<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 25 Apr 2026 13:00:10 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:00:10 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Médicos e engenheiros brasileiros criam IA que identifica dor em recém-nascidos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros usa inteligência artificial para analisar expressões faciais e sinais vitais de recém-nascidos, permitindo identificar dor com mais precisão e melhorar o cuidado neonatal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos-1776891651882.jpg" data-image="ugzjqjkyzixt" alt="Tecnologia inovadora vai permitir identificar se recém-nascidos sentem dor e auxiliar profissionais de saúde em tomadas de decisão. Crédito: Divulgação ClickPetróleo e Gás" title="Tecnologia inovadora vai permitir identificar se recém-nascidos sentem dor e auxiliar profissionais de saúde em tomadas de decisão. Crédito: Divulgação ClickPetróleo e Gás"><figcaption>Tecnologia inovadora vai permitir identificar se recém-nascidos sentem dor e auxiliar profissionais de saúde em tomadas de decisão. Crédito: Divulgação ClickPetróleo e Gás</figcaption></figure><p>Médicos e engenheiros brasileiros desenvolveram um<strong> sistema inovador de inteligência artificial </strong>capaz de <strong>identificar sinais de dor em recém-nascidos internados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIs).</strong> A tecnologia combina análise de expressões faciais com dados fisiológicos para oferecer uma avaliação mais precisa do desconforto dos bebês, que ainda não conseguem se comunicar verbalmente.</p><p>O projeto é resultado de uma colaboração entre especialistas da Universidade Federal de São Paulo e da Faculdade de Engenharia Industrial. A iniciativa busca enfrentar um dos maiores desafios da neonatologia: <strong>compreender quando e quanto um recém-nascido está sofrendo.</strong></p><p>A dificuldade é evidente na prática clínica. Diferentemente de adultos, bebês não conseguem descrever o que sentem. Segundo especialistas, <strong>a dor é tradicionalmente definida por meio de relato verbal,</strong> algo impossível nesse grupo de pacientes, o que torna o diagnóstico subjetivo e complexo.</p><h2>O desafio de identificar a dor em recém-nascidos<br></h2><p>Atualmente, médicos utilizam escalas internacionais como a<strong> NFCS (Neonatal Facial Coding System)</strong>, que avalia expressões faciais específicas associadas à dor. Entre os sinais observados estão boca aberta ou tensionada, queixo tremendo, testa contraída e língua projetada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos-1776891006926.jpg" data-image="wd987lwqnq3y" alt="No mundo todo, os médicos usam a NFCS — sigla em inglês para uma escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê: — Foto: TV Globo/Reprodução" title="No mundo todo, os médicos usam a NFCS — sigla em inglês para uma escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê: — Foto: TV Globo/Reprodução"><figcaption>No mundo todo, os médicos usam a NFCS, escala internacional que avalia o tipo de dor dos recém-nascidos, baseada nas expressões faciais do bebê. Crédito: TV Globo/Reprodução</figcaption></figure><p>Esses indicadores são analisados <strong>em conjunto com dados fisiológicos, como frequência cardíaca, temperatura corporal e pressão arterial. </strong>Normalmente, dois profissionais de saúde avaliam essas informações para decidir se há necessidade de intervenção.</p><p>Mesmo com esses métodos, a interpretação pode variar. Pais também enfrentam <strong>angústia diante da incerteza</strong>. Em muitos casos, não conseguem identificar se o bebê está confortável ou em sofrimento, especialmente quando há complicações como dificuldades respiratórias.</p><h2>Como a inteligência artificial foi treinada</h2><p>Para aprimorar esse processo, pesquisadores iniciaram o projeto em 2015 no Hospital São Paulo. <strong>Câmeras foram instaladas sobre incubadoras para registrar o rosto dos recém-nascidos</strong> durante o tratamento diário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026">PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em-1770659226255_320.jpg" alt="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"></a></article></aside><p>Ao longo de quase dois anos, <strong>cerca de 300 horas de gravações foram coletadas.</strong> Esse material formou um banco de dados robusto, utilizado para treinar o modelo de inteligência artificial a reconhecer padrões associados à dor.</p><p>O sistema foi programado para analisar regiões específicas do rosto, como a boca e o sulco nasolabial. A partir dessas observações, <strong>o algoritmo aprende a identificar automaticamente se o bebê apresenta sinais de desconforto</strong>, com base em padrões previamente reconhecidos.</p><h2>Resultados e impacto na prática médica</h2><p>Uma das vantagens da tecnologia é a <strong>capacidade de monitoramento contínuo.</strong> Diferentemente da avaliação humana, que pode variar ao longo de plantões extensos, o sistema funciona sem interrupções e com consistência.</p><div class="texto-destacado">Além disso, o modelo gera representações visuais que indicam quais áreas do rosto são mais relevantes na detecção da dor em cada momento. Isso ajuda médicos a compreender melhor os sinais e reforça a tomada de decisão clínica.<br></div><p>Os pesquisadores destacam que <strong>a ferramenta não substitui profissionais de saúde, mas atua como suporte. </strong>Com informações mais objetivas, médicos podem intervir com maior precisão, evitando tanto o subtratamento quanto o uso excessivo de medicações.</p><h2>Perspectivas para o futuro da neonatologia</h2><p>O uso da inteligência artificial pode <strong>transformar o cuidado neonatal </strong>ao permitir intervenções mais rápidas e adequadas. A identificação precoce da dor é essencial para o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos, especialmente os prematuros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="687426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/crescimento-de-castanheiras-da-amazonia-pode-ser-acelerado-em-30-com-auxilio-da-nanobiotecnologia.html" title="Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia">Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/crescimento-de-castanheiras-da-amazonia-pode-ser-acelerado-em-30-com-auxilio-da-nanobiotecnologia.html" title="Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crescimento-de-castanheiras-da-amazonia-pode-ser-acelerado-em-30-com-auxilio-da-nanobiotecnologia-1734036466425_320.jpg" alt="Crescimento de castanheiras-da-Amazônia pode ser acelerado em 30% com auxílio da nanobiotecnologia"></a></article></aside><p>O estudo já foi publicado em revista científica internacional, reforçando a relevância da pesquisa. No momento, <strong>o sistema está sendo desenvolvido para uso hospitalar</strong>, com potencial de expansão para outros centros no futuro.</p><p>Se validada em larga escala, a tecnologia pode representar<strong> um avanço significativo na medicina, oferecendo aos bebês uma forma de “comunicar”</strong> sua dor, e garantindo um cuidado mais humano, mesmo sem palavras.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Jornal Nacional. <a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/04/20/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos.ghtml" target="_blank">Médicos e engenheiros brasileiros criam IA que identifica dor em recém-nascidos</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/medicos-e-engenheiros-brasileiros-criam-ia-que-identifica-dor-em-recem-nascidos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Metais tóxicos no solo: mapa global expõe risco para lavouras e à saúde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-a-saude.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo global mostrou que metais tóxicos já afetam até 17% das áreas agrícolas do planeta e colocam bilhões de pessoas sob risco, com um corredor de contaminação ligando Europa, Oriente Médio, sul da Ásia e China. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-saude-1776966101153.jpg" data-image="crlab94wfn01" alt="solo, agrícolas, regiões, cadmio" title="solo, agrícolas, regiões, cadmio"><figcaption>Estimativas globais indicam ampla área agrícola afetada por metais tóxicos e grande população exposta, reforçando o desafio para a segurança alimentar e a saúde pública.</figcaption></figure><p>O solo, que sustenta a maior parte da comida que chega à mesa, acaba de ganhar um novo alerta global. <strong>Um estudo publicado na revista <em>Science</em> estimou que entre 14% e 17% das áreas agrícolas do planeta já ultrapassam limites de segurança </strong>para pelo menos um metal tóxico, como cádmio, arsênio, níquel, cromo, cobre, chumbo e cobalto. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além disso, entre 0,9 bilhão e 1,4 bilhão de pessoas vivem em regiões consideradas de maior risco. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O dado chama atenção agora porque não se trata de um problema pontual nem restrito a antigas áreas industriais. <strong>Os pesquisadores reuniram 796.084 pontos de amostragem de 1.493 estudos regionais e usaram técnicas de aprendizado de máquina para montar um retrato global </strong>da contaminação. O resultado mostra que a poluição do solo por metais é ampla, persistente e relevante para a agricultura, a segurança alimentar e a saúde pública. </p><h2>Uma faixa de poluição que atravessa continentes </h2><p>Um dos achados mais marcantes do estudo foi <strong>a identificação de um “corredor enriquecido por metais” em baixa latitude da Eurásia, passando pelo sul da Europa</strong>, Oriente Médio, sul da Ásia e sul da China. <strong>Segundo os autores, essa faixa combina herança geológica, clima, relevo e séculos de ação humana, </strong>especialmente mineração e fundição antigas. Em outras palavras, parte da poluição vista hoje no solo também carrega a marca de atividades iniciadas há muito tempo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-saude-1776967060887.jpg" data-image="l3ya7j1tl8bv" alt="cadmio, elementos, poluição, ar" title="cadmio, elementos, poluição, ar"><figcaption>Regiões com intensa mineração e irrigação apresentam maior risco de contaminação do solo, evidenciando o impacto direto das atividades humanas na qualidade ambiental.</figcaption></figure><p>Esse mapa ajuda a entender por que a contaminação não aparece como manchas isoladas. <strong>Ela forma áreas contínuas e pode atingir regiões agrícolas estratégicas. O trabalho estima que cerca de 242 milhões de hectares de terras cultivadas</strong>, algo próximo de 16% da área agrícola global, já são afetados por excedência desses metais. E há um efeito extra que preocupa:<strong> alimentos produzidos em áreas de maior risco podem espalhar esse problema pelas cadeias comerciais internacionais. </strong></p><h2><strong>Clima, relevo, mineração e irrigação entram na conta </strong></h2><p>O estudo mostra que a poluição do solo por metais não depende de um único fator. <strong>Temperaturas mais altas, mais chuva e maior evapotranspiração aparecem entre os motores ambientais mais importantes,</strong> porque favorecem o intemperismo e a liberação de metais do material de origem do solo. Já áreas frias e úmidas tendem a registrar menor excedência. </p><div class="texto-destacado">Não por acaso, zonas de clima subtropical de monção tiveram taxa de excedência agrícola de 34%, bem acima da média global de 15,7%. </div><p>Na prática, o desenho do risco global foi associado a quatro grupos principais de pressão:</p><ul> <li><strong>clima quente e úmido, que acelera processos naturais;</strong></li> <li>relevo montanhoso e encostas íngremes;</li> <li><strong>mineração e fundição, antigas e modernas;</strong></li> <li>irrigação, sobretudo quando a água carrega contaminantes. </li> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-saude-1776967411758.jpg" data-image="jbl0j494fq7h" alt="globo, cadmio, metais pesados, poluição" title="globo, cadmio, metais pesados, poluição"><figcaption>Mapa global mostra áreas agrícolas com maior probabilidade de contaminação por metais tóxicos, destacando regiões críticas para produção de alimentos e segurança ambiental.</figcaption></figure><p><strong>Os autores também destacam que fatores econômicos ligados à mineração foram os preditores humanos mais fortes da contaminação</strong>. Em áreas com mineração intensa e alta proporção de irrigação superficial, a taxa de excedência dos limites agrícolas chegou a 36%, mais que o dobro da média global. </p><h2>O alerta global também interessa ao Brasil </h2><p>O trabalho não aponta o Brasil entre os focos centrais do corredor mais crítico descrito pelos autores, mas <strong>o país aparece na comparação entre grandes exportadores de arroz usada para discutir o comportamento do cádmio no solo e sua relação com o pH</strong>. Isso é importante porque mostra que o debate não fica restrito a um grupo pequeno de nações: ele alcança cadeias agrícolas globais e culturas diretamente ligadas à alimentação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>contaminação do solo não é apenas assunto de área industrial antiga ou de desastre visível. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Ela pode ser silenciosa, persistir por décadas e afetar produtividade, qualidade dos alimentos e monitoramento ambiental. </strong>Os próprios autores lembram que o mapa foi feito em grade de 10 km, o que o torna excelente para triagem e alerta, mas insuficiente para diagnóstico local e remediação detalhada. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo.html" title="Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo">Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo.html" title="Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo-1776782556318_320.jpg" alt="Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo"></a></article></aside><p>Em um mundo que vai demandar cada vez mais metais para baterias, painéis solares e outras tecnologias, o tema tende a ganhar peso, não a desaparecer. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1126/science.adr5214" target="_blank">Global soil pollution by toxic metals threatens agriculture and human health</a>. 18 de abril, 2025. Ho, D., et. al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-a-saude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos detectam contaminantes terrestres em meteoritos analisados ​​na Terra e propõem novos protocolos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe da Universidade do País Basco detectou contaminantes, incluindo tinta, em meteoritos marcianos. A descoberta coloca em xeque algumas análises anteriores e exige protocolos mais rigorosos para futuras missões de coleta de amostras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287.jpg" data-image="5p6c7pixyfbw" alt="Marte, amostras" title="Marte, amostras"><figcaption>Os compostos detectados pertencem realmente ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</figcaption></figure><p>A análise de meteoritos marcianos acaba de revelar um alerta crucial para a ciência planetária. Um grupo de pesquisa da Universidade do País Basco (EHU) identificou a <strong>presença de contaminantes — incluindo vestígios de tinta — em amostras provenientes de Marte</strong>. Longe de ser um detalhe insignificante, a descoberta levanta questões sobre a precisão de alguns estudos e ressalta a <strong>necessidade de fortalecer os protocolos de laboratório</strong>.</p><p>Esses fragmentos extraterrestres são peças fundamentais para a compreensão da história geológica de outros corpos do sistema solar. Sua composição química e mineralógica permite reconstruir processos que ocorreram milhões de anos atrás, mesmo em planetas onde estudos diretos aprofundados ainda não foram possíveis. Mas, se essas amostras forem alteradas,<strong> o risco de interpretação errônea dos dados aumenta consideravelmente</strong>.</p><h2>O desafio de estudar materiais alterados</h2><p>Desde 2014, o grupo IBeA da EHU trabalha em colaboração com a NASA por meio de um acordo com o Centro Espacial Johnson, que lhes fornece meteoritos para análise. Sob a direção do Professor Juan Manuel Madariaga, a equipe se especializa em<strong> química analítica aplicada a materiais extraterrestres</strong> e também mantém sua própria coleção de amostras.</p><p>O processo de estudo não é simples. Quando os meteoritos entram na atmosfera da Terra, sofrem transformações intensas devido às altas temperaturas e pressões. Como resultado, desenvolvem uma crosta externa alterada que não reflete com precisão sua composição original. Para evitar esse problema, os <strong>cientistas trabalham com o interior das rochas, o que envolve cortar, polir e preparar sub-amostras</strong>.</p><p>E é aí que está o desafio.</p><h2>Contaminação invisível, mas decisiva</h2><p>Durante a preparação dessas sub-amostras, são utilizadas <strong>ferramentas, solventes e materiais que, em alguns casos, podem deixar resíduos difíceis de remover</strong>. Como explicou a pesquisadora Leire Coloma, esses contaminantes podem interferir nas análises a ponto de gerar interpretações errôneas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959220209.jpg" data-image="kjo0swhgxzdg"><figcaption>Leire Coloma, pesquisadora de pré-doutorado na Universidade do País Basco (EHU), mostrando uma amostra de meteorito. Crédito: Egoi Markaida - EHU</figcaption></figure><p>No estudo, a equipe utilizou espectroscopia Raman, uma técnica comum para analisar materiais extraterrestres. Os resultados revelaram dois tipos principais de contaminação: de um lado,<strong> resíduos gerados durante o próprio processo de preparação</strong> — como partículas de diamante utilizadas no corte e polimento — e, de outro, contaminantes resultantes do manuseio, incluindo<strong> tinta azul de diversas origens</strong>.</p><p>A presença desses elementos levanta uma questão fundamental: <strong>os compostos detectados pertencem, de fato, ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</strong></p><h2>Ajustar protocolos, uma urgência científica</h2><p>Com base nessas descobertas, o grupo IBeA propôs uma série de<strong> medidas corretivas </strong>com o objetivo de minimizar a contaminação em pesquisas futuras. Essas medidas incluíram a <strong>substituição de certos materiais e solventes usados na preparação das amostras</strong>.</p><p>O <strong>objetivo</strong> é claro: <strong>garantir que as análises reflitam a composição original dos meteoritos com a maior precisão possível</strong>. Em uma área onde cada detalhe importa, até mesmo a menor alteração pode mudar completamente as conclusões.</p><h2>Olhos voltados para Marte</h2><p>A importância deste trabalho vai muito além do laboratório. Atualmente, o<strong> rover Perseverance — parte da missão<em> Mars 2020</em> — está coletando amostras da superfície marciana </strong>com a expectativa de que, no futuro, elas possam ser trazidas de volta à Terra.</p><p>Nesse cenário, <strong>protocolos robustos de manuseio e análise serão cruciais</strong>. A capacidade de prevenir a contaminação desde o primeiro contato com as amostras pode significar a diferença entre descobertas inovadoras e conclusões errôneas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701538" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rover-perseverance-encontra-minerais-inesperados-em-marte-que-apontam-para-a-possibilidade-de-vida.html" title="Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida">Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rover-perseverance-encontra-minerais-inesperados-em-marte-que-apontam-para-a-possibilidade-de-vida.html" title="Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rover-perseverance-vida-marte-1741836756568_320.jpg" alt="Rover Perseverance encontra minerais inesperados em Marte que apontam para a possibilidade de vida"></a></article></aside><p>O grupo IBeA está entre os candidatos a receber parte desse material. Portanto, enquanto continuam analisando os meteoritos disponíveis, também estão aprimorando metodologias para um desafio maior: <strong>estudar Marte sem margem para erros</strong>.</p><p>Como conclui Coloma, o trabalho atual não só permite identificar contaminantes, como também melhorar cada etapa do processo. Uma tarefa silenciosa, porém essencial, para garantir que, quando as amostras marcianas chegarem à Terra, a ciência esteja à altura do desafio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozônio em 7 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 22:46:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores do MIT descobriram que vazamentos de produtos químicos industriais podem atrasar a recuperação da camada de ozônio em até sete anos, possivelmente contribuindo para o aumento da exposição aos raios UV em todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mit-finds-key-chemical-that-could-delay-ozone-layer-recovery-by-seven-years-1776798891228.jpg" data-image="er5pcituc8hc"><figcaption>Pesquisadores do MIT descobriram vazamentos químicos que podem atrasar a recuperação da camada de ozônio.</figcaption></figure><p>A <strong>camada de ozônio desempenha um papel vital na proteção da Terra</strong>, e os esforços globais para a sua restauração têm vindo a decorrer há décadas.</p><p>A sua recuperação gradual tem sido saudada como prova da eficácia da proteção ambiental global. Um novo estudo revelou uma lacuna legal frequentemente ignorada que poderá estar a atrasar silenciosamente este progresso.</p><h2>Pequenos vazamentos industriais se acumulam</h2><p>Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) examinou<strong> substâncias químicas que destroem a camada de ozônio e que ainda são permitidas pelo Protocolo de Montreal para uso como "matérias-primas" industriais</strong> — componentes químicos básicos usados na fabricação de plásticos, revestimentos e refrigerantes substitutos.