<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 02 Aug 2026 16:10:34 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 16:10:34 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Fenômeno histórico em 2027: eclipse solar terá o maior tempo de escuridão do século]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fenômeno histórico poderá ser observado em diferentes regiões da Europa, África e Oriente Médio. No Egito, a fase de totalidade alcançará 6 minutos e 22 segundos, recorde do século.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-acontecera-em-2027-e-tera-mais-de-seis-minutos-de-escuridao-total-1785622635088.jpg" data-image="5c755453lumk" alt="O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa… - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa… - Veja mais em https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption>O planeta vai registrar em 2027 o eclipse solar total mais longo do século 21, com mais de seis minutos de escuridão completa. Crédito: Jongsun Lee</figcaption></figure><p>O dia<strong> 2 de agosto de 2027 </strong>ficará marcado na história da astronomia com a ocorrência do <strong>eclipse solar total mais longo do século XXI.</strong> O fenômeno proporcionará até 6 minutos e 22 segundos de escuridão completa em alguns pontos do planeta, tornando-se o eclipse total de maior duração registrado entre os anos de 1991 e 2114.</p><p>O ponto de maior duração da totalidade será nas proximidades de <strong>Luxor, no Egito</strong>, onde a Lua encobrirá completamente o disco solar por pouco mais de seis minutos. A faixa de sombra atravessará uma extensa área da Europa, da África e do Oriente Médio, oferecendo um espetáculo raro para milhões de pessoas.</p><p>A trajetória do eclipse incluirá regiões da<strong> Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália</strong>. Fora dessa faixa, o fenômeno poderá ser observado apenas de forma parcial em áreas da Europa, África, sul da Ásia e leste da América do Norte.</p><h2>Horários variam conforme o fuso</h2><p>Os horários do eclipse dependem da localização do observador. Considerando o <strong>horário de Brasília</strong>, o eclipse parcial terá início às 4h30. A fase de totalidade começará às 5h23, enquanto o <strong>momento máximo do fenômeno ocorrerá às 7h06</strong>. A totalidade terminará às 8h49 e o eclipse parcial será encerrado às 9h43.</p><div class="texto-destacado">A duração excepcional do fenômeno está relacionada ao posicionamento da Lua em seu perigeu, o ponto da órbita em que o satélite natural fica mais próximo da Terra. Nessa configuração, a Lua aparenta ser maior no céu, permitindo que sua sombra cubra uma área estimada em cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados.</div><p>O <strong>alinhamento entre Sol, Lua e Terra também contribui para o espetáculo</strong>. Embora o Sol tenha um diâmetro cerca de 400 vezes maior que o da Lua, ele está aproximadamente 400 vezes mais distante do planeta. Essa coincidência faz com que ambos aparentem ter praticamente o mesmo tamanho quando vistos da Terra, possibilitando que a Lua bloqueie completamente a luz solar durante alguns minutos.</p><h2>Céu escurece e coroa solar aparece</h2><p>Durante a fase de totalidade, o <strong>céu adquire uma aparência semelhante à do crepúsculo</strong>. A redução brusca da luminosidade permite que algumas estrelas e planetas mais brilhantes sejam vistos a olho nu, enquanto a coroa solar (a atmosfera externa do Sol) torna-se visível, formando um halo luminoso ao redor da Lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-acontecera-em-2027-e-tera-mais-de-seis-minutos-de-escuridao-total-1785622793838.jpg" data-image="3aj1st3f6b9z"></figure><p>A coroa normalmente permanece escondida pelo intenso brilho da superfície solar e só pode ser observada durante eclipses totais ou com instrumentos específicos. Por isso, o<strong> fenômeno é considerado uma oportunidade valiosa tanto para pesquisadores quanto para entusiastas da astronomia</strong>.</p><p>Especialistas alertam, no entanto, que <strong>observar o eclipse sem proteção adequada pode causar danos permanentes à visão</strong>. A recomendação é utilizar exclusivamente óculos certificados pela norma internacional ISO 12312-2 ou equipamentos ópticos equipados com filtros solares apropriados.</p><h2>Observação exige cuidados</h2><p>Mesmo durante um eclipse parcial, <strong>nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção</strong>. Apenas quem estiver localizado na faixa de totalidade poderá retirar os óculos de proteção durante o breve intervalo em que o disco solar estiver completamente coberto pela Lua. Assim que o primeiro raio de Sol voltar a aparecer, a proteção deverá ser recolocada imediatamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html" title="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter">Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter.html" title="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-investiga-se-a-terra-pode-ter-enviado-vida-para-europa-lua-de-jupiter-1782091390330_320.png" alt="Novo estudo investiga se a Terra pode ter enviado vida para Europa, lua de Júpiter"></a></article></aside><p>Além de representar um espetáculo visual raro, o eclipse de 2027 promete reunir cientistas, fotógrafos e turistas de diversas partes do mundo nas regiões privilegiadas pela faixa de totalidade, consolidando-se como <strong>um dos eventos astronômicos mais aguardados das próximas décadas.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Eclipse%20solar%20mais%20longo%20do%20s%C3%A9culo%3A%20data%2C%20hora%2C%20dura%C3%A7%C3%A3o%20e%20onde%20ser%C3%A1%20visto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uol.com.br%2Ftilt%2Fnoticias%2Fredacao%2F2026%2F07%2F24%2Feclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">UOL. (2026). <a href="https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/07/24/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-data-hora-duracao-e-onde-sera-visto.ghtm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Eclipse solar mais longo do século: data, hora, duração e onde será visto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que aconteceria se enviássemos uma nave até um buraco negro? Ciência responde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Embora ainda pareça ficção científica, um novo trabalho avalia os requisitos para enviar uma nave até um buraco negro próximo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619038992.png" data-image="qch3unx8fpwg" alt="Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan" title="Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan"><figcaption>Assim como em Interestelar, uma missão que se aproximasse de um buraco negro poderia aproveitar o sobrevoo para estudá-lo. Crédito: Interestelar/Christopher Nolan</figcaption></figure><p><strong>A ideia de enviar uma sonda até um buraco negro parece saída diretamente do filmes Interestelar, no qual uma nave se aproxima do buraco negro Gargantua.</strong> Durante muito tempo, esse tipo de missão foi tratado apenas como ficção científica mas algumas discussões sobre a possibilidade têm sido realizadas.</p><p><strong>Os buracos negros costumam ser vistos como regiões das quais nada pode escapar, criando a impressão de que qualquer aproximação seria impossível. </strong>Na prática, porém, uma espaçonave pode estudar um buraco negro a uma distância segura, sem cruzar o horizonte de eventos.</p><p><strong>Um novo estudo analisa os requisitos para enviar uma sonda de apenas alguns gramas ao buraco negro mais próximo da Terra.</strong> A proposta busca avaliar quais tecnologias seriam necessárias para que uma missão desse tipo pudesse existir. Se tornar viável, uma missão assim permitiria estudar esses objetos de perto.</p><h2>Interestelar</h2><p>No filme Interestelar, a aproximação do buraco negro Gargantua oferece uma oportunidade de observá-lo de perto. <strong>Durante a missão, a nave atravessa regiões onde os efeitos da relatividade geral se tornam dominantes, incluindo dilatação temporal</strong>, forte curvatura da luz e a influência gravitacional sobre a matéria ao redor. </p><div class="texto-destacado">Essas representações foram baseadas em modelos físicos desenvolvidos com a colaboração do físico Kip Thorne.</div><p><strong>Uma missão científica poderia usar uma aproximação semelhante para investigar fenômenos como a dinâmica do disco de acreção, a emissão de radiação e perturbações do espaço-tempo</strong>. Observações desse tipo permitiriam testar previsões da relatividade geral com uma precisão alta.</p><h2>Aprender sobre buracos negros de perto</h2><p><strong>Observar um buraco negro de perto permitiria testar a teoria da relatividade geral de Einstein em um regime gravitacional extremo.</strong> Medições da trajetória da luz, do movimento da matéria e dos efeitos gravitacionais nas proximidades do horizonte de eventos poderiam revelar possíveis desvios das previsões teóricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619187099.png" data-image="bnksa4iv6khl" alt="Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026" title="Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026"><figcaption>Mesmo que exista um buraco negro a cerca de 20 anos-luz da Terra, uma missão levaria décadas para chegar ao destino e enviar os dados de volta. Crédito: Bambi 2026</figcaption></figure><p><strong>Uma missão próxima a um buraco negro também possibilitaria estudar com detalhes a física dos discos de acreção, dos jatos relativísticos e dos campos magnéticos. </strong>Além disso, seria possível investigar como a matéria se comporta antes de cruzar o horizonte de eventos e medir propriedades do buraco negro.</p><h2>Enviar uma sonda até um buraco negro</h2><p><strong>Estima-se que a Via Láctea contenha cerca de 100 milhões de buracos negros de massa estelar, dos quais aproximadamente 92% sejam isolados. </strong>Como esses objetos não possuem uma estrela companheira fornecendo matéria para acreção, eles emitem pouca ou nenhuma radiação e permanecem invisíveis. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas">Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas-1784402436207_320.png" alt="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"></a></article></aside><p><strong>Modelos estatísticos indicam que pode existir um buraco negro isolado a apenas 20 a 25 anos-luz da Terra. </strong>O desafio seria a tecnologia necessária. Mesmo acelerando uma sonda de apenas alguns gramas a uma fração da velocidade da luz, a viagem levaria cerca de 60 a 70 anos.</p><h2>Por que isso é possível?</h2><p>Ao contrário da imagem popular, os buracos negros não funcionam como "ralos cósmicos" que sugam tudo ao seu redor. Assim, <strong>uma sonda pode permanecer em órbitas estáveis ou realizar um sobrevoo a uma distância segura</strong>, desde que sua trajetória permaneça fora de um raio crítico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde-1785619260164.png" data-image="5h0ururd7t7g" alt="Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra." title="Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra."><figcaption>Por enquanto, essa ideia continua no campo dos estudos teóricos: ainda não temos a tecnologia necessária nem identificamos um buraco negro isolado tão próximo da Terra.</figcaption></figure><p>Por esse motivo, é possível obter informações sem que a sonda seja engolida pelo buraco negro. <strong>Durante a aproximação, instrumentos científicos poderiam medir a curvatura do espaço-tempo</strong>, o comportamento da matéria no disco de acreção, os campos magnéticos e outros efeitos relativísticos extremos. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bambi" data-year="2026" data-title="A%20Space%20Mission%20to%20Earth%E2%80%99s%20Nearest%20Black%20Hole%3A%20Reality%20or%20Science%20Fiction%3F" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.10982">Bambi. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.10982" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Space Mission to Earth’s Nearest Black Hole: Reality or Science Fiction?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-enviassemos-uma-nave-ate-um-buraco-negro-ciencia-responde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro Habitable Worlds Observatory entra numa fase decisiva. A NASA já definiu as tecnologias que deverão estar prontas antes do final da década para concretizar uma das suas missões científicas mais ambiciosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023.jpg" data-image="j66ysoq548kl" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Representação artística do HWO. Crédito: Laboratório de Imagens Conceptuais do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA</figcaption></figure><p><strong>A busca por vida fora da Terra dará um novo salto nos próximos anos com o Habitable Worlds Observatory (HWO)</strong>, o futuro grande telescópio espacial da NASA concebido para detectar e estudar exoplanetas potencialmente habitáveis. Embora a missão ainda esteja em desenvolvimento, a agência espacial acaba de definir as tecnologias que deverão amadurecer antes de <strong>o projeto passar por uma avaliação crucial no final desta década</strong>.</p><p>O Gabinete para a Maturação Tecnológica do HWO (Technology Maturation Project Office, TMPO), criado em 2024, publicou um relatório técnico no servidor científico arXiv, no qual estabelece<strong> o roteiro para que os sistemas mais importantes atinjam o nível de preparação necessário</strong> antes da chamada Mission Concept Review (MCR).</p><p>Superar essa fase será fundamental para que<strong> a missão continue o seu desenvolvimento</strong>.</p><h2>Bloquear a luz das estrelas para encontrar outros mundos</h2><p><strong>O maior desafio do HWO será observar planetas extremamente ténues que orbitam estrelas muito mais brilhantes</strong>. Para tal, irá incorporar um sofisticado coronógrafo, um instrumento capaz de bloquear quase totalmente a luz estelar e deixar visível apenas o fraco sinal proveniente do planeta.</p><p>Este sistema utilizará um espelho deformável equipado com uma matriz de 96 por 96 atuadores, capazes de modificar a sua superfície com uma precisão da ordem dos picômetros. O objetivo é compensar qualquer imperfeição ótica e <strong>atingir um nível de supressão da luz estelar próximo de uma dezmilmillonésima parte do seu brilho original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270575179.jpg" data-image="jp0cfe6s5m68" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Uma ilustração mostra o Telescópio dos Mundos Habitáveis em órbita à volta da Terra com o seu painel solar aberto. Crédito: NASA/Robert Lea.</figcaption></figure><p>A luz captada será registada através de<strong> detetores de altíssima sensibilidade</strong>, como os dispositivos EMCCD ou futuros sensores quânticos supercondutores, capazes de detectar quantidades mínimas de luz com um nível de ruído praticamente inexistente.</p><h2>Um telescópio extremamente estável</h2><p>No entanto, um coronógrafo tão preciso só será útil <strong>se todo o observatório mantiver uma estabilidade excecional durante horas ou mesmo dias</strong>, uma vez que muitas observações exigirão longos tempos de exposição.</p><p>Um dos principais obstáculos será a expansão e contração dos materiais provocadas pelas<strong> variações de temperatura no espaço</strong>. Para minimizar esses efeitos, o telescópio utilizará materiais com expansão térmica muito baixa, um avançado sistema ativo de controlo de temperatura e mecanismos de correção que incluirão micropropulsores, isolamento contra vibrações e espelhos capazes de compensar pequenos desvios em tempo real.</p><h2>Um observatório para estudar muito mais do que exoplanetas</h2><p>Embora a procura de mundos habitáveis seja o seu principal objetivo, o HWO <strong>também funcionará como um observatório astronômico de nova geração</strong>. De acordo com as recomendações do relatório Astro2020, deverá observar o universo num amplo leque de comprimentos de onda, desde o infravermelho próximo até ao ultravioleta distante.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/XJwDlLiQpS4/sddefault.jpg" alt="youtube video id=XJwDlLiQpS4" id="XJwDlLiQpS4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para alcançar esse desempenho, será necessário desenvolver novos revestimentos para os seus espelhos e aperfeiçoar tecnologias como os detetores de ultravioleta de grande formato, as novas gerações de microobturadores e os dispositivos de micromatrizes de espelhos digitais, <strong>componentes que ainda exigem vários anos de investigação e testes</strong>.</p><h2>A próxima década será decisiva</h2><p>A NASA planeia avançar de forma progressiva, <strong>aproveitando a experiência adquirida durante o desenvolvimento dos telescópios espaciais James Webb e Nancy Grace Roman</strong>. Além disso, os engenheiros realizarão testes exaustivos em bancos experimentais como o EPIC-5 e o novo HOST, concebidos para verificar se todos os sistemas funcionam de forma integrada em condições semelhantes às do espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"></a></article></aside><p>Ainda faltam vários anos até à revisão crítica da missão, uma fase em que <strong>a NASA avaliará se o projeto cumpre os objetivos tecnológicos previstos ou se é necessário repensar o seu futuro</strong>. Paralelamente, a agência já começou a promover a colaboração internacional através de reuniões técnicas que ajudarão a coordenar o desenvolvimento das tecnologias necessárias.</p><p>Se tudo correr conforme previsto, <strong>o Habitable Worlds Observatory tornar-se-á o sucessor dos grandes telescópios espaciais atuais</strong> e oferecerá uma capacidade sem precedentes para estudar planetas semelhantes à Terra, além de abrir uma nova janela para explorar o universo com um nível de detalhe nunca antes alcançado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Folhas com cores intensas e padrões únicos: assim pode fazer com que a sua Begonia rex fique mais bonita do que nunca]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/folhas-com-cores-intensas-e-padroes-unicos-assim-pode-fazer-com-que-a-sua-begonia-rex-fique-mais-bonita-do-que-nunca.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com ajustes simples de luz e rega, esta planta pode apresentar folhas mais saudáveis, cores mais vibrantes e aquele toque decorativo que dará vida a qualquer espaço da sua casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569328016.png" data-image="41jz74raom3j" alt="A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato." title="A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato."><figcaption>A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato.</figcaption></figure><p>Poucas plantas têm o poder de nos fazer olhar duas vezes, como se algo nas suas folhas fosse de outro mundo. As suas cores, veios e contrastes marcantes podem <strong>transformar um vaso comum no ponto focal de toda a sua casa</strong>. </p><div class="texto-destacado">O efeito desta planta depende muito de receber uma boa luminosidade, evitar a luz solar direta e ter regas precisas; é uma planta que é simultaneamente imponente e frágil.</div><p>Embora pareça elegante e até um pouco “colecionável”, a <strong>Begonia rex não é uma planta impossível</strong>. Acontece que tem gostos muito especiais e, quando não são respeitados, rapidamente o demonstra. As suas folhas podem perder a cor, ficar manchadas ou tristes se o ambiente não for confortável. </p><p><strong>A Begonia rex é cultivada principalmente pela sua folhagem</strong>. Ao contrário de outras begónias apreciadas pelas suas flores, a verdadeira beleza da rex reside nas suas folhas. Por conseguinte, garantir a qualidade ideal da luz e evitar danos na folhagem é essencial. <strong>Se as folhas forem danificadas, a planta perde o seu principal atrativo</strong>.</p><p>Devemos também ter em consideração que <strong>as suas folhas são mais delicadas do que aparentam</strong>. Têm uma textura macia, por vezes áspera ou aveludada, que pode reter água. Este pequeno detalhe pode levar ao aparecimento de manchas, bolor e danos difíceis de reparar, por isso é tão importante regá-la corretamente, sem molhar as folhas.</p><h2>Luz indireta: o segredo para folhas mais vibrantes</h2><p>A <strong>luz indireta é o fator que determina a sua cor</strong>. Esta planta prospera com boa iluminação, mas sem que o Sol atinja totalmente as folhas. Uma <strong>janela virada para leste ou oeste é ideal</strong>, especialmente se a luz passar. Também pode colocá-lo perto de uma janela iluminada com uma cortina fina para que receba luz sem se queimar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569353789.png" data-image="ong2eyluv612" alt="As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental." title="As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental."><figcaption>As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental.</figcaption></figure><p>Com uma iluminação adequada, <strong>as folhas podem exibir cores mais intensas e padrões mais definidos</strong>, realçando os seus tons prateados, avermelhados ou roxos. Isto porque a planta ativa os seus pigmentos de forma mais eficaz em resposta à luz, mostrando assim a sua melhor aparência.</p><p><strong>Embora a planta possa sobreviver num canto escuro, as suas folhas ficarão baças, com cores desbotadas e padrões menos definidos</strong>. Por outro lado, a luz solar direta, especialmente ao meio-dia, pode causar queimaduras secas e acastanhadas. Assim, recomendo que encontre um local com luminosidade moderada em sua casa.