<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 22:00:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 22:00:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Resistente, elegante e indestrutível: a planta que conquistou escritórios e agora está transformando lares]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/resistente-elegante-e-indestrutivel-a-planta-que-conquistou-escritorios-e-agora-esta-transformando-lares.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 21:15:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Antigamente, era uma planta muito apreciada em escritórios devido à sua resistência e facilidade de manutenção. Hoje, é uma estrela no design de interiores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691035771.jpg" data-image="l5ym5l4twosn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Suas folhas brilhantes e aparência elegante a tornaram uma das espécies favoritas para decorar casas e escritórios.</figcaption></figure><p>Nem todas as plantas ganham fama por suas flores. Algumas o fazem por algo muito mais difícil: sobreviver onde quase todas as outras falham. A <strong>zamioculca </strong>pertence a esse grupo.</p><p>Ela resiste à negligência, adapta-se a ambientes com pouca luz e ainda mantém uma<strong> aparência elegante</strong> que a tornou<strong> uma das plantas de interior mais procuradas</strong>.</p><p>Ao contrário de muitas plantas de interior, a zamioculca armazena água em rizomas subterrâneos espessos e também na base de seus caules. Essa reserva permite que ela fique semanas sem água, tornando-a a <strong>planta perfeita para quem viaja com frequência, tem pouco tempo</strong> ou simplesmente tende a esquecer o regador.</p><h2>Uma planta que nunca sai de moda</h2><p>Ela produz <strong>caules eretos cobertos por folhas carnudas de um verde profundo</strong> com um brilho natural que adiciona frescor e sofisticação.</p><p>Seu <strong>crescimento vertical</strong> também ajuda a <strong>aproveitar melhor o espaço</strong>. Uma única planta pode se tornar o ponto focal de uma sala de estar, quarto ou escritório sem ocupar muito espaço.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691157530.jpg" data-image="96e8m9t1mzhj" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Seu nome científico é Zamioculcas zamiifolia e é nativa da África Oriental. Lá, evoluiu em áreas com chuvas irregulares e longos períodos de seca.</figcaption></figure><p>Por esse mesmo motivo, tem sido uma <strong>presença comum em escritórios, hotéis e edifícios corporativos</strong> há anos, onde a luz natural costuma ser escassa e a manutenção precisa ser mínima.</p><h2>Ela cresce devagar, mas isso também é uma vantagem</h2><p>Quem espera uma planta que dobre de tamanho em poucos meses provavelmente deve procurar outra espécie. A zamioculca é uma planta de <strong>crescimento lento</strong>.</p><p>Em condições favoráveis, ela normalmente produz novos brotos durante a primavera e o verão, enquanto sua atividade diminui significativamente no outono e inverno. <strong>Atingir o tamanho adulto pode levar de três a cinco anos</strong>, dependendo da luminosidade disponível, da temperatura, do tamanho do vaso e dos cuidados recebidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691276691.jpg" data-image="g1ibuqqow4tw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A combinação de durabilidade e baixa manutenção explica por que cada vez mais pessoas o escolhem para espaços internos.</figcaption></figure><p>Longe de ser uma desvantagem, esse crescimento lento é uma vantagem para quem busca uma planta estável. Ela <strong>não exige replantio ou poda frequentes para controlar seu tamanho</strong> e mantém uma<strong> forma compacta e equilibrada por muito tempo</strong>.</p><h2>Os cuidados que realmente precisa</h2><p>Embora <strong>não exija muitos cuidados</strong>, alguns cuidados básicos fazem toda a diferença entre uma planta que mal sobrevive e uma que prospera por muitos anos.</p><p><strong>A luz ideal é brilhante e indireta</strong>. Ela se adapta a ambientes com menos luz do que outras espécies, embora cresça mais lentamente nessas condições. A luz solar direta durante as horas mais quentes do verão pode queimar suas folhas.</p><p>Quanto à rega, o melhor é <strong>esperar até que o solo esteja seco antes de regar novamente</strong>. Seus rizomas armazenam umidade suficiente para suportar períodos de seca sem problemas, enquanto o excesso de água favorece o apodrecimento das raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resistente-elegante-y-casi-indestructible-la-planta-que-conquisto-las-oficinas-y-ahora-transforma-los-hogares-1782691450772.jpg" data-image="soqsx8cwcr8m" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O excesso de água é o principal risco para as zamioculcas. Um substrato com boa drenagem é fundamental para mantê-las saudáveis.</figcaption></figure><p>Ela também precisa de um<strong> substrato com excelente drenagem</strong>. Misturas arejadas, enriquecidas com perlita, areia grossa ou pedra-pomes, ajudam a água a drenar rapidamente e reduzem o risco de doenças.</p><p>Durante a <strong>primavera </strong>e o <strong>verão</strong>, <strong>pode receber um fertilizante</strong> para plantas de interior<strong> uma vez por mês</strong>. No inverno, praticamente não precisa de nutrientes adicionais.</p><p>Outra dica simples de cuidado é<strong> limpar a poeira das folhas com um pano macio e levemente úmido</strong>. Além de restaurar o brilho característico, isso permite que a planta absorva melhor a luz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-que-voce-pode-cultivar-em-vasos-mesmo-morando-em-apartamento.html" title="7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento">7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-que-voce-pode-cultivar-em-vasos-mesmo-morando-em-apartamento.html" title="7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-cultivos-que-puedes-tener-en-maceta-aunque-vivas-en-departamento-1781929301420_320.png" alt="7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento"></a></article></aside><p>Embora muitos a descrevam como<strong> uma planta "indestrutível"</strong>, ela tem seus limites. Temperaturas abaixo de 10°C podem afetá-la, por isso é melhor mantê-la dentro de casa durante o inverno, se o tempo estiver muito frio.</p><p>Outro ponto importante é que, como outras espécies da família <em>Araceae</em>, ela contém cristais de oxalato de cálcio. Se qualquer parte da planta for ingerida, <strong>pode causar irritação em pessoas e animais de estimação</strong>, portanto, deve ser mantida fora do alcance de crianças pequenas, cães e gatos curiosos.</p><p><strong>Cada vez mais casas incorporam plantas como parte da decoração</strong>. Com boa luminosidade, solo bem drenado e rega moderada para evitar o excesso de água, a zamioculca é uma das companheiras mais resistentes e gratificantes para se ter em casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/resistente-elegante-e-indestrutivel-a-planta-que-conquistou-escritorios-e-agora-esta-transformando-lares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 20:03:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fortalecimento do El Niño deve modificar o padrão típico do inverno no Brasil em julho. Veja onde deve chover mais, quais regiões terão calor acima da média e onde o frio ainda deve marcar presença.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html">El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782836968904.png" data-image="0tcry4chk6a6" alt="O segundo mês do inverno meteorológico deve combinar episódios de frio no centro-sul com mudanças no padrão de chuva influenciadas pelo fortalecimento do El Niño." title="O segundo mês do inverno meteorológico deve combinar episódios de frio no centro-sul com mudanças no padrão de chuva influenciadas pelo fortalecimento do El Niño."><figcaption>O segundo mês do inverno meteorológico deve combinar episódios de frio no centro-sul com mudanças no padrão de chuva influenciadas pelo fortalecimento do El Niño.</figcaption></figure><p><strong>Julho</strong> representa o segundo mês do inverno meteorológico. Climatologicamente, as<strong> chuvas aumentam</strong> na região <strong>Sul</strong>, no <strong>litoral</strong> do <strong>Nordeste</strong> e na<strong> metade norte da região Norte</strong>, enquanto o Brasil central tem sua estação seca. As <strong>temperaturas</strong> são mais <strong>baixas</strong> em todo o <strong>centro-sul</strong>, com os menores valores sobre as regiões <strong>Sul</strong>, e <strong>Sudeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837109349.png" data-image="ne8bu8d8p1tc" alt="Normais climatológicas (1991-2020) para precipitação, temperatura mínima e máxima no Brasil. Créditos: INMET." title="Normais climatológicas (1991-2020) para precipitação, temperatura mínima e máxima no Brasil. Créditos: INMET."><figcaption>Normais climatológicas (1991-2020) para precipitação, temperatura mínima e máxima no Brasil. Créditos: INMET.</figcaption></figure><p><br>Com os principais <strong>modelos climáticos</strong> de previsão do <strong>El Niño </strong>indicando que a categoria <strong>forte</strong>, com anomalias superiores a <strong>+2°C</strong> podem ser alcançadas ao longo do mês de <strong>julho</strong>, surge a dúvida: o<strong> padrão climático </strong>típico de julho será mantido ou <strong>começará a sofrer alterações?</strong> Confira a seguir como será o clima no Brasil ao longo do mês.</p><h2>Previsão de chuva e de temperatura</h2><p>O modelo ECMWF, de confiança da Meteored, prevê<strong> chuvas acima da média</strong> no <strong>centro-sul </strong>do Brasil e também na <strong>metade sul</strong> da região<strong> Norte</strong>, enquanto chuvas <strong>abaixo da média</strong> devem se concentrar no <strong>extremo norte</strong> do país e também na <strong>faixa leste</strong> entre o <strong>Nordeste</strong> e metade <strong>norte do Sudeste</strong>. No Brasil central, a previsão de chuvas dentro representa, segundo a climatologia, poucas chuvas.</p><p>As<strong> maiores anomalias positivas</strong> de precipitação estão previstas para ocorrer entre <strong>Santa Catarina </strong>e o<strong> Paraná</strong>, com desvios que podem superar<strong> 50 mm acima da média</strong>, podendo fazer com que os totais mensais se aproximem ou ultrapassem 300 mm. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837127246.png" data-image="gd8mpp9wr6u9" alt="Previsão anomalia de chuva (mm) para o mês de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão anomalia de chuva (mm) para o mês de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão anomalia de chuva (mm) para o mês de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, as<strong> anomalias negativas</strong> de até 50 mm previstas para o<strong> extremo norte d</strong>o país podem reduzir os <strong>acumulados</strong> mensais para valores <strong>inferiores a 300 mm</strong>. </p><div class="texto-destacado">Esse contraste pode ser suficiente para inverter o padrão climatológico de julho, deslocando os maiores volumes de chuva do mês da Amazônia para a região Sul do Brasil. Como discutido no próximo tópico, este padrão está relacionado ao fortalecimento do El Niño.<br></div><p>Em relação às <strong>temperaturas</strong>, a previsão indica valores <strong>acima da média</strong> na <strong>metade norte </strong>do país, com os<strong> maiores desvios </strong>positivos (de até <strong>2°C</strong>) entre a metade norte do <strong>Sudeste</strong> e o <strong>Nordeste</strong>, favorecidos pelo padrão mais seco previsto para essas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837146973.png" data-image="6faftbpkn347" alt="Previsão anomalia de temperatura (°C) para o mês de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão anomalia de temperatura (°C) para o mês de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão anomalia de temperatura (°C) para o mês de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Já entre as<strong> regiões Sul, Centro-Oeste e o sul do Sudeste</strong>, as temperaturas devem permanecer próximas da média climatológica. Como julho é um dos meses mais frios do ano nessas áreas, isso significa que ainda são esperadas <strong>condições típicas de inverno</strong>, com <strong>episódios de frio.</strong></p><p>No entanto, é importante destacar que, embora o <strong>padrão</strong> mais <strong>chuvoso</strong> no<strong> Sul</strong> deva <strong>persistir</strong> durante praticamente todo o mês de julho, o <strong>frio</strong> <strong>não deverá ser constante</strong>. A previsão indica <strong>alternância</strong> entre <strong>períodos</strong> de temperaturas abaixo ou próximas da média e outros <strong>mais quentes</strong>, com temperaturas acima da média, refletindo a passagem sucessiva de massas de ar frio intercaladas por intervalos de aquecimento.</p><h2>A influência do El Niño</h2><p>Segundo dados da NOAA, na <strong>última semana </strong>o El Niño atingiu uma anomalia de <strong>+1,2°C</strong> na região de monitoramento<strong> Niño 3.4</strong>. Enquanto isso, anomalias próximas de <strong>+2°C</strong> já são <strong>observadas</strong> na<strong> porção leste dessa região</strong>, avançando gradualmente em direção ao centro do Pacífico equatorial, como destacado nas imagens abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837180472.png" data-image="ya1wlbpjwdza" alt="Condições recentes observadas no Oceano Pacífico. Créditos: Adaptado de CPC/NOAA." title="Condições recentes observadas no Oceano Pacífico. Créditos: Adaptado de CPC/NOAA."><figcaption>Condições recentes observadas no Oceano Pacífico. Créditos: Adaptado de CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>A <strong>atmosfera</strong> já vem <strong>respondendo</strong> ao <strong>aquecimento</strong> observado desde abril. Com a expectativa de que as anomalias superiores a 2°C se consolidem sobre o Pacífico equatorial em julho, espera-se também um <strong>fortalecimento</strong> do<strong> jato subtropical. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837242847.png" data-image="50din6fu8u01" alt="prev" title="prev"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para julho, segundo o ECMWF. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Essa <strong>mudança na circulação</strong> atmosférica é <strong>consistente</strong> com a previsão de <strong>chuvas acima da média</strong> sobre a região <strong>Sul</strong> do Brasil, pois favorece a <strong>atuação</strong> mais <strong>frequente</strong> e persistente de <strong>sistemas</strong> meteorológicos que produzem <strong>chuva</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ar polar mudam o tempo e derrubam as temperaturas no Sudeste; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 19:03:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria atuará de forma costeira no Sudeste no início de julho, aumentando as chuvas no leste da região. E na sua retaguarda uma massa de ar frio vai ingressar provocando uma queda nas temperaturas.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao.html" target="_blank">Frente fria continua com alertas de tempestades e chuvas intensas; veja a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak0coa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak0coa.jpg" id="xak0coa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo da próxima <strong>quinta-feira (2) </strong>uma área de baixa pressão vai se aprofundar e dar origem a um<strong> novo ciclone</strong> sobre o oceano próximo à costa da Região Sul do Brasil, juntamente com uma<strong> nova frente fria</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O <strong>sistema frontal</strong> vai <strong>avançar para o Sudeste </strong>do país <strong>a partir da sexta-feira (3)</strong> e sua passagem será rápida, afetando especialmente o leste da região com chuvas fracas a moderadas. No <strong>sábado (4)</strong>, ele já estará em alto mar e o <strong>tempo volta a ficar firme </strong>em praticamente toda a região.</p><p>Além disso, na retaguarda da frente uma <strong>nova massa de ar polar vai ingressar derrubando as temperaturas</strong>, deixando as noites e manhãs mais frias.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria aumenta as chuvas no leste do Sudeste</h2><p>A <strong>nova frente fria vai passar de forma mais costeira pela Região Sudeste</strong> do país entre esta sexta-feira (3) e o sábado (4).</p><p>Ao longo da manhã de <strong>sexta (3)</strong>, ocorrem chuvas fracas na faixa litorânea de São Paulo e áreas próximas. Durante a tarde são esperadas <strong>chuvas fracas a moderadas</strong> no <strong>leste (incluindo o litoral), no sul e centro de São Paulo</strong>, além de áreas do <strong>sul e do centro do Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Não há, até o momento, risco de temporais nestes dois estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira-1782840279597.jpg" data-image="3xzjf9lr21uu"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons acinzentados/brancos) para sexta-feira (3) às 14h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>capital paulista</strong> terá uma sexta-feira (3) de céu nublado e possibilidade de chuva fraca no período da tarde. Na<strong> capital fluminense</strong>, chuva fraca entre a tarde e a noite, com céu parcialmente nublado.</p><p>No <strong>sábado (4)</strong>, a frente fria avança mais para alto mar e passa a influenciar o estado do <strong>Espírito Santo</strong>, mas apenas com <strong>chuvas fracas e isoladas, especialmente em áreas litorâneas</strong>.</p><p><strong>A partir daí, o tempo volta a ficar mais firme em toda a Região Sudeste</strong>, com predomínio de sol em grande parte dos estados.</p><h2>Nova queda nas temperaturas no fim desta semana</h2><p>Neste momento, pelas manhãs até temos temperaturas mais baixas, mas nas tardes, com predomínio de sol, as temperaturas sobem rápido e até faz um certo calorzinho em boa parte do <strong>Sudeste</strong>. </p><p>Contudo, essa condição logo vai mudar com a <strong>entrada de uma nova massa de ar frio </strong>de origem polar pela região<strong> a partir da sexta-feira (3)</strong>.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xak0htu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak0htu.jpg" id="xak0htu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na tarde de <strong>sexta-feira (3)</strong> as temperaturas já começam a baixar no<strong> leste de São Paulo</strong>, onde as <strong>máximas vão variar de 11°C a 16°C</strong>. </p><div class="texto-destacado">Entre esta sexta-feira (3) e o fim de semana, o frio retorna ao leste de SP, sul de MG e ao RJ, com temperturas mínimas chegando em torno dos 5°C/6 °C.</div><p>Já à <strong>noite</strong>, elas caem mais ainda e o<strong> frio se espalha</strong> para outras áreas paulistas e para o Rio de Janeiro, chegando a 10°C na Região Serrana do Rio e a <strong>6°C no sudeste de São Paulo</strong>. </p><p>A <strong>capital paulista terá mínima de 9°C que será registrada no período da noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira-1782841629722.jpg" data-image="rd6fxcg02b7a"><figcaption>Previsão de temperatura máxima do ar (em °C) para o sábado (4), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>sábado (4)</strong>, grande parte do Sudeste começa com <strong>frio</strong>, com temperaturas pela manhã ficando abaixo dos 17°C, mas o destaque fica para a <strong>Região Serrana do Rio</strong>, áreas do <strong>sul mineiro</strong> de divisa com São Paulo e em localidades do <strong>leste paulista</strong>, onde as <strong>mínimas vão variar de 6°C a 8°C</strong>.</p><p>À tarde<strong> </strong>ainda fará friozinho no<strong> leste de São Paulo, no centro-sul do Rio de Janeiro e no sudeste de Minas Gerais</strong> em áreas de divisa com estes dois estados, onde as <strong>máximas variam entre 12°C e 17°C</strong>, podendo chegar aos <strong>8°C na Serra fluminense</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira-1782842545343.jpg" data-image="uapwzbofwrzq"><figcaption>Previsão de temperatura mínima do ar (em °C) para o domingo (5), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (5)</strong>, as condições de temperatura serão semelhantes às do sábado (4), porém, pela manhã a área de <strong>mínimas </strong>mais baixas será um pouco mais abrangente em São Paulo e até com valores <strong>levemente menores </strong>(mapa acima).