<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 27 Jul 2026 21:20:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 21:20:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Frente fria traz virada no tempo em SP e RJ: chuva e queda de 10°C na temperatura]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-virada-no-tempo-em-sp-e-rj-chuva-e-queda-de-10-c-na-temperatura.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 20:27:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira metade desta semana terá tempo firme e calor de até 38°C em São Paulo e no Rio de Janeiro. A partir da noite de quarta-feira (29) uma frente fria traz pancadas isoladas e queda das temperaturas em ambos os estados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasmgzm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasmgzm.jpg" id="xasmgzm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os estados de<strong> São Paulo</strong> e do <strong>Rio de Janeiro</strong> estão sob a influência de uma <strong>massa de ar quente e seco</strong>, que está mantendo o tempo firme, com predomínio de Sol e <strong>calor até 10°C acima da média</strong> para esta época. </p><p>As temperaturas <strong>máximas passam facilmente dos 30°C</strong> e chegam em torno dos 37°C/38°C em ambos os territórios <strong>até o meio desta semana</strong>, porém isso logo vai mudar.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Entre a <strong>noite de quarta-feira (29) e a quinta-feira (30)</strong> uma <strong>fraca frente fria</strong> vai passar pela região, levando <strong>pancadas de chuva isoladas</strong> para os dois estados, mas <strong>sem risco de tempestades</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Tempo firme e calor intenso na primeira metade da semana</h2><p><strong>Hoje</strong>, segunda-feira (27), <strong>já faz calor</strong> nos estados de <strong>São Paulo</strong> e do <strong>Rio de Janeiro</strong>, com temperaturas máximas oscilando principalmente entre 27°C e 30°C, mas podendo chegar aos <strong>33°C no noroeste paulista</strong>. </p><p>No mapa abaixo podemos observar a abrangência da massa de ar quente e seco que está atuando sobre a região, mantendo as temperaturas elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-virada-no-tempo-em-sp-e-rj-chuva-e-queda-de-10-c-na-temperatura-1785172159470.jpg" data-image="ozcz5gh7oxay"><figcaption>Anomalias de temperatura máxima do ar (em °C) em superfície para a quarta-feira (29), mostrando a abrangência da massa de ar quente com temperaturas até 10°C acima da média.</figcaption></figure><p>Atenção também para a<strong> baixa umidade relativa do ar</strong>, que vai afetar as partes oeste, norte e leste de São Paulo, incluindo a capital, e o centro-sul do Rio de Janeiro <strong>entre esta terça (28) e a quarta-feira (29)</strong>.</p><p>Nestas áreas os níveis ficam <strong>abaixo dos 30%</strong> (considerados críticos à saúde), mas podem até cair para os <strong>16% no noroeste paulista</strong>.</p><div class="texto-destacado">São Paulo e Rio de Janeiro terão predomínio de sol e calor de até 38°C até esta quarta-feira (29). Após, uma frente fria traz pancadas de chuva isoladas e uma queda das temperaturas.</div><p>Contudo, o <strong>calor ganha força entre esta terça-feira (28) e a quarta (29)</strong> devido à condição pré-frontal, ou seja, antes da passagem da frente fria pela região.</p><p>As temperaturas <strong>máximas</strong> passam facilmente dos 30°C em praticamente todas as áreas dos dois estados, e chegam aos <strong>37°C/38°C no noroeste de São Paulo </strong>e aos <strong>36°C/37°C no sul e Região Metropolitana do Rio de Janeiro</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-virada-no-tempo-em-sp-e-rj-chuva-e-queda-de-10-c-na-temperatura-1785172182099.jpg" data-image="pbgdl5itwuhi"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para a quarta-feira (29) mostrando temperaturas bem elevadas em São Paulo e no Rio de Janeiro.</figcaption></figure><p>Nas <strong>capitais</strong>, as temperaturas máximas até quarta-feira (29) variam de 3<strong>0°C a 32°C em São Paulo</strong> e de <strong>28°C a 32°C no Rio de Janeiro</strong>.</p><h2>Chuva e diminuição das temperaturas na segunda metade da semana</h2><p>Vale destacar aqui que<strong> a frente fria será fraca</strong> e não trará risco de chuva intensa e volumosa, nem de tempestades. Serão mais pancadas rápidas e isoladas, e de fraca a moderada intensidade.</p><p>De qualquer forma, a mudança no tempo começa na <strong>noite de quarta-feira (29)</strong><strong>,</strong> com <strong>pancadas de moderada intensidade </strong>no<strong> oeste e região de Presidente Prudente</strong>, em São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-virada-no-tempo-em-sp-e-rj-chuva-e-queda-de-10-c-na-temperatura-1785173439602.png" data-image="6pj41b96p1ri"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons acinzentados) para quinta-feira (30) de madrugada à esquerda e à tarde à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> A <strong>quinta-feira (30)</strong> terá bastante nebulosidade em todo o estado de São Paulo durante a manhã e à tarde. À noite, o céu fica limpo. No Rio de Janeiro, céu com algumas nuvens ao longo do dia e aumento da nebulosidade à noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco.html" title="Tempo muda rapidamente no RS com alerta de chuvas de 150 mm, veja as áreas em risco">Tempo muda rapidamente no RS com alerta de chuvas de 150 mm, veja as áreas em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco.html" title="Tempo muda rapidamente no RS com alerta de chuvas de 150 mm, veja as áreas em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco-1785154402580_320.jpg" alt="Tempo muda rapidamente no RS com alerta de chuvas de 150 mm, veja as áreas em risco"></a></article></aside><p>Em <strong>São Paulo</strong>, durante a madrugada e a<strong> manhã esperam-se pancadas moderadas</strong> pontuais em áreas do <strong>oeste e</strong> do<strong> centro</strong>. Ao longo da <strong>tarde e à noite, chuvas fracas e isoladas no leste</strong>. Na capital, pequena chance de chuva isolada.</p><p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, <strong>chuvas fracas e isoladas entre a tarde e à noite</strong>. Na capital fluminense, baixa chance de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-virada-no-tempo-em-sp-e-rj-chuva-e-queda-de-10-c-na-temperatura-1785174136347.jpg" data-image="mviglj1f56j3"><figcaption>Previsão de rajadas de vento (em km/h) para a tarde (14h) de quarta-feira (29), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> E mais um detalhe: entre a manhã e a tarde de <strong>quarta-feira (29)</strong>, com a aproximação do sistema, há risco de<strong> rajadas de vento</strong> em torno dos 50 km/h no <strong>leste de São Paulo</strong>, que podem pontualmente atingir os <strong>60 km/h na Região Metropolitana e na Baixada Santista</strong>.</p><p>O sistema frontal também provocará uma breve <strong>queda das temperaturas</strong>, especialmente no <strong>centro-leste de São Paulo</strong>, e que será mais sentida nas máximas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-virada-no-tempo-em-sp-e-rj-chuva-e-queda-de-10-c-na-temperatura-1785174816976.jpg" data-image="on8iks6oq3bl"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (em °C) para a tarde de quinta-feira (30).</figcaption></figure><p>Na <strong>tarde </strong>(15h) de <strong>quinta-feira (30)</strong> as temperaturas vão variar<strong> entre 17°C e 22°C</strong> nestas áreas paulistas, deixando uma leve sensação de friozinho. Na capital, a máxima do dia será de 21°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-virada-no-tempo-em-sp-e-rj-chuva-e-queda-de-10-c-na-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente ganha força: temperaturas chegam aos 40°C com umidade crítica de 20%]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-ganha-forca-temperaturas-chegam-aos-40-c-com-umidade-critica-de.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 19:27:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ar quente ganha força no Centro-Oeste, eleva as temperaturas acima de 40°C e derruba a umidade para 20%. Uma frente fria deve trazer alívio a Mato Grosso do Sul e São Paulo a partir de quarta-feira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-temperaturas-chegam-aos-40-c-com-umidade-critica-de-1785165866332.jpg" data-image="jcplyr32npcy" alt="biometeorologia, calor intenso, calor" title="biometeorologia, calor intenso, calor"><figcaption>Calor intenso e baixa umidade afetam cidades do Brasil Central, ampliando o desconforto térmico e os riscos à saúde.</figcaption></figure><p>O ar quente ganha força nesta segunda-feira (27) e coloca o Centro-Oeste no núcleo das maiores temperaturas.<strong> Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul terão máximas acima de 35°C</strong>, enquanto a faixa oeste pode superar 40°C. Cuiabá, o norte de Campo Grande e a divisa entre MT e MS estão entre os locais mais expostos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>Calor, <strong>poucas nuvens e umidade próxima ou inferior a 20% aumentam o desconforto </strong>e favorecem ressecamento das vias respiratórias, desidratação e incêndios. O padrão também alcança Tocantins, oeste da Bahia, sul do Maranhão, Piauí, Triângulo Mineiro e oeste paulista, afetando atividades ao ar livre e lavouras.</p><h2>Mato Grosso e Goiás concentram calor acima de 40°C </h2><p>A massa de ar seco reduz a formação de nuvens e permite rápido aquecimento. Nesta segunda-feira, <strong>as máximas ficam entre 35°C e 40°C em Mato Grosso e Goiás,</strong> podendo se aproximar de 42°C no oeste do Centro-Oeste. Em Cuiabá, Goiânia, Palmas e no nordeste de Mato Grosso do Sul, o pico ocorre entre 13h e 17h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-temperaturas-chegam-aos-40-c-com-umidade-critica-de-1785164947286.jpg" data-image="1nka33ux3k4l" alt="calor, temperatura, anomalia, centro oeste" title="calor, temperatura, anomalia, centro oeste"><figcaption>Calor se intensifica na terça-feira (28), com temperaturas próximas ou superiores a 40°C em áreas do Centro-Oeste e do Norte.</figcaption></figure><p>Na terça-feira (28), <strong>o calor continua forte desde Rondônia e Tocantins até Goiás e Minas Gerais</strong>. Brasília, o norte de Minas e o oeste da Bahia também passam dos 30°C, enquanto Mato Grosso permanece no centro da mancha mais quente. Regiões mais quentes estendem-se de Cuiabá ao vale do Araguaia, contrastando com temperaturas menores no Sul e na costa do Sudeste.</p><ul> <li><strong>Mato Grosso: máximas de 38°C a 42°C nesta segunda;</strong></li> <li>Goiás e Distrito Federal: tardes acima de 30°C e umidade perto de 20%;</li> <li>Tocantins e oeste da Bahia: calor entre 35°C e 40°C;</li> <li>Norte de Mato Grosso do Sul: máximas superiores a 35°C até terça-feira.</li></ul><h2>Umidade cai para 20% entre o Centro-Oeste e o interior do Nordeste </h2><p>O ar mais seco se concentra entre Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, onde a umidade pode cair abaixo de 20% nas horas mais quentes. <strong>Valores entre 20% e 30% também são esperados no Tocantins, sul do Maranhão, Piauí</strong> e oeste da Bahia. Em Minas Gerais e no interior de São Paulo, os menores índices tendem a ocorrer entre terça e quarta-feira (29), antes da aproximação da frente fria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-temperaturas-chegam-aos-40-c-com-umidade-critica-de-1785164772007.jpg" data-image="4f4qu7htbtfe" alt="umidade, saúde, quente, calor" title="umidade, saúde, quente, calor"><figcaption>Umidade relativa cai para perto de 20% na tarde de quarta-feira (29) em uma ampla faixa do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste.</figcaption></figure><p><strong>Queimadas não devem ser iniciadas em propriedades rurais,</strong> pois vento, vegetação seca e calor facilitam a expansão das chamas. Em Brasília, Goiânia, Palmas e Cuiabá, a população também pode enfrentar poeira suspensa e piora temporária da qualidade do ar.</p><h2>Frente fria traz alívio para Mato Grosso do Sul e São Paulo </h2><p><strong>O padrão começa a mudar na quarta-feira</strong>, quando uma frente fria avança pelo Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo. Antes da chegada do sistema, o oeste paulista pode atingir de 37°C a 40°C, enquanto o norte de MS ainda supera 35°C. Pancadas e rajadas próximas de 50 km/h podem levantar poeira e reduzir a temperatura no fim do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-ganha-forca-temperaturas-chegam-aos-40-c-com-umidade-critica-de-1785165490394.jpg" data-image="sxcg4n1lnxdi" alt="São Paulo, frente fria, sul sudeste" title="São Paulo, frente fria, sul sudeste"><figcaption>Ar mais frio reduz as temperaturas no leste de São Paulo na quinta-feira (30), enquanto o calor persiste em Mato Grosso do Sul e no interior do Sudeste.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira (30), o alívio fica mais evidente no leste paulista: capital, Sorocaba, Campinas e Vale do Paraíba terão máximas próximas de 19°C a 20°C, mais de 10°C abaixo da tarde anterior. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar.html" title="Nova massa de ar frio chega ao Brasil nesta semana; saiba o que esperar">Nova massa de ar frio chega ao Brasil nesta semana; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar.html" title="Nova massa de ar frio chega ao Brasil nesta semana; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar-1785175515873_320.jpg" alt="Nova massa de ar frio chega ao Brasil nesta semana; saiba o que esperar"></a></article></aside><p><strong>O oeste de SP e o norte de MS esfriam menos e ainda podem superar 30°C. Até sexta-feira (31)</strong>, o calor permanece mais persistente em Mato Grosso, Goiás, Tocantins e interior nordestino; nessas áreas, hidratação e atenção ao fogo continuam essenciais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-ganha-forca-temperaturas-chegam-aos-40-c-com-umidade-critica-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova massa de ar frio chega ao Brasil nesta semana; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 18:20:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar frio avança pelo Brasil e deve provocar queda de temperatura nas regiões Sul e Sudeste. Apesar da possibilidade de geadas isoladas, o fenômeno terá curta duração e não impede que o El Niño continue mantendo as temperaturas acima da média neste inverno. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasn5xi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasn5xi.jpg" id="xasn5xi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Alguns sistemas frontais estão avançando pela América do Sul, trazendo <strong>condições de tempo severas</strong> especialmente ao Rio Grande do Sul - onde as tempestades já causaram <strong>grandes transtornos para a população </strong>nos últimos dias, com chuvas torrenciais, granizo e rajadas de vento muito fortes, e continuarão causando ao longo desta semana.</p><div class="texto-destacado">Após a passagem das chuvas, avança pelo país uma massa de ar frio a partir desta terça-feira (28) que, embora não seja tão intensa, fará as temperaturas caírem especialmente no Sul e Sudeste.</div><p>Ao longo da terça-feira (28) e da quarta-feira (29), a <strong>massa de ar frio avançará</strong> pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São paulo e Mato Grosso do Sul, fazendo as <strong>temperaturas ficarem mais amenas</strong> nestes estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar-1785175267130.jpg" data-image="99cx6mpxu3s9" alt="Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na quinta-feira mostra que as mínimas podem chegar perto dos 5°C na região da Serra Catarinense. Não se descarta a possibilidade de geadas pontuais.</figcaption></figure><p>Na região Sul, o frio atinge sua intensidade máxima na <strong>quinta-feira (30)</strong>. As temperaturas não vão cair para patamares extremos, mas ainda assim há risco de <strong>mínimas abaixo dos 10°C</strong>, chegando a <strong>5°C </strong>na região da Serra Catarinense e no extremo sul do Rio Grande do Sul. </p><h2>Existe chance de ocorrência de geadas pontuais</h2><p>Embora a probabilidade<strong> não seja alta</strong>, existem chances de que alguns municípios registrem temperaturas <strong>mínimas de 4°C</strong> na madrugada e no início da manhã, o que pode ocasionar a formação de <strong>geadas pontuais </strong>especialmente na região serrana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar-1785175301981.jpg" data-image="ozhcrelfp72p" alt="Previsão de temperaturas mínimas no sábado." title="Previsão de temperaturas mínimas no sábado."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no sábado mostra o pico do frio sobre a região Sudeste. A região ao redor da serra da Mantiqueira pode registrar mínimas baixas no fim de semana.</figcaption></figure><p>Conforme a massa de ar frio avança em direção norte, as temperaturas também <strong>vão cair consideravelmente na região Sudeste</strong>. Novamente, não há previsão de temperaturas extremas, mas há possibilidade de <strong>geadas pontuais</strong> especialmente na madrugada e manhã da sexta-feira (31) e do Sábado (1), primeiro dia de Agosto.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Como é possível observar na imagem acima, as temperaturas caem especialmente no Vale do Paraíba, em algumas regiões de Minas Gerais como os arredores da Serra da Mantiqueira, e na região serrana do Rio de Janeiro. <strong>Dezenas de municípios registrarão mínimas abaixo dos 10°C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar-1785175340984.jpg" data-image="nr2hk8cn9jv7" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 27 de Julho e 3 de Agosto (modelo ECMWF)." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 27 de Julho e 3 de Agosto (modelo ECMWF)."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 27 de Julho e 3 de Agosto (modelo ECMWF) mostra que as temperaturas continuarão mais quentes que o normal essa semana.</figcaption></figure><p>No entanto, essa massa de ar frio <strong>não traz efeitos muito expressivos para o clima brasileiro</strong>. Mesmo com a sua passagem, as temperaturas não devem cair de maneira considerável e, num geral, as previsões indicam que as temperaturas médias ao longo desta semana <strong>continuarão muito acima da média.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780583" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modo-el-nino-regiao-sul-entra-em-alerta-para-2-episodios-de-chuva-intensa-em-7-dias.html" title="Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias">Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modo-el-nino-regiao-sul-entra-em-alerta-para-2-episodios-de-chuva-intensa-em-7-dias.html" title="Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109353164_320.png" alt="Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias"></a></article></aside><p> Isso dá continuidade à uma tendência que está sendo impulsionada pelo <strong>El Niño </strong>ao longo deste inverno: Um dos efeitos mais característicos do fenômeno sobre o clima brasileiro é justamente a formação de<strong> temperaturas acima da média e ondas de calor sobre o Sul e o Sudeste do país</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-frio-chega-ao-brasil-nesta-semana-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazônia registra menor nível de alertas de desmatamento para o primeiro semestre em dez anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-registra-menor-nivel-de-alertas-de-desmatamento-para-o-primeiro-semestre-em-dez-anos.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:32:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Dados do Inpe mostram que Amazônia alcançou o menor nível de alertas de desmatamento para um primeiro semestre desde 2016, enquanto Cerrado também apresentou redução, embora em ritmo mais moderado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-registra-menor-nivel-de-alertas-de-desmatamento-para-o-primeiro-semestre-em-dez-anos-1783878346085.jpg" data-image="3vd3wishynpz" alt="Entre janeiro e junho, área sob alerta chegou a 1.295 km², menor patamar da série histórica do Deter, iniciada em 2016. Cerrado registrou o menor índice desde 2021." title="Entre janeiro e junho, área sob alerta chegou a 1.295 km², menor patamar da série histórica do Deter, iniciada em 2016. Cerrado registrou o menor índice desde 2021."><figcaption>Entre janeiro e junho, área sob alerta chegou a 1.295 km², menor patamar da série histórica do Deter, iniciada em 2016. Cerrado registrou o menor índice desde 2021. Crédito: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A <strong>Amazônia brasileira</strong> alcançou, no primeiro semestre de 2026, <strong>o menor nível de alertas de desmatamento desde o início da série histórica</strong> do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre janeiro e junho, foram identificados 1.295 quilômetros quadrados de áreas com indícios de supressão da vegetação nativa, o menor resultado para o período desde 2016.</p><p>Os dados, divulgados pelo Inpe na sexta-feira (10), indicam <strong>uma redução de 38% em relação ao mesmo período de 2025</strong> e reforçam a tendência de desaceleração da abertura de novas áreas desmatadas no bioma. O recorde anterior havia sido registrado em 2017, quando o sistema apontou 1.332 km² sob alerta durante os seis primeiros meses do ano.</p><p>Especialistas destacam que o resultado representa um <strong>avanço importante na contenção do desmatamento</strong>, embora não signifique a recuperação das áreas já degradadas. O secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, atribui a redução às políticas públicas de proteção ambiental e combate aos crimes contra a floresta. "É um resultado consistente, fruto de ações governamentais de proteção da floresta e combate ao crime ambiental. Os números são ótimos e merecem ser celebrados", afirma.</p><h2>Alertas orientam fiscalização, mas não medem desmatamento consolidado</h2><p>O <strong>Deter funciona como uma ferramenta de monitoramento em tempo quase real</strong>, identificando alterações na cobertura vegetal por meio de imagens de satélite. As informações servem para orientar operações de fiscalização ambiental e permitir respostas rápidas dos órgãos responsáveis pelo combate ao desmatamento.</p><div class="texto-destacado">Por esse motivo, os dados do sistema não correspondem à taxa oficial de desmatamento do país. O levantamento definitivo é realizado pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), também coordenado pelo Inpe, que realiza análises mais detalhadas e consolidadas das áreas efetivamente desmatadas ao longo de cada ano.