</p><h3>Regar sem molhar as folhas: o pormenor que previne manchas e fungos</h3><p>A rega é outro fator crucial para a manter com a melhor aparência. Esta planta necessita de <strong>solo ligeiramente úmido, mas nunca encharcado</strong>. Para evitar o apodrecimento das raízes, comum quando o vaso retém muita água, o ideal é deixar secar um pouco a camada superficial do solo antes de voltar a regar. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um vaso demasiado grande pode reter mais água do que a necessária e afetar as raízes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><ol> </ol><p>O mais importante na hora de regar é <strong>evitar molhar as folhas</strong>. Embora muitas pessoas pulverizem água nas plantas para "aumentar a umidade", pode ser contraproducente para a Begonia rex. A água nas folhas pode provocar manchas e favorecer o aparecimento de fungos ou bactérias, sobretudo em locais com pouca ventilação. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569374845.png" data-image="irjlg2dv3ags" alt="A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre." title="A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre."><figcaption>A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre.</figcaption></figure><p>Para <strong>regar a sua planta em segurança, tente fazê-lo diretamente na terra</strong>, evitando molhar as folhas. Uma opção ainda melhor é a rega por imersão, que consiste em colocar o vaso num pratinho com água durante 10 a 15 minutos. Desta forma, a planta absorverá a água necessária pelas raízes e, em seguida, poderá remover o excesso.</p><p>É também importante utilizar um <strong>substrato solto, bem aerado e com boa drenagem</strong>. Uma mistura de fibra de coco, perlite e alguma matéria orgânica pode funcionar bem, desde que não fique compactada. O vaso deve ter orifícios de drenagem, pois uma Begonia rex com raízes encharcadas enfraquece muito rapidamente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780713" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda em um minijardim"></a></article></aside><p>Como pode ver, <strong>esta planta não necessita de cuidados complicados, mas requer consistência e observação</strong>. Forneça-lhe luz, mas não luz solar direta, e regue-a sem molhar as folhas. Evite regar em excesso para que as suas cores se mantenham vibrantes e os seus padrões fiquem impecáveis. Embora seja uma planta delicada, depois de se apanhar o jeito, responde muito bem. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/folhas-com-cores-intensas-e-padroes-unicos-assim-pode-fazer-com-que-a-sua-begonia-rex-fique-mais-bonita-do-que-nunca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cabos de fibra óptica e IA: a inovação que nos permitiria saber em segundos a intensidade de um terremoto]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cabos-de-fibra-optica-e-ia-a-inovacao-que-nos-permitiria-saber-em-segundos-a-intensidade-de-um-terremoto.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 23:36:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revelou que as redes de fibra óptica podem identificar a magnitude potencial de um terremoto apenas quatro segundos após o seu início, um avanço que poderá melhorar os sistemas de alerta precoce e reduzir os riscos para a população.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cables-de-fibra-optica-e-ia-el-avance-que-permitiria-saber-en-segundos-cuan-fuerte-sera-un-terremoto-1785423016756.jpg" data-image="rqtze1o3299k" alt="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica" title="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica"><figcaption>Os primeiros momentos de um terremoto contêm indícios sobre sua possível evolução.</figcaption></figure><p>Um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos desenvolveu um método inovador para estimar, segundos após o início, a magnitude potencial de um terremoto. A descoberta, publicada na revista científica <em>Nature Communications</em>, abre um novo caminho para o fortalecimento dos <strong>sistemas de</strong> <strong>alerta precoce e</strong> <strong>para dar às comunidades mais tempo para agir antes que o tremor mais intenso</strong> ocorra.</p><p>O trabalho foi realizado por especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e da Cal Poly Humboldt. <strong>A pesquisa demonstrou que os cabos de fibra óptica</strong>, comumente usados para fornecer internet de alta velocidade, também <strong>podem funcionar como uma extensa rede de sensores capaz de detectar os primeiros sinais de um terremoto</strong>.</p><p>Segundo os cientistas,<strong> o sistema estima com precisão se um terremoto de magnitude moderada ou grande está se desenvolvendo</strong>, analisando apenas os primeiros quatro segundos das ondas sísmicas.</p><h2>Quatro segundos que podem fazer toda a diferença</h2><p>Determinar rapidamente a magnitude de um terremoto continua sendo um dos maiores desafios para os sistemas de alerta precoce. Quanto mais cedo o potencial do evento for conhecido,<strong> mais eficaz será a resposta na proteção da população e da infraestrutura crítica</strong>.</p><p>"Um dos maiores desafios dos sistemas de alerta precoce é determinar o mais rápido possível a magnitude de um terremoto", explicou a geofísica Theresa Sawi, do USGS e coautora do estudo. Ela <strong>observou que essa nova técnica baseada em fibra óptica poderia responder a essa pergunta em apenas alguns segundos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cables-de-fibra-optica-e-ia-el-avance-que-permitiria-saber-en-segundos-cuan-fuerte-sera-un-terremoto-1785423059814.jpg" data-image="lr7jy5yd30rx" alt="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica" title="Terremoto, tremor, inteligência artificial, cabo de fibra óptica"><figcaption>Quando as ondas sísmicas atravessam o solo, elas alteram a forma como a luz se propaga dentro do cabo.</figcaption></figure><p>Uma estimativa mais precisa permite decisões mais confiáveis sobre o momento ideal para <strong>enviar alertas a celulares, aplicativos e serviços de emergência</strong>. Mesmo alguns segundos a mais podem ser suficientes para que as pessoas procurem abrigo ou para que medidas automáticas sejam acionadas, como reduzir a velocidade dos trens ou interromper o fornecimento de gás.</p><h2>As primeiras vibrações contêm informações essenciais.</h2><p>Os pesquisadores comparam o fenômeno ao primeiro trovão de uma tempestade: assim como esse som pode antecipar a intensidade da tempestade, <strong>os primeiros momentos de um terremoto contêm indícios sobre sua possível evolução</strong>.</p><div class="texto-destacado">As vibrações iniciais não são as mesmas em todos os terremotos. Terremotos maiores geram padrões de energia sísmica diferentes em comparação com os menores. Entre outras características, as ondas de eventos mais fortes tendem a ter vibrações de frequência mais baixa.</div><p>Para tirar proveito dessa diferença, a equipe desenvolveu um sistema de aprendizado de máquina capaz de reconhecer esses padrões com um alto nível de precisão. <strong>O algoritmo foi treinado usando registros de terremotos reais com magnitudes variando de 3,5 a 7,1 que ocorreram na Califórnia</strong>.</p><p>Posteriormente, os resultados foram aplicados a dados obtidos por um cabo de fibra óptica instalado entre as cidades de Arcata e Eureka, no norte da Califórnia, uma das regiões sismicamente mais ativas dos Estados Unidos.</p><h2>Uma rede de internet transformada em detector de terremotos</h2><p>A pesquisa faz parte de <strong>um projeto sobre uma técnica conhecida como sensoriamento acústico distribuído</strong>. Esse método aproveita a infraestrutura de fibra óptica existente para transformá-la em uma vasta rede de monitoramento sísmico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776849" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ceu-se-tinge-de-vermelho-em-caracas-apos-o-terremoto-duplo-meteorologistas-explicam-o-estranho-fenomeno.html" title="O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno">O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ceu-se-tinge-de-vermelho-em-caracas-apos-o-terremoto-duplo-meteorologistas-explicam-o-estranho-fenomeno.html" title="O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-se-tine-de-rojo-en-caracas-tras-el-doble-terremoto-la-explicacion-cientifica-al-impactante-fenomeno-1782941853504_320.jpg" alt="O céu se tinge de vermelho em Caracas após o terremoto duplo: meteorologistas explicam o estranho fenômeno"></a></article></aside><p>Quando as ondas sísmicas se propagam pelo solo, alteram a forma como a luz se propaga dentro do cabo. <strong>Essas minúsculas alterações podem ser medidas com instrumentos especializados</strong>, permitindo a detecção das vibrações geradas por um terremoto sem a necessidade de instalar sensores convencionais em todos os pontos.</p><p>A principal vantagem é que as redes de fibra óptica já se estendem por vastas áreas terrestres e também cruzam o leito marinho. Isso <strong>expandiria significativamente o monitoramento sísmico em regiões costeiras e oceânicas</strong>, onde a instalação de estações tradicionais costuma ser complexa e cara.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os pesquisadores destacam que estimativas mais rápidas da magnitude dos terremotos também poderiam proporcionar tempo adicional para se preparar para possíveis tsunamis em comunidades costeiras.</strong></div><p>Para Connie Stewart, coautora do estudo e diretora executiva de Iniciativas Universitárias da Cal Poly Humboldt, <strong>o trabalho demonstra que investir em infraestrutura pública gera benefícios que vão muito além do acesso à internet</strong>. Em sua opinião, as redes de fibra óptica não apenas melhoram a conectividade, mas também impulsionam novos avanços científicos que podem contribuir para comunidades mais seguras e resilientes diante de desastres naturais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="T.%20M.%20Sawi%20et%20al" data-year="2026" data-title="Rapid%20earthquake%20magnitude%20classification%20via%20P-wave%20strains%20from%20borehole%20strainmeters%20and%20Distributed%20Acoustic%20Sensing" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-72223-z">T. M. Sawi et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-72223-z" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rapid earthquake magnitude classification via P-wave strains from borehole strainmeters and Distributed Acoustic Sensing</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cabos-de-fibra-optica-e-ia-a-inovacao-que-nos-permitiria-saber-em-segundos-a-intensidade-de-um-terremoto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Afinal, qual é o tamanho da maior galáxia do Universo? Novo estudo responde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 21:42:51 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Imagens obtidas da galáxia IC 1101 revelaram o verdadeiro limite da maior galáxia conhecida, com cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde-1785616621507.png" data-image="ojipife321na" alt="Novas observações confirmaram oficialmente a IC 1101 como a maior galáxia conhecida do Universo. Crédito: de la Rosa et al." title="Novas observações confirmaram oficialmente a IC 1101 como a maior galáxia conhecida do Universo. Crédito: de la Rosa et al."><figcaption>Novas observações confirmaram oficialmente a IC 1101 como a maior galáxia conhecida do Universo. Crédito: de la Rosa et al. 2026 </figcaption></figure><p><strong>As maiores galáxias do Universo são as chamadas galáxias elípticas gigantes ou supergigantes, localizadas no centro de grandes aglomerados de galáxias.</strong> Esses sistemas podem conter trilhões de estrelas e se estender por mais de um milhão de anos-luz, superando em muito o tamanho de galáxias espirais.</p><p><strong>Entre esses objetos, a IC 1101 é considerada há décadas uma das maiores galáxias conhecidas.</strong> No entanto, sua baixa luminosidade nas regiões mais externas dificultava determinar exatamente onde terminava sua estrutura, fazendo com que diferentes estudos apresentassem estimativas diferentes.</p><p>Agora, um novo estudo baseado nas imagens mais profundas já obtidas da IC 1101 conseguiu identificar sua borda externa com maior precisão.<strong> Os pesquisadores concluíram que a galáxia possui aproximadamente 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro</strong>, sendo a maior galáxia conhecida. </p><h2>Formação hierárquica</h2><p>No modelo cosmológico, as galáxias evoluem por meio da chamada formação hierárquica, na qual pequenos sistemas se formam primeiro e,<strong> ao longo de bilhões de anos, crescem por fusões e pela acreção de gás e matéria escura.</strong> Cada interação gravitacional aumenta a massa estelar e o halo de matéria escura. </p><div class="texto-destacado">Esse processo é um dos principais mecanismos responsáveis pela evolução das estruturas em grande escala do Universo.</div><p><strong>Nos centros de aglomerados de galáxias, esse crescimento é mais intenso, dando origem às chamadas <em>Brightest Cluster Galaxies </em>(BCGs). </strong>BCGs são as galáxias mais brilhantes e massivas de um aglomerado. Elas acumulam matéria ao incorporar galáxias satélites por meio de sucessivas fusões.</p><h2>IC 1101</h2><p>A IC 1101 é uma galáxia elíptica gigante localizada no centro do aglomerado de galáxias Abell 2029. <strong>Ela está a aproximadamente 1 bilhão de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Virgem. </strong>Ela é caracterizada por um núcleo muito brilhante envolvido por um halo estelar extenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde-1785616491951.png" data-image="npfndw8lz2ps" alt="A IC 1101 possui cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro, aproximadamente 17 vezes o tamanho da Via Láctea. Crédito: Fernando de Gorocica" title="A IC 1101 possui cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro, aproximadamente 17 vezes o tamanho da Via Láctea. Crédito: Fernando de Gorocica"><figcaption>A IC 1101 possui cerca de 1,7 milhão de anos-luz de diâmetro, aproximadamente 17 vezes o tamanho da Via Láctea. Crédito: Fernando de Gorocica</figcaption></figure><p><strong>A IC 1101 está entre as maiores galáxias conhecidas e abriga um dos maiores buracos negros supermassivos já identificados.</strong> Estimativas indicam que ela pode conter dezenas de trilhões de estrelas. Seu halo estelar é tão extenso que, se ocupasse a posição da Via Láctea, envolveria as Nuvens de Magalhães.</p><h2>Tamanho real da IC 1101</h2><p>Recentemente, um grupo de astrônomos realizou as imagens mais profundas já obtidas da IC 1101 que permitiu identificar, pela primeira vez, a borda externa da galáxia com alta precisão. <strong>Para isso, a equipe removeu a contribuição de mais de 250 estrelas presentes no campo de visão, revelando estruturas mais tênues.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo">James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo-1781477833352_320.png" alt="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"></a></article></aside><p><strong>Com essa nova medição, a IC 1101 passou a ter um diâmetro confirmado de aproximadamente 520 quiloparsecs, ou cerca de 1,7 milhão de anos-luz. </strong>Os pesquisadores estimam que ela contenha aproximadamente 3,4 trilhões de massas solares em estrelas. </p><h2>Por que ela cresceu tanto?</h2><p>O motivo de ela ter crescido tanto foi ter fusões com galáxias menores durante toda a sua vida e <strong>as novas observações indicam que a IC 1101 ainda não concluiu esse processo. </strong>Os pesquisadores também identificaram oito estruturas estelares que são evidências de acreção contínua de matéria. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde-1785616589581.png" data-image="qg1udrh1i7ix" alt="A IC 1101 continua crescendo ao incorporar estrelas e pequenas galáxias por meio de processos contínuos de acreção e fusões gravitacionais. Crédito: NASA" title="A IC 1101 continua crescendo ao incorporar estrelas e pequenas galáxias por meio de processos contínuos de acreção e fusões gravitacionais. Crédito: NASA"><figcaption>A IC 1101 continua crescendo ao incorporar estrelas e pequenas galáxias por meio de processos contínuos de acreção e fusões gravitacionais. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>Estudos anteriores já haviam sugerido que ocorreu uma colisão entre o aglomerado e outro grupo de galáxias há aproximadamente 2 a 3 bilhões de anos. </strong>Em conjunto, essas evidências indicam que a maior galáxia conhecida continua aumentando sua massa e seu halo estelar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="de%20la%20Rosa%20et%20al" data-year="2026" data-title="How%20large%20can%20galaxies%20be%3F%20Ultra-deep%20imaging%20of%20IC%201101%2C%20the%20most%20extended%20known%20galaxy" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.15340">de la Rosa et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.15340" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How large can galaxies be? Ultra-deep imaging of IC 1101, the most extended known galaxy</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/afinal-qual-e-o-tamanho-da-maior-galaxia-do-universo-novo-estudo-responde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 20:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que os incêndios florestais do passado podem nos ensinar sobre os incêndios futuros? Uma nova pesquisa que examina pólen e esporos antigos em toda a Europa busca descobrir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338140984.jpeg" data-image="9pc10ee1u596" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos." title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos."><figcaption>Representação artística do período de proliferação de samambaias no final do Triássico. Samambaias invasoras e pioneiras cobrem solos perturbados e remanescentes de florestas de coníferas. Crédito: Mark Garlick.</figcaption></figure><p>As <strong>mudanças climáticas desencadearam incêndios florestais intensos em toda a Europa</strong> durante a extinção em massa do final do Triássico (ETME),<strong> há 201 milhões de anos</strong>, queimando savanas de samambaias, destruindo florestas e alterando radicalmente o ecossistema.</p><p>A análise de pólen e esporos antigos escurecidos, coletados em toda a Europa, sugere que <strong>esses incêndios pré-históricos se espalharam por milhares de quilômetros</strong>, de Luxemburgo à Groenlândia.</p><h2>Explicação dos esporos escurecidos</h2><p>Uma equipe internacional de pesquisa, liderada pela Universidade de Utrecht, coletou amostras de testemunhos de sondagem em toda a área do ETME, na Alemanha, Luxemburgo, Dinamarca e Reino Unido.</p><p><strong>A análise revelou um escurecimento extraordinário do pólen e dos esporos</strong>, incompatível com a simples maturação térmica.</p><p>Para descobrir o motivo, os pesquisadores realizaram experimentos de combustão controlada com esporos de plantas modernas de licopódio. Eles descobriram que <strong>o escurecimento provavelmente se devia a incêndios com temperaturas de combustão mais altas</strong>, resultando em esporos mais escuros.</p><p>Essa explicação é corroborada por análises subsequentes nas quais microcarvão e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) pirolíticos foram recuperados dessas rochas,<strong> fornecendo evidências de atividade frequente e generalizada de incêndios florestais</strong> em toda a Europa durante o ETME.</p><p>O Dr. Bas van de Schootbrugge, da Universidade de Utrecht, afirmou: "As samambaias são plantas verdadeiramente notáveis que <strong>resistiram a inúmeras crises ao longo da história da Terra</strong>, e algumas espécies conseguem se adaptar a alguns dos ambientes mais extremos da atualidade. Elas podem ser consideradas verdadeiras sobreviventes em situações de desastre."</p><h2>Um mundo infernal</h2><p>Algumas espécies de samambaias são robustas e capazes de se espalhar rapidamente por terrenos perturbados; <strong>os incêndios florestais contribuem para sua rápida e extensa disseminação</strong>. Embora as samambaias queimem, seus sistemas radiculares subterrâneos permitem que elas se regenerem rapidamente, superando outras plantas.</p><p>É provável que esse efeito tenha desempenhado um papel significativo na duração do intervalo entre o surgimento das samambaias;<strong> estimativas sugerem que ele durou de 40.000 a talvez 300.000 anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759452" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos.html" title="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos">Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos.html" title="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-especie-de-dinossauro-gigante-no-brasil-revela-conexoes-entre-continentes-pre-historicos-1773783399494_320.jpg" alt="Nova espécie de dinossauro gigante no Brasil revela conexões entre continentes pré-históricos"></a></article></aside><p>“<strong>Compreender como o mundo mudou no passado revela processos fundamentais que podem acontecer novamente</strong>”, explicou Barry Lomax, professor de paleobiologia vegetal da Universidade de Nottingham.</p><p>“O nosso cenário para o ETME apresenta semelhanças com estudos sobre incêndios florestais modernos, onde, <strong>como resultado das altas temperaturas, das mudanças no défice hídrico climático e das alterações nos tipos de vegetação</strong>, verifica-se um aumento do risco e da gravidade dos incêndios.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-fuelled-wildfires-across-europe-in-prehistoric-times-1785338204291.jpeg" data-image="woeh11k8rrq5" alt="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos." title="As mudanças climáticas causaram incêndios florestais em toda a Europa em tempos pré-históricos."