<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 22 Aug 2026 20:20:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:20:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Galileu Galilei: "Mede o que for mensurável e torna mensurável o que não o for"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 19:39:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Muito antes de existirem os termômetros modernos, o génio italiano inventou o termoscópio, um instrumento revolucionário para a sua época que abriu caminho para tornar a temperatura uma grandeza mensurável e transformou a observação do tempo atmosférico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787006456564.jpg" data-image="op127p21znzy"><figcaption>O italiano Galileu Galilei, astrônomo, engenheiro, matemático e físico, é considerado o pai da ciência moderna.</figcaption></figure><p>No final do século XVI, falar de temperatura não significava o mesmo que hoje.<strong> O calor e o frio eram considerados qualidades dos corpos</strong>, mas não existia uma escala universal que permitisse dizer que uma divisão estava a 20 graus ou que um dia era dez graus mais quente do que outro. Ou seja, não havia termómetros tal como os conhecemos hoje.</p><p>Foi nesse contexto que, por volta de 1592, o célebre homem do Renascimento Galileu Galilei (1564-1642) <strong>desenvolveu um instrumento conhecido como termoscópio</strong>.</p><h2>O que era o termoscópio?</h2><p>O aparelho era extraordinariamente simples. Consistia numa<strong> pequena ampola ou recipiente de vidro, aproximadamente do tamanho de um ovo, com um gargalo longo e estreito</strong>. A ampola era aquecida com as mãos e, em seguida, colocada de cabeça para baixo num recipiente que continha água.</p><p>Quando o ar no interior arrefecia, o seu volume alterava-se e a água começava a subir pelo gargalo de vidro. <strong>Se o ar voltasse a aquecer, ocorria o fenómeno contrário</strong>: a água descia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787050125283.png" data-image="dmb377dxpf7f"><figcaption>Um termoscópio como o concebido por Galileu, conservado no Museu das Artes e ofícios (Musée des Arts et Métiers) de Paris.</figcaption></figure><p>Galileu tinha assim encontrado uma<strong> forma de tornar visível uma variação de temperatura</strong>. A experiência ainda não fornecia uma temperatura expressa em graus, mas este passo revelou-se fundamental. A temperatura, que <strong>até então era uma sensação</strong> — "está frio", "está calor" —, começava a tornar-se algo que podia ser observado através de um instrumento.</p><p>Era exatamente <strong>o espírito que resume a famosa máxima atribuída a Galileu</strong>: se um fenómeno não pode ser medido diretamente, é preciso encontrar uma forma de o tornar observável e quantificável.</p><h2>Da sensação ao instrumento que permite medir</h2><p>A importância do termoscópio vai muito além do seu aspecto rudimentar. Antes deste simples aparelho, a percepção humana era a principal referência para avaliar o calor. Mas os <strong>nossos sentidos não são instrumentos de medição especialmente fiáveis </strong>— a sensação depende das condições prévias e do próprio observador. Um instrumento, por outro lado, permite comparar.</p><p>É verdade que o termoscópio de Galileu não possuía uma escala padronizada, que<strong> as suas indicações podiam ser afetadas por fatores como a pressão atmosféric</strong>a e que permitia detectar alterações, mas não lhes atribuir uma temperatura numérica universal.</p><p>Mas essa mudança de mentalidade foi decisiva para a ciência moderna: já não bastava dizer que algo estava quente; era preciso encontrar uma forma de determinar em que medida a sua temperatura tinha mudado. E é <strong>aí que começa o caminho para a invenção do termómetro moderno</strong>, obra do físico e engenheiro polaco-alemão Daniel Gabriel Fahrenheit, em 1714.</p><h2>Instrumentos para uma nova forma de observar o tempo atmosférico</h2><p>O termoscópio de Galileu foi um dos primeiros passos rumo a uma nova forma de estudar a atmosfera: <strong>medi-la, em vez de se limitar a descrevê-la</strong>.</p><p>Em meados do século XVII, começaram a surgir e a ser aperfeiçoados outros instrumentos capazes de registar diferentes variáveis meteorológicas: o <strong>termômetro</strong> para a temperatura, o <strong>higrômetro</strong> para a umidade ou os <strong>pluviômetros</strong> para a precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787051025776.png" data-image="nnha2f6on6gd"><figcaption>Infografia sobre os instrumentos de medição meteorológica.</figcaption></figure><p>O <strong>barómetro de mercúrio de Evangelista Torricelli</strong>, desenvolvido em 1643, demonstrou ainda que o ar tinha peso e transformou a pressão atmosférica numa outra grandeza passível de observação. A Organização Meteorológica Mundial considera precisamente o desenvolvimento de instrumentos como o termómetro e o barómetro nos séculos XVII e XVIII uma das <strong>bases da abordagem científica à atmosfera</strong>.</p><h2>O nascimento do método atmosférico</h2><p><strong>O passo seguinte foi compreender que uma medição isolada não era suficiente</strong>. Para saber como se comporta a atmosfera, era necessário observá-la de forma contínua, registar os dados e compará-los.</p><p>Em meados do século XVII, surgiram na Europa as primeiras tentativas de criar redes organizadas de observação; <strong>a Organização Meteorológica Mundial situa em 1654 um dos primeiros exemplos, impulsionado por Fernando II de Médici</strong>, que reuniu observações meteorológicas provenientes de diferentes locais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Galileo Galilei fue uno de los más grandes científicos de la historia, veamos algunos de sus aportes a la astronomía, la física y la matemática, y como siempre algunos datos curiosos. <br><br> Galileo nació el 15 de febrero de 1564 en Pisa, Italia, y murió el 8 de enero de 1642 <a href="https://t.co/sPzJkRPVCz">pic.twitter.com/sPzJkRPVCz</a></p>— Giucp (@giucpv) <a href="https://x.com/giucpv/status/1646846188425969666?ref_src=twsrc%5Etfw">April 14, 2023</a></blockquote></figure><p>Aquela ideia — instrumentos semelhantes, observações sistemáticas e dados comparáveis — acabaria por se tornar <strong>a base do método meteorológico moderno</strong>. Séculos mais tarde, as redes nacionais e internacionais alargariam este princípio até o transformar numa <strong>autêntica ciência da atmosfera</strong>: primeiro através de observações à superfície, depois com balões e radiossondas e, finalmente, com satélites e sistemas de observação global.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724974" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entenda-como-pesquisadores-do-mit-mostraram-que-einstein-estava-errado-sobre-a-luz.html" title="Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz">Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/entenda-como-pesquisadores-do-mit-mostraram-que-einstein-estava-errado-sobre-a-luz.html" title="Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-como-pesquisadores-do-mit-mostraram-que-einstein-estava-errado-sobre-a-luz-1755379468522_320.png" alt="Entenda como pesquisadores do MIT mostraram que Einstein estava errado sobre a luz"></a></article></aside><p>Mas <strong>foi o termoscópio que abriu a porta</strong>. A partir daí, o estado da atmosfera deixou de ser descrito apenas por palavras e passou a ser registado através de observações instrumentais. Isso <strong>permitiu comparar locais, dias e estações</strong>. E, com o tempo, <strong>construir séries de dados</strong>. A meteorologia moderna nasceu precisamente dessa transformação: <strong>observar, medir, registar e comparar</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agencia%20Estatal%20de%20Meteorolog%C3%ADa" data-year="2009" data-title="F%C3%ADsica%20del%20caos%20en%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%3A%20Perspectiva%20hist%C3%B3rica%20de%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%20antes%20del%20siglo%20XX" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aemet.es%2Fdocumentos%2Fes%2Fconocermas%2Frecursos_en_linea%2Fpublicaciones_y_estudios%2Fpublicaciones%2FFisica_del_caos_en_la_predicc_meteo%2F03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf">Agencia Estatal de Meteorología. (2009). <a href="https://www.aemet.es/documentos/es/conocermas/recursos_en_linea/publicaciones_y_estudios/publicaciones/Fisica_del_caos_en_la_predicc_meteo/03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Física del caos en la predicción meteorológica: Perspectiva histórica de la predicción meteorológica antes del siglo XX</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa polar em SC: frio de −5°C beneficia maçãs, mas traz risco das geada; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-risco-das-geada-confira.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 18:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Massa polar leva mínimas de até −5°C aos pomares catarinenses, adiciona horas de frio importantes à dormência das macieiras e exige atenção onde cultivares precoces já iniciaram brotação, especialmente entre sábado e terça-feira nos polos serranos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366399382.jpg" data-image="s930yb09e9od" alt="pomar, maça, horas frio" title="pomar, maça, horas frio"><figcaption>O frio favorece a dormência das macieiras, mas geadas podem danificar gemas que já iniciaram a brotação.</figcaption></figure><p>A massa de ar polar manterá Santa Catarina sob <strong>frio intenso entre 22 e 25 de agosto, com mínimas de −1°C a −5°C</strong> no Planalto Sul. Em São Joaquim, Fraiburgo e Caçador, o episódio adiciona frio aos pomares de maçã, pera e pêssego, mas também aumenta o risco para gemas que já avançaram na brotação.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O efeito não é contraditório: durante a dormência, <strong>temperaturas abaixo de 7,2°C ajudam a regular a retomada do crescimento. </strong>Quando há tecido verde ou floral exposto, porém, o congelamento pode provocar lesões. Por isso, aplicações para indução de brotação, irrigação e operações devem considerar cultivar, estágio fenológico e microclima do pomar.</p><h2>São Joaquim, Fraiburgo e Caçador já superam a média de horas de frio </h2><p>Entre 1º de abril e 31 de julho, São Joaquim acumulou 547 horas abaixo de 7,2°C, ante média histórica de 509. <strong>Fraiburgo registrou 346 horas, frente a 340, enquanto Caçador chegou a 325, contra 317.</strong> Na média das localidades monitoradas, 2026 ficou 6,7% acima da climatologia, embora ainda 13,2% abaixo de 2025.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366087025.jpg" data-image="j1m3dagy6m77" alt="temperatura, anomalia" title="temperatura, anomalia"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para domingo (23), às 5h, indica valores até 10°C abaixo da média.</figcaption></figure><p>O indicador de unidades de frio reforça o cenário. São Joaquim somou 1.373 unidades, Fraiburgo 807 e Caçador 646; as médias históricas são, respectivamente, 1.351, 727 e 564. <strong>Esse saldo favorece a superação da dormência e uma brotação mais uniforme</strong>, especialmente quando a planta recebe calor suficiente depois do inverno. Não significa, contudo, que qualquer queda de temperatura traga benefício.</p><h2>Geada encontra cultivares em estágios diferentes no fim de agosto </h2><p>A previsão indica mínimas de <strong>0°C a 4°C nas áreas altas do Oeste aos Planaltos no sábado</strong>, com −1°C a −3°C no Planalto Sul. No domingo, o núcleo pode alcançar −5°C; entre segunda e terça-feira, valores negativos ainda são possíveis. São Joaquim tende a permanecer no setor mais frio, enquanto Fraiburgo e Caçador dependem mais do relevo e da drenagem de ar de cada pomar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366021535.jpg" data-image="e5adnmcrgjc5" alt="temperatura, frio, onda de frio" title="temperatura, frio, onda de frio"><figcaption>Previsão de temperatura para domingo (23), às 5h, indica valores negativos em São Joaquim e próximos de 0°C no Planalto Sul catarinense. </figcaption></figure><p>O monitoramento da <em>Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina</em> (<a href="https://publicacoes.epagri.sc.gov.br/infa/article/view/2627" target="_blank">Epagri</a>), realizado em 2026, já <strong>identificou antecipação da brotação de ‘Eva’ e ‘Condessa’, cultivares de menor exigência em frio</strong>. ‘Gala’ e ‘Fuji’ permanecem condicionadas ao calor acumulado em agosto e setembro. </p><p>Assim, duas quadras separadas por poucos quilômetros podem responder de forma diferente: gemas dormentes toleram melhor o episódio, enquanto estruturas hidratadas e em crescimento exigem vigilância.</p><ul> <li>Em São Joaquim, <strong>mínima próxima de −5°C no dia 23 amplia o risco em baixadas</strong> com brotação iniciada.</li> <li>Em Fraiburgo, 346 horas de frio já acumuladas pedem conferência do estágio de ‘Eva’ e ‘Condessa’ antes do manejo.</li> <li>Em Caçador,<strong> 646 unidades de frio tornam cultivar e posição no terreno decisivas</strong> para avaliar a exposição.</li> <li>No Planalto Sul, geada entre 22 e 25 recomenda monitoramento após cada amanhecer, sem antecipar perdas.</li> </ul><h2>Janela de manejo muda após o pico do frio em Santa Catarina </h2><p><strong>O frio permanece mais forte até segunda-feira, 24, quando as máximas ficam abaixo de 22°C </strong>em Santa Catarina. A partir de terça-feira, 25, a temperatura começa a subir; nos dias 26 e 27, a previsão indica tempo firme e tardes mais quentes em São Joaquim, Fraiburgo e Caçador, com maior nebulosidade restrita ao litoral e áreas próximas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-geada-1787366234390.jpg" data-image="ducjasjehzub" alt="frio, geada" title="frio, geada"><figcaption>Previsão de temperatura para segunda-feira (24), às 4h.</figcaption></figure><p><strong>Essa transição pode abrir janela para inspeção de gemas</strong>, avaliação de possíveis lesões e planejamento dos tratamentos de brotação. O informe técnico indica que aplicações dependem de 4 a 6 horas acima de 18°C durante 3 a 4 dias consecutivos; portanto, não devem ser decididas apenas pelo calendário. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html" title="Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira">Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html" title="Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787323085703_320.jpg" alt="Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira"></a></article></aside><p>Irrigação, pulverização e entrada de máquinas também precisam respeitar umidade do solo, vento e orientação agronômica local.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/massa-polar-em-sc-frio-de-5-c-beneficia-macas-mas-traz-risco-das-geada-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordinário no Chile e na Argentina]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 16:27:47 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os fortes nevascas das últimas semanas transformaram os Andes numa paisagem totalmente branca. Em alguns pontos da cordilheira, acumulam-se vários metros de neve. O bloqueio das estradas e o risco de avalanches complicam a situação.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_URbXmskxts/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_URbXmskxts" id="_URbXmskxts"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A cordilheira dos Andes atravessa um dos invernos mais intensos dos últimos anos. Os sucessivos e abundantes nevascas registadas desde meados de julho deixaram <strong>vários metros de neve acumulada em diferentes pontos da alta montanha</strong>, especialmente na zona dos Andes centrais, partilhada pelo Chile e pela Argentina.</p><p>Um dos locais onde a situação se revela mais espetacular é a província argentina de Mendoza. Segundo a <strong>Vialidad Nacional </strong>deste país, <strong>os últimos temporais deixaram até quatro metros de neve acumulada </strong>em alguns setores compreendidos entre Punta de Vacas e Las Cuevas. Trata-se do maior registo para essa zona desde 2008.</p><h2>Mais de sete metros de neve acumulada</h2><p>No lado chileno, o fenómeno também registou valores ainda mais extraordinários. No início de agosto, <strong>a estância de esqui de Portillo tinha acumulado 701 centímetros de neve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787256552201.jpg" data-image="pqec8031vtre"><figcaption>A extraordinária acumulação de neve é uma boa notícia para as estâncias de esqui do Chile e da Argentina.</figcaption></figure><p>Em pouco mais de uma semana, a cordilheira recebeu uma quantidade de neve comparável à que, noutros invernos, <strong>pode acumular-se ao longo de toda uma temporada</strong>.</p><p>A sucessão de temporais transformou este inverno numa <strong>temporada excecional para grande parte das estâncias de esqui</strong> do Chile e da Argentina. Portillo, Valle Nevado, Las Leñas e outros locais de alta montanha apresentam espessuras de neve muito elevadas, especialmente nas altitudes mais elevadas.</p><h2>Uma fronteira bloqueada durante mais de um mês</h2><p>A intensidade e a persistência dos nevascas também tiveram consequências nas ligações entre os dois países. A <strong>passagem internacional Cristo Redentor</strong>, que liga Mendoza à zona central do Chile através da cordilheira, permaneceu encerrada durante semanas devido à neve e ao vento forte.</p><p>O encerramento teve início a 14 de julho e chegou a afetar aproximadamente <strong>80 quilómetros da Estrada Nacional 7</strong>, enquanto as máquinas de remoção de neve trabalhavam sem interrupção para restabelecer o tráfego de veículos. Em alguns troços, a neve atingiu quatro metros de espessura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787257039104.png" data-image="a7wo3gvgwu6a"><figcaption>A passagem internacional "Los Libertadores", também conhecida como Cristo Redentor, é uma das rotas mais impressionantes que ligam a Argentina ao Chile através da Cordilheira dos Andes.</figcaption></figure><p>A situação obrigou <strong>a manter isolados durante dias os trabalhadores e os habitantes das zonas de alta montanha</strong> e provocou também problemas significativos no transporte de mercadorias. Centenas de camiões ficaram estacionados em ambos os lados da fronteira, enquanto as autoridades aguardavam condições meteorológicas que permitissem reabrir a passagem com segurança.</p><p>Por fim, o Sistema Integrado Cristo Redentor reabriu ao tráfego internacional a 18 de agosto, após<strong> um encerramento que se prolongou por 34 dias</strong> e que se tornou o mais longo registado até à data por este motivo.</p><h2>O risco após o grande nevasca</h2><p>Um dos principais problemas após um fenómeno destas características é, precisamente, a enorme quantidade de neve acumulada.<strong> As autoridades mantêm-se em alerta face ao risco de avalanches e deslizamentos</strong>, especialmente nas encostas mais íngremes e nas zonas onde o vento formou grandes acumulações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784571" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C">Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174595191_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão aponta evento excepcional com anomalia superior a 3,4°C"></a></article></aside><p>A Vialidad Nacional continua, além disso, a realizar operações de limpeza e desobstrução das estradas afetadas. <strong>As condições podem mudar rapidamente em alta montanha</strong>, onde as temperaturas, o vento e as novas precipitações determinam a estabilidade do manto de neve.</p><p>No lado argentino, <strong>as equipas de emergência também tiveram de intervir </strong>para prestar assistência a pessoas que ficaram isoladas devido à acumulação de neve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Castanha-da-amazônia indígena de Rondônia recebe pagamento por serviços ambientais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Produção de povos indígenas da Terra Indígena Rio Branco recebeu adicional de 20% na safra 2025/2026, valorizando conservação, qualidade, organização comunitária e sociobiodiversidade amazônica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais-1787194396142.jpg" data-image="4cjqyd286x7g" alt="A adoção da tecnologia contribui para a qualidade do produto comercializado. Foto: Ronaldo Rosa ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" title="A adoção da tecnologia contribui para a qualidade do produto comercializado. Foto: Ronaldo Rosa ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/"><figcaption>A adoção da tecnologia contribui para a qualidade do produto comercializado. Crédito: Ronaldo Rosa</figcaption></figure><p>Pela primeira vez, <strong>a castanha-da-amazônia </strong>(<em>Bertholletia excelsa</em>) produzida por povos indígenas da Terra Indígena Rio Branco, em Rondônia, foi<strong> comercializada com pagamento por serviços ambientais (PSA)</strong>. Na safra 2025/2026, além do valor de mercado do produto, as comunidades receberam um adicional de 20% como reconhecimento pelo papel desempenhado na conservação da floresta, na proteção da biodiversidade e na manutenção dos ecossistemas.</p><p>A iniciativa resulta de uma parceria entre a Castanhas Ouro Verde Importação e Exportação Ltda. e a Cooperativa dos Povos Indígenas do Rio Branco (Coopirb), construída no âmbito do projeto “Novas soluções tecnológicas e ferramentas para agregação de valor à cadeia produtiva da castanha-da-amazônia” (NewCast), coordenado pela Embrapa.</p><p>Para Patrícia da Costa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e coordenadora do NewCast, a experiência mostra<strong> como tecnologia, organização social e mecanismos de valorização econômica podem atuar conjuntamente </strong>para fortalecer as organizações locais. O modelo também reconhece os serviços ambientais prestados por comunidades que mantêm a floresta em pé.