<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 11 Jul 2026 22:50:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 22:50:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Como é a fazenda real que deu vida ao universo de Yellowstone]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 22:24:36 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Localizada em Montana, a Chief Joseph Ranch combina criação de gado, preservação histórica e agroturismo, atraindo fãs da série que desejam conhecer os cenários originais das gravações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone-1783805981391.jpg" data-image="hylo6ksvjzqo" alt="Emoldurado por cadeia de montanhas, o Chief Joseph Ranch tem na paisagem um dos atrativos. Crédito: Reprodução / Instagram" title="Emoldurado por cadeia de montanhas, o Chief Joseph Ranch tem na paisagem um dos atrativos. Crédito: Reprodução / Instagram"><figcaption>Emoldurado por cadeia de montanhas, o Chief Joseph Ranch tem na paisagem um dos atrativos. Crédito: Reprodução / Instagram</figcaption></figure><p>A <strong>propriedade que serviu de cenário para a série Yellowstone</strong> segue despertando o interesse de fãs mesmo após o fim da produção. Localizada em Darby, no estado de Montana, nos Estados Unidos, a Chief Joseph Ranch é uma fazenda de gado em funcionamento que ganhou projeção internacional ao representar o <strong>lar da família Dutton</strong>, protagonista do drama estrelado por Kevin Costner.</p><p>Ao contrário do que muitos imaginam, a fazenda não foi construída exclusivamente para as filmagens. O local é uma <strong>propriedade centenária</strong>, cercada por montanhas e paisagens típicas do oeste americano, utilizada tanto para atividades rurais quanto para o turismo. Embora a mansão principal não esteja aberta à visitação, hóspedes podem conhecer outras áreas do rancho e se hospedar em cabanas que aparecem na série.</p><p>Exibida entre 2018 e 2024, Yellowstone tornou-se a produção de maior audiência da Paramount+, conquistando o público com <strong>histórias de disputas por terras, conflitos familiares e a beleza natural de Montana</strong>. O cenário da fazenda teve papel fundamental na identidade visual da série e se transformou em um dos símbolos mais reconhecidos da produção.</p><h2>Fazenda preserva história e tradição</h2><p>Desde 2012, a Chief Joseph Ranch pertence ao empresário Shane Libel. A <strong>propriedade possui cerca de 2,5 mil acres</strong>, o equivalente a pouco mais de mil hectares, dimensão bem menor do que a gigantesca fazenda fictícia retratada na série, que teria mais de 300 mil hectares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone-1783806156050.jpg" data-image="kcu0limmxman" alt="Chalé do personagem Rip Wheeler pode ser reservado por 1,7 mil dólares por noite | Foto: Reprodução / Internet" title="Chalé do personagem Rip Wheeler pode ser reservado por 1,7 mil dólares por noite | Foto: Reprodução / Internet"><figcaption>Chalé do personagem Rip Wheeler pode ser reservado por 1,7 mil dólares por noite. Crédito: Reprodução / Internet</figcaption></figure><p>A área também reúne importância histórica. Antes da chegada dos colonos, o território era ocupado pelos <strong>povos indígenas Salish e Nez Perce</strong>. O nome da fazenda homenageia o líder indígena Chefe Joseph, que percorreu a região no século XIX durante a resistência de seu povo. Os primeiros registros oficiais da propriedade datam de 1884.</p><p>A casa principal, que aparece como residência da família Dutton, foi construída entre 1914 e 1917 e possui aproximadamente 600 metros quadrados. Segundo a equipe de cenografia da série, grande parte da estrutura original foi preservada, incluindo detalhes em madeira e pedra.<strong> Uma das vigas do telhado, com cerca de 46 metros de comprimento, foi feita a partir de um único tronco de árvore</strong>.</p><h2>Agroturismo atrai visitantes do mundo inteiro</h2><p>Além da criação de gado, a Chief Joseph Ranch investe atualmente no <strong>agroturismo.</strong> O acesso ao local é permitido apenas para hóspedes com reservas antecipadas, que podem permanecer em chalés inspirados nos personagens Lee Dutton e Rip Wheeler, vistos ao longo da série.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704654" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/conheca-6-parques-nacionais-da-amazonia-essenciais-para-pesquisa-e-ecoturismo.html" title="Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo">Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/conheca-6-parques-nacionais-da-amazonia-essenciais-para-pesquisa-e-ecoturismo.html" title="Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-6-parques-nacionais-da-amazonia-essenciais-para-pesquisa-e-ecoturismo-1743879846673_320.jpg" alt="Conheça 6 parques nacionais da Amazônia essenciais para pesquisa e ecoturismo"></a></article></aside><p>Durante a estadia, os visitantes têm a oportunidade de <strong>conhecer cenários das gravações, cavalgar, pescar e acompanhar atividades típicas da fazenda</strong>, como o manejo do gado e da produção de feno. A propriedade também se destaca pela paisagem, cortada pelo rio Bitterroot e pelo córrego Fern Creek, aos pés da cordilheira Bitterroot.</p><p>Em entrevistas, Shane Libel afirmou sentir orgulho por ver sua propriedade transformada em um dos cenários mais famosos da televisão. O proprietário costuma brincar com fãs da série ao garantir que, apesar das semelhanças com a ficção, ninguém é marcado com ferro ou levado à famosa "estação de trem", referência aos episódios mais marcantes de Yellowstone. Enquanto isso, a fazenda segue unindo<strong> tradição rural, patrimônio histórico e o legado de uma das séries de maior sucesso recente da televisão.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Correio%20do%20Povo" data-year="2026" data-title="Como%20%C3%A9%20a%20Yellowstone%20da%20vida%20real" data-url="https%3A%2F%2Fwww.correiodopovo.com.br%2Fnot%25C3%25ADcias%2Frural%2Fcomo-e-a-yellowstone-da-vida-real-1.1728261%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Correio do Povo. (2026). <a href="https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/rural/como-e-a-yellowstone-da-vida-real-1.1728261?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Como é a Yellowstone da vida real</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-e-a-fazenda-real-que-deu-vida-ao-universo-de-yellowstone.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta de El Niño forte: veja o risco para café, trigo, milho e cana no Brasil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 20:14:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O El Niño ganhou força no Pacífico e pode atingir intensidade muito alta até o fim de 2026, alterando chuva, calor, doenças e janelas de manejo para culturas importantes em diferentes regiões do Brasil nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783792131672.jpg" data-image="uuhw6eqrqgm0" alt="el niño, NOAA, ENSO, ENOS" title="el niño, NOAA, ENSO, ENOS"><figcaption>A possibilidade de um El Niño muito forte volta a acender o alerta para mudanças no padrão de chuva sobre áreas agrícolas do Brasil, com impactos diferentes conforme a cultura e a região.</figcaption></figure><p>O El Niño ganhou um novo grau de atenção nesta semana. Em boletim divulgado em 9 de julho, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, ligado à NOAA e ao Serviço Nacional de Meteorologia, informou que o fenômeno continuará se fortalecendo até o fim de 2026. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p><strong>A probabilidade de persistir até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte chegou a 97%</strong>, enquanto a chance de alcançar categoria “muito forte” entre outubro e dezembro subiu para 81%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783792530205.jpg" data-image="9n0wq6vbazv5" alt="el niño, ENSO, ENOS, chuva" title="el niño, ENSO, ENOS, chuva"><figcaption>Há 81% de chance de ocorrer um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, o que o colocaria entre os maiores eventos de El Niño do registro histórico desde 1950.</figcaption></figure><p>O número impressiona, mas <strong>não significa que todas as regiões brasileiras receberão impactos na mesma intensidade</strong>. Eventos fortes aumentam a probabilidade dos padrões clássicos, porém não determinam sozinhos cada chuva, onda de calor ou quebra de safra. Para o agro, a pergunta mais útil não é apenas “quão forte será?”, mas quais culturas ficam mais expostas ao excesso de água, ao calor, às doenças e às mudanças na janela de manejo.</p><h2>Sul: trigo e frutas ficam mais expostos à água demais </h2><p>No Sul, <strong>o principal risco associado a um El Niño intenso é a maior frequência de períodos chuvosos</strong>, sobretudo quando o fenômeno coincide com a primavera e o verão. Para o trigo, chuva persistente durante espigamento, enchimento dos grãos ou colheita pode elevar a pressão de doenças fúngicas, reduzir a qualidade industrial e diminuir as janelas para entrada de máquinas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783793427601.jpg" data-image="3rm0fifbjlou" alt="previsão, clima, chuva" title="previsão, clima, chuva"><figcaption>A previsão sazonal para outubro a dezembro de 2026 indica maior probabilidade de chuva acima do normal em áreas do Sul do Brasil, elevando o risco de excesso de umidade para trigo e fruticultura.</figcaption></figure><p>Pomares de maçã, uva, pêssego e outras frutas temperadas também <strong>sofrem quando umidade elevada e pouca insolação</strong> favorecem doenças e dificultam tratamentos.</p><p>Nem toda chuva, porém, é prejuízo. <strong>Milho de verão, pastagens e arroz irrigado podem se beneficiar de maior disponibilidade hídrica</strong>, desde que os volumes sejam bem distribuídos e não provoquem encharcamento, erosão ou interrupções logísticas.</p><h2>Centro-Sudeste: café, cana e hortaliças dependem do momento da chuva </h2><p>No cinturão do café, o maior perigo não é simplesmente chover menos ou mais, mas a combinação entre calor e distribuição irregular da precipitação. <strong>A florada precisa de uma transição bem marcada</strong> entre período seco e retorno da chuva. Calor excessivo, estiagem prolongada ou pancadas isoladas podem provocar floradas desuniformes, queda de flores e maturação desigual. Hortaliças e frutas tropicais também exigem mais irrigação quando a temperatura sobe e o ar fica seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil-1783793649043.jpg" data-image="ryu3k04kwvsc" alt="el niño, café, São Paulo" title="el niño, café, São Paulo"><figcaption>No cinturão cafeeiro, a distribuição da chuva e o calor durante a florada serão decisivos para o pegamento dos frutos e a uniformidade da próxima safra.</figcaption></figure><p>A cana-de-açúcar ocupa uma posição intermediária. Tempo seco favorece corte, transporte e concentração de açúcares, mas déficit hídrico prolongado prejudica a brotação e o desenvolvimento dos canaviais. <strong>Já a chuva frequente reduz o ritmo da colheita</strong> e aumenta problemas em estradas rurais. </p><h2>Quem precisa se proteger primeiro </h2><p>O ranking de risco deve ser entendido como uma prioridade de monitoramento, e não como previsão de perda garantida:</p><ul> <li><strong>Maior atenção ao excesso de chuva:</strong> trigo e frutas temperadas no Sul;</li> <li><strong>Maior atenção ao calor e à irregularidade da chuva:</strong> café, milho e hortaliças no Centro-Oeste e Sudeste;</li> <li><strong>Maior risco operacional:</strong> cana-de-açúcar durante períodos chuvosos;</li> <li><strong>Possível benefício, se a chuva for bem distribuída:</strong> milho de verão, pastagens e arroz irrigado no Sul;</li> <li><strong>Risco crescente de doenças:</strong> culturas densas, pomares e hortaliças sob umidade elevada.</li> </ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "> NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609489269_320.png" alt=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "></a></article></aside><p>A proteção começa antes do impacto: drenagem revisada, escalonamento do plantio, irrigação preparada, monitoramento de doenças, escolha de cultivares e respeito ao zoneamento agrícola reduzem a exposição. <strong>O El Niño deve orientar o planejamento</strong>, mas não substituir a previsão de curto prazo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alerta-de-el-nino-forte-veja-o-risco-para-cafe-trigo-milho-e-cana-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bloqueio atmosférico muda o padrão de chuva e temperatura na próxima semana; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 18:49:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem de uma frente fria, uma intensa massa de ar polar avançará pelo Brasil, provocando queda das temperaturas e uma grande mudança no tempo. Associado a um bloqueio atmosférico, o sistema passa a inibir chuvas e manter o tempo firme e seco no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789351827.jpg" data-image="lh8dwu8u1u2z" alt="Imagem de satélite (infravermelho) neste sábado às 13h." title="Imagem de satélite (infravermelho) neste sábado às 13h."><figcaption>Imagem de satélite (infravermelho) neste sábado às 13h mostra tempestades se formando entre Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e Paraná, ocasionando pancadas fortes de chuva.</figcaption></figure><p>Ao longo deste final de semana, uma <strong>frente fria está causando tempestades</strong> entre Santa Catarina e o Paraná, e deve avançar por estados do Sudeste e do Centro-Oeste ao longo do sábado (11) e do domingo (12), causando pancadas de chuva localizadas nestes estados. A frente também será capaz de causar chuvas também no litoral da Bahia e em Sergipe ao longo da semana que vem. </p><div class="texto-destacado">Já ao longo do domingo (12), uma massa de ar polar muito frio e seco avançará pelo Sul e pelo Sudeste do país. O resultado será não apenas uma queda das temperaturas, mas também uma inibição das chuvas, com céu predominantemente aberto e ensolarado.</div><p>Essa <strong>massa de ar frio atuará sobre grande parte do centro-sul do país</strong> nos primeiros dias da semana que vem, trazendo uma nova mudança do tempo para o centro-sul do país com tempo que passa a ser <strong>predominantemente firme</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789411415.jpg" data-image="azz4iios2xu9" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostra a massa de ar frio avançando pelas regiões Sul e Sudeste entre o domingo e a segunda-feira, trazendo tempo seco e frio.</figcaption></figure><p>Ao longo da semana, o sistema ainda será capaz de avançar ainda mais pelo país, com a massa de ar frio <strong>chegando a abranger grande parte da região Nordeste</strong>, fazendo as temperaturas caírem em praticamente todos os estados da região. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A massa de ar frio estará associada a um <strong>grande anticiclone</strong> - uma região de <strong>alta pressão</strong> e circulação em sentido anti-horário que, num geral, <strong>inibe a formação de nebulosidade intensa e chuvas</strong> sobre uma grande parte do Brasil e do oceano Atlântico Sul. O sistema funcionará como um bloqueio atmosférico, <strong>bloqueando o avanço de novos ciclones e frentes frias</strong> ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789461887.jpg" data-image="c6k5f0jndjkz" alt="Previsão de pressão e anomalias de temperatura em 850 hPa na sexta-feira." title="Previsão de pressão e anomalias de temperatura em 850 hPa na sexta-feira."><figcaption>Previsão de pressão e anomalias de temperatura em 850 hPa na sexta-feira mostra um grande anticiclone sobre o oceano Atlântico e a massa de ar frio chegando até a altura do Nordeste.</figcaption></figure><p>O resultado da atuação deste sistema é que, após a passagem da frente fria, <strong>o tempo passará a ficar predominantemente firme e aberto em praticamente todo o Brasil</strong>, apenas com pancadas de chuva localizadas se formando nas regiões mais próximas da linha do Equador, como o Norte e o Nordeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778050" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos.html" title="Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos">Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos.html" title="Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos-1783709210813_320.jpg" alt="Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos"></a></article></aside><p>Essa situação pode ser observada na imagem abaixo, onde é possível ver que, na prática, o tempo volta a ficar firme,<strong> sem chuvas e com </strong><strong>pouquíssima nebulosidade </strong>sobre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, logo após a passagem da frente fria. Isso fará com que a semana que vem seja <strong>marcada por um tempo mais seco.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira-1783789509445.jpg" data-image="fh9ca431eckd" alt="Previsão de nebulosidade e chuva no início da quinta-feira." title="Previsão de nebulosidade e chuva no início da quinta-feira."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva no início da quinta-feira ilustra as condições de tempo predominantemente firme e seco, com pouquíssima nebulosidade e baixa probabilidade de chuva.</figcaption></figure><p>Para descobrir exatamente em quais dias sua cidade será afetada pelas chuvas da frente fria, e a partir de qual dia o tempo passa a ficar mais seco, não deixe ainda de <strong>consultar regularmente as previsões do tempo específicas para a sua localidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/bloqueio-atmosferico-muda-o-padrao-de-chuva-e-temperatura-na-proxima-semana-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz chuva, frio e alertas ao Sudeste; confira os estados em risco]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 17:23:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias de tempo firme e estável sobre o Sudeste uma frente fria avança e provoca mudanças na Região. O sistema provoca chuva, frio e deixa estados em alerta.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaoe0h2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaoe0h2.jpg" id="xaoe0h2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até o momento, o mês de julho no Sudeste tem sido marcado por <strong>baixas temperaturas</strong> durante o amanhecer e <strong>volumes pluviométricos discretos</strong>, concentrados principalmente na faixa leste da região. Além disso, nas primeiras horas do dia, o resfriamento já favoreceu o registro de <strong>geadas </strong>em vários municípios.</p><p> No entanto, <strong>o padrão de tempo firme e estável está com os dias contados</strong>. Isso porque o sistema frontal que atualmente avança pelo Sul do país chega neste sábado (11) ao Sudeste, quebrando a sequência de dias secos e alterando as condições do tempo. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </strong></a> <br></div><p>A previsão indica não apenas o <strong>retorno das chuvas</strong>, mas destaca alertas para possíveis transtornos e também a <strong>manutenção das baixas temperaturas,</strong> durante as manhãs e tardes. A seguir, confira a previsão do tempo para este domingo (12).</p><h2>Tempo muda no Sudeste a partir de domingo</h2><p>A chegada de uma <strong>frente fria</strong> ao Sudeste do Brasil neste fim de semana encerrará um breve período de tempo firme e estável. O <strong>sistema frontal avança</strong> e, entre o final da tarde e o início da noite de sábado (11), já alcança o estado de São Paulo, provocando o <strong>aumento de nuvens carregadas e pancadas de chuva</strong> isoladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco-1783772502952.jpg" data-image="hvcfdy1a833g" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>A previsão é de aumento de nebulosidade sobre todo o Sudeste no domingo (12) com pancadas de chuva ocorrendo em áreas pontuais de São Paulo.</figcaption></figure><p>No decorrer da madrugada de <strong>domingo </strong>(12), a frente fria avança e altera as condições do tempo no restante do território paulista, além de avançar sobre <strong>Minas Gerais e parte do Rio de Janeiro.</strong></p><p>Até o final da manhã de domingo (12), estão previstas <strong>pancadas de chuva leve</strong> na faixa <strong>leste de São Paulo e no extremo sul fluminense</strong>. No entanto, não estão descartadas chances de <strong>garoa </strong>espalhadas na região, uma vez que o céu permanecerá encoberto e com tempo fechado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778007" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar.html" title="Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar">Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar.html" title="Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar-1783690286117_320.jpg" alt="Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar"></a></article></aside><p>Com a chegada do período da tarde, as <strong>instabilidades </strong>ganham um pouco de força e as <strong>precipitações </strong>passam a afetar áreas do interior paulista, o <strong>sul de Minas Gerais, o Triângulo Mineiro e a Região Serrana do Rio de Janeiro</strong>.</p><h2>Semana começa com riscos de tempestades e geadas</h2><p>No decorrer da segunda-feira (13), o sistema frontal continuará ativo e chega ao <strong>centro-norte de Minas Gerais e o Espírito Santo</strong>. Durante a tarde, a expectativa é de chuvas mais intensas nesses setores. Há alertas vigentes com o <strong>risco de tempestades isoladas</strong>, que devem vir acompanhadas de trovoadas e descargas elétricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco-1783772457692.jpg" data-image="fzf5e0a6oczi" alt="Precipitação e nebulosidade." title="Precipitação e nebulosidade."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para o Sudeste do país na tarde desta segunda-feira (13).