><figcaption>Pesquisadores realizaram experimentos de combustão controlada com esporos de plantas modernas do gênero Lycopodium. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>Van de Schootbrugge acrescentou: "Quando as samambaias secam, suas densas massas atuam como<strong> combustível ideal para incêndios florestais de grandes proporções</strong>. Ao desmatar e colonizar a terra, as samambaias formaram extensas savanas, onde algumas espécies atuaram como escadas de fogo, sufocando outras vegetações. As samambaias reagiram às chamas e as alimentaram, causando repetidos incêndios florestais de grandes proporções. <strong>Um mundo verdadeiramente infernal.</strong>"</p><p>“A lição que podemos tirar disso é que a combinação de mudanças climáticas, desmatamento e a disseminação de espécies oportunistas <strong>pode fornecer todos os ingredientes para uma tempestade perfeita.</strong>”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hollaar%2C%20T.P.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Continental-scale%20fern%20savannah%20wildfires%20during%20end-Triassic%20greenhouse%20warming" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02048-4">Hollaar, T.P., et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02048-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Continental-scale fern savannah wildfires during end-Triassic greenhouse warming</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-mudancas-climaticas-causaram-incendios-florestais-em-toda-a-europa-em-tempos-pre-historicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O cristal nascido do fogo atômico: o misterioso material de Hiroshima que desafia as leis da geologia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cristal-nascido-do-fogo-atomico-o-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-as-leis-da-geologia.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 18:47:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O bombardeio atômico de Hiroshima não apenas mudou drasticamente a história, mas também criou materiais nunca antes observados na natureza, surgidos sob condições físicas impossíveis de reproduzir por meio de processos geológicos convencionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785570495661.jpg" data-image="29ytiiunx844" alt="bomba atômica" title="bomba atômica"><figcaption>A bola de fogo gerada pela explosão da bomba atômica sobre Hiroshima ultrapassou os 6.000 graus Celsius.</figcaption></figure><p>Na manhã de 6 de agosto de 1945, quando a história mundial mudou para sempre, a detonação da bomba atômica Little Boy sobre Hiroshima liberou energia equivalente a cerca de 15 quilotons de TNT. Em apenas alguns segundos, <strong>a temperatura dentro da bola de fogo atingiu vários milhares de graus</strong>, vaporizando prédios, veículos, aço, concreto, vidro, solo e até mesmo parte da água da superfície.</p><p>Essa explosão causou uma tragédia humana sem precedentes — <strong>provocou a morte de cerca de 140.000 pessoas entre o momento da detonação e os meses seguintes</strong> —, mas também desencadeou um fenômeno físico extraordinário cujos efeitos ainda surpreendem a comunidade científica.</p><p>Mais de oito décadas depois, uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma estrutura cristalina e uma liga metálica nunca antes descritas em minúsculas partículas de material provenientes de Hiroshima. A descoberta, publicada na revista <em>Science Advances</em>, demonstra que as condições extremas geradas por <strong>uma explosão nuclear podem produzir materiais inteiramente novos, impossíveis de serem obtidos por meio de processos geológicos comuns</strong>.</p><h2><strong>Os "Hiroshimaitas", o legado microscópico da devastação</strong></h2><p>A descoberta teve origem em minúsculas partículas vítreas conhecidas como hiroshimaítas. Esses minúsculos fragmentos foram identificados pela primeira vez em 2019 nas areias da Baía de Hiroshima, a vários quilômetros ao sul do hipocentro da explosão. Durante anos, permaneceram despercebidos entre os grãos de areia até que <strong>uma análise detalhada revelou que não se tratavam de minerais naturais</strong>, mas sim de remanescentes condensados da imensa nuvem de material vaporizado gerada pela bomba.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="tr" dir="ltr">Hiroşima'ya atılan atom bombası yeni bir madde oluşturdu.<br><br> Atom bombasının oluşturduğu aşırı sıcaklık, daha önce bilinmeyen silisyum zengini bir kristal alaşım meydana getirdi.<br><br> Yeni yapı, beş veya daha fazla temel metal elementinden oluşan çok bileşenli kristal alaşım <a href="https://t.co/s8CdzsPI9f">pic.twitter.com/s8CdzsPI9f</a></p>— DonanımHaber (@donanimhaber) <a href="https://x.com/donanimhaber/status/2083092366475272438?ref_src=twsrc%5Etfw">July 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Essas partículas exibem uma grande variedade de formas: <strong>algumas são esféricas, outras alongadas, ou assemelham-se a gotículas solidificadas</strong>. Sua composição também é extraordinariamente complexa, pois contêm misturas de vidro, minerais e metais da cidade destruída.</p><p>Os pesquisadores acreditam que elas constituem<strong> um verdadeiro registro fóssil dos segundos após a detonação</strong>, quando a matéria foi submetida simultaneamente a temperaturas extremas, pressões enormes e resfriamento quase instantâneo.</p><h2><strong>Uma liga completamente nova</strong></h2><p>O novo estudo analisou 34 amostras de hiroshimaítas usando microscópios eletrônicos de alta resolução e difratômetros de raios X, instrumentos que permitem o estudo da estrutura interna de materiais cristalinos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785571063654.jpg" data-image="ffsdg1yayzgs"><figcaption>Imagem de elétrons retroespalhados de uma amostra esferoidal de hiroshimaíta contendo ligas de ferro-cromo. LUCA BINDI, HANS-RUDOLF WENK, MARIO WANNIER E TERESA SALVATICI.</figcaption></figure><p>Entre milhares de minúsculos grãos metálicos, um se destacava. Sua composição incluía ferro, cromo, níquel, manganês, molibdênio, silício e alumínio, mas o que era realmente surpreendente não era a mistura de elementos, e sim a forma como seus átomos estavam dispostos. <strong>Os cientistas descobriram que essa disposição cristalina não correspondia a nenhuma estrutura conhecida</strong> até então, nem na natureza nem em materiais industriais.</p><p>Em outras palavras, a explosão resultou em uma liga completamente nova, formada sob condições físicas impossíveis de reproduzir por meio de processos geológicos convencionais. Segundo os autores, a descoberta demonstra que <strong>fenômenos extremos causados pelo homem também podem gerar minerais e materiais inteiramente novos</strong>, ampliando o catálogo de estruturas cristalinas conhecidas.</p><h2>Partículas originadas de uma nuvem de átomos</h2><p>A chave está na velocidade do processo. Quando a bomba explodiu a uma altitude de cerca de 600 metros, a imensa bola de fogo vaporizou praticamente tudo em seu caminho. Por alguns instantes, prédios inteiros, metais, concreto, vidro e solo foram transformados em <strong>uma nuvem de átomos e moléculas a temperaturas superiores a 6.000°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cristal-nacido-del-fuego-atomico-el-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-las-leyes-de-la-geologia-1785571951946.jpg" data-image="vo2eib7o9wex" alt="bomba atômica" title="bomba atômica"><figcaption>A bomba atômica lançada pelos EUA sobre a cidade japonesa de Hiroshima causou a morte de mais de 140.000 pessoas.</figcaption></figure><p>Então, um processo de resfriamento extraordinariamente rápido teve início. À medida que a nuvem se expandia, os vapores metálicos começaram a se condensar em apenas alguns segundos. Esse resfriamento ultrarrápido "congelou" os átomos antes que pudessem se rearranjar em suas estruturas cristalinas usuais. Como resultado, <strong>eles ficaram presos em uma configuração diferente de qualquer outra conhecida anteriormente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677130" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/erupcao-de-tonga-foi-causada-por-explosao-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-diz-pesquisa.html" title="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa">Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/erupcao-de-tonga-foi-causada-por-explosao-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-diz-pesquisa.html" title="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-erupcion-de-tonga-fue-provocada-por-una-explosion-equivalente-a-cinco-bombas-nucleares-afirma-una-investigacion-1728009380782_320.jpg" alt="Erupção de Tonga foi causada por explosão equivalente a ‘cinco bombas nucleares’, diz pesquisa"></a></article></aside><p>Os pesquisadores comparam esse fenômeno ao revenimento extremo de alguns materiais industriais, embora realizado sob condições muito mais elevadas de pressão, temperatura e taxa de resfriamento.</p><h2><strong>Um material sem equivalente conhecido</strong></h2><p>A natureza produz processos capazes de gerar temperaturas muito elevadas, como erupções vulcânicas ou o impacto de grandes meteoritos. No entanto, <strong>muito poucos eventos combinam a vaporização massiva de materiais urbanos com o resfriamento praticamente instantâneo</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ZJ65xeEtC_U/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ZJ65xeEtC_U" id="ZJ65xeEtC_U"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Portanto, os meteoritos de Hiroshima constituem um tipo de material sem equivalente conhecido. <strong>Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que esses vidros se formaram por condensação direta dentro da nuvem nuclear</strong> e que exibem até mesmo assinaturas isotópicas (uma espécie de impressão digital atômica que revela sua origem e os processos pelos quais passaram) comparáveis às observadas em certos meteoritos primitivos chamados condritos, que são os materiais sólidos mais antigos conhecidos no sistema solar.</p><p>Essa semelhança impressionante transformou as partículas de Hiroshima em um modelo inesperado para o estudo de processos <strong>que ocorreram há mais de 4,5 bilhões de anos, durante a formação dos planetas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bindi%2C%20L.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20new%20multicomponent%20alloy%20in%20Hiroshima%20fallout%3A%20Extreme%20anthropogenic%20conditions%20generate%20previously%20unknown%20crystalline%20materials.%20Science%20Advances" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg8299">Bindi, L. et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg8299" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new multicomponent alloy in Hiroshima fallout: Extreme anthropogenic conditions generate previously unknown crystalline materials. Science Advances</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-cristal-nascido-do-fogo-atomico-o-misterioso-material-de-hiroshima-que-desafia-as-leis-da-geologia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta no trigo em MS: chuva de 10 mm é insuficiente e seca ameaça a safra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-trigo-em-ms-chuva-de-10-mm-e-insuficiente-e-seca-ameaca-a-safra.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 17:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Trigo em floração e enchimento enfrenta déficit hídrico no sudoeste de Mato Grosso do Sul, enquanto pancadas isoladas de até 10 mm não garantem reposição suficiente antes de outra sequência seca prevista até sexta-feira nas lavouras produtivas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592321242.jpg" data-image="khzyqzktiaii" alt="trigo, hídrico, déficit" title="trigo, hídrico, déficit"><figcaption>Trigo em fase reprodutiva enfrenta déficit hídrico no sudoeste de Mato Grosso do Sul, com chuva insuficiente para recuperar a umidade do solo.</figcaption></figure><p>O trigo do sudoeste de Mato Grosso do Sul atravessa floração e enchimento de grãos com falta de água no solo, enquanto a previsão entre 1º e 7 de agosto não indica reposição abrangente. <strong>Em Ponta Porã, Aral Moreira e Laguna Carapã, pancadas isoladas contrastam com o tempo </strong>predominantemente seco. Milho segunda safra e algodão aproveitam essa estabilidade para maturação e colheita.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O problema, porém, muda conforme a cultura e o estágio.<strong> Para milho e algodão maduros, pouca chuva favorece máquinas e secagem</strong>; no trigo de sequeiro, a demanda continua alta justamente quando flores fecundadas formam grãos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Falhas hídricas agora podem limitar peso e uniformidade, embora somente avaliações em Dourados, Maracaju e Ponta Porã possam confirmar impactos produtivos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O contraste também exige <strong>distinguir lavouras irrigadas dos cultivos dependentes exclusivamente da chuva</strong>, nos quais não existe manejo capaz de repor imediatamente a água ausente no perfil do solo.</p><h2>Chuva de 10 mm não recompõe o solo no sul de MS </h2><p>A passagem periférica da frente fria pode deixar aproximadamente 10 mm no sul de Mato Grosso do Sul até domingo, segundo a previsão semanal disponível. <strong>O volume é baixo e irregular</strong>: um talhão entre Ponta Porã, Dourados e Amambai pode receber pancada, enquanto outro próximo permanece seco. De segunda (3) a sexta-feira (7), não aparece sinal consistente de chuva generalizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592418326.jpg" data-image="cdrq2eotmmd8" alt="trigo, água, precipitação, anomalia" title="trigo, água, precipitação, anomalia"><figcaption>A chuva acumulada permanece baixa no sul de Mato Grosso do Sul, sem reposição hídrica abrangente nas áreas de trigo.</figcaption></figure><p>Essa distribuição importa porque floração e enchimento dependem de água disponível na zona das raízes, não apenas de chuva registrada. Em solos rasos de Aral Moreira, Laguna Carapã e Antônio João, <strong>poucos milímetros podem evaporar ou ficar restritos à superfície</strong>. Em áreas com maior armazenamento, a mesma precipitação apenas desacelera temporariamente a redução da umidade.</p><h2>Floração e enchimento definem peso e uniformidade </h2><p>O <em>Boletim de Monitoramento Agrícola da </em><a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/assuntos/noticias/boletim-aponta-indices-de-vegetacao-acima-da-media-historica-nos-cultivos-de-inverno" target="_blank"><em>Conab</em></a>, divulgado em 27 de julho, identificou <strong>falta de água nas lavouras de trigo em fases reprodutivas no sudoeste de Mato Grosso do Sul.</strong> No florescimento, o estresse pode reduzir o estabelecimento de grãos; durante o enchimento, pode limitar a transferência de reservas para a espiga. Em 18 de julho, o plantio estadual estava concluído, enquanto a semeadura nacional alcançava 97,4%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785592844706.jpg" data-image="ter7tgoe1q37" alt="Mato Grosso, umidade" title="Mato Grosso, umidade"><figcaption>Floração e enchimento definem peso e uniformidade</figcaption></figure><p><strong>O acompanhamento deve separar cultivar, estágio e tipo de solo em Ponta Porã, Maracaju e Dourados</strong>. A resposta não será igual em lavouras ainda vegetativas e talhões mais avançados. Quatro pontos ajudam a organizar as vistorias:</p><ul> <li>Ponta Porã: até 10 mm isolados podem oferecer alívio curto, sem garantir recuperação do perfil;</li> <li>Aral Moreira: <strong>trigo em floração exige checagem de espigas e uniformidade após 3 de agosto</strong>;</li> <li>Laguna Carapã: áreas em enchimento precisam de comparação entre baixadas e solos mais rasos;</li> <li>Dourados: tempo seco até o dia 7 favorece operações, mas não elimina o déficit acumulado.</li> </ul><h2>Semana seca exige manejo por talhão até sexta-feira </h2><p>Entre segunda (3) e sexta-feira (7), <strong>a tendência de pouca chuva amplia a evapotranspiração durante as tardes </strong>e mantém a redução gradual da água disponível. Ponta Porã, Amambai e Maracaju devem ter janelas para pulverização e circulação de máquinas, mas vento, umidade relativa e intervalo sem chuva ainda precisam ser conferidos antes de cada operação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-floresce-com-falta-de-agua-em-ms-semana-seca-mantem-risco-ao-enchimento-dos-graos-1785593832093.jpg" data-image="7hfh8iud2vay" alt="trigo, avaliação" title="trigo, avaliação"><figcaption>A avaliação por talhão ajuda a identificar diferenças no desenvolvimento do trigo e orientar o manejo diante da disponibilidade irregular de água.</figcaption></figure><p>Onde houver irrigação, a lâmina não deve ser definida apenas pela ausência de chuva: estágio, profundidade radicular e capacidade de retenção precisam orientar o ajuste. <strong>No trigo de sequeiro, avaliações após 3 e 7 de agosto podem comparar espigas</strong>, folhas e umidade do solo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html" title="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste">Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html" title="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526794622_320.jpg" alt="Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste"></a></article></aside><p>Qualquer mudança em adubação ou proteção fitossanitária deve considerar análise local e assistência agronômica, sem antecipar perdas que o campo ainda não confirmou.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-no-trigo-em-ms-chuva-de-10-mm-e-insuficiente-e-seca-ameaca-a-safra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciência prova a existência da prática ritual contínua mais antiga do mundo em caverna australiana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Austrália revela rituais indígenas praticados desde a Era do Gelo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168064772.png" data-image="1gxeck98x0h8"><figcaption>Pôr do sol em Lakes Entrance, East Gippsland.</figcaption></figure><p>Estudos arqueobotânicos realizados na Caverna de Cloggs, localizada no território ancestral dos GunaiKurnai em Gippsland (sudeste da Austrália), <strong>revelaram evidências científicas de práticas rituais contínuas ao longo de aproximadamente 25 000 anos.</strong> O estudo foi conduzido por investigadores em colaboração com a <em>GunaiKurnai Land and Waters Aboriginal Corporation</em>, combinando arqueologia microbotânica avançada e o conhecimento tradicional dos Guardiões e Anciãos GunaiKurnai. </p><h2> Metodologia e descobertas botânicas</h2><p> A investigação centrou-se na análise de <strong>fitólitos, </strong>microscópicas estruturas de sílica formadas no interior dos tecidos vegetais que se preservam no solo durante milénios. Para isolar as atividades humanas das contribuições da fauna local, os cientistas <strong>analisaram tanto as camadas sedimentares da caverna como excrementos preservados de possums-comuns</strong> (<em>Trichosurus vulpecula</em>).</p><ul><li><strong>Predomínio de gramíneas:</strong> A coleção de fitólitos é maioritariamente dominada por gramíneas (família <em>Poaceae</em>), com uma presença insignificante ou nula de plantas lenhosas (árvores e arbustos). </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168586058.png" data-image="6xb2qtp129zr"><figcaption>Parque Nacional de Chillagoe-Mungana, Queensland, Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Transporte de plantas inteiras:</strong> a presença conjunta de morfotipos de inflorescências (flores), folhas e caules<strong> provou que os antigos ancestrais recolhiam e transportavam plantas de gramíneas inteiras para o interior da caverna.</strong></li></ul><ul><li><strong>Evidência de fogo humano:</strong> a descoberta de fitólitos carbonizados (queimados ou parcialmente fundidos) em múltiplas camadas sedimentares serviu como indicador inequívoco da queima intencional destas plantas trazidas pelos humanos.</li></ul><h2>Uso ritual da caverna e práticas culturais</h2><p>A Caverna de Cloggs localiza-se numa zona escura <strong>onde não existe crescimento natural de plantas. </strong></p><div class="texto-destacado">A escassez de ferramentas de preparação de alimentos e a ausência de restos abundantes de fauna associados à subsistência reforçam que o local não era um acampamento doméstico habitual, mas sim um espaço sagrado e reservado. </div><p>De acordo com o conhecimento tradicional e registos etnográficos do século XIX, a <strong>caverna era frequentada por <em>mulla-mullung</em>, homens e mulheres de grande sabedoria e poderes espirituais. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168165023.jpeg" data-image="cgxkq3rd3pgk"><figcaption>Pintura mural rupestre aborígene, Austrália.</figcaption></figure><p>As plantas eram intencionalmente <strong>queimadas em fogueiras de baixa temperatura, gerando finas camadas expansivas de cinza e fumo</strong>. Na cultura GunaiKurnai, a cinza, o carvão e as gramíneas desempenhavam papéis centrais em rituais de cura, feitiçaria, proteção e cerimónias de iniciação. </p><h2>Conexão com outras instalações rituais no local </h2><p> A descoberta dos fitólitos queimados complementa outros achados arqueológicos excecionais na Caverna de Cloggs: </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168850348.png" data-image="sukh5iv40hk4"><figcaption>Prato cerimonial de madeira com galhos defumados, o ritual de boas-vindas em um evento comunitário indígena na Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Fogueiras rituais em miniatura (11 000 a 12 000 anos BP)</strong>: pequenas fogueiras que continham varas de Casuarina aparadas e untadas com gordura animal ou humana, <strong>correspondendo exatamente às descrições etnográficas de rituais de maldição. </strong></li></ul><ul><li><strong>Pedra erguida (<em>Standing Stone</em>, ~2 000 a 1 600 anos BP): </strong>uma estrutura de pedra com cerca de 28 cm de altura, rodeada por 73 camadas finas de cinza <strong>decorrentes da queima repetida de vegetação macia ao seu redor ao longo de séculos.