<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><description>Notícias do tempo - Confira as principais notícias sobre a meteorologia e previsão do tempo. Todas as informações são realizadas pelos nossos especialistas em meteorologia.</description><language>pt</language><lastBuildDate>Mon, 07 Sep 2026 16:30:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:30:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.com/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Brasil</title><link>https://www.tempo.com</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Rio Grande do Sul registra marcas de até -4,7°C após queda de neve; veja imagens]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rio-grande-do-sul-registra-marcas-de-ate-4-7-c-apos-queda-de-neve-veja-imagens.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 15:07:50 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Moradores da Serra Gaúcha enfrentaram uma madrugada de temperaturas negativas históricas nesta segunda-feira após cidades como Canela e Gramado registrarem episódios de neve e chuva congelada no fim de semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-grande-do-sul-registra-marcas-de-ate-4-7-c-apos-queda-de-neve-1788791512325.jpg" data-image="o3dp7kmk6dwd" alt="Geada registrada em Cambará do Sul na manhã desta segunda-feira (7). Foto: Maria Leonize Velho/ G1" title="Geada registrada em Cambará do Sul na manhã desta segunda-feira (7). Foto: Maria Leonize Velho/ G1"><figcaption>Geada registrada em Cambará do Sul na manhã desta segunda-feira (7). Foto: Maria Leonize Velho/ G1</figcaption></figure><p>A passagem de uma massa de ar polar <strong>derrubou as temperaturas em diversas cidades do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (7)</strong>. Durante a madrugada e o início da manhã do feriado, as estações meteorológicas registraram marcas extremas de até<strong> -4,7°C e -3,8°C</strong> no território gaúcho.</p><p>Além das marcas negativas consolidadas no início do dia, o período foi marcado pelo registro de geada generalizada nas áreas serranas. Esse quadro sucedeu um fim de semana atípico, caracterizado por <strong>episódios raros de neve e chuva congelada em diferentes cidades da região</strong>.</p><h2>Queda térmica e formação de geada nesta segunda-feira</h2><p>Nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, o frio intenso manteve os termômetros em patamares rigorosos em múltiplos municípios. <strong>Em Gramado, a medição oficial apontou 3°C nas primeiras horas do dia</strong>, embora relógios e termômetros de rua espalhados pelo centro da cidade tenham chegado a marcas entre -1°C e -2°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rio-grande-do-sul-registra-marcas-de-ate-4-7-c-apos-queda-de-neve-1788791959667.jpg" data-image="etqqhf4566xh" alt="Neve foi registrada no domingo (6) em São José dos Ausentes, Cambará do Sul e Canela. Fotos: Alexandre Pereira; Gabriel Kruger e Richard Ronchi; e Sergio Augusto Mattos" title="Neve foi registrada no domingo (6) em São José dos Ausentes, Cambará do Sul e Canela. Fotos: Alexandre Pereira; Gabriel Kruger e Richard Ronchi; e Sergio Augusto Mattos"><figcaption>Neve foi registrada no domingo (6) em São José dos Ausentes, Cambará do Sul e Canela. Fotos: Alexandre Pereira; Gabriel Kruger e Richard Ronchi; e Sergio Augusto Mattos</figcaption></figure><p>A combinação de ar gélido e tempo aberto resultou na formação de camadas visíveis de geada. No município de<strong> Cambará do Sul, os campos e vegetações amanheceram cobertos por gelo</strong> nesta segunda-feira, cenário documentado por moradores.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Nevou na Serra Gaúcha na tarde deste domingo (6), fenômeno raro para o mês de setembro, em ao menos quatro municípios do Rio Grande do Sul. A precipitação foi confirmada pela Climatempo Meteorologia.<br><br> Leia mais na <a href="https://x.com/hashtag/Folha?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Folha</a>: <a href="https://t.co/6eD9stn3QA">https://t.co/6eD9stn3QA</a><br><br> Pousada Monte Negro <a href="https://t.co/XQ1o8Mo1G9">pic.twitter.com/XQ1o8Mo1G9</a></p>— Folha de S.Paulo (@folha) <a href="https://x.com/folha/status/2096737308640727231?ref_src=twsrc%5Etfw">September 6, 2026</a></blockquote></figure><p>O rigor térmico surpreendeu visitantes que viajavam pela Serra Gaúcha durante o feriado prolongado. Uma turista vinda da cidade de Caçador, em Santa Catarina, <strong>relatou a necessidade urgente de adquirir vestimentas reforçadas para enfrentar o clima local</strong>. A visitante declarou que comprou touca, luva e calças no passeio porque eu não esperava tanto frio. </p><h2>Precipitação de neve e chuva congelada no domingo</h2><p>As alterações mais severas tiveram início no domingo, <strong>quando o sistema polar avançou sobre as áreas de maior altitude da serra</strong>. Naquele dia, a instabilidade atmosférica favoreceu a ocorrência simultânea de precipitações invernais e declínio acelerado dos índices nos medidores locais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">Canela viveu uma daquelas cenas que parecem irreais: a Catedral de Pedra coberta de neve, em meio à beleza impressionante da Serra Gaúcha. ️ <a href="https://t.co/SQTQATxUHz">pic.twitter.com/SQTQATxUHz</a></p>— F Ê N I X (@fenixb22) <a href="https://x.com/fenixb22/status/2096964963134791699?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>No município de Canela, moradores registraram em vídeo o momento exato em que a neve atingiu as vias públicas</strong>. As imagens documentaram flocos caindo durante o dia, fenômeno acompanhado com atenção pela população e por turistas que circulavam pelos bairros.</p><p>Em <strong>Gramado</strong>, o evento climático predominante observado ao longo do domingo foi a chuva congelada. <strong>A</strong><strong>s medições técnicas indicaram que</strong><strong> os termômetros marcavam exatamente 2,7°C</strong> no momento em que as partículas de gelo começaram a cair sobre o solo urbano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787465" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-o-norte-confira.html" title="Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira">Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-o-norte-confira.html" title="Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-a-regiao-norte-confira-1788725912598_320.jpg" alt="Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira"></a></article></aside><p>Outros municípios das partes altas do estado também integraram a rota do ar gélido desde o domingo. Cidades como <strong>São José dos Ausentes e Bom Jesus acompanharam a rápida evolução do sistema polar</strong>, antecedendo o amanhecer congelante confirmado em toda a região.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Marina%20Verenicz" data-year="2026" data-title="Rio%20Grande%20do%20Sul%20tem%20neve%2C%20chuva%20congelada%20e%20m%C3%ADnima%20de%20-4%2C7%C2%B0C" data-url="https%3A%2F%2Fwww.infomoney.com.br%2Fbrasil%2Frio-grande-do-sul-tem-neve-chuva-congelada-e-minima-de-47c%2F">Marina Verenicz. (2026). <a href="https://www.infomoney.com.br/brasil/rio-grande-do-sul-tem-neve-chuva-congelada-e-minima-de-47c/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rio Grande do Sul tem neve, chuva congelada e mínima de -4,7°C</a>.</cite><br><cite data-author="Kassiane%20Michel%20e%20Ana%20J%C3%BAlia%20Griguol" data-year="2026" data-title="Frio%20intenso%20no%20RS%3A%20ap%C3%B3s%20neve%2C%20estado%20tem%20amanhecer%20congelante%20com%20m%C3%ADnima%20de%20-3%2C8%C2%B0C" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Frs%2Frio-grande-do-sul%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F07%2Ffrio-neve-chuva-congelada-serra-rs.ghtml">Kassiane Michel e Ana Júlia Griguol. (2026). <a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/09/07/frio-neve-chuva-congelada-serra-rs.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Frio intenso no RS: após neve, estado tem amanhecer congelante com mínima de -3,8°C</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/rio-grande-do-sul-registra-marcas-de-ate-4-7-c-apos-queda-de-neve-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 14:37:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio Hubble detectou uma enorme onda atmosférica decagonal em torno do polo sul de Saturno. Ela é recente, está em movimento e pode ajudar a explicar como se formam as impressionantes estruturas poligonais do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420.jpg" data-image="g3697rij8yvi" alt="Saturno" title="Saturno"><figcaption>Pólo sul de Saturno, captado pelo Telescópio Espacial Hubble em agosto de 2025. Crédito: NASA, ESA, A. Sánchez-Lavega (Universidade do País Basco, EHU).</figcaption></figure><p>Durante mais de quatro décadas, Saturno ostentou uma característica única que parecia quase impossível de replicar: um hexágono gigantesco gravado nas nuvens do seu polo norte. Agora, <strong>o planeta anelado acaba de acrescentar uma nova forma geométrica ao seu extraordinário catálogo atmosférico</strong>.</p><div class="texto-destacado">As observações do Telescópio Espacial Hubble revelaram uma estrutura gigantesca de dez lados em torno do polo sul de Saturno. Os investigadores chamam-lhe decágono e acreditam que se trata de uma onda atmosférica que se desenvolve dentro de uma das poderosas correntes de jato de Saturno.</div><p>A descoberta, liderada pelo investigador Agustín Sánchez-Lavega da Universidade do País Basco, foi publicada na revista <em>Science Advances</em> e representa a <strong>primeira detecção de um padrão poligonal regular deste tipo </strong>no hemisfério sul do planeta.</p><h2>Uma figura que surgiu nos últimos anos</h2><p>A história do decágono começou a ser reconstruída a partir de imagens obtidas em diferentes anos. Os dados do Hubble mostram sinais da estrutura já em 2023, enquanto<strong> as observações da Terra detectaram uma faixa ondulada em torno do polo sul em 2024</strong>.</p><p>Durante 2025, o sinal tornou-se muito mais evidente. Uma imagem do Hubble, captada a 29 de agosto desse ano, mostra claramente o <strong>padrão decagonal em torno de uma região central escura</strong>. Comparando imagens obtidas em diferentes comprimentos de onda, os cientistas confirmaram ainda que a estrutura se estende por diferentes camadas da atmosfera.</p><p>A descoberta foi possível graças a uma<strong> combinação invulgar de observações profissionais e amadoras</strong>. Sánchez-Lavega e os astrónomos amadores Trevor Barry e Jean-Paul Oger identificaram os primeiros sinais em imagens captadas a partir da Terra. Posteriormente, o Telescópio Espacial Hubble forneceu a resolução necessária para confirmar o fenómeno e acompanhar a sua evolução.</p><h2>Um decágono muito diferente do famoso hexágono</h2><p>A comparação com o conhecido hexágono do Polo Norte é inevitável, mas os investigadores alertam que <strong>as duas estruturas não são idênticas</strong>.</p><p>O hexágono do norte foi descoberto pelas sondas Voyager na década de 1980 e <strong>manteve-se praticamente estável durante mais de 40 anos</strong>. O novo decágono, por outro lado, parece ainda estar em formação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788489139836.jpg" data-image="rmwnpdnvw2gq" alt="Saturno" title="Saturno"><figcaption>A corrente de jato polar hexagonal de Saturno é a característica mais proeminente em quase todas as imagens da região polar norte do planeta. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Além disso, enquanto o hexágono permanece quase estacionário em relação ao interior de Saturno, o decágono desloca-se lentamente para leste. As análises indicam que o faz a cerca de 10 quilômetros por hora, <strong>muito abaixo da velocidade da corrente de jato em que está inserido</strong>, que pode atingir aproximadamente 400 quilómetros por hora. Os vértices exibem também uma oscilação com um período próximo dos 32 dias.</p><p>Por isso, em vez de imaginar uma enorme figura rígida suspensa sobre Saturno, os cientistas <strong>preferem pensar numa onda atmosférica </strong>que adquire uma geometria poligonal ao interagir com os ventos do planeta.</p><h2>Porque é que Saturno forma polígonos?</h2><p>Esta é precisamente uma das questões que permanecem em aberto.</p><p>O famoso hexágono no polo norte já tinha demonstrado que as correntes atmosféricas de Saturno podem organizar-se em padrões que parecem desafiar a intuição. Ora, <strong>o aparecimento de um decágono no polo oposto sugere que estes fenômenos podem não ser uma raridade exclusiva</strong> de uma única região do planeta.</p><p>Sánchez-Lavega observou que a descoberta pode indicar que<strong> as condições atmosféricas de Saturno permitem a formação de ondas poligonais em ambos os hemisfério</strong><strong>s</strong>. Os modelos e as observações terão de determinar qual o mecanismo que desencadeou esta nova estrutura e por que razão apareceu precisamente agora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html" title="Astrônomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno">Astrônomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html" title="Astrônomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/des-astronomes-emettent-une-nouvelle-hypothese-concernant-l-origine-des-anneaux-de-saturne-1778743829485_320.jpeg" alt="Astrônomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno"></a></article></aside><p>O mistério adensa-se porque a missão Cassini observou Saturno entre 2004 e 2017 <strong>sem encontrar qualquer evidência de uma formação duradoura do polo sul</strong>. Segundo os pesquisadores, isso reforça a possibilidade de o decágono se ter formado mais tarde, durante o período em que o polo sul já não estava oculto aos observadores da Terra.</p><h2>Uma oportunidade para observar como nasce uma estrutura gigante</h2><p>A diferença fundamental em relação ao hexágono representa também uma vantagem científica. Se o decágono continuar a fortalecer-se, os astrónomos terão a oportunidade excecional de<strong> observar a evolução de uma enorme estrutura atmosférica praticamente em tempo real</strong>.</p><p>O <strong>Hubble continuará a fornecer imagens à medida que Saturno revela gradualmente o seu hemisfério sul </strong>da nossa perspectiva. Os próximos anos poderão revelar se o decágono estabiliza, muda de forma ou desaparece.</p><p>Para já, Saturno parece ter acrescentado <strong>uma nova peça a um dos maiores enigmas do clima planetário</strong>. E desta vez, não tem seis lados, mas sim dez.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agust%C3%ADn%20S%C3%A1nchez-Lavega%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20decagon%20wave%20around%20Saturn%E2%80%99s%20south%20pole" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee4251">Agustín Sánchez-Lavega et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee4251" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A decagon wave around Saturn’s south pole</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque estão desaparecendo os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>África já foi povoada por uma diversidade extraordinária de gigantes ao longo de milhões de anos, porém, a evolução deixou de conseguir repor as espécies perdidas. Descubra mais sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864478006.jpg" data-image="8hocqge21idj" alt="Elefante" title="Elefante"><figcaption>Os grandes herbívoros africanos, como os elefantes e os hipopótamos, são sobreviventes de uma linhagem evolutiva que perdeu diversidade ao longo de milhões de anos.</figcaption></figure><p><br>Durante milhões de anos, África foi <strong>palco de uma extraordinária diversidade de grandes herbívoros. Elefantes, hipopótamos, rinocerontes</strong> e numerosos parentes hoje desaparecidos moldaram as paisagens do continente.</p><p>No entanto, a diversidade destes gigantes foi diminuindo progressivamente. Todavia, uma nova investigação sugere agora que a explicação não está, como se pensava, numa maior vulnerabilidade à extinção, mas numa <strong>dificuldade muito mais silenciosa como a incapacidade de gerar novas espécies</strong> ao mesmo ritmo que os animais mais pequenos.</p><h2>Uma história evolutiva de 23 milhões de anos</h2><p>Segundo a investigação, publicada na revista <em>Nature Communications</em>, que reconstrói a <strong>evolução dos grandes herbívoros africanos ao longo de 23 milhões de anos</strong>, os investigadores analisaram 3,327 registos fósseis correspondentes a 396 espécies, incluindo hipopótamos, antílopes, girafas e outros ungulados.</p><p>O modelo utilizado cruzou diferentes características, como a massa corporal, a anatomia dos dentes, as relações evolutivas entre as espécies e as alterações ambientais que ocorreram no continente, com o <strong>objetivo de perceber não apenas quantas espécies desapareceram, mas também com que frequência surgiram novas espécies</strong>.</p><p>Esta distinção é fundamental, pois <strong>uma linhagem pode manter a sua diversidade ao longo do tempo</strong> se as extinções forem compensadas pelo aparecimento de novas espécies. Quando essa renovação deixa de acontecer, mesmo uma taxa de extinção relativamente baixa pode conduzir, a longo prazo, ao declínio da diversidade.</p><h2>Os gigantes não estão a morrer mais depressa</h2><p>A ideia tradicional de que os grandes mamíferos seriam particularmente vulneráveis à extinção não encontra, neste estudo, o apoio esperado. Pelo contrário, os investigadores verificaram que <strong>as espécies de maior porte apresentam taxas de extinção intrinsecamente mais baixas </strong>do que muitas espécies menores.</p><p>O problema está no outro lado da equação, os <strong>megaherbívoros</strong>, definidos no estudo como animais com mais de uma tonelada, originavam novas espécies muito mais lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864537544.jpg" data-image="6eegqi9wk203" alt="Hipopótamo" title="Hipopótamo"><figcaption>A crescente aridificação de África terá dificultado o aparecimento de novas espécies de grandes herbívoros, contribuindo para o seu declínio progressivo.</figcaption></figure><p>Em períodos de elevada aridez, os <strong>herbívoros com menos de 45 kg extinguiam-se apenas cerca de 15% mais depressa </strong>do que os animais com mais de uma tonelada, mas conseguiam gerar novas espécies a um ritmo 2,2 vezes superior.</p><p>Esta diferença aparentemente pequena tornou-se decisiva ao longo de milhões de anos. Enquanto os <strong>herbívoros pequenos e médios conseguiam compensar as perdas através da especiação</strong>, os grandes linhagens não produziam espécies suficientes para substituir as que desapareciam.</p><h2>Quando África começou a ficar mais seca</h2><p>A <strong>transformação climática do continente parece ter agravado este desequilíbrio</strong>. Há cerca de 7,2 milhões de anos, África entrou numa fase de crescente aridificação, acompanhada por profundas alterações na vegetação e pela expansão de ambientes mais abertos.</p><p>Inicialmente, este processo estimulou tanto o aparecimento como o desaparecimento de espécies. Mas, <strong>há aproximadamente 3,6 milhões de anos, a taxa de especiação começou a estabilizar</strong>, enquanto as extinções continuaram a aumentar.</p><div class="texto-destacado">"<strong>As taxas de especiação nos maiores herbívoros são intrinsecamente baixas e, em algumas linhagens, foram reduzidas em resposta ao aumento da aridificação durante os últimos 5 milhões de anos.</strong>" De acordo com o artigo da <em>Nature.</em></div><p>A situação agravou-se com o início do <strong>Pleistoceno</strong>, há cerca de 2,58 milhões de anos, quando as <strong>taxas de extinção aceleraram e provocaram perdas generalizadas de diversidade entre os herbívoros</strong>. A aridificação parece ter tido um impacto particularmente forte nos gigantes.</p><p>Segundo os investigadores, <strong>o aumento da aridez reduziu em cerca de 20% a taxa de aparecimento de novas espécies</strong> entre os megaherbívoros, ao mesmo tempo que favoreceu a diversificação dos ungulados mais pequenos.</p><h2>Uma paisagem que perdeu os seus gigantes</h2><p>Entre as vítimas desta longa transformação encontram-se <strong>grupos completamente desaparecidos, como os <em>Deinotherium</em>, parentes dos elefantes </strong>com enormes presas orientadas para baixo, e os antracoterídeos, familiares distantes dos hipopótamos.</p><p>O declínio, portanto, não aconteceu de repente. A investigação mostra que <strong>a perda de diversidade dos grandes herbívoros começou muito antes das grandes extinções do final do Pleistoceno</strong> e, sobretudo, antes de os seres humanos possuírem capacidade tecnológica para caçar animais deste tamanho.</p><p>Isto não significa que a ação humana seja irrelevante. <strong>A caça, a transformação dos habitats</strong> e outras pressões podem ter contribuído para algumas das desaparecimentos mais recentes.</p><p>Contudo, os resultados indicam que <strong>não foram a principal explicação para o declínio </strong>generalizado observado ao longo de milhões de anos.</p><h2>O papel dos engenheiros dos ecossistemas</h2><p>A perda destes animais tem consequências que vão muito além da simples redução do número de espécies. Os <strong>megaherbívoros são verdadeiros engenheiros dos ecossistemas</strong>, ao alimentarem-se, pisarem a vegetação, abrirem caminhos, derrubarem árvores ou movimentarem nutrientes, alteram fisicamente os ambientes onde vivem.</p><p>Por isso, a redução da sua diversidade significa também a <strong>perda de determinadas funções ecológicas</strong>. A África atual conserva ainda alguns dos seus grandes herbívoros mais emblemáticos, mas o estudo revela ainda que os ecossistemas africanos do passado eram sustentados por uma variedade muito maior de gigantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772130" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África">Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/okavango-el-rio-que-muere-en-el-desierto-para-dar-vida-a-africa-1780399566520_320.jpeg" alt="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida à África"></a></article></aside><p>No caso dos grandes herbívoros africanos, a resposta parece estar precisamente aí. Durante milhões de anos, <strong>a evolução deixou de produzir novos gigantes</strong> à velocidade necessária para compensar as perdas.</p><p>E, à medida que África se tornou mais seca e menos produtiva, essa capacidade de renovação diminuiu ainda mais. O resultado foi uma <strong>lenta erosão da diversidade, não causada apenas por demasiadas extinções, mas também pela falta de novas espécies</strong> capazes de ocupar o lugar das que desapareciam.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Juan%20L.%20Cantalapiedra%2C%20Ignacio%20A.%20Lazagabaster%2C%20Fernando%20Blanco%2C%20Torsten%20Hauffe%2C%20Faysal%20Bibi%2C%20Mar%C3%ADa%20R%C3%ADos%2C%20Bastien%20Mennecart%2C%20Juha%20Saarinen%2C%20Daniele%20Silvestro%2C%20Manuel%20Hern%C3%A1ndez%20Fern%C3%A1ndez%20%26%20Oscar%20Sanisidro" data-year="2026" data-title="Lower%20speciation%2C%20not%20higher%20extinction%2C%20drove%20African%20megaherbivore%20diversity%20collapse" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-76105-2">Juan L. Cantalapiedra, Ignacio A. Lazagabaster, Fernando Blanco, Torsten Hauffe, Faysal Bibi, María Ríos, Bastien Mennecart, Juha Saarinen, Daniele Silvestro, Manuel Hernández Fernández & Oscar Sanisidro. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-76105-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lower speciation, not higher extinction, drove African megaherbivore diversity collapse</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[AlphaFold ganha um novo desafio: prever como proteínas mudam de forma]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/alphafold-ganha-um-novo-desafio-prever-como-proteinas-mudam-de-forma.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 10:06:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pesquisadores desenvolveram uma técnica que amplia a capacidade do AlphaFold3 de prever diferentes formas assumidas pelas proteínas. O método introduz uma força repulsiva entre estruturas previstas, fazendo a IA explorar estados que normalmente não são capturados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alphafold-ganha-um-novo-desafio-prever-como-proteinas-mudam-de-forma-1788726658561.png" data-image="ljsqgwhdq9w7" alt="Pesquisadores desenvolveram uma nova técnica para expandir a capacidade do AlphaFold3, permitindo que o modelo explore diferentes conformações de uma mesma proteína. Crédito: Google DeepMind" title="Pesquisadores desenvolveram uma nova técnica para expandir a capacidade do AlphaFold3, permitindo que o modelo explore diferentes conformações de uma mesma proteína. Crédito: Google DeepMind"><figcaption>Pesquisadores desenvolveram uma nova técnica para expandir a capacidade do AlphaFold3, permitindo que o modelo explore diferentes conformações de uma mesma proteína. Crédito: Google DeepMind</figcaption></figure><p><strong>O AlphaFold, desenvolvido pelo Google DeepMind, é um sistema de IA criado para prever a estrutura 3D de proteínas a partir de suas sequências de aminoácidos. </strong>O breakthrough ocorreu com o AlphaFold2, apresentado em 2020, quando o sistema resolveu um problema que pesquisadores tentavam solucionar havia cerca de 50 anos,.</p><p>O impacto científico do AlphaFold foi tão grande que o trabalho levou o Prêmio Nobel de Química de 2024. <strong>O Nobel reconheceu a capacidade do AlphaFold de prever estruturas de praticamente todas as proteínas conhecidas</strong>, ampliando o acesso a informações estruturais para a pesquisa biomolecular. </p><p><strong>Apesar disso, o AlphaFold ainda enfrenta uma limitação importante: proteínas não são estruturas rígidas e podem assumir múltiplas conformações</strong>, as configurações do AlphaFold3 raramente exploram todo esse espaço estrutural. Uma nova abordagem introduz uma força repulsiva entre as estruturas previstas.</p><h2>AlphaFold</h2><p>O AlphaFold3, desenvolvido pelo Google DeepMind em colaboração com a Isomorphic Labs, é um modelo de IA capaz de prever a estrutura e as interações entre diferentes moléculas biológicas.<strong> Diferentemente das versões anteriores, ele não se limita a proteínas e pode modelar complexos envolvendo proteínas, DNA, RNA, pequenas moléculas e íons. </strong></p><div class="texto-destacado">O sistema usa uma arquitetura baseada em modelos de difusão, que começa com uma representação das posições atômicas e a refina progressivamente até obter uma estrutura.</div><p><strong>Durante a predição, o AlphaFold3 aprende relações espaciais e químicas entre os componentes do sistema para gerar diferentes posições dos átomos.</strong> O processo de difusão permite partir de uma distribuição aleatória e realizar sucessivas etapas de denoising, aproximando-se da configuração molecular mais provável.</p><h2>Limitações</h2><p>Uma das principais limitações do AlphaFold é que ele tende a produzir uma única conformação estrutural para muitas proteínas. <strong>Na célula, proteínas podem alternar entre diferentes estados ao se ligar a outras moléculas, receber sinais ou executar suas funções. </strong>Portanto, prever apenas uma estrutura limita aplicações que dependem dessas mudanças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alphafold-ganha-um-novo-desafio-prever-como-proteinas-mudam-de-forma-1788726819326.png" data-image="7v3m3jjfgaeg" alt="Pesquisadores japoneses desenvolveram uma técnica para superar uma limitação do AlphaFold3 e prever diferentes formas das proteínas. Crédito: Ohnuki and Okazaki" title="Pesquisadores japoneses desenvolveram uma técnica para superar uma limitação do AlphaFold3 e prever diferentes formas das proteínas. Crédito: Ohnuki and Okazaki"><figcaption>Pesquisadores japoneses desenvolveram uma técnica para superar uma limitação do AlphaFold3 e prever diferentes formas das proteínas. Crédito: Ohnuki and Okazaki </figcaption></figure><p><strong>Para contornar essa limitação, pesquisadores desenvolveram um método que introduz uma força repulsiva entre as estruturas previstas pelo AlphaFold. </strong>A ideia é reduzir a tendência de diferentes predições convergirem para a mesma conformação, incentivando o sistema a explorar regiões distintas do espaço.</p><h2>Expandindo o AlphaFold</h2><p><strong>O AlphaFold3 usa um modelo generativo de difusão para prever estruturas 3D de proteínas. </strong>O processo começa com os átomos da molécula distribuídos aleatoriamente, como resultado da aplicação de ruído, e o modelo remove esse ruído progressivamente. A cada etapa, as posições atômicas são ajustadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="603321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ferramenta-deepmind-faz-previsao-do-tempo-para-10-dias-em-60-segundos.html" title="Ferramenta DeepMind faz previsão do tempo para 10 dias em 60 segundos">Ferramenta DeepMind faz previsão do tempo para 10 dias em 60 segundos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/ferramenta-deepmind-faz-previsao-do-tempo-para-10-dias-em-60-segundos.html" title="Ferramenta DeepMind faz previsão do tempo para 10 dias em 60 segundos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/deepmind-tool-makes-10-day-weather-forecast-in-60-seconds-1701367862529_320.jpeg" alt="Ferramenta DeepMind faz previsão do tempo para 10 dias em 60 segundos"></a></article></aside><p>Em termos físicos, essas posições de maior probabilidade correspondem a estados de menor energia. <strong>Assim, o processo de difusão conduz os átomos em direção a uma configuração estável da proteína.</strong> O problema é que diferentes conformações podem ter energias distintas.</p><h2>Nova técnica</h2><p><strong>Para contornar essa limitação, os pesquisadores repetiram as previsões do AlphaFold3 e adicionaram um termo de energia de viés ao processo.</strong> Esse termo aumenta a energia quando uma nova previsão se aproxima das coordenadas atômicas de uma estrutura obtida anteriormente, funcionando como uma força repulsiva. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alphafold-ganha-um-novo-desafio-prever-como-proteinas-mudam-de-forma-1788726764700.png" data-image="ozodae7z7mph" alt="O AlphaFold3 utiliza um modelo generativo de difusão: começa com estruturas atômicas ruidosas e remove esse ruído progressivamente até chegar a uma configuração molecular provável. Crédito: Nature" title="O AlphaFold3 utiliza um modelo generativo de difusão: começa com estruturas atômicas ruidosas e remove esse ruído progressivamente até chegar a uma configuração molecular provável. Crédito: Nature"><figcaption>O AlphaFold3 utiliza um modelo generativo de difusão: começa com estruturas atômicas ruidosas e remove esse ruído progressivamente até chegar a uma configuração molecular provável. Crédito: Nature</figcaption></figure><p><strong>A abordagem foi denominada AlphaFold3-ReD e conseguiu identificar diferentes estados estruturais em várias proteínas. </strong>A técnica ampliou a capacidade do AlphaFold de representar mudanças conformacionais, aproximando as previsões da natureza dinâmica das proteínas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ohnuki%2C%20Okazaki" data-year="2026" data-title="Enhanced%20Sampling%20of%20Protein%20Conformations%20in%20AlphaFold3%20with%20Repulsive%20Bias%20in%20the%20Diffusion%20Generative%20Model" data-url="https%3A%2F%2Fpubs.acs.org%2Fjaaucr%2Farticle%2Fdoi%2F10.1021%2Fjacsau.6c00596%2F5329160%2FEnhanced-Sampling-of-Protein-Conformations-in">Ohnuki, Okazaki. (2026). <a href="https://pubs.acs.org/jaaucr/article/doi/10.1021/jacsau.6c00596/5329160/Enhanced-Sampling-of-Protein-Conformations-in" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Enhanced Sampling of Protein Conformations in AlphaFold3 with Repulsive Bias in the Diffusion Generative Model</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/alphafold-ganha-um-novo-desafio-prever-como-proteinas-mudam-de-forma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Austrália é o país que se move mais rapidamente na Terra: desloca-se sete centímetros por ano]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-australia-e-o-pais-que-se-move-mais-rapidamente-na-terra-desloca-se-sete-centimetros-por-ano.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Austrália não está parada: o continente da Oceania se move sete centímetros para norte-nordeste a cada ano, aproximando-se da Ásia e desenhando o futuro mapa tectônico da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/australia-es-el-continente-que-se-mueve-mas-rapido-en-la-tierra-se-desplaza-siete-centimetros-cada-ano-1788523974923.jpeg" data-image="hq8zxp5k9pfq" alt="austrália" title="austrália"><figcaption>O continente australiano está em movimento.</figcaption></figure><p>A Austrália está se deslocando a uma velocidade que certamente irá surpreendê-lo, aproximadamente sete centímetros por ano para o norte-nordeste, <strong>impulsionada pela tectônica de placas que faz com que a Austrália colida com o Sudeste Asiático</strong>.</p><p>Esses centímetros podem parecer insignificantes, mas acumulados ao longo de décadas, séculos ou milhões de anos,<strong> transformam completamente a posição do continente ou do oceano</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783243" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-impacto-da-seca-extrema-como-a-extracao-de-agua-do-subsolo-esta-a-deslocar-o-eixo-de-rotacao-da-terra.html" title="O impacto da seca extrema: como a extração de água do subsolo está a deslocar o eixo de rotação da Terra">O impacto da seca extrema: como a extração de água do subsolo está a deslocar o eixo de rotação da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/o-impacto-da-seca-extrema-como-a-extracao-de-agua-do-subsolo-esta-a-deslocar-o-eixo-de-rotacao-da-terra.html" title="O impacto da seca extrema: como a extração de água do subsolo está a deslocar o eixo de rotação da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-peso-de-la-sequia-extrema-como-bombear-agua-del-subsuelo-esta-desplazando-el-eje-de-rotacion-terrestre-1786091476285_320.jpeg" alt="O impacto da seca extrema: como a extração de água do subsolo está a deslocar o eixo de rotação da Terra"></a></article></aside><p>Na verdade, a Austrália deslocou-se milhares de quilômetros desde que começou a se separar da Antártica e continua a se mover em direção à Ásia, mas <strong>alguns modelos geológicos apontam para algo surpreendente</strong> e colocam a Austrália como parte de um novo supercontinente em cerca de 200 ou 300 milhões de anos.</p><h2>A Austrália é o continente mais rápido</h2><p>O dado também foi confirmado por meio de <strong>observações geodésicas e sistemas GNSS</strong>, que são capazes de detectar movimentos completamente imperceptíveis para qualquer pessoa.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é um sistema GNSS? </strong><br>É uma rede de satélites que permite determinar a posição, a velocidade e o tempo em qualquer área do planeta.</div><p>A placa australiana desloca-se <strong>aproximadamente 70 milímetros por ano</strong>, o que significa que em dez anos o movimento acumulado é de cerca de 70 centímetros, enquanto em um século já atinge 7 metros, <strong>um valor bastante considerável</strong>.</p><h3>Mais rápido que o crescimento das unhas</h3><p>No estudo, a revista ScienceBlog destaca que<strong> uma velocidade de cerca de sete centímetros por ano é aproximadamente 1,7 vezes maior que o crescimento médio das unhas</strong>, o que facilita bastante a compreensão da escala, já que, enquanto uma unha cresce alguns centímetros ao longo de um ano, um continente inteiro se desloca por uma distância ainda maior.</p><h2>Por que a Austrália está se mudando?</h2><p>A resposta, digamos, está a milhares de quilômetros abaixo de nossos pés, já que a superfície da Terra é <strong>dividida em grandes placas tectônicas que se movem lentamente sobre o manto</strong>, e é sobre essas placas que os continentes se deslocam, e à medida que essas placas se movem, a posição das massas continentais também muda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/australia-es-el-continente-que-se-mueve-mas-rapido-en-la-tierra-se-desplaza-siete-centimetros-cada-ano-1788523883833.jpeg" data-image="e2ys9xcrk7za" alt="placas tectônicas" title="placas tectônicas"><figcaption>Principais placas tectônicas da Terra.</figcaption></figure><p>A Austrália faz parte da Placa Australiana, que inclui não apenas o continente, mas também uma extensão significativa da litosfera oceânica.</p><p>Seu atual movimento para norte-nordeste está relacionado à dinâmica das <strong>regiões de subducção e às forças que atuam nas placas que circundam a Austrália</strong>. Além disso, ao norte e a leste, o avanço encontra outras microplacas que geram uma zona de deformação complexa.</p><p>E é por isso que a Austrália não se desloca simplesmente como um bloco isolado através do oceano.</p><h3>Onde estará a Austrália daqui a 200 milhões de anos?</h3><p>Ao longo da história da Terra, existiram diferentes supercontinentes que posteriormente se fragmentaram, s<strong>endo o mais conhecido a Pangeia</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mil millones de movimiento de placas tectónicas resumidos en 40 segundos. <a href="https://x.com/hashtag/geolog%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#geología</a> <a href="https://t.co/t1w9NY2V4v">pic.twitter.com/t1w9NY2V4v</a></p>— GeotechTips (@GeotechTips) <a href="https://x.com/GeotechTips/status/1541117971082256386?ref_src=twsrc%5Etfw">June 26, 2022</a></blockquote></figure><p>Para isso, existem simulações geodinâmicas que estudam como o próximo supercontinente poderia se formar e, por exemplo, <strong>um estudo publicado pela National Science Review sugere que o Oceano Pacífico poderia acabar se fechando</strong> e que os continentes acabariam se agrupando em torno da Ásia, em um processo que poderia se desenvolver dentro de 200 a 300 milhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lauren%20Sydoruk" data-year="2022" data-title="Pacific%20Ocean%20set%20to%20make%20way%20for%20world%E2%80%99s%20next%20supercontinent" data-url="https%3A%2F%2Fwww.curtin.edu.au%2Fnews%2Fmedia-release%2Fpacific-ocean-set-to-make-way-for-worlds-next-supercontinent%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Lauren Sydoruk. (2022). <a href="https://www.curtin.edu.au/news/media-release/pacific-ocean-set-to-make-way-for-worlds-next-supercontinent/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pacific Ocean set to make way for world’s next supercontinent</a>.</cite><br><cite data-author="Lab%20Report" data-year="2026" data-title="Australia%20is%20the%20fastest-moving%20continent%20on%20Earth%2C%20shifting%20seven%20centimetres%20north-northeast%20each%20year%E2%80%94almost%20twice%20as%20fast%20as%20your%20fingernails%20grow.%20It%20is%20already%20colliding%20with%20Southeast%20Asia%2C%20and%20some%20models%20place%20it%20inside%20a%20new%20supercontinent%20200%20to%20300%20million%20years%20from%20now." data-url="https%3A%2F%2Fscienceblog.com%2Ft-australia-fastest-moving-continent-seven-centimetres-amasia%2F%23google_vignette">Lab Report. (2026). <a href="https://scienceblog.com/t-australia-fastest-moving-continent-seven-centimetres-amasia/#google_vignette" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Australia is the fastest-moving continent on Earth, shifting seven centimetres north-northeast each year—almost twice as fast as your fingernails grow. It is already colliding with Southeast Asia, and some models place it inside a new supercontinent 200 to 300 million years from now.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-australia-e-o-pais-que-se-move-mais-rapidamente-na-terra-desloca-se-sete-centimetros-por-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria mantém as chuvas atípicas no Sudeste, Centro-Oeste e no Norte neste 7 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-as-chuvas-atipicas-no-sudeste-centro-oeste-e-no-norte-neste-7-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 21:58:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Além do frio mais intenso, uma frente fria mantém o potencial de chuvas atípicas em parte do Centro-Norte do Brasil. A Região Sudeste e o estado de Goiás recebem as chuvas mais expressivas. Confira os detalhes da previsão de chuva para este 7 de setembro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb4mwd2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4mwd2.jpg" id="xb4mwd2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A frente fria que mudou o tempo nos últimos dias no Brasil, com chuvas de Sul ao Norte do país, vai continuar influenciando o tempo neste 7 de setembro. O sistema frontal, mesmo costeiro, vai contribuir para o tempo instável no Sudeste, Centro-Oeste e no Norte, com chuvas expressivas entre o Sudeste e o Centro-Oeste.</p><h2>O que esperar das chuvas neste feriado do 7 de setembro</h2><p><strong>No Sudeste,</strong> a frente fria e o ar polar determinam as condições do tempo na Região. a maior característica é o tempo nublado e com chuva alternando de intensidade ao longo do dia no leste e nordeste de São Paulo, em praticamente todo o estado de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. <strong>O destaque fica para as chuvas de até forte intensidade com trovoadas a partir da tarde </strong>no centro-sul de Minas Gerais e entre as regiões do Triângulo Mineiro e de Montes Claros.</p><p><strong>Os acumulados podem chegar aos 60 mm no território mineiro</strong>. No leste e norte de São Paulo, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, as chuvas acumulam no máximo 30 mm,<strong> com maior probabilidade de volumes acima dos 15 mm </strong>no litoral norte paulista, na região serrana do Rio e no território capixaba.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-mantem-o-tempo-instavel-e-as-chuvas-atipicas-no-sudeste-centro-oeste-e-no-norte-neste-7-de-setembro-1788731393603.jpg" data-image="ubgqmmuoi4ya" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Acumulado de chuva para a segunda-feira, 7 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No Centro-Oeste</strong>, o tempo firme predomina, com céu mais fechado no nordeste do Mato Grosso do Sul, no sudeste do Mato Grosso e na porção central e sul de Goiás, incluindo o Distrito Federal. <strong>Campo Grande e Cuiabá ficam com previsão de tempo firme e ensolarado. </strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>As instabilidades se formam e provocam<strong> pancadas de chuva de moderada a forte intensidade a partir da tarde </strong>no sul e porção central de Goiás, podendo atingir a região do Distrito Federal. Mais para o fim do dia, pancadas isoladas e de curta duração são previstas para o nordeste do Mato Grosso.</p><p><strong>Na Região Norte</strong>, as chuvas já acontecem no período da manhã de forma pontual no Amazonas até o Acre. A partir do meio da tarde, as <strong>instabilidades atingem o sul do Pará e o norte do Tocantins</strong>, com possibilidade de chuva localmente forte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787465" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-o-norte-confira.html" title="Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira">Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-o-norte-confira.html" title="Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-a-regiao-norte-confira-1788725912598_320.jpg" alt="Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira"></a></article></aside><p>Vale ressaltar que esse padrão mais úmido vai se manter nos dias seguintes, com <strong>aumento das chuvas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste</strong>, atingindo Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e mais o estados do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-mantem-as-chuvas-atipicas-no-sudeste-centro-oeste-e-no-norte-neste-7-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Feriado do 7 de setembro será sob frio rigoroso e com ar polar afetando até o Norte; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-o-norte-confira.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 20:48:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ar polar avança mais pelo Brasil e baixa mais as temperaturas no Centro-Sul do Brasil, com ar gelado chegando ao Norte do país. Veja o que esperar do frio no Feriado da Independência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-a-regiao-norte-confira-1788725912598.jpg" data-image="il5w9q1fdb9s" alt="geadas frio polar" title="geadas frio polar"><figcaption>O ar polar avança mais pelo Brasil e baixa mais as temperaturas no Centro-Sul do Brasil, com ar gelado chegando ao Norte do país. </figcaption></figure><p>O feriado de 7 de setembro será marcado pelo frio rigoroso de inverno na reta final da estação. O ar polar que já atua no Brasil, vai baixar ainda mais as temperaturas trazendo frio rigoroso e temperaturas negativas.<strong> O frio vai atingir boa parte do Centro-Sul do Brasil</strong>, como toda a Região Sul, o estado do Mato Grosso do Sul, São Paulo, o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e o centro-sul de Minas Gerais.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p><strong>O ar frio consegue chegar ao norte mineiro, ao estado de Goiás, até o oeste da Região Norte</strong>. Não derruba as temperaturas como no Centro-Sul, mas provoca o fenômeno de friagem e impede o calor mais intenso, sendo restrito a temperaturas em torno dos 30°C.</p><h2>O que esperar do frio neste 7 de setembro</h2><p>Na Região Sul, o frio ganha intensidade e as temperaturas caem ainda mais podendo <strong>chegar aos 8°C negativos na próxima madrugada</strong> nos pontos mais elevados da Serra do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.</p><p><strong>Nas demais regiões do Rio Grande do Sul</strong><strong>, as mínimas atingem variam de 0 a 8°C</strong>, com valores mais elevados na região de Porto Alegre e nas localidades mais litorâneas. No restante, há muito frio e potencial para formação de geada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-a-regiao-norte-confira-1788726815705.jpg" data-image="4egqqj52e7ve" alt="previsão do tempo" title="previsão do tempo"><figcaption>Temperaturas mínimas para segunda-feira, 7 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Em Santa Catarina</strong>, somente a faixa leste não há potencial para geadas com <strong>temperaturas de 5 a 9°C </strong>de sul a norte, com 8°C na região de Florianópolis. No restante do estado, com exceção da Serra, as mínimas variam de 0 a 4°C.