</p><p>Quando o Protocolo de Montreal foi assinado em 1987, os cientistas acreditavam que apenas cerca de 0,5% dessas substâncias químicas vazariam para a atmosfera. Novas medições mostram agora <strong>taxas de vazamento</strong> muito maiores, próximas a 3,6%, com algumas<strong> substâncias químicas</strong>, como o <strong>tetracloreto de carbono</strong>, apresentando perdas ainda maiores.</p><div class="texto-destacado">"Nos últimos anos, percebemos que esses produtos químicos usados como matéria-prima representam uma falha no sistema", disse Susan Solomon, professora de Estudos Ambientais e Química no MIT.</div><p>Segundo os pesquisadores, essa isenção se tornou uma falha sistêmica, permitindo que gases nocivos continuem atingindo a atmosfera mesmo após a remoção da maior parte dos poluentes. <strong>Embora pareçam pequenos, esses vazamentos podem atrasar significativamente o processo de recuperação da camada de ozônio</strong>.</p><p>O estudo foi publicado na revista <em>Nature Communications </em>e liderado por uma equipe internacional de pesquisadores que inclui cientistas do MIT, da NASA, da NOAA e de outras instituições de pesquisa dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.</p><h2>Recuperação da camada de ozônio pode atrasar</h2><p>Utilizando medições atmosféricas das redes de monitoramento AGAGE e NOAA, os cientistas <strong>compararam diferentes cenários futuros até o ano de 2100</strong>. Eles analisaram o que aconteceria se as taxas de vazamento permanecessem altas, retornassem às estimativas anteriores ou fossem eliminadas completamente.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram que, se os vazamentos continuarem nos altos níveis atuais, a camada de ozônio poderá não retornar ao seu estado de 1980 até 2073.</div><p><strong>Se as emissões fossem reduzidas para níveis próximos à estimativa original, a recuperação poderia ocorrer por volta de 2066</strong>. Isso significa que os vazamentos atuais poderiam atrasar a recuperação em aproximadamente sete anos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Continuing industrial emissions are delaying the recovery of the stratospheric ozone layer <a href="https://t.co/4NglPhraXG">https://t.co/4NglPhraXG</a> (RSS) <a href="https://twitter.com/hashtag/nature?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#nature</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/MassSpecRSS?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MassSpecRSS</a> <a href="https://t.co/tfTeGhJkCj">pic.twitter.com/tfTeGhJkCj</a></p>— Kermit Murray (@kermitmurray) <a href="https://twitter.com/kermitmurray/status/2044796864361595092?ref_src=twsrc%5Etfw">April 16, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Entre os principais culpados estão o tetracloreto de carbono e o CFC-113</strong>, substâncias químicas encontradas em produtos como revestimentos antiaderentes, plásticos e na indústria de manufatura. Cientistas afirmam que reduzir os vazamentos dessas fontes seria crucial.</p><h2>Um problema solucionável com benefícios globais</h2><p>Os pesquisadores apontam que <strong>muitos desses produtos químicos poderiam ser substituídos</strong> e que controles industriais aprimorados poderiam reduzir as emissões sem grandes transtornos. Solomon afirma que a indústria química tem um longo histórico de adaptação às mudanças.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742905" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/esperanca-de-recuperacao-o-buraco-na-camada-de-ozonio-e-o-menor-em-cinco-anos.html" title="Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos">Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/esperanca-de-recuperacao-o-buraco-na-camada-de-ozonio-e-o-menor-em-cinco-anos.html" title="Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hope-for-recovery-ozone-hole-smallest-in-five-years-1764671181855_320.jpeg" alt="Esperança de recuperação: o buraco na camada de ozônio é o menor em cinco anos"></a></article></aside><p><strong>A redução dessas emissões poderia diminuir o impacto climático e a exposição aos raios ultravioleta nocivos</strong>, que estão associados ao câncer de pele e outros riscos à saúde. Mesmo uma redução de alguns anos no tempo de recuperação poderia fazer uma diferença significativa em nível global.</p><p>À medida que os países continuam a rever o Protocolo de Montreal, abordar essas deficiências na recuperação da camada de ozônio poderá ajudar a reduzir os riscos futuros da radiação ultravioleta.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260416071945.htm" target="_blank">MIT scientists just found a hidden problem slowing the ozone comeback</a>. 16 de abril, 2026. Massachusetts Institute of Technology/Science Daily.</em></p><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-70533-w" target="_blank">Continuing industrial emissions are delaying the recovery of the stratospheric ozone layer</a>. </em><em>16 de abril, 2026. Reimann, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vale da Lua: formações com bilhões de anos fazem desse destino em Goiás um espetáculo natural]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 21:16:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Vale da Lua, na Chapada dos Veadeiros, tem formações rochosas únicas de milhões de anos, rios cristalinos e um visual tão surreal que parece de outro planeta. Conheça mais sobre este lugar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural-1776975548243.jpg" data-image="ixb6bogir1j4"><figcaption>O Vale da Lua é uma das principais atrações da Chapada dos Veadeiros, conhecida por suas formações rochosas únicas. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>A <strong>Chapada dos Veadeiros</strong> está localizada no noroeste do estado de Goiás, distante 230 km de Brasília. A região abriga muitas belezas naturais e uma delas é o <strong>Vale da Lua</strong>, <strong>um exótico e incrível lugar com quedas d'água e formações rochosas de milhões de anos que lembram a superfície da Lua</strong>.</p><p>Ah, uma curiosidade: o<strong> Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros</strong>, com seus mais de 240 mil hectares, é <strong>reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco desde 2001</strong>, devido à sua importância na conservação do Cerrado, o bioma mais biodiverso do mundo.</p><p>Conheça aqui mais sobre as<strong> belezas naturais</strong> deste lugar maravilhoso.</p><h2>Os atrativos do Vale da Lua </h2><p>Primeiramente, <strong>o Vale da Lua está situado no município de Alto Paraíso de Goiás</strong>, a cerca de 35 km da cidade e a apenas 9 km da Vila de São Jorge.</p><p>O local <strong>é uma das principais atrações da Chapada dos Veadeiros</strong>, conhecida por suas <strong>formações rochosas singulares</strong>, de formatos irregulares, circulares e lisos, que <strong>lembram as crateras lunares</strong>.</p><p>Tratam-se de<strong> rochas sedimentares do período Proterozóico</strong>, que foram esculpidas ao longo de milhões de anos (há pelo menos 2,5 milhões) pela <strong>ação das águas do Rio São Miguel</strong>, sendo formadas pelo acúmulo de diversos minerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural-1776975571240.jpg" data-image="4m7krf32bspz"><figcaption>Uma das piscinas naturais para se banhar no Vale da Lua. Crédito: Blog Viagens e Caminhos.</figcaption></figure><p>O passeio por lá é de <strong>fácil acesso</strong>, e combina<strong> trilha curta com piscinas naturais de águas cristalinas</strong> onde é possível se banhar (há duas delas ideais para isso), uma pequena cachoeira de cerca de 3 metros de queda e corredeiras em seu mini cânion.</p><p>A <strong>trilha </strong>por onde é necessário passar é de nível fácil, com cerca de <strong>1,3 km de extensão (ida e volta)</strong> bem sinalizados, e não precisa de guia. Seguindo as placas já é possível se localizar. Mas é<strong> importante observar as sinalizações das piscinas naturais para verificar quais estão liberadas para banho</strong>.</p><p>Na parte mais baixa das formações rochosas é onde se encontram as piscinas naturais com alguns trechos rasos e outros mais fundos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural-1776975589537.jpg" data-image="7mbgv9vjjpm8"><figcaption>O Vale da Lua é um dos lugares mais impressionantes do Cerrado e atrai viajantes de todo o mundo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>Como chegar até o Vale da Lua? </strong>Saindo de Alto Paraíso de Goiás, você deve seguir pela rodovia GO-239 em direção à Vila de São Jorge por cerca de 30 km. Logo, você seguirá por uma estrada de terra de mais 4 km onde há placas que indicam o caminho até o Vale.</p><p>O local tem uma<strong> boa infra</strong><strong>estrutura</strong>, oferecendo <strong>estacionamento, lanchonete, vestiário e banheiros</strong>.</p><p>E <strong>atenção</strong>: é comum acontecer um fenômeno natural nas <strong>épocas chuvosas</strong> por lá, a <strong>Tromba d'água</strong>. Esse é um dos maiores riscos no Vale e por isso é preciso atenção, pois o resgate fica bem difícil.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="687246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cachoeira-imperdivel-de-sc-no-alto-vale-do-itajai-e-o-destino-perfeito-para-os-amantes-da-natureza.html" title="Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza">Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cachoeira-imperdivel-de-sc-no-alto-vale-do-itajai-e-o-destino-perfeito-para-os-amantes-da-natureza.html" title="Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cachoeira-imperdivel-de-sc-no-alto-vale-do-itajai-e-o-destino-perfeito-para-os-amantes-da-natureza-1733950808129_320.jpg" alt="Cachoeira imperdível de SC, no Alto Vale do Itajaí, é o destino perfeito para os amantes da natureza"></a></article></aside><p><strong>Quando ir visitar?</strong> O <strong>período seco (de maio a outubro) é a melhor época</strong>, pois chove muito pouco e é raro acontecer tromba d’água. Porém, nessa época a água é bem gelada.</p><p>O <strong>Vale da Lua</strong> combina paisagem exótica, fácil acesso e boas opções de banho, sendo um <strong>passeio rápido, mas marcante </strong>para quem visita a Chapada dos Veadeiros.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/google/amp/go/goias/noticia/2026/04/19/com-rochas-de-bilhoes-de-anos-destino-em-goias-encanta-turistas-de-varios-paises.ghtml" target="_blank">Com rochas de bilhões de anos, destino em Goiás encanta turistas de vários países</a>. 19 de abril, 2026. Addan Vieira</em></p><p><em><a href="https://www.viagensecaminhos.com/vale-da-lua-chapada-dos-veadeiros/" target="_blank">Vale da Lua – Chapada dos Veadeiros</a>. 07 de fevereiro, 2024. Jair Prandi.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/vale-da-lua-formacoes-com-bilhoes-de-anos-fazem-desse-destino-em-goias-um-espetaculo-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte mudança do tempo deixa alerta de chuva de mais de 100 mm neste fim de mês]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 20:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone e sua frente fria trazem tempestades e chuvas de mais de 100 mm ao sul do país. Enquanto isso, outros sistemas continuam ocasionando chuvas fortes também no Norte e no Nordeste.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Frente fria, ciclone e ar frio marcam o tempo neste fim de semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6wxa8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6wxa8.jpg" id="xa6wxa8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até este sábado, uma região de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul se aprofundará e se transformará, gradualmente, em um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico. Ao longo do processo, <strong>o sistema causará chuvas fortes sobre o centro-sul do Brasil</strong>.</p><p>Em paralelo, um <strong>segundo ciclone</strong> mais intenso se formará na altura da Argentina ao longo deste final de semana, impulsionando uma <strong>frente fria</strong> em direção ao Brasil entre o sábado (25) e o domingo (26). Juntos, ambos os sistemas causarão<strong> chuvas significativas sobre a região Sul</strong> ao longo dos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777052716222.jpg" data-image="vrrmac76zm8m" alt="Previsão de probabilidades de chuva na sexta-feira (esquerda) e no domingo (direita)." title="Previsão de probabilidades de chuva na sexta-feira (esquerda) e no domingo (direita)."><figcaption>Previsão de probabilidades de chuva na sexta-feira (esquerda) e no domingo (direita) ilustra o deslocamento da faixa de tempestades em direção norte, indo do Rio Grande do Sul ao Paraná.</figcaption></figure><p>Como é possível observar na imagem acima, entre esta sexta-feira (24) e o sábado (25), o sistema resulta em pancadas de chuva intensas sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>. No domingo (26), a frente fria se desloca para norte, causando pancadas de chuva em <strong>Santa Catarina e no Paraná</strong>. </p><p>Nos dias seguintes, o sistema permanecerá <strong>relativamente estacionário</strong>, causando tempestades sobre <strong>parte de Santa Catarina e sobre o Paraná</strong>, enquanto o Rio Grande do Sul volta a registrar tempo firme. Tempestades também se formarão no <strong>Mato Grosso do Sul</strong> devido ao mesmo sistema frontal.</p><div class="texto-destacado">Até a quarta-feira, previsões indicam acumulados de chuva que podem exceder os 150 mm no RS e posteriormente no PR. Algumas rodadas de previsão indicam acumulados de até 200 mm.</div><p>Essa situação traz <strong>alertas</strong> devido ao risco de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, transbordamento de rios e alagamentos ao longo deste final de semana e dos primeiros dias da próxima semana em <strong>todos os estados da região Sul e Mato Grosso do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777052773149.jpg" data-image="wvy97jaed3o7" alt="Imagem de satélite (infravermelho) nesta sexta-feira durante a madrugada." title="Imagem de satélite (infravermelho) nesta sexta-feira durante a madrugada."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) nesta sexta-feira durante a madrugada já mostrava presença de nebulosidade intensa e chuvas significativas sobre o Rio Grande do Sul no início do dia.</figcaption></figure><p>Mas além da região Sul, outros<strong> estados do Norte e do Nordeste</strong> também serão afetados por chuvas intensas e também permanecem sob alerta ao longo dos próximos dias.</p><h2>Tempestades atingem o Norte e o Nordeste</h2><p>Enquanto isso, entre a região Norte e Nordeste, em especial no litoral norte do Brasil, atua outro sistema - a <em>Zona de Convergência Intertropical</em> (ZCIT), capaz de <strong>impulsionar a formação de tempestades</strong> na região equatorial do planeta. As tempestades são ainda impulsionadas pela <em>Oscilação de Madden-Julian</em> (OMJ), que está em uma fase capaz de <strong>auxiliar na formação de chuvas</strong> sobre o centro-norte do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777052822426.jpg" data-image="548vab03agr2" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até a quarta-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até a quarta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até a quarta-feira mostra que tempestades se formarão em todo o Norte e grande parte do Nordeste do Brasil (especialmente litoral norte) nos próximos dias.</figcaption></figure><p>As tempestades nessa região também <strong>podem chegar a volumes entre 150 e 200 mm totai</strong><strong>s</strong> até o final da próxima quarta-feira. As tempestades se formam <strong>p</strong><strong>redominantemente durante a tarde e a noite</strong>, e também trazem riscos de transtornos significativos para vários estados da região Norte e do Nordeste.</p><p>Isso inclui o Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e norte do Tocantins na região Norte, e também os estados do Maranhão, norte do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba na região Nordeste.</p><h2>Tempo continua seco no Sudeste e Centro-Oeste</h2><p>Embora o sul e oeste de São Paulo possam registrar pancadas de chuva moderada devido ao sistema frontal que atuará sobre a região Sul, <strong>a maior parte do Sudeste do país continuará registrando tempo firme, seco e muito quente</strong> nos próximos dias. Isso vale também para grande parte da Bahia e sul do Piauí.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes-1777053068361.jpg" data-image="ljxsls4etkyq" alt="Previsão de umidade relativa e temperaturas máximas na quarta-feira." title="Previsão de umidade relativa e temperaturas máximas na quarta-feira."><figcaption>Previsão de umidade relativa e temperaturas máximas na quarta-feira mostra que o tempo permanecerá seco (UR &lt; 30%) e quente (até 36°C) no Sudeste e parte do Nordeste.</figcaption></figure><p>Nestes estados, as temperaturas máximas durante a tarde continuam chegando a <strong>até 36°C</strong> e as Umidades Relativas mínimas podem ficar <strong>abaixo dos 30%</strong>, como é possível observar na figura acima. Isso pode causar <strong>transtornos para a população</strong>, como piora em quadros de saúde delicados e impulsionamento de incêndios florestais e queimadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-mudanca-do-tempo-deixa-alerta-de-chuva-de-mais-de-100-mm-neste-fim-de-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz intensa mudança para SC e o PR neste fim de semana; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sc-e-o-pr-neste-fim-de-semana-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 18:52:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O último fim de semana de abril será marcado por chuvas moderadas a fortes no Sul do Brasil, especialmente sobre Santa Catarina e Paraná, devido à formação de uma frente fria entre hoje e a madrugada de sábado.</p><ul><li>Mais notícias: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Frente fria, ciclone e ar frio marcam o tempo neste fim de semana; saiba o que esperar</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6wkhy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6wkhy.jpg" id="xa6wkhy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre o final desta sexta-feira (24) e a madrugada de sábado (25) teremos um processo de formação de ciclone na costa do Rio Grande do Sul. O<strong> sistema de baixa pressão e sua frente fria já deverão estar formados na manhã do sábado (25) </strong>e<strong> influenciando o tempo</strong> na Região<strong> Sul do Brasil</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Neste <strong>último fim de semana de abril</strong>, ainda podem ocorrer chuvas no norte gaúcho, mas as <strong>áreas de instabilidade geradas por este sistema frontal ficarão especialmente sobre Santa Catarina e o Paraná</strong>, e sendo fortalecidas também por um corredor de umidade que ajuda a manter as instabilidades ativas nestes dois estados.</p><p>Além das chuvas, também teremos uma <strong>queda nas temperaturas</strong>,<strong> com máximas não ultrapassando os 25°C na tarde do domingo (26)</strong>.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir os detalhes da </strong><strong>previsão </strong>do tempo para o fim de semana.</p><h2>Frente fria traz chuva forte a SC e PR</h2><p>Nesta sexta-feira (24), as chuvas ficaram mais concentradas no Rio Grande do Sul. Contudo, no sábado (25) elas começam a atingir também os estados catarinense e paranaense.</p><p><strong>Ao longo da manhã (25)</strong>, o tempo fica com bastante nebulosidade em Santa Catarina e na porção sul do Paraná, enquanto o norte paranaense terá céu claro; e já podem ocorrer <strong>chuvas mais pontuais e fracas em áreas do Meio-Oeste, Planalto e Litoral Sul catarinense</strong>. </p><div class="texto-destacado">Frente fria traz chuva forte para Santa Catarina e o Paraná, principalmente no domingo (26), e com maior risco de temporais no estado paranaense.</div><p>Durante a <strong>tarde e a noite do sábado (25)</strong>, <strong>chuvas moderadas</strong> continuam ocorrendo nestas áreas, mas<strong> também atingem o Grande Oeste catarinense e parte do oeste e sudoeste do Paraná</strong>.</p><p>Mas <strong>é no domingo (26) que as instabilidades ganham força</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sc-e-o-pr-neste-fim-de-semana-veja-a-previsao-1777054405432.png" data-image="pgj0idiwvxa4"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para o domingo (26) pela manhã (à esquerda) e no meio da tarde (à direita), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Em <strong>Santa Catarina</strong>, há condições para chuvas a qualquer momento do dia. Pela manhã, já são esperadas <strong>pancadas de chuva que podem ser localmente intensas e com temporais no Extremo Oeste</strong>, e que <strong>vão avançando para as demais áreas do estado ao longo da tarde</strong> e da noite.</p><p>Sobre o <strong>Paraná</strong>, já são esperadas<strong> chuvas moderadas, com risco de pancadas pontualmente mais fortes e temporais</strong> pela manhã no<strong> oeste e sudoeste </strong>do estado. <strong>A partir da tarde, essas chuvas avançam para as demais áreas</strong> e, até o fim do dia, já terão atingido todo o estado. À noite, aliás, ainda há riscos de temporais na região central do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sc-e-o-pr-neste-fim-de-semana-veja-a-previsao-1777054593503.jpg" data-image="pe7c91fyqw53"><figcaption>Previsão de densidade de raios para o domingo (26) à tarde (14h), segundo o modelo europeu ECMWF, mostrando as áreas com chance de temporais.</figcaption></figure><p> E a <strong>tendência </strong>indica que na <strong>segunda-feira (27)</strong>, <strong>pancadas de chuva ainda podem ocorrer sobre o Paraná</strong>, principalmente na madrugada e pela manhã. O<strong> Vale do Itajaí e o litoral norte catarinense também podem ter chuva fraca </strong>neste dia.