</strong></li></ul><p>A análise microbotânica confirma que os <strong>GunaiKurnai recolhiam e queimavam gramíneas na Caverna de Cloggs há cerca de mil gerações.</strong> </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742545" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta.html" title="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta">Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta.html" title="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-arqueologos-e-povos-indigenas-revelam-cidades-milenares-escondidas-sob-a-floresta-1764877926343_320.jpg" alt="Amazônia: arqueólogos e povos indígenas revelam cidades milenares escondidas sob a floresta"></a></article></aside><p>A integração entre a ciência dos fitólitos e a tradição oral demonstra uma impressionante continuidade cultural e espiritual no sudeste australiano, <strong>ligando as práticas do Pleistoceno ao Holoceno.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Grono%20E%2C%20David%20B%2C%20Mullett%20R%2C%20Stevenson%20J%2C%20Petchey%20F%2C%20Delannoy%20J-J%2C%20McDowell%20MC%2C%20Miller%20DJ%2C%20Morley%20MW%2C%20Fresl%C3%B8v%20J%2C%20Jenkin%20D%2C%20GunaiKurnai%20Land%20e%20Waters%20Aboriginal%20Corporation" data-year="2026" data-title="Phytoliths%20from%20Cloggs%20Cave%2C%20GunaiKurnai%20country%20(southeastern%20Australia)%20reveal%20the%20gathering%20of%20whole%20grasses%20for%20burning%20practices%20inside%20the%20cave." data-url="doi%3A%2010.3389%2Ffearc.2026.1871928">Grono E, David B, Mullett R, Stevenson J, Petchey F, Delannoy J-J, McDowell MC, Miller DJ, Morley MW, Fresløv J, Jenkin D, GunaiKurnai Land e Waters Aboriginal Corporation. (2026). <a href="doi: 10.3389/fearc.2026.1871928" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Phytoliths from Cloggs Cave, GunaiKurnai country (southeastern Australia) reveal the gathering of whole grasses for burning practices inside the cave.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Que vinho combina melhor com a sua pizza? Quatro combinações perfeitas para desfrutar como um especialista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Desde a clássica Margherita, passando pela apimentada Pepperoni, até à pizza recheada com quatro queijos – cada pizza revela o seu melhor sabor quando acompanhada pelo vinho certo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218343922.jpg" data-image="fmiq9kqyct8l" alt="Pizza und Wein" title="Pizza und Wein"><figcaption>A harmonização de vinhos tem como objetivo encontrar combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável – e não seguir regras rígidas. Foto: Emre Inan</figcaption></figure><p>A <strong>pizza </strong>é um dos pratos mais populares do mundo – e, ao mesmo tempo, <strong>um dos mais versáteis no que diz respeito à harmonização com vinho</strong>. Graças à grande variedade de ingredientes, é possível combinar diferentes estilos de vinho, criando harmonizações que realçam de forma ideal os aromas, as texturas e as notas gustativas.</p><p>Embora muitas pessoas gostem de acompanhar a pizza com cerveja ou bebidas não alcoólicas, o vinho pode ser um excelente acompanhamento, desde que seja <strong>escolhido de acordo com a intensidade dos ingredientes, a acidez do molho de tomate, o tipo de queijo e os ingredientes </strong>que caracterizam cada pizza.</p><p>Neste breve guia sobre a combinação de pizza e vinho, o especialista em vinhos chileno <strong>Cristopher Castillo</strong>, fundador de <strong>"La Cava de Cris" </strong>no Instagram, <strong>recomenda várias variedades de vinhos tintos e brancos</strong> e explica que nem todos os vinhos combinam igualmente bem com todas as pizzas.</p><h2>Pizza Margherita: Cinsault, País ou Pinot Noir</h2><p>A combinação clássica de molho de tomate, mozzarella e manjericão cativa pelo seu frescor e pela sua acidez vivaz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218620822.jpg" data-image="bpswgo537ung" alt="Pizza Margherita" title="Pizza Margherita"><figcaption>Um vinho tinto leve e frutado combina na perfeição com uma pizza Margherita. Imagem: Aurelien Lemasson</figcaption></figure><p> Segundo Castillo, o Cinsault, o País ou o Pinot Noir são uma excelente escolha – vinhos tintos frescos e de boca leve, com taninos suaves. </p><p> "O molho de tomate confere acidez, o queijo, cremosidade, e o manjericão, frescura. Por isso, <strong>um vinho tinto leve e frutado é a melhor opção</strong> – complementa a pizza sem se sobrepor à sua simplicidade", explica ele. </p><h2>Pizza de pepperoni: Carmenère ou Syrah</h2><p>O pepperoni confere ao prato um sabor intenso, uma nota encorpada e um toque picante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218574870.jpg" data-image="wpdt4f6ke08o" alt="Peperoni-Pizza" title="Peperoni-Pizza"><figcaption>Para acompanhar uma pizza de pimentão, recomenda-se um vinho tinto de corpo médio e sem teor alcoólico excessivo. Foto: Jessie Maxwell</figcaption></figure><p>Esta variante combina particularmente bem com vinhos tintos bem estruturados, como um Carmenère jovem ou um Syrah proveniente de regiões de cultivo frescas. <strong>Os seus taninos suaves e notas especiadas complementam o sabor da salsicha, sem sobrepor-se ao sabor da pizza</strong>.</p><p> Castillo salienta que, para esta pizza, combina bem um vinho com aromas a fruta madura, notas especiadas e corpo médio, que, no entanto, não deve ter um teor alcoólico demasiado elevado nem taninos excessivamente fortes. </p><h2>Pizza com quatro tipos de queijo: Chardonnay ou espumante</h2><p>As pizzas com queijos de sabor forte combinam bem com vinhos capazes de equilibrar a sua intensidade e cremosidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218431756.jpg" data-image="knqflrltk3yc" alt="Pizza mit vier Käsesorten" title="Pizza mit vier Käsesorten"><figcaption>Devido ao seu sabor rico, uma pizza com quatro tipos de queijo combina melhor com um vinho fresco e vivo. Imagem: Engin Akyurt</figcaption></figure><p>Um <strong>Chardonnay fresco</strong> – idealmente de uma colheita recente e, se possível, com um envelhecimento moderado em barris de carvalho – confere <strong>mais corpo à pizza, sem que esta perca a sua frescura</strong>. Um espumante "Brut" também combina na perfeição com esta pizza rica e cremosa.</p><p>No que diz respeito ao Chardonnay, Cristopher recomenda vinhos de Casablanca, Limarí, San Antonio ou Malleco. Quanto ao espumante, aconselha qualquer Brut chileno de qualidade.</p><h2>Pizza Havaiana - Riesling ou Gewürztraminer </h2><p>A combinação de queijo, fiambre e ananás proporciona uma mistura equilibrada de sabores doces, salgados e picantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218507553.jpg" data-image="h5a9ab1ju0fw" alt="Hawaii-Pizza" title="Hawaii-Pizza"><figcaption>A pizza havaiana tem fãs entusiastas – e críticos igualmente apaixonados, que insistem que o ananás não tem lugar numa pizza. Cada um com o seu gosto. Foto: Brett Jordan</figcaption></figure><p>Para acompanhar esta pizza, o Cristopher recomenda um <strong>Riesling</strong> meio seco como uma excelente escolha, uma vez que, graças à sua frescura e às suas notas frutadas, <strong>complementa na perfeição o ananás e, ao mesmo tempo, proporciona equilíbrio</strong>.</p><p>Recomenda ainda um <strong>Gewürztraminer </strong>de Casablanca, Bío Bío ou Malleco e salienta que o seu perfil extremamente aromático e a sua doçura suave <strong>combinam na perfeição com esta mistura de sabores doces e salgados</strong>.</p><h2>O segredo está nos ingredientes</h2><p>Em vez de se concentrarem apenas no nome da pizza, os especialistas recomendam<strong> prestar atenção aos ingredientes que predominam em cada receita</strong>. A acidez do molho de tomate, a intensidade dos queijos, a riqueza dos enchidos e a proporção de legumes frescos contribuem todos para determinar o acompanhamento ideal de vinho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca.html" title="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça">Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca.html" title="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vinho-lareira-e-natureza-3-destinos-magicos-para-curtir-as-baixas-temperaturas-em-sp-rj-e-mg-conheca-1779820880503_320.jpg" alt="Vinho, lareira e natureza: 3 destinos mágicos para curtir as baixas temperaturas em SP, RJ e MG; conheça"></a></article></aside><p>Como explica o especialista em vinhos por trás da conta @lacavadecris_, a harmonização de vinhos não se trata de impor regras rígidas, mas sim de <strong>descobrir combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável</strong>.</p><p>Por isso, o melhor conselho é: <strong>experimente diferentes castas e estilos de vinho para descobrir novas nuances de sabor</strong>, tanto na pizza como no vinho – e, assim, provar que este prato italiano icónico pode ser o acompanhamento perfeito para um bom copo de vinho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Curioso 'Arco de Tempestades' deixa em alerta 4 estados entre o Norte e Centro-Oeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Umidade, calor e frente fria darão origem a um ‘Arco de Tempestades’ que afeta o tempo em 4 estados do Brasil neste final de semana. As instabilidades avançam, mudam o tempo e aumenta o risco de transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatnhf6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatnhf6.jpg" id="xatnhf6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria que avança pelo Sul do Brasil será capaz de<strong> mudar o tempo também em 4 estados do Centro-Norte</strong>. Isso porque, o sistema frontal auxilia na propagação de uma linha de instabilidade, que terá o formato de um arco, sobre áreas do oeste do <strong>Mato Grosso, Rondônia, Acre e Amazonas. </strong></p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p> Esse fenômeno é impulsionado pela presença de <strong>ar quente e úmido</strong> próximo à superfície, combinado a <strong>mecanismos forçantes</strong> que elevam esse ar na atmosfera, além do <strong>cisalhamento</strong> (diferença na velocidade e direção dos ventos em diferentes altitudes). Essa combinação<strong> favorece a formação de nuvens de tempestade</strong> altamente organizadas em linha. </p><h2>Tempestades estão previstas para MT, RO, AC e AM</h2><p>Desde o final da tarde de sábado (1) e a madrugada de domingo, <strong>o modelo ECMWF prevê instabilidades se formando sobre a Bolívia,</strong> nas proximidades com o estado de Rondônia. Na região tem-se a presença de ar quente e úmido o que permite a formação de nuvens carregadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526890953.jpg" data-image="cdpivqvx62ti" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa mostra o avanço da linha de instabilidade sobre áreas de RO, AC, AM e oeste do MT.</figcaption></figure><p> Além disso, a atuação da<strong> frente fria pelo Sul do Brasil terá influência</strong> direta no evento no Norte e Centro-Oeste, atuando como o <strong>gatilho</strong> para a subida desse ar na atmosfera. Desta forma, teremos o surgimento de <strong>nuvens carregadas</strong> com elevado<strong> potencial para tempestades</strong>. Ao final do sábado (1), já estão previstas chuvas acompanhadas de trovoadas em Rondônia e no oeste de Mato Grosso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785527004961.jpg" data-image="ltg9q8dmvwq9" alt="Mapa de tempestades." title="Mapa de tempestades."><figcaption>Mapa mostra áreas com maior risco de tempestades na tarde de domingo (2).</figcaption></figure><p>Durante o amanhecer de domingo (2), o sol aparece sobre Rondônia, Acre e em boa parte do Amazonas, mas no oeste do Mato Grosso, o amanhecer contará com tempo mais fechado. <strong>A tendência é de que até o final da manhã, tudo isso mude.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781448" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html" title="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta">Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html" title="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785502262882_320.jpg" alt="Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta"></a></article></aside><p>O modelo ECMWF prevê <strong>o avanço de um “Arco de Tempestades”</strong> que é uma linha de instabilidade que irá se deslocar <strong>desde a Bolívia e afetar o oeste do Mato Grosso, todo o estado de Rondônia, leste do Acre e sul do Amazonas</strong>. Há riscos para ocorrência de chuvas intensas e tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785527088445.jpg" data-image="6inyfgioa8uo" alt="Rajadas de vento." title="Rajadas de vento."><figcaption>Mapa mostra rajadas de vento sobre o 4 estados afetados. Ventos podem chegar próximos a 50 km/h.</figcaption></figure><p>Além disso, as rajadas de vento também podem provocar alguns danos à medida que avança pela região, como <strong>queda de galhos e de árvores, destelhamento de casas e cortes de energia elétrica</strong>. A passagem dessa linha de instabilidade não deverá provocar grandes volumes de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste-1785526848997.jpg" data-image="zl3azhjp3yx8" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada até o final da noite de domingo (2).</figcaption></figure><p>A previsão é de que os maiores acumulados aconteçam em <strong>Rondônia </strong>onde variam entre <strong>10 mm e 50 mm</strong> (em áreas pontuais). Já no <strong>Acre</strong>, volumes de chuva inferiores aos <strong>25 mm</strong> o que também está sendo aguardado no <strong>oeste mato-grossense e sul amazonense.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/curioso-arco-de-tempestades-deixa-em-alerta-4-estados-entre-o-norte-e-centro-oeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar ganhou intensidade e promete trazer frio por 5 dias no Sul e no Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 08:39:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Agosto se inicia com temperaturas acima da média, mas uma nova massa de ar polar avançará pelo Brasil e provocará uma mudança significativa do tempo na segunda semana do mês. As previsões indicam queda acentuada das temperaturas, com possibilidade de geada e até temperaturas negativas na região Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xato66m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xato66m.jpg" id="xato66m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo deste final de semana, uma <strong>massa de ar frio</strong> deve avançar pela região Sul, fazendo as <strong>temperaturas caírem levemente</strong> sobre o Rio Grande do Sul. Ainda assim, como um todo, esse sistema <strong>não será tão intenso</strong>. Não há previsão de temperaturas mínimas inferiores a 10°C, muito menos probabilidade de geada ao longo dos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">As previsões indicam que as mínimas mais baixas serão atingidas entre a madrugada e a manhã do Domingo (2) na região da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, onde os termômetros podem chegar a 10°C. NÃO há previsão de geadas.</div><p>Com isso, as temperaturas na região Sul já <strong>voltam a subir até patamares mais altos</strong> a partir da segunda-feira (3). Mas previsões já indicam uma nova massa de ar frio avançando pelo país a partir da sexta-feira (7) da semana que vem, que deve trazer um <strong>episódio de frio mais intenso</strong> ao Brasil.</p><h2>Nova massa de ar frio avança na próxima sexta</h2><p>Essa massa de ar frio já causará temperaturas muito baixas entre a madrugada e a manhã do <strong>Sábado (8) da semana que vem</strong>, atingindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também o sul do Paraná, como é possível observar na imagem abaixo. Previsões indicam possibilidade de <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste-1785509187447.jpg" data-image="w7t28i3kwome" alt="Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã." title="Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas no sábado às 9h da manhã mostra uma massa de ar frio fazendo as temperaturas caírem para valores abaixo de 10°C no RS, em SC e no sul do PR durante a manhã.</figcaption></figure><p> Já é possível que, no sábado (8), as <strong>mínimas atinjam 4°C</strong>. Isso traz condições para formação de <strong>geadas localizadas</strong>, especialmente em regiões de maior altitude, como a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense. No entanto, as previsões indicam que o frio ganhará ainda mais força ao longo do domingo (9).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Previsões indicam que as temperaturas podem atingir <strong>0°C ou até mesmo valores negativos</strong>, abaixo de zero, nas regiões serranas do Sul. Com isso, aumenta o risco de <strong>geadas mais fortes e abrangentes </strong>em grande parte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e também no sul do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste-1785509227882.jpg" data-image="l365dmijv84k" alt="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas no domingo durante a madrugada mostra a formação de temperaturas negativas, abaixo de zero, entre o RS, SC e sul do PR, com geadas fortes e abrangentes.</figcaption></figure><p>Com isso, a segunda semana de Agosto pode se mostrar <strong>mais fria do que as semanas anteriores</strong> sobre todo o Centro-Sul do Brasil - já que, ao longo dos dias seguintes, a massa de ar frio pode avançar também por parte do Mato Grosso do Sul, São Paulo e outros estados da região Sudeste, perdurando por<strong> ao menos 5 dias</strong>.</p><p>Esse avanço de frentes frias e massas de ar frio é impulsionado por um sistema climático chamado de <em>Oscilação Antártica</em>. O índice estará atingindo <strong>valores negativos</strong> nas próximas semanas, o que se traduz numa <strong>maior incidência de sistemas transientes</strong>, como ciclones e frentes frias, sobre o centro-sul do Brasil.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média">Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432534998_320.jpg" alt="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"></a></article></aside><p>Vale lembrar que, ao longo desta primeira semana de Agosto, anterior ao avanço do sistema, as<strong> temperaturas permanecerão acima da média</strong>, sobre a região Sul, com um <strong>calor pronunciado</strong>. Após o avanço dessa massa de ar polar, na segunda semana de Agosto, as temperaturas sobre a região Sul <strong>retornarão para patamares dentro da média</strong>, o que trará um <strong>alívio</strong> para o calor fora de época.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganhou-intensidade-e-promete-trazer-frio-por-5-dias-no-sul-e-no-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Via Láctea é maior do que se pensava: seus braços se estendem até áreas onde acreditava-se ser um vazio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/via-lactea-e-maior-do-que-se-pensava-seus-bracos-se-estendem-ate-areas-onde-acreditava-se-ser-um-vazio.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 23:25:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Ecos de raios-X provenientes de três explosões de raios-gama permitiram a medição direta dos braços mais externos da Via Láctea, revelando que algumas de suas estruturas se estendem muito além do que as reconstruções astronômicas anteriores indicavam.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785010078656.png" data-image="28e4nxjwmu39"><figcaption>Um estudo recente revela que nossa galáxia se estende muito além do que acreditávamos serem seus limites. Crédito: NASA/CXC/SAO/M. Weiss</figcaption></figure><p>A <strong>Via Láctea</strong>, a galáxia que abriga o nosso sistema solar,<strong> é maior do que se pensava anteriormente</strong>. Isso foi revelado por um estudo recente, baseado em uma técnica inovadora que utiliza rajadas de raios gama.</p><p>Considerando que a nossa galáxia é a mais estudada de todas, a descoberta de que havíamos subestimado o seu tamanho pode surpreender. No entanto, a razão pela qual não percebemos isso antes é que <strong>a nossa galáxia é a mais difícil de estudar, justamente porque a observamos de dentro</strong>.</p><h2>Uma galáxia difícil de observar de dentro</h2><p>Sabemos agora que<strong> a Via Láctea é uma galáxia espiral barrada</strong>. Ela apresenta um núcleo do qual se estende uma barra composta de gás, poeira e estrelas; dessa barra ramificam-se quatro braços espirais, também constituídos por gás, poeira e estrelas. <strong>Nosso sistema solar está localizado no chamado Braço de Órion</strong>, a aproximadamente 26.000 anos-luz do centro galáctico.</p><p>A <strong>abundância de nuvens de poeira e gás nos braços espirais</strong> — onde a concentração de estrelas é maior — <strong>limita significativamente a nossa visão</strong>.</p><p><strong> </strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A luz das estrelas mais distantes é completamente absorvida ou espalhada por esse véu de poeira, tornando-as inacessíveis à observação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Descobrir a <strong>estrutura da nossa galáxia </strong>é como reconstruir o mapa de uma cidade inteira permanecendo parado em um único bairro. Para usar uma analogia: é como estar em meio a uma neblina que limita a visibilidade a alguns metros — ou algumas dezenas de metros — quando, sem ela, poderíamos enxergar a quilômetros de distância.