</p><p>As temperaturas mínimas vão cair para a casa dos <strong>5°C/6°C</strong> no sudeste de<strong> São Paulo</strong>, mais especificamente nas <strong>sub-regiões de Sorocaba e Itapeva</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-polar-mudam-o-tempo-e-derrubam-as-temperaturas-no-sudeste-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar pode trazer frio de até -10°C e chance de neve; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:03:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar polar deve provocar frio intenso no início de julho, com temperaturas negativas, geadas e possibilidade de neve no Sul, além de queda acentuada das temperaturas no Sudeste e um novo episódio de friagem na Região Norte. </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira.html" target="_blank">Forte massa de ar frio chega em breve com alerta de geada e potencial de neve</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak0n5m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak0n5m.jpg" id="xak0n5m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>nova massa de ar polar avançará pelo Brasil nos próximos dias</strong> e ocasionará uma forte mudança no tempo durante os primeiros dias de julho. O sistema será <strong>muito mais intenso</strong> do que a massa de ar frio que atua neste momento sobre o Sul do Brasil e provocará queda acentuada das temperaturas (chegando a valores negativos), geadas, possibilidade de neve e um novo episódio de friagem.</p><p>Neste momento, <strong>já existe uma massa de ar frio mantendo as temperaturas baixas</strong> no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina. O sistema avançou logo após a passagem de uma frente fria que trouxe elevados volumes de chuva ao centro-sul do Brasil.</p><div class="texto-destacado">Nesta terça-feira (30), diversos municípios do Rio Grande do Sul registraram temperaturas de 0°C de acordo com as estações do Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/">INMET</a>). Entre eles estão Dom Pedrito (0,0°C), Bagé (0,1°C) e Jaguarão (0,3°C), com ocorrência de geadas amplas.</div><p>Esse primeiro sistema, no entanto, permanecerá restrito ao território gaúcho e catarinense. Os modelos meteorológicos indicam que uma <strong>segunda massa de ar polar, muito mais abrangente e intensa</strong>, começará a avançar pelo Brasil nos próximos dias.</p><h2>Nova massa de ar polar ganha força no início de julho</h2><p>Na <strong>quarta-feira (1)</strong>, primeiro dia de julho, a nova massa de ar polar já começa a atuar sobre o Rio Grande do Sul. Durante a <strong>quinta-feira (2)</strong>, o frio avança rapidamente para Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e também alcança, com menor intensidade, boa parte do sul e oeste do Mato Grosso e o sul de Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841608199.jpg" data-image="eia5w4748hpz" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na tarde de sexta-feira." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na tarde de sexta-feira."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na tarde de sexta-feira mostra que a massa avançará até a altura da região Norte, atingindo com muita intensidade o Sul e o Sudeste.</figcaption></figure><p>Entre a <strong>madrugada e o início da manhã da sexta-feira (3)</strong>, há previsão de <strong>temperaturas negativas</strong> entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o que pode ocorrer ocorrer também em municípios do extremo sul do Paraná. Os modelos indicam mínimas próximas de<strong> -5°C</strong> em áreas da Serra Catarinense, mas os valores observados podem ser ainda menores, chegando novamente <strong>perto dos -10°C </strong>em alguns municípios de maior altitude. Essas temperaturas são similares às que foram observadas na semana passada.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Esse cenário de temperaturas baixíssimas favorece a ocorrência de <strong>geadas fortes e abrangentes em praticamente toda a Região Sul</strong> durante a sexta-feira (3) e também na madrugada e manhã do sábado (4), com destaque para o estado gaúcho, catarinense e o sul do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841653383.jpg" data-image="7y40bdmtv4ej" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira durante o início da manhã mostra temperaturas negativas se formando em grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</figcaption></figure><p>Depois de atuar sobre a Região Sul, a massa de ar polar continuará avançando pelo país. O sistema levará um <strong>novo episódio de </strong><strong>friagem para parte da Região Norte</strong>, provocando uma queda leve das temperaturas em Rondônia, Acre e sul do Amazonas.</p><p>Ao mesmo tempo, <strong>o frio ganhará força sobre o Sudeste</strong>. No final de semana, as temperaturas cairão de forma significativa em São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo, atingindo um ápice na <strong>madrugada e manhã do Domingo (5)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841749663.jpg" data-image="qf54pc9kxbat" alt="Previsão de temperaturas mínimas no domingo durante o início da manhã." title="Previsão de temperaturas mínimas no domingo durante o início da manhã."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas no domingo durante o início da manhã mostra que uma grande parte do Sudeste registrará temperaturas abaixo dos 10°C, originando geadas pontuais.</figcaption></figure><p>Neste dia, centenas de municípios dessas regiões poderão registrar temperaturas <strong>abaixo dos 10°C</strong> durante a madrugada e o amanhecer com <strong>ocorrência de geadas localizadas </strong>entre São Paulo, Sul Fluminense e Sul de Minas Gerais. Apesar do frio intenso, não há previsão de temperaturas negativas para o Sudeste.</p><h2>Chance de neve volta ao Sul</h2><p>Além das geadas, os modelos meteorológicos indicam <strong>possibilidade de precipitação invernal, incluindo neve</strong>, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina durante a madrugada da sexta-feira (3). A combinação entre temperaturas muito baixas em altitude e previsão de precipitação cria condições favoráveis para a ocorrência desse tipo de fenômeno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao-1782841780443.jpg" data-image="efl9wh2cjs3d" alt="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma." title="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma."><figcaption>Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde) mostra possibilidade de precipitação associada a baixas temperaturas atmosféricas, o que pode causar neve.</figcaption></figure><p>Vale notar, no entanto, que as previsões não indicam um episódio amplo e severo de neve. Se ocorrer, <strong>a neve virá de maneira muito pontual, rápida e pouco abrangente</strong>, ocorrendo especialmente em algumas localidades de maior altitude, como a Serra Gaúcha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-trazer-frio-de-ate-10-c-e-chance-de-neve-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria continua com alertas de tempestades e chuvas intensas; veja previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:46:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias teremos a permanência de uma frente fria sobre parte do Brasil. O sistema frontal que persiste atuando no país, mantém alertas para tempestades e chuvas intensas.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html" target="_blank">Frente fria mantém alertas 1050 municípios em 4 estados; confira a previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajye6y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajye6y.jpg" id="xajye6y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> frente fria</strong> está atuando sobre o<strong> Sul do Brasil</strong> há alguns dias. O sistema frontal, que se encontra estacionado sobre a região, já provocou chuvas volumosas e, nas <strong>últimas 24 horas</strong>, o acumulado superou os <strong>50 mm</strong> em várias localidades da <strong>Região Sul.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui</strong> </a><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">para nos seguir</a></strong> e ative as notificações!<br></div><p>A previsão indica que<strong> o sistema continuará presente</strong> sobre a Região Sul, o que mantém os <strong>alertas de tempestades e chuvas intensas ativos</strong> para diversos municípios. Confira a seguir os detalhes da previsão do tempo e veja se a sua área encontra-se em risco e alertas.</p><h2>Frente fria estacionária mantém alerta no Sul do país</h2><p>A presença de uma <strong>frente fria estacionária</strong>, isto é, um sistema frontal que permanece por vários dias na mesma localidade, <strong>elevou os acumulados</strong> de precipitação em diversos municípios do Sul do Brasil recentemente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823342104.jpg" data-image="tbqkaw53daom" alt="Jatos de baixos níveis." title="Jatos de baixos níveis."><figcaption>Transporte de umidade proveniente da Região Norte, fortalece frente fria sobre o Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Este sistema é favorecido pelos<strong> jatos de baixos níveis</strong>, que transportam grande quantidade de umidade para a área de baixa pressão. Já os<strong> jatos em altos níveis</strong> promovem a saída do ar nas camadas superiores da atmosfera<strong> (</strong><strong>divergência)</strong>, o que estimula a subida do ar e <strong>fortalece a formação de nuvens e chuva. </strong></p><p><strong>A tendência é de que o sistema continue</strong> atuando sobre o <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</strong>. Na noite desta terça-feira (30), as chuvas ganham intensidade, deixando o estado catarinense, o nordeste gaúcho e o sudoeste paranaense em <strong>alerta</strong>. O modelo europeu ECMWF prevê <strong>chuvas intensas e tempestades</strong>, elevando o risco de transtornos urbanos e rurais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823387332.jpg" data-image="cdcxswajcuso" alt="Possibilidade de precipitação." title="Possibilidade de precipitação."><figcaption>Probabilidade de chuva para a madrugada de quarta-feira (1).</figcaption></figure><p>No decorrer da quarta-feira (1º), <strong>a frente fria ganha uma melhor organização</strong>. Os avisos para <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> permanecem ativos sobre o <strong>sudoeste do Paraná </strong>e por todo o estado de <strong>Santa Catarina </strong>até o final da manhã, quando a força da chuva diminui. Entre a tarde e a noite, os temporais avançam para o noroeste, norte e nordeste do Rio Grande do Sul, com <strong>potencial </strong>para <strong>grandes acumulados. </strong></p><p>Toda essa chuva intensa e tempestades é resultado da formação de uma <strong>nova área de baixa pressão</strong> nas proximidades do litoral da Região Sul na quinta-feira (2). Com isso, <strong>os riscos de chuvas fortes e temporais permanecem</strong> ao longo do dia 2. <strong>O estado de Santa Catarina, novamente está em alerta</strong> para chuvas intensas e tempestades, principalmente no oeste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823485853.jpg" data-image="od3r4v21waw8" alt="Precipitação e pressão a nível médio do mar." title="Precipitação e pressão a nível médio do mar."><figcaption>Precipitação e pressão a nível médio do mar prevista para esta quinta-feira (2).</figcaption></figure><p>Entre o final da manhã e o decorrer da tarde a frente fria afeta outras áreas do estado catarinense e volta a deixar em atenção o oeste e sul do Paraná. Ao final da noite o <strong>Vale do Itajaí tem possibilidade de transtornos</strong> com a previsão de <strong>chuvas intensas</strong> para a região.</p><p>Os acumulados de chuva até o final de quinta-feira (2) superam os <strong>100 mm</strong> em boa parte de <strong>Santa Catarina</strong> o que deixa todo o estado em <strong>alerta</strong>. O sudoeste do Paraná fica em estado de atenção, pois as chuvas também serão volumosas e com potencial a gerar diversos problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao-1782823529874.jpg" data-image="v3522x2n7up5" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Chuva acumulada prevista até quinta-feira (2) mostra volumes próximos a 150 mm sobre SC.</figcaption></figure><p><strong>Áreas pontuais do Rio Grande do Sul </strong>também devem registrar transtornos, mas os volumes de chuva previstos serão menores variando entre <strong>30 e 90 mm. </strong>Em caso de problemas contate a <strong>Defesa Civil</strong> do seu estado ou município.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-continua-com-alertas-de-tempestades-e-chuvas-intensas-veja-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo publicado na Physical Review X afirma que conseguiram inverter o tempo graças à física quântica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Foram implementados protocolos de controlo, capazes de fazer com que certos processos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo a retroceder, oferecendo uma forma inovadora de explorar a física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620471822.jpg" data-image="tb92p701luz9" alt="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores." title="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores."><figcaption>O fluxo quântico do tempo não é tão imutável como o conhecemos, afirmam os investigadores.</figcaption></figure><p>As leis microscópicas da física são geralmente simétricas; os processos naturais seguem, em geral, uma direção definida, conhecida como seta do tempo. Num sistema quântico monitorizado, os efeitos da medição e a sua retroalimentação induzem o sentido da seta do tempo.</p><p><strong>Na maioria dos processos naturais, observamos que estes seguem uma seta do tempo</strong>: os cristais partem-se, os ovos eclodem, as estrelas explodem, etc., mas não se observa que esses processos tenham um comportamento na ordem inversa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente demonstra que é possível suprimir a seta do tempo num sistema quântico: podendo alongar, difuminar ou reverter o fluxo temporal. Desta forma, explicam, oferece-se uma forma inovadora de explorar o que talvez seja um dos conceitos mais fundamentais da física.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A este tipo de comportamentos, chamamos de processos diretos: são aqueles que ocorrem causalmente na natureza. Por outro lado, aqueles que correspondem ao tempo invertido são conhecidos como processos inversos.</p><p>A forma como a direção da seta do tempo se manifesta, com base nas leis da simetria temporal, tem suscitado incerteza e perplexidade entre cientistas e filósofos há décadas. <strong>As setas do tempo têm sido atribuídas a muitas origens diferentes; algumas delas têm sido associadas à gravidade</strong>.</p><h2>Protocolos de controlo quântico que suprimem a seta do tempo</h2><p>O grupo de cientistas pôs em prática vários protocolos de controlo quântico, através dos quais consegue fazer com que alguns processos específicos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo invertido para trás, combinando medições, retroalimentação e campos de controlo personalizados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620659176.jpg" data-image="7ymesogu3qpj" alt="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física." title="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física."><figcaption>O trabalho de investigação analisou especificamente as leis da Física.</figcaption></figure><p><strong>O trabalho de pesquisa demonstrou que é possível suprimir a noção de tempo num sistema quântico</strong>, podendo alongar, esbater ou até reverter o fluxo temporal e oferecendo uma forma inovadora de explorar as leis da física. As regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram profundamente o sistema que está a ser medido.</p><h3>Ferramentas de controlo</h3><p>A seta do tempo mais reconhecível é talvez a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos. Na Segunda Lei da Termodinâmica, explica-se que, para os sistemas macroscópicos, os processos que aumentam a entropia são mais prováveis do que aqueles que a diminuem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A seta do tempo mais reconhecível talvez seja a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos sistemas quânticos, <strong>as regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram ativamente o sistema</strong> que está a ser medido. Estas características permitem conceber dinâmicas quânticas diferenciadas, invulgares e inesperadas, incluindo trajetórias que parecem uma evolução invertida do tempo.</p><h2>Quanto maior for o sistema, mais difícil é identificar dinâmicas anómalas</h2><p>Em média, a entropia do Universo aumenta. Quanto maior for o sistema, mais complexo se torna observar dinâmicas anómalas que diminuam essa entropia. A manifestação da seta do tempo pode ser medida, se se comparar a probabilidade de ocorrência de um processo com o seu inverso temporal.</p><p><strong>Sabe-se que a aleatoriedade clássica é o resultado de uma falta de conhecimento completo da descrição microscópica de um sistema</strong>. Esta aleatoriedade quântica nos resultados das medições é fundamental. A descrição mais completa de um sistema quântico produz probabilidades de possíveis resultados de medição.</p><h3>Relações complexas na medição</h3><p>No trabalho de investigação, foram identificadas relações complexas entre os regimes de funcionamento dos motores de medição, o fluxo energético proveniente das medições, bem como a forma como o feedback afeta a percepção da seta do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação">Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464635845_320.png" alt="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"></a></article></aside><p><strong>Se estas medições extraem energia do sistema, o mecanismo de retroalimentação que prolonga a seta do tempo também extrai trabalho</strong>. No trabalho de simulação, os investigadores utilizaram os avanços alcançados para conceber um motor capaz de extrair energia do próprio ato de monitorizar o sistema quântico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20L.P.%2C%20Liu%2C%20Y.K.%2C%20Gorshkov%2C%20A.V." data-year="2026" data-title="Reshaping%20the%20Quantum%20Arrow%20of%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprx%2Fabstract%2F10.1103%2Fl18s-9vmh%23s6">García, L.P., Liu, Y.K., Gorshkov, A.V.. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prx/abstract/10.1103/l18s-9vmh#s6" target="_blank">Reshaping the Quantum Arrow of Time</a>.</cite><br><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20D" data-year="2026" data-title="El%20tiempo%20hacia%20atr%C3%A1s%20deja%20de%20ser%20ciencia%20ficci%C3%B3n%3A%20la%20f%C3%ADsica%20cu%C3%A1ntica%20ha%20logrado%20invertirlo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Ftecnologia-consumo%2Fciencia%2Ftiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html">García, D. (2026). <a href="https://www.larazon.es/tecnologia-consumo/ciencia/tiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html" target="_blank">El tiempo hacia atrás deja de ser ciencia ficción: la física cuántica ha logrado invertirlo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Impacto de meteoro pode ter feito chover ouro na Austrália]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo identifica antiga cratera de impacto na região de Ora Banda e sugere que colisão de asteroide há 790 mil anos espalhou partículas de ouro durante a ejeção de rochas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia-1782739699019.jpg" data-image="ibv10jsw7328" alt="Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular — Foto: Raiza Quintero" title="Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular — Foto: Raiza Quintero"><figcaption>Uma pepita de ouro encontrada na brecha de impacto de Ora Banda; diferentes métodos de imagem revelam que ela possui uma textura granular. Crédito: Raiza Quintero</figcaption></figure><p>Pesquisadores identificaram evidências de que o impacto de um <strong>asteroide ocorrido há cerca de 790 mil anos</strong>, na região de Ora Banda, no oeste da Austrália, pode ter provocado <strong>uma verdadeira "chuva de ouro"</strong>. <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/maps.70154" target="_blank">O estudo, publicado na revista científica Meteoritics and Planetary Science</a>, descreve como a colisão alterou a composição das rochas locais e favoreceu a deposição de partículas do metal precioso.</p><p>Segundo os cientistas, o impacto formou uma<strong> cratera com aproximadamente quatro quilômetros de diâmetro</strong> em uma área conhecida historicamente pela mineração de ouro. Além de confirmar a origem da estrutura geológica, a pesquisa indica que a violência da colisão lançou ao ar fragmentos de rochas, vidro e pequenas gotas de ouro, que posteriormente retornaram à superfície.</p><p>A descoberta ajuda a explicar por que algumas brechas encontradas na região apresentam pequenas pepitas de ouro, enquanto outras contêm apenas vidro e minerais formados pelo intenso calor gerado durante o impacto. Para os pesquisadores, essa<strong> diferença reflete os processos extremos desencadeados pela queda do asteroide</strong>.