<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Tue, 12 May 2026 20:10:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 12 May 2026 20:10:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Combo de frio: Duas massas de ar polar avançam sobre o Brasil nos próximos dias; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/combo-de-frio-duas-massas-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-nos-proximos-dias-confira.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 19:16:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Duas novas massas de ar polar avançarão pelo Brasil ao longo dos próximos sete dias, fazendo as temperaturas caírem ainda mais e ocasionando a formação de friagens e geadas.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-extremo-no-sul-geada-exige-atencao-redobrada-com-milho-e-hortalicas.html" target="_blank">Frio Extremo no Sul: Geada exige atenção redobrada com milho e hortaliças</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9is6y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9is6y.jpg" id="xa9is6y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Desde o final de semana, o centro-sul do Brasil tem sido afetado por uma <strong>intensa massa de ar polar</strong>. Diversos municípios no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná registraram<strong> geadas intensas</strong>, e cidades da serra catarinense registraram <strong>precipitação invernal</strong> - como ocorrências pontuais de chuva congelada e neve. </p><div class="texto-destacado">Estações da rede do Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) registraram mínimas de até -5,6°C em São Joaquim (SC) nesta terça-feira (12) durante o início da manhã. Uma estação do Parque do Itatiaia registrou mínima de -6,8°C.</div><p>Além disso, <strong>temperaturas negativas</strong> também foram registradas no sul de Minas Gerais, nos arredores da Serra da Mantiqueira, onde estações da rede do INMET registraram mínimas <strong>próximas dos -3°C</strong>, além de ocorrência de geadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/combo-de-frio-duas-massas-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-nos-proximos-dias-confira-1778603859852.jpg" data-image="48u5j26w68e9" alt="Registro de geada severa nesta terça-feira em Guarapuava (Paraná)." title="Registro de geada severa nesta terça-feira em Guarapuava (Paraná)."><figcaption>Registro de geada severa nesta terça-feira em Guarapuava (Paraná). O fenômeno foi capaz de deixar os campos completamente brancos após madrugada muito fria (Foto: Eduardo Andrade / RPC)</figcaption></figure><p>Agora, como é possível observar no vídeo do início do artigo, uma <strong>nova massa de ar frio</strong> pode avançar novamente pelo Brasil já na<strong> quinta-feira (14)</strong>, após passagem de uma frente fria pouco intensa que não deve causar tempestades na região Sul.</p><h2>Primeira massa de ar frio avança na quinta-feira</h2><p>Essa massa de ar polar <strong>volta a reforçar o frio na região Sul</strong>, ocasionando mínimas de até <strong>2°C</strong> em alguns municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Não se descarta a possibilidade de temperaturas de até <strong>0°C</strong> e <strong>novas ocorrências de geada.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/combo-de-frio-duas-massas-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-nos-proximos-dias-confira-1778603892402.jpg" data-image="szam009xml9o" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante a madrugada mostra que o frio na região Sul será reforçado por uma nova massa de ar frio, ocasionando geadas pontuais em RS e SC.</figcaption></figure><p>Ainda assim, essa massa de ar frio <strong>não será tão intensa nem tão abrangente</strong> quanto a que avançou pelo Brasil no último final de semana, se restringindo a atuar apenas sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mantendo as temperaturas baixas nestes estados.</p><h2>Segunda massa de ar frio avança no fim de semana</h2><p>No entanto, uma <strong>segunda frente fria</strong>, bem mais intensa e uma <strong>massa de ar frio severa</strong> avançarão pelo país a partir do<strong> sábado (16)</strong>, causando uma queda muito mais expressiva e abrangente das temperaturas já no início da semana que vem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/combo-de-frio-duas-massas-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-nos-proximos-dias-confira-1778603939338.jpg" data-image="2dgv5rukajfe" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na noite do domingo." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na noite do domingo."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na noite do domingo mostra uma massa de ar frio muito intensa avançando pelo país e já atingindo RS, SC, PR, MS e parte de MT.</figcaption></figure><p>Além de atingir todos os estados da <strong>região Sul</strong> (RS, SC e PR), essa massa de ar frio atingirá ainda estados do <strong>Sudeste</strong> (como SP, MG e RJ), <strong>Centro-Oeste</strong> (MS, parte de MT e GO) e <strong>Norte</strong> (RO, AC e sul do AM), com uma abrangência <strong>similar à da última massa de ar frio</strong> intensa.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Em outras palavras, o sistema pode ocasionar um <strong>novo episódio de friagem </strong>(<em>quando as temperaturas caem até na região Norte</em>), <strong>geadas severas </strong>na região Sul e <strong>geadas localizadas </strong>no Sudeste (<em>especialmente Serra da Mantiqueira</em>). Há risco de <strong>temperaturas negativas</strong> serem registradas novamente na região da serra gaúcha e catarinense, como é possível observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/combo-de-frio-duas-massas-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-nos-proximos-dias-confira-1778604011495.jpg" data-image="0jfwdlo2trw0" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira da semana que vem." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira da semana que vem."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira da semana que vem mostra temperaturas muito baixas no Sul, com possibilidade de temperaturas negativas na região serrana.</figcaption></figure><p>Isso significa que a tendência para boa parte do <strong>mês de Maio</strong> continua sendo de <strong>temperaturas abaixo da média no centro-sul do Brasil</strong>, com massas de ar polar e ondas de frio significativas em diversos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ao longo das próximas semanas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/combo-de-frio-duas-massas-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-nos-proximos-dias-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio recorde no RJ e SP traz geada a Campos do Jordão e ressaca no mar ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-recorde-no-rj-e-sp-traz-geada-a-campos-do-jordao-e-ressaca-no-mar.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 18:16:11 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores do Sudeste enfrentaram a manhã mais fria de 2026 com geadas cobrindo carros em São Paulo e termômetros marcando números históricos em diversas estações do Inmet. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-recorde-no-rj-e-sp-traz-geada-a-campos-do-jordao-e-ressaca-no-mar-1778599230296.jpg" data-image="la1x26a7p063" alt="A Serra da Mantiqueira amanheceu coberta por uma camada de gelo nesta terça-feira (12). Foto: Reprodução/ Marcelo Bueno" title="A Serra da Mantiqueira amanheceu coberta por uma camada de gelo nesta terça-feira (12). Foto: Reprodução/ Marcelo Bueno"><figcaption>A Serra da Mantiqueira amanheceu coberta por uma camada de gelo nesta terça-feira (12). Foto: Reprodução/ Marcelo Bueno</figcaption></figure><p><strong>A massa de ar frio que atinge o Sudeste brasileiro provocou recordes históricos de temperatura nesta terça-feira (12)</strong>. Tanto a cidade do Rio de Janeiro quanto o estado de São Paulo registraram as menores marcas térmicas do ano de 2026.</p><p>Além do declínio acentuado nos termômetros, a instabilidade climática resultou em <strong>fenômenos como geadas serranas e ressacas marítimas severas</strong>. Diversas cidades precisaram adaptar suas rotinas para lidar com as condições meteorológicas extremas que marcaram o início desta semana.</p><h2>Recordes de temperatura e impactos marítimos no Rio de Janeiro</h2><p>A capital fluminense teve a madrugada mais fria de 2026 nesta terça-feira,<strong> com os termômetros marcando 13,3°C na Vila Militar às 4h</strong>. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), essa marca superou a tarde de segunda-feira, que já havia sido a mais fria com máxima de <strong>22°C</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">FRIO E RESSACA | O Rio de Janeiro registrou, nesta terça-feira (12), a madrugada mais fria de 2026. O carioca sofreu! Segundo o Inmet, os termômetros marcaram 13,3ºC na Vila Militar, na Zona Oeste. Ao mesmo tempo, a forte ressaca provoca a interdição de um trecho da Avenida <a href="https://t.co/ofvN4ATPZZ">pic.twitter.com/ofvN4ATPZZ</a></p>— Rádio 93.3FM - RJ (@93FmGospel) <a href="https://twitter.com/93FmGospel/status/2054165748918919468?ref_src=twsrc%5Etfw">May 12, 2026</a></blockquote></figure><p>A redução da nebulosidade favoreceu o resfriamento rápido, ampliando a sensação térmica baixa em diferentes pontos do estado. No Alto da Boa Vista, a rede Alerta Rio registrou <strong>13°C</strong>, enquanto a Região Serrana teve mínimas <strong>variando entre 11°C e 12°C </strong>durante a madrugada gelada.</p><p>Simultaneamente ao frio, <strong>uma forte ressaca no mar provocou a interdição de um trecho da Avenida Delfim Moreira</strong>, no Leblon. O Centro de Operações Rio informou que a via foi fechada por volta das 3h, na altura do Posto 11, devido à invasão da água.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr"> RESSACA | INÍCIO DO PERÍODO NA ORLA DO RIO (11/5/2026 - 06h)<br><br>Começou o período de ressaca no litoral da cidade do Rio de Janeiro. Segundo o aviso emitido pela Marinha do Brasil, ondas entre 2,5 e 3,0 metros podem atingir a orla do município até às 9h de quarta-feira (13/5). <a href="https://t.co/KE5YOlecqN">pic.twitter.com/KE5YOlecqN</a></p>— Centro de Operações Rio (@OperacoesRio) <a href="https://twitter.com/OperacoesRio/status/2053763768329408884?ref_src=twsrc%5Etfw">May 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Equipes da CET-Rio e da Comlurb trabalharam na limpeza da pista, mas as ondas voltaram a sujar o asfalto antes da liberação total. A Marinha do Brasil emitiu<strong> um aviso de ressaca com ondas de até 3 metros de altura</strong>, vigente até a manhã de quarta-feira.</p><h2>Primeira geada do ano e frio extremo nas regiões serranas</h2><p>No interior paulista, a cidade de <strong>Campos do Jordão registrou o dia mais frio de 2026, atingindo 2,1°C por volta das 4h</strong>. O recorde anterior do município era de 5,5°C, registrado em 21 de abril, evidenciando a intensidade da atual massa de ar polar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768299" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ar-polar-abre-a-semana-com-temperaturas-negativas-em-varios-estados-e-chuva-congelada-veja-imagens.html" title="Ar polar abre a semana com temperaturas negativas em vários estados e chuva congelada; veja imagens ">Ar polar abre a semana com temperaturas negativas em vários estados e chuva congelada; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ar-polar-abre-a-semana-com-temperaturas-negativas-em-varios-estados-e-chuva-congelada-veja-imagens.html" title="Ar polar abre a semana com temperaturas negativas em vários estados e chuva congelada; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-abre-a-semana-com-temperaturas-negativas-em-varios-estados-e-registro-de-chuva-congelada-veja-imagens-1778514325287_320.jpg" alt="Ar polar abre a semana com temperaturas negativas em vários estados e chuva congelada; veja imagens "></a></article></aside><p>A queda brusca na temperatura trouxe <strong>a primeira geada do ano para a Serra da Mantiqueira, cobrindo vegetações e veículos com gelo</strong>. Moradores relataram o fenômeno em diversos bairros, incluindo o Parque Irmã Maria de Lourdes, a Vila Sodipe e o Horto Florestal.</p><p><strong>Já no Parque Nacional do Itatiaia, a Estação Campo Belo registrou a menor temperatura de todo o Brasil nesta terça-feira, com -6,8°C</strong>. O local, situado na divisa entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, manteve marcas negativas durante grande parte da madrugada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Com -6,8ºC, Parque Nacional do Itatiaia (RJ) registra a menor temperatura do Brasil nesta terça-feira <a href="https://t.co/Z6U2p47YP8">https://t.co/Z6U2p47YP8</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/g1?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#g1</a> <a href="https://t.co/YwYJbJMEfD">pic.twitter.com/YwYJbJMEfD</a></p>— g1 (@g1) <a href="https://twitter.com/g1/status/2054177719336751225?ref_src=twsrc%5Etfw">May 12, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com a WS Consultoria Climatológica,<strong> o parque ocupou as duas primeiras posições no ranking de menores temperaturas</strong> diárias nacionais. O ponto de medição fica próximo à nascente do rio Campo Belo, uma das áreas conhecidas pelo rigor climático durante o outono.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/12/ressaca-e-frio-terca-feira.ghtml" target="_blank">Frio no Rio de Janeiro: madrugada bate recorde, e ressaca fecha Leblon.</a> 12 de maio, 2026. </em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2026/05/12/com-21c-campos-do-jordao-bate-recorde-de-frio-no-ano-e-tem-primeira-geada-de-2026.ghtml" target="_blank">Campos do Jordão bate recorde de frio no ano e tem primeira geada.</a> 12 de maio, 2026. </em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2026/05/12/com-68oc-parque-nacional-do-itatiaia-registra-a-menor-temperatura-do-brasil-nesta-terca-feira.ghtml" target="_blank">Com -6,8ºC, Parque Nacional do Itatiaia registra a menor temperatura do Brasil nesta terça-feira.</a> 12 de maio, 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/frio-recorde-no-rj-e-sp-traz-geada-a-campos-do-jordao-e-ressaca-no-mar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geadas no Sul e muita chuva no Norte e Nordeste: veja o alerta para esta quarta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/geadas-no-sul-e-muita-chuva-no-norte-e-nordeste-veja-o-alerta-para-esta-quarta.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 14:36:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas continuam baixas na Região Sul nesta quarta-feira, há riscos de geadas em diversas áreas. No Norte e Nordeste os alertas ficam para as chuvas, que podem provocar problemas em vários municípios.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-extremo-no-sul-geada-exige-atencao-redobrada-com-milho-e-hortalicas.html" target="_blank">Frio Extremo no Sul: Geada exige atenção redobrada com milho e hortaliças</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9i1pk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9i1pk.jpg" id="xa9i1pk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta terça-feira (12), as temperaturas ficaram negativas na Serra Catarinense e na Serra da Mantiqueira, devido a<strong> massa de ar polar </strong>que atuou com força nessas regiões. Nos pontos mais altos, os termômetros marcaram temperaturas próximas de<strong> -5°C (Serra Catarinense) e -6.8°C (Parque Nacional do Itatiaia).</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p>O frio deve persistir sobre o Sul do Brasil nesta quarta-feira (13). Embora a massa de ar frio não atue mais nas camadas mais altas da atmosfera, a anomalia permanece negativa na superfície, ou seja, <strong>as temperaturas ao amanhecer seguem abaixo da média em toda a região.</strong></p><h2>Condições para geada no Sul</h2><p>A Região Sul continuará com riscos de geada nas primeiras horas desta quarta-feira (13). No Rio Grande do Sul, áreas do leste próximas ao litoral têm menores chances de registrar o evento, com previsão de mínimas entre 8°C e 10°C, <strong>o que impossibilita a formação de geadas nessas faixas litorâneas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geadas-no-sul-e-muita-chuva-no-norte-e-nordeste-veja-o-alerta-para-esta-quarta-1778594885344.jpg" data-image="bduvp2h6s3an" alt="Anomalia de temperatura pra o amanhecer desta quarta-feira (13)." title="Anomalia de temperatura pra o amanhecer desta quarta-feira (13)."><figcaption>O mapa mostra que as temperaturas em superfície vão permanecer abaixo da média na manhã desta quarta-feira (13) em toda a Região Sul, com anomalia de até 10°C.</figcaption></figure><p>Contudo, em áreas da porção central e próximas à Serra Gaúcha, as temperaturas ficam mais baixas, elevando a possibilidade do fenômeno. <strong>Os termômetros podem marcar entre 4°C e 6°C na região central, enquanto na serra as temperaturas se aproximam de 0°C.</strong></p><p>Na Serra Catarinense, uma das regiões mais frias do país, haverá nova chance de geada nesta quarta-feira (13). Os modelos preveem<strong> mínimas entre 1°C e 3°C</strong>, mas <strong>a temperatura próxima à superfície é ainda menor</strong>, o que pode resultar em valores negativos e na formação de gelo sobre a relva (geadas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geadas-no-sul-e-muita-chuva-no-norte-e-nordeste-veja-o-alerta-para-esta-quarta-1778594990571.jpg" data-image="9iay10m5y70d" alt="Temperatura para a manhã desta quarta-feira (13)." title="Temperatura para a manhã desta quarta-feira (13)."><figcaption>Mínima prevista para a manhã desta quarta-feira (13) na Região Sul do Brasil, de acordo com o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>A possibilidade de geada em Santa Catarina não se restringe à serra, em outras áreas do estado, as temperaturas devem oscilar entre 5°C e 8°C, gerando ocorrências pontuais. <strong>A exceção fica por conta do litoral, onde as temperaturas permanecem entre 8°C e 11°C.</strong></p><p>No Paraná, onde geadas já foram registradas na manhã de terça-feira (12), as condições para o fenômeno persistem na quarta-feira (13). <strong>O risco é maior em pontos da região central e áreas próximas à divisa com Santa Catarina, com temperaturas entre 3°C e 7°C.</strong></p><h2>Alerta de Chuvas no Norte e Nordeste</h2><p>Muita chuva está prevista para esta quarta-feira (13) no Norte e Nordeste do Brasil. <strong>A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) está atuando intensamente, </strong>transportando ar úmido para o Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geadas-no-sul-e-muita-chuva-no-norte-e-nordeste-veja-o-alerta-para-esta-quarta-1778595176182.jpg" data-image="xxs180yz3jse" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Água precipitável disponível na tarde desta quarta-feira (13), segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Os volumes de chuva são elevados devido ao suporte de umidade por longos períodos, o que gera alertas para as áreas afetadas. <strong>Chuvas intensas atingem o Amazonas, Pará, Roraima e o litoral do Maranhão durante a manhã.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O frio persiste no Sul com mínimas próximas de 0°C e risco de geada, enquanto a ZCIT provoca alertas de chuvas intensas superiores a 100 mm no Norte e Nordeste nesta quarta-feira (13).<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com o aumento das temperaturas durante a tarde, a atmosfera torna-se ainda mais instável e as chuvas intensas podem ocorrer com maior facilidade. <strong>Os alertas e o potencial para transtornos estendem-se também para áreas do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geadas-no-sul-e-muita-chuva-no-norte-e-nordeste-veja-o-alerta-para-esta-quarta-1778595214538.jpg" data-image="4dn31sidtvh3" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Precipitação prevista para a tarde de quarta-feira (13) no Norte e norte do Nordeste do Brasil, segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>No Pará, Amapá, Maranhão e Amazonas, o céu permanece encoberto e as chuvas ocorrem desde a madrugada. <strong>Em pontos do noroeste do Pará, os acumulados podem chegar a 200 mm, </strong>e as capitais mantêm o alerta ativado para volumes próximos de 50 mm.</p><p>No litoral norte do Nordeste, os acumulados significativos podem provocar alagamentos. A previsão é de <strong>42 mm em São Luís (MA), 43 mm em Fortaleza (CE) e </strong>aproximadamente<strong> 38 mm em Natal (RN).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geadas-no-sul-e-muita-chuva-no-norte-e-nordeste-veja-o-alerta-para-esta-quarta-1778595264189.jpg" data-image="37vaf5f8exs5" alt="Chuva acumulada." title="Chuva acumulada."><figcaption>Precipitação acumulada até o final da noite de quarta-feira (13) indica maiores volumes sobre o noroeste do Pará.</figcaption></figure><p>Por fim, os ventos transportam umidade do oceano para o litoral da Paraíba e de Pernambuco. Os volumes de chuva nas capitais serão elevados, com acumulados previstos de <strong>56 mm em Recife (PE) e 63 mm em João Pessoa (PB).</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/geadas-no-sul-e-muita-chuva-no-norte-e-nordeste-veja-o-alerta-para-esta-quarta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio Extremo no Sul: Geada exige atenção redobrada com milho e hortaliças]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-extremo-no-sul-geada-exige-atencao-redobrada-com-milho-e-hortalicas.