</div><p>Enquanto o Deter aponta onde o desmatamento pode estar ocorrendo para subsidiar ações de fiscalização, o Prodes mede a extensão final da vegetação perdida. Assim, os <strong>dois sistemas são complementares</strong> e cumprem funções distintas no monitoramento ambiental brasileiro.</p><h2>Cerrado também reduz alertas, mas continua liderando perdas</h2><p>O<strong> Cerrado também apresentou queda nos alertas de desmatamento</strong> no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o Deter registrou 3.142 km² de áreas com sinais de retirada da vegetação nativa, o menor índice para esse período desde 2021.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-registra-menor-nivel-de-alertas-de-desmatamento-para-o-primeiro-semestre-em-dez-anos-1783878472434.jpg" data-image="j5il8tb1k1qz"><figcaption>Cerrado também apresenta queda, segundo Deter. Crédito: Edição nossa/Canva Pro</figcaption></figure><p>Apesar da redução, o desempenho foi mais modesto do que o observado na Amazônia. Em comparação com o primeiro semestre do ano passado, <strong>os alertas no Cerrado diminuíram cerca de 6%, enquanto a Amazônia registrou uma redução de 38%</strong>. Ainda assim, o bioma permanece como o mais pressionado pela perda de vegetação nativa no país, concentrando uma área sob alerta aproximadamente 2,4 vezes superior à registrada na floresta amazônica.</p><p>Os números de junho reforçam essa tendência. Na Amazônia, os alertas caíram de 457,61 km² em junho de 2025 para 297,26 km² no mesmo mês deste ano, uma redução de 35%. No Cerrado, a queda foi de 5,3%, passando de 508,69 km² para 481,53 km². Segundo o Inpe, <strong>a presença de nuvens em parte do bioma dificultou o monitoramento por satélite durante o período</strong>, podendo influenciar os resultados.</p><h2>Calendário do Inpe acompanha ciclo anual do desmatamento</h2><p>Além das comparações por semestre, o Inpe acompanha o desmatamento em um calendário próprio, que se estende de agosto a julho do ano seguinte. Esse recorte considera as<strong> variações sazonais que influenciam tanto a ocorrência do desmatamento quanto sua detecção por imagens de satélite</strong>, como o regime de chuvas e a cobertura de nuvens.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778088" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html" title="Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda">Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html" title="Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719600410_320.jpg" alt="Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda"></a></article></aside><p>Nos primeiros 11 meses do ciclo 2025/2026, entre agosto de 2025 e junho de 2026,<strong> a Amazônia acumulou 2.485,9 km² de áreas sob alerta, uma redução de 37,2% em relação ao mesmo período anterior.</strong> No Cerrado, o total chegou a 4.689,4 km², representando uma queda de 7,9%. O balanço definitivo desse ciclo será conhecido após a divulgação dos dados referentes ao mês de julho.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="G1" data-year="2026" data-title="Amaz%C3%B4nia%20tem%20menor%20n%C3%ADvel%20de%20alertas%20de%20desmatamento%20para%20o%201%C2%BA%20semestre%20em%20uma%20d%C3%A9cada" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F10%2Famazonia-tem-menor-nivel-de-alertas-de-desmatamento-para-o-1o-semestre-em-uma-decada.ghtml">G1. (2026). <a href="https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/07/10/amazonia-tem-menor-nivel-de-alertas-de-desmatamento-para-o-1o-semestre-em-uma-decada.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/amazonia-registra-menor-nivel-de-alertas-de-desmatamento-para-o-primeiro-semestre-em-dez-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo muda rapidamente no RS com alerta de chuvas de 150 mm, veja as áreas em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 13:10:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As instabilidades voltam a aumentar os riscos de chuvas volumosas e intensas sobre o RS. No estado gaúcho, o tempo vai mudar rapidamente provocando alerta para acumulados de até 150 mm em um curto período.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasjtyy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasjtyy.jpg" id="xasjtyy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O fim de semana contou com tempo parcialmente nublado em áreas da Região Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, <strong>pancadas de chuva foram registradas na tarde deste domingo (26)</strong> na porção leste do estado, gerando acumulados entre 2 mm e 12 mm.</p><p>Contudo, neste início de semana, <strong>o cenário muda sobre todo o território gaúcho</strong>. O alongamento de uma área de <strong>baixa pressão</strong>, conhecido como cavado, vai organizar instabilidades sobre o estado. Estão previstas <strong>chuvas intensas e temporais severos</strong>, acompanhe os detalhes a seguir.</p><h2>Tempo muda e aumenta o risco de tempo severo no RS </h2><p>Um cavado vai atuar sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> nas próximas horas e intensificar a presença de <strong>nuvens carregadas</strong>. A previsão indica que, até o fim da manhã desta segunda-feira (27), áreas da <strong>Campanha Gaúcha</strong> serão as primeiras afetadas pelas <strong>chuvas de forte intensidade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco-1785154356705.jpg" data-image="6emrkqd28q69" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Precipitação prevista para a tarde de segunda-feira (27).</figcaption></figure><p>Não estão descartadas as chances de<strong> queda de granizo na região, além de fortes rajadas de vento e a possibilidade de microexplosões</strong>. À medida que a tarde se aproxima, as chuvas aumentam sua área de atuação, afetando o norte do estado com pancadas moderadas, a região central (Santa Maria) com intensidade de <strong>moderada a forte</strong> e a faixa entre Alegrete e São Gabriel com altos acumulados.</p><p>A chuva será persistente devido ao suporte de um <strong>canal de umidade</strong> que transporta ar quente e vapor d’água para a região. Associado a ele, há a presença de <strong>jatos em altos níveis</strong>, que provocam <strong>divergência </strong>nas camadas superiores da atmosfera, enquanto nas camadas inferiores ocorre o levantamento desse ar quente e úmido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco-1785155191996.jpg" data-image="8uwrvdbloh24" alt="Canal de umidade e jatos de altos níveis." title="Canal de umidade e jatos de altos níveis."><figcaption>Canal de umidade a direita e jatos de altos níveis a esquerda, sua combinação tem potencial para gerar transtornos no Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Esses ingredientes são capazes de alimentar <strong>tempestades </strong>e <strong>chuvas intensas </strong>por um longo período. Com essas características, a previsão aponta que as <strong>precipitações vão perdurar ao longo da noite com forte intensidade</strong>, afetando regiões próximas a Rosário do Sul, Bagé, Santa Maria, Pelotas, Porto Alegre e Caxias do Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Durante a madrugada de terça-feira (28), o tempo fechado continuará e as <strong>chuvas permanecerão intensas</strong> entre o oeste e o leste do Rio Grande do Sul. Regiões afetadas por instabilidades recentes devem ficar em<strong> alerta para novos transtornos</strong>, como alagamentos e transbordamentos de rios.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780583" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modo-el-nino-regiao-sul-entra-em-alerta-para-2-episodios-de-chuva-intensa-em-7-dias.html" title="Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias">Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modo-el-nino-regiao-sul-entra-em-alerta-para-2-episodios-de-chuva-intensa-em-7-dias.html" title="Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109353164_320.png" alt="Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias"></a></article></aside><p>À tarde, a faixa de nebulosidade avança para a porção noroeste, norte e nordeste do estado, com previsão de <strong>chuvas fortes acompanhadas de trovoadas, descargas elétricas e rajadas de vento</strong> que podem superar os <strong>80 km/h.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco-1785154503630.jpg" data-image="gbh1s0pgn039" alt="densidade de raios." title="densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra áreas propícias a tempestades na noite de terça-feira (28).</figcaption></figure><p>A situação será mais complicada no decorrer da noite de terça-feira (28), quando a precipitação volta a ganhar força em uma grande área do território gaúcho. O modelo <em>ECMWF</em> aponta para <strong>tempo severo na Campanha Gaúcha e no oeste do estado até o fim do dia.</strong></p><p>A forte intensidade das chuvas serão capazes de elevar os acumulados em um curto intervalo de tempo. De acordo com os modelos, regiões como <strong>Rosário do Sul, Santa Maria, Itaqui, Cruz Alta e São Luiz Gonzaga</strong> devem registrar volumes acima dos <strong>80 mm</strong>, com áreas pontuais que podem superar os<strong> 150 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco-1785154402580.jpg" data-image="q2efcyi2m35z" alt="chuva acumulada." title="chuva acumulada."><figcaption>Precipitação acumulada prevista até o final da terça-feira (28).</figcaption></figure><p>Na maior parte do restante do estado, os acumulados serão menores, mas ainda capazes de provocar transtornos, variando entre <strong>20 mm e 60 mm</strong>. O <strong>único alívio fica para o extremo norte gaúcho</strong>, onde os volumes previstos devem ficar abaixo dos 20 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tempo-muda-rapidamente-no-rs-com-alerta-de-chuvas-de-150-mm-veja-as-areas-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As chuvas regressam, mas o solo nem sempre recupera o seu equilíbrio. Estudos recentes revelam que o solo conserva uma memória das secas passadas, com efeitos duradouros nas plantas, na agricultura e no risco de incêndios.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-sol-peut-il-garder-la-memoire-d-une-secheresse-changement-climatique-1783257568710.jpeg" data-image="tfjh6n39kodv" alt="Plantas de lechuga marchitas y suelo agrietado por la sequía en un huerto: ¿conserva el suelo las cicatrices de este estrés hídrico?" title="Plantas de lechuga marchitas y suelo agrietado por la sequía en un huerto: ¿conserva el suelo las cicatrices de este estrés hídrico?"><figcaption>Alface murcha e solo rachado devido à seca numa horta: será que o solo guarda as marcas deste stress hídrico?</figcaption></figure><p>Por vezes, a chuva basta para devolver o verde às paisagens, mas não para apagar os efeitos de uma seca. Sob a superfície, os solos demoram muito tempo a recuperar o seu equilíbrio.</p><p>A sua estrutura, os seus níveis de humidade e a sua atividade biológica conservam os vestígios dos períodos de escassez de água:<strong> uma verdadeira "memória" que tem repercussões duradouras nos ecossistemas</strong>.</p><h2>Uma memória invisível sob os nossos pés</h2><p>Em locais como a França, esta realidade é especialmente evidente este ano. Segundo a <em>Météo-France</em>, a 15 de julho, a humidade do solo tinha descido para um nível nunca antes observado tão cedo no verão, <strong>ultrapassando os mínimos registados durante as secas de 1976, 2022 e 2025 para essa mesma data</strong>.</p><p>Apesar das trovoadas previstas, as chuvas revelam-se frequentemente insuficientes para reidratar de forma duradoura solos extremamente secos, nos quais a água tende a escorrer em vez de se infiltrar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-sol-peut-il-garder-la-memoire-d-une-secheresse-changement-climatique-1784368054380.jpg" data-image="517qkqy9suit" alt="Une sécheresse historique sur la France hexagonale et la Corse. (c) Meteo-France" title="Une sécheresse historique sur la France hexagonale et la Corse. (c) Meteo-France"><figcaption>Uma seca histórica na França continental e na Córsega. (c) Meteo-France</figcaption></figure><p>Este fenômeno faz parte de uma tendência mais ampla. <strong>Desde o final da década de 1980, as secas do solo tornaram-se mais frequentes, prolongadas e intensas</strong>. A sua frequência, por exemplo em França, <strong>duplicou desde os anos 60 e triplicou no sul do país</strong>.</p><p>Num<strong> cenário de aquecimento de +4 °C</strong>, a França poderá registar mais <strong>39 dias de seca por ano, com até oito meses de solo seco na costa mediterrânica</strong>.</p><h2>O solo: o primeiro elo da resiliência vegetal</h2><p>Durante muito tempo, os investigadores acreditaram que os limites da resiliência das plantas eram determinados principalmente pelas folhas ou pelas raízes. Um estudo publicado na <em>Science</em> <strong>demonstra que o verdadeiro fator limitante costuma ser o solo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/restaurar-o-solo-a-maneira-mais-rapida-de-ajudar-a-resfriar-o-planeta.html" title="Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a resfriar o planeta">Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a resfriar o planeta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/restaurar-o-solo-a-maneira-mais-rapida-de-ajudar-a-resfriar-o-planeta.html" title="Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a resfriar o planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/restaurar-el-suelo-la-forma-mas-rapida-para-ayudar-a-enfriar-el-planeta-1784450180301_320.jpg" alt="Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a resfriar o planeta"></a></article></aside><p>A água fica retida em poros minúsculos. À medida que o solo seca, as forças físicas que retêm a água tornam-se tão intensas que as raízes têm dificuldade em extraí-la. Quando o potencial hídrico desce abaixo de um limiar crítico, as plantas já não conseguem absorver água suficiente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> La France est dans une situation de sécheresse « exceptionnelle », alerte le gouvernement. Presque tous les départements sont touchés à tel point que dans le sud, certains maires ont décidé de ne plus délivrer de permis de construire. <a href="https://x.com/hashtag/JT20h?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#JT20h</a> <a href="https://t.co/zhqwtxhuDM">pic.twitter.com/zhqwtxhuDM</a></p>— Le20h-France Télévisions (@le20hfrancetele) <a href="https://x.com/le20hfrancetele/status/2077461911726063770?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Para sobreviver, fecham os seus estômatos <strong>pequenos poros situados no invés das folhas</strong>, com o objetivo de limitar a perda de água. Embora esta estratégia evite a desidratação, também<strong> retarda a fotossíntese, o crescimento e os processos naturais de arrefecimento das plantas.</strong></p><p>Estas descobertas obrigam a repensar a agricultura: adaptar uma cultura já não é apenas uma questão de escolher uma variedade resistente; <strong>também requer ter em conta as propriedades do solo onde cresce</strong>.</p><h2>A microbiota do solo também guarda a memória das secas</h2><p>O solo é mais do que um simples reservatório de água; também <strong>abriga uma vasta microbiota composta por bactérias, fungos e outros microrganismos</strong>. Um estudo publicado na <em>Nature Microbiology</em> revela que estas comunidades também guardam a memória das secas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Ao analisar pastagens que recebem entre 400 e 1200 mm de precipitação anual</strong>, os investigadores<strong> descobriram que os solos mais secos albergavam bactérias e genes mais bem adaptados à escassez de água.</strong></div><p>O mais notável é que esta adaptação persistiu após cinco meses de alternância entre condições de seca e rega abundante. Os cientistas denominam este fenómeno de "memória ecológica do solo".</p><p>Esta memória também beneficia as plantas. A microbiota altera a expressão de certos genes envolvidos na gestão da água, melhorando assim a resistência das plantas a futuras secas. Embora os mecanismos exatos ainda não sejam totalmente compreendidos e variem consoante a espécie, <strong>esta descoberta abre vias promissoras para reforçar a resiliência das culturas</strong>.</p><h2>Proteger o solo para aumentar a resiliência</h2><p>Face às <strong>mudanças climáticas</strong>, a adaptação depende da promoção de solos biologicamente mais ativos e resilientes.</p><p>Os pesquisadores recomendam a seleção de culturas com base nas características específicas do terreno e a diversificação da produção agrícola. Espécies mais bem adaptadas a climas secos<strong> como o sorgo, o milho-miúdo, o grão-de-bico ou a batata-doce</strong>, poderão desempenhar um papel cada vez mais importante em determinadas regiões.</p><p>A<strong> agroflorestação</strong>, que integra árvores e culturas, também constitui uma abordagem promissora. Melhora a estrutura do solo, favorece a infiltração da água e limita a evaporação.</p><p>A conservação do solo vai além do âmbito agrícola: <strong>um solo saudável retém mais água, protege contra a erosão, sustenta a biodiversidade e contribui para o armazenamento de carbono</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="No%C3%A9mie%20Matos" data-year="" data-title="En%20cas%20de%20s%C3%A9cheresse%2C%20il%20faut%20plus%20que%20jamais%20%C3%A9couter%20les%20sols" data-url="https%3A%2F%2Fwww.terrenature.ch%2Fnature%2Fen-temps-de-secheresse-il-faut-plus-que-jamais-ecouter-les-sols%2F">Noémie Matos. <a href="https://www.terrenature.ch/nature/en-temps-de-secheresse-il-faut-plus-que-jamais-ecouter-les-sols/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En cas de sécheresse, il faut plus que jamais écouter les sols</a>.</cite><br><cite data-author="Tha%C3%AFs%20de%20Bastard" data-year="" data-title="Le%20microbiote%20du%20sol%20%22m%C3%A9morise%22%20les%20s%C3%A9cheresses%20et%20aide%20les%20plantes%20%C3%A0%20s'adapter" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencesetavenir.fr%2Fnature-environnement%2Fclimat%2Fle-microbiote-du-sol-memorise-les-secheresses-et-aide-les-plantes-a-s-adapter_189209">Thaïs de Bastard. <a href="https://www.sciencesetavenir.fr/nature-environnement/climat/le-microbiote-du-sol-memorise-les-secheresses-et-aide-les-plantes-a-s-adapter_189209" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Le microbiote du sol "mémorise" les sécheresses et aide les plantes à s'adapter</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Modo El Niño: Região Sul entra em alerta para 2 episódios de chuva intensa em 7 dias]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/modo-el-nino-regiao-sul-entra-em-alerta-para-2-episodios-de-chuva-intensa-em-7-dias.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 09:21:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O maior alerta está sobre o Rio Grande do Sul, que deve receber novos volumes expressivos de chuva enquanto ainda se recupera das inundações da última semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaseyci"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaseyci.jpg" id="xaseyci"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Dois episódios de tempestades intensas com chuvas volumosas</strong> estão previstos para os próximos sete dias no <strong>Sul do Brasil</strong>, associados à formação de ciclones extratropicais e suas frentes frias. </p><div class="texto-destacado">O cenário é favorecido pelo "modo El Niño" da atmosfera, um padrão de circulação caracterizado pelo fortalecimento do jato subtropical sobre o Pacífico Sul, que favorece a formação e o deslocamento frequente ciclones extratropicais e suas frentes frias em direção ao Cone Sul da América do Sul, incluindo o Sul do Brasil. </div><p>Como a<strong> região ainda se recupera das fortes chuvas</strong> da última semana, o <strong>potencial para novos transtornos </strong>permanece elevado, deixando autoridades e população em alerta. O <strong>primeiro episódio</strong> está previsto para ocorrer entre <strong>segunda (27) e quarta-feira (29)</strong>, enquanto o <strong>segundo</strong> está previsto para o final da semana, entre <strong>sábado (1) e segunda-feira (3).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109151214.png" data-image="5ptxj6x9kjnv" alt="Índice de previsão extrema do modelo ECMWF alerta para 2 episódios de chuvas intensas à extremas sobre o Sul do Brasil. Créditos: Meteored, com mapas o ECMWF. Índice de previsão extrema do modelo ECMWF alerta para 2 episódios de chuvas intensas à extremas sobre o Sul do Brasil. Créditos: Meteored, com mapas o ECMWF." title="Índice de previsão extrema do modelo ECMWF alerta para 2 episódios de chuvas intensas à extremas sobre o Sul do Brasil. Créditos: Meteored, com mapas o ECMWF. Índice de previsão extrema do modelo ECMWF alerta para 2 episódios de chuvas intensas à extremas sobre o Sul do Brasil. Créditos: Meteored, com mapas o ECMWF."><figcaption>Índice de previsão extrema do modelo ECMWF alerta para 2 episódios de chuvas intensas à extremas sobre o Sul do Brasil. Créditos: Meteored, com mapas o ECMWF. </figcaption></figure><p>Há alerta para <strong>elevado risco de granizo, vendavais, chuvas intensas</strong> e acumulados diários superiores a 100 mm, principalmente sobre o Rio Grande do Sul. Confira os detalhes.</p><h2>Primeiro episódio</h2><p>Um intenso<strong> transporte de calor e umidade da região tropical </strong>por meio do<strong> jato de baixos níveis </strong>irá fortalecer as <strong>tempestades</strong> associadas com a formação de um ciclone. A combinação desses fatores criará um ambiente propício para a ocorrência de <strong>tempestades severas, com granizo, vendavais e chuva volumosa,</strong> com <strong>acumulados diários</strong> se aproximando de <strong>100 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109175100.png" data-image="c089khfyd0u2" alt="Previsão de tempestades nesta segunda-feira (27), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades nesta segunda-feira (27), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades nesta segunda-feira (27), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> segunda-feira (27)</strong>, as <strong>tempestades</strong> <strong>mais intensas</strong> devem atingir o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, principalmente a<strong> metade oeste</strong> do estado, com risco de <strong>granizo</strong> e <strong>vendavais</strong>. As regiões<strong> Oeste e Campanha</strong> concentram o maior potencial para chuva intensa, com acumulados diários que podem<strong> se aproximar dos 100 mm.