</p><p><strong>No Paraná</strong>, no sul, oeste e no centro-leste, <strong>as temperaturas mínimas variam de 4°C a 7°C</strong>, com risco de geadas pontuais. Na região de Curitiba, a previsão é de frio de 5°C. Já na porção mais ao norte, as temperaturas mínimas variam de 8 a 10°C.</p><figure class="video-dailymotion"><div id="player-xb4lo7u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4lo7u.jpg" id="xb4lo7u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>No Sudeste</strong>, o frio atinge boa parte da Região, principalmente o estado de São Paulo, o Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais. <strong>No território paulista, as temperaturas mínimas podem chegar aos 6°C</strong> no sul do estado e na região da Serra da Mantiqueira. Na capital, o frio do fim da madrugada e início da manhã chega aos 11°C. No restante do estado, as temperaturas mínimas variam de 10 a 17°C, sendo mais elevadas no litoral e nos extremos norte e noroeste.</p><p><strong>No Rio de Janeiro</strong>, o frio mais intenso ocorre na região serrana,<strong> com variação de 7 a 12°C</strong>. No litoral e região da capital, as temperaturas variam de 17 a 20°C.</p><p><strong>Em Minas Gerais</strong>, o frio não é tão intenso, somente no extremo sul, onde <strong>as mínimas atingem os 6°C</strong>. Nas demais localidades do sul, as temperaturas variam de 10 a 14°C. Na região de Belo Horizonte, as temperaturas ficam em torno dos 14°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-a-regiao-norte-confira-1788726933602.jpg" data-image="4eoccm4enawl" alt="frio ar polar" title="frio ar polar"><figcaption>Temperaturas mínimas para segunda-feira, 7 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No Espírito Santo</strong>, o frio atinge mesmo as localidades do sul do estado mais próximas de Minas Gerais, <strong>com temperaturas mínimas de 10 a 14°C</strong>.</p><p><strong>No Centro-Oeste</strong>, o destaque fica para o Mato Grosso do Sul, onde a massa de ar polar atua de forma mais efetiva <strong>provocando temperaturas mínimas de 8 a 11°C</strong> no sul do estado. Na região Campo Grande, as temperaturas atingem os 12°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787122" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao.html" title="Frente fria traz muita chuva e frio à SP ao longo de todo o Feriado; veja a previsão">Frente fria traz muita chuva e frio à SP ao longo de todo o Feriado; veja a previsão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao.html" title="Frente fria traz muita chuva e frio à SP ao longo de todo o Feriado; veja a previsão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-traz-muita-chuva-e-frio-a-sp-ao-longo-de-todo-o-feriado-veja-a-previsao-1788526820710_320.jpg" alt="Frente fria traz muita chuva e frio à SP ao longo de todo o Feriado; veja a previsão"></a></article></aside><p><strong>Além das temperaturas mínimas</strong>, as temperaturas máximas realçam o evento de frio mais rigoroso em boa parte do Sul do Brasil e do leste do Sudeste. <strong>Ao longo do dia, as temperaturas não passam dos 15°C</strong> no Rio Grande do Sul, na porção central e leste de Santa Catarina, no sul, nordeste e leste do Paraná, no sul e leste de São Paulo, no Sul de Minas Gerais e na região Serrana do Rio de Janeiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-a-regiao-norte-confira-1788727061802.jpg" data-image="okm4xivc6ks4" alt="ar polar" title="ar polar"><figcaption>Temperaturas máximas para segunda-feira, 7 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Outro efeito da presença da massa de ar polar </strong>é de que os ventos de sul conseguem levar o ar gelado até outras áreas do Centro-Oeste e no oeste da Região Norte. <strong>Não traz o frio mais intenso, mas ajuda a não disparar as temperaturas ao longo do dia</strong>, diminuindo o potencial do calor, com máximas em torno dos 30°C. Nas da atuação do sistema, as temperaturas máximas chegavam próximas dos 40°C.</p><p>A tendência é de que o frio se mantenha nos dias seguintes, mas com menor intensidade. Mesmo assim, será uma semana mais fria, com cara de inverno.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/feriado-do-7-de-setembro-sera-sob-frio-rigoroso-e-com-ar-polar-afetando-ate-o-norte-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Nova previsão do ECMWF reforça: pico do El Niño será acima de 3°C]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 19:46:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após semanas de estabilidade nas anomalias do Pacífico, o ECMWF reforça que o El Niño 2026/2027 ainda deve ganhar força. A previsão de setembro aumenta a confiança em um evento de intensidade extrema e acima de 3°C.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c-1788710957177.png" data-image="whzmw4ggyl5x" alt="prev" title="prev"><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura para o trimestre de Outubro-Novembro-Dezembro, segundo o ECMWF, destacando uma ampla área com temperaturas acima de 2°C. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>nova previsão do ECMWF</strong>, iniciada em 1º de setembro, <strong>reforça</strong> o cenário de um <strong>El Niño excepcionalmente</strong> intenso em 2026/2027. Embora o aquecimento observado na região Niño 3.4 tenha permanecido relativamente estável, em torno de +1,8°C nas últimas quatro semanas, o modelo indica que o fenômeno ainda está longe de atingir sua máxima intensidade. A previsão mantém um <strong>pico em torno de 3,4°C</strong> e<strong> aumenta a confiança</strong> que este será um<strong> evento histórico </strong><strong>acima de 3°C.</strong> Confira os detalhes.</p><h2>Super El Niño pode ter pico excepcional de 3,4°C</h2><p>Os <strong>modelos</strong> climáticos que preveem o El Niño são <strong>atualizados mensalmente</strong>, incorporando as observações mais recentes da atmosfera e do oceano. </p><div class="texto-destacado">Na rodada iniciada em 1º de setembro, o ECMWF mantém a previsão de um evento excepcionalmente intenso, com anomalia relativa média entre <strong>3,3°C e 3,4°C</strong> no auge do fenômeno. </div><p>Esse valor é <strong>representado</strong> pela<strong> linha laranja no gráfico</strong>, estimado a partir do conjunto de previsões dos membros do modelo (linhas vermelhas), em análise da Meteored. Os <strong>cenários mais extremos</strong> indicam anomalias próximas de<strong> 3,7°C,</strong> destacadas pela linha preta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c-1788710977431.png" data-image="z3b4b66zzv7u" alt="Previsão de anomalia relativa do El Niño segundo o ECMWF em setembro. A linha preta representa o pico máximo dos membros e a linha laranja a estimativa do pico médio. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia relativa do El Niño segundo o ECMWF em setembro. A linha preta representa o pico máximo dos membros e a linha laranja a estimativa do pico médio. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia relativa do El Niño segundo o ECMWF em setembro. A linha preta representa o pico máximo dos membros e a linha laranja a estimativa do pico médio. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>A <strong>atualização</strong> de setembro <strong>reforça</strong> a<strong> confiança nas previsões anteriores</strong> do ECMWF. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>Isso porque, mesmo incorporando mais um mês de observações do oceano e da atmosfera, o modelo mantém praticamente a mesma intensidade prevista na rodada de agosto, com pico médio entre 3,3°C e 3,4°C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c-1788710997172.png" data-image="u1ps1cu0tkr6" alt="Previsão de anomalia relativa do El Niño segundo o ECMWF em agosto. Créditos: ECMWF." title="Previsão de anomalia relativa do El Niño segundo o ECMWF em agosto. Créditos: ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia relativa do El Niño segundo o ECMWF em agosto. Créditos: ECMWF.</figcaption></figure><p><br><strong>Algumas mudanças</strong>, no entanto, <strong>merecem destaque</strong>. A <strong>principal</strong> delas é a <strong>redução dos cenários menos intensos</strong> dentro do conjunto de previsões. Na rodada de <strong>agosto</strong>,<strong> diversos membros</strong> ainda <strong>indicavam</strong> um <strong>pico inferior a 3°C</strong>. </p><div class="texto-destacado">Já na atualização de setembro, apenas um membro mantém essa possibilidade, enquanto os demais apontam para valores acima desse limiar.</div><p><strong>Outra diferença </strong>é uma <strong>ligeira</strong> <strong>antecipação</strong><strong> do pico </strong>do aquecimento. Enquanto a rodada de agosto concentrava os valores máximos entre novembro e dezembro, a <strong>atualização</strong> mais recente <strong>desloca</strong> <strong>parte dos membros</strong> para <strong>máximos</strong> já em <strong>outubro ou novembro</strong>, sugerindo uma intensificação mais rápida do fenômeno nos próximos meses.</p><h2>Mas afinal, o que são os membros de um modelo?</h2><p>Os <strong>modelos climáticos</strong> não produzem apenas uma única previsão. Em vez disso, eles<strong> são executados diversas</strong> vezes com <strong>pequenas variações</strong> nas <strong>condições</strong> <strong>iniciais</strong> da atmosfera e do oceano. <strong>Cada</strong> uma dessas <strong>simulações</strong> é chamada de <strong>membro</strong> do conjunto (ou <em>ensemble member</em>).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787017" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM">El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788483716218_320.png" alt="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"></a></article></aside><p><strong>Ao analisar todos os membros</strong> em conjunto, os <strong>cientistas</strong> <strong>conseguem estimar </strong>não apenas o cenário mais provável, mas também o <strong>grau de confiança da previsão.</strong> Quando a maioria dos membros aponta para resultados semelhantes, como ocorre atualmente no ECMWF para o El Niño 2026/2027, a confiança na previsão tende a ser maior. Já quando os membros apresentam resultados muito diferentes entre si, a incerteza é considerada mais elevada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/nova-previsao-do-ecmwf-reforca-pico-do-el-nino-sera-acima-de-3-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que cientistas suíços do solo enterraram 2.000 peças de roupa íntima?]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/por-que-cientistas-suicos-do-solo-enterraram-2-000-pecas-de-roupa-intima.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 18:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um projeto de ciência cidadã não convencional, liderado pela Universidade de Zurique e pela Agroscope, teve como objetivo compreender melhor a atividade dos organismos do solo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/why-did-swiss-soil-scientists-bury-2-000-pairs-of-underwear-1788450810041.jpg" data-image="ke6w5enes5hl" alt="A velocidade com que a roupa íntima se decompôs indicou atividade no solo." title="A velocidade com que a roupa íntima se decompôs indicou atividade no solo."><figcaption>A velocidade com que a roupa íntima se decompôs indicou atividade no solo.</figcaption></figure><p>Cientistas suíços criaram um mapa da saúde do solo em todo o país usando os resultados de um experimento no qual <strong>cidadãos enterraram roupas íntimas de algodão.</strong></p><p>O solo é a base do abastecimento alimentar mundial, pois armazena água, carbono e nutrientes. Além disso, <strong>abriga mais da metade da biodiversidade do planeta.</strong></p><p>No entanto, essa biodiversidade está diminuindo em todo o mundo, o que prejudica a saúde do solo. <strong>Isso tem consequências para a agricultura, a segurança alimentar e o funcionamento de ecossistemas inteiros</strong>.</p><p>Cientistas da Universidade de Zurique e da organização suíça de pesquisa agrícola Agroscope queriam aprimorar sua compreensão da atividade de organismos microscópicos que vivem no solo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um solo saudável e biologicamente ativo é fundamental para a fertilidade, a ciclagem de nutrientes e muitos outros serviços ecossistêmicos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em 2021, eles pediram a 1.000 voluntários que enterrassem mais de 2.000 peças de roupa íntima de algodão e 12.000 saquinhos de chá em cerca de 1.000 locais por toda a Suíça.</p><p>Dois meses depois, os voluntários desenterraram a peça íntima, <strong>fotografaram-na e enviaram-na ao laboratório juntamente com uma amostra do solo </strong>onde estava enterrada.</p><p>A taxa de decomposição forneceu aos cientistas uma medida da atividade biológica no solo:<strong> quanto mais ativos os organismos do solo, mais rapidamente eles decompõem o material de algodão.</strong></p><h2><strong>As calças se decompõem mais rapidamente em jardins</strong></h2><p>O uso do solo revelou-se o fator mais importante que <strong>influenciou a rapidez com que a roupa íntima se decompôs</strong>.</p><p>O fato de um terreno ser usado como jardim, prado, campo ou gramado explicou <strong>as diferenças melhor do que a maioria das propriedades do solo medidas.</strong></p><div class="texto-destacado">A análise mostra que as roupas íntimas se decompuseram em taxas muito diferentes, dependendo da localização.</div><p><strong>Os organismos que se decompõem mais rapidamente são aqueles enterrados em jardins particulares.</strong> Nesses locais, os pesquisadores encontraram os níveis mais altos de matéria orgânica, condições ideais para minhocas, fungos, bactérias e outros organismos que vivem no solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/why-did-swiss-soil-scientists-bury-2-000-pairs-of-underwear-1788451017841.jpg" data-image="cp3b9yr88c91" alt="A velocidade de decomposição das roupas íntimas dependia de onde elas eram enterradas." title="A velocidade de decomposição das roupas íntimas dependia de onde elas eram enterradas."><figcaption>A velocidade de decomposição das roupas íntimas dependia de onde elas eram enterradas.</figcaption></figure><p>Os organismos do solo apresentaram menor atividade em gramados, <strong>enquanto os campos agrícolas e os prados ficaram em algum ponto intermediário</strong>.</p><h2>Que outros fatores afetam a saúde do solo?</h2><p>As características químicas do solo, como os níveis de nutrientes, também desempenharam um papel importante.</p><p><strong>A vida no solo também depende muito da temperatura e da umidade</strong>; se as condições forem muito frias ou muito secas, o solo dificilmente será ativo.</p><p>“Nossos resultados demonstram que a forma como o solo é manejado<strong> pode afetar significativamente tanto a vida quanto a qualidade do solo</strong>”, disse Marcel van der Heijden, professor de agroecologia da UZH e codiretor do estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784190" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/encontram-no-deserto-do-atacama-um-aterro-de-roupas-vindas-da-europa-que-e-visivel-ate-do-espaco.html" title="Encontram no Deserto do Atacama um aterro de roupas vindas da Europa que é visível até do espaço">Encontram no Deserto do Atacama um aterro de roupas vindas da Europa que é visível até do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/encontram-no-deserto-do-atacama-um-aterro-de-roupas-vindas-da-europa-que-e-visivel-ate-do-espaco.html" title="Encontram no Deserto do Atacama um aterro de roupas vindas da Europa que é visível até do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-vertedero-textil-de-atacama-acumula-60-000-toneladas-de-ropa-y-ya-puede-verse-desde-el-espacio-1786957064423_320.jpg" alt="Encontram no Deserto do Atacama um aterro de roupas vindas da Europa que é visível até do espaço"></a></article></aside><p>“Um solo saudável e biologicamente ativo é crucial para a fertilidade, a ciclagem de nutrientes e muitos outros serviços ecossistêmicos”, disse ele.</p><p><strong>A vida do solo pode ser promovida mantendo-o permanentemente coberto</strong>, adicionando composto, diversificando a rotação de culturas e limitando o uso de fertilizantes minerais e pesticidas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/por-que-cientistas-suicos-do-solo-enterraram-2-000-pecas-de-roupa-intima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um glaciologista alerta para o impacto das mudanças climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O desastre no Nepal serve como mais um aviso sobre os perigos da crise climática: o recuo das geleiras não está apenas a transformar as paisagens. Estas são as hipóteses iniciais sobre o papel do aquecimento global no desastre de 26 de Agosto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zj76"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zj76.jpg" id="xb0zj76"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Nepal sofreu um dos desastres hidrogeológicos e glaciares mais dramáticos de 2026. A 26 de agosto, uma geleira de altitude, situado a mais de 5.000 metros, colapsou, desencadeando uma enorme <strong>avalanche de gelo e rochas que varreu o vale, provocando uma grande cheia repentina</strong>. As consequências foram devastadoras para as aldeias, turistas, alpinistas, centrais hidroelétricas a jusante e, sobretudo, para a população local.</p><p>Contrariamente a alguns relatos que circularam nas primeiras horas, não há evidências de um lago glaciar preexistente ou de um reservatório artificial que tenha desencadeado o evento.<strong> Qual foi o papel das mudanças climáticas neste desastre?</strong> Estas são as hipóteses iniciais apresentadas por um professor da Universidade de Bristol.</p><h2>O que está a acontecer atualmente com as geleiras do Himalaia?</h2><p>O professor Jonathan Bamber, glaciologista e especialista em observação da Terra na Universidade de Bristol, fornece mais detalhes. Num artigo publicado no The Conversation, destaca que oito dos catorze picos com mais de 8.000 metros estão localizados no Nepal. <strong>O norte do país possui um terreno particularmente acidentado, o que o torna altamente vulnerável a deslizamentos de terras</strong>, quedas de rochas, avalanches e colapsos glaciares.</p><div class="texto-destacado"><strong>As mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas são particularmente acentuadas nesta região. Tal como nas regiões polares, a taxa de aumento da temperatura é superior à média global.</strong></div><p>De acordo com dados de satélite e medições no solo, o balanço mássico dos glaciares entre 1976 e 2024 revela uma<strong> aceleração da perda de gelo na última década</strong>. Na região montanhosa da Alta Ásia, que inclui os Himalaias, a taxa desta perda aumentou aproximadamente 25%; nos Alpes europeus, mais do que duplicou.</p><h2>Os perigos associados ao recuo glaciar</h2><p>A primeira consequência do degelo glaciar é a libertação de água. Este forma riachos glaciares que, por sua vez, alimentam vastos sistemas fluviais. No entanto, existe outro grande problema: <strong>as geleiras</strong><strong> repousam sobre o permafrost</strong>, solo gelado nas suas camadas mais profundas.</p><div class="texto-destacado">Com o aumento das temperaturas, o pergelissolo derrete, enquanto as rochas e as geleiras se tornam instáveis. Isso leva a deslizamentos de terra e à desestabilização do gelo em encostas íngremes.</div><p>Este fenómeno é agravado pela<strong> instabilidade da própria geleira</strong>, em algumas zonas podendo atingir um ponto crítico, ou seja, um ponto de não retorno. Em Itália, infelizmente, assistimos às consequências disto durante o desastre da Marmolada em Julho de 2022.</p><h3>Foco no Nepal e no Tibete</h3><p>No caso do desastre ocorrido no Tibete e no Nepal, é necessário imaginar um gigantesco bloco de gelo com aproximadamente 600 metros de comprimento e 50 metros de altura. Quando colapsou, <strong>uma massa de mais de meio milhão de toneladas despenhou-se pelo vale</strong>, provocando tragicamente a catástrofe a que assistimos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-glaciologo-mette-in-guardia-sull-impatto-dei-cambiamenti-climatici-nei-disastri-glaciali-tra-nepal-e-tibet-1788362497809.jpg" data-image="90svgnj9ccq4" alt="nepal" title="nepal"><figcaption>Uma avalanche de neve atingiu as encostas do Annapurna II, na rota do Circuito de Annapurna, no Nepal.</figcaption></figure><p><strong>Os desmoronamentos de rochas, embora de menor dimensão, são igualmente perigosos e bem conhecidos pelos alpinistas</strong>. As seracs geralmente colapsam durante as horas mais quentes do dia; por isso, os alpinistas tentam atravessar as barreiras de seracs à noite ou ao amanhecer. </p><p>O<strong> recuo das geleiras pode também levar à formação de lagos efémeros</strong>, contidos por gelo ou moreias que formam pequenas — e por vezes grandes — barragens naturais. A rutura repentina destas barreiras pode causar inundações devastadoras de água e gelo. <strong>Muitos trilhos no Nepal e na Índia possuem placas de aviso sobre este perigo</strong>.</p><h2>O que devem os Estados fazer?</h2><p>O <strong>recuo das geleiras é uma das consequências mais visíveis e óbvias das alterações climáticas</strong>. Este problema pode parecer distante para as cidades europeias, que, no entanto, são afetadas pelas ondas de calor, como aconteceu durante o longo verão de 2026.</p><p><strong>Na Europa, a emergência sanitária relacionada com este longo verão está diante dos nossos olhos</strong>, assim como os incêndios florestais em Espanha e França ou a seca que se alastrou pelo Reino Unido, onde a relva nos parques de Londres ficou amarela e secou.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html" title="O desastre no Nepal lembra o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos">O desastre no Nepal lembra o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html" title="O desastre no Nepal lembra o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827388417_320.jpg" alt="O desastre no Nepal lembra o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos"></a></article></aside><p>Nas COP recentes, <strong>os esforços para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis intensificaram-se</strong>, mas, na realidade, as emissões de gases com efeito de estufa continuam a aumentar. As declarações simbólicas de emergência climática por parte de alguns Estados não foram acompanhadas de medidas concretas e suficientes.</p><p>Segundo o professor Jonathan Bamber, temos as competências e as tecnologias necessárias para enfrentar a crise climática. O que falta é vontade política e uma visão a longo prazo. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jonathan%20Bamber%20-%20The%20Conversation" data-year="" data-title="Nepal%E2%80%91Tibet%20disaster%20linked%20to%20climate%20change%20%E2%80%93%20a%20glaciologist%20explains%2C%20The%20Conversion%2C" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fnepal-tibet-disaster-linked-to-climate-change-a-glaciologist-explains-290656">Jonathan Bamber - The Conversation. <a href="https://theconversation.com/nepal-tibet-disaster-linked-to-climate-change-a-glaciologist-explains-290656" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nepal‑Tibet disaster linked to climate change – a glaciologist explains, The Conversion,</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ferrugem do café: incidência chegou a 83% em lavoura de PE, revela estudo]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/ferrugem-do-cafe-incidencia-chegou-a-83-em-lavoura-de-pe-revela-estudo.