<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 23:00:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 23:00:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Como o calor extremo e a mudança climática estão transformando a Copa do Mundo com partidas mais lentas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-o-calor-extremo-e-a-mudanca-climatica-estao-transformando-a-copa-do-mundo-com-partidas-mais-lentas.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 21:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com o início das oitavas de final deste evento esportivo mundial, as altas temperaturas tornaram-se um perigo para os jogadores de futebol, representando um risco que varia entre as cidades-sede.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-el-calor-extremo-y-el-cambio-climatico-estan-transformando-el-mundial-de-futbol-2026-con-partidos-mas-lentos-1783136711359.png" data-image="kjmq24bb514d" alt="copa do mundo, futebol, bola" title="copa do mundo, futebol, bola"><figcaption>As condições ambientais em constante mudança afetam nossas atividades diárias e, às vezes, podem nos dar um belo susto.</figcaption></figure><p>Nesta <strong>Copa do Mundo 2026</strong>, <strong>uma em cada quatro partidas foi disputada sob condições de calor perigosas</strong>. Nessas circunstâncias, os jogadores percorrem distâncias menores e sofrem um desgaste físico significativamente maior.</p><p>O <em>World Weather Attribution</em> (WWA) estimou que pelo menos 26 das 104 partidas ocorreriam em condições nas quais o <strong>estresse térmico </strong>representa um risco real para os atletas, com base nos limites estabelecidos pelo sindicato global dos jogadores.</p><div class="texto-destacado"><p>Diante dessas condições extremas, especialistas recomendam adiar a partida. O problema não reside apenas na temperatura do ar, mas em uma medida que leva em conta a umidade, o calor, a radiação solar e o vento.</p></div><p>A previsão indicava que a <strong>temperatura de bulbo úmido</strong> poderia atingir 28°C durante pelo menos cinco das partidas. Vale ressaltar que a temperatura de bulbo úmido não é o mesmo que a temperatura do ar; trata-se, na verdade, de uma medida que leva em consideração a umidade, o calor, a radiação solar e o vento.</p><p>As <strong>condições meteorológicas são analisadas para calcular o estresse térmico real sobre o corpo</strong>. Por exemplo, uma temperatura do ar de 40°C com 30% de umidade corresponde a uma temperatura de bulbo úmido global de aproximadamente 26 graus — condições nas quais o desempenho físico começa a cair.</p><h2>O risco não é o mesmo em todas as sedes do Mundial</h2><p>Segundo o estudo da WWA, cidades do interior e do sul dos EUA, juntamente com as três cidades-sede mexicanas, são as mais vulneráveis. Os <strong>estádios da Filadélfia, de Miami e de Kansas City apresentam alta probabilidade de atingir níveis perigosos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-el-calor-extremo-y-el-cambio-climatico-estan-transformando-el-mundial-de-futbol-2026-con-partidos-mas-lentos-1783136735710.png" data-image="8y6b2mflhi19" alt="copa do mundo, mundial" title="copa do mundo, mundial"><figcaption>Várias cidades-sede da Copa do Mundo, como Miami, apresentaram fatores de risco à saúde.</figcaption></figure><p>Observou-se também que locais tradicionalmente mais frios, como Vancouver e Toronto, poderiam enfrentar ondas de calor extremas. Em 2021, um evento climático semelhante fez com que as temperaturas do ar atingissem 49,6°C, resultando em mais de 600 mortes.</p><p>Antes do início da Copa do Mundo, estimava-se que quase metade das partidas de futebol apresentava 50% de probabilidade de ocorrer sob condições de calor capazes de afetar o desempenho dos jogadores.<strong> Das 104 partidas, 97 foram identificadas como tendo maior probabilidade de sofrer restrições </strong>devido às mudanças climáticas.</p><h3>Um alerta antes do Mundial de Clubes de 2025</h3><p>Estudo realizado durante <strong>o Mundial de Clubes de 2025 analisou 57 partidas, resultando em 1.070 observações</strong>. O estudo revelou que a temperatura do bulbo úmido ultrapassou os 28 graus em 31 partidas, indicando que os jogadores de futebol estavam expostos a um risco extremo de doenças relacionadas ao calor.</p><div class="texto-destacado">Em condições de calor extremo, o desempenho do jogador é diretamente afetado, o que modifica as táticas de jogo e representa mais do que apenas um desconforto ambiental.</div><p>Em partidas de futebol profissional, especialmente nos níveis mais altos, os <strong>jogadores têm acesso a bolsas de gelo, pausas para hidratação e equipes de apoio médico</strong>. Por outro lado, os torcedores são os que têm menos proteção, já que apenas três estádios possuem ar-condicionado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-el-calor-extremo-y-el-cambio-climatico-estan-transformando-el-mundial-de-futbol-2026-con-partidos-mas-lentos-1783136817791.png" data-image="uy8w0qydej3b"><figcaption>Condições cada vez mais extremas podem pôr em risco a prática amadora deste esporte.</figcaption></figure><p>Mesmo com ar condicionado ou ventilação, o perigo permanece. Filas de acesso, estacionamentos, áreas destinadas a torcedores e comemorações ao ar livre expõem as pessoas a<strong> condições de calor perigosas</strong> por muito mais tempo do que os jogadores.</p><h2>Condições futuras perigosas</h2><p>A projeção para 2050 é ainda mais alarmante. Espera-se que quatorze das dezesseis cidades-sede da Copa do Mundo enfrentem calor extremo, o que sem dúvida será muito mais perigoso do que as condições atuais, a menos que <strong>medidas de adaptação adequadas sejam implementadas</strong>.</p><p>Jogadores que utilizam campos de futebol rurais, sem sombra, drenagem, água, refrigeração ou ventilação artificial, estão muito mais expostos do que os atletas que competem na Copa do Mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774253" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-novos-guardioes-dos-estadios-caes-robos-chegam-a-copa-do-mundo-de.html" title="Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026">Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-novos-guardioes-dos-estadios-caes-robos-chegam-a-copa-do-mundo-de.html" title="Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-nuevos-guardianes-de-los-estadios-los-perros-robot-llegan-al-mundial-de-futbol-1781626059428_320.jpg" alt="Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026"></a></article></aside><p>Em resposta a essa situação, o Secretário Executivo da ONU para Mudanças Climáticas emitiu um alerta sobre os atuais hábitos de consumo de combustíveis fósseis. “<strong>O planeta está aquecendo</strong> após mais de um século de uso desse tipo de energia”, explicou. “Isso retém o calor na atmosfera, e agora estamos sentindo isso em todos os lugares”, disse.</p><p>Ele concluiu fazendo um apelo aos torcedores: “O esporte é a força unificadora mais poderosa do mundo. Se os amantes do futebol unirem suas vozes para protegê-lo do calor extremo, isso marcará uma virada. Não se trata apenas de salvar o esporte; trata-se de proteger o mundo do qual ele depende, o mundo do qual todos nós dependemos”.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20M" data-year="2026" data-title="Calor%20extremo%2C%20pausas%20para%20hidratarse%20y%20partidos%20m%C3%A1s%20lentos%3A%20as%C3%AD%20cambia%20el%20cambio%20clim%C3%A1tico%20el%20Mundial%202026" data-url="https%3A%2F%2Fnews.un.org%2Fes%2Fstory%2F2026%2F06%2F1541552">García, M. (2026). <a href="https://news.un.org/es/story/2026/06/1541552" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Calor extremo, pausas para hidratarse y partidos más lentos: así cambia el cambio climático el Mundial 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-o-calor-extremo-e-a-mudanca-climatica-estao-transformando-a-copa-do-mundo-com-partidas-mais-lentas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fenômeno luminoso faz mar brilhar na cor azul em praia do Ceará ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fenomeno-luminoso-faz-mar-brilhar-na-cor-azul-em-praia-do-ceara.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 20:00:46 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O aumento repentino de matéria orgânica e o aquecimento das águas favoreceram a floração de microalgas dinoflageladas que iluminaram as praias escuras do leste do Ceará nesta semana. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-luminoso-faz-mar-brilhar-em-tom-azul-em-praia-do-ceara-1783362176794.jpg" data-image="zmlswabk2bel" alt="Moradores da praia de Requenguela flagram águas brilhantes durante a noite. Foto: Thiago Tavares (@thiagoicapui)" title="Moradores da praia de Requenguela flagram águas brilhantes durante a noite. Foto: Thiago Tavares (@thiagoicapui)"><figcaption>Moradores da praia de Requenguela flagram águas brilhantes durante a noite. Foto: Thiago Tavares (@thiagoicapui)</figcaption></figure><p>A pacata praia de Requenguela, situada em Icapuí, no litoral leste do Ceará, foi palco de um impressionante espetáculo natural recentemente. Durante o período noturno,<strong> as águas calmas da região apresentaram um intenso brilho em tom azul</strong> neon que surpreendeu moradores e visitantes.</p><p>O registro em vídeo foi capturado pela estudante Estrela Guadalupe da Silva, de 20 anos, que trafegava pelo local e decidiu compartilhar as imagens na internet. A gravação rapidamente viralizou nas plataformas digitais, reacendendo debates sobre <strong>o evento que pescadores antigos chamam tradicionalmente de "fogo no mar".</strong></p><h2>A ciência por trás do brilho azul</h2><p>De acordo com estudos, <strong>essa iluminação subaquática é classificada como bioluminescência</strong>, caracterizada pela capacidade de seres vivos emitirem luz própria. No ambiente oceânico, a manifestação visual decorre da aglomeração massiva de microrganismos unicelulares microscópicos, majoritariamente dinoflagelados que compõem o fitoplâncton.</p><p>A espécie <em>Noctiluca scintillans</em> é apontada por cientistas como uma das principais responsáveis por criar esse efeito de céu estrelado no oceano. <strong>O brilho fluorescente resulta de um processo químico de oxidação intracelular</strong> que ocorre quando a proteína luciferina entra em contato direto com o oxigênio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-luminoso-faz-mar-brilhar-em-tom-azul-em-praia-do-ceara-1783362544144.jpg" data-image="kmrtionj3iwt" alt="A espécie Noctiluca scintillans e outras microalgas são responsáveis por colorir o oceano de azul fluorescente. Foto: Thiago Tavares (@thiagoicapui)" title="A espécie Noctiluca scintillans e outras microalgas são responsáveis por colorir o oceano de azul fluorescente. Foto: Thiago Tavares (@thiagoicapui)"><figcaption>A espécie Noctiluca scintillans e outras microalgas são responsáveis por colorir o oceano de azul fluorescente. Foto: Thiago Tavares (@thiagoicapui)</figcaption></figure><p><strong>Essa reação é impulsionada e acelerada pela enzima luciferase, que atua como catalisadora biológica</strong> para liberar energia na forma de fótons de luz visível. Trata-se de uma emissão biológica de luz fria, o que significa que o processo químico gera luminosidade sem propagar calor pelo meio ambiente.</p><p>Para que o brilho seja percebido humanamente, <strong>os organismos dependem de um gatilho mecânico externo</strong> que quebre a calmaria da água. Este estímulo físico costuma ser provocado pelo impacto natural das ondas, por passos firmes na areia úmida ou por objetos arremessados no mar.</p><h2>Impactos ambientais e turismo em ascensão</h2><p>Pesquisadores explicam que<strong> os dinoflagelados são invisíveis a olho nu e necessitam estar em alta concentração</strong> para que a luz seja detectada. Esse aumento populacional repentino, conhecido como floração, ocorre com maior frequência durante as estações quentes, impulsionado pela grande oferta de matéria orgânica na costa.</p><p>Apesar do forte apelo visual que encanta entusiastas da fotografia, <strong>a multiplicação desmedida desses organismos acende alertas ecológicos</strong> nas comunidades litorâneas. Concentrações excessivas de microalgas podem bloquear a luz solar direta e diminuir drasticamente os níveis de oxigênio disponíveis na água, prejudicando a fauna.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-luminoso-faz-mar-brilhar-em-tom-azul-em-praia-do-ceara-1783362818725.jpg" data-image="n7qu3jou1h0x" alt="Brilho azul fluorescente visto em praias do Nordeste serve como mecanismo de defesa para microrganismos marinhos. Imagem: Ilustração" title="Brilho azul fluorescente visto em praias do Nordeste serve como mecanismo de defesa para microrganismos marinhos. Imagem: Ilustração"><figcaption>Brilho azul fluorescente visto em praias do Nordeste serve como mecanismo de defesa para microrganismos marinhos. Imagem: Ilustração</figcaption></figure><p>Análises preliminares indicam que o contato com os microrganismos de Icapuí <strong>não apresenta toxicidade aparente e não oferece riscos imediatos à saúde </strong>dos banhistas. No entanto, institutos de ciências do mar recomendam cautela aos visitantes, visto que a espécie exata atuante na praia ainda não foi laboratorialmente identificada.</p><p>A repercussão do acontecimento transformou a rotina da cidade cearense, <strong>que conta com pouco mais de 20 mil habitantes segundo dados demográficos</strong>. O fluxo intensificado de turistas em busca do mar brilhante gerou atritos pontuais com a comunidade pesqueira tradicional da Praia de Requenguela.</p><h2>Preservação e registros ao longo dos anos</h2><p>Moradores nativos relatam que o aparecimento do fenômeno na região é antigo, com registros informais que remontam a várias décadas atrás. <strong>P</strong><strong>rofissionais do documentam a bioluminescência local desde 2008</strong>, tendo obtido as primeiras imagens nítidas em 2022 por meio de longa exposição fotográfica.</p><p>Trabalhadores do mar relatam descontentamento com o comportamento de alguns visitantes que frequentam a praia durante a madrugada. O hábito de arremessar pedras constantemente para forçar o brilho da água <strong>atrapalha a atividade pesqueira noturna e danifica o manuseio das redes de arrasto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775635" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fenomeno-raro-no-rio-da-prata-transforma-paisagem-durante-frio-em-ms.html" title="Fenômeno raro no Rio da Prata transforma paisagem durante frio em MS">Fenômeno raro no Rio da Prata transforma paisagem durante frio em MS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fenomeno-raro-no-rio-da-prata-transforma-paisagem-durante-frio-em-ms.html" title="Fenômeno raro no Rio da Prata transforma paisagem durante frio em MS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-no-rio-da-prata-transforma-paisagem-com-frio-em-ms-1782404379033_320.jpg" alt="Fenômeno raro no Rio da Prata transforma paisagem durante frio em MS"></a></article></aside><p>Especialistas reforçam a necessidade de conscientização ambiental para que a <strong>atividade turística ocorra de maneira sustentável e sem degradar o habitat</strong>. Manifestações semelhantes de bioluminescência marinha ocorrem de forma intermitente em outros pontos do litoral brasileiro, como na Ilha do Mel e na Ilha do Cardoso.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Gabriela%20Feitosa" data-year="2026" data-title="Estudante%20mostra%20mar%20'brilhando'%20em%20praia%20do%20Cear%C3%A1%20e%20cena%20impressiona" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fce%2Fceara%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F05%2Festudante-flagra-fenomeno-raro-que-faz-agua-do-mar-brilhar-em-azul-video.ghtml">Gabriela Feitosa. (2026). <a href="https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/07/05/estudante-flagra-fenomeno-raro-que-faz-agua-do-mar-brilhar-em-azul-video.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudante mostra mar 'brilhando' em praia do Ceará e cena impressiona</a>.</cite><br><cite data-author="Cassandra%20Trentin" data-year="2023" data-title="Mar%20Bioluminescente" data-url="https%3A%2F%2Fwww3.unicentro.br%2Fpetfisica%2F2023%2F11%2F28%2Fmar-bioluminescente%2F">Cassandra Trentin. (2023). <a href="https://www3.unicentro.br/petfisica/2023/11/28/mar-bioluminescente/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mar Bioluminescente</a>.</cite><br><cite data-author="Juliana%20De%20Lucca" data-year="2024" data-title="Noctiluca%3A%20o%20brilho%20%E2%80%98estrelado%E2%80%99%20do%20mar" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bioicos.org.br%2Fpost%2Fnoctiluca-o-brilho-estrelado-do-mar">Juliana De Lucca. (2024). <a href="https://www.bioicos.org.br/post/noctiluca-o-brilho-estrelado-do-mar" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Noctiluca: o brilho ‘estrelado’ do mar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fenomeno-luminoso-faz-mar-brilhar-na-cor-azul-em-praia-do-ceara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova frente fria muda o tempo no Sudeste; confira os estados atingidos pela mudança]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-muda-o-tempo-no-sudeste-confira-os-estados-atingidos-pela-mudanca.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:36:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria vai trazer uma mudança no tempo no Sudeste do Brasil nesta terça-feira (7). O sistema vai atuar de forma mais costeira, aumentando as chuvas no leste da região. Saiba mais aqui.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xam24ui"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xam24ui.jpg" id="xam24ui"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova<strong> frente fria </strong>está atuando sobre a Região Sul do Brasil nesta segunda-feira (6), associada a um ciclone que se formou ontem (5) no Oceano Atlântico, a leste da costa do Uruguai.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>O sistema meteorológico vai avançar para o<strong> Sudeste </strong>do país nesta <strong>terça-feira (7)</strong>, atuando de <strong>forma mais costeira</strong> e provocando uma <strong>mudança no tempo</strong> principalmente nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria costeira aumenta as chuvas no leste do Sudeste</h2><p>Essa <strong>frente fria vai atuar de forma mais costeira</strong> pelo Sudeste do país ao longo desta terça-feira (7) e sua passagem será rápida. Na quarta (8) ela já estará afastada da região e o tempo volta a ter uma breve trégua em praticamente todo o território.</p><p>Na <strong>terça-feira (7) </strong>de <strong>manhã</strong> o céu fica com muita nebulosidade e já <strong>chove de forma fraca e pontual </strong>em áreas do<strong> litoral sul</strong> e do<strong> leste de São Paulo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-muda-o-tempo-no-sudeste-confira-os-estados-atingidos-pela-mudanca-1783353956376.png" data-image="f6audbjqsxcy"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para terça-feira (7) às 14h à esquerda e para às 21h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo da <strong>tarde</strong>, a previsão é de<strong> muitas nuvens</strong> com algumas aberturas de sol, <strong>pancadas de chuva </strong>em toda a <strong>faixa leste paulista </strong>e chuvas mais fracas e isoladas em áreas do centro do estado. Essas chuvas também atingem o estado do<strong> Rio de Janeiro</strong>, com possibilidade de pancadas isoladas.</p><p>À <strong>noite</strong>, as instabilidades ficam mais concentradas no <strong>Litoral Norte de São Paulo</strong> e no <strong>centro-sul do Rio de Janeiro</strong>, e ainda podem ocorrer<strong> pancadas moderadas</strong> nestas áreas do território fluminense.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777322" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo.html" title="Duas frentes frias avançam pelo Brasil nesta semana; veja os dias da virada no tempo">Duas frentes frias avançam pelo Brasil nesta semana; veja os dias da virada no tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo.html" title="Duas frentes frias avançam pelo Brasil nesta semana; veja os dias da virada no tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo-1783337286616_320.png" alt="Duas frentes frias avançam pelo Brasil nesta semana; veja os dias da virada no tempo"></a></article></aside><p>Além disso, entre o<strong> fim da noite e a madrugada de quarta-feira (8)</strong> podem ocorrer <strong>chuviscos no sul do Espírito Santo</strong>. </p><p>Na <strong>capital paulista</strong>, a terça-feira (7) será de sol com muitas nuvens e chance de pancadas de chuva à tarde e à noite. Na <strong>capital fluminense</strong>, céu parcialmente nublado e chuva fraca entre a tarde e a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-frente-fria-muda-o-tempo-no-sudeste-confira-os-estados-atingidos-pela-mudanca-1783354295938.jpg" data-image="7eoiz31np1qs"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para quarta-feira (8) às 13h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quarta-feira (8)</strong> a<strong> circulação marítima</strong> ainda pode aumentar a nebulosidade e provocar <strong>chuvas fracas e isoladas ou chuviscos</strong> nos estados do <strong>Rio de Janeiro</strong> e do <strong>Espírito Santo </strong>entre a manhã e a tarde.</p><p>Sendo assim, na <strong>capital fluminense </strong>o céu fica nublado e há possibilidade de chuva fraca durante a manhã. Mas na <strong>capital capixaba</strong>, sol com algumas nuvens e não chove.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Frente fria traz aumento da nebulosidade e pancadas de chuva ao leste de SP e centro-sul do RJ. No início da próxima semana, outra frente fria vai avançar pelo Sudeste formando chuva forte e temporais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos <strong>estados de São Paulo e de Minas Gerais o tempo fica firme, com céu limpo e predomínio de sol</strong>. Algumas nuvens apenas em alguns momentos do dia no norte paulista e sul mineiro. Possibilidade de <strong>névoa ao amanhecer na capital paulista</strong>.</p><p>Após esta quarta (8), o tempo volta a ficar estável em praticamente todo o Sudeste, porém por um curto período. Já neste fim de semana, uma <strong>nova frente fria</strong> deve se formar e avançar pela região <strong>entre o domingo (12) e a terça-feira (14) </strong>levando <strong>chuva forte e temporais</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-muda-o-tempo-no-sudeste-confira-os-estados-atingidos-pela-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:01:37 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma onda de calor histórica, com mais de 1.300 mortes registradas pela Organização Mundial da Saúde desde 21 de junho, trouxe à tona no debate público europeu uma questão que parecia resolvida: é necessário instalar mais aparelhos de ar condicionado?