</p><h2>Evidências confirmam origem da cratera</h2><p>Para comprovar que Ora Banda corresponde à cratera produzida pelo impacto, os pesquisadores reuniram uma série de evidências geológicas consideradas diagnósticas para esse tipo de evento. Entre elas estão os chamados <strong>cones de estilhaçamento</strong>, estruturas cônicas que surgem quando ondas de choque extremamente intensas atravessam as rochas durante a colisão de um meteorito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia-1782739522755.jpg" data-image="ry8uzpa71qe7" alt="Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração — Foto: Aaron Cavosie" title="Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração — Foto: Aaron Cavosie"><figcaption>Cones formados em rochas verdes da estrutura de Ora Banda. À esquerda: cones de estilhaçamento em uma amostra de superfície oxidada; à direita: cones de estilhaçamento encontrados em um testemunho de perfuração. Crédito: Aaron Cavosie</figcaption></figure><p>Essas formações foram identificadas em afloramentos rochosos da superfície e serviram como um dos <strong>principais indícios de que a região sofreu um grande impacto no passado.</strong> Os cientistas também analisaram testemunhos de sondagem retirados do subsolo, que revelaram uma complexa sequência de diferentes tipos de rochas depositadas após a colisão.</p><p>As amostras mostraram que sedimentos ricos em argila se concentram nas camadas superiores, enquanto as<strong> partes mais profundas apresentam maior quantidade de brechas produzidas pela fragmentação violenta das rochas durante o impacto. </strong>Essas formações são comuns em crateras porque resultam da quebra instantânea do material provocada por ondas de choque de altíssima energia.</p><h2>Ouro teria retornado à superfície junto com detritos</h2><p>Os pesquisadores também identificaram diferentes categorias de brechas de impacto. Algumas são formadas por fragmentos de um único tipo de rocha, enquanto outras reúnem<strong> materiais provenientes de diversas origens geológicas</strong>, misturados pela força da explosão. Outro tipo encontrado foi a <strong>suevita</strong>, uma rocha que incorpora pequenas partículas vítreas produzidas pela fusão do material durante o impacto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis">O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886_320.jpg" alt="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"></a></article></aside><p>A presença desses fragmentos de vidro indica que <strong>parte das rochas foi lançada para a atmosfera e derretida pelo calor extremo antes de retornar ao solo</strong>. De acordo com os autores do estudo, o mesmo processo pode ter ocorrido com partículas de ouro, que teriam sido ejetadas junto com os demais detritos e posteriormente depositadas nas brechas recém-formadas.</p><p>Além das evidências macroscópicas, análises microscópicas revelaram grãos de quartzo deformados de uma maneira típica de impactos de meteoritos e resíduos do próprio corpo celeste preservados no vidro formado pela colisão. Esses sinais reforçam a conclusão de que Ora Banda abriga uma antiga cratera de impacto e ajudam a compreender <strong>como eventos catastróficos podem influenciar a distribuição de minerais valiosos </strong>na crosta terrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Meteoritics%20%26%20Planetary%20Sciences" data-year="2026" data-title="A%20meteorite%20impact%20crater%20in%20the%20Eastern%20Goldfields%20of%20Western%20Australia%E2%80%94Shock%20metamorphism%20and%20projectile%20signature%20at%20the%20Ora%20Banda%20structure" data-url="https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1111%2Fmaps.70154">Meteoritics & Planetary Sciences. (2026). <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/maps.70154" target="_blank">A meteorite impact crater in the Eastern Goldfields of Western Australia—Shock metamorphism and projectile signature at the Ora Banda structure</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/impacto-de-meteoro-pode-ter-feito-chover-ouro-na-australia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma tempestade solar sofre uma "super expansão" em seu caminho para a Terra e intriga físicos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção solar gerou uma bolha magnética que cresceu 20% à medida que se deslocava em direção ao nosso planeta, aquecendo o gás em seu interior e intrigando os especialistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594096644.jpeg" data-image="cfdcm1b845gh"><figcaption>Ejeções de massa coronal se desprendem da estrela e viajam em todas as direções. Ocasionalmente, elas atingem a Terra.</figcaption></figure><p>O <strong>Sol </strong>libera constantemente vastas quantidades de energia que viajam em todas as direções. Às vezes, essas erupções são tão massivas que formam gigantescas <strong>nuvens magnéticas compostas de plasma quente</strong>, algumas das quais se dirigem diretamente para o nosso planeta.</p><p>Recentemente, um grupo de pesquisa da Universidade de Iowa descreveu um <strong>fenômeno causado por uma ejeção de massa coronal </strong>(EMC) que apresentou uma expansão incomum dessas nuvens magnéticas em sua trajetória rumo à Terra.</p><p>O estudo analisou uma <strong>tempestade solar ocorrida em novembro de 2021</strong>, que <strong>ejetou uma nuvem em forma de crescente</strong>. A estrutura magnética viajou em alta velocidade, aprisionando plasma magnetizado em seu interior enquanto se movia pelo espaço.</p><div class="texto-destacado">Durante a sua viagem, a bolha aumentou o seu volume inicial em um quinto ao longo de 20 milhões de quilómetros. Um crescimento que ocorreu num espaço de tempo muito curto, que surpreendeu bastante os cientistas do projeto.</div><p>O mais <strong>surpreendente </strong>do evento foi que, simultaneamente, <strong>a temperatura do gás triplicou sem modificar a pressão magnética interna</strong>. Um c<strong>omportamento incomum </strong>que desafia modelos anteriores utilizados pelos pesquisadores.</p><h2>Uma viagem desde o Sol</h2><p>A análise detalhada foi possível graças a uma coincidência: as <strong>sondas espaciais <em>Solar Orbiter</em> e </strong><em><strong>Wind </strong></em>estavam alinhadas, quase perfeitamente na mesma órbita, enquanto a EMC se movia muito rapidamente em direção a elas.</p><p>Esse alinhamento permitiu a <strong>medição precisa da evolução do gás</strong>, na qual os cientistas observaram que <strong>a frente de propagação colidiu com o vento solar circundante</strong>, causando inicialmente uma compressão temporária da estrutura magnética.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594273652.jpg" data-image="gq70nmk9xxif"><figcaption>Simulação da propagação da Ejeção de Massa Coronal (EMC) de 2 de novembro de 2021. Crédito: MNRAS.</figcaption></figure><p>Embora a compressão inicial tenha sido muito breve, <strong>a interação com as explosões causou aquecimento em todo o interior da bolha</strong>, gerando enormes forças internas que empurraram suas fronteiras externas, <strong>fazendo-a se expandir rapidamente</strong>.</p><p><strong>À medida que ganhava calor, a bolha crescia</strong>, <strong>atingindo velocidades de até 192 km/s</strong>. Essa velocidade é verdadeiramente impressionante, considerando que uma erupção típica geralmente se expande a velocidades que variam de cinquenta a cem quilômetros por segundo, no máximo.</p><h3>Radiação e simulações</h3><p>Para compreender plenamente as razões complexas por trás desse aumento, os cientistas recorreram a modelos tridimensionais interativos. Usando uma <strong>simulação magnetohidrodinâmica</strong>, eles conseguiram visualizar as velocidades de propagação do vento interestelar em diferentes planos orbitais.</p><p>Essas simulações revelaram como o plasma aprisionado interage com campos externos ao encontrar obstáculos naturais em seu caminho. O modelo digital mostrou uma curvatura espacial acentuada, confirmando que<strong> a estrutura colidiu com diversas erupções solares externas e foi posteriormente moldada por elas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782595188570.jpg" data-image="755ffpjf6wkq"><figcaption>Nuvem magnética "superexpandida" criada por uma ejeção de massa coronal no Sol. Crédito: Universidade de Iowa.</figcaption></figure><p>A conclusão foi que <strong>o arrasto cinemático constante e uma poderosa distribuição de momento interno desencadearam essa expansão</strong>. Além disso, as condições especiais causaram uma queda atípica na taxa de decaimento radial, que não estava de acordo com as leis conhecidas da física espacial.</p><p>Esses resultados também forneceram<strong> evidências convincentes de trocas de calor que inflaram violentamente a bolha</strong>. Todo esse fenômeno demonstra como a intensa radiação solar altera drasticamente a estabilidade de estruturas à medida que viajam pelo espaço interplanetário.</p><h3>Uma grande tempestade</h3><p>Compreender a dinâmica expansiva deste material é vital para o <strong>clima espacial</strong>, uma vez que estas nuvens magnetizadas podem colidir com a magnetosfera terrestre, gerando cenários imprevisíveis que podem perturbar a infraestrutura de telecomunicações.</p><p>Se uma<strong> tempestade solar</strong> particularmente forte atingisse hoje com força suficiente, as suas partículas carregadas interfeririam com o equipamento em órbita, danificando seriamente as comunicações por satélite e os sistemas globais de navegação geolocalizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739468" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria">Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-llamarada-del-sol-podria-devolvernos-a-la-edad-de-piedra-el-riesgo-de-una-tormenta-solar-y-como-nos-afectaria-1762811694747_320.jpg" alt="Uma erupção solar poderia nos fazer voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"></a></article></aside><p>Além disso, <strong>a chegada turbulenta do plasma poderia infiltrar-se nas redes elétricas de alguns países, causando sobrecargas e apagões</strong> que deixariam milhões de pessoas completamente isoladas em uma escuridão sem precedentes.</p><p>É por isso que esses estudos são de grande importância, especialmente para antecipar a dinâmica interna do clima espacial e, assim, <strong>aprimorar as ferramentas de previsão</strong> e garantir nossa proteção contra a atividade solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A termoclina revela como o oceano armazena calor e por que isso é tão importante para a temporada de ciclones]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-termoclina-revela-como-o-oceano-armazena-calor-e-por-que-isso-e-tao-importante-para-a-temporada-de-ciclones.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 23:39:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sob a superfície do oceano existe uma fronteira térmica invisível que regula o calor oceânico. Descubra o que é a termoclina e como ela pode influenciar a intensidade dos furacões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-termoclina-revela-como-el-oceano-guarda-calor-y-por-que-eso-importa-tanto-durante-la-temporada-de-tormentas-1782487119278.png" data-image="ca37b2kvdhlr"><figcaption>O calor armazenado no oceano é o principal combustível para os ciclones tropicais.</figcaption></figure><p>Ao observarmos o <strong>mar </strong>— seja de um satélite ou simplesmente de uma praia —, tudo parece acontecer na superfície. E, embora as profundezas do oceano guardem muitos de seus maiores mistérios, às vezes a diferença entre uma tempestade comum e uma extraordinária está a apenas algumas dezenas de metros abaixo da superfície.</p><div class="texto-destacado">Nos oceanos tropicais, a água superficial permanece quente devido à radiação solar, enquanto, em profundidades a partir de algumas centenas de metros, a temperatura cai rapidamente para valores próximos a 4°C.</div><p>Durante a<strong> temporada de furacões</strong>, tendemos a associar águas quentes à formação e à intensificação de tempestades. No entanto, há um detalhe que muitas vezes passa despercebido: o que realmente importa não é a temperatura da superfície, mas sim a <strong>quantidade de calor armazenada</strong> abaixo dela.</p><h2>Uma fronteira invisível de temperatura</h2><p>Nos<strong> primeiros metros abaixo da superfície</strong>, a temperatura da água varia muito pouco porque o<strong> sol a aquece continuamente</strong>, criando uma camada quase uniforme. Enquanto isso, o vento mistura constantemente essa camada de água. E é precisamente por isso que essa região é chamada de "camada de mistura".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-termoclina-revela-como-el-oceano-guarda-calor-y-por-que-eso-importa-tanto-durante-la-temporada-de-tormentas-1782486668204.png" data-image="4sojpflp2eke"><figcaption>É assim que a temperatura da água muda com o aumento da profundidade.</figcaption></figure><p>Mas, à medida que descemos, chega um<strong> ponto em que a temperatura começa a cair rapidamente</strong>. Como a água quente é menos densa, ela flutua sobre a água mais fria, formando duas camadas distintas. A<strong> termoclina é a camada intermediária onde essas duas camadas de água contrastantes se misturam</strong>.</p><p>Em apenas algumas dezenas ou centenas de metros de profundidade, a <strong>água pode esfriar de 5 a 15°C</strong>, um contraste enorme em comparação com a mudança quase imperceptível que ocorre na camada superficial. <strong>Esse gradiente térmico acentuado é precisamente o que define a termoclina</strong>.</p><div class="texto-destacado">A termoclina é uma camada de transição dentro de uma massa de água (seja um oceano ou um lago) onde a temperatura cai abruptamente à medida que a profundidade aumenta.</div><p>Não se trata de uma parede física, nem de uma camada sólida.<strong> É uma região onde a temperatura varia muito mais rapidamente com a profundidade do que no resto do oceano</strong>, antes de se estabilizar perto dos 2 a 4°C que caracterizam o oceano profundo. É uma barreira natural que separa a água quente da superfície do vasto reservatório de água fria que se encontra em maiores profundidades.</p><h2>A superfície revela apenas parte da história<br></h2><p>A <strong>temperatura da superfície do mar</strong> é um dos indicadores mais conhecidos para monitorar o desenvolvimento de ciclones tropicais. Mas ela não conta toda a história. Duas regiões podem ter exatamente a mesma temperatura superficial e ainda assim conter quantidades muito diferentes de energia.</p><p>A diferença está na profundidade da camada de água mais quente antes de atingir a termoclina. Se a água quente se estende por mais de 100 metros, o oceano armazena muito mais calor do que se ocupar apenas os primeiros 20 ou 30 metros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773974" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade">A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663_320.jpg" alt="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"></a></article></aside><p>Por isso, ao estudar ciclones, é mais preciso falar em <strong>conteúdo de calor oceânico</strong>. Essa medida considera não apenas a temperatura da água, mas também a quantidade de energia armazenada abaixo da superfície: o <strong>verdadeiro combustível que alimenta os furacões</strong>.</p><p>Mas a profundidade da termoclina não é fixa. Ela pode variar com a estação do ano, as correntes oceânicas e até mesmo fenômenos climáticos como o El Niño. Em particular, <strong>durante o El Niño</strong>, a <strong>termoclina se aprofunda</strong> no Pacífico central e oriental, o que normalmente<strong> aumenta o conteúdo de calor</strong> oceânico e favorece uma <strong>maior atividade ciclônica</strong> nessa região.</p><h2>É assim que um furacão rompe a termoclina</h2><p>Quando um ciclone tropical se desloca pelo oceano, seus ventos não apenas agitam a superfície, mas também<strong> misturam a água em camadas cada vez mais profundas</strong>, alterando sua estrutura térmica natural. Essa mistura normalmente atinge profundidades de dezenas de metros. Nos ciclones mais intensos ou de movimento mais lento, pode chegar a aproximadamente <strong>100-200 metros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-termoclina-revela-como-el-oceano-guarda-calor-y-por-que-eso-importa-tanto-durante-la-temporada-de-tormentas-1782486982525.png" data-image="tz6jd6zkhmcg"><figcaption>A termoclina também influencia a distribuição da vida marinha, regulando o calor e os nutrientes do oceano.</figcaption></figure><p>Se a <strong>termoclina for rasa</strong>, essa mistura faz com que a água muito mais fria suba, diminuindo a temperatura da superfície, e o<strong> ciclone perde parte da energia</strong> necessária para sobreviver ou se intensificar mais rapidamente.</p><p>Por outro lado, <strong>quando é mais profunda</strong>, o furacão continua misturando principalmente água quente, e o oceano continua fornecendo o calor necessário para sua <strong>intensificação</strong>.</p><h2>Por que isso importa ainda mais hoje em dia?</h2><p>Compreender a termoclina significa entender por que o oceano é muito mais do que sua superfície. A profundidade dessa fronteira térmica determina a quantidade de calor que pode ser trocada com a atmosfera e, consequentemente, <strong>como se desenvolvem os furacões e as tempestades.</strong></p><div class="texto-destacado">Após a passagem de um furacão, é comum observar um rastro frio sobre o oceano ao longo de seu percurso, evidência da marca fria deixada pela mistura de águas superficiais e profundas.</div><p>Em um contexto em que<strong> o conteúdo de calor dos oceanos atingiu níveis recordes devido ao aquecimento global</strong>, entender como essa energia se distribui abaixo da superfície torna-se cada vez mais importante. Isso não só nos ajuda a compreender por que alguns ciclones se intensificam rapidamente, como também aprimora a previsão do tempo e a avaliação de riscos.</p><p>Em última análise, o oceano armazena a maior parte de sua energia onde não podemos vê-la. E é justamente esse calor oculto que muitas vezes acaba moldando a história das tempestades mais intensas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lin%2C%20N.%20et%20al" data-year="2012" data-title="Ocean%20heat%20content%20for%20tropical%20cyclone%20intensity%20forecasting%20and%20its%20impact%20on%20storm%20surge" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs11069-012-0214-5">Lin, N. et al. (2012). <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11069-012-0214-5" target="_blank">Ocean heat content for tropical cyclone intensity forecasting and its impact on storm surge</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="2025" data-title="State%20of%20the%20Global%20Climate%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2F2025-03%2FWMO-1368-2024_en.pdf">World Meteorological Organization. (2025). <a href="https://wmo.int/sites/default/files/2025-03/WMO-1368-2024_en.pdf" target="_blank">State of the Global Climate 2024</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-termoclina-revela-como-o-oceano-armazena-calor-e-por-que-isso-e-tao-importante-para-a-temporada-de-ciclones.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quase 400 metros abaixo do mar e 27 km de extensão: este é o túnel submarino mais longo do mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quase-400-metros-abaixo-do-mar-e-27-km-de-extensao-este-e-o-tunel-submarino-mais-longo-do-mundo.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 22:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Noruega está avançando com um projeto de construção sem precedentes sob um de seus fiordes mais icônicos. O megaprojeto promete revolucionar a mobilidade e ampliar os limites da engenharia moderna.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782227000316.png" data-image="tf5y2gw2s6ei" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O túnel submarino mais longo e profundo do mundo está sendo construído na Noruega, no Boknafjord.</figcaption></figure><p>Se a <strong>tecnologia </strong>e seus avanços deixaram algo claro, é que nada é impossível — nem mesmo conectar dois locais que, até pouco tempo atrás, pareciam estar a mundos de distância. Nem mares nem montanhas parecem ser obstáculos mais!</p><p>Esse conceito é bem compreendido na <strong>Noruega</strong>, onde está em andamento um dos projetos de infraestrutura mais impressionantes do século21: o<strong> túnel submarino Rogfast, que promete ser o mais longo e profundo do mundo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Norway is building the Rogfast Tunnel, a 27 km undersea highway linking Stavanger and Bergen, cutting E39 travel from 11 hrs to just 35 min.<br><br>Set to become the worlds longest and deepest subsea road tunnel, it will change trade and tourism in the region.<a href="https://t.co/DKc3W3kyuW">pic.twitter.com/DKc3W3kyuW</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://x.com/Rainmaker1973/status/1983786297538855334?ref_src=twsrc%5Etfw">October 30, 2025</a></blockquote></figure><p> Estendendo-se por<strong> </strong>quase 400 metros abaixo do nível do mar ao longo da costa oeste da Noruega, esse megaprojeto atravessará o Boknafjord e <strong>conectará as cidades de Randaberg e Bokn — dois locais estratégicos do país</strong>.