<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 23 Aug 2026 23:30:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 23:30:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo no Sul e chuvas retornam ao Sudeste e Centro-Oeste; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-no-sul-e-chuvas-retornam-ao-sudeste-e-centro-oeste-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 22:36:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria traz mudança do tempo na Região Sul nesta semana, com risco de chuvas intensas e de tempestades. No Sudeste e Centro-Oeste, há o aumento da chance de chuva e de pancadas de forte intensidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-no-sul-e-chuvas-retornam-ao-sudeste-e-centro-oeste-veja-a-previsao-1787524238140.jpg" data-image="upkhosixuu7n" alt="alerta de mudança do tempo" title="alerta de mudança do tempo"><figcaption>Uma nova frente fria traz mudança do tempo na Região Sul nesta semana. No Sudeste e Centro-Oeste, há o aumento da chance de chuva e de pancadas.</figcaption></figure><p>Um mudança do tempo vai atingir o Centro-Sul do Brasil nesta semana através da chegada de<strong> uma nova frente fria na Região Sul </strong>e de uma região mais instável sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste que<strong> aumenta o potencial de chuva sobre São Paulo, o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e o Mato Grosso do Sul</strong>, com reflexos também em parte da Região Sul, como nos estados do Paraná e de Santa Catarina.</p><h2>Chuvas aumentam e risco de temporais retorna ao Centro-Sul</h2><p>As chuvas já ocorrem no Centro-Sul, mas com fraca intensidade e nas áreas do leste do Sudeste, <strong>devido à circulação promovida pela massa de ar polar</strong>. No entanto, nesta semana, uma região mais instável, uma região de cavado se forma entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, <strong>aumentando o potencial de chuvas</strong>.</p><p>Assim, <strong>na quarta-feira (26)</strong>, a região de cavado se forma e já contribui para chuvas na madrugada.<strong> Há previsão de chuva pontual de até moderada intensidade</strong> no sudeste, centro e norte do Paraná, no oeste de São Paulo e no oeste do Mato Grosso do Sul.</p><p><strong>No período da manhã, pancadas mais intensas podem ocorrer, mas não risco de transtornos</strong>, no oeste de Santa Catarina, no oeste, sul e leste do Paraná, no sul e oeste de São Paulo e no centro-norte e noroeste do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-no-sul-e-chuvas-retornam-ao-sudeste-e-centro-oeste-veja-a-previsao-1787523438055.jpg" data-image="qwbea6hakbbq" alt="chuva" title="chuva"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da quarta-feira, 26 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No período da tarde</strong>, as instabilidades ganham força sobre o Mato Grosso do Sul, oeste e sul de São Paulo e sobre os estados do Paraná e de Santa Catarina,<strong> com chuvas muito pontuais e de curta duração</strong>. Já no sul de Minas Gerais, nordeste de São Paulo, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, há previsão de pancadas de chuva de até forte intensidade. Essa condição se mantém no período da noite, <strong>mas ainda com possibilidade de chuvas pontuais</strong> sobre o Mato Grosso do Sul, sul do Paraná e meio-oeste de Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Na quinta-feira (27)</strong>, há dois sistemas de chuva atuando no Centro-Sul do Brasil: a região de cavado mais sobre o Sudeste e uma frente fria na Região Sul.</p><p>No Sudeste, <strong>as chuvas ocorrem com fraca intensidade no período da manhã</strong> no centro-sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, no nordeste de São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Já à tarde, <strong>há potencial de temporais localizados</strong> na porção central sul e sudeste de Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-no-sul-e-chuvas-retornam-ao-sudeste-e-centro-oeste-veja-a-previsao-1787523532041.jpg" data-image="kwk5a18k9s46" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da quinta-feira, 27 de agosto. Região de cavado sobre o Sudeste e frente fria no Sul em destaque.</figcaption></figure><p><strong>Quanto à frente fria</strong>, o sistema chega ao Sul do Brasil no período da manhã e já deixa em alerta para o <strong>risco de temporais e chuvas intensas </strong>na região da Campanha e no Sul do Rio Grande do Sul. No fim do período, os alertas se estendem à região Central, ao sudeste do estado e à região metropolitana de Porto Alegre.</p><p><strong>A partir da tarde, o risco de chuvas intensas e de temporais pontuais continua</strong> para a Campanha, porção sul do estado, região Central, sul da região Norte, região metropolitana de Porto Alegre e Serra. <strong>Alerta para os riscos e tempo severo durante a noite.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785136" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar.html" title="Frio de inverno persiste no Centro-Sul na reta final da estação; saiba quando volta a esquentar">Frio de inverno persiste no Centro-Sul na reta final da estação; saiba quando volta a esquentar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar.html" title="Frio de inverno persiste no Centro-Sul na reta final da estação; saiba quando volta a esquentar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787501218946_320.jpg" alt="Frio de inverno persiste no Centro-Sul na reta final da estação; saiba quando volta a esquentar"></a></article></aside><p><strong>Na sexta-feira (28)</strong>, não há mais sistema de chuva sobre o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. <strong>A frente fria é o único sistema que traz risco e mudança do tempo</strong>. Na madrugada e manhã, as instabilidades associadas ao sistema frontal deixam em <strong>alerta para chuvas intensas e de temporais</strong> todo o Rio Grande do Sul e o extremo sul de Santa Catarina.</p><p><strong>No período da tarde e noite</strong>, às instabilidade perdem abrangência, mas ainda podem provocar <strong>pancadas de chuva forte</strong> na metade norte do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-no-sul-e-chuvas-retornam-ao-sudeste-e-centro-oeste-veja-a-previsao-1787523740666.jpg" data-image="7kqgc95a9vpk" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para a segunda-feira, 31 de agosto. Frente fria consegue avançar e mudar o tempo na porção norte da Região Sul e nos estados do MS e de SP.</figcaption></figure><p><strong>A tendência aponta que a frente fria ganha reforço ao longo do fim de semana</strong>, aumentando o <strong>risco de chuvas intensas e de temporais severos</strong> entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, <strong>avançando e mudando o tempo </strong>nas demais regiões catarinenses e no Paraná, chegando ao Mato Grosso do Sul e São Paulo no último dia do mês de agosto. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-no-sul-e-chuvas-retornam-ao-sudeste-e-centro-oeste-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Servidores de IA subaquáticos: a indústria tecnológica olha para o oceano como alternativa para o resfriamento]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/servidores-de-ia-subaquaticos-a-industria-tecnologica-olha-para-o-oceano-como-alternativa-para-o-resfriamento.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 21:00:19 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A revolução da IA exige poder computacional insaciável. Diante da sobrecarga crítica dos centros de dados terrestres, as empresas estão explorando as profundezas do oceano como o refrigerante natural definitivo para o futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787304117129.jpg" data-image="97h6fj9m6wrm" alt="resfriamento de supercomputadores" title="resfriamento de supercomputadores"><figcaption>Servidores de IA subaquáticos: a indústria tecnológica olha para o oceano como alternativa para o resfriamento de supercomputadores.</figcaption></figure><p>A revolução da <strong>Inteligência Artificial (IA) desencadeou uma corrida tecnológica sem precedentes</strong>, onde o poder de processamento se tornou o recurso mais valioso. No entanto, esse poder computacional tem um custo energético oculto: o calor massivo gerado pelos supercomputadores.</p><p>À medida que as infraestruturas atuais atingem os limites da sua eficiência térmica,<strong> a indústria tecnológica começou a voltar-se para o oceano, explorando a sua capacidade como um gigantesco dissipador de calor natural</strong> para arrefecer estas máquinas complexas.</p><div class="texto-destacado">Basicamente, consiste em submergir centros de dados em ambientes subaquáticos, eliminando a necessidade de sistemas de ar condicionado que consomem muita energia.</div><p>Aproveitando as temperaturas estáveis e frias das profundezas oceânicas, os <strong>servidores poderiam operar com mais eficiência, eliminando a necessidade dos sistemas de ar condicionado de alto consumo energético </strong>utilizados pelos centros de dados terrestres.</p><div class="texto-destacado">Esta proposta busca transformar o problema das mudanças climáticas, tornando o oceano um aliado estratégico para sustentar o crescimento da IA. No entanto, essa ideia apresenta um equilíbrio complexo entre vantagens e desvantagens.</div><p>Embora o resfriamento passivo ofereça uma redução drástica no consumo de energia e permita uma escalabilidade mais rápida, os riscos ambientais são significativos. <strong>O gerenciamento das "plumas térmicas" ou do ruído acústico gerado por servidores subaquáticos levanta preocupações sobre a integridade dos ecossistemas locais</strong>, forçando a indústria a equilibrar a ambição técnica com a sustentabilidade ambiental.</p><h2>O desafio térmico da IA</h2><p>O crescimento exponencial dos modelos de linguagem e dos sistemas de IA levou a uma demanda sem precedentes por energia. Cada consulta processada e cada rede neural treinada gera uma quantidade significativa de calor residual que os sistemas de ventilação convencionais têm dificuldade em dissipar. <strong>Esse superaquecimento não só degrada o desempenho do hardware, como também eleva os custos operacionais a níveis insustentáveis</strong> para grandes empresas de tecnologia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787305073307.jpeg" data-image="pcj0izhowi0u" alt="ia" title="ia"><figcaption>A inteligência artificial criou uma demanda sem precedentes por energia. Cada consulta processada e cada rede neural treinada gera uma certa quantidade de calor residual.</figcaption></figure><p>Os centros de <strong>dados terrestres dependem de infraestruturas complexas</strong>, como torres de resfriamento que consomem <strong>milhões de litros de água doce e grandes quantidades de eletricidade</strong>. Essa dependência representa uma vulnerabilidade crítica às mudanças climáticas e à escassez de água.</p><div class="texto-destacado"><strong>O setor reconhece que a arquitetura de refrigeração atual para esses servidores com inteligência artificial é ineficiente e busca desesperadamente alternativas que desvinculem o desempenho computacional do consumo intensivo de recursos naturais.</strong></div><p>O resfriamento líquido surgiu como uma solução, mas sua implementação em terra é complexa e dispendiosa. Portanto, a ideia de transferir essa arquitetura para o ambiente marinho permite aproveitar a inércia térmica do oceano. Ao submergir os servidores em contêineres selados e estanques,<strong> cria-se uma transferência de calor direta com a água circundante</strong>, o que promete eficiência energética superior e uma redução drástica nos recursos necessários para manter o hardware em funcionamento por anos.</p><h2>A viabilidade técnica da imersão</h2><p>A viabilidade dessa tecnologia não é puramente teórica; projetos como o <em>Project Natick da Microsoft</em> <strong>demonstraram o funcionamento bem-sucedido de data centers submersos</strong>. Esses protótipos validaram a ideia de que os servidores, isolados do ar e da umidade, sofrem menos corrosão e apresentam menores taxas de falha do que os sistemas terrestres. A imersão em uma atmosfera controlada de nitrogênio elimina o oxigênio, o principal fator na oxidação do hardware.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787304278367.jpg" data-image="05gp20g2xxk3" alt="servidores de IA subaquáticos" title="servidores de IA subaquáticos"><figcaption>Embora tenham demonstrado a viabilidade de operar data centers submersos com sucesso, no momento essa não parece ser a solução ideal para o problema de resfriamento de servidores de IA. (Imagem esquemática criada com IA.)</figcaption></figure><p>Além disso, a localização subaquática oferece vantagens logísticas estratégicas. Grande parte da população mundial reside perto do litoral, <strong>permitindo a instalação de data centers próximos a grandes centros urbano</strong><strong>s</strong>, reduzindo a latência da rede e otimizando a entrega de serviços digitais. Essa proximidade geográfica é uma importante vantagem competitiva para provedores de serviços em nuvem que buscam aprimorar a experiência do usuário final.</p><p>Apesar dessas vantagens, a logística de manutenção representa um grande desafio operacional. Ao contrário de um data center terrestre, onde os técnicos podem acessar fisicamente o hardware em minutos,<strong> um data center submerso exige operações marítimas complexas e dispendiosas para reparos ou atualizações</strong>. Essa rigidez operacional é uma das principais barreiras à sua ampla adoção, forçando o desenvolvimento de componentes extremamente confiáveis que não necessitem de intervenção por anos.</p><h2>Impacto ambiental e coexistência marinha</h2><p>A introdução de infraestrutura industrial de grande porte no oceano não está isenta de consequências ecológicas. A principal, e mais óbvia, preocupação reside na dissipação de calor. Quando os servidores liberam grandes volumes de energia térmica,<strong> criam uma "pluma de calor" que altera a temperatura da água local</strong>. Esse aumento térmico, embora possa parecer insignificante em escala global, pode impactar severamente a biodiversidade local, afetando os padrões de migração e a saúde dos recifes próximos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787304829313.jpeg" data-image="8106r1c4144u" alt="A soberania dos mares e o direito marítimo internacional complicam bastante a obtenção de autorizações para submergir torres de servidores de IA." title="A soberania dos mares e o direito marítimo internacional complicam bastante a obtenção de autorizações para submergir torres de servidores de IA."><figcaption>A soberania dos mares e o direito marítimo internacional complicam bastante a obtenção de autorizações para submergir torres de servidores de IA.</figcaption></figure><p>Outro fator crítico é a poluição sonora. Os servidores e seus sistemas de bombeamento e<strong>mitem vibrações constantes que podem interferir na comunicação e navegação da vida marinha</strong>, especialmente cetáceos e outras espécies sensíveis. A indústria deve investigar minuciosamente os níveis de decibéis toleráveis para o ecossistema antes de prosseguir com implantações em larga escala, integrando tecnologias de isolamento acústico ao projeto dos contêineres subaquáticos.</p><div class="texto-destacado">A integração harmoniosa da tecnologia subaquática com a vida marinha exige monitoramento constante e um projeto com foco ambiental, onde a prevenção de danos tem prioridade sobre a eficiência operacional.</div><p>Por fim, existe o risco inerente de falha na vedação. Mesmo com um projeto de contêiner robusto, a possibilidade de vazamentos de refrigerantes químicos ou a liberação de metais pesados em caso de mau funcionamento acidental<strong> exige o estabelecimento de protocolos de segurança rigorosos</strong>.</p><h2>Regulamentação e futuro da infraestrutura submarina</h2><p><strong>O atual quadro regulatório é insuficiente para gerir a implantação de centros de dados subaquáticos</strong>. A soberania dos mares e o direito marítimo internacional dificultam bastante a obtenção de licenças.</p><div class="texto-destacado"><strong>As empresas enfrentam um labirinto burocrático para garantir que suas instalações estejam em conformidade com as rigorosas normas ambientais.</strong></div><p>O futuro deste setor dependerá em grande parte da sua capacidade de demonstrar a sustentabilidade das suas operações aos órgãos reguladores e à sociedade civil. <strong>A transparência será fundamental para evitar reações negativas</strong>. Se o setor conseguir comprovar que o seu impacto ambiental é neutro ou positivo (por exemplo, combinando as suas operações com parques eólicos offshore para fornecer energia limpa diretamente), <strong>a aceitação pública será muito mais fácil de alcançar</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779429" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inteligencia-artificial-da-salto-historico-e-se-aproxima-de-resolver-o-misterio-dos-neutrinos.html" title="Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos">Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/inteligencia-artificial-da-salto-historico-e-se-aproxima-de-resolver-o-misterio-dos-neutrinos.html" title="Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/misterio-dos-neutrinos-pode-estar-mais-perto-da-solucao-gracas-a-inteligencia-artificial-1784480219895_320.png" alt="Inteligência Artificial dá salto histórico e se aproxima de resolver o mistério dos neutrinos"></a></article></aside><p>Em suma, a ideia de servidores subaquáticos parece mais uma solução de ficção científica;<strong> é uma resposta pragmática e necessária às limitações físicas da computação moderna</strong>, mas, por enquanto, está longe de ser a solução ideal.</p><p>A indústria está numa fase exploratória onde a engenharia de materiais e o cuidado ambiental devem estar em estreita harmonia. <strong>A viabilidade a longo prazo dependerá da capacidade de resfriar a IA sem literalmente aquecer a Terra</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/servidores-de-ia-subaquaticos-a-industria-tecnologica-olha-para-o-oceano-como-alternativa-para-o-resfriamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A sua planta jiboia pode duplicar o tamanho das suas folhas: o segredo é treiná-la para que cresça ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-sua-planta-potos-pode-duplicar-o-tamanho-das-suas-folhas-o-segredo-e-treina-la-para-que-cresca-a-trepar.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 19:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A forma como conduz os caules pode transformar completamente a aparência desta planta de interior. Com o apoio adequado e cuidados básicos, o seu crescimento tornar-se-á mais fácil e atrativo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-poto-puede-duplicar-el-tamano-de-sus-hojas-la-clave-esta-en-hacerlo-trepar-en-lugar-de-dejarlo-colgar-1786062722280.png" data-image="2b1sbu3v7x7e" alt="A jiboia, assim como os filodendros, antúrios e monsteras, pertence à família Araceae." title="A jiboia, assim como os filodendros, antúrios e monsteras, pertence à família Araceae."><figcaption>A jiboia, assim como os filodendros, antúrios e monsteras, pertence à família Araceae.</figcaption></figure><p>A jiboia (<em>Epipremnum aureum</em>) é<strong> uma das plantas de interior mais populares entre os amantes de plantas</strong>, mas também é uma espécie que geralmente cultivamos de forma diferente da forma como cresce na natureza. </p><div class="texto-destacado">Embora estejamos habituados a vê-la a pender de prateleiras e vasos suspensos, na verdade é uma planta trepadora capaz de desenvolver folhas muito maiores do que imaginamos.</div><p><strong>Esta planta permanece numa fase de crescimento onde os seus caules pendem livremente</strong>. Nesta fase, produz gavinhas longas, caules finos e folhas pequenas enquanto procura uma superfície à qual se agarrar. Isto não significa que ela esteja doente ou que haja algo incomum; é simplesmente uma<strong> resposta natural à falta de apoio</strong>.</p><p>Nas florestas tropicais do Sudeste Asiático, de onde esta espécie é originária, as suas raízes aéreas fixam-se aos troncos das árvores e às superfícies úmidas. À medida que o caule cresce para cima e encontra melhores condições de luminosidade, <strong>as novas folhas aumentam de tamanho e a planta desenvolve uma estrutura mais robusta</strong>.</p><p>Esta mudança não ocorre porque a planta "prefere" manter-se direita, mas sim porque<strong> trepar faz parte da sua estratégia natural de crescimento</strong>. O contacto dos nós com uma superfície e o crescimento em direção a zonas mais iluminadas permitem-lhe investir mais energia em cada folha. É por isso que ela pode ter um aspecto muito diferente na vertical.</p><p>A boa notícia é que <strong>não precisa de transformar a sua casa numa selva para obter este resultado</strong>. Um suporte de musgo instalado corretamente pode imitar o tronco úmido de uma árvore e dar às raízes um local para se fixarem. E com luz suficiente e bons cuidados, as novas folhas podem duplicar de tamanho e transformar completamente a sua aparência.</p><h2>Porque é que a escalada altera o crescimento da jiboia</h2><p>Quando esta planta cresce sem suporte, continua a produzir caules em busca de algo a que se agarrar. Em ambientes interiores, isto resulta em folhas de 5 a 10 centímetros, entrenós bem espaçados e pequenas raízes aéreas. <strong>Embora deixá-la pendurada não a prejudique, isso limita a sua transição para uma forma mais madura</strong>, especialmente se a iluminação for limitada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-poto-puede-duplicar-el-tamano-de-sus-hojas-la-clave-esta-en-hacerlo-trepar-en-lugar-de-dejarlo-colgar-1786062818709.png" data-image="8963tjibrn2o" alt="As raízes aéreas da jiboia podem ser fixadas ao suporte, aproveitando a humidade para formar caules mais firmes e folhas novas maiores." title="As raízes aéreas da jiboia podem ser fixadas ao suporte, aproveitando a humidade para formar caules mais firmes e folhas novas maiores."><figcaption>As raízes aéreas da jiboia podem ser fixadas ao suporte, aproveitando a umidade para formar caules mais firmes e folhas novas maiores.</figcaption></figure><p>É importante esclarecer que <strong>as folhas mais velhas não duplicarão de tamanho depois de colocar o suporte</strong>. A mudança será visível nas folhas que surgirem posteriormente. Em boas condições, as novas folhas podem duplicar ou até triplicar de tamanho, mas não há garantia de que isso ocorra. </p><div class="texto-destacado">Cada variedade reage de forma diferente, e uma planta com pouca luz continuará a produzir folhas pequenas, mesmo com o melhor suporte.</div><p>Um suporte de musgo é um cilindro cheio e coberto de musgo, geralmente esfagno, um material altamente absorvente. A sua <strong>principal vantagem é reter a umidade em redor das raízes aéreas</strong>, permitindo que estas se fixem e, em alguns casos, penetrem no suporte. Isto cria um microambiente semelhante ao dos troncos úmidos onde esta espécie cresce naturalmente.