<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 13 Sep 2026 20:40:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 20:40:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Lago criado por adolescente em projeto escolar vira refúgio de biodiversidade nos Estados Unidos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 20:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Iniciativa começou em 2017 no quintal de uma casa na Virgínia e transformou um gramado seco em habitat para anfíbios, aves, insetos polinizadores e diversas espécies de plantas nativas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos-1789312962768.jpg" data-image="mg6pr66ev221" alt="Ela cavou um lago aos 14 anos; veja como o local se transformou anos depois • Steven David Johnson • Montagem CNN Brasil" title="Ela cavou um lago aos 14 anos; veja como o local se transformou anos depois • Steven David Johnson • Montagem CNN Brasil"><figcaption>Ela cavou um lago aos 14 anos; veja como o local se transformou anos depois . Crédito: Steven David Johnson, Montagem CNN Brasil</figcaption></figure><p>Um<strong> projeto escolar iniciado por uma adolescente de 14 anos</strong> transformou, ao longo de quase uma década, o quintal de uma casa no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em um<strong> pequeno refúgio de biodiversidade</strong>. O que começou como a construção de um lago artificial passou a abrigar diferentes espécies de animais e plantas nativas.</p><p>A iniciativa surgiu no segundo semestre de 2017, quando Maggie Johnson decidiu criar<strong> um lago como trabalho para a disciplina de agricultura do ensino médio</strong>. Para colocar a ideia em prática, ela delimitou uma área circular com aproximadamente 3,6 metros de diâmetro e começou a escavar o terreno manualmente.</p><p>O espaço foi preenchido com água na primavera de 2018. A partir daí, a natureza começou rapidamente a ocupar o novo ambiente. Poucas semanas depois, <strong>sapos-americanos apareceram no lago</strong>, tornando-se alguns dos primeiros animais a colonizar o habitat recém-criado.</p><h2>Vegetação nativa amplia biodiversidade</h2><p>Com o passar dos anos, Maggie e sua família começaram a investir na vegetação ao redor do lago.<strong> Plantas nativas e flores capazes de atrair espécies polinizadoras foram incorporadas</strong> ao quintal, ajudando a criar condições para que novos animais encontrassem alimento e abrigo no local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos-1789313138129.jpg" data-image="y67l16ht5f86" alt="Iniciativa iniciada no quintal de uma casa na Virgínia, Estados Unidos, hoje atrai anfíbios, polinizadores e flora nativa, convertendo um gramado seco em um habitat certificado" title="Iniciativa iniciada no quintal de uma casa na Virgínia, Estados Unidos, hoje atrai anfíbios, polinizadores e flora nativa, convertendo um gramado seco em um habitat certificado"><figcaption>Iniciativa iniciada no quintal de uma casa nos Estados Unidos, hoje atrai anfíbios, polinizadores e flora nativa, convertendo um gramado seco em um habitat certificado. Crédito: Divulgação CNN Brasil</figcaption></figure><p><strong>Vitórias-régias brancas</strong> também foram introduzidas na água, enquanto cercas de proteção contribuíram para oferecer ambientes seguros aos anfíbios. A combinação entre vegetação aquática e terrestre permitiu que o lago se desenvolvesse sem a necessidade de instalação de sistemas artificiais de filtragem.</p><p>Gradualmente, o espaço antes ocupado por um gramado seco ganhou novas formas de vida. <strong>Sapos-verdes, rãs, mariposas e colibris passaram a frequentar o quintal</strong>, mostrando como uma intervenção relativamente pequena pode favorecer a formação de habitats para diferentes espécies em áreas residenciais.</p><h2>De projeto escolar a ecossistema</h2><p>A transformação ocorreu de maneira progressiva. Conforme as plantas cresceram e diferentes animais chegaram ao local,<strong> novas relações ecológicas começaram a se estabelecer. </strong>O pequeno lago deixou de ser apenas uma estrutura criada para um trabalho escolar e passou a funcionar como um ecossistema diversificado.</p><div class="texto-destacado">O desenvolvimento do habitat também demonstra o papel que jardins e quintais podem desempenhar na conservação da biodiversidade. A presença de vegetação nativa, água e espaços de abrigo pode criar áreas importantes para polinizadores, aves e anfíbios, especialmente em ambientes urbanos e residenciais modificados pela ação humana.</div><p>A experiência ganhou r<strong>econhecimento da National Wildlife Federation (NWF)</strong>, organização ambiental dos Estados Unidos. O espaço recebeu a certificação de “Certified Wildlife Habitat”, concedida a jardins e outras áreas que oferecem elementos essenciais para a vida silvestre, como água, alimento, abrigo e locais adequados para reprodução.</p><h2>Natureza segue transformando o quintal</h2><p>Anos depois da primeira escavação, o lago continua evoluindo. A área que anteriormente era dominada por um gramado seco se tornou um <strong>ambiente capaz de sustentar diferentes formas de vida</strong>, com a própria dinâmica natural contribuindo para sua manutenção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785098" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html" title="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda">Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda.html" title="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/essas-arvores-estao-piorando-a-qualidade-de-ar-nas-cidades-entenda-1787493344087_320.jpg" alt="Essas árvores estão piorando a qualidade de ar nas cidades; entenda"></a></article></aside><p>O caso foi registrado pelo fotógrafo Steven David Johnson e divulgado pela National Wildlife Federation. As imagens documentam as mudanças ocorridas no quintal e mostram a diversidade de espécies que passou a ocupar o espaço desde a criação do lago.</p><p>Quase uma década após o início do projeto, a experiência de Maggie mostra como uma atividade escolar aparentemente simples pode produzir efeitos duradouros. O pequeno lago criado aos 14 anos tornou-se um<strong> exemplo de restauração ambiental em escala doméstica</strong> e de como espaços residenciais podem contribuir para ampliar habitats destinados à fauna e à flora nativas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNN%20Brasil" data-year="2026" data-title="Adolescente%20de%2014%20anos%20cria%20lago%20para%20projeto%20escolar%20e%2C%20anos%20depois%2C%20local%20se%20transforma%20em%20um%20ecossistema%20repleto%20de%20vida" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fcuriosidades%2Fadolescente-de-14-anos-cria-lago-para-projeto-escolar-e-anos-depois-local-se-transforma-em-um-ecossistema-repleto-de-vida%2F%23goog_rewarded">CNN Brasil. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/adolescente-de-14-anos-cria-lago-para-projeto-escolar-e-anos-depois-local-se-transforma-em-um-ecossistema-repleto-de-vida/#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Adolescente de 14 anos cria lago para projeto escolar e, anos depois, local se transforma em um ecossistema repleto de vida</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/lago-criado-por-adolescente-em-projeto-escolar-vira-refugio-de-biodiversidade-nos-estados-unidos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que esperar do clima na segunda metade de setembro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 19:18:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Junto com a manutenção do frio, chuvas acima da média estão previstas para o Centro-Sul do Brasil, enquanto na metade norte espera-se o contrário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313245766.png" data-image="bsv9zdsm4g14" alt="setembro" title="setembro"><figcaption>Setembro de contrastes: entenda o papel do El Niño no padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>A <strong>previsão</strong> para a <strong>segunda quinzena</strong> do mês de <strong>setembro</strong> indica que o<strong> padrão de contraste </strong>observado até agora<strong> deve continuar</strong> atuando. Estão previstas <strong>c</strong>huvas acima da média entre o Sul e o Sudeste, bem como temperaturas abaixo da média no Centro-Sul do país, enquanto nas regiões Norte e Nordeste, as temperaturas devem ser até 6°C acima da média. <strong>Confira como foi setembro até agora, a previsão para restante do mês e o papel do El Niño nestas condições..</strong></p><h2>Setembro até agora </h2><p>De acordo com os<strong> dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos</strong> do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), entre os dias<strong> 1° e 12 de setembro </strong>a <strong>precipitação</strong> se concentrou entre <strong>Santa Catarina, Paraná e São Paulo</strong>, onde já choveu <strong>+80 mm acima do normal </strong>para o período. Chuvas acima da média também foram registradas no Brasil Central e parte da Amazônia, enquanto no <strong>Rio Grande do Sul e extremo norte</strong> do país, as chuvas foram <strong>abaixo da média.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313260984.png" data-image="0o6h6g2dvs0x" alt="Anomalia de precipitação (esquerda), temperatura mínima (centro) e máxima (direita) entre 1 e 12 de setembro, segundo o CPTEC. Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do CPTEC/INPE." title="Anomalia de precipitação (esquerda), temperatura mínima (centro) e máxima (direita) entre 1 e 12 de setembro, segundo o CPTEC. Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do CPTEC/INPE."><figcaption>Anomalia de precipitação (esquerda), temperatura mínima (centro) e máxima (direita) entre 1 e 12 de setembro, segundo o CPTEC. Créditos: Elaborado por Meteored/Mapas do CPTEC/INPE.</figcaption></figure><p>Temperaturas mínimas abaixo da média foram registradas no <strong>Rio Grande do Sul e Santa Catarina</strong>, enquanto o restante do país teve mínimas até 3°C acima da média. As <strong>temperaturas máximas</strong> foram <strong>abaixo da média</strong>, principalmente <strong>por conta das chuvas</strong>, uma vez que a nebulosidade reflete parte da radiação solar e não deixa as temperaturas subirem tanto. Na área com maior precipitação, as anomalias alcançam <strong>até</strong> <strong>4°C abaixo do normal. </strong></p><h2>Previsão de anomalia de chuva </h2><p>O <strong>modelo ECMWF</strong>, de confiança da Meteored, indica que o <strong>padrão</strong> do início do mês descrito acima <strong>deve continuar</strong> ao longo de todo o mês de setembro. Entre <strong>14 e 28 de setembro</strong>, as<strong> maiores anomalias de chuva </strong>(chuvas acima da média) estão previstas se concentrarem entre as regiões <strong>Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313275976.png" data-image="ykiy9my8jklh" alt="Previsão de anomalia semanal de chuva para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de chuva para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de chuva para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Os<strong> estados mais afetados</strong> serão principalmente <strong>o Paraná, Santa Catarina e São Paulo</strong>, com precipitações semanais entre <strong>30 e 60 mm acima da média</strong>. Chuvas acima da média também estão previstas para o norte do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. No <strong>Rio Grande do Sul</strong>, chuvas entre a média e <strong>abaixo da média </strong>devem predominar, assim como na<strong> metade norte do país</strong>.</p><h2>Previsão de anomalia de temperatura</h2><p>A<strong> previsão de anomalia de temperatura</strong> média segue o padrão previsto para as chuvas, com temperaturas <strong>abaixo da média </strong>onde nas <strong>áreas com maior precipitação</strong> e temperaturas <strong>acima da média</strong> nas <strong>áreas</strong> com condições <strong>mais secas</strong> que o normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No<strong> Centro-Sul</strong> do Brasil, as <strong>temperaturas</strong> estão previstas permanecerem entre <strong>1°C e 6°C abaixo da média</strong>, podendo ser ainda mais frias em uma região localizada entre o norte do Paraná, interior de São Paulo e leste do Mato Grosso do Sul, <strong>especialmente entre 14 e 21 de setembro</strong>. Na última semana do mês (21 a 28), as anomalias frias perdem intensidade, mas ainda aparecem destacadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro-1789313290930.png" data-image="lexzn6xpgh3x" alt="Previsão de anomalia semanal de temperatura para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia semanal de temperatura para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia semanal de temperatura para a segunda quinzena de setembro, segundo o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Enquanto isso, na<strong> metade norte do país</strong>, a previsão indica um <strong>cenário</strong> bastante <strong>contrastante</strong>, com temperaturas entre<strong> 1°C e 6°C acima da média</strong>. Os maiores destaques ficam sobre a<strong> região Nort</strong>e, onde as anomalias podem <strong>superar os 6°C acima da média</strong> (extremo norte), mas também devem afetar áreas do norte do Sudeste e do Nordeste. Na <strong>maior parte do centro-norte</strong> do país, as temperaturas devem ficar entre <strong>1°C e 3°C acima da média. </strong></p><h2>O papel do El Niño</h2><p>Os <strong>mapas abaixo </strong>comparam <strong>alguns</strong> dos principais <strong>padrões</strong> <strong>atmosféricos</strong> observados entre <strong>agosto e 11 de setembro de 2026 </strong>com o mesmo período de <strong>2015</strong> e <strong>2023</strong>, dois anos que registraram eventos intensos de El Niño. A análise mostra que a<strong> assinatura atmosférica</strong> associada ao fenômeno neste ano já se apresenta<strong> bastante evidente </strong>e, em alguns aspectos, até mais intensa do que a observada em 2015 durante o mesmo período. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Entre os sinais mais destacados estão o <strong>forte enfraquecimento dos ventos alísios</strong> sobre o Pacífico Equatorial, a <strong>intensificação</strong> da <strong>convecção</strong> na região central do oceano e a presença de uma <strong>teleconexão</strong> do tipo <strong>Pacific-South American</strong> (PSA) bem estabelecida. </p><div class="texto-destacado">Também chama atenção o fortalecimento do Jato Subtropical, que aparece deslocado para latitudes mais ao norte do que o habitual para esta época do ano - o que ajuda a explicar as maiores anomalias de precipitação entre a metade norte do Sul e o Sudeste/Centro-Oeste.</div><p>Essas <strong>alterações</strong><strong> na circulação</strong> atmosférica de grande escala<strong> ajudam a organizar</strong> os <strong>sistemas</strong> meteorológicos <strong>sobre a América do Sul</strong>. Na prática, isso <strong>favorece</strong> uma <strong>maior frequência de frentes frias</strong>, tempestades e <strong>episódios de chuva intensa</strong> sobre a Região Sul, além de contribuir para o <strong>deslocamento</strong> da <strong>atividabde convectiva</strong> em direção a áreas mais ao<strong> sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Fiz uma breve análise dos padrões atmosféricos observados entre agosto e 11 de setembro deste ano e comparei com o mesmo período de 2015 e 2023, dois anos marcados por episódios relativamente recentes e intensos de El Niño.<br><br>Dentro desse recorte, a assinatura atmosférica do El <a href="https://t.co/V8jiJkfkKx">pic.twitter.com/V8jiJkfkKx</a></p> Bruno César Capucin (@BrunoCapucin) <a href="https://x.com/BrunoCapucin/status/2098938155516711316?ref_src=twsrc%5Etfw">September 13, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Embora</strong><strong> outros fatores também</strong><strong> influenciem o clima</strong> em escalas de dias a semanas, o conjunto de sinais observados na atmosfera indica que o E<strong>l Niño já exerce uma influência importante</strong> sobre o padrão climático atual. Dessa forma, parte das chuvas acima da média previstas para a segunda quinzena de setembro no Centro-Sul do Brasil é consistente com os impactos associados ao El Niño.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/o-que-esperar-do-clima-na-segunda-metade-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas e tempestades provocam mais 100 mm nas próximas 48 horas entre SP, MG e RJ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 17:21:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuvas não dão trégua ao Sudeste e há alertas de chuvas intensas e de tempestades para os estados de SP, MG e o RJ nas próximas 48 horas. Os acumulados podem superar aos 100 mm e levam potencial para alagamentos e inundações.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7cmjq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7cmjq.jpg" id="xb7cmjq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A região Sudeste vem recebendo chuvas atípicas na forma de tempestades elevadas e acumulados que<strong> já superam em até 3 vezes a média de setembro.</strong> Essa condição vai se manter na próxima semana, principalmente nesta segunda (14) e terça-feira (15), <strong>com alertas de chuvas intensas, de tempestades e mais de 100 mm</strong>, levando potencial para alagamentos, inundações e demais transtornos.</p><h2>Chuvas já aumentam neste domingo</h2><p>Devido a formação de uma região mais instável e da circulação dos ventos oceânicos, <strong>chuvas de fraca a moderada intensidade ocorrem</strong><strong> no estado de São Paulo</strong>, no oeste, centro e principalmente no leste abrangendo o litoral da região da capital, de Registro, Sorocaba e Campinas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312394406.jpg" data-image="jc5l1n0jxg1e" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva para o fim da tarde deste domingo, 13 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No Rio de Janeiro</strong>, a chuva acontece com fraca intensidade ou na forma de chuvisco,<strong> enquanto que em Minas Gerais já há potencial de pancadas de chuva</strong> mais forte na região de Belo Horizonte até Ponte Nova, Barbacena e Muriaé.</p><h2>Segunda-feira sob alerta de chuvas intensas e de tempestades com granizo</h2><p><strong>A intensidade das chuva aumenta na madrugada, com alerta de chuva forte e risco de tempestades</strong> no oeste e centro-sul de São Paulo. No norte e leste há alerta de chuva moderada <strong>que já pode contribuir para alagamentos</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No sul de Minas Gerais, passa a chover com forte intensidade</strong>, estendendo-se até a região de Juiz de Fora. Enquanto isso, as chuvas reduzem na região de Belo Horizonte.</p><p><strong>No Rio de Janeiro</strong>, a chuva continua com fraca intensidade, mas se torna mais abrangente atingindo praticamente todo o território fluminense, com exceção dos extremo leste entre Cabo Frio e o Rio das Ostras.</p><div class="texto-destacado"> Os acumulados na segunda-feira (14) variam de 50 a 80 m no centro-norte e leste de São Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com maiores volumes sobre o território mineiro e fluminense. </div><p><strong>No período da manhã</strong>, as instabilidades ganham intensidade e <strong>há alerta de chuvas intensas e de tempestades, que podem vir acompanhadas de granizo</strong>, no oeste, centro-sul, norte e leste de São Paulo, do Sul de Minas Gerais até a região de Juiz de Fora e no Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312462076.jpg" data-image="fqqyrc3tadgw" alt="alerta de chuvas intensas" title="alerta de chuvas intensas"><figcaption>Previsão de chuvas intensas para a partir da tarde de segunda-feira, 14 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>O alerta de chuvas intensas e de tempestades, com risco de granizo</strong>, mantém-se no período da tarde,<strong> com maior potencial de transtornos </strong>para a região central e norte de São Paulo, para o sul e sudeste de Minas Gerais e para o Rio de Janeiro. No sul e leste de São Paulo, o tempo segue chuvoso, com fraca a moderada intensidade.</p><p><strong>No período da noite, o risco e alertas continuam</strong>, com redução das chuvas em São Paulo, mas com potencial para transtornos no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. </p><h2>Terça-feira com alertas, mas com redução das chuvas ao longo do dia</h2><p><strong>Na terça-feira (15), os alertas continuam na madrugada, com chuvas intensas e volumosas</strong> no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, acumulando mais 20 a 30 mm, <strong>o que é bastante para o período e totalizando mais de 100 mm sobre essas áreas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj-1789312528772.jpg" data-image="8d3bffam93b3" alt="alerta de chuva e tempestades" title="alerta de chuva e tempestades"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da terça-feira, 15 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No período da manhã, as chuvas reduzem</strong>, mas no período da tarde ainda há potencial para pancadas de chuva de até forte intensidade no norte de São Paulo, no centro-sul, sudeste e leste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.</p><h2>Quarta-feira com previsão de chuva ainda para o Sudeste, com alertas restritos</h2><p><strong>Na quarta-feira (16)</strong>, as chuvas ocorrem<strong> com fraca intensidade ao longo do dia</strong> no leste de São Paulo até a região da capital e um pouco mais para interior de Registro. em todo o estado do <strong>Rio de Janeiro</strong> e sudeste de <strong>Minas Gerais</strong>, o tempo também fica <strong>nublado em com chuva fraca ao longo do dia.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788207" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html" title="Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste">Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html" title="Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1789132999402_320.jpg" alt="Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste"></a></article></aside><p><strong>Devido à atuação de uma frente fria</strong>, no período da tarde, há previsão de pancadas de até forte intensidade, mas que <strong>ocorrem de forma mais isolada</strong> na porção central, norte e leste de Minas Gerais, <strong>com baixo potencial para transtornos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-e-tempestades-provocam-mais-100-mm-nas-proximas-48-horas-entre-sp-mg-e-rj.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caranguejo consumido no Nordeste apresenta níveis preocupantes de substâncias tóxicas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 14:48:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa da Universidade Federal do Ceará identificou substâncias potencialmente tóxicas acima dos níveis toleráveis em crustáceos e alerta para contaminação ambiental dos manguezais e possíveis riscos associados ao consumo humano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois-1789306394571.jpg" data-image="pa4f37mliuw8" alt="O estudo da UFC defende que os caranguejos funcionam como eficazes indicadores biológicos da poluição nos manguezais. Foto: Lacor/Labomar/UFC" title="O estudo da UFC defende que os caranguejos funcionam como eficazes indicadores biológicos da poluição nos manguezais. Foto: Lacor/Labomar/UFC"><figcaption>O estudo da UFC defende que os caranguejos funcionam como eficazes indicadores biológicos da poluição nos manguezais. Crédito: Lacor/Labomar/UFC</figcaption></figure><p><strong>Caranguejo</strong>s coletados em manguezais do Norte e Nordeste apresentam <strong>contaminação por substâncias da família dos bisfenóis </strong>em níveis que, na maioria das amostras, ultrapassam a ingestão diária tolerável para seres humanos. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC), publicada na revista <em>Marine Environmental Research</em>.</p><p>Coordenado pelo professor Rivelino Cavalcante, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar-UFC), o estudo analisou caranguejos coletados em 2025 nos municípios de Fortim, no Ceará, e Itapissuma, em Pernambuco. Segundo os pesquisadores, foi<strong> a primeira vez que bisfenóis foram medidos por meio da urina e da hemolinfa dos crustáceos.</strong></p><p>As concentrações encontradas foram consideravelmente maiores na<strong> hemolinfa, fluido equivalente ao sangue dos animais, do que na urina.</strong> Os caranguejos de Fortim apresentaram os índices mais elevados. A diferença indica que os contaminantes estão circulando pelo organismo e aponta para um processo de exposição interna e bioacumulação.</p><h2>Substitutos do BPA também preocupam</h2><p>Entre as substâncias identificadas estão bisfenol A (BPA), bisfenol F (BPF) e bisfenol C (BPC), que excederam os níveis toleráveis na maioria das amostras. No caso do BPF encontrado em <strong>caranguejos da espécie </strong><em><strong>Cardisoma guanhum</strong>i</em>, em Fortim, as concentrações foram classificadas pelos pesquisadores como <strong>“alarmantes”</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois-1789306496362.jpg" data-image="xisxz5bcyzx4" alt="Estudo da UFC revelou presença das substâncias da família dos bisfenóis tanto na urina quanto na hemolinfa (o referente ao “sangue”) dos caranguejos. Foto: Lacor/Labomar/UFC" title="Estudo da UFC revelou presença das substâncias da família dos bisfenóis tanto na urina quanto na hemolinfa (o referente ao “sangue”) dos caranguejos. Foto: Lacor/Labomar/UFC"><figcaption>Estudo da UFC revelou presença das substâncias da família dos bisfenóis tanto na urina quanto na hemolinfa (o referente ao “sangue”) dos caranguejos. Crédito: Lacor/Labomar/UFC</figcaption></figure><p>O resultado chama atenção porque o BPF vem sendo utilizado como substituto do BPA em diferentes produtos. Pesquisas, porém, indicam que ele também pode atuar como<strong> desregulador endócrino e provocar efeitos tóxicos semelhantes.</strong> Para Cavalcante, substituir uma dessas substâncias por outra não significa necessariamente eliminar os riscos ambientais e à saúde.</p><p>No Brasil, o <strong>BPA é proibido em mamadeiras e utensílios destinados a crianças de até três anos.</strong> Em outras aplicações, seu uso é permitido dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A exposição à substância tem sido associada em estudos científicos a alterações reprodutivas, imunológicas, metabólicas e neurológicas.</p><h2>Caldo e pirão entram no radar</h2><p>Os pesquisadores também chamam atenção para<strong> hábitos tradicionais de consumo.</strong> No Ceará, por exemplo, a água utilizada no cozimento do caranguejo pode ser <strong>reaproveitada no preparo de pirão e molhos.</strong> Parte dos contaminantes presentes nos fluidos internos dos animais poderia passar para essa água durante o cozimento.</p><div class="texto-destacado">A pesquisa, entretanto, avaliou apenas caranguejos vivos, antes da preparação culinária. Por isso, os cientistas ressaltam que novos estudos são necessários para determinar quanto dos bisfenóis permanece na carne ou na água depois do cozimento e qual seria efetivamente a exposição dos consumidores.</div><p>A contaminação também revela um <strong>problema ambiental mais amplo.</strong> O estuário do Rio Jaguaribe, onde fica Fortim, recebe influência de atividades urbanas, agropecuárias, carcinicultura e turismo. Resíduos e efluentes podem transportar contaminantes aos manguezais, onde substâncias se acumulam nos sedimentos e entram na cadeia alimentar.</p><h2>Pesquisa alcança manguezais do Pará à Bahia</h2><p>O trabalho integra um projeto mais amplo do Labomar que investiga bisfenóis em cerca de <strong>17 áreas de manguezal, do Pará ao sul da Bahia.</strong> Aproximadamente 300 caranguejos já foram amostrados. Segundo Cavalcante, bisfenóis foram detectados em todos os manguezais do Norte e Nordeste analisados até agora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787285" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil.html" title="Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil ">Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil.html" title="Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil-1788629765965_320.jpg" alt="Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil "></a></article></aside><p>Os pesquisadores <strong>não recomendam interromper o consumo de caranguejos</strong>. Em vez disso, defendem maior monitoramento ambiental, melhoria do saneamento, tratamento adequado de esgoto e efluentes e redução da entrada de resíduos nos ecossistemas costeiros.</p><p>O estudo também sugere <strong>ampliar a vigilância sobre diferentes tipos de bisfenóis</strong> e estabelecer parâmetros específicos para essas substâncias em alimentos, água, sedimentos e organismos. Para os pesquisadores, proteger os manguezais e envolver comunidades pesqueiras nesse processo é fundamental tanto para a conservação ambiental quanto para preservar uma importante fonte de alimento e renda.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Movimento%20Econ%C3%B4mico" data-year="2026" data-title="Iguaria%20popular%20no%20Nordeste%2C%20caranguejo%20chega%20%C3%A0%20mesa%20contaminado%20por%20bisfen%C3%B3is" data-url="https%3A%2F%2Fmovimentoeconomico.com.br%2Falimentacao%2F2026%2F09%2F04%2Figuaria-popular-no-nordeste-caranguejo-chega-a-mesa-contaminado-por-bisfenois%2F">Movimento Econômico. (2026). <a href="https://movimentoeconomico.com.br/alimentacao/2026/09/04/iguaria-popular-no-nordeste-caranguejo-chega-a-mesa-contaminado-por-bisfenois/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Iguaria popular no Nordeste, caranguejo chega à mesa contaminado por bisfenóis</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/caranguejos-de-manguezais-do-norte-e-nordeste-apresentam-contaminacao-por-bisfenois.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrela do rock e réptil: uma nova espécie de cobra batizada em homenagem a Slash]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que é que uma lenda do rock tem a ver com uma cobra misteriosa da Nova Guiné? A resposta é mais estranha do que se possa imaginar — e tudo começa com o Slash e o seu amor de toda a vida pelos répteis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788611907725.jpg" data-image="eu1wbvbjpjg0" alt="slash" title="slash"><figcaption>Slash e Sara Ruane, autora principal do artigo, no Field Museum. Crédito: Cortesia de Sara Ruane.</figcaption></figure><p><strong>Slash</strong>, o lendário guitarrista dos Guns N’ Roses, é um apaixonado por répteis desde sempre e um grande apoiante de jardins zoológicos e museus. E agora, <strong>dá nome a uma espécie recém-descoberta, a<em> Lielaphis slashi </em></strong>– a cobra-terrestre de Slash.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>"Como amante de répteis de longa data, sinto-me extremamente honrado e humilde por ter a Lielaphis slashi, da Nova Guiné, batizada com o meu nome. É realmente emocionante; nunca teria imaginado que este momento chegasse", afirmou Slash.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>"Os Guns N’ Roses têm sido uma das minhas bandas favoritas desde que andava na primeira classe e, na quinta classe, já tinha dito à minha professora que queria <strong>ser herpetologista</strong> — um cientista que estuda répteis — quando crescesse", disse <strong>Sara Ruane</strong>, curadora associada de herpetologia do <strong>Field Museum</strong> e autora principal do artigo publicado na <em><strong>Zootaxa</strong></em>. "Então, quando tinha doze anos e recebi pela correio a minha cópia da revista <em><strong>Reptiles Magazine</strong></em>, que trazia na<strong> capa uma fotografia do Slash a segurar a sua pitão reticulada de estimação, pensei: “Este tipo é tão fixe.”"</strong></p><p>Ruane cresceu e tornou-se cientista e, quando teve a oportunidade de atribuir um nome científico oficial a uma nova espécie de réptil, <strong>lembrou-se daquele artigo da revista</strong>.</p><p>"Reli a entrevista dele, e ele falava sobre o quanto adora museus, jardins zoológicos e história natural, e sobre como, quando era criança, saía à rua à procura de cobras — eram coisas com as quais me identificava muito, <strong>e isso fez-me pensar que ele seria uma pessoa fantástica para dar nome a uma nova espécie"</strong>, disse Ruane.</p><h2>Oportunidade de dar nome a uma nova espécie</h2><p>Foi então que surgiu a sua oportunidade com uma <strong>cobra castanho-avermelhada</strong>, com 28 polegadas de comprimento, proveniente da <strong>floresta da Nova Guiné</strong>.</p><p>A Nova Guiné é a segunda maior ilha do mundo, situada a norte da Austrália. As florestas tropicais da ilha ainda não foram bem estudadas, o que sugere que possam abrigar uma biodiversidade até agora desconhecida. <strong>Em 2006, Chris Austin</strong>, conservador de herpetologia do Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual da Louisiana, <strong>estava a realizar trabalho de campo na Nova Guiné quando se deparou com uma cobra desconhecida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788612497979.jpg" data-image="ll679twwogk6" alt="new snake" title="new snake"><figcaption>A nova espécie de cobra, L. slashi. Crédito: Chris Austin.</figcaption></figure><p><strong>"Estas cobras terrestres da Nova Guiné são noturnas, pelo que a melhor forma de as encontrar é à noite</strong>. Normalmente, encontram-se logo após o pôr do sol, na base de árvores de grande porte, onde procuram algo para comer", afirmou Austin. <strong>"Ao trabalhar à noite na Nova Guiné, é preciso ter muito cuidado, pois existem várias espécies altamente venenosas</strong> que se parecem muito com as cobras terrestres não venenosas."</p><p>Em 2016, Ruane passou algum tempo a trabalhar com Austin, tendo colaborado para dar início ao estudo das cobras pouco conhecidas da Nova Guiné.</p><p><strong>Não tinham a certeza se a cobra era uma nova espécie</strong>, baseando-se apenas na sua aparência. Mas as análises laboratoriais revelaram então algumas diferenças interessantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778174" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica">Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html" title="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537_320.jpg" alt="Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica"></a></article></aside><p>"Utilizando várias análises genéticas de ponta, descobrimos que <strong>a <em>L. slashi</em> é</strong> <strong>geneticamente distinta de outras cobras</strong> semelhantes do mesmo género", afirmou Tianqi Huang, investigador de pós-doutoramento no Field Museum, a trabalhar com Ruane. "A combinação de características físicas, como as <strong>diferenças no número de escamas quando comparadas com outras espécies</strong>, e as evidências genéticas foi o que nos levou a perceber que se trata de uma espécie inteiramente nova. Também utilizámos modelação ecológica para demonstrar que <strong>o habitat preferido da <em>L. slashi </em>é diferente do de cobras semelhantes."</strong></p><p>Ainda há muito por descobrir sobre a cobra-terrestre-de-Slash.</p><p>"É incrivelmente difícil observar cobras na natureza antes de elas se afastarem a rastejar, por isso o nosso conhecimento sobre a<em> L. slashi</em> é limitado", afirmou Ruane. <strong>"As cobras deste género têm frequentemente dentes grandes na parte posterior da boca, que as cobras-terrestres da Nova Guiné podem utilizar para agarrar e comer lagartos pequenos de escamas escorregadias e os ovos de outros répteis</strong>; esta cobra não agarra nem aperta a sua presa como uma jibóia."</p><h2>Ameaças potenciais no horizonte?</h2><p>A cobra terrestre de Slash não representa uma ameaça para os seres humanos, mas a atividade humana poderá prejudicá-la no futuro.</p><p><strong>"Os habitats de origem da cobra terrestre de Slash estão ameaçados por indústrias como o cultivo de café e a mineração",</strong> afirmou Ruane. "É por isso que é importante descrever as espécies que ali vivem. Todas as espécies devem ser reconhecidas para que possamos compreender melhor como funcionam os ecossistemas e como tudo se encaixa no ambiente. Não podemos conservar animais ou outros seres vivos que desconhecemos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">News reference</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="HUANG%2C%20T.%2C%20AUSTIN%2C%20C.%20C.%2C%20BERNSTEIN%2C%20J.%20M.%2C%20IOVA%2C%20B.%2C%20ROBERTS%2C%20J.%20R.%2C%20FREDERICK%2C%20J.%20H.%2C%20%26%20RUANE%2C%20S." data-year="2026" data-title="A%20new%20species%20of%20papuan%20groundsnake%20(squamata%3A%20Colubridae%3A%20Lielaphis)%20from%20New%20Guinea." data-url="https%3A%2F%2Fmapress.com%2Fzt%2Farticle%2Fview%2Fzootaxa.5866.2.6">HUANG, T., AUSTIN, C. C., BERNSTEIN, J. M., IOVA, B., ROBERTS, J. R., FREDERICK, J. H., & RUANE, S.. (2026). <a href="https://mapress.com/zt/article/view/zootaxa.5866.2.6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new species of papuan groundsnake (squamata: Colubridae: Lielaphis) from New Guinea.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Navier-Stokes: como a OpenAI pode ter resolvido um dos maiores desafios da matemática]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:16:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A OpenAI apresentou uma solução para o problema de existência e suavidade das equações de Navier-Stokes. A prova, produzida por um sistema interno de IA, indica que as equações podem desenvolver uma singularidade em tempo finito.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica-1789232253403.png" data-image="i0c67adecr72" alt="A OpenAI anunciou uma solução para o problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, um dos Millennium Prize Problems. Crédito: OpenAI" title="A OpenAI anunciou uma solução para o problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, um dos Millennium Prize Problems. Crédito: OpenAI"><figcaption>A OpenAI anunciou uma solução para o problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, um dos Millennium Prize Problems. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>As equações de Navier-Stokes descrevem matematicamente o movimento de fluidos incorporando velocidade, pressão e viscosidade.</strong> O problema do milênio pergunta se em três dimensões uma solução inicialmente suave pode permanecer suave para todo o tempo ou se pode desenvolver uma singularidade. </p><p>Essa questão permanece aberta há cerca de 90 anos e é difícil responder porque envolve a interação não linear entre diferentes escalas do escoamento. Com isso, <strong>ela é considerada como um dos Millennium Prize Problems que são problemas matemáticos ainda abertos selecionados pelo Clay Mathematics Institute.</strong></p><p>A OpenAI anunciou uma prova, apresentada em um trabalho de 166 páginas, que afirma demonstrar que uma solução inicialmente suave das equações pode desenvolver uma singularidade em tempo finito. <strong>O argumento corresponde às formulações que pedem a demonstração de um cenário dessa singularidade.</strong></p><h2>As equações de Navier-Stokes</h2><p>As equações de Navier-Stokes são um conjunto de equações diferenciais parciais que descrevem o movimento de fluidos, como líquidos e gases. <strong>Elas expressam a conservação de massa e quantidade de movimento.</strong> A dinâmica é determinada pela interação entre termos de advecção, gradiente de pressão e difusão viscosa.</p><div class="texto-destacado">Quando se fala em singularidade nesse caso, ela significa que alguma grandeza, como a velocidade ou sua derivada, poderia tornar-se ilimitada em um intervalo finito de tempo.</div><p><strong>O desafio matemático surge principalmente do caráter não linear das equações, especialmente do termo convectivo.</strong> Em três dimensões, ainda não se sabe provar, para condições iniciais suaves, se as soluções permanecem regulares para todo o tempo ou se podem desenvolver uma singularidade em tempo finito. </p><h2>Prêmio do milênio</h2><p>O problema de existência e suavidade de Navier-Stokes questiona <strong>se as equações para um fluido incompressível tridimensional podem desenvolver uma singularidade em tempo finito. </strong>Nesse cenário, a velocidade do fluido poderia crescer sem limite em um intervalo finito, apesar da viscosidade, que tende a dissipar e suavizar o escoamento. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica-1789232412036.png" data-image="xz9gu2kxzgwi" alt="Um sistema interno com cerca de 10 mil agentes de IA trabalhou de forma coordenada e chegou ao resultado após aproximadamente 88 horas de investigação. Crédito: OpenAI" title="Um sistema interno com cerca de 10 mil agentes de IA trabalhou de forma coordenada e chegou ao resultado após aproximadamente 88 horas de investigação. Crédito: OpenAI"><figcaption>Um sistema interno com cerca de 10 mil agentes de IA trabalhou de forma coordenada e chegou ao resultado após aproximadamente 88 horas de investigação. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>As equações foram desenvolvidas a partir dos trabalhos de Claude-Louis Navier e George Gabriel Stokes no século XIX.</strong> O que permanece em aberto é provar se as soluções continuam suaves para todo o tempo, ou se uma singularidade pode surgir. </p><h2>Resultado</h2><p>A OpenAI afirmou essa semana ter produzido uma prova analítica mostrando que um fluido inicialmente em repouso e com condições suaves pode desenvolver uma singularidade em tempo finito. <strong>O resultado demonstra um cenário em que a velocidade do fluido cresce sem limite, enquanto a energia permanece finita durante toda a evolução. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="431475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasa-procura-voluntarios-para-identificar-vortices-em-imagens-de-jupiter-nasa.html" title="NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter">NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nasa-procura-voluntarios-para-identificar-vortices-em-imagens-de-jupiter-nasa.html" title="NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-busca-voluntarios-para-identificar-vortices-en-las-imagenes-de-jupiter-1659443040466_320.jpg" alt="NASA procura voluntários para identificar vórtices em imagens de Júpiter"></a></article></aside><p>A singularidade surge em uma estrutura do tipo vórtice, que se concentra e se alonga progressivamente, fazendo com que a região central diminua enquanto a velocidade aumenta. <strong>Essa divergência não é causada por uma força externa: os próprios termos não lineares das equações tornam-se grandes e se cancelam de maneira precisa. </strong></p><h2>Como conseguiram chegar nesse resultado?</h2><p><strong>O resultado surgiu após a OpenAI iniciar, em 1º de setembro, uma avaliação de problemas matemáticos usando um sistema de agentes.</strong> No caso de Navier-Stokes, diferentes grupos receberam versões incluindo as formulações que exigem uma prova de regularidade e as que buscam demonstrar a existência de uma singularidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica-1789232435229.png" data-image="d72k96h2tl48" alt="A solução descreve um vórtice que se concentra e se alonga: conforme a singularidade se aproxima, a região de fluxo intenso diminui enquanto a velocidade do fluido aumenta. Crédito: OpenAI" title="A solução descreve um vórtice que se concentra e se alonga: conforme a singularidade se aproxima, a região de fluxo intenso diminui enquanto a velocidade do fluido aumenta. Crédito: OpenAI"><figcaption>A solução descreve um vórtice que se concentra e se alonga: conforme a singularidade se aproxima, a região de fluxo intenso diminui enquanto a velocidade do fluido aumenta. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p>O grupo responsável pela solução envolveu cerca de 10 mil agentes simultâneos. Um passo decisivo ocorreu quando os agentes resolveram primeiro um problema relacionado às equações de Euler. <strong>A solução foi obtida em 5 de setembro, cerca de 88 horas após o início do experimento, e sua formalização e verificação em Lean exigiram mais 17 horas.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/navier-stokes-como-a-openai-pode-ter-resolvido-um-dos-maiores-desafios-da-matematica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pesquisadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão do El Niño]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 08:38:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas da Universidade Complutense de Madrid descobrem que o oceano Atlântico pode desempenhar um papel decisivo na previsão do El Niño. Saiba as implicações desta descoberta para os diferentes setores da sociedade à escala global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957034710.jpg" data-image="y3hey4pasmdx"><figcaption>O El Niño é um dos principais motores da variabilidade climática global. O aquecimento anômalo das águas do Pacífico tropical desencadeia alterações atmosféricas que se propagam muito além da região, influenciando o clima em diversas partes do mundo, incluindo a Península Ibérica, embora nos países ibéricos o efeito de correlação seja bastante reduzido e mais ligado normalmente à subida das temperaturas à escala global.</figcaption></figure><p>E se para antecipar um dos maiores fenômenos climáticos do planeta fosse preciso deitar um olhar por outro oceano? Uma equipa do grupo de pesquisa TROPA (Universidad Complutense de Madrid e Instituto de Geociencias - IGEO-CSIC) descobriu que <strong>o oceano Atlântico pode desempenhar um papel decisivo na previsão do El Niño</strong>.</p><p>Na contemporaneidade os sistemas de previsão são capazes de antecipar o fenômeno do El Niño com cerca de <strong>um ano de antecedência</strong>. O novo estudo, publicado na prestigiante <em>Scientific Reports</em> e baseado no modelo ECMWF, mostra que<strong> essa janela temporal poderá ser ampliada graças ao Atlântico</strong>.</p><h2>O “irmão mais novo” do El Niño</h2><p>A peça-chave do estudo é aquilo a que os pesquisadores designam de <strong>“El Niño do Atlântico”</strong>, um fenômeno semelhante ao do Pacífico, embora <strong>mais modesto</strong>, que ocorre no<strong> Atlântico equatorial durante o verão do hemisfério norte</strong>, cerca de seis meses antes do El Niño do Pacífico. As alterações nos ventos associadas a este fenômeno podem modificar as condições atmosféricas que mais tarde influenciam o Pacífico.</p><h2>Do Atlântico ao Pacífico “nasce” uma nova janela de previsão, com olhos postos no futuro</h2><p>Para chegar a esta conclusão, a equipa procedeu à análise de dados de todo o século XX e demonstrou que <strong>o acoplamento entre os dois oceanos varia ao longo do tempo</strong>, alternando períodos de maior e menor interação. Essa interação foi particularmente <strong>mais coesa no início e no final do século passado </strong>e os pesquisadores estimam que <strong>poderá voltar a intensificar-se num futuro próximo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Quando a interação que conecta os dois oceanos está ativa, <strong>incorporar informação sobre o Atlântico nos modelos de previsão melhora significativamente a capacidade de antecipar o El Niño do Pacífico</strong>. Se os modelos para o Atlântico se tornarem suficientemente precisos, poderá ser possível ultrapassar a atual barreira de previsão de cerca de um ano e meio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957331443.jpg" data-image="oq6y9yh3jnxo"><figcaption>De acordo com os pesquisadores do grupo TROPA, esta descoberta abre uma margem mais ampla para a previsão climática, trazendo potenciais benefícios para o planeamento agrícola, económico e energético à escala global.