<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Sun, 28 Jun 2026 13:00:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 13:00:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[T. rex demorava cerca de 40 anos para atingir o tamanho máximo, revela estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova pesquisa revela que o <em>Tyrannosaurus rex</em> levava cerca de 40 anos para atingir seu tamanho máximo e levanta dúvidas sobre a classificação de alguns dos fósseis mais famosos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo-1782504397116.jpg" data-image="2srxpxtxp43e" alt="Uma nova análise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo até cerca dos 40 anos de idade, um período muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ciência. Crédito: Shutterstock" title="Uma nova análise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo até cerca dos 40 anos de idade, um período muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ciência. Crédito: Shutterstock"><figcaption>Uma nova análise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo até cerca dos 40 anos de idade, período muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ciência. Crédito: Shutterstock</figcaption></figure><p>Durante décadas, paleontólogos acreditaram que o<strong> </strong><em><strong>Tyrannosaurus rex</strong></em>, um dos dinossauros mais icônicos da história, alcançava seu porte adulto por volta dos 25 anos de idade. No entanto, um novo estudo indica que esse processo era muito mais lento do que se imaginava. Segundo os pesquisadores, o maior predador terrestre do fim do período Cretáceo <strong>continuava crescendo por aproximadamente 40 anos antes de atingir seu peso máximo</strong>, estimado em cerca de oito toneladas.</p><p>A descoberta resulta da análise de <strong>17 fósseis de tiranossauros</strong>, representando diferentes fases da vida do animal, desde indivíduos juvenis até adultos de grande porte. O trabalho oferece a reconstrução mais detalhada já realizada sobre o desenvolvimento do T. rex ao longo de sua existência e foi publicado na revista científica <strong>PeerJ</strong>.</p><p>Além de revisar o ritmo de crescimento da espécie, a pesquisa também reacende um antigo debate entre paleontólogos: <strong>alguns fósseis tradicionalmente atribuídos ao T. rex podem, na realidade, pertencer a espécies diferente</strong>s, embora muito próximas evolutivamente.</p><h2>Anéis de crescimento revelam a idade dos dinossauros</h2><p>Para estimar a idade de dinossauros fossilizados, os <strong>cientistas analisam anéis de crescimento preservados no interior dos ossos</strong>, de forma semelhante aos anéis encontrados nos troncos das árvores. Cada marca fornece pistas sobre a velocidade de crescimento do animal e sua idade no momento da morte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo-1782504772395.jpg" data-image="abpv1ip2w2g8" alt="A pesquisa também revelou anéis de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evidências de que alguns dos fósseis mais famosos atribuídos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras espécies. Crédito:" title="A pesquisa também revelou anéis de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evidências de que alguns dos fósseis mais famosos atribuídos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras espécies. Crédito:"><figcaption>A pesquisa também revelou anéis de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evidências de que alguns dos fósseis mais famosos atribuídos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras espécies. Crédito: Science Photo Library / Alamy</figcaption></figure><p>Embora essa técnica seja utilizada há décadas, a nova pesquisa empregou métodos muito mais sofisticados. Os pesquisadores examinaram<strong> finas lâminas de ossos fossilizados sob diferentes tipos de iluminação especializada</strong>, capazes de revelar marcas de crescimento que permaneciam invisíveis nos exames convencionais.</p><p>Além disso, a equipe utilizou modelos estatísticos avançados para combinar informações provenientes de diferentes indivíduos. Como cada fóssil preserva apenas parte da história de vida do animal, essa abordagem permiti<strong>u reconstruir uma curva de crescimento muito mais completa</strong>, abrangendo praticamente todas as fases da vida do T. rex.</p><h2>Maior conjunto de dados já reunido sobre o T. rex</h2><p>Segundo a anatomista Holly Woodward, da Universidade Estadual de Oklahoma e coordenadora do estudo, trata-se do <strong>maior conjunto de dados já reunido sobre a espécie.</strong> A análise dos anéis de crescimento permitiu reconstruir, ano a ano, a trajetória de desenvolvimento desses gigantes pré-históricos.</p><div class="texto-destacado">Diferentemente dos troncos das árvores, que preservam todo o histórico de crescimento, os ossos dos dinossauros registram apenas os anos finais de vida. Em um osso da perna de um T. rex, por exemplo, normalmente ficam preservadas informações referentes aos últimos 10 ou 20 anos do animal.</div><p>Para superar essa limitação, os cientistas integraram <strong>dados de fósseis pertencentes a indivíduos de diferentes idades</strong>. O matemático e paleobiólogo Nathan Myhrvold, responsável pela modelagem estatística, explica que essa técnica possibilitou construir uma curva composta de crescimento muito mais realista, evidenciando também a grande variação de tamanho existente entre os indivíduos da espécie.</p><h2>Crescimento lento pode explicar o sucesso ecológico da espécie</h2><p>Os resultados revelam um cenário bastante diferente daquele proposto em estudos anteriores. Em vez de atingir rapidamente a fase adulta, <strong>o T. rex parece ter crescido de forma contínua e relativamente estável </strong>ao longo de quatro décadas.</p><p>Os pesquisadores sugerem que <strong>esse desenvolvimento prolongado permitia que indivíduos jovens ocupassem diferentes nichos ecológicos antes de se tornarem grandes predadores</strong>. Em Ecologia, um nicho corresponde ao papel desempenhado por uma espécie no ambiente, incluindo sua alimentação, habitat e interação com outros organismos.</p><p>Segundo o paleontólogo Jack Horner, coautor da pesquisa, essa diversidade de funções exercidas pelos jovens tiranossauros pode ter contribuído para o <strong>enorme sucesso evolutivo do grupo</strong>, permitindo que dominassem os ecossistemas do final do período Cretáceo até a extinção dos dinossauros não aviários, há aproximadamente 66 milhões de anos.</p><h2>Fósseis famosos podem pertencer a outras espécies</h2><p>Outro aspecto importante do estudo envolve a classificação de alguns dos fósseis mais conhecidos do mundo. Há anos, especialistas discutem<strong> se todos os exemplares atribuídos ao T. rex realmente pertencem à mesma espécie.</strong></p><div class="texto-destacado">Para investigar essa possibilidade, os pesquisadores analisaram <strong>17 fósseis pertencentes ao que chamam de "complexo de espécies <em>Tyrannosaurus rex</em>"</strong>, reconhecendo que mais de uma espécie ou subespécie pode estar representada nesse conjunto.</div><p>Dois exemplares famosos, conhecidos pelos<strong> apelidos "Jane" e "Petey"</strong>, apresentaram padrões de crescimento significativamente diferentes dos demais. Embora esses dados, por si só, não permitam confirmar que pertencem a outra espécie, os autores consideram que essa hipótese merece investigação aprofundada. Curiosamente, outro estudo recente chegou a uma conclusão semelhante utilizando métodos distintos e <strong>classificou ambos como espécies diferentes do gênero Nanotyrannus.</strong></p><h2>Técnica pode transformar futuras pesquisas</h2><p>Além das descobertas sobre o T. rex, o estudo identificou um <strong>novo tipo de marca de crescimento nos ossos fossilizados</strong>, revelada por técnicas de iluminação com luz polarizada. Essas estruturas haviam passado despercebidas em pesquisas anteriores e podem explicar divergências observadas em diversos estudos sobre crescimento de dinossauros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768294" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa">Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html" title="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557_320.jpg" alt="Maior pegada de dinossauro no Brasil é descoberta na Paraíba, aponta pesquisa"></a></article></aside><p>Os autores afirmam que as evidências estatísticas são suficientemente robustas para justificar uma <strong>revisão dos protocolos atualmente utilizados em análises paleontológicas.</strong> Caso isso se confirme, a nova metodologia poderá beneficiar pesquisas envolvendo inúmeras outras espécies fósseis.</p><p>Mais de um século após sua descrição científica, <strong>o <em>Tyrannosaurus rex</em> continua surpreendendo os pesquisadores.</strong> Ao combinar um amplo conjunto de fósseis, técnicas modernas de imagem e análises estatísticas inovadoras, o novo estudo oferece uma das reconstruções mais precisas já produzidas sobre o crescimento do "rei dos dinossauros" e sugere que sua jornada até o topo da cadeia alimentar era muito mais longa do que se acreditava.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Science%20Daily" data-year="2026" data-title="T.%20rex%20took%2040%20years%20to%20reach%20full%20size%2C%20scientists%20find" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F06%2F260621110957.htm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Science Daily. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/06/260621110957.htm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">T. rex took 40 years to reach full size, scientists find</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem ar-condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que resfria casas no meio do deserto]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 10:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Muito antes de existir ar-condicionado ou ventilador, uma solução arquitetônica engenhosa já permitia suportar temperaturas extremas no meio do deserto. Dois mil anos depois, esse sistema volta a despertar interesse devido à sua eficiência e sustentabilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443.jpg" data-image="162ksmb3092w"><figcaption>Vista panorâmica das torres eólicas na cidade de Yazd, Irã.</figcaption></figure><p>Durante séculos, <strong>civilizações </strong>que habitaram alguns dos ambientes mais extremos do planeta <strong>aprenderam a conviver com o calor usando apenas seu conhecimento do clima</strong>, os materiais disponíveis e uma extraordinária engenhosidade arquitetônica.</p><p>Hoje, com o consumo de eletricidade associado ao ar-condicionado aumentando diante de ondas de calor cada vez mais intensas, longas e frequentes, arquitetos e engenheiros estão voltando sua atenção para <strong>uma </strong><strong>tecnologia ancestral que comprovou sua eficácia ao longo dos séculos</strong>.</p><p>Estamos falando do <em>badgir </em>(em persa), também conhecido como<strong> torre de vento ou captador de vento</strong>. Trata-se de um <strong>sistema de resfriamento natural</strong> desenvolvido há mais de dois milênios, séculos antes do surgimento da eletricidade, que ainda funciona em algumas das regiões mais quentes do mundo, como o sul do <strong>Irã</strong>, onde as temperaturas de verão podem facilmente ultrapassar os 50°C.</p><h2><strong>A invenção genial que resfria casas sem usar energia</strong></h2><p>O badgir era amplamente utilizado na antiga Pérsia, atual República Islâmica do Irã. Hoje, alguns de seus melhores exemplos podem ser vistos em cidades como Yazd, situada entre dois desertos. Lá, essas<strong> altas torres se elevam acima dos telhados e funcionam como captadores de vento eficazes</strong>.</p><p>Seu funcionamento depende exclusivamente das leis da física e do uso inteligente do vento, das diferenças de temperatura e da arquitetura do edifício. Funciona assim: <strong>quando uma brisa entra pelas aberturas superiores, o ar é canalizado para dentro da casa por meio de dutos verticais</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Dans le sud de l'Iran, où les températures peuvent atteindre 50°C à l'ombre, les habitants utilisent depuis plus de 2 000 ans un système d'architecture bioclimatique: les badgirs, ou tours à vent. Très répandues dans les régions désertiques du pays, notamment autour de la ville <a href="https://t.co/DHj72Q5pWP">pic.twitter.com/DHj72Q5pWP</a></p>— Restitutor Orientis (@restitutorII) <a href="https://x.com/restitutorII/status/2070140768707035345?ref_src=twsrc%5Etfw">June 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Ao mesmo tempo, <strong>o ar quente acumulado no interior sobe e escapa para o exterior</strong> graças ao chamado "efeito chaminé". O resultado é uma circulação constante que reduz a temperatura percebida sem a necessidade de motores, compressores ou eletricidade.</p><p>Em muitas construções tradicionais, esse sistema também era combinado com lagos, reservatórios de água ou galerias subterrâneas. À medida que o ar passava sobre superfícies mais frias ou ligeiramente úmidas, perdia parte do seu calor por meio do resfriamento evaporativo antes de ser distribuído pelos cômodos. <strong>Em climas secos, essa estratégia pode reduzir significativamente a temperatura interna</strong>.</p><h2><strong>Uma tecnologia adaptada ao clima desértico</strong></h2><p>O sucesso do badgir não depende apenas da torre. A arquitetura tradicional dessas moradias foi cuidadosamente projetada para combater o calor, a começar pelos <strong>materiais de construção</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540621148.jpg" data-image="i3kr4uajtg3j"><figcaption>Um badgir em uma casa de arquitetura árabe tradicional.</figcaption></figure><p>As casas eram tipicamente construídas com<strong> paredes grossas de adobe ou tijolo</strong>, materiais com alta inércia térmica que absorviam calor durante o dia e o liberavam lentamente à noite. Além disso, pátios internos, janelas pequenas e a orientação da construção ajudavam a minimizar a incidência direta da luz solar.</p><p>Toda a estrutura funcionava como um sistema passivo de climatização, aproveitando os recursos naturais disponíveis muito antes das revoluções tecnológicas posteriores.</p><h2><strong>Pode substituir o ar condicionado moderno?</strong></h2><p><strong>A resposta aqui depende do clima</strong>. Os modelos Badgir oferecem <strong>excelente desempenho em regiões quentes e secas</strong>, onde há grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas e a umidade ambiente é baixa. Nessas condições, a ventilação natural e o resfriamento evaporativo são particularmente eficazes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782539480398.jpg" data-image="005wso9ab23e"><figcaption>Este resort de luxo em Dubai incorporou torres de captação de energia eólica como solução climática.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>seu desempenho diminui em climas tropicais ou muito úmidos</strong>, onde o ar já contém uma grande quantidade de vapor de água e a evaporação mal o resfria.</p><p>Portanto, os <strong>especialistas não consideram essas torres um substituto universal para o ar-condicionado</strong>,<strong> mas sim uma solução complementar</strong> que pode reduzir significativamente a demanda energética de edifícios existentes em determinadas circunstâncias.</p><h3><strong>Uma ideia milenar revisitada</strong></h3><p>O badgir não é apenas uma curiosidade histórica. Atualmente, ele inspira inúmeros projetos de arquitetura bioclimática, e universidades e especialistas pesquisam <strong>como adaptar esse mecanismo ancestral a edifícios contemporâneos</strong> com o objetivo de reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono.</p><p>Em um contexto em que o resfriamento representa uma parcela significativa do consumo global de eletricidade durante o verão, qualquer tecnologia capaz de reduzir essa dependência é valiosa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="664654" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/pintar-telhados-de-branco-pode-diminuir-a-temperatura-local-de-cidades-em-ate-2-c.html" title="Pintar telhados de branco pode diminuir a temperatura local de cidades em até 2ºC">Pintar telhados de branco pode diminuir a temperatura local de cidades em até 2ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/pintar-telhados-de-branco-pode-diminuir-a-temperatura-local-de-cidades-em-ate-2-c.html" title="Pintar telhados de branco pode diminuir a temperatura local de cidades em até 2ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pintar-telhados-de-branco-pode-diminuir-a-temperatura-local-de-cidades-em-ate-2-c-1720537046163_320.jpg" alt="Pintar telhados de branco pode diminuir a temperatura local de cidades em até 2ºC"></a></article></aside><p>De fato,<strong> os princípios do badgir já foram incorporados em edifícios públicos, centros educacionais</strong> e escritórios por meio de torres de ventilação modernas que aproveitam o vento e a ventilação cruzada para melhorar o conforto térmico sem recorrer constantemente a sistemas mecânicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ortego%20Fern%C3%A1ndez%2C%20I" data-year="2020" data-title="Torres%20de%20viento%3A%20T%C3%A9cnicas%20pasivas%20de%20refrigeraci%C3%B3n" data-url="chrome-extension%3A%2F%2Fefaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj%2Fhttps%3A%2F%2Foa.upm.es%2F57995%2F1%2FTFG_20_Ortego_Fernandez_Irene.pdf">Ortego Fernández, I. (2020). <a href="chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://oa.upm.es/57995/1/TFG_20_Ortego_Fernandez_Irene.pdf" target="_blank">Torres de viento: Técnicas pasivas de refrigeración</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dados de um dos maiores mapas do Universo desafiam uma hipótese fundamental da Cosmologia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/dados-de-um-dos-maiores-mapas-do-universo-desafiam-uma-hipotese-fundamental-da-cosmologia.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 09:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Após mapear 47 milhões de galáxias, pesquisadores encontraram indícios de que o Universo pode não ser igual em todas as direções.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dados-de-um-dos-maiores-mapas-do-universo-desafiam-uma-hipotese-fundamental-da-cosmologia-1782600345939.png" data-image="x198ajd9l4dr" alt="A isotropia é um dos pilares fundamentais da Cosmologia. Agora, um novo estudo baseado nos dados do DESI sugere que essa hipótese pode precisar ser reavaliada." title="A isotropia é um dos pilares fundamentais da Cosmologia. Agora, um novo estudo baseado nos dados do DESI sugere que essa hipótese pode precisar ser reavaliada."><figcaption>A isotropia é um dos pilares fundamentais da Cosmologia. Agora, um novo estudo baseado nos dados do DESI sugere que essa hipótese pode precisar ser reavaliada. </figcaption></figure><p><strong>A Cosmologia é baseada em um conjunto de hipóteses que ajudam a descrever como o Universo evolui em grandes escalas. </strong>A mais importante é o princípio cosmológico, que assume que o Universo é homogêneo e isotrópico quando observado em grandes distâncias, e a causalidade, que estabelece que eventos físicos só influenciam regiões conectadas pela velocidade da luz. </p><p>Grande parte dos resultados obtidos nas últimas décadas depende diretamente dessas hipóteses. <strong>O modelo cosmológico padrão ΛCDM, por exemplo, usa a homogeneidade e a isotropia para interpretar observações da radiação cósmica de fundo, da distribuição de galáxias e da expansão do Universo. </strong>Dessas observações obtemos a estimativa da idade do Universo, a quantidade de matéria escura e a taxa de expansão cósmica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-maior-mapa-do-universo-foi-anunciado-revelando-800-000-galaxias-desafiando-as-primeiras-teorias-do-cosmos.html" title="O maior mapa do universo foi anunciado, revelando 800.000 galáxias, desafiando as primeiras teorias do cosmos">O maior mapa do universo foi anunciado, revelando 800.000 galáxias, desafiando as primeiras teorias do cosmos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-maior-mapa-do-universo-foi-anunciado-revelando-800-000-galaxias-desafiando-as-primeiras-teorias-do-cosmos.html" title="O maior mapa do universo foi anunciado, revelando 800.000 galáxias, desafiando as primeiras teorias do cosmos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-mas-grande-del-universo-800-000-galaxias-1749270333284_320.jpg" alt="O maior mapa do universo foi anunciado, revelando 800.000 galáxias, desafiando as primeiras teorias do cosmos"></a></article></aside><p><strong>Caso uma dessas hipóteses não seja válida, as análises terão que ser novamente realizadas e modelos terão que ser revisados. </strong>Com isso, um novo estudo baseado nos dados do <em>Dark Energy Spectroscopic Instrument</em> (DESI), responsável pelo maior mapa tridimensional do Universo já produzido, encontrou indícios de que a hipótese da isotropia pode não ser completamente válida. </p><h2>Isotropia</h2><p>A isotropia é um dos princípios fundamentais da Cosmologia e estabelece que, em grandes escalas, <strong>o Universo deve apresentar as mesmas propriedades independentemente da direção em que é observado. </strong>Em outras palavras, um observador localizado em qualquer ponto do Universo não deveria ter uma direção privilegiada para a distribuição média de galáxias e matéria. </p><p>O princípio cosmológico reúne duas hipóteses centrais: homogeneidade e isotropia. <strong>A homogeneidade afirma que a densidade média de matéria é semelhante em diferentes regiões do Universo</strong>. Já a isotropia determina que essa distribuição também deve ser equivalente em qualquer direção observada. Junto com a Relatividade Geral e o princípio da causalidade, essas hipóteses constituem a base dos modelos cosmológicos.</p><h2>Por que a isotropia é importante?</h2><p>A importância da isotropia está no fato de que praticamente todas as previsões da Cosmologia dependem dessa hipótese.