</p><p>Também <strong>podem ser utilizados suportes de fibra de coco, tábuas de madeira, casca de árvore ou treliças</strong>. Todos estes materiais ajudam a guiar os caules, mas o musgo úmido facilita um contacto mais próximo com as raízes. No entanto, não deve ser mantido constantemente úmido, pois o excesso de água, a má ventilação e um substrato saturado podem promover o apodrecimento ou odores desagradáveis.</p><h3>Como instalar o tutor e obter melhores resultados</h3><p>Para começar, <strong>escolha uma estaca resistente que se estenda 40 a 60 centímetros acima do substrato</strong>. O ideal é instalá-la durante a replantação para garantir que chega ao fundo sem danificar muitas raízes. De seguida, <strong>humedeça o musgo uniformemente</strong> e verifique se a estaca está bem presa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tu-poto-puede-duplicar-el-tamano-de-sus-hojas-la-clave-esta-en-hacerlo-trepar-en-lugar-de-dejarlo-colgar-1786062833358.png" data-image="ei8q53u21rjv" alt="O musgo Sphagnum é capaz de reter várias vezes o seu peso em água, criando um ambiente húmido semelhante ao dos troncos tropicais." title="O musgo Sphagnum é capaz de reter várias vezes o seu peso em água, criando um ambiente húmido semelhante ao dos troncos tropicais."><figcaption>O musgo Sphagnum é capaz de reter várias vezes o seu peso em água, criando um ambiente úmido semelhante ao dos troncos tropicais.</figcaption></figure><p><strong>Para guiar hastes mais compridas, fixe-as na vertical ou numa ligeira espiral perto dos nós</strong>. Use cordel macio, velcro para jardinagem ou molas especiais para atar. Certifique-se de que as amarras não estão demasiado apertadas, pois as hastes precisam de espaço para engrossar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É importante que os nós estejam em contato com o musgo, pois as raízes aéreas crescerão a partir daí.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para manter o substrato ligeiramente úmido, <strong>adicione água por cima ou pulverize água uma ou duas vezes por semana</strong>. Antes de voltar a humedecer, verifique a umidade com os dedos. Um <strong>erro comum é pulverizar água apenas na superfície</strong>, o que pode dar a impressão de que está úmido, mas deixa o interior seco e as raízes sem umidade suficiente para se estabelecerem.</p><p><strong>Coloque a planta perto de uma janela com luz indireta</strong>, pois o suporte por si só não fará milagres. Mantenha a rega regular e aplique um fertilizante equilibrado, em doses moderadas, durante a estação de crescimento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752631" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-entrada-e-o-melhor-lugar-para-colocar-sua-planta-pothos-especialistas-explicam-o-porque.html" title="A entrada é o melhor lugar para colocar sua planta Jibóia; especialistas explicam o porquê">A entrada é o melhor lugar para colocar sua planta Jibóia; especialistas explicam o porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-entrada-e-o-melhor-lugar-para-colocar-sua-planta-pothos-especialistas-explicam-o-porque.html" title="A entrada é o melhor lugar para colocar sua planta Jibóia; especialistas explicam o porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-entrada-es-el-mejor-lugar-para-colocar-tu-potus-expertos-explican-por-que-1769141778661_320.jpg" alt="A entrada é o melhor lugar para colocar sua planta Jibóia; especialistas explicam o porquê"></a></article></aside><p>As<strong> primeiras raízes podem começar a fixar-se entre duas a quatro semanas após a plantação</strong>. As alterações visíveis surgem geralmente entre um e três meses, enquanto a diferença pode ser mais notória após quatro a seis meses.<strong> </strong></p><p><strong>Fazer a jiboia subir é uma mudança simples que pode melhorar a sua aparência</strong>. Dê suporte, umidade moderada e luz suficiente. Tenha em mente que a mudança ocorre folha a folha, pelo que a paciência é essencial. Se decidir remover a estaca, a planta continuará a crescer, embora com o tempo possa voltar a uma forma mais jovem e pendente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-sua-planta-potos-pode-duplicar-o-tamanho-das-suas-folhas-o-segredo-e-treina-la-para-que-cresca-a-trepar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 18:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo na China mostra que algumas espécies liberam mais compostos orgânicos voláteis com o calor, favorecendo a formação de ozônio e exigindo planejamento urbano mais criterioso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda-1787493344087.jpg" data-image="ufar8ujy8xqm" alt="Árvores de salgueiro-chorão são encontradas em muitas cidades ao redor do mundo. Crédito: avada/Alamy" title="Árvores de salgueiro-chorão são encontradas em muitas cidades ao redor do mundo. Crédito: avada/Alamy"><figcaption>Árvores de salgueiro-chorão são encontradas em muitas cidades ao redor do mundo. Crédito: avada/Alamy</figcaption></figure><p><strong>Árvores</strong> são importantes aliadas na melhoria da qualidade ambiental das cidades, mas <strong>algumas espécies podem contribuir para a poluição do ar em determinadas condições.</strong> É o que aponta um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Jinan, na China. A pesquisa identificou que árvores urbanas liberam compostos orgânicos voláteis que podem favorecer a formação de ozônio próximo ao solo.</p><p>Essas substâncias, conhecidas como <strong>compostos orgânicos voláteis (VOCs)</strong>, são gases emitidos naturalmente por plantas e também estão presentes em produtos como tintas, solventes, combustíveis e materiais de limpeza. Na atmosfera, alguns deles reagem com outros poluentes e podem contribuir para a formação de ozônio troposférico, um contaminante prejudicial à saúde.</p><p>O problema pode se tornar mais relevante com o avanço do aquecimento global. Segundo os cientistas, <strong>temperaturas mais elevadas intensificam a emissão e a reatividade desses compostos</strong>, criando um desafio adicional para cidades que buscam ampliar áreas verdes como estratégia de adaptação climática.</p><h2>Calor intensifica emissão de compostos</h2><p>Para investigar o fenômeno, os pesquisadores instalaram um <strong>sistema de monitoramento de emissões</strong> em uma plataforma situada a 102 metros de altura na torre meteorológica de Pequim. Equipamentos também foram instalados na base da estrutura. A tecnologia permitiu acompanhar, várias vezes por segundo, as alterações químicas na atmosfera da cidade.</p><div class="texto-destacado">Os cientistas identificaram diferentes fontes de VOCs, incluindo árvores, veículos, produtos químicos, atividades domésticas e preparação de alimentos. Entre os compostos encontrados estava o isopreno, substância presente na borracha natural e considerada altamente reativa. A maior parte do isopreno detectado na atmosfera urbana vinha das árvores.</div><p>Um dos resultados mais relevantes apareceu quando os pesquisadores analisaram o efeito da temperatura. Entre<strong> 20°C e 35°C,</strong> a reatividade dos compostos voláteis liberados pelas árvores urbanas <strong>aumentou de sete a oito vezes.</strong> Pequim apresentou níveis particularmente elevados de emissão de isopreno, próximos aos registrados em florestas de regiões temperadas.</p><h2>Escolha das espécies pode reduzir impacto</h2><p>Os pesquisadores relacionam os níveis elevados às espécies utilizadas na arborização da capital chinesa. Entre as árvores nativas amplamente plantadas estão o <strong>salgueiro-chorão </strong>(<em>Salix babylonica</em>) e o<strong> choupo-branco-chinês</strong> (<em>Populus tomentosa</em>), conhecidos por emitirem grandes quantidades de isopreno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda-1787493490652.jpg" data-image="4mmgsxfumnld" alt="Sistema de medição direta de emissões instalado em uma plataforma a 102 metros de altura na torre meteorológica de Pequim." title="Sistema de medição direta de emissões instalado em uma plataforma a 102 metros de altura na torre meteorológica de Pequim."><figcaption>Sistema de medição direta de emissões instalado em uma plataforma a 102 metros de altura na torre meteorológica de Pequim. Crédito: Xianjun He</figcaption></figure><p>O fenômeno, segundo o estudo, pode se repetir <strong>em outras cidades do norte da China, como Harbin e Changchun</strong>, onde salgueiros e choupos também foram plantados extensivamente. Outras cidades da Ásia e da Oceania podem enfrentar pressões semelhantes sobre a qualidade do ar.</p><p>Os autores ressaltam, porém, que a descoberta <strong>não significa que as cidades devam reduzir a arborização ou retirar árvores adultas.</strong> A recomendação é planejar melhor a composição das áreas verdes, priorizando espécies que apresentem menor potencial de emissão de compostos orgânicos voláteis.</p><h2>Arborização precisa considerar o clima</h2><p>Em Pequim, os pesquisadores estimam que substituir espécies de alta emissão por variedades de baixa emissão em apenas 10% das árvores da cidade poderia <strong>reduzir as emissões de isopreno em pelo menos 29%.</strong> A medida, segundo eles, poderia ajudar a diminuir os efeitos negativos associados ao aumento das temperaturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777580" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html" title=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"> Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html" title=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo-1783463049011_320.jpg" alt=" Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo"></a></article></aside><p>O estudo também aponta diferenças entre regiões. Em<strong> cidades europeias</strong>, por exemplo, existem <strong>menos espécies que liberam isopreno em grandes quantidades</strong>. Algumas árvores nativas emitem monoterpenos, que também podem contribuir para a formação de ozônio, mas geralmente em níveis inferiores aos do isopreno.</p><p>Para os cientistas, os resultados reforçam a necessidade de<strong> integrar critérios de qualidade do ar às políticas de arborização urbana. </strong>Com o aumento das temperaturas, escolher quais árvores plantar (e onde plantá-las) pode se tornar tão importante quanto simplesmente ampliar a cobertura vegetal das cidades.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nature" data-year="2026" data-title="These%20trees%20are%20making%20air%20quality%20in%20cities%20worse" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fd41586-026-02586-2">Nature. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-026-02586-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">These trees are making air quality in cities worse</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio de inverno persiste no Centro-Sul na reta final da estação; saiba quando volta a esquentar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 16:14:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ar polar continua trazendo o clima de inverno à Região Sul e ao leste do Sudeste nesta última semana de agosto. No entanto, na virada do mês, uma condição pré-frontal vai favorecer o aumento das temperaturas, principalmente no período da tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazzyqe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazzyqe.jpg" id="xazzyqe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma massa de ar polar mudou o tempo no fim da semana passada<strong> trazendo de volta o frio de inverno à parte do Centro-Sul do Brasil</strong>, com temperaturas negativas nas regiões mais elevadas da Região Sul e no leste do Sudeste. <strong>Essa condição se mantém nos próximos dias</strong>, mas antes da virada do mês <strong>o calor retorna para parte da Região Sul e do Sudeste</strong> em virtude da aproximação de frente fria.</p><h2>Frio com temperaturas negativa e potencial para geadas no RS, SC e no PR</h2><p><strong>Na segunda-feira (24),</strong> <strong>as mínimas atingem valores de até -6°C</strong> nas regiões mais elevadas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No território gaúcho, <strong>há potencial de geadas</strong> em todas as regiões, com exceção da porção litorânea. Em Santa Catarina, além da Serra, há previsão de geadas para a porção central do estado e para o Oeste. No Paraná, as mínimas variam de 4 a 14°C, sendo mais baixas no sul do estado onde há risco de geadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787499088559.jpg" data-image="e1s055m7de40" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperaturas mínimas na segunda-feira, 24 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>O dia será frio e as máximas ficam abaixo dos 20°C em boa parte da Região Sul</strong>. Valores de 22 a 27°C são previstos no centro, oeste e norte do Paraná. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, as máximas variam de 13 a 20°C.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Na terça-feira (25)</strong>, o frio diminui um pouco, pelo menos o potencial tão negativo diminui nas regiões mais elevadas e <strong>as mínimas oscilam em torno dos 0°C</strong>. No entanto, o potencial de geadas continua boa parte do Rio Grande do Sul, com risco para a Campanha, Sul, porção entre o Norte, região Central e toda a Serra. Em Santa Catarina, Serra e Planalto com potencial de geada, enquanto que no Paraná, não há mais esse risco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787499176951.jpg" data-image="ty5jhhdvd5la" alt="frio" title="frio"><figcaption>Temperaturas máximas para a terça-feira, 25 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>O dia continua bastante frio em boa parte do Sul do Brasil</strong>, mas no Norte e Noroeste do Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina, as temperaturas máximas já conseguem chegar aos 24°C. No Paraná, <strong>o calor já começa a aparecer</strong>, mas somente no extremo norte e noroeste do estado, com máximas de 28°C. Na maioria das localidades, as temperaturas variam de 15 a 20°C.</p><p><strong>Na quarta-feira (26)</strong>, as temperaturas aumentam um pouco e <strong>o risco de geadas diminui bastante</strong> ficando restrito às regiões de serra do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. No oeste e noroeste do Paraná, as mínimas já variam de 17 a 20°C, enquanto que no restante da região Sul, com exceção das regiões de serra, de 7 a 15°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787499270016.jpg" data-image="knkkji6nwwbs" alt="ar frio" title="ar frio"><figcaption>Temperaturas máximas para a quarta-feira, 26 de agosto.</figcaption></figure><p>As máximas já conseguem passar facilmente dos 20°C em boa parte das localidades, em todas as regiões do Rio Grande do Sul, com temperaturas variando de 20 a 29°C, sendo mais elevadas no extremo norte e no noroeste. Em Santa Catarina, máximas de 24 a 27°C no oeste e sul do estado, com 17 a 21°C no restante do estado. No Paraná, todo o oeste, norte e noroeste têm previsão de máximas de 23 a 27°C, enquanto o centro-sul e leste ficam em torno dos 19 a 21°C. </p><h2>Clima de inverno úmido atinge o SP, RJ e MG</h2><p>Devido à presença da massa de ar polar na Região Sul e a circulação dos ventos que transportam umidade do oceano em direção ao leste do Sudeste, <strong>o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro e o sul e sudeste de Minas vivem dias de frio, nublado e com chuva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787499837259.jpg" data-image="ki6ts6cor8ai" alt="chuvas SP e RJ" title="chuvas SP e RJ"><figcaption>Previsão de chuva para a segunda-feira, 24 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Na segunda-feira (24)</strong> essa condição é prevista para o leste de São Paulo e o Rio de Janeiro, onde o dia fica nublado, <strong>com chuva fraca em todo o litoral paulista e território fluminense</strong>. Na capital paulista, o tempo fica nublado, mas há previsão de chuvas somente para a porção sul da região metropolitana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787499991093.jpg" data-image="e44sxzwc98f1" alt="frio inverno" title="frio inverno"><figcaption>Temperaturas máximas para a segunda-feira, 24 de agosto.</figcaption></figure><p>As temperaturas mínimas no leste paulista variam de 15 a 19°C, com frio mais intenso e tempo firme no interior, onde as temperaturas podem chegar aos 11°C. As máximas variam de 17 a 19°C na faixa leste e variam de 24 a 30°C no interior. No Rio de Janeiro, o mesmo comportamento de pouca variação térmica é prevista, com mínimas de 15 a 21°C e máximas de 16 a 21°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso.html" title="Gangorra térmica: frio de inverno já tem data para acabar e dará lugar ao calor intenso">Gangorra térmica: frio de inverno já tem data para acabar e dará lugar ao calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso.html" title="Gangorra térmica: frio de inverno já tem data para acabar e dará lugar ao calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso-1787323785931_320.png" alt="Gangorra térmica: frio de inverno já tem data para acabar e dará lugar ao calor intenso"></a></article></aside><p><strong>Na terça-feira (25)</strong>, a mesma condição é prevista para São Paulo e o Rio de Janeiro, mas com chuvas ocorrendo de forma mais pontual.<strong> A mudança fica para o aumento do potencial de chuvas</strong> no sul de Minas Gerais e da nebulosidade no sudeste mineiro a partir da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787500168481.jpg" data-image="7fz9vzd1q795" alt="chuvas no Sudeste" title="chuvas no Sudeste"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da quarta-feira, 26 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira (26)</strong>, uma região mais instável se forma sobre o Sudeste, aumentando o potencial de chuvas sobre São Paulo, o Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais. <strong>As temperaturas aumentam, diminuindo a sensação de frio</strong> que ainda persiste no leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Previsão de chuva no oeste, centro-sul e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, e no centro-sul de Minas Gerais.</p><h2>Calor de 30°C a mais de 40°C chega ao Centro-Sul</h2><p><strong>Na quinta-feira (27)</strong>, a tendência aponta para a formação de uma frente fria na metade sul do Rio Grande do Sul, que traz potencial de chuva forte e de tempestades pontuais. No entanto, <strong>o destaque do momento seria a condição pré-frontal que o sistema provoca</strong>, com ventos de norte transportando o ar mais quente do Centro-Norte do Brasil para o Centro-Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar-1787500374198.jpg" data-image="xivv1bw2dnxx" alt="calor" title="calor"><figcaption>Temperaturas máximas para a sexta-feira, 28 de agosto.</figcaption></figure><p>Como o sistema frontal mostra-se não conseguir avançar pela Região Sul, a semana pode terminar c<strong>om temperaturas acima dos 30°C em praticamente todo o Centro-Sul, com mais de 40°C no oeste de São Paulo</strong> e próximo desse patamar no centro-norte paulista, com 34°C na região metropolitana da capital. Esse padrão pode se estender até o dia 31, segunda-feira, quando um novo sistema frontal mais intenso consegue quebrar o bloqueio e promete trazer uma mudança nos primeiros dias de setembro. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-de-inverno-persiste-no-centro-sul-na-reta-final-da-estacao-quando-volta-a-esquentar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 14:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um sistema de correntes no Oceano Atlântico que molda os climas regionais e distribui nutrientes oceânicos funciona também como um mecanismo de controlo que ajuda a regular as temperaturas em todo o planeta, de acordo com uma nova pesquisa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787033783062.jpg" data-image="uc875vozymqi"><figcaption>Imagem de arquivo, apenas para fins ilustrativos. Fonte: PXHERE.com</figcaption></figure><p>Uma análise das flutuações naturais passadas na intensidade da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC) revela que, durante os períodos em que a <strong>AMOC</strong> se apresentava <strong>forte</strong>, o oceano e o planeta no seu conjunto<strong> perdiam calor</strong>. Quando a AMOC se apresentava <strong>fraca</strong>, o oceano e o planeta no seu conjunto ganhavam <strong>calor adicional</strong>.</p><h2>O que é a AMOC? </h2><p>A AMOC (Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico) é um vasto <strong>sistema de correntes oceânicas </strong>que funciona como uma gigantesca correia transportadora.</p><p><strong>"A AMOC atua como uma válvula térmica que controla o equilíbrio energético do planeta"</strong>, afirmou Christo Buizert, paleoclimatologista da Universidade Estadual do Oregon e autor principal do estudo, que acaba de ser publicado na <em>Nature Geoscience</em>.</p><h2>O papel da AMOC e as suas variações</h2><p>Os investigadores sabem há muito que a AMOC desempenha um papel importante na circulação de calor através das correntes oceânicas globais. Embora a AMOC se tenha mantido forte nos últimos 11.700 anos, desde o fim da última Idade do Gelo, <strong>muitos modelos climáticos preveem um futuro enfraquecimento da AMOC devido às mudanças climáticas provocadas pelo homem</strong>.</p><p>Segundo <strong>Buizert</strong>, professor associado da Faculdade de Ciências da Terra, do Oceano e da Atmosfera da Universidade Estadual do Oregon (OSU), <strong>este enfraquecimento da AMOC agravaria o aquecimento global</strong>. O impacto mais direto deste enfraquecimento é o arrefecimento em todo o Atlântico Norte e nas regiões circundantes, incluindo a Groenlândia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787034024065.jpg" data-image="lwufvy23epd7"><figcaption>A AMOC impulsiona as águas superficiais quentes da costa para as regiões de alta latitude. Aí, a ��gua depara-se com ventos fortes e baixas temperaturas do ar, o que faz com que arrefeça e se torne mais densa. Esta água fria e densa afunda-se nas profundezas do oceano e é depois transportada de volta para sul, criando uma circulação semelhante a uma correia transportadora. Ilustração de Eric S. Taylor, © Woods Hole Oceanographic Institution</figcaption></figure><p>"No entanto, quando alargamos a perspectiva e <strong>olhamos para o planeta como um todo, a quantidade total de calor aumenta, na verdade"</strong>, afirmou <strong>Buizert</strong>.</p><p>Estudos anteriores demonstraram que, durante cada uma das eras glaciares da Terra — que ocorreram repetidamente entre 11 700 anos e 2,7 milhões de anos atrás —, a AMOC sofreu uma série de mudanças abruptas conhecidas como <strong>eventos de Dansgaard-Oeschger</strong>.</p><p>Estas <strong>mudanças abruptas </strong>são provavelmente o melhor exemplo dos "pontos de inflexão" climáticos: <strong>limiares críticos que, uma vez ultrapassados, desencadeiam alterações climáticas repentinas e potencialmente irreversíveis</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante os períodos em que a AMOC se encontrava enfraquecida, um arrefecimento abrupto no Atlântico Norte fez com que regiões como a atual Europa, a Groenlândia e Nova Iorque registassem temperaturas muito mais baixas. A teoria científica predominante sugeria que o calor era transferido para o Hemisfério Sul, num fenómeno conhecido como "balanço térmico bipolar".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nova investigação demonstra que, em vez de se tratar simplesmente de uma redistribuição do calor, existe, na verdade, um <strong>aumento líquido na quantidade de calor armazenada pelos oceanos a nível global</strong>.