</figcaption></figure><p><strong>“Para melhorar a previsão global, não basta olhar para o Pacífico; temos de avançar de forma homogénea no acompanhamento e na pesquisa do Atlântico tropical”</strong>, salientam os membros do grupo TROPA, cujo objetivo futuro é continuar a aprofundar estas dinâmicas para aperfeiçoar a previsão sazonal à escala planetária.</p><p>O estudo integra a <strong>tese de doutoramento de</strong> <strong>Antonio Robles</strong><strong>, orientada por</strong> <strong>Belén Rodríguez-Fonseca </strong>e<strong> Teresa Losada</strong>, contando ainda com a participação de <strong>Magdalena Balmaseda</strong> do Centro de Previsão Europeu (<strong>ECMWF</strong>).</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Robles-Fern%C3%A1ndez%2C%20A.J.%2C%20Rodr%C3%ADguez-Fonseca%2C%20B.%2C%20Losada%2C%20T.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Impact%20of%20tropical%20Atlantic%20on%20ENSO%20predictability%20in%20SEAS5-20C" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-59653-x">Robles-Fernández, A.J., Rodríguez-Fonseca, B., Losada, T. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-59653-x" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of tropical Atlantic on ENSO predictability in SEAS5-20C</a>.</cite><br><cite data-author="UCM%20%7C%20IGEO-CSIC" data-year="2026" data-title="Impacto%20del%20Atl%C3%A1ntico%20tropical%20en%20la%20previsibilidad%20del%20ENOS%20en%20el%20modelo%20SEAS5-20C" data-url="https%3A%2F%2Fwww.igeo.ucm-csic.es%2Fimpacto-del-atlantico-tropical-en-la-previsibilidad-del-enos-en-el-modelo-seas5-20c%2F">UCM | IGEO-CSIC. (2026). <a href="https://www.igeo.ucm-csic.es/impacto-del-atlantico-tropical-en-la-previsibilidad-del-enos-en-el-modelo-seas5-20c/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impacto del Atlántico tropical en la previsibilidad del ENOS en el modelo SEAS5-20C</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que Navier-Stokes é tão difícil? Entenda a matemática por trás delas em detalhes ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 23:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As equações de Navier-Stokes estão entre os assuntos do momento após a OpenAI anunciar um resultado para um dos maiores problemas associados a elas. Mas por que essas equações são tão importantes e difíceis de resolver? Entenda como elas descrevem o movimento dos fluidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes-1789231867480.png" data-image="zic947rstvdt" alt="As equações de Navier-Stokes descrevem fenômenos em fluidos na Terra e também em sistemas astronômicos, como estrelas, plasmas e discos de acreção. Crédito: Princeton University" title="As equações de Navier-Stokes descrevem fenômenos em fluidos na Terra e também em sistemas astronômicos, como estrelas, plasmas e discos de acreção. Crédito: Princeton University"><figcaption>As equações de Navier-Stokes descrevem fenômenos em fluidos na Terra e também em sistemas astronômicos, como estrelas, plasmas e discos de acreção. Crédito: Princeton University</figcaption></figure><p><strong>As equações de Navier-Stokes são equações que descrevem o movimento de fluidos, como líquidos e gases. </strong>Elas relacionam grandezas como velocidade, pressão, densidade e viscosidade com o momento. Elas permitem modelar desde escoamentos simples até sistemas altamente complexos.</p><p>A dificuldade matemática está em um termo chamado não linear que faz a velocidade do próprio fluido modificar sua evolução. <strong>Essa não linearidade permite a transferência de energia entre diferentes escalas e está diretamente relacionada à formação da turbulência</strong>, que é descrita por formação de vórtices. </p><p><strong>Essa questão deu origem ao problema de existência e suavidade de Navier-Stokes, incluído entre os sete Millennium Prize Problems.</strong> O desafio que a OpenAI resolveu foi determinar se soluções suaves das equações tridimensionais desenvolvem velocidades ou outras grandezas que divergem em tempo finito.</p><h2>De onde vem as equações de Navier-Stokes?</h2><p><strong>As equações de Navier-Stokes vêm diretamente da segunda lei de Newton, aplicada a uma partícula de um fluido.</strong> A ideia é simples: a aceleração dessa partícula deve ser determinada pela soma das forças que atuam sobre ela, como pressão, viscosidade e forças externas. </p><div class="texto-destacado">Porém, em vez de acompanhar uma partícula, as equações descrevem o campo de velocidade em todo o fluido.</div><p><strong>A aceleração possui duas componentes principais: a aceleração local e a aceleração convectiva, causada pelo movimento da partícula para uma região onde a velocidade é diferente</strong>. É essa segunda componente que introduz a não linearidade das equações, fazendo com que o próprio escoamento altere sua evolução. </p><h2>Termo não-linear</h2><p>Com isso, essa não linearidade cria uma realimentação: regiões mais rápidas podem modificar o campo de velocidades e que por sua vez altera o transporte subsequente. <strong>Pequenas diferenças no campo de velocidade podem ser amplificadas pela dinâmica, tornando a evolução do sistema muito mais difícil de analisar.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes-1789231986517.png" data-image="juu8dpt6uusm" alt="Esta é uma das formas das equações de Navier-Stokes, usada para descrever o movimento de um fluido incompressível e newtoniano." title="Esta é uma das formas das equações de Navier-Stokes, usada para descrever o movimento de um fluido incompressível e newtoniano."><figcaption>Esta é uma das formas das equações de Navier-Stokes, usada para descrever o movimento de um fluido incompressível e newtoniano.</figcaption></figure><p><strong>Esse comportamento é importante em três dimensões, onde o escoamento pode desenvolver vórtices, alongá-los e transferir energia entre diferentes escalas.</strong> A energia introduzida em grandes estruturas pode ser redistribuída para escalas progressivamente menores.</p><h2>Difusão</h2><p>Outro termo importante e que atua de forma quase oposta é o termo de difusão que representa o efeito da viscosidade. Em um escoamento, <strong>a viscosidade atua reduzindo gradientes de velocidade e tende a suavizar variações espaciais,</strong> dissipando energia cinética em escalas menores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/misteriosos-vortices-sao-descobertos-na-superficie-do-sol.html" title="Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol">Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/misteriosos-vortices-sao-descobertos-na-superficie-do-sol.html" title="Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/misteriosos-vortices-sao-descobertos-na-superficie-do-sol-1786296361680_320.png" alt="Misteriosos vórtices são descobertos na superfície do Sol"></a></article></aside><p><strong>Esse termo compete diretamente com a não linearidade convectiva.</strong> Enquanto o termo de advecção acaba concentrando estruturas, gerando gradientes mais intensos e transferindo energia entre escalas, a viscosidade tem a tendência de espalhar essas variações e dissipar energia. </p><h2>O papel da pressão</h2><p><strong>Já o termo de gradiente de pressão representa a força por unidade de volume associada às diferenças de pressão dentro do fluido. </strong>Uma partícula de fluido tende a ser acelerada de regiões de maior pressão para regiões de menor pressão, fazendo com que esse termo determine parte da evolução do campo de velocidades. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes-1789232005521.png" data-image="ngfmv4ye03p9" alt="Vórtices são estruturas fundamentais que surgem nos escoamentos e desempenham um papel importante na formação e evolução da turbulência. Crédito: NSF / NSO" title="Vórtices são estruturas fundamentais que surgem nos escoamentos e desempenham um papel importante na formação e evolução da turbulência. Crédito: NSF / NSO"><figcaption>Vórtices são estruturas fundamentais que surgem nos escoamentos e desempenham um papel importante na formação e evolução da turbulência. Crédito: NSF / NSO </figcaption></figure><p><strong>A pressão não é simplesmente uma variável independente que evolui como a velocidade, mas funciona como uma espécie de campo de restrição. </strong>Em escoamentos turbulentos, pequenas variações de pressão podem ainda interagir com o campo de velocidade e influenciar a formação e a evolução de vórtices.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/por-que-navier-stokes-e-tao-dificil-entenda-a-matematica-por-tras-delas-em-detalhes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Granizo passa, mas trigo gaúcho enfrenta risco de giberela após chuva persistente]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 21:43:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Granizo danificou lavouras no Noroeste gaúcho, mas o trigo sobrevivente ainda enfrenta um período crítico: chuva persistente, espigas molhadas e grande parte das plantas em floração aumentam o risco de giberela nos próximos dias no estado gaúcho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente-1789228078245.jpg" data-image="mat06bl48pvy" alt="giberela, trigo, rio grande do sul" title="giberela, trigo, rio grande do sul"><figcaption>Espiga de trigo com branqueamento parcial e coloração salmão, sinais associados à giberela.</figcaption></figure><p>O granizo que atingiu o Noroeste do Rio Grande do Sul entre quinta e sexta-feira danificou lavouras em Braga e Três Passos, enquanto Seberi também contabilizou estragos. <strong>Trigo, milho, aveia e tabaco ficaram expostos à chuva que superou 100 milímetros </strong>em pontos do estado.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O impacto visível nas plantas é apenas a primeira preocupação. <strong>Com 39% do trigo gaúcho em floração e 33% em enchimento de grãos,</strong> a permanência de espigas molhadas amplia o risco agronômico de giberela e dificulta inspeções, pulverizações e trânsito de máquinas.</p><h2>Granizo encontra 72% do trigo em fases reprodutivas no Rio Grande do Sul</h2><p>Em Braga, relatos preliminares indicam lavouras de trigo destruídas, enquanto Três Passos registrou danos também em milho, aveia e tabaco. <strong>O município acumulou cerca de 130 milímetros em poucas horas</strong>, e Seberi contabilizou aproximadamente 400 residências atingidas, dimensão que ajuda a mostrar a severidade localizada da tempestade. A avaliação agrícola, porém, ainda está em andamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente-1789228473029.jpg" data-image="fx040qo0qvcu" alt="umidade, solo, trigo" title="umidade, solo, trigo"><figcaption>Previsão da umidade do solo entre 12 e 14 de setembro de 2026.</figcaption></figure><p>O momento fenológico aumenta a sensibilidade. <strong>Dos cultivos gaúchos, 39% estão em floração</strong>, 33% em formação ou enchimento de grãos e 2% em maturação. Granizo pode quebrar colmos, remover folhas, ferir espigas e provocar acamamento. Em áreas de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen, a perda dependerá do tamanho das pedras, duração do evento, cultivar e estágio de cada talhão. </p><p>Nas parcelas parcialmente preservadas, a manutenção de folhas e espigas funcionais será decisiva para completar o enchimento e conservar o peso dos grãos.</p><h2>Espigas molhadas elevam atenção entre Santa Rosa, Ijuí e Passo Fundo </h2><p>A giberela não pode ser considerada instalada apenas porque choveu. Entretanto, o fungo encontra condições mais favoráveis quando o trigo está em floração, a <strong>temperatura permanece entre 20 °C e 25 °C e o molhamento contínuo</strong> das espigas supera 48 horas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Chuva frequente, alta umidade e pouca radiação também prolongam a secagem do dossel e dificultam a entrada no campo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na região de Santa Rosa, levantamento anterior indicava 45% das lavouras em floração, 25% em enchimento e 3% maduras.<strong> Esse quadro, combinado à umidade recente em Três Passos</strong>, Palmeira das Missões e Passo Fundo, exige acompanhamento talhão por talhão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente-1789228976632.jpg" data-image="9fy71ax6qr58" alt="umidade, solo, Caxias, Rio Grande do Sul" title="umidade, solo, Caxias, Rio Grande do Sul"><figcaption>A umidade relativa prevista para segunda-feira (14), às 16h, chega a 70% em Passo Fundo e 81% em Caxias do Sul.</figcaption></figure><p>O Rio Grande do Sul cultiva aproximadamente 814 mil hectares de trigo, com produtividade inicialmente estimada em 2.701 quilos por hectare, o que amplia a importância econômica do período.</p><h2>Trégua no fim de semana permite vistoria, mas solo ainda limita operações </h2><p><strong>O afastamento do sistema favorece redução da chuva no Rio Grande do Sul entre sábado, 12, e domingo, 13, </strong>enquanto a instabilidade se concentra mais sobre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Isso abre oportunidade para iniciar levantamentos em Braga, Três Passos e Seberi, mas não garante suporte do solo nem secagem completa das espigas nas primeiras horas.</p><div class="texto-destacado">Decisões sobre manejo sanitário ou recuperação precisam de avaliação agronômica local, pois a janela adequada varia entre cultivares e estágios.</div><p>Até segunda-feira, 14, a chuva mais persistente tende a permanecer ao norte do estado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"> NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html" title=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848_320.png" alt=" NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950"></a></article></aside><p>Em Santa Rosa, Passo Fundo e Ijuí, a retomada de máquinas deve considerar drenagem, textura do solo, profundidade das marcas deixadas pelos pneus e umidade da palha. </p><ul> <li><strong>Em Três Passos, após cerca de 130 milímetros, priorizar registros das áreas e evitar aumentar a compactação do solo.</strong></li> <li>Em Santa Rosa, onde 45% do trigo estava em floração, observar espigas, anteras e duração do molhamento.</li> <li>Em Braga, separar danos mecânicos do granizo de sintomas que possam surgir nos 7 a 14 dias seguintes.</li> <li><strong>Em Passo Fundo e Ijuí, confirmar a sustentação do terreno antes de liberar tratores, pulverizadores ou equipes.</strong></li> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/granizo-passa-mas-trigo-gaucho-enfrenta-risco-de-giberela-apos-chuva-persistente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A bizarra experiência de 1977 que transportou um bloco de gelo de uma tonelada do Alasca para o Iowa]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 20:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 1977, a Arábia Saudita apresentou uma ideia invulgar aos Estados Unidos: investigar se o transporte de icebergs do Alasca poderia fornecer água potável a regiões áridas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163144230.jpg" data-image="gq5sqa6n0ljm" alt="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa"><figcaption>Em 1977, um bloco de gelo de uma tonelada foi transportado do Alasca para o Iowa, para testar se os icebergues poderiam constituir uma fonte de água doce.</figcaption></figure><p>A escassez de água levou a Arábia Saudita, na década de 1970, a explorar uma ideia tão simples de propor quanto difícil de pôr em prática: <strong>transportar icebergs das regiões polares para territórios áridos</strong>. A proposta baseava-se numa gigantesca reserva de água doce armazenada sob a forma de gelo, com o objetivo de a transformar numa fonte de água para áreas com abastecimento limitado.</p><p>O interesse na ideia acabou por reunir cerca de 200 especialistas de 18 países em Iowa, em outubro de 1977. Engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários participaram na Primeira Conferência Internacional sobre a Utilização de Icebergs, onde estudaram <strong>como grandes blocos de gelo poderiam ser transportados das regiões polares e, acima de tudo, se a proposta poderia ter alguma aplicação prática</strong>.</p><h2>O bloco de gelo do Alasca que chegou ao Iowa</h2><p>A conferência não se limitou a debater o papel potencial dos icebergs. Houve também um <strong>teste prático</strong>. Os organizadores decidiram transportar um bloco de gelo com cerca de uma tonelada do Alasca para o Iowa, para ver como se comportaria durante a viagem.</p><p>A viagem envolveu três meios de transporte diferentes.<strong> O gelo partiu do Alasca de helicóptero e foi protegido com materiais isolantes e gelo seco. Foi depois carregado num avião e, assim que chegou aos Estados Unidos, prosseguiu a sua viagem num camião frigorífico até Ames, no Iowa</strong>. A operação custou cerca de 8 500 dólares, uma quantia considerável para transportar apenas uma tonelada de gelo. O custo valeu ao bloco uma alcunha que resumia a singularidade da experiência: o "cubo de gelo mais caro do mundo".</p><p>Uma vez em Ames, os especialistas puderam examinar o gelo após toda a viagem. Esse teste em pequena escala permitiu estudar um problema muito maior:<strong> se um bloco de uma tonelada podia ser preservado durante o transporte, que dificuldades surgiriam ao tentar fazer o mesmo com um enorme iceberg?</strong></p><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p><h2>Água doce para as regiões mais secas do mundo</h2><p>O interesse da <strong>Arábia Saudita</strong> nesta possibilidade estava ligado à necessidade de <strong>maiores recursos hídricos</strong>. O país já dependia de sistemas como a dessalinização, que requer instalações especializadas, um consumo energético significativo e um investimento financeiro substancial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163241492.jpg" data-image="2gwitld3yxw5" alt="Bloque de hielo de Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo de Alaska a Iowa"><figcaption>Na década de 1970, a Arábia Saudita estudou a possibilidade de rebocar icebergs das regiões polares para levar água doce às suas zonas mais áridas.</figcaption></figure><p>Em comparação com essa alternativa, os icebergs ofereciam uma reserva de água doce que já se encontrava nas regiões polares. O problema não era a existência do recurso, mas sim <strong>e</strong><strong>ncontrar uma forma de o transportar de locais remotos para locais onde a água era escassa</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu flutuando no Mar do Labrador?">O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu flutuando no Mar do Labrador?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu flutuando no Mar do Labrador?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-se-sabe-del-misterioso-iceberg-negro-que-aparecio-flotando-en-el-mar-de-labrador-1750155724289_320.jpg" alt="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu flutuando no Mar do Labrador?"></a></article></aside><p>A conferência reuniu perfis muito diversos para analisar a questão: engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários. <strong>Participaram cerca de 200 pessoas de 18 países</strong>. O objetivo era determinar se o transporte de gelo poderia ter alguma aplicação prática e quais os problemas que seria necessário superar para que isso fosse possível.</p><h2>Por que razão o transporte de icebergs não teve sucesso</h2><p>A experiência de 1977 permitiu estudar o transporte de uma pequena quantidade de gelo, mas a proposta em grande escala apresentava desafios muito diferentes. <strong>Deslocar um iceberg significava enfrentar custos elevados e inúmeros problemas técnicos associados ao transporte de uma enorme massa congelada</strong>. Por esta razão, o projeto nunca se concretizou num sistema de abastecimento de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163845210.jpg" data-image="egs9xjmr6c3b" alt="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska" title="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska"><figcaption>O transporte de icebergs para regiões áridas revelou-se demasiado dispendioso e complexo: os enormes custos e as dificuldades técnicas impediram que a ideia se tornasse uma fonte viável de água potável.</figcaption></figure><p><strong>A ideia de rebocar icebergs, no entanto, tem voltado a surgir em várias ocasiões nas discussões sobre a disponibilidade de água doce</strong>. A desertificação e os problemas relacionados com os recursos hídricos têm mantido vivo o debate sobre possíveis fontes alternativas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/TRjL9xerJuA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=TRjL9xerJuA" id="TRjL9xerJuA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Quase cinco décadas depois, a experiência serve para nos lembrar até que ponto o projeto saudita foi longe</strong>. Não foi transportado um iceberg inteiro para um país desértico, mas conseguiu-se levar com sucesso uma tonelada de gelo do Alasca para o Iowa, utilizando um helicóptero, um avião e um camião frigorífico. E toda a operação custou 8 500 dólares, uma quantia significativa em 1977.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marco histórico: a IA da OpenAI resolve o Problema do Milênio das equações de Navier-Stokes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/marco-historico-a-ia-da-openai-resolve-o-problema-do-milenio-das-equacoes-de-navier-stokes-nao-sem-alguma-controversia.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 19:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A OpenAI anuncia a resolução de um dos Problemas do Milênio, o das equações de Navier-Stokes. No entanto, surgem dúvidas e controvérsias no mundo académico: será um triunfo da inteligência artificial ou uma iniciativa prematura, desprovida dos requisitos científicos necessários?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995492700.jpg" data-image="yx59a6ffapce"><figcaption>Para chegar a esta descoberta, a OpenAI criou e utilizou uma infraestrutura imponente, com 10.000 agentes autónomos de inteligência artificial, coordenados num modelo de nova geração que funcionou em paralelo durante cerca de 88 horas consecutivas, trocando milhões de mensagens, com um custo computacional estimado em milhões de dólares. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p>Foi precisamente nos últimos dias que <strong>a OpenAI anunciou a notícia </strong>que suscitou debate em toda a comunidade científica mundial. A empresa de <strong>Sam Altman</strong>, de facto, <strong>anunciou ter encontrado uma solução formal para um dos famosos problemas do milênio: <em>o problema da existência e regularidade das equações de Navier-Stokes</em></strong>.</p><p><strong>Tudo o que é fluido</strong>, quer corra num tubo quer forme um vórtice, incluindo as correntes atmosféricas, é regido pelas leis do movimento dos fluidos e<strong> é descrito por fórmulas criadas entre os séculos XVIII e XIX</strong>.</p><p>Os primeiros modelos de fluidos ideais e sem atrito, de Eulero, dominaram o cenário até que foram elaboradas as <strong>equações capazes de ter em conta a viscosidade interna dos fluidos</strong>. Foram o francês Claude Louis<strong> Navier</strong> e o físico irlandês George Gabriel <strong>Stokes</strong> os primeiros a concebê-las.