<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 20 Apr 2026 16:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 16:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Frente fria, temporais e chuvas intensas deixam alertas neste Feriado de Tiradentes, 21 de abril; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-temporais-e-chuvas-intensas-deixam-alertas-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-confira.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 14:17:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nesta terça-feira uma nova frente fria se forma sobre o Sul do Brasil e aumenta as chances de temporais em parte da região, além de chuvas intensas deixarem outros estados do país em alerta neste Feriado de Tiradentes.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-frente-fria-impacta-o-brasil-no-inicio-desta-semana-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Formação de frente fria impacta o Brasil no início desta semana; saiba o que esperar</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa631ks"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa631ks.jpg" id="xa631ks"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O <strong>final de semana</strong> contou com <strong>tempo firme</strong> sobre o <strong>Sul do Brasil</strong>, enquanto as <strong>chuvas</strong> ficaram concentradas no <strong>Norte</strong> e <strong>Nordeste</strong>. Algumas <strong>estações meteorológicas</strong> da região registraram <strong>volumes próximos a 100 mm</strong>, conforme já havíamos <strong>previsto</strong> nos últimos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Neste <strong>início de semana</strong>, o cenário começa a <strong>mudar</strong> sobre o <strong>Sul do país</strong>. Há previsão da <strong>formação de uma nova frente fria</strong> a partir da <strong>noite desta segunda-feira (20)</strong>, o que traz a presença de <strong>nuvens carregadas</strong> para a região e aumenta as <strong>chances de chuva</strong>.</p><p>Veja a seguir a <strong>previsão do tempo</strong>, com mais <strong>informações e detalhes</strong> para o <strong>feriado de Tiradentes, 21 de abril</strong>, em todo o país.</p><h2>Terça-feira com formação de frente fria</h2><p>Isso mesmo, uma nova <strong>frente fria</strong> irá se formar no início desta semana sobre a <strong>Região Sul do Brasil</strong>. O sistema avança pelos estados nos próximos dias e <strong>aumenta os riscos de chuvas intensas</strong>, <strong>tempestades</strong> e <strong>temporais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-temporais-e-chuvas-intensas-deixam-alertas-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-confira-1776690469898.jpg" data-image="mwz129r11mmd" alt="Mapa de densidade de raios." title="Mapa de densidade de raios."><figcaption>Densidade de raios, mostra os locais mais propícios a tempestades para a manhã desta terça-feira (21) no Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Neste primeiro momento, um <strong>alongamento da baixa pressão</strong> sobre o <strong>noroeste da Argentina</strong> vai favorecer a formação de <strong>instabilidades</strong> sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>. A partir da <strong>madrugada desta terça-feira (21)</strong>, já há previsão de <strong>tempestades</strong> atingindo áreas entre <strong>Uruguaiana (RS)</strong> e <strong>Alegrete (RS)</strong>.</p><p>Conforme as horas avançam, a <strong>intensidade das chuvas não diminui</strong>. Dessa forma, é importante que moradores de <strong>áreas de risco</strong> permaneçam em <strong>atenção</strong>, pois <strong>longos períodos de chuva intensa</strong> podem causar <strong>alagamentos</strong>, <strong>transbordamentos de rios e arroios</strong>, além de deixar <strong>estradas intransitáveis</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-temporais-e-chuvas-intensas-deixam-alertas-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-confira-1776690392956.jpg" data-image="s36j8dz0g6rl" alt="Mapa de previsão de precipitação para a manhã desta terça (21)." title="Mapa de previsão de precipitação para a manhã desta terça (21)."><figcaption>Mapa de previsão de precipitação para a manhã desta terça (21). Modelo mostra chuvas intensas em áreas do oeste gaúcho.</figcaption></figure><p>Até o <strong>final da manhã</strong>, as <strong>chuvas avançam</strong> para outras áreas do <strong>Rio Grande do Sul</strong>, alcançando cidades como <strong>São Borja (RS)</strong>, <strong>Cacequi (RS)</strong> e <strong>Rosário do Sul (RS)</strong>. Em todas essas localidades, há previsão de <strong>trovoadas</strong> e <strong>descargas elétricas</strong>, caracterizando <strong>tempestades</strong>.</p><p>Durante a <strong>tarde</strong>, com o <strong>sistema frontal bem definido</strong>, as <strong>chuvas continuam</strong> com intensidade <strong>moderada</strong>, atingindo uma extensa área do estado, desde a porção sul ao noroeste<strong>, deixando inúmeros municípios em alerta</strong>. Nesse intervalo, <strong>áreas pontuais</strong> podem registrar <strong>chuvas intensas</strong> com potencial para <strong>transtornos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-temporais-e-chuvas-intensas-deixam-alertas-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-confira-1776690383166.jpg" data-image="eqgpk4u6wggu" alt="Precipitação acumulada até o final da noite desta terça-feira (21)." title="Precipitação acumulada até o final da noite desta terça-feira (21)."><figcaption>Precipitação acumulada até o final da noite desta terça-feira (21).</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados de chuva</strong> previstos para esta <strong>terça-feira (21)</strong> no <strong>Sul do Brasil</strong> se aproximam de <strong>50 mm em Alegrete (RS)</strong> e <strong>60 mm em Itaqui (RS)</strong>. Nos demais municípios, os volumes variam entre <strong>15 e 35 mm</strong>.</p><h2>Chuvas também afetam Norte, Nordeste e Centro-Oeste</h2><p>Não será apenas no <strong>Sul do Brasil</strong> que o <strong>feriado de Tiradentes</strong> será marcado por <strong>chuvas</strong>. Nas regiões <strong>Norte</strong>, <strong>Nordeste</strong> e <strong>Centro-Oeste</strong>, há previsão de <strong>chuvas intensas</strong>, com possibilidade de <strong>tempestades</strong> e <strong>temporais</strong>.</p><p>O principal mecanismo responsável pelo transporte de <strong>umidade</strong> nessas áreas é a <strong>Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)</strong>, fenômeno que atua principalmente no <strong>Norte</strong> e no <strong>norte do Nordeste</strong>, favorecendo a ocorrência de <strong>chuvas intensas</strong> e, consequentemente, <strong>transtornos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-temporais-e-chuvas-intensas-deixam-alertas-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-confira-1776690574368.jpg" data-image="2o0h5dqfzrd8" alt="Mapa de chuva." title="Mapa de chuva."><figcaption>Precipitação prevista para a tarde de terça-feira (21) sobre o Brasil.</figcaption></figure><p>Assim, nesta <strong>terça-feira (21)</strong>, há risco de <strong>chuvas fortes</strong> e <strong>tempestades</strong> sobre o <strong>litoral norte do Nordeste</strong>, na faixa entre o <strong>Rio Grande do Norte</strong> e o <strong>Maranhão</strong>, atingindo diversas <strong>capitais</strong> dessa região. Já na <strong>Região Norte</strong>, as chuvas atuam sobre o <strong>Pará (exceto o norte)</strong>, <strong>Amapá</strong>, <strong>sul do Amazonas</strong>, <strong>Rondônia</strong>, <strong>extremo norte do Tocantins</strong> e <strong>Acre</strong>.</p><p>As <strong>chuvas</strong> também atingem o <strong>Centro-Oeste</strong>, onde o <strong>alto teor de umidade</strong>, aliado às <strong>temperaturas elevadas</strong>, favorece a formação de <strong>nuvens carregadas</strong>, principalmente no <strong>norte e oeste do Mato Grosso</strong>. Nessas áreas, os modelos da <strong>Meteored | Tempo.com</strong> indicam <strong>chuvas intensas</strong>, ocorrendo de forma <strong>pontual</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-temporais-e-chuvas-intensas-deixam-alertas-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-confira-1776690585059.jpg" data-image="5zktm4kyd8d6" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>O mapa de água precipitável nos mostra áreas com maior umidade na atmosfera, e regiões propícias a pancadas de chuva nesta terça-feira (21).</figcaption></figure><p>Para os <strong>agricultores da segunda safra de milho</strong>, o cenário acende um <strong>sinal de alerta</strong>, já que <strong>chuvas intensas</strong> tendem a <strong>não infiltrar adequadamente no solo</strong>, podendo causar <strong>escoamento superficial</strong> e até a <strong>perda de insumos aplicados</strong>, prejudicando o desenvolvimento das lavouras.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-temporais-e-chuvas-intensas-deixam-alertas-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Diferença entre planeta e estrela pode estar mais clara após nova descoberta do James Webb]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/diferenca-entre-planeta-e-estrela-pode-estar-mais-clara-apos-nova-descoberta-do-james-webb.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 12:08:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Qual é a linha que define o que é planeta e o que é estrela? Nova descoberta pode finalmente colocar um limite nessa linha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/diferenca-entre-planeta-e-estrela-pode-estar-mais-clara-apos-nova-descoberta-do-james-webb-1776640934613.png" data-image="h9q99zdwpf32" alt="Mais do que massa, a classificação entre planetas e estrelas pode depender do processo de formação, diferenciando objetos formados em discos protoplanetários daqueles originados por colapso estelar." title="Mais do que massa, a classificação entre planetas e estrelas pode depender do processo de formação, diferenciando objetos formados em discos protoplanetários daqueles originados por colapso estelar."><figcaption>Mais do que massa, a classificação entre planetas e estrelas pode depender do processo de formação, diferenciando objetos formados em discos protoplanetários daqueles originados por colapso estelar.</figcaption></figure><p><strong>A distinção entre estrelas e planetas parece algo bem definido pela estrutura e pela física desses objetos.</strong> O Sol é uma esfera de plasma composta por hidrogênio e hélio, enquanto a Terra é uma esfera rochosa. Com essa diferença clara, a definição é de que as estrelas são corpos capazes de sustentar fusão nuclear estável em seus núcleos. Já os planetas não possuem massa suficiente para iniciar ou sustentar fusão nuclear. Sua estrutura é dominada por processos gravitacionais e térmicos.</p><p>Apesar da diferença parecer bem clara, existem objetos cuja classificação não é trivial, já que eles ficam em uma área cinzenta entre estrelas e planetas. Um exemplo são as anãs marrons, que possuem massa intermediária entre planetas gigantes e estrelas. <strong>Esses objetos podem apresentar características semelhantes às de estrelas, mas não atingem condições para sustentar a fusão nuclear de hidrogênio. </strong>Em alguns casos, podem fundir deutério por um curto período mas, estruturalmente, anãs marrons lembram planetas gigantes gasosos como Júpiter. </p><p>Essa sobreposição de propriedades torna difícil estabelecer uma classificação baseada apenas em massa ou composição. <strong>Observações recentes do James Webb identificaram um objeto com massa típica de estrela, mas cuja formação pode ter ocorrido de forma semelhante à de um planeta. </strong>Esse tipo de evidência sugere que a origem do objeto, colapso direto de uma nuvem molecular como estrelas ou formação em disco protoplanetário como planetas, pode ser um determinante em classificar esses objetos.</p><h2>O problema das anãs marrons</h2><p>Diferente de estrelas e planetas comuns, as anãs marrons ocupam uma faixa de transição entre esses dois objetos. <strong>Elas possuem massa intermediária entre planetas gigantes e estrelas de baixa massa, o que torna sua classificação ambígua. </strong>Esses objetos não atingem as condições necessárias para sustentar a fusão nuclear estável de hidrogênio, critério que define uma estrela. No entanto, podem apresentar temperaturas, atmosferas e espectros semelhantes aos de estrelas frias. </p><div class="texto-destacado">Em alguns casos, há fusão de deutério por um período de tempo, o que dificulta ainda mais a classificação desses objetos entre planetas e estrelas.</div><p>Outro fator que complica essa distinção é o processo de formação, que pode variar entre diferentes anãs marrons. <strong>Algumas podem se originar pelo colapso direto de nuvens moleculares, de forma semelhante às estrelas.</strong> Outras podem se formar em discos protoplanetários, como ocorre com planetas gigantes gasosos. Além disso, há sobreposição de massas com objetos como Júpiter, que deixa ainda mais difícil usar massa como critério</p><h2>Fusão de deutério ou massa?</h2><p>Apesar disso, a classificação entre planetas e estrelas frequentemente utiliza a massa limite para a fusão de deutério que é cerca de 13 massas de Júpiter. <strong>Acima desse limite, a temperatura central pode ser suficiente para queima de deutério por um intervalo limitado. </strong>Só que pela existência de objetos com massas superiores e que não produzem fusão nuclear. Por outro lado, há corpos com massa próxima de planetas que podem apresentar fusão de deutério em dadas condições.</p><p><strong>Outro problema surge porque a eficiência da fusão nuclear de deutério varia com metalicidade, opacidades e o estado inicial do objeto.</strong> Consequentemente, dois objetos com massas semelhantes podem seguir trajetórias evolutivas diferentes quanto à atividade nuclear. Por isso, a fronteira entre planetas massivos e anãs marrons, quando baseada apenas em critérios de massa ou queima de deutério, permanece um desafio para a Astronomia.</p><h2>Nova descoberta do James Webb</h2><p>Com esse problema, pesquisadores usaram observações recentes do telescópio James Webb Space para tentar dar uma luz nesse problema. <strong>O objeto encontrado pelo telescópio é chamado de 29 Cygni b e possui cerca de 15 massas de Júpiter. </strong>Com essa massa, ele se encontra acima do limite típico associado à fusão de deutério, o que sugeriria uma classificação como anã marrom. No entanto, o objeto possui muitas características que o colocam mais como planeta do que como estrela.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/mRNIcerXzLw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=mRNIcerXzLw" id="mRNIcerXzLw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Ele orbita uma estrela do tipo A em uma configuração compatível com sistemas planetários. <strong>A análise espectroscópica revelou a presença de elementos pesados como carbono e oxigênio em forma de moléculas em sua atmosfera.</strong> A alta metalicidade mostra que o objeto passou por um processo de formação por acreção em disco protoplanetário. Assim, mesmo com massa elevada, que o colocaria como anã marrom, o objeto apresenta evidências de uma formação planetária.</p><h2>O que define planeta e estrela?</h2><p><strong>Com os resultados obtidos estudando o 29 Cygni b, o problema de usar a massa como critério para classificar objetos ficou evidente.</strong> Um dos argumentos encontrados no estudo é que a distinção entre planetas e estrelas pode ser melhor estabelecida a partir do processo de formação. Em cenários ambíguos, como o de anãs marrons e planetas massivos, a origem do objeto fornece um critério físico mais robusto para a determinação. </p><p>Objetos formados por colapso gravitacional direto de uma nuvem molecular tendem a seguir o caminho estelar. <strong>Já aqueles formados por acreção em discos protoplanetários apresentam características mais próximas de planetas. </strong>Esse resultado permite reinterpretar a chamada “zona cinzenta” e ter critérios que se encaixam melhor em uma situação que envolve diferentes tipos. Assim, a classificação passa a refletir a história evolutiva do objeto, e não apenas suas propriedades finais.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Balmer et al. 2026 <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae374a" target="_blank">Direct Images of CO2 Absorption in the Atmosphere of a Super-Jupiter: Enhanced Metallicity Suggestive of Formation in a Disk </a>The Astrophysical Journal Letters </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/diferenca-entre-planeta-e-estrela-pode-estar-mais-clara-apos-nova-descoberta-do-james-webb.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA anuncia mudança no lançamento de redes de satélites de investigação atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A NASA planeia missões centradas no lançamento de satélites destinados a recolher dados atmosféricos e geológicos a partir da superfície. As missões são um ajustamento da iniciativa anteriormente planeada do Sistema de Observação da Atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-announces-shift-in-the-launch-of-atmospheric-research-satellite-networks-1776366364741.jpeg" data-image="nhjmx4egfv38" alt="NASA FALCON Network" title="NASA FALCON Network"><figcaption>Uma rede de satélites com instrumentação de micro-ondas, laser e radar será lançada pela NASA nos próximos anos como parte do projeto FALCON. Os satélites de observação de nuvens da NASA tiveram origem em 1960 com o lançamento bem sucedido do TIROS-1.</figcaption></figure><p>O entusiasmo em torno do evento <em>Ignition</em> da NASA, no final de março, centrou-se principalmente nas prioridades e prazos recentemente definidos para a próxima fase das missões lunares. Os anúncios de 24 de março demonstraram, sobretudo,<strong> uma mudança de orientação para uma base lunar de superfície</strong>, com missões tripuladas e não tripuladas nos próximos anos a apoiar a infraestrutura necessária para tal feito.</p><p>Durante o evento, a NASA anunciou um novo pedido de informação (RFI) para observações de radiometria de micro-ondas atmosféricas. De acordo com a NASA, estão “à<strong> procura de conceitos de radiômetros de micro-ondas de baixo custo e operados comercialmente</strong> para voar em formação com a constelação FALCON da NASA”.</p><h2>O FALCON voa para a investigação atmosférica</h2><p>A Frota da NASA para a Atmosfera Ligando Observações Comerciais, ou FALCON, tem uma janela de lançamento prevista para o final de 2029. O esforço foi concebido para apoiar operações de ciência atmosférica como parte do programa Earth Venture da NASA. <strong>O RFI indica que a frota desenvolvida pela NASA será provavelmente completada com contribuições de empresas privadas</strong>.</p><p>O Dr. Nicky Fox, Administrador Associado da Direção da Missão Científica da NASA, salienta que a frota FALCON, equipada com instrumentos de lidar e de radar, se centrará especificamente na relação entre nuvens e aerossóis. <strong>A análise dos dados observacionais conduzirá também a uma compreensão mais profunda da convecção atmosférica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">63 years ago today, NASA launched the Television Infra-Red Observation Satellite (TIROS-1), the worlds first successful weather satellite. ️ <br><br>Read more: <a href="https://t.co/ItSmXObaKA">https://t.co/ItSmXObaKA</a> <a href="https://t.co/Y74LyStTNI">pic.twitter.com/Y74LyStTNI</a></p>— NOAA Satellites (@NOAASatellites) <a href="https://twitter.com/NOAASatellites/status/1642149822357725184?ref_src=twsrc%5Etfw">April 1, 2023</a></blockquote></figure><p>A complexa relação entre nuvens e aerossóis está repleta de mecanismos de feedback que estão na base de uma grande parte da ciência climática. <strong>Um conhecimento preciso a um nível mais granular será fundamental para compreendermos a evolução das alterações climáticas</strong>. Fox observa que as lições aprendidas também se traduzirão na seleção de locais críticos e na avaliação de riscos para futuras missões à Lua e a Marte.