</p><p>"Para contextualizar, os períodos de enfraquecimento da AMOC durante a última Idade do Gelo causaram o mesmo aquecimento que seria produzido hoje por 25 ppm de dióxido de carbono. Isso equivale a cerca de 10 anos de emissões antropogênicas."</p><p>Para chegar a estas conclusões, os investigadores criaram um <strong>novo quadro</strong>, utilizando simulações de alterações abruptas na AMOC com base em três modelos climáticos diferentes. Nos três modelos, acompanharam a forma como <strong>o calor se desloca pelos oceanos e a quantidade de calor que o planeta, no seu conjunto, perde ou ganha</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727571" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/colapso-da-amoc-nao-e-mais-so-um-risco-remoto-e-sim-uma-ameaca-iminente-ao-clima-global.html" title="Colapso da AMOC não é mais só um risco remoto, e sim uma ameaça iminente ao clima global">Colapso da AMOC não é mais só um risco remoto, e sim uma ameaça iminente ao clima global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/colapso-da-amoc-nao-e-mais-so-um-risco-remoto-e-sim-uma-ameaca-iminente-ao-clima-global.html" title="Colapso da AMOC não é mais só um risco remoto, e sim uma ameaça iminente ao clima global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-collasso-dell-amoc-non-e-piu-un-rischio-remoto-ma-una-minaccia-ormai-imminente-per-il-clima-europeo-e-globale-1756504540416_320.jpg" alt="Colapso da AMOC não é mais só um risco remoto, e sim uma ameaça iminente ao clima global"></a></article></aside><p>O oceano absorve continuamente calor da luz solar, particularmente nos trópicos. <strong>Quando a AMOC está forte, esse calor é transportado pelas correntes oceânicas em direção ao Atlântico Norte</strong>, onde é libertado para a atmosfera através de um processo conhecido como convecção nas profundezas do oceano.</p><p>O novo estudo revelou que, quando a AMOC enfraquece, esse calor acumula-se no interior do oceano, incluindo o Atlântico Norte. <strong>Apenas uma fina camada superficial do Atlântico Norte arrefece, enquanto o resto do oceano aquece</strong>.</p><p><strong>"É como se todo o oceano estivesse a funcionar como um enorme reservatório de calor"</strong>, afirmou Buizert. A AMOC funciona como uma válvula que controla a quantidade de calor que pode escapar.</p><h2>Lado positivo</h2><p>"A nossa investigação também mostra que, <strong>num mundo mais quente, a AMOC tende a ser mais estável, sugerindo que estes pontos de viragem podem não ocorrer no futuro"</strong>, afirmou Buizert. "As alterações climáticas provocariam um enfraquecimento futuro da AMOC, mas esta poderia recuperar. Pode não ocorrer um colapso irreversível da AMOC. No entanto, é necessária mais investigação para compreender melhor a estabilidade futura da AMOC."</p><p>Segundo Buizert, os estudos sobre as alterações naturais que ocorreram na AMOC no passado não constituem uma comparação perfeita com as alterações climáticas atuais, mas <strong>quanto mais os investigadores puderem aprender sobre o passado, melhor isso os ajudará a compreender como poderá ser o futuro</strong>.</p><p>São necessárias mais investigações para compreender melhor <strong>o papel que a AMOC em mudança desempenha nos padrões</strong> meteorológicos e climáticos em todo o mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Christo%20Buizert%20et%20al" data-year="" data-title="Planetary%20energy%20budget%20during%20abrupt%20glacial%20climate%20events%20set%20by%20Atlantic%20Ocean%20heat%20valve%2C%20Nature%20Geoscience" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02070-6">Christo Buizert et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02070-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Planetary energy budget during abrupt glacial climate events set by Atlantic Ocean heat valve, Nature Geoscience</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrela em alta velocidade pode testar a rotação do buraco negro no centro da Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 12:16:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A estrela mais rápida da Via Láctea atinge 25 mil km/s e pode revelar como gira o buraco negro central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea-1787424647858.png" data-image="rv09noaz9amv" alt="Uma nova estrela, S301, pode ajudar astrônomos a determinar pela primeira vez o spin do buraco negro Sagittarius A*, no centro da Via Láctea." title="Uma nova estrela, S301, pode ajudar astrônomos a determinar pela primeira vez o spin do buraco negro Sagittarius A*, no centro da Via Láctea."><figcaption>Uma nova estrela, S301, pode ajudar astrônomos a determinar pela primeira vez o spin do buraco negro Sagittarius A*, no centro da Via Láctea.</figcaption></figure><p><strong>O Sagittarius A* (Sgr A*), o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, possui um spin que ainda não foi determinado com precisão. </strong>A rotação, ou spin, de um buraco negro é descrita pelo momento angular e pode variar de praticamente zero até o limite máximo permitido pela solução da relatividade geral.</p><p><strong>As estrelas que orbitam Sgr A* funcionam como sondas naturais do espaço-tempo</strong>. Quanto mais próxima uma estrela passa do buraco negro, mais relevantes se tornam efeitos relativísticos associados à sua rotação, incluindo o frame dragging, no qual o espaço-tempo é arrastado pelo momento angular do objeto. </p><p><strong>A descoberta da S301 é importante porque ela é a estrela mais rápida já observada na Via Láctea e atinge cerca de 25.000 km/s durante sua órbita. </strong>A estrela se aproxima de Sgr A* mais do que qualquer outra já observada, chegando a uma região onde os efeitos da rotação do buraco negro podem alterar seu movimento de forma mensurável. </p><h2>Sgr A*</h2><p><strong>O Sgr A* é o buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea, a aproximadamente 26 mil anos-luz da Terra.</strong> Sua massa é estimada em cerca de 4 milhões de vezes a massa do Sol. Seu horizonte de eventos teria um diâmetro de aproximadamente 24 milhões de quilômetros, menor que a órbita de Mercúrio.</p><div class="texto-destacado">Apesar de sua massa, Sgr A* é relativamente pequeno em escala galáctica e atualmente apresenta baixa atividade de acreção.</div><p>O buraco negro consome pouca matéria em comparação com buracos negros supermassivos mais ativos. <strong>Ao seu redor existe uma região densa, com estrelas, gás e poeira submetidos a campos gravitacionais intensos. </strong>A dinâmica desses objetos permite estudar melhor as propriedades dos buracos negros.</p><h2>O spin do Sgr A*</h2><p>O spin de um buraco negro é seu momento angular associado à rotação do próprio objeto. <strong>Na relatividade geral, ele é descrito pelo parâmetro que varia de 0, para um buraco negro sem rotação, até aproximadamente 1, para a rotação máxima permitida</strong>. O spin altera a geometria do espaço-tempo ao redor do buraco negro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea-1787424763430.png" data-image="qn8q9bwtf61w" alt="Pesquisadores estão acompanhando sua órbita extremamente próxima de Sgr A* e esperam obter novas observações durante sua próxima passagem, em 2031. Crédito: Dayem et al. 2026" title="Pesquisadores estão acompanhando sua órbita extremamente próxima de Sgr A* e esperam obter novas observações durante sua próxima passagem, em 2031. Crédito: Dayem et al. 2026"><figcaption>Pesquisadores estão acompanhando sua órbita extremamente próxima de Sgr A* e esperam obter novas observações durante sua próxima passagem, em 2031. Crédito: Dayem et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Ainda não conhecemos o spin do Sagittarius A* porque não podemos observar diretamente o horizonte de eventos nem acompanhar a rotação do buraco negro.</strong> As estimativas dependem de efeitos indiretos, como a emissão do gás próximo, a estrutura do fluxo de acreção e o movimento de objetos em sua vizinhança. </p><h2>Estrela S301</h2><p>Com isso, a descoberta da estrela S301 traz avanços nessa direção. <strong>A S301 é a estrela mais rápida já observada na Via Láctea, atingindo cerca de 25.000 km/s durante sua passagem próxima por Sagittarius A*. </strong>Ela segue uma órbita compacta, completando uma órbita em apenas 8,7 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772763" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo.html" title="Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo">Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo.html" title="Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descoberta-no-centro-da-galaxia-pode-ajudar-a-entender-a-atividade-do-buraco-negro-supermassivo-1780870011962_320.png" alt="Descoberta no centro da galáxia pode ajudar a entender a atividade do buraco negro supermassivo"></a></article></aside><p><strong>Ela chega a aproximadamente 12 vezes a distância entre a Terra e o Sol do buraco negro.</strong> Ela está em uma região onde os efeitos relativísticos podem ser mensuráveis. Como S301 passa mais perto de Sgr A* do que qualquer outra estrela, pequenas alterações em sua órbita podem dar informações sobre o momento angular do buraco negro. </p><h2>Mistério do spin</h2><p><strong>A órbita da S301 poderá fornecer uma das melhores oportunidades para determinar diretamente o spin do Sgr A*. </strong>Para isso, os astrônomos precisam acompanhar sua trajetória com precisão para identificar pequenas alterações orbitais produzidas pelo frame dragging, causado pela rotação do buraco negro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea-1787424687753.png" data-image="o6g1ycehrqk6" alt="A S301 pode se tornar uma das melhores oportunidades para medir diretamente o spin de Sgr A* e testar os efeitos previstos pela relatividade geral. Crédito: Dayem et al. 2026" title="A S301 pode se tornar uma das melhores oportunidades para medir diretamente o spin de Sgr A* e testar os efeitos previstos pela relatividade geral. Crédito: Dayem et al. 2026"><figcaption>A S301 pode se tornar uma das melhores oportunidades para medir diretamente o spin de Sgr A* e testar os efeitos previstos pela relatividade geral. Crédito: Dayem et al. 2026</figcaption></figure><p>Observações de acompanhamento com o GRAVITY+ e, futuramente, com o instrumento do Extremely Large Telescope (ELT), serão fundamentais para reconstruir a órbita da S301. <strong>A estrela terá uma nova passagem próxima de Sgr A* em 2031, e o objetivo é acompanhar pelo menos duas órbitas completas.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dayem%20et%20al" data-year="2026" data-title="Discovery%20of%20a%20star%20sensitive%20to%20the%20spin%20of%20Sagittarius%20A*" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10894-w">Dayem et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10894-w" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Discovery of a star sensitive to the spin of Sagittarius A*</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/estrela-em-alta-velocidade-pode-testar-a-rotacao-do-buraco-negro-no-centro-da-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 10:14:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Reflect Orbital tem como objetivo captar a luz solar sempre que necessário, recorrendo a tecnologia espacial e terrestre. Um novo estudo pré-publicado sugere que os espelhos instalados em satélites poderão iluminar o céu noturno muito mais do que o previsto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859.jpeg" data-image="xyecribw0ksv" alt="Reflect Orbital constellation" title="Reflect Orbital constellation"><figcaption>A Reflect Orbital espera, no futuro, vender «luz solar a pedido», fornecendo energia solar após o pôr-do-sol e antes do nascer do sol a clientes pagantes. O conceito assenta numa constelação de satélites equipados com espelhos.</figcaption></figure><p><strong>E se o céu noturno estivesse sempre iluminado pela lua? </strong>A Reflect Orbital, uma startup tecnológica da Califórnia, obteve a aprovação da Comissão Federal de Comunicações (FCC) para lançar um protótipo de satélite capaz de transmitir radiação solar à Terra, sempre que necessário. A solução assenta numa constelação de satélites em órbita, equipados com espelhos gigantes concebidos para refletir a luz solar para painéis solares gigantes instalados na Terra.</p><p>A Reflect Orbital pretende lançar uma <strong>rede de até 50.000 satélites equipados com espelhos até 2035</strong>, a fim de aproveitar melhor a radiação solar e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"> Brighter than the Moon: the impact of orbital mirrors<br><br>Reflect Orbital plans to launch giant mirrors into orbit to reflect sunlight onto Earth at night. New modeling reveals that such illumination would drastically increase light pollution.<br><br>A single 54-meter satellite beaming <a href="https://t.co/zJxIEChpil">pic.twitter.com/zJxIEChpil</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2088587506505650499?ref_src=twsrc%5Etfw">August 15, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>"O problema é que a energia solar não está disponível quando realmente precisamos dela"</strong>, afirmou Ben Nowack, diretor executivo da Reflect Orbital, na Conferência Internacional sobre Energia Espacial de 2024, realizada em Londres.</p><p>A nave espacial de teste, cujo lançamento está previsto para 2026, a Earendil-1, irá desdobrar um espelho com 18 metros 18 metros na órbita terrestre baixa. Irá projetar um feixe de luz solar refletida com cerca de 4,83 quilômetros de largura para a superfície da Terra. A Reflect Orbital compara o aumento da radiação solar noturna a um<strong> "brilho suave semelhante ao da lua"</strong>.</p><h2>A reação: investigação e preocupações ambientais</h2><p>A aprovação concedida pela FCC à Reflect Orbital, em julho, para o lançamento do Earendil-1 foi <strong>alvo de uma onda de críticas </strong>por parte de astrônomos e especialistas em vida selvagem. A Sociedade Astronômica Americana (AAS) enviou uma carta à FCC a opor-se à concessão da licença.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">By 2035, Reflect Orbital aims to launch up to 50,000 satellites equipped with mirrors to provide sunlight to Earth-based solar panels. Critics are concerned about impacts on wildlife, astronomy research and human health. <a href="https://t.co/LO6AuZp2RY">https://t.co/LO6AuZp2RY</a></p>— Smithsonian Magazine (@SmithsonianMag) <a href="https://x.com/SmithsonianMag/status/2088037929398550965?ref_src=twsrc%5Etfw">August 13, 2026</a></blockquote></figure><p>A AAS referiu preocupações relativamente ao <strong>aumento da poluição luminosa, ao risco de danos oculares para os astrônomos amadores e às distrações para os pilotos</strong>. Salientou ainda que os observatórios financiados pelo governo federal poderiam estar a desperdiçar recursos públicos, caso esses telescópios se tornassem ineficazes devido ao aumento da poluição luminosa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Algumas pessoas podem querer transformar a noite em dia, mas outras não. — Stacy McGaugh, presidente do departamento de astronomia da Universidade Case Western Reserve</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os especialistas em vida selvagem também manifestaram preocupações. A DarkSky International, que também se opõe à proposta da FCC, alertou que<strong> a luz artificial poderia introduzir um novo e poderoso fator de stress nos ecossistemas noturnos</strong>. Estudos anteriores demonstraram que mesmo níveis baixos de luz artificial introduzidos durante a noite perturbam os padrões de navegação, migração, alimentação e reprodução em centenas de espécies.</p><h2>Novo estudo regista um brilho semelhante ao da lua cheia</h2><p>O novo artigo, atualmente publicado no arXiv (um arquivo de pré-impressões de artigos académicos de acesso aberto), detalha um estudo realizado em colaboração entre a Academia Eslovaca de Ciências e o Departamento de Ciências Astrofísicas de Princeton. O estudo <strong>modelou o brilho do céu para observadores tanto dentro como fora da área iluminada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrônomos alertam: 'O espaço está se esgotando, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrônomos alertam: "O espaço está se esgotando, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrônomos alertam: 'O espaço está se esgotando, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrônomos alertam: 'O espaço está se esgotando, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>Os resultados preliminares comparam o brilho ao da lua cheia. E, uma vez que os satélites se deslocam rapidamente no céu, o estudo afirma que <strong>seria necessária uma constelação de milhares de satélites para garantir uma iluminação constante</strong>. É de salientar que o estudo ainda não foi submetido a uma revisão por pares completa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estruturas ancestrais na floresta revelam uma Amazônia muito mais povoada do que se imaginava]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estruturas-ancestrais-na-floresta-revelam-uma-amazonia-muito-mais-povoada-do-que-se-imaginava.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 08:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Levantamento com tecnologia LiDAR identificou quase 400 estruturas humanas ocultas sob a floresta e reforça evidências de sociedades antigas numerosas e organizadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estruturas-ancestrais-na-floresta-revelam-uma-amazonia-muito-mais-povoada-do-que-se-imaginava-1787325513481.png" data-image="f3mc6l2kytxj" alt="Pesquisadores da Universidade de Helsinki e da UFAC descobriram quase 400 estruturas humanas antigas sob a Amazônia usando a tecnologia LiDAR. https://www.terra.com.br/byte/ciencia/pesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-mas-quem-construiu,4d3fa85fe87a08da88bfee71495fcec0zkdl4i4z.html?utm_source=clipboard" title="Pesquisadores da Universidade de Helsinki e da UFAC descobriram quase 400 estruturas humanas antigas sob a Amazônia usando a tecnologia LiDAR. https://www.terra.com.br/byte/ciencia/pesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-mas-quem-construiu,4d3fa85fe87a08da88bfee71495fcec0zkdl4i4z.html?utm_source=clipboard"><figcaption>Pesquisadores da Universidade de Helsinki e da UFAC descobriram quase 400 estruturas humanas antigas sob a Amazônia usando a tecnologia LiDAR. Crédito: Sanna Saunaluoma (Wikimedia) / Xataka</figcaption></figure><p>Em 24 de junho de 1542, o frei dominicano Gaspar de Carvajal registrou que a expedição comandada por Francisco de Orellana havia sido<strong> atacada por um grupo de mulheres guerreiras. </strong>O episódio ajudaria a batizar a região como Amazônia.</p><p>Mas os relatos de Carvajal iam muito além das chamadas <strong>amazonas</strong>. O religioso descreveu <strong>grandes povoados, autoridades locais, milhares de guerreiros, cerâmicas sofisticadas e extensas redes de caminhos</strong> atravessando a floresta. Durante séculos, porém, essas descrições foram vistas com desconfiança por parte da comunidade científica.</p><p>Agora, um levantamento arqueológico realizado com tecnologia LiDAR oferece novas pistas sobre a <strong>complexidade das sociedades que ocuparam a Amazônia antes da chegada dos europeus.</strong> Pesquisadores da Universidade de Helsinki e da Universidade Federal do Acre identificaram quase 400 estruturas humanas até então desconhecidas em uma área de aproximadamente 4.500 quilômetros quadrados de floresta.</p><h2>LiDAR revela estruturas escondidas pela floresta</h2><p>A <strong>tecnologia LiDAR </strong>utiliza pulsos de laser para mapear o terreno mesmo sob a vegetação. Com ela, os pesquisadores conseguem identificar alterações no relevo que seriam praticamente invisíveis em imagens convencionais ou durante expedições terrestres.</p><div class="texto-destacado">O levantamento indica que estudos anteriores podem ter <strong>subestimado em até cinco vezes a quantidade de estruturas humanas existentes na região</strong> analisada. Mais impressionante, a área pesquisada corresponde a apenas 0,7% do território considerado pelos pesquisadores para compreender a antiga ocupação da região amazônica.</div><p>A partir desses dados, os pesquisadores estimam que, caso <strong>a concentração de estruturas se repita em outras áreas, poderiam existir cerca de 30 mil vestígios</strong> semelhantes em todo o território de Aquiry. A projeção, entretanto, ainda precisa ser confirmada por novos levantamentos e investigações arqueológicas.</p><h2>Uma população de milhões de pessoas</h2><p>As estruturas também levantam questões sobre o tamanho das populações que viveram na região. Segundo as estimativas apresentadas pelos pesquisadores, <strong>entre os séculos 1 e 3 d.C. a área poderia ter abrigado entre 1,25 milhão e 3 milhões de pessoas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estruturas-ancestrais-na-floresta-revelam-uma-amazonia-muito-mais-povoada-do-que-se-imaginava-1787325677305.jpg" data-image="xzakra5s34ur" alt="O mapeamento de 4.500 km² revelou que estudos anteriores subestimaram a presença humana na região em cinco vezes. https://www.terra.com.br/byte/ciencia/pesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-mas-quem-construiu,4d3fa85fe87a08da88bfee71495fcec0zkdl4i4z.html?utm_source=clipboard" title="O mapeamento de 4.500 km² revelou que estudos anteriores subestimaram a presença humana na região em cinco vezes. https://www.terra.com.br/byte/ciencia/pesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-mas-quem-construiu,4d3fa85fe87a08da88bfee71495fcec0zkdl4i4z.html?utm_source=clipboard"><figcaption>O mapeamento de 4.500 km² revelou que estudos anteriores subestimaram a presença humana na região em cinco vezes. Crédito: Divulgação Xataka Brasil</figcaption></figure><p>Esse número não foi obtido diretamente pelo LiDAR. Trata-se de uma estimativa baseada na <strong>quantidade de estruturas identificadas e na força de trabalho presumida </strong>como necessária para construí-las. Por isso, os próprios pesquisadores ressaltam que a hipótese precisa ser testada com escavações e outras evidências arqueológicas.</p><p>O arqueólogo Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, considera a <strong>existência de uma população numerosa plausível e cientificamente importante.</strong> Já José Iriarte, da Universidade de Exeter, destaca a necessidade de encontrar evidências mais diretas, especialmente vestígios de habitações, para confirmar a dimensão dessas antigas comunidades.</p><h2>O fim do mito da floresta intocada</h2><p>A descoberta se soma a décadas de pesquisas que vêm <strong>transformando a compreensão sobre a ocupação humana da Amazônia.