</p><p><strong>Após a passagem do sistema frontal, as temperaturas devem diminuir </strong>no domingo (26), ficando mais<strong> amenas pela manhã</strong> e com máximas <strong>à tarde não passando dos 25°C em grande parte</strong> dos dois estados. A exceção é o extremo norte do Paraná, que ainda registrará máximas na casa dos 30°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sc-e-o-pr-neste-fim-de-semana-veja-a-previsao-1777054743742.jpg" data-image="unc27tc1tzwo"><figcaption>Previsão de temperatura (em °C) para o domingo (26) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Contudo, as temperaturas <strong>máximas </strong>podem ficar mais baixas ainda em áreas do <strong>centro-sul paranaense</strong>, e no <strong>norte e Serra catarinenses</strong>, onde elas ficam em torno dos <strong>17°C-18°C à tarde</strong>.</p><p>As temperaturas mínima e máxima do <strong>domingo (26)</strong> nas capitais serão: <strong>Florianópolis (SC): 20°C/23°C</strong>; e <strong>Curitiba (PR): 18°C/25°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sc-e-o-pr-neste-fim-de-semana-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Ar frio intenso traz 'sabor' do inverno a partir deste fim de semana; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-intenso-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 17:32:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar frio começa a avançar neste domingo (26) e vai trazer temperaturas próximas de 0°C no Sul do Brasil no início da próxima semana.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco.html" target="_blank">Intensa frente fria traz alerta de chuvas extremas nos próximos dias; confira os estados em risco</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777040439421.png" data-image="b7nfoxjmnq36" alt=", com risco de geada generalizada em uma ampla área e “cara de inverno”." title=", com risco de geada generalizada em uma ampla área e “cara de inverno”."><figcaption>Cara de invrno: há risco de geada generalizada em uma ampla área. Na foto, um registro de geada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.</figcaption></figure><p>Um<strong> ciclone extratropical</strong> está em processo de formação, o que já vem causando <strong>tempestades</strong> e <strong>chuvas intensas</strong> desde a quinta-feira (23). A Região Sul está em alerta para chuvas extremas até domingo (26), com acumulados que podem ultrapassar 100 mm em 24 horas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os ciclones extratropicais são aqueles relacionados às<strong> </strong>frentes frias e, portanto, possuem uma massa de ar frio associada. Nos próximos dias, enquanto a<strong> frente fria</strong> avança até o <strong>Sudeste</strong>, uma<strong> intensa massa de ar frio </strong>em sua retaguarda <strong>se espalha</strong> sobre parte do<strong> Sul do país</strong>, trazendo temperaturas <strong>8°C abaixo da média</strong>, com <strong>mínimas</strong> próximas de <strong>0°C</strong> em algumas áreas e<strong> risco de geada</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Temperaturas mínimas 8°C abaixo da média</h2><p>A <strong>massa de ar frio</strong> que avança a partir de<strong> domingo (26)</strong> será <strong>intensa</strong> o suficiente para se refletir na previsão de <strong>anomalia semanal de temperatura</strong> sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>. O modelo ECMWF, de confiança da Meteored, prevê uma anomalia semanal de <strong>3°C abaixo da média </strong>entre <strong>27 de abril e 4 de maio </strong>sobre o Rio Grande do Sul, e temperaturas na média sobre parte de Santa Catarina e do Paraná, o que nesta época pode ser entendido como temperaturas amenas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777039437164.png" data-image="90crx9z76qia" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C), de acordo com o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C), de acordo com o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura (°C), de acordo com o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Já na <strong>escala diária</strong> as <strong>anomalias</strong> são ainda<strong> mais intensas</strong>: entre <strong>segunda (27) </strong>e, pelo menos<strong>, quarta-feira (29) </strong>o Rio Grande do Sul terá temperaturas até <strong>8°C abaixo da média</strong>, enquanto parte de Santa Catarina e Paraná as temperaturas previstas estão até 6°C abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777039458879.png" data-image="fxltwg9uhbcm" alt="Previsão de anomalia de temperatura para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para quarta-feira (29), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Anomalias frias ainda mais intensas também estão previstas para as <strong>temperaturas máximas</strong>, com temperaturas até <strong>10°C abaixo da média </strong>na tarde de <strong>segunda-feira (27)</strong>. </p><h2>Mínimas próximas de 0°C e risco de geada</h2><p>As temperaturas começam a cair na<strong> segunda-feira (27)</strong> e as <strong>mínimas</strong> serão <strong>abaixo de 10°C</strong> na <strong>metade sul do Rio Grande do Sul</strong>, podendo ser abaixo de 6°C na região da Campanha e Oeste do estado. Entre a metade norte do estado gaúcho, Santa Catarina e metade sul do Paraná, as mínimas ficam entre 12°C e 16°C. As máximas no Rio Grande do Sul serão entre 15°C e 17°C, mantendo a sensação de frio. </p><p>Entre <strong>t</strong><strong>erça (28) e quarta-feira (29)</strong> o <strong>frio</strong> se <strong>intensifica</strong> e se <strong>espalha</strong>: as mínimas serão abaixo de 10°C sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com os menores valores se aproximando de<strong> 0°C na Serra Gaúcha e Catarinense</strong>. </p><div class="texto-destacado">Na Serra Gaúcha, por exemplo, o amanhecer de terça-feira (28) será de apenas 3°C. O céu limpo, sem nuvens, favorece que a superfície perca ainda mais calor, o que pode fazer com que as temperaturas previstas diminuam entre 3°C e 5°C, o que pode representar temperaturas negativas na superfície, favorecendo a formação de geada.</div><p>A previsão de<strong> </strong>ventos calmos (ao contrário de segunda) também favorece que o orvalho da superfície congele mais facilmente a essas temperaturas, e há risco de <strong>geada</strong> <strong>abrangente</strong> sobre todo o<strong> Rio Grande do Sul</strong> e grande parte de <strong>Santa Catarina. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao-1777039475241.png" data-image="ykohuiohcnlg" alt="Previsão de temperatura mínima para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de temperatura mínima para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura mínima para terça-feira (28), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>máximas</strong> na<strong> terça-feira (28)</strong>, porém, só ficam <strong>abaixo de 17°C </strong>na <strong>metade sul</strong> <strong>do Rio Grande do Sul </strong>e<strong> faixa leste de Santa Catarina e Paraná</strong>, nas demais áreas podem passar de 20°C. </p><p>Na<strong> quarta-feira (2</strong><strong>9) </strong>as <strong>mínimas </strong>sobem ligeiramente<strong> </strong>mas continuam <strong>abaixo</strong> de <strong>10°C sobre o Rio Grande do Sul </strong>e na <strong>Serra Catarinense</strong>, enquanto as máximas sobem e ficam acima de 20°C na maior parte da região. As <strong>temperaturas</strong> devem continuar <strong>baixas</strong> e amenas durante a <strong>noite</strong> e <strong>amanhecer</strong> até, pelo menos, domingo (3), tanto no <strong>S</strong><strong>ul</strong> quanto na <strong>faixa leste do Sudeste</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-intenso-traz-sabor-do-inverno-a-partir-deste-fim-de-semana-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria, ciclone e ar frio marcam o tempo neste fim de semana; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 14:20:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria e ciclone vão atuar no Brasil ao longo deste final de semana. Além disso, a incursão de ar frio trará queda nas temperaturas em alguns estados</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco.html" target="_blank">Intensa frente fria traz alerta de chuvas extremas nos próximos dias; confira os estados em risco</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6w960"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6w960.jpg" id="xa6w960"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Para o restante desta <strong>sexta-feira (24)</strong>, a previsão indica a <strong>formação de um ciclone</strong> na costa do <strong>Rio Grande do Sul</strong>. Esse sistema começou a se organizar ainda na noite de <strong>quinta-feira (23)</strong> e deve ganhar força ao longo de hoje. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! <br></div><p>A tendência para este <strong>final de semana</strong> é de continuidade das <strong>chuvas na Região Sul</strong>. O <strong>ciclone</strong>, já mais organizado, terá uma <strong>frente fria associada</strong>, além de um <strong>corredor de umidade</strong>, que ajuda a manter as <strong>instabilidades ativas</strong>. </p><p>Soma-se a isso a atuação de <strong>jatos em altos níveis</strong>, que favorecem a <strong>divergência nas camadas superiores da atmosfera</strong> e a <strong>convergência de umidade na superfície</strong>, intensificando as condições para chuva.</p><h2>Ciclone se forma e frente fria deixa estados em alerta</h2><p>O <strong>ciclone</strong> se forma próximo à <strong>costa do Rio Grande do Sul</strong> e vem acompanhado de uma <strong>frente fria</strong>, reforçando as instabilidades na região. A previsão indica <strong>chuvas fortes</strong> e alto risco de <strong>tempestades</strong>, que podem vir acompanhadas de <strong>raios</strong>, <strong>ventos intensos</strong> e até <strong>queda de granizo</strong>, aumentando o potencial de transtornos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1777039120155.jpg" data-image="3h3i4aa9d64i" alt="Corredor de umidade." title="Corredor de umidade."><figcaption>Corredor de umidade atuando sobre o Sul do Brasil dando suporte a frente fria e mantendo as instabilidades na Região, de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Neste <strong>sábado (25)</strong>, desde a <strong>madrugada</strong>, o tempo já fica <strong>fechado</strong> em grande parte do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, com chuva persistente até o final da manhã, principalmente entre o <strong>noroeste</strong> e o <strong>norte do estado</strong>. Em <strong>Santa Catarina</strong>, o céu também permanece <strong>encoberto</strong>, com previsão de <strong>chuva</strong>, principalmente a partir do final da manhã, porém com <strong>menor intensidade</strong> nas áreas próximas à divisa.</p><p>Durante a <strong>tarde</strong> e parte da <strong>noite</strong>, a chuva pode dar uma <strong>trégua temporária</strong>, mas o céu segue com muitas <strong>nuvens carregadas</strong>, mantendo o tempo instável. Entre a noite de <strong>sábado (25)</strong> e a madrugada de <strong>domingo (26)</strong>, a chuva <strong>volta a ganhar força</strong>, atingindo principalmente o <strong>noroeste do Rio Grande do Sul</strong> e o <strong>oeste de Santa Catarina</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1777039109781.jpg" data-image="h1lxj77kwj7w" alt="Previsão de chuva." title="Previsão de chuva."><figcaption>Chuva prevista para a manhã deste domingo (26) sobre SC e sudoeste do PR.</figcaption></figure><p>Nessas áreas, há risco de <strong>chuvas intensas</strong>, com potencial para <strong>alagamentos</strong>, <strong>queda de árvores</strong> e <strong>interdição de vias</strong>. Ao longo da <strong>madrugada</strong>, a chuva se espalha por todo o estado de <strong>Santa Catarina</strong>, com intensidade <strong>fraca a moderada</strong> no norte e <strong>moderada a forte</strong> no centro e sul, além de alcançar o <strong>sudoeste do Paraná</strong>, onde também há risco de tempestades.</p><p>No decorrer da <strong>manhã e da tarde de domingo (26)</strong>, a chuva começa a <strong>diminuir em Santa Catarina</strong>, à medida que a <strong>frente fria avança para o Paraná</strong>. No estado paranaense, a previsão indica <strong>chuvas fortes</strong>, principalmente nas regiões <strong>oeste e sul</strong>, onde devem ocorrer por mais tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1777039099671.jpg" data-image="6gch4bjk54vd" alt="Precipitação acumulada até domingo (26)." title="Precipitação acumulada até domingo (26)."><figcaption>Mapa de chuva acumulada até o final da noite de domingo (26). Mapa mostra áreas pontuais do RS com acumulados que superam os 100 mm.</figcaption></figure><p>Os <strong>volumes de chuva</strong> chamam atenção e aumentam a preocupação. Em áreas da região central do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, os acumulados podem <strong>ultrapassar 100 mm</strong>, enquanto em outras cidades os volumes ficam próximos de <strong>60 mm</strong>. Já em <strong>Santa Catarina</strong> e no <strong>Paraná</strong>, a chuva será mais distribuída, com acumulados entre <strong>25 e 66 mm</strong>, ainda assim com potencial para impactos.</p><h2>Ar frio chega no final de domingo</h2><p>Com a passagem da <strong>frente fria</strong> e o <strong>afastamento do ciclone</strong>, uma <strong>massa de ar frio</strong> avança sobre o <strong>Sul do Brasil</strong>, provocando <strong>queda nas temperaturas</strong> a partir do final de <strong>domingo (26)</strong> e no início da próxima semana. Essa mudança marca uma virada no padrão do tempo, trazendo condições mais típicas de outono.</p><p>As primeiras áreas a sentir essa mudança são o <strong>extremo sul do Rio Grande do Sul</strong>, especialmente a região da <strong>Campanha</strong>, onde a queda de temperatura será mais acentuada. A diferença pode chegar a até <strong>9°C na temperatura máxima</strong> entre <strong>domingo (26)</strong> e <strong>segunda-feira (27)</strong>, evidenciando a força do ar frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1777039084944.jpg" data-image="z0rlkedc4o2w" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Massa de ar frio chega ao Sul do Brasil no final da noite de domingo (26) e promete diminuir as temperaturas na região.</figcaption></figure><p>Na manhã de <strong>segunda-feira (27)</strong>, o frio já será mais evidente, com temperaturas entre <strong>7°C e 10°C</strong>, principalmente nas áreas mais ao sul. Na <strong>terça-feira (28)</strong>, o ar frio avança ainda mais e alcança <strong>Santa Catarina</strong>, e nas regiões de <strong>serra</strong> há chance de <strong>geadas fracas</strong>, especialmente nos pontos mais elevados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-ciclone-e-ar-frio-marcam-o-tempo-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O truque para controlar os seus sonhos existe: como funcionam os sonhos lúcidos e como treiná-los]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 12:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Sonha-se que se está a voar e de repente acorda-se. Que sensação é essa de voltar a sentir a liberdade! De acordo com a ciência, é possível repetir a experiência, mas isso acarreta alguns riscos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776491631300.jpg" data-image="ccw3q2sh19q5" alt="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower." title="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower."><figcaption>Entre os sonhos mais frequentemente relatados estão voar ou ter algum tipo de superpoder.</figcaption></figure><p>Já alguma vez ouviu dizer que pode manipular os seus sonhos? Isto é conhecido como sonho lúcido, uma experiência em que as pessoas têm consciência de que estão a sonhar enquanto o sonho está a acontecer.</p><p>Isso permite-lhes <strong>controlar regularmente a narrativa, o ambiente e as ações dentro do sonho</strong>, como voar ou mudar de cenário. É um estado intermédio entre o sono profundo e a vigília.</p><p>Agora, a Fundação Internacional do Sono dá-nos algumas recomendações para assumir o controle. Cerca de <strong>55% das pessoas já perceberam que estavam sonhando no meio de um sonho</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando as pessoas têm sonhos lúcidos, por vezes conseguem controlar o que acontece, pelo que fazem coisas que gostariam de poder fazer na vida real, como voar pelo ar como um super-herói, passar tempo com um ente querido falecido ou viajar à volta do mundo.</div><p>As pessoas que têm sonhos lúcidos espontaneamente estão muitas vezes interessadas em encontrar formas de os voltar a ter. As pessoas que nunca tiveram um sonho lúcido podem estar interessadas em ter um sonho lúcido pela primeira vez. <strong>Os pesquisadores descobriram várias formas de induzir potencialmente sonhos lúcidos, embora esta prática tenha riscos</strong>.</p><h2>Vamos falar sobre os possíveis riscos que esses tipos de sonhos podem causar</h2><p>Por exemplo, eles podem causar <strong>privação de sono</strong> nas pessoas. A investigação indica que os sonhos lúcidos geralmente ocorrem durante o sono REM (movimento rápido dos olhos), <strong>o estágio do sono em que a maioria dos sonhos ocorre</strong>.</p><p><strong>O sono REM</strong> ocorre em períodos cada vez mais longos ao longo da noite, o que significa que é mais provável que <strong>os sonhos lúcidos ocorram na segunda metade de um episódio de sono</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776492641893.jpg" data-image="5mtmq6lau486" alt="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking." title="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking."><figcaption>Existem também outros tipos de sonhos, como os sonhos vívidos, e a diferença em relação aos sonhos lúcidos é que os sonhos vívidos são recordados com grande pormenor ao acordar.</figcaption></figure><p>A maioria das pessoas que têm sonhos lúcidos descrevem-nos como experiências agradáveis ou mesmo maravilhosas. Os especialistas do sono e os sonhadores lúcidos também indicaram que os <strong>sonhos lúcidos podem ajudar a tratar os pesadelos, reduzir a ansiedade e a depressão e facilitar a resolução criativa de problemas</strong>.</p><h2>Como ter um sonho lúcido</h2><p>Os pesquisadores descobriram várias técnicas que podem ajudar algumas pessoas a induzir sonhos lúcidos, e estas estratégias parecem prometedoras:</p><h3>Método Mnemónico para a Indução de Sonhos Lúcidos</h3><p>A <em>técnica MILD</em> é um método de indução de sonhos lúcidos, ou seja, parece ser um dos métodos mais eficazes para despoletar um sonho lúcido. A técnica MILD consiste em criar uma intenção para reconhecer quando se está a sonhar e levar essa intenção para o estado de sonho.</p><p><strong>Para utilizar esta técnica, siga estes passos:</strong></p><ul><li>Quando acordar durante a noite, tente lembrar-se do que estava a sonhar ou dos detalhes de um sonho anterior ao qual gostaria de voltar.</li><li>Identifique os sinais do sonho que o ajudarão a reconhecer que está a sonhar se voltar a adormecer e conseguir reentrar no sonho.</li><li>Repita estas palavras, ou a sua própria versão delas: “Quando começar a sonhar, lembrar-me-ei de que estou a sonhar.”</li><li>Continue a recordar o conteúdo dos seus sonhos e a repetir esta frase até adormecer.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Você come queijo no jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível conexão">Você come queijo no jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível conexão</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Você come queijo no jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível conexão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cenas-con-queso-y-suenas-raro-la-ciencia-encuentra-una-posible-conexion-1753091182653_320.jpg" alt="Você come queijo no jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível conexão"></a></article></aside><p><strong>Embora esta técnica seja geralmente mais eficaz do que muitas outras, só produz sonhos lúcidos em menos de um em cada cinco casos</strong>. As provas sugerem que quanto mais depressa voltar a adormecer depois de acordar, maior é a probabilidade de ter um sonho lúcido com esta técnica.</p><h3>Sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD)</h3><p>A técnica dos sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD) parece ter taxas de sucesso semelhantes às da técnica MILD, embora seja mais recente e menos estudada. <strong>Este método consiste em concentrar-se nos sentidos, o que pode aumentar a probabilidade de perceber a transição para o mundo dos sonhos</strong> ou preparar a mente e o corpo para um sonho lúcido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo de genoma ancestral mostra aceleração surpreendente da evolução humana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-de-genoma-ancestral-mostra-aceleracao-surpreendente-da-evolucao-humana.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma análise sem precedentes de 16 mil genomas antigos revela que a seleção natural agiu sobre centenas de genes nos últimos 10 mil anos, impulsionada por mudanças drásticas no estilo de vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-de-genoma-ancestral-mostra-aceleracao-surpreendente-da-evolucao-humana-1776797096317.jpg" data-image="71fjn822ssbp" alt="A seleção natural moldou os genomas humanos modernos muito mais do que se pensava — Foto: National Human Genome Research Institute/Flickr" title="A seleção natural moldou os genomas humanos modernos muito mais do que se pensava — Foto: National Human Genome Research Institute/Flickr"><figcaption>A seleção natural moldou os genomas humanos modernos muito mais do que se pensava. Crédito: National Human Genome Research Institute/Flickr</figcaption></figure><p>Uma pesquisa publicada na prestigiada revista <em>Nature</em> está<strong> </strong>reescrevendo o que sabíamos sobre a velocidade da evolução da nossa espécie. Ao analisar o DNA de quase <strong>16.000 indivíduos</strong><strong> que viveram na Eurásia Ocidental ao longo dos últimos 10 milênios</strong>, cientistas descobriram que a<strong> seleção natural não apenas continuou ativa, mas acelerou de forma surpreendente em tempos historicamente recentes.