</figcaption></figure><p>Enquanto o norte do Sudeste lida com a chuva, o início da próxima semana será marcado por mais uma virada nas condições do tempo na faixa sul. Após o deslocamento rápido da frente fria,<strong> o tempo volta a se estabilizar e o sol reaparece entre poucas nuvens.</strong></p><div class="texto-destacado">Apesar da volta do sol, a atuação de uma nova massa de ar polar impedirá a elevação das temperaturas, garantindo tardes amenas e madrugadas geladas. O leste do Sudeste terá termômetros abaixo dos 20°C na tarde desta segunda-feira (13).<br></div><p>O amanhecer de terça-feira (14) será marcado pela <strong>chegada do ar polar mais intenso,</strong> derrubando as temperaturas ao longo de toda a madrugada. Nas primeiras horas do dia, os termômetros vão registrar<strong> marcas abaixo dos 10°C</strong> desde o sul de São Paulo até o sul de Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco-1783772409550.jpg" data-image="db2ep4xazsom" alt="Temperatura mínima." title="Temperatura mínima."><figcaption>Previsão da temperatura mínima para o Sudeste do Brasil, nesta terça-feira (14).</figcaption></figure><p>Neste trecho<strong> há riscos e alertas para a ocorrência de geadas fracas.</strong> A situação será ainda mais rigorosa nas áreas de maior altitude, como na <strong>Serra da Mantiqueira</strong> e regiões vizinhas, onde as temperaturas mínimas podem ficar próximas a <strong>0°C.</strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-chuva-frio-e-alertas-ao-sudeste-confira-os-estados-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segundo Junho mais quente registrado praticamente garante que 2026 será um dos 5 anos mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-segundo-junho-mais-quente-registrado-praticamente-garante-que-2026-sera-um-dos-5-anos-mais-quentes.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 14:06:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O calor implacável na Terra persistiu em junho. Mais um mês de calor global excepcional praticamente garantiu o lugar de 2026 nos registros históricos, com uma grande onda de calor e o derretimento do gelo marinho dominando as manchetes sobre o clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783620184347.jpeg" data-image="bgce597fkyax"><figcaption>A Europa vivenciou uma onda de calor sem precedentes durante o mês de junho mais quente já registrado na região.</figcaption></figure><p>É quase certo. Há agora uma <strong><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606/global-annual-temperature-rankings-outlook" target="_blank">probabilidade ligeiramente superior a 97%</a> </strong>de que <strong>2026 figure entre os 5 mais quentes já registrados</strong>.</p><p>Segundo cientistas da agência americana <em>National Oceanic and Atmospheric Administration</em> (NOAA), é praticamente certo — com <strong>99,9% de probabilidade — que 2026 estará entre os 10 anos mais quentes</strong>. Os dados climáticos de junho já estão disponíveis e apontam para mais um ano de temperaturas acima da média para a Terra, uma tendência que se tornou cada vez mais provável nos últimos anos.</p><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783619484504.jpg" data-image="1yuz7mibe5i4"></a><figcaption>Desvios da temperatura global em relação à média durante o mês de junho.</figcaption></figure><p><strong>Os últimos 12 anos — de 2014 a 2025 — figuram entre os doze anos mais quentes já registrados no planeta</strong>. Com o registro do segundo mês de junho mais quente da história neste ano, 2026 superará um desses anos na lista dos 12 mais quentes.</p><p>Em<strong> junho de 2026</strong>, a <strong>temperatura global</strong> da superfície ficou <strong>1,09°C acima da média</strong>, tornando-o o segundo junho mais quente nos 177 anos de registros da NOAA.</p><p>Todos o<strong>s 10 meses de junho mais quentes já registrados ocorreram a partir de 2015</strong>.</p><h2>Junho marca o início de um primeiro semestre de 2026 com temperaturas elevadas</h2><p>Em junho de 2026, <strong>temperaturas acima da média predominaram em grande parte do globo</strong>, segundo o relatório climático global de junho dos <em>National Centers for Environmental Information </em>(<a href="https://www.ncei.noaa.gov/" target="_blank">NCEI</a>). Anomalias de temperatura significativas, de<strong> +2,0°C ou mais</strong>, foram observadas na Europa, no leste da Austrália, em partes da África, no Ártico, no Mar de Weddell, em uma vasta extensão da Sibéria que avançava para o centro-sul da Ásia e ao longo da linha do Equador, nas porções leste e central do Pacífico tropical.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "> NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html" title=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609489269_320.png" alt=" NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso "></a></article></aside><p>O relatório do NCEI também apontou que recordes de temperatura para o mês de junho foram quebrados com margens expressivas nas regiões leste e central do Pacífico tropical, em partes do Canadá, no norte da América do Sul, na África, na Europa e na Ásia, bem como em áreas de todas as principais bacias oceânicas. Os Estados Unidos registraram o seu décimo oitavo mês de junho mais quente da história, com temperaturas ligeiramente superiores a 2 graus acima da média.</p><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783619560632.png" data-image="p130ds8q7i4f"></a><figcaption>Desvios da temperatura da Terra em relação à média durante o período de janeiro a junho.</figcaption></figure><p>O mês de junho, com temperaturas globalmente elevadas, dá continuidade a um ano que já se mostra notavelmente quente.</p><p>No acumulado do ano — de janeiro a junho —, a temperatura global da superfície terrestre foi a terceira mais alta já registrada, superando a média em 2 graus. Apenas o ano passado e 2024 apresentaram um período mais quente.<strong> Os dez períodos mais quentes já registrados ocorreram, todos, nos últimos 10 anos</strong>.</p><h2>A onda de calor mortal na Europa figurou na lista de eventos notáveis</h2><p>O relatório do NCEI listou vários "<strong>eventos meteorológicos e climáticos notáveis</strong>" ocorridos durante o mês de junho.</p><p>Entre eles, o <strong>Ártico registrou a terceira menor extensão de gelo marinho </strong>para o mês de junho, logo após o junho mais quente já registrado na região. A extensão do <strong>gelo marinho na Antártica atingiu o sexto menor nível já registrado</strong> para aquele mês.</p><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"></a></figure><figure><a href="https://www.ncei.noaa.gov/access/monitoring/monthly-report/global/202606" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-s-second-warmest-june-on-record-virtually-assures-2026-will-be-a-top-five-warmest-year-for-the-planet-1783619613342.jpg" data-image="jqlxqezm9knr"></a><figcaption>Um mapa dos fenômenos meteorológicos e climáticos mais notáveis de junho ao redor do mundo.</figcaption></figure><p>A <strong>onda de calor sem precedentes que atingiu a Europa</strong> em junho também entrou para a lista de anomalias climáticas.</p><p>Junho foi o mês mais quente já registrado na Europa Ocidental. Na Alemanha, um total de 252 estações meteorológicas registraram temperaturas recordes durante a onda de calor — o maior número já alcançado. Até o momento neste ano, mais de 5.000 mortes relacionadas ao calor ocorreram no país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NCEI%2FNOAA" data-year="2026" data-title="Earth%E2%80%99s%20second-warmest%20June%20on%20record%3B%20global%20ocean%20surface%20temperature%20was%20warmest%20on%20record%20for%20June" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ncei.noaa.gov%2Fnews%2Fglobal-climate-202606">NCEI/NOAA. (2026). <a href="https://www.ncei.noaa.gov/news/global-climate-202606" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Earth’s second-warmest June on record; global ocean surface temperature was warmest on record for June</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-segundo-junho-mais-quente-registrado-praticamente-garante-que-2026-sera-um-dos-5-anos-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os vegetais que devíamos plantar para sobreviver a um colapso do planeta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 12:16:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo calculou a quantidade exata de terra e os alimentos essenciais para manter viva a população de uma cidade de média dimensão, em dois cenários extremos de colapso global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342419045.jpg" data-image="ql3kjf1o4jz3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p><strong>Já pensaste alguma vez como farias para sobreviver se amanhã o mundo parasse?</strong> Num cenário de colapso global — uma tempestade solar, uma pandemia extrema ou uma guerra —, as cadeias de abastecimento desapareceriam em poucos dias e os supermercados ficariam vazios.</p><p>Nesse contexto, a diferença entre passar fome ou sobreviver <strong>dependeria do que fôssemos capazes de cultivar </strong>no nosso próprio ambiente. Mas, de quanto terreno é preciso? O que convém plantar?</p><p>Cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, <strong>investigaram quais as condições necessárias para uma comunidade</strong> sobreviver graças aos alimentos produzidos no seu próprio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342646470.jpg" data-image="ixon0aq1xivu" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os cientistas afirmam que a agricultura em parques e varandas urbanas constitui a primeira linha de defesa caso o comércio entre em colapso.</figcaption></figure><p>Para o estudo, recolheram os dados geográficos, demográficos e relativos aos solos da cidade de Palmerston North, com 90 000 habitantes, situada a 140 km de Wellington.</p><div class="texto-destacado">A partir desse modelo, calcularam a quantidade exata de calorias e proteínas necessárias para manter viva toda a população, utilizando apenas recursos locais.</div><p>Uma das contribuições mais interessantes do estudo é o <strong>cálculo do espaço físico real de que cada habitante necessita</strong>. O modelo matemático determinou que, em condições climáticas normais, cada pessoa necessita de aproximadamente <strong>115 metros quadrados</strong> de cultivo periurbano para satisfazer as suas necessidades nutricionais básicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342806558.jpg" data-image="bgvf6nhk4ajn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>De acordo com o estudo, uma cidade de média dimensão tem capacidade para alimentar todos os seus habitantes se aproveitar os seus próprios terrenos.</figcaption></figure><p>Segundo os investigadores, se esta escala for transposta para uma cidade de tamanho médio, um município necessitaria de um anel agrícola periférico com pouco mais de 1.100 hectares. Este número demonstra que <strong>a autossuficiência é geograficamente possível, desde que os governos locais protejam os solos</strong> férteis em torno dos centros urbanos e evitem que sejam absorvidos pela construção de habitações ou complexos industriais.</p><p>Para chegar a estas conclusões, os especialistas conduziram a sua análise dividindo a resposta em <strong>dois cenários climáticos específicos com os quais trabalharam</strong> ao longo de toda a investigação.</p><h2>Cenário 1: o colapso do comércio com condições meteorológicas normais</h2><p>Se a catástrofe paralisar os transportes, mas o clima se mantiver estável, o estudo defende que a estratégia ideal deve dividir-se em duas frentes coordenadas: <strong>o centro urbano e as zonas periféricas</strong>.</p><p><strong>No coração da cidade (ervilhas)</strong>: os parques, jardins e varandas urbanas devem ser cobertos de ervilhas. De acordo com o relatório, estas são uma excelente fonte de proteínas, fixam azoto no solo de forma natural e aproveitam muito bem os espaços reduzidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342993537.jpg" data-image="jqjcllzmasb8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As ervilhas secas forneceriam as proteínas necessárias para fazer face ao isolamento alimentar nas cidades.</figcaption></figure><p>Os cientistas esclarecem que a ideia é consumi-las secas (como ervilhas partidas), o que facilita o seu armazenamento a longo prazo. No entanto, o espaço urbano é limitado. O estudo calcula que, <strong>mesmo utilizando-o a 100%, só seria possível alimentar 20% dos cidadãos</strong>.</p><p>Na periferia, batatas: <strong>para os restantes 80% da população, os autores determinaram que a solução se encontra nos limites da cidade</strong>. O anel agrícola exterior deveria dedicar-se inteiramente à batata, apontada pela investigação como a cultura com maior rendimento calórico por hectare.</p><h2>Cenário 2: o inverno nuclear (frio e escuridão)</h2><p>O segundo cenário hipotético <strong>prevê que o desastre bloqueie a luz solar e faça as temperaturas descerem drasticamente</strong>. Num contexto de inverno permanente, as batatas e as ervilhas morrem devido às geadas.</p><p>As prioridades agrícolas, portanto, transformam-se completamente.</p><p>Dentro da cidade: devem ser priorizados vegetais de folha e raiz resistentes ao frio extremo, <strong>especificamente os espinafres e a beterraba forrageira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343236193.jpg" data-image="s1x411b8q2zr" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O trigo e a beterraba sacarina completam a ração básica necessária para sobreviver a um colapso global.</figcaption></figure><p>Nos arredores: a sobrevivência dependeria de uma combinação matemática exata que os autores calcularam. <strong>97% da área periférica deveria ser destinada ao trigo para garantir a base calórica</strong>. Os restantes 3% são reservados para a cenoura, essencial para fornecer a vitamina A de que o corpo necessita.</p><h2>O fim da pecuária tradicional</h2><p>A investigação analisa também o que aconteceria aos animais de criação num contexto de isolamento total. A conclusão dos cientistas é categórica: <strong>manter gado para a produção de carne ou leite é inviável</strong>. Segundo o relatório, os animais consomem demasiados recursos e convertem a energia vegetal em calorias para consumo humano de forma muito ineficiente.</p><p>Numa situação de emergência, o estudo conclui que as pastagens teriam de ser imediatamente reconvertidas em zonas de cultivo agrícola direto. <strong>A dieta humana passaria a ser estritamente vegetariana</strong>, uma vez que o solo disponível deve ser utilizado exclusivamente para produzir alimentos que vão diretamente do sulco para o prato, sem intermediários de quatro patas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343460207.jpg" data-image="3stcunyn2acc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p>O estudo esclarece que <strong>a teoria é perfeita no papel, mas a prática apresenta desafios gigantescos</strong> numa crise real. Segundo os investigadores, a transição para uma agricultura de emergência requer planeamento prévio.</p><p>O sucesso dependerá da constituição de bancos de sementes locais e da previsão de alternativas energéticas, como pequenas culturas de colza para biocombustível, que permitam fazer funcionar a maquinaria caso haja escassez de petróleo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta">As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449_320.jpg" alt="As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna e reforçam conservação da floresta"></a></article></aside><p>Fatores como <strong>a degradação do solo urbano</strong> ou as dificuldades na distribuição de água quando a rede elétrica está em falha são variáveis críticas que a análise destaca.</p><p>Ainda assim, esta investigação demonstra que <strong>as cidades têm um potencial de resiliência muito maior do que imaginamos</strong>. Aprender a cuidar de alguns vasos de plantas hoje é o primeiro passo para construir um futuro mais autossuficiente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boyd%20M%2C%20Wilson%20N" data-year="2025" data-title="Resilience%20to%20abrupt%20global%20catastrophic%20risks%20disrupting%20trade%3A%20Combining%20urban%20and%20near-urban%20agriculture%20in%20a%20quantified%20case%20study%20of%20a%20globally%20median-sized%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fpublication%2F391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city">Boyd M, Wilson N. (2025). <a href="https://www.researchgate.net/publication/391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Resilience to abrupt global catastrophic risks disrupting trade: Combining urban and near-urban agriculture in a quantified case study of a globally median-sized city</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e por que eles orbitam os planetas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os asteroides troianos pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter. Devido à gravidade de Júpiter, estes asteroides acompanham o planeta, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou Zeus Valtierra, especialista da Meteored.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243.jpg" data-image="6j2fkzoiklym" alt="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters." title="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters."><figcaption>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente depressões ou crateras.</figcaption></figure><p>Hoje, vamos explorar um dos maiores mistérios do cosmos com o <strong>especialista espacial da Meteored,</strong> <strong>Zeus Valtierra</strong>, astrofísico da UNAM, para explicar um fenómeno fascinante que pode parecer ficção científica, mas que, na verdade, faz parte do delicado equilíbrio do nosso sistema solar: os asteroides troianos.</p><p>Mas, primeiro, vamos falar sobre os próprios asteroides. De acordo com a NASA, os asteroides, por vezes chamados de planetas menores, são <strong>vestígios rochosos e sem atmosfera que sobraram da formação inicial do nosso sistema solar</strong>, há cerca de 4,6 mil milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">A maioria orbita o Sol entre Marte e Júpiter, dentro do cinturão principal de asteroides, e variam muito em tamanho. Enquanto o maior, Vesta, tem cerca de 530 quilómetros de diâmetro, outros têm menos de 10 metros de diâmetro. A massa combinada de todos os asteroides é ainda menor do que a da Lua da Terra.</div><p>Por vezes, os asteroides e os cometas são empurrados para a vizinhança da Terra pela gravidade de planetas próximos. <strong>Estes objetos são conhecidos como Objetos Próximos da Terra (NEO, sigla em inglês)</strong>. Cerca de 99 por cento de todos os NEO's são asteroides. A sua aproximação máxima ao Sol é inferior a 1,3 vezes a distância da Terra ao Sol.</p><h2>De que são feitos os asteroides?</h2><p><strong>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente cavidades ou crateras de impacto</strong>. À medida que percorrem órbitas elípticas em torno do Sol, os asteroides também rodam, por vezes de forma bastante caótica, girando sobre si próprios enquanto se deslocam pelo espaço.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo dos anos, inúmeros filmes retrataram impactos catastróficos de asteroides e até mesmo o fim do mundo. Na realidade, porém, é extremamente improvável que um asteroide suficientemente grande para causar danos generalizados atinja a Terra nos próximos 100 anos — ou mais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta conclusão provém de cientistas do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS) da NASA, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), no sul da Califórnia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796264303.jpg" data-image="qvce91dbanqp" alt="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War." title="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War."><figcaption>À medida que os astrónomos continuam a descobrir asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter, dão-lhes nomes de heróis da Guerra de Tróia.</figcaption></figure><p>A maioria dos objetos que entram na atmosfera terrestre tem <strong>apenas pouco mais de um metro de diâmetro</strong> e entra na atmosfera terrestre várias vezes por ano sem causar quaisquer danos.</p><h2>Zeus Valtierra explica os asteroides troianos</h2><p><strong>Estes asteroides pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter</strong>. Devido à gravidade de Júpiter, eles viajam ao lado do planeta gigante, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou o astrofísico Zeus Valtierra, da Meteored.</p><p>Agora, um pouco de história. Segundo a NASA, <strong>a 22 de fevereiro de 1906, o</strong> <strong>astrofotógrafo alemão Max Wolf</strong> ajudou a redefinir, mais uma vez, a nossa compreensão do sistema solar. Ele descobriu um <strong>asteroide com uma órbita particularmente invulgar</strong>. À medida que Júpiter se movia em torno do Sol, o asteroide permanecia à frente do planeta gigante, como se estivesse, de alguma forma, preso na órbita de Júpiter.</p><p>O astrónomo alemão Adolf Berberich reparou que o asteroide se encontrava quase 60 graus à frente de Júpiter. Essa posição específica lembrou ao astrónomo sueco Carl Charlier <strong>um comportamento invulgar previsto mais de um século antes</strong> pelo matemático ítalo-francês Joseph-Louis Lagrange.</p><p>Lagrange propôs que, <strong>se um pequeno corpo, como um asteroide, fosse colocado num dos dois pontos estáveis da órbita de um planeta em torno do Sol</strong> — conhecidos como pontos de Lagrange L4 e L5 —, permaneceria numa posição estável em relação ao planeta devido às forças gravitacionais combinadas do planeta e do Sol.