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108.jpg" data-image="mnlkar03yp8o" alt="debate sobre ar condicionado" title="debate sobre ar condicionado"><figcaption>O debate sobre o uso de ar condicionado em grande parte da Europa tornou-se uma questão política em decorrência das ondas de calor cada vez mais intensas. No sul, a Espanha é um dos países mais bem preparados para lidar com o calor.</figcaption></figure><p>Na Europa, mais de 1.300 pessoas morreram em pouco mais de uma semana devido ao calor extremo. O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que, desde 21 de junho,<strong> foram registradas mais de 1.300 mortes adicionais ligadas às altas temperaturas no continente</strong> e que 150 milhões de pessoas estão atualmente vivendo em condições de calor extremo, segundo o jornal La Nación. Somente na França, as autoridades de saúde registraram quase 1.000 mortes a mais do que o esperado desde 24 de junho, a maioria delas entre pessoas com mais de 65 anos.</p><div class="texto-destacado"><p>Com mais de 1.300 mortes associadas ao calor extremo e milhões de pessoas expostas a temperaturas recordes, a Europa enfrenta um debate sem precedentes: como expandir os sistemas de refrigeração para salvar vidas sem agravar as mudanças climáticas.</p></div><p>Nesse contexto, uma questão resolvida há décadas em outras partes do mundo ressurge na agenda europeia: o ar condicionado. Segundo dados da Agência Internacional de Energia citados pela Euronews, <strong>apenas entre 19% e 20% dos lares europeus possuem esse sistema, bem abaixo dos estimados 90% para os Estados Unidos ou o Japão</strong>. Um dos países europeus mais bem preparados para lidar com o calor é a Espanha, onde é evidente que o ar condicionado salva vidas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/su0DBiIgkYU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=su0DBiIgkYU" id="su0DBiIgkYU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O que chama a atenção não é apenas a diferença em si, mas o fato de que a discussão sobre como eliminá-la, ou mesmo se vale a pena eliminá-la, deixou de ser uma questão técnica ou uma decisão individual, <strong>tornando-se um grande debate político, com posições opostas até mesmo dentro da mesma esfera ideológica</strong>. Com as casas incapazes de manter temperaturas internas abaixo de 35°C, esse debate continua a se intensificar.</p><h2><strong>Um conjunto habitacional que nunca foi projetado para o calor</strong></h2><p>A baixa penetração do ar condicionado na Europa não é apenas uma questão cultural: tem uma explicação estrutural. De acordo com um relatório de 2020 apoiado pelo Ministério da Transição Ecológica da França, apenas um quarto dos lares franceses possui ar condicionado. No Reino Unido, a proporção é ainda menor, em torno de 14%, segundo dados do The Guardian divulgados pela Radio-Canada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Cette animation est saisissante. Elle montre, en seulement quelques secondes, l'accélération spectaculaire de la fréquence des vagues de chaleur au cours des 126 dernières années en France.<br><br>Au cours des 10 dernières années (20172026), la France a connu 18 vagues de chaleur. À <a href="https://t.co/YJCwaaC8bJ">pic.twitter.com/YJCwaaC8bJ</a></p>— Dr. Serge Zaka (Dr. Zarge) (@SergeZaka) <a href="https://x.com/SergeZaka/status/2072741058216165747?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Grande parte do parque habitacional europeu foi construído para reter calor durante o inverno, e <strong>não para dissipá-lo durante os verões cada vez mais extremos</strong>. Julien Hans, diretor de pesquisa e inovação do Centro Científico e Técnico da Construção (CSTB) da França, explicou à Euronews que aproximadamente metade das casas do país não está adaptada para suportar temperaturas tão altas quanto as registradas este ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239468409.jpg" data-image="wczoqob9ua8j" alt="Calor e saúde" title="Calor e saúde"><figcaption>(A) Média anual de horas de risco por pessoa para estresse térmico relacionado à atividade física (atividades de intensidade moderada) por sub-região europeia por hora do dia para três períodos (1990–2000, 2001–11 e 2012–22). (B) Variação na taxa de mortalidade relacionada ao calor, expressa como o número de mortes por 100.000 habitantes entre 2003–12 e 2013–22 para homens e (C) para mulheres.</figcaption></figure><p>Essa discrepância entre as mudanças climáticas e as construções existentes explica, em parte, o aumento nas buscas online: segundo dados do Google Trends citados pela Euronews, <strong>as pesquisas sobre a instalação de ar-condicionado em residências aumentaram 130% na França</strong> desde o início da elevação das temperaturas, um salto que se repetiu, com intensidade variável, em outros países europeus. Analistas do Boston Consulting Group, também citados pela Euronews, projetam que o número de unidades instaladas na União Europeia poderá ultrapassar 275 milhões até 2050, mais que o dobro do número registrado em 2019.</p><h2><strong>Da resistência ambiental à promessa eleitoral</strong></h2><p>Na França, onde as eleições presidenciais serão realizadas em 2027, o ar-condicionado tornou-se um símbolo político. A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, reiterou sua promessa de uma "<strong>grande modernização do sistema de ar-condicionado</strong>" para todo o país, enquanto o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, adotou a posição oposta, chamando-o de "uma falsa solução que agrava o problema" e exigindo, em vez disso, melhores políticas de isolamento térmico para edifícios, segundo a Euronews.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/JROpU6ni2RE/sddefault.jpg" alt="youtube video id=JROpU6ni2RE" id="JROpU6ni2RE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A novidade é que esse mesmo debate começou a circular dentro do movimento ambientalista, tradicionalmente relutante em adotar o ar-condicionado devido ao seu impacto ambiental. Marine Tondelier, candidata nas primárias da Esquerda Unida para 2027, <strong>reconheceu a necessidade urgente de climatizar espaços públicos </strong>como escolas e hospitais, conforme noticiado pelo jornal La Tercera. A congressista Sandrine Rousseau, do mesmo movimento, admitiu algo semelhante em uma entrevista na televisão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777079" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que deu o que falar na Copa do Mundo">Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que deu o que falar na Copa do Mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que deu o que falar na Copa do Mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148318524_320.jpg" alt="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que deu o que falar na Copa do Mundo"></a></article></aside><p>A nível da UE, a Comissão Europeia tem evitado, até agora, tomar uma posição definitiva. A sua principal porta-voz, Paula Pinho, <strong>descreveu a onda de calor como "sem precedentes" e não descartou a possibilidade de o uso de ar condicionado</strong> ser debatido a nível político, embora tenha salientado que a sua instalação depende de cada Estado-membro e das decisões individuais dos consumidores, conforme noticiado pelo ElNacional.cat. Uma nota para concluir: grande parte da Europa enfrenta atualmente outra onda de calor extrema, e o debate ameaça tornar-se recorrente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar frio avança pelo Centro-Sul e traz marcas de até -6°C; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-avanca-pelo-centro-sul-e-traz-marcas-de-ate-6-c-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:25:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço da massa de ar frio sobre o Centro-Sul mantém as temperaturas baixas na região. O amanhecer terá temperaturas negativas e podem alcançar a marca de -6°C.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xam1yr2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xam1yr2.jpg" id="xam1yr2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana começa com <strong>o avanço de uma massa de ar frio</strong> sobre os estados do Centro-Sul do Brasil. Nos próximos dias, <strong>o ar polar ganha reforço</strong>, um novo pulso, e deixa as manhãs desta terça (7) e quarta-feira (8) com <strong>temperaturas negativas</strong> sobre as áreas de Serra Gaúcha e Catarinense.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </a></strong></div><p>A previsão para os próximos dias, além de trazer as informações do avanço da massa de ar frio,<strong> mantém o alerta para geadas</strong> em regiões que <strong>já foram afetadas pelo evento</strong> na última semana, o que gera <strong>preocupação </strong>aos produtores rurais. Confira a previsão do tempo para os próximos dias.</p><h2>Temperaturas negativas e riscos de geadas no Centro-Sul</h2><p>O modelo europeu ECMWF mostra que a <strong>massa de ar polar</strong> avança pelo Centro-Sul do país no decorrer desta segunda-feira (6). Com isso, todos os <strong>estados da Região Sul</strong>, além de <strong>São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso</strong>, vão registrar quedas nos termômetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-pelo-centro-sul-e-traz-marcas-de-ate-6-c-veja-a-previsao-1783343551539.jpg" data-image="04u4vbozcc6a" alt="Ar polar." title="Ar polar."><figcaption>A anomalia de temperatura em 850 hPa mostra o ar polar se deslocando sobre o Brasil na noite desta segunda (6).</figcaption></figure><p>O frio começa a se intensificar a partir da tarde de hoje (6). Já na terça-feira (7), o ar polar aumenta as chances de <strong>marcas negativas nas áreas de serra</strong>, onde os termômetros podem registrar até<strong> -4°C</strong>. </p><p>No restante da Região Sul, o frio prevalece e<strong> há risco de geadas generalizadas</strong> no Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-pelo-centro-sul-e-traz-marcas-de-ate-6-c-veja-a-previsao-1783343493695.jpg" data-image="n8tch4e54ft2" alt="Temperatura mínima para terça (7)." title="Temperatura mínima para terça (7)."><figcaption>Mínima prevista para esta terça-feira (7). O modelo mostra marcas negativas sobre a Serra Catarinense e temperaturas baixas no restante do Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Também na terça-feira (7), o <strong>Sudeste </strong>e o <strong>Centro-Oeste</strong> começam a sentir os efeitos do sistema. As <strong>temperaturas mínimas</strong> diminuem e ficam inferiores aos <strong>15°C</strong> no estado de São Paulo. No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul amanhece com os termômetros próximos dos <strong>13°C</strong>, enquanto o sul de Mato Grosso deve registrar marcas na casa dos <strong>17°C.</strong></p><h2>Novo pulso de ar polar intensifica o frio na quarta-feira</h2><p>Na quarta-feira (8), <strong>a chegada de um novo pulso de ar frio</strong> promete um amanhecer ainda mais gelado na Região Sul. O modelo <strong>ECMWF </strong>indica que áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná terão<strong> temperaturas abaixo dos 5°C</strong> de forma generalizada, o que eleva consideravelmente as chances de geada ampla.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-pelo-centro-sul-e-traz-marcas-de-ate-6-c-veja-a-previsao-1783343371208.jpg" data-image="i4ghd9wdhstw" alt="Anomalia de temperatura em superfície." title="Anomalia de temperatura em superfície."><figcaption>Anomalia de temperatura em superfície mostra temperaturas abaixo da média em grande parte do Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Ainda na quarta (8), <strong>as marcas negativas devem se espalhar</strong> por mais pontos do Centro-Sul. Na região da Serra Gaúcha e Catarinense, os termômetros podem marcar até<strong> -6°C</strong>, enquanto na divisa entre Santa Catarina e o sul do Paraná as marcas ficam próximas a <strong>-2°C.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777237" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-traz-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados.html" title="Pulso de ar frio atinge o Brasil nesta semana e traz dias gelados em pelo menos 8 estados">Pulso de ar frio atinge o Brasil nesta semana e traz dias gelados em pelo menos 8 estados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-traz-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados.html" title="Pulso de ar frio atinge o Brasil nesta semana e traz dias gelados em pelo menos 8 estados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-promete-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados-1783274397906_320.jpg" alt="Pulso de ar frio atinge o Brasil nesta semana e traz dias gelados em pelo menos 8 estados"></a></article></aside><p>O frio também deixará marcas sobre o<strong> Mato Grosso do Sul e São Paulo</strong>. No sul sul-mato-grossense, o amanhecer terá <strong>termômetros abaixo de 9°C,</strong> com risco de <strong>geada</strong> perto da divisa com o <strong>Paraná</strong>. Em solo paulista, as chances do fenômeno são menores, mas existem. As temperaturas variam entre<strong> 6°C</strong> (no sul do estado) e <strong>14°C</strong> (no noroeste paulista).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-avanca-pelo-centro-sul-e-traz-marcas-de-ate-6-c-veja-a-previsao-1783343446281.jpg" data-image="heq7jq41qsx2" alt="Temperatura mínima quarta-feira (8)." title="Temperatura mínima quarta-feira (8)."><figcaption>Previsão da temperatura mínima para a quarta-feira (8). O mapa mostra valores negativas espalhados por RS,SC e PR.</figcaption></figure><p>Por fim, o Sul de <strong>Minas Gerais</strong>, o Triângulo Mineiro, grande parte do<strong> Rio de Janeiro</strong> e o sul de <strong>Goiás </strong>também vão registrar <strong>queda nas temperaturas</strong> durante o amanhecer desta quarta-feira (8), <strong>contudo de maneira menos intensa </strong>em comparação às demais áreas afetadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-avanca-pelo-centro-sul-e-traz-marcas-de-ate-6-c-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas frentes frias avançam pelo Brasil nesta semana; veja os dias da virada no tempo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:57:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Duas frentes frias devem mudar o tempo no Brasil nesta semana. A primeira atua entre segunda (6) e quarta-feira (8), enquanto a segunda chega entre sexta-feira (10) e o fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xam1g3m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xam1g3m.jpg" id="xam1g3m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Duas frentes frias</strong> devem atuar no Brasil <strong>ao longo desta semana</strong>. A <strong>primeira</strong> está associada a um ciclone extratropical que se formou no último domingo (5), no Oceano Atlântico, a leste da costa uruguaia. Este sistema deve <strong>influenciar o tempo </strong><strong>até quarta-feira (8) </strong>na faixa leste do país, porém, com chuvas fracas. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</a></strong></div><p>A <strong>segunda</strong> deve se formar no <strong>próximo fim de semana</strong>, embora as instabilidades associadas ao seu desenvolvimento já comecem a atuar sobre a região Sul a partir de sexta-feira (10). São esperadas <strong>tempestades</strong> e<strong> chuvas volumosas</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Primeira virada no tempo</h2><p>A <strong>primeira virada </strong>no tempo ocorre ainda nesta<strong> segunda-feira (6)</strong>, principalmente entre os estados de <strong>Santa Catarina e Paraná</strong>, onde as probabilidades de chuva aumentam até à tarde. O <strong>nordeste</strong> e parte da faixa <strong>leste</strong> do <strong>Rio Grande do Sul</strong> também deve ter chuva ao longo do dia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo-1783336946862.png" data-image="shtvo1qa8d6x" alt="Previsão de probabilidade de chuva (escala de cores) para a tarde de segunda-feira (6), segundo o ECMWF." title="Previsão de probabilidade de chuva (escala de cores) para a tarde de segunda-feira (6), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuva (escala de cores) para a tarde de segunda-feira (6), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A partir de <strong>terça-feira (7)</strong>, a frente fria<strong> avança em direção ao litoral do Sudeste</strong>, deixando o tempo encoberto e com chances de chuva entre São Paulo, Rio de Janeiro e o Espírito Santo até quarta-feira (8).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo-1783336962371.png" data-image="fx6uv1r3h7lw" alt="Previsão de volume acumulado de chuva até o final de quarta-feira (8), segundo o ECMWF." title="Previsão de volume acumulado de chuva até o final de quarta-feira (8), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de volume acumulado de chuva até o final de quarta-feira (8), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>intensidade </strong>das chuvas da primeira frente fria será entre<strong> fraca e moderada</strong>, com as chuvas mais intensas ocorrendo na faixa leste. <strong>Até o final de quarta-feira</strong><strong> (8)</strong>, os maiores volumes podem se aproximar ou ultrapassar <strong>20 mm</strong> na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), metade norte do litoral de Santa Catarina, litoral sul de São Paulo e do Rio de Janeiro.</p><h2>Segunda virada no tempo</h2><p><strong>A partir de sexta-feira (10)</strong>, áreas de <strong>instabilidade</strong> começam a se espalhar pela porção <strong>oeste</strong> da <strong>região Sul </strong>devido à formação de um novo ciclone extratropical. No <strong>sábado (11)</strong>, essas instabilidades ganham força sobre os três estados da região, aumentando o <strong>risco de tempestades</strong> e de<strong> chuva forte</strong>, especialmente no <strong>oeste do Paraná e de Santa Catarina</strong>, onde os acumulados diários podem ultrapassar<strong> 50 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo-1783336977300.png" data-image="fyg396xxn5oz" alt="Previsão de tempestades para sábado (11), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades para sábado (11), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades para sábado (11), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (12)</strong>, a chuva perde intensidade sobre a região Sul, enquanto a <strong>frente</strong> fria<strong> avança </strong>em direção aos estados do<strong> Centro-Oeste e do Sudeste</strong>, podendo alcançar o litoral sul do Nordeste até quarta-feira (15).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo-1783336994718.png" data-image="ribq8vjlero2" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (14), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (14), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de terça-feira (14), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>chuvas</strong> associadas à segunda frente fria devem ser <strong>mais volumosas,</strong> principalmente no<strong> oeste de Santa Catarina e do Paraná</strong>. Os <strong>acumulados</strong> entre sexta-feira (10) e o final de terça-feira (14) podem variar entre <strong>50 e 75 mm</strong> nessas áreas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão">Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao-1783266450299_320.jpg" alt="Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão"></a></article></aside><p>Apesar de a tendência indicar a atuação desse sistema, sua <strong>posição</strong> e <strong>intensidade</strong> <strong>ainda podem sofrer ajustes </strong>nos próximos dias, o que pode alterar a distribuição e os volumes de chuva previstos. Assim, é <strong>necessário</strong> <strong>continuar</strong> <strong>monitorando</strong> a <strong>evolução</strong> desse sistema ao longo da semana, já que ajustes na intensidade e na distribuição das chuvas ainda podem ocorrer.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-frentes-frias-avancam-pelo-brasil-nesta-semana-veja-os-dias-da-virada-no-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bavi se intensificou para um supertufão de categoria 5 e espera-se que o "monstro" tropical triplique de tamanho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bavi-se-intensificou-para-um-supertufao-de-categoria-5-e-espera-se-que-o-monstro-tropical-triplique-de-tamanho.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Grande parte da comunidade científica meteorológica está monitorando de perto um "monstro" tropical, Bavi, que está se formando no Pacífico por vários motivos. Um deles é que sua pressão mínima prevista pode se aproximar da do supertufão Tip, que atingiu 871 hPa e é o atual recorde mundial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bavi-supertifon-categoria-5-monstruo-1783142504714.jpg" data-image="vx904bpvwldx" alt="tufão" title="tufão"><figcaption>Imagem infravermelha de Bavi, perto de Guam e das Ilhas Marianas, em 4 de julho de 2026, às 00:00 UTC. Imagem cedida pelo JWTC.</figcaption></figure><p>Bavi é o terceiro ciclone tropical de categoria 5 de 2026. Em, 3 de julho, <strong>já apresentava ventos de 260 km/h</strong>, segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC), e intensificou-se rapidamente em 120 km/h em 24 horas e 160 km/h em 36 horas. Bavi<strong> ultrapassou em muito o limite para a definição oficial de intensificação rápida</strong>, que estabelece um aumento de 56 km/h na velocidade do vento em 24 horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bavi-supertifon-categoria-5-monstruo-1783143085567.png" data-image="fyj4fjpb9pnq" alt="Bavi" title="Bavi"><figcaption>Evolução da intensidade do tufão Bavi, segundo dados do JTWC, até a categoria 5 e sua rápida intensificação em 3 de julho. Fonte: SSEC-WISC</figcaption></figure><h3>Um monstro tropical potencialmente destrutivo</h3><p>O ambiente por onde Bavi está se deslocando é propício à intensificação: águas quentes (29-30 ºC) e cisalhamento do vento muito baixo, o que significa que Bavi <strong>pode permanecer na categoria 5 por ainda mais tempo</strong>. Bavi desenvolveu um olho bem definido em imagens de satélite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bavi-supertifon-categoria-5-monstruo-1783142532775.gif" data-image="99t1gbpenqof"><figcaption>Secuencia de imágenes de Bavi para el 4 de julio de 2026. Fuente: JWTC</figcaption></figure><p>As previsões do JTWC indicavam que o tufão Bavi atingiria sua intensidade máxima, com ventos de 282 km/h, no domingo, 5 de julho, antes de enfraquecer ligeiramente para a categoria 4.