</p><h2>Substituição do Sistema de Observação da Atmosfera</h2><p>O FALCON substitui formalmente os objetivos do Sistema de Observação Atmosférica (AOS) do Observatório do Sistema Terrestre (ESO). Embora os <strong>objetivos da iniciativa FALCON sejam semelhantes aos do AOS</strong>, os custos do projeto original estavam a aumentar significativamente, o que levou a uma mudança.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Thank you for following Artemis II. Were just getting started. Welcome to the Artemis generation. <a href="https://t.co/hrbvNSwdUI">pic.twitter.com/hrbvNSwdUI</a></p>— NASA Administrator Jared Isaacman (@NASAAdmin) <a href="https://twitter.com/NASAAdmin/status/2043444930400461252?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote></figure><p>A frota FALCON será constituída por dois satélites da NASA: o lidar construído pelo Goddard Space Flight Center e pelo Langley Research Center da NASA. <strong>O radiômetro de deteção de nuvens será confiado ao Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA</strong>.</p><p>Incluída na constelação estará também a Missão de Medição da Precipitação, a ser construída em conjunto com as agências espaciais japonesa (JAXA) e francesa (CNES). <strong>A Missão de Medição da Precipitação</strong> <strong>consiste em instrumentos de radar</strong>, bem como em radiómetros multiespectrais para medir as taxas de água e de precipitação e as propriedades das partículas das nuvens.</p><p>Embora o evento de ignição se tenha centrado fortemente em futuras missões à Lua e a Marte, <strong>a NASA foi inflexível quanto ao fato de as ciências da Terra continuarem a ser uma grande prioridade</strong>. O FALCON será fundamental para a próxima fase de compreensão da atmosfera, dos fenómenos meteorológicos extremos e das mudanças climáticas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipe de cientistas japoneses considera ter encontrado uma forma de mudar a forma como capturamos o carbono, com um material redesenhado que quase não necessita de calor para funcionar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323.jpg" data-image="shx262k24dhq" alt="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it." title="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it."><figcaption>Os investigadores desenvolveram um novo material à base de carbono concebido para capturar CO2 de forma mais eficiente, reduzindo drasticamente a energia necessária para o libertar.</figcaption></figure><p>A captura de carbono como potencial solução para o clima não é novidade, sendo a ideia básica apanhar o CO2 antes de este chegar à atmosfera. O problema tem sido sempre <strong>o custo elevadíssimo de funcionamento do kit</strong>, razão pela qual ainda não foi possível atingir a escala esperada.</p><p>A maioria dos sistemas existentes <strong>baseia-se num processo chamado depuração de aminas aquosas</strong>, que implica o aquecimento de grandes volumes de líquido a mais de 100°C só para libertar o CO2 capturado.</p><p>É nesta fase de aquecimento que o dinheiro desaparece. E é esta a parte que uma equipa da Universidade de Chiba, no Japão, tem vindo a reduzir, com um <strong>novo tipo de material de carbono a que chamam viciazites</strong>.</p><h2>Um material que liberta o CO2 a baixa temperatura</h2><p>Os materiais de carbono sólido já estão no radar dos investigadores como uma alternativa mais barata à depuração líquida. São econômicos, têm uma grande área de superfície para reter o gás e, quando se lhes adicionam grupos funcionais à base de azoto, ficam ainda mais aptos a reter o CO2. O problema, <strong>segundo os pesquisadores</strong>, é que o fabrico tradicional dispersa esses grupos de azoto de forma aleatória, o que torna quase impossível descobrir qual a disposição que funciona melhor.</p><p>Assim, a equipa de Chiba, liderada pelo Professor Associado Yasuhiro Yamada, decidiu controlar exatamente onde se encontravam esses átomos de azoto. Construíram três versões de viciazitas, cada uma com grupos de nitrogénio emparelhados uns ao lado dos outros em diferentes configurações, com taxas de <strong>seletividade que chegaram a atingir 82%</strong> em alguns casos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270719474.jpg" data-image="4zho108hgs39" alt="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat." title="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat."><figcaption>O avanço na conceção molecular permitiu aos cientistas controlar a forma como os grupos de azoto estão dispostos, permitindo a captura de carbono a baixa temperatura utilizando o calor residual industrial existente.</figcaption></figure><p>Quando testadas, as diferenças eram gritantes. A versão com grupos NH2 adjacentes <strong>captou visivelmente mais CO2 do que as fibras de carbono não tratadas</strong> - mas o que é realmente interessante é a facilidade com que o devolveu.</p><p>"A avaliação do desempenho revelou que nos materiais de carbono em que os grupos NH2 são introduzidos adjacentemente, <strong>a maior parte do CO2 adsorvido é dessorvido a temperaturas inferiores a 60°C</strong>. Combinando esta propriedade com o calor residual industrial, pode ser possível obter processos eficientes de captura de CO2 com custos de funcionamento substancialmente reduzidos", afirmou o Dr. Yamada.</p><p>Sessenta graus é o tipo de calor que já sai das<strong> fábricas e centrais elétricas como resíduo</strong>. Por isso, em vez de queimar mais combustível para libertar o carbono capturado, teoricamente, poderia simplesmente ligar o sistema ao calor que já está a ser desperdiçado.</p><h2>Porque é que a conceção é importante para além do CO2</h2><p>A equipe também testou uma versão que utilizava azoto pirrólico, que necessitava de temperaturas mais elevadas para libertar CO2, mas que <strong>poderia aguentar melhor a longo prazo graças</strong> à sua química mais resistente. Uma terceira configuração, utilizando azoto piridínico, quase não melhorou o desempenho - uma informação útil por si só.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está ajudando cientistas a entender como o carbono orgânico dissolvido se move no oceano">Como a IA está ajudando cientistas a entender como o carbono orgânico dissolvido se move no oceano</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está ajudando cientistas a entender como o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777_320.jpeg" alt="Como a IA está ajudando cientistas a entender como o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"></a></article></aside><p>O que os investigadores parecem mais satisfeitos é <strong>a prova de que é possível colocar estes grupos de azoto deliberadamente</strong>, em vez de esperar pelo melhor.</p><p>“A nossa motivação é contribuir para a sociedade do futuro”, disse Yamada, acrescentando que o trabalho oferece “o controlo a nível molecular essencial para o <strong>desenvolvimento de tecnologias de captura de CO2 da próxima geração, rentáveis e avançadas”</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>This new carbon material could make carbon capture far more affordable, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/03/260328.htm" target="_blank">Chiba University</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Colômbia vai sacrificar 80 hipopótamos de Pablo Escobar; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/colombia-vai-sacrificar-80-hipopotamos-de-pablo-escobar-entenda.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 23:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Plano do governo colombiano prevê abate controlado de hipopótamos descendentes de Pablo Escobar para conter crescimento populacional acelerado e mitigar impactos ambientais, riscos à população e danos à biodiversidade local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/colombia-vai-sacrificar-80-hipopotamos-de-pablo-escobar-entenda-1776633608057.jpg" data-image="v5y4476avhbu" alt="Segundo estimativas, existem 200 hipopótamos silvestres na Colômbia — Foto: AFP vía Getty Images" title="Segundo estimativas, existem 200 hipopótamos silvestres na Colômbia — Foto: AFP vía Getty Images"><figcaption>Segundo estimativas, existem 200 hipopótamos silvestres na Colômbia. Crédito: AFP vía Getty Images</figcaption></figure><p>Os quatro<strong> hipopótamos trazidos pelo narcotraficante Pablo Escobar para a Colômbia</strong>, na década de 1980, deram origem a uma população que hoje representa um <strong>desafio ambiental significativo</strong>. O que começou como parte de um zoológico privado na Fazenda Nápoles transformou-se em uma manada invasora que cresce sem controle nas margens do rio Magdalena.</p><p>De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, havia ao menos 169 hipopótamos no país em 2022. Projeções indicam que, sem medidas de controle, <strong>esse número pode ultrapassar 500 até 2030 e chegar a mais de mil indivíduos até 2035</strong>. O crescimento acelerado levou o governo a classificar a espécie como exótica invasora.</p><p>Diante desse cenário, a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, anunciou<strong> um plano que inclui o sacrifício de 80 hipopótamos</strong> como parte de uma estratégia mais ampla de controle populacional. Segundo ela, a medida é respaldada por critérios científicos e busca evitar danos maiores aos ecossistemas locais.</p><h2><strong>Impactos ambientais e riscos à população motivam decisão</strong></h2><p>A presença dos hipopótamos tem<strong> causado impactos diretos na biodiversidade da região.</strong> Concentrados principalmente na bacia do rio Magdalena, os animais alteram a qualidade da água, competem com espécies nativas e ameaçam animais como o peixe-boi e a tartaruga de rio.</p><div class="texto-destacado">Além disso, os hipopótamos são considerados altamente agressivos e representam risco para comunidades locais. Há registros de encontros perigosos com pescadores e moradores, o que aumenta a preocupação das autoridades com a segurança pública.</div><p>Estudos internacionais reforçam esse alerta. Uma pesquisa publicada em 2021 indicou que, em Uganda,<strong> 87% dos encontros entre humanos e hipopótamos resultaram em fatalidades</strong> ao longo de várias décadas, evidenciando o potencial perigo da espécie.</p><h2><strong>Estratégias incluem translocação e eutanásia controlada</strong></h2><p>O plano do governo colombiano prevê um <strong>investimento de 7,2 bilhões de pesos (cerca de R$ 10 milhões) para reduzir a população desses animais</strong>. A meta é diminuir o número de hipopótamos em pelo menos 33 indivíduos por ano, utilizando duas abordagens principais: a translocação e a eutanásia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/colombia-vai-sacrificar-80-hipopotamos-de-pablo-escobar-entenda-1776634082749.jpg" data-image="xz40f727moit" alt="A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez (ao centro), anunciou nesta segunda-feira que o governo dará início ao sacrifício de hipopótamos — Foto: X/@MinAmbienteCo" title="A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez (ao centro), anunciou nesta segunda-feira que o governo dará início ao sacrifício de hipopótamos — Foto: X/@MinAmbienteCo"><figcaption>A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez (ao centro), anunciou nesta segunda-feira que o governo dará início ao sacrifício de hipopótamos. Crédito: X/@MinAmbienteCo</figcaption></figure><p>A translocação envolve <strong>o envio dos animais para zoológicos e santuários em outros países</strong>. No entanto, até o momento, nenhum país confirmou interesse em recebê-los. Entre os motivos estão o alto custo do transporte e a baixa diversidade genética dos animais, descendentes de apenas quatro indivíduos.</p><p>Diante dessas dificuldades, a eutanásia foi adotada como alternativa imediata. O procedimento seguirá protocolos técnicos e será realizado por meio de injeções ou dardos tranquilizantes. Cada operação te<strong>m custo estimado em 50 milhões de pesos colombianos</strong>, sem incluir despesas com o manejo dos corpos.</p><h2><strong>Histórico do problema remonta ao legado de Escobar</strong></h2><p>Após a morte de Pablo Escobar, em 1993, a Fazenda Nápoles foi abandonada e muitos dos animais exóticos foram transferidos. <strong>Os hipopótamos, no entanto, permaneceram e se espalharam </strong>rapidamente pela região, beneficiados pela ausência de predadores naturais e pela abundância de água e alimento.</p><p>Hoje, essa é considerada<strong> a única população de hipopótamos vivendo em estado selvagem fora da África. </strong>O crescimento descontrolado tem provocado mudanças na vegetação, degradação do solo e aumento da carga orgânica nos rios devido à grande quantidade de excrementos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas.html" title="Chimpanzés entram em “guerra civil” inédita em Uganda após ruptura de grupo e intrigam cientistas">Chimpanzés entram em “guerra civil” inédita em Uganda após ruptura de grupo e intrigam cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas.html" title="Chimpanzés entram em “guerra civil” inédita em Uganda após ruptura de grupo e intrigam cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas-1776429750171_320.jpg" alt="Chimpanzés entram em “guerra civil” inédita em Uganda após ruptura de grupo e intrigam cientistas"></a></article></aside><p>Desde o início dos anos 2000, o governo colombiano tem testado diferentes métodos para controlar a população, incluindo<strong> castração química e abate seletivo</strong>. No entanto, essas iniciativas não foram suficientes para conter o avanço da espécie.</p><p>Com o novo plano, as autoridades esperam finalmente <strong>reduzir os impactos ambientais</strong> e estabelecer um controle mais eficaz sobre a população de hipopótamos, ainda que a medida gere controvérsia entre especialistas e defensores dos direitos dos animais.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>G1.<a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/04/14/por-que-governo-da-colombia-vai-sacrificar-80-hipopotamos-de-pablo-escobar.ghtml" target="_blank"> Por que governo da Colômbia vai sacrificar 80 hipopótamos de Pablo Escobar</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/colombia-vai-sacrificar-80-hipopotamos-de-pablo-escobar-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um santuário natural argentino integra uma rede internacional e surpreende o mundo científico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/um-santuario-natural-argentino-integra-uma-rede-internacional-e-surpreende-o-mundo-cientifico.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 21:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A lagoa de Llancanelo é reconhecida internacionalmente pela sua importância nas rotas de migração de aves e faz parte de uma importante rede continental de conservação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-santuario-natural-argentino-entra-en-una-red-internacional-y-sorprende-al-mundo-cientifico-1775851258854.png" data-image="eqzwbb1ddg9o" alt="Laguna Llancanelo" title="Laguna Llancanelo"><figcaption>A lagoa de Llancanelo foi reconhecida por seu papel como ponto de parada para aves limícolas migratórias de todo o continente. Foto: @turisargentina</figcaption></figure><p>A Lagoa de Llancanelo é uma daquelas paisagens que poderiam facilmente ser consideradas saídas de um conto de fadas, <strong>mas que ganham vida no mundo real.</strong> <strong>Um imenso espelho de água rodeado por vulcões</strong> e pela solidão do sul de Mendoza, onde vale a pena se perder, apreciar e explorar.</p><p>E este local remoto em Malargüe (no sul da província de Mendoza) é o protagonista de um recente salto histórico.<strong> Isso porque a Laguna de Llancanelo foi oficialmente incorporada à Rede de Reservas de Aves Limícolas do Hemisfério Ocidental</strong>, um dos sistemas de conservação mais prestigiados do continente.</p><p>Este reconhecimento não só coloca Malargüe no mapa global da biodiversidade, como também confirma o <strong>valor ecológico excepcional </strong>de uma região úmida que guarda segredos que fascinam o mundo científico.</p><p>Esta expansão visa aprimorar a conservação, a gestão responsável, o turismo de natureza e a colaboração com a comunidade local na região.</p><h2>Um ponto crucial na rota de milhares de aves migratórias</h2><p>A inclusão de Llancanelo nesta rede não é mera coincidência. Nos últimos anos, <strong>equipes técnicas e científicas realizaram estudos exaustivos</strong> que fascinaram os observadores de aves e confirmaram que o pântano serve como um local essencial de descanso e alimentação para inúmeras espécies que percorrem milhares de quilômetros em suas jornadas migratórias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-santuario-natural-argentino-entra-en-una-red-internacional-y-sorprende-al-mundo-cientifico-1775851408599.png" data-image="2xg3dni871tf" alt="Laguna Llancanelo" title="Laguna Llancanelo"><figcaption>Llancanelo é uma zona úmida que serve como área essencial de descanso e alimentação para aves. Foto: @turisargetina</figcaption></figure><p>Algumas dessas aves voam até 16.000 quilômetros entre os hemisférios Norte e Sul. E, nessa jornada monumental, <strong>Llancanelo se torna uma parada vital para recuperar energia antes de continuar sua migração</strong>.</p><p>Entre os registros mais impressionantes está a presença estável de mais de 1% da população mundial de maçarico-de-baird. <strong>As contagens ultrapassaram 5.400 indivíduos</strong>, um número suficiente para justificar o reconhecimento internacional alcançado.</p><p>Para os especialistas, isso confirma que a lagoa é muito mais do que uma atração turística ou uma paisagem fotogênica;<strong> é um santuário ecológico onde a estabilidade é crucial para a sobrevivência </strong>e o ciclo de vida de milhares de espécies.</p><h2>Reconhecimento e compromissos</h2><p>A entrada de Llancanelo na <strong>Rede de Reservas de Aves Limícolas do Hemisfério Ocidental</strong> inclui um roteiro (para conservacionistas, não para as aves) que indica para onde o trabalho deve ser direcionado nos próximos anos.</p><p>Entre outras coisas, o acordo inclui linhas de ação destinadas a fortalecer a conservação da região úmida, <strong>promover o turismo de natureza responsável</strong>, desenvolver programas de treinamento para guias, prestadores de serviços turísticos e atores locais, e promover a participação da comunidade no cuidado com o meio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-santuario-natural-argentino-entra-en-una-red-internacional-y-sorprende-al-mundo-cientifico-1775851586132.png" data-image="yxulin2aplce" alt="Laguna de Llancanelo" title="Laguna de Llancanelo"><figcaption>Algumas aves voam até 16.000 quilômetros entre os hemisférios Norte e Sul, e Llancanelo se torna uma estação vital para que elas recuperem energia.</figcaption></figure><p>O Ministério da Energia e do Meio Ambiente de Mendoza destacou que a inclusão de Llancanelo na rede representa um "<strong>marco estratégico para a conservação</strong>", pois permite que a zona úmida se integre a uma estrutura internacional com padrões, financiamento e apoio técnico.</p><p>Além disso, <strong>enfatizaram que o reconhecimento abre portas para projetos educacionais e científicos</strong> que contribuirão para uma melhor compreensão do comportamento migratório das espécies que utilizam o local.</p><h2>Um tesouro de Mendoza que agora se volta para o mundo</h2><p>A Lagoa de Llancanelo sempre foi um símbolo natural do sul de Mendoza. <strong>Com sua mistura de vulcões extintos</strong>, salinas, lagos cintilantes e vida selvagem exuberante, a região se tornou um destino clássico para pesquisadores, fotógrafos da natureza e observadores de pássaros.</p><p>Com a sua entrada na Rede de Reservas de Aves Limícolas do Hemisfério Ocidental, Llancanelo passa<strong> também a fazer parte de um seleto grupo de locais fundamentais</strong> para a conectividade ecológica do continente.