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785010514042.jpeg" data-image="o0szg9lzglfo"><figcaption>Da Terra, só conseguimos ver as estrelas mais próximas. Mesmo aquelas ao longo da Via Láctea — embora possam parecer incontáveis — são as que estão mais perto de nós. Crédito: Dario Giannobile.</figcaption></figure><p>Em noites estreladas, as estrelas que vemos — incluindo as da Via Láctea — são simplesmente aquelas mais próximas de nós; aquelas que estão "logo ali ao lado", por assim dizer.</p><div class="texto-destacado">Para alcançar e mapear as regiões mais distantes da Galáxia, os astrônomos realizam observações nas bandas de rádio e infravermelho, bem como em altas energias de raios-X.</div><p>A <strong>abordagem inovadora</strong> apresentada em um estudo recente liderado por Beatrice Vaia, e publicado na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em>, envolveu o uso da <strong>propagação de raios-X associada a explosões de raios gama para mapear as regiões mais externas da Galáxia</strong>.</p><h2>Jatos de raios gama transformadas em faróis cósmicos</h2><p>As <strong>explosões de raios gama estão entre os eventos mais energéticos do universo</strong>; elas podem ser desencadeadas, por exemplo, pelo colapso de uma estrela massiva ou pela fusão de estrelas de nêutrons ou buracos negros.</p><p>A explosão <strong>gera jatos potentes de matéria que se propagam pelo espaço </strong>a velocidades relativísticas; ao interagirem com a matéria circundante, produzem o clarão de raios gama. Quando elétrons relativísticos nesses jatos encontram campos magnéticos, eles <strong>geram raios-X</strong>.</p><p>À medida que esses raios-X viajam pela galáxia, eles <strong>interagem com a matéria, o gás e a poeira </strong>que encontram em seu caminho e sofrem espalhamento. Essa luz espalhada manifesta-se como <strong>arcos luminosos em expansão</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os raios X produzidos por elétrons nos jatos de explosões de raios gama revelam a presença de nuvens de gás que, de outra forma, permaneceriam invisíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vaia e seus colegas propuseram-se a identificar<strong> três dessas explosões distantes de raios gama, situadas em três direções galácticas distintas</strong>, e a mapear os arcos produzidos por seus raios-X.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-via-lattea-e-piu-grande-del-previsto-i-suoi-bracci-si-estendono-dove-pensavamo-ci-fosse-il-vuoto-1785011027827.png" data-image="eu4zprse97fo"><figcaption>Na imagem, a cruz amarela indica uma das três explosões de raios gama selecionadas para estudo. Os arcos amarelos mostram a luz de raios X espalhada pela interação com nuvens de gás. Essas nuvens, situadas além do que se pensava serem as bordas da galáxia, haviam permanecido invisíveis até então. Crédito: Vaia, <em>et al</em>. (2026).</figcaption></figure><p>Os <strong>telescópios de raios-X Chandra e XMM-Newton</strong> observaram esses arcos luminosos e concêntricos que se expandem gradualmente para fora, como uma espécie de "eco".</p><p>Ao saber o momento exato em que a explosão de raios gama ocorreu e medir o tamanho desses arcos, foi possível <strong>calcular a distância até as nuvens que dispersaram a radiação de raios-X</strong>.</p><h2>O que há além do limite conhecido?</h2><p>O mapeamento por raios-X revelou a <strong>existência de novas nuvens que haviam passado despercebidas por outras técnicas de observação</strong> — nuvens localizadas além do que se considerava o limite da galáxia, em uma região anteriormente tida como um vazio absoluto.</p><p>Descobriu-se que<strong> a galáxia é 10% maior do que se pensava</strong>. Isso não significa que determinamos os limites da galáxia com maior precisão; tais limites não podem ser definidos com exatidão, pois a densidade do material que compõe a galáxia diminui gradualmente à medida que nos movemos para fora, em direção ao vazio intergaláctico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente, baseado no espalhamento de raios X associado a explosões de raios gama, revelou que nossa galáxia é 10% maior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nossa galáxia não estava vazia além de seus limites conhecidos</strong>; simplesmente não conseguíamos observar com clareza suas estruturas mais distantes.</p><p>Essa<strong> nova estimativa de tamanho</strong> pode ter implicações para cálculos sobre a distribuição de gás, poeira e estrelas — e, consequentemente, para modelos de rotação galáctica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html" title="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea">A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html" title="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014_320.png" alt="A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea"></a></article></aside><p>No entanto, deve-se notar que apenas três direções galácticas foram mapeadas utilizando essa técnica; portanto, o aumento de tamanho aplica-se, por enquanto, apenas a essas direções específicas. A conclusão do mapa exigirá mais explosões de raios gama que sejam suficientemente brilhantes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vaia%2C%20B.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Accurate%20distances%20of%20the%20Galactic%20spiral%20arms%20from%20dust-scattered%20X-ray%20emission%20of%20gamma-ray%20bursts" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fpdf%2F2604.24617">Vaia, B. et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/pdf/2604.24617" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Accurate distances of the Galactic spiral arms from dust-scattered X-ray emission of gamma-ray bursts</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/via-lactea-e-maior-do-que-se-pensava-seus-bracos-se-estendem-ate-areas-onde-acreditava-se-ser-um-vazio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 22:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Nature Food* analisou a produção de alimentos em 186 países e concluiu que apenas um país consegue, por conta própria, fornecer todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647373123.jpg" data-image="143kwtanzywu" alt="agricultura" title="agricultura"><figcaption>Existe apenas um país capaz de fornecer uma alimentação saudável para toda a sua população.</figcaption></figure><p>Ao discutir <strong>produção de alimentos</strong>, é fácil pensar em gigantes agrícolas como os Estados Unidos, o Brasil ou a China. No entanto, nenhum deles lidera o <em>ranking </em>global de <strong>autossuficiência alimentar</strong>.</p><p>Essa distinção pertence à <strong>Guiana</strong>, um país sul-americano com menos de um milhão de habitantes que, segundo um estudo publicado na revista <em>Nature Food</em>, é o <strong>único país capaz de produzir alimentos suficientes para atender plenamente às necessidades de sua população</strong> sem depender de importações.</p><div class="texto-destacado">O estudo analisou 186 países, comparando a produção nacional com as recomendações nutricionais para uma dieta saudável. Em vez de medir apenas a disponibilidade de calorias, os cientistas avaliaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, nozes e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</div><p>O resultado foi inequívoco: <strong>apenas a Guiana conseguiu atender aos requisitos de todos os sete grupos alimentares</strong>. A China e o Vietnã ficaram muito próximos, alcançando a autossuficiência em seis das sete categorias. No extremo oposto do <em>ranking </em>estão Afeganistão, Iraque, Catar, Iêmen, Emirados Árabes Unidos e Macau; nenhum deles conseguiu suprir plenamente sequer uma categoria por meio da produção interna.</p><p><strong>Mais de um terço dos países analisados alcança a autossuficiência em apenas dois grupos alimentares ou menos</strong>, enquanto apenas um em cada sete consegue produzir quantidades suficientes em cinco ou mais categorias.</p><h2>A segurança alimentar não depende mais apenas da agricultura</h2><p>Os autores enfatizam que o objetivo do estudo não era questionar o comércio internacional, mas<strong> avaliar o grau de preparação dos países</strong> para enfrentar uma interrupção prolongada no abastecimento global.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647516206.jpg" data-image="tx07013f0efz"> <figcaption>Cientistas analisaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, oleaginosas e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</figcaption> </figure><p>A <strong>pandemia de COVID-19</strong>, a <strong>guerra na Ucrânia</strong> e o aumento das <strong>tensões geopolíticas</strong> demonstraram que as cadeias de suprimentos podem sofrer interrupções repentinas.</p><p>Para agravar esse cenário, temos as<strong> mudanças climáticas</strong>, que aumentam a frequência e a intensidade de secas, inundações e ondas de calor, capazes de comprometer simultaneamente a produção agrícola em diversas regiões do globo.</p><p>Nesse contexto, <strong>depender de um número limitado de fornecedores pode se tornar um risco</strong>.</p><div class="texto-destacado">O estudo mostra que muitos países obtêm mais de metade das suas importações de alimentos de um único parceiro comercial. Se este fornecedor enfrentasse uma má colheita, restrições à exportação ou problemas logísticos, o abastecimento alimentar poderia ser seriamente afetado.</div><p>A vulnerabilidade também emerge em blocos regionais. O Conselho de Cooperação do Golfo alcança a auto-suficiência apenas em carne, enquanto a Comunidade das Caraíbas e a União Econômica e Monetária da África Ocidental conseguem cobrir apenas dois grupos alimentares.</p><h2>E a Argentina?</h2><p>Embora o estudo não apresente um <em>ranking </em>detalhado de todos os países, ele mostra que <strong>a América do Sul está entre as regiões com melhor desempenho</strong> global, contando com várias nações capazes de suprir as necessidades de cinco ou mais grupos alimentares.</p><p>A <strong>Argentina destaca-se como uma das principais produtoras e exportadoras mundiais de grãos, oleaginosas e carne</strong>. No entanto, o estudo esclarece que a autossuficiência alimentar não depende apenas do volume de produção, mas do equilíbrio entre todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><p>Essa distinção explica por que grandes potências agrícolas não alcançam o topo dos <em>rankings</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769435" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html" title="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM">Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm.html" title="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crise-climatica-ameaca-seguranca-alimentar-na-america-latina-alerta-relatorio-da-omm-1779126263007_320.jpg" alt="Crise climática ameaça segurança alimentar na América Latina, alerta relatório da OMM"></a></article></aside><p>Os pesquisadores também ressaltam que uma <strong>baixa autossuficiência</strong> atual <strong>não significa necessariamente que um país seja incapaz de produzir mais alimentos</strong>. Em muitos casos, a produção é determinada por fatores econômicos, comerciais ou tecnológicos, e não exclusivamente pelo potencial agrícola disponível.</p><p>De fato, as projeções indicam que a <strong>maioria dos países poderia aumentar sua autossuficiência </strong>na próxima década por meio de <strong>investimentos em agricultura de precisão, novas tecnologias</strong>, aquicultura, cultivo em ambiente controlado e programas de melhoramento genético.</p><p>A principal conclusão do estudo é clara. <strong>A autossuficiência absoluta — como a alcançada hoje pela Guiana — é a exceção</strong>. Em um mundo onde os sistemas alimentares são profundamente interconectados, o comércio internacional continuará sendo essencial para garantir dietas variadas e equilibradas. O verdadeiro desafio está na construção de cadeias de suprimentos mais resilientes e diversificadas, capazes de resistir a crises geopolíticas, eventos extremos e aos impactos cada vez mais evidentes das mudanças climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Stehl%2C%20J.%2C%20Vonderschmidt%2C%20A.%2C%20Vollmer%2C%20S.%20et%20al." data-year="2025" data-title="Gap%20between%20national%20food%20production%20and%20food-based%20dietary%20guidance%20highlights%20lack%20of%20national%20self-sufficiency" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43016-025-01173-4">Stehl, J., Vonderschmidt, A., Vollmer, S. et al. (2025). <a href="https://www.nature.com/articles/s43016-025-01173-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation"><em>Gap between national food production and food-based dietary guidance highlights lack of national self-sufficiency</em></a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo da USP revela que milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo revelou que o cultivo intensivo do milho sustentou grandes aldeias pré-coloniais no Cerrado brasileiro entre os séculos 9 e 17. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785522400959.jpg" data-image="8vhgfc0y3iby"><figcaption>A pesquisa durou mais de dez anos e incluiu análise de dentes e ossos encontrados em sítios arqueológicos do Cerrado brasileiro. Na foto, pesquisadores fazendo coleta de amostras na cidade de Iuiu, na Bahia. Crédito: Adriano Espinola Filho/Divulgação/Fapesp.</figcaption></figure><p>Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e divulgado na revista científica <em>Science Advances</em> descobriu que <strong>sociedades pré-coloniais</strong> (antes da colonização) no <strong>Cerrado brasileiro </strong><strong>prosperaram cultivando milho em sistemas diversificados</strong>.</p><p>O consumo do cereal até foi comparado ao de populações maias ou andinas. E de acordo com os pesquisadores,<strong> esta é a primeira vez</strong> que <strong>conseguem demonstrar no Brasil </strong>o <strong>papel central do milho na subsistência dessas populações</strong>.</p><h2>O estudo e suas descobertas</h2><p>O estudo durou mais de 10 anos, e durante esse tempo os pesquisadores analisaram a<strong> composição química</strong> (isótopos estáveis de carbono, nitrogênio e oxigênio) de diversos <strong>o</strong><strong>ssos e dentes humanos</strong> (colágeno ósseo e esmalte dentário) <strong>em 37 sítios arqueológicos </strong>do<strong> Cerrado</strong>, Caatinga e Mata Atlântica no Brasil.</p><p>Estas <strong>amostras </strong>datam, em média, de um período <strong>entre 1.100 e 400 anos atrás</strong> e foram obtidas através de<strong> escavações </strong>e de<strong> coleções arqueológicas</strong> montadas desde os anos 1970.</p><p>Além disso, <strong>também foram examinadas amostras de fauna local</strong>, essenciais para estabelecer parâmetros de comparação capazes de distinguir o consumo de diferentes alimentos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785523108557.jpg" data-image="fjn5tvo6zv9q"><figcaption>Fragmento de uma mandíbula humana do sítio do Vau, Bahia, datado entre 500 e 630 anos atrás. Crédito: Eliane Chim.</figcaption></figure><p>Segundo Eliane Chim, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e autora principal do estudo, “como <strong>diferentes alimentos têm assinaturas isotópicas distintas, essas marcas ficam ‘registradas’ nos tecidos do corpo</strong> e podem ser usadas para reconstruir a alimentação de populações antiga (...)”.</p><p>As análises sugerem que <strong>as amostras pertencem a populações do Holoceno tardio</strong>, período que compreende os últimos 4.200 anos da história geológica, sendo <strong>provenientes de aldeias das tradições cerâmicas Aratu</strong> – sociedades das grandes aldeias a céu aberto – <strong>e Una</strong> – produtores de uma cerâmica pequena e simples, de bases arredondadas, geralmente encontrada em abrigos rochosos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado-1785523508705.jpg" data-image="xym4zl0b06oz"><figcaption>Localização da área de estudo, dos biomas e dos sítios arqueológicos analisados. Fonte: Chim, et al. (2026).</figcaption></figure><p>As sociedades pré-coloniais abrigavam aldeias de até 2 mil habitantes, e <strong>até então, acreditava-se que esses dois grupos sociais viviam da caça e da coleta de frutos nativos</strong>, com hábitos predominantemente móveis de caçadores-coletores. Então este estudo veio para desafiar esta ideia anterior.</p><p>Eles mostraram que <strong>o Cerrado prosperou com agricultura diversificada baseada no milho antes da colonização</strong>, comprovando pela primeira vez no Brasil o papel central do cereal na dieta dessas populações, e <strong>em patamares comparáveis aos de sociedades andinas e maias</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="665525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-estudo-de-dna-da-pistas-sobre-a-causa-que-quase-exterminou-a-populacao-do-norte-da-europa-ha-5-400-anos.html" title="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos">Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-estudo-de-dna-da-pistas-sobre-a-causa-que-quase-exterminou-a-populacao-do-norte-da-europa-ha-5-400-anos.html" title="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-de-adn-da-pistas-sobre-la-causa-que-casi-acaba-con-la-poblacion-de-europa-del-norte-hace-5-400-anos-1720890742946_320.jpg" alt="Um estudo de DNA dá pistas sobre a causa que quase exterminou a população do Norte da Europa há 5.400 anos"></a></article></aside><p>Ambas as aldeias das populações Aratu e Una consumiam o milho, com esta última tendo uma alimentação mais diversa. Mas <strong>no caso da Aratu o cereal era uma fonte primordial de subsistência</strong>. </p><p>As demais análises sobre outros alimentos não permitiram afirmar exatamente quais outros vegetais eram consumidos pelos grupos, mas<strong> evidências botânicas</strong> encontradas nos próprios<strong> sítios arqueológicos </strong>dão indícios de uma ampla diversidade de <strong>alimentos</strong>, como, por exemplo, <strong>feijão, amendoim, mandioca, abóbora e frutas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Globo%20Rural" data-year="2026" data-title="Estudo%20aponta%20papel%20central%20do%20milho%20para%20povos%20pr%C3%A9-coloniais%20do%20Cerrado" data-url="https%3A%2F%2Fgloborural.globo.com%2Fagricultura%2Fmilho%2Fnoticia%2F2026%2F07%2Festudo-aponta-papel-central-do-milho-para-povos-pre-coloniais-do-cerrado.ghtml">Redação Globo Rural. (2026). <a href="https://globorural.globo.com/agricultura/milho/noticia/2026/07/estudo-aponta-papel-central-do-milho-para-povos-pre-coloniais-do-cerrado.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudo aponta papel central do milho para povos pré-coloniais do Cerrado</a>.</cite><br><cite data-author="Chim%2C%20E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Maize-based%20polyculture%2C%20not%20monoculture%2C%20sustained%20precolonial%20societies%20in%20the%20Brazilian%20Cerrado" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aef7066">Chim, E. et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aef7066" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maize-based polyculture, not monoculture, sustained precolonial societies in the Brazilian Cerrado</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estudo-da-usp-revela-que-milho-sustentou-grandes-aldeias-pre-coloniais-no-cerrado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:42:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As plantas podem ser aliadas perfeitas contra o calor; além de acrescentarem um toque decorativo, elas podem ajudar a refrescar os ambientes, proporcionar sombra e melhorar o conforto térmico da casa durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225.jpeg" data-image="fx9n694msjak" alt="homem molhando uma planta" title="homem molhando uma planta"><figcaption>As plantas podem ajudar a melhorar o ambiente térmico em casa durante o verão.</figcaption></figure><p>Com a chegada do <strong>verão</strong>,<strong> manter a casa fresca</strong> torna-se uma prioridade. Além do indispensável ar-condicionado convencional, existem <strong>soluções naturais</strong> que podem ajudar a melhorar o conforto térmico no lar.</p><p>As <strong>plantas </strong>desempenham um papel particularmente interessante nesse sentido, graças à sombra e à umidade que proporcionam e, sobretudo, à evapotranspiração — um processo natural capaz de aumentar o nosso conforto.</p><p>Embora a vegetação não resfrie a casa da mesma maneira que um aparelho de ar-condicionado, certas espécies podem <strong>ajudar a reduzir a sensação de calor e criar um microclima mais agradável</strong>, especialmente quando combinadas com orientação, ventilação e isolamento adequados.</p><h2>Evapotranspiração, um resfriamento natural</h2><p>A chave está na <strong>evapotranspiração</strong>, um processo que combina a evaporação da água presente no solo — ou no substrato, neste caso — com a transpiração das plantas por meio de suas folhas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Los helechos son perfectos para decorar tu terraza, le da un toque selvático y privado <a href="https://x.com/hashtag/Tips?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tips</a> <a href="https://x.com/hashtag/Jardin?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jardin</a> <a href="https://x.com/hashtag/Terraza?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Terraza</a> <a href="https://t.co/sA1EShmVoF">pic.twitter.com/sA1EShmVoF</a></p>— Total Pisos (@TotalPisos) <a href="https://x.com/TotalPisos/status/736368983830626308?