</p><h2>Boas práticas melhoram qualidade da produção</h2><p>A negociação também foi apoiada pela União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), que contribuiu para <strong>aproximar a cooperativa indígena da empresa compradora </strong>e fortalecer sua capacidade de representação comercial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais-1787194497484.jpg" data-image="6imjubydr97k" alt="Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Foto: Lucia Wadt ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" title="Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Foto: Lucia Wadt ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/"><figcaption>Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Crédito: Lucia Wadt</figcaption></figure><p>A adoção das Boas Práticas para a produção de castanha-da-amazônia, tecnologia recomendada pela Embrapa, teve papel importante na valorização do produto. As orientações abrangem etapas com<strong>o coleta, transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento</strong>, reduzindo perdas e riscos de contaminação.</p><p>Segundo o extrativista indígena Dalton Tupari, as recomendações contribuíram diretamente para a negociação. “Essas recomendações nos ajudam ao longo de todo o processo, desde a coleta até a entrega do produto. É um diferencial a mais porque agrega qualidade à castanha, que já tem como vantagem o fato de estar associada à conservação da floresta”, afirma.</p><h2>Conservação também gera renda</h2><p>Por meio da Coopirb, <strong>cerca de sete toneladas de castanha-da-amazônia foram comercializadas na safra 2025/2026</strong> com o pagamento adicional vinculado ao PSA. Para Tupari, o resultado representa uma forma concreta de reconhecer o trabalho realizado pelas comunidades indígenas.</p><div class="texto-destacado">“É uma valorização do nosso trabalho. Nós coletamos, preservamos a natureza e recebemos um valor diferenciado por isso. Isso mostra que conservar a floresta também gera renda para as famílias”, destaca o extrativista.</div><p>A pesquisadora da Embrapa Rondônia Lúcia Wadt ressalta que a conquista é resultado de um processo construído ao longo dos anos. Desde 2015, a instituição apoia povos Tupari e Aruá da Terra Indígena Rio Branco na adoção de boas práticas para a produção de castanha, inicialmente por meio de iniciativas ligadas ao Pacto das Águas e, mais recentemente, pelo NewCast.</p><h2>Recursos permanecem nos territórios</h2><p>O contrato entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb envolve<strong> comunidades de diferentes etnias em uma área de aproximadamente 236 mil hectares</strong>. Além do pagamento pela castanha, o acordo estabelece o adicional de 20% destinado à organização indígena como reconhecimento pelos serviços ambientais associados à produção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais-1787194571476.jpg" data-image="msuk603kwyq8" alt="Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Foto: Joze Medeiros ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" title="Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Foto: Joze Medeiros ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/"><figcaption>Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Crédito: Joze Medeiros</figcaption></figure><p>Os recursos são administrados coletivamente e podem financiar ações definidas pelas próprias comunidades, incluindo iniciativas de<strong> infraestrutura, saúde, educação, fortalecimento cultural e melhoria das condições de produção</strong>. Dessa forma, parte do valor gerado pela cadeia permanece nos territórios e pode beneficiar diretamente as famílias extrativistas.</p><p>A experiência também evidencia a <strong>importância do cooperativismo</strong> para ampliar o acesso dos povos indígenas aos mercados. Ao reunir a produção, padronizar procedimentos, fortalecer a gestão e ampliar a capacidade de negociação, a Coopirb contribui para melhorar as condições de comercialização da castanha.</p><h2>NewCast integra tecnologia e sociobiodiversidade</h2><p>O projeto NewCast busca desenvolver e articular soluções tecnológicas, organizacionais e comerciais para agregar valor à cadeia da castanha-da-amazônia. A experiência em Rondônia reúne esses diferentes elementos ao combinar boas práticas de produção, conhecimento tradicional, organização comunitária, cooperativismo, mercado e pagamento por serviços ambientais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="641322" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-torre-mais-alta-da-america-latina-fica-no-coracao-da-amazonia-sua-funcao-vai-te-surpreender.html" title="A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!">A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-torre-mais-alta-da-america-latina-fica-no-coracao-da-amazonia-sua-funcao-vai-te-surpreender.html" title="A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-mas-alta-de-latinoamerica-esta-en-el-corazon-del-amazonas-su-funcion-te-sorprendera-atto-cambio-climatico-dioxido-de-carbono-1706036469000_320.jpg" alt="A torre mais alta da América Latina fica no coração da Amazônia, sua função vai te surpreender!"></a></article></aside><p>O modelo adotado na <strong>Terra Indígena Rio Branco</strong> aponta para novas possibilidades de comercialização de produtos da sociobiodiversidade. Ao mesmo tempo em que melhora a qualidade da castanha e reduz perdas, a iniciativa reconhece economicamente o papel dos povos indígenas na conservação da floresta.</p><p>Com validade para a safra 2025/2026, o acordo entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb representa um <strong>avanço na construção de cadeias produtivas que associam geração de renda e conservação ambiental.</strong> A experiência mostra, na prática, como a valorização dos produtos florestais pode caminhar junto com o reconhecimento de quem protege os territórios amazônicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Amaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Castanha-da-amaz%C3%B4nia%20produzida%20por%20ind%C3%ADgenas%20em%20Rond%C3%B4nia%20recebe%20pagamento%20por%20servi%C3%A7os%20ambientais" data-url="https%3A%2F%2Fportalamazonia.com%2Feconomia%2Fcastanha-indigenas-rondonia-psa%2F">Portal Amazônia. (2026). <a href="https://portalamazonia.com/economia/castanha-indigenas-rondonia-psa/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Castanha-da-amazônia produzida por indígenas em Rondônia recebe pagamento por serviços ambientais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/castanha-da-amazonia-indigena-de-rondonia-recebe-pagamento-por-servicos-ambientais.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geoglifos na Amazônia: até 30 mil marcas de civilização antiga]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 12:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Levantamento com tecnologia LiDAR indica que o sudoeste da Amazônia pode esconder até 30 mil estruturas pré-coloniais, associadas a uma sociedade de milhões de habitantes; números ampliam o debate sobre urbanismo e manejo da floresta na região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga-1787145055775.jpg" data-image="f322i21c5wq5" alt="amazonas, Amazonia, geoglifos" title="amazonas, Amazonia, geoglifos"><figcaption>Geoglifos são estruturas monumentais pré-coloniais que revelam a ocupação humana antiga da Amazônia.</figcaption></figure><p>Uma nova análise arqueológica estima que o sudoeste da Amazônia abriga entre 24 mil e 30 mil estruturas de terra pré-coloniais. O <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10835-7">estudo publicado na revista Nature</a> indica que cerca de dois terços pertenceriam à civilização denominada Aquiry pelos autores, cuja ocupação teria alcançado 183 mil quilômetros quadrados, extensão superior à área atual do estado do Acre.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p><strong>O resultado altera a imagem de uma floresta quase vazia antes da colonização europeia</strong>. Geoglifos, aterros e recintos geométricos apontam para comunidades capazes de organizar grandes obras e encontros coletivos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esse padrão é descrito como urbanismo florestal de baixa densidade, com núcleos distribuídos pela paisagem em vez de cidades compactas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entretanto, a quantidade total de monumentos e, principalmente, o tamanho da população são estimativas produzidas por modelos, não contagens diretas.</p><h2>LiDAR revela estruturas escondidas pela floresta </h2><p>Os pesquisadores percorreram 4.430 quilômetros em dez linhas de voo sobre Acre e Amazonas, mapeando 4.497 quilômetros quadrados em 2024. <strong>A densidade média foi de 31,2 pontos por metro quadrado,</strong> permitindo gerar modelos do terreno com resolução de 50 centímetros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga-1787145240672.png" data-image="i7xag8lvow9j" alt="lidar, laser, mapa" title="lidar, laser, mapa"><figcaption>O LiDAR aerotransportado emite pulsos de laser para mapear o relevo oculto sob a floresta.</figcaption></figure><p>O LiDAR, tecnologia que emite pulsos de laser e consegue reconstruir o relevo sob as copas, identificou 432 estruturas. Apenas 36 já eram conhecidas, o que significa que 396 não apareciam nos levantamentos anteriores.</p><p><strong>Em seis faixas paralelas entre Rio Branco e Lábrea, a equipe encontrou 347 estruturas,</strong> das quais 334 foram usadas na extrapolação regional. Mesmo em áreas desmatadas, o LiDAR detectou cinco vezes mais obras do que imagens de satélite. Os dados também ajudaram a delimitar zonas de alta concentração e uma periferia com densidade menor.</p><ul> <li><strong>A área atribuída aos Aquiry passou de 60 mil para 183 mil quilômetros quadrados.</strong></li> <li>Os recintos variam geralmente entre 0,35 e 14 hectares, embora o maior conhecido alcance quase 50 hectares.</li> <li>As construções incluem valas, aterros, estradas e conjuntos de até oito recintos.</li> </ul><h2>Estimativa aponta auge entre os anos 100 e 300 </h2><p><strong>A equipe reuniu 162 datações por radiocarbono provenientes de 32 sítios e 36 estruturas</strong>. As datas foram calibradas com curvas para os hemisférios Sul e Norte e analisadas por modelos bayesianos, usados para estimar a simultaneidade. A modelagem situa a construção dos geoglifos aproximadamente entre 600 a.C. e 850 d.C., com a maior sobreposição de uso entre 100 e 300 d.C. </p><div class="texto-destacado">Nesse intervalo, de 25% a 60% dos monumentos Aquiry poderiam estar ativos simultaneamente.</div><p>Partindo de cerca de 300 pessoas para construir e manter cada centro, os <strong>autores estimaram entre 1,25 milhão e 3 milhões de habitantes no auge</strong>. Uma correção para estruturas invisíveis ao laser elevaria o intervalo a 1,6–3,8 milhões. Contudo, um cenário alternativo, baseado em moradias menores e famílias individuais, produziria somente 315 mil a 760 mil pessoas.</p><h2>Descoberta muda a leitura da floresta</h2><p><strong>Os geoglifos parecem ter funcionado sobretudo como centros cerimoniais e políticos,</strong> e não como bairros permanentemente ocupados ou fortificações. Sua construção exigiria trabalho coordenado, conhecimento geométrico e manejo prolongado da paisagem. Vestígios de milho, abóbora, castanha-do-pará e palmeiras reforçam que essas comunidades cultivavam alimentos e modificavam a composição da floresta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga-1787145607718.png" data-image="85kblcek0z02" alt="geoglifos, coloniais" title="geoglifos, coloniais"><figcaption>Os geoglifos são vestígios do planejamento territorial e da organização social na Amazônia antiga.</figcaption></figure><p>Ainda há incertezas importantes: os voos cobriram faixas separadas, <strong>partes da vegetação impediram o laser de alcançar o solo e o limite sudeste da área Aquiry </strong>permanece aberto. Novos levantamentos na Amazônia brasileira, boliviana e peruana deverão testar as extrapolações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712894" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/imagens-ineditas-revelam-tracos-de-civilizacoes-antigas-em-geoglifos-na-amazonia.html" title=" Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia"> Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/imagens-ineditas-revelam-tracos-de-civilizacoes-antigas-em-geoglifos-na-amazonia.html" title=" Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/imagens-ineditas-revelam-tracos-de-civilizacoes-antigas-em-geoglifos-na-amazonia-1748564575608_320.jpg" alt=" Imagens inéditas revelam traços de civilizações antigas em geoglifos na Amazônia"></a></article></aside><p>Se resultados comparáveis aparecerem em outras regiões, modelos de ocupação humana, biodiversidade, uso sustentável do solo e até clima precisarão incorporar com mais precisão esse legado pré-colonial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%A4rssinen%2C%20M.%2C%20Kalliola%2C%20R.%2C%20Ranzi%2C%20A.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Over%2020%2C000%20precolonial%20earthworks%20in%20the%20Southwest%20Amazonia" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41586-026-10835-7">Pärssinen, M., Kalliola, R., Ranzi, A. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10835-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Over 20,000 precolonial earthworks in the Southwest Amazonia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/geoglifos-na-amazonia-ate-30-mil-marcas-de-civilizacao-antiga.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos descobrem novo tipo de objeto astrofísico: uma 'estrela de buraco negro' do tamanho do Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/astronomos-descobrem-novo-tipo-de-objeto-astrofisico-uma-estrela-de-buraco-negro-do-tamanho-do-sistema-solar.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 10:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A combinação de um buraco negro e uma estrela enorme é um fenômeno inédito e pode explicar os misteriosos pontinhos vermelhos que frequentemente aparecem em imagens do espaço profundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-tipo-de-objeto-astrofisico-una-estrella-de-agujero-negro-1786887893060.jpg" data-image="24p1jsiqkmza"><figcaption>O buraco negro é representado como uma nuvem vermelha tridimensional com bordas onduladas e uma esfera negra no centro. Astrônomos descobriram uma "estrela de buraco negro" — um ponto vermelho extremamente brilhante no universo primordial que parece ser um novo tipo de objeto astrofísico. Ele se assemelha a uma estrela enorme, mas sua emissão de energia é mais parecida com a que um buraco negro geraria. Crédito: Imagem: José-Luis Olivares/MIT.</figcaption></figure><p>Astrônomos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de outras instituições detectaram um ponto vermelho extremamente brilhante no universo primordial. Esse objeto assemelha-se a <strong>uma estrela gigantesca, com o tamanho do nosso Sistema Solar</strong>. No entanto, ele<strong> emite 100 bilhões de vezes mais energia do que qualquer estrela conhecida </strong>consegue produzir fisicamente. Na verdade, essa energia aproxima-se mais do que um buraco negro poderia gerar.</p><p>Essa combinação curiosa sugere que o ponto vermelho é um tipo totalmente novo de fonte astrofísica. Os astrônomos o batizaram de<strong> "estrela de buraco negro"</strong>.</p><p>Em um artigo recente publicado na revista <em>Nature</em>, a equipe apresenta sua análise do novo objeto, descoberto com o uso do Telescópio Espacial James Webb (JWST) da NASA. O telescópio detectou o ponto vermelho brilhante no universo primordial,<strong> apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-tipo-de-objeto-astrofisico-una-estrella-de-agujero-negro-1786888206486.jpg" data-image="bd4iy48dx2qq"><figcaption>Três imagens mostram uma "Estrela" como uma esfera em corte revelando um núcleo amarelo; um "Disco de Acreção de Buraco Negro" com um núcleo preto e uma espiral azul em formato de disco achatado; e a "Estrela de Buraco Negro", uma nuvem vermelha amorfa com um centro preto. Estrelas (à esquerda) podem ser entendidas como esferas densas de gás alimentadas pela fusão nuclear em seus núcleos. Buracos negros (ao centro) tipicamente crescem consumindo matéria por meio de um disco de acreção. Estrelas de buraco negro (à direita) representam um novo tipo de objeto: buracos negros incipientes envoltos em gás denso, irradiando como estrelas. O buraco negro em acreção, como fonte de energia, desempenha o papel da fusão nuclear, enquanto o gás denso circundante atua de forma semelhante a uma pseudo-fotosfera. Imagem: iStock; José Luis Olivares/MIT.</figcaption></figure><p> Os cientistas concluem que a<strong> explicação mais provável </strong>para o estranho ponto vermelho é que se trata da<strong> fusão entre um buraco negro e uma estrela — uma combinação nunca antes observada</strong>. É provável que o objeto seja uma nuvem de gás extremamente densa, alimentada não pela fusão nuclear convencional, mas por um buraco negro central.</p><p>"Nossa compreensão desse objeto está evoluindo muito rapidamente", diz o autor principal do estudo Rohan Naidu. "Acreditamos que exista um<strong> buraco negro central 100 mil vezes mais massivo que o Sol</strong>. E, ao redor desse buraco negro, haveria um envelope de gás muito extenso, semelhante a uma estrela do tamanho do Sistema Solar. É enorme", acrescenta ele.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas">Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas.html" title="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hubble-resolve-antigo-misterio-ao-detectar-buraco-negro-escondido-em-aglomerado-de-estrelas-1784402436207_320.png" alt="Hubble resolve antigo mistério ao detectar buraco negro escondido em aglomerado de estrelas"></a></article></aside><p>Se o ponto vermelho brilhante for realmente uma 'estrela de buraco negro', isso ajudaria a solucionar o mistério sobre a identidade de outros<strong> "pequenos pontos vermelhos"</strong> que apareceram em praticamente todas as <strong>imagens do espaço profundo captadas pelo Telescópio Espacial James Webb</strong> até o momento.</p><p>"Esses pequenos pontos vermelhos parecem estar por toda parte no universo primordial, mas praticamente desaparecem nos dias de hoje", diz Naidu. "A natureza exata desses objetos tem sido um dos temas mais debatidos da era do JWST".</p><h2>Uma fonte única</h2><p>Naidu e seus colegas não pretendiam encontrar uma estrela alimentada por buraco negro. Eles buscavam as galáxias mais distantes e antigas, como parte de um estudo que chamaram de "Miragem ou Milagre" (MoM). A equipe utilizou o Telescópio Espacial James Webb (JWST) para<strong> observar o espaço profundo</strong>, remontando a uma <strong>época em que o universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos</strong>. O objetivo era encontrar galáxias formadas nesses primórdios.</p><p>"Havia um mistério: o <strong>surgimento de muitas galáxias brilhantes em épocas extremamente remotas</strong>", explica Naidu. "O que descobrimos foi que aquilo que parece ser uma galáxia antiga extremamente brilhante — um 'milagre' — pode, em alguns casos, ser na verdade uma 'miragem'".<em></em></p><div class="texto-destacado">Ao examinar imagens do JWST em busca de fontes interessantes para o estudo, eles notaram uma característica que se destacava das demais: um ponto muito vermelho e muito brilhante.</div><p>"<strong>Quando vemos algo muito vermelho no universo, geralmente presumimos que esteja cercado por poeira, como fuligem ou cinzas</strong>", explica Robert Simcoe, coautor do estudo. "Assim como a fumaça dos incêndios florestais no Canadá deixou recentemente o céu de Boston com um tom vermelho vivo, objetos astronômicos também podem parecer mais vermelhos do que sua cor intrínseca quando observados através de uma camada de poeira".</p><p><strong>No entanto, a luz apresentava outras características que não correspondiam exatamente ao que os físicos esperam da poeira</strong>. A equipe também observou outro padrão estranho: a luz proveniente do ponto era extremamente intensa, exceto abaixo de certos comprimentos de onda, nos quais desaparecia completamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-tipo-de-objeto-astrofisico-una-estrella-de-agujero-negro-1786888355109.png" data-image="dmgam3gnfev6"><figcaption>A vista da galáxia mostra pequenos pontos vermelhos; a imagem em destaque mostra um ponto vermelho desfocado. Nessas imagens do Telescópio Espacial James Webb (JWST), o objeto que abriga o buraco negro destaca-se como um pequeno ponto vermelho. Esses pequenos pontos vermelhos são extremamente comuns nas imagens do JWST. Imagem: Cortesia dos pesquisadores.</figcaption></figure><p>Essa<strong> queda espectral</strong> é conhecida como<strong> "descontinuidade de Balmer"</strong>, uma característica tradicionalmente associada a gás denso que absorve fótons nas atmosferas de estrelas com centenas de milhões de anos de idade. Vega, uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno, apresenta exatamente esse padrão.</p><p>"A <strong>descontinuidade que observamos neste objeto é a mais acentuada que já vimos em qualquer objeto</strong>, o que descarta estrelas 'comuns' como a fonte", diz Naidu. "Mas isso nos levou a questionar se estávamos diante de um novo tipo de 'atmosfera estelar', porém em uma escala espetacular".</p><p>Além disso,<strong> a luz do ponto vermelho não continha praticamente nenhum vestígio de metais ou de quaisquer outros elementos além de hidrogênio e hélio</strong>. "Era algo verdadeiramente único sob muitos aspectos", afirma Naidu.