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Assim que três destes asteroides, que ocupavam os pontos de Lagrange, foram descobertos, os astrónomos começaram a questionar-se sobre como lhes dar um nome.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Naquela época, à maioria dos asteroides eram atribuídos nomes de mulheres da mitologia grega ou romana, a menos que as suas órbitas fossem especialmente invulgares. Uma vez que estes objetos se enquadravam certamente nessa descrição, o astrónomo austríaco Johann Palisa sugeriu batizá-los de <strong>Aquiles, Pátroclo e Heitor, em homenagem às personagens da <em>Ilíada</em> de Homero</strong>.</p><p>Aquiles era o herói grego quase invencível (exceto pelo seu famoso calcanhar), enquanto Pátroclo era o seu companheiro mais próximo. Heitor, o príncipe troiano, acabou por matar Pátroclo, e Aquiles vingou o seu amigo matando Heitor. <strong>Os asteroides recém-descobertos receberiam todos nomes inspirados na Ilíada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776510" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular">Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/sonda-lucy-da-nasa-encontra-asteroide-com-formato-de-amendoim-e-em-movimento-circular.html" title="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-lucy-finds-a-tumbling-peanut-shaped-asteroid-1782500917503_320.png" alt="Sonda Lucy da NASA encontra asteroide com formato de amendoim e em movimento circular"></a></article></aside><p>À medida que os astrónomos continuavam a descobrir <strong>asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter</strong>, deram-lhes <strong>nomes de heróis da Guerra de Tróia</strong>, tendo-se tornado conhecidos como<strong> "asteroides troianos"</strong>.</p><p>O termo "asteroides troianos" acabou por passar a designar os asteroides que ocupam os pontos de Lagrange estáveis de qualquer planeta, embora os nomes da Ilíada continuem reservados para os asteroides troianos de Júpiter.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Número de moluscos invasores salta mais de 200% no Brasil em 15 anos e acende alerta entre cientistas ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas.html</link><pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo revela que o número de espécies de moluscos não nativos no Brasil saltou de 26 para 82 entre 2011 e 2025, o que representa um aumento de 215% e traz preocupação devido aos graves impactos ambientais, econômicos e de saúde pública no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas-1783706201236.jpg" data-image="sea6vudwi7yf"><figcaption>O caracol gigante africano (<em>Lissachatina fulica</em>) pode atuar como vetor de doenças e é uma das pragas mais perigosas na agricultura.</figcaption></figure><p>Um estudo recente revelou que o <strong>número de espécies de moluscos não nativos no Brasil</strong> <strong>aumentou de 26 para 82 </strong>no período<strong> de 2011 a 2025</strong>. Isto representa um <strong>aumento de 215% e preocupa os pesquisadores </strong>devido aos sérios impactos ambientais, econômicos e de saúde pública que os animais podem provocar no nosso país.</p><p>A pesquisa contou com a participação de 27 cientistas de diferentes países, foi liderada por pesquisadores da <strong>Unicamp </strong>(Universidade Estadual de Campinas) e foi divulgada na revista científica <em>Biological Invasions</em>. Saiba mais abaixo.</p><h2>Sobre o estudo</h2><p>O estudo, que é um tipo de <strong>inventário nacional</strong>, detalha a magnitude do problema e é o mais completo inventário de moluscos não nativos no Brasil até o momento.</p><p>Além das 82 espécies de moluscos não nativas existentes no país, há outras <strong>13 espécies cuja origem não pôde ser determinada</strong>, isto é, faltam estudos biogeográficos ou moleculares que permitam estabelecer com certeza a sua origem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/pirarucu-e-classificado-como-especie-invasora-fora-da-amazonia-e-gera-debate-no-setor-aquicola-entenda.html" title="Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola">Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/pirarucu-e-classificado-como-especie-invasora-fora-da-amazonia-e-gera-debate-no-setor-aquicola-entenda.html" title="Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pirarucu-e-classificado-como-especie-invasora-fora-da-amazonia-e-gera-debate-no-setor-aquicola-entenda-1774559515554_320.jpg" alt="Pirarucu é classificado como espécie invasora fora da Amazônia e gera debate no setor aquícola"></a></article></aside><p>Destas 82 espécies não nativas, <strong>23 são consideradas invasoras por causarem algum tipo de dano</strong> ecológico, socioeconômico ou sanitário.</p><p>E as outras <strong>13 espécies ainda não são consideradas invasoras</strong> pois<strong> não há dados suficientes para afirmar se elas estão gerando algum impacto </strong>no país.</p><div class="texto-destacado">Potencial destrutivo: das 82 espécies exóticas não nativas registradas no Brasil, 23 já são classificadas oficialmente como invasoras.</div><p>As 82 espécies não nativas estão distribuídas em três tipos de ambientes: mar, rios e terra. Nos <strong>ambientes marinhos e estuarinos</strong>, foram registradas 32 espécies não nativas; em <strong>água doce</strong> (rios, lagos e lagoas) foram identificadas 17 espécies não nativas; e em <strong>ambientes terrestres</strong> foram documentadas 33 espécies não nativas.</p><p>Os autores do estudo destacam que é muito importante<strong> fortalecer as medidas de biossegurança e detecção precoce</strong>, bem como desenvolver <strong>programas de monitoramento de longo prazo</strong> e obter uma melhor definição de seus impactos no país.</p><h2>Algumas espécies</h2><p>Marcel Sabino Miranda, um dos coautores do estudo, comentou em entrevista à Agência FAPESP que “algumas espécies são especialmente problemáticas, como o mexilhão-dourado e o caracol-gigante-africano”.</p><p>O <strong>mexilhão-dourado </strong>(<em>Limnoperna fortunei</em>) muito provavelmente <strong>chegou ao Brasil no início dos anos 1990</strong>, após um longo histórico de invasões da China.</p><p>Esta espécie causa impactos ambientais e econômicos, provocando <strong>alterações estruturais e funcionais nos ecossistemas</strong> e <strong>prejuízos às atividades humanas</strong>, como obstrução de hidrelétricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas-1783706290222.jpg" data-image="xv1sb8gyb1kh"><figcaption>O mexilhão-dourado (<em>Limnoperna fortunei</em>) é uma espécie de molusco bivalve introduzida no Brasil, via água de lastro dos navios, na década de 1990, e se tornou uma espécie exótica invasora. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Apesar de ser alvo de um plano de controle, <strong>esse molusco continua se expandindo</strong>. Estima-se que cerca de 10 milhões de dólares já tenham sido investidos no Brasil para combatê-lo.</p><p>E outro destaque é o <strong>caracol-gigante-africano</strong> (<em>Lissachatina fulica</em>). Ele foi <strong>introduzido no Brasil de forma ilegal para consumo</strong> (como "escargot") entre o fim da década de 1980 e o início dos anos 1990, mas seu cultivo foi abandonado e a espécie acabou amplamente distribuída por todo o país.</p><p>A preocupação com ele é que <strong>pode se tornar uma praga agrícola</strong> devido à sua voracidade, dieta generalista e rápida reprodução, e também<strong> atuar como hospedeiro intermediário do nematóide <em>Angiostrongylus cantonensis</em></strong>, um parasita causador da meningite.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andr%C3%A9%20Juli%C3%A3o%7CAg%C3%AAncia%20FAPESP" data-year="2026" data-title="En%2015%20a%C3%B1os%2C%20Brasil%20registr%C3%B3%20un%20aumento%20de%20m%C3%A1s%20del%20200%20%25%20en%20el%20n%C3%BAmero%20de%20especies%20no%20nativas%20de%20moluscos" data-url="https%3A%2F%2Fagencia.fapesp.br%2Fen-15-anos-brasil-registro-un-aumento-de-mas-del-200-en-el-numero-de-especies-no-nativas-de-moluscos%2F58564">André Julião|Agência FAPESP. (2026). <a href="https://agencia.fapesp.br/en-15-anos-brasil-registro-un-aumento-de-mas-del-200-en-el-numero-de-especies-no-nativas-de-moluscos/58564" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En 15 años, Brasil registró un aumento de más del 200 % en el número de especies no nativas de moluscos</a>.</cite><br><cite data-author="Machado%2C%20F.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Non-native%20mollusc%20species%20in%20Brazil%3A%20a%20first%20national%20inventory%20and%20distributional%20overview" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1007%2Fs10530-026-03794-7">Machado, F. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1007/s10530-026-03794-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Non-native mollusc species in Brazil: a first national inventory and distributional overview</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/numero-de-moluscos-invasores-salta-mais-de-200-no-brasil-em-15-anos-e-acende-alerta-entre-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cana no Centro-Sul: moagem avança com tempo firme antes da chegada de nova frente fria]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/cana-no-centro-sul-moagem-avanca-com-tempo-firme-antes-da-chegada-de-nova-frente-fria.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 23:47:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Tempo seco favorece corte e moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul até sexta-feira, mas uma nova frente fria pode provocar chuva e interrupções pontuais no fim de semana, sobretudo no PR, sul de MS e sul de SP.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cana-no-centro-sul-moagem-avanca-com-tempo-firme-antes-da-chegada-de-nova-frente-fria-1783451182429.jpg" data-image="w6rv8vkhzack" alt="Centro sul, São Paulo, cana de açúcar" title="Centro sul, São Paulo, cana de açúcar"><figcaption>Cana-de-açúcar no Centro-Sul sob tempo seco, condição que favorece o corte e a moagem antes da chegada de uma nova frente fria no fim de semana.</figcaption></figure><p>O tempo seco deve manter boas janelas para corte, transporte e moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul até sexta-feira (10). <strong>As áreas mais favorecidas ficam em São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Goiás</strong>, centro-norte de Mato Grosso do Sul e norte do Paraná, onde a chuva deve ficar baixa ou ausente.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>A mudança ocorre entre sábado (11) e domingo (12), com a chegada de uma nova frente fria ao Centro-Sul. Os maiores acumulados ficam no Sul, mas a instabilidade pode avançar para o norte do PR, sul de MS e sul de SP, <strong>com volumes de 20 mm a 40 mm em pontos mais expostos.</strong> Para as usinas, mesmo chuva moderada pode reduzir o ritmo das máquinas, aumentar a umidade da palhada e dificultar estradas rurais.</p><h2>Tempo firme favorece corte e moagem até sexta-feira </h2><p><strong>Até sexta-feira, se espera pouca chuva sobre o interior paulista</strong>, Triângulo Mineiro, sul de Goiás e boa parte de Mato Grosso do Sul. Regiões como Ribeirão Preto, Piracicaba, Araçatuba, São José do Rio Preto, Uberaba, Uberlândia, Quirinópolis e Rio Verde devem ter predomínio de sol, poucas nuvens e tardes secas, com máximas de 28°C a 32°C nas áreas canavieiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cana-no-centro-sul-moagem-avanca-com-tempo-firme-antes-da-chegada-de-nova-frente-fria-1783451507576.jpg" data-image="wflry3dv0kum" alt="cana, centro sul, canavieira" title="cana, centro sul, canavieira"><figcaption>Até sexta-feira, a chuva ainda fica limitada no cinturão canavieiro, mantendo tempo mais seco em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul antes da frente fria avançar no fim de semana.</figcaption></figure><p>Esse padrão favorece a colheita mecanizada porque mantém o solo mais firme e reduz pausas por lama ou excesso de umidade. Também ajuda o transporte entre lavoura e usina, especialmente em rotas do interior de SP, sul de GO, Triângulo Mineiro e centro-norte de MS. <strong>O ponto negativo é a baixa umidade à tarde</strong>, que pode ficar entre 20% e 30% em áreas de GO, MT e oeste de MG, exigindo atenção com poeira e fogo.</p><h2>Frente fria traz chuva ao PR, sul de MS e sul de SP no fim de semana </h2><p>A virada começa na sexta-feira à noite e ganha força no sábado, quando a frente fria reorganiza a chuva sobre o Sul. No acumulado da semana, o norte do Paraná e o sul de<strong> Mato Grosso do Sul podem chegar a 30 mm ou 40 mm</strong>, enquanto o sul de São Paulo pode registrar até 30 mm no domingo. Em RS e SC, os volumes podem alcançar 50 mm, mas ficam fora do núcleo principal da cana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cana-no-centro-sul-moagem-avanca-com-tempo-firme-antes-da-chegada-de-nova-frente-fria-1783451680742.jpg" data-image="vincrm2f1mfw" alt="cana, frente fria" title="cana, frente fria"><figcaption>Até segunda-feira, a nova frente fria espalha chuva entre o Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, reduzindo a janela operacional para corte e transporte da cana.</figcaption></figure><p>Para o setor sucroenergético, a atenção maior fica em quatro faixas:</p><p>• <strong>norte do Paraná: Londrina, Maringá, Paranavaí </strong>e Umuarama podem ter pausas temporárias na colheita;<br> • sul de MS: Dourados, Rio Brilhante e Nova Alvorada do Sul <strong>podem receber até 30 mm no domingo;</strong><br> • sul de SP: Assis, Ourinhos, Presidente Prudente e Itapeva entram na borda da instabilidade;<br> • interior de SP, MG e GO: Ribeirão Preto, Uberaba e Quirinópolis seguem com risco menor.</p><h2>Frio após a frente exige ajuste, mas não indica dano amplo </h2><p>Depois da passagem da frente fria, a temperatura cai principalmente no Paraná, sul de Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo e áreas de maior altitude do Sudeste. <strong>No sul de MS, as mínimas podem ficar entre 6°C e 10°C </strong>nas primeiras horas após a mudança. Em São Paulo, muitas áreas devem registrar mínimas entre 14°C e 16°C, enquanto o sul de Minas pode ficar entre 10°C e 12°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cana-no-centro-sul-moagem-avanca-com-tempo-firme-antes-da-chegada-de-nova-frente-fria-1783451881095.jpg" data-image="vuv0ddv6rxp3" alt="frio, frente fria, sul, sudeste" title="frio, frente fria, sul, sudeste"><figcaption>A queda de temperatura após a frente fria alcança o Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, podendo prolongar a umidade no campo e reduzir o ritmo da colheita da cana.</figcaption></figure><p>Para a cana, o efeito mais provável é operacional, não produtivo. O frio reduz a evaporação logo após a chuva e pode prolongar a umidade em talhões com solo pesado. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777484" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclogenese-acendem-alerta-para-intensa-mudanca-do-tempo-no-centro-sul-confira.html" title="Ciclogênese e frente fria acendem alerta para intensa mudança do tempo no Centro-Sul; confira">Ciclogênese e frente fria acendem alerta para intensa mudança do tempo no Centro-Sul; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclogenese-acendem-alerta-para-intensa-mudanca-do-tempo-no-centro-sul-confira.html" title="Ciclogênese e frente fria acendem alerta para intensa mudança do tempo no Centro-Sul; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclogenese-acendem-alerta-para-intensa-mudanca-do-tempo-no-centro-sul-confira-1783425385691_320.jpeg" alt="Ciclogênese e frente fria acendem alerta para intensa mudança do tempo no Centro-Sul; confira"></a></article></aside><p>Nos próximos 7 dias, o melhor planejamento é aproveitar a janela seca até sexta-feira, antecipar áreas com risco de atoleiro e acompanhar a chuva no PR, sul de MS e sul de SP. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/cana-no-centro-sul-moagem-avanca-com-tempo-firme-antes-da-chegada-de-nova-frente-fria.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ 2026 sobe rapidamente no ranking do calor global e aumenta as chances de 2027 entrar para a história]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/2026-sobe-rapidamente-no-ranking-do-calor-global-e-aumenta-as-chances-de-2027-entrar-para-a-historia.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 22:21:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O aumento das temperaturas globais voltou a acelerar: após subir do quinto para o segundo lugar no ranking histórico em apenas três meses, 2026 pode abrir caminho para novos recordes no fim do ano e em 2027.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/2026-sobe-rapidamente-no-ranking-do-calor-global-e-aumenta-as-chances-de-2027-entrar-para-a-historia-1783714947580.png" data-image="30oio05jevr5" alt="Intensas ondas de calor na Europa ajudaram a elevar as temperaturas globais. Na foto, pessoas se refrescando em uma fonte próximo à Torre Eiffel, em Paris/França. Créditos: Reprodução/Abdul Saboor/ Reuters." title="Intensas ondas de calor na Europa ajudaram a elevar as temperaturas globais. Na foto, pessoas se refrescando em uma fonte próximo à Torre Eiffel, em Paris/França. Créditos: Reprodução/Abdul Saboor/ Reuters."><figcaption>Intensas ondas de calor na Europa ajudaram a elevar as temperaturas globais. Na foto, pessoas se refrescando em uma fonte próximo à Torre Eiffel, em Paris/França. Créditos: Reprodução/Abdul Saboor/ Reuters.</figcaption></figure><p><strong>O aumento das temperaturas globais voltou a acelerar em 2026</strong>. Depois de começar o ano com janeiro ocupando apenas a<strong> </strong>quinta posição entre os janeiros mais quentes já registrados, o planeta alcançou, em <strong>maio</strong>, o <strong>segundo lugar no ranking histórico</strong> para o mês, <strong>posição que se repetiu em junho</strong>. Os dados são do <strong>Copernicus</strong>, o Serviço de Mudanças Climáticas da União Europeia, responsável por um dos conjuntos de dados climáticos mais utilizados no mundo, o ERA5.</p><p>A sequência reforça a intensificação do aquecimento global em um momento em que o <strong>El Niñ</strong><strong>o</strong> ainda está <strong>se fortalecendo </strong>no Oceano Pacífico equatorial. Como o fenômeno tende a exercer seu maior impacto sobre a temperatura média global com alguns meses de atraso, ele<strong> pode favorecer novos recordes </strong>de calor ainda no <strong>fim de 2026</strong> e, principalmente,<strong> ao longo de 2027</strong>, após alcançar seu pico.</p><p>A seguir, veja como a temperatura global evoluiu ao longo de 2026, os principais destaques do segundo junho mais quente da história e por que o fortalecimento do El Niño aumenta as chances de novos recordes nos próximos meses.</p><h2>A escalada das temperaturas globais em 2026</h2><p>A trajetória de 2026 chama atenção porque mostra uma <strong>escalada</strong> praticamente <strong>contínua</strong> no<strong> ranking histórico</strong> de anomalia de temperatura global em relação ao período pré-industrial (1850-1900) para cada mês do ano:</p><ul><li><strong>Janeiro</strong> (+1.47°C): <strong>5º mais quente</strong></li><li><strong>Fevereiro </strong>(+1.49°C): <strong>5</strong><strong>º mais quente</strong></li><li><strong>Março </strong>(+1.48°C):<strong> 4</strong><strong>º mais quente</strong></li><li><strong>Abril</strong> (+1.43°C):<strong> 3</strong><strong>º mais quente</strong></li><li><strong>Maio</strong> (+1.42°C):<strong> 2</strong><strong>º mais quente</strong></li><li><strong>Junho</strong> (+1.39°C) <strong>2</strong><strong>º mais quente</strong></li></ul><p>Basicamente os meses <strong>saíram da 5ª posição</strong> de mês mais quente<strong> para segunda</strong> em apenas <strong>3 meses </strong>(fevereiro a maio). À primeira vista, pode parecer contraditório que a anomalia global tenha diminuído de +1,49°C em fevereiro para +1,39°C em junho, enquanto o ranking histórico subiu da quinta para a segunda posição. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/2026-sobe-rapidamente-no-ranking-do-calor-global-e-aumenta-as-chances-de-2027-entrar-para-a-historia-1783714981417.png" data-image="vgwbu8e2ge0c" alt="Anomalias de temperatura global para o mês de junho entre 1980 e 2026, onde se observa que última barra (2026) é a segunda maior, atrás apenas de 2024. Créditos: Copernicus/ECMWF." title="Anomalias de temperatura global para o mês de junho entre 1980 e 2026, onde se observa que última barra (2026) é a segunda maior, atrás apenas de 2024. Créditos: Copernicus/ECMWF."><figcaption>Anomalias de temperatura global para o mês de junho entre 1980 e 2026, onde se observa que última barra (2026) é a segunda maior, atrás apenas de 2024. Créditos: Copernicus/ECMWF.</figcaption></figure><p>Mas a <strong>explicação</strong> está no fato de que <strong>cada mês é comparado apenas com os mesmos meses dos anos anteriores</strong>. Como<strong> </strong>maio e junho são, em média, mais frios que janeiro e fevereiro, anomalias ligeiramente menores foram suficientes para colocar esses meses entre os mais quentes já registrados.</p><h2>Como foi o segundo junho mais quente da história? </h2><p>O mais recente<strong> Boletim Climático do Copernicus</strong>, lançado no último dia 9, mostra a <strong>distribuição de anomalias </strong>de temperatura ao redor do globo. Embora junho tenha sido o segundo mais quente da história em escala global, isso não significa que todas as regiões do planeta registraram temperaturas acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/2026-sobe-rapidamente-no-ranking-do-calor-global-e-aumenta-as-chances-de-2027-entrar-para-a-historia-1783714997837.png" data-image="tmf01pmjpzmy" alt="Anomalias de temperatura do ar na superfície em junho de 2026 com base na reanálise ERA5. Créditos: Copernicus." title="Anomalias de temperatura do ar na superfície em junho de 2026 com base na reanálise ERA5. Créditos: Copernicus."