</p><p>Se analisarmos a situação em perspectiva, o pântano de Malargüe funciona como <strong>um elo em uma cadeia que conecta o Alasca, o Canadá, os Estados Unidos, a América Central, o Caribe e a América do Su</strong>l.</p><p>Resumindo, quando uma pequena ave costeira alça voo da tundra ártica e inicia sua jornada rumo ao sul, ela sabe — <strong>por instinto e graças a milhões de anos de evolução</strong> — que em Llancanelo encontrará alimento, abrigo e descanso. E foi exatamente isso que a comunidade científica internacional acaba de reconhecer.</p><h2>Um ecossistema único e crucial</h2><p>O objetivo deste acordo é garantir que a Lagoa de Llancanelo continue a cumprir a sua função ecológica, mas também que se torne um motor de desenvolvimento baseado na <strong>preservação do patrimônio natural</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-santuario-natural-argentino-entra-en-una-red-internacional-y-sorprende-al-mundo-cientifico-1775851813116.png" data-image="7k9h8nqx7xjw" alt="Laguna de Llancanelo" title="Laguna de Llancanelo"><figcaption>Llancanelo abriga aves que iniciam sua migração do Alasca, Canadá, Estados Unidos, América Central, Caribe e América do Sul. Foto: X @DescubriTurismo</figcaption></figure><p>Nos próximos meses, começarão a ser definidas estratégias para melhorar a gestão do local, reforçar o monitoramento biológico, regulamentar o uso público e estreitar o vínculo entre a lagoa e a comunidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/um-santuario-natural-argentino-integra-uma-rede-internacional-e-surpreende-o-mundo-cientifico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu seu limite térmico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 19:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo que combina arqueologia e modelos climáticos mostra que, após 9.000 anos de cultivo, o arroz asiático atingiu seu pico histórico de temperatura nos últimos 200 anos: o aquecimento global compromete seu futuro para sempre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico-1776614929391.jpg" data-image="xunqjugvqetq" alt="arroz alimento" title="arroz alimento"><figcaption>O arroz asiático atingiu seu pico histórico de temperatura nos últimos 200 anos.</figcaption></figure><p>Para quase metade da humanidade, <strong>o arroz é mais do que apenas um alimento: é a base da sua alimentação diária</strong>. Metade de todos os seres humanos obtém 20% das suas calorias deste grão, e mais de mil milhões de pessoas dependem do seu cultivo para o seu sustento. É um número enorme de pessoas que dependem de um único grão.</p><div class="texto-destacado"><strong>A boa notícia é que o arroz possui séculos de adaptações a seu favor. A má notícia: essas adaptações têm um limite, e estamos chegando a ele.</strong></div><p>Um estudo publicado na revista <em>Communications Earth & Environment</em> cruzou 9.000 anos de evidências arqueológicas com dados agrícolas modernos e projeções climáticas, e a conclusão é preocupante:<strong> o arroz asiático nunca prosperou onde a temperatura média anual ultrapassa 28°C </strong>ou onde o pico da estação quente ultrapassa 33°C. Esses limites, estáveis ao longo de sua história de cultivo, estão agora ameaçados.</p><h2>O termômetro que o arroz jamais conseguiria atravessar.</h2><p>Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Flórida rastreou a jornada do arroz por meio de 803 sítios arqueológicos na Ásia. O resultado foi conclusivo: em quase nove milênios, a humanidade levou o arroz para climas mais frios — quando o clima esfriou abruptamente há cerca de 4.200 anos, surgiram variedades resistentes que permitiram que o cultivo se expandisse até a Coreia e o Japão — mas ele nunca conseguiu se adaptar ao calor extremo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374692851.jpg" data-image="lzhkwcphza3t" alt="Campos de arroz" title="Campos de arroz"><figcaption>Embora o melhoramento genético possa ajudar a aliviar essa situação, haverá áreas onde o arroz, principal fonte de sustento em regiões com poucos recursos, como o Sudeste Asiático, não poderá ser cultivado.</figcaption></figure><p>Como explica o pesquisador principal Nicolas Gauthier,<strong> em temperaturas extremamente altas</strong>, "chega um ponto em que a planta fisicamente para de funcionar". <strong>Ao contrário do frio, que pode ser evitado ajustando-se as taxas de crescimento</strong>, o calor excessivo simplesmente paralisa o mecanismo biológico da planta.</p><p>E a onda de calor que se aproxima é de outra magnitude. <strong>O estudo alerta que, nos próximos 50 anos, o aquecimento global avançará 5.000 vezes mais rápido</strong> do que qualquer mudança de temperatura à qual o arroz teve que se adaptar em toda a sua história evolutiva.</p><p>Em 2070, quase toda a área de distribuição meridional da cultura — da Índia à Malásia — <strong>terá uma temperatura média anual superior a 28°C</strong>. As projeções estimam que as áreas acima desses limiares poderão aumentar de dez a trinta vezes nos principais países produtores asiáticos até o final do século.</p><h2>Um problema que não é compartilhado igualmente</h2><p>A Índia, atualmente o maior produtor mundial de arroz, com quase 150 milhões de toneladas anuais, enfrenta um risco real. Mas, paradoxalmente, aqueles que <strong>mais dependem do arroz para seu sustento serão os que terão menos acesso às novas variedades geneticamente adaptadas</strong> que a ciência pode desenvolver em resposta. As regiões mais afetadas no sul — Indonésia, Malásia e Bangladesh — não são as que lideram a inovação agrícola global.</p><div class="texto-destacado">A ciência oferece algumas soluções: melhoramento genético, ajuste das datas de plantio e transferência de culturas para latitudes mais altas.</div><p>Mas Gauthier é categórico: mesmo que se evite uma fome em larga escala, o processo será disruptivo e desigual. <strong>O cultivo de arroz pode deixar de ser praticado no Sudeste Asiático</strong> e migrar para outras regiões, mas isso não resolve o problema daqueles que não podem mais cultivá-lo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776375104905.jpg" data-image="p71hbr8no7yy" alt="Arroz alimento" title="Arroz alimento"><figcaption>O arroz é hoje a principal fonte de energia para mais de 3,5 bilhões de pessoas.</figcaption></figure><p>O arroz sobreviveu a eras glaciais, secas e ao colapso de grandes civilizações. Desta vez, a velocidade da mudança é o verdadeiro problema. <strong>As mudanças climáticas operam em cascata</strong>: o que afeta uma cultura hoje pode perturbar cadeias de abastecimento inteiras amanhã, aumentar os preços e desestabilizar comunidades que ninguém menciona nos noticiários.</p><p>Cada décimo de grau que não for reduzido hoje é uma dívida que alguém pagará amanhã, provavelmente com um prato vazio.<em></em></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Gauthier, N., Alam, O., Purugganan, M.D. <em>et al.</em> <a href="https://doi.org/10.1038/s43247-025-03108-0" target="_blank">Projected warming will exceed the long-term thermal limits of rice cultivation.</a> <em>Commun Earth Environ</em> 7, 84 (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formação de frente fria impacta o Brasil no início desta semana; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-frente-fria-impacta-o-brasil-no-inicio-desta-semana-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 18:06:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O processo de formação de uma frente fria e sua atuação vai impactar o Brasil já no início da semana. Confira a previsão do tempo e saiba o que esperar.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril.html">Forte frente fria provoca tempestades e intenso contraste térmico no Feriado de Tiradentes, 21 de abril</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5z448"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5z448.jpg" id="xa5z448"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O processo de formação de uma frente fria inicia-se nesta segunda-feira (15) e traz mudanças no tempo para parte da Região Sul, como<strong> aumento do potencial das chuvas</strong><strong>, redução nas temperaturas, risco de tempestades</strong> e, também, reforça a bolha de ar quente entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</p><p>Para quem lê, há esperança de refresco nas temperaturas e de até frio, mas <strong>trata-se de um sistema de baixa amplitude</strong>, que fica restrito ao Sul do Brasil. Assim, o seu efeito é mais de aumento das temperaturas no país do que de frio.</p><h2>Segunda-feira: o tempo firme ainda predomina, mas há alertas de tempestades</h2><p>A segunda-feira (20) será de tempo firme em boa parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, <strong>temperaturas máximas em torno dos 30°C</strong> na maioria das localidades. Condições térmicas mais agradáveis ficam para as áreas mais elevadas do Sul do Brasil e do leste do Sudeste,<strong> com temperaturas em torno dos 25°C.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Em relação à mudança do tempo pelas chuvas, <strong>uma região instável se desenvolve do norte ao leste da Argentina</strong>, com as instabilidades podendo provocar chuva forte e <strong>t</strong><strong>empestades no extremo oeste do Rio Grande do Sul</strong>, nas regiões de fronteira com a Argentina e o Uruguai, a partir da do período da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-frente-fria-impacta-o-brasil-no-inicio-desta-semana-saiba-o-que-esperar-1776612081311.jpg" data-image="cvguhxhe2gjn" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a manhã da segunda-feira, 20 de abril.</figcaption></figure><p><strong>A partir da tarde,</strong> as instabilidades se espalham mais pelo Oeste Gaúcho e, mais para o fim do dia, passam a atuar até a porção central da Campanha e na região das Missões.</p><p><strong>No período da noite,</strong> as chuvas perdem intensidade, mas se espalham atingindo todo o Oeste, Missões e Campanha do Rio Grande do Sul. No extremo oeste de Santa Catarina, <strong>há possibilidade de pancadas de chuva forte e trovoadas na região de fronteira.</strong></p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xa5z4su"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5z4su.jpg" id="xa5z4su"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>No Centro-Oeste,</strong> no período da tarde, pancadas isoladas e tempestades atingem o oeste do Mato Grosso do Sul, o oeste e norte do Mato Grosso. Já no Sudeste, o tempo segue firme.</p><h2>Terça-feira: a frente fria se forma e aumenta o potencial de chuvas e de tempestades</h2><p><strong>Na madrugada da terça-feira (21)</strong>, as instabilidades ganham intensidade e deixam em alerta para o <strong>risco de tempestades severas</strong> no Oeste e Missões do Rio Grande do Sul. <strong>Essa condição se mantém durante a manhã</strong> e inclui a região da Campanha e a região Central mais para o fim do período.</p><p><strong>No período da tarde, os riscos e tempestades se espalham</strong> para outras regiões, como o Sul, Norte e região de Porto Alegre, mantendo os alertas para o período da noite no Sudeste e nas proximidades da região de Porto Alegre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-frente-fria-impacta-o-brasil-no-inicio-desta-semana-saiba-o-que-esperar-1776612603651.jpg" data-image="s9sduu77w9i5" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva e pressão para a tarde da terça-feira, 21 de abril.</figcaption></figure><p>Nas regiões <strong>Sudeste e Centro-Oeste</strong><strong>, o tempo firme predomina,</strong> com previsão e alertas de chuvas de até forte intensidade e de tempestade pontuais no oeste do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso.</p><p><strong>O calor também é destaque, </strong>com máximas em torno dos 30°C em várias localidades do Sul, Sudeste e do Centro-Oeste. As temperaturas ficam mais amenas no leste do Sudeste e nas regiões mais elevadas do Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/formacao-de-frente-fria-impacta-o-brasil-no-inicio-desta-semana-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte chuva de granizo atinge diversas cidades do interior de SP e deixa rastro de destruição ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-chuva-de-granizo-atinge-diversas-cidades-do-interior-de-sp-e-deixa-rastro-de-destruicao.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 16:39:25 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Municípios paulistas contabilizam os inúmeros prejuízos urbanos e agrícolas após tempestade de granizo que exigiu a ação imediata da Defesa Civil na tarde de sábado (18), provocando alagamentos e quedas de árvores. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-chuva-de-granizo-atinge-diversas-cidades-do-interior-de-sp-e-deixa-rastro-de-destruicao-1776609470429.jpg" data-image="d2bz2wii9s7l" alt="Moradores presenciaram a queda de grandes pedras de granizo no interior de São Paulo. Foto: Reprodução/José Marcelo" title="Moradores presenciaram a queda de grandes pedras de granizo no interior de São Paulo. Foto: Reprodução/José Marcelo"><figcaption>Moradores presenciaram a queda de grandes pedras de granizo no interior de São Paulo. Foto: Reprodução/José Marcelo</figcaption></figure><p>Um forte temporal acompanhado de <strong>granizo e rajadas de vento atingiu diversas cidades do interior de São Paulo na tarde do último sábado (18).</strong> Os municípios afetados registraram alagamentos significativos, quedas de árvores, destelhamentos de imóveis e interrupções na energia elétrica.</p><p>Apesar dos intensos danos materiais reportados, a Defesa Civil confirmou que <strong>não houve registro de vítimas durante a tempestade.</strong> As cidades de Sorocaba, Votorantim, Itu, Piedade, Mairinque e Ibiúna enfrentaram os maiores impactos.</p><h2>Prejuízos urbanos e impactos nas áreas rurais</h2><p>Em Sorocaba, <strong>o acúmulo de 38 mm de precipitação provocou o alagamento de vias essenciais,</strong> como as avenidas Dom Aguirre, Armando Pannunzio e São Paulo. A força dos ventos também destelhou um clube situado no bairro Barcelona e derrubou uma árvore dentro de um condomínio.</p><p>A tempestade causou <strong>a interrupção imediata no fornecimento de luz em pontos estratégicos do município,</strong> afetando o Sesc, o Terminal São Paulo e o bairro Santa Rosália. A concessionária CPFL Piratininga mobilizou seu efetivo rapidamente para recompor a rede elétrica danificada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-chuva-de-granizo-atinge-diversas-cidades-do-interior-de-sp-e-deixa-rastro-de-destruicao-1776609988422.jpg" data-image="4m8kfuz477sn" alt="A Defesa Civil do Estado de São Paulo precisou acionar alertas severos devido ao grande volume de chuvas e granizo que atingiu cidades do interior. Foto: @GaluzziRenan/ X" title="A Defesa Civil do Estado de São Paulo precisou acionar alertas severos devido ao grande volume de chuvas e granizo que atingiu cidades do interior. Foto: @GaluzziRenan/ X"><figcaption>A Defesa Civil do Estado de São Paulo precisou acionar alertas severos devido ao grande volume de chuvas e granizo que atingiu cidades do interior. Foto: @GaluzziRenan/ X </figcaption></figure><p>O município de Piedade enfrentou um cenário de destruição, com a confirmação de que ao menos cinco residências foram estruturalmente atingidas. Nas áreas rurais, <strong>as lavouras foram prejudicadas pelo acúmulo de gelo sobre o solo.</strong> Um produtor da região lamentou o ocorrido: "Nunca tinha visto uma chuva de granizo tão forte assim. Meus repolhos e tomates estão estragados". </p><h2>Alertas de segurança e volume de precipitação</h2><p>A Defesa Civil emitiu um alerta em Ibiúna por volta das 16h. Diante do risco de desastres, <strong>as autoridades orientaram a população a procurar abrigos seguros</strong> enquanto a chuva persistia no município. Às 18h40, um novo aviso foi repassado para toda a região.</p><p>Hospedado em um condomínio fechado, um estudante registrou<strong> o momento exato em que a intensidade da tempestade aumentou bruscamente.</strong> "Quando eu olho pela janela, eu vejo que começa a cair umas pedrinhas de gelo. E eu falei, ah tá bom, um granizo normal", relatou o jovem. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763596" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html" title="Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?">Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html" title="Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul-1776011388278_320.png" alt="Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?"></a></article></aside><p>Os dados pluviométricos oficiais refletem a força do evento, com <strong>Votorantim</strong> liderando o volume total de precipitação ao registrar <strong>43 mm de chuva</strong>. Outras localidades também apresentaram índices preocupantes em curto período, marcando <strong>24 mm em Mairinque e 15 mm em Itu</strong>.</p><p>Órgãos de segurança pública divulgaram recomendações para resguardar a integridade física dos habitantes como<strong> evitar áreas arborizadas, recolher objetos soltos em varandas e nunca tentar atravessar vias totalmente alagadas.</strong> Em emergências envolvendo a rede elétrica, a população deve permanecer protegida e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/04/18/temporal-com-granizo-causa-estragos-e-assusta-moradores-no-interior-de-sp.ghtml" target="_blank">Temporal com granizo causa estragos e assusta moradores no interior de SP.</a> 18 de abril, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/forte-chuva-de-granizo-atinge-diversas-cidades-do-interior-de-sp-e-deixa-rastro-de-destruicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Regiões de Banana e cacau enfrentam semana mais chuvosa no Amazonas, Pará e Amapá]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/regioes-de-banana-e-cacau-enfrentam-semana-mais-chuvosa-no-amazonas-para-e-amapa.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 14:53:06 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Chuvas acima de 100 mm em partes do Norte nesta semana ajudam a manter a umidade do solo, mas também elevam o risco de encharcamento, doenças e dificuldades de colheita para bananais e áreas de cacau agora.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/banana-e-cacau-enfrentam-semana-mais-chuvosa-em-amazonas-para-e-amapa-1776461622573.jpg" data-image="jabmt8ljp53k" alt="Brasil, PARÁ, amazonas" title="Brasil, PARÁ, amazonas"><figcaption>Acumulado de chuva previsto sobre o norte da América do Sul, com volumes mais elevados entre Amazonas, Pará, Amapá e a faixa costeira do Norte do Brasil.</figcaption></figure><p><strong>A chuva voltou a ganhar força sobre parte do Norte do Brasil e, para quem produz banana e cacau, isso traz um efeito duplo.</strong> De um lado, a água ajuda a manter o solo abastecido e sustenta o vigor das plantas; de outro, o excesso começa a pesar no manejo, na circulação dentro da lavoura e no risco de problemas sanitários. </p><div class="texto-destacado">O Inmet indica que abril tende a ter chuva próxima ou acima da média em boa parte da região, condição que favorece culturas perenes como banana e cacau. </div><p>O alerta cresce porque a semanas de 13 a 20 de abril concentra os maiores acumulados justamente em áreas importantes do Norte.<strong> Amazonas, Pará, Amapá e a faixa entre Pará, Tocantins e Maranhão podem superar 100 mm em sete dias</strong>, com pontos acima de 150 mm. <strong>Em paralelo, há <strong>aviso de perigo para chuvas intensas,</strong> com possibilidade de alagamentos, ventos fortes e transtornos em estados da região. </strong></p><h2><strong>Água no solo ajuda, mas não resolve tudo </strong></h2><p>Para banana e cacau, a notícia não é automaticamente ruim. <strong>Em meses de chuva mais regular, a reposição de água no solo favorece o desenvolvimento das plantas e reduz o estresse hídrico</strong>, algo importante em cultivos perenes que dependem de continuidade de crescimento ao longo do ano. O próprio Inmet destaca esse benefício para a Região Norte em abril, com efeito positivo tanto sobre lavouras quanto sobre pastagens. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/banana-e-cacau-enfrentam-semana-mais-chuvosa-em-amazonas-para-e-amapa-1776462169096.jpg" data-image="4cuym3qhn8gr" alt="Precipitação, anomalia, chuva" title="Precipitação, anomalia, chuva"><figcaption>Anomalia semanal de precipitação na América do Sul, com sinal mais úmido sobre a Amazônia e parte do Norte do Brasil, reforçando a manutenção das chuvas acima do padrão em áreas produtoras de banana e cacau.</figcaption></figure><p>Mas existe um limite. <strong>A bananeira gosta de calor e umidade, porém não responde bem a áreas sujeitas a encharcamento</strong>; segundo a Embrapa, excesso de umidade por mais de três dias pode provocar perdas no sistema radicular e afetar a produção. </p><p><strong>No caso do cacau, a orientação técnica é semelhante: boa drenagem é essencial para evitar excesso de umidade e reduzir o desenvolvimento de doenças</strong>. Em outras palavras, a mesma chuva que sustenta o solo pode virar problema quando se acumula demais ou se repete por muitos dias seguidos. </p><h2>Onde o excesso começa a pesar na lavoura </h2><p>Na prática, o primeiro impacto aparece no ritmo do campo.<strong> Com chuva recorrente, o solo fica mais pesado, o deslocamento de trabalhadores e equipamentos piora, e operações simples passam a exigir mais tempo e mais cuidado.</strong> Em bananais, isso afeta tratos culturais e a retirada dos cachos; no cacau, complica a rotina de colheita, retirada dos frutos e secagem posterior, etapas que dependem de logística mais organizada e de janelas de tempo menos instáveis. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/banana-e-cacau-enfrentam-semana-mais-chuvosa-em-amazonas-para-e-amapa-1776462459597.jpg" data-image="8xxpzixeulwi" alt="Chuva, modelo" title="Chuva, modelo"><figcaption>Probabilidade de chuva na segunda-feira sobre o norte da América do Sul, com maior persistência entre Amazonas, Pará, Amapá e a faixa litorânea do Norte e Nordeste do Brasil.</figcaption></figure><p>Há ainda o efeito indireto sobre a sanidade. <strong>Um ambiente mais úmido, com menor ventilação e drenagem ruim, favorece a pressão de doenças e eleva o custo de controle.</strong> Esse ponto merece atenção extra no Pará, que, segundo o IBGE, é o principal produtor de cacau do país, com estimativa de 162,1 mil toneladas de amêndoas em 2026.</p><h2>Banana e cacau entram na semana em modo de atenção </h2><p>O ponto central agora não é tratar a chuva como vilã ou salvação, mas entender o equilíbrio. <strong>Para essas culturas, a água é parte do funcionamento normal da lavoura amazônica</strong>, só que volumes muito altos em poucos dias mudam a qualidade dessa ajuda. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O solo úmido sustenta a planta, mas o excesso encurta as janelas de trabalho, aumenta o risco de encharcamento e exige mais vigilância com drenagem, sanidade e transporte. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nesta semana, três sinais merecem acompanhamento mais próximo:</p><ul> <li><strong>acumulados acima de 100 mm em partes do Amazonas, Pará e Amapá;</strong></li> <li>risco de alagamentos e ventos fortes em áreas do Norte;</li> <li><strong>recorrência da chuva justamente onde banana e cacau dependem de manejo contínuo. </strong></li> </ul><p>Para o leitor, isso ajuda a enxergar o campo além da manchete “chuva boa”. <strong>Em parte do Norte, a água de abril sustenta a lavoura</strong>, mas também aperta a rotina da produção. </p><p>E é exatamente desse contraste que pode sair a história mais interessante da semana: <strong>a de duas culturas tropicais que precisam de umidade para crescer, mas não de chuva forte demais para trabalhar. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/regioes-de-banana-e-cacau-enfrentam-semana-mais-chuvosa-no-amazonas-para-e-amapa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta surpreendente: 15 novas luas para o nosso Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 12:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Foram descobertas quinze novas luas no Sistema Solar: quatro em órbita de Júpiter e onze em órbita de Saturno. E todas elas oferecem pistas fascinantes sobre o passado da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uberraschende-entdeckung-15-neue-monde-fur-unser-sonnensystem-1774162278489.jpeg" alt="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock" title="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock"><figcaption>Descobriu-se que o nosso Sistema Solar tem atualmente mais 15 luas.</figcaption></figure><p>A nossa vizinhança cósmica aumentou: <strong>um total de 15 novas luas foram oficialmente confirmadas</strong>. A sua descoberta foi anunciada pelo Minor Planet Center, o organismo central da União Astronômica Internacional responsável pela recolha de dados observacionais sobre pequenos corpos no Sistema Solar.</p><p>De acordo com o anúncio, <strong>quatro das luas recém-descobertas orbitam Júpiter, enquanto onze pertencem a Saturno</strong>. Assim, o número de<strong> luas de Júpiter conhecidas ascende a 101</strong>. Saturno alarga ainda mais a sua liderança, contando <strong>agora com um total de 285 satélites confirmados</strong>.</p><h2>Pequenos corpos celestes com órbitas invulgares</h2><p>As luas recém-descobertas consistem exclusivamente em objetos muito pequenos, <strong>medindo apenas alguns quilômetros de diâmetro</strong>, o que as torna difíceis de comparar com as luas maiores e mais conhecidas. As suas órbitas também são dignas de nota: estas luas percorrem trajetórias elípticas a uma distância considerável dos respectivos planetas.</p><p>Além disso, algumas delas exibem uma direção de movimento invulgar: orbitam de forma retrógrada, ou seja,<strong> na direção oposta à rotação do seu planeta.</strong></p><h3>As novas luas estão a ser observadas há anos</h3><p>A descoberta destas luas não foi um acontecimento súbito, mas sim o resultado de anos de observação. <strong>Os primeiros avistamentos de luas jovianas datam de 2011, 2018 e 2025</strong>. As <strong>luas saturnianas foram registadas pela primeira vez em 2020 e 2023</strong>.</p><p>No entanto, a confirmação oficial demorou bastante mais tempo. A razão: são necessárias observações repetidas para calcular as suas órbitas com precisão suficiente.</p><p>Só quando estes dados estiverem disponíveis é que os objetos podem ser identificados e registados de forma conclusiva. Por conseguinte,<strong> atualmente só têm designações provisórias, como S/2011 J 4 ou S/2020 S 45</strong>.</p><h2>Saturno: ainda na liderança</h2><p>O fato de se descobrirem continuamente novas luas não é um fenómeno isolado. O número de satélites conhecidos tem vindo a aumentar rapidamente desde há anos, em particular no caso de Saturno. <strong>Só em março de 2025, segundo a NASA, foram identificadas 128 novas luas saturninas num único lote</strong>.</p><p>Os especialistas acreditam que estas numerosas pequenas luas, conhecidas como luas “irregulares”, fornecem pistas importantes sobre a história do nosso Sistema Solar. Um estudo publicado na revista científica Nature associa-as a colisões passadas e, por extensão, a processos que podem ter contribuído para a atual estrutura dos planetas e dos seus satélites.</p><h3>Um vislumbre do passado do sistema solar</h3><p>Estas novas descobertas demonstram, mais uma vez, o quão dinâmico e complexo é o nosso Sistema Solar. Mesmo dentro da nossa vizinhança cósmica imediata, ainda há muito para explorar; e cada lua recém-descoberta acrescenta mais uma peça ao puzzle da compreensão da sua formação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Prever o tempo ficou mais fácil? Integração de computação quântica e IA melhora modelos meteorológicos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/prever-o-tempo-ficou-mais-facil-integracao-de-computacao-quantica-e-ia-melhora-modelos-meteorologicos.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um modelo híbrido que combina IA e computação quântica está redefinindo a previsão de sistemas caóticos e não lineares.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/prever-o-tempo-ficou-mais-facil-integracao-de-computacao-quantica-e-ia-melhora-modelos-meteorologicos-1776537205267.png" data-image="6lcfxsemx2sd" alt="A Computação Quântica com Inteligência Artificial melhora a previsão de sistemas complexos, como o tempo, ao lidar com caos e não linearidade." title="A Computação Quântica com Inteligência Artificial melhora a previsão de sistemas complexos, como o tempo, ao lidar com caos e não linearidade."><figcaption>A computação quântica com inteligência artificial melhora a previsão de sistemas complexos, como o tempo, ao lidar com caos e não linearidade.</figcaption></figure><p>Um dos fatos curiosos da história da Computação é como a Meteorologia teve papel importante no desenvolvimento da tecnologia que conhecemos hoje.<strong> Isso aconteceu por causa dos primeiros experimentos de simulação numérica que mostram a complexidade das previsões meteorológicas.</strong> Desde então, modelar a atmosfera tem sido um desafio devido à sua natureza caótica e não linear. Mesmo com supercomputadores, resolver as equações diferenciais presentes nesses sistemas continua sendo um problema complexo.</p><p>Com isso, até hoje, a previsão de longo prazo permanece limitada em precisão, especialmente em escalas regionais e para eventos extremos. <strong>Modelos físicos não conseguem capturar completamente a dinâmica de sistemas não lineares.</strong> Nesse contexto, abordagens baseadas em inteligência artificial (IA) têm sido incorporadas para aprender relações diretamente de grandes volumes de dados. Esses modelos conseguem identificar padrões ampliando o horizonte de previsibilidade em alguns cenários. </p><p>Ainda assim, mesmo com o uso de IA, a previsão do tempo permanece com limitações. <strong>Um estudo recente publicado na <em>Science Advances </em>mostra que é possível ir ainda mais longe com a integração entre computação quântica e IA.</strong> A proposta envolve algoritmos híbridos capazes de explorar propriedades quânticas, como superposição e entrelaçamento, para representar dinâmicas complexas. Esses modelos demonstraram potencial para estender o intervalo de previsibilidade mantendo maior precisão em sistemas não lineares. </p><h2>A complexidade da Meteorologia</h2><p><strong>A dificuldade em prever o tempo e o clima está diretamente ligada à natureza caótica dos sistemas envolvidos. </strong>Isso significa que pequenas variações nas condições iniciais crescem exponencialmente ao longo do tempo e limita o horizonte de previsibilidade. Além disso, a atmosfera envolve interações entre múltiplas escalas espaciais e temporais, desde turbulência local até padrões globais. </p><div class="texto-destacado">O tempo e o clima também possuem interações com outros sistemas como o oceano, o solo e até a atividade humana, o que dificulta ainda mais a descrição completa desse sistema.</div><p>Outro fator é o caráter não linear das equações que governam a dinâmica atmosférica, baseadas nas equações de Navier-Stokes. Fenômenos como convecção, formação de nuvens e interação oceano-atmosfera introduzem interações não lineares. <strong>Mesmo com grande poder computacional, resolver essas equações com alta resolução global é limitado por custo e estabilidade numérica. </strong>Assim, essa combinação complexa torna a previsão meteorológica e climática um dos maiores desafios da humanidade.</p><h2>Computação Quântica</h2><p>A computação quântica é a ideia de processamento de informação baseado em princípios da mecânica quântica, como superposição e entrelaçamento. <strong>Diferentemente dos bits clássicos, que assumem valores discretos de 0 ou 1, os qubits podem representar combinações lineares desses estados.</strong> Essa característica permite explorar, de forma paralela, múltiplas configurações de um sistema durante o processamento. Operações quânticas podem capturar correlações complexas entre variáveis de maneira mais eficiente. </p><p>No contexto de sistemas não lineares e caóticos, a computação quântica pode ajudar ao representar dinâmicas complexas. <strong>Algoritmos quânticos têm potencial para lidar com a propagação de incertezas e com a evolução de sistemas sensíveis às condições iniciais de forma eficiente.</strong> A capacidade de codificar distribuições de probabilidade e explorar múltiplas trajetórias simultaneamente pode melhorar a modelagem de sistemas caóticos. Isso pode aumentar a precisão e o horizonte de previsibilidade.</p><h2>Novo trabalho</h2><p>Um novo estudo propõe uma abordagem híbrida que integra computação quântica e IA para modelar sistemas não lineares complexos. <strong>Nesse método, grandes volumes de dados são processados por um computador quântico, responsável por extrair padrões estatísticos.</strong> Esses padrões representam propriedades fundamentais do sistema que permanecem estáveis, mesmo em dinâmicas caóticas. Em seguida, essas informações são incorporadas no treinamento de modelos de IA. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/prever-o-tempo-ficou-mais-facil-integracao-de-computacao-quantica-e-ia-melhora-modelos-meteorologicos-1776537242540.png" data-image="0h6waedjdrtu" alt="Modelo híbrido publicado na Science Advances mostra previsões mais rápidas e precisas com IA e computação quântica. Crédito: Wang et al. 2026" title="Modelo híbrido publicado na Science Advances mostra previsões mais rápidas e precisas com IA e computação quântica. Crédito: Wang et al. 2026"><figcaption>Modelo híbrido publicado na Science Advances mostra previsões mais rápidas e precisas com IA e computação quântica. Crédito: Wang et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Os resultados apresentados no trabalho indicam que o método híbrido apresentou ganho de aproximadamente 20% em precisão e maior estabilidade em previsões de longo prazo</strong>, quando comparado a modelos tradicionais de IA. Houve uma redução significativa no uso de memória, chegando a ordens de magnitude inferiores, devido à compressão proporcionada por propriedades quânticas. </p><h2>Além da Meteorologia </h2><p>Para os pesquisadores desse trabalho, acelerar e melhorar a previsão de sistemas caóticos a longo prazo pode ajudar em outras áreas além da Meteorologia. <strong>Os resultados indicam que avanços nesse campo podem impactar diretamente a dinâmica dos fluidos. </strong>Melhorias na capacidade de modelagem da dinâmica de fluidos podem levar a simulações mais precisas e estáveis. Como consequência, aumenta a possibilidade de prever fenômenos complexos em múltiplos contextos físicos.</p><p><strong>Além da Meteorologia e do Clima, sistemas caóticos estão presentes em áreas como transporte, medicina e geração de energia. </strong>Em Engenharia de Transportes, por exemplo, fluxos turbulentos influenciam a aerodinâmica e eficiência energética. Na Medicina, a dinâmica de fluidos é essencial para compreender a circulação sanguínea e processos respiratórios. Assim, estudar sistemas caóticos não é apenas um desafio matemático, mas uma necessidade em diversas áreas. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Wang et al. 2026 <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aec5049" target="_blank">Quantum-Informed Machine Learning for Predicting Spatiotemporal Chaos with Practical Quantum Advantage</a> Science Advances</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/prever-o-tempo-ficou-mais-facil-integracao-de-computacao-quantica-e-ia-melhora-modelos-meteorologicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Monitoramento agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo mostra que um sistema de inteligência artificial pode reconhecer doenças em folhas com alta precisão e acelerar o monitoramento das lavouras, abrindo espaço para respostas mais rápidas no campo e decisões orientadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460030865.jpg" data-image="civw6d94vodd" alt="IA, AI, inteligência artificial, Nature" title="IA, AI, inteligência artificial, Nature"><figcaption>Sistema de inteligência artificial identifica padrões visuais em folhas, auxiliando na detecção precoce de doenças agrícolas a partir de imagens digitais.</figcaption></figure><p>Quando uma lavoura começa a perder vigor, a folha quase sempre dá os primeiros sinais. <strong>Manchas, mudanças de cor, deformações e áreas secas costumam aparecer antes de o problema se transformar em queda de produtividade</strong>. Um estudo aceito para publicação na <em>Scientific Reports</em>, que apresenta um sistema de inteligência artificial capaz de classificar doenças foliares com alta precisão e velocidade.</p><div class="texto-destacado">A proposta chama atenção porque trata de um gargalo antigo do campo: reconhecer cedo o que está acontecendo na planta. </div><p>No trabalho, os pesquisadores desenvolveram o modelo DeepGreen, baseado em uma arquitetura Conv-7 DCNN (<strong>Rede Neural Convolucional Profunda com 7 camadas convolucionais</strong>) com camada de atenção modificada, para identificar doenças em folhas de tomate, batata e pimentão.<strong> O resultado reportado foi de 99,18% de acurácia, com precisão média de 99,17%</strong>, números que colocam o sistema entre os mais fortes do conjunto comparado no artigo.</p><h2>Uma foto da folha pode virar alerta mais rápido </h2><p>O estudo parte de uma ideia fácil de entender: u<strong>sar imagens das folhas para reconhecer padrões que, a olho nu, podem ser confundidos ou percebidos tarde demais. </strong>Para treinar o sistema, os autores utilizaram o banco PlantVillage, disponível publicamente no Kaggle, <strong>com 20.638 imagens distribuídas em 15 categorias ligadas a folhas saudáveis e doentes de tomate, batata e pimentão. </strong>As imagens passaram por redimensionamento, normalização e aumento artificial de dados para reforçar o treinamento do modelo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460426578.jpg" data-image="cgjs41pc4ear" alt="IA, foliar, plantas, pimentão" title="IA, foliar, plantas, pimentão"><figcaption>Sintomas típicos de doenças foliares, como manchas e descoloração, podem ser reconhecidos automaticamente por modelos de deep learning treinados com milhares de imagens.</figcaption></figure><p>Na prática, isso significa transformar a câmera em uma espécie de triagem inicial. <strong>O sistema não “cura” a planta e tampouco substitui o especialista, mas pode encurtar o intervalo entre o aparecimento do sintoma e a decisão de manejo</strong>. Segundo o artigo, o modelo também teve desempenho compatível com aplicações em tempo real, com 112,49 quadros por segundo, tempo de inferência de 18,34 segundos para 2.064 amostras de teste e 8,89 milissegundos por imagem.</p><h2>Por que isso interessa além do laboratório?</h2><p>O ponto mais relevante da pesquisa não é apenas a taxa alta de acerto, mas a utilidade prática de ganhar tempo. E<strong>m culturas sensíveis, dias de atraso entre o primeiro sintoma e a resposta no campo podem elevar perdas e encarecer o manejo</strong>. O estudo mostra que a proposta superou modelos conhecidos usados como comparação, como VGG-19, MobileNet, ResNet50V2, InceptionV3 e DenseNet121; neste conjunto, o DenseNet121 foi o melhor entre os pré-treinados, com 93,12% de acurácia, abaixo dos 99,18% do modelo proposto. </p><p>Em uma rotina agrícola, uma ferramenta assim pode ajudar a:</p><ul> <li><strong>priorizar áreas com suspeita mais forte de infecção;</strong></li> <li>organizar inspeções de forma mais rápida;</li> <li><strong>registrar a evolução visual dos sintomas;</strong></li> <li><strong>reduzir a demora entre observação e decisão;</strong></li> <li>apoiar equipes que não têm acesso imediato a especialistas.</li> </ul><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esse tipo de uso faz sentido sobretudo como apoio de monitoramento, e não como sentença final sobre o estado da planta. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O valor está em acelerar a leitura inicial do problema, principalmente quando a área é grande ou o acompanhamento precisa ser frequente.