</p><h2>Luz pura</h2><p>Para determinar qual poderia ser a <strong>origem da mancha vermelha</strong>, a equipe realizou simulações de diferentes cenários a fim de verificar que combinação de características astrofísicas poderia produzir a cor característica da mancha.</p><p>"Começamos nos perguntando: seria possível criar algo tão vermelho usando apenas hidrogênio, sem poeira?", diz Simcoe. "Para nossa surpresa, descobrimos que é possível, desde que se tenha uma <strong>camada de hidrogênio extremamente densa</strong> — tão densa que se assemelha mais à superfície de uma estrela gigantesca do que a uma tênue nebulosa interestelar".</p><p>As <strong>simulações </strong>sugeriram que a mancha vermelha <strong>poderia ser uma poderosa fonte de energia oculta, cercada por um denso envelope de hidrogênio</strong>. Se isso fosse verdade, explicaria a descontinuidade de Balmer que bloqueia a luz e a ausência de quaisquer elementos além de hidrogênio e hélio, conforme observado pelos astrônomos. No entanto, isso não explicaria o brilho extremo do objeto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo">James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo-1781477833352_320.png" alt="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"></a></article></aside><p>"Você tem algo que<strong> se parece um pouco com uma estrela, mas é 100 bilhões de vezes mais brilhante</strong>", diz Naidu. "Isso significa que não é possível alimentá-lo por meio de fusão nuclear, que é a fonte de energia encontrada nos núcleos de todas as estrelas que conhecemos".</p><p>No entanto, buracos negros produzem energia rotineiramente nas escalas observadas pela equipe. Naidu e seus colegas incorporaram um buraco negro em processo ativo de acreção às suas simulações da estrela envolta em hidrogênio e variaram a massa do buraco negro, juntamente com outros parâmetros. Em seguida, compararam o brilho resultante da "estrela de buraco negro" simulada com o brilho que o JWST observou a partir do ponto vermelho.</p><div class="texto-destacado">Com base nessas simulações, eles encontraram a correspondência mais próxima e concluíram que o cenário mais provável para explicar a mancha vermelha é uma estrela de buraco negro.</div><p>Especificamente,<strong> o objeto provavelmente contém um buraco negro central com uma massa cerca de 100.000 vezes maior que a do Sol</strong>. Esse núcleo poderoso é cercado por um envelope denso de hidrogênio, semelhante a uma estrela, cujo tamanho se equipara ao do Sistema Solar.</p><p>A equipe <strong>batizou </strong>o<strong> objeto</strong> de <strong>MoM-BH-1</strong>, em referência ao estudo que o detectou, e também lhe deu o apelido de "estrela de buraco negro – um", sugerindo que ele é o primeiro de outros objetos semelhantes. Os pesquisadores suspeitam que as estrelas de buraco negro poderiam explicar muitos dos outros pequenos pontos vermelhos que aparecem nas imagens do JWST. Esses objetos não são tão brilhantes quanto o MoM-BH-1.</p><p>"Cada pequeno ponto vermelho é compatível com a natureza de <strong>uma estrela de buraco negro inserida em uma galáxia primitiva genérica</strong>", diz Naidu. "Mas o que torna o MoM-BH-1 especial é que a estrela de buraco negro ofusca completamente a galáxia hospedeira ao seu redor, de tal forma que vemos apenas a luz da estrela de buraco negro".</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Naidu%2C%20R.%20P.%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20gas-enshrouded%20and%20gas-reddened%20black%20hole%20at%20cosmic%20dawn.%20Nature" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10846-4">Naidu, R. P. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10846-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A gas-enshrouded and gas-reddened black hole at cosmic dawn. Nature</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/astronomos-descobrem-novo-tipo-de-objeto-astrofisico-uma-estrela-de-buraco-negro-do-tamanho-do-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem raios, nem azar: ciência revela que o ser humano provoca até 97% dos incêndios florestais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nem-raios-nem-azar-ciencia-revela-que-o-ser-humano-provoca-ate-97-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 08:16:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Atualmente, os incêndios florestais estão se tornando cada vez mais catastróficos e difíceis de mitigar. Até que ponto nossas ações alimentam essa ameaça crescente?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787259307314.png" data-image="0r4q7gy6t5e5"><figcaption>Os incêndios florestais são um dos principais problemas em ascensão. A Organização Meteorológica Mundial projetou um aumento de até 30% nesses eventos até 2050.</figcaption></figure><p>Nas últimas semanas, os<strong> incêndios florestais </strong>têm sido um tema de grande destaque no noticiário de muitos países ao redor do mundo. Embora sejam frequentemente vistos apenas como mais um "desastre natural" que ocorre durante o verão, a realidade é que <strong>a natureza e as mudanças naturais são as causas menos prováveis de sua ocorrência</strong>.</p><p>Quer queiramos admitir ou não, as<strong> atividades humanas </strong>são direta — e, por vezes, indiretamente — <strong>responsáveis pela maioria dos incêndios florestais</strong> que ocorrem no planeta hoje, tornando-os cada vez mais frequentes e perigosos para todos.</p><div class="texto-destacado">Nenhum desastre é natural. Os desastres são consequência de um fenômeno natural quando uma sociedade sofre exposição, vulnerabilidade e má preparação ou gestão de recursos para a sua mitigação ou se o seu planejamento territorial e prioridades geraram as condições de risco.</div><p>Isso não nega que<strong> alguns incêndios decorram de fenômenos atmosféricos</strong> (como tempestades secas) ou que — durante o verão — o agravamento da seca em certas regiões, a elevação das temperaturas e as mudanças atmosféricas afetem diretamente a sua propagação e o seu controle.</p><p>Quando a isso se soma o fato de que as<strong> mudanças climáticas</strong> estão alterando drasticamente as condições globais em um ritmo cada vez mais acelerado, a ameaça representada por esses incêndios se intensifica ainda mais, trazendo uma alta probabilidade de que <strong>tais eventos se tornem cada vez mais catastróficos</strong>.</p><h2>Responsabilidade humana: ações que se tornam uma ameaça de incêndio</h2><p>Um incêndio florestal pode começar com apenas uma faísca. No entanto, se ele se transformará em uma catástrofe depende do impacto das decisões humanas. Além de<strong> cigarros, fogueiras mal apagadas ou uma faísca que salta de uma churrasqueira</strong> para a grama seca próxima, as causas da ignição são menos óbvias do que você poderia imaginar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787260029593.png" data-image="m06yyrj81nol"><figcaption>As atividades humanas são responsáveis por mais de 90% dos incêndios florestais registrados atualmente.</figcaption></figure><p>O <strong>desmatamento, a falta de manejo florestal, as queimadas descontroladas de resíduos e áreas agrícolas, a urbanização crescente </strong>e desordenada, as linhas de transmissão mal conservadas e os incêndios provocados intencionalmente para alterar o uso da terra são apenas algumas das causas que agravam esse problema.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Vários estudos realizados nos últimos anos mostraram que mais de 90% dos incêndios em áreas de interface urbano-florestal estão associados à atividade humana. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) projetou um aumento global de incêndios extremos de até 14% até 2030, 30% até 2050 e 50% até o final do século.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Assim, o<strong> papel dos seres humanos</strong> nessa situação vai além de simplesmente acender o fogo; estende-se às decisões e atividades que foram normalizadas e justificadas para nossa conveniência — e que hoje determinam a vulnerabilidade da paisagem em chamas.</p><p>À medida que as comunidades e a urbanização se expandem, aumenta o número de pessoas, veículos, residências e infraestruturas — acompanhado por uma demanda crescente por recursos — em áreas suscetíveis a incêndios. Essa expansão não apenas coloca mais pessoas na trajetória do fogo, mas também <strong>multiplica as chances de ignição por uma faísca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787262838094.png" data-image="tlw2zr8o212g"><figcaption>Os incêndios florestais são uma das ameaças mais significativas do verão, com eventos cada vez mais extremos ocorrendo em todo o mundo.</figcaption></figure><p>Embora a queda de um raio possa parecer a causa de um incêndio, a dimensão deste dependerá não apenas do local onde começou, mas também de<strong> decisões humanas que provavelmente alteraram a área de propagação</strong>, bem como das condições extremas que prevalecem atualmente devido ao aquecimento global.</p><h3>Combater incêndios em um planeta cada vez mais quente</h3><p>Assim, <strong>as mudanças climáticas e o aquecimento global não são o combustível para a maioria dos incêndios, mas alteram a forma como eles se manifestam</strong>. Sua influência aumenta a frequência de eventos extremos ao agravar as condições ambientais que determinam a facilidade de propagação do fogo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782368" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html" title="OMM alerta sobre incêndios florestais: 'A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada'">OMM alerta sobre incêndios florestais: "A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/omm-alerta-sobre-incendios-florestais-a-mudanca-climatica-aumenta-o-risco-mas-nao-e-a-unica-culpada.html" title="OMM alerta sobre incêndios florestais: 'A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aviso-de-la-omm-sobre-los-incendios-forestales-el-cambio-climatico-aumenta-el-riesgo-pero-no-es-el-unico-culpable-1785751856331_320.jpeg" alt="OMM alerta sobre incêndios florestais: 'A mudança climática aumenta o risco, mas não é a única culpada'"></a></article></aside><p>Em um relatório recente, a OMM confirmou que os onze anos mais quentes já registrados ocorreram entre 2015 e 2025, e que 2025 ficou aproximadamente 1,43°C acima da média do período de 1850 a 1900.<strong>.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="2022" data-title="Number%20of%20wildfires%20forecast%20to%20rise%20by%2050%25%20by%202100" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fnews%2Fnumber-of-wildfires-forecast-rise-50-2100">World Meteorological Organization. (2022). <a href="https://wmo.int/media/news/number-of-wildfires-forecast-rise-50-2100" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Number of wildfires forecast to rise by 50% by 2100</a>.</cite></p></section><p><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nem-raios-nem-azar-ciencia-revela-que-o-ser-humano-provoca-ate-97-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquitetura extraordinária: por que esta cidade alemã pouco conhecida está batendo recordes de visitantes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/arquitetura-extraordinaria-por-que-esta-cidade-alema-pouco-conhecida-esta-batendo-recordes-de-visitantes.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 23:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta pequena cidade, embora modesta em tamanho, não é apenas um Patrimônio da Humanidade da UNESCO, mas também acaba de conquistar um novo título, superando vários destinos alemães concorrentes de grande atratividade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786026618065.jpeg" data-image="2dnjtp2w6fn8"><figcaption>De acordo com um ranking recente, é o centro histórico mais bonito da Alemanha.</figcaption></figure><p>Ela acaba de conquistar mais um título: esta cidade da região de Harz — declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO — foi eleita a<strong> cidade histórica mais bonita da Alemanha</strong> no <em>ranking </em>de <strong>2026 </strong>do portal de viagens <em>kurzurlaub.de</em>.</p><h2>Destinos muito populares que foram relegados a classificações inferiores</h2><p>Com uma<strong> pontuação de 92,15</strong> em 100, a cidade supera locais renomados como Regensburg, Bamberg e Rothenburg ob der Tauber. O estudo abrangeu 97 centros históricos e bairros de cidades antigas nos 16 estados federais da Alemanha.</p><p><strong>Cinco critérios foram levados em conta</strong>: caráter histórico, qualidade da oferta hoteleira, acessibilidade e atratividade para pedestres, interesse online e preços dos restaurantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786026807393.jpeg" data-image="q40a89kiihyf"><figcaption>Além das casas em enxaimel, o conjunto arquitetônico do centro histórico — extraordinariamente bem preservado — também tem cativado os visitantes.</figcaption></figure><p>A cidade em questão é<strong> </strong><strong>Quedlinburg</strong>, que lidera o <em>ranking </em>graças ao seu <strong>centro histórico quase totalmente preservado</strong>, onde a pitoresca Praça do Mercado, a colina do castelo e a igreja colegiada estão situadas muito próximas umas das outras.</p><h3>Nenhuma outra cidade tem tantas casas em enxaimel</h3><p>Os números destacam a excepcional importância global de Quedlinburg: seu Centro Histórico, que abrange 90 hectares, conta com <strong>mais de 2.100 casas em enxaimel construídas ao longo de oito séculos</strong>. Mais de 770 delas são protegidas como monumentos históricos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783409" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html" title="Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir">Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/novos-sitios-da-unesco-de-2026-7-maravilhas-do-patrimonio-mundial-para-descobrir.html" title="Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuovi-siti-unesco-2026-7-meraviglie-patrimonio-dell-umanita-da-scoprire-1786381313544_320.jpg" alt="Novos sítios da UNESCO de 2026: 7 maravilhas do Patrimônio Mundial para descobrir"></a></article></aside><p><strong>Nenhuma outra cidade possui uma concentração comparável de casas em enxaimel</strong>. Mesmo Celle — famosa em toda a Europa por seu acervo de cerca de 500 casas em enxaimel restauradas — fica muito atrás.</p><p>A riqueza excepcional deste patrimônio arquitetônico levou Quedlinburg a ser <strong>declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO já em 1994</strong>. Além disso, seu centro histórico constitui um dos mais extensos conjuntos monumentais protegidos da Alemanha.</p><h2>A RDA queria construir edifícios pré-fabricados no local</h2><p>No entanto, preservar esse complexo singular até os dias de hoje tem sido tudo, menos fácil. Na <strong>década de 1960</strong>, as autoridades da <strong>República Democrática Alemã (RDA) </strong>planejaram<strong> demolir grandes áreas do centro histórico</strong> e substituí-las por edifícios de painéis pré-fabricados.</p><p>Inicialmente, <strong>o projeto não avançou por razões econômicas</strong>. Mais tarde, durante a agitação política de 1989, a mobilização de moradores engajados finalmente conseguiu impedir uma destruição em larga escala.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786027011173.jpeg" data-image="9nkkkdlri9mg"><figcaption>A RDA queria demolir esses bairros. Hoje, ruas estreitas como esta foram restauradas.</figcaption></figure><p>Após a reunificação, o centro histórico passou por obras significativas de restauração e renovação, realizadas progressivamente ao longo dos anos.</p><h2>Cinco cidades da Alemanha Oriental entre as 10 primeiras</h2><p>O forte desempenho de cidades do leste da Alemanha entre os locais mais bem classificados é particularmente notável. <strong>Cinco das dez cidades históricas mais bonitas da lista estão situadas nos novos estados federais</strong>.</p><p>Além de Quedlinburg, <strong>Weimar, Stralsund, Potsdam e Wismar </strong>também figuram entre as dez primeiras colocadas. Elas se destacam por seus centros históricos bem preservados e por preços relativamente moderados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-deutschlands-schonster-altstadt-stehen-die-meisten-fachwerkhauser-weltweit-1786027197047.jpeg" data-image="3olaubaqrlsh"><figcaption>A Baviera ocupa o segundo lugar: Regensburg também atrai inúmeros visitantes.</figcaption></figure><p>Goslar, na Baixa Saxônia, também figura entre as dez primeiras colocadas. Essa cidade na região de Harz — Patrimônio Mundial da UNESCO — conta com cerca de 1.500 casas em enxaimel e também se beneficia da proximidade com a histórica mina de Rammelsberg.</p><h3>As dez cidades antigas mais bonitas da Alemanha em 2026</h3><ol><li>Quedlinburg (Saxônia-Anhalt) – 92,15 pontos </li><li>Regensburg con Stadtamhof (Baviera) – 90,56 pontos </li><li>Bamberg (Baviera) – 89,03 pontos </li><li>Goslar (Baixa Saxônia) – 87,50 pontos </li><li>Weimar (Turíngia) – 82,67 pontos </li><li>Lübeck (Schleswig-Holstein) – 82,66 pontos </li><li>Stralsund (Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental) </li><li>Tréveris (Renânia-Palatinado) – 81,20 pontos </li><li>Potsdam, barrio holandés (Brandemburgo) – 80,23 pontos </li><li>Wismar (Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental) – 79,91 pontos</li></ol><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ulrike%20Hagen" data-year="2026" data-title="Deutschlands%20sch%C3%B6nste%20Altstadt%3A%20Kleiner%20Fachwerk-Ort%20im%20Harz%20bricht%20alle%20Rekorde" data-url="https%3A%2F%2Fwww.kreiszeitung.de%2Flokales%2Fniedersachsen%2Fbricht-alle-rekorde-deutschlands-schoenste-altstadt-kleiner-fachwerk-ort-am-harz-94418407.html">Ulrike Hagen. (2026). <a href="https://www.kreiszeitung.de/lokales/niedersachsen/bricht-alle-rekorde-deutschlands-schoenste-altstadt-kleiner-fachwerk-ort-am-harz-94418407.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Deutschlands schönste Altstadt: Kleiner Fachwerk-Ort im Harz bricht alle Rekorde</a>.</cite><br><cite data-author="Kurzurlaub.de" data-year="2026" data-title="Deutschlands%20sch%C3%B6nste%20Altst%C3%A4dte%202026%3A%20Das%20Ranking" data-url="https%3A%2F%2Fwww.kurzurlaub.de%2Fblog%2Fdeutschlands-schoenste-altstaedte-ranking-2026.html">Kurzurlaub.de. (2026). <a href="https://www.kurzurlaub.de/blog/deutschlands-schoenste-altstaedte-ranking-2026.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Deutschlands schönste Altstädte 2026: Das Ranking</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/arquitetura-extraordinaria-por-que-esta-cidade-alema-pouco-conhecida-esta-batendo-recordes-de-visitantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do campo ao espaço: Brasil lidera projeto científico para fazer vegetais crescerem na Lua e em Marte ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 22:18:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores brasileiros integram projeto internacional para estudar o cultivo de alimentos frescos fora da Terra, e uma espécie de batata-doce é o principal foco do estudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte-1787339676131.jpg" data-image="xxm29nusufq3"><figcaption>Criada e coordenada pela Embrapa, a Rede <em>Space Farming Brazil</em> integra, atualmente, pesquisadores de cerca de 24 instituições brasileiras e internacionais. Crédito: Juliana Sussai.</figcaption></figure><p>A<strong> Rede<em> Space Farming Brazil</em> </strong>é uma<strong> iniciativa de pesquisa</strong> liderada pela Embrapa em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) que surgiu em 2022. O objetivo principal é<strong> desenvolver tecnologias e sistemas para o cultivo de alimentos frescos fora da Terra</strong>, apoiando a participação do nosso país nos Acordos Artemis da agência americana NASA. </p><p>A Rede surgiu para<strong> </strong>estudar a produção de alimentos em condições espaciais desafiadoras como alta radiação e microgravidade, para que futuramente seja possível <strong>criar sistemas autossuficientes de agricultura para missões de longa duração na Lua e em Marte</strong>. </p><p>O foco inicial foi priorizar o<strong> cultivo de variedades de batata-doce e grão-de-bico</strong>, escolhidas por sua<strong> alta adaptabilidade a condições extremas</strong> e valor nutricional. Acompanhe abaixo a evolução do projeto e todas as informações sobre estas variedades.</p><h2>O que foi feito até agora</h2><p>Um dos principais <strong>desafios</strong> para o grupo é a construção de um <strong>invólucro que consiga proteger as plantas </strong>da radiação ionizante cósmica. Essas condições extremas espaciais já foram simuladas em laboratórios e testes já foram feitos.</p><p>No <strong>ano passado</strong>, a Rede enviou <strong>sementes de grão-de-bico e plantas de batata-doce roxa</strong> em um foguete da <em>Blue Origin</em> <strong>à fronteira do espaço</strong> na missão do voo suborbital a bordo do <em>New Shepard-31</em>. Eram variantes da coleção da Embrapa já aprimoradas para serem mais produtivas e nutritivas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/proteina-feita-a-base-de-urina-e-criada-por-cientistas-para-servir-de-alimento-a-astronautas.html" title="Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas">Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/proteina-feita-a-base-de-urina-e-criada-por-cientistas-para-servir-de-alimento-a-astronautas.html" title="Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/proteina-feita-a-base-de-urina-e-criada-por-cientistas-para-servir-de-alimento-a-astronautas-1763143854720_320.jpg" alt="Proteína feita à base de urina é criada por cientistas para servir de alimento a astronautas"></a></article></aside><p>Os pesquisadores ainda <strong>aguardam o retorno desses alimentos ao Brasil para estudos comparativos</strong> das plantas que participaram da missão e aquelas que permaneceram na Terra.