</p><h2>As equações de Navier-Stokes: por que razão estavam por resolver?</h2><p>Estamos a falar de<strong> fórmulas que são utilizadas diariamente</strong> há mais de um século <strong>nos domínios da engenharia, da hidráulica, da dinâmica dos fluidos e da meteorologia</strong> e, em geral, em muitos domínios da ciência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995867809.jpg" data-image="4cose0n8licj"><figcaption>No infinitamente pequeno, as colisões moleculares, os efeitos termodinâmicos e todas as flutuações quânticas já não podem ser ignorados. O resultado desta demonstração é que os mecanismos microscópicos são capazes de dissipar energia, um fator obviamente ignorado por Navier-Stokes naquela época.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>permanecia por resolver um dilema matemático fundamental em três dimensões</strong>:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As soluções são sempre suaves e isentas de singularidades, regulares no tempo, ou podem entrar em colapso, atingindo velocidades infinitas num intervalo de tempo finito?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Tratava-se de um <strong>desafio</strong> aberto de<strong> um milhão de dólares do Clay Institute</strong>. O vencedor poderia receber o prémio, além de adquirir um enorme prestígio. </p><h2>A solução da OpenAI: 10.000 agentes e verificação automática</h2><p>Para este desafio, a<strong> OpenAI criou e utilizou uma infraestrutura imponente</strong>, com <strong>10.000 agentes autónomos de inteligência artificial</strong>, coordenados<strong> num modelo de nova geração</strong> que funcionou em paralelo<strong> durante cerca de 88 horas consecutivas</strong>, trocando <strong>milhões de mensagens, com um custo computacional estimado em milhões de dólares</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html" title="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge">Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html" title="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-gran-jaula-de-faraday-el-mecanismo-que-proteje-a-los-visitantes-de-la-torre-eiffel-cuando-un-rayo-la-impacta-1782782651502_320.png" alt="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge"></a></article></aside><p>Segundo a OpenAI, o projeto teria finalmente dado frutos.<strong> O sistema teria sido capaz de demonstrar a existência de uma singularidade</strong>, provando, assim, que <strong>as equações entram em colapso em determinadas condições</strong>, atingindo uma velocidade infinita, ou seja, dando origem a um blow-up (explosão).</p><h2> A transição inevitável para a "física microscópica" e quântica </h2><p><strong>Na realidade física, nenhum fluido real poderá jamais atingir uma velocidade infinita</strong>. De facto, isso <strong>violaria o limite da velocidade da luz</strong>, a conservação microscópica da energia e a estrutura atómica da matéria.</p><div class="texto-destacado"><strong>Este resultado</strong>, na prática,<strong> demonstra o fracasso intrínseco do modelo matemático contínuo de Navier-Stokes. </strong>Por conseguinte, <strong>as equações de Navier-Stokes não são universais. </strong>Demonstra que,<strong> quando um vórtice se reduz até escalas de nível molecular, a hipótese de um fluido regular, isento de singularidades, é demasiado aproximada.</strong></div><p>No <strong>infinitamente pequeno, com as colisões moleculares, os efeitos termodinâmicos e todas as flutuações quânticas, estes já não podem ser ignorados</strong>. O resultado desta demonstração é que <strong>os mecanismos microscópicos são capazes de dissipar energia, fator obviamente ignorado por Navier-Stokes naquela época</strong>.</p><p>Em resumo, o facto de se ter atingido esta velocidade infinita demonstra que <strong>as equações de Navier-Stokes, apesar de serem formidáveis à escala macroscópica </strong>(capazes de fazer funcionar modelos meteorológicos, de resolver cálculos de engenharia e úteis em muitas outras situações), <strong>contêm, no entanto, uma contradição interna</strong>. Isto coloca-nos perante os <strong>limites impostos pela física do infinitamente pequeno</strong>.</p><h2>As controvérsias e as implicações para a fluidodinâmica</h2><p>Enquanto a OpenAI afirma ter comprovado a existência de singularidades nas equações, <strong>a comunidade académica continua cética</strong>, levantando dúvidas sobre a autoria da investigação e também porque <strong>a solução diz respeito apenas ao caso "com força externa"</strong>, ou seja, aquele em que uma força externa ao sistema exerce pressão sobre o fluido, enquanto o problema ainda <strong>não foi abordado nem resolvido no caso de um fluido isolado </strong>e, portanto, sem força externa.</p><p><strong>Se for confirmada</strong>, a descoberta não irá revolucionar as previsões meteorológicas, nem a engenharia. <strong>O impacto será sobretudo conceptual</strong>: de facto, demonstrar que as equações matemáticas de Navier-Stokes podem falhar, <strong>estabelece um limite teórico da dinâmica dos fluidos clássica e estimula ainda mais a procura de soluções na física quântica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995972003.jpg" data-image="q5kp6o2v5tv3"><figcaption>As equações de Navier-Stokes são utilizadas diariamente, há mais de um século, nos domínios da engenharia, da hidráulica, da dinâmica dos fluidos, da meteorologia e, em geral, em muitos outros domínios da ciência.</figcaption></figure><p><strong>Ao nível da aplicação prática</strong>, por outro lado<strong>, os benefícios serão provavelmente indiretos e a longo prazo</strong>. Poderão vir a ajudar os físicos e os matemáticos a <strong>aperfeiçoar os algoritmos dos softwares de simulação</strong>, incluindo os utilizados na <strong>fluidodinâmica industrial e nos modelos meteorológicos d</strong>e alta resolução, mas, neste momento, até mesmo especular sobre isso parece prematuro. Aguardamos mais confirmações e explicações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/marco-historico-a-ia-da-openai-resolve-o-problema-do-milenio-das-equacoes-de-navier-stokes-nao-sem-alguma-controversia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que é que os especialistas recomendam aplicar fita adesiva nas rodas da mala antes de viajar?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/porque-e-que-os-especialistas-recomendam-aplicar-fita-adesiva-nas-rodas-da-mala-antes-de-viajar.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 17:12:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A mala é um dos itens mais importantes para as nossas viagens. Graças a esta dica de especialista, pode evitar imprevistos e situações desagradáveis ao partir para a sua próxima viagem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198859913.jpg" data-image="dnmtinq5ios5" alt="A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração." title="A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração."><figcaption>A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração.</figcaption></figure><p>Com a chegada do fim de semana ou de um feriado, estamos a ultimar os preparativos para a nossa escapadinha — a arrumar os itens que queremos levar para romper com a rotina do dia a dia. <strong>Um dos elementos fundamentais para organizar a viagem é, sem dúvida, a mala</strong>, que nos acompanha até aquele destino inesquecível.</p><p>Para proteger e cuidar deste precioso item, existem várias recomendações e métodos que também ajudam a preservá-lo por mais tempo. Um deles, que se tornou recentemente viral, consiste na<strong> aplicação de fita adesiva nas rodas</strong>. Este truque ajuda a reduzir o ruído produzido pelas rodas.</p><div class="texto-destacado">Ao proteger a superfície de rolamento, evitamos transtornos e prolongamos a vida útil da bagagem, evitando assim despesas desnecessárias.</div><p>Além de proteger o material de que são feitas, <strong>isto melhora o deslocamento em superfícies desafiantes</strong>. Isto porque o plástico rígido das rodas gera ruído significativo ao entrar em contacto com diversas superfícies, como asfalto irregular, paralelos ou pisos de aeroportos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198450760.jpg" data-image="4vn9q1j788y5" alt="Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade." title="Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade."><figcaption>Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade.</figcaption></figure><p>A aplicação de fita adesiva nas rodas da bagagem faz com que estas se comportem como pneus pneumáticos, <strong>ajudando a absorver as vibrações e eliminando quase por completo o ruído incómodo</strong> produzido durante a deslocação. A fita também ajuda a proteger as rodas contra o desgaste.</p><h2>Elimina praticamente todo o ruído e protege as rodas</h2><p>Este<strong> truque de muito baixo custo prolonga a vida útil das rodas</strong>, uma vez que o desgaste pode ser acelerado pelo atrito constante contra superfícies irregulares, pela presença de pequenas pedras ou pela abrasão provocada ao rodar sobre materiais como o asfalto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora se possa pensar que qualquer tipo de fita adesiva serviria, na realidade, apenas certos tipos servem este propósito e aderem de forma eficaz. A opção mais recomendada é a fita de alta resistência conhecida por "duct tape" (fita americana).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A aplicação de fita adesiva nas rodas <strong>também melhora a tração e a aderência</strong>: isso proporciona maior estabilidade em determinadas superfícies — como as lisas ou molhadas —, evitando que a mala deslize ou se desloque lateralmente, algo comum nos aeroportos, sobretudo quando se está com pressa.</p><h2>Evite problemas inesperados ou surpresas desagradáveis</h2><p>Isto também prolonga a vida útil da mala e, ao mesmo tempo,<strong> reduz o risco de uma ou mais rodas se partirem ou se soltarem durante a viagem</strong>. Além disso, no caso de a fita se soltar ou deteriorar, basta aplicar uma nova camada de fita adesiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198571447.jpg" data-image="m1aonlw9cpii" alt="Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar." title="Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar."><figcaption>Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar.</figcaption></figure><p>Embora se possa pensar que qualquer tipo de fita adesiva serviria, na realidade, apenas certos tipos servem este propósito e aderem de forma eficaz. <strong>A opção mais recomendada é a "fita silver tape"</strong> (ou fita americana), devido à sua elevada resistência, impermeabilidade (como à água) e espessura.</p><h2>Os tipos de fita mais recomendados</h2><p>Outra boa alternativa é a <strong>fita de silicone autofusível</strong>: adere facilmente a si própria, criando uma camada de borracha elástica e altamente durável. Tem ainda a vantagem de não deixar resíduos pegajosos nas rodas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779142" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-grande-erro-que-viajantes-no-himalaia-cometem-deixar-de-visitar-katmandu-no-coracao-do-nepal.html" title="O grande erro que viajantes no Himalaia cometem: deixar de visitar Katmandu, no coração do Nepal">O grande erro que viajantes no Himalaia cometem: deixar de visitar Katmandu, no coração do Nepal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-grande-erro-que-viajantes-no-himalaia-cometem-deixar-de-visitar-katmandu-no-coracao-do-nepal.html" title="O grande erro que viajantes no Himalaia cometem: deixar de visitar Katmandu, no coração do Nepal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-error-de-los-viajeros-en-el-himalaya-no-visitar-katmandu-en-el-corazon-de-nepal-1782990063601_320.jpeg" alt="O grande erro que viajantes no Himalaia cometem: deixar de visitar Katmandu, no coração do Nepal"></a></article></aside><p>É importante <strong>evitar fitas como a fita-cola comum</strong>, pois rompem devido à fricção e à água. A fita isoladora preta comum também não é recomendada; é muito fina e tende a descolar das rodas quando exposta ao calor ou ao aumento da temperatura ambiente.</p><h3>Outras sugestões gerais</h3><p>É aconselhável <strong>limpar bem a superfície das rodas antes de utilizar esta técnica</strong>, especialmente para remover qualquer pó acumulado. O uso de um pano seco é uma boa opção para este efeito; garantir a aderência perfeita da fita é fundamental.</p><div class="texto-destacado">Assim que as rodas estiverem limpas, aplique a fita na superfície de rolamento, pressionando firmemente para evitar a formação de bolhas ou bolsas de ar. É fundamental não deixar as camadas de fita demasiado espessas; o excesso de volume pode fazer com que a roda bloqueie.</div><p>No final da viagem, verifique o estado das rodas: <strong>após vários dias de utilização, a fita pode acumular pó ou simplesmente soltar-se; a melhor opção é removê-la utilizando uma pequena quantidade de álcool</strong>. Com o tempo, esta técnica simples pode gerar poupanças, uma vez que a substituição de uma ou mais rodas pode representar uma despesa inesperada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/porque-e-que-os-especialistas-recomendam-aplicar-fita-adesiva-nas-rodas-da-mala-antes-de-viajar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Brasileiros ganham prêmio internacional após 40 mil ‘pisadas’ em jararacas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasileiros-ganham-premio-internacional-apos-40-mil-pisadas-em-jararacas.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo com 116 serpentes investigou como região do corpo, idade, sexo e temperatura influenciam botes defensivos; pesquisa recebeu Ig Nobel de Biologia, mas artigo científico foi posteriormente retratado pela revista.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasileiros-ganham-premio-internacional-apos-40-mil-pisadas-em-jararacas-1789058184074.jpg" data-image="pht2e8o92cw7" alt="Estudo investigou como diferentes fatores influenciam as chances de picada – mas o artigo foi retirado do ar após questionamentos éticos do experimento. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/brasileiros-ganham-o-ig-nobel-2026-apos-pisarem-40-mil-vezes-em-jararacas/" title="Estudo investigou como diferentes fatores influenciam as chances de picada – mas o artigo foi retirado do ar após questionamentos éticos do experimento. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ciencia/brasileiros-ganham-o-ig-nobel-2026-apos-pisarem-40-mil-vezes-em-jararacas/"><figcaption>Estudo investigou como fatores influenciam as chances de picada – mas o artigo foi retirado do ar após questionamentos éticos do experimento. Crédito: RafaelMenegucci/Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O que faz uma jararaca decidir dar o bote? A pergunta levou <strong>pesquisadores brasileiros </strong>a realizar milhares de interações controladas com <strong>116 serpentes da espécie <em>Bothrops jararaca</em>. </strong>O experimento buscou identificar quais fatores tornam uma reação defensiva mais provável e acaba de <strong>receber o Ig Nobel de Biologia de 2026.</strong></p><p>Conhecido por premiar pesquisas que “primeiro fazem rir e depois pensar”, o Ig Nobel chamou atenção para um método pouco convencional. Durante os testes, um pesquisador usando uma bota de proteção simulou diferentes formas de aproximação e contato com as cobras, em um<strong> conjunto de experimentos que ficou conhecido pelas cerca de 40 mil “pisadas” realizadas.</strong></p><p>Publicado originalmente em 2024 na revista <em>Scientific Reports</em>, o estudo avaliou características como idade e sexo dos animais, temperatura ambiente e região do corpo estimulada. Em fevereiro de 2025, porém,<strong> o artigo foi retratado pela revista após questionamentos sobre a aprovação ética</strong> de parte dos procedimentos. Os autores discordaram da decisão e sustentaram que as questões apontadas não comprometiam os resultados científicos.</p><h2>Cabeça é região com maior chance de provocar bote</h2><p>Nos experimentos, cada jararaca era colocada em um ambiente controlado e tinha até 15 minutos para se habituar ao local. Em seguida, o pesquisador <strong>aproximava a bota a cerca de cinco centímetros do animal ou realizava um contato leve</strong>. Os estímulos eram direcionados à cabeça, ao meio do corpo e à cauda.</p><div class="texto-destacado">A região estimulada apresentou diferenças importantes. Quando o contato ocorria próximo à cabeça, a probabilidade de uma picada defensiva chegava a aproximadamente 44%. O índice diminuía para 20% no meio do corpo e para 11% quando o estímulo era realizado na cauda.</div><p>Segundo os pesquisadores, uma possível explicação é que <strong>movimentos próximos à cabeça sejam percebidos como uma ameaça maior.</strong> Os resultados ajudam a compreender que o bote não seria uma resposta automática à presença humana, mas um comportamento influenciado pelo tipo e pela intensidade da interação.</p><h2>Idade, sexo e temperatura influenciam reação</h2><p>A idade das serpentes também apareceu como um fator relevante. Nos experimentos envolvendo contato físico, as jararacas recém-nascidas apresentaram<strong> probabilidade de picar 2,17 vezes maior do que os animais adultos.</strong> Entre todos os grupos analisados, as fêmeas recém-nascidas demonstraram a maior tendência ao bote.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasileiros-ganham-premio-internacional-apos-40-mil-pisadas-em-jararacas-1789058340108.jpg" data-image="vgu35699qgyq" alt="Pesquisa brasileira testou diferentes formas de contato com 116 cobras para entender quais fatores aumentam a probabilidade de um bote" title="Pesquisa brasileira testou diferentes formas de contato com 116 cobras para entender quais fatores aumentam a probabilidade de um bote"><figcaption>Um dos pesquisadores brasileiros que recebeu o Ig Nobel foi afastado do projeto após sofrer quatro picadas de serpentes. Crédito: Diuvlgação Exame</figcaption></figure><p>A temperatura, por sua vez, produziu efeitos diferentes de acordo com o sexo dos animais. Entre as fêmeas, <strong>temperaturas mais elevadas foram associadas a uma maior probabilidade de picada</strong>. Entre os machos, durante o período noturno, os pesquisadores identificaram comportamento inverso.</p><p>Além dos testes realizados em ambiente controlado, a equipe comparou os resultados com registros de acidentes envolvendo serpentes no estado de São Paulo. A análise encontrou <strong>diferenças entre áreas do litoral e do planalto</strong> e identificou uma associação entre temperaturas médias anuais mais altas e maior ocorrência de acidentes.</p><h2>Retratação exige cautela na interpretação</h2><p>Os próprios autores ressaltaram, entretanto, que essa <strong>associação não permite concluir que temperaturas maiores provoquem diretamente mais acidentes.</strong> Outros elementos, como urbanização, circulação de pessoas e abundância de serpentes, podem interferir na quantidade de ocorrências registradas em cada região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html" title="Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos">Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html" title="Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos-1788712844773_320.jpg" alt="Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos"></a></article></aside><p>O reconhecimento internacional chega, portanto, acompanhado de uma <strong>controvérsia científica. </strong>Segundo a <em>Scientific Reports</em>, a aprovação ética concedida à pesquisa não contemplava o uso de serpentes recém-nascidas nem um dos procedimentos adotados nos experimentos, razão que levou a revista a retratar o artigo em 2025.</p><p>Os pesquisadores contestaram a medida e defenderam a validade científica dos dados obtidos. Com o Ig Nobel de 2026, o curioso experimento brasileiro volta aos holofotes, agora <strong>combinando reconhecimento internacional e debate sobre os limites éticos da pesquisa científica. </strong>Por causa da retratação, seus resultados devem ser considerados com cautela.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Superinteressante" data-year="2026" data-title="Brasileiros%20ganham%20o%20Ig%20Nobel%202026%20ap%C3%B3s%20pisarem%2040%20mil%20vezes%20em%20jararacas" data-url="https%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fciencia%2Fbrasileiros-ganham-o-ig-nobel-2026-apos-pisarem-40-mil-vezes-em-jararacas%2F">Superinteressante. (2026). <a href="https://super.abril.com.br/ciencia/brasileiros-ganham-o-ig-nobel-2026-apos-pisarem-40-mil-vezes-em-jararacas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Brasileiros ganham o Ig Nobel 2026 após pisarem 40 mil vezes em jararacas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasileiros-ganham-premio-internacional-apos-40-mil-pisadas-em-jararacas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O novo telescópio Nancy Grace revelará os segredos mais profundos e ocultos do Universo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-novo-telescopio-nancy-grace-revelara-os-segredos-mais-profundos-e-ocultos-do-universo.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:34:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman inicia uma missão projetada para mapear o cosmos, investigar a energia escura e a matéria escura, e expandir o catálogo de exoplanetas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nuevo-telescopio-nancy-grace-revelara-los-secretos-mas-profundos-y-ocultos-del-universo-1788478799287.jpg" data-image="38l6q4q2owk6"><figcaption>Vista do Roman após se separar do estágio superior da espaçonave, iniciando sua jornada solo em direção à órbita. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>No dia 30 de agosto deste ano, o <strong>Telescópio Espacial Nancy Grace Roman</strong> decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy lançado do Complexo 39A, dando início à sua <strong>missão de mapear vastas áreas do universo em luz infravermelha</strong>.</p><p>Após deixar a Terra, e no momento em que este artigo é escrito, <strong>o telescópio segue em direção ao segundo ponto de Lagrange do sistema Sol-Terra</strong>, conhecido como L2. Situado a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros de distância, esse ponto permite que o telescópio mantenha uma posição estável e, ao mesmo tempo, tenha uma visão desobstruída.</p><div class="texto-destacado">Assim como o Hubble, o Roman possui um espelho primário de 2,4 metros de diâmetro; a diferença é que ele oferece uma perspectiva muito mais ampla. Seu projeto combina alta resolução com a capacidade de cobrir uma área 100 vezes maior em cada exposição.</div><p>Essa diferença permitirá<strong> estudar fenômenos cósmicos em uma escala muito maior do que a dos observatórios anteriores</strong>. Em vez de examinar pequenas regiões, o Roman poderá capturar imagens detalhadas de vastas áreas e conectar milhões de objetos em uma única imagem.</p><p>Espera-se que a<strong> missão principal dure cinco anos</strong>, embora possa ser prorrogada por mais cinco. Durante esse período, o telescópio abordará questões fundamentais sobre a <strong>expansão cósmica, a formação de estruturas e a diversidade de sistemas planetários na Via Láctea</strong>.</p><h2>Dois instrumentos para explorar o cosmos</h2><p>O principal instrumento do Roman é o <em><strong>Wide Field Instrument</strong></em>, uma <strong>câmera infravermelha </strong>de 300 megapixels que, ao detectar comprimentos de onda invisíveis ao olho humano, será capaz de enxergar parcialmente através da poeira interestelar e captar luz que viajou por bilhões de anos.