</p><h2>Alta precisão não elimina a necessidade de validação </h2><p>O próprio artigo faz um alerta importante: <strong>mesmo com resultado muito alto, ainda existe possibilidade de erro. </strong>Os autores destacam que falsos negativos podem atrasar o tratamento e ampliar perdas, enquanto falsos positivos podem levar a intervenções desnecessárias e aumentar custos. </p><div class="texto-destacado">Por isso, eles defendem que previsões com baixa confiança sejam validadas por especialistas e que o sistema seja treinado com bases mais diversas. </div><p>Outro sinal interessante é que o modelo também foi testado em outros conjuntos de dados. <strong>No banco de milho, alcançou 97,38% de acurácia; no de alface, 0,97. Esses números sugerem potencial de generalização</strong>, mas ainda não resolvem a principal pergunta do uso cotidiano: como o sistema se comporta em campo real, com variações de luz, sombra, poeira, sobreposição de folhas e câmeras diferentes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763986" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/milho-safrinha-enfrenta-falta-de-chuva-no-parana-e-em-mato-grosso-do-sul.html" title="Milho safrinha enfrenta falta de chuva no Paraná e em Mato Grosso do Sul">Milho safrinha enfrenta falta de chuva no Paraná e em Mato Grosso do Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/milho-safrinha-enfrenta-falta-de-chuva-no-parana-e-em-mato-grosso-do-sul.html" title="Milho safrinha enfrenta falta de chuva no Paraná e em Mato Grosso do Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/milho-safrinha-enfrenta-falta-de-chuva-no-parana-e-em-mato-grosso-do-sul-1776346405408_320.jpg" alt="Milho safrinha enfrenta falta de chuva no Paraná e em Mato Grosso do Sul"></a></article></aside><p>A notícia, portanto, <strong>não é a chegada de uma solução mágica, e sim o avanço de uma ferramenta que pode tornar o monitoramento agrícola mais rápido</strong>, mais padronizado e mais útil para decisões práticas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-45395-3" target="_blank">DeepGreen: a real-time deep learning system for smart agriculture monitoring</a>. 17 de abril, 2026. Rathor, A.S., Choudhury, S., Sharma, A. et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos e encontraram algo inesperado]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É difícil acompanhar a evolução dos ecossistemas marinhos ao longo de décadas quando é difícil obter amostras históricas fiáveis. Uma equipa de investigadores dos EUA encontrou uma solução improvável num armazém de Seattle.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182386090.jpg" data-image="j65qnlbnuqnz" alt="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time." title="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time."><figcaption>Os pesquisadores transformaram um salmão enlatado com décadas de idade num registo das alterações oceânicas, revelando como sinais biológicos ocultos acompanharam as mudanças nos ecossistemas marinhos ao longo do tempo.</figcaption></figure><p>Cientistas da Universidade de Washington abriram <strong>178 latas de salmão, abrangendo um total de 42 anos de capturas</strong> no Golfo do Alasca e na Baía de Bristol.</p><p>A razão por detrás desta atividade peculiar não foi apenas por diversão. Os investigadores pretendiam<strong> contar os minúsculos vermes parasitas que se encontravam preservados no interior dos filetes</strong> e verificar se guardavam algum segredo sobre a história do oceano.</p><p>De acordo com os cientistas, o estudo é o primeiro a utilizar peixe enlatado arquivado como um conjunto de dados ecológicos a longo prazo, e<strong> as contagens de vermes revelaram-se mais informativas do que poderiam parecer</strong>.</p><h2>O que quatro décadas de latas revelaram</h2><p>Os parasitas em questão são os anisakids, por vezes chamados de vermes do sushi. Têm cerca de um centímetro de comprimento, já estão mortos devido ao processo de enlatamento e são completamente inofensivos para o consumo. No entanto, a sua presença na carne do peixe fornece informações sobre a cadeia alimentar mais alargada, uma vez que os <strong>anisakids só podem completar o seu ciclo de vida se existir a combinação certa de hospedeiros</strong>, desde o krill e os pequenos peixes até aos mamíferos marinhos.</p><p>“Toda a gente pensa que a presença de vermes no salmão é um sinal de que as coisas correram mal”, disse Chelsea Wood, professora associada de ciências aquáticas e da pesca na UW e autora sénior do artigo. "Mas o ciclo de vida dos anisakid integra muitos componentes da teia alimentar. <strong>Vejo a sua presença como um sinal de que o peixe no nosso prato veio de um ecossistema saudável.</strong>"</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734.png" data-image="5vqfpam0cqip" alt="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean." title="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-223119">Os cientistas mostraram que os níveis crescentes de organismos parasitas refletiram teias alimentares mais completas, sugerindo uma recuperação a longo prazo em algumas partes do oceano.</figcaption></figure><p>As latas vieram da Seafood Products Association, um grupo comercial de Seattle que as tinha guardado para efeitos de controlo de qualidade e já não precisava delas. Os investigadores dissecaram os filetes utilizando pinças e um microscópio de dissecação, <strong>separando cuidadosamente a carne para contar os vermes enrolados no interior do tecido muscular</strong>.</p><p>Os resultados mostraram que os níveis de anisakid aumentaram nos salmões chum e rosa entre 1979 e 2021. <strong>Em coho e sockeye, os números permaneceram praticamente estáveis</strong> - embora isso seja mais difícil de interpretar, em parte porque o processo de enlatamento destruiu as caraterísticas internas necessárias para identificar quais espécies específicas de vermes estavam presentes.</p><p>A autora principal, Natalie Mastick, atualmente investigadora de pós-doutoramento no Museu Peabody de Yale, afirma que o aumento de algumas espécies é um sinal encorajador.</p><p>"Ver o seu número aumentar ao longo do tempo, como aconteceu com o salmão rosa e o salmão chum, indica que estes parasitas conseguiram encontrar os hospedeiros certos e reproduzir-se. <strong>Isso pode indicar um ecossistema estável ou em recuperação</strong>, com um número suficiente de hospedeiros certos para os anisakids".</p><h2>Por que é que a recuperação dos mamíferos marinhos pode estar por detrás disto?</h2><p>Uma das explicações mais plausíveis para o aumento envolve a Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos de 1972. As focas, os leões-marinhos e as orcas recuperaram significativamente durante o período de estudo - e uma vez que <strong>os anisakids só se podem reproduzir nos intestinos de um mamífero marinho</strong>, mais mamíferos marinhos na água significa mais oportunidades para o parasita completar o seu ciclo.</p><p>O aquecimento das temperaturas do oceano e as melhorias ligadas à Lei da Água Limpa podem também ser fatores contribuintes, embora os investigadores não tenham conseguido separar esses efeitos de forma clara.</p><p>A equipa afirma que a abordagem também poderia funcionar com outros mariscos arquivados - sendo as sardinhas em conserva um candidato óbvio. No entanto, para lá chegar, depende do tipo de trabalho em rede informal que conduziu a este estudo.</p><p>“Só podemos obter estas informações sobre os ecossistemas do passado através da criação de redes e de ligações para descobrir <strong>fontes inexploradas de dados históricos”</strong>, afirmou Wood.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p> <em>Scientists open 40-year-old salmon and find a surprising sign of ocean recovery, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260401022027.htm" target="_blank">Washignton Unviersity</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[3I/ATLAS se despede do Sistema Solar, mas segue rendendo descobertas científicas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 20:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nos momentos finais do 3I/ATLAS no Sistema Solar, observações revelaram a presença de metano em sua composição.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas-1776536685254.png" data-image="c2p3hjvtdelp" alt="Mesmo em sua despedida do Sistema Solar, o 3I/ATLAS continua fornecendo dados, revelando novas informações sobre sua estrutura e origem. Crédito: NASA" title="Mesmo em sua despedida do Sistema Solar, o 3I/ATLAS continua fornecendo dados, revelando novas informações sobre sua estrutura e origem. Crédito: NASA"><figcaption>Mesmo em sua despedida do Sistema Solar, o 3I/ATLAS continua fornecendo dados, revelando novas informações sobre sua estrutura e origem. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>O 3I/ATLAS é um objeto de origem interestelar identificado em julho de 2025 e tornou-se o terceiro visitante interestelar já registrado. <strong>Sua detecção foi realizada por levantamentos observacionais e, rapidamente, ele foi confirmado como objeto interestelar com sua trajetória hiperbólica. </strong>Astrônomos e o público em geral tiveram grande interesse no visitante interestelar por causa da raridade da visita de objetos desse tipo. O 3I/ATLAS marcou o ano de 2025 como um dos principais alvos científicos.</p><p>Após sua aproximação máxima do Sol, o 3I/ATLAS iniciou sua trajetória de saída do Sistema Solar, seguindo uma órbita que impede qualquer retorno futuro. <strong>Apesar da curta duração de sua passagem, o objeto foi monitorado continuamente por telescópios terrestres e espaciais. </strong>Diversas observações espectroscópicas e fotométricas foram realizadas para caracterizar sua composição e atividade. Essas observações foram importantes para entender como objetos são formados fora do Sistema Solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764514" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html" title="Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar ">Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html" title="Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-em-18-de-abril-saiba-mais-sobre-o-nosso-visitante-cosmico-1776471164640_320.png" alt="Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar "></a></article></aside><p><strong>Atualmente, em abril, o 3I/ATLAS já se encontra além da órbita de Júpiter, em fase de afastamento do Sistema Solar. </strong>Mesmo nessa etapa, novas análises continuam revelando informações relevantes sobre sua composição química. Observações recentes indicaram a presença de metano no cometa. A detecção desse material fornece ainda mais pistas sobre como era o ambiente que esse objeto se formou e ambientes de formação em outros sistemas estelares. </p><h2>3I/ATLAS</h2><p>Em julho de 2025, o observatório ATLAS identificou um objeto entrando no Sistema Solar e alguns dias depois, outros observatórios confirmaram a origem interestelar dele. <strong>Com isso, o objeto se tornou o terceiro objeto interestelar detectado atravessando o Sistema Solar. </strong>Por ser o terceiro objeto interestelar e ter sido observado primeiro pelo ATLAS, o cometa recebeu o nome de 3I/ATLAS. </p><div class="texto-destacado">A passagem do 3I/ATLAS foi curta por causa da sua trajetória e por ter uma velocidade alta em relação à Terra. </div><p>O 3I/ATLAS atingiu seu periélio, que é ponto de maior proximidade do Sol, no final de 2025 e a partir daí começou sua trajetória de afastamento. <strong>O momento de menor distância da Terra ocorreu em seguida, sem representar qualquer risco de impacto. </strong>Desde sua descoberta, cálculos orbitais indicaram probabilidade mínima de colisão com o nosso planeta. Mesmo em sua maior aproximação, o objeto permaneceu a uma distância segura, compatível com parâmetros esperados de visitantes interestelares. </p><h2>Descobertas</h2><p>Durante a sua curta passagem pelo Sistema Solar, o 3I/ATLAS foi alvo de campanhas observacionais que permitiram caracterizar sua atividade e propriedades físicas.<strong> Dados fotométricos indicaram variações de brilho associadas à rotação e à liberação de material volátil. </strong>Observações espectroscópicas revelaram a presença de gases típicos de atividade cometária além da coma. A análise da morfologia da cauda forneceu informações sobre a interação com o vento solar e a distribuição de partículas ejetadas. </p><p><strong>A observação de cometas é importante porque eles têm informações sobre os primeiros momentos de formação de um sistema planetário. </strong>No 3I/ATLAS, a observação mostrou que processos de formação envolvendo gelo e poeira são comuns em discos protoplanetários além do Sistema Solar. A comparação com cometas locais indicou semelhanças estruturais, mas também diferenças na composição e evolução térmica.</p><h2>A despedida rendendo descoberta</h2><p>No momento, o 3I/ATLAS está caminhando para fora do Sistela Solar e já está além da órbita de Júpiter. <strong>Mesmo assim, o 3I/ATLAS continuou sendo alvo de observações com o telescópio James Webb.</strong> Pesquisadores analisaram emissões no infravermelho e estudaram a composição térmica e química do objeto. Durante sua aproximação do Sol, os dados indicaram uma liberação limitada de voláteis. Esse comportamento é consistente com a exposição prolongada do cometa a raios cósmicos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas-1776536725263.png" data-image="yymfucq990pq" alt="O 3I/ATLAS revelou metano em seu interior após perder suas camadas superficiais aquecidas pelo Sol, expondo material mais primitivo. Crédito: Belyakov et al. 2026" title="O 3I/ATLAS revelou metano em seu interior após perder suas camadas superficiais aquecidas pelo Sol, expondo material mais primitivo. Crédito: Belyakov et al. 2026"><figcaption>O 3I/ATLAS revelou metano em seu interior após perder suas camadas superficiais aquecidas pelo Sol, expondo material mais primitivo. Crédito: Belyakov et al. 2026</figcaption></figure><p>As primeiras observações refletiam principalmente a química de uma superfície processada e envelhecida. <strong>À medida que o 3I/ATLAS se afasta do Sistema Solar, novas análises revelaram mudanças em sua atividade.</strong> Novos dados mostraram aumento na liberação de voláteis, indicando aquecimento de camadas mais profundas. Esse comportamento sugere que o objeto perdeu sua crosta superficial, expondo regiões internas mais preservadas. Uma das descobertas principais foi a presença de metano no interior do objeto. </p><h2>Quando teremos outra visita?</h2><p>Com isso, o 3I/ATLAS nos deu muitas informações sobre como é a composição química de sistemas planetários além do Sistema Solar. <strong>Apesar disso, agora o 3I/ATLAS se despede para nunca mais voltar, ou seja, sua passagem é única, sem possibilidade de retorno. </strong>Antes dele, apenas dois visitantes interestelares haviam sido confirmados: ʻOumuamua e 2I/Borisov. A detecção desses poucos casos destaca a raridade ou possível subdetecção desse tipo de objeto. </p><p>Como consequência, ainda não é possível prever quando ocorrerá a próxima visita interestelar. <strong>Apesar da incerteza na frequência desses encontros, avanços tecnológicos vêm ampliando a capacidade de detecção. </strong>Isso sugere que novos visitantes podem ser detectados com maior regularidade no futuro. No entanto, permanece a dúvida se o baixo número observado até agora reflete limitações instrumentais do passado ou uma taxa baixa de passagem. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Belyakov et al. 2026 <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae5700" target="_blank">The Volatile Inventory of 3I/ATLAS as Seen with JWST/MIRI</a> The Astrophysical Journal Letters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/3i-atlas-se-despede-do-sistema-solar-mas-segue-rendendo-descobertas-cientificas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chimpanzés entram em “guerra civil” inédita em Uganda após ruptura de grupo e intrigam cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 18:57:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo revela ruptura social rara entre chimpanzés em Uganda, com divisão permanente, violência letal crescente e causas ainda incertas, levantando novas questões sobre comportamento, cooperação e conflitos em primatas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas-1776429547119.jpg" data-image="lvd9qhy0hqyn" alt="Estudo analisa chimpanzés de Ngogo • Arvind Mohandas" title="Estudo analisa chimpanzés de Ngogo • Arvind Mohandas"><figcaption>Estudo analisa chimpanzés de Ngogo. Crédito: Arvind Mohandas</figcaption></figure><p>Um <strong>conflito incomum entre chimpanzés </strong>no Parque Nacional de Kibale, em Uganda, tem intrigado cientistas e chamado atenção da comunidade científica internacional. O episódio envolve cerca de<strong> 200 indivíduos </strong>que, após décadas vivendo em harmonia, se dividiram em<strong> dois grupos rivais e passaram a protagonizar confrontos violentos.</strong></p><p>Descrito por pesquisadores como uma espécie de<strong> “guerra civil”</strong>, o fenômeno é considerado inédito entre chimpanzés da espécie <em>Pan troglodytes</em>. O estudo, conduzido por especialistas da Universidade do Texas e publicado na revista <em>Science</em>, analisa uma das maiores comunidades já observadas em estado selvagem.</p><p>Monitorados há aproximadamente 30 anos, os chimpanzés de Ngogo apresentaram <strong>sinais graduais de tensão social.</strong> Inicialmente coeso, o grupo começou a formar subgrupos com laços mais fortes entre determinados indivíduos, indicando uma fragmentação progressiva.</p><h2>Da coesão à ruptura violenta</h2><p>Por volta de 2015, a comunidade se dividiu em dois grupos distintos, embora ainda mantivesse algum nível de cooperação e interação. A ruptura definitiva ocorreu em 2018, quando<strong> os vínculos sociais se romperam completamente </strong>e as agressões começaram.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas-1776429750171.jpg" data-image="g69am82bqdz5" alt="Grupo de chimpanzés se divide e entra em guerra mortal em Uganda Imagem: Reprodução/ ScienceAlert External Sources… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/04/10/guerra-civil-entre-chimpanzes-surpreende-cientistas-e-segue-sem-explicacao.ghtm?cmpid=copiaecola" title="Grupo de chimpanzés se divide e entra em guerra mortal em Uganda Imagem: Reprodução/ ScienceAlert External Sources… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/04/10/guerra-civil-entre-chimpanzes-surpreende-cientistas-e-segue-sem-explicacao.ghtm?cmpid=copiaecola"><figcaption>Grupo de chimpanzés se divide e entra em guerra mortal em Uganda. Crédito: Reprodução/ ScienceAlert External Sources</figcaption></figure><p>Cada facção passou a ocupar territórios diferentes, conhecidos como região central e ocidental, e deixou de interagir pacificamente. A partir daí, a<strong> violência escalou rapidamente, com ataques coordenados entre os grupos.</strong></p><p>Segundo o pesquisador Aaron Sandel, os confrontos envolvem <strong>comportamentos extremamente agressivos, como mordidas, socos e chutes</strong>. “Machos adultos participam principalmente, mas às vezes fêmeas também se juntam aos ataques”, relatou. As investidas podem durar cerca de 15 minutos e frequentemente resultam em mortes.</p><h2>Possíveis causas e dinâmica social</h2><p>Embora ataques entre grupos desconhecidos de chimpanzés já tenham sido documentados, o que torna este caso singular é <strong>o fato de a violência ocorrer entre indivíduos que antes conviviam de forma pacífica</strong>. Isso levanta novas questões sobre a complexidade social da espécie.</p><div class="texto-destacado">Os cientistas ainda investigam as causas do conflito, mas apontam uma combinação de fatores como possíveis gatilhos. Entre eles estão a competição intensa por alimentos, disputas entre machos por acasalamento e doenças que reduziram a população e afetaram a estrutura social.