</p><p>“Caso demonstrem certo grau de tolerância ao crescimento em ambientes com microgravidade e radiação, essas plantas poderão ser candidatas promissoras para o cultivo no espaço”, comentou em entrevista Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste que coordena a Rede <em>Space Farming Brazil</em>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte-1787339088537.jpg" data-image="1vdol1kto4p0"><figcaption>Alessandra Fávero, pesquisadora que coordena a Rede Space Farming Brazil. Crédito: Gisele Rosso/Embrapa.</figcaption></figure><p>E por que eles escolheram essas duas variedades? Porque <strong>nenhuma das duas plantas é exigente em termos de cultivo</strong>. Elas precisam de menos água e calor do que outras culturas.</p><p>O <strong>grão-de-bico</strong> é uma boa fonte de proteína e versátil para o consumo, enquanto a variedade roxa da <strong>batata-doce </strong>(a batata-doce BRS Anembé), desenvolvida pela Embrapa, é rica em antocianinas, um poderoso antioxidante. Pesquisas anteriores já mostraram que a antocianina nas sementes as protegem contra a radiação espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte-1787339148552.jpg" data-image="8j7bc3w2kirr"><figcaption>A cultivar de batata-doce BRS Anembé desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições. Crédito: Carla Timm.</figcaption></figure><p>Mas, provavelmente, o<strong> futuro dos alimentos espaciais</strong> envolverá o <strong>desenvolvimento de variedades mais robustas</strong> de batata-doce e grão-de-bico, com propriedades para ciclos de crescimento mais curtos, maiores rendimentos e maior conteúdo nutricional. </p><p>A primeira fase do projeto são essas simulações na Terra. A <strong>segunda fase</strong> prevê testes em órbita terrestre e, a <strong>terceira fase</strong>, experimentos em espaço profundo, como na Lua.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Audi%2C%20A" data-year="2026" data-title="Programa%20Artemis%3A%20Brasil%20cria%20%E2%80%9Csuperplantas%E2%80%9D%20que%20servir%C3%A3o%20de%20alimento%20no%20espa%C3%A7o%20e%20na%20Terra" data-url="https%3A%2F%2Fapublica.org%2F2026%2F04%2Fartemis-brasil-cria-alimentos-espaciais-uteis-tambem-na-terra%2F">Audi, A. (2026). <a href="https://apublica.org/2026/04/artemis-brasil-cria-alimentos-espaciais-uteis-tambem-na-terra/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Artemis: Brasil cria “superplantas” que servirão de alimento no espaço e na Terra</a>.</cite><br><cite data-author="Koren%2C%20M" data-year="2026" data-title="The%20Future%20of%20Space%20Travel%20Could%20Come%20Down%20to%20This%20Potato" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Fscience%2Farticle%2Fbrazil-space-farming-plants-moon-mars">Koren, M. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com/science/article/brazil-space-farming-plants-moon-mars" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Future of Space Travel Could Come Down to This Potato</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/do-campo-ao-espaco-brasil-lidera-projeto-cientifico-para-fazer-vegetais-crescerem-na-lua-e-em-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de calor causa 'clima de deserto' e deixa em alerta 16 estados, confira os riscos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 21:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um clima extremamente quente e seco atingirá grande parte do Brasil nos próximos dias, mesmo com uma massa de ar frio que atinge o Sul do país. A umidade relativa do ar pode cair para valores abaixo dos 12%, aumentando o risco de incêndios e problemas de saúde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336215043.jpg" data-image="5tf55ovky73p" alt="Temperaturas máximas e Umidades Relativas mínimas na segunda-feira." title="Temperaturas máximas e Umidades Relativas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsões indicam calor extremo de até 45°C e clima muito seco, com umidade relativa abaixo dos 12%, trazendo clima de deserto ao Brasil e deixando 16 estados em alerta.</figcaption></figure><p>Uma <strong>massa de ar frio</strong> segue avançando sobre o centro-sul do Brasil ao longo dos próximos dias, causando uma queda significativa das temperaturas sobre as regiões Sul, e parte do Sudeste e do Centro-Oeste após a passagem de chuvas significativas. </p><p>Mas mesmo com o avanço deste sistema, <strong>o frio terá duração muito breve</strong>, e enquanto isso, a maior parte do país segue registrando um c<strong>alor muito intenso </strong>e um <strong>clima extremamente seco</strong> ao longo desta semana e da semana que vem.</p><div class="texto-destacado">Devido à essa situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>) emitiu avisos de perigo devido à baixa umidade relativa do ar em grande parte do país, que pode variar entre variando entre 20% e 12% - com riscos elevados de incêndios e também à saúde.</div><p>O alerta compreende toda a região <strong>Centro-Oeste</strong>, grande parte do <strong>Nordeste</strong>, do <strong>Norte</strong>, do <strong>Sudeste</strong> e também o norte do Paraná, no <strong>Sul</strong> - o que significa que praticamente todo o país estará registrando <strong>condições muito secas</strong> associadas a um calor muito intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336314565.jpg" data-image="sx35bf5004cd" alt="Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta sexta-feira." title="Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta sexta-feira."><figcaption>Mapa de alertas emitidos pelo INMET nesta sexta-feira ilustra regiões que estão sob riscos meteorológicos - incluindo grande parte do país que está sendo afetada por baixas umidades relativas.</figcaption></figure><p>Previsões meteorológicas indicam que as condições de umidade relativa ao longo deste final de semana e do início da semana que vem <strong>permanecerão péssimas</strong> nestas regiões. A umidade relativa pode chegar, facilmente, a valores de <strong>12%</strong> em praticamente todo o país - e, em alguns municípios, valores ainda menores, <strong>que podem chegar a até 8%</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Climatologicamente, o Deserto do Saara costuma registrar umidades relativas que variam entre 14% e 20% - o que significa que toda a porção central do país pode registrar condições similares ou até piores do que as de deserto ao longo dos próximos dias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Municípios como Uberlândia (MG), Nova Friburgo (RJ) e Goiânia (GO) já registraram <strong>umidades relativas de 10% ao longo desta semana</strong>, ainda menores do que o alertado pelo INMET. Isso fortalece a previsão de que valores ainda menores serão registrados ao longo dos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336352948.jpg" data-image="42yr7cjc4aq2" alt="Previsão de Umidades Relativas mínimas nesta segunda-feira durante a tarde." title="Previsão de Umidades Relativas mínimas nesta segunda-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de Umidades Relativas mínimas nesta segunda-feira durante a tarde mostra que grande parte do país segue registrando condições muito secas, com valores de 12% ou menos.</figcaption></figure><p>Além disso, previsões indicam que essa mesma região seguirá sendo afetada por um <strong>calor muito acima do normal ao longo dos próximos dias</strong> - Similar ao que estará sendo registrado no mesmo dia em países como a <strong>Arábia Saudita</strong>.</p><h2>Tempo seco será acompanhado por calor extremo</h2><p>Ao longo da semana que vem, previsões indicam um <strong>calor extremo que pode chegar a 45°C</strong> em grande parte do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste do país - o que impulsiona ainda mais a formação de<strong> incêndios</strong> e prejudica muito a <strong>saúde</strong> da população, especialmente pessoas mais vulneráveis como crianças, idosos, moradores de rua e enfermos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos-1787336385203.jpg" data-image="rwuknexjp3wu" alt="Previsão de temperaturas máximas nesta terça-feira mostra temperaturas mais altas do que o normal em grande parte do Brasil, com máximas que chegam a 44°C ou mais em diversos estados." title="Previsão de temperaturas máximas nesta terça-feira mostra temperaturas mais altas do que o normal em grande parte do Brasil, com máximas que chegam a 44°C ou mais em diversos estados."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas nesta terça-feira mostra temperaturas mais altas do que o normal em grande parte do Brasil, com máximas que chegam a 44°C ou mais em diversos estados.</figcaption></figure><p>Alguns dos seus <strong>efeitos imediatos do clima muito quente e seco</strong> são o ressecamento da pele, desconforto agudo nos olhos, boca e nariz, ocorrência de dores de cabeça e agravamento de doenças respiratórias. Para evitar maiores problemas de saúde, são sugeridas as seguintes <strong>recomendações</strong>:</p><ul><li>Beba bastante líquido.</li><li>Evite atividades físicas (<em>elas se tornam nocivas nestas condições</em>).</li><li>Evite exposição ao sol nas horas mais quentes e secas do dia (<em>especialmente início da tarde</em>).</li><li>Use hidratante para pele e umidifique os ambientes de casa (<em>deixando potes com água e toalhas úmidas expostos ao ar, por exemplo</em>).</li><li>Evite bebidas diuréticas (<em>como café e álcool</em>).</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html" title="Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil">Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html" title="Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1787241813513_320.png" alt="Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil"></a></article></aside><p>Após a passagem da massa de ar frio, o calor também retornará ao Sudeste e ao Sul do país. Por enquanto, <strong>não há previsão de melhora na situação</strong>. As condições de baixa umidade relativa continuarão ao longo de toda a semana que vem, assim como as temperaturas mais quentes do que o normal para essa época do ano. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-causa-clima-de-deserto-e-deixa-em-alerta-16-estados-confira-os-riscos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar baixa as temperaturas em SP e capital vai enfrentar dias de inverno úmido; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 19:29:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias teremos uma queda das temperaturas em São Paulo, especialmente no leste do estado, devido à passagem de uma massa de ar frio de origem polar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazmmye"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazmmye.jpg" id="xazmmye"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre este fim de semana e meados da próxima semana, uma<strong> massa de ar frio de origem polar </strong>atuará sobre o estado de <strong>São Paulo</strong> provocando uma queda das temperaturas, que será sentida especialmente nas máximas no leste do estado, dando um alívio ao calor das últimas semanas na região.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>As temperaturas<strong> mínimas </strong>também ficam<strong> mais baixas no leste</strong> do estado, e devem cair para a casa dos <strong>10°C</strong> em pontos do sul e do Vale do Paraíba.</p><p>Além disso, a<strong> faixa litorânea</strong>, incluindo a <strong>capital </strong>paulista, terá um aumento de nebulosidade no<strong> início da próxima semana </strong>e pode registrar <strong>chuvas fracas</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frio de inverno retorna à SP nos próximos dias</h2><p><strong>A partir deste fim de semana </strong>a <strong>massa de ar frio</strong> chega ao estado de São Paulo, diminuindo as temperaturas especialmente no leste da região e durante as tardes, quando elas ficam mais amenas.</p><p>O frio se espalha e fica mais intenso na primeira metade da próxima semana, ou seja, entre a segunda (24) e a terça-feira (25). Mas essa <strong>queda nas temperaturas será breve</strong>, pois já na quarta-feira (26) o calor retorna a todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787327664866.jpg" data-image="88xw3whrfj95"><figcaption>Massa de ar frio de origem polar derrubará as temperaturas em praticamente todo o estado de São Paulo entre este fim de semana e a primeira metade da semana que vem.</figcaption></figure><p>No mapa acima podemos observar a atuação da massa de ar frio sobre o estado paulista, que vai derrubar as temperaturas em superfície em praticamente todo o território.</p><p>No<strong> sábado (22) </strong>e no<strong> domingo (23)</strong> as temperaturas <strong>mínimas </strong>variam<strong> entre 11°C e 16°C</strong> em todo o estado de São Paulo, podendo cair para os <strong>10°C em áreas elevadas do Vale do Paraíba e em áreas do sul</strong>, na sub-região de Sorocaba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787328462797.jpg" data-image="qaw5ru3aeeyc"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para o domingo (23).</figcaption></figure><p>Já as temperaturas <strong>máximas </strong>no fim de semana vão ficar mais amenas no <strong>leste </strong>do estado, onde <strong>não passam dos 25°C</strong> e podem<strong> pontualmente cair para os 16°C</strong>. As áreas norte, noroeste e oeste seguem com calor de até 32°C.</p><div class="texto-destacado">O frio retorna a São Paulo entre este fim de semana e o início da próxima, com mínimas de 10°C em pontos do sul e do Vale do Paraíba e máximas abaixo dos 23°C no leste do estado.</div><p>Contudo, na<strong> primeira metade da semana que vem</strong> o <strong>frio se espalha</strong> mais pelo leste do estado e seu sinal será observado especialmente nas <strong>máximas, que terão valores mais baixos </strong>do que as do fim de semana.</p><p>As temperaturas <strong>mínimas </strong>seguirão oscilando <strong>entre 11°C e 17°C</strong> em praticamente todo o território na segunda (24) e na terça-feira (25), mas podendo cair para os <strong>10°C em localidades do sul paulista e do Vale do Paraíba</strong>. Alguns pontos do oeste terão mínimas entre 18°C e 19°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787328481719.jpg" data-image="csuc2uk1ef3c"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (°C) para segunda-feira (24).</figcaption></figure><p>Porém, as <strong>máximas </strong>vão ficar mais baixas em uma ampla faixa do leste do estado (mapa acima), variando de<strong> 13°C a 23°C</strong>, mas podendo pontualmente chegar aos <strong>11°C/12°C em localidades do sul</strong>, na Região de Sorocaba.</p><p>Na <strong>quarta-feira (26)</strong> as <strong>temperaturas já se elevam </strong>e o<strong> calor retorna a todo o estado</strong>, com máximas entre 24°C e 35°C em praticamente todo o território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784893" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão">Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317275505_320.jpg" alt="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"></a></article></aside><p>A <strong>capital </strong>paulista terá <strong>mínimas entre 12°C e 13°C</strong>; e máximas de 24°C no fim de semana e de 19°C no início da próxima semana.</p><p>Além disso,<strong> chuvas fracas</strong> podem ocorrer entre a <strong>segunda (24) e a terça-feira (25)</strong> em toda a <strong>faixa litorânea </strong>de São Paulo, inclusive na <strong>capital paulista</strong>, devido à circulação marítima que traz a umidade do mar para o continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira-1787328501446.jpg" data-image="r8uxgcrog1db"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para segunda-feira (24) às 13h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As demais áreas do estado devem permanecer com tempo firme, calor e umidade relativa do ar baixa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-baixa-as-temperaturas-em-sp-e-capital-vai-enfrentar-dias-de-inverno-umido-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gangorra térmica: frio de inverno já tem data para acabar e dará lugar ao calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 18:14:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias com temperaturas de inverno no Centro-Sul do Brasil, uma mudança de padrão está prevista para a próxima semana. O calor que vem dominando a metade norte do país irá se expandir e afetar as 5 regiões do Brasil, com temperaturas acima de 40°C em uma área ampla.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazmobe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazmobe.jpg" id="xazmobe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O<strong> frio de inverno</strong> que começou a ingressar no Sul do Brasil na última quinta-feira (20)<strong> já tem data para acabar.</strong> Enquanto a temperatura no centro-sul do país nos próximos dias será baixa, com mínimas abaixo de zero e tardes frias no Sul e faixa leste do Sudeste, <strong>o calor deve voltar a predominar em todo o país</strong> já na primeira metade da próxima semana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso-1787323733647.png" data-image="5fmn3hyvv6gk" alt="Previsão de anomalia de temperatura mínima para segunda-feira (24), segundo o ECMWF, destacando 14°C abaixo da média no Rio Grande do Sul." title="Previsão de anomalia de temperatura mínima para segunda-feira (24), segundo o ECMWF, destacando 14°C abaixo da média no Rio Grande do Sul."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura mínima para segunda-feira (24), segundo o ECMWF, destacando 14°C abaixo da média no Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p><strong>Até segunda-feira (24) as máximas serão frias</strong> principalmente no Rio Grande do Sul, faixa leste de Santa Catarina, Paraná e também do Sudeste, com máximas abaixo de 18°C no geral. Na<strong> terça-feira (26) as máximas já começam a esquentar</strong> em boa parte da região Sul, especialmente no oeste, mas é <strong>a partir de quarta (27)</strong> que <strong>o calor ganha força nas 5 regiões</strong> do país, se intensificando até o fim das semana. Confira os detalhes.</p><h2>Temperaturas disparam a partir de quarta</h2><p>Na <strong>quarta-feira (27) </strong>as temperaturas <strong>máximas</strong> <strong>disparam</strong> em todo o país, levando a sensação de frio embora, pelo menos na parte da tarde. O <strong>amanhecer ainda será frio</strong>, com mínimas abaixo de 10°C em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, <strong>mas à tarde </strong>as temperaturas<strong> </strong>se aproximam ou ultrapassam os <strong>30°C </strong>em diversas áreas do Sul. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso<strong> </strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os<strong> maiores valores previstos</strong>, no entanto, estão sobre o<strong> Centro-Oeste, Norte e Nordeste</strong> do país, onde há previsão que os termômetros<strong> ultrapassem 40°C</strong>. Essas regiões já vêm registrando temperaturas elevadas e próximas a 40°C nos últimos dias, e as temperaturas estão previstas para se manter altas por um longo período, se intensificando ainda mais na reta final de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso-1787323766840.png" data-image="ng23io89u8ph" alt="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (27), segundo o ECMWF." title="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (27), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (27), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>s</strong><strong>egunda metade da semana o calor aumenta</strong> ainda mais, e o modelo GFS prevê que temperaturas <strong>máximas ultrapassando 44°C</strong> no<strong> Mato Grosso</strong> já a partir de quinta-feira (28). </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784893" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão">Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html" title="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317275505_320.jpg" alt="Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão"></a></article></aside><p>Na <strong>sexta-feira (29) </strong>a <strong>área</strong> <strong>com temperaturas entre 40°C e 44°C se espalha</strong> sobre uma área ainda maior, abrangendo o <strong>Centro-Oeste, Norte e Nordeste. </strong>A área com previsão de temperaturas acima de 44°C também se expande no oeste do Mato Grosso. Embora no imaginário popular seja ‘comum’ fazer calor nessas áreas, as <strong>temperaturas</strong> previstas para o final do mês são <strong>acima da média</strong>, <strong>mesmo considerando a climatologia de cada região. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso-1787323785931.png" data-image="uzqx9b30w0ei" alt="Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (29), segundo o GFS." title="Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (29), segundo o GFS."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para sexta-feira (29), segundo o GFS.