</strong> Durante boa parte do século 20, ganhou força a ideia de que as condições ambientais da floresta limitariam o surgimento de sociedades numerosas e complexas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estruturas-ancestrais-na-floresta-revelam-uma-amazonia-muito-mais-povoada-do-que-se-imaginava-1787325846748.png" data-image="pq8baq094t02" alt="Cobrindo apenas 0,7% do território estudado, a descoberta sugere a existência de até 30 mil construções no território Aquiry, mudando a perspectiva histórica sobre as civilizações pré-colombianas que habitaram a floresta. https://www.terra.com.br/byte/ciencia/pesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-mas-quem-construiu,4d3fa85fe87a08da88bfee71495fcec0zkdl4i4z.html?utm_source=clipboard" title="Cobrindo apenas 0,7% do território estudado, a descoberta sugere a existência de até 30 mil construções no território Aquiry, mudando a perspectiva histórica sobre as civilizações pré-colombianas que habitaram a floresta. https://www.terra.com.br/byte/ciencia/pesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-mas-quem-construiu,4d3fa85fe87a08da88bfee71495fcec0zkdl4i4z.html?utm_source=clipboard"><figcaption>Cobrindo apenas 0,7% do território estudado, a descoberta sugere a existência de até 30 mil construções no território Aquiry, mudando a perspectiva histórica sobre as civilizações pré-colombianas que habitaram a floresta. Crédito: Ilustração feita com IA por Xataka Brasil</figcaption></figure><p>A arqueóloga Betty Meggers foi uma das principais defensoras dessa interpretação. A partir das décadas de 1950 e 1960, seus trabalhos contribuíram para consolidar a visão de uma Amazônia pouco povoada e incapaz de sustentar grandes sociedades por longos períodos.</p><p>Nas últimas décadas, porém, <strong>novas descobertas vêm colocando essa interpretação em xeque. </strong>Geoglifos, estradas, áreas de cultivo, cerâmicas e outros vestígios demonstram que diferentes povos modificaram a paisagem amazônica em escala muito maior do que se imaginava.</p><h2>Carvajal estava certo?</h2><p>Isso não significa, contudo, que as novas descobertas comprovem integralmente os relatos de Carvajal. As<strong> estruturas identificadas pelo LiDAR são anteriores à chegada dos europeus</strong> em vários séculos e não necessariamente correspondem a cidades ou grandes povoados descritos pelos cronistas espanhóis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739385" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-revela-civilizacao-perdida-e-sofisticada-na-amazonia-boliviana.html" title="Estudo revela civilização perdida e sofisticada na Amazônia boliviana">Estudo revela civilização perdida e sofisticada na Amazônia boliviana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-revela-civilizacao-perdida-e-sofisticada-na-amazonia-boliviana.html" title="Estudo revela civilização perdida e sofisticada na Amazônia boliviana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-revela-civilizacao-perdida-e-sofisticada-na-amazonia-boliviana-1763064014835_320.jpg" alt="Estudo revela civilização perdida e sofisticada na Amazônia boliviana"></a></article></aside><p>Ainda assim, o conjunto de evidências arqueológicas torna cada vez mais difícil sustentar a ideia de uma floresta amazônica essencialmente intocada antes da colonização. A paisagem que os europeus encontraram já carregava<strong> marcas profundas de sociedades que haviam construído caminhos, manejado recursos e transformado seus territórios.</strong></p><p>A descoberta das quase 400 estruturas reforça, portanto, uma mudança fundamental na arqueologia amazônica:<strong> a floresta não era um espaço vazio à espera da ocupação humana.</strong> Sob a vegetação, permanecem vestígios de sociedades cuja dimensão, organização e história apenas agora começam a ser reveladas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Xataka%20Brasil" data-year="2026" data-title="Pesquisadores%20descobrem%20400%20estruturas%20humanas%20antigas%20escondidas%20na%20Amaz%C3%B4nia%20%E2%80%94%20mas%20quem%20construiu%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.xataka.com.br%2Fciencia%2Fpesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-quem-construiu">Xataka Brasil. (2026). <a href="https://www.xataka.com.br/ciencia/pesquisadores-descobrem-400-estruturas-humanas-antigas-escondidas-na-amazonia-quem-construiu" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pesquisadores descobrem 400 estruturas humanas antigas escondidas na Amazônia — mas quem construiu?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estruturas-ancestrais-na-floresta-revelam-uma-amazonia-muito-mais-povoada-do-que-se-imaginava.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Eclipse lunar acontece em 27 de agosto e poderá ser observado do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/eclipse-lunar-acontece-em-27-de-agosto-e-podera-ser-observado-do-brasil.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 22:57:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Em 27 de agosto, a Lua passará pela sombra da Terra e terá aproximadamente 93% de sua superfície obscurecida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-lunar-acontece-em-27-de-agosto-e-podera-ser-observado-do-brasil-1787418066156.png" data-image="3h639w47l5tm" alt="Um eclipse lunar acontecerá entre os dias 27 e 28 de agosto e poderá ser observado de todo o Brasil. Crédito: NASA" title="Um eclipse lunar acontecerá entre os dias 27 e 28 de agosto e poderá ser observado de todo o Brasil. Crédito: NASA"><figcaption>Um eclipse lunar acontecerá entre os dias 27 e 28 de agosto e poderá ser observado de todo o Brasil. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>O eclipse lunar de 27 de agosto poderá ser observado de todo o Brasil durante a madrugada entre os dias 27 e 28 de agosto.</strong> Durante o máximo do fenômeno, cerca de 93% do disco lunar ficará encoberto pela sombra da Terra. Como se trata de um eclipse lunar, a observação poderá ser feita a olho nu.</p><p>O fenômeno acontecerá poucas semanas depois do eclipse solar do dia 12 de agosto, que foi observado principalmente em regiões do Ártico e em partes da Europa. <strong>Os dois eventos estão relacionados com a configuração orbital da Lua em relação à Terra e ao Sol, ocorrendo na chamada temporada de eclipses. </strong></p><p><strong>Apesar de aproximadamente 93% da Lua ficar dentro da sombra terrestre, o fenômeno ainda será classificado como eclipse lunar parcial, e não total. </strong>Para que um eclipse lunar seja considerado total, todo o disco lunar precisa atravessar a sombra da Terra simultaneamente. </p><h2>Eclipse lunar</h2><p><strong>O eclipse lunar parcial acontecerá na madrugada entre os dias 27 e 28 de agosto e poderá ser observado em todo o Brasil.</strong> Cerca de 93% do disco lunar ficará coberto pela sombra da Terra, fazendo com que a Lua apresente uma redução significativa de brilho durante o fenômeno. </p><div class="texto-destacado">A fase parcial terá início às 23h33 do dia 27 de agosto, quando a Lua começará a entrar na região mais escura da sombra terrestre.</div><p><strong>O máximo do eclipse está previsto para ocorrer às 1h12 da madrugada do dia 28, quando a maior parte da Lua estará dentro da sombra. </strong>Após esse momento, o satélite começará a deixar gradualmente a região de sombra até o término do fenômeno, previsto para 2h51. A observação pode ser feita a olho nu.</p><h2>Como o eclipse lunar acontece?</h2><p><strong>Um eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra terrestre seja projetada sobre a superfície lunar. </strong>Para isso, os três corpos precisam estar aproximadamente alinhados durante a Lua cheia. A sombra da Terra possui duas regiões chamadas umbra e penumbra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-lunar-acontece-em-27-de-agosto-e-podera-ser-observado-do-brasil-1787418202353.png" data-image="a7tyjnjtrilo" alt="O fenômeno ocorrerá durante uma temporada de eclipses, poucas semanas após o eclipse solar que foi observado na Europa. Crédito: NASA" title="O fenômeno ocorrerá durante uma temporada de eclipses, poucas semanas após o eclipse solar que foi observado na Europa. Crédito: NASA"><figcaption>O fenômeno ocorrerá durante uma temporada de eclipses, poucas semanas após o eclipse solar que foi observado na Europa. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>A classificação depende de quanto da Lua atravessa a umbra terrestre.</strong> No eclipse total, todo o disco lunar entra na umbra e a Lua pode adquirir uma coloração avermelhada devido à luz solar refratada pela atmosfera terrestre. No eclipse parcial, apenas parte do disco atravessa a umbra.</p><h2>Por que é possível ver mais estrelas?</h2><p>Durante um eclipse lunar, a Lua perde grande parte de seu brilho aparente ao entrar na sombra da Terra. Isso reduz a luminosidade no campo de visão, <strong>permitindo que estrelas mais fracas, normalmente ofuscadas pelo brilho da Lua, se tornem visíveis. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781644" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html" title="Fenômeno histórico em 2027: eclipse solar terá o maior tempo de escuridão do século">Fenômeno histórico em 2027: eclipse solar terá o maior tempo de escuridão do século</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fenomeno-historico-em-2027-eclipse-solar-tera-o-maior-tempo-de-escuridao-do-seculo.html" title="Fenômeno histórico em 2027: eclipse solar terá o maior tempo de escuridão do século"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-mais-longo-do-seculo-acontecera-em-2027-e-tera-mais-de-seis-minutos-de-escuridao-total-1785622793838_320.jpg" alt="Fenômeno histórico em 2027: eclipse solar terá o maior tempo de escuridão do século"></a></article></aside><p>A quantidade de estrelas observáveis depende da magnitude aparente e das condições do céu. <strong>Com a Lua parcialmente ou totalmente obscurecida, o contraste entre o céu escuro e as estrelas aumenta.</strong> Constelações e estrelas próximas à região aparente da Lua podem ficar muito mais fáceis de identificar.</p><h2>Eclipse solar do dia 12</h2><p><strong>Esse eclipse lunar acontece logo após o eclipse solar de 12 de agosto de 2026 que ocorreu quando a Lua passou entre a Terra e o Sol. </strong>O fenômeno foi observado como um eclipse solar total em uma faixa restrita do planeta, incluindo partes da Europa e do Ártico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-lunar-acontece-em-27-de-agosto-e-podera-ser-observado-do-brasil-1787418169132.png" data-image="zgujb5wyxv11" alt="O eclipse solar de 12 de agosto teve repercussão internacional e foi acompanhado por observatórios e agências espaciais de diferentes países. Crédito: ESA" title="O eclipse solar de 12 de agosto teve repercussão internacional e foi acompanhado por observatórios e agências espaciais de diferentes países. Crédito: ESA"><figcaption>O eclipse solar de 12 de agosto teve repercussão internacional e foi acompanhado por observatórios e agências espaciais de diferentes países. Crédito: ESA</figcaption></figure><p><strong>A totalidade ocorre quando o disco lunar cobre completamente o Sol para um observador localizado dentro da faixa de sombra projetada pela Lua</strong>. Nessa região, a coroa solar pode ser observada por alguns minutos, enquanto o céu escurece de forma semelhante ao crepúsculo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/eclipse-lunar-acontece-em-27-de-agosto-e-podera-ser-observado-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quase 40% dos indígenas em terras da Amazônia vivem sem acesso adequado à água]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/quase-40-dos-indigenas-em-terras-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 21:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Análise baseada no Censo 2022 revela precariedade no abastecimento, saneamento e gestão de resíduos, enquanto garimpo, secas extremas e mudanças climáticas ampliam riscos à saúde indígena.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quase-40-dos-indigenas-em-terras-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua-1787408818546.jpg" data-image="71w7yfb33bm3" alt="Em 2024 e 2025, o Projeto Saúde e Alegria distribuiu mais de 5 mil filtros de nanotecnologia aos povos indígenas da bacia do rio Tapajós e outras comunidades tradicionais do Pará. A tecnologia permite o tratamento da água de rios, igarapés e cacimbas, que perdem a potabilidade por atividades ilegais, como o garimpo de ouro, e durante eventos climáticos extremos de seca e cheia. Foto: Junior Albuquerque/Saúde e Alegria" title="Em 2024 e 2025, o Projeto Saúde e Alegria distribuiu mais de 5 mil filtros de nanotecnologia aos povos indígenas da bacia do rio Tapajós e outras comunidades tradicionais do Pará. A tecnologia permite o tratamento da água de rios, igarapés e cacimbas, que perdem a potabilidade por atividades ilegais, como o garimpo de ouro, e durante eventos climáticos extremos de seca e cheia. Foto: Junior Albuquerque/Saúde e Alegria"><figcaption>Em 2024 e 2025, o Projeto Saúde e Alegria distribuiu mais de 5 mil filtros de nanotecnologia aos povos indígenas da bacia do rio Tapajós e outras comunidades tradicionais do Pará. Crédito: Junior Albuquerque/Saúde e Alegria </figcaption></figure><p><strong>Quase 40% da população indígena que vive em terras indígenas na Amazônia Legal não tem acesso considerado adequado à água.</strong> Segundo análise da InfoAmazonia com base no Censo Demográfico de 2022, 114 mil pessoas, ou 27% desse grupo, dependem principalmente de rios, lagos e igarapés para obter água.</p><p>Outros 37 mil indígenas (8,71%) utilizam principalmente água da chuva, enquanto 5.067 (1,19%) dependem de carros-pipa. <strong>Apenas 116 mil moradores de terras indígenas (27,38%) estão conectados à rede geral de distribuição</strong>, e 145 mil (34,29%) utilizam poços, fontes, nascentes ou minas, formas consideradas oficialmente adequadas e mais seguras.</p><p>O cenário é agravado pela <strong>contaminação dos corpos d’água provocada por atividades como garimpo e desmatamento</strong>, além da intensificação de eventos climáticos extremos. No Alto Rio Tapajós, no Pará, a indígena Munduruku Ediene Kirixi relata que a água dos rios perdeu a qualidade após o avanço do garimpo ilegal e da exploração mineral.</p><h2>Garimpo e seca agravam crise</h2><p>Na Terra Indígena Munduruku, <strong>quase 40% dos 9.281 habitantes dependem de rios, lagos e igarapés como principal fonte de água</strong>. Em algumas aldeias, a alternativa tem sido a instalação de poços. A associação coordenada por Ediene conseguiu recursos para perfurar minipoços artesianos em 12 comunidades durante a seca extrema de 2024.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quase-40-dos-indigenas-em-terras-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua-1787408959081.jpg" data-image="ji673jl7lb8w" alt="O garimpo ilegal de ouro deixou um rastro de destruição na Terra Indígena Munduruku e contaminou os corpos hídricos do Alto Rio Tapajós, no Pará. Foto: Christian Braga/Greenpeace" title="O garimpo ilegal de ouro deixou um rastro de destruição na Terra Indígena Munduruku e contaminou os corpos hídricos do Alto Rio Tapajós, no Pará. Foto: Christian Braga/Greenpeace"><figcaption>O garimpo ilegal de ouro deixou um rastro de destruição na Terra Indígena Munduruku e contaminou os corpos hídricos do Alto Rio Tapajós, no Pará. Crédito: Christian Braga/Greenpeace</figcaption></figure><p>A situação também afeta a saúde. Em 2024, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Tapajós registrou <strong>1.894 casos de doenças diarreicas agudas por 10 mil habitantes,</strong> uma das maiores taxas do país. Segundo lideranças locais, a instalação de poços contribuiu para reduzir casos de diarreia e malária em aldeias atendidas.</p><p>Em fevereiro de 2026, uma decisão da Justiça Federal determinou que a União fornecesse mensalmente água potável à população atendida pelo DSEI Tapajós e construísse ou reformasse sistemas de abastecimento e poços artesianos. O Ministério da Saúde informou que mantém 13 processos licitatórios para instalações na bacia.</p><h2>Problema se espalha pela Amazônia</h2><p>No Alto Rio Negro, no Amazonas, a situação também preocupa, apesar do alto grau de conservação da região. <strong>Metade da população indígena atendida pelo DSEI local depende principalmente de rios, igarapés e lagos</strong>. Secas mais intensas e o crescimento das aldeias têm contribuído para a piora da qualidade da água.</p><p>Mariazinha Baré, coordenadora-geral da APIAM, afirma que comunidades passaram a coletar água da chuva diante das dificuldades. Em períodos de estiagem, igarapés podem ficar com barro e odor forte, tornando a água imprópria para consumo. <strong>O plano do DSEI prevê intervenções em 112 das 742 aldeias até 2027.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784016" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-identifica-18-especies-de-arvores-que-ajudam-na-recuperacao-da-amazonia-conheca-elas.html" title="Estudo identifica 18 espécies de árvores que ajudam na recuperação da Amazônia; conheça elas">Estudo identifica 18 espécies de árvores que ajudam na recuperação da Amazônia; conheça elas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-identifica-18-especies-de-arvores-que-ajudam-na-recuperacao-da-amazonia-conheca-elas.html" title="Estudo identifica 18 espécies de árvores que ajudam na recuperação da Amazônia; conheça elas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-identifica-18-especies-de-arvores-que-ajudam-na-recuperacao-da-amazonia-conheca-elas-1786906829172_320.jpg" alt="Estudo identifica 18 espécies de árvores que ajudam na recuperação da Amazônia; conheça elas"></a></article></aside><p>A análise mostra ainda que <strong>99 das 145 terras indígenas do Amazonas não têm acesso à rede geral de distribuição de água</strong>. Para especialistas e organizações indígenas, ampliar sistemas de abastecimento e saneamento é também uma estratégia de adaptação climática.</p><p>Com a previsão de uma nova seca severa na Amazônia no segundo semestre de 2026, <strong>lideranças defendem ações estruturantes para evitar crises humanitárias.</strong> O Ministério da Saúde afirma que pretende ampliar atendimentos em áreas de risco, revisar planos de contingência e garantir equipamentos para armazenar e tratar água potável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="InfoAmaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Quase%2040%25%20dos%20ind%C3%ADgenas%20em%20territ%C3%B3rios%20da%20Amaz%C3%B4nia%20vivem%20sem%20acesso%20adequado%20%C3%A0%20%C3%A1gua" data-url="https%3A%2F%2Finfoamazonia.org%2F2026%2F08%2F13%2Fquase-40-dos-indigenas-em-territorios-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua%2F">InfoAmazônia. (2026). <a href="https://infoamazonia.org/2026/08/13/quase-40-dos-indigenas-em-territorios-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Quase 40% dos indígenas em territórios da Amazônia vivem sem acesso adequado à água</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/quase-40-dos-indigenas-em-terras-da-amazonia-vivem-sem-acesso-adequado-a-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Galileu Galilei: "Mede o que for mensurável e torna mensurável o que não o for"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 19:39:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Muito antes de existirem os termômetros modernos, o génio italiano inventou o termoscópio, um instrumento revolucionário para a sua época que abriu caminho para tornar a temperatura uma grandeza mensurável e transformou a observação do tempo atmosférico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787006456564.jpg" data-image="op127p21znzy"><figcaption>O italiano Galileu Galilei, astrônomo, engenheiro, matemático e físico, é considerado o pai da ciência moderna.</figcaption></figure><p>No final do século XVI, falar de temperatura não significava o mesmo que hoje.<strong> O calor e o frio eram considerados qualidades dos corpos</strong>, mas não existia uma escala universal que permitisse dizer que uma divisão estava a 20 graus ou que um dia era dez graus mais quente do que outro. Ou seja, não havia termómetros tal como os conhecemos hoje.</p><p>Foi nesse contexto que, por volta de 1592, o célebre homem do Renascimento Galileu Galilei (1564-1642) <strong>desenvolveu um instrumento conhecido como termoscópio</strong>.</p><h2>O que era o termoscópio?</h2><p>O aparelho era extraordinariamente simples. Consistia numa<strong> pequena ampola ou recipiente de vidro, aproximadamente do tamanho de um ovo, com um gargalo longo e estreito</strong>. A ampola era aquecida com as mãos e, em seguida, colocada de cabeça para baixo num recipiente que continha água.</p><p>Quando o ar no interior arrefecia, o seu volume alterava-se e a água começava a subir pelo gargalo de vidro. <strong>Se o ar voltasse a aquecer, ocorria o fenómeno contrário</strong>: a água descia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787050125283.png" data-image="dmb377dxpf7f"><figcaption>Um termoscópio como o concebido por Galileu, conservado no Museu das Artes e ofícios (Musée des Arts et Métiers) de Paris.</figcaption></figure><p>Galileu tinha assim encontrado uma<strong> forma de tornar visível uma variação de temperatura</strong>. A experiência ainda não fornecia uma temperatura expressa em graus, mas este passo revelou-se fundamental. A temperatura, que <strong>até então era uma sensação</strong> — "está frio", "está calor" —, começava a tornar-se algo que podia ser observado através de um instrumento.</p><p>Era exatamente <strong>o espírito que resume a famosa máxima atribuída a Galileu</strong>: se um fenómeno não pode ser medido diretamente, é preciso encontrar uma forma de o tornar observável e quantificável.</p><h2>Da sensação ao instrumento que permite medir</h2><p>A importância do termoscópio vai muito além do seu aspecto rudimentar. Antes deste simples aparelho, a percepção humana era a principal referência para avaliar o calor. Mas os <strong>nossos sentidos não são instrumentos de medição especialmente fiáveis </strong>— a sensação depende das condições prévias e do próprio observador. Um instrumento, por outro lado, permite comparar.</p><p>É verdade que o termoscópio de Galileu não possuía uma escala padronizada, que<strong> as suas indicações podiam ser afetadas por fatores como a pressão atmosféric</strong>a e que permitia detectar alterações, mas não lhes atribuir uma temperatura numérica universal.</p><p>Mas essa mudança de mentalidade foi decisiva para a ciência moderna: já não bastava dizer que algo estava quente; era preciso encontrar uma forma de determinar em que medida a sua temperatura tinha mudado. E é <strong>aí que começa o caminho para a invenção do termómetro moderno</strong>, obra do físico e engenheiro polaco-alemão Daniel Gabriel Fahrenheit, em 1714.</p><h2>Instrumentos para uma nova forma de observar o tempo atmosférico</h2><p>O termoscópio de Galileu foi um dos primeiros passos rumo a uma nova forma de estudar a atmosfera: <strong>medi-la, em vez de se limitar a descrevê-la</strong>.</p><p>Em meados do século XVII, começaram a surgir e a ser aperfeiçoados outros instrumentos capazes de registar diferentes variáveis meteorológicas: o <strong>termômetro</strong> para a temperatura, o <strong>higrômetro</strong> para a umidade ou os <strong>pluviômetros</strong> para a precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787051025776.png" data-image="nnha2f6on6gd"><figcaption>Infografia sobre os instrumentos de medição meteorológica.</figcaption></figure><p>O <strong>barómetro de mercúrio de Evangelista Torricelli</strong>, desenvolvido em 1643, demonstrou ainda que o ar tinha peso e transformou a pressão atmosférica numa outra grandeza passível de observação. A Organização Meteorológica Mundial considera precisamente o desenvolvimento de instrumentos como o termómetro e o barómetro nos séculos XVII e XVIII uma das <strong>bases da abordagem científica à atmosfera</strong>.