<strong> Os modelos que descrevem a expansão do Universo, a formação de estruturas cósmicas e a radiação cósmica de fundo assumem que não existe uma direção privilegiada. </strong>Sem essa hipótese, seria necessário construir modelos mais complexos para explicar as observações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dados-de-um-dos-maiores-mapas-do-universo-desafiam-uma-hipotese-fundamental-da-cosmologia-1782600424137.png" data-image="uugzt11zu60g" alt="Se a isotropia do Universo realmente não for válida em grandes escalas, modelos cosmológicos e parâmetros fundamentais, como os ligados à radiação cósmica de fundo, poderão precisar de revisão. Crédito: Planck" title="Se a isotropia do Universo realmente não for válida em grandes escalas, modelos cosmológicos e parâmetros fundamentais, como os ligados à radiação cósmica de fundo, poderão precisar de revisão. Crédito: Planck"><figcaption>Se a isotropia do Universo realmente não for válida em grandes escalas, modelos cosmológicos e parâmetros fundamentais, como os ligados à radiação cósmica de fundo, poderão precisar de revisão. Crédito: Planck</figcaption></figure><p>Caso a isotropia não seja válida, parte da interpretação dos dados cosmológicos precisará ser revisada. <strong>Diferenças sistemáticas entre direções poderiam indicar que o Universo evoluiu de maneira diferente do que prevê o modelo cosmológico padrão</strong>. Isso afetaria diretamente análises da distribuição de galáxias e da própria expansão acelerada atribuída à energia escura. </p><h2>Novo estudo</h2><p><strong>Para investigar a isotropia, os pesquisadores usaram uma técnica estatística conhecida como ADPD, desenvolvida para medir correlações direcionais na distribuição das galáxias sem assumir uma direção preferencial.</strong> Os resultados foram comparados com previsões de um modelo cosmológico isotrópico. O objetivo era verificar se a distribuição das galáxias realmente segue o comportamento esperado pelo modelo cosmológico padrão.</p><div class="texto-destacado">Enquanto estudos anteriores sugerem anisotropias em escalas de megaparsecs, o novo trabalho estende esse comportamento para distâncias cerca de mil vezes maiores.</div><p>A análise dos dados do DESI revelou que as galáxias apresentam uma coerência direcional persistente até escalas de bilhões de anos-luz. <strong>Os pesquisadores encontraram indícios de que a matéria permanece agrupada de maneira anisotrópica em escalas muito maiores do que aquelas investigadas anteriormente.</strong> Se confirmado por outras observações, esse resultado desafia diretamente a hipótese de que o Universo é isotrópico.</p><h2>DESI</h2><p><strong>Nesse trabalho, dados do DESI, com 47 milhões de galáxias distribuídas ao longo de cerca de 11 bilhões de anos-luz, foram usados para a análise. </strong>O DESI é capaz de obter simultaneamente o espectro de até 5 mil galáxias e quasares usando um sistema robótico de fibras ópticas. A partir dessas observações, o DESI mede as distâncias de dezenas de milhões de objetos.</p><p>Apesar do DESI ter criado o mapa mais preciso do Universo, os autores do trabalho dizem que serão necessários novos levantamentos cosmológicos e análises para verificar se essa possível anisotropia é real. <strong>Caso esse resultado seja confirmado, modelos e parâmetros que sabemos sobre o Universo serão revisados.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Labini%2C%20F.%2C%20Galoppo%2C%20M" data-year="2026" data-title="Detection%20of%20anisotropic%20cosmic%20structures%20on%20a%20gigaparsec%20scale" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10702-5">Labini, F., Galoppo, M. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10702-5" target="_blank">Detection of anisotropic cosmic structures on a gigaparsec scale</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/dados-de-um-dos-maiores-mapas-do-universo-desafiam-uma-hipotese-fundamental-da-cosmologia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrônomos investigam um misterioso sinal de raios X sem explicação conhecida]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-investigam-um-misterioso-sinal-de-raios-x-sem-explicacao-conhecida.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 23:32:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O fenômeno foi detectado pelo Einstein Probe e apresenta características que não correspondem a nenhuma classe conhecida de explosões cósmicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-investigam-um-misterioso-sinal-de-raios-x-sem-explicacao-conhecida-1782599523351.png" data-image="o2cqwp89gcu2" alt="O EP240305a é um misterioso transiente de raios X detectado em 2024 que, até o momento, permanece sem uma explicação para sua origem." title="O EP240305a é um misterioso transiente de raios X detectado em 2024 que, até o momento, permanece sem uma explicação para sua origem."><figcaption>O EP240305a é um misterioso transiente de raios X detectado em 2024 que, até o momento, permanece sem uma explicação para sua origem.</figcaption></figure><p>As explosões e transientes de raios X estão entre os fenômenos mais energéticos observados no Universo. <strong>Essas emissões são associadas a buracos negros de massa estelar, estrelas de nêutrons e sistemas binários.</strong> À medida que o gás cai em direção ao objeto, ele forma um disco de acreção que aquece e emite radiação na faixa dos raios X. </p><p>Um dos principais exemplos desses sistemas são as binárias de raios X, compostas por um objeto compacto, que pode ser um buraco negro ou uma estrela de nêutrons, orbitando uma estrela companheira. <strong>A gravidade do objeto compacto retira matéria da estrela vizinha, alimentando um disco de acreção ao seu redor. </strong>Em alguns casos, instabilidades no fluxo de acreção provocam explosões conhecidas como transientes de raios X. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672698" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-isso-explicaria-as-estranhas-observacoes-associadas-a-ela.html" title="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela">A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-isso-explicaria-as-estranhas-observacoes-associadas-a-ela.html" title="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/muda-tudo-que-sabemos-a-estrela-betelgeuse-pode-ser-uma-binaria-de-estrelas-1725373895988_320.png" alt="A estrela Betelgeuse pode ser uma binária de estrelas: isso explicaria as estranhas observações associadas à ela"></a></article></aside><p><strong>Em 2024, o observatório espacial Einstein Probe detectou um transiente de raios X com propriedades diferentes. </strong>Após análises em diferentes comprimentos de onda, os pesquisadores verificaram que o evento não apresentava características compatíveis com nenhum fenômeno transitório. Isso poderia indicar que o objeto pode representar um fenômeno astrofísico ainda desconhecido.</p><h2>Binárias de raios X</h2><p>As binárias de raios X são sistemas estelares compostos por um objeto compacto e uma estrela companheira em órbita. A gravidade do objeto compacto atrai matéria da estrela vizinha por meio de ventos estelares. Esse material não cai diretamente, ele forma um disco de acreção que gira em alta velocidade ao seu redor. <strong>O atrito converte energia gravitacional em calor, elevando a temperatura do gás e emitindo raios X.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-investigam-um-misterioso-sinal-de-raios-x-sem-explicacao-conhecida-1782599489867.png" data-image="hru0os1blaxk" alt="Diversos fenômenos do Universo emitem raios X, mas nenhum deles explica completamente as características observadas no EP240305a. Crédito: Ma et al. 2026" title="Diversos fenômenos do Universo emitem raios X, mas nenhum deles explica completamente as características observadas no EP240305a. Crédito: Ma et al. 2026"><figcaption>Diversos fenômenos do Universo emitem raios X, mas nenhum deles explica completamente as características observadas no EP240305a. Crédito: Ma et al. 2026</figcaption></figure><p>A intensidade da emissão de raios X varia de acordo com a quantidade de matéria que está sendo transferida para o objeto compacto. Em sistemas com estrelas de nêutrons, os campos magnéticos também influenciam o fluxo de matéria e a emissão de radiação. Já nas binárias com buracos negros, os raios X são produzidos nas regiões mais internas do disco de acreção, próximas ao horizonte de eventos. </p><h2>EP240305a</h2><p>O evento EP240305a foi detectado em 5 de março de 2024 pelo Einstein Probe, um observatório que monitora o céu em busca de explosões transitórias de raios X. <strong>O objeto chamou a atenção por produzir dois flares intensos de raios X separados por aproximadamente 200 segundos.</strong> Assim que o fenômeno foi identificado, diversos telescópios passaram a observá-lo em diferentes comprimentos de onda.</p><p><strong>As observações revelaram que a emissão em raios X diminuiu rapidamente ao longo dos dias seguintes, enquanto o brilho em ondas de rádio continuou por várias semanas. </strong>Esse comportamento indica a presença de um jato. Os pesquisadores também detectaram uma fonte no infravermelho que desapareceu com o tempo, mas não encontraram qualquer emissão correspondente na faixa da luz visível. </p><h2>Falta de evidências</h2><p><strong>A combinação dessas observações não corresponde ao comportamento típico de nenhuma classe conhecida de transientes de raios X. </strong>Para tentar encontrar a classe do evento EP240305a, os pesquisadores compararam suas propriedades com diversos fenômenos conhecidos. A maior parte dessas hipóteses foi descartada porque a evolução temporal do evento era incompatível com os padrões observados. </p><div class="texto-destacado">Eventos de ruptura por maré e surtos de binárias de raios X permanecem ativos durante semanas ou meses, enquanto o EP240305a perdeu intensidade em apenas alguns dias.</div><p>Entre todas as possibilidades analisadas, as explosões de raios gama (GRBs) foram as que apresentaram maior semelhança com o comportamento observado. <strong>No entanto, nenhum sinal de raios gama foi detectado durante o evento, condição essencial para sua classificação como um GRB.</strong> Os autores sugerem que essa ausência pode ser explicada por diferentes cenários, como um jato relativístico observado fora do eixo de visão.</p><h2>O que pode ser?</h2><p>O EP240305a, até o momento, não corresponde a nenhuma classe conhecida de fenômenos capazes de produzir emissões de raios X. <strong>Essa incompatibilidade com tantos fenômenos sugere que o evento pode representar um mecanismo físico desconhecido ou até um novo tipo de transiente astrofísico. </strong>Assim, o EP240305a permanece sem uma classificação definitiva dentro da astronomia de altas energias.</p><p>A confirmação de uma nova classe de fenômenos exige a detecção de outros objetos semelhantes e um conjunto maior de observações em diferentes comprimentos de onda. <strong>Além disso, novos eventos permitirão verificar se as propriedades observadas no EP240305a são recorrentes ou não</strong>. Até lá, o EP240305a permanece como um fenômeno raro e sem explicação definitiva.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ma%20et%20al" data-year="2026" data-title="Multiwavelength%20Analysis%20of%20the%20Einstein%20Probe%20X-ray%20Transient%20EP240305a" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2606.14341">Ma et al. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2606.14341" target="_blank">Multiwavelength Analysis of the Einstein Probe X-ray Transient EP240305a</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-investigam-um-misterioso-sinal-de-raios-x-sem-explicacao-conhecida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viajar em 2026: Estes são os 5 países mais seguros do mundo, segundo especialistas do setor]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/viajar-em-2026-estes-sao-os-5-paises-mais-seguros-do-mundo-segundo-especialistas-do-setor.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 21:57:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Índice Global da Paz de 2026 divulgou seu ranking dos países mais seguros para viagens tranquilas em 2026: as cinco primeiras posições são ocupadas quase inteiramente por países europeus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggiare-nel-2026-la-top-5-dei-paesi-piu-sicuri-al-mondo-1781204861638.jpg" data-image="zhvgno33l9jx"><figcaption>O Lago Bled, na Eslovênia, é um dos lagos mais bonitos e famosos da Europa.</figcaption></figure><p>Instabilidade econômica, conflitos globais e segurança viária: os viajantes em <strong>2026 </strong>também levarão esses fatores em consideração. A maior ênfase na <strong>segurança </strong>é totalmente compreensível, dado o declínio global registrado ao longo de doze anos consecutivos.</p><p>Principais destinos turísticos, como Áustria, Portugal, Singapura, Finlândia e Japão, lideram a lista, ocupando as posições da quinta à décima; no entanto, aqui estão <strong>os cinco países mais seguros no geral</strong> para 2026.</p><h2>5. Irlanda</h2><p>A 'Ilha Esmeralda', como é carinhosamente chamada, alcançou uma posição de destaque, apesar de um passado turbulento — um passado que, felizmente, parece ter ficado para trás. Suas estradas seguras e seu <strong>envolvimento muito limitado em conflitos globais</strong> fazem dela um país onde, quase sempre, é possível viajar com tranquilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggiare-nel-2026-la-top-5-dei-paesi-piu-sicuri-al-mondo-1781204773014.jpg" data-image="ys34m2v1ds0o"><figcaption>As casas coloridas de Cork, na Irlanda, com a catedral ao fundo.</figcaption></figure><p>E a segurança certamente não é o único motivo para visitar a Irlanda. O restante está na <strong>atmosfera tranquila</strong> de seus castelos, na beleza inegável de seu litoral acidentado e na <strong>hospitalidade </strong>extraordinária de seu povo.</p><p>Sem falar na extraordinária riqueza de seu patrimônio cultural, que inclui — além de seus monumentos mais famosos — música, vestígios da história celta e um folclore fascinante.</p><h2>4. Eslovênia</h2><p>Você pode viajar com total segurança por este paraíso tranquilo de florestas, vilarejos e lagos. A Eslovênia — <strong>ainda não descoberta pelo turismo de massa</strong> — é também um destino ideal para uma escapada longe da agitação, situada entre montanhas e oferecendo vistas espetaculares.</p><p>Liubliana, a capital, é uma cidade encantadora com uma atmosfera vibrante típica da Europa Central durante o verão.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Lake Bled, Slovenia <br>: Tovissi Bence <a href="https://t.co/T4hzqTf3DQ">pic.twitter.com/T4hzqTf3DQ</a></p>— Architecture & Tradition (@archi_tradition) <a href="https://x.com/archi_tradition/status/1800856774733697439?ref_src=twsrc%5Etfw">June 12, 2024</a></blockquote></figure><p>O país subiu no ranking nos últimos anos e entrou para o grupo dos cinco primeiros — segundo alguns — justamente porque a oportunidade de passar tanto tempo em contato com uma <strong>natureza </strong><strong>magnífica </strong>faz com que as pessoas se sintam mais calmas.</p><h2>3. Suíça</h2><p>Talvez não seja surpreendente que a Suíça — que também subiu duas posições em relação ao ano anterior — figure entre os três países mais seguros para viajar em 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viajar-en-2026-estos-son-los-5-paises-mas-seguros-del-mundo-segun-los-expertos-1782498818369.png" data-image="j7a67k3waau5"><figcaption>Vistas do vale de Lauterbrunnen, na Suíça.</figcaption></figure><p>De fato, quatro comunidades com línguas e identidades distintas convivem pacificamente aqui; em vez de se envolverem em conflitos violentos — como acontece em outros lugares —, elas se comunicam e cooperam em prol do bem comum.</p><p>Os resultados são evidentes nas <strong>ruas seguras</strong>, na<strong> baixa incidência de pequenos delitos</strong> e no forte <strong>senso de dever cívico</strong> dos cidadãos — fatores que tornam as férias passadas entre magníficos picos alpinos ou em cidades ultramodernas ainda mais relaxantes. E talvez o excelente chocolate local também contribua para o bom humor geral.</p><h2>2. Nova Zelândia</h2><p>Para chegar lá, você precisa viajar para o outro lado do mundo, mas a Nova Zelândia é um belo oásis e definitivamente vale a viagem.</p><p>Sua localização extremamente remota fez com que o país tendesse a <strong>se manter fora dos conflitos que assolam o mundo</strong> e, portanto, tenha sido <strong>muito pouco militarizado</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="no" dir="ltr">Mueller Glacier, New Zealand <a href="https://t.co/8lwvMlGM54">pic.twitter.com/8lwvMlGM54</a></p>— Travel Hiking View (@hikingview) <a href="https://x.com/hikingview/status/1731565469516124516?ref_src=twsrc%5Etfw">December 4, 2023</a></blockquote></figure><p><strong>Leis rigorosas sobre a importação e compra de armas </strong>têm se mostrado eficazes, mas os neozelandeses são, em geral, uma<strong> população solidária</strong> com um forte senso de comunidade.</p><p>De qualquer forma, entre praias, vulcões, cavernas e cachoeiras, a Nova Zelândia é um país que sempre consegue proporcionar aos seus visitantes paz interior e paz com o mundo.</p><h2>1. Islândia</h2><p>A Islândia<strong> lidera o ranking do Índice Global da Paz de 2026</strong>, sendo considerada uma nação perfeita em todos os sentidos.</p><p>Embora a Islândia seja pequena em tamanho e possua algumas cidades modernas, é a sua beleza natural espetacular e intocada que deixa impressões duradouras nos visitantes. Isso se torna ainda mais evidente ao se aventurar além das atrações turísticas típicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggiare-nel-2026-la-top-5-dei-paesi-piu-sicuri-al-mondo-1781204825749.jpg" data-image="kw30brzxoqx1"><figcaption>Uma pequena cidade costeira na Islândia.</figcaption></figure><p>Entre os famosos gêiseres, cachoeiras, geleiras e vulcões, não só o meio ambiente, mas também a<strong> segurança da população é uma prioridade máxima</strong>.</p><p><strong>Pequenos delitos são tão raros que são praticamente inexistentes</strong>, enquanto a coesão social é excepcionalmente forte. Não é por acaso que o país se mantém no topo do ranking há dezenove anos consecutivos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lindsey%20Galloway" data-year="2026" data-title="What%20it's%20like%20to%20live%20in%20the%20world's%20safest%20countries%20for%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260609-what-its-like-to-live-in-the-worlds-safest-countries-for-2026">Lindsey Galloway. (2026). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260609-what-its-like-to-live-in-the-worlds-safest-countries-for-2026" target="_blank">What it's like to live in the world's safest countries for 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/viajar-em-2026-estes-sao-os-5-paises-mais-seguros-do-mundo-segundo-especialistas-do-setor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bactérias de laguna no Rio de Janeiro ajudam cientistas a descobrir se há vida em Marte; entenda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 20:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma laguna de água hipersalgada no litoral fluminense pode ter semelhanças com o ambiente encontrado em lagunas localizadas sob a superfície de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636.jpg" data-image="gkaif5v7u2yy"><figcaption>A Lagoa de Araruama, no RJ, está separada do mar por um grande cordão arenoso, onde estão instaladas pequenas lagunas, como a Brejo do Espinho. Divulgação.</figcaption></figure><p>Pesquisadores do Laboratório de Astrobiologia (AstroLab) da Universidade de São Paulo (USP) utilizam <strong>bactérias encontradas na Laguna Brejo do Espinho</strong>, na Restinga de Massambaba, Rio de Janeiro, para <strong>estudar se o planeta Marte poderia abrigar alguma forma de vida</strong>.</p><p>Isso porque as <strong>águas da laguna </strong>no litoral fluminense possuem uma<strong> salinidade extrema</strong>, e <strong>podem se assemelhar com as chamadas "salmouras"</strong> intermitentes do planeta vermelho.</p><p>Entenda mais sobre o estudo abaixo.</p><h2>Que bactéria é essa e como ela pode ajudar nas pesquisas sobre Marte?</h2><p>A principal <strong>bactéria </strong>estudada é a <strong><em>Staphylococcus nepalensis</em> </strong>(S. <em>nepalensis</em>), que tem chamado a atenção dos pesquisadores da USP por ter características muito específicas. Essa bactéria<strong> tem a capacidade de sobreviver a mudanças bruscas e concentrações extremas de salinidade</strong>, então serve como modelo para entender como microrganismos toleram ambientes severos.</p><p>E esse tipo de bactéria foi encontrado na<strong> Laguna Brejo do Espinho</strong>, em Araruama, <strong>um ambiente hostil que possui salinidade extrema</strong>. Ela tem baixa profundidade média, variando entre 2 centímetros e 2 metros, o que faz aumentar a variação da salinidade ao longo do ano nas suas águas.</p><p>Dessa forma, os pesquisadores estão usando esta bactéria da laguna em <strong>experimentos de laboratório </strong>que simulam algumas condições extremas de Marte, como aquelas que são encontradas nas <strong>salmouras intermitentes — pequenos fluxos de água extremamente salgada que se formam brevemente na superfície marciana</strong>. </p><div class="texto-destacado"> A laguna em Araruama é uma das maiores massas de água hipersalina permanente do mundo, superando a concentração de sal da água do mar. </div><p>Estes experimentos reproduzem o ciclo de água extremamente salgada de Marte para<strong> testar como a bactéria reage, dando pistas sobre a habitabilidade passada (ou presente) no planeta vermelho</strong>.</p><p>Ou seja, o objetivo principal da pesquisa é <strong>entender se essas salmouras marcianas poderiam reunir as condições mínimas para a sobrevivência de microrganismos </strong>extremófilos (seres vivos que conseguem se desenvolver em condições extremas).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)">Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798_320.jpg" alt="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra em uma rocha de Marte (algo nunca antes visto)"></a></article></aside><p> Essas <strong>salmouras hipersalinas de Marte poderiam ocorrer durante o</strong><strong> verão do planeta</strong>, mesmo que em quantidades muito pequenas, o que é uma informação animadora para a possibilidade de algum tipo de vida se sustentar ali.</p><p>Então, os pesquisadores querem entender <strong>como essa bactéria deve responder aos ciclos das salmouras intermitentes do verão marciano</strong>, que congelam à noite e voltam ao estado líquido durante o dia. </p><p>Durante o dia, à medida que a temperatura aumenta, a água descongela e contribui para a diluição do sal acumulado na salmoura. À noite ocorre o oposto: as soluções voltam a congelar, o que diminui a quantidade de água líquida disponível, leva a uma dessecação e ao aumento da concentração de sal da salmoura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782510325624.jpg" data-image="epwr73lm4hw9"><figcaption>As salmouras em Marte são misturas de água líquida com altas concentrações de sais (como percloratos). Elas são o mecanismo mais provável para a existência de água líquida no planeta hoje. Crédito: NASA, JPL, Malin Space Science Systems.</figcaption></figure><p>Essa <strong>variação brusca </strong>na na disponibilidade de água e <strong>concentração de sal </strong>nas salmouras marcianas <strong>submete a vida tal como a conhecemos a importantes desafios biológicos</strong>.