><figcaption>Anomalias de temperatura do ar na superfície em junho de 2026 com base na reanálise ERA5. Créditos: Copernicus.</figcaption></figure><p>Foi exatamente o que ocorreu na <strong>América do Sul</strong>. Desde meados do outono, sucessivas incursões de massas de ar polar favoreceram<strong> anomalias negativas de temperatura</strong> em parte do continente. No Centro-Sul do Brasil, diversas regiões registraram temperaturas entre<strong> 1°C e 3°C</strong><strong> abaixo da média em junho</strong>.</p><p>A temperatura global representa uma média de toda a superfície<strong> </strong>terrestre e oceânica, de modo que <strong>áreas excepcionalmente quentes podem compensar</strong> regiões temporariamente mais frias. </p><p>Pode ser observado no mapa acima que as<strong> maiores anomalias positivas</strong> de temperatura em junho foram observadas no <strong>Hemisfério Norte</strong>. Alguns destaques incluem <strong>Ásia Central</strong> e no oeste da <strong>Sibéria</strong>, norte do <strong>Canadá</strong>, <strong>África</strong> e, claro, a <strong>Europa</strong> - onde uma intensa onda de calor elevou as temperaturas em grande parte do continente, com anomalias entre 3°C e 5°C. Fora do Hemisfério Norte o maior destaque foi a região a oeste da <strong>Península Antártica</strong>.</p><h2>El Niño pode impulsionar novos recordes de temperatura global</h2><p>O segundo <strong>semestre de 2026</strong> pode marcar uma nova aceleração do aquecimento global. Além da tendência de aquecimento causada pelo aumento das concentrações de gases de efeito estufa, o planeta passa a contar com um <strong>reforço natural: o El Niño. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/2026-sobe-rapidamente-no-ranking-do-calor-global-e-aumenta-as-chances-de-2027-entrar-para-a-historia-1783715028710.png" data-image="bh7rq401alzw" alt="Temperatura diária da superfície do mar (°C), média entre 60°S e 60°N. Créditos: Copernicus/ECMWF." title="Temperatura diária da superfície do mar (°C), média entre 60°S e 60°N. Créditos: Copernicus/ECMWF."><figcaption>Temperatura diária da superfície do mar (°C), média entre 60°S e 60°N. Créditos: Copernicus/ECMWF.</figcaption></figure><p>Enquanto<strong> </strong>junho de 2026<strong> </strong>foi o segundo mais quente já registrado para a temperatura média do ar, os <strong>oceanos seguem batendo recordes</strong>. Desde meados de junho, a<strong> temperatura média da superfície do mar</strong> vem atingindo os <strong>maiores valores já observados para o mês</strong>, refletindo também o fortalecimento do<strong> El Niño</strong> no Pacífico Equatorial. As previsões mais recentes indicam que o evento de 2026/2027 pode figurar entre os mais intensos do século, com anomalias próximas de<strong> 3°C.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/2026-sobe-rapidamente-no-ranking-do-calor-global-e-aumenta-as-chances-de-2027-entrar-para-a-historia-1783715042916.png" data-image="jcpf3gujg465" alt="Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para o trimestre de outubro-dezembro, de acordo com uma média dos principais modelos ao redor do mundo. Créditos: Copernicus." title="Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para o trimestre de outubro-dezembro, de acordo com uma média dos principais modelos ao redor do mundo. Créditos: Copernicus."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para o trimestre de outubro-dezembro, de acordo com uma média dos principais modelos ao redor do mundo. Créditos: Copernicus.</figcaption></figure><p>No entanto, o <strong>impacto do El Niño</strong> sobre a temperatura média global não é imediato. Como existe um <strong>atraso</strong> de alguns meses entre o aquecimento das águas do Pacífico e a resposta da atmosfera, os <strong>maiores efeitos </strong>costumam ser observados <strong>após o pico do fenômeno</strong>, que ocorre entre setembro e dezembro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777218" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html" title=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"> Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html" title=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783260614005_320.png" alt=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"></a></article></aside><p>Assim, embora ainda seja cedo para afirmar que 2027 será o ano mais quente da história, a rápida escalada observada em 2026, aliada ao fortalecimento do El Niño, aumenta a <strong>probabilidade</strong> <strong>de novos recordes mensais</strong> de temperatura global <strong>no fim de 2026</strong>, cenário que pode se prolongar <strong>ao longo de 2027.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/2026-sobe-rapidamente-no-ranking-do-calor-global-e-aumenta-as-chances-de-2027-entrar-para-a-historia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria e ciclone extratropical espalham as chuvas pelo Brasil; veja os estados atingidos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 21:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria provocará uma grande virada no tempo no Brasil neste final de semana, levando tempestades com até 150 mm de chuva para estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xao7dy6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xao7dy6.jpg" id="xao7dy6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta sexta-feira (10) uma frente fria já tem causado <strong>tempestades significativas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul do Paraná</strong>. O sistema está marcando uma nova virada no tempo para a região Sul, após vários dias de predomínio de tempo firme e seco.</p><div class="texto-destacado">Os maiores volumes de precipitação são esperados para a Região Sul. Entre Santa Catarina, norte do Rio Grande do Sul e sudoeste do Paraná, os acumulados podem atingir entre 100 e 150 mm ao longo dos próximos dias.</div><p>Há <strong>risco de transtornos</strong> como cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos, pequenos deslizamentos de terra e ocorrência de descargas elétricas (<em>raios</em>), principalmente entre esta sexta-feira (10) e o sábado (11).</p><h2>Tempestades se intensificam durante o fim de semana</h2><p>Entre o sábado (11) e o domingo (12), a queda da pressão atmosférica contribuirá para a intensificação das tempestades e o <strong>deslocamento da frente em direção norte</strong>, ampliando a área de atuação do sistema. Além de atingir os estados do Sul, <strong>pancadas de chuva</strong> também se formarão no Mato Grosso do Sul e em São Paulo ao longo do final de semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos-1783709210813.jpg" data-image="0vx5lm46nyzo" alt="Previsão de acumulados totais até o final da quarta-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da quarta-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da quarta-feira mostra regiões que serão mais afetadas pela chuva nos próximos dias, com destaque para uma faixa envolvendo RS, SC e PR.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira (13) e na terça-feira (14), a frente fria <strong>continuará avançando em direção norte</strong>. Há possibilidade de pancadas de chuva no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além de chuvas localizadas e esparsas sobre Minas Gerais. Nessas áreas, os acumulados totais de chuva poderão alcançar valores de<strong> até 50 mm.</strong></p><p>Ao mesmo tempo, o sistema r<strong>eorganizará o transporte de umidade sobre o Brasil</strong>, favorecendo a formação de chuvas também no sul do Amazonas, Acre, Rondônia e extremo oeste do Mato Grosso, após breve período mais firme e seco.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Entre a terça-feira (14) e a quarta-feira (15), a<strong> frente fria alcançará a altura da Bahia</strong>, contribuindo para o retorno das pancadas de chuva também em parte da Região Nordeste, após um período de tempo mais seco. Em todo o <strong>litoral baiano </strong>e também em <strong>Sergipe</strong>, os volumes de chuva nestes dias podem chegar a valores entre <strong>30 e 50 mm totais</strong>, causando pequenos transtornos para a população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos-1783709239866.jpg" data-image="c9znqpr4cqg8" alt="Previsão de nebulosidade e chuva na terça-feira e quarta-feira." title="Previsão de nebulosidade e chuva na terça-feira e quarta-feira."><figcaption>Previsão de nebulosidade e chuva na terça-feira durante a tarde (esquerda) e quarta-feira ao meio-dia (direita) ilustram a chegada da frente fria ao Nordeste, com chuvas em BA e SE.</figcaption></figure><p>A sequência de frentes frias e ciclones extratropicais observada durante este início de Julho está relacionada, em parte, ao <strong>comportamento de duas oscilações meteorológicas</strong>: A <em>Oscilação Antártica</em>, que vem favorecendo a atuação de sistemas transientes sobre o centro-sul do Brasil; e a <em>Oscilaç��o de Madden-Julian</em>, que contribui para aumentar a disponibilidade de umidade e favorecer a formação de chuva sobre as regiões Norte e Nordeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja.html" title="Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja">Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja.html" title="Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja-1783610460965_320.jpg" alt="Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja"></a></article></aside><p>A combinação entre esses sistemas atmosféricos cria um <strong>cenário altamente favorável para mudanças significativas nas condições do tempo</strong>. Como resultado, a frente fria que avança nos próximos dias resultará no retorno de pancadas de chuva significativa para todas as cinco regiões do Brasil.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-e-ciclone-extratropical-espalham-as-chuvas-pelo-brasil-veja-os-estados-atingidos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo pulso de ar frio atinge o Centro-Sul do Brasil; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 19:22:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar frio vai ingressar no Centro-Sul do Brasil a partir do domingo (12) provocando uma queda das temperaturas e mantendo as manhãs geladas em várias localidades, e com risco de geada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xao43bm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xao43bm.jpg" id="xao43bm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O frio não vai dar trégua ao Brasil. A partir da tarde deste<strong> domingo (12)</strong> uma <strong>nova massa de ar polar</strong> vai ingressar na porção <strong>Centro-Sul do país</strong>, diminuindo as temperaturas e mantendo as<strong> manhãs geladas</strong> em várias localidades até meados da próxima semana.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Cabe destacar aqui que este sistema não será tão intenso como os últimos que atingiram esta região, porém, ele terá condições de deixar as<strong> temperaturas mínimas abaixo dos 10°C</strong> em grande parte da Região Sul e com <strong>risco de geadas</strong>,<strong> </strong>especialmente nas<strong> áreas serranas</strong> de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.</p><p>Já <strong>a partir da próxima quarta-feira (15), o ar frio começa a perder força</strong> na região com a entrada de uma massa de ar mais quente.</p><p>Acompanhe abaixo mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frio não dá trégua ao Centro-Sul do país na próxima semana</h2><p><strong>A partir da tarde deste domingo (12) a massa de ar polar fará as temperaturas diminuírem</strong> no Centro-Sul do Brasil, inicialmente sobre os estados da Região Sul e posteriormente ela avança também para os estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.</p><p>É possível observar a abrangência da sua atuação no início da próxima semana no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar-1783690171441.jpg" data-image="um1lx2ipv4yw"><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura do ar no nível atmosférico de 850 hPa na segunda-feira (13) à tarde mostra a abrangência da massa de ar frio sobre o Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>Na <strong>tarde do domingo (12) </strong>as <strong>temperaturas já começam a diminuir no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina</strong>, com termômetros marcando entre 12°C e 16°C, e podendo registrar 9°C em pontos da Serra Catarinense.</p><p>As mínimas do dia devem ser registradas no período da <strong>noite</strong>, quando as temperaturas caem para valores <strong>entre 5°C e 7°C em várias localidades gaúchas, catarinenses e do sul paranaense</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777996" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira.html" title="Frente fria deixa alertas de tempestades 4 estados do centro-sul nas próximas 48 horas; confira">Frente fria deixa alertas de tempestades 4 estados do centro-sul nas próximas 48 horas; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira.html" title="Frente fria deixa alertas de tempestades 4 estados do centro-sul nas próximas 48 horas; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira-1783689435537_320.jpg" alt="Frente fria deixa alertas de tempestades 4 estados do centro-sul nas próximas 48 horas; confira"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira (13)</strong> o frio persiste no Sul e atinge também o sul do Mato Grosso do Sul e os estados de São Paulo e Rio de Janeiro.</p><p>As temperaturas <strong>mínimas </strong>serão mais baixas na Região Sul do país, onde ficam abaixo dos 8°C no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e centro-sul do Paraná. Na <strong>Serra Gaúcha </strong>elas ficam em torno de <strong>3°C/4°C </strong>e na <strong>Serra Catarinense </strong>em torno de <strong>0°C e até negativas</strong>. Há chance de formação de <strong>geada </strong><strong>no Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense</strong>.</p><p> No sul do Mato Grosso do Sul, em grande parte de São Paulo, no sul mineiro e no centro-sul fluminense, as mínimas variam entre 10°C e 15°C, mas podendo cair para os<strong> 8°C/9°C</strong> na<strong> Região Serrana do Rio e em áreas de serra na divisa entre Minas Gerais e São Paulo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar-1783695765801.jpg" data-image="m4uxwzm31fm0"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (em °C) para segunda-feira (13), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>À tarde, as temperaturas <strong>máximas </strong>ficam mais amenas na Região Sul e no leste de São Paulo, onde variam <strong>entre 11°C e 16°C</strong>, mas podendo ficar em torno dos <strong>8°C na Serra Catarinense</strong>.</p><div class="texto-destacado">Frio se espalha no início da próxima semana pelo Sul do Brasil, sul do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com mínimas abaixo de 10°C e até negativas na Serra Catarinense, onde aliás há chance de geada.</div><p>Na<strong> terça-feira (14)</strong> o<strong> frio se intensifica</strong> e se <strong>espalha </strong>especialmente no <strong>Sudeste </strong>e no Mato Grosso do Sul.</p><p>As <strong>mínimas </strong>variam <strong>entre 4°C e 9°C</strong> no<strong> leste de São Paulo e sul de Minas Gerais</strong>, e chegam aos 8°C no extremo sul do Mato Grosso do Sul. A capital paulista, por exemplo, deve registrar mínima de 9°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar-1783695376974.jpg" data-image="40w8f0a1ytrx"><figcaption>Previsão da temperatura mínima do ar (em °C) para a terça-feira (14), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>No Sul do país, as mínimas ficam mais baixas, variando entre 4°C e 7°C na maior parte da região, e ficando em torno de <strong>1°C a 3°C na Serra Catarinense, onde há chance de geada</strong> novamente.</p><p> À <strong>tarde </strong>ainda teremos sensação de friozinho em áreas do sul, oeste, nordeste e Campos de Cima da Serra no Rio Grande do Sul, no centro-leste de Santa Catarina e do Paraná, no leste de São Paulo, sudeste de Minas Gerais e em áreas do Rio de Janeiro, com <strong>máximas entre 11°C e 17°C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar-1783694813727.jpg" data-image="p0cl9vo17egr"><figcaption>Previsão da temperatura máxima do ar (em °C) para a terça-feira (14), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>quarta-feira (15) ainda fará frio pela manhã</strong>, com <strong>mínimas abaixo dos 10°C</strong> em grande parte da Região Sul, em áreas do centro e do sul de São Paulo e de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, e podendo ficar <strong>próximo de 0°C nas Serras Catarinense e Fluminense</strong>.</p><p>Porém, a <strong>massa de ar frio começa a se afastar </strong>do continente, dando espaço para a entrada de uma massa de ar mais quente nos próximos dias. Assim, a tarde de quarta-feira (15) já terá um <strong>aumento gradual das temperaturas</strong> e as <strong>máximas serão de 20°C ou mais </strong>em grande parte do Centro-Sul do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/novo-pulso-de-ar-frio-atinge-o-centro-sul-do-brasil-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nível do lago de Furnas, em MG, sobe no inverno e impacta tarifa de luz ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-lago-de-furnas-em-mg-sobe-no-inverno-e-impacta-tarifa-de-luz.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 18:02:18 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores de Passos e São João Batista do Glória celebraram a cheia do lago de Furnas no inverno de 2026, fator climático que promete aliviar o bolso do consumidor de energia. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nivel-do-lago-de-furnas-em-mg-sobe-no-inverno-e-impacta-tarifa-de-luz-1783699984880.jpg" data-image="ckuj9ggh976u" alt="A recuperação do lago de Furnas também traz impactos altamente positivos para a economia regional. Foto: EPTV/Reprodução" title="A recuperação do lago de Furnas também traz impactos altamente positivos para a economia regional. Foto: EPTV/Reprodução"><figcaption>A recuperação do lago de Furnas também traz impactos altamente positivos para a economia regional. Foto: EPTV/Reprodução</figcaption></figure><p>O lago de Furnas registrou uma elevação incomum em seu volume útil em pleno inverno de 2026, <strong>atingindo a marca de 67% de sua capacidade hídrica.</strong> Esse crescimento reverte a tendência de baixa comum para este período do ano e traz um alívio imediato para todo o sistema de abastecimento e geração da região do Sul de Minas Gerais.</p><p>Impulsionado por chuvas muito acima da média histórica recente, <strong>o reservatório iniciou uma trajetória de recuperação que surpreendeu moradores e analistas</strong> do setor elétrico. De acordo com especialistas da área, esse cenário favorável tem o potencial direto de reduzir a pressão financeira sobre as tarifas de energia elétrica nos próximos meses de consumo.</p><h2>Fatores climáticos e operacionais impulsionam a subida do nível</h2><p>Em junho de 2026, o volume de <strong>precipitações acumuladas na região ficou 83% acima da média histórica</strong> registrada para o mês correspondente. Essa mudança climática atípica em plena estação seca permitiu uma excelente recuperação do lago de Furnas, que havia iniciado o período do outono com apenas 56% de sua capacidade operacional total.</p><p>A transformação visual provocada pela subida rápida das águas alterou de forma positiva a paisagem natural em diversos municípios mineiros localizados no entorno. Um exemplo claro ocorre <strong>na ponte que faz a ligação entre as cidades de Passos e São João Batista do Glória</strong>, onde a água voltou a ocupar grandes áreas secas expostas na estiagem anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nivel-do-lago-de-furnas-em-mg-sobe-no-inverno-e-impacta-tarifa-de-luz-1783700257141.jpg" data-image="9buvbm9aas42" alt="Lago de Furnas na cidade de Passos, em MG. Foto: EPTV/Reprodução" title="Lago de Furnas na cidade de Passos, em MG. Foto: EPTV/Reprodução"><figcaption>Lago de Furnas na cidade de Passos, em MG. Foto: EPTV/Reprodução</figcaption></figure><p>Além do fator meteorológico estrito, a estratégia planejada de operação do sistema elétrico nacional também deu uma contribuição fundamental para alcançar esse volume armazenado. A prioridade estabelecida pelos órgãos reguladores foi<strong> preservar a água dentro dos reservatórios locais, permitindo a elevação do nível hídrico</strong> para formar uma grande reserva de segurança.</p><h2>Impactos econômicos na tarifa de energia e no turismo regional</h2><p>A elevação contínua do nível de armazenamento em Furnas traz consequências diretas e muito benéficas para o bolso dos consumidores. Com uma quantidade significativamente maior de água disponível para mover as turbinas, o país consegue <strong>diminuir a necessidade do acionamento constante das usinas termelétricas</strong><strong> nacionais</strong>.</p><p>Essas centrais movidas a calor possuem um custeio de geração de energia muito mais elevado quando comparadas com as fontes hidrelétricas tradicionais. O aumento das reservas de água mitiga esse acionamento dispendioso, colaborando diretamente para <strong>diminuir a pressão exercida sobre as bandeiras tarifárias vigentes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776683" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sistema-cantareira-comeca-a-operar-na-faixa-de-alerta-e-tera-captacao-de-agua-reduzida.html" title="Sistema Cantareira começa a operar na faixa de alerta e terá captação de água reduzida">Sistema Cantareira começa a operar na faixa de alerta e terá captação de água reduzida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sistema-cantareira-comeca-a-operar-na-faixa-de-alerta-e-tera-captacao-de-agua-reduzida.html" title="Sistema Cantareira começa a operar na faixa de alerta e terá captação de água reduzida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sistema-cantareira-comeca-a-operar-na-faixa-de-alerta-e-tera-captacao-de-agua-reduzida-1782929892225_320.jpg" alt="Sistema Cantareira começa a operar na faixa de alerta e terá captação de água reduzida"></a></article></aside><p>Entretanto, o valor real impresso nas faturas de eletricidade sempre depende das condições operacionais de todo o sistema interligado nacional. Como a rede de geração de energia brasileira atua de forma totalmente conectada,<strong> o panorama verificado em outros estados também influencia o preço final</strong> cobrado do consumidor final.