</p><h2>O nascimento do método atmosférico</h2><p><strong>O passo seguinte foi compreender que uma medição isolada não era suficiente</strong>. Para saber como se comporta a atmosfera, era necessário observá-la de forma contínua, registar os dados e compará-los.</p><p>Em meados do século XVII, surgiram na Europa as primeiras tentativas de criar redes organizadas de observação; <strong>a Organização Meteorológica Mundial situa em 1654 um dos primeiros exemplos, impulsionado por Fernando II de Médici</strong>, que reuniu observações meteorológicas provenientes de diferentes locais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Galileo Galilei fue uno de los más grandes científicos de la historia, veamos algunos de sus aportes a la astronomía, la física y la matemática, y como siempre algunos datos curiosos. <br><br> Galileo nació el 15 de febrero de 1564 en Pisa, Italia, y murió el 8 de enero de 1642 <a href="https://t.co/sPzJkRPVCz">pic.twitter.com/sPzJkRPVCz</a></p>— Giucp (@giucpv) <a href="https://x.com/giucpv/status/1646846188425969666?ref_src=twsrc%5Etfw">April 14, 2023</a></blockquote></figure><p>Aquela ideia — instrumentos semelhantes, observações sistemáticas e dados comparáveis — acabaria por se tornar <strong>a base do método meteorológico moderno</strong>. Séculos mais tarde, as redes nacionais e internacionais alargariam este princípio até o transformar numa <strong>autêntica ciência da atmosfera</strong>: primeiro através de observações à superfície, depois com balões e radiossondas e, finalmente, com satélites e sistemas de observação global.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724974" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entenda-como-pesquisadores-do-mit-mostraram-que-einstein-estava-errado-sobre-a-luz.html" title="Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz">Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entenda-como-pesquisadores-do-mit-mostraram-que-einstein-estava-errado-sobre-a-luz.html" title="Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-como-pesquisadores-do-mit-mostraram-que-einstein-estava-errado-sobre-a-luz-1755379468522_320.png" alt="Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz"></a></article></aside><p>Mas <strong>foi o termoscópio que abriu a porta</strong>. A partir daí, o estado da atmosfera deixou de ser descrito apenas por palavras e passou a ser registado através de observações instrumentais. Isso <strong>permitiu comparar locais, dias e estações</strong>. E, com o tempo, <strong>construir séries de dados</strong>. A meteorologia moderna nasceu precisamente dessa transformação: <strong>observar, medir, registar e comparar</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agencia%20Estatal%20de%20Meteorolog%C3%ADa" data-year="2009" data-title="F%C3%ADsica%20del%20caos%20en%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%3A%20Perspectiva%20hist%C3%B3rica%20de%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%20antes%20del%20siglo%20XX" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aemet.es%2Fdocumentos%2Fes%2Fconocermas%2Frecursos_en_linea%2Fpublicaciones_y_estudios%2Fpublicaciones%2FFisica_del_caos_en_la_predicc_meteo%2F03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf">Agencia Estatal de Meteorología. (2009). <a href="https://www.aemet.es/documentos/es/conocermas/recursos_en_linea/publicaciones_y_estudios/publicaciones/Fisica_del_caos_en_la_predicc_meteo/03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Física del caos en la predicción meteorológica: Perspectiva histórica de la predicción meteorológica antes del siglo XX</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa polar em SC: frio de −5°C beneficia maçãs, mas traz risco das geada; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-risco-das-geada-confira.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 18:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Massa polar leva mínimas de até −5°C aos pomares catarinenses, adiciona horas de frio importantes à dormência das macieiras e exige atenção onde cultivares precoces já iniciaram brotação, especialmente entre sábado e terça-feira nos polos serranos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366399382.jpg" data-image="s930yb09e9od" alt="pomar, maça, horas frio" title="pomar, maça, horas frio"><figcaption>O frio favorece a dormência das macieiras, mas geadas podem danificar gemas que já iniciaram a brotação.</figcaption></figure><p>A massa de ar polar manterá Santa Catarina sob <strong>frio intenso entre 22 e 25 de agosto, com mínimas de −1°C a −5°C</strong> no Planalto Sul. Em São Joaquim, Fraiburgo e Caçador, o episódio adiciona frio aos pomares de maçã, pera e pêssego, mas também aumenta o risco para gemas que já avançaram na brotação.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O efeito não é contraditório: durante a dormência, <strong>temperaturas abaixo de 7,2°C ajudam a regular a retomada do crescimento. </strong>Quando há tecido verde ou floral exposto, porém, o congelamento pode provocar lesões. Por isso, aplicações para indução de brotação, irrigação e operações devem considerar cultivar, estágio fenológico e microclima do pomar.</p><h2>São Joaquim, Fraiburgo e Caçador já superam a média de horas de frio </h2><p>Entre 1º de abril e 31 de julho, São Joaquim acumulou 547 horas abaixo de 7,2°C, ante média histórica de 509. <strong>Fraiburgo registrou 346 horas, frente a 340, enquanto Caçador chegou a 325, contra 317.</strong> Na média das localidades monitoradas, 2026 ficou 6,7% acima da climatologia, embora ainda 13,2% abaixo de 2025.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366087025.jpg" data-image="j1m3dagy6m77" alt="temperatura, anomalia" title="temperatura, anomalia"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para domingo (23), às 5h, indica valores até 10°C abaixo da média.</figcaption></figure><p>O indicador de unidades de frio reforça o cenário. São Joaquim somou 1.373 unidades, Fraiburgo 807 e Caçador 646; as médias históricas são, respectivamente, 1.351, 727 e 564. <strong>Esse saldo favorece a superação da dormência e uma brotação mais uniforme</strong>, especialmente quando a planta recebe calor suficiente depois do inverno. Não significa, contudo, que qualquer queda de temperatura traga benefício.</p><h2>Geada encontra cultivares em estágios diferentes no fim de agosto </h2><p>A previsão indica mínimas de <strong>0°C a 4°C nas áreas altas do Oeste aos Planaltos no sábado</strong>, com −1°C a −3°C no Planalto Sul. No domingo, o núcleo pode alcançar −5°C; entre segunda e terça-feira, valores negativos ainda são possíveis. São Joaquim tende a permanecer no setor mais frio, enquanto Fraiburgo e Caçador dependem mais do relevo e da drenagem de ar de cada pomar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366021535.jpg" data-image="e5adnmcrgjc5" alt="temperatura, frio, onda de frio" title="temperatura, frio, onda de frio"><figcaption>Previsão de temperatura para domingo (23), às 5h, indica valores negativos em São Joaquim e próximos de 0°C no Planalto Sul catarinense. </figcaption></figure><p>O monitoramento da <em>Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina</em> (<a href="https://publicacoes.epagri.sc.gov.br/infa/article/view/2627" target="_blank">Epagri</a>), realizado em 2026, já <strong>identificou antecipação da brotação de ‘Eva’ e ‘Condessa’, cultivares de menor exigência em frio</strong>. ‘Gala’ e ‘Fuji’ permanecem condicionadas ao calor acumulado em agosto e setembro. </p><p>Assim, duas quadras separadas por poucos quilômetros podem responder de forma diferente: gemas dormentes toleram melhor o episódio, enquanto estruturas hidratadas e em crescimento exigem vigilância.</p><ul> <li>Em São Joaquim, <strong>mínima próxima de −5°C no dia 23 amplia o risco em baixadas</strong> com brotação iniciada.</li> <li>Em Fraiburgo, 346 horas de frio já acumuladas pedem conferência do estágio de ‘Eva’ e ‘Condessa’ antes do manejo.</li> <li>Em Caçador,<strong> 646 unidades de frio tornam cultivar e posição no terreno decisivas</strong> para avaliar a exposição.</li> <li>No Planalto Sul, geada entre 22 e 25 recomenda monitoramento após cada amanhecer, sem antecipar perdas.</li> </ul><h2>Janela de manejo muda após o pico do frio em Santa Catarina </h2><p><strong>O frio permanece mais forte até segunda-feira, 24, quando as máximas ficam abaixo de 22°C </strong>em Santa Catarina. A partir de terça-feira, 25, a temperatura começa a subir; nos dias 26 e 27, a previsão indica tempo firme e tardes mais quentes em São Joaquim, Fraiburgo e Caçador, com maior nebulosidade restrita ao litoral e áreas próximas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366234390.jpg" data-image="ducjasjehzub" alt="frio, geada" title="frio, geada"><figcaption>Previsão de temperatura para segunda-feira (24), às 4h.</figcaption></figure><p><strong>Essa transição pode abrir janela para inspeção de gemas</strong>, avaliação de possíveis lesões e planejamento dos tratamentos de brotação. O informe técnico indica que aplicações dependem de 4 a 6 horas acima de 18°C durante 3 a 4 dias consecutivos; portanto, não devem ser decididas apenas pelo calendário. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html" title="Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira">Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html" title="Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787323085703_320.jpg" alt="Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira"></a></article></aside><p>Irrigação, pulverização e entrada de máquinas também precisam respeitar umidade do solo, vento e orientação agronômica local.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-risco-das-geada-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordinário no Chile e na Argentina]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 16:27:47 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os fortes nevascas das últimas semanas transformaram os Andes numa paisagem totalmente branca. Em alguns pontos da cordilheira, acumulam-se vários metros de neve. O bloqueio das estradas e o risco de avalanches complicam a situação.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_URbXmskxts/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_URbXmskxts" id="_URbXmskxts"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A cordilheira dos Andes atravessa um dos invernos mais intensos dos últimos anos. Os sucessivos e abundantes nevascas registadas desde meados de julho deixaram <strong>vários metros de neve acumulada em diferentes pontos da alta montanha</strong>, especialmente na zona dos Andes centrais, partilhada pelo Chile e pela Argentina.</p><p>Um dos locais onde a situação se revela mais espetacular é a província argentina de Mendoza. Segundo a <strong>Vialidad Nacional </strong>deste país, <strong>os últimos temporais deixaram até quatro metros de neve acumulada </strong>em alguns setores compreendidos entre Punta de Vacas e Las Cuevas. Trata-se do maior registo para essa zona desde 2008.</p><h2>Mais de sete metros de neve acumulada</h2><p>No lado chileno, o fenómeno também registou valores ainda mais extraordinários. No início de agosto, <strong>a estância de esqui de Portillo tinha acumulado 701 centímetros de neve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787256552201.jpg" data-image="pqec8031vtre"><figcaption>A extraordinária acumulação de neve é uma boa notícia para as estâncias de esqui do Chile e da Argentina.</figcaption></figure><p>Em pouco mais de uma semana, a cordilheira recebeu uma quantidade de neve comparável à que, noutros invernos, <strong>pode acumular-se ao longo de toda uma temporada</strong>.</p><p>A sucessão de temporais transformou este inverno numa <strong>temporada excecional para grande parte das estâncias de esqui</strong> do Chile e da Argentina. Portillo, Valle Nevado, Las Leñas e outros locais de alta montanha apresentam espessuras de neve muito elevadas, especialmente nas altitudes mais elevadas.</p><h2>Uma fronteira bloqueada durante mais de um mês</h2><p>A intensidade e a persistência dos nevascas também tiveram consequências nas ligações entre os dois países. A <strong>passagem internacional Cristo Redentor</strong>, que liga Mendoza à zona central do Chile através da cordilheira, permaneceu encerrada durante semanas devido à neve e ao vento forte.</p><p>O encerramento teve início a 14 de julho e chegou a afetar aproximadamente <strong>80 quilómetros da Estrada Nacional 7</strong>, enquanto as máquinas de remoção de neve trabalhavam sem interrupção para restabelecer o tráfego de veículos. Em alguns troços, a neve atingiu quatro metros de espessura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787257039104.png" data-image="a7wo3gvgwu6a"><figcaption>A passagem internacional "Los Libertadores", também conhecida como Cristo Redentor, é uma das rotas mais impressionantes que ligam a Argentina ao Chile através da Cordilheira dos Andes.</figcaption></figure><p>A situação obrigou <strong>a manter isolados durante dias os trabalhadores e os habitantes das zonas de alta montanha</strong> e provocou também problemas significativos no transporte de mercadorias. Centenas de camiões ficaram estacionados em ambos os lados da fronteira, enquanto as autoridades aguardavam condições meteorológicas que permitissem reabrir a passagem com segurança.</p><p>Por fim, o Sistema Integrado Cristo Redentor reabriu ao tráfego internacional a 18 de agosto, após<strong> um encerramento que se prolongou por 34 dias</strong> e que se tornou o mais longo registado até à data por este motivo.</p><h2>O risco após o grande nevasca</h2><p>Um dos principais problemas após um fenómeno destas características é, precisamente, a enorme quantidade de neve acumulada.<strong> As autoridades mantêm-se em alerta face ao risco de avalanches e deslizamentos</strong>, especialmente nas encostas mais íngremes e nas zonas onde o vento formou grandes acumulações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784571" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C">Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174595191_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C"></a></article></aside><p>A Vialidad Nacional continua, além disso, a realizar operações de limpeza e desobstrução das estradas afetadas. <strong>As condições podem mudar rapidamente em alta montanha</strong>, onde as temperaturas, o vento e as novas precipitações determinam a estabilidade do manto de neve.</p><p>No lado argentino, <strong>as equipas de emergência também tiveram de intervir </strong>para prestar assistência a pessoas que ficaram isoladas devido à acumulação de neve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Castanha-da-amazônia indígena de Rondônia recebe pagamento por serviços ambientais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Produção de povos indígenas da Terra Indígena Rio Branco recebeu adicional de 20% na safra 2025/2026, valorizando conservação, qualidade, organização comunitária e sociobiodiversidade amazônica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais-1787194396142.jpg" data-image="4cjqyd286x7g" alt="A adoção da tecnologia contribui para a qualidade do produto comercializado. Foto: Ronaldo Rosa ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" title="A adoção da tecnologia contribui para a qualidade do produto comercializado. Foto: Ronaldo Rosa ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/"><figcaption>A adoção da tecnologia contribui para a qualidade do produto comercializado. Crédito: Ronaldo Rosa</figcaption></figure><p>Pela primeira vez, <strong>a castanha-da-amazônia </strong>(<em>Bertholletia excelsa</em>) produzida por povos indígenas da Terra Indígena Rio Branco, em Rondônia, foi<strong> comercializada com pagamento por serviços ambientais (PSA)</strong>. Na safra 2025/2026, além do valor de mercado do produto, as comunidades receberam um adicional de 20% como reconhecimento pelo papel desempenhado na conservação da floresta, na proteção da biodiversidade e na manutenção dos ecossistemas.</p><p>A iniciativa resulta de uma parceria entre a Castanhas Ouro Verde Importação e Exportação Ltda. e a Cooperativa dos Povos Indígenas do Rio Branco (Coopirb), construída no âmbito do projeto “Novas soluções tecnológicas e ferramentas para agregação de valor à cadeia produtiva da castanha-da-amazônia” (NewCast), coordenado pela Embrapa.</p><p>Para Patrícia da Costa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e coordenadora do NewCast, a experiência mostra<strong> como tecnologia, organização social e mecanismos de valorização econômica podem atuar conjuntamente </strong>para fortalecer as organizações locais. O modelo também reconhece os serviços ambientais prestados por comunidades que mantêm a floresta em pé.</p><h2>Boas práticas melhoram qualidade da produção</h2><p>A negociação também foi apoiada pela União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), que contribuiu para <strong>aproximar a cooperativa indígena da empresa compradora </strong>e fortalecer sua capacidade de representação comercial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais-1787194497484.jpg" data-image="6imjubydr97k" alt="Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Foto: Lucia Wadt ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" title="Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Foto: Lucia Wadt ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/"><figcaption>Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Crédito: Lucia Wadt</figcaption></figure><p>A adoção das Boas Práticas para a produção de castanha-da-amazônia, tecnologia recomendada pela Embrapa, teve papel importante na valorização do produto. As orientações abrangem etapas com<strong>o coleta, transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento</strong>, reduzindo perdas e riscos de contaminação.</p><p>Segundo o extrativista indígena Dalton Tupari, as recomendações contribuíram diretamente para a negociação. “Essas recomendações nos ajudam ao longo de todo o processo, desde a coleta até a entrega do produto. É um diferencial a mais porque agrega qualidade à castanha, que já tem como vantagem o fato de estar associada à conservação da floresta”, afirma.</p><h2>Conservação também gera renda</h2><p>Por meio da Coopirb, <strong>cerca de sete toneladas de castanha-da-amazônia foram comercializadas na safra 2025/2026</strong> com o pagamento adicional vinculado ao PSA. Para Tupari, o resultado representa uma forma concreta de reconhecer o trabalho realizado pelas comunidades indígenas.</p><div class="texto-destacado">“É uma valorização do nosso trabalho. Nós coletamos, preservamos a natureza e recebemos um valor diferenciado por isso. Isso mostra que conservar a floresta também gera renda para as famílias”, destaca o extrativista.</div><p>A pesquisadora da Embrapa Rondônia Lúcia Wadt ressalta que a conquista é resultado de um processo construído ao longo dos anos. Desde 2015, a instituição apoia povos Tupari e Aruá da Terra Indígena Rio Branco na adoção de boas práticas para a produção de castanha, inicialmente por meio de iniciativas ligadas ao Pacto das Águas e, mais recentemente, pelo NewCast.</p><h2>Recursos permanecem nos territórios</h2><p>O contrato entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb envolve<strong> comunidades de diferentes etnias em uma área de aproximadamente 236 mil hectares</strong>. Além do pagamento pela castanha, o acordo estabelece o adicional de 20% destinado à organização indígena como reconhecimento pelos serviços ambientais associados à produção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais-1787194571476.jpg" data-image="msuk603kwyq8" alt="Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Foto: Joze Medeiros ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" title="Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Foto: Joze Medeiros ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/"><figcaption>Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Crédito: Joze Medeiros</figcaption></figure><p>Os recursos são administrados coletivamente e podem financiar ações definidas pelas próprias comunidades, incluindo iniciativas de<strong> infraestrutura, saúde, educação, fortalecimento cultural e melhoria das condições de produção</strong>. Dessa forma, parte do valor gerado pela cadeia permanece nos territórios e pode beneficiar diretamente as famílias extrativistas.</p><p>A experiência também evidencia a <strong>importância do cooperativismo</strong> para ampliar o acesso dos povos indígenas aos mercados. Ao reunir a produção, padronizar procedimentos, fortalecer a gestão e ampliar a capacidade de negociação, a Coopirb contribui para melhorar as condições de comercialização da castanha.</p><h2>NewCast integra tecnologia e sociobiodiversidade</h2><p>O projeto NewCast busca desenvolver e articular soluções tecnológicas, organizacionais e comerciais para agregar valor à cadeia da castanha-da-amazônia. A experiência em Rondônia reúne esses diferentes elementos ao combinar boas práticas de produção, conhecimento tradicional, organização comunitária, cooperativismo, mercado e pagamento por serviços ambientais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="641322" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-torre-mais-alta-da-america-latina-fica-no-coracao-da-amazonia-sua-funcao-vai-te-surpreender.html" title="A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!">A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-torre-mais-alta-da-america-latina-fica-no-coracao-da-amazonia-sua-funcao-vai-te-surpreender.html" title="A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-mas-alta-de-latinoamerica-esta-en-el-corazon-del-amazonas-su-funcion-te-sorprendera-atto-cambio-climatico-dioxido-de-carbono-1706036469000_320.jpg" alt="A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!"></a></article></aside><p>O modelo adotado na <strong>Terra Indígena Rio Branco</strong> aponta para novas possibilidades de comercialização de produtos da sociobiodiversidade. Ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da castanha e reduz perdas, a iniciativa reconhece economicamente o papel dos povos indígenas na conservação da floresta.</p><p>Com validade para a safra 2025/2026, o acordo entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb representa um <strong>avanço na construção de cadeias produtivas que associam geração de renda e conservação ambiental.</strong> A experiência mostra, na prática, como a valorização dos produtos florestais pode caminhar junto com o reconhecimento de quem protege os territórios amazônicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Amaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Castanha-da-amaz%C3%B4nia%20produzida%20por%20ind%C3%ADgenas%20em%20Rond%C3%B4nia%20recebe%20pagamento%20por%20servi%C3%A7os%20ambientais" data-url="https%3A%2F%2Fportalamazonia.com%2Feconomia%2Fcastanha-indigenas-rondonia-psa%2F">Portal Amazônia. (2026). <a href="https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Castanha-da-amazônia produzida por indígenas em Rondônia recebe pagamento por serviços ambientais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geoglifos na Amazônia: até 30 mil marcas de civilização antiga]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Levantamento com tecnologia LiDAR indica que o sudoeste da Amazônia pode esconder até 30 mil estruturas pré-coloniais, associadas a uma sociedade de milhões de habitantes; números ampliam o debate sobre urbanismo e manejo da floresta na região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga-1787145055775.jpg" data-image="f322i21c5wq5" alt="amazonas, Amazonia, geoglifos" title="amazonas, Amazonia, geoglifos"><figcaption>Geoglifos são estruturas monumentais pré-coloniais que revelam a ocupação humana antiga da Amazônia.