</div><p>Um elemento crucial foi <strong>a morte de indivíduos que funcionavam como “pontes sociais” </strong>entre os subgrupos. Sem esses mediadores, os laços enfraqueceram até se tornarem irreversíveis, consolidando a divisão permanente.</p><h2>Violência persistente e implicações científicas</h2><p>Até 2024,<strong> ao menos 24 mortes foram registradas</strong>, com novos casos observados em 2025, indicando que o conflito continua ativo e possivelmente mais amplo do que o documentado. Patrulhas territoriais se tornaram frequentes, e os ataques passaram a atingir não apenas machos adultos, mas também filhotes.</p><p>Este é<strong> apenas o segundo caso documentado de cisão permanente em chimpanzés selvagens</strong> em cerca de 50 anos. O primeiro foi observado na década de 1970, na Tanzânia, pela primatóloga Jane Goodall, embora com registros mais limitados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752257" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/macaco-da-amazonia-usa-engenhosa-estrategia-para-sobreviver.html" title="Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver">Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/macaco-da-amazonia-usa-engenhosa-estrategia-para-sobreviver.html" title="Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/macaco-da-amazonia-usa-engenhosa-estrategia-para-sobreviver-1770063262049_320.jpg" alt="Macaco da Amazônia usa engenhosa estratégia para sobreviver"></a></article></aside><p>Apesar do uso do termo “guerra civil” ajudar a ilustrar a gravidade do fenômeno, pesquisadores alertam para <strong>a necessidade de cautela ao comparar esses eventos com conflitos humanos. </strong>Eles destacam que outras espécies próximas, como os bonobos, apresentam comportamentos mais tolerantes e evitam confrontos letais.</p><p>Além disso, o estudo reforça <strong>o papel fundamental das fêmeas na dinâmica social.</strong> Embora menos visíveis nos confrontos, elas influenciam decisões sobre território, alimentação e reprodução, sendo essenciais para compreender a complexidade desses conflitos em nível grupal.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>CNN Brasil. <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/comunidades-de-chimpanze-entram-em-guerra-civil-apos-divisao-permanente/" target="_blank">Comunidades de chimpanzé entram em "Guerra Civil" após divisão permanente</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/chimpanzes-entram-em-guerra-civil-inedita-em-uganda-apos-ruptura-de-grupo-e-intrigam-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A mudança climática pode acelerar a evolução da vida: o exemplo de uma mosca pode mudar tudo!]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-mudanca-climatica-pode-acelerar-a-evolucao-da-vida-o-exemplo-de-uma-mosca-pode-mudar-tudo.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 17:16:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo científico revelou que o estresse térmico deixa marcas no DNA que são transmitidas por pelo menos quatro gerações. As mudanças climáticas podem acelerar a evolução dos organismos vivos sem que ninguém perceba.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cambio-climatico-podria-acelerar-la-evolucion-de-los-seres-vivos-lo-que-le-paso-a-una-mosca-puede-cambiar-todo-1775837840445.jpg" data-image="o068uebeznd7" alt="mosca" title="mosca"><figcaption>Um efeito inesperado e preocupante do aquecimento global foi destacado pela ciência: moscas-das-frutas herdam uma modificação genética ligada ao estresse térmico, acelerando a evolução.</figcaption></figure><p>Sempre nos ensinaram que a evolução é lenta. Que as mudanças nas espécies levam milhares de anos. Mas um estudo publicado em abril deste ano na revista <em>Molecular Biology and Evolution</em> desafia essa certeza, com um protagonista inesperado: a <strong>mosca-da-fruta </strong>(<em>Tephritidae</em>). </p><p>O que os pesquisadores descobriram é bastante perturbador. O <strong>estresse térmico em moscas-da-fruta causa alterações na expressão gênica</strong> e no desenvolvimento que <strong>persistem por pelo menos três gerações</strong>, particularmente em populações originárias de climas áridos. Em outras palavras:<strong> uma onda de calor vivenciada pela avó pode deixar sua marca nos bisnetos</strong>, sem alterar uma única letra do DNA.</p><p><strong>Isso não é evolução clássica</strong>. É algo diferente, talvez mais rápido e mais urgente.</p><h2>Transmissão de calor: o que diz a ciência</h2><p>Pesquisadores estudaram <strong>moscas coletadas na Espanha e na Finlândia </strong>para comparar suas respostas em climas áridos e frios, medindo a expressão gênica e as mudanças no desenvolvimento da prole ao longo de várias gerações.</p><p>O resultado é claro: <strong>moscas de climas áridos</strong>, historicamente acostumadas ao calor, responderam melhor. As <strong>gerações nascidas mais de dois dias após o choque térmico se desenvolveram mais rapidamente</strong> do que os grupos de controle, sugerindo uma resposta fisiológica potencialmente benéfica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759589" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%">Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-el-cambio-climatico-podria-reducir-la-economia-global-1773162637337_320.jpg" alt="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"></a></article></aside><p>O mecanismo em ação é chamado de<strong> herança epigenética transgeracional</strong>: certas marcas químicas no DNA não desaparecem de uma geração para a seguinte, mas são transmitidas como uma mensagem do passado. É como se o organismo estivesse dizendo aos seus descendentes: "Cuidado, o calor está chegando".</p><p>De acordo com o autor principal do estudo, Ewan Harney, os efeitos transgeracionais observados na expressão gênica e no tempo de desenvolvimento mostram que <strong>o estresse térmico não apenas seleciona os indivíduos mais bem adaptados, mas também pode facilitar diretamente a evolução</strong>.</p><h2>As consequências da evolução acelerada</h2><p>O fato de o <strong>calor poder reprogramar o desenvolvimento dos seres vivos ao longo de várias gerações</strong> tem implicações que vão muito além da biologia laboratorial.</p><p>As temperaturas na Terra estão aumentando devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem, representando um desafio evolutivo para muitas populações, com eventos extremos como <strong>ondas de calor prestes a se tornarem poderosos impulsionadores da evolução</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-cambio-climatico-podria-acelerar-la-evolucion-de-los-seres-vivos-lo-que-le-paso-a-una-mosca-puede-cambiar-todo-1775839027806.jpg" data-image="xrggompa2vl5"><figcaption>As mudanças climáticas podem atuar como um poderoso motor evolutivo, com efeitos tanto benéficos quanto prejudiciais…</figcaption></figure><p>O problema é que <strong>nem todas as mudanças serão benéficas</strong>. Nem todas as modificações transgeracionais desencadeadas pelas mudanças climáticas melhorarão a aptidão dos organismos: <strong>condições de estresse térmico frequentemente levam a efeitos negativos que persistem nas gerações subsequentes</strong>, anulando qualquer vantagem potencial.</p><div class="texto-destacado">Algumas espécies conseguirão se adaptar mais rapidamente do que o esperado. Outras permanecerão aprisionadas, transmitindo respostas que se tornaram inadequadas para o ambiente futuro.</div><br><strong>Uma coisa é certa: estamos acionando uma alavanca cujos efeitos em cascata estamos apenas começando a compreender</strong>. Cada décimo de grau adicional na temperatura global não apenas altera o clima; pode reescrever silenciosamente o futuro biológico de muitas espécies. <br><br>A <strong>ação climática</strong> não é apenas uma questão ambiental. É também uma questão evolutiva. <em></em><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://academic.oup.com/mbe/article/43/4/msag069/8571750" target="_blank"> Transgenerational effects of heat shock on gene regulation and fitness-related traits in natural Drosophila populations</a>. 08 de abril, 2026. Ewan Harney e Josefa González.</em> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-mudanca-climatica-pode-acelerar-a-evolucao-da-vida-o-exemplo-de-uma-mosca-pode-mudar-tudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[São Paulo: 4 trilhas imperdíveis para fazer em meio à natureza na capital paulista]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 14:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quer respirar ar puro sem sair da cidade? Pois saiba que é possível. A capital paulista tem várias trilhas ecológicas para caminhar, aliviar o corpo e a mente e ter um contato maior com a natureza. Conheça aqui 4 delas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453733988.jpg" data-image="8yp86cg836c2"><figcaption>A Trilha do Pai Zé leva ao ponto mais alto da capital paulista, o Pico do Jaraguá. Foto: Divulgação.</figcaption></figure><p>Engana-se quem pensa que a <strong>cidade de São Paulo</strong> é só uma “selva de pedras”. Além dos arranha-céus e a densa paisagem urbana, ela também conta com espaços verdes, parques e <strong>trilhas ecológicas para quem quer caminhar, desestressar, aliviar a mente e respirar um ar mais puro</strong>.</p><p>Neste artigo, trazemos<strong> 4 trilhas incríveis para você fazer na capital paulista</strong>, daquelas que cabem no fim de semana e que são ideais para os amantes da natureza. Acompanhe abaixo.</p><h2>4 trilhas imperdíveis na capital paulista</h2><p>Esses trajetos têm diferentes graus de dificuldade e são<strong> ideais para quem quer escapar do agito e se conectar com a natureza</strong>. São eles:</p><h3>Trilha da Nascente</h3><p>Esta trilha fica <strong>dentro do Jardim Botânico de São Paulo</strong>, e <strong>vai até a nascente do córrego Pirarungáua, que forma o Riacho Ipiranga</strong>, em meio à Mata Atlântica. Fica a cerca de 40 minutos do centro da capital paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453983006.jpg" data-image="1m1h5kwh09lv"><figcaption>A Trilha da Nascente oferece a possibilidade de observar a fauna e a flora, um verdadeiro paraíso ecológico bem na capital paulista. Foto: Divulgação.</figcaption></figure><p>O percurso tem cerca de <strong>360 metros de extensão</strong> e é considerado de <strong>dificuldade fácil</strong>.</p><p>O <strong>caminho </strong>da trilha é através de uma <strong>plataforma feita com madeira de reflorestamento</strong> e conta com um mirante onde muitos param para tirar fotos. É necessário pagar a entrada no Jardim Botânico.</p><h3>Trilha do Pai Zé</h3><p>A Trilha do Pai Zé<strong> fica no Parque Estadual do Jaraguá</strong>, onde tem o Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da cidade. O trajeto tem aproximadamente <strong>1,8 km a 2 km só de ida</strong>, com subidas íngremes em um perfil altitudinal de 976 até 1.000 metros, passando por mata densa e trechos sombreados.</p><div class="texto-destacado">Esta trilha é para quem já tem alguma experiência, pois tem nível de dificuldade moderado a alto e com muita subida.</div><p>Esta trilha é autoguiada e no final dela você terá uma <strong>vista panorâmica incrível para a capital paulista</strong>. Use calçados aderentes, leve água e protetor solar.</p><h3>Trilha de Pedra Grande</h3><p>A Trilha da Pedra Grande tem <strong>cerca de 7 km (ida e volta)</strong> em meio à mata fechada e fica no <strong>Parque Estadual da Cantareira</strong>. Tem <strong>nível de dificuldade moderado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453423492.jpg" data-image="02zj6wghi72l"><figcaption>A Trilha da Pedra Grande é difícil, mas oferece uma bela vista da capital paulista. Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo.</figcaption></figure><p>O trajeto leva a uma das principais atrações do Parque, o <strong>Mirante da Pedra</strong>, que oferece uma vista panorâmica da capital paulista, a aproximadamente 1.010 metros de altitude. <strong>O caminho é bem sinalizado e com boa estrutura</strong>.</p><p>O percurso pode ser feito por trilha, no meio da mata, e o retorno pode ser feito pelo asfalto. Se não quiser caminhar, vans do parque fazem o percurso (pago).</p><h3>Trilha Interparques</h3><p>Esta trilha <strong>é a maior da cidade</strong>. Tem<strong> 182 quilômetros de extensão</strong> e conecta áreas de conservação ambiental e ecoturismo na zona sul. O percurso tem tempo médio de 2h30 a 3h e <strong>nível de dificuldade moderado</strong>, podendo ser realizado a pé ou de bike.</p><p>O <strong>trajeto inicia na Balsa da Ilha do Bororé, no Grajaú</strong>, passando por áreas de mata preservada, trechos urbanos e caminhos, retornando ao ponto de partida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista-1776453235775.jpg" data-image="uopw5jrwq559"><figcaption>A Trilha Interparques interliga Unidades de Conservação municipais, represas e reservas na zona sul da capital paulista. Foto: Prefeitura de SP/Reprodução/Daniel Reis/Acervo SVMA.</figcaption></figure><p><strong>A trilha oferece pontos de contemplação e lazer em meio à natureza</strong>. No caminho, os visitantes podem aproveitar <strong>píeres com vista para a represa Billings</strong>, uma torre de observação de incêndios com panorama para a Guarapiranga e <strong>áreas destinadas a piqueniques</strong>.</p><p>Essas trilhas mostram que não é preciso ir longe para se desconectar do mundo agitado, respirar fundo e <strong>ver a cidade de São Paulo de outro ângulo</strong>. Já escolha uma para explorar, e não se esqueça:<strong> respeite o ambiente; nada de lixo, música alta ou vandalizar/retirar plantas</strong>.</p><p>E por fim, algumas <strong>dicas </strong>para você que for fazer alguma destas trilhas: <strong>use roupas confortáveis</strong>, boné se estiver sol forte, <strong>leve lanche e água suficiente </strong>e use protetor solar e repelente de insetos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/sao-paulo-5-trilhas-imperdiveis-na-capital-e-interior/" target="_blank">São Paulo: 5 trilhas imperdíveis na capital e interior</a>. 08 de fevereiro, 2025. Luana Pazutti.</em></p><p><em><a href="https://www.xtay.com.br/blog/trilhas-para-fazer-em-sao-paulo-sem-sair-da-cidade" target="_blank">6 trilhas para fazer em São Paulo: caminhos para respirar natureza sem sair da cidade</a>. 06 de janeiro, 2026. Xtay.</em></p><p><em><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sp-inaugura-maior-trilha-da-cidade-veja-5-percursos-ao-redor-da-capital/" target="_blank">SP inaugura maior trilha da cidade: veja 5 percursos ao redor da capital</a>. 08 de maio, 2025. CNN Viagem & Gastronomia.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/sao-paulo-4-trilhas-imperdiveis-para-fazer-em-meio-a-natureza-na-capital-paulista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 12:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo inédito revela que nevoeiros amazônicos carregam microrganismos vivos capazes de sobreviver, se reproduzir e contribuir para a regeneração da floresta ao dispersar nutrientes essenciais pelo ecossistema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta-1776197231558.jpg" data-image="8pvnk1jnlq2a" alt="Os nevoeiros na Amazônia costumam formar-se ao anoitecer e estender-se a perder de vista Bruna Sebben / UFPR" title="Os nevoeiros na Amazônia costumam formar-se ao anoitecer e estender-se a perder de vista Bruna Sebben / UFPR"><figcaption>Os nevoeiros na Amazônia costumam formar-se ao anoitecer e estender-se a perder de vista. Crédito: Bruna Sebben / UFPR</figcaption></figure><p>Uma pesquisa internacional inédita revelou que <strong>o nevoeiro que ocasionalmente cobre a Amazônia </strong>transporta microrganismos vivos com<strong> potencial de contribuir para a regeneração da floresta</strong>. O estudo envolveu 36 cientistas de diferentes áreas, incluindo biologia, química, física e meteorologia, de sete países.</p><p>Os pesquisadores identificaram, pela primeira vez,<strong> bactérias e fungos vivos em gotículas de neblina coletadas a mais de 40 metros de altura.</strong> Entre as espécies encontradas estão <em>Serratia marcescens</em> e <em>Aspergillus niger</em>, conhecidas por sua atuação na decomposição de matéria orgânica no solo.</p><p>Segundo o coordenador do estudo, o químico Ricardo Godoi, esses microrganismos podem ser transportados pelo nevoeiro e colonizar novas áreas. As gotículas funcionam como<strong> proteção contra radiação ultravioleta e desidratação</strong>, criando um ambiente favorável à sobrevivência.</p><h2><strong>Um habitat invisível acima da floresta</strong></h2><p>Embora a presença de microrganismos em nuvens e aerossóis já fosse conhecida, <strong>pouco se sabia sobre a vida microbiana em nevoeiros.</strong> Estudos anteriores indicavam aumento da diversidade microbiana em eventos de neblina, mas não comprovavam a presença de células vivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta-1776197344652.jpg" data-image="0kjua1c9l4t3" alt="Instrumento (à esq.) coleta neblina de onde microrganismos, como fungos filamentosos, podem ser isolados e cultivados (à dir.) Bruna Sebben / UFPR | Dulcilena Castro e Silva / Adolfo Lutz" title="Instrumento (à esq.) coleta neblina de onde microrganismos, como fungos filamentosos, podem ser isolados e cultivados (à dir.) Bruna Sebben / UFPR | Dulcilena Castro e Silva / Adolfo Lutz"><figcaption>Instrumento (à esq.) coleta neblina de onde microrganismos, como fungos filamentosos, podem ser isolados e cultivados (à dir.). Crédito: Bruna Sebben / UFPR | Dulcilena Castro e Silva / Adolfo Lutz</figcaption></figure><p>A descoberta foi possível graças a coletas realizadas no <strong>Observatório de Torre Alta da Amazônia</strong>, uma estrutura de 325 metros instalada em área preservada. As amostras foram obtidas durante a madrugada, quando o nevoeiro se forma devido ao resfriamento do ar úmido.</p><p>Com o nascer do sol, correntes de ar elevam a neblina acima da copa das árvores, permitindo que partículas e microrganismos sejam transportados. Esse fenômeno levou os pesquisadores a investigar se o nevoeiro poderia atuar como um <strong>“elevador biológico”</strong>.</p><h2><strong>Coletas em condições extremas revelam diversidade</strong></h2><p>Entre 2021 e 2023, foram realizadas quatro campanhas de coleta, totalizando 13 eventos de nevoeiro. As amostras foram analisadas inicialmente por citometria de fluxo, técnica que revelou <strong>concentrações entre 3,5 mil e 80 mil células por mililitro de água.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762423" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para.html" title="Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará">Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para.html" title="Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rios-amazonicos-fosforo-em-excesso-e-metais-sob-alerta-perto-do-polo-industrial-no-para-1775519500036_320.jpg" alt="Rios amazônicos: fósforo em excesso e metais sob alerta perto do polo industrial no Pará"></a></article></aside><p>Os testes mostraram que muitas dessas células estavam metabolicamente ativas, com DNA intacto. Posteriormente, os microrganismos foram cultivados em laboratório, resultando na identificação de<strong> oito espécies de bactérias e sete de fungos.</strong></p><p>A diversidade encontrada variou sem relação clara com as estações seca ou chuvosa. Para os cientistas, isso indica que o fenômeno pode ocorrer de forma constante, embora ainda sejam necessários mais estudos para compreender sua dinâmica.</p><h2><strong>Impactos ecológicos e incertezas científicas</strong></h2><p>Os pesquisadores sugerem que o transporte de microrganismos pelo nevoeiro pode ajudar a explicar <strong>a ampla distribuição de decompositores na floresta</strong> amazônica. Esses organismos são fundamentais para reciclar nutrientes e sustentar o crescimento vegetal.</p><div class="texto-destacado">Por outro lado, o estudo alerta que mudanças climáticas, desmatamento e queimadas podem reduzir a formação de nevoeiros. Isso poderia comprometer esse mecanismo natural de dispersão e, consequentemente, a capacidade de regeneração da floresta.