</p><p>O <strong>túnel percorre uma distância total subaquática de 26,7 quilômetros</strong>. Isso o tornará o mais longo, ao passo que sua<strong> profundidade de 392 metros</strong> no ponto mais profundo também estabelecerá um recorde.</p><h2>A obra que mudará para sempre a geografia da Noruega</h2><p>Se há algo que caracteriza a Noruega, é a maneira como a<strong> natureza impõe condições extremas</strong>. Um excelente exemplo disso são os famosos fiordes, formados por <strong>geleiras </strong>antigas, que oferecem paisagens espetaculares.</p><p>Naturalmente, essas paisagens imponentes — caracterizadas por <strong>vastos lagos</strong> — impõem enormes desafios ao transporte terrestre e, consequentemente, à conectividade dentro do país. De fato, muitas rotas exigem o uso de balsas para atravessar esses braços de mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226159174.png" data-image="ggbzpj9i3lrd" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O ponto mais profundo do túnel submarino norueguês fica a 392 metros, enquanto sua extensão total é de 27 quilômetros. Foto: X @Presserom</figcaption></figure><p>Os idealizadores deste megatúnel submarino — que, quando concluído<strong>, será o mais longo do mundo </strong>— buscam reduzir os atrasos nas viagens entre essas duas importantes cidades norueguesas.</p><p>O projeto é a peça central de um empreendimento ainda maior: a estratégica <strong>rodovia E39</strong>. Essa rota, há muito aguardada, estende-se por mais de 1.100 quilômetros ao longo da costa oeste da Noruega, visando estabelecer uma conexão contínua entre as regiões, sem depender de balsas.</p><p>Assim que o Rogfast estiver em operação, <strong>um trajeto que atualmente exige transbordos e longas esperas poderá ser realizado em apenas 35 minutos</strong>.</p><h2>O desafio cinematográfico: escavar sob o mar</h2><p>Se a construção de um túnel de tais dimensões já é suficientemente complexa em terra firme, o desafio de realizá-la sob quase 400 metros de água é imenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226262562.png" data-image="amqmry6rcrfs" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O túnel Rogfast faz parte da rodovia E39, que conecta 1.100 quilômetros da costa norueguesa. Foto: X @Teknisk</figcaption></figure><p>Justamente por esse motivo, as equipes de engenharia que trabalham na rodovia E39, na Noruega, já começaram a <strong>escavar enormes formações de granito e gnaisse</strong> — dois tipos de rocha extremamente duros.</p><p>A esse desafio soma-se a<strong> presença de falhas geológicas e zonas menos estáveis nessas massas rochosas</strong>, o que exige reforços estruturais constantes para garantir a segurança.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Norway is building the world's longest and deepest undersea road tunnel, a massive engineering project called Rogfast. Stretching nearly 27 km beneath a Norwegian fjord, the tunnel will allow drivers to travel underwater without waiting for ferries. Once completed, it could turn <a href="https://t.co/cL8axhfnol">pic.twitter.com/cL8axhfnol</a></p>— The Day Warrior (@thedaywar90) <a href="https://x.com/thedaywar90/status/2059967759929504053?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Diariamente, centenas de furos são perfurados na rocha e, em seguida, explosivos cuidadosamente distribuídos são posicionados para realizar <strong>detonações controladas</strong>.</p><p>Posteriormente, sistemas de ventilação são utilizados para dispersar gases e permitir a remoção de toneladas de material. Estima-se que<strong> cerca de 10 milhões de metros cúbicos de rocha serão removidos</strong>.</p><h2>Uma rodovia subaquática, um mundo sob o oceano</h2><p>O projeto do <strong>túnel submarino Rogfas</strong>t inclui <strong>dois tubos paralelos, com tráfego em sentido único em cada um</strong>. Essa característica visa aumentar a segurança e otimizar o fluxo de tráfego.</p><p>Além disso, contará com<strong> pontos de acesso de emergência a cada 250 metros</strong>, <strong>sistemas de ventilação de última geração</strong> e múltiplos mecanismos prontos para responder a qualquer eventualidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226440096.png" data-image="sng7y09d5t0b" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>Já começaram as obras de escavação do túnel submarino mais longo e profundo do mundo, atravessando enormes formações de granito e gnaisse. Foto: X @BOLDmedya</figcaption></figure><p>No entanto, quando se trata das características surpreendentes deste impressionante túnel submarino, destaca-se o enorme entroncamento subterrâneo situado a uma profundidade de 250 metros. Nesse ponto, <strong>o túnel principal se conectará à ilha de Kvitsøy</strong>.</p><p>Será algo totalmente inédito e extraordinário — uma espécie de <strong>entroncamento viário submarino </strong>projetado para facilitar o acesso a diversas regiões do país.</p><h2>Tecnologia digital a serviço da antecipação de riscos<br></h2><p>O túnel submarino Rogfast utiliza a<strong> plataforma </strong><em><strong>Tunneling Intelligence</strong></em>, que permite o monitoramento em tempo real do progresso da escavação por meio de modelos tridimensionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226654801.png" data-image="xrviyoltxgti" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>O túnel contará com dois tubos paralelos, separados entre si e com tráfego em sentidos opostos. Também incluirá conexões de ligação. Foto: X @Jimlegare</figcaption></figure><p>Dessa forma, é possível determinar a posição exata das máquinas, detectar riscos potenciais e <strong>ajustar as operações em tempo real</strong>.</p><h2>Quando o túnel submarino será concluído?</h2><p>O <strong>investimento </strong>necessário para um projeto tão ambicioso é substancial. De fato, supera 20,6 bilhões de coroas norueguesas, o que equivale a aproximadamente <strong>1,75 bilhão de euros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-casi-400-metros-bajo-el-mar-y-con-27-kilometros-de-extension-asi-sera-el-tunel-submarino-mas-largo-del-mundo-1782226538495.png" data-image="7fqtqn8hm4vg" alt="Túnel submarino" title="Túnel submarino"><figcaption>Espera-se que o impressionante túnel subaquático da Noruega entre em operação até 2033.</figcaption></figure><p>Embora o projeto esteja em andamento há algum tempo e tenha enfrentado contratempos e revisões orçamentárias, o fato é que o túnel submarino mais longo e profundo do mundo avança em ritmo constante.</p><p>Quanto à sua conclusão, <strong>a previsão é que seja aberto ao tráfego em 2031</strong>. No entanto, céticos acreditam que o prazo pode se estender até 2033. De qualquer forma, dentro de sete anos (no máximo), essa obra monumental se tornará realidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/quase-400-metros-abaixo-do-mar-e-27-km-de-extensao-este-e-o-tunel-submarino-mais-longo-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Resort no interior de SP atrai turistas com piscina de águas quentes dentro de um vulcão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 21:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O local possui uma área vulcânica temática (calma, não é de verdade) exclusiva com piscina de águas quentes e toboáguas. Saiba onde fica e quais os demais atrativos que oferece.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757486529.jpg" data-image="65ubuiym1eim"><figcaption>Resort fazenda no interior de São Paulo tem piscina de águas quentes dentro de um vulcão. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Um <strong>resort fazenda</strong> no<strong> interior do estado de São Paulo</strong> está se tornando uma grande atração para famílias que buscam destinos aconchegantes para aproveitar o inverno ou para curtir as férias de julho com os filhos.</p><p>Com piscinas de águas aquecidas, toboáguas, caverna temática e espetáculos noturnos, o local abriga uma <strong>atração temática única: o famoso Vulcão</strong>, que apresenta projeções mapeadas em um <strong>espetáculo que combina arte, fogo e magia</strong>. </p><p>Conhecido como o "<em>Resort Fazenda do Vulcão</em>", trata-se do<strong> Terra Parque Eco Resort</strong>, localizado <strong>no município de Pirapozinho</strong>, em meio a um cenário de belezas naturais, a cerca de 10 minutos do aeroporto de Presidente Prudente. Conheça abaixo quais os demais atrativos que o local oferece para os seus visitantes.</p><h2>Os atrativos do Terra parque Eco Resort</h2><p>O resort tem uma<strong> estrutura completa que integra lazer, conforto e experiências exclusivas </strong>em um só lugar. São mais de 300 mil m² de natureza, com uma estrutura perfeita para famílias, grupos e quem busca descanso com diversão. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661497" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seis-resorts-com-aguas-termais-para-voce-aproveitar-no-inverno-no-sul-do-brasil.html" title="Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil">Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seis-resorts-com-aguas-termais-para-voce-aproveitar-no-inverno-no-sul-do-brasil.html" title="Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seis-resorts-com-aguas-termais-para-voce-aproveitar-no-inverno-no-sul-do-brasil-1718647359387_320.jpg" alt="Seis resorts com águas termais para você aproveitar no inverno no Sul do Brasil"></a></article></aside><p>A <strong>principal atração</strong> é uma <strong>grande estrutura cenográfica inspirada em um vulcão</strong>, onde em seu <strong>interior </strong>há uma piscina de águas aquecidas cercada por <strong>cascatas, formações rochosas, iluminação temática e uma caverna mesozóica</strong> que transporta os visitantes para um cenário de aventura.</p><p>A intenção é proporcionar uma experiência capaz de despertar a imaginação das crianças e de criar momentos especiais para toda a família. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757585142.jpg" data-image="8g44ui3jv1zu"><figcaption>A piscina aquecida dentro do ‘Vulcão’ Terra Parque. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p><strong>À noite, essa estrutura se transforma em um palco de espetáculo</strong>, reunindo fogo real, projeção mapeada, música, dança e efeitos visuais, criando um dos momentos mais aguardados da programação do local. </p><p>Além dessa piscina ‘vulcânica’, os visitantes podem ter um contato maior com a natureza, realizar atividades ao ar livre, turismo rural, fazendinha, esportes de aventura, parque aquático e recreação infantil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757605634.jpg" data-image="cgib6r01jhhk"><figcaption>Imagem da estrutura do vulcão à noite, com show de luzes e projeções. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Entre os <strong>esportes de aventura</strong>, são oferecidos: passeio de quadriciclo e de jardineira, airsoft, paredão de escalada, passeio de pedalinho e de caiaque, arborismo com tirolesa, pesca esportiva e passeio a cavalo.</p><p>O resort conta ainda com uma<strong> lojinha de presentes</strong> e um <strong>restaurante </strong>com cardápios exclusivos e temáticos desenhados por chefes de cozinha, englobando a gastronomia nacional e internacional, além d<strong>e música ao vivo no ambiente</strong>.</p><p>E por último, mas não menos importante, o local conta também com um <strong>spa completo</strong>, oferecendo <strong>massagens</strong>, <strong>ventosaterapia</strong>,<strong> banho de ofurô</strong>, <strong>jacuzzi</strong>, entre outros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao-1782757624030.jpg" data-image="3pr64eaj8azq"><figcaption>Área de tobogãs no resort. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>São<strong> 201 opções de apartamentos divididos em nove vilas temáticas</strong> oferecendo <strong>conforto e qualidade</strong>, com ar condicionado, frigobar, banheiro com sistema de aquecimento individual, TV, banheira de hidromassagem e muito mais, a depender do tipo da acomodação.</p><p>O resort recebe <strong>visitantes </strong>de diversas regiões do nosso país como também <strong>turistas do exterior </strong>atraídos pela união de natureza, lazer, entretenimento e experiências exclusivas em um único destino. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/resort-no-interior-de-sp-atrai-turistas-com-piscina-de-aguas-quentes-dentro-de-um-vulcao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz nova mudança para SP e RJ no começo de julho; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 19:42:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria vai avançar na segunda metade desta semana para a Região Sudeste do Brasil, aumentando as chuvas nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html" target="_blank">Frente fria mantém alertas 1050 municípios em 4 estados; confira a previsão</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782743977934.jpg" data-image="4doj6ykdade4"><figcaption>Frente fria que atua no Sul do Brasil vai avançar para o Sudeste na próxima quinta-feira (2), aumentando as chuvas na região.</figcaption></figure><p>Uma <strong>frente fria</strong> está atuando no Sul do Brasil e vai permanecer de forma semi-estacionária por alguns dias sobre a região, causando chuvas contínuas e volumosas e, por vezes, intensas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Mas na <strong>segunda metade desta semana</strong>, o sistema meteorológico ganha reforço de um novo ciclone no oceano, na altura da Região Sul. Assim, a frente vai conseguir se deslocar e avançar para o Sudeste do país, onde vai provocar uma mudança no tempo ao levar<strong> chuvas moderadas</strong> aos estados de <strong>São Paulo</strong> e do <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria aumenta as chuvas em SP e RJ no início de julho</h2><p>Esta<strong> frente fria</strong> vai atuar de forma mais <strong>costeira </strong>no<strong> </strong>Sudeste, influenciando o tempo mais no leste da região.</p><p>A mudança no tempo devido à aproximação do sistema<strong> começa na noite de quinta-feira (2) </strong>no <strong>Litoral Sul de São Paulo</strong>, onde são esperadas <strong>chuvas intensas e temporais isolados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782746226560.png" data-image="fsnxd8u10x7s"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quinta-feira (2) às 20h à esquerda e para sexta-feira (3) às 6h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Ao longo da <strong>sexta-feira (3)</strong>, <strong>chuvas moderadas</strong> se espalham por todo o <strong>leste paulista, incluindo a capital</strong>, e por <strong>áreas de sul e centro </strong>do estado também. Podem ocorrer temporais isolados associados, mas o potencial é baixo. A capital paulista terá céu nublado e chance de chuva fraca ao longo do dia todo. </p><p>No <strong>Rio de Janeiro</strong>, <strong>chuvas fracas a moderadas</strong> afetam o <strong>centro-sul e áreas do leste</strong> do estado de forma isolada ao longo da sexta-feira (3). Na capital fluminense são esperadas chuvas fracas entre a manhã e a tarde, com céu variando de parcialmente nublado a nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782746488076.jpg" data-image="8dsrw1uur0v7"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para sábado (4) às 12h, segundo o modelo europeu. Há previsão de chuva fraca/chuvisco no litoral de SP e do RJ, mesmo com baixa probabilidade.</figcaption></figure><p>No<strong> sábado (4)</strong> o sistema já estará afastado da região, contudo, <strong>instabilidades</strong> <strong>ainda se concentram em áreas perto da costa</strong> dos dois estados devido à circulação marítima. Serão <strong>chuvas fracas e isoladas ou chuviscos </strong>na faixa litorânea. Nas demais áreas dos dois estados, o tempo fica estável.</p><p>A previsão é de que a<strong> capital paulista</strong> tenha um sábado (4) de sol entre muitas nuvens, mas sem chuvas. Já a <strong>capital fluminense</strong> pode ter chuva fraca entre a manhã e o início da tarde, e céu parcialmente nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar-1782747016133.jpg" data-image="justx4k9m42c"><figcaption>A tendência do modelo europeu indica que na próxima semana teremos tempo firme e abertura de Sol nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.</figcaption></figure><p>A <strong>tendência </strong>indica que a partir deste sábado (4) uma alta pressão atmosférica vai manter o <strong>tempo firme e com sol nos dois estados</strong>, seguindo dessa forma <strong>ao longo da próxima semana</strong>, como podemos observar no mapa acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-para-sp-e-rj-no-comeco-de-julho-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte massa de ar frio chega em breve com alerta de geada e potencial de neve; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 18:07:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar polar provocará frio intenso no Sul e no Sudeste no início de julho, com previsão de temperaturas negativas, geadas amplas e possibilidade de neve, além de levar friagem para parte da Região Norte.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados.html" target="_blank">Frente fria e massa de ar polar avançam sobre o Brasil em julho</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajrxi6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajrxi6.jpg" id="xajrxi6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, uma <strong>massa de ar polar atua sobre o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina</strong>, avançando pela região após a passagem de uma frente fria que causou grandes volumes de chuva no centro-sul do país. </p><div class="texto-destacado">Nesta segunda-feira (29), diversos municípios gaúchos registraram temperaturas baixíssimas de 3°C ou menos - Incluindo Santa Vitória do Palmar, São Gabriel e Quaraí, que chegou a registrar 1,3°C de mínima. Houve, inclusive, ocorrência de GEADAS.</div><p>Essa massa de ar frio não deve avançar muito mais pelo país, mantendo sua abrangência restrita aos estados gaúcho e catarinense. No entanto, previsões ainda indicam que uma <strong>segunda massa de ar polar avançará nos próximos dias</strong>, muito mais intensa e abrangente.</p><h2>Nova massa de ar frio chega na Quarta-Feira</h2><p>Na quarta-feira (1), primeiro dia de Julho, o<strong> mês já se inicia com o avanço de uma massa de ar frio muito intensa</strong> que afetará o tempo no Rio Grande do Sul. Ao longo da quinta-feira (2), o sistema atinge também Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e, com menor intensidade, sul do Mato Grosso e de Goiás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira-1782752818911.jpg" data-image="15kizq10h7hz" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no início do sábado." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no início do sábado."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no início do sábado mostra que a massa avançará até a altura da região Norte, atingindo com muita intensidade o Sul e o Sudeste.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (3) durante a madrugada e o início da manhã, previsões indicam <strong>possibilidade de temperaturas negativas</strong>, abaixo de zero, em Santa Catarina e no extremo sul do Paraná, podendo se formar também no Rio Grande do Sul. Modelos indicam mínimas de <strong>-3°C</strong> em Santa Catarina, mas os valores reais podem ser ainda mais baixos, chegando a <strong>até -8°C</strong> em alguns municípios da região Serrana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Isso traz risco de geadas severas e muito abrangentes em toda a região Sul na sexta-feira (3) e também no sábado (4) durante a madrugada e o início da manhã.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao longo dos dias seguintes, o sistema chega a deixar as <strong>temperaturas mais amenas na região Norte</strong>, originando um episódio de<strong> friagem</strong> na região. Enquanto isso, a massa avança de maneira <strong>muito intensa pelo Sudeste</strong>, fazendo as temperaturas caírem significativamente em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais e do Espírito Santo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira-1782752906008.jpg" data-image="e8e3vka4xclm" alt="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira (esquerda) e no sábado (direita)." title="Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira (esquerda) e no sábado (direita)."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira (esquerda) e no sábado (direita) mostra a ocorrência de temperaturas negativas no Sul e uma queda brusca da temperatura no Sudeste.</figcaption></figure><p>Com isso, no sábado (4) e o domingo (5) o frio se tornará muito intenso também na região Sudeste. As mínimas devem atingir <strong>valores abaixo dos 10°C</strong> em centenas de municípios, ocasionando <strong>geadas pontuais </strong>nas cidades de maior altitude, especialmente no sul de Minas Gerais. Ainda assim, vale notar que<strong> não </strong>há previsão de temperaturas negativas no Sudeste.