</figcaption></figure><p>Além das temperaturas elevadas, estão previstos<strong> níveis críticos de umidade relativa do ar</strong>, trazendo um<strong> clima desértico</strong> para uma grande área do Brasil. Essa <strong>combinação é perigosa</strong> para a <strong>saúde</strong> quanto para o <strong>meio ambiente</strong>, aumentando o <strong>risco de doenças cardiorrespiratórias e incêndios</strong>. </p><p>É importante <strong>evitar exposição ao sol </strong>e <strong>exercícios físicos</strong> nos<strong> horários mais quentes</strong> do dia, incluindo passeios com os <em>pets</em>, <strong>ingerir bastante água</strong> e, sempre que possível, umidificar os ambientes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/gangorra-termica-frio-de-inverno-ja-tem-data-para-acabar-e-dara-lugar-ao-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar ganha força e frio de inverno atinge o Centro-Sul por vários dias; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:02:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o avanço de uma frente fria, uma massa de ar polar segue ganhando espaço e intensidade sobre o Brasil e trará o frio de inverno para o Centro-Sul do país pelos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazm1oa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazm1oa.jpg" id="xazm1oa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A frente fria associada ao ciclone extratropical avançou pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste nas últimas horas, provocando mudanças no tempo em diversos estados. Na retaguarda desse sistema, o avanço de uma <strong>massa de ar polar</strong> ganha força e traz de volta o frio de inverno.</p><p>O sistema causará uma queda nas temperaturas, além de <strong>risco de geada e termômetros chegando a marcas negativas</strong> no Sul. No Sudeste e Centro-Oeste, a massa de ar frio alivia o calor intenso registrado nos últimos dias. Veja a previsão com mais detalhes.</p><ul></ul><h2>Frio de inverno retorna com avanço de ar polar</h2><p>A massa de ar frio afeta primeiro a Região Sul. Já na tarde desta <strong>sexta-feira (21)</strong>, as temperaturas máximas não ultrapassam os <strong>19°C</strong> no Rio Grande do Sul, no meio-oeste de Santa Catarina e em áreas do sudoeste do Paraná. O oeste paulista e o centro-sul de Mato Grosso do Sul também registram queda nos termômetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317310848.jpg" data-image="ljbbjq536nfh" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>A previsão mostra o avanço do ar polar sobre áreas do Centro-Sul do país na tarde deste sábado (22), mantendo as temperaturas máximas inferiores aos 20°C no Sul do país.</figcaption></figure><p>O amanhecer de <strong>sábado (22)</strong> será marcado por temperaturas geladas em todo o Rio Grande do Sul, na maior parte de Santa Catarina e na metade sul do Paraná. Nessa faixa, os termômetros ficam <strong>abaixo dos 8°C</strong>, com destaque para o território gaúcho, que pode registrar mínimas <strong>inferiores a 5°C</strong> e risco de geada.</p><p>Durante a tarde de sábado (22), o frio se concentra entre o Rio Grande do Sul e o sudoeste paranaense, onde as máximas não superam os <strong>15°C</strong>. No Sudeste, o ar frio começa a avançar pelo leste de São Paulo e pelo Rio de Janeiro, deixando as temperaturas na casa dos <strong>23°C</strong>.</p><h2>Pico do frio traz geadas e temperaturas de até -6°C </h2><p>No <strong>domingo (23)</strong> e na <strong>segunda-feira (24)</strong>, o ar polar atinge o seu pico de intensidade sobre o Centro-Sul. Serão os dias mais frios da semana no Sul, em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A combinação entre a massa fria e o céu aberto favorece uma forte perda de calor durante as madrugadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317216255.jpg" data-image="2ytlx463o5jo" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Temperatura mínima prevista para o amanhecer de domingo (23) e segunda-feira (24) no Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Na Região Sul, há <strong>alerta para geada generalizada</strong> e marcas negativas nas serras Gaúcha e Catarinense, que podem chegar até <strong>-6°C</strong> no domingo (23) e na segunda (24). Áreas do norte do Rio Grande do Sul e o centro de Santa Catarina também podem registrar temperaturas abaixo de zero. No restante da região e no sul do Paraná, as mínimas previstas <strong>abaixo de 6°C</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No restante do Paraná e no Sudeste, as madrugadas também serão geladas. Os termômetros variam entre <strong>5°C e 14°C</strong> na faixa que abrange São Paulo, o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, a variação fica entre <strong>9°C e 17°C</strong> no sul de Mato Grosso do Sul e em Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao-1787317511892.jpg" data-image="o79jsj2989lj" alt="Temperatura máxima." title="Temperatura máxima."><figcaption>Máxima prevista para a tarde de segunda-feira (24).</figcaption></figure><p>Com a presença do ar polar, as tardes de domingo (23) e segunda-feira (24) terão <strong>temperaturas amenas.</strong> Nesses dois dias, as <strong>máximas </strong>não ultrapassam os <strong>17°C</strong> no Rio Grande do Sul e no leste catarinense, mantendo o tempo ameno no sul paranaense e no leste do Sudeste, onde os termômetros não superam os <strong>24°C</strong>.</p><p>A partir de <strong>terça-feira (25)</strong>, a massa polar começa a perder força, embora continue concentrada sobre o Sul do país. As mínimas ainda ficam <strong>abaixo dos 10°C</strong> em grande parte da região, mas as máximas sobem paulatinamente, oscilando entre <strong>16°C e 23°C</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784741" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-ao-centro-sul.html" title="Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul">Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-ao-centro-sul.html" title="Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-no-centro-sul-1787260954439_320.jpg" alt="Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul"></a></article></aside><p>No restante do Centro-Sul, as temperaturas voltam a subir gradativamente, com mínimas na casa dos <strong>15°C</strong> e máximas que voltam a ultrapassar os <strong>27°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-forca-e-frio-de-inverno-atinge-o-centro-sul-por-varios-dias-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A apenas 1h de SP, 'cidade dos exageros' reúne orelhão gigante e rochas de Era Glacial; conheça ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Cidade a cerca de 100 km da capital paulista é famosa por ter objetos gigantes em praças, sendo conhecida nacionalmente como a "Cidade dos Exageros”. E ela ainda guarda importantes registros geológicos de uma antiga era glacial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259842910.jpg" data-image="oj2csc3fgz60"><figcaption>Orelhão gigante de 7 metros de altura na Praça da “Cidade dos Exageros”, interior de São Paulo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Uma cidade no <strong>interior de São Paulo</strong> é conhecida nacionalmente como a "<strong>Cidade dos Exageros</strong>" devido aos monumentos gigantescos em praças, como um <strong>orelhão de 7 metros de altura</strong> (imagem acima).</p><p>Além disso, ela guarda <strong>importantes registros geológicos de uma antiga era glacial ocorrida há cerca de 280 milhões de anos</strong>, quando existia um <strong>lago glacial</strong> com icebergs na região. </p><p>Trata-se da cidade de <strong>Itu</strong>, que fica a cerca de<strong> 100 km da capital </strong>paulista e faz parte da Região Metropolitana de Sorocaba. Descubra abaixo que registros geológicos são esses e quais atrativos a cidade oferece.</p><h2>Os atrativos de Itu</h2><p>A cidade abriga uma <strong>antiga pedreira com paredões sedimentares</strong> expondo rochas da era glacial de<strong> 280 milhões de anos</strong>, formados por geleiras. Essa <strong>pedreira era o fundo de um lago glacial que tinha icebergs</strong>.</p><p>Essa <strong>pedreira fica no Parque Geológico do Varvito</strong>, atualmente uma unidade de conservação. E por que o nome Varvito? Este nome é utilizado pelos geólogos para denominar um tipo de rocha sedimentar única, formada pela sucessão repetitiva de lâminas ou camadas, cada uma delas depositada durante o intervalo de um ano. </p><div class="texto-destacado">O Parque Geológico do Varvito de Itu é considerado o mais importante sítio de rochas varvito da América do Sul. </div><p>Cada <strong>par de listras </strong>que aparece nos <strong>paredões da pedreira</strong> corresponde a um ano inteiro, semelhante aos anéis de um tronco de árvore que marcam a idade da planta.</p><p><strong>No verão, o gelo derretia</strong> e a água carregava areia para dentro do lago, formando uma faixa clara e mais grossa.<strong> No inverno, com a superfície congelada</strong>, só a poeira mais fina descia devagar até o fundo, deixando uma faixa escura e estreita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259814912.jpg" data-image="rsgdurvc186m"><figcaption>Vista do Parque Geológico do Varvito, em Itu (SP). Crédito: Vinicius Lopes.</figcaption></figure><p>Além disso, Itu é conhecida como a "Cidade dos Exageros" por ter<strong> objetos gigantes expostos em praças</strong>. Tudo devido a uma piada de TV que foi transformada em identidade turística em 1960 por um humorista da cidade conhecido como Simplício.</p><p>A <strong>Praça dos Exageros</strong> abriga <strong>objetos, ferramentas e animais em tamanhos gigantes</strong>, além do boneco do personagem Simplício.</p><p>A <strong>Praça Padre Miguel (Matriz)</strong> abriga o<strong> famoso orelhão e o semáforo em proporções exageradas</strong>. Ao redor desta praça há lojinhas que vendem souvenires de tamanho exagerado e uma lanchonete.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259657618.jpg" data-image="bw7mt8mwdd18"><figcaption>A pedreira com paredões rochosos de 280 milhões de anos no Parque Geológico do Varvito, em Itu (SP). Crédito: Webysther Nunes/Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Além disso, outros pontos turísticos que a cidade oferece são o<strong> Parque Maeda</strong>, um complexo turístico e de pesca com jardins, teleférico, piscinas com toboágua, passeio a cavalo, de trenzinho e teleférico; e o <strong>Bar do Alemão</strong>, o restaurante mais tradicional da cidade e famoso pelo seu consagrado filé à parmegiana.</p><p>Não deixe de conhecer também o<strong> Museu Republicano Convenção de Itu</strong>, um casarão onde ocorreu em 18 de abril de 1873 a Convenção de Itu, movimento criador do partido republicano paulista que impulsionou a Proclamação da República, em 1889.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca-1787259614401.jpg" data-image="xi3sfx9vocyy"><figcaption>A Praça da Independência, ou Largo do Carmo, possui lindas palmeiras que desembocam na Igreja do Carmo. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Outro local a conhecer é a <strong>Praça da Independência, ou Largo do Carmo</strong>, que fica no centro histórico de Itu. O local é famoso por sua alameda de <strong>palmeiras imperiais</strong>, casarões do século 19 e pela imponente<strong> Igreja de Nossa Senhora do Carmo</strong>. Nos finais de semana ocorrem feirinhas artesanais e gastronômicas, além de eventos.</p><p>A<strong> Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária</strong> também é outro atrativo. Ela foi inaugurada em 1780 e reúne um dos acervos barrocos e rococós mais expressivos do estado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia.html" title="Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são 'limpas' pela maré duas vezes ao dia">Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são "limpas" pela maré duas vezes ao dia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia.html" title="Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são 'limpas' pela maré duas vezes ao dia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-carros-nem-asfalto-a-cidade-incomum-onde-as-ruas-sao-limpas-pela-mare-duas-vezes-ao-dia-1779484907830_320.jpg" alt="Nem carros, nem asfalto: a cidade incomum onde as ruas são 'limpas' pela maré duas vezes ao dia"></a></article></aside><p>E por fim, mas não menos importante, nossa dica é a <strong>Fábrica de Arte Marcos Amaro (Fama Museu)</strong>, que ocupa 25 mil metros quadrados de uma antiga fábrica têxtil de 1911 e reúne cerca de 2 mil obras de arte moderna e contemporânea.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pereira%2C%20M" data-year="2026" data-title="Orelh%C3%A3o%20de%20sete%20metros%20e%20rochas%20de%20280%20milh%C3%B5es%20de%20anos%2C%20essa%20%C3%A9%20uma%20das%20cidades%20mais%20fotografadas%20do%20interior%20paulista" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tupi.fm%2Fentretenimento%2Forelhao-de-sete-metros-e-rochas-de-280-milhoes-de-anos-essa-e-uma-das-cidades-mais-fotografadas-do-interior-paulista%2F">Pereira, M. (2026). <a href="https://www.tupi.fm/entretenimento/orelhao-de-sete-metros-e-rochas-de-280-milhoes-de-anos-essa-e-uma-das-cidades-mais-fotografadas-do-interior-paulista/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Orelhão de sete metros e rochas de 280 milhões de anos, essa é uma das cidades mais fotografadas do interior paulista</a>.</cite><br><cite data-author="Dalla%20Vecchia%2C%20C" data-year="2024" data-title="O%20que%20fazer%20em%20Itu%20em%20um%20bate-volta%20de%20S%C3%A3o%20Paulo" data-url="https%3A%2F%2Fviagemeturismo.abril.com.br%2Fbrasil%2Fo-que-fazer-em-itu-em-um-bate-e-volta-de-sao-paulo%2F">Dalla Vecchia, C. (2024). <a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/o-que-fazer-em-itu-em-um-bate-e-volta-de-sao-paulo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer em Itu em um bate-volta de São Paulo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/a-apenas-1h-de-sp-cidade-dos-exageros-reune-orelhao-gigante-e-rochas-de-era-glacial-conheca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nuvem branca na sua varanda: um guia para cuidar da delicada planta véu de noiva]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/uma-nuvem-branca-na-sua-varanda-um-guia-para-cuidar-da-delicada-planta-veu-de-noiva.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 10:12:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Suas pequenas flores podem cobrir a varanda como uma nuvem branca, mas, para mantê-las belas, precisamos entender como essa planta reage ao sol, à água e à poda.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-nube-blanca-en-tu-balcon-guia-para-cuidar-la-delicada-planta-velo-de-novia-1785808382458.png" data-image="5187jncrp2ui"><figcaption>O nome *<em>Gypsophila</em>* deriva de palavras gregas que remetem ao gesso, refletindo a preferência dessas plantas por solos calcários.</figcaption></figure><p>A <strong>véu-de-noiva</strong><em>,</em> conhecida também como <strong>mosquitinho </strong>no Brasil, é uma planta capaz de transformar completamente a sua coleção, pois, vista de longe, <strong>assemelha-se a uma nuvem branca flutuando sobre o vaso</strong>. Neste artigo, focaremos especificamente na <em><strong>Gypsophila paniculata</strong></em> — uma espécie perene da família <em>Caryophyllaceae </em>—, uma vez que esse mesmo nome popular é utilizado para outras plantas.</p><p><strong>Embora possa parecer delicada, não é difícil cuidar dela</strong>, desde que receba luz solar suficiente e conte com uma boa drenagem. Na verdade, o problema mais comum com essa planta não é a falta de atenção, mas sim o excesso de água ao redor das raízes.</p><div class="texto-destacado">O excesso de umidade enfraquece os caules e causa apodrecimento. Portanto, regar em excesso pode ser mais prejudicial do que esperar um pouco antes de regar.</div><p>Algumas variedades formam touceiras grandes e muito ramificadas, enquanto outras <strong>cultivares, mais compactas, são mais adequadas para o cultivo em vasos</strong>. Uma boa circulação de ar é essencial para manter as hastes firmes e as flores limpas.</p><p>O efeito semelhante a uma nuvem é obtido graças à <strong>floração abundante</strong> e à <strong>estrutura ramificada</strong>. A luminosidade estimula a produção de flores, ao passo que a remoção das flores murchas mantém a planta com um aspecto organizado e pode favorecer o surgimento de novos botões.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">En casa siempre hay flores <br>Gypsophila paniculata. <br>Así de bien se conservan después de tiempo. <a href="https://t.co/4wvHY3JxZI">pic.twitter.com/4wvHY3JxZI</a></p>— Isabel Redondo (@isatielmes) <a href="https://x.com/isatielmes/status/2012554575853531259?ref_src=twsrc%5Etfw">January 17, 2026</a></blockquote></figure><p>A poda deve ser leve e realizada no momento certo, evitando cortes drásticos. A rega também não pode seguir um cronograma único e padronizado; a temperatura, o vento, o material do vaso e o substrato influenciam a velocidade com que o solo seca. No entanto, sem dúvida, aprender a <strong>verificar a umidade do solo é o aspecto mais importante dos cuidados</strong>.</p><h2>Luz, vaso e rega: a base para uma planta exuberante</h2><p>Para se desenvolver bem, a véu-de-noiva precisa de <strong>pelo menos seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Em regiões de calor intenso, ela tolera certa sombra à tarde, mas o excesso de sombra resulta em caules fracos e menos flores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-nube-blanca-en-tu-balcon-guia-para-cuidar-la-delicada-planta-velo-de-novia-1785808422463.png" data-image="756m0ba54gto"><figcaption>Suas hastes florais podem ser usadas frescas ou secas e são muito valorizadas como complemento em arranjos e buquês.</figcaption></figure><p>Esta planta requer um <strong>vaso fundo com vários orifícios de drenagem</strong>, pois desenvolve uma raiz pivotante carnuda que não tolera bem o manuseio. Portanto, evite replantios frequentes depois que ela estiver estabelecida.</p><p>O <strong>substrato de cultivo deve ser leve e poroso</strong>. Você pode misturar um substrato padrão para vasos com perlita, rocha vulcânica fina ou areia grossa, adicionando uma quantidade moderada de composto orgânico bem curtido. No entanto, evite colocar pedras no fundo do vaso para substituir os orifícios de drenagem; a presença dos próprios furos e um substrato bem aerado são muito mais importantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777885" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html" title="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas">Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html" title="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783624770706_320.jpg" alt="Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas"></a></article></aside><p>Durante a primavera e o verão, verifique o vaso duas ou três vezes por semana, mas regue apenas quando os três ou quatro centímetros superficiais do solo estiverem secos. Reduza a frequência no outono e evite manter o substrato encharcado durante o inverno.</p><h3>Poda, nutrição e cuidados</h3><p>Para manter a planta saudável e florida,<strong> remova as flores murchas cortando logo acima de um ramo saudável</strong>. Isso evita que a planta gaste toda a sua energia na produção de sementes e pode estimular uma nova florada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-nube-blanca-en-tu-balcon-guia-para-cuidar-la-delicada-planta-velo-de-novia-1785808438523.png" data-image="0ztny3j2tpof"><figcaption>Suas flores atraem borboletas, trazendo movimento e biodiversidade a jardins e varandas.</figcaption></figure><p>Após o período principal de floração, faça uma poda leve nos caules longos, pendentes ou desordenados para manter um formato arredondado e arejado. Lembre-se de sempre utilizar tesouras limpas para evitar danificar a planta.</p><p>Durante a estação de crescimento, <strong>aplique um fertilizante equilibrado e diluído a cada quatro ou seis semanas</strong>. O excesso de nitrogênio resulta em folhagem abundante e floração mais pobre; portanto, é melhor evitar a fertilização excessiva.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Gypsophila paniculata, the baby's breath, common gypsophila or panicled baby's-breath, is a species of flowering plant in the familyCaryophyllaceae, native to central and eastern Europe. It is an herbaceous perennialgrowing to 1.2 m (4 ft) tall and wide, <a href="https://t.co/FwKGtn3vS1">pic.twitter.com/FwKGtn3vS1</a></p>— Hiromi Universe (@OnigiriAction1) <a href="https://x.com/OnigiriAction1/status/1792750714231681393?ref_src=twsrc%5Etfw">May 21, 2024</a></blockquote></figure><p>A <strong>má ventilação e o excesso de umidade podem favorecer o surgimento de fungos e da podridão do caule</strong>. Durante o inverno, proteja o vaso de chuvas prolongadas e geadas intensas, pois as raízes ficam mais vulneráveis quando cultivadas em recipientes.</p><p>Para manter a planta viçosa, certifique-se de que ela receba bastante luz solar, seja cultivada em um vaso profundo com solo de boa drenagem e receba água na medida certa. Seguindo esses cuidados básicos, a planta produzirá novos brotos e manterá seu aspecto de nuvem branca, sem exigir manutenção complexa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/uma-nuvem-branca-na-sua-varanda-um-guia-para-cuidar-da-delicada-planta-veu-de-noiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Você consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 08:25:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Esse fenômeno pode frequentemente preceder a chegada de uma pancada de chuva ou de uma tempestade mais intensa, particularmente quando as primeiras gotas caem sobre um solo ressecado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493538327.jpg" data-image="2klj10lq9d46"><figcaption>Por razões puramente físicas, o petricor pode ser detectado antes da chegada da chuva. Quando o ar começa a ficar saturado de água, a tensão superficial tende a diminuir, estimulando a liberação de compostos voláteis.</figcaption></figure><p><strong>Petricor </strong>é o nome que se dá ao <strong>cheiro liberado pelo solo quando chove após um longo período de seca</strong>. Esse aroma, que percebemos assim que caem as primeiras gotas de chuva,<strong> provém de uma mistura de compostos voláteis retidos no solo e liberados pela água</strong>.</p><p>Quando a primeira gota de chuva atinge um<strong> solo poroso</strong>, o impacto comprime o ar retido nos poros e forma<strong> minúsculas bolhas</strong>. Essas bolhas sobem à superfície e <strong>estouram</strong>,<strong> lançando no ar aerossóis que contêm geosmina e óleos vegetais</strong>.