e institucionais mais amplos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arnold-schwarzenegger-dono-16-hectareas-de-su-privilegiado-campo-en-california-y-contribuyo-a-salvar-un-ecosistema-unico-1790127266927.jpg" data-image="kdj9gwjy2zpc" alt="santa monica" title="santa monica"><figcaption>A paisagem de Santa Mónica combina encostas áridas, vegetação mediterrânica e vales que descem em direção à costa do Pacífico.</figcaption></figure><p><strong>Em 2006, assinou a Lei de Soluções para o Aquecimento Global da Califórnia, conhecida como AB 32</strong>, que exigia que o estado reduzisse as suas emissões de gases com efeito de estufa para os níveis de 1990 até 2020. O Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia considera esta legislação um momento decisivo na política climática do estado.</p><p>O seu envolvimento ambiental continuou após deixar o cargo. Através da <strong>Iniciativa Climática Schwarzenegger, promoveu campanhas e a Cimeira Mundial da Áustria, que realizou a sua décima edição em junho de 2026</strong> com uma mensagem forte centrada na redução da poluição e na aceleração da utilização de energias renováveis.</p><h2>Quando 16 hectares podem mudar muito mais do que uma paisagem</h2><p><strong>A história do Zuma Canyon destaca um pormenor que explica o verdadeiro valor dessa decisão</strong>. Na conservação ambiental, a extensão do terreno nem sempre é tão importante quanto a sua localização.</p><p>O terreno detido em conjunto por Schwarzenegger e Weider situava-se exatamente onde era necessário. A sua incorporação ajudou a completar um percurso de quase 108 quilómetros e <strong>garantiu que esta secção da paisagem permanecesse protegida, em vez de ficar vulnerável a futuros projetos de desenvolvimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas">As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-aves-soam-o-alarme-a-remocao-de-barreiras-naturais-compromete-a-resiliencia-dos-ecossistemas.html" title="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/birds-sound-the-alarm-removing-natural-buffers-erodes-ecosystem-resilience-1764678166649_320.jpeg" alt="As aves soam o alarme: a remoção de barreiras naturais compromete a resiliência dos ecossistemas"></a></article></aside><p>Após décadas a adquirir terrenos, a negociar parcelas e a interligar espaços públicos, faltavam apenas algumas peças para completar o Backbone Trail.<strong> Uma delas estava, por acaso, nas mãos de uma das figuras mais conhecidas de Hollywood</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/arnold-schwarzenegger-doou-16-hectares-das-suas-melhores-terras-na-california-e-ajudou-a-salvar-um-ecossistema-unico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["O mito de pôr música para as plantas": um especialista dá uma resposta científica aos amantes da jardinagem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ouvir música faz realmente com que as plantas cresçam melhor? A botânica oferece uma resposta científica a uma das crenças mais difundidas entre os entusiastas da jardinagem doméstica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790626829523.jpeg" data-image="4bvwxmannxp0" alt="Imagen 1" title="Imagen 1"><figcaption>Música e plantas: a crença e a ciência sobre como o som afeta o desenvolvimento vegetal.</figcaption></figure><p><strong>Pôr música para as plantas</strong> tornou-se uma prática curiosa entre muitos entusiastas da jardinagem. Uma prática que vai desde quem deixa a rádio ligada durante o dia até quem reproduz música clássica junto aos seus vasos; a ideia parte de uma pergunta simples: <strong>será que as plantas conseguem ouvir e beneficiar-se dos sons?</strong></p><p>A resposta científica é bastante mais complexa do que sugerem algumas experiências populares. As plantas não têm ouvidos nem um sistema nervoso como o dos animais, pelo que não ouvem uma canção da mesma forma que uma pessoa. No entanto, <strong>isso não significa que sejam completamente indiferentes às vibrações e aos estímulos mecânicos do seu ambiente</strong>.</p><h2>As plantas conseguem perceber vibrações</h2><p>Estudos sobre mecanobiologia vegetal demonstraram que <strong>as plantas conseguem detetar determinados estímulos mecânicos</strong>. O vento, o contacto de um inseto, a chuva ou mesmo certas vibrações podem provocar respostas fisiológicas nos tecidos vegetais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El mismo día en que se levantaba el confinamiento por la pandemia, periódicos y televisiones de medio mundo, una audiencia estimada de 250 millones de personas, se hacían eco de un insólito concierto en el Liceo de Barcelona. La sorpresa residía en que en las butacas del coliseo <a href="https://t.co/aJZPF5tXND">pic.twitter.com/aJZPF5tXND</a></p>— TendenciasdelArte (@TendenciasArte) <a href="https://x.com/TendenciasArte/status/1739202583896453501?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2023</a></blockquote></figure><p>Isso tem alimentado o interesse científico em estudar o que acontece quando as plantas são expostas a sons. Alguns trabalhos experimentais observaram que <strong>se verificam alterações em determinados processos, como a expressão de alguns genes, a produção de compostos defensivos ou o comportamento das raízes</strong>, dependendo da frequência, intensidade e duração do estímulo.</p><p>Mas existe <strong>uma diferença fundamental entre observar uma resposta biológica e demonstrar que uma planta "aprecia" a música</strong> ou que esta faz com que cresça melhor.</p><h2>Música e crescimento: não existe uma fórmula universal</h2><p>Um dos principais problemas desta crença é que <strong>costumam ser apresentados determinados gêneros musicais como benéficos para as plantas</strong>.</p><div class="texto-destacado">A música clássica é frequentemente associada a um suposto crescimento mais rápido, enquanto outras experiências populares atribuem efeitos negativos ao rock ou a sons intensos.</div><p><strong>A ciência não permite estabelecer uma regra tão simples</strong>, uma vez que não existem provas sólidas que permitam afirmar que ouvir Mozart, música clássica ou qualquer outro género musical, por si só, torne uma planta mais vigorosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mito-de-poner-musica-a-las-plantas-un-experto-en-botanica-da-respuesta-cientifica-a-los-amantes-de-la-jardineria-1790627816551.jpeg" data-image="er1jtlieic4c" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Música clássica para as plantas.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>muitas experiências que circulam na Internet e em vários fóruns não controlam adequadamente fatores fundamentais</strong>, como a quantidade de luz, a temperatura, a humidade, a disponibilidade de água, a fertilização, a variedade vegetal ou a duração da exposição sonora.</p><p>Sem estas condições controladas, <strong>resulta muito difícil atribuir as diferenças exclusivamente à música</strong>.</p><h2>O volume pode, de facto, ser importante</h2><p>Embora a música não seja um fertilizante sonoro, isso também não significa que qualquer nível de ruído seja completamente inofensivo.<strong> As vibrações mecânicas intensas e prolongadas podem constituir um estímulo ambiental capaz de gerar respostas de stress</strong> em determinados organismos vegetais.</p><p>Se um entusiasta da jardinagem quiser ter música perto das suas plantas, o mais sensato é <strong>evitar volumes excessivamente altos e vibrações constantes</strong>. A reprodução de música a um volume normal não deve constituir motivo de preocupação num ambiente doméstico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico">Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225_320.jpeg" alt="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"></a></article></aside><p><strong>O segredo está em não confundir uma possível resposta fisiológica</strong> às vibrações com a capacidade das plantas de «ouvir» músicas.</p><h2>O que as plantas realmente precisam</h2><p>Além das experiências musicais, <strong>existem fatores cuja importância para o desenvolvimento vegetal está comprovada</strong>.</p><ul><li>Iluminação adequada.</li><li>Rega adaptada a cada espécie.</li><li>Substrato com boas condições físicas.</li><li>Nutrientes disponíveis.</li><li>Temperaturas adequadas.</li><li>Ventilação correta.</li></ul><p>Também é essencial conhecer as necessidades específicas de cada planta. <strong>Um cacto não precisa das mesmas condições que uma hortênsia</strong>, enquanto um tomate cultivado num terraço terá necessidades diferentes das de uma planta de interior.</p><p>Por conseguinte,<strong> falar com uma planta, pôr lhe música</strong> ou mantê-la num ambiente tranquilo pode fazer parte da relação pessoal que cada amante de plantas estabelece com as suas culturas, mas <strong>não deve substituir os cuidados agronómicos básicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O verdadeiro interesse científico deste fenómeno reside na compreensão de como as plantas percebem as vibrações e respondem aos estímulos mecânicos.</div><p>Trata-se de um campo de investigação ainda em aberto que pode fornecer informações interessantes sobre a extraordinária capacidade de adaptação dos vegetais. Por enquanto, no entanto, <strong>a música continua a ser muito mais necessária para desfrutar do jardim do que para fazer crescer as suas plantas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-mito-de-por-musica-para-as-plantas-um-especialista-da-uma-resposta-cientifica-aos-amantes-da-jardinagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA enviou 12,5 milhões de sementes de tomate para o espaço: o resultado surpreende 6 anos depois]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-enviou-12-5-milhoes-de-sementes-de-tomate-para-o-espaco-o-resultado-surpreende-6-anos-depois.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Elas deveriam permanecer fora da Terra por pouco tempo, mas passaram quase seis anos lá. Ao retornarem, os resultados levantaram novas questões sobre o cultivo de alimentos no espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-envio-12-5-millones-de-semillas-de-tomate-al-espacio-volvieron-casi-6-anos-despues-y-el-resultado-sorprendio-1790305148714.jpg" data-image="c5s5wsde1yza"><figcaption>Em 1984, o ônibus espacial Challenger transportou milhões de sementes de tomate como parte de um experimento destinado a estudar a reação delas ao ambiente espacial.</figcaption></figure><p>Em abril de <strong>1984</strong>, o ônibus espacial <em>Challenger </em>transportou uma carga bastante incomum para uma missão da NASA: <strong>12,5 milhões de sementes de tomate</strong> <strong>destinadas a permanecer fora da Terra</strong>. O objetivo era simples de formular, mas muito mais difícil de alcançar: determinar o que aconteceria com esse material biológico após a exposição ao ambiente espacial.</p><p>O experimento fazia parte do programa SEEDS (<em>Space Exposed Experiment Developed for Students</em>). As sementes estavam a bordo do<em> Long Duration Exposure Facility </em>(LDEF), uma grande plataforma projetada para permanecer vários meses em órbita terrestre. Não estava previsto que elas passassem quase seis anos lá, mas uma série de eventos tornou o experimento muito mais longo e desafiador do que o planejado.</p><h2>Uma estadia de 1 ano prorrogada para quase 6 anos</h2><p>O LDEF deveria ter retornado à Terra muito antes, mas sua recuperação foi adiada. O acidente da <em>Challenger</em>, ocorrido em janeiro de 1986, acabou afetando profundamente o programa espacial americano. Quando a plataforma foi finalmente <strong>trazida de volta à Terra</strong>, em janeiro de <strong>1990</strong>, as sementes haviam passado 69 meses em órbita ao redor do nosso planeta, expostas durante todo esse tempo a condições muito diferentes daquelas existentes no solo.</p><div class="texto-destacado"><p>Enquanto isso, os pesquisadores haviam mantido na Terra sementes equivalentes, constituindo um grupo de controle. Essa comparação era indispensável para interpretar eventuais alterações observadas: ela permitia distinguir os efeitos do ambiente espacial daqueles relacionados à simples passagem do tempo ou ao armazenamento prolongado.</p></div><p>Após o retorno das sementes, a NASA lançou um amplo <strong>experimento educacional</strong>. A agência distribuiu sementes que haviam permanecido no espaço, bem como sementes de controle, a milhares de escolas. Alunos e professores acompanharam a<strong> germinação, o crescimento e o desenvolvimento</strong> delas para investigar possíveis consequências visíveis dessa estadia excepcionalmente longa. Cerca de 3,3 milhões de alunos participaram do experimento.</p><p>Os primeiros resultados mostraram que <strong>as sementes enviadas ao espaço ainda eram capazes de germinar</strong>: sua taxa de germinação chegou a cerca de 73,8%, contra 70,3% para aquelas que permaneceram na Terra. Essa diferença não permitia afirmar que a estadia no espaço tivesse sido benéfica para elas. No entanto, revelava um fato notável: quase seis anos em órbita não haviam destruído sua capacidade de se transformar em plantas.</p><h2>Antes dos tomates, árvores haviam dado a volta na Lua</h2><p>A ideia de enviar sementes ao espaço não surgiu com essa missão de 1984. Havia um precedente mais antigo e particularmente simbólico: treze anos antes, durante a <strong>missão</strong><em><strong> Apollo 14</strong></em>, o astronauta Stuart Roosa levou centenas de <strong>sementes de árvores ao redor da Lua</strong>, como parte de um experimento realizado em parceria com o Serviço Florestal dos Estados Unidos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">50 years ago today, Apollo 14 was on its way to the Moonand it was carrying the seeds for hundreds of "Moon Trees" that have been planted around the world &gt;&gt; <a href="https://t.co/SPkcUHgqIq">https://t.co/SPkcUHgqIq</a> <a href="https://x.com/hashtag/Apollo50?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Apollo50</a> <a href="https://t.co/soyqwSuN6n">pic.twitter.com/soyqwSuN6n</a></p>— NASA Marshall (@NASA_Marshall) <a href="https://x.com/NASA_Marshall/status/1357351627066396677?ref_src=twsrc%5Etfw">February 4, 2021</a></blockquote></figure><p><strong>Após o retorno, muitas dessas sementes germinaram e deram origem às </strong><em><strong>Moon Trees</strong> </em>(Árvores da Lua), que foram posteriormente plantadas em diversas regiões dos Estados Unidos e em outros países. Esse experimento levantava uma questão que permanece atual décadas depois: será que uma semente pode viajar pelo espaço sem perder sua capacidade de germinar?</p><p>Mais de meio século depois, o experimento foi repetido com outros recursos técnicos, mantendo, contudo, seu significado simbólico e científico. Em <strong>2022</strong>, a <strong>missão <em>Artemis I </em>levou novamente sementes de árvores para orbitar a Lua</strong>. Uma nova geração de <em>Moon Trees</em> começou então a ser distribuída, dando continuidade ao experimento realizado durante o programa <em>Apollo</em>.</p><h3>Da sobrevivência das sementes à produção de alimentos</h3><p>Ao longo dos anos, as pesquisas deixaram de se limitar a verificar se uma semente poderia viajar pelo espaço e retornar à Terra mantendo sua viabilidade. O objetivo tornou-se muito mais ambicioso:<strong> permitir que uma planta realize grande parte de seu ciclo de crescimento no espaço e, futuramente, alimente uma tripulação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-envio-12-5-millones-de-semillas-de-tomate-al-espacio-volvieron-casi-6-anos-despues-y-el-resultado-sorprendio-1790305288180.jpg" data-image="o0ouh66a8hg2"><figcaption>Embora nos seja familiar, o tomate tornou-se uma das espécies utilizadas para estudar as possibilidades da agricultura fora da Terra.</figcaption></figure><p>Essa <strong>evolução </strong>é particularmente importante: cultivar uma folha de alface apresenta desafios muito diferentes daqueles envolvidos na produção de um fruto por uma planta com ciclo de crescimento mais longo. Culturas como o tomate ou o pimentão exigem mais água e requerem floração, polinização e a formação de frutos — desafios que as futuras missões de longa duração à Lua ou a Marte terão de superar.</p><h2>Uma questão ainda em aberto</h2><p>Essas 12,5 milhões de sementes de tomate não se destinavam, por si sós, a resolver o problema da alimentação dos astronautas longe da Terra. No entanto, elas ocupam um lugar especial nessa história: marcam a transição entre duas etapas da pesquisa espacial — da<strong> verificação da resistência das sementes à viagem espacial </strong>aos trabalhos atuais que visam integrar as plantas aos sistemas de suporte à vida das tripulações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790613" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum">Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648_320.jpg" alt="Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência incomum"></a></article></aside><p>Hoje, a agricultura espacial já não funciona apenas como uma curiosidade científica, pois, quanto mais longas forem as missões e mais longe o ser humano viajar, maior será a dificuldade de depender exclusivamente de cargas enviadas do nosso planeta.</p><p>Nesse cenário, aquele teste inesperadamente prolongado com sementes de tomate deixou um ensinamento que ainda permanece válido: <strong>a vida vegetal pode suportar condições muito mais extremas do que se imaginava anteriormente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-enviou-12-5-milhoes-de-sementes-de-tomate-para-o-espaco-o-resultado-surpreende-6-anos-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como os conflitos armados rompem a rede meteorológica e colocam o planeta em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 08:34:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma guerra também pode silenciar as estações que monitoram as condições meteorológicas. Casos como os do Sudão e do Iêmen mostram como a perda de dados enfraquece as previsões e os alertas que protegem vidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443911107.png" data-image="ocaf9dy7xip1"><figcaption>Segundo a UNDRR (Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres), dos 25 países mais vulneráveis ao clima, 19 também enfrentam fragilidade, conflitos ou violência.</figcaption></figure><p><strong>Em meio a uma guerra</strong>, o silêncio de um termômetro ou de um pluviômetro parece insignificante diante da violência. No entanto, pode deixar comunidades inteiras com menos tempo para se preparar para uma inundação. E o que deixa de ser medido hoje tampouco poderá ser recuperado amanhã com a mesma precisão.</p><div class="texto-destacado">A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou, em agosto de 2026, que persistem lacunas nas observações da Terra e que aumenta a pressão sobre as redes que monitoram o planeta. Casos como o do Sudão e do Iêmen mostram como uma guerra pode agravar essas falhas.</div><p>Uma estação meteorológica pode continuar de pé e, ainda assim, deixar de fornecer dados. Basta uma falha na eletricidade, uma interrupção nas comunicações ou a impossibilidade de a equipe chegar até ela. <strong>Em uma zona de guerra, realizar medições torna-se uma tarefa ainda mais difícil de manter</strong>. E, sem a circulação das observações, surge um ponto cego em uma rede que depende da cooperação internacional.</p><h2>Fazer previsões em meio a conflitos<br></h2><p>O <strong>Sudão </strong>é um primeiro exemplo. Em abril de <strong>2023</strong>, o início do conflito no país tornou inacessíveis as instalações de sua autoridade meteorológica em Cartum. Parte da equipe teve de se deslocar. Para manter o serviço, foram organizadas equipes em Porto Sudão, no Cairo e em Nairóbi, enquanto as observações de 29 estações eram coletadas manualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790444856826.png" data-image="e58b0qzmabcj"><figcaption>Em fevereiro de 2023, o serviço ucraniano relatava cerca de vinte instalações hidrometeorológicas danificadas pela guerra. Imagens divulgadas pelo Centro Hidrometeorológico da Ucrânia.</figcaption></figure><p>E, apesar das dificuldades, os especialistas sudaneses conseguiram emitir um alerta de inundação por meio de uma plataforma digital e das redes sociais. Um exemplo que nos lembra que um sistema de alerta não se resume aos instrumentos; ele precisa de especialistas que analisem dados, elaborem previsões e comuniquem o risco em tempo hábil.</p><div class="texto-destacado">Outro exemplo é a Ucrânia: desde o início da invasão russa em 2022, a guerra danificou instalações hidrometeorológicas e interrompeu as observações em territórios ocupados. O serviço ucraniano alerta que essas lacunas afetam os dados utilizados tanto em suas previsões quanto nas de centros europeus.</div><p>Quando essas pessoas são deslocadas, toda a cadeia se torna mais frágil. A <strong>previsão </strong>pode continuar graças à cooperação regional. No entanto, mantê-la <strong>exige recursos, comunicações e pessoal disponível todos os dias</strong>.</p><h2>Quando a guerra deixa o campo sem alerta</h2><p>No <strong>Iêmen</strong>, a guerra destruiu subestações que recebiam informações da agência meteorológica em Sanaa. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) documentou danos em distritos como Dhamar, Mukalla, Lahj, Al Dhale'e e Taiz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-unica-previsao-nao-e-suficiente-por-que-precisamos-de-conjuntos-de-previsoes-para-prever-o-tempo.html" title="Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo">Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-unica-previsao-nao-e-suficiente-por-que-precisamos-de-conjuntos-de-previsoes-para-prever-o-tempo.html" title="Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-solo-pronostico-no-basta-por-que-necesitamos-ensambles-para-entender-el-tiempo-y-el-clima-1766162061597_320.png" alt="Uma única previsão não é suficiente: por que precisamos de conjuntos de previsões para prever o tempo"></a></article></aside><p>Com <strong>apoio internacional</strong>, foram reabilitadas instalações e criadas outras novas para fornecer alertas sobre chuvas intensas, inundações e geadas. Alguns agricultores recebem essas informações pelo WhatsApp para decidir quando plantar ou proteger suas culturas. Para eles, um aviso oportuno pode significar a diferença entre salvar uma colheita e perdê-la.</p><h2>Uma rede sem fronteiras</h2><p>Por que deveríamos nos preocupar com uma estação que para de transmitir <strong>dados a milhares de quilômetros de distância</strong>? Porque a atmosfera não reconhece fronteiras. Os modelos meteorológicos precisam conhecer as condições iniciais em diferentes pontos do planeta. Para construir essa imagem, eles combinam medições compartilhadas de estações terrestres, balões, navios, boias, aviões e satélites.</p><div class="texto-destacado">A rede mundial coordenada pela OMM reúne cerca de 16.300 estações meteorológicas terrestres.</div><p>A<strong> perda isolada de uma estação</strong> não significa que uma previsão do outro lado do mundo vá falhar. No entanto, o acúmulo de lacunas<strong> reduz as informações disponíveis</strong> sobre determinadas regiões e <strong>pode afetar a precisão dos modelos</strong>. O problema é especialmente grave para quem vive perto das estações que deixam de fazer medições e depende de alertas locais.</p><h2>Mais do que perdemos</h2><p>Os satélites ajudam a monitorar grandes extensões, inclusive onde é impossível manter uma estação. No entanto, não substituem todas as medições realizadas em solo. E são essas medições que permitem verificar e ajustar os dados de satélite, além de captar condições locais importantes para antecipar alguns perigos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-conflictos-armados-rompen-la-red-meteorologica-y-ponen-en-riesgo-el-planeta-1790443998833.png" data-image="ca3t16vxh5z1"><figcaption>Cerca de 9.000 estações terrestres fazem parte da rede básica que sustenta o intercâmbio internacional de dados.</figcaption></figure><p><strong>A perda não afeta apenas a previsão para o dia seguinte</strong>. Uma série de dados de temperatura ou chuva registrada ao longo de décadas permite identificar mudanças e avaliar riscos. Se o registro for interrompido ou perdido, torna-se mais difícil reconstruir o que aconteceu, mesmo após o fim da guerra.</p><p>O Sudão e o Iêmen demonstram que proteger a observação meteorológica também significa proteger vidas. Manter estações, preservar registros, apoiar especialistas e garantir que os alertas cheguem àqueles que precisam agir são <strong>medidas vitais</strong>. Em uma rede global, cada dado conta. E, em uma emergência, cada minuto de antecedência também é fundamental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="OMM" data-year="2026" data-title="Connecting%20the%20dots%3A%20bringing%20climate%20data%20together%20for%20action" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fproject-update%2Fconnecting-dots-bringing-climate-data-together-action">OMM. (2026). <a href="https://wmo.int/media/project-update/connecting-dots-bringing-climate-data-together-action" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Connecting the dots: bringing climate data together for action</a>.</cite><br><cite data-author="FAO%20Regional%20Office%20for%20Near%20East%20and%20North%20Africa" data-year="2024" data-title="Early%20Warning%20System%20Protects%20Crops%20and%20Farmers%20in%20Yemen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fao.org%2Fneareast%2Fnews%2Fstories%2Fdetails%2Fearly-warning-system-protects-crops-and-farmers-in-yemen%2F">FAO Regional Office for Near East and North Africa. (2024). <a href="https://www.fao.org/neareast/news/stories/details/early-warning-system-protects-crops-and-farmers-in-yemen/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Early Warning System Protects Crops and Farmers in Yemen</a>.</cite><br><cite data-author="OMM" data-year="2024" data-title="Sudan%20Meteorological%20Authority%20on%20the%20Climate%20Action%20Frontline" data-url="https%3A%2F%2Fpublic.wmo.int%2Fresources%2Fmeteoworld%2Fmeteoworld-march-2024%2Fsudan-meteorological-authority-climate-action-frontline">OMM. (2024). <a href="https://public.wmo.int/resources/meteoworld/meteoworld-march-2024/sudan-meteorological-authority-climate-action-frontline" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sudan Meteorological Authority on the Climate Action Frontline</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-os-conflitos-armados-rompem-a-rede-meteorologica-e-colocam-o-planeta-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidade colorida do sertão, às margens do Rio São Francisco, é rodeada por cânions e guarda a história de Lampião]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao.html</link><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 00:47:44 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Conhecida como uma das cidades mais charmosas de Alagoas, no Sertão Nordestino, ela preserva um centro histórico com casarões coloridos e guarda episódios importantes da história brasileira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790715156450.jpg" data-image="lirhzwpsysie"><figcaption>Esta cidade histórica localizada no Sertão de Alagoas, às margens do Rio São Francisco, é famosa por sua arquitetura colonial colorida e por ser a principal base para explorar os Cânions do Xingó. Na imagem, vista ampla da cidade e do Rio São Francisco a partir das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Crédito: ©Dall-E.</figcaption></figure><p>Um<strong> charmoso município</strong> localizado no Sertão Nordestino, no estado de <strong>Alagoas</strong>, que é <strong>banhado pelas águas do Rio São Francisco</strong> e conhecido carinhosamente como a "Lapinha do Sertão”.</p><p>Esta localidade reúne um importante <strong>patrimônio histórico</strong>, <strong>cultura sertaneja</strong>, belas paisagens do São Francisco e a <strong>memória do cangaço</strong>, tornando-se um dos destinos turísticos mais emblemáticos do sertão alagoano. </p><p>Estamos falando de <strong>Piranhas</strong>, que fica<strong> a cerca de 285 km da capital Maceió</strong> e a aproximadamente 210 km de Aracaju (Sergipe). Descubra abaixo quais os seus atrativos e a <strong>sua história com Lampião</strong>, o líder do movimento de banditismo mais bem-sucedido da história do Brasil e do século XX, ganhando o apelido de "Rei do Cangaço". </p><h2>A sua história com Lampião</h2><p>O <strong>cangaço </strong>foi um <strong>fenômeno de banditismo</strong> armado que ocorreu no sertão da região Nordeste do Brasil, principalmente entre o final do<strong> século XIX</strong> e meados do<strong> século XX</strong>. E <strong>Lampião foi o mais importante cangaceiro dessa armada</strong>, liderando por décadas o lendário grupo de cangaceiros. </p><p>Os cangaceiros andavam em grupos armados, atravessando estados nordestinos, e praticando <strong>saques a vilas e cidades, roubos, assassinatos e extorsões</strong>.</p><div class="texto-destacado">Qual a origem do termo ‘cangaço’? Acredita-se que venha de "canga", em referência ao peso carregado pelos bandoleiros ou à vida ríspida no sertão. </div><p>Embora tenha sido declarado inimigo público pelas autoridades da época, por muitos o <strong>cangaço também era visto como um movimento de combate às desigualdades </strong>e aos apelos de políticos e fazendeiros que ocupavam grande parte da região. </p><p>Em <strong>1938</strong>, após a emboscada na Grota de Angicos, em Sergipe,<strong> Lampião e sua mulher Maria Bonita </strong>e integrantes do bando<strong> foram mortos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786051" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos.html" title="Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos">Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos.html" title="Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-no-cerrado-brasileiro-reune-cachoeiras-grutas-e-vestigios-humanos-de-mais-de-11-mil-anos-1787951604602_320.jpg" alt="Cidade no Cerrado Brasileiro reúne cachoeiras, grutas e vestígios humanos de mais de 11 mil anos"></a></article></aside><p>Mas <strong>qual a relação com a cidade de Piranhas?</strong> Eis aqui:<strong> as cabeças de Lampião, de sua mulher e dos demais cangaceiros foram levadas para Piranhas</strong> e expostas nas escadarias do então Palácio Dom Pedro II, episódio que marcou a história da cidade. Hoje, as cabeças encontram-se expostas no prédio onde fica a prefeitura municipal.</p><h2>Os atrativos de Piranhas</h2><p>Piranhas é conhecida pelo <strong>casario colorido</strong>, pelas<strong> ruas de paralelepípedos</strong> e pela paisagem marcada pela <strong>caatinga </strong>e pelo Rio São Francisco (conhecido carinhosamente como ‘Velho Chico’).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790715591418.jpg" data-image="mlz0o1gn462g"><figcaption>Parte dos Cânions do Xingó em Piranhas (AL). Crédito: Heraldo Sales.</figcaption></figure><p>O <strong>Centro Histórico</strong> possui casinhas coloridas do século XIX bem preservadas e ruas de paralelepípedo. Ah, e ele foi <strong>tombado pelo IPHAN</strong> (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) <strong>em 2004</strong> como um Sítio Histórico e Paisagístico, sendo integralmente protegido em nível federal.</p><p>Outros pontos turísticos da cidade são: a<strong> Igreja Matriz Nossa Senhora da Saúde</strong>, que é o principal marco religioso e arquitetônico da cidade; a <strong>Igreja de Nosso Senhor do Bonfim</strong>, que tem uma bela vista panorâmica da cidade e do rio após subir centenas de degraus; e a<strong> Torre do Relógio</strong>, um dos cartões-postais mais famosos da cidade, construída em 1879.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790715478779.jpg" data-image="j3aegbntxgy0"><figcaption>A Torre do Relógio, em Piranhas (AL). Crédito: Heraldo Sales.</figcaption></figure><p>Incluem-se ainda o <strong>Palácio Dom Pedro II</strong>, que está permanentemente fechado; o <strong>Museu do Sertão</strong>, um espaço que guarda a história e relíquias do período do cangaço na região; e o <strong>Mirante Secular</strong>, um ponto privilegiado que também oferece uma vista panorâmica do Rio São Francisco e dos deslumbrantes Cânions do Xingó. </p><p>Falando nisso, <strong>a região também serve de acesso aos Cânions do Xingó</strong>, um dos grandes destaques naturais do Rio São Francisco. São oferecidos <strong>passeios de catamarã ou lancha</strong> saindo da região para admirar as imponentes formações rochosas do Xingó, com paredões que chegam a 80 metros de altura e profundidade de até 190 metros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao-1790714924692.jpg" data-image="tod6d2qcb6wb"><figcaption>Centro Histórico de Piranhas (Alagoas) à noite, com algumas mesas na rua ao ar livre. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>E outro atrativo bem procurado na cidade é o<strong> passeio de catamarã pela Rota do Cangaço</strong>, que parte do porto da cidade e navega pelo mesmo roteiro percorrido pela volante alagoana (polícia) que emboscou e matou Lampião, Maria bonita e outros cangaceiros do bando. Os turistas podem se deslumbrar com as belezas do Baixo Rio São Francisco.</p><p>Ah, e o<strong> centro da cidade</strong> abriga um <strong>complexo de bares e restaurantes</strong> com mesas na rua ao ar livre, música ao vivo, pratos típicos e noite bastante animada!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Merencio%2C%20H" data-year="2026" data-title="Arquitetura%20sertaneja%3A%20destino%20%C3%A0s%20margens%20do%20Rio%20S%C3%A3o%20Francisco%20encanta%20com%20c%C3%A2nions%20e%20uma%20das%20vistas%20mais%20marcantes%20do%20pa%C3%ADs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gazetasp.com.br%2Fturismo%2Farquitetura-sertaneja-destino-as-margens-do-rio-sao-francisco-encanta-com-canions-e-uma-das-vistas-mais-marcantes-do-pais%2F">Merencio, H. (2026). <a href="https://www.gazetasp.com.br/turismo/arquitetura-sertaneja-destino-as-margens-do-rio-sao-francisco-encanta-com-canions-e-uma-das-vistas-mais-marcantes-do-pais/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arquitetura sertaneja: destino às margens do Rio São Francisco encanta com cânions e uma das vistas mais marcantes do país</a>.</cite><br><cite data-author="Blog%20Bahia%20Terra%20Turismo%20e%20Eventos" data-year="2025" data-title="Cidade%20de%20Piranhas%2C%20Alagoas%3A%20joia%20%C3%A0s%20margens%20do%20Velho%20Chico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bahiaterra.com%2Fposts%2Fcidade-piranhas-alagoas">Blog Bahia Terra Turismo e Eventos. (2025). <a href="https://www.bahiaterra.com/posts/cidade-piranhas-alagoas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cidade de Piranhas, Alagoas: joia às margens do Velho Chico</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/cidade-colorida-do-sertao-as-margens-do-rio-sao-francisco-e-rodeada-por-canions-e-guarda-a-historia-de-lampiao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frente frias em apenas 5 dias mantém o risco de ondas de tempestades severas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 22:52:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Duas frentes frias devem atingir o Brasil em apenas cinco dias, mantendo o tempo chuvoso e favorecendo a formação de tempestades no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O primeiro sistema já provoca chuvas intensas nesta terça-feira, enquanto se forma neste final de semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704183883.jpg" data-image="jl97yh1g9y0k" alt="Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante a manhã." title="Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante a manhã."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) nesta terça-feira durante a manhã mostra tempestades severas se formando entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com chuvas volumosas. </figcaption></figure><p>Ao longo desta terça-feira (29), um <strong>ciclone extratropical e sua frente fria associada</strong> estão causando tempestades significativas sobre o centro-sul do Brasil. Estações do <em>Instituto Nacional de Meteorologia</em> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>) já registraram <strong>acumulados próximos dos 100 mm</strong> durante as primeiras horas da terça-feira no Rio Grande do Sul, e esses volumes de chuva ainda podem aumentar.</p><div class="texto-destacado">O fenômeno traz acumulados totais de chuva de 100 mm para estados entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ventos intensos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Ainda há risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, enchentes e alagamentos.</div><p>Previsões indicam ainda que as <strong>chuvas continuam significativas ao longo dos próximos dias</strong>, principalmente com a formação de um novo ciclone e sua frente fria associada ao longo do próximo final de semana, entre o sábado (3) e o domingo (4), como é possível visualizar na figura abaixo. Com isso, <strong>duas frentes frias atingirão o Brasil em um período de apenas 5 dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704229581.jpg" data-image="g9qi28w8tfa2" alt="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva entre o sábado e o domingo." title="Previsão de nebulosidade, ventos e chuva entre o sábado e o domingo."><figcaption>Previsão de nebulosidade, ventos e chuva mostra que uma segunda frente fria se forma entre o sábado e o domingo, causando pancadas de chuva sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Confira a seguir como os sistemas atingirão o país ao longo dos <strong>próximos dias</strong>.</p><h2>Quarta-feira: Tempestades continuam no Sul</h2><p>Ao longo da <strong>quarta-feira (30)</strong>, ainda existe um risco muito alto de formação de tempestades severas entre o extremo norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul do Mato Grosso do Sul, como é possível observar na figura abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704278578.jpg" data-image="j4ch02ykr1ny" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na quarta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira intensa sobre o Sul, podendo atingir também parte do Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Também podemos observar que tempestades podem atingir parte do Sudeste ao longo deste dia, especialmente São Paulo. No entanto, a frente fria atinge a região Sudeste e Centro-Oeste com maior amplitude <strong>no dia seguinte</strong>.</p><h2>Quinta-feira: Chuva atinge o Sudeste e Centro-Oeste</h2><p>Isso acontece na <strong>quinta-feira (1)</strong>, primeiro dia de Outubro. A frente fria organizará uma faixa de nebulosidade intensa e precipitação que abrange o Sudeste (incluindo São Paulo, sul do Rio de Janeiro e oeste de Minas Gerais) e o Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e sul de Goiás).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704330237.jpg" data-image="oo9spq8mhfjw" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na quinta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira intensa sobre uma faixa que compreende o Sudeste e Centro-Oeste do país.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>sexta-feira (2)</strong>, o destaque fica para uma maior abrangência das chuvas no Sudeste do país, especialmente sobre o Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo.</p><h2>Sexta-Feira: Chuvas se espalham pelo Sudeste</h2><p>O mapa abaixo ilustra as <strong>tempestades se espalhando</strong> por boa parte do Sudeste do Brasil que ainda não havia sido atingida pelas chuvas. Pancadas de <strong>chuva mais localizadas</strong> ainda podem continuar se formando sobre o Mato Grosso, Goiás e também no Distrito Federal, especialmente durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704362349.jpg" data-image="kcc15ii6wy7s" alt="Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde." title="Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas na sexta-feira de tarde mostra tempestades se formando de maneira mais abrangente sobre o Sudeste, atingindo parte dos estados de MG, RJ e ES.</figcaption></figure><p>Ao longo do sábado, a situação permanece similar sobre o Sudeste e o Centro-Oeste. No entanto, as <strong>chuvas voltam a ganhar força na região Sul</strong>, com a formação de um novo ciclone e sua frente fria associada entre o sábado (3) e o domingo (4). Esse sistema causará novas tempestades não só na região Sul, como também no Sudeste e Centro-Oeste.</p><h2>Sábado e Domingo: Nova frente fria e mais tempestades</h2><p>No <strong>sábado (3)</strong>, o sistema causará tempestades severas sobre o Rio Grande do Sul, com transtornos significativos para a população. Ao longo do <strong>domingo (4),</strong> a frente fria atingirá também SC, PR, MS, MT, GO, SP, RJ e MG, efetivamente mantendo o tempo chuvoso sobre a maior parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste durante o final de semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas-1790704393550.jpg" data-image="sk4vmbssow2p" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final do domingo mostra que diversos municípios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste podem registrar volumes de 100 mm ou mais esta semana.</figcaption></figure><p>Na imagem acima, as regiões em cores vermelhas mais pronunciadas ilustram estados e municípios que serão mais afetados pelas chuvas ao longo desta semana, com acumulados que<strong> ultrapassam os 100 mm</strong> e, em alguns municípios localizados, podem chegar<strong> perto dos 200 mm totais</strong> de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Ambos os sistemas ajudarão, efetivamente, a <strong>manter o tempo muito chuvoso sobre toda a região Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong> ao longo desta semana, trazendo risco potencial de tempo severo especialmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná - estados que devem ser atingidos mais intensamente pelas chuvas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frente-frias-em-apenas-5-dias-mantem-o-risco-de-ondas-de-tempestades-severas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Arca de Noé: por que quase todas as culturas falam de um dilúvio e o que se busca na Turquia hoje?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-arca-de-noe-por-que-quase-todas-as-culturas-falam-de-um-diluvio-e-o-que-se-busca-na-turquia-hoje.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 21:39:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma broca quebrada, um robô no subsolo e 1.000 amostras de solo reacendem a pergunta mais antiga da arqueologia bíblica. Revisitamos a história da Arca, os dilúvios do mundo e as dúvidas geológicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790520828594.jpg" data-image="dlpwqoydpve0" alt="Arca de Noé" title="Arca de Noé"><figcaption>Será que a formação Durupınar (à direita), na região do Monte Ararat, é o local mítico onde estaria a Arca de Noé (à esquerda)? A Noah's Ark Scans e a Universidade Cumhuriyet, da Turquia, estão empenhadas nesta busca fascinante.