</p><p>Além do impacto evidente no setor energético, a visível recuperação hídrica do lago de Furnas <strong>beneficia de imediato o turismo regional e as atividades recreativas locais</strong>. Essa retomada de visitantes aquece o comércio, gera novos empregos e impulsiona de forma sustentável a economia de dezenas de municípios que dependem diretamente do reservatório mineiro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="G1%20Sul%20de%20Minas%2FEPTV%201" data-year="2026" data-title="Lago%20de%20Furnas%20ganha%20volume%20ap%C3%B3s%20chuvas%20e%20recupera%C3%A7%C3%A3o%20pode%20refletir%20na%20conta%20de%20luz." data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmg%2Fsul-de-minas%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F10%2Flago-de-furnas-ganha-volume-apos-chuvas-e-recuperacao-pode-refletir-na-conta-de-luz.ghtml">G1 Sul de Minas/EPTV 1. (2026). <a href="https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/07/10/lago-de-furnas-ganha-volume-apos-chuvas-e-recuperacao-pode-refletir-na-conta-de-luz.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lago de Furnas ganha volume após chuvas e recuperação pode refletir na conta de luz.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nivel-do-lago-de-furnas-em-mg-sobe-no-inverno-e-impacta-tarifa-de-luz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria deixa alertas de tempestades 4 estados do centro-sul nas próximas 48 horas; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:45:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Centro-Sul do Brasil entra em sinal de alerta devido ao avanço de uma nova frente fria. Nas próximas 48 horas, há risco de tempestades severas e transtornos em ao menos quatro estados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xao2j9m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xao2j9m.jpg" id="xao2j9m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria<strong> deixará estados em alerta pelas próximas 48 horas</strong> no Centro-Sul do Brasil. O sistema frontal terá suporte de um<strong> canal de umidade</strong>, o que aumenta as chances de <strong>tempestades e chuvas intensas</strong>. E, neste momento, as instabilidades já aparecem nas imagens de satélite. </p><p>As <strong>nuvens </strong><strong>carregadas </strong>atuam sobre o estado de <strong>Santa Catarina</strong> onde já há registros de precipitação nas últimas 3 horas. O <strong>Rio Grande do Sul</strong>, encontra-se sob tempo fechado e muitas nuvens, enquanto que o <strong>Paraná</strong> também tem a presença de nuvens carregadas em algumas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira-1783684434385.jpg" data-image="7xaks82qwlqd" alt="Imagem de Satélite." title="Imagem de Satélite."><figcaption>Imagens infravermelho (10.3 µm) capturada pelo satélite do GOES-19 nesta manhã de sexta-feira (10).</figcaption></figure><p>Os alertas foram emitidos pelo <strong><em><a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)</a></em></strong>, de acordo com a instituição pelo menos<strong> 4 estados </strong>vão ficar sob alerta amarelo e laranja de tempestades. Confira a lista seguir:</p><ul><li>Rio Grande do Sul</li><li>Santa Catarina</li><li>Paraná</li><li>Mato Grosso do Sul</li></ul><p>Agora acompanhe a previsão do tempo para as próximas horas e veja como o seu estado será afetado.</p><h2>Centro-Sul em alerta pelas próximas 48 horas</h2><p>No decorrer desta sexta-feira (10), as<strong> instabilidades avançam</strong> e passam a atingir o norte do Rio Grande do Sul. No entanto, o foco das atenções se mantém sobre Santa Catarina e o Paraná, as <strong>chuvas </strong><strong>intensas </strong>previstas pela manhã persistem ao longo da tarde, elevando rapidamente os acumulados diários. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira-1783684622436.jpg" data-image="khnssnrnq2ny" alt="Precipitação sexta-feira." title="Precipitação sexta-feira."><figcaption>Mapa de precipitação e nebulosidade para o final da tarde de hoje (10).</figcaption></figure><p>As chuvas poderão vir acompanhadas de <strong>trovoadas</strong>, <strong>descargas elétricas e rajadas de vento</strong> que se aproximam dos <strong>60 km/h</strong>. Com a chegada da noite, as chuvas dão um alívio para o setor oeste catarinense e paranaense. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp. <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank"><strong>Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </strong></a></div><p>Contudo, avançam para o leste do estado, afetando áreas de serra e litoral com chuvas moderadas a fortes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira-1783688800888.jpg" data-image="ds2biy3d44c9" alt="Raios." title="Raios."><figcaption>Mapa de densidade de raios no Centro-Sul do Brasil na tarde deste sábado (11).</figcaption></figure><p>No Rio Grande do Sul, a<strong> preocupação continua sobre o norte do estado</strong>, visto que as chuvas perduram ao longo da noite. E o modelo ECMWF mostra que a intensidade se mantém entre <strong>moderada e forte</strong>, o que será capaz de provocar transtornos como <strong>alagamentos </strong>e <strong>transbordamento de córregos.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja.html" title="Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja">Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja.html" title="Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja-1783610460965_320.jpg" alt="Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja"></a></article></aside><p>Durante a madrugada de sábado (11), <strong>chuvas intensas</strong> estão previstas para a divisa entre os estados do <strong>Rio Grande do Sul e de Santa Catarina</strong>, com pontos em que a precipitação será de forte intensidade. Chuvas fortes também nas áreas da Serra Catarinense o que requer muita atenção. No Paraná, tempo fechado e garoa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira-1783688998314.jpg" data-image="g4bwgps7vefa" alt="Precipitaão sábado." title="Precipitaão sábado."><figcaption>Mapa de chuva para a tarde deste sábado (11).</figcaption></figure><p>No período da tarde a situação se inverte,<strong> a frente fria</strong> avança e afeta todo o estado do Paraná. As <strong>chuvas </strong>serão com <strong>diferentes </strong><strong>intensidades</strong>, mas trazem riscos e alertas para alagamentos e transbordamentos de rios. Além disso, há <strong>alerta para tempestades no estado.</strong></p><p>O mesmo está sendo previsto para o <strong>Mato Grosso do Sul, </strong>onde as<strong> chuvas fortes e intensas vão atingir a faixa entre o oeste e sul do estado</strong>. Nessas áreas há alertas vigentes, pois há chances de tempestades acompanhadas de trovoadas e descargas elétricas, além de fortes ventos que podem <strong>provocar prejuízos</strong> aos produtores rurais da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira-1783684657961.jpg" data-image="hedjqbiz3noh" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>Mapa de chuva acumulada entre hoje (10) e o final da noite de sábado (11). A previsão mostra volumes bem próximos a 100 mm em áreas do RS e de SC.</figcaption></figure><p>Por fim, até o final da noite de sábado (11), <strong>os maiores acumulados se concentram sobre o norte do Rio Grande do Sul</strong> se aproximando de <strong>100 </strong><strong>mm</strong>. Áreas de Santa Catarina também devem superar esta quantidade. No restante do estado catarinense, Paraná e Mato Grosso do Sul, terão acumulados entre <strong>6 e 40 mm.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-deixa-alertas-de-tempestades-4-estados-do-centro-sul-nas-proximas-48-horas-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Brasil tem mais de 200 barragens em situação de risco, diz relatório da ANA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez desde a tragédia de Brumadinho ocorrida em 2019, o número de profissionais dedicados à fiscalização de segurança de barragens registrou queda no Brasil, acendendo um alerta vermelho nas autoridades reguladoras. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio-1783628245335.jpg" data-image="acf6c7nm5mlv" alt="Levantamento revela queda no número de fiscais exclusivos para a segurança de barragens no Brasil. Foto: Reprodução/ Canal Rural" title="Levantamento revela queda no número de fiscais exclusivos para a segurança de barragens no Brasil. Foto: Reprodução/ Canal Rural"><figcaption>Levantamento revela queda no número de fiscais exclusivos para a segurança de barragens no Brasil. Foto: Reprodução/ Canal Rural </figcaption></figure><p>O Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (<a href="https://www.gov.br/ana/pt-br" target="_blank">ANA</a>), revelou um panorama preocupante sobre a infraestrutura nacional. Conforme o documento publicado em 8 de julho de 2026,<strong> o Brasil possui 213 estruturas em situação crítica e com risco iminente de acidentes</strong>.</p><p>Os problemas identificados ameaçam diretamente a segurança de populações locais e a integridade de rodovias e pontes importantes. O monitoramento feito pela agência abrange diferentes setores, incluindo estruturas voltadas para<strong> agricultura, abastecimento, geração de energia hidrelétrica</strong> <strong>e contenção de rejeitos de mineração</strong>.</p><h2>Mineração lidera as estruturas sob alerta</h2><p>Entre as atividades monitoradas, o setor de mineração lidera o número de estruturas prioritárias para gestão de segurança, <strong>somando 55 barramentos (26%)</strong>. O abastecimento público de água aparece logo em seguida com 51 estruturas sob alerta (24%). A irrigação responde por 29 barragens (14%) e a regularização de vazão registra 20 (9%).</p><div class="texto-destacado">O paisagismo possui 17 estruturas (8%), a dessedentação animal tem 16 (8%) e outros usos somam 25 (12%). Essas unidades vulneráveis estão espalhadas por 19 estados e pelo Distrito Federal, destacando-se no Ceará, em Mato Grosso e São Paulo. Segundo o relatório, há mais municípios impactados do que barragens críticas catalogadas.</div><p>Em 2025, o levantamento indicou a ocorrência de <strong>18 acidentes e 23 incidentes em território nacional, sem mortes</strong>. Contudo, os episódios forçaram a evacuação de áreas urbanas e provocaram sérios danos na infraestrutura rodoviária regional. Nos acidentes, o maciço colapsou, enquanto nos incidentes houve falhas com perigo de rompimento.</p><h2>Entraves na aplicação da legislação nacional</h2><p>A implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) enfrenta lentidão devido à ausência de dados técnicos em muitos cadastros. O Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) <strong>subiu de 28.085 registros em 2024 para 29.761 em 2025</strong>. Porém, 14.355 estruturas (48%) continuam com sua situação indefinida.</p><p>O enquadramento na lei<strong> segue regras claras sobre o potencial de dano ou as dimensões físicas de cada projeto</strong>. "As barragens que se enquadram na PNSB, a Lei nº 12.334/2010, são aquelas que possuem pelo menos uma das seguintes características: capacidade total maior que 3 milhões de metros cúbicos <strong>(equivalente a 3 milhões de caixas d’água)</strong>, reservatório que contenha resíduos perigosos, Dano Potencial Associado (DPA) médio ou alto ou altura do maciço (parede) da barragem maior que 15 metros", informa a ANA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio-1783629199357.jpg" data-image="4x9fbnylxvhp" alt="O rompimento em Brumadinho, em 2019) liberou no ambiente o equivalente a aproximadamente 180 mil contêineres de metais. Foto: Reprodução/ Jornal da Unesp" title="O rompimento em Brumadinho, em 2019) liberou no ambiente o equivalente a aproximadamente 180 mil contêineres de metais. Foto: Reprodução/ Jornal da Unesp"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-511621">O rompimento em Brumadinho, em 2019, liberou no ambiente o equivalente a aproximadamente 180 mil contêineres de metais. Foto: Reprodução/ Jornal da Unesp</figcaption></figure><p>Do total de barramentos cadastrados, <strong>apenas 52% estão devidamente classificados pelos órgãos fiscalizadores</strong>. Desse grupo, 8.797 estruturas (30%) operam em condições adequadas, enquanto 6.609 (22%) possuem alto Dano Potencial Associado ou risco elevado. Essa última classificação reflete os casos em que os responsáveis descumpriram os requisitos preventivos de segurança.</p><h2>Redução de pessoal e desafios na fiscalização</h2><p>O monitoramento presencial registrou um retrocesso no último ano, contrariando as tendências de reforço técnico anteriores. <strong>Pela primeira vez desde o desastre em Brumadinho, em 2019, houve queda no número de fiscais atuantes</strong>. O quadro técnico atual das 33 instituições fiscalizadoras conta com apenas 333 profissionais em atividade.</p><p>Desse total, <strong>161 atuam exclusivamente na segurança de estruturas</strong>, enquanto 172 dividem a função com outras demandas. O relatório aponta que em 2025 existiam 23 profissionais a mais nessa área. Para compor as equipes mínimas recomendadas em 28 das 33 instituições, há um déficit de 221 especialistas exclusivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769023" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-mini-pantanal-paulista-no-rio-tiete-que-surgiu-de-uma-barragem-e-tem-area-maior-que-paris.html" title="O mini pantanal paulista no rio Tietê que surgiu de uma barragem e tem área maior que Paris">O mini pantanal paulista no rio Tietê que surgiu de uma barragem e tem área maior que Paris</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/o-mini-pantanal-paulista-no-rio-tiete-que-surgiu-de-uma-barragem-e-tem-area-maior-que-paris.html" title="O mini pantanal paulista no rio Tietê que surgiu de uma barragem e tem área maior que Paris"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mini-pantanal-paulista-no-rio-tiete-que-surgiu-de-uma-barragem-e-tem-area-maior-que-paris-1778870906331_320.jpg" alt="O mini pantanal paulista no rio Tietê que surgiu de uma barragem e tem área maior que Paris"></a></article></aside><p>Mesmo com a redução na força de trabalho, os servidores remanescentes ampliaram o volume de vistorias no país. As vistorias em campo subiram de 2.859 para 2.924,<strong> registrando um modesto incremento de 2% entre 2024 e 2025</strong>. Já as checagens baseadas em documentos saltaram de 3.162 para 4.712 procedimentos concluídos, um expressivo avanço de 49% no período.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Guilherme%20Jeronymo" data-year="2026" data-title="Relat%C3%B3rio%20anual%20de%20barragens%20indica%20213%20estruturas%20em%20situa%C3%A7%C3%A3o%20cr%C3%ADtica" data-url="https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026-07%2Frelatorio-anual-de-barragens-indica-213-estruturas-em-situacao-critica">Guilherme Jeronymo. (2026). <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-07/relatorio-anual-de-barragens-indica-213-estruturas-em-situacao-critica" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Relatório anual de barragens indica 213 estruturas em situação crítica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/brasil-tem-mais-de-200-barragens-em-situacao-de-risco-diz-relatorio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Além das orquídeas: 5 flores exóticas para cultivar em casa e impressionar as visitas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Quer fugir do padrão tradicional das floriculturas e impressionar as visitas? Então descubra aqui 5 belas opções de flores exóticas que se destacam por formatos incomuns e cores vibrantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783624770706.jpg" data-image="zmwa7uwy2wk6"><figcaption>A flor exótica ave-do-paraíso (<em>Strelitzia reginae</em>).</figcaption></figure><p>As <strong>flores </strong>são uma maneira simples e elegante de transformar qualquer ambiente, trazendo mais cor, leveza e vida à decoração. Além de <strong>valorizarem os espaços</strong>, elas ajudam a criar uma atmosfera acolhedora, passando sensações de bem-estar, tranquilidade e conforto. </p><p>As orquídeas, por exemplo, são conhecidas pela sua beleza e elegância, e possuem uma infinidade de cores, formas e tamanhos. São muito apreciadas na decoração de ambientes internos e também externos.</p><p>Mas se você quer <strong>fugir do tradicional e apostar em flores diferenciadas</strong> para decorar seu lar e ainda impressionar as visitas que vão ficar encantadas com as plantas, este artigo é para você. Trazemos aqui <strong>5 opções de flores exóticas para cultivar em vasos em casa e enfeitar o ambiente</strong>.</p><h2>5 flores exóticas para decorar o ambiente</h2><p>As flores exóticas se destacam por suas <strong>formas incomuns, cores vibrantes e aparência marcante</strong>, trazendo personalidade e sofisticação para qualquer ambiente. Veja abaixo 5 dicas de espécies. </p><h3>Ave-do-paraíso (<em>Strelitzia reginae</em>)</h3><p>Conhecida também como <strong>estrelitza</strong> ou flor da rainha, a ave-do-paraíso (<em>Strelitzia reginae</em>) é uma flor de aparência única, que<strong> lembra a cabeça de uma ave tropical em voo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767371" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html" title="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las">Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html" title="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974682713_320.png" alt="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las"></a></article></aside><p>As pétalas das flores combinam <strong>tons vibrantes de laranja, azul e roxo</strong>, enquanto as folhas grandes, verdes e alongadas conferem um aspecto exuberante e elegante à planta. </p><p>Ela se adapta bem a regiões de clima tropical e subtropical, e prefere locais com bastante luz solar. É muito utilizada em jardins, e também <strong>uma das flores de corte mais valorizadas para arranjos florais</strong> devido à sua beleza marcante e à longa durabilidade das flores. </p><h3>Flor-de-cera (<em>Hoya carnosa</em>)</h3><p>A flor-de-cera (<em>Hoya carnosa</em>) é uma trepadeira exótica de crescimento lento, originária do Sudeste Asiático e famosa por seus <strong>cachos arredondados de flores em formato de estrela e com textura cerosa e brilhante</strong>, que parecem ser feitas de plástico ou porcelana.</p><p>Suas inflorescências exalam um <strong>perfume doce e intenso</strong>, principalmente durante a noite. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783624446750.jpg" data-image="90mxwtzwxyyf"><figcaption>A bela flor-de-cera (Hoya carnosa).</figcaption></figure><p>Suas folhas verdes são espessas e suculentas, com capacidade de armazenar água. Adapta-se bem a ambientes internos bem iluminados e é <strong>muito usada em vasos suspensos e jardins verticais</strong>. </p><h3>Helicônia (<em>Heliconia</em>)</h3><p>A Helicônia (<em>Heliconia</em>), também conhecida como bananeira-do-mato ou caeté, é uma planta tropical exótica muito valorizada por suas <strong>inflorescências vibrantes, que lembram o bico de um pássaro</strong>.</p><p>Na verdade, essas inflorescências são <strong>brácteas coloridas (vermelhas, amarelas e laranjas) </strong>que escondem as flores reais em seu interior e atraem muitos beija-flores. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783624231239.jpg" data-image="euhgewlze918"><figcaption>A elegante flor exótica helicônia (Heliconia). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>É originária das regiões tropicais das Américas, especialmente da América Central, da América do Sul e da Amazônia. Se desenvolve melhor em locais quentes, úmidos e com boa luminosidade.</p><p>É <strong>muito usada no paisagismo e em arranjos florais</strong> pela sua <strong>longa durabilidade</strong> após o corte.</p><h3>Orquídea-bailarina (<em>Caladenia melanema</em>)</h3><p>A orquídea-bailarina (<em>Caladenia melanema</em>) é uma espécie exótica nativa do sudoeste da Austrália Ocidental. O apelido vem do seu <strong>formato singular</strong>, cujas <strong>pétalas e sépalas finas lembram a silhueta de uma bailarina em movimento</strong>. </p><div class="texto-destacado">Esta orquídea é considerada uma planta rara e ameaçada de extinção devido à perda de habitat e às mudanças ambientais.</div><p>É uma planta pequena, com cerca de 30 a 40 cm de altura, mas suas flores podem chegar a 12 cm de diâmetro e <strong>exalam um aroma exótico</strong>.</p><p>Aliás, suas flores apresentam <strong>tons que variam entre branco, creme, rosa e vermelho</strong>, com detalhes delicados e um labelo ornamentado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783624016778.jpg" data-image="6ld6hw40wm14"><figcaption>A beleza da orquídea-bailarina (Caladenia melanema). Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Essa flor precisa de boa iluminação com luz solar indireta ou filtrada, mas nunca sol pleno (direto), pois ele pode queimar as suas delicadas pétalas.