<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sat, 02 May 2026 11:01:05 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 02 May 2026 11:01:05 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Fósseis indicam que polvo de 18 metros pode ter sido o “kraken” do Cretáceo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fosseis-indicam-que-polvo-de-18-metros-pode-ter-sido-o-kraken-do-cretaceo.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 10:22:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fósseis de mandíbulas revelam um polvo gigantesco do Cretáceo que pode ter rivalizado com répteis marinhos dominantes, desafiando a visão tradicional de que vertebrados governavam os oceanos pré-históricos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fosseis-indicam-que-polvo-de-18-metros-pode-ter-sido-o-kraken-do-cretaceo-1777644827496.jpg" data-image="pa8ghn7nfi81" alt="Esta obra de arte retrata o polvo do tamanho de uma baleia Nanaimoteuthis haggarti, que perseguia os mares na época em que os dinossauros caminhavam sobre a terra. Yohei Utsuki/Departamento de Ciências da Terra e Planetárias/Universidade de Hokkaido" title="Esta obra de arte retrata o polvo do tamanho de uma baleia Nanaimoteuthis haggarti, que perseguia os mares na época em que os dinossauros caminhavam sobre a terra. Yohei Utsuki/Departamento de Ciências da Terra e Planetárias/Universidade de Hokkaido"><figcaption>Na arte, o polvo do tamanho de uma baleia Nanaimoteuthis haggarti, que viva nos mares na época em que os dinossauros caminhavam sobre a terra. Crédito: Yohei Utsuki</figcaption></figure><p>Os<strong> oceanos do período Mesozoico</strong> eram habitados por criaturas impressionantes e muitas vezes aterrorizantes. Entre peixes de dentes irregulares, tubarões capazes de esmagar conchas e os enormes mosassauros, parecia não haver espaço para novos predadores dominantes. No entanto, uma recente descoberta científica sugere que <strong>um invertebrado colossal também pode ter ocupado o topo da cadeia alimentar marinha.</strong></p><p>Pesquisadores identificaram evidências de <strong>um polvo pré-histórico gigantesco</strong>, batizado de <em>Nanaimoteuthis haggarti</em>, que teria atingido<strong> cerca de 18 metros de comprimento</strong>,<strong> </strong>maior que um ônibus urbano e até superior às dimensões das maiores lulas gigantes conhecidas atualmente. A criatura, apelidada de “kraken do Cretáceo”, possuía oito braços e um poderoso bico capaz de triturar presas.</p><p>O estudo, publicado na revista <em>Science</em>, sugere que esse cefalópode pode ter <strong>rivalizado com predadores vertebrados como tubarões e répteis marinhos</strong>. Para os cientistas, essa descoberta desafia a ideia tradicional de que os mares pré-históricos eram dominados exclusivamente por vertebrados.</p><h2><strong>Mandíbulas fossilizadas revelam pistas surpreendentes</strong></h2><p>A principal evidência dessa criatura impressionante vem de fósseis de bicos (estruturas semelhantes às de papagaios) preservados ao longo de milhões de anos. Diferentemente de outros animais, os<strong> polvos possuem corpos moles, o que dificulta sua fossilização</strong>. Assim, seus bicos são uma das poucas partes que resistem ao tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fosseis-indicam-que-polvo-de-18-metros-pode-ter-sido-o-kraken-do-cretaceo-1777645340691.jpg" data-image="nmiggcj22wqj" alt="Fóssil de Nanaimoteuthis haggarti que foi usado para calcular o comprimento do corpo de 60 pés – crédito Universidade de Hokkaido" title="Fóssil de Nanaimoteuthis haggarti que foi usado para calcular o comprimento do corpo de 60 pés – crédito Universidade de Hokkaido"><figcaption>Parte de fóssil de Nanaimoteuthis haggarti que foi usado para calcular o comprimento do corpo de 60 pés. Crédito: Universidade de Hokkaido</figcaption></figure><p>A equipe liderada pelo paleontólogo Yasuhiro Iba <strong>analisou 15 fósseis bem preservados</strong> encontrados no Japão e na Ilha de Vancouver, além de utilizar inteligência artificial para identificar novos espécimes escondidos em rochas. Esse processo, chamado de “mineração digital de fósseis”, permitiu revelar detalhes invisíveis a olho nu.</p><p>Com isso, os cientistas descobriram<strong> mais 12 mandíbulas fossilizadas</strong>, incluindo exemplares pertencentes a indivíduos gigantes. A análise desses fósseis permitiu estimar o tamanho dos animais com base na proporção observada em polvos modernos, onde o tamanho do bico está diretamente relacionado ao corpo.</p><h2><strong>Gigantes do passado e controvérsias científicas</strong></h2><p>Os resultados indicam que o <em>Nanaimoteuthis haggarti</em> foi um dos maiores invertebrados da história, enquanto uma espécie próxima, <em>Nanaimoteuthis jeletzkyi</em>, poderia atingir cerca de 8 metros. Além disso, <strong>os fósseis encontrados ampliam o registro evolutivo dos polvos em milhões de anos.</strong></p><div class="texto-destacado">Apesar do entusiasmo, nem todos os especialistas concordam plenamente com as estimativas. Alguns paleontólogos consideram que o tamanho máximo sugerido pode ser exagerado, já que as conclusões se baseiam apenas em mandíbulas fossilizadas, o que gera incertezas.</div><p>Ainda assim, há consenso de que <strong>esses animais eram extremamente grandes e possivelmente ocupavam posições elevadas na cadeia alimentar.</strong> O desgaste observado nos bicos fósseis sugere que eles eram capazes de esmagar presas duras, incluindo conchas e possivelmente ossos de grandes animais marinhos.</p><h2><strong>Predadores de oito braços no topo da cadeia alimentar</strong></h2><p>As evidências indicam que esses polvos gigantes eram <strong>predadores formidáveis.</strong> Marcas de uso intenso nos bicos, como rachaduras, arranhões e desgaste, apontam para hábitos alimentares agressivos, envolvendo presas resistentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751577" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/oncas-tambem-miam-sons-ineditos-desafiam-o-que-a-ciencia-sabia-sobre-a-especie.html" title="Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie">Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/oncas-tambem-miam-sons-ineditos-desafiam-o-que-a-ciencia-sabia-sobre-a-especie.html" title="Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oncas-tambem-miam-sons-ineditos-desafiam-o-que-a-ciencia-sabia-sobre-a-especie-1769698933607_320.jpg" alt="Onças também miam? Sons inéditos desafiam o que a ciência sabia sobre a espécie"></a></article></aside><p>Cientistas acreditam que esses animais poderiam capturar grandes organismos e <strong>utilizar seus bicos para fragmentá-los em pedaços menores.</strong> No entanto, ainda não há provas diretas sobre sua dieta, como conteúdos estomacais fossilizados ou marcas claras em ossos de presas.</p><p>Outra questão em aberto é<strong> se existiram criaturas ainda maiores nos oceanos profundos do Cretáceo</strong>. Como muitos fósseis foram encontrados em regiões de águas rasas, pesquisadores especulam que formas ainda mais gigantescas possam ter habitado áreas mais profundas — e ainda permanecem desconhecidas pela ciência.</p><p>A descoberta do<strong> “kraken do Cretáceo” </strong>abre novas perspectivas sobre a diversidade e complexidade dos ecossistemas marinhos antigos, mostrando que os oceanos do passado podem ter sido ainda mais surpreendentes do que se imaginava.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Nature. <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea6285" target="_blank">Earliest octopuses were giant top predators in Cretaceous oceans</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fosseis-indicam-que-polvo-de-18-metros-pode-ter-sido-o-kraken-do-cretaceo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como se desenvolve o fenômeno El Niño? Um meteorologista italiano analisa o papel fundamental das ondas equatoriais]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-se-desenvolve-o-fenomeno-el-nino-um-meteorologista-italiano-analisa-o-papel-fundamental-das-ondas-equatoriais.html</link><pubDate>Sat, 02 May 2026 09:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As ondas equatoriais são um dos mecanismos mais fascinantes e determinantes da dinâmica climática tropical. Desempenham um papel fundamental na fase de desenvolvimento do fenômeno El Niño.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-produce-el-fenomeno-de-el-nino-un-meteorologo-italiano-revela-el-papel-fundamental-de-las-ondas-ecuatoriales-1776942010049.png" data-image="d0l8fanducx2"><figcaption>Previsão das temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico para os próximos dias.</figcaption></figure><p>O El Niño é um fenômeno climático periódico (a cada 3-7 anos) caracterizado por <strong>um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico centro-oriental</strong>, em resultado do enfraquecimento dos ventos alísios.</p><p>O termo espanhol refere-se ao Menino Jesus, uma vez que este fenómeno costuma começar a manifestar-se ao largo da costa do Peru por volta do Natal.</p><h2>Tudo começa com as ondas equatoriais</h2><p>As ondas equatoriais são um dos mecanismos mais fascinantes e cruciais da <strong>dinâmica climática tropical</strong>. Formam-se precisamente perto do equador e, à medida que se deslocam para norte ou para sul, perdem intensidade e a sua propagação abranda, mantendo-se mais persistentes nas zonas tropicais.</p><p>Estas ondas não são apenas um fenômeno atmosférico. Na verdade, existem tanto ondas atmosféricas como oceânicas, e desempenham <strong>um papel decisivo na evolução do El Niño e da La Niña</strong>, os dois extremos do fenómeno ENSO (Oscilação Sul El Niño).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/come-nasce-il-fenomeno-di-el-nino-il-ruolo-fondamentale-delle-onde-equatoriali-1776855390188.jpg" data-image="2845wvzuxbxi" alt="El Niño." title="El Niño."><figcaption>As ondas de Kelvin oceânicas são frequentemente o sinal precursor do início de um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>Estudos recentes demonstraram que, mesmo ao longo do cinturão equatorial entre a troposfera superior e a camada inferior da estratosfera, são geradas ondas planetárias semelhantes <strong>às clássicas ondas de Rossby das latitudes médias</strong>. Estas ondas equatoriais propagam-se principalmente de leste para oeste, criando áreas de perturbação que influenciam a circulação atmosférica e o clima à escala regional e global.</p><h2>As principais ondas equatoriais: Kelvin, Rossby e Yanai</h2><p>As ondas equatoriais dividem-se em vários tipos. Entre as mais importantes encontram-se as ondas de Kelvin, as ondas de Yanai e as mais conhecidas ondas de Rossby. As ondas equatoriais de Kelvin (oceânicas e atmosféricas) propagam-se rapidamente para leste ao longo do equador.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As ondas equatoriais de Rossby movem-se para oeste, a uma velocidade mais lenta. Além disso, existem também as ondas de Yanai, um tipo híbrido característico do cinturão equatorial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estas ondas <strong>enfraquecem rapidamente à medida que se afastam do equador</strong>, mas é precisamente esta característica que as torna fundamentais para confinar os efeitos dos fenômenos ENSO à região tropical.</p><h2>O papel das ondas de Kelvin no desencadeamento do El Niño</h2><p><strong>As ondas de Kelvin oceânicas são frequentemente o sinal precursor</strong> do início de um episódio de El Niño. Um estudo clássico de McPhaden (1999) sobre o poderoso episódio de 1997-98 mostrou como a ativação de rajadas intensas de vento de oeste, frequentemente relacionadas com a passagem da Oscilação Madden-Julian (MJO), <strong>gera ondas de Kelvin descendentes</strong> (que aprofundam a termoclina) que se propagam para leste através do Pacífico a cerca de 2,5 m/s.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/come-nasce-il-fenomeno-di-el-nino-il-ruolo-fondamentale-delle-onde-equatoriali-1776855440045.jpg" data-image="o3h69v4cg8h3" alt="El Niño pattern." title="El Niño pattern."><figcaption>Um aumento superior a +1,5°C acima da média durante três meses consecutivos marca oficialmente o início de um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>A MJO, uma oscilação intra-sazonal com um ciclo de 30 a 60 dias, atua como um gatilho quando está ativa no Oceano Índico ou no Pacífico ocidental, produzindo <strong>intensa atividade convectiva que libera calor latente e gera ventos anômalos de oeste</strong>. Esses ventos inibem os ventos alísios (ventos regulares de leste) e empurram uma grande faixa de água quente para leste, a profundidades de cerca de 150 metros.</p><div class="texto-destacado">Quando esta onda de Kelvin atinge as costas da América do Sul (Equador e Peru), a água quente sobrepõe-se à fria Corrente de Humboldt, reduzindo a afloramento de água fria e profunda.</div><p>O resultado é um rápido aumento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico oriental. Um aumento superior a +1,5 °C acima da média durante três meses consecutivos marca oficialmente o início de um fenômeno El Niño, de acordo com dados recolhidos pelo sistema de boias TAO/TRITON, gerido pela NOAA.</p><p>A olho nu, a onda apresenta-se como uma ligeira subida do nível do mar (cerca de 8 a 10 cm) e <strong>uma expansão das águas quentes</strong> para norte, atingindo o Golfo do Panamá e as costas da Califórnia e do México, o que favorece um aumento da atividade convectiva e da precipitação.</p><h2>A contrapartida: as ondas de Rossby e a transição para o La Niña</h2><p>Enquanto as ondas de Kelvin desencadeiam o El Niño, as ondas de Rossby equatoriais desempenham um papel fundamental no seu fim e na transição para o La Niña.</p><p>Estas ondas atingem a fronteira ocidental do Pacífico (perto da Indonésia e da Nova Guiné), refletem-se e geram ondas de Kelvin que regressam para leste após alguns meses. Este "atraso" (normalmente de 6 a 9 meses para completar o ciclo) faz com que a termoclina suba no Pacífico oriental, favorecendo o regresso das águas frias e o estabelecimento de La Niña.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/come-nasce-il-fenomeno-di-el-nino-il-ruolo-fondamentale-delle-onde-equatoriali-1776855656390.jpg" data-image="uj9ovo825t66" alt="Kelvin waves." title="Kelvin waves."><figcaption>Enquanto as ondas de Kelvin desencadeiam o El Niño, as ondas de Rossby equatoriais desempenham um papel fundamental no seu fim e na transição para a La Niña.</figcaption></figure><p>Por seu lado, um modelo complementar, o oscilador de recarga-descarga de Jin (1997), destaca o papel da «recarga» de calor no Pacífico ocidental durante o fenómeno La Niña (através de ondas de Rossby descendentes) e a subsequente «descarga» equatorial durante o fenômeno El Niño. Ambas as teorias demonstram que as ondas equatoriais constituem o mecanismo que liga as anomalias eólicas à resposta oceânica numa escala interanual.</p><h3>Por que razão estas ondas são tão importantes para as previsões?</h3><p>As ondas equatoriais <strong>permitem que os modelos de previsão antecipem a evolução do ENOS</strong> com vários meses de antecedência. A monitorização através de bóias oceanográficas, satélites altimétricos e conjuntos de dados de reanálise (como os do Serviço Meteorológico Australiano ou da NOAA) <strong>detecta a propagação destas ondas em tempo real</strong>.</p><p>Além disso, as interações com outros fenómenos, como o Modo Meridional do Pacífico ou os ventos intra-sazonais modulados pelo MJO, podem amplificar ou modular estes processos, tornando alguns episódios costeiros do El Niño especialmente intensos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/como-se-desenvolve-o-fenomeno-el-nino-um-meteorologista-italiano-analisa-o-papel-fundamental-das-ondas-equatoriais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 23:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais monitorizados do mundo, mas até à data nenhum modelo geológico explica como se formou. Apresentamos-vos aqui os detalhes desta nova descoberta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182242504.jpg" data-image="t4gkx5bzo3px" alt="Etna." title="Etna."><figcaption>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais vigiados do mundo, mas, até à data, nenhum modelo geológico existente explica completamente como se formou.</figcaption></figure><p>Agora é oficial: a origem do Etna poderá ser única. De acordo com um novo e detalhado estudo científico publicado na <strong>revista Journal of Geophysical Research</strong> pela Universidade de Lausana, <strong>o mecanismo é semelhante ao que gera pequenos vulcões submarinos</strong>, mas envolve um sistema de grandes dimensões cuja atividade teve início há aproximadamente 500.000 anos. De fato, este vulcão, que entra em erupção várias vezes por ano, eleva-se atualmente a mais de 3.000 metros acima do nível do mar.</p><p>Esta descoberta lança mais luz sobre a dinâmica das erupções invulgarmente frequentes do Etna e abre caminho para que os investigadores do INGV avaliem melhor o risco vulcânico.</p><h2>Um dos vulcões mais ativos do mundo</h2><p>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais monitorizados do mundo, mas até à data nenhum modelo geológico existente explica completamente a sua formação. <strong>Não se enquadra em nenhum dos três principais mecanismos que regem a formação dos vulcões terrestres</strong>. Também não se encontra na fronteira entre duas placas tectónicas.</p><p>Também não se trata de <strong>um vulcão explosivo formado ao longo de uma zona de subducção</strong> (onde uma placa mergulha sob outra), como o monte Fuji no Japão. Nem se situa num ponto quente (ascensão de material do manto muito quente), como acontece no centro das placas tectónicas (ilhas oceânicas como o Havai ou a Reunião).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182279061.jpg" data-image="tb1l0n17cgwq" alt="Etna." title="Etna."><figcaption>De acordo com os dados disponíveis, descobriu-se que o Etna se alimenta de pequenas quantidades de magma já presentes no manto superior, a cerca de 80 quilómetros abaixo da superfície.</figcaption></figure><p>Na verdade, encontra-se perto de uma zona de subducção, mas a sua composição química é semelhante à dos vulcões de ponto quente, embora<strong> não existam estruturas deste tipo nas suas proximidades</strong>.</p><h2>O ponto de viragem no estudo das amostras de lava</h2><p> Posteriormente, os pesquisadores analisaram as amostras de lava para avaliar a evolução química desde a formação do vulcão, <strong>há aproximadamente 500 000 anos, até aos dias de hoje</strong>. Descobriram que o material expelido se manteve praticamente inalterado ao longo do tempo, apesar da evolução do regime tectónico. </p><div class="texto-destacado">Segundo<strong> </strong>os dados disponíveis, descobriu-se que o Etna se alimenta de pequenas quantidades de magma já presentes no manto superior, a cerca de 80 quilômetros abaixo da superfície. </div><p>Estes magmas são transportados esporadicamente para a superfície por movimentos tectônicos complexos, devidos fundamentalmente<strong> à colisão entre as placas africana e euro-asiática</strong>.</p><p>"O vulcão siciliano poderá, portanto, pertencer a uma quarta categoria de vulcões pouco conhecida: os chamados<strong> vulcões</strong><strong> “petit-spot”</strong>, descritos pela primeira vez em 2006 por geólogos japoneses", observa <strong>Sébastien Pilet</strong>, professor da Faculdade de Geociências e Ambiente da Universidade de Lausana.</p><p>Esta descoberta abre novas perspetivas para compreender como outros sistemas vulcânicos, com características comuns às do Etna, <strong>podem formar-se em todo o mundo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas extremas em João Pessoa geram alagamentos, deixam desabrigados e mobilizam manifestações; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-extremas-em-joao-pessoa-geram-alagamentos-deixam-desabrigados-e-mobilizam-manifestacoes-veja-imagens.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 21:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Revoltados com o cenário de descaso contínuo e as constantes perdas materiais, os moradores da capital paraibana saíram às ruas em protesto para exigir um sistema eficiente de escoamento. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-extremas-em-joao-pessoa-geram-alagamentos-deixam-desabrigados-e-mobilizam-manifestacoes-veja-imagens-1777656793704.jpg" data-image="0pvaxe2by1yt" alt="Fortes chuvas alagaram diversos bairros em João Pessoa e revoltaram os moradores, que exigem melhores infraestruturas. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco" title="Fortes chuvas alagaram diversos bairros em João Pessoa e revoltaram os moradores, que exigem melhores infraestruturas. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco"><figcaption>Fortes chuvas alagaram diversos bairros em João Pessoa e revoltaram os moradores, que exigem melhores infraestruturas. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco</figcaption></figure><p><strong>As intensas chuvas que atingem João Pessoa desde a madrugada desta sexta-feira (1)</strong>, causaram pontos de alagamentos e inúmeros transtornos urbanos. Os moradores lidam com ruas intransitáveis e perdas expressivas dentro de suas residências em pleno feriado do Dia do Trabalhador.</p><p>Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (<a href="https://www.gov.br/cemaden/pt-br" target="_blank">CEMADEN</a>), <strong>o volume acumulado superou 125 mm no curto período de 24 horas.</strong> Bairros como Altiplano, Grotão, Cristo, Tambauzinho e Cuiá figuram entre as áreas com os maiores danos registrados.