</p><p>Os <strong>resultados futuros</strong> das pesquisas vão ajudar a <strong>entender </strong>se a <strong>capacidade adaptativa da bactéria </strong>pode ser uma <strong>via de adaptação diante de estressores ambientais em Marte</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Albergaria%2C%20D" data-year="2026" data-title="Bact%C3%A9rias%20que%20vivem%20em%20laguna%20no%20Rio%20de%20Janeiro%20ajudam%20a%20investigar%20se%20Marte%20pode%20ser%20habit%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fbacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594">Albergaria, D. (2026). <a href="https://theconversation.com/bacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594" target="_blank">Bactérias que vivem em laguna no Rio de Janeiro ajudam a investigar se Marte pode ser habitável</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tubarão que ‘anda’ fora d’água é descoberto por cientistas na Oceania]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tubarao-que-anda-fora-d-agua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 18:44:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova espécie identificada na Papua-Nova Guiné utiliza as barbatanas para se deslocar em recifes rasos durante a noite e amplia o conhecimento científico sobre os raros tubarões-andantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tubarao-que-anda-fora-d-agua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania-1782252809313.jpg" data-image="kwvga910voab" alt="Tubarão-andante: nova espécie usa as barbatanas para se deslocar em águas rasas (Mark Erdmann/ Universidade de Sunshine Coast) Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/ciencia/tubarao-que-anda-fora-dagua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento" title="Tubarão-andante: nova espécie usa as barbatanas para se deslocar em águas rasas (Mark Erdmann/ Universidade de Sunshine Coast) Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/ciencia/tubarao-que-anda-fora-dagua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento"><figcaption>Tubarão-andante: nova espécie usa as barbatanas para se deslocar em águas rasas. Crédito: Mark Erdmann/ Universidade de Sunshine Coast</figcaption></figure><p>Uma <strong>nova espécie de tubarão capaz de se locomover parcialmente fora d’água</strong> foi descoberta por pesquisadores na Papua-Nova Guiné, no sudoeste do Oceano Pacífico. O animal, batizado de <em>Hemiscyllium dudgeonae</em>, integra o grupo conhecido como tubarões-andantes e teve sua descrição científica divulgada nesta semana em um estudo publicado na plataforma Zenodo.</p><p>Com cerca de um metro de comprimento, a espécie chama a atenção pela habilidade de usar as barbatanas peitorais para se deslocar sobre recifes rasos durante a noite. O comportamento peculiar deu origem ao apelido de<strong> “tubarão-andante”,</strong> atribuído às espécies do gênero Hemiscyllium.</p><p>Além da forma incomum de locomoção, o novo tubarão apresenta <strong>coloração marrom com marcas brancas espalhadas pelo corpo</strong>, característica que ajuda a diferenciá-lo de outras espécies aparentadas.</p><h2>Descoberta ocorreu durante expedição científica</h2><p>O animal foi encontrado durante uma expedição realizada na <strong>Baía de Milne, no sudeste da Papua-Nova Guiné</strong>. A equipe de pesquisadores estudava populações de tubarões-epaulette quando um exemplar desconhecido chamou a atenção dos cientistas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tubarao-que-anda-fora-d-agua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania-1782252962377.jpg" data-image="e2zsplp6p1tw" alt="Hemiscyllium dudgeonae: espécie foi identificada na Papua-Nova Guiné - Foto: Nesha Ichida/Universidade de Sunshine Coast (Nesha Ichida/Universidade de Sunshine Coast) Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/ciencia/tubarao-que-anda-fora-dagua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento" title="Hemiscyllium dudgeonae: espécie foi identificada na Papua-Nova Guiné - Foto: Nesha Ichida/Universidade de Sunshine Coast (Nesha Ichida/Universidade de Sunshine Coast) Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/ciencia/tubarao-que-anda-fora-dagua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento"><figcaption>Hemiscyllium dudgeonae: espécie foi identificada na Papua-Nova Guiné - Foto: Nesha Ichida/Universidade de Sunshine Coast. Crédito: Nesha Ichida/Universidade de Sunshine Coast</figcaption></figure><p>A captura foi feita pela pesquisadora Christine Dudgeon, da Universidade de Sunshine Coast, na Austrália. Segundo os autores do estudo, o primeiro indício de que se tratava de uma espécie ainda não catalogada surgiu a partir do<strong> padrão de coloração</strong>, considerado diferente dos demais integrantes do gênero.</p><p>Para confirmar a hipótese, os pesquisadores coletaram<strong> amostras de sangue e tecido e realizaram análises genéticas em laboratórios australianos</strong>. Os resultados comprovaram que o animal representava uma espécie até então desconhecida pela ciência.</p><h2>Nome local da espécie faz referência à movimentação lenta</h2><p>Os cientistas explicam que a c<strong>apacidade de caminhar pelo fundo marinho em águas extremamente rasas</strong> é uma característica compartilhada pelos chamados tubarões-andantes. O comportamento permite que esses predadores noturnos procurem alimento em áreas onde outros peixes têm dificuldade de se movimentar.</p><div class="texto-destacado">Na região onde a espécie foi encontrada, os moradores a conhecem pelo nome “kadedekedewa”, expressão do dialeto local que pode ser traduzida como “tubarão-cão” ou “tubarão preguiçoso”. O termo faz referência à forma lenta como o animal se desloca.</div><p>A descoberta também levou os pesquisadores a reavaliarem o conhecimento sobre a distribuição geográfica dos tubarões-andantes. Até então, acreditava-se que as diferentes espécies viviam em <strong>áreas isoladas por barreiras naturais</strong>, como rios ou regiões mais profundas do oceano.</p><h2>Grupo reúne espécies vulneráveis</h2><p>Os resultados do estudo sugerem que algumas espécies podem ocupar áreas próximas no<strong> leste da Papua-Nova Guiné</strong>, embora não necessariamente compartilhem os mesmos habitats ao mesmo tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774887" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar">Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214_320.jpg" alt="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"></a></article></aside><p>Com a identificação do <em>Hemiscyllium dudgeonae</em>, o gênero Hemiscyllium passa a reunir <strong>dez espécies conhecidas.</strong> Segundo os pesquisadores, metade delas já enfrenta algum grau de ameaça em razão da distribuição geográfica restrita.</p><p>Entre os principais riscos estão a <strong>pesca, as mudanças climáticas e a degradação dos recifes de coral.</strong> Os cientistas pretendem retornar à região em outubro para realizar novos levantamentos e obter informações sobre o tamanho da população e o estado de conservação da espécie recém-descoberta.</p><h3>Referência da notícia</h3><p>Revista Exame. (2026). <a href="https://exame.com/ciencia/tubarao-que-anda-fora-dagua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania" target="_blank">Tubarão que anda fora d´água é descoberto na Oceania</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tubarao-que-anda-fora-d-agua-e-descoberto-por-cientistas-na-oceania.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Domingo de perigo extremo no Sul: granizo, chuvas extremas e ventos de 80 km/h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/domingo-de-perigo-extremo-no-sul-granizo-chuvas-extremas-e-ventos-de-80-km-h.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A formação de um ciclone, com suporte de um rio atmosférico, deixa a Região Sul em alerta para tempestades severas neste domingo (28), com risco de granizo, ventos intensos e mais de 100 mm de chuva em 24 horas. O evento extremo deve persistir por pelo menos quatro dias.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/indicador-de-chuvas-extremas-traz-risco-para-o-sul-e-regioes-do-norte-e-nordeste-veja.html">Indicador de chuvas extremas traz risco para o Sul e regiões do Norte e Nordeste; veja </a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajb2wi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajb2wi.jpg" id="xajb2wi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>ciclone</strong> está previsto para se formar próximo ao<strong> Rio Grande do Sul </strong>neste domingo (28). Enquanto a pressão atmosférica diminui durante este processo, uma <strong>enorme quantidade de vapor d’água </strong>é <strong>canalizada</strong> sobre a <strong>região Sul </strong>do Brasil, na forma de um rio atmosférico. O vapor d’água e o calor transportados neste processo, favorece o desenvolvimento de <strong>tempestades intensas e chuvas volumosas. </strong></p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p><a href="mailto:?subject=Ar%20seco%20ganha%20for%C3%A7a%20no%20Brasil%20Central:%20umidade%20chega%20abaixo%20de%2020%&body=Ar%20seco%20ganha%20for%C3%A7a%20no%20Brasil%20Central,%20com%20temperaturas%20em%20alta%20e%20umidade%20perto%20de%2020%%20nos%20pr%C3%B3ximos%20dias.:%20https%3A%2F%2Fwww.tempo.com%2Fnoticias%2Fprevisao%2Far-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de.html" data-type="4" aria-label="email_in" rel="me"></a><a href="https://www.linkedin.com/shareArticle?mini=true&url=https%3A%2F%2Fwww.tempo.com%2Fnoticias%2Fprevisao%2Far-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de.html&title=Ar%20seco%20ganha%20for%C3%A7a%20no%20Brasil%20Central:%20umidade%20chega%20abaixo%20de%2020%&summary=Ar%20seco%20ganha%20for%C3%A7a%20no%20Brasil%20Central,%20com%20temperaturas%20em%20alta%20e%20umidade%20perto%20de%2020%%20nos%20pr%C3%B3ximos%20dias.&source=https://www.tempo.com" data-type="5" aria-label="linkedin_in" rel="me"></a><a href="https://pinterest.com/pin/create/button/?url=https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de.html&media=https%3A%2F%2Fservices.meteored.com%2Fimg%2Farticle%2Far-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de-1782509906817_1280.jpg&description=Ar%20seco%20ganha%20for%C3%A7a%20no%20Brasil%20Central:%20umidade%20chega%20abaixo%20de%2020%" data-type="6" aria-label="pinterest_in" rel="me"></a></p><p>O <strong>sábado (27)</strong> amanheceu com <strong>tempestades</strong> e <strong>chuvas intensas</strong> no oeste do Paraná e de Santa Catarina. Essas tempestades devem continuar até o final do sábado no Paraná, Santa Catarina e avançar em direção ao Rio Grande do Sul, enquanto se fortalecem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-perigo-extremo-no-sul-granizo-chuvas-extremas-e-ventos-de-80-km-h-1782572537396.png" data-image="0ahh6kqbom6r" alt="Imagem de satélite do sábado (27) mostra um núcleo de tempestades intensas sobre o Paraná e Santa Catarina." title="Imagem de satélite do sábado (27) mostra um núcleo de tempestades intensas sobre o Paraná e Santa Catarina."><figcaption>Imagem de satélite do sábado (27) mostra um núcleo de tempestades intensas sobre o Paraná e Santa Catarina.</figcaption></figure><p>No<strong> domingo (28)</strong> a previsão indica que as <strong>tempestades irão se intensificar muito</strong> sobre a <strong>região Sul,</strong> com elevado <strong>risco</strong> de ocorrência de <strong>granizo</strong>, <strong>rajadas</strong> intensas de <strong>vento</strong> e <strong>acumulados</strong> de chuva de<strong> mais de 100 mm</strong> em <strong>24 horas</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de tempestades intensas: elevado risco de granizo</h2><p>A<strong> madrugada de domingo (28)</strong> tem alerta de <strong>tempestades severas </strong>desde o<strong> oeste do Paraná, Santa Catarina e grande parte do Rio Grande do Sul</strong>, exceto faixa leste do estado. </p><p>Os<strong> </strong>sistemas mais intensos, com<strong> risco elevado de granizo e</strong> <strong>chuva volumosa</strong> devem ocorrer sobre o <strong>noroeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina</strong>, embora não se descarte sistemas intensos nas demais áreas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-perigo-extremo-no-sul-granizo-chuvas-extremas-e-ventos-de-80-km-h-1782572555081.png" data-image="n2wq4movn8gn" alt="Previsão de tempestades intensas sobre a região Sul na madrugada de domingo (28), segundo o ECMWF." title="Previsão de tempestades intensas sobre a região Sul na madrugada de domingo (28), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de tempestades intensas sobre a região Sul na madrugada de domingo (28), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>No <strong>decorrer do domingo (28</strong>), as <strong>tempestades</strong> <strong>se</strong> <strong>espalham</strong> sobre praticamente todo o território do Rio Grande do Sul e, a partir da tarde, avançam sobre Santa Catarina e Paraná. O<strong> alerta de granizo permanece até o final</strong> do dia, assim como rajadas intensas de vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-perigo-extremo-no-sul-granizo-chuvas-extremas-e-ventos-de-80-km-h-1782572606575.png" data-image="53vwke5ezg0v" alt="Previsão de rajadas intensas de vento neste domingo (27), segundo o ECMWF." title="Previsão de rajadas intensas de vento neste domingo (27), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de rajadas intensas de vento neste domingo (27), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>As<strong> rajadas mais intensas</strong> de vento podem se aproximar de <strong>80 km/h</strong> especialmente sobre a <strong>Serra Gaúcha e Catarinens</strong>e, mas também no<strong> norte do Rio Grande do Sul</strong>, metade <strong>oeste</strong> de<strong> Santa Catarina</strong> e maior parte do <strong>Paraná</strong>. </p><p>Nas áreas urbanas, ventos desta magnitude <strong>podem causar grandes impactos</strong>, desde <strong>destelhamento</strong> de casas, <strong>queda de galhos</strong> de árvores e outras estruturas vulneráveis, representando um risco extra para a população.</p><h2>Alerta de chuvas extremas: acumulados superiores a 100 mm</h2><p>Um<strong> indicador de chuvas extremas</strong> conhecido como índice de previsão extrema (EFI), do modelo ECMWF, <strong>alerta</strong> para <strong>volumes</strong> de chuva <strong>incomuns</strong> a extremos sobre o <strong>Rio Grande do Sul e Santa Catarina</strong> no <strong>domingo (28)</strong>, como mostrado no mapa abaixo, à esquerda.</p><p>Diferentemente de uma previsão convencional, o <strong>EFI</strong> não <strong>informa</strong> quantos milímetros de chuva devem cair, mas o <strong>quão incomum a previsão é em relação ao que normalmente </strong>ocorre para aquela região e época do ano, baseado num limiar estatístico conhecido como quantil 99 e mostrado no mapa abaixo, à direita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-perigo-extremo-no-sul-granizo-chuvas-extremas-e-ventos-de-80-km-h-1782572627047.png" data-image="ic0ooxnneg5d" alt="EFI do ECMWF para a precipitação neste domingo (28), à esquerda, e valores de referência (mm), à direita. Créditos: ECMWF." title="EFI do ECMWF para a precipitação neste domingo (28), à esquerda, e valores de referência (mm), à direita. Créditos: ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para a precipitação neste domingo (28), à esquerda, e valores de referência (mm), à direita. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>Quando o EFI atinge esses valores elevados, significa que há uma maior probabilidade de ocorrência de chuvas muito acima do quantil 99, aumentando o risco de impactos como <strong>alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra,</strong> especialmente em áreas vulneráveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-perigo-extremo-no-sul-granizo-chuvas-extremas-e-ventos-de-80-km-h-1782572679569.png" data-image="nqefcij6juko" alt="Previsão de chuva acumulada ao longo de domingo (28), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada ao longo de domingo (28), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada ao longo de domingo (28), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>maiores acumulados</strong> previstos para o <strong>domingo (28) </strong>estão sobre o <strong>Noroeste do Rio Grande do Sul</strong>, com volumes que podem se aproximar ou superar<strong> 130 mm</strong> <strong>em apenas 24 horas</strong>, com risco de causar diversos transtornos. </p><p>No <strong>Sudoeste</strong> do <strong>Paraná</strong>, a chuva diária também pode<strong> ultrapassar 100 mm</strong>. Outras áreas podem registrar volumes diários próximos ou superiores a <strong>80 mm</strong>, como a <strong>metade norte </strong>do<strong> Rio Grande do Sul </strong>e o <strong>noroeste do Paraná</strong>.</p><p>O <strong>alerta de chuvas</strong> intensas a extremas <strong>sobre a região Sul</strong>, infelizmente, se mantém até <strong>quarta-feira (1)</strong>, devido à <strong>frente fria</strong> ficar <strong>semi-estacionária</strong> sobre a região. Os acumulados de chuva até lá podem ultrapassa<strong>r 200 mm </strong>e causar <strong>muitos transtornos.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/domingo-de-perigo-extremo-no-sul-granizo-chuvas-extremas-e-ventos-de-80-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Têm nove cérebros, três corações e sonham: o encontro com um polvo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tem-nove-cerebros-tres-coracoes-e-sonham-o-encontro-com-um-polvo.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 14:12:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os polvos têm nove cérebros funcionais, três corações e uma inteligência notável, o que põe em causa tudo o que sabemos sobre a evolução dos animais. Brincam, sonham e resolvem problemas, o que leva alguns cientistas a considerá-los como o que mais se aproxima de uma mente extraterrestre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tienen-nueve-cerebros-tres-corazones-y-suenan-interactuar-con-un-pulpo-es-lo-mas-parecido-a-conocer-a-un-alien-1781516190656.jpeg" data-image="wl62g41qd0fb" alt="Pulpo" title="Pulpo"><figcaption>Com nove cérebros funcionais, três corações e uma inteligência extraordinária, os polvos desafiam tudo o que sabemos sobre a evolução dos animais. Brincam, sonham e resolvem problemas – e fazem-no de tal forma que alguns cientistas os consideram o que mais se aproxima de uma inteligência extraterrestre.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em como poderia ser um encontro com vida inteligente de outro planeta, imaginamos frequentemente seres com tecnologia inimaginável e anatomia invulgar. <strong>No entanto, talvez nem seja necessário sair da Terra para nos aproximarmos dessa experiência</strong>. Alguns investigadores defendem que o exemplo mais próximo vive nos nossos oceanos e tem oito braços.</p><div class="texto-destacado">Devido às suas capacidades cognitivas, os polvos ocupam uma posição única entre os invertebrados. O seu sistema nervoso compreende cerca de 500 milhões de neurónios, dos quais uma parte significativa se concentra no cérebro central, enquanto o restante se distribui pelos seus oito braços, o que lhes confere um grau notável de autonomia. São capazes de resolver problemas complexos e podem aprender através da observação de outros indivíduos.<br></div><p>A dificuldade em imaginar formas de inteligência radicalmente diferentes da nossa deve-se, em parte, à <strong>nossa tendência para projetar características humanas em qualquer forma de vida complexa</strong>.</p><p>Mesmo na ficção científica, foram frequentemente reproduzidas estruturas corporais e comportamentos conhecidos. No entanto,<strong> os polvos representam uma exceção notável</strong>: organismos cuja história evolutiva se separou da nossa há mais de 650 milhões de anos.</p><p>Longe dos vertebrados,<strong> estes cefalópodes desenvolveram as suas próprias e únicas estratégias</strong> de adaptação biológica.</p><p>O filósofo <strong>Peter Godfrey-Smith</strong> defende que a interação com os polvos representa, para o ser humano, uma das experiências que mais se assemelha a um encontro com uma inteligência extraterrestre. Não devido à sua aparência, <strong>mas à forma como percebem o mundo, processam informações e reagem ao seu ambiente</strong>.</p><h2>A inteligência do polvo: nove cérebros </h2><p><strong>A inteligência dos polvos é sustentada por um sistema nervoso extraordinário</strong>. Possuem mais de 550 milhões de neurónios, um número comparável ao de um cão. No entanto, a distribuição destes neurónios difere fundamentalmente da observada nos mamíferos ou nas aves.</p><p><strong>Nos lóbulos visuais encontram-se cerca de 160 milhões de neurónios, enquanto 42 milhões constituem o cérebro central</strong>. Os restantes 350 milhões de neurónios estão distribuídos pelos oito tentáculos em aglomerados de neurónios, denominados gânglios, que funcionam com um grau notável de independência funcional.</p><p>Esta disposição permite que cada braço explore objetos, reaja a sinais químicos detectados pelas ventosas e execute tarefas complexas sem depender constantemente de instruções do cérebro central.<strong> Este modelo descentralizado inspirou até mesmo a investigação no campo da robótica e da inteligência artificial</strong>.</p><h2>A inteligência dos polvos: brincam, sonham e utilizam ferramentas</h2><p>Entre as capacidades cognitivas dos polvos contam-se comportamentos que raramente se observam em invertebrados. Estudos demonstraram que são capazes de <strong>resolver problemas, antecipar ações futuras e adaptar as suas estratégias</strong> com base em experiências anteriores.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tienen-nueve-cerebros-tres-corazones-y-suenan-interactuar-con-un-pulpo-es-lo-mas-parecido-a-conocer-a-un-alien-1781516223377.jpeg" data-image="aevlwdmsrxxt" alt="Pulpo" title="Pulpo"><figcaption>Os polvos evoluíram de uma forma completamente diferente da dos seres humanos, mas apresentam comportamentos que sugerem uma inteligência altamente desenvolvida. A sua capacidade de aprender, de se camuflar e de resolver problemas torna-os um dos maiores enigmas do reino animal.</figcaption></figure><p>Além disso, são capazes de manipular recipientes para aceder à comida, abrindo tampas através da experimentação e da aprendizagem. Noutros casos, observou-se que transportavam cascas de coco, que mais tarde utilizavam como abrigos provisórios. <strong>Os resultados da pesquisa sugerem ainda que os polvos brincam e sonham</strong>.