</p><p>As Ilhas Marianas do Norte estão em sua trajetória e, ao atingir a costa, o JTWC prevê que Bavi <strong>será um furacão de categoria 5 com ventos de 270 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bavi-supertifon-categoria-5-monstruo-1783142559922.gif" data-image="b2bmx4kevosx"></figure><p>O modelo do ECMWF mostrou que Bavi poderia atingir rajadas de vento de 306 a 314 km/h com uma pressão central de 873 hPa, apenas 4 milibares abaixo do recorde mundial de pressão mais baixa já registrada, detido pelo supertufão Tip, com 871 hPa. Novas atualizações do ECMWF limitam a pressão mínima de Bavi a valores na faixa de 885 a 900 hPa, embora alguns cenários a reduzam ainda mais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777218" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html" title=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"> Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html" title=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783260614005_320.png" alt=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"></a></article></aside><p><strong>Bavi já é um ciclone intenso que pode aumentar de tamanho à medida que se intensifica </strong>em seu caminho para Guam e as Ilhas Marianas, potencialmente triplicando seu tamanho atual a caminho de Taiwan.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bavi-supertifon-categoria-5-monstruo-1783143050739.png" data-image="uxlaflbd1rzb"></figure><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bavi-supertifon-categoria-5-monstruo-1783143061775.png" data-image="guk9zt74s0cc" alt="Bavi" title="Bavi"><figcaption>Aumento no tamanho da tempestade tropical Bavi de acordo com os campos de pressão e vento a 10 m, em nós e escala de cores, para: acima, 4 de julho às 00:00 UTC, e abaixo, 9 de julho de 2026 às 00:00 UTC, de acordo com o modelo ECMWF. Fonte: Tropicaltidbits</figcaption></figure><p><br>Em seguida, as trajetórias de Bavi mostram que ele poderá se dirigir para Taiwan e China na sexta-feira, 10 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bavi-supertifon-categoria-5-monstruo-1783142575716.png" data-image="xzbrpi7lbuta" alt="Bavi" title="Bavi"><figcaption>Probabilidade de encontrar o centro de Bavi num raio de 150 km, de acordo com diferentes cenários de evolução e para os próximos dias. Fonte: Tomer Burg</figcaption></figure><p>Bavi manteve sua intensidade significativa como tufão até atingir a costa da Ásia.</p><p>Entretanto, o Atlântico não apresenta sinais de atividade tropical significativa nos próximos 7 dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bavi-se-intensificou-para-um-supertufao-de-categoria-5-e-espera-se-que-o-monstro-tropical-triplique-de-tamanho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que nos revelam os anéis das árvores sobre as mudanças climáticas na Amazônia?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Será que as mudanças climáticas são realmente a causa dos fenômenos meteorológicos extremos? Será que nunca tinham ocorrido antes? Os cientistas recorreram aos anéis de crescimento das árvores amazónicas para descobrir a resposta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110.jpg" data-image="l01iic5wg4vi" alt="Anillos de crecimiento de los árboles" title="Anillos de crecimiento de los árboles"><figcaption>O estudo dos anéis de crescimento das árvores pode fornecer-nos pistas fundamentais sobre o clima do passado.</figcaption></figure><p>Sente o calor do verão? O inverno foi demasiado frio e chuvoso? O impacto das mudanças climáticas provocadas pelo homem faz-se sentir neste preciso momento nas nossas casas. <strong>Já não se trata apenas de um fenómeno meteorológico extremo, mas de um clima extremo que se repete com mais frequência do que nunca</strong>. Mas não apenas nas grandes cidades do mundo; até mesmo as zonas mais verdes do planeta, como a Amazónia, estão a sofrer as consequências das mudanças climáticas.</p><p>Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA) do Brasil, juntamente com investigadores de universidades do Reino Unido, tentaram compreender este impacto <strong>examinando os anéis de crescimento das árvores da floresta</strong>.</p><h2> Primeiro, desmistificando o mito</h2><p>Talvez te lembres de ter lido nos teus livros escolares que os anéis de crescimento são observados em árvores de zonas temperadas, onde as árvores param de crescer no inverno e as temperaturas sazonais são muito previsíveis. <strong>Seguindo esta lógica, a dendrocronologia — o estudo das árvores através dos seus anéis de crescimento — não deveria funcionar nos trópicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">No entanto, as investigações demonstraram que <strong>as árvores tropicais também enfrentam desafios sazonais, como a escassez de água ou inundações extremas</strong>, que interrompem o seu crescimento, o que torna os anéis de crescimento uma ferramenta valiosa para estudar as árvores também nos trópicos.</div><p>Bruno Cintra, biólogo da Universidade de Birmingham, juntamente com Jochen Schöngart, investigador do INPA, <strong>utilizaram a dendrocronologia para estudar as árvores </strong>da floresta amazônica e descobriram que a situação é semelhante à do Reino Unido.</p><h2> A bacia amazônica estará a secar? </h2><p>As recentes secas dos anos de 2023 e 2024, quando os níveis de água desceram para o seu nível mais baixo num século e as temperaturas dispararam, provocando a morte de golfinhos de rio,<strong> levaram os cientistas a questionarem-se se a Amazônia estaria realmente a secar</strong>.</p><p>Utilizando amostras de anéis de crescimento de diferentes árvores, os investigadores descobriram que a sazonalidade das precipitações sofreu variações extremas nas últimas quatro décadas. <strong>O ciclo hidrológico da região foi significativamente alterado, com estações chuvosas mais intensas e estações secas mais severas</strong>.</p><p>Os investigadores descobriram que a Amazônia não está a secar em geral. Pelo contrário, <strong>as precipitações durante a estação chuvosa aumentaram entre 15% e 22% desde a década de 1980</strong>. No entanto, diminuíram até 13,5% durante a estação seca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715693" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/aneis-de-arvore-revelam-amazonia-vive-um-ciclo-hidrologico-mais-extremo-chuvas-intensas-e-secas-severas-se-aproximam.html" title="Anéis de árvore revelam: Amazônia vive um ciclo hidrológico mais extremo; chuvas intensas e secas severas se aproximam">Anéis de árvore revelam: Amazônia vive um ciclo hidrológico mais extremo; chuvas intensas e secas severas se aproximam</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/aneis-de-arvore-revelam-amazonia-vive-um-ciclo-hidrologico-mais-extremo-chuvas-intensas-e-secas-severas-se-aproximam.html" title="Anéis de árvore revelam: Amazônia vive um ciclo hidrológico mais extremo; chuvas intensas e secas severas se aproximam"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aneis-de-arvore-revelam-amazonia-vive-um-ciclo-hidrologico-mais-extremo-chuvas-intensas-e-secas-severas-se-aproximam-1750203821737_320.jpg" alt="Anéis de árvore revelam: Amazônia vive um ciclo hidrológico mais extremo; chuvas intensas e secas severas se aproximam"></a></article></aside><p>Embora a região amazônica tenha sofrido secas em 2024, 2023 e 2010, também <strong>foi assolada por quatro inundações intensas em 2022, 2021, 2012 e 2009</strong>. Enquanto a Amazônia do Norte tem registado uma estação chuvosa mais intensa, a Amazônia do Sul tem tido uma estação seca mais prolongada, enquanto a Amazônia Central enfrenta simultaneamente os extremos de ambas.</p><p>Quando os pesquisadores analisaram amostras datadas de há 256 anos, descobriram um período de 18 anos durante o qual a bacia nordeste do Amazonas sofreu secas extremas. Atualmente, esta região apresenta um aumento das precipitações. Por conseguinte, <strong>os extremos de seca e inundações observados nas últimas décadas são sem precedentes</strong>.</p><p>Para os cientistas, é difícil determinar qual destes fenômenos corresponde à variabilidade sazonal e qual à alteração climática antropogênica. As temperaturas extremas no sul da Amazónia estão associadas a temperaturas mais elevadas da superfície oceânica, principalmente no Atlântico tropical setentrional, que sofreu desflorestação em grande escala, degradação florestal, fragmentação e até incêndios florestais. No entanto, <strong>estes sistemas são mecanismos complexos e não é possível apontar uma única causa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776158" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta">As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449_320.jpg" alt="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta"></a></article></aside><p>No entanto, a prova de que estamos a assistir a fenômenos meteorológicos extremos está à vista e é registada todos os anos nas nossas árvores. <strong>Será que as gerações futuras se perguntarão por que razão não fizemos qualquer esforço para travar as mudanças climáticas?</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 22:53:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Quando o magma incandescente entra em contacto com água subterrânea ou marinha, desencadeia-se uma erupção freatomagmática. O vapor que se forma instantaneamente gera explosões violentas que lançam enormes colunas de cinza. Leia o relatório completo aqui.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajximq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajximq.jpg" id="xajximq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No passado dia 30 de junho de 2026, registou-se uma erupção freatomagmática do vulcão Taal. De acordo com relatórios do <em>Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia</em> (PHIVOLCS), <strong>foram registados pelo menos dois eventos nesse dia na cratera principal da ilha do vulcão Taal</strong>, situada na província de Batangas, <strong>a cerca de 50-70 km a sul de Manila</strong>.</p><p><strong>O primeiro ocorreu por volta das 7:13 </strong>e durou aproximadamente quatro minutos, enquanto <strong>o segundo, mais notável, ocorreu às 14:34</strong> e prolongou-se por quatro minutos e meio.</p><p>As erupções<strong> geraram cinzas e colunas ricas em vapor que atingiram até 1.200 metros de altura acima da cratera antes de se deslocarem para sudoeste</strong>. Os meios de comunicação locais explicaram que as observações se basearam em dados sísmicos, infrasónicos e de câmaras de vigilância, captando a intensidade visual do evento.</p><h2>O que é uma erupção freatomagmática?</h2><p>A particularidade deste tipo de erupção reside na interação violenta entre o magma e a água. Ao contrário das erupções efusivas ou puramente explosivas, neste caso <strong>o magma ascendente entra em contacto com o lago da cratera ou com a água subterrânea, gerando vapor a alta pressão que fragmenta violentamente a rocha e o magma</strong>, produzindo cinzas finas e intensas colunas de vapor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166543328.jpeg" data-image="4w2iicjycftc" alt="Una erupción freatomagmática es una violenta explosión volcánica que ocurre cuando el magma ardiente entra en contacto directo con agua subterránea o superficial, como lagos u océanos." title="Una erupción freatomagmática es una violenta explosión volcánica que ocurre cuando el magma ardiente entra en contacto directo con agua subterránea o superficial, como lagos u océanos."><figcaption>Uma erupção freatomagmática é uma explosão vulcânica violenta que ocorre quando o magma incandescente entra em contacto direto com água subterrânea ou superficial, como lagos ou oceanos.</figcaption></figure><p>Este tipo de erupções é capaz de gerar <strong>ondas expansivas do tipo tsunami no lago da cratera</strong>, tal como se observou neste caso, embora confinadas ao lago, sem causar danos externos.</p><h2>Sem vítimas até ao momento</h2><p>Não foram registadas vítimas, destruição de infraestruturas nem evacuações em massa; <strong>o PHIVOLCS manteve o Nível de Alerta 1</strong>, indicando um baixo nível de preocupação, mas alertando para possíveis quedas de cinzas de menor intensidade e má qualidade do ar devido a emissões de gás na ilha do vulcão. As cinzas dispersaram-se principalmente para sudoeste, sem afetar significativamente as áreas povoadas próximas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Summary of 24-Hour Observation of Active Volcanoes<br>Date: July 03, 2026<a href="https://x.com/hashtag/MayonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MayonVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/KanlaonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#KanlaonVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/TaalVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#TaalVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/BulusanVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BulusanVolcano</a><br><br>Source: PHIVOLCS-DOST<a href="https://x.com/hashtag/CivilDefensePH?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CivilDefensePH</a><a href="https://x.com/hashtag/ServingTheNation?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ServingTheNation</a><a href="https://x.com/hashtag/ProtectingThePeople?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ProtectingThePeople</a><a href="https://x.com/hashtag/BawatSegundoMahalaga?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BawatSegundoMahalaga</a><a href="https://x.com/hashtag/LigtasAngBayanKungHandaAngMamamayan?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LigtasAngBayanKungHandaAngMamamayan</a> <a href="https://t.co/5AUv8Zj7Bw">pic.twitter.com/5AUv8Zj7Bw</a></p>— Civil Defense PH (@civildefensePH) <a href="https://x.com/civildefensePH/status/2072821239480205812?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Os meios de comunicação locais das Filipinas salientaram a proibição de acesso, <strong>a ilha do vulcão Taal (TVI) continua a ser uma zona de perigo permanente</strong>.</p><p>É proibida a entrada, a navegação no lago Taal e os voos nas proximidades, uma vez que persiste o risco de <strong>erupções repentinas de vapor ou freatomagmáticas, sismos vulcânicos e acumulação de gases tóxicos</strong>.</p><h2>Atividade vulcânica recorrente na região </h2><p>Este evento faz parte de uma sequência recorrente no Taal durante o mês de junho de 2026. <strong>Trata-se do quarto ou quinto evento freatomagmático, tendo-se registado episódios anteriores nos dias 4, 5 e 6 de junho, de duração mais curta</strong>. O vulcão tem apresentado emissões de <strong>dióxido de enxofre</strong> (881 toneladas em 24 horas) e colunas de vapor, mas sem escalada significativa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">LOOK: A minor phreatomagmatic eruption occurred at the Taal Volcano Main Crater at 2:34 PM today, 30 June 2026 that lasted four and a half minutes based on seismic, infrasound and visual observations. The event consisted of three pulses that produced jets of dark gray ash and <a href="https://t.co/KSjsjbalzM">pic.twitter.com/KSjsjbalzM</a></p>— PHIVOLCS-DOST (@phivolcs_dost) <a href="https://x.com/phivolcs_dost/status/2071853129667408173?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote></figure><p>A localização única do Taal, no interior de um lago situado numa caldeira, amplifica a sua natureza <em>freatomagmática</em>. O contacto constante com a água torna até mesmo as erupções menores espetaculares do ponto de vista visual, como as ondas no lago e as colunas de vapor e cinzas que geraram imagens que se tornaram virais. No entanto, isto também <strong>aumenta o potencial de perigos hidrovulcânicos no futuro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O PHIVOLCS continua a monitorizar a situação para detetar quaisquer sinais de escalada.</strong></div><p>As autoridades e os cientistas locais recomendam vigilância contínua. Embora não tenha havido danos significativos desta vez, <strong>o Taal continua em estado de anormalidade sob o Alerta 1</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765545" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-toda-a-velocidade-turistas-fogem-de-uma-erupcao-inesperada-num-dos-vulcoes-mais-ativos-da-guatemala.html" title="A toda a velocidade: turistas fogem de uma erupção inesperada num dos vulcões mais ativos da Guatemala">A toda a velocidade: turistas fogem de uma erupção inesperada num dos vulcões mais ativos da Guatemala</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-toda-a-velocidade-turistas-fogem-de-uma-erupcao-inesperada-num-dos-vulcoes-mais-ativos-da-guatemala.html" title="A toda a velocidade: turistas fogem de uma erupção inesperada num dos vulcões mais ativos da Guatemala"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-gran-velocidad-turistas-huyen-de-sorprendente-erupcion-de-uno-de-los-volcanes-mas-activos-de-guatemala-1776783479317_320.png" alt="A toda a velocidade: turistas fogem de uma erupção inesperada num dos vulcões mais ativos da Guatemala"></a></article></aside><p>Os residentes das comunidades ribeirinhas devem estar preparados, uma vez que erupções de maior magnitude no passado (como a de 2020) provocaram a evacuação de milhares de pessoas e causaram prejuízos na agricultura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 21:16:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As projeções mais recentes do CFSv2 levaram um dos principais gráficos utilizados para monitorar o El Niño a ampliar sua escala de 4°C para 5°C. A mudança acompanha o aumento sucessivo das previsões do modelo e chama atenção para um possível evento de intensidade excepcional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783260614005.png" data-image="qgdemv41h684" alt="As anomalias previstas pelo CFSv2/NOAA para outubro de 2026 (pico do evento) já alcançam o limite superior da escala de cores do mapa. Créditos: CPC/NOAA." title="As anomalias previstas pelo CFSv2/NOAA para outubro de 2026 (pico do evento) já alcançam o limite superior da escala de cores do mapa. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>As anomalias previstas pelo CFSv2/NOAA para outubro de 2026 (pico do evento) já alcançam o limite superior da escala de cores do mapa. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>As <strong>novas projeções</strong> para o<strong> El Niño</strong> estão <strong>desafiando</strong> até mesmo os <strong>limites</strong> dos <strong>gráficos tradicionais </strong>da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos). Na <strong>atualização</strong> mais recente do modelo climático <strong>CFSv2</strong>, um dos principais produtos utilizados para acompanhar a evolução das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) na região Niño 3.4, teve sua <strong>escala ampliada de 4°C para 5°C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783260647683.png" data-image="txsc7mg6pokf" alt="Previsão de anomalias absolutas de TSM na região do Niño 3.4 iniciada com condições observadas entre 24 de junho e 3 de julho de 2026. Créditos: CPC/NOAA." title="Previsão de anomalias absolutas de TSM na região do Niño 3.4 iniciada com condições observadas entre 24 de junho e 3 de julho de 2026. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Previsão de anomalias absolutas de TSM na região do Niño 3.4 iniciada com condições observadas entre 24 de junho e 3 de julho de 2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p><br>A mudança acompanha o <strong>aumento gradual das previsões </strong>do modelo nos últimos meses e permite representar adequadamente anomalias que passaram a exceder o limite anteriormente utilizado.</p><div class="texto-destacado">Embora a alteração tenha chamado atenção, ela não significa, por si só, que um El Niño dessa magnitude irá necessariamente se confirmar. </div><p>O CFSv2 é apenas um dos diversos modelos utilizados para monitorar o fenômeno e suas projeções devem sempre ser interpretadas em conjunto com outras ferramentas. Além disso, a própria NOAA ressalta que essas simulações não representam a previsão sazonal oficial do Centro de Previsão Climática (CPC), sendo apenas um dos elementos considerados na elaboração dos prognósticos climáticos. <strong>A seguir, entenda o que mudou e como interpretar essas projeções.</strong></p><h2>Gráficos clássicos ficaram pequenos para as previsões do El Niño 2026/27</h2><p><strong>Desde abril</strong>, os <strong>gráficos</strong> clássicos do CFSv2 <strong>vêm passando </strong>por sucessivas <strong>ampliações</strong> em sua <strong>escala</strong>. Na atualização de <strong>abril</strong>, o eixo vertical permitia representar anomalias de até <strong>3°C</strong> na região Niño 3.4. Em <strong>maio</strong>, o limite passou para<strong> 4°C</strong>, permanecendo assim durante junho. </p><p>No entanto, as previsões continuaram aumentando e <strong>alguns membros</strong> do <em>ensemble</em> (conjunto de previsões) <strong>passaram a atingir</strong><strong> o teto da escala,</strong> dificultando a visualização completa das maiores anomalias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783260798391.png" data-image="noh3n3xwivwp" alt="Evolução da visualização das previsões do modelo CFSv2 com sucessivos aumentos de escala. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CFSv2." title="Evolução da visualização das previsões do modelo CFSv2 com sucessivos aumentos de escala. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CFSv2."><figcaption>Evolução do limite superior das previsões do modelo CFSv2 entre abril ecom sucessivos aumentos de escala. Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CFSv2.</figcaption></figure><p>Na <strong>atualização</strong> mais recente divulgada em <strong>julho</strong>, iniciada com condições observadas entre 24 de junho e 3 de julho, o<strong> limite superior </strong>foi novamente <strong>ampliado</strong>, desta vez para <strong>5°C</strong>, permitindo representar integralmente as previsões mais elevadas produzidas pelo modelo. </p><h2>As previsões do CFSv2 não são a previsão oficial da NOAA</h2><p>Apesar de chamar atenção pelas anomalias extremamente elevadas, o CFSv2 não representa, isoladamente, a previsão oficial da NOAA para o El Niño. </p><div class="texto-destacado">O próprio CPC destaca em sua página que os produtos do CFSv2 não correspondem ao prognóstico sazonal oficial, mas constituem apenas um dos diversos insumos utilizados na elaboração das perspectivas climáticas divulgadas pelo órgão. </div><p><strong>Cada modelo climático</strong> possui <strong>diferentes</strong> <strong>formas</strong> de<strong> representar a interação entre oceano e atmosfera</strong>, além de <strong>vieses</strong> e <strong>limitações</strong> próprias. Por esse motivo, a avaliação da evolução do ENSO deve considerar o conjunto de modelos disponíveis, e não apenas uma única simulação.