</p><h3>Flor-morcego (<em>Tacca chantrieri</em>)</h3><p>A flor-morcego (<em>Tacca chantrieri</em>) é uma das plantas ornamentais mais exóticas do mundo. Suas <strong>flores incomuns lembram um morcego de asas abertas</strong>. </p><p>Essas flores têm <strong>coloração que varia do roxo-escuro ao quase preto</strong>, acompanhadas por longos filamentos pendentes que podem ultrapassar 30 centímetros, criando um <strong>visual exótico e misterioso</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas-1783623863890.jpg" data-image="o4rclh8rwq2c"><figcaption>A encantadora flor exótica flor-morcego (<em>Tacca chantrieri</em>).</figcaption></figure><p>É nativa de florestas tropicais do Sudeste Asiático, prefere ambientes quentes, úmidos e sombreados, e solo bem drenado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CASACOR%20Publisher" data-year="2026" data-title="6%20flores%20ex%C3%B3ticas%20que%20voc%C3%AA%20pode%20cultivar%20em%20casa" data-url="https%3A%2F%2Fcasacor.abril.com.br%2Fpt-BR%2Fnoticias%2Fpaisagismo%2F6-flores-exoticas-que-voce-pode-cultivar-em-casa">CASACOR Publisher. (2026). <a href="https://casacor.abril.com.br/pt-BR/noticias/paisagismo/6-flores-exoticas-que-voce-pode-cultivar-em-casa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">6 flores exóticas que você pode cultivar em casa</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/alem-das-orquideas-5-flores-exoticas-para-cultivar-em-casa-e-impressionar-as-visitas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva quebra o período seco e atinge as 5 regiões do Brasil; veja]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria provocará uma grande mudança no tempo a partir desta sexta-feira (10), levando chuva forte para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, parte do Norte e Nordeste. O sistema poderá causar acumulados de até 150 mm, com temporais, raios e alagamentos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xanj5im"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xanj5im.jpg" id="xanj5im"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta sexta-feira (10), <strong>uma nova frente fria começa a se formar e avançar pelo Brasil</strong>. O sistema marcará uma nova virada no tempo, após vários dias de tempo mais firme e seco, voltando a provocar chuva sobre grande parte do país.</p><div class="texto-destacado">Os acumulados totais atingem valores entre 100 e 150 mm de chuva entre SC, norte do RS e sudoeste do PR. Há possibilidade de cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos, pequenos deslizamentos de terra e ocorrência de descargas elétricas (raios) entre a sexta-feira (10) e o sábado (11).</div><p>Ao longo da sexta-feira (10), a frente fria avança pelo Rio Grande do Sul e por Santa Catarina, <strong>favorecendo a formação de muita nebulosidade e pancadas de chuva.</strong> No sábado (11) e no Domingo (12), a queda da pressão atmosférica favorecerá a<strong> intensificação das tempestades</strong>, aumentando o potencial para chuva forte também no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja-1783610044442.jpg" data-image="az9qx81n6k92" alt="Previsão de acumulados totais até o final da terça-feira." title="Previsão de acumulados totais até o final da terça-feira."><figcaption>Previsão de acumulados totais até o final da terça-feira mostra abrangência da frente fria, que causará pancadas de chuva no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, até mesmo Norte e Nordeste.</figcaption></figure><p>Ao longo da segunda-feira (13) e da terça-feira (14), o sistema terá se deslocado mais a norte, <strong>causando chuvas também em diversos outros estados da região Sudeste</strong> - como o Rio de Janeiro, Espírito Santo e boa parte de Minas Gerais, onde as pancadas de chuva podem trazer <strong>acumulados de até 50 mm totais.</strong></p><p>Como é possível observar na imagem abaixo, o sistema também <strong>impulsionará a formação de chuvas</strong> sobre o sul do Amazonas, Acre, Rondônia e extremo oeste do Mato Grosso, ao organizar o fluxo de ventos e umidade sobre a <strong>região equatorial do país</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Além disso, a partir da terça-feira (14), a frente fria terá passado pela região Sudeste, <strong>chegando até a altura da Bahia.</strong> Ao longo deste dia, o sistema será capaz de impulsionar a formação de<strong> pancadas de chuva sobre este estado</strong>, contribuindo ativamente para um breve retorno das chuvas também na região Nordeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja-1783610093494.jpg" data-image="fwnwzs0x0wni" alt="Previsão de probabilidade de chuvas no Norte sexta-feira (esquerda) e no Nordeste terça-feira (direita)." title="Previsão de probabilidade de chuvas no Norte sexta-feira (esquerda) e no Nordeste terça-feira (direita)."><figcaption>Previsão de probabilidade de chuvas no Norte sexta-feira (esquerda) e no Nordeste terça-feira (direita) mostra que o sistema impulsionará a formação de chuvas também nestas regiões.</figcaption></figure><p>A maior frequência de ciclones extratropicais e frentes frias observada durante o mês de julho está relacionada, em parte, à mudança no comportamento da <strong>Oscilação Antártica (OA)</strong>, enquanto o aumento das chuvas no Norte e no Nordeste também é impulsionada pela <strong>Oscilação de Madden-Julian (OMJ)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja-1783610126372.jpg" data-image="vkgx836c6q9h" alt="Previsões de Oscilação Antártica (OA) e Oscilação de Madden-Julian (OMJ)." title="Previsões de Oscilação Antártica (OA) e Oscilação de Madden-Julian (OMJ)."><figcaption>Mapa de condição registrada e previsão da Oscilação Antártica (OA) e previsão da Oscilação de Madden-Julian (OMJ) ao longo das próximas semanas de Julho de 2026.</figcaption></figure><p>O índice OA está migrando para valores negativos. Isso está, geralmente, <strong>associado a um avanço mais frequente de sistemas transientes</strong> (<em>como frentes frias e ciclones extratropicais</em>) sobre o centro-sul do país. Consequentemente, essa situação impulsiona a incidência de tempestades e pancadas de chuva nessa região.</p><p>Já a OMJ, por sua vez, está associada a uma célula de circulação atmosférica planetária e está transitando em direção às fases 8, 1 e 2 ao longo das próximas semanas. Essas fases são conhecidas por <strong>favorecer a formação de volumes de chuva acima da média no centro-norte do país</strong>, provocando acumulados altíssimos especialmente na região Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777583" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-sem-tregua-novo-pulso-de-ar-polar-garante-mais-dias-gelados-em-pelo-menos-6-estados.html" title="Frio sem trégua: novo pulso de ar polar garante mais dias gelados em pelo menos 6 estados">Frio sem trégua: novo pulso de ar polar garante mais dias gelados em pelo menos 6 estados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frio-sem-tregua-novo-pulso-de-ar-polar-garante-mais-dias-gelados-em-pelo-menos-6-estados.html" title="Frio sem trégua: novo pulso de ar polar garante mais dias gelados em pelo menos 6 estados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frio-sem-tregua-novo-pulso-de-ar-polar-garante-mais-dias-gelados-em-pelo-menos-6-estados-1783465114368_320.jpg" alt="Frio sem trégua: novo pulso de ar polar garante mais dias gelados em pelo menos 6 estados"></a></article></aside><p>Com isso, um conjunto de sistemas e oscilações atmosféricas estão <strong>engatilhados e prestes a ser disparados</strong> pela frente fria que está se formando nos próximos dias. Isso fará com que as condições meteorológicas mudem completamente, <strong>trazendo de volta o tempo chuvoso</strong> para todas as cinco regiões do país. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuva-quebra-o-periodo-seco-e-atinge-as-5-regioes-do-brasil-veja.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algodão: calor perto de 40°C e ar seco favorecem colheita no Centro-Oeste e MATOPIBA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/algodao-calor-perto-de-40-c-e-ar-seco-favorecem-colheita-no-centro-oeste-e-matopiba.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 22:11:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Calor próximo de 40°C e umidade entre 20% e 30% favorecem maturação, desfolha e colheita do algodão em MT, GO e MATOPIBA, mas exigem cuidado com aplicações, poeira, fogo e operação das máquinas no campo nesta semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/algodao-calor-perto-de-40-c-e-ar-seco-favorecem-colheita-no-centro-oeste-e-matopiba-1783628022119.jpg" data-image="je10vcwdvxor" alt="calor, umidade, baixa, colheita" title="calor, umidade, baixa, colheita"><figcaption>O tempo seco e o calor predominam nas principais áreas produtoras de algodão, favorecendo a maturação, a abertura dos capulhos e o avanço da colheita nos próximos dias.</figcaption></figure><p>O tempo seco deve manter uma janela favorável para maturação, desfolha, abertura dos capulhos, colheita e transporte do algodão entre esta quinta-feira (9) e domingo (12). <strong>A baixa umidade fica entre 20% e 30% nas tardes </strong>em Mato Grosso, Goiás, Tocantins, oeste da Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí, com máximas de 35°C a 38°C e pontos perto de 40°C no norte do Tocantins e no interior do Brasil Central.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O sinal é duplo. A falta de chuva reduz o risco de umedecimento da fibra e ajuda a entrada das máquinas, mas o calor forte aumenta poeira, risco de fogo e evaporação rápida em aplicações. Em áreas como Sapezal, Sorriso, Primavera do Leste, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Balsas e Uruçuí, a decisão passa a ser escolher bem os horários de pulverização e colheita.</p><h2>Tempo seco acelera maturação em MT e oeste da BA até o fim de semana </h2><p>Em Mato Grosso, a chuva deve ficar muito baixa nos próximos dias, com exceção de instabilidades mais distantes do noroeste do estado. <strong>O padrão favorece lavouras em enchimento final das maçãs</strong>, maturação e início de abertura dos capulhos em Sapezal, Campo Novo do Parecis, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis. As máximas podem ficar perto de 35°C no norte de MT, com umidade abaixo de 30% à tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algodao-calor-perto-de-40-c-e-ar-seco-favorecem-colheita-no-centro-oeste-e-matopiba-1783632704017.jpg" data-image="yvbe1vu2d0bt" alt="temperaturas altas, temperatura, calor" title="temperaturas altas, temperatura, calor"><figcaption>No sábado à tarde, o calor intenso domina MT, GO e MATOPIBA, com temperaturas próximas de 40°C em algumas áreas produtoras de algodão.</figcaption></figure><p>No oeste da Bahia, a condição também é favorável para avanço fenológico e preservação da fibra. Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Barreiras, Correntina e Formosa do Rio Preto <strong>devem seguir com chuva próxima de zero no curto prazo</strong>. Para lavouras já em abertura dos capulhos, esse tempo seco reduz o risco de mancha, apodrecimento e perda de qualidade; para áreas mais atrasadas, acelera o acúmulo térmico e a maturação.</p><h2>Baixa umidade exige cuidado com desfolha e aplicações à tarde </h2><p><strong>A massa de ar seco será mais sentida entre 12h e 17h</strong>, quando a temperatura sobe e a umidade cai rapidamente. Em Goiás, Tocantins, sul do Maranhão e sul do Piauí, a umidade pode ficar perto de 20% a 30%, com calor de 36°C a 38°C em vários pontos. No norte do Tocantins, valores próximos de 40°C mantêm maior estresse operacional no campo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algodao-calor-perto-de-40-c-e-ar-seco-favorecem-colheita-no-centro-oeste-e-matopiba-1783628069929.jpg" data-image="npinwv6magj8" alt="umidade, risco, algodão" title="umidade, risco, algodão"><figcaption>No sábado à tarde, a umidade do ar cai para menos de 30% em grande parte do Centro-Oeste e MATOPIBA, exigindo atenção com aplicações e risco de incêndio nas áreas de algodão.</figcaption></figure><p>Os principais ajustes para o manejo são práticos:</p><p>• GO e TO: <strong>calor de 35°C a 38°C aumenta evaporação </strong>de gotas e reduz a janela segura para aplicações;<br> • oeste da BA: chuva próxima de zero favorece capulho aberto, mas exige atenção com poeira na colheita;<br> • sul do MA e sul do PI: Balsas, Uruçuí, Bom Jesus e Corrente seguem secos, com risco maior de fogo;<br> • MT: Sapezal e Primavera do Leste têm boa janela de campo, mas aplicações devem evitar o meio da tarde.</p><h2>Frente fria muda o Sul, mas algodão segue com janela favorável </h2><p>A frente fria do fim de semana deve alterar mais o Sul, <strong>o sul de Mato Grosso do Sul e parte do Sudeste.</strong> Para o eixo principal do algodão em MT, GO, TO, oeste da BA, sul do MA e sul do PI, o impacto direto deve ser pequeno até domingo. A chuva mais organizada fica afastada das principais áreas cotonícolas, mantendo baixo risco de interrupção ampla da colheita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algodao-calor-perto-de-40-c-e-ar-seco-favorecem-colheita-no-centro-oeste-e-matopiba-1783628198367.jpg" data-image="37ju1qi18c66" alt="chuva, anomalia, precipitação, algodão, MATOPIBA" title="chuva, anomalia, precipitação, algodão, MATOPIBA"><figcaption>A chuva fica afastada das principais áreas de algodão em MT, GO e MATOPIBA, mantendo o tempo seco e a janela favorável para as operações no campo.</figcaption></figure><p>O ponto de atenção é acompanhar a virada da próxima semana. Se pancadas isoladas avançarem para áreas em capulho aberto, mesmo volumes de 5 mm a 15 mm podem atrasar a colheita e elevar a umidade da fibra. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="608822" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/el-nino-castiga-safra-de-soja-slc-agricola-deve-focar-no-plantio-do-algodao-para-reduzir-os-prejuizos-da-falta-de-chuva.html" title="El Niño afeta safra de soja: SLC Agrícola deve focar no plantio do algodão para reduzir os prejuízos da falta de chuva">El Niño afeta safra de soja: SLC Agrícola deve focar no plantio do algodão para reduzir os prejuízos da falta de chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/el-nino-castiga-safra-de-soja-slc-agricola-deve-focar-no-plantio-do-algodao-para-reduzir-os-prejuizos-da-falta-de-chuva.html" title="El Niño afeta safra de soja: SLC Agrícola deve focar no plantio do algodão para reduzir os prejuízos da falta de chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-castiga-safra-de-soja-slc-agricola-deve-focar-no-plantio-do-algodao-para-reduzir-os-prejuizos-da-falta-de-chuva-1702316461909_320.png" alt="El Niño afeta safra de soja: SLC Agrícola deve focar no plantio do algodão para reduzir os prejuízos da falta de chuva"></a></article></aside><p>Até lá, o produtor deve priorizar talhões prontos, <strong>evitar pulverizações com umidade muito baixa </strong>e manter aceiros e controle de faíscas em máquinas, porque o ar seco aumenta o risco de incêndio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/algodao-calor-perto-de-40-c-e-ar-seco-favorecem-colheita-no-centro-oeste-e-matopiba.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz intensa mudança e alertas para SP, RJ, MG e ES; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-e-alertas-para-sp-rj-mg-e-es-confira.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 20:43:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria vai mudar o tempo nos 4 estados do Sudeste entre o domingo (12) e o início da próxima semana, levando pancadas de chuva e temporais, além de acender alerta para transtornos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xanij82"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xanij82.jpg" id="xanij82"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo desta sexta-feira (10) uma área de baixa pressão (cavado) no interior do continente combinada com o<strong> processo de formação de uma nova frente fria</strong> vai afetar o tempo no Sul do Brasil.</p><p>O sistema frontal vai avançar para a<strong> </strong>Região Sudeste do país <strong>a partir do fim de semana</strong>, provocando uma forte mudança no tempo nos estados de <strong>São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Estão previstas <strong>chuvas pontualmente intensas, temporais com muitos raios e rajadas de vento</strong> entre o domingo (12) e o início da próxima semana. E não se descartam <strong>transtornos </strong>como destelhamentos, danos na rede elétrica, alagamentos e queda de galhos/árvores. </p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Frente fria traz intensa mudança ao Sudeste</h2><p>A <strong>nova frente fria</strong> já vai começar a mudar o tempo no Sudeste a partir do domingo (12) e, pelo menos, até o fim da segunda-feira (13), como indica a tendência da previsão.</p><p>Entre a<strong> madrugada e a manhã do domingo (12)</strong> já <strong>chove de forma moderada</strong> na parte <strong>leste do estado de São Paulo, inclusive na capital</strong>, e com riscos de pancadas pontualmente intensas e temporais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-onde.html" title="Massa de ar quente traz calor de quase 40°C e umidade crítica; veja onde">Massa de ar quente traz calor de quase 40°C e umidade crítica; veja onde</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-onde.html" title="Massa de ar quente traz calor de quase 40°C e umidade crítica; veja onde"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-1783605924998_320.png" alt="Massa de ar quente traz calor de quase 40°C e umidade crítica; veja onde"></a></article></aside><p>À <strong>tarde</strong>, essas <strong>chuvas se espalham por todo o território paulista e no extremo sul de Minas Gerais</strong>, em áreas de divisa com o estado. Também pode chover de forma isolada no sul fluminense. E ainda há risco de<strong> temporais</strong> no estado de<strong> São Paulo</strong>.</p><p>À <strong>noite</strong>, a previsão indica <strong>pancadas de chuva e temporais</strong> no estado do <strong>Rio de Janeiro</strong>, inclusive na capital, enquanto em São Paulo as instabilidades reduzem mas ainda podem ocorrer chuvas bem pontuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-e-alertas-para-sp-rj-mg-e-es-confira-1783618676227.png" data-image="zcufokogbheg"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade (tons brancos/acinzentados) para domingo (12) às 15h à esquerda e segunda-feira (13) às 18h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Além disso, estão previstas ainda <strong>rajadas de vento entre 50 e 60 km/h</strong> no <strong>interior paulista e sul mineiro</strong>, especialmente durante a tarde. À noite, a atenção fica para o litoral do<strong> Rio de Janeiro</strong> e do<strong> Espírito Santo</strong>, com a<strong> intensificação dos ventos costeiros</strong> e<strong> mar agitado</strong>.</p><p>Na<strong> segunda-feira (13)</strong>, ao longo da <strong>manhã</strong>, estão previstas <strong>chuvas fracas e isoladas em São Paulo</strong>, especialmente no norte e leste do estado, no centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.</p><div class="texto-destacado">Domingo (12) com chuva moderada a intensa e temporais no estado de SP. Na segunda-feira (13) essas chuvas e os temporais se espalham também para MG, RJ e ES.</div><p>Porém, à <strong>tarde </strong>essas chuvas se intensificam e se espalham para mais áreas. <strong>Chuvas moderadas a pontualmente fortes</strong> ocorrem no noroeste, norte e leste de <strong>São Paulo</strong>, no<strong> Rio de Janeiro </strong>e no<strong> centro-sul do Espírito Santo e de Minas Gerais</strong>. Nestas áreas citadas, também estão previstos<strong> temporais </strong>com muitos raios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-e-alertas-para-sp-rj-mg-e-es-confira-1783618968786.png" data-image="mh1kn5nvuw9i"><figcaption>Previsão de densidade de raios para o domingo (12) às 15h à esquerda e segunda-feira (13) às 15h à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Durante a <strong>noite </strong>de<strong> segunda-feira (13)</strong> ainda ocorrem<strong> chuvas moderadas com trovoadas</strong> em grande parte de <strong>Minas Gerais</strong> (exceção do norte) e no <strong>Espírito Santo</strong>. Chuvas fracas e isoladas no leste paulista e no Rio de Janeiro.</p><p>Neste dia (13), chove de forma fraca a qualquer momento do dia na <strong>capital fluminense</strong> e à noite na <strong>capital Vitória</strong>. Em <strong>Belo Horizonte</strong>, pancadas de chuva e temporais entre a tarde e a noite. A <strong>capital paulista</strong> deve ter sol com muitas nuvens durante o dia e sem previsão de chuva. </p><p>Na <strong>terça-feira (14)</strong> a frente fria já estará bem afastada da região e <strong>o tempo volta a ficar firme</strong>, com sol aparecendo entre poucas nuvens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-e-alertas-para-sp-rj-mg-e-es-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz tempestades e risco de mais de 100 mm de chuva; veja onde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-tempestades-e-risco-de-mais-de-100-mm-de-chuva-veja-onde.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 19:28:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início do fim de semana será marcado pela atuação de uma frente fria sobre o Centro-Sul do Brasil. O sistema frontal provoca tempestades e grandes acumulados de chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xani4rq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xani4rq.jpg" id="xani4rq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O restante desta quinta-feira (9) seguirá com<strong> tempo estável nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.</strong> Contudo, nas primeiras horas de sexta-feira (10), uma <strong>nova frente fria</strong> começa a ganhar forma e força, mudando o tempo em várias localidades do país.</p><p>O sistema avança inicialmente pela Região Sul, onde há previsão de<strong> chuvas intensas, tempestades e volumes expressivos</strong> nos próximos dias. Na sequência, as instabilidades avançam em direção ao<strong> Centro-Oeste e ao Sudeste.