</p><p>Estas atividades podem contribuir para a sua flexibilidade comportamental. Os cefalópodes são considerados <strong>animais sensíveis, o que significa que podem sentir dor, bem-estar e outras sensações</strong>, o que levanta questões éticas importantes no que diz respeito ao seu tratamento.</p><h2>Polvos: três corações, uma visão única e uma esperança de vida notavelmente curta</h2><p>A fisiologia dos polvos apresenta ainda outras características invulgares. <strong>Têm três corações e olhos altamente desenvolvidos, sem ponto cego na retina</strong>. No entanto, possuem apenas uma única opsina visual, o que significa que a sua visão é praticamente monocromática.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes">Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023_320.png" alt="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"></a></article></aside><p>A sua pele compensa esta limitação. Contém até 16 000 cromatóforos por centímetro quadrado, dispostos em camadas sobrepostas. Isto permite que os <strong>polvos alterem a sua aparência em apenas 100 milissegundos, o que os ajuda a integrar-se perfeitamente no ambiente</strong>.</p><p>Além disso, entra em jogo um paradoxo evolutivo. Apesar da sua inteligência altamente desenvolvida, os polvos são, regra geral, animais solitários com uma esperança de vida muito curta. <strong>O polvo-comum raramente vive mais de dois anos</strong>.</p><p>Após a reprodução, os adultos morrem, o que impede a transmissão direta de conhecimento entre gerações. Talvez esta seja uma das razões pelas quais continuam a fascinar tanto os cientistas como o público em geral: <strong>personificam uma inteligência altamente complexa, baseada em regras que diferem significativamente das nossas</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>The Conversation: </em><a href="https://theconversation.com/relacionarnos-con-un-pulpo-es-similar-a-encontrarnos-con-una-inteligencia-alienigena-283815" target="_blank"><em>Relacionarnos con un pulpo es similar a encontrarnos con una inteligencia alienígena</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/tem-nove-cerebros-tres-coracoes-e-sonham-o-encontro-com-um-polvo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ameaçadas de desaparecer: Brasil atualiza lista da fauna em risco e registra 790 espécies sob ameaça]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ameacadas-de-desaparecer-brasil-atualiza-lista-da-fauna-em-risco-e-registra-790-especies-sob-ameaca.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nova atualização do Ministério do Meio Ambiente reúne 790 espécies ameaçadas de extinção e mantém nove oficialmente extintas, reforçando ações de conservação e planejamento ambiental em todo o país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ameacadas-de-desaparecer-brasil-atualiza-lista-da-fauna-em-risco-e-registra-790-especies-sob-ameaca-1782424397201.jpg" data-image="rb6lk909ypzt" alt="Entre as espécies que passaram a integrar a lista está a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), agora reclassificada como Vulnerável (VU) - Foto: Roberta Kraemer/Instituto Arara Azul OMinistério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou, nesta quinta-feira (18/6)," title="Entre as espécies que passaram a integrar a lista está a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), agora reclassificada como Vulnerável (VU) - Foto: Roberta Kraemer/Instituto Arara Azul OMinistério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou, nesta quinta-feira (18/6),"><figcaption>Entre as espécies que passaram a integrar a lista está a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), agora reclassificada como Vulnerável (VU). Crédito: Roberta Kraemer</figcaption></figure><p>O <strong>Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) </strong>publicou uma nova atualização da <strong>Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção</strong>, considerada uma das principais ferramentas para orientar políticas públicas de conservação da biodiversidade brasileira. A nova portaria foi divulgada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (18) e substitui a versão anterior, publicada em 2022.</p><p>A lista reúne espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres que enfrentam <strong>diferentes níveis de risco de desaparecimento</strong>. Peixes e invertebrados aquáticos são tratados em regulamentação específica publicada pelo governo federal em abril deste ano.</p><p>A atualização também integra um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade. Entre elas está a publicação inédita da <strong>primeira Lista Nacional Oficial de Espécies da Funga Ameaçadas de Extinção</strong>, que reconhece 24 espécies de fungos classificadas como vulneráveis ou em perigo, ampliando o alcance das políticas de conservação no país.</p><h2>Maior esforço de monitoramento da biodiversidade</h2><p>O novo levantamento foi elaborado a partir de avaliações conduzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com pesquisadores, instituições científicas e organizações da sociedade civil. A portaria apresenta dois anexos: um com <strong>790 espécies ou subespécies ameaçadas e outro com nove espécies oficialmente reconhecidas como extintas no território nacional.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ameacadas-de-desaparecer-brasil-atualiza-lista-da-fauna-em-risco-e-registra-790-especies-sob-ameaca-1782424612296.jpg" data-image="n325u0fqvdzx" alt="Nova portaria reúne 790 espécies ameaçadas e nove extintas entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres; atualização orienta políticas públicas e ações de conservação" title="Nova portaria reúne 790 espécies ameaçadas e nove extintas entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres; atualização orienta políticas públicas e ações de conservação"><figcaption>Nova portaria reúne 790 espécies ameaçadas e nove extintas entre mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres. Crédito: Foto: Gilmar Klein/Banco de Imagens do CPB-ICMBio</figcaption></figure><p>Segundo o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, a atualização representa um dos maiores esforços de avaliação da biodiversidade já realizados no Brasil. Para ele, a <strong>publicação reforça o compromisso do país com a preservação da fauna </strong>e com a construção de políticas públicas baseadas em evidências científicas.</p><p>O presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacou que poucos países possuem capacidade técnica para avaliar sua biodiversidade em escala semelhante à brasileira. De acordo com ele, o conhecimento acumulado sobre as espécies é fundamental para orientar decisões relacionadas à conservação, ao desenvolvimento sustentável e ao uso responsável dos recursos naturais.</p><h2>Espécies ameaçadas e mudanças na lista</h2><p>Entre as 790 espécies ameaçadas, <strong>168 estão classificadas como Criticamente em Perigo</strong>, categoria que representa o mais alto grau de risco antes da extinção. Destas, 25 são consideradas Possivelmente Extintas. Outras 285 espécies foram enquadradas na categoria Em Perigo e 336 como Vulneráveis.</p><div class="texto-destacado">A única espécie brasileira mantida na categoria Extinta na Natureza é o <strong>mutum-do-nordeste </strong>(<em>Pauxi mitu</em>), ave que sobrevive apenas em cativeiro. Já os <strong>invertebrados terrestres representam o grupo mais numeroso da lista</strong>, com 264 registros. Em seguida aparecem as aves, com 242 espécies ameaçadas, os répteis, com 123, os mamíferos, com 102, e os anfíbios, com 59.</div><p>O levantamento também resultou na inclusão de cerca de <strong>180 espécies ou subespécies</strong>. Entre elas estão a arara-azul-grande (<em>Anodorhynchus hyacinthinus</em>), agora classificada como Vulnerável, além do bugio-preto (<em>Alouatta caraya</em>) e do tamanduaí (<em>Cyclopes rufus</em>). Por outro lado, aproximadamente 150 espécies deixaram a lista em razão de avanços no conhecimento científico, revisões taxonômicas ou melhorias em seu estado de conservação.</p><h2>Extinções confirmadas e papel estratégico da lista</h2><p>A relação oficial de espécies extintas permaneceu inalterada em comparação ao levantamento anterior, contabilizando nove espécies: duas de anfíbios, seis de aves e um mamífero. Entre elas está a <strong>perereca-gladiadora-de-sino</strong> (<em>Boana cymbalum</em>), endêmica da Serra do Mar paulista e não registrada desde 1962, apesar de décadas de buscas em seu habitat natural.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bahia-cria-refugio-para-mico-leao-da-cara-dourada-animal-ameacado-pela-destruicao-da-mata-atlantica.html" title="Bahia cria refúgio para mico-leão-da-cara-dourada, animal ameaçado pela destruição da Mata Atlântica">Bahia cria refúgio para mico-leão-da-cara-dourada, animal ameaçado pela destruição da Mata Atlântica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/bahia-cria-refugio-para-mico-leao-da-cara-dourada-animal-ameacado-pela-destruicao-da-mata-atlantica.html" title="Bahia cria refúgio para mico-leão-da-cara-dourada, animal ameaçado pela destruição da Mata Atlântica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bahia-cria-refugio-para-mico-leao-da-cara-dourada-animal-ameacado-pela-destruicao-da-mata-atlantica-1779132018473_320.jpg" alt="Bahia cria refúgio para mico-leão-da-cara-dourada, animal ameaçado pela destruição da Mata Atlântica"></a></article></aside><p>A atualização é resultado de um amplo processo técnico que envolveu mais de 200 especialistas em 15 oficinas de avaliação. Atualmente, <strong>cerca de 15 mil espécies da fauna brasileira são monitoradas pelo ICMBio</strong>, número muito superior às cerca de 1.800 analisadas na primeira lista nacional, publicada em 2003.</p><p>Detentor da maior biodiversidade do planeta, <strong>o Brasil mantém hoje mais de 1,2 mil espécies classificadas como ameaçadas de extinção. </strong>As informações são disponibilizadas periodicamente pelo Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), ferramenta que subsidia ações de governos, pesquisadores, empresas e organizações da sociedade civil na proteção do patrimônio natural brasileiro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Minist%C3%A9rio%20do%20Meio%20Ambiente%20e%20Mudan%C3%A7a%20do%20Clima" data-year="2026" data-title="MMA%20atualiza%20lista%20nacional%20de%20esp%C3%A9cies%20da%20fauna%20amea%C3%A7adas%20de%20extin%C3%A7%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Fmma%2Fpt-br%2Fnoticias%2Fmma-atualiza-lista-nacional-de-especies-da-fauna-ameacadas-de-extincao%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. (2026). <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/mma-atualiza-lista-nacional-de-especies-da-fauna-ameacadas-de-extincao?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">MMA atualiza lista nacional de espécies da fauna ameaçadas de extinção</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ameacadas-de-desaparecer-brasil-atualiza-lista-da-fauna-em-risco-e-registra-790-especies-sob-ameaca.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 plantas que você pode cultivar em vasos mesmo morando em apartamento]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-que-voce-pode-cultivar-em-vasos-mesmo-morando-em-apartamento.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 10:16:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A ideia de ter uma horta dentro de casa parece bastante complicada. No entanto, existem diversas culturas que podem ser cultivadas com muita facilidade em vasos, locais ensolarados e pequenas varandas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-cultivos-que-puedes-tener-en-maceta-aunque-vivas-en-departamento-1781929301420.png" data-image="8ujuent9ia73" alt="rabanetes" title="rabanetes"><figcaption>Ao colher rabanetes, certifique-se de não os deixar na terra por muito tempo, pois eles ficam fibrosos e amargos se passarem muitos dias desde o plantio.</figcaption></figure><p>O que começou como uma tendência se tornou um estilo de vida. Ter uma <strong>horta em casa </strong>impulsionou a adaptação das plantas às condições ideais para prosperar em <strong>espaços pequenos</strong>, eliminando a necessidade de um quintal enorme.</p><p>Hoje, até mesmo um apartamento pode se tornar um espaço pequeno e produtivo, desde que as <strong>plantas sejam escolhidas com cuidado</strong> e, principalmente, que suas necessidades básicas sejam compreendidas. Você não precisa de muito espaço, apenas de uma pequena área que seja usada com sabedoria.</p><div class="texto-destacado">Embora não seja possível cultivar todos os seus alimentos em vasos, você pode plantar verduras, ervas, rabanetes, morangos ou pimentas que você consome regularmente. Para quem mora em apartamento, colher pequenas quantidades com frequência é uma das melhores estratégias.</div><p>Mesmo que você more em um apartamento de 50 m², pode ter sua própria horta produtiva.<strong> Uma janela ensolarada, uma pequena varanda ou até mesmo uma prateleira bem iluminada podem ser suficientes</strong> para começar. Além disso, cultivar seus próprios alimentos em casa ajuda a ter produtos frescos, mais controle sobre o que você come e menos dependência do supermercado.</p><p>Além dos benefícios diretos, cuidar de plantas também traz vantagens indiretas. Reduz o estresse, fortalece sua conexão com a natureza e traz vida para sua casa. Algumas plantas até ajudam a criar uma atmosfera mais fresca dentro de casa, embora, obviamente, não substituam uma boa ventilação ou limpeza.</p><p>O importante é<strong> começar com plantas simples</strong>. Não se trata de encher a sala de estar com vasos de qualquer jeito, mas de escolher<strong> espécies simples, produtivas e fáceis de cultivar</strong>. É por isso que estas sete plantas são perfeitas para quem quer começar seu próprio pequeno paraíso sem complicar as coisas.</p><h2>O básico antes de plantar em vaso</h2><p>Antes de pensarmos em sementes, precisamos falar sobre vasos.<strong> Eles devem ter furos de drenagem</strong>, pois o excesso de água apodrece as raízes mais rápido do que você imagina. Para apartamentos, os sacos de cultivo são uma ótima opção: são leves, baratos e fáceis de mover caso a luz solar mude de posição.</p><p>O tipo de substrato também faz diferença. Não use terra de jardim, pois ela compacta, pode atrair pragas e não drena bem em vasos. O ideal é <strong>usar um substrato com</strong> <strong>perlita, fibra de coco ou vermiculita</strong>. Essa mistura retém a umidade sem sufocar as raízes, que é exatamente o que a maioria dos vegetais precisa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-cultivos-que-puedes-tener-en-maceta-aunque-vivas-en-departamento-1781929446767.png" data-image="e7bolxdmosw4"><figcaption>Para começar com duas ou três colheitas, você pode considerar gastar um orçamento baixo, dependendo da qualidade dos vasos, sementes e substrato.</figcaption></figure><p>A <strong>luz </strong>é outro fator importante. A maioria das culturas precisa de<strong> 4 a 6 horas de luz solar direta</strong>, e plantas frutíferas, como tomates, pimentas ou morangos, preferem 6 horas ou mais. Se o seu apartamento não tem boa iluminação, folhas microverdes (<em>microgreens</em>), alface e algumas ervas podem ser cultivados com a ajuda de lâmpadas LED específicas para cultivo.</p><p>Para regar, use a regra do dedo: insira o dedo no substrato e regue apenas quando os 2 ou 3 cm superiores estiverem secos. <strong>A cada 15 a 20 dias, você pode aplicar fertilizante orgânico líquido</strong>, como húmus líquido ou extrato de algas marinhas. E para controlar pragas, use métodos simples: sabão de potássio, óleo de neem, armadilhas adesivas amarelas e muita observação.</p><h3>As melhores culturas para começar</h3><p>As <strong>folhas microverdes (<em>microgreens</em>) </strong>são perfeitas para cultivo em ambientes internos. Elas crescem em bandejas de 5 a 10 cm de profundidade, com 4 horas de luz natural ou artificial. Semeie-os juntos e colha-os em 7 a 21 dias, cortando-os com uma tesoura. <strong>Mostarda, rabanete, brócolis e girassol </strong>são boas opções.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O erro mais comum com hortaliças folhosas é deixá-las expostas ao sol forte; se estiver muito quente, é melhor proporcionar-lhes alguma sombra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Alface e rúcula</strong> são ideais para colheita contínua. Precisam de vasos com 15 a 20 cm de profundidade e de 4 a 6 horas de sol por dia. Podem ser semeadas diretamente no solo ou as mudas podem ser transplantadas, deixando 15 cm de distância entre as plantas.</p><p>O <strong>manjericão </strong>é uma preciosidade para o dia a dia na cozinha. Ele prospera em vasos com 20 a 25 cm de profundidade e precisa de cerca de 6 horas de sol. O ideal é semeá-lo ou transplantá-lo com 20 cm de distância entre as plantas. O segredo é podar as pontas regularmente, pois isso estimula a ramificação e a produção de mais folhas. Se a floração for muito precoce, a planta enfraquece e fica lenhosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-cultivos-que-puedes-tener-en-maceta-aunque-vivas-en-departamento-1781929481678.png" data-image="c63jw1y49z34"><figcaption>O erro mais comum no cultivo de microverdes é o excesso de água; por isso, recomenda-se usar um borrifador nos primeiros dias.</figcaption></figure><p>É possível cultivar<strong> tomate-cereja </strong>em apartamento, mas eles exigem mais cuidados. Use um vaso com 30 a 40 cm de profundidade, uma estaca ou gaiola e pelo menos 6 a 8 horas de luz solar. Regue uniformemente, fertilize as plantas a cada 15 dias e agite as flores delicadamente para auxiliar na polinização.</p><p><strong>Pimentas</strong> também prosperam sob luz solar intensa. Precisam de vasos de 30 a 40 cm, bastante sol e rega regular, evitando o encharcamento. Para poupar tempo, pode começar com uma muda, plantando uma por vaso. Pimentas jalapeño, serrano, padrón ou mini pimentas são boas opções. </p><table><tbody><tr><td><strong>Cultivo</strong></td><td><strong>Dificuldade</strong></td><td><strong>Horas de luz</strong></td><td><strong>Profundidade do vaso</strong></td><td><strong>Dias para colher</strong></td></tr><tr><td>Microgreens (microverdes)</td><td>Muito fácil</td><td>4 horas</td><td>5 a 10 cm</td><td>De 7 a 21</td></tr><tr><td>Alface/Rúcula/Acelga</td><td>Fácil</td><td>4 a 6 horas</td><td>15 a 20 cm</td><td>30 a 50</td></tr><tr><td>Manjericão</td><td>Fácil</td><td>6 horas</td><td>20 a 25 cm</td><td>40 a 50</td></tr><tr><td>Tomate cereja</td><td>Média</td><td>6 a 8 horas</td><td>30 a 40 cm</td><td>70 a 90</td></tr><tr><td>Pimenta</td><td>Média</td><td>6 a 8 horas</td><td>30 a 40 cm</td><td>80 a 100</td></tr><tr><td>Morango</td><td>Média</td><td>6 horas</td><td>20 a 30 cm</td><td>60 a 90</td></tr><tr><td>Rabanete</td><td>Muito fácil</td><td>3 horas</td><td>15 a 20 cm</td><td>20 a 35</td></tr></tbody></table><p> Os <strong>morangos </strong>são atraentes, produtivos e excelentes para varandas. Use vasos de 20 a 30 cm de profundidade e procure variedades de produção contínua, que oferecem várias colheitas por ano. Precisam de 6 horas de sol, solo bem aerado e rega regular, tendo o cuidado de não molhar demasiado as folhas.</p><p>Por último, mas não menos importante, os <strong>rabanetes</strong>, uma cultura que exige paciência a curto prazo. Eles crescem em 20 a 35 dias em vasos de 15 a 20 cm de profundidade, com 5 a 6 horas de luz solar. Semeie-os diretamente no solo, deixando 5 cm de distância entre as plantas. Para iniciantes, é uma excelente opção, pois proporciona resultados rápidos e motiva a continuar cultivando.</p><div class="texto-destacado">Se você montar seu mini jardim, tire uma foto e compartilhe em nossas redes sociais marcando a Meteored; acompanhar o progresso também ajuda muito a não desistir do projeto.</div><p>Minha recomendação é começar com apenas duas culturas, por exemplo, microverdes e alface, ou manjericão e rabanete. Dessa forma, você aprende sem se sobrecarregar com vasos e regas. Mais tarde, você pode adicionar tomates, pimentas ou morangos, quando tiver uma melhor compreensão da sua luminosidade, do seu espaço e do seu ritmo de cultivo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/7-plantas-que-voce-pode-cultivar-em-vasos-mesmo-morando-em-apartamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que alguns locais não querem mais fazer parte da Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ser designado como Patrimônio Mundial da UNESCO pode ser um sinal de má sorte? Segundo moradores de alguns dos locais listados, a resposta é sim. Em meio às questões de preservação e do turismo excessivo, o debate está em aberto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638.jpg" data-image="u1q0deiwqw75" alt="UNESCO" title="UNESCO"><figcaption>O centro histórico de uma pequena cidade medieval alemã, repleto de turistas.</figcaption></figure><p>Quando um local ou cidade é adicionado à Lista do <strong>Patrimônio Mundial da UNESCO</strong>, geralmente é motivo de alegria e orgulho, além de abrir muitas portas para a preservação e promoção do local.</p><p>Apesar disso, <strong>existem alguns lugares ao redor do mundo considerando a possibilidade de serem removidos da lista</strong>.</p><p>A seguir, apresentamos os locais em questão e os motivos por trás dessa decisão.</p><h2>Patrimônio da UNESCO: vantagens e desvantagens</h2><p>Preservar um lugar e ajudar a comunidade que nele vive nem sempre são a mesma coisa. Por isso, a proteção da UNESCO — e a<strong> visibilidade que ela confere a um local — pode, por vezes, desagradar aos moradores</strong> da região.</p><p>De fato, o objetivo principal da UNESCO é <strong>salvaguardar locais considerados Patrimônio Mundial</strong> e, na maioria dos casos, é exatamente isso que acontece.</p><div class="texto-destacado">Às vezes, porém, o desejo de preservar um local pode prejudicar o desenvolvimento de infraestrutura ou o desenvolvimento econômico, ou ainda fomentar involuntariamente o turismo excessivo.</div><p><strong>Angkor</strong>, por exemplo — um dos principais sítios arqueológicos do Sudeste Asiático —, foi salvo por planos de restauração e conservação que duraram décadas, enquanto a<strong> Barreira de Corais de Belize</strong> já não é considerada ameaçada, graças a programas de proteção ambiental e ao financiamento da UNESCO.</p><h2>Locais já removidos da Lista de Patrimônio da UNESCO</h2><p>Atualmente, a lista do Patrimônio Mundial da UNESCO compreende 1.248 locais em 170 países; no entanto,<strong> alguns locais também foram removidos da lista</strong>, que continua crescendo ano após ano.</p><p>Trata-se de casos em que locais foram removidos da lista <strong>por não atenderem mais aos critérios exigidos</strong>, e não devido a qualquer decisão explícita das autoridades locais.