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109195703.png" data-image="ifaz4g2eqea3" alt="Previsão de tempestades nesta terça-feira (28), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades nesta terça-feira (28), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades nesta terça-feira (28), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>terça-feira (28)</strong>, as áreas de <strong>instabilidade</strong> se espalham por praticamente<strong> todo o Rio Grande do Sul</strong>. As <strong>tempestades</strong> poderão ocorrer desde o sul até o norte do estado e, no fim do dia, <strong>começam a avançar</strong> em direção à divisa com<strong> Santa Catarina</strong>. Os maiores <strong>acumulados diários</strong>, novamente próximos de <strong>100 mm,</strong> são esperados sobre a<strong> faixa central gaúcha.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109208222.png" data-image="meio0m60wn2n" alt="Previsão de tempestades nesta quarta-feira (28), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades nesta quarta-feira (28), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades nesta quarta-feira (28), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quarta-feira (29)</strong>, as <strong>tempestades intensas </strong>persistem sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong> enquanto avançam sobre <strong>Santa Catarina e o Paraná,</strong> inicialmente pelas áreas do oeste e, posteriormente, em direção às demais regiões dos estados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109250275.png" data-image="ic35wy9oc5xi" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (29), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (29), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (29), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao final desse primeiro episódio, os <strong>acumulados de chuva em três dias</strong> poderão se aproximar ou até <strong>ultrapassar 150 mm</strong> em algumas localidades, aumentando o <strong>risco de alagamentos, enxurradas,</strong> elevação dos níveis de rios (<strong>enchentes</strong>) e <strong>inundações</strong>.</p><h2>Segundo episódio</h2><p>O <strong>segundo episódio </strong>tende a se estabelecer<strong> a partir do sábado (1)</strong>, com a formação de novo ciclone e sistema frontal. As <strong>tempestades</strong> devem atingir <strong>inicialmente</strong> o <strong>Oeste e Campanha do Rio Grande do Sul e se espalhar</strong> sobre o estado até, pelo menos, terça-feira (4). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109291789.png" data-image="ngzej3maunm3" alt="Previsão de tempestades nesta quarta-feira (28), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades nesta quarta-feira (28), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades nesta sábado (1), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Novamente, há potencial para severidade, incluindo risco de <strong>granizo, vendavais, raios e chuvas intensas e acumulados diários elevados</strong>, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, mas também no oeste de Santa Catarina e Paraná.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A <strong>previsão estendida</strong> do modelo europeu ECMWF, de confiança da Meteored, mantém um cenário de grande <strong>preocupação</strong> para o<strong> Rio Grande do Sul até o dia 4 de agosto. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modo-el-nino-regiao-sul-em-alerta-para-dois-episodios-de-chuvas-intensas-em-7-dias-1785109328368.png" data-image="mtmfm2nf5qat" alt="Previsão de chuva acumulada até terça-feira (4), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até terça-feira (4), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até terça-feira (4), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>maiores acumulados </strong>previstos variam <strong>entre 200 mm e 300 mm </strong>em diferentes áreas do estado, volumes excepcionalmente elevados, sobretudo sobre regiões que ainda enfrentam as consequências das enchentes recentes. </p><p><strong>Com rios elevados</strong>, <strong>solos saturados</strong> e <strong>municípios</strong> ainda <strong>em</strong> processo de <strong>recuperação</strong>, novos episódios consecutivos de chuva extrema podem <strong>agravar significativamente a situação</strong>, aumentando o risco de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780529" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados.html" title="Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados">Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados.html" title="Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados-1785090578387_320.jpg" alt="Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados"></a></article></aside><p>Embora ainda haja <strong>incertezas</strong> quanto à <strong>intensidade</strong> e à <strong>localização</strong> <strong>exata</strong> dos maiores acumulados, o <strong>cenário exige atenção</strong> e acompanhamento contínuo das atualizações da previsão do tempo. Caso essa tendência se confirme, os impactos poderão ser novamente expressivos em diversas áreas do estado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/modo-el-nino-regiao-sul-entra-em-alerta-para-2-episodios-de-chuva-intensa-em-7-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IA derruba mistério matemático que durava 87 anos; entenda o caso]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ia-derruba-misterio-matematico-que-durava-87-anos-entenda-o-caso.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 08:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com o auxílio da inteligência artificial Claude Fable, um matemático de Harvard encontrou um suposto contraexemplo para a Conjectura Jacobiana. A descoberta pode encerrar um mistério de 87 anos da álgebra moderna, revelando o potencial da IA em problemas complexos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-encontra-possivel-resposta-para-problema-matematico-que-desafia-pesquisadores-ha-87-anos-1785097646955.png" data-image="qzq5o7h8bulh" alt="Levent Alpöge, matemático de Harvard, afirmou que o Claude Fable encontrou um aparente contraexemplo para a Conjectura Jacobiana. Crédito: Levent Alpöge" title="Levent Alpöge, matemático de Harvard, afirmou que o Claude Fable encontrou um aparente contraexemplo para a Conjectura Jacobiana. Crédito: Levent Alpöge"><figcaption>Levent Alpöge, matemático de Harvard, afirmou que o Claude Fable encontrou um aparente contraexemplo para a Conjectura Jacobiana. Crédito: Levent Alpöge</figcaption></figure><p><strong>Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) passou a competir na resolução de problemas científicos de alta complexidade.</strong> Empresas como Anthropic, OpenAI e Google vêm desenvolvendo modelos capazes de auxiliar pesquisadores em áreas como Matemática, Física e programação.</p><p><strong>Entre os desafios mais conhecidos está a Conjectura Jacobiana, proposta em 1939 e considerada um dos problemas clássicos da álgebra. </strong>Apesar de sua formulação relativamente simples, ela permaneceu sem uma demonstração geral ou contraexemplo aceito por aproximadamente 87 anos.</p><p>Nos últimos dias, uma discussão tomou conta da comunidade matemática na rede social X após um matemático de Harvard divulgar que, com auxílio do modelo <strong>Claude Fable, da Anthropic, teria encontrado um contraexemplo para a Conjectura Jacobiana. </strong></p><h2>O que é a conjectura jacobiana?</h2><p><strong>A Conjectura Jacobiana é um dos problemas mais conhecidos da álgebra e da geometria algébrica. </strong>Em termos gerais, ela investiga quando uma transformação polinomial entre espaços multidimensionais possui uma inversa que também pode ser descrita por polinômios. </p><div class="texto-destacado">Ao longo de quase nove décadas, casos particulares foram resolvidos, mas nenhuma demonstração geral e nenhum contraexemplo haviam sido encontrados. </div><p><strong>A conjectura possui conexões com áreas como geometria algébrica, sistemas dinâmicos e teoria dos polinômios.</strong> Com isso, ela é um dos problemas clássicos da matemática moderna. A Conjectura Jacobiana foi considerada, em 1998 por Stephen Smale, como o 16º Problemas Matemáticos para o Próximo Século.</p><h2>O problema </h2><p>A Conjectura Jacobiana trata de funções matemáticas construídas apenas com somas, multiplicações e potências de variáveis. <strong>Em termos simples, ela pergunta se uma transformação sob certas condições necessariamente possui uma transformação inversa que também seja polinomial. </strong></p><p><strong>A importância da conjectura está no fato de que ela relaciona propriedades locais e globais de uma transformação.</strong> Localmente, um jacobiano pode garantir que a transformação pode ser invertida. A grande questão é saber se essa invertibilidade local também é válida para todo o espaço.</p><h2>A solução pela IA</h2><p>No dia 19 de julho, <strong>o matemático Levent Alpöge, da Universidade de Harvard, postou na sua conta no X que encontrou um contraexemplo da conjectura. </strong>O resultado surgiu após uma série de interações com o modelo Claude Fable, da Anthropic, durante uma pesquisa sobre a Conjectura Jacobiana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-encontra-possivel-resposta-para-problema-matematico-que-desafia-pesquisadores-ha-87-anos-1785097841901.png" data-image="6qkujbb6eq2y" alt="O modelo gerou uma transformação polinomial, manteve o jacobiano constante e mostrou que três entradas diferentes levam à mesma saída. Crédito: CoinDesk" title="O modelo gerou uma transformação polinomial, manteve o jacobiano constante e mostrou que três entradas diferentes levam à mesma saída. Crédito: CoinDesk"><figcaption>O modelo gerou uma transformação polinomial, manteve o jacobiano constante e mostrou que três entradas diferentes levam à mesma saída. Crédito: CoinDesk</figcaption></figure><p><strong>O modelo produziu uma transformação polinomial com três variáveis complexas, composta por três polinômios. </strong>Diferentemente de uma demonstração complexa, o resultado consiste em um contraexemplo que pode ser verificado por softwares de álgebra simbólica, como SymPy ou Mathematica.</p><p>A validação do contraexemplo baseia-se em duas verificações. <strong>A 1ª mostra que o determinante é igual a -2, satisfazendo a hipótese de que o determinante seja uma constante não nula. </strong>A 2ª demonstra que três pontos do espaço são mapeados para a mesma saída, provando que a transformação não possui inversa. </p><h2>O que sabemos até agora</h2><p>Até o momento, os elementos matemáticos do suposto contraexemplo parecem ser reproduzíveis de forma independente. <strong>A transformação polinomial divulgada por Levent Alpöge está disponível publicamente. </strong>Foi verificado que satisfaz as condições necessárias para caracterizar um contraexemplo à Conjectura Jacobiana em 3 dimensões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desmistificando-mitos-estudo-de-ia-de-harvard-descobre-que-a-maioria-usa-o-chatgpt-para-aprender-nao-para-copiar.html" title="Desmistificando mitos: estudo de IA de Harvard descobre que a maioria usa o ChatGPT para aprender, não para copiar">Desmistificando mitos: estudo de IA de Harvard descobre que a maioria usa o ChatGPT para aprender, não para copiar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/desmistificando-mitos-estudo-de-ia-de-harvard-descobre-que-a-maioria-usa-o-chatgpt-para-aprender-nao-para-copiar.html" title="Desmistificando mitos: estudo de IA de Harvard descobre que a maioria usa o ChatGPT para aprender, não para copiar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/demoliendo-mitos-un-estudio-de-harvard-sobre-ia-hallo-que-la-mayoria-usa-chatgpt-para-aprender-no-para-copiar-1760046037282_320.jpg" alt="Desmistificando mitos: estudo de IA de Harvard descobre que a maioria usa o ChatGPT para aprender, não para copiar"></a></article></aside><p>Por outro lado, vários aspectos importantes ainda permanecem sem confirmação. Embora Alpöge atribua a descoberta ao modelo Claude Fable,<strong> não foram divulgados o histórico completo da interação, os prompts ou o grau de participação humana. </strong></p><h2>É o fim do problema?</h2><p><strong>O suposto contraexemplo não encerra completamente a história mas redefine quais casos permanecem em aberto. </strong>Em uma dimensão, o problema continua sendo verdadeiro. Já em 3 dimensões, e dimensões maiores, caso o contraexemplo seja confirmado definitivamente, a formulação geral da conjectura deixa de ser válida.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">hello there the jacobian conjecture is false thanx to my close friend akhil for asking about it and my other close friend fable for working during the world cup final<br><br>((1+xy)^3 z + y^2 (1+xy) (4+3xy), y + 3 x (1+xy)^2 z + 3 x y^2 (4+3xy), 2 x - 3 x^2 y - x^3 z): \C^3\to \C^3,</p>— levent (@__alpoge__) <a href="https://x.com/__alpoge__/status/2079028340955197566?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O principal desafio que permanece é o caso bidimensional, correspondente ao problema original formulado em 1939, que continua sem solução conhecida.</strong> Além disso, matemáticos agora investigam quais hipóteses adicionais poderiam restaurar uma versão válida da conjectura ou se existem contraexemplos ainda mais simples.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ia-derruba-misterio-matematico-que-durava-87-anos-entenda-o-caso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cataratas do Iguaçu: autorização para desarmar o circuito da Garganta do Diabo devido ao risco inundações históricas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cataratas-do-iguacu-autorizacao-para-desarmar-o-circuito-da-garganta-do-diabo-devido-ao-risco-inundacoes-historicas.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 23:43:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O pedido foi submetido em 22 de julho pela concessionária Iguazú Argentina S.A. e propõe o início das obras em 1º de agosto. As projeções indicam que a vazão poderá até mesmo superar o recorde de 2013, impulsionada pelo fenômeno El Niño.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cataratas-piden-autorizacion-para-desarmar-el-circuito-garganta-del-diablo-ante-el-temor-de-una-crecida-historica-1784910904053.jpg" data-image="bcujs0n2vmh5" alt="cataratas" title="cataratas"><figcaption>A empresa pretende desmontar as passarelas devido ao receio de inundações extraordinárias.</figcaption></figure><p>Temores de uma elevação extraordinária do nível do Rio Iguaçu colocaram as autoridades do Parque Nacional do Iguaçu em alerta máximo. A concessionária, Iguazu Argentina S.A., apresentou um pedido formal à Administração do Parque para <strong>desmantelamento completamento do circuito da Garganta do Diabo</strong>, a cachoeira mais impressionante e visitada das Cataratas do Iguaçu, como medida preventiva em antecipação a níveis de água excepcionalmente altos nos próximos meses.</p><p>O pedido, apresentado em 22 de julho, propõe o início dos trabalhos de desmantelamento em 1º de agosto e sua extensão por aproximadamente um mês, <strong>com o objetivo de proteger toda a infraestrutura antes da chegada da principal enchente</strong>, prevista para setembro.</p><h2>Um cenário preocupante: o fantasma de 2013</h2><p>A empresa concessionária baseou seu pedido em projeções elaboradas por especialistas, que estimam que a vazão do <strong>Rio Iguaçu poderá ultrapassar em muito a registrada durante a histórica enchente de 2022</strong>, quando a água atingiu mais de 23.000 metros cúbicos por segundo e destruiu mais de 50% das passarelas do circuito.</p><div class="texto-destacado"><strong>A medida preventiva que agora se solicita não é um cenário hipotético. Nas últimas horas, a forte cheia do Rio Iguaçu já obrigou o fechamento do acesso à Garganta do Diabo. A vazão atingiu 9.190 metros cúbicos por segundo, e os trabalhadores tiveram que baixar as grades de proteção para evitar maiores danos.</strong></div><p>Mas o que realmente acendeu o alarme foi a possibilidade de o fenômeno se aproximar ou mesmo ultrapassar os recordes de 2013, <strong>quando o nível máximo do rio ultrapassou 45.000 metros cúbicos por segundo</strong>, gerando uma das maiores enchentes das últimas décadas na região.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/UNOxUNO?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#UNOxUNO</a> Norma Devecchi, periodista: "La crecida es exponencial, se dio en tan solo 10 horas. Ahora, corren mas 9mil m3 x seg. Ayer rebatieron las pasarelas del circuito de Garganta del diablo, por seguridad, los demás circuitos están habilitados". <a href="https://t.co/DUkBwos0L3">pic.twitter.com/DUkBwos0L3</a></p>— DobleHFM931 (@DobleH931) <a href="https://x.com/DobleH931/status/2080303247680524571?ref_src=twsrc%5Etfw">July 23, 2026</a></blockquote></figure><p>A<strong>s projeções associam esse cenário extremo ao fenômeno El Niño</strong>, que tipicamente intensifica as chuvas na bacia superior do rio Iguaçu, em território brasileiro. As fortes chuvas nessa região geram uma onda de inundação que se desloca rio abaixo e eleva drasticamente o nível da água na área das cataratas.</p><table><thead><tr><th>Etapa</th><th>Periodo estimado</th><th>Atividade</th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Desarme preventivo</p></td><td><p>1 de agosto a setembro (1 mês)</p></td><td><p>Desmantelamento completo das passarelas do circuito</p></td></tr><tr><td><p>Inundação extraordinária</p></td><td><p>Setembro</p></td><td><p>Rio em níveis elevados, infraestrutura sob proteção</p></td></tr><tr><td><p>Recondicionamento</p></td><td><p>De outubro a novembro (2 meses)</p></td><td><p>Reparação e remontagem de passarelas</p></td></tr><tr><td><p>Reabertura planejada</p></td><td><p>Dezembro</p></td><td><p>Circuito reaberto ao público</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Cronograma de trabalho proposto</td></tr></tbody></table><p>O plano apresentado pela Iguazú Argentina S.A. detalha um cronograma de obras dividido em etapas. <strong>Se os prazos previstos forem cumpridos, a Garganta do Diabo será reaberta aos visitantes em dezembro</strong>.</p><h2>Monitoramento conjunto com o Brasil para antecipar a inundação</h2><p>Para aprimorar a precisão das previsões e agir com a máxima margem de antecipação, a concessionária e as autoridades do Parque Nacional do Iguaçu realizaram reuniões importantes com a<strong> </strong>Companhia Paranaense de Energia (Copel), empresa que opera as barragens na bacia superior do rio Iguaçu.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780280" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cataratas-do-iguacu-tem-interdicao-apos-vazao-atingir-9-1-milhoes-de-litros-por-segundo.html" title="Cataratas do Iguaçu têm interdição após vazão atingir 9,1 milhões de litros por segundo">Cataratas do Iguaçu têm interdição após vazão atingir 9,1 milhões de litros por segundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cataratas-do-iguacu-tem-interdicao-apos-vazao-atingir-9-1-milhoes-de-litros-por-segundo.html" title="Cataratas do Iguaçu têm interdição após vazão atingir 9,1 milhões de litros por segundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cataratas-do-iguacu-tem-interdicao-apos-vazao-atingir-9-1-milhoes-de-litros-por-segundo-1784903222577_320.jpg" alt="Cataratas do Iguaçu têm interdição após vazão atingir 9,1 milhões de litros por segundo"></a></article></aside><p><strong>O objetivo dessas reuniões é estabelecer um sistema de monitoramento em tempo real</strong> para a bacia superior, permitindo projeções de vazão precisas e tomada de decisões operacionais proativas. A parceria com a Copel é crucial, pois as chuvas no Brasil geram correntes que fluem rio abaixo e aumentam drasticamente os níveis de água na área das cataratas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cataratas-do-iguacu-autorizacao-para-desarmar-o-circuito-da-garganta-do-diabo-devido-ao-risco-inundacoes-historicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor de mais de 30°C antecede nova mudança do tempo por frente fria em SP; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-mais-de-30-c-antecede-nova-mudanca-do-tempo-por-frente-fria-em-sp-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 22:08:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria avança pelo Centro-Sul do Brasil e traz mudança do tempo a partir da quarta-feira, 29, em São Paulo. Antes disso, o calor de mais de 30°C se espalha pelo estado, com temperaturas até 10°C acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasen6e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasen6e.jpg" id="xasen6e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado de São Paulo vai enfrentar uma nova mudança no tempo nesta semana, com a chegada de uma frente fria na quarta-feira (29). Antes disso,<strong> uma condição pré-frontal é estabelecida</strong> e as temperaturas sobem em todo o território paulista, <strong>com máximas acima dos 30°C</strong>, que podem ficar <strong>próximas dos 40°C nas localidades mais a oeste</strong>. As temperaturas máximas podem ficar até 10°C acima da média desta época do ano.</p><h2>Tempo firme e calor até o meio da semana em SP</h2><p>O processo de formação de uma frente fria e seu avanço ao longo do início desta semana, <strong>favorece o escoamento dos ventos de norte</strong> que transportam o ar mais quente para o centro-sul do Brasil. Essa condição é potencializada na Região Sudeste na terça (28) e quarta-feira (29) devido a aproximação da frente fria, que passa a atua sobre o Paraná e o Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-30-c-antecede-nova-mudanca-do-tempo-por-frente-fria-em-sp-saiba-o-que-esperar-1785102884663.jpg" data-image="1w4n1k3oxuip" alt="calor" title="calor"><figcaption>Temperatura máxima prevista para quarta-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p>Como consequência, as temperaturas sobem, principalmente as máximas, que podem <strong>facilmente passar dos 30°C no estado de São Paulo</strong><strong>, podendo atingir valores próximos dos 40°C</strong> no oeste na quarta-feira (29). No mesmo dia, o norte paulista tem previsão de 34 a 36°C de temperaturas máximas, e o centro, sul e leste de 31 a 33°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-30-c-antecede-nova-mudanca-do-tempo-por-frente-fria-em-sp-saiba-o-que-esperar-1785103045759.jpg" data-image="p6hlcsqs7g20" alt="calor" title="calor"><figcaption>Anomalia de temperatura em relação à previsão da temperatura máxima na quarta-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p><strong>Essas temperaturas representam até 10°C acima da média</strong> na faixa leste do estado de São Paulo, onde a média climatológica é mais baixa no inverno. No oeste e norte, <strong>essa representação em torno do histórico fica de 2 a 5°C acima</strong>.