</p><h2>Mobilização de moradores por infraestrutura</h2><p>O cenário causou a revolta das famílias afetadas pelas águas que invadiram os quarteirões na semana. Na área de Muçumagro, <strong>a população se uniu em um protesto focado na urgência de obras estruturais</strong> capazes de conter o fluxo e evitar novas enchentes.</p><p>As dificuldades enfrentadas nessa localidade se prolongam ininterruptamente desde a última terça-feira (28). Os danos nas casas se agravaram rapidamente, <strong>deixando mais de trinta famílias diante de um cenário contínuo de inundações.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Chuva Extrema em João Pessoa: Capital registra 151,6 mm em apenas 12 horas!<a href="https://t.co/AOQIqq4Jql">https://t.co/AOQIqq4Jql</a><br><br>Cacau Gouveia <br> Notícias da Hora!<br><br> Siga nossa plataforma de notícia digitais. <a href="https://t.co/cdw2fBq6Qo">pic.twitter.com/cdw2fBq6Qo</a></p>— Cacau Gouveia (@CacauGravacoes) <a href="https://twitter.com/CacauGravacoes/status/2049293041383395523?ref_src=twsrc%5Etfw">April 29, 2026</a></blockquote></figure><p>A apreensão domina a rotina das pessoas, que veem seus recursos esgotados pela perda de móveis e produtos comerciais. <strong>O sentimento de impotência cresce à medida que o céu volta a escurecer</strong> e a previsão meteorológica aponta para a manutenção do tempo instável.</p><h2>Subida das águas devasta comunidade em Bayeux</h2><p>Nas margens da Região Metropolitana, a força da natureza revelou seu impacto direto sobre os grupos mais vulneráveis. O aumento acentuado do nível do rio Paraíba, associado à subida da maré, <strong>inundou as moradias da comunidade Casa Branca, localizada na cidade de Bayeux.</strong></p><p>O desastre, iniciado na última quinta-feira (30), obrigou diversas famílias a abandonarem seus lares de forma repentina. Os habitantes da região ribeirinha, dependentes exclusivamente da atividade pesqueira para a sobrevivência, <strong>perderam eletrodomésticos, roupas, móveis e todas as suas reservas alimentares.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">10 minutos de chuva em João Pessoa: <a href="https://t.co/ipaVlQrrrM">pic.twitter.com/ipaVlQrrrM</a></p> JAMPA MIL GRAU (@jampamilgrau_) <a href="https://twitter.com/jampamilgrau_/status/2050017266171855282?ref_src=twsrc%5Etfw">May 1, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>A invasão das águas pegou a população de surpresa logo nas primeiras horas do dia</strong>,<strong> </strong>inviabilizando a remoção segura e a proteção dos pertences. Diante das perdas, as famílias locais enfrentam agora um cenário de desamparo, aguardando orientações governamentais e assistência efetiva para realocação segura.</p><h2>Riscos meteorológicos abrangem todo o estado</h2><p>Diante da gravidade dos eventos climáticos, o Instituto Nacional de Meteorologia (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>) decidiu renovar o alerta de chuvas intensas. <strong>O aviso agora abrange todos os municípios que compõem o estado da Paraíba</strong>, exigindo atenção redobrada.</p><p>O Cemaden reforçou o prognóstico de instabilidade atmosférica, antecipando novos episódios de precipitação sobre a capital paraibana. Os modelos indicam que <strong>o excesso de umidade continuará a formar zonas de chuva persistente</strong>, agravando o risco de transbordamentos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-afetam-o-estado-do-ceara-e-fecham-os-principais-pontos-turisticos-de-fernando-de-noronha-veja-imagens.html" title="Temporais afetam o estado do Ceará e fecham os principais pontos turísticos de Fernando de Noronha; veja imagens ">Temporais afetam o estado do Ceará e fecham os principais pontos turísticos de Fernando de Noronha; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-afetam-o-estado-do-ceara-e-fecham-os-principais-pontos-turisticos-de-fernando-de-noronha-veja-imagens.html" title="Temporais afetam o estado do Ceará e fecham os principais pontos turísticos de Fernando de Noronha; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-intensos-afetam-o-estado-do-ceara-e-fecham-os-principais-pontos-turisticos-de-fernando-de-noronha-1777299160928_320.jpg" alt="Temporais afetam o estado do Ceará e fecham os principais pontos turísticos de Fernando de Noronha; veja imagens "></a></article></aside><p>As consequências dessa frente instável ultrapassam os limites territoriais de João Pessoa e atingem as cidades do interior. <strong>No município de Campina Grande, no Agreste, a chuva também cai de forma contínua</strong> desde a noite de quinta-feira (29).</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/05/01/fortes-chuvas-provocam-transtornos-em-joao-pessoa-e-moradores-protestam-por-infraestrutura.ghtml" target="_blank">Fortes chuvas provocam transtornos em João Pessoa e moradores protestam por infraestrutura.</a> 01 de maio, 2026. </em></p><p><em><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/04/30/comunidade-ribeirinha-tem-casas-inundadas-apos-fortes-chuvas-na-grande-joao-pessoa.ghtml" target="_blank">Comunidade ribeirinha tem casas inundadas após fortes chuvas, na Grande João Pessoa. </a>30 de abril, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuvas-extremas-em-joao-pessoa-geram-alagamentos-deixam-desabrigados-e-mobilizam-manifestacoes-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intensa massa de ar frio pode atingir metade do Brasil daqui a 7 dias; veja a tendência]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-massa-de-ar-frio-pode-atingir-metade-do-brasil-daqui-a-7-dias-veja-a-tendencia.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 19:11:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Previsões indicam que a próxima massa de ar frio será muito mais intensa que as anteriores, afetando até mesmo o norte do país e trazendo possibilidade de precipitação invernal na região Sul.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao.html" target="_blank">Frente fria chega ao Brasil amanhã e provoca forte mudança do tempo</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-massa-de-ar-frio-pode-atingir-metade-do-brasil-daqui-a-7-dias-veja-a-tendencia-1777652009708.jpg" data-image="hnzvf43alq2r" alt="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no sábado e no domingo." title="Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no sábado e no domingo."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa no sábado e no domingo mostram uma massa de ar frio avançando pelo país que fará as temperaturas caírem ao longo dos próximos dias.</figcaption></figure><p>Ao longo deste final de semana, uma<strong> massa de ar frio </strong>estará avançando pelo país e <strong>fará as temperaturas caírem</strong> em parte da região Sul e também da região Sudeste. As mínimas podem atingir valores muito baixos em alguns municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocasionando <strong>geadas pontuais</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No entanto, essa massa de ar frio não será tão intensa quanto a registrada alguns dias atrás - que foi capaz de causar temperaturas negativas em regiões serranas e geadas generalizadas no Rio Grande do Sul.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Previsões indicam, no entanto, que a próxima massa de ar frio muito intensa <strong>já tem data para acontecer</strong> no Brasil, e pode acontecer daqui a uma semana - atingindo uma área do país <strong>muito mais abrangente do que as massas anteriores</strong>.</p><h2>Nova massa de ar frio avança dia 8</h2><p>A massa de ar frio começa a avançar pelo país <strong>por volta da sexta-feira (8)</strong> da semana que vem, e <strong>avançará de maneira muito abrangente pelo país</strong>. Ao longo dos dias seguintes, o sistema fará as temperaturas caírem não apenas na região Sul, como também no Sudeste, no Centro-Oeste e até mesmo parte do Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-massa-de-ar-frio-pode-atingir-metade-do-brasil-daqui-a-7-dias-veja-a-tendencia-1777652059331.jpg" data-image="07q6nenjw1be" alt="Previsão de temperaturas no domingo (10) durante a madrugada." title="Previsão de temperaturas no domingo (10) durante a madrugada."><figcaption>Previsão de temperaturas no domingo (10) durante a madrugada mostra que a massa de ar frio terá grande abrangência, fazendo as temperaturas caírem no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.</figcaption></figure><p>Como podemos observar na imagem acima, <strong>temperaturas abaixo dos 10°C</strong> serão registradas em grande parte da região Sul, onde ainda <strong>há risco de temperaturas negativas</strong> em municípios pontuais e ocorrência de <strong>geadas abrangentes</strong> não só no Rio Grande do Sul, como também em Santa Catarina e no Paraná.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, uma queda das temperaturas será sentida em<strong> todos os estados da região Sudeste</strong>, especialmente São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro, onde <strong>mínimas abaixo dos 10°C</strong> também serão registradas. A exceção é o extremo norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, que serão menos afetados pelo frio.</p><div class="texto-destacado">A massa de ar frio pode chegar até mesmo na REGIÃO NORTE, fazendo as temperaturas caírem para patamares mais amenos em Rondônia, Acre e no sul do Amazonas. Isso originará o primeiro episódio de FRIAGEM de 2026 - caracterizado por massas de ar frio muito intensas que conseguem avançar até o norte do Brasil.</div><p>O frio também será sentido em <strong>grande parte do Centro-Oeste</strong>, incluindo a maior parte do Mato Grosso, o sul de Goiás e todo o Mato Grosso do Sul - onde temperaturas <strong>mínimas abaixo dos 10°C</strong> também serão registradas. </p><h2>Há possibilidade de neve no Sul?</h2><p>Previsões indicam ainda que, por volta do sábado (9) da semana que vem, há potencial para <strong>ocorrência de</strong> <strong>precipitação ao mesmo tempo que haverá presença de ar muito frio</strong> na atmosfera. Isso pode ser observado na imagem abaixo, que mostra a presença de chuvas e uma linha verde passando por RS e SC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intensa-massa-de-ar-frio-pode-atingir-metade-do-brasil-daqui-a-7-dias-veja-a-tendencia-1777652120244.jpg" data-image="ss9g534j1fg4" alt="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e densidade atmosférica sábado que vem (9)." title="Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e densidade atmosférica sábado que vem (9)."><figcaption>Previsão de pressão, vento, nuvens, precipitação e densidade atmosférica sábado que vem (9) mostra que existem condições e possibilidade de formação de precipitação invernal no sul.</figcaption></figure><p>Ainda é muito cedo para afirmar com certeza, já que os modelos ainda estão alterando bastante a posição destes sistemas - mas esse tipo de combinação está, geralmente, <strong>associada a precipitação invernal</strong>, como chuva congelada, chuva congelante, e <strong>até mesmo neve</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="273341" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-sao-precipitacoes-invernais.html" title="O que são precipitações invernais?">O que são precipitações invernais?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-que-sao-precipitacoes-invernais.html" title="O que são precipitações invernais?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-sao-precipitacoes-invernais-273341-1_320.jpg" alt="O que são precipitações invernais?"></a></article></aside><p>Por isso, não se descarta a possibilidade de que esse tipo de fenômeno seja registrado no <strong>Rio Grande do Sul</strong> e em<strong> Santa Catarina</strong> no final de semana que vem, <strong>entre os dias 9 e 10 de Maio</strong>. No entanto, para ter certeza, é importante acompanhar as próximas atualizações da previsão, onde será possível observar as condições meteorológicas com maior clareza.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/intensa-massa-de-ar-frio-pode-atingir-metade-do-brasil-daqui-a-7-dias-veja-a-tendencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[SP e RJ sofrem intensas mudança neste fim de semana com passagem de frente fria]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sp-e-rj-sofrem-intensas-mudanca-neste-fim-de-semana-com-passagem-de-frente-fria.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 18:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria avança pelo centro-sul do Brasil neste fim de semana e vai provocar intensa mudança do tempo neste domingo, 3 de maio. Há alerta de chuvas intensas e de queda nas temperaturas.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao.html">Frente fria chega ao Brasil amanhã e provoca forte mudança do tempo; veja a previsão</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7r91w"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7r91w.jpg" id="xa7r91w"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma frente fria está em processo de formação nesta sexta-feira (1) que já vem provocando <strong>chuvas intensas e tempestades </strong>no Rio Grande do Sul. O sistema formado avança pela Região Sul ao longo do sábado (2) juntamente com uma massa de ar frio e chega ao Sudeste entre o fim da noite e a madrugada do domingo (3).</p><h2>A frente fria muda o tempo em São Paulo e no Rio de Janeiro</h2><p>Na madrugada do domingo (3), a frente fria atua de forma costeira e mais afastada no oceano, <strong>o que permite a influência também da massa de ar frio</strong>. Assim, além de trazer ventos frios, há a ocorrência de chuvisco ou chuva fraca para o leste de São Paulo, <strong>abrangendo todo o litoral e região metropolitana da capital paulista.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sp-e-rj-sofrem-intensas-mudanca-neste-fim-de-semana-com-passagem-de-frente-fria-1777649591092.jpg" data-image="c1q0mdmu3cpj" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Previsão de chuva para a amanhã do domingo, 2 de maio. Circulação promovida pela massa de ar frio favorece as chuvas intensas sobre o leste de São Paulo e sobre o Rio de Janeiro. </figcaption></figure><p><strong>No início da manhã</strong>, a frente fria atua na altura do Rio de Janeiro e, juntamente com os eventos de sul e sudeste que transportam umidade do oceano, <strong>potencializa as chuvas no leste de São Paulo e sobre o território fluminense</strong>. Assim, há alerta de chuvas intensas e elevado acumulado em poucas horas, que podem <strong>resultar em alagamentos e inundações</strong>, principalmente no litoral norte de São Paulo e na região entre o sul do Rio de Janeiro até a capital fluminense e região serrana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>No período da tarde</strong>, a ligeira sensação de frio continua com temperaturas que não passam dos 22°C no leste paulista e em todo o estado do Rio de Janeiro. As chuvas diminuem no litoral de São Paulo e<strong> atuam com fraca intensidade ou chuvisco</strong>. Na capital paulista, o tempo segue nublado com baixa chance de chuva. Já no Rio de Janeiro, os alertas de chuvas intensas se mantêm, com <strong>manutenção de transtornos como alagamentos e inundações</strong>. No período da noite, a intensidade das chuvas diminui e o frio se intensifica, principalmente no leste paulista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sp-e-rj-sofrem-intensas-mudanca-neste-fim-de-semana-com-passagem-de-frente-fria-1777649497164.jpg" data-image="04bxf24dfp9j" alt="previsão do tempo alerta chuvas intensas" title="previsão do tempo alerta chuvas intensas"><figcaption>Acumulado de precipitação o início da semana, sendo que 90% das chuvas acontecem no domingo, 2 de maio, no leste de São Paulo e no Rio de Janeiro, com potencial de quase 100 mm.</figcaption></figure><p>No início da semana, o efeito da frente fria não existe mais, somente a massa de ar frio que atua no oceano e não contribui mais para o transporte de umidade e, consequentemente, para a redução do potencial de chuvas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sp-e-rj-sofrem-intensas-mudanca-neste-fim-de-semana-com-passagem-de-frente-fria.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar frio vai atingir o Sul e o Sudeste e chega neste fim de semana; saiba o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-vai-atingir-o-sul-e-o-sudeste-e-chega-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 16:06:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O final de semana irá contar com a chegada de uma nova massa de ar frio sobre algumas regiões do Brasil. A tendência é de que as temperaturas diminuam ao longo das manhãs e também das tardes no Sul e Sudeste</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alertas-de-tempo-severo-chuva-forte-e-sol-marcam-o-feriado-do-dia-do-trabalhador-veja-como-vai-ser.html" target="_blank">Alertas de tempo severo, chuva forte e sol marcam o Feriado do Dia do Trabalhador; veja como vai ser</a></li></ul><ul></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7rbla"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7rbla.jpg" id="xa7rbla"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova <strong>frente fria</strong> chega ao Sul do Brasil, trazendo mudanças no tempo, principalmente sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>. O estado, que nos últimos dias teve <strong>tempo firme e estável</strong>, já registra alterações desde o início da manhã, com maior presença de <strong>nuvens carregadas</strong> e <strong>pancadas de chuva</strong> nas últimas horas.</p><p> A tendência é que o <strong>sistema frontal</strong> avance em direção ao <strong>Oceano Atlântico</strong>, mas ainda provoque <strong>volumes consideráveis de chuva</strong> em estados como <strong>Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro</strong>. Há <strong>risco de chuvas intensas e tempestades</strong>, deixando os moradores em estado de <strong>atenção e alerta</strong> para possíveis transtornos neste fim de semana. </p><div class="texto-destacado">Quer receber esta e outras informações sobre a previsão do tempo? Acompanhe o nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Com o avanço da frente fria, na retaguarda ocorre a entrada de uma <strong>massa de ar frio</strong>, que provocará <strong>queda nas temperaturas</strong> nas regiões <strong>Sul e Sudeste</strong> do Brasil. Confira a previsão para este fim de semana, com detalhes sobre <strong>temperaturas mínimas e máximas</strong> e os impactos do sistema na sua região.</p><h2>Ar polar chega ao Brasil neste sábado</h2><p>O modelo de confiança da Meteored | Tempo.com indica a chegada de uma <strong>massa de ar polar</strong> no início da tarde deste sábado (2), sobre o extremo sul do <strong>Rio Grande do Sul</strong>. Nessa região, as máximas não devem superar os <strong>20°C</strong> e caem rapidamente ao longo da tarde, chegando a cerca de <strong>13°C</strong> e, no fim do dia, podendo atingir <strong>7°C</strong>, especialmente na região de <strong>Bagé/RS</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-vai-atingir-o-sul-e-o-sudeste-e-chega-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1777650901708.jpg" data-image="cbkwvmy9khv5" alt="Anomalia em 850 hPa." title="Anomalia em 850 hPa."><figcaption>Massa de ar frio será mais intensa na costa do Sul do Brasil. Temperaturas despencam a partir da tarde deste sábado (2).</figcaption></figure><p>Nos demais municípios gaúchos, as temperaturas ainda podem alcançar <strong>23°C</strong>, influenciadas pela presença de nuvens, o que mantém uma sensação mais <strong>amena</strong>. No entanto, o avanço do ar frio será rápido, provocando uma <strong>queda acentuada</strong>, com temperaturas entre <strong>11°C e 14°C</strong> ao final da noite de sábado (2).</p><p>A massa de ar frio avança, mas não de forma uniforme sobre toda a <strong>Região Sul</strong>. No domingo (3), o ar polar continua seu deslocamento, afetando com maior intensidade áreas do <strong>litoral do Sul e Sudeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-vai-atingir-o-sul-e-o-sudeste-e-chega-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1777650913883.jpg" data-image="cy27gqlru4d0" alt="Mínima prevista para este domingo (3)." title="Mínima prevista para este domingo (3)."><figcaption>Mínima prevista para a manhã deste domingo (3).</figcaption></figure><p>O amanhecer de domingo (3) será <strong>gelado</strong>, especialmente no <strong>Rio Grande do Sul</strong>, sul e leste de <strong>Santa Catarina</strong>, com temperaturas entre <strong>2</strong><strong>°C e 8°C</strong>. No restante do estado catarinense, assim como no sul, sudoeste e leste do <strong>Paraná</strong>, as temperaturas serão mais <strong>amenas</strong>, variando entre <strong>10°C e 16°C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Há risco de geadas, com intensidade entre fraca e moderada no Rio Grande do Sul, e forte em áreas de serra. Nessas regiões, entre a serra gaúcha e catarinense, os termômetros se aproximam de 0°C e, em alguns pontos, as temperaturas ficam negativas.</div><p>Ao longo da tarde de domingo (3), a massa de ar frio avança para o <strong>Sudeste do Brasil</strong>, mantendo as temperaturas <strong>amenas</strong>. As áreas mais afetadas serão o <strong>leste de São Paulo</strong>, o <strong>Sul de Minas</strong> e o <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-frio-vai-atingir-o-sul-e-o-sudeste-e-chega-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar-1777650963328.jpg" data-image="bpbw0zxxjehb" alt="Massa de ar frio afeta leste do Sudeste do Brasil. Temperaturas diminuem a partir da tarde deste domingo (3)." title="Massa de ar frio afeta leste do Sudeste do Brasil. Temperaturas diminuem a partir da tarde deste domingo (3)."><figcaption>Massa de ar frio afeta leste do Sudeste do Brasil. Temperaturas diminuem a partir da tarde deste domingo (3).