<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Tue, 14 Jul 2026 21:30:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 21:30:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Quase 100 mm de chuva deixam 3 estados do Nordeste sob alerta; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 19:54:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Volumes de chuva significativos de quase 100 mm deixam 3 estados do Nordeste em alerta até o fim de semana. Serão dias de instabilidade persistente, com chuva pontualmente intensa na costa leste da região.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap7caa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap7caa.jpg" id="xap7caa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A previsão do tempo acende o <strong>alerta para o Nordeste</strong> do Brasil nos próximos dias: a atuação de áreas de instabilidade deve provocar <strong>chuvas moderadas e frequentes na costa leste</strong> da região ao longo desta semana.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os <strong>acumulados</strong> serão mais expressivos entre os estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, onde podem <strong>se aproximar dos 100 milímetros até o fim de semana</strong>, aumentando o risco de <strong>transtornos </strong>como alagamentos e enxurradas.</p><p>Acompanhe a seguir os detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Quase 100 mm na costa leste do NE até o fim de semana</h2><p>No <strong>Maranhão</strong>, estão previstas <strong>pancadas de chuva </strong>ao longo da <strong>quarta (15) </strong>e da <strong>quinta-feira (16)</strong>, com chance de <strong>trovoadas isoladas</strong>. Nos dias posteriores até o fim da semana, as chuvas reduzem e o tempo fica mais firme no estado.</p><p>Nos estados do <strong>Piauí </strong>e <strong>Ceará</strong>, <strong>pancadas de chuva</strong> podem ocorrer ao longo da <strong>quarta-feira (15)</strong>, mas sem risco de temporais. Nos dias posteriores, as chuvas também cessam em ambos os estados e volta a ter alguma chance de <strong>chuva fraca e isolada no fim de semana no litoral </strong>deles.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html" title="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta">Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html" title="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038406396_320.png" alt="Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta"></a></article></aside><p>O <strong>destaque </strong>será para as<strong> chuvas frequentes</strong>, e que pontualmente podem ser <strong>intensas</strong>, na <strong>costa leste </strong>do Nordeste ao longo desta semana.</p><p>Ao longo desta <strong>quarta-feira (15)</strong>, uma<strong> frente fria</strong> aumenta as chuvas entre o <strong>litoral da Bahia</strong>, com destaque para a região de<strong> Salvador</strong>, e os estados de <strong>Sergipe </strong>e <strong>Alagoas</strong>. Há risco de chuva intensa de até 50 mm/dia e atenção para o <strong>risco de alagamentos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao-1784049588723.jpg" data-image="uglf4qzjiazf"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para quarta-feira (15), mostrando que a frnte fria ainda vai provocar chuvas fortes entre o litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas.</figcaption></figure><p>Na <strong>quinta-feira (16) </strong>e<strong> sexta-feira (17)</strong> ainda podem ocorrer chuvas fracas em todo o litoral da Bahia, mas a<strong> chuva ganha força </strong>no leste de <strong>Alagoas, Pernambuco e Paraíba</strong>, onde podem ocorrer pancadas com volumes de até 50 mm/dia. No Rio Grande do Norte, a chuva ocorre mas com menor intensidade.</p><div class="texto-destacado">Até o fim de semana, chuvas frequentes e pontualmente intensas na costa leste do Nordeste vão acumular quase 100 mm no litoral de Pernambuco.</div><p>No <strong>fim de semana</strong>, ainda ocorrem chuvas mais fracas no leste da Bahia e em Sergipe, especialmente entre as manhãs e tardes, porém, <strong>chuvas moderadas a pontualmente intensas</strong> estão previstas para a faixa leste entre <strong>Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte</strong>, o que reforça os volumes elevados e os <strong>risco de transtornos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao-1784049421861.png" data-image="z7sskfoo3zms"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para quinta-feira (16) às 15h à esquerda e sábado (18) às 15h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>O <strong>interior no Nordeste</strong> segue ao longo desta semana e no fim de semana com <strong>tempo firme e seco</strong>.</p><p>Os <strong>acumulados </strong>de precipitação (em mm) entre hoje (14) e a noite do domingo (19) serão mais expressivos em áreas da costa leste do Nordeste, mais especificamente entre os<strong> litorais de Paraíba, Pernambuco e Alagoas</strong>, onde variam <strong>entre 60 e 80 mm</strong>, mas podendo passar dos 90 mm e se <strong>aproximar de 100 mm na região de Recife</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao-1784045352518.jpg" data-image="vp9chto4akbp"><figcaption>Previsão da precipitação acumulada (em mm) entre hoje (14) e a noite (21h) do domingo (19), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na própria capital <strong>Recife o volume esperado é de cerca de 96 mm</strong>. Em outras localidades de destaque, esperam-se: <strong>Olinda (PE): 87 mm</strong>; Porto de Galinhas (PE): 60 mm; Maragogi (AL): 50 mm; João Pessoa (PB): 61 mm; e Lucena (PB): 74 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/quase-100-mm-de-chuva-deixam-3-estados-do-nordeste-sob-alerta-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de calor vai atingir 6 estados e trazer temperaturas 15°C acima da média]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 18:57:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A condição será excepcional nos próximos dias com temperaturas em até 15°C acima da média em 6 estados brasileiros. Isso porque uma bolha de calor se forma e promove a elevação das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap6nku"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap6nku.jpg" id="xap6nku"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois da passagem da frente fria o tempo voltou a ficar estável em boa parte do Centro-Sul. A presença de <strong>ar frio e seco</strong> dificulta a formação de nebulosidade, com isso o céu claro é figurinha carimbada.</p><p>A tendência é que este<strong> padrão seco se mantenha até meados da quinta-feira (16)</strong>. Contudo, algumas mudanças estão previstas antes mesmo da chegada da quinta (16). A <strong>circulação atmosférica terá papel fundamental</strong> ao transportar <strong>ar </strong><strong>quente e úmido</strong> para áreas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p> Desta maneira teremos uma <strong>elevação gradual das temperaturas no decorrer da semana</strong>. E na tarde de sexta-feira (17), os termômetros podem ficar até <strong>15°C acima da média</strong>. Veja a previsão do tempo para os próximos dias.</p><h2>Temperaturas ficam acima da média nos próximos dias</h2><p>A partir desta quarta-feira (15)<strong> algumas mudanças no padrão de circulação irão influenciar no tempo e nas temperaturas</strong> de 6 estados brasileiros. Isto irá ocorrer pois sobre o Atlântico temos uma<strong> circulação ciclônica</strong> que injeta ar frio a partir do Nordeste brasileiro, por meio dos ventos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media-1784039181386.jpg" data-image="rk5z2gtb7wgx" alt="Mínima prevista para a manhã de quarta-feira (16)." title="Mínima prevista para a manhã de quarta-feira (16)."><figcaption>Quarta-feira (16) ainda terá temepraturas mínimas abaixo dos 10°C em áreas da Região Sul. Temperaturas começam a subir a partir de meados de quinta-feira (17).</figcaption></figure><p>À medida que este ar frio avança em direção a outras áreas do continente, ele aquece. E, neste momento, <strong>perde as características de uma massa de ar frio</strong>. Ao alcançar áreas ao norte e central do país, <strong>ele converge em direção ao Sul do Brasil</strong> transportando, além de ar quente, umidade para a região.</p><p>No decorrer dos próximos dias<strong> este transporte começa a ganhar força</strong>, elevando pouco a pouco as temperaturas onde irá percorrer. Na quarta (15) e quinta-feira (16), o amanhecer ainda irá contar com <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong> em diversas localidades do estado gaúcho, catarinense e paranaense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media-1784039100487.jpg" data-image="82ynec2yh93h" alt="Máxima prevista para a tarde de quinta-feira (16). Previsão é de elevação gradual nas temperaturas com o passar dos dias." title="Máxima prevista para a tarde de quinta-feira (16). Previsão é de elevação gradual nas temperaturas com o passar dos dias."><figcaption>Máxima prevista para a tarde de quinta-feira (16). Previsão é de elevação gradual nas temperaturas com o passar dos dias.</figcaption></figure><p>Com a chegada da tarde as temperaturas sobem e é neste período em que será sentida as maiores diferenças nos termômetros. <strong>As máximas figuram acima dos 22°C</strong> na quarta-feira (15) na faixa entre o <strong>Rio Grande do Sul e o sul do Mato Grosso do Sul</strong>. No restante do estado sul-mato-grossense e no Mato Grosso, as temperaturas já se encontram entre <strong>27°C e 34°C.</strong><br><br>A tarde de quinta-feira (16) contará com <strong>temperaturas ainda mais altas</strong> nos estados da<strong> Região Sul</strong> e, agora, de forma generalizada. Com máximas de até <strong>28°C</strong>, principalmente na porção oeste. O estado de<strong> São Paulo</strong> também terá temperaturas elevadas com termômetros próximos dos<strong> 30°C no oeste do estado.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media-1784038661548.jpg" data-image="r3x4k9cby9b7" alt="Anomalia de temperatura." title="Anomalia de temperatura."><figcaption>Mapa de anomalia de temperatura. Previsão indica valores de até 15°C no Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Todo o Mato Grosso do Sul e boa parte do Mato Grosso com <strong>máximas acima de</strong> <strong>30°C</strong> na quinta-feira (16) e <strong>acima de 31°C na sexta (17)</strong>, deixando as temperaturas até <strong>7°C acima da média</strong> para o período. Ou seja, <strong>se </strong><strong>formou uma bolha de calor sobre a região entre o Mato Grosso, São Paulo e o Rio Grande do Sul.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778442" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao.html" title="Ar quente aumenta em 10°C as temperaturas do Sudeste e Centro-Oeste; confira a previsão">Ar quente aumenta em 10°C as temperaturas do Sudeste e Centro-Oeste; confira a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao.html" title="Ar quente aumenta em 10°C as temperaturas do Sudeste e Centro-Oeste; confira a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783957991838_320.jpg" alt="Ar quente aumenta em 10°C as temperaturas do Sudeste e Centro-Oeste; confira a previsão"></a></article></aside><p>Em São Paulo, <strong>a região próxima a divisa com o Mato Grosso do Sul será a mais atingida </strong>por essa bolha de calor, mantendo as temperaturas altas por vários dias consecutivos. Na região, os termômetros se aproxima dos <strong>30°C </strong>com extrema facilidade,<strong> por conta deste transporte de ar quente</strong> que se acumula nas proximidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media-1784038725858.jpg" data-image="b1mwe00nnk56" alt="Temperatura máxima na sexta-feira (17)." title="Temperatura máxima na sexta-feira (17)."><figcaption>Máxima prevista para a tarde desta sexta-feira (17) sobre o Brasil. Termômetros superam os 35°C no Centro-Oeste e chegam aos 30°C no Sudeste.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (17), as temperaturas continuam subindo no Sul do Brasil. Na capital <strong>Porto Alegre/RS, a máxima alcança 30°C</strong>, e chega aos<strong> 29°C em Criciúma/SC</strong>. Em<strong> Umuarama/PR</strong>, a temperatura está prevista em <strong>28°C</strong>. Ou seja, temperaturas variando de <strong>6°C a 13°C</strong> na maioria das áreas, podendo registrar desvios extremos de <strong>até 15°C</strong> acima da média em pontos isolados. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bolha-de-calor-vai-atingir-6-estados-e-trazer-temperaturas-15-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar derruba as temperaturas até -11°C na Região Sudeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ar-polar-derruba-as-temperaturas-ate-11-c-na-regiao-sudeste.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:18:01 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com temperaturas que despencaram em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a madrugada desta terça-feira (14) registrou marcas térmicas históricas em diversas estações meteorológicas brasileiras. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-derruba-temperaturas-e-provoca-geadas-no-sudeste-1784043654195.jpg" data-image="d0bhnybsvln8" alt="Geada registrada no distrito de Laranjeira de Caldas, em Caldas (MG), nesta terça-feira (14). Foto: Marcelo Rodrigues/EPTV" title="Geada registrada no distrito de Laranjeira de Caldas, em Caldas (MG), nesta terça-feira (14). Foto: Marcelo Rodrigues/EPTV"><figcaption>Geada registrada no distrito de Laranjeira de Caldas, em Caldas (MG), nesta terça-feira (14). Foto: Marcelo Rodrigues/EPTV </figcaption></figure><p>Uma forte massa de ar frio de origem polar derrubou as temperaturas na Região Sudeste do Brasil na madrugada desta terça-feira (14). O fenômeno meteorológico <strong>provocou geadas amplas e marcas térmicas históricas, mudando a paisagem de diversas cidades</strong> e áreas de preservação ambiental de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.</p><p>Entre as medições mais extremas do dia, o Parque Nacional do Itatiaia quebrou seu recorde anual ao registrar a menor temperatura de sua reserva. O frio severo também <strong>cobriu de gelo a vegetação de diferentes municípios do Sul de Minas Gerais</strong>, onde as marcas oficiais ficaram abaixo de zero.</p><h2>Recorde histórico e vegetação congelada na Serra da Mantiqueira</h2><p>Na parte alta do Parque Nacional do Itatiaia, a estação meteorológica da Nascente do Campo Belo registrou<strong> a impressionante marca de -11°C</strong>. Esse registro <strong>representa a menor temperatura do dia no país e o recorde absoluto do ano na reserva fluminense</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-frio-derruba-temperaturas-e-provoca-geadas-no-sudeste-1784043933251.jpg" data-image="u1m5ds30ua5g" alt="Parque Nacional quebrou o próprio recorde e registrou menor temperatura do ano na reserva. Foto: Divulgação/Demilson Rodrigues" title="Parque Nacional quebrou o próprio recorde e registrou menor temperatura do ano na reserva. Foto: Divulgação/Demilson Rodrigues"><figcaption>Parque Nacional quebrou o próprio recorde e registrou menor temperatura do ano na reserva. Foto: Divulgação/Demilson Rodrigues</figcaption></figure><p>Pouco antes, outra estação no mesmo parque, <strong>apontou a mínima de -10,1°C</strong>. Imagens feitas por guias locais revelaram campos e folhagens completamente pintados de branco, em um cenário de congelamento típico de inverno severo.</p><p>Fundado em junho de 1937, o parque abrange atualmente 28 mil hectares e <strong>abriga altitudes elevadas que favorecem esse tipo de marca climática extrema</strong>. Na mesma madrugada, o local ocupou as duas primeiras posições do ranking nacional de frio, ficando atrás apenas do registro anual histórico de Rolândia, no Paraná, que marcou -13,2°C em maio.</p><h2>Geada ampla e marcas negativas no Sul de Minas</h2><p>No Sul de Minas Gerais, o termômetro oficial do Instituto Nacional de Meteorologia <a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">(INMET</a>) <strong>registrou -1,3°C</strong> em Maria da Fé. O município mineiro de Marmelópolis também teve índice negativo<strong> com -0,2°C</strong> , e a cidade de Lambari <strong>registrou 2,4°C</strong> fora da rede oficial do órgão governamental.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Sul de Minas registra temperatura de -11°C e geada impressionante; veja vídeo<br><br> Leia mais em <a href="https://t.co/ze8WN7tHaV">https://t.co/ze8WN7tHaV</a><br>Imagens cedidas à Itatiaia por William Siqueira<br>Maria Fernanda Ramos <a href="https://x.com/hashtag/frio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#frio</a> <a href="https://x.com/hashtag/geada?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#geada</a> <a href="https://x.com/hashtag/minasgerais?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#minasgerais</a> <a href="https://x.com/hashtag/news?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#news</a> <a href="https://t.co/z7oiDd4zEa">pic.twitter.com/z7oiDd4zEa</a></p>— Itatiaia (@itatiaia) <a href="https://x.com/itatiaia/status/2076999403479433340?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></blockquote></figure><p>A geada cobriu plantações e gramados em Caldas, no distrito de Laranjeiras de Caldas , além de colorir de branco bairros urbanos e parques públicos de Poços de Caldas. Em outras localidades mineiras monitoradas pelo instituto, o termômetro marcou <strong>5,9°C</strong> em Varginha e <strong>6,7°C</strong> em Machado, onde a sensação térmica despencou para<strong> 0,5°C</strong>.</p><p>Outras medições do órgão federal no estado apontaram <strong>6,7°C</strong> em Passos , <strong>7,5°C</strong> em Uberaba e<strong> 7,9°C</strong> em Ituiutaba, confirmando a grande abrangência da massa polar. O resfriamento noturno associado ao céu limpo e à alta altitude da região da Serra da Mantiqueira foram determinantes para o congelamento da vegetação.</p><h2>Frio se espalha por municípios do interior paulista</h2><p>O estado de São Paulo também registrou índices bastante baixos de temperatura em diversas estações oficiais durante a mesma madrugada fria. O destaque paulista do órgão governamental foi a cidade de Campos do Jordão, que marcou <strong>2,1°C </strong>, seguida de perto por Itapira com <strong>3,2°C</strong> e São Luiz do Paraitinga com <strong>4,2°C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html" title="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão">Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html" title="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783950277214_320.jpg" alt="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão"></a></article></aside><p>Outras cidades paulistas registraram marcas baixas, com Taubaté anotando <strong>5,5°C</strong> , Cachoeira Paulista com <strong>5,9°C</strong> e Bauru registrando <strong>6,3°C</strong>. Na mesma data, a cidade de Casa Branca registrou a mínima de <strong>6,4°C</strong> , enquanto Marília teve <strong>7,4°C</strong> , Tupã alcançou <strong>8,3°C</strong> e o município de Rio Claro, no Rio de Janeiro, registrou <strong>7,9°C</strong>.</p><p>Essas condições climáticas provocaram forte sensação de frio por toda a região serrana fluminense, com Santa Maria Madalena marcando <strong>8,5°C</strong> e a estação do Pico do Couto indicando <strong>3,6°C</strong>. Em áreas litorâneas vizinhas, as mínimas ficaram em <strong>10,8°C</strong> na cidade de Paraty e em <strong>12,6°C</strong> no município de Angra dos Reis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lydia%20Reis" data-year="2026" data-title="Com%20-11%C2%B0C%2C%20Parque%20Nacional%20do%20Itatiaia%20quebra%20o%20pr%C3%B3prio%20recorde%20e%20registra%20menor%20temperatura%20do%20ano" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frj%2Fsul-do-rio-costa-verde%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F14%2Fcom-11c-parque-nacional-quebra-o-proprio-recorde-e-registra-menor-temperatura-do-ano-na-reserva.ghtml">Lydia Reis. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2026/07/14/com-11c-parque-nacional-quebra-o-proprio-recorde-e-registra-menor-temperatura-do-ano-na-reserva.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Com -11°C, Parque Nacional do Itatiaia quebra o próprio recorde e registra menor temperatura do ano</a>.</cite><br><cite data-author="g1%20Sul%20de%20Minas" data-year="2026" data-title="Frio%20intenso%20provoca%20temperatura%20abaixo%20de%20zero%20e%20geada%20no%20Sul%20de%20Minas" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmg%2Fsul-de-minas%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F14%2Fgeada-sul-de-minas.ghtml">g1 Sul de Minas. (2026). <a href="https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/07/14/geada-sul-de-minas.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Frio intenso provoca temperatura abaixo de zero e geada no Sul de Minas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ar-polar-derruba-as-temperaturas-ate-11-c-na-regiao-sudeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rio atmosférico mantém temporais severos por 10 dias; veja áreas em alerta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:32:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Intenso transporte de calor e umidade da região amazônica alimentará tempestades severas no Sul, com risco de granizo, tornados e acumulados superiores a 300 mm.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038153648.png" data-image="v6w8csxcr4vi" alt="O Rio Grande do Sul concentra o maior perigo, confira os detalhes." title="O Rio Grande do Sul concentra o maior perigo, confira os detalhes."><figcaption>O Rio Grande do Sul concentra o maior perigo, confira os alertas.</figcaption></figure><p>O <strong>Cone Sul da América do Sul </strong>está em alerta para uma<strong> onda de tempestades severas</strong> que devem iniciar<strong> a partir de quinta-feira (16)</strong> e se estender por, pelo menos, 10 dias. Um intenso fluxo de umidade proveniente da região amazônica é um dos ingredientes-chave para este quadro.</p><div class="texto-destacado">O estado com maior risco é o Rio Grande do Sul, onde os sistemas devem ficar aprisionados entre quinta-feira (16) e segunda-feira (20), impedidos de avançar devido a um bloqueio atmosférico.</div><p>Na<strong> terça-feira (21) </strong>o Rio Grande do Sul terá uma trégua, enquanto as <strong>tempestades</strong> com chuvas intensas avançam sobre <strong>Santa Catarina e Paraná</strong>. No entanto, já na quarta-feira (22) estes sistemas avançam novamente sobre o Rio Grande do Sul na forma de uma frente quente, onde devem permanecer até, pelo menos, sábado (25).