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Geada e temperaturas negativas atingiram áreas do Sul nesta segunda-feira, após a entrada de ar polar. O frio ainda preocupa milho, feijão e hortaliças, especialmente em lavouras sensíveis e baixadas, nos próximos amanheceres da semana no campo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geada-e-temperaturas-negativas-atingem-o-sul-milho-feijao-e-hortalicas-exigem-atencao-1778535188958.jpg" data-image="n7nsf3cnw44x" alt="frio, anomalia, sul, sudeste, São Paulo, rio grande do sul" title="frio, anomalia, sul, sudeste, São Paulo, rio grande do sul"><figcaption>Temperatura prevista para a manhã de terça-feira mostra frio persistente no Sul, com marcas baixas no PR, SC e RS após a geada de segunda.</figcaption></figure><p>A semana começou com frio intenso no Sul do Brasil, t<strong>emperaturas negativas e formação de geada em áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul</strong>. A massa de ar polar que avançou após a passagem da frente fria derrubou as mínimas e deixou o amanhecer desta segunda-feira com marcas próximas ou abaixo de 0°C em serras, planaltos e baixadas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A preocupação agora sai do campo apenas meteorológico e entra no campo agrícola. <strong>A geada já foi observada em áreas produtivas e o frio ainda deve persistir nas próximas madrugadas</strong>, mantendo atenção sobre milho de segunda safra, feijão, hortaliças, mudas, pastagens e cultivos mais sensíveis ao resfriamento intenso.</p><h2>Geada já apareceu no Sul e o frio segue forte</h2><p>No Paraná, a semana começou com geada e temperaturas negativas em várias cidades, após um fim de semana marcado por chuva volumosa e queda rápida dos termômetros. <strong>Em Santa Catarina, o frio também foi forte, com mínimas negativas em áreas do Planalto e do Meio-Oeste</strong>, onde a geada se formou com mais facilidade nas primeiras horas do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geada-e-temperaturas-negativas-atingem-o-sul-milho-feijao-e-hortalicas-exigem-atencao-1778535320820.jpg" data-image="prlioziwllb4" alt="Rio Grande do Sul, geada, frio intenso, ar polar" title="Rio Grande do Sul, geada, frio intenso, ar polar"><figcaption>Anomalia de temperatura para terça-feira (11) indica frio muito abaixo da média no Sul, mantendo atenção para lavouras sensíveis após a geada.</figcaption></figure><p><strong>No Rio Grande do Sul, a combinação de céu mais aberto, ar seco e vento fraco favorece geada em grande parte do estado, principalmente na Campanha, Sul, Serra</strong>, Vales, Norte e Nordeste. Mesmo onde a temperatura oficial não fica negativa, baixadas e áreas rurais podem registrar gelo sobre a vegetação por causa do resfriamento junto ao solo.</p><h2>Milho e feijão entram no centro da preocupação</h2><p>O ponto mais sensível está nas lavouras que já vinham sob estresse. <strong>Em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul, a redução das chuvas em abril prejudicou </strong>parte do desenvolvimento inicial do milho e do feijão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com a entrada do ar polar, esse estresse pode ser ampliado, sobretudo em talhões em fase de floração, formação de vagens ou enchimento de grãos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os principais pontos de atenção no campo são:</p><ul> <li><strong>milho de segunda safra em floração ou enchimento de grãos;</strong></li> <li>feijão em fases de florescimento, formação de vagens e enchimento;</li> <li><strong>hortaliças folhosas, mudas e cultivos de ciclo curto;</strong></li> <li>pastagens expostas em baixadas e áreas de maior altitude;</li> <li>lavouras recém-implantadas, especialmente onde o solo perdeu umidade.</li> </ul><p><strong>No milho, frio intenso e geada podem afetar a polinização e reduzir a formação de grãos</strong>. No feijão, a sensibilidade é ainda maior, com risco de abortamento floral, falhas na formação de vagens e perda de peso dos grãos. Em hortaliças, o dano pode aparecer rapidamente em folhas queimadas, murcha e perda de qualidade comercial.</p><h2>Próximas madrugadas ainda exigem monitoramento</h2><p>A massa de ar polar começa a perder força de forma gradual, mas o risco não termina imediatamente. <strong>A terça-feira ainda deve amanhecer fria em boa parte do Sul, com chance de geada fraca a moderada no centro-sul do Paraná</strong>, áreas altas de Santa Catarina e pontos do Rio Grande do Sul. Na quarta-feira, o frio perde intensidade, mas ainda pode formar geada isolada em áreas mais altas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768279" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-por-varias-semanas-entenda.html" title="Sequência de massas de ar frio pode atingir o Brasil por várias semanas; entenda">Sequência de massas de ar frio pode atingir o Brasil por várias semanas; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-por-varias-semanas-entenda.html" title="Sequência de massas de ar frio pode atingir o Brasil por várias semanas; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-nos-proximos-30-dias-entenda-1778506438539_320.png" alt="Sequência de massas de ar frio pode atingir o Brasil por várias semanas; entenda"></a></article></aside><p>Para os produtores, a recomendação é acompanhar a previsão local, porque a geada varia muito em poucos quilômetros. <strong>Baixadas, fundos de vale e talhões mais expostos costumam registrar danos maiores do que áreas ventiladas</strong>. Siga o canal "Meteored Brasil" no WhatsApp e receba as principais previsões e alertas do tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-extremo-no-sul-geada-exige-atencao-redobrada-com-milho-e-hortalicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Imperdível em SP: conheça a exposição que reconstrói o passado do Brasil através de mapas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/imperdivel-em-sp-conheca-a-exposicao-que-reconstroi-o-passado-do-brasil-atraves-de-mapas.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 10:23:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A mostra ‘A Invenção do Novo Mundo’, exposta no Farol Santander, conta com mais de 50 mapas dos séculos 16, 17 e 18 que mostram o imaginário europeu sobre o Brasil, um verdadeiro tesouro preservado há anos!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/imperdivel-em-sp-conheca-a-exposicao-que-reconstroi-o-passado-do-brasil-atraves-de-mapas-1778527540386.jpg" data-image="lhv17fe9mo07"><figcaption>Os mapas carregam histórias, inclusive a forma como o Brasil foi imaginado ao longo do tempo pelos europeus. Crédito: Farol Santander/Reprodução.</figcaption></figure><p>O <strong>Farol Santander</strong>, um dos prédios mais altos do Brasil, localizado na capital paulista, é um <strong>cartão postal da cidade</strong>, com um belo mirante no topo.</p><p>E o espaço <strong>está abrigando uma mostra com mapas dos séculos XVI, XVII e XVIII</strong>, período chamado de “era de ouro” da cartografia ocidental, os quais <strong>revelam o imaginário europeu sobre o nosso país</strong>. Trata-se de um <strong>acervo cartográfico de rara preciosidade </strong>preservado há anos pelo Banco Santander.</p><p>A exposição, chamada ‘<strong><em>A Invenção do Novo Mundo</em></strong>’, conta com <strong>mais de 50 obras</strong> que se desdobram como páginas vivas da nossa história, <strong>revelando, pouco a pouco, a formação do Brasil</strong>. veja abaixo mais informações sobre a exposição.</p><h2>O que você precisa saber sobre a exposição</h2><p>A <strong>mostra é dividida em três módulos</strong><strong> (séculos 16, 17 e 18)</strong> que atravessam o tempo, ampliando o olhar com recursos de visão aumentada e se deixando envolver por imagens em movimento, que dão vida ao que antes era apenas traço e imaginação.</p><p>A exposição tem curadoria de Helena Severo e Maria Eduarda Marques, organização da Oficina de Arte e produção da AYO Cultural, e é uma oportunidade única de percorrer a <strong>formação do imaginário sobre o território brasileiro por meio de mapas históricos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/imperdivel-em-sp-conheca-a-exposicao-que-reconstroi-o-passado-do-brasil-atraves-de-mapas-1778527323335.jpg" data-image="24owmpeig39s"><figcaption>Exposição ‘A Invenção do Novo Mundo’ no Farol Santander, em São Paulo capital. Crédito: Farol Santander/Reprodução.</figcaption></figure><p>São <strong>mais de 50 obras — entre mapas, cartas náuticas, vistas e planisférios</strong> — que destacam a riqueza documental, estética e simbólica da cartografia produzida ao longo daqueles séculos.</p><p>O <strong>percurso da exposição está organizado de forma cronológica, com cortinas, tapeçarias e projeções que remetem a cada época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/imperdivel-em-sp-conheca-a-exposicao-que-reconstroi-o-passado-do-brasil-atraves-de-mapas-1778527306986.jpg" data-image="hmujcpexhbcc"><figcaption>A visita começa após atravessar o portal formado por cortinas ilustradas. Crédito: Cecília Carrilho/Arquivo pessoal.</figcaption></figure><p>A <strong>primeira parte do percurso</strong> é com os mapas retratando o<strong> século XVI</strong>, onde predominavam imagens marcadas pelo imaginário e por referências genéricas ao território. Ou seja, ali <strong>o Brasil era mais imaginado do que conhecido e ainda estava cercado de mistério</strong>. </p><p>Um dos destaques dessa parte é um <strong>dispositivo interativo que lembra um binóculo de madeira</strong>. Ao olhar por ele, aparecem cenas de guerras, costumes e práticas que despertavam o estranhamento europeu, e apareciam em mapas.</p><p>Partindo para a <strong>segunda parte da mostra, o século XVII</strong>, ali observa-se um <strong>esforço crescente de identificação e nomeação precisa de regiões</strong>, rios, capitanias e cidades. Os<strong> mapas já ficam mais detalhados e o território começa a se aproximar do que conhecemos hoje</strong>. Esse avanço acompanha o aumento das navegações e também as disputas entre potências europeias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/imperdivel-em-sp-conheca-a-exposicao-que-reconstroi-o-passado-do-brasil-atraves-de-mapas-1778527289031.jpg" data-image="p5lg1zdp8gst"><figcaption>Exposição ‘A Invenção do Novo Mundo’ no Farol Santander, em São Paulo capital. Crédito: Farol Santander/Reprodução.</figcaption></figure><p>Esta parte da exposição é talvez a mais interessante, com tapeçarias e recursos expográficos que ajudam a criar uma ambientação mais rica e interativa.</p><p>Já na <strong>terceira parte da mostra, a do século XVIII</strong>, percebe-se a influência do pensamento iluminista, com os <strong>mapas assumindo um caráter ainda mais técnico e preciso</strong>.</p><p>Ali, a <strong>cartografia passa a incorporar conhecimentos científicos de áreas como astronomia e geodésia</strong>, para mapas voltados à definição de fronteiras e ao controle territorial – um reflexo das disputas geopolíticas da época. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/imperdivel-em-sp-conheca-a-exposicao-que-reconstroi-o-passado-do-brasil-atraves-de-mapas-1778527271509.jpg" data-image="l885qz09xy36"><figcaption>No século 18, sob influência do pensamento iluminista, notamos que os mapas se tornam mais técnicos, mais sóbrios. Crédito: Cecília Carrilho/Arquivo pessoal.</figcaption></figure><p>A <strong>exposição</strong> fica no <strong>24º andar do Farol Santander</strong> e vai <strong>até o dia 26 de julho</strong>, sempre de terça a domingo, das 09h às 20h.</p><p>Os <strong>ingressos</strong> para entrada podem ser adquiridos na bilheteria do local ou através do site, clicando <strong><a href="https://www.farolsantander.com.br/sp/ingressos" target="_blank">aqui</a></strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/farol-santander-expoe-mapas-que-contam-historias-do-brasil/" target="_blank">Farol Santander expõe mapas que contam histórias do Brasil</a>. 05 de maio, 2026. Cecilia Carrilho .</em></p><p><em><a href="https://portalamazonia.com/cultura/exposicao-mapa-sao-jose-rio-negro/" target="_blank">Farol Santander São Paulo apresenta exposição inédita com mapas raros da formação da capitania de São José do Rio Negro no Amazonas</a>. 10 de maio, 2026. Redação Portal Amazônia.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/imperdivel-em-sp-conheca-a-exposicao-que-reconstroi-o-passado-do-brasil-atraves-de-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mecanismo oculto do clima: a QBO e sua influência no frio e na atmosfera]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mecanismo-oculto-do-clima-a-qbo-e-sua-influencia-no-frio-e-na-atmosfera.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A cerca de 30 quilômetros acima do equador, os ventos mudam de direção periodicamente. É um fenômeno invisível, mas seus efeitos podem ser sentidos a milhares de quilômetros de distância.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778134103563.png" data-image="mnlp3m0t3f1p"><figcaption>Próximo ao equador, a convecção gera ondas que se propagam para cima e são o motor da QBO (Oscilação Quase-Bienal).</figcaption></figure><p>Existem mudanças na atmosfera que não vemos nem sentimos diretamente, mas que indicam o que acontece abaixo. Processos que parecem estar reescrevendo sua própria estrutura a partir de cima. E um deles ocorre <strong>a cerca de 30 km de altitude, na estratosfera equatorial</strong>.</p><p>Lá, <strong>os ventos nem sempre sopram na mesma direção. De tempos em tempos, eles mudam</strong>. E o que antes soprava para leste começa a soprar para oeste, e vice-versa. Um vai e vem dentro de um padrão surpreendentemente ordenado.</p><div class="texto-destacado">A Oscilação Quase-Bienal (QBO) domina a variabilidade da estratosfera equatorial (≈16–50 km de altitude) e é observada como regimes de ventos de leste e oeste que se propagam para baixo, em um ciclo médio de 28 a 29 meses.</div><p>Esta é a <strong>Oscilação Quase-Bienal (QBO)</strong>, um dos ritmos atmosféricos mais regulares, que se repete aproximadamente<strong> a cada 28 meses, alternando entre uma fase leste (ventos vindos do leste) e uma fase oeste</strong>. Em ambas as fases, os ventos atingem velocidades entre 10 e 20 m/s.</p><p>Mas <strong>o interessante não é a mudança de direção, e sim como e por que essa mudança ocorre</strong>. Não se trata de uma virada repentina nem instantânea. Ela se origina nas camadas superiores da atmosfera e desce lentamente a uma taxa de cerca de 1 km por mês, como se a atmosfera estivesse se reorganizando em camadas. E o que a impulsiona não é o vento em si, mas as ondas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778133628502.png" data-image="bumt5g39ikyz"><figcaption>Na QBO, os ventos na estratosfera equatorial alternam entre fases de leste e oeste, modulando a circulação atmosférica global.</figcaption></figure><p>Existem <strong>ondas que se originam nos trópicos</strong>, em tempestades, em nuvens profundas, no calor ascendente. Elas sobem até se romperem, <strong>empurrando o fluxo em uma direção ou outra</strong>. E embora isso ocorra sobre o equador (entre 5° de latitude norte e sul), seus efeitos não param por aí.</p><h2>Mecanismo oculto do vento</h2><p>A verdadeira <strong>força motriz por trás da QBO não são os ventos em si, mas sim a interação de várias ondas atmosféricas</strong>.</p><p>Por um lado, existem ondas que empurram os ventos para leste (como as <strong>ondas de Kelvin</strong>). Por outro, existem ondas que favorecem um fluxo para oeste (como as <strong>ondas de Rossby-gravidade</strong>). Essas ondas são geradas na troposfera tropical (entre a superfície e aproximadamente 16 km de profundidade). E ambos os tipos estão presentes o tempo todo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767512" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-celulas-de-hadley-estao-impulsionando-a-chegada-da-temporada-de-furacoes.html" title="As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões">As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-celulas-de-hadley-estao-impulsionando-a-chegada-da-temporada-de-furacoes.html" title="As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-celdas-de-hadley-que-estan-impulsando-la-llegada-de-la-temporada-de-huracanes-1778005854958_320.png" alt="As células de Hadley estão impulsionando a chegada da temporada de furacões"></a></article></aside><p>Mas a <strong>estratosfera </strong>não deixa tudo passar. Quando já há vento soprando em uma determinada direção (por exemplo, para oeste), ele bloqueia as ondas que viajam nessa mesma direção e permite a passagem apenas daquelas que viajam na direção oposta (para leste).</p><p>Essas ondas sobem e, ao atingirem a estratosfera, quebram, como ondas na praia. Ao quebrarem, liberam energia e a transferem para o fluxo de ar, empurrando-o em sua direção. Com o tempo, formam <strong>uma camada oposta acima, que desce lentamente, revertendo o ciclo</strong>.</p><h2>A influência da QBO</h2><p>Poderíamos pensar que algo que acontece no equador ficaria restrito a ele. Mas na atmosfera, não funciona assim. A QBO <strong>modifica a distribuição de energia e modula a circulação global, especialmente no inverno</strong>. Não, ela não causa o frio, mas altera o equilíbrio em termos de possibilidades.</p><p>Durante a<strong> fase leste</strong>, a estratosfera esfria ainda mais e as ondas conseguem se propagar para latitudes mais altas. Isso perturba o vórtice polar, aumentando a probabilidade de seu enfraquecimento e permitindo que <strong>massas de ar frio cheguem mais ao sul</strong>. Isso significa <strong>mais frentes frias e fenômenos invernais mais intensos, como ventos do norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778132968133.png" data-image="22mwu5gm1cn6"><figcaption>A QBO é observada como faixas que alternam entre ventos de leste (E) e de oeste (W) e descem lentamente na estratosfera equatorial até cerca de 16 km. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>Entretanto, na<strong> fase oeste</strong>, a QBO atua como uma barreira para essas ondas. O vórtice permanece mais estável e as <strong>entradas de ar frio em direção às baixas e médias latitudes são menos frequentes ou menos intensas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Ao alterar a circulação atmosférica, a forma como o ozono e o vapor de água se distribuem nos trópicos também se modifica.<br></div><p>Mas sua influência não termina aí. Dependendo de sua fase, ela <strong>pode modificar o cisalhamento do vento no Atlântico, uma variável fundamental para o desenvolvimento de ciclones</strong>. Em certos anos, isso pode tanto favorecer quanto inibir (quando há alto cisalhamento) a intensificação de furacões. Esses não são efeitos isolados. A QBO atua como um modulador silencioso.</p><h2>A QBO está mudando?</h2><p>Durante décadas, a QBO foi considerada um dos relógios atmosféricos mais confiáveis. Um ciclo quase regular e previsível. Até recentemente. <strong>Nos últimos anos, foram observadas perturbações incomuns em seu comportamento</strong>. A mais significativa ocorreu em 2016 e, em menor grau, em 2020.</p><p>E o contexto importa. O aumento dos gases de efeito estufa não só aquece a superfície, como também resfria a estratosfera. Assim, a forma como as ondas são geradas e se propagam a partir da troposfera também se altera. E a QBO depende precisamente disso. Se as ondas mudam, o sistema muda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="662365" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros.html" title="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros">A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros.html" title="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/desaceleracion-circulacion-oceanica-antiguedad-1719117970009_320.png" alt="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros"></a></article></aside><p>Estudos recentes sugerem que <strong>esse padrão pode se tornar mais irregular, menos estável ou até mesmo enfraquecer</strong>. Ainda não há uma resposta definitiva. Mas há um sinal claro. Um sistema que funcionou como um relógio por décadas está começando a perder sua precisão.</p><p>A QBO não é visível em um mapa meteorológico nem mencionada na previsão diária. Mas ela está lá. Porque o frio que às vezes sentimos não se origina atrás de uma frente fria, mas sim em uma mudança invisível nos ventos, a cerca de 30 km acima do equador.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Baldwin, M.P., Gray. L.J., Dunkerton, T.J. y colaboradores. (2001). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1029/1999RG000073" target="_blank">The Quasi-Biennial Oscillation</a>. Reviews of Geophysics 39.</em></p><p><em>Luo, F., Xie, F. Zhou, T. y colaboradores. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-68922-2" target="_blank">The disappearing quasi-biennial oscillatin under sustained global warming</a>. Nature Communications 17. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-mecanismo-oculto-do-clima-a-qbo-e-sua-influencia-no-frio-e-na-atmosfera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 22:32:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta feita em Sousa, no Sertão da Paraíba, pode representar o maior registro de pegada de dinossauro terópode já encontrado no Brasil e reforça a importância paleontológica da Bacia do Rio do Peixe.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509724117.jpg" data-image="t5jal0uphy8x" alt="Pesquisador comparou pegada com outros materiais encontrados na região e no país para fazer afirmação." title="Pesquisador comparou pegada com outros materiais encontrados na região e no país para fazer afirmação."><figcaption>Pesquisadores compararam pegada com outros materiais encontrados na região e no país para fazer afirmação. Crédito: Divulgação Jornal da Paraíba</figcaption></figure><p>A <strong>descoberta da maior pegada de dinossauro já identificada no Brasil</strong> colocou novamente o Sertão da Paraíba no centro das atenções da paleontologia nacional. Pesquisadores vinculados à Secretaria de Ciência e Tecnologia da Paraíba localizaram um fóssil de grandes dimensões na <strong>comunidade Floresta dos Borbas, na zona rural de Sousa.</strong> A marca mede cerca de 60 centímetros de comprimento por 55 centímetros de largura.