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 14:05:07 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo em quatro lavouras de Pernambuco identificou um calendário regional para a ferrugem do café. Chuvas e umidade acompanharam o avanço da doença, reforçando a importância de adaptar o manejo às condições locais de cada área produtora.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ferrugem-do-cafe-incidencia-chegou-a-83-em-lavoura-de-pe-revela-estudo-1788634924886.jpg" data-image="suwuk9biwix7" alt="café, ferrugem" title="café, ferrugem"><figcaption>O acompanhamento das folhas ajuda a identificar o avanço de doenças e orientar o manejo do cafeeiro conforme as condições climáticas locais.</figcaption></figure><p>A ferrugem do cafeeiro apresentou um calendário próprio nas serras de Pernambuco: começou geralmente entre abril e maio e ganhou força no segundo semestre. Em uma das quatro lavouras acompanhadas em Brejão,<strong> a doença atingiu 83% das folhas avaliadas em agosto de 2019. </strong></p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>O estudo, publicado na Australasian Plant Pathology, mostra por que conhecer o clima local importa para proteger a produção. O trabalho reúne pesquisadores de duas universidades federais de Pernambuco.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Causada pelo fungo <em>Hemileia vastatrix</em>, a ferrugem provoca queda precoce das folhas e compromete a capacidade da planta de produzir. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nas regiões tradicionais do Sudeste, a literatura citada pelos pesquisadores descreve outro ritmo de avanço</strong>. Por isso, transferir automaticamente o calendário de controle dessas áreas para o Agreste pernambucano pode deixar o manejo desalinhado com a evolução regional da doença.</p><h2>Quatro lavouras revelam quando a doença avança </h2><p>Os pesquisadores acompanharam mensalmente quatro áreas comerciais de Catuaí Vermelho IAC 144 entre abril de 2018 e novembro de 2019. <strong>Em cada visita, coletaram 200 folhas por lavoura, distribuídas entre 20 plantas.</strong> </p><p>A incidência correspondeu à proporção de folhas com lesões produzindo esporos, estruturas que disseminam o fungo. Assim, o valor de 83% indica folhas afetadas na amostra, sem representar perda equivalente de colheita.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ferrugem-do-cafe-incidencia-chegou-a-83-em-lavoura-de-pe-revela-estudo-1788635195735.jpg" data-image="4s0yprtda5dp" alt="folhas, café, ferrugem, doença" title="folhas, café, ferrugem, doença"><figcaption>A coleta de folhas permite acompanhar a ocorrência de doenças e sua relação com as condições climáticas.</figcaption></figure><p>Os picos variaram conforme a área e o ano, aparecendo entre julho e outubro, embora os autores destaquem agosto e setembro como período central. A maior intensidade ocorreu aproximadamente quatro a seis meses após o início das chuvas. </p><p><strong>Essa sequência ajuda a compreender por que o risco permanece relevante</strong> depois que a estação chuvosa já está estabelecida, exigindo acompanhamento durante vários meses.</p><h2>Chuvas e umidade ajudam a explicar o calendário </h2><p>Durante o acompanhamento, as temperaturas médias mensais variaram <strong>aproximadamente entre 19 e 24 °C, e a umidade relativa ficou entre 73% e 91%. </strong>Os totais de precipitação apresentados foram de 783 mm em 2018 e 778 mm em 2019. Apesar dos volumes semelhantes, a concentração das chuvas diferiu: de março a julho no primeiro ano e de maio a agosto no segundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ferrugem-do-cafe-incidencia-chegou-a-83-em-lavoura-de-pe-revela-estudo-1788635373403.jpg" data-image="4cuoevcg7iro" alt="chuva, doença, ferrugem" title="chuva, doença, ferrugem"><figcaption>A chuva favorece o desenvolvimento do cafeeiro, mas também pode criar condições para o avanço de doenças nas folhas.</figcaption></figure><p>Segundo a interpretação dos autores, a combinação de chuva frequente, umidade elevada e temperaturas favoráveis contribuiu para as infecções. <strong>A água sobre as folhas permite a germinação dos esporos</strong>. Entretanto, o acompanhamento não isolou experimentalmente o efeito de cada variável, nem demonstrou que a chuva, sozinha, determina os surtos. Para interpretar os resultados, três distinções são essenciais:</p><ul> <li><strong>O calendário observado pertence às lavouras de Brejão estudadas, sem representar automaticamente todo o Nordeste.</strong></li> <li>A incidência mede quantas folhas apresentam a doença; a severidade descreve a extensão da área foliar afetada.</li> <li>Os dados meteorológicos e sanitários são históricos e não constituem previsão para a safra atual.</li> </ul><h2>Controle local pode orientar pesquisas em outras regiões </h2><p>Em outro ensaio, realizado em uma lavoura, sete tratamentos foram comparados com quatro repetições.<strong> O flutriafol aplicado ao solo em abril, sozinho ou com complemento foliar</strong>, apresentou os melhores resultados de controle. Separadamente, a avaliação de 18 genótipos durante 26 meses identificou diferenças de resistência. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Obatã e Katipó ficaram entre os materiais mais resistentes, indicando possibilidades para combinar escolha de plantas e manejo adaptado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esses resultados não mediram diretamente aumento de produtividade ou economia, e a resistência pode mudar com o surgimento de novas raças do fungo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785454" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura.html" title="Entenda como a borra de café pode reduzir em 50% fungos na lavoura">Entenda como a borra de café pode reduzir em 50% fungos na lavoura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura.html" title="Entenda como a borra de café pode reduzir em 50% fungos na lavoura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entenda-como-a-borra-de-cafe-pode-reduzir-em-50-fungos-na-lavoura-1787675566387_320.jpg" alt="Entenda como a borra de café pode reduzir em 50% fungos na lavoura"></a></article></aside><p>A contribuição para outras regiões cafeeiras do mundo é uma hipótese de manejo a testar: <strong>ajustar as intervenções à sazonalidade local. Estudos em mais localidades e safras </strong>poderão verificar a consistência dos resultados, comparar custos e avaliar se o controle observado se traduz em benefícios para a colheita.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lino%2C%20J.B.%2C%20do%20Livramento%20Freitas-Lopes%2C%20R.%2C%20Capucho%2C%20A.S.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Seasonal%20dynamics%20of%20coffee%20leaf%20rust%20in%20highland%20areas%20in%20the%20Brazilian%20Northeast%20and%20its%20management%20using%20fungicides%20and%20resistant%20genotypes" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1007%2Fs13313-026-01156-4">Lino, J.B., do Livramento Freitas-Lopes, R., Capucho, A.S. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1007/s13313-026-01156-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Seasonal dynamics of coffee leaf rust in highland areas in the Brazilian Northeast and its management using fungicides and resistant genotypes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/ferrugem-do-cafe-incidencia-chegou-a-83-em-lavoura-de-pe-revela-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[GPT-6 Astra: conheça o novo modelo da OpenAI que promete revolucionar a IA]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/gpt-6-astra-conheca-o-novo-modelo-da-openai-que-promete-revolucionar-a-ia.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 13:24:19 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A OpenAI anunciou o GPT-6 Astra, novo modelo de inteligência artificial desenvolvido para tarefas complexas. Em testes, o modelo alcançou resultados próximos do limite máximo em diferentes benchmarks de IA.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gpt-6-astra-conheca-o-novo-modelo-da-openai-que-promete-revolucionar-a-ia-1788636614674.png" data-image="a4lgoxbbboge" alt="O GPT-6 Astra foi desenvolvido para tarefas complexas em áreas como ciência, matemática, cibersegurança e uso de computadores, ampliando o papel dos modelos de IA como ferramentas de trabalho. Crédito: OpenAI" title="O GPT-6 Astra foi desenvolvido para tarefas complexas em áreas como ciência, matemática, cibersegurança e uso de computadores, ampliando o papel dos modelos de IA como ferramentas de trabalho. Crédito: OpenAI"><figcaption>O GPT-6 Astra foi desenvolvido para tarefas complexas em áreas como ciência, matemática, cibersegurança e uso de computadores, ampliando o papel dos modelos de IA como ferramentas de trabalho. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>Em 2018, a OpenAI apresentou a primeira versão do modelo de linguagem GPT chamado de GPT-1.</strong> Após essa primeira versão, várias gerações cada vez maiores e mais capazes foram introduzidas. Os últimos foram o GPT-4, lançado em março de 2023, e o GPT-5 em agosto de 2025.</p><p><strong>A OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento da família GPT, já vinha sinalizando que as próximas gerações representariam avanços importantes em raciocínio e execução de tarefas complexas.</strong> O GPT-5, por exemplo, já havia integrado recursos de raciocínio, agentes e matemática avançada.</p><p>Na sexta-feira, 4 de setembro, a OpenAI anunciou o GPT-6 Astra. Segundo a empresa, <strong>o Astra alcançou 98% no FrontierMath Tier 4, 99,9% no ARC-AGI-3 e 100% no ExploitBench</strong>, além de já ter contribuído para resolver problemas matemáticos de longa data. O modelo combina avanços em pré-treinamento e aprendizado por reforço.</p><h2>GPT-6 Astra</h2><p>O GPT-6 Astra representa uma mudança em relação às gerações anteriores porque não foi desenvolvido apenas para responder perguntas, mas para executar tarefas complexas. <strong>Segundo a OpenAI, o modelo apresenta avanços em uso de computadores, navegação na web, engenharia de software e trabalho profissional. </strong></p><div class="texto-destacado">Em testes de uso de computador, atingiu 72,6% no OSWorld 2.0, contra 65,7% do GPT-5.6 Sol, realizando as tarefas em cerca de 47% menos tempo.</div><p><strong>Outra diferença está na capacidade de raciocínio, contexto e alinhamento. O Astra alcançou 97,6% no FrontierMath Tier 4, 99,9% no ARC-AGI-3 e 100% no ExploitBench.</strong> A OpenAI também afirma que o modelo é menos propenso a ultrapassar limites definidos pelo usuário e apresentou uma taxa menor de alucinações em seus testes internos.</p><h2>O que é um modelo de linguagem como o GPT?</h2><p><strong>Modelos de linguagem como o GPT são sistemas de inteligência artificial treinados para processar e gerar texto a partir de grandes volumes de dados</strong>. Eles aprendem padrões entre palavras, frases e conceitos para prever quais tokens têm maior probabilidade de aparecer em determinado contexto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gpt-6-astra-conheca-o-novo-modelo-da-openai-que-promete-revolucionar-a-ia-1788636904887.png" data-image="3f6aeawkb5tl" alt="O novo modelo da OpenAI também pode ajudar a criar jogos, escrevendo código, desenvolvendo mecânicas e interagindo com ferramentas para transformar ideias em aplicações funcionais. Crédito: OpenAI" title="O novo modelo da OpenAI também pode ajudar a criar jogos, escrevendo código, desenvolvendo mecânicas e interagindo com ferramentas para transformar ideias em aplicações funcionais. Crédito: OpenAI"><figcaption>O novo modelo da OpenAI também pode ajudar a criar jogos, escrevendo código, desenvolvendo mecânicas e interagindo com ferramentas para transformar ideias em aplicações funcionais. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>A arquitetura por trás dos modelos GPT é baseada em Transformers, introduzida em 2017 e fundamental para o avanço dos grandes modelos de linguagem</strong>. Seu principal mecanismo é a <em>self-attention,</em> que permite ao modelo calcular quais partes de uma sequência são mais relevantes umas para as outras, preservando relações mesmo em textos longos. </p><h2>99,9% no ARC-AGI-3</h2><p>O ARC-AGI-3 é um benchmark criado para avaliar a capacidade de sistemas de IA de resolver problemas novos que exigem adaptação, raciocínio e descoberta de regras. <strong>As tarefas apresentam desafios interativos nos quais o modelo precisa compreender um ambiente, formular hipóteses e escolher ações para atingir um objetivo. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gpt-6-astra-conheca-o-novo-modelo-da-openai-que-promete-revolucionar-a-ia-1788636779380.png" data-image="9njqrp48b8mw" alt="O GPT-6 Astra alcançou 99,9% de acerto no ARC-AGI-3, um benchmark criado para avaliar capacidades de raciocínio e adaptação a problemas novos. Crédito: OpenAI" title="O GPT-6 Astra alcançou 99,9% de acerto no ARC-AGI-3, um benchmark criado para avaliar capacidades de raciocínio e adaptação a problemas novos. Crédito: OpenAI"><figcaption>O GPT-6 Astra alcançou 99,9% de acerto no ARC-AGI-3, um benchmark criado para avaliar capacidades de raciocínio e adaptação a problemas novos. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p><strong>No ARC-AGI-3, o GPT-6 Astra alcançou 99,9%, segundo a OpenAI, ficando próximo da pontuação máxima anunciada pela empresa. </strong>Esse resultado indica que o modelo conseguiu resolver praticamente todos os desafios avaliados, demonstrando alta capacidade de adaptação e raciocínio em tarefas que exigem generalização. </p><h2>Aplicação na Ciência</h2><p><strong>O GPT-6 Astra pode ser aplicado à ciência como uma ferramenta para acelerar etapas do processo de descoberta.</strong> Na prática, o modelo pode analisar conjuntos de dados, executar análises em ferramentas computacionais, comparar resultados e identificar padrões que mereçam investigação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="644361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/openai-empresa-do-chatgpt-introduz-ia-capaz-de-simular-mundos.html" title="OpenAI, empresa do ChatGPT, introduz IA capaz de simular mundos ">OpenAI, empresa do ChatGPT, introduz IA capaz de simular mundos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/openai-empresa-do-chatgpt-introduz-ia-capaz-de-simular-mundos.html" title="OpenAI, empresa do ChatGPT, introduz IA capaz de simular mundos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/openai-empresa-do-chatgpt-introduz-ia-capaz-de-simular-mundos-1708189732218_320.png" alt="OpenAI, empresa do ChatGPT, introduz IA capaz de simular mundos "></a></article></aside><p>Na matemática, o Astra também demonstrou capacidade de contribuir para problemas de pesquisa, incluindo resultados relacionados aos intervalos entre números primos. <strong>A OpenAI afirma que o modelo estabeleceu novos recordes em diferentes avaliações de matemática e ciência e já ajudou a avançar problemas que permaneciam em aberto. </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Open%20AI" data-year="2026" data-title="GPT-6%20Astra%3A%20A%20new%20generation%20of%20intelligence" data-url="https%3A%2F%2Fopenai.com%2Findex%2Fgpt-6-astra%2F">Open AI. (2026). <a href="https://openai.com/index/gpt-6-astra/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">GPT-6 Astra: A new generation of intelligence</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/gpt-6-astra-conheca-o-novo-modelo-da-openai-que-promete-revolucionar-a-ia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 10:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Três formas fáceis de plantar alho na sua varanda ou no jardim, cuidar dos rebentos e cultivar bolbos grandes e saborosos usando o que já tem na sua cozinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786975989386.jpg" data-image="3ybiem237qet" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um vaso padrão é suficiente para cultivar várias plantas de alho, mesmo no centro da cidade.</figcaption></figure><p>É o rei indiscutível da despensa, acrescentando personalidade a quase qualquer prato e, com o seu aroma forte, ajudando a manter as pragas de jardim afastadas. O alho tem tudo, e para completar,<strong> tudo o que precisa para o cultivar em casa é um vaso na sua varanda ou um local ensolarado perto de uma janela</strong>.</p><p>Preste atenção, porque vamos explicar-lhe tudo o que precisa de saber para o cultivar com sucesso e sem complicações.</p><h2>Escolher a matéria-prima: nem todos os alhos são iguais</h2><p>O seu ponto de partida é provavelmente já a sua cozinha. No entanto, há alguns detalhes importantes a considerar na hora de escolher o alho certo.</p><p>O <strong>ideal é utilizar cabeças de alho biológicas ou compradas em feiras de produtores locais</strong>. Por quê? Porque o alho comercial dos supermercados é por vezes tratado com baixas temperaturas ou produtos químicos para retardar a germinação enquanto está nas prateleiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976125601.jpg" data-image="4pieqdj572ad" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não utilize qualquer alho; procure cabeças grandes e firmes. Os dentes externos produzem, geralmente, cabeças maiores.</figcaption></figure><p><strong>Selecione sempre os dentes de alho maiores, mais firmes e com o aspeto mais robusto</strong>. Evite aqueles que pareçam enrugados, moles ou com manchas invulgares, pois é improvável que se desenvolvam bem.</p><p>Um pormenor importante:<strong> não retire a fina casca que cobre os dentes de alho</strong>. Esta camada exterior oferece proteção natural contra os fungos do solo durante os primeiros dias em que os dentes estão enterrados.</p><h3>Qual é o melhor momento para começar?</h3><p><strong>O alho é uma cultura que se desenvolve bem no outono e no inverno</strong>. Necessita da exposição às temperaturas mais frias destas estações para que o dente original se possa dividir internamente e se desenvolver num bolbo completo com vários dentes.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/eWzMwW3xv1E/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=eWzMwW3xv1E" id="eWzMwW3xv1E"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Se começar na primavera, obterá deliciosos rebentos verdes, mas é improvável que o bolbo subterrâneo se desenvolva completamente.</p><h2>Método 1: cultivo em vaso, ideal para espaços pequenos</h2><p>Cultivar alho em vaso é muito fácil e perfeito para quem quer aproveitar ao máximo o espaço da varanda.</p><p>O vaso ideal: procure um recipiente com pelo menos <strong>15 a 20 centímetros de profundidade</strong>. Certifique-se de que tem <strong>furos de drenagem </strong>no fundo. O alho gosta de <strong>umidade constante</strong>, mas não tolera água parada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786977427574.jpg" data-image="haoa47r2plyq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O alho ou alho biológico proveniente de mercados de produtores locais é ideal para começar, uma vez que não foi tratado para atrasar a germinação.</figcaption></figure><p>A mistura de solo ideal: prepare uma mistura leve e solta. <strong>Pode combinar terra de jardim comum com um pouco de composto orgânico</strong> e perlite para melhorar a drenagem.</p><p>Hora de plantar: <strong>enterre cada dente de alho a uma profundidade de 3 a 4 centímetros</strong>. Coloque sempre a extremidade plana, onde as raízes emergem, virada para baixo e a extremidade pontiaguda virada para cima. Deixe 10 a 15 centímetros de distância entre cada dente para que os bolbos tenham espaço suficiente para se desenvolverem.</p><p>Luz solar e rega: coloque o vaso num<strong> local que receba pelo menos seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Regue moderadamente: a terra deve estar úmida ao toque, mas nunca encharcada.</p><h2>Método 2: cultivar alho no jardim</h2><p>Se tiver um pequeno pedaço de terra exposta ou um canteiro no seu quintal, o <strong>alho terá bastante espaço para crescer e poderá produzir bolbos consideravelmente maiores</strong>.</p><p>Prepare o solo: <strong>utilize uma pá ou um ancinho para soltar a terra até que fique macia e bem aerada</strong>. Adicione uma quantidade generosa de húmus de minhoca para fornecer nutrientes desde o início.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976568557.jpg" data-image="1id7p2wbqk4y" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Após a plantação, regue delicadamente, mas abundantemente, para ajudar a terra a assentar à volta de cada dente de alho.</figcaption></figure><p>Dê-lhes espaço suficiente:<strong> faça buracos com cerca de 4 centímetros de profundidade e espace-os aproximadamente 15 centímetros entre si</strong>. Coloque os dentes de alho com a ponta virada para cima e cubra-os delicadamente, sem compactar demasiado o solo.</p><p>Adicione uma boa camada de cobertura morta: <strong>cubra o canteiro com palha, erva seca ou folhas caídas</strong>. Esta cobertura caseira ajuda a reter a umidade do solo, a suprimir as ervas daninhas e a proteger os rebentos jovens das geadas mais rigorosas do inverno.</p><h2>Método 3: cultivo em água para rebentos verdes rápidos</h2><p>Existe um truque simples para quem pretende resultados mais rápidos ou simplesmente saborosos rebentos verdes para adicionar a saladas ou salteados.</p><p>Pegue numa cabeça de alho inteira ou em vários dentes individuais e coloque-os num copo ou frasco pequeno. <strong>Adicione água da torneira até cobrir apenas a base plana do alho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976880432.jpg" data-image="8ydp0uanzcn1" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Cultivar alho em casa é um dos projetos mais fáceis e acessíveis que pode experimentar numa horta urbana.</figcaption></figure><p>Coloque o copo perto de uma janela bem iluminada. Mude a água a cada dois dias para a manter limpa e <strong>evitar odores desagradáveis ou o crescimento de fungos</strong>.</p><p>Em poucos dias, verá raízes brancas e rebentos verdes perfumados começarem a surgir. Pode <strong>cortar as pontas verdes e usá-las para temperar os seus pratos</strong>. Também pode transferir os cravos-da-índia enraizados para um vaso com terra e deixá-los crescer naturalmente.</p><h2>A paciência compensa: a colheita e a cura</h2><p>O ciclo completo de crescimento demora geralmente sete a nove meses. Mas não se preocupe — <strong>o alho dá sinais claros quando está pronto para a colheita</strong>.