</p><p>Além disso, o CPC disponibiliza uma segunda família de produtos, denominada Additional CFSv2 SST Forecasts, que aplica correções estatísticas às previsões originais do modelo.</p><h2>Correções estatísticas reduzem a intensidade das previsões</h2><p>Nos<strong> produtos adicionais</strong>, o CPC oferece <strong>versões corrigidas das previsões</strong> do índice Niño 3.4, identificadas como <em>“PDF correction e PDF + Spread correctio</em>n”. A primeira correção (<em>PDF correction</em>) ajusta a distribuição estatística das previsões para <strong>reduzir os vieses sistemáticos </strong>do modelo em relação às observações históricas. Já a segunda <em>(PDF + Spread correction</em>) aplica um <strong>ajuste</strong> adicional à <strong>dispersão do ensemble</strong>, tornando a variabilidade entre os membros mais consistente com os erros observados nas previsões passadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783260861160.png" data-image="1fgwx547vwen" alt="Previsão de anomalias absolutas de TSM na região do Niño 3.4 iniciada com condições observadas entre 24 de junho e 3 de julho de 2026, após correções estatísticas. Créditos: CPC/NOAA." title="Previsão de anomalias absolutas de TSM na região do Niño 3.4 iniciada com condições observadas entre 24 de junho e 3 de julho de 2026, após correções estatísticas. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Previsão de anomalias absolutas de TSM na região do Niño 3.4 iniciada com condições observadas entre 24 de junho e 3 de julho de 2026, após correções estatísticas. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p><br>Como consequência, as <strong>projeções médias tornam-se mais conservadoras</strong>. Enquanto os gráficos clássicos do CFSv2 apresentam membros do ensemble alcançando valores superiores a 4°C, as<strong> versões corrigidas</strong> indicam <strong>anomalias</strong> próximas de<strong> 3°C </strong>para o pico do evento - o que ainda é um valor muito elevado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775094" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html" title="El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico">El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html" title="El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico-1782154814200_320.png" alt="El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico"></a></article></aside><p>Isso não significa que uma das previsões esteja "certa" e a outra "errada", mas evidencia como o pós-processamento estatístico busca compensar tendências conhecidas do modelo.</p><h2>Afinal, o que esperar do Super El Niño em 2026/2027?</h2><p>Embora um <strong>único model</strong><strong>o</strong> <strong>não</strong> seja <strong>suficiente</strong> para definir a intensidade do fenômeno, o<strong> CFSv2 não está sozinho</strong> ao indicar um El Niño excepcionalmente intenso. As previsões mais recentes do <strong>ECMWF</strong>, iniciadas em <strong>julho</strong>, também mostram parte dos membros do ensemble alcançando anomalias próximas ou superiores a <strong>4°C</strong> na região Niño 3.4 durante o pico do evento, reforçando que esse cenário não é exclusivo de um único sistema de previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783261781578.png" data-image="uts6yr66u3sw" alt="prev" title="prev"><figcaption>Previsão anomalia de TSM para a região do Niño 3.4 do modelo ECMWF iniciada em julho. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Por outro lado, ao analisar o<strong> conjunto dos principais modelos climáticos</strong>, o<strong> sinal </strong>mais<strong> robusto</strong> é que o <strong>El Niño deverá superar com folga o limiar de um evento muito forte.</strong></p><p>A evolução das previsões multimodelo indica que as anomalias na região Niño 3.4 devem ultrapassar <strong>2°C</strong>, podendo superar <strong>2,5°C</strong>, o que coloca o fenômeno entre os mais intensos já observados, caso as projeções se confirmem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pulso de ar frio atinge o Brasil nesta semana e traz dias gelados em pelo menos 8 estados]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-traz-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 19:06:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um novo ar frio chega ao Brasil nesta semana, baixando mais as temperaturas em boa parte do centro-sul. Ao menos oito estados terão máximas abaixo dos 20°C, proporcionando dias gelados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xalo2ya"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xalo2ya.jpg" id="xalo2ya"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O ar frio já começa a atuar no início da semana,<strong> com impacto já nas primeiras horas da segunda-feira (6)</strong> no Rio Grande do Sul e chegando ao Centro-Oeste e Sudeste na terça-feira (7). Assim, os estados que vão sentir mais o frio são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.</p><h2>Quando será o pico do frio?</h2><p>O pico do frio será diferente para cada região e estado. Nos estados do Sul, o dia mais frio será na terça-feira (7), quando o ar polar centraliza o seu núcleo sobre a Região.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</a></strong> </div><p><strong>Na segunda-feira (6)</strong>, devido ao avanço da massa de ar frio, as mínimas ocorrem no fim da noite no Rio Grande do Sul, no sul, centro e oeste de Santa Catarina, no sul e oeste do Paraná. <strong>As temperaturas atingem os 4°C no Sul gaúcho e ficam em torno dos 10°C nas regiões catarinenses</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-promete-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados-1783273918627.jpg" data-image="wtgpg6d9qruo" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperaturas prevista para a noite da segunda-feira, 6 de julho.</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (7)</strong>, acontece o mesmo processo, mas agora para boa parte do Sul, com exceção da metade sul do Rio Grande do Sul. A presença da massa de ar frio afasta a nebulosidade em praticamente toda a Região, o que favorece a perda radiativa a partir do fim da tarde. Coincidindo com o avanço da massa de ar frio, o frio aumenta no período da noite, <strong>com mínimas próximas de 0°C</strong> nas regiões de Serra do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e de Planalto. </p><p><strong>Além das mínimas, as máximas não serão elevadas e ficam bem abaixo dos 20°C</strong> em todo o Rio Grande do Sul, boa parte de Santa Catarina e do Paraná, com valores que não passam dos 15°C no meio da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-promete-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados-1783274046324.jpg" data-image="kuakbjmdcfi5" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperaturas mínimas prevista para a quarta-feira, 8 de julho.</figcaption></figure><p><strong>No Mato Grosso do Sul</strong>, o frio chega no sul do estado, com temperaturas que variam de 14 a 20°C. Frio mais intenso é previsto somente para o leste de São Paulo, onde as mínimas ficam em 12°C e as temperaturas não passam dos 20°C.</p><p><strong>No Sudeste, o pico do frio acontece na quarta-feira (8)</strong>, com máximas em torno dos 20°C no centro e leste de São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. As mínimas ficam abaixo dos 15°C até a porção central de Minas Gerais, com valores em 17°C nas áreas litorâneas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-promete-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados-1783274097414.png" data-image="5u8j2ryevzpn" alt="frio congelante" title="frio congelante"><figcaption>Temperaturas máximas prevista para a quarta-feira, 8 de julho.</figcaption></figure><p>Na Região Sul e no Mato Grosso do Sul, o frio continua, com máximas próximas dos 20°C, mas ainda com 1 a 4°C abaixo. <strong>Já as mínimas atingem valores próximos dos 0°C</strong> em toda a metade norte do Rio Grande do Sul, sul, centro e oeste de Santa Catarina até o sul do Paraná, <strong>com potencial de valores bastante negativos de até -6°C.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão">Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao-1783266450299_320.jpg" alt="Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão"></a></article></aside><p>No restante da semana, o frio continua, mas perdendo intensidade. De qualquer forma, ainda serão dias bastante frios, <strong>com máximas de no máximo 20°C</strong> em todo a Região Sul, e leste do Sudeste. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/pulso-de-ar-frio-atinge-o-brasil-nesta-semana-e-traz-dias-gelados-em-pelo-menos-8-estados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Brasil x Noruega: onda de calor, umidade e risco de temporais em New Jersey]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-x-noruega-tera-calor-umidade-e-risco-de-temporais-em-new-jersey.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 17:18:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo em East Rutherford, sob calor úmido e risco de temporais. Para torcedores brasileiros nos EUA, planejamento, hidratação e atenção aos alertas serão tão importantes quanto chegar cedo ao estádio local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-x-noruega-tera-calor-umidade-e-risco-de-temporais-em-new-jersey-1783205273788.jpg" data-image="hvhnk0lvs97c" alt="MetLife, FIFA, copa do mundo" title="MetLife, FIFA, copa do mundo"><figcaption>Torcedores que forem ao New York/New Jersey Stadium (Metlife) neste domingo devem se preparar para calor úmido, risco de pancadas de chuva e possíveis temporais antes e durante a partida entre Brasil e Noruega.</figcaption></figure><p>A Seleção Brasileira entra em campo neste domingo, 5 de julho, contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no New York/New Jersey Stadium, em East Rutherford, no estado de New Jersey. A<strong> partida começa às 16h no horário local, 17h em Brasília, em uma região que passou por calor intenso</strong> nos últimos dias e ainda terá um cenário de atenção para torcedores: tempo abafado, chance de pancadas de chuva e risco de temporais no período da tarde.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O jogo não será marcado pelo calor extremo do pico da onda de calor que atingiu parte do leste dos Estados Unidos no fim de semana. Mesmo assim, a combinação entre temperatura perto de 30°C, umidade elevada, filas, deslocamentos, concreto quente e <strong>possibilidade de chuva forte pode criar desconforto e exigir planejamento</strong> de quem vai ao estádio ou acompanha eventos ao ar livre na região de Nova York e New Jersey.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-x-noruega-tera-calor-umidade-e-risco-de-temporais-em-new-jersey-1783208181021.jpg" data-image="sj7mm67ch231" alt="calor, temperatura, jogo, copa do mundo" title="calor, temperatura, jogo, copa do mundo"><figcaption>Temperaturas elevadas no início da tarde de domingo (5) em New Jersey e na região de Nova York reforçam a necessidade de hidratação, chegada antecipada e atenção ao risco de temporais antes do jogo entre Brasil e Noruega.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, o NWS, <strong>a máxima prevista para East Rutherford neste domingo (5) fica próxima de 30°C.</strong> O ponto de atenção é o avanço da instabilidade: há chance de pancadas e trovoadas entre o fim da manhã e o começo da tarde, com chuva mais provável depois das 14h no horário local. Ou seja, justamente na janela em que muitos torcedores estarão chegando ao estádio.</p><h2>O calor diminui, mas o desconforto continua </h2><p>O alerta de calor extremo que atingiu East Rutherford no sábado tinha validade até a noite, mas isso não significa que o domingo será totalmente confortável. Em eventos esportivos com grande público, <strong>o risco não depende apenas da temperatura medida à sombra. </strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A exposição ao sol, o tempo em filas, a caminhada até o estádio, o uso de transporte público lotado e a pouca ventilação em áreas de espera aumentam o estresse térmico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para o torcedor brasileiro, acostumado a pensar apenas em “quantos graus vai fazer”, o dado mais importante é o conjunto da situação. <strong>Uma tarde com 29°C ou 30°C pode parecer moderada no Brasil</strong>, mas se torna mais problemática quando há umidade alta, multidão e longos períodos sem sombra. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-x-noruega-tera-calor-umidade-e-risco-de-temporais-em-new-jersey-1783208350218.jpg" data-image="e6ql1tz7lko0" alt="umidade, calor, indice" title="umidade, calor, indice"><figcaption>A umidade elevada prevista para a tarde de domingo em New Jersey aumenta a sensação de abafamento e favorece pancadas de chuva e temporais no período de chegada dos torcedores ao estádio.</figcaption></figure><p>O índice de calor, que combina temperatura e umidade, ajuda a explicar por que o corpo sente mais dificuldade para se resfriar em ambientes abafados.</p><h2>Temporais podem afetar a chegada ao estádio </h2><p>Além do calor, a chuva entra como fator operacional para quem estará em New Jersey. A previsão indica pancadas e possíveis trovoadas no período da tarde, com maior probabilidade após as 14h locais. <strong>Como o jogo começa às 16h, a instabilidade pode coincidir com o deslocamento</strong>, a entrada no estádio e a circulação de torcedores no entorno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-x-noruega-tera-calor-umidade-e-risco-de-temporais-em-new-jersey-1783208469308.jpg" data-image="okx7nymvqo3q" alt="chuva, probabilidade, temperatura, tempo" title="chuva, probabilidade, temperatura, tempo"><figcaption>A probabilidade de chuva aumenta no fim da tarde e início da noite de domingo em New Jersey, podendo afetar a saída do estádio e o retorno dos torcedores após Brasil x Noruega.</figcaption></figure><p>A recomendação é simples: sair com antecedência, acompanhar alertas no celular, evitar permanecer em áreas abertas se houver trovões e levar uma capa de chuva leve. <strong>Guarda-chuvas nem sempre são permitidos ou práticos em grandes eventos,</strong> enquanto capas ocupam pouco espaço e reduzem o desconforto durante deslocamentos.</p><h2>Checklist para brasileiros que vão ao jogo </h2><p>Quem vai acompanhar Brasil x Noruega no estádio deve tratar o clima como parte do planejamento. A tarde será abafada, com umidade elevada e possibilidade de pancadas de chuva, então a preparação começa antes da chegada ao New York/New Jersey Stadium.</p><ul> <li><strong>Saia com antecedência:</strong> chuva e temporais podem coincidir com o período de chegada ao estádio.</li> <li><strong>Leve água ou programe paradas para hidratação:</strong> filas, caminhada e calor úmido aumentam o desconforto.</li> <li><strong>Use roupas leves e calçados confortáveis:</strong> o deslocamento entre transporte, entrada e arquibancada pode ser longo.</li> <li><strong>Não esqueça boné, óculos escuros e protetor solar:</strong> mesmo com nuvens, o tempo pode ter aberturas de sol.</li> <li><strong>Prefira capa de chuva leve:</strong> é mais prática do que guarda-chuva em grandes eventos.</li> <li><strong>Acompanhe os alertas no celular:</strong> em caso de trovões, evite áreas abertas e siga as orientações da organização.</li> <li><strong>Combine pontos de encontro:</strong> a saída pode ficar mais lenta se houver chuva após o jogo.</li> <li><strong>Localize água, banheiros, áreas cobertas e acessos:</strong> isso evita deslocamentos desnecessários no meio da multidão.</li> </ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771416" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html" title="Como as mudanças climáticas afetarão a Copa do Mundo FIFA de 2026?">Como as mudanças climáticas afetarão a Copa do Mundo FIFA de 2026?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html" title="Como as mudanças climáticas afetarão a Copa do Mundo FIFA de 2026?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-will-climate-change-affect-the-fifa-world-cup-1779806921106_320.jpg" alt="Como as mudanças climáticas afetarão a Copa do Mundo FIFA de 2026?"></a></article></aside><p>O clima não deve impedir a festa brasileira, mas muda a forma de viver o jogo. Neste domingo, o adversário principal será a Noruega; fora de campo, <strong>o torcedor precisa lidar com calor úmido, possibilidade de temporais </strong>e a logística de uma das regiões mais movimentadas dos Estados Unidos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/brasil-x-noruega-tera-calor-umidade-e-risco-de-temporais-em-new-jersey.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz nova mudança no tempo em 7 estados do Centro-Sul; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 16:13:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova frente fria avança pelo Centro-Sul e muda o tempo em sete estados a partir do início da semana. O sistema frontal traz chuvas de fraca a moderada intensidade, sem alertas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao-1783266450299.jpg" data-image="hubiji7emu13" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Nova frente fria avança pelo Centro-Sul e muda o tempo em sete estados a partir do início da semana. </figcaption></figure><p><strong>Uma frente fria passa a atuar no Centro-Sul do Brasil já nesta segunda-feira (6)</strong>, mudando o tempo primeiramente nos três estados da Região Sul e parte do Mato Grosso do Sul, e depois avançando de forma costeira pelo Sudeste afetando São Paulo, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.</p><p>Na sua retaguarda, uma nova massa de ar frio traz nova queda nas temperaturas e garante o tempo mais firme em todo o Centro-Sul no restante da semana.</p><h2>Virada do tempo: quando o tempo muda em cada estado?</h2><p><strong>A formação do ciclone extratropical e da sua frente fria começa neste domingo (5)</strong>, com a formação de uma região de cavado sobre o Rio Grande do Sul, que provoca a primeira mudança, <strong>trazendo aumento da nebulosidade </strong>no noroeste, centro e sul do estado, <strong>com chance de chuva fraca e pontual,</strong> que chega à região de Porto Alegre e áreas do leste e da serra no período da noite.</p><p><strong>Na segunda-feira (6)</strong>, o ciclone está se formando no oceano, mas não traz riscos de ventos intensos no interior e na costa do Sul do Brasil. Enquanto isso, a frente fria atua entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações!</a></strong> </div><p>Assim, <strong>o</strong><strong> dia fica nublado em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina</strong>, com possibilidade de chuva fraca ao longo do dia, alternando com período de melhoria no nordeste e leste gaúchos e no meio-oeste catarinense.</p><p><strong>O destaque fica para o período da tarde</strong>, quando as instabilidades ganham intensidade nas demais regiões de Santa Catarina e <strong>podem provocar chuvas de até moderada intensidade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao-1783266954775.jpg" data-image="jkmy3xaz0fdm" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e pressão para a tarde da segunda-feira, 6 de julho.</figcaption></figure><p><strong>No estado do Paraná</strong>, o tempo muda já a partir da manhã no sudoeste e oeste do estado, com tempo fechado e chuva fraca. No decorrer do dia, <strong>passa a chover no sul e nas localidades do leste com moderada intensidade.</strong></p><p>Ao mesmo tempo, a nebulosidade aumenta no sul e oeste do Mato Grosso do Sul, com baixo potencial de chuva no estado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776839" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-terao-comportamento-diferente-na-primeira-quinzena-de-julho-veja-mudanca.html" title="Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança">Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-terao-comportamento-diferente-na-primeira-quinzena-de-julho-veja-mudanca.html" title="Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-terao-comportamento-diferente-na-primeira-quinzena-de-julho-veja-mudanca-1783021251354_320.png" alt="Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança"></a></article></aside><p><strong>Na terça-feira (7)</strong>, a frente fria continua avançando, mas de forma costeira. O sistema frontal ainda influencia a Região Sul no período da manhã, <strong>com chuvas de fraca a moderada intensidade</strong> no norte de Santa Catarina e no leste do Paraná.</p><p><strong>No período da tarde a mudança atinge o Sudeste</strong>. A nebulosidade aumenta no centro e leste de São Paulo, com c<strong>huvas pontuais ou chuviscos</strong> na porção central paulista e <strong>chuvas mais abrangentes</strong>, mas de fraca intensidade no leste, incluindo a região metropolitana da capital. No Rio de Janeiro, o tempo muda mais para o fim da tarde e, também, com chuvas de fraca intensidade. <strong>As chuvas continuam ao longo da noite, sem proporcionarem riscos.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao-1783267075211.jpg" data-image="3dkjcmfcpuzg" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e pressão para o início da tarde da terça-feira, 7 de julho.</figcaption></figure><p>Enquanto isso, <strong>o tempo firme predomina nos estados do Sul, no Mato Grosso do Sul e no interior da Região Sudeste</strong>, devido à atuação da massa de ar frio.</p><p><strong>Na quarta-feira (8)</strong>, a frente fria avança rapidamente e se afasta para o oceano. Mesmo assim, <strong>é o suficiente para deixar o tempo nublado no Espírito Santo</strong>. No leste de São Paulo e no Rio de Janeiro, o tempo segue nublado e com chuva fraca, mas por influência da massa de ar frio que, por se tratar de uma anticiclone (alta pressão) <strong>favorece a circulação dos ventos oceânicos que transportam umidade</strong> para essas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao-1783267319960.jpg" data-image="f9jool6x5bru" alt="frente fria ar frio" title="frente fria ar frio"><figcaption>Previsão de chuva, nebulosidade e pressão para a manhã da quarta-feira, 8 de julho.</figcaption></figure><p>Já o interior do Sudeste, o Mato Grosso do Sul e a Região Sul seguem com tempo firme e sem potencial para chuva.</p><p>No restante da semana o tempo fica firme em todo o Sudeste, Centro-Oeste e boa parte da Região Sul. <strong>Somente na sexta-feira (10)</strong><strong> que novas instabilidades mudam o tempo no Rio Grande do Sul</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-nova-mudanca-no-tempo-em-7-estados-do-centro-sul-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma galáxia distante pode ter sido flagrada no momento em que começou a morrer]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-galaxia-distante-pode-ter-sido-flagrada-no-momento-em-que-comecou-a-morrer.