</figcaption></figure><p>Nessas regiões, os termômetros não devem superar os <strong>22°C</strong>, contrastando com os últimos dias, quando as temperaturas chegaram aos <strong>30°C</strong>. Esse cenário evidencia um <strong>forte contraste térmico</strong> no Sudeste, com diferenças que podem chegar a <strong>13°C</strong> entre o oeste e o leste de <strong>São Paulo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/massa-de-ar-frio-vai-atingir-o-sul-e-o-sudeste-e-chega-neste-fim-de-semana-saiba-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega ao Brasil amanhã e provoca forte mudança do tempo; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 13:36:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Frente fria avança pelo Brasil com risco de chuvas intensas, tempestades e acumulados elevados no Sul e Sudeste neste fim de semana</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava.html" target="_blank">Super El Niño pode estar mais próximo do que se pensava </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7qqqq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7qqqq.jpg" id="xa7qqqq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma<strong> frente fria está em processo de formação </strong>nesta sexta-feira (1). Entre sexta-feira (1) e domingo (3) o sistema irá trazer episódios de<strong> chuvas extremas</strong> nas <strong>regiões Sul e Sudeste</strong> do Brasil.</p><p>O<strong> maior alerta </strong>está sobre o <strong>Rio Grande do Sul</strong>, onde um <strong>intenso</strong> <strong>rio atmosférico</strong> transporta uma quantidade grande de vapor d’água, e pode provocar acumulados de chuva de quase <strong>200 mm</strong> somente neste feriado do<strong> Dia do Trabalhador. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao-1777641820848.png" data-image="fu7jfcde9l3s" alt="Previsão de rio atmosférico nesta sexta-feira (1), segundo o EMCWF." title="Previsão de rio atmosférico nesta sexta-feira (1), segundo o EMCWF."><figcaption>Previsão de rio atmosférico nesta sexta-feira (1), segundo o EMCWF.</figcaption></figure><p>Entre sábado (2) e o domingo (3) o sistema avança até a região <strong>Sudeste</strong>, onde ganha força novamente, podendo acumular entre<strong> 50 e 80 mm </strong>de chuva na faixa leste de <strong>São Paulo e Rio de Janeiro </strong>ao longo do<strong> domingo (3)</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de tempestades e chuvas extremas</h2><p>O<strong> índice de previsão extrema (EFI)</strong> do modelo <strong>ECMWF</strong> para a <strong>precipitação</strong> é um indicador de <strong>eventos</strong> que podem ser<strong> ‘incomuns’ ou ‘extremos’</strong>. O EFI utiliza como referência uma medida estatística chamada quantil 99, que funciona como um indicador de eventos extremos. Na prática, esse valor representa um nível de chuva que é superado em apenas 1% dos casos dentro do histórico climático de cada região.</p><p>De forma simples: quando a previs��o aponta acumulados acima desse limite, significa que a <strong>chuva diária prevista</strong> está <strong>entre as mais raras</strong> já registradas para aquela área, reforçando o risco de um episódio extremo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao-1777641846281.png" data-image="1a7yji2n7bvb" alt="EFI do modelo ECMWF para a precipitação entre sexta (1) e domingo (3). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF." title="EFI do modelo ECMWF para a precipitação entre sexta (1) e domingo (3). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF."><figcaption>EFI do modelo ECMWF para a precipitação entre sexta (1) e domingo (3). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: ECMWF.</figcaption></figure><p>Os<strong> mapas acima </strong>mostram o <strong>EFI</strong> para <strong>precipitação</strong> entre <strong>sexta-feira (1) e domingo (3)</strong>, ressaltando um <strong>alerta</strong> para o<strong> Rio Grande do Sul </strong>e a <strong>faixa leste</strong> da região <strong>Sudeste</strong>, entre São Paulo e Rio de Janeiro. </p><p>No<strong> Rio Grande do Sul</strong>, <strong>tempestades</strong> <strong>severas</strong> estão previstas sobre o estado ao longo de toda a sexta-feira (1), com risco de queda <strong>granizo</strong> e <strong>rajadas intensas </strong>de <strong>vento</strong>, com<strong> perigo potencial</strong> à população e infraestruturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao-1777641870773.png" data-image="tu490oxwp2yt" alt="Previsão de tempestades nesta sexta-feira (1), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades nesta sexta-feira (1), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades nesta sexta-feira (1), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Ao longo do <strong>sábado (2)</strong>, conforme o sistema avança, <strong>tempestades</strong> estão previstas para a <strong>metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</strong>, podendo ser mais intensas na parte oeste do território catarinense e paranaense. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao-1777641895191.png" data-image="n4dlyc3ech4q" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar em 29 de abril (esquerda) e tendência de temperatura da superfície do mar nos últimos 7 dias (direita), destacando a costa Sul/Sudeste dentro do círculo. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de NOAA." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar em 29 de abril (esquerda) e tendência de temperatura da superfície do mar nos últimos 7 dias (direita), destacando a costa Sul/Sudeste dentro do círculo. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de NOAA."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar em 29 de abril (esquerda) e tendência de temperatura da superfície do mar nos últimos 7 dias (direita), destacando a costa Sul/Sudeste dentro do círculo. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de NOAA.</figcaption></figure><p>No <strong>domingo (3)</strong>, tempestades ainda podem se formar no centro-oeste do Paraná, mas devem ter intensidade menor. Enquanto isso, as <strong>águas aquecidas do Oceano Atlântico</strong> entre a<strong> costa Sul e Sudeste</strong>, com tendência de aquecimento principalmente entre São Paulo e Rio de Janeiro,<strong> fortalecem a convecção</strong> sobre a <strong>faixa leste do Sudeste</strong>. Um oceano mais aquecido favorece a evaporação, e mais vapor d’água é injetado na atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao-1777641920231.png" data-image="ods6sp5a5oxw" alt="Previsão de chuva para domingo (3), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva para domingo (3), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva para domingo (3), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As <strong>chuvas</strong> serão <strong>intensas</strong> na faixa leste de<strong> São Paulo</strong> e, principalmente, no <strong>Rio de Janeiro</strong>, incluindo a capital fluminense. A <strong>população</strong> deve estar em <strong>alerta</strong> para <strong>alagamentos</strong>, <strong>inundações</strong> e <strong>transbordamentos de córregos</strong>, especialmente aqueles que vivem em áreas mais vulneráveis e com histórico de alagamentos.</p><h2>Acumulados de chuva podem causar transtornos</h2><p>Os<strong> acumulados de chuva previstos entre sexta-feira (1) e domingo (3)</strong> podem <strong>superar 150 mm</strong> na metade oeste do<strong> Rio Grande do Sul</strong>, segundo a rodada mais recente do modelo ECWMF, de confiança da Meteored. A maior parte deste volume está prevista para esta sexta-feira (1), e são esperados alagamentos, inundações e enchentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao-1777641945126.png" data-image="8yrvtxmbtdyd" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de domingo (3), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de domingo (3), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de domingo (3), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Na<strong> faixa leste de São Paulo e Rio de Janeiro</strong> os acumulados previstos variam entre<strong> 40 mm e 80 mm</strong>, bem mais baixos que para o Rio Grande do Sul, mas ainda assim <strong>preocupantes</strong> por, pelo menos, duas razões. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!<br></div><p>Primeiro que este <strong>volume</strong> está <strong>previsto</strong> ocorrer em <strong>24 horas</strong>, o que representa <strong>chuvas intensas</strong> com <strong>potencial de transtornos</strong>. Segundo que esta <strong>região</strong> é a <strong>mais urbanizada</strong> do país, onde o <strong>solo</strong> é <strong>impermeabilizado</strong> por concreto e dificulta a infiltração das chuvas, potencializando alagamentos. Além disso, estas regiões são as <strong>mais populosas</strong>, então o evento <strong>afeta mais pessoas ao mesmo tempo.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-brasil-amanha-e-provoca-forte-mudanca-do-tempo-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Decore sua casa sem riscos: com quais plantas seu animal de estimação pode conviver em segurança?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/decore-sua-casa-sem-riscos-com-quais-plantas-seu-animal-de-estimacao-pode-conviver-em-seguranca.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma casa verde e aconchegante também deve ser segura para seus animais de estimação: descubra quais plantas escolher e quais evitar para uma convivência segura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arreda-la-tua-casa-senza-rischi-con-quali-piante-il-tuo-animale-domestico-puo-convivere-1774740145151.jpeg" data-image="abyzxojchkv7"><figcaption>Plantas, terras e vasos despertam a curiosidade de cães e gatos domésticos.</figcaption></figure><p>Cães, gatos, coelhos, furões, porquinhos-da-índia, pássaros, tartarugas e chinchilas: os <strong>animais de estimação</strong> que compartilham nossas casas são inúmeros e, muitas vezes, têm a liberdade de circular de um cômodo para o outro. Em um<strong> ambiente doméstico bem projetado</strong>, cada elemento, incluindo as plantas, deve contribuir para o seu bem-estar.</p><p>A curiosidade natural dos animais os leva a explorar, cheirar e, às vezes, mordiscar o que os rodeia. As <strong>plantas</strong>, com suas formas, cores e movimentos, os atraem fortemente.</p><p>No entanto, <strong>algumas espécies podem ser irritantes ou tóxicas, representando um risco real para os pets</strong>. Felizmente, existem várias alternativas seguras que permitem combinar o apelo estético com a tranquilidade.</p><h2>Substâncias tóxicas: o que torna uma planta perigosa</h2><p>Plantas potencialmente nocivas para animais de estimação contêm diversos compostos químicos de defesa. Entre os mais comuns estão os<strong> oxalatos de cálcio</strong> (presentes em muitas aráceas), alcaloides, saponinas e glicosídeos.</p><div class="texto-destacado">Essas substâncias podem causar irritação na boca, salivação excessiva, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, distúrbios neurológicos e cardíacos.</div><p>O <strong>grau de perigo depende da espécie da planta, da quantidade ingerida e do tamanho do animal</strong>: um pequeno roedor, por exemplo, é mais vulnerável do que um cão de grande porte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arreda-la-tua-casa-senza-rischi-con-quali-piante-il-tuo-animale-domestico-puo-convivere-1774739470831.jpeg" data-image="ok8b867jmnwy"><figcaption>Machucados na superfície das folhas ou caules de diversas plantas podem liberar látex, uma substância esbranquiçada que pode ser irritante ao contato.</figcaption></figure><p>Mesmo quando o risco surge apenas após uma exposição relativamente alta, é sempre preferível evitar qualquer contato ou ingestão.</p><h2>Plantas a evitar: preste atenção ao seu entorno</h2><p><strong>Plantas de interior</strong>: entre as variedades mais comuns e potencialmente tóxicas estão a <strong>ficus </strong>(particularmente devido à sua seiva irritante), <strong>comigo-ninguém-pode</strong> (Dieffenbachia), <strong>jibóia </strong>(Pothos),<strong> costela-de-Adão</strong> (Monstera), <strong>filodendro </strong>ou babosa-de-pau (Philodendron), <strong>lírio-da-paz</strong> (Spathiphyllum) e <strong>espada de São Jorge (</strong>Sansevieria).</p><p>Estas são plantas altamente decorativas, mas <strong>devem ser mantidas fora do alcance de animais</strong> — ou, melhor ainda, evitadas completamente na presença deles.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arreda-la-tua-casa-senza-rischi-con-quali-piante-il-tuo-animale-domestico-puo-convivere-1774739657645.jpeg" data-image="0bh23eoz2x2s"><figcaption>É melhor manter distância: a <em>Dieffenbachia</em> é ornamental, mas pode ser tóxica para gatos.</figcaption></figure><p><strong>Em ambientes externos </strong>(varandas, terraços e jardins): <strong>oleandro, azaleia, ciclâmen, hortênsia, hera e tulipas</strong> podem ser perigosas. Mesmo certas plantas aromáticas, se ingeridas em grandes quantidades, podem causar reações adversas.</p><h2>Plantas seguras: beleza sem riscos</h2><p><strong>Em ambientes internos</strong> (plantas de casa): entre as opções mais seguras estão a <strong>calathea </strong>(ou maranta), <strong>samambaias </strong>(como a <em>Nephrolepis</em>), a palmeira-areca (<em>Dypsis lutescens</em>), a <strong>palmeira-bambu</strong> (Chamaedorea) e a <strong>Planta-Chinesa-do-Dinheiro</strong> (Pilea).</p><p>Essas são plantas decorativas, geralmente fáceis de cultivar e <strong>sem toxicidade significativa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arreda-la-tua-casa-senza-rischi-con-quali-piante-il-tuo-animale-domestico-puo-convivere-1774739847366.jpeg" data-image="1vjwmcedlpxe"><figcaption>As samambaias são plantas elegantes e geralmente seguras para animais de estimação: uma excelente opção para adicionar verde à sua casa sem correr riscos.</figcaption></figure><p>Em <strong>áreas externas</strong> (varandas e jardins): ervas aromáticas, como manjericão, salsa e alecrim, geralmente são seguras. <strong>Girassóis, violetas, petúnias</strong> e certas <strong>gramíneas ornamentais </strong>também são opções adequadas para espaços frequentados por animais.</p><h2>Dicas úteis para uma coexistência harmoniosa</h2><p>Mesmo com plantas consideradas seguras, é importante tomar certas <strong>precauções</strong>. <strong>Colocar os vasos em locais elevados ou de difícil acesso </strong>reduz o risco de contato.</p><p>Os <strong>vasos devem ser estáveis e bem equilibrados</strong> para evitar que tombem acidentalmente. No caso de cães e gatos, o treinamento gradual é útil para que se acostumem a não cavar na terra ou brincar com as folhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arreda-la-tua-casa-senza-rischi-con-quali-piante-il-tuo-animale-domestico-puo-convivere-1774739920056.jpeg" data-image="rr14yml28a7l"><figcaption>É possível treinar cães e gatos para conviverem com plantas de interior e, com paciência, isso pode produzir excelentes resultados.</figcaption></figure><p>Outra precaução é <strong>evitar o uso de pratinhos de vasos com água parada</strong>, bem como<strong> usar um substrato livre de produtos químicos</strong> ou fertilizantes agressivos.</p><h2>Plantas seguras para terrários, recintos e viveiros</h2><p><strong>Répteis e anfíbios</strong>: plantas como a <strong>jiboia </strong>(apenas em ambientes controlados onde não possam ser ingeridas), <strong>samambaias </strong>tropicais e <strong>bromélias </strong>são frequentemente usadas para criar ambientes naturais e úmidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arreda-la-tua-casa-senza-rischi-con-quali-piante-il-tuo-animale-domestico-puo-convivere-1774740039752.jpeg" data-image="orpm3ezeg8yo"><figcaption>As plantas verdes são elementos essenciais para a criação de terrários destinados a abrigar pequenos répteis e anfíbios.</figcaption></figure><p><strong>Aves</strong>: espécies como a planta-aranha ou <strong>clorofito </strong>(<em>Chlorophytum comosum</em>), <strong>samambaias </strong>e certas ervas aromáticas são geralmente bem toleradas e ajudam a tornar o ambiente mais estimulante.</p><p><strong>Pequenos mamíferos</strong> (coelhos, porquinhos-da-índia, chinchilas): ervas comestíveis como <strong>dente-de-leão, tanchagem e trevo</strong> são ideais, além de enriquecerem sua dieta. Em qualquer caso, é essencial sempre verificar a compatibilidade específica entre a planta e a espécie animal.</p><h2>Um lar feito sob medida para plantas e animais</h2><p>Os animais de estimação enriquecem nossas vidas com afeto e companhia, enquanto as plantas nos dão beleza, cor e satisfação duradoura.</p><p>Criar um ambiente que acolha ambos em segurança significa organizar a sua casa e os seus espaços com plena consciência: <strong>selecionar as espécies de plantas certas e adotar precauções pequenas, mas essenciais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arreda-la-tua-casa-senza-rischi-con-quali-piante-il-tuo-animale-domestico-puo-convivere-1774740261309.jpeg" data-image="03v1mngigm1h"><figcaption>Os animais de estimação oferecem afeto, enquanto as plantas proporcionam cor e vitalidade: um equilíbrio harmonioso, possível apenas através da coexistência segura entre os mundos animal e vegetal.</figcaption></figure><p>Uma casa projetada pensando tanto em plantas quanto em animais não só é possível, como pode se tornar um <strong>espaço harmonioso, vibrante e profundamente gratificante</strong>.</p><p>As informações aqui fornecidas são apenas para fins informativos gerais e não substituem a consulta com um veterinário. Em caso de dúvidas, observação de sintomas suspeitos ou antes de introduzir novas plantas em espaços compartilhados com animais de estimação, é sempre recomendável consultar um profissional qualificado.<em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/decore-sua-casa-sem-riscos-com-quais-plantas-seu-animal-de-estimacao-pode-conviver-em-seguranca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incerteza no campo: 6 a cada 10 cidades do Brasil já mudaram época de plantio por causa do clima]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/incerteza-no-campo-6-a-cada-10-cidades-do-brasil-ja-mudaram-epoca-de-plantio-por-causa-do-clima.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Atualização do Zarc mostra que o calendário de plantio mudou em 3.285 municípios brasileiros, com impactos sobre soja, milho safrinha, crédito rural e seguro agrícola em áreas onde a janela produtiva ficou mais curta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incerteza-no-campo-6-a-cada-10-cidades-do-brasil-ja-mudaram-epoca-de-plantio-por-causa-do-clima-1777474640524.jpg" data-image="3gqqy01k9tbn" alt="Zarc, EMBRAPA, pesquisa, tempo" title="Zarc, EMBRAPA, pesquisa, tempo"><figcaption>Mudanças no calendário de plantio aumentam a importância do planejamento climático para reduzir perdas no campo brasileiro.</figcaption></figure><p>O calendário agrícola brasileiro está mudando, e essa transformação já aparece em uma das ferramentas mais importantes para orientar o plantio no país. <strong>Uma atualização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc, indicou alterações nas janelas de plantio em 3.285 municípios,</strong> quase 60% do total analisado. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O dado chama atenção porque mexe com uma decisão básica para o produtor: o melhor momento para colocar a semente no solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na prática, isso significa que a chuva, <strong>a temperatura e a disponibilidade de água no solo já não oferecem as mesmas condições observadas em levantamentos anteriores.</strong> O Zarc, elaborado com participação da Embrapa e usado pelo Ministério da Agricultura, serve para indicar períodos de plantio com menor risco climático, além de orientar crédito rural, Proagro e seguro agrícola. </p><h2>Janelas menores preocupam parte do Sudeste e do Nordeste </h2><p>A mudança mais sensível ocorre onde a janela de plantio ficou mais curta. <strong>Segundo os dados divulgados a partir da atualização do Zarc, 1.474 municípios tiveram redução do período recomendado</strong>, com destaque para áreas do Sudeste e do Nordeste, principalmente em faixas de transição entre regiões mais úmidas e zonas mais secas. Esse encurtamento é importante porque reduz a margem de segurança do produtor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/incerteza-no-campo-6-a-cada-10-cidades-do-brasil-ja-mudaram-epoca-de-plantio-por-causa-do-clima-1777474988824.jpg" data-image="45im5ry3wl38" alt="ZARC, plantío, janelas de plantío" title="ZARC, plantío, janelas de plantío"><figcaption>Janelas de plantio mais curtas podem afetar o manejo da safra e a segurança da produção agrícola.</figcaption></figure><p>Quando há menos dias favoráveis para plantar, qualquer atraso pesa mais. <strong>Uma chuva fora de hora, uma estiagem no começo da safra ou a demora na colheita anterior</strong> podem empurrar o cultivo para fora do período considerado ideal. Isso aumenta o risco de perdas por seca, calor, excesso de chuva ou falta de água em fases críticas da lavoura.</p><h2>Segunda safra pode ficar mais difícil de encaixar </h2><p>O impacto não se limita à primeira semeadura. <strong>Em várias regiões agrícolas, o produtor depende de uma sequência apertada: planta soja, colhe e logo depois entra com o milho safrinha ou outra cultura</strong>. Quando a janela diminui, essa engrenagem perde folga, e o risco de plantar a segunda safra tarde demais aumenta.