</figcaption></figure><p>Há poucos dias, na encosta de uma montanha no <strong>leste da Turquia</strong>, uma broca quebrou ao atingir uma camada que ninguém conseguiu identificar. A equipe que realiza a perfuração no local sustenta que pode tratar-se de madeira petrificada. Estamos diante da <strong>formação Durupınar</strong>, uma estrutura com <strong>formato de barco</strong> que, desde 1959, <strong>alimenta a questão mais persistente da arqueologia bíblica: será esta a Arca de Noé?</strong></p><p>Desta vez, há autorizações oficiais, uma universidade turca à frente do projeto e um robô que já desceu cerca de 12 metros. Antes de se empolgar, vale a pena <strong>relembrar a história de uma embarcação que há milênios povoa o imaginário humano</strong>.</p><h2>Um dilúvio em cada cultura</h2><p>O <strong>Gênesis</strong>, o relato bíblico sobre como Deus formou o mundo a partir do caos e da escuridão, é meticuloso: 300 côvados de comprimento, 50 de largura e 30 de altura, três conveses e madeira de "gôfer" — uma árvore que ninguém conseguiu identificar até o momento. Dependendo do côvado utilizado, o comprimento varia de 133 a 157 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790521160066.jpg" data-image="xnt5hbftbyks"><figcaption>"A Arca de Noé no Monte Ararat", de Simon de Myle (1570), retrata a narrativa bíblica da Arca de Noé no Monte Ararat, com uma variedade de pares de animais a bordo, incluindo criaturas fantásticas como dragões (canto superior esquerdo).</figcaption></figure><p>E a narrativa indica que a arca pousa sobre "<strong>os montes de Ararat</strong>", no plural: uma região, não um pico. No século I, o historiador Flávio Josefo afirmava que restos eram exibidos na Armênia e, desde o século XIX, com o naturalista Friedrich Parrot, as expedições não pararam.</p><p>O texto bíblico não está sozinho. Na <strong>Mesopotâmia</strong>, o <em>Atrahasis </em>e a Epopeia de Gilgamesh contam a história antes: <strong>um deus avisa um homem, que constrói uma embarcação e coloca animais nela</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="649747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/na-terra-choveu-sem-parar-durante-2-milhoes-de-anos-quais-foram-as-causas-deste-grande-diluvio-universal-clima.html" title="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?">Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/na-terra-choveu-sem-parar-durante-2-milhoes-de-anos-quais-foram-as-causas-deste-grande-diluvio-universal-clima.html" title="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-la-tierra-llovio-sin-parar-durante-2-millones-de-anos-asi-fue-el-diluvio-universal-que-dio-lugar-a-un-nuevo-mundo-1711112942187_320.jpeg" alt="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?"></a></article></aside><p>Em <strong>2014</strong>, Irving Finkel traduziu, no Museu Britânico, uma <strong>tabuleta de quase 4.000 anos </strong>que<strong> descreve essa embarcação</strong> como um barco redondo, com os animais entrando "aos pares". Deucalião salva-se em um baú na Grécia, Manu na Índia e, no nosso sul, os mapuches contam como a serpente Caicai fez o mar subir enquanto Trentren erguia os morros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790521423884.jpg" data-image="jgsebwx6t9e0"><figcaption>O mito do dilúvio de Gilgamesh encontra-se em uma placa de argila (à esquerda) e descreve um evento semelhante à história bíblica da Arca de Noé. À direita, um vaso ritual sumério de 3.000 a.C. retrata um herói barbudo, touros e aves. Ambas as peças estão no Museu Britânico, em Londres.</figcaption></figure><p><strong>H</strong><strong>ouve um dilúvio real? Global, não</strong>: nenhuma camada geológica planetária o comprova. <strong>Locais, muitos.</strong> Na década de 1920, Leonard Woolley encontrou em Ur quase 2,5 metros de lama estéril e acreditou ter descoberto o Dilúvio; hoje, isso é considerado uma inundação local.</p><p>Outros apontam para o <strong>Mar Negro</strong>, que, segundo Ryan e Pitman, <strong>teria se enchido há cerca de 7.600 anos</strong> (o que ainda é objeto de debate), ou para as tradições aborígenes australianas que Nunn e Reid associaram a terras hoje submersas: após a última glaciação, o nível do mar subiu mais de 100 metros.</p><h2>Radar, amostras e um robô escavador</h2><p>Em <strong>2026</strong>, o <strong>projeto </strong>passou das imagens para as amostras. Liderada pelo arqueólogo Cenker Atila, da Universidade Cumhuriyet de Sivas, uma equipe de cerca de 20 pesquisadores de cinco países trabalhou por aproximadamente 90 dias e <strong>coletou cerca de 1.000 amostras de solo e cerâmica ainda não datadas</strong>.</p><p>O <strong>radar detectou possíveis espaços vazios e ângulos retos</strong>, e o solo do interior apresentaria 40% mais carbono do que o do exterior. As perfurações começaram em 22 de setembro, e um robô chamado Gopher — adaptado de um modelo criado para explorar tocas de vombates — alcançou cerca de 12 metros de profundidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arca-de-noe-por-que-casi-todas-las-culturas-cuentan-un-diluvio-y-que-se-busca-hoy-en-turquia-1790521968976.jpg" data-image="juh3caruo2r5"><figcaption>Estas imagens fascinantes, obtidas a partir de diferentes varreduras no sítio de Durupinar, poderiam ser evidências da Arca de Noé. Fonte: @NoahsArkScans.com</figcaption></figure><p>A <strong>geologia discute o assunto há trinta anos</strong>. Em 1996, Lorence Collins e David Fasold — um caçador de arcas que mudou de opinião — descreveram um sinclinal, uma dobra natural de camadas com veios de limonita e magnetita que foram confundidos com costelas e rebites.</p><p>O <strong>local fica a 29 quilômetros do Monte Ararat, a cerca de 2.000 metros de altitude e sobre terreno vulcânico</strong>. Andrew Jones, líder do projeto, acredita que se trata da Arca, embora afirme que a está submetendo ao teste mais rigoroso possível. Os resultados laboratoriais, em Ancara, devem sair a partir do verão austral de 2026-2027.</p><h2>Os geólogos pedem provas</h2><p><strong>Se aparecer madeira, será preciso datá-la com radiocarbono</strong>. Se forem óxidos de ferro e lama, será uma lição sobre a facilidade com que nosso cérebro encontra navios onde há pedras. Em ambos os casos, um mito impulsionou a ciência a recorrer a georradares, sondagens e robôs.</p><p>Os dilúvios das lendas também falam de algo atual: as inundações estão entre os desastres mais frequentes. Aprender a distinguir um sinal de uma miragem é útil tanto para uma colina na Turquia quanto para um alerta no celular.</p><div class="texto-destacado">Os dilúvios das lendas também falam de algo atual: as inundações estão entre os desastres mais frequentes.</div><p><strong>Por enquanto, a Arca continua onde sempre esteve: entre o dado e a fé</strong>. Daqui a alguns meses, uma amostra de solo dirá mais do que quatro mil anos de discussão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-arca-de-noe-por-que-quase-todas-as-culturas-falam-de-um-diluvio-e-o-que-se-busca-na-turquia-hoje.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O puma que se organizou por causa dos pinguins: o que isso revela sobre a restauração da natureza]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-puma-que-se-organizou-por-causa-dos-pinguins-o-que-isso-revela-sobre-a-restauracao-da-natureza.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 20:24:18 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>No Parque Nacional Monte León, em Santa Cruz, Argentina, os pumas retornaram após décadas de perseguição e encontraram uma presa nova: o pinguim-de-magalhães.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-puma-que-se-reorganizo-por-los-pinguinos-que-revela-sobre-restaurar-la-naturaleza-1790467282366.jpg" data-image="xabkvaxkt3li" alt="puma" title="puma"><figcaption>A elevada concentração de pinguins de Magalhães no Parque Nacional Monte León, na Argentina, alterou as estruturas sociais tradicionais dos pumas, de acordo com um estudo recente liderado por ecologistas da Universidade da Califórnia, Berkeley. Fotografia de Gonzalo Ignazi/UC Berkeley.</figcaption></figure><p>Com a <strong>primavera</strong>, os <strong>pinguins-de-magalhães </strong>retornam à costa patagônica para se reproduzir. No <strong>Parque Nacional Monte León</strong>, na <strong>Argentina</strong>, essa chegada tem um espectador muito atento. Segundo a Universidade da Califórnia em Berkeley, no auge da <strong>temporada reprodutiva</strong>, o parque abriga cerca de 80.000 pinguins adultos — mais de 40.000 casais —, além de seus filhotes. E, a poucos metros dali, os <strong>pumas aguardam</strong>.</p><div class="texto-destacado">A abundância sazonal de pinguins não apenas mudou a dieta dos pumas de Monte León: também modificou a forma como utilizam o território, a frequência com que se encontram e a sua relação com o restante do ecossistema.</div><p>A cena é o resultado de uma longa história. Durante os <strong>séculos XIX e XX</strong>, com a expansão da criação de ovelhas na Patagônia, os <strong>pumas foram caçados e envenenados</strong> para reduzir conflitos com os produtores. Na ausência deles, os pinguins — que historicamente faziam ninhos em ilhas ao longo da costa argentina — começaram a ocupar o continente. Quando o parque nacional foi criado em 2004, em áreas de antigas fazendas, e a caça cessou, os felinos retornaram, conforme relata a<em> National Geographic</em>. O que encontraram foi uma vizinhança diferente daquela que haviam deixado.</p><p>O surpreendente não é um predador aproveitar uma presa abundante e fácil. O inesperado é o efeito que isso teve em seu comportamento. O estudo, publicado em dezembro de 2025 na revista <em>Proceedings of the Royal Society B</em> por pesquisadores de Berkeley, do CONICET, da Universidade Nacional do Comahue e da Fundação Rewilding Argentina, mostra que<strong> os pinguins reorganizaram o uso do espaço e a vida social de um animal considerado solitário</strong>.</p><h2>De caçadores solitários a vizinhos tolerantes</h2><p>Para entender o fenômeno, a equipe liderada pelo ecólogo Mitchell Serota colocou<strong> coleiras com GPS em 14 pumas adultos entre setembro de 2019 e dezembro de 2023</strong> — nove fêmeas e cinco machos. Eles combinaram esses dados com uma rede de câmeras de monitoramento para estimar a quantidade de pumas e separaram os indivíduos de acordo com o fato de caçarem ou não pinguins.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Q_6Rsf-fs8w/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=Q_6Rsf-fs8w" id="Q_6Rsf-fs8w"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Os resultados foram claros. Segundo Berkeley, <strong>os pumas que caçam pinguins concentram-se ao redor da colônia durante a temporada de reprodução</strong>, que vai de outubro a abril, e retornam repetidamente aos mesmos locais de caça. Quando as aves partem, esses mesmos pumas mudam completamente de comportamento e percorrem áreas muito mais amplas em busca de alimento. Um dos exemplares monitorados chegou a percorrer dezenas de quilômetros fora do parque para visitar outra colônia de pinguins.</p><p>A mudança mais marcante é de <strong>natureza social</strong>. Os <strong>pumas costumam interagir entre si apenas para se reproduzir</strong>, mas aqueles que caçam pinguins apresentaram uma probabilidade quase cinco vezes maior de encontrar outros pumas a menos de um quilômetro da colônia. Emiliano Donadio, diretor científico da Rewilding Argentina e coautor do estudo, explicou à <em>National Geographic</em>: quando o alimento é abundante e está concentrado, não há necessidade de defendê-lo. Serota propõe uma imagem familiar: a dos ursos-pardos que compartilham o mesmo rio durante a migração do salmão — cenário aqui substituído por pumas e pinguins.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> CUANDO EL DEPREDADOR VUELVE, TODO CAMBIA <br><br>En la Patagonia, el regreso del puma está generando una escena inédita: ahora caza pingüinos de Magallanes en la costa, una relación nunca antes documentada. Científicos explican que es parte del nuevo equilibrio natural tras los <a href="https://t.co/nRiXfIHIJY">pic.twitter.com/nRiXfIHIJY</a></p>— Nuestro Diario (@NuestroDiario) <a href="https://x.com/NuestroDiario/status/2002469060030898620?ref_src=twsrc%5Etfw">December 20, 2025</a></blockquote></figure><p>A isso se soma um dado incomum. Os pesquisadores estimam que em <strong>Monte León</strong> haja<strong> pouco mais de 13 pumas a cada 100 km²</strong> — mais do dobro da maior densidade da espécie já documentada no mundo. Serota esclarece que essa alta densidade se mantém durante todo o ano, sustentada também pela abundância de guanacos e pela ausência de caça humana.</p><h2>O que o caso ensina sobre a restauração de ecossistemas</h2><p>A expectativa inicial era outra. Segundo Berkeley, esperava-se que <strong>a recuperação do puma restabelecesse a relação clássica entre o felino e o guanaco, sua presa tradicional na região</strong>. No entanto, o ecossistema para o qual retornaram já não era o mesmo.</p><p><strong>Enquanto os pinguins estão disponíveis, os guanacos ganham uma trégua sazonal da predação</strong> e, ao mesmo tempo, surge um vínculo entre o oceano e a terra: quando os pumas consomem pinguins, incorporam nutrientes de origem marinha que, posteriormente, retornam ao solo por meio dos restos de suas presas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-puma-que-se-reorganizo-por-los-pinguinos-que-revela-sobre-restaurar-la-naturaleza-1790467471299.jpg" data-image="aabfswdxrvgz"><figcaption>Localização da grade de câmeras-armadilha no Parque Nacional Monte León (polígono com borda branca), província de Santa Cruz, Argentina, junho de 2020 – dezembro de 2022. A área destacada em amarelo no mapa inserido indica a localização da única colônia de pinguins do parque. As fotografias das câmeras-armadilha mostram interações entre pumas e pinguins dentro da colônia. Imagem: Proceedings B</figcaption></figure><p>A questão é o que essa nova pressão significa para os próprios pinguins. Um estudo publicado este ano na revista <em>Journal for Nature Conservation</em>, liderado por Melisa Lera, documentou que,<strong> entre 2007 e 2010, pumas mataram 7.087 pinguins adultos no parque</strong> e modelou diferentes cenários para avaliar o futuro da colônia.</p><p>No entanto, Donadio indicou à <em>National Geographic</em> que as contagens populacionais sugerem que a população se manteve estável ou até cresceu desde a criação do parque. Por isso, os pesquisadores trabalham com a administração de Monte León em modelos populacionais que permitam antecipar como essa <strong>convivência </strong>poderá evoluir.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786584" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html" title="Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução">Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html" title="Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864478006_320.jpg" alt="Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução"></a></article></aside><p>O caso derruba uma ideia cômoda: a de que basta proteger um território para que a natureza volte a ser como era antes. Restaurar não é rebobinar. <strong>Os pumas retornaram a uma paisagem transformada e encontraram novas presas</strong>, novas concentrações de alimento e novas relações ecológicas. Monte León funciona, assim, como um laboratório natural para entender o que pode acontecer à medida que os grandes predadores recuperam terreno na Patagônia.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mitchell%20W.%20Serota%2C%20Thomas%20Connor%2C%20%20Wenjing%20Xu%2C%20Pablo%20A.%20E.%20Alarc%C3%B3n%2C%20Emiliano%20Donadio%2C%20Arthur%20D.%20Middleton" data-year="2025" data-title="A%20marine%20subsidy%20reshapes%20the%20ecology%20of%20a%20large%20terrestrial%20carnivore" data-url="https%3A%2F%2Froyalsocietypublishing.org%2Frspb%2Farticle%2F292%2F2061%2F20252172%2F366096%2FA-marine-subsidy-reshapes-the-ecology-of-a-large">Mitchell W. Serota, Thomas Connor, Wenjing Xu, Pablo A. E. Alarcón, Emiliano Donadio, Arthur D. Middleton. (2025). <a href="https://royalsocietypublishing.org/rspb/article/292/2061/20252172/366096/A-marine-subsidy-reshapes-the-ecology-of-a-large" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A marine subsidy reshapes the ecology of a large terrestrial carnivore</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-puma-que-se-organizou-por-causa-dos-pinguins-o-que-isso-revela-sobre-a-restauracao-da-natureza.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria ainda ameaça SC, PR, MS, SP e RJ com tempestades severas; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:43:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um novo ciclone e sua frente fria se formam ao longo desta terça-feira (29) levando condições para chuva forte, tempestades, rajadas de vento e chance de granizo em áreas do Sul e do Sudeste nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xben58q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xben58q.jpg" id="xben58q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>novo ciclone extratropical e uma frente fria</strong> se formam ao longo desta <strong>terça-feira (29)</strong> entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, aumentando as condições para <strong>instabilidades </strong>nos próximos dias em áreas do<strong> Sul </strong>e do <strong>Sudeste </strong>do Brasil.</p><p>E este sistema ainda recebe <strong>aporte de um rio atmosférico </strong>(canal de umidade) vindo da região amazônica, trazendo ar quente e úmido para o Sul do país, <strong>aumentando o potencial para tempo mais severo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>E atenção, pois como a atmosfera está aquecida, o <strong>avanço deste sistema frontal</strong> vai aumentar a formação de nuvens muito carregadas e consequentemente, de <strong>tempestades </strong>que podem vir acompanhadas por muitos <strong>raios</strong>, <strong>rajadas </strong>de vento e chance de queda <strong>granizo</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria leva chuva forte e tempestades ao S e SE</h2><p>Ao longo desta<strong> terça-feira (29)</strong> o processo de formação do ciclone extratropical e da frente fria já provoca fortes mudanças no tempo. </p><p>No <strong>Rio Grande do Sul </strong>(especialmente na metade norte), em <strong>Santa Catarina </strong>e no <strong>Paraná</strong> são esperadas<strong> pancadas de chuva que podem ser fortes e volumosas </strong>em um curto período de tempo, <strong>tempestades </strong>com muitos raios e chance de queda de <strong>granizo</strong>.</p><p>São esperadas ainda <strong>rajadas </strong>de vento moderadas a fortes <strong>de até 80 km/h</strong>, principalmente no Paraná e em Santa Catarina, onde elas<strong> podem superar este valor</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta-1790692841650.jpg" data-image="ri23wypwd24y"><figcaption>Previsão de chuva (mm) para quarta-feira (30) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Mas em <strong>São Paulo</strong> e no <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, devido ao calor e à formação do sistema, também podem ocorrer <strong>temporais isolados</strong> com raios, <strong>pancadas de chuva</strong> que podem ser pontualmente fortes e <strong>rajadas </strong>de vento <strong>entre 50 e 70 km/h</strong>, especialmente <strong>entre a tarde e a noite</strong> desta terça (29).</p><p>Na <strong>quarta-feira (30)</strong> as condições mais propícias para a ocorrência de <strong>tempestades </strong>e de <strong>chuva forte</strong> se concentram sobre o <strong>Paraná</strong>, <strong>Santa Catarina</strong>, <strong>Mato Grosso do Sul </strong>e <strong>sul e leste de São Paulo</strong>. E não se descarta a chance de <strong>queda ocasional de granizo</strong> nestas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta-1790693056592.png" data-image="ns49pa0u7ios"><figcaption>Previsão de densidade de raios para quarta-feira (30) às 13h à esquerda e para quinta-feira (1º de outubro) às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Contudo, o <strong>norte do Rio Grande do Sul</strong> ainda poderá registrar algumas <strong>pancadas de chuva moderadas</strong> a localmente fortes pela <strong>madrugada e manhã </strong>de quarta (30). </p><p>Ainda, <strong>rajadas de vento entre 50 e 70 km/h</strong> são esperadas no <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, no <strong>Paraná</strong>, <strong>norte catarinense</strong> e <strong>sul paulista</strong>, especialmente entre o fim da manhã e a tarde.</p><div class="texto-destacado">O Sul do Brasil, especialmente Paraná e Santa Catarina, está em alerta para tempestades com raios, chuva pontualmente forte, rajadas de vento e eventual queda de granizo até a tarde desta quinta-feira (1º outubro).<br></div><p>E o mês de outubro começará com as instabilidades do sistema frontal concentradas mais no Sudeste do Brasil. A <strong>quinta-feira (1º de outubro)</strong> até tem chance de chuvas moderadas com trovoadas no centro-leste catarinense entre a madrugada e manhã e no Paraná entre a madrugada e meados da tarde, mas <strong>o risco de tempestades é maior para São Paulo, Rio de Janeiro e o Mato Grosso do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta-1790693457639.png" data-image="8izwu9foyf2f"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para quarta-feira (30) às 15h à esquerda e para quinta-feira (1º de outubro) às 13h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Dessa forma, <strong>a partir da tarde</strong> de quinta (1º de outubro) há riscos de <strong>tempestades </strong>pontuais com muitos <strong>raios</strong>, <strong>pancadas de chuva forte</strong> mais isoladas e eventual queda de <strong>granizo </strong>no <strong>centro-norte do Mato Grosso do Sul</strong>, em quase todo o estado de <strong>São Paulo </strong>e no <strong>Rio de Janeiro</strong>, além do sul e Triângulo mineiros.