</p><p>Além do elevado <strong>risco de granizo</strong> e eventos extremos de vento, como <strong>microexplosões</strong> e <strong>tornados</strong> <strong>isolados</strong>, as <strong>chuvas</strong> serão <strong>intensas</strong>, com acumulados ultrapassando 300 mm. Confira os detalhes.</p><h2>Rio atmosférico intenso e persistente</h2><p>Um <strong>rio atmosférico</strong> é um corredor de ar com uma <strong>grande quantidade de vapor d’água </strong>transportado da região tropical em direção às latitudes médias. Na América do Sul, os rios atmosféricos estão associados com o <strong>Jato de Baixos Níveis da América do Sul </strong>(JBNAS), um núcleo intenso de ventos que escoam de norte para sul a leste da Cordilheira dos Andes.</p><p>Na quarta-feira (15), com a intensificação do JBNAS, um rio atmosférico começa a se formar sobre Bolívia, Paraguai e Argentina. A partir de <strong>quinta-feira (16) </strong>este corredor de umidade começa a se fortalecer e começa a alcançar o<strong> Rio Grande do Sul</strong>, injetando muita umidade sobre o estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038406396.png" data-image="7qv3lm2b5dev" alt="Previsão de intenso rio atmosférico para sexta-feira (17), segundo o ECMWF." title="Previsão de intenso rio atmosférico para sexta-feira (17), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de intenso rio atmosférico para sexta-feira (17), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Naturalmente, o <strong>JBNAS também transporta calor</strong>, além da umidade. Estes são dois<strong> ingredientes básicos </strong>para alimentar a<strong> convecção intensa</strong>, uma vez que aumentam a instabilidade da atmosfera. </p><p>Sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, as anomalias podem alcançar impressionantes <strong>15°C acima da média</strong> em alguns horários, com as máximas ultrapassando<strong> 32°C </strong>no mês mais frio do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038504359.png" data-image="xv0n7jzvqvgj" alt="Previsão de anomalia de temperatura para sexta-feira (17), segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura para sexta-feira (17), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para sexta-feira (17), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Este sistema ficará<strong> posicionado sobre o Rio Grande do Sul durante muitos dias</strong> <strong>seguidos</strong>. Em altos níveis da atmosfera o <strong>jato subtropical</strong>, fortalecido devido ao El Niño, também<strong> irá favorecer</strong> o<strong> levantamento do ar </strong>quente e úmido da superfície, processo pelo qual as nuvens se formam, dando o suporte dinâmico para a conveção.</p><h2>Tempestades severas aprisionadas sobre o Rio Grande do Sul</h2><p>A formação de <strong>ciclones, frentes frias e cavados</strong> - influenciados pela fase favorável da Oscilação Antártica - <strong>sobre esta área </strong>extremamente úmida e aquecida nos próximos dias será <strong>gatilho</strong> para a formação de <strong>nuvens </strong>verticalmente muito extensas, com topos muito frios e <strong>grande quantidade de gelo</strong>, associadas com <strong>tempestades muito severas.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai">Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947379083_320.png" alt="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"></a></article></aside><p>O <strong>risco de granizo sobre o Rio Grande do Sul é elevado </strong>principalmente entre sábado (18) e segunda-feira (20). Além disso, estes sistemas são associados com correntes verticais de vento muito intensas dentro das nuvens e é esperada a ocorrência extremos de vento, como<strong> rajadas intensas, microexplosões e tornados isolados</strong>, por exemplo. </p><p>As<strong> tempestades </strong>devem se formar continuamente sobre o estado, inclusive<strong> durante as madrugadas,</strong> o que <strong>eleva o risco</strong> para a população, uma vez que a maioria das pessoas está dormindo,<strong> diminuindo a percepção de perigo</strong> e aumentado o tempo de resposta à uma situação de emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038536243.png" data-image="f2ybtffijwyw" alt="Previsão de tempestades severas entre quinta (16) e domingo (17), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades severas entre quinta (16) e domingo (17), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades severas entre quinta (16) e domingo (17), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>tempestades</strong> terão <strong>início</strong> ainda na <strong>quinta-feira (16</strong>) nas regiões <strong>Oeste, Campanha e Sul </strong>do Rio Grande do Sul. Ao longo da<strong> sexta-feira (17)</strong>, tempestades intensas continuam se formando em toda<strong> a metade sul </strong>do estado, <strong>incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre. </strong></p><p>Entre <strong>sábado (18) e domingo (19)</strong> tempestades violentas se espalham sobre <strong>todo o território do Rio Grande do Sul,</strong> podendo alcançar também a região de fronteira com Santa Catarina. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038606461.png" data-image="7enizmwve0y6" alt="Previsão de chuvas intensas associadas a tempestades sobre Santa Catarina e Paraná na terça-feira (21), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuvas intensas associadas a tempestades sobre Santa Catarina e Paraná na terça-feira (21), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuvas intensas associadas a tempestades sobre Santa Catarina e Paraná na terça-feira (21), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>segunda-feira (20)</strong>, uma nova rodada de tempestades percorre o<strong> Rio Grande do Sul</strong> e avança sobre em direção à <strong>Santa Catarina e o Paraná</strong>, onde devem atuar ao longo da <strong>terça-feira (21),</strong> dando uma breve trégua ao Rio Grande do Sul. No entanto, entre quarta (22) e sexta-feira (24), tempestades intensas voltam a atingir o Rio Grande do Sul.</p><h2>Acumulados podem ultrapassam 300 mm</h2><p>O <strong>quadro previsto</strong> para os próximos dias é<strong> extremamente preocupante</strong> para o<strong> Rio Grande do Sul</strong>, tanto em relação ao <strong>potencial destrutivo </strong>das tempestades quanto pelos <strong>elevados acumulados de chuva </strong>previstos, que <strong>ultrapassam os 300 mm</strong> em algumas áreas. Estes valores, no entanto, podem estar sendo subestimados pelo modelo, ou seja, podem alcançar marcas ainda mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta-1784038639544.png" data-image="xwhjxl1wq8y2" alt="Previsão de chuva acumulada até sexta-feira (24), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até sexta-feira (24), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até sexta-feira (24), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Eventos extremos</strong> de chuva são sempre<strong> desafiadores para os modelos</strong> meteorológicos, e a<strong> posição dos máximos</strong> de chuva vem <strong>variando</strong> a cada nova atualização, sendo necessário o monitoramento contínuo.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Embora seja difícil precisar onde eles devem ocorrer, <strong>todo o estado do Rio Grande do Sul e suas vizinhanças </strong>estão em <strong>alerta</strong> para<strong> acumulados muito elevados de chuva</strong>, com grande risco de <strong>transtornos</strong> relacionados a inundações, enxurradas e enchentes.</p><p><strong>As autoridades e a população precisam estar em alerta </strong>extremo a partir de quinta-feira (16) de forma a minimizar o máximo possível os impactos na segurança das pessoas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/rio-atmosferico-mantem-temporais-severos-por-10-dias-veja-areas-em-alerta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas da Amazônia que você conhece estão prestes a sumir por causa do clima]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-da-amazonia-que-voce-conhece-estao-prestes-a-sumir-por-causa-do-clima.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo publicado na Nature mostra que mudanças climáticas e perda de línguas indígenas podem reduzir, ao mesmo tempo, plantas amazônicas usadas como alimentos, remédios e materiais, ameaçando serviços essenciais e conhecimentos acumulados durante muitas gerações na floresta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-da-amazonia-que-voce-conhece-estao-prestes-a-sumir-por-causa-do-clima-1783952015319.jpg" data-image="x6459505ec5t" alt="amazonas, amazonia" title="amazonas, amazonia"><figcaption>A diversidade de plantas da Amazônia sustenta alimentos, remédios, materiais e práticas culturais mantidas por diferentes povos da região.</figcaption></figure><p>A Amazônia não é apenas uma reserva de biodiversidade. <strong>Ela também funciona como farmácia, despensa</strong>, oficina e arquivo cultural para centenas de povos que aprenderam, ao longo de gerações, a usar frutos, sementes, folhas, fibras, madeiras e resinas. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>Um estudo publicado na <em>Nature</em> mostra que <strong>esse patrimônio pode ser atingido simultaneamente pelas mudanças climáticas</strong> e pelo desaparecimento de línguas indígenas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A descoberta aproxima o debate climático da alimentação, da saúde e da economia da floresta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O trabalho reúne contribuições da Universidade de Zurique e do Moore Center for Science, da Conservation International. <strong>A análise compilou 90.536 registros de uso de plantas</strong> publicados entre 1504 e 2023 e projetou como a distribuição dessas espécies pode mudar entre 2060 e 2080.</p><h2>Uma floresta usada todos os dias </h2><p>O levantamento identificou pelo menos 5.796 espécies nativas utilizadas por pessoas, equivalentes a 36% das plantas com sementes conhecidas na Amazônia. <strong>Elas pertencem a 195 famílias e 1.284 gêneros</strong>. Entre as espécies mais citadas estão palmeiras como pupunha, patauá, buriti e <em>Euterpe precatoria</em>, usadas em alimentação, construção, utensílios e práticas culturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-da-amazonia-que-voce-conhece-estao-prestes-a-sumir-por-causa-do-clima-1783952266434.jpg" data-image="t2k1s7cjjnj4" alt="açaí, alimentação, amazonas" title="açaí, alimentação, amazonas"><figcaption>A Euterpe precatoria, palmeira amazônica de grande importância alimentar e cultural, está entre as espécies mais citadas nos registros de uso por povos da região.</figcaption></figure><p>A dimensão medicinal é especialmente expressiva: <strong>o banco de dados reuniu 3.862 espécies usadas como remédio</strong>, contra 1.804 relacionadas à alimentação humana. Isso não significa que todas estejam igualmente ameaçadas. O artigo não apresenta um ranking simples das espécies em maior perigo, mas demonstra que, como conjunto, as plantas úteis tendem a perder área adequada mais rapidamente do que aquelas sem uso documentado. </p><h2>Plantas úteis podem perder mais espaço </h2><p>Os pesquisadores construíram modelos de distribuição para 4.509 espécies utilizadas e 3.920 não utilizadas. <strong>Em cinco modelos climáticos e três cenários de emissões</strong>, a maioria das projeções indicou contração mais intensa da área potencial das plantas ligadas às necessidades humanas. </p><div class="texto-destacado">O recuo aparece em 72% das famílias e 68% dos gêneros avaliados, embora a intensidade varie conforme a espécie, o local e o aquecimento.</div><p>Os principais grupos de serviço avaliados incluem:</p><ul> <li>plantas medicinais, apontadas como particularmente expostas;</li> <li><strong>espécies destinadas à alimentação humana e animal;</strong></li> <li>árvores e palmeiras usadas em construção e combustível;</li> <li>fibras e materiais para ferramentas e utensílios;</li> <li>espécies ligadas a rituais e outras práticas culturais.</li> </ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-da-amazonia-que-voce-conhece-estao-prestes-a-sumir-por-causa-do-clima-1783952601324.jpg" data-image="ssu7hizef17f" alt="amazonas, rios, comunidades" title="amazonas, rios, comunidades"><figcaption>Os rios conectam comunidades amazônicas e também funcionam como caminhos para a circulação de alimentos, plantas, práticas culturais e conhecimentos transmitidos entre gerações.</figcaption></figure><p>Em escala local, <strong>o estudo estimou que povos amazônicos podem perder, em média, de 28% a 34%</strong> das plantas úteis presentes em seus territórios até 2060–2080. A redução dos serviços associados, como alimento, cura ou matéria-prima, varia de 18% a 23%. Uma espécie pode desaparecer localmente sem ser extinta em toda a Amazônia, mas seu uso pode se tornar inviável para a comunidade que dependia dela. </p><h2>Quando a espécie some, a memória também enfraquece </h2><p>A ameaça não vem apenas do clima. Cerca de 74% dos serviços registrados estão associados a uma única cultura, o que mostra como grande parte desse conhecimento é localizada. <strong>A base analisada inclui 156 línguas indígenas vivas.</strong> Caso aquelas classificadas como ameaçadas desapareçam, os autores estimam uma redução de 26% no conjunto documentado de conhecimentos amazônicos sobre plantas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769431" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vazao-da-agua-cresce-ate-60-em-afluentes-do-amazonas-ameacando-ecossistemas-e-populacoes-locais.html" title="Vazão da água cresce até 60% em afluentes do Amazonas, ameaçando ecossistemas e populações locais">Vazão da água cresce até 60% em afluentes do Amazonas, ameaçando ecossistemas e populações locais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/vazao-da-agua-cresce-ate-60-em-afluentes-do-amazonas-ameacando-ecossistemas-e-populacoes-locais.html" title="Vazão da água cresce até 60% em afluentes do Amazonas, ameaçando ecossistemas e populações locais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vazao-da-agua-cresce-ate-60-em-afluentes-do-amazonas-ameacando-ecossistemas-e-populacoes-locais-1779116256840_320.jpg" alt="Vazão da água cresce até 60% em afluentes do Amazonas, ameaçando ecossistemas e populações locais"></a></article></aside><p>As projeções devem ser interpretadas com cautela. <strong>O trabalho não incorporou efeitos combinados de desmatamento, fogo, mineração </strong>ou eventos extremos, nem toda a variação do microclima sob a floresta. Ainda assim, o resultado reforça uma prioridade: conservar plantas sem proteger territórios, línguas e transmissão de conhecimento é insuficiente</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C%C3%A1mara-Leret%2C%20R.%2C%20Roehrdanz%2C%20P.R.%20%26%20Bascompte%2C%20J" data-year="2026" data-title="The%20forest%20of%20knowledge%20under%20global%20change" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10741-y">Cámara-Leret, R., Roehrdanz, P.R. & Bascompte, J. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10741-y" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The forest of knowledge under global change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-plantas-da-amazonia-que-voce-conhece-estao-prestes-a-sumir-por-causa-do-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio Euclid faz uma das descobertas mais importantes sobre o Universo jovem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-euclid-faz-uma-das-descobertas-mais-importantes-sobre-o-universo-jovem.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio da ESA identificou 31 quasares antigos, incluindo os mais distantes já observados apenas 670 milhões de anos após o Big Bang.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-euclid-faz-uma-das-descobertas-mais-importantes-sobre-o-universo-jovem-1783889493175.png" data-image="lc6lngly5wir" alt="O telescópio Euclid identificou os quasares mais antigos já registrados, oferecendo uma forma de estudar o Universo quando ele tinha menos de um bilhão de anos. Crédito: Yang et al. 2026" title="O telescópio Euclid identificou os quasares mais antigos já registrados, oferecendo uma forma de estudar o Universo quando ele tinha menos de um bilhão de anos. Crédito: Yang et al. 2026"><figcaption>O telescópio Euclid identificou os quasares mais antigos já registrados, oferecendo uma forma de estudar o Universo quando ele tinha menos de um bilhão de anos. Crédito: Yang et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>A época da reionização corresponde a um dos primeiros estágios da evolução do Universo, ocorrida algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.</strong> Nesse período, a radiação emitida pelas primeiras estrelas, galáxias e quasares reionizou o hidrogênio neutro que preenchia o meio intergaláctico. </p><p><strong>Os quasares são os núcleos mais luminosos de algumas galáxias, alimentados por buracos negros supermassivos em intenso processo de acreção.</strong> À medida que gás e poeira caem em direção ao buraco negro, quantidades de energia são liberadas em diferentes comprimentos de onda.</p><p>Agora, dados obtidos pelo telescópio espacial Euclid revelaram 31 quasares antigos, <strong>incluindo dois dos mais antigo já identificados, observados quando o Universo tinha apenas cerca de 670 milhões de anos</strong>. Essas descobertas permitem estudar como os primeiros buracos negros supermassivos cresceram tão rapidamente. </p><h2>Época da reionização</h2><p><strong>A época da reionização foi um dos eventos mais importantes da história do Universo, ocorrendo algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.</strong> Após a recombinação, que formou hidrogênio neutro, o Universo permaneceu preenchido por essa molécula, formando um período conhecido como "Idade das Trevas". </p><div class="texto-destacado">Com o surgimento das primeiras estrelas, galáxias e quasares, a radiação ultravioleta começou a ionizar novamente esse hidrogênio.</div><p><strong>Determinar quais objetos foram os principais responsáveis pela reionização continua sendo uma das principais questões da Cosmologia. </strong>As evidências indicam que as primeiras galáxias desempenharam um papel, mas quasares muito antigos também podem ter contribuído para o fornecimento dessa radiação. </p><h2>Mais de 30 quasares </h2><p>O telescópio espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia, identificou 31 novos quasares entre os mais antigos já observados. Entre eles, d<strong>ois representam os quasares mais antigos já detectados, emitindo sua luz quando o Universo tinha apenas cerca de 670 milhões de anos</strong>, aproximadamente 5% de sua idade atual. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-euclid-faz-uma-das-descobertas-mais-importantes-sobre-o-universo-jovem-1783889470401.png" data-image="ishri73cw8dk" alt="Quasares são os núcleos extremamente brilhantes de galáxias, alimentados por buracos negros supermassivos que consomem grandes quantidades de matéria. Crédito: ESA" title="Quasares são os núcleos extremamente brilhantes de galáxias, alimentados por buracos negros supermassivos que consomem grandes quantidades de matéria. Crédito: ESA"><figcaption>Quasares são os núcleos extremamente brilhantes de galáxias, alimentados por buracos negros supermassivos que consomem grandes quantidades de matéria. Crédito: ESA</figcaption></figure><p><strong>Os novos dados também acrescentaram 12 quasares correspondendo aos primeiros 770 milhões de anos após o Big Bang. </strong>Essa amostra permitirá aos astrônomos estudar como buracos negros supermassivos conseguiram crescer tão rapidamente em um Universo jovem. </p><h2>Os mais antigos</h2><p>Entre os 31 objetos identificados pelo Euclid, dois estabeleceram um novo recorde como os quasares mais antigos já observados.<strong> </strong>Os quasares EUCL J172902.75+641018.1 e EUCL J125308.55+705432.3 <strong>foram observados de uma época quando o Universo tinha apenas cerca de 670 milhões de anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo">James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo.html" title="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-detecta-sinais-do-que-podem-ser-as-primeiras-estrelas-de-buraco-negro-do-universo-1781477833352_320.png" alt="James Webb detecta sinais do que podem ser as primeiras estrelas de buraco negro do Universo"></a></article></aside><p>Localizados a pouco mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra,<strong> eles representam alguns dos primeiros buracos negros supermassivos conhecidos</strong>.<strong> </strong>Um deles está inserido em uma galáxia rica em gás e poeira, com intensa formação estelar, sugerindo como poderiam ser os ambientes que deram origem aos primeiros buracos negros supermassivos. </p><h2>Telescópio Euclid</h2><p>Para esse estudo, <strong>os pesquisadores usaram o telescópio Euclid que é um telescópio lançado em 2023 com o objetivo principal de investigar a matéria escura </strong>e energia escura por meio do mapeamento da estrutura em larga escala do Universo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/telescopio-euclid-faz-uma-das-descobertas-mais-importantes-sobre-o-universo-jovem-1783889394029.png" data-image="ydkvk3lzckhy" alt="Dois desses quasares forneceram novas pistas sobre como os buracos negros supermassivos cresceram tão rapidamente no Universo primitivo. Crédito: Yang et al. 2026" title="Dois desses quasares forneceram novas pistas sobre como os buracos negros supermassivos cresceram tão rapidamente no Universo primitivo. Crédito: Yang et al. 2026"><figcaption>Dois desses quasares forneceram novas pistas sobre como os buracos negros supermassivos cresceram tão rapidamente no Universo primitivo. Crédito: Yang et al. 2026</figcaption></figure><p>Além de estudar a expansão cósmica, o telescópio é capaz de identificar objetos distantes, como galáxias e quasares formados nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang. <strong>O Euclid consegue detectar objetos tão remotos porque combina imagens de alta sensibilidade no visível e no infravermelho próximo.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-euclid-faz-uma-das-descobertas-mais-importantes-sobre-o-universo-jovem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com ajuda do Telescópio Espacial James Webb, a NASA descobre a origem do cometa 3I/ATLAS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/com-ajuda-do-telescopio-espacial-james-webb-a-nasa-descobre-a-origem-do-cometa-3i-atlas.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A água e o carbono do 3I/ATLAS revelam uma origem extremamente fria e antiga, possivelmente em um sistema planetário formado durante os estágios iniciais da evolução da Via Láctea.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783871917782.jpg" data-image="9y0no3t1a0dp"><figcaption>O cometa ATLAS causou grande comoção ao chegar do espaço interestelar.