</div><p>Especialistas que não participaram da pesquisa reconhecem a relevância da descoberta, mas destacam que<strong> ainda não está claro o impacto direto desses microrganismos na decomposição</strong>. Há a possibilidade de que o principal efeito da neblina seja apenas fornecer umidade adicional.</p><h2><strong>Novas pesquisas e caminhos futuros</strong></h2><p>Para aprofundar o entendimento, cientistas propõem experimentos comparando diferentes condições de neblina, incluindo cenários com e sem microrganismos. A ideia é avaliar o papel específico desses organismos na decomposição da matéria orgânica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692730" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/na-amazonia-torre-e-construida-para-monitorar-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-em-floresta-de-varzea.html" title="Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea ">Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/na-amazonia-torre-e-construida-para-monitorar-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-em-floresta-de-varzea.html" title="Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-amazonia-torre-e-construida-para-monitorar-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-em-floresta-de-varzea-1737147053546_320.jpg" alt="Na Amazônia, torre é construída para monitorar emissão de gases de efeito estufa em floresta de várzea "></a></article></aside><p>Estudos anteriores do mesmo grupo já haviam mostrado que<strong> microrganismos atmosféricos podem contribuir com nutrientes essenciais, como nitrogênio, ferro e fósfor</strong>o, transportados até a Amazônia por partículas e poeira de longas distâncias.</p><p>Agora, os pesquisadores planejam sequenciar o DNA presente nas amostras de nevoeiro e investigar a composição química das partículas associadas. A expectativa é <strong>revelar uma diversidade ainda maior de microrganismos </strong>e compreender melhor seu papel no equilíbrio do ecossistema amazônico.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Revista Fapesp. <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta/" title="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta">Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta.</a> 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Zacatón: o abismo mexicano tão profundo que nem os robôs da NASA conseguiram decifrá-lo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 10:08:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O impressionante local é uma bela nascente que desafia a humanidade há décadas; e ela despertou o interesse de cientistas internacionais.</p><figure id="first-image"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=577467544411063&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158713056.jpg" data-image="mz5e8a6l9nkf"></a><figcaption>Localizado no município de Aldama, no estado de Tamaulipas. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em cenotes, nossa mente imediatamente se volta para a Península de Yucatán. No entanto, essa maravilha natural também pode ser encontrada em estados como <strong>Tamaulipas, no nordeste do México</strong>. Mais especificamente, no<strong> município de Aldama, existe uma caverna natural</strong>.</p><p>A menos de duas horas da cidade de Tampico fica<strong> El Zacatón</strong>, considerado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) <strong>o cenote mais profundo do México</strong>. Seu nome está relacionado ao tipo de vegetação que domina a área. Além disso, faz parte de um sistema de formações naturais.</p><figure><a href="https://www.facebook.com/photo?fbid=577467574411060&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158841304.jpg" data-image="66cgymgqarko"></a><figcaption>Seu nome está relacionado ao tipo de vegetação que domina a região. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p><strong> Diversas piscinas fazem parte desse complexo</strong>, como: El Caracol, Poza Verde, Poza Azufrada, La Pilita e, claro, El Zacatón. Investigações significativas e variadas foram realizadas na área, revelando um túnel natural com aproximadamente 180 metros de comprimento.</p><p>Este c<strong>enote liga-se à nascente do rio localizado na região</strong>. Possui um formato típico: rodeado por vegetação, esta enorme<strong> cavidade tem um diâmetro aproximado de 140 metros</strong>. Sua densa folhagem realça a beleza do local. Segundo algumas fontes, sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.</p><h2>Interesse da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço</h2><p>Devido à sua<strong> natureza e características particulares</strong>, atraiu a atenção de cientistas internacionais e instituições renomadas, como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos – a NASA.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sua densa folhagem embeleza a área. Segundo algumas fontes, sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diversos testes foram realizados, incluindo o<strong> envio de um robô subaquático </strong>pela agência espacial para <strong>determinar com precisão a profundidade real da fossa</strong>. Relata-se que o robô atingiu uma profundidade de 1.099 pés – aproximadamente 335 metros.</p><h3>Espaço para pesquisa global</h3><p>O equipamento utilizado, chamado <em>Depthx </em>– um explorador térmico freático profundo – pesava aproximadamente 1.500 quilos e era composto por até 100 sensores e 16 computadores; era capaz de alcançar o fundo. Além das cavidades encontradas em terra, também existem trincheiras no leito marinho.</p><p>Além disso, vários mergulhadores demonstraram interesse ao longo dos anos. <strong>Nadar nesta área é perigoso devido à alta concentração de enxofre dissolvido</strong>. Vários atletas aquáticos mergulharam para tentar explorar o fundo de El Zacatón.</p><h3>Lugares sagrados de entrada para outro mundo</h3><p>Em 1994, o melhor mergulhador do mundo na época morreu tentando explorar suas profundezas. Na <strong>antiguidade</strong>, os <strong>maias </strong>consideravam esses espaços como fonte de vida. Além de fornecer água, também eram vistos como<strong> portais para outro mundo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mergulhadores de diversas nacionalidades têm se aventurado em desafios de mergulho, buscando alcançar as partes mais profundas do cenote.</div><p>A palavra 'cenote' tem origem pré-hispânica; vem da palavra maia "<em>dzonot</em>", que significa abismo. Em uma tradução para o português, pode ser entendida como um buraco ou fosso no chão. Dentro de suas crenças, os maias os identificavam como centros de comunhão com as divindades.</p><h3>Seu tempo e processo de formação podem variar</h3><p>O <strong>processo e o tempo necessários para a formação de um cenote podem variar de centenas a milhares de anos</strong>. Essas dolinas naturais profundas são comuns na Península de Yucatán. Esta caverna em particular é considerada a mais profunda do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="401145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-descubra-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-turismo-aventura.html" title="Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta">Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-descubra-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-turismo-aventura.html" title="Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cuevas-mas-profundas-del-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso-1645268906412_320.jpg" alt="Abismos subterrâneos: descubra as cavernas mais profundas do planeta"></a></article></aside><p>O México possui uma biodiversidade incrível, com uma grande variedade de paisagens e ecossistemas. O número de espécies de plantas e animais é muito grande. Lembre-se de que, ao visitar qualquer área natural, é fundamental respeitá-la e protegê-la. Sua sobrevivência depende de todos nós.</p><h3>Diversos atrativos na região</h3><p>Ao explorar a região, <strong>Tamaulipas oferece uma variedade de atrações que cativam todos os visitantes</strong>, incluindo Pueblos Mágicos, uma história rica e fascinante e uma biodiversidade abundante.</p><p>Diz-se que as cinco melhores praias do Golfo do México estão localizadas aqui. Uma das reservas naturais mais singulares também se encontra dentro de seus limites: El Cielo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Árvores frutíferas que não deveria ter em casa: elas podem causar mais problemas do que você imagina]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/arvores-frutiferas-que-nao-deveria-ter-em-casa-elas-podem-causar-mais-problemas-do-que-voce-imagina.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora pareçam inofensivas e decorativas, algumas árvores frutíferas podem atrair pragas, causar muita sujeira ou danificar estruturas, tornando-as uma má escolha para o jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-arboles-frutales-que-no-deberias-tener-en-casa-pueden-causar-mas-problemas-de-los-que-imaginas-1776320283876.jpg" data-image="cc2gdc348jk4" alt="frutas, árvores, plantas" title="frutas, árvores, plantas"><figcaption>Árvores frutíferas são ideais para jardins, mas exigem uma seleção cuidadosa e criteriosa.</figcaption></figure><p><strong>Árvores frutíferas</strong>, ou pelo menos a maioria delas, são frequentemente associadas à resistência, beleza e colheita caseira. No entanto, <strong>nem todas são uma boa escolha para jardins residenciais</strong>, especialmente em espaços pequenos.</p><p><strong>Algumas espécies podem causar mais problemas do que soluções </strong>se não forem escolhidas com cuidado.</p><h2>Por que algumas árvores frutíferas não são recomendadas?</h2><p>Antes de plantar uma árvore frutífera, é importante considerar fatores como o <strong>espaço disponível</strong>, o <strong>tipo de raízes</strong>, a quantidade de frutos que produz e sua <strong>capacidade de atrair pragas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Han cortado el ciruelo de mi jardín porque se estaba muriendo por dentro con una plaga y se estaba secando, nos quedamos sin estas flores :( <a href="https://t.co/KFlmyl81Fs">pic.twitter.com/KFlmyl81Fs</a></p>— gon (@urgon97) <a href="https://twitter.com/urgon97/status/1894079643575111930?ref_src=twsrc%5Etfw">February 24, 2025</a></blockquote></figure><p>Ignorar esses aspectos pode levar a <strong>problemas de manutenção, sujeira constante ou até mesmo danos estruturais</strong> à casa.</p><h2>Árvores frutíferas que podem causar problemas em casa</h2><p>'Nem tudo são flores' no jardim de casa. O tipo de espécie escolhida, a localização e alguns <strong>fatores externos podem atrapalhar o cultivo </strong>de árvores frutíferas em casa.</p><h3>Figueira: um ímã para pragas</h3><p>A figueira é muito apreciada no verão por seus frutos doces e pela sombra que proporciona, mas <strong>pode atrair diversos insetos, como vespas, moscas e formigas</strong>. Quando os figos caem e se decompõem, criam sujeira, odores desagradáveis e representam uma fonte constante de pragas perto da casa.</p><h3>Amoreira: manchas difíceis e sujeira constante</h3><p>A amoreira produz uma grande quantidade de <strong>frutos pequenos que caem</strong> rapidamente no chão. Estes <strong>podem manchar o solo, as roupas e até mesmo os móveis</strong> de jardim, além de <strong>atrair pássaros e insetos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-arboles-frutales-que-no-deberias-tener-en-casa-pueden-causar-mas-problemas-de-los-que-imaginas-1776323435243.png" data-image="jpo3w90n9e9r" alt="amoreira" title="amoreira"><figcaption>Sua manutenção pode se tornar tediosa em pátios ou jardins pequenos.</figcaption></figure><h3>Nogueira: raízes agressivas e sombra excessiva<br></h3><p>A nogueira desenvolve<strong> raízes muito fortes e extensas que podem levantar o solo, danificar canos ou afetar estruturas </strong>próximas. Além disso, sua copa densa cria uma sombra intensa que dificulta o crescimento de outras plantas ao seu redor.</p><h3>Amendoeira</h3><p>Embora seja resistente e bonita quando florida, a amendoeira <strong>pode desenvolver problemas radiculares se plantada perto de edifícios</strong>. Além disso, requer poda regular e cuidados constantes para prevenir doenças.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/SomosNuestraTierra?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SomosNuestraTierra</a> Las principales enfermedades del almendro y su tratamiento. En los últimos años ha sufrido una importante transformación y ha sido uno de los cultivos que más se ha plantado, con un incremento del 18% de la superficie en los últimos tres años. <a href="https://t.co/BRFFVCQGOt">pic.twitter.com/BRFFVCQGOt</a></p>— COAG (@La_COAG) <a href="https://twitter.com/La_COAG/status/1661653725197238272?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2023</a></blockquote></figure><h3>Laranjeira: queda de frutos e sujeira</h3><p>A laranjeira, muito comum em climas mediterrâneos, pode se tornar uma fonte de sujeira quando seus frutos não são colhidos a tempo.<strong> Laranjas caídas fermentam, atraem insetos e geram odores desagradáveis</strong>, especialmente em espaços fechados.</p><h3>Ameixeira: pragas e frutos em decomposição</h3><p>As ameixeiras <strong>produzem frutos em abundância</strong>, mas se não forem colhidos rapidamente,<strong> apodrecem depressa</strong>. Isso atrai insetos e pode levar ao crescimento de fungos, afetando tanto a árvore quanto o ambiente ao seu redor.</p><h3>Pessegueiro: muito suscetível a doenças</h3><p>O pessegueiro é uma árvore muito delicada que requer cuidados constantes. É <strong>suscetível a pragas e doenças</strong> como a lepra do pessegueiro, que exige tratamentos frequentes. Sem a manutenção adequada, pode deteriorar-se rapidamente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/SevillaOto%C3%B1o2025?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SevillaOtoño2025</a><br>El árbol más antiguo de Sevilla , en el Real Alcázar, un naranjo amargo «el naranjo de don Pedro I de Castilla», 1350-1366. Le<br>siguen, un magnolio también en el Real Alcázar, 1823. Y en 1823, se plantó <br>'El abuelo', plátano de sombra, en el Cristina . <a href="https://t.co/PaU6eq7Fam">pic.twitter.com/PaU6eq7Fam</a></p>— L.R.Villegas 65215 (@RuanoVill) <a href="https://twitter.com/RuanoVill/status/2001941422682108109?ref_src=twsrc%5Etfw">December 19, 2025</a></blockquote></figure><h2>Escolher com critérios evita problemas</h2><p>Ter árvores frutíferas em casa não é uma má ideia, mas requer um bom <strong>planejamento</strong>. Por exemplo:</p><ul><li><strong>Optar por variedades menores</strong>, com <strong>menor produção de resíduos</strong> e raízes menos invasivas, pode fazer toda a diferença.</li><li>Escolha<strong> espécies que não sejam muito invasivas</strong> em espaços pequenos.</li><li>Fique atento a possíveis pragas e doenças para evitar que se espalhem facilmente e afetem as plantas próximas.</li></ul><p>Além disso, <strong>é essencial considerar o espaço disponível, o clima</strong> e o tempo que você pode dedicar aos seus cuidados.</p><p>Em suma, uma <strong>árvore frutífera </strong>pode ser um ótimo complemento para sua casa, desde que seja escolhida corretamente. Caso contrário, pode se tornar uma fonte constante de problemas, afetando tanto o jardim quanto a casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/arvores-frutiferas-que-nao-deveria-ter-em-casa-elas-podem-causar-mais-problemas-do-que-voce-imagina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cometa passa pelo céu do Brasil neste sábado, 18 de abril; saiba como observar ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 00:36:14 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O C/2025 R3 (PanSTARRS), vindo do Cinturão de Kuiper, poderá ser observado no céu do Brasil a partir de sábado (18).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-em-18-de-abril-saiba-mais-sobre-o-nosso-visitante-cosmico-1776471164640.png" data-image="3qrdikawau18" alt="O C/2025 R3 (PanSTARRS) poderá ser observado no Brasil a partir deste sábado (18), marcando a passagem de um raro visitante do Cinturão de Kuiper. Crédito: Alessandro Cipolat Bares" title="O C/2025 R3 (PanSTARRS) poderá ser observado no Brasil a partir deste sábado (18), marcando a passagem de um raro visitante do Cinturão de Kuiper. Crédito: Alessandro Cipolat Bares"><figcaption>O C/2025 R3 (PanSTARRS) poderá ser observado no Brasil a partir deste sábado (18), marcando a passagem de um raro visitante do Cinturão de Kuiper. Crédito: Alessandro Cipolat Bares</figcaption></figure><p>O cometa C/2025 R3 (PanSTARRS) será observável no céu no Brasil a partir do dia 18 de abril, quando irá atingir o ponto mais próximo do Sol.<strong> Ele possui brilho moderado e sia observação dependerá do céu limpo e baixa poluição luminosa. </strong>Após o dia 18, o cometa ainda poderá ser visto nas madrugadas dos dias 19 e 20 de abril, embora com pequenas variações de posição e altitude no horizonte. Sua trajetória aparente será relativamente rápida e observadores no hemisfério Sul terão vantagem na observação neste período. </p><p>Cometas são pequenos corpos do Sistema Solar compostos majoritariamente por gelo, poeira e materiais voláteis. Por causa disso, quando esses objetos se aproximam do Sol, parte do material acaba sublimado criando caudas.<strong> O C/2025 R3 (PanSTARRS) tem origem provável no Cinturão de Kuiper que é uma região fria localizada além da órbita de Netuno. </strong>Diferentemente de objetos interestelares como o 3I/ATLAS, este cometa é gravitacionalmente ligado ao Sistema Solar. Ainda assim, sua composição química pode preservar características primordiais, remontando às fases iniciais de formação planetária. </p><p><strong>Os melhores horários para observar o C/2025 R3 (PanSTARRS) serão nas horas que antecedem o nascer do Sol, quando o céu ainda estiver escuro.</strong> A janela ideal ocorre no crepúsculo onde o objeto estará em uma baixa altura no horizonte. O uso de binóculos é recomendado para facilitar a identificação da coma. A observação a olho nu pode ser limitada mas não é impossível, isso dependerá das condições meteorológicas e de luminosidade da região. </p><h2>Cometa C/2025 R3 (PanSTARRS) </h2><p>O C/2025 R3 (PanSTARRS) é um visitante raro originado no Cinturão de Kuiper que é uma zona fria e remota do Sistema Solar composta por corpos de gelo e material primordial<strong>. A trajetória atual do cometa está puxando ele para o interior do Sistema Solar, permitindo o aquecimento de sua superfície e a liberação de gases e poeira. </strong>Esse processo forma a coma e a cauda características, impulsionadas pela radiação solar e pelo vento solar. </p><div class="texto-destacado">Diferente do cometa 3I/ATLAS que ficou famoso em 2025, o C/2025 R3 (PanSTARRS) está ligado gravitacionalmente ao Sistema Solar.</div><p><strong>O brilho do cometa é descrito pela escala de magnitude aparente, na qual valores menores indicam maior luminosidade. </strong>Estimativas indicam que ele pode atingir magnitude 2,5, o que o colocaria próximo do limite de visibilidade a olho nu em condições ideais. Além disso, sua visibilidade pode ser amplificada por um fenômeno chamado de dispersão frontal. Nesse caso, partículas de poeira na cauda refletem a luz solar diretamente em direção à Terra, aumentando o brilho observado. </p><h2>Como observar?</h2><p>Os melhores dias para observar o C/2025 R3 (PanSTARRS) no Brasil serão 18, 19 e 20 de abril, quando o objeto estará próximo do periélio. <strong>Nesses dias, a observação poderá ser realizada cerca de uma hora antes do nascer do Sol. </strong>Para conseguir observar bem o cometa, é necessário o uso de binóculos ou telescópios caseiros. Além disso, regiões com pouca poluição luminosa podem ser úteis para observar o cometa. Condições atmosféricas também são determinantes para as condições de observação.</p><p><strong>Entre os dias 21 e 26 de abril, o cometa estará angularmente muito próximo do Sol, tornando sua observação difícil devido ao ofuscamento.