</p><p>O fenômeno foi filmado em câmera lenta por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 2015. <strong>Cada gota de chuva gera centenas de aerossóis que se elevam até 10 cm no ar</strong>, o suficiente para chegar ao nosso nariz.</p><h2><strong>Os principais responsáveis por trás deste cheiro</strong></h2><p><strong>Na origem do petricor está a geosmina, produzida por bactérias</strong> filamentosas do gênero <em>Streptomyces </em>(actinomicetos). Esses microrganismos vivem no solo e, ao morrerem ou se desidratarem, liberam geosmina, uma molécula de álcool com <strong>um odor "terroso" que remete ao solo molhado</strong>.</p><div class="texto-destacado">Além da geosmina, há também óleos vegetais. De fato, durante períodos de seca, plantas e arbustos secretam óleos cerosos para se protegerem da desidratação. Esses óleos se acumulam nas rochas e no solo.</div><p>Por fim, <strong>antes da chuva</strong>, raios ou correntes descendentes rompem as moléculas de oxigênio (O₂), separando-as em átomos livres que se recombinam para formar ozônio. O <strong>ozônio tem um cheiro metálico e "elétrico"</strong>, semelhante ao de uma fotocopiadora.</p><h2><strong>O petricor pode ser detectado antes da chegada da chuva?</strong></h2><p>Por razões puramente físicas, <strong>o petricor pode ser detectado antes da chegada da chuva</strong>. À medida que o ar começa a ficar saturado de umidade, a tensão superficial tende a diminuir, favorecendo a liberação de compostos voláteis.</p><p>Além disso, correntes descendentes ao redor de nuvens carregadas de chuva tendem a empurrar o ar úmido para baixo, transportando consigo o ozônio e os primeiros aerossóis elevados por gotas de chuva distantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493581567.jpg" data-image="eavn6ybxkfrd"><figcaption>Na origem do petricor está a geosmina, produzida por bactérias filamentosas do gênero <em>Streptomyces </em>(actinomicetos). Esses microrganismos vivem no solo e, ao morrerem ou se desidratarem, liberam geosmina, uma molécula de álcool com um odor "terroso" que remete ao solo molhado.</figcaption></figure><p>Isso significa que,<strong> de 10 a 30 minutos antes da chuva, o nariz humano consegue detectar esses sinais precursores</strong>. É um sinal que nossos ancestrais caçadores-coletores utilizavam para antecipar a chegada de tempestades e encontrar abrigo seguro.</p><h2><strong>O petricor é mais perceptível em certas áreas?</strong></h2><p>Sim, existem áreas onde é mais fácil sentir o cheiro de petricor do que em outras. <strong>As áreas mais propícias são aquelas caracterizadas por solos ricos em argila</strong>, que contêm grandes quantidades de actinomicetos — abrangendo desde zonas rurais e florestas até o asfalto das cidades.</p><p>Após longos períodos de seca, quando gotas de chuva quentes umedecem o solo — como ocorre durante uma tempestade de verão —, o petricor pode ser detectado a quilômetros de distância.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716005" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-da-universidade-da-florida-o-que-torna-um-cheiro-ruim.html" title="Estudo da Universidade da Flórida: O que torna um cheiro ruim?">Estudo da Universidade da Flórida: O que torna um cheiro ruim?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-da-universidade-da-florida-o-que-torna-um-cheiro-ruim.html" title="Estudo da Universidade da Flórida: O que torna um cheiro ruim?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-de-la-universidad-de-florida-que-hace-que-un-olor-sea-malo-1750343960491_320.png" alt="Estudo da Universidade da Flórida: O que torna um cheiro ruim?"></a></article></aside><p>Camelos do deserto conseguem detectar o petricor a quilômetros de distância para encontrar água. Na Austrália, os povos aborígenes chamam esse cheiro de <em>maban</em>, associando-o a mitos de criação.</p><p>Da próxima vez que sentir esse aroma inconfundível, lembre-se de que você está inalando uma mensagem química que levou milhões de anos para se formar. Afinal, nossa querida Terra respira, regenera-se e nos avisa gentilmente que os céus estão prestes a se abrir.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar derruba as temperaturas e traz frio por vários dias ao Centro-Sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-ao-centro-sul.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 23:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar polar avança pelo Brasil a partir desta sexta-feira (21), derrubando as temperaturas no Sul, Sudeste e em parte do Centro-Oeste. O frio será especialmente intenso no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde as mínimas podem chegar a -7°C e provocar geadas fortes e abrangentes já neste final de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazdzqe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazdzqe.jpg" id="xazdzqe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta quinta-feira (20), um <strong>ciclone extratropical </strong>se formou sobre a região Sul e a sua <strong>frente fria</strong> associada atuou sobre a região Sul, causando <strong>pancadas de chuva</strong> com os maiores acumulados sobre o Rio Grande do Sul e pancadas moderadas de chuva atingindo também o Paraná e Santa Catarina. </p><div class="texto-destacado">Já nesta quinta-feira, esse ciclone e sua frente fria associada impulsionam uma massa de ar frio pela região Sul, e a partir desta sexta-feira (21), uma segunda massa de ar polar ainda mais intensa começa a avançar pelo país, afetando também estados do Sudeste e Centro-Oeste.</div><p>Já ao longo desta noite e da madrugada de sexta (21), o sistema provocará uma <strong>queda significativa nas temperaturas</strong> no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. As mínimas no MS chegam a valores perto dos <strong>10°C</strong>, enquanto na região Sul chegam a valores inferiores, de até <strong>4°C</strong> na região serrana de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, o que pode ocasionar <strong>geadas pontuais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-no-centro-sul-1787260820218.jpg" data-image="oc7jztiu1gn3" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira mostra que alguns pontos da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense já podem registrar geadas pontuais durante esta noite, com 4°C ou menos.</figcaption></figure><p>Ao longo do sábado (22) e do domingo (23), as temperaturas caem ainda mais sobre a região Sul. Durante a madrugada e a manhã do domingo (23), previsões indicam que haverá condições para formação de <strong>geadas mais fortes e generalizadas</strong> sobre todo o Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com temperaturas negativas de até <strong>-7°C sobre a serra catarinense</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Ao longo do final de semana, a massa de ar frio avança sobre <strong>parte do Centro-Oeste</strong>, fazendo as temperaturas se tornarem mais amenas também no extremo sul de Goiás e do Mato Grosso. Ainda assim, vale notar que <strong>não</strong> há previsão de uma queda muito brusca nem temperaturas extremas nessas regiões.</p><h2>Frio atinge Sul, Centro-Oeste e também Sudeste</h2><p>Além das temperaturas extremamente baixas no Sul, a massa de ar frio atuará de maneira significativa sobre a <strong>Região Sudeste</strong>. Durante o final de semana, o ar frio chegará a estados como São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo, <strong>fazendo as temperaturas caírem</strong> também nessas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-no-centro-sul-1787260865523.jpg" data-image="dcybtgsyhhyx" alt="Previsão de temperaturas mínimas no domingo." title="Previsão de temperaturas mínimas no domingo."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no domingo mostra temperaturas negativas na região serrana de RS e SC e uma queda significativa de temperaturas na região Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Isso trará um clima típico de inverno de volta a estes estados durante alguns dias. No sábado (22) e no domingo (23), as <strong>temperaturas mínimas atingem valores </strong><strong>abaixo de 10°C</strong> em áreas específicas do Sudeste, especialmente no Vale do Paraíba, no leste de São Paulo, na Serra da Mantiqueira e em partes do sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além disso, temperaturas se tornarão mais amenas também no extremo sul de Goiás e do Mato Grosso, embora não haja previsão de uma queda muito brusca nessas regiões. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essas condições também <strong>se mantém ao longo da segunda-feira (24)</strong> - sendo que, ao longo da madruga da e da manhã, <strong>temperaturas negativas</strong> podem novamente se formar na Serra Catarinense e se espalhar em direção à Serra Gaúcha, onde o frio se intensifica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-no-centro-sul-1787260907446.jpg" data-image="mmw3sh36b6qf" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira mostra que haverá novamente possibilidade de temperaturas negativas e geadas fortes e abrangentes nas serras do RS e de SC.</figcaption></figure><p>Embora o risco de geadas seja consideravelmente menor no Sudeste, não se descarta a possibilidade de formação de <strong>geadas pontuais nas áreas mais frias</strong> e de maior altitude de São Paulo e Minas Gerais, especialmente durante a madrugada e o início da manhã do domingo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784683" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao.html" title="Frente fria muda o tempo em SP e no RJ: vendaval, chuva e frio de inverno; veja a previsão">Frente fria muda o tempo em SP e no RJ: vendaval, chuva e frio de inverno; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao.html" title="Frente fria muda o tempo em SP e no RJ: vendaval, chuva e frio de inverno; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao-1787239041121_320.jpg" alt="Frente fria muda o tempo em SP e no RJ: vendaval, chuva e frio de inverno; veja a previsão"></a></article></aside><p><strong>As temperaturas voltam a subir a partir da terça-feira (25)</strong>, quando não há mais risco de ocorrência de temperaturas negativas e a probabilidade de geadas cai significativamente em toda a região Sul. Em paralelo, as temperaturas no Sudeste e no Centro-Oeste também <strong>voltam a subir para patamares mais elevados</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-derruba-as-temperaturas-e-traz-frio-por-varios-dias-ao-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Norte do Chile registrou chuvas históricas: deslizamento de lama deixa parte de Tocopilla soterrada]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/norte-do-chile-registrou-chuvas-historicas-deslizamento-de-lama-deixa-parte-de-tocopilla-soterrada.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Embora a chuva tenha diminuído e até parado em alguns momentos, um forte fluxo de água, rochas e lama desceu pelas encostas de Tocopilla. Felizmente, medidas de mitigação evitaram vítimas fatais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaz4eky"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaz4eky.jpg" id="xaz4eky"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Tempestades severas </strong>no<strong> norte do Chile</strong>, provocadas pela passagem de uma depressão isolada em altitude — denominada "DANA" pelo Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia do Peru (SENAMHI) — causaram danos significativos devido às <strong>chuvas históricas</strong> que atingiram a região.</p><p>O deserto quente mais árido do planeta registrou — em apenas dois dias — <strong>mais de 37,1 mm de chuva em Tocopilla</strong>, 33,4 mm em Taltal, 20,8 mm em El Salvador e 20,8 mm em Putre, além de mais de 10 mm nas estações meteorológicas dos aeroportos de Arica, Iquique e Antofagasta, segundo dados oficiais da Direção Meteorológica do Chile.</p><p>Além disso, as estações de Arica e Iquique estabeleceram novos recordes de precipitação acumulada máxima em 24 horas, totalizando 8,6 mm em Arica, em 17 de agosto, e 6,6 mm em Iquique, em 18 de agosto — volumes que representam mais de sete vezes a precipitação anual desta última região.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Aluvión en <a href="https://x.com/hashtag/Tocopilla?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tocopilla</a> favor ayudar a la gente de población pacífico norte <a href="https://x.com/Carabdechile?ref_src=twsrc%5Etfw">@Carabdechile</a> <a href="https://t.co/d0sgQIZVCn">pic.twitter.com/d0sgQIZVCn</a></p>— JM (@JoosePerez) <a href="https://x.com/JoosePerez/status/2089756510914056664?ref_src=twsrc%5Etfw">August 18, 2026</a></blockquote></figure><p>Chuvas históricas no norte provocaram<strong> inundações em diversas áreas</strong>; a ativação de ravinas e os eventos de movimentação de massa foram os fenômenos mais marcantes, dado o fluxo impressionante de material pelas ruas de cidades como Tocopilla.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">URGENTE Nos llegan más videos del aluvión que está afectando la comuna de Tocopilla, región de Antofagasta. <br><br>Se reportan decenas de vehículos dañados, viviendas afectadas y personas heridas. <br><br>Video compartido por la comunidad de RedGeoChile, desde las calles Sucre con <a href="https://t.co/4y2aPAM60c">pic.twitter.com/4y2aPAM60c</a></p>— Red Geocientífica de Chile (@RedGeoChile) <a href="https://x.com/RedGeoChile/status/2089767166916657339?ref_src=twsrc%5Etfw">August 18, 2026</a></blockquote></figure><p>O <strong>deslizamento de lama em Tocopilla</strong> foi o mais significativo de todos. Apesar das imagens chocantes, as medidas de mitigação implementadas após o deslizamento destrutivo e fatal que atingiu essa cidade em 5 de agosto de 2015 conseguiram canalizar o fluxo de lama, rochas e água que descia das ravinas da região; o fluxo foi desacelerado em bacias de sedimentação antes de prosseguir pelas ruas da cidade.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/qJcBxSHDPW8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=qJcBxSHDPW8" id="qJcBxSHDPW8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Felizmente, <strong>não houve registro de vítimas fatais</strong> durante o deslizamento em Tocopilla, ocorrida na tarde da última terça-feira (18). O Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (SENAPRED) informou que o episódio de chuvas que atingiu o norte do Chile afetou 810 pessoas e deixou<strong> 1.152 desabrigadas</strong>, 276 casas com danos graves e quase 1.000 casas com danos leves.</p><h2>Os solos do norte não suportam as chuvas</h2><p>Ao contrário das áreas do centro do Chile — onde chuvas frontais de 10 a 30 mm não geram o mesmo impacto que a precipitação observada no norte —, o <strong>tipo de solo e as características das chuvas</strong> associadas a baixas segregadas (depressões isoladas em altitude) foram os <strong>fatores que desencadearam os deslizamentos </strong>de lama.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="qme" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Tocopilla?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tocopilla</a> <a href="https://x.com/hashtag/Aluvion?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Aluvion</a> <a href="https://t.co/nmG3l3uYy0">pic.twitter.com/nmG3l3uYy0</a></p>— Neomarinero (@Neomarinero) <a href="https://x.com/Neomarinero/status/2089825024312324402?ref_src=twsrc%5Etfw">August 18, 2026</a></blockquote></figure><p>Os <strong>solos nus e com escassa vegetação</strong> da região norte apresentam baixa capacidade de infiltração sob certas condições, o que significa que uma parcela significativa da água pode escoar para as ravinas.</p><p>A <strong>baixa segregada — um sistema de núcleo frio ou depressão isolada de altos níveis</strong> (conhecida em espanhol como DANA) — gera chuvas convectivas e aguaceiros intensos, capazes de liberar grandes volumes de precipitação das nuvens em um curto intervalo de tempo. As enxurradas resultantes percorrem ravinas que raramente apresentam fluxo de água; quando isso ocorre, é geralmente durante o verão, impulsionado pelas chuvas sazonais que alcançam as áreas do interior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">URGENTE ️ Se registra aluvión en el sector Tres Marías, comuna de Tocopilla.<br><br>Actualizaremos...<br><br> Video compartido por la comunidad de RedGeoChile. <a href="https://t.co/0XYtot2XAp">pic.twitter.com/0XYtot2XAp</a></p>— Red Geocientífica de Chile (@RedGeoChile) <a href="https://x.com/RedGeoChile/status/2089752446654411140?ref_src=twsrc%5Etfw">August 18, 2026</a></blockquote></figure><p>O<strong> relevo</strong> do norte foi outro fator que determinou a forma como a chuva caía. A enorme barreira formada pela cadeia de montanhas costeira — que se erguia abruptamente a quase 2.000 metros — era um ponto focal onde se desencadeavam as chuvas mais intensas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781310" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cidades-cada-vez-mais-quentes-10-infraestruturas-verdes-para-mitigar-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbana.html" title="Cidades cada vez mais quentes: 10 infraestruturas verdes para mitigar o efeito de ilha de calor urbana">Cidades cada vez mais quentes: 10 infraestruturas verdes para mitigar o efeito de ilha de calor urbana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/cidades-cada-vez-mais-quentes-10-infraestruturas-verdes-para-mitigar-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbana.html" title="Cidades cada vez mais quentes: 10 infraestruturas verdes para mitigar o efeito de ilha de calor urbana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-sempre-piu-calde-le-10-infrastrutture-verdi-indispensabili-per-mitigare-l-isola-di-calore-urbana-1785151514601_320.jpeg" alt="Cidades cada vez mais quentes: 10 infraestruturas verdes para mitigar o efeito de ilha de calor urbana"></a></article></aside><p>Toda a precipitação ocorrida nas áreas do interior somou-se à chuva que havia caído nas proximidades da cidade — a qual, na verdade, já havia cessado várias horas antes de o deslizamento de lama atingir o local. A <strong>inclinação do terreno acelerou o fluxo, que arrastou veículos em seu caminho e deixou parte da cidade soterrada</strong> sob uma camada de terra, areia e pedras que, a julgar pelas imagens divulgadas pela imprensa local, ultrapassava um metro de espessura.</p><p>As operações de limpeza continuam na área mais atingida da cidade de Tocopilla.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MeteoChile" data-year="" data-title="Precipitaciones%20norte%20de%20Chile%20-%2016%20al%2018%20de%20agosto" data-url="https%3A%2F%2Fx.com%2Fmeteochile_dmc%2Fstatus%2F2090200017219043711%2Fphoto%2F2">MeteoChile. <a href="https://x.com/meteochile_dmc/status/2090200017219043711/photo/2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Precipitaciones norte de Chile - 16 al 18 de agosto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/norte-do-chile-registrou-chuvas-historicas-deslizamento-de-lama-deixa-parte-de-tocopilla-soterrada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria muda o tempo em SP e no RJ: vendaval, chuva e frio de inverno; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 20:49:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria oceânica favorecerá pancadas de chuva entre esta sexta (21) e o sábado (22) para parte de São Paulo e o Rio de Janeiro, além de rajadas de vento e uma queda das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazbvfq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazbvfq.jpg" id="xazbvfq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre esta <strong>sexta-feira (21) </strong>e o <strong>sábado (22)</strong> uma <strong>frente fria oceânica </strong>atuará de forma mais costeira na Região Sudeste do Brasil, aumentando as condições para <strong>pancadas de chuva</strong> e, especialmente, <strong>vendavais</strong> em parte de <strong>São Paulo</strong> e no <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O sistema levará chuvas a algumas áreas da Baixada Santista, Litoral Norte e Vale do Paraíba e, principalmente, ao centro-sul do Rio de Janeiro, além de <strong>rajadas de vento que podem superar os 70 km/h</strong> e de uma posterior <strong>queda das temperaturas</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Chuva e vendavais em SP e RJ entre amanhã e sábado</h2><p>A <strong>frente fria</strong> associada ao ciclone extratropical que se formou hoje (20) entre o Sul do Brasil, Uruguai e Argentina vai se aproximar do Sudeste brasileiro entre amanhã (21) e o sábado (22), mas ela terá <strong>atuação mais oceânica</strong> e não trará grandes problemas à região em relação às chuvas.</p><p>As<strong> principais mudanças</strong> em relação à ela serão a virada dos ventos e a posterior queda das temperaturas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.</p><p><strong>Não há previsão de chuva forte e generalizada</strong> nestes estados, como geralmente costumamos observar durante a atuação desses sistemas. Mas ele vai aumentar as condições para<strong> pancadas de chuva isoladas e vendavais</strong>, especialmente no estado fluminense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao-1787243322551.png" data-image="ks9faj4v19ec"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sexta-feira (21) às 17h à esquerda e às 23h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Em <strong>São Paulo</strong>, o sistema pode provocar <strong>chuvas fracas </strong>ou até<strong> alguma pancada isolada mais forte</strong> ao longo da <strong>sexta (21) </strong>em áreas da <strong>Baixada Santista, Litoral Norte e Vale do Paraíba</strong>.