</p><h2>Frente fria chega e muda o tempo em parte de SP</h2><p>A chegada da frente fria acontece no fim da tarde da quarta-feira (29), com aumento da nebulosidade e da formação de <strong>instabilidades, que provocam pancadas de até forte intensidade</strong> no sul e regiões próximas à divisa com o Paraná. No oeste do estado de São Paulo, há alerta para o risco de tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-30-c-antecede-nova-mudanca-do-tempo-por-frente-fria-em-sp-saiba-o-que-esperar-1785103324304.jpg" data-image="bnqc5y1m0czm" alt="frente fria em SP" title="frente fria em SP"><figcaption>Previsão de chuva para a o fim da tarde da quarta-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p>A chegada da frente fria pode gerar aumento da intensidade dos ventos que não trazem risco de transtornos, <strong>com rajadas de no máximo 50 km/h.</strong> No entanto, isso é o <strong>suficiente para levantar muita poeira</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No período da noite</strong>, a frente fria enfraquecida muda o tempo na região da capital paulista. No entanto, <strong>não é uma mudança drástica e há chance de pouca chuva</strong>, com previsão de pancadas de curta duração e de até moderada intensidade. No oeste, <strong>há potencial de chuvas de fraca a moderada intensidade</strong>. Já no restante do estado, a período da noite será de tempo mais firme.</p><p>Agora, com a passagem da frente fria, uma massa de ar frio muda o tempo novamente, mas somente no leste do estado, uma vez que o sistema atua de forma mais oceânica, transportando o ar mais frio e a umidade do mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780529" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados.html" title="Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados">Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados.html" title="Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados-1785090578387_320.jpg" alt="Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados"></a></article></aside><p>Assim, na quinta-feira (30), <strong>o tempo fica nublado e com chuva de fraca a moderada intensidade</strong> da porção sul a região do Vale do Paraíba e litoral norte de São Paulo, passando para a região da capital e até Sorocaba e Campinas.<strong> O frio retorna e as máximas variam de 19 a 20°C</strong><strong>, uma queda de mais de 10°C de um dia para o outro.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-de-mais-de-30-c-antecede-nova-mudanca-do-tempo-por-frente-fria-em-sp-saiba-o-que-esperar-1785102936066.jpg" data-image="skbeydwrs3hj" alt="frente fria e ar frio" title="frente fria e ar frio"><figcaption>Temperatura máxima prevista para quinta-feira, 30 de julho.</figcaption></figure><p>Já no restante do estado de São Paulo, o tempo segue firme e com temperaturas máximas de até 38°C.</p><p>A semana termina, com o frio restrito ao leste, mas as chuvas mais restritas às regiões litorâneas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-de-mais-de-30-c-antecede-nova-mudanca-do-tempo-por-frente-fria-em-sp-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O impacto de um veranico na agricultura: riscos para o plantio e a produção agrícola]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-impacto-de-um-veranico-na-agricultura-riscos-para-o-plantio-e-a-producao-agricola.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 20:54:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante a estação chuvosa, uma pausa pode alterar completamente o curso da colheita. O veranico (período de estiagem e temperaturas acima da média no meio do inverno) coloca o setor agrícola à prova, mas uma gestão inteligente ajuda a amenizar o impacto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-impacto-de-la-canicula-en-la-agricultura-riesgos-para-la-siembra-y-la-produccion-agricola-1784780184647.png" data-image="glvozc7my0ra"><figcaption>O problema no setor agrícola surge quando essa redução nas chuvas coincide com culturas de sequeiro em pleno desenvolvimento.</figcaption></figure><p>O <strong>veranico </strong>— também conhecido como canícula — é um fenômeno meteorológico caracterizado por um <strong>período de estiagem, calor intenso e baixa umidade relativa do ar</strong> em plena estação chuvosa ou em pleno inverno no Hemisfério Sul. <strong>No Brasil, ocorre comumente no inverno</strong>, embora não tenha data de início exata nem duração fixa, nem afete todo o território da mesma maneira.</p><p>Esse fenômeno está associado a mudanças na circulação atmosférica e à presença de <strong>sistemas de alta pressão (bloqueio atmosférico) que dificultam a formação de nuvens e chuvas</strong>. Com menos nuvens, o solo recebe mais radiação solar, as temperaturas sobem e a umidade é perdida rapidamente.</p><div class="texto-destacado">Em vez de simplesmente contar os dias sem chuva, é necessário monitorar o equilíbrio entre precipitação, calor e umidade disponível.</div><p>Embora o veranico seja frequentemente descrita como um fenômeno de 20 a 40 dias de duração, isso não significa quarenta dias consecutivos sem chuva, nem que seja necessariamente a época mais quente do ano; <strong>seu comportamento varia conforme a região e a estação</strong>.</p><p>Culturas como milho, feijão, sorgo e certos hortifrutigranjeiros dependem da umidade do solo para continuar se desenvolvendo. Se as reservas estiverem baixas, bastam alguns dias de calor intenso e alta evaporação para desencadear o estresse hídrico.</p><p>Consequentemente, o veranico representa um<strong> risco para a agricultura</strong>, especialmente quando coincide com fases como germinação, estabelecimento da cultura, florescimento ou enchimento de frutos e grãos. Seus impactos podem variar desde uma emergência irregular das plantas até uma produtividade reduzida na colheita.</p><h2>Da semente à colheita: onde ocorrem os maiores danos?</h2><p>Após a <strong>semeadura</strong>, as sementes precisam absorver <strong>grandes quantidades de água</strong> para desencadear a germinação. Se a superfície secar muito rapidamente, a emergência pode ser lenta ou incompleta. Em casos extremos, o produtor precisa replantar, aumentando os custos com sementes, combustível e mão de obra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-impacto-de-la-canicula-en-la-agricultura-riesgos-para-la-siembra-y-la-produccion-agricola-1784780249196.png" data-image="36fe1649k237"><figcaption>O estresse hídrico pode afetar a cultura mesmo antes de as folhas murcharem visivelmente.</figcaption></figure><p>Se a cultura conseguir sobreviver aos dias iniciais, isso não significa que a vitória esteja garantida. Durante a <strong>floração</strong>, o <strong>calor e a falta de água podem reduzir a viabilidade do pólen</strong>, desidratar tecidos e levar ao abortamento de flores ou a uma fertilização deficiente.</p><p> Durante a fase de<strong> enchimento de grãos</strong>, a planta demanda mais água e necessita de folhas vigorosas, capazes de produzir e transportar açúcares para as sementes e os frutos. Quando o estresse é severo, <strong>o ciclo de crescimento é encurtado, resultando em grãos pequenos</strong> ou chochos. </p><div class="texto-destacado">No milho, a má sincronização entre a emergência do pendão e a dos estigmas pode resultar em espigas com poucos grãos.</div><p>No caso do <strong>feijão</strong>, o <strong>número de vagens pode diminuir</strong>; no sorgo, o peso dos grãos é reduzido; e, em culturas de<strong> hortaliças, os frutos produzidos podem ser pequenos ou de qualidade inferior</strong>.</p><p>As <strong>plantas também podem se tornar mais suscetíveis a certas pragas</strong>, embora o impacto específico dependa das condições climáticas e da espécie vegetal. O monitoramento frequente permite uma resposta rápida e evita o uso de inseticidas "por precaução", economizando recursos e protegendo insetos benéficos.</p><h3>Como reduzir o risco sem depender exclusivamente das chuvas</h3><p>O primeiro passo é conservar a água que já chegou ao solo. Deixar restos de cultura, <strong>utilizar culturas de cobertura</strong> ou <strong>aplicar cobertura morta</strong> ajuda a reduzir a evaporação, amenizar variações de temperatura e proteger o solo contra o impacto direto das gotas de chuva.</p><p>Para <strong>otimizar o plantio, as datas podem ser ajustadas</strong> com base em previsões, variedades de ciclo curto ou tolerantes à seca podem ser selecionadas, e a umidade do solo pode ser monitorada antes da semeadura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-impacto-de-la-canicula-en-la-agricultura-riesgos-para-la-siembra-y-la-produccion-agricola-1784780302622.png" data-image="0ig3cmn3tbta"><figcaption>Chuvas fortes ou irrigação intensa após vários dias de seca não garantem que toda a água será aproveitada.</figcaption></figure><p>Onde há disponibilidade de água, a <strong>irrigação por gotejamento </strong>realizada durante as fases de crescimento mais sensíveis pode evitar perdas significativas. Não se trata de irrigar em maior quantidade, mas sim de aplicar o volume necessário próximo às raízes e no momento adequado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779569" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"></a></article></aside><p>O veranico é um fenômeno natural, mas o aumento do calor extremo e a maior variabilidade das chuvas podem intensificar seus efeitos. Para reduzir os riscos, <strong>é fundamental que os produtores estejam bem informados</strong>, que os solos estejam bem protegidos e que se utilizem sementes adaptadas — e, acima de tudo, que se dê atenção às previsões especializadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-impacto-de-um-veranico-na-agricultura-riscos-para-o-plantio-e-a-producao-agricola.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ciclone mudam o tempo com temporais severos e chuvas intensas em 4 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 18:36:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova mudança do tempo atinge o centro-sul do Brasil através da atuação de um ciclone e de uma frente fria que deixam alertas de temporais e chuvas intensas no RS, SC, PR e MS. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados-1785090578387.jpg" data-image="yw3ex3ahgldk" alt="alerta de tempo severo" title="alerta de tempo severo"><figcaption>O desenvolvimento de um ciclone e de uma frente fria, deixa alertas de temporais e chuvas intensas no RS, SC, PR e MS. </figcaption></figure><p>Nova mudança do tempo acontece já a partir desta segunda-feira (27) no Rio Grande do Sul e depois passando a ocorrer nos dias seguintes em Santa Catarina, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, através da formação de um ciclone <strong>extratropical e de sua frente fria que avança por parte do Centro-Sul.</strong></p><p>Para esses estados, <strong>há alertas de temporais e de chuvas intensas</strong>. Quanto aos acumulados, serão mais expressivos no Rio Grande do Sul, onde os volumes podem passar dos 100 mm em 48 horas da segunda-feira (27) até a terça-feira (28).</p><h2>Semana começa com intensa mudança do tempo no RS</h2><p><strong>Ao longo da madrugada,</strong> uma região de instabilidades se desenvolve na Argentina e, por volta do fim da manhã,<strong> temporais atingem o extremo oeste do Rio Grande do Sul.</strong></p><p><strong>No decorrer da tarde</strong>, as instabilidades continuam se desenvolvendo com alerta de chuvas intensas e temporais em todo o Oeste, porção oeste da Campanha e sul da Missões. Mais para o fim do período e início da noite, <strong>o risco de temporais se espalha por toda a metade sul</strong>, incluindo a região de Porto Alegre, estendendo para toda a região da Missões e porção sul do Norte.</p><p><strong>No período da noite, o risco de temporais severos aumenta</strong> em toda a metade sul, principalmente sobre o Oeste, a Campanha e o Sul.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xasds7u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasds7u.jpg" id="xasds7u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na terça-feira (28), o potencial de temporais severos no Rio Grande do Sul continua</strong> na madrugada no Oeste, Missões, Região Central e no sudeste do estado. Na região de Porto Alegre, as chuva acontecem com fraca a moderada intensidade.</p><p><strong>No decorrer da manhã,</strong> essa região mais instável sobre o território gaúcho se une a uma frente fria <strong>eleva o risco de temporais </strong>para toda a metade norte do Rio Grande do Sul, com<strong> alerta de temporais severos e de chuvas intensas</strong> sobre a região Central, Serra e região de Porto Alegre.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No período da tarde</strong><strong>,</strong> <strong>as chuvas continuam de moderada a forte intensidade, mas o risco de tempo severo </strong>diminui com manutenção do tempo instável na metade norte do estado. Além disso, as regiões de divisa de Santa Catarina com o território gaúcho tem previsão de chuvas de até forte intensidade.</p><p><strong>No período da noite,</strong> uma nova região de instabilidade se forma sobre o Rio Grande do Sul trazendo o potencial de mais <strong>uma nova onda de temporais severos e de chuvas intensas</strong>. Alerta para as Missões, Oeste, Região Central, Norte e Serra.</p><h2>Alertas de temporais continua no RS e se espalha para SC, PR e o MS</h2><p>A nova áreas de instabilidade que se formam no Rio o Grande do Sul se desloca rapidamente em direção ao oceano, no processo de formação de um ciclone extratropical e de sua frente fria associada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados-1785090236159.jpg" data-image="ty9bf1gdpb1d" alt="tempo severo" title="tempo severo"><figcaption>Previsão de chuva para a madrugada da quarta-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p>Assim, na madrugada, <strong>há elevado potencial de tempo severo e de chuvas intensas</strong> sobre o Rio Grande do Sul, principalmente sobre o Norte, Serra, região de Porto Alegre e Litoral. Em Santa Catarina, há alertas para o sul e meio-oeste. Já no Paraná, as primeiras instabilidades atingem o extremo oeste e sudoeste, mas provocando mais pancadas isoladas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779569" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/urgente-nova-previsao-reforca-super-el-nino-historico-com-aquecimento-acima-de-3-c.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3°C"></a></article></aside><p><strong>No decorrer da manhã,</strong> a baixa pressão já se encontra no oceano próxima a costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, <strong>com a frente fria em formação</strong>. Alerta de chuvas intensas e de temporais para todo o território catarinense, norte e nordeste gaúchos, sul, sudoeste e extremo oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados-1785090381085.jpg" data-image="ura3ixu4svbv" alt="frente fria e ciclone" title="frente fria e ciclone"><figcaption>Previsão de chuva para a manhã da quarta-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p>No período da tarde, a frente fria já formada avança, <strong>o que reduz as chuvas em todo o Rio Grande do Sul e boa parte de Santa Catarina</strong>, com precipitação ocorrendo com fraca intensidade e muito isoladamente. <strong>Alertas de temporais e chuvas intensas </strong>para todo o Paraná, norte de Santa Catarina e para o Sul do Mato Grosso do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados-1785090420165.jpg" data-image="uejjsflfljk8" alt="previsão de chuva" title="previsão de chuva"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da quarta-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p><strong>A frente fria perde intensidade rapidamente </strong>e já ao longo da noite, não há mais alertas para os estados da Região Sul. <strong>No Mato Grosso do Sul, instabilidades ainda provocam chuvas pontualmente fortes</strong> na faixa central do estado.</p><p>Até a sexta-feira (31), não há mais alertas de chuva ou para algum tipo de transtornos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-mudam-o-tempo-com-temporais-severos-e-chuvas-intensas-em-4-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poucos sabem: o que é o Patrimônio Mundial da UNESCO e por que a seleção muda o destino de um país]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/poucos-sabem-o-que-e-o-patrimonio-mundial-da-unesco-e-por-que-a-selecao-muda-o-destino-de-um-pais.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 17:41:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Atender a esse padrão rigoroso não apenas traz prestígio, reconhecimento público, receita proveniente do turismo e ampla visibilidade, mas também implica o compromisso de preservar um patrimônio insubstituível para as gerações futuras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pocos-lo-saben-que-es-el-patrimonio-mundial-de-la-unesco-y-por-que-ser-elegido-cambia-el-destino-de-un-pais-1784753912546.png" data-image="lixv6cy750x0"><figcaption>Chichén Itzá, no México, é um testemunho da grandeza da civilização maia, com seus templos e pirâmides impressionantes e seu excepcional conhecimento astronômico.</figcaption></figure><p>Obras-primas, paisagens deslumbrantes e destinos singulares ao redor do mundo — entre outros atributos culturais e naturais — são o foco de esforços ativos de preservação e transmissão por parte das<strong> Nações Unidas (ONU)</strong>, por meio de sua agência voltada para a educação, a ciência e a cultura (UNESCO).</p><p>Foi em novembro de <strong>1972 </strong>que esse organismo internacional lançou a <strong>Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO</strong>, com o <strong>objetivo de reconhecer e preservar estruturas notáveis, ruínas históricas e sítios naturais</strong>, promovendo, assim, o prestígio, a conscientização pública e o compromisso com a preservação.</p><div class="texto-destacado">Seu objetivo inclui engajar a comunidade internacional na identificação de bens naturais e culturais de valor universal excepcional. A designação de um aspecto cultural ou de um sítio natural ou arquitetônico compromete o país anfitrião a protegê-lo.</div><p>Caso algum território comece a perder seu valor — devido a desastres, poluição ou guerra, entre outros fatores —, as nações signatárias deste acordo devem colaborar na medida do possível, lançando campanhas de ajuda emergencial. <strong>Até 2025, 196 países de todo o mundo já haviam assinado este acordo</strong>.</p><h2>Vários sucessos de grande impacto e repercussão</h2><p>Este programa, chamado como “Patrimônio Mundial”, alcançou resultados significativos. Entre outras coisas, exerceu pressão para<strong> interromper a construção de uma rodovia planejada nas proximidades das pirâmides de Gizé</strong>, no Egito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pocos-lo-saben-que-es-el-patrimonio-mundial-de-la-unesco-y-por-que-ser-elegido-cambia-el-destino-de-un-pais-1784753937652.png" data-image="ykxb5v254bv1"><figcaption>Machu Picchu, no Peru, situada entre as majestosas montanhas peruanas, combina a arquitetura inca com a natureza, criando uma das paisagens mais deslumbrantes do mundo.</figcaption></figure><p>Também ajudou a<strong> impedir a instalação de uma mina de sal em uma área de reprodução de baleias-cinzentas</strong><strong> no México</strong> e apoiou o <strong>cancelamento de um projeto de barragem nas Victoria Falls, na África</strong>.</p><h3>A força para proteger e valorizar lugares especiais</h3><p>Atualmente, existem cerca de<strong> 1.250 locais na Lista do Patrimônio Mundial</strong>: 972 de importância cultural, 235 de importância natural e 41 de valor misto. Ao longo de cinco décadas, essa iniciativa tornou-se uma força para a valorização e a salvaguarda de locais especiais ao redor do mundo.</p><p><strong>Todos os verões, os Estados-Membros reúnem-se para incluir novos locais</strong>. No inverno, reúnem-se novamente para reconhecer práticas culturais que precisam ser preservadas, inscrevendo-as na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da organização.</p><h2>Praticar o turismo de forma responsável</h2><p>Embora o turismo seja uma forma de reconhecer e apreciar os locais do Patrimônio Mundial, é essencial que seja praticado de maneira responsável para garantir a sua preservação. A UNESCO colabora com os países signatários para <strong>promover o turismo sustentável e assegurar o respeito aos locais e aos seus ecossistemas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pocos-lo-saben-que-es-el-patrimonio-mundial-de-la-unesco-y-por-que-ser-elegido-cambia-el-destino-de-un-pais-1784753988942.png" data-image="1f62tz9qaall"><figcaption>A Grande Muralha da China, uma maravilha da engenharia que se estende por milhares de quilômetros, permanece como um testemunho de séculos de defesa militar e história imperial.</figcaption></figure><p>Participar de atividades de manutenção em diversos locais ou regiões — como <strong>limpeza, remoção de vegetação, reciclagem ou trabalhos de restauração</strong> — promove o engajamento de voluntários, o que é sempre bem-vindo.</p><div class="texto-destacado">Os recursos gerados pelas contribuições dos países signatários do tratado são utilizados para contratar guardas-parque ou restaurar templos.</div><p>Garantir a transmissão, a salvaguarda e a <strong>proteção do patrimônio </strong>é um sinal de respeito por si mesmo e pelos outros. O respeito entre indivíduos e povos é fundamental para a construção da paz e do bem comum. Além disso, a paz é nutrida pelo intercâmbio de conhecimentos e pela convivência entre seres humanos e culturas.</p><h3>Motor de desenvolvimento dinâmico</h3><p>Esses locais, designados como Patrimônio Mundial, podem servir como força motriz para um desenvolvimento dinâmico. O <strong>turismo que respeita os locais protegidos </strong>— bem como as regiões do entorno e as comunidades locais — gera receita para o setor de hospitalidade e impulsiona o artesanato e o comércio em geral.</p><p>O futuro nutre-se do passado, assim como uma planta extrai nutrientes do solo. <strong>Valorizar um local contribui para sua preservação e sobrevivência</strong>, ao mesmo tempo em que garante a atenção necessária por parte dos responsáveis por sua manutenção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO">Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO"></a></article></aside><p>Os tomadores de decisão tomarão conhecimento de sua existência com mais facilidade, e o patrimônio será mais bem protegido. O conceito de <strong>responsabilidade coletiva</strong> acabou levando à criação da Convenção do Patrimônio Mundial, responsável pela manutenção da Lista do Patrimônio Mundial.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="National%20Geographic%20Staff" data-year="2026" data-title="What%20is%20UNESCO%20World%20Heritage%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Ftravel%2Fworld-heritage%2Farticle%2Fabout-1">National Geographic Staff. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/world-heritage/article/about-1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">What is UNESCO World Heritage?</a>.</cite><br><cite data-author="UNESCO" data-year="2025" data-title="El%20patrimonio%20mundial%20de%20la%20UNESCO" data-url="https%3A%2F%2Fshop.unesco.org%2Fes%2Fblogs%2Fnews%2Fel-patrimonio-mundial-de-la-unesco%3Fsrsltid%3DAfmBOopBee_SnVx0UEku6RkOrawLFxAGGTpqNen2xCJGuT6d11HLYWKr">UNESCO. (2025). <a href="https://shop.unesco.org/es/blogs/news/el-patrimonio-mundial-de-la-unesco?srsltid=AfmBOopBee_SnVx0UEku6RkOrawLFxAGGTpqNen2xCJGuT6d11HLYWKr" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El patrimonio mundial de la UNESCO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/poucos-sabem-o-que-e-o-patrimonio-mundial-da-unesco-e-por-que-a-selecao-muda-o-destino-de-um-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça a bandeirinha, ave verde e amarelo que ajuda a regenerar florestas brasileiras]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/conheca-a-bandeirinha-ave-verde-e-amarelo-que-ajuda-a-regenerar-florestas-brasileiras.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 14:56:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com apenas 11 centímetros, o gaturamo-bandeira dispersa sementes, indica a qualidade ambiental e reforça a importância da conservação da Mata Atlântica para a manutenção da biodiversidade brasileira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-bandeirinha-ave-verde-e-amarelo-ajuda-a-regenerar-florestas-brasileiras-1784837411828.jpg" data-image="xaaxo4i5h5hr" alt="Gaturamo-bandeira é pequena, mas dispersa sementes, indica a qualidade ambiental e depende da preservação da Mata Atlântica" title="Gaturamo-bandeira é pequena, mas dispersa sementes, indica a qualidade ambiental e depende da preservação da Mata Atlântica"><figcaption>Gaturamo-bandeira é pequena, mas dispersa sementes, indica a qualidade ambiental e depende da preservação da Mata Atlântica. Crédito: Divulgação Metrópoles</figcaption></figure><p>A <strong>bandeirinha</strong> (<em>Chlorophonia cyanea</em>), também conhecida como gaturamo-bandeira, é <strong>uma das aves mais coloridas da fauna brasileira</strong>. Com plumagem que remete às cores da bandeira nacional, a espécie vai muito além do apelo visual: desempenha um papel estratégico na regeneração das florestas ao dispersar sementes e favorecer a reprodução de diversas espécies vegetais.</p><p>Encontrada principalmente na Mata Atlântica, a ave vive nas copas das árvores e alimenta-se, sobretudo, de frutos. Sua dieta também inclui insetos, néctar e pequenas larvas, o que contribui para o equilíbrio ecológico dos ambientes onde ocorre. Apesar de não estar globalmente ameaçada de extinção, a espécie enfrenta desafios relacionados à <strong>degradação de seu habitat e à captura ilegal para o tráfico de animais </strong>silvestres.</p><p>Com cerca de 11 centímetros de comprimento e peso médio de apenas 13 gramas, o macho apresenta uma <strong>combinação marcante de cabeça verde, dorso azul e ventre amarelo</strong>, enquanto a fêmea possui coloração predominantemente verde, mais discreta. Essas características fazem da bandeirinha uma das aves mais apreciadas por observadores da natureza.</p><h2>Dispersora de sementes e aliada das florestas</h2><p>Especialistas destacam que <strong>a principal contribuição da espécie está na dispersão de sementes. </strong>Ao consumir frutos e eliminar as sementes em diferentes locais, a ave favorece o surgimento de novas plantas e contribui para a recuperação de áreas florestais, especialmente nas matas tropicais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-bandeirinha-ave-verde-e-amarelo-ajuda-a-regenerar-florestas-brasileiras-1784837564417.jpg" data-image="55p079igbdov" alt="Ave que chama atenção pelas cores vivas tem assobio melodioso descendente e canto fraco. Alimenta-se de frutas, folhas e néctar." title="Ave que chama atenção pelas cores vivas tem assobio melodioso descendente e canto fraco. Alimenta-se de frutas, folhas e néctar."><figcaption>A ave chama atenção pelas cores vivas, o assobio melodioso e descendente. Alimenta-se de frutas, folhas e néctar. Crédito: Rudimar Narciso Cipriani</figcaption></figure><p>Segundo o biólogo Guilherme Henrique Silva de Freitas, do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UnB), a bandeirinha integra o <strong>grupo das aves frugívoras, essenciais para o funcionamento dos ecossistemas</strong>. De acordo com o pesquisador, essas espécies desempenham papel fundamental no sucesso reprodutivo das plantas das florestas neotropicais, promovendo a renovação da vegetação e ampliando a diversidade vegetal.</p><p>Além de beneficiar diretamente as plantas, a dispersão de sementes <strong>fortalece toda a cadeia ecológica. </strong>Florestas mais diversas oferecem alimento e abrigo para diferentes espécies de animais, aumentando a resiliência dos ecossistemas frente às mudanças ambientais e aos impactos causados pela ação humana.</p><h2>Indicadora da qualidade ambiental</h2><p>Outro aspecto importante da bandeirinha é sua capacidade de <strong>indicar a qualidade dos ambientes onde vive</strong>. A bióloga Morgana Bruno, professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), explica que a espécie depende de florestas bem preservadas, com abundância de alimento e condições adequadas para sua sobrevivência.</p><div class="texto-destacado">Por essa razão, a presença do gaturamo-bandeira é considerada um importante bioindicador da integridade ambiental. Quando a ave é encontrada em determinada região, isso costuma indicar que a floresta mantém níveis satisfatórios de conservação e biodiversidade, servindo como referência para pesquisadores e iniciativas de monitoramento da fauna.</div><p>Em contrapartida, a ausência da espécie em áreas onde ela historicamente ocorria pode sinalizar processos de degradação ambiental, como<strong> perda de vegetação nativa, fragmentação das matas e redução da disponibilidade de recursos naturais.</strong></p><h2>Conservação depende da proteção da Mata Atlântica</h2><p>Embora seja classificada como uma espécie de menor preocupação quanto ao risco de extinção, a bandeirinha enfrenta <strong>ameaças crescentes. </strong>A destruição e a fragmentação da Mata Atlântica, impulsionadas principalmente pela expansão urbana e agropecuária, reduzem os ambientes adequados para sua sobrevivência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778174" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica">Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537_320.jpg" alt="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"></a></article></aside><p>Outro fator preocupante é o <strong>tráfico de animais silvestres</strong>, que retira indivíduos da natureza e compromete populações locais. A captura ilegal continua sendo uma das principais pressões sobre diversas espécies de aves brasileiras, especialmente aquelas de plumagem chamativa.</p><p>Especialistas defendem que a proteção das áreas de vegetação nativa, o combate ao comércio ilegal de fauna e o incentivo à observação de aves em seu ambiente natural são medidas fundamentais para garantir a conservação do gaturamo-bandeira. Ao preservar essa pequena ave, também se fortalece<strong> a capacidade das florestas brasileiras de se regenerarem naturalmente</strong>, beneficiando toda a biodiversidade e os serviços ambientais essenciais para a sociedade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Metr%C3%B3poles" data-year="2026" data-title="Bandeirinha%3A%20ave%20verde%20e%20amarelo%20ajuda%20a%20regenerar%20florestas%20brasileiras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.metropoles.com%2Fciencia%2Fave-bandeirinha-verde-amarela%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4%23goog_rewarded">Metrópoles. (2026). <a href="https://www.metropoles.com/ciencia/ave-bandeirinha-verde-amarela?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bandeirinha: ave verde e amarelo ajuda a regenerar florestas brasileiras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/conheca-a-bandeirinha-ave-verde-e-amarelo-que-ajuda-a-regenerar-florestas-brasileiras.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tabu da mudança climática: por que cientistas incentivam a falar sobre o "pior cenário possível"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-tabu-da-mudanca-climatica-por-que-cientistas-incentivam-a-falar-sobre-o-pior-cenario-possivel.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 12:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cada vez mais pesquisadores defendem a discussão aberta dos piores cenários das mudanças climáticas, não para gerar medo, mas para antecipar riscos que ainda podem ser mitigados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-tabu-del-cambio-climatico-por-que-los-cientificos-urgen-a-hablar-del-peor-escenario-posible-1784803404526.jpeg" data-image="cw0rfh9xlpxc"><figcaption>Explicar as consequências das mudanças climáticas é fundamental, mas sempre com rigor científico.</figcaption></figure><p>Ao discutir as <strong>mudanças climáticas</strong>, a maioria dos relatórios científicos se concentra nos cenários mais prováveis, uma estratégia lógica do ponto de vista científico.</p><p>No entanto, um número crescente de especialistas acredita que essa forma de comunicar o risco está deixando de lado uma parte crucial do problema.</p><p>Esses são os processos capazes de desencadear<strong> consequências muito mais graves do que aquelas normalmente discutidas no debate público</strong>, e que poderiam ter impactos enormes nas sociedades humanas caso ocorressem, mesmo que sua probabilidade seja menor.</p><h2>Um cenário extremo não significa que ele irá acontecer</h2><p>A mensagem central dos cientistas é que<strong> existe uma diferença fundamental entre um cenário possível e um cenário evitável</strong>.</p><p>Por exemplo, alguns estudos consideram a possibilidade de que, ao longo dos próximos séculos, o derretimento acelerado da Groenlândia e da Antártica Ocidental cause uma elevação do nível do mar muito maior do que a atualmente projetada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Hemos presentado el Informe sobre el estado del clima de España 2025.<br><br>Detalla los aspectos más destacados climatológicamente hablando del pasado año y las tendencias observadas en las últimas décadas.<br><br>Puedes descargarlo aquí <a href="https://t.co/VXBbGbbjg2">https://t.co/VXBbGbbjg2</a><br><br>Sigue el hilo <a href="https://t.co/N83kQI9xR4">pic.twitter.com/N83kQI9xR4</a></p>— AEMET (@AEMET_Esp) <a href="https://x.com/AEMET_Esp/status/2067195615117750545?ref_src=twsrc%5Etfw">June 17, 2026</a></blockquote></figure><p>Os pesquisadores insistem que esses<strong> tipos de cenários não representam a evolução mais provável do clima, mas também não podem ser descartados</strong> com o conhecimento científico atual.</p><h2>O negacionismo e o derrotismo em cena</h2><p>Por um lado,<strong> algumas pessoas subestimam o problema</strong> porque as consequências potenciais mais extremas nunca são explicadas. Por outro lado, quando essas consequências aparecem isoladamente em certas mensagens, podem gerar uma sensação de inevitabilidade que leva ao<strong> derrotismo climático</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779912" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mudanca-climatica-novo-metodo-corrige-decadas-de-erros-na-medicao-da-neve-do-himalaia.html" title="Mudança climática: novo método corrige décadas de erros na medição da neve do Himalaia">Mudança climática: novo método corrige décadas de erros na medição da neve do Himalaia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mudanca-climatica-novo-metodo-corrige-decadas-de-erros-na-medicao-da-neve-do-himalaia.html" title="Mudança climática: novo método corrige décadas de erros na medição da neve do Himalaia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cambio-climatico-un-nuevo-metodo-corrige-decadas-de-errores-al-medir-la-nieve-del-himalaya-1784304602738_320.jpg" alt="Mudança climática: novo método corrige décadas de erros na medição da neve do Himalaia"></a></article></aside><p>Os pesquisadores acreditam que<strong> ambos os extremos dificultam a ação</strong>, porque se a população acredita que o problema é menos grave do que realmente é, a percepção do risco diminui. Por outro lado, se as pessoas pensam que tudo está perdido, a motivação para reduzir as emissões e se adaptar às mudanças climáticas também desaparece.</p><h2>Uma nova avaliação global de risco climático</h2><p>Os pesquisadores destacam que a última grande avaliação focada especificamente nos riscos climáticos globais já tem mais de uma década. Desde então, o conhecimento científico avançou consideravelmente e <strong>novas evidências surgiram a respeito de processos potencialmente irreversíveis</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The IPCC scenario developers have officially dropped RCP8.5 the high-emissions pathway that was treated for years as the default business-as-usual scenario in thousands of climate studies. <br><br>We at CERES were among the first to criticise it in the peer-reviewed literature <a href="https://t.co/wgQGwcaXTA">pic.twitter.com/wgQGwcaXTA</a></p>— Dr. Ronan Connolly (@1RonanConnolly) <a href="https://x.com/1RonanConnolly/status/2059199059932463236?ref_src=twsrc%5Etfw">May 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Portanto,<strong> eles propõem o desenvolvimento de uma nova avaliação internacional</strong> que analise tanto os melhores quanto os piores cenários plausíveis, para que governos, empresas e cidadãos tenham uma visão mais completa das possíveis consequências das decisões atuais.</p><h3>Compreender os riscos para poder evitá-los</h3><p>A mensagem final dos cientistas é clara: <strong>conhecer os piores cenários não significa presumir que eles ocorrerão</strong>. Pelo contrário, ter uma avaliação de risco rigorosa permite um melhor planejamento de estratégias de mitigação e adaptação antes que seja tarde demais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-tabu-del-cambio-climatico-por-que-los-cientificos-urgen-a-hablar-del-peor-escenario-posible-1784816339538.png" data-image="k288yet6636s"><figcaption>É necessária uma nova evolução para analisar todos os cenários possíveis, a fim de promover uma melhor adaptação aos impactos das mudanças climáticas.</figcaption></figure><p>Tudo isso em um contexto onde cada décimo de grau conta, e entender o que pode acontecer, e<strong> o que ainda temos tempo para evitar</strong>, pode se tornar uma das ferramentas mais importantes para enfrentar as mudanças climáticas nas próximas décadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Stott%2C%20Peter" data-year="2026" data-title="Why%20climate%20scientists%20need%20to%20talk%20more%20about%20the%20very%20worst%E2%80%91case%20scenarios" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fwhy-climate-scientists-need-to-talk-more-about-the-very-worst-case-scenarios-286902">Stott, Peter. (2026). <a href="https://theconversation.com/why-climate-scientists-need-to-talk-more-about-the-very-worst-case-scenarios-286902" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Why climate scientists need to talk more about the very worst‑case scenarios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-tabu-da-mudanca-climatica-por-que-cientistas-incentivam-a-falar-sobre-o-pior-cenario-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova pesquisa revela um obstáculo para alcançar o oceano subterrâneo da lua Europa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-pesquisa-revela-um-obstaculo-para-alcancar-o-oceano-subterraneo-da-lua-europa.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 10:32:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Considerada um dos locais mais promissores para encontrar vida extraterrestre, Europa pode esconder um oceano muito mais difícil de acessar do que se pensava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-pesquisa-revela-um-obstaculo-para-alcancar-o-oceano-subterraneo-da-lua-europa-1785011568045.png" data-image="1hwhyjaxlrwk" alt="Europa é considerada um dos lugares mais promissores do Sistema Solar para a busca por vida, mas um novo estudo indica que acessar seu oceano subterrâneo pode ser difícil. Crédito: NASA" title="Europa é considerada um dos lugares mais promissores do Sistema Solar para a busca por vida, mas um novo estudo indica que acessar seu oceano subterrâneo pode ser difícil. Crédito: NASA"><figcaption>Europa é considerada um dos lugares mais promissores do Sistema Solar para a busca por vida, mas um novo estudo indica que acessar seu oceano subterrâneo pode ser difícil. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>A lua Europa, um dos principais satélites de Júpiter, é um dos alvos mais importantes da astrobiologia por reunir condições favoráveis à existência de vida. <strong>Nos últimos anos, ela passou a ser prioridade para missões espaciais dedicadas à exploração do Sistema Solar exterior</strong>, como a sonda Europa Clipper e a missão JUICE.</p><p><strong>O principal motivo para esse interesse é a evidência de que Europa abriga um oceano de água líquida sob uma camada de gelo.</strong> A interação entre água, rochas do interior e fontes de energia química cria um ambiente que pode reunir ingredientes para a vida.</p><p><strong>Um novo estudo sugere que investigar esse oceano pode ser mais difícil do que se imaginava. </strong>A pesquisa indica que os processos geológicos responsáveis por transportar material do interior para a superfície talvez não sejam tão eficientes quanto apontavam modelos anteriores.</p><h2>Lua Europa</h2><p><strong>Europa é a quarta maior lua de Júpiter e possui um diâmetro de aproximadamente 3.120 quilômetros</strong>, sendo ligeiramente menor que a Lua da Terra. Sua superfície é composta por gelo de água e apresenta poucas crateras de impacto, indicando que é geologicamente jovem. </p><div class="texto-destacado">Fraturas e longas faixas escuras atravessam a crosta, mostrando intensa atividade tectônica provocada pelas forças de maré exercidas por Júpiter.</div><p><strong>Diversas observações indicam que, sob essa camada de gelo, existe um oceano global de água líquida em contato com um interior rochoso</strong>. Esse oceano é mantido no estado líquido pelo aquecimento gerado pela deformação gravitacional causada por Júpiter e por outras luas do sistema. </p><h2>Missão para investigar o oceano</h2><p>Há diversas missões com o objeto de estudar mais sobre a lua Europa e sobre seu oceano de água líquida. <strong>A missão Europa Clipper realizará dezenas de sobrevoos para mapear a espessura da camada de gelo</strong>, investigar sua estrutura interna e identificar regiões onde o oceano possa estar mais próximo da superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-pesquisa-revela-um-obstaculo-para-alcancar-o-oceano-subterraneo-da-lua-europa-1785011609857.png" data-image="lw222p72myvy" alt="Sob a espessa camada de gelo de Europa existe um oceano de água líquida, mantido pelo aquecimento das forças de maré de Júpiter e considerado um ambiente potencialmente habitável. Crédito: NASA" title="Sob a espessa camada de gelo de Europa existe um oceano de água líquida, mantido pelo aquecimento das forças de maré de Júpiter e considerado um ambiente potencialmente habitável. Crédito: NASA"><figcaption>Sob a espessa camada de gelo de Europa existe um oceano de água líquida, mantido pelo aquecimento das forças de maré de Júpiter e considerado um ambiente potencialmente habitável. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>No longo prazo, conceitos de exploração incluem sondas capazes de perfurar a crosta gelada. </strong>Após atravessar o gelo, esses veículos poderiam liberar pequenos robôs subaquáticos destinados a analisar a composição da água e buscar possíveis bioassinaturas. </p><h2>Um obstáculo inesperado</h2><p>No entanto, essa ideia vai ter que esperar mais um pouco. Pesquisadores usaram simulações computacionais para investigar <strong>se a água líquida do oceano poderia subir por fraturas na crosta de gelo e formar reservatórios próximos à superfície.</strong> Os resultados indicaram que a água congela antes de alcançar a superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html" title="A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigênio desde o início">A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigênio desde o início</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html" title="A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigênio desde o início"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-first-complex-life-on-earth-may-have-needed-oxygen-all-along-1781333259697_320.jpg" alt="A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigênio desde o início"></a></article></aside><p>O estudo também mostra que, mesmo que reservatórios de água líquida sejam encontrados sob a superfície, eles podem não estar conectados ao oceano. Em vez disso<strong>, esses reservatórios poderiam ter sido formados localmente pelo derretimento do próprio gelo da crosta, sem transportar material proveniente do oceano.</strong></p><h2>Turbulência</h2><p>O novo estudo indica que a turbulência também desempenha um papel no transporte de água através da crosta de gelo de Europa. <strong>Em vez de subir de forma ordenada, a água líquida se deslocaria de maneira caótica pelas fraturas.</strong> Como consequência, a água pode atingir temperaturas abaixo do ponto de congelamento e formar cristais de gelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-pesquisa-revela-um-obstaculo-para-alcancar-o-oceano-subterraneo-da-lua-europa-1785011641264.png" data-image="vs0xd280u0sh" alt="Simulações mostram que a água do oceano de Europa pode congelar antes de alcançar a superfície, tornando esse caminho muito menos eficiente do que sugeriam os modelos anteriores. Crédito: NASA" title="Simulações mostram que a água do oceano de Europa pode congelar antes de alcançar a superfície, tornando esse caminho muito menos eficiente do que sugeriam os modelos anteriores. Crédito: NASA"><figcaption>Simulações mostram que a água do oceano de Europa pode congelar antes de alcançar a superfície, tornando esse caminho muito menos eficiente do que sugeriam os modelos anteriores. Crédito: NASA</figcaption></figure><p>As simulações mostram que fraturas podem congelar completamente em poucas horas, <strong>enquanto fissuras mais largas não transportariam grandes volumes de água até próximo da superfície. </strong>Segundo os pesquisadores, isso sugere que a crosta de gelo constitui uma barreira muito mais eficiente entre o oceano e a superfície do que se imaginava. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ojha%20et%20al" data-year="2026" data-title="Limited%20direct%20fluid%20exchange%20between%20the%20deep%20subsurface%20ocean%20and%20the%20shallow%20subsurface%20environment%20of%20Europa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02918-2">Ojha et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02918-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Limited direct fluid exchange between the deep subsurface ocean and the shallow subsurface environment of Europa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nova-pesquisa-revela-um-obstaculo-para-alcancar-o-oceano-subterraneo-da-lua-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Paisagem hídrica do Cerrado muda com avanço de reservatórios artificiais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paisagem-hidrica-do-cerrado-muda-com-avanco-de-reservatorios-artificiais.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 09:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Levantamento do MapBiomas revela redução de 38% da superfície de rios, lagos e lagoas naturais desde 1985, enquanto barragens e açudes avançam, alterando o equilíbrio hídrico do bioma brasileiro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paisagem-hidrica-do-cerrado-muda-com-avanco-de-reservatorios-artificiais-1785012327495.jpg" data-image="lvyqlz67uhrw" alt="A expansão das hidrelétricas alagou 312 mil hectares de vegetação nativa ao longo dessas quatro décadas – Foto: Thiago Amaral/Governo do Piauí" title="A expansão das hidrelétricas alagou 312 mil hectares de vegetação nativa ao longo dessas quatro décadas – Foto: Thiago Amaral/Governo do Piauí"><figcaption>A expansão das hidrelétricas alagou 312 mil hectares de vegetação nativa ao longo dessas quatro décadas – Foto: Thiago Amaral</figcaption></figure><p><strong>A paisagem hídrica do Cerrado brasileiro</strong> vem passando por uma transformação profunda nas últimas quatro décadas. Dados do MapBiomas, produzidos em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), mostram que<strong> a superfície ocupada por rios, lagos e lagoas naturais no bioma diminuiu 38% entre 1985 e 2025.</strong> No mesmo período, a área coberta por barragens, açudes e outros reservatórios artificiais cresceu 87%.</p><p>O levantamento evidencia uma <strong>mudança significativa </strong>na forma como a água está distribuída em um dos principais biomas do país. Conhecido como o "berço das águas" do Brasil, o Cerrado abriga nascentes que alimentam importantes bacias hidrográficas nacionais, tornando as alterações em sua dinâmica hídrica motivo de preocupação para pesquisadores e gestores ambientais.</p><p>Segundo o professor Pedro Luiz Côrtes, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) e da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), os dados refletem<strong> o aumento da intervenção humana sobre o território.</strong> "Durante muito tempo, o bioma foi considerado uma região pouco produtiva. Posteriormente, em razão de suas inúmeras nascentes, que alimentam importantes bacias hidrográficas brasileiras, passou a despertar interesse para a construção de barragens e usinas hidrelétricas destinadas à geração de energia, à irrigação e ao abastecimento urbano", explica.</p><h2>Mudanças preocupam especialistas</h2><p>A análise do MapBiomas foi realizada com base em<strong> imagens dos satélites Landsat, que possuem resolução espacial de 30 metros. </strong>Essa limitação impede o mapeamento detalhado de corpos d'água menores e dificulta estimativas precisas sobre o volume total de água disponível no bioma.</p><div class="texto-destacado">Apesar dessa restrição, os resultados apontam uma tendência consistente: corpos hídricos naturais com dimensões superiores a 30 metros estão diminuindo, enquanto reservatórios artificiais se tornam cada vez mais presentes na paisagem. A expansão dessas estruturas acompanha o crescimento das demandas por geração de energia, irrigação agrícola e abastecimento das cidades.</div><p>Embora barragens e açudes desempenhem papel estratégico para o desenvolvimento econômico, especialistas alertam que <strong>a substituição de ambientes naturais por estruturas artificiais pode alterar o funcionamento dos ecossistemas </strong>e comprometer processos ecológicos essenciais para a manutenção dos recursos hídricos.</p><h2>Impactos para a segurança hídrica</h2><p>As mudanças registradas no Cerrado podem produzir efeitos que ultrapassam os limites do próprio bioma. Como grande parte das principais bacias hidrográficas brasileiras depende das nascentes localizadas na região, alterações na disponibilidade e na dinâmica das águas têm potencial para <strong>afetar o abastecimento, a produção agrícola e a geração de energia em diferentes partes do país.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748767" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ons-alerta-para-queda-nos-niveis-de-reservatorios-com-previsao-de-chuvas-abaixo-da-media.html" title="ONS alerta para queda nos níveis de reservatórios com previsão de chuvas abaixo da média">ONS alerta para queda nos níveis de reservatórios com previsão de chuvas abaixo da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ons-alerta-para-queda-nos-niveis-de-reservatorios-com-previsao-de-chuvas-abaixo-da-media.html" title="ONS alerta para queda nos níveis de reservatórios com previsão de chuvas abaixo da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ons-alerta-para-queda-nos-niveis-de-reservatorios-com-previsao-de-chuvas-abaixo-da-media-1768257317454_320.png" alt="ONS alerta para queda nos níveis de reservatórios com previsão de chuvas abaixo da média"></a></article></aside><p>De acordo com Pedro Luiz Côrtes, a expansão dos reservatórios precisa ser acompanhada por<strong> avaliações contínuas de seus impactos ambientais acumulados. </strong>A redução de áreas naturais pode comprometer nascentes, modificar o regime dos rios e aumentar a vulnerabilidade das regiões durante períodos de estiagem prolongada, que tendem a se tornar mais frequentes com as mudanças climáticas.</p><p>Para o pesquisador, o monitoramento permanente da paisagem hídrica é uma <strong>ferramenta fundamental para orientar políticas públicas</strong> e estratégias de conservação. A preservação dos corpos d'água naturais do Cerrado é considerada essencial para garantir a segurança hídrica das populações, proteger a biodiversidade e assegurar o equilíbrio das bacias hidrográficas que dependem das águas do bioma.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20da%20USP" data-year="2026" data-title="Paisagem%20h%C3%ADdrica%20do%20Cerrado%20muda%20com%20avan%C3%A7o%20de%20reservat%C3%B3rios%20artificiais" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.usp.br%2Fradio-usp%2Fpaisagem-hidrica-do-cerrado-muda-com-avanco-de-reservatorios-artificiais%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Jornal da USP. (2026). <a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/paisagem-hidrica-do-cerrado-muda-com-avanco-de-reservatorios-artificiais/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Paisagem hídrica do Cerrado muda com avanço de reservatórios artificiais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/paisagem-hidrica-do-cerrado-muda-com-avanco-de-reservatorios-artificiais.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos acompanham uma galáxia massiva crescendo 1,2 bilhões de anos após Big Bang]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 22:52:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Observado no Universo primitivo, o grupo compacto de seis galáxias pode representar um estágio inicial da formação de uma galáxia elíptica gigante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang-1785011969511.png" data-image="3uwxp78ypjs9" alt="Astrônomos observaram seis galáxias jovens em processo de fusão apenas 1,2 bilhão de anos após o Big Bang. Juntas, elas deverão formar uma única galáxia muito mais massiva." title="Astrônomos observaram seis galáxias jovens em processo de fusão apenas 1,2 bilhão de anos após o Big Bang. Juntas, elas deverão formar uma única galáxia muito mais massiva."><figcaption>Astrônomos observaram seis galáxias jovens em processo de fusão apenas 1,2 bilhão de anos após o Big Bang. Juntas, elas deverão formar uma única galáxia muito mais massiva. </figcaption></figure><p><strong>As primeiras observações do telescópio James Webb revelaram a existência de galáxias massivas quando o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos.</strong> Essas descobertas levantaram novas questões sobre a rapidez com que grandes estruturas puderam se formar após o Big Bang. </p><p>As galáxias crescem por diferentes mecanismos, como a formação contínua de estrelas a partir da acreção de gás e a fusão com outras galáxias. No modelo cosmológico atual, <strong>colisões e fusões entre sistemas menores desempenham um papel principal na construção de galáxias cada vez mais massivas. </strong></p><p><strong>Agora, astrônomos identificaram um grupo compacto de seis galáxias jovens em interação quando o Universo tinha pouco mais de 1,2 bilhão de anos. </strong>As evidências indicam que esses sistemas estão em processo de fusão e poderão formar uma única galáxia muito mais massiva. </p><h2>Fusão de galáxias</h2><p>As fusões de galáxias ocorrem quando <strong>dois ou mais sistemas ficam gravitacionalmente ligados e passam a interagir durante centenas de milhões ou até bilhões de anos.</strong> Nesse processo, as estrelas raramente colidem diretamente, mas a gravidade altera suas órbitas e redistribui o gás, a poeira e a matéria escura. </p><div class="texto-destacado">As interações também podem desencadear intensos episódios de formação estelar e alimentar os buracos negros supermassivos centrais.</div><p><strong>À medida que as galáxias se aproximam, a fricção dinâmica faz com que percam energia orbital e espiralem em direção uma da outra.</strong> Após sucessivas passagens, seus discos e halos de matéria escura se sobrepõem até que os núcleos se fundam em um único sistema. </p><h2>Como as galáxias crescem?</h2><p>O crescimento das galáxias ocorre por diferentes mecanismos ao longo da história cósmica. <strong>Um deles é a acreção contínua de gás do meio intergaláctico, que fornece matéria-prima para a formação de novas estrelas.</strong> Outro mecanismo é a incorporação de galáxias menores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang-1785011996707.png" data-image="i6c34p8akvlg" alt="O James Webb registrou um momento extremamente raro da evolução galáctica, capturando um sistema em plena fase de montagem durante o Universo primordial. Crédito: Laishram et al." title="O James Webb registrou um momento extremamente raro da evolução galáctica, capturando um sistema em plena fase de montagem durante o Universo primordial. Crédito: Laishram et al."><figcaption>O James Webb registrou um momento extremamente raro da evolução galáctica, capturando um sistema em plena fase de montagem durante o Universo primordial. Crédito: Laishram et al.</figcaption></figure><p>No modelo cosmológico ΛCDM, as fusões galácticas são um dos principais processos responsáveis pela formação das maiores galáxias do Universo. <strong>Pequenas galáxias surgem primeiro e, ao longo do tempo, unem-se por meio de sucessivas interações gravitacionais.</strong></p><h2>Sistema com 6 galáxias</h2><p><strong>A nova pesquisa analisou um grupo de seis galáxias jovens, denominado SCGG-z5, quando o Universo tinha apenas cerca de 1,2 bilhão de anos.</strong> Os pesquisadores confirmaram que todas as seis galáxias pertencem ao mesmo sistema e ocupam uma região com apenas cerca de 52 mil anos-luz de extensão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774584" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está evaporando sob o calor de seu próprio sol"></a></article></aside><p>Todas as seis galáxias exibem morfologias irregulares e sinais de intensa interação gravitacional.<strong> A análise das velocidades mostra que elas podem realizar múltiplas aproximações em aproximadamente 14 milhões de anos.</strong> Esse sistema é vislumbre do nascimento de uma galáxia massiva no Universo jovem.</p><h2>Observações</h2><p><strong>Comparações com a simulação cosmológica EAGLE indicam que as seis galáxias do sistema SCGG-z5 devem se fundir completamente em uma única galáxia em 400 milhões de anos.</strong> Após essa fusão, o novo sistema continuará acumulando massa por meio da acreção de gás e de novas interações gravitacionais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang-1785012024252.png" data-image="6tyjhuadutic" alt="A descoberta pode ajudar a explicar como galáxias gigantes já existiam tão cedo na história do Universo, um dos principais desafios da Cosmologia. Crédito: Laishram et al." title="A descoberta pode ajudar a explicar como galáxias gigantes já existiam tão cedo na história do Universo, um dos principais desafios da Cosmologia. Crédito: Laishram et al."><figcaption>A descoberta pode ajudar a explicar como galáxias gigantes já existiam tão cedo na história do Universo, um dos principais desafios da Cosmologia. Crédito: Laishram et al.</figcaption></figure><p>As previsões sugerem que ele poderá atingir uma massa estelar próxima de 100 bilhões de massas solares e tornar-se a galáxia central de um aglomerado. <strong>Os pesquisadores estimam que todo o processo dure aproximadamente 800 milhões de anos.</strong> Isso significa que o James Webb registrou o sistema em uma fase curta de sua evolução.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Laishram%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20Compact%20Proto-group%20at%20z%E2%88%BC5%3A%20A%20Massive%20Galaxy%20Caught%20in%20Formation" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2607.11182">Laishram et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2607.11182" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Compact Proto-group at z∼5: A Massive Galaxy Caught in Formation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-acompanham-uma-galaxia-massiva-crescendo-1-2-bilhoes-de-anos-apos-big-bang.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[McDonald’s preserva estrada romana de mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 21:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Descoberta arqueológica durante as obras de uma unidade do McDonald’s nos arredores de Roma levou à preservação de um antigo trecho da Via Ápia, hoje integrado ao restaurante e aberto gratuitamente ao público.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665635789.jpg" data-image="ih0t0nbptlyg" alt="Esqueleto romano encontrado sobre McDonald's na Itália - Gary He/Mc Atlas À primeira vista, a unidade do McDonald’s locali" title="Esqueleto romano encontrado sobre McDonald's na Itália - Gary He/Mc Atlas À primeira vista, a unidade do McDonald’s locali"><figcaption>Esqueleto romano encontrado sobre McDonald's na Itália - Crédito: Gary He/Mc Atlas</figcaption></figure><p>Uma<strong> unidade do McDonald’s</strong> localizada em Frattocchie, distrito da cidade de Marino, nos arredores de Roma, chama a atenção por <strong>abrigar um sítio arqueológico preservado em seu interior</strong>. Sob pisos de vidro, clientes e visitantes podem observar um trecho de uma antiga estrada romana, construída há mais de dois mil anos, além de réplicas de esqueletos encontrados durante escavações realizadas no local.</p><p>A descoberta aconteceu em 2014, quando equipes trabalhavam na construção do restaurante. Durante as obras, arqueólogos identificaram<strong> um segmento de uma antiga via romana ligada à Via Ápia, uma das estradas mais importantes do Império Romano.</strong> Em vez de interromper o projeto, a empresa decidiu adaptar a construção para preservar o patrimônio histórico.</p><p>Para viabilizar a conservação do sítio arqueológico, o McDonald’s investiu cerca de 300 mil euros na restauração da estrutura e na criação de um espaço de visitação integrado ao restaurante. O caso ganhou repercussão internacional e foi destacado pelo escritor Gary He no livro<strong> McAtlas: A Global Guide to the Golden Arches</strong>, que reúne algumas das unidades mais inusitadas da rede ao redor do mundo.</p><h2>Restaurante une alimentação e patrimônio histórico</h2><p>Após três anos de trabalhos de conservação, <strong>o antigo trecho da estrada passou a fazer parte da arquitetura da unidade</strong>. Um corredor com piso de vidro foi instalado entre o estacionamento e o interior do restaurante, permitindo que os visitantes acompanhem de perto a estrutura arqueológica enquanto circulam pelo espaço.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665775586.jpg" data-image="a25gkl62k292" alt="Unidade da McDonald´s na Itália foi considera o primeiro restaurante-museu da empresa. Crédito: Getty Images" title="Unidade da McDonald´s na Itália foi considera o primeiro restaurante-museu da empresa. Crédito: Getty Images"><figcaption>Unidade da McDonald´s na Itália foi considera o primeiro restaurante-museu da empresa. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Segundo Gary He, também é possível observar o sítio durante a refeição graças a áreas com piso transparente distribuídas no restaurante. Além disso, <strong>o acesso ao patrimônio histórico não depende do consumo de produtos.</strong> O local possui uma entrada independente, localizada atrás da pista de drive-thru, com visitação gratuita ao público.</p><p>Na época da inauguração, o então diretor-geral do McDonald’s Itália, Mario Federico, definiu a unidade como<strong> o primeiro “museu-restaurante” da empresa. </strong>A proposta combina a operação comercial da rede de fast-food com a preservação de um patrimônio arqueológico de relevância histórica para a região.</p><h2>Trecho integra antiga ligação com a Via Ápia</h2><p>A descoberta ocorreu em <strong>Frattocchie</strong>, localidade conhecida na Antiguidade como Bovillae, situada na região italiana do Lácio. Durante o período romano, a<strong> área era conectada por diversas estradas que levavam até a Via Ápia</strong>, considerada uma das principais rotas de transporte do Império.</p><div class="texto-destacado">Construída a partir de 312 a.C., a Via Ápia ligava inicialmente Roma à cidade de Cápua e, posteriormente, foi estendida até o porto de Brindisi, às margens do mar Adriático. Reconhecida por historiadores como a primeira grande rodovia da Europa, a estrada integra atualmente a lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO.</div><p>Os arqueólogos identificaram que o trecho encontrado corresponde a um desvio da Via Ápia <strong>construído entre os séculos II e I a.C.</strong> Com cerca de 46 metros de extensão, a estrutura permaneceu em uso por aproximadamente três séculos antes de ser abandonada.</p><h2>Escavações revelaram antigos sepultamentos</h2><p>As pesquisas arqueológicas mostraram que, após deixar de ser utilizada como estrada, <strong>a área passou a servir como espaço de sepultamento. </strong>Durante as escavações, especialistas encontraram os restos mortais de três homens adultos enterrados nas valas laterais da antiga via.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745671" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-5-descobertas-arqueologicas-mais-fascinantes-de.html" title="As 5 descobertas arqueológicas mais fascinantes de 2025">As 5 descobertas arqueológicas mais fascinantes de 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/as-5-descobertas-arqueologicas-mais-fascinantes-de.html" title="As 5 descobertas arqueológicas mais fascinantes de 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-5-hallazgos-mas-fascinantes-descubiertos-por-arqueologos-en-1766571467142_320.jpg" alt="As 5 descobertas arqueológicas mais fascinantes de 2025"></a></article></aside><p>Os esqueletos originais foram removidos para estudos e preservação, mas o restaurante exibe <strong>réplicas em resina posicionadas exatamente nos locais onde os corpos foram encontrados. </strong>As reproduções foram produzidas a partir de moldes de borracha aplicados diretamente sobre os vestígios arqueológicos, permitindo registrar todos os detalhes sem causar danos às peças originais.</p><p>Além de preservar um importante vestígio da história romana, a iniciativa reforça uma prática comum na Itália, onde<strong> empresas privadas colaboram com a conservação do patrimônio cultural. </strong>Marcas como Bulgari, Fendi e Tod’s também já financiaram projetos de restauração de monumentos históricos, fortalecendo a parceria entre a iniciativa privada e o poder público na proteção da herança histórica do país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Aventuras%20na%20Hist%C3%B3ria" data-year="2026" data-title="O%20McDonald%C2%B4s%20constru%C3%ADdo%20sobre%20esqueletos%20romanos" data-url="https%3A%2F%2Faventurasnahistoria.com.br%2Fnoticias%2Freportagem%2Fo-mcdonalds-construido-sobre-esqueletos-romanos.phtml%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Aventuras na História. (2026). <a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/o-mcdonalds-construido-sobre-esqueletos-romanos.phtml?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O McDonald´s construído sobre esqueletos romanos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo com 938 folhas descobre como a borda da floresta afeta a saúde do café; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/estudo-com-938-folhas-descobre-como-a-borda-da-floresta-afeta-a-saude-do-cafe-entenda.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 20:32:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa em oito propriedades da Costa Rica encontrou fungos associados ao café e mais manchas foliares perto das bordas florestais, sobretudo em plantas aparentadas ao cafeeiro, mas ainda não rastreou diretamente a origem de cada esporo detectado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-com-938-folhas-descobre-como-a-borda-da-floresta-afeta-a-saude-do-cafe-entenda-1784925963874.jpg" data-image="prku8pwncmhh" alt="café, estudo, nature" title="café, estudo, nature"><figcaption>Cafezal encontra a borda da floresta tropical. Estudo identificou mudanças na presença de fungos sobre plantas silvestres.</figcaption></figure><p><strong>Cafezais podem modificar as comunidades de fungos nas florestas vizinhas</strong> e aumentar a pressão de doenças sobre plantas silvestres aparentadas ao café. A conclusão vem de um estudo aceito pela Nature Communications, que examinou 938 folhas em oito propriedades de Coto Brus, na Costa Rica, além de amostras do ar e mudas do sub-bosque.