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Há ainda a chance de ocorrência de <strong>precipitação invernal (como neve)</strong> na região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, durante a <strong>noite de quinta-feira (2)</strong> e a <strong>madrugada da sexta-feira (3)</strong>. Modelos indicam possibilidade de temperaturas atmosféricas muito baixas associadas a potencial de precipitação, como é possível observar na imagem abaixo. Essa situação <strong>beneficia a formação de neve</strong> na região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira-1782752948656.jpg" data-image="est8vtq4m14d" alt="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde)." title="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde)."><figcaption>Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e isoterma (linha verde) mostra possibilidade de precipitação associada a baixas temperaturas atmosféricas, o que pode causar neve.</figcaption></figure><p>Para saber exatamente em <strong>quais dias o frio será mais intenso essa semana,</strong> não deixe de consultar diariamente a previsão meteorológica <strong>específica para o seu município.</strong> Assim você se atualiza sobre a previsão de precipitação, geadas e temperaturas mínimas e evita ser pego de surpresa pelo mau tempo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-massa-de-ar-frio-chega-em-breve-com-alerta-de-geada-e-potencial-de-neve-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tecnologia criada para buscar água em Marte ajuda a encontrar vazamentos subterrâneos na Terra]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:11:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sistema baseado em radar desenvolvido para pesquisas planetárias passou a ser usado por companhias de saneamento e pode recuperar bilhões de litros de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra-1782254360237.jpg" data-image="wzq45e8q5t3n" alt="Em São Paulo, previsão é que tecnologia ajude a recuperar 6,7 bilhões de litros de água . Crédito: Divulgação Asterra" title="Em São Paulo, previsão é que tecnologia ajude a recuperar 6,7 bilhões de litros de água . Crédito: Divulgação Asterra"><figcaption>Em São Paulo, previsão é que tecnologia ajude a recuperar 6,7 bilhões de litros de água . Crédito: Divulgação Asterra</figcaption></figure><p>Uma tecnologia originalmente desenvolvida para auxiliar na<strong> busca por água em Marte </strong>está sendo aplicada na Terra para localizar vazamentos invisíveis em redes de abastecimento. O sistema utiliza imagens captadas por satélites equipados com radar de abertura sintética (SAR) e algoritmos de inteligência artificial para identificar perdas subterrâneas de água tratada.</p><p>A solução é utilizada pela empresa Asterra, que combina os dados obtidos por satélites com <strong>modelos capazes de reconhecer a assinatura eletromagnética da água potável. </strong>A técnica permite detectar vazamentos que ainda não chegaram à superfície, reduzindo desperdícios e direcionando as equipes responsáveis pelos reparos.</p><p>Recentemente, a tecnologia foi contratada pela Sabesp para atuar na Região Metropolitana de São Paulo. O acordo, avaliado em R$ 5,9 milhões, prevê <strong>dois anos de operação com a expectativa de recuperar 6,7 bilhões de litros de água.</strong></p><h2>Da exploração de Marte às redes de abastecimento</h2><p>A origem do sistema remonta às pesquisas voltadas à <strong>identificação de reservatórios subterrâneos em Marte. </strong>Os satélites emitem ondas eletromagnéticas em banda L, capazes de atravessar a atmosfera e penetrar no solo, permitindo mapear características do subsolo.</p><div class="texto-destacado">Foi a partir dessa base tecnológica que o geofísico Lauren Guy desenvolveu uma aplicação voltada para a Terra. Em 2013, ele participou da criação da empresa que posteriormente passou a operar sob a marca Asterra, especializada em transformar dados de satélite em mapas para companhias de saneamento.</div><p>Segundo Adriano Trovato, diretor da Nortech, representante da empresa no Brasil, as <strong>micro-ondas conseguem atingir até três metros de profundidade</strong>, mesmo em áreas cobertas por asfalto, vegetação ou outras estruturas superficiais.</p><h2>Como o sistema identifica vazamentos</h2><p>A água distribuída pelas cidades recebe tratamento químico, incluindo a adição de cloro. <strong>Essa composição gera uma assinatura eletromagnética específica</strong>, que pode ser diferenciada da umidade natural do solo, da água da chuva ou do lençol freático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra-1782254431444.jpg" data-image="mi89wb3ktime" alt="A Sabesp opera 96,2 mil quilômetros de tubulações de água, o equivalente a mais de duas voltas completas ao redor da Terra" title="A Sabesp opera 96,2 mil quilômetros de tubulações de água, o equivalente a mais de duas voltas completas ao redor da Terra"><figcaption>A Sabesp opera 96,2 mil quilômetros de tubulações de água, o equivalente a mais de duas voltas completas ao redor da Terra. Crédito: Anna Clara Barreiro</figcaption></figure><p>Após a coleta das imagens, os algoritmos cruzam as informações com os mapas das tubulações fornecidos pelas companhias de saneamento. O resultado é<strong> um mapa com áreas de maior probabilidade de vazamento</strong>, classificadas por prioridade.</p><p>Apesar da precisão do sistema, a confirmação continua sendo feita em campo. Equipes especializadas utilizam <strong>geofones</strong>, equipamentos capazes de amplificar o ruído produzido pela água escapando sob pressão. Quanto mais próximo da origem do vazamento, mais intenso é o som captado.</p><h2>Sabesp aposta na redução das perdas de água</h2><p>Nos primeiros meses da operação, a Sabesp planejou monitorar <strong>cerca de 9 mil quilômetros de tubulações em municípios como São Paulo, Guarulhos, Osasco e Carapicuíba.</strong> A expectativa é concentrar os esforços em regiões com maior potencial de recuperação de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772751" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/corrida-rumo-a-lua-china-afirma-que-nao-poupara-recursos-para-lancar-o-satelite-ao-espaco-ate.html" title="Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030">Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/corrida-rumo-a-lua-china-afirma-que-nao-poupara-recursos-para-lancar-o-satelite-ao-espaco-ate.html" title="Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/carrera-hacia-la-luna-china-dice-que-no-escatimara-en-recursos-para-alcanzar-el-satelite-en-1780695478676_320.jpg" alt="Corrida rumo à Lua: China afirma que não poupará recursos para lançar o satélite ao espaço até 2030"></a></article></aside><p>Em testes anteriores realizados na Região Metropolitana de São Paulo, imagens de satélite indicaram <strong>81 possíveis vazamentos em 50 quilômetros de rede</strong>, enquanto os métodos convencionais identificaram apenas 14 ocorrências no mesmo contexto.</p><p>Além do Brasil, <strong>a tecnologia já é utilizada em países como China, Japão e Emirados Árabes Unidos</strong>. Embora não substitua as equipes de manutenção, o sistema reduz o tempo necessário para localizar vazamentos e transforma uma ferramenta criada para procurar água em outros planetas em uma aliada contra o desperdício nas cidades.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Revista%20Superinteressante" data-year="2026" data-title="Como%20sat%C3%A9lite%20criado%20para%20procurar%20%C3%A1gua%20em%20Marte%20pode%20encontrar%20vazamentos%20na%20Terra" data-url="https%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fciencia%2Fcomo-satelite-criado-para-procurar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos%2F%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Revista Superinteressante. (2026). <a href="https://super.abril.com.br/ciencia/como-satelite-criado-para-procurar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">Como satélite criado para procurar água em Marte pode encontrar vazamentos na Terra</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-criada-para-buscar-agua-em-marte-ajuda-a-encontrar-vazamentos-subterraneos-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria mantém alertas 1050 municípios em 4 estados; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:50:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria continua atuando sobre parte do Centro-Sul do Brasil nos próximos dias. O sistema frontal mantém alerta para chuvas intensas, grandes acumulados e tempestades em 1050 municípios</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados.html" target="_blank">Frente fria e massa de ar polar avançam sobre o Brasil em julho; veja os estados afetados</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajquu2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajquu2.jpg" id="xajquu2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> intensa frente fria</strong> se formou neste final de semana sobre o Sul do Brasil e já provocou acumulados superiores a<strong> 100 mm </strong>em áreas do <strong>Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná</strong>. No restante desta segunda-feira (29) e ao longo de terça-feira (30), os riscos de temporais volumosos e tempestades continuam elevados.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </a></strong> </div><p>Diante deste cenário, o<strong><em> Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>)</em></strong> emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para tempestades válido para <strong>1050 municípios espalhados por 4 estados</strong> do Centro-Sul do país: </p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>São Paulo</li></ul><p>A seguir acompanhe a previsão do tempo para as áreas afetadas por essa frente fria.</p><h2>RS, SC, PR e SP em alerta para tempestades</h2><p>No restante desta segunda-feira (29), estão previstas <strong>chuvas intensas sobre Santa Catarina e o Paraná</strong>, com possibilidade de trovoadas e descargas elétricas. O sul do estado de <strong>São Paulo também está na rota do sistema</strong>, com potencial para transtornos na tarde de hoje.</p><p>Ao longo da madrugada de terça-feira (30), <strong>o modelo europeu ECMWF indica que as chuvas vão diminuir </strong>sobre o interior do Paraná e o sul paulista. No entanto, o sistema deve se concentrar em áreas do <strong>norte de Santa Catarina</strong>, afetando cidades como Itajaí (SC) e Joinville (SC). As demais áreas da Região Sul terão bastante <strong>nebulosidade</strong>, com <strong>pancadas pontuais</strong> no sul catarinense e norte paranaense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao-1782744272762.jpg" data-image="v27ohpp3xwzw" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Chuva prevista para a noite de terça-feira (30).</figcaption></figure><p>Conforme as horas passam, <strong>novas instabilidades vão surgir sobre o Centro-Sul</strong>. Na parte da tarde, a previsão é de que um <strong>cavado (alongamento de uma área de baixa pressão)</strong> avance sobre o oeste da Região Sul, trazendo <strong>chuvas intensas</strong> para o sudoeste do Paraná, oeste catarinense e noroeste do Rio Grande do Sul.</p><p>Estes estados já foram gravemente afetados pelas chuvas dos últimos dias. Há potencial para <strong>novos transtornos</strong> na Região, uma vez que as chuvas persistem ao longo da noite de terça-feira (30), tendo potencial para <strong>tempestades intensas</strong>, com possíveis queda de<strong> granizo, rajadas de vento e grande volume pluviométrico.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao-1782744228689.jpg" data-image="1vua4fs2sxg1" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios mostra áreas com maior potencial para tempestades na madrugada de quarta-feira (1).</figcaption></figure><p>As<strong> fortes instabilidades</strong> continuam ao longo da madrugada de quarta-feira (1). <strong>Atenção redobrada</strong> sobre Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Onde as chances de <strong>tempestades </strong>continuam.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O volume total de chuva esperado até a manhã de quarta-feira (1º) acende o sinal de alerta para enchentes e deslizamentos na região. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>Paraná </strong>tem os maiores volumes previstos para o sudoeste do estado, onde a chuva pode atingir ou até mesmo ultrapassar os <strong>150 mm. </strong></p><p>Em <strong>Santa Catarina</strong>, as chuvas serão volumosas por todo o território, embora distribuídas de forma irregular. Enquanto a porção sul catarinense deve registrar os menores volumes, por volta de <strong>15 mm</strong>, o oeste do estado pode enfrentar acumulados elevados de até<strong> 120 mm.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao-1782744177191.jpg" data-image="swlnxh5hjb26" alt="Precipitação Acumulada." title="Precipitação Acumulada."><figcaption>Precipitação acumulada entre segunda (29) e a manhã de quarta-feira (1).</figcaption></figure><p>Já no <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as instabilidades se concentram no norte gaúcho, com volumes previstos próximos a<strong> 50 mm</strong>. Apesar de parecer um número menor, a situação exige cautela devido ao<strong> alto risco de deslizamentos de terra, </strong>uma vez que o solo da região já se encontra completamente encharcado pelos eventos meteorológicos recentes.</p><p>Por fim, o estado de <strong>São Paulo terá os acumulados mais baixos</strong> entre as quatro áreas afetadas pela frente fria. A previsão indica<strong> chuva acumulada de até 25 mm,</strong> <strong>restrita </strong>ao extremo sul e oeste paulista, <strong>sem indicativos de grandes transtornos</strong> para o restante do território paulista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-alertas-1050-municipios-em-4-estados-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nem todos os céus permitem ver a Via Láctea. A escala de Bortle classifica a escuridão noturna de 1 a 9 e ajuda a determinar se a sua cidade tem condições adequadas para observar estrelas, galáxias e outros fenómenos astronômicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014.png" data-image="fsnt5zurlgvw" alt="A escala de Bortle" title="A escala de Bortle"><figcaption>A escala de Bortle mostra como a poluição luminosa transforma o céu noturno: desde paisagens escuras onde a Via Láctea domina a noite, até cidades onde quase não se vêem estrelas.</figcaption></figure><p>Por que é que a Via Láctea aparece como uma nuvem brilhante no céu em alguns locais, enquanto noutros apenas algumas estrelas são visíveis? <strong>A resposta está na poluição luminosa e numa ferramenta fundamental para a medir</strong>: a escala de Bortle.</p><p><strong>Observar o céu noturno nem sempre significa ver o mesmo universo</strong>. Numa grande cidade, postes de iluminação, edifícios, carros e outdoors iluminam a atmosfera, criando uma espécie de "névoa artificial" que obscurece as estrelas mais ténues. Longe dos centros urbanos, porém, o céu recupera profundidade e contraste, e até revela a faixa leitosa da nossa galáxia.</p><p>Para determinar a escuridão do céu, <strong>o</strong><strong>s astrônomos amadores e os observadores utilizam a escala de Bortle</strong>, um sistema que classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9, em que 1 representa um céu excecionalmente escuro e 9 um céu urbano fortemente poluído por luz artificial.</p><h2>O que mede a escala de Bortle?<br></h2><p>A escala de Bortle não mede o clima ou a cobertura de nuvens, mas sim <strong>o brilho do céu noturno causado principalmente pela poluição luminosa</strong>. Foi proposta pelo astrônomo amador John E. Bortle e é utilizada como um guia prático para estimar a nitidez da observação de estrelas, galáxias, nebulosas e, claro, da Via Láctea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A escala de Bortle revela quanta luz ofusca as estrelas e quão visível pode ser a Via Láctea.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isto significa que <strong>quanto mais baixo for o número, melhor será o céu para observar as estrelas</strong>. Quanto maior o número, mais luzes competirão com as estrelas. E sim, infelizmente, as luzes geralmente ganham de lavada.</p><h3>De 1 a 9: assim muda o céu noturno<br></h3><p><strong>Um céu Bortle 1 corresponde a condições quase perfeitas</strong>: escuridão profunda, horizonte limpo e uma Via Láctea muito proeminente, com detalhes visíveis a olho nu. É o <strong>tipo de céu que se encontra em zonas remotas</strong>, longe de cidades, estradas e centros industriais.</p><p><strong>Nos índices Bortle 2 e 3, o céu continua excelente para a astronomia.</strong> A Via Láctea é claramente visível e algumas estruturas internas podem ser distinguidas sem telescópio, especialmente em noites sem lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782498491797.jpg" data-image="tpan22yzen4y" alt="Escala de Bortle." title="Escala de Bortle."><figcaption>A escala de Bortle classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9: quanto mais baixo for o índice, melhores serão as condições para observar a Via Láctea.</figcaption></figure><p>O <strong>nível 4 de Bortle já apresenta alguma poluição luminosa, mas ainda permite ver a Via Láctea</strong>, embora com menos contraste. Para muitas pessoas, este pode ser o primeiro grande passo de "eu vejo estrelas" para "eu vejo uma galáxia acima da minha cabeça".</p><p><strong>Em condições de Bortle 5 e 6</strong>, típicas de zonas suburbanas ou cidades de média dimensão, a Via Láctea torna-se difícil ou quase impossível de detetar a olho nu. <strong>Estrelas brilhantes, planetas e a Lua são visíveis, mas os objetos ténues desaparecem</strong>.</p><p>Os <strong>níveis 7, 8 e 9 da escala de Bortle correspondem a céus urbanos com forte iluminação</strong>. Nestes casos, o céu pode parecer acinzentado ou alaranjado, e apenas as estrelas mais brilhantes são visíveis. A Via Láctea, na prática, desaparece da vista.</p><h2>Que classificação de Bortle preciso de ter para ver a Via Láctea?<br></h2><p>Para observar a Via Láctea a olho nu, o ideal <strong>é procurar céus com um índice de Bortle de 4 ou inferior</strong>. Para uma experiência verdadeiramente deslumbrante, procure locais com um índice de Bortle de 1, 2 ou 3, longe da luz solar direta e com um horizonte limpo.</p><p> Mas<strong> o índice não é tudo</strong>. A fase da lua, a transparência atmosférica, a cobertura de nuvens, a humidade e a época do ano também importam. <strong>Uma noite sem lua é muito melhor do que uma noite de lua cheia</strong>, porque até a luz natural pode obscurecer estrelas ténues e detalhes da galáxia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Para ver a Via Láctea, procure céus com classificação Bortle 4 ou inferior: sem lua, sem nuvens e longe das luzes da cidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, <strong>pode consultar mapas de poluição luminosa, como o <em>Light Pollution Map</em></strong> ou plataformas similares, onde é possível pesquisar uma cidade ou coordenadas e estimar o nível de Bortle desse local. Existem também aplicações de astronomia que ajudam a planear passeios noturnos com base na localização, fase da lua e visibilidade.</p><p>Se a sua cidade apresentar um índice de Bortle elevado, isso não significa que deva desistir. <strong>Por vezes, basta afastar-se 30, 60 ou 90 minutos do centro da cidade para notar uma grande diferença</strong>. O céu escuro nem sempre está assim tão longe: só tem de escapar do "modo estádio" da cidade.</p><p><strong>A poluição luminosa não afeta apenas quem quer fotografar a Via Láctea. Também impacta a investigação astronômica</strong>, perturba os ecossistemas noturnos e diminui a nossa ligação com o céu. Em países como o Chile, que possui alguns dos mais belos céus do planeta, <strong>proteger o céu noturno significa também salvaguardar uma janela privilegiada para o universo</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referencia de la noticia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sky%20and%20Telescope" data-year="2026" data-title="Medici%C3%B3n%20de%20la%20contaminaci%C3%B3n%20lum%C3%ADnica%3A%20La%20escala%20de%20cielo%20oscuro%20de%20Bortle." data-url="https%3A%2F%2Fskyandtelescope.org%2Fastronomy-resources%2Flight-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale%2F">Sky and Telescope. (2026). <a href="https://skyandtelescope.org/astronomy-resources/light-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale/" target="_blank">Medición de la contaminación lumínica: La escala de cielo oscuro de Bortle.