</figcaption></figure><p>O <strong>cometa 3I/ATLAS </strong>chegou ao Sistema Solar com uma composição diferente da de qualquer corpo local já estudado — levando muitos a especular que se tratava de uma espaçonave alienígena —, mas era simplesmente o terceiro <strong>objeto interestelar </strong>confirmado, depois de 1I/‘Oumuamua e 2I/Borisov.</p><p><strong>Seus gelos preservam propriedades que revelam o sistema planetário de origem do objeto</strong>; tais características puderam ser estudadas graças à sua alta taxa de produção de gás ao atingir o periélio. Seu estudo foi um evento notável, especialmente para um visitante com trajetória hiperbólica que retornou ao espaço interestelar.</p><div class="texto-destacado">Uma equipe liderada por Martin Cordiner utilizou o instrumento NIRSpec do Telescópio Espacial James Webb em dezembro de 2025, enquanto o cometa se afastava do Sol. As observações detectaram água, dióxido de carbono e monóxido de carbono.</div><p>O <em>Atacama Compact Array</em>, integrado ao ALMA, complementou as medições usando linhas de monóxido de carbono e cianeto de hidrogênio. Esses dados possibilitaram estimar a velocidade de expansão da coma e refinar os modelos usados para calcular as taxas de produção molecular.</p><p>A <strong>descoberta </strong>fundamental foi uma assinatura isotópica extraordinária — composta principalmente de água altamente enriquecida em deutério e carbono notavelmente empobrecido em carbono-13 — fornecendo duas pistas independentes que apontam para <strong>uma origem remota, extremamente fria e possivelmente muito mais antiga que o Sistema Solar</strong>.</p><h2>A água pesada revela uma origem extremamente fria</h2><p>O <strong>Webb detectou HDO, uma molécula de água na qual um dos átomos de hidrogênio é substituído por deutério</strong>. Ao comparar o HDO com o H₂O, a equipe obteve uma razão deutério-hidrogênio de 0,98 ± 0,06% na água cometária observada com o NIRSpec.</p><p>Essa proporção é aproximadamente 34 vezes maior do que a média medida em cometas do Sistema Solar e quase 10 vezes o valor médio observado em protoestrelas. Em nosso sistema, apenas a atmosfera de Vênus apresenta uma razão mais elevada, devido à sua prolongada evolução atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783871703617.jpg" data-image="0n5996vngb6l"><figcaption>Assinaturas químicas e moleculares do cometa 3I/ATLAS, cada uma destacando uma parte da composição do cometa. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Esse enriquecimento indica que uma parcela significativa do gelo se formou a temperaturas inferiores a 30 Kelvin — o que equivale a aproximadamente −243 graus Celsius. Nessas condições, as reações favorecem a <strong>incorporação de deutério à água antes da formação de pequenos corpos planetesimais</strong>.</p><p>Modelos também mostram que a radiação intensa e a ionização por raios cósmicos acima do habitual podem acelerar esse processo. Além disso, a composição do 3I/ATLAS sugere que<strong> sua água passou por pouco reprocessamento térmico no interior do disco planetário</strong>, onde acabou se acumulando como gelo primitivo.</p><h3>O carbono originou-se na Via Láctea primitiva</h3><p>Medições de dióxido de carbono e monóxido de carbono revelaram razões carbono-12/carbono-13 variando de 141 a 191 e de 123 a 172, respectivamente. Esses valores são significativamente mais elevados do que os encontrados no Sol, na Terra e em cometas conhecidos, que tipicamente se concentram em torno de uma razão próxima a 90.</p><p>O <strong>carbono-13</strong> acumula-se progressivamente no meio interestelar à medida que gerações sucessivas de estrelas processam a matéria e a devolvem ao espaço. Consequentemente, uma razão elevada de carbono-12 pode indicar que o material <strong>se originou antes de a galáxia atingir seu nível atual de enriquecimento químico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783872253997.jpg" data-image="th9dxjdn85ul"><figcaption>Comparação de carbono e hidrogênio em relação a outros cometas do Sistema Solar. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Ao comparar as medições com modelos de evolução química galáctica, os autores propõem que <strong>o 3I/ATLAS pode ter se formado entre 11 e 12 bilhões de anos atrás</strong>. Essa estimativa depende de sua região de origem, do histórico estelar local e da abundância de isótopos na galáxia.</p><div class="texto-destacado">Seu ambiente de origem teria apresentado baixa metalicidade — um termo astronômico que descreve uma menor abundância de elementos mais pesados que o hélio.</div><p>Mesmo assim, <strong>deve ter preservado regiões densas, frias e protegidas onde o gelo poderia se formar</strong>, sobreviver e acabar incorporado a um pequeno corpo planetário.</p><h3>Uma cápsula química para a arqueologia galáctica</h3><p><strong>Objetos interestelares</strong> podem servir como amostras diretas de outros sistemas planetários. Ao contrário da luz proveniente de uma estrela ou disco distante, esses corpos <strong>transportam material sólido e gelado</strong> que pode ser analisado à medida que passam temporariamente pela nossa vizinhança cósmica.</p><p>O objeto também apresentou uma coma dominada por monóxido de carbono após o periélio, com abundâncias de CO e CO₂ superiores à da água. A evolução de suas emissões confirma que a atividade cometária se altera à medida que diferentes reservatórios internos de gelo são expostos ao aquecimento solar direto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb detecta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS">Telescópio James Webb detecta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb detecta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136_320.png" alt="Telescópio James Webb detecta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"></a></article></aside><p>Sua importância não está na busca por vida, mas na <strong>reconstrução de temperaturas, níveis de radiação, metalicidade e evolução estelar </strong>por meio de isótopos — uma combinação que oferece uma maneira independente de estudar a história remota da Via Láctea.</p><p>Embora <strong>a idade estimada permaneça incerta</strong>, a combinação de deutério e carbono distingue claramente o 3I/ATLAS dos cometas do Sistema Solar. Futuras missões de visitação permitirão determinar se essa composição química é excepcional ou se representa uma população de pequenos planetesimais até então não identificada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cordiner%20et%20al." data-year="2026" data-title="Isotopic%20Evidence%20for%20a%20Cold%20and%20Distant%20Origin%20of%203I%2FATLAS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10771-6">Cordiner et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10771-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Isotopic Evidence for a Cold and Distant Origin of 3I/ATLAS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/com-ajuda-do-telescopio-espacial-james-webb-a-nasa-descobre-a-origem-do-cometa-3i-atlas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O buraco na camada de ozônio começou a se formar quase 30 anos antes de ser descoberto]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-buraco-na-camada-de-ozonio-comecou-a-se-formar-quase-30-anos-antes-de-ser-descoberto.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 23:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo sugere que o ozônio estratosférico já apresentava sinais de redução em 1957, três décadas antes de o buraco sobre a Antártica ser detectado, em 1985. O principal responsável, naquela fase inicial, não eram os clorofluorcarbonetos, mas sim o tetracloreto de carbono, um solvente industrial que já estava em uso há muito mais tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agujero-de-ozono-empezo-a-gestarse-casi-30-anos-antes-de-ser-descubierto-1783845544179.jpg" data-image="sj3pfbskstu4"><figcaption>Pesquisadores do MIT descobriram que produtos industriais usados mais de 30 anos antes da detecção do buraco na camada de ozono da Antártida já estavam afetando essa camada atmosférica vital. Imagem: OMM</figcaption></figure><p>Durante quase quatro décadas, a história do<strong> buraco na camada de ozônio</strong> foi sempre contada da mesma forma: os <strong>clorofluorcarbonos (CFCs)</strong>, usados em larga escala como refrigerantes, propelentes de aerossóis e agentes espumantes, corroíam a camada de ozono até que, em 1985, um grupo de cientistas britânicos detectou a perda abrupta na Antártica.</p><p>Essa descoberta desencadeou o <strong>Protocolo de Montreal</strong>, o tratado ambiental mais bem-sucedido da história, e com ele, a eliminação global desses compostos.</p><div class="texto-destacado">Uma investigação do MIT descobriu que o primeiro sinal de redução da camada de ozônio atribuível à atividade humana surgiu já em 1957 nos trópicos e foi causado pelo tetracloreto de carbono, décadas antes da descoberta do buraco na camada de ozono na Antártica.</div><p>Agora, uma pesquisa publicada no <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em> (PNAS) e liderada por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) propõe reescrever o início dessa história. De acordo com o estudo, <strong>o ozônio estratosférico já apresentava sinais de depleção atribuíveis à atividade humana em 1957</strong>, quase 30 anos antes da existência de instrumentos capazes de detectá-la.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Q15t5NQ1Aik/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=Q15t5NQ1Aik" id="Q15t5NQ1Aik"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A descoberta mais inesperada do estudo não é apenas a data, mas também a localização e o composto responsável.</p><p><strong>O sinal não apareceu sobre a Antártica, mas na estratosfera superior dos trópicos, e não foi causado por CFCs, mas sim por tetracloreto de carbono</strong>, um solvente industrial usado desde a década de 1930 para tingimento e desengorduramento, muito antes de os CFCs se tornarem comuns nas indústrias de refrigeração e aerossóis.</p><h2>Por que o sinal demorou tanto para aparecer?</h2><p>A equipe, liderada por Jian Guan, um estudante de pós-graduação do Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT, juntamente com a renomada climatologista Susan Solomon, que na década de 1980 foi a primeira a demonstrar que os CFCs eram responsáveis pelo buraco na camada de ozônio da Antártica, começou com uma pergunta hipotética:<strong> O que teria acontecido se os instrumentos de monitoramento por satélite que temos hoje existissem no século passado? </strong>Em que momento teria sido possível distinguir, pela primeira vez, um sinal de origem humana em meio ao ruído natural da atmosfera?</p><p>Para responder a essa pergunta, os pesquisadores combinaram registros históricos da produção industrial de compostos de cloro, medições de núcleos de gelo e modelos químicos da atmosfera, reconstruindo a evolução do ozônio ao longo do último século. O objetivo era <strong>distinguir entre a variabilidade natural, resultante de fenômenos meteorológicos e erupções vulcânicas, e uma tendência sustentada atribuível à atividade humana</strong>. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El agujero de ozono enfrió el océano Austral durante 23 años mientras el resto del planeta se calentaba: el mecanismo paradójico que la ciencia acaba de resolver <a href="https://t.co/7c4LEAteso">https://t.co/7c4LEAteso</a></p>— Gizmodo en Español (@GizmodoES) <a href="https://x.com/GizmodoES/status/2075905842524594257?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote></figure><p>A estratosfera tropical revelou-se o local onde essa distinção se tornou possível mais cedo. Ao contrário das regiões polares, onde a variabilidade natural é alta e tende a mascarar sinais fracos, nos trópicos o ruído de fundo é comparativamente baixo. Isso permitiu que o modelo detectasse um<strong> sinal de depleção da camada de ozônio causada pelo homem já em 1957</strong>, uma data que nem mesmo os próprios autores esperavam.</p><p>"O que aprendemos nos livros didáticos é que os CFCs são responsáveis pela depleção da camada de ozônio. Descobrimos que havia outro composto que causava essa depleção muito antes dos CFCs. Foi uma grande surpresa", resumiu Guan.</p><h2>A descoberta não muda a causa do buraco, mas obriga a seguir procurando</h2><p>É importante ressaltar o que este estudo não afirma: ele não substitui as evidências, já estabelecidas desde a década de 1980, de que os <strong>CFCs foram os principais responsáveis pelo buraco na camada de ozônio na Antártica</strong>, descoberto em 1985, e pela depleção global de ozônio observada no final daquela década.</p><p>O que ele acrescenta é mais uma camada à história: antes que os CFCs se tornassem generalizados, outro composto, com usos industriais muito mais antigos e menor conhecimento público, já deixava uma marca mensurável na química estratosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agujero-de-ozono-empezo-a-gestarse-casi-30-anos-antes-de-ser-descubierto-1783845795109.jpg" data-image="2z5jhsp1trj7" alt="SAO Ozono" title="SAO Ozono"><figcaption>Evolução das razões de mistura médias globais na superfície de substâncias que destroem a camada de ozônio (SDOs) e do equivalente de cloro efetivo na estratosfera superior (EESC). Uma visão ampliada do período de 1915 a 1965 destaca a contribuição inicial das SDOs para o EESC. Imagem: PNAS</figcaption></figure><p>Para Solomon, que estudava o tema há mais de quarenta anos, o resultado foi um verdadeiro choque. "O fato de a depleção da camada de ozônio ter ocorrido já no final da década de 1950, muito antes do que eu imaginava, realmente me surpreendeu", afirmou o pesquisador, que hoje é professor de Estudos Ambientais e Química no MIT.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="676275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-abertura-do-buraco-de-ozonio-atrasada-por-um-estranho-vortice-polar.html" title="A abertura do “buraco de ozônio” atrasada por um estranho vórtice polar">A abertura do “buraco de ozônio” atrasada por um estranho vórtice polar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-abertura-do-buraco-de-ozonio-atrasada-por-um-estranho-vortice-polar.html" title="A abertura do “buraco de ozônio” atrasada por um estranho vórtice polar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-apertura-del-agujero-de-ozono-retrasada-por-un-extrano-vortice-polar-1727439892619_320.jpg" alt="A abertura do “buraco de ozônio” atrasada por um estranho vórtice polar"></a></article></aside><p>A conclusão prática proposta pelos autores é um <strong>apelo para a manutenção do monitoramento atmosférico a longo prazo</strong>, mesmo agora que a camada de ozônio está claramente se recuperando graças ao Protocolo de Montreal. "Fizemos um grande esforço para nos livrarmos desses produtos químicos. Não temos a obrigação de continuar monitorando, para garantir que a atmosfera responda como acreditamos que deveria?", questionou Solomon.</p><p>O caso do tetracloreto de carbono, argumentam os autores, é um lembrete de que a atmosfera pode reter sinais de intervenção humana muito antes de a ciência ter as ferramentas para reconhecê-los.<em></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Guan%2C%20J.%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20emergence%20of%20human%20influence%20on%20the%20ozone%20layer%20by%20the%201960s" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2608286123">Guan, J. et al. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2608286123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The emergence of human influence on the ozone layer by the 1960s</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-buraco-na-camada-de-ozonio-comecou-a-se-formar-quase-30-anos-antes-de-ser-descoberto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Antártica atingiu 15,4°C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excepcional]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nos primeiros dias de junho de 2026, a Península Antártica registrou temperaturas excepcionalmente altas para esta época do ano. Quão excepcional foi esse evento e quais condições atmosféricas permitiram sua ocorrência?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783698616490.png" data-image="fosdhx90jdxq"><figcaption>A Antártica é, geralmente, uma região extremamente fria, mas as temperaturas às vezes sobem a níveis excepcionais.</figcaption></figure><p>A <strong>Antártica </strong>é geralmente associada a temperaturas extremamente baixas, mas isso não significa que esteja imune a períodos de aquecimento significativo. Sob certas condições atmosféricas, as temperaturas podem subir bruscamente e atingir níveis surpreendentemente elevados — chegando, por vezes, a superar os registrados no mesmo dia em muitas regiões habitadas do planeta.</p><div class="texto-destacado">Embora esses episódios continuem sendo raros, eles fazem parte da variabilidade natural do clima antártico. Eles também oferecem uma oportunidade valiosa para compreender melhor os mecanismos atmosféricos que impulsionam esses picos extremos de temperatura.<br></div><p>Os <strong>primeiros dias de junho de 2026</strong> foram marcados por um evento de <strong>calor excepcional</strong> na Península Antártica. Em pleno inverno austral, quando as temperaturas normalmente permanecem abaixo de 0°C, várias estações meteorológicas registraram valores incomumente elevados. Isso levanta uma questão: como pode ocorrer uma onda de calor dessa magnitude em meio ao inverno antártico?</p><h2>Um recorde em pleno inverno austral</h2><p>As anomalias de temperatura observadas durante os primeiros dez dias de junho indicam que esse<strong> não foi um fenômeno isolado </strong>que afetou apenas uma estação meteorológica.</p><p><strong>Grande parte da Península Antártica</strong> registrou temperaturas muito acima das normas sazonais, com anomalias que, localmente, ultrapassaram <strong>10°C acima da média </strong>climatológica. Considerando que junho marca o início do inverno austral, trata-se de <strong>um evento verdadeiramente excepcional</strong>.</p><div class="texto-destacado">Uma das medições mais notáveis foi registrada na Base Esperanza, localizada na extremidade norte da Península Antártica. A temperatura máxima no local atingiu 15,4°C, estabelecendo um novo recorde para o mês de junho desde o início das observações na estação.</div><p>Dados históricos mostram que, embora as temperaturas máximas apresentem variabilidade significativa de um ano para outro, o <strong>valor registrado em 2026 se destaca claramente dos níveis habitualmente observados nesta época do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783272398780.png" data-image="f6ln8k0g2mk3"><figcaption>Anomalias de temperatura observadas durante os primeiros dez dias de junho de 2026 e a tendência das temperaturas máximas diárias registradas na Base Esperanza entre 1973 e 2026. Fonte: Climate Pulse, Copernicus (imagem à esquerda) e dados do NOAA ISD.</figcaption></figure><p>É importante ressaltar que um evento desse tipo não significa que toda a Antártica tenha registrado temperaturas próximas a 15°C.</p><p>A <strong>onda de calor concentrou-se principalmente na Península Antártica</strong>, uma região particularmente exposta à influência de massas de ar provenientes de latitudes médias e onde tais fenômenos geralmente ocorrem com maior intensidade do que no interior do continente.</p><h2>A circulação atmosférica na origem deste episódio</h2><p>Este evento de calor extremo está associado a uma configuração atmosférica muito específica. Durante os primeiros dias de junho, um padrão de circulação facilitou o <strong>transporte de ar relativamente ameno das latitudes médias para a Península Antártica</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A presença de um sistema de alta pressão excepcionalmente forte no Atlântico Sul e de um sistema de baixa pressão igualmente incomum no Pacífico Sul criou um verdadeiro corredor de fluxo, permitindo que ar mais quente chegasse à Península Antártica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É provável que o <strong>efeito Foehn tenha se somado a esse padrão de circulação</strong> em larga escala, potencialmente<strong> intensificando o aquecimento</strong> em nível local. À medida que uma massa de ar úmido ascende pelas encostas ocidentais da cadeia de montanhas da península, ela perde parte de sua umidade por meio de precipitação.</p><p>Ao descer, na sequência, pelas encostas orientais, o ar sofre compressão e aquece rapidamente, elevando as temperaturas a níveis excepcionalmente altos. Esse mecanismo já foi identificado anteriormente como um fator responsável por alguns dos episódios de calor mais intensos observados na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783272484668.png" data-image="3zru7zg2pqk5"><figcaption>Anomalias do vento zonal em 850 hPa e da pressão média ao nível do mar observadas durante a primeira dezena de junho de 2026 em relação à média de 1991–2020. Dados: ERA5.</figcaption></figure><p>Outra hipótese levantada após esse evento diz respeito ao papel do<strong> gelo marinho</strong>. Nos primeiros dias de junho, o Mar de Bellingshausen apresentou um déficit acentuado de gelo marinho de inverno, com uma área ausente de quase 650.000 km².</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770514" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html" title="O gelo da Antártica está derretendo, e a ciência acaba de descobrir o porquê">O gelo da Antártica está derretendo, e a ciência acaba de descobrir o porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html" title="O gelo da Antártica está derretendo, e a ciência acaba de descobrir o porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779491675292_320.jpg" alt="O gelo da Antártica está derretendo, e a ciência acaba de descobrir o porquê"></a></article></aside><p>Essa <strong>redução na cobertura de gelo pode ter limitado o resfriamento das massas de ar </strong>que se deslocavam para o norte, em direção à Península Antártica, permitindo assim que elas mantivessem temperaturas mais elevadas antes de chegar ao continente. Embora essa hipótese ainda esteja sendo investigada, ela oferece uma explicação potencialmente significativa para a intensidade atingida por essa onda de calor em pleno inverno austral.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Guardian" data-year="2026" data-title="Antarctica%E2%80%99s%20west%20coast%20missing%20an%20area%20of%20sea%20ice%20the%20size%20of%20France%20as%20temperatures%20peak%2020C%20above%20average" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fworld%2F2026%2Fjun%2F13%2Fantarcticas-west-coast-missing-an-area-of-sea-ice-the-size-of-france-as-temperatures-peak-20c-above-average%3Futm_source%3Dchatgpt.com">The Guardian. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/world/2026/jun/13/antarcticas-west-coast-missing-an-area-of-sea-ice-the-size-of-france-as-temperatures-peak-20c-above-average?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Antarctica’s west coast missing an area of sea ice the size of France as temperatures peak 20C above average</a>.</cite><br><cite data-author="Bozkurt%2C%20D.%2C%20Rondanelli%2C%20R.%2C%20Mar%C3%ADn%2C%20J.%2C%20Garreaud%2C%20R." data-year="2018" data-title="Foehn%20Event%20Triggered%20by%20an%20Atmospheric%20River%20Underlies%20Record-Setting%20Temperature%20Along%20Continental%20Antarctica" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1002%2F2017JD027796">Bozkurt, D., Rondanelli, R., Marín, J., Garreaud, R.. (2018). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/2017JD027796" target="_blank">Foehn Event Triggered by an Atmospheric River Underlies Record-Setting Temperature Along Continental Antarctica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente aumenta em 10°C as temperaturas do Sudeste e Centro-Oeste; confira a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 20:43:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Massa de ar quente e seco vai deixar o tempo firme com sol e calor nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos próximos dias, com as máximas aumentando até 10°C até o fim desta semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaowrn6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaowrn6.jpg" id="xaowrn6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana está começando com temperaturas amenas no <strong>Sudeste e Centro-Oeste</strong> do Brasil, mas isso vai mudar nos próximos dias. Uma<strong> massa de ar quente e seco </strong>vai deixar o <strong>tempo firme, com sol e calor de até 35°C</strong> em ambas as regiões ao longo desta semana.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>As <strong>temperaturas se elevam gradualmente</strong> e as máximas podem aumentar até 10°C entre hoje (13) e a sexta-feira (17) em várias localidades, especialmente no Centro-Oeste, como por exemplo, em Rio Brilhante (de 21°C para 31°C) e em Ribas do Rio Pardo (de 22°C para 32°C) , ambas no Mato Grosso do Sul.</p><p>E atenção também para a <strong>baixa umidade relativa do ar</strong>, que deve atingir <strong>níveis entre 30% e 20% durante as tardes</strong>, especialmente no <strong>interior do Centro-Oeste</strong>, impactando a saúde das pessoas mais vulneráveis. Por isso, os órgãos responsáveis recomendam manter hidratação constante e evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h.</p><p>Acompanhe abaixo mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Temperaturas acima dos 30°C em parte do CO e do SE</h2><p>Primeiramente, em relação às chuvas, nesta terça-feira (14) até pode chover de forma fraca e mais isolada na faixa litorânea dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro entre a manhã e a tarde, devido à circulação, mas o <strong>tempo fica estável e com predomínio de sol</strong> em toda a Região <strong>Sudeste e Centro-Oeste</strong> pelo menos<strong> até a sexta-feira (17)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783968585041.jpg" data-image="gjp9cwueqgdw"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons brancos/acinzentados) para terça-feira (14) às 12h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p> Apesar desta semana estar começando com temperaturas amenas no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil, <strong>o calor vai ganhar força nos próximos dias</strong> em ambas as regiões, com máximas de 30°C e até mesmo acima disso em várias localidades, principalmente no Centro-Oeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html" title="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão">Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html" title="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783950277214_320.jpg" alt="Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão"></a></article></aside><p>No<strong> mapa abaixo</strong> podemos observar a <strong>abrangência</strong> desta <strong>massa de ar quente sobre boa parte do Brasil</strong>, pegando além da Região Sul, também o Centro-Oeste e parte do Sudeste, onde vai manter as temperaturas mais elevadas para esta época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783969679784.jpg" data-image="aimkwgr5pq55"><figcaption>Anomalias de temperatura do ar (em °C) no nível de 850hPa mostram a atuação da massa de ar quente e seco nos próximos dias em várias regiões do Brasil.</figcaption></figure><p><strong>A partir da tarde de quarta-feira (15) </strong>a massa de ar quente já atinge toda a Região <strong>Centro-Oeste</strong>. Com isso, a segunda metade desta semana será de muito calor, com temperaturas <strong>máximas acima dos 30°C </strong>na maior parte da região.</p><p>Mas as máximas podem chegar aos<strong> 35°C </strong>no<strong> leste de</strong> <strong>Goiás</strong>, no <strong>norte e leste do</strong> <strong>Mato Grosso do Sul </strong>e no <strong>sul e leste do Mato Grosso</strong> nos próximos dias.</p><p>Entre as capitais, <strong>Cuiabá </strong>terá máxima de<strong> 34°C</strong>, e<strong> Campo Grande e Goiânia</strong> em torno de <strong>30°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783970511013.jpg" data-image="ivovzp9c7gx2"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para quinta-feira (16), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>Região Sudeste</strong>, o calor começa a ser mais presente a partir da quinta-feira (16), atingindo especialmente o<strong> leste de São Paulo e o Triângulo Mineiro</strong>. Nestas áreas, as temperaturas máximas vão variar <strong>entre 28°C e 31°C</strong> na segunda metade desta semana.</p><div class="texto-destacado">A segunda metade desta semana terá muito calor no leste de São Paulo, no Triângulo Mineiro e na Região Centro-Oeste, com temperaturas máximas entre 30°C e 35°C.</div><p>Algumas <strong>localidades </strong>de destaque são, por exemplo, Guararapes (SP): 30°C; <strong>Tabajara (SP): 31°C</strong>; Campina Verde (MG): 30°C; <strong>Limeira do Oeste (MG): 31°C</strong>.</p><p>Além disso, <strong>a atuação da massa de ar quente e seco vai deixar </strong><strong>níveis baixos de umidade relativa do ar</strong> nos próximos dias no interior do Centro-Oeste e em parte do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), e principalmente na sexta-feira (17), como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao-1783968643728.jpg" data-image="yascvfe1l4hi"><figcaption>Previsão da umidade relativa do ar (%) para sexta-feira (17) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Os índices vão ficar <strong>entre 20% e 30%</strong> no <strong>oeste de São Paulo</strong>, no <strong>Triângulo Mineiro</strong>, em G<strong>oiás</strong>, no<strong> leste do Mato Grosso</strong> e no<strong> leste e norte do Mato Grosso do Sul</strong>, pelo menos até a sexta-feira (17).</p><p>Este caso exige um <strong>estado de atenção</strong> pois pode causar ressecamento da pele e desconforto nos olhos, boca e garganta. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-quente-aumenta-em-10-c-as-temperaturas-do-sudeste-e-centro-oeste-confira-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Efeito El Niño: calor anômalo de mais de 10°C atinge 4 países vizinhos e 4 estados do Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 19:37:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os efeitos do El Niño começam a ganhar força no Brasil, favorecendo uma onda de calor em pleno inverno e temperaturas muito acima da média no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os termômetros podem chegar a 40°C no Mato Grosso do Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil-1783959769087.jpg" data-image="2fkzf0p7dqix" alt="Previsão de anomalias de temperatura na sexta-feira durante a tarde." title="Previsão de anomalias de temperatura na sexta-feira durante a tarde."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura na sexta-feira durante a tarde mostra que, em grande parte da América do Sul, as temperaturas máximas podem ficar mais de 10°C acima da média.</figcaption></figure><p>O <strong>El Niño</strong> é, talvez, o <strong>fenômeno climático mais importante e abrangente</strong> que conhecemos. Trata-se de um aquecimento anormal e persistente das águas superficiais no Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação atmosférica e influencia o clima ao redor de todo o planeta.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário do que se noticiou em muitos portais, que culpavam erroneamente qualquer ocorrência meteorológica ao El Niño, o fenômeno só está começando a influenciar o clima no Brasil agora.</div><p>O fenômeno esteve se intensificando e se consolidando ao longo do primeiro semestre de 2026, <strong>e foi declarado oficialmente em Junho</strong>. No entanto, como o El Niño causa um ciclo longo de influências atmosféricas, pode haver uma <strong>demora de vários meses </strong>para que seus efeitos comecem a se manifestar sobre diferentes partes do planeta.</p><h2>El Niño está começando a se manifestar no Brasil</h2><p>Conforme o El Niño modifica a circulação atmosférica sobre a América do Sul, um dos seus efeitos anômalos mais comuns está relacionado a um <strong>aumento das temperaturas médias e à incidência de ondas de calor intensas</strong> sobre as regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste (especialmente no Mato Grosso do Sul). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil-1783959822426.jpg" data-image="q6vbdvfnl56r" alt="Previsão de anomalias de temperatura semanais entre os dias 13 e 20 de Julho." title="Previsão de anomalias de temperatura semanais entre os dias 13 e 20 de Julho."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura semanais entre os dias 13 e 20 de Julho (modelo ECMWF) mostra a ocorrência de uma onda de calor significativa sobre a América do Sul.</figcaption></figure><p>Esse efeito <strong>está começando a se manifestar já nesta semana</strong>. Como podemos observar no mapa acima, as últimas previsões climáticas indicam a ocorrência de uma onda de calor significativa sobre a América do Sul, abrangendo não só parte do Brasil como também Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Nestes países, as temperaturas médias podem ficar <strong>mais de 4°C acima da média ao longo da semana</strong>, assim como em alguns municípios do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, parte do Paraná e Mato Grosso do Sul, as anomalias ficam entre 3°C e 4°C acima da média neste período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil-1783959870458.jpg" data-image="37lfid3mwrae" alt="Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira (17)." title="Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira (17)."><figcaption>Previsão de temperaturas máximas na sexta-feira (17) mostra que parte do Brasil registrará temperaturas acima dos 35°C, enquanto regiões da Argentina e da Bolívia registram até 41°C.</figcaption></figure><p>Na prática, isso se reflete em um <strong>aquecimento gradual</strong> ao longo da semana, que resultará em máximas próximas dos <strong>32°C na região Sul</strong> e dos <strong>40°C na região Centro-Oeste</strong>. Enquanto isso, algumas regiões da Argentina e da Bolívia podem registrar temperaturas <strong>acima dos 40°C</strong>, chegando a <strong>42°C</strong> ou mais em alguns municípios.</p><div class="texto-destacado">Essas temperaturas pontuais atingem valores que estão mais de 10°C acima do esperado para o período de Inverno. Por isso, desde o início do ano, os meteorologistas mais sérios e profissionais têm avisado sobre o potencial de um inverno mais quente que o normal sobre o Brasil.</div><p>Com a consolidação gradual dos efeitos do El Niño sobre o Brasil, não se descarta a possibilidade de que o <strong>Outono acabe se mostrando uma estação mais fria do que o Inverno</strong> sobre o Centro-Sul do país - Já que o Inverno pode ser marcado por temperaturas acima da média, mais quentes que o normal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai">Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html" title="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947379083_320.png" alt="Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai"></a></article></aside><p>Vale notar que, além das temperaturas, o<strong> El Niño também influencia as chuvas sobre o Brasil</strong>. O fenômeno fortalece os Jatos de Baixos Níveis , capazes de causar tempestades intensas sobre o Sul do país, e previsões já estão indicando <strong>chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul</strong> nos próximos 15 dias, que podem chegar a acumulados totais extremos de até <strong>500 mm</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-calor-anomalo-de-mais-de-10-c-atinge-4-paises-vizinhos-e-4-estados-do-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança pelo Brasil e muda o tempo até no extremo Nordeste; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 17:55:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria avança pelo Brasil nos próximos dias acompanhada de uma massa de ar polar. O sistema deve mudar o tempo e as temperaturas em quatro regiões do país, influenciando o tempo inclusive no Nordeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaovpdu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaovpdu.jpg" id="xaovpdu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Desde o final de semana, uma frente fria vem se deslocando de maneira rápida pelo Brasil. O sistema já provocou <strong>mudanças no tempo</strong> pelas regiões <strong>Sul, Sudeste e Centro-Oeste</strong>, onde houve registros de chuvas intensas, queda de granizo e diversos prejuízos ao longo de sua evolução.</p><p>Nesta semana, o <strong>sistema frontal ainda irá influenciar</strong> as condições do tempo em áreas de<strong> Minas Gerais, no Espírito Santo</strong> e em alguns estados nordestinos. Contudo, outros fatores também associados à frente fria vão provocar mudanças no tempo do <strong>Nordeste</strong>. Aproveite para acompanhar a previsão do tempo e veja a seguir quais são estes fatores.</p><h2> Frente fria avança e espalha chuvas pelo Sudeste e Nordeste </h2><p>O restante desta segunda-feira (13) ainda terá a presença da frente fria sobre áreas do Brasil. Desta vez os estados afetados são <strong>Minas Gerais e o Espírito Santo.</strong> Com destaque para <strong>riscos de chuvas intensas e temporais</strong> no estado capixaba. Enquanto isso, em Minas, <strong>chuvas com intensidade fraca e moderada</strong> atingem áreas entre o Vale do Aço e o noroeste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949311418.jpg" data-image="xnjewt4kce0n" alt="Precipitação no Nordeste do Brasil." title="Precipitação no Nordeste do Brasil."><figcaption>Chuvas moderadas e fortes estão previstas para o NE do Brasil nos próximos dias.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica também permite a <strong>entrada de umidade oceânica</strong> no leste do Sudeste. Municípios localizados no litoral, devem registrar <strong>pancadas de chuva.</strong> Ao longo da terça-feira (14), a frente fria segue avançando e <strong>muda o tempo sobre o leste da Bahia</strong>, provocando chuvas moderadas.</p><p>Deste modo as chuvas passam a se concentrar no Nordeste do Brasil. Isso porque a frente fria terá um posicionamento estratégico no Oceano Atlântico. A sua <strong>circulação permite que ventos de sul/sudeste</strong> alcancem o Nordeste do Brasil <strong>transportando umidade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949236935.jpg" data-image="igy13k6on6me" alt="Água precipitável." title="Água precipitável."><figcaption>Mapa mostra o aumento de água precipitável no NE do Brasil, por conta do posicionamento da frente fria no Atlântico.</figcaption></figure><p>Pancadas de chuva estão sendo previstas já nesta terça-feira (14), mas ainda de <strong>forma irregular</strong>. No decorrer de quarta-feira (15),<strong> a umidade adentra mais ao continente</strong> e ao encontrar ar quente, tem-se a formação de nuvens carregadas, originando em chuvas mais intensas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Os estados da<strong> Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte</strong>, devem ser afetados por chuvas moderadas ao longo do dia. Enquanto que os estados do <strong>Sergipe, Alagoas, Maranhão e Piauí tem previsão de chuvas intensas</strong> e até mesmo de trovoadas entre a manhã e a tarde desta quarta-feira (15).</p><h2>Após frente fria, ar polar derruba as temperaturas</h2><p>Depois da passagem da frente fria sobre o Centro-Sul do Brasil,<strong> uma massa de ar polar </strong>com boa intensidade <strong>diminui as temperaturas</strong> em diversas regiões do país. A começar pela Região Sul, onde as diminuição das temperaturas já foram registradas ao final da tarde de domingo (12) e manhã desta segunda (13).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949376551.jpg" data-image="9d5ud7pql0ts" alt="Anomalia de temperatura em 850 hPa." title="Anomalia de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Mapa mostra a presença de ar frio sobre áreas de 4 regiões do país.</figcaption></figure><p><strong>O frio continua nesta tarde </strong>e os termômetros variam entre <strong>11°C e 22°C</strong> no Sul. No Sudeste, áreas da porção leste serão as mais frias com termômetros não superando os <strong>21°C,</strong> caso do <strong>leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão">Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html" title="Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783892005271_320.jpg" alt="Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão"></a></article></aside><p><strong>Temperaturas agradáveis sobre o Centro-Oeste, </strong>principalmente no Mato Grosso do Sul, onde a máxima varia entre <strong>20°C e 26°C</strong>. Sobre o sul de Goiás e a faixa entre oeste e sul do Mato Grosso, a máxima não supera os 27°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ar-frio-avancam-por-4-regioes-e-afetam-o-extremo-nordeste-1783949420334.jpg" data-image="9hr3ib5ujuo4" alt="Temperatura Mínima." title="Temperatura Mínima."><figcaption>Temperatura mínima prevista para o amanhecer desta terça-feira (14).</figcaption></figure><p><strong>O amanhecer de terça-feira (14) será gelado com risco de geadas</strong> na Serra Gaúcha e Catarinense, com <strong>termômetros abaixo dos 5°C</strong>. O frio também será forte nas áreas mais altas do Sudeste do país, <strong>há possibilidade de temperaturas negativas na Serra da Mantiqueira,</strong> entre Minas Gerais e São Paulo.</p><p>No Centro-Oeste, <strong>as primeiras horas do dia terão temperaturas entre 12°C e 16°C</strong> em Mato Grosso do Sul e sul de Goiás. No Mato Grosso e Rondônia<strong> o ar frio também chega</strong> mas como uma friagem e deixa as temperaturas abaixo dos 20°C.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-brasil-e-muda-o-tempo-ate-no-extremo-nordeste-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Efeito El Niño: risco extremo de tempestades severas na Região Sul, Argentina e no Uruguai]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:27:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sequência de dias com tempestades severas e chuvas volumosas traz alerta de transtornos generalizados na reta final de julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947379083.png" data-image="s8q300dlkl2q" alt="A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas, são esperados granizo, rajadas intensas de vento e chuvas volumosas." title="A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas, são esperados granizo, rajadas intensas de vento e chuvas volumosas."><figcaption>A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas, são esperados granizo, rajadas intensas de vento e chuvas volumosas.</figcaption></figure><p>Enquanto o início da semana será marcado por frio e tempo firme em grande parte do Centro-Sul do Brasil, a atmosfera começa a mudar a partir de sexta-feira (17). A previsão indica um<strong> elevado risco de tempestades muito intensas, chuva intensa e transtornos no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947470377.png" data-image="49mq1xhrep6g" alt="Tempestades intensas começam a atuar já a partir de quinta (16), se fortalecendo e se intensificando até a próxima semana. No mapa acima, a previsão para sábado (18), segundo o ECMWF." title="Tempestades intensas começam a atuar já a partir de quinta (16), se fortalecendo e se intensificando até a próxima semana. No mapa acima, a previsão para sábado (18), segundo o ECMWF."><figcaption>Tempestades intensas começam a atuar já a partir de quinta (16), se fortalecendo e se intensificando até a próxima semana. No mapa acima, a previsão para sábado (18), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>A mudança ocorre justamente em um momento em que o<strong> El Niño passa a influenciar de forma mais evidente a circulação atmosférica</strong> sobre a América do Sul. Em conjunto com um bloqueio atmosférico, o fenômeno cria um ambiente favorável para<strong> vários dias consecutivos de tempestades destrutivas</strong> e <strong>elevados acumulados de chuva</strong> no Cone Sul da América do Sul. A seguir, entenda o papel do El Niño neste quadro e os riscos envolvidos.</p><h2>O papel do El Niño</h2><p>O El Niño modifica a circulação atmosférica sobre a América do Sul, favorecendo o<strong> fortalecimento do jato subtropical</strong> - uma corrente de ventos em altos níveis da atmosfera - e <strong>aumentando</strong> a frequência e a<strong> intensidade</strong> dos episódios do <strong>Jato de Baixos Níveis da América do Sul </strong>(JBNAS), uma esteira transportadora de calor e umidade da Amazônia em direção ao sul do continente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño will help power an impressive extension of the subtropical jet stream across the Southern Hemisphere over the next week.<br><br>Powerful storms are expected to hit parts of Chile, including Santiago, while unusual cold spreads across the South Pacific islands. <a href="https://t.co/fE3egpEfBB">pic.twitter.com/fE3egpEfBB</a></p> Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2076320685689917509?ref_src=twsrc%5Etfw">July 12, 2026</a></blockquote></figure><p>O fortalecimento do jato subtropical aumenta o<strong> “suporte dinâmico” </strong>para a formação de tempestades. Nas regiões de entrada e saída dos máximos de velocidade desse jato formam-se áreas de <strong>divergência em altos níveis</strong>, onde o ar se afasta horizontalmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947452535.png" data-image="vo8jp6qb988m" alt="Mapa previsto de vento em altos níveis para sábado (18) mostrando uma área com divergência, segundo o ECMWF." title="Mapa previsto de vento em altos níveis para sábado (18) mostrando uma área com divergência, segundo o ECMWF."