</p><p>Segundo os responsáveis pela pesquisa, a pegada pertence a um <strong>dinossauro carnívoro do grupo Abelisaurus</strong>, espécie que viveu durante o período Cretáceo, há <strong>aproximadamente 140 milhões de anos.</strong> Os cientistas estimam que o animal pudesse atingir até seis metros de comprimento.</p><p>A descoberta ocorreu durante expedições realizadas na Bacia do Rio do Peixe, região conhecida por concentrar importantes registros paleontológicos. O local abriga o <strong>famoso Vale dos Dinossauros</strong>, considerado um dos principais sítios de pegadas fossilizadas do país.</p><h2>Descoberta ainda será validada cientificamente</h2><p>O coordenador da expedição, o pesquisador Fabio Cortes, explicou que a identificação da pegada foi feita a partir de observações de campo, análises tridimensionais e comparações com outros registros paleontológicos encontrados no Brasil. Apesar da repercussão, <strong>a descoberta ainda não foi publicada em revista científica especializada.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557.jpg" data-image="i9jdrt7kf29p" alt="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta em Sousa, no Sertão da Paraíba, afirmam pesquisadores — Foto: Divulgação" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta em Sousa, no Sertão da Paraíba, afirmam pesquisadores — Foto: Divulgação"><figcaption>Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta em Sousa, no Sertão da Paraíba, afirmam pesquisadores. Crédito: Divulgação</figcaption></figure><p>De acordo com Cortes, os pesquisadores realizaram uma extensa revisão bibliográfica para comparar o material encontrado na Paraíba com pegadas registradas em outras regiões brasileiras, como Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país.</p><p>“Após revisarmos os materiais e os registros existentes, concluímos que nunca havia sido identificada no Brasil uma pegada tridáctila de terópode desse porte”, afirmou o pesquisador. A característica tridáctila se refere às marcas deixadas pelos três dedos do animal.</p><h2>Região já possui histórico de fósseis</h2><p>A área onde a pegada foi encontrada já apresentava registros anteriores de fósseis e rastros de dinossauros. No entanto, o <strong>diferencial da nova descoberta</strong> está tanto no tamanho quanto na possível associação com os abelissauros, grupo mais conhecido por fósseis localizados na Argentina e na Patagônia.</p><div class="texto-destacado">Até então, os registros predominantes na região eram de dinossauros carnívoros de pequeno porte, como os celurossauros. A nova pegada amplia as possibilidades sobre a diversidade de espécies que viveram no Nordeste brasileiro durante o período Cretáceo.</div><p>Os pesquisadores também destacaram o <strong>uso de tecnologias digitais para documentar o fóssil.</strong> A equipe utilizou técnicas de fotogrametria digital, método que consiste na captura de diversas imagens da pegada para a criação de modelos tridimensionais em alta precisão.</p><h2>Acervo digital reunirá registros paleontológicos</h2><p>Segundo Fabio Cortes, os <strong>modelos em 3D </strong>fazem parte da criação de um acervo digital voltado à preservação e ao compartilhamento das informações coletadas na Bacia do Rio do Peixe. O objetivo é permitir o acesso aos dados tanto para pesquisadores quanto para a população local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778510187576.jpg" data-image="sjp1qlubw41f" alt="Vale dos Dinossauros é um dos tesouros que fazem de Sousa um marco na história. — Foto: Wellington Faustino" title="Vale dos Dinossauros é um dos tesouros que fazem de Sousa um marco na história. — Foto: Wellington Faustino"><figcaption>Vale dos Dinossauros é um dos tesouros que fazem de Sousa um marco na história. Crédito: Wellington Faustino</figcaption></figure><p>A pesquisa recebe apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia da Paraíba, que desenvolve projetos científicos no Sertão paraibano. Entre as iniciativas da região está também o<strong> radiotelescópio BINGO, voltado ao estudo da energia e da matéria escura no universo.</strong></p><p>Os cientistas acreditam que novas pegadas de grandes proporções ainda podem ser encontradas na região. Isso porque a área da <strong>Bacia do Rio do Peixe </strong>possui grande extensão territorial e continua pouco explorada do ponto de vista paleontológico.</p><h2>Preservação da área é prioridade</h2><p>Diante da importância da descoberta, os pesquisadores defendem <strong>medidas de preservação no local onde a pegada foi encontrada.</strong> O sítio fica em um afloramento rochoso cortado por uma estrada de acesso a propriedades rurais, o que aumenta o risco de danos causados pelo tráfego de veículos, pessoas e animais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="740212" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/dinossauros-viveram-na-amazonia-confirmam-pesquisadores-de-roraima.html" title="Pesquisa inédita descobre pegadas de dinossauros de mais de 100 milhões de anos na Amazônia">Pesquisa inédita descobre pegadas de dinossauros de mais de 100 milhões de anos na Amazônia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/dinossauros-viveram-na-amazonia-confirmam-pesquisadores-de-roraima.html" title="Pesquisa inédita descobre pegadas de dinossauros de mais de 100 milhões de anos na Amazônia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-viveram-na-amazonia-confirmam-pesquisadores-de-roraima-1763559458876_320.jpg" alt="Pesquisa inédita descobre pegadas de dinossauros de mais de 100 milhões de anos na Amazônia"></a></article></aside><p>Segundo Fabio Cortes, já estão sendo discutidas ações em parceria com a Prefeitura de Sousa para criar um desvio na estrada e <strong>impedir a circulação sobre as pegadas fossilizadas.</strong> Placas de sinalização também começaram a ser instaladas para alertar sobre a relevância científica da área.</p><p>Os pesquisadores acreditam que a descoberta poderá fortalecer futuras iniciativas para ampliar a proteção da Bacia do Rio do Peixe e <strong>transformar a região em uma reserva geopaleontológica de maior alcance.</strong> Embora a proposta ainda esteja em fase inicial, a nova pegada é vista como um importante passo para consolidar o potencial científico e turístico do Sertão da Paraíba.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>G1. <a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/04/26/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.ghtml" target="_blank">Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana termina com mudança e chuvas fortes em 5 estados do centro-sul; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/semana-terminar-com-mudanca-e-chuvas-fortes-em-5-estados-do-centro-sul.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 21:19:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um período de tempo firme e seco, diversos estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste voltam a registrar chuvas significativas a partir da próxima quinta-feira.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-confira-a-previsao.html" target="_blank">Ar polar mantém alertas de frio intenso e geadas</a>.</li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9e3ou"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9e3ou.jpg" id="xa9e3ou"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O último final de semana foi marcado pela <strong>passagem de uma frente fria</strong> pelo centro-sul do país, que causou <strong>chuvas intensas</strong> em diversos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste e também trouxe um frio significativo para estas regiões.</p><div class="texto-destacado">Vários municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná registraram temperaturas abaixo de zero nesta segunda-feira de madrugada, incluindo General Carneiro (PR), Major Vieira (SC) e Nonoai (RS). Além disso, alguns municípios registraram precipitação invernal (<em>como chuva congelada</em>).</div><p>Ao longo dos próximos dias - após a passagem da frente fria - a tendência é de que o <strong>tempo permaneça frio, porém firme e seco</strong> no centro-sul do país. Ainda assim, previsões já indicam a possibilidade de que <strong>o tempo comece a mudar novamente</strong> já nos últimos dias desta semana.</p><h2>Chuvas retornam na quinta-feira</h2><p>Os resquícios da frente fria organizarão a<strong> circulação de ventos e umidade sobre o país</strong>, criando um corredor de convergência de umidade abrangendo estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, como é possível observar na imagem abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-pode-terminar-com-mudanca-e-chuvas-fortes-em-5-estados-do-sul-sudeste-e-do-centro-oeste-1778525998416.jpg" data-image="xc0uuw51jzef" alt="Previsão de rios atmosféricos na sexta-feira durante a tarde." title="Previsão de rios atmosféricos na sexta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de rios atmosféricos na sexta-feira durante a tarde mostra a presença de um corredor de umidade afetando especialmente os estados de PR, SP e MS no final da semana.</figcaption></figure><p>Esse sistema começa a se formar na <strong>quinta-feira (14)</strong> sobre o <strong>Mato Grosso do S</strong><strong>ul</strong>, <strong>Paraná</strong> e <strong>São Paulo</strong>, e continua se desenvolvendo na <strong>sexta-feira (15),</strong> ganhando intensidade e passando a abranger também o extremo <strong>sul de Goiás</strong>, <strong>Minas Gerais</strong> e <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><p>O sistema ocasionará uma mudança no tempo, com <strong>pancadas de chuva de até 50 mm</strong> com os maiores acumulados sobre o Mato Grosso do Sul, norte do Paraná e oeste de São Paulo. Volumes significativos também se formarão também entre o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-pode-terminar-com-mudanca-e-chuvas-fortes-em-5-estados-do-sul-sudeste-e-do-centro-oeste-1778526061869.jpg" data-image="9uzp9t2k4ffh" alt="Previsão de acumulados de chuva totais até o final do sábado." title="Previsão de acumulados de chuva totais até o final do sábado."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final do sábado mostra que pancadas de chuva se formarão em parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste devido ao sistema, com acumulados de 50 mm.</figcaption></figure><p>Embora os acumulados de chuva não sejam extremos, as pancadas <strong>ainda podem ocasionar transtornos</strong> como alagamentos em áreas urbanas, e as <strong>rajadas de vento causadas pelas tempestades</strong> podem ocasionar quedas de galhos de árvores e problemas em torres de transmissão, interrompendo temporariamente o fornecimento de energia elétrica em alguns municípios.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Enquanto isso, as temperaturas aumentam gradativamente, mas <strong>continuam em patamares mais baixos do que os normais</strong>. As mínimas se mantém <strong>abaixo dos 10°C </strong>na região Sul e <strong>em torno dos 15°C</strong> na região mencionada acima, que será afetada por nebulosidade intensa e chuvas nos últimos dias da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/semana-terminar-com-mudanca-e-chuvas-fortes-em-5-estados-do-centro-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas, alagamentos e inundações levam risco para 10 estados; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-alagamentos-e-inundacoes-levam-risco-para-10-estados-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 20:14:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo desta semana há previsão de chuvas intensas nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, com altos acumulados e riscos de alagamentos e inundações para 10 estados.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-confira-a-previsao.html" target="_blank">Ar polar mantém alertas de frio intenso e geadas; confira a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9dg0m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9dg0m.jpg" id="xa9dg0m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Novamente teremos uma<strong> semana com previsão de chuvas intensas, altos volumes e riscos de transtornos na porção norte do Brasil</strong>.</p><p>Ao longo desta semana, a <strong>ZCIT </strong>(Zona de Convergência Intertropical) vai manter as<strong> chuvas intensas</strong> na <strong>porção mais norte da Região Norte e na faixa norte da Região Nordeste </strong>do país. Mas a <strong>circulação marítima </strong>(ventos) também vai reforçar a chuva em áreas do litoral leste do Nordeste. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os<strong> volumes de chuva podem passar dos 100 mm nos próximos dias</strong> em áreas do <strong>norte da Região Norte</strong>. Há <strong>riscos de transtornos como alagamentos, inundações</strong>, cortes de energia elétrica e queda de galhos de árvores.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir mais detalhes da previsão</strong> do tempo para esta semana nas duas Regiões.</p><h2>Chuvas intensas deixam 10 estados em alerta ao longo da semana</h2><p>Ao todo, <strong>10 estados</strong> entre o Norte e o Nordeste devem ser afetados pelas chuvas nesta semana, sendo eles: <strong>Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco</strong>.</p><p><strong>Ao longo desta semana</strong>, já ocorrem <strong>pancadas de chuva moderada pela manhã</strong> no Norte do país, especialmente no interior, <strong>entre o Amazonas e o Pará</strong>, e também <strong>chuvas isoladas no leste do Nordeste</strong>.</p><div class="texto-destacado">A porção norte das Regiões Norte e Nordeste seguem em alerta para pancadas fortes, temporais isolados e acumulados elevados de chuva ao longo desta semana, e com risco de transtornos como alagamentos.</div><p>A partir das<strong> tardes</strong>, as instabilidades ganham força e são esperadas <strong>chuvas de intensidade moderada a forte</strong>, acompanhadas por trovoadas isoladas, em<strong> Roraima</strong>, <strong>Amapá</strong>,<strong> norte e oeste do Pará, </strong><strong>norte e leste do Amazonas, </strong>no <strong>meio norte do Maranhão e do Piauí</strong>, no <strong>Ceará </strong>e no <strong>norte do Rio Grande do Norte</strong>.</p><p>No <strong>leste do Nordeste, chuvas fracas a moderadas</strong>. </p><p> Além disso, nos próximos dias há chances de<strong> temporais isolados durante as tardes</strong>, <strong>principalmente no norte da Região Nordeste</strong>, entre o Maranhão e o Ceará. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-alagamentos-e-inundacoes-levam-risco-para-10-estados-confira-a-previsao-1778524390421.jpg" data-image="kfhok8ulo40s"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quarta-feira (13) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante o período da <strong>noite</strong>, <strong>ainda podem ocorrer pancadas de chuva</strong> em áreas do <strong>norte do Amazonas, do Pará e do Amapá e no norte da Região Nordeste</strong>.</p><p>No<strong> interior nordestino, no Oeste da Bahia e no Tocantins, o tempo segue firme</strong> e quente durante as tardes até a sexta-feira (15). Nos estados do Acre e Rondônia, e no sul e extremo oeste do Amazonas o tempo fica estável até quinta-feira (14), com as chuvas retornando na sexta-feira (15).</p><p>Ou seja, na <strong>sexta-feira (15)</strong>, as<strong> chuvas reduzem um pouco na faixa leste do Nordeste</strong> e <strong>aumentam e se espalham na Região Norte</strong> do país, chegando até a porção sul da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-alagamentos-e-inundacoes-levam-risco-para-10-estados-confira-a-previsao-1778524235976.jpg" data-image="jud9d9ik1w20"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para sexta-feira (15) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Os<strong> acumulados</strong> de precipitação (em mm) entre hoje (11) e a noite (21h) de sexta-feira (15) entre o <strong>norte do Amazonas, Roraima, o norte do Pará, Amapá, norte do Maranhão, norte do Piauí e norte do Ceará</strong> variam<strong> entre 70 mm e 100 mm</strong>.</p><p>Contudo, os volumes podem chegar<strong> em torno dos 130 mm </strong>no<strong> norte do Pará, no litoral do Amapá, em Roraima e no norte do Amazonas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-alagamentos-e-inundacoes-levam-risco-para-10-estados-confira-a-previsao-1778523842645.jpg" data-image="jq2fws6dwqzl"><figcaption>Previsão do acumulado de precipitação (em mm) entre hoje (11) e a noite (21h) de sexta-feira (15), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Já o<strong> litoral leste do Nordeste</strong>, entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco, deve ter chuvas <strong>acumulando entre 40 e 60 mm</strong>, como por exemplo, nas capitais Natal (RN): 50 mm; <strong>João Pessoa (PB): 56 mm</strong>; Recife (PE): 53 mm.</p><p>Nas <strong>capitais de destaque</strong>, os <strong>acumulados</strong> registrados até sexta-feira (15) serão de: <strong>Boa Vista (RR): 122 mm</strong>; <strong>Manaus (AM): 79 mm</strong>; <strong>Macapá (AP): 77 mm</strong>; São Luís (MA): 67 mm; Fortaleza (CE): 61 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-alagamentos-e-inundacoes-levam-risco-para-10-estados-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sequência de massas de ar frio pode atingir o Brasil por várias semanas; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-por-varias-semanas-entenda.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 19:00:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>“O inverno está chegando”: temperaturas entre média e abaixo da média devem predominar no centro-sul até junho.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-9-capitais-nesta-semana.html" target="_blank">Chuvas de mais de 100 mm deixam em alerta 9 capitais nesta semana; veja quais</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-nos-proximos-30-dias-entenda-1778506438539.png" data-image="22sbwiqun6z0" alt="Padrão de circulação atmosférica irá favorecer a entrada de frentes frias e massas de ar frio nas próximas semanas." title="Padrão de circulação atmosférica irá favorecer a entrada de frentes frias e massas de ar frio nas próximas semanas."></figure><p><br>A <strong>semana</strong> começou <strong>gelada</strong> <strong>de Sul a Norte</strong> no Brasil, no <strong>primeiro episódio de “friagem” do ano</strong>. O termo “friagem” é tradicionalmente definido como uma onda de frio que alcança o <strong>sul da Amazônia </strong>derrubando as temperaturas. Mais recentemente o termo vem sendo flexibilizado para incluir o avanço de massas de ar frio e queda diária brusca da temperatura máxima no <strong>Centro-Oeste. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-nos-proximos-30-dias-entenda-1778506461600.png" data-image="m4cgfgxl72gj" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 11 e 18 de maio, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 11 e 18 de maio, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 11 e 18 de maio, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>amanhecer</strong> desta <strong>segunda-feira (11) </strong>foi de apenas <strong>15,4°C em Rio Branco (AC)</strong> e por volta dos <strong>10°C </strong>em diversas cidades do <strong>Mato Grosso</strong>. No <strong>Mato Grosso do Sul </strong>e em <strong>São Paulo</strong>, temperaturas <strong>abaixo de 5°C </strong>foram registradas, enquanto as menores mínimas foram abaixo de zero entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná, com<strong> -2°C em General Carneiro (PR).</strong></p><p>Para os amantes do inverno, uma notícia boa: <strong>o frio pode permanecer no país</strong> <strong>até,</strong> pelo menos, o início de <strong>junho</strong>, <strong>favorecido</strong> pelo principal modo de variabilidade extratropical do Hemisfério Sul, a <strong>Oscilação Antártica</strong> (AAO). Confira os detalhes.</p><h2>O inverno está chegando</h2><p><strong>Climatologicamente</strong>, <strong>maio</strong><strong> é o</strong> <strong>último mês do outono</strong>. Com ele, é natural que a <strong>circulação</strong> atmosférica se assemelhe mais com os <strong>padrões do inverno</strong> e que as primeiras <strong>incursões de ar frio</strong> intenso comecem a adentrar no continente. </p><p>De acordo com as <strong>previsões de anomalias semanais de temperatura</strong> do modelo <strong>ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, as <strong>próximas semanas </strong>serão de <strong>temperaturas</strong> entre a média e abaixo da média no <strong>centro-sul </strong>do país, o que pode ser entendido como <strong>frio persistente</strong>, baseado na climatologia do período. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-nos-proximos-30-dias-entenda-1778506486904.png" data-image="6mxrxt9ky16l" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 18 de maio e 8 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 18 de maio e 8 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura entre 18 de maio e 8 de junho, segundo o ECMWF. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>Com base nos mapas acima entende-se que o<strong> frio começa a perder força</strong> <strong>gradualmente</strong> a partir da próxima semana, em comparação à semana atual. Mesmo assim, a semana entre<strong> 18 e 25 de maio</strong> deve ser de<strong> temperaturas até 3°C</strong> <strong>abaixo da média</strong> entre o <strong>Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte</strong> do país.</p><p>Na <strong>virada do mês</strong>, entre 18 de maio e 8 de junho, as <strong>temperaturas</strong> previstas devem ficar <strong>próximas da média </strong>climatológica. Ainda assim, <strong>considerando</strong> a <strong>aproximação do inverno </strong>(junho), esse padrão favorece a<strong> sensação de frio </strong>em grande parte do país. </p><p>Isso pode ser observado nos <strong>mapas abaixo</strong>, que mostram a <strong>temperatura</strong> <strong>média</strong> <strong>climatológica</strong> (1991-2020) para maio e junho. Nota-se um <strong>avanço</strong> das <strong>temperaturas </strong>mais <strong>amenas</strong> em direção ao <strong>Brasil Central</strong>, especialmente sobre o Centro-Oeste e o Sudeste, onde predominam valores entre <strong>20°C e 22°C.