</figcaption></figure><p>Uma nova análise arqueológica estima que o sudoeste da Amazônia abriga entre 24 mil e 30 mil estruturas de terra pré-coloniais. O <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10835-7">estudo publicado na revista Nature</a> indica que cerca de dois terços pertenceriam à civilização denominada Aquiry pelos autores, cuja ocupação teria alcançado 183 mil quilômetros quadrados, extensão superior à área atual do estado do Acre.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p><strong>O resultado altera a imagem de uma floresta quase vazia antes da colonização europeia</strong>. Geoglifos, aterros e recintos geométricos apontam para comunidades capazes de organizar grandes obras e encontros coletivos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esse padrão é descrito como urbanismo florestal de baixa densidade, com núcleos distribuídos pela paisagem em vez de cidades compactas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entretanto, a quantidade total de monumentos e, principalmente, o tamanho da população são estimativas produzidas por modelos, não contagens diretas.</p><h2>LiDAR revela estruturas escondidas pela floresta </h2><p>Os pesquisadores percorreram 4.430 quilômetros em dez linhas de voo sobre Acre e Amazonas, mapeando 4.497 quilômetros quadrados em 2024. <strong>A densidade média foi de 31,2 pontos por metro quadrado,</strong> permitindo gerar modelos do terreno com resolução de 50 centímetros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga-1787145240672.png" data-image="i7xag8lvow9j" alt="lidar, laser, mapa" title="lidar, laser, mapa"><figcaption>O LiDAR aerotransportado emite pulsos de laser para mapear o relevo oculto sob a floresta.</figcaption></figure><p>O LiDAR, tecnologia que emite pulsos de laser e consegue reconstruir o relevo sob as copas, identificou 432 estruturas. Apenas 36 já eram conhecidas, o que significa que 396 não apareciam nos levantamentos anteriores.</p><p><strong>Em seis faixas paralelas entre Rio Branco e Lábrea, a equipe encontrou 347 estruturas,</strong> das quais 334 foram usadas na extrapolação regional. Mesmo em áreas desmatadas, o LiDAR detectou cinco vezes mais obras do que imagens de satélite. Os dados também ajudaram a delimitar zonas de alta concentração e uma periferia com densidade menor.</p><ul> <li><strong>A área atribuída aos Aquiry passou de 60 mil para 183 mil quilômetros quadrados.</strong></li> <li>Os recintos variam geralmente entre 0,35 e 14 hectares, embora o maior conhecido alcance quase 50 hectares.</li> <li>As construções incluem valas, aterros, estradas e conjuntos de até oito recintos.</li> </ul><h2>Estimativa aponta auge entre os anos 100 e 300 </h2><p><strong>A equipe reuniu 162 datações por radiocarbono provenientes de 32 sítios e 36 estruturas</strong>. As datas foram calibradas com curvas para os hemisférios Sul e Norte e analisadas por modelos bayesianos, usados para estimar a simultaneidade. A modelagem situa a construção dos geoglifos aproximadamente entre 600 a.C. e 850 d.C., com a maior sobreposição de uso entre 100 e 300 d.C. </p><div class="texto-destacado">Nesse intervalo, de 25% a 60% dos monumentos Aquiry poderiam estar ativos simultaneamente.</div><p>Partindo de cerca de 300 pessoas para construir e manter cada centro, os <strong>autores estimaram entre 1,25 milhão e 3 milhões de habitantes no auge</strong>. Uma correção para estruturas invisíveis ao laser elevaria o intervalo a 1,6–3,8 milhões. Contudo, um cenário alternativo, baseado em moradias menores e famílias individuais, produziria somente 315 mil a 760 mil pessoas.</p><h2>Descoberta muda a leitura da floresta</h2><p><strong>Os geoglifos parecem ter funcionado sobretudo como centros cerimoniais e políticos,</strong> e não como bairros permanentemente ocupados ou fortificações. Sua construção exigiria trabalho coordenado, conhecimento geométrico e manejo prolongado da paisagem. Vestígios de milho, abóbora, castanha-do-pará e palmeiras reforçam que essas comunidades cultivavam alimentos e modificavam a composição da floresta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga-1787145607718.png" data-image="85kblcek0z02" alt="geoglifos, coloniais" title="geoglifos, coloniais"><figcaption>Os geoglifos são vestígios do planejamento territorial e da organização social na Amazônia antiga.</figcaption></figure><p>Ainda há incertezas importantes: os voos cobriram faixas separadas, <strong>partes da vegetação impediram o laser de alcançar o solo e o limite sudeste da área Aquiry </strong>permanece aberto. Novos levantamentos na Amazônia brasileira, boliviana e peruana deverão testar as extrapolações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712894" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/imagens-ineditas-revelam-tracos-de-civilizacoes-antigas-em-geoglifos-na-amazonia.html" title=" Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia"> Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/imagens-ineditas-revelam-tracos-de-civilizacoes-antigas-em-geoglifos-na-amazonia.html" title=" Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/imagens-ineditas-revelam-tracos-de-civilizacoes-antigas-em-geoglifos-na-amazonia-1748564575608_320.jpg" alt=" Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia"></a></article></aside><p>Se resultados comparáveis aparecerem em outras regiões, modelos de ocupação humana, biodiversidade, uso sustentável do solo e até clima precisarão incorporar com mais precisão esse legado pré-colonial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%A4rssinen%2C%20M.%2C%20Kalliola%2C%20R.%2C%20Ranzi%2C%20A.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Over%2020%2C000%20precolonial%20earthworks%20in%20the%20Southwest%20Amazonia" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41586-026-10835-7">Pärssinen, M., Kalliola, R., Ranzi, A. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10835-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Over 20,000 precolonial earthworks in the Southwest Amazonia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos descobrem novo tipo de objeto astrofísico: uma 'estrela de buraco negro' do tamanho do Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/astronomos-descobrem-novo-tipo-de-objeto-astrofisico-uma-estrela-de-buraco-negro-do-tamanho-do-sistema-solar.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 10:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A combinação de um buraco negro e uma estrela enorme é um fenômeno inédito e pode explicar os misteriosos pontinhos vermelhos que frequentemente aparecem em imagens do espaço profundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-tipo-de-objeto-astrofisico-una-estrella-de-agujero-negro-1786887893060.jpg" data-image="24p1jsiqkmza"><figcaption>O buraco negro é representado como uma nuvem vermelha tridimensional com bordas onduladas e uma esfera negra no centro. Astrônomos descobriram uma "estrela de buraco negro" — um ponto vermelho extremamente brilhante no universo primordial que parece ser um novo tipo de objeto astrofísico. Ele se assemelha a uma estrela enorme, mas sua emissão de energia é mais parecida com a que um buraco negro geraria. Crédito: Imagem: José-Luis Olivares/MIT.</figcaption></figure><p>Astrônomos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de outras instituições detectaram um ponto vermelho extremamente brilhante no universo primordial. Esse objeto assemelha-se a <strong>uma estrela gigantesca, com o tamanho do nosso Sistema Solar</strong>. No entanto, ele<strong> emite 100 bilhões de vezes mais energia do que qualquer estrela conhecida </strong>consegue produzir fisicamente. Na verdade, essa energia aproxima-se mais do que um buraco negro poderia gerar.</p><p>Essa combinação curiosa sugere que o ponto vermelho é um tipo totalmente novo de fonte astrofísica. Os astrônomos o batizaram de<strong> "estrela de buraco negro"</strong>.</p><p>Em um artigo recente publicado na revista <em>Nature</em>, a equipe apresenta sua análise do novo objeto, descoberto com o uso do Telescópio Espacial James Webb (JWST) da NASA. O telescópio detectou o ponto vermelho brilhante no universo primordial,<strong> apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-tipo-de-objeto-astrofisico-una-estrella-de-agujero-negro-1786888206486.jpg" data-image="bd4iy48dx2qq"><figcaption>Três imagens mostram uma "Estrela" como uma esfera em corte revelando um núcleo amarelo; um "Disco de Acreção de Buraco Negro" com um núcleo preto e uma espiral azul em formato de disco achatado; e a "Estrela de Buraco Negro", uma nuvem vermelha amorfa com um centro preto. Estrelas (à esquerda) podem ser entendidas como esferas densas de gás alimentadas pela fusão nuclear em seus núcleos. Buracos negros (ao centro) tipicamente crescem consumindo matéria por meio de um disco de acreção. Estrelas de buraco negro (à direita) representam um novo tipo de objeto: buracos negros incipientes envoltos em gás denso, irradiando como estrelas. O buraco negro em acreção, como fonte de energia, desempenha o papel da fusão nuclear, enquanto o gás denso circundante atua de forma semelhante a uma pseudo-fotosfera. Imagem: iStock; José Luis Olivares/MIT.</figcaption></figure><p> Os cientistas concluem que a<strong> explicação mais provável </strong>para o estranho ponto vermelho é que se trata da<strong> fusão entre um buraco negro e uma estrela — uma combinação nunca antes observada</strong>. É provável que o objeto seja uma nuvem de gás extremamente densa, alimentada não pela fusão nuclear convencional, mas por um buraco negro central.</p><p>"Nossa compreensão desse objeto está evoluindo muito rapidamente", diz o autor principal do estudo Rohan Naidu. "Acreditamos que exista um<strong> buraco negro central 100 mil vezes mais massivo que o Sol</strong>. E, ao redor desse buraco negro, haveria um envelope de gás muito extenso, semelhante a uma estrela do tamanho do Sistema Solar. É enorme", acrescenta ele.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas">Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas-1784402436207_320.png" alt="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"></a></article></aside><p>Se o ponto vermelho brilhante for realmente uma 'estrela de buraco negro', isso ajudaria a solucionar o mistério sobre a identidade de outros<strong> "pequenos pontos vermelhos"</strong> que apareceram em praticamente todas as <strong>imagens do espaço profundo captadas pelo Telescópio Espacial James Webb</strong> até o momento.</p><p>"Esses pequenos pontos vermelhos parecem estar por toda parte no universo primordial, mas praticamente desaparecem nos dias de hoje", diz Naidu. "A natureza exata desses objetos tem sido um dos temas mais debatidos da era do JWST".</p><h2>Uma fonte única</h2><p>Naidu e seus colegas não pretendiam encontrar uma estrela alimentada por buraco negro. Eles buscavam as galáxias mais distantes e antigas, como parte de um estudo que chamaram de "Miragem ou Milagre" (MoM). A equipe utilizou o Telescópio Espacial James Webb (JWST) para<strong> observar o espaço profundo</strong>, remontando a uma <strong>época em que o universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos</strong>. O objetivo era encontrar galáxias formadas nesses primórdios.</p><p>"Havia um mistério: o <strong>surgimento de muitas galáxias brilhantes em épocas extremamente remotas</strong>", explica Naidu. "O que descobrimos foi que aquilo que parece ser uma galáxia antiga extremamente brilhante — um 'milagre' — pode, em alguns casos, ser na verdade uma 'miragem'".<em></em></p><div class="texto-destacado">Ao examinar imagens do JWST em busca de fontes interessantes para o estudo, eles notaram uma característica que se destacava das demais: um ponto muito vermelho e muito brilhante.</div><p>"<strong>Quando vemos algo muito vermelho no universo, geralmente presumimos que esteja cercado por poeira, como fuligem ou cinzas</strong>", explica Robert Simcoe, coautor do estudo. "Assim como a fumaça dos incêndios florestais no Canadá deixou recentemente o céu de Boston com um tom vermelho vivo, objetos astronômicos também podem parecer mais vermelhos do que sua cor intrínseca quando observados através de uma camada de poeira".</p><p><strong>No entanto, a luz apresentava outras características que não correspondiam exatamente ao que os físicos esperam da poeira</strong>. A equipe também observou outro padrão estranho: a luz proveniente do ponto era extremamente intensa, exceto abaixo de certos comprimentos de onda, nos quais desaparecia completamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-tipo-de-objeto-astrofisico-una-estrella-de-agujero-negro-1786888355109.png" data-image="dmgam3gnfev6"><figcaption>A vista da galáxia mostra pequenos pontos vermelhos; a imagem em destaque mostra um ponto vermelho desfocado. Nessas imagens do Telescópio Espacial James Webb (JWST), o objeto que abriga o buraco negro destaca-se como um pequeno ponto vermelho. Esses pequenos pontos vermelhos são extremamente comuns nas imagens do JWST. Imagem: Cortesia dos pesquisadores.</figcaption></figure><p>Essa<strong> queda espectral</strong> é conhecida como<strong> "descontinuidade de Balmer"</strong>, uma característica tradicionalmente associada a gás denso que absorve fótons nas atmosferas de estrelas com centenas de milhões de anos de idade. Vega, uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno, apresenta exatamente esse padrão.</p><p>"A <strong>descontinuidade que observamos neste objeto é a mais acentuada que já vimos em qualquer objeto</strong>, o que descarta estrelas 'comuns' como a fonte", diz Naidu. "Mas isso nos levou a questionar se estávamos diante de um novo tipo de 'atmosfera estelar', porém em uma escala espetacular".</p><p>Além disso,<strong> a luz do ponto vermelho não continha praticamente nenhum vestígio de metais ou de quaisquer outros elementos além de hidrogênio e hélio</strong>. "Era algo verdadeiramente único sob muitos aspectos", afirma Naidu.</p><h2>Luz pura</h2><p>Para determinar qual poderia ser a <strong>origem da mancha vermelha</strong>, a equipe realizou simulações de diferentes cenários a fim de verificar que combinação de características astrofísicas poderia produzir a cor característica da mancha.</p><p>"Começamos nos perguntando: seria possível criar algo tão vermelho usando apenas hidrogênio, sem poeira?", diz Simcoe. "Para nossa surpresa, descobrimos que é possível, desde que se tenha uma <strong>camada de hidrogênio extremamente densa</strong> — tão densa que se assemelha mais à superfície de uma estrela gigantesca do que a uma tênue nebulosa interestelar".</p><p>As <strong>simulações </strong>sugeriram que a mancha vermelha <strong>poderia ser uma poderosa fonte de energia oculta, cercada por um denso envelope de hidrogênio</strong>. Se isso fosse verdade, explicaria a descontinuidade de Balmer que bloqueia a luz e a ausência de quaisquer elementos além de hidrogênio e hélio, conforme observado pelos astrônomos. No entanto, isso não explicaria o brilho extremo do objeto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo">James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo-1781477833352_320.png" alt="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"></a></article></aside><p>"Você tem algo que<strong> se parece um pouco com uma estrela, mas é 100 bilhões de vezes mais brilhante</strong>", diz Naidu. "Isso significa que não é possível alimentá-lo por meio de fusão nuclear, que é a fonte de energia encontrada nos núcleos de todas as estrelas que conhecemos".</p><p>No entanto, buracos negros produzem energia rotineiramente nas escalas observadas pela equipe. Naidu e seus colegas incorporaram um buraco negro em processo ativo de acreção às suas simulações da estrela envolta em hidrogênio e variaram a massa do buraco negro, juntamente com outros parâmetros. Em seguida, compararam o brilho resultante da "estrela de buraco negro" simulada com o brilho que o JWST observou a partir do ponto vermelho.</p><div class="texto-destacado">Com base nessas simulações, eles encontraram a correspondência mais próxima e concluíram que o cenário mais provável para explicar a mancha vermelha é uma estrela de buraco negro.</div><p>Especificamente,<strong> o objeto provavelmente contém um buraco negro central com uma massa cerca de 100.000 vezes maior que a do Sol</strong>. Esse núcleo poderoso é cercado por um envelope denso de hidrogênio, semelhante a uma estrela, cujo tamanho se equipara ao do Sistema Solar.</p><p>A equipe <strong>batizou </strong>o<strong> objeto</strong> de <strong>MoM-BH-1</strong>, em referência ao estudo que o detectou, e também lhe deu o apelido de "estrela de buraco negro – um", sugerindo que ele é o primeiro de outros objetos semelhantes. Os pesquisadores suspeitam que as estrelas de buraco negro poderiam explicar muitos dos outros pequenos pontos vermelhos que aparecem nas imagens do JWST. Esses objetos não são tão brilhantes quanto o MoM-BH-1.</p><p>"Cada pequeno ponto vermelho é compatível com a natureza de <strong>uma estrela de buraco negro inserida em uma galáxia primitiva genérica</strong>", diz Naidu. "Mas o que torna o MoM-BH-1 especial é que a estrela de buraco negro ofusca completamente a galáxia hospedeira ao seu redor, de tal forma que vemos apenas a luz da estrela de buraco negro".</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Naidu%2C%20R.%20P.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20gas-enshrouded%20and%20gas-reddened%20black%20hole%20at%20cosmic%20dawn.%20Nature" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10846-4">Naidu, R. P. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10846-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A gas-enshrouded and gas-reddened black hole at cosmic dawn. Nature</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/astronomos-descobrem-novo-tipo-de-objeto-astrofisico-uma-estrela-de-buraco-negro-do-tamanho-do-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem raios, nem azar: ciência revela que o ser humano provoca até 97% dos incêndios florestais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nem-raios-nem-azar-ciencia-revela-que-o-ser-humano-provoca-ate-97-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 08:16:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Atualmente, os incêndios florestais estão se tornando cada vez mais catastróficos e difíceis de mitigar. Até que ponto nossas ações alimentam essa ameaça crescente?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787259307314.png" data-image="0r4q7gy6t5e5"><figcaption>Os incêndios florestais são um dos principais problemas em ascensão. A Organização Meteorológica Mundial projetou um aumento de até 30% nesses eventos até 2050.</figcaption></figure><p>Nas últimas semanas, os<strong> incêndios florestais </strong>têm sido um tema de grande destaque no noticiário de muitos países ao redor do mundo. Embora sejam frequentemente vistos apenas como mais um "desastre natural" que ocorre durante o verão, a realidade é que <strong>a natureza e as mudanças naturais são as causas menos prováveis de sua ocorrência</strong>.</p><p>Quer queiramos admitir ou não, as<strong> atividades humanas </strong>são direta — e, por vezes, indiretamente — <strong>responsáveis pela maioria dos incêndios florestais</strong> que ocorrem no planeta hoje, tornando-os cada vez mais frequentes e perigosos para todos.</p><div class="texto-destacado">Nenhum desastre é natural. Os desastres são consequência de um fenômeno natural quando uma sociedade sofre exposição, vulnerabilidade e má preparação ou gestão de recursos para a sua mitigação ou se o seu planejamento territorial e prioridades geraram as condições de risco.</div><p>Isso não nega que<strong> alguns incêndios decorram de fenômenos atmosféricos</strong> (como tempestades secas) ou que — durante o verão — o agravamento da seca em certas regiões, a elevação das temperaturas e as mudanças atmosféricas afetem diretamente a sua propagação e o seu controle.</p><p>Quando a isso se soma o fato de que as<strong> mudanças climáticas</strong> estão alterando drasticamente as condições globais em um ritmo cada vez mais acelerado, a ameaça representada por esses incêndios se intensifica ainda mais, trazendo uma alta probabilidade de que <strong>tais eventos se tornem cada vez mais catastróficos</strong>.</p><h2>Responsabilidade humana: ações que se tornam uma ameaça de incêndio</h2><p>Um incêndio florestal pode começar com apenas uma faísca. No entanto, se ele se transformará em uma catástrofe depende do impacto das decisões humanas. Além de<strong> cigarros, fogueiras mal apagadas ou uma faísca que salta de uma churrasqueira</strong> para a grama seca próxima, as causas da ignição são menos óbvias do que você poderia imaginar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787260029593.png" data-image="m06yyrj81nol"><figcaption>As atividades humanas são responsáveis por mais de 90% dos incêndios florestais registrados atualmente.</figcaption></figure><p>O <strong>desmatamento, a falta de manejo florestal, as queimadas descontroladas de resíduos e áreas agrícolas, a urbanização crescente </strong>e desordenada, as linhas de transmissão mal conservadas e os incêndios provocados intencionalmente para alterar o uso da terra são apenas algumas das causas que agravam esse problema.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Vários estudos realizados nos últimos anos mostraram que mais de 90% dos incêndios em áreas de interface urbano-florestal estão associados à atividade humana. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) projetou um aumento global de incêndios extremos de até 14% até 2030, 30% até 2050 e 50% até o final do século.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Assim, o<strong> papel dos seres humanos</strong> nessa situação vai além de simplesmente acender o fogo; estende-se às decisões e atividades que foram normalizadas e justificadas para nossa conveniência — e que hoje determinam a vulnerabilidade da paisagem em chamas.</p><p>À medida que as comunidades e a urbanização se expandem, aumenta o número de pessoas, veículos, residências e infraestruturas — acompanhado por uma demanda crescente por recursos — em áreas suscetíveis a incêndios. Essa expansão não apenas coloca mais pessoas na trajetória do fogo, mas também <strong>multiplica as chances de ignição por uma faísca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787262838094.png" data-image="tlw2zr8o212g"><figcaption>Os incêndios florestais são uma das ameaças mais significativas do verão, com eventos cada vez mais extremos ocorrendo em todo o mundo.