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte causa estragos e cancela aulas no Rio Grande do Sul; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-causa-estragos-e-cancela-aulas-no-rio-grande-do-sul-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em depoimento sobre os impactos do temporal na localidade de Barra do Caneleira, moradores relataram o susto com a força da água, que destruiu a infraestrutura de um balneário local. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-causa-estragos-e-cancela-aulas-no-rio-grande-do-sul-veja-imagens-1782688313273.jpg" data-image="di8chs29n0wz" alt="Ponte foi arrancada e vias ficaram obstruídas devido ao forte temporal que atingiu o interior gaúcho. Foto: Defesa Civil de Coronel Bicaco" title="Ponte foi arrancada e vias ficaram obstruídas devido ao forte temporal que atingiu o interior gaúcho. Foto: Defesa Civil de Coronel Bicaco"><figcaption>Ponte foi arrancada e vias ficaram obstruídas devido ao forte temporal que atingiu o interior gaúcho. Foto: Defesa Civil de Coronel Bicaco</figcaption></figure><p>A forte chuva que atingiu o Rio Grande do Sul neste domingo (28) <strong>causou alagamentos e deixou famílias desalojadas em cidades do Norte e Noroeste</strong>. O cenário mobilizou equipes da Defesa Civil e forçou alterações na rotina das comunidades afetadas.</p><p>De acordo com dados oficiais, o acumulado de precipitação <strong>chegou perto dos 200 mm em alguns municípios</strong>. Diante da severidade dos estragos nas estradas, administrações locais decidiram suspender as atividades escolares nesta segunda-feira (29).</p><h2>Impactos nas comunidades e infraestrutura da região Noroeste</h2><p>Na cidade de Redentora, <strong>mais de 300 residências foram alagadas em comunidades do interior</strong>, como Sítio Cassemiro e Vila São João. Na área urbana, 20 famílias precisaram abandonar seus imóveis e procurar abrigo temporário em locais seguros.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Minha solidariedade às famílias atingidas pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul. É urgente que as autoridades garantam abrigo, alimentação, atendimento de saúde, segurança e todo o suporte necessário às comunidades afetadas. Proteger vidas precisa ser a prioridade absoluta. <a href="https://t.co/H7YRxPHi0C">pic.twitter.com/H7YRxPHi0C</a></p>— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) <a href="https://x.com/fernandapsol/status/2071344985035977091?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></blockquote></figure><p>A infraestrutura viária sofreu sérios danos em Porto Xavier, <strong>onde a força da água arrancou por completo uma ponte</strong>. A estrutura fazia a ligação entre as linhas Baixa e Taquarussu, deixando o trânsito totalmente interrompido no trecho.</p><p>Em Tucunduva,<strong> o volume de chuva atingiu cerca de 182 mm em 24 horas</strong>, afetando três moradias. O transbordamento do Rio Tucunduva e do Rio dos Pratos cobriu estradas rurais e prejudicou o acesso.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">O RIO<br>GRANDE DO SUL VOLTA A ENFRENTAR TRANSTORNOS POR CAUSA DAS CHUVAS.<br><br>Neste domingo (28), o Rio Tumurupará, conhecido como Rio Pessegueiro, saiu do leito e provocou alagamentos em Campina das Missões, no noroeste gaúcho. <a href="https://t.co/mUgvqlC0kC">pic.twitter.com/mUgvqlC0kC</a></p>— Nanibarbosa (@RosaneBonoro) <a href="https://x.com/RosaneBonoro/status/2071275182770045121?ref_src=twsrc%5Etfw">June 28, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O município de Roque Gonzales registrou mais de 130 mm</strong>, provocando bueiros entupidos e pontos de inundação. Na localidade de Rincão Comprido, moradores salvaram um homem cujo automóvel foi arrastado pela correnteza do Arroio Engenho.</p><h2>Bloqueios de estradas e resgates em municípios atingidos</h2><p>A cheia de dois arroios em Coronel Bicaco<strong> inundou cerca de 35 casas e exigiu ações rápidas</strong>. Moradores acamados precisaram ser resgatados com o auxílio de barcos após a rápida subida do nível da água.</p><p>Em Três Passos, na divisa com Derrubadas e Miraguaí, <strong>a cheia do rio Turvo cobriu duas pontes</strong>. A interrupção bloqueou os acessos entre Água Fria e Romana Seca, e entre as localidades de Floresta e Centro Novo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens.html" title="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens ">Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens.html" title="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens-1782304946854_320.jpg" alt="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens "></a></article></aside><p><strong>Na cidade de Horizontina, o acumulado foi de 168 mm, obstruindo vias rurais</strong>. No interior, uma família que residia na encosta do Rio Buricá precisou ser removida preventivamente pelas equipes de socorro.</p><p>O Balneário Peiter, situado em Três de Maio,<strong> foi tomado pela inundação do Rio Caneleira</strong>. Uma moradora do local relatou o susto ao perceber a rapidez com que a água subiu pela manhã. "Quando acordamos, o rio já estava próximo da casa". Ela também ressaltou que, apesar de já ter visto cheias anteriores, "a força da água hoje estava impressionante, muito forte".</p><h2>Cancelamento de aulas e monitoramento dos estragos</h2><p>A falta de condições de tráfego nas estradas do interior <strong>forçou o cancelamento das aulas de segunda-feira (29)</strong>. A medida foi adotada pelas prefeituras de Sede Nova e de Campo Novo para preservar os estudantes.</p><p>Em Campo Novo, o transporte escolar ficou inviabilizado e<strong> a Defesa Civil confirmou que oito casas sofreram danos</strong>. O órgão estadual segue monitorando os relatos de vendaval, alagamentos e subida de rios pelo Estado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ana%20Capellari" data-year="2026" data-title="Chuva%20de%20quase%20200mm%20cancela%20aulas%2C%20eleva%20n%C3%ADvel%20de%20rios%20e%20deixa%20estragos%20no%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F28%2Fchuva-de-quase-200mm-cancela-aulas-eleva-nivel-de-rios-e-deixa-estragos-no-rs.ghtml">Ana Capellari. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/06/28/chuva-de-quase-200mm-cancela-aulas-eleva-nivel-de-rios-e-deixa-estragos-no-rs.ghtml" target="_blank">Chuva de quase 200mm cancela aulas, eleva nível de rios e deixa estragos no RS</a>.</cite><br><cite data-author="Nadine%20Funck" data-year="2026" data-title="%22Quando%20acordamos%2C%20o%20rio%20j%C3%A1%20estava%20pr%C3%B3ximo%20da%20casa%22%2C%20diz%20moradora%20surpreendida%20pela%20%C3%A1gua%20no%20interior%20do%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.abcmais.com%2Fbrasil%2Frio-grande-do-sul%2Fquando-acordamos-o-rio-ja-estava-proximo-da-casa-diz-moradora-surpreendida-pela-agua-no-interior-do-rs-veja-video%2F">Nadine Funck. (2026). <a href="https://www.abcmais.com/brasil/rio-grande-do-sul/quando-acordamos-o-rio-ja-estava-proximo-da-casa-diz-moradora-surpreendida-pela-agua-no-interior-do-rs-veja-video/" target="_blank">"Quando acordamos, o rio já estava próximo da casa", diz moradora surpreendida pela água no interior do RS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-forte-causa-estragos-e-cancela-aulas-no-rio-grande-do-sul-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba o que observar no céu em julho de 2026: veja os principais fenômenos astronômicos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Saiba quais eventos poderão ser observados no céu, as melhores datas para acompanhar cada fenômeno e os destaques da exploração espacial ao longo de julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1782684995407.png" data-image="184hvkr039np" alt="Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot" title="Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot"><figcaption>Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot</figcaption></figure><p><strong>Julho marca o primeiro mês completo do inverno no Hemisfério Sul e terá noites mais longas e condições favoráveis para a observação do céu. </strong>Esse aumento da duração da noite ocorre em razão da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol. </p><p>Entre os principais destaques do mês está a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, que aconteceu no final de julho.<strong> O período também favorece a observação de objetos do céu profundo, como nebulosas, aglomerados estelares e regiões de formação de estrelas. </strong></p><p>Além dos eventos astronômicos, julho também terá missões de exploração espacial. <strong>Entre eles está o lançamento da missão LOXSAT-1 e a missão tripulada Soyuz MS-29</strong>, responsável por transportar uma nova tripulação até a Estação Espacial Internacional. </p><h2>Inverno no hemisfério Sul</h2><p><strong>As noites de julho são as mais longas do ano no hemisfério Sul devido à posição da Terra em sua órbita ao redor do Sol e à inclinação de 23,5° de seu eixo de rotação.</strong> Após o solstício de inverno, ocorrido no final de junho, o hemisfério Sul continua recebendo menor incidência de luz solar ao longo do dia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1782684967996.png" data-image="3qugikvgdikp" alt="As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no Hemisfério Sul. Crédito: ESO" title="As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no Hemisfério Sul. Crédito: ESO"><figcaption>As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no hemisfério Sul. Crédito: ESO</figcaption></figure><p>À medida que a Terra continua seu movimento de translação ao redor do Sol, a duração dos dias começa a aumentar gradualmente após o solstício. <strong>Como resultado, as noites passam a ficar mais curtas, embora essa mudança ocorra de forma lenta</strong> e pouco perceptível nas primeiras semanas do inverno. </p><h2>Chuva de meteoros</h2><p>Julho também marca o retorno de uma atividade mais intensa de chuvas de meteoros com várias chuvas durante o mês. <strong>O destaque será a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, cujo pico acontece entre os dias 30 e 31 de julho. </strong></p><div class="texto-destacado">Essa chuva é mais favorável para observadores do hemisfério Sul e pode produzir cerca de 25 meteoros por hora.</div><p><strong>Apesar da elevada atividade prevista, a observação será prejudicada pelo brilho intenso da Lua, que estará próxima da fase cheia e reduzirá a visibilidade.</strong> Ainda assim, os rastros mais brilhantes poderão ser observados a olho nu em locais afastados da poluição luminosa. </p><h2>Observação do céu profundo</h2><p>Além disso, julho é considerado um dos melhores meses do ano para a observação de objetos do céu profundo. <strong>Nessa época, a faixa da Via Láctea permanece alta no céu durante grande parte da noite.</strong> Essa configuração proporciona condições boas para localizar nebulosas e galáxias. </p><p><strong>Alguns dos alvos mais recomendados são a Nebulosa da Lagoa, o Aglomerado da Borboleta e o Aglomerado de Hércules</strong>, que podem ser observados com pequenos telescópios ou binóculos. Observadores com telescópios mais específicos conseguirão observar objetos como a Nebulosa Olho de Gato.</p><h2>Missão LOXSAT-1</h2><p>O mês também terá missões com foco na exploração espacial como o lançamento da missão LOXSAT, voltada ao desenvolvimento de tecnologias de fluidos criogênicos. <strong>O satélite servirá como uma plataforma para operações de transferência de oxigênio líquido entre veículos espaciais. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis">O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886_320.jpg" alt="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"></a></article></aside><p>Esses sistemas poderão permitir que naves sejam reabastecidas no espaço sem a necessidade de retornar à Terra. Os resultados obtidos pela LOXSAT servirão de base para o desenvolvimento do Cryo-Dock. <strong>O Cryo-Dock será um depósito orbital de combustível criogênico planejado para entrar em operação até 2030.</strong></p><h2>Missão Soyuz MS-29</h2><p>Outro destaque da exploração espacial em julho será o lançamento da missão tripulada Soyuz MS-29, previsto para 14 de julho.<strong> A espaçonave transportará três novos integrantes para a Estação Espacial Internacional (ISS).</strong> A tripulação principal será composta pelos cosmonautas russos Pyotr Dubrov e Anna Kikina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos-1782684903078.png" data-image="gkggrmobav0q" alt="A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA" title="A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA"><figcaption>A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA</figcaption></figure><p><strong>A missão dará continuidade às operações científicas, tecnológicas e de manutenção da estação espacial. </strong>A ISS é importante porque continua sendo um dos principais laboratórios de pesquisa em microgravidade. Além dos cosmonautas, o astronauta Anil Menon da NASA também participará.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/saiba-o-que-observar-no-ceu-em-julho-de-2026-veja-os-principais-fenomenos-astronomicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 23:46:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Praticadas há pelo menos 4.500 anos, as chagras combinam produção de alimentos, conservação ambiental e conhecimentos ancestrais, mas enfrentam ameaças crescentes como mineração, mudanças climáticas e desmatamento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680845574.jpg" data-image="ny7rqce5waqy" alt="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito" title="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito"><figcaption>Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As pequenas áreas agrícolas conhecidas como <strong>chagras</strong> vêm chamando a atenção de pesquisadores por aliarem produção de alimentos, conservação da biodiversidade e preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da Amazônia. Mantido há milhares de anos, esse sistema de cultivo permanece essencial para a segurança alimentar de diversas comunidades, ao mesmo tempo em que desafia os princípios da agricultura intensiva moderna.</p><p>Na Amazônia colombiana, a indígena Kelly Johanna Yucuna cultiva sua chagra seguindo um conjunto de práticas transmitidas entre gerações. Embora o terreno possa parecer desorganizado para quem não conhece o sistema, <strong>cada planta ocupa um lugar definido e desempenha uma função específica</strong> dentro de um complexo equilíbrio ecológico e cultural.</p><p>As chagras normalmente ocupam menos de dois hectares e permanecem em uso por cerca de cinco ou seis anos. Depois desse período, as famílias interrompem o cultivo e permitem que a área se regenere naturalmente, devolvendo-a à floresta. Esse ciclo <strong>contribui para a manutenção da biodiversidade</strong>, do estoque de carbono e da fertilidade do solo.</p><h2>Agricultura integrada à floresta</h2><p>Muito além de um modelo agrícola, <strong>as chagras fazem parte da cosmologia dos povos indígenas amazônicos</strong>. A abertura de uma nova área depende da autorização dos anciãos, que realizam rituais para pedir permissão aos espíritos da floresta antes do início do plantio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449.jpg" data-image="norwa15kmsw6" alt="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento" title="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento"><figcaption>As "chagras" exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As comunidades escolhem cuidadosamente os locais onde serão abertas as áreas de cultivo, preservando boa parte das árvores nativas. Pesquisas mostram que<strong> esses sistemas conservam aproximadamente metade das espécies arbóreas originais</strong> e apresentam níveis de biodiversidade superiores aos encontrados em monoculturas agrícolas.</p><p>Outro diferencial é a <strong>grande diversidade de espécies cultivadas</strong>. Apenas no território de Jaguares de Yuruparí, na Colômbia, foram identificadas mais de cem espécies de plantas, incluindo mandioca, banana-da-terra, inhame, batata-doce, frutas, ervas medicinais, tabaco e pimentas.</p><h2>Conhecimento ancestral garante diversidade alimentar</h2><p>A<strong> mandioca</strong> ocupa posição central nas chagras e possui profundo significado cultural. Entre diversos povos indígenas, ela simboliza as mulheres, enquanto a coca representa os homens. Por isso, ambas costumam ser plantadas juntas, no centro das áreas de cultivo.</p><div class="texto-destacado">Cada povo preserva dezenas de variedades de mandioca, resultado de séculos de seleção e adaptação às condições ambientais locais. Além da produção de alimentos, as chagras funcionam como espaços de transmissão de conhecimentos, onde crianças aprendem com pais e avós sobre a origem, o manejo e a importância espiritual de cada planta.</div><p>Segundo especialistas, esse conhecimento tradicional permite que a agricultura acompanhe os ciclos naturais da floresta, <strong>reduzindo impactos ambientais</strong> e fortalecendo a resiliência dos ecossistemas.</p><h2>Modelo também gera renda e inspira novas estratégias</h2><p>Embora muitas chagras sejam destinadas principalmente ao consumo familiar, algumas regiões também utilizam o sistema para produção comercial. Na província de Napo, no Equador, <strong>cooperativas indígenas cultivam cacau, baunilha e guayusa em sistemas agroflorestais</strong> que geram renda para centenas de famílias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680969400.jpg" data-image="th626y59u7ps" alt="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta" title="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta"><figcaption>A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>Reconhecidas pela Organização das Nações Unidas como <strong>Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Global</strong>, as chamadas "chakras" equatorianas demonstram que é possível combinar geração de renda com conservação ambiental. Mesmo nos cultivos comerciais, dezenas de espécies vegetais permanecem convivendo com os cacaueiros, diferentemente das monoculturas convencionais.</p><p>Pesquisadores destacam que esse modelo pode oferecer importantes lições para a <strong>construção de sistemas alimentares mais sustentáveis</strong>, sobretudo diante da crescente preocupação com a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas.</p><h2>Mineração e mudanças climáticas ameaçam sistema tradicional</h2><p>Apesar de seus benefícios, as chagras enfrentam desafios cada vez maiores. A expansão da<strong> mineração, do desmatamento, do narcotráfico e das mudanças climáticas</strong> compromete tanto a produção agrícola quanto os modos de vida das comunidades indígenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola">Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola-1768845616246_320.jpg" alt="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"></a></article></aside><p>A contaminação por mercúrio, a alteração dos ciclos de chuva, a redução da oferta de peixes e caça e o surgimento de novas pragas já <strong>afetam diversas regiões amazônicas</strong>. Ao mesmo tempo, muitos jovens deixam as comunidades em busca de alternativas econômicas, dificultando a transmissão dos conhecimentos tradicionais.</p><p>Para especialistas, <strong>proteger os territórios indígenas é a medida mais eficaz para garantir a continuidade das chagras. </strong>Mais do que um sistema agrícola, elas representam uma forma de gestão da floresta baseada na convivência com a natureza e podem inspirar soluções para uma produção de alimentos mais equilibrada, sustentável e adaptada aos desafios ambientais do século XXI.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="As%20'fazendas'%20na%20Amaz%C3%B4nia%20que%20desafiam%20a%20agricultura%20moderna" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcm2ry174142o">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2ry174142o" target="_blank">As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e massa de ar polar avançam sobre o Brasil em julho; veja os estados afetados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 22:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria e ar polar vão afetar o centro-sul do Brasil no início de julho. Confira os detalhes e as expectativas para este novo evento bem nos primeiros dias de julho.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-provocar-novo-episodio-de-frio-intenso-ja-na-proxima-semana.html">Ar polar pode provocar novo episódio de frio intenso na próxima semana</a> </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados-1782684284392.jpg" data-image="nezb5oypzp4p" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Uma nova frente fria e ar polar vão afetar o centro-sul do Brasil no início de julho.</figcaption></figure><p>Uma frente fria avança pelo centro-sul do Brasil ao longo desta semana e ganha reforço nos primeiros dias de julho. Ao mesmo tempo que se afasta para o oceano, <strong>uma massa de ar polar mais intensa traz potencial para outro evento de frio intenso</strong> no Sul e parte do Sudeste do Centro-Oeste.