><figcaption>Mapa previsto de vento em altos níveis para sábado (18) mostrando uma área com divergência, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Pela física, essa "retirada" de ar em altitude precisa ser compensada por ar que sobe das camadas mais baixas da atmosfera. Esse <strong>movimento ascendente favorece a formação e o crescimento das nuvens de tempestade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947676356.png" data-image="ynbp5ptteqrk" alt="Esquema representativo da conservação de massa induzida por divergência em altos níveis. Créditos: Meteored/Ana Maria Pereira Nunes." title="Esquema representativo da conservação de massa induzida por divergência em altos níveis. Créditos: Meteored/Ana Maria Pereira Nunes."><figcaption>Esquema representativo da conservação de massa induzida por divergência em altos níveis.</figcaption></figure><p>Mas, para que essas tempestades se desenvolvam, é preciso <strong>combustível</strong>, e é aí que entra o <strong>JBNAS</strong>. Esse corredor de ventos transporta<strong> grandes volumes de ar úmido (rio atmosférico) e quente da Amazônia</strong> em direção ao Paraguai, norte da Argentina, Uruguai e Região Sul do Brasil, fornecendo a energia necessária para sustentar chuvas intensas e tempestades severas. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>As <strong>anomalias </strong>de temperatura podem alcançar<strong> 22°C acima da média no norte da Argentina </strong>e <strong>13°C</strong> acima da média no <strong>Rio Grande do Sul</strong> em alguns horários da previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947704964.png" data-image="qq848f6fvhj7" alt="Previsão de anomalia de temperatura (esquerda) e de rio atmosférico (direita) para sexta-feira (17),segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (esquerda) e de rio atmosférico (direita) para sexta-feira (17),segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (esquerda) e de rio atmosférico (direita) para sexta-feira (17),segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Quando o suporte dinâmico proporcionado pelo jato subtropical atua em conjunto com o intenso transporte de calor e umidade promovido pelo JBNAS, cria-se um<strong> ambiente altamente favorável </strong>à formação de <strong>tempestades</strong> <strong>organizadas</strong>, capazes de produzir<strong> chuva volumosa</strong>, <strong>vendavais</strong>, <strong>granizo</strong> e com potencial para extremos de vento como <strong>microexplosões</strong> e <strong>tornados</strong>.</p><h2>Alerta de chuvas extremas</h2><p>Um indicador de eventos extremos importante é o <strong>Índice de Previsão Extrema (EFI) do ECMWF</strong>. O produto compara a previsão atual com a climatologia do próprio modelo e ressalta áreas onde é provável a ocorrência de um evento incomum ou extremo, baseado no percentil 99 (P99) - que representa um <strong>acumulado de chuva superado em apenas 1% dos casos</strong> para aquela região e época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778244" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média">Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866908675_320.png" alt="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"></a></article></aside><p>Entre os dias <strong>17 e 22 de julho</strong>, o mapa abaixo destaca o <strong>Rio Grande do Sul</strong> e áreas vizinhas (incluindo <strong>parte de Santa Catarina, Uruguai e Argentina</strong>) com valores elevados de EFI, indicando alta probabilidade das chuvas superarem 180 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947817304.png" data-image="dc8xcfnmz8xg" alt="EFI do ECMWF para a precipitação destaca chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul e Uruguai entre 17 e 22 de julho. Créditos: ECMWF." title="EFI do ECMWF para a precipitação destaca chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul e Uruguai entre 17 e 22 de julho. Créditos: ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para a precipitação destaca chuvas extremas sobre o Rio Grande do Sul e Uruguai entre 17 e 22 de julho. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>De fato, a <strong>previsão </strong>do modelo ECMWF indica <strong>acumulados </strong>da ordem de <strong>300 mm</strong> sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong> entre<strong> 17 e 23 de julho</strong>. Valores elevados também podem ocorrer nas vizinhanças, incluindo Santa Catarina, Uruguai e Argentina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efeito-el-nino-intenso-fluxo-vai-alimentar-tempestades-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai-1783947836829.png" data-image="2h0thu06mkbf" alt="Previsão de chuva acumulada até quinta-feira (23), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até quinta-feira (23), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até quinta-feira (23), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Embora o dia 23 seja o final do horizonte desta previsão, as chuvas devem continuar nos dias seguintes. <strong>Previsões estendidas </strong>de vários modelos indicam volumes se aproximando de <strong>500 mm</strong> no Rio Grande do Sul nos<strong> próximos 15 dias.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Atualização das 00UTC de hoje, com ECMWF mantendo alto volume de chuva no Rio Grande do Sul. <br>GFS que até ontem era mais conservador, hoje já projeta muita chuva em grande área também .<br>Situação que merece monitoramento. <a href="https://t.co/KFpL1jrWYI">pic.twitter.com/KFpL1jrWYI</a></p> Igor (@Igor__Roik) <a href="https://x.com/Igor__Roik/status/2076582627851571243?ref_src=twsrc%5Etfw">July 13, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>São esperados diversos transtornos</strong> relacionados aos acumulados elevados de chuva, como <strong>inundações</strong>, <strong>enxurradas</strong> e <strong>enchentes</strong>. Somado a isso, também são esperados danos relacionados à severidade das tempestades, como estragos por ocorrência de <strong>granizo</strong> e eventos extremos de vento, como <strong>microexplosões</strong> e <strong>tornados isolados</strong>. A população e as autoridades precisam estar em alerta para condições extremas na reta final de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/efeito-el-nino-risco-extremo-de-tempestades-severas-na-regiao-sul-argentina-e-no-uruguai.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parece ter saído diretamente de um conto de fadas: esta aldeia fascina com as suas mais de 2.000 casas de enxaimel]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 12:11:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situada no sopé norte das montanhas Harz, encontra-se uma das mais belas cidades da Alemanha. O seu centro histórico é Património Mundial da UNESCO, sendo um destino ideal para uma viagem de um dia ou um fim de semana relaxante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782387949422.png" data-image="06dvpmvi6yjx" alt="pequena aldeia na Alemanha" title="pequena aldeia na Alemanha"><figcaption>As casas de enxaimel com 800 anos fazem de Quedlinburg, nas montanhas Harz, um lugar único.</figcaption></figure><p>Poucas cidades na Alemanha conseguem concentrar tanta história, arquitetura e charme num espaço tão pequeno como Quedlinburg.</p><p>Hoje, vivem ali cerca de 23.000 pessoas, mas a cidade tem mais de mil anos de história. É particularmente famosa pelas suas <strong>mais de 2.100 casas de estilo enxaimel, construídas ao longo de oito séculos</strong>.</p><p>Por detrás destas fachadas de madeira cuidadosamente restauradas encontram-se cafés acolhedores, lojas de artesanato e característicos pátios interiores.</p><h2>Uma atmosfera mágica ao cair da noite</h2><p>Ao pôr-do-sol, a cidade revela todo o seu encanto. Quando os edifícios históricos são banhados por uma luz quente, as suas ruas estreitas ganham um ar de conto de fadas. Não admira, por isso, que <strong>Quedlinburg seja considerada uma das mais belas cidades da Alemanha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sacado-de-un-cuento-de-hadas-este-pueblo-cautiva-con-sus-mas-de-2-000-casas-con-entramado-de-madera-y-encanto-1782388023175.png" data-image="5qtgi2bi827m"><figcaption>À noite, a iluminação acolhedora cria uma atmosfera particularmente romântica.</figcaption></figure><p>A combinação de história e cultura faz de Quedlinburg um destino ideal para uma viagem de um dia ou para um fim de semana relaxante. <strong>As suas românticas ruas empedradas são ladeadas por magníficos edifícios renascentistas, barrocos, rococós e neoclássicos</strong>.</p><p>Um castelo, juntamente com catorze igrejas e capelas, completa este extraordinário complexo histórico.</p><h3>Um tesouro medieval e um museu dedicado às casas de enxaimel</h3><p>Entre os<strong> pontos turísticos imperdíveis estão a cidade velha com as suas casas em estilo enxaimel</strong>, a praça do mercado com a câmara municipal e a estátua de Roland, bem como a colina do castelo e a igreja colegiada de São Servácio (Stiftskirche St. Servatii), que domina toda a paisagem.</p><p>Juntamente com o centro histórico e o castelo, <strong>esta igreja é Património Mundial da UNESCO</strong>. No seu interior, alberga um precioso tesouro medieval, considerado um dos mais importantes tesouros eclesiásticos da Alemanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wie-im-marchen-diese-stadt-im-harz-bezaubert-mit-2-100-fachwerkhausern-1781004095849.jpeg" data-image="h4ke1s2wupfm" alt="igreja" title="igreja"><figcaption>A igreja colegiada de São Servácio começou a ser construída em 1070, em Castle Hill. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>Vale a pena também reservar algum tempo para descobrir Münzenberg, com a <strong>igreja do antigo mosteiro de Santa Maria</strong> e o museu de casas em enxaimel instalado no Ständerbau.</p><h2>Uma cidade que é protagonista no grande ecrã</h2><p>Graças ao seu <strong>património medieval excecional e perfeitamente preservado</strong>, Quedlinburg é frequentemente escolhida como cenário para produções cinematográficas e televisivas.</p><p>Para além dos seus tesouros históricos e culturais,<strong> a cidade oferece inúmeros espaços verdes</strong>. Com quinze hectares, o Parque Brühl é o maior de Quedlinburg e, graças às suas árvores centenárias, faz parte do Projeto de Paisagismo de Jardins da Saxónia-Anhalt.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770546" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal">Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056_320.jpg" alt="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"></a></article></aside><p>Entre o rio Brühl e a colina do castelo encontra-se o <strong>histórico jardim da abadia</strong>, que sofreu um importante projeto de remodelação há cerca de vinte anos.</p><p>Por fim, o<strong> bairro de Münzenberg também merece uma visita</strong>, com a igreja do antigo mosteiro de Santa Maria e o museu de casas em enxaimel, instalado no histórico edifício Ständerbau.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Christel Grommel" data-year="2026" data-title="Diese Stadt im Harz ist weltberühmt: Märchenhafte Altstadt mit 2.100 Fachwerkhäusern" data-url="https://www.landundforst.de/niedersachsen/region-goettingen-northeim-harz/diese-stadt-harz-weltberuehmt-maerchenhafte-altstadt-2100-fachwerkhaeusern-575580">Christel Grommel. (2026). <a href="https://www.landundforst.de/niedersachsen/region-goettingen-northeim-harz/diese-stadt-harz-weltberuehmt-maerchenhafte-altstadt-2100-fachwerkhaeusern-575580" target="_blank">Diese Stadt im Harz ist weltberühmt: Märchenhafte Altstadt mit 2.100 Fachwerkhäusern</a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/parece-ter-saido-diretamente-de-um-conto-de-fadas-esta-aldeia-fascina-com-as-suas-mais-de-2-000-casas-de-enxaimel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sonda japonesa Hayabusa2 fotografou um estranho asteroide que surpreendeu pelo seu formato de "boneco de neve"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-japonesa-hayabusa2-fotografou-um-estranho-asteroide-que-surpreendeu-pelo-seu-formato-de-boneco-de-neve.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A famosa espaçonave que trouxe de volta amostras de asteroide concluiu com sucesso sua passagem mais próxima. Suas imagens fornecem dados valiosos para o aprimoramento da defesa planetária.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-sonda-japonesa-hayabusa2-fotografio-un-extrano-asteroide-y-sorprendio-por-su-forma-de-muneco-de-nieve-1783431840146.jpg" data-image="o3ub3p1tetvi" alt="asteroide, sonda" title="asteroide, sonda"><figcaption>Representação artística da sonda japonesa em um asteroide. Fonte: Agência JAXA.</figcaption></figure><p>Um <strong>asteroide </strong>de <strong>450 metros de diâmetro</strong>, fotografado por uma espaçonave que viajava a mais de 18.000 km/h, acabou <strong>parecendo um boneco de neve flutuando no espaço</strong>.</p><p>A<strong> imagem foi captada pela Hayabusa2</strong>, sonda da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), durante uma passagem extremamente próxima pelo <strong>asteroide <em>Torifune</em>, localizado a cerca de 100 milhões de quilômetros da Terra</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que mais chamou a atenção dos cientistas não foi apenas a nitidez da fotografia, mas o formato do objeto: dois lóbulos arredondados unidos, como se alguém tivesse feito um boneco de neve em gravidade zero.</strong></div><p>“No momento em que vi esta imagem e os dados científicos, senti um arrepio”, disse o pesquisador da JAXA Yuya Mimasu. “Pessoalmente, ela me lembrou um boneco de neve”.</p><p><strong>A comparação pode parecer fofa, mas, por trás desse formato, escondem-se informações valiosas</strong> sobre como os asteroides se formam e evoluem.</p><h2>Uma aproximação incomum</h2><p>A <strong>Hayabusa2 não apenas passou perto de Torifune; ela se aproximou a uma distância projetada de cerca de 800 metros</strong>, deslocando-se a uma velocidade superior a 18.000 km/h. Caso essa distância seja confirmada pela análise final da missão, o feito figurará entre as passagens em alta velocidade mais próximas de um asteroide já realizadas por uma espaçonave.</p><div class="texto-destacado"><strong>A manobra foi particularmente desafiadora porque Torifune não fazia parte da missão original da Hayabusa2. Engenheiros e cientistas tiveram de trabalhar com informações limitadas sobre o formato exato e as características da superfície do objeto.</strong></div><p>A sonda, de tamanho comparável ao de uma geladeira doméstica, utilizou sua câmera telescópica para capturar a<strong> imagem em preto e branco que agora circula pelo mundo</strong>. Ela também coletou dados usando uma câmera infravermelha capaz de medir a temperatura da superfície do asteroide.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-sonda-japonesa-hayabusa2-fotografio-un-extrano-asteroide-y-sorprendio-por-su-forma-de-muneco-de-nieve-1783432179403.jpg" data-image="l723ajc4l8yi" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Imagem do asteroide capturada pela sonda japonesa. Fonte: JAXA.</figcaption></figure><p>Essas medições revelaram algo esperado, mas ainda útil para os pesquisadores: <strong>as áreas iluminadas pelo Sol pareciam muito mais quentes do que as regiões na sombra</strong>.</p><p>A diferença de temperatura permite estimar propriedades como a rugosidade da superfície e a capacidade do material de absorver e liberar calor — conhecida como inércia térmica.</p><h3>Por que é importante estudar este asteroide</h3><p><strong>Torifune pertence ao grupo Apollo, uma família de asteroides próximos à Terra cujas órbitas cruzam a do nosso planeta</strong>. Isso não significa que ele represente um perigo imediato, mas faz dele um objeto de interesse para pesquisas de defesa planetária.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/YPBfC1Hyyng/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=YPBfC1Hyyng" id="YPBfC1Hyyng"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Os cientistas sabem que nem todos os asteroides são iguais. Alguns são rochas sólidas, outros se assemelham a amontoados de escombros mantidos unidos pela própria gravidade e alguns — como sugere a nova imagem de <strong>Torifune </strong>— apresentam<strong> estruturas compostas por dois lóbulos fundidos</strong>. Compreender essas diferenças é fundamental para elaborar estratégias de desvio caso algum objeto represente uma ameaça futura à Terra.</p><p>A missão japonesa também ocorre em um momento de crescente interesse por esse tipo de pesquisa. Em 2022, a NASA conseguiu alterar a órbita do asteroide Dimorphos ao colidir deliberadamente uma sonda espacial contra ele durante o experimento DART. A JAXA e a Agência Espacial Europeia (ESA) também estão envolvidas em projetos futuros de defesa planetária, incluindo o monitoramento do asteroide Apophis, que passará relativamente perto da Terra em 2029.</p><h2>A espaçonave que segue trabalhando 6 anos depois</h2><p>A passagem próxima a Torifune é apenas o capítulo mais recente de uma missão que já havia feito história. Lançada em 2014, <strong>a Hayabusa2 viajou até o asteroide Ryugu</strong>, pousou em sua superfície e <strong>coletou amostras que retornaram à Terra em 2020</strong>.</p><p>Essas amostras permitiram estudar material praticamente intacto, remanescente dos primórdios do Sistema Solar. Entre as descobertas mais notáveis estava a presença das cinco bases nitrogenadas que compõem o DNA e o RNA — moléculas essenciais para a vida como a conhecemos.</p><p>Longe de encerrar sua missão após essa entrega, a sonda continuou viajando pelo espaço. S<strong>eu próximo grande alvo é o asteroide 1998 KY26</strong>, um objeto minúsculo com apenas 11 metros de diâmetro. Para efeito de comparação, esse tamanho é semelhante ao do asteroide que explodiu sobre a cidade russa de Chelyabinsk em 2013.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776510" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular">Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-lucy-finds-a-tumbling-peanut-shaped-asteroid-1782500917503_320.png" alt="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"></a></article></aside><p>Se tudo correr conforme o planejado, <strong>a Hayabusa2 chegará àquele pequeno asteroide em 2031</strong> e tentará estudá-lo de perto. Seria uma oportunidade única para compreender a natureza dos menores corpos do Sistema Solar — justamente aqueles que são mais difíceis de detectar e caracterizar a partir da Terra.</p><p>Enquanto isso, a imagem de Torifune já conquistou um lugar especial entre os registros fotográficos espaciais da década: uma rocha com centenas de metros de extensão que, vista de uma sonda japonesa a milhões de quilômetros de distância, acabou parecendo um simples boneco de neve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-japonesa-hayabusa2-fotografou-um-estranho-asteroide-que-surpreendeu-pelo-seu-formato-de-boneco-de-neve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o país mais estranho do mundo que está lentamente se abrindo para o turismo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</link><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 08:22:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Tão intrigante quanto misterioso, o Turcomenistão é um dos países mais fechados do mundo. Governado com mão de ferro, mantém um regime de vistos particularmente restritivo, em nítido contraste com as outras quatro nações da Ásia Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782899521771.jpeg" data-image="gyo4wdwm9rn4"><figcaption>O Monumento da Independência e a Biblioteca Nacional em Asgabade, a capital do Turcomenistão.</figcaption></figure><p>Nas redes sociais, criadores de conteúdo que conseguiram entrar nesta antiga república soviética da Ásia Central — rica em gás natural e em grande parte coberta por desertos — descrevem o <strong>Turcomenistão </strong>como o "<em><strong>país mais estranho do mundo</strong></em>".</p><p>O Turcomenistão é <strong>a mais isolada das cinco nações da Ásia Central </strong>que um dia fizeram parte da União Soviética. Como resultado, <strong>o número de turistas é reduzido</strong>, em grande parte porque obter um visto está longe de ser uma tarefa fácil. É muito mais simples conseguir um visto de trânsito de cinco dias, opção escolhida pela maioria dos viajantes que se deslocam entre o Irã e o Uzbequistão e desejam conhecer os tesouros arquitetônicos do Turcomenistão.</p><h2>Ashgabat: a cidade branca de monumentos espetaculares</h2><p>Em meio ao calor abrasador de um deserto que cobre quatro quintos do país, a maior parte da vida da nação concentra-se na <strong>capital, Ashgabat</strong>. A cidade destaca-se por sua<strong> paisagem arquitetônica singular</strong>, moldada por seu líder incontestável, Gurbanguly Berdimuhamedow — um homem conhecido por buscar recordes, incluindo o do<em> Guinness World Records</em> para a cidade com a "maior densidade de edifícios de mármore branco".</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tudo em Ashgabat é branco, confirma Liza Zorn, uma turista alemã. "Vi semáforos brancos pela primeira vez na vida".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora a capital do Turcomenistão tenha vivenciado capítulos sombrios ao longo de sua história, esse passado abriu caminho para a criação de<strong> um legado arquitetônico notável </strong>em um país que permanece distante das rotas turísticas convencionais. Ashgabat foi devastada por um trágico terremoto em 1948, que tirou a vida de mais de 100.000 moradores.</p><p>A cidade ergueu um memorial em homenagem a eles: o Monumento ao Terremoto. A estrutura simboliza uma nação cada vez mais dedicada à construção de edifícios monumentais. Um dos marcos mais emblemáticos da cidade é a <strong>Mesquita Ertuğrul Gazi</strong>, situada no coração da capital. Sua arquitetura impressionante, emoldurada por quatro minaretes, remete à famosa Mesquita Azul de Istambul.</p><h2>Uma cratera em chamas e sítios arqueológicos extraordinários</h2><p>Uma das principais atrações do país é a chamada "Porta do Inferno". Localizada a cerca de três horas da capital, <strong>no Deserto de Karakum</strong>, a<strong> Cratera de Darvaza</strong> é uma cratera de gás que queima ininterruptamente há meio século — resultado de um acidente industrial — e atrai um número crescente de visitantes ansiosos por testemunhar uma das paisagens mais inusitadas do Turcomenistão.