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2016</a></blockquote></figure><p>Quando uma <strong>planta </strong>de qualquer tipo<strong> absorve água</strong> pelas raízes, uma parcela significativa acaba sendo<strong> liberada na atmosfera na forma de vapor</strong>, através de minúsculos poros chamados estômatos.</p><p>Esse mecanismo é semelhante ao que vivenciamos quando o suor evapora da nossa pele. Por isso, <strong>uma vegetação abundante e bem hidratada pode alterar as condições do ar ao seu redor</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para que a água passe do estado líquido para o gasoso, ela necessita de energia, a qual obtém do ambiente na forma de calor. Como resultado, produz-se um efeito de resfriamento.<br></div><p>No entanto,<strong> nem todas as plantas possuem a mesma capacidade</strong>, uma vez que a taxa de evapotranspiração depende de fatores como espécie, tamanho da planta, área superficial das folhas, disponibilidade de água, temperatura, radiação solar, vento e umidade do ambiente.</p><h2>Quais plantas podem ajudar refrescar o ar?</h2><p>Espécies de crescimento rápido, com <strong>grande área superficial foliar </strong>(muitas folhas) e alta demanda hídrica durante o verão, podem apresentar taxas significativas de evapotranspiração.</p><h3>Samambaias</h3><p>Elas podem adicionar umidade a ambientes internos bem iluminados e protegidos, enquanto certas plantas ornamentais de folhagem abundante ajudam a criar uma atmosfera mais fresca ao seu redor.</p><h3>Hera, falsa-vinha ou algumas variedades de jasmim</h3><p>Elas podem desempenhar uma função adicional, pois <strong>projetam sombra</strong> sobre paredes e janelas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785414367413.jpeg" data-image="a4o3gtjq302s" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Fachadas com vegetação podem reduzir as temperaturas internas das residências.</figcaption></figure><h3>Árvores e arbustos</h3><p>Elas possuem uma capacidade ainda maior de modificar o microclima. Uma <strong>copa densa</strong>, como a das árvores, intercepta parte da radiação solar antes que ela atinja fachadas, janelas ou telhados. Ao mesmo tempo, sua transpiração libera água de volta para a atmosfera e contribui para a troca de calor.</p><h2>Sombra e isolamento: uma combinação fundamental</h2><p>O efeito de resfriamento das plantas não depende apenas da evapotranspiração. De fato, quando <strong>posicionadas estrategicamente</strong>, elas podem servir como uma <strong>barreira vegetal eficaz contra a radiação</strong> solar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Plantou uma videira e a transformou em um telhado verde cheio de uvas. <a href="https://t.co/Gx4kqsKel7">pic.twitter.com/Gx4kqsKel7</a></p>— abymael (@abymaelx) <a href="https://x.com/abymaelx/status/2059707232212734146?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote></figure><p>Uma fachada parcialmente coberta por vegetação pode receber menos radiação direta, enquanto uma árvore situada em frente a uma janela pode reduzir significativamente o ganho de calor durante as horas de pico de exposição solar.</p><h2>Plantas de interior: elas realmente reduzem a temperatura?</h2><p>Em ambientes internos, é melhor ser realista. Uma planta em vaso pode aumentar ligeiramente a umidade relativa local e proporcionar uma sensação sutil de frescor — o que é certamente bem-vindo —, mas <strong>não consegue substituir um sistema de climatização nem reduzir a temperatura da casa em vários graus por conta própria</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780452" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>O <strong>efeito é muito mais significativo quando a vegetação está localizada em terraços, pátios, varandas ou jardins</strong>, onde há uma área foliar maior disponível para interceptar diretamente a radiação solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785414491993.jpeg" data-image="ormh8p1981yj" alt="Imagen 3" title="Imagen 3"><figcaption>Um jardim visualmente agradável e com uma sensação de frescor.</figcaption></figure><p>Além disso, vale ressaltar que introduzir muitas plantas em ambientes fechados pode aumentar excessivamente a umidade, especialmente se a ventilação for precária. Portanto, é importante encontrar um equilíbrio entre a vegetação, a ventilação e a disponibilidade de água.</p><h2>Um ambiente mais fresco com soluções naturais<br></h2><br>As <strong>plantas </strong>podem, portanto, servir como uma ferramenta complementar no combate ao calor. Sua capacidade de realizar a evapotranspiração, proporcionar sombra e modificar o microclima ajuda a reduzir a carga térmica da residência e a melhorar os níveis de conforto durante os meses mais quentes.<p>A escolha de espécies adaptadas ao clima local é fundamental, assim como o seu posicionamento estratégico.</p><ul><li><strong>Árvores </strong>para proteger fachadas e janelas</li><li><strong>Plantas trepadeiras</strong> para criar sombra em paredes e muros</li><li><strong>Plantas de folhagem abundante</strong> para pátios e terraços</li></ul><p>O verdadeiro <strong>“ar-condicionado natural”</strong> não depende de uma única planta, mas sim do projeto de espaços verdes capazes de aproveitar os processos naturais da vegetação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso de até 40°C e baixa umidade deixam em alerta de “Perigo” 13 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 18:16:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Calor de até 40°C e umidade entre 12% e 20% colocam áreas de 13 estados sob alerta de Perigo, com maior risco de incêndios e impactos à saúde especialmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste nesta sexta-feira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785500654480.jpg" data-image="w25t6peouokb" alt="calor, temperatura, norte, nordeste, centro" title="calor, temperatura, norte, nordeste, centro"><figcaption>O calor se concentra no Centro-Norte nesta sexta-feira (31), com temperaturas próximas de 40°C em áreas de Mato Grosso e valores elevados entre Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão e Piauí.</figcaption></figure><p>O calor intenso e o ar extremamente seco colocam áreas de 13 estados sob alerta laranja de “Perigo” nesta sexta-feira (31). A situação abrange <strong>principalmente Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí e Bahia,</strong> com reflexos também em faixas do Sudeste. Enquanto pontos do Centro-Norte podem se aproximar de 40°C, a umidade relativa deve variar entre 12% e 20% nas áreas mais críticas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>A combinação aumenta o risco de incêndios florestais e pode provocar ressecamento da pele, irritação nos olhos e desconforto respiratório. <strong>Cuiabá, Palmas, Goiânia e Brasília estão entre as cidades expostas ao tempo muito seco</strong>, enquanto trabalhadores rurais, crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias precisam de maior atenção durante as horas mais quentes.</p><h2>Alerta de “Perigo” alcança áreas de 13 estados </h2><p>O aviso laranja do<em> <a href="https://portal.inmet.gov.br/noticias/previsão-para-sexta-feira-31-e-sábado-01" target="_blank">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)</a></em> representa o segundo nível de uma escala de três graus de severidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785521774456.jpg" data-image="p5khglg77hln" alt="INMET alerta" title="INMET alerta"><figcaption>Alertas de baixa umidade atingem o Centro-Norte do Brasil. Fonte: INMET.</figcaption></figure><p><strong>Nas áreas incluídas, a umidade pode permanecer entre 20% e 12% durante a tarde</strong>, com risco de incêndios e impactos à saúde. A faixa mais crítica se estende pelo Centro-Oeste, alcança o centro-sul de Tocantins e o sudeste do Pará e avança pelo interior do Maranhão, Piauí e Bahia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785500802794.jpg" data-image="1655lxntclbi" alt="calor, umidade, alerta" title="calor, umidade, alerta"><figcaption>A umidade relativa cai para níveis críticos nesta sexta-feira (31), principalmente entre o Centro-Oeste, Tocantins, sudeste do Pará e o interior do Nordeste e do Sudeste.</figcaption></figure><p>A distribuição não é uniforme dentro dos estados. <strong>O ar mais seco se concentra longe do litoral e das áreas com chuva</strong>, enquanto o oeste da Amazônia e a costa nordestina mantêm maior disponibilidade de umidade. Entre as áreas destacadas estão:</p><ul> <li><strong>Mato Grosso e Goiás:</strong> umidade entre 12% e 20%, com calor de 35°C a 40°C;</li> <li><strong>Mato Grosso do Sul e Distrito Federal:</strong> tarde seca e grande amplitude térmica;</li> <li><strong>Tocantins e sudeste do Pará:</strong> máximas de 35°C a 38°C e poucas nuvens;</li> <li><strong>Maranhão, Piauí e oeste da Bahia:</strong> calor acima de 34°C e risco de queimadas;</li> <li><strong>Interior do Sudeste:</strong> índices abaixo de 30% em áreas de Minas Gerais e São Paulo.</li> </ul><h2>Temperaturas se aproximam de 40°C no Centro-Norte </h2><p>O predomínio de sol e a pouca formação de nuvens permitem o rápido aquecimento da superfície. <strong>Cuiabá pode alcançar aproximadamente 38°C, enquanto Palmas chega a 37°C e Teresina a 35°C</strong>. Fora das capitais, pontos de Mato Grosso, sul do Pará e Tocantins podem se aproximar de 40°C. Em Brasília, a manhã começa perto de 12°C, mas a tarde fica quente e muito seca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados-1785500958242.jpg" data-image="29w4mgrhc7ix" alt="calor, temperatura" title="calor, temperatura"><figcaption>O calor intenso persiste no sábado (1º), com temperaturas próximas de 40°C em Mato Grosso e valores elevados sobre Goiás, Tocantins, Pará e o interior do Nordeste.</figcaption></figure><p><strong>No sábado (1º), o calor permanece forte sobre Mato Grosso, Goiás, Tocantins e o interior nordestino.</strong> A nebulosidade aumenta no oeste e sul de Mato Grosso do Sul, mas o alívio será limitado e irregular. Amazonas e Roraima terão pancadas com trovoadas, enquanto Acre, Rondônia, Amapá e norte do Pará podem registrar chuva isolada, reduzindo temporariamente o calor em alguns pontos.</p><h2>Calor e baixa umidade persistem no Centro-Norte</h2><p>Entre 11h e 17h, a umidade deve atingir os menores valores, variando entre 12% e 20% nas áreas mais críticas.<strong> As temperaturas permanecem entre 35°C e 40°C em pontos de Mato Grosso</strong>, Goiás, Tocantins e oeste da Bahia. Brasília, Cuiabá, Palmas e Goiânia também terão grande amplitude térmica, com manhãs amenas e tardes quentes, secas e com poucas nuvens.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média">Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html" title="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432534998_320.jpg" alt="Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média"></a></article></aside><p><strong>O padrão persiste durante o fim de semana, elevando o risco de queimadas, incêndios florestais </strong>e fumaça nas rodovias. Operações agrícolas que produzam faíscas ou utilizem fogo exigem atenção redobrada. A frente fria muda o tempo principalmente no Sul e aumenta a nebulosidade no sul de Mato Grosso do Sul, mas não deve eliminar rapidamente o calor e a baixa umidade em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins e oeste da Bahia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-intenso-de-ate-40-c-e-baixa-umidade-deixam-em-alerta-de-perigo-13-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz risco de tempestades e vendavais ao Rio Grande do Sul; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 13:46:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova frente fria avança pelo estado gaúcho ao longo deste sábado (1º de agosto), levando condições para chuva forte, tempestades, queda de granizo pontual e, principalmente, fortes rajadas de vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatnhf6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatnhf6.jpg" id="xatnhf6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, o <strong>Rio Grande do Sul</strong> está com condições de tempo firme e céu com pouca nebulosidade. Mas isso logo vai mudar, pois já neste <strong>fim de semana</strong> uma <strong>nova frente fria</strong> vai avançar pela região trazendo novos riscos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O sistema frontal novamente trará potencial para <strong>pancadas de chuva forte</strong>, <strong>tempestades</strong>, queda de <strong>granizo isolado</strong> e, principalmente, <strong>fortes vendavais</strong>, estes que aliás já começam a afetar a faixa litorânea do estado ao longo desta sexta-feira (31).</p><p>E atenção, pois há<strong> risco potencial</strong> para novos <strong>transtornos </strong>como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos, além do <strong>agravamento das inundações</strong>, já que vários rios da região ainda encontram-se bem cheios devido às últimas chuvas.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Nova frente fria atinge o RS no sábado</h2><p>Após as chuvas cessarem no estado gaúcho, um <strong>novo episódio com condições adversas </strong>no tempo está previsto para este <strong>sábado, 1º de agosto</strong>. Teremos o processo de formação de um novo ciclone ao longo desta sexta-feira (31) entre a Argentina e o Uruguai, e sua frente fria associada avança para o Sul do Brasil no sábado (1º).</p><p>Mas <strong>o principal destaque não será a chuva, e sim os fortes vendavais</strong> que estão previstos; aliás, já a partir de hoje (31) ocorrem no litoral gaúcho devido ao processo de formação do sistema. Mas sobre isto falaremos logo mais.</p><p>As<strong> instabilidades chegam com força já pela manhã</strong> do sábado (1º) no <strong>Oeste </strong>e em áreas da <strong>Campanha </strong>do Rio Grande do Sul, com chuva forte, tempestades com muitos raios e chance de queda de granizo isolado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785505110439.png" data-image="xh1xnjqyie18"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons acinzentados) para o sábado (1º de agosto) às 11h à esquerda e às 17h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>tarde</strong>, o sistema frontal avança levando<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas, tempestades e risco de granizo isolado</strong> <strong>para as demais áreas</strong> da Campanha, Sul, Centro, Missões, Noroeste, Norte, Vales e Costa Doce. No Oeste e parte da Campanha o tempo já começará a limpar durante a tarde.</p><p>Durante a <strong>noite</strong>, as <strong>chuvas chegam à Região Metropolitana de Porto Alegre</strong>, incluindo a capital, mas serão<strong> fracas e sem risco de tempestades</strong>. E ainda haverá condições para chuvas no norte, Serra e parte da Costa Doce.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781242" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html" title="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar">Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar.html" title="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-trara-frio-rigoroso-de-inverno-e-temperaturas-abaixo-de-0-c-veja-o-que-esperar-1785415430696_320.jpg" alt="Ar polar trará frio rigoroso de inverno e temperaturas abaixo de 0°C; veja o que esperar"></a></article></aside><p>Na madrugada do domingo (2) ainda há condições para chuvas fracas no Nordeste e Litoral Norte gaúchos.</p><p>Essas<strong> chuvas não serão tão expressivas e volumosas</strong> como as registradas nos últimos dias na região, chegando <strong>até </strong><strong>50 mm/dia</strong>, especilamente no Oeste. Contudo, <strong>pontuais de até 100 mm/dia</strong> podem ser registrados em áreas do<strong> oeste e da Campanha</strong> do estado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785504834196.jpg" data-image="akqkdfeuqsyu"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (em mm) entre hoje (31) e a noite (23h) de sábado (1º de agosto), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E como comentamos,<strong> o destaque serão os vendavais</strong>.</p><p>Já nesta <strong>sexta-feira (31)</strong> há alerta para a<strong> intensificação dos ventos costeiros</strong> em todo o litoral do Rio Grande do Sul, com rajadas<strong> entre 50 e 60 km/h</strong>, além de <strong>ventos do quadrante norte no Oeste</strong> em torno dos 50 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta-1785504736818.png" data-image="f6jl3usumvcd"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (em km/h) para a sexta-feira (31) à tarde (16h) à esquerda e para o sábado (1º de agosto) à tarde (13h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>sábado (1º)</strong>, as rajadas de vento ganham intensidade. A maior parte do Rio Grande do Sul deve registrar <strong>rajadas entre 50 e 80 km/h</strong>.</p><p>Mas em áreas elevadas, de vales e de encostas de morros, especialmente na <strong>região Central </strong>do estado, as rajadas podem<strong> pontualmente atingir até 100 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Rio Grande do Sul terá rajadas de vento entre 50 e 80 km/h neste sábado (1º), mas pontualmente podendo atingir até 100 km/h em áreas elevadas e na região Central.</div><p>A <strong>tendência </strong>é que ao longo do <strong>domingo (2)</strong> o<strong> tempo estável volte a predominar</strong> sobre o estado gaúcho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-risco-de-tempestades-e-vendavais-ao-rio-grande-do-sul-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ondas de calor levam ao limite da sobrevivência os considerados reis do deserto]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 12:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As ondas de calor cada vez mais intensas estão a desafiar os limites biológicos dos camelos, um dos animais mais bem adaptados aos desertos. Vemha saber mais sobre estes animais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto-1784995628069.jpg" data-image="xpppxw2k60ul" alt="Camelos" title="Camelos"><figcaption>Os camelos estão a enfrentar ondas de calor cada vez mais intensas, um reflexo dos impactos das alterações climáticas nos ecossistemas desérticos.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os camelos eram conhecidos por serem os <strong>animais mais resistentes ao calor</strong>. Adaptados às condições severas dos desertos, <strong>conseguem percorrer longas distâncias sob temperaturas escaldantes e sobreviver com pouca água</strong>.</p><p>No entanto, devido ao <strong>aumento da intensidade e da duração das ondas de calor </strong>estes verdadeiros especialistas em ambientes áridos começam a atingir os seus limites.</p><p>Segundo a Organização Mundial Meteorológica, desde 1981 as ondas têm aumentado no Médio Oriente, sendo que nos últimos anos, <strong>têm registado temperaturas excecionalmente elevadas</strong> durante vários dias consecutivos, chegando algumas regiões, a <strong>atingir ou até mesmo a ultrapassar os 50°C</strong>, criando condições que desafiam não apenas os seres humanos, mas também a fauna adaptada ao deserto.</p><h2>O impacto das elevadas temperaturas nos camelos</h2><p>Os veterinários e os próprios criadores têm observado um <strong>número crescente de camelos a sofrer de exaustão térmica, desidratação severa e, em casos extremos, a morrer devido ao calor intenso</strong>. A capacidade de sobrevivência dos camelos resulta de um conjunto de adaptações únicas.</p><p>Estes mamíferos conseguem <strong>armazenar gordura nas bossas, reduzindo a necessidade de reservas energéticas</strong> <strong>distribuídas pelo corpo, suportam perdas significativas de água</strong> sem comprometer imediatamente as suas funções vitais e permitem que a temperatura corporal oscile ao longo do dia, diminuindo a transpiração e conservando líquidos.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Consigo ver os meus camelos sofrendo devido ao calor extremo. Ficam com bolhas nas patas, os olhos lacrimejam e a areia escaldantes queima-lhes a pele.</strong>" <br><br>Ali Umer, criador de camelos em Semera, numa entrevista à BBC</div><p>Estas estratégias tornaram estes <strong>animais essenciais para a vida humana em regiões desérticas</strong>. Contudo, mesmo estas características extraordinárias têm limites, pois quando o calor permanece extremo durante dias seguidos e as temperaturas noturnas deixam de descer o suficiente para permitir o arrefecimento do organismo, <strong>o corpo dos camelos acumula calor de forma progressiva</strong>.</p><p>Sem tempo para recuperar, o <strong>risco de colapso fisiológico aumenta,</strong> podendo chegar à falência de órgãos e até morte.</p><h2>Importante fonte de rendimento e subsistência </h2><p>Todavia estes efeitos não se restringem aos animais. Em muitas comunidades do Médio Oriente e do Norte de África, <strong>os camelos representam uma importante fonte de rendimento e subsistência</strong>. São utilizados no transporte, na produção de leite, na reprodução e, em algumas regiões, continuam a desempenhar um papel central nas atividades agrícolas e culturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto-1784995652526.jpg" data-image="o4x5ncb9euo1" alt="Resistência no deserto" title="Resistência no deserto"><figcaption>Mesmo adaptados às condições mais áridas do planeta, os camelos começam a revelar os limites da sua resistência perante temperaturas extremas.</figcaption></figure><p>A perda destes animais pode ter <strong>consequências econômicas significativas para famílias que dependem deles diariamente</strong>. Além do impacto social, existe também uma <strong>dimensão ecológica</strong>. Os camelos <strong>participam na dispersão de sementes e influenciam a vegetação dos ecossistemas áridos</strong>.