</strong> Veja a seguir a previsão para cada área afetada.</p><h2>Região Sul sob alerta de tempestades e grandes acumulados</h2><p>Mais uma vez, <strong>a Região Sul do Brasil</strong> enfrenta um sistema frontal com alto potencial para transtornos. Nas últimas semanas, moradores da região já registraram <strong>grandes acumulados de chuva, fortes rajadas de vento</strong> e até mesmo a ocorrência de tornados.</p><p>Embora o tempo estável venha predominando recentemente, esse padrão muda nas primeiras horas de sexta-feira (10). A chegada da<strong> frente fria aumenta a nebulosidade</strong> e eleva o risco de <strong>temporais </strong>sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-risco-de-mais-de-100-mm-de-chuva-1783605988827.jpg" data-image="8at75j8it1in" alt="Rio Atmosférico." title="Rio Atmosférico."><figcaption>Canal de umidade dando suporte as chuvas provocadas pela frente fria no Centro-Sul do Brasil.</figcaption></figure><p>As primeiras pancadas atingem o território gaúcho ainda na madrugada de sexta (10), com intensidade<strong> fraca a moderada</strong>. No decorrer da tarde, as chuvas ganham <strong>força </strong>devido ao maior transporte de umidade. </p><p>Com isso, a noite reserva chuvas intensas e risco de tempestades no <strong>norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sul e sudoeste do Paraná</strong>, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-risco-de-mais-de-100-mm-de-chuva-1783606035090.jpg" data-image="uzyq497580he" alt="Precipitação." title="Precipitação."><figcaption>Mapa mostra chuvas intensas e tempestades sobre áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná nesta sexta-feira (11).</figcaption></figure><p>O tempo fechado persiste no sábado (11). Durante a madrugada e a manhã, <strong>as chuvas intensas </strong>se concentra em Santa Catarina e no oeste paranaense. Já à tarde, uma grande área entra em <strong>alerta de tempestade</strong>, abrangendo desde a capital <strong>Curitiba (PR)</strong> até o noroeste e sudoeste do estado.</p><p>O volume total de água preocupa, os maiores acumulados devem superar a marca dos <strong>100 mm</strong> na divisa entre <strong>Santa Catarina e o Rio Grande do Sul </strong>até o fim de sábado (11). No norte gaúcho e no restante de solo catarinense, a quantidade varia entre <strong>26 mm e 80 mm. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-risco-de-mais-de-100-mm-de-chuva-1783606087187.jpg" data-image="4mhj5762by5y" alt="Chuva acumulada." title="Chuva acumulada."><figcaption>Precipitação acumulada prevista até o final da noite de sábado (11), mostra grandes volumes para a Região Sul.</figcaption></figure><p>No Paraná, as chuvas se concentram na porção oeste e sudoeste, registrando até <strong>60 mm</strong> na faixa entre <strong>Umuarama <strong>(PR)</strong> e General Carneiro <strong> (PR)</strong> </strong>, enquanto as demais áreas paranaenses têm volumes mais baixos, entre <strong>5 mm e 25 mm.</strong></p><h2>O tempo muda no Sudeste e Centro-Oeste</h2><p>A sexta-feira (10) ainda terá <strong>tempo firme</strong> no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil. Um sistema de alta pressão atua sobre essas áreas, o que dificulta a formação de nuvens e auxilia na entrada de ar frio e seco. No entanto,<strong> esse padrão de estabilidade está com os dias contados.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777662" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-temporal-e-frio-frente-fria-traz-virada-radical-nos-4-estados-do-sudeste.html" title="Calor, temporal e frio: frente fria traz virada radical nos 4 estados do Sudeste; confira">Calor, temporal e frio: frente fria traz virada radical nos 4 estados do Sudeste; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/calor-temporal-e-frio-frente-fria-traz-virada-radical-nos-4-estados-do-sudeste.html" title="Calor, temporal e frio: frente fria traz virada radical nos 4 estados do Sudeste; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-temporal-e-frio-frente-fria-traz-virada-radical-nos-4-estados-do-sudeste-1783518875442_320.jpg" alt="Calor, temporal e frio: frente fria traz virada radical nos 4 estados do Sudeste; confira"></a></article></aside><p>A partir de sábado (11),<strong> a frente fria avança e rompe esse bloqueio</strong>, provocando <strong>pancadas </strong>e aumentando as chances de <strong>tempestades </strong>em ambos os setores. No Mato Grosso do Sul, o aumento de nebulosidade começa cedo e as primeiras chuvas isoladas ocorrem no início da tarde.</p><p>Entre a tarde e a noite, <strong>temporais </strong>com trovoadas se espalham pelo oeste sul-mato-grossense, mantendo a intensidade de moderada a forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-tempestades-e-risco-de-mais-de-100-mm-de-chuva-1783605937277.jpg" data-image="asdatsoukz6g" alt="Previsão de nebulosidade e chuva." title="Previsão de nebulosidade e chuva."><figcaption>O mapa mostra tempo fechado e chuvas espalhadas pelo Centro-Sul do Brasil neste domingo (12).</figcaption></figure><p>No Sudeste, a <strong>virada no tempo</strong> começa no final da tarde de sábado (11), sendo o estado de <strong>São Paulo</strong> o primeiro a registrar aumento de nuvens. As primeiras pancadas, ainda de <strong>fraca intensidade</strong>, ocorrem no início da noite e avançam pelas demais áreas paulistas até o fim do dia. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões do tempo diretamente no seu celular através do nosso novo canal do WhatsApp.<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">Clique aqui para nos seguir e ative as notificações! </a></strong> </div><p>Já no domingo (12), as <strong>instabilidades </strong>ocorrem de forma irregular sobre o território de São Paulo e também avançam para o <strong>sul de Minas Gerais</strong>. Mato Grosso do Sul e Mato Grosso tem previsão de<strong> tempo fechado</strong>, chuvas isoladas com moderada e forte intensidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-tempestades-e-risco-de-mais-de-100-mm-de-chuva-veja-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ NOAA aumenta para 81% a chance de um El Niño muito intenso ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 18:18:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O El Niño 2026/2027 se encaminha para entrar na história: a NOAA aumentou para 81% a chance de um El Niño muito intenso entre outubro e dezembro. Em relação ao mês anterior, a probabilidade subiu cerca de 20 pontos percentuais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609489269.png" data-image="t07inn8oxtgq" alt="Anomalias de temperatura da superfície do mar em 8 de julho de 2026 ultrapassam 3°C em uma ampla área. Créditos: Adaptada da NASA Overview pela Meteored." title="Anomalias de temperatura da superfície do mar em 8 de julho de 2026 ultrapassam 3°C em uma ampla área. Créditos: Adaptada da NASA Overview pela Meteored."><figcaption>Anomalias de temperatura da superfície do mar em 8 de julho de 2026 ultrapassam 3°C em uma ampla área. Créditos: Adaptada da NASA Overview pela Meteored.</figcaption></figure><p>A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos<strong> </strong>(NOAA), por meio do <strong>Centro de Previsão Climática </strong>(CPC), <strong>divulgou</strong> nesta <strong>quinta-feira (9)</strong> uma nova <strong>atualização</strong> do <em>ENSO Diagnostic Discussion</em>, <strong>documento</strong> mensal que reúne as <strong>previsões oficiais</strong> para a evolução do<strong> El Niño-Oscilação Sul</strong> (ENSO). </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O <strong>destaque</strong> desta edição é o<strong> aumento nas chances de um</strong><strong> El Niño muito intenso</strong> durante o pico do evento. A probabilidade de que a<strong> </strong>anomalia da temperatura<strong> </strong>da superfície do mar (TSM) no Pacífico equatorial ultrapasse 2°C entre outubro e dezembro <strong>subiu para 81%</strong>, reforçando a expectativa de um dos eventos mais intensos já registrados.</p><h2>Probabilidades de um El Niño muito intenso continuam aumentando</h2><p>As<strong> maiores mudanças</strong> ocorreram justamente durante o <strong>trimestre</strong> em que o fenômeno atinge sua <strong>máxima intensidade</strong>. Em relação à atualização de junho, a <strong>NOAA elevou</strong> em cerca de <strong>20 pontos percentuais </strong>a probabilidade de um El Niño muito intenso entre outubro e dezembro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609509620.png" data-image="rte1ns2jselx" alt="Previsão probabilística de intensidade do El Niño de julho de 2026. Créditos: CPC/NOAA." title="Previsão probabilística de intensidade do El Niño de julho de 2026. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Previsão probabilística de intensidade do El Niño de julho de 2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>praticamente desapareceu </strong>a <strong>possibilidade</strong> de um <strong>evento</strong> apenas <strong>moderado</strong> durante esse período, indicando que a agência considera um aquecimento extremo do Pacífico equatorial como o cenário mais provável.</p><p>Embora o aumento chame atenção, ele não representa uma mudança brusca na expectativa para o fenômeno. Desde os últimos meses, tanto as observações do oceano quanto as previsões dos principais modelos climáticos vêm indicando uma rápida intensificação do El Niño. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609526428.png" data-image="wmnvvddjy3pi" alt="Previsão probabilística de intensidade do El Niño do mês anterior (junho de 2026). Créditos: CPC/NOAA." title="Previsão probabilística de intensidade do El Niño do mês anterior (junho de 2026). Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Previsão probabilística de intensidade do El Niño do mês anterior (junho de 2026). Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p><strong>A atualização de julho </strong>apenas reforça esse cenário, refletindo a <strong>maior confiança</strong> dos <strong>especialistas</strong> de que o evento atingirá <strong>intensidade excepcional</strong> durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul. Outro ponto importante que merece sempre ser ressaltado é a mensagem que a própria agência coloca junto do gráfico:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Eventos mais intensos nem sempre significam impactos meteorológicos e climáticos maiores; eventos mais intensos aumentam a probabilidade de que determinados impactos ocorram.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em outras palavras, os <strong>impactos regionais não aumentam de forma linear</strong><strong> à medida que a temperatura do Pacífico sobe</strong>. Um El Niño mais intenso aumenta a confiança nos padrões climáticos típicos associados ao fenômeno, mas não garante que eles ocorrerão com a mesma intensidade em todas as regiões.</p><h2>Como a NOAA calcula essas probabilidades?</h2><p>As probabilidades divulgadas pelo CPC/NOAA não são obtidas simplesmente pela média dos modelos numéricos. A previsão oficial é <strong>elaborada</strong> por uma <strong>equipe de especialistas</strong> que <strong>combina</strong> as informações de <strong>diversos</strong> <strong>modelos</strong> climáticos, <strong>observações</strong> por satélite, medições de bóias oceânicas, reanálises atmosféricas e oceânicas, além do <strong>estado atual </strong>do sistema oceano-atmosfera no Pacífico tropical.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777218" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html" title=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"> Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c.html" title=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-da-noaa-amplia-escala-de-seus-graficos-apos-prever-el-nino-acima-de-4-c-1783260614005_320.png" alt=" Modelo da NOAA amplia escala de seus gráficos após prever El Niño acima de 4°C"></a></article></aside><p>A partir dessa avaliação, é construída uma <strong>distribuição de probabilidades </strong>para a evolução do fenômeno, que é <strong>dividida</strong> em <strong>diferentes categorias de intensidade</strong>. Um <strong>El Niño </strong>é classificado como <strong>“muito forte”</strong> - ou Super El Niño, na linguagem popular - quando as anomalias <strong>superam</strong> <strong>2°C.</strong></p><h2>Mas o que realmente chama atenção nessas probabilidades?</h2><p>À medida que o evento evolui,<strong> probabilidades elevadas </strong>para um <strong>El Niño muito intenso</strong> <strong>deixam de ser exatamente uma surpresa</strong>. As condições observadas no oceano e na atmosfera, somadas ao consenso entre os principais modelos climáticos, já indicavam há alguns meses que esse seria o <strong>cenário</strong> mais provável. Isso vem sendo <strong>discutido</strong><strong> reiteradamente pelo time da Meteored.</strong></p><div class="texto-destacado">O que mais chama atenção na atualização de julho é outro detalhe: as probabilidades divulgadas pela NOAA são calculadas em relação ao Índice Niño Oceânico Relativo (RONI), e não ao tradicional Índice Niño Oceânico (ONI). </div><p>Embora ambos sejam calculados a partir da TSM na região Niño-3.4 em relação à mesma climatologia (atualmente, 1991-2020), o<strong> RONI desconta o aquecimento médio de todos os oceanos tropicais</strong>. Na prática, esse ajuste <strong>remove</strong> parte do <strong>aquecimento de fundo</strong> associado às mudanças climáticas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso-a-partir-de-outubro-1783609608842.png" data-image="dvlx89gt91mp" alt="Diferenças entre o índice RONI, implementado em fevereiro de 2026 pela NOAA, e o tradicional ONI. Créditos: CPC/NOAA." title="Diferenças entre o índice RONI, implementado em fevereiro de 2026 pela NOAA, e o tradicional ONI. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Diferenças entre o índice RONI, implementado em fevereiro de 2026 pela NOAA, e o tradicional ONI. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Com isso, os <strong>episódios de El Niño tendem a apresentar anomalias menores </strong><strong>no RONI </strong>do que no ONI, enquanto os episódios de La Niña tendem a apresentar anomalias relativamente mais negativas. Nas últimas décadas, a <strong>diferença</strong> entre o RONI e o ONI tem variado tipicamente entre<strong> 0,3°C e 0,7°C</strong>. </p><p>Isso significa que se há <strong>81% de confiança</strong> em um evento com <strong>RONI superior a 2°C</strong>, o <strong>ONI</strong> (baseado em anomalias absolutas) poderá<strong> se aproximar (ou ultrapassar) 3°C</strong>, concorrendo pelo posto de evento <strong>mais intenso da história</strong> com o El Niño de 2014/2015, que alcançou 2,8°C entre novembro de 2015 e janeiro de 2016.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/noaa-aumenta-para-81-a-chance-de-um-el-nino-muito-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Europa Ocidental enfrenta recordes de temperatura com seca e rios baixos ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/europa-ocidental-enfrenta-recordes-de-temperatura-com-seca-e-rios-baixos.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 17:07:56 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As fortes ondas de calor associadas ao fenômeno El Niño elevou as temperaturas globais e continentais a patamares inéditos durante o mês de junho, gerando alertas severos de saúde pública. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-ocidental-enfrenta-recordes-de-temperatura-com-seca-e-rios-baixos-1783608993842.jpg" data-image="j4ll8n6s78up" alt="Altas temperaturas em onda de calor que atingiu a Alemanha e parte da Europa em junho de 2026 (Foto: REUTERS/Axel Schmidt)" title="Altas temperaturas em onda de calor que atingiu a Alemanha e parte da Europa em junho de 2026 (Foto: REUTERS/Axel Schmidt)"><figcaption>Altas temperaturas em onda de calor que atingiu a Alemanha e parte da Europa em junho de 2026 (Foto: REUTERS/Axel Schmidt)</figcaption></figure><p><strong>O planeta registrou o segundo mês de junho mais quente de sua história recente</strong>, impulsionado por marcas extremas na porção ocidental da Europa. De acordo com o relatório oficial do serviço <a href="https://climate.copernicus.eu/" target="_blank">Copernicus da União Europeia</a>, a região enfrentou o período mais severo já monitorado, acentuando uma sequência de fortes canículas na temporada atual.</p><p>Essa elevação térmica global <strong>repete o comportamento do mês de maio como o segundo mais quente</strong> já registrado no monitoramento histórico mundial. As análises apontam que a persistência de sistemas de alta pressão atmosférica colaborou diretamente para o transporte de massas de ar aquecidas, resultando em marcas inéditas em diversos países.</p><h2>Impactos severos nos ecossistemas europeus</h2><p>A média global de temperatura na superfície dos oceanos atingiu recordes históricos em junho, <strong>superando a marca verificada em 2024 por uma margem sutil de 0,01°C</strong>. Cientistas associam essa anomalia térmica ao desenvolvimento de um forte fenômeno El Niño no Pacífico Equatorial, que altera as dinâmicas meteorológicas e eleva o calor marinho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-enfrenta-recordes-de-temperatura-com-seca-e-rios-baixos-1783608378799.jpg" data-image="5v9injo0xa32" alt="Pessoas se refrescando na fonte do Trocadéro, em frente a Torre Eiffel, durante onda de calor em Paris, na França. — Foto: Abdul Saboor/Reuters" title="Pessoas se refrescando na fonte do Trocadéro, em frente a Torre Eiffel, durante onda de calor em Paris, na França. — Foto: Abdul Saboor/Reuters"><figcaption>Pessoas se refrescando na fonte do Trocadéro, em frente a Torre Eiffel, durante onda de calor em Paris, na França. — Foto: Abdul Saboor/Reuters</figcaption></figure><p>Na Europa Ocidental, os termômetros registraram uma média de<strong> 20,74°C ao longo do mês</strong>, estabelecendo uma <strong>variação de 3,05°C</strong> acima da linha de base de 1991 a 2020. Esse aquecimento regionalizado acelerou o agravamento de secas gerais e favoreceu o avanço rápido de incêndios florestais em Portugal, Espanha e França.</p><p><strong>A intensificação do calor gerou uma sobreposição de fenômenos extremos</strong> na região, onde a canícula atual exacerbou a estiagem iniciada no final da primavera. Essa condição combinada prejudica de forma direta a navegação comercial em diversos rios importantes do continente, além de comprometer fatias expressivas da produção agrícola local.</p><h2>Consequências humanas e pressões estruturais</h2><p>Os reflexos urbanos e de saúde pública atingiram marcas alarmantes em grandes centros como Berlim, <strong>onde os termômetros alcançaram o índice inédito de 39,9°C</strong>. Projeções iniciais do Escritório Federal de Estatísticas da Alemanha indicam um excedente de 5.655 mortes acima da média verificada no mesmo período nos últimos quatro anos.</p><p>Paralelamente, análises de acadêmicos na França projetam que o <strong>excesso de óbitos provocados pelas altas temperaturas deve chegar a 2.700</strong> casos nesta temporada. O calor intenso sobrecarregou os atendimentos de emergência médica e afetou redes de transporte devido à dilatação de trilhos ferroviários e problemas em fiações elétricas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777388" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-o-calor-extremo-e-a-mudanca-climatica-estao-transformando-a-copa-do-mundo-com-partidas-mais-lentas.html" title="Como o calor extremo e a mudança climática estão transformando a Copa do Mundo com partidas mais lentas">Como o calor extremo e a mudança climática estão transformando a Copa do Mundo com partidas mais lentas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-o-calor-extremo-e-a-mudanca-climatica-estao-transformando-a-copa-do-mundo-com-partidas-mais-lentas.html" title="Como o calor extremo e a mudança climática estão transformando a Copa do Mundo com partidas mais lentas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-el-calor-extremo-y-el-cambio-climatico-estan-transformando-el-mundial-de-futbol-2026-con-partidos-mas-lentos-1783125864480_320.jpg" alt="Como o calor extremo e a mudança climática estão transformando a Copa do Mundo com partidas mais lentas"></a></article></aside><p>Pesquisadores do consórcio<a href="https://www.worldweatherattribution.org/" target="_blank"> World Weather Attribution</a> demonstram que as <strong>emissões decorrentes da queima de petróleo, carvão e gás</strong> representam o motor principal dessas ondas de calor. O continente europeu se consolida atualmente como a região que registra o aquecimento mais rápido do globo terrestre na atualidade.</p><p>Cientistas e climatologistas projetam que o planeta <strong>superará o limite seguro de 1,5°C de aquecimento global ainda nesta década</strong> de acordo com as tendências atuais. Esse patamar representa o teto de segurança climática estipulado e assinado pelos países signatários pertencentes ao Acordo de Paris para evitar cenários irreversíveis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jos%C3%A9%20Henrique%20Mariante" data-year="2026" data-title="Sob%20onda%20de%20calor%2C%20Europa%20Ocidental%20vive%20junho%20mais%20quente%20da%20hist%C3%B3ria%2C%20aponta%20Copernicus" data-url="https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fambiente%2F2026%2F07%2Fsob-onda-de-calor-europa-ocidental-vive-junho-mais-quente-da-historia-aponta-copernicus.shtml%3Fshem">José Henrique Mariante. (2026). <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/07/sob-onda-de-calor-europa-ocidental-vive-junho-mais-quente-da-historia-aponta-copernicus.shtml?shem" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sob onda de calor, Europa Ocidental vive junho mais quente da história, aponta Copernicus</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Weather%20Attribution" data-year="2026" data-title="Fossil%20fuel%20emissions%20have%20rapidly%20worsened%20European%20heatwaves%20in%20just%20a%20few%20decades" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldweatherattribution.org%2Ffossil-fuel-emissions-have-rapidly-worsened-european-heatwaves-in-just-a-few-decades%2F">World Weather Attribution. (2026). <a href="https://www.worldweatherattribution.org/fossil-fuel-emissions-have-rapidly-worsened-european-heatwaves-in-just-a-few-decades/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fossil fuel emissions have rapidly worsened European heatwaves in just a few decades</a>.