</p><p>Esse fogo incrível e incessante faz do local <strong>o destino mais misterioso do país</strong>, onde é possível ver <strong>chamas ardendo a mais de 20 metros abaixo da superfície</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quel-est-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-qui-s-ouvre-doucement-au-tourisme-1782909647083.jpeg" data-image="uhx4yti7zm47"><figcaption>A cratera de Darvaza, no Deserto de Karakum, é um dos lugares mais inusitados do país.</figcaption></figure><p>As <strong>ruínas de Kunya-Urgench, Merv e Nisa</strong> — todas classificadas como Patrimônio Mundial da UNESCO — são inigualáveis tanto por sua riqueza histórica quanto por sua vasta dimensão.</p><p>Merv foi, outrora, uma cidade lendária e um importante centro ao longo da Rota da Seda. Nisa serviu como capital de um império que governou grande parte da Ásia Central, e suas ruínas testemunham a significativa influência econômica e política que tanto a cidade quanto o império exerceram.</p><h2>Um povo acolhedor com uma herança nômade</h2><p>O <strong>Dia do Tapete</strong>, que inclui demonstrações de tecelagem tradicional e degustações de produtos locais, faz parte de um trio de símbolos nacionais celebrados pelo regime, ao lado dos <strong>cavalos Akhal-Teke e dos cães Alabay</strong>. Os tapetes turcomenos são mundialmente renomados por sua qualidade artesanal excepcional e pela<strong> tradição de tecelagem manual</strong>.</p><p>Quanto aos cavalos, eles pertencem a uma antiga raça de montaria da Ásia Central, conhecida por sua velocidade, resistência e resiliência. No entanto, o que realmente torna a raça única e famosa internacionalmente é o seu característico brilho dourado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os preparativos da viagem devem ser feitos por meio de uma agência licenciada; todos os aspectos da viagem exigem aprovação e organização prévias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> turismo ainda está em seus estágios iniciais</strong>. Os visitantes passam por um processo rigoroso de triagem, seguem itinerários fixos, têm suas<strong> chegadas rigidamente controladas </strong>e contam com<strong> conexões aéreas limitadas</strong>. Os preparativos da viagem devem ser feitos por meio de uma agência credenciada; tudo exige aprovação prévia e planejamento cuidadoso, explica Effie Frank, guia da <em>Saiga Tours</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774604" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seu-guia-de-viagem-esta-desatualizado-como-a-mudanca-climatica-esta-transformando-nossa-forma-de-viajar.html" title="Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar">Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seu-guia-de-viagem-esta-desatualizado-como-a-mudanca-climatica-esta-transformando-nossa-forma-de-viajar.html" title="Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tu-guia-de-viaje-esta-obsoleta-como-el-cambio-climatico-ha-cambiado-nuestra-forma-de-viajar-1781776088639_320.png" alt="Seu guia de viagem está desatualizado: como a mudança climática está transformando nossa forma de viajar"></a></article></aside><p>Ainda assim, <strong>os moradores locais ficam sempre encantados ao conhecer viajantes</strong> interessados no Turcomenistão, muitas vezes convidando-os para suas casas para tomar uma xícara de chá ou provar a culinária local. Herdeiros de tradições nômades, eles demonstram uma hospitalidade ainda mais notável porque, vivendo em grande parte isolados do resto do mundo, estão ansiosos por ouvir notícias de além de suas fronteiras.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Le%20Figaro%20with%20AFP" data-year="2026" data-title="Archaeological%20sites%2C%20white%20marble%2C%20a%20burning%20crater...%20the%20'strangest%20country%20in%20the%20world'%20cautiously%20opens%20to%20tourism" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lefigaro.fr%2Fvoyages%2Fguides%2Fsites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623">Le Figaro with AFP. (2026). <a href="https://www.lefigaro.fr/voyages/guides/sites-archeologiques-marbre-blanc-cratere-brulant-le-pays-le-plus-etrange-au-monde-s-ouvre-timidement-au-tourisme-20260623" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Archaeological sites, white marble, a burning crater... the 'strangest country in the world' cautiously opens to tourism</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/este-e-o-pais-mais-estranho-do-mundo-que-esta-lentamente-se-abrindo-para-o-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Antidepressivo é encontrado no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 23:44:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisa da UFRJ detecta sertralina no cérebro de tubarões-martelo capturados no litoral do Rio de Janeiro e acende alerta sobre impactos da poluição por medicamentos na vida marinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro-1783879211560.jpg" data-image="bic4a6i0ke9x" alt="iólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal." title="iólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal."><figcaption>Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. Crédito: Arquivo pessoal.</figcaption></figure><p>Um<strong> estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) </strong>identificou, pela primeira vez,<strong> a presença de sertralina</strong> (princípio ativo de um dos antidepressivos mais consumidos no Brasil) no tecido cerebral de tubarões-martelo capturados na costa do estado do Rio de Janeiro. A descoberta reforça a preocupação com os impactos da contaminação por resíduos farmacêuticos nos ecossistemas marinhos.</p><p>A pesquisa, ainda em fase de publicação científica, foi desenvolvida no âmbito do<strong> Projeto EcoShark, que monitora a saúde de tubarões no litoral fluminense desde 2018. </strong>O trabalho é coordenado pela professora Mariana Batha Alonso, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, em parceria com os pesquisadores José Neto e Victor Alves.</p><p>Os cientistas encontraram a <strong>substância no cérebro de exemplares das espécies <em>Sphyrna lewini</em> e <em>Sphyrna zygaena</em>, ambas classificadas como criticamente ameaçadas de extinção</strong>. Os animais foram capturados acidentalmente por pescadores nas regiões do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Copacabana, em uma colaboração entre comunidades pesqueiras e a equipe de pesquisa.</p><h2>Resíduos de medicamentos percorrem o caminho até o oceano</h2><p><strong>A sertralina é atualmente o antidepressivo mais prescrito no Brasil. </strong>Após ser metabolizada pelo organismo, parte da substância é eliminada pela urina e segue para os sistemas de esgoto. Como as estações convencionais de tratamento não foram projetadas para remover completamente compostos farmacêuticos, resíduos desses medicamentos acabam chegando aos rios e ao mar.</p><div class="texto-destacado">No estado do Rio de Janeiro, cerca de metade do esgoto gerado ainda não recebe tratamento adequado. Além disso, parte dos efluentes é lançada no oceano por emissários submarinos com tratamento apenas preliminar, incapaz de eliminar micropoluentes como medicamentos, hormônios e outros contaminantes emergentes.</div><p>Segundo os pesquisadores, essas moléculas podem ser absorvidas por peixes, invertebrados e outros organismos marinhos diretamente pela água ou por meio da cadeia alimentar. <strong>Como predadores de topo, os tubarões acumulam contaminantes presentes em suas presas</strong>, tornando-se importantes indicadores da qualidade ambiental dos oceanos.</p><h2>Achado amplia preocupação com efeitos sobre a fauna marinha</h2><p>Embora a presença da sertralina no cérebro dos tubarões tenha sido confirmada, os pesquisadores ressaltam que<strong> ainda não é possível afirmar quais efeitos a substância provoca nesses animais.</strong> Em seres humanos, o medicamento atua sobre o sistema serotoninérgico, responsável pela regulação do humor, e proteínas semelhantes também estão presentes em outros vertebrados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro-1783879388569.jpg" data-image="pjj9m9bzv7sj" alt="Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal" title="Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. — Foto: Arquivo pessoal"><figcaption>Biólogos do EcoShark no processo de identificação e estudo de tubarões no litoral Sul Fluminense. Crédito: Arquivo pessoal</figcaption></figure><p>Experimentos realizados anteriormente com peixes de laboratório já demonstraram que concentrações de sertralina semelhantes às encontradas em ambientes aquáticos podem <strong>provocar alterações comportamentais, como redução da atividade locomotora e prejuízos ao aprendizado.</strong> No entanto, ainda não existem estudos capazes de demonstrar como esses compostos afetam a fisiologia e o comportamento de tubarões.</p><p>A preocupação ganha força porque <strong>este não é um caso isolado.</strong> Em março de 2026, uma pesquisa publicada na revista <em>Environmental Pollution</em> identificou cocaína, cafeína, analgésicos e outras substâncias no sangue de tubarões próximos às Bahamas. Estudos brasileiros também já registraram antibióticos e opioides em diferentes espécies de tubarões, indicando que a contaminação por fármacos pode ser um fenômeno cada vez mais frequente nos ambientes marinhos.</p><h2>Estudo reforça necessidade de ampliar monitoramento ambiental</h2><p>Os pesquisadores defendem que a descoberta <strong>evidencia a necessidade de incorporar o monitoramento de resíduos farmacêuticos às políticas de conservação da fauna marinha</strong>. Segundo a equipe, projetos como o EcoShark e o EcoDELFIS já desenvolveram metodologias capazes de rastrear esses contaminantes em tubarões, raias e cetáceos, mas dependem de financiamento contínuo para ampliar as investigações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770441" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!">Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-plus-de-1-000-nouvelles-especes-ont-ete-decouvertes-au-fond-de-nos-oceans-1779458452083_320.jpeg" alt="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"></a></article></aside><p>Outra medida considerada essencial é<strong> a modernização das estações de tratamento de esgoto</strong>, permitindo a remoção de micropoluentes farmacêuticos antes que eles sejam lançados nos ambientes aquáticos. Para os cientistas, reconhecer medicamentos como poluentes emergentes é um passo importante para reduzir os impactos sobre espécies ameaçadas e sobre o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.</p><p>O estudo foi financiado pelo <strong>Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC-UFRJ), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).</strong> O SubProjeto EcoShark integra o Projeto de Pesquisa Marinha e Pesqueira, desenvolvido como medida compensatória prevista em Termo de Ajustamento de Conduta conduzido pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, com responsabilidade da empresa PRIO.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="G1" data-year="2026" data-title="Bi%C3%B3logos%20encontram%20antidepressivo%20no%20c%C3%A9rebro%20de%20tubar%C3%B5es%20do%20litoral%20do%20Rio%20de%20Janeiro" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsaude%2Fnoticia%2F2026%2F06%2F16%2Fbiologos-encontram-antidepressivo-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.ghtml">G1. (2026). <a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/06/16/biologos-encontram-antidepressivo-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Biólogos encontram antidepressivo no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/antidepressivo-e-encontrado-no-cerebro-de-tubaroes-do-litoral-do-rio-de-janeiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus aos guias turísticos: agora são as redes sociais que organizam suas viagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/adeus-aos-guias-turisticos-agora-sao-as-redes-sociais-que-organizam-suas-viagens.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 22:46:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Antigamente, um guia de viagem era um item essencial para colocar na mala e garantir uma viagem bem-sucedida. Mas hoje a situação mudou; as redes sociais assumiram o protagonismo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guide-touristique-voyages-tiktok-instagram-vacances-1776821926385.jpg" data-image="a7cd0vmxfnkl"><figcaption>O bom e velho guia de viagem tem muitas vantagens.</figcaption></figure><p>Férias 2.0. Essa é a nova maneira de <strong>planejar suas viagens</strong>. Já se foram os dias de perambular com um guia de viagem na mão, em busca de lugares secretos e cantinhos escondidos para explorar. As<strong> redes sociais </strong>— lideradas pelo Instagram e pelo TikTok — estão colocando um fim nesse estilo de viagem.</p><br>Na verdade, 72% dos usuários do <strong>TikTok </strong>afirmam já ter reservado passagens para uma viagem ou atividade simplesmente por causa de um vídeo na plataforma.<h2>Como as viagens serão reservadas e organizadas no futuro?</h2><p>Cécile Petiau, diretora editorial da <em>Hachette Tourisme</em>, confirma que essa tendência é real e que<strong> o guia de viagem tradicional, por si só, já não é suficiente</strong> — pelo menos não para os novos viajantes, especificamente aqueles na faixa dos 18 aos 35 anos.</p><p>"O mercado está evoluindo, assim como qualquer outro. Sempre oferecemos uma ampla gama de publicações, buscando criar coleções com uma abordagem editorial distinta. É por isso que sabemos que <strong>a geração mais jovem não se interessará pelos nossos guias mais tradicionais</strong>", disse.</p><h3>E se as redes sociais exibirem os mesmos vídeos para todos os seus usuários?</h3><p>Turismo excessivo. Desastre ecológico. Moradores insatisfeitos. Perda de autenticidade. As consequências são inúmeras. Todos sabem disso; todos se manifestam contra. No entanto, isso não nos impede de ver<strong> lugares lotados de turistas todos os anos</strong> — todos se aglomerando no mesmo local para tirar a mesma foto antes de seguir para o próximo destino.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/5-destinos-virais-que-podem-perder-seu-encanto-devido-ao-turismo-de-massa-e-sofrer-um-serio-risco-ecologico.html" title="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)">5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/5-destinos-virais-que-podem-perder-seu-encanto-devido-ao-turismo-de-massa-e-sofrer-um-serio-risco-ecologico.html" title="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/5-destinos-virales-que-podrian-perder-su-encanto-por-el-turismo-masivo-y-sufren-un-grave-riesgo-ecologico-1764110001290_320.jpg" alt="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)"></a></article></aside><p>Entre o segundo e o terceiro trimestres do ano passado, a França, por exemplo, registrou um aumento expressivo no interesse por Malta (+479%), Málaga (+1.641%) e — de forma ainda mais drástica — Sorrento (+2.657%).</p><p><em></em>Cécile Petiau explica que é importante mostrar uma diversidade autêntica. "É isso que buscamos fazer em todas as nossas publicações, inclusive em guias mais tradicionais, como o Blue Guides e o Rough Guide. Esses guias estão repletos de informações para explorar lugares menos conhecidos e cheios de tesouros escondidos. E acredito que, como editora, temos a responsabilidade de incentivar as pessoas a respeitar esses lugares — talvez optando por <strong>destinos alternativos quando estes ficam superlotados</strong>. O prazer de viajar está em descobrir coisas novas"<em>.</em></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guide-touristique-voyages-tiktok-instagram-vacances-1776822073980.jpg" data-image="rqtr3haovo27"><figcaption>Agora é no TikTok onde os jovens viajantes buscam seu próximo destino turístico.</figcaption></figure><p><em></em>Então, qual é a melhor maneira de as editoras de guias de viagem enfrentarem essa <strong>obsessão pelo digital</strong>? Simplesmente não lutando contra ela, mas sim colaborando. Um exemplo citado é a parceria com um influenciador de viagens que visitou o Japão e possui uma audiência relevante no setor. "[...] Não é nada parecido com um livro tradicional, mas é inspirador. Nosso objetivo é publicar livros inspiradores com autores que se conectam a essa geração mais jovem".</p><p>Em suma, embora as <strong>redes sociais tenham se tornado a base do planejamento de férias</strong>, um guia de viagem ainda pode ser um recurso valioso para complementar os vídeos de influenciadores — que muitas vezes duram apenas cerca de dez segundos. Isso não é suficiente para captar a essência de um destino.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bonassin%2C%20F" data-year="2026" data-title="Les%20r%C3%A9seaux%20sociaux%20vont-ils%20pr%C3%A9cipiter%20la%20chute%20des%20guides%20touristiques%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fhigh-tech%2Fby-the-web%2F4218522-20260420-reseaux-sociaux-vont-precipiter-chute-guides-touristiques">Bonassin, F. (2026). <a href="https://www.20minutes.fr/high-tech/by-the-web/4218522-20260420-reseaux-sociaux-vont-precipiter-chute-guides-touristiques" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Les réseaux sociaux vont-ils précipiter la chute des guides touristiques?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/adeus-aos-guias-turisticos-agora-sao-as-redes-sociais-que-organizam-suas-viagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar e frente fria avançam e frio aumenta e chuvas atingem o Centro-Sul; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 21:34:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início da semana será ainda com chuva e, principalmente frio, no Centro-Sul do Brasil. Os estados que sentem mais frio são o RS, SC e PR, com chuvas mais para SP, RJ, MG e ES. Confira a previsão do tempo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaopj4m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaopj4m.jpg" id="xaopj4m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O ar polar já avança pelo Sul do Brasil neste domingo (12), com influências nas áreas mais ao sul do Centro-Oeste e do Sudeste. No entanto, <strong>esse sistema mantém a sua incursão pelo Centro-Sul no início da semana</strong>, mantendo o frio e baixando as temperaturas.</p><p>O mesmo sistema, massa de ar frio, e o ciclone extratropical no oceano favorecem o transporte de umidade para o leste de São Paulo e para o Rio de Janeiro. Enquanto isso, <strong>a frente fria provoca chuvas mais intensas em Minas Gerais e no Espírito Santo</strong>.</p><h2>O frio ganha intensidade no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste</h2><p><strong>A segunda-feira (13)</strong> <strong>começa com temperaturas bem amenas baixas</strong>, mas ainda não são as mínimas. No início da manhã os valores no Rio Grande do Sul variam de 5 a 11°C, sendo mais baixas na Serra. Em Santa Catarina, 2 a 11°C, sendo mais baixas na Serra e mais altas no norte do estado, com possibilidade de valores negativos nas áreas mais elevadas. No Paraná, as temperaturas variam de 3 a 11°C, com frio mais intenso no sul e leste do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891221335.jpg" data-image="huq1jw2lxyqr" alt="frio" title="frio"><figcaption>Previsão de temperatura para o início da manhã da segunda-feira, 13 de julho.</figcaption></figure><p><strong> No Centro-Oeste</strong>, o ar frio atua mais no Mato Grosso do Sul, onde o início do dia, as mínimas podem chegar aos 9°C no Sul e aos <strong>14°C na capital Campo Grande</strong> e 20°C no norte do estado. </p><p><strong> No Sudeste</strong>, o dia de segunda-feira (13) começa com frio de 12°C nas localidades de São Paulo do leste, sul e próxima do sul de Minas Gerais, e de 16° no oeste e norte. No Rio de Janeiro, as temperaturas variam de 12 a 19°C. No território Mineira, o frio atinge mesmo o sul do estado, com temperaturas de 10 a 12°C. Na Região Belo Horizonte e no Triângulo Mineiro o dia começa com 17°C. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891303536.jpg" data-image="mfl9um2k7sct" alt="frio; temperaturas mínimas" title="frio; temperaturas mínimas"><figcaption>Previsão de temperatura para o fim da noite da segunda-feira, 13 de julho.</figcaption></figure><p><strong>Devido a diminuição da nebulosidade e ao avanço da massa de ar frio, as mínimas serão registradas no período da noite, com uma diferença de 1 a 2°C</strong>.</p><p><strong>Na terça-feira (14)</strong>, as temperaturas mínimas acontecem entre o fim da madrugada e o fim da manhã e mais baixas em alguns pontos do Sul e, principalmente no Sudeste e no Mato Grosso do Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>No território gaúcho,<strong> as mínimas ficam variam de 4°C a 8°C, com possibilidade de registrarem 1°C abaixo disso</strong>. Na Serra e na região do Campos de Cima da Serra, h<strong>á possibilidade de temperaturas em torno dos 0°C</strong>.</p><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, o potencial de temperaturas negativas aumenta na Serra e região do Planalto. <strong>As mínimas no estado variam de -2 a 12°C</strong>, com maiores temperaturas no norte do estados. No Paraná, as mínimas variam de 2 a 11°C, com 2 a 5°C no sul e 6 a 11°C no restante do estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891409262.jpg" data-image="csphki534ra5" alt="frio intenso" title="frio intenso"><figcaption>Previsão de temperatura para o início da manhã da terça-feira, 14 de julho.</figcaption></figure><p><strong>No Mato Grosso do Sul</strong>, as temperaturas caem mais na porção central e aumentam no sul do estado, havendo pouca variação entre as mínimas nas regiões mais frias que ficam no centro-sul. <strong>Assim, as mínimas variam de 10 a 12°C</strong>.</p><p><strong>No Sudeste, as temperaturas caem mais</strong>. Em São Paulo, as mínimas variam de 5 a 14°C, com menores valores nas áreas próximas ao sul mineiro. No leste paulista pode fazer 9 a 10°C bem como no centro-norte do estado. No Rio de Janeiro, as temperaturas variam de 11 a 16°C, enquanto que em Minas Gerais variam de 5 a 17°C, sendo mais elevadas no norte do estado. Na região de Belo Horizonte e do Triângulo Mineiro faz de 10 a 13°C. No Espírito Santo, pouca variação das mínimas, de 17 a 21°C.</p><h2>Quais as localidades com previsão de chuva</h2><p><strong>O maior potencial de chuva está previsto para esta segunda-feira (13)</strong>. Ainda sem haver a incursão total da massa de ar frio, há previsão de muita nebulosidade sobre o Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina e o Paraná ficam com tempo firme. Assim, <strong>há chance de chuva fraca e pontual no leste do estado desde a Serra até o Sul.