</p><div class="texto-destacado">Esse ponto é decisivo porque a segunda safra representa uma parte importante da produção brasileira de grãos. </div><p>Em anos de calendário comprimido, o produtor pode precisar escolher entre plantar mais cedo, mesmo com solo ainda pouco favorável, ou esperar melhores condições e correr o risco de pegar seca ou frio no fim do ciclo. Entre os principais efeitos práticos estão:</p><ul> <li><strong>menor margem para corrigir atrasos no plantio;</strong></li> <li><strong>maior risco na implantação do milho safrinha;</strong></li> <li>aumento da dependência de previsões de curto prazo;</li> <li><strong>mais atenção ao seguro rural e ao crédito agrícola;</strong></li> <li>necessidade de escolher cultivares mais ajustadas ao novo calendário.</li> </ul><p>A atualização também mostra que 1.811 municípios tiveram ampliação da janela de plantio, principalmente no Norte e no Sul. Ainda assim, esse número não significa que o risco climático desapareceu. <strong>Em muitos casos, a ampliação pode refletir a entrada de novas séries históricas e uma base de dados mais robusta</strong>, não apenas uma melhora simples das condições agrícolas.</p><h2>Planejamento no campo passa a depender ainda mais do clima </h2><p><strong>O Zarc não é uma previsão do tempo, mas ajuda a transformar o histórico climático em decisão prática</strong>. Ele considera tipo de solo, ciclo das cultivares e comportamento climático para indicar os períodos de menor risco. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por isso, quando o zoneamento muda, o sinal para o campo é claro: o calendário produtivo precisa ser revisto com mais frequência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esse ajuste deve ganhar importância nos próximos anos. <strong>O produtor que acompanha apenas a tradição local pode perder precisão</strong> diante de um clima mais irregular. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752300" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/zarc-da-cana-mapa-atualiza-as-janelas-de-plantio-veja-como-evitar-perda-de-cobertura.html" title="ZARC da cana: MAPA atualiza as janelas de plantio; veja como evitar perda de cobertura">ZARC da cana: MAPA atualiza as janelas de plantio; veja como evitar perda de cobertura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/zarc-da-cana-mapa-atualiza-as-janelas-de-plantio-veja-como-evitar-perda-de-cobertura.html" title="ZARC da cana: MAPA atualiza as janelas de plantio; veja como evitar perda de cobertura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/zarc-da-cana-mapa-atualiza-janelas-de-plantio-veja-como-evitar-perda-de-cobertura-1770083862651_320.jpg" alt="ZARC da cana: MAPA atualiza as janelas de plantio; veja como evitar perda de cobertura"></a></article></aside><p><strong>Já quem cruza o Zarc com a previsão de 7 dias, boletins oficiais e manejo adequado consegue reduzir riscos</strong>, ajustar datas e proteger melhor o investimento. O plantio, cada vez mais, deixa de ser apenas uma decisão de costume e passa a ser uma escolha estratégica guiada pelo clima.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.embrapa.br/en/international" target="_blank">Zarc completa 30 anos e celebração ocorre em reunião técnica</a>. 27 de abril, 2026. EMBRAPA.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/incerteza-no-campo-6-a-cada-10-cidades-do-brasil-ja-mudaram-epoca-de-plantio-por-causa-do-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA revela o sucessor do Hubble: telescópio romano mapeará o Universo 100 vezes mais rápido]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-revela-o-sucessor-do-hubble-telescopio-romano-mapeara-o-universo-100-vezes-mais-rapido.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Roman é o telescópio mais recente da NASA, apresentado recentemente; ele pode explorar vastas extensões do universo, procurando planetas fora do nosso sistema solar e coletando informações sobre energia escura e matéria escura, entre outros dados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-presenta-al-sucesor-del-hubble-el-telescopio-roman-que-mapeara-el-universo-100-veces-mas-rapido-1777282030562.jpg" data-image="aog9s0o6kow9" alt="Nasa." title="Nasa."><figcaption>A NASA apresenta o sucessor do Hubble: o telescópio Roman, que mapeará o universo 100 vezes mais rápido. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>O <strong>Telescópio Espacial Roman</strong>, da <strong>NASA</strong>, que custou mais de US$ 4 bilhões e levou mais de uma década para ser construído, recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, apelidada de "Mãe do Hubble" por seu papel no desenvolvimento deste icônico telescópio espacial.</p><p>Espera-se que este novo telescópio<strong> descubra dezenas de milhares de planetas fora do nosso sistema solar</strong>, potencialmente ajudando a esclarecer quantos podem existir no universo. Além disso, este telescópio de 12 metros de comprimento permitirá que os cientistas<strong> investiguem os mistérios da matéria escura e da energia escura</strong>.</p><p>"Roman dará à Terra um novo atlas do universo", disse o administrador da NASA, Jared Isaacman, durante uma coletiva de imprensa no Centro de Voos Espaciais Goddard, em Maryland, onde o telescópio foi apresentado ao público.</p><h2>Lançamento do novo telescópio espacial Roman</h2><p>Trinta e seis anos após o lançamento do Telescópio Espacial Hubble, que revolucionou as observações astronômicas, <strong>a NASA espera que Roman possa ajudar a esclarecer algumas questões ainda em aberto</strong>.</p><p><strong>Equipado com enormes painéis solares</strong>, Roman será transportado para o Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e lançado ao espaço a partir do histórico Complexo de Lançamento 39A, a bordo de um foguete da <em>SpaceX</em>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/PJKjpYKJwk4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=PJKjpYKJwk4" id="PJKjpYKJwk4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O <strong>lançamento </strong>foi recentemente atualizado e agora está <strong>previsto para o final deste ano</strong>, com a primeira data de lançamento provisória marcada para setembro de 2026. A NASA afirma que a missão está cerca de oito meses adiantada em relação à data-alvo original de maio de 2027 e está dentro do cronograma para ser concluída.</p><br>O <strong>telescópio viajará durante um mês</strong>, atingindo uma distância de cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, afastando-se do Sol em direção a um ponto de estabilidade gravitacional conhecido como Ponto de Lagrange 2 (L2). Este é o <strong>mesmo local onde o Telescópio Espacial James Webb orbita atualmente</strong>. Neste ponto especial do espaço, as forças gravitacionais estão equilibradas, mantendo os objetos em órbitas estáveis com mínima assistência externa.<h2>Este é o novo telescópio Roman</h2><p>Com <strong>um campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble</strong>, o telescópio explorará vastas regiões do espaço a partir de sua localização a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.</p><p>De acordo com Mark Melton, engenheiro de sistemas do Centro de Voos Espaciais Goddard,<strong> o telescópio enviará 11 terabytes de dados de volta à Terra por dia</strong>. "No primeiro ano, teremos enviado mais dados do que o Hubble enviará em toda a sua vida útil", disse ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-presenta-al-sucesor-del-hubble-el-telescopio-roman-que-mapeara-el-universo-100-veces-mas-rapido-1777282124074.jpg" data-image="dcsy4tidod6b" alt="Segundo ponto de Lagrange (L2) Terra-Sol." title="Segundo ponto de Lagrange (L2) Terra-Sol."><figcaption>Os pontos de Lagrange (L1 a L5) são as cinco posições em um sistema orbital onde um pequeno objeto, influenciado apenas pela gravidade, pode teoricamente permanecer estacionário em relação a dois objetos maiores (Sol-Terra). Fonte: NASA.</figcaption></figure><p>A <strong>lente grande angular </strong>do telescópio permitirá à NASA realizar um censo dos objetos que compõem o nosso universo, afirmou Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da NASA.</p><p>O <strong>formato cilíndrico do Roman ajudará a bloquear a luz indesejada do Sol</strong>, da Terra e da Lua, e sua localização remota contribuirá para manter os instrumentos resfriados. A estabilidade térmica de um observatório no ponto de Lagrange L2 proporcionará uma melhoria de dez vezes em relação ao Hubble para grande parte dos dados que o Roman coletará.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Roman será capaz de enxergar através da poeira e por vastas extensões do espaço e do tempo para estudar o universo infravermelho. A quantidade de detalhes que essas observações revelarão está diretamente relacionada ao tamanho do espelho do telescópio, já que uma área de superfície maior coleta mais luz.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> espelho primário </strong>do telescópio Roman tem um diâmetro de 2,4 metros. Apesar de ter o mesmo tamanho que o espelho primário do Telescópio Espacial Hubble, pesa menos de um quarto do seu peso. Graças a avanços tecnológicos significativos, o espelho do Roman pesa apenas 186 quilos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-presenta-al-sucesor-del-hubble-el-telescopio-roman-que-mapeara-el-universo-100-veces-mas-rapido-1777282430365.jpg" data-image="btnqic0bestd"><figcaption>Instrumento de campo amplo. Créditos: NASA</figcaption></figure><p>O espelho primário, juntamente com outros componentes ópticos, enviará luz para os dois instrumentos científicos de Roman: o Instrumento de Campo Amplo e o coronógrafo.</p><h3>Instrumento de Campo Amplo</h3><p>O Instrumento de Campo Amplo (<em>Wide Field Instrument</em>) é uma <strong>câmera infravermelha de 300 megapixels que permitirá aos cientistas observar o universo em tempos remotos</strong>.</p><p>Observar o universo em seus estágios iniciais ajudará a revelar como ele se expandiu ao longo de sua história, fornecendo pistas sobre como ele poderá continuar evoluindo.</p><h3><strong>Coronógrafo</strong></h3><p>O coronógrafo demonstra uma tecnologia que elimina o brilho de estrelas próximas e permite aos astrônomos<strong> obter imagens diretas de planetas que orbitam essas estrelas</strong>. Ele será muito mais poderoso do que qualquer outro coronógrafo usado até hoje, capaz de observar planetas quase um bilhão de vezes mais fracos que suas estrelas hospedeiras.</p><h2>O objetivo de Roman</h2><p>O cosmos é composto por três elementos principais: <strong>matéria comum, matéria escura e energia escura</strong>. A gravidade da matéria comum e da matéria escura tende a desacelerar a expansão do universo, enquanto a energia escura se opõe à gravidade, acelerando-a. A natureza da matéria escura e da energia escura ainda é desconhecida. Os cientistas estão tentando compreendê-las estudando seus efeitos sobre fenômenos observáveis, como a distribuição das galáxias no espaço.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>A NASA afirma que o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman ajudará os cientistas a desvendar alguns dos maiores mistérios da astrofísica, como a evolução do universo, seu destino final e se estamos sozinhos no universo.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O telescópio Roman descobrirá dezenas de milhares de <strong>novos planetas fora do nosso sistema solar</strong>. Ele revelará bilhões de <strong>galáxias</strong>, milhares de <strong>supernovas </strong>e dezenas de bilhões de <strong>estrelas</strong>.</p><p>Essa riqueza de informações permitirá à NASA<strong> identificar áreas de interesse que poderão então ser estudadas por telescópios complementares</strong>, como o Telescópio Espacial James Webb.</p><h2>Roman estudará o invisível: energia escura e matéria escura</h2><p>A matéria escura e a energia escura, cujas origens permanecem desconhecidas, acredita-se que <strong>constituam 95% do nosso universo</strong>. Os cientistas acreditam que a matéria escura é o que mantém as galáxias unidas, enquanto a energia escura as separa, fazendo com que o universo se expanda cada vez mais rapidamente ao longo do tempo.</p><div class="texto-destacado">Energia Escura: O telescópio romano ajudará a desvendar o mistério da energia escura, utilizando diversos métodos para explorar a evolução do universo ao longo de sua história cósmica. Graças à sua visão infravermelha, o telescópio romano poderá observar a luz emitida por corpos celestes bilhões de anos atrás, permitindo-lhe viajar no tempo na esperança de descobrir mais sobre ambos os fenômenos.</div><p><br><strong>Matéria escura</strong>: Os cientistas também estão tentando determinar do que a matéria escura é feita, mas nosso conhecimento atual é limitado. O telescópio Roman ajudará a esclarecer isso, <strong>explorando a estrutura e a distribuição da matéria comum e da matéria escura no espaço e no tempo</strong>.</p><p>Complementando o trabalho do Telescópio Espacial Europeu Euclid e do Observatório Vera Rubin, no Chile, o <strong>Roman estudará "como a matéria escura se estrutura ao longo do tempo cósmico" e "calculará a velocidade com que as galáxias estão se afastando de nós</strong>", disse Darryl Seligman, professor de física e astronomia da Universidade Estadual de Michigan, à imprensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-presenta-al-sucesor-del-hubble-el-telescopio-roman-que-mapeara-el-universo-100-veces-mas-rapido-1777282526829.jpg" data-image="qsgsz3d5c8ij"><figcaption>Coronógrafo. Créditos: NASA</figcaption></figure><p>Essas <strong>descobertas podem mudar radicalmente nossa compreensão da estrutura do nosso universo</strong>, disse a astrofísica Julie McEnery, que liderou o projeto Roman. "Se Roman ganhar um Prêmio Nobel, provavelmente será por algo que ainda nem imaginamos ou questionamos", disse Melton.</p><h2>Roman será uma fonte valiosa de dados</h2><p>Roman <strong>também se dedicará à busca por exoplanetas</strong>. Em pouco mais de uma geração, passamos de conhecer apenas o nosso sistema solar à descoberta de milhares de mundos mais distantes, conhecidos como exoplanetas. À medida que novas descobertas de exoplanetas continuam, os cientistas estão construindo um catálogo cada vez mais completo dos mundos que povoam nossa galáxia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-presenta-al-sucesor-del-hubble-el-telescopio-roman-que-mapeara-el-universo-100-veces-mas-rapido-1777281661269.jpg" data-image="zg7hydxafwtb"><figcaption>O telescópio espacial Roman buscará exoplanetas. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Embora o Roman tenha sido projetado para explorar tópicos específicos como a energia escura,<strong> suas observações amplas e detalhadas também fornecerão uma valiosa fonte de dados </strong>que os cientistas poderão usar para uma ampla gama de pesquisas futuras, graças aos estudos no infravermelho próximo em grandes áreas.</p><h3><strong><em>Referências da notícia</em></strong></h3><p><em>"<a href="https://science.nasa.gov/mission/roman-space-telescope/" target="_blank">Roman</a>"</em>. NASA. </p><p><em><a href="https://phys.org/news/2026-04-nasa-unveils-roman-telescope-universe.html" target="_blank">"NASA unveils Roman telescope to map universe, find 10,000s of exoplanets"</a>. </em>Phys. 22 de abril, 2026.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/nasa-revela-o-sucessor-do-hubble-telescopio-romano-mapeara-o-universo-100-vezes-mais-rapido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Araucária em risco: Governo de SP oferece dinheiro para produtores para frear extinção da espécie no país]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/araucaria-em-risco-governo-de-sp-oferece-dinheiro-para-produtores-para-frear-extincao-da-especie-no-pais.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 22:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Araucaria angustifolia é uma espécie nativa brasileira que está ameaçada de extinção. E o Governo do Estado de São Paulo vai pagar até 36 mil reais para produtores para tentar salvar a espécie.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/araucaria-em-risco-governo-de-sp-oferece-dinheiro-para-produtores-para-frear-extincao-da-especie-no-pais-1777572570310.jpg" data-image="zg6me3e5t1vw"><figcaption>A araucária (<em>Araucaria angustifolia</em>) é uma espécie nativa do Brasil que está criticamente ameaçada de extinção.</figcaption></figure><p>A <strong>araucária (<em>Araucaria angustifolia</em>)</strong>, também conhecida como pinheiro-brasileiro ou pinheiro-do-Paraná, é uma<strong> espécie nativa do Brasil criticamente ameaçada de extinção</strong>, mas protegida por legislações rigorosas que proíbem seu corte, exploração e transporte, especialmente no período de defeso (geralmente de 1º de abril a 30 de junho).</p><p>A árvore dá <strong>‘frutos’, chamados de pinha</strong>. Esses frutos geralmente caem em julho, no auge do inverno e contém os famosos<strong> pinhões, que são as suas sementes</strong>, um alimento adorado por muitos e muito consumido nos meses mais frios do ano no Sul do país.</p><div class="texto-destacado">O status de ameaça atual da árvore é “Em Perigo”, com apenas uma fração mínima da sua cobertura original remanescente em bom estado.</div><p>O seu<strong> corte é altamente restrito e monitorado por órgãos ambientais</strong>, com incentivos ao plantio comercial sustentável para renovação da espécie.</p><p>E tendo em vista que esta espécie <strong>ameaçada de extinção</strong> <strong>pode perder seu habitat até 2070 </strong>devido à extração ilegal e às mudanças climáticas, o <strong>Governo do Estado de São Paulo</strong> anunciou uma medida que vai <strong>pagar até R$ 36 mil por produtor rural e R$ 250 mil para organizações</strong> <strong>ambientais</strong> <strong>para conservar a araucária</strong>. Entenda melhor abaixo.</p><h2>Como vai funcionar essa nova medida do Governo de SP? </h2><p>O Governo lançou recentemente o<strong> Pagamento por Serviços Ambientais Araucária (PSA Araucária)</strong> da Fundação Florestal, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) para <strong>estimular a restauração, o uso sustentável e a cadeia produtiva do pinhão no estado paulista</strong>. </p><p>O edital prevê a participação de produtores rurais, com foco em agricultores familiares e pequenos produtores, além de organizações sem fins lucrativos, e propõe o pagamento de <strong>até R$ 36 mil por produtor rural</strong> e <strong>até R$ 250 mil para as organizações </strong>para a <strong>conservação da araucária no estado</strong>. </p><div class="texto-destacado">Proteger a araucária é fundamental para a manutenção da biodiversidade e a recuperação de solos e áreas degradadas. </div><p>Também serão realizadas <strong>ações de restauração ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e geração de renda para comunidades locais</strong> no estado de São Paulo.</p><p>O lançamento do edital ocorreu na 16ª Exposição do Pinheiro Brasileiro de Cunha (SP) no dia 11 de abril deste ano. A cidade de <strong>Cunha é a maior produtora de pinhão no Estado de São Paulo</strong>, e a estimativa de colheita para 2026 é de mais de 368 toneladas da semente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/araucaria-em-risco-governo-de-sp-oferece-dinheiro-para-produtores-para-frear-extincao-da-especie-no-pais-1777572579678.jpg" data-image="y7uo88q04q9c"><figcaption>O pinhão, semente do fruto da Araucária (<em>Araucaria </em><em>angustifolia</em>).</figcaption></figure><p>O <strong>programa PSA Araucária</strong> vai <strong>incentivar o desenvolvimento sustentável local </strong>e <strong>fortalecer a cadeia produtiva do pinhão</strong> no estado paulista. Nele, os produtores e as organizações recebem recursos ao se comprometerem com ações como conservação de araucárias pré-existentes, plantio de mudas, restauração de áreas de preservação permanente (APP) e implantação de pomares. </p><p>O<strong> projeto-piloto</strong> vai ser <strong>implementado</strong> inicialmente na<strong> Zona de Amortecimento do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha</strong>, já que a região concentra mais de 95% da coleta de pinhão no estado.</p><p>As <strong>organizações de serviços ambientais (associações, cooperativas, ONGs, etc) e produtores rurais </strong>que desejam <strong>participar da seleção</strong> podem encontrar os requisitos e demais informações no edital <strong>clicando </strong><strong><a href="https://doe.sp.gov.br/executivo/secretaria-de-meio-ambiente-infraestrutura-e-logistica/edital-de-chamamento-publico-ff-n-010-2026-2026041713311461785015" target="_blank">aqui</a></strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://semil.sp.gov.br/2026/04/governo-de-sp-vai-pagar-ate-r-36-mil-por-produtor-para-salvar-araucaria-da-extincao/" target="_blank">Governo de SP vai pagar até R$ 36 mil por produtor para salvar araucária</a>. 22 de abril, 2026. SEMIL/SP.</em></p><p><em><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/agro/sao-paulo-vai-pagar-ate-r-36-mil-a-produtores-para-salvar-a-araucaria/" target="_blank">São Paulo vai pagar até R$ 36 mil a produtores para salvar a araucária</a>. 23 de abril, 2026. Luciana Franco.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/araucaria-em-risco-governo-de-sp-oferece-dinheiro-para-produtores-para-frear-extincao-da-especie-no-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alertas de tempo severo, chuva forte e sol marcam o Feriado do Dia do Trabalhador; veja como vai ser]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/alertas-de-tempo-severo-chuva-forte-e-sol-marcam-o-feriado-do-dia-do-trabalhador-veja-como-vai-ser.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 20:57:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Feriado de 1º de Maio terá sol e tempo firme em grande parte do Brasil, enquanto outras regiões enfrentam chuva forte, temporais e até risco de queda de granizo. Saiba onde.