</strong></p><p>O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Harvard, utilizou novas técnicas computacionais para<strong> rastrear mudanças na frequência de variantes genéticas.</strong> Ao contrário de estudos anteriores que focavam em um pequeno número de genes, esta nova análise identificou centenas de regiões do genoma sob forte pressão seletiva desde o fim da última Era do Gelo.</p><p>Essa aceleração<strong> coincide com a transição da humanidade de um estilo de vida caçador-coletor para sociedades agrícolas sedentárias. </strong>A mudança para a agricultura trouxe novos desafios, como dietas ricas em amido, contato próximo com animais domesticados e o surgimento de doenças infecciosas em cidades densamente povoadas, forçando o corpo humano a se adaptar rapidamente.</p><h2><strong>A herança da Revolução Neolítica</strong></h2><p>Os resultados mostram que <strong>a seleção natural moldou traços que hoje consideramos fundamentais para a saúde e o comportamento moderno.</strong> Variantes ligadas à tolerância à lactose, pigmentação da pele e resistência a patógenos como a tuberculose espalharam-se rapidamente pelas populações. O estudo sugere que o ambiente humano mudou tão rápido que o DNA teve que correr para acompanhar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-de-genoma-ancestral-mostra-aceleracao-surpreendente-da-evolucao-humana-1776797499901.jpg" data-image="t3zu642rre9l"></figure><p>Curiosamente, a pesquisa também revelou que a evolução atuou em características complexas, como a altura e o metabolismo. Genes associados ao controle do Índice de Massa Corporal (IMC) e aos níveis de colesterol foram refinados ao longo dos séculos, provavelmente como<strong> uma resposta às flutuações na disponibilidade de alimentos e às exigências físicas das sociedades agrárias e, posteriormente, urbanas.</strong></p><p>Além de características físicas, a análise detectou mudanças em genes ligados à saúde mental e cognitiva. Variantes que aumentam o risco de condições como esquizofrenia e transtorno bipolar parecem ter diminuído em frequência em certas populações, indicando que<strong> a estrutura social e as pressões ambientais podem ter exercido uma influência invisível </strong>sobre a nossa arquitetura neurológica.</p><h2><strong>Implicações para a medicina moderna</strong></h2><p>A descoberta de que a evolução humana acelerou na Idade do Bronze e no Período Neolítico oferece uma nova lente para a medicina genômica. Entender quais genes foram selecionados positivamente ajuda os cientistas a identificar <strong>por que certas populações são mais suscetíveis a doenças autoimunes ou distúrbios metabólicos hoje</strong>, refletindo adaptações que foram benéficas no passado.</p><div class="texto-destacado">De acordo com os autores, o estudo demonstra que a humanidade não é um produto estático de um passado distante, mas uma espécie em constante e rápida transformação biológica. A capacidade de analisar milhares de genomas antigos permite, pela primeira vez, assistir ao "filme" da evolução em tempo real, em vez de apenas observar fotografias isoladas de fósseis.</div><p>O trabalho conclui que <strong>a cultura e a tecnologia, longe de interromperem a biologia, tornaram-se os principais motores da nossa evolução</strong>. À medida que transformamos o planeta, criamos novas pressões que continuam a esculpir o nosso código genético, provando que o processo evolutivo humano está longe de chegar a um fim.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p>Revista Nature. <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10358-1" target="_blank">Ancient DNA reveals pervasive directional selection across West Eurasia</a>. 2026</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-de-genoma-ancestral-mostra-aceleracao-surpreendente-da-evolucao-humana.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 09:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que faz o nível do mar subir e descer diariamente? A resposta está na Lua e no Sol. Por trás de cada maré, há uma delicada dança gravitacional que molda o nível do mar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776747223504.png" data-image="paaokqr0ngs4" alt="maré; nível do mar; Terra; gravidade; costa" title="maré; nível do mar; Terra; gravidade; costa"><figcaption>Durante a maré baixa, rochas e áreas ficam expostas, sendo que o oceano as cobrirá novamente horas depois.</figcaption></figure><p>O mar não se move aleatoriamente. Nem as <strong>marés </strong>são simplesmente uma questão de "subir e descer". A chave? A gravidade. Esse fluxo e refluxo é o <strong>resultado de um delicado equilíbrio entre a Terra, o Sol e a Lua</strong>. Uma dança cuja sincronia determina como os oceanos do nosso planeta se movem. Bem... os oceanos e também suas partes sólidas e gasosas, mas essa é outra história.</p><p>Primeiro, vamos falar sobre a <strong>gravidade</strong>. Essa força com que dois corpos se atraem depende de suas massas e da distância entre eles. Quanto maior a massa, mais forte a atração. Mas quanto mais distantes estiverem, mais fraca ela se torna. E é precisamente isso que <strong>define o quanto o Sol e a Lua podem influenciar nossos mares</strong>.</p><p><strong> </strong></p><div class="texto-destacado">As marés são um fenômeno periódico que, na maioria das costas, segue um ciclo semi-diurno: ocorrem duas marés altas e duas marés baixas ao longo de um dia lunar, com duração aproximada de 24 horas e 50 minutos.</div><p><br>A <strong>Lua é a principal responsável pelas marés</strong>. Sua <strong>proximidade </strong>lhe confere uma vantagem, tornando sua <strong>força gravitacional mais forte</strong>. Mas o fator importante não é a intensidade dessa força, e sim o fato de ela ser<strong> exercida de forma desigual em todo o planeta</strong>. Essa diferença gera um campo de força (força de maré) que estica o oceano, criando duas protuberâncias: uma no lado voltado para a Lua e outra no lado oposto.</p><p>À medida que a Terra gira, todos os pontos do planeta passam por essas áreas onde o nível do oceano está ligeiramente mais alto. E nesse movimento, percebemos a alternância entre a maré alta e a maré baixa. Na maioria das costas, esse ciclo ocorre duas vezes por dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776745778955.png" data-image="vyagzsip4so8"><figcaption>Na Baía de Fundy (Canadá), as marés podem ultrapassar os 15 metros. A faixa escura indica a altura que a água atinge regularmente.</figcaption></figure><p><strong>O Sol, apesar de sua enorme massa, tem menos influência devido à sua distância</strong>. Mas seu efeito não é desprezível. Ele pode ser responsável por aproximadamente 40% a 50% do efeito lunar. No entanto, a questão relevante aqui é o que acontece quando suas forças se combinam.</p><h2>A união faz a força</h2><p>Primeiramente, vamos esclarecer algo. <strong>As marés não implicam que a água se mova como uma onda atravessando o oceano</strong>. Como vimos, elas resultam de um equilíbrio entre as forças gravitacionais, a rotação da Terra e a capacidade do oceano de redistribuir sua massa. Este é um exemplo de como a Terra interage com seu ambiente astronômico.</p><p>Agora, <strong>quando os três corpos celestes (Sol, Terra e Lua) se alinham, suas forças gravitacionais se reforçam mutuamente</strong>. É exatamente isso que acontece durante a Lua Nova e a Lua Cheia, quando os três corpos formam uma linha quase reta. Esse alinhamento dá origem às marés vivas.</p><p>A <strong>atração combinada da Lua e do Sol intensifica o "estiramento" do oceano</strong>. Mesmo que puxem em direções opostas durante a Lua Cheia, seus efeitos não se anulam. Ambos puxam a Terra em duas direções, criando as duas áreas onde o nível do oceano está mais alto. E é nessa dupla deformação que as marés se sobrepõem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736017" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-a-lua-afeta-as-mares-a-explicacao-cientifica.html" title="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica">Como a Lua afeta as marés: a explicação científica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/como-a-lua-afeta-as-mares-a-explicacao-cientifica.html" title="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-la-luna-en-las-mareas-la-explicacion-cientifica-1760989610478_320.jpeg" alt="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica"></a></article></aside><p>Essa é a chave. <strong>Não se trata de a atração ser mais forte, mas sim de como essa gravidade é distribuída de forma desigual pelo planeta</strong>. Isso reforça as deformações do oceano. As marés altas ficam mais altas e as marés baixas ficam mais baixas. Em outras palavras, a amplitude das marés aumenta.</p><p>Por outro lado, durante as <strong>fases </strong>de <strong>q</strong><strong>uarto crescente</strong> e<strong> quarto minguante </strong>da Lua, a Lua e o Sol formam um ângulo próximo a 90° em relação à Terra. Nessas condições, ocorrem marés de quadratura, nas quais <strong>a diferença entre a maré alta e a maré baixa (sua amplitude) é menor</strong>.</p><h2>Da região<br></h2><p>Ao contrário da maioria dos lugares, <strong>alguns apresentam um padrão diurno, com uma única maré alta e baixa por dia</strong>, enquanto <strong>outros exibem um padrão misto</strong>. Essas variações resultam da interação entre o forçamento astronômico e as condições locais.</p><p>Sim, o <strong>alinhamento astronômico </strong>determina o ritmo, mas a intensidade real das marés varia de lugar para lugar ao redor do mundo. Depende de fatores locais como:</p><ul></ul><ul><li>Forma da costa </li><li>Profundidade do fundo marinho </li><li>Geometria das bacias (baías, golfos, estuários)</li></ul><p>Existem regiões onde a configuração geográfica favorece a ressonância, quando o tempo que a água leva para oscilar dentro de uma baía ou golfo coincide com o ritmo da maré. Nesses locais, a água se acumula de forma mais eficiente, resultando em marés excepcionalmente altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776745798716.png" data-image="uc0h83cjxkqg"><figcaption>As ondas de tempestade ou marés altas estão associadas a sistemas meteorológicos intensos, como ciclones tropicais.</figcaption></figure><p>Por outro lado, <strong>em costas abertas ou extensas plataformas continentais, a energia das marés é distribuída de forma mais uniforme</strong> e as variações do nível do mar tendem a ser mais sutis. É por isso que, em alguns lugares, as marés atingem vários metros (como na Baía de Fundy, no Canadá, ou no Estuário dos Sete Rios, no Reino Unido), enquanto em outros são quase imperceptíveis.</p><h2>Nem tudo o que sobe é maré</h2><p>Outros fenômenos, como <strong>ventos, chuvas, cheias de rios, ciclones e tsunamis, frequentemente causam alterações no nível do mar</strong>. Mas essas variações, assim como os fenômenos que as causam, são ocasionais. E <strong>não podem ser classificadas como marés</strong>. Por quê? Porque não são causadas pela gravidade, nem possuem periodicidade.</p><p>As <strong>marés são processos astronômicos regulares e previsíveis</strong>. Não, elas não dependem das condições climáticas. Mas interagem com elas e podem amplificar seus efeitos na costa. Compreender isso é fundamental. Quando coincidem com tempestades ou eventos extremos, podem aumentar o risco de inundações. Porque o nível do mar não parte do zero.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sítios da UNESCO correm risco de colapso até 2050, alerta relatório]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sitios-da-unesco-correm-risco-de-colapso-ate-2050-alerta-relatorio.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 23:36:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mais de 25% dos sítios designados pela UNESCO podem atingir pontos de inflexão críticos até 2050, com impactos potencialmente irreversíveis, alerta um novo relatório. Sem ação, as geleiras desaparecerão, os recifes de coral entrarão em colapso e a vida selvagem será deslocada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/unesco-sites-at-risk-of-collapse-by-2050-report-warns-1776699258123.jpeg" data-image="ravfxmqs3wi8"><figcaption>A Grande Barreira de Corais da Austrália, Patrimônio Mundial da UNESCO, está ameaçada pelas mudanças climáticas.</figcaption></figure><p><strong>Mais de um quarto dos sítios designados pela UNESCO podem atingir pontos críticos de deterioração até 2050</strong>, com impactos potencialmente irreversíveis, de acordo com um relatório da agência da ONU para o patrimônio cultural divulgado recentemente.</p><p>A UNESCO designa sítios por seu valor cultural, histórico ou natural. Exemplos incluem a <strong>Grande Barreira de Corais da Austrália</strong>, a <strong>Grande Muralha da China</strong> e a <strong>Calçada dos Gigantes</strong>, na Irlanda do Norte.</p><p>Esses sítios abrigam cerca de 75.000 espécies de plantas e mais de 30.000 espécies de mamíferos, aves, peixes e répteis, incluindo uma parcela significativa da vida selvagem ameaçada de extinção no mundo, sendo que cerca de 40% dessas espécies não são encontradas em nenhum outro lugar da Terra, afirma o relatório.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O relatório é um apelo urgente para ampliar a ambição, reconhecendo os sítios da UNESCO como ativos estratégicos no combate às alterações climáticas e à perda de biodiversidade, e investindo agora na proteção dos ecossistemas, das culturas e dos meios de subsistência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Mais de 2.260 sítios</strong>, abrangendo mais de 13 milhões de km² — uma área maior que a China e a Índia juntas —, são designados sob um desses critérios.</p><p>Esses sítios também armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono, o equivalente a quase duas décadas das emissões globais atuais, se liberado, e suas florestas, por si só,<strong> respondem anualmente por aproximadamente 15% do carbono absorvido pelas florestas em todo o mundo</strong>.</p><p>O estudo mais recente da UNESCO examina o estado dessa área como uma única rede. Constatou-se que, no geral, as populações de animais selvagens dentro das áreas protegidas pela UNESCO permaneceram relativamente estáveis, apesar do declínio global de 73% desde 1970.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="726385" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/brasil-possui-6-geoparques-mundiais-certificados-pela-unesco-veja-quais-sao.html" title="Brasil possui 6 geoparques mundiais certificados pela UNESCO; veja quais são">Brasil possui 6 geoparques mundiais certificados pela UNESCO; veja quais são</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/brasil-possui-6-geoparques-mundiais-certificados-pela-unesco-veja-quais-sao.html" title="Brasil possui 6 geoparques mundiais certificados pela UNESCO; veja quais são"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-possui-6-geoparques-mundiais-certificados-pela-unesco-veja-quais-sao-1756154843203_320.jpg" alt="Brasil possui 6 geoparques mundiais certificados pela UNESCO; veja quais são"></a></article></aside><p>“As conclusões são claras: <strong>os </strong><strong>sítios da UNESCO trazem benefícios tanto para as pessoas quanto para a natureza</strong>. Dentro desses territórios, as comunidades prosperam, o patrimônio da humanidade perdura e a biodiversidade se mantém enquanto em outros lugares ela está em colapso”, afirmou Khaled El-Enany, diretor-geral da UNESCO.</p><p>No entanto, ao mensurar o valor global e as contribuições desses sítios, o relatório revela o que <strong>a humanidade tem a perder se eles não forem priorizados</strong>.</p><h2>Sítios da UNESCO enfrentam múltiplas ameaças</h2><p>Apesar de sua importância global,<strong> esses locais estão sob crescente pressão</strong>, alerta o relatório. Quase<strong> 90% dos sítios </strong>protegidos pela UNESCO <strong>enfrentam altos níveis de estresse ambiental</strong>, com riscos relacionados ao clima aumentando 40% na última década.</p><p>Sem ações mais enérgicas, os riscos incluem o <strong>desaparecimento de geleiras</strong>, o <strong>colapso de recifes de coral</strong>, o <strong>deslocamento de espécies</strong>, o aumento do estresse hídrico e florestas emitindo carbono para a atmosfera em vez de armazená-lo, alertou a UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/unesco-sites-at-risk-of-collapse-by-2050-report-warns-1776699372804.jpeg" data-image="rwc6pzxyguve"><figcaption>A Calçada dos Gigantes, na Irlanda do Norte, é um Patrimônio Mundial da UNESCO.</figcaption></figure><p>“É <strong>um apelo urgente</strong> para ampliar a ambição, reconhecendo os sítios da UNESCO como ativos estratégicos no combate às mudanças climáticas e à perda de biodiversidade, e investindo agora na proteção de ecossistemas, culturas e meios de subsistência para as gerações futuras”, disse El-Enany.</p><p>A natureza e as comunidades estão altamente interligadas nos ambientes da UNESCO, segundo o relatório. Os sítios da UNESCO abrigam quase 900 milhões de pessoas, aproximadamente 10% da população mundial, e cerca de 10% do PIB global é gerado nessas áreas.</p><p>Os autores do relatório estimam que<strong> cada 1°C de aquecimento evitado poderia reduzir pela metade o número de sítios da UNESCO expostos a grandes perturbações </strong>até o final do século.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.unesco.org/en/articles/people-and-nature-unesco-designated-sites-global-and-local-contributions" target="_blank">People and nature in UNESCO-designated sites: Global and local contributions</a>. 22 de abril, 2026. UNESCO.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sitios-da-unesco-correm-risco-de-colapso-ate-2050-alerta-relatorio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intensa frente fria traz alerta de chuvas extremas nos próximos dias; confira os estados em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 22:26:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O processo de formação de um ciclone e sua frente fria colocam a Região Sul em alerta para chuvas extremas, com acumulados que podem ultrapassar 100 mm em 24 horas e causar transtornos. </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-anomalo-continua-e-pode-trazer-temperaturas-8-c-acima-da-media-veja-os-estados-atingidos.html">Calor anômalo continua e pode trazer temperaturas 8°C acima da média; veja os estados atingidos </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6r4w0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6r4w0.jpg" id="xa6r4w0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> área de baixa pressão atmosférica </strong>vem se estendendo sobre a Região Sul do Brasil em um processo que irá formar um <strong>ciclone</strong> nos próximos dias. Essa baixa pressão, somada a um intenso transporte de vapor d’água na forma de um <strong>rio atmosférico</strong>, favorece a formação de <strong>tempestades</strong> com <strong>chuvas intensas</strong>, que podem ter <strong>acumulados diários significativos</strong>. </p><p>O <strong>Rio Grande do Sul, </strong><strong>Santa Catarina</strong> e o <strong>Paraná</strong> estão em <strong>alerta</strong> para eventos<strong> extremos de chuva</strong> entre sexta-feira (24) e domingo (26), com potencial de transtornos. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de chuvas extremas</h2><p>O<strong> índice de previsão extrema (EFI) </strong>do modelo ECMWF para a precipitação é um <strong>indicador</strong> de <strong>eventos</strong> que podem ser <strong>‘incomuns’ ou ‘extremos’</strong>. O EFI utiliza como referência uma métrica estatística chamada <strong>quantil 99,</strong> que funciona como um indicador de eventos extremos. Na prática, esse valor representa um nível de chuva que é superado em apenas 1% dos casos dentro do histórico climático de cada região. </p><p>De forma simples, quando a <strong>previsão</strong> aponta <strong>acumulados acima desse limite</strong>, significa que a <strong>chuva esperada</strong> está <strong>entre as mais raras e intensas</strong> já observadas para aquela área, reforçando o risco de um episódio extremo. </p><p>Os mapas abaixo mostram o <strong>EFI</strong> para precipitação <strong>sexta-feira (24)</strong> e no <strong>domingo (26)</strong>, ressaltando um alerta para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco-1776974661312.png" data-image="tmz0wgrm206c" alt="EFI do ECMWF para precipitação nesta sexta-feira (24) e no domingo (26). Créditos: Elaborado por Meteored com mapas do ECMWF." title="EFI do ECMWF para precipitação nesta sexta-feira (24) e no domingo (26). Créditos: Elaborado por Meteored com mapas do ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para precipitação nesta sexta-feira (24) e no domingo (26). Créditos: Elaborado por Meteored com mapas do ECMWF.</figcaption></figure><p>O EFI destaca que as chuvas na <strong>sexta (22) </strong>podem <strong>ultrapassar 100 mm </strong>no noroeste do<strong> Rio Grande do Sul</strong>, <strong>80 mm</strong> na <strong>região central </strong>e <strong>50 mm no centro-leste.</strong> Já no <strong>domingo (26)</strong>, os acumulados previstos podem superar<strong> 80 mm em Santa Catarina e Paraná.</strong> Estes volumes dentro de um período de 24 horas pode causar muitos <strong>transtornos</strong> como <strong>alagamentos</strong>, <strong>inundações</strong> e danos relacionados às tempestades.</p><h2>Rio atmosférico dá suporte para chuvas volumosas</h2><p>As <strong>chuvas</strong> serão <strong>intensas</strong> principalmente devido ao<strong> suporte de um rio atmosférico</strong>. Um rio atmosférico é uma<strong> faixa estreita e alongada da atmosfera</strong> que transporta<strong> grandes volumes de vapor d’água</strong>, funcionando como um “corredor de umidade” entre áreas tropicais e latitudes mais ao sul. Quando esse fluxo encontra sistemas de baixa pressão e frentes frias, <strong>favorece</strong> a formação de <strong>nuvens carregadas e chuva persistente.