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778244" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média">Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html" title="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866908675_320.png" alt="Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média"></a></article></aside><p>Devido à circulação dos ventos oceânicos, <strong>há o transporte de umidade para o leste do Sudeste</strong> e com isso, o tempo fica nublado em toda a faixa leste litorânea, com previsão de chuva fraca e chuvisco. No sul da região metropolitana de São Paulo, há chance de chuvisco. O mesmo acontece no Rio de Janeiro, mas com chuvas atingindo a região serrana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao-1783891660928.jpg" data-image="5l50fddkibdh" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão do acumulado de chuva até a terça-feira, 14 de julho.</figcaption></figure><p>Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, a frente fria favorece chuvas pontuais a partir da tarde que podem ocorrer com até forte intensidade desde o Triângulo Mineiro até o território capixaba, com alertas de chuvas intensas a partir do fim da tarde entre o leste e nordeste de Minas Gerais e o Espírito Santo. </p><p><strong>Na terça-feira (14), não há mais previsão de chuva </strong>para o Sul e o Sudeste do Brasil, com a frente fria ajudando a organizar umidade agora no leste da Bahia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-polar-e-frente-fria-avancam-e-frio-aumenta-e-chuvas-atingem-o-centro-sul-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais no Sul provocam cheia de rio e deixam centenas de desalojados; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 18:54:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores passaram a madrugada de sábado cobrindo móveis e recolhendo estilhaços devido ao granizo que perfurou telhados inteiros em comunidades como Canoas, Glorinha e Butiá. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens-1783877392230.jpg" data-image="cpyya208dqoq" alt="Nível do rio Itajaí-Açu chegou a 5,65 metros na manhã deste domingo (12) Foto: ND Mais" title="Nível do rio Itajaí-Açu chegou a 5,65 metros na manhã deste domingo (12) Foto: ND Mais"><figcaption>Nível do rio Itajaí-Açu chegou a 5,65 metros na manhã deste domingo (12) Foto: ND Mais</figcaption></figure><p><strong>A passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical causou severos estragos na Região Sul</strong> do Brasil entre o último sábado (11) e este domingo (12). O fenômeno provocou tempestades intensas, vendavais destrutivos e queda de granizo em dezenas de municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</p><p>No domingo de manhã, o monitoramento estadual apontou que <strong>o nível do Rio Itajaí-Açu atingiu o pico de 5,65 metros em Blumenau</strong>, subindo mais de 4 metros em menos de 24 horas. As equipes municipais e os técnicos da Defesa Civil trabalham intensamente no levantamento dos prejuízos materiais acumulados nas últimas horas.</p><h2>Danos estruturais e o fenômeno de microexplosão no Rio Grande do Sul</h2><p>Análises meteorológicas indicaram que <strong>o intenso temporal em Eldorado do Sul pode ter sido provocado por uma microexplosão atmosférica</strong>. Esse fenômeno gera correntes violentas de vento descendente que se espalham de forma radial ao tocar o solo, gerando rajadas destrutivas que superam a marca de 140 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens-1783877216637.jpg" data-image="1lid9na042bg" alt="Defesa Civil monitora o avanço dos estragos do ciclone que deixou famílias desalojadas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura de Eldorado do Sul/ Divulgação" title="Defesa Civil monitora o avanço dos estragos do ciclone que deixou famílias desalojadas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura de Eldorado do Sul/ Divulgação"><figcaption>Defesa Civil monitora o avanço dos estragos do ciclone que deixou famílias desalojadas no Rio Grande do Sul. Foto: Prefeitura de Eldorado do Sul/ Divulgação</figcaption></figure><p>A destruição se concentrou no bairro Parque Eldorado, onde a Defesa Civil local registrou <strong>mais de 100 casas atingidas e cerca de 400 pessoas desalojadas</strong>. Além disso, dezenas de moradores ficaram desabrigados e foram levados para uma escola municipal, enquanto árvores caídas provocaram bloqueios parciais na rodovia federal BR-290.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">️ Temporal com granizo deixa mais de 400 desalojados na Grande Porto Alegre<br><br>️ Um temporal com granizo e vento atingiu o Rio Grande do Sul deixando mais de 400 pessoas desalojadas em Eldorado do Sul e Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.<br><br> Segundo a Defesa <a href="https://t.co/3X31VsqQGk">pic.twitter.com/3X31VsqQGk</a></p> Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) <a href="https://x.com/sputnik_brasil/status/2076014759414010308?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote></figure><p>O diretor da Defesa Civil de Eldorado do Sul, Mário Rocha, relatou que<strong> montou uma base de apoio operacional na subprefeitura do bairro atingido</strong>. "De lá, as equipes estão saindo para fazer os atendimentos todos, através de entrega de lonas, de auxílio às famílias que foram afetadas", explicou ele.</p><p>Outros municípios gaúchos sofreram com a<strong> força dos ventos e do granizo que perfurou telhados na madrugada de sábado</strong>, como Canoas, Glorinha, Butiá e Tramandaí. Em Canoas, o destelhamento de uma residência cujo teto de zinco voou, atingiu o portão de um imóvel vizinho.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">O forte temporal que atingiu Eldorado do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na manhã deste sábado, 11, deixou cerca de 130 residências destelhadas e mais de 200 pessoas desalojadas, segundo a Defesa Civil do município. A cidade foi atingido por chuva intensa, rajadas <a href="https://t.co/ArwFcmfnea">pic.twitter.com/ArwFcmfnea</a></p> Correio do Povo (@correio_dopovo) <a href="https://x.com/correio_dopovo/status/2075940359620743571?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote></figure><p>A Defesa Civil do Rio Grande do Sul também contabilizou<strong> inundações e quedas de postes de energia elétrica em diversas regiões</strong> afetadas pela frente fria. Em Capão Bonito do Sul, houve transbordamento da rede pluvial com alagamento residencial, enquanto em Tramandaí a queda de postes atingiu veículos em vias públicas.</p><h2>Deslizamentos de terra e acumulados de chuva em Santa Catarina</h2><p>Em Santa Catarina, os maiores volumes de chuva foram concentrados na região do Vale do Itajaí até a manhã deste domingo. O município de Ibirama acumulou o maior índice pluviométrico com<strong> 73,4 mm</strong>, seguido de perto por Apiúna com <strong>72,8 mm </strong>e Blumenau com <strong>63,5 mm de precipitação total</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">️ O Rio Itajaí-Açu atingiu 5,11 metros às 16h50 em Rio do Sul e segue em elevação neste sábado (11). O aumento do nível ocorre após as chuvas intensas que atingem o Alto Vale, com grande volume de água descendo pelo Rio Itajaí do Sul, em Ituporanga. A situação continua sendo <a href="https://t.co/1W8w5fH8h0">pic.twitter.com/1W8w5fH8h0</a></p>— Brasil Conservador️100%SDV (@MachadoDarlon) <a href="https://x.com/MachadoDarlon/status/2076047399533854850?ref_src=twsrc%5Etfw">July 11, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Os solos encharcados causaram uma queda de barreira que interditou totalmente o tráfego na rua Salvador</strong>, em Ibirama, na tarde de sábado. Diante do alto risco de novos deslizamentos na localidade, a Defesa Civil orientou os motoristas e moradores a utilizarem a rua Paraná como rota alternativa de tráfego.</p><p>Paralelamente, <strong>outro deslizamento de terra bloqueou por completo o acesso ao túnel ferroviário de Apiún</strong>a, estrutura histórica considerada a maior de Santa Catarina. O local havia sido reinaugurado recentemente, em abril de 2026, após permanecer cerca de 50 anos escondido em meio à mata fechada da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-intensa-causa-alagamentos-e-bloqueia-estradas-no-rs-veja-imagens.html" title="Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens ">Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-intensa-causa-alagamentos-e-bloqueia-estradas-no-rs-veja-imagens.html" title="Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-intensa-causa-alagamentos-e-bloqueia-estradas-no-rs-1782999266209_320.jpg" alt="Chuva intensa causa alagamentos e bloqueia estradas no RS; veja imagens "></a></article></aside><p>As pistas molhadas provocaram acidentes e ocorrências viárias na região de Tubarão, onde <strong>uma motorista capotou o automóvel na curva da Madre</strong>. A condutora alertou que trafegava a cerca de 40 km/h e, mesmo em baixa velocidade, perdeu o controle do veículo devido às condições escorregadias da pista.</p><p><strong>Órgãos de assistência continuam distribuindo telhas e rolos de lona plástica </strong>para auxiliar as famílias prejudicadas pelas chuvas intensas e ventanias. O trabalho das equipes de remoção de entulhos segue em andamento para restabelecer os serviços básicos e desobstruir estradas nas comunidades atingidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kassiane%20Michel%2C%20Everton%20Calbar%2C%20g1%20RS%20e%20RBS%20TV" data-year="2026" data-title="Granizo%20e%20vento%20destelham%20mais%20de%20100%20casas%20e%20deixam%20400%20desalojados%20no%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F11%2Fgranizo-destelha-100-casas-e-deixa-desalojados-em-eldorado-do-sul-no-rs.ghtml">Kassiane Michel, Everton Calbar, g1 RS e RBS TV. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/07/11/granizo-destelha-100-casas-e-deixa-desalojados-em-eldorado-do-sul-no-rs.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Granizo e vento destelham mais de 100 casas e deixam 400 desalojados no RS</a>.</cite><br><cite data-author="Ana%20J%C3%BAlia%20Kamchen" data-year="2026" data-title="Ciclone%20traz%20chuva%20de%20at%C3%A9%2073%20mm%20em%2024%20horas%20em%20SC%20e%20faz%20rio%20subir%204%20metros" data-url="https%3A%2F%2Fndmais.com.br%2Ftempo%2Fchuva-em-sc-vale-do-itajai-registra-acumulados-de-ate-70-mm%2F">Ana Júlia Kamchen. (2026). <a href="https://ndmais.com.br/tempo/chuva-em-sc-vale-do-itajai-registra-acumulados-de-ate-70-mm/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ciclone traz chuva de até 73 mm em 24 horas em SC e faz rio subir 4 metros</a>.</cite><br><cite data-author="Itatiaia" data-year="2026" data-title="Microexplos%C3%A3o%20atmosf%C3%A9rica%20pode%20ter%20causado%20forte%20temporal%20que%20atingiu%20o%20RS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.itatiaia.com.br%2Fbrasil%2Fsul%2Frs%2Fmicroexplosao-atmosferica-pode-ter-causado-forte-temporal-que-atingiu-o-rs%2F">Itatiaia. (2026). <a href="https://www.itatiaia.com.br/brasil/sul/rs/microexplosao-atmosferica-pode-ter-causado-forte-temporal-que-atingiu-o-rs/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Microexplosão atmosférica pode ter causado forte temporal que atingiu o RS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-no-sul-provocam-cheia-de-rio-e-deixam-centenas-de-desalojados-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor ganha força na segunda quinzena de julho; RS terá risco de tempestades e chuva acima da média]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 17:31:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Julho terá virada no tempo: o frio perde força a partir de sexta-feira (17), com o calor se espalhando pelo país e favorecendo tempestades severas com chuvas volumosas sobre o Rio Grande do Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866908675.png" data-image="xusf3dudnhyt" alt="O frio da próxima semana tem data para acabar." title="O frio da próxima semana tem data para acabar."><figcaption>O frio da próxima semana tem data para acabar.</figcaption></figure><p>Como alertado pela Meteored, <strong>o frio em julho não será constante</strong> no Centro-Sul do país. A previsão semanal do ECMWF indica que a <strong>segunda quinzena</strong> do mês deve registrar <strong>temperaturas acima da média</strong> em grande parte do Brasil.</p><p>A segunda quinzena começa sob influência de um <strong>bloqueio atmosférico</strong>. Esse sistema de alta pressão dificulta o avanço das frentes frias sobre o Centro-Sul, favorecendo <strong>tempo firme </strong>em grande parte do país. Ao mesmo tempo, o anticiclone impulsiona uma massa de <strong>ar frio</strong> sobre o <strong>Sul</strong> e parte do <strong>Sudeste</strong>, mantendo as temperaturas mais baixas entre segunda-feira (13) e quinta-feira (16).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html" title="Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?">Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte.html" title="Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-sera-o-clima-em-julho-diante-do-risco-de-el-nino-forte-1782837242847_320.png" alt="Como será o clima em julho diante do risco de El Niño forte?"></a></article></aside><p><strong>A partir da sexta-feira (17)</strong>, o bloqueio começa a enfraquecer sobre o Rio Grande do Sul, permitindo que sistemas frontais avancem com mais facilidade. Ao mesmo tempo, a intensificação do jato de baixos níveis transporta calor e umidade da Amazônia para o sul do continente que, somado à previsão de fortalecimento do jato subtropical, cria um ambiente propício para a formação de áreas de instabilidade, trazendo<strong> risco de tempestades severas e chuvas acima da média no Rio Grande do Sul</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Do frio ao calor: mudança à vista</h2><p>De acordo com o <strong>modelo ECMWF</strong>, a <strong>segunda quinzena</strong> de julho deve <strong>começar</strong> com <strong>temperaturas abaixo da média </strong>entre o Sul e o Sudeste, principalmente entre domingo (12) e quinta-feira (16), quando uma massa de ar frio é impulsionada pelo anticiclone associado ao bloqueio atmosférico. Nesse período, as temperaturas devem ficar abaixo da climatologia em uma faixa que se estende do Sul ao Sudeste e alcança parte do Nordeste.</p><p>Mas, à primeira vista, este padrão<strong> </strong>parece contradizer o mapa de anomalias abaixo, que mostra <strong>temperaturas acima da média no Rio Grande do Sul</strong>. Isso se deve a uma <strong>mudança importante</strong> que deve ocorrer a partir de sexta-feira (17). </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Com a <strong>intensificação do jato de baixos níveis</strong>, que transporta ar quente e úmidoda Amazônia em direção ao sul do continente, as<strong> temperaturas se elevam rapidamente</strong>,<strong> especialmente no Rio Grande do Sul</strong>. Como o mapa mostra a anomalia média da semana, e não a evolução diária das temperaturas, esse aquecimento entre sexta (17) e o fim de semana é suficiente para compensar o frio do início da semana e resultar em anomalias de <strong>1°C a 3°C acima da média</strong> sobre o estado gaúcho e oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866927183.png" data-image="ib6y8ix8gb3g" alt="Previsão de anomalia de temperatura (°C) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura (°C) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura (°C) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><br>Na reta final do mês, entre <strong>20 e 27 de julho</strong>,<strong> temperaturas acima da média </strong>devem <strong>tomar conta</strong> de praticamente todo o <strong>país</strong>. O transporte de calor via jato de baixos níveis, a leste da Cordilheira dos Andes, deve elevar as temperaturas ainda mais sobre o<strong> Sul </strong>do Brasil, com anomalias entre <strong>3°C e 6°C acima da média</strong>.</p><h2>Chuvas abaixo da média no Norte e acima da média no Sul</h2><p>Durante a semana entre <strong>13 e 20 de julho</strong>, o<strong> bloqueio atmosférico</strong> (associado a uma área de alta pressão) <strong>dificulta</strong> a ocorrência de <strong>chuva</strong> em boa parte do <strong>Centro-Sul </strong>do país. A previsão do modelo ECMWF indica acumulados de até 30 mm abaixo da média sobre Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866955047.png" data-image="v0dz3i75swuy" alt="Previsão do ECMWF em níveis médios da atmosfera evidencia a atuação de uma área de alta pressão (H) no Atlântico Sul." title="Previsão do ECMWF em níveis médios da atmosfera evidencia a atuação de uma área de alta pressão (H) no Atlântico Sul."><figcaption>Previsão do ECMWF em níveis médios da atmosfera evidencia a atuação de uma área de alta pressão (H) no Atlântico Sul.</figcaption></figure><p><strong>No Rio Grande do Sul</strong>, porém, a interpretação da anomalia semanal <strong>exige atenção</strong>. Apesar de o estado também permanecer sob influência do anticiclone associado ao bloqueio durante boa parte da semana, mantendo o tempo firme até meados do período, <strong>a partir de sexta-feira (17) o padrão atmosférico muda.</strong> </p><p>Com o início do<strong> enfraquecimento do bloqueio</strong>, o avanço de <strong>sistemas frontais,</strong> aliado ao transporte de <strong>calor</strong> e <strong>umidade</strong> da Amazônia via jato de baixos níveis, favorece a ocorrência de <strong>tempestades intensas</strong> e <strong>volumes expressivos de chuva</strong>. </p><p>Novamente, como a anomalia representa a média de toda a semana, esses acumulados são suficientes para elevar a precipitação semanal acima da climatologia, o que é representado pela cor verde nos mapas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media-1783866972856.png" data-image="9jjaybhbhjk9" alt="Previsão de anomalia de chuva (mm) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (mm) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (mm) entre 13 e 27 de julho, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na semana seguinte (<strong>20 a 27 de julho</strong>), as <strong>frentes</strong> frias passam a atuar com <strong>maior frequência</strong><strong> sobre o estado gaúcho</strong>, mas ainda encontram dificuldade para avançar pelo restante do Centro-Sul do Brasil. <strong>Chuvas potencialmente intensas</strong> devem ocorrer sobre o estado gaúcho<strong> entre os dias 17 </strong>e, pelo menos, até o dia <strong>22</strong>, o mantém as chuvas acima da média até o final do mês.</p><p><strong>No norte da região Norte</strong>, toda a<strong> segunda quinzena do mês</strong> deve ser de<strong> chuvas abaixo da média</strong>, com as maiores anomalias entre 13 e 20 de julho. Isso não significa necessariamente ausência de precipitação, mas sim chuvas com volumes inferiores ao normal. No Brasil Central (Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste), o mês também termina com chuvas abaixo da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-ganha-forca-na-segunda-quinzena-de-julho-rs-tera-risco-de-tempestades-e-chuva-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas propõem que a IA pode explicar o silêncio do Universo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 14:54:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo propõe que a evolução da inteligência artificial pode ajudar a explicar por que nunca encontramos civilizações extraterrestres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo-1783807554908.png" data-image="6gmf7u4khrqf" alt="Um novo estudo sugere que a inteligência artificial pode oferecer uma explicação para o Paradoxo de Fermi, tornando civilizações avançadas muito mais silenciosas do que imaginávamos." title="Um novo estudo sugere que a inteligência artificial pode oferecer uma explicação para o Paradoxo de Fermi, tornando civilizações avançadas muito mais silenciosas do que imaginávamos."><figcaption>Um novo estudo sugere que a inteligência artificial pode oferecer uma explicação para o Paradoxo de Fermi, tornando civilizações avançadas muito mais silenciosas do que imaginávamos.</figcaption></figure><p>O Paradoxo de Fermi é uma das questões mais conhecidas da Astrobiologia. <strong>O paradoxo tenta explicar a contradição entre a alta probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a ausência de evidências de sua presença. </strong>Até hoje não foram detectados sinais de tecnologia alienígena ou de visitas ao Sistema Solar. </p><p>Diversas hipóteses foram propostas para resolver esse paradoxo. Algumas sugerem que a vida inteligente é extremamente rara e outras defendem que essas civilizações existem, mas utilizam formas de comunicação que ainda não somos capazes de detectar. <strong>Algumas consideram as distâncias interestelares e as limitações físicas como barreiras.</strong></p><p>Um novo estudo propõe uma hipótese nova, baseada na evolução da inteligência artificial (IA). <strong>Segundo essa ideia, civilizações avançadas poderiam transferir grande parte de suas atividades para sistemas de IA. </strong>Com isso, o desenvolvimento de IAs poderia modificar profundamente o comportamento dessas civilizações, tornando-as mais difíceis de detectar.</p><h2>Paradoxo de Fermi</h2><p><strong>O Paradoxo de Fermi é um problema que questiona por que ainda não encontramos evidências de civilizações extraterrestres inteligentes.</strong> Considerando que a Via Láctea contém centenas de bilhões de estrelas e um grande número de planetas, seria esperado que ao menos algumas civilizações tecnológicas já tivessem surgido.</p><div class="texto-destacado">No entanto, até hoje não há nenhuma evidência confirmada de tecnologia extraterrestre e essa contradição é conhecida como Paradoxo de Fermi.</div><p>O paradoxo não afirma que alienígenas existem, mas evidencia a diferença entre as previsões teóricas e as observações. <strong>Ao longo das últimas décadas, diversas hipóteses foram propostas para explicar esse silêncio cósmico.</strong> Resolver esse problema tornou-se um dos principais objetivos da astrobiologia e da busca por inteligência extraterrestre. </p><h2>Autonomous AI-Cosmoindustry</h2><p>Com esse problema em mente, pesquisadores introduziram o conceito de <em>Autonomous AI-Cosmoindustry </em>(AICI) que descreve um estágio da evolução tecnológica em que uma civilização desenvolve uma infraestrutura espacial totalmente controlada por IA.<strong> A IA seria capaz de projetar, fabricar e lançar equipamentos sem depender de seus criadores.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo-1783807476086.png" data-image="9cxehfv8j3b6" alt="Civilizações avançadas poderiam usar IA para enviar pequenas sondas interestelares quase imperceptíveis para explorar outros sistemas estelares." title="Civilizações avançadas poderiam usar IA para enviar pequenas sondas interestelares quase imperceptíveis para explorar outros sistemas estelares."><figcaption>Civilizações avançadas poderiam usar IA para enviar pequenas sondas interestelares quase imperceptíveis para explorar outros sistemas estelares.