</p><ul><li>Mais previsão:<a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio.html" target="_blank"> Forte frente fria deixa em alerta 5 estados nos primeiros dias de maio</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7lqqq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7lqqq.jpg" id="xa7lqqq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Brasil estará dividido nesta <strong>sexta-feira (1º de maio)</strong>, Feriado do Trabalhador. Enquanto <strong>algumas áreas terão chuvas localmente intensas e temporais</strong>, <strong>outras terão tempo firme, com sol</strong> entre poucas nuvens.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O <strong>principal destaque é para o Sul do país, que está em estado de atenção para tempo severo </strong>amanhã (1º de maio). Mas a Região Norte e o norte do Nordeste também registrarão chuvas fortes.</p><p>Acompanhe <strong>a seguir os detalhes da previsão </strong>do tempo para este feriado no país.</p><h2>Feriado entre sol e temporais no país</h2><p><strong>Na Região Sul do país, o destaque é para o Rio Grande do Sul</strong>, que terá o retorno de instabilidades após a geada e o frio, devido ao <strong>processo de formação de uma nova frente fria</strong>.</p><p>A sexta-feira (1º) será com risco de<strong> temporais, rajadas de vento de até 70 km/h, queda de granizo de forma isolada e chuva pontualmente intensa</strong>, especialmente no Oeste, Campanha, Missões, Planalto, região dos Vales e Região Metropolitana. Há <strong>potencial para transtornos como alagamentos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Feriado de 1º de Maio no Brasil: tempo severo no Rio Grande do Sul, chuva forte no Norte e norte do Nordeste e tempo mais firme no restante do país.</div><p>As <strong>chuvas já começam pela manhã na Metade Oeste gaúcha</strong> e <strong>ao longo do dia se espalham para as demais áreas</strong> do estado; até a noite, chove em todo o Rio Grande do Sul. A <strong>capital Porto Alegre terá chuva forte mais da tarde para a noite</strong>. </p><p>Ao longo da tarde e à noite, não se descartam <strong>pancadas de chuva e temporais isolados no Oeste catarinense e em áreas que fazem divisa com o estado gaúcho</strong>. O <strong>Paraná terá tempo firme em grande parte do território</strong>, mas à tarde podem ocorrer chuvas rápidas e isoladas entre o oeste, sudoeste e centro-sul.</p><p>As <strong>temperaturas máximas</strong> no Sul variam entre 25<strong>°</strong>C e 29<strong>°</strong>C em grande parte da região, especialmente no norte gaúcho e paranaense, mas ficam <strong>entre 17°C e 21°C no centro-sul do Rio Grande do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alertas-de-tempo-severo-chuva-forte-e-sol-marcam-o-feriado-do-dia-do-trabalhador-veja-como-vai-ser-1777559492800.jpg" data-image="qqpmmtre8cbp"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sexta-feira (1º) à tarde (16h), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na <strong>Região Sudeste</strong>, o feriado de Primeiro de Maio será de<strong> tempo predominantemente firme, com sol entre algumas nuvens e calor de até 34°C</strong> no oeste paulista e no Triângulo Mineiro. A <strong>chance de chuva fraca e isolada é remota</strong>.</p><p>A situação não é diferente na <strong>Região Centro-Oeste</strong>. A região terá uma sexta-feira (1º) com <strong>predomínio de sol e temperaturas elevadas para esta época do ano, </strong>com <strong>máximas chegando aos 35°C </strong>no sul e interior do Mato Grosso, no noroeste do Mato Grosso do Sul e norte de Goiás.</p><p>Atenção para a <strong>baixa umidade relativa do ar</strong>, que deve atingir níveis <strong>abaixo de 30% no interior do Mato Grosso</strong> no meio da tarde. Há uma<strong> pequena chance de chuvas isoladas no norte e no noroeste do Mato Grosso</strong>, e mesmo assim, em poucas localidades. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alertas-de-tempo-severo-chuva-forte-e-sol-marcam-o-feriado-do-dia-do-trabalhador-veja-como-vai-ser-1777559798615.png" data-image="ccxrcjdlwni3"><figcaption>Previsão de densidade de raios para sexta-feira (1º) à tarde (16h), segundo o modelo europeu ECMWF, mostrando as áreas com chance de tempestades.</figcaption></figure><p>Na <strong>Região Norte</strong>, a disponibilidade de<strong> ar quente úmido</strong> e a atuação da <strong>Zona de Convergência Intertropical</strong> <strong>(ZCIT)</strong> vão manter <strong>pancadas de chuva e trovoadas isoladas</strong>, especialmente a partir da tarde, <strong>em praticamente todos os estados</strong>, com exceção do sul e sudeste do Pará e do Tocantins, onde deve ter tempo mais estável.</p><p>As <strong>temperaturas </strong>se elevam à tarde, com máximas <strong>em torno dos 30°C</strong> em grande parte da região e <strong>chegando aos 32°C em várias localidades de todos os estados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alertas-de-tempo-severo-chuva-forte-e-sol-marcam-o-feriado-do-dia-do-trabalhador-veja-como-vai-ser-1777559998880.jpg" data-image="fd5n58zhz5ek"><figcaption>Previsão da temperatura do ar (em °C) para a tarde (15h) de sexta-feira (1º de maio), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>E no <strong>Nordeste</strong> do país, a <strong>ZCIT </strong>também atuará mantendo <strong>pancadas de chuva que podem ser intensas e com temporais</strong> ao longo da tarde no <strong>norte do Maranhão, norte do Piauí, no Ceará, no Rio Grande do Norte e na Paraíba</strong>.</p><p>Na <strong>costa leste</strong> da Região, a <strong>circulação marítima</strong> vai favorecer <strong>chuvas moderadas a fortes no leste de Pernambuco e de Alagoas</strong>. O leste da Bahia e o litoral de Sergipe devem ter chuvas mais fracas.</p><p>Mas<strong> o tempo fica firme e o sol predomina</strong> no <strong>centro-sul do Piauí, na região baiana do Vale do São Francisco e no oeste da Bahia</strong>. E fará<strong> calor no interior da região, com máximas de até 34°C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/alertas-de-tempo-severo-chuva-forte-e-sol-marcam-o-feriado-do-dia-do-trabalhador-veja-como-vai-ser.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria traz intensa mudança do tempo nos primeiros dias de maio; prepare-se para mais chuva e frio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-do-tempo-nos-primeiros-dias-de-maio-prepare-se-para-mais-chuva-e-frio.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 19:45:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria chega ao Brasil nos primeiros dias de maio e traz risco de chuvas intensas e nova queda nas temperaturas no centro-sul do país.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava.html">Super El Niño pode estar mais próximo do que se pensava</a> </li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7moby"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7moby.jpg" id="xa7moby"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova frente fria está prevista para se formar e afetar o centro-sul do Brasil nos próximos dias. O <strong>processo de formação do sistema frontal </strong>inicia-se sobre o Sul já neste Feriado do Trabalhador, 1º de maio, com avanço até o Sudeste no fim de semana. Na sua retaguarda,<strong> uma massa de ar frio promete ser mais abrangente</strong> e favorecer um clima de inverno para boa parte do Sul e do leste do Sudeste.</p><h2>Frente fria e circulação oceânica trazem alertas de chuvas intensas</h2><p><strong>Nesta sexta-feira (1)</strong>, uma região instável, que dará origem à frente fria, desenvolve-se sobre o Rio Grande do Sul na madrugada e ganha muito intensidade no período da manhã, o que leva o <strong>potencial de chuvas intensas e de tempestades, que podem ocorrer com severidade,</strong> no Oeste, Missões e região Central do território gaúcho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-do-tempo-nos-primeiros-dias-de-maio-prepare-se-para-mais-chuva-e-frio-1777571429544.jpg" data-image="lxnoafl4qjli" alt="alerta de tempestades" title="alerta de tempestades"><figcaption>Previsão de chuva para a tarde da sexta-feira, 1 de maio.</figcaption></figure><p>No início da tarde, <strong>as instabilidades levam risco de chuvas intensas e de tempestades</strong> para toda a metade sul e sul da porção norte do Rio Grande do Sul, com alertas para todo o estado a partir do meio da tarde. Por volta do fim do dia e noite, os risco ficam concentrados na metade norte do Rio Grande do Sul e as instabilidades podem <strong>também provocar eventos intensos de chuva</strong> no oeste e sul de Santa Catarina.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Na madrugada do sábado (2)</strong>, os alertas continuam para o norte e nordeste do Rio Grande do Sul e <strong>aumentam o potencial de risco</strong> para o oeste e sul de Santa Catarina e região de divisa entre os estados. No período da manhã, a frente fria está formada e avança pelo Sul do Brasil. Assim, as chuvas reduzem no Rio Grande do Sul e passam a ocorrer também no Paraná e em todo o estado de Santa Catarina. <strong>Alerta de chuva forte</strong> para o extremo norte gaúcho, para todas as regiões catarinenses, principalmente para o oeste, para o sul, sudoeste e extremo oeste do Paraná.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-do-tempo-nos-primeiros-dias-de-maio-prepare-se-para-mais-chuva-e-frio-1777571475737.jpg" data-image="w45yvj20lveq" alt="previsão do tempo frente fria" title="previsão do tempo frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para o início da manhã do sábado, 2 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No restante do sábado (2)</strong>, a frente fria avança, mas perde força, provocando chuvas pontuais de até forte intensidade no centro e oeste de Santa Catarina, no sul, leste e todo o oeste do Paraná. Mesmo com o enfraquecimento do sistemas, instabilidades se desenvolvem e <strong>levam risco de tempestades severas</strong> para as regiões de fronteira do Mato Grosso do Sul. No período da noite, não há previsão de chuva, devido a presença da massa de ar frio e seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-do-tempo-nos-primeiros-dias-de-maio-prepare-se-para-mais-chuva-e-frio-1777571507043.jpg" data-image="al9jjsj9sr39" alt="frente fria" title="frente fria"><figcaption>Previsão de chuva para a da tarde do sábado, 2 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No domingo (3)</strong>, a frente fria avança de forma costeira pelo Sudeste e se afasta para o oceano, isso permites que a massa de ar frio, um sistema de alta pressão, passa a influenciar boa parte do centro-sul e a provocar ventos de sul e sudeste no oceano, que transportam umidade para o oeste de São e do Rio de Janeiro. Assim,<strong> o tempo fica nublado e chuvoso nessas áreas</strong>, com possibilidade de chuva forte já pela manhã, que <strong>podem resultar em alagamentos e inundações</strong>.</p><p>Na Região Sul, o tempo firme predomina, com céu mais fechado no leste do Paraná, onde há possibilidade de chuva fraca ao longo do dia na região da Serra do Mar de Curitiba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-do-tempo-nos-primeiros-dias-de-maio-prepare-se-para-mais-chuva-e-frio-1777571688491.jpg" data-image="6rk3cnr0c6kp" alt="chuva em São Paulo e no Rio" title="chuva em São Paulo e no Rio"><figcaption>Previsão de chuvas e direção do vento para a manhã do domingo, 3 de maio.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira (4),<strong> as chuvas de forte intensidade e as tempestades</strong> voltam a ocorrer no estado do Paraná e no sul de São Paulo em razão da formação de uma outra região instável, após a passagem da frente fria.</p><h2>Ar frio será mais abrangente</h2><p>Com a formação da frente fria no sábado (2),<strong> a massa de ar frio começa a atuar no Sul do Brasil</strong>, em primeiro momento no Rio Grande do Sul no período da manhã, avançando ao longo do dia, chegando ao estado de Santa Catarina no período da tarde e abrangendo todo o Sul.</p><p>Em razão deste avanço ao longo do dia, <strong>as temperaturas ficam amenas, mas as mínimas acontecem no fim da noite</strong>. Assim, as temperaturas no Rio Grande do Sul variam de 8 a 14°C, em Santa Catarina de 9 a 17°C, podendo ser 3 a 4°C mais baixas na região da Serra, no Paraná de 17 a 22°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-intensa-mudanca-do-tempo-nos-primeiros-dias-de-maio-prepare-se-para-mais-chuva-e-frio-1777571978488.jpg" data-image="v75la538gfg7" alt="frio intenso" title="frio intenso"><figcaption>Temperaturas mínimas para o domingo, 3 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No domingo (3) o ar frio se mantém sobre o Sul do Brasil </strong>e chega ao sul do Mato Grosso do Sul, ao centro-leste de São Paulo e ao Rio de Janeiro. As mínimas variam de 3 a 10°C no Rio Grande do Sul, com possibilidade de 0°C na região da Serra. Em Santa Catarina, as temperaturas mínimas variam de 0°C a 18°C, sendo mais elevadas no nordeste do estado e <strong>com possibilidade de valores bastante negativos na região da Serra</strong>. No Paraná, as mínimas variam de 14 a 21°C, com frio mais intenso no sul, oeste e leste do estado. Em São Paulo, as temperaturas ficam mais amenas, com mínimas em torno dos 19°C e, no Rio de Janeiro, em 22°C.</p><p>As máximas não sobem muito e o frio se mantém ao longo do dia em boa parte do Sul, com temperaturas que não passam dos 17°C no Rio Grande do Sul, do 22°C em Santa Catarina, dos 24°C em boa parte do Paraná, dos 21°C no leste de São Paulo e dos 23°C no Rio de Janeiro. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-intensa-mudanca-do-tempo-nos-primeiros-dias-de-maio-prepare-se-para-mais-chuva-e-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño pode estar mais próximo do que se pensava]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 18:20:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A evolução do aquecimento do Pacífico equatorial indica que o El Niño está cada vez mais próximo. A comparação com eventos passados reforça a possibilidade de um episódio intenso.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/super-el-nino-as-chuvas-extremas-de-2024-podem-se-repetir-no-rio-grande-do-sul.html" target="_blank">Super El Niño: as chuvas extremas de 2024 podem se repetir no Rio Grande do Sul?</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava-1777573196190.jpg" data-image="xg3qdchhbk6x" alt="Super El Niño" title="Super El Niño"><figcaption>A rápida evolução do aquecimento no Pacífico equatorial reacende o alerta para um possível El Niño intenso nos próximos meses.</figcaption></figure><p>Nos últimos meses, a <strong>previsão de El Niño</strong> voltou ao centro das discussões entre especialistas e na mídia, principalmente diante da possibilidade de um evento muito intenso, chamado por alguns de<strong> “Super El Niño”</strong> ou até <strong>“El Niño Godzilla”</strong>.</p><p>Se antes era precipitado afirmar esse cenário, a evolução da temperatura do Oceano Pacífico equatorial indica que o <strong>fenômeno está cada vez mais próximo</strong> de se consolidar, e pode alcançar<strong> intensidade comparável a episódios históricos. </strong>A seguir, entenda como o mês de abril poderia marcar o início do El Niño e como as condições do Pacífico vêm evoluindo para um evento intenso.</p><h2>Evolução das condições e diferenças metodológicas: El Niño em abril?</h2><p><strong>Desde fevereiro de 2026</strong>, a NOAA passou a adotar uma<strong> nova forma de monitorar</strong> o <strong>ENSO</strong> (El Niño-Oscilação Sul, composto por El Niño, La Niña e neutralidade). A principal mudança é que os <strong>cálculos</strong> agora <strong>consideram</strong> o <strong>aquecimento global</strong>, ajustando as anomalias da temperatura da superfície do mar (TSM) em relação ao aquecimento médio dos oceanos tropicais, e não apenas à climatologia histórica.</p><div class="texto-destacado">Na prática, essa abordagem tende a reduzir anomalias quentes e intensificar as frias, tornando eventos de El Niño menos intensos e episódios de La Niña mais evidentes.</div><p>Apesar disso, os<strong> sinais de aquecimento </strong>no Pacífico são <strong>claros</strong>. Segundo o boletim mais recente da NOAA, os setores leste e oeste do Pacífico equatorial já apresentam anomalias de pelo menos +0,5°C. A <strong>região central </strong>(Niño 3.4) usada para monitorar o fenômeno ainda está em <strong>neutralidade</strong> (+0,2°C),<strong> mas aquece </strong>de forma consistente <strong>desde meados de março</strong>, quando deixou o padrão de La Niña.</p><p>Quando analisamos os dados pela<strong> metodologia tradicional </strong>(anomalias absolutas), o <strong>aquecimento</strong> é ainda <strong>mais expressivo</strong> e, neste cenário, <strong>abril poderia se tornar </strong>o <strong>primeiro mês</strong> com características de<strong> El Niño </strong>no ciclo 2026/2027. O <strong>gráfico </strong>abaixo mostra a evolução recente das <strong>anomalias de TSM</strong> na região Niño 3.4. Em <strong>vermelho</strong> está a anomalia absoluta (<strong>método antigo</strong>) e, em <strong>amarelo</strong>, a anomalia relativa (<strong>método novo</strong>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava-1777557251029.png" data-image="kryqzf1aseqa" alt="Evolução recente (abril/2026) das anomalias de TSM na região do Niño 3.4 considerando as anomalias absolutas (vermelho) e relativas (amarelo) utilizando dados do CPC/NOAA." title="Evolução recente (abril/2026) das anomalias de TSM na região do Niño 3.4 considerando as anomalias absolutas (vermelho) e relativas (amarelo) utilizando dados do CPC/NOAA."><figcaption>Evolução recente (abril/2026) das anomalias de TSM na região do Niño 3.4 considerando as anomalias absolutas (vermelho) e relativas (amarelo) utilizando dados do CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Em ambos os casos há aquecimento, mas com diferenças importantes: enquanto a<strong> anomalia relativa</strong> ainda indica <strong>neutralidade</strong>, a <strong>absoluta </strong>já atingiu o <strong>limiar de El Niño</strong> (+0,5°C) na semana de<strong> 15 de abril</strong>, chegando a +0,7°C na semana mais recente.</p><p>Um evento El Niño é declarado pela NOAA quando as condições de um mês alcançam +0,5°C e há confiança de persistência do aquecimento nos próximos meses.<strong> De acordo com a metodologia antiga</strong>, portanto,<strong> se a semana centrada em 29 de abril </strong>alcançar uma anomalia de<strong> +1,0°C</strong>, o mês de <strong>abril alcançaria anomalia </strong>de <strong>+0,5°C</strong>, ou seja, o <strong>primeiro mês com condições de El Niño</strong>. Considerando que as anomalias vêm aumentando cerca de 0,2°C por semana, não é impossível que evolua de +0,7°C para +1,0°C nos próximos dias. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>No entanto,<strong> essa metodologia já não é mais utilizada oficialmente </strong>e só é exposta aqui a fins de comparação. Hoje, centros meteorológicos ao redor do mundo seguem abordagens semelhantes à da NOAA, que consideram o aquecimento global, o que tende a adiar a consolidação formal do fenômeno.</p><h2>Bolha de água quente e comparação histórica</h2><p>O<strong> El Niño</strong> faz parte de um<strong> ciclo natural </strong>do Oceano Pacífico equatorial, no qual períodos de <strong>resfriamento</strong> e <strong>aquecimento</strong> se <strong>alternam</strong> ao longo dos anos. Esse processo está diretamente <strong>ligado</strong> <strong>à dinâmica das águas abaixo da superfície</strong>: grandes volumes de água mais quente ou mais fria se deslocam na camada subsuperficial e, quando atingem a superfície, dão origem aos fenômenos La Niña ou El Niño.</p><p>Atualmente, uma<strong> intensa bolha de água quente</strong> na <strong>camada subsuperficial</strong> (a 300 metros de profundidade) está subindo em direção à superfície. As anomalias nessa região chegam a<strong> 6°C a 8°C acima da média</strong>, um sinal claro de forte acúmulo de calor no oceano. </p><p>Quando essa massa de água emergir no Pacífico central, o El Niño irá se consolidar. Como <strong>antecipado pela Meteored </strong>em diversas oportunidades, isso <strong>deve ocorrer</strong> entre o<strong> final do outono e o início do inverno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava-1777557308597.png" data-image="hnv6qpk9bdh7" alt="Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA." title="Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução da anomalia de TSM nas regiões do Niño (esquerda) e das anomalias da temperatura das águas subsuperficiais (direita). Créditos: Elaborado por Meteored/Fonte: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Essa <strong>estrutura</strong> não apenas indica a formação do fenômeno, mas também <strong>sugere</strong> sua possível <strong>intensidade</strong>. A evolução das<strong> temperaturas subsuperficiais </strong>no Pacífico central (entre 180°W e 100°W) já coloca o oceano em <strong>níveis comparáveis </strong>aos observados durante o <strong>El Niño de 2023/2024</strong>, que contribuiu para recordes globais inéditos de temperatura do ar. Caso o aquecimento continue nesse ritmo, o evento 2026/2027<strong> pode se aproximar dos episódios</strong> <strong>mais</strong> <strong>intensos </strong>já registrados, como os de <strong>1982/83, 1997/98 e 2015/16.