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p><strong>Os pesquisadores encontraram mais manchas foliares perto da divisa com a lavoura</strong> entre espécies da família Rubiaceae, a mesma do café. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O efeito diminuía em direção ao interior da mata, mas não apareceu nas plantas de famílias mais distantes. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>O resultado sugere um tipo de efeito de borda biológico</strong>, causado pela circulação de organismos, e não somente por mudanças de luz, vento ou umidade. A proximidade com a monocultura parece importar principalmente quando o fungo encontra hospedeiros biologicamente compatíveis.</p><h2>O estudo acompanhou fungos por até 100 metros dentro da floresta </h2><p>Entre março e agosto de 2021, a equipe instalou transectos em cafezais encostados a fragmentos de floresta antiga com mais de 10 hectares. Os locais ficavam entre 800 e 1.133 metros de altitude, com chuva média anual de 4.000 milímetros e temperatura de 21°C. <strong>Folhas foram coletadas a 10, 25, 50 e 100 metros da borda</strong>. Ao todo, entraram na análise visual 131 folhas de café e 807 folhas florestais, pertencentes a 26 espécies e oito famílias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-com-938-folhas-descobre-como-a-borda-da-floresta-afeta-a-saude-do-cafe-entenda-1784926550045.jpg" data-image="8ex0hzypq019" alt="experimento, campo, café, fungos" title="experimento, campo, café, fungos"><figcaption>O experimento coletou folhas e fungos do ar em diferentes distâncias entre o cafezal, a borda e o interior da floresta.</figcaption></figure><p>O trabalho combinou inspeção de manchas, amostradores de ar e metabarcoding, técnica que identifica organismos por fragmentos de DNA. <strong>Também reuniu 203 amostras aéreas durante quatro meses; 136 forneceram DNA suficiente</strong>. Nas Rubiaceae silvestres, a incidência de manchas caiu com a distância do cafezal. Nas demais famílias, a distância não apresentou associação estatisticamente detectável.</p><h2>Parentes silvestres do café concentraram mais táxons associados à lavoura </h2><p>Entre os mil táxons fúngicos mais abundantes nas folhas de café, <strong>836 também foram encontrados em mais de dez amostras florestais.</strong> Desses, 19 diminuíram significativamente com a distância para dentro da mata. Outros 93 apareceram com maior abundância em plantas mais próximas do café na árvore evolutiva, incluindo grupos que reúnem possíveis patógenos e organismos que vivem sem causar sintomas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-com-938-folhas-descobre-como-a-borda-da-floresta-afeta-a-saude-do-cafe-entenda-1784926590209.jpg" data-image="7ikhovt1638h" alt="fungos, lesões" title="fungos, lesões"><figcaption>A ordem Pleosporales reúne diversas espécies capazes de causar esse tipo de lesão.</figcaption></figure><p>Uma ordem chamada Pleosporales, abundante nas folhas do cultivo e conhecida por incluir causadores de manchas, apresentou o mesmo gradiente no ar e nas Rubiaceae da floresta. <strong>Isso fortalece a interpretação de dispersão a partir da lavoura</strong>, embora não prove a origem de cada esporo. Em termos simples, o estudo observou:</p><ul> <li><strong>manchas mais frequentes nas folhas de café do que nas folhas florestais;</strong></li> <li>redução das manchas com a distância apenas entre parentes do cafeeiro;</li> <li><strong>33 táxons aéreos menos abundantes longe da borda;</strong></li> <li>19 táxons foliares associados ao café diminuindo dentro da mata;</li> <li>maior exposição potencial de plantas biologicamente compatíveis.</li> </ul><h2>Descoberta pode mudar a proteção das fronteiras agrícolas </h2><p><strong>Os autores propõem que cultivos densos funcionem como reservatórios amplificadores</strong>: os fungos podem existir naturalmente na paisagem, multiplicar-se na lavoura e retornar à vegetação próxima. Uma possibilidade futura seria testar faixas de proteção formadas por plantas pouco aparentadas ao cultivo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa estratégia, contudo, ainda não foi avaliada pelo experimento e não deve ser apresentada como solução comprovada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há outras cautelas. Os dados vieram de oito locais, em uma região tropical, e a pesquisa não acompanhou geneticamente o trajeto de cepas individuais. O artigo é uma versão aceita, ainda sujeita à edição final do periódico. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil.html" title="Alerta de El Niño forte: veja o risco para café, trigo, milho e cana no Brasil">Alerta de El Niño forte: veja o risco para café, trigo, milho e cana no Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil.html" title="Alerta de El Niño forte: veja o risco para café, trigo, milho e cana no Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783792131672_320.jpg" alt="Alerta de El Niño forte: veja o risco para café, trigo, milho e cana no Brasil"></a></article></aside><p><strong>Comparações com florestas sem cafezais vizinhos e rastreamento direcional de esporos </strong>serão necessários. Ainda assim, a descoberta amplia a conservação mundial: proteger fragmentos pode exigir atenção não apenas à área preservada, mas também às espécies cultivadas em suas fronteiras.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lackmann%2C%20J.A.%2C%20et.%20al" data-year="2026" data-title="Field-to-forest%20fungal%20spillover%20is%20a%20biotic%20edge%20effect%20of%20coffee%20in%20Costa%20Rica" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41467-026-75178-3">Lackmann, J.A., et. al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-75178-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Field-to-forest fungal spillover is a biotic edge effect of coffee in Costa Rica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/estudo-com-938-folhas-descobre-como-a-borda-da-floresta-afeta-a-saude-do-cafe-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verão amazônico: 5 praias de rio paradisíacas para conhecer no Amazonas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/verao-amazonico-5-praias-de-rio-paradisiacas-para-conhecer-no-amazonas.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 19:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O verão amazônico ocorre tipicamente entre os meses de junho e novembro, com uma redução do nível dos rios revelando praias de água doce temporárias no Amazonas. Conheça aqui 5 delas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-amazonico-5-praias-de-rio-paradisiacas-para-conhecer-no-amazonas-1784923802586.jpg" data-image="12xpj2zy5f95"><figcaption>A Praia da Ponta Negra é um dos principais cartões-postais de Manaus. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>O<strong> verão amazônico </strong>é um fenômeno climático característico da região amazônica que ocorre tipicamente entre os meses de junho e novembro. Ele marca a estação seca e de menor pluviosidade na Região Norte do Brasil.</p><p>Além da <strong>diminuição acentuada das chuvas</strong>, nesse período o calor se intensifica, com temperaturas que frequentemente superam os 35°C e com sensação térmica podendo chegar perto dos 40°C.</p><p>E é neste período que ocorre uma <strong>diminuição do nível de rios</strong>, o que acaba <strong>expondo bancos de areias e formando ‘praias’ de água doce temporárias </strong>no estado amazonense. Conheça abaixo 5 delas para aproveitar!</p><h2>5 ‘praias’ de água doce no Amazonas</h2><p>A redução do nível dos rios no verão amazônico acaba deixando bancos de areia expostos, formando ‘praias’ de água doce temporárias que<strong> encantam tanto os moradores locais quanto os turistas</strong>. Descubra abaixo 5 delas.</p><h3>Praia da Ponta Negra</h3><p>A Praia da Ponta Negra é<strong> um dos principais cartões-postais de Manaus</strong>. Localizada<strong> às margens do Rio Negro</strong>, a cerca de 13 km do centro da cidade, tem cerca de <strong>1,5 km de extensão</strong>.</p><p>Oferece uma <strong>infraestrutura completa </strong>com calçadão, ciclovia, quadras esportivas, bares, restaurantes e um belíssimo pôr do sol. Você pode caminhar pelo calçadão, andar de bicicleta, praticar esportes de areia e ainda ao entardecer relaxar nos quiosques.</p><h3>Praia da Lua </h3><p>Também localizada<strong> às margens do Rio Negro</strong>, a Praia da Lua é um famoso destino de águas doces em Manaus. É conhecida por seu<strong> formato de meia-lua</strong>, pelas águas mornas e faixa de areia branca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-amazonico-5-praias-de-rio-paradisiacas-para-conhecer-no-amazonas-1784923770941.jpg" data-image="7a9mkcxbsfh4"><figcaption>A bela Praia da Lua em Manaus. Crédito: Mário Oliveira/MTUR.</figcaption></figure><p>Fica a 23 km do centro da cidade e <strong>o acesso é exclusivamente fluvial</strong>, por barco ou lancha, durando cerca de 10 minutos. Há no local algumas barracas e restaurantes que servem pratos típicos e bebidas.</p><h3>Praia do Tupé</h3><p>A Praia do Tupé também fica <strong>às margens do Rio Negro</strong>, em Manaus, e é um pouco<strong> mais isolada</strong>, perfeita para quem busca tranquilidade e contato com a natureza.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sem-mar-mas-com-praias-conheca-5-praias-de-agua-doce-em-mg-com-paisagens-de-tirar-o-folego.html" title="Sem mar, mas com praias: conheça 5 praias de água doce em MG com paisagens de tirar o fôlego">Sem mar, mas com praias: conheça 5 praias de água doce em MG com paisagens de tirar o fôlego</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sem-mar-mas-com-praias-conheca-5-praias-de-agua-doce-em-mg-com-paisagens-de-tirar-o-folego.html" title="Sem mar, mas com praias: conheça 5 praias de água doce em MG com paisagens de tirar o fôlego"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-mar-mas-com-praias-conheca-5-praias-de-agua-doce-em-mg-com-paisagens-de-tirar-o-folego-1771357539336_320.jpg" alt="Sem mar, mas com praias: conheça 5 praias de água doce em MG com paisagens de tirar o fôlego"></a></article></aside><p>Fica a cerca de 34 km do centro da cidade, dentro de uma área de preservação ambiental chamada Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé. O <strong>acesso também é feito somente por barco ou lancha</strong> e dura entre 40 a 50 minutos.</p><p>Tem faixa de areia branca e a estrutura do local conta com barracas e quiosques simples.</p><h3>Praia de Açutuba </h3><p>A Praia de Açutuba fica localizada no município de <strong>Iranduba</strong>, sendo um famoso destino de rio com <strong>águas mornas e limpas e extensa faixa de areia branca e fina</strong>. A praia oferece um dos pôr do sol mais espetaculares do Amazonas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-amazonico-5-praias-de-rio-paradisiacas-para-conhecer-no-amazonas-1784923746540.jpg" data-image="bxw6bbd7ytsf"><figcaption>A Praia de Açutuba em Iranduba, considerada uma das mais bonitas do Amazonas. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Fica a cerca de 10 km do KM 29 da Rodovia AM-070, para o acesso é cobrada taxa de entrada e a estrutura conta com <strong>vários restaurantes locais</strong> que servem pratos típicos. </p><h3>Praia do Japonês</h3><p>A Praia do Japonês também está localizada <strong>às margens do Rio Negro</strong>, no município de <strong>Iranduba</strong>, Região Metropolitana de Manaus. Fica a apenas 30 minutos de carro, atravessando a Ponte Rio Negro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-amazonico-5-praias-de-rio-paradisiacas-para-conhecer-no-amazonas-1784923727012.jpg" data-image="n990ufi06li3"><figcaption>A Praia do Japonês é considerada um dos pontos favoritos dos manauaras para amenizar o calor e relaxar. Crédito: @danielcoutovalle</figcaption></figure><p>Tem<strong> estrutura com barracas, restaurante rústico e estacionamento pago</strong>. É possível praticar esportes como o<em> stand up paddle</em>, fazer passeios de caiaques e de banana-boat, entre outras opções.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Marques%2C%20P" data-year="2026" data-title="Veja%20sete%20praias%20de%20rio%20para%20conhecer%20durante%20o%20ver%C3%A3o%20amaz%C3%B4nico%20no%20Amazonas" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fgoogle%2Famp%2Fam%2Famazonas%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F19%2Fveja-sete-praias-de-rio-para-conhecer-durante-o-verao-amazonico-no-amazonas.ghtml">Marques, P. (2026). <a href="https://g1.globo.com/google/amp/am/amazonas/noticia/2026/07/19/veja-sete-praias-de-rio-para-conhecer-durante-o-verao-amazonico-no-amazonas.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Veja sete praias de rio para conhecer durante o verão amazônico no Amazonas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/verao-amazonico-5-praias-de-rio-paradisiacas-para-conhecer-no-amazonas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que é a gentrificação climática, o fenômeno que está encarecendo as áreas periféricas das cidades]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-e-a-gentrificacao-climatica-o-fenomeno-que-esta-encarecendo-as-areas-perifericas-das-cidades.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 17:26:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cada vez mais pessoas procuram morar em bairros mais verdes, com menos calor e menor risco de inundações. Isso está elevando os preços dos imóveis e deslocando os moradores antigos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-la-gentrificacion-climatica-el-fenomeno-que-esta-encareciendo-las-periferias-de-las-ciudades-1784751251240.png" data-image="p9f4msh99z0d"><figcaption>Cidades com mais espaços verdes e maior resiliência climática tendem a ter alguns dos mercados imobiliários mais caros.</figcaption></figure><p>Durante décadas, o<strong> valor de uma casa</strong> dependia principalmente de sua proximidade com o centro da cidade, comodidades e oportunidades de emprego. Agora, uma nova variável foi adicionada à decisão: a <strong>mudança climática</strong>.</p><div class="texto-destacado">A gentrificação climática ocorre quando áreas mais bem preparadas para eventos climáticos extremos atraem pessoas com renda mais alta, elevando os custos de moradia e deslocando seus habitantes.</div><p>Longe de ser uma possibilidade futura, esse processo já foi identificado em cidades como Miami, Boston e, mais recentemente, na região metropolitana de Barcelona. Lá, inclusive, foi desenvolvido um dos primeiros mapas para estimar quais bairros correm maior risco de vivenciar esse fenômeno.</p><h2>Quem pode viver em um determinado lugar?</h2><p>As mudanças climáticas são um fato bem documentado. A necessidade de as cidades se adaptarem a essas mudanças é outro. <strong>Plantar árvores, criar parques urbanos, restaurar rios, instalar infraestrutura de proteção contra enchentes</strong> e reabilitar edifícios para melhor resistir a fenômenos como ondas de calor são medidas fundamentais para proteger a população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-la-gentrificacion-climatica-el-fenomeno-que-esta-encareciendo-las-periferias-de-las-ciudades-1784751387006.png" data-image="njeg9ijr5je7"><figcaption>Casas adaptadas para calor extremo tendem a se valorizar e atrair compradores com maior poder aquisitivo.</figcaption></figure><p>Mas essas melhorias também tornam certos bairros mais atraentes para novos compradores, investidores e para o setor imobiliário. Como resultado, os <strong>valores dos terrenos, os aluguéis e os preços dos imóveis aumentam</strong>; e isso a tal ponto que muitos moradores antigos acabam se mudando porque não conseguem mais arcar com os custos de permanência.</p><p>Dessa forma, a gentrificação climática pode surgir de quatro maneiras principais.</p><p><strong> </strong></p><ul><li>Investimentos verdes, <strong>criação de parques, corredores verdes </strong>e mais árvores para melhorar o conforto térmico.</li><li><strong>Reabilitação de casas</strong> e edifícios para torná-los mais eficientes contra o calor, o que os encarece.</li><li>Resiliência privatizada.</li><li>A<strong> crescente demanda por áreas rurais</strong> ou periféricas com melhores condições ambientais.</li></ul><h2>O calor também altera o mercado imobiliário</h2><p>A gentrificação tradicional costuma ser associada a <strong>bairros centrais que passam por reformas para atrair moradores de renda mais alta</strong>. Na versão impulsionada pelas mudanças climáticas, o fator determinante não é mais apenas a localização, mas também a qualidade ambiental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro.html" title="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro">Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro.html" title="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminho-da-fe-para-aparecida-ganha-titulo-de-rota-turistica-nacional-veja-cidades-do-roteiro-1783975466895_320.jpg" alt="Caminho da Fé para Aparecida ganha título de Rota Turística Nacional: veja cidades do roteiro"></a></article></aside><p>Com ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, morar perto de áreas verdes, desfrutar de temperaturas mais amenas ou estar menos exposto a inundações estão se tornando atributos altamente valorizados. À medida que o <strong>clima muda, as preferências residenciais também mudam</strong> e, com elas, o <strong>comportamento do mercado imobiliário</strong>.</p><h2>Por que as periferias estão se tornando mais cobiçadas?</h2><p>Uma das descobertas mais surpreendentes ao estudar esse fenômeno em Barcelona é que as áreas com<strong> maior risco de gentrificação climática </strong>não são necessariamente os centros urbanos, mas sim muitas áreas periféricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-la-gentrificacion-climatica-el-fenomeno-que-esta-encareciendo-las-periferias-de-las-ciudades-1784751443103.png" data-image="4tcjdkfpbza1"><figcaption>As transformações urbanas melhoram alguns bairros, embora nem sempre beneficiem aqueles que vivem ali há décadas.</figcaption></figure><p>Essas áreas geralmente apresentam <strong>menor densidade de construções, mais vegetação, casas maiores e fácil acesso a espaços naturais</strong>. Com o aumento do calor urbano, essas características tornam-se mais atraentes e conquistam novos moradores com maior poder aquisitivo, elevando progressivamente os preços dos imóveis.</p><h2>Adaptação climática e justiça social</h2><p>Qual é o problema? É frequentemente chamado de <strong>quádrupla injustiça climática</strong>. Não se trata de que ações essenciais estejam sendo tomadas para reduzir o impacto das mudanças climáticas na saúde e na qualidade de vida. O desafio está em garantir que essas melhorias beneficiem apenas aqueles que podem arcar com os custos.</p><div class="texto-destacado">A quádrupla injustiça climática resume um paradoxo: aqueles que menos contribuem para as mudanças climáticas são frequentemente os que mais sofrem seus impactos, têm menos recursos para se adaptar e podem ser deslocados quando as melhorias finalmente chegam aos seus bairros.</div><br>Portanto, os pesquisadores propõem que as políticas de adaptação climática sejam acompanhadas por medidas como a <strong>promoção de moradias acessíveis, a proteção dos inquilinos e a expansão da oferta de moradias públicas</strong>. Além disso, é necessário desenvolver ferramentas que permitam a identificação precoce dos bairros com maior risco de deslocamento. <br><br>Assim, à medida que o planeta continua aquecendo, a justiça climática depende não apenas da redução das emissões ou da construção de cidades mais resilientes; ela depende de<strong> garantir que a adaptação às mudanças climáticas beneficie toda a população</strong>, sem tornar os bairros mais seguros e habitáveis acessíveis apenas àqueles que podem pagar por eles.<section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Barcelona%20Lab%20for%20Urban%20Environmental%20Justice%20and%20Sustainability" data-year="2026" data-title="Climate%20and%20housing%20rights%20in%20a%20warming%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bcnuej.org%2Ffeature-climatejusticeready%2F">Barcelona Lab for Urban Environmental Justice and Sustainability. (2026). <a href="https://www.bcnuej.org/feature-climatejusticeready/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climate and housing rights in a warming city</a>.</cite><br><cite data-author="Calder%C3%B3n-Argelich%2C%20A.%20et%20al" data-year="2025" data-title="Co-Mapping%20Vulnerability%20to%20Climate%20Gentrification%20in%20the%20Context%20of%20Urban%20Heat%3A%20A%20Participatory%20Index%20at%20the%20Metropolitan%20Scale" data-url="https%3A%2F%2Futppublishing.com%2Fdoi%2F10.3138%2Fjccpe-2025-0021">Calderón-Argelich, A. et al. (2025). <a href="https://utppublishing.com/doi/10.3138/jccpe-2025-0021" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Co-Mapping Vulnerability to Climate Gentrification in the Context of Urban Heat: A Participatory Index at the Metropolitan Scale</a>.</cite><br><cite data-author="Oliveros%2C%20M.%20D." data-year="2026" data-title="Gentrificaci%C3%B3n%20clim%C3%A1tica%3A%20%C2%BFsabes%20si%20tu%20barrio%20est%C3%A1%20en%20riesgo%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.agenciasinc.es%2FNoticias%2FGentrificacion-climatica-sabes-si-tu-barrio-esta-en-riesgo">Oliveros, M. D.. (2026). <a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/Gentrificacion-climatica-sabes-si-tu-barrio-esta-en-riesgo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gentrificación climática: ¿sabes si tu barrio está en riesgo?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-e-a-gentrificacao-climatica-o-fenomeno-que-esta-encarecendo-as-areas-perifericas-das-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como reutilizar rolhas de vinho para criar mini vasos para as suas suculentas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-reutilizar-rolhas-de-vinho-para-criar-mini-vasos-para-as-suas-suculentas.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 14:11:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um guia para criar paisagens em miniatura em recipientes pequenos. Descubra quais as suculentas que se desenvolvem bem com espaço limitado para as raízes e as condições de iluminação de que necessitam para se manterem saudáveis em ambientes interiores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804140370.jpg" data-image="fjufb8fjj28x" alt="plants" title="plants"><figcaption>Pequenas peças de design para a casa que combinam diferentes texturas suculentas, dando ao mesmo tempo uma segunda vida às rolhas de vinho.</figcaption></figure><p><strong>Tem rolhas de vinho guardadas numa gaveta?</strong> A reciclagem criativa e a jardinagem doméstica unem-se neste projeto ecológico, perfeito para dar pequenos toques de verde a espaços compactos.