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O estudo revela uma galáxia que pode estar interrompendo a formação de estrelas apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-galaxia-distante-pode-ter-sido-flagrada-no-momento-em-que-comecou-a-morrer-1783209107988.png" data-image="hzan4w05gcx6" alt="Uma galáxia foi observada perdendo gás e formando uma longa cauda atrás de si. Sem esse combustível, ela começa a interromper a formação de novas estrelas. Crédito: ALMA" title="Uma galáxia foi observada perdendo gás e formando uma longa cauda atrás de si. Sem esse combustível, ela começa a interromper a formação de novas estrelas. Crédito: ALMA"><figcaption>Uma galáxia foi observada perdendo gás e formando uma longa cauda atrás de si. Sem esse combustível, ela começa a interromper a formação de novas estrelas. Crédito: ALMA</figcaption></figure><p>As galáxias evoluem ao longo de bilhões de anos convertendo o gás interestelar em novas estrelas.<strong> À medida que esse reservatório de gás é consumido ou removido, a taxa de formação estelar diminui até praticamente cessar.</strong> Sem o nascimento de novas estrelas, as estrelas já formadas envelhecem e chegam ao fim de seus ciclos de vida. </p><p><strong>Durante os primeiros bilhões de anos após o Big Bang, espera-se que a maioria das galáxias apresentasse intensa formação estelar.</strong> Essa época corresponde a um dos períodos mais ativos, quando novas estrelas eram produzidas em altas taxas e as galáxias cresciam rapidamente. </p><p>No entanto, o<strong>s pesquisadores encontraram evidências de uma galáxia observada apenas cerca de 1,4 bilhão de anos após o Big Bang que parece estar iniciando seu processo de extinção.</strong> As observações indicam que ela está perdendo ou já perdeu grande parte do gás responsável pela formação de novas estrelas.</p><h2>Como uma galáxia morre?</h2><p><strong>A morte de uma galáxia não ocorre de forma súbita, mas por um processo gradual no qual ela deixa de formar novas estrelas.</strong> Isso acontece quando o gás frio é consumido, expelido ou aquecido a temperaturas que impedem seu colapso gravitacional. Sem esse reservatório de gás, a taxa de formação estelar diminui continuamente até praticamente cessar. </p><div class="texto-destacado">Esse fenômeno em que a taxa de formação diminui até cessar é conhecido como quenching e representa uma das etapas da evolução galáctica.</div><p><strong>Após interromper a formação de estrelas, a galáxia passa a ser dominada por populações estelares antigas. </strong>Com o passar de bilhões de anos, as estrelas começam a morrer e, como não surgem novas estrelas jovens e quentes, a luminosidade da galáxia torna-se mais avermelhada e mais fraca.</p><h2>A galáxia jovem que já chegou ao fim </h2><p>Com isso, astrônomos encontraram a galáxia C26 que faz parte de uma estrutura que possui dezenas de galáxias chamada SPT2349–56. <strong>Essa estrutura foi encontrada em um período de cerca de 1,4 bilhões de anos após o Big Bang</strong>. C26 apresenta uma morfologia composta por um núcleo e uma longa cauda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-galaxia-distante-pode-ter-sido-flagrada-no-momento-em-que-comecou-a-morrer-1783209135581.png" data-image="gmniea3galzy" alt="Mesmo no Universo jovem, essa galáxia já parece estar encerrando sua formação estelar, algo considerado incomum pelos astrônomos. Crédito: Zhou et al." title="Mesmo no Universo jovem, essa galáxia já parece estar encerrando sua formação estelar, algo considerado incomum pelos astrônomos. Crédito: Zhou et al."><figcaption>Mesmo no Universo jovem, essa galáxia já parece estar encerrando sua formação estelar, algo considerado incomum pelos astrônomos. Crédito: Zhou et al. </figcaption></figure><p>Os resultados mostraram que a taxa de formação de estrelas da galáxia é menor do que a esperada para uma galáxia tão jovem. <strong>Os pesquisadores encontraram que parte do gás frio da C26 está na extensa cauda, onde permanece difuso e com baixa densidade</strong>, tornando-se pouco eficiente para formar novas estrelas. </p><h2>O que aconteceu? </h2><p>Esse comportamento sugere que a C26 pode representar um raro exemplo de galáxia que iniciou o processo de extinção cedo. <strong>As evidências indicam que a principal responsável pela perda de gás da C26 é a remoção por pressão dinâmica. </strong>Esse processo ocorre quando uma galáxia atravessa gás quente e difuso presente entre as galáxias de um aglomerado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="711925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/galaxia-e-encontrada-na-borda-do-universo-que-observamos-entenda-o-que-o-jwst-encontrou.html" title="Galáxia é encontrada na borda do Universo que observamos! Entenda o que o JWST encontrou">Galáxia é encontrada na borda do Universo que observamos! Entenda o que o JWST encontrou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/galaxia-e-encontrada-na-borda-do-universo-que-observamos-entenda-o-que-o-jwst-encontrou.html" title="Galáxia é encontrada na borda do Universo que observamos! Entenda o que o JWST encontrou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/galaxia-e-encontrada-na-borda-do-universo-que-observamos-entenda-o-que-o-jwst-encontrou-1748043163760_320.png" alt="Galáxia é encontrada na borda do Universo que observamos! Entenda o que o JWST encontrou"></a></article></aside><p>Com isso, o gás quente remove o gás frio da galáxia, formando a cauda característica observada. <strong>A perda desse gás priva a galáxia do gás que é necessário para formar novas estrelas, iniciando o processo de <em>quenching</em>. </strong>Isso sugere que a C26 pode representar um estágio intermediário de uma galáxia.</p><h2>O vale verde das galáxias </h2><p>Curiosamente, a própria Via Láctea parece estar em um processo intermediário conhecido como <em>Green Valley</em>.<strong> É uma região de transição entre sistemas com intensa formação estelar e galáxias praticamente inativas. </strong>As galáxias do <em>Green Valley</em> estão em um processo gradual de redução dessa atividade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-galaxia-distante-pode-ter-sido-flagrada-no-momento-em-que-comecou-a-morrer-1783209176898.png" data-image="ivh2hra5uurv" alt="Casos como esse são extremamente raros no Universo primitivo e podem ajudar a entender como algumas galáxias morreram tão cedo. Crédito: Zhou et al." title="Casos como esse são extremamente raros no Universo primitivo e podem ajudar a entender como algumas galáxias morreram tão cedo. Crédito: Zhou et al."><figcaption>Casos como esse são extremamente raros no Universo primitivo e podem ajudar a entender como algumas galáxias morreram tão cedo. Crédito: Zhou et al.</figcaption></figure><p><strong>A Via Láctea é frequentemente apontada como uma candidata a integrar o Green Valley, embora sua classificação exata ainda seja objeto de debate.</strong> As estimativas atuais indicam que sua taxa de formação estelar é inferior à observada em galáxias espirais mais ativas de massa semelhante. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhou%20et%20al" data-year="2026" data-title="An%20extreme%20ram-pressure%20stripping%20event%20in%20a%20protocluster%20at%20redshift%204.3" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fpdf%2F2606.18229">Zhou et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/pdf/2606.18229" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An extreme ram-pressure stripping event in a protocluster at redshift 4.3</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-galaxia-distante-pode-ter-sido-flagrada-no-momento-em-que-comecou-a-morrer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 12:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Além de embelezarem o ambiente, estas espécies ajudam a regular a temperatura e a criar espaços mais frescos, tanto ao ar livre como dentro de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944.jpg" data-image="7z09jmzskp5t" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Paredes que respiram: as plantas trepadeiras transformam superfícies duras em paisagens vivas.</figcaption></figure><p><strong>Há algo de encantador nas plantas trepadeiras</strong>: numa questão de meses, uma parede nua pode tornar-se um pano de fundo verde, uma pérgula pode transformar-se num refúgio colorido e um canto esquecido pode começar a atrair abelhas, borboletas e atenções.</p><p>Crescem em busca de luz e, ao longo do caminho, trazem frescura e um toque mais vibrante ao jardim. Além disso, <strong>funcionam como isolante natural e ajudam a moderar as temperaturas</strong> tanto no exterior como no interior da casa.</p><p>As<strong> espécies que se seguem destacam-se pela sua floração e folhagem abundante</strong>, tornando-as ideais para revitalizar o jardim, acrescentar altura e criar recantos mais frescos e protegidos.</p><h2>1- Madressilva (<em>Lonicera spp</em>., escolha variedades não invasoras)</h2><p>A madressilva combina fragrância, flores delicadas e grande adaptabilidade, crescendo bem em zonas temperadas e úmidas. As suas flores, geralmente brancas ou amareladas, <strong>atraem abelhas e outros polinizadores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848571660.jpg" data-image="7pcqgx0qy9dz" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Flores perfumadas e delicadas que atraem os polinizadores e dão vida às vedações e pérgulas.</figcaption></figure><p><strong>Cresce muito rapidamente, por isso é melhor orientá-la desde o início</strong>. Necessita de sol ou sombra parcial e regas regulares. A poda deve ser feita após a floração para evitar que fique fora de controlo.</p><p>Algumas variedades podem tornar-se invasoras, por isso é importante escolher cultivares adequadas ou mantê-las sob controlo.</p><h2>2- Cipó-de-trombeta (<em>Campsis radicans</em> ou espécies semelhantes)</h2><p><strong>Se a ideia é atrair colibris, esta é uma ótima opção</strong>. A trombeta-trepadora possui flores em forma de trombeta em cores vibrantes como o laranja ou o vermelho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849360280.jpg" data-image="yb8k2l5rpwip" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suas vistosas flores em forma de trombeta são um íman para os colibris.</figcaption></figure><p><strong>Cresce rápida e vigorosamente</strong>, por isso precisa de estruturas robustas. Adapta-se bem a<strong> diferentes tipos de solo e tolera o calor</strong>. Prefere sol pleno. A poda de inverno ajuda a controlar o seu vigor.</p><p>Sem controlo, pode espalhar-se mais do que o desejado, por isso é melhor plantá-la num local onde tenha espaço suficiente para se desenvolver.</p><h2>3- Hortênsia trepadora (<em>Hydrangea petiolaris</em>)</h2><p>Não é a opção mais comum, mas <strong>em zonas frias e úmidas pode desenvolver-se muito bem</strong>. Ao contrário de outras trepadeiras, tolera muito bem a sombra e cresce lentamente, sendo ideal para quem procura algo mais controlado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848800789.jpg" data-image="he0uza9y5txx" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ideal para paredes sombreadas: cresce lentamente, mas cobre as superfícies com elegância e flores delicadas.</figcaption></figure><p><strong>Fixa-se em paredes ou troncos</strong> sem os danificar. As suas flores brancas aparecem no verão.</p><p><strong>Requer solo rico em matéria orgânica e rega regular</strong>. A poda é mínima e apenas necessária para manutenção. É um investimento a longo prazo: leva tempo a ser estabelecido, mas depois recompensa com elegância.</p><h2>4- Clematite (<em>Clematis spp</em>.)</h2><p><strong>Se procura flores vistosas, a clematite é imbatível</strong>. Existem variedades adaptáveis a climas temperados, com flores grandes em tons de roxo, branco ou rosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848874461.jpg" data-image="d99nvmjx5913" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Flores deslumbrantes e cores variadas para embelezar as estruturas com um toque ornamental.</figcaption></figure><p><strong>Prefere a base à sombra e as flores ao sol</strong>. O seu crescimento é moderado. Necessita de suporte e de solo bem drenado. A poda varia consoante a variedade, mas é geralmente feita para estimular novas florações e evitar que os ramos se enrolem.</p><h2>5- Trepadeira-da-Virgínia (<em>Parthenocissus quinquefolia</em>)</h2><p><strong>Não possui flores espetaculares, mas a sua folhagem compensa</strong>. No outono, as suas folhas ficam vermelho-escuras e transformam qualquer parede.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848945035.jpg" data-image="8xrc2rcy95oa" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>No outono, as suas folhas vermelhas transformam qualquer parede num espetáculo natural. Crédito da imagem: Joseeljardinero</figcaption></figure><p>Cresce rapidamente e fixa-se sozinha graças a pequenas gavinhas. <strong>É resistente e tolera diferentes tipos de solo e condições</strong>. É ideal para cobrir grandes superfícies.</p><p><strong>A poda é feita para controlar a sua propagação, geralmente no inverno</strong>. É uma planta de baixa manutenção e muito eficaz para criar sombra e isolamento térmico.</p><h2>6- Jasmim-estrela (<em>Trachelospermum jasminoides</em>)</h2><p>É uma das preferidas, e com razão. <strong>O jasmim-estrela adapta-se muito bem a climas temperados</strong>. Possui folhas verde-brilhantes durante todo o ano e flores brancas muito perfumadas na primavera e no verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849091417.jpg" data-image="43eucqnqn3d7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Fragrância e folhagem perene: uma trepadeira clássica para adicionar verde durante todo o ano.</figcaption></figure><p>Não está entre as plantas de crescimento mais rápido, mas também não demora uma eternidade. <strong>Necessita de sol ou sombra parcial </strong>e de uma estrutura de suporte, como uma cerca, arame ou pérgula, pois <strong>não se agarra sozinha</strong>.</p><p>A<strong> poda é feita após a floração</strong> para manter a forma e controlar o tamanho da planta. Com o tempo, pode tornar-se densa e perfeita para criar privacidade.</p><h2>7- Buganvília</h2><p>Poucas plantas oferecem tanta cor com tão pouco. <strong>a buganvília é ideal para climas quentes e secos</strong>. As suas "flores" são, na realidade, brácteas de cores vibrantes: fúcsia, laranja, branco ou violeta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849323540.jpg" data-image="q8hpttbw1ail" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma explosão de cores em climas quentes, com brácteas vibrantes que iluminam paredes e pérgolas.</figcaption></figure><p><strong>Cresce rapidamente se receber sol e boa drenagem</strong>. Tolera melhor a seca do que o excesso de água. Pode ser cultivada como trepadeira ou deixada como arbusto.</p><p><strong>A poda é fundamental para estimular a floração e controlar a forma da planta</strong>; é feita no final do inverno. Cuidado com os espinhos: não é uma planta muito agradável ao toque.</p><p>Dica prática: <strong>se a parede tiver fissuras, reboco solto ou umidade, é melhor repará-la antes de adicionar uma planta trepadora</strong>. As plantas não criam o problema, mas podem aproveitar estes pontos fracos e agravá-los com o tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767143" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/efeito-cascata-7-plantas-trepadeiras-para-transformar-sua-varanda-em-um-jardim-de-capa-de-revista.html" title="Efeito cascata: 7 plantas trepadeiras para transformar sua varanda em um jardim de capa de revista">Efeito cascata: 7 plantas trepadeiras para transformar sua varanda em um jardim de capa de revista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/efeito-cascata-7-plantas-trepadeiras-para-transformar-sua-varanda-em-um-jardim-de-capa-de-revista.html" title="Efeito cascata: 7 plantas trepadeiras para transformar sua varanda em um jardim de capa de revista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efecto-cascada-7-plantas-colgantes-para-transformar-tu-balcon-en-un-jardin-de-revista-1777329310892_320.jpg" alt="Efeito cascata: 7 plantas trepadeiras para transformar sua varanda em um jardim de capa de revista"></a></article></aside><p><strong>As plantas trepadeiras são uma forma simples de transformar um jardim sem grandes obras</strong>. Quando bem escolhidas e podadas regularmente, podem cobrir paredes, proporcionar sombra e criar privacidade sem causar problemas. Crescem, adaptam-se e, com pouca manutenção, mudam completamente a forma como um espaço exterior é vivenciado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que os mosquitos picam mais umas pessoas que outras: os segredos do animal mais letal do mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 09:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Há uma série de fatores que explicam como é que os mosquitos localizam as pessoas e por que razão algumas sofrem muito mais picadas: analisamos o que diz a ciência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901538130.jpeg" data-image="hm1gk1b9mchf" alt="Mosquitos picando a una persona" title="Mosquitos picando a una persona"><figcaption>As picadas de mosquito dependem de uma combinação de odor corporal, CO₂, calor e características individuais.</figcaption></figure><p>Todos os verões, os mosquitos voltam a ser um dos insetos mais incómodos. No entanto, o seu impacto vai muito além dos incómodos habituais.<strong> São os animais que causam mais mortes entre os seres humanos devido à transmissão de doenças</strong>. Só a malária causa mais de 600 000 mortes por ano, um número muito superior às cerca de 100 000 mortes atribuídas a picadas de cobra.</p><p>Nos últimos anos, vários estudos permitiram compreender com maior detalhe como estes insetos localizam as suas vítimas. Esse conhecimento também ajuda a responder a uma pergunta frequente: por que razão algumas pessoas sofrem muito mais picadas do que outras. <strong>A explicação está relacionada com vários estímulos que o mosquito analisa antes de se alimentar</strong>.</p><h2>Mosquitos e picadas: por que precisam de sangue</h2><p>Das mais de 3 700 espécies de mosquitos identificadas, <strong>apenas cerca de 200 picam os seres humanos</strong>. Isto representa cerca de 6% do total. A maioria aproveita qualquer fonte de sangue disponível, enquanto apenas algumas espécies demonstram uma preferência clara pelas pessoas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">MOSQUITOS<br>Mosquito Love. Por qué los mosquitos pican más a unas personas que a otras<br>vía <a href="https://x.com/pictoline?ref_src=twsrc%5Etfw">@pictoline</a><a href="https://x.com/hashtag/PictolineCiencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PictolineCiencia</a> <a href="https://t.co/ROdImyfmwp">pic.twitter.com/ROdImyfmwp</a></p>— El Jardín de Charles (@CRCiencia) <a href="https://x.com/CRCiencia/status/1652713672857522177?ref_src=twsrc%5Etfw">April 30, 2023</a></blockquote></figure><p><strong>As responsáveis pelas picadas são as fêmeas fecundadas</strong>. O sangue não faz parte da sua alimentação diária, mas fornece as proteínas necessárias para a produção dos ovos. Os machos, pelo contrário, sobrevivem alimentando-se de seivos vegetais e nunca picam.</p><p>Entre os grupos com maior importância sanitária destacam-se as espécies <strong><em>Culex</em></strong>, <strong><em>Aedes </em>e<em> Anopheles</em></strong>. O mosquito comum pertence ao primeiro grupo, enquanto o mosquito-tigre e o <em>Aedes aegypti</em> transmitem doenças como a dengue, o zika, a febre amarela e o chikungunya. Os <em>Anopheles</em> são os principais transmissores da malária.</p><h2>Como é que os mosquitos encontram as pessoas</h2><p><strong>O primeiro indício que os mosquitos detetam é o dióxido de carbono</strong> que expelimos ao respirar. Através de recetores situados nos palpos maxilares, conseguem detetar pequenas variações deste gás, mesmo quando a diferença mal chega aos 0,01%. Algumas investigações estimam que esse alcance se situe entre os 10 e os 50 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901597166.jpeg" data-image="dlgtkabgphh0" alt="Un mosquito picando" title="Un mosquito picando"><figcaption>O sistema sensorial dos mosquitos explica por que razão algumas pessoas são alvo de muito mais picadas do que outras durante o verão.</figcaption></figure><p>Mas o CO₂, por si só, não é suficiente para localizar uma pessoa. <strong>Os mosquitos também utilizam a visão, o calor e outros estímulos para descartar fontes que não lhes interessam</strong>, como o CO₂ expelido pelos veículos a combustão ou o fumo das chaminés. É esse conjunto total de sinais que orienta o seu voo até ao possível hospedeiro.</p><p>À medida que se aproximam, o odor corporal ganha importância. <strong>A pele liberta mais de 500 compostos voláteis diferentes e os mosquitos reconhecem vários deles</strong>. A menos de 20 centímetros, também percepcionam o calor e a humidade da pele, enquanto que, a cerca de três centímetros, verificam o alvo através dos receptores nas suas patas antes de picarem.</p><h2>O odor corporal faz a diferença</h2><p>Cada pessoa possui uma combinação de odores que lhe é própria. Essa "assinatura" química depende, em grande parte, da microbiota da pele e da genética. Até mesmo diferentes zonas do corpo apresentam aromas distintos. Um exemplo conhecido é <strong>o interesse de alguns mosquitos pelo odor dos pés</strong>.</p><p>A influência genética é importante. Alguns estudos indicam que<strong> até 85% da atratividade para os mosquitos poderá estar relacionada com a hereditariedade</strong>. Entre os compostos que parecem aumentar essa atratividade destaca-se o ácido láctico, que o organismo elimina através da pele.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-picadas-de-escorpiao-estao-cada-vez-mais-comuns-nas-cidades-brasileiras-o-butantan-explica.html" title="Por que picadas de escorpião estão cada vez mais comuns nas cidades brasileiras; o Butantan explica">Por que picadas de escorpião estão cada vez mais comuns nas cidades brasileiras; o Butantan explica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-picadas-de-escorpiao-estao-cada-vez-mais-comuns-nas-cidades-brasileiras-o-butantan-explica.html" title="Por que picadas de escorpião estão cada vez mais comuns nas cidades brasileiras; o Butantan explica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-picadas-de-escorpiao-estao-cada-vez-mais-comuns-nas-cidades-brasileiras-o-butantan-explica-1773949447324_320.jpg" alt="Por que picadas de escorpião estão cada vez mais comuns nas cidades brasileiras; o Butantan explica"></a></article></aside><p>Existem também investigações sobre o grupo sanguíneo. <strong>Vários resultados sugerem uma preferência por pessoas com o grupo 0</strong>, embora as conclusões continuem a ser contraditórias. Por conseguinte, esse possível efeito continua a ser objeto de estudo.