</strong> No <strong>Sul</strong>, as médias ficam ainda mais baixas, variando entre <strong>12°C e 18°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-nos-proximos-30-dias-entenda-1778506507174.png" data-image="uvvw1ydaw7e2" alt="Temperatura média climatológica (1991-2020) de maio (esquerda) e junho (direita) segundo o INMET. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: INMET." title="Temperatura média climatológica (1991-2020) de maio (esquerda) e junho (direita) segundo o INMET. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: INMET."><figcaption>Temperatura média climatológica (1991-2020) de maio (esquerda) e junho (direita) segundo o INMET. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: INMET.</figcaption></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;">É importante destacar que a <strong>temperatura média</strong> representa um valor obtido a partir da <strong>combinação</strong> das temperaturas registradas<strong> ao longo dos dias de cada mês</strong>. Na prática, isso significa que as temperaturas <strong>mínimas</strong> durante episódios de ar frio <strong>podem ficar bem abaixo desses valores</strong>, especialmente durante as madrugadas, enquanto as <strong>máximas</strong> também<strong> podem variar</strong> para cima ou para baixo conforme a atuação de massas de ar frio, períodos de maior nebulosidade ou dias mais quentes ao longo do mês. </span></p><p><span style="letter-spacing: 0.03em;">Além disso, as<strong> previsões semanais </strong>do modelo ECMWF são <strong>atualizadas</strong> <strong>diariamente</strong>, enquanto dados observados são assimilados, então podem sofrer variações nos próximos dias.</span></p><h2>Como a Oscilação Antártica favorece a entrada do frio?</h2><p>A <strong>Oscilação Antártica (AAO)</strong>, também conhecida como Modo Anular Sul, é o <strong>principal modo de variabilidade extratropical do Hemisfério Sul</strong>. Em termos simples, ela representa <strong>mudanças</strong> na <strong>posição</strong> e <strong>intensidade</strong> dos <strong>ventos</strong> que circulam <strong>ao redor da Antártica</strong>, influenciando diretamente o avanço de sistemas frios em direção à América do Sul.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Nos últimos meses, a AAO permaneceu predominantemente em fase positiva, condição que costuma manter os ciclones mais restritos à Antártica e dificulta o avanço de frentes frias sobre o Brasil. Esse padrão ajudou a favorecer períodos mais secos e quentes sobre parte do centro-sul do país durante o início do outono.</p><p>Agora, porém, os <strong>modelos indicam</strong> uma <strong>mudança para a fase negativa da AAO</strong> ao longo das próximas semanas. Nessa configuração, os <strong>ventos de oeste ao redor da Antártica</strong> tendem a <strong>enfraquecer</strong> e se deslocar ligeiramente para norte, <strong>permitindo</strong> que cavados, ciclones extratropicais e <strong>massas de ar frio avancem</strong> com maior facilidade pelo<strong> interior da América do Sul.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-nos-proximos-30-dias-entenda-1778506571503.png" data-image="189t1jt6q0e2" alt="Previsão do índice diário da AAO, segundo o modelo Australian Community Climate and Earth-System Simulator - Seasonal version 2, do Bureau of Meteorology da Austrália. Créditos: BoM." title="Previsão do índice diário da AAO, segundo o modelo Australian Community Climate and Earth-System Simulator - Seasonal version 2, do Bureau of Meteorology da Austrália. Créditos: BoM."><figcaption>Previsão do índice diário da AAO, segundo o modelo Australian Community Climate and Earth-System Simulator - Seasonal version 2, do Bureau of Meteorology da Austrália. Créditos: BoM.</figcaption></figure><p>O<strong> padrão atmosférico</strong> previsto <strong>favorece</strong> uma <strong>sequência de incursões de ar frio</strong> até o início de junho, ainda que nem todas sejam tão intensas. Em muitos casos, o efeito deve aparecer na forma de temperaturas persistentemente amenas, maior frequência de madrugadas frias e episódios de queda acentuada da temperatura, especialmente no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até em áreas da Amazônia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sequencia-de-massas-de-ar-frio-pode-atingir-o-brasil-por-varias-semanas-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar abre a semana com temperaturas negativas em vários estados e chuva congelada; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ar-polar-abre-a-semana-com-temperaturas-negativas-em-varios-estados-e-chuva-congelada-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 17:50:48 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores do sul brasileiro enfrentaram um amanhecer gelado com a presença de sincelo e geadas, enquanto Mato Grosso do Sul registrou mortes suspeitas por hipotermia devido ao frio. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-abre-a-semana-com-temperaturas-negativas-em-varios-estados-e-registro-de-chuva-congelada-veja-imagens-1778514325287.jpg" data-image="ctk4tx0at9mv" alt="Cidades catarinenses registraram fenômenos como sincelo e chuva congelada. Foto: Marcelo Pagani/ Arquivo pessoal" title="Cidades catarinenses registraram fenômenos como sincelo e chuva congelada. Foto: Marcelo Pagani/ Arquivo pessoal"><figcaption>Cidades catarinenses registraram fenômenos como sincelo e chuva congelada. Foto: Marcelo Pagani/ Arquivo pessoal </figcaption></figure><p>Uma forte massa de ar polar <strong>derrubou as temperaturas em grande parte do centro-sul brasileiro nesta segunda-feira (11)</strong>. O fenômeno trouxe geadas, marcas negativas e recordes de frio para diversas cidades do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.</p><p>O avanço do sistema frontal também favoreceu ocorrências típicas de inverno, como o sincelo e a chuva congelada. Especialistas indicam que <strong>este é o período mais gelado registrado no ano até o momento</strong>, exigindo atenção redobrada da população e das autoridades locais para os riscos do frio intenso.</p><h2>Frio recorde e geadas intensas no Sul</h2><p>No Paraná, General Carneiro registrou a menor sensação térmica do estado, atingindo<strong> expressivos -7,5ºC durante o amanhecer</strong>. Segundo o Simepar, os termômetros<strong> marcaram -2ºC</strong> na mesma cidade, enquanto Palmas e Guarapuava também apresentaram valores abaixo de zero. O resfriamento extremo foi acompanhado por geadas que<strong> atingiram diversas plantações e áreas urbanas</strong> da região.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">O Morro das Torres teve vegetações, árvores e até uma torre de telefonia congelada devido aos -3,1ºC no amanhecer desta segunda-feira (11) na cidade. Após as temperaturas subirem, pedras do gelo se desprenderam e caíram da torre. O fenômeno é chamado de sincelo. <a href="https://t.co/WpU2GYU26n">pic.twitter.com/WpU2GYU26n</a></p>— iG (@iG) <a href="https://twitter.com/iG/status/2053855143230058948?ref_src=twsrc%5Etfw">May 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Além do Paraná, Santa Catarina registrou marcas ainda mais rigorosas em cidades como Urupema, <strong>que marcou -3,07ºC</strong>. O estado, que já havia observado a primeira neve de 2026 no sábado (9), amanheceu com pelo menos <strong>13 municípios sob temperaturas negativas</strong>. O cenário de "geladeira" transformou a paisagem serrana, atraindo a atenção de moradores e turistas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Sincelo (cristais de neve em suspensão) em S.Joaquim na localidade do Cruzeiro e um pouco de geada. Vídeo de Mycchel Legnaghi <br><br>Coutinho/P.Scheuer <a href="https://t.co/NPdY2VmJaX">pic.twitter.com/NPdY2VmJaX</a></p>— CLIMATERRA (Ronaldo Coutinho e Piter Scheuer) (@Climaterra) <a href="https://twitter.com/Climaterra/status/2053822114952597793?ref_src=twsrc%5Etfw">May 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Em São Joaquim, os termômetros <strong>chegaram a -2,04ºC, resultando no registro de sincelo</strong>, fenômeno onde o nevoeiro congela ao tocar superfícies. Houve também a ocorrência de <strong>chuva congelada na região serrana catarinense</strong>. Esse evento acontece quando a neve derrete ao passar por uma camada de ar quente e recongela rapidamente antes de atingir o solo.</p><h2>Fenômenos de inverno e baixas temperaturas no Mato Grosso do Sul</h2><p>No Rio Grande do Sul, a primeira onda de frio do ano fez Getúlio Vargas registrar a mínima de<strong> -1,1ºC</strong>. Ao todo, <strong>14 municípios gaúchos tiveram marcas inferiores a 2ºC</strong>, evidenciando o amplo alcance da massa de ar polar. A capital, Porto Alegre, marcou<strong> 7,8ºC</strong>, enquanto cidades como Vacaria e Nonoai ficaram próximas de<strong> 0ºC</strong>.</p><p><strong>Mato Grosso do Sul também enfrentou a madrugada mais gelada de 2026</strong>, com recordes de frio em diversos municípios. Nova Alvorada do Sul liderou o ranking estadual com <strong>4,6ºC</strong>, seguida de perto por Amambai e Caarapó. Em Campo Grande, os termômetros marcaram <strong>8,2ºC</strong>, mas a sensação térmica despencou para <strong>-3,1ºC</strong> devido à intensidade dos ventos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-confira-a-previsao.html" title="Ar polar mantém alertas de frio intenso e geadas; confira a previsão ">Ar polar mantém alertas de frio intenso e geadas; confira a previsão </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-confira-a-previsao.html" title="Ar polar mantém alertas de frio intenso e geadas; confira a previsão "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-para-esta-terca-feira-12-confira-1778505420325_320.jpg" alt="Ar polar mantém alertas de frio intenso e geadas; confira a previsão "></a></article></aside><p>Infelizmente, <strong>a queda brusca na temperatura está sendo investigada como causa de quatro mortes</strong> por hipotermia no estado. As autoridades locais intensificaram o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade em abrigos públicos e pontos de apoio. No Parque Ayrton Senna, na capital sul-mato-grossense, dezenas de cidadãos foram acolhidos para evitar novas tragédias relacionadas ao clima.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/05/11/parana-geadas-temperaturas-negativas-sensacao-termica-previsao-do-tempo.ghtml">Paraná registra geadas e sensação térmica de -7,5ºC; veja previsão.</a> 11 de maio, 2026. </em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/05/11/neve-geada-chuva-congelada-e-sincelo-entenda-os-fenomenos.ghtml">Neve, chuva congelada, geada e sincelo: qual a diferença?.</a> 11 de maio, 2026.</em></p><p><em><a href="https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/semana-inicia-com-4-c-no-extremo-sul-e-sensacao-termica-negativa-na-capital">Frio abaixo de 5°C atinge MS e Campo Grande sente -3,1°C.</a> 11 de maio, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ar-polar-abre-a-semana-com-temperaturas-negativas-em-varios-estados-e-chuva-congelada-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar mantém alertas de frio intenso e geadas; confira a previsão ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 13:59:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta terça-feira será marcada pela presença da massa de ar frio que avança sobre o Brasil após a passagem da frente fria. Há alertas para geadas e frio intenso nas primeiras horas do dia.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-9-capitais-nesta-semana.html" target="_blank">Chuvas de mais de 100 mm deixam em alerta 9 capitais nesta semana; veja quais</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9ct3o"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9ct3o.jpg" id="xa9ct3o"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>frente fria</strong> que avançou sobre o Brasil neste final de semana perdeu intensidade gradualmente, mas ainda será capaz de provocar <strong>pancadas de chuva</strong> em áreas do Sudeste e em regiões pontuais do Centro-Oeste ao longo desta segunda-feira (11).</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com a passagem do sistema, em sua retaguarda avança uma forte e intensa <strong>massa de ar polar</strong>, que deixa diversos estados em alerta devido às <strong>baixas temperaturas</strong> e aos riscos de geadas nas primeiras horas desta terça-feira (12). As geadas podem provocar prejuízos aos produtores rurais, principalmente na Região Sul.</p><h2>Riscos de geadas generalizadas nesta terça-feira</h2><p>As temperaturas seguem baixas no <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, parte do Mato Grosso do Sul e em São Paulo</strong>. A massa de ar polar começa a perder intensidade sobre o país, mas ainda mantém elevados os riscos de <strong>geadas generalizadas</strong>.</p><p>A noite desta segunda-feira (11) já contará com temperaturas inferiores a <strong>10°C</strong> sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. <strong>As áreas serranas serão as mais críticas</strong>, com temperaturas próximas de 5°C no lado gaúcho e inferiores a este valor no lado catarinense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-para-esta-terca-feira-12-confira-1778505111804.jpg" data-image="g6ujgd6bor6v" alt="Temperatura prevista para o amanhecer desta terça-feira (12)." title="Temperatura prevista para o amanhecer desta terça-feira (12)."><figcaption>Temperatura prevista para o amanhecer da Região Sul nesta terça-feira (12).</figcaption></figure><p><strong>Ao longo da madrugada, as temperaturas vão diminuir ainda mais</strong>. No Rio Grande do Sul, os termômetros variam entre <strong>2°C em Vacaria</strong> e 7°C em Porto Alegre/RS, valores próximos aos previstos para o Paraná, entre 3°C e 8°C. Enquanto isso, em Santa Catarina, as mínimas chegam a <strong>0°C</strong> na região da Serra.</p><p>Alguns ajustes ainda são necessários nos modelos de previsão do tempo. Desta forma, há grande possibilidade de mais um dia com <strong>temperaturas negativas</strong>, principalmente entre as cidades de <strong>Vacaria/RS, São Joaquim/SC, Lages/SC e Urubici/SC.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-para-esta-terca-feira-12-confira-1778505128630.jpg" data-image="ubnugj2jb9q8" alt="Anomalia de temperatura." title="Anomalia de temperatura."><figcaption>Anomalia de temperatura mostra valores abaixo da média de Norte a Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Mas quem acredita que o frio ficará restrito à Região Sul está enganado. A <strong>massa de ar frio</strong> também afeta o Centro-Oeste, Norte e Sudeste do Brasil. No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul é o estado mais afetado, com mínimas inferiores a <strong>10°C</strong> no sul do estado.</p><p>Nos demais estados da região, as temperaturas permanecem amenas, com mínimas entre <strong>12°C e 17°C</strong>. Na Região Norte, Acre e Rondônia terão a primeira <strong>friagem</strong> de 2026, com temperaturas de até 16°C em Rio Branco/AC e 17°C em Ariquemes/RO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-para-esta-terca-feira-12-confira-1778505087393.jpg" data-image="979spdecrkjn" alt="Temperatura prevista para a manhã desta terça-feira (12)." title="Temperatura prevista para a manhã desta terça-feira (12)."><figcaption>Temperatura prevista para as primeiras horas desta terça-feira (12) sobre áreas do Sudeste, Centro-Oeste e parte da Região Norte do Brasil.</figcaption></figure><p>Chegando ao Sudeste do Brasil, a<strong> massa de ar frio avança por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais</strong>. Há possibilidade de <strong>geadas</strong> no sul do estado paulista, com temperaturas que podem ficar abaixo de <strong>5°C</strong>. No restante da região, as chances são menores, mas não estão descartadas, com mínimas de 8°C no interior paulista.</p><p>Em <strong>Minas Gerais e no Rio de Janeiro</strong>, as temperaturas serão um pouco mais elevadas, mas nas áreas de serra, como a <strong>Serra da Mantiqueira</strong>, os termômetros podem marcar cerca de<strong> 5°C</strong>. Nas demais regiões dos estados, as temperaturas variam entre <strong>9°C e 15°C</strong>. Será uma terça-feira (12) de amanhecer gelado também no Sudeste.</p><h2>Dia mais frio do ano até aqui</h2><p>O amanhecer desta segunda-feira (11) foi o <strong>mais frio do ano</strong>, de acordo com algumas estações automáticas espalhadas pelas capitais do Sul e Sudeste do Brasil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-para-esta-terca-feira-12-confira-1778505420325.jpg" data-image="u70hu8ma4ylr" alt="São Paulo registra mínima inferior a 10°C nesta segunda-feira (12)." title="São Paulo registra mínima inferior a 10°C nesta segunda-feira (12)."><figcaption>São Paulo registra mínima inferior a 10°C nesta segunda-feira (12). Foto: Werther Santana.</figcaption></figure><p>Confira a lista com <strong>as menores temperaturas registradas</strong> em algumas capitais neste ano de 2026:</p><ul> <li> Curitiba/PR - 2,5°C (11/05) </li> <li> Porto Alegre/RS - 5,3°C (29/04 e 11/05) </li> <li> São Paulo/SP - 9,4°C (11/05) </li> </ul><p>E, conforme o cenário atmosférico evolui, <strong>a terça-feira (12) tem tudo para quebrar esse recorde novamente</strong>, principalmente nos municípios do Sudeste, onde a <strong>massa de ar frio</strong> chega com maior força pela primeira vez neste ano. São Paulo/SP tem grande chance de registrar mínimas inferiores a <strong>10°C</strong>, deixando a capital em alerta.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-mantem-alertas-de-frio-intenso-e-geadas-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece no cérebro quando imaginamos algo? A ciência explica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela que a imaginação não é ilimitada, está profundamente ligada à visão e aos mecanismos cerebrais que utilizamos para interpretar o mundo real. Vemha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584821606.png" data-image="fnf3dklpf0tw" alt="Cérebro" title="Cérebro"><figcaption>Em vez de criar imagens do zero, o cérebro combina e reorganiza experiências visuais anteriores, mostrando que a imaginação está limitada pelo que já vimos e vivemos.</figcaption></figure><p>Durante séculos, a imaginação foi vista como uma <strong>capacidade quase ilimitada do cérebro humano</strong>, uma ferramenta criativa capaz de transcender a realidade.</p><p>No entanto, um estudo recente publicado na <em>revista Science</em> vem desafiar essa ideia ao mostrar que <strong>a imaginação está profundamente ancorada nos mesmos mecanismos biológicos que usamos para ver o mundo</strong>. </p><h2>Um código comum entre ver e imaginar</h2><p>A pesquisa revela que <strong>a imaginação visual não é um processo independente</strong>, mas sim uma espécie de “reutilização” do sistema visual.</p><p>Quando observamos um objeto, determinados <strong>neurónios são ativados para codificar as suas características</strong>. Surpreendentemente, ao imaginar esse mesmo objeto mais tarde, o cérebro reativa parte desses mesmos neurónios, utilizando um código neural semelhante. </p><div class="texto-destacado">Os cientistas conseguiram demonstrar que cerca de 40% dos neurónios envolvidos na perceção visual voltam a disparar quando uma pessoa imagina uma imagem previamente vista.</div><p>Isto sugere que a imaginação não cria imagens do nada, ela <strong>reconstrói experiências visuais passadas com base em padrões</strong> já armazenados no cérebro.</p><p>Este “código partilhado” foi observado numa região chamada <em>giro fusiforme</em>, <strong>essencial para o processamento visual de alto nível</strong>, como o reconhecimento de rostos e objetos. </p><h2>Porque é que a imaginação parece real, mas não é?</h2><p>Uma das questões mais intrigantes é por que razão as imagens mentais podem parecer tão vívidas.</p><p>A resposta está precisamente nesta sobreposição neural, ao reutilizar os mesmos circuitos da visão, <strong>o cérebro cria experiências internas que se aproximam da perceção real</strong>. </p><p>No entanto, existe uma diferença crucial. Durante a visão real, a atividade neuronal é mais intensa e completa. Já na imaginação, <strong>apenas uma parte desses neurónios é ativada, o que cria uma versão menos detalhada</strong> e mais “difusa” da imagem. </p><p>É essa diferença de intensidade que permite ao cérebro distinguir entre o que é real e o que é imaginado. Quando esse mecanismo falha, como em certas perturbações psiquiátricas, as <strong>imagens mentais podem tornar-se intrusivas e difíceis de separar da realidade</strong>. </p><h2>O papel da memória e os limites da imaginação</h2><p>O estudo também sugere que <strong>a imaginação está limitada pelo o que já vimos ou experienciámos</strong>. Como depende da reativação de padrões existentes, não conseguimos imaginar algo completamente desligado da nossa experiência visual prévia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584864697.png" data-image="0ry4zdytfm69" alt="Imaginação" title="Imaginação"><figcaption>A imaginação recorre aos mesmos circuitos da visão, ativando neurónios semelhantes, mas com menor intensidade, o que explica porque é que as imagens mentais são menos nítidas do que a realidade.</figcaption></figure><p>Mesmo quando pensamos estar a criar algo totalmente novo, <strong>o cérebro está, na prática, a combinar e reorganizar elementos já armazenados</strong>. Isto coloca um limite biológico à criatividade: ela é poderosa, mas não infinita.</p><h2>Implicações para a saúde e a tecnologia</h2><p>Para além de aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro, estas descobertas têm <strong>implicações práticas importantes</strong>.