</p><p>O primeiro caso remonta a <strong>2007</strong>, quando planos de expansão da indústria petrolífera em <strong>Omã </strong>levaram à remoção do <strong>Santuário do Órix-da-Arábia </strong>— uma área que estava sob proteção ambiental da UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773787759.jpg" data-image="2fpo66n0yi74" alt="UNESCO" title="UNESCO"><figcaption>A preservação de refúgios naturais da UNESCO pode, por vezes, dificultar o desenvolvimento das comunidades locais.</figcaption></figure><p>O mesmo aconteceu com o <strong>Vale do Rio Elba em Dresden, Alemanha,</strong> devido à construção de uma ponte.</p><p>Mais recentemente, foi a vez de <strong>Liverpool</strong>; planos para desenvolver a área portuária levaram à remoção da cidade da lista da UNESCO em 2021.</p><h2>Visibilidade e turismo excessivo</h2><p>Há também lugares que, apesar de manterem todas as características necessárias para permanecer na lista da UNESCO, <strong>estão cogitando solicitar sua remoção</strong>.</p><p>O motivo costuma ser a<strong> visibilidade excessiva, que leva ao turismo de massa</strong>.</p><p>Um desses lugares é o <strong>pequeno vilarejo eslovaco de Vlkolínec </strong>— Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1993 —, que os moradores gostariam de ver removido da lista devido ao grande número de turistas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/5-destinos-virais-que-podem-perder-seu-encanto-devido-ao-turismo-de-massa-e-sofrer-um-serio-risco-ecologico.html" title="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)">5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/5-destinos-virais-que-podem-perder-seu-encanto-devido-ao-turismo-de-massa-e-sofrer-um-serio-risco-ecologico.html" title="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/5-destinos-virales-que-podrian-perder-su-encanto-por-el-turismo-masivo-y-sufren-un-grave-riesgo-ecologico-1764110001290_320.jpg" alt="5 destinos virais que podem perder seu encanto devido ao turismo de massa (e sofrer um sério risco ecológico)"></a></article></aside><p>Os moradores de <strong>Ngorongoro</strong>, na <strong>Tanzânia</strong>, desejam o mesmo; lá, políticas de conservação em um dos destinos de safári mais renomados da África teriam prejudicado o desenvolvimento local, forçando comunidades estabelecidas há muito tempo a deixar a região.</p><p>O<strong> turismo de massa</strong>, no entanto,<strong> é um problema global que exige uma solução</strong> — algo em que tanto a UNESCO quanto as comunidades locais já estão trabalhando.</p><h2>A transformação de locais da UNESCO em museus</h2><p>Muitos dos lugares mais belos — e frágeis — do mundo frequentemente se veem <strong>ameaçados quando atraem grande visibilidade</strong>.</p><p>O fluxo descontrolado de turistas, somado à chamada "museificação", cria mais um obstáculo ao cotidiano das populações locais. De Veneza aos Andes e às vilas do Japão, o turismo, por vezes, torna inabitáveis justamente os lugares que desejamos proteger.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765403" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sitios-da-unesco-correm-risco-de-colapso-ate-2050-alerta-relatorio.html" title="Sítios da UNESCO correm risco de colapso até 2050, alerta relatório">Sítios da UNESCO correm risco de colapso até 2050, alerta relatório</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sitios-da-unesco-correm-risco-de-colapso-ate-2050-alerta-relatorio.html" title="Sítios da UNESCO correm risco de colapso até 2050, alerta relatório"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/unesco-sites-at-risk-of-collapse-by-2050-report-warns-1776699258123_320.jpeg" alt="Sítios da UNESCO correm risco de colapso até 2050, alerta relatório"></a></article></aside><p>Transformar esses locais em vastos museus a céu aberto quase sempre tende a priorizar a experiência do visitante em detrimento da vida cotidiana dos moradores.</p><p>Por essa razão, a abordagem do turismo global está mudando em busca de <strong>uma fórmula que também preserve a qualidade de vida das comunidades locais</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bailey%20Berg" data-year="2026" data-title="The%20sites%20fighting%20to%20be%20removed%20from%20the%20Unesco%20World%20Heritage%20List" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260611-the-sites-fighting-to-be-removed-from-unesco">Bailey Berg. (2026). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260611-the-sites-fighting-to-be-removed-from-unesco" target="_blank">The sites fighting to be removed from the Unesco World Heritage List</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar seco ganha força no Brasil Central: umidade chega abaixo de 20%]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 23:57:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com a frente fria afastada, o ar seco volta a ganhar força no Brasil Central, com tardes mais quentes e umidade perto ou abaixo de 20% em Goiás, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão, nos próximos dias seguidos.</p><ul><li><a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/sol-retorna-a-boa-parte-do-brasil-mas-nordeste-tera-chuva-confira.html" target="_blank">Leia também: Sol retorna a boa parte do Brasil, mas Nordeste terá chuva; confira</a>. </li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de-1782509906817.jpg" data-image="9cundcnxjmqm" alt="frente fria, tempo firme, Brasil Central" title="frente fria, tempo firme, Brasil Central"><figcaption>Com a frente fria afastada, o Brasil Central volta a ter predomínio de sol, pouca nebulosidade e ar mais seco nos próximos dias.</figcaption></figure><p>A frente fria que mudou o tempo nos últimos dias já se afastou do Brasil Central, e o <strong>ar seco volta a ganhar espaço entre esta sexta-feira e o início da próxima semana</strong>. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 20% em pontos do norte de Goiás, nordeste goiano, Tocantins, oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Ao mesmo tempo, outro sistema meteorológico começa a organizar instabilidades mais fortes, mas com foco principal na Região Sul. <strong>Essa configuração deixa a faixa central do país mais afastada da chuva significativa</strong>, com predomínio de sol, redução de nebulosidade e aumento gradual das temperaturas ao longo dos próximos dias.</p><h2>Brasil Central esquenta após a saída da frente fria </h2><p>Com a frente fria afastada do Brasil Central, a circulação de umidade perde força e o tempo firme volta a predominar entre sexta-feira e o fim de semana. A condição mais seca deve se espalhar por Goiás, Distrito Federal, Tocantins, norte de Mato Grosso, oeste da Bahia e sul do Maranhão, enquanto <strong>as instabilidades ficam mais restritas ao Sul do país e ao sul de Mato Grosso do Sul.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de-1782507533171.jpg" data-image="4bvzjcqbqbcx" alt="temperatura, ar seco, umidade" title="temperatura, ar seco, umidade"><figcaption>Temperaturas elevadas avançam pelo Brasil Central no domingo, com calor mais intenso entre Mato Grosso, Goiás, Tocantins e oeste da Bahia após a saída da frente fria.</figcaption></figure><p>No sábado e no domingo à tarde, o aquecimento ganha força. <strong>As máximas devem se aproximar de 30°C em Brasília, Goiânia e Palmas,</strong> e podem superar 33°C em áreas do norte de Goiás, Tocantins e interior do MATOPIBA. Com pouca nebulosidade e chuva escassa, a umidade relativa do ar tende a cair rapidamente nas horas mais quentes do dia.</p><h2>Umidade fica perto de 20% em GO, TO, BA, PI e MA </h2><p>A queda da umidade será mais evidente no período da tarde, quando o sol aparece com mais força e a temperatura sobe rapidamente. <strong>Os menores índices devem se concentrar em áreas do norte e nordeste de Goiás</strong>, Tocantins, oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão, com valores próximos ou inferiores a 20% em pontos isolados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de-1782508092076.jpg" data-image="8hb69cblm3ow" alt="modelo, anomalias, temperatura" title="modelo, anomalias, temperatura"><figcaption>A semana de 29 de junho a 6 de julho deve ter temperaturas acima da média no Brasil Central, reforçando o padrão de tardes mais quentes e ar seco.</figcaption></figure><p>A distribuição não será igual em toda a região. Mato Grosso ainda pode ter mais variação de nebulosidade, enquanto Mato Grosso do Sul fica mais próximo da influência do sistema que atua no Sul. Já no eixo Goiás–Tocantins–oeste baiano, <strong>o ar seco tende a ficar mais persistente entre sábado, domingo e segunda-feira.</strong></p><p>• Norte e nordeste de Goiás: <strong>tardes com umidade em torno de 20% e máximas perto de 31°C a 33°C</strong>;<br> • Tocantins: tempo firme em Palmas, Gurupi e Araguaína, com calor acima de 33°C em áreas do interior;<br> • Oeste da Bahia: predomínio de sol em Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e região, com baixa nebulosidade;<br> • Sul do Piauí e sul do Maranhão: ar seco mais evidente à tarde, com pouca chuva prevista.</p><h2>Julho deve manter temperatura acima da média </h2><p>Ao longo de julho, a tendência é de temperaturas acima da média em parte do Brasil Central, mesmo com variações de intensidade entre uma semana e outra. O sinal mais consistente aparece entre Goiás, Tocantins, norte de Mato Grosso, oeste da Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí, áreas onde o tempo seco tende a continuar predominando em vários períodos do mês.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de-1782508899029.jpg" data-image="c0thbag1j7fa" alt="matopiba, Tocantins, Distrito Federal, calor, anomalia" title="matopiba, Tocantins, Distrito Federal, calor, anomalia"><figcaption>Julho deve manter temperaturas acima da média em parte do Brasil Central, reforçando o padrão de tardes quentes e ar seco em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e MATOPIBA.</figcaption></figure><p><strong>Essa combinação mantém o padrão de tardes mais quentes e umidade muito reduzida. </strong>Sem chuva frequente e com maior aquecimento diurno, o ar tende a ficar mais seco principalmente no interior, com destaque para o norte de Goiás, Tocantins, oeste da Bahia e MATOPIBA. O contraste segue claro: enquanto o Sul ainda pode ter novas passagens de instabilidade, o Brasil Central permanece mais seco e quente durante boa parte de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/ar-seco-ganha-forca-no-brasil-central-umidade-chega-abaixo-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Indicador de chuvas extremas traz risco para o Sul e regiões do Norte e Nordeste; veja]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/indicador-de-chuvas-extremas-traz-risco-para-o-sul-e-regioes-do-norte-e-nordeste-veja.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 21:23:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O índice de previsão extrema do ECMWF alerta para vários dias de chuvas intensas no Sul do Brasil, com volumes elevados e risco de transtornos. O indicador também aponta precipitações acima do normal em áreas do Norte e Nordeste.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-pode-ser-historico-nova-previsao-indica-aquecimento-acima-de-2-5-c-no-pacifico.html">El Niño pode ser histórico: nova previsão indica aquecimento acima de 2,5°C no Pacífico</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaj4rb2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaj4rb2.jpg" id="xaj4rb2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um<strong> indicador de chuvas extremas </strong>conhecido como índice de previsão extrema (do inglês <em>extreme forecast index</em>, EFI), do modelo ECMWF, alerta par<strong>a quatro dias consecutivos </strong>com <strong>chuvas</strong> <strong>incomuns</strong> a <strong>extremas</strong> sobre a <strong>região Sul</strong> do Brasil a partir de <strong>domingo (28)</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os <strong>acumulados</strong> previstos <strong>superam 200 mm </strong>até quarta-feira (1) e há elevado <strong>potencial</strong> de <strong>transtornos</strong> relacionados a alagamentos, enxurradas e inundações. O EFI também alerta para <strong>precipitações incomuns</strong> em parte das regiões<strong> Norte e Nordeste</strong>, embora os volumes não sejam tão elevados quanto no Sul. Confira os detalhes.</p><h2>Alerta de chuvas extremas: acumulados superiores a 200 mm</h2><p>Diferentemente de uma previsão convencional, o <strong>EFI</strong> não <strong>informa</strong> quantos milímetros de chuva devem cair, mas o<strong> quão incomum </strong>a <strong>previsão</strong> é em relação ao que normalmente ocorre para aquela região e época do ano.</p><div class="texto-destacado">Para a precipitação, valores do EFI acima de 0,5 já indicam um evento incomum, enquanto valores superiores a 0,8 sinalizam uma situação extrema, ou seja, com potencial para ocorrer entre os eventos mais intensos do clima daquela região. Quanto mais o índice se aproxima de 1, mais rara e excepcional é a chuva prevista.<br><br></div><p>Quando o EFI atinge esses valores elevados, significa que há uma <strong>maior probabilidade de ocorrência de chuvas muito acima do normal</strong>, aumentando o risco de impactos como alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas vulneráveis ou onde o solo já está encharcado.</p><figure><img _ngcontent-kui-c247="" mat-card-image="" alt="EFI do ECMWF para a precipitação entre domingo (28) e quarta-feira (1). Créditos: Adaptado de ECMWF." src="https://services.meteored.com/img/article/indicador-de-chuvas-extremas-traz-risco-para-o-sul-e-regioes-do-norte-e-nordeste-veja-1782507310000.png" title="EFI do ECMWF para a precipitação entre domingo (28) e quarta-feira (1). Créditos: Adaptado de ECMWF."><figcaption>EFI do ECMWF para a precipitação entre domingo (28) e quarta-feira (1). Créditos: Adaptado de ECMWF.</figcaption></figure><p>Os mapas acima mostram o<strong> </strong>EFI entre<strong> domingo (28) </strong>e a próxima<strong> quarta-feira (1)</strong>, onde o maior destaque é para <strong>chuvas</strong> incomuns a <strong>extremas</strong> <strong>semi-estacionárias</strong> sobre parte da <strong>região Sul</strong>, englobando desde o<strong> centro-norte do Rio Grande do Sul,</strong> <strong>Santa Catarina e metade oeste do Paraná.</strong> Nestas regiões os acumulados devem<strong> superar 200 mm</strong> até o fim de quarta-feira (1).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/indicador-de-chuvas-extremas-traz-risco-para-o-sul-e-regioes-do-norte-e-nordeste-veja-1782507356793.png" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (1), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (1), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (1), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Além disso, entre <strong>domingo (28) e segunda-feira (29) </strong>também há <strong>alerta</strong> para chuvas incomuns na <strong>faixa norte do país</strong>, entre as regiões Norte e Nordeste. As áreas com alerta para maiores volumes estão no litoral do Nordeste, entre <strong>Alagoas, Pernambuco e Paraíba,</strong> e também no<strong> Amapá, Roraima e Amazonas,</strong> onde os valores podem <strong>superar 100 mm </strong>até o final de quarta-feira (1), mas com a maior parte do volume concentrado até o final de domingo (28).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/indicador-de-chuvas-extremas-traz-risco-para-o-sul-e-regioes-do-norte-e-nordeste-veja-1782507405647.png" data-image="a3krrd6vxg6w" alt="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (1), segundo o ECMWF." title="Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (1), segundo o ECMWF."><figcaption>Previsão de chuva acumulada até o final de quarta-feira (1), segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Os <strong>volumes</strong> previstos para os próximos dias são<strong> muito elevados</strong> e deixam, pelo menos,<strong> 9 estados de 3 regiões em alerta para transtornos </strong>relacionados a tempestades, chuvas intensas, enxurradas, alagamentos repentinos, inundações e deslizamento de terra em áreas mais vulneráveis. O <strong>maior risco</strong>, no entanto, está sobre a <strong>região Su</strong>l, onde as <strong>chuvas voloumosas</strong> estão associadas à formação de <strong>tempestades</strong>. </p><h2>A influência do El Niño</h2><p>Como alertado anteriormente pela Meteored, a <strong>resposta atmosférica ao El Niño torna-se mais evidente neste final de junho</strong>. A previsão mostra o <strong>fortalecimento</strong> da <strong>convecção</strong> sobre o <strong>Pacífico central</strong> (área verde na figura abaixo) e a intensificação da <strong>subsidência</strong> (movimento descendente do ar, área laranja) sobre o <strong>Pacífico ocidental </strong>e o Continente Marítimo, indicando a<strong> reorganização da circulação de Walker</strong> característica desse fenômeno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/indicador-de-chuvas-extremas-traz-risco-para-o-sul-e-regioes-do-norte-e-nordeste-veja-1782507430958.png" data-image="gqju8s8z729w" alt="Resposta atmosférica ao El Niño prevista para o final de junho. Fonte: Adaptado de NCICS/CFS." title="Resposta atmosférica ao El Niño prevista para o final de junho. Fonte: Adaptado de NCICS/CFS."><figcaption>Resposta atmosférica ao El Niño prevista para o final de junho. Fonte: Adaptado de NCICS/CFS.</figcaption></figure><p>Essa<strong> reorganização da circulação atmosférica favorece</strong> mudanças nos padrões de chuva em diversas partes do planeta. Na América do Sul, um dos efeitos mais conhecidos é o <strong>aumento</strong> da <strong>frequência</strong> e da <strong>intensidade</strong> das <strong>precipitações</strong> sobre o <strong>Sul do Brasil.</strong></p><p>Embora o<strong> episódio de chuva extrema </strong>previsto para os próximos dias esteja diretamente associado à <strong>atuação</strong> de <strong>sistemas meteorológicos,</strong> como áreas de baixa pressão e tempestades, o <strong>El Niño fornece um ambiente atmosférico </strong>mais <strong>fav</strong><strong>orável</strong> para a ocorrência de precipitações persistentes e volumosas, contribuindo para elevar o risco de eventos extremos na região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/indicador-de-chuvas-extremas-traz-risco-para-o-sul-e-regioes-do-norte-e-nordeste-veja.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sol retorna a boa parte do Brasil, mas Nordeste terá chuva; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/sol-retorna-a-boa-parte-do-brasil-mas-nordeste-tera-chuva-confira.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 19:26:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo firme com presença de Sol vai predominar nos próximos dias em boa parte do Brasil Central. Por outro lado, chuvas intensas e altos acumulados, de quase 200 mm, são esperados no leste do Nordeste.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde.html" target="_blank">Frente fria avança pelo Sul com alerta de tempestades e 200 mm de chuva; veja onde</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaj3ioq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaj3ioq.jpg" id="xaj3ioq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos <strong>próximos dias</strong>, enquanto boa parte do Brasil Central terá tempo mais firme e com presença de sol predominando, a circulação marítima (ventos de leste) continuará favorecendo a ocorrência de <strong>chuvas moderadas a fortes no leste da Região Nordeste</strong> do país, especialmente na faixa litorânea.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Entre os<strong> litorais de Pernambuco e da Paraíba</strong>, os acumulados até o fim de semana serão mais elevados, mantendo a situação de perigo. Nestas áreas, as chuvas acumulam <strong>mais de 100 milímetros (mm) e chegam perto dos 200 mm</strong> na região de Recife. Há <strong>riscos de transtornos</strong> como alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas nos próximos dias.</p><p>Acompanhe a seguir mais detalhes da previsão.</p><h2>Chuva forte e risco de temporais nos próximos dias</h2><p>Neste <strong>fim de semana</strong>, as <strong>chuvas continuam atingindo a Região Nordeste</strong> do país, especialmente nas áreas mais próximas do litoral.</p><p>No <strong>sábado (27)</strong> pela manhã já ocorrem pancadas de chuva no leste entre o Alagoas, Pernambuco e Paraíba, enquanto chuvas fracas e mais isoladas são esperadas no leste da Bahia.</p><div class="texto-destacado">Os próximos dias terão pancadas de chuva forte e temporais isolados na faixa litorânea no Nordeste, especialmente na porção norte.</div><p>À tarde, essas chuvas aumentam de intensidade e se espalham para outras áreas.<strong> Chuvas com intensidade moderada a forte</strong> ocorrem entre o<strong> norte do Piauí, o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Sergipe</strong>, incluindo áreas do interior destes últimos estados. Na<strong> Bahia, chuvas fracas a moderadas</strong> especialmente no litoral sul e no centro, entre Salvador e Ilhéus.</p><p>Atenção para o risco de <strong>temporais </strong>entre os estados do <strong>Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-retorna-a-boa-parte-do-brasil-mas-nordeste-tera-chuva-confira-1782495230984.jpg" data-image="xf12i6g2qweb"><figcaption>Previsão de precipitação (em mm) e nebulosidade para sábado (27) às 16h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Na manhã do <strong>domingo (28) </strong>chove de forma moderada em toda a faixa litorânea do Nordeste.</p><p>Durante a <strong>tarde </strong>essas chuvas ganham força e podem ocorrer <strong>fortes pancadas</strong> no litoral norte do Nordeste, entre o <strong>Maranhão, Piauí, Ceará e o Rio Grande do Norte</strong>. E ainda há risco de<strong> temporais isolados</strong> nestas áreas entre a tarde e início da noite. <strong>Demais estados com chuva fraca a moderada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-retorna-a-boa-parte-do-brasil-mas-nordeste-tera-chuva-confira-1782495253665.jpg" data-image="vtuga9zp0h9y"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para domingo (28) às 16h , segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>tendência </strong>é que a<strong> próxima semana começe ainda com chuva forte no norte do Maranhão e no norte da Bahia</strong>, especialmente entre Salvador e Feira de Santana; e chuvas fracas nas demais áreas do litoral leste. </p><p>No <strong>interior do Nordeste</strong>, o <strong>tempo segue firme nos próximos dias</strong>, com predomínio de <strong>sol</strong>, <strong>calor </strong>e baixos índices de umidade no oeste da Bahia, no centro-sul do Maranhão e do Piauí e no oeste do Pernambuco.