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Entre<strong> sexta-feira (24) e sábado (25)</strong>, esse <strong>rio atmosférico </strong>atuará com mais força <strong>sobre o </strong><strong>Rio Grande do Sul</strong>, reforçando as instabilidades e os acumulados elevados no estado. Já no <strong>domingo (26)</strong>, com o ciclone já formado e a frente fria avançando, o rio atmosférico se intensifica sobre<strong> Santa Catarina e o Paraná</strong>, ajudando a explicar o aumento do risco para eventos extremos de precipitação previstos no estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco-1776974697629.png" data-image="72dfvizg7vuj" alt="Previsão de rio atmosférico nesta sexta-feira (24) e domingo (26), segundo o ECMWF." title="Previsão de rio atmosférico nesta sexta-feira (24) e domingo (26), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de rio atmosférico nesta sexta-feira (24) e domingo (26), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Tempestades</strong> estão previstas para os três estados da<strong> região Sul </strong>entre sexta (24) e terça-feira (28), e podem ser mais intensas no noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e Paraná. Sobre o Rio Grande do Sul, as chuvas serão intensas entre a noite de quinta-feira (23), toda a sexta-feira (24) e o amanhecer do sábado (25).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco-1776974729135.png" data-image="x71q688lricd" alt="Previsão de chuvas intensas na sexta-feira (24), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de chuvas intensas na sexta-feira (24), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuvas intensas na sexta-feira (24), de acordo com o ECMWF. </figcaption></figure><p>Ao longo do sábado (25) as chuvas perdem um pouco da força, mas retornam no <strong>domingo (26)</strong>, <strong>intensas</strong> sobre todo o estado de<strong> Santa Catarina</strong>, <strong>norte</strong> do <strong>Rio Grande do Sul </strong>e<strong> metade sul</strong> do <strong>Paraná</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco-1776974761176.png" data-image="cr4kpsz79l22" alt="Previsão de chuva no domingo (24), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de chuva no domingo (24), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva no domingo (24), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre<strong> segunda (27) e terça-feira (28) </strong><strong>chuvas intensas </strong>com risco de tempestades continuam sobre o <strong>Paraná</strong>, mas também estão previstas para o <strong>Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong>, incluindo a Região Metropolitana paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco-1776975658538.png" data-image="pnzrs31y59jt" alt="Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (28), de acordo com o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (28), de acordo com o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final da terça-feira (28), de acordo com o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os<strong> maiores acumulados </strong>previstos pela rodada atual do modelo de confiança da Meteored, o ECMWF, podem se aproximar de<strong> 200 mm sobre o Paraná</strong> e ultrapassar <strong>100 mm</strong> no <strong>Rio Grande do Sul</strong> e em<strong> Mato Grosso do Sul.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-extremas-nos-proximos-dias-confira-os-estados-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone impulsiona forte massa de ar frio: risco de geadas e rajadas de 70 km/h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-impulsiona-forte-massa-de-ar-frio-risco-de-geadas-e-rajadas-de-70-km-h.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 21:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Próximos dias serão marcados pelo avanço de um ciclone e sua frente fria, causando chuvas intensas, rajadas fortes de vento e uma queda expressiva das temperaturas - formando inclusive geadas abrangentes na região Sul.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-mudanca-do-tempo-traz-grande-queda-nas-temperaturas-e-chuvas-fortes-nos-proximos-dias.html" target="_blank">Intensa mudança do tempo traz grande queda nas temperaturas e chuvas fortes nos próximos dias</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-forte-massa-de-ar-frio-risco-de-geadas-e-rajadas-de-70-km-h-1776965460458.jpg" data-image="8kan5o1aun9j"></figure><p>Entre a sexta-feira (24) e o sábado (25), uma região de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul se aprofundará e se transformará, gradualmente, em um ciclone extratropical. Ao longo do processo, o sistema causará <strong>chuvas fortes sobre a região Sul e o Mato Grosso do Sul</strong>, com os maiores acumulados esperados para o estado gaúcho.</p><p>Mas além disso, um <strong>segundo ciclone</strong>, <strong>muito mais intenso</strong>, se formará na altura da Argentina entre o sábado (25) e o domingo (26), impulsionando uma <strong>frente fria intensa</strong> em direção ao Brasil que não só intensifica as chuvas, como também traz outros efeitos para o país.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Até segunda-feira, previsões indicam acumulados de chuva de até 200 mm no RS, chegando a 100 mm em SC, PR e MS.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa situação traz <strong>risco de transtornos</strong> como cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, transbordamento de rios e alagamentos ao longo deste final de semana e dos primeiros dias da próxima semana para os estados da<strong> região Sul</strong> e o <strong>Mato Grosso do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-forte-massa-de-ar-frio-risco-de-geadas-e-rajadas-de-70-km-h-1776965526576.jpg" data-image="jnp15g25c2h3" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira mostra que alguns municípios do RS podem registrar volumes próximos dos 200 mm totais, causando transtornos.</figcaption></figure><p>Entre os efeitos mais pronunciados deste segundo ciclone, estão também <strong>rajadas fortes de vento</strong>, que podem chegar a <strong>70 km/h</strong> na costa e no leste do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (27). Isso pode ser observado na imagem abaixo e pode ocasionar <strong>outros transtornos</strong>, como movimentação de dunas de areia sobre construções na orla.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-forte-massa-de-ar-frio-risco-de-geadas-e-rajadas-de-70-km-h-1776965562692.jpg" data-image="s1w6v1dmzjmi" alt="Previsão de rajadas de vento na segunda-feira durante a tarde." title="Previsão de rajadas de vento na segunda-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de rajadas de vento na segunda-feira durante a tarde mostra que as velocidades podem chegar a até 70 km/h na costa do Rio Grande do Sul, com ventos significativos no interior.</figcaption></figure><p>Além disso, os ventos intensos impulsionarão uma<strong> intensa massa de ar frio em direção ao Brasil</strong>, que começará a influenciar o tempo no Rio Grande do Sul já no domingo (26) e continuará avançando ao longo da segunda-feira. O frio será sentido também em parte de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.</p><h2>Massa de ar frio avança pelo país semana que vem</h2><p>A abrangência dessa massa de ar frio pode ser observada na imagem abaixo. Apesar dos demais estados mencionados registrarem quedas na temperatura, <strong>o estado mais afetado pelo frio será o Rio Grande do Sul</strong> - e a sensação de frio ainda pode ser acentuada devido aos ventos intensos que o ciclone trará ao estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-forte-massa-de-ar-frio-risco-de-geadas-e-rajadas-de-70-km-h-1776965599449.jpg" data-image="p364fr045hdn" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira durante a manhã." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira durante a manhã."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira durante a manhã mostra a massa de ar frio avançando pela região Sul. O sistema fará as temperaturas caírem bastante.</figcaption></figure><p>Isso causará uma<strong> intensa mudança das temperaturas</strong>. O pico do frio ocorrerá na terça-feira (28), quando o estado inteiro do Rio Grande do Sul registrará temperaturas baixíssimas ao longo da madrugada e da manhã - <strong>chegando a valores abaixo dos 10°C</strong> - assim como a região serrana de Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado" style="text-align: center;">Diversos municípios podem registrar mínimas de 4°C ou menos, o que traz potencial para formação do primeiro episódio de geadas abrangentes de 2026. O fenômeno pode se formar em outros municípios do Rio Grande do Sul, além da região serrana.</div><p>Além das mínimas de <strong>até 4°C</strong> e do <strong>risco alto de geadas</strong>, a sensação térmica pode ser <strong>ainda menor </strong>em algumas cidades do Rio Grande do Sul devido aos ventos intensos. Com isso, essa massa de ar frio sinaliza o início da queda das temperaturas típica do inverno, estação que está se aproximando.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-impulsiona-forte-massa-de-ar-frio-risco-de-geadas-e-rajadas-de-70-km-h-1776965722497.jpg" data-image="ism3j2mezcvh" alt="Previsão de temperaturas mínimas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina na terça-feira de madrugada." title="Previsão de temperaturas mínimas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina na terça-feira de madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina na terça-feira durante a madrugada mostra que os termômetros chegam a até 4°C, formando geadas abrangentes.</figcaption></figure><p>Previsões climáticas indicam ainda que, embora todo o restante do Brasil continue registrando um calor muito intenso nas próximas semanas (<em>especialmente no Sudeste e no Centro-Oeste</em>), as <strong>temperaturas no Rio Grande do Sul</strong><strong> podem permanecer </strong><strong>abaixo da média</strong> até a primeira quinzena do mês de Maio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-impulsiona-forte-massa-de-ar-frio-risco-de-geadas-e-rajadas-de-70-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz intensa mudança para SP em breve; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-em-breve-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:45:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria vai provocar uma mudança no tempo no estado de São Paulo no início da próxima semana, formando pancadas de chuva que podem ser fortes e temporais.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira.html" target="_blank">Chuvas intensas, tempestades e baixa umidade deixam alertas para 24 estados nesta sexta-feira, 24</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-em-breve-confira-a-previsao-1776964638911.jpg" data-image="n15402w95xwm"><figcaption>Nova frente fria chega ao estado de São Paulo no início da próxima semana e vai finalmente causar uma mudança no tempo.</figcaption></figure><p>Nesta semana estamos tendo o predomínio de uma massa de ar quente e seco em todo o estado de São Paulo, o que está garantindo tardes ensolaradas e de calor. Contudo, esse <strong>tempo mais firme está com os dias contados</strong>.</p><p>Um <strong>novo ciclone e sua frente fria associada se formam sobre o oceano</strong>, <strong>próximo à costa da Região Sul </strong>do Brasil,<strong> ao longo deste sábado (25)</strong>. E nos dias posteriores, o centro de baixa pressão vai se deslocar para leste, afastando-se do continente, porém, a sua frente fria vai avançar em direção à costa do Sudeste.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O <strong>sistema frontal se aproxima do estado de São Paulo na segunda-feira (27) </strong>e provoca uma <strong>significativa mudança no tempo</strong> na região, favorecendo a formação de chuvas intensas e tempestades pelo menos até a terça-feira (28).</p><p>O <strong>calor se intensifica no domingo (26) pelo efeito pré-frontal</strong>, isto é, antes da chegada da frente fria, com temperaturas máximas acima dos 30°C em praticamente todo o território paulista. Com a passagem do sistema, elas devem ficar um pouco mais amenas na faixa leste e no sudeste do estado, com valores abaixo dos 30°C; contudo, as demais áreas ainda vão registrar temperaturas elevadas durante as tardes.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes da previsão </strong>do tempo para o estado.</p><h2>Frente fria traz mudança para SP na próxima semana</h2><p><strong>O tempo firme e céu claro estão com os dias contados em São Paulo</strong>. Essas condições mais estáveis permanecem até o fim de semana, porém, no início da próxima semana, as chuvas finalmente vão retornar ao estado.</p><div class="texto-destacado">A partir da segunda-feira (27), uma frente fria traz de volta as chuvas para S��o Paulo, e com risco de tempestades, pancadas pontualmente fortes e eventual queda de granizo.</div><p>A <strong>segunda-feira (27) </strong>de manhã começa com céu claro em boa parte do estado e algumas nuvens no sul. A partir da <strong>tarde, a nebulosidade aumenta e as chuvas podem atingir todo o território paulista</strong>, mas com <strong>maior potencial no centro-leste</strong> do estado, inclusive na capital.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-em-breve-confira-a-previsao-1776965315120.png" data-image="mpyrwpcf3o94"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para: a segunda-feira (27) à tarde (15h) (à esquerda); a terça-feira (28) às 18h (à direita), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Essas <strong>chuvas podem ocorrer em forma de pancadas pontualmente intensas e com tempestades</strong>. Durante a noite, ainda haverá condições para chuvas fracas e isoladas no leste paulista.</p><p>Na<strong> terça-feira (28)</strong>, a frente fria continua formando<strong> chuvas moderadas a fortes e com tempestades isoladas entre a tarde e a noite</strong> em grande parte do estado, com<strong> exceção do norte</strong>, onde tem baixo potencial para chuvas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-em-breve-confira-a-previsao-1776965545238.jpg" data-image="s4k07pykda0b"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a terça-feira (28) ás 18h, segundo o modelo europeu ECMWF, mostrando as áreas com chance de tempestades nesta hora.</figcaption></figure><p>A <strong>capital paulista </strong>na <strong>terça-feira (28)</strong> tem previsão de <strong>sol entre poucas nuvens</strong> e <strong>pancadas de chuva à tarde e à noite</strong>.</p><h2>E como ficam as temperaturas em SP?</h2><p>No <strong>domingo (26)</strong>, apesar da manhã ter temperaturas mais amenas, e em torno de 15°C a 17°C em áreas do leste paulista, ao longo da tarde <strong>as temperaturas se elevam, especialmente em função da condição pré-frontal</strong>.</p><p>As<strong> máximas durante a tarde</strong> do<strong> domingo (26) </strong>atingem patamares acima dos 30°C em praticamente todo o estado, chegando a<strong> 35°C no oeste e no noroeste</strong>. A <strong>capital paulista registrará 32°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-em-breve-confira-a-previsao-1776964719790.jpg" data-image="s863uiwje2jj"><figcaption>Previsão de temperatura máxima (em °C) para o domingo (26), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Além disso, o<strong> domingo (26)</strong> ainda terá condições de <strong>baixa umidade relativa do ar</strong> em praticamente todo o território de São Paulo (com exceção da faixa litorânea), com valores de <strong>30% ou logo abaixo disto</strong><strong> </strong>especialmente na porção <strong>norte do estado</strong>,<strong> inclusive na capital paulista (29%)</strong>.</p><p><strong>Entre a segunda (27) e a terça-feira (28)</strong>, com a passagem da frente fria, as <strong>temperaturas diminuem e ficam mais amenas durante as tardes no leste e no sudeste</strong> de São Paulo, região que engloba parte de Itapeva, Itapetininga e Registro, onde as máximas vão variar <strong>entre 20°C e 26°C</strong>, o que representa um certo alívio ao calorão dos dias anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-em-breve-confira-a-previsao-1776964775238.jpg" data-image="5lnt89qb7443"><figcaption>Previsão de temperatura máxima (em °C) para a terça-feira (28), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Porém,<strong> as demais áreas paulistas ainda vão registrar temperaturas elevadas</strong> na próxima semana, e <strong>entre 30°C e 34°C </strong>no centro, no norte, no noroeste e no oeste de São Paulo.</p><p>A <strong>capital paulista</strong> terá <strong>máximas de 25°C e 29°C</strong>, na <strong>segunda (27) e na terça-feira (28)</strong>, respectivamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-para-sp-em-breve-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas, tempestades e baixa umidade deixam alertas para 24 estados nesta sexta-feira, 24]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 18:32:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sexta-feira com alertas do INMET, previsão do tempo aponta para riscos de tempestades, chuvas intensas, altos acumulados e índice de umidade do ar baixo. 4 estados ficam em atenção.</p><ul><li>Veja também:<a href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuvas-favorecem-o-feijao-no-pi-e-calor-preocupam-as-lavouras-da-ba-e-do-matopiba.html" target="_blank"> Chuvas favorecem o feijão no PI e calor preocupam as lavouras da BA e do MATOPIBA</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6o0lk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6o0lk.jpg" id="xa6o0lk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>sexta-feira (24)</strong> tem previsão de <strong>chuvas intensas</strong>, <strong>riscos de tempestades</strong>, <strong>grandes acumulados de precipitação</strong>, além de <strong>baixa umidade do ar</strong> em algumas áreas do <strong>Brasil</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>De acordo com o <strong><em><a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)</a></em></strong>, <strong>2 estados</strong> estão sob <strong>risco de tempestades</strong>, <strong>17</strong> com chances de <strong>chuvas intensas</strong> e <strong>1</strong> com alerta para <strong>grandes acumulados de precipitação</strong>. Além disso, 5<strong> estados</strong> encontram-se sob <strong>perigo potencial de baixa umidade do ar</strong>, totalizando <strong>24 estados em alerta</strong>, segundo o órgão. Veja o mapa a seguir.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira-1776956865672.jpg" data-image="upe1g5jedzm2" alt="Mapa de alertas do INMET para esta sexta (24)." title="Mapa de alertas do INMET para esta sexta (24)."><figcaption>Mapa de alertas do INMET para esta sexta (24). Fonte: INMET.</figcaption></figure><p>Agora, confira a <strong>previsão do tempo</strong> para esta <strong>sexta-feira (24)</strong>, com mais <strong>informações e detalhes</strong> para a sua região, e veja como será o <strong>último dia útil da semana</strong>.</p><h2>Riscos de tempestade continuam no RS e chegam a SC</h2><p>Os <strong>riscos de tempestades</strong> permanecem sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> nesta <strong>sexta-feira (24)</strong>. A presença de uma <strong>frente fria</strong> deixa a <strong>atmosfera instável</strong> no estado, mantendo o <strong>alerta desde a manhã</strong>. A previsão indica que áreas da <strong>região central</strong> e do <strong>noroeste gaúcho</strong> serão as mais afetadas durante o período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira-1776956333096.jpg" data-image="5itx95dnmg2k" alt="Mapa de precipitação para a tarde desta sexta-feira (24) sobre o Sul do Brasil." title="Mapa de precipitação para a tarde desta sexta-feira (24) sobre o Sul do Brasil."><figcaption>Mapa de precipitação para a tarde desta sexta-feira (24) sobre o Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>No decorrer da <strong>tarde</strong>, o cenário se mantém, mas as instabilidades passam a atingir também áreas do <strong>norte e noroeste do estado</strong>. O <strong>tempo permanece fechado</strong> durante todo o dia, e a <strong>capital Porto Alegre (RS)</strong> e sua <strong>Região Metropolitana</strong> podem registrar <strong>transtornos</strong> devido às chuvas.</p><div class="texto-destacado">Ainda no Rio Grande do Sul, há alerta para tempestades acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e até queda de granizo, mantendo todo o estado em atenção.</div><p>Ao final da <strong>noite</strong>, a <strong>frente fria avança</strong>, e as chuvas alcançam o <strong>extremo sul de Santa Catarina</strong>. A previsão indica <strong>chuvas moderadas</strong>, mas não se descartam episódios de <strong>forte intensidade</strong>, com potencial para <strong>alagamentos</strong> e outros <strong>transtornos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira-1776956345067.jpg" data-image="j4xha1wqnwzs" alt="Mapa de precipitação acumulada até o final de sexta-feira (24) sobre o Sul do país." title="Mapa de precipitação acumulada até o final de sexta-feira (24) sobre o Sul do país."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada até o final de sexta-feira (24) sobre o Sul do país.</figcaption></figure><p>Até o final desta <strong>sexta-feira (24)</strong>, os maiores <strong>volumes de chuva</strong> devem ocorrer no <strong>noroeste do Rio Grande do Sul</strong>, com acumulados que <strong>superam 170 mm</strong>, elevando o risco de <strong>grandes impactos</strong>. Em outras áreas do <strong>oeste</strong>, <strong>noroeste</strong> e <strong>centro do estado</strong>, os acumulados podem chegar a <strong>100 mm</strong>.</p><h2>16 estados entre Norte e Nordeste estão em alerta</h2><p>As regiões <strong>Norte</strong> e <strong>Nordeste</strong> vêm registrando <strong>chuvas intensas e volumosas</strong> nos últimos dias. Nas últimas <strong>24 horas</strong>, os maiores acumulados foram observados no <strong>Norte do Brasil</strong>, com volumes que <strong>superam 100 mm</strong>, segundo <strong>estações automáticas</strong> da região.