</p><p>Ao compreender como o cérebro gera imagens mentais, os pesquisadores acreditam que <strong>será possível desenvolver novas abordagens para tratar doenças como o stress pós-traumático </strong>(PTSD) ou a perturbação obsessivo-compulsiva, onde imagens mentais vívidas desempenham um papel central. </p><p>Além disso, o uso de inteligência artificial foi essencial neste estudo. Os <strong>cientistas conseguiram traduzir a atividade neuronal em representações visuais e até prever o que uma pessoa estava a imaginar </strong>com base nesses padrões. Isto abre portas a tecnologias futuras capazes de interpretar ou até reconstruir imagens mentais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Programa Blue Moon de Jeff Bezos passa por testes cruciais da NASA para retornar à Lua com a Artemis]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/programa-blue-moon-de-jeff-bezos-passa-por-testes-cruciais-da-nasa-para-retornar-a-lua-com-a-artemis.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 10:12:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Missões para transportar cargas pesadas e levar astronautas à Lua estão sendo lideradas pelo bilionário Jeff Bezos, a quarta pessoa mais rica do mundo. Saiba mais aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/blue-moon-de-jeff-bezos-supera-pruebas-clave-de-la-nasa-para-el-regreso-a-la-luna-con-artemis-1778183672526.jpg" data-image="a050485moeer" alt="Lua" title="Lua"><figcaption>O MK1 transportará e entregará até três toneladas métricas de carga para qualquer ponto da superfície lunar. Crédito: Blue Origin.</figcaption></figure><p>A <strong>empresa de Jeff Bezos</strong>, a <strong><em>Blue Origin</em></strong>, possui um<strong> sistema de pouso lunar chamado </strong><em><strong>Blue Moon</strong></em> para garantir acesso contínuo à superfície lunar: um programa estruturado em torno de duas arquiteturas complementares.</p><p>A primeira variante é o <strong>módulo Mark 1 (MK1)</strong>, projetado como um veículo logístico não tripulado capaz de transportar até três toneladas métricas de carga em uma única viagem, cujo propósito fundamental é servir como <strong>plataforma de testes e infraestrutura de suprimentos para futuras missões tripuladas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/blue-moon-de-jeff-bezos-supera-pruebas-clave-de-la-nasa-para-el-regreso-a-la-luna-con-artemis-1778183646988.jpg" data-image="penibegd450m"><figcaption>O módulo de pouso tripulado MK2 ajudará a estabelecer uma presença permanente na Lua. Crédito: Blue Origin.</figcaption></figure><p> Por outro lado, o <strong>Mark 2 (MK2) </strong>será o sistema em larga escala destinado ao <strong>transporte seguro de astronautas no âmbito do programa <em>Artemis </em>da NASA</strong>. O desenvolvimento bem-sucedido do MK1 é vital para reduzir os riscos tecnológicos antes de confiar vidas humanas aos sistemas do segundo modelo.</p><p>Para colocá-los no espaço, a <em>Blue Origin</em> utilizará seu novo<strong> foguete de grande porte, o </strong><em><strong>New Glenn</strong></em>, que, com um tamanho impressionante de sete metros, permite acomodar o módulo lunar completo, facilitando seu transporte direto para o ambiente orbital sem complicações de montagem.</p><h2>A nova corrida lunar é entre empresas</h2><p>Recentemente, o programa alcançou um marco crucial quando <strong>o MK1 passou por rigorosos testes ambientais no Centro Espacial Johnson da NASA</strong>. O módulo demonstrou sua resistência às condições extremas de temperatura e pressão que encontrará no espaço profundo, dentro da Câmara de Vácuo Térmico A.</p><p>Paralelamente aos testes térmicos, a equipe de engenharia submeteu a estrutura a <strong>análises exaustivas na Planta Lunar 1, na Flórida</strong>, realizadas com redes de sensores para garantir que a espaçonave suporte as violentas frequências de ressonância e cargas acústicas que ocorrem durante a decolagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="663132" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nasa-escolhe-a-spacex-para-destruir-a-estacao-espacial-internacional-quando-chegar-a-hora-em-2030-missao.html" title="NASA escolhe a SpaceX para destruir a Estação Espacial Internacional quando chegar a hora em 2030">NASA escolhe a SpaceX para destruir a Estação Espacial Internacional quando chegar a hora em 2030</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nasa-escolhe-a-spacex-para-destruir-a-estacao-espacial-internacional-quando-chegar-a-hora-em-2030-missao.html" title="NASA escolhe a SpaceX para destruir a Estação Espacial Internacional quando chegar a hora em 2030"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-escolhe-a-spacex-para-destruir-a-estacao-espacial-internacional-quando-chegar-a-hora-1719605648117_320.jpg" alt="NASA escolhe a SpaceX para destruir a Estação Espacial Internacional quando chegar a hora em 2030"></a></article></aside><p>O <strong>avanço nos sistemas de propulsão</strong> foi evidenciado pelo teste de ignição contínua do motor principal BE-7, que operou sem interrupção por mais de 1.000 segundos. Isso valida a capacidade do motor de realizar manobras orbitais para injeção translunar.</p><p><strong>A maior conquista técnica foi o manuseio de combustíveis criogênicos</strong>, especificamente hidrogênio e oxigênio líquidos, no qual os engenheiros demonstraram avanços na mitigação da evaporação, garantindo que o módulo possa armazenar seu combustível em temperaturas extremas por semanas de operação no vácuo.</p><h3>Posição científica</h3><p>Todos esses esforços de validação estrutural e térmica convergem na preparação da <strong>Missão </strong><em><strong>Pathfinder</strong></em>, formalmente designada como MK1-SN001, que <strong>será o voo inaugural do módulo</strong>, com lançamento previsto para depois do terceiro trimestre deste ano, a partir do Complexo de Lançamento 36 em Cabo Canaveral.</p><p>O plano é que, durante esta primeira viagem ao Polo Sul lunar, <strong>o MK1 demonstre suas capacidades de voo e descida autônomos com precisão milimétrica</strong>, que serão gerenciadas pela iniciativa<em> Commercial Lunar Payload Services</em> (CLPS) da NASA, além de transportar instrumentos essenciais para futuras missões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/blue-moon-de-jeff-bezos-supera-pruebas-clave-de-la-nasa-para-el-regreso-a-la-luna-con-artemis-1778184230040.jpg" data-image="54k5h9fex48q"><figcaption>Os testes ambientais do módulo lunar Blue Moon Mark 1 foram concluídos com sucesso na Câmara de Vácuo Térmico A do Centro Espacial Johnson da NASA.</figcaption></figure><p>Entre as cargas úteis mais importantes está o<strong> sistema de câmera estereoscópica SCALPSS, projetado para estudar a dinâmica de fluidos e a abrasão do regolito lunar</strong>. Esses sensores mapearão como o escapamento do motor altera o terreno durante a descida, dados cruciais para a segurança de futuras missões com cargas úteis pesadas.</p><p>Além disso, <strong>o módulo instalará um retrorrefletor a laser permanente na superfície do satélite</strong>, que servirá como um ponto de ancoragem de navegação de longo prazo, permitindo que futuras espaçonaves meçam sua distância e velocidade relativas com extrema precisão durante manobras de aproximação.</p><h3>Competência espacial</h3><p>Em um nível estratégico, <strong>o progresso do MK1 reafirma a posição da<em> Blue Origin</em> em relação a concorrentes diretos como a </strong><em><strong>SpaceX</strong></em>, dentro da estrutura logística do programa <em>Artemis</em>. Essas duas gigantes comerciais apresentaram arquiteturas diametralmente opostas para solucionar o enorme desafio físico de levar cargas úteis à Lua.</p><p>Enquanto a <em>Starship </em>da SpaceX requer múltiplos lançamentos para reabastecimento em órbita baixa da Terra, o <strong>sistema MK1 foi projetado e otimizado para realizar sua entrega à superfície lunar com um único lançamento</strong> direto da Terra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766855" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html" title="Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar">Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html" title="Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147384223_320.png" alt="Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar"></a></article></aside><p>Essa<strong> simplicidade operacional </strong>torna o <strong>MK1 o melhor candidato para as ambições de longo prazo da NASA</strong>. Em caso de possíveis atrasos no desenvolvimento de módulos de pouso tripulados, essa variante de carga garante que a entrega de habitats e veículos exploradores possa prosseguir sem interrupções.</p><p>Esses sucessos recentes demonstram que o hardware da <em>Blue Origin</em> evoluiu dos diagramas iniciais para sistemas robustos e que a parceria público-privada está forjando uma infraestrutura de transporte comercial que será a espinha dorsal de uma presença humana sustentável além do nosso planeta.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/programa-blue-moon-de-jeff-bezos-passa-por-testes-cruciais-da-nasa-para-retornar-a-lua-com-a-artemis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhares de aves migram para seus destinos de verão: te explicamos por que elas fazem isso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/milhares-de-aves-migram-para-seus-destinos-de-verao-te-explicamos-por-que-elas-fazem-isso.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A migração de aves, um dos maiores movimentos naturais da Terra, atinge seu pico em maio, quando milhões de pássaros alçam voo em direção aos seus locais de reprodução de verão em busca de alimento e clima mais quente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/with-bird-migration-at-its-peak-thousands-are-flying-to-their-summer-destinations-here-s-why-birds-migrate-1778342622482.jpeg" data-image="pik44b5xmab1" alt="aves" title="aves"><figcaption>Em plena época de migração de aves, milhares delas voam à noite em direção aos seus destinos de reprodução de verão.</figcaption></figure><p>A cada <strong>primavera e outono</strong>, <strong>bilhões de aves migratórias alçam voo</strong>, muitas vezes viajando milhares de quilômetros entre seus destinos de verão e inverno. A migração da primavera se estende do início de março até meados de junho, atingindo seu pico entre o final de abril e meados de maio.</p><p>Essas migrações em massa são um espetáculo natural de tirar o fôlego e um dos maiores do planeta, impulsionadas pela<strong> busca por alimento, clima mais ameno e locais ideais para reprodução</strong>.</p><h2>Centenas de milhões alçam voo todas as noites</h2><p>Segundo o <a href="https://birdcast.org/birdcast-sets-a-new-spring-migration-record/" target="_blank"><em>BirdCast</em>,</a> uma plataforma de rastreamento, quase <strong>um bilhão de pássaros sobrevoavam os céus dos Estados Unidos</strong> por volta da<strong> meia-noite de 4 de maio</strong>, uma das maiores migrações já registradas pelo sistema.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Na noite passada, algo incrível aconteceu: pela primeira vez, nosso mapa de migração em tempo real mostrou um número recorde de quase 858 milhões de aves na primavera. O fato de esse número estar se aproximando de um bilhão na primavera é realmente impressionante.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Naturalmente,<strong> as aves precisam de habitats com alimento abundante e condições climáticas adequadas</strong> onde possam sobreviver, se desenvolver e criar seus filhotes. É por isso que elas migram em resposta às mudanças sazonais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/with-bird-migration-at-its-peak-thousands-are-flying-to-their-summer-destinations-here-s-why-birds-migrate-1778342850465.jpeg" data-image="abwftmbglpq4" alt="pássaros" title="pássaros"><figcaption>A cada primavera e outono, bilhões de aves migratórias alçam voo, muitas vezes viajando milhares de quilômetros entre seus destinos de verão e inverno.</figcaption></figure><p>Segundo registros do <a href="https://www.seversondells.com/blog/bird-migration" target="_blank">Centro de Natureza Severson Dells,</a> a América do Norte abriga mais de 650 espécies de aves reprodutoras, das quais mais da metade são migratórias.</p><p>A cada primavera e outono, cerca de 450 espécies, desde minúsculos pássaros canoros até majestosas aves de rapina, embarcam em uma das jornadas mais extraordinárias da natureza: a migração. A migração da primavera ocorre em toda a América do Norte, mas a maioria das aves segue uma das quatro rotas principais conhecidas como <strong>corredores migratórios</strong>.</p><div class="texto-destacado">Essas rotas principais incluem a rota migratória atlântica ao longo da costa leste, a rota migratória do Mississippi ao longo do rio Mississippi, a rota migratória central ao longo da divisória continental e a rota migratória do Pacífico ao longo da costa oeste.</div><p>A migração de aves é um fascinante<strong> processo natural que abrange jornadas de curta e longa distância</strong>, dependendo da espécie. Enquanto algumas aves migram curtas distâncias dentro da mesma região, outras empreendem longas jornadas que cobrem milhares de quilômetros entre habitats.</p><h2>Riscos da migração de aves</h2><p>As<strong> </strong>migrações de longa distância são mais complexas e influenciadas por uma combinação de fatores como clima, geografia e disponibilidade de alimento, podendo também ser perigosas. As aves enfrentam riscos como <strong>predadores</strong>, <strong>condições climáticas adversas</strong> e obstáculos criados pelo homem ao longo de suas jornadas. A<strong> perda de habitat</strong> é uma das maiores ameaças às aves migratórias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Isso pode levar à inanição, exaustão e aumento das taxas de mortalidade. Gatos domésticos e selvagens são a principal causa de mortes de aves na América do Norte, sendo responsáveis por entre 1,3 e 4 bilhões de mortes anualmente somente nos Estados Unidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As aves dependem de extensas florestas, pastagens e zonas úmidas para alimentação e abrigo. No entanto, essas paisagens estão sendo cada vez mais substituídas por cidades, fazendas e estradas, forçando as aves a gastarem mais energia na busca por recursos, de acordo com o Centro de Natureza Severson Dells.</p><p> As <strong>paisagens alteradas pela ação humana foram identificadas como uma grande ameaça</strong> para as aves migratórias. Estima-se que as <strong>colisões com janelas </strong>causem a morte de 599 milhões de aves por ano, enquanto os veículos causam outras 200 milhões de mortes. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is wild! Nearly 1 billion birds are expected to migrating over the next 2 nights across the US, with tonight and tomorrow night being peak nights for Michigan. 1.6 million birds are estimated tonight for Michigan, and 3.5 million tomorrow night! <a href="https://t.co/jqBuokE5iV">pic.twitter.com/jqBuokE5iV</a></p>— Michigan Storm Chasers (@MiStormChasers) <a href="https://twitter.com/MiStormChasers/status/2052403220060709313?ref_src=twsrc%5Etfw">May 7, 2026</a></blockquote></figure><p>As aves também enfrentam riscos adicionais provenientes de <strong>turbinas eólicas, tráfego aéreo e poluição</strong>. A maioria das espécies migra à noite, guiada pelas estrelas, mas as<strong> luzes artificiais das cidades</strong> podem desorientá-las, levando à confusão e ao esgotamento de energia, ou até mesmo a colisões fatais com edifícios.</p><p>Segundo estimativas, a América do Norte perdeu quase 3 bilhões de aves desde 1970, o que representa aproximadamente 30% de sua população total de aves. Isso ressalta a<strong> necessidade urgente de proteger essas espécies</strong> notáveis por meio de maiores esforços de conservação, como a proteção de habitats e rotas migratórias, e a criação de ambientes mais seguros tanto para as populações de aves quanto para suas jornadas migratórias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/milhares-de-aves-migram-para-seus-destinos-de-verao-te-explicamos-por-que-elas-fazem-isso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os sinais secretos que as rochas enviam antes de um colapso catastrófico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-sinais-secretos-que-as-rochas-enviam-antes-de-um-colapso-catastrofico.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 23:53:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas descobriram que as rochas submetidas a tensão emitem sinais químicos sutis antes de fraturarem e desenvolveram um modelo para monitorar essas alterações, oferecendo uma nova forma de alertar a ocorrência de terremotos, deslizamentos de terra e outros riscos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-secret-signals-rocks-send-before-catastrophic-collapse-1778406846467.png" data-image="hupnv9cet2k2" alt="Landslide" title="Landslide"><figcaption>Um deslizamento de rochas no Condado de Douglas, Oregon (EUA), em 12 de novembro de 2021. Os deslizamentos de terra são riscos geológicos que podem ser previstos através da análise de sinais de nuclídeos. Crédito: Departamento de Transportes do Oregon.</figcaption></figure><p>O <strong>excesso de tensão pode provocar fissuras nas rochas</strong>, mas antes de atingirem esse ponto, estas<strong> "</strong>soltam um suspiro<strong>" </strong>de aviso químico através da liberação de nuclídeos. Este tipo de átomo é definido pelo número de nêutrons e prótons no núcleo, e os cientistas estudam estas emissões geoquímicas há mais de 50 anos, mas têm tido dificuldade em estabelecer uma ligação entre a liberação de nuclídeos e a fratura das rochas.</p><p>Num novo estudo publicado na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, uma equipe internacional de cientistas de universidades da China e dos Estados Unidos <strong>resolveu o mistério</strong> utilizando modelos para relacionar as flutuações do sinal dos nuclídeos com alterações nas estruturas rochosas, que conduzem à falha crítica.</p><p>Quando as rochas se partem ou deformam, provocam avalanches e deslizamentos de terra e agravam os danos causados pela atividade vulcânica e pelos terremotos. As conclusões do estudo poderão ajudar os cientistas a se <strong>preparar para os riscos geológicos causados por rochas sob tensão</strong>. </p><p>"Relacionamos explicitamente estas alterações estruturais com características mensuráveis dos sinais de nuclídeos", afirmou Rong Mao, autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado no Centro de Recursos Naturais do Instituto de Tecnologia de New Jersey. "Tanto quanto sabemos, este é o primeiro estudo a estabelecer uma<strong> teoria quantitativa para diagnosticar a ruptura de rochas utilizando sinais de nuclídeos que ocorrem naturalmente"</strong>, afirma.</p><h2>O que acontece quando as rochas enfraquecem?</h2><p>Quando as rochas enfraquecem,<strong> liberam nuclídeos como o hélio, o radônio e o tório para os poros e fissuras da rocha</strong>. As fissuras alargam-se, espalham-se e interligam-se entre si e, à medida que isso acontece, os nuclídeos são liberados e transmitidos. Os cientistas podem então medir estes sinais geoquímicos.</p><p>Estudos anteriores sugeriam que havia uma ligação entre a rutura das rochas e as alterações nos sinais de nuclídeos e, em experiências laboratoriais, outros pesquisadores "demonstraram consistentemente que <strong>a fissuração e a deformação das rochas podem desencadear alterações mensuráveis nas emissões de nuclídeos"</strong>, afirmou Mao.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762544" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno">Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html" title="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775028878608_320.jpeg" alt="Seu pet consegue sentir um terremoto antes de você? A ciência explica como os animais percebem o fenômeno"></a></article></aside><p>Observações na natureza também associaram as alterações ambientais à liberação de nuclídeos, que enfraquecem as rochas. Em 1995, cientistas em Kobe, no Japão, observaram um <strong>aumento nas emissões de radônio das rochas 9 dias antes de um terremoto de magnitude 7,2</strong>.</p><p><strong>Os sinais de nuclídeos geralmente têm origem em rochas enterradas, mas podem ser detectados em superfície</strong>. Podem fornecer um alerta precoce de riscos geológicos, mas, apesar de décadas de observações, os cientistas não associaram as anomalias de nuclídeos a alterações nas propriedades das rochas, limitando a capacidade de monitorar as emissões de nuclídeos.</p><p>"O nosso trabalho aborda esta lacuna, fornecendo uma base teórica para a interpretação destes sinais, <strong>abrindo caminho para a previsão baseada em nuclídeos e para um melhor alerta precoce de riscos geológicos</strong> e gestão da engenharia de rochas", afirmou Mao.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-secret-signals-rocks-send-before-catastrophic-collapse-1778407211287.jpg" data-image="xdbmdmwhzx36" alt="experiment" title="experiment"><figcaption>Um local de monitoramento das emissões de radônio e da deformação das encostas no interior de um túnel na região do reservatório das Três Gargantas. Crédito: Jia-Qing Zhou.</figcaption></figure><p>A equipe analisou duas observações anteriores de longo prazo sobre a liberação de nuclídeos a partir de rochas submetidas a tensão. Uma delas era um relatório de uma experiência que monitorou as emissões de radônio<strong> </strong>em um cilindro de granito ao longo de um mês, à medida que este se enfraquecia e acabava por se partir. O outro relatório referia-se a uma experiência com a duração de três anos que acompanhou as emissões de radônio em uma encosta de rocha-mãe perto de um reservatório nos Alpes franceses.