</p><h2>Atividade física, gravidez e cerveja: os fatores que aumentam as picadas</h2><p>O exercício altera vários dos estímulos utilizados pelos mosquitos. <strong>Ao praticar desporto, aumenta-se a produção de dióxido de carbono</strong><strong>, a temperatura corporal e a transpiração</strong>, três sinais que facilitam a localização do hospedeiro.</p><p><strong>As mulheres grávidas também costumam sofrer mais picadas</strong>. De acordo com os dados disponíveis, durante a gravidez, elas exalam mais 21% de CO₂, uma circunstância que coincide com um aumento do número de picadas registadas por estes insetos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901663594.jpeg" data-image="5yc8k8ke7626" alt="Mujer a la que le ha picado un mosquito" title="Mujer a la que le ha picado un mosquito"><figcaption>Das mais de 3 700 espécies de mosquitos conhecidas, apenas cerca de 200 se alimentam de sangue humano. A maioria recorre a outros animais como fonte habitual de alimento.</figcaption></figure><p>Alguns hábitos também parecem estar associados a uma maior atração. Um estudo realizado durante um festival na Holanda observou que<strong> as pessoas que tinham consumido cerveja eram 44% mais atraentes para os mosquitos</strong>.</p><p><strong>O mesmo estudo apontou um aumento de 35% entre os consumidores de canábis e de 46% entre aqueles que tinham dormido acompanhados na noite anterior</strong>. Os investigadores reconhecem que ainda se desconhece o mecanismo responsável por estas diferenças e consideram que ainda há muito a investigar sobre a influência dos hábitos e do odor corporal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jaleesa%20Houle%201%2C%20Austin%20Lopez%201%2C%20Floris%20van%20Breugel" data-year="" data-title="Wind%20history%20shapes%20olfactory%20search%20response%20in%20free%20flying%20Drosophila%20melanogaster" data-url="https%3A%2F%2Fpmc.ncbi.nlm.nih.gov%2Farticles%2FPMC13081916%2F">Jaleesa Houle 1, Austin Lopez 1, Floris van Breugel. <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC13081916/" target="_blank">Wind history shapes olfactory search response in free flying Drosophila melanogaster</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que o mundo come: nova base global revela o peso das dietas na saúde e no planeta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 08:57:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo publicado na <em>Nature Food</em> apresenta uma nova base global de dietas que combina dados da FAO, pesquisas alimentares e estimativas energéticas para avaliar impactos na saúde, no ambiente e na economia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783202639541.jpg" data-image="uvkimt8feuu8" alt="alimentos, estudo, nature" title="alimentos, estudo, nature"><figcaption>A forma como a população se alimenta influencia a saúde pública, o uso da terra, os recursos naturais e o custo das dietas.</figcaption></figure><p>Medir o que as pessoas comem parece uma tarefa simples, <strong>mas é uma das questões mais difíceis quando o assunto é saúde pública</strong>, clima e segurança alimentar. Uma nova base global tenta reduzir essa incerteza ao combinar diferentes fontes de informação sobre consumo, disponibilidade de alimentos e necessidades energéticas da população.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O estudo foi desenvolvido por Marco Springmann, pesquisador associado à University College London e à University of Oxford, e publicado na revista <em>Nature Food</em>. A base recebeu o nome de <strong>Global Dietary Database for Impact Assessments</strong>, ou <strong>GDD-IA</strong>, e reúne estimativas de ingestão alimentar para 43 grupos de alimentos, por país, idade, sexo e residência urbana ou rural, entre 1990 e 2020. </p><h2>Por que é tão difícil saber o que o mundo realmente come? </h2><p>Muitos estudos globais usam dados de disponibilidade alimentar, como os balanços da FAO.<strong> Eles mostram quanto alimento existe em um país</strong>, considerando produção, importações, exportações e outros usos. O problema é que esses números não representam exatamente o que as pessoas comem. Parte dos alimentos se perde no transporte, no varejo ou dentro das casas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783202860573.jpg" data-image="ci6jc7dvm85o" alt="desperdiço, alimento, disponível" title="desperdiço, alimento, disponível"><figcaption>Disponibilidade alimentar não é o mesmo que consumo real, pois parte dos alimentos se perde ou é desperdiçada antes de chegar ao prato.</figcaption></figure><p>Outra fonte comum são as pesquisas alimentares, nas quais as pessoas relatam o que consumiram. <strong>Elas ajudam a entender diferenças entre grupos sociais</strong>, mas também têm falhas conhecidas: erro de memória, dificuldade em estimar porções e tendência a declarar uma dieta mais “saudável” ou socialmente aceita do que a real.</p><h2>Uma base que junta várias peças </h2><p>A GDD-IA tenta equilibrar essas limitações. Primeiro, usa dados de disponibilidade alimentar da FAO. Depois, desconta estimativas de desperdício no varejo e nos domicílios. Em seguida, <strong>ajusta o total consumido com base em estimativas de ingestão energética </strong>derivadas de peso, altura e atividade física.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783203185921.jpg" data-image="qndcha2tcdsg" alt="dados, dieta, países, nature" title="dados, dieta, países, nature"><figcaption>A nova base combina disponibilidade de alimentos, pesquisas de consumo e estimativas energéticas para produzir valores mais plausíveis.</figcaption></figure><p>Esse ajuste é importante porque evita valores biologicamente improváveis. S<strong>e uma </strong>base indica que uma população consome calorias demais ou de menos em relação ao seu perfil físico e nível de atividade, isso pode distorcer avaliações sobre saúde, emissões, uso da terra e custo alimentar.</p><p>A nova base pode ser usada para:</p><ul> <li><strong>estimar riscos de doenças associados à dieta;</strong></li> <li>calcular impactos ambientais ligados ao consumo de alimentos;</li> <li><strong>comparar dietas entre países e grupos sociais;</strong></li> <li>avaliar o custo de diferentes padrões alimentares;</li> <li>apoiar estudos sobre segurança alimentar e sustentabilidade.</li> </ul><h2>O que os dados mostram sobre a dieta global? </h2><p>Segundo o estudo, <strong>em 2020 a dieta média global incluía grande participação de grãos, açúcar, vegetais e óleos vegetais</strong>. A ingestão energética média estimada ficou próxima de 2.173 quilocalorias por pessoa por dia, com diferenças importantes entre regiões, faixas etárias, sexo e áreas urbanas ou rurais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta-1783203338543.jpg" data-image="yqiujrpd8z41" alt="Comida, dados, base" title="Comida, dados, base"><figcaption>Em 2020, a dieta média global ainda era fortemente baseada em grãos, açúcar, óleos vegetais e vegetais.</figcaption></figure><p>Entre 2010 e 2020, <strong>o consumo global aumentou para vários grupos alimentares, como nozes e sementes</strong>, aves, ovos, peixes, frutas, leguminosas e óleos. Já açúcar e carne vermelha apresentaram leve queda. Em países de baixa renda, os aumentos foram mais amplos, refletindo mudanças no acesso a alimentos e na transição alimentar.</p><h2>Por que isso importa para saúde, clima e economia? </h2><p><strong>A principal contribuição da GDD-IA é permitir avaliações mais realistas.</strong> O estudo mostra que a escolha da base de dados muda os resultados sobre mortes atribuíveis à dieta, uso de terras agrícolas e custo das dietas. Ou seja, uma estimativa ruim de consumo pode levar a diagnósticos equivocados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/2025-no-podio-do-calor-global-o-recado-do-copernicus-que-chega-na-comida.html" title="2025 no pódio do calor global: o recado do Copernicus que chega na comida">2025 no pódio do calor global: o recado do Copernicus que chega na comida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/2025-no-podio-do-calor-global-o-recado-do-copernicus-que-chega-na-comida.html" title="2025 no pódio do calor global: o recado do Copernicus que chega na comida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/2025-no-podio-do-calor-global-o-recado-do-copernicus-que-chega-na-comida-1766695672190_320.jpg" alt="2025 no pódio do calor global: o recado do Copernicus que chega na comida"></a></article></aside><p>A base ainda tem limitações. Os dados de desperdício alimentar precisam de atualização, e a produção de subsistência pode ser subestimada em alguns países. <strong>Mesmo assim, a proposta avança ao tratar a alimentação como um tema integrado</strong>: o que chega ao prato também pesa na saúde, no ambiente e na economia.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Springmann%2C%20M" data-year="2026" data-title="Global%20dietary%20estimates%20for%20conducting%20health%2C%20environmental%20and%20economic%20impact%20assessments" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs43016-026-01388-z">Springmann, M. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s43016-026-01388-z" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global dietary estimates for conducting health, environmental and economic impact assessments</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-que-o-mundo-come-nova-base-global-revela-o-peso-das-dietas-na-saude-e-no-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo revela como um planeta sobreviveu ao fim de sua estrela]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-revela-como-um-planeta-sobreviveu-ao-fim-de-sua-estrela.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 23:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Observações do James Webb podem explicar como um planeta gigante escapou da destruição durante a morte de sua estrela.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-um-planeta-sobreviveu-ao-fim-de-sua-estrela-1783198354698.png" data-image="7lnxn1v0unjw" alt="Encontrar um planeta que sobreviveu à morte de sua estrela é uma oportunidade única para entender como sistemas planetários evoluem após o fim da vida estelar." title="Encontrar um planeta que sobreviveu à morte de sua estrela é uma oportunidade única para entender como sistemas planetários evoluem após o fim da vida estelar."><figcaption>Encontrar um planeta que sobreviveu à morte de sua estrela é uma oportunidade única para entender como sistemas planetários evoluem após o fim da vida estelar.</figcaption></figure><p>Quando estrelas com massa semelhante à do Sol chegam ao fim de sua vida, elas entram na fase de gigante vermelha e expandem suas camadas externas. <strong>Durante esse processo, os planetas mais próximos podem ser engolidos pela atmosfera estelar. </strong>Em seguida, a estrela expele grande parte de suas camadas.</p><p>Esse cenário representa o destino do Sistema Solar daqui a cerca de cinco bilhões de anos. Mercúrio e Vênus serão inevitavelmente engolidos pelo Sol, mas existe um debate sobre o destino da Terra. <strong>Modelos indicam que o resultado depende do equilíbrio entre a expansão do Sol e a perda de massa da estrela.</strong></p><p>Agora, observações realizadas pelo telescópio James Webb revelaram um caso de um planeta gigante, semelhante a Júpiter, que sobreviveu à morte de sua estrela. <strong>Em vez de ser destruído ou ejetado do sistema, o planeta sobreviveu e permaneceu gravitacionalmente ligado ao remanescente estelar. </strong></p><h2>Final de estrelas</h2><p><strong>Estrelas com massa semelhante à do Sol passam a maior parte de suas vidas convertendo hidrogênio em hélio por meio da fusão nuclear em seus núcleos.</strong> Quando o hidrogênio central se esgota, o núcleo se contrai enquanto as camadas externas se expandem, dando origem à fase de gigante vermelha. </p><div class="texto-destacado">Como gigante vermelha, a estrela inicia a fusão de hélio em elementos mais pesados e começa a perder mais massa através de ventos estelares.</div><p>Após consumir o hélio disponível, as estrelas já não possuem massa suficiente para sustentar novas etapas de fusão nuclear. <strong>Como consequência, elas ejetam suas camadas externas, formando uma nebulosa planetária.</strong> O interior da estrela acaba colapsando sob sua própria gravidade formando uma anã branca.</p><h2>WD1856b</h2><p><strong>O WD1856b está localizado a cerca de 80 anos-luz da Terra e é um gigante gasoso com massa estimada entre quatro e onze vezes a de Júpiter</strong>, orbitando uma anã branca. O planeta completa uma órbita em torno da estrela em apenas 1,4 dia, permanecendo próximo dela. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-um-planeta-sobreviveu-ao-fim-de-sua-estrela-1783198271956.png" data-image="ue3xwwokra76" alt="O James Webb usa o método do trânsito para estudar exoplanetas por meio de pequenas variações no brilho das estrelas. Crédito: MacDonald et al. 2026" title="O James Webb usa o método do trânsito para estudar exoplanetas por meio de pequenas variações no brilho das estrelas. Crédito: MacDonald et al. 2026"><figcaption>O James Webb usa o método do trânsito para estudar exoplanetas por meio de pequenas variações no brilho das estrelas. Crédito: MacDonald et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>A principal questão é como o WD1856b conseguiu permanecer em uma órbita tão próxima após a morte de sua estrela</strong>. Uma hipótese sugere que o planeta foi engolido durante a fase de gigante vermelha e, de alguma forma, sobreviveu ao processo. </p><h2>Possível resposta</h2><p>Para investigar a origem da órbita do WD1856b, <strong>os pesquisadores usaram o telescópio James Webb para medir a temperatura, a massa e as propriedades de sua atmosfera.</strong> As observações revelaram que o planeta é mais quente do que deveria ser caso estivesse aquecido apenas pela radiação da anã branca. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727169" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/anatomia-da-morte-de-uma-estrela-novas-observacoes-mostram-detalhes-da-morte-de-estrela-igual-ao-sol.html" title="Anatomia da morte de uma estrela! Novas observações mostram detalhes da morte de estrela igual ao Sol">Anatomia da morte de uma estrela! Novas observações mostram detalhes da morte de estrela igual ao Sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/anatomia-da-morte-de-uma-estrela-novas-observacoes-mostram-detalhes-da-morte-de-estrela-igual-ao-sol.html" title="Anatomia da morte de uma estrela! Novas observações mostram detalhes da morte de estrela igual ao Sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/anatomia-da-morte-de-uma-estrela-novas-observacoes-mostram-detalhes-da-morte-de-estrela-igual-ao-sol-1756582081186_320.png" alt="Anatomia da morte de uma estrela! Novas observações mostram detalhes da morte de estrela igual ao Sol"></a></article></aside><p>Essa temperatura elevada indica que outro mecanismo físico contribuiu para aquecer o gigante gasoso ao longo de sua evolução.<strong> Os resultados indicam que o WD1856b provavelmente permaneceu em uma órbita segura durante a fase de gigante vermelha</strong> e migrou para regiões internas apenas bilhões de anos depois.</p><h2>O que acontecerá com a Terra?</h2><p>Sistemas como o WD1856b oferecem uma oportunidade para compreender como a evolução estelar influencia o destino de planetas ao redor de estrelas semelhantes ao Sol. <strong>As observações permitiram investigar quais processos gravitacionais permanecem ativos após a formação de uma anã branca. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-um-planeta-sobreviveu-ao-fim-de-sua-estrela-1783198219815.png" data-image="3zwadn0fvr0o" alt="Estudar sistemas com anãs brancas e planetas sobreviventes ajuda os astrônomos a prever o que poderá acontecer com a Terra quando o Sol chegar ao fim de sua evolução." title="Estudar sistemas com anãs brancas e planetas sobreviventes ajuda os astrônomos a prever o que poderá acontecer com a Terra quando o Sol chegar ao fim de sua evolução."><figcaption>Estudar sistemas com anãs brancas e planetas sobreviventes ajuda os astrônomos a prever o que poderá acontecer com a Terra quando o Sol chegar ao fim de sua evolução.</figcaption></figure><p>Esse conhecimento também ajuda a responder uma das principais questões da Astronomia planetária: qual será o destino da Terra quando o Sol se tornar uma gigante vermelha? <strong>O futuro da Terra ainda parece depender do equilíbrio entre a expansão do Sol, a perda de massa estelar e as interações de maré.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MacDonald%20et%20al" data-year="2026" data-title="Aerosols%20and%20hydrocarbons%20in%20the%20atmosphere%20of%20a%20white%20dwarf%20planet" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10514-7">MacDonald et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10514-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aerosols and hydrocarbons in the atmosphere of a white dwarf planet</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/novo-estudo-revela-como-um-planeta-sobreviveu-ao-fim-de-sua-estrela.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O declínio do plâncton no Atlântico Nordeste é muito preocupante: veja-se o caso das costas e águas ibéricas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-declinio-do-plancton-no-atlantico-nordeste-e-muito-preocupante-veja-se-o-caso-das-costas-e-aguas-ibericas.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 21:23:58 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que o plâncton já não encontra áreas classificadas como estando em "boas condições ambientais" numa região que se estende de Portugal à Noruega, incluindo as águas do Mar Cantábrico, como acontecia anteriormente. Isto é motivo de preocupação entre os investigadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/disminucion-plancton-atlantico-nororiental-1783137735308.png" data-image="ex2rl4tiwxs5" alt="atlântico" title="atlântico"><figcaption>Imagem de satélite arquivada de uma área do Atlântico. Imagem da NASA.</figcaption></figure><p>O plâncton microscópico está entre os organismos mais importantes da Terra. O fitoplâncton produz aproximadamente metade do oxigênio que respiramos, enquanto <strong>o plâncton como um todo sustenta as cadeias alimentares marinhas</strong>, apoia a pesca, ajuda a regular o carbono e mantém a vida em todo o oceano.</p><p>No entanto, um novo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Plymouth, utilizou mais de <strong>seis décadas de dados para mostrar que a abundância de plâncton</strong> está diminuindo em vastas extensões do Atlântico Nordeste, uma região que abrange o Oceano Atlântico desde Portugal até a Noruega e todo o Mar do Norte.</p><h2>Avaliação do estado ambiental dos habitats de plâncton</h2><p>A pesquisa utilizou 23 conjuntos de dados de plâncton de 13 instituições de pesquisa, juntamente com dados de satélite, para gerar a primeira avaliação quantitativa e abrangente sobre se os habitats pelágicos da Europa Ocidental estão em boas condições ambientais, conforme definido pela Diretiva-Quadro da Estratégia Marinha da UE e do Reino Unido.</p><p>Esses habitats são regiões de águas abertas dominadas por plâncton e são fundamentais para o funcionamento do oceano. No entanto, até agora, <strong>as avaliações para a formulação de políticas têm se concentrado principalmente em descrever as mudanças no plâncton</strong>, sem conseguir integrá-las quantitativamente em uma avaliação clara do estado regional.</p><p>Este novo trabalho abordou essa deficiência combinando dados de monitoramento de unidades de avaliação e estações fixas, e os cientistas <strong>posteriormente integraram esse status com base em indicadores de plâncton</strong> e tipos de habitat para determinar o estado ambiental regional.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram que não havia nenhum habitat pelágico classificado como bom em todo o Atlântico Nordeste, e seis combinações de habitat pelágico e região foram classificadas como "Não boas", três como "Incertas" e uma como "Não avaliada" devido à falta de dados.</div><p>Em escala regional, os mares celtas, o Golfo da Biscaia e a costa ibérica foram classificados como "Não Bons", enquanto o Grande Mar do Norte foi <strong>classificado como "Incerto"</strong>. A pior condição foi geralmente observada nos habitats da plataforma continental, onde as alterações nas comunidades de plâncton e os declínios na biomassa do fitoplâncton e na abundância do zooplâncton foram mais claramente detectados.</p><p>A pesquisa também revelou que o aumento da temperatura da superfície do mar, as mudanças nas condições de nutrientes, a diminuição do pH e a alteração da mistura oceânica estão entre<strong> os principais fatores associados às mudanças no plâncton e em seus habitats</strong>.</p><p>Consequentemente, os pesquisadores afirmam que a medida mais importante para proteger<strong> o funcionamento dos habitats pelágicos é mitigar as mudanças climáticas atuais</strong>, apoiando uma redução global nas emissões de carbono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732619" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cinzas-vulcanicas-aumentam-concentracao-de-fitoplancton-ate-em-locais-distantes-da-erupcao-diz-estudo.html" title="Cinzas vulcânicas aumentam concentração de fitoplâncton até em locais distantes da erupção, diz estudo">Cinzas vulcânicas aumentam concentração de fitoplâncton até em locais distantes da erupção, diz estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cinzas-vulcanicas-aumentam-concentracao-de-fitoplancton-ate-em-locais-distantes-da-erupcao-diz-estudo.html" title="Cinzas vulcânicas aumentam concentração de fitoplâncton até em locais distantes da erupção, diz estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinzas-vulcanicas-aumentam-concentracao-de-fitoplancton-ate-em-locais-distantes-da-erupcao-diz-estudo-1759522260815_320.jpg" alt="Cinzas vulcânicas aumentam concentração de fitoplâncton até em locais distantes da erupção, diz estudo"></a></article></aside><p>Eles também solicitaram medidas mais rigorosas para reduzir a poluição por nutrientes, particularmente nitrogênio, e investimentos contínuos no monitoramento do plâncton. Diversas séries temporais de longo prazo de plâncton na área de avaliação da OSPAR estão atualmente interrompidas ou em risco <strong>devido à diminuição dos recursos</strong>, apesar de serem essenciais para detectar mudanças ecológicas e subsidiar políticas marinhas.</p><p>O artigo, publicado na revista Ecological Indicators, foi liderado pela professora Abigail McQuatters-Gollopy e envolveu um consórcio de universidades europeias, organizações científicas e agências ambientais.