</figcaption></figure><p>Embora a queda de um raio possa parecer a causa de um incêndio, a dimensão deste dependerá não apenas do local onde começou, mas também de<strong> decisões humanas que provavelmente alteraram a área de propagação</strong>, bem como das condições extremas que prevalecem atualmente devido ao aquecimento global.</p><h3>Combater incêndios em um planeta cada vez mais quente</h3><p>Assim, <strong>as mudanças climáticas e o aquecimento global não são o combustível para a maioria dos incêndios, mas alteram a forma como eles se manifestam</strong>. Sua influência aumenta a frequência de eventos extremos ao agravar as condições ambientais que determinam a facilidade de propagação do fogo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782368" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html" title="OMM alerta sobre incêndios florestais: 'A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada'">OMM alerta sobre incêndios florestais: "A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html" title="OMM alerta sobre incêndios florestais: 'A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aviso-de-la-omm-sobre-los-incendios-forestales-el-cambio-climatico-aumenta-el-riesgo-pero-no-es-el-unico-culpable-1785751856331_320.jpeg" alt="OMM alerta sobre incêndios florestais: 'A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada'"></a></article></aside><p>Em um relatório recente, a OMM confirmou que os onze anos mais quentes já registrados ocorreram entre 2015 e 2025, e que 2025 ficou aproximadamente 1,43°C acima da média do período de 1850 a 1900.<strong>.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="2022" data-title="Number%20of%20wildfires%20forecast%20to%20rise%20by%2050%25%20by%202100" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fnews%2Fnumber-of-wildfires-forecast-rise-50-2100">World Meteorological Organization. (2022). <a href="https://wmo.int/media/news/number-of-wildfires-forecast-rise-50-2100" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Number of wildfires forecast to rise by 50% by 2100</a>.</cite></p></section><p><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nem-raios-nem-azar-ciencia-revela-que-o-ser-humano-provoca-ate-97-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquitetura extraordinária: por que esta cidade alemã pouco conhecida está batendo recordes de visitantes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/arquitetura-extraordinaria-por-que-esta-cidade-alema-pouco-conhecida-esta-batendo-recordes-de-visitantes.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 23:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta pequena cidade, embora modesta em tamanho, não é apenas um Patrimônio da Humanidade da UNESCO, mas também acaba de conquistar um novo título, superando vários destinos alemães concorrentes de grande atratividade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786026618065.jpeg" data-image="2dnjtp2w6fn8"><figcaption>De acordo com um ranking recente, é o centro histórico mais bonito da Alemanha.</figcaption></figure><p>Ela acaba de conquistar mais um título: esta cidade da região de Harz — declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO — foi eleita a<strong> cidade histórica mais bonita da Alemanha</strong> no <em>ranking </em>de <strong>2026 </strong>do portal de viagens <em>kurzurlaub.de</em>.</p><h2>Destinos muito populares que foram relegados a classificações inferiores</h2><p>Com uma<strong> pontuação de 92,15</strong> em 100, a cidade supera locais renomados como Regensburg, Bamberg e Rothenburg ob der Tauber. O estudo abrangeu 97 centros históricos e bairros de cidades antigas nos 16 estados federais da Alemanha.</p><p><strong>Cinco critérios foram levados em conta</strong>: caráter histórico, qualidade da oferta hoteleira, acessibilidade e atratividade para pedestres, interesse online e preços dos restaurantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786026807393.jpeg" data-image="q40a89kiihyf"><figcaption>Além das casas em enxaimel, o conjunto arquitetônico do centro histórico — extraordinariamente bem preservado — também tem cativado os visitantes.</figcaption></figure><p>A cidade em questão é<strong> </strong><strong>Quedlinburg</strong>, que lidera o <em>ranking </em>graças ao seu <strong>centro histórico quase totalmente preservado</strong>, onde a pitoresca Praça do Mercado, a colina do castelo e a igreja colegiada estão situadas muito próximas umas das outras.</p><h3>Nenhuma outra cidade tem tantas casas em enxaimel</h3><p>Os números destacam a excepcional importância global de Quedlinburg: seu Centro Histórico, que abrange 90 hectares, conta com <strong>mais de 2.100 casas em enxaimel construídas ao longo de oito séculos</strong>. Mais de 770 delas são protegidas como monumentos históricos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783409" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html" title="Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir">Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html" title="Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381313544_320.jpg" alt="Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir"></a></article></aside><p><strong>Nenhuma outra cidade possui uma concentração comparável de casas em enxaimel</strong>. Mesmo Celle — famosa em toda a Europa por seu acervo de cerca de 500 casas em enxaimel restauradas — fica muito atrás.</p><p>A riqueza excepcional deste patrimônio arquitetônico levou Quedlinburg a ser <strong>declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO já em 1994</strong>. Além disso, seu centro histórico constitui um dos mais extensos conjuntos monumentais protegidos da Alemanha.</p><h2>A RDA queria construir edifícios pré-fabricados no local</h2><p>No entanto, preservar esse complexo singular até os dias de hoje tem sido tudo, menos fácil. Na <strong>década de 1960</strong>, as autoridades da <strong>República Democrática Alemã (RDA) </strong>planejaram<strong> demolir grandes áreas do centro histórico</strong> e substituí-las por edifícios de painéis pré-fabricados.</p><p>Inicialmente, <strong>o projeto não avançou por razões econômicas</strong>. Mais tarde, durante a agitação política de 1989, a mobilização de moradores engajados finalmente conseguiu impedir uma destruição em larga escala.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786027011173.jpeg" data-image="9nkkkdlri9mg"><figcaption>A RDA queria demolir esses bairros. Hoje, ruas estreitas como esta foram restauradas.</figcaption></figure><p>Após a reunificação, o centro histórico passou por obras significativas de restauração e renovação, realizadas progressivamente ao longo dos anos.</p><h2>Cinco cidades da Alemanha Oriental entre as 10 primeiras</h2><p>O forte desempenho de cidades do leste da Alemanha entre os locais mais bem classificados é particularmente notável. <strong>Cinco das dez cidades históricas mais bonitas da lista estão situadas nos novos estados federais</strong>.</p><p>Além de Quedlinburg, <strong>Weimar, Stralsund, Potsdam e Wismar </strong>também figuram entre as dez primeiras colocadas. Elas se destacam por seus centros históricos bem preservados e por preços relativamente moderados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786027197047.jpeg" data-image="3olaubaqrlsh"><figcaption>A Baviera ocupa o segundo lugar: Regensburg também atrai inúmeros visitantes.</figcaption></figure><p>Goslar, na Baixa Saxônia, também figura entre as dez primeiras colocadas. Essa cidade na região de Harz — Patrimônio Mundial da UNESCO — conta com cerca de 1.500 casas em enxaimel e também se beneficia da proximidade com a histórica mina de Rammelsberg.</p><h3>As dez cidades antigas mais bonitas da Alemanha em 2026</h3><ol><li>Quedlinburg (Saxônia-Anhalt) – 92,15 pontos </li><li>Regensburg con Stadtamhof (Baviera) – 90,56 pontos </li><li>Bamberg (Baviera) – 89,03 pontos </li><li>Goslar (Baixa Saxônia) – 87,50 pontos </li><li>Weimar (Turíngia) – 82,67 pontos </li><li>Lübeck (Schleswig-Holstein) – 82,66 pontos </li><li>Stralsund (Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental) </li><li>Tréveris (Renânia-Palatinado) – 81,20 pontos </li><li>Potsdam, barrio holandés (Brandemburgo) – 80,23 pontos </li><li>Wismar (Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental) – 79,91 pontos</li></ol><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ulrike%20Hagen" data-year="2026" data-title="Deutschlands%20sch%C3%B6nste%20Altstadt%3A%20Kleiner%20Fachwerk-Ort%20im%20Harz%20bricht%20alle%20Rekorde" data-url="https%3A%2F%2Fwww.kreiszeitung.de%2Flokales%2Fniedersachsen%2Fbricht-alle-rekorde-deutschlands-schoenste-altstadt-kleiner-fachwerk-ort-am-harz-94418407.html">Ulrike Hagen. (2026). <a href="https://www.kreiszeitung.de/lokales/niedersachsen/bricht-alle-rekorde-deutschlands-schoenste-altstadt-kleiner-fachwerk-ort-am-harz-94418407.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Deutschlands schönste Altstadt: Kleiner Fachwerk-Ort im Harz bricht alle Rekorde</a>.</cite><br><cite data-author="Kurzurlaub.de" data-year="2026" data-title="Deutschlands%20sch%C3%B6nste%20Altst%C3%A4dte%202026%3A%20Das%20Ranking" data-url="https%3A%2F%2Fwww.kurzurlaub.de%2Fblog%2Fdeutschlands-schoenste-altstaedte-ranking-2026.html">Kurzurlaub.de. (2026). <a href="https://www.kurzurlaub.de/blog/deutschlands-schoenste-altstaedte-ranking-2026.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Deutschlands schönste Altstädte 2026: Das Ranking</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/arquitetura-extraordinaria-por-que-esta-cidade-alema-pouco-conhecida-esta-batendo-recordes-de-visitantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do campo ao espaço: Brasil lidera projeto científico para fazer vegetais crescerem na Lua e em Marte ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 22:18:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores brasileiros integram projeto internacional para estudar o cultivo de alimentos frescos fora da Terra, e uma espécie de batata-doce é o principal foco do estudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte-1787339676131.jpg" data-image="xxm29nusufq3"><figcaption>Criada e coordenada pela Embrapa, a Rede <em>Space Farming Brazil</em> integra, atualmente, pesquisadores de cerca de 24 instituições brasileiras e internacionais. Crédito: Juliana Sussai.</figcaption></figure><p>A<strong> Rede<em> Space Farming Brazil</em> </strong>é uma<strong> iniciativa de pesquisa</strong> liderada pela Embrapa em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) que surgiu em 2022. O objetivo principal é<strong> desenvolver tecnologias e sistemas para o cultivo de alimentos frescos fora da Terra</strong>, apoiando a participação do nosso país nos Acordos Artemis da agência americana NASA. </p><p>A Rede surgiu para<strong> </strong>estudar a produção de alimentos em condições espaciais desafiadoras como alta radiação e microgravidade, para que futuramente seja possível <strong>criar sistemas autossuficientes de agricultura para missões de longa duração na Lua e em Marte</strong>. </p><p>O foco inicial foi priorizar o<strong> cultivo de variedades de batata-doce e grão-de-bico</strong>, escolhidas por sua<strong> alta adaptabilidade a condições extremas</strong> e valor nutricional. Acompanhe abaixo a evolução do projeto e todas as informações sobre estas variedades.</p><h2>O que foi feito até agora</h2><p>Um dos principais <strong>desafios</strong> para o grupo é a construção de um <strong>invólucro que consiga proteger as plantas </strong>da radiação ionizante cósmica. Essas condições extremas espaciais já foram simuladas em laboratórios e testes já foram feitos.</p><p>No <strong>ano passado</strong>, a Rede enviou <strong>sementes de grão-de-bico e plantas de batata-doce roxa</strong> em um foguete da <em>Blue Origin</em> <strong>à fronteira do espaço</strong> na missão do voo suborbital a bordo do <em>New Shepard-31</em>. Eram variantes da coleção da Embrapa já aprimoradas para serem mais produtivas e nutritivas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/proteina-feita-a-base-de-urina-e-criada-por-cientistas-para-servir-de-alimento-a-astronautas.html" title="Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas">Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/proteina-feita-a-base-de-urina-e-criada-por-cientistas-para-servir-de-alimento-a-astronautas.html" title="Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/proteina-feita-a-base-de-urina-e-criada-por-cientistas-para-servir-de-alimento-a-astronautas-1763143854720_320.jpg" alt="Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas"></a></article></aside><p>Os pesquisadores ainda <strong>aguardam o retorno desses alimentos ao Brasil para estudos comparativos</strong> das plantas que participaram da missão e aquelas que permaneceram na Terra.</p><p>“Caso demonstrem certo grau de tolerância ao crescimento em ambientes com microgravidade e radiação, essas plantas poderão ser candidatas promissoras para o cultivo no espaço”, comentou em entrevista Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste que coordena a Rede <em>Space Farming Brazil</em>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte-1787339088537.jpg" data-image="1vdol1kto4p0"><figcaption>Alessandra Fávero, pesquisadora que coordena a Rede Space Farming Brazil. Crédito: Gisele Rosso/Embrapa.</figcaption></figure><p>E por que eles escolheram essas duas variedades? Porque <strong>nenhuma das duas plantas é exigente em termos de cultivo</strong>. Elas precisam de menos água e calor do que outras culturas.</p><p>O <strong>grão-de-bico</strong> é uma boa fonte de proteína e versátil para o consumo, enquanto a variedade roxa da <strong>batata-doce </strong>(a batata-doce BRS Anembé), desenvolvida pela Embrapa, é rica em antocianinas, um poderoso antioxidante. Pesquisas anteriores já mostraram que a antocianina nas sementes as protegem contra a radiação espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte-1787339148552.jpg" data-image="8j7bc3w2kirr"><figcaption>A cultivar de batata-doce BRS Anembé desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições. Crédito: Carla Timm.</figcaption></figure><p>Mas, provavelmente, o<strong> futuro dos alimentos espaciais</strong> envolverá o <strong>desenvolvimento de variedades mais robustas</strong> de batata-doce e grão-de-bico, com propriedades para ciclos de crescimento mais curtos, maiores rendimentos e maior conteúdo nutricional. </p><p>A primeira fase do projeto são essas simulações na Terra. A <strong>segunda fase</strong> prevê testes em órbita terrestre e, a <strong>terceira fase</strong>, experimentos em espaço profundo, como na Lua.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Audi%2C%20A" data-year="2026" data-title="Programa%20Artemis%3A%20Brasil%20cria%20%E2%80%9Csuperplantas%E2%80%9D%20que%20servir%C3%A3o%20de%20alimento%20no%20espa%C3%A7o%20e%20na%20Terra" data-url="https%3A%2F%2Fapublica.org%2F2026%2F04%2Fartemis-brasil-cria-alimentos-espaciais-uteis-tambem-na-terra%2F">Audi, A. (2026). <a href="https://apublica.org/2026/04/artemis-brasil-cria-alimentos-espaciais-uteis-tambem-na-terra/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Artemis: Brasil cria “superplantas” que servirão de alimento no espaço e na Terra</a>.</cite><br><cite data-author="Koren%2C%20M" data-year="2026" data-title="The%20Future%20of%20Space%20Travel%20Could%20Come%20Down%20to%20This%20Potato" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Fscience%2Farticle%2Fbrazil-space-farming-plants-moon-mars">Koren, M. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com/science/article/brazil-space-farming-plants-moon-mars" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Future of Space Travel Could Come Down to This Potato</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de calor causa 'clima de deserto' e deixa em alerta 16 estados, confira os riscos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 21:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um clima extremamente quente e seco atingirá grande parte do Brasil nos próximos dias, mesmo com uma massa de ar frio que atinge o Sul do país. A umidade relativa do ar pode cair para valores abaixo dos 12%, aumentando o risco de incêndios e problemas de saúde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336215043.jpg" data-image="5tf55ovky73p" alt="Temperaturas máximas e Umidades Relativas mínimas na segunda-feira." title="Temperaturas máximas e Umidades Relativas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsões indicam calor extremo de até 45°C e clima muito seco, com umidade relativa abaixo dos 12%, trazendo clima de deserto ao Brasil e deixando 16 estados em alerta.</figcaption></figure><p>Uma <strong>massa de ar frio</strong> segue avançando sobre o centro-sul do Brasil ao longo dos próximos dias, causando uma queda significativa das temperaturas sobre as regiões Sul, e parte do Sudeste e do Centro-Oeste após a passagem de chuvas significativas. </p><p>Mas mesmo com o avanço deste sistema, <strong>o frio terá duração muito breve</strong>, e enquanto isso, a maior parte do país segue registrando um c<strong>alor muito intenso </strong>e um <strong>clima extremamente seco</strong> ao longo desta semana e da semana que vem.</p><div class="texto-destacado">Devido à essa situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>) emitiu avisos de perigo devido à baixa umidade relativa do ar em grande parte do país, que pode variar entre variando entre 20% e 12% - com riscos elevados de incêndios e também à saúde.</div><p>O alerta compreende toda a região <strong>Centro-Oeste</strong>, grande parte do <strong>Nordeste</strong>, do <strong>Norte</strong>, do <strong>Sudeste</strong> e também o norte do Paraná, no <strong>Sul</strong> - o que significa que praticamente todo o país estará registrando <strong>condições muito secas</strong> associadas a um calor muito intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336314565.jpg" data-image="sx35bf5004cd" alt="Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta sexta-feira." title="Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta sexta-feira."><figcaption>Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta sexta-feira ilustra regiões que estão sob riscos meteorológicos - incluindo grande parte do país que está sendo afetada por baixas umidades relativas.</figcaption></figure><p>Previsões meteorológicas indicam que as condições de umidade relativa ao longo deste final de semana e do início da semana que vem <strong>permanecerão péssimas</strong> nestas regiões. A umidade relativa pode chegar, facilmente, a valores de <strong>12%</strong> em praticamente todo o país - e, em alguns municípios, valores ainda menores, <strong>que podem chegar a até 8%</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Climatologicamente, o Deserto do Saara costuma registrar umidades relativas que variam entre 14% e 20% - o que significa que toda a porção central do país pode registrar condições similares ou até piores do que as de deserto ao longo dos próximos dias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Municípios como Uberlândia (MG), Nova Friburgo (RJ) e Goiânia (GO) já registraram <strong>umidades relativas de 10% ao longo desta semana</strong>, ainda menores do que o alertado pelo INMET. Isso fortalece a previsão de que valores ainda menores serão registrados ao longo dos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336352948.jpg" data-image="42yr7cjc4aq2" alt="Previsão de Umidades Relativas mínimas nesta segunda-feira durante a tarde." title="Previsão de Umidades Relativas mínimas nesta segunda-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de Umidades Relativas mínimas nesta segunda-feira durante a tarde mostra que grande parte do país segue registrando condições muito secas, com valores de 12% ou menos.</figcaption></figure><p>Além disso, previsões indicam que essa mesma região seguirá sendo afetada por um <strong>calor muito acima do normal ao longo dos próximos dias</strong> - Similar ao que estará sendo registrado no mesmo dia em países como a <strong>Arábia Saudita</strong>.</p><h2>Tempo seco será acompanhado por calor extremo</h2><p>Ao longo da semana que vem, previsões indicam um <strong>calor extremo que pode chegar a 45°C</strong> em grande parte do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste do país - o que impulsiona ainda mais a formação de<strong> incêndios</strong> e prejudica muito a <strong>saúde</strong> da população, especialmente pessoas mais vulneráveis como crianças, idosos, moradores de rua e enfermos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336385203.jpg" data-image="rwuknexjp3wu" alt="Previsão de temperaturas máximas nesta terça-feira mostra temperaturas mais altas do que o normal em grande parte do Brasil, com máximas que chegam a 44°C ou mais em diversos estados." title="Previsão de temperaturas máximas nesta terça-feira mostra temperaturas mais altas do que o normal em grande parte do Brasil, com máximas que chegam a 44°C ou mais em diversos estados."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas nesta terça-feira mostra temperaturas mais altas do que o normal em grande parte do Brasil, com máximas que chegam a 44°C ou mais em diversos estados.</figcaption></figure><p>Alguns dos seus <strong>efeitos imediatos do clima muito quente e seco</strong> são o ressecamento da pele, desconforto agudo nos olhos, boca e nariz, ocorrência de dores de cabeça e agravamento de doenças respiratórias. Para evitar maiores problemas de saúde, são sugeridas as seguintes <strong>recomendações</strong>:</p><ul><li>Beba bastante líquido.</li><li>Evite atividades físicas (<em>elas se tornam nocivas nestas condições</em>).</li><li>Evite exposição ao sol nas horas mais quentes e secas do dia (<em>especialmente início da tarde</em>).</li><li>Use hidratante para pele e umidifique os ambientes de casa (<em>deixando potes com água e toalhas úmidas expostos ao ar, por exemplo</em>).</li><li>Evite bebidas diuréticas (<em>como café e álcool</em>).</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html" title="Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil">Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html" title="Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1787241813513_320.png" alt="Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil"></a></article></aside><p>Após a passagem da massa de ar frio, o calor também retornará ao Sudeste e ao Sul do país. Por enquanto, <strong>não há previsão de melhora na situação</strong>. As condições de baixa umidade relativa continuarão ao longo de toda a semana que vem, assim como as temperaturas mais quentes do que o normal para essa época do ano. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 19:29:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias teremos uma queda das temperaturas em São Paulo, especialmente no leste do estado, devido à passagem de uma massa de ar frio de origem polar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazmmye"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazmmye.jpg" id="xazmmye"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre este fim de semana e meados da próxima semana, uma<strong> massa de ar frio de origem polar </strong>atuará sobre o estado de <strong>São Paulo</strong> provocando uma queda das temperaturas, que será sentida especialmente nas máximas no leste do estado, dando um alívio ao calor das últimas semanas na região.