</p><p>Para o novo estudo, a equipe analisou os dados de observação, <strong>construiu um modelo para analisar as alterações nos sinais ao longo do tempo</strong> e relacionou-os com as alterações estruturais progressivas nas rochas.</p><p>"O nosso modelo mostra como <strong>os sinais de nuclídeos evoluem à medida que a ruptura da rocha avança através de quatro fases:</strong> início da fissura, abertura da fissura, dilatação da fissura e propagação da fissura", afirmou Mao. "Estas fases correspondem a características distintas dos sinais que podem ser interpretadas quantitativamente".</p><h2>O modelo pode ser utilizado tanto em laboratório como na natureza</h2><p>O modelo reproduziu os sinais de radônio em todos os estágios rochosos, enfraquecendo-se e interrompendo-se em experiências laboratoriais. Em aplicações no terreno, que envolvem sistemas naturais mais complexos do que as experiências laboratoriais controladas,<strong> o modelo explicou os sinais captados pelo monitoramento do leito rochoso</strong>.</p><p>O trabalho oferece aplicações para a previsão de riscos geológicos, como sismos, e poderá ajudar os cientistas<strong> a monitorar paisagens próximas de reservatórios, onde os níveis de água podem afetar a estabilidade das rochas</strong>.</p><p>"Nestes contextos, <strong>os sinais de nuclídeos fornecem um indicador sensível</strong><strong> e potencialmente em tempo real</strong> das alterações estruturais do subsolo, oferecendo informações valiosas para o alerta precoce e a gestão de riscos", afirmou Mao.</p><p>No entanto, os resultados de campo também revelaram <strong>o impacto de fatores externos</strong> que podem afetar os sinais de nuclídeos em ambientes naturais.</p><p>"Por exemplo, fluidos profundos, como <strong>águas termais ou salmouras</strong>, têm frequentemente maior salinidade ou temperatura, o que pode aumentar a liberação e transmissão de nuclídeos, levando a sinais amplificados", explicou Mao. "Quando a ruptura da rocha se liga a estas vias de fluidos profundos, os sinais observados podem refletir tanto alterações estruturais como processos de mistura de fluidos. Incorporar estes efeitos no modelo será uma direção importante para trabalhos futuros".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759252" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cientistas-identificam-rochas-compostas-por-residuos-plasticos-em-ninhos-de-tartarugas-no-litoral-brasileiro.html" title="Cientistas identificam rochas compostas por resíduos plásticos em ninhos de tartarugas no litoral brasileiro">Cientistas identificam rochas compostas por resíduos plásticos em ninhos de tartarugas no litoral brasileiro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cientistas-identificam-rochas-compostas-por-residuos-plasticos-em-ninhos-de-tartarugas-no-litoral-brasileiro.html" title="Cientistas identificam rochas compostas por resíduos plásticos em ninhos de tartarugas no litoral brasileiro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-identificam-rochas-compostas-por-residuos-plasticos-em-ninhos-de-tartarugas-no-litoral-brasileiro-1773690331971_320.jpg" alt="Cientistas identificam rochas compostas por resíduos plásticos em ninhos de tartarugas no litoral brasileiro"></a></article></aside><p>Após o aperfeiçoamento do modelo, ele poderá melhorar a rapidez com que interpreta as variações nos sinais de nuclídeos para prever quando as rochas estão prestes a ceder.</p><p>"Embora o nosso modelo comece a quantificar as escalas temporais da gênese e transmissão dos sinais, este aspecto ainda não foi totalmente validado em condições de campo", afirmou Mao.<strong> "Preencher esta lacuna será fundamental</strong> para transformar a nossa estrutura em sistemas práticos de alerta precoce de riscos geológicos".</p><p>A equipe já instalou <strong>estações de observação de radônio em três locais na China</strong>: o deslizamento de Huangtupo na área do Reservatório das Três Gargantas, o deslizamento na margem do reservatório perto da Central Hidroelétrica de Xiluodu e a encosta da Estrada Po Shan em Hong Kong.</p><p>"Estas instalações foram implementadas para <strong>captar precursores hidrogeoquímicos de potenciais riscos geológicos</strong>, a fim de validar e aperfeiçoar ainda mais a nossa teoria", disse Jia-Qing Zhou, professor da Universidade de Wuhan, na China. "A nossa jornada de investigação está longe de terminar".</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2602434123" target="_blank">Probing rock rupture with naturally occurring nuclide signals</a>. 09 de abril, 2026. Zhou, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-sinais-secretos-que-as-rochas-enviam-antes-de-um-colapso-catastrofico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Façam Plutão voltar a ser planeta”: chefe da NASA reacende debate que divide astrônomos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/facam-plutao-voltar-a-ser-planeta-chefe-da-nasa-reacende-debate-que-divide-astronomos.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 22:32:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Declaração do chefe da NASA reacende controvérsia científica encerrada em 2006, divide astrônomos e surge em meio a críticas sobre cortes bilionários no financiamento da pesquisa espacial norte-americana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/facam-plutao-voltar-a-ser-planeta-chefe-da-nasa-reacende-debate-que-divide-astronomos-1778428584124.jpg" data-image="mneyex3ciwhy" alt="Plutão se tornará um planeta novamente? Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute" title="Plutão se tornará um planeta novamente? Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute"><figcaption>Plutão se tornará um planeta novamente? Crédito: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute</figcaption></figure><p>A <strong>discussão sobre o status de Plutão</strong> voltou ao centro da astronomia internacional após<strong> declarações do administrador da NASA</strong>, Jared Isaacman, durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos. O dirigente afirmou apoiar o retorno de Plutão à categoria de planeta e disse que a agência estaria preparando estudos para reabrir o debate científico.</p><p>Durante décadas, gerações aprenderam que o Sistema Solar possuía nove planetas. Essa visão mudou em<strong> 2006</strong>, quando a União Astronômica Internacional (IAU) <strong>decidiu retirar Plutão da lista oficial</strong>, reduzindo o número para oito. A decisão provocou controvérsia entre cientistas e até hoje desperta forte reação do público.</p><p>Ao responder a uma pergunta de parlamentares norte-americanos, Isaacman declarou estar “firmemente do lado” daqueles que defendem a restauração do status planetário de Plutão. Segundo ele, a NASA trabalha em documentos destinados a<strong> “escalar a discussão dentro da comunidade científica”.</strong> A agência, no entanto, não esclareceu quais estudos estão sendo preparados.</p><h2>Reação imediata entre pesquisadores</h2><p>As declarações do chefe da NASA repercutiram rapidamente entre astrônomos e cientistas planetários. <strong>Parte da comunidade científica considera legítima a reabertura da discussão</strong>, enquanto outros avaliam que o tema desvia a atenção de questões mais importantes da pesquisa espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/facam-plutao-voltar-a-ser-planeta-chefe-da-nasa-reacende-debate-que-divide-astronomos-1778429193363.jpg" data-image="q9q85e9d5xdp" alt="Cientistas buscam reverter o rebaixamento de Plutão com base em sua complexidade geofísica. - Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)" title="Cientistas buscam reverter o rebaixamento de Plutão com base em sua complexidade geofísica. - Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)"><figcaption>Cientistas buscam reverter o rebaixamento de Plutão com base em sua complexidade geofísica. Crédito: Ilustração/Olhar Digital</figcaption></figure><p>A pesquisadora Amanda Hendrix, do Planetary Science Institute, no Colorado, afirmou que discutir se Plutão deve ou não ser chamado de planeta “distrai dos verdadeiros problemas científicos”. Para ela, o<strong> foco deveria estar na compreensão das características e da evolução desses corpos celestes</strong>, independentemente da classificação adotada.</p><p>A fala de Isaacman também gerou desconforto porque ocorreu logo após ele <strong>defender a proposta do governo dos Estados Unidos de reduzir drasticamente o orçamento científico da NASA</strong>. A medida prevê cortes significativos em programas de pesquisa e vem sendo alvo de críticas de pesquisadores, que temem impactos severos na ciência espacial norte-americana.</p><p>A cientista planetária Adeene Denton comentou nas redes sociais que seria contraditório “transformar Plutão em planeta novamente enquanto se destroem as carreiras de quem o estuda”. A declaração sintetizou o sentimento de muitos especialistas preocupados com o futuro do financiamento científico.</p><h2>Debate permanece aberto desde 2006</h2><p>Entre os defensores da revisão da decisão está o astrobiólogo David Grinspoon, que já havia <strong>se posicionado contra a reclassificação de Plutão em 2006</strong>. Segundo ele, ainda existe “um debate genuíno” sobre o tema e seria válido reabrir a discussão.</p><p>Apesar disso, Grinspoon considera <strong>problemático que a NASA tente liderar esse processo.</strong> Para o pesquisador, a decisão sobre o que pode ou não ser considerado planeta deve continuar sendo responsabilidade da União Astronômica Internacional, entidade reconhecida mundialmente por definir a terminologia oficial da astronomia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766855" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html" title="Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar">Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/este-e-o-plano-da-nasa-para-instalar-uma-estrutura-multimilionaria-num-passo-decisivo-rumo-a-colonizacao-lunar.html" title="Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-es-el-plan-de-la-nasa-para-instalar-una-estructura-millonaria-en-un-paso-decisivo-hacia-la-colonizacion-lunar-1777147384223_320.png" alt="Este é o plano da NASA para instalar uma estrutura multimilionária, num passo decisivo rumo à colonização lunar"></a></article></aside><p>O cientista argumenta que uma mudança promovida unilateralmente pela NASA poderia<strong> gerar ainda mais confusão dentro da comunidade científica internacional.</strong> “Mesmo desejando uma definição melhor e mais amplamente aceita, a NASA não pode simplesmente declarar isso”, afirmou.</p><p>A origem da controvérsia remonta às descobertas feitas no início dos anos 2000. Astrônomos identificaram <strong>diversos objetos semelhantes a Plutão nas regiões mais distantes do Sistema Solar.</strong> Entre eles estava Éris, descoberto em 2004 e considerado até mais massivo que Plutão. A descoberta levantou uma questão inevitável: se Plutão era planeta, esses novos corpos também deveriam ser classificados da mesma forma.</p><h2>Por que Plutão perdeu o título de planeta</h2><p>Diante do impasse, a União Astronômica Internacional definiu em 2006 <strong>três critérios para que um corpo celeste seja considerado planeta.</strong> O objeto precisa ter forma arredondada pela própria gravidade, orbitar o Sol e “limpar” a vizinhança de sua órbita, eliminando detritos e corpos menores ao redor.</p><div class="texto-destacado">Plutão atende aos dois primeiros requisitos, mas falha no terceiro. Sua órbita compartilha espaço com diversos objetos da região conhecida como Cinturão de Kuiper, uma área repleta de corpos gelados além de Netuno. Por isso, passou a integrar uma nova categoria: a de “planeta anão”.</div><p>Mesmo após quase duas décadas,<strong> a decisão continua longe de ser consenso.</strong> Para muitos pesquisadores, o caso de Plutão simboliza não apenas uma disputa sobre definições astronômicas, mas também um debate mais amplo sobre como a ciência evolui diante de novas descobertas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Revista Nature.<a href="https://www.nature.com/articles/d41586-026-01421-y" target="_blank"> ‘Make Pluto a planet again’? NASA chief revives debate that divides astronomers</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/facam-plutao-voltar-a-ser-planeta-chefe-da-nasa-reacende-debate-que-divide-astronomos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas de mais de 100 mm deixam em alerta 9 capitais nesta semana; veja quais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-9-capitais-nesta-semana.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 21:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Novos transtornos por chuvas intensas podem ocorrer na próxima semana em 5 capitais do Nordeste e 4 da Região Norte. Confira os detalhes da previsão do tempo.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-intensidade-e-frio-de-inverno-se-espalha-pelo-brasil-com-temperaturas-abaixo-de-0-c-e-geadas.html">Ar polar ganha intensidade e frio de inverno se espalha pelo Brasil com temperaturas abaixo de 0°C e geadas </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-9-capitais-nesta-semana-1778442882075.jpg" data-image="ue06n9ouws9x" alt="alerta de chuva volumosa" title="alerta de chuva volumosa"><figcaption>Novos transtornos por chuvas intensas podem ocorrer na próxima semana em 5 capitais do Nordeste e 4 da Região Norte.</figcaption></figure><p>A <strong>Zona de Convergência Intertropical (ZCIT)</strong> atua no Brasil e mantém os risco de chuvas intensas nesta semana na porção norte do país, <strong>incluindo a faixa norte do Nordeste e a porção mais norte da região Norte</strong>. Além disso, os ventos de leste favorecem o transporte de umidade para parte do litoral leste nordestino.</p><p><strong>Os acumulados totais podem superar bastante os 100 mm</strong> e provocar transtornos em 9 capitais: <strong>5 pertencentes ao Nordeste e 4 à Região Norte</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Confira a seguir os detalhes, os mapas de previsão e a diferença entre os principais modelos meteorológicos.</p><h2>Alertas de chuvas intensas para as regiões Norte e Nordeste</h2><p>Por mais uma semana, as chuvas intensas deixam em alerta a porção norte do Brasil. <strong>Já nesta segunda-feira (11), chuvas ocorrem ao longo do dia </strong>no norte do Amazonas, desde a região de Manaus e de Santarém. O mesmo acontece no estado de Roraima e no leste do Amapá, com chuva desde a madrugada. No entanto, <strong>a partir da tarde, acontecem as chuvas mais intensas e abrangentes</strong>, que passam a incluir o extremo norte do Pará, a região de Belém. </p><p>Além disso, chuvas mais pontuais, mas que podem ocorrer com até forte intensidade atingem a faixa norte do Nordeste a partir da tarde, <strong>com alertas para as regiões de São Luís, Maranhão, de Fortaleza, Ceará, e de Natal, Rio Grande do Norte</strong>. Nas capitais João Pessoa e Recife, ainda não há alerta de chuvas intensas, mas há previsão de precipitação fraca na madrugada e no período da noite da segunda-feira (11).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-9-capitais-nesta-semana-1778442309458.jpg" data-image="yylxoflkp1bn" alt="alerta de chuva intensa" title="alerta de chuva intensa"><figcaption>Acumulado de chuvas para a semana, segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (12)</strong>, as chuvas aumentam na Região Norte, com chuvas de moderada a forte intensidade na primeira parte do dia entre Manaus e Santarém, e no leste do Amapá. <strong>A partir da tarde, há elevado potencial de chuvas muito intensas</strong> no norte do Amazonas, em Roraima, em todo o Amapá e no norte do Pará, com alertas para Manaus, Boa Vista, Macapá e Belém.</p><p>No Nordeste, há previsão de chuva, mas de fraca a moderada intensidade no norte do Maranhão e, a partir do fim do dia, de Pernambuco até o Rio Grande do Norte, sem alertas para riscos.</p><div class="texto-destacado">Os modelos EMWF e GFS concordam na distribuição das chuvas e nas regiões maior volume, que podem registrar acumulados acima dos 100mm, chegando próximo aos 200 mm.</div><p><strong>Na quarta-feira (13)</strong>, as chuvas aumentam no litoral norte e no leste do Nordeste, com potencial para transtorno a partir do fim da manhã, quando passa a chover com moderada a forte intensidade, estendendo-se até o período da noite. Assim, <strong>há alerta para todo o litoral norte e região de Pernambuco até o Rio Grande do Norte, com riscos para São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife</strong>.</p><p> Na Região Norte, <strong>os alertas são de pancadas de chuva forte a partir da tarde</strong> no centro-norte do Amazonas, em Roraima, Amapá e norte do Pará, com riscos para Manaus, Boa Vista, Macapá e Belém. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-9-capitais-nesta-semana-1778442370418.jpg" data-image="5qibggabhhza" alt="alerta de chuva volumosa" title="alerta de chuva volumosa"><figcaption>Acumulado de chuvas para a semana, segundo o modelo GFS.</figcaption></figure><p><strong>Na quinta-feira (14)</strong>, os riscos diminuíram no leste do Nordeste e no porão central do Amazonas. No entanto, <strong>o potencial de chuvas intensas aumenta e há elevado risco</strong> para o norte do Rio Grande do Norte, para o Ceará, norte do Piauí e do Maranhão, para o norte do Pará, Amapá e Roraima. </p><p><strong>A partir da sexta-feira (15)</strong>, o potencial de chuvas diminui, mas ainda há previsão de precipitação de fraca a moderada intensidade, no entanto, sem riscos de transtornos em nenhumas das capitais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-de-mais-de-100-mm-deixam-em-alerta-9-capitais-nesta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A incrível jornada da rolha do vinho: como chega à garrafa e porque vale a pena reutilizá-la no jardim]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-incrivel-jornada-da-rolha-do-vinho-como-chega-a-garrafa-e-porque-vale-a-pena-reutiliza-la-no-jardim.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 19:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada rolha de cortiça há anos de crescimento: porque reutilizá-la e como aproveitá-la no jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902753249.jpg" data-image="4vn6e5iil1x4" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Leve, resistente e composto em grande parte por ar, a rolha isola e conserva o vinho.</figcaption></figure><p>Sempre que abrimos uma garrafa, tornamo-nos parte de <strong>um processo que começou há mais de uma década</strong>.</p><p>A cortiça provém do sobreiro, <strong>uma árvore que demora entre 15 e 20 anos a formar a sua primeira casca</strong>; uma espécie de camada protetora e espessa, que é precisamente o que se retira para obter a cortiça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902825315.jpg" data-image="3zfmcxem2y56" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O sobreiro regenera a sua casca com o tempo, num ciclo que pode repetir-se durante décadas sem prejudicar a árvore.</figcaption></figure><p> Quando essa casca é extraída, a árvore não é abatida: <strong>fica exposta, mas viva, e começa a regenerar a sua camada protetora</strong>. A partir daí, são necessários entre 9 e 12 anos até atingir a espessura adequada para uma nova colheita. É um ciclo lento, que se repete várias vezes ao longo da sua vida. </p><div class="texto-destacado">A primeira casca extraída do sobreiro é conhecida como «cortiça virgem» e, devido à sua textura mais irregular, não é utilizada para fabricar rolhas de vinho de melhor qualidade. </div><p>Por isso, cada rolha que retiramos de uma garrafa traz consigo essa história e levanta uma pergunta simples:<strong> vale a pena usá-la apenas uma vez?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902886277.jpg" data-image="xgd6ohhgvjcg" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Após a remoção, a árvore fica exposta e começa a regenerar a sua "cobertura" natural.</figcaption></figure><p>No jardim, esse pequeno <strong>cilindro leve e resistente pode ganhar uma segunda vida útil</strong>, prolongando — à sua escala — essa lógica de aproveitamento e continuidade.</p><p>Além disso, tem uma vantagem fundamental: <strong>resiste à umidade sem se degradar rapidamente</strong>, o que o torna um aliado na resolução de pequenos problemas do dia a dia.</p><h3>Base para vasos</h3><p>Muitos vasos que ficam diretamente apoiados no chão ou <strong>no pavimento acumulam umidade na base</strong>, o que pode afetar tanto a planta como a superfície onde estão apoiados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903016775.jpg" data-image="9tlr43mv2n2p" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um material que demora anos a formar-se e cuja vida útil pode ser muito superior a uma vida humana.</figcaption></figure><p>Colocar rolhas por baixo,<strong> como pequenas “patas”, ajuda a elevá-los alguns milímetros</strong>. Esse espaço melhora a drenagem e permite que a água circule melhor. Não é necessário fixá-las, embora possam ser coladas se se pretender uma solução mais estável.</p><h3>Enchimento para vasos grandes</h3><p>Em vasos profundos, nem sempre é necessário enchê-los totalmente com substrato. <strong>Usar rolhas na base</strong> permite reduzir a quantidade de terra, aliviar o peso e manter uma boa drenagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903117640.jpg" data-image="5bt0ze8674pg" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Utilizados como base ou enchimento, as rolhas melhoram a drenagem e reduzem o peso dos vasos.</figcaption></figure><p>O ar que contêm — grande parte da sua estrutura é composta por ar — <strong>faz com que não retenham água em excesso</strong>. Por cima dessa camada, coloca-se o substrato habitual, e a planta cresce sem notar a diferença.</p><h3>Cobertura leve</h3><p>Trituradas ou cortadas, as cortiças <strong>podem funcionar como uma cobertura leve</strong>. Ajudam a cobrir o solo, a reduzir a evaporação e a limitar o crescimento de ervas daninhas.