</p><h2>Chuvas volumosas de quase 200 mm no leste do NE</h2><p>As <strong>chuvas </strong>devem ser <strong>persistentes </strong>nos próximos dias em algumas áreas do litoral do Nordeste, com volumes muito expressivos no leste da região até o final do domingo (28), como podemos observar no mapa abaixo.</p><p> Os <strong>acumulados</strong> de precipitação (em mm) entre hoje (26) e a noite (23h) do domingo (28) serão mais elevados entre os <strong>litorais da Paraíba e Pernambuco</strong>, onde<strong> ultrapassam os 100 mm</strong> e chegam <strong>perto dos 200 mm na região de Recife (192 mm)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-retorna-a-boa-parte-do-brasil-mas-nordeste-tera-chuva-confira-1782495649139.jpg" data-image="wc38vkvq8y23"><figcaption>Previsão de precipitação acumulada (em mm) entre hoje (26) e a noite (23h) do domingo (28), segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Em <strong>Alagoas</strong>, outro local de destaque a ser comentado, o <strong>litoral centro-norte</strong> registrará <strong>entre 70 e 90 mm</strong>, como por exemplo, em Maragogi (89 mm), <strong>São Miguel dos Milagres (90 mm)</strong> e em Barra de Santo Antônio (85 mm).</p><p>Nas <strong>demais áreas alagoanas e nos demais estados do Nordeste</strong>, os volumes não passam dos <strong>60 mm</strong>.</p><div class="texto-destacado">Chuvas volumosas especialmente nos litorais de Pernambuco e da Paraíba, onde acumulam quase 200 milímetros até a noite do domingo (28). E fica o alerta para risco de transtornos.</div><p>Algumas <strong>localidades </strong>com previsão de <strong>volumes bem elevados</strong> são: Jaboatão dos Guararapes (PE): 177 mm; <strong>Olinda (PE): 170 mm</strong>; <strong>Ponta de Pedras (PE): 180 mm</strong>; João Pessoa (PB): 133 mm; Pitimbu (PB): 168 mm; Praia Azul (PB): 171 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/sol-retorna-a-boa-parte-do-brasil-mas-nordeste-tera-chuva-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Padrão muda e temperaturas aumentam após frio recorde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/padrao-muda-e-temperaturas-aumentam-apos-frio-recorde.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 18:21:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova massa de ar polar deve manter o frio no Sul, Sudeste e Centro-Oeste durante o início de julho, mas as previsões indicam temperaturas acima da média e um inverno mais quente no Brasil nas próximas semanas, em parte devido ao avanço do El Niño.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-massa-de-ar-polar-sera-diferente-da-que-trouxe-o-frio-mais-intenso-do-ano-saiba-o-que-esperar.html" target="_blank">Nova massa de ar polar será diferente da que trouxe o frio mais intenso do ano</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaj2o4q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaj2o4q.jpg" id="xaj2o4q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O mês de <strong>Junho</strong> se mostrou um <strong>mês bastante frio,</strong> assim como grande parte do Outono brasileiro em 2026. Como é possível observar na imagem abaixo, <strong>as temperaturas ficaram majoritariamente abaixo da média</strong> em Junho, especialmente no centro-sul do Brasil, entre estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.</p><div class="texto-destacado">Agora, ao longo do final de semana, uma área de baixa pressão começará a se intensificar entre a Argentina, o Paraguai e a Bolívia, dando origem a um ciclone extratropical e sua frente-fria associada. Este sistema impulsionará uma MASSA DE AR POLAR em direção ao Brasil na semana que vem, já na segunda-feira (29).</div><p>Esse sistema auxiliará na <strong>manutenção do frio sobre o centro-sul do Brasil ao longo da semana que vem</strong>, ajudando a manter anomalias negativas de temperaturas sobre grande parte do território brasileiro nos primeiros dias de Julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-muda-e-temperaturas-aumentam-apos-frio-recorde-1782485750883.jpg" data-image="pij0u1hqqakt" alt="Anomalias de temperatura máxima (esquerda) e mínima (direita) registradas até o momento." title="Anomalias de temperatura máxima (esquerda) e mínima (direita) registradas até o momento."><figcaption>Anomalias de temperatura máxima (esquerda) e mínima (direita) registradas até o momento no mês de Junho mostram que o mês foi muito mais frio do que o normal na maior parte do Brasil.</figcaption></figure><p>No entanto, nem todo o mês de Julho será marcado por temperaturas baixíssimas. Previsões climáticas indicam que <strong>o padrão pode mudar por volta da segunda quinzena do mês</strong>, após a passagem dessa intensa massa de ar frio nos primeiros dias do mês.</p><h2>Calor retorna na segunda quinzena de Julho</h2><p>Previsões numéricas indicam que, ao longo do mês de Junho, <strong>o frio deve se dissipar gradualmente.</strong> É possível observar essa situação no mapa abaixo, onde as anomalias de temperatura negativas (cores azuladas) reduzem bastante, quase sumindo do território brasileiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-muda-e-temperaturas-aumentam-apos-frio-recorde-1782485786919.jpg" data-image="826rvfwjc1ez" alt="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 27 de Julho e 3 de Agosto." title="Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 27 de Julho e 3 de Agosto."><figcaption>Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 27 de Julho e 3 de Agosto mostra que, até o final do mês, a tendência é de que o frio mais intenso do outono desapareça gradualmente.</figcaption></figure><p>Essa situação é reflexo de um<strong> enfraquecimento das massas de ar frio que conseguirão avançar pelo país em Julho</strong>. Estimativas iniciais indicam que as temperaturas máximas, durante a tarde, podem voltar a <strong>ultrapassar os 30°C na região Sudeste</strong> ao longo da segunda quinzena do mês.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso <a href="https://whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal de Whatsapp</a>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Esse padrão começa, também, a <strong>refletir o El Niño que se configurou no oceano Atlântico.</strong> A atmosfera já está começando a responder ao padrão de aquecimento oceânico, com uma mudança no regime de ventos e consequentemente de chuvas que deve se espalhar pelo globo ao longo das próximas semanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-muda-e-temperaturas-aumentam-apos-frio-recorde-1782485839080.jpg" data-image="lkyxge87oa7a" alt="Previsão de intensificação do El Niño ao longo do ano." title="Previsão de intensificação do El Niño ao longo do ano."><figcaption>Previsão de intensificação do El Niño ao longo do ano mostra que as temperaturas oceânicas podem chegar a patamares acima dos +2,5°C - o que pode resultar num El Niño extremamente forte.</figcaption></figure><p>Previsões indicam ainda que esse El Niño tem o potencial de atingir<strong> intensidades históricas</strong>, com anomalias muito altas. A média dos modelos dinâmicos indica variações de até<strong> +2,7°C</strong> acima da média no Oceano Pacífico Equatorial, enquanto alguns modelos indicam possibilidade de <strong>anomalias extremas, superiores a 3,5°C</strong>.</p><p>Em anos de El Niño, um dos efeitos característicos é o <strong>aumento das temperaturas médias em grande parte do país</strong>, o que sinaliza a possibilidade de um <strong>inverno mais quente que o normal</strong> - possivelmente mais quente que o Outono. Entre os efeitos esperados devido ao El Niño para cada região, podemos listar:</p><ul><li><strong>Região Sul</strong>: Chuvas intensas e frequentes e aumento das temperaturas médias; </li><li><strong>Região Sudeste</strong>: Aumento moderado das temperaturas médias e ondas de calor;</li><li><strong>Região Centro-Oeste</strong>: Sem efeitos muito pronunciados, mas chuvas e temperaturas podem ficar acima da média no Mato Grosso do Sul.</li><li><strong>Região Nordeste</strong>: Diminuição brusca das chuvas e secas severas, especialmente no verão.</li><li><strong>Região Norte</strong>: Diminuição das chuvas, secas severas, aumento pronunciado de incêndios florestais.</li></ul><p>Em outras palavras, o El Niño pode impulsionar a ocorrência de <strong>ondas de calor severas</strong> e <strong>recordes pronunciados de temperaturas máximas</strong> entre 2026 e 2027.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/padrao-muda-e-temperaturas-aumentam-apos-frio-recorde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria avança pelo Sul com alerta de tempestades e 200 mm de chuva; veja onde]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 14:34:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Sul do Brasil entra em alerta com o avanço de uma frente fria que traz riscos de chuvas intensas e tempestades. Os acumulados de chuva podem atingir 200 mm até o início de julho</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-podem-acumular-mais-de-100-mm-e-deixam-em-alerta-o-nordeste.html" target="_blank">Chuvas intensas podem acumular mais de 100 mm e deixam em alerta o Nordeste</a><ul></ul></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde-1782482376416.jpg" data-image="xb6u49o0u8e5" alt="Nuvem de tempestade avança por cidade gaúcha em 2019. Foto: Gabriel Zaparolli." title="Nuvem de tempestade avança por cidade gaúcha em 2019. Foto: Gabriel Zaparolli."><figcaption>Nuvem de tempestade avançando por cidade gaúcha em 2019. Foto: Gabriel Zaparolli.</figcaption></figure><p>Um <strong>novo ciclone</strong> vai se formar no Sul do Brasil a partir deste final de semana. O processo de ciclogênese começa no sábado (27), com o sistema se consolidando totalmente ao longo do domingo (28). A expectativa é de que a <strong>frente fria </strong>associada a esse ciclone avance com força pela região.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a>. </strong>Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Os estados do<strong> Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná</strong> serão os mais afetados e entram em estado de alerta para tempestades severas e chuvas intensas. Até quarta-feira (1), o <strong>acumulado de chuva</strong> pode atingir <strong>200 mm.</strong></p><p>Confira a seguir como fica o tempo no Sul do país e veja onde o risco é maior nos próximos dias.</p><h2>Frente fria avança e deixa RS, SC e PR em alerta</h2><p>O decorrer do domingo (28) terá a <strong>consolidação do ciclone </strong>que trará <strong>alertas de tempestades</strong> <strong>e chuvas intensas</strong> em todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no sudoeste do Paraná devido a sua frente fria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde-1782481097844.jpg" data-image="fx9cm44i8wo2" alt="Densidade de raios." title="Densidade de raios."><figcaption>Densidade de raios mostra áreas com maiores possibilidades de tempestades neste domingo (28).</figcaption></figure><p>Conforme a frente fria avança, aumentam as chances de <strong>temporais</strong> que, além de virem acompanhados de <strong>trovoadas</strong> e descargas elétricas, podem gerar <strong>rajadas de vento superiores a 70 km/h</strong> em pontos isolados.</p><p>No entanto, ao alcançar o Paraná, o sistema encontrará uma área de <strong>alta pressão</strong> que <strong>dificultará o seu avanço </strong>em direção ao Sudeste do país. Por conta desse <strong>“bloqueio”</strong>, as chuvas serão prolongadas, intercalando períodos de fraca, moderada e forte intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde-1782480989984.jpg" data-image="gmv2deycp3hf" alt="Previsão de chuva." title="Previsão de chuva."><figcaption>Precipitação prevista para a tarde de segunda-feira (29).</figcaption></figure><p>Na segunda-feira (29), a área mais atingida por essas <strong>instabilidades</strong> se estenderá entre o <strong>leste e o oeste do Paraná</strong> e grande parte de <strong>Santa Catarina</strong>. Já no Rio Grande do Sul, o tempo fica <strong>fechado</strong> apenas em sua porção norte, enquanto nas demais áreas o sol volta a aparecer.</p><p>Com a chegada da terça-feira (30), <strong>o cenário mudará</strong> novamente devido a novas perturbações na atmosfera, as <strong>instabilidades</strong> voltam para o Rio Grande do Sul, deixando o noroeste gaúcho sob aviso de <strong>chuvas intensas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde-1782480943815.jpg" data-image="iu0x10rzigs6" alt="Rios atmosféricos." title="Rios atmosféricos."><figcaption>Rios atmosféricos atuando sobre a Região Sul do Brasil nesta quarta-feira (1).</figcaption></figure><p>Por fim, na quarta-feira (1), a<strong> atuação de um cavado que dará origem a uma baixa pressão</strong>, que manterá o risco de <strong>tempestades</strong> na região. Isto por conta do aumento no transporte de umidade para a região, elevando ainda mais os acumulados de chuva previstos para o período.</p><h2>Acumulado de chuva supera os 200 mm até quarta-feira</h2><p>Com as chuvas ocorrendo de forma persistente sobre os estados da Região Sul, <strong>novos alertas vão entrar em vigor</strong>, chamando a atenção para os <strong>altos volumes de chuva </strong>previstos para os próximos dias.</p><div class="texto-destacado">As precipitações também serão fortes nas capitais, mesmo que o total previsto não seja tão elevado. Em Porto Alegre (RS), o volume esperado chega a 28 mm, enquanto Florianópolis (SC) deve registrar 39 mm e Curitiba (PR), 32 mm.</div><p>No Rio Grande do Sul, a porção sul do estado tem previsão dos menores acumulados até quarta-feira (1), aproximando-se de 25 mm. No entanto, a partir de <strong>Santa Maria (RS) em direção a Santa Catarina</strong>, os valores disparam e deixam o estado em alerta, com previsão que varia de <strong>70 mm a 210 mm.</strong> Marcas <strong>superiores a 160 mm</strong> devem se espalhar por diversos municípios da metade norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde-1782480800499.jpg" data-image="0vf332lhlasw" alt="Precipitação acumulada." title="Precipitação acumulada."><figcaption>A previsão indica grandes acumulados de chuva até quarta-feira (1). Áreas do norte do RS podem registrar 200 mm, enquanto que oeste da Região Sul, os acumulados ficam acima de 100 mm.</figcaption></figure><p>Em <strong>Santa Catarina</strong>, os <strong>menores volumes ocorrem na porção leste</strong>, mas ainda com potencial para provocar <strong>transtornos</strong>, com acumulados entre <strong>60 mm e 100 mm</strong>. Já entre a Serra Catarinense e o oeste do estado, a expectativa é de marcas entre <strong>120 mm e 180 mm,</strong> o que gera alerta para alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra.</p><p>Sobre o <strong>Paraná</strong>, as instabilidades se concentram no oeste e sudoeste do estado, com volumes esperados entre <strong>90 mm e 160 mm.</strong> No restante do estado paranaense, as chuvas serão menos intensas, variando entre <strong>20 mm e 40 mm.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-pelo-sul-com-alerta-de-tempestades-e-200-mm-de-chuva-veja-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[São Paulo quebra recorde de 30 anos com frio histórico no mês de junho]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sao-paulo-quebra-recorde-de-30-anos-com-frio-historico-no-mes-de-junho.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:54:10 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Além do frio extremo sentido na Grande São Paulo, municípios do interior paulista registraram volumes de chuva atípicos em 24 horas, chegando a atingir expressivos 178% do esperado. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sp-quebra-recorde-de-30-anos-com-frio-historico-em-junho-1782480027667.jpg" data-image="c1syukyinmbf" alt="O monitoramento oficial do Inmet confirmou que a estação convencional do Mirante de Santana atingiu marcas térmicas excepcionalmente baixas. Foto: Adobe Stock" title="O monitoramento oficial do Inmet confirmou que a estação convencional do Mirante de Santana atingiu marcas térmicas excepcionalmente baixas. Foto: Adobe Stock"><figcaption>O monitoramento oficial do Inmet confirmou que a estação convencional do Mirante de Santana atingiu marcas térmicas excepcionalmente baixas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A passagem de uma intensa massa de ar polar<strong> fez o estado de São Paulo registrar marcas térmicas historicamente baixas</strong> nas estações oficiais de monitoramento. O fenômeno quebrou recordes antigos e gerou uma tarde atípica na capital paulista. Além do frio rigoroso, o sistema frontal trouxe um volume expressivo de chuvas acumuladas na região.</p><p>O avanço lento do sistema pelo litoral <strong>manteve o céu encoberto e a humidade bastante elevada</strong>. Essa combinação resultou em frio intenso e precipitações que superaram a média histórica de junho em várias cidades. As marcas registradas surpreenderam os especialistas pela intensidade em pleno outono.</p><h2>Recordes históricos de temperaturas baixas</h2><p>A cidade de São Paulo registrou uma tarde historicamente gelada na última quinta-feira (25). <strong>A temperatura máxima atingiu apenas 13,5°C na estação do Mirante de Santana</strong>, igualando o recorde de menor máxima para o mês desde 1996. No dia anterior, a máxima oficial automática já havia ficado em 13,9°C.</p><div class="texto-destacado">A marca histórica se assemelha ao recorde de três décadas atrás, conforme os dados do Inmet. No período da madrugada, a menor temperatura municipal ocorreu no extremo sul, no bairro de Parelheiros, onde os termômetros despencaram para 9,4°C.</div><p>O reflexo desse forte ar polar também se espalhou por outras capitais brasileiras, estabelecendo as menores marcas do ano. Florianópolis registrou mínima de <strong>3,7°C</strong>, Curitiba marcou impressionantes <strong>2,3°C </strong>e Rio Branco enfrentou um forte fenômeno de friagem com os termômetros em <strong>13,7°C</strong>.</p><h2>Índices pluviométricos superam as médias históricas</h2><p>Paralelamente ao frio, o volume de chuva acumulado em 24 horas ultrapassou a média esperada para junho em muitas regiões. Cerquilho registrou <strong>1</strong><strong>13 mm, atingindo 178% do esperado</strong>, enquanto Itupeva alcançou <strong>98 mm</strong> e Jundiaí somou <strong>105 mm</strong>.</p><p>Na capital paulista, <strong>o índice oficial chegou a 94 mm</strong>, o que representa mais da metade de toda a precipitação estimada para o mês. Outras localidades registraram marcas expressivas, como Mairinque com<strong> 89%</strong> da média de junho, Sorocaba com <strong>77%</strong> e o município de Santos com <strong>74%</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sp.html" title="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP">Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sp.html" title="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-ventania-causam-estragos-e-morte-no-interior-de-sao-paulo-1782232174525_320.jpg" alt="Chuva e ventania causam estragos e morte no interior de SP"></a></article></aside><p>Cidades como Santo André atingiram <strong>67% </strong>da meta mensal, São Sebastião registrou <strong>60%</strong> e Barueri somou <strong>56% do volume esperado em um dia</strong>. A Defesa Civil Estadual emitiu alertas permanentes para que a população evite áreas afetadas e acione o socorro pelos telefones 199 ou 193.</p><h2>Impactos severos e transtornos estruturais nas cidades</h2><p>As tempestades geraram consequências graves na infraestrutura, provocando desabamentos, quedas de árvores e alagamentos. Na zona leste da capital, o desabamento de um imóvel de habitação coletiva no bairro do Cangaíba <strong>causou a morte de uma pessoa e ferimentos leves em outra</strong>.</p><p>Ao menos 37 moradores da localidade receberam assistência social e foram encaminhados para abrigos públicos da prefeitura. Na Cidade Dutra, zona sul paulistana, enxurradas invadiram cerca de dez residências<strong>, deixando aproximadamente 60 pessoas desalojadas</strong> devido ao risco estrutural.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens.html" title="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens ">Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens.html" title="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temporal-em-sp-registra-mortes-desabamentos-e-carro-engolido-por-cratera-veja-imagens-1782304946854_320.jpg" alt="Temporal em SP registra mortes, desabamentos e carro engolido por cratera; veja imagens "></a></article></aside><p>Problemas urbanos também atingiram a Grande São Paulo com <strong>a abertura de grandes crateras após falhas em galerias de drenagem</strong>. Em Cajamar, na Rua Padre Luiz Chispim, e em Ribeirão Pires, na Rua João Dicieri, o solo cedeu e engoliu automóveis.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Not%C3%ADcias%20UOL%2FReda%C3%A7%C3%A3o" data-year="2026" data-title="SP%20iguala%20tarde%20mais%20fria%20de%20junho%20em%2030%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fcotidiano%2Fultimas-noticias%2F2026%2F06%2F25%2Fsp-iguala-tarde-mais-fria-de-junho-em-30-anos-calor-volta-no-fim-de-semana.ghtm">Notícias UOL/Redação. (2026). <a href="https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/06/25/sp-iguala-tarde-mais-fria-de-junho-em-30-anos-calor-volta-no-fim-de-semana.ghtm" target="_blank">SP iguala tarde mais fria de junho em 30 anos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/sao-paulo-quebra-recorde-de-30-anos-com-frio-historico-no-mes-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os 7 lugares com maior probabilidade de abrigar vida em nosso sistema solar]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/os-7-lugares-com-maior-probabilidade-de-abrigar-vida-em-nosso-sistema-solar.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 12:18:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Marte não é o único candidato a abrigar vida extraterrestre — existem oceanos ocultos sob o gelo, lagos de metano e muito mais. Diversos pontos do Sistema Solar oferecem outros cenários promissores para a descoberta de organismos extraterrestres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-7-lugares-con-mas-probabilidades-de-albergar-vida-en-nuestro-sistema-solar-1782164664638.jpg" data-image="6ovcp9d852r6"><figcaption>Marte não é o único candidato a abrigar vida extraterrestre — existem oceanos escondidos sob o gelo, lagos de metano e muito mais. Vários pontos do Sistema Solar oferecem outros cenários promissores para a descoberta de organismos extraterrestres. Se estamos sozinhos no universo, permanece uma incógnita. No entanto, o número de lugares capazes de abrigar vida continua a crescer à medida que a ciência avança.