</p><p><strong>Este instrumento medirá a luz de cerca de um bilhão de galáxias</strong> ao longo da missão, permitindo aos cientistas comparar suas distâncias, formas e distribuição para reconstruir como as estruturas em grande escala evoluíram ao longo do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nuevo-telescopio-nancy-grace-revelara-los-secretos-mas-profundos-y-ocultos-del-universo-1788474764868.png" data-image="ogr630jzsnxb"><figcaption>Nancy Grace Roman foi a primeira astrônoma-chefe da NASA. Ela é conhecida como a "mãe do Telescópio Espacial Hubble". Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Uma segunda ferramenta, o <strong>Instrumento Coronógrafo</strong>, bloqueará o brilho intenso de estrelas próximas para<strong> revelar objetos muito mais tênues</strong>. Ele capturará imagens de alto contraste e realizará espectroscopia de exoplanetas, além de observar discos onde novos planetas estão se formando.</p><p>Também será capaz de<strong> distinguir planetas</strong> quase um bilhão de vezes menos brilhantes do que suas estrelas hospedeiras. Seus resultados ajudarão a aperfeiçoar tecnologias necessárias para futuros observatórios projetados para caracterizar mundos semelhantes à Terra.</p><h3>As peças invisíveis</h3><p><strong>Um dos maiores mistérios que o Roman investigará é a energia escura</strong>, nome dado ao fenômeno associado à expansão acelerada do universo. Embora sua natureza permaneça desconhecida, as extensas observações do Roman poderão fornecer pistas para a resposta.</p><p>Ao medir enormes populações de galáxias e mapear sua distribuição, os cientistas terão diversas maneiras de estudar essa aceleração. A combinação de métodos independentes ajudará a reduzir incertezas e a determinar se os modelos cosmológicos atuais descrevem com precisão a expansão do Universo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nuevo-telescopio-nancy-grace-revelara-los-secretos-mas-profundos-y-ocultos-del-universo-1788479294076.jpg" data-image="2ttiqn2603mk"><figcaption>O foguete Falcon Heavy da SpaceX, transportando o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA, durante seu lançamento no domingo, 30 de agosto. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>O Roman <strong>também examinará a matéria escura</strong>, que não emite luz, mas revela sua presença por meio da gravidade. A maneira como galáxias e aglomerados de galáxias se agruparam ao longo de bilhões de anos pode fornecer pistas sobre as propriedades dessas partículas "invisíveis".</p><p>Se fossem pesadas e de movimento lento, as estruturas teriam surgido relativamente cedo; se fossem leves e de movimento rápido, o agrupamento teria levado mais tempo. As observações profundas do Roman permitirão comparar ambos os cenários e restringir as possíveis explicações para esse componente invisível do Universo.</p><h3>Um censo planetário e um legado histórico</h3><p>O <strong>Roman </strong>também realizará um censo de sistemas planetários utilizando microlente gravitacional:</p><div class="texto-destacado">Esse fenômeno ocorre quando a gravidade de um objeto em primeiro plano curva e amplia temporariamente a luz de uma estrela distante, tornando visíveis planetas que, de outra forma, permaneceriam ocultos.</div><p>A NASA espera que este levantamento das regiões internas da Via Láctea <strong>descubra mais de 1.000 exoplanetas, incluindo mundos com uma grande variedade de massas e órbitas</strong>. Isso ajudará os cientistas a estimar quais tipos de planetas são comuns e como outros sistemas planetários estão organizados.</p><p>Combinado com o coronógrafo, o Roman poderá revelar populações difíceis de observar e, simultaneamente, testar técnicas para estudar diretamente certos planetas próximos, construindo uma ponte tecnológica para a futura busca por mundos habitáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786176" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa.html" title="Nancy Grace Roman: quem foi a mulher homenageada pelo novo telescópio da NASA?">Nancy Grace Roman: quem foi a mulher homenageada pelo novo telescópio da NASA?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa.html" title="Nancy Grace Roman: quem foi a mulher homenageada pelo novo telescópio da NASA?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nancy-grace-roman-quem-foi-a-mulher-homenageada-pelo-novo-telescopio-da-nasa-1788029117048_320.png" alt="Nancy Grace Roman: quem foi a mulher homenageada pelo novo telescópio da NASA?"></a></article></aside><p>E, caso você esteja se perguntando, <strong>o nome do telescópio homenageia Nancy Grace Roman, a primeira astrônoma-chefe da NASA</strong> e a primeira mulher a ocupar um cargo de chefia na agência. Sua defesa da astronomia espacial foi fundamental para viabilizar o Telescópio Espacial, rendendo-lhe o apelido de "mãe do Hubble".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/o-novo-telescopio-nancy-grace-revelara-os-segredos-mais-profundos-e-ocultos-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O custo “invisível” da migração climática: aumento do nível do mar e das temperaturas está deslocando comunidades]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-custo-invisivel-da-migracao-climatica-aumento-do-nivel-do-mar-e-das-temperaturas-esta-deslocando-comunidades.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As mudanças climáticas estão forçando comunidades inteiras a fugir, mas simplesmente realocá-las não é suficiente. Analisamos os 'custos ocultos' do deslocamento forçado e por que o reassentamento não se trata apenas de construir casas, mas de reconstruir vidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gran-exodo-climatico-el-aumento-del-nivel-del-mar-y-de-las-temperaturas-expulsan-a-comunidades-enteras-1787651065089.jpeg" data-image="bmruezm0drzd"><figcaption>O custo "invisível" da migração climática: a elevação do nível do mar e das temperaturas está deslocando comunidades inteiras.</figcaption></figure><p><strong>Mudanças extremas no sistema climático</strong>, observadas, por exemplo, na erosão costeira e na ocorrência recorrente de ciclones, estão transformando radicalmente a geografia humana atual. Em regiões vulneráveis, como a Índia e Bangladesh, esses fenômenos meteorológicos implacáveis estão<strong> forçando populações inteiras a abandonar permanentemente seus assentamentos</strong> tradicionais.</p><p>O<strong> reassentamento planejado </strong>surgiu nas políticas públicas como uma <strong>estratégia </strong>inevitável de<strong> adaptação climática</strong> diante de riscos naturais. No entanto, pesquisadores alertam que retirar as pessoas de perigos físicos imediatos é apenas a primeira etapa de um desafio monumental.</p><div class="texto-destacado">A OMM (Organização Meteorológica Mundial) define a migração climática como deslocamento relacionado ao clima ou "migração climática". O termo refere-se ao movimento forçado de populações impulsionado por alterações severas no sistema climático da Terra, as quais podem ser repentinas ou graduais e permanentes.</div><p>A questão central levantada por um grupo de pesquisadores é a necessidade de tornar visíveis os<strong> "custos ocultos" dessa migração ambiental forçada</strong>. Quando as intervenções governamentais se concentram exclusivamente no fornecimento de abrigo físico, ignorando as redes socioeconômicas, as pessoas deslocadas podem acabar trocando o risco ambiental por uma profunda insegurança estrutural.</p><h2>O colapso abrupto dos meios de subsistência</h2><p>O abandono de vilarejos costeiros, como a antiga Podampetta, na costa leste da Índia, ilustra de forma contundente a perda irreparável de microeconomias locais inteiras. Famílias que historicamente dependiam da leitura das marés para a <strong>pesca </strong>ou a<strong> agricultura</strong> veem-se, de repente, privadas de seus principais meios de sobrevivência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gran-exodo-climatico-el-aumento-del-nivel-del-mar-y-de-las-temperaturas-expulsan-a-comunidades-enteras-1787651088881.jpeg" data-image="znztrgcsp7xs"><figcaption>O colapso abrupto dos meios de subsistência.</figcaption></figure><p>Quando essas <strong>comunidades são reassentadas longe de seus ecossistemas de origem</strong>, rompe-se o vínculo entre o meio ambiente natural e a geração de renda. Essa <strong>desconexão </strong>territorial desencadeia uma<strong> crise de emprego</strong> imediata, lançando as pessoas em um estado de insegurança financeira e extrema vulnerabilidade.</p><p>Incapazes de retomar seus meios de subsistência tradicionais no novo assentamento, os indivíduos são levados a uma <strong>migração secundária em direção aos centros urbanos</strong>, em busca de oportunidades econômicas. Esse deslocamento adicional fragmenta severamente as famílias e perpetua um ciclo intergeracional de instabilidade no emprego.</p><h2>A grave erosão da construção social e cultural</h2><p>O deslocamento causado por mudanças climáticas, documentado por cientistas, não destrói apenas a infraestrutura física; ele<strong> desmantela laços comunitários</strong> complexos construídos ao longo de gerações. A dispersão geográfica dos moradores ou o seu confinamento em assentamentos governamentais padronizados <strong>enfraquece severamente as redes de apoio mútuo</strong>, que são essenciais para a resiliência humana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gran-exodo-climatico-el-aumento-del-nivel-del-mar-y-de-las-temperaturas-expulsan-a-comunidades-enteras-1787651164345.jpeg" data-image="1kq5kst2ls6l"><figcaption>A grave erosão da construção social e cultural.</figcaption></figure><p>A<strong> perda significativa de identidade cultural </strong>representa uma forma profunda de dano colateral que é frequentemente negligenciada nos planos de reassentamento. Tradições, locais de culto e práticas comunitárias compartilhadas podem desaparecer rapidamente quando espaços dedicados a eles não são incluídos nos novos assentamentos.</p><div class="texto-destacado">As estratégias globais precisam evoluir para garantir que o reassentamento não signifique trocar uma catástrofe ambiental por uma tragédia socioeconômica, criando lares reais em vez de acampamentos temporários.</div><p>Restaurar a capacidade de uma comunidade de se adaptar e recuperar a estabilidade, o bem-estar e a saúde mental após tal deslocamento exige uma abordagem mais profunda, que vá além da mera sobrevivência biológica. Ignorar sistematicamente essas dimensões psicossociais pode causar traumas associados ao desenraizamento, agravando a saúde mental de populações vulneráveis que já enfrentaram o choque do <strong>deslocamento forçado</strong>.</p><h2>Deficiências estruturais em novos assentamentos</h2><p>As atuais políticas de reassentamento climático frequentemente operam em condições de emergência, com uma abordagem de curto prazo centrada na construção de moradias básicas. Esse modelo de gestão de crises é insuficiente, pois <strong>não incorpora um planejamento urbano sustentável capaz de garantir uma qualidade de vida genuinamente digna</strong>.</p><p>Evidências científicas demonstram que o sucesso de um reassentamento exige infraestrutura abrangente, com acesso adequado a serviços públicos essenciais. As<strong> novas comunidades necessitam urgentemente de redes confiáveis de água potável, saneamento adequado, fornecimento estável de energia elétrica </strong>e sistemas de transporte público que as conectem aos centros de emprego.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759589" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%">Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-el-cambio-climatico-podria-reducir-la-economia-global-1773162637337_320.jpg" alt="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"></a></article></aside><p>Instituições de ensino e centros de saúde também devem constituir pilares de qualquer iniciativa de reassentamento climático. Sem escolas devidamente equipadas e clínicas acessíveis, as populações reassentadas enfrentam imediatamente barreiras graves que restringem seu desenvolvimento humano e suas perspectivas futuras.</p><h3>Rumo a um modelo de reassentamento participativo e equitativo</h3><p>Para evitar o risco grave de que uma solução institucional se torne tão prejudicial quanto o desastre ecológico original, pesquisadores afirmam que as estruturas de políticas públicas precisam ser reformuladas. O reassentamento populacional deve abandonar o modelo de cima para baixo e transformar-se em um <strong>processo colaborativo e descentralizado</strong>.</p><div class="texto-destacado">A eficácia da migração climática planejada será, em última análise, avaliada por sua capacidade de restaurar e proteger a dignidade humana.</div><p>Especialistas enfatizam que a<strong> participação significativa das comunidades afetadas na tomada de decisões</strong> é o que distingue um reassentamento bem-sucedido. Grupos deslocados devem ter voz decisiva na escolha dos locais de realocação, no planejamento de seus novos espaços e na definição de estratégias para a recuperação econômica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Conversation" data-year="" data-title="Climate%20change%20is%20driving%20some%20entire%20communities%20to%20relocate%20%E2%80%93%20but%20simply%20moving%20isn't%20enough" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fclimate-change-is-driving-some-entire-communities-to-relocate-but-simply-moving-isn't-enough-288900">The Conversation. <a href="https://theconversation.com/climate-change-is-driving-some-entire-communities-to-relocate-but-simply-moving-isnt-enough-288900" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climate change is driving some entire communities to relocate – but simply moving isn't enough</a>.</cite><br><cite data-author="Michelle%20Yonetan.%20Observatorio%20de%20Desplazamiento%20Interno%20(IDMC)" data-year="2016" data-title="Desplazamientos%20relacionados%20con%20los%20desastres%20en%20el%20contexto%20de%20un%20clima%20cambiante" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fes%2Fmedia%2Fmagazine-article%2Fdesplazamientos-relacionados-con-los-desastres-en-el-contexto-de-un-clima-cambiante">Michelle Yonetan. Internal Displacement Monitoring Centre (IDMC). (2016). <a href="https://wmo.int/es/media/magazine-article/desplazamientos-relacionados-con-los-desastres-en-el-contexto-de-un-clima-cambiante" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Disaster-related displacement in the context of a changing climate</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-custo-invisivel-da-migracao-climatica-aumento-do-nivel-do-mar-e-das-temperaturas-esta-deslocando-comunidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O “Jardim de vó” está de volta; veja 6 flores para entrar na tendência que está em alta no exterior]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 08:36:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O "Jardim de vó" é um estilo de paisagismo que incorpora quintais fartos, coloridos e diversificados, cheios de memórias afetivas. É montar um jardim como aqueles que nossos avós faziam antigamente. Veja aqui 6 espécies para entrar na tendência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior-1788987182457.jpg" data-image="72sswoorcvrm"><figcaption>As hortênsias (<em>Hydrangea macrophylla</em>) fornecem volume em áreas com menos sol direto.</figcaption></figure><p>O <strong>“Jardim de Vó” </strong>voltou com tudo. Conhecida como ‘<em>Grandma Garden</em>’, é uma <strong>tendência que está em alta no exterior</strong>, e a proposta é ter menos minimalismo, e mais memória afetiva.</p><p>A proposta resgata <strong>quintais ou jardins cheios de flores diferentes e coloridas, plantas de várias espécies </strong>para criar espaços mais acolhedores e cheios de personalidade. É montar um jardim como aqueles que nossos avós faziam antigamente em suas casas.</p><p>E se você quer entrar na onda, descubra aqui conosco<strong> 6 tipos de plantas para cultivar em um "Jardim de Vó"</strong>.</p><h2>6 espécies de plantas para colocar no seu “Jardim da vó”</h2><p>A <strong>tendência </strong>aposta em uma aparência abundante e pouco rígida, com <strong>diferentes espécies de plantas dividindo o mesmo espaço</strong>, enquanto vasos, caminhos e cantinhos de descanso ajudam a criar a sensação de um quintal construído ao longo dos anos. </p><h3>Roseira (Rosa <em>spp.</em>)</h3><p>A rosa é<strong> </strong>uma das flores ornamentais mais conhecidas e cultivadas no mundo, destacando-se pela <strong>beleza</strong>, <strong>variedade de cores</strong>, formatos e perfume. Pode ser encontrada em diferentes tamanhos e formas.</p><p>Para um bom desenvolvimento, a planta roseira <strong>precisa de boa luminosidade</strong>, com algumas horas de sol direto por dia, além de solo fértil, rico em matéria orgânica e com boa drenagem. As regas devem ser regulares, mantendo o solo úmido, mas sem deixá-lo encharcado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior-1788987499376.jpg" data-image="9bp4qr0tigxw"><figcaption> Cultivadas há milhares de anos, elas sempre estiveram presentes em jardins de reis, imperadores e apaixonados pela beleza natural.</figcaption></figure><p>Entre os principais cuidados estão a<strong> poda periódica</strong>, a <strong>adubação </strong>para estimular o crescimento e a floração e a observação frequente para identificar pragas e doenças.</p><h3>Hortênsia (<em>Hydrangea macrophylla</em>)</h3><p>A famosa hortênsia é conhecida por suas <strong>grandes e vistosas inflorescências</strong>, que podem apresentar<strong> tons de azul, rosa, lilás, branco e até verde</strong>. É uma espécie que prefere um clima mais ameno, boa umidade e locais com bastante luminosidade, mas protegidos do sol forte, especialmente nas horas mais quentes do dia.</p><p>Para o seu cultivo é importante manter o solo com matéria orgânica, bem drenado e constantemente úmido, mas evitando o encharcamento. A hortênsia também responde bem a podas, que devem ser feitas de acordo com a variedade e o período de floração. A <strong>acidez do solo influencia a coloração das flores</strong>: solos mais ácidos tendem a favorecer tons azulados, enquanto condições menos ácidas favorecem tons rosados.</p><h3>Azaleia (<em>Rhododendron indicum</em>)</h3><p>A azaleia possui<strong> flores abundantes e coloridas</strong>, que podem variar entre tons de rosa, vermelho, branco, lilás e outras tonalidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior-1788987629920.jpg" data-image="n4tl2gw96df9"><figcaption>A azaleia (<em>Rhododendron indicum</em>) é uma das escolhas preferidas para decoração de jardins e ambientes. </figcaption></figure><p>Para um bom cultivo, deve-se usar solo fértil, rico em matéria orgânica, ácido e bem drenado, mantendo-o levemente úmido, mas sem encharcar. E o <strong>cultivo deve ser feito no início da primavera ou no outono</strong>. As regas devem ser regulares, especialmente em períodos quentes e secos. Podas após a floração ajudam a manter o formato da planta e estimular novos brotos.</p><h3>Gerânio (<em>Pelargonium</em>)</h3><p>O gerânio apresenta<strong> cores vibrantes</strong> como vermelho, rosa, branco, lilás e alaranjado, com<strong> cinco pétalas</strong> características aveludadas e arredondadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior-1788987751966.jpg" data-image="kb6xartz29q8"><figcaption>O gerânio (<em>Pelargonium</em>) é muito conhecido por sua impressionante resistência e apelo ornamental.</figcaption></figure><p>Para prosperar com saúde, o cultivo requer <strong>iluminação abundante, com pelo menos 4 a 6 horas diárias de sol direto</strong>. O solo deve ser leve, fértil e com excelente drenagem, pois o acúmulo de água é o principal inimigo da planta.</p><p>A rega deve ser moderada, feita apenas quando a camada superior do solo estiver completamente seca ao toque. A<strong> poda regular das flores murchas e folhas secas </strong>estimula novos brotos, e<strong> adubações periódicas</strong> ricas em fósforo durante a primavera e o verão garantem um espetáculo contínuo de cores.</p><h3>Begônia (<em>Begonia</em>)</h3><p>A begônia é uma planta que<strong> floresce o ano inteiro</strong>, em especial durante a primavera e no verão. Com suas<strong> folhas vibrantes e flores delicadas</strong>, ela é uma escolha perfeita para quem busca adicionar cor e elegância a qualquer ambiente. Aliás, são mais de 1.400 tipos dessa planta catalogados no mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741008" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/quatro-plantas-faceis-de-cultivar-que-enchem-seu-quintal-de-vida-e-beija-flores-conheca.html" title="Quatro plantas fáceis de cultivar que enchem seu quintal de vida e beija‑flores; conheça ">Quatro plantas fáceis de cultivar que enchem seu quintal de vida e beija‑flores; conheça </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/quatro-plantas-faceis-de-cultivar-que-enchem-seu-quintal-de-vida-e-beija-flores-conheca.html" title="Quatro plantas fáceis de cultivar que enchem seu quintal de vida e beija‑flores; conheça "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-plantas-faceis-de-cultivar-que-enchem-seu-quintal-de-vida-e-beija-flores-conheca-1764005743862_320.jpg" alt="Quatro plantas fáceis de cultivar que enchem seu quintal de vida e beija‑flores; conheça "></a></article></aside><p>Costuma apresentar formas assimétricas, texturas aveludadas e as <strong>flores variam do branco ao vermelho intenso, passando por tons de rosa e amarelo</strong>. Aprecia ambientes bem iluminados, mas sem sol direto. O solo deve ser rico em matéria orgânica, leve e bem drenado.</p><h3>Samambaia comum (<em>Nephrolepis exaltata</em>)</h3><p>A samambaia comum (ou americana) é uma<strong> planta ornamental muito popular</strong> de <strong>folhas verdes e pendentes</strong>.</p><p>Ela <strong>adora o clima quente e úmido e não tolera muito bem o frio</strong>, nem ventos fortes. Cortar as folhas é um processo necessário para deixar a planta mais elegante e fortalecer o crescimento dela. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior-1788988020396.jpg" data-image="s9cvvofbv6m7"><figcaption>A samambaia tem origem antiga: são vegetais que existem há mais de 250 milhões de anos.</figcaption></figure><p>No jardim ou quintal, você deve <strong>plantá-la em locais que recebam sombra ou meia-sombra, longe da luz solar direta</strong>. Pode ser debaixo de árvores, perto de muros ou cercas, em canteiros sombreados ou em vasos/cuias penduradas. A terra precisa ser rica em matéria orgânica, leve e com boa drenagem e a rega sempre quando o solo estiver secando.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Palermo%2C%20A.%20C" data-year="2026" data-title="%E2%80%9CJardim%20de%20v%C3%B3%E2%80%9D%20est%C3%A1%20de%20volta%3A%2010%20plantas%20para%20apostar%20na%20tend%C3%AAncia" data-url="https%3A%2F%2Fclaudia.abril.com.br%2Fcasa-claudia%2Fjardim-de-vo-tendencia-plantas%2F">Palermo, A. C. (2026). <a href="https://claudia.abril.com.br/casa-claudia/jardim-de-vo-tendencia-plantas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Jardim de vó” está de volta: 10 plantas para apostar na tendência</a>.