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Inspirado por um comentário do <a href="https://twitter.com/luisbrudna?ref_src=twsrc%5Etfw">@luisbrudna</a> (e com uma ajudinha da sempre bem informada <a href="https://twitter.com/ampereiranunes?ref_src=twsrc%5Etfw">@ampereiranunes</a> ahaha) fiz um gráfico das anomalias de temperatura do mar subsuperficiais desde 1979 até hoje, entre as longitudes 180°W-100°W, dados da <a href="https://twitter.com/NOAA?ref_src=twsrc%5Etfw">@NOAA</a> <br>Vamos acompanhando!! <a href="https://t.co/Eg2UQzl4GR">pic.twitter.com/Eg2UQzl4GR</a></p> Luiz, o dos ciclones (@wxluizfelippe) <a href="https://twitter.com/wxluizfelippe/status/2049259116770525212?ref_src=twsrc%5Etfw">April 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Embora<strong> </strong>a <strong>intensidade</strong> do aquecimento do oceano <strong>não </strong><strong>esteja</strong><strong> linearmente relacionada à magnitude dos impactos</strong>, por si só, o El Niño afeta diferentes regiões do planeta. No Brasil, o padrão típico inclui <strong>chuvas acima da média</strong> no <strong>Sul</strong>, aumentando o <strong>risco de cheias</strong> e <strong>eventos extremos</strong>, enquanto a <strong>Amazônia</strong> tende a enfrentar <strong>períodos secos prolongados. </strong></p><p>Em<strong> escala global</strong>, o El Niño costuma <strong>elevar a temperatura média do planeta</strong> e intensificar<strong> eventos extremo</strong><strong>s, </strong>tanto de <strong>calor</strong> quanto de <strong>precipitação</strong>, ampliando os desafios relacionados a desastres e variabilidade climática.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/super-el-nino-pode-estar-mais-proximo-do-que-se-pensava.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que ele veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Análises recentes do cometa interestelar 3I/ATLAS revelaram concentrações extraordinárias de líquidos pesados. Essas métricas sugerem uma origem gélida e muito distante, desafiando nossa compreensão da formação planetária além do Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281520902.jpeg" data-image="q677i0fbjksy" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS"><figcaption>Cientistas descobriram níveis sem precedentes de água pesada no cometa 3I/ATLAS. Um enigma químico que revela como os planetas nascem no frio galáctico.</figcaption></figure><p>Examinar corpos celestes de fora da nossa vizinhança cósmica é fascinante para compreendermos a grandeza do universo. Este é o caso do <strong>cometa interestelar 3I/ATLAS</strong>. Este corpo errante passou perto do Sol, permitindo aos cientistas coletar dados sem precedentes sobre sua composição química. Os astrônomos aproveitaram uma breve janela de oportunidade para examinar seu <strong>interior congelado</strong>, mas ninguém esperava encontrar medições tão inconsistentes com os registros usuais.</p><p>Esta pesquisa revela<strong> abundâncias surpreendentes de componentes primordiais</strong>. As moléculas detectadas atuam como cápsulas do tempo, guardando segredos sobre lugares remotos envoltos em frio extremo. Tal descoberta levanta uma série de questões profundas sobre como outros mundos nascem. Claramente,<strong> o ambiente de onde esse objeto visitante emergiu difere significativamente do disco de poeira quente que moldou a Terr</strong><strong>a</strong>.</p><h2>Primeira análise do cometa com radiotelescópios</h2><p>Uma equipe científica da Universidade de Michigan realizou este levantamento detalhado apenas seis dias após a maior aproximação do corpo celeste ao Sol. Eles utilizaram as poderosas antenas do <strong><em>Atacama Large Millimeter/submillimeter Array</em> (ALMA)</strong>, superando obstáculos visuais que impedem a visualização de outros instrumentos. Este observatório chileno capta frequências milimétricas específicas, revelando traços químicos ocultos sob a intensa luz das estrelas e capturando a <strong>assinatura espectral única do corpo celeste</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/BreakingNews?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BreakingNews</a> ️The interstellar comet 3I/ATLAS contains 40 times more semi-heavy water than Earth's oceans Demonstrating that its system of origin formed under extreme conditions.<br><br>First measurement of HDO in an interstellar object!<a href="https://t.co/jY6eyNbN3M">https://t.co/jY6eyNbN3M</a> <a href="https://t.co/rk0LmqbxjR">pic.twitter.com/rk0LmqbxjR</a></p>— ALMA Observatory (@almaobs) <a href="https://twitter.com/almaobs/status/2047308325352559059?ref_src=twsrc%5Etfw">April 23, 2026</a></blockquote></figure><p>Identificar as proporções moleculares exatas exige tecnologia de alta precisão. A substituição de um átomo de hidrogênio por deutério cria uma assinatura distinta, embora rara. De acordo com Salazar Manzano, pesquisador e astrônomo da Universidade de Michigan, "Essas observações mostram que <strong>as condições sob as quais nosso sistema solar se formou são muito diferentes daquelas de outros sistemas planetários na galáxia</strong>". O forte contraste entre essas duas realidades celestes é evidente.</p><p>Observar diretamente nossa estrela central representa um risco tecnológico considerável para as lentes tradicionais. Teresa Paneque-Carreño, especialista no uso do ALMA, também destacou o papel fundamental desse telescópio: "A maioria dos instrumentos não consegue apontar para o Sol, mas radiotelescópios como o ALMA conseguem. Fomos capazes de estudar o cometa logo após o seu periélio, o que nos permitiu medir essas moléculas de uma forma impossível com outros instrumentos".</p><h2>Contrastes na água deuterada do cometa 3I/ATLAS</h2><p>Frequentemente descritos como massas de gelo empoeiradas, <strong>esses corpos errantes carregam gelos inalterados desde sua formação inicial</strong>. Nessa mistura, líquidos comuns coexistem com variantes semi-pesadas. Medições de rotina em nossa vizinhança revelam proporções minúsculas, com uma partícula modificada aparecendo a cada 10.000 partículas normais. Essa escassez torna qualquer tentativa de detecção remota usando espectroscopia astronômica básica extremamente difícil, exigindo receptores ultrassensíveis para obter leituras confiáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281584223.jpeg" data-image="wwzikdt3rjrd" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS"><figcaption>O cometa 3I/ATLAS contém 30 vezes mais água pesada do que objetos próximos, indicando uma origem em sistemas gelados. Essa descoberta, feita com o telescópio ALMA, confirma que o cometa nasceu em ambientes muito mais frios do que o nosso Sol.</figcaption></figure><p>Os<strong> resultados obtidos superaram todas as expectativas anteriores da equipe de pesquisa</strong>. As leituras confirmaram quantidades 30 vezes maiores que a média local e também 40 vezes superiores à concentração registrada nos oceanos da Terra. Tal abundância aponta para um processo de formação muito diferente das teorias convencionais aplicadas localmente. É inegável que estamos lidando com um <strong>material formado sob parâmetros termodinâmicos completamente estranhos ao nosso ambiente</strong> atualmente conhecido.</p><p>A relação entre essas minúsculas partículas subatômicas remonta aos primórdios do cosmos. Compreender essa distribuição específica ajuda a traçar a evolução da matéria após o Big Bang. Cada partícula pesada atua como uma testemunha silenciosa dos tempos antigos, fornecendo pistas vitais sobre a química primitiva.</p><h2>Uma origem distante e fria, marcada por frio extremo</h2><p>Aumentar a presença de partículas pesadas exige temperaturas extremamente baixas durante as fases de formação. Modelos teóricos sugerem que <strong>temperaturas abaixo de -243°C</strong> são necessárias para alcançar esse enriquecimento molecular específico.</p><p>Essas<strong> temperaturas verdadeiramente congelantes garantem a fixação do deutério nos minúsculos cristais nascentes</strong>. Tudo indica que esse misterioso objeto errante tomou forma em regiões escuras, longe do calor das estrelas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/sd8364I7vzw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=sd8364I7vzw" id="sd8364I7vzw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A<strong><strong> </strong></strong>manutenção dessa composição intacta ao longo de uma longa jornada cósmica demonstra a notável estabilidade do enigmático cometa interestelar 3I/ATLAS. <strong>Ejetado de seu local de nascimento original por estranhas forças gravitacionais, ele vagou pelo denso vazio interestelar, preservando sua delicada estrutura interna</strong>. Salazar Manzano resume isso da seguinte forma: “Sabemos que o sistema onde 3I/ATLAS nasceu devia ser extremamente frio e muito diferente do nosso”.</p><p>Recuperar esses vestígios antigos é fundamental para a exploração astronômica moderna. Paneque-Carreño acrescenta: "Cada cometa interestelar carrega consigo uma parte de sua história, como fósseis. Ainda não sabemos exatamente de onde vêm, mas instrumentos como o ALMA nos permitem começar a reconstruir essa origem e compará-la com a do nosso sistema solar". <strong>Lentamente, a humanidade está decifrando os profundos mistérios do imenso cosmos</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Luis E. Salazar Manzano et al., <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02850-5" target="_blank">Water D/H in 3I/ATLAS as a probe of formation conditions in another planetary system, Nature Astronomy</a> (2026) Nature Astronomy.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trigo do futuro: big data pode acelerar variedades mais resistentes ao clima]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/trigo-do-futuro-big-data-pode-acelerar-variedades-mais-resistentes-ao-clima.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo internacional mostra que integrar grandes bancos de dados genômicos pode acelerar a criação de variedades de trigo mais produtivas e resistentes ao clima, uma estratégia importante diante do avanço do calor, da seca e das doenças.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-do-futuro-big-data-pode-acelerar-variedades-mais-resistentes-ao-clima-1777385803468.jpg" data-image="u0w0yhjeqtzg" alt="Trigo, frio, anomalia, pesquisa" title="Trigo, frio, anomalia, pesquisa"><figcaption>A ciência usa dados genéticos e climáticos para acelerar o desenvolvimento de variedades de trigo mais produtivas e resistentes.</figcaption></figure><p>O trigo está no centro de uma corrida silenciosa entre ciência, clima e segurança alimentar. <strong>Enquanto ondas de calor, secas e mudanças no regime de chuvas desafiam lavouras em várias regiões produtoras</strong>, pesquisadores buscam formas mais rápidas de identificar quais plantas têm maior chance de produzir bem em ambientes difíceis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um novo estudo publicado na <em>Communications Biology</em> mostra que a resposta pode estar na integração de grandes bancos de dados genômicos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A pesquisa reuniu informações de dois importantes programas de melhoramento de trigo</strong>, da University of Sydney e do CIMMYT, <strong>somando 11.609 acessos de trigo avaliados em 79 ambientes.</strong> O objetivo foi melhorar a previsão do desempenho das plantas e acelerar a seleção de variedades mais adaptadas a diferentes condições climáticas. </p><h2>Melhoramento do trigo entra na era dos grandes dados </h2><p>Na prática, o estudo trata de uma mudança importante na forma como novas variedades agrícolas podem ser desenvolvidas. <strong>Em vez de depender apenas de testes locais, caros e demorados, os pesquisadores propõem combinar informações genéticas e dados de campo de diferentes programas</strong> de melhoramento. Isso amplia a base de comparação e permite prever com mais precisão quais linhagens têm maior potencial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-do-futuro-big-data-pode-acelerar-variedades-mais-resistentes-ao-clima-1777386017315.jpg" data-image="gsko4veohln2" alt="trigo, rio grande do sul, sul" title="trigo, rio grande do sul, sul"><figcaption>Novas ferramentas de análise ajudam pesquisadores a prever quais linhagens de trigo podem responder melhor ao calor e à seca.</figcaption></figure><p>Esse tipo de abordagem é especialmente relevante para culturas como o trigo, que precisa manter produtividade em ambientes muito distintos. <strong>Uma variedade pode responder bem ao calor, outra pode tolerar melhor a seca, enquanto uma terceira pode apresentar boa resistência a doenças</strong>. Quando esses dados ficam isolados em programas separados, parte desse conhecimento se perde ou demora mais para chegar ao campo.</p><h2>Previsão genética pode encurtar o caminho até novas cultivares </h2><p><strong>O ponto mais forte da pesquisa é que a integração dos dados aumentou a precisão da predição genômica em até 13%</strong>. Em termos simples, isso significa melhorar a capacidade de antecipar quais plantas terão melhor desempenho antes que todos os testes de campo sejam concluídos. Para programas de melhoramento, esse ganho pode representar economia de tempo, recursos e área experimental.</p><div class="texto-destacado">O estudo também apresentou um modelo estatístico chamado 3GS, desenvolvido para lidar com grandes volumes de dados de forma mais eficiente. </div><p><strong>Segundo os autores, a análise de produtividade em 79 ambientes foi concluída em menos de uma hora usando 10 GB de memória</strong>, enquanto modelos tradicionais não terminaram mesmo com 500 GB de memória e mais de um dia de processamento.</p><p>Entre os pontos que tornam essa estratégia importante estão:</p><ul><li><strong>uso de dados já existentes em diferentes programas de melhoramento;</strong></li><li>maior diversidade genética para treinar os modelos;</li><li><strong>melhor avaliação de características complexas, como produtividade;</strong></li><li>possibilidade de acelerar a seleção de materiais adaptados a calor, seca e doenças;</li><li><strong>fortalecimento da colaboração internacional em pesquisa agrícola.</strong></li></ul><h2>O alerta é estratégico </h2><p>O estudo não foi feito no Brasil e não aponta uma nova variedade pronta para o produtor brasileiro. Ainda assim, a mensagem interessa diretamente ao país. <strong>O Brasil é grande consumidor de trigo e convive com desafios recorrentes de produção, especialmente no Sul</strong>, onde o excesso de chuva, o frio, doenças e oscilações térmicas podem afetar lavouras em diferentes fases do ciclo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/excesso-de-chuva-atrasa-a-semeadura-do-trigo-no-rs-enquanto-que-o-clima-favorece-o-pr-entenda-aqui.html" title="Excesso de chuva atrasa a semeadura do trigo no RS enquanto que o clima favorece o PR; entenda aqui">Excesso de chuva atrasa a semeadura do trigo no RS enquanto que o clima favorece o PR; entenda aqui</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/excesso-de-chuva-atrasa-a-semeadura-do-trigo-no-rs-enquanto-que-o-clima-favorece-o-pr-entenda-aqui.html" title="Excesso de chuva atrasa a semeadura do trigo no RS enquanto que o clima favorece o PR; entenda aqui"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trigo-excesso-de-chuva-atrasa-a-semeadura-no-rs-e-tempo-mais-firme-abre-janela-no-pr-1776710251882_320.jpg" alt="Excesso de chuva atrasa a semeadura do trigo no RS enquanto que o clima favorece o PR; entenda aqui"></a></article></aside><p>A principal oportunidade está no modelo de trabalho: <strong>integrar dados, ampliar cooperações e usar ferramentas genômicas para acelerar respostas agrícolas </strong>diante de um clima mais instável. </p><p>Para o produtor, isso não muda o manejo de uma safra para outra, mas pode influenciar o futuro das cultivares disponíveis no mercado. <strong>Em um cenário de maior pressão climática, variedades mais bem adaptadas podem significar maior estabilidade produtiva</strong>, menor risco e mais segurança no abastecimento.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s42003-026-10150-x" target="_blank">Large scale wheat data integration improves genomic prediction accuracy with the potential to facilitate international breeding collaborations</a>. 28 de abril, 2026. Jighly, A., Joukhadar, R., Keeble-Gagnere, G. <em>et al.</em> </em></p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/trigo-do-futuro-big-data-pode-acelerar-variedades-mais-resistentes-ao-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um mundo sem colheitas? O relatório drástico da OMM sobre o limite de nossos sistemas agrícolas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 12:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O calor deixou de ser apenas um incômodo; agora está mudando a forma como produzimos nossos alimentos. Um novo relatório da OMM alerta que os sistemas agrícolas estão no limite.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349359996.png" data-image="jc6jdjtv9ggk" alt="agricultura, cultivos, lavouras" title="agricultura, cultivos, lavouras"><figcaption>Durante ondas de calor intensas, o solo pode perder até 50% mais umidade em comparação com condições normais.</figcaption></figure><p>A <strong>agricultura </strong>sempre prosperou em condições extremas, mas o que vemos hoje não faz mais parte do “ciclo natural”. O <strong>calor extremo tornou-se um ponto de inflexão</strong> que está mudando as regras do jogo para agricultores, pecuaristas e toda a cadeia alimentar.</p><p>De acordo com um <strong>relatório </strong>conjunto recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a frequência, a intensidade e a duração das <strong>ondas de calor</strong> aumentaram significativamente nos últimos 50 anos. Isso, além de significar dias de calor insuportável, também implica <strong>períodos mais longos de calor intenso que impactam diretamente a produtividade agrícola</strong>.</p><div class="texto-destacado">O calor deixou de ser um problema isolado; tornou-se uma nova condição crítica que afeta a própria base do sistema agrícola.</div><p>O problema não é apenas a temperatura em si. O <strong>calor extremo</strong> atua como um "multiplicador de riscos", intensificando outros problemas como <strong>secas, pragas, incêndios e estresse hídrico</strong>. Em outras palavras, ele não ocorre isoladamente; vem acompanhado de uma combinação de problemas que complicam completamente a produção agrícola.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349369780.png" data-image="15vcwh0jrx31"><figcaption>O estresse térmico em vacas pode reduzir a produção de leite em até 20% em condições severas.</figcaption></figure><p>Além disso, esse fenômeno não faz distinção entre sistemas. <strong>Culturas, pecuária, pesca e até mesmo florestas estão sendo afetadas</strong>, comprometendo a produção e, sobretudo, o sustento de milhões de pessoas que dependem do setor agroalimentar.</p><h2>Calor extremo e seu impacto direto no campo</h2><p>Quando falamos de calor extremo, não estamos falando apenas de "muito sol". Em <strong>termos agronômicos</strong>, existem<strong> limites críticos que, uma vez ultrapassados, começam a afetar a produtividade</strong>. Por exemplo, muitas culturas começam a perder produtividade acima de 30°C, e algumas, como a cevada e a batata, são muito mais sensíveis.</p><p>No caso da <strong>pecuária</strong>, a situação não é menos crítica. O<strong> estresse térmico pode começar já a 25°C</strong>, afetando a ingestão de alimentos, a reprodução e a produção de leite ou carne. Animais como suínos e aves são ainda mais suscetíveis a temperaturas extremas porque não conseguem regular a temperatura corporal de forma eficaz.</p><div class="texto-destacado">O calor também afeta as pessoas, pois em algumas regiões o número de dias em que é impossível trabalhar devido às altas temperaturas pode aumentar, afetando a produtividade agrícola.</div><p>Hoje, <strong>vivemos numa era em que cada gota de água conta</strong>, e o calor complica a situação, aumentando a evaporação e reduzindo a disponibilidade de água, o que leva a secas repentinas. Essas secas representam um enorme perigo, pois se espalham rapidamente, deixando pouco tempo para reação em terra.</p><p>As <strong>altas temperaturas também ameaçam tanto os ecossistemas aquáticos quanto as pessoas</strong>. Nos ecossistemas aquáticos, o calor reduz os níveis de oxigênio na água, o que pode causar a mortandade de peixes e, consequentemente, afetar a pesca e a segurança alimentar em muitas regiões.</p><h3>Adaptação: o que podemos fazer no campo</h3><p>É aqui que a situação muda completamente.<strong> Adaptar-se ao calor </strong>deixa de ser uma opção e se torna uma necessidade absoluta. Tudo começa com decisões muito específicas, como a <strong>escolha das melhores culturas para plantar</strong>. Existem culturas e variedades que<strong> toleram melhor as altas temperaturas</strong>, e essa escolha pode determinar o sucesso da safra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349399501.png" data-image="8ii9f1xjfyrx"><figcaption>Algumas plantas podem fechar seus estômatos devido ao calor extremo, reduzindo a fotossíntese mesmo quando há água disponível.</figcaption></figure><p>O<strong> calendário agrícola</strong> também desempenha um papel significativo. <strong>Alterar as datas de plantio em alguns dias ou semanas </strong>pode impedir que a cultura entre em sua fase mais vulnerável justamente no auge do calor. Isso faz uma diferença notável no campo, e um plantio mal planejado pode ser bastante custoso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ter acesso a previsões e alertas meteorológicos, como os compartilhados no Meteored, transforma completamente a maneira como trabalhamos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outro aspecto crucial é o acesso à informação. Ter <strong>previsões e alertas meteorológicos </strong>transforma completamente a nossa forma de trabalhar. Isso nos permite antecipar eventos e evitar reações tardias.</p><p>No <strong>manejo de culturas</strong>, não existem soluções mágicas, mas existem ferramentas que podem ajudar. <strong>Cobrir o solo, melhorar a irrigação ou criar sombra</strong> reduz o estresse térmico na lavoura. Essas práticas não eliminam o estresse térmico, mas proporcionam mais flexibilidade, e às vezes essa flexibilidade é o que salva a colheita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?">A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062_320.jpeg" alt="A agricultura deveria repensar sua dependência de fertilizantes fosfatados diante da mudança climática?"