</figcaption></figure><p>A <strong>busca por vida além da Terra</strong> é um dos grandes desafios científicos do século 21. Por décadas, Marte capturou a atenção de todos na esperança de encontrar uma resposta para a grande questão:<strong> estamos sozinhos no Universo?</strong></p><p>No entanto, à medida que a pesquisa sobre o cosmos avançou, o mapa de <strong>mundos potencialmente habitáveis</strong> se expandiu. Oceanos escondidos sob camadas de gelo, atmosferas complexas e até mesmo planetas localizados na chamada zona habitável de outras estrelas tornaram-se prioridades nos programas de exploração espacial.</p><p>Embora <strong>ainda não haja provas definitivas de vida extraterrestre</strong>, esses<strong> sete locais</strong> estão entre os candidatos<strong> mais promissores para abrigar organismos</strong>, ao menos em formas microscópicas.</p><h2>Marte, o velho conhecido</h2><p>Marte continua sendo um <strong>alvo privilegiado para a astrobiologia</strong>. Diversas missões confirmaram que, bilhões de anos atrás, o Planeta Vermelho possuía rios, lagos e até mesmo mares. Além disso, <strong>grandes reservas de água congelada ainda existem sob a superfície</strong>, e algumas evidências apontam para a presença de salmouras líquidas em certas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-7-lugares-con-mas-probabilidades-de-albergar-vida-en-nuestro-sistema-solar-1782164250642.jpg" data-image="ncfw8q3djfkg"><figcaption>Marte, o planeta vermelho, em uma imagem fornecida pela NASA.</figcaption></figure><p>Os robôs exploradores <em>Perseverance </em>e <em>Curiosity </em><strong>encontraram compostos orgânicos e minerais que se formam na presença de água</strong>. Embora esses elementos não constituam prova de vida, demonstram que <strong>Marte possuía as condições necessárias para abrigar microrganismos em um passado remoto</strong>.</p><p>Portanto, a <strong>possibilidade de formas de vida bacterianas terem se abrigado no subsolo permanece uma das hipóteses mais estudadas </strong>pela agência espacial americana NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA).</p><h2>Europa, a lua de Júpiter que esconde um oceano</h2><p>Europa, <strong>uma das maiores luas de Júpiter</strong>, tornou-se um dos lugares mais fascinantes do sistema solar. Sua superfície gelada esconde um <strong>vasto oceano global</strong> que<strong> pode conter mais água líquida</strong> do que todos os mares da Terra juntos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-7-lugares-con-mas-probabilidades-de-albergar-vida-en-nuestro-sistema-solar-1782162568221.jpg" data-image="q1q1cgvqqy7w"><figcaption>Ilustração da sonda Europa Clipper da NASA, com chegada prevista a Júpiter em 2030. Foto: NASA/JPL-Caltech..</figcaption></figure><p>Os cientistas acreditam que, sob a <strong>crosta gelada</strong>, existe uma interação entre a água e o núcleo rochoso que poderia gerar fontes hidrotermais, semelhantes às da Terra que sustentam ecossistemas inteiros na ausência de luz solar.</p><p>Observações feitas por telescópios e sondas espaciais também detectaram <strong>possíveis plumas de vapor de água subindo do interior</strong>. A <em>Europa Clipper</em>, sonda espacial interplanetária lançada em outubro de 2024 pela NASA, tem como objetivo estudar essa lua em detalhes para determinar se ela possui os elementos necessários para abrigar vida. A previsão é de que ela chegue ao seu destino em 2030.</p><h2>Encélado, os gêiseres de Saturno</h2><p>Encélado, uma p<strong>equena lua de Saturno</strong>, foi palco de uma das descobertas mais surpreendentes da exploração espacial. Em 2005, a sonda <em>Cassini </em>observou <strong>enormes jatos de vapor e partículas de gelo irrompendo de fraturas </strong>perto de seu polo sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-7-lugares-con-mas-probabilidades-de-albergar-vida-en-nuestro-sistema-solar-1782163286287.jpg" data-image="ow8pdqgr1mnq"><figcaption>Imagens de alta resolução de Encélado, uma lua gelada de Saturno, capturadas pela sonda Cassini. NASA/JPL/Space Science Institute.</figcaption></figure><p><strong>Esses gêiseres têm origem em um oceano subterrâneo </strong>em contato com um núcleo rochoso. A análise das partículas ejetadas para o espaço revelou a presença de moléculas orgânicas, sais e compostos relacionados a processos hidrotermais.</p><p>A combinação de água líquida, fontes de energia e elementos químicos essenciais faz de Encélado um dos lugares mais promissores para a descoberta de microrganismos. De fato, alguns pesquisadores acreditam que ele <strong>pode ser ainda mais hospitaleiro à vida do que Marte</strong>.</p><h2>Titã, um laboratório natural</h2><p>Titã, <strong>a maior lua de Saturno</strong>, também possui uma atmosfera densa, rios e lagos, embora estes não sejam compostos de água, mas sim de metano e etano líquidos.</p><p><strong>Um oceano de água salgada pode estar escondido sob sua superfície gelada</strong>. Além disso, a abundância de compostos orgânicos e as complexas reações químicas que ocorrem em sua atmosfera fazem de Titã um laboratório natural para estudar como a vida pode ter surgido na Terra primitiva.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Miren que belleza! La sonda Cassini nos regala esta imponente postal de la atmósfera de Titan, un satélite natural de Saturno! Titan posee una atmósfera de Nitrógeno y ríos, mares, lagos de metano. Posiblemente el mejor lugar para buscar vida fuera de la tierra. Buen día! <a href="https://t.co/fHxw5YcaBf">pic.twitter.com/fHxw5YcaBf</a></p>— Seba Campos (@seba_sirius) <a href="https://x.com/seba_sirius/status/1780242471378714857?ref_src=twsrc%5Etfw">April 16, 2024</a></blockquote></figure><p>A missão <em>Dragonfly</em>, planejada para a próxima década, explorará esse fascinante satélite com um drone capaz de se deslocar por diferentes regiões e analisar sua composição química em profundidade.</p><h2>Fora do nosso sistema solar</h2><p>Nem tudo está confinado ao nosso sistema solar. Alguns planetas que orbitam estrelas distantes — ou exoplanetas — também são candidatos a abrigar vida extraterrestre. Vale a pena dar uma olhada neles.</p><h3>TRAPPIST-1, um sistema com vários mundos habitáveis</h3><p>A cerca de <strong>40 anos-luz da Terra</strong> encontra-se TRAPPIST-1, uma estrela anã vermelha ultragelada em torno da qual orbitam sete planetas do tamanho da Terra. Pelo menos três deles estão localizados na zona habitável,<strong> onde as temperaturas permitiriam a existência de água líquida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-7-lugares-con-mas-probabilidades-de-albergar-vida-en-nuestro-sistema-solar-1782162759063.jpg" data-image="d68169uctmbu"><figcaption>O nosso Sol e a estrela anã ultragelada TRAPPIST-1 em escala. Esta estrela tênue tem apenas 11% do diâmetro do Sol e é muito mais vermelha. Foto: Observatório Europeu do Sul.</figcaption></figure><p>Os<strong> exoplanetas TRAPPIST-1e, TRAPPIST-1f e TRAPPIST-1g</strong> são particularmente interessantes porque<strong> podem potencialmente ter atmosferas e oceanos estáveis em suas superfícies</strong>. Telescópios atuais e missões futuras estão tentando determinar se esses mundos possuem as condições necessárias para sustentar alguma forma de vida.</p><h3>LHS 1140 b, uma possível super-Terra oceânica</h3><p>LHS 1140 b é uma super-Terra localizada a aproximadamente <strong>48 anos-luz de distância</strong>, na constelação de Cetus. É maior que o nosso planeta e está situada dentro da zona habitável de sua estrela.</p><p>Observações recentes sugerem que ela <strong>pode ser parcialmente coberta por oceanos e reter uma atmosfera densa</strong>, dois fatores considerados essenciais para a manutenção de condições favoráveis à vida.</p><p>Alguns modelos chegam a propor a possibilidade de que ela <strong>possa ser um planeta com uma vasta extensão de água líquida</strong>, o que justifica sua descrição como um potencial "mundo oceânico".</p><h3>Próxima Centauri b, nossa vizinha mais interessante</h3><p>Proxima Centauri b é o <strong>exoplaneta potencialmente habitável mais próximo da Terra</strong>. Ele está localizado a pouco mais de 4 anos-luz de distância e orbita Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol.</p><p>Sua massa é semelhante à da Terra e ele <strong>se encontra dentro da zona habitável</strong>. No entanto, a intensa atividade de sua estrela — uma estrela eruptiva, o que significa que ela sofre erupções e mudanças imprevisíveis e intensas de brilho — levanta dúvidas sobre a existência de uma atmosfera estável. Apesar disso, ele continua sendo <strong>um dos candidatos mais atraentes para pesquisas futuras</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Atri%2C%20D.%2C%20Godderidge%2C%20T.%2C%20Cirium%2C%20D.%2C%20Dimple%20Patel%2C%20D.%20y%20Ramakrishnan%2C%20G" data-year="2022" data-title="Evaluaci%C3%B3n%20de%20la%20habitabilidad%20microbiana%20en%20diversos%20objetivos%20del%20sistema%20solar" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.48550%2FarXiv.2203.03171">Atri, D., Godderidge, T., Cirium, D., Dimple Patel, D. y Ramakrishnan, G. (2022). <a href="https://doi.org/10.48550/arXiv.2203.03171" target="_blank">Evaluación de la habitabilidad microbiana en diversos objetivos del sistema solar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/os-7-lugares-com-maior-probabilidade-de-abrigar-vida-em-nosso-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-megaprojeto-do-seculo-o-plano-de-engenharia-da-china-que-redistribui-agua-por-todo-o-seu-territorio.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 10:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A China está avançando com o maior projeto de obras hidráulicas já construído para transportar água das regiões úmidas do sul para as áreas mais secas do norte, transformando o mapa hídrico nacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-megaproyecto-del-siglo-el-plan-de-ingenieria-con-el-que-china-redistribuye-el-agua-de-todo-su-territorio-1782387847515.jpeg" data-image="zgq63z52t39g"><figcaption>Vista aérea do Canal Principal da Rota Central do Projeto de Transposição de Águas do Sul para o Norte, na cidade de Shijiazhuang, província de Hebei, China.</figcaption></figure><p>À primeira vista, pode-se pensar que a <strong>China </strong>não sofre com problemas hídricos, visto que seu território de 9.596.960 km² abriga alguns dos rios mais caudalosos da Ásia, vastas reservas glaciais e extensas regiões sujeitas a chuvas de monção.</p><p>No entanto, a China enfrenta um desequilíbrio territorial significativo, pois é na região norte que se concentra uma grande parcela da população em termos absolutos — com <strong>megacidades como Pequim e Tianjin, que apresentam enormes demandas por água</strong>.</p><h2>Um projeto que desloca rios inteiros</h2><p>A iniciativa foi denominada "Projeto de Transposição de Águas do Sul-Norte" (<em>South–North Water Transfer Project</em>); lançado em <strong>2002</strong>, tem um único objetivo: <strong>transportar grandes volumes de água das bacias do sul</strong>, mais úmidas, <strong>para as regiões mais áridas</strong> e densamente povoadas do norte do país asiático.</p><p>Isso está sendo realizado por meio de uma rede de canais, reservatórios, estações de bombeamento e túneis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-megaproyecto-del-siglo-el-plan-de-ingenieria-con-el-que-china-redistribuye-el-agua-de-todo-su-territorio-1782385133283.jpg" data-image="er9mlhghtnwm"><figcaption>Mapa do megaprojeto. Fonte: Zhang et al. (2022): CC BY 4.0</figcaption></figure><p>Atualmente, existem duas rotas: a <strong>rota leste</strong>, que utiliza um trecho do histórico Grande Canal da China, e uma<strong> rota central</strong>, que transporta água do Reservatório de Danjiangkou para as imediações de Pequim e Tianjin.</p><p><strong>Dezenas de bilhões de metros cúbicos de água já foram transferidos</strong> por meio desses dois sistemas, constituindo a maior rede de transposição de águas do planeta.</p><h3>A terceira fase, um desafio ainda mais colossal</h3><p>A criação de outra <strong>grande rota</strong> vem sendo considerada há vários anos; prevê-se que ela <strong>atravesse parte do Planalto Tibetano</strong>. Isso permitiria captar os vastos recursos hídricos da região e desviá-los para as bacias com escassez de água no norte da China.</p><p>Essa proposta apresenta desafios formidáveis, uma vez que o plano inicial prevê que a rota atravesse regiões situadas a altitudes entre 3.000 e 4.000 metros e exige a <strong>construção de longos túneis através de um terreno acidentado e inóspito</strong>.</p><p>Alguns desses estudos preveem centenas de quilômetros de túneis e barragens de proporções gigantescas, o que explica por que essa fase permanece sendo objeto de análise e debate.</p><h2>Uma tentativa de controlar o incontrolável</h2><p>Para além dos resultados, o "Projeto de Transposição de Água Sul-Norte" simboliza uma filosofia que tem caracterizado a China nas últimas décadas: <strong>responder a grandes desafios ambientais por meio de projetos de engenharia de escala monumental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-megaproyecto-del-siglo-el-plan-de-ingenieria-con-el-que-china-redistribuye-el-agua-de-todo-su-territorio-1782387409024.jpg" data-image="71ihem82az56"><figcaption>Um projeto de dimensões difíceis de imaginar.</figcaption></figure><p>Com uma resposta que abrange desde barragens gigantescas e programas de reflorestamento em larga escala até sistemas de modificação artificial de precipitação, <strong>a China transformou a gestão da terra e da água em uma prioridade estratégica</strong>.</p><p>Este<strong> megaprojeto hídrico</strong> é, sem dúvida, o empreendimento mais ambicioso que a China já realizou — ou está realizando atualmente —, pois envolve uma façanha capaz de deslocar rios inteiros por milhares de quilômetros.</p><h3>A mudança climática acrescenta novas incertezas</h3><p>As mudanças climáticas serão um fator que complicará os planos, pois o Planalto Tibetano está aquecendo rapidamente, provocando o<strong> recuo de geleiras</strong> e <strong>alterações nos padrões de precipitação</strong>, o que resultará em <strong>mudanças nas vazões dos rios nas próximas décadas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> El proyecto más ambicioso del mundo se está llevando a cabo en China: el Proyecto de Transferencia de Agua Sur-Norte.<br><br>Es comparable a la Gran Muralla en escala y se considera el mayor proyecto de ingeniería civil del planeta.<br><br>Este megaproyecto, iniciado en 2002 y con una <a href="https://t.co/GyTxMkUcYz">pic.twitter.com/GyTxMkUcYz</a></p>— Ma Wukong 马悟空 (@Ma_WuKong) <a href="https://x.com/Ma_WuKong/status/1961127262943691029?ref_src=twsrc%5Etfw">August 28, 2025</a></blockquote></figure><p>Tudo isso significa que a<strong> infraestrutura projetada </strong>para enfrentar a escassez de água <strong>poderá enfrentar novas limitações no futuro</strong>, decorrentes das mudanças climáticas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-megaprojeto-do-seculo-o-plano-de-engenharia-da-china-que-redistribui-agua-por-todo-o-seu-territorio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa do calor extremo global: por que as altas temperaturas estão ficando mais severas e frequentes?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-mapa-do-calor-extremo-global-por-que-as-altas-temperaturas-estao-ficando-mais-severas-e-frequentes.html</link><pubDate>Fri, 26 Jun 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo internacional revela que o estresse térmico está aumentando em todo o mundo e que as noites estão aquecendo mais rapidamente do que os dias, expondo bilhões de pessoas a maiores riscos à saúde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-del-calor-extremo-global-por-que-las-altas-temperaturas-se-estan-volviendo-mas-severas-y-frecuentes-1782257099219.jpg" data-image="adcnid9aonw1" alt="onda de calor" title="onda de calor"><figcaption>Os autores ressaltam que será fundamental fortalecer os planos de ação em saúde, aprimorar os sistemas de alerta precoce e avançar nas estratégias de resfriamento urbano. Imagem criada com IA.</figcaption></figure><p>O <strong>calor extremo</strong> não é mais um fenômeno excepcional ou restrito a regiões específicas do planeta. Um novo estudo científico alerta que cerca de um bilhão de pessoas a mais vivenciam, anualmente, pelo menos um dia de estresse térmico extremo em comparação com a década de 1970 — uma tendência que reflete o<strong> impacto crescente das mudanças climáticas</strong> no cotidiano.</p><p>A pesquisa, publicada recentemente na revista <em>Nature Climate Change</em>, conclui que o estresse térmico global está se intensificando durante o dia, à noite e até mesmo em ambos os períodos simultaneamente. As descobertas revelam uma realidade preocupante: <strong>não apenas as temperaturas estão subindo, mas também a sensação de calor vivenciada pelas pessoas</strong>.</p><h2>Um planeta cada vez mais exposto ao calor</h2><p>O estresse térmico representa a carga de calor a que o corpo humano é submetido e depende de vários fatores, incluindo temperatura do ar, umidade, vento e radiação solar. Para medi-lo, pesquisadores utilizaram o<strong> Índice Térmico Climático Universal (UTCI)</strong>, uma ferramenta que permite avaliar como o corpo humano responde às condições ambientais reais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Pelo menos um dia de estresse térmico extremo por ano em comparação com a década de 1970.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora as ondas de calor tenham ganhado destaque nos últimos anos devido à sua frequência e intensidade, cientistas apontam que ainda há uma compreensão limitada de como as condições de calor que afetam diretamente as pessoas evoluem em escala global.</p><p>Para abordar essa questão, uma equipe de especialistas da Alemanha e do Reino Unido analisou registros globais de estresse térmico abrangendo o período de 1950 a 2024. Os resultados mostram um<strong> aumento constante na temperatura de sensação térmica durante os dias e noites mais quentes do ano desde a década de 1970</strong>.</p><h2>As noites aquecem mais rápido do que os dias</h2><p>Uma das descobertas mais marcantes é que <strong>as noites mais quentes estão registrando um aumento de temperatura maior do que os dias mais extremos</strong>. Segundo o estudo, as dez noites mais quentes de cada ano aqueceram a uma taxa média global de 0,32°C por década, enquanto os dez dias mais quentes o fizeram a uma taxa de 0,27°C por década.</p><div class="texto-destacado">Essa diferença tem implicações significativas para a saúde pública. Quando as temperaturas noturnas permanecem elevadas, o corpo humano tem menos tempo para se recuperar do calor acumulado durante o dia, aumentando o risco de doenças relacionadas ao calor.</div><p>Os pesquisadores também constataram que <strong>eventos de calor extremo estão se tornando cada vez mais frequentes em todos os continentes</strong>. As regiões subtropicais estão entre as mais afetadas. Áreas do sul da América do Norte, do sul da Europa, de vastas partes da África e de regiões da América do Sul registram, atualmente, até 50 dias adicionais por ano com níveis de estresse térmico classificados como severos ou extremos, em comparação com os registros da década de 1970.</p><p>Como resultado dessa tendência, a proporção da <strong>população mundial exposta a pelo menos um dia de estresse térmico extremo por ano </strong>aumentou de 16% para 22%. Em números absolutos, isso equivale a aproximadamente um bilhão de pessoas a mais.</p><h2>Impactos crescentes na saúde e no trabalho</h2><p>As consequências do calor excessivo vão muito além do simples desconforto. Especialistas alertam que o estresse térmico pode levar à <strong>exaustão pelo calor</strong>, à <strong>desidratação </strong>e à<strong> perda de consciência</strong>. No entanto, seus efeitos também podem se manifestar a longo prazo por meio de doenças cardiovasculares, problemas renais, distúrbios respiratórios e o agravamento de condições crônicas preexistentes.</p><p>Em países de latitudes médias, por exemplo, os riscos são particularmente elevados para quem trabalha ao ar livre em setores como agricultura, construção civil e manutenção de infraestrutura. Na agricultura, a exposição simultânea ao calor e a produtos químicos presentes em fertilizantes e pesticidas pode intensificar os efeitos adversos à saúde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-del-calor-extremo-global-por-que-las-altas-temperaturas-se-estan-volviendo-mas-severas-y-frecuentes-1782257142312.jpg" data-image="k05myjkczahn" alt="Onda de calor" title="Onda de calor"><figcaption>O estresse térmico pode causar exaustão pelo calor, desidratação e episódios de perda de consciência.</figcaption></figure><p>Segundo dados divulgados pela Fundação Primero de Mayo, da Espanha, em 2025, as <strong>altas temperaturas</strong> levam a uma maior inalação de ar e aumentam a volatilidade de certos compostos químicos, intensificando, assim, seus impactos no organismo humano.</p><p>Essa questão também afeta ambientes de trabalho internos específicos. Setores como a siderurgia, a fabricação de plásticos e outros processos produtivos que geram calor criam<strong> condições particularmente desafiadoras para os trabalhadores</strong>, exigindo um controle rigoroso da temperatura.</p><p>Diante desse cenário, os autores do estudo defendem a importância de<strong> fortalecer os planos de ação em saúde, aprimorar os sistemas de alerta precoce </strong>e avançar nas estratégias de resfriamento urbano. Além disso, destacam a necessidade de incorporar indicadores de estresse térmico às avaliações de risco climático, visando reduzir a vulnerabilidade da população e preparar-se para os efeitos de um mundo em aquecimento crescente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Emerton%2C%20R.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Global%20heat%20stress%20intensification%20and%20its%20expanding%20footprint%20on%20the%20human%20population" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41558-026-02670-5">Emerton, R. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02670-5" target="_blank">Global heat stress intensification and its expanding footprint on the human population</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-mapa-do-calor-extremo-global-por-que-as-altas-temperaturas-estao-ficando-mais-severas-e-frequentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuvas intensas podem acumular mais de 100 mm e deixam em alerta o Nordeste]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-podem-acumular-mais-de-100-mm-e-deixam-em-alerta-o-nordeste.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 23:38:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ventos de leste reforçam a umidade sobre o litoral nordestino e favorecem chuva persistente, com acumulados acima de 100 mm em áreas da costa entre o fim de semana e o início da próxima semana, exigindo atenção.