</p><p>Este estudo é o primeiro a fornecer uma avaliação quantitativa do estado do plâncton em regiões-chave como o Mar Céltico, o Golfo da Biscaia e o Mar do Norte. <strong>Ele demonstrou a necessidade urgente de melhorar a saúde dessas águas e reduzir os danos que causamos ao oceano, tanto local quanto globalmente</strong>. Também destacou a necessidade de estabelecer novas formas de colaboração entre cientistas e formuladores de políticas para gerar mais dados e determinar como alcançar um bom estado de conservação no futuro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="657212" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-estao-afetando-a-populacao-de-fitoplancton.html" title="Como as ondas de calor marinhas no Ártico estão afetando a população de fitoplâncton?">Como as ondas de calor marinhas no Ártico estão afetando a população de fitoplâncton?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-estao-afetando-a-populacao-de-fitoplancton.html" title="Como as ondas de calor marinhas no Ártico estão afetando a população de fitoplâncton?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-as-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-estao-afetando-a-populacao-de-fitoplancton-1716218050530_320.jpg" alt="Como as ondas de calor marinhas no Ártico estão afetando a população de fitoplâncton?"></a></article></aside><p><strong>O alerta é claro:</strong> o plâncton está mudando em alguns dos mares mais importantes da Europa, e essas mudanças têm repercussões que vão muito além do próprio plâncton. <strong>Elas afetam as cadeias alimentares, a pesca, o ciclo do carbono e os benefícios que a humanidade obtém do oceano</strong>. O desafio agora é usar essas evidências para impulsionar ações práticas, desde a mitigação das mudanças climáticas até uma melhor gestão de nutrientes e monitoramento a longo prazo.</p><p>O estudo baseou-se nas contribuições de cerca de 40 especialistas em plâncton que trabalham no âmbito da OSPAR, a Convenção sobre os Mares Regionais do Atlântico Nordeste. Ele complementa o Relatório de Estado de Qualidade da OSPAR de 2023, que o<strong>ferece uma avaliação mais abrangente da saúde do ecossistema marinho do Atlântico Nordeste.</strong></p><p>Os pesquisadores afirmam que as avaliações futuras <strong>devem incluir conjuntos de dados de plâncton mais abrangentes e de longo prazo</strong>, melhor cobertura das áreas costeiras e estuarinas e novas tecnologias, como imagens e DNA ambiental, para capturar partes da comunidade de plâncton que estão atualmente sub-representadas.</p><p>Os resultados dessa análise são mostrados no mapa abaixo:</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/disminucion-plancton-atlantico-nororiental-1783138291424.jpg" data-image="njjcfbpey3nt" alt="atlântico" title="atlântico"><figcaption>Estado de saúde do habitat do plâncton no Atlântico Nordeste. Fonte: Abigail McQuatters-Gollop et al, Ecological Indicators (2026). DOI: 10.1016/j.ecolind.2026.115005</figcaption></figure><p>Como parte de um novo estudo sobre a saúde dos oceanos, liderado pela Universidade de Plymouth, regiões e habitats receberam uma das quatro categorias de status: Bom estado ambiental, Estado ambiental ruim, Estado incerto ou Não avaliado, <strong>com base em uma análise integrada dos dados e na suficiência dos dados para se chegar a uma conclusão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Abigail%20McQuatters-Gollop%20et%20al" data-year="" data-title="Integrating%20plankton%20indicators%20to%20assess%20the%20state%20of%20pelagic%20habitats%20in%20the%20Northeast%20Atlantic%2C%20Ecological%20Indicators" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS1470160X2600405X">Abigail McQuatters-Gollop et al. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1470160X2600405X" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Integrating plankton indicators to assess the state of pelagic habitats in the Northeast Atlantic, Ecological Indicators</a>.</cite></p></section><p><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1470160X2600405X"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-declinio-do-plancton-no-atlantico-nordeste-e-muito-preocupante-veja-se-o-caso-das-costas-e-aguas-ibericas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As temperaturas dos oceanos atingiram um recorde para o mês de junho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-temperaturas-dos-oceanos-atingiram-um-recorde-para-o-mes-de-junho.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 19:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas dos oceanos atingiram um recorde de 21°C em junho. Com o avanço do El Niño, podemos estar entrando em uma nova fase das mudanças climáticas, com consequências mais significativas para os padrões meteorológicos e os ecossistemas marinhos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ocean-temperatures-hit-a-record-high-for-june-1782995534670.jpg" data-image="g45xzahmqcbu" alt="Oceanos calor récord" title="Oceanos calor récord"><figcaption>Os oceanos atuam como sumidouros de calor para o planeta, e o aquecimento dos oceanos significa que estamos levando o planeta ao limite.</figcaption></figure><p>Em 21 de junho, a temperatura da superfície do oceano fora das regiões polares atingiu 21,0°C — um recorde para o mês de junho —, segundo o Serviço Marinho Copernicus da União Europeia.</p><p>Este é o mês de junho mais quente já registrado até o momento, <strong>superando os períodos de calor de 2023 e 2024</strong>, o que gera receio de calor extremo neste verão no Hemisfério Norte.</p><h2>Como os oceanos estão aquecendo</h2><p>A onda de calor que atingiu partes da Grã-Bretanha e da Europa na semana passada serve como um sinal de alerta para o futuro. Embora a atenção frequentemente se concentre nas temperaturas em terra — visto que nos afetam diretamente —, <strong>os cientistas também monitoram as temperaturas dos oceanos</strong>, uma vez que essas vastas massas de água atuam como sumidouros de calor para o planeta.</p><p>As temperaturas da superfície variam de acordo com a quantidade de luz solar recebida, o acúmulo de calor e as correntes oceânicas de uma região. No entanto, <strong>as temperaturas dos oceanos são determinadas pelo excesso de energia no sistema terrestre</strong>. As atividades humanas, impulsionadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, estão liberando mais calor no sistema.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Breaking News!<br>Code Yikes!<br><br>The June Nino 3.4 sea-surface temperature anomaly came in at 1.59°C above the 1991-2020 baseline, so we're already in a strong El Nino.<br><br>The latest CFSv2 model runs now show the Nino 3.4 SST anomaly forecast peaking at 4.10°C in November. <a href="https://t.co/n7l8O7BsoV">pic.twitter.com/n7l8O7BsoV</a></p>— Prof. Eliot Jacobson (@EliotJacobson) <a href="https://x.com/EliotJacobson/status/2073020305556361284?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Estimativas sugerem que 23 zetajoules (10²¹ joules) — ou 23 bilhões de trilhões de joules — de energia foram liberados no oceano no ano passado, o dobro da média das duas décadas anteriores. <strong>Isso equivale a adicionar ao oceano a energia de 11 bombas de Hiroshima por segundo</strong>, levando-o ao limite.</p><h2>Por que as temperaturas dos oceanos são importantes</h2><p>Mesmo antes de atingir um recorde de temperatura em junho, as águas superficiais dos oceanos já haviam registrado temperaturas elevadas durante o primeiro semestre do ano. <strong>Ondas de calor marinhas foram observadas em cerca de 82% dos oceanos do mundo</strong>, sendo o Mediterrâneo, a região central do Atlântico Norte e o Pacífico equatorial as áreas mais afetadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775094" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html" title="El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico">El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html" title="El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico-1782154814200_320.png" alt="El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico"></a></article></aside><p>Isso demonstra que os oceanos têm sido submetidos a estresse térmico. Temperaturas recordes foram registradas em junho de 2023, seguidas por um evento de<strong> El Niño e um período de inundações, tempestades e ondas de calor devastadoras</strong>. O El Niño caracteriza-se por temperaturas da superfície do mar excepcionalmente elevadas no Pacífico tropical, as quais liberam calor para a atmosfera e influenciam os ventos, a formação de nuvens e os padrões meteorológicos em todo o mundo.</p><p>Com outro evento de El Niño iminente, os cientistas temem que este verão seja pior do que o de 2026. É difícil prever isso com precisão neste momento, uma vez que <strong>os picos de temperatura são registrados no final de julho e em agosto</strong>. No entanto, especialistas acreditam que mais recordes de temperatura serão quebrados nos próximos meses.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The worlds oceans have hit record June temperatures, driven by El Niño and decades of greenhouse gas emissions. <br>Read how marine heatwaves, stronger cyclones and extreme weather on land are linked to ocean warmingand why cutting climate data funding threatens our ability to <a href="https://t.co/GPFe5CI3TH">pic.twitter.com/GPFe5CI3TH</a></p> Down To Earth (@down2earthindia) <a href="https://x.com/down2earthindia/status/2072904945830183082?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Pior ainda, essas mudanças podem marcar o início de uma nova fase em que entramos em território desconhecido, <strong>com consequências maiores para o clima global,</strong> os padrões meteorológicos e os ecossistemas marinhos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-temperaturas-dos-oceanos-atingiram-um-recorde-para-o-mes-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que chuvas sem precedentes na Antártida estão levando robôs a assumir as tarefas mais perigosas?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-chuvas-sem-precedentes-na-antartida-estao-levando-robos-a-assumir-as-tarefas-mais-perigosas.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 18:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O nome "Antártica" evoca a imagem de uma imensidão de neve branca e infinita. No entanto, o aumento das temperaturas está derretendo rapidamente essas plataformas de gelo, colocando em risco as missões humanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/why-unprecedented-rain-in-antarctica-means-robots-are-taking-over-the-most-dangerous-jobs-1782639987737.jpg" data-image="91sumpk1cdbp" alt="Antartica" title="Antartica"><figcaption>A plataforma de gelo da Antártida já não é tão pitoresca como costumava ser e está sendo afetada por chuvas sem precedentes.</figcaption></figure><p>Assim como outras partes do mundo, a Antártida tem registrado invernos mais chuvosos nos últimos anos. Lá, a<strong>s chuvas têm causado algumas dificuldades e representam riscos maiores para quem realiza pesquisas na região</strong>. É aí que os robôs poderiam ser de grande ajuda.</p><h2>Mudanças climáticas na Antártica</h2><p>A imagem da Antártida como uma vasta e interminável extensão de gelo está mudando rapidamente. Nos últimos anos, <strong>a região tem vivenciado temperaturas mais elevadas</strong>, impulsionadas pela entrada de ar quente vindo de regiões equatoriais. Essas temperaturas mais altas têm <strong>provocado chuvas que duram dias</strong> — condições que contrastam fortemente com a situação de apenas algumas décadas atrás, quando até mesmo chuvas ocasionais eram uma raridade.</p><p>Em março de 2022, a estação franco-italiana Concordia, próxima ao Polo Sul, registrou temperaturas de -11,5°C. Embora isso possa parecer extremamente frio, <strong>é 40°C mais quente do que a temperatura típica na Antártica</strong>.</p><p>O aumento das temperaturas provoca o derretimento da camada de gelo superficial. <strong>Isso tem repercussões para os ecossistemas marinhos da região</strong>, bem como para aqueles que realizam estudos científicos no local.</p><h2>Como os métodos de pesquisa podem mudar</h2><p>O derretimento das camadas de gelo fará com que <strong>as pistas de pouso da região colapsem</strong>, enquanto o deslocamento do gelo dificultará a navegação de embarcações. Estações de pesquisa em operação há décadas sofrerão com a subsidência do solo, colocando vidas em risco.<strong> Diante da incerteza em relação às evacuaçõe</strong><strong>s, a saúde e o bem-estar de cientistas e equipes de apoio</strong> serão comprometidos.</p><p>Sistemas autônomos, como boias, submersíveis e planadores, poderiam ser rapidamente implantados nessas águas, <strong>enquanto drones sobrevoam a superfície e o espaço aéreo</strong> para coletar dados de pesquisa. Isso não apenas ajudará a reduzir os riscos associados à presença humana, mas também viabilizará operações com uma pegada de carbono menor.</p><div class="texto-destacado">Por serem leves e operados por bateria, os sistemas autônomos exigem menos energia do que as estações tripuladas. Eles poderão continuar coletando amostras e dados para projetos científicos sem a necessidade de uma presença humana extensiva na região.</div><p>Essas abordagens não eram possíveis anteriormente, uma vez que as tecnologias necessárias só evoluíram nos últimos anos. Agora, também é <strong>possível combinar dados desses sistemas com informações de satélite em larga escala para criar modelos oceânicos</strong> em tempo real. Também conhecidos como gêmeos digitais, esses modelos permitem extrapolar observações para uma escala global e complementam as observações de campo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771233" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno.html" title="Sinal da Antártica vai reduzir as chuvas no Centro-Sul por vários dias; entenda o fenômeno">Sinal da Antártica vai reduzir as chuvas no Centro-Sul por vários dias; entenda o fenômeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno.html" title="Sinal da Antártica vai reduzir as chuvas no Centro-Sul por vários dias; entenda o fenômeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sinal-da-antartica-vai-reduzir-as-chuvas-no-centro-sul-por-varios-dias-entenda-o-fenomeno-1779996149669_320.jpeg" alt="Sinal da Antártica vai reduzir as chuvas no Centro-Sul por vários dias; entenda o fenômeno"></a></article></aside><p>Visto que a Antártica é uma parte fundamental do sistema terrestre, os cientistas terão de encontrar novas formas de trabalhar e de compreender o impacto de sua natureza em transformação sobre o nosso futuro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/por-que-chuvas-sem-precedentes-na-antartida-estao-levando-robos-a-assumir-as-tarefas-mais-perigosas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que deu o que falar na Copa do Mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 16:56:15 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um destino paradisíaco e pouco conhecido em África, cuja histórica qualificação para o Mundial não só desencadeou a loucura nas suas ruas, como colocou este território — que muitos mal sabiam localizar no mapa — no radar mundial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148318524.jpg" data-image="k1mypnx7d3pk" alt="Cabo Verde" title="Cabo Verde"><figcaption>Cabo Verde.</figcaption></figure><p>O mundo inteiro fala da sua proeza histórica no campo e, ao mesmo tempo, este recanto do Atlântico, escondido ao largo da costa do Senegal, <strong>aproveita o seu momento de fama para se posicionar como o destino exótico do momento</strong>.</p><p>Praias de areia branca, vulcões imponentes e uma cultura que cativa. <strong>Onde fica e o que fazer em Cabo Verde?</strong></p><h2>Estreia de ouro: a participação de Cabo Verde no Mundial de 2026</h2><p><strong>A seleção de futebol de Cabo Verde é uma das 48 equipes participantes no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026</strong>, que será disputado conjuntamente entre México, Estados Unidos e Canadá.</p><p>O país conseguiu a sua qualificação histórica para o Mundial de 2026 depois de liderar o Grupo D das eliminatórias africanas, superando Camarões, Líbia, Angola, Maurícias e Suazilândia.<strong> A equipe qualificou-se precisamente em outubro de 2025, após vencer por 3-0 a Suazilândia</strong>, sendo esta<strong> a primeira vez que o país se qualifica para uma Copa do Mundo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782150085109.jpg" data-image="z7hwgzps5lc8" alt="Jugadores de Cabo Verde" title="Jugadores de Cabo Verde"><figcaption>Jogadores de Cabo Verde.</figcaption></figure><p>Na edição do Mundial em curso, <strong>Cabo Verde partilhou o Grupo H com a Espanha, o Uruguai e a Arábia Saudita</strong>, e avançou para os dezesseis-avos-de-final ao ficar classificado em segundo lugar, onde fez frente de forma heroica à Argentina de Lionel Messi, naquela que foi a sua quarta e última partida na prova.</p><div class="texto-destacado">A participação na Copa de 2026 marca um marco histórico para a nação de Cabo Verde e evidencia o crescimento do seu futebol a nível internacional. Além disso, promove o seu nome, a sua história e os seus atrativos na cena mundial.</div><p>Este pequeno país insular africano surpreendeu o mundo com <strong>o seu desempenho frente à Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Argentina, com empates épicos diante de três campeões do mundo ao cabo de 90 minutos</strong>.<strong> </strong>Só perdeu para lá do tempo regulamentar com a seleção albi-celeste, vencedora da última edição do Mundial, disputado em 2022.</p><ul><li>No seu primeiro jogo, disputado na segunda-feira, 15 de junho de 2026, em Atlanta,<strong> Cabo Verde conseguiu um empate 0-0 contra a Espanha, conquistando o seu primeiro ponto na história do Mundial</strong>. O goleiro Vozinha, de 40 anos, foi fundamental para manter a baliza invicta, tornando-se uma das figuras desta estreia.</li><li>No seu segundo jogo, disputado no domingo, 21 de junho de 2026, em Miami,<strong> Cabo Verde empatou 2-2 contra o Uruguai, surpreendendo imenso o público futebolístico</strong>.</li><li>No terceiro jogo a contar para a fase de grupos do Grupo H do Mundial de Futebol de 2026, disputado na sexta-feira 26 de junho na cidade de Houston, a seleção cabo-verdiana voltou a surpreender o mundo, <strong>mantendo-se invicta por mais uma partida ao empatar novamente a zero na cidade de Houston</strong>, desta feita contra a <strong>Arábia Saudita</strong>.</li><li>No seu quarto jogo, já no seio das 32 melhores equipas do torneio, <strong>Cabo Verde regressou a Miami para</strong> <strong>enfrentar a Argentina e perdeu por 3-2 num jogo disputado "olhos nos olhos" com a atual campeã do mundo, apenas decidido no prolongamento</strong>. Para a História fica a imagem de uma equipa que conquistou o respeito do mundo inteiro e que<strong> honrou os seus poucos mais de 500.000 habitantes da melhor forma possível</strong>.</li></ul><h2>Onde fica Cabo Verde?</h2><p>Este pequeno país é um Estado insular soberano, composto por um <strong>arquipélago de 10 ilhas vulcânicas situadas no Oceano Atlântico, a cerca de 570 quilômetros da costa da África Ocidental</strong> (a sul das Ilhas Canárias, mais precisamente à altura do Senegal).</p><p>Trata-se de uma <strong>antiga colônia portuguesa</strong> — que conquistou a sua independência de Portugal em 1975 —, que atualmente funciona como uma fascinante ponte cultural entre África, a Europa e a América Latina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148195295.jpg" data-image="ziju932ik123" alt="Hinchada de Cabo Verde alentando en la Copa Mundial de Fútbol 2026" title="Hinchada de Cabo Verde alentando en la Copa Mundial de Fútbol 2026"><figcaption>Adeptos de Cabo Verde a torcer no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026</figcaption></figure><p>Possui uma <strong>área total de 4 033 km² e uma população de cerca de 522.000 habitantes</strong>. A sua capital é a Praia, situada na ilha de Santiago.</p><h3>Algumas informações úteis para quem pretende visitar o país</h3><ul><li><strong>Língua</strong>: a língua oficial é o português, embora nas ruas todos falem o "crioulo cabo-verdiano".</li><li><strong>Moeda</strong>: a moeda oficial é o escudo cabo-verdiano, mas nas ilhas mais turísticas, como Sal ou Boavista, também se aceitam euros.</li><li><strong>Clima</strong>: tem "o verão eterno", com um clima tropical seco. Há sol quase os 365 dias do ano e muito pouca chuva.</li></ul><h3>Como chegar a Cabo Verde?</h3><p>A forma mais comum é<strong> voar via Lisboa</strong> (Portugal) ou através de <strong>voos diretos a partir de algumas capitais europeias e africanas </strong>para os aeroportos internacionais de Sal ou Praia.</p><h2>O que fazer em Cabo Verde?</h2><p>Cabo Verde já venceu o seu jogo mais importante: provar ao mundo que o seu tamanho não define a sua grandeza. Seja pela épica atuação dos seus jogadores em campo ou pela magia das suas ilhas atlânticas, <strong>o arquipélago africano já não é um segredo bem guardado. É, oficialmente, o destino que todos deveriam agora descobrir</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774253" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-novos-guardioes-dos-estadios-caes-robos-chegam-a-copa-do-mundo-de.html" title="Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026">Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/os-novos-guardioes-dos-estadios-caes-robos-chegam-a-copa-do-mundo-de.html" title="Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-nuevos-guardianes-de-los-estadios-los-perros-robot-llegan-al-mundial-de-futbol-1781626059428_320.jpg" alt="Os novos guardiões dos estádios: cães robôs chegam à Copa do Mundo de 2026"></a></article></aside><p>Embora o destino se caracterize pela presença de 10 ilhas, <strong>o arquipélago oferece três locais de destaque</strong>, ideais para perfis muito distintos, consoante o tipo de viajante:</p><h3>Ilha do Sal: um paraíso de relaxamento e vento</h3><p>Trata-se de <strong>a ilha mais visitada e a meca dos desportos aquáticos na região</strong>. Os visitantes podem admirar e desfrutar de praias quilométricas de águas turquesa e da encantadora <strong>vila de Santa Maria</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782149304281.jpg" data-image="vafb8h3ahzbr" alt="Isla de Sal" title="Isla de Sal"><figcaption>Ilha do Sal em Cabo Verde.</figcaption></figure><p><strong>Uma experiência imperdível</strong>: visitar as <strong>salinas de Pedra de Lume</strong>, situadas no interior da cratera de um vulcão extinto, onde é possível flutuar graças à elevada densidade do sal.