</p><p>Para esta <strong>sexta-feira (24)</strong>, há <strong>risco de chuvas intensas</strong> em todos os estados da <strong>Região Norte</strong>. A presença de <strong>umidade transportada pelos ventos do Atlântico Equatorial</strong> deixa a <strong>atmosfera saturada</strong>, favorecendo a formação de <strong>instabilidades</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira-1776956377812.jpg" data-image="9bo4scsyrxpo" alt="Mapa de precipitação para a tarde desta sexta-feira (24) sobre o Norte e Nordeste do Brasil." title="Mapa de precipitação para a tarde desta sexta-feira (24) sobre o Norte e Nordeste do Brasil."><figcaption>Mapa de precipitação para a tarde desta sexta-feira (24) sobre o Norte e Nordeste do Brasil.</figcaption></figure><p>No <strong>Nordeste</strong>, a situação é semelhante nos estados do <strong>Maranhão</strong>, <strong>Ceará</strong> e <strong>Piauí</strong>. Com a atuação da <strong>Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)</strong>, há <strong>transporte de umidade</strong>, o que favorece a formação de <strong>nuvens carregadas</strong> e o aumento dos <strong>volumes de chuva</strong>, com intensidade <strong>moderada a forte</strong>.</p><p>Na faixa entre o <strong>litoral do Rio Grande do Norte</strong> e a <strong>Bahia</strong>, os <strong>ventos de sudeste</strong> transportam <strong>umidade</strong> para o <strong>leste da região</strong>. Associados às <strong>altas temperaturas</strong>, esses fatores contribuem para a formação de <strong>instabilidades</strong> e, consequentemente, de <strong>chuvas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira-1776956363930.jpg" data-image="t3xdqko0k9vc" alt="Mapa de precipitação acumulada até o final de sexta-feira (24) sobre o Brasil." title="Mapa de precipitação acumulada até o final de sexta-feira (24) sobre o Brasil."><figcaption>Mapa de precipitação acumulada até o final de sexta-feira (24) sobre o Brasil.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados</strong> podem <strong>superar 100 mm</strong> até o final do dia em áreas próximas a <strong>Salvador (BA)</strong> e alcançar cerca de <strong>60 mm</strong> entre <strong>Recife (PE)</strong> e <strong>Natal (RN)</strong>. Em pontos do <strong>interior do Pará</strong>, os volumes também podem ultrapassar <strong>100 mm</strong>. Nos demais municípios, os acumulados variam entre <strong>20 e 70 mm</strong>.</p><h2>Umidade baixa entre o Sul e Centro-Oeste</h2><p>Há um <strong>contraste</strong> na <strong>Região Sul do Brasil</strong>: enquanto o <strong>Rio Grande do Sul</strong> e o <strong>extremo sul de Santa Catarina</strong> enfrentam <strong>chuvas intensas</strong> e <strong>tempestades</strong>, o <strong>norte e noroeste do Paraná</strong> registram <strong>tempo firme e seco</strong>, com <strong>queda na umidade relativa do ar</strong>.</p><p>A <strong>massa de ar quente e seco</strong> continua atuando em parte do <strong>centro-sul do Brasil</strong>, atingindo estados como <strong>São Paulo</strong>, <strong>Minas Gerais</strong>, <strong>Mato Grosso do Sul</strong> e <strong>Goiás</strong>. Durante a <strong>tarde</strong>, além das <strong>altas temperaturas</strong>, a <strong>umidade relativa do ar</strong> pode ficar <strong>abaixo de 40%</strong> em áreas do <strong>interior paulista</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira-1776956396039.jpg" data-image="2v4t9a51w240" alt="Mapa de umidade relativa do ar para a tarde desta sexta-feira (24)." title="Mapa de umidade relativa do ar para a tarde desta sexta-feira (24)."><figcaption>Mapa de umidade relativa do ar para a tarde desta sexta-feira (24), de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>A situação é ainda mais crítica no <strong>centro do Mato Grosso do Sul</strong>, <strong>oeste de Goiás</strong> e no <strong>Triângulo Mineiro</strong>, onde a umidade varia entre <strong>25% e 37%</strong>. A tendência para os próximos meses é que esses <strong>valores baixos</strong> se tornem mais frequentes com a chegada do <strong>inverno</strong>, período caracterizado por <strong>ar mais seco</strong> nessas regiões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-tempestades-e-baixa-umidade-deixam-alertas-para-24-estados-nesta-sexta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas favorecem o feijão no PI e calor preocupa as lavouras da BA e do MATOPIBA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuvas-favorecem-o-feijao-no-pi-e-calor-preocupam-as-lavouras-da-ba-e-do-matopiba.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 14:44:26 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A previsão desta semana reforça o contraste do feijão no MATOPIBA: no Piauí, a chuva recente sustenta áreas tardias; na Bahia, a umidade irregular e o calor ainda freiam a colheita e pressionam a produtividade no campo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-ajuda-o-feijao-no-pi-mas-irregularidade-e-calor-ainda-prejudicam-a-ba-no-matopiba-1776950574958.jpg" data-image="omph7a573b8s" alt="chuva, anomalia, MATOPIBA" title="chuva, anomalia, MATOPIBA"><figcaption>Chuva acumulada prevista para os próximos dias destaca volumes mais elevados entre o norte do Nordeste e parte do MATOPIBA, com contraste importante entre áreas mais úmidas e setores de menor precipitação.</figcaption></figure><p>O feijão volta ao centro da previsão nesta semana porque a chuva está fazendo duas histórias diferentes dentro da mesma fronteira agrícola. Entre 20 e 27 de abril, o INMET indica volumes mais expressivos no norte do Nordeste, com destaque para <strong>Maranhão, Piauí e Ceará, onde os acumulados podem chegar a 100 mm em pontos isolados</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Ao mesmo tempo, da Paraíba ao Recôncavo Baiano, a tendência é de chuva passageira, com volumes mais modestos ao longo da semana. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso merece atenção agora porque <strong>a primeira safra de feijão já avançou para 73,5% da área cultivada no país, e o MATOPIBA segue como uma peça importante </strong>dessa leitura regional. Segundo o INMET, a distribuição irregular das chuvas no início de abril colocou Bahia e Piauí em contraste: <strong>de um lado, áreas piauienses ganharam fôlego com a volta da umidade; de outro, partes da Bahia seguem lidando com atraso</strong> de colheita, perda de qualidade e solo mais seco onde a chuva falhou. </p><h2>Piauí ganha alívio em áreas que vinham no limite </h2><p>No Piauí, a chuva recente trouxe uma melhora importante sobretudo para as lavouras mais tardias. <strong>O INMET informa que as precipitações que voltaram no fim de março e se consolidaram no começo de abril ajudaram a sustentar o potencial produtivo</strong>, especialmente no sudeste do estado, que vinha mostrando sinais de déficit hídrico. Em outras palavras, a água chegou num momento em que ainda podia evitar perdas maiores em parte das áreas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-ajuda-o-feijao-no-pi-mas-irregularidade-e-calor-ainda-prejudicam-a-ba-no-matopiba-1776950862487.jpg" data-image="6bhfi0f1ntiw" alt="chuva, feijão, matopiba" title="chuva, feijão, matopiba"><figcaption>Chuva prevista para a tarde de sábado mostra a manutenção de instabilidades sobre o Norte e parte do MATOPIBA, com volumes irregulares que ajudam a explicar o contraste do feijão entre Piauí e Bahia.</figcaption></figure><p>Há também um dado que ajuda a dimensionar esse alívio. <strong>Em Campo Maior, no centro-norte piauiense, </strong><strong>O SISDAGRO (Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária)</strong><strong> apontou estabilização da estimativa de perda de produtividade em 31,2%</strong>, justamente após os excedentes hídricos recentes.</p><p>Para esta semana, a previsão mantém o Piauí entre os destaques de chuva no Nordeste, <strong>embora essa condição não seja homogênea dentro do estado: enquanto o norte pode receber volumes mais altos,</strong> áreas mais ao sul ainda dependem de uma janela mais organizada para a colheita andar sem interrupções. </p><h2>Bahia ainda soma atraso, umidade alta e falta de água </h2><p>Na Bahia, o quadro continua mais difícil porque o problema não é apenas um. No oeste do estado, <strong>a persistência das chuvas já vinha atrapalhando o trânsito de máquinas e mexendo na qualidade dos grãos colhidos,</strong> segundo o INMET. Entre o fim de março e a primeira semana de abril, a colheita avançou para 88% da área, mas em ritmo travado pelas condições meteorológicas em parte das áreas produtoras. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-ajuda-o-feijao-no-pi-mas-irregularidade-e-calor-ainda-prejudicam-a-ba-no-matopiba-1776951329648.jpg" data-image="kf1cvrmv3c1r" alt="anomalia, chuva, contraste, feijão" title="anomalia, chuva, contraste, feijão"><figcaption>Anomalia semanal de precipitação indica contraste entre áreas com chuva acima e abaixo da média na América do Sul, reforçando o padrão irregular que ainda influencia o feijão no MATOPIBA.</figcaption></figure><p><strong>Em municípios como Vitória da Conquista, a irregularidade das chuvas, combinada com temperaturas elevadas,</strong> reduziu a água disponível no solo e elevou o risco de quebra de produtividade. </p><p>O próprio INMET, com base no SISDAGRO, estimou que a perda pode chegar a 42,6% até meados de abril. Na prática, a Bahia entra nesta semana com três dificuldades ao mesmo tempo:</p><ul> <li><strong>colheita mais lenta em áreas com excesso de umidade;</strong></li> <li>piora da qualidade do grão onde a chuva persistiu;</li> <li><strong>restrição hídrica em áreas onde a chuva veio pouco e mal distribuída. </strong></li> </ul><h2>Uma mesma semana, efeitos opostos no mesmo feijão </h2><p>É justamente esse contraste que transforma o feijão numa boa pauta de previsão agora. <strong>No Piauí, a chuva recente ainda funciona como suporte para áreas tardias e ajuda a segurar parte do potencial produtivo</strong>. Na Bahia, o efeito da água depende muito de onde ela caiu, quando caiu e em que fase estava a lavoura. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quando vem demais, atrasa a colheita e prejudica a qualidade; quando falha, diminui a umidade do solo e pesa sobre o rendimento. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso importa porque<strong> o feijão é uma cultura sensível ao ritmo da colheita, à qualidade comercial do grão e à regularidade da umidade do solo</strong>. Ainda é cedo para transformar essa semana, sozinha, em movimento de preço no varejo, mas ela ajuda a explicar por que o abastecimento e o resultado da safra não avançam do mesmo jeito em toda a região. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/onda-de-calor-temperaturas-altas-no-parana-traz-preocupacao-para-feijao-segunda-safra.html" title="Onda de calor: temperaturas altas no Paraná traz preocupação para feijão segunda safra">Onda de calor: temperaturas altas no Paraná traz preocupação para feijão segunda safra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/onda-de-calor-temperaturas-altas-no-parana-traz-preocupacao-para-feijao-segunda-safra.html" title="Onda de calor: temperaturas altas no Paraná traz preocupação para feijão segunda safra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-altas-no-parana-feijao-da-segunda-safra-preocupa-1774817263090_320.jpg" alt="Onda de calor: temperaturas altas no Paraná traz preocupação para feijão segunda safra"></a></article></aside><p>No MATOPIBA, a mesma chuva que sustenta uma área pode atrapalhar outra, e é isso que mantém o feijão no radar do campo e da mesa. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuvas-favorecem-o-feijao-no-pi-e-calor-preocupam-as-lavouras-da-ba-e-do-matopiba.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estratégias inadequadas de restauração ameaçam recursos hídricos e biodiversidade no Brasil, alerta estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 12:14:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas brasileiros afirmam que ignorar as particularidades do tipo de solo durante as fases de reflorestação pode conduzir à destruição irreversível de vários habitats que são considerados únicos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo-1776782556318.jpg" data-image="rw2298t02a9s" alt="Pesquisa alerta que ecossistemas de Minas Gerais e Bahia exigem processos e guias ecológicos específicos. Foto: Geraldo W. Fernandes" title="Pesquisa alerta que ecossistemas de Minas Gerais e Bahia exigem processos e guias ecológicos específicos. Foto: Geraldo W. Fernandes"><figcaption>Pesquisa alerta que ecossistemas de Minas Gerais e Bahia exigem processos e guias ecológicos específicos. Foto: Geraldo W. Fernandes </figcaption></figure><p>Um novo estudo sobre conservação revela que a recuperação do campo rupestre, ecossistema situado nas montanhas de Minas Gerais e da Bahia, exige mudanças urgentes de estratégia. <strong>A aplicação de uma técnica padronizada pode colocar em risco a diversidade local e os recursos hídricos.</strong></p><p>A investigação demonstra que tratar esta paisagem como um bloco homogêneo ameaça a sua composição natural exuberante e singular. Além de comprometer a fauna e flora, <strong>a prática errada afeta diretamente a produção de alimentos, a geração de energia e até a atração do turismo.</strong></p><h2>O mosaico ambiental e a necessidade de adaptação técnica</h2><p>Pesquisadores do <a href="https://www.biodiv.com.br/" target="_blank">Centro de Conhecimento em Biodiversidade</a>, com apoio do CNPq e do MCTI, analisaram mais de cem levantamentos florísticos detalhados. <strong>O trabalho incluiu a catalogação de mais de 1.100 espécies de plantas</strong> provenientes de várias instituições nacionais e também internacionais de pesquisa.</p><div class="texto-destacado">Os resultados apontam que o ecossistema analisado não atua como uma unidade uniforme, mas funciona como um complexo mosaico formado por múltiplos habitats. Neste ambiente, a vegetação altera-se de forma abrupta, mesmo quando analisamos distâncias muito curtas e geograficamente interligadas ao longo das montanhas.</div><p>Estas variações intensas são influenciadas por elementos naturais determinantes,<strong> como a altitude das serras, as condições climáticas e o tipo de solo. </strong>Consequentemente, áreas muito próximas e com aparência física semelhante podem abrigar conjuntos florísticos e vegetais que são completamente diferentes entre si.</p><p>"Dois ambientes de montanha próximos podem compartilhar pouquíssimas espécies", afirma Geraldo Fernandes, investigador e coordenador da pesquisa. <strong>O especialista defende a urgência de adaptações rigorosas. </strong>"Isso significa que a restauração não pode se basear em listas genéricas de espécies; ela precisa ser ajustada a cada habitat específico", defende.</p><h2>Ferramentas inovadoras e os riscos das abordagens erradas</h2><p>Para solucionar as falhas, o estudo propõe a adoção do conceito das “Listas Azuis” nas práticas de reflorestação. <strong>Tratam-se de conjuntos botânicos definidos à medida para diferentes substratos</strong>, atuando como verdadeiros guias ecológicos que orientam os profissionais sobre quais exemplares devem integrar cada território.</p><p>A ausência de precisão nas iniciativas de recuperação ambiental, mesmo as bem-intencionadas, pode desencadear o fenômeno da homogeneização ambiental. Este processo<strong> transforma zonas repletas de uma identidade biológica própria em paisagens completamente simplificadas</strong>, perdendo grande parte das suas características intrínsecas ao longo do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo-1776783346723.jpg" data-image="12ytcdcaoy9d" alt="Falhas na aplicação de técnicas ambientais colocam em risco o equilíbrio e a sobrevivência botânica. Foto: Geraldo W. Fernandes" title="Falhas na aplicação de técnicas ambientais colocam em risco o equilíbrio e a sobrevivência botânica. Foto: Geraldo W. Fernandes"><figcaption>Falhas na aplicação de técnicas ambientais colocam em risco o equilíbrio e a sobrevivência botânica. Foto: Geraldo W. Fernandes</figcaption></figure><p>O cenário ganha gravidade porque as zonas montanhosas enfrentam as pressões derivadas do crescimento urbano desordenado e do uso de estradas mal estruturadas. Atividades como a <strong>mineração em larga escala, a agricultura, a silvicultura e os crescentes efeitos das alterações climáticas</strong> também agravam a situação.</p><p>Restaurar os danos causados por estas ameaças é uma prioridade, porque uma ação mal planejada causa estragos duradouros. <strong>"Plantar as espécies erradas no lugar errado pode eliminar a biodiversidade local</strong>, em vez de recuperá-la", alerta o relatório produzido pelos especialistas, evidenciando o perigo da intervenção.</p><h2>A complexidade invisível e as futuras políticas públicas</h2><p>Através da utilização de métodos ecológicos avançados, incluindo avaliações sobre as relações evolutivas da vegetação, <strong>as equipas concluíram que a proximidade física não garante semelhança.</strong> Mesmo as plantas mais aparentadas do ponto de vista da sua evolução terminam por ocupar espaços inteiramente distintos nas serras.</p><p>A localização geográfica influencia fortemente as comunidades presentes no solo,<strong> confirmando que cada porção de terra detém uma identidade singular e insubstituível.</strong> Tais evidências reforçam que as autoridades competentes, os organismos responsáveis pelo ambiente e os formuladores de políticas públicas devem guiar as suas escolhas pelo conhecimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html" title="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil">Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil.html" title="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/biodiversidade-invisivel-o-colapso-silencioso-dos-insetos-no-brasil-1775762920667_320.jpg" alt="Biodiversidade invisível: o colapso silencioso dos insetos no Brasil"></a></article></aside><p>Modificar a matriz natural de modo forçado compromete funções vitais, <strong>com perdas severas que ultrapassam as questões puramente biológicas</strong>, afetando a sociedade em larga escala. Os responsáveis científicos destacam ainda a extrema urgência em alargar as explorações em zonas montanhosas que apresentam menos volume de observação registrada.</p><p>Num momento em que o mundo debate as melhores vias para reverter as crises climáticas, as montanhas fornecem uma lição objetiva e imediata. <strong>Preencher estas lacunas e regenerar um espaço degradado exige pleno respeito pela sua complexidade</strong> e aplicação direta das metodologias fornecidas pelas instituições acadêmicas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.biodiv.com.br/post/restaura%C3%A7%C3%A3o-tamanho-%C3%BAnico-falha-e-pode-colocar-em-risco-a-produ%C3%A7%C3%A3o-de-%C3%A1gua-e-energia-no-brasil" target="_blank">Restauração “tamanho único” falha e pode colocar em risco a produção de água e energia no Brasil.</a> Centro de Conhecimento em Biodiversidade/CNPq/MCTI. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/estrategias-inadequadas-de-restauracao-ameacam-recursos-hidricos-e-biodiversidade-no-brasil-alerta-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrada cercada por bambus cria paisagem surpreendente em SP; confira como visitar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/estrada-cercada-por-bambus-cria-paisagem-surpreendente-em-sp-confira-como-visitar.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Túnel natural de bambu na entrada de cidade no interior de São Paulo chama a atenção de todos que passam pela região e se tornou um ponto de parada para fotos. Descubra aqui que lugar é este.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrada-cercada-por-bambus-cria-paisagem-surpreendente-em-sp-confira-como-visitar-1776882070559.jpg" data-image="zp55015i0whw"><figcaption>O famoso (e bonito) Túnel de Bambu em cidade do interior de São Paulo chama a atenção de quem passa pela região. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Um <strong>município charmoso no interior do estado de São Paulo</strong>, localizado a cerca de <strong>110 km da capital paulista</strong> e 43 km de Campinas, oferece um clima tranquilo, belezas naturais, turismo rural e boas opções gastronômicas. </p><p>Mas além disso, ele se destaca por um atrativo que chama a atenção de todos que passam pela região: <strong>uma estrada cercada por bambus curvados, formando um belo túnel verde</strong>.</p><p>Estamos falando de <strong>Morungaba</strong>. O <strong>túnel de bambus fica na entrada da cidade</strong> e acabou <strong>se tornando um dos principais cartões-postais</strong> do município, reforçando a vocação para o turismo ligado à natureza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrada-cercada-por-bambus-cria-paisagem-surpreendente-em-sp-confira-como-visitar-1776882127566.jpg" data-image="ahiio9h2he0z"><figcaption>O Túnel de Bambu iluminado à noite. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O <strong>bambuzal </strong>que cobre a estrada <strong>impressiona pela densidade da vegetação</strong>. Os bambus se curvam sobre a rodovia, formando um arco natural que oferece sombra agradável e sensação de frescor, especialmente em dias mais quentes.</p><p>Ah, vale destacar que <strong>o bambuzal formou-se de maneira espontânea pela vegetação local</strong>. E o local acabou virando um ponto frequente para fotos.</p><p>E <strong>como chegar a Morungaba? </strong>De carro a melhor opção é pela Rodovia Dom Pedro I (SP-065) ou pela Rodovia Constâncio Cintra (SP-360) a partir de Campinas/Itatiba. Já de ônibus, é possível chegar a cidades vizinhas maiores (como Itatiba) e pegar transporte local até Morungaba.</p><h2>Outros atrativos de Morungaba</h2><p>Entre os principais atrativos estão as<strong> trilhas ecológicas da Serra das Cabras</strong>, ideais para caminhadas, observação de aves e passeios em meio à mata nativa. Além disso, <strong>mirantes naturais </strong>oferecem vistas amplas da região.