</p><p><strong>Rajadas de vento entre 40 e 60 km/h</strong> em São Paulo e no sul de Minas Gerais, mas pontualmente podem superar este valor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Na sexta-feira (2 de outubro) a frente fria já estará mais afastada para norte, afetando o tempo entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e o leste de Minas Gerais; porém, não se descartam chuvas fracas a moderadas em áreas do leste e do norte de São Paulo.</p><p>E atenção, há <strong>risco potencial para transtornos</strong> ao longo destes dias de atuação da frente fria, como: <strong>alagamentos</strong>, inundações, <strong>destelhamentos</strong>, <strong>queda de galhos</strong> de árvores e danos na rede elétrica. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ainda-ameaca-sc-pr-ms-sp-e-rj-com-tempestades-severas-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar frio traz virada nas temperaturas com fim da onda de calor e frio de 0°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 17:20:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar frio avança pelo Centro-Sul nesta terça-feira, encerra a onda de calor e derruba as mínimas. Na sexta, áreas altas da divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem registrar 0°C.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbelwj2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbelwj2.jpg" id="xbelwj2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma massa de ar frio avança pelo Centro-Sul e interrompe a onda de calor. A <strong>virada começa no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (29) </strong>e atinge seu ponto mais intenso na sexta (2), quando trechos altos da divisa com Santa Catarina podem chegar a 0°C ou registrar mínimas negativas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>Mato Grosso do Sul e São Paulo ainda terão tardes quentes antes de sentir o vento frio</strong>. No Sul, a queda aparece primeiro à noite e ganha força nas madrugadas seguintes.</p><h2>Terça-feira: a virada começa pelo Sul </h2><p>A frente fria e um ciclone mantêm chuva e trovoadas no Sul. O ar frio entra primeiro no Rio Grande do Sul, sobretudo à tarde. <strong>A Campanha e o oeste gaúcho podem terminar a noite perto de 15°C</strong>; Porto Alegre e a região central, perto de 18°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790686312773.jpg" data-image="sjvx6amg7fo5" alt="calor, frio, sudeste, sul" title="calor, frio, sudeste, sul"><figcaption>Previsão de temperatura para terça-feira (29), às 15h.</figcaption></figure><p>Mais ao norte, o calor resiste. <strong>Antes da frente, as máximas previstas alcançam 40°C em Cuiabá</strong>, 39°C em Campo Grande e 37°C em São Paulo. A mudança será sentida nos dias seguintes, mesmo onde a chuva ocorrer de forma localizada.</p><h2>Quarta-feira: vento de sul alcança MS e SP </h2><p>Na quarta-feira (30), a queda se espalha por RS e SC. <strong>A Campanha e o sul gaúcho podem amanhecer perto de 11°C.</strong> À tarde, a metade sul terá 17°C a 21°C, com aproximadamente 16°C em Porto Alegre. No Paraná, o interior ainda poderá chegar a 30°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790686624744.jpg" data-image="lufg5p3dylvl" alt="sudeste, sul, SP, RS, SC" title="sudeste, sul, SP, RS, SC"><figcaption>Previsão de temperatura para quarta-feira (30), às 21h.</figcaption></figure><p>O vento de sul alcança MS e o leste paulista.<strong> A queda fica mais clara do fim da tarde para a noite</strong>: Campo Grande pode encerrar o dia com 21°C e a capital paulista, com 20°C. As máximas da tarde ainda não traduzem a virada.</p><h2>Quinta-feira: o frio ganha força </h2><p>Na quinta-feira (1º), a massa fria alcança SC, PR, SP e MS. O RS começa o dia com 8°C a 13°C e pode terminar a noite com 5°C a 13°C. <strong>Na Serra Catarinense, a previsão aponta 6°C pela manhã e perto de 3°C</strong> no fim da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790686932163.jpg" data-image="14w22y1pd6zp" alt="frio, onda de calor" title="frio, onda de calor"><figcaption>Previsão de temperatura para quinta-feira (1), às 15h.</figcaption></figure><p>O alívio é desigual em SP: <strong>o interior pode chegar a 36°C à tarde, enquanto a faixa leste fica perto de 21°C</strong> e cai para 14°C a 16°C à noite. No centro-norte de MS, as máximas ainda podem atingir 30°C a 34°C. A onda de calor perde força por etapas.</p><h2>Sexta-feira: possibilidade de 0°C na serra </h2><p>O pico do frio no Sul ocorre na madrugada e manhã de sexta-feira (2). Grande parte de RS e SC pode ter mínimas inferiores a 10°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c-1790687163725.jpg" data-image="4tnxb8vuph3z" alt="massa de ar frio, frio, RS, SC" title="massa de ar frio, frio, RS, SC"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para sexta-feira (2), às 6h, com valores até 7 °C abaixo da média no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.</figcaption></figure><p>Nas áreas serranas, há possibilidade de geada:</p><ul><li><strong>RS:</strong> mínimas de 3°C a 9°C, menores nos Campos de Cima da Serra.</li><li><strong>SC:</strong> 7°C a 14°C fora da Serra, com valores menores nas altitudes.</li><li><strong>Curitiba, Campo Grande e São Paulo:</strong> cerca de 12°C, 20°C e 16°C às 6h.</li></ul><p><strong>Na manhã de sexta-feira, São Joaquim, na Serra Catarinense, tem previsão de 3°C às 6h</strong>; Vacaria, do lado gaúcho da divisa, deve registrar 5°C no mesmo horário. Nos pontos mais altos e abrigados, as temperaturas podem ficar até 4°C abaixo da previsão geral para a serra, chegando a 0°C ou a marcas negativas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Essa possibilidade é localizada e não se estende a toda a região. <strong>O frio alcança pontos de SP, RJ e MG na manhã de sábado (3), com 10°C a 15°C</strong>. No domingo (4), as temperaturas sobem no Centro-Sul, enquanto uma nova frente pode reorganizar a chuva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-virada-nas-temperaturas-com-fim-da-onda-de-calor-e-frio-de-0-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporal no PR tem ventos de 72 km/h, granizo e queda de 22 árvores; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 14:21:17 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores das regiões Centro-Sul e Sudoeste enfrentaram tempestades acompanhadas por pedras de gelo de grande diâmetro, situação que causou a suspensão preventiva de atividades escolares rurais e gerou graves prejuízos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens-1790689105141.jpg" data-image="57894rokcvrh" alt="Ventos de 72 km/h deixam ferido e derrubam árvores em Maringá. Foto: Mariana Parma/Maringá Post" title="Ventos de 72 km/h deixam ferido e derrubam árvores em Maringá. Foto: Mariana Parma/Maringá Post"><figcaption>Ventos de 72 km/h deixam ferido e derrubam árvores em Maringá. Foto: Mariana Parma/Maringá Post</figcaption></figure><p>O Paraná enfrenta dias consecutivos de<strong> tempestades causadas pela combinação entre calor intenso e o deslocamento de frentes frias</strong>. Diante do cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu comunicados de perigo que colocam 340 municípios sob alerta laranja nesta terça-feira (29).</p><p>Outras 52 localidades do estado permanecem sob alerta amarelo, indicando <strong>risco potencial de chuvas fortes, granizo e ventos com até 60 km/h</strong>. As instabilidades recentes já provocaram quedas de árvores, danos severos na rede elétrica e destruição de telhados em diversas regiões paranaenses.</p><h2>Ventanias em Maringá provocam estragos e deixam ferido</h2><p>No Norte paranaense, <strong>a cidade de Maringá registrou episódios graves na noite de segunda-feira (28)</strong>. Embora o índice de precipitação tenha sido baixo, a intensidade das rajadas de vento superou a marca de <strong>72 km/h</strong>, gerando um rastro de ocorrências urbanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens-1790689288970.jpg" data-image="2s0dsutoaab3" alt="Pedras de granizo gigantes após tempestade no Paraná. Foto: Andreia Oniesko / G1PR" title="Pedras de granizo gigantes após tempestade no Paraná. Foto: Andreia Oniesko / G1PR"><figcaption>Pedras de granizo gigantes após tempestade no Paraná. Foto: Andreia Oniesko / G1PR</figcaption></figure><p>O relatório parcial divulgado pela Defesa Civil apontou a <strong>queda de 22 árvores e dois galhos de grande porte em vias públicas</strong>. Além disso, seis postes da rede de transmissão elétrica foram atingidos pelas estruturas caídas durante o temporal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Tons of debris on the road from strong winds and hail near Maringá, Paraná tonight! <br><br>Brazil severe weather has been very active! <a href="https://t.co/D533lpdop6">pic.twitter.com/D533lpdop6</a></p>— Will Bratton (@willbrattonwx) <a href="https://x.com/willbrattonwx/status/2104763936453042521?ref_src=twsrc%5Etfw">September 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Na Avenida Juscelino Kubitschek, <strong>uma árvore de grande porte desabou diretamente sobre um automóvel</strong>. O ocupante do veículo ficou ferido e precisou ser resgatado e encaminhado às pressas para atendimento médico.</p><h2>Danos provocados por granizo e rajadas de vento no interior</h2><p>Os transtornos meteorológicos vêm se acumulando desde domingo (27), quando o granizo atingiu em cheio o Sudoeste e o Centro-Sul. O levantamento da Defesa Civil computou <strong>estragos em mais de 900 moradias, afetando cerca de 2,7 mil pessoas</strong>.</p><p>O município de Clevelândia teve aproximadamente <strong>700 imóveis perfurados pelas pedras de gelo</strong>. Já em Pinhão, ao menos 200 residências sofreram avarias nos telhados, e a Escola do Campo João José Zattar precisou suspender atividades devido a alagamentos.</p><p>Na tarde de segunda-feira, 28 de setembro, novas áreas de instabilidade avançaram pelo interior. Medições de estações meteorológicas apontaram volumes expressivos em<strong> General Carneiro, com 36,6 mm, Palmas, com 34,6 mm, e Guarapuava, com 26 mm</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Guarapuava<br>28/09/2026<br>15h15min<br><br>Tempestade severa com granizo e vento <a href="https://t.co/skBYqO20F4">pic.twitter.com/skBYqO20F4</a></p>— TEMPO OESTE (@TempoOeste) <a href="https://x.com/TempoOeste/status/2104636343708185050?ref_src=twsrc%5Etfw">September 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Nesse mesmo período, as rajadas alcançaram marcas de<strong> 76,3 km/h em Guarapuava, 62,3 km/h em Cândido de Abreu e 51,8 km/h em Cascavel</strong>. Na rodovia BR-158, entre Laranjeiras do Sul e Marquinho, árvores caíram às margens da pista devido à força do vendaval.</p><h2>Recomendações dos órgãos de segurança e prevenção</h2><p>Em situações de rajadas que podem atingir entre 60 e 100 km/h, <strong>o INMET orienta que os cidadãos evitem buscar abrigo sob copas de árvores</strong>. Essa prática reduz drasticamente as chances de acidentes envolvendo quedas de troncos ou descargas elétricas.</p><p>Outra instrução fundamental é <strong>não estacionar veículos próximo a torres de transmissão, postes ou placas publicitárias</strong>. Nas residências, recomenda-se desconectar os aparelhos eletrônicos das tomadas ou desativar o quadro de distribuição de energia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul">Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html" title="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612_320.jpg" alt="Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul"></a></article></aside><p>Em caso de emergências, pedidos de auxílio podem ser encaminhados à Defesa Civil pelo<strong> telefone 199 ou ao Corpo de Bombeiros pelo 193</strong>. O envio de avisos por SMS também está disponível para quem cadastrar o CEP junto ao número 40199.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Victor%20Ramalho" data-year="2026" data-title="Temporal%20em%20Maring%C3%A1%20registra%20ventos%20de%2072km%2Fh%20e%20derruba%2022%20%C3%A1rvores%2C%20afirma%20Defesa%20Civil" data-url="https%3A%2F%2Fmaringapost.com.br%2F2026%2F09%2F29%2Ftemporal-em-maringa-registra-ventos-de-72km-h-e-derruba-22-arvores-afirma-defesa-civil%2F">Victor Ramalho. (2026). <a href="https://maringapost.com.br/2026/09/29/temporal-em-maringa-registra-ventos-de-72km-h-e-derruba-22-arvores-afirma-defesa-civil/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Temporal em Maringá registra ventos de 72km/h e derruba 22 árvores, afirma Defesa Civil</a>.</cite><br><cite data-author="Kalrhen%20Braga" data-year="2026" data-title="Vento%20forte%20e%20granizo%20pesado%20danificam%20quase%20mil%20casas%20no%20Paran%C3%A1" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tribunapr.com.br%2Fnoticias%2Fparana%2Fvento-forte-e-granizo-pesado-assustam-danificam-quase-mil-casas-no-parana%2F">Kalrhen Braga. (2026). <a href="https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/vento-forte-e-granizo-pesado-assustam-danificam-quase-mil-casas-no-parana/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vento forte e granizo pesado danificam quase mil casas no Paraná</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-no-pr-tem-ventos-de-72-km-h-granizo-e-queda-de-22-arvores-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como funciona um radar de chuvas? O que ele emite?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Você sabe como funciona um radar meteorológico e como ele detecta as precipitações? Aqui te explicamos os segredos desta ferramenta de observação indispensável para os meteorologistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730976245972.jpg" data-image="ol5jzle06bfh"><figcaption>Como funciona um radar meteorológico? Quais são os tipos? Aqui vamos responder a essas questões.</figcaption></figure><p>A meteorologia, ciência responsável por estudar e prever o tempo, baseia-se em uma tecnologia essencial para detectar e medir precipitações: os <strong>radares meteorológicos</strong>.</p><p>Esses dispositivos, presentes em todo o mundo, são fundamentais para compreender fenômenos atmosféricos e acompanhar a evolução de certos eventos meteorológicos. Como funcionam esses radares? Que tipo de tecnologia utilizam e quais são as suas limitações?</p><p><strong> </strong></p><h2>Funcionamento de radares: ativos e passivos</h2><p>Existem dois tipos principais de radares meteorológicos: ativos e passivos.</p><p>Os<strong> radares ativos</strong>, como os radares de precipitação, <strong>emitem ondas de rádio que são refletidas ao colidir com partículas em suspensão </strong>— como gotas de chuva ou neve — e retornam ao radar. Esse eco permite calcular a distância, a intensidade e o tipo de precipitação, oferecendo uma imagem precisa em tempo real.</p><p>Já os<strong> radares passivos não emitem ondas</strong>; apenas captam a radiação natural emitida pelos objetos. Embora sejam úteis para medir temperaturas da superfície ou das nuvens, não são utilizados para a detecção de precipitação.</p><h2>Quais são seus componentes?</h2><p>Um radar meteorológico possui componentes básicos essenciais para o seu funcionamento. A <strong>antena </strong>é o elemento principal, responsável por emitir e captar ondas de rádio. Essa antena geralmente está situada em uma estrutura giratória para ampliar sua cobertura e captar informações de diferentes direções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-funciona-un-radar-de-precipitaciones-que-es-lo-que-emite-1730977054848.jpg" data-image="njjrg2k4e3sf"><figcaption>Exemplo de radar meteorológico coberto pelo domo de proteção ("radome").</figcaption></figure><p>Outro componente fundamental é o <strong>transmissor</strong>, que gera os pulsos de rádio que são lançados ao espaço; o receptor, que coleta o sinal de retorno; e o processador, que converte essas informações em gráficos e imagens de fácil leitura para os meteorologistas.</p><p>Esses elementos geralmente são cobertos por um "<strong>radome</strong>" (radar + dome), uma cúpula protetora que permite que as ondas passem por ela sem interferência, mantendo a antena protegida contra fenômenos climáticos adversos.</p><h2>Como o radar detecta as chuvas?</h2><p>A capacidade do radar de detectar as chuvas depende da intensidade do eco que as partículas refletem.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️Las herramientas de teledetección como los radares y satélites son indispensables en la predicción a corto plazo, observación y en diferentes estudios climáticos y meteorológicos, ¿cómo funcionan? Lo explicamos en este hilo. <a href="https://t.co/SOZKXQItTH">pic.twitter.com/SOZKXQItTH</a></p>— AEMET Divulga (@AEMET_Divulga) <a href="https://twitter.com/AEMET_Divulga/status/1851958010840510925?ref_src=twsrc%5Etfw">October 31, 2024</a></blockquote></figure><p><strong>Ao receber esses ecos, o radar calcula o volume de precipitação com base na energia refletida</strong>: gotas grandes, como as de uma chuva intensa, retornam sinais fortes, enquanto partículas pequenas, como as de uma garoa ou neve leve, refletem sinais fracos.</p><p>Essas informações são representadas em<strong> imagens codificadas por cores</strong>, nas quais tons intensos ou quentes indicam chuvas fortes ou tempestades, e tons suaves ou frios sinalizam precipitações leves.</p><h2>Tipos de radares meteorológicos<br></h2><p>Existem diferentes tipos de radares meteorológicos, cada um adequado para situações específicas.</p><h3>Radares Doppler</h3><p>Eles não apenas detectam a precipitação, mas também medem o movimento das partículas em direção ao radar ou afastando-se dele, graças ao efeito Doppler. Isso é especialmente <strong>útil para detectar ventos fortes, tempestades e fenômenos perigosos, como tornados</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Not all velocity couplets on Doppler Radar mean the same thing. This infographic that I made illustrates the importance of a velocity couplet's orientation on its physical meaning. <a href="https://t.co/6brBNdKLa6">pic.twitter.com/6brBNdKLa6</a></p>— Sam Brandt (@sambrandt99) <a href="https://twitter.com/sambrandt99/status/1675942875530424344?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2023</a></blockquote></figure><h3>Radares de dupla polarização</h3><p>Estes radares<strong> emitem ondas em dois planos — vertical e horizontal </strong>—, o que permite <strong>distinguir entre tipos de precipitação</strong>, como chuva, neve ou granizo. Dessa forma, obtém-se uma interpretação mais detalhada das condições meteorológicas.</p><h3>Radares de banda C e banda S</h3><p>São<strong> utilizados em função da distância de cobertura e da precisão</strong>. Os radares de banda C são ideais para áreas menores (a rede da AEMET opera nesta banda), enquanto os de banda S cobrem grandes distâncias e são eficazes em zonas extensas ou abertas.</p><ol></ol><h2>Quais são os problemas mais comuns?<br></h2><p>Sim, os radares meteorológicos enfrentam algumas limitações. Obstáculos como <strong>montanhas ou grandes edifícios podem bloquear as ondas e criar "sombras"</strong> nas quais o radar não capta informações. Além disso, interferências eletromagnéticas podem gerar "ruído" que distorce o sinal.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El radar de Valencia, clave para la vigilancia meteorológica, ha estado funcionando desde la mañana del 28 de octubre de manera ininterrumpida.<br><br>Un rayo dañó la línea eléctrica que lo alimenta, pero se pone en marcha en situaciones de emergencia.<a href="https://twitter.com/hashtag/StopBulos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#StopBulos</a> <a href="https://t.co/iuLoZZtlhh">pic.twitter.com/iuLoZZtlhh</a></p>— AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1851555105075515820?ref_src=twsrc%5Etfw">October 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Outro desafio é a <strong>detecção de precipitações leves ou partículas pequenas</strong>, que refletem pouca energia e são difíceis de captar a grandes distâncias. Além disso, o alcance efetivo de um radar costuma ser limitado a cerca de 200 a 300 km e, além dessa faixa, sua precisão diminui.</p><div class="texto-destacado">Um radar meteorológico não é uma ferramenta de previsão como um modelo, mas sim de observação, assim como as imagens fornecidas pelos satélites.</div><p>Também é preciso levar em conta os<strong> problemas elétricos associados a tempestades </strong>— como ocorreu com o radar de Valência, que foi ativado com um sistema de alimentação provisória a tempo para esta última DANA (Depressão Isolada em Altos Níveis) tão devastadora. Apesar dessas dificuldades, a tecnologia de radares evoluiu muito, e suas contribuições para a meteorologia são inquestionáveis.</p><h2>Quantos radares existem na Espanha e que área eles podem cobrir?</h2><p>Na Espanha, a Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) opera atualmente uma rede de <strong>15 radares distribuídos pelo país</strong>, estrategicamente localizados para cobrir a maior parte do território.