</p><p>Além disso, o sistema também provocará uma mudança dos ventos. Ao longo da <strong>sexta-feira (21) </strong>podem ocorrer <strong>vendavais de 50 a 60 km/h em áreas do leste</strong> <strong>paulista</strong> e<strong> pontualmente se aproximar dos 70 km/h no litoral norte</strong>. Atenção também ao mar agitado próximo à costa. Atenção também para o <strong>levantamento de poeira e redução da visibilidade</strong> devido à ventania e ao ar muito seco no estado paulista.</p><p>A <strong>capital </strong>paulista tem previsão de tempo firme, com sol entre nuvens e rajadas em torno dos 42 km/h na sexta-feira (21).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao-1787243694036.png" data-image="yq0wc6jf48fo"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (km/h) para a sexta-feira (21) às 14h à esquerda e às 17h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, a frente fria provocará pancadas de<strong> chuva moderadas a pontualmente fortes e risco de temporais isolados</strong> entre a <strong>noite de sexta (21) e madrugada de sábado (22)</strong> em áreas da Região Metropolitana, do Centro, Baixadas e em parte do Norte. </p><p> O sistema também trará fortes vendavais a este estado na sexta-feira (21), especialmente no período da tarde. São esperadas<strong> rajadas entre 50 e 75 km/h</strong> na <strong>Região Metropolitana, Baixadas e Norte fluminenses</strong>, incluindo a faixa litorânea, mas<strong> pontualmente elas podem superar este valor</strong>. O mar fica agitado próximo à costa. </p><div class="texto-destacado">Vendavais entre 50 e 70 km/h no leste de São Paulo e no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (21), mas pontualmente podendo superar este valor, especialmente na faixa litorânea.</div><p> A <strong>capital </strong>fluminense terá condições para chuva fraca durante a noite e vendavais em torno dos <strong>60 km/h durante a tarde</strong>. </p><p>Atenção aos <strong>transtornos </strong>que esses <strong>vendavais </strong>podem trazer, como queda de galhos, de estruturas e cortes no fornecimento de energia, além de riscos à nevegação e à pesca na costa.</p><h2>Queda das temperaturas a partir do fim de semana</h2><p>A partir deste fim de semana as <strong>temperaturas terão uma breve queda</strong> no leste de São Paulo e em áreas do centro-sul do Rio de Janeiro.</p><p>No sábado (22) e domingo (23) as <strong>máximas </strong>já ficam mais amenas durante as tardes em áreas do <strong>leste paulista</strong> e do <strong>sul e Região Serrana do Rio</strong>, onde vão variar entre <strong>16°C e 20°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784658" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html" title="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta">Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html" title="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta-1787226420555_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta"></a></article></aside><p>Mas no início da próxima semana, o frio se espalha um pouco mais e as temperaturas máximas despencam mais um pouco nestas áreas, chegando <strong>pontualmente em torno dos 12°C a 14°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao-1787245232025.jpg" data-image="8o32v3pmsy4e"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (°C) para o domingo (23).</figcaption></figure><p>E fará frio pela manhã nos próximos dias. As temperaturas <strong>mínimas </strong>(mapa acima) vão variar<strong> entre 10°C e 17°C em São Paulo</strong>, mas podendo cair para os <strong>8°C em pontos elevados do Vale do Paraíba</strong>. </p><p>Já no <strong>Rio de Janeiro</strong>, as <strong>mínimas </strong>vão ficar<strong> entre 10°C e 20°C</strong>, mas também podendo chegar aos <strong>8°C em pontos do sul e da Região Serrana</strong>.</p><p>Na capital paulista, mínima de 13°C<strong> </strong>e máxima de 20°C; e a capital fluminense com mínima de 19°C e máxima de 22°C no início da próxima semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-muda-o-tempo-em-sp-e-no-rj-vendaval-chuva-e-frio-de-inverno-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas no RS causam alagamentos, bloqueios e deixam desabrigados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-intensas-no-rs-causam-alagamentos-bloqueios-e-deixam-desabrigados.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 19:21:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estabelecimentos comerciais de produtos importados na fronteira uruguaia precisaram fechar as portas ou instalar barreiras com sacos de areia para evitar que a água invadisse os prédios durante a cheia. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-no-rs-causam-alagamentos-bloqueios-e-deixam-desabrigados-1787252216656.jpg" data-image="uikaoljxfvgi" alt="Chuvas provocaram a cheia do Rio Jaguarão, no Uruguai — Foto: Imagens cedidas/ Gustavo Echevengua" title="Chuvas provocaram a cheia do Rio Jaguarão, no Uruguai — Foto: Imagens cedidas/ Gustavo Echevengua"><figcaption>Chuvas provocaram a cheia do Rio Jaguarão, no Uruguai — Foto: Imagens cedidas/ Gustavo Echevengua</figcaption></figure><p>O excesso de chuva continua a provocar transtornos significativos em diversos municípios da região sul do Rio Grande do Sul. Na manhã desta quinta-feira (20), <strong>Bagé registrou o bloqueio de vias urbanas e rurais, incluindo a Estrada de Arvorezinha</strong> e acessos a pontes locais.</p><p>A Estação de Tratamento de Água (ETA) de Bagé <strong>acumulou 225,9 mm de precipitação nos primeiros 20 dias do mês</strong>. Com as três barragens locais cheias, a prefeitura atendeu 406 pedidos de distribuição de lonas para cobrir destelhamentos provocados pelos temporais recentes.</p><h2>Interdições em Bagé e mobilização municipal</h2><p>Além do bloqueio na Estrada de Arvorezinha, <strong>as pontes da rua Ernesto Médici, no bairro Getúlio Vargas, e do Passo do 11 ficaram totalmente sem acesso</strong>. O pontilhão do bairro Álvaro Laranjeira também foi afetado pelo acúmulo de água.</p><p>Na Avenida Portugal, <strong>a circulação de veículos precisou ser normalizada após a remoção de uma árvore caída</strong>. Uma frente de trabalho coordenada pela Defesa Civil reuniu diversas secretarias, incluindo Meio Ambiente, Infraestrutura e Desenvolvimento Rural, para amenizar os estragos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-no-rs-causam-alagamentos-bloqueios-e-deixam-desabrigados-1787251646783.jpg" data-image="xrpq5df6gzlq" alt="Alagamentos no bairro Getúlio Vargas, em Bagé. Foto: Reprodução/ Prefeitura de Bagé" title="Alagamentos no bairro Getúlio Vargas, em Bagé. Foto: Reprodução/ Prefeitura de Bagé"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-204033">Alagamentos no bairro Getúlio Vargas, em Bagé. Foto: Reprodução/ Prefeitura de Bagé</figcaption></figure><p>A maior parte dos chamados para assistência emergencial partiu de moradores residentes na zona leste do município. <strong>As equipes municipais continuam monitorando as áreas mais vulneráveis</strong> e atuando na desobstrução de pontos críticos da infraestrutura urbana e rural.</p><h2>Volumes históricos e impacto de ciclone em Pelotas</h2><p>Em Pelotas, <strong>a precipitação atingiu a marca de 421 mm entre 12 de julho e 20 de agosto de 2026</strong>. Esse volume representa quase o dobro da média climatológica para o bimestre, que costuma somar 229 mm de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>).</p><p>Os dados da estação da Defesa Civil estadual, no Arroio Pelotas, mostram que choveu em 30 dos últimos 40 dias. O período mais crítico registrou acumulado de <strong>84 mm no dia 16 de agosto, seguido por 53 mm no dia 18 e 47 mm no dia 6 de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-no-rs-causam-alagamentos-bloqueios-e-deixam-desabrigados-1787251968421.jpg" data-image="3w9qbllw4dcq" alt="A passagem recente de um ciclone extratropical agravou os impactos das precipitações constantes em Pelotas. Foto: Gabriel de Bem / Agencia RBS" title="A passagem recente de um ciclone extratropical agravou os impactos das precipitações constantes em Pelotas. Foto: Gabriel de Bem / Agencia RBS"><figcaption>A passagem recente de um ciclone extratropical agravou os impactos das precipitações constantes em Pelotas. Foto: Gabriel de Bem / Agencia RBS</figcaption></figure><p>Nessa mesma data, <strong>a passagem de um ciclone extratropical gerou rajadas de vento de 66 km/h</strong> sobre o município. O vendaval destelhou imóveis e provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica para milhares de moradores locais.</p><h2>Transbordamento do Rio Jaguarão e impactos na fronteira</h2><p>Na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, <strong>a cheia do Rio Jaguarão alcançou 4,90 metros na noite de quarta-feira (19)</strong>, superando a cota de transbordamento de 4,50 metros. Cerca de 40 famílias foram desalojadas no município gaúcho e levadas para um abrigo temporário no ginásio municipal.</p><p>A elevação do leito forçou <strong>a suspensão das aulas nas 25 escolas da rede municipal de Jaguarão</strong>, atingindo mais de 2.000 estudantes. Nas residências ribeirinhas, famílias precisaram erguer móveis e bens para diminuir perdas materiais diante da cheia repentina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784658" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html" title="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta">Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html" title="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta-1787226420555_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta"></a></article></aside><p>Na vizinha Rio Branco, no Uruguai, <strong>o transbordamento alcançou ruas e o centro comercial de free shops</strong>, restringindo a circulação ao tráfego de moradores e funcionários locais. Lojas fecharam as portas, enquanto lojistas usaram barreiras de sacos de areia para evitar prejuízos maiores. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ang%C3%A9lica%20Silveira" data-year="2026" data-title="Chuva%20causa%20interdi%C3%A7%C3%B5es%20de%20ruas%20Bag%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiodopovo.com.br%2Fnot%25C3%25ADcias%2Fcidades%2Fchuva-causa-interdicoes-de-ruas-bage-1.1740740">Angélica Silveira. (2026). <a href="https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/chuva-causa-interdicoes-de-ruas-bage-1.1740740" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva causa interdições de ruas Bagé</a>.</cite><br><cite data-author="Douglas%20Dutra" data-year="2026" data-title="Com%20chuva%20em%2030%20dos%20%C3%BAltimos%2040%20dias%2C%20volume%20chega%20a%20421%20mil%C3%ADmetros%20em%20Pelotas" data-url="https%3A%2F%2Fgauchazh.clicrbs.com.br%2Fzona-sul%2Fgeral%2Fnoticia%2F2026%2F08%2Fcom-chuva-em-30-dos-ultimos-40-dias-volume-chega-a-421-milimetros-em-pelotas-cmt1ns33b001g01ijyb0zjitc.html">Douglas Dutra. (2026). <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/zona-sul/geral/noticia/2026/08/com-chuva-em-30-dos-ultimos-40-dias-volume-chega-a-421-milimetros-em-pelotas-cmt1ns33b001g01ijyb0zjitc.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Com chuva em 30 dos últimos 40 dias, volume chega a 421 milímetros em Pelotas</a>.</cite><br><cite data-author="St%C3%A9fane%20Costa%2C%20Madu%20Brito%2C%20RBS%20TV%20e%20g1%20RS" data-year="2026" data-title="Cheia%20de%20rio%20no%20RS%20tira%20fam%C3%ADlias%20de%20casa%20e%20fecha%20com%C3%A9rcio%20de%20free%20shops%20na%20fronteira%20com%20o%20Uruguai" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F19%2Fcheia-rio-rs-tira-familias-casa-fecha-comercio-free-shops-fronteira-uruguai.ghtml">Stéfane Costa, Madu Brito, RBS TV e g1 RS. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/08/19/cheia-rio-rs-tira-familias-casa-fecha-comercio-free-shops-fronteira-uruguai.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cheia de rio no RS tira famílias de casa e fecha comércio de free shops na fronteira com o Uruguai</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-intensas-no-rs-causam-alagamentos-bloqueios-e-deixam-desabrigados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após frio de inverno, bolha de ar quente atinge as 5 regiões do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 18:42:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma mudança de padrão está prevista para a próxima semana, após o episódio de frio trazido pelo sistema frontal dos próximos dias. Uma bolha de calor deve elevar as temperaturas acima de 40°C em uma ampla área do Brasil, podendo ultrapassar 44°C em algumas localidades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazc3t2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazc3t2.jpg" id="xazc3t2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Temperaturas</strong> acima da média e <strong>excepcionalmente</strong> <strong>elevadas</strong> devem se expandir pelo Brasil na<strong> próxima semana.</strong> A metade norte do país vem enfrentando temperaturas elevadas, previstas para persistirem por um período prolongado. A partir de <strong>quarta-feira (26) </strong>essa <strong>bolha de ar quente se expande</strong>, com previsão de afetar as <strong>5 regiões</strong> do Brasil e se intensificar até o fim da semana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1787241813513.png" data-image="gck5ncbm8867" alt="calor" title="calor"><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 24 e 23 de agosto segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Essa mudança de padrão se reflete também na previsão de anomalia semanal de temperatura do modelo ECMWF para a semana entre 24 e 31 de agosto. O modelo prevê temperaturas entre 1°C e 3°C acima da média predominando sobre praticamente todo o país, sendo que na área central do país as anomalias podem ser entre 3°C e 6°C acima da média. Confira os detalhes.</p><h2>Mudança de padrão à vista</h2><p>Enquanto o Centro-sul do Brasil se prepara para enfrentar condições meteorológicas de um ciclone extratropical e suas respectivas frente fria e massa de ar frio, na próxima semana o quadro muda. Na<strong> terça-feira (25) </strong>as máximas devem ser entre <strong>14°C e 22°C</strong> na região Sul e faixa leste do Sudeste, <strong>mas na quarta (26) </strong>os<strong> termômetros sobem em todo o país. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1787241969270.png" data-image="o49wxcj7nj0a" alt="Previsão de temperatura máxima para terça-feira (25), segundo o GFS." title="Previsão de temperatura máxima para terça-feira (25), segundo o GFS."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para terça-feira (25), segundo o GFS.</figcaption></figure><p>O <strong>calor</strong> está previsto alcançar as<strong> 5 regiões </strong>do Brasil com temperaturas máximas acima de 30°C. As <strong>maiores temperaturas</strong> estão previstas para o <strong>Centro-Oeste</strong>, com máximas que podem<strong> ultrapassar 44°C </strong>no oeste do Mato Grosso do Sul, segundo o modelo GFS.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784544" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-queda-brusca-das-temperaturas-de-ate-7-c-veja-para-onde-o-frio-de-inverno-retorna.html" title="Ar frio traz queda brusca das temperaturas para até -7°C; veja para onde o frio de inverno retorna">Ar frio traz queda brusca das temperaturas para até -7°C; veja para onde o frio de inverno retorna</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-frio-traz-queda-brusca-das-temperaturas-de-ate-7-c-veja-para-onde-o-frio-de-inverno-retorna.html" title="Ar frio traz queda brusca das temperaturas para até -7°C; veja para onde o frio de inverno retorna"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-frio-traz-queda-brusca-das-temperaturas-de-ate-7-c-veja-para-onde-o-frio-de-inverno-retorna-1787157066274_320.jpg" alt="Ar frio traz queda brusca das temperaturas para até -7°C; veja para onde o frio de inverno retorna"></a></article></aside><p>Temperaturas entre<strong> 40°C e 44°C</strong> estão previstas sobre uma <strong>ampla área</strong> neste mesmo dia, abrangendo o<strong> Centro-Oeste, Norte e Nordeste</strong>, enquanto na faixa oeste do <strong>Sudeste</strong> as temperaturas devem se <strong>aproximar de 40°C</strong>. Na região <strong>Sul</strong> as maiores temperaturas podem alcançar <strong>35°C</strong>, principalmente no oeste. Este padrão deve se manter até o final de agosto quando, na virada do mês uma nova frente fria está prevista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil-1787241983583.png" data-image="eh4w3ut69n9e" alt="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (26), segundo o GFS." title="Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (26), segundo o GFS."><figcaption>Previsão de temperatura máxima para quarta-feira (26), segundo o GFS.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas elevadas</strong> estão previstas ocorrer simultaneamente com <strong>níveis muito baixos de umidade relativa do ar</strong>, trazendo uma combinação ‘desértica’ e perigosa tanto para a saúde quanto para o meio ambiente. </p><p>A <strong>combinação</strong> de calor e baixa umidade do ar <strong>favorece</strong> o aumento de <strong>doenças cardiorrespiratórias e o risco de queimadas</strong>. É importante evitar exposição ao sol e exercícios físicos nos horários mais quentes do dia, incluindo passeios com os pets, ingerir bastante água e, sempre que possível, umidificar os ambientes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/apos-frio-de-inverno-bolha-de-ar-quente-atinge-as-5-regioes-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone atinge o Sul do Brasil: rajadas de 100 km/h colocam silos e aviários em alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-atinge-o-sul-do-brasil-rajadas-de-100-km-h-colocam-silos-e-aviarios-em-alerta.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 17:45:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um ciclone deve produzir rajadas acima de 70 km/h no Sul, com picos próximos de 100 km/h, ameaçando silos, aviários, estufas, energia e operações rurais entre quinta e sexta-feira, antes da entrada do ar frio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazboli"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazboli.jpg" id="xazboli"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Um ciclone extratropical deve se formar sobre o Rio Grande do Sul na quinta-feira</strong>, 20 de agosto. As rajadas superarão 70 km/h em áreas gaúchas, catarinenses e paranaenses, com picos próximos de 100 km/h entre as serras Gaúcha e Catarinense na madrugada de sexta-feira, 21. O evento alcança tabaco em transplantio e hortaliças protegidas entre Pelotas, Chapecó e o sudoeste do Paraná.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>O vento restringe pulverizações, pivôs e máquinas, enquanto coberturas de estufas</strong>, aviários, galpões e silos ficam expostas. A chuva pode superar 50 mm/dia no sul gaúcho, comprometendo acessos e energia usada em ventilação, aquecimento e abastecimento de água. O intervalo mais crítico começa na tarde de quinta e atravessa a madrugada de sexta-feira.</p><h2>Ciclone concentra vento mais forte entre RS e SC </h2><p>Na madrugada de quinta-feira, tempestades avançam pelo oeste de Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul. Rajadas acima de 50 km/h atingem RS, SC, PR e o sul de Mato Grosso do Sul; nas serras gaúcha e catarinense, superam 70 km/h até a noite. <strong>Na madrugada de sexta, valores localizados próximos de 100 km/h alcançam o nordeste gaúcho </strong>e o sudeste catarinense. Esses patamares equivalem, respectivamente, a 19,4 e 27,8 metros por segundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-atinge-o-sul-do-brasil-rajadas-de-100-km-h-colocam-silos-e-aviarios-em-alerta-1787237662559.jpg" data-image="9d9mwf3qsclw" alt="vento, rajadas, Sul, sudeste" title="vento, rajadas, Sul, sudeste"><figcaption>Previsão de rajadas para sexta-feira (21), às 6h, indica vento de 60 a 80 km/h no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</figcaption></figure><p>No Vale do Rio Pardo, litoral catarinense e oeste paranaense, há tabaco em viveiros ou recém-transplantado. <strong>O vento pode rasgar plástico e deslocar bandejas. </strong>Em Caxias do Sul, Florianópolis e Curitiba, estufas mal fixadas expõem alface, tomate e outras hortaliças em crescimento ou colheita.</p><h2>Chuva de 50 mm amplia o risco operacional nas propriedades </h2><p>No extremo sul gaúcho, <strong>a precipitação pode passar de 50 mm em 24 horas</strong> na quinta e superar 110 mm até sexta. Cada 50 mm representa 50 litros de água por metro quadrado. Campanha, Pelotas, Jaguarão e Rio Grande entram no período com solos úmidos e rios elevados. Acessos encharcados podem atrasar ração, leite, aves e insumos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-atinge-o-sul-do-brasil-rajadas-de-100-km-h-colocam-silos-e-aviarios-em-alerta-1787237828323.jpg" data-image="ud2mbazwdchm" alt="chuva, acumulada, anomalia" title="chuva, acumulada, anomalia"><figcaption>Previsão de chuva acumulada (mm) até sexta-feira (21), às 18h.</figcaption></figure><p><strong>Em aviários e instalações de suínos, falhas elétricas interrompem ventilação, bombeamento e água</strong>. Em silos e armazéns de Santa Maria, Passo Fundo e Chapecó, chuva com vento favorece infiltração por calhas, telhas ou portas. Rajadas de 70 km/h tornam insegura qualquer inspeção em altura. Estoques devem permanecer fechados e elevados, sem bloquear drenagens ou rotas de emergência.</p><ul> <li><strong>Sul do RS:</strong> mais de 50 mm/dia pode bloquear estradas; antecipar ração e combustível reduz deslocamentos.</li> <li><strong>Serras Gaúcha e Catarinense:</strong> acima de 70 km/h, revisar telhas, lonas e laterais antes de quinta.