</p><p>As mudanças nas suas populações poderão <strong>modificar o equilíbrio destes habitats, cujas espécies já enfrentam desafios acrescidos devido às alterações climáticas</strong>. Perante esta realidade, vários criadores e autoridades têm procurado adaptar as práticas de gestão dos animais.</p><p>Entre as medidas implementadas estão a <strong>disponibilização de mais áreas de sombra, o aumento do acesso a água, a redução das deslocações durante as horas de maior calor e a vigilância veterinária </strong>reforçada nos períodos de temperaturas extremas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-dia-o-leite-de-camelo-podera-substituir-o-leite-de-vaca.html" title="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?">Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-dia-o-leite-de-camelo-podera-substituir-o-leite-de-vaca.html" title="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dromadaires-et-chameaux-le-lait-de-chamelle-va-t-il-un-jour-remplacer-le-lait-de-vache-lait-du-futur-rechauffement-climatique-1711386352146_320.jpeg" alt="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?"></a></article></aside><p>Estas ações procuram <strong>minimizar o stress térmico e reduzir o número de mortes</strong>. Os especialistas sublinham que o caso dos camelos constitui um importante indicador dos efeitos das mudanças climáticas.</p><p>Se uma espécie reconhecida mundialmente pela sua extraordinária resistência ao calor começa a evidenciar dificuldades em sobreviver, isso demonstra que as <strong>condições ambientais estão a aproximar-se de limites biológicos nunca antes enfrentados</strong>.</p><h2>Estratégias de adaptação </h2><p>Infelizmente as previsões para estas regiões e outras do planeta, apontam para <strong>ondas de calor cada vez mais frequentes, prolongadas e intensas</strong>. Este cenário reforça a <strong>necessidade de desenvolver estratégias de adaptação</strong> que protejam tanto a biodiversidade como as comunidades humanas que dependem dela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto">Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443_320.jpg" alt="Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto"></a></article></aside><p>A situação dos camelos reforça que <strong>nenhuma espécie é completamente imune às consequências do aquecimento global</strong>. Mesmo os animais mais bem preparados para viver em ambientes extremos podem ver a sua capacidade de adaptação ultrapassada quando o clima muda a um ritmo superior ao que a natureza consegue acompanhar.</p><p>Proteger estes animais é também <strong>preservar um patrimônio biológico</strong>, <strong>cultural e económico </strong>que acompanha a história das civilizações do deserto há milhares de anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Queda de 77% no número de onças-pintadas fêmeas acende alerta para conservação na Amazônia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/queda-de-77-no-numero-de-oncas-pintadas-femeas-acende-alerta-para-conservacao-na-amazonia.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa revela que estabilidade aparente da população de onças-pintadas em área de florestas inundáveis da Amazônia esconde forte redução de fêmeas, comprometendo a reprodução e aumentando o risco de colapso futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/queda-de-77-no-numero-de-oncas-pintadas-femeas-acende-alerta-para-conservacao-na-amazonia-1785418098371.jpg" data-image="rkend404buti" alt="Segundo a pesquisa essa diminuição compromete a renovação da população local, já que as fêmeas garantem a reprodução da espécie Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá" title="Segundo a pesquisa essa diminuição compromete a renovação da população local, já que as fêmeas garantem a reprodução da espécie Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá"><figcaption>Segundo a pesquisa essa diminuição compromete a renovação da população local, já que as fêmeas garantem a reprodução da espécie. Crédito: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá</figcaption></figure><p>Embora a população total de <strong>onças-pintadas </strong>tenha permanecido estável entre 2005 e 2022 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas,<strong> um novo estudo revela uma mudança preocupante na composição desses animais.</strong> Nesse período, o número de fêmeas caiu 77%, enquanto a densidade de machos aumentou, mascarando um possível declínio na capacidade reprodutiva da espécie.</p><p>A pesquisa, desenvolvida pelo<strong> Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá</strong> em parceria com a organização internacional Panthera e publicada na revista Journal of Applied Ecology, estima que <strong>a região abriga cerca de 610 onças-pintadas</strong>. Segundo os pesquisadores, a aparente estabilidade populacional esconde um desequilíbrio que pode comprometer a renovação natural da espécie nas próximas décadas.</p><p>"O padrão observado sugere que populações aparentemente estáveis podem estar enfrentando ameaças importantes", afirma o diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá e coautor do estudo, Emiliano Esterci Ramalho. Segundo ele, a redução contínua de fêmeas representa <strong>um risco porque elas são responsáveis pela reprodução, criação e sobrevivência dos filhotes</strong> que garantirão a continuidade da população.</p><h2>Mudanças na dinâmica populacional preocupam pesquisadores</h2><p>Uma das principais hipóteses levantadas pelos cientistas envolve <strong>a maior remoção de machos da população, possivelmente por caça. </strong>Essa perda abre espaço para a imigração de novos machos vindos de áreas vizinhas. Já as fêmeas costumam estabelecer seus territórios próximos ao local onde nasceram, tornando sua reposição muito mais lenta e limitada.</p><div class="texto-destacado">A chegada de novos machos também pode aumentar a ocorrência de infanticídio, comportamento registrado em grandes felinos no qual os machos matam filhotes para que as fêmeas retornem ao período reprodutivo. Essa dinâmica reduz o recrutamento de novos indivíduos, especialmente de futuras fêmeas, agravando ainda mais o desequilíbrio observado.</div><p>Além disso, pesquisadores avaliam que<strong> doenças infecciosas podem estar contribuindo para a redução da população feminina</strong>. Entre os agentes identificados em onças da região estão o vírus do Nilo Ocidental, o vírus da Encefalite de Saint Louis, o vírus da cinomose e o vírus da leucemia felina (FeLV). A influência dessas enfermidades sobre a sobrevivência e a reprodução das fêmeas ainda deverá ser investigada em novos estudos.</p><h2>Risco de colapso reforça importância da conservação</h2><p>Os dados mostram que a sobrevivência dos indivíduos adultos permanece elevada, com taxa de 0,76 em uma escala de zero a um. Em contrapartida,<strong> a entrada de novas fêmeas na população é baixa, atingindo apenas 0,15.</strong> Para os pesquisadores, a imigração constante de machos pode estar ocultando uma perda gradual da capacidade reprodutiva da população local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778996" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-acai-menos-tucanos-estudo-aponta-impactos-sobre-aves-da-amazonia.html" title="Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia">Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mais-acai-menos-tucanos-estudo-aponta-impactos-sobre-aves-da-amazonia.html" title="Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-acai-menos-tucanos-estudo-aponta-impactos-sobre-aves-da-amazonia-1784233799761_320.jpg" alt="Mais açaí, menos tucanos: estudo aponta impactos sobre aves da Amazônia"></a></article></aside><p>Ramalho alerta que, caso essa tendência continue, <strong>a população poderá enfrentar um colapso</strong>. "Pode chegar o momento em que não teremos fêmeas suficientes para manter a população, levando à redução do número total de indivíduos", explica. Segundo ele, preservar as fêmeas é essencial para garantir o nascimento, a criação e a sobrevivência de novas gerações de onças-pintadas.</p><p>Como resposta ao problema,<strong> o Instituto Mamirauá pretende ampliar o trabalho de conservação realizado com as comunidades da região</strong>, compartilhando os resultados da pesquisa e fortalecendo ações conjuntas de proteção da espécie. O estudo também reforça o papel das florestas inundáveis de várzea da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá como um dos principais refúgios de onças-pintadas do planeta, abrigando uma das maiores densidades desses felinos já registradas e destacando a importância da preservação desse ecossistema para o futuro da espécie.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Minist%C3%A9rio%20da%20Ci%C3%AAncia%2C%20Tecnologia%20e%20Inova%C3%A7%C3%A3o%20(MCTI)" data-year="2026" data-title="N%C3%BAmero%20de%20on%C3%A7as-pintadas%20f%C3%AAmeas%20ca%C3%AD%2077%25%20nas%20regi%C3%B5es%20de%20florestas%20inund%C3%A1veis%20da%20Amaz%C3%B4nia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Fmcti%2Fpt-br%2Facompanhe-o-mcti%2Fnoticias%2Fnoticias-julho-outubro-2026%2Fnumero-de-oncas-pintadas-femeas-cai-77-nas-regioes-de-florestas-inundaveis-da-amazonia-1%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). (2026). <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/noticias/noticias-julho-outubro-2026/numero-de-oncas-pintadas-femeas-cai-77-nas-regioes-de-florestas-inundaveis-da-amazonia-1?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Número de onças-pintadas fêmeas caí 77% nas regiões de florestas inundáveis da Amazônia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/queda-de-77-no-numero-de-oncas-pintadas-femeas-acende-alerta-para-conservacao-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades cada vez mais quentes: 10 infraestruturas verdes para mitigar o efeito de ilha de calor urbana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/cidades-cada-vez-mais-quentes-10-infraestruturas-verdes-para-mitigar-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbana.html</link><pubDate>Fri, 31 Jul 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Árvores, parques, telhados verdes e áreas permeáveis podem reduzir significativamente as temperaturas urbanas, melhorando o conforto, a saúde e a qualidade de vida durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151514601.jpeg" data-image="7l34gyfl5awq"><figcaption>Cidades cada vez mais quentes: as 10 infraestruturas verdes essenciais para mitigar o efeito de ilha de calor urbana.</figcaption></figure><p>Durante o <strong>verão</strong>, as <strong>temperaturas</strong> na maioria das <strong>áreas urbanas</strong> atingem, cada vez mais, níveis extremos, tornando o ambiente abrasador, sufocante e inóspito. De fato, as mudanças climáticas, a elevação das temperaturas globais e a crescente frequência de ondas de calor estão agravando o superaquecimento urbano, particularmente em áreas densamente edificadas, caracterizadas por extensas superfícies de asfalto e concreto.</p><div class="texto-destacado">De fato, o asfalto, o concreto e as superfícies impermeáveis absorvem grandes quantidades de energia solar durante o dia, contribuindo para a manutenção de temperaturas elevadas mesmo à noite.</div><br>As consequências afetam a saúde, a qualidade de vida e o consumo de energia. As ondas de calor aumentam o risco de problemas de saúde e respiratórios, enquanto a climatização artificial de edificações demanda grandes quantidades de energia — especialmente em<strong> áreas densamente urbanizadas</strong>, caracterizadas por construções mais antigas e com isolamento térmico precário.<p>Nesse contexto, a vegetação urbana desempenha um papel cada vez mais importante:<strong> árvores e plantas</strong> não são meros elementos estéticos, mas funcionam como uma verdadeira infraestrutura climática <strong>capaz de alterar o microclima da cidade</strong>.</p><h2>O que é a ilha de calor urbana</h2><p>O fenômeno da ilha de calor urbana refere-se ao <strong>aumento das temperaturas nas cidades</strong> em comparação com as áreas rurais circundantes. A causa principal é a presença generalizada de superfícies artificiais — como asfalto, concreto e coberturas — que absorvem a energia solar e liberam calor lentamente para o ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681773" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/reducao-de-areas-verdes-agrava-ilha-de-calor-na-capital-sao-paulo-segundo-novo-estudo-veja-os-bairros-mais-atingidos.html" title="Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos">Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/reducao-de-areas-verdes-agrava-ilha-de-calor-na-capital-sao-paulo-segundo-novo-estudo-veja-os-bairros-mais-atingidos.html" title="Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reducao-de-areas-verdes-agrava-ilha-de-calor-em-sao-paulo-elevando-a-temperatura-nos-bairros-da-cidade-confira-quais-1730832222708_320.png" alt="Redução de áreas verdes agrava ilha de calor na capital São Paulo, segundo novo estudo. Veja os bairros mais atingidos"></a></article></aside><p>A vegetação, por outro lado, atua de maneira oposta. <strong>Árvores, gramados e espaços verdes</strong> sombreiam o solo, <strong>reduzem o superaquecimento das superfícies</strong> e resfriam o ar por meio da evapotranspiração — o processo pelo qual as plantas liberam vapor d'água na atmosfera.</p><p>Mesmo <strong>a vegetação em pequena escala pode ajudar a melhorar o microclima urbano</strong>. Por isso, é fundamental preservar, ampliar e valorizar todas as formas de vegetação urbana, desde grandes florestas urbanas até pequenos jardins particulares.</p><h2>1. Telhados verdes e paredes vivas</h2><p> As<strong> coberturas verdes e as paredes vegetais cobrem os edifícios </strong>e as superfícies urbanas com uma camada de vegetação capaz de reduzir o sobreaquecimento causado pela radiação solar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151547824.jpeg" data-image="c9jpbicktatm"><figcaption>Telhados verdes e paredes vivas.</figcaption></figure><p>Telhados verdes limitam o acúmulo de calor nas coberturas e <strong>melhoram o isolamento térmico</strong>, enquanto paredes verdes protegem as fachadas da luz solar direta e ajudam a<strong> resfriar o ar ao redor</strong>.</p><h2>2. Sistemas de drenagem urbana sustentável e jardins de chuva</h2><p> <strong>Pavimentos permeáveis</strong>, valas vegetadas e<strong> jardins de chuva</strong> permitem que a <strong>água se infiltre no solo</strong>, em vez de se acumular em superfícies pavimentadas ou ser perdida para o sistema de esgoto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151565127.jpeg" data-image="n8iytm6qgerd"><figcaption>Sistemas de drenagem urbana sustentável e jardins de chuva</figcaption></figure><p>Além de reduzir o risco de inundações, essa infraestrutura favorece a presença de vegetação e ajuda a <strong>mitigar o superaquecimento urbano</strong>.</p><h2>3. Árvores urbanas e áreas de estacionamento verdes</h2><br><strong>Árvores ao longo de estradas e em estacionamentos</strong> representam uma das soluções mais eficazes contra as altas temperaturas do verão.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151593005.jpeg" data-image="ysg1xah8yuu3"><figcaption>Árvores urbanas e áreas de estacionamento verdes.</figcaption></figure><p>A <strong>sombra projetada pelas copas das árvores reduz o superaquecimento do asfalto, dos automóveis </strong>e das fachadas de edifícios, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade do ar e o conforto dos espaços públicos.</p><h2>4. Parques urbanos, pequenos bosques e florestas urbanas</h2><p> Parques públicos, gramados, <strong>pequenos bosques e florestas urbanas</strong> representam algumas das áreas mais frescas do tecido urbano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151613694.jpeg" data-image="udzfz9qgdpox"><figcaption>Parques urbanos, pequenos bosques e florestas urbanas</figcaption></figure><p>Esses espaços<strong> reduzem as temperaturas do ar, promovem a ventilação</strong> e a biodiversidade, e representam uma das principais ferramentas para mitigar os efeitos das ondas de calor.</p><h2>5. Hortas urbanas e espaços verdes comunitários</h2><br>Hortas urbanas combinam função ambiental e valor social.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151638984.jpeg" data-image="rvvuj59z1txc"><figcaption>Hortas urbanas e espaços verdes comunitários.</figcaption></figure><p>A presença de vegetação e de solo permeável ajuda a<strong> amenizar o calor</strong>, enquanto a gestão compartilhada dos espaços fomenta conexões sociais e uma maior atenção à vegetação urbana.</p><h2>6. Corredores fluviais e vegetação ripária</h2><br>A <strong>vegetação ao longo de córregos, canais e cursos d'água urbanos</strong> cria corredores ecológicos capazes de reduzir as temperaturas locais e promover a ventilação e a biodiversidade.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151659538.jpeg" data-image="54e7mq6xsbbr"><figcaption>Corredores fluviais e vegetação ripária.</figcaption></figure><p>Se bem administradas, essas áreas também costumam representar alguns dos locais mais agradáveis da cidade para encontrar alívio durante o verão.</p><h2>7. Barreiras verdes de absorção sonora</h2><br><strong>Cercas-vivas</strong>, faixas de arborização e barreiras vegetais <strong>ao longo de estradas e infraestruturas</strong> não se limitam a reduzir o ruído.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151738499.jpeg" data-image="phrxqajyb0de"><figcaption>Barreiras verdes de absorção sonora.</figcaption></figure><p>Elas contribuem significativamente para <strong>proporcionar sombra, capturar poeira fina</strong> e melhorar o microclima urbano.</p><h2>8. Áreas despavimentadas e superfícies permeáveis</h2><br>A <strong>remoção de asfalto e concreto de pátios, praças</strong> ou superfícies ociosas permite devolver o espaço ao solo e à vegetação.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151758730.jpeg" data-image="0p8fdwnsvnol"><figcaption>Áreas despavimentadas e superfícies permeáveis.</figcaption></figure><p>Áreas com o pavimento removido acumulam menos calor, <strong>facilitam a infiltração da água da chuva</strong> e ajudam a<strong> criar ambientes urbanos mais frescos,</strong> naturais e habitáveis.</p><h2>9. Terras agrícolas periurbanas</h2><br><strong>Áreas agrícolas nos arredores das cidades </strong>ainda desempenham uma função climática importante hoje em dia.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151785663.jpeg" data-image="d43chk2zfmaf"><figcaption>Terras agrícolas periurbanas.</figcaption></figure><p><strong>Campos cultivados, prados e áreas rurais periurbanas</strong> limitam a expansão de superfícies artificiais e ajudam a manter temperaturas mais baixas em comparação com zonas totalmente urbanizadas.</p><h2>10. Jardins particulares e pequenos espaços verdes residenciais</h2><br><strong>Varandas, pátios e jardins privativos</strong> também desempenham um papel importante no clima urbano.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151809375.jpeg" data-image="nijpvs4b40fw"><figcaption>Jardins particulares e pequenos espaços verdes residenciais.</figcaption></figure><p>De fato, o conjunto de inúmeros pequenos espaços verdes distribuídos pela cidade ajuda a criar uma estrutura em mosaico resiliente, aumentando o sombreamento, a umidade do ar e a presença de micro-habitats.</p><h2>Uma cidade mais verde</h2><p>Em uma era de mudanças climáticas, uma cidade centrada no ser humano é aquela capaz de integrar, cada vez mais, a vegetação ao seu tecido urbano. <strong>Árvores, gramados, jardins e infraestrutura verde representam algumas das ferramentas mais eficazes</strong> e sustentáveis disponíveis atualmente para melhorar o conforto térmico no verão e a qualidade de vida.</p><p>Proteger e<strong> valorizar a vegetação urbana</strong> significa preservar um ativo inestimável — essencial para construir cidades mais frescas, resilientes e habitáveis para as gerações presentes e futuras.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/cidades-cada-vez-mais-quentes-10-infraestruturas-verdes-para-mitigar-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Inspirada no Caminho de Santiago: conheça a rota de 300 km em Goiás com cachoeiras e poesia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 22:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Inspirada no tradicional Caminho de Santiago, na Espanha, a rota de cerca de 300 km em Goiás passa por cidades históricas, ruínas, monumentos culturais e cachoeiras. Saiba mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785438934800.jpg" data-image="yafjqiyephax"><figcaption>A rota tem aproximadamente 300 km de extensão e abrange história, natureza e poesia. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Uma <strong>trilha de cerca de 300 quilômetros em Goiás</strong> é<strong> inspirada no Caminho de Santiago</strong>, uma famosa rota de peregrinação na <strong>Espanha </strong>que termina na Catedral de Santiago de Compostela (cidade de Santiago de Compostela, capital da Galiza, Espanha).</p><p>A rota brasileira <strong>passa por oito municípios</strong>, <strong>reúne belas paisagens do Cerrado</strong>, <strong>patrimônios históricos </strong>e é considerada a primeira rota de poesias do mundo. Saiba mais qual é abaixo.</p><h2>O Caminho de Cora Coralina - Goiás</h2><p>A rota em questão é o chamado <strong>Caminho de Cora Coralina</strong>, uma trilha de longo curso no estado de Goiás que, ao longo dos seus 300 km de extensão, <strong>conecta diferentes povoados e unidades de conservação</strong>.