</p><p>Neste sentido, o <strong>Parque Ecológico Pedro Mineiro</strong> é a principal atração, com uma área verde com lago, quedas d'água e trilhas. Fica a cerca de 800 metros do centro da cidade e tem entrada gratuita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estrada-cercada-por-bambus-cria-paisagem-surpreendente-em-sp-confira-como-visitar-1776882105033.jpg" data-image="7tes8m2yyuuo"><figcaption>O Parque ecológico Pedro Mineiro, em Morungaba (SP). Crédito: Divulgação/Prefeitura de Morungaba.</figcaption></figure><p>A cidade também tem<strong> rotas voltadas para o cicloturismo</strong>, que atravessam morros, propriedades rurais e áreas naturais, atraindo ciclistas de várias cidades, como Campinas. Algumas competições de<strong> mountain bike</strong> ocorrem por lá também.</p><p>O <strong>Cruzeiro </strong>é outro destaque, um <strong>mirante </strong>localizado em uma área elevada do município, a cerca de cinco metros de altura. O local proporciona uma vista ampla da serra e do vale ao redor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701997" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descubra-a-cidade-mais-rural-de-sp-estradas-de-terra-natureza-e-um-ritmo-de-vida-diferente.html" title="Descubra a cidade mais rural de SP: Estradas de terra, natureza e um ritmo de vida diferente">Descubra a cidade mais rural de SP: Estradas de terra, natureza e um ritmo de vida diferente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/descubra-a-cidade-mais-rural-de-sp-estradas-de-terra-natureza-e-um-ritmo-de-vida-diferente.html" title="Descubra a cidade mais rural de SP: Estradas de terra, natureza e um ritmo de vida diferente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-a-cidade-mais-rural-de-sp-estradas-de-terra-natureza-e-um-ritmo-de-vida-diferente-1742321479273_320.jpg" alt="Descubra a cidade mais rural de SP: Estradas de terra, natureza e um ritmo de vida diferente"></a></article></aside><p>Outros dois pontos turísticos da cidade são a <strong>Praça dos Italianos</strong>, que fica no centro e é ideal para caminhadas e fotos; e a<strong> Igreja Matriz da Imaculada Conceição</strong>.</p><p>A gastronomia também não fica para trás. <strong>A cidade é famosa pela produção de diversas frutas e de doces artesanais</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.gazetasp.com.br/gazeta-mais/curiosidades/tunel-de-bambu-chama-a-atencao-de-turistas-no-interior-de-sao-paulo/1176863/" target="_blank">Túnel de bambu chama a atenção de turistas no interior de São Paulo</a>. 17 de abril, 2026. Marcos Ferreira.</em></p><p><em><a href="https://www.gazetasp.com.br/turismo/cidade-do-interior-de-sao-paulo-une-contato-com-natureza-e-fe/1149583/" target="_blank">Cidade do interior de São Paulo une contato com natureza e fé</a>. 20 de janeiro, 2025. Adriano Assis.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/estrada-cercada-por-bambus-cria-paisagem-surpreendente-em-sp-confira-como-visitar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novos satélites rastreiam a trajetória do degelo na Antártica e fornecem pistas inéditas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novos-satelites-rastreiam-a-trajetoria-do-degelo-na-antartica-e-fornecem-pistas-ineditas.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma rede de satélites GNSS e 13 estações na plataforma de gelo de Ross possibilitaram reconstruir como uma intrusão de ar quente e úmido coincidiu com a intensificação da turbulência atmosférica e um forte episódio de derretimento da superfície.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevos-satelites-rastrean-la-trayectoria-del-deshielo-en-la-antartida-y-ofrecen-pistas-ineditas-1776680168469.png" data-image="969edgkojsxn" alt="degelo, Antártica" title="degelo, Antártica"><figcaption>Novos satélites rastreiam a trajetória do derretimento do gelo na Antártica, fornecendo pistas sem precedentes.</figcaption></figure><p>A temperatura do oceano é frequentemente considerada a responsável pelo início do derretimento das plataformas de gelo da <strong>Antártica</strong>; no entanto, um estudo recente mostra como o derretimento do gelo começa na atmosfera. Na <strong>plataforma de gelo de Ross</strong>, uma das maiores do planeta, pesquisadores encontraram evidências de que <strong>o ar também pode desencadear eventos extraordinários de derretimento na superfície</strong>.</p><p>A chave foi observar um fenômeno difícil de detectar em um dos ambientes mais hostis do mundo: a <strong>turbulência atmosférica</strong>. Um estudo mostra que sinais de satélite normalmente usados para posicionamento e navegação também podem ser transformados em sensores remotos das condições do ar acima do gelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevos-satelites-rastrean-la-trayectoria-del-deshielo-en-la-antartida-y-ofrecen-pistas-ineditas-1776680203377.jpg" data-image="6n9398wgnzq4" alt="Plataforma de gelo Ross, Antártica" title="Plataforma de gelo Ross, Antártica"><figcaption>Grande evento de derretimento na plataforma de gelo Ross, na Antártida, relacionado ao aumento da turbulência atmosférica. Fonte: Mondal, et al. (2026).</figcaption></figure><p>Este não é um detalhe técnico insignificante. Se uma <strong>plataforma de gelo como a Ross perder estabilidade, isso altera a forma como o gelo continental libera massa no oceano</strong>, com implicações diretas para a futura <strong>elevação do nível do mar</strong>. E é por isso que este resultado, embora baseado em um evento de 2016, abre uma via muito atual para o monitoramento de regiões polares remotas em tempo quase real.</p><h2>A plataforma Ross, uma peça crítica do sistema antártico</h2><p>A <strong>plataforma de gelo Ross é uma enorme plataforma flutuante presa à borda oeste da Antártica</strong>. Sua função é servir de contraforte para a camada de gelo continental, retardando parte do fluxo de gelo que, de outra forma, seria mais facilmente liberado no mar.</p><p>Normalmente, esses tipos de plataformas de gelo <strong>sofrem erosão principalmente por baixo, quando a água oceânica mais quente penetra</strong> em suas cavidades subaquáticas e promove o derretimento basal. Essa é a imagem clássica do problema físico. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/derretimento-de-gelo-pela-mudanca-climatica-ameaca-a-populacao-de-pinguins-e-lobos-marinhos-na-antartica.html" title="Derretimento de gelo pela mudança climática ameaça a população de pinguins e lobos-marinhos na Antártica">Derretimento de gelo pela mudança climática ameaça a população de pinguins e lobos-marinhos na Antártica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/derretimento-de-gelo-pela-mudanca-climatica-ameaca-a-populacao-de-pinguins-e-lobos-marinhos-na-antartica.html" title="Derretimento de gelo pela mudança climática ameaça a população de pinguins e lobos-marinhos na Antártica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/shrinking-sea-ice-due-to-climate-change-threatens-emperor-penguin-and-antarctic-fur-seal-populations-1775849955737_320.jpeg" alt="Derretimento de gelo pela mudança climática ameaça a população de pinguins e lobos-marinhos na Antártica"></a></article></aside><p>Mas em janeiro de <strong>2016</strong>, algo diferente aconteceu em <strong>Ross</strong>: um <strong>evento incomum de derretimento na superfície superior da plataforma de gelo</strong>, associado à entrada de ar quente e úmido. Essa característica é crucial porque desloca parte da explicação do oceano para a atmosfera.</p><p>Tal estudo, publicado há algumas semanas na revista <em>Geophysical Research Letters,</em> concentra-se precisamente nessa mudança de perspectiva. Em vez de simplesmente perguntar quanto calor veio do mar, ele questiona como o ar estava organizado acima da plataforma durante o evento e<strong> qual o papel que a turbulência pode ter desempenhado no reforço do derretimento da superfície</strong>.</p><h2>Como uma rede GNSS acabou lendo a atmosfera polar</h2><p>Os<strong> Sistemas Globais de Navegação por Satélite</strong>, ou <strong>GNSS </strong>em inglês, incluem constelações como o GPS. Eles são associados ao posicionamento, mapeamento e sincronização, mas, neste caso, foram usados para outra tarefa: rastrear o sinal deixado pelo vapor de água à medida que as ondas se propagam entre os satélites e as estações no gelo.</p><div class="texto-destacado"><strong>O Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS, na sigla em inglês) consiste em redes ou "constelações" de satélites que orbitam a Terra com o objetivo de fornecer informações autônomas de posicionamento espacial com cobertura global (por exemplo, o GPS no aplicativo do seu celular).</strong></div><p>O princípio físico é o seguinte: o vapor de água na baixa atmosfera introduz um pequeno atraso no sinal GNSS; se esse atraso mudar entre as estações e também variar ao longo do tempo, essas diferenças<strong> permitem inferir como a umidade está distribuída no ar acima da plataforma</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevos-satelites-rastrean-la-trayectoria-del-deshielo-en-la-antartida-y-ofrecen-pistas-ineditas-1776680680762.jpg" data-image="y35wt8uzxlgk"><figcaption>A camada de gelo voltada para o mar pode atingir entre 15 e 50 metros de altura; é verdadeiramente extraordinária, de tirar o fôlego. Créditos: Ríos Del Planeta</figcaption></figure><p>Em uma atmosfera relativamente calma, a distribuição do vapor de água tende a ser mais homogênea. Quando a atmosfera se torna turbulenta, essa distribuição se torna mais heterogênea, e essa irregularidade espacial é registrada nos sinais.</p><p>Para este estudo, os autores utilizaram uma <strong>rede de 13 receptores GNSS instalados na plataforma de gelo de Ross durante o verão austral de 2015–2016</strong> e estimaram uma função de estrutura espacial e temporalmente variável para quantificar a intensidade relativa da turbulência.</p><h2>O que o grande episódio de fusão de janeiro de 2016 revelou</h2><p>O sinal mais forte do estudo surge ao comparar o período de derretimento com as condições típicas. Durante esse episódio anômalo em janeiro de 2016, <strong>a turbulência atmosférica estimada foi aproximadamente quatro vezes maior que o normal</strong>.</p><p>De acordo com a interpretação dos pesquisadores,<strong> essa turbulência intensificada pode ter contribuído para a mistura da massa de ar quente e úmido vinda do Oceano Antártico</strong>, exacerbando, assim, o <strong>derretimento da superfície</strong>. Ela não é apresentada como um detalhe menor, mas como um componente ativo do evento.</p><div class="texto-destacado">O estudo não contradiz o que já se sabe sobre o afinamento e o recuo das grandes plataformas de gelo da Antártica devido ao desprendimento de icebergs e ao derretimento basal associado às águas oceânicas quentes e salinas. O que ele acrescenta é mais uma via de perda de massa: o derretimento superficial acelerado pelo ar quente, úmido e turbulento.</div><p>Essa conclusão é importante porque nos obriga a considerar a <strong>estabilidade da plataforma de gelo de Ross como resultado de uma interação entre o oceano, o gelo e a atmosfera</strong>. Em outras palavras, não basta monitorar apenas o que acontece abaixo da plataforma de gelo; também devemos medir cuidadosamente o estado do ar que circula acima dela.</p><h2>Uma nova forma de monitorar regiões remotas e perigosas</h2><p>Uma das vantagens do método é tanto prática quanto científica. A plataforma de gelo de Ross está localizada em uma região remota e perigosa para observações in loco, portanto, ter <strong>uma rede de satélites capaz de funcionar como um sensor atmosférico oferece uma maneira de monitorar remotamente</strong> áreas onde a instalação e a manutenção de instrumentos meteorológicos convencionais são muito mais difíceis.</p><div class="texto-destacado"><strong>O avanço, portanto, reside não apenas na reconstrução de um evento passado, mas também na demonstração de uma nova aplicação das redes GNSS para monitorar a "saúde" de grandes massas de gelo por meio da observação da atmosfera circundante.</strong></div><p>O Observatório Haystack do MIT (<em>Massachusetts Institute of Technology</em>) também está desenvolvendo e testando instrumentação complementar, como o <strong><em>Seismo-Geodetic Ice Penetrator</em> (SGIP)</strong>, e planeja estender essa abordagem para monitorar o derretimento do gelo na camada de gelo da Groenlândia. Isso sugere uma aplicação mais ampla para a técnica.</p><div class="texto-destacado"><strong>O SGIP é um instrumento científico de alta tecnologia projetado para ser lançado de aviões, perfurar a plataforma de gelo como um dardo e permanecer firmemente ancorado para monitorar remotamente a estabilidade do gelo.</strong></div><p>Essa<strong> técnica registra as vibrações, flexões e pequenos "terremotos" que o gelo sofre devido a forças externas</strong>. Ela elimina o risco para humanos, evitando a necessidade de pousar ou caminhar sobre o gelo perigoso.</p><p>Satélites de navegação, combinados com redes instaladas no gelo, podem revelar a trajetória atmosférica de um evento de derretimento. E na <strong>Antártica</strong>, onde cada novo sinal é crucial, essa capacidade <strong>fornece pistas sem precedentes sobre como alguns dos eventos mais sensíveis do sistema climático polar são desencadeados</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025GL120181" target="_blank">Major Melting Event on the Ross Ice Shelf, Antarctica, Connected With Enhanced Atmospheric Turbulence</a>. 27 de fevereiro, 2026. <em>Mondal, et al.</em></em></p><p><em><a href="https://news.mit.edu/2026/investigating-antarctic-ice-shelf-melting-gnss-satellites-0323" target="_blank">Investigating Antarctic ice shelf melting with global navigation satellite systems</a>. 23 de março, 2026. Nancy Wolfe Kotary.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novos-satelites-rastreiam-a-trajetoria-do-degelo-na-antartica-e-fornecem-pistas-ineditas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um fenômeno nunca antes observado pelos astrônomos: um cometa inverte sua rotação no espaço!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-fenomeno-nunca-antes-observado-pelos-astronomos-um-cometa-inverte-sua-rotacao-no-espaco.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 23:57:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novas observações do Telescópio Espacial Hubble revelam que o cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák não apenas diminuiu sua rotação após sua aproximação ao Sol, como também a inverteu. Esse fenômeno sem precedentes, nunca antes observado, levanta novas questões sobre a vida e a evolução desses corpos gelados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fenomeno-nunca-antes-visto-por-los-astronomos-un-cometa-invierte-su-rotacion-en-el-espacio-1774635277372.jpg" data-image="9d42pmj12vn2" alt="cometa" title="cometa"><figcaption>Esta ilustração artística retrata o cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák, um pequeno cometa da família de Júpiter, enquanto se aproxima do Sol e seus gases congelados começam a sublimar, ejetando matéria para o espaço. Crédito: Ilustração: NASA, ESA, CSA, Ralf Crawford (STScI)</figcaption></figure><p>Astrônomos que trabalham com o Telescópio Espacial Hubble da NASA detectaram <strong>um comportamento sem precedentes em um pequeno cometa</strong> do Sistema Solar: sua <strong>rotação diminuiu repentinamente e, pouco depois, ele começou a girar na direção oposta</strong>.</p><div class="texto-destacado">Esta é a primeira evidência observada de um cometa invertendo seu sentido de rotação, uma descoberta que oferece uma visão excepcional da evolução física desses corpos frágeis.</div><p>O protagonista é o <strong>cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák</strong>, conhecido simplesmente como 41P, que <strong>provavelmente se originou no Cinturão de Kuiper</strong>. De lá, sob a poderosa influência de Júpiter, foi capturado em uma órbita que o traz de volta ao Sistema Solar interno a cada 5,4 anos.</p><p><strong>Após sua aproximação ao Sol em 2017, os pesquisadores começaram a notar um comportamento incomum</strong>. Observações feitas naquele ano pelo Observatório Swift mostraram que o cometa estava orbitando três vezes mais lentamente do que alguns meses antes, quando foi estudado com o Telescópio <em>Discovery Channel </em>no Arizona.</p><p>Mas o mais surpreendente ainda estava por vir.</p><h2>Uma reversão dramática detectada pelo Hubble</h2><p>Uma<strong> análise recente de imagens captadas pelo Hubble</strong> em dezembro de 2017 revelou que o cometa acelerou novamente, mas não como previsto. Seu período de rotação era então de cerca de 14 horas, bem diferente das 46 a 60 horas medidas pelo Swift. A explicação mais simples, segundo os autores do estudo, é que<strong> o núcleo do cometa quase parou de girar antes de ser forçado a inverter a direção por jatos de gás que escapavam de sua superfície</strong>.</p><p>O estudo, publicado na revista <em>The Astronomical Journal</em>, descreve um cenário digno de ficção científica, mas perfeitamente plausível para esses objetos pequenos e voláteis.</p><h2>Um núcleo minúsculo e instável</h2><p>As imagens do Hubble também permitiram aos cientistas estimar<strong> </strong>o<strong> tamanho do núcleo do cometa: pouco mais de um quilômetro de diâmetro</strong>, ou cerca de três vezes a altura da Torre Eiffel. Um tamanho tão pequeno torna-o extremamente fácil de deformar ou desestabilizar.</p><p><strong>Quando um cometa se aproxima do Sol, o calor faz com que seu gelo sublime, gerando jatos de gás e poeira</strong>. Esses "gêiseres" naturais podem funcionar como pequenos propulsores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-fenomeno-nunca-antes-visto-por-los-astronomos-un-cometa-invierte-su-rotacion-en-el-espacio-1774635345110.jpg" data-image="7aokhwfxejhg"><figcaption>Painel esquerdo: Imagem composta com uma integração TGK de 3840 s. Uma barra de escala de 1″ e as direções cardinais indicadas aplicam-se a ambos os painéis. Painel direito: A mesma imagem com contornos para destacar a coma perto do núcleo. As setas indicam a direção antissolar (–S) e o vetor de velocidade heliocêntrica negativa projetada (–V). Fonte: David Jewitt. (2026).</figcaption></figure><p>“Os <strong>jatos </strong>agem como pequenos motores”, explica David Jewitt, astrônomo da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e autor do estudo. “<strong>Se estiverem distribuídos de forma desigual, podem alterar drasticamente a rotação de um cometa</strong>, especialmente se ele for tão pequeno quanto o 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák”, disse.</p><p>Assim, <strong>esses jatos inicialmente desaceleraram a rotação inicial do cometa</strong>. Ao continuarem a exercer seu impulso, eventualmente inverteram completamente sua direção. “É como empurrar um carrossel”, ilustra Jewitt. “Se ele está girando em uma direção e você o empurra na outra, primeiro você o desacelera e depois o faz girar na direção oposta”, comentou.</p><h2>Um corpo em rápida transformação</h2><p>O estudo também mostra que <strong>a atividade geral do cometa 41P diminuiu significativamente durante suas passagens recentes</strong>. Durante sua aproximação ao Sol em 2001, ele apresentou uma atividade incomum para seu tamanho. Em 2017, sua produção de gás havia caído quase dez vezes.</p><p>Essa mudança sugere que <strong>a superfície do cometa está evoluindo rapidamente</strong>, talvez porque materiais voláteis próximos estejam desaparecendo ou sendo cobertos por camadas isolantes de poeira. As transformações cometárias normalmente levam séculos, até mesmo milênios. Portanto, observar <strong>variações tão rápidas </strong>representa uma oportunidade excepcional para estudar sua evolução em tempo real.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733533" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros">Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/piedras-hielo-y-estrellas-fugaces-desvelamos-la-diferencia-entre-asteroides-cometas-y-meteoros-1760036484846_320.jpeg" alt="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"></a></article></aside><p>Modelos baseados em medições de forças de torção e perda de massa indicam que, <strong>se esse processo continuar, o cometa poderá se tornar estruturalmente instável</strong>. A rotação excessiva poderia fragmentá-lo ou até mesmo causar sua desintegração. "<strong>Acho que esse núcleo vai se autodestruir muito em breve</strong>", alerta David Jewitt.</p><p>Apesar disso, <strong>o cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák orbita o Sol em sua trajetória atual há cerca de 1.500 anos</strong>.</p><h2>Uma descoberta escondida nos arquivos</h2><p>Essa descoberta foi possível graças aos <strong>vastos arquivos do Telescópio Espacial Hubble, que contêm mais de três décadas de dados</strong> de missões astronômicas. Jewitt se deparou com essas observações enquanto explorava esse banco de dados e descobriu que elas ainda não haviam sido analisadas.</p><p>A política de dados abertos da NASA fez a diferença mais uma vez: mesmo imagens capturadas há vários anos ainda podem fornecer respostas sem precedentes. Nesse caso específico, elas revelaram a <strong>história surpreendente de um cometa capaz de inverter seu sentido de rotação</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-3881/ae4355" target="_blank">Reversal of Spin: Comet 41P/Tuttle–Giacobini–Kresak</a>. 26 de março, 2026. David Jewitt.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/um-fenomeno-nunca-antes-observado-pelos-astronomos-um-cometa-inverte-sua-rotacao-no-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O curioso caso de um dos países menos conhecidos do mundo: se localiza nos quatro hemisférios e está sumindo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-curioso-caso-de-um-dos-paises-menos-conhecidos-do-mundo-se-localiza-nos-quatro-hemisferios-e-esta-sumindo.