</li> <li><strong>Oeste de SC e PR:</strong> acima de 50 km/h, suspender pulverização e drones por deriva e perda de controle.</li> <li><strong>Litoral Sul:</strong> perto de 100 km/h, manter pessoas longe de árvores e coberturas danificadas.</li> </ul><h2>Janela de manejo fecha nesta quinta (20) e melhora no fim de semana </h2><p>A faixa favorável à pulverização é muito inferior: referências técnicas indicam 3,2 a 6,5 km/h, enquanto valores acima de 9,5 a 10 km/h elevam a deriva. Com rajadas de 50 a 100 km/h entre RS, SC e PR, <strong>aplicações, drones e manutenção de telhados devem ser suspensos</strong>, seguindo rótulo, fabricante e avaliação local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784658" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html" title="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta">Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html" title="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta-1787226420555_320.jpg" alt="Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta"></a></article></aside><p><strong>O ciclone se afasta na sexta, mas o litoral gaúcho e catarinense ainda pode ter rajadas no sábado, </strong>22. Depois, o ar polar reduz as mínimas para 4°C nas serras e pode gerar valores negativos na segunda, 24. Geradores, cortinas de aviários e aquecimento devem ser testados; pulverização, adubação e máquinas só retornam após vistoria em Pelotas, Lages e Cascavel.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-atinge-o-sul-do-brasil-rajadas-de-100-km-h-colocam-silos-e-aviarios-em-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem mais de 3700 anos e ainda produz azeitonas: a história da oliveira mais antiga de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 16:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há árvores que prosperam por décadas ou séculos. E depois há as oliveiras milenares, autênticas cápsulas vivas do tempo, capazes de testemunhar a passagem de civilizações inteiras e de continuar a produzir azeitona. Conheça a que já terá superado os 3700 anos em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143695958.jpg" data-image="a9r3vmo3pdvw"><figcaption>Oliveira do Peso, Herdade do Peso - Vidigueira. Imagem: © Nuno Fox, Expresso (2023).</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal contam-se centenas de oliveiras com mais de dois mil anos de existência</strong>. Algumas já terão mesmo ultrapassado os três mil anos. A idade estimada destas oliveiras tem sido estimada através de um método científico desenvolvido por investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que transforma características do tronco numa espécie de relógio biológico.</p><p>Durante bastante tempo a mais famosa foi a <strong>Oliveira do Mouchão, em Abrantes</strong>. Em 2018 a UTAD calculava a sua idade em torno dos <strong>3350 anos, tendo sido contemporânea dos Fenícios, Celtiberos e Romanos</strong> e sobrevivido a invasões, migrações e profundas transformações da paisagem. Mesmo após milhares de anos de intempéries, esta célebre oliveira continuava a produzir azeitona em 2022.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143863651.jpg" data-image="s8m9jle74302"><figcaption>Oliveira do Mouchão, em Abrantes. Imagem: © João Pinheiro, Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Entretanto surgiu uma candidata mais antiga. <strong>Na Herdade do Peso, na Vidigueira, vive a Oliveira do Peso, cuja idade foi estimada em mais de 3700 anos</strong> de acordo com o reconhecimento realizado em 2021. Esta oliveira chegou a ser candidata ao concurso Árvore Portuguesa do Ano 2024, tendo ficado em terceiro lugar.</p><p>Segundo um comunicado da referida propriedade, a sua importância vai além de um único exemplar dado que, aquela que é <strong>a “oliveira milenar mais antiga da Herdade do Peso”</strong>, situa-se numa planície onde está “um conjunto de oliveiras cuja soma de idades ultrapassa os 7000 anos de idade”.</p><h2>Eis como os pesquisadores calcularam a idade de uma árvore milenar</h2><p>O método desenvolvido pela UTAD e já patenteado baseia-se num modelo matemático que relaciona <strong>a idade provável da árvore com características como o diâmetro, a altura e o perímetro do tronco</strong>. Em colaboração com a empresa Oliveiras Milenares, este método tem permitido estudar vários exemplares em Portugal e no estrangeiro, tendo permitido identificar a idade de outras oliveiras extraordinárias.</p><p>São casos disso <strong>a oliveira de Santa Iria de Azóia (idade estimada em cerca de 2850 anos) ou a de Monsaraz (idade estimada em cerca de 2450 anos)</strong>. Refira-se ainda a existência de outras oliveiras milenares espalhadas por todo o país, sobretudo a sul do rio Mondego, embora também existam casos a norte: Estremoz, Montemor-o-Novo, Lagoa, Beja, Vilamoura, Évora e no Parque de Serralves (Porto).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-santuario-vivo-das-oliveiras-milenares-do-planeta-sabe-onde-e.html" title="O santuário vivo das oliveiras milenares do planeta. Sabe onde é?">O santuário vivo das oliveiras milenares do planeta. Sabe onde é?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-santuario-vivo-das-oliveiras-milenares-do-planeta-sabe-onde-e.html" title="O santuário vivo das oliveiras milenares do planeta. Sabe onde é?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-santuario-vivo-das-oliveiras-milenares-do-planeta-sabe-onde-e-1770734151152_320.png" alt="O santuário vivo das oliveiras milenares do planeta. Sabe onde é?"></a></article></aside><p><strong>A UTAD revelou ter sido convidada também a aplicar este método de investigação científica além-fronteiras</strong>, tendo estudado oliveiras em Espanha e França, incluindo exemplares em Bordéus, Girona, Málaga e na ilha de Menorca. Neste último território insular espanhol foi certificada uma árvore com mais de 2300 anos.</p><h2>O segredo da longevidade das oliveiras </h2><p>Segundo <strong>José Luís Louzada, investigador na UTAD</strong>, a mesma instituição de ensino onde foi desenvolvido o método científico que sustenta a datação destas árvores, uma das principais razões é a extraordinária capacidade de rejuvenescimento da oliveira.</p><p>Assim, um <strong>“pedaço de tronco, por mais velho que esteja, tem a capacidade de voltar a rebentar”</strong>, fazendo com que seja possível a árvore continuar “a produzir azeitona”. Entre outros fatores, este cientista atribui a longevidade ao facto de ser uma espécie <strong>“muito bem adaptada ao nosso clima mediterrâneo”</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787144139359.jpg" data-image="prwe60a1v5po"><figcaption>Bem adaptada ao clima mediterrâneo, a oliveira combina resistência e capacidade de regeneração de uma forma excecional. </figcaption></figure><p>No nosso país<strong> estas oliveiras localizam-se "especialmente a sul do Mondego" e podem, "em teoria", viver "uma eternidade</strong>, ultrapassando a idade das inúmeras gerações que passem pelo mesmo território".</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ema%20Gil%20Pires" data-year="2026" data-title="Portugal%20guarda%20centenas%20de%20oliveiras%20milenares%20%E2%80%94%20e%20uma%20pode%20ter%20mais%20de%203700%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F08%2F17%2Fportugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos">Ema Gil Pires. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/08/17/portugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal guarda centenas de oliveiras milenares — e uma pode ter mais de 3700 anos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone e frente fria mantêm alertas de vendavais para o Sul e o Sudeste; confira o alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:30:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A presença de um ciclone extratropical e de sua frente fria associada vai colocar diversos estados em alerta nos próximos dias. Além do retorno das chuvas, há alto risco de vendavais com potencial para provocar transtornos nas regiões Sul e Sudeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazap9i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazap9i.jpg" id="xazap9i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um<strong> ciclone extratropical </strong>formou-se sobre o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (20). O sistema conta com uma frente fria associada que provocará <strong>mudanças no tempo</strong> em áreas do Sul e do Sudeste do Brasil. Além do aumento da nebulosidade e do avanço das chuvas, os <strong>fortes ventos exigem atenção</strong> redobrada hoje (20) e nos próximos dias em vários estados:</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li><li>Rio de Janeiro</li><li>Minas Gerais</li></ul><p>As <strong>diferenças de pressão atmosférica e de temperatura </strong>desempenham um papel fundamental na <strong>intensificação das rajadas</strong>. A diferença de temperatura observada nos últimos dias intensifica os ventos, enquanto o centro de baixa pressão do ciclone atrai massas de ar de regiões com maior pressão, resultando nas <strong>ventanias</strong>.</p><h2>Rajadas de vento intensas que superam os 90 km/h</h2><p>A previsão do modelo <em>ECMWF</em> mostra que, já na manhã desta <strong>quinta-feira (20)</strong>, as<strong> rajadas de vento </strong>ganham força sobre o <strong>Sul do Brasil</strong>. Os municípios da Serra Gaúcha e Catarinense entram em estado de atenção, pois os ventos superam a marca dos <strong>50 km/h</strong> antes do final da manhã e, nos pontos mais elevados, ultrapassam os <strong>65 km/h</strong>.</p><p>Nos demais municípios do Rio Grande do Sul e no meio-oeste de Santa Catarina, também é preciso cautela. Nessas áreas, as rajadas variam entre <strong>33 km/h e 50 km/h</strong> com potencial para provocar queda de galhos e de árvores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta-1787225897405.jpg" data-image="zkqj5359fa2j" alt="Rajadas de vento, manhã." title="Rajadas de vento, manhã."><figcaption>Rajadas de vento previstas para o final da manhã de hoje (20).</figcaption></figure><p><strong>A intensidade do vento aumenta durante a tarde</strong> e passa a afetar outras faixas da Região Sul. O <strong>Paraná</strong> tem previsão de rajadas mais fortes, principalmente no centro-sul e leste do estado, variando entre <strong>41 km/h e 69 km/h</strong>.</p><p>Ainda na tarde de quinta (20), os ventos superam os <strong>60 km/h</strong> no centro de Santa Catarina. Nas áreas de serra dos dois estados, as rajadas alcançam os <strong>70 km/h</strong>. Nas demais cidades gaúchas, incluindo <strong>Porto Alegre</strong>, a variação fica entre <strong>40 km/h e 56 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta-1787225935840.jpg" data-image="rkuv4f5kfb16" alt="Rajadas de vento, noite." title="Rajadas de vento, noite."><figcaption>Ventos ganham intensidade durante a noite e podem superar os 90 km/h nas áreas serranas, de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>No decorrer da noite desta quinta-feira (20),<strong> a ventania perde força</strong> no oeste do Sul, mas se intensifica nos pontos mais altos. O alerta principal retorna para as áreas serranas, onde as rajadas podem <strong>superar os 90 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Com a chegada da <strong>sexta-feira (21)</strong> e o <strong>afastamento do ciclone e da frente fria</strong> em direção ao oceano, a tendência é de <strong>enfraquecimento </strong>gradual <strong>dos ventos</strong> no Sul. Contudo, a cautela deve ser mantida, pois pontos isolados ainda podem registrar <strong>rajadas moderadas a fortes</strong> entre a madrugada e o início da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta-1787225980729.jpg" data-image="01bhi4qt6p85" alt="Rajadas de vento no Sudeste do Brasil." title="Rajadas de vento no Sudeste do Brasil."><figcaption>No Sudeste, o cenário é um pouco mais tranquilo. Contudo, a faixa litorânea terá rajadas que podem superar os 60 km/h no decorrer desta sexta-feira (21).</figcaption></figure><p>À medida que a frente fria avança pela costa e o ciclone se desloca para o Atlântico, a ventania passa a impactar o Sudeste afetando os estados de <strong>São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Ao longo da manhã de <strong>sexta-feira (21)</strong>, os ventos tem fraca intensidade na maior parte do Sudeste, com exceção do litoral. Nos municípios litorâneos paulistas e fluminenses, as rajadas podem <strong>superar os 60 km/h</strong>, gerando transtornos nas faixas costeiras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784585" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-mais-de-40-c-continua-e-alerta-de-baixa-umidade-atinge-12-estados.html" title="Calor de mais de 40°C continua e alerta de baixa umidade atinge 12 estados">Calor de mais de 40°C continua e alerta de baixa umidade atinge 12 estados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-mais-de-40-c-continua-e-alerta-de-baixa-umidade-atinge-12-estados.html" title="Calor de mais de 40°C continua e alerta de baixa umidade atinge 12 estados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-40-c-continua-e-alerta-de-baixa-umidade-atinge-12-estados-1787188039136_320.jpg" alt="Calor de mais de 40°C continua e alerta de baixa umidade atinge 12 estados"></a></article></aside><p>Durante a tarde de sexta (21), os ventos avançam para o interior, atingindo o <strong>Vale do Paraíba</strong>, em São Paulo, o <strong>sul de Minas Gerais</strong>, o <strong>Triângulo Mineiro</strong> e todo o estado do <strong>Rio de Janeiro</strong>, com rajadas que podem superar os <strong>50 km/h</strong>.</p><p>Por fim, a sequência de dias secos deixou o solo bastante seco. Essa combinação associado com a ventania pode provocar a formação de <strong>nuvens de poeira</strong> no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e no interior de São Paulo, exigindo atenção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ciclone-e-frente-fria-mantem-alertas-de-vendavais-para-o-sul-e-o-sudeste-confira-o-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova pista sobre a matéria escura pode revelar uma força desconhecida no Universo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-pista-sobre-a-materia-escura-pode-revelar-uma-forca-desconhecida-no-universo.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo sugere que a matéria escura pode estar sob a ação de uma outra força além da gravidade. Essa interação hipotética atuaria exclusivamente entre partículas da matéria escura, influenciando a forma como elas se agrupam.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-pista-sobre-a-materia-escura-pode-revelar-uma-forca-desconhecida-no-universo-1786910951035.png" data-image="vbsjtbhwt8wu" alt="A matéria escura pode esconder uma força adicional que ainda desconhecemos, além da gravidade. Crédito: NASA" title="A matéria escura pode esconder uma força adicional que ainda desconhecemos, além da gravidade. Crédito: NASA"><figcaption>A matéria escura pode esconder uma força adicional que ainda desconhecemos, além da gravidade. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A matéria escura é uma componente não luminosa do Universo cuja existência é inferida por seus efeitos gravitacionais sobre estrelas, galáxias e grandes estruturas cósmicas. <strong>Até onde sabemos, não há evidência confirmada de que ela interaja com a matéria comum por outras forças além da gravidade. </strong></p><p><strong>Os efeitos da matéria escura podem ser observados em diferentes escalas, desde a dinâmica de galáxias até aglomerados de galáxias e a estrutura em larga escala do Universo.</strong> Sua distribuição gravitacional influencia a formação de filamentos e vazios que compõem a chamada rede cósmica. </p><p>Pesquisadores propõem a possibilidade de uma interação que atuaria entre partículas de matéria escura, sem necessariamente afetar diretamente a matéria visível. <strong>Essa força adicional poderia modificar a forma como os halos de matéria escura se agrupam e evoluem ao longo do tempo cósmico. </strong></p><h2>Matéria escura</h2><p>A matéria escura é uma componente não luminosa do Universo cuja presença é inferida por seus efeitos gravitacionais. <strong>Ela não emite, absorve ou reflete radiação eletromagnética de forma detectável</strong>, mas sua gravidade influencia o movimento de estrelas, galáxias e aglomerados. </p><div class="texto-destacado">Modelos cosmológicos indicam que a matéria escura constitui a maior parte da matéria do Universo e desempenha papel na formação das estruturas cósmicas.</div><p>Apesar de sua importância, ainda não sabemos qual partícula ou conjunto de partículas compõe a matéria escura. O modelo mais usado assume que ela interage por meio da gravidade, mas <strong>diferentes hipóteses permitem a existência de interações adicionais dentro do chamado setor escuro. </strong></p><h2>O problema dos aglomerados</h2><p>O modelo cosmológico padrão reproduz com grande precisão diversas propriedades do Universo, <strong>mas algumas observações indicam possíveis discrepâncias na evolução da estrutura em larga escala</strong>. Uma delas está relacionada ao grau de aglomeração da matéria escura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-pista-sobre-a-materia-escura-pode-revelar-uma-forca-desconhecida-no-universo-1786911157531.png" data-image="ru0fdq7nuj1x" alt="Essa interação poderia influenciar como a matéria escura se aglomera e ajuda a formar a rede cósmica do Universo. Crédito: NASA" title="Essa interação poderia influenciar como a matéria escura se aglomera e ajuda a formar a rede cósmica do Universo. Crédito: NASA"><figcaption>Essa interação poderia influenciar como a matéria escura se aglomera e ajuda a formar a rede cósmica do Universo. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>Alguns levantamentos sugerem que a matéria pode estar mais concentrada em épocas recentes do que o modelo padrão prevê. <strong>Essa diferença pode indicar que a gravidade não seja o único mecanismo responsável pela dinâmica do setor escuro. </strong></p><h2>Força escura</h2><p>Uma hipótese propõe a existência de uma interação adicional entre partículas de matéria escura. A chamada força escura é uma interação atrativa semelhante à gravidade.<strong> Intuitivamente, seria esperado que essa força acelerasse o crescimento de estruturas cósmicas. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-pista-sobre-a-materia-escura-pode-revelar-uma-forca-desconhecida-no-universo-1786911287943.png" data-image="ke4tx8hbiq2e" alt="Mesmo que a força escura não exista, ainda precisamos explicar algumas discrepâncias sobre como a matéria está distribuída pelo cosmos. Crédito: Vera Rubin Observatory" title="Mesmo que a força escura não exista, ainda precisamos explicar algumas discrepâncias sobre como a matéria está distribuída pelo cosmos. Crédito: Vera Rubin Observatory"><figcaption>Mesmo que a força escura não exista, ainda precisamos explicar algumas discrepâncias sobre como a matéria está distribuída pelo cosmos. Crédito: Vera Rubin Observatory</figcaption></figure><p>Apesar das simulações indicarem que a força realmente aumenta a atração entre partículas, <strong>ela também pode fazer com que sua massa efetiva diminua à medida que o Universo evolui. </strong>Essa redução altera a densidade de matéria escura e suprime o crescimento das estruturas. </p><h2>O que falta para compreender o Universo? </h2><p><strong>A hipótese de uma interação escura adicional ainda não foi descartada, mas os resultados mostram que seus efeitos podem ser mais sutis do que o esperado.</strong> Para determinar se essa interação existe, será necessário confrontar diferentes modelos com observações de galáxias e aglomerados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780947" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-hipotese-que-volta-a-ganhar-forca-entre-cientistas-materia-escura-seria-composta-por-buracos-negros-primordiais.html" title="A hipótese que volta a ganhar força entre cientistas: matéria escura seria composta por buracos negros primordiais">A hipótese que volta a ganhar força entre cientistas: matéria escura seria composta por buracos negros primordiais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-hipotese-que-volta-a-ganhar-forca-entre-cientistas-materia-escura-seria-composta-por-buracos-negros-primordiais.html" title="A hipótese que volta a ganhar força entre cientistas: matéria escura seria composta por buracos negros primordiais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-hipotesis-que-vuelve-a-ganar-fuerza-entre-los-cientificos-la-materia-oscura-podrian-ser-agujeros-negros-primordiales-1784332076050_320.jpg" alt="A hipótese que volta a ganhar força entre cientistas: matéria escura seria composta por buracos negros primordiais"></a></article></aside><p><strong>Uma descrição mais completa também precisa considerar a energia escura, responsável pela expansão acelerada do Universo</strong>, além de possíveis componentes físicos ainda desconhecidos. Essas diferentes componentes podem estar acopladas de maneiras que alteram tanto a expansão cósmica quanto o crescimento das estruturas. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bottaro%20et%20al" data-year="2026" data-title="Unveiling%20Dark%20Forces%20with%20Measurements%20of%20the%20Large%20Scale%20Structure%20of%20the%20Universe" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2FPhysRevLett.132.201002">Bottaro et al. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/PhysRevLett.132.201002" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Unveiling Dark Forces with Measurements of the Large Scale Structure of the Universe</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-pista-sobre-a-materia-escura-pode-revelar-uma-forca-desconhecida-no-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item></channel></rss>