</p><p>Irá notar que as folhas inferiores começarão a secar e a amarelecer. Quando mais de metade da planta estiver dourada, <strong>pare de regar completamente durante uma semana</strong>. Isto permite que o bolbo termine de amadurecer e reduz o risco de apodrecimento devido à umidade residual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772939" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-segredo-para-cultivar-alhos-grandes-frio-fotoperiodo-e-a-regra-das-10-horas.html" title="O segredo para cultivar alhos grandes: frio, fotoperíodo e a regra das 10 horas">O segredo para cultivar alhos grandes: frio, fotoperíodo e a regra das 10 horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/o-segredo-para-cultivar-alhos-grandes-frio-fotoperiodo-e-a-regra-das-10-horas.html" title="O segredo para cultivar alhos grandes: frio, fotoperíodo e a regra das 10 horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-que-hace-crecer-ajos-mas-grandes-frio-fotoperiodo-y-la-regla-de-las-10-horas-1780436789869_320.png" alt="O segredo para cultivar alhos grandes: frio, fotoperíodo e a regra das 10 horas"></a></article></aside><p>Após estes poucos dias, desenterre os bolbos com cuidado, utilizando uma pequena pá de jardim para evitar cortá-los ou danificá-los. <strong>Retire o excesso de terra e coloque-os num local fresco, seco e com sombra</strong> durante cerca de 15 dias.</p><p><strong>Este processo chama-se "cura" </strong>e é o segredo para manter o alho fresco na sua despensa durante meses sem que se estrague. E já está: delicie-se com o alho que cultivou em casa!</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova lista ambiental protege 24 fungos ameaçados de extinção no Brasil ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 08:34:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Primeira lista nacional de espécies ameaçadas inclui 24 fungos e representa avanço histórico para a conservação, mas pesquisadores defendem mais ciência, financiamento, formação especializada e proteção de habitats.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil-1788629765965.jpg" data-image="4s6nn2kyuejk" alt="Com a publicação da lista de fungos ameaçados de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Brasil se torna um dos primeiros países da América do Sul a ter uma lista do tipo." title="Com a publicação da lista de fungos ameaçados de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Brasil se torna um dos primeiros países da América do Sul a ter uma lista do tipo."><figcaption>Com a publicação da lista de fungos ameaçados de extinção pelo MMA, o Brasil se torna um dos primeiros países da América do Sul a ter uma lista do tipo. Crédito: Divulgação Mongabay</figcaption></figure><p>O<strong> Brasil</strong> deu um passo inédito na conservação da biodiversidade ao publicar, em junho, <strong>a primeira lista nacional de fungos ameaçados de extinção</strong>. A medida inclui <strong>24 espécies na agenda oficial de proteção ambiental </strong>e coloca o Reino Fungi, pela primeira vez, no mesmo patamar legal de plantas e animais.</p><p>Apesar do avanço, especialistas alertam que o país ainda corre contra o tempo. <strong>Mais de 90% das espécies de fungos estimadas no mundo não foram descritas pela ciência. </strong>Segundo o pesquisador Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, no ritmo atual de financiamento e formação de taxonomistas, seriam necessários mais de mil anos para catalogar cerca de 3 milhões de espécies estimadas.</p><p>Biólogo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenador do grupo MIND.Funga, Drechsler-Santos participou do processo que levou à criação da lista. A iniciativa reuniu especialistas do Grupo de Especialistas em Fungos do Brasil, do Centro Nacional de Conservação da Flora e da Rede de Taxonomistas da Funga do Brasil, com apoio do CNPq.</p><h2>Um marco para a conservação</h2><p>Para o pesquisador, a publicação representa a<strong> superação de uma histórica negligência</strong>. A inclusão dos fungos na legislação brasileira permite que espécies ameaçadas sejam consideradas em políticas e ações de conservação, além de estudos de impacto ambiental quando estiverem presentes nas áreas afetadas por obras e empreendimentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil-1788629577112.jpg" data-image="jpk1yzfppc2j" alt="Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, biólogo da UFSC e coordenador do grupo de pesquisa MIND.Funga. Foto: Camila Collato" title="Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, biólogo da UFSC e coordenador do grupo de pesquisa MIND.Funga. Foto: Camila Collato"><figcaption>Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, biólogo da UFSC e coordenador do grupo de pesquisa MIND.Funga. Créditto: Camila Collato</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>a lista é apenas o começo</strong>. Drechsler-Santos defende a ampliação dos levantamentos de biodiversidade, das avaliações de risco e dos programas de conservação. A Coleção de Fungos Ameaçados do Brasil (CFAB), primeira iniciativa nacional de conservação <em>ex situ</em> desse tipo, busca preservar a diversidade genética de espécies em risco fora de seus ambientes naturais.</p><p>Entre as principais ameaças estão a <strong>perda e a degradação de habitats</strong>. Algumas espécies dependem de ambientes preservados, inclusive de grandes troncos de árvores maduras que permanecem na floresta após a queda natural. A redução desses elementos pode comprometer diretamente a sobrevivência de fungos especializados.</p><h2>Habitat, invasoras e fogo</h2><p>O pesquisador também aponta os<strong> impactos de espécies exóticas invasoras</strong>, introduzidas, por exemplo, junto a plantações de pínus e eucalipto. Em ecossistemas frágeis, como as matas nebulares do Sul do Brasil, a presença do gado agrava o problema ao pisotear áreas de regeneração e consumir plântulas. O javali também altera e destrói o solo, enquanto o fogo amplia os impactos.</p><div class="texto-destacado">Nesse contexto, os fungos podem funcionar como indicadores da saúde dos ecossistemas. A conservação <em>in situ</em>, por meio de unidades de conservação e áreas prioritárias, deve considerar esses organismos nos critérios oficiais. Já a conservação <em>ex situ</em> permite manter culturas vivas em laboratório e preservar material genético para possíveis ações futuras de recuperação.</div><p>A ciência cidadã aparece como outra ferramenta estratégica. Fotografias, aplicativos, sites e redes sociais podem permitir que <strong>pessoas sem formação especializada contribuam para registrar a biodiversidade</strong>. Para Drechsler-Santos, ampliar essa participação é essencial diante da dimensão continental do Brasil e de sua relevância para a diversidade global.</p><h2>Formação de novos especialistas</h2><p>O avanço das políticas públicas também aumenta a<strong> necessidade de formar novos micólogos.</strong> A área reúne diferentes frentes, como conservação ambiental, medicina e biotecnologia, e incorpora tecnologias como biologia molecular e bioinformática. Para o pesquisador, a expansão da pesquisa depende de oportunidades para preparar novos profissionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/elas-saem-da-antartica-para-a-bahia-a-temporada-de-baleias-jubarte-que-transforma-a-orla-de-salvador.html" title="Elas saem da Antártica para a Bahia: a temporada de baleias-jubarte que transforma a orla de Salvador ">Elas saem da Antártica para a Bahia: a temporada de baleias-jubarte que transforma a orla de Salvador </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/lazer/elas-saem-da-antartica-para-a-bahia-a-temporada-de-baleias-jubarte-que-transforma-a-orla-de-salvador.html" title="Elas saem da Antártica para a Bahia: a temporada de baleias-jubarte que transforma a orla de Salvador "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/elas-saem-da-antartica-para-a-bahia-a-temporada-de-baleias-jubarte-que-transforma-a-orla-de-salvador-1786575448383_320.jpg" alt="Elas saem da Antártica para a Bahia: a temporada de baleias-jubarte que transforma a orla de Salvador "></a></article></aside><p>O reconhecimento oficial dos fungos representa, portanto, uma mudança de perspectiva, mas não encerra o desafio. Documentar espécies, compreender ameaças e<strong> transformar conhecimento científico em ações concretas de proteção</strong> são etapas necessárias para evitar que parte dessa biodiversidade desapareça antes mesmo de ser conhecida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mongabay" data-year="2026" data-title="Fungos%20n%C3%A3o%20ser%C3%A3o%20mais%20negligenciados%2C%20diz%20pesquisador" data-url="https%3A%2F%2Fbrasil.mongabay.com%2F2026%2F08%2Ffungos-nao-serao-mais-negligenciados-diz-pesquisador%2F">Mongabay. (2026). <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/08/fungos-nao-serao-mais-negligenciados-diz-pesquisador/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fungos não serão mais negligenciados, diz pesquisador</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/nova-lista-ambiental-protege-24-fungos-ameacados-de-extincao-no-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro pares de misteriosos objetos podem ser fusões de buracos negros no Universo jovem]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/astronomia/quatro-pares-de-misteriosos-objetos-podem-ser-fusoes-de-buracos-negros-no-universo-jovem.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 00:46:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrônomos identificaram pares de buracos negros ativos no Universo primordial, observados pelo telescópio James Webb. Os objetos existiam há até 12,8 bilhões de anos e estavam separados por apenas alguns milhares de anos-luz.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-pares-de-misteriosos-objetos-podem-ser-fusoes-de-buracos-negros-no-universo-jovem-1788636077578.png" data-image="0s271ndhdfsi" alt="Pesquisadores encontraram quatro pares de Little Red Dots (LRDs) que podem representar buracos negros supermassivos em processo de fusão no Universo primordial. Crédito: Science" title="Pesquisadores encontraram quatro pares de Little Red Dots (LRDs) que podem representar buracos negros supermassivos em processo de fusão no Universo primordial. Crédito: Science"><figcaption>Pesquisadores encontraram quatro pares de Little Red Dots (LRDs) que podem representar buracos negros supermassivos em processo de fusão no Universo primordial. Crédito: Science</figcaption></figure><p><strong>Os Little Red Dots (LRDs) são uma população de objetos astronômicos compactos e vermelhos identificados pelo telescópio espacial James Webb. </strong>Eles aparecem em observações de galáxias muito distantes, correspondendo a épocas em que o Universo tinha entre algumas centenas de milhões e cerca de 1,5 bilhão de anos. </p><p><strong>As evidências indicam que muitos podem estar associados a buracos negros em crescimento. </strong>Esses objetos podem ajudar a esclarecer como galáxias massivas se formaram tão rapidamente depois do Big Bang e como seus buracos negros conseguiram acumular enormes quantidades de massa em tão pouco tempo. </p><p>Agora, imagens em infravermelho do James Webb permitiram <strong>identificar múltiplos buracos negros massivos ativos de aproximadamente quando o Universo ainda tinha menos de 1,3 bilhão de anos</strong>. Os objetos estavam acumulando matéria e crescendo rapidamente, e alguns dos sistemas apresentavam sinais compatíveis com buracos negros em fusão. </p><h2>Little Red Dots</h2><p><strong>Os LRDs aparecem em grandes distâncias, correspondendo a uma época em que o Universo tinha menos de 1,5 bilhão de anos. </strong>A origem do sinal no infravermelho ainda não é compreendida, mas muitos LRDs parecem estar associados a buracos negros supermassivos em crescimento, rodeados por gás e poeira aquecidos pela acreção.</p><div class="texto-destacado">Esses objetos podem ajudar a investigar um dos grandes mistérios da Cosmologia: como buracos negros supermassivos e galáxias conseguiram crescer tão rapidamente no Universo primordial. </div><p>Alguns LRDs apresentam propriedades compatíveis com núcleos galácticos ativos, indicando que seus buracos negros já acumulavam grandes quantidades de matéria pouco após o Big Bang. <strong>Entender essa população pode revelar como o crescimento dos buracos negros esteve relacionado à formação de galáxias.</strong></p><h2>Buracos negros se fundindo </h2><p>A fusão de buracos negros no Universo primordial pode ter sido um mecanismo importante para o crescimento acelerado desses objetos. <strong>Para investigar, um grupo de pesquisadores analisou imagens infravermelhas usando um método de seleção de cores pixel a pixel. </strong>A técnica procura estruturas internas que possam revelar dois objetos muito próximos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-pares-de-misteriosos-objetos-podem-ser-fusoes-de-buracos-negros-no-universo-jovem-1788636196542.png" data-image="q17d7kg6bwne" alt="Uma nova técnica que analisa a cor de cada pixel das imagens do James Webb permitiu identificar LRDs extremamente próximos que poderiam parecer um único objeto. Crédito: Tanaka et al. 2026" title="Uma nova técnica que analisa a cor de cada pixel das imagens do James Webb permitiu identificar LRDs extremamente próximos que poderiam parecer um único objeto. Crédito: Tanaka et al. 2026"><figcaption>Uma nova técnica que analisa a cor de cada pixel das imagens do James Webb permitiu identificar LRDs extremamente próximos que poderiam parecer um único objeto. Crédito: Tanaka et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Aplicando o método aos LRDs, os pesquisadores identificaram quatro pares no Universo de 12,5 a 12,8 bilhões de anos atrás</strong>, com separações de alguns milhares a algumas dezenas de milhares de anos-luz. Essas distâncias indicam que os pares podem estar fisicamente associados e evoluindo em direção a uma fusão. </p><h2>Hipótese do crescimento de buracos negros</h2><p><strong>Os pares de observados podem fornecer evidências para testar justamente o papel das fusões nesse crescimento acelerado. </strong>Uma hipótese é que os primeiros buracos negros tenham surgido do colapso gravitacional das primeiras estrelas massivas. Outra possibilidade envolve o colapso direto de grandes nuvens de gás. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739737" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-nova-hipotese-surge-para-explicar-o-misterio-dos-little-red-dots-encontrados-pelo-james-webb.html" title="Uma nova hipótese surge para explicar o mistério dos Little Red Dots encontrados pelo James Webb">Uma nova hipótese surge para explicar o mistério dos Little Red Dots encontrados pelo James Webb</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/astronomia/uma-nova-hipotese-surge-para-explicar-o-misterio-dos-little-red-dots-encontrados-pelo-james-webb.html" title="Uma nova hipótese surge para explicar o mistério dos Little Red Dots encontrados pelo James Webb"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-hipotese-surge-para-explicar-o-misterio-dos-little-red-dots-encontrados-pelo-james-webb-1763315789319_320.png" alt="Uma nova hipótese surge para explicar o mistério dos Little Red Dots encontrados pelo James Webb"></a></article></aside><p>Em ambos os cenários, essas sementes poderiam crescer por acreção de gás e pela fusão com outros buracos negros ao longo da evolução das galáxias. O problema é que alguns buracos negros já observados <strong>no Universo primordial atingiram bilhões de massas solares quando o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos.</strong></p><h2>Por que esses LRDs são importantes?</h2><p><strong>A identificação de quatro pares se fundindo no Universo primordial fornece uma oportunidade de estudar esses sistemas.</strong> Essas observações ajudam a investigar se as fusões eram frequentes nas primeiras galáxias e qual era sua contribuição para o crescimento rápido dos buracos negros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-pares-de-misteriosos-objetos-podem-ser-fusoes-de-buracos-negros-no-universo-jovem-1788636157008.png" data-image="0oms18rwox22" alt="Se a associação entre os objetos for confirmada, os sistemas podem fornecer uma evidência importante para entender como fusões contribuíram para o rápido crescimento dos buracos negros no Universo jovem. Crédito: Tanaka et al. 2026" title="Se a associação entre os objetos for confirmada, os sistemas podem fornecer uma evidência importante para entender como fusões contribuíram para o rápido crescimento dos buracos negros no Universo jovem. Crédito: Tanaka et al. 2026"><figcaption>Se a associação entre os objetos for confirmada, os sistemas podem fornecer uma evidência importante para entender como fusões contribuíram para o rápido crescimento dos buracos negros no Universo jovem. Crédito: Tanaka et al. 2026</figcaption></figure><p>Se esses pares realmente estiverem evoluindo em direção a fusões, eles representam uma evidência direta de um dos mecanismos capazes de aumentar a massa dos buracos negros ao longo do tempo.<strong> Estudar essa população pode ajudar a conectar a formação das primeiras galáxias, as interações entre elas e o crescimento dos buracos negros.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tanaka%20et%20al" data-year="2026" data-title="Hidden%20in%20Pixels.%20I.%20Discovery%20of%20dual%20%E2%80%9Clittle%20red%20dots%E2%80%9D%20indicates%20excess%20clustering%20on%20kilo-parsec%20scales" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fpasj%2Fadvance-article%2Fdoi%2F10.1093%2Fpasj%2Fpsag092%2F8770858%3Flogin%3Dfalse">Tanaka et al. (2026). <a href="https://academic.oup.com/pasj/advance-article/doi/10.1093/pasj/psag092/8770858?login=false" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Hidden in Pixels. I. Discovery of dual “little red dots” indicates excess clustering on kilo-parsec scales</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/astronomia/quatro-pares-de-misteriosos-objetos-podem-ser-fusoes-de-buracos-negros-no-universo-jovem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cascas de laranja transformam área degradada em floresta tropical na Costa Rica]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cascas-de-laranja-transformam-area-degradada-em-floresta-tropical-na-costa-rica.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 22:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo de pesquisadores da Universidade de Princeton mostra que resíduos agrícolas aumentaram a biomassa, enriqueceram o solo e contribuíram para o sequestro de carbono sem custos adicionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cascas-de-laranja-transformam-area-degradada-em-floresta-tropical-na-costa-rica-1788554287977.jpg" data-image="hwur35paabyt" alt="Caminhão sendo carregado com laranjas em Limeira (SP) • REUTERS" title="Caminhão sendo carregado com laranjas em Limeira (SP) • REUTERS"><figcaption>Caminhão sendo carregado com laranjas em Limeira (SP) • Crédito: Reuters</figcaption></figure><p>Em meados dos anos 1990, <strong>cerca de mil caminhões despejaram cascas de laranja</strong> em uma área degradada de um parque nacional da<strong> Costa Rica</strong>. O que inicialmente parecia uma forma inadequada de descarte acabou produzindo um resultado inesperado:<strong> o local se transformou em uma área de floresta tropical com maior biomassa</strong>, diversidade de espécies e cobertura vegetal.</p><p>A descoberta foi analisada por uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Princeton, que visitou a região em 2017, 16 anos após o depósito dos resíduos. <strong>O estudo identificou um aumento de 176% na biomassa acima do solo </strong>(correspondente à madeira das árvores) em comparação com áreas que não receberam as cascas.</p><p>Além do crescimento da vegetação, os pesquisadores observaram benefícios relacionados ao solo e ao armazenamento de carbono. Segundo o estudo, a <strong>decomposição dos resíduos agrícolas </strong>contribuiu para enriquecer o solo e promoveu o sequestro de carbono sem representar custos para o processo de recuperação ambiental.</p><h2>Uma parceria que deu origem ao experimento</h2><p>A ideia surgiu dos ecologistas Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, formados pela Universidade de Princeton em 1976. Durante anos, os dois trabalharam como pesquisadores e consultores técnicos na<strong> Área de Conservação Guanacaste (ACG), na Costa Rica.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cascas-de-laranja-transformam-area-degradada-em-floresta-tropical-na-costa-rica-1788554490864.jpg" data-image="ypbk91va2yuh" alt="Área à direita, que recebeu as cascas de laranja, se regenerou e virou uma floresta tropical depois de alguns anos Imagem: Tim Treuer/Universidade de Princeton" title="Área à direita, que recebeu as cascas de laranja, se regenerou e virou uma floresta tropical depois de alguns anos Imagem: Tim Treuer/Universidade de Princeton"><figcaption>Área à direita, que recebeu as cascas de laranja, se regenerou e virou uma floresta tropical depois de alguns anos. Crédito: Tim Treuer/Universidade de Princeton</figcaption></figure><p>Em 1997, o casal apresentou uma proposta à <strong>Del Oro, fabricante de suco de laranja </strong>que havia iniciado suas atividades na fronteira norte da área de conservação. A ideia previa que a empresa doasse parte de suas terras florestais em troca da possibilidade de levar seus resíduos para biodegradação em terrenos degradados dentro do parque.</p><p>A parceria foi formalizada, mas durou pouco. Um ano depois da assinatura do contrato, uma empresa concorrente processou a Del Oro sob a alegação de que o descarte estaria danificando um parque nacional. A empresa perdeu a disputa judicial e, como consequência,<strong> a área permaneceu praticamente esquecida durante 15 anos.</strong></p><h2>Vegetação tomou conta da área</h2><p>Quando os pesquisadores retornaram ao local, <strong>encontraram uma paisagem muito diferente daquela que havia recebido as cascas de laranja</strong>. Timothy Treuer, coautor principal do estudo, relatou surpresa ao perceber que a vegetação havia tomado completamente a área.</p><div class="texto-destacado">Segundo Treuer, árvores e trepadeiras cobriam o terreno de tal maneira que uma placa de aproximadamente dois metros de comprimento, com letras amarelas, não podia mais ser vista a poucos metros da estrada.</div><p>Jonathan Choi, outro integrante da pesquisa, também descreveu dificuldades para acessar o local. Para caminhar pela área, ele precisou<strong> atravessar a vegetação rasteira e abrir caminho por meio de grandes concentrações de trepadeira</strong>s que haviam se desenvolvido no terreno.</p><h2>Solo mais rico e maior diversidade</h2><p>Para avaliar os efeitos das cascas de laranja, os pesquisadores analisaram dois conjuntos de amostras de solo. O primeiro havia sido coletado em 2000 pela pesquisadora Laura Shanks, do Beloit College, enquanto o segundo foi obtido em 2014 por Choi.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes.html" title="Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes">Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes.html" title="Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/derretimento-do-gelo-na-groenlandia-abre-novas-areas-para-baleias-gigantes-1788110595084_320.jpg" alt="Derretimento do gelo na Groenlândia abre novas áreas para baleias gigantes"></a></article></aside><p>Os dados de Shanks ainda não haviam sido publicados. Por isso, as informações foram posteriormente combinadas às análises realizadas por Choi. Embora as amostras tenham sido examinadas com métodos diferentes, os procedimentos foram considerados comparáveis para a análise do estudo.