</p><p>Mas atenção: por serem leves,<strong> não é aconselhável usá-los em zonas expostas a chuvas intensas</strong> ou vento forte, pois podem ser deslocados. Funcionam melhor em canteiros delimitados ou vasos grandes.</p><h3>Elementos decorativos</h3><p>Para além da funcionalidade, as rolhas têm um valor estético que pode ser aproveitado. <strong>Podem ser usadas para revestir vasos, criar pequenos objetos decorativos</strong> ou adicionar textura a algum recanto do jardim.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903398147.jpg" data-image="8bj9ifvu61tq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma solução simples para reutilizar rolhas e resolver problemas do dia-a-dia no jardim.</figcaption></figure><p>Não alteram o crescimento das plantas, <strong>mas sim o aspeto geral do espaço</strong>. E, por vezes, isso também conta.</p><h3>Etiquetas para plantas</h3><p>Uma das formas mais práticas de os reutilizar. <strong>A cortiça funciona como uma etiqueta resistente</strong> que não se estraga com a rega nem com as intempéries.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903525536.jpg" data-image="clxyeoobauow" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O sobreiro regenera a sua casca com o tempo, num ciclo que pode repetir-se durante décadas sem prejudicar a árvore.</figcaption></figure><p>Basta colocá-la numa vareta — de madeira ou metal — e <strong>escrever o nome da planta com um marcador indelével</strong>. Ao contrário de outras etiquetas improvisadas, não se deforma nem se apaga facilmente, além de conferir um toque estético simples, mas eficaz.</p><h3>Podem ser compostadas?</h3><p>Sim, mas com algumas nuances. <strong>A cortiça natural é biodegradável, embora a sua decomposição seja lenta</strong>. Uma rolha inteira pode demorar anos a degradar-se. Além disso, apenas as rolhas naturais são compostáveis; as sintéticas não.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903609231.jpg" data-image="6hl1ml2ghqqw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A cortiça natural é biodegradável, mas a sua decomposição é lenta e pode demorar anos.</figcaption></figure><p>Se pretender incorporá-lo no composto, <strong>o melhor é cortá-lo ou triturá-lo para acelerar o processo</strong>. Mesmo assim, não é o material mais eficiente para esse fim, pelo que, muitas vezes, convém dar prioridade à sua reutilização.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html" title="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante">Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html" title="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776631525727_320.jpg" alt="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante"></a></article></aside><p>Não é preciso acumular grandes quantidades <strong>nem embarcar em projetos complexos</strong>. Com apenas algumas rolhas, já é possível resolver detalhes específicos do jardim, como melhorar a drenagem, organizar as plantas ou acrescentar alguma textura. Este tipo de soluções não muda tudo, <strong>mas muda a forma como usamos o que já temos à mão</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-incrivel-jornada-da-rolha-do-vinho-como-chega-a-garrafa-e-porque-vale-a-pena-reutiliza-la-no-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar ganha intensidade e frio de inverno se espalha pelo Brasil com temperaturas abaixo de 0°C e geadas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-intensidade-e-frio-de-inverno-se-espalha-pelo-brasil-com-temperaturas-abaixo-de-0-c-e-geadas.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 18:16:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma intensa massa de ar polar ganha intensidade e traz frio de inverno em boa parte do Brasil, com temperaturas em torno dos 0°C em boa parte da Região Sul. Confira os detalhes da previsão.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava.html">Super El Niño pode estar mais próximo do que se pensava</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa93h16"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa93h16.jpg" id="xa93h16"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A primeira incursão de ar polar do ano surpreendeu no decorrer dos cenários de previsão ao <strong>trazer um frio mais intenso a cada dia</strong> e com maior abrangência pelo Brasil. Algo que no início da semana passada era visto mais restrito ao Sul e leste do Sudeste, trouxe precipitação invernal e, para o início da semana, já pode atingir o Brasil Central o que baixa ainda mais temperaturas sobre o Sul e sobre o Sudeste.</p><p>Com isso, <strong>o potencial de temperaturas negativas em várias localidades aumentou</strong>, juntamente com o potencial de geadas sobre os estados do Sul e parte do Sudeste.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Confira a seguir os mapas e os detalhes da previsão para o início desta semana e saiba o que esperar deste episódio de frio mais intenso até agora.</p><h2>O que esperar do ar polar nos próximos dias</h2><p><strong>A frente fria</strong> atual segue avançando de forma costeira pelo Sudeste e <strong>chega ao sul da Bahia e ao norte do Espírito Santo</strong> na noite desta segunda-feira (11) e madrugada de terça-feira (13). Isso permite que a forte massa de ar polar avance pelo Brasil e espalhe o ar frio por boa parte do país.</p><p>Assim, através da atuação da massa de ar polar, <strong>com seu centro bem no meio da Região Sul</strong>, as temperaturas seguem em queda no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo no Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-intensidade-e-frio-de-inverno-se-espalha-pelo-brasil-com-temperaturas-abaixo-de-0-c-e-geadas-1778433973835.jpg" data-image="hy31rkjavryp" alt="onda de frio; ar polar" title="onda de frio; ar polar"><figcaption>Temperaturas entre o fim da madrugada e o início da manhã da segunda-feira, 11 de maio.</figcaption></figure><p>As temperaturas mínimas diminuem de 3 a 5°C em relação ao registrado neste domingo (10). <strong>No Rio Grande do Sul</strong>, a maioria das localidades registram temperaturas abaixo dos 5°C, com valores de 7 a 11°C no leste do estado. Nas localidades de serra, <strong>a previsão aponta para temperaturas em torno de até -1°C</strong>. <strong>No entanto, há a possibilidade de valores de até 4°C abaixo do que os modelos de previsão estão mostrando</strong> nessas áreas. Nas demais regiões do estado, pode-se registrar 1 a 2°C mais frio. Com isso, <strong>há potencial de geadas de moderada a forte</strong> intensidade em praticamente todo o território gaúcho, com exceção do da região de Porto Alegre, do Sudeste e litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-intensidade-e-frio-de-inverno-se-espalha-pelo-brasil-com-temperaturas-abaixo-de-0-c-e-geadas-1778434047517.jpg" data-image="0ry9fzqafmvg" alt="frio" title="frio"><figcaption>Temperaturas máximas previstas para a segunda-feira, 11 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No estado de Santa Catarina</strong>, o frio também é intenso, <strong>com previsão de mínimas nesta segunda-feira (11) de 0 a -2 no Serra e região do Planalto</strong>, com possibilidade de <strong>temperaturas 4°C mais baixas, atingindo patamares em torno dos -6°C</strong>. Nas áreas do oeste, as mínimas ficam em torno dos 2°C e nas áreas mais elevadas do norte do estado entre 0 e 1°C. Até a região de Blumenau, as temperaturas podem atingir valores de 4°C. Já no faixa leste, os termômetros variam de 5 a 9°C, com 9°C em Florianópolis e 6°C na região de Joinville. Assim, há potencial de geadas em praticamente todo o estado, com exceção da faixa leste.</p><div class="texto-destacado">Boa parte da Região Sul está sob alerta de geadas de moderada a forte intensidade. As áreas sem risco ficam concentradas somente nas regiões próximas do litoral.</div><p><strong>No Paraná</strong>, as mínimas mais altas figuram entre 6 e 8°C entre o oeste e o noroeste. Nas demais regiões as temperaturas no início do dia variam de 0 a 5°C, com possibilidade de 1 a 2°C mais frios, o que traz o potencial de temperaturas negativas no sul do estado. Na região de Curitiba, os termômetros podem marcar valores em torno de 3°C. Assim, mais um estado com potencial e geadas na maior parte do seu território.</p><p>Agora, <strong>na região Sudeste</strong>, as temperaturas mínimas ocorrem no início do dia em boa parte do do estado de São Paulo e de Minas Gerais. No leste paulista, no sul mineiro, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, devido à atuação de frente fria, a umidade segura a quedas temperaturas apesar de já fazer bastante frio. <strong>Com isso, as mínimas ocorrem no fim da noite</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-ganha-intensidade-e-frio-de-inverno-se-espalha-pelo-brasil-com-temperaturas-abaixo-de-0-c-e-geadas-1778434168355.jpg" data-image="1xlnga16ip7g" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperaturas no fim da noite da segunda-feira, 11 de maio. Estás são as mínimas para o leste de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul de Minas Gerais.</figcaption></figure><p>Em questão de valores, as temperaturas mais baixas ocorrem no oeste e centro-sul de São Paulo, variando de 5 a 7°C, com leve risco de geada nas regiões próximas ao norte do Paraná. No fim da noite, <strong>o destaque fica para o frio de 12 e 13°C nas regiões de Campinas e da capital São Paulo, respectivamente</strong>. No Rio de Janeiro, as mínimas variam de 17 a 20°C na região metropolitana da capital e na região serrana, as temperaturas ficam em 14°C. <strong>No sul mineiro, as temperaturas pode atingir os 7 e 8°C</strong>. Já no Espírito Santo, não há nada muito impactante, com valores em torno dos 20°C.</p><p>No Centro-Oeste, <strong>as temperaturas mais baixas variam de 4 a 8°C no sul do Mato Grosso do Sul, com potencial de geada somente no extremo sul do estado</strong>. Nas demais regiões, as temperaturas variam de 9 a 15°C, sendo mais elevadas no centro-norte do Mato Grosso e de Goiás. O patamar de 15°C, atinge o estado de Rondônia e do Acre, configurando o fenômeno de friagem nesses estados da Região Norte.</p><p><strong>Na terça-feira (12)</strong>, a massa de ar polar se estende mais para o Sudeste. O frio intenso continua, mas <strong>as temperaturas mínimas podem subir 1 a 2°C na Região Sul</strong>. Já em São Paulo, as temperaturas caem nesta magnitude,<strong> com 11 a 12°C sendo previsto para a região da capital paulista</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-ganha-intensidade-e-frio-de-inverno-se-espalha-pelo-brasil-com-temperaturas-abaixo-de-0-c-e-geadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As fotografias de alta resolução destacam uma missão histórica e levam as imagens da exploração espacial tripulada aos dispositivos pessoais em todo o mundo. As imagens da Terra, um eclipse lunar e a superfície lunar marcada por crateras fazem parte deste vasto acervo de imagens.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186269296.jpeg" data-image="rx4tf8pm6xwd" alt="Earth Beyond" title="Earth Beyond"><figcaption>Esta imagem foi captada quando a Artemis 2 contornava a face oculta da Lua, com a Terra em forma de crescente a mais de 402,34 quilómetros da nave espacial. Fonte: NASA</figcaption></figure><p><strong>As câmaras de alta resolução da Orion estiveram em plena atividade durante a recente missão de 10 dias da NASA</strong>. Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana, realizaram a primeira viagem de regresso à Lua desde a década de 1970, durante a histórica missão Artemis II, em abril de 2026.</p><p>A tecnologia avançou exponencialmente desde a última missão deste tipo, e a <strong>NASA assegurou que as imagens impressionantes da viagem espacial pudessem ser captadas para que os habitantes da Terra pudessem apreciá-las</strong>. A NASA divulgou algumas imagens de baixa resolução à medida que estas eram recebidas pela tripulação, mas as limitações na transferência de dados através do cosmos restringiram o fluxo de imagens em tempo real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186498605.jpeg" data-image="fk4wkgvtv1oy" alt="Long Exposure Image" title="Long Exposure Image"><figcaption>Os astronautas da missão Artemis 2 utilizaram provavelmente uma exposição prolongada para captar estrelas distantes. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Agora que os cartões SD físicos regressaram à Terra, a NASA divulgou milhares de imagens impressionantes em alta resolução captadas pelos quatro astronautas. <strong>São mais de 12 000 imagens, todas disponíveis gratuitamente em várias resoluções no portal da NASA <a href="https://eol.jsc.nasa.gov/SearchPhotos/" target="_blank">Gateway to Astronaut Photography</a> of Earth</strong>.</p><h2>Vistas da Lua: luz e escuridão</h2><p>Uma aproximação à Lua permitiu aos astronautas captar as características geológicas da superfície lunar com um detalhe impressionante. Estas imagens serão fundamentais para identificar <strong>locais de aterragem ideais para futuras missões Artemis</strong>, bem como para uma <strong>futura base na superfície lunar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186657183.jpeg" data-image="w74ozfgluhq1" alt="Orientale basin" title="Orientale basin"><figcaption>A bacia Orientale tem cerca de 965 km de largura e formou-se há aproximadamente 3,8 a 3,9 mil milhões de anos. O impacto de um grande asteroide ou cometa escavou uma cavidade na crosta lunar, derretendo a rocha e provocando inundações vulcânicas. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Na superfície marcada por crateras destacam-se características geológicas importantes, incluindo <strong>a proeminente bacia Orientale. A cratera de impacto tem 965 km de largura</strong> e situa-se numa zona de transição entre o lado iluminado e o lado escuro da Lua (visto da Terra). Uma imagem com um ângulo de visão mais amplo mostra a escala da cratera em relação à superfície lunar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186971414.jpeg" data-image="9bynptkpuxfq" alt="Orientale from Afar" title="Orientale from Afar"><figcaption>A bacia Orientale contrasta fortemente com o resto da superfície lunar. A rocha vulcânica rica em ferro cria um contraste mais escuro em relação às terras altas circundantes. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>O relevo acidentado da superfície lunar é evidente numa imagem notável do lado oculto, à medida que o sol cintilante brilha ao longo do terminador lunar. <strong>As cadeias montanhosas lunares e as bordas das crateras realçam o relevo irregular da Lua</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778187129995.jpeg" data-image="twh83pthle4c" alt="Solar Eclipse" title="Solar Eclipse"><figcaption>O Sol passa por trás da Lua num eclipse solar visível apenas a partir de um ponto específico. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>À medida que a cápsula Orion contornava para o lado oposto, a<strong> tripulação teve o privilégio de assistir a um eclipse solar com a Lua no centro</strong>. Com o Sol obscurecido e iluminado por trás pela Lua, algumas estrelas começaram a surgir do vazio.</p><h2>Imagens de casa</h2><p>Antes de desaparecer por baixo do horizonte lunar, a tripulação testemunhou o pôr-do-sol espetacular do seu ponto de origem. Captadas a quase 400 000 km de casa, <strong>a tripulação testemunha a Terra em forma de crescente a pôr-se no meio do primeiro plano lunar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778187250084.jpeg" data-image="iq5gu894tub3" alt="&quot;Earthset&quot;" title="&quot;Earthset&quot;"><figcaption>A Terra põe-se por trás da superfície lunar enquanto a tripulação viaja para o lado oculto da Lua. A última missão a percorrer tal distância foi a Apollo 13, em 1970. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>O catálogo de imagens está repleto de centenas de fotografias da Terra. Uma imagem única mostra <strong>a perspetiva da especialista de missão Christina Koch enquanto contempla o seu planeta natal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778187406391.jpg" data-image="1bj0n3q1pgo7" alt="Koch and Earth" title="Koch and Earth"><figcaption>A especialista de missão Christina Koch observa a Terra a partir da janela da cápsula espacial Orion. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Este momento, captado a meio do caminho da sua viagem à Lua, leva Koch e o resto da tripulação <strong>mais longe no espaço do que qualquer outro ser humano desde as missões Apollo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De Huacalera a Tolhuin: as 56 cidades da Argentina que se candidataram ao prêmio Melhores Vilarejos Turísticos de 2026]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/de-huacalera-a-tolhuin-as-56-cidades-da-argentina-que-se-candidataram-ao-premio-melhores-vilarejos-turisticos-de.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 14:24:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Diferentemente de outros prêmios, esta competição promovida pelo Turismo da ONU não busca os destinos mais bem localizados ou aqueles com as atrações mais bem avaliadas, mas sim aqueles que se destacam por sua identidade e comunidade rural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-huacalera-a-tolhuin-estos-son-los-56-pueblos-de-argentina-que-se-postularon-para-los-best-tourism-villages-1778247762617.jpg" data-image="68uxurytn0rb" alt="Tolhuin, uma das cidades argentinas indicadas para a edição de 2026 do prêmio Melhores Vilarejos Turísticos." title="Tolhuin, uma das cidades argentinas indicadas para a edição de 2026 do prêmio Melhores Vilarejos Turísticos."><figcaption>Tolhuin, uma das cidades argentinas indicadas para a edição de 2026 do prêmio Melhores Vilarejos Turísticos.</figcaption></figure><p>A Argentina bateu um recorde histórico com 56 cidades de 19 províncias indicadas ao prêmio Melhores Vilarejos Turísticos de 2026.<strong> Essa iniciativa da Organização das Nações Unidas para o Turismo reconhece destinos rurais</strong> que melhor preservam sua identidade cultural, tradições e paisagens naturais de forma sustentável.</p><p><strong>Este é um marco histórico para o país</strong>, representando o maior número de inscrições desde o início do programa em 2021. A partir dessa lista de pré-candidatos, a Secretaria Nacional de Turismo e Meio Ambiente <strong>selecionará as 8 cidades finalistas</strong> que representarão oficialmente a Argentina perante a organização internacional.</p><p>Este programa já reconheceu em <strong>edições anteriores o charme de recantos argentinos</strong> como La Carolina (San Luis), Caspalá e Maimará (Jujuy) e Carlos Pellegrini (Corrientes), aumentando consideravelmente sua visibilidade e o desenvolvimento do turismo local.</p><h2>Chamada de propostas com um ADN federal e sustentável</h2><p>Segundo fontes da Secretaria Nacional de Turismo e Meio Ambiente, a edição deste ano destaca-se pelas candidaturas de todas as regiões do país, demonstrando uma ampla representação territorial e cultural: <strong>as inscrições abrangem desde o litoral atlântico até a cordilheira</strong>, da floresta tropical de Misiones à puna e ao fim do mundo.</p><div class="texto-destacado">Diferentemente de outros prêmios, este não se concentra em competir por infraestrutura de grande porte. Este programa não busca os destinos mais consolidados ou aqueles com as atrações mais prestigiosas.</div><p>A balança pende completamente para o valor da comunidade, do trabalho local, da autenticidade e da preservação da própria história.</p><p>Este reconhecimento distingue destinos rurais com baixa densidade populacional que se destacam pela <strong>sua ligação com os recursos naturais e culturais</strong>, pelo desenvolvimento da sua oferta de serviços turísticos e pela implementação de iniciativas sustentáveis e inovadoras.</p><h3>As 56 cidades da Argentina que buscam um lugar na lista das Melhores Vilas Turísticas de 2026</h3><p>Estas são as aldeias nomeadas para o prémio de Melhores Aldeias Turísticas de 2026, que procuram mostrar a sua identidade local ao mundo:</p><ul><li><strong>Buenos Aires:</strong> Mar de las Pampas, Ilha Martín García, Sierra de la Ventana, Carhué e Coronel Vidal.</li><li><strong>Chubut:</strong> Dolavon, Puerto Pirámides, Gualjaina, Río Mayo, Sarmiento e El Maitén.</li><li><strong>Córdoba:</strong> La Cumbrecita, Villa General Belgrano, Los Reartes e La Cumbre.</li><li><strong>Corrientes:</strong> Concepción del Yaguareté Corá, Caá Catí, Loreto e Santa Ana.</li><li><strong>Entre Ríos:</strong> Pueblo General Belgrano, Villa Urquiza y Ubajay.</li><li><strong>Formosa:</strong> Herradura.</li><li><strong>Jujuy: </strong>Huacalera, El Fuerte, San Antonio e San Francisco de Alfarcito.</li><li><strong>La Pampa: </strong>Macachín y Victorica.</li><li><strong>La Rioja:</strong> Olta, Villa Sanagasta e Banda Florida.</li><li><strong>Mendoza:</strong> Las Loicas, Bardas Blancas e Villa 25 de Mayo.</li><li><strong>Misiones:</strong> Colonia Alberdi, Colonia Guaraní, Puerto Libertad, San Ignacio e Capioví.</li><li><strong>Neuquén: </strong>Varvarco.</li><li><strong>Salta: </strong>San Carlos, Cachi e Molinos.</li><li><strong>San Juan: </strong>Calingasta.</li><li><strong>San Luis:</strong> Lujan, El Trapiche, Villa del Carmen, San José del Morro e San Francisco del Monte de Oro.</li><li><strong>Santa Cruz:</strong> Puerto San Julián e Perito Moreno.</li><li><strong>Santa Fe: </strong>Cañada Rosquín e Zenon Pereyra.</li><li><strong>Tierra del Fuego:</strong> Tolhuin.</li><li><strong>Tucumán: </strong>Tafí del Valle.</li></ul><p>Qual o próximo passo rumo ao reconhecimento global? O processo está agora entrando em sua fase decisiva: a Secretaria Nacional de Turismo e Meio Ambiente, por meio de <strong>uma equipe de avaliação</strong>, será responsável por filtrar as candidaturas e selecionar as oito melhores cidades turísticas desse grupo, que representarão o país na edição internacional deste ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-huacalera-a-tolhuin-estos-son-los-56-pueblos-de-argentina-que-se-postularon-para-los-best-tourism-villages-1778248040240.jpg" data-image="660mpf4pvlz6" alt="San Francisco de Alfarcito" title="San Francisco de Alfarcito"><figcaption>San Francisco de Alfarcito, um recanto de Jujuy que também competirá para ser uma das melhores cidades turísticas do mundo.