</p><h2>Julho começa com reforço da frente fria</h2><p>Uma frente fria já atua sobre o Sul do Brasil, no entanto, o sistema se afasta, mas outra região de instabilidades reforça a atuação do sistema frontal que avança pelo centro-sul e <strong>ajuda a atrair uma intensa massa de ar polar em direção ao Brasil.</strong></p><p><strong>Na quarta-feira (1)</strong>, quando esse processo se inicia, as instabilidades sobre o Sul volta a ganhar intensidade e a trazer <strong>chuvas intensas e tempestades</strong> para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. </p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No período da noite,</strong> o ar polar começa a atuar com mais força no Rio Grande do Sul e o frio é potencializado através da condição ventosa em todo o estado.</p><p>Enquanto isso, o tempo firme predomina sobre o Centro-Oeste e o Sudeste, com temperaturas amenas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados-1782683467913.jpg" data-image="j6trib5fj5jl" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Frente fria traz chuvas intensas no Sul do Brasil e ar polar já começa a afetar o Rio Grande do Sul na noite de quarta-feira, 1 de julho.</figcaption></figure><p><strong>Na quinta-feira (2)</strong>, a frente fria se reforça através da formação de um ciclone extratropical no oceano, na altura da Região Sul. Esse processo desorganiza as chuvas ao longo do dia, <strong>mas mantém os alertas de chuva forte e de tempestades</strong> <strong>pontuais</strong>. Mais para o período da noite há risco de chuvas intensas e de tempestades no leste e norte de Santa Catarina e no leste do Paraná.</p><p>O ar polar nesse processo continua firme e forte sobre o Rio Grande do Sul, juntamente com a condição ventosa. <strong>O frio já será intenso</strong>, com temperaturas no período da tarde de 7 a 13°C apenas pelo território gaúcho. No estado de Santa Catarina, essa condição será observada junto com a chuva no oeste e região do Planalto e Serra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados-1782683624273.jpg" data-image="djztsx1ohkg0" alt="frente fria ar polar" title="frente fria ar polar"><figcaption>Chuvas intensas atuam no leste de SC e do PR a partir do fim do dia da quinta-feira, 2 de julho. Ar polar consegue afetar vários países até o estado de RO.</figcaption></figure><p>Interessante que na quinta-feira (2), <strong>a massa de ar polar penetra pela Argentina, Paraguai e consegue chegar até a Bolívia</strong>, com os ventos de sul chegando ao estado de Rondônia, oeste do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.</p><p><strong>No período da noite</strong>, o ar polar avança mais e derruba as temperaturas no Sul do Brasil, com temperaturas mínimas sendo registradas e de até negativas nas regiões de Serra. Nas demais regiões do Rio Grande do Sul, as temperaturas variam de 3 a 7°C, em Santa Catarina de 5 a 14°C e, no Paraná, de 10 a 19°C.</p><p><strong>No Sudeste, a mudança do tempo começa no sul de São Paulo</strong> por volta do fim da noite, com chuvas intensas e tempestade na divisa com o Paraná. No Centro-Oeste, só o fenômeno de friagem que chega até o estado de Rondônia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados-1782683804456.jpg" data-image="x6faadt2no8n" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperaturas negativas são previstas já na noite da quinta-feira, 1 de julho.</figcaption></figure><p><strong>A sexta-feira (3) é o dia da grande mudança do tempo em parte do Sudeste</strong>, com o avanço da, agora, fraca frente fria que atua de forma costeira. Tempo nublado e com chuva fraca em boa parte do estado de São Paulo, com exceção do oeste, e no Rio de Janeiro. Além da chuva, <strong>o frio é destaque </strong>e o leste de São Paulo podem registrar temperaturas de apenas 10°C no meio da tarde.</p><p>No Centro-Oeste, o sistema frontal ajuda a desestabilizar a atmosfera, mas provoca somente aumento da nebulosidade. Não há potencial de chuva. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776131" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-200-mm-entre-rs-sc-e-o-pr.html" title="Frente fria avança e mantém risco de chuvas extremas de 200 mm entre RS, SC e o PR">Frente fria avança e mantém risco de chuvas extremas de 200 mm entre RS, SC e o PR</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-200-mm-entre-rs-sc-e-o-pr.html" title="Frente fria avança e mantém risco de chuvas extremas de 200 mm entre RS, SC e o PR"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-mais-de-150-mm-entre-rs-sc-e-o-pr-1782664691952_320.jpg" alt="Frente fria avança e mantém risco de chuvas extremas de 200 mm entre RS, SC e o PR"></a></article></aside><p>Já no Sul, o tempo firme predomina com a atuação da massa de ar polar traz temperaturas de 1 a 2°C mais baixas na madrugada favorecendo patamares negativos nas localidades de Serra e Planalto e próximas de 0°C nas demais regiões nas demais regiões do Rio Grande do Sul, com exceção do leste, do oeste de Santa Catarina e do sul do Paraná.</p><p>Em resumo,<strong> a sexta-feira (3) pode ser um dos dias mais frios do ano</strong> e com elevada chance de ser desta semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-massa-de-ar-polar-avancam-sobre-o-brasil-em-julho-veja-os-estados-afetados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar pode provocar novo episódio de frio intenso na próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-provocar-novo-episodio-de-frio-intenso-ja-na-proxima-semana.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 20:19:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar polar avança na virada de junho para julho, derruba temperaturas em quatro regiões e pode provocar geada no Sul, com frio mais intenso entre quinta e sexta-feira nas áreas de serra do país.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-200-mm-entre-rs-sc-e-o-pr.html" target="_blank">Frente fria avança e mantém risco de chuvas extremas de 200 mm entre RS, SC e o PR. </a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-frio-extremo-massa-polar-derruba-minimas-a-0-c-e-traz-geada-ao-pais-esta-semana-1782672540625.jpg" data-image="2v3qyok5488s" alt="Geada, frio, frio extremo, anomalia" title="Geada, frio, frio extremo, anomalia"><figcaption>Massa de ar polar avança pelo Brasil na transição de junho para julho, derruba as temperaturas no Centro-Sul e aumenta o risco de geada nas áreas mais frias do Sul e do Sudeste.</figcaption></figure><p>Uma frente fria avança pelo Sul e Centro-Sul entre segunda-feira (29) e terça-feira (30), abrindo caminho para <strong>duas entradas de ar frio</strong> na transição de junho para julho. A primeira reduz as temperaturas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, mas a segunda, entre quarta (1º) e quinta-feira (2), será a mais importante, com mínimas perto de 0°C nas serras gaúcha e catarinense. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O frio não ficará restrito ao Sul. A massa de ar polar deve alcançar São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul de Minas Gerais, oeste de Mato Grosso, Acre e Rondônia, provocando friagem. A atenção maior fica para <strong>quinta e sexta-feira</strong> (3), quando ar frio, vento mais fraco e céu mais aberto podem favorecer geada em serras, baixadas e áreas rurais. </p><h2>Segunda e terça: primeira massa fria entra após a frente fria </h2><p>Na segunda-feira, a frente fria ainda organiza chuva, nebulosidade e vento sobre parte do Sul, mas<strong> a retaguarda do sistema já começa a puxar ar mais frio</strong>. No Rio Grande do Sul, Bagé pode amanhecer perto de 2°C, enquanto Porto Alegre deve ficar em torno de 10°C, com tarde próxima de 16°C. Em Santa Catarina, São Joaquim e Urubici ainda ficam úmidas, com mínimas entre 10°C e 11°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-frio-extremo-massa-polar-derruba-minimas-a-0-c-e-traz-geada-ao-pais-esta-semana-1782673031861.png" data-image="6kczg2gbqj5u" alt="ar frio, ar polar, sul, sudeste" title="ar frio, ar polar, sul, sudeste"><figcaption>Temperaturas mais baixas avançam pelo Sul na manhã de terça-feira, com ar frio mais evidente sobre o Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, enquanto Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul ainda sentem queda mais gradual.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o ar frio avança de forma irregular, porque parte do Sul ainda terá muita nebulosidade. Curitiba deve ter mínima próxima de 14°C e máxima perto de 22°C, enquanto General Carneiro fica entre 12°C e 18°C. <strong>A queda mais clara aparece no extremo sul gaúcho</strong>, na Campanha, no oeste catarinense e em áreas de maior altitude. O mapa mostra o frio entrando por trás da instabilidade, da Argentina e do Uruguai em direção ao Sul.</p><h2>Quarta e quinta: segunda massa polar derruba temperaturas em 4 regiões </h2><p>A virada mais forte ocorre entre quarta e quinta-feira. O ar polar ganha reforço e se espalha pelo Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte. Em São Joaquim, a previsão indica mínima perto de 0°C na quinta; em Urubici, perto de 1°C; em Vacaria, cerca de 3°C; e em General Carneiro, no sul do Paraná, perto de 2°C. Esses valores já colocam serras e baixadas em condição favorável para <strong>geada localizada a moderada</strong>.</p><p>Os principais pontos de atenção são:</p><p>• Serra Gaúcha e Serra Catarinense, com risco de <strong>mínimas entre 0°C e 3°C</strong>;<br> • Campanha e sul do Rio Grande do Sul, com Bagé entre 3°C e 4°C;<br> • sul do Paraná, incluindo General Carneiro, com marcas perto de 2°C;<br> • Mato Grosso do Sul, onde Campo Grande pode cair <strong>de 31°C na quarta para 23°C na sexta</strong>;<br> • Acre e Rondônia, com friagem e queda das máximas no fim da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-frio-extremo-massa-polar-derruba-minimas-a-0-c-e-traz-geada-ao-pais-esta-semana-1782673236609.jpg" data-image="fbmm4oldo418" alt="frio, ar polar, norte, sudeste, São Paulo" title="frio, ar polar, norte, sudeste, São Paulo"><figcaption>Na sexta-feira, a massa de ar polar atinge seu auge, com anomalias negativas de temperatura sobre o Sul, Mato Grosso do Sul, Paraguai e parte do Norte, reforçando a friagem e o risco de geada nas áreas mais frias do Centro-Sul.</figcaption></figure><p>No Centro-Oeste, o impacto será mais sentido na temperatura da tarde. Campo Grande ainda deve passar de 28°C na quinta, mas a máxima cai para perto de 23°C na sexta. <strong>No Norte, Rio Branco sai de tardes próximas de 31°C a 32°C</strong> no início da semana para cerca de 27°C na sexta-feira, sinal típico de friagem. </p><h2>Sexta-feira mantém risco de geada e frio muda de área </h2><p><strong>A sexta-feira deve concentrar o frio mais sensível no leste e nas áreas altas</strong> do Sul, com mínimas baixas em Santa Catarina, no Paraná e no norte do Rio Grande do Sul. São Joaquim pode ficar perto de 1°C, Urubici perto de 3°C e Curitiba ao redor de 8°C. Em São Paulo e no sul de Minas, a queda será menos extrema, mas Campos do Jordão e Maria da Fé podem registrar mínimas entre 6°C e 8°C até sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-frio-extremo-massa-polar-derruba-minimas-a-0-c-e-traz-geada-ao-pais-esta-semana-1782673410009.jpg" data-image="utnjgrimf45u" alt="geada, risco, frio" title="geada, risco, frio"><figcaption>Temperaturas baixas predominam na manhã de sexta-feira no Sul e avançam pelo Centro-Sul, mantendo maior risco de geada nas áreas de serra, baixadas e pontos de maior altitude entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.</figcaption></figure><p>O risco de geada segue maior onde as mínimas ficarem próximas de 4°C ou 5°C, principalmente em baixadas, vales, áreas rurais e pontos de altitude. <strong>A tendência é de enfraquecimento gradual no fim de semana</strong>, mas ainda com manhãs frias e tardes amenas no Sul e no leste do Sudeste. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-pode-provocar-novo-episodio-de-frio-intenso-ja-na-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorito a 68 mil km/h causou estrondo cósmico que sacudiu os EUA: "Como 300 toneladas de TNT em 1 segundo"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/meteorito-a-68-mil-km-h-causou-estrondo-cosmico-que-sacudiu-os-eua-como-300-toneladas-de-tnt-em-1-segundo.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 18:53:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Há um mês, uma bola de fogo cruzou os céus de Massachusetts, nos Estados Unidos, e as pessoas ficaram alarmadas, pensando que se tratava de um terremoto quando suas janelas tremeram.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorito-a-68-000-km-h-provoco-un-trueno-cosmico-que-sacudio-a-ee-uu-como-300-toneladas-de-tnt-en-un-segundo-1782415413369.jpg" data-image="2vy42isgregg"><figcaption>A diferença entre um bólido e um meteoro é que os primeiros são maiores e mais visíveis.</figcaption></figure><p>Há alguns dias, em <strong>30 de maio</strong>, os moradores de <strong>Nova Inglaterra, nos EUA</strong>, ficaram surpresos e alarmados quando <strong>um bólido cruzou a atmosfera</strong> terrestre bem sobre aquela região.</p><p>O meteoroide foi estimado em<strong> pouco mais de 1,5 metro de diâmetro</strong> e uma massa de 5,6 toneladas. Os especialistas calcularam sua velocidade de entrada na atmosfera em <strong>19 quilômetros por segundo</strong>, ou pouco mais de 68.000 quilômetros por hora. Ele também entrou na atmosfera em um ângulo de 73 graus.</p><div class="texto-destacado">Percorreu mais de 42 quilômetros, entrando pelo noroeste e seguindo uma trajetória para o sudeste, antes de atingir seu ponto de ruptura a uma altitude de cerca de 50 km na mesosfera. Após a detonação, liberou energia equivalente a 300 toneladas de TNT (aproximadamente 2% da energia da bomba atômica de Hiroshima).</div><p>A <strong>explosão na atmosfera criou uma onda de choque</strong> que se manifestou como um estrondo sônico duplo ensurdecedor, <strong>capaz de fazer tremer casas e janelas</strong>, e foi ouvida por moradores desde Delaware até Montreal.</p><p>Embora algumas testemunhas acreditassem que se tratava de um terremoto, as redes sísmicas confirmaram que<strong> o evento foi puramente atmosférico</strong>, pois, se tivesse atingido o solo, teria aberto uma cratera de aproximadamente 200 metros de diâmetro, devastando a região.</p><h2>Um evento sem precedentes</h2><p>Embora alguns vídeos tenham sido capturados em Nova York e Vermont, observações diretas no epicentro da explosão foram inexistentes devido ao tempo chuvoso e nublado. No entanto, a rede de vigilância por satélite e radar terrestre conseguiu<strong> reconstruir o evento com excelente precisão</strong>.</p><p>Utilizando seu instrumento de mapeamento de raios (GLM, na sigla em inglês), o <strong>satélite meteorológico GOES-19 da NOAA detectou o clarão térmico da explosão</strong>, registrando assim uma anomalia luminosa em uma tempestade que não tinha capacidade de gerar raios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorito-a-68-000-km-h-provoco-un-trueno-cosmico-que-sacudio-a-ee-uu-como-300-toneladas-de-tnt-en-un-segundo-1782415523620.jpeg" data-image="z8nla640iuul"><figcaption>Baía de Cape Cod em Provincetown Beach, Massachusetts, local da queda do meteoro em 30 de maio de 2026.</figcaption></figure><p>Imediatamente após a detonação, os<strong> fragmentos sobreviventes</strong> entraram em uma fase de "voo escuro"; estes foram rastreados pelos radares meteorológicos NEXRAD. Com os dados obtidos, a NASA localizou a<strong> </strong>zona de impacto diretamente no <strong>centro da Baía de Cape Cod</strong>, em <strong>Massachusetts</strong>, um fenômeno que a agência apelidou de "esmagador de peixes".</p><p>Os dados também indicaram que o<strong> meteoroide possui alta resistência mecânica</strong>, o que se traduz em uma densidade de cerca de 8.000 kg/m³. Isso indica que se trata de um meteorito de ferro, do qual cerca de 10% de sua massa (cerca de 560 kg) sobreviveu, chegando ao fundo do mar em fragmentos que variam de alguns gramas a mais de 2 quilogramas.</p><h3>Recuperação e alteração geoquímica marinha</h3><p>Sabendo que os meteoritos de ferro são altamente magnéticos e que a Baía de Cape Cod tem uma profundidade relativamente rasa de cerca de 34 metros na zona de impacto,<strong> é teoricamente viável recuperá-los usando ímãs de neodímio</strong>. O astrofísico de Harvard, Avi Loeb, descreveu a busca como uma "expedição de pesca".</p><p><strong>No entanto, a logística é muito complicada</strong>, já que a baía é densamente povoada por milhares de armadilhas de lagosta comerciais e amarras, de acordo com oceanógrafos da Instituição Oceanográfica Woods Hole. Levar equipamentos de levantamento magnético para a baía causaria interrupções dispendiosas, bem como conflitos legais com a indústria pesqueira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorito-a-68-000-km-h-provoco-un-trueno-cosmico-que-sacudio-a-ee-uu-como-300-toneladas-de-tnt-en-un-segundo-1782415743685.png" data-image="jvcvpgfhsnu2"><figcaption>Trajetória do bólido, bem como as posições dos fragmentos que se desprenderam com a explosão.</figcaption></figure><p>Além disso, a água salgada rica em oxigênio e cloreto causa corrosão galvânica severa nas ligas de kamacita e taenita dos meteoritos; se não forem extraídas, elas se oxidarão, transformando-se em minerais terrestres e perdendo seu valor científico. <strong>A boa notícia é que não representam risco de contaminação ecológica para a baía</strong>.</p><h3>Contexto histórico e científico</h3><p>Em Massachusetts, historicamente, existem apenas dois meteoritos oficialmente registrados: o <strong>meteorito de Northampton</strong> (um pequeno meteorito de octaedrita de ferro encontrado em 1963) e o <strong>meteorito de Barnstable</strong> (um condrito comum do tipo H4 descoberto em 2018 entre arbustos de mirtilo).</p><p>Houve outro suposto impacto em uma casa em Gloucester em 2025, que teria quebrado o revestimento e deixado para trás rochas com cheiro de enxofre, mas, embora especialistas considerem o relato convincente, ele permanece sem comprovação. O asteroide 4547 Massachusetts, localizado no cinturão principal, simplesmente compartilha o nome do estado, mas não possui nenhuma ligação física com esses impactos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733533" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros">Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/piedras-hielo-y-estrellas-fugaces-desvelamos-la-diferencia-entre-asteroides-cometas-y-meteoros-1760036484846_320.jpeg" alt="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"></a></article></aside><p>A grande maioria das chamadas rochas espaciais encontradas no estado acaba sendo "pseudometeoritos" ou escória industrial de antigas fundições, que também são magnéticas, mas contêm vesículas ou bolhas de gás ausentes em meteoritos verdadeiros.</p><p>Este evento é significativo porque marca a transição para o rastreamento instrumental ativo e em tempo real no estado, demonstrando a capacidade atual de prever zonas de impacto exatas, combinando satélites meteorológicos e radares meteorológicos, antes mesmo que as rochas toquem o solo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/meteorito-a-68-mil-km-h-causou-estrondo-cosmico-que-sacudiu-os-eua-como-300-toneladas-de-tnt-em-1-segundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança e mantém risco de chuvas extremas de 200 mm entre RS, SC e o PR]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-200-mm-entre-rs-sc-e-o-pr.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 17:19:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria mantém atuação do Sul do Brasil e traz elevado risco de chuvas intensas e acumulados que podem passar dos 150 mm no RS, SC e no PR na próxima semana.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de.html">Ar seco ganha força no Brasil Central: umidade chega abaixo de 20%</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajj632"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajj632.jpg" id="xajj632"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A frente fria que se formou sobre o Sul do Brasil neste sábado (27), mantém continua atuando sobre a Região<strong> levando potencial de mais eventos de chuvas intensas, volumosas e granizo</strong> nos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>Neste domingo (28)</strong>, as chuvas continuam intensas e diminuem a partir da tarde em boa parte do Rio Grande do Sul a partir da tarde. No entanto, <strong>o tempo instável deixa em alerta</strong> o norte gaúcho, o sul e o meio-oeste de Santa Catarina, o sudoeste e oeste do Paraná até o período da noite. <strong>Nos próximos dias, os alertas continuam para os três estados até a quinta-feira (2)</strong>.