></a></article></aside><p>Nem todos conseguem se adaptar no mesmo ritmo, e é aí que entram em cena o seguro, o apoio e o financiamento. <strong>A adaptação tem um custo</strong>, e muitas vezes a diferença entre prosperar e abandonar a atividade reside em ter esse apoio financeiro.</p><p>Na agricultura, já estamos jogando no modo lendário, e continuar fazendo as mesmas coisas que temos feito nos últimos anos já não é suficiente. Embora não vamos ficar sem colheitas amanhã, estamos vendo sinais de que, se não mudarmos de rumo, pagaremos um preço muito alto.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Food and Agriculture Organization (FAO) y World Meteorological Organization (WMO) (2026). <a href="https://library.wmo.int/records/item/69845-extreme-heat-and-agriculture" target="_blank">Extreme Heat and Agriculture.</a> FAO; WMO.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[21,3% dos peixes na Amazônia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Relatório enviado à CIDH aponta contaminação alarmante por mercúrio em peixes amazônicos, afetando populações vulneráveis, ampliando riscos sanitários e expondo falhas estruturais no controle da mineração ilegal no Brasil.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385275189.jpg" data-image="gun42em6xe4c" alt="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)" title="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)"><figcaption>A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças. Crédito: Marizilda Cruppe/Greenpeace</figcaption></figure><p>Um diagnóstico enviado pelo <strong>Ministério Público Federal </strong>à Comissão Interamericana de Direitos Humanos revela<strong> níveis alarmantes de contaminação por mercúrio na Amazônia brasileira</strong>. O documento indica que<strong> 21,3% dos peixes</strong> comercializados em seis estados apresentam índices acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>Os dados fazem parte de um relatório submetido à Relatoria Especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais e<strong> apontam situações ainda mais graves em estados como Amazonas e Roraima</strong>, onde a contaminação pode atingir até 50% e 40% dos peixes analisados, respectivamente.</p><p>A análise técnica classifica o cenário como uma <strong>emergência sanitária sistêmica, diretamente associada ao avanço da mineração ilegal.</strong> O documento reúne evidências científicas e jurídicas que indicam falhas estruturais do Estado brasileiro no controle da atividade.</p><h2>Contaminação desigual e efeitos nas populações</h2><p>A distribuição da contaminação não é homogênea, atingindo com maior intensidade determinadas regiões e populações. Municípios do Amazonas, como <strong>Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira</strong>, registraram <strong>índices de até 50% de peixes contaminados</strong>, enquanto no Acre o percentual chegou a 35,9%.</p><div class="texto-destacado">Entre populações indígenas, a situação é ainda mais crítica. Na Terra Indígena Yanomami, estudos mostram que todos os participantes analisados apresentaram contaminação por mercúrio. Parte significativa das amostras apresentou níveis considerados elevados, com impactos diretos na saúde coletiva.</div><p><strong>Mulheres e crianças</strong> estão entre os grupos mais afetados. O relatório indica que mulheres em idade fértil consomem até nove vezes mais mercúrio do que o recomendado, enquanto <strong>crianças pequenas chegam a ingerir até 31 vezes acima do limite seguro</strong>, ampliando riscos de danos neurológicos e desenvolvimento comprometido.</p><h2>Bioacumulação e risco alimentar crescente</h2><p>Outro fator preocupante é o <strong>fenômeno da bioacumulação</strong>, que aumenta a concentração de mercúrio ao longo da cadeia alimentar. Peixes carnívoros, amplamente consumidos na região, apresentam níveis até 14 vezes superiores aos de espécies herbívoras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385689269.jpg" data-image="2pp8l9ox6ro5" alt="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;" title="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;"><figcaption>A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelo mercúrio de mineração é um risco à segurança alimentar dos povos da região. Crédito: Divulgação Igui Ecologia</figcaption></figure><p>Em comunidades ribeirinhas do <strong>Rio Madeira</strong>, análises apontaram <strong>contaminação em 85% das amostras de cabelo humano</strong>, além da presença do metal em água e alimentos cultivados localmente. Modelagens indicam que a poluição se intensifica ao longo dos rios, especialmente em áreas próximas ao garimpo.</p><p>O relatório também destaca o uso crescente de outras substâncias tóxicas, como o cianeto, que<strong> potencializa os impactos ambientais e sanitários</strong> da atividade mineradora ilegal.</p><h2>Fluxo ilegal e falhas no controle estatal</h2><p>Segundo o documento, o Brasil não produz mercúrio, e todo o material utilizado no <strong>garimpo ilegal entra no país por contrabando</strong>, principalmente via Bolívia e Guiana. Entre 2018 e 2022, cerca de 185 toneladas de origem desconhecida foram consumidas.</p><div class="texto-destacado">A investigação também aponta<strong> esquemas de lavagem de minérios extraídos ilegalmente</strong>, inseridos no mercado formal com documentação fraudulenta. O Ministério Público Federal destaca falhas na atuação de órgãos como a Agência Nacional de Mineração e o Banco Central, especialmente na rastreabilidade da origem dos recursos.</div><p>No campo jurídico, há conflito entre a Convenção de Minamata, ratificada pelo Brasil, e normas antigas que ainda permitem o uso de mercúrio, dificultando ações de fiscalização por órgãos como o Ibama.</p><h2>Avanço do garimpo e desafios institucionais</h2><p>Apesar de operações recentes terem reduzido significativamente o <strong>garimpo em áreas como a Terra Indígena Yanomami</strong>, a atividade tem migrado para outras regiões, mantendo a pressão sobre territórios protegidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765825" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica.html" title="Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica">Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica.html" title="Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mineracao-ilegal-deixou-vestigio-de-mercurio-50-anos-apos-exploracao-na-mata-atlantica-1777216246154_320.jpg" alt="Mineração ilegal deixou vestígio de mercúrio 50 anos após exploração na Mata Atlântica"></a></article></aside><p>Casos como o do Rio Madeira evidenciam <strong>a rápida recomposição das estruturas ilegais</strong>, com novas embarcações surgindo pouco tempo após operações de repressão. Isso demonstra a capacidade de adaptação das redes criminosas envolvidas.</p><p>O cenário ocorre em paralelo a discussões no Supremo Tribunal Federal sobre a regulamentação da mineração em terras indígenas. Para o MPF, o avanço dessas pautas em um contexto de fragilidade institucional <strong>agrava ainda mais os riscos ambientais e sanitários na Amazônia.</strong></p><h3><strong><em>Referências da notícia</em><em><br></em></strong></h3><p><em>Revista Cenarium. <a href="https://revistacenarium.com.br/213-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf/" target="_blank">21,3% dos peixes na Amazônia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazônia brasileira: políticas contra desmatamento falham em conter degradação da floresta]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo mostra que políticas contra o desmatamento reduziram a derrubada da Amazônia, mas não impediram a degradação causada por fogo, madeira e fragmentação, deixando florestas em pé mais frágeis e menos eficientes para proteger o clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta-1777476279273.jpg" data-image="bia6ry2j90i4" alt="Amazônia, desmatamento, Brasil" title="Amazônia, desmatamento, Brasil"><figcaption>Amazônia em pé perde força: degradação escapa do combate ao desmatamento no Brasil</figcaption></figure><p>A Amazônia brasileira pode parecer preservada quando vista de longe, mas parte da floresta que continua em pé já perdeu funções importantes. Um estudo publicado na revista <em>PNAS</em> mostra que <strong>políticas eficientes para reduzir o desmatamento não conseguiram, na mesma medida, conter a degradação florestal</strong>, um problema menos visível, mas com forte impacto sobre carbono, biodiversidade e serviços ambientais. </p><p>A diferença é essencial: <strong>desmatamento é a remoção completa da floresta; degradação ocorre quando a mata permanece de pé</strong>, mas enfraquecida por fogo, exploração de madeira, fragmentação e efeitos de borda. Na prática, isso significa que uma área pode continuar verde no mapa, mas já estar mais seca, mais vulnerável a incêndios e com menor capacidade de armazenar carbono.</p><h2>Floresta ainda está de pé, mas não intacta </h2><p>Durante anos, o debate ambiental no Brasil se concentrou no avanço do desmatamento. <strong>Essa preocupação continua necessária, especialmente porque a derrubada da floresta abre caminho para perda de biodiversidade</strong>, emissões de carbono e mudanças no regime de chuvas. O novo alerta é que a conservação não pode parar no corte raso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta-1777478859274.jpg" data-image="5qmqkume5gug" alt="Amazonas, floresta" title="Amazonas, floresta"><figcaption>A degradação florestal reduz estoques de carbono, afeta a biodiversidade e torna a Amazônia mais vulnerável a secas e incêndios.</figcaption></figure><p>A degradação funciona como uma perda silenciosa. <strong>A floresta não desaparece de uma vez, mas vai perdendo qualidade ecológica.</strong> Árvores morrem, a borda da mata fica mais quente e seca, o fogo entra com mais facilidade e a fauna perde abrigo e alimento. <strong>Esse processo pode reduzir a resiliência da Amazônia, principalmente em anos de seca ou calor extremo.</strong></p><h2><strong>O problema vai além da derrubada </strong></h2><p>O estudo avaliou políticas públicas e privadas associadas ao controle do desmatamento, incluindo iniciativas ligadas à soja, à pecuária e a municípios prioritários. </p><div class="texto-destacado">A conclusão é direta: essas ações ajudaram a reduzir o desmatamento, mas não atacaram de forma suficiente os fatores que degradam a floresta sem necessariamente derrubá-la.</div><p>Entre os principais mecanismos de degradação estão:</p><ul> <li><strong>queimadas que escapam de áreas agrícolas e atingem bordas florestais;</strong></li> <li><strong>exploração seletiva de madeira, muitas vezes difícil de detectar rapidamente;</strong></li> <li>fragmentação, que deixa pedaços de floresta mais expostos ao calor e ao vento;</li> <li><strong>efeitos de borda, quando áreas abertas alteram o microclima da mata vizinha;</strong></li> <li>repetição de distúrbios, que impede a recuperação natural da vegetação.</li> </ul><p>Esse ponto muda a forma de olhar para a Amazônia. <strong>Uma política pode funcionar para evitar novos cortes, mas ainda falhar se não reduzir o fogo, a extração ilegal de madeira </strong>ou a pressão sobre áreas já fragilizadas. Por isso, os autores defendem que governos e empresas passem a medir também a degradação, não apenas o desmatamento.</p><h2>Degradação também pesa no clima </h2><p>A degradação tem efeito direto sobre o clima porque reduz a capacidade da floresta de estocar carbono. <strong>Quando árvores morrem ou perdem biomassa, parte desse carbono pode voltar à atmosfera. </strong>O problema é que essas perdas nem sempre aparecem com clareza nos inventários de emissões, que costumam dar mais atenção à remoção completa da cobertura vegetal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763969" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html" title="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta">Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta.html" title="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-da-amazonia-transporta-microrganismos-que-podem-regenerar-a-floresta-1776197231558_320.jpg" alt="Nevoeiro da Amazônia transporta microrganismos que podem regenerar a floresta"></a></article></aside><p>Também há impacto sobre o próprio funcionamento da floresta. <strong>Áreas degradadas tendem a ser mais quentes, mais secas e mais vulneráveis a novos incêndios.</strong> Isso cria um ciclo perigoso: a floresta enfraquecida queima com mais facilidade, e o fogo, por sua vez, aprofunda a degradação.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.pnas.org/doi/epdf/10.1073/pnas.2507793123" target="_blank">Deforestation-focused policies do not reduce degradation in the Brazilian Amazon</a>. 27 de abril, 2026. Cammelli, F., et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/amazonia-brasileira-politicas-contra-desmatamento-falham-em-conter-degradacao-da-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[‘Lua Cheia das Flores’: saiba como ver o fenômeno que vai iluminar o céu em maio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 23:47:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A chamada ‘Lua Cheia das Flores’ tem origem nas tradições dos povos originários norte-americanos Comanche e simboliza o auge da primavera no Hemisfério Norte. Em 2026, ela ocorrerá no dia 1º de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio-1777418597246.jpg" data-image="uaiqfmed2nvi"><figcaption>A Lua Cheia das Flores foi nomeada pelos povos nativos americanos devido ao florescimento intenso de plantas na primavera no Hemisfério Norte (de março a maio).</figcaption></figure><p>A Lua cheia de maio, tradicionalmente chamada de <strong>“Lua Cheia das Flores”</strong>, poderá ser observada na próxima <strong>sexta-feira, dia 1º</strong>, quando <strong>nosso satélite natural atingirá sua fase cheia completa</strong>.</p><p>O fenômeno astronômico tem destaque não apenas pela visibilidade ao iluminar o céu, mas também pelo <strong>simbolismo cultural que atravessa gerações</strong>. Ele<strong> tem origem nas tradições de povos originários americanos</strong> e <strong>simboliza o auge da primavera no Hemisfério Norte</strong> (que é de março a maio). Entenda mais abaixo.</p><h2>O que é a Lua Cheia das Flores?</h2><p>A 'Lua Cheia das Flores' é o <strong>nome tradicional dado à lua cheia que ocorre no mês de maio</strong>, quando o nosso satélite atinge sua fase completa e fica visível em diferentes regiões do planeta. Em <strong>2026</strong>, ela <strong>atingirá seu auge no próximo 1º de maio</strong>, sexta-feira.</p><p>A sua <strong>denominação </strong><strong>faz referência ao período em que muitas flores desabrocham na primavera do Hemisfério Norte</strong>, e carrega referências culturais consolidadas ao longo do tempo.</p><div class="texto-destacado">A Lua Cheia das Flores é o nome tradicional dado à lua cheia que ocorre no mês de maio, dentro de um sistema de nomes criado por povos indígenas da América do Norte.</div><p>Isso porque o termo tem <strong>origem em tradições dos povos indígenas Comanche, nativos da América do Norte</strong>, e reflete a relação entre os ciclos naturais e a observação do céu feita por esses grupos.</p><p>Contudo, outros povos indígenas variam em como se refere ao satélite nesta época do ano. Por exemplo, os povos Creek e Choctaw, também da América do Norte, a chamam de Lua da Amora, enquanto outros povos chamam de Lua do Sapo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio-1777418608670.jpg" data-image="eq6st7siav8i"><figcaption>Esta é a primeira lua cheia de maio, conhecida por celebrar o auge da primavera no Hemisfério Norte, simbolizando florescimento, abundância e renovação da natureza.</figcaption></figure><p>Falamos que <strong>ela acontece em maio, mas não obrigatoriamente é sempre neste mês</strong>. E por que?</p><p>Acontece que o<strong> ciclo lunar dura cerca de 29,5 </strong><strong>dias</strong>. Por causa disso, as <strong>luas cheias não “respeitam” perfeitamente o nosso calendário mensal</strong>. Na maioria dos anos, a Lua Cheia das Flores acontece em maio, mas em<strong> alguns casos raros, ela pode cair no final de abril ou início de junho</strong>, dependendo de como o ciclo lunar se encaixa no calendário. </p><h2>Onde ela ficará visível? </h2><p>A Lua Cheia das Flores <strong>poderá ser observada a olho nu de qualquer parte do mundo</strong>,<strong> desde que as condições climáticas sejam favoráveis</strong>, embora a sua associação com a primavera esteja diretamente ligada ao Hemisfério Norte.</p><div class="texto-destacado">A Lua Cheia das Flores poderá ser observada a olho nu de qualquer região do planeta, desde que o céu esteja limpo. </div><p>A <strong>visibilidade </strong>depende apenas de fatores locais, como:<strong> céu limpo sem nuvens</strong>, <strong>pouca poluição luminosa</strong> e<strong> horizonte desobstruído</strong>. Ou seja, tendo isso, você poderá observar a lua cheia. </p><p>Aqui no <strong>Brasil</strong>, ela atingirá seu <strong>ápice às 14h23 (horário de Brasília)</strong>. Mas o <strong>melhor momento de observá-la é ao anoitecer</strong>, logo após o pôr do sol, por volta das 18h–19h. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://oglobo.globo.com/mundo/clima-e-ciencia/noticia/2026/04/27/o-que-e-a-lua-cheia-das-flores-entenda-o-fenomeno-que-ilumina-o-ceu-em-maio.ghtml" target="_blank">O que é a 'Lua Cheia das Flores'? Entenda o fenômeno que ilumina o céu em maio</a>. 27 de abril, 2026. Redação O Globo/RJ.</em></p><p><em><a href="https://exame.com/ciencia/o-que-e-a-lua-cheia-das-flores-saiba-quando-o-fenomeno-vai-iluminar-o-ceu-em-maio/" target="_blank">O que é a 'Lua Cheia das Flores'? Saiba quando o fenômeno vai iluminar o céu em maio</a>. 27 de abril, 2026. Mateus Omena.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/lua-cheia-das-flores-saiba-como-ver-o-fenomeno-que-vai-iluminar-o-ceu-em-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Litoral de SP anuncia roda-gigante 'colossal' e projeto impressiona moradores; veja onde será instalada]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 20:24:51 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com 120 metros de altura, a maior roda-gigante da América Latina será construída no litoral norte de São Paulo e já movimenta expectativas na região. Veja aqui mais detalhes e onde ela será construída.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada-1777489554414.jpg" data-image="ucwu0eovxj65"><figcaption>Representação de como poderá ficar a nova atração, a roda-gigante, no Morro do Camaroeiro. (Imagem feita com IA)</figcaption></figure><p>O anúncio de uma<strong> nova atração turística e de lazer no Litoral Norte</strong> do estado de <strong>São Paulo</strong> já está aumentando as expectativas no setor de turismo da região.</p><p>Trata-se da construção de uma<strong> roda-gigante</strong> literalmente enorme, com <strong>120 metros de altura</strong>, que <strong>promete ser a maior da América Latina</strong>. Saiba mais abaixo.</p><h2>Últimas atualizações do projeto</h2><p>A atração será construída em <strong>Caraguatatuba</strong>, e a Prefeitura do município já anunciou a criação do <strong>Complexo Turístico do Camaroeiro e Morro de Santo Antônio</strong>, que abrigará um teleférico de 2,7 quilômetros (que vai ligar os dois principais morros da cidade, o Camaroeiro e Santo Antônio) e a roda-gigante. A roda-gigante ficará no Morro do Camaroeiro. </p><p>O Complexo Turístico também terá <strong>mirantes</strong> e áreas de convivência modernas, com <strong>bares</strong>, <strong>restaurantes</strong>, <strong>cafés</strong>, <strong>banheiros </strong>e <strong>estacionamento</strong>. E a<strong> r</strong><strong>oda-gigante terá cabines climatizadas com visão 360º da orla</strong>.</p><p><strong> Será cobrada taxa de acesso ao Complexo turístico</strong>, porém os preços devem ser acessíveis e será garantido o acesso gratuito ao Morro do Santo Antônio para quem optar pela subida a pé. A prática de voo livre, que é tradicional no local, será mantida, com modernização da pista e integração ao novo cenário turístico. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nova-roda-gigante-em-maceio-inaugura-espaco-gastronomico-e-vista-panoramica-da-cidade.html" title="Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade">Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/nova-roda-gigante-em-maceio-inaugura-espaco-gastronomico-e-vista-panoramica-da-cidade.html" title="Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-roda-gigante-em-maceio-inaugura-espaco-gastronomico-e-vista-panoramica-da-cidade-1767385586844_320.jpg" alt="Nova roda‑gigante em Maceió inaugura espaço gastronômico e vista panorâmica da cidade"></a></article></aside><p>O<strong> projeto será implantado por meio de Parceria Público-Privada (PPP)</strong>, com investimento integral da iniciativa privada estimado em <strong>mais de R$ 150 milhões</strong>, e concessão por 30 anos sem custo aos cofres públicos.</p><p>O cronograma oficial do projeto prevê um prazo de execução de 30 meses, e a <strong>expectativa</strong> é de que as obras comecem no segundo semestre de 2026. Se tudo ocorrer conforme o planejado, então a <strong>roda-gigante deverá ser inaugurada entre o final de 2028 e o início de 2029</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada-1777489595854.jpg" data-image="bhcumv2p74jk"><figcaption>O Morro de Santo Antônio tem 325 metros de altura e conta com estrada de acesso, áreas para caminhadas e uma grande estátua do padroeiro da cidade no topo. O local também abriga uma plataforma de voo livre. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p> Com a construção deste novo complexo turístico,<strong> Caraguatatuba busca se consolidar como um dos principais polos turísticos do Litoral Norte paulista</strong>, aumentando a permanência dos visitantes na cidade e impulsionando setores como comércio e serviços.</p><p>Mas<strong> o projeto não é exatamente novo</strong>; ele foi apresentado oficialmente pela Prefeitura de Caraguatatuba em um evento no ano passado. A proposta <strong>já vem sendo discutida há vários anos como estratégia para fortalecer o turismo</strong> na região.</p><p>Segundo o prefeito da cidade Mateus Silva, em uma entrevista no ano passado, <strong>o complexo representa um divisor de águas para o turismo local</strong>. "Com planejamento e responsabilidade, Caraguatatuba avança rumo ao maior salto turístico de sua história, com impacto direto no desenvolvimento econômico e sem custo para os cofres municipais", disse ele na ocasião.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/litoral-de-sp-tera-roda-gigante-maior-que-o-edificio-copan-veja-projeto/" target="_blank">Litoral de SP terá roda-gigante maior que o Edifício Copan; veja projeto</a>. 25 de abril, 2026. Jeferson Marques.</em></p><p><em><a href="https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/com-120-metros-maior-roda-gigante-da-america-latina-deve-ser/" target="_blank">Com 120 metros, maior roda-gigante da América Latina deve ser construída no litoral de SP</a>. 07 de janeiro, 2026. Ana Clara Durazzo.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/litoral-de-sp-anuncia-roda-gigante-colossal-e-projeto-impressiona-moradores-veja-onde-sera-instalada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fertilizante de biochar líquido mostra um aumento significativo na produtividade e eficiência das culturas]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fertilizante-de-biochar-liquido-mostra-um-aumento-significativo-na-produtividade-e-eficiencia-das-culturas.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 19:21:59 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo demonstra que fertilizantes líquidos de biochar aumentam a produtividade das culturas, melhoram a eficiência dos nutrientes e oferecem benefícios econômicos significativos, sugerindo uma alternativa escalável e sustentável à fertilização convencional sem comprometer a saúde do solo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/liquid-biochar-fertiliser-shows-a-big-boost-in-crop-yields-and-efficiency-1777131757784.jpg" data-image="vdgv67dsh21d"><figcaption>Imagem de um campo agrícola. Fonte: Pixabay.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista científica <em>Biochar </em>descreve como <strong>fertilizantes líquidos inovadores à base de biochar podem aumentar a produtividade das colheitas, melhorar a eficiência dos nutrientes</strong> e gerar retornos econômicos sólidos, abrindo caminho para um mundo agrícola mais sustentável.</p><h2>Como o fertilizante de biochar líquido supera os demais?</h2><p>Pesquisadores desenvolveram fertilizantes líquidos complexos à base de biochar e minerais e <strong>os testaram em um sistema de cultivo baseado em pastagens</strong>. As <strong>formulações combinam nutrientes minerais líquidos com biochar </strong>para facilitar a aplicação e melhorar a disponibilidade de nutrientes para as culturas. Os resultados mostram que algumas formulações, particularmente aquelas ricas em nitrogênio, superam outros processos de fertilização convencionais.</p><p>"O desenvolvimento de fertilizantes com uso eficiente de nutrientes é crucial para sustentar a produção agrícola em meio às crescentes pressões ambientais", afirmou o autor principal do estudo.</p><div class="texto-destacado">Nossos resultados demonstram que fertilizantes líquidos à base de biochar podem melhorar tanto a produtividade quanto a eficiência no uso de recursos em sistemas agrícolas reais.</div><p>A <strong>ineficiência dos fertilizantes é um grande desafio na agricultura</strong>, e estima-se que até metade do nitrogênio e do fósforo aplicados não sejam absorvidos pelas culturas, sendo perdidos por escoamento superficial e lixiviação. Essas perdas reduzem os lucros agrícolas e contribuem para a poluição.</p><p>O estudo abordou essas questões criando<strong> quatro complexos diferentes de biochar líquido e minerais</strong>: formulações não enriquecidas, enriquecidas com fósforo e enriquecidas com nitrogênio. Cada tratamento foi então <strong>aplicado no campo, com e sem fertilizantes tradicionais</strong>, para avaliar seus efeitos no crescimento das plantas, nas propriedades do solo, na absorção de nutrientes e na viabilidade econômica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De todos os tratamentos testados, o fertilizante líquido de biochar enriquecido com nitrogênio apresentou o melhor desempenho, com rendimentos de pastagem superiores a 42 toneladas por hectare, mais que o dobro dos rendimentos de pastagens não tratadas e superiores aos de pastagens fertilizadas convencionalmente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa formulação também alcançou balanços positivos de nitrogênio e fósforo, o que significa que as culturas foram nutridas pelo fertilizante em vez de sofrerem com a depleção das reservas de nutrientes do solo. Esses<strong> resultados demonstram a sustentabilidade do solo a longo prazo</strong>.</p><h2>Resultados positivos para todas as fórmulas testadas</h2><p>A equipe também descobriu que outras formulações melhoraram a produtividade quando combinadas com outros fertilizantes. No entanto,<strong> a fórmula enriquecida com nitrogênio proporcionou maior produtividade sem a necessidade de fertilizantes adicionais</strong>, ajudando a reduzir custos e mão de obra.</p><p>Outra descoberta do estudo foi que <strong>a aplicação de fertilizantes líquidos não alterou as comunidades microbianas do solo a curto prazo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os microrganismos do solo contribuem para a ciclagem de nutrientes e para a saúde do ecossistema.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo também demonstrou<strong> sólida viabilidade econômica</strong>, com relações custo-benefício para os fertilizantes testados variando de 1,9 a 2,5, indicando que os lucros superaram consistentemente os custos de investimento.</p><p>Esses resultados sugerem que os<strong> fertilizantes líquidos à base de biochar </strong>podem ser uma<strong> excelente opção para agricultores que buscam melhorar a eficiência e reduzir seu impacto ambiental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/liquid-biochar-fertiliser-shows-a-big-boost-in-crop-yields-and-efficiency-1777131941263.jpg" data-image="s31wo7grq0id"><figcaption>Imagem de campos agrícolas. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p><strong>O sucesso dessas formulações se deve à finura das partículas e à sua forma líquida</strong>, que melhoram a mobilidade e a disponibilidade de nutrientes no solo. Ao transportar os nutrientes diretamente para as raízes, as plantas os absorvem com mais eficiência, promovendo um melhor crescimento.</p><p>À medida que a <strong>agricultura </strong>enfrenta pressões crescentes devido às mudanças climáticas globais, ao aumento dos custos e à degradação do solo, produtos como <strong>fertilizantes líquidos à base de biochar podem desempenhar um papel importante na melhoria da sustentabilidade e da resiliência do setor</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681327" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descubra-os-beneficios-do-biochar-menos-pesticidas-e-vegetais-mais-saudaveis-confira-os-detalhes.html" title="Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!">Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/descubra-os-beneficios-do-biochar-menos-pesticidas-e-vegetais-mais-saudaveis-confira-os-detalhes.html" title="Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-os-beneficios-do-biochar-menos-pesticidas-e-vegetais-mais-saudaveis-confira-os-detalhes-1730598903157_320.jpg" alt="Descubra os benefícios do biochar: menos pesticidas e vegetais mais saudáveis. Confira os detalhes!"></a></article></aside><p>"Nosso trabalho destaca o potencial das tecnologias de biochar para transformar o uso de fertilizantes", afirmam os autores. "Com maior desenvolvimento e adoção em larga escala, <strong>esses sistemas podem ajudar os agricultores a produzir mais com menos recursos, protegendo a saúde do solo</strong>".</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s42773-026-00600-4" target="_blank">Distinct forms of liquid biochar mineral complex fertilisers differently increase crop yield, nutrient balance and economic return | Biochar | Springer Nature Link</a>. 22 de abril, 2026. Omidvar, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/fertilizante-de-biochar-liquido-mostra-um-aumento-significativo-na-produtividade-e-eficiencia-das-culturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte frente fria deixa em alerta 5 estados nos primeiros dias de maio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 18:09:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O feriado prolongado de Primeiro de Maio terá formação de nova frente fria, a qual vai avançar pelo Sul e Sudeste do Brasil no fim de semana, provocando chuvas fortes e temporais.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/alerta-no-parana-rio-atmosferico-provoca-chuva-extrema-de-ate-100-mm-nesta-quarta.html" target="_blank">Alerta no Paraná: rio atmosférico provoca chuva extrema de até 100 mm nesta quarta-feira</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777474806846.jpg" data-image="4drfmpjwla5c"><figcaption>Nova frente fria avança pelo Sul e Sudeste do Brasil neste início de maio, levando chuvas intensas e temporais.</figcaption></figure><p>O<strong> feriado prolongado de Primeiro de Maio terá a formação de uma nova frente fria </strong>associada a um grande ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico. O sistema se forma ao longo da sexta-feira (1º) e avança no <strong>fim de semana</strong>, <strong>afetando as condições do tempo nas Regiões Sul e Sudeste </strong>do Brasil.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00">novo canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O forte sistema frontal vai deixar<strong> 5 estados em alerta</strong> para <strong>chuvas intensas</strong>, <strong>temporais</strong> e <strong>rajadas de vento</strong> no<strong> fim de semana</strong>: o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, também vai deixar o <strong>mar muito agitado na costa do Sul e do Sudeste, com risco de ressaca.</strong></p><p>Acompanhe, <strong>a seguir, mais detalhes da previsão </strong>do tempo para o fim de semana.</p><h2>Fim de semana com alerta de chuva intensa no centro-sul do Brasil</h2><p>O <strong>deslocamento da forte frente fria vai trazer mudanças no tempo para a Região Sul e para algumas áreas da Região Sudeste</strong> no fim de semana, mas a começar já nesta sexta-feira (1º de maio).</p><p>Ao longo da <strong>sexta-feira (1º)</strong>, o processo de formação do ciclone e de sua frente associada já vai provocar <strong>fortes</strong> <strong>instabilidades no Rio Grande do Sul desde a manhã</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Chuvas intensas, temporais e rajadas de vento moderadas no sábado (2) na Região Sul do Brasil e no domingo (3) em Santa Catarina, Paraná, no Rio de Janeiro e no leste de São Paulo. </div><p>As condições serão <strong>de chuva moderada a pontualmente forte, com temporais intensos, raios, rajadas de vento moderadas e chance de queda de granizo </strong>no estado gaúcho. Os acumulados podem chegar a 60 mm no dia, com pontuais podendo passar de <strong>90 mm no Oeste, Centro e Campanha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777481356517.png" data-image="60dq9c72b68i"><figcaption>Previsão de densidade de raios para a sexta-feira (1º de maio) de manhã (11h) à esquerda e meados da tarde (17h) à direita. Ao longo de todo o dia, à medida que a nova frente fria se forma, haverá riscos de temporais intensos em todo o Rio Grande do Sul.</figcaption></figure><p>A <strong>chuva começa já na madrugada pelo oeste do estado e se espalha ao longo do dia pelas demais regiões</strong>, e até a noite já terá atingido todo o território gaúcho. A capital <strong>Porto Alegre pode registrar chuva forte e raios ainda pela manhã</strong>. </p><p>E não se descarta a ocorrência de pancadas de chuva e temporais isolados nas áreas catarinenses que fazem divisa com o Rio Grande do Sul entre a tarde e a noite de sexta-feira (1º). </p><h3>Sábado</h3><p>No sábado (2), a<strong> frente fria se desloca </strong>e passa a atingir também o estado de <strong>Santa Catarina e o sul do Paraná</strong>.</p><p>Pela <strong>madrugada</strong>, ainda chove na maioria das áreas do Rio Grande do Sul, com risco de <strong>chuvas moderadas a fortes, incluindo a Grande Porto Alegre, a região serrana e áreas do centro-norte do estado</strong>.</p><p><strong>Ao longo do dia, essa chuva vai diminuindo</strong> e ficando mais concentrada no norte gaúcho; e <strong>até meados da noite, o tempo volta a ficar mais firme no estado</strong>, com alguma nebulosidade no nordeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777481041104.png" data-image="cbv23e29xcev"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para o sábado (2) de manhã (9h) á esquerda e de tarde (15h) à direita, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Também na <strong>madrugada do sábado (2)</strong> já <strong>chove em boa parte de Santa Catarina</strong>, e <strong>ao longo do dia, chuvas moderadas atingem todas as regiões</strong>, com pancadas mais fortes e <strong>temporais isolados especialmente em áreas do Grande Oeste, centro e sul </strong>do estado catarinense.</p><p>A porção <strong>sul do Paraná, incluindo a capital Curitiba, terão chuvas fracas a moderadas ao longo do sábado (2)</strong>, com risco de pancadas mais pontuais e temporais bem isolados.</p><h3>Domingo</h3><p>No domingo (3), a chuva retorna ao Rio de Janeiro e a São Paulo. Já pela <strong>manhã</strong>, a<strong> </strong>frente fria vai provocar<strong> chuva fraca a moderada e ventos moderados a fortes no leste de São Paulo</strong>, incluindo a Grande São Paulo e os Vales do Paraíba e do Ribeira, e no <strong>sul do Rio de Janeiro</strong>.</p><p>A <strong>chuva se intensifica no decorrer da tarde </strong>e passa a atingir também as<strong> demais áreas do Rio de Janeiro</strong>, como a Região Metropolitana do Rio (incluindo a capital), a região de Angra dos Reis, de Paraty e a região serrana fluminense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio-1777480536846.jpg" data-image="fs90msh71td7"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para o domingo (3) à tarde (15h), segundo o modelo europeu ECMWF. Maior potencial para chuvas entre o norte de SC, o PR, o leste de SC e o RJ.</figcaption></figure><p> E atenção: como a <strong>chuva será persistente e volumosa</strong> nos <strong>litorais paulista e carioca</strong> ao longo do dia, ela pode causar <strong>transtornos para a população, como alagamentos </strong>nestas áreas.</p><p>Mas também no domingo (3), <strong>mesmo com a frente fria já mais afastada, áreas de instabilidade ainda ficam sobre o Paraná e Santa Catarina</strong>, deixando muitas nuvens e chuvas fracas a moderadas a qualquer momento do dia, além do risco de <strong>temporais isolados, especialmente no estado paranaense, no Vale do Itajaí, litoral norte e planalto norte </strong><strong>catarinenses</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/forte-frente-fria-deixa-em-alerta-5-estados-nos-primeiros-dias-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Comunidade Ashaninka se destaca pela gestão florestal sustentável na Amazônia peruana ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Experiência de gestão comunitária alia conhecimento tradicional e capacitação técnica, fortalece autonomia indígena, melhora renda local e preserva a floresta amazônica na região de Satipo, no Peru.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana-1777218517288.jpg" data-image="gvpxb4bw9m67" alt="Brandon Mahuanca Ramírez, um jovem Ashaninka membro do comitê de vigilância. Crédito: Reprodução/Agência Andina " title="Brandon Mahuanca Ramírez, um jovem Ashaninka membro do comitê de vigilância. Crédito: Reprodução/Agência Andina "><figcaption>Brandon Mahuanca Ramírez, um jovem Ashaninka membro do comitê de vigilância. Crédito: Reprodução/Agência</figcaption></figure><p>A <strong>comunidade indígena Ashaninka Coriteni Tarso</strong>, localizada na região de Satipo, na <strong>Amazônia peruana</strong>, tem se destacado como referência em <strong>gestão florestal sustentável.</strong> O trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos chamou a atenção de autoridades ambientais do país, que passaram a considerá-lo um modelo replicável para outras áreas da Selva Central.</p><p>O reconhecimento veio da Agência de Supervisão dos Recursos Florestais e da Vida Selvagem (Osinfor), que destacou a evolução da comunidade tanto na organização interna quanto na <strong>adoção de práticas responsáveis de manejo dos recursos naturais</strong>. A iniciativa ganhou ainda mais visibilidade ao ser retratada em uma crônica que detalha a trajetória do povo Ashaninka na preservação da floresta.</p><p>Cercada por montanhas cobertas de vegetação densa e cortada pelo rio Tambo, a comunidade transformou um cenário de incertezas em um exemplo de resiliência e aprendizado. O que antes era marcado por dificuldades técnicas e econômicas passou a representar<strong> um caso bem-sucedido de equilíbrio entre uso dos recursos naturais e conservação ambiental.</strong></p><h2>Desafios iniciais e aprendizado coletivo</h2><p>Há cerca de uma década, a comunidade iniciou atividades madeireiras sem o conhecimento técnico necessário para garantir a sustentabilidade do processo. Nesse período, erros foram cometidos, incluindo <strong>infrações que impactaram tanto o meio ambiente quanto a renda local.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana-1777218171917.jpg" data-image="0fj8g0m92pct"><figcaption>Treinamento da Osinfor para comunidade Ashaninka. Foto: Reprodução/Agência Andina</figcaption></figure><p>A falta de orientação adequada expôs os moradores a práticas injustas por parte de intermediários e empresas externas, que exploravam a madeira sem transparência. Além disso, a <strong>ausência de controle técnico sobre a extração aumentava o risco de degradação da floresta</strong>, colocando em perigo o território e a cultura Ashaninka.</p><p>Diante desse cenário, cresceu entre os moradores a percepção de que <strong>era necessário mudar</strong>. A ameaça não era apenas econômica, mas também ambiental e cultural, já que a floresta representa a base da vida e da identidade do povo.</p><h2>Capacitação e mudança de práticas</h2><p>A transformação começou em 2017, quando a comunidade decidiu<strong> investir em conhecimento e adotar práticas sustentáveis.</strong> Com o apoio da Osinfor, foram realizadas capacitações voltadas ao manejo florestal responsável, respeitando a cultura local e promovendo uma abordagem intercultural.</p><div class="texto-destacado">Os treinamentos ocorreram dentro da própria floresta, permitindo que homens e mulheres aprendessem técnicas como medição de madeira, registro em cadernos de campo e monitoramento da extração. O <strong>uso de ferramentas como GPS</strong> também passou a fazer parte da rotina dos membros responsáveis pela vigilância.</div><p>Com isso, a comunidade assumiu o controle direto de seu território, fortalecendo sua autonomia. A organização interna foi ampliada, incluindo a parceria com profissionais técnicos para garantir a rastreabilidade da madeira e a preservação de árvores essenciais para a regeneração da floresta.</p><h2>Resultados e impacto na qualidade de vida</h2><p>Os resultados desse processo não demoraram a aparecer. Ao longo dos anos, a comunidade foi aprovada em diversas supervisões florestais, consolidando-se como exemplo de boas práticas. O reconhecimento oficial veio com certificações que atestam o cumprimento das normas ambientais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola">Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola.html" title="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comunidade-japonesa-na-amazonia-torna-se-referencia-mundial-em-sustentabilidade-agricola-1768845616246_320.jpg" alt="Comunidade japonesa na Amazônia torna-se referência mundial em sustentabilidade agrícola"></a></article></aside><p>Além dos avanços institucionais, houve melhorias concretas na qualidade de vida dos moradores. A infraestrutura local foi ampliada, facilitando o comércio e o acesso a serviços, enquanto novas atividades econômicas, como piscicultura e agricultura, passaram a complementar a renda.</p><p>A experiência da comunidade Ashaninka Coriteni Tarso ultrapassa seus limites territoriais e inspira outros povos indígenas da região. O caso demonstra que o <strong>manejo sustentável da floresta é possível quando há compromisso, organização e respeito profundo pela natureza</strong>, garantindo não apenas a preservação ambiental, mas também um futuro mais próspero para as próximas gerações.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Portal Amazônia. <a href="https://portalamazonia.com/amazonia-internacional/gestao-ashaninka-peru/" target="_blank">Comunidade Ashaninka se destaca pela gestão florestal sustentável na Amazônia peruana</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/comunidade-ashaninka-se-destaca-pela-gestao-florestal-sustentavel-na-amazonia-peruana.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>