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>As temperaturas<strong> mínimas </strong>também ficam<strong> mais baixas no leste</strong> do estado, e devem cair para a casa dos <strong>10°C</strong> em pontos do sul e do Vale do Paraíba.</p><p>Além disso, a<strong> faixa litorânea</strong>, incluindo a <strong>capital </strong>paulista, terá um aumento de nebulosidade no<strong> início da próxima semana </strong>e pode registrar <strong>chuvas fracas</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frio de inverno retorna à SP nos próximos dias</h2><p><strong>A partir deste fim de semana </strong>a <strong>massa de ar frio</strong> chega ao estado de São Paulo, diminuindo as temperaturas especialmente no leste da região e durante as tardes, quando elas ficam mais amenas.</p><p>O frio se espalha e fica mais intenso na primeira metade da próxima semana, ou seja, entre a segunda (24) e a terça-feira (25). Mas essa <strong>queda nas temperaturas será breve</strong>, pois já na quarta-feira (26) o calor retorna a todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787327664866.jpg" data-image="88xw3whrfj95"><figcaption>Massa de ar frio de origem polar derrubará as temperaturas em praticamente todo o estado de São Paulo entre este fim de semana e a primeira metade da semana que vem.</figcaption></figure><p>No mapa acima podemos observar a atuação da massa de ar frio sobre o estado paulista, que vai derrubar as temperaturas em superfície em praticamente todo o território.</p><p>No<strong> sábado (22) </strong>e no<strong> domingo (23)</strong> as temperaturas <strong>mínimas </strong>variam<strong> entre 11°C e 16°C</strong> em todo o estado de São Paulo, podendo cair para os <strong>10°C em áreas elevadas do Vale do Paraíba e em áreas do sul</strong>, na sub-região de Sorocaba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787328462797.jpg" data-image="qaw5ru3aeeyc"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para o domingo (23).</figcaption></figure><p>Já as temperaturas <strong>máximas </strong>no fim de semana vão ficar mais amenas no <strong>leste </strong>do estado, onde <strong>não passam dos 25°C</strong> e podem<strong> pontualmente cair para os 16°C</strong>. As áreas norte, noroeste e oeste seguem com calor de até 32°C.</p><div class="texto-destacado">O frio retorna a São Paulo entre este fim de semana e o início da próxima, com mínimas de 10°C em pontos do sul e do Vale do Paraíba e máximas abaixo dos 23°C no leste do estado.</div><p>Contudo, na<strong> primeira metade da semana que vem</strong> o <strong>frio se espalha</strong> mais pelo leste do estado e seu sinal será observado especialmente nas <strong>máximas, que terão valores mais baixos </strong>do que as do fim de semana.</p><p>As temperaturas <strong>mínimas </strong>seguirão oscilando <strong>entre 11°C e 17°C</strong> em praticamente todo o território na segunda (24) e na terça-feira (25), mas podendo cair para os <strong>10°C em localidades do sul paulista e do Vale do Paraíba</strong>. Alguns pontos do oeste terão mínimas entre 18°C e 19°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787328481719.jpg" data-image="csuc2uk1ef3c"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para segunda-feira (24).</figcaption></figure><p>Porém, as <strong>máximas </strong>vão ficar mais baixas em uma ampla faixa do leste do estado (mapa acima), variando de<strong> 13°C a 23°C</strong>, mas podendo pontualmente chegar aos <strong>11°C/12°C em localidades do sul</strong>, na Região de Sorocaba.</p><p>Na <strong>quarta-feira (26)</strong> as <strong>temperaturas já se elevam </strong>e o<strong> calor retorna a todo o estado</strong>, com máximas entre 24°C e 35°C em praticamente todo o território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784893" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão">Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317275505_320.jpg" alt="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"></a></article></aside><p>A <strong>capital </strong>paulista terá <strong>mínimas entre 12°C e 13°C</strong>; e máximas de 24°C no fim de semana e de 19°C no início da próxima semana.</p><p>Além disso,<strong> chuvas fracas</strong> podem ocorrer entre a <strong>segunda (24) e a terça-feira (25)</strong> em toda a <strong>faixa litorânea </strong>de São Paulo, inclusive na <strong>capital paulista</strong>, devido à circulação marítima que traz a umidade do mar para o continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787328501446.jpg" data-image="r8uxgcrog1db"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para segunda-feira (24) às 13h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As demais áreas do estado devem permanecer com tempo firme, calor e umidade relativa do ar baixa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gangorra térmica: frio de inverno já tem data para acabar e dará lugar ao calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 18:14:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias com temperaturas de inverno no Centro-Sul do Brasil, uma mudança de padrão está prevista para a próxima semana. O calor que vem dominando a metade norte do país irá se expandir e afetar as 5 regiões do Brasil, com temperaturas acima de 40°C em uma área ampla.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazmobe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazmobe.jpg" id="xazmobe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O<strong> frio de inverno</strong> que começou a ingressar no Sul do Brasil na última quinta-feira (20)<strong> já tem data para acabar.</strong> Enquanto a temperatura no centro-sul do país nos próximos dias será baixa, com mínimas abaixo de zero e tardes frias no Sul e faixa leste do Sudeste, <strong>o calor deve voltar a predominar em todo o país</strong> já na primeira metade da próxima semana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso-1787323733647.png" data-image="5fmn3hyvv6gk" alt="Previsão de anomalia de temperatura mínima para segunda-feira (24), segundo o ECMWF, destacando 14°C abaixo da média no Rio Grande do Sul." title="Previsão de anomalia de temperatura mínima para segunda-feira (24), segundo o ECMWF, destacando 14°C abaixo da média no Rio Grande do Sul."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura mínima para segunda-feira (24), segundo o ECMWF, destacando 14°C abaixo da média no Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p><strong>Até segunda-feira (24) as máximas serão frias</strong> principalmente no Rio Grande do Sul, faixa leste de Santa Catarina, Paraná e também do Sudeste, com máximas abaixo de 18°C no geral. Na<strong> terça-feira (26) as máximas já começam a esquentar</strong> em boa parte da região Sul, especialmente no oeste, mas é <strong>a partir de quarta (27)</strong> que <strong>o calor ganha força nas 5 regiões</strong> do país, se intensificando até o fim das semana. Confira os detalhes.</p><h2>Temperaturas disparam a partir de quarta</h2><p>Na <strong>quarta-feira (27) </strong>as temperaturas <strong>máximas</strong> <strong>disparam</strong> em todo o país, levando a sensação de frio embora, pelo menos na parte da tarde. O <strong>amanhecer ainda será frio</strong>, com mínimas abaixo de 10°C em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, <strong>mas à tarde </strong>as temperaturas<strong> </strong>se aproximam ou ultrapassam os <strong>30°C </strong>em diversas áreas do Sul. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> </strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os<strong> maiores valores previstos</strong>, no entanto, estão sobre o<strong> Centro-Oeste, Norte e Nordeste</strong> do país, onde há previsão que os termômetros<strong> ultrapassem 40°C</strong>. Essas regiões já vêm registrando temperaturas elevadas e próximas a 40°C nos últimos dias, e as temperaturas estão previstas para se manter altas por um longo período, se intensificando ainda mais na reta final de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso-1787323766840.png" data-image="ng23io89u8ph" alt="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (27), segundo o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (27), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (27), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>s</strong><strong>egunda metade da semana o calor aumenta</strong> ainda mais, e o modelo GFS prevê que temperaturas <strong>máximas ultrapassando 44°C</strong> no<strong> Mato Grosso</strong> já a partir de quinta-feira (28). </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784893" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão">Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317275505_320.jpg" alt="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"></a></article></aside><p>Na <strong>sexta-feira (29) </strong>a <strong>área</strong> <strong>com temperaturas entre 40°C e 44°C se espalha</strong> sobre uma área ainda maior, abrangendo o <strong>Centro-Oeste, Norte e Nordeste. </strong>A área com previsão de temperaturas acima de 44°C também se expande no oeste do Mato Grosso. Embora no imaginário popular seja ‘comum’ fazer calor nessas áreas, as <strong>temperaturas</strong> previstas para o final do mês são <strong>acima da média</strong>, <strong>mesmo considerando a climatologia de cada região. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso-1787323785931.png" data-image="uzqx9b30w0ei" alt="Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (29), segundo o GFS." title="Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (29), segundo o GFS."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (29), segundo o GFS.</figcaption></figure><p>Além das temperaturas elevadas, estão previstos<strong> níveis críticos de umidade relativa do ar</strong>, trazendo um<strong> clima desértico</strong> para uma grande área do Brasil. Essa <strong>combinação é perigosa</strong> para a <strong>saúde</strong> quanto para o <strong>meio ambiente</strong>, aumentando o <strong>risco de doenças cardiorrespiratórias e incêndios</strong>. </p><p>É importante <strong>evitar exposição ao sol </strong>e <strong>exercícios físicos</strong> nos<strong> horários mais quentes</strong> do dia, incluindo passeios com os <em>pets</em>, <strong>ingerir bastante água</strong> e, sempre que possível, umidificar os ambientes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:02:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o avanço de uma frente fria, uma massa de ar polar segue ganhando espaço e intensidade sobre o Brasil e trará o frio de inverno para o Centro-Sul do país pelos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazm1oa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazm1oa.jpg" id="xazm1oa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A frente fria associada ao ciclone extratropical avançou pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste nas últimas horas, provocando mudanças no tempo em diversos estados. Na retaguarda desse sistema, o avanço de uma <strong>massa de ar polar</strong> ganha força e traz de volta o frio de inverno.</p><p>O sistema causará uma queda nas temperaturas, além de <strong>risco de geada e termômetros chegando a marcas negativas</strong> no Sul. No Sudeste e Centro-Oeste, a massa de ar frio alivia o calor intenso registrado nos últimos dias. Veja a previsão com mais detalhes.</p><ul></ul><h2>Frio de inverno retorna com avanço de ar polar</h2><p>A massa de ar frio afeta primeiro a Região Sul. Já na tarde desta <strong>sexta-feira (21)</strong>, as temperaturas máximas não ultrapassam os <strong>19°C</strong> no Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina e em áreas do sudoeste do Paraná. O oeste paulista e o centro-sul de Mato Grosso do Sul também registram queda nos termômetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317310848.jpg" data-image="ljbbjq536nfh" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>A previsão mostra o avanço do ar polar sobre áreas do Centro-Sul do país na tarde deste sábado (22), mantendo as temperaturas máximas inferiores aos 20°C no Sul do país.</figcaption></figure><p>O amanhecer de <strong>sábado (22)</strong> será marcado por temperaturas geladas em todo o Rio Grande do Sul, na maior parte de Santa Catarina e na metade sul do Paraná. Nessa faixa, os termômetros ficam <strong>abaixo dos 8°C</strong>, com destaque para o território gaúcho, que pode registrar mínimas <strong>inferiores a 5°C</strong> e risco de geada.</p><p>Durante a tarde de sábado (22), o frio se concentra entre o Rio Grande do Sul e o sudoeste paranaense, onde as máximas não superam os <strong>15°C</strong>. No Sudeste, o ar frio começa a avançar pelo leste de São Paulo e pelo Rio de Janeiro, deixando as temperaturas na casa dos <strong>23°C</strong>.</p><h2>Pico do frio traz geadas e temperaturas de até -6°C </h2><p>No <strong>domingo (23)</strong> e na <strong>segunda-feira (24)</strong>, o ar polar atinge o seu pico de intensidade sobre o Centro-Sul. Serão os dias mais frios da semana no Sul, em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A combinação entre a massa fria e o céu aberto favorece uma forte perda de calor durante as madrugadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317216255.jpg" data-image="2ytlx463o5jo" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Temperatura mínima prevista para o amanhecer de domingo (23) e segunda-feira (24) no Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Na Região Sul, há <strong>alerta para geada generalizada</strong> e marcas negativas nas serras Gaúcha e Catarinense, que podem chegar até <strong>-6°C</strong> no domingo (23) e na segunda (24). Áreas do norte do Rio Grande do Sul e o centro de Santa Catarina também podem registrar temperaturas abaixo de zero. No restante da região e no sul do Paraná, as mínimas previstas <strong>abaixo de 6°C</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No restante do Paraná e no Sudeste, as madrugadas também serão geladas. Os termômetros variam entre <strong>5°C e 14°C</strong> na faixa que abrange São Paulo, o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, a variação fica entre <strong>9°C e 17°C</strong> no sul de Mato Grosso do Sul e em Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317511892.jpg" data-image="o79jsj2989lj" alt="Temperatura máxima." title="Temperatura máxima."><figcaption>Máxima prevista para a tarde de segunda-feira (24).</figcaption></figure><p>Com a presença do ar polar, as tardes de domingo (23) e segunda-feira (24) terão <strong>temperaturas amenas.</strong> Nesses dois dias, as <strong>máximas </strong>não ultrapassam os <strong>17°C</strong> no Rio Grande do Sul e no leste catarinense, mantendo o tempo ameno no sul paranaense e no leste do Sudeste, onde os termômetros não superam os <strong>24°C</strong>.</p><p>A partir de <strong>terça-feira (25)</strong>, a massa polar começa a perder força, embora continue concentrada sobre o Sul do país. As mínimas ainda ficam <strong>abaixo dos 10°C</strong> em grande parte da região, mas as máximas sobem paulatinamente, oscilando entre <strong>16°C e 23°C</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784741" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-ao-centro-sul.html" title="Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul">Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-ao-centro-sul.html" title="Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-no-centro-sul-1787260954439_320.jpg" alt="Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul"></a></article></aside><p>No restante do Centro-Sul, as temperaturas voltam a subir gradativamente, com mínimas na casa dos <strong>15°C</strong> e máximas que voltam a ultrapassar os <strong>27°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A apenas 1h de SP, 'cidade dos exageros' reúne orelhão gigante e rochas de Era Glacial; conheça ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Cidade a cerca de 100 km da capital paulista é famosa por ter objetos gigantes em praças, sendo conhecida nacionalmente como a "Cidade dos Exageros”. E ela ainda guarda importantes registros geológicos de uma antiga era glacial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259842910.jpg" data-image="oj2csc3fgz60"><figcaption>Orelhão gigante de 7 metros de altura na Praça da “Cidade dos Exageros”, interior de São Paulo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Uma cidade no <strong>interior de São Paulo</strong> é conhecida nacionalmente como a "<strong>Cidade dos Exageros</strong>" devido aos monumentos gigantescos em praças, como um <strong>orelhão de 7 metros de altura</strong> (imagem acima).</p><p>Além disso, ela guarda <strong>importantes registros geológicos de uma antiga era glacial ocorrida há cerca de 280 milhões de anos</strong>, quando existia um <strong>lago glacial</strong> com icebergs na região. </p><p>Trata-se da cidade de <strong>Itu</strong>, que fica a cerca de<strong> 100 km da capital </strong>paulista e faz parte da Região Metropolitana de Sorocaba. Descubra abaixo que registros geológicos são esses e quais atrativos a cidade oferece.</p><h2>Os atrativos de Itu</h2><p>A cidade abriga uma <strong>antiga pedreira com paredões sedimentares</strong> expondo rochas da era glacial de<strong> 280 milhões de anos</strong>, formados por geleiras. Essa <strong>pedreira era o fundo de um lago glacial que tinha icebergs</strong>.</p><p>Essa <strong>pedreira fica no Parque Geológico do Varvito</strong>, atualmente uma unidade de conservação. E por que o nome Varvito? Este nome é utilizado pelos geólogos para denominar um tipo de rocha sedimentar única, formada pela sucessão repetitiva de lâminas ou camadas, cada uma delas depositada durante o intervalo de um ano. </p><div class="texto-destacado">O Parque Geológico do Varvito de Itu é considerado o mais importante sítio de rochas varvito da América do Sul. </div><p>Cada <strong>par de listras </strong>que aparece nos <strong>paredões da pedreira</strong> corresponde a um ano inteiro, semelhante aos anéis de um tronco de árvore que marcam a idade da planta.</p><p><strong>No verão, o gelo derretia</strong> e a água carregava areia para dentro do lago, formando uma faixa clara e mais grossa.<strong> No inverno, com a superfície congelada</strong>, só a poeira mais fina descia devagar até o fundo, deixando uma faixa escura e estreita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259814912.jpg" data-image="rsgdurvc186m"><figcaption>Vista do Parque Geológico do Varvito, em Itu (SP). Crédito: Vinicius Lopes.</figcaption></figure><p>Além disso, Itu é conhecida como a "Cidade dos Exageros" por ter<strong> objetos gigantes expostos em praças</strong>. Tudo devido a uma piada de TV que foi transformada em identidade turística em 1960 por um humorista da cidade conhecido como Simplício.</p><p>A <strong>Praça dos Exageros</strong> abriga <strong>objetos, ferramentas e animais em tamanhos gigantes</strong>, além do boneco do personagem Simplício.</p><p>A <strong>Praça Padre Miguel (Matriz)</strong> abriga o<strong> famoso orelhão e o semáforo em proporções exageradas</strong>. Ao redor desta praça há lojinhas que vendem souvenires de tamanho exagerado e uma lanchonete.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259657618.jpg" data-image="bw7mt8mwdd18"><figcaption>A pedreira com paredões rochosos de 280 milhões de anos no Parque Geológico do Varvito, em Itu (SP). Crédito: Webysther Nunes/Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Além disso, outros pontos turísticos que a cidade oferece são o<strong> Parque Maeda</strong>, um complexo turístico e de pesca com jardins, teleférico, piscinas com toboágua, passeio a cavalo, de trenzinho e teleférico; e o <strong>Bar do Alemão</strong>, o restaurante mais tradicional da cidade e famoso pelo seu consagrado filé à parmegiana.</p><p>Não deixe de conhecer também o<strong> Museu Republicano Convenção de Itu</strong>, um casarão onde ocorreu em 18 de abril de 1873 a Convenção de Itu, movimento criador do partido republicano paulista que impulsionou a Proclamação da República, em 1889.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259614401.jpg" data-image="xi3sfx9vocyy"><figcaption>A Praça da Independência, ou Largo do Carmo, possui lindas palmeiras que desembocam na Igreja do Carmo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Outro local a conhecer é a <strong>Praça da Independência, ou Largo do Carmo</strong>, que fica no centro histórico de Itu. O local é famoso por sua alameda de <strong>palmeiras imperiais</strong>, casarões do século 19 e pela imponente<strong> Igreja de Nossa Senhora do Carmo</strong>. Nos finais de semana ocorrem feirinhas artesanais e gastronômicas, além de eventos.</p><p>A<strong> Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária</strong> também é outro atrativo. Ela foi inaugurada em 1780 e reúne um dos acervos barrocos e rococós mais expressivos do estado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia.html" title="Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são 'limpas' pela maré duas vezes ao dia">Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são "limpas" pela maré duas vezes ao dia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia.html" title="Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são 'limpas' pela maré duas vezes ao dia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia-1779484907830_320.jpg" alt="Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são 'limpas' pela maré duas vezes ao dia"></a></article></aside><p>E por fim, mas não menos importante, nossa dica é a <strong>Fábrica de Arte Marcos Amaro (Fama Museu)</strong>, que ocupa 25 mil metros quadrados de uma antiga fábrica têxtil de 1911 e reúne cerca de 2 mil obras de arte moderna e contemporânea.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pereira%2C%20M" data-year="2026" data-title="Orelh%C3%A3o%20de%20sete%20metros%20e%20rochas%20de%20280%20milh%C3%B5es%20de%20anos%2C%20essa%20%C3%A9%20uma%20das%20cidades%20mais%20fotografadas%20do%20interior%20paulista" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tupi.fm%2Fentretenimento%2Forelhao-de-sete-metros-e-rochas-de-280-milhoes-de-anos-essa-e-uma-das-cidades-mais-fotografadas-do-interior-paulista%2F">Pereira, M. (2026). <a href="https://www.tupi.fm/entretenimento/orelhao-de-sete-metros-e-rochas-de-280-milhoes-de-anos-essa-e-uma-das-cidades-mais-fotografadas-do-interior-paulista/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Orelhão de sete metros e rochas de 280 milhões de anos, essa é uma das cidades mais fotografadas do interior paulista</a>.</cite><br><cite data-author="Dalla%20Vecchia%2C%20C" data-year="2024" data-title="O%20que%20fazer%20em%20Itu%20em%20um%20bate-volta%20de%20S%C3%A3o%20Paulo" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fo-que-fazer-em-itu-em-um-bate-e-volta-de-sao-paulo%2F">Dalla Vecchia, C. (2024). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/o-que-fazer-em-itu-em-um-bate-e-volta-de-sao-paulo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer em Itu em um bate-volta de São Paulo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>