</cite><br><cite data-author="Copernicus" data-year="2026" data-title="Copernicus%20Climate%20Change%20Service" data-url="https%3A%2F%2Fclimate.copernicus.eu%2F">Copernicus. (2026). <a href="https://climate.copernicus.eu/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Copernicus Climate Change Service</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/europa-ocidental-enfrenta-recordes-de-temperatura-com-seca-e-rios-baixos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar quente traz calor de quase 40°C e umidade crítica; veja onde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-onde.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente vem ganhando força sobre o Nordeste e Brasil Central, favorecendo temperaturas extremas e umidade do ar abaixo dos níveis recomendados à saúde. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xanib46"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xanib46.jpg" id="xanib46"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como <strong>alertado pela Meteord</strong>, temperaturas máximas vêm atingindo patamares extremos para esta época do ano entre as regiões Nordeste e Norte do país. A estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) de Colinas do Tocantins, no norte do <strong>Tocantins</strong>, registrou impressionantes <strong>40,7°C </strong>na tarde da última<strong> quarta-feira (8)</strong>, o que representa cerca de 3°C acima da média de julho nesta região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-1783605446776.png" data-image="81ndpoz5avd8" alt="Temperaturas máximas da tarde de quarta-feira (8), com destaque para 40,4°C no Tocantins. Créditos: Adaptado de INMET." title="Temperaturas máximas da tarde de quarta-feira (8), com destaque para 40,4°C no Tocantins. Créditos: Adaptado de INMET."><figcaption>Temperaturas máximas da tarde de quarta-feira (8), com destaque para 40,4°C no Tocantins. Créditos: Adaptado de INMET.</figcaption></figure><p><strong>Até o sábado (11),</strong> essa <strong>massa de ar quente </strong>deve <strong>avançar</strong> em direção ao <strong>Brasil Central e ao Sudeste</strong>, elevando as temperaturas próximas a 40°C em vários estados e favorecendo <strong>umidade relativa abaixo de 20%</strong>, uma combinação perigosa para a saúde. Confira os detalhes.</p><h2>Temperaturas extremas e baixa umidade</h2><p>No decorrer desta <strong>quinta-feira (9) </strong>as <strong>temperaturas</strong> devem <strong>continuar</strong> <strong>próximas</strong> ou <strong>ultrapassando 40°C</strong> no norte do Tocantins e, no geral, entre 35°C e 38°C em toda a metade norte do país. Já na <strong>sexta-feira (10)</strong>, essa massa de ar quente avança em direção ao<strong> Brasil Central</strong>, com previsão de<strong> 39°C em Goiás.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-1783605481030.png" data-image="k4azl8uvczx5" alt="Previsão de temperatura máxima nesta sexta-feira (10), segundo o modelo GFS." title="Previsão de temperatura máxima nesta sexta-feira (10), segundo o modelo GFS."><figcaption>Previsão de temperatura máxima nesta sexta-feira (10), segundo o modelo GFS.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas</strong> continuam <strong>aumentando</strong> sobre áreas do<strong> Centro-Oeste e Sudeste</strong> até sábado (11), <strong>somando efeitos com o quadro pré-frontal</strong>, que antecede uma frente fria. As temperaturas aumentam na dianteira dos sistemas frontais, devido à advecção (transporte) de calor de norte/nordeste. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Neste caso, as temperaturas podem ficar <strong>8°C acima da média</strong> no <strong>Mato Grosso do Sul</strong>, com máximas se aproximando de <strong>34°C,</strong> enquanto tempestades intensas já avançam sobre o sudoeste do estado. No <strong>Sudeste</strong> as máximas previstas para sábado (11) devem <strong>superar</strong> <strong>35°C </strong>no interior de São Paulo e em Minas Gerais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-1783605543557.png" data-image="a0yhlgzphg77" alt="Previsão de anomalia de temperatura máxima para sábado (11), segundo o ECMWF." title="Previsão de anomalia de temperatura máxima para sábado (11), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura máxima para sábado (11), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo em que as temperaturas se elevam, a <strong>umidade relativa do ar tende a permanecer baixa e diminuir ainda mais no Brasil Central</strong>. Na tarde da última quarta-feira (8), estações meteorológicas do Nordeste já registraram valores de 18% enquanto o Centro-Oeste contou com 20% de umidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-1783605558674.png" data-image="i5lc18hwnz7s" alt="Previsão de umidade relativa mínima para a tarde de sábado (11), segundo o ECMWF." title="Previsão de umidade relativa mínima para a tarde de sábado (11), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de umidade relativa mínima para a tarde de sábado (11), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Até sábado (11)</strong>, valores de umidade relativa do ar em torno de<strong> 18% </strong>avançam sobre o <strong>Brasil Central e o Sudeste</strong>, principalmente em <strong>Minas Gerais</strong>. Toda a Região <strong>Sudeste</strong> permanece sob alerta para <strong>valores</strong> <strong>inferiores a 30%</strong>, patamar considerado de atenção pela Organização Mundial da Saúde.</p><h2>Riscos à saúde</h2><p>A <strong>combinação</strong> de<strong> calor intenso e baixa umidade</strong> favorece o <strong>ressecamento</strong> das <strong>mucosas</strong> do nariz, da garganta e dos olhos, reduzindo a capacidade natural do organismo de filtrar vírus, bactérias e partículas de poeira. </p><p>Com isso, <strong>aumenta o risco</strong> de crises de <strong>asma</strong>, <strong>bronquite</strong>, <strong>rinite</strong> e outras doenças respiratórias, além de favorecer a desidratação e <strong>sobrecarregar</strong> o<strong> sistema cardiovascular</strong>, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou imunossuprimidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/em-pleno-inverno-calor-anomalo-atinge-o-brasil-com-temperaturas-de-quase-40-c.html" title="Em pleno inverno, calor anômalo atinge o Brasil com temperaturas de quase 40°C">Em pleno inverno, calor anômalo atinge o Brasil com temperaturas de quase 40°C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/em-pleno-inverno-calor-anomalo-atinge-o-brasil-com-temperaturas-de-quase-40-c.html" title="Em pleno inverno, calor anômalo atinge o Brasil com temperaturas de quase 40°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/em-pleno-inverno-calor-anomalo-atinge-o-brasil-com-temperaturas-de-quase-40-c-1783515723427_320.png" alt="Em pleno inverno, calor anômalo atinge o Brasil com temperaturas de quase 40°C"></a></article></aside><p><br>Para reduzir os impactos,<strong> recomenda-se</strong> <strong>aumentar a ingestão de água</strong> ao longo do dia, <strong>evitar</strong> <strong>atividades</strong> <strong>físicas</strong> intensas e <strong>exposição ao sol</strong> nas<strong> horas mais quentes </strong>(inclusive dos pets), além de manter os ambientes ventilados e, se possível, elevar a umidade interna com umidificadores ou recipientes com água. </p><p>Também é importante<strong> redobrar a atenção</strong> aos <strong>sinais de desidratação </strong>e procurar atendimento médico caso ocorram dificuldade para respirar, tontura persistente ou agravamento de doenças respiratórias.</p><h2>Mudança à vista: alerta de tempestades</h2><p><strong>A partir de sexta-feira (10)</strong> terá início o processo de formação de um <strong>ciclone</strong> na região Sul. A diminuição da pressão atmosférica vai canalizar uma grande quantidade de vapor d’água e calor transportados via rio atmosférico da região Amazônica, favorecendo o desenvolvimento de <strong>tempestades</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-1783605613398.png" data-image="ss7u1851kjxf" alt="A previsão do ECMWF indica tempestades avançando domingo (12) sobre o Centro-Oeste e Sudeste." title="A previsão do ECMWF indica tempestades avançando domingo (12) sobre o Centro-Oeste e Sudeste."><figcaption>A previsão do ECMWF indica tempestades avançando domingo (12) sobre o Centro-Oeste e Sudeste. </figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>fim de semana</strong>, a<strong> frente fria</strong> associada ao ciclone extratropical vai avançar em direção ao <strong>Centro-Oeste e Sudeste</strong>, trazendo <strong>tempestades</strong> <strong>intensas</strong> e <strong>chuvas fortes</strong>, o que deve aliviar as condições de temperaturas elevadas e baixa umidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-quente-traz-calor-de-quase-40-c-e-umidade-critica-veja-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas que estudam fósseis excepcionalmente raros de bebês neandertais descobriram provas surpreendentes que desafiam suposições há muito estabelecidas sobre os nossos antepassados, levantando novas e intrigantes questões sobre o que realmente os distinguia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/new-fossil-evidence-brings-neanderthals-closer-to-modern-humans-1783444355580.jpg" data-image="gwesixx2hayw" alt="Neanderthal" title="Neanderthal"><figcaption>Imagem gerada de um neandertal. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Um novo estudo levantou a questão de saber se os neandertais são realmente tão diferentes de nós, os humanos modernos. A investigação analisou restos mortais raros de bebês neandertais da caverna de Sesselfelsgrotte, na Baixa Baviera, onde os cientistas descobriram que<strong> os neandertais e os humanos modernos eram mais semelhantes no que diz respeito ao desenvolvimento na primeira infância </strong>do que se supunha anteriormente.</p><p>O estudo foi realizado no âmbito do <strong>projeto SHARP</strong>, financiado pela National Geographic Society e liderado por Alvise Barbieri no Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve.</p><h2>Quão diferentes somos?</h2><p>O físico dos neandertais adultos é muito diferente do dos humanos modernos, mas também partilham algumas semelhanças. "Os nossos resultados indicam que <strong>ambas as formas humanas passaram por processos de crescimento surpreendentemente semelhantes</strong>, pelo menos durante as fases finais da gravidez", explicou o Prof. Dr. Thorsten Uthmeier, catedrático de Arqueologia Pré-histórica na FAU.</p><div class="texto-destacado">Estas novas descobertas trazem novos pontos de vista para o debate em curso: <strong>"As análises genéticas demonstraram que os neandertais e os humanos modernos estavam intimamente relacionados</strong>. No entanto, existe um debate intenso sobre se esta relação genética é suficiente para que os neandertais sejam considerados uma subespécie da espécie a que pertencemos, o Homo sapiens."</div><p>A equipa internacional utilizou microtomografia computadorizada de alta resolução (micro-CT) para estudar <strong>os fósseis de três jovens neandertais que viveram há aproximadamente 75.000 a 50.000 anos</strong>. Os fósseis incluíam fragmentos ósseos de um feto neandertal e dentes de leite de duas crianças. As análises do feto, que faleceu perto do momento do nascimento, mostram que o desenvolvimento do esqueleto fetal é semelhante aos padrões que observamos nos humanos atuais.</p><h2>Semelhanças descobertas durante as fases iniciais do desenvolvimento</h2><p>As análises por micro-TC revelaram que os ossos do feto apresentam <strong>características típicas de um crescimento rápido no terceiro trimestre da gravidez</strong>. Em termos gerais, isto demonstra que os neandertais tinham um desenvolvimento pré-natal notavelmente semelhante ao dos humanos modernos.</p><p>Os pesquisadores descobriram que <strong>alguns ossos apresentavam um crescimento ligeiramente mais avançado do que os dos humanos modernos</strong>. No entanto, estas diferenças não alteram a conclusão deste estudo: parece não haver diferenças fundamentais nos programas biológicos dos neandertais e do Homo sapiens nas fases mais precoces do seu desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos ">Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos.html" title="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-podem-ter-removido-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-59-mil-anos-1779463109351_320.jpg" alt="Neandertais podem ter removido cáries com ferramentas de pedra há 59 mil anos "></a></article></aside><p>Os investigadores também conseguiram obter informações valiosas sobre a vida dos jovens neandertais através da análise dos dois dentes de leite. Descobriram distúrbios de mineralização que indicam<strong> problemas fisiológicos antes e pouco depois do nascimento</strong>. Estas alterações podem estar relacionadas com uma carência de vitamina D ou de cálcio, mas a equipa não conseguiu determinar a causa exata.</p><p>Se esta interpretação for confirmada, as descobertas na gruta de Sesselfelsgrotte poderão constituir <strong>a prova mais antiga conhecida </strong>de tais distúrbios de desenvolvimento precoce nos neandertais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Miszkiewicz%2C%20J.J.%2C%20Godinho%2C%20R.M.%2C%20Sohler-Snoddy%2C%20A.M.%2C%20Pasda%2C%20K.%2C%20Florent%2C%20D.%2C%20Mahoney%2C%20P.%2C%20Rathgeber%2C%20T.%2C%20Posth%2C%20C.%2C%20Thorsten%2C%20U.%20and%20Barbieri%2C%20A." data-year="2026" data-title="Early%20development%20of%20Neanderthals%20revealed%20through%20virtual%20microanatomy." data-url="https%3A%2F%2Froyalsocietypublishing.org%2Frsos%2Farticle%2F13%2F6%2F260485%2F482134%2FEarly-development-of-Neanderthals-revealed-through%3F__cf_chl_f_tk%3D1hpLcvTqbFv7rR993b6wLT9CYl_nBAmwkDW05Lc5LDQ-1783444059-1.0.1.1-hzjQm.SLFgf9.5sxgDe228ZHXj2XE8YhCZNJy5hQIQQ">Miszkiewicz, J.J., Godinho, R.M., Sohler-Snoddy, A.M., Pasda, K., Florent, D., Mahoney, P., Rathgeber, T., Posth, C., Thorsten, U. and Barbieri, A.. (2026). <a href="https://royalsocietypublishing.org/rsos/article/13/6/260485/482134/Early-development-of-Neanderthals-revealed-through?__cf_chl_f_tk=1hpLcvTqbFv7rR993b6wLT9CYl_nBAmwkDW05Lc5LDQ-1783444059-1.0.1.1-hzjQm.SLFgf9.5sxgDe228ZHXj2XE8YhCZNJy5hQIQQ" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Early development of Neanderthals revealed through virtual microanatomy.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tecnologia da Amazônia: tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Tecnologia desenvolvida na Amazônia transforma resíduos de tucumã, açaí e cupuaçu em bioplástico de alta resistência, com aplicações na construção civil e potencial para reduzir emissões de carbono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil-1783523273616.jpg" data-image="3ohmpsf0q3zf" alt="Caroço de fruta amazônica vira matéria-prima sustentável pra produção civil. Crédito: Divulgação IPAM" title="Caroço de fruta amazônica vira matéria-prima sustentável pra produção civil. Crédito: Divulgação IPAM"><figcaption>Caroço de fruta amazônica vira matéria-prima sustentável pra produção civil. Crédito: Divulgação IPAM</figcaption></figure><p>O descarte de <strong>caroços de frutas amazônicas</strong>, como tucumã, açaí e cupuaçu, ganhou um novo destino por meio de uma inovação que une bioeconomia e tecnologia. Um bioplástico desenvolvido a partir da combinação de resina plástica com resíduos agroindustriais foi transformado em um material de alta resistência e durabilidade, capaz de substituir parcialmente polímeros sintéticos em aplicações industriais e <strong>reduzir em até 40% a pegada de carbono dos produtos.</strong></p><p>A solução foi desenvolvida pela startup Fipo Biopellet com apoio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), iniciativa financiada por recursos da Lei de Informática. O<strong> novo material, chamado de biopellet</strong>, amplia o aproveitamento de resíduos gerados pela cadeia produtiva amazônica e demonstra o potencial da floresta como fonte de matérias-primas para produtos de maior valor agregado.</p><p>Uma das primeiras aplicações comerciais do bioplástico está na fabricação de espaçadores plásticos para a <strong>construção civil, conhecidos como "cadeirinhas".</strong> As peças são utilizadas para manter o posicionamento correto das armaduras em estruturas de concreto, garantindo a espessura adequada da camada de proteção e evitando deslocamentos durante a concretagem.</p><h2>Da ideia ao desenvolvimento tecnológico</h2><p>A iniciativa surgiu a partir da observação do <strong>grande volume de caroços de tucumã </strong>descartados diariamente pelo setor de alimentação. Ao perceber que aquele resíduo possuía potencial para ser reaproveitado, o sócio da Fipo Biopellet, Antonio Kieling, iniciou estudos para desenvolver um novo material que transformasse um passivo ambiental em oportunidade econômica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil-1783523414599.jpg" data-image="90w9fd7y6tqd" alt="Biopellet de alta resistência e durabilidade foi produzido a partir da combinação de resíduos agroindustriais amazônicos ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/amazonas/caroco-tucuma-bioplastico/" title="Biopellet de alta resistência e durabilidade foi produzido a partir da combinação de resíduos agroindustriais amazônicos ... - Veja mais em https://portalamazonia.com/amazonas/caroco-tucuma-bioplastico/"><figcaption>Biopellet de alta resistência e durabilidade foi produzido a partir da combinação de resíduos agroindustriais amazônicos. Crédito: Divulgação IPAM</figcaption></figure><p>Depois de uma série de pesquisas, a empresa chegou a um<strong> biocomposto produzido a partir da combinação de resíduos de tucumã, açaí e cupuaçu</strong> com resina plástica. O resultado foi um material com propriedades mecânicas compatíveis com diferentes aplicações industriais, mantendo resistência e durabilidade sem abrir mão da sustentabilidade.</p><p>Para transformar a ideia em uma solução pronta para o mercado, o apoio do PPBio foi decisivo. Segundo Genilson, integrante da equipe da empresa, os recursos destinados ao projeto permitiram financiar pesquisas, testes, prototipagem e o aperfeiçoamento da tecnologia, etapas fundamentais para validar o desempenho do material em escala industrial.</p><h2>Novos mercados para a bioeconomia amazônica</h2><p>Além das aplicações na construção civil, o investimento também possibilitou<strong> o desenvolvimento das primeiras biopeças destinadas à indústria de duas rodas.</strong> Entre os resultados alcançados está a fabricação de um pedal para bicicletas produzido com o biocomposto desenvolvido pela startup, demonstrando a versatilidade da tecnologia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727710" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/planta-chave-do-sertao-licuri-ganha-destaque-na-bioeconomia-nordestina-entenda.html" title="Planta-chave do sertão: licuri ganha destaque na bioeconomia nordestina; entenda">Planta-chave do sertão: licuri ganha destaque na bioeconomia nordestina; entenda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/planta-chave-do-sertao-licuri-ganha-destaque-na-bioeconomia-nordestina-entenda.html" title="Planta-chave do sertão: licuri ganha destaque na bioeconomia nordestina; entenda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/planta-chave-do-sertao-licuri-ganha-destaque-na-bioeconomia-nordestina-entenda-1756924268313_320.jpg" alt="Planta-chave do sertão: licuri ganha destaque na bioeconomia nordestina; entenda"></a></article></aside><p>O suporte oferecido pelo programa também contribuiu para comprovar a viabilidade técnica e comercial da inovação, aproximando o produto do mercado. A iniciativa reforça o <strong>papel da bioeconomia amazônica na geração de renda</strong>, no aproveitamento de resíduos agroindustriais e na criação de alternativas mais sustentáveis para diferentes cadeias produtivas.</p><p>Os próximos passos da Fipo Biopellet incluem a ampliação do portfólio de produtos. A empresa já produz copos sustentáveis personalizados para eventos utilizando resíduos amazônicos e trabalha no desenvolvimento de filamentos para impressão 3D, um segmento em expansão que poderá ampliar ainda mais o <strong>uso de matérias-primas renováveis e consolidar novas oportunidades para a indústria baseada na floresta.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Amaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="Caro%C3%A7o%20de%20tucum%C3%A3%20se%20transforma%20em%20biopl%C3%A1stico%20sustent%C3%A1vel%20para%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20civil" data-url="https%3A%2F%2Fportalamazonia.com%2Famazonas%2Fcaroco-tucuma-bioplastico%2F">Portal Amazônia. (2026). <a href="https://portalamazonia.com/amazonas/caroco-tucuma-bioplastico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Caroço de tucumã se transforma em bioplástico sustentável para a construção civil</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tecnologia-da-amazonia-tucuma-se-transforma-em-bioplastico-sustentavel-para-a-construcao-civil.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>