</p><p>O trajeto cruza os <strong>municípios históricos</strong> de Corumbá de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá e a Cidade de Goiás, abrangendo também os municípios de Cocalzinho de Goiás, Itaguari e Itaberaí. </p><p><strong>Todo o percurso é autoguiado</strong>, então não é necessário guia ou agência de turismo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785438955361.jpg" data-image="9mzu7fphwbzq"><figcaption>A Cachoeira do Salto do Corumbá, em Goiás. Crédito: Divulgação/Prefeitura de Corumbá de Goiás.</figcaption></figure><p>O <strong>Caminho de Cora Coralina é o único caminho de poesias do mundo</strong>. Nele, há poesias espalhadas por todos os trechos da <strong>poetisa goiana Ana Lis dos Guimarães</strong>, daí o nome da rota em sua homenagem.</p><p>Aos 14 anos de idade, a poetisa criou o<strong> pseudônimo Cora Coralina</strong> e somente aos 76 anos seu primeiro livro foi publicado.</p><p>Entre os atrativos naturais que você vai encontrar pelo percurso está a <strong>Cachoeira do Salto do Corumbá</strong>, a 11 km do centro da cidade de Corumbá de Goiás. Tem <strong>mais de 50 metros de altura</strong>, com um poço grande para banho e o acesso é por uma trilha curta e fácil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785439052584.jpg" data-image="tyasqt639x1c"><figcaption>Parte do trajeto do Caminho de Cora Coralina, em Goiás, o qual muitos ciclistas percorrem. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>No complexo Salto do Corumbá há também outras cachoeiras e várias trilhas, além de restaurante e pousada. </p><p>Outro destaque é o <strong>Parque Estadual da Serra dos Pireneus</strong>, umas das unidades de conservação que a rota abrange, com <strong>vegetação de cerrado, nascentes, cachoeiras, mirantes, formações geológicas e trilhas</strong>. Fica a cerca de 27 km da cidade de Corumbá de Goiás e a pouco mais de 20 km de Pirenópolis.</p><p>Dentro do parque há o<strong> Pico dos Pireneus</strong>, um dos pontos mais altos de Goiás, com mais de <strong>1.300 metros de altitude</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia-1785438981425.jpg" data-image="xmq9y2m7bvyb"><figcaption>O Pico dos Pirineus, no Parque Estadual da Serra dos Pireneus, em Goiás. Crédito: Secima.</figcaption></figure><p>E claro, as próprias <strong>cidades históricas</strong> que abrangem a rota, onde você pode <strong>fazer uma pausa para descanso ou pernoite</strong>. Elas oferecem mesinhas na rua, <strong>clima de interior</strong> e vários<strong> restaurantes que servem comidas típicas </strong>da região, como por exemplo, a Cidade de Goiás, Corumbá de Goiás e Pirenópolis.</p><p>Hoje, <strong>o Caminho de Cora Coralina atende a caminhantes e ciclistas com pousos e alimentação ao longo de todo o seu percurso</strong>, tendo uma associação formalizada com mais de 30 empreendedores e mais de 50 colaboradores e voluntários que oferecem apoios em diversas áreas. </p><h3>Como fazer a rota?</h3><p>O Caminho de Cora Coralina <strong>começa na cidade de Corumbá de Goiás</strong>, que fica a cerca de 130 km de Brasília e a pouco mais de 100 km de Goiânia. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro.html" title="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro">Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro.html" title="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro-1783975466895_320.jpg" alt="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro"></a></article></aside><p>O <strong>ponto final do é na Cidade de Goiás</strong>, localizada a mais ou menos 140 km de Goiânia e pouco mais de 300 km de Brasília.</p><p>Caso você não queira fazer o caminho completo, <strong>há a possibilidade de fazer somente algum trecho</strong>, geralmente os que envolvem as cidades históricas, como Pirenópolis, Corumbá e a Cidade de Goiás. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Fran%C3%A7a%2C%20B" data-year="2026" data-title="De%20cachoeiras%20ao%20ponto%20onde%20Chico%20Mineiro%20morreu%3A%20conhe%C3%A7a%20percurso%20de%20300%20km%20em%20Goi%C3%A1s%20inspirado%20no%20Caminho%20de%20Santiago" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgoogle%2Famp%2Fgo%2Fgoias%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F25%2Fde-cachoeiras-ao-ponto-onde-chico-mineiro-morreu-conheca-percurso-de-300-km-em-goias-inspirado-no-caminho-de-santiago.ghtml">França, B. (2026). <a href="https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2026/07/25/de-cachoeiras-ao-ponto-onde-chico-mineiro-morreu-conheca-percurso-de-300-km-em-goias-inspirado-no-caminho-de-santiago.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">De cachoeiras ao ponto onde Chico Mineiro morreu: conheça percurso de 300 km em Goiás inspirado no Caminho de Santiago</a>.</cite><br><cite data-author="Nicoli%2C%20B" data-year="2022" data-title="Caminho%20de%20Cora%20Coralina%3A%20tudo%20sobre%20a%20rota%20no%20interior%20de%20Goi%C3%A1s" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldpackers.com%2Fpt-BR%2Farticles%2Fcaminho-de-cora-coralina">Nicoli, B. (2022). <a href="https://www.worldpackers.com/pt-BR/articles/caminho-de-cora-coralina" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Caminho de Cora Coralina: tudo sobre a rota no interior de Goiás</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/inspirada-no-caminho-de-santiago-conheca-a-rota-de-300-km-em-goias-com-cachoeiras-e-poesia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño interrompe o sumidouro de carbono de florestas sul-americanas: por que 2026 preocupa os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/el-nino-interrompe-o-sumidouro-de-carbono-de-florestas-sul-americanas-por-que-2026-preocupa-os-cientistas.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 21:04:18 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo que analisou 123 parcelas florestais na América do Sul tropical constatou que a absorção líquida de carbono cessou completamente durante o El Niño de 2015/2016. Com um novo evento de El Niño em curso, as florestas situadas nas bordas da Amazônia são as mais expostas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-apaga-el-sumidero-de-carbono-de-los-bosques-sudamericanos-por-que-2026-preocupa-a-los-cientificos-1785396171189.jpg" data-image="xfffhsayd58r" alt="Amazonas" title="Amazonas"><figcaption>Pesquisadores descobriram que, durante o evento de El Niño de 2015–2016, a floresta amazônica parou temporariamente de absorver carbono. Agora, eles alertam que as áreas mais secas e degradadas poderiam, mais uma vez, ser as mais vulneráveis.</figcaption></figure><p>A <strong>Floresta Amazônica armazena cerca de 123 bilhões de toneladas de carbono</strong> — mais do que qualquer outro ecossistema terrestre do planeta. Durante décadas, ela funcionou como um sumidouro líquido, o que significa que removia mais dióxido de carbono da atmosfera do que liberava. Esse serviço silencioso e gratuito tem atenuado parte do aquecimento global que, de outra forma, sentiríamos com muito mais intensidade.</p><div class="texto-destacado">Durante o histórico El Niño de 2015–2016, a floresta amazônica parou temporariamente de absorver carbono. Com um novo evento já em curso — e com probabilidade de se intensificar no final do ano —, cientistas alertam que as áreas mais secas e degradadas da Amazônia podem, mais uma vez, ser as mais vulneráveis.</div><p>No entanto, esse serviço não é garantido. Um estudo publicado na revista <em>Nature Climate Change </em>— liderado por Amy Bennett, pesquisadora da Universidade de Leeds, e co-assinado por mais de cem cientistas — constatou que, durante o evento extremo de <strong>El Niño de 2015–2016</strong>, o <strong>sumidouro de carbono da biomassa das florestas sul-americanas deixou de funcionar</strong>.</p><p>O balanço de carbono tornou-se estatisticamente indistinguível de zero: −0,02 ± 0,37 megagramas de carbono por hectare ao ano. Até então, essas mesmas florestas vinham armazenando cerca de um terço de tonelada de carbono por hectare anualmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">As of July 19th update, the Nino 3.4 sea-surface temperature is now more than 3.7 standard deviations above the 1991-2020 mean.<br><br>With the warming just getting started, this El Nino is still in charted territory, but just barely. <a href="https://t.co/zwdm27pOVs">pic.twitter.com/zwdm27pOVs</a></p>— Prof. Eliot Jacobson (@EliotJacobson) <a href="https://x.com/EliotJacobson/status/2079267919532560855?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></blockquote></figure><p>A pergunta óbvia é por que isso volta a ganhar destaque agora, quase três anos após a publicação do estudo. A resposta está no Pacífico. Em 11 de junho de 2026, a NOAA (agência dos EUA) emitiu um alerta de <strong>El Niño</strong>: o fenômeno já está em curso — não se trata apenas de uma previsão.</p><p>Atualizações subsequentes do Centro de Previsão Climática indicam que ele se <strong>intensificará rumo ao final do ano</strong>, com cerca de 63% de chance de atingir o status de "muito forte". Em outras palavras, o experimento natural analisado pelos cientistas em 2015–2016 pode estar prestes a se repetir, e com maior intensidade.</p><h2>Por que uma floresta para de absorver carbono</h2><p>O mecanismo básico é mais simples do que parece. As<strong> árvores absorvem dióxido de carbono (CO2) por meio de poros em suas folhas</strong>, conhecidos como estômatos, e o convertem em biomassa via fotossíntese. Quando o <strong>ar fica excessivamente quente e seco, a planta fecha esses poros</strong> para evitar a perda de água. O problema é que, ao fechá-los, ela também interrompe seu próprio suprimento de combustível: sem a entrada de CO2, a <strong>fotossíntese desacelera e o crescimento para</strong>.</p><p>No entanto, o estudo mostrou que a história não termina aí, e esse é o ponto mais interessante do trabalho. Durante o evento de <strong>El Niño de 2015–2016</strong>, quando as temperaturas sobre o continente ficaram pelo menos um grau acima do normal, <strong>a mortalidade de árvores nas florestas tropicais da América do Sul subiu de 1,8% para 3% ao ano</strong>. Contudo, a média mascara o que é verdadeiramente significativo: entre as árvores de médio porte (com mais de 20 centímetros de diâmetro) e as de grande porte, a mortalidade praticamente dobrou. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño: The equatorial Pacific continues to warm beneath the surface, with the peak subsurface temperature anomaly reaching +8.6°C the highest of the event so far.<br><br>As westerly wind bursts continue, more warming is expected. The peak subsurface anomaly could soon exceed +10°C. <a href="https://t.co/PjVOA5fcc6">pic.twitter.com/PjVOA5fcc6</a></p>— Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2082473723450310758?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Esse padrão constitui uma assinatura diagnóstica. <strong>Árvores grandes com madeira menos densa morreram em taxas muito mais elevadas do que árvores pequenas</strong> e aquelas com madeira dura, o que aponta fortemente para uma falha hidráulica, em vez de um processo lento de inanição decorrente do esgotamento de carbono.</p><p>Pesquisadores analisaram mais de meio milhão de árvores, abrangendo cerca de 4.000 espécies em seis países da América do Sul ao longo de mais de três décadas, e constataram que a vulnerabilidade estava estreitamente ligada às condições climáticas de referência de cada local. As <strong>florestas mais secas — situadas na periferia da Amazônia — foram as mais afetadas</strong>: nessas áreas, cada aumento de 0,5°C na temperatura traduziu-se, em média, em uma perda de 0,5% do carbono armazenado na biomassa aérea.</p><h2>O que é necessário observar em 2026</h2><p>A situação atual do Pacífico deixa pouca margem para ambiguidades. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa sobre Clima e Sociedade (IRI) da Universidade de Columbia, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 subiu de +0,48°C no trimestre de março a maio para +0,94°C em maio de 2026, ao passo que a medição semanal referente a 17 de junho já havia atingido +1,7°C.</p><p>A maioria dos modelos situa o<strong> pico do fenômeno no trimestre de setembro a novembro de 2026</strong>, com a maior parte deles projetando que ele alcançará a categoria de "muito forte".</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The <a href="https://x.com/hashtag/Amazon?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Amazon</a> is being transformed from lush <a href="https://x.com/hashtag/forest?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#forest</a> into charcoal. The <a href="https://x.com/hashtag/rainforest?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#rainforest</a> is burning faster than ever before, with a record number of <a href="https://x.com/hashtag/fires?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#fires</a>. <a href="https://x.com/hashtag/Heatwaves?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Heatwaves</a> and <a href="https://x.com/hashtag/droughts?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#droughts</a> have turned the region into a barrel of gunpowder, just waiting for natural or unnatural ignition. <a href="https://t.co/Y0TOFPw0oT">pic.twitter.com/Y0TOFPw0oT</a></p>— Peter Dynes (@PGDynes) <a href="https://x.com/PGDynes/status/1829641419533009285?ref_src=twsrc%5Etfw">August 30, 2024</a></blockquote></figure><p>A isso se soma uma tendência subjacente que merece destaque: nos últimos 60 anos, houve o dobro de eventos de El Niño "muito fortes" em comparação com os 60 anos anteriores.<strong> Se eventos extremos se tornarem mais frequentes e intensos, o intervalo de tempo disponível para a floresta se recuperar entre eles diminui</strong>.</p><p>Os autores do estudo alertam que <strong>extremos climáticos podem já estar levando as florestas das bordas da Amazônia além de sua capacidade de adaptação</strong>. A conclusão desconfortável é que a adaptação à seca sazonal não é suficiente para protegê-las de um evento extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779569" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"></a></article></aside><p>No entanto, o próprio estudo conclui que as florestas tropicais sul-americanas intactas, consideradas em seu conjunto, não foram mais sensíveis ao El Niño extremo de 2015–2016 do que a eventos anteriores menos intensos, e que elas continuam sendo uma defesa fundamental contra as mudanças climáticas — desde que sejam protegidas.</p><p>A conclusão correta, portanto, não é que "a Amazônia parou de absorver carbono e nada pode ser feito". A conclusão é mais precisa e, em última análise, mais orientada para a ação: <strong>são as bordas de floresta degradadas e secas que sucumbem primeiro</strong>; por isso, manter a floresta intacta é mais importante hoje do que nunca.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bennett%2C%20A.%20M.%20et%20al" data-year="2023" data-title="Impact%20of%20the%202015%E2%80%932016%20El%20Ni%C3%B1o%20on%20the%20carbon%20dynamics%20of%20South%20American%20tropical%20forests" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41558-023-01777-3">Bennett, A. M. et al. (2023). <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-023-01777-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of the 2015–2016 El Niño on the carbon dynamics of South American tropical forests</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/el-nino-interrompe-o-sumidouro-de-carbono-de-florestas-sul-americanas-por-que-2026-preocupa-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte ar quente chega até o Sul: abafamento e temperaturas 11°C acima da média]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 19:56:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente eleva as temperaturas a quase 30°C no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira, com anomalias de 11°C e sensação de abafamento antes da mudança do tempo no fim de semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432534998.jpg" data-image="ikjm1r9b14fh" alt="ar quente, calor, temperatura" title="ar quente, calor, temperatura"><figcaption>O ar quente eleva as temperaturas até 11°C acima da média no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (31), com aquecimento também em Santa Catarina e no Paraná.</figcaption></figure><p>Uma massa de ar quente avança pelo Sul nesta sexta-feira (31) e <strong>eleva rapidamente as temperaturas, principalmente no Rio Grande do Sul</strong>. As máximas ficam próximas de 30°C, com desvios pontuais de até 11°C acima da média entre a Campanha, a Região Central, o Oeste e as Missões. O aquecimento também alcança o oeste de Santa Catarina e do Paraná.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p><strong>Porto Alegre, Santa Maria, Uruguaiana e São Borja terão tardes mais quentes</strong>, enquanto o vento transporta ar aquecido do interior. No sábado (1º), a entrada de umidade aumenta a sensação de abafamento, sobretudo no RS, mesmo sem avanço expressivo dos termômetros.</p><h2>Sexta-feira terá até 11°C acima da média no Rio Grande do Sul </h2><p>O aquecimento ganha força durante a manhã de sexta-feira e se torna mais evidente à tarde. As maiores anomalias, diferenças em relação ao valor normalmente observado nesta época, concentram-se no oeste e centro do RS. <strong>Entre Uruguaiana, Alegrete, São Borja e Santa Maria, os termômetros podem se aproximar de 30°C,</strong> até 11°C acima da referência climatológica em alguns horários.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432751200.jpg" data-image="rxdyo7ogqo9y" alt="ar quente, anomalia, temperatura" title="ar quente, anomalia, temperatura"><figcaption>O calor se espalha pelo Sul nesta sexta-feira (31), com temperaturas próximas de 30°C no oeste gaúcho e valores mais amenos nas serras e no litoral.</figcaption></figure><p>O calor também se espalha pela Campanha, Missões e Região Metropolitana de Porto Alegre. <strong>O litoral gaúcho tende a ficar menos quente devido à influência marítima</strong>, enquanto Caxias do Sul e São José dos Ausentes mantêm valores menores. Em Santa Catarina e no Paraná, o aquecimento aparece primeiro no oeste, incluindo Chapecó, Cascavel e Foz do Iguaçu.</p><h2>Calor se espalha e sábado começa mais abafado </h2><p>Durante a noite de sexta para sábado, a temperatura deve cair pouco em parte do território gaúcho. <strong>O ar quente chega acompanhado de mais umidade</strong>, dificultando o resfriamento. Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria e Santo Ângelo podem amanhecer abafadas, enquanto o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná também aquecem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785432896303.jpg" data-image="j5ywhrapx7nu" alt="Umidade, calor, tempestades" title="Umidade, calor, tempestades"><figcaption>A umidade aumenta sobre o Rio Grande do Sul na madrugada de sábado (1º), intensificando o abafamento e preparando o ambiente para a formação de tempestades.</figcaption></figure><p>As diferenças regionais ajudam a definir onde a mudança será mais perceptível:</p><ul> <li><strong>Oeste e Missões:</strong> calor próximo de 30°C na sexta e noite menos fresca;</li> <li><strong>Campanha e Região Central:</strong> anomalias de até 11°C e rápida elevação durante a tarde;</li> <li><strong>Serra e Planalto:</strong> aquecimento mais moderado, com manhã ainda amena;</li> <li><strong>Litoral:</strong> temperaturas menores, mas umidade crescente e sensação abafada;</li> <li><strong>Oeste de SC e PR:</strong> calor avança no sábado, com máximas acima de 25°C.</li> </ul><p>O abafamento não depende apenas do termômetro. Com mais vapor de água, o suor evapora com menor eficiência e o organismo perde calor lentamente. Atividades ao ar livre podem parecer mais desgastantes em Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Lajeado e Santa Maria entre o fim da manhã e o começo da tarde.</p><h2>Abafamento antecede mudança do tempo no fim de semana </h2><p>O calor fora de época e o aumento da umidade fazem parte de uma situação pré-frontal: o ambiente que se estabelece antes da chegada de uma frente fria. Ventos do quadrante norte transportam ar quente para o RS, enquanto a pressão atmosférica diminui entre o norte da Argentina, o Uruguai e o território gaúcho. <strong>A combinação mantém o sábado quente, úmido e progressivamente mais instável.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media-1785433049579.jpg" data-image="dwxybf27euju" alt="tempestades, chuva, oeste, RS, rio grande do sul" title="tempestades, chuva, oeste, RS, rio grande do sul"><figcaption>A chuva avança pelo oeste, sul e centro do Rio Grande do Sul na tarde de sábado (1º), com elevada probabilidade de tempestades localizadas.</figcaption></figure><p><strong>No decorrer do sábado, áreas de chuva devem se formar primeiro no oeste e no sul do RS</strong>, avançando depois para a Campanha, a Região Central e as Missões. Há risco de tempestades localizadas, com raios, rajadas e eventual granizo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html" title="Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas">Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html" title="Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/violento-temporal-de-viento-en-rio-de-janeiro-personas-huyeron-de-playas-y-puentes-debieron-ser-bloqueados-1785422209443_320.png" alt="Fortes ventanias no Rio de Janeiro: pessoas fogem das praias e pontes precisam ser fechadas"></a></article></aside><p>A frente deve alcançar outras áreas gaúchas e trechos de SC e PR até domingo (2), interrompendo o abafamento. Como rios e solos ainda respondem à chuva anterior, novos núcleos fortes exigem atenção aos avisos oficiais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-ar-quente-chega-ate-o-sul-abafamento-e-temperaturas-11-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item></channel></rss>