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Nos interesa cubrir especialmente bien las zonas a las que los radares de la red actual no llegan suficientemente bien. En el mapa puedes ver el mosaico actual de la red sobre Península y Baleares. Las zonas rojas es donde la cobertura es mala por lejanía o bloqueos de montañas. <a href="https://t.co/nA13ENL6IY">pic.twitter.com/nA13ENL6IY</a></p> AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://twitter.com/AEMET_Esp/status/1650383622669492227?ref_src=twsrc%5Etfw">April 24, 2023</a></blockquote></figure><p>Estes radares são projetados para sobrepor suas áreas de influência e minimizar possíveis lacunas na cobertura. Cada radar tem um alcance aproximado de 200 a 300 km, permitindo que a rede, em seu conjunto, monitore as condições meteorológicas em quase todo o território peninsular e nas ilhas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="725187" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/dois-radares-poderosos-transformarao-a-forma-como-a-terra-e-monitorada-do-espaco.html" title="Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço">Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/dois-radares-poderosos-transformarao-a-forma-como-a-terra-e-monitorada-do-espaco.html" title="Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joint-us-india-satellite-to-reveal-earth-s-hidden-shifts-1754555253085_320.jpg" alt="Dois radares poderosos transformarão a forma como a Terra é monitorada do espaço"></a></article></aside><p>Graças a essa rede, a Espanha dispõe de uma cobertura que possibilita a obtenção de dados em tempo real sobre chuvas, tempestades e outros fenômenos atmosféricos. Além disso, está prevista a ampliação e o aprimoramento da rede para cobrir áreas que permanecem em zonas de sombra ou que não estão bem cobertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-funciona-um-radar-de-chuvas-o-que-ele-emite.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar frio derruba as temperaturas para até abaixo de 0°C no Centro-Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 09:24:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem de um ciclone extratropical e sua frente fria associada, as temperaturas caem para valores negativos no Sul, atingindo -2°C e causando novas geadas na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense. O frio também avança pelo Sudeste e Centro-Oeste, mas terá duração curta.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbefrrm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbefrrm.jpg" id="xbefrrm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta terça-feira (29), um <strong>ciclone extratropical</strong> está se formando na América do Sul. Com centro entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, o fenômeno irá causar <strong>tempestades significativas</strong>, impulsionando uma<strong> frente fria</strong> em direção ao Brasil conforme se desenvolve. Após a passagem da chuva, uma <strong>massa de ar frio</strong> ainda avançará pelo país, fazendo as temperaturas caírem.</p><div class="texto-destacado">O fenômeno traz acumulados totais de chuva de até 100 mm para estados entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ventos intensos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. Há risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, enchentes e alagamentos.</div><p>A massa de ar frio que vem após a passagem da frente fria <strong>começa a afetar o Rio Grande do Sul na quarta-feira (30)</strong>, atingindo outros estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos dias seguintes.</p><h2>Massa de ar frio derruba as temperaturas</h2><p>Além do Rio Grande do Sul, outros estados afetados na <strong>quinta-feira (1)</strong> incluem <strong>Santa Catarina</strong>, <strong>Paraná</strong>, <strong>São Paulo</strong> e <strong>Mato Grosso do Sul</strong>. Além disso, o frio também será sentido no sul do <strong>Mato Grosso</strong>, sul de<strong> Goiás</strong> e na região do Alto Paranaíba, em <strong>Minas Gerais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662433612.jpg" data-image="10i22vkj35wt" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quinta-feira e sexta-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quinta-feira e sexta-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quinta-feira (esquerda) e sexta-feira (direita) mostra a massa de ar frio avançando pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (2), essa massa de ar frio avançará também por uma área maior do Mato Grosso, Goiás e de Minas Gerais, além de chegar ao <strong>Rio de Janeiro</strong> e sul do <strong>Espírito Santo</strong>, deixando as temperaturas mais amenas nestes estados. O avanço dessa massa de ar frio pode ser observado na figura acima.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Na região Sul, o <strong>ápice do frio ocorre na sexta-feira (2)</strong> durante a madrugada e o início da manhã, quando a maior parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina registram temperaturas <strong>mínimas inferiores a 10°C</strong>. Na região Serrana, modelos indicam temperaturas de até 2°C. Corrigindo desvios inerentes ao modelo numérico, pode-se esperar <strong>mínimas negativas, de até -2°C</strong>, especialmente na Serra Catarinense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662484793.jpg" data-image="nvvjd4clotvm" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira mostra valores baixíssimos de até 2°C na região da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense. Corrigindo desvios, espera-se mínimas de até -2°C.</figcaption></figure><p>Isso significa que <strong>há risco de novas geadas sobre a região Sul</strong>, especialmente na sexta-feira (2). Embora o fenômeno não ocorra de maneira extremamente abrangente, as geadas formadas na região serrana do RS e de SC podem ser pontualmente fortes em alguns municípios.</p><p>Enquanto isso, <strong>o frio na região Sudeste atinge seu pico no sábado (3)</strong> durante a madrugada e a manhã, quando municípios de SP, RJ e MG registram mínimas entre <strong>10°C e 15°C</strong>. Vale notar que os modelos numéricos de previsão não indicam possibilidade de geadas no Sudeste e nem no Centro-Oeste do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul-1790662537681.jpg" data-image="v6rwwqk31e3l" alt="Previsão de temperaturas mínimas no sábado." title="Previsão de temperaturas mínimas no sábado."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no sábado mostra temperaturas mínimas de até 10°C na região Sudeste. As previsões não indicam possibilidade de geadas em nenhum estado.</figcaption></figure><p>O frio não perdurará por muito tempo, atuando de maneira breve. Até o <strong>domingo (4)</strong>, <strong>as temperaturas já estarão aumentando</strong> em todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Não haverá mais risco de geadas em nenhum estado, e as temperaturas máximas voltam a subir durante a tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790946" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html" title=" Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte"> Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html" title=" Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790621018759_320.png" alt=" Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte"></a></article></aside><p>No entanto, também no domingo, um <strong>novo ciclone extratropical</strong> estará se formando sobre a América do Sul e impulsionando uma <strong>n</strong><strong>ova frente fria</strong> pelo Brasil. Isso originará mais episódios de chuva intensa e pode ajudar a impulsionar mais ar frio em direção ao país ao longo da semana que vem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-derruba-as-temperaturas-para-ate-abaixo-de-0-c-no-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que buracos negros errantes podem revelar sobre a história das galáxias?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias.html</link><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 08:14:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos descobriram que buracos negros podem ser deslocados dos centros das galáxias após fusões galácticas. Esses objetos podem permanecer vagando longe de sua posição original por bilhões de anos, especialmente em galáxias menores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias-1790504213519.png" data-image="fmjwc1lo033q" alt="Buracos negros errantes ficam afastados do centro das galáxias e podem vagar por bilhões de anos." title="Buracos negros errantes ficam afastados do centro das galáxias e podem vagar por bilhões de anos."><figcaption>Buracos negros errantes ficam afastados do centro das galáxias e podem vagar por bilhões de anos.</figcaption></figure><p><strong>Buracos negros podem se formar a partir do colapso gravitacional de estrelas massivas, dando origem a objetos que podem crescer ao acumular matéria</strong> e se fundir com outros. Os buracos negros supermassivos encontrados no centro das galáxias provavelmente cresceram ao longo de bilhões de anos por esses processos. </p><p>Durante fusões galácticas, as interações gravitacionais podem deslocar um buraco negro do centro da galáxia e colocá-lo em uma outra trajetória. <strong>Esses objetos são chamados de buracos negros errantes e podem permanecer afastados do centro por bilhões de anos.</strong></p><p>A população de buracos negros errantes pode, portanto, preservar informações sobre a história das galáxias e sobre a formação dos primeiros buracos negros. Segundo o estudo, <strong>considerar apenas os buracos negros localizados nos centros galácticos pode deixar de fora uma parcela importante desses objetos</strong>.</p><h2>Buracos negros errantes </h2><p>Buracos negros errantes são buracos negros que se encontram afastados do centro gravitacional de suas galáxias hospedeiras. Eles podem percorrer <strong>diferentes regiões da galáxia enquanto interagem gravitacionalmente com estrelas, gás e outros objetos. </strong></p><div class="texto-destacado">A existência desses objetos é importante porque amplia a população de buracos negros que pode ser estudada além dos núcleos galácticos. </div><p>Dependendo de sua massa e do ambiente ao redor, eles podem apresentar sinais indiretos de sua presença, <strong>como perturbações gravitacionais ou emissão associada à acreção de matéria. </strong>Estudar esses objetos permite entender a distribuição de buracos negros e sua interação com a estrutura das galáxias.</p><h2>Formando buracos negros</h2><p><strong>Os primeiros buracos negros do Universo provavelmente surgiram a partir de sementes formadas durante as primeiras etapas da evolução cósmica.</strong> Uma possibilidade é que tenham se originado do colapso das primeiras estrelas, produzindo sementes leves que cresceram por acreção de matéria e fusões. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias-1790504351194.png" data-image="0qvv7735tlad" alt="Galáxias menores, como as Nuvens de Magalhães, podem abrigar mais buracos negros errantes devido à sua gravidade mais fraca. Crédito: NASA" title="Galáxias menores, como as Nuvens de Magalhães, podem abrigar mais buracos negros errantes devido à sua gravidade mais fraca. Crédito: NASA"><figcaption>Galáxias menores, como as Nuvens de Magalhães, podem abrigar mais buracos negros errantes devido à sua gravidade mais fraca. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Outro tipo seria o colapso direto de gás primordial que poderia produzir sementes muito mais massivas em uma etapa anterior à formação das primeiras estrelas.</strong> Essa diferença nas condições iniciais pode ajudar a explicar como alguns buracos negros cresceram até atingir massas supermassivas em relativamente pouco tempo.</p><h2>Nova análise</h2><p>Para investigar a história dos buracos negros, os pesquisadores usaram a simulação cosmológica ASTRID, que acompanha a evolução da matéria escura, gás, estrelas e buracos negros. <strong>A análise considerou galáxias com massas estelares entre 10 milhões e 1 trilhão de massas solares, acompanhando sua evolução ao longo de 12,6 bilhões de anos. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789570" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-padrao-universal-em-jatos-de-buracos-negros.html" title="Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros">Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-padrao-universal-em-jatos-de-buracos-negros.html" title="Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-estelares-e-supermassivos-tem-em-comum-os-jatos-podem-explicar-1789898102186_320.png" alt="Astrônomos descobrem padrão universal em jatos de buracos negros"></a></article></aside><p>Na simulação, os buracos negros não são fixados artificialmente nos centros galácticos, mas se movimentam de acordo com as forças gravitacionais do ambiente. <strong>A simulação reproduz o processo pelo qual esses objetos podem se deslocar e perder energia por interações gravitacionais</strong>.</p><h2>Onde eles estão?</h2><p>A simulação ASTRID indica que galáxias de baixa massa apresentam uma maior frequência de buracos negros errantes. A relação com a atividade estelar é outro indício: <strong>galáxias de baixa massa que pararam de formar estrelas tendem a abrigar mais buracos negros centralizados.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias-1790504326561.png" data-image="p3mhlijanyby" alt="Estudá-los pode ajudar a entender a formação dos primeiros buracos negros e objetos como os Little Red Dots. Crédito: NASA" title="Estudá-los pode ajudar a entender a formação dos primeiros buracos negros e objetos como os Little Red Dots. Crédito: NASA"><figcaption>Estudá-los pode ajudar a entender a formação dos primeiros buracos negros e objetos como os Little Red Dots. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A identificação desses objetos exige combinar diferentes técnicas observacionais, já que buracos negros errantes podem ser difíceis de detectar diretamente. <strong>Observações em raios X, espectroscopia óptica e infravermelha e medições em rádio podem revelar sinais associados à acreção de matéria.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Weller%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20Black%20Hole%20Occupation%20Fraction%20as%20a%20Fossil%20Record%20of%20Seeding%2C%20Dynamics%2C%20and%20Galaxy%20Assembly" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F2041-8213%2Fae9c38">Weller et al. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae9c38" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Black Hole Occupation Fraction as a Fossil Record of Seeding, Dynamics, and Galaxy Assembly</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-buracos-negros-errantes-podem-revelar-sobre-a-historia-das-galaxias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A vila a 1.554 metros de altitude que parece a Europa e fica a menos de 3 horas de São Paulo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-vila-a-1-554-metros-de-altitude-que-parece-a-europa-e-fica-a-menos-de-3-horas-de-sao-paulo.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 23:38:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta vila mineira, também conhecida como a “Suíça Mineira”, fica a mais de 1.500 metros de altitude e é famosa pelo seu clima ameno e arquitetura europeia, e até já foi eleita um dos destinos mais acolhedores do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-vila-a-1-554-metros-de-altitude-que-parece-a-europa-e-fica-a-menos-de-3-horas-de-sao-paulo-1790617896499.jpg" data-image="8vsxtw1e773e"><figcaption>Este destino turístico mineiro é ideal para quem quer fugir da rotina e curtir dias de descanso em um ambiente romântico, acolhedor e repleto de charme. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Um distrito do município de Camanducaia, na <strong>Serra da Mantiqueira</strong>, em <strong>Minas Gerais</strong>, é muito famoso pelo clima europeu, arquitetura europeia e rica gastronomia. É um local ideal tanto para relaxar quanto para o ecoturismo e aventura. </p><p>Aliás, <strong>conhecido pela tradicional hospitalidade mineira</strong>, este distrito já foi eleito um dos lugares mais acolhedores do mundo em premiações de plataformas de turismo.</p><p>Estamos falando de <strong>Monte Verde</strong>, que fica a cerca de <strong>1.554 metros de altitude</strong> e é carinhosamente conhecido como a <strong>“<em>Suíça Mineira</em>”</strong> justamente pelo seu clima mais frio e pela arquitetura com inspiração alpina (Alpes Suíços). Conheça mais sobre este lugar incrível.</p><h2>Os atrativos de Monte Verde</h2><p>Monte Verde é<strong> um destino romântico por excelência</strong>, com paisagens serranas, fondue e hospedagens aconchegantes com lareira. <strong>Fica a aproximadamente 160 km da capital paulista</strong>, com tempo de viagem de 2h30 a 3 horas de carro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-vila-a-1-554-metros-de-altitude-que-parece-a-europa-e-fica-a-menos-de-3-horas-de-sao-paulo-1790617918437.jpg" data-image="gsnny20qhvij"><figcaption>O charmoso Shopping Celeiro, anexo à avenida principal de Monte Verde (MG). Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>O distrito tem uma <strong>charmosa área central</strong>, onde se encontra a maior parte do comércio, como lojinhas de <strong>chocolates artesanais</strong>, de <strong>queijos </strong>produzidos na região, <strong>malhas</strong>, souvenirs e cafeterias aconchegantes.</p><p>Aliás, a <strong>gastronomia </strong>é <strong>um dos pontos fortes</strong>, com fondues e diversos pratos da culinária mineira e internacional, servidos em restaurantes aconchegantes.</p><div class="texto-destacado">Monte Verde ganhou o título de cidade mais acolhedora do Brasil em 2022 pelo site especializado em hospedagens Booking através da sua premiação <em>Traveller Review Awards 2022</em>. Os moradores são conhecidos por sua simpatia e receptividade, qualidades que tornam a experiência dos visitantes ainda mais memorável.</div><p>Monte Verde também é palco de alguns eventos interessantes como: o <strong>Festival de Inverno</strong> que ocorre nos fins de semana de julho, com shows, oficinas culturais e outras atrações; o <strong>Festival Gastronômico </strong>(em outubro), quando os restaurantes ganham cardápios especiais e ocorrem diversas oficinas; e o<strong> Festival de Natal</strong>, obviamente em dezembro, com apresentações temáticas e decoração especial. </p><p>Além da gastronomia exemplar, os<strong> hotéis e pousadas</strong> da região também são <strong>conhecidos pelo conforto e pela atenção</strong> aos detalhes, proporcionando experiências únicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-vila-a-1-554-metros-de-altitude-que-parece-a-europa-e-fica-a-menos-de-3-horas-de-sao-paulo-1790617941659.jpg" data-image="62h9dd2hl7lx"><figcaption>Mirante com um deck de madeira que fica na metade da trilha da Pedra Redonda, uma das mais famosas da região. Crédito: Blog Passeio para as Trilhas Move.</figcaption></figure><p>A região também tem atrativos para quem curte a natureza, como <strong>ecoturismo </strong>e esportes de aventura. <strong>Trilhas </strong>como a <strong>Pedra Redonda</strong>, a <strong>Pedra Partida</strong> e o <strong>Chapéu do Bispo</strong> oferecem vistas panorâmicas de tirar o fôlego, enquanto atividades como arvorismo, tirolesa e passeios de quadriciclo garantem momentos de adrenalina.</p><p>Para os mais aventureiros, a <strong>Mega Tirolesa da Fazenda Radical</strong> é uma ótima opção. O local oferece ainda outras atividades, como arvorismo, arco e flecha e parede de escalada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem.html" title="Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem">Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem.html" title="Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/muito-alem-de-ouro-preto-e-monte-verde-veja-5-destinos-mineiros-fora-do-obvio-que-valem-a-viagem-1789409666379_320.jpg" alt="Muito além de Ouro Preto e Monte Verde: veja 5 destinos mineiros 'fora do óbvio' que valem a viagem"></a></article></aside><p>Outra opção é o <strong>Parque Oschin</strong>, um lugar onde os visitantes podem caminhar em meio a uma grande floresta de araucárias. O<strong> Parque VillaLeta </strong>é um espaço verde com uma temática viking; é rodeado por natureza e oferece algumas atrações como arco e flecha e também uma ampla área kids. </p><p>Outros pontos turísticos da cidade que vale a pena explorar são: fábricas de chocolates, com visitações e muitas delícias, um<strong> bar de gelo</strong>, um <strong>orquidário</strong>, uma fábrica de sabonetes, uma destilaria e a Galeria de Arte Unger’s Pottery House.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Carolina" data-year="2026" data-title="Charme%20europeu%20no%20topo%20das%20serras%20de%20Minas%20Gerais%3A%20ref%C3%BAgio%20a%201.555%20metros%20%C3%A9%20reconhecido%20mundialmente%20como%20um%20dos%20lugares%20mais%20hospitaleiros" data-url="https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Ftendencias%2F2026%2F06%2F19%2Fcharme-europeu-no-topo-das-serras-de-minas-gerais-refugio-a-1-555-metros-e-reconhecido-mundialmente-como-um-dos-lugares-mais-hospitaleiros%2F">Ana Carolina. (2026). <a href="https://www.brasil247.com/tendencias/2026/06/19/charme-europeu-no-topo-das-serras-de-minas-gerais-refugio-a-1-555-metros-e-reconhecido-mundialmente-como-um-dos-lugares-mais-hospitaleiros/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Charme europeu no topo das serras de Minas Gerais: refúgio a 1.555 metros é reconhecido mundialmente como um dos lugares mais hospitaleiros</a>.