</p><p>Os resultados apontaram diferenças significativas entre as áreas que receberam os resíduos agrícolas e aquelas que permaneceram sem a aplicação das cascas. O terreno fertilizado apresentava <strong>solo mais rico, maior biomassa arbórea, maior diversidade de espécies de árvores e maior cobertura do dossel florestal</strong>, indicando o potencial de resíduos orgânicos para contribuir com a recuperação de áreas degradadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="Cascas%20de%20laranja%20jogadas%20em%20%C3%A1rea%20degradada%20em%20parque%20na%20Costa%20Rica%20transformaram%20local%20em%20floresta%20tropical" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnnbrasil.com.br%2Fcuriosidades%2Fcascas-de-laranja-jogadas-em-area-degradada-em-parque-na-costa-rica-transformaram-local-em-floresta-tropical%2F">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/cascas-de-laranja-jogadas-em-area-degradada-em-parque-na-costa-rica-transformaram-local-em-floresta-tropical/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cascas de laranja jogadas em área degradada em parque na Costa Rica transformaram local em floresta tropical</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/cascas-de-laranja-transformam-area-degradada-em-floresta-tropical-na-costa-rica.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 20:22:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As suas folhas parecem pintadas à mão, mas manter as suas cores vibrantes pode ser um grande desafio. Aprenda a cuidar desta planta e faça dela a estrela do seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881.png" data-image="nji1r610lnrh" alt="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos." title="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos."><figcaption>Estas plantas podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos.</figcaption></figure><p>O Croton Petra (<em>Codiaeum variegatum ‘Petra’</em>) parece uma <strong>obra de arte em miniatura</strong>, quase como se tivesse sido pintado à mão. Possui folhas grandes e brilhantes que exibem uma paleta de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos, realçada por nervuras distintas. É por isso que é conhecido como um <strong>arco-íris num vaso</strong>.</p><p>Embora tenha fama de ser uma <strong>planta frágil e delicada</strong>, na verdade só precisa de condições estáveis para prosperar. Não é uma espécie que deva ser esquecida durante semanas, mas também não exige cuidados extraordinários.<strong> </strong></p><div class="texto-destacado">Se receber luz suficiente, umidade ambiente adequada e rega apropriada, pode manter a sua folhagem colorida durante todo o ano.</div><p><strong>Em climas quentes, prospera em varandas protegidas</strong>, idealmente onde receba luz solar nas primeiras horas da manhã. <strong>Em climas temperados ou frios, o melhor é cultivá-la em ambientes interiores</strong>, perto de uma janela bem iluminada. É importante evitar mudanças bruscas de temperatura, pois não tolera bem o frio nem as correntes de ar.</p><p>É também importante compreender que <strong>a cor de uma planta não é fixa</strong>. Ela precisa de produzir pigmentos como as antocianinas e os carotenoides, responsáveis pelos tons de vermelho, amarelo e laranja. No entanto, <strong>quando a planta recebe pouca luz, a clorofila torna-se dominante</strong>, fazendo com que as folhas pareçam mais verdes e baças.</p><p>Por isso, <strong>observar atentamente a folhagem é uma das melhores formas de compreender as suas necessidades</strong>. Folhas que perdem a cor, se enrolam, têm as pontas secas ou começam a cair são sinais claros. </p><h2>Luz, temperatura e rega: o equilíbrio que mantém as suas cores</h2><p>A<strong> luz é o fator mais importante para preservar a cor das suas folhas</strong>. Simplificando, quanto mais luz receber, mais intensos serão os seus tons de amarelo, laranja e vermelho. O ideal é que receba entre quatro a seis horas de boa luz diariamente, de preferência o sol suave da manhã. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067849504.png" data-image="hgn1xd8t8vws" alt="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais." title="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais."><figcaption>Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais.</figcaption></figure><p>Dentro de casa, <strong>coloque-a perto de uma janela onde receba bastante luz</strong>. Se o sol estiver direto e muito forte, pode pendurar uma cortina leve para amenizar o calor. Também é uma boa ideia rodar ligeiramente o vaso a cada semana. Desta forma, todas as partes da planta receberão luz e esta crescerá uniformemente.</p><div class="texto-destacado">Evite o sol forte do meio-dia, que pode queimar as folhas e deixar manchas secas.</div><p>Esta planta precisa de um <strong>ambiente quente, sem mudanças bruscas de temperatura</strong>. Mantenha-a longe do ar condicionado, das portas que estão constantemente abertas e das janelas abertas durante o inverno. As <strong>correntes de ar frio podem estressá-la </strong>e provocar a perda de várias folhas em pouco tempo.</p><p>O solo deve permanecer ligeiramente úmido. <strong>Utilize água à temperatura ambiente e deixe o excesso escorrer pelos orifícios de drenagem do vaso</strong>. De seguida, esvazie o pratinho, pois a água que se acumula no fundo pode provocar o apodrecimento das raízes e enfraquecer a planta.</p><h3>Umidade, nutrição e soluções para problemas comuns</h3><p>Por ser uma espécie originária de zonas tropicais, <strong>prospera em ambientes úmidos</strong>. Idealmente, a umidade ambiente deve estar <strong>acima dos 50%</strong>, o que significa que o ar não deve estar demasiado seco.<strong> </strong></p><p>Para isso, <strong>pode colocá-la perto de outras plantas, usar um umidificador </strong>ou colocar um tabuleiro com pedras e um pouco de água por baixo, sem que a base do vaso toque no líquido.</p><p>O <strong>solo deve ser leve e permitir que a água drene facilmente</strong>. Pode misturar um substrato universal para vasos com perlite, pequenos grânulos brancos que ajudam a melhorar a drenagem e um pouco de casca fina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067905970.png" data-image="rjx924hjegcv" alt="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas." title="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas."><figcaption>As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas.</figcaption></figure><p>O<strong> vaso deve ter orifícios de drenagem no fundo</strong> para permitir que o excesso de água escoe. A replantação pode ser feita a cada um ou dois anos, especialmente quando as raízes enchem quase todo o vaso.</p><p>As suas <strong>folhas mostram claramente quando algo está errado</strong>:</p><ul> <li><strong>Perdem as suas cores </strong>e ficam mais verdes: precisam de mais luz.</li> <li><strong>Começam a cair repentinamente</strong>: pode dever-se ao frio, às correntes de ar ou a alterações na rega.</li> <li><strong>Têm manchas claras e secas</strong>: estão a receber muita luz solar direta.</li> <li><strong>Têm pontas castanhas</strong>: o ambiente é muito seco ou a água contém muitos sais.</li> <li><strong>Parecem pegajosas ou têm pequenas manchas</strong>: verifique se há cochonilhas ou ácaros, pequenos insetos que se alimentam da planta.</li> </ul><p>Se a planta crescer demasiado ou perder a forma, <strong>pode podar alguns ramos na primavera</strong>. Utilize sempre tesouras de poda limpas para evitar doenças e use luvas, pois o corte dos caules liberta uma seiva branca que pode irritar a pele. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785477" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html" title="Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos">Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html" title="Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532224520_320.jpg" alt="Sim, você pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>esta bela planta precisa de boa iluminação, temperatura quente e estável, umidade adequada e rega moderada</strong>. Proteja-a da luz solar direta, das temperaturas frias e do encharcamento. Embora exija um pouco mais de cuidado do que outras plantas, a verificação das suas folhas e da umidade ajuda a detectar problemas precocemente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temporais com ventos e granizo provocam danos em cidades de SP, MS e DF; veja imagens ]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-veja-imagens.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 18:46:01 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Motoristas e pedestres enfrentaram cabos elétricos caídos pelas vias públicas enquanto brigadistas atuavam isolando áreas de risco e imóveis comerciais atingidos pelos fortes vendavais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-1788630022123.jpg" data-image="lkyw3vzjn8gh" alt="Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação" title="Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação"><figcaption>Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação</figcaption></figure><p>A passagem de uma frente fria intensificou as instabilidades e provocou ocorrências severas em diferentes estados brasileiros entre sexta-feira e a manhã de sábado. As precipitações volumosas<strong> causaram alagamentos imediatos em centros urbanos, quedas de estruturas e destelhamentos</strong>.</p><p>Em várias localidades, o avanço rápido das nuvens carregadas alterou drasticamente a rotina da população. Registros meteorológicos apontaram <strong>ventanias intensas, precipitação de granizo e danos generalizados</strong> sobre as redes elétricas locais.</p><h2>Alagamentos e transtornos em São Paulo e Mato Grosso do Sul</h2><p>Na manhã de sábado (5),<strong> </strong>a cidade de<strong> São Paulo registrou vento forte, chuvas e forte escuridão</strong> diurna provocada pela densa nebulosidade. Pouco antes, no litoral paulista, municípios como <strong>Mongaguá e Itanhaém registraram precipitação de granizo</strong> durante a manhã. Além disso, a capital registrou mínima de <strong>15,9 °C</strong> na madrugada e rajadas que superaram os <strong>40 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-1788628804912.jpg" data-image="170uxkhhowz1" alt="Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1" title="Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1"><figcaption>Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1</figcaption></figure><p>Simultaneamente, em <strong>Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, bastaram 30 minutos de chuva para que vias começassem a alagar</strong> na manhã de sábado. Imagens registraram enxurradas com água barrenta descendo pelas ruas José Peixoto e Antônio Prado, no Jardim Los Angeles. A Avenida Raquel de Queiroz, no bairro Aero Rancho, também sofreu impactos diretos com o acúmulo repentino de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-1788629677187.jpg" data-image="prkw107w9hed" alt="Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News" title="Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News"><figcaption>Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News</figcaption></figure><p>Segundo o <strong>Instituto Nacional de Meteorologia</strong> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>), a previsão para a capital sul-mato-grossense indicava acumulados diários <strong>entre 20 e 50 mm, sob alerta oficial de tempestade</strong>. Moradores relataram que o escoamento deficiente das vias periféricas tem se repetido há anos, provocando prejuízos materiais recorrentes.</p><h2>Destruição por vendaval em Três Lagoas e no Distrito Federal</h2><p>As tempestades também deixaram um rastro significativo de estragos no interior de Mato Grosso do Sul no fim da tarde de sexta-feira (4). Em <strong>Três Lagoas, um vendaval severo atingiu a marca de 60,8 km/h</strong> e derrubou a fachada do Fórum municipal. O temporal acumulou <strong>11,2 mm </strong>de precipitação e atingiu as obras do Shopping Popular, na região da Feira Central e da Lagoa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="pt" dir="ltr">️ Temporal no Entorno do Df: chuva forte e ventos de 60 km/h deixam rastro de estragos <a href="https://t.co/f79eks2GDR">pic.twitter.com/f79eks2GDR</a></p>— Metrópoles (@Metropoles) <a href="https://x.com/Metropoles/status/2095989763001979204?ref_src=twsrc%5Etfw">September 4, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>A ventania arremessou galhos e árvores contra os fios dos postes, gerando curto-circuito e focos de incêndio</strong> em vegetações. O Corpo de Bombeiros atendeu ainda ocorrências em um depósito de gás no bairro Vila Nova devido à fiação energizada. A Defesa Civil orientou moradores a se manterem afastados de cabos elétricos caídos e árvores instáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787217" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html" title="Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira">Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html" title="Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581727565_320.jpg" alt="Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira"></a></article></aside><p>Horas antes, na mesma sexta-feira, o <strong>Distrito Federal </strong>e áreas do Entorno enfrentaram forte instabilidade climática associada ao calor recorde de 35 °C. <strong>O fenômeno derrubou postes, afetou estruturas e aprisionou ocupantes dentro de um automóvel </strong>até o resgate pelos bombeiros, embora sem o registro de feridos. Na ocasião, as previsões meteorológicas não descartavam chuvas intensas e transtornos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Izabela%20Cavalcanti" data-year="2026" data-title="Ruas%20da%20periferia%20come%C3%A7am%20a%20alagar%20com%2030%20minutos%20de%20chuva%20na%20Capital" data-url="https%3A%2F%2Fwww.campograndenews.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fruas-da-periferia-comecam-a-alagar-com-30-minutos-de-chuva-na-capital">Izabela Cavalcanti. (2026). <a href="https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/ruas-da-periferia-comecam-a-alagar-com-30-minutos-de-chuva-na-capital" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ruas da periferia começam a alagar com 30 minutos de chuva na Capital</a>.</cite><br><cite data-author="g1%20Santos%20e%20Regi%C3%A3o" data-year="2026" data-title="Chuva%20de%20granizo%20atinge%20cidades%20do%20litoral%20de%20SP%20e%20assusta%20moradores" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fsantos-regiao%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F05%2Fchuva-de-granizo-atinge-cidades-do-litoral-de-sp-e-assusta-moradores-video.ghtml">g1 Santos e Região. (2026). <a href="https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/09/05/chuva-de-granizo-atinge-cidades-do-litoral-de-sp-e-assusta-moradores-video.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chuva de granizo atinge cidades do litoral de SP e assusta moradores</a>.</cite><br><cite data-author="Gustavo%20Bonotto" data-year="2026" data-title="Vendaval%20derruba%20fachada%20do%20F%C3%B3rum%20e%20rajada%20chega%20a%2060%2C8%20km%2Fh" data-url="https%3A%2F%2Fwww.campograndenews.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fvendaval-derruba-fachada-do-forum-e-rajada-chega-a-60-8-km-h">Gustavo Bonotto. (2026). <a href="https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/vendaval-derruba-fachada-do-forum-e-rajada-chega-a-60-8-km-h" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vendaval derruba fachada do Fórum e rajada chega a 60,8 km/h</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/temporais-com-ventos-e-granizo-provocam-danos-em-cidades-de-sp-ms-e-df-veja-imagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva de até 50 mm em GO: colheita do feijão enfrenta risco de perda de qualidade]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 17:18:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chuva prevista para o sul de Goiás pode interromper a colheita do feijão, elevar a umidade dos grãos e favorecer o escurecimento do tegumento, com impactos condicionais sobre classificação, secagem e valor comercial dos lotes colhidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788530596193.jpg" data-image="wyj8cfxzgt30" alt="umidade, chuva" title="umidade, chuva"><figcaption>Probabilidade de chuva aumenta em Goiás na noite de domingo (6), alcançando 47% em Goiânia e 32% em Rio Verde.</figcaption></figure><p>Um corredor de umidade deve levar entre 20 e 50 mm de chuva ao sul de Goiás entre 4 e 10 de setembro, <strong>alcançando o fim da terceira safra de feijão e a pré-colheita do trigo irrigado</strong>. Paraúna, Luziânia e Cristalina estão entre os polos que precisam acompanhar o avanço das instabilidades, embora a distribuição deva permanecer irregular.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações!</div><p>A mudança interrompe uma sequência seca que favorecia máquinas, secagem e qualidade dos grãos. O<strong>nde a chuva alcançar lavouras maduras, o aumento do molhamento pode paralisar a colheita</strong>, elevar a umidade do feijão e dificultar pulverizações, enquanto talhões ainda em floração ou enchimento podem aproveitar a reposição hídrica. </p><p>O trigo irrigado em pré-colheita também pode perder ritmo caso a nebulosidade mantenha a palha úmida.</p><h2>Chuva avança pelo sul goiano até 10 de setembro </h2><p>A previsão indica os maiores acumulados entre o sul de Goiás e o sudoeste de Mato Grosso do Sul, <strong>geralmente de 20 a 50 mm, com valores menores que 10 mm em outras áreas do Centro-Oeste</strong>. A instabilidade cresce no fim de semana e pode alcançar setores próximos de Paraúna, Rio Verde e Luziânia, mas os núcleos mais fortes ainda podem mudar de posição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788530793990.jpg" data-image="i17qe11itsfa" alt="chuva, GO, Goiás" title="chuva, GO, Goiás"><figcaption>Previsão de precipitação indica chuva fraca e irregular em Goiás na noite de quarta-feira (9).</figcaption></figure><p>O contraste será importante dentro do estado.<strong> Enquanto o sul e o sudoeste goianos recebem mais umidade</strong>, Cristalina, Jussara e o entorno do Distrito Federal podem ter chuva mais localizada. Para o feijão maduro, precipitação concentrada em poucas horas aumenta o risco operacional; para lavouras tardias, água disponível no solo pode sustentar enchimento e reduzir estresse antes da maturação.</p><h2>Goiás colhe 176,5 mil toneladas na terceira safra </h2><p>Goiás deve produzir 176,5 mil toneladas de feijão na terceira safra, equivalentes a 58,5% das 301,6 mil toneladas previstas no estado em 2025/26. <strong>A cultura ocupa 127 mil hectares</strong>, com rendimento médio estimado em 2,4 toneladas por hectare. Cristalina responde por 13,4% da produção estadual, enquanto Jussara, Luziânia e Paraúna figuram entre os polos nacionais do grão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788530916963.jpg" data-image="aecrhqpbvmqp" alt="Chuva, colheita, trigo, milho, feijão" title="Chuva, colheita, trigo, milho, feijão"><figcaption>Previsão de chuva acumulada até quarta-feira (9).</figcaption></figure><p>O risco não se limita à entrada da colhedora.<strong> Grãos maduros que absorvem umidade podem escurecer o tegumento</strong>, perder uniformidade e exigir mais secagem artificial. Como aparência, impurezas e teor de água pesam na classificação, lotes de Cristalina, Jussara e Paraúna expostos à chuva podem perder valor comercial, mas o efeito dependerá do volume, da duração do molhamento e do ponto de colheita.</p><h2>Intervalos secos devem orientar máquinas e secagem em Goiás </h2><p>Depois do pico de instabilidade entre 5 e 7 de setembro, <strong>a tendência é de chuva mais irregular até o dia 10</strong>. O planejamento deve separar lavouras em maturação, áreas prontas para colher e talhões ainda em enchimento, pois a mesma faixa de 20 a 50 mm pode representar interrupção operacional ou reposição útil de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade-1788531663850.jpg" data-image="8yir7izchnru" alt="umidade, solo, trigo, milho, GO" title="umidade, solo, trigo, milho, GO"><figcaption>Previsão de umidade do solo entre sábado (5) e segunda-feira (7).</figcaption></figure><ul> <li>Em Paraúna, priorizar talhões maduros durante intervalos secos e confirmar umidade antes do armazenamento.</li> <li><strong>Em Luziânia, chuva acima de 20 mm pode reduzir a sustentação do solo e limitar o tráfego pesado.</strong></li> <li>Em Cristalina, ajustar secagem e recepção ao volume colhido, evitando espera de grãos úmidos.</li> <li>Em Jussara, reavaliar pulverizações se houver vento, chuva próxima ou molhamento foliar prolongado.</li> </ul><p>Onde a chuva não se confirmar,<strong> a colheita poderá avançar, mas áreas tardias continuarão dependentes de irrigação</strong> e umidade residual. Onde chover mais, máquinas devem retornar somente após avaliação da trafegabilidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787017" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM">El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm.html" title="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deve-persistir-em-categoria-forte-ate-fevereiro-de-2027-alerta-omm-1788483716218_320.png" alt="El Niño deve persistir em categoria forte até fevereiro de 2027, segundo OMM"></a></article></aside><p>Decisões sobre colheita, aplicação e secagem precisam considerar cultivar, solo e estrutura local, com acompanhamento agronômico e atualização diária da previsão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/chuva-de-ate-50-mm-em-go-colheita-do-feijao-enfrenta-risco-de-perda-de-qualidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca recorde na Amazônia coloca 5,2 mil localidades sob alerta hídrico]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O recuo cumulativo de 3,9 milhões de hectares de cobertura florestal primária ao longo de quatro décadas enfraqueceu a barreira ecológica natural, agravando o ressecamento do solo diante de anomalias meteorológicas severas no território. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico-1788541056924.jpg" data-image="za2gz040lrtl" alt="Integração entre dados do IBGE, Inmet e MapBiomas detalha a severidade do evento climático sobre assentamentos, aldeias e núcleos urbanos amazônicos. Foto: Magnific" title="Integração entre dados do IBGE, Inmet e MapBiomas detalha a severidade do evento climático sobre assentamentos, aldeias e núcleos urbanos amazônicos. Foto: Magnific"><figcaption>Integração entre dados do IBGE, Inmet e MapBiomas detalha a severidade do evento climático sobre assentamentos, aldeias e núcleos urbanos amazônicos. Foto: Magnific</figcaption></figure><p>Um estudo divulgado pela rede <a href="https://brasil.mapbiomas.org/" target="_blank">MapBiomas</a> apontou que <strong>38% das ocupações humanas na Amazônia enfrentaram alta exposição aos efeitos do El Niño</strong> registrado em 2024. Do total de 5.673 localidades mapeadas no território, <strong>2.172</strong> <strong>sofreram de forma intensa</strong> com a redução de chuvas e o aumento das temperaturas.