</p><ul><li>Veja também: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao.html" target="_blank">Trégua na chuva: SP, RJ, MG e ES terão sequência de dias de sol; veja a previsão.</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-podem-acumular-mais-de-100-mm-e-deixam-em-alerta-o-nordeste-1782421548981.jpg" data-image="enhh1p82ro9o" alt="chuva, anomalia, precipitação" title="chuva, anomalia, precipitação"><figcaption>Anomalia semanal de precipitação prevista entre 29 de junho e 6 de julho indica chuva acima da média em áreas do leste do Nordeste, associada ao reforço dos ventos de leste e à entrada de umidade do Atlântico.</figcaption></figure><p>A chuva volta a ganhar força na faixa leste do Nordeste nos próximos dias, impulsionada pelo aumento dos ventos de leste sobre o Atlântico. <strong>Os</strong><strong> acumulados podem passar de 100 mm</strong> em pontos entre o litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e o norte da Bahia, com maior atenção entre o fim de semana e o início da próxima semana.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</strong></div><p>O alerta merece atenção porque esse tipo de chuva costuma ocorrer de forma persistente: não necessariamente em temporais longos, mas em pancadas repetidas, com céu carregado, rajadas moderadas e períodos de chuva fina intercalados com núcleos mais fortes. </p><p><strong>Em áreas urbanas, o risco aumenta para alagamentos, transtornos no trânsito e deslizamentos em encostas</strong>. No campo, a umidade favorece algumas lavouras, mas pode atrapalhar colheitas, secagem de grãos e deslocamentos em estradas vicinais.</p><h2>Ventos de leste empurram umidade para a costa </h2><p>O mecanismo principal é o reforço dos ventos que sopram do oceano em direção ao continente. <strong>Esses ventos carregam ar úmido do Atlântico e, ao encontrar a faixa costeira e áreas de relevo próximo ao litoral</strong>, ajudam a formar nuvens mais persistentes. Por isso, o mapa de chuva tende a mostrar uma faixa mais carregada acompanhando o desenho do litoral, enquanto o interior aparece com volumes bem menores.</p><figure class="video-dailymotion" data-video="55567" data-redactor-type="videoinserter"><div id="player-xaiq726"><strong><strong></strong></strong></div></figure><p><strong>A chuva deve ser mais frequente</strong> desde o litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba até Pernambuco, Alagoas e Sergipe<strong>.</strong> No leste e nordeste da Bahia, incluindo áreas próximas a Salvador e ao Recôncavo, também há potencial para volumes elevados. <strong>O padrão não significa chuva contínua em todos os municípios</strong>, mas indica vários dias com instabilidade, o que permite que os acumulados cresçam rapidamente.</p><h2>Faixa leste concentra os maiores volumes </h2><p>Os maiores acumulados devem se organizar na Zona da Mata e no litoral, onde a umidade marítima chega com mais facilidade. <strong>Capitais como Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador podem ter dias com céu fechado</strong>, chuva recorrente e intervalos curtos de melhoria. Em alguns pontos, a soma de vários episódios pode ser mais importante do que uma única pancada intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuvas-intensas-podem-acumular-mais-de-100-mm-e-deixam-em-alerta-o-nordeste-1782424150360.jpg" data-image="p29wtukz9zg4" alt="alerta chuvas nordeste" title="alerta chuvas nordeste"><figcaption>Previsão de acumulado de chuva até o 1 de julho. Os volumes podem passar facilmente dos 100 mm no leste do Nordeste.</figcaption></figure><p>Os principais pontos de atenção são:</p><ul> <li><strong>alagamentos em áreas baixas e vias com drenagem deficiente;</strong></li> <li>maior risco em encostas e comunidades vulneráveis;</li> <li><strong>redução de visibilidade em rodovias costeiras;</strong></li> <li>mar mais agitado e vento mais constante em trechos expostos;</li> <li>atraso em atividades ao ar livre e operações agrícolas sensíveis à umidade.</li> </ul><p>No interior do Nordeste, a situação muda bastante.<strong> Sertão, oeste da Bahia, sul do Piauí e áreas mais afastadas da costa devem seguir com chuva mais irregular</strong> e muito localizada. A nebulosidade pode até avançar em alguns momentos, mas os maiores volumes ficam presos ao leste da região, exatamente onde os ventos úmidos encontram maior suporte para formar nuvens.</p><h2>Atenção maior para alagamentos e solo encharcado </h2><p>O maior risco não vem apenas do volume total, mas da repetição da chuva sobre as mesmas áreas. Quando o solo já está úmido, <strong>novos episódios aumentam o escoamento superficial e reduzem a capacidade de absorção </strong>da água. Isso favorece pontos de alagamento em bairros densamente urbanizados, margens de rios pequenos, canais e áreas com histórico de enxurradas rápidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775630" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao.html" title="Trégua na chuva: SP, RJ, MG e ES terão sequência de dias de sol; veja a previsão">Trégua na chuva: SP, RJ, MG e ES terão sequência de dias de sol; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao.html" title="Trégua na chuva: SP, RJ, MG e ES terão sequência de dias de sol; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao-1782399992025_320.jpg" alt="Trégua na chuva: SP, RJ, MG e ES terão sequência de dias de sol; veja a previsão"></a></article></aside><p>Para a população, o recado é acompanhar as atualizações e <strong>evitar deslocamentos em horários de chuva mais forte</strong>. Para atividades agrícolas, especialmente no litoral e na Zona da Mata, o excesso de umidade exige atenção com manejo, pulverização, colheita e transporte. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/chuvas-intensas-podem-acumular-mais-de-100-mm-e-deixam-em-alerta-o-nordeste.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que se sabe sobre as novas espécies de escorpião descobertas por cientistas brasileiros na Amazônia]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-se-sabe-sobre-as-novas-especies-de-escorpiao-descobertas-por-cientistas-brasileiros-na-amazonia.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 22:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores encontraram duas novas espécies de escorpiões no extremo norte da Amazônia brasileira. O fato se deu há alguns anos, mas a descoberta foi divulgada recentemente em um artigo científico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-se-sabe-sobre-as-novas-especies-de-escorpiao-descobertas-por-cientistas-brasileiros-na-amazonia-1782409167526.jpg" data-image="j2uji3jxttvj"><figcaption>Imagem das duas espécies descobertas na Amazônia brasileira: <em>Brotheas cernii </em>à esquerda e <em>Cayooca puchus</em> à direita. Crédito: Lira et al. (2026).</figcaption></figure><p>Pesquisadores brasileiros, em um trabalho de campo (expedição) em <strong>2022</strong>, <strong>descobriram duas novas espécies de escorpiões da família </strong><em><strong>Chactidae</strong> </em>no município de <strong>Mucajaí</strong>, no estado de <strong>Roraima</strong>, região norte da Amazônia brasileira, a cerca de 60 quilômetros da capital Boa Vista. </p><p>As duas espécies foram batizadas como <strong><em>Cayooca puchus</em> sp. n.</strong> e <strong><em>Brotheas cernii</em> sp. n.</strong>, e essas descobertas só reforçam a<strong> importância da Amazônia como um grande centro de biodiversidade</strong>, com potencial de várias espécies animais a serem descobertas ainda.</p><p>Estes achados foram divulgados recentemente em um artigo publicado na revista científica <em>Diversity</em>. Entenda abaixo o que já se sabe sobre estes novos aracnídeos.</p><h2>Onde e como os animais foram encontrados</h2><p>Os escorpiões foram encontrados durante uma expedição <strong>em uma área de floresta próxima a uma cachoeira em Mucajaí</strong>. O local é bem peculiar, com formações rochosas isoladas que ficaram relativamente isoladas há milhares de anos. E isso favorece o surgimento de espécies exclusivas de animais, adaptadas a condições ambientais muito específicas, como foi o caso destes escorpiões.</p><p>Os dois <strong>escorpiões </strong><strong>apresentavam particularidades</strong>, como diferenças na coloração, no tamanho do corpo, na granulação das pinças, entre outros, e foi isso que<strong> chamou a atenção dos pesquisadores</strong>.</p><p>Liderados pela professora Manuela Berto Pucca, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), eles então <strong>coletaram o animais e iniciaram uma pesquisa</strong> para verificar se pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência, o que, de fato, foi comprovado.</p><div class="texto-destacado">A descoberta da espécie <em>Cayooca puchus</em> é importante pois o gênero <em>Cayooca</em> é considerado raro e tem pouquíssimos representantes conhecidos pela ciência. </div><p>“Os achados demonstram o quanto<strong> a floresta Amazônica, especialmente em estados como Roraima, ainda é pouco explorada cientificamente</strong>. Se encontramos duas espécies inéditas em uma única região que investigamos, quantas outras ainda existem na região e não conhecemos?”, comentou em uma entrevista a professora Manuela.</p><p> Ao longo dos anos, desde 2022, os pesquisadores retornaram ao local várias vezes para coletar exemplares machos e fêmeas, além de indivíduos jovens e adultos para a pesquisa.</p><h2>O que se sabe sobre as novas espécies?</h2><p>As duas novas espécies de escorpiões <strong>são extremamente sensíveis às condições ambientais</strong>, altamente especializadas e adaptadas a um ambiente muito específico.</p><p>Ou seja, são<strong> espécies muito adaptadas às condições da floresta amazônica</strong> e bastante sensíveis às mudanças de habitat, por isso, fora de lá, elas não sobrevivem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-se-sabe-sobre-as-novas-especies-de-escorpiao-descobertas-por-cientistas-brasileiros-na-amazonia-1782409223963.jpg" data-image="6sdd13gsk2r4"><figcaption>Uma das espécies de escorpiões descobertas na região amazônica. Crédito: Equipe do Projeto AT-Biota-FAPESP.</figcaption></figure><p>Além da classificação biológica, os pesquisadores estão <strong>investigando as moléculas dos venenos </strong>desses escorpiões para<strong> potencial desenvolvimento de novos medicamentos</strong>. Como eles vivem em ambientes extremamente desafiadores, desenvolveram ao longo de sua evolução moléculas ativas muito eficientes.</p><p>Por isso, <strong>seus venenos podem conter compostos</strong> com potencial para a criação de inseticidas biológicos e para <strong>aplicações nas áreas farmacêutica e biomédica</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Maciel%2C%20G" data-year="2026" data-title="Descoberta%20de%20novas%20esp%C3%A9cies%20de%20escorpi%C3%A3o%20na%20Amaz%C3%B4nia%20amplia%20conhecimento%20sobre%20a%20biodiversidade%20da%20regi%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fjornal.unesp.br%2F2026%2F06%2F19%2Fdescoberta-de-novas-especies-de-escorpiao-na-amazonia-ampliam-conhecimento-sobre-a-biodiversidade-da-regiao%2F">Maciel, G. (2026). <a href="https://jornal.unesp.br/2026/06/19/descoberta-de-novas-especies-de-escorpiao-na-amazonia-ampliam-conhecimento-sobre-a-biodiversidade-da-regiao/" target="_blank">Descoberta de novas espécies de escorpião na Amazônia amplia conhecimento sobre a biodiversidade da região</a>.</cite><br><cite data-author="Lira%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Two%20New%20Species%20of%20Scorpions%20(Scorpiones%3A%20Chactidae)%20from%20Northernmost%20Brazilian%20Amazon" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mdpi.com%2F1424-2818%2F18%2F6%2F345">Lira, et al. (2026). <a href="https://www.mdpi.com/1424-2818/18/6/345" target="_blank">Two New Species of Scorpions (Scorpiones: Chactidae) from Northernmost Brazilian Amazon</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-que-se-sabe-sobre-as-novas-especies-de-escorpiao-descobertas-por-cientistas-brasileiros-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fenômeno raro no Rio da Prata transforma paisagem durante frio em MS]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fenomeno-raro-no-rio-da-prata-transforma-paisagem-durante-frio-em-ms.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 20:37:28 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O início do inverno de 2026 trouxe uma queda acentuada nas temperaturas de Mato Grosso do Sul, provocando efeitos visuais impressionantes nas águas do Rio da Prata, na cidade de Jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-no-rio-da-prata-transforma-paisagem-com-frio-em-ms-1782404379033.jpg" data-image="jyf6z6zgmqtp" alt="Frio abaixo de 10 °C gerou fenômeno térmico no Rio da Prata. Foto: Reprodução/ Mateus Hang" title="Frio abaixo de 10 °C gerou fenômeno térmico no Rio da Prata. Foto: Reprodução/ Mateus Hang"><figcaption>Frio abaixo de 10 °C gerou fenômeno térmico no Rio da Prata. Foto: Reprodução/ Mateus Hang</figcaption></figure><p>O inverno de 2026 começou com temperaturas baixas em Mato Grosso do Sul. Desde o início oficial da estação, no domingo (21), o estado enfrenta uma queda expressiva nos termômetros. <strong>Esse cenário de frio intenso modificou paisagens locais</strong> e chamou a atenção de moradores e visitantes.</p><p>Na quarta-feira (24) <strong>o Rio da Prata amanheceu coberto por uma névoa densa</strong>. O fenômeno foi registrado no Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, cidade localizada a 235 quilômetros de Campo Grande e próxima a Bonito. A imagem chamou a atenção pela beleza visual.</p><h2>O espetáculo visual no Rio da Prata</h2><p>O fenômeno ocorreu enquanto <strong>os termômetros da região registravam temperaturas abaixo dos 10 °C</strong>. A combinação do clima gelado com as águas do rio criou a impressão de que a superfície estava fumegando. A imagem modificou completamente o cenário habitual do ponto turístico sul-mato-grossense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-no-rio-da-prata-transforma-paisagem-com-frio-em-ms-1782404506954.jpg" data-image="zc2enl3lpcs9" alt="Análise técnica sobre a fumaça de calha que surgiu no Recanto Ecológico Rio da Prata após a chegada de uma frente fria. Imagem: Ilustração" title="Análise técnica sobre a fumaça de calha que surgiu no Recanto Ecológico Rio da Prata após a chegada de uma frente fria. Imagem: Ilustração"><figcaption>Análise técnica sobre a fumaça de calha que surgiu no Recanto Ecológico Rio da Prata após a chegada de uma frente fria. Imagem: Ilustração</figcaption></figure><p><strong>A organização não governamental Instituto Amigos do Rio da Prata</strong>, que atua na conservação do afluente, divulgou as imagens gravadas na manhã de quarta-feira. Em nota, a instituição comentou sobre o visual da região. "Nos dias frios, o vapor cria um espetáculo à parte no Rio da Prata, transformando a paisagem em algo simplesmente mágico", declarou a ONG.</p><h2>A explicação científica por trás da névoa</h2><p>Do ponto de vista técnico, o "vapor de frio" que surge sobre as águas é classificado pela meteorologia como <strong>nevoeiro de evaporação ou fumaça de calha</strong>. Esse processo acontece quando uma massa de ar muito frio e seco passa sobre uma superfície de água que está relativamente mais quente. <strong>O fenômeno é característico do outono e do inverno</strong>, períodos em que os dias comumente amanhecem com pouca visibilidade.</p><p>Para entender a ciência por trás desse acontecimento, especialistas explicam que o nevoeiro é caracterizado pela presença de minúsculas gotículas de água suspensas no ar, reduzindo a visibilidade a menos de um quilômetro. O processo ocorre <strong>devido à condensação do vapor d'água próximo à superfície terrestre</strong>. Isso acontece geralmente quando a temperatura do ar diminui e atinge a temperatura do ponto de orvalho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775469" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/madrugada-mais-fria-do-ano-registra-9-1-c-na-serra-catarinense-veja-imagens.html" title="Madrugada mais fria do ano registra -9,1°C na serra catarinense; veja imagens ">Madrugada mais fria do ano registra -9,1°C na serra catarinense; veja imagens </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/madrugada-mais-fria-do-ano-registra-9-1-c-na-serra-catarinense-veja-imagens.html" title="Madrugada mais fria do ano registra -9,1°C na serra catarinense; veja imagens "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madrugada-mais-fria-do-ano-registra-9-1-c-na-serra-catarinense-veja-imagens-1782325316893_320.jpg" alt="Madrugada mais fria do ano registra -9,1°C na serra catarinense; veja imagens "></a></article></aside><p>O ponto de orvalho representa a temperatura exata em que o ar precisa ser resfriado, sob pressão constante, para que o vapor d'água presente comece a se condensar. No caso do Rio da Prata, <strong>a grande diferença térmica fez a água do afluente evaporar</strong>. Ao entrar em contato imediato com a massa de ar gelado da região, esse vapor condensou, gerando o efeito visual de fumaça.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jo%C3%A3o%20Ramos" data-year="2026" data-title="Frio%20intenso%20provoca%20fen%C3%B4meno%20nas%20%C3%A1guas%20do%20Rio%20da%20Prata%20em%20MS%3A%20%E2%80%98M%C3%A1gico%E2%80%99" data-url="https%3A%2F%2Fmidiamax.com.br%2Fmidiamais%2F2026%2Ffrio-intenso-provoca-fenomeno-aguas-rio-prata-ms-magico%2F">João Ramos. (2026). <a href="https://midiamax.com.br/midiamais/2026/frio-intenso-provoca-fenomeno-aguas-rio-prata-ms-magico/" target="_blank">Frio intenso provoca fenômeno nas águas do Rio da Prata em MS: ‘Mágico’</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/fenomeno-raro-no-rio-da-prata-transforma-paisagem-durante-frio-em-ms.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trégua na chuva: SP, RJ, MG e ES terão sequência de dias de sol; veja a previsão]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 19:37:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As chuvas vão dar uma trégua no Sudeste do Brasil. A previsão indica que nos próximos dias o tempo volta a ficar mais firme na maior parte da região, com o sol voltando a aparecer mais.</p><ul><li>Mais previsão: <a href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-frente-fria-traz-alerta-de-chuvas-intensas-e-tempestades-ao-centro-sul-veja-previsao.html" target="_blank">Nova frente fria traz alerta de chuvas intensas e tempestades ao centro-sul; veja previsão</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaio6pq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaio6pq.jpg" id="xaio6pq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As chuvas que têm atingido a Região <strong>Sudeste </strong>do Brasil estão com os dias contados. Elas começam a reduzir e já<strong> neste fim de semana o tempo volta a ficar firme na maior parte da região</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Eventualmente algumas chuvas bem isoladas ou chuviscos ainda podem ocorrer em localidades mais ao leste da região, contudo, <strong>o sol aparece e teremos mais dias de tempo firme</strong> nos quatro estados.</p><p>Mas atenção, uma <strong>nova mudança no tempo</strong> é esperada para o <strong>início de julho</strong> nos estados de<strong> São Paulo</strong> e do <strong>Rio de Janeiro</strong>.</p><p>Acompanhe a seguir detalhes da previsão do tempo.</p><h2>Tempo volta a firmar em grande parte do Sudeste</h2><p>As chuvas se despedem e o <strong>tempo volta a ficar mais estável, e com maior presença de sol</strong>, na Região Sudeste do país <strong>a partir deste fim de semana</strong>.</p><p>Entre o<strong> sábado (27)</strong> e o <strong>domingo (28)</strong> ainda podem ocorrer <strong>chuvas fracas e isoladas ou chuviscos </strong>no<strong> Espírito Santo</strong> e no <strong>Rio de Janeiro</strong>, mas ainda assim o céu fica mais limpo e com sol entre algumas nuvens. Demais áreas do Sudeste com predomínio de sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao-1782405203689.jpg" data-image="zkacxwehl7te"><figcaption>Previsão da probabilidade de precipitação (%) para segunda-feira (29) às 18h, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>próxima semana</strong> também deve começar com <strong>tempo firme e céu claro em praticamente todas as áreas</strong> dos quatro estados da região. Apenas na segunda-feira (29), entre o fim da tarde e a noite, a previsão indica pancadas de chuva mais pontuais em áreas do sul do estado de São Paulo.</p><p>Nas <strong>capitais</strong>, os próximos dias serão de <strong>predomínio de sol e céu variando de claro a com algumas nuvens</strong>.</p><p>Além disso, um <strong>ar mais quente começa a ingressar na região a partir do fim de semana</strong>, o que não deixa as temperaturas diminuírem como nos últimos dias. À tarde, as <strong>máximas </strong>podem chegar até aos <strong>28/29ºC no oeste paulista, Triângulo Mineiro e leste e noroeste mineiros</strong>.</p><h2>A nova mudança no tempo</h2><p>Uma nova mudança no tempo está prevista para ocorrer<strong> a partir do dia 6 de julho</strong>, quando uma <strong>nova frente fria </strong>deve avançar levando chuvas intensas para o Sudeste, mais provavelmente para os estados de <strong>São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao-1782406528673.jpg" data-image="xfq7muruh192"><figcaption>Previsão do modelo europeu ECMWF mostra no dia 5 de julho uma frente fria avançando pelo Sul do Brasil. A tendência é de que o sistema avance posteriormente para o Sudeste do país também.</figcaption></figure><p>A previsão do modelo europeu ECMWF também mostra <strong>anomalias </strong>médias semanais <strong>positivas de precipitação</strong> sobre áreas dos estados de <strong>São Paulo</strong>, do <strong>Rio de Janeiro</strong>, do <strong>sul e leste de Minas Gerais</strong> e sul do Espírito Santo na semana dos dias <strong>6 a 13 de julho</strong> (mapa abaixo).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao-1782406584323.jpg" data-image="97ie4m8h9o6b"><figcaption>Previsão de anomalias médias semanais de precipitação (em mm) entre os dias 6 e 13 de julho, segundo o modelo europeu ECMWF.</figcaption></figure><p>Conforme o modelo, estão previstas chuvas de <strong>até 30 milímetros acima da média nestas áreas (tons verdes)</strong> neste período, o que reforça que teremos um aumento das chuvas na região. Posteriormente, traremos mais atualizações sobre o tempo na região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/tregua-na-chuva-sp-rj-mg-e-es-terao-sequencia-de-dias-de-sol-veja-a-previsao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Flávia Rosso]]></dc:creator></item></channel></rss>