</cite><br><cite data-author="Reda%C3%A7%C3%A3o%20Oeste." data-year="2026" data-title="Os%20%E2%80%9Cjardins%20da%20vov%C3%B3%E2%80%9D%20voltaram%20%C3%A0%20moda%3A%20estas%208%20plantas%20transformam%20qualquer%20quintal%20em%20um%20espa%C3%A7o%20florido%20e%20cheio%20de%20charme" data-url="https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Foestegeral%2F2026%2F08%2F08%2Fos-jardins-da-vovo-voltaram-a-moda-estas-8-plantas-transformam-qualquer-quintal-em-um-espaco-florido-e-cheio-de-charme%2F">Redação Oeste.. (2026). <a href="https://revistaoeste.com/oestegeral/2026/08/08/os-jardins-da-vovo-voltaram-a-moda-estas-8-plantas-transformam-qualquer-quintal-em-um-espaco-florido-e-cheio-de-charme/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Os “jardins da vovó” voltaram à moda: estas 8 plantas transformam qualquer quintal em um espaço florido e cheio de charme</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-jardim-de-vo-esta-de-volta-veja-6-flores-para-entrar-na-tendencia-que-esta-em-alta-no-exterior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas atípicas e intensas não dão trégua à SP e demais estados do Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Áreas de instabilidade vão continuar atuando pelo menos até meados da próxima semana no Sudeste, e com riscos de temporais e chuva pontualmente intensa. Os volumes podem ser expressivos em algumas áreas, acumulando mais de 100 mm.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6syli"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6syli.jpg" id="xb6syli"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Áreas de <strong>instabilidades </strong>vão continuar atuando na Região<strong> Sudeste </strong>do Brasil pelo menos <strong>até meados da próxima semana</strong>, favorecendo chuvas acima da média para esta época.</p><p>Há riscos de <strong>temporais </strong>com muitos raios e<strong> chuvas pontualmente intensas</strong>, com volumes que podem ser expressivos em algumas áreas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O <strong>potencial para transtornos é alto</strong>, pois com a chuva persistindo por vários dias seguidos, o solo fica encharcado e isso pode favorecer<strong> deslizamentos de terra</strong> e <strong>alagamentos</strong>, especialmente em áreas mais vulneráveis.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Sudeste com pancadas de chuva e temporais até a próxima semana</h2><p>Os<strong> próximos dias</strong> serão de <strong>chuvas contínuas</strong> na Região <strong>Sudeste</strong>, mas em alguns momentos com elas ficando concentradas em algumas áreas e em outros momentos ocorrendo em áreas diferentes. E não há previsão de tempo severo.</p><p>Neste<strong> sábado (12) </strong>continuam os <strong>avisos</strong> de<strong> chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong>, <strong>fortes temporais </strong>e<strong> rajadas de vento</strong> no estado de <strong>São Paulo</strong>, mas principalmente a partir da tarde. A capital paulista novamente terá um dia chuvoso e nublado e com temporais à tarde.</p><p>No período da <strong>tarde </strong>também são esperadas<strong> pancadas de chuva e temporais </strong>no <strong>sul e Zona da Mata mineiros </strong>e no <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1789138936364.png" data-image="rdrrny7v6507"><figcaption>Previsão de precipitação (mm) e nebulosidade para sábado (12) às 16h à esquerda e para segunda-feira (14) às 15h à esquerda, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (13)</strong> pela manhã, <strong>chuvas moderadas com pancadas pontuais e temporais isolados</strong> ocorrem no sul e leste de <strong>São Paulo</strong>. Ao longo da tarde, essas chuvas se espalham para demais áreas paulistas, para o <strong>Rio de Janeiro</strong> e <strong>sul e leste de Minas Gerais</strong>. À noite ainda chove de forma moderada na porção sul paulista, enquanto pancadas isoladas podem ocorrer no sul mineiro.</p><p>Na próxima semana as instabilidades novamente ganham força. Desde a madrugada de <strong>segunda-feira (14)</strong> e ao longo da manhã, <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> ocorrem em grande parte de<strong> São Paulo e no sul mineiro e fluminense</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1789139277604.png" data-image="dewnwmt00jm5"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sábado (12) às 15h à esquerda e para o domingo (13) às 16h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Entre a tarde e a noite</strong>, chuvas fracas a moderadas persistem em São Paulo, enquanto na<strong> porção sul e Triângulo mineiros</strong>, em boa parte do<strong> Rio de Janeiro </strong>e<strong> </strong>no <strong>sul do Espírito Santo</strong> ocorrem<strong> pancadas de chuva forte e temporais</strong>. A capital fluminense tem previsão de chuva fraca ao longo do dia, com algumas trovoadas a qualquer momento.</p><p>Na <strong>terça-feira (15)</strong> as instabilidades começam a reduzir na região. Ao longo do dia podem ocorrer<strong> chuvas fracas e isoladas</strong> no <strong>norte e leste de São Paulo</strong>, no <strong>sul mineiro e fluminense</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira">Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira-1789068267505_320.jpg" alt="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"></a></article></aside><p> Porém, no<strong> leste de Minas Gerais, incluindo a capital Belo Horizonte</strong>, e no norte do Rio de Janeiro, podem ocorrer <strong>pancadas e temporais </strong>entre a tarde e a noite.</p><p>Na <strong>quarta-feira (16)</strong> a <strong>tendência </strong>indica <strong>chuva fraca e isolada no litoral de São Paulo</strong>, no <strong>Espírito Santo</strong> e no<strong> Rio de Janeiro</strong> ao longo do dia. Contudo, em parte do leste mineiro (Zona da Mata e Vale do Rio Doce) ainda podem ocorrer pancadas moderadas e temporais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1789137482859.jpg" data-image="v2v09z04hdv6"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para terça-feira (15) às 15h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre hoje (11) e a noite da próxima quarta-feira (16), os <strong>acumulados</strong> de precipitação serão <strong>mais elevados </strong>em áreas do<strong> leste </strong>e do<strong> sul de São Paulo</strong>, onde os volumes<strong> passam dos 100 mm</strong> e pontualmente podem chegar em torno dos <strong>170 mm</strong>.</p><p>Algumas localidades paulistas de destaque são: Barueri (117 mm); Turvo (120 mm); Apiaí (121 mm). A <strong>capital paulista</strong> deve acumular neste período em torno dos <strong>110 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste-1789137150427.jpg" data-image="k26juv6udl8q"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (mm) entre hoje (11) e a noite (21h) de quarta-feira (16), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>demais áreas</strong> paulistas terão volumes variando, <strong>principalmente</strong>, <strong>entre 30 e 70 mm</strong>, assim como o sul e o leste de Minas Gerais, o Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo. No centro-norte do Espírito Santo e as demais áreas mineiras não devem registrar volumes expressivos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-atipicas-e-intensas-nao-dao-tregua-a-sp-e-demais-estados-do-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestades severas geram granizo do tamanho de bolas de golfe e ventos fortes no Sul e Sudeste do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tempestades-severas-geram-granizo-do-tamanho-de-bolas-de-golfe-e-ventos-fortes-no-sul-e-sudeste-do-brasil.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 20:44:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um dia de tempo severo intenso afetou o Sul e o Sudeste do Brasil, com tempestades de granizo que causaram danos e geraram registros impressionantes. Em algumas localidades, o granizo teria atingido o tamanho de bolas de golfe.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6rxsm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6rxsm.jpg" id="xb6rxsm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>instabilidade </strong>atingiu vários estados das <strong>Regiões </strong><strong>Sudeste </strong>e <strong>Sul </strong>do <strong>Brasil </strong>na tarde da quinta-feira, 10 de setembro. As <strong>tempestades intensas</strong> provocaram ventos fortes, intensa atividade elétrica, queda de <strong>granizo </strong>e chuvas volumosas.</p><p>O granizo caiu com força também no interior do estado de <strong>São Paulo</strong>. <strong>Presidente Epitácio</strong> foi uma das cidades onde se registrou uma forte chuva de granizo. A cidade está localizada às margens do Rio Paraná, na divisa com o estado de Mato Grosso do Sul.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Uma forte tempestade atingiu a cidade de Presidente Epitácio, no interior do estado de São Paulo, nesta quinta-feira (10). Além das chuvas e rajadas de vento, que também foram registradas em outras regiões, a cidade também foi atingida pela queda de granizo durante a tempestade <a href="https://t.co/8GOQMJUGin">pic.twitter.com/8GOQMJUGin</a></p>— O Diário de Mogi (@odiariodemogi) <a href="https://x.com/odiariodemogi/status/2098388707950698611?ref_src=twsrc%5Etfw">September 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Os automóveis que trafegavam pela região sofreram com a queda de <strong>granizo</strong>. Muitos tiveram o para-brisa quebrado e a carroceria amassada devido à força das pedras de gelo que, segundo alguns veículos de imprensa locais, teriam atingido o<strong> tamanho de bolas de golfe</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/tKGWGUz6hsA/sddefault.jpg" alt="youtube video id=tKGWGUz6hsA" id="tKGWGUz6hsA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Vários<strong> núcleos convectivos</strong> avançaram sobre o centro, o sul e o sudeste do Brasil. As tempestades deslocaram-se do interior em direção ao litoral, provocando chuvas fortes em vários estados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/severo-video-1789133828506.jpg" data-image="f17e4w1bjmgx"><figcaption>Imagem de satélite da tarde de quinta-feira, 10 de setembro, mostrando os topos de nuvens mais altos em tons de vermelho e preto.</figcaption></figure><p>Um pouco mais ao sul, no estado do <strong>Paraná</strong>, o tempo severo também foi intenso na tarde e na noite de quinta-feira, 10 de setembro. Várias tempestades deixaram granizo e ventos fortes por onde passaram.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Dois Vizinhos/PR<br>10/09/2026<br><br>Granizo gigante ️ <a href="https://t.co/SI6H5lfLOq">pic.twitter.com/SI6H5lfLOq</a></p>— TEMPO OESTE (@TempoOeste) <a href="https://x.com/TempoOeste/status/2098149215322976564?ref_src=twsrc%5Etfw">September 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Registros de<strong> Dois Vizinhos</strong> e outras localidades do estado mostram a chuva de granizo ocorrida com a passagem das nuvens de tempestade. As áreas afetadas estavam sob alerta oficial do serviço meteorológico.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Santa Helena/PR<br>10/09/2026<br><br>Nuvem assusta morador em área rural do município ️ <a href="https://t.co/KXwJjS8j03">pic.twitter.com/KXwJjS8j03</a></p>— TEMPO OESTE (@TempoOeste) <a href="https://x.com/TempoOeste/status/2098221038089781301?ref_src=twsrc%5Etfw">September 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Um morador de<strong> Santa Helena</strong>, a 80 km ao norte de Foz do Iguaçu, relatava, assustado, o que, aos seus olhos, era um tornado. O vídeo mostra uma formação em forma de funil descendo da nuvem, mas não há confirmação visual de que tenha tocado o solo na noite de quinta-feira, nem informações oficiais a respeito.</p><h2>Granizos: verdadeiros projéteis de gelo</h2><p>As tempestades podem provocar diversos problemas, seja pelos ventos fortes que geram, pelos raios que atingem a superfície, pelos grandes volumes de chuva em um curto período de tempo ou também pelas tempestades de granizo que deixam em seu rastro.</p><div class="texto-destacado">O tamanho do granizo depende diretamente da velocidade vertical que o vento atinge dentro da nuvem e da massa — ou tamanho — que a pedra de gelo em suspensão adquire.</div><p>As <strong>fortes correntes ascendentes e descendentes</strong> presentes nas <em>cumulonimbus </em>(nome dado às nuvens de tempestade de grande desenvolvimento vertical) são capazes de manter o granizo em movimento vertical no interior da nuvem enquanto ele acumula água em sua superfície, a qual congela ao atingir altitudes que, em algumas ocasiões, ultrapassam os 8.000 metros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788073" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/dois-tornados-sao-confirmados-no-parana-em-menos-de-24-horas-veja-os-estragos.html" title="Dois tornados são confirmados no Paraná em menos de 24 horas; veja os estragos">Dois tornados são confirmados no Paraná em menos de 24 horas; veja os estragos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/dois-tornados-sao-confirmados-no-parana-em-menos-de-24-horas-veja-os-estragos.html" title="Dois tornados são confirmados no Paraná em menos de 24 horas; veja os estragos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dois-tornados-sao-confirmados-no-parana-em-menos-de-24-horas-veja-os-estragos-1789069748501_320.jpg" alt="Dois tornados são confirmados no Paraná em menos de 24 horas; veja os estragos"></a></article></aside><p><strong>Quanto mais tempo o granizo permanece dentro da nuvem, maior é o seu tamanho final</strong>. E, embora percam parte de sua massa ao cair — devido ao atrito e à colisão com outras pedras de gelo —, as pedras de granizo podem atingir o solo com tamanhos extraordinários. A maior pedra de granizo confirmada pela NOAA media 16,7 cm e foi coletada em 2026, em Illinois, nos EUA.</p><p>Essas pedras de gelo podem cair a velocidades incríveis que, dependendo do tamanho do granizo, podem ultrapassar 100 km/h. As tempestades de granizo podem ser destrutivas, prejudicando plantações e comprometendo a infraestrutura urbana e rural, além de colocar em risco a vida de pessoas que não estejam abrigadas durante uma tempestade severa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NOAA%20NCEI" data-year="" data-title="Granizo%20de%20tama%C3%B1o%20r%C3%A9cord" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ncei.noaa.gov%2Fmonitoring-content%2Fextremes%2Fscec%2Freports%2F20260901-Illinois-Hailstone.pdf">NOAA NCEI. <a href="https://www.ncei.noaa.gov/monitoring-content/extremes/scec/reports/20260901-Illinois-Hailstone.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Granizo de tamaño récord</a>.</cite><br><cite data-author="R7" data-year="" data-title="Forte%20chuva%20de%20granizo%20atinge%20cidade%20de%20Presidente%20Epit%C3%A1cio%2C%20no%20interior%20de%20S%C3%A3o%20Paulo" data-url="https%3A%2F%2Frecord.r7.com%2Ffala-brasil%2Fvideo%2Fforte-chuva-de-granizo-atinge-cidade-de-presidente-epitacio-no-interior-de-sao-paulo-11092026%2F">R7. <a href="https://record.r7.com/fala-brasil/video/forte-chuva-de-granizo-atinge-cidade-de-presidente-epitacio-no-interior-de-sao-paulo-11092026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Forte chuva de granizo atinge cidade de Presidente Epitácio, no interior de São Paulo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/tempestades-severas-geram-granizo-do-tamanho-de-bolas-de-golfe-e-ventos-fortes-no-sul-e-sudeste-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Duas massas de ar frio atuam no país em apenas 5 dias; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-massas-de-ar-frio-atuam-no-pais-em-apenas-5-dias-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 19:26:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio volta a ganhar força no Brasil a partir desta sexta-feira (11), com uma nova massa de ar polar avançando pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Uma segunda massa de ar polar chegará ao país na terça-feira (15), mantendo o frio intenso por vários dias e favorecendo temperaturas abaixo dos 10°C e geadas localizadas no Sul. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6tn76"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6tn76.jpg" id="xb6tn76"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta sexta-feira (11), uma <strong>nova massa de ar frio avança pelo Brasil</strong>, atingindo estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país e fazendo as temperaturas caírem novamente ao longo do final de semana. Até mesmo alguns estados do<strong> Norte</strong> podem ser atingidos, com um<strong> novo episódio de friagem</strong>.</p><div class="texto-destacado">O avanço da massa de ar polar ocorre após a passagem de uma frente fria, que deve causar tempestades severas. Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) emitiu avisos de grande perigo para parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com tempestades severas, chuva forte, rajadas intensas de vento e granizo. </div><p>Até a segunda-feira (14), após a passagem dessa frente fria e das tempestades, a massa de ar frio terá atingido <strong>diversos estados do país</strong>. Isso inclui:</p><ul><li><strong>Região Sul:</strong> Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;</li><li><strong>Região Sudeste:</strong> São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais (região do Alto Paranaíba e Sul Mineiro);</li><li><strong>Região Centro-Oeste:</strong> Mato Grosso do Sul, Mato Grosso (extremo Sul e Oeste) e Goiás (extremo Sul);</li><li><strong>Região Norte:</strong> Rondônia e Acre, com baixa intensidade.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-massas-de-ar-frio-atuam-no-pais-em-apenas-5-dias-saiba-o-que-esperar-1789138620716.jpg" data-image="tc2z95ug01xi" alt="Previsão de Anomalias de Temperatura em 850 hPa entre a Sexta-feira, Sábado e Domingo." title="Previsão de Anomalias de Temperatura em 850 hPa entre a Sexta-feira, Sábado e Domingo."><figcaption>Previsão de Anomalias de Temperatura em 850 hPa entre a Sexta-feira, Sábado e Domingo mostra o avanço da massa de ar frio por boa parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.</figcaption></figure><p>O sistema será capaz de causar <strong>temperaturas mínimas muito baixas</strong> nos estados atingidos, especialmente na região Sul, onde muitos municípios podem registrar temperaturas <strong>abaixo dos 10°C</strong> ao longo da madrugada e da manhã.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso<a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"> novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Não se descarta a possibilidade de <strong>geadas localizadas</strong>, especialmente na região da <strong>Serra Gaúcha e da Serra Catarinense</strong> no domingo (13), quando o frio causado por essa massa de ar polar atinge sua maior intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-massas-de-ar-frio-atuam-no-pais-em-apenas-5-dias-saiba-o-que-esperar-1789138718992.jpg" data-image="j5r0svsgx0ns" alt="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira." title="Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira."><figcaption>Previsão de temperaturas mínimas na segunda-feira mostra que grande parte do centro-sul do Brasil registrará temperaturas muito baixas, com possibilidade de geadas localizadas.</figcaption></figure><p>Mas essa não será a única massa de ar frio a atuar no país ao longo da próxima semana. Já na <strong>terça-feira (15)</strong>, uma <strong>nova massa de ar polar avançará pela região Sul</strong>, fortalecendo o frio no país.</p><h2>Segunda massa de ar polar avança na terça-feira</h2><p>Ao longo da terça-feira (15), <strong>as duas massas de ar frio se encontrarão</strong> na altura entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, intensificando o frio sobre a região ao longo da própria terça-feira e nas primeiras horas da quarta-feira (16). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/duas-massas-de-ar-frio-atuam-no-pais-em-apenas-5-dias-saiba-o-que-esperar-1789138751464.jpg" data-image="hkjt79kd8hky" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira ao meio-dia e à meia-noite." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira ao meio-dia e à meia-noite."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa na terça-feira ao meio-dia e à meia-noite mostra o avanço de uma segunda massa de ar frio, que se encontra com a primeira ao longo do dia.</figcaption></figure><p>Essa massa de ar frio também avançará por uma <strong>porção mais ampla da região Sudeste</strong>, incluindo boa parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, que também devem registrar uma <strong>queda significativa das temperaturas</strong> entre a terça-feira (15) e a quarta-feira (16).</p><p>Efetivamente, isso fará com que o país registre a atuação de <strong>duas massas de ar frio num período de apenas cinco dias</strong>, o que contribui para o prolongamento do clima frio, típico de inverno, ao longo da semana que vem. Isso vale especialmente para a região Sul, onde as menores temperaturas serão registradas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787926" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massas-de-ar-frio-continuam-atingindo-varios-estados-em-setembro-mesmo-com-forte-el-nino.html" title="Massas de ar frio continuam atingindo vários estados em setembro, mesmo com forte El Niño">Massas de ar frio continuam atingindo vários estados em setembro, mesmo com forte El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massas-de-ar-frio-continuam-atingindo-varios-estados-em-setembro-mesmo-com-forte-el-nino.html" title="Massas de ar frio continuam atingindo vários estados em setembro, mesmo com forte El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massas-de-ar-frio-continuam-atingindo-varios-estados-em-setembro-mesmo-com-forte-el-nino-1788976085968_320.jpg" alt="Massas de ar frio continuam atingindo vários estados em setembro, mesmo com forte El Niño"></a></article></aside><p>No entanto, vale notar que já a partir da <strong>quinta-feira (17)</strong>, <strong>as massas de ar frio começam a perder força</strong> conforme se afastam em direção ao oceano Atlântico. Isso pode fazer com que o calor retorne gradualmente até o final da semana que vem, entre o sábado (19) e o domingo (20).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/duas-massas-de-ar-frio-atuam-no-pais-em-apenas-5-dias-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ar frio no fim de semana derrubam as temperaturas com alertas de chuva intensas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 17:53:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O final de semana terá a presença de uma frente fria e do avanço de uma massa de ar frio que diminui as temperaturas. Além disso, há expectativa de chuvas intensas que mantêm alertas em vários estados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6t7ha"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6t7ha.jpg" id="xb6t7ha"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ciclone extratropical se forma na tarde de hoje (11) e terá uma frente fria associada a ele, que por sua vez possui ar frio em sua retaguarda, além disso, chvuas intensas deixam os estados do <strong>Paraná, Mato</strong> <strong>Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro</strong> sob <strong>alerta neste final de semana</strong>. </p><h2>Frente fria avança pelo Centro-Sul e deixa alertas</h2><p>Uma<strong> frente fria</strong> avançará pelo <strong>Sul, </strong><strong>Sudeste e Centro-Oeste</strong> a partir da noite de hoje (11). O <strong>sistema estará bem organizado</strong> e<strong> terá potencial</strong> para provocar <strong>tempestades </strong>severas, quedas de <strong>granizo </strong>e fortes rajadas de vento.