</p><p>O evento climático decorre do <strong>aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical</strong>, alterando a dinâmica de circulação atmosférica em várias regiões do planeta. Como consequência direta no bioma amazônico, a regularidade das chuvas é quebrada, favorecendo episódios severos de estiagem e elevação térmica expressiva.</p><h2>Redução na superfície de água e calor acima da média histórica</h2><p>Entre os meses de setembro e novembro de 2024, a cobertura de água superficial na Amazônia <strong>registrou um déficit de 1,9 milhão de hectares</strong> em relação à média observada entre 1985 e 2025. No mesmo intervalo de três meses, o índice de precipitação ficou<strong> 27% abaixo do padrão</strong> histórico da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico-1788541166165.jpg" data-image="3brtdkn13eqs" alt="Perda acumulada de 14% da vegetação nativa no bioma amazônico intensifica a vulnerabilidade da região diante dos períodos de estiagem prolongada. Foto: Magnific" title="Perda acumulada de 14% da vegetação nativa no bioma amazônico intensifica a vulnerabilidade da região diante dos períodos de estiagem prolongada. Foto: Magnific"><figcaption>Perda acumulada de 14% da vegetação nativa no bioma amazônico intensifica a vulnerabilidade da região diante dos períodos de estiagem prolongada. Foto: Magnific</figcaption></figure><p>Somada à falta de chuvas, <strong>a média das temperaturas máximas subiu 2,6ºC acima dos registros habituais</strong> para aquele período do ano. Essa combinação climática acelerou a perda de umidade do solo e intensificou o estresse hídrico sobre toda a vegetação nativa.</p><p>Em situações de escassez hídrica aliada a termômetros em alta, ocorre um avanço acentuado da evaporação na atmosfera. <strong>O resultado direto é a retração acentuada de igarapés, lagos e mananciais</strong> indispensáveis para a estabilidade ambiental da região.</p><h2>Impactos nas comunidades e retração da cobertura vegetal</h2><p>O levantamento identificou vulnerabilidades em diferentes perfis populacionais, <strong>abrangendo cidades, perímetros rurais, terras indígenas, territórios quilombolas e áreas de assentamento</strong>. A proximidade geográfica evidenciou a fragilidade dessas comunidades perante o cenário de estiagem severa.</p><div class="texto-destacado">Os registros revelam que 93% das localidades analisadas, somando 5.273 pontos habitados, situam-se em um raio de até 5 quilômetros de trechos que sofreram retração da lâmina d'água. Esse recuo alterou substancialmente a rotina dos moradores ribeirinhos e dos núcleos urbanos amazônicos.</div><p>A queda abrupta nos níveis dos rios atinge em cheio atividades de subsistência e circulação, com reflexos imediatos <strong>no transporte hidroviário, na pesca local e no fornecimento de água para consumo</strong>. Comunidades inteiras acabam isoladas devido à impossibilidade de navegação nos leitos mais rasos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-copas-das-arvores-da-amazonia-estao-ficando-vazias-o-calor-extremo-esta-provocando-a-queda-acelerada-das-folhas.html" title="As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas">As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/as-copas-das-arvores-da-amazonia-estao-ficando-vazias-o-calor-extremo-esta-provocando-a-queda-acelerada-das-folhas.html" title="As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-copas-de-los-arboles-de-la-amazonia-estan-quedando-vacias-el-calor-extremo-fuerza-la-caida-acelerada-de-hojas-1787939098748_320.png" alt="As copas das árvores da Amazônia estão ficando vazias: o calor extremo está provocando a queda acelerada das folhas"></a></article></aside><p>Essa vulnerabilidade meteorológica se torna ainda mais grave diante da perda acumulada de floresta. Ao longo dos 41 anos da série histórica avaliada,<strong> a Amazônia perdeu 3,9 milhões de hectares de sua cobertura verde</strong> original, correspondendo a uma diminuição de 14% da vegetação nativa.</p><p>O diagnóstico resultou do cruzamento da Coleção 11 de Cobertura e Uso da Terra com a Coleção 5 sobre Água e a coleção sobre Atmosfera do <strong>MapBiomas</strong>. Os pesquisadores também integraram estatísticas populacionais do <strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</strong> (<a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank">IBGE</a>) e registros do Painel El Niño, mantido pelo <strong>Instituto Nacional de Meteorologia</strong> (<a href="https://portal.inmet.gov.br/" target="_blank">INMET</a>).</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MapBiomas" data-year="2026" data-title="Mais%20de%202%20mil%20localidades%20da%20Amaz%C3%B4nia%20estiveram%20altamente%20expostas%20%C3%A0%20seca%20durante%20o%20El%20Ni%C3%B1o%20em%202024" data-url="https%3A%2F%2Fbrasil.mapbiomas.org%2Fmais-de-2-mil-localidades-da-amazonia-estiveram-altamente-expostas-a-seca-durante-o-el-nino-em-2024%2F">MapBiomas. (2026). <a href="https://brasil.mapbiomas.org/mais-de-2-mil-localidades-da-amazonia-estiveram-altamente-expostas-a-seca-durante-o-el-nino-em-2024/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mais de 2 mil localidades da Amazônia estiveram altamente expostas à seca durante o El Niño em 2024</a>.</cite><br><cite data-author="Fab%C3%ADola%20Sinimb%C3%BA" data-year="2026" data-title="Seca%20na%20Amaz%C3%B4nia%20atingiu%2038%25%20das%20%C3%A1reas%20habitadas%20no%20%C3%BAltimo%20El%20Ni%C3%B1o" data-url="https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fnoticia%2F2026-09%2Fseca-na-amazonia-atingiu-38-das-areas-habitadas-no-ultimo-el-nino">Fabíola Sinimbú. (2026). <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-09/seca-na-amazonia-atingiu-38-das-areas-habitadas-no-ultimo-el-nino" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/seca-recorde-na-amazonia-coloca-5-2-mil-localidades-sob-alerta-hidrico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como as ondas de Rossby conectam a atmosfera aos oceanos e levam alimento ao fitoplâncton]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-rossby-conectam-a-atmosfera-aos-oceanos-e-levam-alimento-ao-fitoplancton.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 12:16:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Gigantescas, lentas e praticamente invisíveis — é assim que as ondas de Rossby se propagam pelos oceanos. Ao se moverem, essas ondas podem levar nutrientes ao fitoplâncton ou fazê-lo afundar para além do seu alcance.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788074618550.png" data-image="lbjzdk885325" alt="fitoplâncton; mar; Rossby; afloramento" title="fitoplâncton; mar; Rossby; afloramento"><figcaption>Quando encontra luz e nutrientes suficientes, o fitoplâncton pode se multiplicar a ponto de transformar a cor do oceano.</figcaption></figure><p>Existe um paradoxo nas águas superficiais do oceano. Há abundância da luz de que o <strong>fitoplâncton </strong>necessita para a fotossíntese, mas grande <strong>parte de seu alimento permanece dezenas ou centenas de metros abaixo</strong>. Nitratos, fosfatos e outros nutrientes tendem a se acumular nas águas profundas, longe dessa zona iluminada pelo sol.</p><div class="texto-destacado">Na estrutura vertical de grande parte do oceano, é possível distinguir a termoclina — onde a temperatura diminui rapidamente — e a nutriclina — onde a concentração de nutrientes começa a aumentar com a profundidade.</div><p>O problema? Ao contrário dos peixes, <strong>esses microrganismos não conseguem percorrer longas distâncias em busca de alimento</strong>. Seu crescimento depende de correntes, processos de mistura ou ressurgência que lhes tragam nutrientes. Entre os processos capazes de realizar isso estão as <strong>ondas de Rossby</strong> — perturbações gigantescas e de movimento lento que atravessam as bacias oceânicas.</p><h2>Ondas não visíveis da praia</h2><p>Imagine o “<em>olé</em>” feito pela multidão em um estádio. Cada pessoa se levanta e se senta novamente no mesmo lugar. Ninguém se desloca pelo estádio; é o movimento em si que percorre as arquibancadas. Algo semelhante acontece com as <strong>ondas de Rossby oceânicas</strong>. Em vez de pessoas se levantando e se sentando, são <strong>vastas extensões de água que sobem e descem muito lentamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788078170295.png" data-image="mhpvn9w1ob7g"><figcaption>As ondas de Rossby são monitoradas do espaço por meio do acompanhamento de anomalias do nível do mar que se deslocam para o oeste. Imagem cortesia do NASA Scientific Visualization Studio.</figcaption></figure><p>No entanto, elas não se parecem com as ondas que normalmente vemos quebrando na costa. Podem se estender por centenas ou até milhares de quilômetros. Ainda assim, na superfície, elevam ou rebaixam o nível do mar em apenas alguns centímetros. Por outro lado, sob a água, podem deslocar em dezenas de metros as camadas que separam as águas superficiais quentes das águas profundas, frias e ricas em nutrientes.</p><p>Elas se originam da rotação da Terra e da maneira como o efeito Coriolis varia com a latitude. Geralmente, deslocam-se para o oeste, e o fazem com extraordinária lentidão. Consequentemente, podem levar de meses a anos para atravessar o oceano. E, <strong>à medida que avançam, o movimento vertical que geram pode determinar se os nutrientes permanecem longe da luz ou se sobem </strong>o suficiente.</p><h3>A atmosfera faz o pedido</h3><p><strong>Embora se desenvolvam no oceano, muitas dessas ondas originam-se de alterações na atmosfera</strong>. Variações nos padrões de vento ou fenômenos como o El Niño-Oscilação Sul, o Dipolo do Oceano Índico ou a Oscilação Madden-Julian podem perturbar a superfície e gerar ondas oceânicas.</p><p>É assim que os dois sistemas estão conectados: uma<strong> anomalia atmosférica altera os ventos</strong> que, por sua vez,<strong> exercem pressão sobre a superfície do oceano</strong>. A resposta resultante pode propagar-se pelo interior do oceano durante meses.</p><div class="texto-destacado">À medida que uma onda de Rossby se propaga, suas cristas e cavados deformam as camadas internas do oceano: sob os cavados, a termoclina e a nutriclina podem subir, aproximando águas ricas em nutrientes da zona iluminada pelo sol; sob as cristas, essas camadas descem, afastando os nutrientes do fitoplâncton.</div><p>Mas vamos esclarecer uma coisa. As ondas não transportam uma carga de nutrientes de um lugar para outro como caminhões de entrega. O que elas transportam, principalmente, é energia. <strong>À medida que avançam, elas elevam ou rebaixam as camadas subsuperficiais de água</strong> — e, com isso, pode-se dizer que <strong>trazem a "despensa" do fitoplâncton para mais perto ou a afastam</strong>.</p><h2>Os afloramentos que seguem as ondas</h2><p>As pesquisas sobre a relação entre essas ondas e o fitoplâncton começaram com o uso de satélites. Um estudo publicado na revista <em>Nature </em>em 2001 constatou que sinais associados às<strong> ondas de Rossby </strong>correspondiam a uma parcela <strong>entre 5% e 20% da variabilidade observada na clorofila oceânica</strong>.</p><p>Em <strong>2014</strong>, um planador submarino detectou ondas de Rossby associadas à Oscilação Madden-Julian no Oceano Índico. Durante a passagem da fase que provocava a ascensão das camadas internas, o <strong>nível de concentração máxima de clorofila elevou-se entre 10 e 25 metros, aproximando-se de condições mais favoráveis de luz e nutrientes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788074841439.png" data-image="zty2tt6h1675"><figcaption>Os cavados das ondas de Rossby oceânicas trazem nutrientes para mais perto do fitoplâncton, enquanto as suas cristas os afastam da superfície.</figcaption></figure><p>Um evento ainda mais intenso ocorreu durante o La Niña de 2010–2011. As fases ascendentes das ondas elevaram a termoclina em mais de 70 metros no Oceano Índico tropical e foram associadas a um <strong>afloramento de fitoplâncton</strong> aproximadamente quatro vezes superior ao valor climatológico e duas vezes maior do que a registrada durante outro episódio de La Niña.</p><h3>A entrega também pode ser cancelada</h3><p>No entanto, <strong>nem todas as ondas transportam nutrientes para a superfície</strong>. Em 2015, 2019 e 2023, as cristas das ondas estiveram associadas a um aprofundamento da termoclina para cerca de 150 metros — aproximadamente 25 metros a mais do que o habitual. Em 2023, o máximo de clorofila deslocou-se para baixo, passando de cerca de 50 metros para profundidades entre 75 e 95 metros, praticamente desaparecendo da superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-ajudam-a-monitorar-o-estresse-nutricional-nos-oceanos-o-caso-de-eventos-el-nino.html" title="Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño">Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-ajudam-a-monitorar-o-estresse-nutricional-nos-oceanos-o-caso-de-eventos-el-nino.html" title="Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estres-nutricional-oceanos-el-nino-1781410644644_320.png" alt="Satélites da NASA ajudam a monitorar o estresse nutricional nos oceanos: o caso de eventos El Niño"></a></article></aside><p>Em um oceano cada vez mais quente e estratificado, a profundidade das camadas ricas em nutrientes também está mudando. As <strong>ondas de Rossby</strong> continuarão atravessando as bacias oceânicas, mas sua <strong>capacidade de trazer nutrientes para a superfície dependerá das condições oceânicas</strong> que encontrarem pelo caminho.</p><p>O agente transportador continuará chegando, ainda que o conteúdo e o destino de cada entrega possam variar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Carr%2C%20M.D.%2C%20Aguilar-Gonz%C3%A1les%2C%20B.%2C%20Hermes%2C%20J.%2C%20Veitch%2C%20J%20y%20Reason%2C%20C." data-year="2025" data-title="The%20Role%20of%20Rossby%20Waves%20and%20Indonesian%20Throughflow%20Waters%20in%20Shaping%20the%20Phytoplankton%20Bloom%20Over%20the%20Seychelles%20Chagos%20Thermocline%20Ridge%3A%20A%20Biogeochemical%20Argo%20Case%20Study" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2025JC022742">Carr, M.D., Aguilar-Gonzáles, B., Hermes, J., Veitch, J y Reason, C.. (2025). <a href="https://doi.org/10.1029/2025JC022742" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Role of Rossby Waves and Indonesian Throughflow Waters in Shaping the Phytoplankton Bloom Over the Seychelles Chagos Thermocline Ridge: A Biogeochemical Argo Case Study</a>.</cite><br><cite data-author="Mete%20Uz%2C%20B.%2C%20Yoder%2C%20J.A.%20y%20Osychny%2C%20V." data-year="2001" data-title="Pumping%20of%20nutrients%20to%20ocean%20surface%20waters%20by%20the%20action%20of%20propagating%20planetary%20waves" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2F35054527">Mete Uz, B., Yoder, J.A. y Osychny, V.. (2001). <a href="https://www.nature.com/articles/35054527" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pumping of nutrients to ocean surface waters by the action of propagating planetary waves</a>.</cite><br><cite data-author="Alcal%C3%A1%20Verdugo%2C%20A.%20y%20P%C3%A9rez%20Hern%C3%A1ndez%2C%20M.D." data-year="2026" data-title="Ondas%20de%20Rossby%2C%20el%20%E2%80%98Uber%20Eats%E2%80%99%20del%20oc%C3%A9ano" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fondas-de-rossby-el-uber-eats-del-oceano-287731">Alcalá Verdugo, A. y Pérez Hernández, M.D.. (2026). <a href="https://theconversation.com/ondas-de-rossby-el-uber-eats-del-oceano-287731" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ondas de Rossby, el ‘Uber Eats’ del océano</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-rossby-conectam-a-atmosfera-aos-oceanos-e-levam-alimento-ao-fitoplancton.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A história do terremoto esquecido de 1975, quando um tremor de magnitude 5,0 foi registrado na Itália]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-historia-do-terremoto-esquecido-de-1975-quando-um-tremor-de-magnitude-5-0-foi-registrado-na-italia.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O tremor desapareceu da memória coletiva devido aos danos mínimos causados nas duas cidades. Eis o que sabemos hoje sobre aquele terremoto — o mais forte a atingir a região desde o desastroso sismo de 1908.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307410950.jpg" data-image="v1zs5srpy66u" alt="Terremoto, Stretto di Messina." title="Terremoto, Stretto di Messina."><figcaption>O epicentro do grande terremoto de 28 de dezembro de 1908. Fonte da imagem: Wikipédia.</figcaption></figure><p>Nem todos sabem que, após o<strong> </strong>terremoto catastrófico<strong> </strong>de 28 de dezembro de 1908, a região do<strong> Estreito de Messina</strong> (<strong>Itália</strong>) foi atingida por um <strong>terremoto de magnitude 5,0</strong> (na escala Richter) que, desde então, caiu praticamente no esquecimento. Na noite de 15 para 16 de janeiro de <strong>1975</strong>, à 1h09 da manhã, o Estreito de Messina voltou a tremer.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um tremor com magnitude estimada entre 4,7 e 5,1 — com hipocentro a uma profundidade de 10 a 21 quilômetros e epicentro na região da Calábria, entre Gallico Marina e Reggio Calabria — abalou ambas as margens.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi <strong>o evento sísmico local mais forte desde a catástrofe de 28 de dezembro de 1908</strong>. No entanto, cinquenta anos depois, permanece como um terremoto quase apagado da memória coletiva, devido à ausência de danos nas duas cidades.</p><h2><strong>O que sabemos hoje sobre aquele terremoto?</strong></h2><p>O tremor <strong>originou-se ao longo do plano de uma falha escalonada que margeia a costa de Reggio Calabria, no lado calabrês do Estreito </strong>— um sistema que, muito provavelmente, não havia liberado totalmente a tensão acumulada durante o grande terremoto de 1908.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307515545.jpg" data-image="8m7f1vd0yuh3"><figcaption>A região do Estreito de Messina permanece como uma das zonas de maior atividade sísmica no Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>Os estudos mais recentes sobre o Estreito de Messina (particularmente o estudo de 2025–2026 publicado na revista <em>Tectonophysics</em>) descrevem <strong>um sistema de pequenos segmentos de falha orientados na direção NE–SW</strong>, dispostos em um padrão de linhas diagonais e formando uma área elíptica nas <strong>imediações do epicentro do terremoto de 1908</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Essas estruturas, que são muito menores do que a falha de 1908, são as que atualmente geram sequências sísmicas de magnitude baixa a moderada (por exemplo, 2005, 2006, 2013, 2016) e são consistentes com os mecanismos de falhas típicos da região.</strong></div><p>A intensidade macrossísmica atingiu o grau VII–VIII na escala Mercalli. Em Reggio Calabria, foram registrados <strong>danos em algumas edificações mais antigas</strong>, incluindo a queda de escombros, bem como rachaduras em igrejas e prédios históricos — entre eles a Catedral e diversas estruturas públicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Alguns edifícios foram declarados estruturalmente inseguros e tiveram de ser demolidos. Em Messina, os efeitos foram ainda mais limitados, envolvendo algumas pequenas rachaduras e a queda de reboco e de algumas cornijas.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Milhares de pessoas saíram às ruas tomadas pelo medo, e muitas passaram a noite ao relento. Houve<strong> seis mortes no total, quase todas decorrentes de colapso cardiovascular provocado pelo choque</strong>. Apenas algumas pessoas sofreram ferimentos leves causados pela queda de escombros.</p><h2><strong>Por que não houve muitos danos?</strong></h2><p>O que chama a atenção, em retrospecto, é justamente a extensão limitada dos danos. Em duas cidades densamente povoadas atingidas por um tremor capaz de provocar pânico e registrar níveis elevados de intensidade,<strong> praticamente não houve desabamentos</strong>, e os danos estruturais permaneceram localizados.</p><p>É verdade que um terremoto de magnitude 5,1 na escala Richter não é particularmente intenso. No entanto, <strong>os danos limitados devem-se, em grande parte, às normas antissísmicas introduzidas após 1908</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307591093.jpg" data-image="bdwhu9n85e3e" alt="Messina, terremoto de1908" title="Messina, terremoto de1908"><figcaption>As ruínas de Messina após o terremoto de 28 de dezembro de 1908. Fonte da imagem: Wikipedia.</figcaption></figure><p>O <strong>terremoto que atingiu Messina e Reggio Calabria em 28 de dezembro de 1908</strong> arrasou bairros inteiros e causou dezenas de milhares de mortes. A resposta legislativa foi imediata e rigorosa. O <strong>Decreto Real de 18 de abril de 1909 (e suas atualizações posteriores) impôs normas rígidas </strong>para a reconstrução e para todas as novas construções na região do Estreito.</p><p>Essas medidas introduziram<strong> restrições de altura</strong>, exigências de<strong> conexões estruturais horizontais e verticais</strong>, o uso de materiais e<strong> técnicas construtivas mais resistentes</strong>, além de <strong>inspeções rigorosas</strong>. Aplicados com relativa consistência ao longo de décadas, esses regulamentos transformaram o parque edificado de ambas as cidades.</p><p>As edificações de alvenaria reconstruídas ou erguidas após 1909 — e, em maior grau ainda, as estruturas de concreto armado dos anos seguintes — demonstraram uma capacidade muito superior de resistir a forças sísmicas em comparação com o tecido urbano anterior a 1908.</p><h2><strong>Campo de testes para a área reconstruída resistir a terremotos</strong></h2><p>O terremoto de 1975 foi, em certo sentido, o primeiro teste real daquele sistema regulatório. Embora de intensidade moderada, o tremor foi suficiente para evidenciar as disparidades nas edificações da região.</p><p>Onde as <strong>estruturas atendiam às normas de segurança sísmica, os danos restringiram-se à superfície ou foram praticamente inexistentes</strong>. Por outro lado, onde havia edifícios mais antigos — ou construídos com menos rigor ou com materiais de qualidade inferior —, surgiram rachaduras e separações estruturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-storia-del-terremoto-dimenticato-del-1975-quando-sullo-stretto-si-registro-una-scossa-di-5-richter-1787307665263.jpg" data-image="ehksm9z5uxsj"><figcaption>Vista panorâmica da parte central do Estreito de Messina, entre as duas margens.</figcaption></figure><p><strong> Não houve desabamentos generalizados</strong>, nem ruas inteiras tornadas intransitáveis, nem uma segunda catástrofe urbana.</p><p>Hoje, meio século depois, aquele terremoto praticamente desapareceu do discurso público. Na memória coletiva, ele foi eclipsado por eventos que atraíram mais atenção da mídia ou por tremores subsequentes (como o terremoto do Golfo de Patti, em 1978). No entanto, permanece sendo um episódio instrutivo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784389" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terremotos-fortes-estao-realmente-se-tornando-mais-frequentes-ao-redor-do-mundo.html" title="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?">Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/ciencia/terremotos-fortes-estao-realmente-se-tornando-mais-frequentes-ao-redor-do-mundo.html" title="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/i-forti-terremoti-stanno-davvero-aumentando-nel-mondo-1786828117399_320.jpg" alt="Terremotos fortes estão realmente se tornando mais frequentes ao redor do mundo?"