</p><h2>Frente fria avança com alerta de chuvas extremas e tempestades com granizo</h2><p>Os alertas deste domingo (28) a noite se estendem para a madrugada de segunda-feira (29). Há diminuição em praticamente todo o Rio Grande do Sul, com chuvas de fraca a moderada intensidade no norte e nordeste do estado. Já em Santa Catarina e no Paraná, <strong>há alerta de chuva forte</strong> no meio-oeste catarinense no sul e oeste paranaenses. Nas demais regiões de Santa Catarina e no leste do Paraná, <strong>as chuvas ocorrem com fraca a moderada intensidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-mais-de-150-mm-entre-rs-sc-e-o-pr-1782663838335.jpg" data-image="wmsfvphw03mv" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva para a madrugada da segunda-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p><strong>Na manhã da segunda-feira (29)</strong>, as chuvas diminuem no oeste e regiões de Santa Catarina que fazem divisa com o Rio Grande do Sul. Já as demais regiões catarinenses tem previsão de chuvas pontualmente fortes na porção central e de fraca a moderada intensidade no leste e norte. No Paraná, <strong>há alerta de chuva forte que pode ocorrer como tempestades e queda de granizo</strong>, no oeste e sudoeste.</p><p><strong>A partir da tarde</strong>, com o deslocamento da frente fria, <strong>as instabilidades se espalham</strong> pelo Paraná e ganham intensidade no norte e leste de Santa Catarina, com redução do potencial das chuvas no sul e oeste do estado. Assim, <strong>há alertas de chuvas intensas e de tempestades</strong> no centro, leste e norte de Santa Catarina e em todo o Paraná, com maior risco para o centro-sul e leste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-mais-de-150-mm-entre-rs-sc-e-o-pr-1782663951375.jpg" data-image="g61fueeffj09" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da segunda-feira, 29 de julho.</figcaption></figure><p>No período da noite, alerta de chuvas intensas e de tempestades que podem provocar transtornos e ocorrer com granizo no entre o centro e norte de Santa Catarina, o sul e leste do Paraná.</p><p><strong>Na terça-feira (30)</strong><strong>,</strong> <strong>o potencial de chuvas intensas continua na madrugada</strong>. Após uma tarde e noite de segunda-feira (29) chuvosa, o risco de transtornos aumenta no centro e norte de Santa Catarina e no leste do Paraná.</p><div class="texto-destacado">De segunda (29) até a noite da quinta-feira (2), os acumulados em Santa Catarina e no Paraná podem chegara próximo aos 200 mm. Somados aos deste domingo (28), podem chegar aos 230 e 250mm.</div><p><strong>No período da manhã</strong>, há o afastamento da frente fria para o oceano e, com isso, a dispersão das instabilidades, o que resulta na diminuição das chuvas que ocorrem de forma pontual no centro-sul e leste do Paraná, no sul, oeste e norte de Santa Catarina e voltam a atingir o extremo norte e nordeste do Rio Grande do Sul.</p><p><strong>No período da tarde,</strong> novas instabilidades se desenvolvem entre o oeste da Região Sul, o sul do Paraguai e a Argentina. Assim, <strong>os alertas retornam por volta do fim do dia e início da noite</strong> ao norte do Rio Grande do Sul, sul e meio-oeste de Santa Catarina e ao oeste e sudoeste do Paraná para <strong>o risco de chuvas intensas e de tempestades.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-mais-de-150-mm-entre-rs-sc-e-o-pr-1782664055706.jpg" data-image="un811whb0b5z" alt="chuvas intensas e tempestades" title="chuvas intensas e tempestades"><figcaption>Previsão de chuva para a noite da terça-feira, 30 de julho.</figcaption></figure><p><strong>No período da noite</strong><strong>, há o maior risco para transtornos</strong>. Alerta de chuva forte, elevado acumulado e de tempestades, que podem provocar granizo para o norte do Rio Grande do Sul, para todo o estado de Santa Catarina, leste, sul e oeste do Paraná. Essa condição se mantém na madrugada da quarta-feira (1).</p><p><strong>Na quarta-feira (1)</strong>, o tempo instável e as chuvas intensas continuam intercalando com período sem chuva e de chuva fraca, mas <strong>os alertas continuam para o potencial de transtornos </strong>no norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no extremo oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-mais-de-150-mm-entre-rs-sc-e-o-pr-1782664299374.png" data-image="ru8bpwivg2zf" alt="previsão do acumulado de chuva" title="previsão do acumulado de chuva"><figcaption>Acumulado de precipitação de domingo (28) até a quinta-feira (2).</figcaption></figure><p><strong>A quinta-feira (2)</strong> <strong>é o último dia da semana com alerta de chuva</strong>. As instabilidades se concentram nos estados de Santa Catarina e do Paraná, com riscos de chuvas intensas e de tempestades para o leste e norte catarinenses e para o leste do Paraná, que ocorrem a partir do fim da tarde e ao longo da noite.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-mantem-risco-de-chuvas-extremas-de-200-mm-entre-rs-sc-e-o-pr.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Em declínio hoje, extinção amanhã? Estudo revela sinais de alerta precoce da perda de espécies]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/em-declinio-hoje-extincao-amanha-estudo-revela-sinais-de-alerta-precoce-da-perda-de-especies.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 14:14:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Importante estudo sobre biodiversidade constatou que espécies que enfrentam maior risco de extinção são mais propensas a apresentar declínios locais ao longo do tempo, oferecendo aos pesquisadores uma possível ferramenta de alerta precoce para esforços de conservação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/declining-today-extinct-tomorrow-study-reveals-early-warning-signs-of-species-loss-1782405937246.jpg" data-image="p1j15cq17qnt" alt="peixes" title="peixes"><figcaption>Espécies que enfrentam maior risco de extinção são mais propensas a apresentar declínios locais ao longo do tempo. Crédito: Universidade de St. Andrews.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Nature Communications</em> por uma equipe internacional, que inclui pesquisadores da Escola de Biologia da Universidade de St. Andrews, revela que <strong>uma maior frequência de declínios na prevalência de espécies locais está associada a um maior risco de extinção</strong>.</p><p>A análise utilizou uma das bases de dados mais abrangentes já criadas, a <strong>BioTIME </strong>— uma importante <strong>ferramenta para o</strong> <strong>estudo de mudanças na biodiversidade</strong> desenvolvida na Universidade de St. Andrews.</p><h2>Mais de 60.000 populações estudadas</h2><p>Durante o estudo, a equipe analisou <strong>mais de 60.000 populações de 2.362 espécies marinhas e terrestres</strong> que foram desenvolvidas e amostradas ao longo dos últimos 20 anos. Uma assembleia é um grupo de espécies pertencentes ao mesmo grupo taxonômico que pode ser encontrado em uma localização mesma geográfica e em um mesmo período de tempo — como, por exemplo, uma assembleia de aves ou de peixes.</p><p>Uma análise de dados em nível de assembleia permite aos cientistas quantificar as mudanças ocorridas ao longo do tempo nas espécies e paisagens, bem como <strong>identificar quais estão prosperando e quais não estão</strong>.</p><p>A análise relacionou a tendência temporal de <strong>prevalência de cada população (o grau de ocorrência ao longo do tempo)</strong> ao risco de extinção de cada espécie. Os resultados revelaram conexões complexas entre os dois fatores, bem como tendências temporais de declínio associadas a maiores riscos de extinção. De modo geral, <strong>menos de 10% das populações aumentam ou diminuem a prevalência ao longo do tempo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745752" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/4-especies-de-animais-que-so-existem-na-amazonia-e-correm-risco-de-extincao.html" title="4 espécies de animais que só existem na Amazônia e correm risco de extinção">4 espécies de animais que só existem na Amazônia e correm risco de extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/4-especies-de-animais-que-so-existem-na-amazonia-e-correm-risco-de-extincao.html" title="4 espécies de animais que só existem na Amazônia e correm risco de extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-especies-de-animais-que-so-existem-na-amazonia-e-correm-risco-de-extincao-1766675627236_320.jpg" alt="4 espécies de animais que só existem na Amazônia e correm risco de extinção"></a></article></aside><p>A Dra. Faye Moyes, da Escola de Biologia da Universidade de St. Andrews e uma das coautoras do estudo, afirmou: “Nossos resultados destacam a<strong> importância do monitoramento em nível de comunidade nas estratégias de conservação</strong> e demonstram o valor de séries temporais de longo prazo, como como faz BioTIME”. </p><p>A pesquisadora Laura Antão, da Universidade de Turku, na Finlândia, e autora principal do estudo, acrescentou: "Avaliamos, pela primeira vez, se existe um sinal consistente entre as tendências temporais populacionais e o status de risco de extinção de uma espécie, utilizando dados de monitoramento de comunidades em vez de avaliações específicas específicas para espécies individuais. A identificação de um sinal claro de que a diminuição da prevalência está geralmente associada a um maior risco de extinção é um forte risco de que podemos detectar<strong> impactos mesmo em espécies que, atualmente, não são peculiares como ocorrência em risco</strong>". </p><p><strong>À medida que as mudanças climáticas continuam acelerando, os riscos de extinção aumentam </strong>e as comunidades biológicas passam por processos de reorganização. A equipe descobriu ligações entre a prevalência temporal local e o risco de extinção: algumas populações de espécies ameaçadas tiveram resultados resultantes ou de crescimento, enquanto espécies não ameaçadas exibiram tendências de declínio.</p><h2>Como este estudo poderia ajudar na conservação futura?</h2><p>Compreender melhor os processos que impulsionam as mudanças na biodiversidade poderia ajudar os pesquisadores a<strong> aprimorar previsões e estratégias de conservação</strong>.</p><p>A professora Anne Magurran, outra coautora do estudo, acrescentou: “Essas tendências temporais poderiam servir como indicadores de alerta precoce e <strong>ajudar a direcionar tanto novos esforços de monitoramento quanto ações de conservação</strong>. Por exemplo, populações estáveis de espécies em risco são de grande interesse para a conservação, enquanto tendências de declínio podem apontar espécies que não estão sendo consideradas nas avaliações de risco de extinção”.</p><p>A professora Maria Dornelas, também outra coautora, concluiu: “Como a tarefa de avaliar as mudanças na biodiversidade é gigantesca e não podemos viajar no tempo para coletar mais dados do passado, queremos utilizar todas as informações disponíveis. Essas duas grandes bases de dados sobre biodiversidade apresentam apenas uma sobreposição limitada, e <strong>este estudo nos mostra como podemos aproveitar ambas para ampliar nossa compreensão sobre as mudanças na biodiversidade</strong>”.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ant%C3%A3o%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Linking%20species%20local%20trends%20from%20assemblage%20monitoring%20to%20global%20extinction%20risk" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-74132-7">Antão, et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-74132-7" target="_blank">Linking species local trends from assemblage monitoring to global extinction risk</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/em-declinio-hoje-extincao-amanha-estudo-revela-sinais-de-alerta-precoce-da-perda-de-especies.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[T. rex demorava cerca de 40 anos para atingir o tamanho máximo, revela estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova pesquisa revela que o <em>Tyrannosaurus rex</em> levava cerca de 40 anos para atingir seu tamanho máximo e levanta dúvidas sobre a classificação de alguns dos fósseis mais famosos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo-1782504397116.jpg" data-image="2srxpxtxp43e" alt="Uma nova análise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo até cerca dos 40 anos de idade, um período muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ciência. Crédito: Shutterstock" title="Uma nova análise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo até cerca dos 40 anos de idade, um período muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ciência. Crédito: Shutterstock"><figcaption>Uma nova análise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo até cerca dos 40 anos de idade, período muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ciência. Crédito: Shutterstock</figcaption></figure><p>Durante décadas, paleontólogos acreditaram que o<strong> </strong><em><strong>Tyrannosaurus rex</strong></em>, um dos dinossauros mais icônicos da história, alcançava seu porte adulto por volta dos 25 anos de idade. No entanto, um novo estudo indica que esse processo era muito mais lento do que se imaginava. Segundo os pesquisadores, o maior predador terrestre do fim do período Cretáceo <strong>continuava crescendo por aproximadamente 40 anos antes de atingir seu peso máximo</strong>, estimado em cerca de oito toneladas.</p><p>A descoberta resulta da análise de <strong>17 fósseis de tiranossauros</strong>, representando diferentes fases da vida do animal, desde indivíduos juvenis até adultos de grande porte. O trabalho oferece a reconstrução mais detalhada já realizada sobre o desenvolvimento do T. rex ao longo de sua existência e foi publicado na revista científica <strong>PeerJ</strong>.</p><p>Além de revisar o ritmo de crescimento da espécie, a pesquisa também reacende um antigo debate entre paleontólogos: <strong>alguns fósseis tradicionalmente atribuídos ao T. rex podem, na realidade, pertencer a espécies diferente</strong>s, embora muito próximas evolutivamente.</p><h2>Anéis de crescimento revelam a idade dos dinossauros</h2><p>Para estimar a idade de dinossauros fossilizados, os <strong>cientistas analisam anéis de crescimento preservados no interior dos ossos</strong>, de forma semelhante aos anéis encontrados nos troncos das árvores. Cada marca fornece pistas sobre a velocidade de crescimento do animal e sua idade no momento da morte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo-1782504772395.jpg" data-image="abpv1ip2w2g8" alt="A pesquisa também revelou anéis de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evidências de que alguns dos fósseis mais famosos atribuídos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras espécies. Crédito:" title="A pesquisa também revelou anéis de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evidências de que alguns dos fósseis mais famosos atribuídos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras espécies. Crédito:"><figcaption>A pesquisa também revelou anéis de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evidências de que alguns dos fósseis mais famosos atribuídos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras espécies. Crédito: Science Photo Library / Alamy</figcaption></figure><p>Embora essa técnica seja utilizada há décadas, a nova pesquisa empregou métodos muito mais sofisticados. Os pesquisadores examinaram<strong> finas lâminas de ossos fossilizados sob diferentes tipos de iluminação especializada</strong>, capazes de revelar marcas de crescimento que permaneciam invisíveis nos exames convencionais.</p><p>Além disso, a equipe utilizou modelos estatísticos avançados para combinar informações provenientes de diferentes indivíduos. Como cada fóssil preserva apenas parte da história de vida do animal, essa abordagem permiti<strong>u reconstruir uma curva de crescimento muito mais completa</strong>, abrangendo praticamente todas as fases da vida do T. rex.</p><h2>Maior conjunto de dados já reunido sobre o T. rex</h2><p>Segundo a anatomista Holly Woodward, da Universidade Estadual de Oklahoma e coordenadora do estudo, trata-se do <strong>maior conjunto de dados já reunido sobre a espécie.</strong> A análise dos anéis de crescimento permitiu reconstruir, ano a ano, a trajetória de desenvolvimento desses gigantes pré-históricos.</p><div class="texto-destacado">Diferentemente dos troncos das árvores, que preservam todo o histórico de crescimento, os ossos dos dinossauros registram apenas os anos finais de vida. Em um osso da perna de um T. rex, por exemplo, normalmente ficam preservadas informações referentes aos últimos 10 ou 20 anos do animal.</div><p>Para superar essa limitação, os cientistas integraram <strong>dados de fósseis pertencentes a indivíduos de diferentes idades</strong>. O matemático e paleobiólogo Nathan Myhrvold, responsável pela modelagem estatística, explica que essa técnica possibilitou construir uma curva composta de crescimento muito mais realista, evidenciando também a grande variação de tamanho existente entre os indivíduos da espécie.</p><h2>Crescimento lento pode explicar o sucesso ecológico da espécie</h2><p>Os resultados revelam um cenário bastante diferente daquele proposto em estudos anteriores. Em vez de atingir rapidamente a fase adulta, <strong>o T. rex parece ter crescido de forma contínua e relativamente estável </strong>ao longo de quatro décadas.</p><p>Os pesquisadores sugerem que <strong>esse desenvolvimento prolongado permitia que indivíduos jovens ocupassem diferentes nichos ecológicos antes de se tornarem grandes predadores</strong>. Em Ecologia, um nicho corresponde ao papel desempenhado por uma espécie no ambiente, incluindo sua alimentação, habitat e interação com outros organismos.</p><p>Segundo o paleontólogo Jack Horner, coautor da pesquisa, essa diversidade de funções exercidas pelos jovens tiranossauros pode ter contribuído para o <strong>enorme sucesso evolutivo do grupo</strong>, permitindo que dominassem os ecossistemas do final do período Cretáceo até a extinção dos dinossauros não aviários, há aproximadamente 66 milhões de anos.</p><h2>Fósseis famosos podem pertencer a outras espécies</h2><p>Outro aspecto importante do estudo envolve a classificação de alguns dos fósseis mais conhecidos do mundo. Há anos, especialistas discutem<strong> se todos os exemplares atribuídos ao T. rex realmente pertencem à mesma espécie.</strong></p><div class="texto-destacado">Para investigar essa possibilidade, os pesquisadores analisaram <strong>17 fósseis pertencentes ao que chamam de "complexo de espécies <em>Tyrannosaurus rex</em>"</strong>, reconhecendo que mais de uma espécie ou subespécie pode estar representada nesse conjunto.</div><p>Dois exemplares famosos, conhecidos pelos<strong> apelidos "Jane" e "Petey"</strong>, apresentaram padrões de crescimento significativamente diferentes dos demais. Embora esses dados, por si só, não permitam confirmar que pertencem a outra espécie, os autores consideram que essa hipótese merece investigação aprofundada. Curiosamente, outro estudo recente chegou a uma conclusão semelhante utilizando métodos distintos e <strong>classificou ambos como espécies diferentes do gênero Nanotyrannus.</strong></p><h2>Técnica pode transformar futuras pesquisas</h2><p>Além das descobertas sobre o T. rex, o estudo identificou um <strong>novo tipo de marca de crescimento nos ossos fossilizados</strong>, revelada por técnicas de iluminação com luz polarizada. Essas estruturas haviam passado despercebidas em pesquisas anteriores e podem explicar divergências observadas em diversos estudos sobre crescimento de dinossauros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768294" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa">Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557_320.jpg" alt="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"></a></article></aside><p>Os autores afirmam que as evidências estatísticas são suficientemente robustas para justificar uma <strong>revisão dos protocolos atualmente utilizados em análises paleontológicas.</strong> Caso isso se confirme, a nova metodologia poderá beneficiar pesquisas envolvendo inúmeras outras espécies fósseis.</p><p>Mais de um século após sua descrição científica, <strong>o <em>Tyrannosaurus rex</em> continua surpreendendo os pesquisadores.</strong> Ao combinar um amplo conjunto de fósseis, técnicas modernas de imagem e análises estatísticas inovadoras, o novo estudo oferece uma das reconstruções mais precisas já produzidas sobre o crescimento do "rei dos dinossauros" e sugere que sua jornada até o topo da cadeia alimentar era muito mais longa do que se acreditava.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Science%20Daily" data-year="2026" data-title="T.%20rex%20took%2040%20years%20to%20reach%20full%20size%2C%20scientists%20find" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F06%2F260621110957.htm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Science Daily. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/06/260621110957.htm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">T. rex took 40 years to reach full size, scientists find</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>