</p><p>Em vez de as deitar fora, <strong>pode transformá-las em pequenos vasos para as suas plantas</strong>. Além de ficarem lindas, também são excelentes presentes originais ou lembranças para festas.</p><p>Aqui está um <strong>guia prático passo a passo para criares as tuas próprias paisagens em miniatura</strong>, juntamente com as melhores variedades de suculentas para garantir que o teu projeto seja um sucesso.</p><h2>Passo 1: Esvaziar e estabilizar a rolha</h2><p><strong>Comece por esvaziar o centro da rolha</strong>. Pode utilizar um x-ato, uma goiva de entalhar ou uma broca manual. Tente criar uma cavidade a cerca de metade da altura da rolha. Quando estiver pronta, decida como a vai utilizar:</p><ul> <li><strong>Decoração de secretária</strong>: Cole uma moeda pequena na parte inferior da rolha. O peso adicional ajudará a mantê-la na vertical em superfícies planas.</li> </ul><ul> <li><strong>Íman de frigorífico</strong>: Fixe um íman pequeno a um dos lados da rolha utilizando um adesivo de contacto forte.</li> </ul><p>Assim que o adesivo secar,<strong> encha a cavidade com substrato para cactos e suculentas</strong>. Uma colher pequena funciona bem para este passo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804264821.jpg" data-image="glucv9ipi557" alt="plants" title="plants"><figcaption>O primeiro passo requer paciência: esvazie cuidadosamente o centro da rolha para criar a cavidade onde as raízes da planta irão crescer.</figcaption></figure><p>Coloque a terra de forma solta, sem a compactar demasiado. Isto permite que as futuras raízes respirem adequadamente.</p><h2>Passo 2: Escolha e plante as suas suculentas</h2><p><strong>A chave para o sucesso é a proporção</strong>. A estaca ou rebento não deve ter mais do que metade do comprimento da rolha. Se a planta for demasiado grande ou pesada, o solo não a irá segurar com firmeza e acabará por secar.</p><h3>As melhores espécies de suculentas para este projeto</h3><p>Como o espaço de cultivo é extremamente limitado,<strong> é importante escolher plantas de crescimento lento</strong>. Procure variedades que tolerem bem a seca e tenham sistemas radiculares compactos. Algumas das melhores opções incluem:</p><p><strong><em>Sedum album ou Sedum morganianum</em></strong>: As suas folhas minúsculas formam aglomerados compactos e ornamentais e prosperam em recipientes muito pequenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804365305.jpg" data-image="ynljtv2tvvmm" alt="plants" title="plants"><figcaption>Uma forma ecológica e criativa de decorar a sua secretária ou de criar lembranças originais para um evento especial.</figcaption></figure><p><strong><em>Crassula ovata</em> (mini-jade)</strong>: As estacas muito jovens desta espécie são notavelmente resistentes e desenvolvem raízes fortes com muito pouca umidade.</p><p><em><strong>Haworthia retusa ou Haworthia fasciata</strong></em> <strong>(planta-zebra)</strong>: Estas espécies preferem sombra parcial e toleram espaços radiculares reduzidos, o que as torna excelentes opções para ambientes interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804426995.jpg" data-image="n9spm8l47lfq" alt="plants" title="plants"><figcaption>Devido ao seu crescimento extremamente lento, esta espécie mantém-se pequena sem ficar deformada quando cultivada em ambiente interior.</figcaption></figure><p><strong>Pequenas rosetas de Echeveria (como a<em> Echeveria prolifica)</em></strong>: Estas produzem pequenos rebentos que assentam perfeitamente sobre a cortiça, sem se tornarem demasiado pesados para o suporte.</p><p>Insira cuidadosamente o caule no substrato. Adicione um pouco mais de terra à volta da base para fixar a planta, pressionando levemente nas bordas para a manter no lugar.</p><p>Pode misturar diferentes texturas e cores no mesmo arranjo, mas <strong>evite sobrecarregar o espaço</strong>. Isto evita que as plantas compitam de forma demasiado agressiva pelos nutrientes limitados disponíveis.</p><h2>Passo 3: Cuidados básicos e personalização </h2><p>Para manter os seus mini vasos com o melhor aspecto possível, siga estas dicas simples de cuidados:</p><p><strong>Rega</strong>: Seja extremamente parcimonioso com a água. Utilize um conta-gotas ou uma seringa para adicionar apenas algumas gotas diretamente ao solo a cada 7 a 10 dias. Aguarde sempre até que o substrato esteja completamente seco antes de regar novamente.</p><p><strong>Luz</strong>: Coloque os vasos de cortiça num local com luz natural indireta e intensa. A luz solar direta e intensa pode sobreaquecer rapidamente a pequena zona radicular e desidratar a planta em poucas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804568802.jpg" data-image="71m4hs67q4d5" alt="plants" title="plants"><figcaption>Uma forma ecológica e criativa de decorar a sua secretária ou de criar lembranças originais para um evento especial.</figcaption></figure><p>Se preferir algo diferente do aspecto rústico natural da cortiça, <strong>pode personalizar o exterior</strong>. Pinte-a com tintas acrílicas, enrole-a com fita washi decorativa ou cubra-a com pequenos pedaços de serapilheira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/veludo-branco-conheca-a-suculenta-exotica-que-parece-estar-coberta-por-teia-de-aranha.html" title="Veludo branco: conheça a suculenta exótica que parece estar coberta por teia de aranha">Veludo branco: conheça a suculenta exótica que parece estar coberta por teia de aranha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/veludo-branco-conheca-a-suculenta-exotica-que-parece-estar-coberta-por-teia-de-aranha.html" title="Veludo branco: conheça a suculenta exótica que parece estar coberta por teia de aranha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/veludo-branco-conheca-a-suculenta-exotica-que-parece-estar-coberta-por-teia-de-aranha-1753725655632_320.jpg" alt="Veludo branco: conheça a suculenta exótica que parece estar coberta por teia de aranha"></a></article></aside><p>Acha que cuidar de plantas vivas num espaço tão pequeno parece dar demasiado trabalho? Não se preocupe.<strong> Pode recriar este projeto exatamente igual usando suculentas artificiais em miniatura</strong>. O resultado final é igualmente encantador — sem qualquer manutenção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/como-reutilizar-rolhas-de-vinho-para-criar-mini-vasos-para-as-suas-suculentas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Folhas amarelas nas plantas: as 7 causas mais comuns e como identificar o problema antes que seja tarde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/folhas-amarelas-nas-plantas-as-7-causas-mais-comuns-e-como-identificar-o-problema-antes-que-seja-tarde.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Folhas amareladas podem indicar desde uma mudança natural até um problema nas raízes. Aprender a interpretar esses sinais ajudará você a tomar as decisões certas e a evitar danos às suas plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-amarillas-en-las-plantas-las-7-causas-mas-comunes-y-como-identificar-el-problema-antes-de-que-sea-tarde-1784860266976.png" data-image="2xltmnkucvgo"><figcaption>As folhas nem sempre recuperam a cor verde, mesmo após a resolução do problema; o sucesso deve ser avaliado pela observação dos novos brotos.</figcaption></figure><p>Embora uma <strong>folha amarela </strong>possa parecer insignificante, ela é, na verdade, um dos primeiros sinais que a planta nos dá de que está enfrentando problemas. Essa <strong>mudança de cor, conhecida como clorose</strong>, consiste essencialmente na redução ou perda de clorofila — o pigmento verde essencial para a fotossíntese.</p><p>A clorose não é uma doença em si, mas sim um sintoma que pode decorrer de <strong>diversas causas</strong>. A planta pode estar recebendo água em excesso, sofrendo desidratação, crescendo em condições de pouca luz ou com dificuldade para absorver nutrientes. Por isso, observar apenas a cor raramente é suficiente para identificar o problema.</p><p>Mas não se preocupe — não há motivo para alarme. As plantas perdem folhas, e é normal que algumas das mais antigas — especialmente as da parte inferior — fiquem amareladas antes de cair. Se o restante da planta parecer saudável e continuar crescendo, é provável que se trate apenas de um processo natural de envelhecimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água do cozimento de legumes em suas plantas de interior: passo a passo e benefícios">Reutilizar a água do cozimento de legumes em suas plantas de interior: passo a passo e benefícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água do cozimento de legumes em suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525_320.jpg" alt="Reutilizar a água do cozimento de legumes em suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"></a></article></aside><p>No entanto,<strong> o erro mais comum é presumir que qualquer amarelamento indica falta de fertilizante</strong>. Aplica-se o fertilizante sem considerar os níveis de umidade, deixando a planta ainda mais estressada. No caso de plantas em vasos, o excesso de rega e a drenagem deficiente costumam ser os principais responsáveis, uma vez que as raízes necessitam tanto de água quanto de oxigênio para funcionar adequadamente.</p><p>Agir prontamente é fundamental, pois raízes danificadas absorvem menos água e nutrientes, prejudicando assim o crescimento da planta. Felizmente, a maioria dos casos pode ser solucionada observando-se<strong> onde o amarelamento começou, a textura das folhas e as condições do substrato</strong>.</p><h2>Como diagnosticar o problema em poucos minutos</h2><p>Primeiro, insira um dedo de três a cinco centímetros no solo ou levante o vaso para avaliar o peso. Em seguida, <strong>observe se o amarelamento começou nas folhas novas ou nas antigas </strong>e examine o padrão.</p><p>Esse padrão pode ser uniforme, surgir entre as nervuras, concentrar-se nas bordas ou formar manchas. A<strong> localização e a natureza da clorose fornecerão pistas valiosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-amarillas-en-las-plantas-las-7-causas-mas-comunes-y-como-identificar-el-problema-antes-de-que-sea-tarde-1784860292590.png" data-image="q6cmv12m2zi7"><figcaption>Vasos decorativos sem furos de drenagem podem acumular água, mesmo quando o vaso interno possui drenagem.</figcaption></figure><p>Verifique também as folhas. Se estiverem moles, pode haver excesso de umidade. Se parecerem secas ou quebradiças, é provável que a planta precise de água.<strong> Examine com cuidado a parte inferior das folhas, os caules</strong> e as axilas das folhas em busca de insetos ou teias de aranha.</p><table><tbody><tr><td><strong>Sintoma principal</strong></td><td><strong>Causa provável</strong></td><td></td></tr><tr><td><p>Folha amarela e macia e solo úmido</p></td><td><p>Rega em excesso</p></td><td></td></tr><tr><td><p>Bordas amareladas, secas e quebradiças</p></td><td><p>Falta de água</p></td><td></td></tr><tr><td><p>Folhas velhas completamente pálidas</p></td><td><p>Deficiência de nitrogênio</p></td><td></td></tr><tr><td><p>Folhas novas amarelas com nervuras verdes</p></td><td><p>Deficiência de ferro</p></td><td></td></tr><tr><td><p>Pontilhados, secreção doce (melaço) ou teia de aranha</p></td><td><p>Presença de pragas</p></td><td></td></tr></tbody></table><p>Sempre que possível, <strong>verifique as raízes</strong>. Raízes saudáveis geralmente são claras e firmes, enquanto as apodrecidas são marrons, moles e exalam mau cheiro.</p><h3>As 7 causas mais comuns e como resolvê-las</h3><ul> <li><strong>Excesso de rega</strong>: este é o problema mais comum em plantas cultivadas em vasos. A clorose geralmente começa na parte inferior da planta; as folhas permanecem moles e o substrato nunca seca completamente. Para corrigir isso, suspenda temporariamente as regas, desobstrua os orifícios de drenagem e — caso haja raízes apodrecidas — corte-as e replante a planta utilizando uma mistura de substrato nova.</li><li><strong>Falta de água</strong>: Aqui ocorre o oposto do ponto anterior... as folhas perdem a firmeza, desenvolvem bordas secas e acabam ficando quebradiças. O solo pode estar endurecido, afastando-se das laterais do vaso, ou tão seco que a água escorre sem penetrar. Se for esse o caso, regue lenta e profundamente ou utilize o método de imersão; em seguida, ajuste a frequência das regas de acordo com a espécie da planta e a estação do ano.</li><li><strong>Deficiência de nitrogênio</strong>: causa um amarelecimento uniforme que começa nas folhas mais velhas, à medida que a planta mobiliza esse nutriente para os brotos jovens. O problema é corrigido com a aplicação de composto, húmus ou um fertilizante equilibrado — sem exceder a dosagem recomendada, uma vez que o uso de mais produto não gera melhores resultados.</li></ul><p>Como medida preventiva, <strong>verifique suas plantas uma vez por semana</strong>, utilize vasos com drenagem e evite regar todos os dias. Plantas mantidas ao ar livre podem secar mais rapidamente devido ao vento e ao sol, enquanto as plantas de interior consomem menos água. Se todas as raízes estiverem moles, escuras e com odor forte, a recuperação pode ser improvável.</p><ul><li><strong>Deficiência de ferro</strong>: A conhecida "clorose férrica" manifesta-se inicialmente nas folhas novas, onde o tecido amarela enquanto as nervuras permanecem verdes. Embora o solo frequentemente contenha ferro, um pH elevado pode impedir que as raízes o absorvam. A solução é corrigir o pH utilizando ferro quelatado, especialmente ao utilizar água com alto teor de calcário.</li><li><strong>Deficiência de magnésio</strong>: isso também causa clorose internerval, mas geralmente começa nas folhas mais velhas e pode criar um padrão de mosaico amarelado ou avermelhado. Um fertilizante que contenha magnésio ou sulfato de magnésio pode ajudar, desde que seja diluído de acordo com as instruções do rótulo.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-amarillas-en-las-plantas-las-7-causas-mas-comunes-y-como-identificar-el-problema-antes-de-que-sea-tarde-1784860305330.png" data-image="exwkaigokbnb"><figcaption>Água muito fria pode estressar raízes tropicais sensíveis; por isso, o ideal é usar água em temperatura próxima à ambiente.</figcaption></figure><ul><li><strong>Il</strong><strong>uminação inadequada</strong>: Com pouca luz, a planta perde as folhas inferiores, fica pálida e desenvolve caules longos e fracos. O excesso de sol, por outro lado, provoca manchas amareladas no lado mais exposto. Para corrigir essa clorose, mude a planta de lugar gradualmente; para muitas espécies de interior, um local com luz abundante, porém indireta, é adequado, enquanto plantas cultivadas ao ar livre precisam ser aclimatadas aos poucos.</li><li><strong>Pragas, envelhecimento ou raízes superlotadas</strong>: Ácaros, tripes, pulgões e cochonilhas causam pontilhados, manchas, secreção açucarada (melaço) ou teias finas. Isole a planta e utilize sabão de potássio ou um produto aprovado para a praga identificada.</li></ul><p><strong>A maioria das folhas amarelas é corrigida ajustando a rega</strong> e lendo o padrão corretamente. Antes de adubar ou replantar verifique a umidade, raízes, luminosidade e presença de pragas; Diagnosticar primeiro evita tratamentos desnecessários e aumenta muito as chances de recuperação da sua planta.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/folhas-amarelas-nas-plantas-as-7-causas-mais-comuns-e-como-identificar-o-problema-antes-que-seja-tarde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A NASA fotografa algo inexplicável em Marte: rochas estranhas em equilíbrio intrigam os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-nasa-fotografa-algo-inexplicavel-em-marte-rochas-estranhas-em-equilibrio-intrigam-os-cientistas.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As imagens mais recentes de Marte revelam formações rochosas invulgares, redemoinhos de poeira e novos detalhes da Cratera Jezero, uma das regiões com maior importância científica do Planeta Vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-fotografia-algo-inexplicable-en-marte-unas-extranas-rocas-en-equilibrio-descolocan-a-los-cientificos-1782817577611.jpg" data-image="qig0ytdmqq66" alt="Perseverance rover on Mars" title="Perseverance rover on Mars"><figcaption>As mais recentes imagens de Marte captadas pela NASA voltam a colocar o Planeta Vermelho no centro das atenções científicas, devido a formações rochosas invulgares cuja forma ainda não tem uma explicação definitiva. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>As fotografias mais recentes enviadas pelas missões da NASA oferecem uma visão de Marte com mais pormenores do que nunca. As imagens provêm de naves espaciais em órbita e do rover Perseverance, que continua a explorar a Cratera Jezero para estudar a composição do terreno. Entre as dunas, montanhas e vastos desfiladeiros, <strong>várias formações rochosas chamaram a atenção dos investigadores</strong>.</p><p>As estruturas mais comentadas destacam-se porque <strong>algumas rochas parecem estar equilibradas umas sobre as outras</strong>. A sua aparência suscitou todo o tipo de especulações na Internet, embora as equipas científicas descartem explicações que envolvam atividade artificial ou a presença de vida. A explicação mais provável continua a apontar para processos geológicos que se desenrolaram ao longo de milhões de anos.</p><h2> As imagens mais recentes da NASA de Marte </h2><p>As fotografias foram tiradas a 13 de maio em vários locais dentro da cratera Jezero, um local escolhido devido à sua história geológica. Os cientistas acreditam que<strong> esta bacia foi, há milhares de milhões de anos, um lago</strong>, numa época em que o planeta apresentava condições muito diferentes das atuais e em que existia água líquida na sua superfície.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">🚨 NASA's Perseverance rover has made a groundbreaking discovery on Mars—and it's all about organic matter.<br><br>What was found: Complex organic carbon (macromolecular carbon) within fine-grained mudstones<br><br>Where: Neretva Vallis channel, an ancient river valley in Jezero Crater <a href="https://t.co/mHulbYAR5s">pic.twitter.com/mHulbYAR5s</a></p>— Insights | Integration️ (@con_nectinder) <a href="https://x.com/con_nectinder/status/2071524141564608771?ref_src=twsrc%5Etfw">June 29, 2026</a></blockquote></figure><p>As formações observadas não se enquadram facilmente nos modelos padrão utilizados para interpretar a paisagem marciana. Na Terra, características semelhantes podem formar-se através da erosão hídrica, da atividade vulcânica ou de variações de temperatura, mas <strong>ainda não existe uma explicação definitiva sobre como estas configurações se formaram em Marte</strong>.</p><p>Uma possibilidade que os investigadores estão a considerar é que<strong> uma rocha original se tenha dividido em várias camadas devido à ação prolongada do vento ou da água</strong>. Mesmo assim, salientam que serão necessários dados adicionais antes de se poder confirmar esta hipótese, uma vez que as imagens atuais não respondem a todas as questões.</p><h2>As novas imagens da NASA revelam um planeta em constante mudança</h2><p>Os dados recolhidos pelas missões da NASA corroboram uma ideia que está a tornar-se cada vez mais aceite entre os cientistas. Longe de ser um mundo estático,<strong> Marte continua a ser palco de processos atmosféricos e geológicos que, ao longo do tempo, remodelam lentamente a sua superfície</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-fotografia-algo-inexplicable-en-marte-unas-extranas-rocas-en-equilibrio-descolocan-a-los-cientificos-1782818090875.jpeg" data-image="2uuy8k805hb6" alt="Planet Mars" title="Planet Mars"><figcaption>A cratera Jezero é o foco de grande parte da investigação atual, uma vez que poderá ter contido água líquida durante um período prolongado, entre 3,5 e 4 mil milhões de anos atrás.</figcaption></figure><p>Entre os fenómenos mais notáveis encontram-se os chamados <strong>"redemoinhos de poeira"</strong>, grandes colunas de poeira em turbilhão criadas pelas diferenças de temperatura entre o solo e a atmosfera. Estes redemoinhos podem elevar-se vários quilómetros no ar e percorrer longas distâncias antes de se dissiparem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda">Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636_320.jpg" alt="Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda"></a></article></aside><p>As imagens permitem aos cientistas estudar estes redemoinhos de poeira com maior detalhe e compreender melhor como a poeira em suspensão influencia o clima marciano.<strong> Esta informação é também extremamente valiosa para futuras missões tripuladas</strong>, uma vez que as partículas de poeira podem afetar tanto a visibilidade como o desempenho dos painéis solares e dos instrumentos científicos.</p><h2>A cratera Jezero, uma chave para compreender a história de Marte</h2><p>Para além das rochas invulgares, as imagens revelam também algumas das maiores características geológicas do Sistema Solar. Entre elas encontram-se o <strong>Monte Olimpo</strong>, que se eleva a quase 22 quilómetros de altitude, e o <strong>Valles Marineris</strong>, um sistema de desfiladeiros que se estende por aproximadamente 4 500 quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-fotografia-algo-inexplicable-en-marte-unas-extranas-rocas-en-equilibrio-descolocan-a-los-cientificos-1782818160488.jpg" data-image="t91a20x7fym8" alt="Rocks on the surface of Mars" title="Rocks on the surface of Mars"><figcaption>O rover Perseverance da NASA fotografa misteriosas rochas em equilíbrio na cratera Jezero, desafiando os modelos geológicos convencionais. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>O objetivo destas observações vai muito além da captura de imagens de alta qualidade. Os cientistas estão a tentar reconstruir a evolução do planeta e <strong>determinar se Marte alguma vez teve as condições necessárias para albergar ambientes habitávei</strong><strong>s</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)">Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798_320.jpg" alt="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)"></a></article></aside><p>Os estudos realizados até ao momento indicam que, há entre 3,5 e 4 mil milhões de anos, Marte apresentava temperaturas mais elevadas e água abundante sob a forma de rios, lagos e até mares pouco profundos. Embora ainda não haja provas definitivas de que alguma vez tenha existido vida nesse planeta, <strong>as rochas sedimentares da Cratera Jezero poderão preservar compostos orgânicos ou vestígios químicos deixados por microrganismos antigos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-nasa-fotografa-algo-inexplicavel-em-marte-rochas-estranhas-em-equilibrio-intrigam-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>