</strong> Após atingir sua menor distância da Terra em 27 de abril, cerca de 73 milhões de quilômetros, e então o objeto volta a se afastar e passa a ser visível no período após o pôr do sol. Essa mudança desloca a janela de observação para o início da noite, facilitando a detecção para quem não puder observar nas madrugadas anteriores.</p><h2>De onde vem esses cometas?</h2><p>O C/2025 R3 (PanSTARRS) tem origem provável no Cinturão de Kuiper que está localizada além da órbita de Netuno.<strong> Essa região abriga remanescentes do disco protoplanetário que não foram incorporados aos planetas durante a formação do Sistema Solar.</strong> Perturbações gravitacionais, principalmente associadas a Netuno, podem alterar a órbita desses objetos e lançá-los em trajetórias para as regiões internas. Durante essa viagem, o aquecimento progressivo induz a sublimação de voláteis, formando a cauda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-em-18-de-abril-saiba-mais-sobre-o-nosso-visitante-cosmico-1776471257364.png" data-image="ee0wjg0iawt2" alt="Antes mesmo de chegar ao Brasil, o C/2025 R3 (PanSTARRS) já vem sendo registrado em outras regiões do mundo, rendendo imagens com sua cauda brilhante. Crédito: Łukasz Remkowicz" title="Antes mesmo de chegar ao Brasil, o C/2025 R3 (PanSTARRS) já vem sendo registrado em outras regiões do mundo, rendendo imagens com sua cauda brilhante. Crédito: Łukasz Remkowicz"><figcaption>Antes mesmo de chegar ao Brasil, o C/2025 R3 (PanSTARRS) já vem sendo registrado em outras regiões do mundo, rendendo imagens com sua cauda brilhante. Crédito: Łukasz Remkowicz</figcaption></figure><p>O Cinturão de Kuiper é considerado uma reserva de material primordial, preservado em condições de baixa temperatura e mínima alteração química desde os estágios iniciais do Sistema Solar. <strong>Formado há cerca de 4,6 bilhões de anos, ele contém objetos compostos por gelo de água, metano, amônia e silicatos.</strong> A composição desses corpos reflete as condições do disco protoplanetário original. Ao serem deslocados para o interior do Sistema Solar, cometas como o C/2025 R3 (PanSTARRS) permitem estudar resquícios do início do Sistema Solar.</p><h2>Classificação e nome</h2><p>A designação do nome C/2025 R3 (PanSTARRS) segue o padrão estabelecido pela União Astronômica Internacional para identificação de cometas. <strong>O prefixo “C” indica que se trata de um cometa não periódico, com período orbital superior a 200 anos ou trajetória aberta. </strong>Isso significa que é a possibilidade é alta que ele não retorne ao interior do Sistema Solar. “2025” corresponde ao ano de descoberta, a letra “R” identifica a quinzena da descoberta e o número “3” indica que foi o terceiro cometa registrado nesse intervalo específico. </p><p><strong>Em comparação, a nomenclatura do 3I/ATLAS segue uma convenção distinta aplicada a corpos de origem interestelar. </strong>O prefixo “I” indica explicitamente que o objeto não está gravitacionalmente ligado ao Sistema Solar. O termo “ATLAS” refere-se ao sistema de telescópios responsável pela descoberta. Assim, enquanto “C/2025 R3” tem informações orbitais e temporais no nome, “3I/ATLAS” tem informação sobre sua origem e a ordem de objetos descobertos desse tipo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-passa-pelo-ceu-do-brasil-neste-sabado-18-de-abril-saiba-como-observar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está mudando e existe agora uma nova região de risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 23:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O clássico “corredor de tornados” dos EUA já não está onde sempre esteve: meteorologistas e caçadores de tempestades estão a detectar uma deslocação para leste que altera completamente o mapa de risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153942794.jpeg" data-image="khgs89ghvdtf"><figcaption>A alteração do padrão da trajetória habitual dos tornados nos EUA é motivo de preocupação nas regiões afetadas.</figcaption></figure><p>Durante décadas, o coração dos tornados nos Estados Unidos esteve claramente definido: <strong>uma vasta faixa das Grandes Planícies conhecida como Tornado Alley</strong>, onde a interação das massas de ar favorecia a formação de tempestades severas.</p><p>No entanto, esse mapa clássico está a tornar-se obsoleto, segundo os meteorologistas. De acordo com os dados mais recentes, <strong>o maior risco está a deslocar-se para leste</strong>, numa mudança que tem implicações tanto meteorológicas como sociais.</p><h2>O Tornado Alley clássico: um equilíbrio atmosférico perfeito</h2><p>O Tornado Alley caracteriza-se historicamente por uma configuração atmosférica muito específica.</p><ul> <li><strong>Ar quente e húmido procedente do Golfo do México.</strong></li><li><strong>Ar frio e seco do Canadá.</strong></li><li><strong>Ar quente e seco vindo do sudoeste.</strong></li> </ul><p>Este choque de massas gera uma atmosfera altamente instável, ideal para o desenvolvimento de <strong>supercélulas capazes de deixar fenómenos extremos como granizo gigante ou tornados catastróficos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153027052.jpeg" data-image="0f6li4qe8xsr"><figcaption>Esta faixa é tradicionalmente considerada como a cintura de tornados dos EUA: NOAA.</figcaption></figure><p>Estados como o <strong>Texas, Oklahoma e Kansas </strong>têm sido o epicentro destes fenómenos desde há anos.</p><h2>Uma mudança silenciosa: menos tornados nas planícies</h2><p>Estudos recentes apontam para <strong>uma tendência clara</strong>.</p><ul><li>Menos dias com tornados em zonas tradicionais como o Texas ou Oklahoma.</li><li>Diminuição progressiva da atividade no núcleo clássico.</li></ul><p>Em cidades como <strong>Dallas ou Austin</strong>, por exemplo, foram registados <strong>menos dias de tornados por década</strong>, o que reforça a teoria de uma mudança geográfica.</p><h2>O novo foco: o sudeste dos Estados Unidos</h2><p>Entretanto, a atividade está a aumentar em zonas mais a leste, naquilo a que alguns especialistas já chamam uma nova área de risco:</p><ul> <li><strong> Tennessee.</strong></li> <li><strong> Kentucky.</strong></li> <li><strong> Alabama.</strong></li> <li><strong> Mississippi.</strong></li> <li><strong> Arkansas.</strong></li> </ul><p>Esta mudança não é subjetiva, uma vez que os registos mostram que <strong>o centro da atividade tornádica </strong>se deslocou de oeste do rio Mississippi para mais a leste.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I dont think enough people appreciate the fact thst Tornado alley is slowly moving east. If, say, the Wizard of Oz were to happen today, Dorothy probably wouldn't be from Kanasas anymore. It's more likely she'd be from Ole Miss. <a href="https://t.co/ng0k5AjTSJ">pic.twitter.com/ng0k5AjTSJ</a></p>— Michael (@_JeanLannes) <a href="https://twitter.com/_JeanLannes/status/2032172096856506843?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2026</a></blockquote></figure><h2>Por que é que os tornados estão a deslocar-se?</h2><p>Do ponto de vista meteorológico, a explicação aponta para<strong> mudanças na distribuição das massas de ar</strong>.</p><ul><li><strong>Mais umidade no sudeste</strong>: o Golfo do México traz ar cada vez mais quente e húmido para leste, aumentando a energia disponível para as tempestades (CAPE).</li><li><strong>Condições mais secas nas planícies</strong>: as Grandes Planícies registam episódios mais secos, reduzindo a frequência de condições favoráveis à ocorrência de tornados.</li><li><strong>Mudanças na circulação atmosférica</strong>: a deslocação da corrente de jato e dos sistemas de baixa pressão também influencia a localização das tempestades severas.</li></ul><p>A mudança não é apenas relevante do ponto de vista meteorológico, mas tem também<strong> consequências diretas no impacto dos tornados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153633378.jpeg" data-image="nrg4uz1tueq3"><figcaption>A população precisa de estar preparada para os tornados.</figcaption></figure><p>As novas regiões afetadas: </p><ul> <li><strong>São mais densamente povoadas.</strong></li><li><strong>Têm um maior número de habitações vulneráveis.</strong></li><li><strong>Não têm a mesma cultura de prevenção.</strong></li> </ul><p>Isto significa que, embora o número total de tornados não aumente significativamente, <strong>o seu impacto potencial é maior</strong>.</p><h3>Um mapa do risco em transformação</h3><p><strong>A deslocação do corredor de tornados é um exemplo claro de como o clima não é estático</strong>. O que durante décadas foi uma zona bem definida está agora a transformar-se, transferindo o risco para regiões onde o grau de preparação é menor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos">Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-tornados-en-el-arte-1742106186498_320.jpg" alt="Tornados na arte: fenômenos extremos retratados há séculos"></a></article></aside><p><strong>Na meteorologia, tal como na geografia</strong>, as mudanças mais importantes nem sempre são as mais visíveis, mas são as que têm as maiores consequências.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor&sect=conus&intv=year&pd=30&thrs=0" target="_blank" rel="nofollow"><em>https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor§=conus&intv=year&pd=30&thrs=0</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando a Terra ilumina a Lua: o fenômeno da luz cinzenta e como observá-lo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Por vezes a Lua parece brilhar mesmo no seu lado escuro e não se trata de um efeito ótico, mas de um fenômeno real: a Terra a iluminar o seu próprio satélite numa cena curiosa e especial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481.jpeg" data-image="ur3wgfpctt00"><figcaption>Explicamos o que é o fenômeno da luz cinzenta.</figcaption></figure><p>Há noites em que a lua não só mostra a sua fina silhueta iluminada, mas também <strong>um brilho ténue que delimita todo o seu contorno</strong>. Este brilho ténue, quase cinematográfico, é o que se designa por luz cinzenta.</p><p>Longe de ser um simples jogo de luz, é uma demonstração perfeita de como <strong>a Terra e a Lua interagem</strong> constantemente num delicado equilíbrio de luz.</p><h2>Uma dupla reflexão: do Sol para a Terra e da Terra para a Lua</h2><p>A explicação é tão simples quanto curiosa. <strong>A luz do Sol ilumina a Terra, parte dessa luz é refletida para o espaço</strong> e, quando a geometria é adequada, essa luz refletida chega à Lua e <strong>atinge a face lunar que não é diretamente iluminada pelo astro-rei</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La atmósfera de la Tierra, la Luna y su luz cenicienta, fotografiadas desde la Estación Espacial Internacional el pasado día 6 de diciembre.<br><br>: NASA/JSC <a href="https://t.co/FjVAxOc6Bb">pic.twitter.com/FjVAxOc6Bb</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://twitter.com/geologoenapuros/status/1468661154323087365?ref_src=twsrc%5Etfw">December 8, 2021</a></blockquote></figure><p><strong>O resultado é a tonalidade acinzentada ou “cinza”</strong> que nos permite distinguir toda a superfície lunar, mesmo quando só vemos uma pequena faixa brilhante.</p><p>É essencialmente <strong>o mesmo fenómeno que nos permite ver a Lua a partir da Terra</strong>... mas em sentido inverso.</p><h2> Quando e acontece?</h2><p>A luz cinzenta aparece principalmente em dois momentos do ciclo lunar, <strong>logo após a lua nova</strong> (fase crescente) <strong>e logo antes da lua nova</strong> (fase minguante).</p><p>Nestas fases, <strong>a parte iluminada pelo Sol é muito pequena</strong>, o que permite que o brilho ténue proveniente da Terra se destaque mais facilmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna">A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-violenta-storia-dietro-l-origine-della-luna-secondo-la-scienza-moderna-1772817070223_320.jpeg" alt="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"></a></article></aside><p>Além disso, quando vemos uma Lua muito fina a partir da Terra, a partir da superfície lunar o nosso planeta seria quase completamente iluminado: isto significa que <strong>a Terra atua como um “grande espelho” que envia luz para a Lua</strong>.</p><h3>Um fenômeno ligado ao "albedo" terrestre</h3><p>Nem toda a luz é refletida da mesma forma, pois a intensidade da luz cinzenta depende do chamado <strong>albedo terrestre</strong>, ou seja, da capacidade da Terra para refletir a luz solar. É aqui que entram em jogo fatores como <strong>a presença de nuvens, superfícies nevadas ou oceanos</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La luna nueva cerca del Sol vista por el satélite PUNCH de la NASA. Sí, la Luna nueva, no llena. El ocultador de PUNCH tapa el Sol y permite que se vea el hemisferio nocturno de la Luna con la luz cenicienta (la luz reflejada por la Tierra). <a href="https://t.co/klsTees49N">pic.twitter.com/klsTees49N</a></p>— Daniel Marín (@Eurekablog) <a href="https://twitter.com/Eurekablog/status/1924158743748448767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 18, 2025</a></blockquote></figure><ul> </ul><p>São áreas ou superfícies que afetam diretamente a luminosidade e, de fato, <strong>o fenômeno pode ser mais intenso</strong> quando grandes áreas do planeta estão cobertas por nuvens ou gelo, que refletem mais luz.</p><h2>Como observar a luz cinzenta?</h2><p>Uma das melhores coisas deste fenômeno é que não é necessário um telescópio: basta olhar para o céu no momento certo. No entanto, estas <strong>dicas de observação astronômica</strong> podem ajudá-lo a observá-lo melhor.</p><ul><li><strong> Observar logo após o pôr do sol ou antes do nascer do sol</strong>.</li><li><strong>Afaste-se da poluição luminosa</strong>.</li><li><strong>Deixe os seus olhos adaptarem-se à escuridão</strong>. </li></ul><p><strong>Embora o mais importante seja encontrar uma Lua muito fina</strong> (crescente ou minguante), uma vez que, como já explicámos, isso favorece a apreciação deste espetáculo da natureza. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte frente fria provoca tempestades e intenso contraste térmico no Feriado de Tiradentes, 21 de abril]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 20:42:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria atuará sobre o sul do país, trazendo tempestades e uma massa de ar frio que fará as temperaturas caírem. Ao mesmo tempo, o sistema impulsiona um aquecimento significativo sobre as regiões Sudeste e Centro-Oeste.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-e-ar-frio-podem-chegar-neste-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-veja-a-previsao.html" target="_blank">Forte frente fria e ar frio podem chegar neste Feriado de Tiradentes, 21 de abril</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442154731.jpg" data-image="cog02jhw6cy3" alt="Tempestades em contraste com sol intenso. Imagem gerada por IA." title="Tempestades em contraste com sol intenso. Imagem gerada por IA."><figcaption>O sistema traz tempestades à região Sul, e uma massa de ar muito frio que fará as temperaturas caírem. Ao mesmo tempo, o sistema impulsiona o calor no Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>Entre o Domingo (19) e a segunda-feira (20), uma <strong>região de baixa pressão</strong> começará a se aprofundar entre a Argentina e o Uruguai, se transformando em um <strong>ciclone</strong>. Conforme o sistema se forma, sua <strong>frente fria associada</strong> avançará e será capaz de formar chuvas significativas sobre parte do Brasil.</p><div class="texto-destacado">Na própria segunda-feira (20) durante a tarde e a noite, tempestades se formarão em boa parte do Rio Grande do Sul; no extremo oeste de Santa Catarina e do Paraná; e também no sul do Mato Grosso do Sul. Ao longo da terça-feira (21), as tempestades avançam pelo restante dos estados gaúcho e catarinense.</div><p>Até o final do feriado, as tempestades trazem <strong>acumulados totais de 100 mm</strong> que podem causar <strong>transtornos</strong> (<em>como alagamentos em vias e áreas urbanas</em>) e rajadas de vento de <strong>até 70 km/h</strong> que podem ocasionar queda de galhos de árvores. Não se exclui a possibilidade de <strong>outros transtornos</strong>, como cortes na energia elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442228612.jpg" data-image="1qp6xbbvg5ra" alt="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima quarta-feira." title="Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima quarta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais de chuva até o final da próxima quarta-feira mostra que os volumes de chuva podem chegar a até 100 mm em alguns pontos localizados do RS e do MS.</figcaption></figure><p>Após a passagem das chuvas, no entanto, o destaque fica para uma <strong>massa de ar frio</strong> que também avançará pela região Sul.</p><h2>Massa de ar frio também avança pelo país</h2><p>Durante a terça-feira (21), feriado de Tiradentes, o<strong> ar frio avança pelo Rio Grande do Sul </strong>e, na quarta-feira (22), também chega a parte de Santa Catarina, oeste do Paraná e oeste do Mato Grosso do Sul, como é possível observar na imagem abaixo. A massa de ar frio <strong>não deve avançar muito mais que isso</strong>, e não chega ao Sudeste do país durante o feriado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442264025.jpg" data-image="mqzhprvyyide" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a tarde." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na quarta-feira durante a tarde mostra o avanço da massa de ar frio por parte da região Sul durante o feriado de Tiradentes e após seu fim.</figcaption></figure><p>Com isso, as máximas em grande parte do Rio Grande do Sul <strong>caem de maneira considerável</strong> no feriado de Tiradentes e podem ficar <strong>próximas dos 20°C</strong>, com alguns municípios registrando máximas de <strong>até 18°C</strong>. Enquanto isso, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, as máximas decorrentes do <strong>calor intenso</strong> podem chegar a <strong>36°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Isso indica uma diferença grandiosa de 18°C entre as máximas do Sul e do Sudeste/Centro-Oeste ao longo do Feriado de Tiradentes: Enquanto o RS registra frio considerável, o Sudeste e o Centro-Oeste são afetados por uma onda de calor intensa.</div><p>Essa situação ainda é impulsionada pelo próprio ciclone e sua frente fria. O efeito de “<em>pré-frontal</em>” causado pelo sistema <strong>fará as temperaturas subirem de maneira considerável</strong> sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, mesmo que a frente fria não chegue até essa região. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril-1776442304007.jpg" data-image="pui5nd2xphqn" alt="Previsão de temperaturas máximas no Sul (esquerda) e no Sudeste (direita)." title="Previsão de temperaturas máximas no Sul (esquerda) e no Sudeste (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas no Sul (esquerda) e no Sudeste (direita) mostram um contraste térmico de quase 20°C entre as máximas de 18°C no Sul e de 36°C no Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p><strong> Condições pré-frontais</strong> acontecem porque, em uma região ao norte da frente fria, <strong>(a)</strong> ventos passam a soprar de norte, transportando ar quente das regiões tropicais; <strong>(b)</strong> é comum haver maior insolação e <strong>(c)</strong> as correntes de ar também podem gerar aumento da pressão atmosférica e aquecimento.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Graças às tempestades, sempre vale lembrar: <strong>Evite enfrentar o mau tempo</strong> e <strong>transitar em locais de risco</strong>, como avenidas próximas a rios. Durante tempestades, de maneira alguma enfrente a correnteza (<em>mesmo que a água pareça baixa</em>) e nem transite em locais onde há risco de deslizamento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-provoca-tempestades-e-intenso-contraste-termico-no-feriado-de-tiradentes-21-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item></channel></rss>