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 22:43:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com apenas 9.500 turistas por ano, Kiribati é um país único no mundo por sua localização em quatro hemisférios. Mas a elevação do nível do mar está tornando-o uma nação em risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-uno-de-los-paises-menos-conocidos-del-mundo-se-ubica-en-los-cuatro-hemisferios-y-esta-desapareciendo-1776564986725.png" data-image="e33vtfzesv3a" alt="Kiribati" title="Kiribati"><figcaption>O arquipélago de Kiribati é uma ilha remota e pouco visitada no Pacífico, com território em todos os quatro continentes, e que está "afundando" no mar.</figcaption></figure><p>No meio do <strong>Oceano Pacífico</strong>, praticamente infinito e por vezes misterioso, encontra-se <strong>um país tão remoto quanto fascinante e pouco conhecido</strong>. Este é <strong>Kiribati</strong>, um arquipélago raramente mencionado, mas que detém dois recordes curiosos.</p><p>Primeiro,<strong> é o país menos visitado do mundo</strong>. Segundo, é o único que <strong>abrange os quatro hemisférios do planeta</strong> (norte, sul, leste e oeste).</p><p>Mas há algo mais, que combina a raridade geográfica com um fato preocupante: seu <strong>desaparecimento iminente, impulsionado principalmente pelas mudanças climáticas e pelo avanço do mar</strong>.</p><h2>Kiriba, o país menos visitado do mundo</h2><p><strong>A cada ano, apenas cerca de 9.500 turistas visitam</strong> este canto remoto do mapa. Um número ínfimo comparado a outros destinos paradisíacos do Pacífico.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The Republic of Kiribati: Seabird Heaven [<a href="https://t.co/KVOgF5tMjY">https://t.co/KVOgF5tMjY</a>]. <a href="https://t.co/LyoSs8LYqy">pic.twitter.com/LyoSs8LYqy</a></p>— Bird-Photo-Tours ASIA (@BirdPhotoTours) <a href="https://twitter.com/BirdPhotoTours/status/2036681746293612749?ref_src=twsrc%5Etfw">March 25, 2026</a></blockquote></figure><p>A razão não é a falta de beleza; na verdade, <strong>Kiribati é formado por 32 ilhas de coral</strong>, muitas delas rodeadas por praias imaculadas, águas turquesa e paisagens praticamente intocadas. O problema está no seu<strong> extremo isolamento, infraestrutura limitada </strong>e nos crescentes efeitos das mudanças climáticas.</p><p>Embora o seu <strong>território terrestre não ultrapasse os 811 km²</strong>, o seu domínio marítimo abrange cerca de 3,5 milhões de km², tornando-o um dos países com a maior área oceânica do mundo. E é precisamente esta característica única que confere a Kiribati a distinção de ser o único Estado com presença nos quatro hemisférios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-uno-de-los-paises-menos-conocidos-del-mundo-se-ubica-en-los-cuatro-hemisferios-y-esta-desapareciendo-1776564789358.png" data-image="ab7mdth79cg7" alt="Kiribati" title="Kiribati"><figcaption>Embora sua área terrestre seja inferior a 811 km², o domínio marítimo de Kiribati abrange aproximadamente 3,5 milhões de km². Portanto, estende-se pelos quatro hemisférios. Foto: X @brilliantmaps</figcaption></figure><p>As <strong>ilhas estão agrupadas em três conjuntos principais: Gilbert, Phoenix e La Línea</strong>. Kiritimati, o maior atol do mundo (uma formação circular de coral que circunda uma lagoa interior), está localizado lá.</p><p>No entanto, apenas cerca de 20 ilhas são habitadas, e um total de aproximadamente 140.000 pessoas vivem lá (a maioria em condições muito precárias).</p><h2>Primeiro obstáculo: um paraíso quase impossível de alcançar</h2><p>Chegar a Kiribati não é tarefa fácil. <strong>A viagem pode levar mais de 24 horas de avião</strong>, com várias escalas em cidades como Los Angeles, Havaí ou Singapura. <strong>Não existem rotas marítimas comerciais nem balsas internacionais</strong>, e o país tem apenas dois aeroportos internacionais.</p><p>Ao contrário de outros destinos turísticos de massa no Pacífico, as autoridades optaram por um modelo de <strong>turismo controlado, priorizando a conservação ambiental e a preservação dos seus ecossistemas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-uno-de-los-paises-menos-conocidos-del-mundo-se-ubica-en-los-cuatro-hemisferios-y-esta-desapareciendo-1776565103783.png" data-image="7htfizgc07vz" alt="Kiribati" title="Kiribati"><figcaption>Chegar a Kiribati exige uma viagem de avião de mais de 24 horas, com várias escalas. Não existem rotas marítimas comerciais nem ferries internacionais.</figcaption></figure><p> Mas quem consegue chegar pode confirmar que é um verdadeiro paraíso. Em Kiribati, descobre-se <strong>um modo de vida profundamente enraizado na tradição</strong>.</p><p><strong>Em muitas de suas ilhas, a população subsiste da pesca, do cultivo de coco</strong> e da fruta-pão. Na capital, a maioria dos moradores vive em casas tradicionais, embora a modernidade esteja começando a chegar com o acesso à internet, veículos e pequenos negócios.</p><h2>O que a guerra deixou para trás</h2><p>Além do seu presente tranquilo e quase despercebido, Kiribati desempenhou um papel fundamental na história do<strong> século 20</strong>. Durante a Segunda Guerra Mundial, a <strong>ilha de Tarawa foi palco de uma das batalhas mais sangrentas da frente do Pacífico</strong>. Quase 6.000 pessoas morreram no ilhéu de Betio num confronto que terminou com a vitória das forças aliadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-uno-de-los-paises-menos-conocidos-del-mundo-se-ubica-en-los-cuatro-hemisferios-y-esta-desapareciendo-1776564899778.png" data-image="bssa6r26uynu" alt="Kiribati" title="Kiribati"><figcaption>Quase 6.000 pessoas morreram na ilha de Betio (Tarawa) durante uma das batalhas mais sangrentas travadas no Pacífico.</figcaption></figure><p>Hoje, esse passado coexiste com acordos internacionais que apoiam sua economia, como os relacionados à pesca sustentável e ao comércio com a União Europeia.</p><h2>O problema invisível: Kiribati está afundando</h2><p>Se há algo que define o presente — e o futuro — de Kiribati, é a <strong>crise ambiental</strong>. A maioria de seus atóis se eleva a apenas seis metros acima do nível do mar e, em alguns casos, como Tarawa, não ultrapassam três metros.</p><p>Isso torna o país <strong>um dos mais vulneráveis do mundo à elevação do nível do mar</strong>. Segundo estimativas recentes, 81% da população já sofreu diretamente seus efeitos, desde <strong>inundações </strong>até a<strong> perda de terras habitáveis</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-uno-de-los-paises-menos-conocidos-del-mundo-se-ubica-en-los-cuatro-hemisferios-y-esta-desapareciendo-1776565174194.png" data-image="b1p58th00gl0" alt="Kiribati" title="Kiribati"><figcaption>A maioria dos atóis de Kiribati se eleva apenas seis metros acima do nível do mar, portanto, a elevação do nível do oceano tem "corroído" seu território.</figcaption></figure><p>O avanço do oceano também causa a salinização da água doce, a<strong> degradação dos solos</strong> e uma crescente<strong> dificuldade em manter a agricultura e a pesca</strong>.</p><h2>Crise sanitária e superpopulação</h2><p>A situação mais crítica encontra-se em Tarawa do Sul, onde vive quase metade da população. Trata-se de uma faixa estreita e densamente povoada, onde o <strong>crescimento urbano descontrolado leva à superlotação, à falta de serviços básicos e à sobrecarga dos recursos naturais</strong>.</p><p>Organizações como a <em>Médicos Sem Fronteiras</em> têm atuado para atender às necessidades urgentes, principalmente na área da saúde materno-infantil. O país também enfrenta<strong> altas taxas de doenças como tuberculose, hanseníase e diabetes</strong>, além de<strong> acesso muito limitado aos serviços de saúde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-caso-de-uno-de-los-paises-menos-conocidos-del-mundo-se-ubica-en-los-cuatro-hemisferios-y-esta-desapareciendo-1776565337855.png" data-image="nh5kcl92ot06" alt="Kiribati" title="Kiribati"><figcaption>A escassez de água potável é outro grande problema de saúde, pois os poços são contaminados por água salgada e resíduos.</figcaption></figure><p>A <strong>escassez de água potável</strong> é outro desafio crítico. Os poços estão contaminados com água salgada e resíduos, agravando os problemas de saúde.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Esther Karume takes us to Abaiang, Kiribati, where she leads health screenings for women of child-bearing age, testing blood sugar levels and blood pressure to identify risks early and protect both mother and child <a href="https://t.co/YQD6VJ4VKk">pic.twitter.com/YQD6VJ4VKk</a></p>— MSF International (@MSF) <a href="https://twitter.com/MSF/status/2007853278080774286?ref_src=twsrc%5Etfw">January 4, 2026</a></blockquote></figure><p>O que agrava ainda mais a situação futura é que, segundo as projeções, <strong>até 2030 o país precisará de pelo menos 50% mais alimentos</strong>. Isso ocorre num contexto em que os recursos já são escassos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-curioso-caso-de-um-dos-paises-menos-conhecidos-do-mundo-se-localiza-nos-quatro-hemisferios-e-esta-sumindo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intensa mudança do tempo traz grande queda nas temperaturas e chuvas fortes nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-mudanca-do-tempo-traz-grande-queda-nas-temperaturas-e-chuvas-fortes-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 21:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço de uma nova frente fria formará tempestades severas com acumulados altos de chuva na região sul. Depois disso, uma massa de ar frio avançará, fazendo as temperaturas caírem e formando geadas mais abrangentes.</p><ul><li>Mais informações:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-em-breve-saiba-quando-e-o-que-esperar.html" target="_blank"> Intensa massa de ar frio chega ao Brasil em breve</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6dcsg"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6dcsg.jpg" id="xa6dcsg"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta quinta-feira (23), <strong>tempestades continuam se formando</strong> sobre os resquícios de uma frente fria e uma região de baixa pressão que se encontra sobre o Rio Grande do Sul. O sistema já tem causado chuvas nos últimos dias e deve se intensificar.</p><p><strong>Chuvas fortes</strong> podem se formar em praticamente <strong>todo o Rio Grande do Sul</strong> entre a quinta-feira (23) e a sexta-feira (24). Pancadas de chuva também podem atingir o sul de Santa Catarina, especialmente em municípios mais próximos do estado gaúcho.</p><div class="texto-destacado">Graças à essa situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>) emitiu avisos para o Rio Grande do Sul, especialmente no oeste do Estado. Há risco de chuvas de até 100 mm, ventos intensos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.</div><p>Essas tempestades fazem parte do processo de formação de um <strong>novo ciclone e sua frente fria associada</strong>, que continuará mantendo as chuvas estacionárias sobre o estado gaúcho até o final da semana. Essa situação traz <strong>riscos</strong> de cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos nos próximos dois dias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-mudanca-do-tempo-traz-grande-queda-nas-temperaturas-e-chuvas-fortes-nos-proximos-dias-1776875088327.jpg" data-image="lklrxd4gej6v" alt="Previsão de nebulosidade e chuvas no domingo durante a manhã." title="Previsão de nebulosidade e chuvas no domingo durante a manhã."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuvas no domingo durante a manhã mostra o sistema avançando por Santa Catarina e pelo Paraná, causando chuvas intensas sobre estes estados.</figcaption></figure><p>Como é possível observar na imagem acima, ao longo do sábado (25) e do domingo (26), <strong>o sistema avança em direção norte</strong>, deixando de atuar sobre o Rio Grande do Sul e causando pancadas de chuva também sobre <strong>Santa Catarina e Paraná</strong>.</p><p>A previsão de acumulados de chuva totais até o final da segunda-feira (27) indica que os volumes de chuva podem <strong>superar os 100 mm</strong> em diversos municípios da região Sul, chegando a <strong>até 120 mm de chuva</strong>. É possível observar essa situação na figura abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-mudanca-do-tempo-traz-grande-queda-nas-temperaturas-e-chuvas-fortes-nos-proximos-dias-1776875146408.jpg" data-image="8vpu0uu6pzta" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da segunda-feira mostra que os acumulados de chuva podem ultrapassar os 100 mm em diversos municípios, especialmente no RS.</figcaption></figure><p>Além disso, após a passagem das chuvas, <strong>uma massa de ar frio começará a avançar pelo país,</strong> ocasionando uma queda nas temperaturas e coroando a mudança de tempo na região Sul.</p><h2>Massa de ar frio avança pelo Brasil</h2><p>Entre a noite do sábado (25) e o domingo (26), a massa de ar frio será capaz de avançar pelo <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina, parte do Paraná</strong> e também pelo <strong>sul e oeste do Mato Grosso do Sul</strong>, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-mudanca-do-tempo-traz-grande-queda-nas-temperaturas-e-chuvas-fortes-nos-proximos-dias-1776875212265.jpg" data-image="pjawg54544si" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira de madrugada." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira de madrugada."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na segunda-feira de madrugada mostra a abrangência da massa de ar frio que avançará durante o final de semana, cobrindo diversos estados.</figcaption></figure><p>Como resultado, no início da segunda-feira (27), as <strong>temperaturas mínimas caem para valores abaixo dos 10°C</strong> em praticamente todo o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, com o frio se intensificando nos dias seguintes. Previsões indicam que essa massa de ar frio será <strong>mais intensa do que as anteriores</strong>, registradas ao longo do último mês.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A partir de segunda-feira, há risco de GEADAS mais abrangentes em boa parte do RS e parte de SC.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa situação pode ser observada na imagem abaixo, que mostra que grande parte do Rio Grande do Sul registrará temperaturas muito baixas. Nos municípios onde as minhas chegarem a <strong>4°C ou menos</strong> (com destaque para as regiões serranas do RS e de SC), <strong>pode haver formação de geadas mais significativas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-mudanca-do-tempo-traz-grande-queda-nas-temperaturas-e-chuvas-fortes-nos-proximos-dias-1776875631517.jpg" data-image="ej6mqro29o2s" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira durante a madrugada mostra que grande parte do RS e parte de SC registrarão temperaturas abaixo dos 10°C, com risco de geadas pontuais.</figcaption></figure><p>Por isso, para se preparar para o frio e a chuva e não ser pego de surpresa pelo tempo, não deixe de conferir as <strong>previsões de chuva e temperatura mínima específicas para a sua cidade</strong> - que estão disponíveis aqui no portal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-mudanca-do-tempo-traz-grande-queda-nas-temperaturas-e-chuvas-fortes-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso precede a frente fria da mudança em São Paulo; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-intenso-precede-a-frente-fria-da-mudanca-em-sao-paulo-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 20:15:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar quente e seco continua atuando sobre São Paulo até o início da próxima semana, quando uma nova frente se aproxima e muda o tempo no estado, com pancadas de chuva e temporais isolados.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-anomalo-continua-e-pode-trazer-temperaturas-8-c-acima-da-media-veja-os-estados-atingidos.html" target="_blank">Calor anômalo continua e pode trazer temperaturas 8°C acima da média; veja os estados atingidos</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-precede-a-frente-fria-da-mudanca-em-sao-paulo-veja-a-previsao-1776876091714.jpg" data-image="3wqob3wurfw3"><figcaption>Calor continua atuando em São Paulo nesta semana. No domingo (26) ele se intensifica pela condição pré-frontal, antes da nova frente fria chegar ao estado e causar uma mudança no tempo.</figcaption></figure><p>Nesta semana estamos tendo o<strong> predomínio de uma massa de ar quente e seco</strong> em todo o estado de <strong>São Paulo</strong>, o que está garantindo <strong>tardes ensolaradas e de calor</strong>.</p><p>Além disso,<strong> a umidade relativa do ar está baixa no período das tardes</strong>, com valores em torno dos <strong>30% em localidades do interior</strong> do estado e <strong>pontualmente até abaixo disso</strong>. A exceção é a faixa litorânea, onde ainda temos alguma umidade devido à circulação marítima (ventos que vêm do oceano transportando umidade). </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>No domingo (26), o calor intensifica-se pelo efeito pré-frontal</strong>, isto é, <strong>antes da chegada de uma nova frente fria</strong>, que vai finalmente mudar o tempo no estado paulista. Na tarde do domingo (26), as temperaturas máximas ficam acima dos 30°C em todo o estado, atingindo os 36°C no oeste. Já na <strong>segunda-feira (27), o sistema frontal vai avançar pela região provocando chuvas</strong> e uma <strong>diminuição das temperaturas na faixa leste </strong>do estado.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes da previsão </strong>do tempo para o estado.</p><h2>Temperaturas continuam elevadas em SP</h2><p>Apesar das manhãs estarem com temperaturas mais amenas e até uma leve sensação de friozinho durante o amanhecer em boa parte de São Paulo, inclusive na capital paulista, <strong>ao longo da tarde as temperaturas se elevam e atingem patamares acima dos 30°C na maior parte do estado</strong>.</p><p>Na <strong>quinta (23) e sexta-feira (24)</strong>, o destaque fica para a parte <strong>oeste de São Paulo</strong>, onde as<strong> máximas chegam em torno dos 33°C-34°C</strong> durante as tardes, como por exemplo, em <strong>Adamantina (33°C)</strong>. Temperaturas abaixo dos 28°C serão registradas apenas em áreas da faixa leste de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-precede-a-frente-fria-da-mudanca-em-sao-paulo-veja-a-previsao-1776876413566.jpg" data-image="mtnzyc5950z9"><figcaption>Previsão de temperatura máxima (em °C) para o domingo (26), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>No fim de semana o calor ganha força em todo o território paulista</strong>, especialmente no domingo (26) pela condição pré-frontal, que traz ventos mais quentes para a região.</p><p>As <strong>máximas atingem os 35°C-36°C no oeste e noroeste paulista</strong>, e áreas do leste que tinham previsão de temperaturas abaixo dos 28°C nos dias anteriores, agora irão registrar mais de 30°C entre o sábado (25) e o domingo (26).</p><div class="texto-destacado">São Paulo continuará com temperaturas acima dos 30°C nos próximos dias em quase todo o território. Contudo, na segunda-feira (27), a passagem de uma nova frente fria vai amenizar o calor no leste, onde as máximas não passarão dos 27°C.</div><p>Contudo, na <strong>segunda-feira (26)</strong>, com a passagem da frente fria, as<strong> temperaturas diminuem </strong>em parte de São Paulo, especificamente no<strong> centro-leste do estado</strong>, onde as máximas vão variar<strong> entre 21°C e 27°C</strong>, dando um bom<strong> alívio ao calor </strong>dos dias anteriores.</p><p>Mas <strong>pontualmente</strong>, as <strong>máximas </strong>podem ficar em torno dos <strong>18°C-19°C em áreas elevadas no leste </strong>do estado na tarde da segunda-feira (26), como por exemplo, em <strong>Juquitiba (18°C)</strong> e <strong>Rio Grande da Serra (19°C)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-precede-a-frente-fria-da-mudanca-em-sao-paulo-veja-a-previsao-1776876480975.jpg" data-image="extexjf27au5"><figcaption>Previsão de temperatura máxima (em °C) para a segunda-feira (27), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>capital paulista</strong>, os próximos dias terão temperaturas <strong>máximas </strong>acima dos 30°C, chegando aos <strong>33°C no domingo (26)</strong>. Contudo, na<strong> segunda-feira (27), a máxima prevista é de apenas 24°C</strong>.</p><h2>A frente fria da mudança em SP</h2><p>O<strong> tempo firme e céu claro estão com os dias contados</strong> em São Paulo. Essas condições mais estáveis permanecem até o fim de semana, porém, <strong>no início da próxima semana, as chuvas finalmente vão retornar </strong>ao estado.</p><p>Na<strong> segunda-feira (27)</strong>, a nebulosidade aumenta e podem ocorrer chuvas em todo o território paulista. Já no período da <strong>manhã</strong>, a<strong> frente fria ajuda a formar chuvas fracas a moderadas no litoral centro-sul </strong>de São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-precede-a-frente-fria-da-mudanca-em-sao-paulo-veja-a-previsao-1776876304248.jpg" data-image="55hmmitjszmb"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para a segunda-feira (27) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Ao longo da tarde</strong>, as instabilidades aumentam e se espalham pelo estado. Há risco de <strong>chuva pontualmente intensa e com temporais isolados no leste de São Paulo, incluindo a capital</strong>. Durante a noite, ainda haverá condições para chuvas fracas e isoladas no leste paulista.</p><p>Na <strong>capital paulista</strong>, a segunda-feira (27) será de <strong>muitas nuvens e chuva fraca pela manhã</strong>, <strong>tarde com risco de temporal </strong>e <strong>noite chuvosa</strong>. O volume esperado para o dia é de aproximadamente 13 milímetros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-intenso-precede-a-frente-fria-da-mudanca-em-sao-paulo-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item></channel></rss>