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>As primeiras áreas afetadas serão o Paraná e o Mato Grosso do Sul, com a faixa de <strong>instabilidade </strong>se estendendo do oeste sul-mato-grossense ao litoral paranaense. <strong>O sistema se desloca rapidamente</strong> e, até o final da noite de hoje (11), <strong>alcançará o território paulista</strong>, colocando o estado em <strong>alerta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas-1789127554514.jpg" data-image="ody8gkglb9g0" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Frente fria bem organiza desde o oeste do Mato Grosso do Sul ao leste do Paraná. Faixa com riscos de chuvas intensas e tempestades ao longo da noite de sexta (11) e madrugada de sábado (12).</figcaption></figure><p>Muitos municípios devem se manter atentos quanto aos <strong>riscos de alagamentos, enxurradas, deslizamentos e transbordamento de rios</strong>, pois o solo saturado por chuvas recentes diminui a capacidade de absorção de água na região.</p><p>Na madrugada de sábado (12), as precipitações atingirão também as capitais <strong>São Paulo (SP) e Campo Grande (MS) </strong>com previsão de<strong> tempestades intensas </strong>e outros municípios próximos. Pela manhã, a chuva perderá força, mas os <strong>alertas continuarão ativos </strong>no interior paulista e no noroeste sul-mato-grossense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas-1789127634686.jpg" data-image="cgaandgsjuco" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Posicionamento da frente fria e áreas com maiores chances de tempestades durante a madrugada de sábado (12).</figcaption></figure><p>O estado de Minas Gerais também será atingido pela frente fria na manhã de sábado (12), que deixará o <strong>tempo encoberto e provocará precipitações de intensidade moderada.</strong></p><p>Entre o final da tarde de sábado (12) e todo o domingo (13), o sistema continuará atuando com o suporte de um<strong> corredor úmido</strong>, que afetará com mais força o <strong>Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, além do sul mineiro e fluminense.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas-1789127679951.jpg" data-image="dmxe38bw9h8o" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>A previsão é de que as chuvas se concentrem sobre o Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, áreas com maior disponibilidade de água precipitável.</figcaption></figure><p>Diante deste cenário instável, o tempo permanecerá fechado com pancadas de chuva a qualquer hora. Na tarde e noite de sábado (12), <strong>os riscos de tempestades serão maiores</strong>, aumentando o potencial para eventuais <strong>transtornos</strong>.</p><p>Ao longo do domingo (13), as precipitações devem perder intensidade, mas a primeira metade do dia ainda terá registros de <strong>chuvas fortes</strong> no interior paranaense, no sul e no leste paulista. À tarde, as instabilidades chegam ao sul de Minas Gerais com risco de <strong>chuvas fortes e trovoadas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas-1789128150972.jpg" data-image="w86uog9dqfm9" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Chuva acumulada para este final de semana no Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Os maiores acumulados de chuva do final de semana se concentram na <strong>divisa entre Paraná e São Paulo e norte paranaense</strong>, com volumes <strong>superiores </strong>aos <strong>100 mm.</strong> No leste de São Paulo, as chuvas acumulam quantidade significativas de até <strong>84 mm na capital paulista.</strong></p><p>Em <strong>Santa Catarina, </strong>a quantidade prevista será menor, mas ainda capaz de provocar transtornos. No estado acumulados variando entre <strong>27 e 80 mm</strong>. O mesmo previsto para o <strong>norte do Rio Grande do Sul.</strong></p><h2>Ar polar ganha intensidade e diminui temperaturas</h2><p>Com a <strong>formação da frente fria</strong> sobre o norte da Região <strong>Sul do Brasil, </strong>a circulação atmosférica impulsionará a entrada <strong>de uma massa polar</strong>. Com isso, as temperaturas <strong>sofrerão uma queda acentuada</strong> na região nas próximas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas-1789127520177.jpg" data-image="3jrwr40l2fzy" alt="Anomalia de temperatura" title="Anomalia de temperatura"><figcaption>Anomalia de temperatura em 850 hPa mostra o avanço de ar polar sobre o Brasil.</figcaption></figure><p>O <strong>amanhecer de sábado (12)</strong> registrará valores inferiores a <strong>10°C</strong> no extremo sul gaúcho, enquanto no restante do estado, em Santa Catarina e no centro-sul paranaense <strong>as mínimas ficarão abaixo de 15°C</strong>. O frio será sentido com força à tarde, com <strong>máximas não superando os 21°C</strong> nos estados gaúcho e catarinense.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira">Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira-1789068267505_320.jpg" alt="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"></a></article></aside><p>No domingo (13), o <strong>ar polar ganhará força e avançará pelo Centro-Sul</strong>. No Rio Grande do Sul, a mínima variará entre <strong>6°C e 12°C</strong>, e de <strong>5°C a 15°C em Santa Catarina</strong>. No Paraná, a capital e o centro-sul registrarão mínimas abaixo de <strong>10°C.</strong> No Mato Grosso do Sul, os termômetros ficam próximos de <strong>15°C</strong> no sul, mesmo valor previsto para o sul e leste paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas-1789127483600.jpg" data-image="g902n093vbuc" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Temperatura máxima prevista para a tarde de domingo (13) sobre o Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Novamente, o período da tarde será frio, com termômetros não atingindo <strong>19°C no Rio Grande do Sul</strong>, não ultrapassando <strong>20°C em Santa Catarina</strong> e registrando 15°C no leste do Paraná. O ar frio também deixará as máximas abaixo de <strong>22°C no Mato Grosso do Sul</strong> e na faixa entre o sul paulista e o Rio de Janeiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ar-frio-no-fim-de-semana-derrubam-as-temperaturas-com-alertas-de-chuva-intensas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ NOAA eleva para 75% a chance de um El Niño histórico superar todos os eventos desde 1950]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 15:46:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>“Super El Niño” histórico e sem precedentes: probabilidade do pico do aquecimento superar 2,5°C aumenta +6% em relação ao mês anterior. Caso este aquecimento se concretize, o evento de 2026/2027 irá assumir o topo no ranking dos eventos que se tem registro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077666848.png" data-image="8fa9bjcwzwlz" alt="Anomalia diária da temperatura da superfície do mar em 08/09/2026 com +7°C a 8°C em áreas do Pacífico Equatorial leste, próximas à costa da América do Sul. Créditos: Climate Reanalyzer." title="Anomalia diária da temperatura da superfície do mar em 08/09/2026 com +7°C a 8°C em áreas do Pacífico Equatorial leste, próximas à costa da América do Sul. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>Anomalia diária da temperatura da superfície do mar em 08/09/2026 com +7°C a 8°C em áreas do Pacífico Equatorial leste, próximas à costa da América do Sul. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p><strong>A NOAA aumentou para 75% a probabilidade do El Niño 2026-2027 superar todos os eventos desde o início dos registros nos anos 50</strong>. A informação merece destaque da Discussão Diagnóstica do El Niño Oscilação-Sul do Centro de Previsões Climáticas (CPC/NOAA) desta quinta-feira (10), que acredita que o <strong>pico</strong> do evento entre outubro e dezembro supere <strong>2,5°C</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Chance de um evento histórico cresce em setembro</h2><p>A <strong>atualização</strong> de setembro do CPC/NOAA <strong>reforçou</strong> ainda mais o <strong>cenário</strong> de um <strong>El Niño excepcional </strong>em 2026. O principal destaque do boletim é que a probabilidade de o evento atingir intensidade histórica aumentou novamente.</p><div class="texto-destacado">Há 75% de chance de que o RONI trimestral ultrapasse +2,5°C entre outubro e dezembro de 2026, superando todos os eventos observados desde 1950. </div><p>No boletim de <strong>agosto</strong>, essa probabilidade era de aproximadamente <strong>69%,</strong> indicando um aumento de 6 pontos percentuais em apenas um mês.</p><p>O <strong>gráfico</strong> abaixo, produzido pela Meteored com base nos dados da NOAA, apresenta a <strong>evolução do índice RONI desde 1950</strong>. Os <strong>destaques</strong> indicam os <strong>anos</strong> em que o <strong>El Niño</strong> alcançou valores iguais ou <strong>superiores a 2°C,</strong> limiar da categoria “muito forte” - ou Super El Niño, como a mídia convencionou. Apenas quatro episódios atingiram essa marca ao longo de toda a série histórica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde-1789077682228.png" data-image="lnao7q8vwoo8" alt="Série histórica do índice RONI desde 1950. Os principais super El Niños (≥2°C) foram destacados. A estrela marca o limiar de +2,5°C que, segundo a NOAA, tem 75% de probabilidade de ser superado durante o pico do evento de 2026." title="Série histórica do índice RONI desde 1950. Os principais super El Niños (≥2°C) foram destacados. A estrela marca o limiar de +2,5°C que, segundo a NOAA, tem 75% de probabilidade de ser superado durante o pico do evento de 2026."><figcaption>Série histórica do índice RONI desde 1950. Os principais super El Niños (≥2°C) foram destacados. A estrela marca o limiar de +2,5°C que, segundo a NOAA, tem 75% de probabilidade de ser superado durante o pico do evento de 2026.</figcaption></figure><p><strong>Se a probabilidade</strong> atual prevista pela NOAA <strong>se concretizar</strong>, o <strong>El Niño 2026/2027 </strong>não apenas entrará para esse seleto grupo, mas também estabelecerá um novo recorde absoluto, ultrapassando os eventos de 1982/1983 (2,4°C) e de 1997/1998 e 2015/2016 (2,3°C) e tornando-se o <strong>mais intenso já registrado desde 1950.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787017" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM">El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788483716218_320.png" alt="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"></a></article></aside><p><br>Ainda segundo a NOAA, o El Niño continuou se fortalecendo durante agosto. As <strong>anomalias</strong> de temperatura da superfície do mar atingiram <strong>+1,8°C na região Niño-3.4, +2,5°C na Niño-3 e impressionantes +3,4°C na Niño-1+2, no leste do Pacífico equatorial. </strong>A atmosfera também segue respondendo ao aquecimento oceânico, com padrões de ventos, convecção e precipitação típicos de um El Niño em fortalecimento.</p><p>Os modelos climáticos analisados pelo CPC indicam que o aquecimento<strong> deve continuar aumentando</strong> ao longo dos próximos meses. Por isso, a NOAA mantém <strong>mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte</strong> durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte (fim de 2026), ressaltando que um evento dessa magnitude aumenta as chances de <strong>impactos climáticos significativos</strong> em diversas regiões do planeta, embora não garanta seus efeitos específicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-eleva-para-75-a-chance-de-um-el-nino-historico-superar-todos-os-eventos-desde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas e ventos de até 70 km/h causam estragos em cidades de SP e do RJ; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-e-ventos-de-ate-70-km-h-causam-estragos-em-cidades-de-sp-e-do-rj-veja-imagens.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:42:45 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As enxurradas que invadiram ruas centrais de Avaré deixaram automóveis completamente submersos e forçaram o retorno da tubulação de esgoto para o interior de residências.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-ventos-de-ate-70-km-h-causam-estragos-em-cidades-de-sp-e-do-rj-veja-imagens-1789132904660.jpg" data-image="2vvwewihogte" alt="Chuva intensa causou estragos em Avaré, interior de SP. Foto: Defesa Civil" title="Chuva intensa causou estragos em Avaré, interior de SP. Foto: Defesa Civil"><figcaption>Chuva intensa causou estragos em Avaré, interior de SP. Foto: Defesa Civil</figcaption></figure><p><strong>O avanço de tempestades provocou transtornos no estado de São Paulo e no Sul Fluminense.</strong> A passagem de chuvas torrenciais causou inundações, quedas de árvores e danos estruturais em diversas cidades.</p><p>Diante do quadro de instabilidade, <strong>prefeituras e governos estaduais adotaram medidas de emergência</strong> para proteger a população. Entre as ações, destacam-se a suspensão de aulas presenciais e o envio de múltiplos alertas sonoros.</p><h2>Danos na capital, suspensão de aulas e alertas em São Paulo</h2><p>Nesta sexta-feira (11), <strong>a Defesa Civil emitiu 38 alertas para as regiões paulistas nas primeiras seis horas do dia</strong>, com envio via Cell Broadcast em Araras e por SMS no restante. Na capital, um imóvel desabou e outros quatro entraram em risco iminente no bairro Sapopemba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-e-ventos-de-ate-70-km-h-causam-estragos-em-cidades-de-sp-e-do-rj-veja-imagens-1789133378751.jpg" data-image="s7t0pl3iwmu5" alt="Caminhão tombou com ventos fortes durante chuva em Rio Claro, interior de SP. Foto: Defesa Civil" title="Caminhão tombou com ventos fortes durante chuva em Rio Claro, interior de SP. Foto: Defesa Civil"><figcaption>Caminhão tombou com ventos fortes durante chuva em Rio Claro, interior de SP. Foto: Defesa Civil</figcaption></figure><p>Em razão do mau tempo, o município de <strong>Cotia suspendeu as aulas da rede municipal</strong>. A prefeitura justificou que a decisão representa uma ação preventiva voltada à proteção dos estudantes.</p><div class="texto-destacado">Ao mesmo tempo, as Fatecs e Etecs suspenderam as atividades letivas em cinco regiões: Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Sorocaba e Registro. O governo estadual determinou que os prédios atendam apenas com equipes de gestão.</div><p>Eventos ao ar livre também foram suspensos, enquanto um gabinete de crise passou a reunir forças de resgate, transporte e concessionárias. A terra encharcada já havia provocado deslizamentos na quinta-feira (10) em <strong>São Miguel Arcanjo, Itapecerica da Serra, Matão e Ribeira</strong>.</p><h2>Transtornos viários e rajadas de vento no interior paulista</h2><p>Ainda na quinta-feira (10), <strong>granizo atingiu Flórida Paulista e Presidente Epitácio</strong>, enquanto fortes ventos derrubaram postes em Pinhalzinho. Em Salto de Pirapora, alagamentos deixaram duas pessoas desalojadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Uma intensa tempestade de granizo atingiu <a href="https://x.com/hashtag/PresidenteEpitacio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PresidenteEpitacio</a>, no Brasil. <a href="https://t.co/ygXNssRLhy">pic.twitter.com/ygXNssRLhy</a></p>— Meteored Brasil (@MeteoredBR) <a href="https://x.com/MeteoredBR/status/2098375079675441431?ref_src=twsrc%5Etfw">September 11, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Em Rio Claro, rajadas de vento de até 70 km/h derrubaram contêineres sobre a rede elétrica</strong>, tombaram um caminhão e causaram a queda de um muro. Na mesma data, Bauru registrou <strong>37 mm</strong> de precipitação e ventos de <strong>45 km/h</strong>, alagando trechos da Avenida Nações Unidas.</p><p><strong>Em Sorocaba, a Avenida 15 de Agosto foi totalmente bloqueada</strong> devido ao nível da água acumulada na pista. O volume registrado na cidade nos dez primeiros dias do mês superou em três vezes o índice do mesmo período de 2025.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Temporal derruba árvores, destelha imóveis e provoca alagamentos no interior de SP <a href="https://t.co/pzY1oexZsf">https://t.co/pzY1oexZsf</a> <a href="https://x.com/hashtag/G1?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#G1</a> <a href="https://x.com/hashtag/G1S%C3%A3oCarlos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#G1SãoCarlos</a> <a href="https://x.com/hashtag/RioClaro?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#RioClaro</a> <a href="https://x.com/hashtag/Temporal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Temporal</a> <a href="https://x.com/hashtag/Chuva?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Chuva</a> <a href="https://x.com/hashtag/DefesaCivil?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#DefesaCivil</a> <a href="https://x.com/hashtag/Tempestade?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tempestade</a> <a href="https://x.com/hashtag/Ventos?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Ventos</a> <a href="https://x.com/hashtag/S%C3%A3oPaulo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SãoPaulo</a> <a href="https://t.co/KdWwxHh9jn">pic.twitter.com/KdWwxHh9jn</a></p>— g1 São Carlos (@g1saocarlos) <a href="https://x.com/g1saocarlos/status/2098390044243345831?ref_src=twsrc%5Etfw">September 11, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>No município de Avaré, enxurradas invadiram casas, submergiram veículos</strong> e provocaram retorno de esgoto na área central. Em Itapetininga, uma estrada vicinal cedeu, enquanto Cesário Lange registrou<strong> 90 mm</strong> de precipitação em um intervalo de 12 horas.</p><h2>Ocorrências e registros de estragos no Rio de Janeiro</h2><p>Os reflexos da chuva intensa também atingiram o estado do Rio de Janeiro na noite de quinta-feira (10). <strong>Em Barra Mansa, a Defesa Civil contabilizou mais de 46 mm de precipitação</strong> em 24 horas.</p><p>A tempestade concentrou impactos nas <strong>zonas central, leste, norte e nordeste</strong> do município fluminense. O órgão atendeu a quatro ocorrências principais ao longo do período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira">Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira-1789068267505_320.jpg" alt="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"></a></article></aside><p>Entre os danos atendidos pelos agentes públicos, constam<strong> o desabamento de um muro de contenção e o afundamento do sistema de drenagem</strong> em via pública. Uma residência também foi interditada após sofrer um incêndio durante o temporal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="g1%20S%C3%A3o%20Carlos%20e%20Araraquara" data-year="2026" data-title="V%C3%8DDEO%3A%20ventos%20de%2070%20km%2Fh%20derrubam%20cont%C3%AAineres%2C%20caminh%C3%A3o%20e%20%C3%A1rvores" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fsao-carlos-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F10%2Fvideo-chuva-com-ventos-de-70-kmh-tomba-conteineres-e-caminhao-e-derruba-arvores-no-interior-de-sp.ghtml">g1 São Carlos e Araraquara. (2026). <a href="https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2026/09/10/video-chuva-com-ventos-de-70-kmh-tomba-conteineres-e-caminhao-e-derruba-arvores-no-interior-de-sp.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">VÍDEO: ventos de 70 km/h derrubam contêineres, caminhão e árvores</a>.</cite><br><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Estado%20de%20SP%20tem%20granizo%2C%20deslizamentos%20e%20aulas%20canceladas%20por%20chuvas" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fcotidiano%2Fultimas-noticias%2F2026%2F09%2F11%2Fchuvas-sao-paulo-ocorrencias-11-de-setembro.ghtm">UOL. (2026). <a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/09/11/chuvas-sao-paulo-ocorrencias-11-de-setembro.ghtm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estado de SP tem granizo, deslizamentos e aulas canceladas por chuvas</a>.</cite><br><cite data-author="g1%20Sul%20do%20Rio%20e%20Costa%20Verde" data-year="2026" data-title="Chuva%20forte%20causa%20alagamentos%20e%20quatro%20ocorr%C3%AAncias%20em%20Barra%20Mansa" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frj%2Fsul-do-rio-costa-verde%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F10%2Fchuva-forte-causa-alagamentos-e-quatro-ocorrencias-em-barra-mansa.ghtml">g1 Sul do Rio e Costa Verde. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2026/09/10/chuva-forte-causa-alagamentos-e-quatro-ocorrencias-em-barra-mansa.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva forte causa alagamentos e quatro ocorrências em Barra Mansa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-e-ventos-de-ate-70-km-h-causam-estragos-em-cidades-de-sp-e-do-rj-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre mudança climática alerta: as cidades estão sufocando e adoecendo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 12:28:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O primeiro relatório do Lancet Countdown sobre Saúde e Mudanças Climáticas nas Cidades da Europa acaba de apresentar dados científicos e transmite uma mensagem clara: os riscos para a saúde crescem mais rapidamente do que a resposta dada a eles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018922838.jpg" data-image="5r3lzgat34le"><figcaption>As cidades estão doentes e não estamos agindo rápido. É o alerta deste primeiro estudo do Lancet Countdown.</figcaption></figure><p>Durante anos, falamos sobre as <strong>mudanças climáticas </strong>como um problema ambiental. No entanto, a realidade é que elas <strong>estão afetando a nossa saúde</strong>, especialmente nas cidades. O primeiro<strong> relatório do </strong><em><strong>Lancet Countdown</strong></em> sobre Saúde e Mudanças Climáticas nas Cidades da Europa quantifica uma situação que se torna mais evidente a cada verão.</p><p>Por trás disso, há dezenas de pesquisadores, universidades e organismos internacionais analisando indicadores comparáveis ao longo do tempo para entender como as mudanças climáticas afetam a saúde. O relatório europeu completo utiliza 43 indicadores estruturados em cinco grandes áreas, abrangendo desde <strong>impactos diretos até financiamento ou políticas públicas</strong>.</p><p>Na versão específica para cidades, esses indicadores são aplicados à escala urbana: mais de 850 cidades, dados históricos, comparações entre décadas e métricas que permitem identificar tendências, auxiliando na tomada de decisões. O <strong>calor extremo, a poluição, os incêndios florestais e as doenças transmitidas por vetores </strong>estão intensificando seus efeitos sobre a população, enquanto as medidas de adaptação avançam com demasiada lentidão.</p><h2><strong>"Sempre esteve quente." Mas não assim</strong></h2><p>As altas temperaturas sempre fizeram parte do verão. O que está mudando é a sua<strong> intensidade e frequência</strong>, e isso afeta diretamente o impacto na saúde.</p><p>Um dos dados mais preocupantes é que a<strong> mortalidade associada ao calor aumentou 160,6% no sul da Europa </strong>em relação à década de 1990. E o problema não são apenas as ondas de calor.</p><div class="texto-destacado">Como aponta o Dr. José Chen (pesquisador do <em>Lancet Countdown Europe</em> no ISGlobal), os eventos extremos atuais não são fenômenos isolados, mas sim sintomas evidentes de um clima alterado que exige uma resposta urgente e integradora.</div><p>As <strong>noites equatoriais</strong> — aquelas em que a temperatura não cai abaixo de 25°C — <strong>estão se tornando cada vez mais frequentes</strong>. Sem esse resfriamento noturno, o organismo não consegue se recuperar adequadamente: o sono é prejudicado, o estresse fisiológico aumenta e o sistema cardiovascular permanece sob esforço contínuo.