></a></article></aside><p>Ele nos lembra que <strong>o Estreito de Messina é uma área sismicamente ativa</strong> — caracterizada por um sistema de falhas complexo (incluindo falhas menores que acompanham o sistema principal de 1908) — e que eventos de magnitude moderada podem ocorrer apenas algumas décadas após um terremoto de grande magnitude.</p><p>Acima de tudo, porém, ele nos lembra que as normas antissísmicas funcionam quando são bem elaboradas e rigorosamente aplicadas. Em 1975, em Reggio e Messina, essas normas — surgidas da tragédia de 1908 — fizeram a diferença entre um terremoto aterrorizante e uma catástrofe.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/ciencia/a-historia-do-terremoto-esquecido-de-1975-quando-um-tremor-de-magnitude-5-0-foi-registrado-na-italia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria provoca alerta de extensa 'linha de tempestades' no Centro-Norte; confira]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço de uma frente fria nos próximos dias sobre o Brasil permite a formação de uma linha de instabilidade que irá se deslocar no Centro-Norte do Brasil entre o sábado e domingo, gerando alertas de tempestades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb43hva"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb43hva.jpg" id="xb43hva"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste final de semana, uma <strong>frente fria</strong> avança sobre o Brasil e, além de mudar as condições do tempo no<strong> Centro-Sul, </strong>influência também o tempo no <strong>Centro-Norte</strong>. O <strong>sistema frontal </strong>favorecerá a formação de nuvens carregadas e de uma <strong>linha de instabilidade</strong> que é uma extensa faixa com potencial para <strong>tempestades </strong>entre o final da <strong>noite de hoje (5)</strong> e o <strong>decorrer deste domingo (6)</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber a previsão do tempo no nosso <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VbBLUjVFcow4tnOD1w00" target="_blank">novo canal do Whatsapp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações! </div><p>Diversos estados do Norte registrarão aumento da cobertura de nuvens após uma sequência de <strong>dias de tempo seco</strong> e firme. A seguir, veja como <strong>ficará o tempo neste</strong> final de semana nas <strong>regiões sob alerta de</strong> tempestades.</p><h2>Linha de tempestades se forma e deixa estados em alerta</h2><p>A <strong>frente fria segue avançando</strong> pelo país ao longo deste sábado (5), e <strong>áreas do Sul, Sudeste</strong> e<strong> Centro-Oeste</strong> já registram aumento de nebulosidade e pancadas de forte intensidade. Durante a manhã de hoje (5), <strong>há previsão de chuva</strong> na região de Cuiabá (MT), mas com <strong>fraca intensidade</strong>, enquanto o tempo estável prevalece no restante do Centro-Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581116335.jpg" data-image="ec8t16oeybar" alt="Precipitação domingo madrugada." title="Precipitação domingo madrugada."><figcaption>A previsão mostra os primeirs nucleos intensos de convecção anterior ao surgimento de linhas de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil durante a madrugada de domingo (6).</figcaption></figure><p>No decorrer da tarde e da noite, as <strong>instabilidades ganharão terreno </strong>e o modelo <strong><em>ECMWF </em></strong>indica <strong>maior potencial para chuvas</strong> em áreas de <strong>Mato Grosso e Rondônia</strong>. Outros estados, como Amazonas e Pará, registrarão incremento de nuvens, principalmente na porção sul.</p><p>Ao final deste sábado (5), um <strong>intenso núcleo de tempestade</strong> surgirá na divisa entre Goiás e Minas Gerais, <strong>afetando a região de</strong> Rio Verde (GO), no sul do território goiano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787118" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência">Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia.html" title="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-avanca-e-muda-o-tempo-pelo-brasil-no-fim-de-semana-e-no-feriado-da-independencia-1788524486455_320.jpg" alt="Frente fria avança e muda o tempo pelo Brasil no fim de semana e no Feriado da Independência"></a></article></aside><p>Durante a <strong>madrugada de domingo (6)</strong>, esse núcleo tempestuoso <strong>ganhará o formato </strong>de uma extensa<strong> linha de instabilidade</strong>. Desta forma, haverá <strong>potencial para chuvas intensas</strong>,<strong> queda de granizo</strong>, <strong>riscos de microexplosões </strong>e fortes <strong>rajadas de vento</strong> à medida que o sistema se desloca.</p><p>As primeiras localidades atingidas pela linha de tempestades ficam no interior de<strong> Goiás, Distrito</strong> <strong>Federal </strong>e<strong> noroeste de Mins Gerais</strong>, ainda durante a madrugada e início da manhã. Simultaneamente, um <strong>segundo núcleo convectivo </strong>atuará sobre o <strong>sul do Mato Grosso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581247986.jpg" data-image="n47iv0pt3hy7" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>O mapa de densidade de raios mostra a atuação da linha de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil, exemplificando as áreas com maiores chances de tempestades.</figcaption></figure><p>Esse <strong>sistema também evoluirá para uma linha de instabilidade</strong> impulsionada pela frente fria. As células com potencial para transtornos atingirão uma ampla faixa do Centro-Norte a partir das primeiras horas da manhã de domingo (6).</p><p><strong>Novamente</strong>, o <strong>sul de Goiás </strong>será afetado em uma faixa que se estende pelo interior de Mato Grosso e sul do estado de Rondônia. Ao final da manhã de domingo (6), os <strong>alertas de tempestades </strong>valerão para a região central mato-grossense e <strong>interior rondoniense, </strong>alcançando cidades como <strong>Ji-Paraná (RO) e Sinop (MT).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira-1788581171026.jpg" data-image="c39kcb45o76b" alt="Linha de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil." title="Linha de instabilidade sobre o Centro-Norte do Brasil."><figcaption>Linha de tempestade atua sobre áreas dos estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.</figcaption></figure><p>Durante o período da tarde, a <strong>linha de tempestades </strong>se intensificará, elevando o nível de <strong>alerta no Acre, sul</strong> do <strong>Amazonas</strong>, <strong>Rondônia </strong>e <strong>oeste do Mato Grosso</strong>. Em toda essa área<strong>, haverá riscos elevados</strong> de descargas elétricas e <strong>rajadas de vento fortes</strong>.</p><p>Com a chegada da noite, a <strong>linha de instabilidade perderá</strong> <strong>força </strong>e as precipitações enfraquecerão. Com isso, os <strong>alertas</strong> ficarão restritos a áreas pontuais do <strong>Centro-Norte</strong>, afetando entre três e quatro estados da região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/previsao/frente-fria-provoca-alerta-de-extensa-linha-de-tempestades-no-centro-norte-confira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Denis William]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista avisa sobre as urtigas: "Elas revelam a excelente qualidade do solo — não as arranque"]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/plantas/especialista-avisa-sobre-as-urtigas-elas-revelam-a-excelente-qualidade-do-solo-nao-as-arranque.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 23:46:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As urtigas nem sempre são um problema: elas podem indicar um solo fértil e rico em nutrientes. Descubra o que elas sinalizam e como removê-las sem danificar o terreno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-experto-advierte-no-la-arranques-de-golpe-la-presencia-de-ortigas-revela-la-excelente-calidad-de-tu-suelo-1788530023615.jpeg" data-image="9ufepw9az241"><figcaption>As urtigas nem sempre representam um problema; elas também podem indicar a saúde do solo.</figcaption></figure><p>A notória <strong>urtiga </strong>frequentemente provoca uma reação imediata no jardim: livrar-se dela o mais rápido possível. No entanto, essa planta <strong>pode oferecer informações valiosas sobre as condições do solo</strong>.</p><p>Sua presença não significa necessariamente que o solo esteja em más condições ou que a planta deva ser simplesmente removida. Pelo contrário, ela <strong>pode ser um sinal de fertilidade e boa disponibilidade de nutrientes</strong>. Antes de arrancá-la precipitadamente, vale a pena entender o que ela indica e qual a melhor forma de proceder.</p><h2>Por que as urtigas aparecem?</h2><p>A urtiga, especialmente a <strong>urtiga-comum (<em>Urtica dioica</em>)</strong>, é uma planta que geralmente<strong> prospera em solos ricos em matéria orgânica e nutrientes</strong> disponíveis. É comumente encontrada perto de acúmulos de restos vegetais, ao lado de recintos de animais ou em áreas que receberam adubação orgânica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">How do nettles sting? Tiny hollow needles protrude from the stems and leaves of stinging nettles (Urtica dioica). Brushing against them causes them to bend, and squeezes poison held in a sac at their base into the syringe, which is then injected into the victims skin! <a href="https://x.com/hashtag/nature?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#nature</a> <a href="https://t.co/mOIrJKlR9P">pic.twitter.com/mOIrJKlR9P</a></p>— VenetiaJane's Garden (@VenetiaJane) <a href="https://x.com/VenetiaJane/status/1748291075389710606?ref_src=twsrc%5Etfw">January 19, 2024</a></blockquote></figure><p>O seu crescimento pode indicar que o solo possui boa capacidade de nutrir as plantas. <strong>No entanto, não é uma prova definitiva de qualidade</strong>: também pode surgir em solos perturbados ou úmidos, ou sob condições específicas de nitrogênio.</p><p>A <strong>sua presença deve ser interpretada em conjunto com outros indicadores</strong>, como a estrutura do solo, a atividade das minhocas e o estado das culturas.</p><h2>Um sinal de fertilidade, mas não um diagnóstico completo</h2><p>Existe uma explicação simples para a relação entre as urtigas e o solo fértil. Essas plantas<strong> prosperam em ambientes ricos em nutrientes</strong>, especialmente <strong>onde há matéria orgânica </strong>em decomposição. Nesses locais, elas encontram recursos que favorecem seu crescimento e permitem a formação de populações densas.</p><p>Isso não significa que as urtigas "criem" fertilidade por conta própria, nem que sua presença garanta uma colheita abundante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779454" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/papelao-no-jardim-em-vez-do-lixo-o-truque-para-combater-ervas-daninhas-e-melhorar-a-qualidade-do-solo.html" title="Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo">Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/plantas/papelao-no-jardim-em-vez-do-lixo-o-truque-para-combater-ervas-daninhas-e-melhorar-a-qualidade-do-solo.html" title="Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/kartons-im-garten-statt-im-muell-warum-immer-mehr-hobbygaertner-auf-pappe-gegen-unkraut-und-fure-bessere-boeden-setzen-1784209553372_320.png" alt="Papelão no jardim em vez do lixo: o truque para combater ervas daninhas e melhorar a qualidade do solo"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, <strong>não se deve presumir que qualquer área coberta por urtigas seja automaticamente excelente</strong>. A qualidade do solo depende de muitos outros fatores: nutrientes, matéria orgânica, capacidade de retenção de água, aeração e equilíbrio biológico.</p><p>Ainda assim, observá-las pode oferecer uma<strong> oportunidade de conhecer melhor o terreno</strong>. Se elas surgem ao lado de outras plantas vigorosas e o solo parece saudável, podem fazer parte de um conjunto de indicadores positivos.</p><h2>Tem que arrancá-las tudo de uma vez?</h2><p>A recomendação de <strong>não removê-las todas de uma vez</strong> faz sentido quando o objetivo é preservar a biodiversidade e evitar perturbar o ambiente desnecessariamente. As urtigas podem oferecer abrigo e alimento para diversos insetos, além de fazerem parte da vegetação espontânea do jardim.</p><p>Elas também podem ser<strong> removidas gradualmente</strong>, especialmente se estiverem crescendo perto de caminhos, áreas de lazer ou locais onde o contato com a pele possa ser problemático.</p><div class="texto-destacado">Se não estiverem invadindo uma área cultivada ou obstruindo a passagem, uma opção é deixá-los em um espaço controlado.<br></div><p>Para removê-las, as medidas mais importantes são<strong> usar luvas resistentes, cobrir os braços e as pernas</strong> e trabalhar com cuidado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-experto-advierte-no-la-arranques-de-golpe-la-presencia-de-ortigas-revela-la-excelente-calidad-de-tu-suelo-1788530424851.jpeg" data-image="7wrx5gzq201c"><figcaption>É essencial proteger-se ao manusear urtigas.</figcaption></figure><p> Se você deseja reduzir a presença delas, o ideal é<strong> remover as plantas antes que produzam sementes e ficar atento a possíveis rebrotes</strong>. Em vez de recorrer imediatamente a produtos químicos, você pode optar por métodos mecânicos e manter a área limpa. </p><h2>Como aproveitar sua presença na horta?</h2><p>As urtigas também podem fornecer informações úteis para o manejo da horta. Se elas surgirem em um canteiro, vale a pena <strong>observar se o solo está recebendo aplicações de esterco, composto ou restos vegetais</strong>. Tais observações podem ajudar a ajustar as práticas de adubação e evitar a adição de nutrientes desnecessários.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Las plantas bioindicadoras nos informan sobre las características del suelo: Diente de león (fósforo y molibdeno), Amapola silvestre (calcio), Ortiga mayor (nitrógeno y humedad), Llantén mayor (compactación) y Coquillo (acidez y anaerobiosis). <a href="https://x.com/hashtag/Agronom%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Agronomía</a> <a href="https://x.com/hashtag/Jardiner%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jardinería</a> <a href="https://t.co/Gob0qVAH8M">pic.twitter.com/Gob0qVAH8M</a></p>— Ing. R. Valdivia (@InteresAgro) <a href="https://x.com/InteresAgro/status/1807914940050858296?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2024</a></blockquote></figure><p>Além de tudo isso, <strong>as urtigas podem desempenhar um papel no manejo mais natural do jardim</strong>; por exemplo, algumas pessoas as utilizam para preparar soluções à base de plantas, embora estas não devam ser consideradas substitutas de uma adubação equilibrada ou dos tratamentos necessários quando há presença de pragas ou doenças.</p><h2>É importante observar antes de agir</h2><p>Da próxima vez que as urtigas surgirem, o ideal é <strong>não as encarar apenas como um incômodo</strong>; como mencionado anteriormente, elas podem oferecer pistas sobre a fertilidade do solo e proporcionar uma oportunidade de compreender melhor as condições do terreno.</p><p>O segredo está em observar, interpretar e agir com critério. <strong>Se não causarem problemas, podem ser mantidas em uma área controlada</strong>. Caso a remoção seja necessária, realizá-la de forma gradual e segura ajuda a preservar o equilíbrio do jardim.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É claro que a sua presença não é suficiente para confirmar que o terreno é excelente.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É muito importante perceber que, às vezes, uma planta espontânea pode revelar mais sobre o solo do que qualquer rótulo de fertilizante.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/plantas/especialista-avisa-sobre-as-urtigas-elas-revelam-a-excelente-qualidade-do-solo-nao-as-arranque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h]]></title><link>https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 22:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A China está testando uma aeronave de alta capacidade com mais de 800 assentos, envergadura de 85 metros e velocidade de cruzeiro próxima de 1.000 km/h.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337379618.jpg" data-image="b1g1rrhq6swc"><figcaption>O projeto BWB da aeronave chinesa integra as asas e a fuselagem em uma estrutura única e visa reduzir o arrasto aerodinâmico. A aeronave possui uma envergadura de 85 metros — superando o limite do Código F da ICAO — e ainda não tem data prevista para construção. Imagem: IA</figcaption></figure><p>A <strong>China </strong>nos surpreende mais uma vez. Desta vez, o país trabalha no projeto de uma<strong> aeronave comercial</strong> que se distancia significativamente da arquitetura convencional dos aviões de passageiros. A iniciativa surgiu no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Aerodinâmica da China (CARDC), que testou um modelo baseado na configuração<em> Blended Wing Body</em> (BWB) — ou corpo de asa integrada —, na qual <strong>a fuselagem central e as asas formam uma superfície única e contínua</strong>.</p><p>As dimensões projetadas refletem a capacidade que o projeto visa alcançar. A aeronave teria aproximadamente <strong>43 metros de comprimento e 85 metros de envergadura</strong>, atingindo uma velocidade de cruzeiro próxima de<strong> 1.000 km/h</strong>. No papel, ela poderia transportar<strong> mais de 800 passageiros </strong>em voos de longa distância.</p><h2>Assim seria o avião chinês para 800 passageiros</h2><p>O conceito BWB altera a configuração convencional de uma aeronave comercial. Em vez de concentrar a carga em uma fuselagem separada das asas, a proposta chinesa integra ambos os componentes em <strong>uma estrutura contínua</strong>. Como resultado, uma área superficial maior da aeronave contribui para a geração de sustentação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">China adds an 800-passenger jet with a blended wing body (BWB) to its big aircraft plan. Futuristic plane model has a wingspan 1.6 times that of a B-2 Spirit stealth bomber and seats more than worlds largest commercial aircraft.<a href="https://t.co/s4OS9Zg23u">https://t.co/s4OS9Zg23u</a><a href="https://t.co/5PEKG3nZCl">https://t.co/5PEKG3nZCl</a> <a href="https://t.co/VoFcbstDRs">pic.twitter.com/VoFcbstDRs</a></p>— Fay (@FaySue6) <a href="https://x.com/FaySue6/status/2094308429477142533?ref_src=twsrc%5Etfw">August 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Com essa arquitetura, os pesquisadores buscam obter <strong>menor arrasto aerodinâmico durante o voo</strong>. Essa característica permitiria uma combinação de capacidade, desempenho e consumo de energia distinta daquela das aeronaves comerciais convencionais.</p><p>O tamanho também faz uma diferença significativa. Com uma <strong>envergadura de 85 metros</strong>, a aeronave planejada seria maior do que o Airbus A380, que possui envergadura inferior a 80 metros. A <strong>velocidade de cruzeiro projetada para a aeronave é de aproximadamente 987 km/h</strong>.</p><h2>Testes da aeronave gigante foram feitos em escala 1:52</h2><p>Antes de avançar para uma aeronave em escala real, a China submeteu o conceito a<strong> testes em um túnel de vento transônico</strong>. Para esse fim, foi utilizado um <strong>modelo em escala 1:52</strong>, medindo aproximadamente 80 centímetros de comprimento e com uma envergadura de 1,6 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337313227.jpg" data-image="jd59ga2vcslj"><figcaption>A China está testando uma aeronave com capacidade para mais de 800 passageiros, envergadura de 85 metros e velocidade de cruzeiro de 987 km/h. O modelo BWB está passando por testes em túnel de vento enquanto a China avalia sua viabilidade para voos de longa distância. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Os <strong>testes abrangeram velocidades que variaram de 493 a 987 km/h</strong>. Durante os ensaios, foram analisados o comportamento aerodinâmico, a estabilidade e a deformação estrutural — três aspectos essenciais para verificar como essa configuração responde a diversas condições de voo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-megaprojeto-do-seculo-o-plano-de-engenharia-da-china-que-redistribui-agua-por-todo-o-seu-territorio.html" title="O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio">O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/o-megaprojeto-do-seculo-o-plano-de-engenharia-da-china-que-redistribui-agua-por-todo-o-seu-territorio.html" title="O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-megaproyecto-del-siglo-el-plan-de-ingenieria-con-el-que-china-redistribuye-el-agua-de-todo-su-territorio-1782387847515_320.jpeg" alt="O megaprojeto do século: o plano de engenharia da China que redistribui água por todo o seu territorio"></a></article></aside><p>Os resultados indicaram uma razão sustentação-arrasto máxima de aproximadamente 20 em velocidades inferiores a 867 km/h. Esse valor serve como medida de eficiência aerodinâmica, uma vez que uma razão elevada indica que a aeronave gera sustentação com um arrasto relativamente menor.</p><h2>A envergadura de 85 metros representa um problema</h2><p>O principal desafio do projeto não está apenas em fazer a aeronave voar. Sua envergadura de 85 metros<strong> excederia o limite estabelecido para a categoria Código F da Organização da Aviação Civil Internacional</strong> (OACI), que abrange aeronaves com envergaduras variando de 65 a pouco menos de 80 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337547509.jpg" data-image="bbfndfee8wld"><figcaption>O protótipo chinês foi testado em escala 1:52 em um túnel de vento transônico, utilizando um modelo de 80 centímetros de comprimento. Os testes analisaram sua estabilidade e comportamento entre 493 e 987 km/h — a velocidade projetada para a futura aeronave comercial. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Essa diferença<strong> afetaria sua utilização em aeroportos</strong> já existentes. As instalações precisariam avaliar aspectos como pistas de taxiamento, áreas de estacionamento e pátios, visto que as dimensões projetadas ultrapassariam os limites padrão para essa categoria.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/kadJZMJM2xM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=kadJZMJM2xM" id="kadJZMJM2xM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Por enquanto, a aeronave para 800 passageiros permanece como um conceito em <strong>fase de testes</strong>.</p><p>Não existe uma aeronave comercial em escala real baseada nessa proposta, nem uma data definida para sua construção ou entrada em serviço. Consequentemente, o projeto ainda não avançou além da fase experimental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.com/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>