</figcaption></figure><p>Uma vez selecionadas como finalistas, as vilas turísticas serão avaliadas pelo Turismo das Nações Unidas, com o objetivo de alcançar o mais alto reconhecimento global: <strong>tornar-se uma das melhores vilas turísticas</strong> do mundo. Entre outubro e dezembro de 2026, a ONU anunciará quais dessas vilas receberão a prestigiosa designação global de "Melhor Vila Turística".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/de-huacalera-a-tolhuin-as-56-cidades-da-argentina-que-se-candidataram-ao-premio-melhores-vilarejos-turisticos-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Insetos abaixo de zero: Projeto internacional busca entender como o cérebro funciona em temperaturas extremamente baixas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/insetos-abaixo-de-zero-projeto-internacional-busca-entender-como-o-cerebro-funciona-em-temperaturas-extremamente-baixas.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 13:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O projeto reunirá pesquisadores do Chile, dos Estados Unidos, do Canadá e da China para estudar como certos insetos mantêm seu sistema nervoso ativo mesmo em temperaturas congelantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/insectos-bajo-cero-proyecto-internacional-busca-entender-como-funciona-el-cerebro-en-frio-extremo-1778162522269.jpg" data-image="snqvcu2fouid" alt="Atividade de insetos e cérebro" title="Atividade de insetos e cérebro"><figcaption>A pesquisa acaba de receber financiamento do Programa de Ciência da Fronteira Humana (HFSP), uma das iniciativas científicas mais competitivas do mundo. Crédito da imagem: UACh.</figcaption></figure><p>O frio extremo aparece frequentemente nas notícias como uma ameaça: tempestades polares, geleiras em recuo ou pessoas tentando suportar temperaturas impossíveis. Mas, em meio a essa paisagem hostil, pequenas criaturas fazem algo surpreendente: <strong>continuam se movendo como se o gelo não fosse um obstáculo.</strong></p><p>Algumas moscas que vivem nas montanhas geladas da América do Norte ou nos Campos de Gelo do Norte do Chile<strong> desenvolveram mecanismos biológicos que intrigam cientistas de quatro países atualmente</strong>.</p><p>Compreender como esses animais conseguem manter seu sistema nervoso ativo em <strong>temperaturas abaixo de zero é o foco de um novo projeto internacional</strong> do qual participa a Universidade Austral do Chile (UACh), sediada em Valdivia.</p><h2>Insetos que desafiam o congelamento</h2><p>Existem organismos que transformam o impossível em um simples ato rotineiro. Enquanto muitos animais ficam imóveis ou morrem em temperaturas extremas, certos insetos continuam se movendo mesmo abaixo de zero.</p><p>É exatamente isso que esta equipe internacional quer entender: quais <strong>mecanismos celulares e nervosos</strong> permitem que alguns insetos resistam ao frio sem perder a mobilidade.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para isso, eles estudarão diferentes espécies de moscas encontradas em áreas extremas dos Estados Unidos e também nos Campos de Gelo do Norte do Chile, um dos territórios mais frios e isolados da América do Sul.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Os insetos, embora pequenos, têm ajudado a responder a questões importantíssimas</strong> na medicina e na biologia há décadas. Pesquisas anteriores com esses animais nos permitiram compreender tudo, desde o funcionamento das sinapses neuronais até os mecanismos associados a arritmias cardíacas ou processos de desintoxicação.</p><h2><strong>Do gelo da Patagônia à sala de cirurgia</strong></h2><p>O mais surpreendente nesta pesquisa é que seus resultados podem ir muito além dos insetos.</p><p>Segundo Sebastián Brauchi, pesquisador da Faculdade de Medicina da UACh, entender como <strong>alguns organismos mantêm sua atividade nervosa em temperaturas extremas </strong>pode abrir caminho para futuras aplicações médicas.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/insectos-bajo-cero-proyecto-internacional-busca-entender-como-funciona-el-cerebro-en-frio-extremo-1778162921412.jpg" data-image="wwoukw0p2g72" alt="cirurgia cerebral" title="cirurgia cerebral"><figcaption>Uma dessas aplicações médicas estaria relacionada a cirurgias cerebrais complexas, onde certas áreas do sistema nervoso precisam permanecer funcionais apesar do uso de frio controlado.</figcaption></figure><p>“Acreditamos que, ao entendermos como <strong>alguns insetos conseguem se mover em temperaturas abaixo de zero</strong>, seremos capazes de encontrar soluções moleculares para manter a atividade nervosa quando necessário”, disse o pesquisador.</p><h2>Ciência do extremo sul</h2><p>Na área científica, <strong>a obtenção de financiamento internacional de alto nível pode levar anos.</strong> O Programa de Ciência da Fronteira Humana (HFSP) é um desses programas em que a aprovação já é uma exceção.</p><div class="texto-destacado">A HFSP explica em seu site oficial que suas bolsas visam apoiar pesquisas internacionais capazes de responder a perguntas que um único laboratório não conseguiria abordar sozinho.</div><p>A premiação não passou despercebida. Como explicou Brauchi, não havia registros desde 2000 de uma bolsa do HFSP concedida a cientistas chilenos que realizassem suas pesquisas no país.</p><p><strong>“Acho particularmente interessante que ambos os prêmios tenham vindo para Valdivia</strong>”, comentou o pesquisador, lembrando que o último projeto desse tipo no Chile foi conquistado em 1999 com o Prêmio Nacional de Ciências Ramón Latorre, também na capital de Los Ríos.</p><p>Do extremo sul do continente, <strong>um laboratório chileno fará parte de um projeto de pesquisa que conecta neurociência, evolução e adaptação climática</strong>. Uma história em que o frio deixa de ser apenas uma barreira e se torna uma pista biológica que pode nos ajudar a entender melhor como a vida funciona quando tudo parece congelar.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>José Luis Gómez/ DIRCOM UACh. (2026). <a href="https://diario.uach.cl/proyecto-internacional-investigara-limites-fisiologicos-al-frio-con-insectos-de-zonas-extremas/" target="_blank">Proyecto internacional investigará límites fisiológicos al frío con insectos de zonas extremas.</a> Comunicado publicado en la web de la institución.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/insetos-abaixo-de-zero-projeto-internacional-busca-entender-como-o-cerebro-funciona-em-temperaturas-extremamente-baixas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Padrões da linguagem podem ser explicados com ajuda da Física e Inteligência Artificial]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 12:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores aplicaram ideias da física de partículas para entender como padrões linguísticos se espalham no tempo e no espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial-1778359449956.png" data-image="t6n022gjv3x2" alt="A Física Estatística junto com a Inteligência Artificial pode ajudar a entender como palavras, sotaques e dialetos mudam entre gerações e regiões ao longo do tempo." title="A Física Estatística junto com a Inteligência Artificial pode ajudar a entender como palavras, sotaques e dialetos mudam entre gerações e regiões ao longo do tempo."><figcaption>A Física Estatística junto com a Inteligência Artificial pode ajudar a entender como palavras, sotaques e dialetos mudam entre gerações e regiões ao longo do tempo.</figcaption></figure><p>A evolução da linguagem ao longo do tempo e entre diferentes regiões é um processo complexo e difícil de modelar de forma exata. <strong>Palavras, sotaques e dialetos mudam continuamente devido a fatores culturais, sociais, históricos e geográficos que interagem de maneira não linear.</strong> Diferentemente de sistemas simples, não existe uma equação única capaz de prever exatamente como uma língua evoluirá. Além disso, padrões linguísticos se espalham de forma desigual entre populações e regiões. Isso faz com que a linguagem seja tratada como um sistema dinâmico e probabilístico. </p><p>À primeira vista, pode parecer estranho utilizar uma Ciência Exata como a Física para estudar linguagem. No entanto, a Física possui áreas dedicadas à análise estatística e probabilística de sistemas complexos. <strong>A Física Estatística, por exemplo, investiga como padrões coletivos surgem da interação entre muitos elementos individuais. </strong>Esse tipo de abordagem já é usado para descrever fenômenos na Meteorologia, Medicina e Geografia. Assim, a Física contemporânea não depende apenas de previsões determinísticas, mas também de distribuições de probabilidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026">PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em.html" title="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsia-inteligencia-artificial-preve-5-5-mil-km-sob-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em-1770659226255_320.jpg" alt="PrevisIA: Inteligência artificial prevê 5,5 mil km² sob risco de desmatamento na Amazônia em 2026"></a></article></aside><p>Com base nessa ideia, pesquisadores combinaram conceitos da Física Estatística com Inteligência Artificial (IA) para investigar como padrões linguísticos surgem e evoluem. <strong>O modelo utiliza métodos probabilísticos para identificar padrões na propagação de palavras, sotaques e dialetos entre populações. </strong>Técnicas de IA ajudam a processar grandes volumes de dados linguísticos e encontrar correlações difíceis de detectar manualmente. Na Física, isso equivale a estudar como padrões se propagam no tempo e no espaço. </p><h2>Inteligência artificial e padrões</h2><p>A IA é eficiente em identificar padrões complexos em grandes volumes de dados. <strong>Modelos de aprendizado de máquina conseguem analisar relações entre variáveis sem que todas as regras precisem ser explicitamente programadas.</strong> Durante o treinamento, os algoritmos ajustam parâmetros internos para reconhecer padrões, correlações e estruturas ocultas nos dados. Isso permite detectar padrões que seriam difíceis de perceber manualmente, especialmente em sistemas não lineares e multidimensionais. </p><div class="texto-destacado">Redes neurais profundas, por exemplo, conseguem extrair representações de informação em imagens, linguagem e séries temporais. </div><p>Além de reconhecer padrões existentes, a IA também pode ajudar a entender como esses padrões evoluem ao longo do tempo. <strong>Modelos probabilísticos conseguem aprender dinâmicas temporais e espaciais presentes nos dados, permitindo previsões e identificação de tendências.</strong> Em linguagem, por exemplo, a IA pode detectar mudanças de vocabulário, sotaques e estruturas gramaticais entre diferentes regiões e gerações. A principal vantagem está na capacidade de lidar simultaneamente com milhões de variáveis correlacionadas. </p><h2>Como a Física pode ajudar?</h2><p>A Física possui uma área dedicada ao estudo de sistemas complexos, que investiga como comportamentos coletivos surgem da interação entre muitos elementos individuais. <strong>Esses sistemas geralmente apresentam dinâmica não linear, sensibilidade a condições iniciais e propriedades difíceis de prever de forma exata. </strong>Esse tipo de modelagem já é aplicado em áreas como eletromagnetismo, turbulência, dinâmica atmosférica e formação de estruturas cósmicas. Em Meteorologia, por exemplo, a atmosfera é tratada como um sistema complexo altamente acoplado e probabilístico. </p><p>A ideia é que a mesma lógica pode ser aplicada a fenômenos sociais e linguísticos.<strong> Os sistemas complexos estão presentes praticamente em todas as áreas do conhecimento. </strong>Em linguagem, interações entre indivíduos produzem padrões coletivos que evoluem no tempo e variam entre populações. A Física modela essas interações usando conceitos como transições de fase, difusão, redes e dinâmica estatística. Isso permite estudar como palavras, sotaques e dialetos surgem, se espalham e desaparecem em diferentes regiões. </p><h2>Padrões de linguagem</h2><p>Um pesquisador usou a combinação entre Física e IA para entender como a linguagem está evoluindo entre regiões e entre gerações. Como um sistema complexo que evolui no tempo e no espaço. <strong>A linguagem pode ser tratada matematicamente como um fenômeno influenciado por densidade populacional, isolamento geográfico e interação social.</strong> O estudo mostra que certas palavras se difundem como ondas através das regiões, enquanto outras permanecem restritas localmente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial-1778359490850.png" data-image="78hy7g23vsyx" alt="A linguagem pode ser tratada como um sistema complexo, onde interações entre pessoas geram padrões coletivos que podem ser modelados matematicamente." title="A linguagem pode ser tratada como um sistema complexo, onde interações entre pessoas geram padrões coletivos que podem ser modelados matematicamente."><figcaption>A linguagem pode ser tratada como um sistema complexo, onde interações entre pessoas geram padrões coletivos que podem ser modelados matematicamente.</figcaption></figure><p>Usando levantamentos de dialetos e bases históricas, um pesquisador conseguiu criar um modelo que consegue acompanhar como determinadas expressões aumentam ou diminuem de popularidade.<strong> A disseminação de algumas palavras mostra como termos locais podem se espalhar rapidamente ao longo do tempo como visto em regiões dos Estados Unidos.</strong> Em contrapartida, algumas regiões mantêm variantes próprias devido ao isolamento geográfico e à forte identidade linguística local. Isso foi observado em partes da Inglaterra, onde certas palavras resistiram mesmo diante de outras variantes.</p><h2>O que é Física Estatística?</h2><p><strong>Tanto em trabalhos para analisar sistemas complexos quanto no uso de modelos de difusão na área de IA há uma forte influência da Física Estatística.</strong> Ela é o ramo da Física que estuda sistemas formados por um grande número de componentes interagindo entre si, utilizando ferramentas probabilísticas e estatísticas. Em vez de descrever individualmente cada partícula ou elemento do sistema, essa abordagem busca estudar o comportamento coletivo. </p><p>Grandezas como temperatura, pressão e entropia surgem justamente dessa descrição estatística de muitos constituintes microscópicos. <strong>A área combina Mecânica Clássica, Mecânica Quântica e Teoria das Probabilidades para modelar sistemas complexos. </strong>Assim, a Física estatística permite prever padrões globais mesmo em sistemas aparentemente caóticos. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Burridge 2026 <a href="https://journals.aps.org/pre/abstract/10.1103/7f86-mxf2" target="_blank">Statistical field theory for dialectology</a> Physical Review E</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/padroes-da-linguagem-podem-ser-explicados-com-ajuda-da-fisica-e-inteligencia-artificial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma nova tendência de viagens está a redefinir as férias: dar prioridade ao mar em detrimento de itinerários sobrecarregados. Um estudo global revela os destinos com as melhores condições para nadar durante todo o ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-la-isla-con-el-mar-mas-increible-del-mundo-para-nadar-en-aguas-turquesas-1778074327240.jpg" data-image="gxzzmkdxdtyp" alt="Gili Trawangan Indonesia" title="Gili Trawangan Indonesia"><figcaption>O estudo utilizou como referência o intervalo de temperatura ideal para a natação recreativa.</figcaption></figure><p>À medida que o turismo de bem-estar ganha terreno em todo o mundo, cada vez mais viajantes optam por experiências que proporcionam descanso e recuperação, em vez de agendas sobrecarregadas. Neste contexto, uma nova forma de viajar está a ganhar força: <strong>as "férias de natação", um conceito que coloca o mar no centro da experiência</strong>.</p><p>Longe das rotas turísticas clássicas, esta tendência convida os viajantes a planear a sua viagem em torno do contacto com a água. O objetivo não é apenas relaxar, mas também<strong> incorporar uma atividade física acessível e benéfica em ambientes naturais</strong>.</p><h2>Benefícios do mar: saúde física e mental</h2><p>O encanto deste tipo de escapadela é evidente. <strong>Nadar no mar está amplamente associado a múltiplos benefícios para a saúde</strong>. Desde melhorar a circulação sanguínea até reduzir o stress, o contacto com a água salgada é considerado uma das formas mais simples e eficazes de se manter ativo durante uma viagem.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Here you go: Gili Trawangan Island in Indonesia (the one west) as seen by <a href="https://twitter.com/hashtag/Sentinel2?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Sentinel2</a> ️, and in situ <a href="https://t.co/BQ2dSlEnSj">pic.twitter.com/BQ2dSlEnSj</a></p>— Copernicus EU (@CopernicusEU) <a href="https://twitter.com/CopernicusEU/status/1036321799305396232?ref_src=twsrc%5Etfw">September 2, 2018</a></blockquote></figure><p>No entanto,<strong> nem todos os destinos de praia oferecem as mesmas condições</strong>. Fatores como o vento, a cobertura de nuvens ou a intensidade da radiação solar podem influenciar significativamente a experiência. Mesmo em locais conhecidos, o mar pode revelar-se menos agradável, dependendo da época do ano.</p><h2>Um ranking global para ajudar os viajantes a fazerem melhores escolhas</h2><p>Para ajudar os viajantes a encontrar destinos com condições ideais para nadar, a agência de viagens CV Villas, sediada em Londres, <strong>analisou mais de 100 destinos costeiros em todo o mundo</strong>.</p><p>O estudo utilizou como referência o intervalo de temperatura ideal para a natação recreativa recomendado pela Organização Mundial de Saúde, entre 26 e 30 °C. A partir daí, foram avaliadas variáveis como a <strong>temperatura anual do mar, a velocidade do vento, a cobertura de nuvens e o índice de radiação UV</strong>.</p><p>Todos estes fatores foram combinados num índice denominado "Swimmable Seas Score", com uma pontuação máxima de 100, que mede <strong>a adequação e a consistência das condições de natação ao longo do ano em cada destino</strong>.</p><h2>Ásia e África lideram o ranking</h2><p>Os resultados revelam uma tendência clara: <strong>os melhores destinos para este tipo de turismo concentram-se na Ásia e na África Oriental</strong>. Nestas regiões, as temperaturas do mar mantêm-se quentes ao longo do ano, com poucas variações sazonais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-la-isla-con-el-mar-mas-increible-del-mundo-para-nadar-en-aguas-turquesas-1778074435725.jpg" data-image="cvo7mn9kblnb" alt="Gili Trawangan Indonesia" title="Gili Trawangan Indonesia"><figcaption>As ilhas dominam o ranking: mais de metade dos 15 primeiros lugares são ocupados por destinos insulares.</figcaption></figure><p><strong>Gili Trawangan, na Indonésia, ocupa o primeiro lugar com uma pontuação de 78,6 em 100</strong>. Este pequeno paraíso tropical sem carros, situado ao largo da ilha de Lombok, destaca-se pelas suas águas cristalinas e protegidas, ideais para nadar em praticamente qualquer época do ano.</p><p>O Egito ocupa o segundo e o terceiro lugares no ranking com dois destinos emblemáticos do Mar Vermelho: <strong>Sharm El Sheikh e Hurghada</strong>. Ambos são conhecidos pelas suas águas quentes e condições estáveis, tornando-os opções fiáveis para quem procura uma experiência aquática tranquila.</p><h2>Ausências notáveis e o caso das Caraíbas</h2><p>Uma das conclusões mais marcantes do relatório é <strong>a ausência total de destinos dos Estados Unidos no ranking</strong>. Isto reflete como as variações sazonais e as condições variáveis podem limitar a possibilidade de nadar no mar ao longo do ano. </p><p>Entretanto, as Caraíbas — tradicionalmente associadas a praias paradisíacas — têm apenas uma presença limitada. Apenas dois destinos entraram na lista: <strong>Negril, na Jamaica, e Cockburn Town, nas Ilhas Turcas e Caicos</strong>. Isto mostra que, mesmo em regiões conhecidas pelo seu encanto costeiro, as condições ideais nem sempre são garantidas de forma consistente.</p><h2>Ilhas e costas abrigadas assumem o protagonismo</h2><p>De um modo geral, as ilhas dominam o ranking: <strong>mais de metade dos 15 primeiros lugares correspondem a destinos insulares</strong>. Isto não é por acaso. As costas abrigadas, os recifes de coral e as lagoas contribuem para criar águas mais calmas e temperaturas mais estáveis.</p><p>O Mediterrâneo também se destaca com resultados sólidos, <strong>especialmente em destinos na Turquia e no Chipre</strong>, onde as condições favorecem a natação durante grande parte do ano.</p><h3>Uma nova forma de viajar</h3><p>As "férias de natação" refletem uma mudança mais ampla na forma como o turismo é entendido. O foco já não está apenas na descoberta de novos locais, mas sim <strong>na forma como esses destinos contribuem para o bem-estar físico e mental.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="ht" dir="ltr"> Nissi Beach, Ayia Napa, Cyprus <a href="https://t.co/9akHNsVO7r">pic.twitter.com/9akHNsVO7r</a></p>— Beauty of Nature (@NaturalEye78321) <a href="https://twitter.com/NaturalEye78321/status/2043212275843215855?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote></figure><p>Num mundo cada vez mais acelerado, <strong>mergulhar no mar</strong> —literalmente— torna-se uma forma de desligar, recarregar baterias e reconectar-se com o que mais importa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>