</p><p>As <strong>consequências </strong>são particularmente significativas para idosos, pessoas com doenças crônicas ou trabalhadores que exercem suas atividades ao ar livre.</p><h2><strong>Cidades que são ilhas de calor</strong></h2><p>Se no verão você percebe uma diferença de temperatura entre um parque e uma avenida cercada por prédios, está sentindo o efeito da<strong> ilha de calor urbana</strong>.</p><p>As<strong> superfícies asfaltadas, o concreto e as construções</strong> acumulam energia durante o dia e a liberam lentamente à noite. Como resultado, as cidades permanecem significativamente mais quentes do que o seu entorno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018708592.jpeg" data-image="ma4szx4zja2b"><figcaption>O investimento é imprescindível para evitar as ilhas de calor nas cidades.</figcaption></figure><p>A boa notícia é que existem soluções eficazes. Onde as<strong> áreas verdes</strong> foram ampliadas ou determinadas superfícies urbanas foram transformadas, o calor do verão diminuiu. De fato, isso ocorreu em 88% das cidades analisadas.</p><h2><strong>Castellón e Granada: duas faces do mesmo fenômeno</strong></h2><p>O relatório destaca dois casos na <strong>Espanha</strong>. Um deles é <strong>Castellón</strong>, onde a <strong>mortalidade atribuível ao calor extremo aumentou 553%</strong>. A alta umidade, a sucessão de noites quentes e o envelhecimento da população aumentam a vulnerabilidade às altas temperaturas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Definición gráfica de "Isla de calor urbana" podemos observar en la capital como puede variar la temperatura según los barrios, en zonas más abiertas y expuestas como es el Albaicin hay 25° actuales a las 2:00 de la madrugada y por ejemplo en Arabial, Camino de Ronda 28° <a href="https://t.co/HO1XFPw1RN">pic.twitter.com/HO1XFPw1RN</a></p>— tiempo en Granada (@Granada_Meteo) <a href="https://x.com/Granada_Meteo/status/2069573273138991229?ref_src=twsrc%5Etfw">June 24, 2026</a></blockquote></figure><p>Em <strong>Granada</strong>, por sua vez, a <strong>escassez de arborização e a abundância de superfícies de concreto</strong> favorecem o acúmulo de calor durante o dia e dificultam o resfriamento noturno. Alguns bairros chegam a se comportar como verdadeiras armadilhas térmicas.</p><p>São dois exemplos concretos de uma realidade que se repete em numerosos centros urbanos europeus. Todos nós estamos pensando em nossa cidade, e todos temos razão.</p><h2><strong>O calor e as doenças emergentes</strong></h2><p>O aumento das temperaturas favorece a expansão de espécies como o mosquito-tigre (<em>Aedes albopictus</em>), <strong>ampliando as áreas com condições favoráveis</strong> para doenças como a <strong>dengue ou a febre do Nilo Ocidental</strong>, que já causaram um aumento enorme de casos e mortes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018768141.jpg" data-image="2yjl257c6vad"><figcaption>Eventos extremos transformam as mudanças climáticas em um problema de saúde pública, além de ambiental: doenças, alergias, incêndios, inundações.</figcaption></figure><p>A forma como convivemos com o <strong>pólen </strong>também está mudando. Muitas <strong>espécies de plantas alergênicas florescem mais cedo e prolongam sua atividade por mais tempo</strong>, estendendo as temporadas de alergia e aumentando a exposição de milhões de pessoas. São mudanças com consequências para a saúde cada vez mais visíveis, às quais também é preciso se adaptar.</p><h2>Um toque de otimismo</h2><p>Nem todas as informações são negativas. As zonas de baixas emissões, a redução progressiva de poluentes atmosféricos e as <strong>melhorias na mobilidade urbana</strong> estão contribuindo para diminuir parte dos riscos relacionados à qualidade do ar.</p><div class="texto-destacado">As normas de baixas emissões reduziram significativamente os picos letais de partículas finas e nitratos, diminuindo as mortes causadas pela má qualidade do ar.<ol></ol></div><p>Além disso, cada vez mais cidades apostam em modelos que favorecem tanto o clima quanto a saúde: mais transporte público, mais deslocamentos a pé, mais uso de bicicleta e <strong>menos dependência de veículos particulares</strong>. Os dados indicam benefícios para as cidades que adotam essas medidas, e elas devem ser exigidas.</p><h2>Um problema de financiamento... ou de distribuição de recursos</h2><p><strong>A maioria das cidades já conhece os riscos que enfrenta</strong>. Mais de 80% realizaram avaliações climáticas e dispõem de informações suficientes para planejar ações. No entanto, concretizá-las é outra história.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759589" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%">Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/especialistas-em-economia-alertam-mudancas-climaticas-podem-reduzir-a-economia-global-em-ate.html" title="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-estudio-el-cambio-climatico-podria-reducir-la-economia-global-1773162637337_320.jpg" alt="Especialistas em economia alertam: mudanças climáticas podem reduzir a economia global em até 50%"></a></article></aside><p>A <strong>falta de financiamento continua sendo a principal barreira</strong>. 41,2% dos municípios apontam os recursos financeiros como o maior obstáculo para avançar em medidas de adaptação.</p><p>Em muitos casos, o conhecimento existe. O que falta é capacidade para transformá-lo em ação.</p><h2><strong>Um problema ambiental... e sanitário</strong></h2><p>Ou reconhecemos isso agora, ou já estaremos atrasados: <strong>a mudança climática é um problema de saúde pública</strong>. Por isso, a adaptação climática não pode ser considerada uma questão exclusivamente ambiental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018553724.jpeg" data-image="jmfdjdeyyz3v"><figcaption>Falta financiamento para adotar as medidas necessárias para proteger a nossa saúde nas cidades.</figcaption></figure><p><strong>Mais árvores, menos asfalto</strong>, refúgios climáticos acessíveis e cidades projetadas pensando nas pessoas são medidas que protegem tanto o planeta quanto a nossa saúde. Não merecemos menos.</p><p>As <strong>evidências são sólidas</strong>. Sabemos o que está acontecendo e conhecemos muitas das soluções. Já entendemos o problema; falta avançar nas soluções.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chen-Xu%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%202026%20Europe%20Cities%20Report%20of%20the%20Lancet%20Countdown%20on%20health%20and%20climate%20change%3A%20cities%20at%20the%20forefront%20of%20climate%20change%20action" data-url="https%3A%2F%2Fwww.thelancet.com%2Fjournals%2Flanpub%2Farticle%2FPIIS2468-2667(26)00100-3%2Ffulltext">Chen-Xu, et al. (2026). <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanpub/article/PIIS2468-2667(26)00100-3/fulltext" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The 2026 Europe Cities Report of the Lancet Countdown on health and climate change: cities at the forefront of climate change action</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Solo encharcado: chuvas acima de 100 mm ameaçam paralisar plantio do milho; veja onde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/solo-encharcado-chuvas-acima-de-100-mm-ameacam-paralisar-plantio-do-milho-veja-onde.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 10:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tempestades com mais de 100 mm podem interromper a semeadura do milho no Sul, encharcar talhões e retardar a emergência, justamente quando produtores de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul aceleram a nova safra nacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-encharcado-chuvas-acima-de-100-mm-ameacam-paralisar-plantio-do-milho-no-sul-1789079791371.jpg" data-image="mj92nnwj72g2" alt="safra, paraná, sudeste, sul" title="safra, paraná, sudeste, sul"><figcaption>Volumes de precipitação acima de 100 mm deixam as lavouras alagadas, impedindo o avanço das plantadeiras na largada da nova safra.</figcaption></figure><p>Um ciclone e uma frente fria devem intensificar as tempestades entre quinta-feira, 10, e sábado, 12, no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. A previsão indica mais de 100 mm em extensas áreas, com<strong> máximos pontuais superiores a 200 mm</strong>, além de granizo e rajadas fortes justamente na largada do plantio do milho.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><strong>A chuva recompõe a umidade necessária à germinação</strong>, mas os maiores volumes podem saturar o solo, impedir a entrada de máquinas e retardar a emergência das plantas. O cenário também ameaça interromper a colheita do trigo e reduzir as janelas para semeadura, adubação e pulverização nos três estados.</p><h2>Paraná e Santa Catarina concentram os maiores volumes </h2><p>O período mais crítico ocorre entre quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, quando um ciclone e sua frente fria organizam tempestades no Paraná, em Santa Catarina e no extremo noroeste gaúcho. <strong>A previsão semanal supera 100 mm entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná</strong>. Pontos paranaenses podem passar de 200 mm, enquanto Santa Catarina recebe de 60 a 140 mm e o território gaúcho varia de 10 a 100 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-encharcado-chuvas-acima-de-100-mm-ameacam-paralisar-plantio-do-milho-no-sul-1789079573656.jpg" data-image="0xrilmo1pt0y" alt="previsão, chuva, paraná" title="previsão, chuva, paraná"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até sábado, 12, às 21h.</figcaption></figure><p>A distribuição não será homogênea. Oeste e sudoeste do Paraná, Oeste catarinense e norte do Rio Grande do Sul ficam mais expostos à chuva, granizo e rajadas<strong>. Em 24 a 48 horas, volumes elevados podem superar a infiltração</strong>. A água perde eficiência agronômica quando escoa, provoca erosão ou ocupa os poros, limitando oxigênio para raízes jovens.</p><h2>Milho emerge devagar e máquinas perdem a janela </h2><p>O plantio nacional do milho de primeira safra alcança 11%. <strong>No Rio Grande do Sul, mais de um terço da área prevista já foi implantado,</strong> mas a elevada umidade limitou o avanço e as temperaturas baixas retardaram o estabelecimento. No Paraná, a chuva favoreceu lavouras semeadas, embora reduzisse o ritmo dos trabalhos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em Santa Catarina, o plantio começou em todo o estado, condicionado aos intervalos de tempo seco.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na emergência, água suficiente ativa a germinação; <strong>saturação prolongada reduz a troca gasosa e pode produzir estandes desuniformes</strong> nas baixadas. O mesmo episódio pode atrasar novos talhões e elevar o molhamento foliar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-encharcado-chuvas-acima-de-100-mm-ameacam-paralisar-plantio-do-milho-no-sul-1789080293489.jpg" data-image="fyw0r2l0vxzp" alt="umidade, solo, milho, trigo" title="umidade, solo, milho, trigo"><figcaption>Previsão de umidade do solo para os dias 11, 12 e 13 de setembro.</figcaption></figure><p>Com mais de 100 mm no Paraná e até 140 mm em Santa Catarina, decisões devem considerar drenagem e textura, não apenas o total previsto.</p><ul><li><strong>No Rio Grande do Sul, com mais de 33% implantado, monitorar baixadas e falhas de emergência antes de qualquer reentrada.</strong></li><li>No Paraná, onde os acumulados superam 100 mm, evitar antecipar máquinas para talhões ainda sem capacidade de suporte.</li><li>Em Santa Catarina, sob previsão de 60 a 140 mm, aproveitar somente intervalos confirmados para semeadura e adubação.</li><li>Nos três estados, com 11% semeado no país, reprogramar pulverizações previstas para 10 e 11 de setembro.</li></ul><h2>Após o temporal, frio ainda limita o avanço no Sul </h2><p>A instabilidade continua no sábado, 12, sobretudo no Paraná e em Santa Catarina, e tende a perder força a partir de domingo, 13. Entre 14 e 16 de setembro, <strong>o sinal predominante é de temperatura abaixo da média no Centro-Sul</strong>. Isso pode prolongar a secagem do solo e manter a emergência mais lenta no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, mesmo depois da redução da chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solo-encharcado-chuvas-acima-de-100-mm-ameacam-paralisar-plantio-do-milho-no-sul-1789080356736.jpg" data-image="e3n1catxvg6b" alt="anomalia, chuva, paraná, rio grande do sul" title="anomalia, chuva, paraná, rio grande do sul"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para domingo, 13, às 16h.</figcaption></figure><p><strong>O produtor pode usar a abertura para vistoriar erosão, crostas</strong>, profundidade da semente e uniformidade do estande. Em áreas com mais de 100 mm, a entrada de equipamentos deve depender da sustentação do terreno. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira">Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira.html" title="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-nao-dara-tregua-e-trara-sensacao-de-inverno-prolongado-confira-1789068267505_320.jpg" alt="Frio não dará trégua e trará sensação de inverno prolongado; confira"></a></article></aside><p>Irrigação pode ser suspensa onde o perfil foi recomposto; adubação e pulverização devem aguardar solo trafegável e vento adequado, com avaliação local para cada cultivar e textura.</p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/solo-encharcado-chuvas-acima-de-100-mm-ameacam-paralisar-plantio-do-milho-veja-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Agosto de 2026 foi o mês mais quente já registrado no planeta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/agosto-de-2026-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-no-planeta.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 08:24:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com temperatura média global de 16,96°C, agosto de 2026 entrou para a história como o mês mais quente já registrado na base de dados ERA5 do Copernicus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/recorde-historico-agosto-de-2026-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-no-planeta-1789051495895.png" data-image="ax4rklywcwxf" alt="Distribuição das anomalias de temperatura do ar próximo à superfície em agosto de 2026, em relação à média climatológica moderna de 1991-2020. Créditos: C3S/ECMWF." title="Distribuição das anomalias de temperatura do ar próximo à superfície em agosto de 2026, em relação à média climatológica moderna de 1991-2020. Créditos: C3S/ECMWF."><figcaption>Distribuição das anomalias de temperatura do ar próximo à superfície em agosto de 2026, em relação à média climatológica moderna de 1991-2020. Créditos: C3S/ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Agosto de 2026</strong> foi o<strong> mês mais quente já registrado globalmente </strong>na base de dados ERA5, segundo o mais recente Boletim Climático do Copernicus divulgado nesta quinta-feira (10). A temperatura média global atingiu<strong> 16,96°C</strong>, valor considerado tecnicamente empatado com julho de 2023, que até então ocupava sozinho o topo do ranking histórico. </p><p>O novo <strong>recorde</strong> <strong>reforça</strong> os <strong>alertas</strong><strong> feitos pela Meteored</strong> sobre a <strong>influência</strong> do intenso <strong>El Niño</strong> em desenvolvimento, que deve continuar favorecendo novos recordes globais nos próximos meses. Confira os detalhes</p><h2>Recorde duplo: temperatura absoluta e anomalia</h2><p><strong>Agosto de 2026 </strong>bateu<strong> recordes</strong> sob<strong> duas perspectivas</strong> diferentes, se destacando por <strong>combinar</strong> uma <strong>anomalia</strong> <strong>extremamente elevada</strong> com a <strong>maior temperatura média global já observada.</strong></p><p>Em termos de<strong> temperatura média global absoluta</strong>, o mês atingiu <strong>16,96°</strong><strong>C</strong> e empatou com julho de 2023 (16,95°C) como o <strong>valor mais elevado já registrado </strong>na série ERA5 do Copernicus, desde 1940.</p><div class="texto-destacado">Já quando a comparação é feita em relação ao período pré-industrial (1850-1900), agosto apresentou uma anomalia impressionante de +1,65°C, tornando-se o agosto mais quente da história dos registros.</div><p>Além disso, foi o primeiro mês desde novembro de 2025 a ultrapassar o limiar de 1,5°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recorde-historico-agosto-de-2026-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-no-planeta-1789051536984.png" data-image="ffdbq67p6tmy" alt="Média mensal absoluta de temperaturas globais desde 1940-2026, destacando agosto de 2026 como o mais quente da história, junto com julho de 2023. Créditos: Copernicus." title="Média mensal absoluta de temperaturas globais desde 1940-2026, destacando agosto de 2026 como o mais quente da história, junto com julho de 2023. Créditos: Copernicus."><figcaption>Média mensal absoluta de temperaturas globais desde 1940-2026, destacando agosto de 2026 como o mais quente da história, junto com julho de 2023. Créditos: Copernicus.</figcaption></figure><p>Quando olhamos para a <strong>distribuição das anomalias globais</strong> (mapa no início do texto), observamos um <strong>planeta quase totalmente aquecido</strong>. As <strong>maiores anomalias positivas</strong> de temperatura foram registradas na <strong>Antártica Ocidental</strong>, em partes da<strong> Ásia Centra</strong>l, do<strong> leste da Áfric</strong><strong>a</strong> e da<strong> Sibéria Ocidental</strong>, regiões que apresentaram aquecimento muito acima da média climatológica para agosto. </p><p>Em contraste, <strong>temperaturas abaixo da média</strong> foram observadas no <strong>sul da América do Sul</strong>, em partes da<strong> África Austral</strong> e do<strong> leste da Rússia</strong>, além de áreas próximas ao<strong> Mar de Weddell</strong>, na Antártica.</p><h2>A escalada das temperaturas em 2026</h2><p>Mês após mês, 2026 vem acumulando posições entre os meses mais quentes da história dos registros. <strong>Entre janeiro e agosto</strong>, todos os <strong>meses figuraram entre os cinco mais quentes</strong> já observados para suas respectivas épocas do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recorde-historico-agosto-de-2026-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-no-planeta-1789051570663.png" data-image="xuhcdhkqa76p" alt="Recordes mensais de temperatura global entre janeiro e agosto de 2026." title="Recordes mensais de temperatura global entre janeiro e agosto de 2026."><figcaption>Recordes mensais de temperatura global entre janeiro e agosto de 2026. </figcaption></figure><p>A <strong>aceleração tornou-se mais evidente</strong> durante o <strong>segundo semestre</strong>, saindo de <strong>5° janeiro mais quente</strong> para <strong>1° agosto mais quente</strong>. Essa escalada das temperaturas também está relacionada ao aquecimento dos oceanos, que bateram recorde em agosto, e à intensificação do El Niño. </p><h2>Recorde absoluto de calor nos oceanos</h2><p>Os <strong>recordes</strong> observados na <strong>atmosfera</strong> estão <strong>intimamente</strong> <strong>ligados</strong> ao <strong>aquecimento dos oceanos</strong>, principal reservatório de calor do sistema climático terrestre. À medida que os oceanos acumulam energia, parte desse calor é transferida para a atmosfera, contribuindo para a elevação das temperaturas globais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c.html" title=" Nova previsão do ECMWF reforça: pico do El Niño será acima de 3°C"> Nova previsão do ECMWF reforça: pico do El Niño será acima de 3°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c.html" title=" Nova previsão do ECMWF reforça: pico do El Niño será acima de 3°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c-1788711466362_320.png" alt=" Nova previsão do ECMWF reforça: pico do El Niño será acima de 3°C"></a></article></aside><p>Em <strong>agosto de 2026</strong>, a<strong> temperatura média</strong> da <strong>superfície dos oceanos</strong> <strong>extratropicais</strong> (entre 60°S e 60°N) atingiu <strong>21.07°C</strong>. Este não é apenas o <strong>maior valor</strong> já registrado <strong>para</strong> um mês de <strong>agosto</strong> como também o<strong> maior valor mensal já registrado na série histórica</strong> (desde 1979) do ERA5, superando o recorde anterior de 20,89°C estabelecido em julho de 2023. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recorde-historico-agosto-de-2026-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-no-planeta-1789051596835.png" data-image="oowvhy127cxo" alt="Temperatura da superfície do mar média mensal entre 60°N-60°S desde 1979 no banco de dados ERA5." title="Temperatura da superfície do mar média mensal entre 60°N-60°S desde 1979 no banco de dados ERA5."><figcaption>Temperatura da superfície do mar média mensal entre 60°N-60°S desde 1979 no banco de dados ERA5. </figcaption></figure><p>Desde 19 de junho, as <strong>temperaturas diárias</strong> dos oceanos vêm registrando <strong>máximos históricos</strong> para cada dia do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recorde-historico-agosto-de-2026-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-no-planeta-1789051610013.png" data-image="jrepz9awf8zo" alt="Anomalias e extremos na temperatura da superfície do mar em agosto de 2026. Créditos: C3S/Copernicus." title="Anomalias e extremos na temperatura da superfície do mar em agosto de 2026. Créditos: C3S/Copernicus."><figcaption>Anomalias e extremos na temperatura da superfície do mar em agosto de 2026. Créditos: C3S/Copernicus.</figcaption></figure><p>Segundo o Copernicus, o <strong>aquecimento excepcional</strong> foi <strong>impulsionado</strong> pelo rápido desenvolvimento do <strong>El Niño</strong> no Pacífico Equatorial, <strong>mas também</strong> por <strong>temperaturas recordes</strong> observadas em <strong>diversas outras bacias oceânicas. </strong>Áreas extensas do Pacífico, Atlântico Norte, oceano Austral e mares europeus registraram ondas de calor marinhas fortes a severas, com diversos setores apresentando temperaturas recordes para a época do ano.</p><h2>Alerta: novos recordes estão a caminho</h2><p>O <strong>El Niño</strong>, atualmente classificado como forte, <strong>deve continuar se intensificando</strong> nos próximos meses e atingir seu <strong>pico</strong> entre a<strong> primavera e o início do verão</strong> do Hemisfério Sul. As <strong>previsões</strong> mais <strong>recentes</strong> indicam um <strong>evento excepcional</strong>, com anomalias próximas de <strong>3,5°C </strong>na região Niño 3.4, onde o fenômeno é monitorado.</p><div class="texto-destacado">Historicamente, o impacto máximo do El Niño sobre a temperatura média global ocorre alguns meses após o pico do fenômeno, prolongando-se pelo ano seguinte. </div><p>Por isso, os<strong> recordes observados em agosto de 2026 </strong>podem ser <strong>apenas o início de uma nova escalada</strong>. Especula-se que 2027 poderá superar 2024 e se tornar o ano mais quente da história dos registros, somando efeitos de um Super El Niño histórico com a escalada do aquecimento global.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/agosto-de-2026-foi-o-mes-mais-quente-ja-registrado-no-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item></channel></rss>