</figcaption></figure><p><strong>Segundo a hipótese proposta, uma civilização que atinge esse nível tecnológico deixa de priorizar megaconstruções espaciais e colonização.</strong> Em vez disso, sua expansão torna-se mais discreta, orientada por objetivos racionais como garantir a sobrevivência da civilização, preservar conhecimento e ampliar sua capacidade de observação científica do Universo. </p><h2>Expansão Silenciosa</h2><p>Esse conceito chamado de expansão silenciosa propõe que civilizações controladas por IA teriam estratégia racional de gerenciamento de risco, reduzindo a dependência de um único planeta ou sistema estelar. <strong>Para uma IA, distribuir cópias da infraestrutura e do conhecimento por diferentes regiões da galáxia aumentaria suas chances de sobrevivência.</strong></p><p>Assim, a exploração interestelar passaria a ser motivada pela preservação, e não pela conquista. <strong>A IA enviaria pequenas sondas interestelares contendo o conhecimento da civilização e, possivelmente, material biológico capaz de reconstruí-la no futuro. </strong>Esses sistemas seriam muito menores, consumiriam pouca energia e seriam difíceis de detectar.</p><h2>Por que nunca encontramos nada?</h2><p>Segundo essa hipótese, o fato de ainda não termos encontrado evidências dessas civilizações pode ter duas explicações principais. <strong>A primeira é que a humanidade esteja entre as primeiras civilizações da galáxia a alcançar um estágio tecnológico baseada em IA.</strong> A segunda é que a transição seja extremamente difícil, funcionando como um "filtro".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688830" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-alienigenas-estao-nos-espionando-a-hipotese-do-zoologico-a-resposta-mais-provavel-ao-paradoxo-de-fermi.html" title="Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao 'Paradoxo de Fermi'">Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao "Paradoxo de Fermi"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-alienigenas-estao-nos-espionando-a-hipotese-do-zoologico-a-resposta-mais-provavel-ao-paradoxo-de-fermi.html" title="Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao 'Paradoxo de Fermi'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-extraterrestres-nos-espian-la-hipotesis-del-zoo-la-respuesta-mas-probable-a-la-paradoja-de-fermi-drones-ovni-alien-1734827692581_320.jpg" alt="Os alienígenas estão nos espionando? A hipótese do zoológico, a resposta mais provável ao 'Paradoxo de Fermi'"></a></article></aside><p><strong>Os autores também destacam que, caso essas sondas existam, elas provavelmente seriam pequenas, tornando sua detecção difícil mesmo dentro do Sistema Solar.</strong> Assim, a ausência de observações pode refletir mais as limitações da tecnologia atual do que a inexistência dessas estruturas. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-propoem-que-a-ia-pode-explicar-o-silencio-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após 12 anos, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Serra do Padre Ângelo, em Minas Gerais, a Oplonia doceana é o primeiro registro do gênero no Brasil e destaca a relevância do médio rio Doce para biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica-1783806796537.jpg" data-image="oyp8ns2qw4ma" alt="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil" title="A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil"><figcaption>A nova espécie representa o primeiro registro do gênero Oplonia no Brasil. Crédito: Paulo Gonella</figcaption></figure><p>Uma <strong>planta de flores vermelhas</strong> encontrada exclusivamente nos campos rupestres da Serra do Padre Ângelo, no médio rio Doce, em Minas Gerais, foi oficialmente reconhecida como uma <strong>nova espécie pela ciência após 12 anos de pesquisas</strong>. Batizada de <em>Oplonia doceana</em>, a planta representa o primeiro registro do gênero <em>Oplonia</em> no Brasil e amplia o conhecimento sobre a distribuição desse grupo de espécies na América do Sul. A descoberta foi publicada na revista científica <em>Plant Systematics and Evolution</em>.</p><p>A espécie ocorre entre os municípios de Conselheiro Pena e Alvarenga, em uma região que vem se destacando como<strong> um dos principais refúgios da biodiversidade da Mata Atlântica.</strong> Além de revelar uma planta inédita, o estudo reforça a relevância das montanhas do leste de Minas Gerais para a conservação de espécies raras e endêmicas.</p><p>A história da descoberta começou em 2013, durante uma expedição científica à Serra do Padre Ângelo. Desde a primeira coleta, os pesquisadores perceberam que se tratava de uma <strong>planta incomum, mas sua identificação se mostrou um desafio. </strong>Durante mais de uma década, especialistas compararam exemplares, revisaram estudos e consultaram coleções botânicas até confirmar que se tratava de uma espécie ainda desconhecida.</p><h2>Parentesco inesperado amplia conhecimento sobre a flora sul-americana</h2><p>Segundo o botânico Paulo Gonella, pesquisador do <strong>Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA)</strong> e primeiro autor do estudo, a confirmação encerra um longo trabalho de investigação. "Desde a primeira coleta, eu sabia que aquela planta era diferente. Passei muitos anos tentando descobrir sua identidade. É muito gratificante ver esse quebra-cabeça finalmente resolvido", afirma.</p><div class="texto-destacado">Além da novidade para a flora brasileira, <strong>a pesquisa revelou um resultado inesperado</strong>. Embora seja exclusiva dos campos rupestres do médio rio Doce, <em>Oplonia doceana</em> possui maior parentesco com uma espécie encontrada na Argentina e na Bolívia do que com qualquer planta conhecida no Brasil. </div><p>Até então, o gênero <em>Oplonia</em> era registrado apenas em países andinos, no Caribe, em Madagascar e em partes da América Central e da América do Sul, sem ocorrências confirmadas em território brasileiro.Para os pesquisadores, esse padrão de distribuição levanta novas questões sobre a evolução das plantas sul-americanas e pode ajudar a compreender<strong> como diferentes espécies se dispersaram ao longo da história do continente.</strong></p><h2>Homenagem ao rio Doce e alerta para conservação</h2><p>O nome da nova espécie faz <strong>referência à bacia do rio Doce, onde ela ocorre.</strong> A escolha busca valorizar uma região frequentemente lembrada pelos impactos ambientais, mas que continua revelando uma riqueza biológica ainda pouco conhecida pela ciência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777889" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio.html" title="Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA">Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio.html" title="Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio-1783628245335_320.jpg" alt="Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA"></a></article></aside><p>Nos últimos dez anos, <strong>mais de 40 novas espécies de plantas foram descritas na Serra do Padre Ângelo e em montanhas vizinhas</strong>, além de diversos insetos e outros animais exclusivos da região. Apesar desse patrimônio natural, grande parte da área ainda não possui proteção oficial e enfrenta ameaças como incêndios, desmatamento e espécies invasoras.</p><p>Os autores classificaram <em>Oplonia doceana</em> como<strong> "Em Perigo de Extinção", de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). </strong>Restrita a poucas populações conhecidas, a planta vive em campos rupestres quartzíticos, um dos ecossistemas mais ameaçados e menos estudados da Mata Atlântica. Para Gonella, a descoberta demonstra que ainda existem muitas espécies desconhecidas e reforça a importância da pesquisa científica para orientar ações de conservação. "Só é possível proteger aquilo que conhecemos", conclui o pesquisador.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Nacional%20da%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-year="2026" data-title="Ap%C3%B3s%2012%20anos%20de%20mist%C3%A9rio%2C%20cientistas%20identificam%20nova%20esp%C3%A9cie%20de%20planta%20na%20Mata%20Atl%C3%A2ntica" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Finma%2Fpt-br%2Fassuntos%2Fnoticias%2Fapos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Instituto Nacional da Mata Atlântica. (2026). <a href="https://www.gov.br/inma/pt-br/assuntos/noticias/apos-12-anos-de-misterio-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Após 12 anos de mistério, cientistas identificam nova espécie de planta na Mata Atlântica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/apos-12-anos-cientistas-identificam-nova-especie-de-planta-na-mata-atlantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pecuária na Amazônia: pastagens responderam por 78% do desmatamento entre 2017 e 2022; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma revisão de 36 estudos mostra que o desmatamento ligado à pecuária amazônica ocorre por diferentes razões e exige combinar recuperação de pastagens, rastreabilidade, assistência técnica, crédito responsável e fiscalização adaptada a cada realidade produtiva da região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719299287.jpg" data-image="wvngfhimcc7q" alt="gado, amazonas, pecuaria" title="gado, amazonas, pecuaria"><figcaption>A expansão das pastagens mantém a pecuária no centro do debate sobre uso da terra e conservação da Amazônia.</figcaption></figure><p>A expansão das pastagens continua sendo um dos principais fatores de transformação da Amazônia. Entre 2017 e 2022, cerca de <strong>78% do desmatamento registrado na região esteve associado à abertura de áreas para pasto</strong>, enquanto as lavouras responderam por parcela menor. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O dado reforça a importância da pecuária no debate ambiental, mas uma nova revisão científica mostra que o problema não pode ser tratado como se todas as propriedades funcionassem da mesma maneira.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo avaliou 335 artigos e selecionou 36 pesquisas capazes de detalhar os diferentes perfis envolvidos na conversão da floresta em pastagem. A principal conclusão é prática: políticas de controle, crédito, <strong>assistência técnica e rastreabilidade tendem a ser mais eficientes </strong>quando reconhecem diferenças de escala, acesso a capital, infraestrutura e capacidade produtiva.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>A revisão também alerta que grande parte das pesquisas se concentra no Brasil, o que exige cautela ao transferir conclusões para toda a bacia amazônica. </p><h2>Pecuária extensiva mantém pressão sobre novas áreas </h2><p>Em muitas zonas de fronteira agrícola, a pecuária ocupa grandes extensões com produtividade relativamente baixa. <strong>Isso ocorre porque sistemas extensivos exigem menos mão de obra,</strong> adaptam-se a regiões com infraestrutura limitada e funcionam como alternativa onde cultivos mais intensivos enfrentam custos elevados de transporte, armazenamento e comercialização. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719600410.jpg" data-image="4amy29qdjbgy" alt="gado, amazonas, mudança" title="gado, amazonas, mudança"><figcaption>A criação de gado ocupa extensas áreas da Amazônia e exige maior eficiência produtiva nas terras já abertas.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a produção depende continuamente da abertura de novas áreas, em vez da recuperação de pastagens já degradadas. <strong>Solos empobrecidos, falta de crédito, assistência técnica insuficiente</strong> e acesso limitado a insumos reduzem a capacidade de intensificação. Nesses contextos, o avanço da pastagem sobre a floresta pode parecer uma solução imediata, embora amplie perdas de biodiversidade, emissões de carbono, fragmentação de habitats e custos ambientais no longo prazo.</p><h2>Rastreabilidade e uso da terra entram no centro do debate </h2><p>A revisão também mostra que<strong> propriedades maiores, investidores e operações integradas ao mercado possuem mais recursos</strong> para adquirir terras, ampliar rebanhos e construir infraestrutura. Por isso, medidas de controle precisam acompanhar não apenas o local de venda do gado, mas também a trajetória dos animais entre diferentes propriedades.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html" title="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil">Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html" title="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil-1783523414599_320.jpg" alt="Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil"></a></article></aside><p>Entre as medidas consideradas mais relevantes estão:</p><ul> <li><strong>rastreamento do gado desde a propriedade de origem;</strong></li> <li>recuperação de pastagens degradadas antes da abertura de novas áreas;</li> <li><strong>crédito condicionado ao cumprimento ambiental;</strong></li> <li>assistência técnica para elevar a produtividade por hectare;</li> <li>fiscalização fundiária e ambiental integrada entre municípios e estados.</li> </ul><h2>Soluções diferentes para realidades produtivas distintas </h2><p>O estudo identifica duas motivações principais para a expansão das pastagens. Em alguns casos, <strong>a abertura de áreas está associada à valorização da terra</strong>, ao aumento patrimonial e à ampliação de grandes operações. Em outros, decorre da baixa rentabilidade, da falta de tecnologia e da necessidade de manter a renda familiar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda-1783719934450.jpg" data-image="jqmudl7al7df" alt="desmatamento, pastagens, degradação" title="desmatamento, pastagens, degradação"><figcaption>Recuperação de pastagens degradadas e rastreabilidade do rebanho estão entre as principais estratégias para reduzir novos desmatamentos.</figcaption></figure><p>Para operações capitalizadas, rastreabilidade, controle fundiário, regras de crédito e fiscalização são instrumentos centrais. <strong>Para produtores com menor capacidade de investimento</strong>, a prioridade deve ser recuperar áreas improdutivas, ampliar o acesso a tecnologias, fortalecer a assistência técnica e reduzir barreiras de mercado. </p><p>A conclusão ultrapassa a Amazônia: em qualquer região de expansão agropecuária, <strong>reduzir o desmatamento depende de produzir mais nas áreas já abertas</strong>, acompanhar a origem dos produtos e adaptar as políticas às condições reais de cada sistema produtivo, com planejamento regional integrado. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Karla%20D%C3%ADaz%20Parra%2C%20Nicolas%20Espinosa%20Men%C3%A9ndez%2C%20Jean%20Rodr%C3%ADguez" data-year="2026" data-title="Pastures%20of%20power%3A%20A%20literature%20review%20on%20cattle%20ranching%20deforestation%20in%20the%20Amazon" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1016%2Fj.forpol.2026.103852">Karla Díaz Parra, Nicolas Espinosa Menéndez, Jean Rodríguez. (2026). <a href="https://doi.org/10.1016/j.forpol.2026.103852" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pastures of power: A literature review on cattle ranching deforestation in the Amazon</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/pecuaria-na-amazonia-pastagens-responderam-por-78-do-desmatamento-entre-2017-e-2022-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nobel de Física usa IA para resolver uma conjectura que resistia havia 10 anos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos.html</link><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 09:14:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com a ajuda do Claude, físicos conseguiram demonstrar uma conjectura que permanecia sem solução havia mais de uma década.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos-1783806904436.png" data-image="n0wfv5p51ns8" alt="A conjectura de jamming permaneceu em aberto por uma década na Física da matéria condensada, até ser demonstrada com a colaboração entre pesquisadores e IA. Crédito: The Washington Post" title="A conjectura de jamming permaneceu em aberto por uma década na Física da matéria condensada, até ser demonstrada com a colaboração entre pesquisadores e IA. Crédito: The Washington Post"><figcaption>A conjectura de jamming permaneceu em aberto por uma década na Física da matéria condensada, até ser demonstrada com a colaboração entre pesquisadores e IA. Crédito: The Washington Post</figcaption></figure><p>Nos últimos anos, a possibilidade de sistemas de inteligência artificial (IA) contribuírem para descobertas em Física passou a receber cada vez mais atenção<strong>. Embora esses modelos já tenham demonstrado capacidade para analisar dados e acelerar cálculos</strong>, ainda existia resistência quanto à sua capacidade de produzir novos insights científicos. </p><p><strong>Um dos maiores desafios é fazer com que modelos de IA consigam ir além da reprodução de conhecimento existente. </strong>Em Física e Matemática, isso exige compreender estruturas abstratas, identificar padrões complexos e construir argumentos consistentes, em vez de apenas reconhecer exemplos presentes nos dados de treinamento. </p><p><strong>Por esse motivo, usar IA para demonstrar conjecturas ou encontrar novas soluções matemáticas é considerado um passo muito mais difícil. </strong>No entanto, um novo estudo mostrou o potencial dessa abordagem ao reunir físicos, incluindo um laureado com o Prêmio Nobel, e o sistema Claude Code para resolver uma conjectura que permanecia sem solução há cerca de dez anos. </p><h2>Conjectura</h2><p><strong>A conjectura investigada está relacionada ao fenômeno conhecido como <em>jamming</em>, no qual um conjunto de partículas passa abruptamente de um estado fluido para um estado rígido. </strong>Esse comportamento é observado em sistemas como espumas e materiais granulares. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos-1783806954849.png" data-image="nd6h4jc8ykb2" alt="O físico Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, liderou o trabalho que finalmente resolveu uma conjectura sobre jamming proposta há cerca de 10 anos. Crédito: Parisi" title="O físico Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, liderou o trabalho que finalmente resolveu uma conjectura sobre jamming proposta há cerca de 10 anos. Crédito: Parisi"><figcaption>O físico Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, liderou o trabalho que finalmente resolveu uma conjectura sobre jamming proposta há cerca de 10 anos. Crédito: Parisi</figcaption></figure><p>Em 2014, Giorgio Parisi, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2021, e colaboradores desenvolveram uma descrição para esse fenômeno. <strong>As simulações numéricas indicavam que dois parâmetros do modelo, a e b, sempre satisfaziam a relação a + b = 1. </strong>Essa propriedade permaneceu por uma década sem uma demonstração matemática.</p><h2>Claude Code</h2><p><strong>É aí que entra o Claude Code, uma versão do modelo Claude otimizada para tarefas de programação, raciocínio lógico e resolução de problemas técnicos.</strong> Essas capacidades o tornam útil em pesquisas científicas que envolvem modelagem matemática, computação científica e desenvolvimento de software. </p><p><strong>Em problemas envolvendo cálculo e programação, o Claude Code costuma ser usado por sua capacidade de decompor desafios complexos em etapas menores.</strong> Essa característica facilita a exploração de conjecturas matemáticas, a implementação de simulações numéricas e a verificação de resultados computacionais. </p><h2>Qual foi a solução?</h2><p>Após os pesquisadores fornecerem ao Claude Code o código usado anteriormente nas simulações numéricas, o modelo passou a explorar diferentes caminhos para construir uma demonstração analítica da conjectura. <strong>A IA reformulou o problema por meio de uma identidade matemática equivalente e usou dedução reversa a partir do resultado.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos-1783806371289.png" data-image="u9n664oqvjk0" alt="O Claude Code mostrou que a IA pode atuar como uma importante ferramenta de apoio à pesquisa científica, ajudando físicos a explorar soluções para problemas complexos da Física. Crédito: Anthropic" title="O Claude Code mostrou que a IA pode atuar como uma importante ferramenta de apoio à pesquisa científica, ajudando físicos a explorar soluções para problemas complexos da Física. Crédito: Anthropic"><figcaption>O Claude Code mostrou que a IA pode atuar como uma importante ferramenta de apoio à pesquisa científica, ajudando físicos a explorar soluções para problemas. Crédito: Anthropic</figcaption></figure><p><strong>Esse procedimento levou a uma identidade algébrica que demonstrou que a soma dos parâmetros é igual a 1. </strong>O aspecto que mais chamou a atenção foi a simplicidade da demonstração encontrada. Embora a primeira versão produzida pelo Claude apresentasse erros, a estratégia estava correta.</p><h2>IA já resolve problemas da Física?</h2><p><strong>Apesar do resultado alcançado, o trabalho não demonstra que a IA seja capaz de fazer descobertas científicas de forma totalmente autônoma.</strong> A primeira demonstração produzida pelo Claude continha erros de notação e inconsistências matemáticas que precisaram ser identificados e corrigidos pelos próprios pesquisadores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/da-linguagem-a-equacao-como-o-gpt-5-2-obteve-um-novo-resultado-em-fisica.html" title="Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?">Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/da-linguagem-a-equacao-como-o-gpt-5-2-obteve-um-novo-resultado-em-fisica.html" title="Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/da-linguagem-a-equacao-como-o-gpt-5-2-obteve-um-novo-resultado-em-fisica-1771709554147_320.png" alt="Da linguagem à equação: como o GPT-5.2 obteve um novo resultado em Física?"></a></article></aside><p>Além disso, a formulação do problema, a interpretação física da solução e a validação final da prova permaneceram sob responsabilidade da equipe científica. <strong>Isso evidencia que, atualmente, a IA atua como uma ferramenta de apoio ao raciocínio humano, e não como um substituto do pesquisador.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Parisi%2C%20G.%2C%20Zamponi%2C%20F" data-year="2026" data-title="A%20proof%20of%20an%20identity%20for%20the%20critical%20exponents%20of%20jamming" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.1088%2F1742-5468%2Fae7bd7">Parisi, G., Zamponi, F. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1742-5468/ae7bd7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A proof of an identity for the critical exponents of jamming</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nobel-de-fisica-usa-ia-para-resolver-uma-conjectura-que-resistia-havia-10-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item></channel></rss>