</cite><br><cite data-author="Pereira%2C%20M" data-year="2026" data-title="A%20Su%C3%AD%C3%A7a%20Mineira%20%C3%A9%20uma%20vila%20habitada%20a%201.554%20metros%20de%20altitude%20com%20500%20anos%20na%20Serra%20da%20Mantiqueira" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiobraziliense.com.br%2Fcbradar%2Fa-suica-mineira-e-uma-vila-habitada-a-1-554-metros-de-altitude-com-500-anos-na-serra-da-mantiqueira%2F">Pereira, M. (2026). <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/a-suica-mineira-e-uma-vila-habitada-a-1-554-metros-de-altitude-com-500-anos-na-serra-da-mantiqueira/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Suíça Mineira é uma vila habitada a 1.554 metros de altitude com 500 anos na Serra da Mantiqueira</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-vila-a-1-554-metros-de-altitude-que-parece-a-europa-e-fica-a-menos-de-3-horas-de-sao-paulo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Como será o clima em outubro com El Niño cada vez mais forte]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 22:16:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O El Niño segue se fortalecendo e deve manter chuvas acima da média no Centro-Sul, seca no Norte e temperaturas elevadas em grande parte do Brasil.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620934855.png" data-image="ib7obkupk59h" alt="Outubro será marcado por um grande contraste entre o regime de chuvas e de temperatura no Brasil." title="Outubro será marcado por um grande contraste entre o regime de chuvas e de temperatura no Brasil."><figcaption>O clima de outubro será fortemente modulado pelo El Niño: está previsto um grande contraste no regime de chuvas e de temperatura ao longo do território brasileiro. </figcaption></figure><p>O <strong>El Niño 2026-2027</strong>, que já vem quebrando diversos recordes, <strong>continua se fortalecendo </strong>e deve manter sua<strong> forte influência</strong> sobre o <strong>clima</strong> do Brasil ao longo de <strong>outubro</strong>. Os modelos meteorológicos indicam a continuidade de um padrão favorável a <strong>chuvas frequentes no Centro-Sul</strong> do país, enquanto parte do<strong> Norte</strong> e do <strong>Nordeste</strong> deve permanecer mais <strong>quente e seca </strong>do que o normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> </strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os <strong>principais sinais típicos</strong> de um forte El Niño <strong>devem continuar predominando durante a primavera</strong>, influenciando diretamente a distribuição das chuvas e das temperaturas em diversas regiões do país. <strong>Confira</strong> a seguir<strong> o que espera</strong><strong>r </strong>para outubro e qual o <strong>papel do El Niño</strong> no padrão previsto.</p><h2>Anomalias de precipitação</h2><p>O <strong>modelo ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, prevê que os <strong>maiores desvios</strong> de <strong>chuvas acima da média</strong> devem se concentrar entre a metade <strong>norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul</strong>, com valores superiores a 50 mm acima da média. Chuvas acima da média também são esperadas para o Rio de Janeiro, Minas Gerais (exceto norte), metade sul de Goiás e sul do Mato Grosso do Sul, embora com desvios menores.</p><p><strong>Chuvas abaixo da média</strong> estão previstas para<strong> toda a região Norte</strong> do país e <strong>grande parte do Nordeste</strong>, incluindo o litoral. Os <strong>maiores desvios </strong>negativos (mais de 50 mm abaixo da média) estão previstos para se concentrar na área que abrange a<strong> metade leste do Amazonas e metade oeste do Pará</strong>, se estendendo para norte em direção a <strong>Roraima</strong>. Este padrão é o mesmo observado até o dia 28 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620949097.png" data-image="y5oo5kq2rf0p" alt="Previsão de anomalia de chuva (mm) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (mm) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (mm) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF. </figcaption></figure><p>Na <strong>escala semanal</strong>, as previsões do ECMWF reforçam o sinal observado no mapa mensal, indicando<strong> chuva acima da média </strong>sobre grande parte da<strong> Região Sul </strong>e <strong>áreas adjacentes</strong> do <strong>Sudeste</strong> e<strong> Centro-Oeste</strong> durante<strong> todas as semanas </strong>de outubro. </p><h2>Anomalias de temperatura</h2><p>A<strong> previsão de anomalia de temperatura</strong> para outubro <strong>acompanha</strong>, em grande parte, o <strong>padrão esperado de precipitação.</strong> As <strong>maiores temperaturas acima da média</strong> devem ocorrer na <strong>Região Norte</strong>, com anomalias superiores a <strong>+4°C</strong> entre áreas de Roraima, Amazonas e Pará. Uma <strong>extensa faixa</strong> com desvios entre <strong>+2°C e +4°C</strong> deve se estender a partir dessa região<strong> em direção ao Nordeste</strong>. </p><div class="texto-destacado">De forma geral, a metade norte do país apresenta previsão de temperaturas persistentemente acima da média, com anomalias superiores a +1,5°C na maior parte da região e valores mais elevados em direção ao extremo norte da Amazônia.</div><p>No <strong>Brasil Central</strong>, a previsão indica temperaturas ligeiramente acima da média, com desvios predominantes entre<strong> +0,5°C e +1,5°C</strong>. Já na<strong> Região Sul</strong>, o modelo ECMWF aponta para <strong>temperaturas próximas da média</strong>, reflexo da atuação mais frequente de sistemas frontais, maior cobertura de nuvens e volumes de chuva acima da média. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620969899.png" data-image="dg075uapdjh6" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) para o mês de outubro, segundo o modelo ECMWF. </figcaption></figure><p>Apesar disso, <strong>períodos de aquecimento temporário </strong>devem ocorrer entre a passagem dos sistemas, favorecendo episódios de<strong> calor pré-frontal</strong>, especialmente entre Santa Catarina, Paraná e o sul do Centro-Oeste. De forma geral, o contraste térmico entre o Norte e o Centro-Sul deve permanecer como uma das principais características do padrão atmosférico previsto para outubro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789809" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C">Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031405703_320.png" alt="Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excepcional de 3,5°C"></a></article></aside><p><strong><strong>A metade nor</strong></strong><strong>te do Brasil </strong>deve permanecer sob<strong> temperaturas acima da média em todas as semanas</strong>, com os desvios mais expressivos concentrados entre Amazonas, Pará, Roraima e parte do Nordeste. Já no <strong>Centro-Sul</strong>, as <strong>anomalias</strong> tendem a ser mais <strong>modestas</strong> e diretamente influenciadas pelo padrão de chuva previsto para o período, com<strong> incursões de massas de ar frio principalmente no Rio Grande do Sul </strong>durante boa parte do mês.</p><h2>El Niño: dos recordes aos impactos</h2><p>O <strong>atual El Niño</strong> continua chamando atenção não apenas pela intensidade, mas também pelos <strong>recordes</strong> que vem alcançando. Recentemente, a<strong> temperatura média diária</strong> da superfície do mar na região <strong>Niño 3.4 </strong>atingiu<strong> 29,82°C</strong>, <strong>igualando</strong> o <strong>maior valor já observado</strong> durante o super <strong>El Niño de 2015-2016</strong>, registrado em novembro de 2015.</p><div class="texto-destacado">A diferença é que, enquanto naquele evento o aquecimento já estava próximo do pico, o El Niño de 2026-2027 ainda segue em fortalecimento e deve continuar ganhando intensidade durante a primavera do Hemisfério Sul. </div><p>Por esse motivo, existe existe uma <strong>chance enorme</strong> de que<strong> novos recordes sejam estabelecidos </strong><strong>nas próximas semanas</strong>. As previsões dos principais centros meteorológicos indicam que o <strong>pico</strong> do fenômeno em 2026-2027 deve <strong>superar 3°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-outubro-el-nino-segue-ganhando-intensidade-1790620988229.png" data-image="etjeb5yiin61" alt="Temperatura média diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (3.4), destacando que o dia 25/09/2026 se igualou ao recorde da série histórica de 17/11/2025. Créditos: Meteored/Adaptado de Climate Reanalyzer." title="Temperatura média diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (3.4), destacando que o dia 25/09/2026 se igualou ao recorde da série histórica de 17/11/2025. Créditos: Meteored/Adaptado de Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura média diária da superfície do mar na região de monitoramento do El Niño (3.4), destacando que o dia 25/09/2026 se igualou ao recorde da série histórica de 17/11/2025. Créditos: Meteored/Adaptado de Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p>Esse <strong>aquecimento excepcional do Pacífico </strong><strong>não afeta apenas o oceano</strong>. À medida que o El Niño se intensifica, a<strong> atmosfera responde</strong> com mudanças importantes na circulação de grande escala. Uma das mais relevantes para a América do Sul é o <strong>fortalecimento do jato subtropical,</strong> uma estreita faixa de ventos intensos em altos níveis da atmosfera que<strong> influencia a trajetória das frentes frias</strong>, <strong>ciclones</strong> e áreas de instabilidade.</p><div class="texto-destacado">Desde o fim de agosto e ao longo de setembro, esse corredor de ventos vem se mantendo excepcionalmente ativo e deslocado para norte de sua posição climatológica.</div><p>Como <strong>consequência</strong>, a <strong>principal rota dos sistemas meteorológicos</strong> também <strong>se deslocou </strong>para latitudes mais baixas, <strong>favorecendo</strong> a ocorrência de <strong>chuva</strong> entre <strong>Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte do Sudeste</strong>. Ao mesmo tempo, grande parte do Rio Grande do Sul permaneceu com precipitação abaixo da média durante as três primeiras semanas de setembro, evidenciando esse deslocamento para norte dos principais sistemas atmosféricos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">As previsões subsazonais seguem bastante consistentes na indicação de uma zona potencialmente tempestuosa sobre o país ao longo de outubro.<br><br>A razão para isso é o El Niño, que manterá o fluxo do Jato Subtropical muito ativo sobre o oceano Pacífico, mas com uma assinatura sobre a <a href="https://t.co/pFEPxBFUb6">pic.twitter.com/pFEPxBFUb6</a></p> Bruno César Capucin (@BrunoCapucin) <a href="https://x.com/BrunoCapucin/status/2104346337554665662?ref_src=twsrc%5Etfw">September 27, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>As</strong> <strong>previsões para outubro indicam a manutenção desse padrão</strong>. Com o jato subtropical ainda bastante fortalecido, frentes frias, ciclones e áreas de baixa pressão devem continuar encontrando condições favoráveis para se desenvolver e produzir episódios recorrentes de chuva forte sobre o Centro-Sul do Brasil. </p><p><strong>Esse cenário ajuda a explicar </strong>por que estados como<strong> São Paulo</strong> vêm registrando <strong>acumulados históricos</strong> nas <strong>últimas semanas </strong>e reforça a tendência de continuidade das chuvas acima da média ao longo de outubro, especialmente entre o Sul, Mato Grosso do Sul e parte do Sudeste.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-outubro-com-el-nino-cada-vez-mais-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: por que 2027 preocupa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O El Niño já está atingindo uma intensidade sem precedentes, embora seu pico habitual ainda não tenha chegado. E seus efeitos poderiam ser sentidos com maior força ainda em 2027.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024.jpeg" data-image="keh81bxl2rxh" alt="El Niño" title="El Niño"><figcaption>O fenômeno El Niño pode alterar os padrões de chuva e aumentar o risco de seca em várias regiões do mundo.</figcaption></figure><p>Em<strong> 21 de setembro</strong> de 2026, a anomalia diária da temperatura da superfície na <strong>região Niño 3.4</strong> atingiu <strong>3,11°C</strong>, superando o recorde anterior de 3,08°C, registrado em 18 de novembro de 2015, durante o fenômeno El Niño de 2015-2016.</p><h2>Um recorde batido vários meses antes do pico</h2><p>A<strong> região Niño 3.4 está localizada no Pacífico tropical central</strong>. Sua anomalia de temperatura mede a diferença entre a temperatura da superfície do mar e uma média de referência.</p><p>O aspecto mais notável é a data do registro. Os<strong> episódios mais intensos de El Niño costumam atingir seu pico em novembro ou dezembro</strong>. No entanto, no início de setembro, a anomalia já ultrapassava 3°C, em comparação com aproximadamente 1,9°C na mesma época em 1997 e 2015.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790290" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem.html" title="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem ">Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem.html" title="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atacama-colorido-chuvas-do-el-nino-fazem-o-deserto-chileno-florescer-apos-estiagem-1790265170574_320.jpg" alt="Atacama colorido: chuvas do El Niño fazem o deserto chileno florescer após estiagem "></a></article></aside><p>Os dados mensais confirmam essa <strong>tendência</strong>. Em agosto de 2026, a anomalia Niño 3.4 atingiu aproximadamente 2,45°C, superando o pico de quase todos os episódios anteriores, com exceção de 2015-2016 (2,75°C) e 1877-1878 (aproximadamente 2,7°C) — um valor reconstruído a partir de dados marítimos muito menos frequentes.</p><h2>Uma intensidade extraordinária, mas ainda com certo grau de incerteza</h2><p>Os cientistas também utilizam o<strong> RONI</strong>, um <strong>índice </strong>que leva mais em conta o aquecimento geral dos oceanos tropicais. Em meados de <strong>setembro</strong>, ele atingiu aproximadamente<strong> 2,5°C</strong>, um recorde para essa época do ano, mas ainda 0,7°C abaixo do recorde diário de 1982, registrado no final de dezembro.</p><p>Quanto ao futuro, 14 modelos sazonais e 674 simulações projetam uma temperatura máxima mensal em torno de 4,1°C. Em <strong>80% das simulações, o pico situa-se entre 3,4°C e 4,6°C</strong>. Todas superam a temperatura máxima mensal de 2015-2016, com uma diferença projetada de aproximadamente 1,3°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima na primavera com Super El Niño">Como será o clima na primavera com Super El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino.html" title="Como será o clima na primavera com Super El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-na-primavera-com-super-el-nino-1790100118893_320.jpg" alt="Como será o clima na primavera com Super El Niño"></a></article></aside><p>No entanto, essa projeção deve ser considerada com cautela: <strong>nenhum sistema de previsão sazonal foi testado ainda em um evento dessa magnitude</strong>. Além disso, os modelos superestimaram ligeiramente as temperaturas de agosto, uma vez que as observações ficaram cerca de 0,3°C abaixo do previsto.</p><p>Eventos passados servem como ponto de referência: todos os eventos fortes de El Niño observados até agora continuaram a se intensificar após meados de setembro. <strong>Os modelos concordam que o fenômeno atingirá seu pico entre novembro de 2026 e janeiro de 2027</strong>.</p><h2>Por que já temos o ano de 2027 na mira?</h2><p>A influência do El Niño na temperatura média global não é imediatamente evidente. O aquecimento do Oceano Pacífico geralmente precede seu efeito nas temperaturas globais em vários meses.</p><p> <strong>Se o pico ocorrer de fato entre novembro e janeiro, grande parte de sua influência será sentida em 2027, em vez de 2026</strong>. Esse marco chega em um momento em que 2026 já se desenha como o ano mais quente — ou o segundo mais quente — já registrado, segundo as análises mais recentes. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Le super El Niño de cette année devrait entraîner 451 000 décès dus aux fortes chaleurs dici février 2027 sans compter les conséquences des sécheresses, incendies de forêt et inondations attendues avec la hausse des T°C et les modifications des régimes de précipitations https://t.co/tgvwB9tijU</p>— Mystere Météo (@MystereMeteo) <a href="https://x.com/MystereMeteo/status/2102800775990718554?ref_src=twsrc%5Etfw">September 23, 2026</a></blockquote></figure><p>O El Niño é um fenômeno natural, mas atualmente ocorre em um clima já aquecido pela atividade humana. Portanto, <strong>o recorde alcançado em setembro é apenas um primeiro passo</strong>.</p><p>Os próximos meses revelarão se essa intensidade excepcional se manterá durante o inverno e qual impacto ela terá nas temperaturas globais em 2027.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zeke%20Hausfather" data-year="2026" data-title="Analysis%3A%20%E2%80%98Super%20El%20Ni%C3%B1o%E2%80%99%20breaks%20%E2%80%98remarkable%E2%80%99%20all-time%20record" data-url="https%3A%2F%2Fwww.carbonbrief.org%2Fanalysis-super-el-nino-reaches-remarkable-all-time-record">Zeke Hausfather. (2026). <a href="https://www.carbonbrief.org/analysis-super-el-nino-reaches-remarkable-all-time-record" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Analysis: ‘Super El Niño’ breaks ‘remarkable’ all-time record</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva de granizo provoca destruição em mais de mil casas em SC; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 19:45:17 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Equipes de socorro da Defesa Civil estadual organizaram o transporte prioritário de telhas e colchões para atender aos moradores desabrigados e apoiar os serviços públicos atingidos pelos temporais no interior do estado. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens-1790623943621.jpg" data-image="7xmolgerwob4" alt="Santiago do Sul, em Santa Catarina, foi um dos seis municípios que decretaram situação de emergência. Foto: Defesa Civil de Chapecó / CP" title="Santiago do Sul, em Santa Catarina, foi um dos seis municípios que decretaram situação de emergência. Foto: Defesa Civil de Chapecó / CP"><figcaption> Santiago do Sul, em Santa Catarina, foi um dos seis municípios que decretaram situação de emergência. Foto: Defesa Civil de Chapecó / CP</figcaption></figure><p>Fortes tempestades acompanhadas de <strong>rajadas de vento e queda de granizo atingiram diversos municípios do oeste de Santa Catarina</strong> entre a tarde e a noite de domingo (27). Os episódios de instabilidade climática provocaram quedas de árvores, destelhamentos generalizados e interrupções no fornecimento de energia elétrica em dezenas de localidades.</p><p>Até a manhã desta segunda-feira (28), relatórios da Defesa Civil estadual indicaram que <strong>17 cidades sofreram estragos e 1.092 habitações foram danificadas</strong>. Em decorrência da gravidade das ocorrências, seis municípios declararam situação de emergência.</p><h2>Municípios decretam emergência após pedras de gelo gigantes</h2><p>As prefeituras de <strong>Arabutã, Santiago do Sul, Seara, Ponte Serrada, Ipumirim e São Domingos</strong> formalizaram decretos de emergência para agilizar as ações de assistência. A intensidade dos temporais foi acentuada pela combinação de calor, umidade e perturbações atmosféricas na região Oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens-1790623850364.jpg" data-image="1nm9xmu70let" alt="Granizo em Seara, Quilombo e Formosa do Sul. Foto: Prefeitura/Reprodução NSC TV" title="Granizo em Seara, Quilombo e Formosa do Sul. Foto: Prefeitura/Reprodução NSC TV"><figcaption>Granizo em Seara, Quilombo e Formosa do Sul. Foto: Prefeitura/Reprodução NSC TV</figcaption></figure><p>Em Seara, moradores registraram pedras de granizo de dimensões comparáveis a ovos. <strong>A administração municipal reportou cerca de 600 residências danificadas</strong>, além de impactos em dez escolas, três postos de saúde e quatro prédios públicos, deixando seis pessoas desabrigadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">GRANIZO - SEARA/SC 28/09/2026 <a href="https://x.com/hashtag/meteorologia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#meteorologia</a> <a href="https://x.com/hashtag/granizo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#granizo</a> <a href="https://x.com/hashtag/tempestade?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#tempestade</a> <a href="https://x.com/hashtag/Seara?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Seara</a> <a href="https://x.com/hashtag/Santacatarina?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Santacatarina</a> <a href="https://t.co/XnoCCYZbEw">pic.twitter.com/XnoCCYZbEw</a></p>— Gabrielradialista (@GabrielRadialis) <a href="https://x.com/GabrielRadialis/status/2104590986588619233?ref_src=twsrc%5Etfw">September 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Santiago do Sul contabilizou <strong>163 residências afetadas pelo vendaval e pelo gelo</strong>. A sede da Prefeitura, o Centro Multiuso, a Secretaria de Saúde, o Conselho Tutelar e unidades de ensino também sofreram avarias significativas em suas estruturas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Um temporal de granizo atingiu a cidade de Chapecó nesta segunda-feira (28). Nas imagens do preparador físico Alison Gahio, o gramado da Arena Condá, estádio da Chapecoense, ficou tapado de gelo. <a href="https://t.co/XvKV5R6oGS">pic.twitter.com/XvKV5R6oGS</a></p>— O Bairrista (@O_Bairrista) <a href="https://x.com/O_Bairrista/status/2104613343646683345?ref_src=twsrc%5Etfw">September 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Na cidade de Ponte Serrada, a precipitação de gelo atingiu cerca de <strong>100 edificações no Centro, Linha Alegre e Bairro Moroso</strong>. Já Arabutã registrou danos em 76 residências, enquanto Ipumirim somou 45 casas afetadas pelo impacto das tempestades.