</p><h3>Ilha do Fogo: aventura e paisagens lunares</h3><p>Para os <strong>amantes do trekking</strong>, esta ilha é dominada pelo <strong>Pico do Fogo</strong>, um imponente vulcão ativo com quase 3000 metros de altura, ao qual deve o seu nome.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782149421363.jpg" data-image="otsm1eeqv5r4" alt="Pico do Fogo" title="Pico do Fogo"><figcaption>Pico do Fogo.</figcaption></figure><p><strong>Uma experiência imperdível</strong>: além de passear por paisagens de lava negra, nos arredores é possível <strong>degustar um famoso vinho local, cultivado de forma heróica sobre a própria cinza vulcânica</strong>.</p><h3>llha de São Vicente: o coração cultural de Cabo Verde</h3><p>É o berço da famosa cantora Cesária Évora e, dada a sua importância cultural, <strong>a capital musical do país</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782149514316.jpg" data-image="suzxdw562rkr" alt="Mindelo" title="Mindelo"><figcaption>Mindelo.</figcaption></figure><p><strong>Uma experiência imperdível</strong>: perder-se pelas coloridas ruas coloniais da cidade de <strong>Mindelo</strong> e terminar o dia a desfrutar de uma noite de morna (a música tradicional melancólica do país) interpretada ao vivo nos bares locais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "árvore da vida" dos Maias chega ao jardim: como plantar um pochote, mesmo num espaço reduzido]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-arvore-da-vida-dos-maias-chega-ao-jardim-eis-como-podes-plantar-um-pochote-mesmo-num-espaco-reduzido.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:11:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora à primeira vista possa parecer demasiado grande para o apartamento, esta árvore sagrada adapta-se a espaços pequenos, se for bem cuidada, e torna-se um ponto de destaque no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782187978510.png" data-image="9pus6rx2ymxs" alt="Auf der Halbinsel Yucatán wurden Exemplare in Campeche, Quintana Roo und Yucatán gesichtet." title="Auf der Halbinsel Yucatán wurden Exemplare in Campeche, Quintana Roo und Yucatán gesichtet."><figcaption>Na Península do Yucatán, foram avistados exemplares em Campeche, Quintana Roo e Yucatán.</figcaption></figure><p>Na cultura maia, a ceiba era venerada como uma árvore sagrada que simbolizava a ligação entre o céu, a terra e o submundo. Os seus ramos erguiam-se para o céu, o seu tronco crescia no mundo dos homens e as suas raízes penetravam profundamente na terra. Esta analogia explica o significado cultural desta espécie arbórea.</p><p>Quando se fala da "árvore da vida", a primeira imagem que nos vem à mente é a da imponente Ceiba pentandra. No entanto, <strong>para espaços mais reduzidos, como pequenos jardins, existe uma espécie aparentada que se adequa melhor</strong> e que, ao mesmo tempo, preserva este carácter tipicamente mexicano: o pochote, <em>Ceiba aesculifolia</em>.</p><div class="texto-destacado">O pochote pertence à família das Malvaceae, aquela grande família botânica à qual também pertencem plantas como o hibisco e o algodão.</div><p>O pochote é uma árvore de folha caduca que, na estação seca ou fria, perde as folhas sem estar doente. O seu encanto reside no seu tronco grosso e cinzento com espinhos cónicos, que parece uma escultura viva mesmo quando a árvore já não tem folhas.</p><p>Embora possa atingir dimensões impressionantes no seu habitat natural, o seu crescimento na cultura ornamental pode ser controlado através de medidas de poda, da escolha do vaso e dos cuidados com as raízes. Não se trata de o "restringir", mas sim de <strong>moldar, gradualmente, um tronco marcante e uma copa compacta, bonita e harmoniosa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782188007161.png" data-image="fbrdquuq4xex" alt="Wenn Sie von Anfang an einen geeigneten Blumentopf verwenden, wird das Wachstum der Wurzeln des Baumes eingeschränkt, wodurch er sowohl oben als auch unten kompakt bleibt." title="Wenn Sie von Anfang an einen geeigneten Blumentopf verwenden, wird das Wachstum der Wurzeln des Baumes eingeschränkt, wodurch er sowohl oben als auch unten kompakt bleibt."><figcaption>Se utilizar um vaso adequado desde o início, o crescimento das raízes da árvore será limitado, o que fará com que esta se mantenha compacta, tanto na parte superior como na inferior.</figcaption></figure><p>Por isso, é ideal para quem procura uma árvore com história e personalidade, mas não dispõe de muito espaço no jardim. Com bastante sol, boa drenagem e uma poda bem planeada, pode tornar-se aquela planta que atrai todos os olhares e que leva as pessoas a perguntar: "Que árvore tão estranha é esta?"</p><h2>O que é um pochote e por que é que se destaca tanto em espaços pequenos?</h2><p>O pochote<strong> é uma árvore nativa do México, que ocorre em regiões quentes e em florestas decíduas de baixa altitude</strong>. Cresce vigorosamente em zonas climáticas com calor e humidade suficientes e entra em repouso quando o ambiente seca. Esta adaptação torna-a robusta, resistente e de fácil manutenção, assim que se estabelece.</p><p>O seu maior encanto reside no tronco. Nas árvores jovens, os espinhos são claramente visíveis e conferem-lhe uma estrutura pré-histórica. Além disso, desenvolve uma copa arredondada com flores vistosas e frutos em forma de cápsula, dos quais emerge uma fibra semelhante ao algodão, na qual as suas sementes estão protegidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe.html" title="Peixinho-da-horta: como plantar e preparar a folha famosa pelo sabor de peixe">Peixinho-da-horta: como plantar e preparar a folha famosa pelo sabor de peixe</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe.html" title="Peixinho-da-horta: como plantar e preparar a folha famosa pelo sabor de peixe"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe-1781889911228_320.jpg" alt="Peixinho-da-horta: como plantar e preparar a folha famosa pelo sabor de peixe"></a></article></aside><p>No seu habitat natural, pode atingir vários metros de altura, mas nas zonas urbanas é possível controlá-lo com técnicas básicas de jardinagem e paisagismo. Um vaso grande, a poda anual e uma rega moderada ajudam a mantê-lo compacto.</p><h3>Rega, poda e cuidados com um tronco ornamental</h3><p>Esta espécie <strong>necessita de um local com exposição solar direta, pelo menos 6 a 8 horas por dia</strong>. Além disso, deve ser cultivada num substrato muito permeável, como, por exemplo, terra para vasos, areia grossa ou perlita, bem como um pouco de composto maduro. Escolha, inicialmente, um vaso com uma capacidade de 50 a 80 litros e certifique-se de que possui bons orifícios de drenagem.</p><p>Se quiser cultivar a planta a partir de sementes, recomendo que o faça na primavera e que se certifique de que o solo está bem drenado. <strong>Deve regar as plantas jovens ou as plantas em vaso assim que os 5 cm superiores do substrato estiverem secos</strong>.</p><p><strong> </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782188101516.png" data-image="5xur6nxks9hj" alt="Der Pochote ist auch unter dem Maya-Namen „píin“ verzeichnet, was auf seine kulturelle und regionale Verbreitung hindeutet." title="Der Pochote ist auch unter dem Maya-Namen „píin“ verzeichnet, was auf seine kulturelle und regionale Verbreitung hindeutet."><figcaption>O pochote também é conhecido pelo nome maia "píin", o que sugere a sua difusão cultural e regional.</figcaption></figure><p>Na primavera e no verão, isto acontece normalmente a cada 3 a 7 dias, dependendo da temperatura e do tamanho do vaso. No inverno, deve reduzir a frequência para cada 10 a 15 dias, ou mesmo com menos frequência, se o solo ainda estiver húmido.</p><p>A poda define o carácter da árvore. Deixe-a crescer vigorosamente na primavera e no verão durante os dois primeiros anos. <strong>Deixe um ou dois ramos para serem sacrificados na parte inferior; estes ramos ajudam a engrossar o tronco</strong>. Assim que atingir o diâmetro de tronco desejado — normalmente após dois ou três anos —, corte esses ramos na base.</p><div class="texto-destacado">Evite podar a árvore em excesso, pois é essencial manter uma certa quantidade de folhagem para manter a árvore saudável e promover o seu crescimento futuro.</div><p>A partir do terceiro ano, deve podar a árvore no final do inverno ou no início da primavera, quando estiver completamente sem folhas. Remova os ramos que se cruzam, os rebentos verticais que competem com o tronco principal, bem como as pontas que dão à copa um aspeto desordenado.</p><p>Para que o seu pochote cresça saudável, fertilize-o ligeiramente na primavera e no verão, a cada 6 semanas, com um fertilizante rico em azoto. Em ambientes secos, fique atento às cochonilhas e aos ácaros, e se o seu exemplar ainda for muito jovem, proteja-o da geada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-arvore-da-vida-dos-maias-chega-ao-jardim-eis-como-podes-plantar-um-pochote-mesmo-num-espaco-reduzido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor e umidade abaixo de 20% pressionam lavouras de trigo e feijão no Brasil Central]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/calor-e-umidade-abaixo-de-20-pressionam-lavouras-de-trigo-e-feijao-no-brasil-central.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com a chuva afastada do Brasil Central, a umidade pode ficar abaixo de 20% nos próximos dias, elevando a demanda por irrigação em feijão terceira safra, trigo irrigado, hortaliças e pastagens do Cerrado em áreas agrícolas sensíveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-e-umidade-abaixo-de-20-pressionam-lavouras-de-trigo-e-feijao-no-brasil-central-1783087960211.jpg" data-image="xczyjbnbdhnh" alt="umidade, solo, matopiba" title="umidade, solo, matopiba"><figcaption>No Brasil Central, a baixa umidade aumenta a perda de água do solo e pressiona o manejo das lavouras nos próximos dias.</figcaption></figure><p>A baixa umidade deve pressionar o Brasil Central nos próximos dias, com índices perto ou abaixo de 20% em pontos de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Tocantins, oeste da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí e norte de Minas Gerais.</p><p>Entre esta sexta-feira e o início da próxima semana, <strong>a ausência de chuva significativa mantém tardes secas</strong> em Goiânia, Brasília, Palmas, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Gurupi, Araguaína, Sorriso e Primavera do Leste.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O problema vai além do desconforto. Em áreas agrícolas, a combinação de sol, <strong>pouca nebulosidade e máximas entre 34°C e 36°C aumenta a perda de água pelo solo e pelas plantas</strong>. Isso exige atenção em feijão terceira safra, trigo irrigado, hortaliças e pastagens, especialmente onde a irrigação já trabalha no limite.</p><h2>Tardes mais secas avançam de GO ao MATOPIBA nos próximos dias </h2><p>O padrão atmosférico é típico do inverno no interior do país: a chuva fica restrita ao Sul, ao norte da Região Norte e ao litoral do Nordeste, <strong>enquanto uma massa de ar seco domina o Centro-Oeste e parte do MATOPIBA</strong>. A faixa mais crítica aparece do nordeste de Goiás ao Tocantins, passando pelo oeste da Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-e-umidade-abaixo-de-20-pressionam-lavouras-de-trigo-e-feijao-no-brasil-central-1783087866357.jpg" data-image="1hyk2jc39kd0" alt="chuva, seco, anomalia" title="chuva, seco, anomalia"><figcaption>Chuva acumulada até segunda-feira, 6 de julho, mostra o Brasil Central praticamente seco, enquanto os maiores volumes ficam no Norte, litoral do Nordeste e Sul do país.</figcaption></figure><p>Na prática, a umidade cai mais rápido entre o fim da manhã e o meio da tarde, quando a temperatura sobe e a nebulosidade diminui. <strong>Em Brasília e Goiânia, os menores índices tendem a ficar entre 20% e 30%</strong>, mas áreas mais secas de GO, TO, oeste baiano e sul do PI podem registrar valores próximos ou abaixo de 20%.</p><h2>Feijão, trigo irrigado e hortaliças sentem mais a perda de água </h2><p>A pressão maior recai sobre cultivos que dependem de umidade regular no solo. O feijão terceira safra pode sentir redução de pegamento de flores e enchimento de grãos quando há falhas no turno de irrigação.<strong> No trigo irrigado, o ar seco eleva a demanda evaporativa e pode exigir ajustes finos </strong>na lâmina d’água. Hortaliças folhosas, tomate, cebola, batata e frutíferas jovens também respondem rapidamente ao déficit de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776839" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-terao-comportamento-diferente-na-primeira-quinzena-de-julho-veja-mudanca.html" title="Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança">Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-terao-comportamento-diferente-na-primeira-quinzena-de-julho-veja-mudanca.html" title="Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-terao-comportamento-diferente-na-primeira-quinzena-de-julho-veja-mudanca-1783021251354_320.png" alt="Chuvas terão comportamento diferente na primeira quinzena de julho; veja a mudança"></a></article></aside><p>Os pontos de atenção ficam claros:</p><p>• GO e DF: <strong>tardes secas aumentam a demanda de irrigação em feijão</strong>, hortaliças e trigo irrigado;<br> • oeste da BA: Barreiras e Luís Eduardo Magalhães seguem com sol forte e baixa nebulosidade;<br> • TO: <strong>Palmas, Gurupi e Araguaína podem ter máximas acima de 33°C</strong> e umidade muito baixa;<br> • MT: Sorriso e Primavera do Leste seguem secos, mas com menor risco que o eixo GO-TO-MATOPIBA.</p><h2>Sem chuva ampla, manejo precisa mirar as horas críticas </h2><p>A tendência é de manutenção do tempo firme na maior parte do Brasil Central até o início da próxima semana. <strong>O alívio por chuva deve ser limitado</strong>, com instabilidade mais provável fora do núcleo seco: no Sul, no norte do Amazonas, em Roraima, Amapá, norte do Pará e litoral nordestino. Para GO, DF, TO, oeste da BA, sul do MA, sul do PI e norte de MG, o sinal dominante segue seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-e-umidade-abaixo-de-20-pressionam-lavouras-de-trigo-e-feijao-no-brasil-central-1783088253301.jpg" data-image="5rbnu7r5iugm" alt="ar quente, umidade baixa, sul, sudeste, centro" title="ar quente, umidade baixa, sul, sudeste, centro"><figcaption>Anomalia de temperatura traz o ar mais quente sobre o Brasil Central, mantendo tardes acima da média e maior demanda de água em lavouras irrigadas.</figcaption></figure><p>Nos próximos dias, o manejo deve priorizar irrigação nas horas de menor perda, monitoramento da umidade do solo e cuidado com aplicações em tardes de ar muito seco. Em estradas rurais, a poeira também pode aumentar. <strong>Algodão e parte do milho aproveitam o tempo firme</strong>, mas feijão, trigo irrigado, hortaliças e pastagens seguem mais vulneráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/calor-e-umidade-abaixo-de-20-pressionam-lavouras-de-trigo-e-feijao-no-brasil-central.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiro vertebrado a conquistar ambiente terrestre pode ter crescido sem fase larval, revela estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fósseis raros de animais recém-nascidos desafiam hipótese tradicional sobre a evolução dos primeiros tetrápodes e indicam que eles se desenvolviam diretamente, sem passar por metamorfose semelhante à dos anfíbios modernos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo-1783027459240.jpg" data-image="zthwfb9q2ahm" alt="Um estudo sugere que os embolômeros e outros animais terrestres quadrúpedes primitivos eram seres de desenvolvimento direto, crescendo de versões menores para versões maiores de si mesmos na fase adulta — Foto: Gabriel Ugueto" title="Um estudo sugere que os embolômeros e outros animais terrestres quadrúpedes primitivos eram seres de desenvolvimento direto, crescendo de versões menores para versões maiores de si mesmos na fase adulta — Foto: Gabriel Ugueto"><figcaption>Um estudo sugere que os embolômeros e outros animais terrestres quadrúpedes primitivos eram seres de desenvolvimento direto, crescendo de versões menores para versões maiores de si mesmos na fase adulta. Crédito: Gabriel Ugueto</figcaption></figure><p>Os <strong>primeiros vertebrados</strong> a explorar o ambiente terrestre podem ter seguido um <strong>caminho evolutivo diferente</strong> do que os cientistas imaginaram durante décadas. <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aeb7635" target="_blank">Um estudo publicado na revista </a><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aeb7635" target="_blank">Science</a></em> apresenta evidências de que os primeiros tetrápodes (grupo que deu origem aos anfíbios, répteis, aves e mamíferos) provavelmente cresciam por desenvolvimento direto, sem passar por uma fase larval semelhante à dos girinos dos anfíbios atuais.</p><p>A conclusão foi alcançada por pesquisadores do <strong>Museu Field de História Natura</strong>l, nos Estados Unidos, após a análise de fósseis excepcionalmente preservados de recém-nascidos de embolômeros. Esses predadores, que lembravam<strong> uma combinação entre crocodilos e enguias, viveram entre 350 milhões e 280 milhões de anos atrás </strong>e tiveram seus restos encontrados no sítio paleontológico de Mazon Creek, no estado norte-americano de Illinois.</p><p>Até agora, a hipótese mais aceita era a de que os primeiros tetrápodes passavam por uma metamorfose semelhante à observada em sapos e salamandras modernos. Os novos fósseis, no entanto,<strong> indicam que esses animais já nasciam com uma estrutura corporal muito próxima à dos adultos</strong>, crescendo apenas em tamanho até atingir a maturidade reprodutiva.</p><h2>Novas pistas sobre a conquista da terra firme</h2><p>Os primeiros tetrápodes surgiram durante o período<strong> Devoniano, entre aproximadamente 419 milhões e 359 milhões de anos atrás</strong>, quando alguns vertebrados começaram a abandonar gradualmente os ambientes aquáticos. Essa transição representou um dos momentos mais importantes da história da vida, abrindo caminho para a diversificação dos animais terrestres.</p><div class="texto-destacado">Durante muito tempo, pesquisadores utilizaram os anfíbios modernos como modelo para compreender essa etapa da evolução. Como sapos e salamandras passam por uma fase larval aquática antes de se tornarem adultos terrestres, acreditava-se que seus ancestrais também tivessem seguido esse padrão.</div><p>Entretanto, ao examinarem os fósseis juvenis dos embolômeros, os cientistas não encontraram sinais de brânquias externas nem de outras estruturas típicas de larvas aquáticas. Segundo o pesquisador Jason Pardo, coautor do estudo<strong>, os exemplares oferecem um raro registro dos primeiros estágios da vida desses animais.</strong> "Esses são detalhes íntimos dos primeiros momentos da vida desses animais. Nunca vimos isso antes para toda essa parte da árvore evolutiva", afirmou ao portal Live Science.</p><h2>Desenvolvimento direto muda interpretação da evolução</h2><p>No desenvolvimento direto, o organismo nasce com a<strong> mesma estrutura básica que manterá na fase adulta</strong>, passando apenas por crescimento e amadurecimento. Os seres humanos, por exemplo, seguem esse padrão, sem sofrer transformações corporais radicais ao longo da vida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo-1783027595079.jpg" data-image="njvf0pt9tf9l" alt="Fósseis raros indicam nascimento sem fase larval facilitando a exploração terrestre." title="Fósseis raros indicam nascimento sem fase larval facilitando a exploração terrestre."><figcaption>Fósseis raros indicam nascimento sem fase larval facilitando a exploração terrestre. Crédito: Revista Galileu</figcaption></figure><p>Já no<strong> desenvolvimento indireto</strong>, comum entre muitos anfíbios, o animal nasce em uma forma larval adaptada ao ambiente aquático e posteriormente passa por uma metamorfose. Os resultados do estudo indicam que os primeiros tetrápodes analisados se aproximavam do primeiro modelo, e não do segundo.</p><p>Além dos embolômeros, a equipe investigou fósseis de outros grupos relacionados, como <strong>peixes megalictídeos e aistópodes</strong>, animais alongados e sem membros que viveram durante a transição entre a água e a terra. Em todos os casos, as evidências apontaram para um padrão de desenvolvimento direto.</p><h2>Descoberta reforça importância de revisar hipóteses científicas</h2><p>Embora os autores reconheçam que a evolução dos primeiros vertebrados terrestres seja mais complexa do que uma única estratégia de desenvolvimento, os resultados desafiam uma<strong> interpretação amplamente difundida sobre a origem dos tetrápodes.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773218" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos.html" title="Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos">Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos.html" title="Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos-1781103140859_320.jpg" alt="Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos"></a></article></aside><p>Segundo Pardo, a ideia de que <strong>a metamorfose era uma etapa obrigatória na conquista do ambiente terrestre</strong> persistiu por muitos anos por falta de evidências diretas sobre os estágios iniciais da vida desses animais. Os fósseis encontrados em Mazon Creek ajudam a preencher essa lacuna e sugerem que diferentes estratégias de desenvolvimento coexistiram ao longo da evolução.</p><p>Para Arjan Mann, curador assistente do Museu Field de História Natural e coautor do trabalho, a pesquisa também demonstra <strong>a importância de reavaliar teorias consolidadas à medida que novos registros fósseis são descobertos.</strong> "A principal mensagem deste estudo é que devemos sempre questionar o conhecimento convencional na ciência, especialmente quando essas ideias antigas não têm respaldo substancial", conclui.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Revista%20Galileu" data-year="2026" data-title="Primeiro%20vertebrado%20a%20conquistar%20ambiente%20terrestre%20n%C3%A3o%20era%20como%20cientistas%20imaginavam" data-url="https%3A%2F%2Frevistagalileu.globo.com%2Fciencia%2Fnoticia%2F2026%2F06%2Fprimeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-nao-era-como-cientistas-imaginavam.ghtml">Revista Galileu. (2026). <a href="https://revistagalileu.globo.com/ciencia/noticia/2026/06/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-nao-era-como-cientistas-imaginavam.ghtml" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Primeiro vertebrado a conquistar ambiente terrestre não era como cientistas imaginavam</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/primeiro-vertebrado-a-conquistar-ambiente-terrestre-pode-ter-crescido-sem-fase-larval-revela-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>