</p><h2>Danos no interior e bloqueios rodoviários</h2><p>O município de São Domingos <strong>teve 37 moradias atingidas e cerca de 90 munícipes afetados</strong> em comunidades como Linha Lourenço, Vila Milani e São Braz. As intempéries também destruíram dois aviários rurais e exigiram a distribuição emergencial de lonas pela Defesa Civil.</p><div class="texto-destacado">Em Quilombo, o granizo castigou 40 propriedades agrícolas em Linha Consoladora, São José e Linha Venturin. A queda sucessiva de árvores bloqueou momentaneamente faixas da rodovia SC-157, enquanto a quebra de postes privou quatro comunidades rurais do serviço elétrico.</div><p>Em Formosa do Sul, o acumulado de pedras foi tão expressivo que <strong>obrigou moradores a utilizarem enxadas na remoção das camadas de gelo</strong>. Um carro estacionado acabou esmagado após a queda de uma árvore de grande porte sobre uma moradia local.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Granizo gigante em Formosa do Sul <a href="https://t.co/8BVAKT9500">pic.twitter.com/8BVAKT9500</a></p>— Meteorologista Piter Scheuer (@Piter_Scheuer) <a href="https://x.com/Piter_Scheuer/status/2104339855614312647?ref_src=twsrc%5Etfw">September 27, 2026</a></blockquote></figure><p>Outros municípios registraram perdas pontuais, como Brunópolis, com <strong>dez casas destelhadas</strong>, Mondaí, com <strong>quatro imóveis atingidos</strong>, e Zortéa, com<strong> três residências comprometidas</strong>. Registros adicionais ocorreram em Novo Horizonte, Itá, Vargeão, Pinhalzinho, Faxinal dos Guedes e União do Oeste.</p><h2>Assistência humanitária e suporte às famílias</h2><p>Diante do cenário crítico,<strong> as administrações de Arabutã, Santiago do Sul, Seara e São Domingos solicitaram apoio humanitário</strong> ao governo estadual. Os municípios de Ponte Serrada e Ipumirim também encaminharam pedidos de suporte para atendimento emergencial às famílias afetadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h">Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600915584_320.jpg" alt="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"></a></article></aside><p>A Defesa Civil de Santa Catarina iniciou os carregamentos para envio imediato de <strong>telhas, cumeeiras, colchões e kits de acomodação de solteiro e casal</strong>. Equipes técnicas municipais e regionais mantêm as vistorias de campo ativas para concluir os relatórios de danos materiais e humanos nas áreas atingidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o" data-year="2026" data-title="Granizo%2C%20vendavais%20e%20chuva%20forte%20causam%20estragos%20em%2013%20munic%C3%ADpios%20de%20SC" data-url="https%3A%2F%2Fwww.rbatv.com.br%2Fnoticias%2Fgranizo-vendavais-e-chuva-forte-causam-estragos-em-13-municipios-de-sc%2F%3Futm_source%3Dgemini">Redação. (2026). <a href="https://www.rbatv.com.br/noticias/granizo-vendavais-e-chuva-forte-causam-estragos-em-13-municipios-de-sc/?utm_source=gemini" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Granizo, vendavais e chuva forte causam estragos em 13 municípios de SC</a>.</cite><br><cite data-author="Correio%20do%20Povo" data-year="2026" data-title="Temporais%20levam%20seis%20munic%C3%ADpios%20de%20Santa%20Catarina%20a%20decretar%20situa%C3%A7%C3%A3o%20de%20emerg%C3%AAncia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiodopovo.com.br%2Fnot%25C3%25ADcias%2Fcidades%2Ftemporais-levam-seis-municipios-de-santa-catarina-a-decretar-situacao-de-emergencia-1.1751396%23goog_rewarded">Correio do Povo. (2026). <a href="https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/temporais-levam-seis-municipios-de-santa-catarina-a-decretar-situacao-de-emergencia-1.1751396#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Temporais levam seis municípios de Santa Catarina a decretar situação de emergência</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-de-granizo-provoca-destruicao-em-mais-de-mil-casas-em-sc-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz intensa mudança para SP: frio retorna com alerta de tempestades; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 18:47:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias áreas de instabilidades vão atuar sobre o estado de São Paulo devido à formação de uma nova frente fria, e com riscos de temporais e queda de granizo. Com a passagem do sistema, as temperaturas voltam a diminuir a partir de quinta-feira (1º de outubro).</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbe2jcu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbe2jcu.jpg" id="xbe2jcu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O mês de setembro vai terminar com novas<strong> </strong>áreas de instabilidade atuando sobre o estado de <strong>São Paulo</strong>, com condições para <strong>chuva pontualmente intensa</strong>, <strong>temporais </strong>isolados e possibilidade de queda de <strong>granizo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Isso se deve a uma<strong> nova frente fria</strong> que vai avançar pela região <strong>a partir desta quarta-feira (30)</strong>, contudo, nesta terça (29) a formação do sistema já trará pancadas de chuva para algumas áreas do estado.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Alerta de chuva forte e temporais em SP nos próximos dias</h2><p>Ao longo desta terça-feira (29) teremos um processo de formação de um ciclone extratropical e de sua frente fria associada entre o Uruguai e o Sul do Brasil. A <strong>frente fria</strong> vai <strong>avançar</strong> para o estado de São Paulo<strong> a partir da quarta-feira (30)</strong>, porém, já nesta terça (29) a ciclogênese vai deixar a atmosfera instável e propícia para a formação de fortes pancadas de chuvas no estado.</p><p>Sendo assim, entre a <strong>tarde e a noite </strong>desta<strong> terça-feira (29)</strong> há alertas para <strong>chuvas moderadas a intensas</strong> e com <strong>temporais </strong>na maioria das áreas paulistas, além da possibilidade de queda de <strong>granizo </strong>e de rajadas de vento de até<strong> 60 km/h</strong>.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, previsão de sol e aumento de nuvens pela manhã, e pancadas de chuva fraca à tarde e à noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790615237438.png" data-image="uj4brrr4gzki"><figcaption>Previsão de chuva (mm) para a terça-feira (29) às 20h à esquerda e para quinta-feira (1º de outubro) às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> quarta-feira (30)</strong> novamente há <strong>alertas </strong>para <strong>pancadas de chuva e temporais</strong> isolados em diferentes áreas do estado, e principalmente a partir do fim da tarde e à noite. Não se descarta a chance de <strong>queda de granizo pontual</strong>. E o risco é maior para áreas do leste do estado.</p><p>As <strong>rajadas </strong>de vento vão variar entre 50 e <strong>60 km/h</strong> em boa parte do estado, mas <strong>pontualmente podem ultrapassar</strong> <strong>este valor</strong>. Então, atenção ao <strong>risco potencial para transtornos</strong>, como destelhamentos e queda de postes e galhos de árvores.</p><p>Na <strong>capital </strong>paulista, a previsão de quarta (30) é de céu parcialmente nublado ao longo do dia e com pancadas de chuva e trovoadas à tarde e à noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790615265273.jpg" data-image="jlfokkyqduet"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para a quarta-feira (30) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E o mês de outubro também começará com muitas instabilidades. A manhã de <strong>quinta-feira (1º de outubro)</strong> até tem alguma chance de chuva mais pontual e fraca em São Paulo, mas é à <strong>tarde </strong>que elas ganham força, sendo esperadas <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas </strong>e com <strong>temporais </strong>isolados, principalmente no norte e leste do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h">Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600915584_320.jpg" alt="Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"></a></article></aside><p>Na <strong>capital </strong>paulista, na quinta-feira (1º) há chance de chuva fraca e trovoadas entre a tarde e à noite.</p><p>Na<strong> sexta-feira (2 de outubro) </strong>a <strong>frente fria</strong> já estará <strong>afastada </strong>da região, porém, não se descarta a chance de chuvas fracas e isoladas, especialmente em áreas do leste e do norte do estado paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790615495690.png" data-image="39lcvn64k4ki"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a terça-feira (29) às 15h à esquerda e para quarta-feira (30) às 14h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Além disso, com a passagem do sistema frontal, as <strong>temperaturas terão uma breve queda</strong> em São Paulo, entre a quinta (1º de outubro) e a sexta-feira (2), especialmente no<strong> leste do estado</strong>. E essa diminuição das temperaturas será sentida especialmente nas máximas.</p><p>Na <strong>quinta (1º de outubro)</strong>, em algumas localidades do leste de São Paulo, como nas regiões da Baixada Santista, Grande São Paulo e Vale do Ribeira, as temperaturas variam <strong>entre 16°C e 25°C à tarde</strong>. A capital paulista até terá máxima de 27°C no período da manhã, mas a partir da tarde as temperaturas despencam e à noite fará friozinho de 18°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira-1790616345585.jpg" data-image="1yc86f32avjo"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (°C) para a sexta-feira (2 de outubro) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Já na <strong>sexta-feira (2)</strong> as temperaturas diminuem um pouquinho mais no <strong>leste </strong>do estado e abrangem mais localidades desta área, <strong>não passando dos 20°C durante a tarde</strong>. A máxima deste dia na capital paulista será de 18°C e à noite ainda fará frio de até 14°C.</p><p>Importante destacar que toda a porção centro-oeste do estado, onde fez calor de 30°C e até mais, terá temperaturas entre 23°C e 27°C durante a tarde.</p><p><strong>A partir do fim de semana, as temperaturas voltam a se elevar gradualmente</strong> em todo o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-frio-retorna-com-alerta-de-tempestades-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria leva mais chuva e temporais para o Brasil Central; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-leva-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:49:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre esta terça e a quinta-feira, uma frente fria favorece pancadas de chuva no Centro-Oeste, enquanto o oeste da Região Norte segue instável. Manaus tem 10 mm previstos nesta segunda; em Mato Grosso do Sul, núcleos podem ser fortes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790607716576.jpg" data-image="bedpbiqhpmny" alt="frente fria, chuva, norte, centro-oeste" title="frente fria, chuva, norte, centro-oeste"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até domingo, 4 de outubro.</figcaption></figure><p>A frente fria que se forma no Sul do Brasil entre segunda (28) e terça-feira (29) avança para o Sudeste e favorece pancadas no Centro-Oeste.<strong> No Norte, a chuva permanece mais frequente no oeste</strong>. Nesta segunda, Manaus tem previsão de 10 mm ao longo do dia. Os volumes das cidades são referências locais: temporais isolados podem deixar chuva maior nos arredores.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O sistema frontal provoca episódios intensos no Sul e no Sudeste, <strong>mas sua influência no Centro-Oeste e no Norte será principalmente indireta.</strong> Ventos transportam umidade para o interior e o calor ajuda a formar nuvens carregadas. As pancadas tendem a se concentrar à tarde e à noite, sem atingir todos os estados de maneira uniforme.</p><h2>Segunda-feira: chuva no oeste do Norte e calor no Centro-Oeste </h2><p><strong>Nesta segunda-feira (28), o Amazonas segue com trovoadas</strong>. Acre, Rondônia e Roraima também podem ter pancadas isoladas; em Porto Velho, a previsão é de 2,9 mm no dia. No Pará, a possibilidade de chuva é irregular. O centro e o sul de Tocantins tendem a permanecer mais abertos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A chuva amazônica já está presente antes de a frente reorganizar as instabilidades mais ao sul.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>No Centro-Oeste, o noroeste e o oeste de Mato Grosso têm chance de chuva isolada</strong>, mas o calor continua. Cuiabá pode chegar a 41°C e Goiânia, a 38°C nesta segunda-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790607961782.jpg" data-image="nvdid5r5swmy" alt="chuva, probabilidade, norte" title="chuva, probabilidade, norte"><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva para segunda-feira (28), às 18h.</figcaption></figure><p>Campo Grande tem 2,2 mm previstos no dia, sem representar chuva generalizada em Mato Grosso do Sul. O contraste entre calor e umidade prepara as mudanças seguintes.</p><h2>Terça-feira: instabilidades alcançam o MS</h2><p>Na terça-feira (29), <strong>a frente fria se organiza e aumenta as nuvens no sul e no oeste de Mato Grosso do Sul</strong>. As pancadas podem ganhar força da tarde para a noite, com trovoadas. Em Campo Grande, porém, o volume diário previsto é de apenas 0,2 mm. Isso reforça a natureza pontual da chuva. O contraste será este:</p><ul> <li>Sul e oeste de Mato Grosso do Sul: maior possibilidade de chuva forte entre a tarde e a noite.</li> <li><strong>Oeste de Mato Grosso: pancadas isoladas; Cuiabá ainda pode chegar a 40°C.</strong></li> <li>Goiás e Distrito Federal: calor predominante; Goiânia tem máxima prevista de 37°C.</li> <li>Amazonas, Acre e Rondônia: chuva irregular; Manaus tem 8,9 mm previstos no dia.</li> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790608135250.jpg" data-image="eat1ruo7xb2e" alt="instabilidade, Mato Grosso do Sul, centro-oeste" title="instabilidade, Mato Grosso do Sul, centro-oeste"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para terça-feira (29), às 15h, com pancadas no oeste da Região Norte e chuva isolada no Centro-Oeste.</figcaption></figure><p><strong>No Norte, as pancadas continuam mais prováveis no oeste e em partes do Amazonas</strong>. A frente fria não atravessa toda a região: altera a circulação de umidade sobre o interior. Assim, a chuva pode se intensificar pontualmente, enquanto áreas próximas seguem com tempo firme.</p><h2>Quarta e quinta-feira: chuvas aumentam no Brasil Central</h2><p>Na quarta-feira (30), <strong>o avanço da frente aumenta a chance de chuva em Mato Grosso do Sul. Campo Grande tem 2,9 mm previstos no dia, e a máxima cai para 33°C. </strong>A circulação também favorece pancadas no oeste de Mato Grosso e, mais isoladamente, no sul de Goiás. Núcleos fortes podem produzir raios e rajadas localizadas. Nas demais áreas, a chuva permanece mal distribuída.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-levas-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira-1790608352168.jpg" data-image="esh9rz6eopl5" alt="pancadas, chuva, norte, frente fria" title="pancadas, chuva, norte, frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para quinta-feira (1º), às 18h, concentrada no oeste da Região Norte.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira (1º), a chuva ainda atinge pontos do Centro-Oeste: são 5,5 mm previstos em Campo Grande e 4,9 mm em Cuiabá ao longo do dia. Em Porto Velho, a previsão diária é de 6,9 mm. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h">Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html" title="Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600915584_320.jpg" alt="Tempestades, chuva intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h"></a></article></aside><p><strong>A partir de sexta-feira (2), a frente perde influência sobre Mato Grosso do Sul, </strong>mas pancadas continuam possíveis no oeste amazônico. No domingo (4), Campo Grande tem 23 mm previstos, sinal de nova intensificação local.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-leva-mais-chuva-e-temporais-para-o-brasil-central-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestades, chuvas intensas e risco de granizo atingem mais 7 estados além do RS em 24h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 14:16:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria se forma e instabilidade ganha força nas próximas horas, deixando, além do RS, outros 7 estados em alerta para a possibilidade de chuvas intensas, tempestades e queda de granizo com grande potencial para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdzn06"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdzn06.jpg" id="xbdzn06"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas 24 horas, o Sul do Brasil registrará a formação de um <strong>ciclone extratropical </strong>acompanhado por uma <strong>frente fria</strong>. O sistema frontal avançará sobre Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo no decorrer da semana, encerrando o período de tempo seco e dando lugar a tempo fechado. Há riscos elevados de <strong>tempestades, chuvas intensas e possibilidade de granizo</strong>.</p><h2>Terça-feira: tempestades e risco de granizo</h2><p>O <strong>ciclone </strong><strong>extratropical </strong>se organiza nesta <strong>terça-feira (29)</strong>, impulsionando a frente fria que coloca diversos estados sob aviso. Amanhã (29), há previsão de temporais com risco de <strong>queda de granizo</strong> no <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</strong>. Os volumes de chuva previstos são elevados, aumentando os riscos de alagamentos, queda de galhos e interrupção no fornecimento de energia elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600364888.jpg" data-image="ay9bg0by074f" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A previsão msotra áreas com maior potencial para tempestades na tarde desta terça-feira (29).</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde, pancadas de chuva atingem o <strong>leste de São Paulo e o Sul de Minas</strong>. À noite, as instabilidades ganham força no oeste e noroeste do Paraná e avançam sobre áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. Os destaques ficam para <strong>Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong>, com previsão de chuvas intensas acompanhadas por rajadas de vento e <strong>forte atividade elétrica</strong>.</p><h2>Quarta-feira: temporais afetam 5 estados</h2><p>O encerramento do mês de setembro, na <strong>quarta-feira (30)</strong>, começa com tempo fechado na Região Sul. Pancadas de chuva com intensidade moderada a forte atingem o <strong>oeste do Paraná, setores de Santa Catarina e o sul de Mato Grosso do Sul</strong> desde as primeiras horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600401696.jpg" data-image="ttn3djrv4myb" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Previsão de chuva e nebulosidade para a tarde de quarta-feira (30), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a frente fria avança com mais força sobre o Sudeste e o Centro-Oeste. Entram em estado de atenção para <strong>tempestades e chuvas volumosas</strong>: o <strong>litoral de Santa Catarina</strong>, o <strong>interior paranaense</strong> (especialmente o leste e o norte), a faixa entre o <strong>oeste de Mato Grosso do Sul e a capital paulista</strong>, além do <strong>Sul de Minas</strong>.</p><h2>Quinta-feira: Sul e Sudeste em alerta</h2><p>Na manhã de quinta-feira (1), <strong>chuvas intensas</strong> atingem o noroeste de Santa Catarina e o leste do Paraná, impactando diretamente municípios como <strong>Joinville, Itajaí, Blumenau e Curitiba</strong>. No mesmo período, ocorrem pancadas no interior do Mato Grosso do Sul, enquanto São Paulo permanece sob tempo fechado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600443898.jpg" data-image="yvcg5ety3gps" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Mapa de água precipitável destaca Sudeste e Centro-Oeste do país. As duas regiões possuem nívels altos de água na atmosfera favorecendo a ocorrência de chuvas volumosas e intensas.</figcaption></figure><p>Entre a tarde e a noite de quinta-feira (1), as chuvas se espalham pelos quatro estados da Região Sudeste. <strong>São Paulo entra em alerta para tempestades</strong>, com foco na <strong>Grande São Paulo, litoral paulista e Vale do Paraíba</strong>. O <strong>Triângulo Mineiro, o Sul de Minas e o Rio de Janeiro</strong> também estão na lista, enquanto o <strong>Espírito Santo</strong> passa a registrar precipitações ao final da noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790779" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo.html" title="Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo">Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo.html" title="Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-causa-mudanca-radical-no-sudeste-veja-os-alertas-de-tempestades-severas-e-granizo-1790548890998_320.jpg" alt="Frente fria causa mudança radical no Sudeste; veja os alertas de tempestades severas e granizo"></a></article></aside><p>No Centro-Oeste, a instabilidade persiste, porém com menor intensidade sobre o leste de Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás.</p><h2>Sexta-feira: chuvas se concentram no Sudeste</h2><p>Fechando a semana, na <strong>sexta-feira (2)</strong>, o tempo firme volta a predominar de forma generalizada sobre a Região Sul, onde apenas pontos isolados podem ter chuva fraca à tarde.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No Sudeste, o fraco corredor de umidade mantém as chuvas focadas no <strong>Rio de Janeiro, centro-sul do Espírito Santo e em Minas Gerais</strong>. Os alertas para temporais e chuvas intensas se concentram na <strong>Zona da Mata Mineira e a região central do estado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h-1790600517832.jpg" data-image="j7k5dcd01o9s" alt="Chuva sexta-feira" title="Chuva sexta-feira"><figcaption>Chuvas concentradas no Sudeste do Brasil nesta sexta-feira (2), tempo fica firme na Região Sul, com chuvas pontuais e em fraca intensidade.</figcaption></figure><p>Nas demais áreas de São Paulo e Minas Gerais, a previsão indica chuva fraca e pontual. Em Mato Grosso do Sul, a sexta-feira (2) será de variação de nebulosidade com<strong> pancadas isoladas.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempestades-chuva-intensas-e-risco-de-granizo-atingem-mais-7-estados-alem-do-rs-em-24h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialistas alertam que, até 2050, as pessoas mais pobres do poderão estar gastando metade de sua renda com alimentos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-alertam-que-ate-2050-as-pessoas-mais-pobres-do-poderao-estar-gastando-metade-de-sua-renda-com-alimentos.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 12:18:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um importante estudo de modelagem recente, em 2050, as pessoas mais pobres em algumas partes do mundo poderão estar gastando aproximadamente metade de sua renda apenas com alimentação, enquanto as mais ricas gastarão cerca de 5%.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-poorest-people-could-be-spending-half-their-income-on-food-by-2050-study-warns-1789393331425.png" data-image="vnkn460zt4z4" alt="Pesquisadores previram que, até 2050, as famílias mais pobres do mundo poderão enfrentar custos muito mais altos com alimentos, água e energia, com algumas gastando quase metade de sua renda apenas com alimentação." title="Pesquisadores previram que, até 2050, as famílias mais pobres do mundo poderão enfrentar custos muito mais altos com alimentos, água e energia, com algumas gastando quase metade de sua renda apenas com alimentação."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-591209">Pesquisadores previram que, até 2050, as famílias mais pobres do mundo poderão enfrentar custos muito mais altos com alimentos, água e energia, com algumas gastando quase metade de sua renda apenas com alimentação.</figcaption></figure><p>No Reino Unido, entre 10 e 15% da renda familiar da maioria das pessoas é gasta com alimentação.</p><p>Mas, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores do MIT, da Universidade de Tulane, de Stanford, entre outros, algumas das<strong> comunidades</strong> <strong>mais pobres do mundo poderão apresentar índices próximos a 50% até 2050</strong>.</p><p>A equipe de pesquisa analisou<strong> 3.735 cenários diferentes</strong> usando um modelo global existente chamado GCAM, modificando 12 variáveis-chave, incluindo população, PIB, distribuição de renda, uso da terra, condições comerciais e consumo de energia, <strong>para observar como o acesso a alimentos, água e energia poderá mudar até 2050 em 32 regiões do mundo</strong>.</p><h2>Onde foram observadas as maiores lacunas?</h2><p>Segundo os pesquisadores, <strong>o panorama regional que emergiu do modelo foi sombrio.</strong> Na África Austral, eles estimaram que os 10% mais pobres da população, com base na renda, poderiam gastar cerca de 49,6% de seus rendimentos com alimentação, em comparação com 5,5% para os 10% mais ricos. <strong>Na África Ocidental e Oriental, a projeção do ônus alimentar para os 10% mais pobres foi de 48,4% e 42,5%, respectivamente.</strong></p><p>Para contextualizar, de acordo com os dados de referência do modelo, esse mesmo grupo de renda na África Ocidental <strong>gastou cerca de 25% de sua renda com alimentação em 2015</strong>.</p><p>No entanto, é importante notar que essas projeções para 2050 variaram de 20% a 75%, dependendo do cenário, o que dá uma ideia da extensão da incerteza que ainda persiste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-poorest-people-could-be-spending-half-their-income-on-food-by-2050-study-warns-1789393440467.png" data-image="i6ywie0vx8kk" alt="O estudo demonstrou que a futura insegurança em relação aos recursos dependerá de uma combinação complexa de renda, condições regionais, uso da terra, sistemas energéticos e disponibilidade de água, e não de um único fator." title="O estudo demonstrou que a futura insegurança em relação aos recursos dependerá de uma combinação complexa de renda, condições regionais, uso da terra, sistemas energéticos e disponibilidade de água, e não de um único fator."><figcaption>O estudo demonstrou que a futura insegurança em relação aos recursos dependerá de uma combinação complexa de renda, condições regionais, uso da terra, sistemas energéticos e disponibilidade de água, e não de um único fator.</figcaption></figure><p>"<strong>Qualquer despesa que consuma metade da sua renda pode mudar sua vid</strong>a, deixando poucos recursos para outras necessidades básicas e essenciais", disse Jennifer Morris, pesquisadora sênior do MIT e uma das autoras do estudo.</p><p>O acesso à energia é igualmente preocupante. Em algumas partes do Oriente Médio, estima-se que os custos residenciais de energia em 2050 representem 1,7% do orçamento para a faixa de renda mais alta, mas 18,9% para a mais baixa. Na Europa Oriental, esse valor chega a 11,3% para as famílias mais pobres.</p><h2>Não existe uma solução única</h2><p>Segundo Gi Joo Kim, coautor do estudo e professor da Universidade de Tulane, <strong>um dos principais pontos do estudo é que não existe um único fator que explique tudo isso</strong>.</p><p>"A renda é importante, <strong>mas as condições regionais</strong>, o uso da terra, os sistemas de energia, a disponibilidade de água e o comportamento do consumidor <strong>influenciam os riscos que as pessoas enfrentam</strong>", explicou ele.</p><p>Kim também alertou sobre os perigos de se basear em médias regionais:</p><p>"As médias regionais podem fazer com que os riscos futuros para a segurança dos recursos pareçam mais administráveis do que realmente são", acrescentou. "Análises que se baseiam unicamente em médias podem ignorar precisamente as populações mais vulneráveis às mudanças futuras."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781502" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html" title="Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul">Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html" title="Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647373123_320.jpg" alt="Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul"></a></article></aside><p>Os pesquisadores afirmaram que o trabalho foi concebido para identificar áreas problemáticas, em vez de prever um futuro único, e que o modelo <strong>poderia ajudar os formuladores de políticas a entender quais combinações específicas de fatores</strong> criam vulnerabilidade em sua região do mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MIT%20News" data-year="2026" data-title="Study%20predicts%20large%20disparities%20in%20access%20to%20food%2C%20water%2C%20and%20energy%20in%202050" data-url="https%3A%2F%2Fnews.mit.edu%2F2026%2Fstudy-predicts-large-disparities-access-food-water-energy-2050-0908">MIT News. (2026). <a href="https://news.mit.edu/2026/study-predicts-large-disparities-access-food-water-energy-2050-0908" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Study predicts large disparities in access to food, water, and energy in 2050</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-alertam-que-ate-2050-as-pessoas-mais-pobres-do-poderao-estar-gastando-metade-de-sua-renda-com-alimentos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meninas e meninos apresentam diferenças comportamentais poucas horas após o nascimento.]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/meninas-e-meninos-apresentam-diferencas-comportamentais-poucas-horas-apos-o-nascimento.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 10:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Mesmo no primeiro dia de vida, as meninas recém-nascidas olham para rostos por mais tempo do que os meninos recém-nascidos, pelo menos em média. Um estudo com 130 recém-nascidos mostra diferenças na atenção facial, mas não permite prever o desenvolvimento individual. As razões para esse fenômeno são desconhecidas atualmente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aufmerksamkeit-madchen-und-jungen-unterscheiden-sich-schon-wenige-stunden-nach-der-geburt-im-verhalten-1790259327750.jpg" alt="bebe" title="bebe"><figcaption>Cientistas descobriram que a capacidade de atenção de meninas e meninos difere logo após o nascimento. Imagem: Daniel Thomas/Unsplash</figcaption></figure><p>Um estudo recente da Universidade de Cambridge revelou que diferenças na atenção visual podem ser observadas em bebês logo após o nascimento. <strong>O estudo examinou 130 recém-nascidos saudáveis — 67 meninos e 63 meninas — aproximadamente 33 horas após o parto</strong>.</p><p>Os bebês conseguem enxergar desde o início, embora apenas imagens desfocadas, e com maior nitidez a uma distância de 20 a 30 centímetros. No experimento, <strong>recém-nascidos foram solicitados a assistir a dois vídeos em movimento</strong>: um mostrava uma jovem mulher mantendo contato visual, movendo-se naturalmente e sorrindo ocasionalmente. O segundo vídeo mostrava um pêndulo de Newton, no qual bolas de metal balançavam ritmicamente umas contra as outras.</p><p>Uma câmera registrava a direção do olhar, e observadores monitoravam por quanto tempo cada indivíduo era observado. Para evitar viés, <strong>os observadores desconheciam o sexo de cada bebê</strong>, bem como qual vídeo era exibido em cada página.</p><h2>Diferenças precoces na atenção e no comportamento</h2><p>Ao comparar os sexos, observou-se uma clara diferença: o rosto não era o elemento preferido para todas as crianças. <strong>Os dados revelaram padrões distintos de atenção média</strong>. Em média, <strong>as meninas observaram o rosto durante 58,5%</strong> do tempo de observação,<strong> enquanto os meninos o fizeram durante 51,2%</strong>. Não foi detectada nenhuma preferência clara entre os meninos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aufmerksamkeit-madchen-und-jungen-unterscheiden-sich-schon-wenige-stunden-nach-der-geburt-im-verhalten-1790259336132.png" alt="experimento" title="experimento"><figcaption>Os recém-nascidos assistiram a dois vídeos: um de um rosto em movimento e outro de um jogo mecânico com bola. Imagem: Khan et al., 2026</figcaption></figure><p>“Este novo estudo demonstra que <strong>existem diferenças médias entre os sexos não apenas no cérebro, mas também na atenção e no comportamento</strong>”, afirma a líder do estudo, Yumnah Khan, doutoranda no Centro de Pesquisa do Autismo da Universidade de Cambridge. No entanto, os pesquisadores enfatizam que nenhuma causa biológica direta pode ser inferida a partir das descobertas.</p><p>“O fato de termos observado essas diferenças poucas horas após o nascimento, antes de qualquer experiência pós-natal significativa, <strong>sugere que fatores pré-natais desempenham um papel</strong>”, explica o Professor Sir Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Pesquisa do Autismo. Possíveis influências podem incluir genes ou hormônios sexuais, que, no entanto, não foram medidos no experimento. O resultado também pode ter sido influenciado pelo fato de os bebês terem passado apenas algumas horas fora do útero.</p><h2>Médias, não linhas de destino</h2><p>“As diferenças entre os sexos ao nascer são pontos de partida importantes”, afirma o Dr. Alex Tsompanidis, professor associado do centro de pesquisa, “mas devemos lembrar que elas não determinam completamente como as crianças aprendem e se desenvolvem posteriormente”. <strong>As influências biológicas e sociais atuam em conjunto.</strong></p><p>A professora Carrie Allison, vice-diretora do centro, também destaca: “As diferenças que observamos não se aplicam a todos os bebês, sejam meninos ou meninas, e só aparecem quando comparamos grupos em média”. <strong>Os padrões individuais de olhar se sobrepõem consideravelmente</strong>, portanto, não é possível tirar conclusões confiáveis sobre o desenvolvimento posterior de um recém-nascido a partir de seu comportamento visual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701031" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ouvir-musica-classica-durante-a-gravidez-torna-os-bebes-mais-inteligentes-ha-evidencias-cientificas.html" title="Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?">Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ouvir-musica-classica-durante-a-gravidez-torna-os-bebes-mais-inteligentes-ha-evidencias-cientificas.html" title="Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escuchar-musica-clasica-durante-el-embarazo-hace-que-los-bebes-sean-mas-inteligentes-existe-evidencia-cientifica-1741634785360_320.jpg" alt="Ouvir música clássica durante a gravidez torna os bebês mais inteligentes. Há evidências científicas?"></a></article></aside><p>O desenho experimental também permite diversas explicações. O rosto e o pêndulo de Newton <strong>diferiam não apenas em significado social, mas também em forma, cor e padrões de movimento</strong>. Além disso, foram utilizados apenas um rosto feminino e um objeto mecânico. A avaliação manual também limita a generalização dos resultados.</p><p>Portanto, o estudo não demonstra conclusivamente que hormônios ou genes pré-natais sejam a causa das diferenças observadas.<strong> O significado desses padrões de olhar para o desenvolvimento posterior permanece</strong>, portanto, uma questão em aberto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Khan%2C%20Y.%20T.%2C%20Tsompanidis%2C%20A.%2C%20Hymanson%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Sex%20differences%20in%20face%20looking%20preferences%20at%20birth.%20Biology%20of%20Sex%20Differences" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1186%2Fs13293-026-00976-9">Khan, Y. T., Tsompanidis, A., Hymanson, E., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1186/s13293-026-00976-9" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sex differences in face looking preferences at birth. Biology of Sex Differences</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/meninas-e-meninos-apresentam-diferencas-comportamentais-poucas-horas-apos-o-nascimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A luz mais antiga do cosmos pode revelar que o Universo é torcido]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:19:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma possível “torção” na luz mais antiga do Universo pode ter novas informações sobre a estrutura e a evolução do cosmos. Um pequeno erro na orientação dos detectores de polarização de um telescópio pode produzir praticamente o mesmo sinal observado. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido-1790503849032.png" data-image="rkyfbqmjbnmh" alt="O CMB pode ter chegado até nós com sua polarização levemente “torcida”, um possível sinal de novos fenômenos físicos. Crédito: ESO" title="O CMB pode ter chegado até nós com sua polarização levemente “torcida”, um possível sinal de novos fenômenos físicos. Crédito: ESO"><figcaption>O CMB pode ter chegado até nós com sua polarização levemente “torcida”, um possível sinal de novos fenômenos físicos. Crédito: ESO</figcaption></figure><p><strong>O fundo cósmico de micro-ondas (CMB) é a radiação eletromagnética mais antiga que podemos observar, emitida cerca de 380 mil anos após o Big Bang.</strong> Antes desse período, o Universo era um plasma quente e ionizado, no qual fótons colidiam continuamente com elétrons livres e não conseguiam viajar livremente. </p><p><strong>Quando prótons e elétrons passaram a formar átomos neutros, essa radiação começou a se propagar pelo espaço, chegando até nós hoje como micro-ondas.</strong> O CMB também apresenta uma quantidade de polarização linear, produzida pelo espalhamento da radiação por elétrons livres durante essa época. </p><p>Uma hipótese é que essa polarização representa uma possível rotação da direção de polarização durante a propagação da radiação. <strong>Se for confirmada, ela poderia indicar a existência de fenômenos além do Modelo Padrão</strong>, com possíveis implicações para a natureza da matéria e da energia escuras. </p><h2>CMB</h2><p><strong>O fundo cósmico de micro-ondas (CMB) é a radiação eletromagnética mais antiga observável do Universo. </strong>Antes disso, o cosmos era preenchido por um plasma formado principalmente por prótons, elétrons e fótons. Com a expansão e o resfriamento do Universo, a temperatura caiu até permitir que elétrons e prótons se combinassem.</p><div class="texto-destacado">Esse processo, chamado recombinação, reduziu drasticamente o espalhamento dos fótons e tornou o Universo transparente à radiação eletromagnética. </div><p>O CMB funciona como um registro do Universo primordial, preservando informações <strong>sobre as condições físicas existentes quando ele tinha apenas cerca de 380 mil anos</strong>. Suas variações de temperatura permitem estudar a distribuição inicial de matéria e energia e estabelecer parâmetros da Cosmologia. </p><h2>Polarização</h2><p>A polarização da luz descreve a orientação preferencial da oscilação do campo elétrico de uma onda eletromagnética em relação à sua direção de propagação. <strong>Ela pode surgir quando a radiação interage com partículas carregadas, como elétrons, por meio do espalhamento.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido-1790503965681.png" data-image="0eohx8tde150" alt="A luz do CMB viajou por quase 14 bilhões de anos pelo Universo, e sua polarização pode ter sofrido uma pequena rotação nesse caminho. Crédito: NASA" title="A luz do CMB viajou por quase 14 bilhões de anos pelo Universo, e sua polarização pode ter sofrido uma pequena rotação nesse caminho. Crédito: NASA"><figcaption>A luz do CMB viajou por quase 14 bilhões de anos pelo Universo, e sua polarização pode ter sofrido uma pequena rotação nesse caminho. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>No caso do CMB, uma pequena fração dos fótons foi polarizada pelo espalhamento entre a radiação e elétrons durante a época de recombinação.</strong> Essa polarização é registrada em dois componentes principais, chamados modos E e B, que possuem padrões espaciais distintos. </p><h2>Novo resultado</h2><p>Análises recentes sugerem que a direção da polarização do CMB pode ter sofrido uma rotação de apenas uma fração de grau ao longo dos quase 14 bilhões de anos de viagem. <strong>Esse possível efeito é chamado de birrefringência cósmica e, se confirmado, poderia indicar uma interação desconhecida entre a radiação e o espaço-tempo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang.html" title="Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang">Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang.html" title="Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang-1785011969511_320.png" alt="Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang"></a></article></aside><p><strong>O principal problema é que uma rotação pequena pode ser produzida por um erro na calibração dos detectores de polarização de telescópios.</strong> Se todos os detectores estiverem orientados com um pequeno desvio angular, o sinal observado será praticamente idêntico ao de uma rotação cosmológica uniforme. </p><h2>Como vemos o Universo?</h2><p>Para estudar o Universo primordial, os pesquisadores analisam mapas de polarização do CMB produzidos por diferentes conjuntos de detectores do satélite Planck. <strong>Cada detector mede a orientação da polarização da radiação e, a partir da combinação dessas medidas</strong>, é possível reconstruir padrões em diferentes regiões do céu.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido-1790503928509.png" data-image="ypiuv264dsvl" alt="O CMB é a radiação mais antiga que podemos observar, liberada cerca de 380 mil anos após o Big Bang e hoje com temperatura de aproximadamente 2,7 K. Crédito: ESO" title="O CMB é a radiação mais antiga que podemos observar, liberada cerca de 380 mil anos após o Big Bang e hoje com temperatura de aproximadamente 2,7 K. Crédito: ESO"><figcaption>O CMB é a radiação mais antiga que podemos observar, liberada cerca de 380 mil anos após o Big Bang e hoje com temperatura de aproximadamente 2,7 K. Crédito: ESO</figcaption></figure><p><strong>Nesse estudo, oito mapas de polarização do Planck foram analisados permitindo comparar os padrões de calibração obtidos entre diferentes conjuntos de dados.</strong> Os resultados foram então confrontados com uma técnica já estabelecida para separar uma possível rotação cosmológica de efeitos causados pela orientação dos detectores. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lonappan%20et%20al" data-year="2026" data-title="Differential%20Polarization%20Calibration%3A%20A%20Consistency%20Test%20for%20Cosmic%20Birefringence" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F2041-8213%2Faea401">Lonappan et al. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/aea401" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Differential Polarization Calibration: A Consistency Test for Cosmic Birefringence</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-luz-mais-antiga-do-cosmos-pode-revelar-que-o-universo-e-torcido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item></channel></rss>